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Cientistas criam 'arco-íris de som' mais completo da história em chip de silício

13 de Agosto de 2026, 20:51

Pela primeira vez, cientistas conseguiram criar e registrar imagens de um "arco-íris sonoro" completo, um fenômeno que separa ondas sonoras de forma semelhante ao que acontece com a luz ao formar um arco-íris. A descoberta representa um avanço na manipulação de vibrações e pode contribuir para o desenvolvimento de dispositivos acústicos mais precisos, sensores e tecnologias de processamento de informações.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/cientistas-criam-arco-iris-de-som-mais-completo-da-historia-em-chip-de-silicio/

Homem se cura de câncer de pele após cirurgia cardíaca, mas ganha alergia rara

13 de Agosto de 2026, 20:49

Um homem com melanoma avançado entrou em remissão completa após passar por uma cirurgia cardíaca para tratar um problema na válvula aórtica. Meses depois, porém, desenvolveu uma alergia grave a picadas de abelha, apesar de nunca ter apresentado esse tipo de reação anteriormente.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/homem-se-cura-de-cancer-de-pele-apos-cirurgia-cardiaca-mas-ganha-alergia-rara/

Lula X Trump: Brasil abre processo de reciprocidade contra tarifas dos Estados Unidos

13 de Agosto de 2026, 20:28

O governo brasileiro deu início nesta quinta-feira (13) ao processo de análise de possíveis medidas de reciprocidade em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos, de acordo com um comunicado da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

A iniciativa está fundamentada na Lei da Reciprocidade Econômica (Lei nº 15.122/2025), que autoriza o país a adotar contramedidas diante de ações unilaterais consideradas prejudiciais aos interesses nacionais.

Segundo comunicado, a Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) encaminhou o pedido de enquadramento aos membros do Comitê-Executivo de Gestão do órgão, dando início à tramitação prevista no Decreto nº 12.551/2025.

O movimento é mais um capítulo do acirramento dos ânimos entre o presidente da República brasileira, Luiz Inácio Lula da Silva, e o seu equivalente norte-americano, Donald Trump.

Como parte do processo, o Ministério das Relações Exteriores notificou oficialmente o governo dos Estados Unidos sobre a abertura da análise e solicitou a realização de consultas diplomáticas.

O objetivo dessas negociações é buscar soluções que possam mitigar ou eliminar os efeitos das tarifas americanas e evitar a adoção de contramedidas previstas na legislação brasileira.

Leia o documento na íntegra:

Split Payment: sistema de cobrança é adiado e não começa em janeiro. Novos tributos são mantidos

13 de Agosto de 2026, 19:41

O split payment, mecanismo pelo qual o valor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) devido em uma operação será separado automaticamente no momento do pagamento, não estará pronto em janeiro de 2027.

A cobrança efetiva da CBS nessa data continua prevista, assim como a manutenção do IBS em alíquota de teste, mas o recolhimento automático imediato na hora da venda não ocorrerá no primeiro dia do ano. O seu funcionamento foi tema de reportagem explicativa do Descomplica PJ.

“O split payment é uma das ferramentas mais complexas de ser implementada. Não começará em janeiro”, afirmou Pricilla Santana, secretária da Fazenda do Rio Grande do Sul e segunda vice-presidente do Comitê Gestor do IBS (CGIBS), em entrevista após reunião do colegiado em São Paulo nesta quarta-feira (12).

Segundo Santana, a implementação exige mais tempo tanto do lado do governo quanto das próprias instituições financeiras. “O nosso sistema financeiro, que tem sido um parceiro incomensurável nesse desafio, também pediu mais tempo”, afirmou.

O adiamento não significa que o mecanismo foi abandonado. A expectativa é que ele passe a operar depois de janeiro, numa primeira fase facultativa e restrita a operações entre empresas. É o mesmo desenho que já era esperado para a etapa inicial do split payment antes do atraso.

RAD: a alternativa prevista para o início do ano

Enquanto o split payment não está disponível, o Recolhimento pelo Adquirente (RAD) passa a ser a opção com que as empresas podem contar já no início do ano que vem.

Previsto na lei que regulamentou a criação do IBS e da CBS, o mecanismo funciona como alternativa para quando o instrumento de pagamento usado não permite a segregação automática do imposto, como em pagamentos em dinheiro, cheque ou outras formas fora do sistema financeiro integrado à Plataforma Pública.

Nesse formato, é o comprador quem assume o recolhimento do tributo da operação, em vez do fornecedor. O crédito tributário correspondente é habilitado automaticamente, e o vendedor recebe o valor da venda com a parcela do imposto já descontada.

Assim como estava previsto para o split payment em sua fase inicial, o RAD também terá caráter opcional neste momento. As duas modalidades foram criadas para dar flexibilidade às empresas durante o período de transição da reforma tributária.

Para quem faz planejamento financeiro, vale já entender a diferença entre as duas modalidades: cada uma altera de forma diferente o momento em que o valor do tributo deixa de ficar disponível no caixa da operação.

Em janeiro, porém, só o RAD estará no ar. A comparação prática com o split payment só vale quando ele, de fato, entrar em operação.

O que muda mesmo com o adiamento

O atraso do split payment não afeta o restante do cronograma da reforma.

A cobrança efetiva da CBS começa normalmente em 1º de janeiro de 2027, substituindo PIS e Cofins em alíquota cheia. O IBS, por sua vez, segue em alíquota de teste até 2028, com a substituição gradual do ICMS e do ISS ocorrendo entre 2029 e 2032, até a cobrança integral a partir de 2033.

Desde 3 de agosto, os documentos fiscais eletrônicos de empresas do regime regular precisam trazer os campos de IBS e CBS, com a alíquota-teste de 1% (0,9% de CBS e 0,1% de IBS). Por enquanto, esse destaque tem caráter só informativo, sem recolhimento efetivo. A fase serve para testar sistemas antes da cobrança real começar.

Para não esquecer

  • O split payment não vai operar em janeiro de 2027;
  • sua implementação passa a acontecer aos poucos, em um momento ainda sem data marcada;
  • o RAD entra como opção viável já a partir de janeiro de 2027, restrito a operações entre empresas nesse primeiro momento;
  • a cobrança efetiva da CBS começa normalmente em janeiro de 2027, mesmo sem o split payment pronto;
  • o IBS segue em alíquota de teste até 2028;
  • a obrigação de destacar IBS e CBS nas notas fiscais, vigente desde 3 de agosto, continua tendo caráter só informativo enquanto durar o período de testes;
  • empresas do regime regular devem continuar ajustando seus sistemas fiscais para lidar corretamente com os novos campos das notas eletrônicas;
  • contadores precisam ficar atentos às próximas normas técnicas do CGIBS e da Receita Federal, que devem detalhar o novo cronograma do split payment.

Bom pra cachorro: Petz Cobasi (AUAU3) vê lucro líquido ajustado crescer para R$ 70,3 milhões no 2T26

13 de Agosto de 2026, 19:34

O Grupo Petz Cobasi (AUAU3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 70,3 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), crescimento de 8,4% ante igual período do ano anterior.

Sem ajustes, o lucro líquido alcançou R$ 100,4 milhões, avanço anual de 43,5%. O resultado foi favorecido pelo reconhecimento de R$ 52,9 milhões em créditos tributários referentes a exercícios anteriores.

Já o Ebitda (métrica do mercado para avaliar a geração de caixa de uma empresa) ajustado somou R$ 186,7 milhões, alta de 11% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada avançou 0,3 ponto porcentual (p.p.), para 10,6%, refletindo o crescimento das vendas e a diluição das despesas operacionais.

A receita líquida, por sua vez, atingiu R$ 1,7 bilhão, aumento de 7,9%. Já a receita bruta totalizou R$ 2,108 bilhões, avanço de 7,8%, impulsionada principalmente pelo aumento dos volumes.

“Em um cenário de inflação interna acumulada próxima de 1% a 2% e ausência de reajustes de preços pela indústria, esse resultado representa crescimento real”, afirmou o presidente do grupo, Paulo Nassar.

O resultado financeiro foi positivo em R$ 1,2 milhão, ante receita financeira líquida de R$ 1,5 milhão um ano antes. Segundo a companhia, o desempenho refletiu sua posição de caixa líquido.



Outras linhas do Petz Cobasi (AUAU3)

As vendas mesmas lojas cresceram 7,1% no trimestre. Na Petz, o indicador avançou 7,4%, enquanto na Cobasi aumentou 6,6%.

O canal digital registrou vendas de R$ 855,6 milhões, alta anual de 9,2%, e passou a representar 40,6% da receita bruta, crescimento de 0,5 p.p. ante o segundo trimestre de 2025. No canal físico, as vendas aumentaram 7,4%, para R$ 1,2 bilhão.

A receita bruta de serviços avançou 29%, para R$ 47,6 milhões. Enquanto isso, a participação das marcas próprias alcançou 14,4% das vendas da Petz e 9,5% das vendas da Cobasi, altas de 1,5 p.p. e 3,1 p.p., respectivamente.

O grupo encerrou junho com caixa líquido de R$ 286,1 milhões, aumento de 80,5% em relação ao fim do primeiro trimestre, mesmo após o pagamento de R$ 26 milhões em dividendos.

Os investimentos totalizaram R$ 34 milhões, queda anual de 31,5%, diante do menor ritmo de abertura de lojas e da redução dos aportes em reformas, manutenção e logística.

A empresa destaca no release que as comparações com 2025 consideram números pro forma gerenciais e não auditados, que simulam Petz e Cobasi como uma única operação.

Em programa de governo, Flávio Bolsonaro prevê cortar impostos, reduzir dez ministérios e reavaliar Reforma Tributária

13 de Agosto de 2026, 19:00

O senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, apresentou, nesta quinta-feira (13) seu plano de governo com a promessa de acelerar o crescimento econômico, reduzir o custo de vida e promover um choque de gestão nas contas públicas. Batizado de “Para o Brasil Vencer o Atraso”, o programa prevê crescimento sustentado de 4% ao ano na próxima década, redução gradual do custo do trabalho, revisão de impostos e investimentos de R$ 900 bilhões em infraestrutura ao longo de quatro anos.

Com 76 páginas, o plano prevê o corte de ao menos uma dezena de ministérios, redução de cargos e salários e reavaliar a reforma tributária para corrigir eventuais distorções e reduzir o valor do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), criado pela Reforma Tributária e que deve entrar em operação em 2027, sem informar detalhes sobre como as medidas serão adotadas.

Entre outros pontos, na política externa o foco será no comércio bilateral e “sem alinhamentos ideológicos” e o programa Casa Verde Amarela, que substituiu o Minha Casa, Minha Vida no governo de Jair Bolsonaro, será retomado

O programa organiza as propostas em nove eixos, com destaque para o “Brasil Mais Barato”, “Brasil que Prospera”, “Brasil que Cresce” e “Brasil que Não Volta Atrás”. A estratégia econômica é baseada no equilíbrio das contas públicas, na redução da burocracia, estímulo ao investimento privado e aumento da competitividade de setores como agropecuária, indústria e serviços.

“O compromisso de Flávio Bolsonaro é fazer um governo moderno e eficiente capaz de levar o Brasil à posição de sétima economia mundial”, informa o documento protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O candidato também diz estar preparado para “resgatar o país” e critica o que classifica como aumento do custo de vida e perda do poder de compra das famílias.

Dobrar o ritmo de crescimento

No capítulo econômico, o plano estabelece como principal objetivo elevar o ritmo de expansão da economia. Segundo o documento, o país cresceu, em média, cerca de 2% ao ano nas últimas duas décadas, desempenho considerado insuficiente em relação ao restante do mundo. A proposta é alcançar crescimento sustentado de 4% ao ano ao longo dos próximos dez anos.

Para atingir essa meta, Flávio propõe priorizar investimentos privados, ampliar a segurança jurídica e criar regras mais previsíveis para empresas. A estratégia também prevê fortalecer a competitividade do agronegócio, da indústria e do setor de serviços.

Um dos principais compromissos é a aplicação de R$ 900 bilhões em quatro anos em infraestrutura, com recursos destinados a rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. O programa também prevê a criação de “Corredores Logísticos Inteligentes” e a retomada de obras hídricas no Nordeste.

Na área de energia, o plano prevê expansão do refino de petróleo e gás, fortalecimento dos biocombustíveis e redução dos encargos e subsídios que compõem a tarifa de eletricidade. A tarifa social para famílias de baixa renda seria preservada.

O eixo “Brasil Mais Barato” prevê revisão de impostos, redução do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) projetado pela Reforma Tributária e desoneração de combustíveis e energia elétrica.

O candidato também propõe racionalizar encargos e subsídios do setor elétrico para diminuir o valor das contas de luz. No caso dos alimentos, a estratégia inclui investimentos em logística e armazenamento para reduzir custos de transporte e perdas na produção agrícola, além da expansão do Seguro Rural.

No entanto, o plano associa a redução dos juros e da inflação à reorganização das contas públicas e ao equilíbrio da dívida nacional. A proposta inclui ainda ações de educação financeira para famílias por meio da Caixa Econômica Federal.

“Tesouraço”

Na área fiscal, Flávio promete um choque de gestão, batizado no plano de “Tesouraço”. A proposta prevê a extinção de pelo menos dez ministérios, corte de cargos comissionados e o fim dos chamados supersalários no serviço público. O objetivo declarado é equilibrar as contas públicas, conter a inflação e criar condições para a redução dos juros.

O programa também prevê reavaliar a reforma tributária para corrigir eventuais distorções, reduzir o valor do IVA e desonerar exportações e investimentos. Outra frente é o fortalecimento do pacto federativo, com maior autonomia orçamentária para Estados e municípios e maior agilidade na transferência de recursos.

A proposta fiscal também inclui medidas contra fraudes na Previdência, com o objetivo de impedir descontos indevidos em aposentadorias e pensões, além da digitalização da gestão para eliminar as filas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Custo trabalhista e o ‘negociado sobre o legislado

O plano de Flávio também aposta na redução do custo da contratação formal. Segundo o documento, o custo total de um trabalhador para o empregador pode chegar a quase duas vezes o valor de seu salário. A proposta é reduzir esse custo gradualmente, sem retirar direitos trabalhistas.

Para jovens em busca do primeiro emprego, o programa prevê um contrato com menor custo sobre a folha de pagamentos, como forma de estimular as empresas a contratar trabalhadores sem experiência. Para pessoas com mais de 50 anos desempregadas há mais de 12 meses, seria criado um contrato de trabalho com condições consideradas mais atrativas para os empregadores.

O programa também defende a prevalência do “negociado sobre o legislado”, permitindo que trabalhadores e empresas estabeleçam diretamente determinadas condições de trabalho dentro dos limites da legislação.

Para quem pretende empreender, a proposta “Minha Primeira Empresa” prevê menos burocracia para abertura e formalização de negócios, capacitação e orientação por meio do “Sistema S”. A Caixa Econômica Federal seria transformada, segundo o plano, em um “Banco da Prosperidade”, com uma esteira de crédito e serviços destinada a facilitar o acesso ao primeiro patrimônio e à autonomia financeira.

O plano prevê ainda o programa “Ganha-Ganha”, que pretende criar um histórico positivo para beneficiários que cumpram determinadas etapas de qualificação e autonomia financeira. Entre as ações consideradas estão concluir cursos, formalizar um negócio, conseguir emprego e manter as contas em dia. O histórico poderia facilitar o acesso a crédito, juros menores e cashback.

A lógica apresentada pelo programa é transformar políticas sociais em uma etapa de transição para o mercado de trabalho e a independência financeira. O plano afirma que os programas sociais serão preservados e aperfeiçoados, com a proteção social funcionando como ponto de partida para qualificação, emprego e crescimento.

Casa Verde e Amarela de volta

Na habitação, o candidato propõe retomar o programa Casa Verde e Amarela, como o Minha Casa, Minha Vida foi rebatizado durante o mandato do pai, Jair Bolsonaro, e depois descartado no atual governo que retomou o nome original. A meta é construir 2,5 milhões de residências e oferecer financiamento com a menor taxa de juros possível.

A modernização tecnológica é outro componente da agenda econômica. O plano propõe digitalizar 100% dos serviços públicos federais e criar uma identidade digital única integrada ao Gov.br. A inteligência artificial seria utilizada para integrar informações e reduzir a burocracia enfrentada pelos cidadãos e pelas empresas.

A proposta também prevê ampliar o acesso à internet em todo o país e tratá-la como infraestrutura, assim como rodovias e pontes. A avaliação apresentada pelo candidato é que a digitalização pode reduzir custos administrativos e tornar mais eficiente a prestação de serviços públicos.

Na saúde, o programa propõe um prontuário eletrônico único, compartilhado entre redes pública e privada, além da ampliação de serviços de telemedicina e telessaúde. Para reduzir filas, o plano prevê ainda a possibilidade de contratação da rede privada para realizar exames e procedimentos em horários ociosos.

Política externa sem alinhamentos ideológicos

Na política externa, o plano defende uma atuação considerada “pragmática e técnica”, com foco no comércio bilateral e sem alinhamentos ideológicos, apesar da proximidade de Flávio Bolsonaro e sua família com Donald Trump e os Estados Unidos. A intenção é ampliar oportunidades comerciais e fortalecer a inserção do Brasil no mercado internacional.

MBRF (MBRF3): lucro cai 19% no 2T26, para R$ 69 milhões

13 de Agosto de 2026, 18:20

A MBRF (MBRF3) registrou lucro líquido de R$ 69 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 19% em relação ao mesmo período do ano passado.

A companhia vendeu 1,969 milhão de toneladas no trimestre, alta de 1,5% em relação ao segundo trimestre de 2025. Desse total, 1,253 milhão de toneladas foram destinadas ao mercado interno, queda de 3,1% na comparação anual, enquanto 716 mil toneladas foram vendidas no mercado externo, avanço de 10,8%.

A receita no mercado doméstico somou R$ 28,010 bilhões, crescimento de 0,4%. Já a receita proveniente das vendas externas alcançou R$ 12,711 bilhões, alta de 16,5% ante o segundo trimestre do ano passado.

Resultado financeiro

No resultado consolidado, a MBRF registrou resultado financeiro líquido negativo de R$ 1,776 bilhão no segundo trimestre, uma piora de 23% em relação ao resultado negativo de R$ 1,443 bilhão registrado um ano antes. Segundo a companhia, a deterioração ocorreu principalmente em função do aumento das despesas com juros.

A dívida líquida consolidada encerrou junho em R$ 45 bilhões, alta de 2,4% ante o trimestre anterior e de 19,7% na comparação anual. Com isso, a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, passou de 3,37 vezes no primeiro trimestre para 3,41 vezes no segundo trimestre. Um ano antes, o indicador estava em 2,74 vezes.

Caixa e capital de giro

A geração operacional de caixa da MBRF somou R$ 2,168 bilhões no segundo trimestre, enquanto os investimentos alcançaram R$ 1,411 bilhão. O consumo de caixa no período foi de R$ 864 milhões.

Segundo a empresa, a pressão sobre o capital de giro ocorreu principalmente pelo aumento dos estoques e dos ativos biológicos, pela ocupação dos confinamentos na operação de bovinos da América do Sul, pelo início da formação de estoques para a campanha de produtos comemorativos e por ajustes nos prazos médios de pagamento a fornecedores.

Expectativas para o segundo semestre

Para o segundo semestre, o CFO da MBRF, José Ignacio Scoceria, afirmou que a companhia pretende concentrar esforços na melhoria dos indicadores de capital de giro.

“No 2º semestre, estamos concentrando nossos esforços em uma melhora dos indicadores de capital de giro com foco nas rubricas de estoques e fornecedores, com o objetivo de impulsionar a geração de caixa da companhia”, disse o executivo.G.

Banco do Brasil (BBAS3) vê melhora no agro com MP, mas provisões podem ficar no teto e lucro no piso do guidance

13 de Agosto de 2026, 18:10

O Banco do Brasil (BBAS3) trabalha com um cenário de melhora nas provisões da carteira de crédito do agronegócio nos próximos meses, apoiada principalmente pelo programa de reestruturação de dívidas do setor rural lançado pelo governo federal no mês passado, mas dúvidas sobre o cumprimento das previsões do banco para o ano pressionaram as ações para mínimas em um ano.

“Nós esperamos uma melhora relevante na PDD do agro em virtude da MP 1.376”, afirmou o vice-presidente de controles internos e gestão de riscos da instituição financeira, Felipe Prince, em teleconferência com analistas para comentar o resultado do banco no segundo trimestre, divulgado na véspera.

“Temos à disposição dos nossos clientes um instrumento para promover essa renegociação. Nós trabalharemos muito fortemente na melhoria das condições do cliente como um todo e isso traz impacto também no relacionamento pessoa física com os produtores rurais”, afirmou.

No segundo trimestre, a inadimplência acima de 90 dias do agro avançou para 6,27%, de 3,16% um ano antes e 6,22% nos três meses imediatamente anteriores. Na pessoa física, atingiu 8,41%, de 5,59% um ano antes e 6,82% nos primeiros três meses de 2026.

A presidente-executiva do BB, Tarciana Medeiros, afirmou na teleconferência que o portfólio de crédito potencial do banco para enquadramento na MP 1.376 é de até R$100 bilhões.

De acordo com o vice-presidente de agronegócios e agricultura familiar do BB, Gilson Bittencourt, o foco inicial será principalmente o produtor inadimplente. Dados do Banco do Brasil divulgados na apresentação mostravam R$36,7 bilhões em operações inadimplentes.

“Esse vai ser o foco central da nossa atuação, seguido por aqueles que estão com operações prorrogadas com taxas livres, que se enquadram dentro do percentual de perdas e dos limites de crédito. Então esse é o público central que a gente vai buscar… trabalharmos com algo de até em torno de R$30 bilhões”, afirmou, ressaltando que tal montante já tem um efeito bastante significativo em relação às operações inadimplentes do banco.

Bittencourt também citou uma expectativa de redução da inadimplência da carteira agro em razão das mudanças nas regras de concessão de empréstimo, que ficaram mais rigorosas. Ele apontou que ainda há um percentual grande de créditos contratados no formato anterior, mas que está aumentando a quantidade de financiamentos que estão vencendo que já foram contratados com a nova matriz de resiliência.

“Em agosto já estamos 35% e esse número vai chegar a 57% até dezembro”, afirmou. “A expectativa é que com a nova matriz a gente já tenha uma redução da inadimplência.”

O Banco do Brasil também afirmou que está preocupado e acompanhando de perto o efeito El Niño, trabalhando para minimizar o máximo possível os impactos nos financiamentos do banco.

Bittencourt, contudo, citou que, no geral, na produção de grãos em anos anteriores, o efeito de El Niño não é tão significativo quando se olha o país como um todo. “Mas quando se olha algumas culturas e algumas regiões, o problema existe e tende a ser grave, o que exige de nós uma ação muito cuidadosa na concessão do crédito, no acompanhamento e na discussão técnica com esses produtores”, pontuou em coletiva de imprensa também nesta quinta-feira.

Guidance

O BB reiterou o guidance para o ano divulgado mais cedo no ano, que inclui um lucro líquido ajustado de R$18 bilhões a R$22 bilhões, bem como custo de crédito de R$65 bilhões a R$70 bilhões, entre outras métricas, o que fez alguns analistas questionarem se tal resultado, principalmente a linha do custo do crédito, será alcançado, uma vez que no primeiro semestre já registrou R$37,3 bilhões.

De acordo com os executivos, o tema foi debatido e prevaleceu a crença na capacidade do banco de entregar os números. Mais uma vez, a MP 1.376 foi citada como “importantíssima” para o BB poder reestruturar as dívidas dos agricultores que estão com seus fluxos de caixa apertados.

Eles observaram que no segundo trimestre houve um efeito de “risco moral”, com o agricultor em compasso de espera, aguardando as discussões que estavam acontecendo envolvendo um projeto de lei de reestruturação.

“Essas discussões se estenderam e o governo achou por bem então emitir essa medida provisória. Estão só aguardando finalizações específicas, então acreditamos que teremos basicamente um pedaço de agosto e setembro para acelerar”, afirmou o vice-presidente de gestão financeira, Geovanne Tobias.

O entendimento no BB foi de que se a instituição financeira executar tão bem quanto executou as operações ligadas à MP 1.314, que estabeleceu regras especiais para produtores rurais liquidarem e amortizarem operações de custeio, investimento e CPR, não seria necessário fazer um ajuste na previsão sobre o custo de crédito agora.

Tobias, contudo, reconheceu que o desempenho está apontando muito mais para a ponta de baixa do guidance para o lucro, com provisão encostando nos R$70 bilhões.

“Vamos trabalhar para não ter que fazer esse ajuste de guidance. Esperem provisão ali na ponta alta e para o lucro na ponta baixa”, afirmou. Tanto Tobias quanto Medeiros reconheceram a chance de um “pequeno desvio” na estimativa do custo do crédito.

BBAS3: Reações no mercado

Em relatório a clientes, o analista Gustavo Schroden, do Citi, afirmou que, embora a administração do BB tenha reiterado confiança no cumprimento de seu guidance, continua acreditando que o guidance mantido apresenta risco de não ser atingido.

“Nós já estamos em meados do terceiro trimestre e as renegociações relacionadas à MP 1.376 ainda não foram iniciadas, o que sugere que quaisquer potenciais efeitos positivos deverão se materializar apenas no quarto trimestre. Dessa forma, mantemos nossa estimativa de lucro líquido recorrente de R$17,5 bilhões para 2026”, afirmou em relatório a clientes após a teleconferência.

Na bolsa paulista, as ações do BB renovaram as mínimas no começo da tarde, sendo negociadas com declínio de 3,89%, a R$18,26, por volta de 14h10, enquanto o Ibovespa cedia 0,23%. No pior momento, os papéis foram cotados a R$18,21, renovando mínima intradia desde o início de agosto do ano passado.

Pessoa física

Executivos do BB também buscaram amenizar preocupações com a piora na inadimplência na pessoa física, que no segundo trimestre foi pressionada principalmente pela linha de cartão de crédito.

Além de um efeito de contaminação da carteira agro, os executivos citaram como componente negativo a adoção de nova sistemática de parcelamento automático da fatura do cartão de crédito. Ao longo do primeiro trimestre, o banco percebeu que os clientes começaram a fazer esse parcelamento automático, o que foi percebido como um risco, um alerta principalmente nas classes D e E.

“Imediatamente, travamos essa linha”, afirmou Tobias, explicando que, agora, para fazer o parcelamento, o cliente precisa pagar a entrada. “Foi um efeito pontual.”

De acordo com os executivos do banco, na pessoa física, o foco tem sido principalmente nos consignados, público e privado.

“Uma vez que já começou a flexibilização monetária, uma redução de taxa de juros, isso pode trazer um benefício marginal para a redução do risco como um todo para a pessoa física. A gente vai estar atento para poder crescer, mas cuidando para que esse crescimento também não traga mais risco, como aconteceu, por exemplo, no segmento D e E de cartão de crédito”, disse Tobias

ROE

De acordo com o executivo, a perspectiva de que a provisão encoste no topo do guidance pressupõe um lucro de R$18 bilhões, o que daria um retorno sobre patrimônio (ROE) “perto dos 10%”. No primeiro semestre do ano, essa métrica ficou em 7,3%.

“O ROE é baixo ainda, mas acreditamos que vamos passar por essa tormenta, por esse meteoro que está caindo aqui no agro, e vamos sim retomar essa lucratividade do banco”, afirmou Tobias.

“A capacidade do banco é de retornar, sim, com maior lucratividade, como entregamos no início da nossa gestão. Mas vai demorar um tempo, porque temos que digerir todo esse processo de aumento de risco da carteira rural, principalmente.”

De acordo com o executivo, o banco está trabalhando para reduzir o risco da carteira de crédito, que está na faixa de 5,9%, bem distante dos outros pares, que têm essa métrica perto de 3%, 3,5%.

Quando será o próximo eclipse solar? Veja as datas do próximo 'anel de fogo' e o 'eclipse do século'

13 de Agosto de 2026, 18:10

Após o eclipse solar de 12 de agosto, dois novos fenômenos do tipo estão previstos para 2027: um eclipse anular, em fevereiro, e um eclipse solar total, em agosto. O evento desta quarta-feira, 12, pôde ser observado de forma total em regiões da Groenlândia, Islândia e Espanha, enquanto a fase parcial ficou visível em grande parte da Europa e no noroeste da África.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/quando-sera-o-proximo-eclipse-solar-veja-as-datas-do-proximo-anel-de-fogo-e-o-eclipse-do-seculo/

“Crise não se desperdiça”: as lições do CEO do Rock in Rio para transformar pressão em crescimento

13 de Agosto de 2026, 17:28
luis justo Carlos burle

 Uma crise pode ameaçar a sobrevivência de uma empresa, mas também forçá-la a abandonar processos que já não funcionam. Essa é uma das principais lições de Luis Justo, ex-CEO da Osklen e CEO do Rock in Rio, que irá deixar o comando em setembro, após o evento, para atuar em conselhos, mentorias e investimentos. […]

O post “Crise não se desperdiça”: as lições do CEO do Rock in Rio para transformar pressão em crescimento apareceu primeiro em NeoFeed.

3 major ways creators are getting burned by AI

13 de Agosto de 2026, 15:24
Content creators like Hank Green and Cliff Tan have been scolded by fans for using or promoting AI.
Content creators like Hank Green and Cliff Tan have been scolded by fans for using or promoting AI.

Monica Schipper/Rob Kim/Getty Images.

  • Influencers are getting roasted for using or promoting artificial intelligence.
  • AI is deeply polarizing, and using it carries reputational risks for content creators.
  • Even creators who are trying to steer clear of AI sometimes get swept up in the controversy.

Being a content creator in the age of AI means navigating a minefield of reputational risks.

Using or simply talking about AI in the wrong way can spark internet backlash, never mind doing a promotional post for an AI company.

Artificial intelligence is highly polarizing, and the backlash against the tech has been ramping up recently. Many factors have contributed to the negative vibes, from unpopular data centers to fears about job displacement and AI-induced price hikes on tech products like video game consoles.

In the particular case of video platforms, AI slop has flooded social feeds with low-quality videos and misinformation, irking some viewers.

In this environment, creators like Hank Green and Cliff Tan have recently faced criticism from their audiences for their associations with AI. There are three main ways creators have been getting raked over the coals about AI in recent weeks.

Here they are:

1. Promoting an AI company

The easiest way for a creator to draw criticism around AI is to post promotional content on behalf of an LLM company or AI firm.

Influencers who posted about attending a luxury OpenAI-hosted "Summer Camp" in early August received a wave of criticism from fans in their comments sections, who variously called it "dystopian," "gross," and "morally bankrupt."

OpenAI CEO Sam Altman walks through a park in Sun Valley, Idaho.
OpenAI CEO Sam Altman.

Bloomberg/Getty Images

An OpenAI spokesperson told Business Insider that the retreat was an education-focused event, and that "creators are an important part of our community and how people get information and learn about our products."

This week, interior design creator Cliff Tan apologized to fans after posting promotional content for the Chinese AI platform, Dreamina, acknowledging the post had disappointed many of his viewers.

Large AI companies have a lot of money to spend on influencer marketing, but creators who want to get that bag should be prepared for potential backlash.

"There's a PR issue with AI as it relates to taking people's jobs and environmental concerns around data centers," Eric Bogard, CEO of the talent firm UnderCurrent Management, previously told Business Insider. "Creators are hesitant to promote AI companies as a result."

2. Using AI in the wrong way

At this stage, pretty much every influencer is using AI tools in some manner.

If you use Adobe Photoshop or TikTok's CapCut, or tweak an image or video with an editing tool, there's a good chance that AI has played a part in your final output.

Audiences generally understand that.

Creators run into trouble when it becomes evident that AI was heavily involved in the making of a finished product.

YouTuber Hank Green learned that lesson when he disclosed he'd used AI as a research tool for one of his shows, and drew an immediate negative reaction from his fans.

"I have been relying too heavily on AI as a research aid," Green said. "It can be very useful for this task, giving me access to a lot of papers I didn't know existed really fast, but I think that has been to the detriment of my work because it has not given me the freedom to find all of my own ways into and around a topic."

The science and educational content creator has since laid out a new policy regarding the use of AI, saying he won't allow any portion of a script to be written, edited, or outlined by an LLM; that a video's thesis must originate with a human; and that no image or music in a video will be AI-generated.

YouTube creator Hank Green.
YouTube creator Hank Green.

Monica Schipper/Getty Images

3. Getting flagged for using AI, even if they tried to avoid it

Even if a creator goes out of their way to avoid using AI, they may still get nailed for it.

As social apps like TikTok and Instagram try to detect and label more artificial content in their feeds, some influencers are finding their content getting mislabeled as AI-generated.

Creators like Gregory Littley and Lindsey Lee Lugrin found that social posts promoting work they did offline, such as taking physical Polaroid photos or painting by hand, were flagged as AI.

Painting by creator flagged as AI on Instagram
Lindsey Lee Lugrin's painting was mislabeled on Instagram as "likely created or modified with AI."

Screenshot/Instagram/BI

"I cringe when I see that label," Littley said. "I cringe even more when I know it's not true."

Read more about how influencers are dealing with AI mislabeling

Read the original article on Business Insider

A Jeep quer reverter a perda de mercado para chineses no Brasil. O Avenger é o primeiro passo

13 de Agosto de 2026, 14:38

“Tudo começa com produto.” Essa foi uma das mensagens principais que o executivo italiano Antonio Filosa, CEO global da Stellantis, grupo que reúne as marcas Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën, Chrysler e tantas outras, buscou passar a investidores e analistas quando apresentou em maio o novo plano estratégico para ganhar mercado nos próximos anos.

Segundo ele, isso se traduz em oferecer carros que atendam às necessidades dos consumidores em seus diferentes perfis. No caso do brasileiro, isso passa, antes de qualquer atributo ou tecnologia, pelo que cabe no bolso, defende Herlander Zola, presidente e COO (Executivo-Chefe de Operações) da Stellantis para a América do Sul.

O plano batizado de “Fast Lane” começou a se materializar em um dos principais mercados globais da Stellantis, o Brasil, com o lançamento do Jeep Avenger, um novo modelo que tem a ambição de ganhar mercado em um dos segmentos que mais vendem: o de SUVs de entrada.

O modelo chega a partir de R$ 119.900 na versão Altitude. É um “híbrido leve” (MHEV), com bateria de 12V e motor turbo T200. As faixas de preços dos modelos superiores partem de R$ 135.990 e R$ 145.990, o que evidencia a preocupação para que o Avenger seja de fato competitivo diante da concorrência cada vez mais acirrada.

“Ganhar mercado” pode ser entendido também como “recuperar terreno perdido” nos últimos anos para concorrentes no segmento de SUVs de forma mais ampla, na faixa de preço que vai até R$ 250 mil, em que a eletrificação avançou mais rápido no Brasil.

E também defender a sua participação ainda preservada diante da nova ofensiva de chineses elétricos, agora em SUVs compactos, como contou o InvestNews em recente reportagem sobre a indústria.

Novo Jeep Avenger no modelo Longitude, que chega ao mercado brasileiro (Foto: Divulgação)
Jeep Avenger, que chega como aposta com o avanço chinês (Divulgação)

O BYD Song foi o quarto SUV mais vendido do país no primeiro semestre, segundo números da Fenabrave, com mais de 31,5 mil unidades; o ranking de emplacamentos no segmento foi liderado, pela ordem, pelos modelos da Volkswagen T-Cross (48 mil) e Tera (41,4 mil) e pelo Hyundai Creta (36 mil), em nova versão desde 2025. O modelo da Stellantis mais bem posicionado foi o Compass, em sétimo (27 mil).

“A Jeep é talvez uma das marcas que mais sofre o avanço chinês e a adoção de novas tecnologias na faixa de preço em que a marca atua”, disse Zola em conversa com jornalistas nesta semana.

“Não tenho dúvida de que o Avenger é uma arma poderosa para que a Stellantis volte a responder com a marca Jeep dentro de um segmento em que a gente perde espaço”, disse o executivo sobre as expectativas.

O plano estratégico global Fast Lane, apresentado por Filosa em maio no Investor Day da Stellantis em Auburn Hills, nos Estados Unidos, envolve um pacote de mais de € 60 bilhões em investimentos e 60 novos modelos até 2030. A Jeep foi escolhida como uma das quatro marcas globais prioritárias, ao lado de Ram, Peugeot e Fiat.

O preço de anos sem atualização

A reconquista de mercado – inicialmente com o Avenger – busca reestabelecer um cenário de um passado não muito distante, em que os modelos Renegade e Compass, principalmente, mas também o Commander tinham ampla presença nas ruas brasileiras.

Mas o trio atravessou um período sem grandes renovações, justamente no momento em que rivais chineses como o citado BYD Song, mas também entrantes como o GWM Haval 6, além do Caoa Chery Tiggo 5X e 7, passaram a atacar o segmento de SUVs com preços agressivos e pacotes tecnológicos considerados mais robustos, incluindo híbridos.

O executivo que lidera a operação da Stellantis no Brasil e no continente disse ver o avanço da eletrificação na preferência do consumidor brasileiro como um caminho sem volta, mas que passará por oscilações: neste ano, ganhou ímpeto com os reajustes nos preços da gasolina na esteira do encarecimento do petróleo com a Guerra do Irã.

“Antes da chegada dos chineses, a Jeep, mesmo com um portfólio antigo, ainda performava muito bem. O nível de satisfação dos nossos clientes ainda é alto, mesmo hoje. Mas na hora em que o cliente decide buscar uma solução eletrificada nessa faixa de preço, a gente estava fora do radar — ou estava, até muito pouco tempo atrás”, disse Zola.

O executivo também tratou a questão como estrutural para o grupo, não apenas para uma marca: “A Stellantis perdeu espaço em SUVs por um motivo claríssimo. E a Jeep não teve o portfólio de produtos e a oferta tecnológica na velocidade que o mercado pedia.”

‘Calibrando’ a demanda

A escolha por um lote inicial limitado, com preço promocional de R$ 114.990, para o Avenger foi deliberada — uma ferramenta clássica de lançamento, segundo Zola, para criar senso de escassez e medir a real disposição do consumidor antes de calibrar preço e volume de produção.

“Se eu tenho um lote propositalmente pequeno, com um preço muito atraente, eu vou gerar uma busca grande de pessoas para tentar comprar aquele produto naquele momento. É exatamente do que a gente precisa nesse instante”, afirmou.

A depender de como a demanda evoluir depois do fim da fase de pré-venda, a Stellantis terá duas alternativas: aumentar o tamanho dos lotes ou reajustar o preço. Zola foi direto sobre o limite concreto da decisão: a capacidade produtiva na curva inicial de fabricação de um carro novo, que cresce aos poucos ao longo dos primeiros meses.

“Eu preciso calibrar essas coisas para prometer aos nossos clientes algo que eu tenho a capacidade de cumprir em termos de prazo de entrega”, disse.

O Avenger será produzido na fábrica em Porto Real, no estado do Rio de Janeiro, originalmente da Peugeot – e que foi “atualizada” por processos produtivos mais modernos da Stellantis, segundo o executivo.

Novas gerações na linha Jeep

Para Zola, o Avenger tem uma vantagem tecnológica “muito grande” diante dos modelos do grupo no mercado no segmento de SUVs de entrada, em referência a Fiat Pulse e Fastback.

O modelo representa a abertura de um novo ciclo: Renegade, Compass e Commander devem ganhar novas gerações “completamente diferentes” nos próximos anos, segundo o executivo.

A estratégia de eletrificação mais ampla da Jeep no Brasil, no entanto, ainda está em revisão. O plano tecnológico apresentado há três anos, batizado de BioHybrid, será atualizado e reapresentado ainda neste ano, segundo Zola — sem data ou nome definidos.

Parte da indefinição tem origem tributária. As mudanças em discussão ainda não deixaram claro como vai funcionar o chamado imposto seletivo, que deve incorporar benefícios hoje concedidos pelo IPI Verde.

Zola citou o regime atual de importação de kits (CKD e SKD), com alíquotas de taxação de 35%, como um fator que hoje favorece marcas chinesas com baixo nível de localização de produção no Brasil (isso sem entrar no mérito das cotas de vendas com isenção total).

“No modelo atual, 35% de imposto ainda nos dá a possibilidade de continuar trabalhando com kits com um nível de localização muito baixo. Isso coloca a cadeia da indústria nacional automobilística em risco”, disse.

Parcerias com chineses

Zola disse que a Stellantis também avança na parceria com a chinesa Dongfeng, recém-ampliada globalmente. Já estão definidos dois modelos Jeep e dois Peugeot que usarão como base produtos da Dongfeng — hoje vendidos na China sob outros nomes.

A discussão em aberto agora é sobre produção regional. “O que estamos tentando entender é qual o plano deles no Brasil, na Argentina, no Uruguai. Diante da parceria, podemos cooperar em um produto ou em vários — é um campo de negociação aberto”, disse Zola.

O COO ressaltou que a rede de distribuição e a experiência comercial da Stellantis no Brasil, com quase 30% de participação de mercado, são um ativo relevante para a marca chinesa.

Some-se a isso o desenvolvimento interno de veículos elétricos de entrada baseados em plataformas chinesas no modelo de parceria — os modelos A05 e A10, da Leapmotor, hoje vendidos na China, devem chegar a outros mercados sob nomes ainda não definidos.

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Paramount is putting monthly spending limits on Claude for tech employees to promote 'effective' AI use

13 de Agosto de 2026, 14:11
Claude Ellison
David Ellison's Paramount wants employees using AI tools like Claude, within reason.

Samuel Boivin/NurPhoto via Getty Images; Valerie Macon/AFP via Getty Images

  • Paramount Skydance is putting monthly limits on Claude token usage for tech employees.
  • The change is meant to "ensure controlled spending and effective usage," a tech leader said.
  • Other companies, including Disney and Microsoft, are encouraging responsible AI usage.

Paramount Skydance is putting limits on Claude spending for tech staffers as the company looks to cut down on wasteful AI usage.

David Ellison's company has capped how many Claude tokens users can use each month, three Paramount employees said. Tokens are units of AI usage and are generally how companies like Claude-maker Anthropic bill customers.

"As part of ongoing AI governance, monthly spend limits have been applied to Claude accounts to ensure controlled spending and effective usage across the organization," a senior AI leader said in an early-August message in Paramount's #claude-users Slack channel.

Paramount's move is part of a trend of companies putting limits on AI usage. Disney has told employees to avoid "tokenmaxxing," or maximizing AI usage without an eye toward productivity. Tech giant Microsoft also wants to crack down on AI token overuse, which CEO Satya Nadella said can be "addictive."

The senior Paramount AI leader said on Slack that "most users won't notice any change to their day-to-day experience" and added that tech leadership still "wanted to give everyone a heads-up."

A person familiar with the change said these monthly AI usage limits aren't team-specific and are instead "tailored by person and by need." They added that the limits are "more of an art than a science."

Users who exceed their monthly quota can request more tokens by filling out a form, four Paramount employees said.

Despite putting in Claude token limits, Paramount is "definitely still encouraging AI," the person familiar with the company's strategy said.

Token limits cause 'a fair amount of hubbub'

Some tech staffers were caught off guard by the new limits.

"There was a fair amount of hubbub around the change," one streaming employee said, though they added that it "won't really affect me" since they use only a fraction of their monthly token limit.

The senior AI leader's message thanked employees for "patience as we continue building out the right guardrails for responsible AI use at Paramount."

Paramount's cost-conscious move comes as its $110 billion merger with Warner Bros. Discovery is on hold after an antitrust lawsuit from 12 states.

Barring a settlement, the company will owe over $1 billion in fees to WBD shareholders while it waits for its March trial. Paramount's financial backers agreed to pay a so-called "ticking fee" of about $7 million per day that the WBD deal isn't closed, starting after September 30.

If Paramount buys WBD, it will have roughly $80 billion in debt, and if the deal doesn't close, it would have to pay a $7 billion termination fee.

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I always dreamed of moving in with friends — but at 28, I've only ever lived with my parents

13 de Agosto de 2026, 13:27
The writer sitting in between her parents, with a birthday cake in front of her and a curly-haired dog nearby.
I feel so lucky that living at home has brought me closer to my parents.

Emma Ruben

  • I always daydreamed about living with friends, but at 28, I've only ever lived with my parents.
  • There are downsides, but I've been able to save up to buy a house and become closer to my family.
  • I've also learned many interpersonal skills that I'll bring with me when I move in with my partner.

When I was 16, living with my parents was a drag. It felt like they always wanted to know where I was going, when I was coming home, and who I was going out with.

I dreamed of the day I would move into a house with my friends. Shows like "The Bold Type" and "Girls" had me fantasizing about living in a tiny apartment in New York, hanging out on the couch, and ordering pizza for dinner.

I always thought one day, I would inevitably find myself in the right circumstances where I would move out with some friends or housemates — but at 28, I'm still living at home.

The older I got, the more apparent it became to me that I liked living with my family, and I didn't feel a rush to leave. Now, I'm preparing to move into a new house with my soon-to-be husband, and I'll never get to live that girlhood dream.

I have no regrets about how things shook out, though.

I've been able to save money and learn invaluable life skills

The writer wearing sunglasses and sitting outside at a picnic table.
There are pros and cons to living at home.

Emma Ruben

Admittedly, in some ways, living at home has given me less freedom: Blasting music at midnight is a no-go, and often everyone's trying to use the kitchen at the same time.

What I've lost there, though, I've gained in financial flexibility.

While my friends have faced rent increases, power bills, and other household expenses, I've been able to save money throughout my 20s. Because of that, I could afford to get my degree — and even to purchase the house I'll move into soon.

I've also been able to spend extra money on passions like traveling the world. Having the disposable income to book a holiday at the drop of a hat is a privilege I wouldn't have if I were paying rent here in Perth, Australia.

Along with saving money, I've been able to hone my conflict-resolution and communication skills.

Agreeing on who gets to use the washing machine on which day or who burned the good pot in the kitchen can lead to many an argument. I've learned lessons on picking my battles, letting things go, and most importantly, cooperation.

I know now that some arguments aren't worth having, and it's better for everyone's relationship if we try to meet in the middle.

Best of all, I've become so much closer to my parents

A selfie of the writer and her mom outside, with trees in the background.
I'm much closer to my parents than I was as a teenager.

Emma Ruben

When I was a teenager, I moved mountains to keep secrets from my parents. I wouldn't even tell them what I bought at the supermarket, let alone share the deepest parts of my life.

Generally, we've never been the type of family that uses our words to express ourselves, something I've attributed to our Asian background. Living together as adults, though, has brought my parents and me closer in ways I wouldn't have seen coming when I was a bratty 16-year-old.

We're intrinsically part of each other's everyday lives. We talk over breakfast, vent about our workdays, and send each other funny pictures of what our dog's doing. With time, this led to us connecting about deeper, more "adult" topics, from work and relationships to faith and finances.

Now, I find that I share almost everything with my parents. I turn to my dad for advice when I need support, and whenever I have a smidgen of news, my mom is often the first person I want to tell.

There are times I wish I lived on my own, though

The writer sitting at a table with her dad.
I plan to move out soon, but I have no regrets about spending most of my 20s at home.

Emma Ruben

I would be lying if I said that it's always fun to be a 28-year-old living at home. There are times when I wish I could host my friends for dinner, or that I could paint the living room a color of my choice. (For what it's worth, I'd choose a warm yellow.)

As accommodating as my family is, at the end of the day, I do often feel like I live in someone else's space. I crave the feeling of coming home to a place that I decorated myself, where I can leave dishes in the sink or have a late-night snack without waking anyone up.

I know that this setup isn't forever. Soon, my partner and I will get married, and I'll have to get used to living with someone new.

However, when we do move in together, I know I'll be bringing skills I've learned from nearly three decades of sharing a home with the people who know me best. I know how to have difficult conversations with people I love, how to compromise when we don't always agree, and when to just let things go.

I may have missed out on having my own place in my 20s, but I gained skills — and a true friendship with my parents — that I never expected, and wouldn't trade for the world.

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Jet-powered Shaheds make up as much as two-thirds of some Russian drone attacks, Ukrainian official says

13 de Agosto de 2026, 12:39
A Russian jet-powered attack drone.
Russis is ramping up launches of its jet-powered attack drones.

Ministry of Defense of Ukraine/Screengrab via X

  • Russian jet-powered drones now make up as much as two-thirds of the drones used in some attacks.
  • The latest Ukrainian assessment reflects a huge uptick in the number of jet-powered drones launched.
  • Jet-powered drones are more difficult for Ukraine to intercept compared to their predecessors.

Russia is increasingly using drones with jet engines in attacks against Ukraine, forcing its air defenders to grapple with the challenge of high-speed threats that are more difficult to intercept.

Col. Yurii Ihnat, the spokesperson for the Ukrainian Air Force, revealed in remarks shared with Business Insider on Thursday that "jet-powered drones account for as much as two-thirds of all drones used" in some Russian attacks.

Ihnat's assessment appears to be the highest publicly disclosed estimate yet of the share of jet-powered drones in Russian bombardments.

Earlier estimates provided in recent months put that figure at up to 20%, already a sharp increase from last year, when jet-powered drones were reported only rarely.

In early June, Gen. Oleksandr Syrskyi, Ukraine's former commander in chief, said that Russia planned to increase the proportion of jet-powered drones to 50%. "This presents us with new challenges that require a timely response," he warned at the time.

Russia has routinely used a strike drone called the Geran-2 to attack Ukraine. This propeller-driven aircraft, modeled after the Iranian Shahed-136, is packed with explosives and can fly at roughly 115 mph.

A part of a Russian jet-powered drone.
Russian jet-powered drones are harder to intercept than their propeller-driven predecessors.

Serhii Masin/Anadolu via Getty Images

Russia has developed a few faster variants of the Geran attack drone that are powered by mini turbojet engines. The Geran-3 can cruise at speeds of over 200 mph, while the Geran-4 can reach 310 mph. The newest model, the Geran-5, can fly at speeds up to around 375 mph. It lacks the delta-wing shape and more closely resembles a cruise missile's profile.

The jet-powered drones carry explosive payloads for hundreds of miles before striking a target in Ukraine.

Yehor Cherniev, the deputy chairman of the Ukrainian parliament's national security, defense, and intelligence committee, told Business Insider that Ukraine has managed to intercept more than 90% of Russian cruise missiles and Geran-2 drones.

He said that Russia has decided to rely more on its jet-powered drones and ballistic missiles, far more challenging threats.

Ukrainian President Volodymyr Zelenskyy said on Thursday that a Russian jet-powered drone struck a passenger train in the southern Odesa region, killing at least two people in the latest attack.

Russia has been expanding the infrastructure at its air bases to support the launch of jet-powered drones, which take off on long rails and accelerate to flight speed before the engine takes over.

The view of a Russian jet-powered drone.
The view from a Ukrainian interceptor as it closes in on a Russian jet-powered drone.

Ministry of Defense of Ukraine/Screengrab via X

Ukraine's GUR military intelligence agency said in May that Russia was ramping up the employment of jet-powered drones in response to the effectiveness of Ukrainian interceptor drones, while also improving their design to make them more maneuverable.

The interceptor drones, which are cheap and destroy their targets by colliding with them or exploding nearby, were initially made to counter the slower Geran-2s.

However, Ukrainian defense companies are developing a new class of faster interceptor drones to keep pace with the high-speed jet-powered Gerans, which are harder for Kyiv to shoot down.

Ukrainian firm Skyfall told Business Insider that its new interceptor, the P1-Sun JetKiller, had already downed more than a dozen jet-powered threats by late July. The company said it planned to begin mass production this month, with other developers pursuing similar timelines.

Beyond the interceptors, Ukrainian forces also have mobile air defense units, electronic warfare systems, fighter jets, and missiles to engage Russian drones.

The uptick in Russian jet-powered drones comes as Ukraine struggles with worsening ballistic missile attacks and depleted stockpiles of Western-made interceptors.

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Angola cobra compromisso do Brasil com projetos agrícolas ou pede que saia do caminho

13 de Agosto de 2026, 09:42

O ministro da Agricultura de Angola disse que pode começar a buscar novos parceiros, à medida que sua paciência se esgota com empresas brasileiras que continuam mudando as condições para investir nas terras agrícolas do país, mesmo depois de grandes áreas terem sido identificadas para desenvolvimento.

Angola não vai mais “implorar” para que empresas brasileiras invistam em seus projetos agrícolas, afirmou Isaac dos Anjos. “Não estou mais disposto a me ajoelhar e pedir: venham”, disse ele durante um fórum sobre agronegócio Angola-Brasil, em Luanda, na quarta-feira. “Se vocês não querem vir, não precisam vir.”

No ano passado, o país do sudoeste da África identificou 800 mil hectares (2 milhões de acres) de terras para que empresas brasileiras realizassem estudos e desenvolvessem projetos. Desde então, os dois lados discutem uma estrutura de financiamento envolvendo instituições dos dois países, mas ainda não assumiram compromissos firmes, segundo Dos Anjos.

Os investidores brasileiros continuam levantando obstáculos, apesar de Angola ter atendido às condições que eles haviam estabelecido para investir, afirmou Dos Anjos.

“O que está faltando agora? O setor financeiro precisa dizer se está disponível” para apoiar os projetos, disse. “Se isso não avançar, tenho que procurar outros parceiros.”

Países em busca de segurança alimentar e de novos mercados, incluindo China, Emirados Árabes Unidos e Brasil, se comprometeram a investir no setor agrícola de Angola depois que o país implementou amplas reformas.

No ano passado, Angola abriu quase 2 milhões de hectares de terras agrícolas para investidores estrangeiros, oferecendo concessões sem impostos e permitindo que os investidores exportem 60% de sua produção.

Em julho de 2025, Angola assinou US$ 350 milhões em acordos agrícolas com empresas chinesas, incluindo a Citic Construction Co., para desenvolver 100 mil hectares de soja e milho, e a estatal de construção de hidrelétricas Sinohydro, para cultivar 30 mil hectares de grãos.

Katia Abreu, ex-ministra brasileira da Agricultura, que participou do mesmo evento, pediu paciência e afirmou que os produtores rurais precisam de tempo, segurança e apoio antes de se comprometerem com uma nova “fronteira agrícola” como Angola.

Nvidia apela a Wall Street para vender seus chips para clientes que não têm o ‘bolso fundo’ como big techs

13 de Agosto de 2026, 06:04

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, está esbarrando em um problema: muitos de seus clientes não conseguem pagar pelos cobiçados chips que alimentam sistemas de inteligência artificial (IA) da empresa.

Isso explica por que Huang se uniu a um grupo de empresas de Wall Street em um plano de US$ 500 bilhões que, em tese, pretende padronizar o financiamento de chips, criando estruturas de capital lastreadas em ativos para empresas de IA — enquanto deixa a Nvidia parcialmente responsável caso algo dê errado.

Executivos envolvidos na parceria estratégica anunciada por Huang nesta semana com Apollo Global Management, BlackRock, Blackstone, Brookfield Asset Management, Goldman Sachs e KKR apresentam o esforço como o lançamento de uma nova classe de ativos, semelhante à securitização de tudo, de aviões e cartões de crédito a hipotecas.

Para os críticos, trata-se de um sistema que pode encobrir fragilidades em algumas áreas do mercado de IA. A preocupação não está nas gigantes de tecnologia — Meta, Microsoft e Google — que possuem balanços financeiros robustos.

O problema está nas muitas empresas menores de IA, companhias de computação em nuvem e empresas em geral que têm uma demanda voraz pelos chips da Nvidia, mas enfrentam juros elevados quando precisam financiar essas compras.

O boom da IA e o impulso financeiro da Nvidia não conseguem manter esse ritmo frenético a menos que esse tipo de empresa consiga obter o hardware de que precisa.

Agora, caberá a Wall Street convencer os investidores de dívida sobre os méritos do novo plano de financiamento. Nenhum recurso foi captado até o momento por meio das novas parcerias.

A meta é vender dívida pública e privada para fundos de pensão, seguradoras e fundos soberanos, entre outros investidores, e usar os recursos para criar “plataformas” dedicadas, que possam entrar em ação e financiar operações envolvendo chips de IA.

Um dos desafios é que os chips que alimentam os data centers se tornam obsoletos com o tempo, à medida que a tecnologia avança.

“Isso é ótimo para a Nvidia, que precisa que seus clientes tenham acesso a capital”, disse Jack Ablin, sócio fundador do family office Cresset, de US$ 260 bilhões, que investe na Nvidia.

“Mas, se você é um investidor de dívida que depende da capacidade computacional como garantia? Quero dizer, historicamente, esse é um ativo que tem tido a vida útil de uma alface.”

Huang afirmou que os clientes da Nvidia ainda utilizam chips de gerações anteriores, um sinal de que o hardware mantém seu valor muito depois de ser lançado.

Em uma entrevista à televisão, executivos envolvidos no acordo disseram que o desequilíbrio extremo entre oferta e demanda pelos chips da Nvidia significa que eles são excelentes garantias, ao contrário dos processadores de computador do passado, que se depreciavam rapidamente.

O CEO da BlackRock, Larry Fink, comparou o atual momento do financiamento da “computação” de IA ao início de sua carreira, quando bancos e empresas de investimento foram pioneiros no mercado de títulos lastreados em hipotecas na década de 1970.

Os termos exatos do acordo de financiamento da IA ainda são vagos e provavelmente serão determinados pelo que os investidores aceitarem. Mas a ideia apresentada pelos executivos envolvidos é que os empréstimos sejam garantidos pelo hardware de IA da Nvidia que está sendo comprado ou alugado.

Se um cliente der calote, a expectativa é que um novo cliente entre rapidamente em seu lugar. Investir nesse tipo de instrumento pode ser atraente para um investidor de dívida que acredita que a indústria de IA continuará crescendo, mas está preocupado com o risco de emprestar dinheiro a um cliente específico, segundo pessoas envolvidas no acordo.

A questão que os estruturadores da operação terão de avaliar é o que aconteceria se a expansão da IA desacelerasse e projetos fossem adiados ou cancelados. Outro risco seria o surgimento de avanços tecnológicos da Nvidia que reduzissem o valor de seus chips antigos mais rapidamente do que o esperado.

A Nvidia, que vem sendo criticada por uma série de estruturas de financiamento circulares nas quais investe nas empresas que compram seus chips ou usa seu balanço para garantir o financiamento delas, vem procurando outras alternativas.

Huang afirmou no X que, em alguns casos, a Nvidia poderia usar seu balanço para garantir até 25% do custo de um projeto por meio do que chamou de um “mecanismo de suporte ao valor residual”.

Isso provavelmente manteria inicialmente as obrigações fora dos livros contábeis da Nvidia, mas colocaria a fabricante de chips como responsável por uma parcela do projeto caso o usuário final de seus chips desse calote. Em uma garantia de valor residual, um garantidor como a Nvidia concorda em cobrir a diferença caso o valor de determinado ativo que serve de garantia para um empréstimo caia abaixo de um piso estabelecido.

Huang afirma que a nova estrutura de financiamento responde às preocupações sobre financiamento circular. Alguns céticos, porém, ainda a veem como uma espécie de “circularidade leve”.

A inclusão de capital de terceiros e de decisões de crédito independentes “deveria, em tese, aliviar as preocupações com a circularidade… embora reconhecidamente polarize o debate”, escreveu na terça-feira Joseph Moore, analista do Morgan Stanley.

A rival da Nvidia, Broadcom, ofereceu um suporte semelhante em um pacote de financiamento de US$ 35 bilhões que a Apollo, a Blackstone e um grupo de bancos estruturaram em junho para alugar chips à Anthropic, embora representando uma parcela muito maior da operação. A Broadcom informou que sua exposição máxima sob a garantia é de US$ 29 bilhões, valor que diminui à medida que os pagamentos dos contratos de leasing são recebidos.

Captar dinheiro ficou mais caro para empresas de IA em geral, mas especialmente para tomadores de crédito mais frágeis. Essas empresas estão sendo deixadas de lado nos mercados de dívida por uma enxurrada de emissões de companhias com classificação de grau de investimento, como Meta Platforms, Alphabet, controladora do Google, e Amazon.com.

A emissão de títulos relacionados à IA por grandes empresas de tecnologia, projetos de data centers e veículos de financiamento de chips chegou a US$ 344 bilhões no início de agosto, segundo a Bank of America Global Research.

O valor é mais de US$ 200 bilhões superior ao volume emitido em 2025. Uma pesquisa do Bank of America indica que os investidores esperam cerca de US$ 100 bilhões em emissões adicionais de títulos por grandes empresas de tecnologia no restante do ano.

A CoreWeave, provedora de computação em nuvem para IA, levantou neste mês uma linha de crédito de US$ 2,6 bilhões, garantida por seus contratos com a Anthropic, Jane Street e outras empresas, com juros 5,5 pontos percentuais acima das taxas de referência — ou mais de 9% atualmente.

Os bancos da companhia haviam inicialmente oferecido a operação com um rendimento até 1,25 ponto percentual menor.

Investidores exigiram rendimentos próximos de 10% em uma emissão de US$ 3,5 bilhões em títulos de alto risco realizada no mês passado pela Galaxy Digital para construir um data center no Texas alugado à CoreWeave.

Michael Burry, investidor famoso por apostar contra títulos lastreados em hipotecas e que recentemente passou a apostar contra a Nvidia e outras ações de empresas de IA, afirmou que o acordo aponta para uma vulnerabilidade no mercado de IA.

“Estruturar crédito é uma parte natural do sistema”, disse ele no Substack. “Estruturar créditos não naturais para prolongar o impulso no fim de uma fase de alta é onde surge a preocupação.”

Escreva para Jack Pitcher, pelo e-mail jack.pitcher@wsj.com, Anissa Gardizy, pelo e-mail anissa.gardizy@wsj.com, e Peter Rudegeair, pelo e-mail peter.rudegeair@wsj.com.

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Da sala à cozinha: nova fábrica da LG no Brasil expõe aposta bilionária para ir muito além da TV

13 de Agosto de 2026, 06:00

Há quase quatro anos, a operação brasileira da LG começou a convencer a matriz, na Coreia do Sul, a fazer uma aposta de R$ 1,5 bilhão: abrir uma segunda fábrica no Brasil, desta vez voltada à linha branca.

A avaliação dos executivos daqui era que havia espaço para crescer no mercado brasileiro de eletrodomésticos, mas seria difícil ganhar escala enquanto geladeiras e máquinas de lavar continuassem sendo importadas.

A aposta sai definitivamente do papel nesta quinta-feira (13), quando a LG inaugura em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba, sua nova fábrica. A unidade começa pela produção de geladeiras, mas foi projetada para receber outras linhas de eletrodomésticos no futuro.

Daniel Song, presidente da LG Electronics para a América Latina desde janeiro de 2024 e que comandava a operação brasileira desde 2023, diz ao InvestNews que a equação envolvia preço e tempo.

Importar restringia a companhia sobretudo às faixas mais caras do mercado e dificultava a disputa por volume com fabricantes já instalados no país. Produzir localmente, segundo a LG, reduz em até 80% o tempo necessário para abastecer o mercado.

“Para entrar no mercado do Brasil, nós temos que ter um local”, afirma Song, em entrevista exclusiva ao InvestNews.

Na defesa do investimento, a operação local apresentou à matriz o potencial de crescimento do país e a possibilidade de transformar a fábrica brasileira, no futuro, em uma base para atender outros mercados da região. 

A inauguração marca também a primeira abertura de uma fábrica da LG no Brasil em 21 anos. A companhia iniciou sua produção no país em 1995, em Manaus, inicialmente com televisores, microondas e aparelhos de DVD.

Dez anos depois, abriu uma segunda unidade em Taubaté (SP), dedicada a celulares, notebooks e monitores. Em 2021, após deixar o mercado de smartphones, a LG transferiu as linhas restantes de Taubaté para Manaus e voltou a concentrar ali toda a sua produção brasileira.

A fábrica paranaense reabre agora uma segunda frente industrial no país.

Meio milhão de geladeiras

A nova fábrica nasce com capacidade para produzir mais de 500 mil refrigeradores por ano em apenas um turno. Instalada em um terreno de cerca de 770 mil metros quadrados, a unidade foi dimensionada para receber outras linhas de produção, como máquinas de lavar. A expansão, porém, será feita aos poucos e dependerá do avanço das vendas.

Mais do que trocar produtos importados por nacionais, a LG quer usar a unidade para ganhar escala em um negócio no qual ainda tem uma presença muito menor do que aquela conquistada em categorias como televisores e aparelhos de ar-condicionado.

A nova fábrica da LG (Arte: Daniela Arbex)
Os números da nova fábrica da LG (Arte: Daniela Arbex)

A empresa coreana entra de vez na guerra das geladeiras confiando no reconhecimento de marca construído ao longo de mais de 30 anos de atividade no Brasil.

E há um comportamento de seus próprios clientes que ajuda a explicar essa aposta. Ao acompanhar as compras feitas por consumidores cadastrados em seus canais de relacionamento, a LG identificou que a geladeira costuma aparecer entre as aquisições seguintes de quem já adquiriu uma televisão da marca.

A descoberta interessa especialmente porque é justamente na sala de estar que a LG já conquistou uma posição muito mais relevante no Brasil.

A companhia está entre as principais fabricantes de televisores do país. A meta da LG é figurar entre as três principais marcas de geladeiras. Mas o caminho não será simples.

A empresa coreana terá de lidar com um mercado historicamente concentrado na americana Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul, e na sueca Electrolux.

No início do ano, a companhia estimava ter cerca de 3% do mercado brasileiro de linha branca, com a intenção de alcançar 20% de participação ao longo dos próximos anos.

Song reconhece que a empresa terá pela frente “duas marcas muito fortes”, mas diz que a LG enxerga espaço para uma nova opção entre os consumidores brasileiros.

Parte da estratégia foi tentar evitar que os produtos fabricados aqui fossem apenas versões nacionalizadas de modelos desenvolvidos para outros mercados.

Segundo o executivo, nos últimos dois anos, engenheiros enviados pela Coreia passaram por casas de consumidores em diferentes regiões do país, incluindo cidades do interior de Norte a Sul, para entender como os brasileiros usam suas geladeiras. 

O CEO da LG na América Latina, Daniel Song (Divulgação)

O estudo identificou, entre outras particularidades, a demanda por freezers maiores e a necessidade de lidar com diferentes voltagens pelo país. A resposta da LG foi fazer com que toda a produção nacional de refrigeradores nasça bivolt.

A característica permite que um mesmo aparelho seja vendido tanto em regiões de 110 volts quanto de 220 volts e também simplifica a operação dos varejistas, que não precisam manter estoques separados do mesmo modelo para cada voltagem.

Novos produtos

A aposta também leva a LG para uma faixa de mercado diferente daquela a qual a marca esteve mais associada em refrigeradores: a premium.

Até agora, os custos de importar geladeiras para o Brasil tornavam pouco atraente trazer modelos mais baratos, empurrando o seu portfólio para produtos de maior valor.

Com a produção local, a LG pretende lançar 25 modelos, entre modelos mais populares, intermediários e premium. A estratégia é ampliar o portfólio para disputar um mercado que vende perto de 5 milhões de geladeiras por ano e movimenta mais de R$ 15 bilhões.

A escolha de Fazenda Rio Grande também tem relação direta com o tamanho do produto que sairá da linha. Caso utilizasse a fábrica de Manaus, existiria uma dificuldade logística relevante.

Geladeiras são volumosas e caras de transportar por longas distâncias. Song diz que, do ponto de vista da cadeia de suprimentos e da logística, o Paraná oferece condições mais favoráveis para esse tipo de produto. 

Geladeiras: nova frente de batalha da indústria (Ilustração: João Brito/ InvestNews)
Geladeiras: nova frente de batalha da indústria (Ilustração: João Brito)

Os concorrentes chegaram à mesma conclusão: a Electrolux fabrica refrigeradores em Curitiba, enquanto a Whirlpool concentra uma importante produção de geladeiras Brastemp e Consul em Joinville (SC).

Desafios

A LG coloca essa nova capacidade no mercado em um momento menos favorável para o consumo no Brasil. Com as famílias endividadas e o crédito caro, compras de maior valor tendem a ser postergadas.

E geladeira é justamente um bem de ciclo longo: estimativas do setor trabalham com uma vida útil próxima de dez anos para um refrigerador, o que dá ao consumidor alguma margem para adiar a troca enquanto o aparelho antigo ainda funciona.

A companhia diz que ajusta a estratégia comercial a esse ambiente. Segundo Song, a LG tem trabalhado com o varejo para alongar o número de parcelas e ampliar alternativas de financiamento, inclusive em redes que operam com carnê.

A empresa também vem ampliando a presença entre redes regionais, numa tentativa de chegar a consumidores fora dos grandes centros e das principais varejistas nacionais.

“Estamos bem atentos a isso”, reforçou o executivo. A lógica, segundo ele, é encontrar formas de tornar a compra compatível com o orçamento desses consumidores.

Futura expansão

A próxima etapa para a fábrica é adicionar lavadoras e máquinas lava e seca à produção no Paraná a partir de 2027. Mas Song ainda prega cautela: tudo vai depender do êxito com as geladeiras.

“É muito importante ter sucesso na primeira etapa”, disse. Segundo ele, um bom resultado dará à operação brasileira mais força para defender novos investimentos perante a matriz.

Antes mesmo de a fábrica alcançar sua velocidade de cruzeiro, porém, a LG já começa a enxergar para ela um destino que originalmente não era prioridade: outros países da região.

Song afirma que o primeiro objetivo continua sendo abastecer o consumidor brasileiro, mas diz que a operação da LG na Argentina já demonstrou interesse em receber produtos fabricados no Paraná. Chile, Colômbia e Peru também estão entre os mercados estudados como possíveis destinos de exportação.

Antes disso, vem o seu primeiro teste: Song estima que uma unidade desse porte leve cerca de um ano para alcançar seu ritmo normal de operação. É preciso elevar gradualmente a produção, treinar trabalhadores e fazer a linha atingir a capacidade planejada antes de avaliar plenamente os resultados.

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Estados Unidos recolhem quase 14 toneladas de carne argentina sem inspeção

12 de Agosto de 2026, 16:19

Quase 13,6 toneladas de carne bovina argentina que não foram completamente inspecionadas antes de serem distribuídas no Texas e na Flórida estão sendo recolhidas, informou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

O Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar (FSIS) do USDA anunciou que a empresa Corte Argentino LLC, com sede na Flórida, estava recolhendo vários cortes de carne bovina que não passaram por uma etapa de “reinspeção” quando entraram nos EUA.

Nenhuma doença ou lesão foi associada às importações, mas o USDA está preocupado com a possibilidade de alguns dos cortes já estarem em geladeiras ou freezers e orientou os consumidores a descartá-los.

A carne foi produzida em maio e tem datas de validade para congelamento em setembro. O USDA não informou como o lote passou pelo processo de reinspeção das importações.

Os cortes de carne recolhidos estavam em caixas identificadas como Frigorifico Gorina SAIC, uma das maiores empresas frigoríficas da Argentina. A Gorina não respondeu imediatamente a um pedido de comentário fora do horário comercial na terça-feira.

O recolhimento ocorre pouco depois de os EUA ampliarem de 20 mil para 100 mil toneladas a cota anual de importação de carne bovina da Argentina sem tarifas, em uma tentativa de combater a inflação — parte de um acordo comercial mais amplo que ainda não foi totalmente ratificado.

O recolhimento representa uma fração muito pequena das exportações argentinas para os EUA, que vêm aumentando desde que a política foi implementada no início deste ano, reduzindo os embarques para a China, maior cliente da Argentina. Por sua vez, a China suspendeu em algumas ocasiões as importações de frigoríficos argentinos específicos, alegando diferentes problemas.

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Mais cortes na Selic vêm aí? Tom ‘dovish’ do Copom e IPCA de julho podem dar dicas do que esperar; confira análise

12 de Agosto de 2026, 14:59

O corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, anunciado no dia 5 de agosto, pode não ser o último em 2026. Enquanto os dados de inflação (IPCA) mais recentes apontam para um viés de desaceleração, o Copom parece ter mantido a porta aberta para mais cortes nos juros na ata da sua última reunião, divulgada na última terça-feira (11) – segundo a Empiricus.

O comunicado veio em “um tom marginalmente mais dovish”, segundo Laís Costa, analista da casa. E “reconheceu a desaceleração da atividade, assim como as surpresas baixistas de inflação nas últimas leituras, embora tenha mantido o reconhecimento da desancoragem das expectativas futuras”.

Em semana pós-Copom, IPCA de julho trouxe ‘composição benigna’

Desde o início do conflito no Oriente Médio, e sua consequente pressão inflacionária em nível global, players do mercado, diversas vezes, revisaram para cima suas expectativas para a Selic terminal em 2026.

Mas as últimas leituras da inflação já vinham trazendo surpresas baixistas, que se consolidaram com a divulgação do IPCA de julho, que trouxe um avanço de 0,07%. O número veio levemente acima das expectativas do mercado, que giravam em torno de 0,01%. Mas segundo a analista, “embora o dado cheio tenha superado as estimativas, o indicador trouxe detalhes positivos para o cenário inflacionário doméstico”.

A analista indica uma “composição benigna” dos dados, que trazem deflação em setores como:

  • Bens não-duráveis, com destaque para alimentos in natura;
  • Vestuário, com sua maior deflação no período desde 2010;
  • Gasolina.

Quanto à gasolina, vale ressaltar que, apesar da alta do petróleo, alguns fatores contribuíram para um maior controle nos preços. A Petrobras (PETR4), por exemplo, anunciou reajustes de preço muito abaixo do esperado, graças a um incentivo pontual do governo federal.

Para este mês, a analista acredita que os preços administrados devem continuar contidos graças ao setor de energia. Com o bônus da Usina de Itaipu chegando, o saldo positivo das operações da companhia será repassado às contas de luz em agosto. Esse benefício deve reduzir não apenas os valores nas faturas, mas também os impactos do grupo nos dados de inflação.

Além do nível de “conforto” na inflação no curto prazo, é preciso considerar também as projeções para o chamado “horizonte relevante”, que vai até o 1º trimestre de 2028.

Neste caso, Laís Costa comenta que as projeções para o IPCA do 1T28 estão, atualmente, em 3,2% ao ano – o que “coincide com a precificação dos economistas e com a definição de inflação ‘em torno da meta’ do próprio BC”.

Essas são justamente as evidências que o Copom monitora de perto. Sinais de desaceleração na inflação podem servir de insumo para que a autarquia conduza um caminho de mais redução nos juros – isso de maneira muito generalista, visto que diversos outros fatores precisam ser considerados.

Copom deixou ‘portas abertas’ para mais um corte na Selic, segundo analista

A ata da última reunião destaca que o Copom “não deve reagir aos efeitos primários de choques de oferta, e que segue monitorando a evolução do cenário para manter a restrição adequada à convergência da inflação para a meta”, segundo a analista.

Porém, para a Empiricus, “o conjunto das alterações no documento mantém a porta aberta para a continuação do ciclo de cortes de juros em setembro”. O cenário-base da casa é de mais uma redução de 0,25 ponto percentual a partir da próxima reunião, marcada para os dias 15 e 16 de setembro. Assim, a Selic deve ir a 13,75% ao ano.

Demais players do mercado também acompanham essa visão. As opções de Copom negociadas na B3 na última quarta-feira (12) mostram uma sustentação da crença em mais um corte, enquanto um cenário de manutenção nos juros perdeu força nas últimas semanas.

Dashboard Público – Opções de Copom. Fonte: B3, consultada em 12/08/2026

Onde investir na renda fixa? Acesse relatório com 3 recomendações da Empiricus

Apesar do certo alívio de curto prazo, é preciso ressaltar que o cenário econômico ainda promete incertezas para os próximos meses.

Além das disrupções geopolíticas, que acompanham o conflito no Oriente Médio, o lado doméstico ganha ainda mais uma pitada de volatilidade por conta das eleições presidenciais, que acontecem em outubro.

Todos esses fatores são de grande relevância para investidores que querem montar uma carteira de renda fixa balanceada tanto para buscar retornos quanto para mitigar riscos.

Lais Costa preparou um relatório especial com três títulos de crédito privado que, em sua visão, são as apostas mais promissoras para quem se posicionar agora.

São títulos avaliados com qualidade, de empresas ligadas a setores promissores da economia, com retornos líquidos esperados de até IPCA + 11,18% ao ano. Taxas reais como essa são consideradas acima da média. A depender da trajetória de queda da Selic, a tendência é que não sejam mais ofertadas no mercado.

E o mais importante: todos os títulos recomendados pela analista são isentos de Imposto de Renda.

Fonte: Empiricus/BTG Pactual

O relatório completo está disponível para você por meio do BTG Content, a plataforma de publicações do BTG Pactual. Lá, você confere os comentários da analista na íntegra, além da ficha técnica completa dos ativos selecionados.

Caso não tenha cadastro na plataforma, o banco dá a oportunidade de testar o BTG Content e usufruir de todos os relatórios oferecidos por 30 dias gratuitos.

O acesso é bem simples: basta clicar no botão abaixo para fazer um cadastro rápido, com poucos cliques:

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DISCLAIMER: Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability).

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Cientistas criam curativo que usa proteínas do próprio corpo para acelerar a cicatrização

7 de Agosto de 2026, 09:26

Um novo curativo inteligente desenvolvido por pesquisadores do Imperial College London, no Reino Unido, pode transformar o tratamento de feridas de difícil cicatrização. Em vez de fornecer medicamentos sintéticos diretamente ao local da lesão, o material aproveita proteínas produzidas naturalmente pelo próprio organismo e as libera apenas quando as células iniciam o processo de reparo.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/cientistas-criam-curativo-que-usa-proteinas-do-proprio-corpo-para-acelerar-a-cicatrizacao/

Onde o salário mínimo é maior no Brasil? Confira os estados com piso regional

7 de Agosto de 2026, 09:09

Considerada a menor remuneração ao trabalhador estabelecida pela lei, o salário mínimo foi instituído no Brasil para garantir que os empregados e suas famílias atendam às suas necessidades básicas de moradia, alimentação, educação e transporte. Atualmente, o valor de referência nacional está fixado em R$ 1.621, com previsão de aumento para R$ 1.724 em 2027.

Leia mais em: https://exame.com/economia/onde-o-salario-minimo-e-maior-no-brasil-confira-os-estados-com-piso-regional/

O que é o Discord, aplicativo criticado por Janja

7 de Agosto de 2026, 09:07

A primeira-dama do Brasil, Rosângela da Silva, a Janja, afirmou na quinta-feira, 6, que o Discord precisa ser banido no país. Durante a sanção do projeto de lei que amplia o combate à violência sexual contra crianças e adolescentes no ambiente digital, Janja afirmou que "precisa bloquear o Discord no Brasil de qualquer forma".

Leia mais em: https://exame.com/tecnologia/o-que-e-o-discord-aplicativo-criticado-por-janja/

Meta recebe multa bilionária nos EUA e terá de limitar uso de Instagram

7 de Agosto de 2026, 09:02

A Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, foi condenada pela Justiça do estado americano do Novo México a pagar US$ 567 milhões (cerca de R$ 2,9 bilhões) por causar "perturbação pública" e prejudicar menores de idade em suas plataformas.

Leia mais em: https://exame.com/tecnologia/meta-recebe-multa-bilionaria-nos-eua-e-tera-de-limitar-uso-de-instagram/

Alterações e comentários com IA: como usar Gemini e Copilot para revisar documentos

7 de Agosto de 2026, 08:52

O controle de alterações e comentários com ferramentas de inteligência artificial (IA) pode transformar a revisão de documentos compartilhados em um processo com menos atrito. Em vez de abrir cada thread e redigir respostas do zero, a IA lê o histórico de feedback, agrupa temas e prepara rascunhos de resposta com sugestões de edição — tudo antes de o revisor publicar qualquer coisa.

Leia mais em: https://exame.com/tecnologia/examelab/alteracoes-e-comentarios-com-ia-como-usar-gemini-e-copilot-para-revisar-documentos/

Mudanças climáticas forçam borboletas a abandonar seus habitats em 105 países

7 de Agosto de 2026, 08:30

As mudanças climáticas estão alterando a distribuição de borboletas em todo o mundo. Um estudo publicado na revista Nature Ecology & Evolution identificou que mais de 1.700 espécies já passaram a ocupar áreas diferentes das registradas anteriormente, um reflexo do aumento das temperaturas, dos eventos climáticos extremos e da transformação dos habitats naturais.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/mudancas-climaticas-forcam-borboletas-a-abandonar-seus-habitats-em-105-paises/

'Traição' entre pássaros? Estudo mostra como o canto revela machos 'comprometidos'

7 de Agosto de 2026, 08:27

O canto do papa-moscas-preto (Ficedula hypoleuca) pode revelar muito mais do que a presença de um parceiro. Um estudo mostrou que as fêmeas conseguem identificar sinais na vocalização dos machos que já formaram um casal e, na maioria dos casos, preferem aqueles que ainda não acasalaram.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/traicao-entre-passaros-estudo-mostra-como-o-canto-revela-machos-comprometidos/

Cientistas descobrem possível 'gatilho' do envelhecimento para doenças cerebrais

7 de Agosto de 2026, 08:17

Uma proteína que se acumula com o envelhecimento pode estar por trás de um dos mecanismos que tornam o cérebro mais vulnerável a doenças neurodegenerativas. Pesquisadores da Universidade de Colônia identificaram uma via molecular capaz de estimular o acúmulo de proteínas tóxicas nos neurônios, processo associado a doenças como a esclerose lateral amiotrófica (ELA) e a doença de Huntington.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/cientistas-descobrem-possivel-gatilho-do-envelhecimento-para-doencas-cerebrais/

MrBeast's pitch decks reveal how the creator's business ambitions have changed over time

7 de Agosto de 2026, 06:10
EAST RUTHERFORD, NEW JERSEY - SEPTEMBER 04: Global YouTube star MrBeast attends the launch of the first physical MrBeast Burger Restaurant at American Dream on September 4, 2022 in East Rutherford, New Jersey.
YouTuber Jimmy Donaldson once aimed to build a burger empire.

Dave Kotinsky/Getty Images for MrBeast Burger

  • Newly filed court documents show how MrBeast's ambitions have shifted over time.
  • The YouTuber previously eyed podcasts and NFTs to grow his media empire.
  • Today, he's exploring fintech and mobile phone services.

MrBeast has had grand ambitions to build a media empire for years — but they have changed considerably.

New court docs filed as part of an ongoing lawsuit between MrBeast founder Jimmy Donaldson and his burger business partner reveal that he once explored avenues like podcasts and NFTs before pivoting to other areas, including fintech and creator services.

The docs demonstrate how YouTube's top creator pivoted as he sought to capitalize on his social clout.

It's common for startups, and especially creator-led ones, to begin with one idea and then shift gears, said Megan Lightcap, a partner at the VC firm Slow Ventures, where she leads its Creator Fund. Unlike consumer brands launching with a specific product, it's easier for creators to move into entirely new categories.

"Because their popularity is centered on their personal brand, they have even more opportunities," she said.

A 2021 investor fundraising deck included in the court documents labels "Beast Games, Netflix Beast Studios, Beast NFT, Beast Podcasting" as coming in 2023. His company has not launched significant businesses focused on games, Netflix, NFTs, or podcasts.

MrBeast 2021 fundraising deck slide
A 2021 investor fundraising deck references plans for an NFT, podcasts, and more.

Beast Industries

The 2021 deck also talks about launching a "subscription fan platform" called "Beast World" in 2022. At the time, MrBeast envisioned a $9.95 a month platform featuring "exclusive content, merchandise, community, and experiences."

By 2024, the company was talking about opportunities in theme parks, theatrical releases, and a vast array of consumer products, according to a July 2024 board meeting presentation.

The company was also mindful of the need to diversify away from having Donaldson on camera. The presentation called for animated series and associated toys and consumer products, which manifested in the MrBeast Lab YouTube channel and products.

Slide from MrBeast July 2024 board meeting deck
A 2024 board meeting deck laid out a MrBeast "multiverse."

Beast Industries

By 2025, with new CEO Jeffrey Housenbold at the helm, MrBeast's ambitions had changed further.

In a February investor deck that year, MrBeast presented the company as built on three pillars: media, consumer packaged goods, and software, with a "comprehensive" video game portfolio and a loyalty program earmarked for 2026. A creator platform, fintech, and pro sports were being explored. The company also hinted at a mobile phone service.

Here's how MrBeast is currently moving forward on some of those fronts:

Fintech: This year, the company acquired Step, a digital banking platform offering savings accounts, a credit-building Visa card that functions similarly to a debit card, and a cash-advance program. Step, which is geared toward young people, hasn't posted any new videos on its YouTube channel since the deal closed.

Creator platform: MrBeast recently hired a team from the Andreessen Horowitz-backed startup Pietra, including its CEO and cofounder Ronak Trivedi, who's playing a key role in developing the platform.

Membership: At a breakfast for advertisers in May, MrBeast revealed plans for the "largest membership service in the world," with a philanthropic element, early access to content, exclusive content, and member challenges.

CPG: Feastables, a "better for you snack brand," launched in 2022 with a chocolate bar. The MrBeast Burger business continues, even if Donaldson stopped promoting it after getting embroiled in a legal dispute with his partner.

Media: MrBeast has expanded his spectacle-style video offerings and launched the "Beast Games" competition show on Amazon's Prime Video. His company is planning new verticals centered on food, entertainment, fitness, and gaming that aren't meant to rely on Donaldson's on-screen presence.

Mobile phone: The company plans to launch a phone business called "Beast Mobile," Housenbold said at The New York Times' DealBook Summit in December. According to the 2025 investor deck, it's likely to take the form of an MVNO, which uses a major carrier's infrastructure and is a model other celebrities have adopted.

Experiential: MrBeast tested the theme park concept in November with a 45-day pop-up in Saudi Arabia, where visitors could participate in challenges inspired by his videos.

Read the original article on Business Insider

Influencers fear the AI 'Scarlet Letter'

Influencer holding a smartphone wearing a cream sweater with large red "AI" lettering.

Getty Images; Alyssa Powell/BI

Ashton McGrady was horrified to discover that TikTok had slapped an "AI-generated" label on a post she'd made for Disability Pride Month.

The creator had spent hours making a collage of images, stickers, and advice.

"It was really jarring to me, because that's not something that I personally align with, and neither does my audience," McGrady told Business Insider. "The whole point of being a creator is to create myself." The post later had its AI note removed without explanation.

McGrady's upload was one of the billions that TikTok says it has flagged using a mix of human labeling and automated tools. McGrady said she had a similar experience with a different post on Meta-owned Instagram, too.

collage made by creator flagged as AI
To Ashton McGrady's surprise, Instagram and TikTok have added AI labels to her posts.

Screenshot/Instagram/BI

Platforms like TikTok and Instagram say AI labeling offers more transparency to viewers, but the inexact processes have led to misclassifications, seven creators say. Some platforms acknowledge they're not always accurate at spotting AI, using phrases like Meta's "likely created or modified with AI" to hedge. For creators, even the suggestion that they've published AI content can feel damaging to their reputations.

Gregory Littley, who frequently posts photography to his Instagram, said several of his posts — which include scans of physical Polaroids — say that the "content in this post may have been modified with AI."

"I cringe when I see that label," Littley said. "I cringe even more when I know it's not true."

These labels could have real consequences for creators in a time of intense AI backlash. It's particularly relevant in the $12 billion US influencer marketing industry, where authenticity and human connection are paramount. An AI hiccup can turn an audience against an influencer. YouTuber Hank Green, for example, recently apologized after coming under fire for using ChatGPT to help research a script.

"It's literally the Scarlet Letter," creator Lissette Calveiro said about AI labels and accusations of producing AI-assisted work. Some brands have begun adding stipulations in campaign briefs that creators can't use generative AI.

In recent weeks, AI has been thrust into the center of the creator conversation. Substack's CEO took a shot at AI-generated LinkedIn posts while debuting a new AI detection partnership. Days later, LinkedIn announced a button to flag suspected "AI slop." YouTube has been pulling down channels that host "low-quality" AI content, and Snapchat has made videos wholly generated by AI ineligible for recommendation in its short-form video feed, Spotlight.

Both openly using AI and promoting AI companies are increasingly seen as risky in creator economy circles. The concern is warranted. Influencers who attended a recent luxury retreat hosted by OpenAI faced immediate online backlash.

Instagram photo of photobooth images flagged as AI
Several of Gregory Littley's Instagram posts with scans of physical Polaroids or photobooth strips have been labeled by Meta.

Screenshot/Instagram/BI

"There's a PR issue with AI as it relates to taking people's jobs and environmental concerns around data centers," said Eric Bogard, CEO of the talent firm UnderCurrent Management. "Creators are hesitant to promote AI companies as a result."

At the same time, there's no real path of purity as an influencer traversing content creation in 2026. Nearly every platform automatically uses or pushes AI tools, from Adobe Photoshop to TikTok's CapCut. In many ways, AI tools have helped creators balance the workload of managing their social media accounts and brand deals, as well as brainstorming.

Companies like OpenAI want creators to be more open about their use of AI.

Charles Porch, who OpenAI poached from Meta this year to lead creative partnerships, recently told Business Insider that part of his job is getting creators to "come out of the closet" about using AI.

"Whether creators choose to share how they use AI publicly is entirely up to them," an OpenAI spokesperson said.

AI's 'PR issue'

AI is infiltrating many aspects of modern life — and content creation is no exception.

A May survey of 16,000 creators conducted by Adobe, in partnership with The Harris Poll, found that 75% of creators who had used or tried creative AI described it as "integrated or essential to how they work."

Not all creators want to admit that publicly, though, lest they wear the AI "Scarlet Letter" on their chest.

YouTube creator Billy Yue, who goes by 8illy, isn't shying away from AI. He even made a promotional video for Anthropic's Claude in November. Still, the creator, who regularly features hand-drawn animation in his videos, added a disclosure at the end of his most recent YouTube upload that "no AI was used" in the production. He wanted fans to know that he'd drawn 1,800 illustrations for the project.

Broader public opinion is shifting, and creators feel it.

The influencer marketing agency Billion Dollar Boy found that the share of consumers who viewed generative AI as a "negative disruptor" increased from 18% in 2023 to 32% in 2025. Those who saw it as a "positive disruptor" declined from 34% to 31%. The firm surveyed 4,000 consumers ages 16 or older in the UK and the US.

"Part of this backlash is every platform is filled with slop," said Max Spero, CEO of AI detection startup Pangram. "It feels like the algorithms are shoving it in your face. It feels like it's harder and harder to find things made with craft by real people." Pangram recently partnered with Substack on an integration that detects whether — and how much — AI was used in writing newsletters and comments.

Concerns about "AI slop" have become a focus on platforms like TikTok, Instagram, and YouTube, which all have automated AI detection tools that help identify content that is either entirely AI-generated or substantially edited with AI.

Lawmakers have also gotten in the mix. The European Union and New York state recently developed laws requiring brands to inform viewers when AI-generated characters appear in ads.

AI labels aren't foolproof

As platforms have rushed to ramp up their AI labeling, creators like McGrady say they have become the victims of false positives.

Lindsey Lee Lugrin, a content creator and model, recently posted some paintings she had made by hand. However, her Instagram posts included a label that said they were "likely created or modified with AI."

In some instances, using popular editing tools like Canva or Adobe's Lightroom resulted in content on Instagram, Threads, and TikTok being flagged as potentially AI-generated.

Painting by creator flagged as AI on Instagram
Lindsey Lee Lugrin, a content creator and model, shared paintings she had made herself — by hand. Meta added a label that said it was "likely created or modified with AI."

Screenshot/Instagram/BI

While third-party platforms like Pangram can assist with AI identification, none are completely accurate. (Substack added options in its AI detection feature for creators to dispute a Pangram assessment, explain how and why they used AI, and even disable the tool altogether.)

Slip-ups can be a risk for both creators and brands.

McGrady said that if a post made in partnership with a brand was flagged as AI, it could "harm your relationship with the brand."

Advertisers are well aware of the public backlash an AI-heavy ad can bring.

Brands are taking proactive action to prevent this. Five creators and talent managers said there had been an increase in clauses in partnership briefs and contracts that explicitly state that creators cannot use AI in parts of the content process — particularly in scriptwriting, captions, and visual edits.

"If you're a brand, you obviously don't want to see an influencer you hire have a 100% negative comment section," said Jack Appleby, a relatively AI-positive creator and social media strategist. "If you're not an AI brand, you probably avoid AI right now, just because there's no reason to risk it."

There is no escaping the AI era

Despite the blowback, AI pervades many aspects of content creation.

Photo and video editing apps use it, whether loudly or under the hood. If you use Instagram's fancy font tools when making a Story post, it will trigger a tag that says the text has been "restyled with AI."

"It's really difficult to have a fully AI-free experience right now, no matter what line of work you're in," Calveiro said. "I think a lot more people are using it than they want to admit."

There are real benefits to some tools, too.

"I very frequently tell my audience that there are ethical and moral reasons to use AI. When I do, it's from an accessibility perspective," McGrady said. "But I am a person who proudly says that I do not use generative AI."

The backlash against creators' use of AI may ease in the coming months as AI-powered creative tools become ubiquitous. Labeling efforts could shift toward flagging only fully AI-generated posts.

More transparency about how AI is used could reduce headaches for creators and platforms alike, making room for them to explore how the tech can expand their creativity.

"I'm very honest about how I use AI," Appleby said. "I don't really run from it. If a piece of content entertains or educates or provides value to somebody, for the most part, they shouldn't really care."

Read the original article on Business Insider

OpenAI will bring ChatGPT ads to Brazil and Mexico, and is adding a raft of fresh features

7 de Agosto de 2026, 06:00
Sam Altman, the CEO of Open AI
OpenAI CEO Sam Altman.

Stefano Guidi/Getty Images

  • OpenAI is expanding ChatGPT ads to Brazil and Mexico as part of its latest push to grow the product.
  • OpenAI has been enhancing its ChatGPT ad tools, testing new ad styles and integrations.
  • ChatGPT recently reached the milestone of 1 billion active users.

OpenAI is sprinting ahead with upgrades for ChatGPT ads.

The AI lab revealed a new raft of releases to advertisers in a Wednesday email reviewed by Business Insider, part of its rapid push to build up a cash-printing ads business from scratch as it explores routes to make more money. ChatGPT users are now guinea pigs for the quickly evolving tool, with new countries coming online and new ad styles in early testing.

The new releases arrive shortly after OpenAI announced in late July that ChatGPT had hit the milestone of 1 billion active users. A company spokesperson confirmed the email's contents to Business Insider.

OpenAI is launching advertising on ChatGPT in Brazil and Mexico in the coming week, the email said, adding to several other active markets: the US, Canada, the UK, Japan, Korea, Australia, and New Zealand. In July, the company launched the ability for advertisers to target users within geographic areas of a country.

ChatGPT users on Free or Go plans are the only ones who are served ads. They're now beginning to see a new ad style, with multiple products in a carousel. For now, these carousels are confined to a single advertiser's products, unlike the Google carousel, which often tops that site's search results.

OpenAI's email also announced improvements to the product's tools for tracking and measuring campaigns, which competitors Google and Meta have been developing for years. Advertisers on ChatGPT can now test ad campaigns that optimize for specific conversions, such as sales or sign-ups. The email also listed new partnerships with the adtech companies Hightouch and Triple Whale, adding more ways to measure an ad campaign's success.

OpenAI is also signaling that it could roll out "sponsored agents." While it wasn't included in the Wednesday email, OpenAI's latest advertising policies document, updated on July 31, defined "sponsored agents" as "conversational experiences that allow users to interact with an AI-generated representative for an Advertiser's business, products, or services." It indicates that the company is testing new ad styles built on generative AI. The OpenAI spokesperson declined to comment on this.

Advertisers see incremental changes to ChatGPT's ads tool practically every day, Juozas Kaziukėnas, who sold his market intelligence firm about two years ago and closely watches the e-commerce market, told Business Insider.

"The ad product is quite clearly one of the highest priorities for OpenAI, just from the rate and pace of change that is happening," he said.

Kaziukėnas views the possible foray into an "AI native" ad format as promising for marketers.

"We'll see if brands actually want that because we often find that despite many experiments from the companies, often advertisers just want traffic back to their sites," he said.

As popular as ChatGPT has become, OpenAI has a major feat of catch-up ahead. When the company last revealed its annual recurring ads revenue in May, it tallied $100 million. Google and Meta respectively raked in over $294 billion and $196 billion in ads revenue last year.

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We built our dream home for the family we thought we'd have. Then we started over in rural Japan.

7 de Agosto de 2026, 01:03
The exterior of their akiya.
Sia and Mikael Lilja moved from Sweden to Japan to buy one of the country's old vacant homes, known as akiya.

Sia Lilja.

  • Sia and Mikael Lilja spent six years building their dream family home in Sweden.
  • When they decided that kids were no longer part of the plan, they moved to Japan for a fresh start.
  • They paid 8 million yen, about $49,000, for an akiya, one of Japan's old vacant houses in the countryside.

This as-told-to essay is based on a conversation with Sia and Mikael Lilja, who moved from Sweden to Japan, where they bought and are restoring an old house. It's been edited for length and clarity.

We've been together for 12 years and married for the last 4.

In 2020, we bought a piece of land in a small town about 15 minutes outside Malmö in Sweden, and started building our dream home. We were planning for our long-term future: have kids and live close to family.

By the end of 2023, we were able to move in, although there were still projects — including an upstairs bathroom — that we'd take our time to complete.

A couple in a car with their dog.
The couple spent six years building their dream family home in Sweden, but life had other plans.

Sia Lilja.

However, by then, our plans had already begun to change.

We joined the waiting list for IVF in 2021, but the process was delayed because of the pandemic. We had a lot of hard conversations about the future we'd imagined for ourselves. By the time it was finally our turn to begin IVF, we'd already decided it wasn't the path we wanted.

The house felt too big for just the two of us and our dog. The life we'd planned around it no longer existed, so we started thinking about what else we could do.

A change of plans

Back in 2019, we'd spent six months traveling around Asia and fell in love with the region. We'd always imagined that if we ever moved abroad, it would be somewhere like Bali or South Korea. However, as we looked into both places more seriously, neither felt quite right.

As we explored other possibilities, we came across a podcast about buying a house in Japan. We'd been wanting to visit Japan for years, so we booked a trip for the end of 2025.

The exterior of their house.
In January, they bought a vacant home in rural Japan without seeing it in person.

Sia Lilja.

Even though we'd never set foot in Japan, it already felt like the right place to begin our next chapter. Before our trip, we started browsing Japanese property listings online and began selling our home in Sweden.

By the time we arrived in Japan for our 3-week trip in November 2025, our house in Sweden had already been sold, although we still had until May 2026 to hand over the keys.

The trip was our chance to make sure Japan really was the right place for us before buying a home there, and it did exactly that. Over the next 3 weeks, we explored different parts of Japan, including the Kansai region, to decide where we wanted to settle. We eventually narrowed it down to places within a 90-minute drive of Kyoto.

One of the rooms in the akiya.
They plan to preserve the home's traditional Japanese features, including its tatami mats and shoji screens.

Sia Lilja.

When we returned to Sweden, we stepped up our house hunt. We hired a buyer's agent and set up alerts for akiya — old, vacant homes — that matched our criteria.

We wanted a traditional home with natural light, a wraparound veranda, and a rural setting while still being close to a train station and other amenities.

In January, we finally got the alert we'd been waiting for.

Our agent quickly arranged a viewing. Since we were still in Sweden, he walked us through the house over a video call. When we saw it, we knew it was exactly what we were looking for, so we made an offer immediately.

Our offer was accepted, and the purchase price was 8 million yen, or about $49,000, before taxes and other fees.

The start of a new chapter

We decided to look at this time as a gap year for adults, so we both left our jobs.

With that, we turned our attention to wrapping up our lives in Sweden. In May 2026, we handed over the keys and flew to Japan.

One of the rooms in the akiya.
They're now waiting for their dog's vaccination papers to be finalized before officially moving.

Sia Lilja.

When we saw the house in person for the first time, we were pleasantly surprised; it had been incredibly well-maintained.

The kitchen looked almost brand new, and the bathroom was much nicer than we'd expected. It almost feels strange calling it an akiya because it's nothing like the old, half-ruined homes people often imagine.

Everything is in Japanese, so we're constantly translating labels with an app. We spent almost two weeks eating convenience store food before we'd bought a fridge and could finally cook our own meals.

Thankfully, our neighbors — mostly older Japanese residents — have been welcoming. Our house sits on the edge of a small village surrounded by fields and bamboo forest, and they've already shown us how to weed the property and look after the bamboo shoots.

We spent about a month settling in, cleaning the house, and buying simple furniture and appliances. We ordered new tatami mats, had the roof inspected, and started planning the work we'd tackle before returning to Europe.

A couple standing under the Torii gates in Japan.
They say they'll take their time with the renovations.

Sia Lilja.

We're back in Europe for a few months, visiting family while we wait for our dog's vaccination paperwork to be finalized. We're aiming to officially move to Japan in September.

Once we're back, we'll start renovating. Unlike our house in Sweden, we don't want this project to take over our whole lives. Instead, we want to travel around Japan and renovate the house little by little. There are plenty of places we'd like to visit with our dog.

We're looking forward to starting this new chapter.

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Judge orders Meta to pay over $900 million for failing to protect kids on social media

Meta CEO Mark Zuckerberg at the Sun Valley media and tech conference, July 2026
Meta has been ordered to pay over $900 million in the New Mexico case.

Bloomberg/Getty Images

  • Meta was ordered to pay a total of $942 million over harm caused to children on its platforms.
  • A New Mexico judge on Thursday ordered Meta to pay $567 million, mostly for treatment services.
  • A jury previously found the company liable and approved a fine of $375 million.

Meta must pay a total of $942 million to address harm caused to children on its platforms, a New Mexico judge ruled Thursday.

A jury in March found Meta liable for failing to protect kids and approved a $375 million fine. New Mexico state Judge Bryan Biedscheid issued a ruling Thursday ordering the company to pay an additional $567 million and to make changes to its platforms to make them safer for kids. The judge said the money was to be put into an abatement fund, with most of it, $420 million, to go toward treatment services.

Among the changes, Meta must strengthen age verification in New Mexico, limit users under 18 in the state to a combined 90 hours a month on Facebook and Instagram, turn off most push notifications for minors overnight and during school hours, and hide "like" counts by default unless a parent or guardian allows them to be shown.

"This case has always been about protecting children, standing up for families, and making sure that one of the world's largest technology companies cannot profit from practices that endanger young people without consequence," New Mexico Attorney General Raul Torrez said in a statement following the ruling. "Today's decision is a victory for every parent who has worried about what social media is doing to their child and every child who deserves to grow up safer online."

In a separate statement, Torrez called the ruling a "blueprint" for holding social media companies liable for products that endanger children.

"Now other states, and other countries confronting the same crisis, have a roadmap they can follow," Torrez said.

Meta said it disagrees with the ruling and will appeal.

"We work hard to keep people safe on our platforms and have been transparent about the challenges of identifying and removing bad actors and harmful content," a Meta spokesperson said in a statement to Business Insider. "We remain confident in our record of protecting teens online and will continue to defend ourselves against claims that misrepresent the facts."

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Itália barra entrada de quem vem da Espanha após travessia em massa em Ceuta

31 de Julho de 2026, 17:04

Embaixadores da União Europeia se reunirão na segunda-feira (3) em uma reunião de emergência, enquanto a Espanha enfrenta pressões para reafirmar o controle sobre as fronteiras externas do bloco.

Um porta-voz da Irlanda, que exerce a presidência rotativa da UE, confirmou o encontro. O grupo de resposta integrada a crises políticas da UE, que lida com situações de crise e desastre, receberá informações de autoridades no sábado sobre os eventos ocorridos nos últimos dois dias no enclave norte-africano de Ceuta.

A medida ocorre enquanto o governo espanhol confirmou que 50 mil pessoas cruzaram ilegalmente a fronteira entre Marrocos e Ceuta, embora o Ministério do Interior da Espanha tenha informado na sexta-feira (31) que mais da metade delas já saiu do local.

Vários líderes europeus comentaram a crise, que o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez descreveu como “uma violação da integridade territorial da Espanha”, pedindo que o país garanta a proteção da fronteira externa da UE e instando Madri a reafirmar o controle.

A Alemanha disse que estenderá seus próprios controles de fronteira até setembro, enquanto a Itália afirmou que imporá controles de entrada para cidadãos não pertencentes à UE que cheguem da Espanha.

“As imagens vindas de Ceuta são inaceitáveis”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em uma postagem no X. “Não podemos permitir que ninguém entre em nossa União sem cumprir nossas regras.”

O presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, expressou solidariedade à Espanha, elogiando a “resposta firme” do país, incluindo suas medidas para combater a migração ilegal e desmantelar redes criminosas de contrabando.

A chegada de milhares de migrantes a Ceuta colocou os holofotes sobre Schengen, a zona de livre circulação do bloco, que abrange 25 membros da UE, além de Liechtenstein, Noruega, Suécia e Islândia. No entanto, autoridades da UE ressaltaram que qualquer pessoa que chegue a Ceuta e Melilha está coberta por uma disposição especial do Código de Fronteiras Schengen, o que significa que está sujeita a controles fronteiriços antes de seguir para a Europa continental.

Eles também destacaram que o bloco mantém um bom relacionamento com Marrocos, com uma reunião entre o embaixador da UE em Rabat e o Ministério das Relações Exteriores marroquino agendada para segunda-feira.

© 2026 Bloomberg L.P.

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Lula diz que Palácio da Alvorada é ‘desumano’ para morar

31 de Julho de 2026, 16:52

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira (30) que a estrutura ampla do Palácio da Alvorada, residência oficial dos chefes do Executivo federal, é desagradável e até “desumana”.

“A cozinha fica numa ponta, o quarto fica na outra. Se você tiver que pedir café, o café chega frio. Se você pedir uma cerveja, ela chega quente”, afirmou o presidente após ser questionado pelo entrevistador Rogério Vilela, no podcast Inteligência Ltda, sobre o espaço do Palácio da Alvorada.

Segundo o presidente, o imóvel tem ao todo oito quartos, mas a distância entre eles atrapalha a rotina. “É muito belo para tirar fotografia. Agora, para morar, é muito desumano. Não é aconchegante”, disse Lula que recebeu o entrevistador na residência oficial.

Para Lula, a arquitetura do palácio também não é adequada à realidade da maioria dos presidentes que ocuparam o imóvel. “Porque quase todos os presidentes que vêm aqui não têm uma penca de filhos. O cara vem para cá já com uma certa idade, com 50, 60 anos, já tem os filhos criados”, disse.

Lula ainda citou a piscina do Alvorada. De acordo com ele, os pedidos feitos no espaço de convivência demoram a chegar por causa da distância até a cozinha. “O cara já chega cansado”, afirmou.

O Palácio da Alvorada foi construída na década de 1950, a partir de projeto de Oscar Niemeyer. As obras ocorreram junto à construção de Brasília, a capital federal idealizada por Juscelino Kubitschek.

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ONU: El Niño deve se intensificar em agosto e agravar crises climáticas globais

31 de Julho de 2026, 16:22

A agência meteorológica da Organização das Nações Unidas alertou nesta sexta-feira que se espera que um forte El Niño se intensifique a partir de agosto, advertindo que o fenômeno provavelmente aumentará as temperaturas acima do normal em todo o mundo e alterará significativamente os padrões de precipitação.

O El Niño, um período de aquecimento das temperaturas da superfície do mar no Pacífico central e oriental, continuará a se intensificar de forma constante, tornando-se um evento forte entre agosto e outubro de 2026.

Além do fortalecimento do El Niño, prevê-se um Dipolo do Oceano Índico (IOD) positivo. O IOD é um padrão climático no Oceano Índico ocidental, onde a temperatura fica, em média, mais quente, enquanto no Oceano Índico oriental fica mais fria do que a média.

Juntos, esses fenômenos podem amplificar os impactos climáticos regionais, incluindo secas, inundações e risco de incêndios florestais, particularmente na bacia do Oceano Índico.

A agência, a Organização Meteorológica Mundial, afirmou que está intensificando sua mobilização de informações e serviços de apoio para ajudar os países a antecipar e minimizar os impactos do El Niño.

“O El Niño está se intensificando – jogando lenha na fogueira de um planeta já em chamas, com ondas de calor escaldantes, incêndios florestais apocalípticos e mares com temperaturas recordes. Os combustíveis fósseis estão alimentando as chamas dessa crise”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

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Trump diz que EUA “não concordaram” com fabricação de mísseis Patriot pela Ucrânia

31 de Julho de 2026, 16:17

O presidente ⁠norte-americano, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que os Estados Unidos ‌não concordaram com a fabricação de mísseis Patriot pela Ucrânia, mas que as negociações estão em andamento, acrescentando que os EUA ‌devem ser “muito cautelosos ao permitir que alguém os fabrique”.

Trump disse durante uma reunião com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Turquia neste mês que iria conceder à Ucrânia uma licença para fabricar mísseis interceptadores Patriot a fim de ajudar na defesa contra ataques russos, mas ⁠desde ‌então recuou dessa promessa, apesar de ter recebido Zelensky na ⁠Casa Branca nesta semana.

Questionado sobre os mísseis Patriot durante uma reunião de gabinete no retiro de Camp David nesta sexta-feira, Trump enfatizou as preocupações quanto ao compartilhamento de armamento avançado dos EUA, incluindo tecnologia de mísseis.

“É um grande passo”, disse Trump.

“No ​caso do presidente Zelenskiy, ele gostaria de ter alguns Patriots, gostaria de ter alguns Tomahawks, que, como vocês sabem, são ​letais — um ofensivo, outro defensivo”, disse Trump.

“É preciso ser muito criterioso, mas também muito cuidadoso. Por enquanto, não concordamos com isso. Estamos discutindo o assunto, mas é difícil ceder esse tipo de tecnologia. E não acho que isso venha a acontecer, mas, como ‌vocês sabem, há pessoas a quem, se ​você fornecer essa tecnologia, podem um dia se voltar contra você”, disse Trump.

À medida que a Rússia intensificou seus ataques aéreos, a Ucrânia tem enfrentado uma escassez ⁠crônica de mísseis Patriot, que ​continuam sendo a ​única arma em seu arsenal capaz de derrubar mísseis balísticos.

A Ucrânia vem buscando há ⁠muito tempo um acordo de coprodução ​dos mísseis Patriot PAC-3 para interceptar mísseis balísticos, com o objetivo de fabricá-los no próprio país.

A promessa anterior de Trump de conceder uma licença ​para tal acordo de produção pegou muitos de surpresa, e autoridades ucranianas vêm se reunindo com representantes do Pentágono ​e executivos do ⁠setor desde então para definir detalhes mais concretos.

Esses esforços continuam, mas a embaixadora ucraniana Olha ⁠Stefanishyna afirmou na quinta-feira estar confiante de que a Lockheed Martin, fabricante dos mísseis PAC-3, está totalmente comprometida com o aprofundamento da cooperação com a Ucrânia. Executivos da Lockheed se reuniram com Zelenskiy na terça-feira, e a empresa planeja enviar executivos à Ucrânia em breve, disse ​ela.

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Doação eleitoral: vejas as regras, limites de valor e como contribuir dentro da lei

21 de Julho de 2026, 15:27

O financiamento das campanhas, exclusivamente via doação eleitoral de pessoas físicas, já começou por meio das chamadas vaquinhas. E, com o registro dos candidatos, seguirá também por meio apoios diretos. Desde 15 de maio, quem quiser apoiar financeiramente um projeto político nas eleições de 2026 já pode fazer contribuições pela internet por meio de plataformas de financiamento coletivo.

A vaquinha eleitoral permite arrecadar recursos para custear despesas e fica disponível até 4 de outubro, dia da votação no primeiro turno. Nesta etapa que antecede a propaganda oficial, pré-candidatos e partidos podem divulgar os links para doação, mas a legislação proíbe pedir votos de forma explícita.

Para garantir a transparência das contas e permitir a fiscalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a arrecadação precisa passar por empresas de financiamento coletivo cadastradas na Justiça Eleitoral. Até esta quarta-feira (21), 28 empresas solicitaram cadastro no sistema para operarem como plataformas de doação eleitoral e 10 delas já foram deferidas.

Quem optar pelo pagamento via Pix precisa usar obrigatoriamente a chave CPF vinculada à própria conta bancária. Chaves como número de telefone, e-mail ou códigos aleatórios não são aceitas, porque esse tipo de dado oculta a identidade do pagador no sistema dos bancos.

O valor depositado sem identificação não pode ser usado pelo pré-candidato nem devolvido, devendo ser recolhido integralmente ao Tesouro Nacional.

Desde 2015, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), empresas e instituições privadas com CNPJ não podem doar para candidatos, partidos ou vaquinhas virtuais. Além de permitir apenas doações de pessoas físicas, o valor doado por cidadão deve corresponder a até 10% do rendimento bruto declarado no Imposto de Renda do ano anterior. Esse cálculo é anual e soma todas as contribuições feitas durante o período eleitoral.

O TSE não estabelece um teto diário para transferências via Pix, mas para repasses de R$ 1.064,10, ou mais, a legislação exige que o pagamento seja feito por transferência bancária identificada, ou cheque nominal.

Mesmo após a doação por meio das vaquinhas, o pré-candidato não recebe o dinheiro imediatamente. A empresa que administra a plataforma guarda o valor até que a candidatura cumpra quatro etapas exigidas por lei: aprovação do nome na convenção partidária, registro oficial no TSE, emissão do CNPJ de campanha e abertura de conta bancária específica.

Se o pré-candidato desistir da disputa, tiver o nome vetado ou o registro negado pela Justiça Eleitoral, a plataforma deve devolver todo o dinheiro aos doadores. Enviar dinheiro diretamente para a conta pessoal do pré-candidato, sem passar pela plataforma credenciada ou pela conta oficial de campanha, também descumpre as regras.

Para evitar problemas legais ou golpes, a orientação é acessar os links de arrecadação apenas pelos canais oficiais dos pré-candidatos ou partidos, checar se a plataforma está autorizada no site do TSE, conferir se o destinatário no aplicativo do banco é o CNPJ de campanha ou da empresa cadastrada e guardar o comprovante de pagamento.

*Sob orientação de Gustavo Porto

Reino Unido manterá importação de carnes do Brasil, mesmo com restrição da UE

21 de Julho de 2026, 15:24

O Reino Unido manterá a importação de carnes do Brasil, apesar de o País não constar na lista de fornecedores da União Europeia (UE) a partir de 3 de setembro em virtude do novo regulamento de antimicrobianos adotado pelo bloco europeu.

Em comunicado a importadores britânicos, a Associação Internacional do Comércio de Carnes (Imta, na sigla em inglês), que representa empresas britânicas importadoras e exportadoras de carnes, afirmou que não haverá restrições a partir da data no Reino Unido. “O Reino Unido não introduzirá uma proibição à carne brasileira a partir de 3 de setembro.

O Reino Unido está realizando sua própria avaliação de resistência antimicrobiana dos sistemas de controle do Brasil, que é independente da avaliação da UE”, explicou a associação no comunicado.

De acordo com o Imta, o Reino Unido concluirá sua avaliação de conformidade do novo protocolo adotado pelo Brasil, desde 1º de julho, com o regulamento local. “Momento em que o Reino Unido tomará uma decisão sobre se o sistema pode garantir a rastreabilidade de antibióticos para sistemas de aves e carne bovina no Brasil”, esclareceu a associação.

A exceção será a Irlanda do Norte, que, apesar de compor o Reino Unido, aplicará a proibição da UE às carnes brasileiras a partir de 3 de setembro, disse a associação.

O Imta afirmou que participou de uma reunião com o Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido (Defra) na última sexta-feira (17) sobre o tema. “O Defra observa que seria um desafio para o sistema de carne bovina estar em conformidade, visto que o novo sistema brasileiro foi estabelecido em 1º de julho e o ciclo de vida mais longo da carne bovina em comparação com as aves. Aves e carne bovina serão consideradas separadamente pelo Defra”, detalhou a associação.

A associação pondera, entretanto, que se a avaliação constatar que novo protocolo de carne bovina ou de aves adotado pelo Brasil não é capaz de fornecer as garantias necessárias, as importações desses produtos não serão permitidas nos países do bloco (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte) a partir de fevereiro de 2027.

O Imta destacou ainda que Reino Unido se alinhará totalmente ao regulamento de antimicrobianos da União Europeia em meados de 2027, quando o Reino Unido poderá importar somente de países na lista de países aprovados pela UE.

Os novos procedimentos para controle de uso de antimicrobianos na cadeia de proteínas e de produtos de origem animal para atendimento à legislação europeia, estabelecidos pelo Ministério da Agricultura no início deste mês, serão válidos para as exportações de carne de aves, carne bovina, envoltórios, pescado, mel, ovos e subprodutos exportados à União Europeia e ao Reino Unido.

Carne bovina: resultado em receita e volume exportado é recorde no 1º semestre

21 de Julho de 2026, 15:19

A exportação brasileira de carnes e subprodutos do abate de bovinos atingiu US$ 9,929 bilhões entre janeiro e junho, crescimento de 33,4% sobre igual período de 2025.

Em volume, os embarques alcançaram 1,811 milhão de toneladas, alta de 7,3%, mostra levantamento da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado é recorde para um período de primeiro semestre, tanto em valor como em volume.

A Abrafrigo pondera, em comunicado, que as perspectivas são de queda nos resultados da segunda metade do ano, “em virtude do fim da quota brasileira para exportações de carne bovina para a China (volumes fora da cota serão sobretaxados em 55%), além da possibilidade de embargo à carne brasileira na União Europeia, a partir de setembro, por cauda de divergências no modelo de certificação de rebanhos livres do uso de antimicrobianos (requisito estabelecido pela legislação do bloco europeu)”.

Estima-se que a quota chinesa de importações de carne bovina do Brasil, fixada em 1,106 milhão de toneladas para 2026, tenha se esgotado com os embarques realizados no mês de junho. Com isso, a partir de julho devem diminuir os embarques destinados à China, o que deve comprometer significativamente o desempenho das exportações no segundo semestre do ano, até que a quota seja restabelecida para o início do próximo ano.

As vendas de carne bovina para a China cresceram 50,3% no primeiro semestre de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 4,818 bilhões. Em volume, o crescimento foi de 22,6%, para 774,7 mil toneladas. A participação do país asiático foi de 48,5% das receitas com as vendas externas de carnes e subprodutos bovinos.

Considerando apenas a carne bovina in natura, a participação chinesa foi de 53% no primeiro semestre de 2026. “Como o governo chinês calculou, para efeito de controle da quota, as cargas que chegaram aos portos chineses a partir do dia 1º de janeiro de 2026, mesmo que tivessem sido embarcadas nos meses finais de 2025, estima-se que o somatório dessas cargas com o volume efetivamente embarcado nos portos brasileiros de janeiro a junho de 2026 tenha preenchido o total ou muito próximo da quota de 1,106 milhão de toneladas destinadas ao Brasil para o ano de 2026”, comentou a Abrafrigo.

Dessa forma, considerando o resultado das exportações de carne bovina para a China no primeiro semestre e o fato de que, pelos cálculos chineses, a cota brasileira para este ano já se encontra preenchida, o Brasil deverá reduzir em cerca de US$ 4 bilhões suas vendas para o país asiático em 2026, em relação ao ano anterior, cujas vendas alcançaram US$ 8,845 bilhões.

“A queda nas vendas para a China em 2026, contudo, poderá ser atenuada com a possível retomada dos embarques nos 2 últimos meses do ano, com as cargas chegando aos portos chineses em janeiro de 2027 dentro, portanto, da quota do próximo ano”, destacou a associação.

Brasil pode superar os EUA e se tornar o maior exportador agrícola do mundo

21 de Julho de 2026, 15:05

O Brasil está prestes a ultrapassar os Estados Unidos como maior exportador agrícola do mundo, encerrando uma liderança americana que dura há mais de um século, segundo reportagem publicada pelo Financial Times.

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que os americanos exportaram US$ 171 bilhões em produtos agrícolas em 2025, apenas US$ 2 bilhões acima dos US$ 169 bilhões registrados pelo Brasil. É a menor diferença já observada entre os dois países.

Há duas décadas, a vantagem americana era de dezenas de bilhões de dólares. Impulsionado pelo avanço da soja, da carne bovina, do frango e do algodão, além da forte demanda chinesa, o Brasil reduziu rapidamente essa distância e pode assumir a liderança global das exportações agrícolas já em 2026.

O avanço brasileiro ocorre em meio às consequências das guerras comerciais iniciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A partir de 2018, as tarifas impostas pelos EUA à China levaram Pequim a reduzir as compras de soja americana e ampliar significativamente as importações do Brasil.

Hoje, o Brasil já é o maior produtor mundial de soja, carne bovina e carne de frango e também superou os Estados Unidos nas exportações de algodão.

Segundo o Financial Times, a mudança alterou profundamente as cadeias globais de abastecimento e consolidou relações comerciais entre produtores brasileiros e compradores chineses. Quando Trump retornou à Casa Branca, em 2025, o Brasil já respondia pela maior parte das importações chinesas de soja.

Vantagens competitivas do Brasil

Especialistas ouvidos pelo jornal apontam que o crescimento brasileiro vai além dos efeitos da política comercial americana.

Uma das principais vantagens é a possibilidade de colher duas safras por ano em grande parte do território nacional. Em regiões como Mato Grosso, mais da metade das áreas cultivadas recebe uma segunda safra de milho ou algodão após a colheita da soja.

Além disso, o Brasil dispõe de terras relativamente baratas em áreas de expansão agrícola e conseguiu mais que dobrar sua produção de cereais, leguminosas e oleaginosas nos últimos 13 anos, alcançando 346,1 milhões de toneladas em 2025.

Dificuldades dos agricultores americanos

Enquanto o agronegócio brasileiro avança, produtores americanos relatam margens cada vez menores.

O Financial Times acompanhou a rotina de agricultores no Meio-Oeste dos EUA que enfrentam queda nos preços das commodities, incertezas comerciais e dependência crescente de programas governamentais.

A Federação Americana de Agricultura projeta prejuízos médios de US$ 138 por acre na soja, US$ 167 no milho, US$ 145 no trigo e US$ 406 no algodão.

Para muitos produtores, a perda do mercado chinês representa uma mudança estrutural.

“Já não somos o fornecedor mundial de soja; somos o fornecedor residual”, afirmou ao jornal Corey Goodhue, agricultor de Iowa. Segundo ele, compradores recorrem aos Estados Unidos apenas quando o Brasil enfrenta problemas de oferta.

Desafios permanecem

Apesar do crescimento acelerado, o agronegócio brasileiro também enfrenta obstáculos. Isso porque o país importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, o que aumenta a vulnerabilidade a choques geopolíticos e oscilações de preços.

Além disso, produtores reclamam dos gargalos logísticos. O frete pode representar até 30% do valor da soja brasileira, contra algo entre 10% e 15% nos Estados Unidos.

Ainda assim, para analistas, a trajetória favorece o Brasil. Com a demanda chinesa consolidada e a capacidade de expansão ainda significativa, o país se aproxima de assumir uma posição que durante décadas pertenceu aos Estados Unidos: a liderança global das exportações agrícolas.

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INSS: governo libera R$ 547 milhões para ressarcir aposentados e pensionistas

21 de Julho de 2026, 14:55

O governo federal autorizou a abertura de um crédito extraordinário de R$ 547 milhões para ressarcir aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que sofreram descontos indevidos em seus benefícios.

A medida foi publicada na edição desta terça-feira (21) do Diário Oficial da União e prevê que os recursos sejam destinados ao programa “Previdência Social: Promoção, Garantia de Direitos e Cidadania”, sob execução do próprio INSS.

Segundo o governo, o objetivo é garantir a devolução de valores descontados de forma irregular de beneficiários do Regime Geral de Previdência Social. Os recursos fazem parte do orçamento da seguridade social.

Como funciona o crédito extraordinário

O crédito extraordinário é um recurso previsto na Constituição Federal que permite a autorização de dinheiro público para cobrir gastos inesperados e urgentes.

O governo federal pode adotar esse mecanismo por meio de medidas provisórias de ação imediata, antes mesmo da aprovação pelo Congresso Federal.

No caso do ressarcimento aos beneficiários do INSS a autorização foi realizada por meio da MP nº 1.378, que ainda será apreciada pela Câmara dos Deputados e o Senado.

Apesar de já estar em vigor, o texto precisa ser aprovado pelo Congresso e convertido em lei.

Investigação sobre fraudes no INSS avança

O repasse ocorre em meio ao avanço da Operação Sem Desconto da Polícia Federal (PF), que investiga desvios ilegais de aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS.

Na semana passada a primeira etapa da investigação foi concluída, com 48 pessoas indiciadas relacionadas à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer).

*Com supervisão de Ricardo Gozzi

Bons resultados de companhias de IA podem “roubar” fluxo da Bolsa brasileira, diz analista; veja os destaques do Giro desta terça (21)

21 de Julho de 2026, 14:48

Diante da conjuntura atual de incertezas — com alta do preço de petróleo, disputas comerciais e eleições —, o melhor cenário para o Brasil é uma temporada de balanço do segundo trimestre neutra para as empresas americanas, afirma Thiago Salomão, analista e fundador do Market Makers, no Giro do Mercado desta terça-feira (21).

Com o ínicio da temporada de resultados, o mercado fica atento para decidir onde realocar seu capital.

O especialista acredita que é importante monitorar os resultados das empresas de fora, especialmente das companhias de inteligência artificial (IA), que têm impactado as bolsas dos EUA positivamente ao atrair capital, retirando fluxo de emergentes como o Brasil.

Além disso, a alta no preço do petróleo, no curto prazo, pode gerar um efeito na inflação e elevar as taxas de juros e impactar as bolsas.

Assista o Giro na íntegra:

“Para o Brasil, o melhor seria uma temporada morna, porque se vier muito forte, é mais dinheiro indo para lá (Estados Unidos). Agora, se vier muito ruim, o investidor também vai ficar preocupado, e aí ele não vem para o Brasil, procura algo mais seguro, uma renda fixa, algo de previsibilidade maior”, explica Salomão.

Segundo o especialista, inteligência artificial tem mais peso nos resultados, por se tratar de um setor mais sensível.

“Eu, como investidor, já falei: não é o tipo de investimento que eu gosto de entrar, porque o risco de ganhar é muito alto, mas o de perder também”. Ele explica que o mercado da IA é mais hiperbólico: “às vezes entrega um resultado acima do esperado, com lucro, mas a ação despenca porque a projeção ficou levemente abaixo do esperado”.

No mercado brasileiro, a Vale divulga seu relatório de produção e vendas nesta terça, após o fechamento do mercado. De acordo com o especialista, a empresa costuma apresentar uma previsibilidade em seus números e, diante do futuro cenário brasileiro, a considera como uma boa opção de diversificação de portfólio — uma espécie de “empresa estrangeira listada na B3”.

“A Vale é interessante muito menos pelo que vai entregar nesse relatório e muito mais por uma composição macro, olhando para um risco do fiscal do Brasil desandar, a inflação desancorar e ter uma perda de expectativa. Ter uma empresa dolarizada traz um conforto na carteira”, afirma Salomão.

Com os efeitos das eleições ainda sem refletirem de forma significativa na bolsa, o especialista avalia que fatores como a inflação elevada e a taxa de desemprego em mínima histórica ainda devem influenciar a popularidade do presidente Lula.

“Eleição é tudo menos previsível. Ainda tem os efeitos do que está acontecendo no nosso dia a dia, que podem começar a fazer preço quando começar a campanha eleitoral na TV.” Ele acredita que a proxima eleição será uma batalha de rejeições e no fim dela ganhará o candidato menos odiado, com alguma uma esperança para a terceira via.

Para Salomão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem enviado sinais preocupantes ao mercado por meio de declarações do ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli. “Em 2022, o mercado deu um voto de confiança e acabou quebrando a cara. Agora, nem há espaço para esse voto de confiança, porque o que está sendo dito é justamente o que o mercado mais rejeita”, afirmou.

*Com supervisão de Vitor Azevedo

Brasil se prepara para nova tarifa de 12,5% dos EUA

21 de Julho de 2026, 14:41

O governo brasileiro trabalha com a expectativa de que os Estados Unidos confirmem a imposição de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos exportados pelo Brasil.

A medida é resultado de uma investigação sobre o combate ao trabalho forçado e, na avaliação de integrantes do Planalto, tem sido utilizada como instrumento de pressão em meio às negociações sobre outra sobretaxa, de 25%, que entra em vigor nesta quarta-feira (22).

A alíquota de 12,5% foi recomendada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para cerca de 60 países, incluindo o Brasil e membros da União Europeia.

O Itamaraty afirma que o país conta com sistemas de fiscalização, responsabilização criminal, transparência e cooperação institucional voltados à prevenção e punição dessa prática. Além disso, o governo sustenta que as medidas contrariam as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), que prevê mecanismos multilaterais para a solução de disputas comerciais.

Tarifas dos EUA

A possível taxação adicional sobre produtos brasileiros faz parte de uma ofensiva mais ampla da Casa Branca para reformular sua política comercial. Segundo informações do Financial Times e da Reuters, o governo Donald Trump pretende substituir a tarifa global temporária de 10% sobre importações, cuja vigência termina em 24 de julho.

Para isso, a administração americana tem recorrido a diferentes investigações comerciais capazes de sustentar juridicamente novas barreiras. Além da questão do trabalho forçado, outra investigação avalia se determinadas economias mantêm excesso de capacidade industrial que possa prejudicar a indústria americana.

Em reunião com embaixadores, Flávio Bolsonaro pede ‘observadores’ para eleições de outubro

21 de Julho de 2026, 14:22

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu, durante um encontro com embaixadores estrangeiros, que seus países enviem “a maior quantidade de observadores possíveis” para supervisionar as eleições brasileiras em outubro.

“Não estou questionando o sistema de eleição brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para nossa eleição e pessoas que têm conhecimento sobre essa tecnologia”, declarou, durante reunião organizada pela agência Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report, nesta terça-feira (21), em Brasília (DF).

Em seu discurso, Flávio afirmou que um documento da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, apontou manipulação nas eleições venezuelanas de 2010: “Uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana, uma das suspeitas é que tenha havido uma programação para alteração das votações naquele país nas eleições de 2010”, disse. “Só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”, frisou.

Em 2020, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou uma nota em que nega o uso de aparelhos da Smartmatic: “São falsas as mensagens que circulam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil. Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país”, escreveu a Corte.

Flávio disse ainda que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), está preso justamente por um encontro com diplomatas. “Jair Bolsonaro está inelegível após uma reunião com os embaixadores. Alguém que tinha uma preocupação com a transparência e a segurança do nosso sistema eleitoral, e apenas manifestou suas preocupações para que os embaixadores levassem essa preocupação para os seus países”, falou.

El Niño ameaça Canal do Panamá e cria novo gargalo para o comércio global

21 de Julho de 2026, 10:24

O comércio global enfrenta um novo problema, além dos gargalos que há meses afetam os fluxos no Oriente Médio, com o Canal do Panamá restringindo parte das reservas para navios devido a desafios no abastecimento de água.

A Autoridade do Canal do Panamá suspenderá temporariamente parte do sistema de reservas para embarcações que pretendem utilizar a hidrovia que liga os oceanos Pacífico e Atlântico, segundo a agência marítima Norton Lilly. Entre os motivos está a possibilidade de ocorrência do fenômeno climático El Niño, que pode reduzir o fluxo de água essencial para a operação do canal, afirmou a empresa.

A restrição de acesso ao Canal do Panamá ocorre em um momento em que outros pontos críticos do comércio global enfrentam interrupções, desacelerando o comércio e elevando custos. No Oriente Médio, a guerra entre Irã e EUA levou o tráfego pelo Estreito de Ormuz a praticamente parar após ataques a embarcações. Em outra frente, o grupo militante Houthis, apoiado pelo Irã no Iêmen, ameaçou a navegação pelo estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho.

A Autoridade do Canal do Panamá não respondeu imediatamente a ligações e emails enviados fora do horário de expediente em busca de comentários.

Os leilões diários do chamado período três para as eclusas destinadas a navios da classe Panamax serão suspensos de 25 de julho até novo aviso, em razão dos níveis atuais e projetados de água no Lago Gatún, informou a Norton Lilly em comunicado publicado em seu site. Com isso, a capacidade diária de reservas será reduzida de 36 para 34 embarcações.

Segundo a empresa, citando a Autoridade do Canal do Panamá, a suspensão foi adotada com base nas atuais condições hidrológicas e na possibilidade de desenvolvimento de um padrão climático de El Niño. Episódios anteriores do fenômeno reduziram os níveis dos lagos de água doce que abastecem o canal, levando a autoridade a impor restrições ao número diário de travessias.

A suspensão no Canal do Panamá significará menos oportunidades para conseguir vagas, maior concorrência pelas reservas nos períodos um e dois e, potencialmente, “maiores desafios” para navios sem reservas confirmadas, afirmou a Norton Lilly.

O Lago Gatún, localizado acima da hidrovia e responsável por abastecer as eclusas abaixo, registra atualmente profundidade de 84,6 pés (25,8 metros), ligeiramente abaixo da média de 84,7 pés para o mês de julho nos últimos cinco anos, segundo a Autoridade do Canal do Panamá. A previsão é que o nível da água continue caindo nos próximos meses, chegando a 83,8 pés no fim de setembro, 1,4 pé abaixo da média de cinco anos.

Durante o último El Niño, entre 2023 e 2024, o tráfego mensal de embarcações pelo canal caiu de um pico pré-El Niño de 1.523 navios, em dezembro de 2022, para 1.054 em fevereiro de 2024, segundo dados fornecidos pela Weathernews Inc.

Nos últimos meses, meteorologistas alertaram que o El Niño deste ano pode ser particularmente severo, aumentando a possibilidade de interrupções significativas. No início deste mês, o Centro de Previsão Climática dos EUA afirmou que o fenômeno continuava se intensificando e provavelmente será um dos mais fortes em mais de 75 anos.

Os episódios de El Niño costumam provocar condições mais secas que o normal na América Central. O Panamá já registrou chuvas muito abaixo da média nas últimas sete semanas, segundo o Centro de Previsão Climática dos EUA.

A expectativa é que essa estiagem persista. As projeções sazonais mais recentes do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo indicam que há pelo menos 70% de probabilidade de a região do Canal do Panamá registrar índices de chuva entre o terço mais baixo da série histórica entre agosto e novembro.

Em junho, a Autoridade do Canal do Panamá afirmou que intensificava os preparativos para enfrentar os efeitos extremos do El Niño por meio da elaboração de um plano que evitasse impor o tipo de restrições a embarcações que prejudicou o transporte marítimo há três anos.

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Qual a idade mínima para concorrer às eleições 2026? Veja regras por cargo

21 de Julho de 2026, 08:57

Um dos requisitos que entra em jogo na definição dos candidatos a cargos políticos é a idade mínima para concorrer às eleições. Partidos e federações precisam observar essa regra na temporada de convenções que vão definir coligações e escolher os nomes que disputarão as eleições 2026. Esse período acontece entre esta segunda-feira (20) e 5 de agosto, e só depois dele é que se segue o registro oficial das candidaturas, com prazo até as 19h de 15 de agosto. 

A exigência de idade mínima para concorrer às eleições não é novidade na legislação brasileira. Ela está presente desde a primeira Constituição do país (1824), e se manteve em todos os textos seguintes. A lógica por trás da regra costuma ser descrita como uma escada de maturidade: quanto maior a responsabilidade do cargo, maior a idade mínima exigida para ocupá-lo.

A Constituição de 1988 fixa essa escada da seguinte forma para os cargos em disputa neste ano: presidente, vice-presidente e senador precisam ter 35 anos; governador e vice-governador, 30; deputado federal, deputado estadual ou distrital, 21

Além da idade, é preciso estar em dia com a Justiça Eleitoral: ter título de eleitor, não ter os direitos políticos suspensos por decisão judicial e estar registrado como eleitor na região onde vai concorrer. Também é exigida filiação a um partido. Presidente e vice-presidente da República precisam ser brasileiros natos; para os demais cargos, brasileiro naturalizado também pode se candidatar. 

Quando a idade mínima é verificada

As normas constitucionais nunca disseram em que momento essa idade precisava estar completa, e essa lacuna coube à legislação eleitoral e à jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) preencher. Hoje, a regra varia conforme o grupo de cargos.

  • Para presidente e vice-presidente, a idade é verificada na posse, que a partir de 2027, por força da Emenda Constitucional 111/2021, passa a ocorrer em 5 de janeiro. 
  • Para governador e vice-governador, o mesmo critério vale para a posse de 6 de janeiro. 
  • Já para deputado federal, deputado estadual ou distrital e senador, a referência mudou em outubro de 2025.

Idade mínima para deputado e senador: o que mudou

Sancionada em 2 de outubro de 2025, a Lei nº 15.230 alterou a Lei das Eleições (nº 9.504/97) para tratar deputados e senadores de forma diferente do Executivo quanto à aferição da idade mínima para concorrer às eleições. Enquanto presidente e governador têm data de posse fixa, deputados e senadores não têm: a posse depende de quando a Mesa Diretora de cada Casa é eleita, o que varia a cada legislatura. 

Para resolver essa imprevisibilidade, a lei adota a posse presumida, uma data de referência fixada em até 90 dias a partir da eleição da Mesa Diretora, independentemente do que o regimento interno de cada Casa preveja e sem possibilidade de redução ou prorrogação desse prazo. 

A idade mínima em si não muda, continua sendo 21 anos para deputados e 35 para senadores. Muda o marco temporal em que essa idade passa a ser cobrada. Na prática, a lei apenas alinhou o texto legal ao que o TSE já vinha aplicando, reduzindo o espaço para interpretações divergentes entre tribunais eleitorais regionais. 

Os dados do TSE mostram que, em 2022, duas candidatas a deputada estadual foram barradas pela Justiça Eleitoral justamente por não atenderem a esse critério: uma tinha 18 anos e outra 19. Houve ainda três candidaturas de mulheres com 20 anos: duas foram indeferidas porque não completariam 21 anos dentro do prazo. Só uma foi considerada apta.  

Existe idade máxima?

No outro extremo, a legislação eleitoral brasileira não fixa limite superior de idade para nenhum cargo eletivo. O critério é sempre um piso mínimo, nunca um teto.

No último pleito geral, em 2022, o Brasil registrou 29.262 candidaturas aos diversos cargos em disputa, um recorde na história da Justiça Eleitoral. Entre elas, 78 candidatos tinham entre 80 e 84 anos, 10 entre 85 e 89 anos, e 2 entre 90 e 94 anos.

Vai votar em outra cidade? Começa hoje prazo para solicitar voto em trânsito

20 de Julho de 2026, 12:04

Começa hoje o prazo para solicitar o voto em trânsito nas eleições de 2026. O procedimento permite votar em uma cidade diferente daquela onde está o domicílio eleitoral, desde que o eleitor esteja em dia com as obrigações eleitorais. Para isso, a Justiça Eleitoral faz uma transferência temporária da seção do eleitor para o município onde ele estará no dia da votação. 

O procedimento só existe em anos de eleição geral, como 2026, quando estão em disputa os cargos de presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. O voto em trânsito funciona apenas nas capitais e nos municípios com mais de 100 mil eleitores, em locais de votação convencionais ou criados especificamente para essa finalidade. No site Autoatendimento Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é possível consultar onde há vaga para o voto em trânsito neste ano.

A habilitação pode ser feita até 20 de agosto, prazo válido para o primeiro turno, em 4 de outubro, o segundo, previsto para 25 do mesmo mês, ou os dois. O pedido também pode ser feito pelo Autoatendimento da Justiça Eleitoral ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral, mediante apresentação de um documento oficial com foto. 

Só o próprio eleitor pode solicitar a transferência temporária; ninguém pode fazer o pedido em nome de outra pessoa. É exigido que o título esteja em situação regular no cadastro eleitoral, já que documentos cancelados ou suspensos impedem a votação.

Voto em trânsito: o que saber

Quando ocorreApenas em eleições gerais, como a de 2026, nas capitais e cidades com mais de 100 mil eleitores
Prazo para solicitar20 de julho a 20 de agosto de 2026
Documento exigidoDocumento oficial de identificação com foto
Onde solicitarNo site Autoatendimento da Justiça Eleitoral, clicar em “Fazer transferência temporária de local de votação”; ou pessoalmente no cartório eleitoral
Quem pode solicitarO próprio eleitor, com título regular
Para quais cargos vale (transferência para cidade no mesmo estado)Presidente, governador, senador, deputado federal e estadual
Para quais cargos vale (transferência para cidade em outro estado)Apenas presidente
Quem mora em outro país e tem registro na Zona Eleitoral do ExteriorVota só para presidente, se estiver em trânsito no Brasil
Voto em trânsito no exterior para quem está fora do país no dia do pleitoNão existe
Retorno do título para a seção de origemAutomático, após a eleição

Regras, prazos e cancelamento

A regra dos cargos permitidos na votação depende de a transferência ocorrer dentro do mesmo estado ou para um estado diferente. Se o eleitor pedir para votar em outro município dentro do próprio estado, mantém o direito de escolha para presidente, governador, senadores (duas vagas por estado) e deputados federal e estadual. Se a transferência for para um estado diferente, o voto vale apenas para presidente da República. 

Essa mesma restrição — voto apenas para presidente — vale também para eleitores com título registrado na Zona Eleitoral do Exterior que estejam em trânsito no Brasil no dia da eleição. Já o eleitor com título no Brasil que estiver em outro país no dia do pleito não pode votar em trânsito, porque o procedimento não existe fora do território nacional. 

É possível indicar cidades diferentes para cada turno da eleição. Feita a votação, ou não, o título retorna automaticamente à seção de origem, sem necessidade de nova solicitação.   

Alterações ou cancelamentos do pedido seguem o mesmo prazo, até 20 de agosto; depois disso, não é mais possível modificá-lo. Isso importa porque, ao pedir a transferência, o eleitor perde automaticamente o direito de votar na própria seção de origem — a menos que cancele o pedido dentro do prazo. Faltar ao local escolhido para o voto em trânsito, portanto, exige justificativa, mesmo para quem estiver na cidade de origem no dia do pleito. 

Starlink no celular: quando chega ao Brasil, como funciona e quais modelos são compatíveis

11 de Julho de 2026, 09:52

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a destinação de faixas de radiofrequência para a comunicação direta entre satélites e smartphones, a internet via satélite, o que cria bases para a implantação da tecnologia conhecida como Direct-to-Device (D2D).

Leia mais em: https://exame.com/tecnologia/starlink-no-celular-quando-chega-ao-brasil-como-funciona-e-quais-modelos-sao-compativeis/

China plantou 66 bilhões de árvores para deter tempestades — e efeito deixou cientistas intrigados

11 de Julho de 2026, 09:40

Ver o céu tomado por nuvens de poeira faz parte da rotina em algumas regiões próximas a desertos. Na China, esse problema motivou um dos maiores projetos de recuperação ambiental já realizados. A iniciativa deu origem à maior floresta artificial do mundo, criada para conter o avanço da desertificação e reduzir os impactos das tempestades de areia.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/china-plantou-66-bilhoes-de-arvores-para-deter-tempestades-e-efeito-deixou-cientistas-intrigados/

Empresas do S&P 500 reportarão maior crescimento de lucros em 5 anos no 2T26, projeta FactSet

11 de Julho de 2026, 09:29

O índice S&P 500 deve registrar um dos melhores desempenhos de lucro dos últimos anos no segundo trimestre de 2026 (2T26).

Segundo análise de John Butters, da FactSet, a expansão dos resultados das empresas que compõem o índice deve superar 29% na comparação anual, impulsionada pelo número elevado de companhias que vêm entregando resultados acima das expectativas dos analistas.

Com base na melhora média da taxa de crescimento dos lucros ao longo da temporada de balanços, a FactSet projeta um crescimento superior a 29% no segundo trimestre. Esse seria o maior crescimento de lucros reportado pelo S&P 500 desde o quarto trimestre de 2021, quando o índice registrou alta de 32,0%.

A melhora ocorre porque muitas empresas costumam superar as previsões de lucro por ação, segundo a análise. “Quando os resultados efetivos substituem as estimativas anteriores no cálculo do crescimento agregado, a taxa de expansão dos lucros do índice aumenta”, afirma Butters.

Um exemplo citado na análise mostra que, se uma empresa fosse projetada para registrar lucro por ação de US$ 1,05 contra US$ 1,00 no mesmo período do ano anterior, o crescimento esperado seria de 5%. Caso o resultado real chegasse a US$ 1,10, o crescimento efetivo subiria para 10%, cinco pontos porcentuais acima da previsão inicial.

Segundo a análise, os primeiros resultados divulgados reforçam a expectativa de revisão positiva. Até 10 de julho, 18 empresas do S&P 500 haviam apresentado seus balanços do segundo trimestre.

Fóssil perdido por décadas revela 'segredo' do maior tubarão da história

11 de Julho de 2026, 09:04

O megalodonte (Otodus megalodon), considerado o maior tubarão que já existiu, pode ter ultrapassado 24 metros de comprimento. A conclusão foi reforçada por um estudo que reanalisou um conjunto de vértebras fossilizadas redescobertas décadas depois de terem sido consideradas perdidas em um museu da Dinamarca.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/fossil-perdido-por-decadas-revela-segredo-do-maior-tubarao-da-historia/

Como uma bactéria do Rio de Janeiro pode revelar pistas sobre vida em Marte

11 de Julho de 2026, 08:37

Uma bactéria encontrada em uma laguna hipersalina de Araruama, no litoral do Rio de Janeiro, está ajudando pesquisadores a investigar se Marte pode reunir condições para sustentar vida microbiana. Os experimentos analisam como o microrganismo reage a ambientes semelhantes aos que podem existir na superfície do planeta vermelho.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/como-uma-bacteria-do-rio-de-janeiro-pode-revelar-pistas-sobre-vida-em-marte/

Setor de biodiesel vai pressionar Lula por aumento de mistura do diesel (e vem aí o B25!)

10 de Julho de 2026, 19:02

Brasília — Na iminência de o governo aumentar o percentual de biodiesel no diesel fóssil para até 17% (B17), o setor de biocombustíveis acionou uma estratégia para pressionar a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a acelerar o início dos testes para o B20 até o B25. O NeoFeed apurou que Lula, o […]

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Indústria vê Petrobras adotar “tática Estreito de Ormuz” em disputa por gás natural

10 de Julho de 2026, 18:17

A diretoria colegiada da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) tomou duas decisões na sexta-feira, 10 de julho, que devem acirrar a disputa entre setores da indústria, com apoio do Ministério de Minas e Energia (MME), contra a Petrobras, que briga para manter a primazia da comercialização do gás natural. Na reunião, […]

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Armínio Fraga, ex-presidente do BC, entra em força-tarefa do Fed

10 de Julho de 2026, 14:06

O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, anunciou a liderança de cinco forças-tarefa que vão examinar a abordagem do banco central para aspectos-chave da formulação da política monetária, incluindo um grupo que será copresidido pelo ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga e revisará a estratégia de comunicação da instituição.

Os líderes das forças-tarefa incluem acadêmicos renomados, ex-dirigentes de bancos centrais e executivos convidados a avaliar a estratégia de comunicação do Fed, seu balanço patrimonial de US$ 6,7 trilhões, o uso e a dependência de fontes de dados existentes, além das estruturas de produtividade, mercado de trabalho e inflação. Warsh, que assumiu o comando da autoridade monetária em maio, chegou ao cargo defendendo uma “mudança de regime” no banco central e uma reformulação da forma como conduz a política monetária.

“Cada força-tarefa vai avaliar cuidadosamente se os meios e métodos usados pelos dirigentes, suas ferramentas analíticas e suas abordagens podem ser aprimorados”, afirmou Warsh em comunicado divulgado nesta quinta-feira. “O objetivo é simples: garantir que o Fed esteja na melhor posição para cumprir sua missão neste momento tão importante.”

Warsh recrutou vários ex-formuladores de políticas para os grupos de trabalho, incluindo o ex-presidente do Banco da Inglaterra Mervyn King, que liderou o banco central do Reino Unido durante a crise financeira de 2008-09, e o ex-presidente do Banco Central do Brasil Armínio Fraga, que se destaca por sua defesa da independência do banco central do país em relação à interferência política. Raghuram Rajan, ex-presidente do Reserve Bank of India que ganhou notoriedade por alertar antecipadamente para a crise financeira global, também vai copresidir um dos grupos.

Outros integrantes incluem Karen Dynan, professora da Universidade Harvard que ocupou cargos de liderança no Departamento do Tesouro durante o governo de Barack Obama, e Doug McMillon, ex-presidente-executivo do Walmart.

Os grupos devem apresentar suas conclusões até o fim do ano e contarão com o apoio da equipe técnica do Fed, conforme Warsh havia anunciado em junho, quando revelou a criação das forças-tarefa.

Na quinta-feira, Warsh chamou os líderes da força-tarefa de “as melhores mentes de diversas áreas”. São eles:

Comunicação

  • Peter R. Fisher, professor da Foster School of Business da Universidade de Washington
  • Armínio Fraga, fundador e presidente do conselho da Gávea Investimentos; ex-presidente do Banco Central do Brasil
  • Mervyn King, ex-presidente do Banco da Inglaterra

Política para balanço patrimonial

  • Karen Dynan, professora de economia da Universidade de Harvard
  • Raghuram Rajan, professor de finanças da Booth School of Business da Universidade de Chicago; ex-presidente do Reserve Bank of India
  • Jeremy Stein, professor de economia da Universidade Harvard; ex-diretor do Federal Reserve

Dados

  • Raj Chetty, professor de economia da Universidade de Harvard
  • Doug McMillon, ex-presidente e CEO do Walmart
  • Kevin Murphy, professor de economia da Universidade de Chicago

Produtividade e Mercado de trabalho

  • Marc Andreessen, cofundador e sócio-geral da Andreessen Horowitz
  • Charles I. Jones, professor de economia da Universidade de Stanford, atualmente licenciado para atuar na Anthropic
  • Asha Sharma, vice-presidente executiva e CEO da divisão Xbox da Microsoft Corp.

Estruturas para inflação

  • Greg Mankiw, professor de economia da Universidade Harvard; ex-presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca
  • Thomas Sargent, professor de economia da Universidade de Nova York; laureado com o Prêmio Nobel
  • William White, pesquisador sênior do CD Howe Institute; ex-consultor econômico do Banco de Compensações Internacionais

“Página virada”, Copa cede lugar à corrida eleitoral e convenções partidárias são gatilho

10 de Julho de 2026, 11:59

A queda da Seleção Canarinho nas oitavas de final da Copa do Mundo decepcionou e frustrou de pronto o País, mas não tem maiores consequências para os brasileiros ou para economia. A fila anda. A Copa sai de cena e cede lugar à corrida eleitoral que, em última instância, garante promessas e generosos repasses de […]

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Presidente da República: o que faz e qual o salário

10 de Julho de 2026, 10:56

Em outubro, o Brasil terá eleição para presidente da República, cargo mais importante da política nacional, mas também um dos mais cercados de dúvidas. Afinal, quais são suas funções? E quanto ganha quem ocupa o cargo mais alto do Executivo?

No sistema presidencialista brasileiro, uma única pessoa concentra os papéis de chefe de Estado e de Governo. Diferentemente de países parlamentaristas, como Alemanha ou Itália, em que o presidente exerce funções diplomáticas e representativas enquanto o primeiro-ministro governa de fato, aqui o chefe do Executivo exerce as duas funções: representa o Brasil perante o mundo, conduz relações internacionais e é o comandante supremo das Forças Armadas, ao mesmo tempo em que lidera a administração pública federal e define políticas econômicas e sociais.

O que faz o presidente da República

Durante o mandato, o presidente cumpre responsabilidades definidas pela Constituição. Ele nomeia ministros de Estado e indica membros para o Supremo Tribunal Federal (STF) e tribunais superiores, além do Procurador-Geral da República e do presidente e diretores do Banco Central. Essas indicações que dependem da aprovação do Senado.

Nem sempre elas passam. Em abril, o Senado rejeitou o nome de Jorge Messias, escolhido de Lula para o STF — a primeira vez em mais de 130 anos que isso ocorre. Com a rejeição, a vaga aberta pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso segue em aberto, e o STF opera com dez ministros em vez de 11.

Cabe também ao presidente enviar ao Congresso o Orçamento da União, definindo como os recursos públicos serão aplicados, e propor leis, que precisam tramitar na Câmara e no Senado antes de entrar em vigor. 

No final de junho, por exemplo, o governo enviou ao Congresso um projeto de lei (PL) para atualizar o teto de faturamento do MEI (Microempreendedor Individual, categoria de registro para pequenos negócios informais), propondo elevar o limite atual de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. O PL segue agora está em tramitação na Câmara. 

Em casos de urgência, o Executivo pode ainda editar medidas provisórias, que têm força de lei imediata. Elas também precisam ser aprovadas pelas casas legislativas federais em até 120 dias.

Nessa relação com o Congresso,o presidente tem ainda o poder de vetar projetos aprovados pelo Legislativo. O veto, no entanto, não é a palavra final. Foi o que aconteceu com o PL da Dosimetria (PL 2.162/2023), do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), que prevê redução de penas e mais flexibilidade na progressão de regime para condenados nos atos de 8 de janeiro de 2023. O presidente Lula vetou o projeto, mas o Congresso derrubou sua decisão em 30 de abril.

Normalmente, quando o Congresso derruba um veto, o texto segue novamente para promulgação do Executivo. Se isso não acontecer em 48 horas, a responsabilidade passa para o presidente do Senado. No caso da Dosimetria, porém, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu a lei até que o STF julgue o mérito das ações que questionam sua constitucionalidade.

Quanto ganha o presidente da República

O atual salário mensal do chefe político da nação é de R$ 46.366,19, valor também pago ao vice-presidente e aos ministros de Estado, em vigor desde fevereiro de 2025. O montante é fixado por decreto legislativo do Congresso Nacional e funciona como teto máximo do funcionalismo público federal: nenhum servidor pode receber acima dele.

Em comparação internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebe cerca de US$ 33,3 mil por mês, equivalente a R$ 172 mil (cotação de 6 de julho).

Eleição e mandato

Para ocupar o cargo, exercer as funções listadas e receber esse salário, o presidente precisa vencer o escrutínio popular, com maioria dos votos válidos. Desde a Constituição de 1988, existe a possibilidade de segundo turno: se nenhum candidato alcançar 50% mais um dos votos válidos no primeiro turno, os dois mais votados disputam uma nova rodada.

O mandato dura quatro anos, com direito a uma reeleição, regra instituída por emenda constitucional em 1997. Desde então, três presidentes foram reeleitos consecutivamente: Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Linha sucessória

Quando o presidente se ausenta do país, em viagem internacional, a Constituição prevê uma ordem de substituição para garantir a continuidade no comando: vice-presidente da República, presidente da Câmara dos Deputados, presidente do Senado Federal e presidente do Supremo Tribunal Federal.

A mesma ordem vale quando o cargo fica definitivamente vago, seja por morte, renúncia ou impeachment. Foi essa linha sucessória que colocou Itamar Franco na Presidência após o impeachment de Fernando Collor, em 1992, e Michel Temer no lugar de Dilma Rousseff, em 2016. A diferença é que, nesses casos, quem assume permanece até o fim do mandato original, e não apenas durante uma ausência temporária.

Lojas Renner põe a Re, sua agente de IA, para dar dicas de estilo e vender mais

10 de Julho de 2026, 07:49
Flavio Reis

De olho na era do comércio agêntico, a Lojas Renner criou uma agente de inteligência artificial especializada em moda para atuar como consultora de estilo. Apelidada de Re, a fashion agent foi lançada inicialmente em versão beta para parte da base de consumidores e vai ser expandida gradualmente nos próximos meses. Do total de R$ 1 […]

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Petroleiras em pé de guerra com governo (a culpa é do imposto de exportação)

9 de Julho de 2026, 20:06
petróleo porto

Brasília — Em meio à guerra no Irã e o interminável vai-e-vém do conflito causado pelos Estados Unidos, um atrito entre o setor de petróleo e gás e o governo, que já estava instalado, promete mais capítulos depois que o Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) prorrogou por mais dois meses […]

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Estatal PDVSA perde espaço na nova era do petróleo na Venezuela

9 de Julho de 2026, 14:44

O governo interino da Venezuela publicou nesta quinta-feira (9) uma regulamentação há muito aguardada para o setor de petróleo que, na prática, põe fim a décadas de controle da estatal Petróleos de Venezuela SA, a PDVSA, sobre a indústria mais importante do país.

Com 29 páginas no Diário Oficial, as normas estabelecem regras para a atuação do setor privado em toda a cadeia, do poço à bomba de combustível, e definem condições fiscais, com uma série de impostos que refletem o perfil de risco dos ativos — de campos maduros a operações offshore.

As novas regras do petróleo, as primeiras normas abrangentes do país sul-americano desde 1943, não mencionam a PDVSA, que já foi vista como uma estatal petrolífera próspera, mas se deteriorou após anos de má gestão e corrupção.

Embora a PDVSA já tivesse cedido o controle gerencial da produção de petróleo à Chevron Corp. e a outras empresas privadas a partir de 2022, a nova regulamentação amplia significativamente a abertura do setor, incluindo refino, comercialização e distribuição de combustíveis.

As regras, publicadas na quarta-feira e divulgadas na quinta, estão ligadas a uma reforma inédita da lei do petróleo da Venezuela, aprovada em janeiro, no início de uma administração interina apoiada pelos Estados Unidos e liderada pela presidente em exercício Delcy Rodríguez, responsável por conduzir grandes reformas econômicas.

A abertura da indústria busca atrair investimentos urgentemente necessários à medida que os EUA retiram sanções, um objetivo que se tornou ainda mais urgente após os terremotos catastróficos do mês passado.

Em uma cerimônia de assinatura transmitida pela TV estatal na quarta-feira, Rodríguez chamou a nova regulamentação de “passo histórico” voltado a “usar as reservas para o desenvolvimento do país”.

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Calor extremo leva rede elétrica do Reino Unido ao limite

9 de Julho de 2026, 14:24

Em um dia sufocante no fim de junho, a rede elétrica do Reino Unido foi submetida a uma pressão excepcional. Com a alta das temperaturas, a geração eólica despencou e os preços da eletricidade dispararam, obrigando o operador do sistema elétrico britânico a adotar medidas emergenciais para manter o fornecimento de energia.

O sistema, no fim, resistiu. Mas uma nova análise mostra que a frequência da rede permaneceu abaixo de seu nível normal de operação por quase 26 minutos — o período mais longo já registrado, segundo a empresa de dados de energia Montel. Isso deixou o sistema com uma margem menor de segurança caso outro problema tivesse ocorrido.

As conclusões surgem em um momento em que a rede britânica enfrenta escrutínio político. Claire Coutinho, secretária de Energia do gabinete sombra, acusou o National Energy System Operator, o Neso, de omitir informações e colocar o país sob risco de apagões, citando denunciantes que a procuraram sobre medidas tomadas em 23 de junho. Coutinho não apresentou provas para as acusações, e o Neso nega irregularidades, mas a disputa voltou a chamar atenção para a resiliência da rede elétrica do Reino Unido.

O episódio evidencia um desafio mais amplo para a Europa. À medida que as ondas de calor ficam mais intensas, longas e frequentes, a demanda por eletricidade se torna menos previsível justamente quando os sistemas elétricos dependem cada vez mais de fontes renováveis sujeitas ao clima. Isso deixa os operadores de rede com pouca flexibilidade quando as condições não ajudam.

Nas últimas semanas, o Neso emitiu três alertas pedindo oferta adicional de eletricidade para manter uma reserva operacional suficiente. Esse tipo de medida costuma ser associado ao inverno, quando a demanda por aquecimento atinge o pico. Mas, com o calor extremo elevando o consumo de energia em toda a Europa, o verão começa a se tornar uma estação cada vez mais arriscada para o sistema elétrico da região.

“Quando eu era trader, a gente sempre dizia que o verão era chato”, afirmou Noemie Baud, analista da Montel e ex-trader sênior de energia intradiária da Convex Energy. “Isso não é mais verdade. Os verões estão tão interessantes quanto os invernos, se não mais.”

Medidas emergenciais

As condições climáticas estavam particularmente difíceis em 23 de junho. O Reino Unido, assim como boa parte da Europa Ocidental, enfrentava uma onda de calor escaldante. Escolas foram obrigadas a fechar, e as autoridades emitiram alerta vermelho para grande parte do país, advertindo que o calor poderia afetar energia e transportes — e até se tornar mortal.

Por volta do meio-dia, o Reino Unido gerava mais de 13 gigawatts de energia solar, com essa fonte renovável respondendo por mais de um terço da eletricidade na rede de transmissão britânica, segundo dados do sistema. Mas, ao anoitecer, essa geração perdeu força. Com pouco vento, o Reino Unido precisou acionar termelétricas a gás no maior nível desde março para preencher a lacuna.

Os sinais de problema logo apareceram. Por volta das 18h, a frequência do sistema começou a cair de forma acentuada. Essa métrica, que precisa ficar próxima de 50 hertz para manter o sistema elétrico estável, deve permanecer legalmente entre 49,5 e 50,5 hertz. Na prática, porém, ela raramente sai de uma faixa muito mais estreita, entre 49,8 e 50,2 hertz, segundo o Neso.

Por volta das 20h, a frequência caiu para 49,656 hertz.

No dia seguinte, traders de energia analisaram o que havia acontecido em um fórum semanal do setor. Representantes do Neso apontaram para uma combinação de condições desfavoráveis: a demanda por eletricidade estava excepcionalmente alta, restrições de transmissão obrigaram a rede a cortar parte da geração eólica, e a produção dos parques eólicos ficou abaixo do previsto, apertando ainda mais a oferta.

Naquele momento, o operador britânico adotou medidas emergenciais. Ele interrompeu as exportações pelo cabo BritNed, que liga a Grã-Bretanha à Holanda, segundo respostas do Neso a perguntas feitas por traders. O Neso também pediu ajuda ao operador da rede francesa. Embora não tenha detalhado a medida tomada, dados da rede mostram que as exportações foram interrompidas por volta do mesmo horário.

Essas medidas estabilizaram o sistema. E, no fim, o Reino Unido ainda tinha outras alternativas à disposição, se necessário: durante a onda de calor, o país ainda conseguia exportar eletricidade para Dinamarca e Bélgica, fluxos que poderia ter cortado caso as condições tivessem se deteriorado ainda mais.

Ainda assim, a rede parecia “mais arriscada que o normal”, disse Baud, da Montel. “Eles não estavam em uma situação confortável”, afirmou. “Não posso dizer o quão perto estavam de um apagão.”

Nos dias seguintes a 23 de junho, o Neso enfatizou que nenhum consumidor ficou sem energia e que o sistema elétrico “permaneceu seguro”. Mas o episódio foi sério o suficiente para levar o operador da rede a iniciar uma revisão detalhada, com o objetivo de se preparar para o próximo momento inevitável de estresse.

“Vamos continuar nossa análise dos dados operacionais e implementar quaisquer lições aprendidas”, afirmou um porta-voz do Neso em comunicado enviado por email.

Vitória apertada na Colômbia deixa De la Espriella dependente dos EUA

9 de Julho de 2026, 09:56

Abelardo de la Espriella vai precisar mais uma vez da ajuda de Donald Trump. O presidente eleito da Colômbia, que recebeu o apoio do presidente dos EUA, Donald Trump, conquistou uma vitória apertada na eleição do mês passado, coroando uma sequência de triunfos que colocou aliados dos EUA no controle de toda a região andina. Trump prometeu “todo o apoio e a força dos Estados Unidos”.

O financiamento e o apoio militar dos EUA podem ajudar De la Espriella a enfrentar um conjunto de desafios, entre eles uma rede elétrica fragilizada, uma situação fiscal catastrófica e uma onda de ataques terroristas promovidos por quadrilhas ligadas ao tráfico de cocaína. O advogado de 47 anos, que ocupa um cargo público pela primeira vez, tem poucos assentos no Congresso e recebeu um mandato estreito dos eleitores, o que torna o respaldo de Trump essencial.

“O apoio do governo dos EUA é absolutamente fundamental”, afirmou Mario Gómez, sócio-diretor da Prospectiva Public Affairs Lat.Am na Colômbia. “Só isso já aumenta a confiança e envia o sinal correto às empresas para que voltem a confiar.”

A S&P Global Ratings rebaixou, em abril, a nota de crédito da Colômbia ao nível mais baixo de sua história, depois que o governo do presidente Gustavo Petro suspendeu no ano passado a regra fiscal que limitava a capacidade do país de ampliar o endividamento.

Por enquanto, os investidores em títulos dão a De la Espriella o benefício da dúvida. A alta desencadeada por sua vitória fez os custos de financiamento da Colômbia despencarem, dando algum fôlego ao novo governo. Mas esse otimismo desaparecerá caso ele não apresente um plano crível para conter o crescimento da dívida, segundo Camilo Pérez, economista-chefe do Banco de Bogotá.

“Os investidores estão, neste momento, fascinados com a mudança de governo”, afirmou Pérez. “Mas, se em seis meses, um ano ou até antes, o plano de ajuste fiscal não convencê-los, essa confiança não vai durar.”

Colorful houses in bogota mountains
Colorful houses in bogota mountains, This is in Colombia. Bolivar city or ciudad Bolivar neighborhood in Bogota

Sem aumento de impostos ou cortes de gastos, o déficit aumentará para 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano, segundo Pérez.

De la Espriella, que possui cidadania americana, prometeu reduzir drasticamente impostos e gastos públicos, além de abrir a indústria petrolífera para novas atividades de exploração. A assistência dos EUA ajudará o novo governo a obter empréstimos de credores multilaterais, segundo Gómez, da Prospectiva.

Miguel Gómez, indicado por De la Espriella como seu ministro das finanças, afirmou que o orçamento do próximo ano deve crescer menos do que a taxa de inflação.

Crise de segurança

As tensões entre De la Espriella e o governo que deixa o poder se intensificaram depois que Petro afirmou não reconhecer como legítima a vitória eleitoral do presidente eleito, aumentando o risco de desobediência civil sob a nova administração. Na terça-feira, o governo de transição suspendeu todas as reuniões programadas para a transferência de governo com integrantes da equipe de Petro.

O novo governo tomará posse em 7 de agosto em meio a uma grave crise de segurança, com milícias armadas avançando pelo interior do país, impulsionadas pela produção recorde de cocaína. Também nesse campo, De la Espriella espera contar com o apoio de Trump, que compartilha seu objetivo de colocar as forças de segurança novamente na ofensiva e matar ou capturar chefes de cartéis.

O governo Petro mantém atualmente negociações formais com sete grupos ilegais. Até agora, elas não conseguiram promover a desmobilização de um número significativo de combatentes e provocaram atritos com o governo Trump, que acusou Petro de “apaziguar e fortalecer narcoterroristas”.

Recentemente, o presidente eleito deu aos grupos um ultimato de um mês para se renderem.

A Colômbia esteve entre os maiores destinatários de ajuda dos EUA neste século, mas esse apoio caiu acentuadamente nos últimos anos. Restabelecer a estreita aliança que existia com Washington será necessário para preparar as Forças Armadas para novas ofensivas. O número combinado de militares e policiais colombianos caiu 13% nos últimos quatro anos, para 400 mil, segundo a Fundação Ideas para la Paz, sediada em Bogotá. Além disso, equipamentos como helicópteros precisam de manutenção.

O presidente colombiano, Gustavo Petro, participa da Cúpula da Ambição Climática na sede das Nações Unidas em 20 de setembro de 2023 na cidade de Nova York.
O presidente colombiano, Gustavo Petro, participa da Cúpula da Ambição Climática na sede das Nações Unidas em 20 de setembro de 2023 na cidade de Nova York. Foto: Kena Betancur/Getty Images

O presidente do Panamá, José Raúl Mulino, e o presidente do Equador, Daniel Noboa, receberam volumes significativos de assistência em segurança do governo Trump, e Flávio provavelmente receberá ainda mais, segundo Adam Isacson, pesquisador de política EUA-Colômbia no Washington Office on Latin America.

“Pense no que Noboa vem recebendo, mas em uma escala muito maior e com mais pessoal dos EUA próximo das operações”, afirmou Isacson.

Segundo ele, o governo Trump terá grande interesse em ajudar na erradicação forçada de plantações usadas para produzir drogas ilícitas e em fornecer apoio de inteligência para localizar chefes do narcotráfico.

Risco de apagões

Financiar uma expansão militar será difícil mesmo com a ajuda de Washington. A situação fiscal é ainda mais crítica do que indicam os números oficiais, já que o novo governo também herdará as enormes dívidas acumuladas por Petro com distribuidoras de energia elétrica e com o sistema de saúde.

A previsão é que o fenômeno El Niño provoque temperaturas mais altas e clima mais seco na Colômbia neste ano, pressionando um sistema que normalmente obtém dois terços da eletricidade de usinas hidrelétricas. Isso aumenta a dependência de usinas termelétricas a gás, que enfrentam dificuldades porque têm a receber centenas de milhões de dólares de uma distribuidora de energia assumida pelo governo Petro. Sem uma injeção de capital, será difícil financiar o aumento das importações de gás natural liquefeito (GNL).

Ao mesmo tempo, operadoras de saúde que também têm valores a receber do governo acumularam quase US$ 10 bilhões em dívidas com hospitais e fornecedores de medicamentos, colocando o sistema sob risco de colapso.

Ter Trump como um aliado forte ajudará o novo presidente a atravessar esse cenário desafiador, segundo Juan Ignacio Carranza, analista de risco político da Aurora Macro Strategies.

“De la Espriella tem os instrumentos da presidência e Trump ao seu lado”, afirmou Carranza.

Após comprar Cursor, SpaceXAI lança IA para competir no mercado corporativo

8 de Julho de 2026, 19:42

A SpaceXAI apresentou um novo modelo de inteligência artificial desenvolvido em parceria com a Cursor, startup especializada em IA para programação.

A ideia é criar uma ferramenta mais eficiente para tarefas nas áreas de finanças, direito e desenvolvimento de software, numa tentativa de a empresa de Elon Musk reduzir a distância para rivais como a Anthropic e a OpenAI.

O software, batizado de Grok 4.5, é o primeiro modelo criado em conjunto pelas duas empresas. O lançamento acontece poucas semanas depois de a SpaceX anunciar um acordo para comprar a Cursor, em uma operação que avalia a startup em US$ 60 bilhões.

Segundo um comunicado publicado nesta quarta-feira, o novo modelo foi projetado para lidar com “tarefas difíceis e de longa duração”, especialmente em engenharia de software — uma das principais frentes de competição entre as empresas de IA.

Mas, ao contrário dos modelos anteriores da Cursor, o Grok 4.5 também foi desenvolvido para executar atividades nas áreas jurídica e financeira. O modelo ainda ganhou recursos aprimorados de cibersegurança.

A parceria faz parte de um esforço mais amplo da empresa de Musk para recuperar terreno na corrida da inteligência artificial e atrair clientes corporativos.

No início deste ano, Musk afirmou que sua empresa de IA — conhecida como xAI antes da fusão com a SpaceX — havia ficado para trás no desenvolvimento de ferramentas para programação, o que levou a uma reestruturação da equipe. Em maio, a SpaceXAI lançou seu primeiro agente de programação para competir com as soluções da Anthropic.

Antes de sua aguardada oferta pública inicial (IPO), a SpaceX anunciou um acordo que lhe deu o direito de comprar a Cursor, uma das startups de crescimento mais rápido da história e um dos principais nomes da chamada era do vibe coding. Depois disso, as duas empresas passaram a desenvolver um novo modelo em conjunto, compartilhando dados e capacidade computacional.

A empresa de Musk também vem direcionando esforços para aplicações voltadas ao mercado financeiro, na tentativa de conquistar clientes em Wall Street e ampliar suas receitas, segundo a Bloomberg.

O lançamento do Grok 4.5 ocorre em um momento de maior escrutínio por parte do governo americano sobre novos modelos de IA, especialmente em relação às capacidades de cibersegurança.

O governo Trump chegou a impor temporariamente restrições ao acesso internacional aos modelos mais avançados da Anthropic e pediu que a OpenAI adiasse o lançamento de sua oferta mais recente. Desde então, as duas empresas afirmaram ter recebido autorização para seguir com os lançamentos.

No comunicado, a Cursor afirmou ter implementado mecanismos para “detectar e bloquear agentes mal-intencionados”. Segundo a empresa, o objetivo é “preservar atividades legítimas de segurança, como identificar e corrigir vulnerabilidades, ao mesmo tempo em que restringe os fluxos de trabalho com maior potencial de causar danos”.

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Por quanto tempo vamos continuar pagando a conta?

8 de Julho de 2026, 13:00

A nova velha Guerra do Irã volta às manchetes.

Diante da escassez de verdadeiras novidades, o curto prazo impõe aos mercados uma lógica desconfortável, mas relativamente fácil de assimilar na superfície.

Funciona mais ou menos assim: para que as ações ligadas a hardware de IA continuem a disparar, todos os papéis da “velha” economia precisam se sacrificar um pouco (ou muito).

Não é nem mais aquela disputa clássica entre growth e value, mas sim uma versão hiperconcentrada da distribuição de Pareto. Ou você está junto aos poucos grandes sequestradores de lucros da IA ou está fora; não tem meio termo.

Do ponto de vista de fluxos financeiros, até dá para entender. Em mercados globais e arbitráveis, os drenos de liquidez funcionam como pêndulos diários, atraindo ou reprimindo a narrativa escolhida para o dia.

No entanto, do ponto de vista de fundamentos, existe algo estranho com a dinâmica atual…

Eu li primeiro esta provocação no substack do Michael Burry (o cara do Big Short), mas ela pode ser também mais detalhadamente acessada no episódio recente do Market Makers com o Daniel Goldberg.

Vamos direto ao cerne: afinal, quão sustentável pode ser um contexto no qual poucos atores se apropriam de quase todo o lucro de uma indústria, sendo que os reais financiadores dessa mesma indústria (ainda?) não conseguem ver seu capex devidamente remunerado?

Em tese, se o advento da IA realmente implica um salto de produtividade sistêmico, deveríamos ver as ações da “velha” economia subindo junto com as narrativas de IA, e não em detrimento delas.

Mas, pelo menos até o momento, não há qualquer sinal crível desse tipo de correlação. Ao contrário, os sinais apontam pesadamente em direção oposta.

Como corolário, isso incitou Michael Burry a disparar um alerta sobre os feedback loops fechados dentro do ecossistema de IA, em que uma marca investe em outra marca, retroalimentando os valuations ao transformar, magicamente, capex em receita e receita em capex.

Chegará um momento em que vamos todos cair na real?

Não sei, mas as próprias hyperscalers já parecem estar se dando conta disso, ainda que de maneira tácita, sem fazer barulho.

Amazon, Google e Meta tentam se posicionar, cada vez mais, como provedores de infra em vez de meramente financiadores, tentando ocupar um espaço do outro lado do balcão.

Microsoft já tornou pública a percepção de que os gastos com chips (capex) e tokens (opex) ultrapassaram uma zona de decisões triviais.

E Apple – talvez a mais safa de todas, por motivos históricos (foi quem cometeu os maiores erros lá atrás) -, nunca mergulhou de vez em planos de capex mais artificiais do que propriamente inteligentes.

O famoso ditado de Wall Street diz que contra fluxo não há fundamentos.

Já contra fundamentos pode existir fluxo, mas por quanto tempo?

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Qual é o gênero do novo ciclo eleitoral?

1 de Julho de 2026, 13:00

O consenso está em construção, ainda não sabe o que aconteceu ou vai acontecer, mas sente que algo mudou na atual disputa eleitoral, depois do vídeo publicado por Michelle Bolsonaro, com a anuência de Jair.

Não há como dizer ainda se foi um gatilho determinístico, mas com certeza se tratou de um gatilho estocástico.

Ou seja, ainda não na altura da famosa frase de Steve Jobs ao introduzir o iPhone em 2007, “this changes everything”.

Porém, igualmente importante em termos práticos, “this could change everything”.

Conforme comentamos no último relatório da Carteira de Dividendos, o vídeo em questão não foi fruto de impulsividade, nem emergiu de uma alucinação aleatória; foi cuidadosamente deliberado, como prelúdio de algo potencialmente maior que está por vir.


Que escândalos são estes? Não fazemos ideia.

Para nós, felizmente, basta a análise sintática da situação presente; não precisamos nos debruçar sobre a semântica futura, nem cair em perigosos juízos de valor.

Sob uma perspectiva talebiana, se o ciclo eleitoral se encontra em um contexto empacado, sem drivers, a volatilidade tende a favorecê-lo, na média.

No caso, a volatilidade é a filha do tempo, e atende pelo nome feminino de Michelle.

Bem, isso não deveria ser surpresa.

Afinal, sem exageros, poderíamos facilmente argumentar que as últimas eleições presidenciais também foram definidas por uma mulher de grande força política.

Com seus quase 5 milhões de votos no 1o turno, Simone Tebet contribuiu decisivamente para a vantagem de pouco mais de 2 milhões de votos de Lula sobre Bolsonaro no 2o turno.

Olhamos para as pesquisas eleitorais e só vemos nomes masculinos em destaque?

Grandes viradas de mercado ocorrem por flexões não só de número e grau, mas também de gênero.

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Ibovespa hoje: Caged reforça apostas em corte da Selic enquanto Fed e IA movimentam os mercados internacionais nesta quarta-feira (1)

1 de Julho de 2026, 11:15

Os mercados globais operam em tom misto no primeiro pregão do segundo semestre, com realização parcial após os fortes ganhos do trimestre anterior e maior cautela diante da falta de avanços concretos nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Embora enviados americanos estejam em Doha para conversas com mediadores do Catar, ainda não há encontro direto confirmado com autoridades iranianas, o que mantém a fragilidade do processo de paz no radar. Ainda assim, o petróleo segue pressionado, com o Brent próximo de US$ 72 por barril, refletindo a percepção de que o prêmio de risco da guerra diminuiu com a reabertura do Estreito de Ormuz e a retomada das exportações iranianas.

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única, com alta do Nikkei apoiada por dados positivos do Tankan e queda na Coreia do Sul, pressionada por empresas de semicondutores.

Na Europa, os mercados também operam mistos, enquanto investidores avaliam dados de inflação e atividade industrial. A agenda macroeconômica volta a ganhar protagonismo.

Nos Estados Unidos, onde o mercado ainda trabalha com um Fed mais hawkish, a atenção se concentra nos dados de emprego, com o ADP hoje e o payroll amanhã, além da participação de Kevin Warsh no Fórum de Sintra, ao lado de Christine Lagarde, Andrew Bailey e Tiff Macklem.

Na Zona do Euro, a inflação preliminar de junho desacelerou para 2,8% no índice cheio e 2,4% no núcleo, reforçando a leitura de moderação dos preços em meio a uma atividade ainda fraca.

Na China, o PMI industrial privado recuou levemente para 51,7, sugerindo expansão, mas com perda de força nas exportações.

· 00:57 — Medo de mergulhão

No Brasil, o Ibovespa encerrou a terça-feira em queda de 0,68%, aos 172 mil pontos, consolidando leve baixa de 0,10% em junho e o quarto mês consecutivo de perdas. Ainda assim, o índice acumulou alta de 6,8% no semestre. O movimento refletiu a rotação global de valor para crescimento, com maior apetite por tecnologia no exterior, além da ausência do fluxo estrangeiro que havia sustentado parte dos ganhos no início do ano.

Ontem, o principal dado doméstico foi o Caged de maio, que mostrou criação líquida de 72.960 vagas formais, bem abaixo das cerca de 120 mil esperadas pelo mercado e 52% inferior ao saldo de maio de 2025.

Foi o pior resultado para o mês desde 2020, reforçando a leitura de desaceleração gradual do mercado de trabalho, embora ainda sem caracterizar contração. O dado se soma ao IPCA-15 mais benigno, à PNAD Contínua e à comunicação mais clara de Gabriel Galípolo após o Relatório de Política Monetária, fortalecendo as apostas em um novo corte de 0,25 ponto percentual da Selic em agosto.

A leitura predominante é que o mercado de trabalho segue resiliente, mas perde dinamismo, reduzindo uma das principais preocupações do Banco Central com a inflação de serviços. Ao mesmo tempo, permanece no radar o cenário alternativo de desaceleração mais intensa da atividade (quase como um “mergulhão”), justamente um dos riscos que o BC parece monitorar com atenção.

O quadro fiscal, por sua vez, segue como ponto de atenção e funciona como um limitador para a extensão do ciclo de cortes. Na prática, a âncora monetária continua trabalhando dobrado diante da ausência de uma âncora fiscal mais crível. O resultado primário do Governo Central mostrou receitas crescendo 5,5% acima da inflação nos cinco primeiros meses do ano, mas despesas avançando 13,5% em termos reais, pressionadas por precatórios, pessoal e previdência.

O déficit nominal atingiu R$ 149 bilhões, com gasto de juros de R$ 107,5 bilhões no mês, ritmo que, anualizado, supera R$ 1,2 trilhão. Como temos argumentado, o panorama é insustentável e tende a exigir um ajuste fiscal inevitável no próximo ano. A grande dúvida será a profundidade desse ajuste: uma correção apenas marginal dificilmente seria suficiente e poderia resultar em problemas maiores adiante.

No campo dos combustíveis, o governo anunciou a retirada gradual dos subsídios ao diesel e à gasolina, movimento justificado pela queda do Brent e pela necessidade de preservar a neutralidade fiscal. Para Petrobras, a leitura é que o governo segue utilizando mecanismos fiscais para atenuar eventuais repasses de preços (que possam pressionar inflação), embora a velocidade do desmonte das demais subvenções ainda precise ser acompanhada.

· 01:46 — Finalizando um excelente trimestre

Nos Estados Unidos, o primeiro semestre terminou com forte desempenho dos mercados, apesar de um pano de fundo marcado por riscos geopolíticos, volatilidade no petróleo e dúvidas sobre a sustentabilidade do ciclo de inteligência artificial. O S&P 500 encerrou o segundo trimestre com alta de 14,9%, seu melhor desempenho desde 2020, e acumula ganho de 9,55% no ano. No mesmo período, o Nasdaq avança cerca de 12,8%, enquanto o Dow sobe 8,85%, registrando seu melhor primeiro semestre desde 2021.

O principal motor da alta foi, novamente, a tecnologia, especialmente os semicondutores: o Índice de Semicondutores da Filadélfia (SOX) teve o melhor trimestre de sua história, com retorno próximo de 92%, impulsionado por empresas como Sandisk, Micron e Intel. Mesmo as small caps apresentaram desempenho forte, embora com concentração relevante em companhias ligadas a chips. Ao mesmo tempo, o ouro perdeu força após atingir máxima histórica em janeiro, pressionado pela recuperação do dólar e pela expectativa de juros mais altos pelo Fed.

Para o segundo semestre, o cenário segue construtivo, mas menos simples. A rotação recente para setores como saúde, indústria e financeiro sugere que a alta pode começar a se espalhar para além das empresas diretamente ligadas à IA, enquanto a queda do petróleo, o mercado de trabalho ainda firme, a melhora da confiança do consumidor e dados econômicos favoráveis continuam dando suporte aos ativos de risco.

Ainda assim, as expectativas ficaram mais exigentes: para que os lucros do S&P 500 cumpram as projeções, será necessário um avanço relevante das margens, sustentado pela tecnologia e por ganhos de produtividade associados à inteligência artificial. O principal risco é que a própria tecnologia, responsável por liderar a alta, também se torne o ponto de fragilidade caso os retornos dos investimentos em IA desacelerem ou a volatilidade volte a aumentar.

Além disso, o Fed permanece como variável decisiva, especialmente após economistas do Bank of America passarem a esperar três altas de juros até o fim do ano. A agenda da semana traz o ADP, o PMI industrial do ISM e os resultados de FactSet e General Mills.

· 02:32 — Entendendo o rali de IA

As principais operações ligadas à inteligência artificial nos últimos meses favoreceram os investidores que compraram ações de fabricantes de chips e venderam ações de empresas de software. A tese por trás desse movimento era relativamente direta: a IA ampliaria de forma expressiva a demanda por semicondutores, ao mesmo tempo em que pressionaria os modelos de negócio tradicionais das companhias de software.

Embora essa dinâmica já fosse visível há seis meses, ela continuou ganhando força. No período, uma estratégia comprada no índice de semicondutores SOX e vendida no índice de software teria gerado retorno de cerca de 150%. Fora dos Estados Unidos, o movimento foi ainda mais intenso na Coreia do Sul, onde Samsung Electronics e SK Hynix impulsionaram o Kospi, que quase dobrou no ano. Uma estratégia comprada em Coreia do Sul e vendida na bolsa da Indonésia, por exemplo, teria triplicado o capital em seis meses, refletindo tanto o entusiasmo com os fabricantes de chips quanto a perda de confiança dos investidores em Jacarta.

Já a China ficou para trás: embora invista de forma agressiva para competir com os Estados Unidos em inteligência artificial, boa parte desses recursos tem sido direcionada a fornecedores estrangeiros de chips, sem ainda gerar um impulso relevante à demanda doméstica.

· 03:29 — O destino do acordo comercial da América do Norte

O governo Donald Trump deve declarar formalmente que não pretende prorrogar o USMCA, dando início ao processo de revisão de seis anos previsto pela cláusula de caducidade negociada durante seu primeiro mandato. A decisão não representa, por ora, uma ruptura imediata do acordo entre Estados Unidos, México e Canadá, mas inaugura uma fase mais longa e incerta de negociação. Autoridades comerciais dos três países devem se reunir virtualmente para indicar se desejam estender o acordo por mais 16 anos, enquanto o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, já agendou uma nova rodada de conversas com o México para a semana de 20 de julho.

A leitura passa a ser a de que as tarifas atuais dos EUA devem permanecer em vigor por tempo indefinido, sem expectativa de uma redução ampla. Ainda podem ocorrer acordos pontuais para aliviar tarifas setoriais, mas não se espera uma revisão abrangente. Esse cenário tende a pesar sobre a confiança e o investimento nas três economias, com custos mais concentrados em Canadá e México.

Para os EUA, os impactos devem aparecer principalmente no setor automotivo e nos estados fronteiriços. O México parece ser o mais exposto, embora parte de suas exportações venha sendo sustentada por bens de capital ligados à inteligência artificial, em grande medida isentos de tarifas. O Canadá, por sua vez, tenta diversificar seus mercados de exportação, mas esse processo deve levar tempo.

Ainda assim, a probabilidade de Trump acionar a cláusula de saída de seis meses e abandonar totalmente o USMCA parece baixa, dado o custo elevado que isso imporia ao comércio e ao investimento da economia americana, especialmente em estados decisivos do Meio-Oeste.

· 04:13 — Mudanças nas cadeias de suprimentos

Duas mudanças relevantes estão ganhando força na China e nas cadeias asiáticas de suprimento. De um lado, o conflito envolvendo o Irã está redesenhando o comércio de produtos petroquímicos na região, com produtores chineses surgindo como beneficiários inesperados. As interrupções no fornecimento do Golfo Pérsico levaram compradores do Sudeste Asiático a buscar fontes alternativas, enquanto a China aproveitou seus estoques elevados, sua capacidade ociosa e o uso de matérias-primas substitutas para ampliar exportações. Caso essas novas rotas comerciais se consolidem, o conflito terá gerado efeitos duradouros sobre as cadeias regionais.

Ao mesmo tempo, o entusiasmo com a valorização do yuan perdeu força. O tom mais duro do Fed fortaleceu o dólar e levou investidores a desfazerem posições favoráveis à moeda chinesa, especialmente diante de dados mais fracos da economia local e da percepção de que Pequim pode aceitar um yuan mais depreciado para apoiar as exportações.

No mercado de energia, mesmo com a manutenção do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e a retomada gradual do tráfego em Ormuz, grandes compradores continuam buscando diversificação. Refinarias indianas, por exemplo, reduzem a dependência do petróleo do Oriente Médio e procuram fornecedores na Rússia, Guiana, Brasil e Estados Unidos. Assim, embora parte do mercado ainda torça por uma volta à normalidade, cresce a percepção de que o choque recente pode acelerar mudanças estruturais nos fluxos globais de energia e petroquímicos.

· 05:05 — Google entra no Dow, mas a tese vai além do índice

A entrada da Alphabet, controladora do Google, no Dow Jones Industrial Average marca um reconhecimento simbólico importante para a companhia e ajuda a atualizar um índice historicamente associado às grandes blue-chips americanas, mas que vinha ficando defasado em relação à nova composição da economia.

A substituição da Verizon pela Alphabet, somada à presença de Nvidia, Amazon, Microsoft e Apple, reforça a crescente centralidade das grandes empresas de tecnologia nos principais índices globais. Ainda assim, o Dow segue com limitações relevantes como referência de mercado, por reunir apenas 30 ações e adotar uma metodologia ponderada pelo preço dos papéis, e não pelo valor de mercado das companhias.

Para as ações da Alphabet, e especialmente para os BDRs GOGL34, a inclusão no Dow não altera sozinha os fundamentos da tese, mas reforça a visibilidade institucional da empresa e sua posição entre as principais companhias globais de tecnologia. O Google segue exposto a vetores estruturais relevantes, como publicidade digital, inteligência artificial, computação em nuvem e serviços digitais, em um momento em que os investidores continuam buscando empresas com escala, geração de caixa e capacidade de reinvestimento.

Para o investidor brasileiro, GOGL34 permanece como uma forma de acessar uma das plataformas mais relevantes do mundo, com a ressalva de que seu desempenho também será influenciado pelo câmbio e pelo apetite global por ações de tecnologia.

O post Ibovespa hoje: Caged reforça apostas em corte da Selic enquanto Fed e IA movimentam os mercados internacionais nesta quarta-feira (1) apareceu primeiro em Empiricus.

Agenda: Inflação, ata do Fed e do BCE; confira a agenda desta semana

5 de Julho de 2026, 12:00

Após semanas carregadas de indicadores, a agenda econômica desta semana será mais enxuta, mas nem por isso menos emocionante. Os investidores voltam as atenções para os dados de inflação e para a ata da última reunião do Federal Reserve, documento que, segundo o presidente da instituição, Kevin Warsh, não deve trazer muitas pistas sobre os próximos passos da política monetária.

No Brasil, a agenda começa na segunda-feira (6) com o Boletim Focus, às 8h25, e a balança comercial, às 15h. Na terça-feira (7), saem o IGP-DI, às 8h, e os dados de produção e vendas de veículos, às 11h.

Na quarta-feira (8), o IBGE divulga as vendas no varejo, às 9h. O principal compromisso da semana, porém, será na sexta-feira (10), quando o instituto publica o IPCA de junho, também às 9h.

Nos Estados Unidos, a semana começa com os PMIs de Serviços e Composto, na segunda-feira (6). Na terça (7), será divulgada a balança comercial. O principal destaque fica para a quarta-feira (8), com a ata da última reunião do Federal Reserve, que deve ser analisada em busca de sinais sobre o futuro da política monetária. Na quinta-feira (9), saem os pedidos semanais de seguro-desemprego.

Na Europa, a agenda traz o índice de preços ao produtor (PPI) e as vendas no varejo na segunda-feira (6). Já na quinta-feira (9), o destaque é a divulgação da ata da última reunião do Banco Central Europeu (BCE).

Na Ásia, o principal evento será a divulgação da inflação ao consumidor (CPI) da China, na noite de quarta-feira (8), indicador importante para medir o ritmo da segunda maior economia do mundo.

Confira a agenda de indicadores da semana de 6 a 10 de julho

Brasil

Segunda (06/07)
08:25 — Boletim Focus
15:00 — Balança comercial

Terça (07/07)
08:00 — IGP-DI
11:00 — Produção de veículos
11:00 — Vendas de veículos

Quarta (08/07)
09:00 — Vendas no varejo

Sexta (10/07)
09:00 — IPCA

Estados Unidos

Segunda (06/07)
10:45 — PMI de Serviços
10:45 — PMI Composto

Terça (07/07)
09:30 — Balança comercial

Quarta (08/07)
15:00 — Ata do Fomc

Quinta (09/07)
09:30 — Pedidos semanais de seguro-desemprego

União Europeia

Segunda (06/07)
06:00 — PPI (Índice de Preços ao Produtor)
06:00 — Vendas no varejo

Quinta (09/07)
08:30 — Ata do BCE

China

Quarta (08/07)
22:30 — Inflação ao consumidor (CPI)

Tente na próxima: Apostadores saem de mão abanando na Mega-Sena; veja o valor do prêmio do próximo sorteio

5 de Julho de 2026, 10:37

A Caixa Econômica Federal sorteou na noite deste sábado (4) os seis números do concurso 3.027 de Mega-Sena. São eles:

06 – 15 – 16 – 24 – 34 -47

Segundo a Caixa, ninguém acertou as seis dezenas que davam o direito ao prêmio de R$ 32.014.568,74.

44 apostas acertaram cinco números e cada uma vai receber R$ 45.413,55.

3.304 apostas acertaram quatro números e cada uma vai receber R$ 996,89.

Aposta

Para o próximo concurso da Mega-Sena, a estimativa é de pagar um prêmio de R$ 38 milhões. As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de terça-feira (7), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

Como o Brasil quer conquistar o bilionário mercado espacial com lançamentos em Alcântara

5 de Julho de 2026, 09:19

O Brasil está tentando abocanhar uma fatia do mercado espacial, que movimenta bilhões ao redor do mundo e tende a crescer mais nos próximos anos, puxado por SpaceX, Blue Origins e dezenas de outras empresas menores, mas relevantes.

Neste momento, há cerca de 20 contratos em negociação entre o governo federal e multinacionais para “alugar” o Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão. A expectativa é que ao menos um lançamento ocorra ainda neste ano, servindo de chamariz para outros contratantes.

A sul-coreana Innospace obteve, no dia 22 de junho, autorização da Agência Espacial Brasileira (AEB) para realizar um lançamento.

A multinacional desenvolve veículos lançadores de pequenos satélites que atendem setores como telecomunicações, meteorologia e defesa.

A SpaceX, de Elon Musk, já avisou que busca centros espaciais ao redor do mundo para expandir suas atividades – e o Brasil tem condições de entrar no páreo, dizem especialistas.

“Estamos interagindo com empresas com interesse em lançar seus veículos do Brasil. São aproximadamente 20 empresas, de América, Europa, Ásia e Oceania, sendo algumas em estado mais avançado de negociação”, conta o diretor de projetos e negócios da Empresa de Projetos Aeroespaciais (Alada), Paulo Ricardo da Silva Mendes.

A Alada é a estatal criada em 2024 pelo governo Lula com o objetivo de prospectar clientes para uso da infraestrutura e dos serviços de lançamentos de Alcântara, bem como intermediar a interação desses clientes com os órgãos públicos locais que emitem as autorizações.

O faturamento dos contratos será convertido em investimentos na própria infraestrutura local. A base vinha sendo pouco utilizada. Agora, pode transformar-se em um trunfo, pois faltam centros espaciais disponíveis no planeta.

Nessa preparação, o Brasil firmou um acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos em 2019, no governo Bolsonaro.

O acordo protege a tecnologia norte-americana, o que é considerado um passo essencial para viabilizar os lançamentos, uma vez que cerca de 80% da tecnologia empregada nos veículos vem de lá.

“O mercado aeroespacial cresceu rapidamente. Criou-se aí uma janela que o Brasil não pode perder. O que buscamos é explorar a capacidade de lançamento, a valor justo de mercado, e colocar o País dentro desse mercado mundial”, diz Silva Mendes.

Mercado trilionário

O setor de satélites, foguetes e bases de apoio movimentou US$ 220 bilhões no mundo em 2025, com tendência de chegar a US$ 315 bilhões (cerca de R$ 1,6 trilhão) até 2034, segundo a consultoria Global Market Statistics.

A quantidade de satélites ativos em órbita deve saltar de 11,7 mil, em 2025. para 30 mil, em 2030, chegando a 60 mil, em 2040, segundo relatório produzido pela Força Espacial dos EUA (o braço militar criado no primeiro mandato de Donald Trump).

Alcântara, por sua vez, tem potencial para atender cerca de 90% dos lançamentos, estima o coronel Adalberto de Rezende Rocha Júnior, diretor do centro espacial. “Alcântara está se transformando para absorver uma parte dessa demanda e ser um agente global”, diz.

A infraestrutura dali é capaz de atender foguetes de pequeno e médio portes, com capacidade de levar para órbita entre 20 a 50 toneladas de carga, o que representa a maior parte dos lançamentos.

A título de comparação, é uma faixa compatível com o Falcon, da SpaceX, que carrega até 23 toneladas, mas abaixo do ‘supercargueiro’ Falcon Heavy, de até 64 toneladas.

“Nossa infraestrutura já está totalmente adequada para o mercado. E se mais empresas vierem no futuro, aí precisaremos de investimentos”, complementa Rocha Júnior.

Vantagens

O grande diferencial de Alcântara é a sua localização próxima da Linha do Equador, considerada o ‘filé mignon’ da órbita, onde fica a maioria dos satélites geoestacionários (que ficam ‘parados’ em relação à Terra, monitorando pontos específicos).

Nessa latitude, o gasto de combustível para impulsionar o foguete é cerca 30% menor do que em outras partes do globo.

Outra vantagem é que o tráfego no Maranhão é baixo, sem necessidade de grandes mudanças no fluxo de aviões. A região tem poucos moradores e não tem histórico de desastres climáticos.

Por fim, sua principal concorrente, Kourou, centro espacial da Guiana Francesa, já está praticamente lotada de lançamentos europeus, com pouca margem para crescer.

Dentro deste cenário favorável, o Brasil deve atingir a cadência de um lançamento por mês no curto a médio prazo, estima o coordenador de Licenciamento da AEB, Danilo Sakay.

“Já será um bom começo e com capacidade de expandir mais para frente”. Segundo ele, a criação da Alada foi um passo importante para o Brasil entrar nesse mercado. “Existe uma logística por trás. Antes, eram só lançamentos brasileiros, então o próprio governo se arranjava. Agora vão envolver empresas estrangeiras, o que requer organização”.

A sul-coreana Innospace fará em breve o seu segundo lançamento no Maranhão. O primeiro ocorreu em dezembro de 2025, mas o veículo explodiu após 33 segundos no céu devido a um vazamento de gases de combustão. A causa do acidente foi do projeto do foguete, não na base, diz o diretor da Alada.

“É como um avião. Se decolou e caiu, não é culpa da infraestrutura do aeroporto”.

Virada

O Centro Espacial de Alcântara foi inaugurado em 1983 para ser o ponto de lançamento de um foguete brasileiro, mas isso não teve o sucesso esperado. Houve três tentativas.

A última ocorreu em 2003, a maior tragédia do programa espacial brasileiro, quando a explosão do veículo matou 21 profissionais do setor.

“Junto com eles se foi também todo nosso conhecimento sobre foguetes. Eles eram nossa referência, nossos heróis. Aí ficamos parados no tempo”, observa o diretor do espacial. “Nessa época, a Índia estava no mesmo patamar que nós. Hoje, ela pousa no lado oculto da Lua e nós não”, diz, referindo-se à missão indiana não tripulada que chegou ao polo sul lunar em 2023.

Nos anos seguintes, Alcântara foi reformada e passou a atender voos suborbitais – que não são capazes de lançar satélites em órbita, mas servem para experimentos científicos em ambientes de baixa gravidade. Já o projeto de um foguete próprio sofreu cortes de orçamento e dificuldades no desenvolvimento da tecnologia necessária.

Com o centro espacial pouco utilizado e o mercado crescendo, veio a virada na estratégia, com a busca de clientes corporativos. “Ainda queremos lançar nosso foguete, mas vislumbramos esse lado comercial, pois o mercado está superaquecido”, aponta Rocha Junior.

Dividendos: XP despacha elétrica da carteira; veja mudanças

5 de Julho de 2026, 08:57

A XP retirou a Energisa (ENGI11) da sua carteira de dividendos para julho. Segundo a corretora, a elétrica possui maior exposição ao cenário macroeconômico do que outros nomes de sua cobertura. Isso ocorre por causa do seu perfil de duration mais longa e da maior sensibilidade à taxa de juros.

No lugar da companhia, a XP aumentou o peso de Caixa Seguridade (CXSE3) de 5% para 7,5%. Para a corretora, a empresa segue apresentando forte atividade comercial em seus principais segmentos, o que é mais do que suficiente para sustentar os volumes de seguros.

‘Em paralelo, a CXSE continua entregando sinistralidade controlada e se beneficia de um resultado financeiro favorecido pelo patamar elevado de juros, o que sustenta um carrego atrativo.’

Por fim, a corretora trocou fez uma troca entre classes de ações, com a saída das ações preferenciais classe C da Axia (AXIA7) para aumentar os papéis ordinários (AXIA3).

‘Em nossa visão, a Axia permanece como uma das principais proxies líquidas do setor elétrico brasileiro para investidores estrangeiros que buscam aumentar a exposição a utilities em mercados emergentes.’

Como cereja do bolo, o papel também é um componente relevante do Ibovespa, ‘o que deve torná-la uma beneficiária natural de fluxos incrementais em um eventual aumento da alocação para o Brasil’.

Em junho, a carteira registrou queda de 1%, mesmo desempenho do Ibovespa, que também recuou 1%. Desde o seu lançamento, a carteira acumula alta de 326,2%, ante 136,4% do índice.

Veja a carteira abaixo:

CompanhiaTickerPeso
PetrobrasPETR410,0%
PRIOPRIO35,0%
ValeVALE312,5%
Telefônica BrasilVIVT35,0%
AllosALOS37,5%
Axia EnergiaAXIA312,5%
CopelCPLE315,0%
Itaú UnibancoITUB415,0%
B3B3SA310,0%
Caixa SeguridadeCXSE37,5%

Três riscos que podem definir seus investimentos em 2026 no Brasil

5 de Julho de 2026, 08:00

As eleições presidenciais de 2026 começam a ganhar espaço nas projeções do mercado financeiro. A pesquisa divulgada pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg na quarta-feira (1º) mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liderando os cenários de disputa contra Flávio Bolsonaro (PL), com vantagem superior a 10 pontos percentuais no 1º turno.

Paralelamente ao cenário político, investidores observam de perto a trajetória da taxa Selic, que segue em patamar elevado.

“O Caged de maio apontou uma desaceleração gradual de empregos. O dado soma-se ao IPCA-15 mais benigno, à PNAD Contínua e à comunicação mais clara de Gabriel Galípolo após o Relatório de Política Monetária, fortalecendo as apostas em um novo corte de 0,25 p.p. da Selic em agosto”, comenta Matheus Spiess, analista de macroeconomia da Empiricus Research.

Além disso, investidores também acompanham a possibilidade de um novo episódio de El Niño de forte intensidade. O fenômeno climático, que atinge regiões de todo o país, coloca em risco a produção global de alimentos e os preços das commodities agrícolas.

Veja como investir diante dos 3 eventos de risco

Na hora de investir com sabedoria e sem colocar o seu patrimônio em riscos desnecessários, é preciso olhar para o cenário como um todo.

O El Niño se trata de um fenômeno climático, restando como medidas tentar antecipar os danos e preveni-los, tanto fisicamente quanto financeiramente.

Já no aspecto das expectativas para a taxa Selic, Spiess aponta que a desaceleração forte dos dados de atividade pode dar mais espaço para o BC cortar juros, ainda que o tamanho dessa margem dependa do fiscal – isto é, das despesas do governo.

Ambos os fatores (El Niño e cortes da Selic) estão sendo levados em conta ao longo de todo o ano de 2026 na hora dos analistas da Empiricus escolherem os melhores ativos recomendados para seus investidores.

Agora, com a chegada do segundo semestre do ano, a tendência é que o terceiro fator passe a concentrar mais a atenção do mercado.

As votações das eleições de 2026 estão marcadas para os dias 4 e 25 de outubro e ainda não está definido quais serão os políticos a concorrer. Por enquanto, a lista de pré-candidaturas conta com nomes como:

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
  • Flávio Bolsonaro (PL)
  • Romeu Zema (Novo)
  • Ronaldo Caiado (PSD)

Nas próximas semanas, a oficialização das candidaturas e o início do período de campanhas até a contagem final de votos, deve trazer muita volatilidade aos preços do mercado.

Historicamente, são em momentos como este que quem está posicionado da maneira correta tem a chance de capturar as maiores oportunidades de lucro.

Isso porque em momentos de volatilidade podem ocorrer grandes perdas, mas também aparecem grandes oportunidades para quem está preparado.

Em períodos semelhantes a este, os analistas da Empiricus já conseguiram entregar lucros de 300%, 1.000% e 1.700%, em meio à alta variação de preços acompanhando as urnas.

Claro que os retornos passados são garantia de lucros futuros. Mas o que se desenha neste cenário é um ambiente econômico com algumas similaridades ao que possibilitou os lucros anteriores.

Por isso, os analistas da Empiricus estão muito confiantes de que é possível surfar nessas oportunidades – e acreditam que os investidores podem começar a preparar seu portfólio o mais cedo possível para o que vem por aí.

Na visão da casa, nem mesmo importa se um dos nomes acima ou outro vai vencer as eleições em outubro. É possível buscar ganhos em qualquer cenário, com a estratégia ideal para os seus objetivos financeiros.

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“Vencer sem correr riscos é triunfar sem glórias”: como a fala de Ayrton Senna se aplica às finanças

5 de Julho de 2026, 07:28

Ayrton Senna foi um dos grandes nomes da história do automobilismo. Mas o ídolo de toda uma geração de brasileiros era conhecido não só pelo seu talento na pista e pela personalidade marcante, mas também pelo estilo agressivo de pilotagem.

Tricampeão mundial de Fórmula 1, o piloto brasileiro era famoso por muitas de suas características. A cautela não era uma delas.

“Vencer sem correr riscos é triunfar sem glórias”, dizia Ayrton.

A frase revela como o piloto enxergava suas competições. Não bastava vencer. Era necessário também convencer. E esse pensamento pode ser aplicado em vários outros setores, inclusive no dos investimentos.

A importância de correr riscos

Dificilmente uma ultrapassagem ou grande manobra é feita na Fórmula 1 sem que o piloto assuma algum nível de risco. E no mundo dos investimentos pode se dizer a mesma coisa.

Riscos fazem parte do universo das aplicações. Todo investimento possui alguma quantidade de risco. Portanto, o diferencial está em entendê-los e gerenciá-los para conseguir o melhor resultado.

Um risco maior ou menor não necessariamente significa o que o investimento é bom ou ruim, mas é uma das variáveis a ser considerada.

Risco e retorno caminham juntos. O prêmio de risco é o ganho adicional esperado pelo investidor ao aplicar seu dinheiro em um ativo mais arriscado.

Um perfil muito conservador de investimentos, embora ajude a proteger a carteira contra perdas, pode também pode comprometer o crescimento do patrimônio ao longo prazo.

De forma que um bom investidor, assim como Ayrton Senna nas pistas, não foge do risco: ele sabe analisar os riscos e tomar a decisão certa na busca pelo melhor resultado.

Quando Senna se arriscou e deu certo

Uma das vezes em que Ayrton Senna se arriscou e ainda conseguiu a vitória foi no circuito de Donnington Park em 1993. Ele marcou a melhor volta da corrida passando por dentro dos boxes. Sim, isso mesmo. Na época, não havia limite de velocidade na pit lane.

O risco, no entanto, teve lá seus cálculos. Naquele domingo, Ayrton Senna fazia uma corrida irretocável. Logo na primeira volta, com uma McLaren inferior à Williams na ocasião, Senna largou em grande estilo e ultrapassou cinco pilotos para assumir a liderança já na primeira volta.

Senna seguiu acelerando a obteve uma vantagem confortável em relação aos demais pilotos. Em dado momento, ele decidiu cruzar pelos boxes sem parar para trocar os pneus. Acabou marcando a melhor volta da corrida.

No fim, Ayrton Senna venceu a corrida com pelo menos uma volta de vantagem sobre os demais pilotos. A exceção foi o segundo colocado, Damon Hill.

A passagem em alta velocidade pelos boxes ficou registrada como uma falha de comunicação, um suposto problema de rádio entre Senna e McLaren.

De acordo com o site oficial de Senna, porém, o piloto admitiu mais tarde que foi tudo parte de uma estratégia.

“Eu sabia que por ali era mais rápido, eu fiz para experimentar. Quando me informaram que era a melhor volta da corrida, eu falei ‘OK, se o Prost passar à minha frente, eu vou passar ele por dentro do box’. Só isso”.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi

Eleições 2026: a três meses do primeiro turno, veja o calendário

3 de Julho de 2026, 10:52

A partir deste sábado (4), começa a contagem regressiva para as eleições 2026. Serão apenas três meses para o primeiro turno das eleições 2026, marcado para 4 de outubro. Nesse dia, os brasileiros vão às urnas para escolher representantes para seis cargos:

  • deputado federal; 
  • deputado estadual (ou distrital, no caso do Distrito Federal); 
  • senador (duas vagas) 
  • governador e vice-governador; e 
  • presidente e vice-presidente da República. 

Já a regra do segundo turno vale apenas para os cargos do poder executivo em disputa neste ano: governos estaduais e Presidência da República. Se nenhum candidato alcançar mais da metade dos votos válidos, os eleitores participam de um novo pleito, em 25 de outubro, desta vez, para decidir entre os dois nomes mais votados na primeira rodada.

Nas últimas eleições para esses cargos, em 2022, houve segundo turno para a Presidência e para governadores de 12 estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. 

De acordo com dados consolidados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mais de 158 milhões de eleitores estão aptos a votar em outubro — um número recorde, cerca de 2 milhões a mais do que o registrado nas eleições municipais de 2024, quando o país escolheu prefeitos e vereadores. 

Vale lembrar que o prazo para tirar o documento, fazer transferência de cidade ou local de votação ou ainda regularizar o documento encerrou em 6 de maio. Quem não cumpriu essas exigências até a data não poderá votar no próximo pleito. 

Como votar longe de casa

Mas, quem está com o título regularizado e vai estar fora da própria cidade no dia da eleição, não precisa necessariamente deixar de votar. A Justiça Eleitoral libera, todo ano de eleição geral, uma modalidade que permite ao eleitor escolher antecipadamente um município diferente do seu domicílio eleitoral para depositar o voto, sem precisar de transferência definitiva de título.

A janela para pedir a habilitação do voto em trânsito abre em 20 de julho e fecha em 20 de agosto, e cobre tanto o primeiro quanto o eventual segundo turno. O eleitor pode inclusive escolher cidades diferentes para cada etapa. O pedido é simples: basta acessar o Autoatendimento Eleitoral do TSE ou procurar um cartório eleitoral, com um documento oficial com foto em mãos.

Há, porém, um detalhe que costuma pegar eleitores de surpresa. O voto em trânsito só está disponível nas capitais e em municípios com mais de 100 mil eleitores. E o alcance do voto muda conforme a distância percorrida. Quem estiver em outro estado só consegue votar para presidente da República; já quem permanece dentro do próprio estado, mesmo fora do município de origem, pode votar para todos os cargos em disputa.

Outro detalhe também merece atenção. A regra não vale para urnas no exterior — não há voto em trânsito fora do Brasil. O caminho inverso, porém, é permitido e eleitores com título cadastrado no exterior que estiverem em trânsito em território brasileiro podem votar, mas apenas para presidente da República. 

Calendário vai além do dia da votação

O calendário da Justiça Eleitoral não se resume aos dois domingos de outubro. A partir deste sábado (4), uma série de novas regras passa a valer, a maioria delas voltada a conter o uso da máquina pública em favor de candidaturas.

Entre as restrições que entram em vigor está a proibição de nomear, contratar, admitir ou dispensar servidores públicos sem justa causa. A determinação vale até a posse dos eleitos: 5 de janeiro de 2027 para presidente e vice-presidente, e 6 de janeiro para governadores e vice-governadores.

No mesmo dia, começa o período em que nomes, slogans ou imagens de autoridades precisam sair de sites e canais oficiais de comunicação do governo. A publicidade institucional de atos, programas, obras ou serviços públicos também fica proibida — só pode continuar em caso de necessidade pública urgente, e mesmo assim depende de autorização da Justiça Eleitoral. 

Pré-candidatos, por sua vez, não podem mais participar de inaugurações de obras públicas, nem fazer pronunciamentos em cadeia de rádio e TV fora do horário eleitoral gratuito, que começa em 28 de agosto. A exceção é somente para situações excepcionais, como um pronunciamento presidencial em caso de emergência nacional, também sujeito ao aval da Justiça Eleitoral.

Quando sai a convocação de mesários

A agenda do TSE prevê ainda a divulgação daqueles que vão atuar como mesários ou dar apoio logístico durante a votação.

Os juízes eleitorais têm entre a próxima terça-feira (7) e o dia 5 de agosto para publicar os editais com os nomes das pessoas convocadas para as funções.

A partir dessa divulgação, partidos, federações e coligações têm cinco dias para contestar alguma nomeação, e quem foi convocado também pode pedir dispensa dentro desse mesmo prazo.

Bilionário tcheco negocia compra de fatia de US$ 1,14 bilhão na Pirelli

3 de Julho de 2026, 10:47

O bilionário tcheco Michal Strnad está em negociações para comprar uma participação minoritária na Pirelli & C. SpA de seu maior acionista, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. A operação poderia ajudar a reduzir a pressão sobre o papel da China na fabricante italiana de pneus.

Strnad negocia com a estatal Sinochem Holdings Corp. a aquisição de uma fatia de 14% da Pirelli, disse uma das fontes, que pediu anonimato por tratar de informações privadas. As conversas estão em andamento e não há garantia de que um acordo será fechado, afirmaram as fontes, citando como possíveis obstáculos a necessidade de autorização de Pequim.

Uma transação desse porte — avaliada em pouco mais de € 1 bilhão (US$ 1,14 bilhão) pelos preços atuais de mercado — deixaria a Sinochem com cerca de 20% da Pirelli. Isso representaria mais um avanço em um esforço diplomática e politicamente sensível para limitar a influência da estatal chinesa na fabricante de pneus, tema que ganhou importância à medida que a Pirelli expande sua tecnologia de pneus conectados.

As ações da Pirelli chegaram a subir 4,1% em Milão após a divulgação da notícia pela Bloomberg. Antes desta sexta-feira, o papel já acumulava alta de 17% em 2026.

Representantes de Strnad, da Sinochem e da Pirelli se recusaram a comentar.

A participação chinesa na Pirelli tem sido alvo de escrutínio nos Estados Unidos, um dos principais mercados da companhia, por questões relacionadas à segurança nacional e ao compartilhamento de dados. A preocupação ocorre enquanto a empresa amplia a oferta de seus pneus Cyber Tyre, equipados com sensores capazes de coletar informações em tempo real.

O governo da Itália tem utilizado seus poderes especiais de intervenção em empresas estratégicas — conhecidos como golden power — para limitar a influência da Sinochem na Pirelli. As restrições incluem limites à representação da estatal no conselho de administração e a determinados direitos de governança enquanto sua participação permanecer acima de 9,99%.

Nas últimas semanas, a Pirelli promoveu mudanças em seu conselho e na liderança executiva, nomeando o ex-presidente-executivo e acionista relevante Marco Tronchetti Provera como presidente executivo, apesar da oposição dos acionistas chineses. A entrada de Strnad, controlador do grupo de defesa tcheco CSG NV, reforçaria ainda mais a presença de capital europeu na companhia.

O principal obstáculo para a conclusão do negócio é a aprovação da Comissão de Supervisão e Administração de Ativos Estatais da China (SASAC), órgão responsável por supervisionar empresas estatais do país, disse uma das fontes. Segundo ela, já foi discutida uma estrutura básica de preço das ações com pagamento de prêmio, e o fechamento poderia ocorrer, no cenário mais otimista, no fim de julho.

O jornal italiano Corriere della Sera informou anteriormente que Strnad e o bilionário tcheco Pavel Tykac tinham interesse em adquirir conjuntamente entre 10% e 20% da participação da Sinochem na Pirelli.

Segundo as fontes ouvidas pela Bloomberg, Tykac não participa mais das negociações. Um porta-voz de sua empresa, Sev.en Global Investments, se recusou a comentar.

A CSG, sediada em Praga, abriu capital na bolsa de Amsterdã neste ano, na maior oferta pública inicial de ações já realizada por uma empresa exclusivamente voltada ao setor de defesa. Em 2022, o grupo adquiriu 70% da fabricante italiana de munições Fiocchi Munizioni e comprou a participação restante no ano passado.

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Tumulto em torcida da Copa deixa 1 morto e 8 feridos na Jordânia, diz agência

23 de Junho de 2026, 10:25

 Uma pessoa morreu e outras oito ficaram feridas após um tumulto durante uma concentração lotada de torcedores no centro de Amã para assistir à partida da Jordânia contra a Argélia pela Copa do Mundo na madrugada desta terça-feira (23), informou a Agência de Notícias da Jordânia, citando a Diretoria de Segurança Pública (PSD) do país.

O incidente ocorreu na Praça Hashemita, onde um grande número de torcedores havia se reunido na capital para assistir à derrota da Jordânia por 2 x 1 para a Argélia, segundo a Agência de Notícias da Jordânia.

Equipes de emergência transportaram nove feridos para o hospital depois que um forte congestionamento e o movimento da multidão no local levaram ao tumulto. Um dos feridos faleceu posteriormente, enquanto os demais sofreram ferimentos leves a moderados, informou a agência.

Especialistas estavam investigando para determinar a causa exata da morte, acrescentou a agência.

Grandes multidões de espectadores se reuniram por toda a capital para acompanhar a partida, com a Jordânia disputando sua primeira Copa do Mundo.

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Com um ano, Starian projeta R$ 750 mi em receita e mantém estratégia de M&As

23 de Junho de 2026, 10:20

A Starian, desenvolvedora de ecossistemas verticais SaaS, completou seu primeiro ano de operação em junho, com uma expectativa de superar R$ 750 milhões em receita líquida e projetando um crescimento orgânico de 30% na comparação com o encerramento de 2025. Parte desse crescimento deve vir das compras: a empresa busca comprar R$ 100 milhões em receita recorrente no próximo semestre.

“Estamos fazendo compra de companhias satélites, pequenas, e trabalhando para trazer ativos parrudos. É um momento oportuno de mercado: é difícil crescer em SaaS verticalizado no Brasil e há muitas empresas com 20 ou 30 anos, super nichadas, que podem ter dificuldades de se adaptar à IA”, afirma Alex Anton, Chief Strategy Officer da Starian.

Nesta cadeira, Anton é responsável por olhar para o mercado e entender o que está acontecendo no mundo de softwares e olhar para dentro para buscar novas frentes de negócios, além de fazer as integrações das adquiridas, como aconteceu com a Contato Seguro, comprada em dezembro do ano passado.

Com 1.500 profissionais, a empresa vive um momento emblemático. “Estamos em uma corrida. Até o ano passado, nosso foco estava no crescimento inorgânico e orgânico. Agora, nosso ‘core’ está em risco com a proliferação da IA. Mas estamos em um movimento de crescimento e ‘servitização’: transformando o nosso software em serviço”, afirma Anton.

Um dos desafios para a empresa continuar crescendo está na precificação: hoje, softwares são vendidos por assento. Em companhias mais arrojadas, contudo, já existe um modelo híbrido, onde se cobra por entrega de valor. “Esses modelos colocam um nível de pressão. É um mundo super dinâmico”, afirma.

A empresa tem um núcleo centralizado de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e aposta na evolução tecnológica como um processo contínuo de incorporação de inovação aos workflows críticos dos clientes, em vez rupturas isoladas.

Crescimento vertical

A Starian opera, hoje, em quatro verticais: indústria da construção, inteligência legal, eficiência operacional e governança e compliance. O plano é abrir novas frentes já no próximo ano, com a estratégia de aquisição que deve se tornar ainda mais agressiva.

“Gostamos muito das verticais que já conversam com nossos sistemas, como ERP para empresas de material de construção civil ou gestão imobiliária, por exemplo. Mas também olhamos para setores novos como o agro, que tem espaço para adoção de tecnologia, além do varejo alimentar que é anti-cíclico”, afirma.

Leia mais: Com bolso cheio e aquisição, Starian, spinoff da Softplan, abre nova frente

A empresa

Embora tenha pouco tempo de vida, a Starian já nasceu gigante: de uma cisão da Sofplan, empresa de softwares de Santa Catarina. Na separação, a ‘empresa-mãe’ ficou com os clientes do setor público enquanto a nova companhia tem 100% de clientes do setor privado.

“A Starian já nasceu com escala, liderança em suas verticais e um portfólio robusto de soluções críticas para seus clientes”, afirma Ionan Fernandes, CEO da Starian. Em dois meses de operação, a empresa levantou R$ 640 milhões da General Atlantic para fortalecer a estrutura de capital e acelerar sua expansão.

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Trump diz ter recebido ligação de De la Espriella após eleição na Colômbia

23 de Junho de 2026, 10:11

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na noite desta segunda-feira, 22, que o candidato da direita apontado como vencedor das eleições presidenciais da Colômbia na apuração preliminar, Abelardo de la Espriella, ligou para agradecer o líder americano pelo endosso nas eleições.

“As relações com a Colômbia vão melhorar bastante”, disse Trump a jornalistas na Casa Branca, ao ser questionado sobre o resultado do pleito colombiano.

Mais cedo, Trump escreveu na Truth Social que foi uma grande honra apoiar o candidato colombiano, e disse que espera “trabalhar em conjunto para construir uma relação sólida” entre os dois países.

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Por que a Índia não deve mais exportar açúcar por vários anos

23 de Junho de 2026, 10:00

MUMBAI, 22 Jun (Reuters) – A Índia, que já foi o segundo maior exportador mundial de ⁠açúcar, deverá ter um excedente reduzido para exportação por pelo menos mais três safras, já que as condições climáticas ⁠do El Niño ameaçam a produção de cana e o aumento da demanda por etanol restringe a oferta.

Essas duas pressões devem manter milhões de toneladas de ‌açúcar fora do mercado mundial, reduzindo a oferta para importadores na Ásia, África e Oriente Médio e sustentando os preços de referência em Londres e Nova York.

Uma ausência prolongada da Índia dos mercados de exportação retiraria um importante fornecedor, à medida que os riscos climáticos e as políticas de biocombustíveis remodelam os fluxos globais do comércio de açúcar.

Entrevistas com ‌mais de uma dúzia de executivos do comércio e da indústria, fontes governamentais e agricultores mostram que a menor disponibilidade de cana e a crescente demanda por etanol deixarão pouco para exportação por vários anos, levando os corretores de empresas globais a alertar as sedes sobre a redução das oportunidades na Índia, segundo fontes do setor.

GOVERNO DEVE RESTRINGIR AS EXPORTAÇÕES

O açúcar é um tema politicamente sensível na Índia, maior consumidor mundial, onde doces são muito populares e muitas famílias de baixa renda dependem dele como fonte barata de calorias.

‘A oferta já está escassa na Índia, e agora o El Niño está se tornando um grande risco’, disse Rahil Shaikh, diretor-gerente da MEIR Commodities India, uma corretora com sede em Mumbai.

‘Se as chuvas ficarem aquém ⁠das previsões, ‌o plantio de cana será prejudicado e isso manterá a Índia fora do mercado de exportação de açúcar por pelo menos três anos, enquanto o Brasil e a Tailândia também podem ⁠ter suas safras afetadas pelo El Niño.’

O Brasil, principal exportador, também está destinando mais cana para a produção de etanol. A Tailândia, outro grande exportador, também pode ter sua produção afetada pelas chuvas reduzidas pelo El Niño.

A Índia exportou, em média, 6,8 milhões de toneladas métricas de açúcar por ano nas cinco safras até 2022-23 — cerca de 10% dos embarques globais. Este ano, após exportar cerca de 800 mil toneladas, a Índia suspendeu os embarques até 30 de setembro, o fim da safra.

As usinas precisam de aprovação do governo para exportar açúcar, e Nova Délhi provavelmente suspenderá as autorizações de exportação a cada safra, em vez de anunciar uma proibição plurianual, ​afirmaram fontes do governo e do setor com conhecimento do assunto.

No mês passado, um ministro de alto escalão do governo do primeiro-ministro Narendra Modi instruiu as usinas a priorizarem a disponibilidade no mercado interno e a não pressionarem por exportações, disseram as fontes sob condição de anonimato, uma vez que as discussões eram confidenciais.

O Departamento de ​Alimentação, Abastecimento Civil e Assuntos do Consumidor da Índia não respondeu a um pedido de comentário sobre as perspectivas para as exportações ou suas restrições sobre exportações.

EL NIÑO PREJUDICA AS PERSPECTIVAS PARA A CANA

As condições do El Niño devem enfraquecer as chuvas de monção na Índia este ano, levando-as ao nível mais baixo em 11 anos.

Chuvas abaixo da média, aliadas a uma precipitação em junho mais de 40% abaixo da média, levaram os agricultores a adiar o plantio.

‘Eu tinha planejado plantar variedades de cana de ciclo longo em junho, mas como todo mundo está falando sobre chuvas mais fracas, decidi adiar esse plano’, disse Sambhaji Patil, que decidiu cultivar soja em 2 acres (0,8 hectares) no distrito de Sangli, no estado ‌de Maharashtra, no oeste do país.

O proprietário de um viveiro, Suraj Chavan, disse que a demanda por mudas de cana ​caiu drasticamente nas últimas semanas.

É provável que os agricultores mudem para culturas que exijam menos água, o que poderia reduzir a área plantada com cana e a disponibilidade do produto na safra de 2027-28, disse Prakash Naiknavare, diretor-geral da Federação Nacional de Fábricas Cooperativas de Açúcar.

As autoridades locais começaram a promover culturas alternativas, como soja, feijão-guandu e outras variedades de leguminosas, na maioria das regiões produtoras de açúcar, e restringiram o abastecimento ⁠de água para irrigação.

A Índia deveria produzir 30,95 milhões de toneladas de açúcar ​nesta safra, mas a produção agora está estimada ​em 27,9 milhões de toneladas, abaixo do consumo anual de cerca de 28,5 milhões de toneladas, segundo estimativas do setor.

Como resultado, os estoques nas usinas no início da safra, em 1º de outubro, provavelmente cairão para cerca ⁠de 3,5 milhões de toneladas, o nível mais baixo em mais de três décadas, disse Shaikh, ​da MEIR.

Ao mesmo tempo, a Índia está promovendo uma maior mistura de etanol à gasolina e uma adoção mais ampla de veículos flex-fuel para reduzir a dependência do caro petróleo importado.

A demanda por etanol poderia mais que dobrar, passando dos atuais 12 bilhões a 13 bilhões de litros para cerca de 30 bilhões de litros (8 bilhões de galões) até 2039-40, à medida que o aumento da mistura de ​etanol na gasolina e a adoção de veículos flex-fuel ganham ritmo, sugerem as estimativas do setor.

‘A trajetória da demanda por etanol é incrivelmente forte’, disse Samir Somaiya, presidente e diretor-geral da Godavari Biorefineries. ‘A próxima fase da evolução da demanda será impulsionada pelo lançamento comercial de veículos flex-fuel.’

A Maruti Suzuki, maior ​montadora indiana, lançou este mês o primeiro veículo flex-fuel do ⁠país, enquanto a Hero MotoCorp lançou uma motocicleta flex-fuel.

A Índia eliminou este mês o imposto sobre a produção de gasolina misturada com níveis mais altos de etanol e lançou combustível com até 85% de etanol para apoiar a adoção ⁠de veículos flex-fuel.

As futuras políticas governamentais provavelmente darão prioridade à produção de etanol em detrimento das exportações de açúcar, afirmou B.B. Thombare, diretor-geral da Natural Sugar, no estado de Maharashtra.

A Índia poderia eventualmente ser forçada a importar açúcar se as perturbações climáticas relacionadas ao El Niño reduzissem drasticamente a área de cultivo de cana e a produção, disseram fontes do governo e autoridades do setor, com os comerciantes alertando que a oferta poderia ficar ainda mais restrita na safra de 2027-28.

‘Devido a um El Niño severo e à crescente demanda por etanol, não só as exportações da Índia seriam praticamente eliminadas, como também as importações para a Índia nos próximos anos poderiam se tornar necessárias”, disse Mohan Narang, diretor da K.S. Commodities, uma corretora de commodities em Nova Délhi.

(Reportagem de Rajendra ​Jadhav)

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É o fim das ondas de calor? Anvisa aprova medicamento não hormonal inédito para menopausa

23 de Junho de 2026, 09:49

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na segunda-feira (22) um novo tratamento para os sintomas da menopausa que não utiliza hormônios.

A agência aprovou a chegada do fezolinetanto ao país através do Veoza, medicamento desenvolvido pela Astellas Farma.

O tratamento acontece por meio do consumo diário de um comprimido e é voltado para mulheres que não podem ou preferem não recorrer a terapia com reposição hormonal.

Como funciona o tratamento da menopausa sem hormônio?

As ondas de calor e os suores noturnos são dois dos grandes sintomas que o fezolinetanto busca tratar.

A substância bloqueia o receptor específico no qual a neurocinina B se encaixa nos neurônios. Sem a conexão, o hipotálamo regula a temperatura corpórea de maneira mais estável.

Ao invés de repor o estrogênio, hormônio usado nos demais tratamentos, o remédio ajuda a equilibrar o controle de temperatura do cérebro. Assim, a intercorrência e a intensidade dos sintomas são reduzidos.

A importância do remédio vai além do tratamento dos sintomas da menopausa. Quando as ondas de calor e os suores noturnos não são tratados, há o aumento do risco cardiovascular e de doenças neurodegenerativas, como a demência.

O fezolinetanto funciona?

A aprovação da Anvisa acontece após os resultados de três ensaios clínicos de Fase 3. Os testes incluíram mais de 3 mil pessoas na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá.

Segundo os dados, o fezolinetanto mostrou eficácia e segurança de curto e longo prazos. Além disso, o tratamento mostrou melhora na frequência e na intensidade dos sintomas.

Os resultados foram percebidos no primeiro dia de uso do remédio.

Ainda não foi divulgada uma data de lançamento no mercado brasileiro nem o preço recomendado do medicamento. Isso ainda será definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

Day trade: Compre Copasa (CSMG3) e venda Brava Energia (BRAV3) para ganhar até 1,48% hoje (23), segundo a Ágora

23 de Junho de 2026, 09:42

A Copasa (CSMG3) é uma das recomendações de compra em day trade da Ágora Investimentos para esta terça-feira (23).

As ações da empresa fecharam a sessão da última segunda-feira (22) cotadas a R$ 59,32. O potencial de ganho é de 1,48% e o stop sugerido é de R$ 59,03.

Compra
EmpresaTickerEntrada (R$)Objetivo (R$)Potencial de ganhoStop (R$)Stop (%)
BTG PactualBPAC1152,3453,091,43%51,96-0,73%
CopasaCSMG359,4660,341,48%59,03-0,72%
NaturaNATU37,697,801,43%7,64-0,65%

a Brava Energia (BRAV3) é uma das ações indicadas para venda hoje, possibilitando retornos de até 1,44%. O stop sugerido é em R$ 18,85.

Venda
EmpresaTickerEntrada (R$)Objetivo (R$)Potencial de ganhoStop (R$)Stop (%)
Brava EnergiaBRAV318,7118,441,44%18,85-0,75%
Caixa SeguridadeCXSE319,3919,111,44%19,53-0,72%
São MartinhoSMTO314,5614,351,44%14,67-0,76%

Lembre-se de que todo investimento envolve riscos e, portanto, não há garantia de retorno. Por isso, respeite os stops — pontos em que as perdas tornam-se intoleráveis e é melhor zerar as posições.

Metodologia de day trade da Ágora

As ações sugeridas para compra são de analistas gráficos, que usam uma metodologia que busca antecipar as tendências de curtíssimo prazo.

Operações aguardando ponto de entrada, válidas apenas para hoje. Valor do stop loss válido apenas após a operação ter dado entrada.

Os retornos são brutos, livre de corretagem e emolumentos. Caso o ativo abra com gap, atingindo o objetivo antes do preço de entrada, a operação é cancelada.

*Sob supervisão de Juliana Américo

Economista-chefe do BCE diz que inflação pode ficar acima da meta de 2% até 2027

23 de Junho de 2026, 09:26

O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, disse nesta terça-feira (23) que a inflação na zona do euro pode permanecer acima da meta oficial de 2% por um período prolongado, mesmo que se consolide uma trégua no Oriente Médio.

No último dia 11, o BCE elevou as taxas de juros em 25 pontos-base – o primeiro aumento desde 2023 – em uma decisão considerada “preventiva”, para evitar que a alta dos preços de energia contaminasse as expectativas de inflação no longo prazo.

Em discurso a parlamentares europeus em Bruxelas, Lane afirmou que a inflação pode seguir bem acima da meta até a primeira metade de 2027, após ter ultrapassado 3% no mês passado.

“Embora o progresso recente em direção a uma resolução do conflito no Oriente Médio seja bem-vindo, a incerteza permanece elevada e há riscos contínuos de a inflação ficar acima da nossa meta de 2% no médio prazo por um período considerável”, disse ele.

Lane acrescentou que a inflação elevada e a energia cara devem pesar sobre a atividade econômica, mas avaliou que o impacto tende a ser limitado, diante de um mercado de trabalho ainda sólido, de investimentos robustos em inteligência artificial e de gastos públicos com defesa e infraestrutura.

Ata do Copom: BC sinaliza necessidade de juros mais altos por mais tempo

23 de Junho de 2026, 08:37

O Banco Central reforçou na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgada nesta terça-feira, 23, que o ambiente de expectativas de inflação desancoradas exige manutenção de juros mais altos por maior tempo.

Leia mais em: https://exame.com/economia/ata-do-copom-bc-sinaliza-necessidade-de-juros-mais-altos-por-mais-tempo/

Cometa 3I/ATLAS pode ser objeto mais antigo já visto no sistema solar

23 de Junho de 2026, 08:02

Um cometa vindo de fora do sistema solar pode ser também um dos objetos mais antigos já observados pela humanidade. O 3I/ATLAS, terceiro visitante interestelar identificado até hoje, teria se formado entre 10 bilhões e 12 bilhões de anos atrás, segundo uma nova análise de sua composição química.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/cometa-3i-atlas-pode-ser-objeto-mais-antigo-ja-visto-no-sistema-solar/

Em concessão histórica, EUA permitem que Irã venda petróleo em dólar

22 de Junho de 2026, 19:16

O governo dos Estados Unidos suspendeu temporariamente as sanções que impediam o Irã de vender petróleo em dólar, em um movimento que reverte uma das peças centrais da estratégia americana de pressão sobre o regime iraniano nas últimas décadas.

Isso significa que, pela primeira vez em quase 40 anos, refinarias americanas terão a opção legal de comprar petróleo bruto do Irã. A decisão veio acompanhada do anúncio, pelo vice-presidente JD Vance, de que o Irã teria concordado em receber de volta os inspetores nucleares da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O Departamento do Tesouro americano emitiu nesta segunda-feira (22) um waiver com validade de 60 dias, autorizando a venda de petróleo iraniano em dólar enquanto avançam as negociações para reabrir o Estreito de Ormuz, lidar com o programa nuclear iraniano e discutir alívios adicionais de sanções.

A liberação se aplica a transações em dólar, incluindo para compradores americanos. Por anos, o Irã foi obrigado a usar uma rede oculta de petroleiros sob sanções para vender seu petróleo, majoritariamente para refinarias chinesas. 

Agora, bancos iranianos podem receber pagamentos diretamente do exterior, o que permite ao regime repatriar suas receitas de petróleo com mais facilidade. A medida vai além do waiver temporário emitido pelo Tesouro em março, que permitiu ao Irã vender o petróleo já embarcado mas mantinha as restrições sobre transações em dólar.

O alívio histórico

A liberação representa “uma ruptura fundamental com a arquitetura de sanções ao Irã construída pelo Congresso ao longo das últimas duas décadas”, segundo Miad Maleki, ex-funcionário sênior do Tesouro americano que hoje trabalha na Foundation for Defense of Democracies. 

O waiver também isenta entidades iranianas, incluindo o Banco Central do país, das sanções voltadas a atividades de terrorismo, não apenas das relacionadas ao programa nuclear.

As relações entre Estados Unidos e Irã estão tensionadas desde a crise dos reféns de 1979, quando 52 cidadãos americanos foram mantidos reféns na embaixada dos EUA em Teerã. Em 1995, o presidente Bill Clinton determinou o embargo total ao petróleo iraniano. 

Os volumes que tinham chegado a 850 mil barris por dia em 1977 caíram a zero poucos meses depois da ascensão do aiatolá Ruhollah Khomeini ao poder. Chevron e Marathon Petroleum estavam entre as últimas refinarias americanas a importarem petróleo iraniano, em 1991.

Operadores europeus já procuraram comprar petróleo iraniano após o anúncio, segundo Hamid Hosseini, porta-voz da União de Exportadores de Petróleo de Teerã. Mas, segundo Hosseini, nenhuma empresa americana entrou em contato até agora.

Normalização

A trégua interina alcançada na semana passada inclui a reabertura do Estreito de Ormuz, ponto crítico por onde flui até 20% do petróleo mundial. 

O tráfego marítimo na região aparentou acelerar ao longo do fim de semana, contrariando o anúncio iraniano de que teria fechado o estreito novamente. Mesmo assim, o número de navios passando diariamente ainda é fração do nível pré-guerra.

Em maio, o governo americano impôs um bloqueio aos portos iranianos, asfixiando a economia do regime, dependente das exportações. Com o acordo, o bloqueio foi retirado, e a venda de petróleo foi autorizada.

Milei autoriza nova dívida de até US$ 5 bilhões para reforçar o caixa da Argentina

22 de Junho de 2026, 13:29

O governo da Argentina autorizou a contratação de até US$ 5 bilhões em novas dívidas denominadas em dólares, enquanto busca garantir financiamento com respaldo de instituições multilaterais antes dos próximos vencimentos de sua dívida.

O decreto, assinado pelo presidente Javier Milei e membros do gabinete, estabelece a estrutura legal para futuras operações de financiamento, com contratos regidos pela legislação de Nova York e sujeitos à jurisdição dos tribunais dos Estados Unidos.

A medida define o tamanho máximo da operação de dívida que a Argentina pretende obter com o apoio de organismos multilaterais, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Segundo o texto, o objetivo é “reduzir os custos de financiamento do Tesouro Nacional” por meio de empréstimos em dólares concedidos por instituições financeiras internacionalmente reconhecidas e respaldados por garantias parciais de organismos multilaterais.

Garantir financiamento é crucial para a Argentina, que enfrenta pagamentos significativos de dívida nos próximos anos. O compromisso mais imediato é um desembolso de quase US$ 4,5 bilhões já no próximo mês. A partir de 2027, o serviço da dívida externa do país deverá superar US$ 20 bilhões por ano.

“A prioridade é minimizar os custos de financiamento”, afirmou Daniel Chodos, sócio da Dhalmore Capital. Segundo ele, ao estruturar empréstimos por meio de bancos internacionais com garantias parciais de instituições multilaterais, o governo consegue captar recursos a taxas significativamente menores do que as disponíveis no mercado.

O governo Milei tem evitado emitir títulos nos mercados internacionais, considerando que os custos ainda são elevados e não refletem a melhora dos indicadores macroeconômicos da Argentina.

A obtenção de fontes alternativas e mais baratas de financiamento tem sido uma das prioridades do ministro da Economia, Luis Caputo. Até agora, o governo tem recorrido a alternativas como títulos locais denominados em dólares, compras de moeda estrangeira pelo banco central e a futura operação de financiamento respaldada por organismos multilaterais.

Como a falta de pressa dos produtores brasileiros tem pressionado o mercado global de café

22 de Junho de 2026, 10:12

Os comerciantes de café apostam que a safra recorde do Brasil aliviará a escassez global de oferta, mas os cafeicultores do maior produtor mundial não têm pressa em vender os grãos, o que pressiona o abastecimento nos países consumidores.

A expectativa é de que o Brasil colha um recorde de 75,3 milhões de sacas de café na safra atual, mas os estoques nos armazéns das bolsas americanas e europeias ainda estão no nível mais baixo desde março de 2024. Essa dinâmica tem alimentado a volatilidade no mercado futuro, à medida que as empresas conciliam as expectativas de uma safra recorde, estoques mundiais ainda baixos, e vendas do grão mais lentas do que o esperado.

Os cafeicultores geralmente negociam parte da safra futura para ajudar a cobrir os custos de produção e também para se protegerem de oscilações negativas de preços. Mas eles não precisam vender muito antecipadamente este ano, já que lucraram com as recentes altas do mercado.

Os contratos futuros de arábica vinham subindo constantemente desde meados de 2023 e atingiram, duas vezes, picos históricos acima de US$ 4 por libra no ano passado. Os preços já caíram cerca de 40% em relação a esses patamares, o que é um desincentivo para vender.

“O vento está soprando a favor dos agricultores”, disse Simão Pedro de Lima, diretor-presidente executivo da Expocacer, uma cooperativa do Cerrado Mineiro.  Neste momento, eles “não se sentem pressionados” a começar a comercializar a produção.

Pouco mais de 20% dos grãos de arábica que se espera colher na safra atual tinham sido negociados até 11 de junho, enquanto as vendas de conilon, o robusta brasileiro, estavam em 14%, de acordo com uma pesquisa mensal da Safras & Mercado. Em condições normais, os produtores vendem entre 30% e 40% da nova safra de arábica no início da temporada, disse Lima, referindo-se à variedade que o Brasil mais exporta.

Já as vendas dos novos grãos de conilon no estado do Espírito Santo também estavam abaixo do esperado, em 10%, um terço dos níveis da safra passada e um quarto da média histórica, afirmou Edimilson Calegari, gerente corporativo de comercialização da cooperativa Cooabriel, que compra café de cerca de 10.000 produtores e vende sua produção principalmente no mercado interno.

O conilon é da espécie Coffea canephora, a mesma do robusta, variedade que é principalmente produzida no Vietnam.  

Nos últimos dias, o mercado também começou a reagir às preocupações com os estoques reduzidos nas bolsas e com o fenômeno climático El Niño, que teve início no começo deste ano. O contrato de arábica mais negociado atingiu a maior cotação em cerca de três semanas na última quinta-feira, antes de zerar os ganhos.

Um El Niño forte pode reduzir ou diminuir as chuvas durante o período de floração do café, que para o conilon ocorre tipicamente entre julho e setembro. Pior ainda, também pode afetar as chuvas durante o enchimento dos grãos em novembro, dezembro e janeiro, o que ocorreu entre 2023 e 2024 e causou perdas significativas, disse Calegari.

O padrão climático, além das recentes chuvas intensas no cinturão de arábica do Brasil, têm dado suporte aos preços, afirmou Carlos Mera, chefe de pesquisa de mercado de commodities agrícolas do Rabobank. As janelas de entrega de julho e setembro “provavelmente trarão muita volatilidade” para o mercado futuro, acrescentou.

A relutância dos produtores em fechar negócios, mesmo com a colheita em andamento, “atrasou os fluxos de grandes volumes que o mercado esperava já estar observando a esta altura”, disse Leonardo Rossetti, analista do StoneX Group. E não é só o Brasil, acrescenta.

Agricultores do Vietnã, o maior produtor mundial de robusta, e da Indonésia também têm adiado as vendas em meio à queda dos preços do café. Mas isso representa riscos, já que a chegada da safra recorde brasileira em julho e agosto provavelmente pressionará os preços para baixo, afirmou.

“O café existe… mas talvez demore um pouco mais para navegar”, disse Marcelo Moreira, analista da Archer Consulting, sobre as safras do Brasil e de outros países produtores importantes. “Não há motivo para pânico.”

CEO da Microsoft muda o discurso e critica gigantes de IA após perder terreno para Anthropic e OpenAI

22 de Junho de 2026, 09:58

A Microsoft foi uma das grandes propulsoras de inteligência artificial generativa no mundo. Agora, Satya Nadella, o CEO da companhia, está assustado com os rumos que a tecnologia está tomando. Em entrevista ao The Wall Street Journal (WSJ), o executivo fez duras críticas à forma como a corrida pelo domínio da IA tem se desenvolvido, […]

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EUA e Irã mantêm negociações na Suíça mesmo após declarações de Trump ameaçarem acordo

21 de Junho de 2026, 16:21

Os Estados Unidos e o Irã deram início neste domingo (21) as negociações na Suíça para tentar fechar um acordo de paz sobre o programa nuclear iraniano e garantir a reabertura permanente do Estreito de Ormuz. As conversações chegaram a ficar ameaçadas após o presidente americano Donald Trump ter voltado a ameaçar com novos ataques, caso o Hezbollah não cesse suas ofensivas contra Israel no Líbano.

O início das tratativas foi marcado por confusão: a mídia iraniana chegou a noticiar que Teerã havia suspendido as negociações após a mais recente ameaça de Trump. Porém outras fontes a par do assunto garantiram que as conversas continuam.

As primeiras reuniões de alto nível reuniram representantes dos EUA, Irã, Catar e Paquistão no resort suíço de Bürgenstock. Entre os presentes estavam o vice-presidente americano JD Vance e o chanceler iraniano Abbas Araghchi.

Já com as reuniões em curso, Trump publicou em suas redes sociais que atacaria o Irã novamente caso o país não “cessasse imediatamente suas PROXIES bem pagas no Líbano de causar problemas”, em menção ao Hezbollah. Depois, em entrevista à Fox News, o presidente afirmou ter dito diretamente às lideranças iranianas que, se fecharem Ormuz, “vocês nem vão conseguir voltar” ao Irã.

Negociação longa pela frente

Vance foi cuidadoso ao calibrar as expectativas. “O que hoje representa é o início de uma negociação técnica que não vai resolver todos os desacordos”, disse o vice-presidente a jornalistas, ao lado dos mediadores do Catar e do Paquistão. Os negociadores globais de Trump, Jared Kushner e Steve Witkoff, já vinham conduzindo conversas técnicas preparatórias.

Segundo fonte familiarizada com as discussões, que pediu anonimato por se tratar de informações sensíveis, uma resolução para o conflito no Líbano será determinante para o sucesso das negociações — o que, na prática, faz o desfecho depender também do aval de Israel, país que não participou dos entendimentos que levaram ao acordo interino.

Entre os temas prioritários estão o Estreito de Ormuz, as sanções americanas e a devolução de ativos iranianos congelados no exterior. As conversações em formato quadripartite tiveram início às 14h45 (horário local) e se estenderam pela noite de domingo.

Ormuz no centro das tensões

No sábado, Teerã acusou Israel de violar o cessar-fogo no Líbano e anunciou que fecharia novamente o Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo e gás negociado no mundo. Apesar do anúncio, os dados de rastreamento de navios mostraram que milhões de barris continuaram a fluir normalmente pelo canal.

O Comando Central dos EUA informou que o tráfego de embarcações comerciais aumentou no sábado, com 55 navios mercantes em trânsito transportando mais de 17 milhões de barris de petróleo. O secretário de Energia, Chris Wright, afirmou que os EUA seguem escoltando navios e “demonstrando que conseguem cruzar o estreito com ou sem” o consentimento iraniano.

Pelo memorando de entendimento assinado por Trump na quarta-feira, as partes têm 60 dias para negociar — com possibilidade de prorrogação. O acordo já levou Washington a suspender o bloqueio naval aos portos iranianos e a prometer flexibilização das sanções sobre o petróleo do país. Em contrapartida, o Irã se comprometeu a reabrir Ormuz, embora tenha avisado que passará a exigir autorização prévia e seguro obrigatório para o trânsito de navios — condição rejeitada pelos EUA, Europa e países árabes do Golfo.

Israel complica o cenário

Israel, parceiro dos EUA na guerra contra o Irã iniciada em 28 de fevereiro, trava simultaneamente uma campanha contra o Hezbollah no Líbano — conflito que já matou milhares de pessoas e deslocou mais de 1 milhão de libaneses. Teerã insiste em vincular essa frente às negociações mais amplas com Washington.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, foi taxativo: “Não há e não haverá nenhuma restrição aos soldados das FDI no Líbano para agir contra ameaças”, afirmou, reiterando que Israel não retirará suas tropas da chamada Linha Amarela.

Trump já demonstrou frustração com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu por ataques anteriores que, na sua avaliação, arriscam comprometer as negociações com o Irã. Vance tentou equilibrar o discurso: “Israel tem o direito de se defender. Mas, fundamentalmente, os israelenses, assim como todos os demais, precisam respeitar este processo de paz, que é bom para eles e para toda a região.”

Ao final do dia, Vance se mostrou otimista: “As partes já fizeram grande progresso nas últimas horas. Espero que avanços adicionais sejam feitos nas próximas.”

Irã suspende negociações com os EUA após Trump ameaçar novos ataques

21 de Junho de 2026, 13:59

O Irã interrompeu as negociações com os Estados Unidos depois que o presidente Donald Trump ameaçou realizar novos ataques ao país em razão das ações do Hezbollah no Líbano. A informação foi divulgada pela agência de notícias semioficial iraniana Fars.

Segundo a Fars, as conversas realizadas na Suíça estão em situação de incerteza, de acordo com fonte anônima. Outra agência semioficial iraniana, a Tasnim, informou que a delegação iraniana deixou o local das negociações, em território suíço.

No início deste domingo, enquanto as reuniões ainda estavam em andamento, Trump publicou nas redes sociais que voltaria a atacar o Irã caso o país não “interrompesse imediatamente seus PROXIES no Líbano de causar problemas”.

O presidente americano também ameaçou que os EUA poderiam passar a cobrar pedágios pelo estreito de Ormuz caso não haja acordo. Em entrevista à Fox News neste domingo, Trump afirmou ter dito diretamente às lideranças iranianas que, se fecharem Ormuz, “vocês nem vão conseguir voltar” ao Irã — usando um palavrão.

As primeiras reuniões de alto nível entre representantes dos EUA, Irã, Catar e Paquistão haviam começado neste domingo na estância suíça de Bürgenstock, com a presença do vice-presidente americano JD Vance e do ministro das Relações Exteriores iraniano Abbas Araghchi.

Segundo um oficial familiarizado com as discussões, que pediu anonimato por tratar de informações sensíveis, uma resolução para o conflito no Líbano será decisiva para o êxito das negociações entre EUA e Irã na Suíça.

A guerra no país vizinho se tornou o principal obstáculo das conversações, ao lado de outros temas como o Estreito de Ormuz, as sanções americanas e os ativos iranianos congelados.

As conversas quadripartites haviam começado às 14h45 no horário local e deveriam continuar ao longo da noite de domingo. Os suíços mantêm o local disponível até a manhã de segunda-feira, permitindo que as negociações se estendam até então, se necessário.

Israel, aliado de Washington na guerra contra o Irã iniciada em 28 de fevereiro, conduz uma campanha paralela contra o Hezbollah no Líbano.

O Irã tem insistido consistentemente em vincular o conflito libanês — que já matou milhares de pessoas e deslocou mais de 1 milhão de libaneses — às negociações mais amplas com os americanos.

Israel afirma que manterá tropas em suas fronteiras até ter certeza de que o Hezbollah, classificado como organização terrorista pelos EUA, não representa mais uma ameaça.

As forças de defesa de Israel informaram que suas operações recentes têm como alvo uma rede de bunkers subterrâneos onde combatentes do Hezbollah estariam se abrigando.

EUA e Irã se reúnem na Suíça e iniciam negociações de paz

21 de Junho de 2026, 09:36

Os Estados Unidos e o Irã deram início a negociações para um acordo de paz permanente. O objetivo é resolver o impasse em torno do programa nuclear da República Islâmica e garantir a reabertura definitiva do Estreito de Ormuz.

O Catar, que atua como mediador nas conversas, confirmou em uma publicação no X (antigo Twitter) neste domingo (21) que a primeira reunião de alto escalão entre representantes americanos, iranianos, catarianos e paquistaneses já começou no complexo de Bürgenstock, na Suíça.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, desembarcou em solo suíço nas primeiras horas de domingo. Embora o suado acordo preliminar assinado na semana passada tenha sinalizado o fim das hostilidades, o encontro atual deve ser apenas o ponto de partida para um longo e complexo embate diplomático, que terá a capacidade nuclear do Irã como um dos temas centrais.

Segundo a mídia estatal iraniana, esta rodada de discussões terá a duração de um dia. A agência de notícias Mehr, citando um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, informou que a comitiva de Teerã se reunirá primeiro com autoridades do Catar e do Paquistão. O encontro direto entre os delegados americanos e iranianos, com a presença dos mediadores, está previsto para o período da tarde.

As tensões são elevadas. Os combates recentes entre Israel — que não faz parte do acordo provisório — e o Hezbollah (grupo militante libanês financiado pelo Irã) ameaçam descarrilar os esforços diplomáticos.

Um correspondente da emissora estatal iraniana IRIB News, em transmissão ao vivo direto da Suíça, afirmou que um dos tópicos centrais das discussões será o primeiro artigo do acordo preliminar, que prevê o fim das hostilidades em todas as frentes, incluindo o Líbano.

No sábado, Teerã acusou Israel de violar o cessar-fogo no Líbano e anunciou que o Estreito de Ormuz — rota marítima vital para o abastecimento global de petróleo — seria fechado novamente. Ainda não está claro, no entanto, se o Irã de fato chegou a bloquear a via.

Pelos termos do memorando de entendimento assinado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na última quarta-feira, Washington e Teerã têm um prazo de 60 dias para negociar, embora o pacto preveja a possibilidade de prorrogação.

“Só poderei ficar por um ou dois dias”, disse Vance aos jornalistas antes de deixar Washington. “Espero que consigamos avançar na questão nuclear e no cessar-fogo no Líbano.”

A delegação iraniana conta com figuras de peso, incluindo o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, e o presidente do Banco Central, Abdolnaser Hemmati, segundo a IRIB News.

Vance explicou que a meta imediata é estabelecer “a estrutura real da negociação”, dando continuidade às discussões técnicas lideradas na Suíça por Jared Kushner e Steve Witkoff, os dois negociadores globais de Trump.

O fator Ormuz e o mercado de petróleo

Embora as ameaças do Irã sobre o Estreito de Ormuz tenham pairado como uma sombra sobre a cúpula, o impacto real no tráfego de navios ainda é incerto. Mesmo antes do cessar-fogo recente, milhões de barris de petróleo continuavam circulando diariamente pela região de forma discreta.

Dados de rastreamento de navios compilados pela Bloomberg indicam que três superpetroleiros ligados à Índia, totalmente carregados, reapareceram no Golfo de Omã neste domingo, após sinalizarem na sexta-feira a intenção de cruzar o estreito.

As embarcações transportam juntas quase 6 milhões de barris de petróleo do Iraque e do Kuwait. O deslocamento em direção à ilha de Qeshm sugere que os navios podem ter utilizado uma rota autorizada por Teerã.

O Comando Central dos EUA informou que o tráfego de navios comerciais no estreito aumentou no sábado, com a passagem de 55 embarcações mercantes e mais de 17 milhões de barris de petróleo.

O front paralelo no Líbano

Israel, aliado de Washington na guerra contra o Irã iniciada em 28 de fevereiro, mantém um conflito paralelo contra o Hezbollah no vizinho Líbano. O governo iraniano tem tentado vincular a guerra no território libanês — que já deixou milhares de mortos e mais de 1 milhão de desalojados — às negociações mais amplas com os EUA.

Teerã atribui aos EUA “responsabilidade direta” pela situação no Líbano e pelas ações militares israelenses, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, à agência de notícias IRNA.

Por outro lado, Israel insiste que manterá suas tropas na fronteira até ter garantias de que o Hezbollah (classificado como organização terrorista pelos EUA) não represente mais uma ameaça. As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que suas operações recentes miram uma rede de bunkers subterrâneos usada como abrigo pelos combatentes do grupo.

O presidente Donald Trump já manifestou frustração com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por conta de ataques anteriores, sugerindo que tais ações colocavam em risco as conversas entre EUA e Irã.

“Israel tem o direito de se defender”, disse Vance na quinta-feira. “Mas, fundamentalmente, os israelenses, assim como todos os outros, precisam respeitar este processo de paz, que é essencialmente benéfico para eles e para toda a região.”

O memorando de entendimento entre EUA e Irã levou Washington a suspender o bloqueio naval aos portos iranianos e a prometer a isenção de sanções que barravam a venda do petróleo bruto do país. Em contrapartida, o Irã prometeu reabrir Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás do mundo.

Teerã, contudo, alertou que exigirá autorização prévia e seguros obrigatórios para que os navios façam a travessia. Os EUA, a Europa e as monarquias do Golfo rechaçaram a imposição de taxas por parte do Irã.

Na sexta-feira, Trump afirmou que ambos os lados têm tempo para costurar um acordo definitivo, mas não deixou de enviar um aviso velado a Teerã: “Caso contrário, faremos coisas que não vão deixá-los felizes. Mas não acho que chegaremos a esse ponto. Acho que o resultado será muito positivo”.

Depois da Superquarta: o corte veio, mas a credibilidade aguenta?

19 de Junho de 2026, 18:09

A Superquarta veio e foi embora, mas deixou uma conclusão mais importante do que a simples fotografia das decisões de juros: o mundo ainda não voltou ao conforto monetário que muitos investidores gostariam de enxergar.

]O acordo provisório entre Estados Unidos e Irã reduziu o risco de uma interrupção prolongada no Estreito de Ormuz, ajudou a aliviar parte do prêmio do petróleo e retirou dos mercados um risco extremo. Isso é positivo. Mas positivo não significa suficiente.

A crise no Oriente Médio já havia feito seu trabalho. Energia mais cara, seguros de navegação mais elevados, cadeias logísticas tensionadas e expectativas de inflação mais sensíveis não desaparecem no dia seguinte a um memorando diplomático.

Mesmo que a rota energética volte gradualmente à normalidade, o choque já contaminou a discussão dos bancos centrais. É por isso que a Superquarta deve ser lida menos como um ponto de virada benigno e mais como um teste de credibilidade para as autoridades monetárias.

Nos Estados Unidos, nasceu um Fed menos previsível

Nos Estados Unidos, a decisão do Federal Reserve não surpreendeu: os juros foram mantidos no intervalo entre 3,50% e 3,75%. A surpresa esteve no tom. Sob Kevin Warsh, em sua primeira reunião à frente da autoridade monetária, o Fed sinalizou uma mudança importante de postura.

O comitê ficou mais preocupado com a persistência da inflação, revisou projeções para cima e mostrou que o espaço para cortes ficou muito mais estreito.

O ponto mais relevante foi a mudança no regime de comunicação. O Fed retirou a inclinação implícita a cortes, reduziu o forward guidance e passou a depender ainda mais dos dados.

Para o investidor pessoa física, isso significa o seguinte: o banco central americano está dizendo que não quer mais prometer o caminho dos juros com tanta antecedência. Em vez disso, prefere preservar flexibilidade para reagir à inflação, ao mercado de trabalho e às condições financeiras.

Essa mudança importa porque os mercados vinham operando com a expectativa de que a próxima etapa natural seria a retomada dos cortes.

Depois da reunião, essa hipótese ficou bem menos confortável. Com inflação ainda acima da meta, atividade resiliente e investimentos fortes, especialmente em tecnologia e infraestrutura, o Fed não tem pressa para aliviar. Pior: parte do mercado passou a tratar novas altas de juros como um cenário possível, ainda que não necessariamente provável.

O Copom cortou, mas a comunicação ficou no meio do caminho

No Brasil, o Copom entregou o corte de 25 pontos-base e levou a Selic para 14,25% ao ano. A decisão, em si, estava dentro do radar. O debate começa na comunicação.

O Banco Central reconheceu um ambiente mais difícil: atividade acima do esperado, mercado de trabalho resiliente, expectativas de inflação deterioradas, projeções mais altas e quadro fiscal mais desafiador. Em tese, esse diagnóstico recomendaria uma postura claramente mais restritiva.

Ainda assim, o comunicado não fechou completamente a porta para novos cortes. O comitê elevou a régua para novas reduções, mas preservou flexibilidade.

Essa escolha pode ser defensável se a inflação ceder, se o câmbio ajudar e se o fiscal não piorar. O problema é que, hoje, o conjunto da obra ainda é desconfortável. A inflação segue acima da meta, as expectativas continuam frágeis e o fiscal permanece como principal fonte de incerteza doméstica.

Em outras palavras, o corte veio. A dúvida é se a credibilidade aguenta uma comunicação que, ao mesmo tempo, reconhece a piora dos fundamentos e deixa a porta entreaberta para novos estímulos.

O risco é o mercado interpretar essa flexibilidade como tolerância maior com a inflação. Se isso acontecer, o custo aparecerá rapidamente no câmbio, nos juros longos e nos ativos mais sensíveis à queda da Selic.

Paz ajuda o humor, mas política monetária manda no ciclo

O acordo entre Estados Unidos e Irã melhora o ambiente externo, mas não muda a principal conclusão da semana: a política monetária voltou a comandar o preço dos ativos.

A paz reduz o risco de cauda, derruba parte do prêmio do petróleo e favorece uma recomposição de apetite por risco. Mas, se os bancos centrais mantêm uma postura dura, o rali tende a ser mais seletivo e menos linear.

Essa diferença é crucial. Quando os juros caem de forma previsível, o mercado costuma antecipar melhora para quase tudo: bolsa, crédito, small caps, fundos imobiliários e ativos de maior duration. Quando os juros ficam altos por mais tempo, a seleção volta a importar. Empresas com balanço forte, geração de caixa, poder de preço e menor dependência de financiamento tendem a atravessar melhor o ambiente. Já teses que dependem de corte rápido de juros sofrem mais.

No Brasil, isso é especialmente importante. A curva de juros ainda carrega prêmio fiscal elevado, a inflação segue distante da meta e a eleição começa a entrar no radar dos investidores.

O real pode se beneficiar do alívio geopolítico, mas precisa de credibilidade doméstica para sustentar ganhos.

A bolsa pode reagir a um petróleo mais baixo e a algum alívio externo, mas continuará separando qualidade de fragilidade. Não basta a notícia boa lá fora; é preciso que a política econômica aqui dentro ajude.

No final, a Superquarta confirmou que o pior risco geopolítico pode ter ficado para trás, mas também mostrou que o mundo não voltou ao regime de dinheiro fácil. O Fed iniciou a era Warsh com menos promessas e mais ênfase em estabilidade de preços.

O Copom cortou, mas deixou uma mensagem que ainda precisará ser testada pelos dados e pela reação do mercado. No fundo, a paz no Oriente Médio reduz o choque, mas não apaga a inflação; e a queda pontual do petróleo ajuda, mas não substitui credibilidade.

Para o investidor, a mensagem é de disciplina. O ambiente continua oferecendo oportunidades, mas exige mais seletividade. Não é um cenário para abandonar risco indiscriminadamente, nem para comprar qualquer ativo apenas porque os juros podem cair um dia.

É um mercado em que qualidade, previsibilidade, balanço sólido e geração de caixa voltam a valer mais. A Superquarta passou; agora começa a parte mais difícil: provar que a inflação pode convergir sem que os bancos centrais precisem apertar ainda mais o torniquete monetário.

BC retira teto de R$ 500 para Pix por aproximação; instituições devem se adaptar até outubro

19 de Junho de 2026, 17:33

O Banco Central alterou as regras do Pix e retirou o teto fixo de R$ 500 que limitava os pagamentos na modalidade por aproximação. As instituições terão até 1º de outubro para adaptar sistemas e implementar a mudança.

Com a alteração, as transações por aproximação e as iniciadas por meio da jornada sem redirecionamento, no Open Finance, passam a seguir a mesma lógica que os demais pagamentos via Pix: o usuário poderá solicitar ao banco o aumento ou a redução do limite diário e do limite por transação, de acordo com a ferramenta de gestão de limites que deve ser disponibilizada por todos os bancos em seus aplicativos

“Ao permitir que o usuário ajuste o limite do Pix por aproximação dentro dos canais da sua instituição, a nova regra torna a experiência mais aderente às necessidades do dia a dia, sem perder de vista os mecanismos de segurança já incorporados ao ecossistema do Pix”, afirma o chefe adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro (Decem) do BC, Breno Lobo, em nota publicada no site da autoridade monetária.

A atualização também alcança pagamentos iniciados sem redirecionamento no Open Finance, como transações feitas em carteiras digitais compatíveis.

Segundo o BC, o objetivo é unificar as diretrizes e reduzir diferenças regulatórias entre as jornadas.

Carteira de identidade no Paraguai? Brasileiros já podem emitir documento no país vizinho

19 de Junho de 2026, 17:20

Brasileiros que vivem fora do país ganharam uma nova opção para manter a documentação em dia. Desde esta quinta-feira (18), o Consulado-Geral do Brasil em Assunção, no Paraguai, passou a emitir a Carteira de Identidade Nacional (CIN), dentro do projeto do governo federal iniciado em abril, em Lisboa (Portugal) e expandido para a América do Sul.

O Paraguai foi escolhido por concentrar a terceira maior comunidade brasileira no exterior, com mais de 250 mil pessoas, atrás apenas dos Estados Unidos e de Portugal. O crescimento dessa população está ligado a fatores como trabalho, estudos e investimentos no setor agrícola.

O solicitante deve enviar certidões de nascimento ou casamento para validação prévia. Após análise, o agendamento presencial é liberado no órgão diplomático brasileiro na capital paraguaia.

No consulado, a coleta de dados biométricos, como impressões digitais e fotografia, é feita em totem eletrônico, com apoio remoto. Depois da validação, o documento é produzido no Brasil e enviado por malote diplomático para a entrega ao cidadão.

Em Lisboa, onde o projeto começou, mais de 400 carteiras de identidade foram emitidas em dois meses, segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). No Paraguai, a expectativa é ampliar esse número nos próximos meses.

Sem passaporte em quase toda América do Sul

A CIN substitui o antigo RG e utiliza o CPF como número único de identificação. O modelo busca reduzir fraudes e unificar os registros civis no País. O documento também facilita a vida de brasileiros no exterior e pode ser usado em viagens a oito países da América do Sul sem necessidade de passaporte.

Além do Paraguai o brasileiro pode entrar na Argentina, Uruguai, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru portanto apenas a CIN.

Outro impacto para quem possui a carteira é o acesso à conta nível “Ouro” na plataforma Gov.br, que libera mais de 5 mil serviços digitais, incluindo Carteira de Trabalho Digital, Meu INSS e Meu SUS Digital, sem necessidade de deslocamento ao Brasil para resolver demandas administrativas.

Quais documentos podem ser emitidos no exterior?

Além da nova carteira de identidade em fase de testes, a rede consular brasileira mantém serviços regulares para cidadãos no exterior. Entre os principais documentos disponíveis estão:

  • Passaporte brasileiro, emitido em embaixadas e consulados
  • CPF, com inscrição, regularização ou atualização cadastral
  • Certidões de nascimento, casamento e óbito
  • Autorização de retorno ao Brasil, para casos de urgência sem passaporte válido
  • Procurações com validade jurídica no Brasil
  • Atestado de residência no exterior, usado para fins fiscais e administrativos

Para solicitar documentos no exterior, o cidadão precisa fazer agendamento prévio pelo sistema e-Consular, plataforma do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Não há atendimento direto sem cadastro.

*Sob supervisão de Gustavo Porto

Sem Wall Street, Ibovespa fecha estável com impasse entre EUA-Irã no radar; dólar cai a R$ 5,16

19 de Junho de 2026, 17:16

Sem negociações em Wall Street, o Ibovespa (IBOV) operou instável durante todo o pregão, em dia de vencimento de opções.

Nesta sexta-feira (19), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com leve alta de 0,03%, aos 168.333,61 pontos. Na semana, o IBOV acumulou baixa de 1,64%.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1648, com queda de 0,20%. Na semana, a divisa teve valorização de 2,04% ante o real.

No cenário doméstico, a última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a Selic continuou no radar, com o mercado à espera da ata, que deve trazer mais detalhes da decisão.

Os investidores também acompanharam novas movimentações políticas em torno da corrida eleitoral.

Em destaque, a pesquisa RealTime Big Data, divulgada pela manhã, apontou empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa do segundo turno no Estado do Tocantins. O senador aparece numericamente à frente, com 41% das intenções de voto, contra 40% de Lula, mas a margem de erro é de 2,2 pontos.

Além disso, Lula assinou uma medida para garantir o bloqueio de recursos financeiros de bets ilegais. O dinheiro congelado pelos bancos será incrementado no Fundo Nacional de Segurança Pública, através da cooperação entre o Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Altas e quedas do Ibovespa

Com a liquidez mais enxuta, a ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Azzas 2154 (AZZA3), em meio à notícias de que a varejista contrato o Morgan Stanley para a venda da marca Farm. AZZA3 encerrou o pregão com alta de 8,33% (R$ 17,56).

Já a ponta negativa foi liderada por Minerva (BEEF3), que fechou a sessão com baixa de 5,12% (R$ 3,52).

Entre os pesos-pesados, o setor de bancos fechou no tom negativo: Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com queda de 0,29%. Itaú (ITUB4), que detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV, teve queda de 0,80% (R$ 39,87).

Petrobras (PETR4;PETR3), que detém cerca de 12% de participação da carteira do índice, encerrou o pregão em tom misto, pressionado pelo fluxo doméstico, na contramão do desempenho do petróleo – o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para agosto subiu 0,90%, a US$ 80,57 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

PETR3 terminou o dia com alta de 0,49% (R$ 43,34) e PETR4 registrou perda de 0,13% (R$ 38,80).

Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, avançou com fluxo e destoou do desempenho do minério de ferro – o contrato mais líquido da commodity, negociado para setembro, encerrou as operações em Dalian, na China, com baixa de 1,13%, a 747 yuans (US$ 110,34) a tonelada. VALE3 subiu 1,01% (R$ 80,75).

Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.

Exterior

Os índices de Wall Street não operaram nesta sexta-feira devido ao Dia Nacional da Independência dos Negros nos Estados Unidos (Juneteenth).

Na Europa, os índices fecharam em queda com incertezas sobre o acordo de paz entre EUA e Irã após o cancelamento das negociações e da assinatura do pacto na Suíça. Hoje, o índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,24%, aos 635,61 pontos.

Na Ásia, os índices terminaram a sessão sem direção única. O índice Nikkei, do Japão, subiu 0,28% os 71.250,06 pontos. O índice Hang Seng, de Hong Kong, não operou devido a feriado local.

De advogado a engenheiro: profissionais liberais podem ter desconto em impostos. Veja como funciona

18 de Junho de 2026, 17:23

À primeira vista, a reforma tributária traz uma novidade que parece uma grande vantagem para profissionais liberais que prestam serviços por meio de sua própria empresa: uma redução de 30% nas alíquotas do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços, que substitui o ISS e o ICMS) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços, que entra no lugar do PIS e da Cofins), dois dos novos impostos que começam a valer a partir de 2027.

Dezoito categorias de profissionais que exercem atividades de natureza científica, literária ou artística e são fiscalizados por um conselho profissional vão ter direito a esse benefício.

É o caso de administradores, advogados, contadores, engenheiros e biólogos, entre outros. Confira a lista completa no artigo 127 da lei que criou o IBS e a CBS.

São profissões em que o que se contrata é o conhecimento do profissional, não um produto ou serviço comercial, explica Fernanda Silveira, sócia da consultoria Simões Pires.

Mas, antes de comemorar, vale fazer as contas. Para uma parte desses profissionais, o desconto pode não significar redução nenhuma em relação aos impostos pagos atualmente. E, em alguns casos, a tributação tende a aumentar quando o IBS e a CBS entrarem em vigor.

Desconto para quem?

Para que a empresa tenha direito à alíquota reduzida dos dois impostos, seu quadro de sócios deve ser formado exclusivamente por pessoas habilitadas no conselho de classe das 18 profissões beneficiadas. Não pode haver PJs como sócias e a própria empresa também não pode participar de outras sociedades.

Além disso, o objeto social da empresa – ou seja, suas atividades econômicas – devem se restringir à profissão dos sócios, o que inviabiliza o desconto para holdings, por exemplo. Se um único critério for descumprido, a empresa perde o benefício inteiro.

Ainda há restrições para empresas com mais de uma atividade. Imagine um escritório de engenharia que também vende materiais de construção.

Se os materiais são usados na execução do próprio serviço, embutidos no preço cobrado do cliente, a redução pode ser aplicada sobre o valor total.

Mas, no caso da mera revenda de itens, não. “A Receita Federal poderá questionar situações como essa, quando o serviço intelectual vem misturado com outras atividades”, diz Fernanda.

A fiscalização será feita por cruzamento eletrônico de dados. “Se a empresa aplicou o desconto sem cumprir os requisitos, pode ser cobrada pela diferença de imposto de até cinco anos antes, com multa e juros”, diz Leonardo Mazzillo, sócio da área tributária do WFaria Advogados.

Fazendo as contas

Embora seja bem-vinda, a redução de 30% do IBS e da CBS não significa que os profissionais liberais vão pagar menos imposto do que hoje – e, sim, que podem desembolsar menos do que gastariam no novo sistema sem o desconto. Para a maioria deles, os especialistas estimam que a conta vai aumentar de qualquer jeito.

As alíquotas dos dois novos impostos ainda precisam ser definidas pelo Congresso Nacional, mas os cálculos que circulam atualmente em discussões de legisladores indicam que a soma das duas para os profissionais beneficiados deve ficar entre 26,5% e 27%. Com a redução de 30%, o custo cairia para a faixa entre 18,5% e 19%.

Parece um alívio, né? Mas compare com o custo tributário atual desses profissionais.

Para aqueles que têm empresas enquadradas no regime de lucro presumido, as alíquotas atuais de ISS (Imposto sobre Serviços) vão de 2% a 5%, mais PIS e Cofins de 3,65%. Entre os três impostos, que serão substituídos pelo IBS e a CBS, o total fica entre 5,65% e 8,65% sobre o faturamento. “Nesse caso, mesmo com o desconto de 30%, a tributação sobre consumo pode até dobrar”, afirma Fernanda.

Para as empresas enquadradas no Simples Nacional, as alíquotas da guia unificada de impostos, a DAS, variam de 4,5% a 33%, dependendo do tipo de atividade e do tamanho da receita anual – e continuarão exatamente do mesmo jeito para quem optar por se manter integralmente nesse regime.

O desconto de 30% sobre o IBS e a CBS só fará sentido para as empresas de profissionais liberais que decidirem migrar para o chamado regime híbrido, que permite recolher os dois impostos separadamente para gerar “créditos” para seus clientes que também sejam empresas. O Descomplica PJ explicou em detalhes como o regime híbrido funciona nesta reportagem.

Um exemplo: imagine que uma grande companhia contrata a empresa de um advogado ou engenheiro. Se o profissional estiver no regime híbrido, sua nota fiscal destacará o IBS e a CBS que incidem sobre o valor do serviço e isso vai vira crédito para quem contratou.

Se o profissional cobrar R$ 10.000 pelo serviço e destacar R$ 1.850 de IBS e CBS (considerando a alíquota de 18,5%, já com desconto de 30%) na nota, o cliente vai pagar um total de R$ 11.850 – mas vai receber de volta R$ 1.850 na forma de créditos para usar depois. Na prática, o custo efetivo do serviço para ele continuará sendo de R$ 10.000.

Na ponta do lápis, mesmo com o desconto de 30% nos novos impostos, o regime híbrido ainda pode sair mais caro do que atualmente para os profissionais liberais, já que só IBS e CBS somariam alíquota de 18,5% a 19% e os demais tributos continuariam sendo recolhidos na guia unificada.

Por outro lado, permitiria a um cliente PJ transformar o valor cheio dos dois impostos em créditos, usados para abater do seu próprio pagamento de tributos. E tributaristas têm dito que isso pode virar um diferencial competitivo.

Para quem vale a pena

Ficar fora do regime híbrido tornaria o serviço menos atrativo para clientes PJ, que vão comparar o custo líquido de contratar um profissional do Simples com outro do lucro presumido, em que também há geração de crédito.

No fim do dia, quem tem mais chance de sair ganhando é o profissional liberal que atende principalmente outras empresas, tem faturamento alto e custos operacionais que geram crédito, como gastos com tecnologia, licenças de software ou infraestrutura.

“Para quem atende principalmente pessoas físicas, que não pode aproveitar a geração de crédito, o melhor é manter tudo dentro do Simples e não migrar para o regime híbrido”, afirma Mazzillo.

Desconto para profissionais liberais

O acesso à redução de 30% no IBS e na CBS também estará disponível para profissionais liberais que atuam como pessoa física – e de um jeito mais simples. Basta que o serviço esteja vinculado à habilitação no conselho de classe e que o cadastro esteja em dia.

O problema é que a redução de 30% resolve só a parte dos impostos para esses profissionais. O Imposto de Renda continua incidindo com alíquota de até 27,5% sobre o rendimento, mais 20% de contribuição previdenciária.

Somando a isso os 18,5% a 19% de IBS e CBS, a carga total pode passar de 40% sobre o faturamento bruto. Com isso, prestar serviço como pessoa física tem pouca vantagem para quem tem faturamento médio ou alto.

Isso fora o fato de que o profissional autônomo não vai gerar créditos de IBS e CBS para clientes PJ, que não vão conseguir recuperar nenhum valor sobre os impostos pagos. Dependendo da relevância dos clientes PJ na carteira, pode valer a pena avaliar a abertura de um CNPJ.

Como se preparar para as mudanças

Como a conta dos impostos para profissionais liberais pode aumentar, é importante organizar a casa para sentir menos o impacto. “E, quanto antes, melhor”, afirma Fernanda.

Comece olhando para quem são seus clientes. Se você atende principalmente empresas, revise seus contratos para deixar claro como o imposto vai ser repassado no preço. Se atende pessoas físicas, vale simular com o contador qual regime vai pesar menos no seu bolso.

Depois, resgate o contrato social da sua empresa. Todos os sócios são pessoas físicas com registro no conselho de classe? A empresa tem alguma ligação com uma holding ou participa como sócia de outra PJ? Se sim, pode ser necessário fazer ajustes ainda em 2026 para não perder o direito ao desconto.

Outra medida importante é levantar os gastos da empresa que vão gerar crédito de IBS e CBS a partir de 2027 – aluguel, energia, softwares, equipamentos. Confirme que os fornecedores estão emitindo nota fiscal certinho, porque, sem documento fiscal, não tem crédito.

Por fim, leve tudo isso para o contador e peça uma simulação comparando os regimes. Um detalhe que não pode passar: a opção pelo Simples, com recolhimento de IBS e CBS por dentro ou por fora do regime, precisa ser feita ainda neste ano, no mês de setembro.

Cuba aprova mudanças pró-mercado após pressão de Trump

18 de Junho de 2026, 15:02

A liderança de Cuba aprovou uma ampla lista de 176 medidas de liberalização econômica que abrangem 23 áreas centrais, enquanto o país caribenho tenta resgatar uma economia estagnada que sofre com as sanções dos EUA.

O comitê central do Partido Comunista aprovou as medidas no fim da quarta-feira (17), segundo o jornal estatal Granma. A Assembleia Nacional foi convocada para uma sessão extraordinária nesta quinta-feira para ratificá-las.

O presidente Miguel Díaz-Canel havia sinalizado as reformas pela primeira vez na semana passada. Elas atingem praticamente todos os setores da economia, incluindo energia, agricultura e comércio exterior. Ainda não está claro, porém, se serão suficientes para satisfazer o presidente dos EUA, Donald Trump, que impôs à ilha um bloqueio de fato ao abastecimento de combustíveis e vem ampliando agressivamente as sanções na tentativa de pôr fim a quase sete décadas de governo de partido único.

Entre as medidas destacadas pelo governo cubano estão:

  • Estabelecer “regras jurídicas uniformes” para empresas estatais e privadas, bem como para investidores estrangeiros e nacionais;
  • Permitir a participação do setor privado em mais áreas da economia;
  • Eliminar a maior parte dos controles de preços, que o governo reconheceu terem fracassado no combate à inflação e provocado distorções econômicas;
  • Iniciar um processo de renegociação para trocar dívida pública por ativos domésticos;
  • Criar um “marco estável” para promover investimentos, transferência de tecnologia e doações de cubanos que vivem no exterior;
  • Autorizar investimento estrangeiro direto no setor privado, com regras claras sobre propriedade, resolução de disputas e distribuição de lucros;
  • Garantir aos agricultores acesso a moeda estrangeira e o direito de importar suas próprias matérias-primas sem intermediários estatais;
  • Conceder maior autonomia a empresas estatais e municípios;
  • Fundir instituições estatais e governamentais para eliminar funções duplicadas;
  • Eliminar impostos e tarifas sobre tecnologias de energia solar e permitir que empresas estrangeiras forneçam diretamente ao mercado painéis, baterias e inversores;
  • Reduzir o déficit fiscal por meio do aumento de impostos e do corte de gastos considerados desnecessários.

Além da abertura econômica, Trump e o secretário de Estado Marco Rubio exigem reformas políticas e uma mudança na liderança do país. O cerco cada vez mais rígido imposto pelos EUA agravou os apagões e comprometeu os sistemas de saúde pública e transporte. A Organização das Nações Unidas teme uma crise humanitária em formação, apontando, entre outros indicadores, o aumento da mortalidade infantil.

Ao falar após a reunião do comitê central na quarta-feira, Díaz-Canel atribuiu as dificuldades de Cuba ao embargo econômico dos EUA e ao amplo conjunto de sanções que afastou empresas estrangeiras.

“A realidade nos impõe mudanças urgentes e necessárias”, disse. “E quando a vida do povo se torna tão difícil, o primeiro dever do Partido Comunista e do governo revolucionário não é explicar melhor a crise, mas mudar o que precisa ser mudado para sair dela.”

O presidente cubano também afirmou que as reformas econômicas contam com o aval de Raúl Castro, o líder revolucionário de 95 anos que ainda exerce influência simbólica sobre o país. Em maio, o Departamento de Justiça dos EUA tornou pública uma acusação contra Castro por homicídio relacionada à derrubada, em 1996, de duas aeronaves civis.

Suíça perde liderança e deixa de ser a economia mais competitiva do mundo

18 de Junho de 2026, 09:34

A Suíça perdeu sua posição como a economia mais competitiva do mundo para Singapura, caindo para o terceiro lugar no ranking, à medida que as elevadas tarifas comerciais dos Estados Unidos e a valorização do franco suíço prejudicaram os fluxos de investimento.

Embora tenha permanecido como o país europeu mais bem colocado, a Suíça também foi ultrapassada por Hong Kong no Ranking Mundial de Competitividade 2026 do IMD, divulgado nesta quinta-feira (18). A eficiência empresarial foi o principal fator para que Singapura retornasse ao primeiro lugar, posição que havia ocupado pela última vez em 2024.

O IMD afirmou que a queda da Suíça mostra como até mesmo as economias mais fortes do mundo permanecem vulneráveis às mudanças nos fluxos de capital e ao aumento das incertezas geopolíticas. O revés ocorre em um momento em que o país enfrenta concorrência crescente: segundo o Boston Consulting Group, Hong Kong recentemente ultrapassou a Suíça como o maior centro mundial de gestão de fortunas transfronteiriças.

“Com uma moeda cara, vemos claramente uma deterioração nos rankings de preços, o que prejudica a atração de capital”, afirmou Arturo Bris, diretor do Centro Mundial de Competitividade do IMD. “E observamos a maior queda justamente na atração de investimento estrangeiro; o desempenho da Suíça foi significativamente inferior.”

Os fluxos de investimento direto estrangeiro para a Suíça passaram para um saldo negativo de US$ 60,7 bilhões, colocando o país na última posição entre as 70 economias avaliadas pelo IMD nesse indicador. Segundo a instituição, o movimento pode refletir ajustes de avaliação de ativos e repatriação de capital, e não necessariamente uma mudança estrutural permanente.

Parte desses fluxos é volátil e reflete investimentos em instituições financeiras e empresas holdings, explicou Ivo Germann, diretor de Assuntos Econômicos Externos da Secretaria de Estado para Assuntos Econômicos da Suíça.

“A Suíça enfrenta desafios, como muitos outros países, em um ambiente geopolítico cada vez mais instável, que precisará enfrentar nos próximos anos”, disse Germann. “Diante das tendências protecionistas e do enfraquecimento do sistema multilateral de comércio, o país deve continuar melhorando e diversificando seu acesso aos mercados estrangeiros por meio da agenda de acordos de livre comércio, que foi muito bem-sucedida no passado.”

Nos últimos 12 meses, a reputação da Suíça como refúgio de estabilidade política e econômica teve de conviver com debates internos importantes, incluindo referendos sobre limitar a população do país a 10 milhões de habitantes e a proposta de um imposto de 50% sobre heranças para residentes super-ricos.

A pequena nação, sede de instituições financeiras como UBS Group AG e da gigante alimentícia Nestlé SA, também entrou na mira do governo do presidente americano Donald Trump devido ao seu elevado superávit comercial com os Estados Unidos. O país chegou a receber a maior tarifa entre as economias ocidentais durante certo período, o que prejudicou o sentimento em relação ao setor privado suíço, segundo Bris.

“As tarifas certamente afetam mais os países pequenos e relativamente isolados, e a Suíça é uma vítima disso”, afirmou.

O relatório também destacou desafios no mercado de trabalho e no ambiente empresarial suíço. A remuneração de profissionais altamente qualificados, a participação feminina em cargos de gestão e a atividade empreendedora em estágio inicial foram apontadas entre os indicadores de pior desempenho do país.

Apesar da queda no ranking geral, a Suíça manteve a liderança mundial em eficiência governamental e infraestrutura, enquanto a eficiência empresarial permaneceu na sexta posição.

O IMD ressaltou que seus indicadores estatísticos são baseados principalmente em dados macroeconômicos de 2025 e ainda não incorporam integralmente os impactos da guerra envolvendo o Irã.

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Porta se fechou e BC vai interromper corte da Selic em agosto, projeta Silvia Matos, da FGV

18 de Junho de 2026, 06:20

O ciclo de cortes de juros do Banco Central pode ter durado só três reuniões. Se o Comitê de Política Monetária (Copom) realmente alcançou o limite das reduções da Selic na reunião desta quarta-feira (17) terá sido o menor ciclo de diminuições desde junho de 2002, quando a autoridade fez apenas um recuo, pausou o ciclo e, depois, teve que subir a taxa básica.

A avaliação que começa a se tornar consensual no mercado é a de que a porta dos cortes se fechou mesmo com o acordo para encerrar a Guerra do Irã. Se a pausa ou, eventualmente, o próprio fim do ciclo de queda da Selic se concretizar, há um impacto significativo sobre os investimentos.

A coordenadora do boletim Macro da FGV/Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), Silvia Matos, acredita que o BC, na verdade, só tinha duas opções sobre a mesa: parar o ciclo agora ou cortar mais uma vez e interromper as quedas na próxima reunião, que foi a visão que prevaleceu.

Isso diante de um cenário que se deteriorou e que agora combina pressões crescentes de altas de preços, desancoragem acentuada das expectativas de inflação futura – ou seja, na média, boa parte do mercado já não acredita que a inflação vai ficar dentro da meta no futuro -, choques de oferta e alta demanda do consumo interno, aquecido pelas injeções de recursos em um ano eleitoral.

É um cenário que o próprio BC reconheceu no comunicado que acompanhou a decisão de juros, em que cortou a taxa básica em 0,25 ponto percentual para 14,25% ao ano.

“O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, e pressões no mercado de trabalho”, pontuou a autoridade.

Pressão sobre a Selic

“E nem mesmo quando colocamos a perspectiva de crescimento do PIB para este ano o cenário é positivo para a política monetária. Isso porque esse avanço está apoiado em crescimento do consumo das famílias e do próprio governo, com peso maior para o setor de serviços. Ou seja, uma combinação desfavorável para a busca do equilíbrio de preços”, ressalta Silvia Matos, da FGV.

A economista avalia que o BC não tem mais espaço para cortar juros, “porque a política monetária está sendo pressionada pela política fiscal”. Para ela, o Copom vai interromper o ciclo de redução da Selic a partir de agosto.

A especialista ressalta que vários choques de oferta ainda vão ocorrer e que o nível atual dos juros no mercado, mesmo em nível elevado, não colocou no preço esses eventos.

“Nós sabemos que tem mais choque de oferta pela frente, não é só da guerra. Temos, por exemplo, os efeitos climáticos sobre alimentos e energia. E, como a economia ainda cresce, ainda tem espaço para repassar essa inflação vinda desses choques.”

Para Matos, outro fator que restringe o espaço para mais cortes vem das eleições. A coordenadora macro da FGV/Ibre diz ver os efeitos da votação em outubro ainda em seu início.

“O mercado ainda está começando a precificar as eleições e, neste ano, a corrida será especialmente competitiva”, avalia a especialista, em referência ao fato de que os gastos públicos aceleram nesses períodos.

Diante de um crescimento das despesas do governo, “o quadro fiscal vai continuar sendo uma questão importante no resto do ano, então as curvas de juros futuras vão continuar pressionadas mesmo se o cenário externo melhorar”.

O economista do ASA Leonardo Costa também enxerga a possibilidade de a decisão do BC na quarta ter representado uma pausa do ciclo de cortes. No entanto o especialista acredita que a autoridade deixou uma porta aberta para retomar as quedas – se o cenário melhorar até agosto.

Conforme Costa, “nossa projeção é de encerramento de ciclo nessa reunião, em 14,25%, contudo abriu-se uma possibilidade (grande) de o Banco Central seguir em seu ciclo de calibragem de juros, cortando novamente na reunião de agosto, esperando o desenrolar do cenário até lá”.

Mesmo com Selic reduzida para 14,25% ao ano, pausa nos cortes de juros é ‘praticamente inevitável’, segundo analista

18 de Junho de 2026, 16:36

A semana que se encerra nesta sexta-feira (19) trouxe desdobramentos relevantes ao mercado. Além da Super Quarta (que combinou decisões de juros do Copom, no Brasil, e do Federal Reserve, nos Estados Unidos), a assinatura de um acordo preliminar entre EUA e Irã pode ser um dos primeiros passos rumo ao fim do conflito no Oriente Médio.

No Brasil, o Copom optou por reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando-a aos 14,25% ao ano. A princípio, a combinação de possível fim da guerra e cortes nos juros pode parecer um bom sinal – mas é preciso dar alguns passos para trás e entender que há mais em jogo.

Para Matheus Spiess, estrategista da Empiricus, os efeitos da guerra podem perdurar, e uma pausa no ciclo de cortes da taxa Selic eventualmente virá.  

“Do ponto de vista analítico, a pausa parece praticamente inevitável. A combinação entre inflação corrente elevada, expectativas desancoradas, fiscal mais ruidoso e bancos centrais globais mais duros reduz drasticamente o espaço para a continuidade do afrouxamento monetário.”

Cenário brasileiro: ‘fiscal mais ruidoso’ é protagonista das expectativas

Destrinchando os fatores trazidos pelo analista, o próprio cenário doméstico brasileiro contribui para que os cortes na Selic não perdurem.

O atual governo segue mantendo um histórico de contas públicas estouradas, que não ajuda em um contexto de inflação e juros altos por mais tempo.

Para Spiess, por mais que o acordo entre EUA e Irã ajude reduzir a pressão imediata sobre o petróleo e o câmbio, “o cenário segue desconfortável”, especialmente do ponto de vista fiscal, que “continua sendo o principal limitador de uma normalização monetária mais limpa”.

 “Como é ano eleitoral, ninguém vai falar isso, mas é um problema que tem piorado”, afirma. O que traz ainda mais à tona a necessidade de um pacote de ajustes fiscais que, em sua visão, devem vir “obrigatoriamente” em 2027.

Além disso, a comunicação do Copom nesta última reunião pode ter trazido mais incertezas em relação às próximas decisões. Na intepretação de Spiess, “o Comitê parece desejar preservar espaço para eventuais cortes adicionais, caso o cenário permita”. O que, paradoxalmente, pode ser custoso para o câmbio e os vértices mais longos dos juros.

“Embora o Comitê tenha elevado a exigência para novas reduções de juros, preservou uma flexibilidade em sua função de reação, evitando condicionar de forma clara os próximos passos. Para parte do mercado, essa abordagem pode ser interpretada como um sinal de maior tolerância à desancoragem inflacionária, o que levanta questionamentos sobre a credibilidade futura da política monetária”.

Segundo o último boletim Focus, publicado na segunda-feira (15), expectativas do mercado giram em torno de uma Selic terminal a 13,75% em 2026. Vale monitorar se haverá alguma mudança nas perspectivas nos próximos dias.

Cenário global: juros podem permanecer mais altos globalmente, mesmo com o possível fim da guerra

Além do cenário doméstico, Spiess reforça que a decisão do Copom vem em um período em que as principais economias globais possivelmente caminham na contramão: endurecendo o tom. Isso porque, por mais que o conflito no Oriente Médio acabe, ele “não devolve o mundo ao conforto monetário anterior à crise”, diz o analista.

O chamado “G4 dos bancos centrais” (EUA, Japão, Reino Unido e Zona do Euro) podem acabar por “validar um regime global de juros mais altos por mais tempo”, segundo o analista.

A Zona do Euro elevou seus juros pela primeira vez desde 2023 na quinta-feira passada (11) e, na última quarta-feira (17), o Federal Reserve (Fed) manteve a taxa de juros dos EUA no intervalo entre 3,50 e 3,75%, com parte dos membros do comitê prevendo pelo menos uma decisão pela elevação dos juros ainda em 2026.

“A paz reduz a probabilidade de um choque de oferta, mas não apaga o legado inflacionário. Energia mais cara se espalha pelo frete, pelos custos industriais, pela produção de alimentos, pelas tarifas de serviços e, sobretudo, pelas expectativas. Um choque desse tipo deixa de ser apenas um evento de mercado e passa a contaminar a formação de preços de maneira mais ampla. Por isso, o alívio em Ormuz não entrega, por si só, uma folga automática aos bancos centrais.”

Onde e como investir em um cenário global tão incerto?

Esse é um cenário que pede por mais cautela do que o usual na hora de escolher onde investir. Mas não significa que o investidor precisa, necessariamente, tomar decisões sozinho, sem orientação profissional.

Matheus Spiess é um dos responsáveis pela Empiricus Megatendências, carteira recomendada criada para em um mundo em constante transformação, que exige investimentos feitos de forma tática.

“A estratégia parte da identificação de principais mudanças em curso – sejam tecnológicas, geopolíticas e econômicas – para direcionar a alocação a setores, regiões e temas que tendem a se beneficiar dessas transformações”, afirma o analista. A atual seleção da Empiricus Megatendências traz ativos voltados para temas como:

  • Commodities;
  • Corrida aeroespacial;
  • Inteligência Artificial (IA);
  • Dentre outros.

Você está convidado a conhecer, na íntegra, o relatório completo com todas as indicações da carteira no momento. Ele está disponível no BTG Content, a plataforma de conteúdos do BTG Pactual.

Além disso, por meio da plataforma do banco, você também pode investir nos ativos recomendados de forma 100% automática.

Isso mesmo: você não precisa buscar os ativos “a dedo” em sua corretora. Com alguns cliques, o BTG faz o trabalho para você – inclusive de rebalanceamento e troca de ativos, quando necessário.

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DISCLAIMER: Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability).

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