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Redução da pena de Bolsonaro dependerá do STF; entenda

30 de Abril de 2026, 17:02
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Foto: Divulgação

O Congresso Nacional derrubou nesta quinta-feira (30) o veto presidencial ao projeto que reduz as penas de condenados pelos ataques aos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, o PL da Dosimetria. Com isso, ao menos 280 pessoas podem ser beneficiadas pela nova medida, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados, condenados por tentar implementar um golpe de Estado no Brasil.

A redução das penas, no entanto, não ocorre de forma automática. O projeto aprovado determina que o Supremo Tribunal Federal (STF) seja o responsável por recalcular as punições de cada réu, levando em consideração as novas regras estabelecidas pela legislação.

Para que a redução aconteça, a corte precisa ser provocada, seja pela defesa de algum dos condenados, pelo Ministério Público ou por um ministro do STF, que seria o relator de um dos casos relacionados à tentativa de golpe.

Apesar da aprovação do projeto, ele ainda pode ser questionado no STF. Partidos políticos, entidades de classe, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o próprio governo podem entrar com ações para contestar a validade da medida, que, se for considerada inconstitucional, poderá ser anulada pelos ministros da corte.

O ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Divulgação

Caso a proposta seja aceita, a pena de Bolsonaro, que atualmente está em prisão domiciliar por motivos de saúde, poderá ser reduzida. Especialistas estimam que o ex-presidente tenha a possibilidade de migrar para um regime mais brando em um prazo de dois a quatro anos, muito mais cedo do que a previsão original de sete anos.

O PL da Dosimetria estabelece regras específicas para dois crimes contra a democracia: a abolição violenta do Estado Democrático de Direito, com pena de 4 a 8 anos, e o golpe de Estado, com pena de 4 a 12 anos. Caso os dois crimes sejam cometidos no mesmo contexto, as penas não podem ser somadas, conforme o projeto.

Nesses casos, a pena do crime mais grave será aplicada, com um aumento de um sexto até a metade, conforme a definição da Justiça. Além disso, o projeto também prevê redução de pena de até dois terços quando os crimes ocorrerem em contexto de multidão, desde que o réu não tenha exercido papel de liderança ou financiado os atos.

No caso dos ataques de 8 de janeiro, a Procuradoria-Geral da República usou a tese dos “crimes multitudinários” para justificar a redução de pena para aqueles que participaram sem liderança direta. O projeto ainda altera as regras de progressão de regime, permitindo a saída do regime fechado após o cumprimento de um sexto da pena.

Cidade Matarazzo inaugura hub de beleza Mata Lab com foco em experiência sensorial

30 de Abril de 2026, 17:00

O complexo Cidade Matarazzo, em São Paulo, inaugurou nesta semana o espaço de beleza do Mata Lab, um hub inovador que une curadoria de moda, arte e bem-estar.

Luiza Souza, colunista de beleza do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, destacou o foco diferenciado do projeto, que prioriza a experiência sensorial e o cuidado holístico em vez do varejo tradicional: “O espaço de beleza reúne mais de 80 marcas, com foco em experimentar e sentir o corpo como um universo vivo. Há menos foco em maquiagem e muito mais em skincare e wellness, convidando o visitante a realmente viver aquilo e colocar os produtos no corpo e no cabelo”.

A curadoria do Mata Lab também busca dar visibilidade ao empreendedorismo feminino e à produção nacional de nicho. “De 60% a 70% das marcas são fundadas ou cofundadas por mulheres, sendo a maioria marcas brasileiras independentes que estão em seu primeiro espaço físico. É um palco importante que utiliza ingredientes da nossa biodiversidade e apoia comunidades ribeirinhas”.

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“Não tem aquela pressão de venda ou alguém te entregando uma cestinha. Existem pias de mármore que convidam para a experimentação de forma muito suave. É um lugar para abrir a cabeça e conhecer o mercado nacional que está superaquecido”, descreveu a especialista.

Além das marcas independentes, o hub contará com a presença de grifes globais de luxo em formatos específicos. “Algumas marcas mais conhecidas vão abrir corners ali, como Saint Laurent, Guerlain, Acqua di Parma e Parfums de Marly. O projeto se assemelha muito às grandes lojas de departamento internacionais, mas sempre mantendo uma brasilidade muito forte em todo o conceito”.

Por fim, a colunista ressaltou que o complexo Cidade Matarazzo tem se consolidado como um destino turístico e cultural completo na capital paulista. “Você vê muita gente de fora de São Paulo e estrangeiros passeando por lá, pois o espaço oferece restaurantes, exposições na Casa Bradesco e agora esse andar inteiro dedicado à beleza. É um reflexo da criatividade brasileira ocupando um espaço histórico de forma inovadora”.

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Spotify lança selos de verificação para distinguir artistas reais de conteúdo gerado por IA

30 de Abril de 2026, 16:38

O Spotify implementou novos selos de verificação para artistas, que indicam que o perfil representa um artista real com conteúdo próprio, garantindo que cumpre os critérios de autenticidade e confiança da plataforma, em contraposição aos perfis gerados por inteligência artificial (IA).

A empresa continua apostando em recursos que ajudem os usuários a ter mais informações sobre os artistas e suas músicas, diante do aumento de perfis falsos, spam e conteúdo gerado por IA nas plataformas musicais, que prejudicam a experiência.

Nesse sentido, lançou os novos selos “Verificado pelo Spotify”, um distintivo que garante que o perfil do artista em questão foi revisado e cumpre os critérios de autenticidade da plataforma.

Assim, quando um artista estiver verificado, isso significará que se trata do perfil de um criador ou músico real, com uma presença identificável tanto dentro quanto fora da plataforma e com música ou conteúdo próprio. Isso também garante que o conteúdo em questão cumpre as normas do Spotify.

Portanto, os perfis que pareçam representar principalmente artistas gerados por IA ou personagens de IA “não poderão ser verificados”.

Conforme explicou em um comunicado em seu blog, para conceder esse selo, a empresa analisa perfis de artistas que apresentam atividade e participação constantes por parte dos ouvintes. Ou seja, perfis que os usuários procuram de forma ativa e intencional durante um período prolongado, e não apenas aqueles que apresentam picos pontuais de participação.

Da mesma forma, na análise, a empresa levará em consideração questões como datas de shows, produtos promocionais e contas de redes sociais vinculadas ao perfil, para determinar se se trata de uma pessoa real.

Para examinar cada conta do Spotify, a empresa combinará os padrões mencionados com a revisão e o julgamento humanos, com o objetivo de “identificar os verdadeiros artistas que atuam de boa-fé, em vez de descartar os falsos”.

No entanto, a empresa também esclareceu que, no panorama musical atual, o conceito de autenticidade do artista “é complexo e evolui rapidamente”; por isso, alertou que continuará aperfeiçoando essa abordagem para conceder os selos “ao longo do tempo”.

Esses novos selos, que consistem em um ícone de verificação verde claro acompanhado do texto “Verificado pelo Spotify”, aparecerão nos perfis dos artistas ao lado de seus nomes, bem como nas pesquisas.

Além disso, elas começarão a ser concedidas aos artistas de forma gradual ao longo do tempo, uma vez que a plataforma abrange “milhões de criadores de conteúdo e perfis de artistas”, e as revisões serão realizadas com “precisão e coerência”.

Apesar desse processo, o Spotify informou que, como parte do lançamento dos selos, 99% dos artistas que os ouvintes procuram ativamente já estão verificados, incluindo diversos gêneros e origens geográficas.

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Volkswagen registra receita de 75,7 bilhões de euros, apesar de tombo no lucro operacional

30 de Abril de 2026, 16:30

O Volkswagen Group divulgou na quinta-feira (30) seus resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026, com queda nos principais indicadores de rentabilidade, apesar de manter volume elevado de receita e geração de caixa. Segundo a apresentação oficial , a companhia registrou receita de 75,7 bilhões de euros (R$ 442,1 bilhões).

No período, o grupo entregou 2,05 milhões de veículos, o que representa uma queda de 4% na comparação anual, enquanto a participação global de mercado permaneceu estável acima de 10%. A empresa também reportou fluxo de caixa líquido automotivo de 2,0 bilhões de euros (R$ 11,7 bilhões) e liquidez automotiva de 34,2 bilhões de euros (R$ 199,7 bilhões).

Queda no lucro e impacto de fatores extraordinários

O desempenho operacional foi pressionado por efeitos não recorrentes e pelo ambiente externo. O lucro operacional caiu para 2,5 bilhões de euros (R$ 14,6 bilhões), recuo de 14% na comparação anual, enquanto a margem operacional recuou de 3,7% para 3,3% no período.

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De acordo com o material, os resultados foram impactados por efeitos especiais negativos de 0,8 bilhão de euros (R$ 4,7 bilhões), incluindo custos de reestruturação de 0,3 bilhão de euros (R$ 1,8 bilhão) e 0,5 bilhão de euros (R$ 2,9 bilhões) relacionados ao fim da produção do ID.4 nos Estados Unidos. Além disso, houve impacto adicional de 0,6 bilhão de euros (R$ 3,5 bilhões) decorrente de tarifas nos EUA.

Desempenho regional e entregas

As entregas apresentaram comportamento misto entre as regiões. Houve crescimento de 5% na Europa e de 7% na América do Sul, enquanto América do Norte (-13%) e China (-15%) registraram retração no período.

A companhia destacou que o crescimento em mercados como Europa e América do Sul compensou parcialmente as quedas nas demais regiões, em um cenário ainda marcado por condições de mercado desafiadoras e competição elevada, especialmente na China.

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Geração de caixa e posição financeira

Apesar da pressão nos lucros, a Volkswagen manteve disciplina financeira. O grupo registrou fluxo de caixa líquido automotivo reportado de 2,0 bilhões de euros (R$ 11,7 bilhões), apoiado por menor carga tributária e controle de investimentos.

A liquidez automotiva permaneceu em 34,2 bilhões de euros (R$ 199,7 bilhões) ao fim de março de 2026, levemente abaixo do nível de 34,5 bilhões de euros registrado no fim de 2025, refletindo, entre outros fatores, pagamentos de dividendos e movimentações financeiras.

Perspectivas para 2026 mantidas

A Volkswagen manteve suas projeções para o ano. A companhia espera crescimento de receita entre 0% e 3% em 2026, com margem operacional entre 4,0% e 5,5%.

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A expectativa para o fluxo de caixa automotivo permanece entre 3 bilhões e 6 bilhões de euros (R$ 17,5 bilhões a R$ 35,0 bilhões), enquanto a liquidez automotiva deve ficar entre 32 bilhões e 34 bilhões de euros (R$ 186,9 bilhões a R$ 198,6 bilhões).

Segundo a empresa, o cenário considera as condições atuais de tarifas, mas não incorpora possíveis impactos adicionais de uma escalada no Oriente Médio, o que mantém o ambiente de negócios sujeito a incertezas.

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Volkswagen alerta para novos cortes de custos após queda acentuada no lucro

30 de Abril de 2026, 16:20

A Volkswagen advertiu que precisará intensificar os cortes de custos para garantir seu futuro, após registrar uma queda nos lucros maior do que o esperado. A montadora alemã enfrenta forte pressão de concorrentes chineses, tarifas dos EUA e demanda irregular por veículos elétricos.

Mesmo já prevendo eliminar cerca de 50 mil empregos na Alemanha até 2030, o diretor financeiro Arno Antlitz afirmou que as medidas atuais não são suficientes e que será necessário promover mudanças estruturais no modelo de negócios para alcançar melhorias sustentáveis.

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A empresa também estuda ajustar sua capacidade produtiva e reduzir custos nas fábricas. Segundo Antlitz, montadoras chinesas vêm ganhando espaço não só em seu mercado doméstico, mas também na Europa, aumentando a concorrência direta.

Fabricantes como a BYD têm se consolidado como fortes rivais na China, mercado historicamente estratégico para a Volkswagen, especialmente no segmento de veículos elétricos.

Além disso, tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, aumentaram os custos da companhia em cerca de 4 bilhões de euros por ano.

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No primeiro trimestre, o lucro líquido da Volkswagen caiu 28%, para 1,56 bilhão de euros, enquanto a receita ficou em 76 bilhões de euros, abaixo das previsões. As entregas globais somaram pouco mais de 2 milhões de veículos, queda de 4% em relação ao ano anterior.

Na China, as vendas totais caíram 15%, com um tombo de 64% nas entregas de veículos elétricos. Na América do Norte, a queda foi de 13%.

Para 2026, a empresa projeta crescimento de vendas entre 0% e 3%, com margem de lucro operacional entre 4% e 5,5%. Possíveis impactos do conflito no Oriente Médio não foram incluídos nas estimativas.

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O desempenho da Volkswagen reflete desafios mais amplos da economia alemã, especialmente no setor industrial. Em 2025, a empresa registrou seu menor lucro anual em quase uma década.

O CEO Oliver Blume afirmou que a companhia avalia alternativas como produção voltada à defesa e fabricação de carros com design chinês em fábricas alemãs para otimizar capacidade e reduzir custos. Ele destacou ainda que a empresa precisa melhorar significativamente sua produtividade para competir com fabricantes chineses mais eficientes.

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ArcelorMittal: lucro no 1º trimestre recua para US$ 600 milhões, mas companhia mantém perspectiva positiva

30 de Abril de 2026, 16:09

A ArcelorMittal divulgou em 30 de abril de 2026 seus resultados financeiros do 1º trimestre de 2026, com EBITDA de US$ 1,7 bilhão (R$ 8,5 bilhões), lucro líquido de US$ 600 milhões (R$ 3,0 bilhões) e lucro por ação de 76 centavos de dólar (R$ 3,78). A companhia também reportou liquidez de US$ 9,9 bilhões (R$ 49,3 bilhões) e dívida líquida de US$ 9,3 bilhões (R$ 46,3 bilhões).

A empresa destacou que o EBITDA por tonelada chegou a US$ 131 (R$ 652,38) no trimestre, patamar que representa uma melhora sustentada em relação às médias históricas. Segundo a apresentação, o desempenho do 1º trimestre de 2026 ainda não incorpora plenamente o ambiente de preços mais favorável observado nos últimos meses.

A ArcelorMittal afirma que os benefícios dessa melhora devem aparecer a partir do 2º trimestre de 2026, em um cenário de fundamentos mais positivos, apesar da volatilidade nos custos de energia.

Europa ganha peso com novas regras comerciais

A companhia apontou que medidas como o CBAM e o novo mecanismo de cotas tarifárias (TRQ) devem reduzir importações na Europa e elevar a utilização da capacidade doméstica. Segundo a empresa, o novo regime pode cortar importações em cerca de 13 milhões de toneladas em relação a 2025.

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A ArcelorMittal afirma estar bem posicionada para capturar essa recuperação de demanda, com capacidade existente, preparação para retomada de altos-fornos em Fos e Dąbrowa, além da entrada em operação do novo EAF de Gijón e da expansão em Sestao.

Investimentos estratégicos sustentam crescimento

A companhia informou que seus projetos estratégicos podem adicionar US$ 1,8 bilhão (R$ 9,0 bilhões) ao potencial de EBITDA a partir de 2026. Entre os destaques estão investimentos ligados à transição energética, expansão de mineração, aumento de capacidade na Índia e ativos de maior valor agregado.

Nos últimos 12 meses, a empresa gerou US$ 2,0 bilhões (R$ 10,0 bilhões) em fluxo de caixa investível, destinou US$ 1,5 bilhão (R$ 7,5 bilhões) a capex estratégico, retornou US$ 700 milhões (R$ 3,5 bilhões) aos acionistas e aplicou US$ 200 milhões (R$ 996,0 milhões) em fusões e aquisições.

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Balanço sólido e retorno ao acionista

A ArcelorMittal reforçou que mantém balanço com grau de investimento, com rating BBB pela S&P e Baa2 pela Moody’s, ambos com perspectiva estável. A liquidez ao fim do trimestre era de US$ 9,9 bilhões (R$ 49,3 bilhões), composta por US$ 4,4 bilhões (R$ 21,9 bilhões) em caixa e equivalentes e US$ 5,5 bilhões (R$ 27,4 bilhões) em linhas de crédito não utilizadas.

A política de remuneração prevê retorno mínimo de 50% do fluxo de caixa livre pós-dividendos aos acionistas por meio de recompras. Desde setembro de 2020, a companhia recomprou 38% das ações em circulação e pagou em março de 2026 um dividendo trimestral de 15 centavos de dólar por ação (R$ 0,75), dentro da proposta anual de 60 centavos de dólar por ação (R$ 2,99).

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Unimed vira o jogo após crise e aposta em governança para sustentar recuperação

27 de Abril de 2026, 22:30

Após um dos piores momentos da saúde suplementar, a Unimed CNU encerrou 2025 com uma virada expressiva nos resultados e no posicionamento no setor. A operadora saiu da última colocação em 2024 para o 11º lugar entre as empresas médico-hospitalares no ano seguinte.

Segundo o presidente Luiz Otávio de Andrade, a mudança não foi pontual. “Foi uma virada estrutural, partindo de decisões estratégicas, mudança profunda na governança e muita responsabilidade financeira”, afirmou, em entrevista ao Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC. Ele explicou que a companhia passou a adotar decisões mais colegiadas, com base em dados e maior transparência junto às mais de 320 cooperativas associadas.

Os reajustes de mensalidade fizeram parte do processo, mas não foram o principal motor da recuperação. Andrade afirmou que houve correção de preços diante de uma defasagem, mas destacou que os aumentos ficaram próximos da média do mercado. Em discurso indireto, o executivo ressaltou que o avanço veio principalmente de medidas internas, como renegociação com fornecedores, controle mais rígido de custos e redução de despesas administrativas.

O cenário pós-pandemia ainda pesa sobre o setor. “O pior já passou, felizmente”, disse o presidente, ao avaliar que as mudanças implementadas permitiram retomar o equilíbrio. Ele explicou que o aumento dos custos está ligado a fatores estruturais, como o envelhecimento da população, a maior incidência de doenças crônicas e a incorporação de novas tecnologias, que elevam o custo da assistência.

Sobre a regulação, Andrade defendeu a atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar. Em sua avaliação, um mercado sem supervisão levaria a distorções, embora reconheça que há espaço para aprimoramentos.

Com presença em cerca de 92% do território nacional, a Unimed CNU combina capilaridade com desafios de padronização. O executivo afirmou que a diversidade regional exige adaptação dos serviços, mas também representa um diferencial competitivo.

Ao olhar para o futuro, Andrade destacou que a sustentabilidade da saúde suplementar exige mudanças mais amplas. “A resposta não é simples, mas começa por um profundo combate ao desperdício”, afirmou, citando estimativas de que até 40% dos gastos em saúde poderiam ser evitados com mais eficiência.

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Nissan encerra operação na Argentina e passa a focar em importação

27 de Abril de 2026, 22:21

A Nissan anunciou nesta segunda-feira (27) uma reestruturação importante da operação na Argentina que deve encerrar a atuação direta da montadora como filial no país.

A empresa assinou um memorando de entendimento com os grupos argentinos SIMPA e Tagle para avaliar a possível transferência da operação comercial local para um modelo de distribuidor. O movimento tem foco em eficiência e agilidade operacional, segundo a companhia.

O documento ainda não representa um acordo definitivo. A Nissan informou que o processo está em fase de análise e depende da revisão de diferentes aspectos do negócio antes de uma eventual assinatura final.

Caso a transação avance, a operação argentina será transferida para um novo distribuidor local e passará a integrar a NIBU, unidade de negócios da Nissan que reúne 36 mercados importadores da América Latina. Com isso, a Argentina deixaria de funcionar como uma operação direta da matriz e passaria a seguir um modelo baseado em importação e distribuição local.

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Apesar da mudança, a Nissan afirma que suas atividades comerciais na Argentina continuarão normalmente. A empresa diz que manterá a venda de veículos, o lançamento de novos modelos, os serviços de atendimento e pós-venda e a rede de concessionárias no país.

A decisão faz parte do plano global de reestruturação da companhia, chamado Re:Nissan. O programa foi lançado para recuperar desempenho, reduzir custos e criar uma estrutura mais enxuta. Entre as medidas, a Nissan prevê cortar 20 mil postos de trabalho e reduzir sua base industrial de 17 para 10 fábricas até o ano fiscal de 2027.

Mudança acontece após fracasso de fusão

O movimento ocorre depois do fracasso das negociações de integração entre Nissan e Honda. As duas montadoras assinaram, em dezembro de 2024, um acordo preliminar para estudar uma combinação de negócios, mas encerraram as conversas em fevereiro de 2025.

Na mesma data, Nissan, Honda e Mitsubishi também encerraram o entendimento que avaliava uma colaboração tripartite. As empresas, no entanto, afirmaram que seguiriam colaborando dentro de uma parceria estratégica voltada a veículos eletrificados e tecnologias inteligentes.

As discussões entre Nissan e Honda perderam força após a possibilidade de transformar a Nissan em subsidiária da Honda entrar na mesa. O então CEO da Nissan, Makoto Uchida, afirmou que não poderia aceitar esse modelo.

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A tentativa frustrada de integração ocorreu em meio a um cenário de pressão sobre a indústria automotiva global, com competição mais intensa de fabricantes chinesas, avanço dos veículos elétricos e necessidade de redução de custos.

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Spotify fecha parceria com Peloton e lança hub global de conteúdo fitness

27 de Abril de 2026, 21:03

O Spotify ampliou sua estratégia para além de música e podcasts e anunciou nesta segunda-feira (27) uma parceria com a Peloton Interactive para criar uma nova categoria dedicada a fitness dentro da plataforma.

Com o acordo, mais de 1.400 aulas da Peloton serão disponibilizadas para assinantes Spotify Premium na maior parte dos mercados globais da empresa. O conteúdo será integrado ao atual ecossistema de áudio e vídeo do serviço. A oferta inclui treino de força, Pilates, barre, yoga, meditação e outras modalidades.

“À medida que seguimos avançando no segmento de bem-estar, nosso trabalho com o Spotify é mais um passo para ampliar nosso alcance e capturar novas fontes de receita por meio da experiência, conteúdo e instrução incomparáveis da Peloton”, afirmou Dion Camp Sanders, diretor comercial da companhia.

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Nenhuma das empresas divulgou os termos financeiros do acordo, mas a parceria sinaliza prioridades estratégicas relevantes para os dois grupos.

Spotify aposta em novas receitas

Para o Spotify, a iniciativa representa uma expansão mais profunda no mercado de wellness, criando novos caminhos de engajamento e monetização além do negócio principal de música e podcasts.

Segundo a empresa, conteúdos fitness mantêm usuários por mais tempo na plataforma e abrem espaço para receitas com assinaturas, publicidade e ferramentas para criadores de conteúdo.

O Spotify informou ainda que existem mais de 150 milhões de playlists fitness ativas no mundo, enquanto quase 70% dos usuários Premium afirmam se exercitar mensalmente.

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“Fitness é uma extensão natural da forma como as pessoas já usam o Spotify hoje — para se motivar, se recuperar e se reequilibrar”, disse um porta-voz da empresa à CNBC.

Além da parceria com a Peloton, o grupo também amplia seu ecossistema com criadores da área fitness, trabalhando com nomes como Yoga With Kassandra, Caitlin K’eli Yoga, Sweaty Studio e Chloe Ting, que podem monetizar conteúdo por ferramentas já existentes, como o Spotify Partner Program.

Peloton busca crescer além dos equipamentos

Para a Peloton, o acordo acelera a mudança estratégica para longe de um modelo focado principalmente em hardware, em direção à distribuição escalável de conteúdo com margens mais elevadas.

O CEO Peter Stern afirmou que a parceria também reforça seus planos de expansão internacional.

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“O Spotify oferece um palco global para nossos instrutores, que agora têm a capacidade de alcançar centenas de milhões de assinantes Premium da plataforma”, declarou Stern à CNBC.

Ao aproveitar o alcance global do Spotify, a Peloton ganha exposição sem exigir que usuários possuam seus equipamentos ou assinem o aplicativo independente da empresa.

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Nvidia, Google e mais: quem são os investidores por trás da Cursor, startup que Musk quer comprar por US$ 60 bilhões

26 de Abril de 2026, 10:30

A startup de inteligência artificial Cursor ganhou destaque nesta semana após a divulgação de um acordo anunciado na última terça-feira (21), que dá à SpaceX, empresa de Elon Musk, o direito de comprar a companhia por US$ 60 bilhões ainda neste ano.

Caso a operação não avance, a alternativa prevista é uma parceria estratégica de US$ 10 bilhões.

O movimento colocou os holofotes sobre a empresa criada para acelerar o trabalho de programadores e também sobre os grandes investidores que apostaram no negócio desde os primeiros anos.

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Cursor atrai gigantes da tecnologia e fundos bilionários

A Cursor surgiu dentro do laboratório de pesquisa Anysphere e foi fundada por quatro ex-alunos do MIT: Michael Truell, Aman Sanger, Sualeh Asif e Arvid Lunnemark. Lançada oficialmente em 2023, a empresa desenvolve ferramentas de inteligência artificial voltadas à criação, revisão e edição de códigos.

Em pouco tempo, a startup chamou a atenção de alguns dos principais nomes do mercado financeiro e de tecnologia.

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Participaram de sua rodada mais recente de investimentos nomes como Nvidia e Google, além de fundos tradicionais do Vale do Silício.

Entre os investidores estão:

  • Nvidia
  • Google
  • Accel
  • Thrive Capital
  • Andreessen Horowitz
  • DST Global
  • Coatue

Esse grupo reúne empresas estratégicas e fundos conhecidos por apostar cedo em negócios de alto crescimento. “Este financiamento nos permitirá investir profundamente em pesquisa e construir os próximos momentos mágicos da Cursor”, afirmou a empresa.

Nvidia e Google investiram

A presença de Nvidia entre os investidores é considerada relevante porque a empresa domina o mercado global de chips usados em inteligência artificial. Apoiar startups promissoras ajuda a ampliar a demanda por seus processadores e fortalece sua presença no setor.

Já o investimento do Google mostra o interesse das big techs em acompanhar de perto empresas que podem liderar nichos estratégicos. Ferramentas para programação com IA se tornaram uma das áreas mais disputadas do mercado.

Fundos tradicionais também entraram na aposta

Além das gigantes de tecnologia, a Cursor recebeu capital de fundos que costumam investir em empresas inovadoras antes de grandes valorizações. A Andreessen Horowitz, por exemplo, é uma das gestoras mais influentes do setor de tecnologia nos Estados Unidos.

A Accel também tem histórico de investir em empresas que depois se tornaram líderes globais. Thrive Capital, Coatue e DST Global completam a lista de nomes com forte presença em startups bilionárias.

O que fez a Cursor valer tanto

A Cursor ganhou espaço ao oferecer uma plataforma que ajuda desenvolvedores a escrever códigos mais rápido, corrigir erros e automatizar tarefas técnicas.

Em um momento em que empresas disputam talentos de engenharia e buscam produtividade, esse tipo de ferramenta virou prioridade.

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A companhia afirma ter ultrapassado US$ 1 bilhão em receita anual e já conta com mais de 300 funcionários. Esses números ajudaram a elevar sua avaliação entre as startups mais valiosas do setor de IA.

Por que Musk quer a Cursor

Para Elon Musk, a possível compra reforça a estratégia de integrar inteligência artificial às empresas de seu grupo.

SpaceX e xAI vêm ampliando investimentos na área, especialmente às vésperas da esperada abertura de capital da fabricante espacial. Ao aproximar a Cursor de seu ecossistema, Musk pode ganhar acesso a tecnologia, engenheiros especializados e uma plataforma importante para acelerar projetos internos.

A negociação também revela uma corrida silenciosa entre gigantes da tecnologia. Mais do que comprar produtos, empresas buscam equipes técnicas capazes de liderar a próxima geração da inteligência artificial.

Por isso, a Cursor deixou de ser apenas uma startup de programação e passou a ser vista como ativo estratégico em uma disputa global cada vez mais bilionária.

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EXCLUSIVO CNBC: Nissan aposta em carros eletrificados para recuperar vendas na China

25 de Abril de 2026, 11:00

A Nissan vê a ofensiva em Veículos de Nova Energia (NEVs) como peça central para sustentar a recuperação das vendas na China, afirmou Ivan Espinosa, presidente da Nissan Motors, em entrevista exclusiva à CNBC.

Segundo o executivo, a companhia vinha há meses registrando queda nas vendas no país, mas começou a mostrar recuperação no segundo semestre do ano passado. Em 2025, as vendas cresceram cerca de 4,5% na comparação anual. No primeiro trimestre deste ano, avançaram quase 7%.

“Há uma grande tendência para veículos de nova energia e, em termos de desempenho de vendas, felizmente nossa performance está se recuperando e melhorou”, afirmou Espinosa.

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O executivo disse que a reação foi impulsionada pelos novos modelos eletrificados lançados nos últimos meses. A Nissan apresentou quatro veículos de nova energia, incluindo o sedã elétrico N7, o híbrido plug-in N6, a picape Frontier Pro plug-in hybrid e o NX8 plug-in hybrid.

“Vamos continuar a ofensiva de veículos de nova energia na China”, disse. “Lançaremos, no intervalo de 12 meses, mais cinco veículos de nova energia.”

A montadora também apresentou dois conceitos ligados a essa nova leva de produtos. Segundo Espinosa, a estratégia inclui completar a linha de SUVs, com o NX8, o Terrano plug-in hybrid e um conceito de SUV urbano plug-in hybrid.

“Com essa ofensiva de veículos de nova energia, estamos confiantes de que podemos continuar o bom ritmo e o momentum na China”, afirmou.

Questionado sobre o comportamento do consumidor chinês, Espinosa disse que a decisão de compra combina novidade, tecnologia e preço. Segundo ele, o mercado se tornou mais dinâmico, com alto volume de lançamentos em curtos períodos.

“Em questão de um mês, temos mais de 10 a 15 novos lançamentos. Os clientes têm muita escolha”, afirmou. “Você precisa continuar relevante e novo para eles. Precisa ter a tecnologia certa e o preço certo.”

Ao mesmo tempo, o presidente da Nissan afirmou que consumidores chineses também valorizam a experiência de montadoras estabelecidas. Segundo ele, a rede de concessionárias, o relacionamento com clientes e a qualidade do serviço voltaram a ganhar peso.

“Eles estão valorizando muito a experiência de fabricantes estabelecidas como a Nissan”, disse. “Isso também começa a se tornar cada vez mais importante.”

Espinosa afirmou que a estratégia da Nissan na China tem dois objetivos. O primeiro é manter a competitividade em um mercado relevante para a companhia. O segundo é aprender com o ecossistema tecnológico chinês para levar inovação a outros mercados.

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“Queremos permanecer muito competitivos na China, porque temos hoje uma presença de vendas muito forte e continuaremos investindo na China”, afirmou. “E o segundo propósito é utilizar e aprender com o ecossistema da China para exportar tecnologia para fora da China.”

Segundo o executivo, a Nissan observa no país novas formas de desenvolver produtos, materiais e tecnologias, além de maior velocidade de inovação.

“Queremos exportar todo esse know-how para nossos centros globais de pesquisa e desenvolvimento ao redor do mundo”, disse.

Espinosa também comentou o uso de tecnologias chinesas em sistemas de cockpit, incluindo a adoção do DeepSeek para aprimorar chatbots. Ele afirmou que a Nissan seguirá aberta a tecnologias de diferentes regiões, desde que melhorem a experiência dos clientes.

“Vamos utilizar tecnologia ao redor do mundo. Não é só que usaremos tecnologia chinesa. Podemos usar tecnologia de qualquer parte do mundo”, afirmou. “Desde que satisfaça e deixe nossos clientes felizes.”

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Governo pede suspensão de leilão de terminal em Santos

25 de Abril de 2026, 10:15

O Ministério de Portos e Aeroportos solicitou à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a suspensão imediata do processo de arrendamento do Tecon Santos 10 (STS-10), no Porto de Santos (SP), destinado à movimentação e armazenagem de contêineres e carga geral. A decisão ocorre após sucessivos adiamentos do processo.

Segundo o Ministério, o “aperfeiçoamento” do formato de competição do leilão ainda está em debate junto à Casa Civil. Por isso, a necessidade de interrupção do processo. “Nesse sentido, em observância aos princípios da cautela administrativa da boa governança, da transparência e da segurança do processo decisório, mostra-se recomendável solicitar a essa Antaq o sobrestamento do processo encaminhado por esta Secretaria”, afirmou o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, em ofício enviado à Antaq e obtido pelo Estadão/Broadcast.

Leia também: Portos brasileiros avançam, mas gargalos em hidrovias e incertezas regulatórias ainda travam investimentos

A secretaria pediu que a agência interrompa a análise e devolva os autos ao Ministério, para permitir a reavaliação das premissas e dos parâmetros do arrendamento, antes de eventual retomada do cronograma licitatório.

Estratégico

Na prática, o pedido interrompe a tramitação na Antaq e tende a postergar o calendário do certame, já que a retomada dependerá de nova manifestação do poder concedente com as diretrizes revisadas e, eventualmente, a atualização de estudos e minutas.

O cronograma inicial previa que o leilão do Tecon10 acontecesse em janeiro, mas o prazo foi sendo estendido em meio a questionamentos sobre restrições a participantes na disputa. O terminal é considerado estratégico, já que vai ampliar em 50% a capacidade de movimentação de contêineres do Porto de Santos, o maior da América Latina.

De um lado, empresas que defendem que o edital estabeleça restrições concorrenciais, impedindo, em uma primeira etapa, a participação de companhias já atuantes no Porto de Santos. De outro, as operadoras que já atuam lá sustentam que o leilão não deve impor restrições à concorrência, mas sim exigir o desinvestimento da vencedora que já possua terminais no Porto, caso venha a arrematar o ativo.

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Em RJ, Rossi Residencial firma acordos para encerrar disputas societárias

25 de Abril de 2026, 09:30

Em recuperação judicial, a incorporadora paulista Rossi Residencial anunciou na sexta-feira (24) que fechou acordos para encerrar uma série de disputas societárias. A companhia aberta, negociada sob o ticker RSID3, tenta pôr fim aos conflitos internos para reorganizar sua estrutura e abrir espaço para a retomada das operações.

Os acordos cobrem sete disputas no total. Duas delas envolvem uma ação movida pela própria Rossi contra ex-diretores, da qual a empresa desistiu da ação. Em troca, esses ex-gestores concordaram em não cobrar da Rossi eventuais indenizações a que teriam direito em outros processos, até o limite de R$ 12 milhões.

Leia também: CVM divulga lista de nove companhias abertas inadimplentes

As outras cinco tratam de disputas relacionadas a uma oferta pública de aquisição (OPA) estatutária. As partes recuam de suas pretensões de forma recíproca, mantendo as alterações estatutárias aprovadas em assembleia em novembro de 2024.

A homologação dos acordos, porém, não é automática. Ela depende, entre outras condições, da aprovação sem ressalvas das contas da administração e das demonstrações financeiras de 2024 e 2025 em assembleia geral. Uma assembleia geral extraordinária foi convocada para 28 de abril.

Em comunicado, a empresa argumenta que encerrar as disputas é do interesse da companhia por reduzir custos financeiros e operacionais, evitar novos litígios e permitir que a gestão se concentre na recuperação judicial.

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EXCLUSIVO CNBC: Farmacêutica Regeneron vai oferecer terapia genética gratuita para perda auditiva rara

25 de Abril de 2026, 09:00

A farmacêutica Regeneron vai distribuir gratuitamente nos Estados Unidos o Otarmeni, primeira terapia genética aprovada para tratar uma forma rara de perda auditiva hereditária em crianças. A notícia foi dada pelo CEO da companhia, Leonard Schleifer, em entrevista exclusiva à CNBC.

Segundo o executivo, o tratamento atua em uma falha genética que impede a produção de uma proteína específica nas células ciliadas do ouvido, responsáveis pela transmissão do som. A condição provoca surdez profunda em crianças.

“Algumas crianças nascem com surdez profunda”, afirmou. “Você pode colocar um motor a jato e elas não ouvem nada.”

De acordo com o CEO, cientistas da Regeneron conseguiram substituir o gene defeituoso e restaurar a audição. Ele classificou o avanço como um marco para a medicina genética.

“Esta é a primeira vez que um gene substituiu algo e restaurou um de nossos sentidos”, disse. “A audição é muito importante.”

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Schleifer afirmou que a decisão de oferecer o medicamento de graça partiu dos cientistas da companhia. Segundo ele, a Regeneron também tem aprendido com os pacientes tratados.

“Por que estamos dando este produto de graça? Porque nossos cientistas disseram que é a coisa certa a fazer”, afirmou. “Estamos aprendendo tanto com esses jovens. Vamos dar este de graça.”

Segundo o CEO, cerca de 50 crianças nascem por ano nos Estados Unidos com essa condição. Ele disse, porém, que o universo potencial de pacientes pode ser maior, já que há pessoas vivas que nasceram com a mesma alteração genética.

O executivo ponderou que crianças que já receberam implante coclear podem não se beneficiar da terapia, porque a cirurgia pode afetar estruturas do ouvido interno. Ainda assim, afirmou que a empresa segue investigando possibilidades.

“Se elas já tiveram um implante coclear, podemos não ser capazes de ajudá-las”, disse. “Mas estamos investigando.”

Schleifer também elogiou a atuação da Food and Drug Administration (FDA) no processo de aprovação. Segundo ele, a agência manteve padrões elevados, mas demonstrou capacidade de acelerar programas considerados relevantes.

“As pessoas têm feito comentários sobre a FDA, que eles estão baixando os padrões. Eu garanto a vocês que não estão”, afirmou. “Eles estão mantendo os padrões elevados, mas este programa indica que, se for um programa importante, devemos agilizar o processo.”

Para a Regeneron, o tratamento abre caminho para novas pesquisas em perda auditiva. O executivo afirmou que a companhia quer investigar outras formas da condição, inclusive associadas ao envelhecimento.

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“Há muitas outras formas de perda auditiva que queremos investigar”, disse. “Talvez possamos descobrir como melhorar isso.”

Ao comentar o impacto do tratamento, o CEO citou o caso de uma criança que não ouvia nada e passou a escutar a mãe após a terapia.

“Agora ele pode ouvir a mãe dele. E na voz dela ele pode ouvir o amor dela”, afirmou.

Schleifer disse ainda que a Regeneron mantém produtos voltados a grandes mercados, mas defendeu que a indústria farmacêutica também precisa ser reconhecida por avanços científicos em áreas raras.

“Nossos cientistas disseram: vamos dar este de graça, porque os pacientes nos ajudam”, afirmou. “Acho que esse é o tipo de empresa que é a Regeneron.”

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Sabesp estuda incorporar ações da EMAE para cortar custos e unificar base acionária

25 de Abril de 2026, 08:54

A Sabesp anunciou que vai avaliar a incorporação da EMAE, operação que unificaria as duas companhias sob uma mesma estrutura societária. Caso a operação avance, a Sabesp passará a deter 100% do capital da empresa metropolitana de águas e energia.

Segundo as companhias, a operação busca simplificar a estrutura societária e reduzir custos operacionais.

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Na operação, os acionistas da EMAE receberiam ações da Sabesp em troca, passo ainda a ser negociada por comitês independentes, conforme exige a regulamentação da CVM.

O estudo envolve o mapeamento das autorizações societárias e regulatórias necessárias. Se aprovada pelos conselhos e acionistas, a EMAE deixará de ter ações negociadas separadamente e se tornará subsidiária integral da Sabesp.

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EXCLUSIVO CNBC: CFO da OpenAI diz que empresa não tem pressa para IPO e mira investidor individual

24 de Abril de 2026, 21:39

A OpenAI não tem pressa para abrir capital e deve priorizar formas de financiamento que preservem opções para a companhia, afirmou Sarah Friar, diretora financeira da empresa, em entrevista exclusiva à CNBC.

A executiva disse que seu foco como CFO é garantir capital para sustentar o crescimento do negócio, levar produtos a consumidores e empresas, ampliar a equipe e financiar a capacidade computacional necessária para desenvolver modelos de inteligência artificial.

“Meu foco como CFO é, antes de tudo, o negócio”, afirmou. “Como posso garantir que tenhamos o investimento necessário para comprar recursos computacionais e assim poder pagar bons pesquisadores para alcançarmos os melhores resultados?”

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Questionada sobre a possibilidade de IPO, Friar afirmou que a companhia não tem urgência. Segundo ela, a OpenAI segue avaliando parceiros e alternativas para financiar a expansão do negócio.

“Não temos pressa”, disse. “Estamos sempre por aí procurando quem são os parceiros que podem trabalhar conosco quando queremos financiar mais do nosso negócio.”

A diretora financeira também destacou o interesse da OpenAI em ampliar o acesso de investidores individuais à empresa. Segundo ela, a companhia vem buscando formas de permitir que o público em geral participe do valor econômico criado pela inteligência artificial.

“Uma coisa em que penso muito em nossa missão é sobre acesso, sobre como democratizamos o acesso à tecnologia”, afirmou. “Mas como também criamos acesso ao valor econômico que está sendo gerado? Isso não é algo que quero que fique nas mãos de poucos.”

Friar disse que a experiência recente com investidores de varejo mostrou demanda acima do esperado. De acordo com a executiva, a OpenAI buscava cerca de US$ 1 bilhão junto ao varejo, mas levantou US$ 3 bilhões. “É ótimo poder alcançar o público em geral”, afirmou.

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A CFO também comentou a disputa judicial entre a OpenAI e Elon Musk. Ela afirmou que os processos movidos pelo empresário contra a empresa são infundados e desviam atenção da operação.

“Em primeiro lugar, o Sr. Musk moveu vários processos judiciais sem fundamento contra nós”, disse. “É uma distração e nós somos focados.”

Segundo Friar, a prioridade da OpenAI é manter a empresa concentrada no desenvolvimento de modelos e produtos. “Para a empresa, o foco é essencial. Como lançamos os melhores modelos do mundo? Mantendo-se na vanguarda, conseguimos lançar os melhores produtos do mundo”, concluiu.

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BRB e Banco Master: como será feita a venda de R$ 15 bilhões em ativos

24 de Abril de 2026, 21:03

Nesta semana, o Banco de Brasília (BRB) anunciou a assinatura de um memorando de entendimento com a gestora Quadra Capital para estruturar um fundo de investimento voltado à venda de ativos ligados ao Banco Master.

O montante total gira em torno de R$ 20 bilhões, mas a operação tem valor de referência de R$ 15 bilhões e faz parte de um processo de reorganização da carteira do banco estatal.

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Como será feita a venda dos ativos?

De acordo com o Estadão, a transação prevê duas formas de pagamento. Entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões serão pagos à vista. O restante, entre R$ 11 bilhões e R$ 12 bilhões em “cotas subordinadas do fundo de investimento a ser estruturado para a gestão e monetização dos ativos”.

“O BRB através da Operação visa a alienação dos referidos ativos com o objetivo de fortalecer sua estrutura de capital e sua liquidez, bem como aprimorar a gestão de seu portfólio, sendo a transação etapa relevante no processo de readequação da Companhia, com expectativa de efeitos positivos sobre a liquidez, a gestão de ativos e a racionalização patrimonial”, diz a companhia.

De forma geral, a operação ainda depende da estruturação final do fundo de investimento, que será responsável por gerir os ativos ao longo do tempo. Além disso, o BRB ainda precisa comunicar o Banco Central sobre a movimentação.

Capital e liquidez

Ainda de acordo com a estratégia do banco, a venda dos ativos tem como objetivo fortalecer a estrutura de capital e melhorar a liquidez da instituição. Nas últimas semanas, o BRB tem procurado medidas que melhorem a situação atual da instituição.

Comunicação entre BRB E BC

Conforme noticiado pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o BRB ainda não teria comunicado previamente o Banco Central sobre a negociação envolvendo cerca de R$ 20 bilhões em ativos do Banco Master, o que levantou questionamentos sobre a condução da operação.

Esse ponto adiciona pressão ao processo de reestruturação e amplia a atenção sobre a governança da transação. Vale ressaltar que o BRB também está na lista de instituições do BC que estão sendo investigadas. 

Leia também: BRB aprova aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões em meio a efeitos do caso Master

Investigação contra o BRB

A operação ocorre em meio a uma crise de liquidez do BRB e investigações envolvendo a antiga gestão do Banco Master.

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou em entrevista ao Estadão que o banco teria sido vítima de fraude atribuída ao ex-presidente da instituição, Paulo Henrique Costa, preso pela Polícia Federal. Ele nega as acusações.

As apurações seguem em andamento e fazem parte do cenário que envolve a reestruturação dos ativos agora negociados. Por parte do Banco Master, a instituição financeira de Daniel Vorcaro segue no processo de finalizar as operações após ser liquidada pelo BC.

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Bets foram bloqueadas no Brasil? Saiba o que muda após bloqueio de plataformas do mercado preditivo

24 de Abril de 2026, 20:48

O governo federal determinou o bloqueio de plataformas de mercados preditivos no Brasil, em uma decisão que faz parte do avanço da regulação do setor de bets no país. A medida foi anunciada pelo Ministério da Fazenda e envolve a retirada do ar de 27 sites que operavam nesse modelo.

Segundo o governo, essas plataformas funcionavam com base na negociação de contratos ligados a eventos futuros, como política, esportes, economia e entretenimento, e não estavam adequadas à legislação brasileira de apostas.

Leia também: Governo proíbe mercado de apostas preditivas; entenda a diferença para as bets regulares

Bets foram bloqueadas no Brasil?

Em meio à nova proibição, dúvidas quanto ao funcionamento de bets no país podem aparecer. De forma simples, as bets não foram bloqueadas no Brasil. O bloqueio anunciado pelo governo atinge exclusivamente plataformas de mercados preditivos.

De acordo com o Ministério da Fazenda, essas plataformas não seguem o mesmo modelo regulatório das apostas esportivas tradicionais e, por isso, foram enquadradas como operações irregulares.

Qual é a diferença entre bets e mercados preditivos?

As bets são plataformas de apostas esportivas em que o usuário aposta em resultados de jogos ou eventos específicos, dentro de regras definidas pela legislação brasileira. Neste caso, o palpite do apostador não depende de outros cenários, a não ser o resultado oficial.

Já os mercados preditivos funcionam de outra forma, em que os usuários negociam contratos baseados na probabilidade de eventos futuros ocorrerem, como eleições, indicadores econômicos ou acontecimentos culturais.

Segundo o governo, esse tipo de operação se assemelha a apostas, mas não se enquadra nas regras atuais do setor regulado no Brasil. Além disso, a modalidade também pode alterar o cronograma dos eventos ou até impactar diretamente em mudanças.

27 plataformas de mercados predativos bloqueadas

Ao todo, o governo brasileiro bloqueou cerca de 27 plataformas de mercados predativos, conforme noticiado anteriormente. Entre elas estão:

  • PredictIt
  • Palpita
  • Cravei
  • Previsão
  • Véspera
  • Palpitano
  • PRÉVIAS — Plataforma de Mercado Preditivo
  • Predict
  • ProphetX Prediction Market
  • Robinhood
  • OG | Prediction Markets & Real-Time Odds
  • Fanatics Markets
  • Novig
  • Hedgehog Markets
  • IBKR ForecastTrader
  • Voxfi
  • Futuriza
  • Eu Já Sabia Mercados Preditivos
  • MercadoPred
  • Palpitada
  • Pliks
  • PolySwipe
  • PRED Exchange
  • Ruckus Market
  • Stride
  • Polymarket
  • Kalshi

Leia também: TCU vê lacuna na Lei e manda tratar receitas de bets como loterias

O que muda após o bloqueio?

Com a decisão, essas plataformas deixam de operar no Brasil, o que restringe o acesso de usuários a esse tipo de produto. O governo afirma que a medida busca evitar a criação de um mercado paralelo de apostas e garantir maior controle sobre o setor, dentro do processo de regulação em andamento.

A ação também reforça a separação entre as bets, regulamentadas no Brasil, e mercados de previsão, que seguem sem autorização para operar no país.

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Noventa por cento dos CFOs usam IA para cortar custos, mas não querem investir nela

7 de Abril de 2026, 18:00

Em alguma hora no meio da tarde, dentro de qualquer grande empresa europeia, o diretor financeiro abre seu laptop, chama uma tela de análise preditiva e, sem muita cerimônia, deixa que um modelo de linguagem sugira o próximo movimento. Isso não é ficção, nem piloto experimental e não é iniciativa de um departamento de TI entusiasmado demais. Já é rotina, com número de pesquisa para provar.

Uma pesquisa da Deloitte realizada com cem diretores financeiros holandeses entre setembro (16) e outubro (17) de 2025, mostrou que 90% dos CFOs entrevistados já se apoiam em inteligência artificial para usar nas decisões que tomam. E vai além, mais de um terço deles espera que, dentro de cinco anos, a IA sustente mais da metade de suas escolhas mais importantes.

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O número é expressivo, mas o que vem depois dele é onde a história fica interessante e até engraçado. Se 90% dos CFOs já usam as ferramentas, e mais de um terço acredita que elas vão dominar suas decisões em meia década, seria razoável imaginar que o dinheiro estivesse fluindo para essa direção com a mesma velocidade. Não está.

A mesma pesquisa apontou que mais de 80% das organizações ainda pretende gastar menos de um quarto do orçamento de tecnologia em IA nos próximos anos. Há, portanto, uma fissura visível entre o que os executivos esperam da tecnologia e o quanto estão dispostos a investir para que ela chegue lá.

Traduzindo do corporativês: acreditamos muito na IA, só não a ponto de gastar dinheiro de verdade com ela.

O mesmo estudo revelou que 70% dos CFOs europeus esperam crescimento de receita neste ano de 2026. Sabe como? Cortando gente e contratando serviços de IA. O famoso “fazer mais com menos”, o que na prática significa crescer achando que vai economizar.

Esse ponto merece atenção. Crescimento de receita e redução de pessoal vivem na mesma frase dentro das salas de conselho. Empresas de serviços e tecnologia estão em posição mais confortável para conciliar os dois objetivos, já que ganhos de produtividade por automação compensam a perda de volume humano.

Empresas manufatureiras, no entanto, segundo o levantamento, enfrentam perspectivas mais frágeis de receita e podem reduzir trabalhadores apenas para estabilizar as operações, sem crescimento real à vista.

CFO com mais poder e menos talento

Outro dado da pesquisa merece mais atenção do que costuma receber. Cerca de 80% dos CFOs entrevistados afirmaram que a influência do diretor financeiro dentro do conselho de administração aumentou nos últimos cinco anos. É um salto considerável de prestígio. O CFO, que durante décadas foi o guardião dos números, passou a ser convocado para moldar a direção estratégica dos negócios.

O problema é que esse poder bate em um limite. Falta de gente qualificada para operar as ferramentas que sustentariam esse novo papel.

Mais da metade dos CFOs identificou, no estudo, carências em habilidades ligadas a dados, tecnologia digital e IA dentro de suas próprias equipes. O executivo tem mais voz no conselho, quer usar IA para decidir melhor e mais rápido, mas não encontra os profissionais capazes de construir essa infraestrutura de dentro.

Me lembra o arquétipo do “cabeça de planilha”, o executivo que olha para qualquer problema e enxerga uma linha de custo a eliminar. No anos 90 a Boeing elevou esse perfil ao posto máximo e passou anos explicando para autoridades de aviação por que as portas dos aviões saíam voando sozinhas. Dar mais poder ao CFO sem dar a ele uma equipe capaz de entender o que a IA faz é, guardadas as proporções, a mesma aposta.

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Fintechs e o mito da bancarização no Brasil

25 de Março de 2026, 18:21

Artigo da Presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Neiva Ribeiro, sobre o mito da bancarização. Leia o artigo em TVT News.

Por Neiva Ribeiro

Presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região

Nos últimos anos, as fintechs foram apresentadas como solução inovadora para ampliar o acesso da população ao sistema financeiro. Com discurso de inclusão, tecnologia e desburocratização, essas empresas prometeram levar serviços bancários a quem historicamente esteve à margem.

Mas, na prática, é preciso questionar: elas de fato promoveram a bancarização ou apenas ampliaram o alcance de serviços financeiros sem compromisso com inclusão real?

Bancarizar não é simplesmente abrir contas digitais ou oferecer cartões de crédito. Bancarização significa garantir acesso a crédito em condições justas, com taxas compatíveis com a renda da população, além de serviços que promovam estabilidade financeira e desenvolvimento econômico. Trata-se de inclusão.

Dados de 2024 do Banco Central indicam que o crédito no Sistema Financeiro Nacional segue fortemente concentrado nos grandes bancos, que respondem por 81% do total, percentual praticamente inalterado há mais de uma década. Em seguida, aparecem as cooperativas, com 7%, os bancos de desenvolvimento e as financeiras, com 5%, enquanto as fintechs, majoritariamente instituições de pagamento, ainda detêm participação bastante reduzida, de apenas 1%.

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80,2% das famílias brasileiras estão endividadas, sendo que 29,6% possuem dívidas em atraso e 12,6% não terão condições de quitá-las. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O que se observa, no entanto, é que muitas fintechs expandiram sua atuação justamente entre as camadas mais vulneráveis da população, oferecendo crédito fácil, porém com juros elevados. Esse modelo tem contribuído para o aumento do endividamento das famílias mais pobres, que encontram nessas plataformas uma das poucas alternativas disponíveis, mas acabam presas em ciclos de dívida.

Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (CNC) indicam que 80,2% das famílias brasileiras estão endividadas, sendo que 29,6% possuem dívidas em atraso e 12,6% não terão condições de quitá-las.

Esse quadro se agrava diante do elevado patamar das taxas de juros no país: com a taxa Selic em 14,75%, as operações de crédito para pessoa física apresentam custos bastante elevados, como no cheque especial (138,73% ao ano), no crédito pessoal (118,13%) e, de forma ainda mais crítica, no rotativo do cartão de crédito (424,49%). A promessa de democratização do crédito se transforma, assim, em mais um mecanismo de exploração financeira.

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Em 2024, o movimento sindical bancário protocolou no Ministério da Fazenda uma proposta de regulamentação mais rígida para o setor de fintechs. Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

O crescimento acelerado das fintechs no Brasil reforça essa contradição. Impulsionadas por investimentos robustos e por um ambiente regulatório mais flexível, essas empresas ampliaram sua base de clientes rapidamente.

No entanto, a proposta inicial — de criar uma rede mais acessível, com custos menores e juros reduzidos — não se concretizou na escala prometida. Em muitos casos, as taxas praticadas são tão altas quanto, ou até superiores, às dos bancos tradicionais.

A exclusão aumenta quando os bancos fecham agências e privilegiam setores de alta renda, para aumentar seus lucros. Um levantamento feito pelo Dieese mostra que tivemos a redução de 37% das agências em 10 anos, chegando a pouco mais de 14 mil unidades. São 8,5 mil agências a menos no país entre 2015 e 2025, Somente em 2025, 30 agências foram fechadas a cada semana.

Quase metade dos municípios não possuem agências bancárias. O fechamento de agências tem um impacto direto sobre a população, especialmente em cidades menores, afetando milhões de pessoas. Isso dificulta o acesso ao crédito, ao atendimento presencial e a serviços essenciais, sobretudo para idosos, população de baixa renda e pessoas com pouca familiaridade digital. O resultado é um processo de exclusão financeira e territorial.

Os bancos são uma concessão pública. Isso significa que os bancos têm responsabilidade social e obrigação de atender toda a população, não apenas os segmentos de alta renda. O fechamento de agências, a redução do atendimento presencial e a concentração de serviços voltados aos clientes mais rentáveis contrariam esse princípio e aprofundam desigualdades.

Se queremos, de fato, falar em bancarização, é preciso ir além da retórica da inovação. É necessário enfrentar o problema dos juros abusivos, proteger os consumidores mais vulneráveis e reafirmar o papel social das instituições financeiras. Caso contrário, continuaremos assistindo à expansão de um modelo que, sob o discurso da inclusão, reproduz e aprofunda desigualdades.

Sobre a autora

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Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários

Neiva Ribeiro é a atual presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região. É formada em Letras pela Universidade Guarulhos, pós-graduada em Gestão Pública pela Fesp-SP, e em Gestão Universitária pela Unisal. É funcionária do Bradesco desde 1989. Ingressou na direção do Sindicato em 2000.

Foi diretora-geral da Faculdade 28 de Agosto de Ensino e Pesquisa, secretária de Formação e secretária-geral da entidade. 

Leia outros artigos de Neiva Ribeiro

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17 de Março de 2026, 06:37
Ibaneis Rocha, governador do DF. Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), assinou em dezembro de 2019 um contrato que previa a venda de direitos sobre R$ 4,4 milhões em honorários de precatórios do seu escritório de advocacia a um fundo administrado pela Planner. À época, a corretora era controlada por Maurício Quadrado, que meses depois se tornaria sócio do banqueiro Daniel Vorcaro.

O fundo envolvido na operação, identificado como BLP PCJ VII, foi representado na negociação por Artur Martins de Figueiredo, diretor de uma empresa que ajudou a capitalizar o Banco Master com bilhões de reais e que está sob investigação da Polícia Federal. Segundo o Globo, Figueiredo também aparece nas apurações como diretor da holding Banvox, que chegou a ser acionista do banco.

O contrato trata da cessão de honorários de precatórios ligados a uma ação movida pelo Sindicato dos Servidores da Justiça do Trabalho de Rondônia e Acre (Sinjustra), em tramitação desde 2011. Nesse tipo de operação, escritórios de advocacia vendem a investidores o direito de receber honorários futuros de precatórios, antecipando valores que podem levar anos para serem pagos.

Somados a outros dois contratos semelhantes revelados anteriormente, os acordos envolvendo o escritório ligado ao governador somam R$ 52,9 milhões em cessões de honorários. O escritório, atualmente administrado por seu filho, Caio Barros, afirma ter recebido cerca de R$ 12 milhões nessas operações, já que os títulos costumam ser vendidos com desconto.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: reprodução

A existência dessas transações reforça suspeitas de um padrão de negócios envolvendo fundos ligados ao chamado ecossistema do Banco Master. Parte dessas gestoras e fundos aparece nas investigações da operação Compliance Zero e também em apurações sobre lavagem de dinheiro no setor financeiro.

O documento do contrato indica que o próprio Ibaneis Rocha atuou como avalista da operação firmada em 23 de dezembro de 2019. Nesse papel, ele se tornaria responsável solidário pelos valores negociados caso o escritório não cumprisse o acordo com o fundo. A assinatura do governador foi reconhecida em cartório no 1º Ofício de Notas e Protesto de Brasília.

Também aparecem como avalistas a empresa Ibaneis Agropecuária e Administradora de Bens Patrimoniais e outros dois sócios do escritório à época, Marlúcio Lustosa Bonfim e Johann Homonnai Júnior.

Ao Globo, o escritório afirmou que o contrato representa um “negócio jurídico regular, lícito e reiteradamente praticado no mercado por escritórios de advocacia, credores da Fazenda Pública e instituições financeiras, como forma de abreviar, com deságio, o recebimento de valores decorrentes de ações judiciais contra entes públicos”.

Em nota, a Planner declarou que a operação ocorreu “em conformidade com o disposto na regulamentação então vigente” e que “atuou apenas como representante legal” do fundo BLP PCJ VII, “não tendo participado de qualquer tipo de intermediação entre as partes”.

Bolsonaro apresenta recuperação renal, mas segue internado na UTI

16 de Março de 2026, 13:31
O ex-presidente Jair Bolsonaro no hospital. Foto: Divulgação

O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, após ser diagnosticado com pneumonia bacteriana. O boletim médico divulgado na manhã desta segunda-feira (16) informou que, nas últimas 24 horas, ele apresentou uma melhora clínica e laboratorial significativa.

De acordo com a equipe médica, houve recuperação parcial da função renal e uma resposta positiva aos antibióticos, resultando em uma melhora dos marcadores inflamatórios. Apesar do avanço no quadro de saúde, o ex-presidente continua sob cuidados intensivos e não há previsão para sua alta da UTI.

Bolsonaro foi internado na última sexta-feira (13), após sofrer um episódio de broncoaspiração, que resultou em pneumonia bacteriana. Desde então, ele está recebendo suporte clínico intensivo e sessões de fisioterapia respiratória e motora.

No boletim anterior, emitido no último sábado (14), o hospital havia relatado uma piora nas funções renais do ex-presidente, mas, felizmente, essa situação foi revertida nas últimas 24 horas. A recuperação parcial observada foi atribuída à resposta positiva aos medicamentos administrados durante o tratamento.

Bolsonaro é atendido pelo Samu após episódio de broncoaspiração. Foto: Divulgação

Bolsonaro foi internado devido à pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração. A infecção aconteceu enquanto o ex-presidente estava cumprindo pena na unidade de prisão Papudinha, onde se encontra desde janeiro deste ano, após ser transferido da Superintendência da Polícia Federal (PF).

Em setembro de 2025, o ex-presidente já havia enfrentado problemas de saúde, necessitando de atendimento médico por causa de vômitos, tontura e queda da pressão arterial. Na ocasião, ele estava em prisão domiciliar.

Em janeiro deste ano, durante sua detenção na Superintendência da PF, Bolsonaro também foi internado após sofrer um acidente dentro de sua cela, onde bateu a cabeça em um móvel. A situação fez com que ele fosse transferido para a unidade Papudinha, a pedido de seus advogados. A unidade oferece apoio médico contínuo, incluindo fisioterapia e acompanhamento 24 horas.

Embora a defesa dele tenha apresentado novos pedidos para sua prisão domiciliar, argumentando fragilidade na saúde do ex-presidente, o Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do ministro Moraes que negou as solicitações. Ele considerou que, conforme atestado pela junta médica da Polícia Federal, Bolsonaro está em condições de continuar cumprindo sua pena na unidade prisional.

Os pedidos de prisão domiciliar foram baseados na argumentação de que a saúde do ex-presidente estava comprometida, o que foi contestado por médicos e autoridades judiciais. A decisão do STF foi respaldada por laudos médicos que atestam que, apesar das condições de saúde, ele está apto a permanecer na prisão com a assistência necessária.

“Inchado” e “irritado”: Carlos Bolsonaro descreve pai após visita na UTI

15 de Março de 2026, 20:05
Jair e Carlos Bolsonaro.
(Foto: Beto Barata/ PL)

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) fez uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na unidade de terapia intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, nesta quinta-feira (15). O ex-presidente está internado há três dias, após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral. Carlos, ao sair da visita, relatou que Bolsonaro se encontra “inchado” devido ao uso de antibióticos e “naturalmente irritado” com seu quadro de saúde.

“Seu corpo está visivelmente muito inchado, em razão dos antibióticos, e seu estado psicológico segue naturalmente irritado diante de tudo o que está acontecendo”, disse Carlos Bolsonaro. O filho do ex-presidente reforçou que, se não tivesse recebido atendimento médico rapidamente, a situação poderia ter sido fatal.

Segundo Carlos, os médicos foram claros ao explicar que, caso o ex-presidente não tivesse sido tratado a tempo, ele poderia não ter sobrevivido. “Conversei com os médicos, que foram muito claros: mais uma ou duas horas no estado em que ele se encontrava e, muito provavelmente, a morte teria ocorrido. E sabemos que é exatamente isso que os canalhas querem”, afirmou.

Imagem – BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Carlos também pediu, mais uma vez, que seu pai seja transferido para prisão domiciliar, alegando que a medida seria necessária para a preservação de sua vida. “O dia de hoje é, mais uma vez, extremamente doloroso. Um homem que jamais desviou um centavo dos cofres públicos encontra-se preso, enquanto verdadeiros bandidos estão soltos e dando ordens no Brasil”, acrescentou o ex-vereador.

O estado de saúde de Jair Bolsonaro continua sendo monitorado de perto pela equipe médica do hospital. O último boletim, divulgado pela manhã deste domingo (15), informou que houve uma evolução clínica, com melhora na função renal, mas os marcadores inflamatórios no sangue aumentaram, exigindo o aumento da dosagem de antibióticos.

Os médicos que acompanham Bolsonaro, Cláudio Birolini, Leandro Echenique e Brasil Caiado, também indicaram que o ex-presidente continua com “suporte clínico intensivo” e está passando por intensificação da fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta da UTI no momento.

A internação de Bolsonaro tem gerado uma série de reações, principalmente devido à sua prisão no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. A visita de Carlos Bolsonaro e os relatos sobre a condição do ex-presidente aumentaram a tensão sobre a saúde do ex-mandatário e a possibilidade de mudanças nas condições de sua prisão.

A situação continua sendo acompanhada por médicos e autoridades, e a expectativa é que o quadro de saúde de Bolsonaro seja atualizado nos próximos dias.

Por que Jessie Buckley deve ganhar o Oscar de Melhor Atriz pela atuação em ‘Hamnet’

15 de Março de 2026, 16:18
Jessie Buckley em “Hamnet”

Jessie Buckley é a aposta mais segura da temporada para faturar o Oscar de Melhor Atriz no Oscar 2026, após sua performance imersiva e inesquecível como uma jovem mãe em luto no aclamado filme “Hamnet”. O papel, que marcou sua estreia na categoria, impressiona não apenas pela sua profundidade emocional, mas também pela habilidade de Buckley em dar vida a uma personagem tão complexa e poderosa, elevando sua carreira a novos patamares.

Buckley já havia varrido as principais premiações de pré-Oscar, incluindo os prêmios mais cobiçados da temporada, consolidando-se como uma das favoritas indiscutíveis. Sua atuação em “Hamnet”, uma adaptação cinematográfica da obra literária de Maggie O’Farrell, foi amplamente reconhecida por sua habilidade de capturar as emoções mais sutis de sua personagem, uma mulher em luto pela morte do filho, lidando com a dor e o peso do amor perdido.

Contudo, um incidente inusitado gerou um pequeno burburinho nas redes sociais durante a campanha. Em uma entrevista, Buckley fez uma piada sobre não gostar de gatos, algo que rapidamente foi amplificado na mídia. A atriz rapidamente voltou atrás durante uma aparição no “The Tonight Show”, de Jimmy Fallon, esclarecendo que a declaração não deveria ser levada a sério.

Nomes como Rose Byrne, por “Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria“, e Kate Hudson, por “Song Sung Blue – Um Sonho a Dois”, aparecem como concorrentes à altura, mas sem o mesmo apoio generalizado. Renate Reinsve, com “Valor Sentimental”, tem uma chance mais remota, enquanto a veterana Emma Stone, indicada por “Bugonia”, provavelmente ficaria de fora após duas vitórias anteriores na categoria.

“Hamnet” é um drama intimista que aborda o luto, a perda e o poder da memória. Buckley, como protagonista, foi a peça-chave para dar vida a uma história que emociona e faz refletir sobre os laços familiares e o poder da arte em tempos de sofrimento. Buckley não apenas celebra sua performance de destaque, mas também consagra seu nome no panteão das grandes atrizes contemporâneas.

A brasileira mais jovem do mundo a se tornar bilionária

10 de Março de 2026, 15:49
A empresaria bilionária Luana Lopes Lara. Foto: Divulgação

Luana Lopes Lara, de 29 anos, é a cofundadora e diretora de operações da startup Kalshi, que se especializa em contratos de eventos. Ela acaba de se tornar a bilionária mais jovem do mundo a conquistar sua fortuna sem herança. A notícia foi divulgada pela revista Forbes, que reconheceu ela como uma das figuras mais notáveis do mercado financeiro global.

A empresa que a jovem fundou em 2018 com seu sócio, Tarek Mansour, funciona de maneira única. Ela permite que investidores compitam no mercado com base nas probabilidades de eventos futuros, como a inflação dos Estados Unidos ou o risco de um governo entrar em colapso.

Antes de fundar a Kalshi, Luana teve uma trajetória de vida multifacetada. Nascida em Belo Horizonte (MG), ela se destacou desde cedo no Brasil, conquistando medalhas em competições acadêmicas como a Olimpíada Brasileira de Astronomia e a Olimpíada Catarinense de Matemática.

Sua paixão pela dança também a levou à Escola de Teatro Bolshoi, em Joinville (SC), onde ela treinou ballet e se apresentou profissionalmente por nove meses na Áustria, antes de seguir para os Estados Unidos para estudar Ciência da Computação no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Foi no MIT que ela conheceu Tarek Mansour, seu futuro sócio. Ambos ingressaram no mercado financeiro durante a faculdade e trabalharam em gigantes como Goldman Sachs e Bridgewater Associates. Nesse ambiente, eles perceberam que muitos dos investimentos eram baseados em previsões sobre o futuro, mas não existia uma maneira simples e direta para negociar com base nessas previsões.

Luana Lopes Lara ao lado do sócio Tarek Mansour. Foto: Divulgação

A solução surgiu com a criação da Kalshi, uma plataforma de negociação de contratos baseada na probabilidade de eventos futuros. A ideia era simples: permitir que as pessoas comprassem e vendessem contratos com base nos resultados de eventos, como a taxa de desemprego nos EUA ou o resultado de uma eleição.

A proposta inovadora conquistou grande apoio no mercado, e a empresa obteve um financiamento de US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) em uma rodada de investimentos no final de 2025, elevando seu valor de mercado de US$ 2 bilhões (R$ 10,7 bilhões) para US$ 11 bilhões (R$ 58,8 bilhões).

Esse aumento de avaliação resultou em um grande aumento na fortuna dos cofundadores. Tanto Luana quanto Mansour possuem aproximadamente 12% das ações da empresa, o que fez com que o patrimônio de cada um superasse a marca de US$ 1 bilhão.

Com isso ela se tornou a bilionária “self-made” mais jovem do planeta, superando até mesmo Lucy Guo, fundadora da Scale AI. Em 2020, a Kalshi obteve aprovação regulatória da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), tornando-se a primeira bolsa de futuros nos EUA totalmente regulamentada para contratos de eventos.

Com fortuna de US$ 839 bilhões, Elon Musk lidera lista da Forbes

10 de Março de 2026, 15:13
O bilionário de extrema-direita Elon Musk. Foto: Evelyn Hockstein/Reuters

A Forbes divulgou sua tradicional lista de 2026, revelando um crescimento no número de pessoas com fortunas bilionárias. No último ano, o número de bilionários no mundo alcançou a marca recorde de 3.428, com um patrimônio acumulado de US$ 20,1 trilhões.

Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX, lidera a lista com um patrimônio de US$ 839 bilhões, um aumento de US$ 497 bilhões em relação a 2025, consolidando sua posição como o homem mais rico do mundo.

O crescimento expressivo da riqueza global pode ser atribuído à entrada de 400 novos bilionários, abrangendo empreendedores, investidores e herdeiros. O aumento das fortunas foi impulsionado pelo boom da inteligência artificial, que aqueceu os mercados globais e gerou grandes lucros para os investidores. Como resultado, a riqueza total dos bilionários cresceu em US$ 4 trilhões, quebrando mais um recorde financeiro.

Os Estados Unidos continuam a dominar a lista com 989 bilionários, incluindo 15 das 20 pessoas mais ricas do mundo. A China ocupa o segundo lugar, com 610 bilionários, enquanto a Índia está em terceiro, com 229. O Brasil, por sua vez, tem 70 bilionários, com Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, sendo o mais rico do país, com uma fortuna estimada em US$ 35,9 bilhões.

Logos da Amazon, Google e Meta. Foto: Reprodução

O desenvolvimento da inteligência artificial e sua integração com setores como a tecnologia, saúde e finanças têm sido fundamentais para o crescimento da riqueza dos bilionários. As empresas de tecnologia, como Tesla, Google, Amazon e Facebook, lideram a lista de grandes fortunas, com nomes como Larry Page, Sergey Brin, Jeff Bezos e Mark Zuckerberg figurando entre os mais ricos do mundo.

Os dez mais ricos do mundo incluem, além de Musk, Larry Page (US$ 257 bilhões), Sergey Brin (US$ 237 bilhões), Jeff Bezos (US$ 224 bilhões), Mark Zuckerberg (US$ 222 bilhões) e Larry Ellison (US$ 190 bilhões), todos com fortunas impressionantes, em grande parte originadas das indústrias de tecnologia e inovação.

No Brasil, os dez bilionários mais ricos incluem Eduardo Saverin, com US$ 35,9 bilhões, seguido por André Esteves, do BTG Pactual, com US$ 20,2 bilhões. Jorge Paulo Lemann, da 3G Capital, que controla a InBev, ocupa o terceiro lugar com US$ 19,8 bilhões, enquanto o fundador do Itaú, Fernando Moreira Salles, aparece com US$ 9,9 bilhões.

Fachin defende distanciamento de interesses para garantir imparcialidade da Justiça

10 de Março de 2026, 14:53
Fachin
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (10) que o distanciamento entre magistrados, as partes envolvidas nos processos e os interesses em disputa é fundamental para o funcionamento do Judiciário. A declaração foi feita durante a abertura de uma reunião com presidências dos tribunais Superiores e tribunais de segunda instância, […]

X de Musk recebe multa milionária por resposta incompreensível à Justiça Eleitoral

8 de Março de 2026, 20:49
Rede X, do bilionário Elon Musk. Foto: reprodução

A Justiça Eleitoral aplicou multa de R$ 1,6 milhão à rede social X após considerar descumprida uma ordem judicial de fornecimento de informações sobre perfis envolvidos em propaganda eleitoral negativa. O caso ocorreu no Rio de Janeiro em processo relacionado às eleições de 2022.

A ação foi apresentada por Marcelo Freixo, que disputou o governo do estado naquele ano. Ele solicitou a identificação dos responsáveis por publicações na plataforma. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro determinou que a empresa fornecesse, em até 48 horas, dados técnicos que permitiriam identificar os usuários.

Entre as informações solicitadas estava a chamada “porta lógica”, um identificador de conexão que, combinado com o endereço IP, permite localizar de forma precisa o responsável por determinado acesso à internet. A decisão previa multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento.

Fachada do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. Reprodução

A plataforma enviou dados dentro do prazo estabelecido, porém as informações foram apresentadas em língua estrangeira e com termos técnicos que dificultaram a compreensão. Além disso, não houve indicação da porta lógica solicitada.

Os advogados de Freixo continuaram solicitando os dados necessários no processo. A plataforma voltou a se manifestar apenas 163 dias depois, quando apresentou as informações em português e organizadas de forma compreensível.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro considerou que o cumprimento efetivo da decisão ocorreu somente quando as informações permitiram identificar os responsáveis pelas publicações. Com isso, o período de 163 dias foi contabilizado para aplicação da multa.

Inicialmente, o valor acumulado chegou a R$ 16,3 milhões. O tribunal reduziu a multa diária para R$ 30 mil, o que levou o total para R$ 4,8 milhões.

A rede X recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral para tentar afastar a penalidade ou reduzir o valor. Relator do caso, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva manteve a aplicação da multa, citando o artigo 192 do Código de Processo Civil, que estabelece o uso obrigatório da língua portuguesa nos atos processuais.

Na decisão, o ministro afirmou que a legislação admite documentos em língua estrangeira quando o conteúdo é compreensível e não causa prejuízo às partes. No caso analisado, o tribunal considerou que a forma como os dados foram apresentados exigiu novas solicitações no processo.

Cueva determinou nova redução do valor da penalidade. A multa diária foi fixada em R$ 10 mil, totalizando R$ 1,6 milhão.

Supersalários de juízes não garantem produtividade em tribunais

8 de Março de 2026, 18:21
  Por Luany Galdeano e Adriana Fernandes (Folhapress) – O pagamento de supersalários a juízes e desembargadores não é garantia de eficiência no andamento dos processos dos 27 tribunais estaduais e do Distrito Federal, conforme indicam os resultados do IPM (Índice de Produtividade dos Magistrados) do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Grande parte dos penduricalhos, […]

Gilmar cobra do Ministério Público do Rio informações sobre penduricalhos

8 de Março de 2026, 18:21
  Por Augusto Tenório e Luísa Martins (Folhapress) – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes determinou, neste domingo (8), que o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) explique penduricalhos pagos de janeiro, fevereiro e março deste ano. O magistrado deu 72 horas para recebimento de resposta, “sob pena de responsabilização administrativa-disciplinar”. […]

“Negócio absurdo”: mensagens citam propina de até R$ 33 milhões a policiais para encerrar investigações

5 de Março de 2026, 11:48
Dinheiro encontrado com policial alvo de operação contra corrupção na Polícia Civil de SP. Foto: Divulgação

Áudios e mensagens encontrados em celulares apreendidos indicam que policiais civis de São Paulo cobravam propinas que chegavam a R$ 33 milhões para encerrar investigações envolvendo suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. O material foi reunido durante uma apuração conduzida pelo Ministério Público (MP), Polícia Federal e Corregedoria da Polícia Civil.

Em um dos áudios, um investigado menciona a tentativa de intermediar pagamentos junto a um delegado. “Eu fui até a delegacia, tá? É referente a uma transferência de [R$] 33 milhões”, afirma. Na mesma gravação, ele acrescenta: “Ali naquela delegacia o delegado é ‘parceiraço’ meu, tá? Você quer que eu faça alguma coisa lá? Tô…Vou aguardar a orientação tua, tá bom?”.

Áudio transcrito mostra que investigado citando pagamento de R$ 33 milhões. Foto: Reprodução

A investigação levou à deflagração da Operação Bazzar nesta quinta (5). A ação tem como alvo um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro dentro de setores estratégicos da Polícia Civil paulista. Nove pessoas foram presas, incluindo um delegado, investigadores, uma doleira e um advogado.

Mensagens também citam pagamentos milionários a policiais. Em um dos diálogos analisados pelos investigadores, aparece a referência a valores elevados pagos a um delegado. “Segundo o Dr aqui: recebeu mais de [R$] 20 milhões”, diz uma das mensagens, sendo “Dr” a forma usada para se referir ao delegado.

Alvo da polícia diz que delegado já recebeu mais de R$ 20 milhões em propina. Foto: Reprodução

A apuração é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo. Segundo os investigadores, participariam do esquema policiais ligados ao Departamento de Investigações Criminais (Deic) e ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC).

De acordo com a investigação, parte das extorsões ocorria em locais como o hangar do Serviço Aerotático da Polícia Civil, no Campo de Marte, e também no 16º Distrito Policial, na Vila Clementino. Em outro áudio, um investigado relata uma cobrança para barrar um inquérito:

“Tem como a gente falar com esse pessoal, pra…pra…para saber ‘que pé’ que está esse negócio? Que os cara pediram [R$] 5 milhões. Negócio…assim…absurdo…pra quem foi lá”.

Policiais cobraram R$ 5 milhões para trancamento de inquérito, dizem mensagens. Foto: Reprodução

Os celulares apreendidos também mostram registros de pagamentos menores realizados em parcelas. Em uma gravação, um investigado descreve transferências feitas a policiais: “Anota aí para mim que eu dei [R$] 100 mil pro Deic esses dias, eu não sei se você anotou …. e ontem foi mais [R$] 110 [mil]… são [R$] 220 mil que eu dei pro Deic aí, anota aí, tá?”.

Em outro diálogo, um dos envolvidos comenta o temor de novas cobranças: “O cara vai trazer aqui um inquérito para a gente ver que falaram que a gente tá fodido lá no 16º [DP]”.

Segundo a Justiça, o grupo teria transformado delegacias especializadas em espaços de negociação para garantir a paralisação de investigações. A Secretaria da Segurança Pública afirmou em nota que a Corregedoria acompanha a operação e declarou que “a Polícia Civil não compactua com desvios de conduta por parte de seus integrantes e adotará todas as medidas legais e disciplinares cabíveis caso sejam confirmadas quaisquer irregularidades”.

Polícia prende líder da facção ‘Povo de Israel’ em churrasco no Rio

4 de Março de 2026, 14:56
Chefe da facção Povo de Israel é preso durante churrasco na Baixada Fluminense. Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta terça-feira (3) Márcio Cea de Paiva, de 45 anos, conhecido como “Kinca”, apontado como um dos principais integrantes da facção criminosa Povo de Israel. A captura ocorreu em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, durante uma ação da 38ª DP (Brás de Pina), após monitoramento realizado por agentes de inteligência.

Segundo a investigação, Kinca estava em um churrasco com amigos quando foi localizado pelos policiais. Contra ele havia dois mandados de prisão em aberto por roubo. A ação foi realizada após levantamento de informações que indicavam o paradeiro do suspeito, considerado um dos nomes de destaque dentro da organização criminosa.

Ao chegar ao local, os agentes cercaram o imóvel e realizaram a abordagem por volta das 15h. Durante a operação, os policiais identificaram outro homem com mandado de prisão pendente e cinco indivíduos que estavam com telefones celulares roubados.

Todos foram conduzidos para a delegacia. No total, sete pessoas acabaram presas na ocorrência. Cinco delas foram autuadas em flagrante pelo crime de receptação, enquanto os dois suspeitos com mandados de prisão tiveram as ordens judiciais cumpridas.

➡️ RIO DE JANEIRO | Líder de organização criminosa Povo de Israel é preso em churrasco

Segundo as investigações, o grupo atua principalmente em golpes e extorsões por telefone

Leia na coluna de @mirelle_aphttps://t.co/kL8pmERouD pic.twitter.com/9Y6rzxlh3t

— Metrópoles (@Metropoles) March 4, 2026

De acordo com dados de inteligência da Polícia Civil, Kinca ocupa posição relevante dentro da facção autodenominada Povo de Israel, sendo apontado como o terceiro na hierarquia do grupo criminoso. A organização surgiu dentro do sistema penitenciário do estado do Rio de Janeiro e é composta majoritariamente por detentos que continuam coordenando atividades ilegais mesmo encarcerados.

As investigações indicam que a facção se especializou em golpes e extorsões aplicados por telefone a partir de presídios, especialmente o golpe do falso sequestro. Segundo os investigadores, as fraudes movimentam milhões de reais.

Os policiais apontam que Kinca possui extenso histórico criminal, com registros por crimes como roubo de carga, receptação e estelionato. Ele também é citado em investigações relacionadas à onda de ataques ocorrida em novembro de 2010 no Rio de Janeiro, quando facções promoveram arrastões, incêndio de veículos e confrontos com forças de segurança.

Na época, o suspeito chegou a ser preso e, devido ao grau de periculosidade atribuído a ele, foi transferido para o Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Sakamoto – Fim da 6×1: Maioria dos empreendedores não vê impacto negativo, diz Sebrae

22 de Fevereiro de 2026, 12:33
Manifestantes protestam pelo fim da escala 6×1 na Avenida Paulista

Por Leonardo Sakamoto

Dos responsáveis por pequenos negócios, 47% afirmam que o fim da escala 6×1 não trará impacto para suas empresas. Outros 9% veem possibilidade de impacto positivo, 32% estimam impacto negativo e 12% não souberam opinar. Ou seja, predomina a percepção de que a garantia de dois dias de descanso não irá afetar a maioria dos empreendedores.

Os dados estão em pesquisa interna do Sebrae, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, sobre o assunto, coletada no final de 2024 junto a empresas de pequeno porte, microempresas e microempreendedores individuais, e que não havia sido divulgada à imprensa. A margem de erro é de um ponto em relação ao universo dos pequenos negócios no Brasil e o intervalo de confiança é de 95%.

O Congresso Nacional está discutindo propostas que podem levar ao fim da escala 6×1 de trabalho, reduzindo a jornada para 40 ou 36 horas semanais. Pesquisa Genial/Quaest, divulgada em dezembro, aponta que 72% da população apoiam o fim da escala 6×1, contra 24% que se posicionam de forma contrária à mudança.

Entre os microempreendedores individuais (MEI), 53% afirmam que a alteração não afetará seus negócios. Nesse grupo, 11% projetam impacto positivo, 23% acreditam em impacto negativo e 13% não sabem. Já entre as micro e pequenas empresas (MPE), 40% avaliam que não haverá impacto, enquanto 7% enxergam impacto positivo, 44% estimam impacto negativo e 9% não souberam responder.

Quando analisados apenas os responsáveis por microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP), a percepção de impacto varia conforme o segmento econômico. No total geral desse recorte, 44% projetam impacto negativo e 47% afirmam que não haverá impacto ou ele será positivo.

Manifestantes protestam pelo fim da escala 6×1 na Avenida Paulista, com bandeira do movimento VAT – Vida além do trabalho

Serviços de alimentação, pet shops e veterinária, indústria alimentícia, comércio varejista, energia, turismo e oficinas e peças de automóveis são os setores nos quais mais empreendedores avaliam que haverá mais impactos negativos do que neutros e positivos.

No setor de serviços de alimentação, 64% estimam efeito adverso, enquanto 24% avaliam que não haverá impacto ou o ele será positivo. Em pet shops e serviços veterinários, 59% apontam impacto negativo, 26% não preveem alterações ou que elas serão boas. Na indústria alimentícia, 58% a 32%, respectivamente; no comércio varejista, 57% a 36%; na moda, 55% a 31%; energia, 51% a 43%; turismo, 51% a 47%; e oficinas e peças de automóveis, 50% a 35%.

Por outro lado, há segmentos em que predomina a percepção de que o fim da escala 6×1 será neutra ou positiva. Ou seja, que não veem prejuízo com a mudança.

Em academias e atividades físicas, 75% afirmam que a mudança não deverá impactar suas atividades ou projetam impacto positivo enquanto 11% dizem que ele será negativo. É seguido de logística e transporte (62% a 19%, respectivamente), artesanato (45% a 30%), economia criativa (66% a 31%), beleza (63% a 32%), serviços empresariais (56% a 34%), educação (60% a 35%), saúde (52% a 36%), serviços pessoais (58% a 38%), agronegócio (51% a 41%), indústria de base tecnológica (54% a 43%) e outras atividades industriais (51% a 42%).

“Entendemos que as mudanças na jornada devem ser feitas com diálogo e a partir de uma negociação com amplos setores da sociedade, garantindo segurança jurídica e sustentabilidade para empresas e trabalhadores”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima. “Acreditamos que o fim da escala 6×1, além de melhorar a qualidade de vida da população, pode proporcionar um aumento da oferta de emprego e avanços em produtividade”, acrescenta.

Para ele, em vez de focar na simples compensação de horas, as empresas devem ser estimuladas a investir em tecnologias e métodos de trabalho que aumentem a produtividade.

Publicado originalmente no Uol

Caso Master vem de gestões anteriores do BC, afirma diretor-geral da PF

10 de Fevereiro de 2026, 18:34
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Foto: Divulgação

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta terça-feira (10) que o caso envolvendo o Banco Master teve origem em gestões anteriores do Banco Central, mas passou a ser efetivamente enfrentado na atual administração. Segundo ele, o avanço das investigações só foi possível graças à atuação integrada entre instituições e ao envio formal de informações à Polícia Federal.

A declaração foi dada durante entrevista coletiva sobre o balanço das gestões da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. Rodrigues destacou que a apuração ganhou força a partir da cooperação entre os órgãos e da decisão da atual direção do Banco Central de levar os dados às autoridades policiais.

“E isso foi possível graças a essa integração, essa parceria, essa cooperação, graças à coragem também do presidente [Gabriel Galípolo], de enfrentar um problema que já vinha de outras gestões”, afirmou. Segundo o diretor-geral, Galípolo teve “a coragem, a capacidade de levar à frente” o caso, conforme determina a lei.

Rodrigues acrescentou que a autonomia institucional foi determinante para o andamento das apurações. “Essa autonomia que o Banco Central teve para fazer isso também tivemos nós na Polícia Federal para avançar”, disse, ao parafrasear o presidente do BC.

Como revelou a Folha, na data da liquidação do Banco Master, em novembro de 2025, a instituição mantinha apenas R$ 22,9 milhões em depósitos no Banco Central. O valor representava menos de 1% dos R$ 2,537 bilhões exigidos pelo regulador ao conglomerado controlado por Daniel Vorcaro.

Relatos enviados pelo Banco Central ao Tribunal de Contas da União indicam que a situação se deteriorou ao longo de 2025, com descumprimentos recorrentes dos depósitos compulsórios desde novembro de 2024. Segundo apuração do Estadão, o então presidente do BC, Roberto Campos Neto, teria conhecimento do cenário, mas não interveio.

Rodrigues afirmou ainda que o inquérito principal sobre o caso Master está em fase final. “Estamos caminhando para um relatório final, dando encaminhamento a todos os achados, sem descartar nenhuma hipótese”, declarou.

Na segunda-feira (9), o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou ser grato por conduzir o caso durante o governo de Lula. “Agradeço a Deus por passar por isso sob o presidente Lula”, disse, ao defender a autonomia do BC e da Polícia Federal.

Em janeiro, Lula afirmou que o pobre no Brasil é sacrificado “enquanto um cidadão do Banco Master deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões”. Galípolo também agradeceu o apoio do ministro Fernando Haddad e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, além da atuação da Polícia Federal.

Por fim, o presidente do Banco Central defendeu a decisão de liquidar o banco diante do risco sistêmico causado pelo volume de vencimentos de CDBs e pela incapacidade da instituição de cumprir exigências regulatórias.

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