A cantora e atriz Hilary Duff anunciou nesta quarta-feira (23) a expansão da turnê mundial The Lucky Me Tour. Produzida pela Live Nation, a nova etapa contará com 32 datas adicionais distribuídas entre Europa, América Latina e Estados Unidos. Entre os shows confirmados está o aguardado retorno da artista ao Brasil, agendado para o dia 13 de agosto de 2027, no Espaço Unimed, na zona oeste de São Paulo.
Esta é a primeira grande turnê mundial de Hilary Duff como atração principal em quase duas décadas. O repertório é focado em seu sexto álbum de estúdio, “luck… or something”, lançado em 2026 e aclamado por publicações como Rolling Stone, Billboard e Variety.
Os bilhetes serão comercializados pela plataforma Ticketmaster Brasil e na bilheteria oficial do evento (sem taxa de conveniência). Os valores variam de R$ 295 a R$ 940, com opção de parcelamento em até 3 vezes sem juros. Confira a tabela completa:
Antes de desembarcar em São Paulo para sua apresentação única no país, a etapa latino-americana da turnê passará por Porto Rico, Argentina e Chile.
A nova fase da turnê começa em 7 de maio de 2027, em Madri, com passagens por capitais europeias como Berlim, Paris, Amsterdã, Copenhague e Estocolmo (com shows de abertura de Rebecca Black). Após a América Latina, a rota segue para a América do Norte entre 1º de outubro e 20 de novembro de 2027, encerrando em Anaheim, na Califórnia, contando com participações especiais de Dashboard Confessional e Tegan and Sara em datas selecionadas.
O anúncio das novas datas aconteceu durante o encerramento da etapa britânica no The O2 Arena, em Londres, onde confetes com a mensagem “2027 More Dates Loading” surpreenderam os fãs ao som do clássico What Dreams Are Made Of.
O diretor norte-americano Cyrus Nowrasteh afirmou que os valores divulgados como orçamento de “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foram “ridiculamente inflados”. Leia em TVT News.
A declaração foi publicada pelo cineasta na rede social X nesta quinta-feira (10) e acrescenta novos elementos ao debate sobre os recursos envolvidos na produção, que é alvo de investigação da Polícia Federal.
O diretor reagiu a uma publicação que comparava o orçamento atribuído ao longa com os custos de filmes vencedores do Oscar e contestou a forma como os valores vêm sendo apresentados.
Segundo Nowrasteh, as cifras divulgadas não corresponderiam apenas aos gastos necessários para realizar o filme. Os números incluiriam também projeções relacionadas às despesas de marketing e publicidade, que, nos Estados Unidos, são normalmente contabilizadas separadamente dos custos de produção.
“Os números sendo divulgados para o custo do filme são ridiculamente inflados. Eles incluem custos projetados de marketing para ‘Dark Horse’”, escreveu o diretor.
A declaração ocorre em meio às investigações sobre o financiamento da cinebiografia e após a divulgação de informações sobre uma suposta negociação envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje candidato à Presidência da República, e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Diretor de Dark Horse em suas redes sociais – Reprodução
Diretor separa custos de produção e gastos com publicidade
Ao explicar sua posição, Cyrus Nowrasteh afirmou que despesas com divulgação podem ultrapassar os valores empregados diretamente na realização de uma produção cinematográfica. Para ele, a inclusão dessas diferentes despesas em uma mesma cifra provoca uma distorção na comparação com outros filmes.
“Marketing e publicidade para um filme frequentemente excedem os custos de produção. Nos EUA, não combinamos os dois, como fazem no Brasil. Por favor, tenha isso em mente. Os custos de produção deste filme foram menores que a maioria, se não todos, dos filmes listados”, afirmou.
A discussão surgiu depois que o valor atribuído a “Dark Horse” foi comparado pelo jornal O Globo aos orçamentos de produções vencedoras do Oscar. Entre os filmes mencionados na comparação estão “Anora”, “Parasita”, “Moonlight” e “A Forma da Água”, que tiveram custos de produção inferiores a US$ 24 milhões.
Segundo reportagem publicada pelo Intercept Brasil em maio, Flávio Bolsonaro teria solicitado US$ 24 milhões, valor que correspondia a cerca de R$ 134 milhões na cotação da época, ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a produção.
Para o jornalista Paulo Motoryn, a manifestação de Nowrasteh merece atenção diante das apurações que investigam os recursos relacionados a “Dark Horse”.
“A gente tem o diretor do ‘Dark Horse’ falando que os custos estão sendo inflados e que os custos da produção são muito menores que os outros filmes listados”, afirmou Motoryn.
Segundo o jornalista, a declaração pode representar mais um elemento a ser considerado na análise dos valores envolvidos no projeto.
“É uma pista muito importante para nossa investigação, seja do jornalismo, seja da Polícia Federal”, disse.
A controvérsia sobre os recursos destinados ao longa ocorre enquanto a Polícia Federal investiga suspeitas relacionadas ao financiamento da produção.
Flávio Bolsonaro é investigado pela PF no caso Dark Horse
Flávio Bolsonaro é investigado pela Polícia Federal em um inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). A apuração envolve suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas relacionadas ao financiamento de “Dark Horse”.
A investigação foi autorizada pelo ministro André Mendonça em 22 de julho, após pedido da Polícia Federal e parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
De acordo com as informações que integram a apuração, os investigadores analisam a atuação de Flávio Bolsonaro na obtenção e na cobrança de recursos junto a Daniel Vorcaro.
Mensagens, ligações e registros de encontros encontrados no celular do banqueiro indicariam, segundo os investigadores, uma participação direta do senador nas tratativas relacionadas ao financiamento do projeto.
Operação teve buscas contra Mario Frias e produtora
Na quinta-feira (10), a Polícia Federal deflagrou uma operação relacionada ao financiamento de “Dark Horse”. Entre os alvos de mandados de busca e apreensão estavam o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e Karina Gama, produtora do filme.
Karina também é apontada como responsável por entidades que receberam recursos provenientes de emendas parlamentares, outro ponto que integra o contexto investigado pelas autoridades.
A Universidade de São Paulo (USP) contestou uma informação utilizada pelo candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) em sua apresentação profissional. O escritor afirma, no site oficial e no plano de governo, que é professor de pós-graduação da instituição, mas a universidade nega que ele tenha ocupado essa função. Mais informações em TVT News.
De acordo com a USP, Cury participou apenas como professor convidado de uma disciplina da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto entre 2020 e 2022. A atividade ocorreu no programa de pós-graduação em Reabilitação Oral e não representava vínculo com o quadro docente da universidade.
Cury também incluiu no currículo entregue ao TSE curso de doutorado internacional que não teria feito. Foto: Reprodução/YouTube
A disciplina tinha como título “Gestão da Emoção na Formação de Professores do Ensino Universitário”. A informação foi confirmada pela unidade de Ribeirão Preto após questionamentos da imprensa.
A condição de convidado permite que especialistas participem de aulas ou atividades acadêmicas específicas, mas não equivale ao cargo de professor da USP. Docentes da instituição são contratados por meio de processos formais, como concursos públicos, e mantêm vínculo funcional com a universidade.
Informação aparece em materiais da campanha
No site de Cury, o candidato é apresentado como psiquiatra, pesquisador, escritor e professor de pós-graduação da USP. A mesma credencial aparece em seu plano de governo entregue à Justiça Eleitoral. A descrição, no entanto, não informa que a participação ocorreu apenas como convidado nem que foi limitada ao período entre 2020 e 2022.
A controvérsia ganhou repercussão durante a campanha presidencial, em um momento de crescimento do candidato nas pesquisas de intenção de voto. Conhecido pelos livros sobre comportamento e gestão das emoções, Cury passou a ocupar a terceira colocação em alguns levantamentos eleitorais.
Trajetória acadêmica já foi questionada
O currículo de Augusto Cury já foi questionado antes. O candidato enfrentou dúvidas sobre a forma como descreve sua formação acadêmica e um suposto doutorado em psicologia.
Cury é formado em medicina e se tornou conhecido como escritor de livros de auto-ajuda e palestrante. Ele é autor da chamada Teoria da Inteligência Multifocal, método divulgado em livros e cursos, mas questionado por especialistas quanto ao reconhecimento e à validação científica.
A universidade reconhece que Cury participou de atividades em uma disciplina de pós-graduação, mas ressalta que essa atuação ocorreu na condição de convidado. Portanto, de acordo com a instituição, ele não pode ser apresentado como professor de pós-graduação da USP.
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A perícia criminal é fundamental para solucionar diversos tipos de crimes. Por isso, é preciso que esse trabalho esteja pautado na imparcialidade e na defesa dos direitos humanos. É justamente sobre esse tema um relatório produzido pelo Instituto Vladimir Herzog.
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Instituto Vladimir Herzog lança relatório sobre perícia criminal do Brasil
Rede TVT3 de agosto de 2020 23:25
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O que é notícia acontece aqui!
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A Bahia Málaga, no Pacífico colombiano, é um destino turístico paradisíaco. Apesar da exuberância, este paraíso que não dispõe de um sistema adequado de coleta de lixo, enfrenta a poluição para tentar preservar a natureza exuberante. Desde 2019, a Fundação Plástico Precioso Uramba recolheu cerca de 16 toneladas de lixo na Bahia Málaga. Em troca das tampinhas que coletam, recebem moedas fictícias, também de plástico, que usam para trocar por roupas, material escolar, brinquedos, livros ou pipoca para comer enquanto assistem filmes. O material coletado é derretido em uma prensa térmica, que Pardo construiu com base em um esboço que encontrou online. O resultado final é uma pesada placa do material que vai servir para a construção de carteiras, que serão doadas à principal escola como recompensa às salas de aula que mais reciclam. Dezenas de crianças já estudam com cadeiras feitas com o que antes era lixo. O processo ajuda a sensibilizar os jovens. De acordo com a ONU, todos os anos cerca de oito milhões de toneladas de plástico acabam nos oceanos. A Organização estima que até 2040 vão existir cerca de 50 kg de plástico por metro de litoral em todo o mundo. Na Bahia Málaga já começaram a trabalhar para ter um futuro mais limpo.
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Colombianos transformam plásticos das praias em moeda de troca
Rede TVT18 de janeiro de 2025 23:41
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O que é notícia acontece aqui!
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O ataque ao assentamento Olga Benário, em Tremembé, reflete uma onda de ódio que se consolidou ao longo dos anos contra o MST e outros movimentos populares. Alceu Castilho, editor-chefe do observatório 'De olho nos ruralistas', o ataque é decorrência de discursos de ódio contra o MST, como os proferidos por Jair Bolsonaro.
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Ataque ao MST é fruto de discursos de ódio
Rede TVT18 de janeiro de 2025 23:37
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O que é notícia acontece aqui!
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A Polícia Civil montou uma força tarefa para investigar o ataque da semana passada que resultou em 2 mortos, no assentamento Olga Benário do MST em Tremembé, interior de São Paulo.
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Polícia reforça investigação do ataque ao MST em Tremembé
Rede TVT18 de janeiro de 2025 23:35
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Acesse TVT News em https://tvtnews.com.br" data-video-title="OMS alerta que o mundo caminha para crise de saúde global" data-channel-id="UCmQTY7b5w61WlmBbJ5a8XrQ" data-views="23.6milhares visualizações" data-published-date="1737253841" data-formatted-published-date="18 de janeiro de 2025 23:30" data-comment-count="160">
O que é notícia acontece aqui!
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A OMS lançou seu apelo de emergência em saúde para 2025. A agência afirma que o mundo está em um “ponto de inflexão”, marcado por conflitos, mudanças climáticas, epidemias e deslocamentos que convergem para criar uma “crise de saúde global sem precedentes”.
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OMS alerta que o mundo caminha para crise de saúde global
Rede TVT18 de janeiro de 2025 23:30
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Acesse TVT News em https://tvtnews.com.br" data-video-title="Estudo mapeia risco de extinção das árvores no mundo" data-channel-id="UCmQTY7b5w61WlmBbJ5a8XrQ" data-views="295 visualizações" data-published-date="1737253553" data-formatted-published-date="18 de janeiro de 2025 23:25" data-comment-count="1">
O que é notícia acontece aqui!
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O estudo traz uma atualização da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza, conhecida pela sigla U.I.C.N. Pela primeira vez, a maior parte das árvores do planeta foi incluída na lista vermelha desta organização civil, com pelo menos 16.425 espécies em risco de extinção das 47.282 identificadas. O estudo, um inventário global do estado de conservação de espécies vegetais e animais, mostra que do total de 166.061 espécies avaliadas, 46.337 estão ameaçadas de extinção e 10.235 em perigo crítico. Este primeiro panorama global do estado de conservação das árvores é resultado da mobilização de uma rede global de mais de 100 parceiros institucionais e mais de 1.000 especialistas. As espécies de árvores ameaçadas de extinção estão catalogadas em 192 países.
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Estudo mapeia risco de extinção das árvores no mundo
Rede TVT18 de janeiro de 2025 23:25
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Acesse TVT News em https://tvtnews.com.br" data-video-title="Governo Federal anuncia investimentos de R$ 1 bi no Rio Grande do Sul" data-channel-id="UCmQTY7b5w61WlmBbJ5a8XrQ" data-views="544 visualizações" data-published-date="1737253048" data-formatted-published-date="18 de janeiro de 2025 23:17" data-comment-count="2">
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O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou no Rio Grande do Sul investimentos de R$ 1 bilhão na indústria química. A maior parte dos recursos – quase R$ 800 milhões – será investida no Pólo Petroquímico de Triunfo.
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Governo Federal anuncia investimentos de R$ 1 bi no Rio Grande do Sul
Rede TVT18 de janeiro de 2025 23:17
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Acesse TVT News em https://tvtnews.com.br" data-video-title="Tendência é de barateamento dos preços dos alimentos" data-channel-id="UCmQTY7b5w61WlmBbJ5a8XrQ" data-views="717 visualizações" data-published-date="1737252806" data-formatted-published-date="18 de janeiro de 2025 23:13" data-comment-count="6">
O que é notícia acontece aqui!
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O presidente Lula sancionou nesta semana a Lei da Reforma Tributária, que torna o sistema tributário mais simples e justo. O diretor técnico adjunto do Dieese, Victor Pagani, acredita que a tendência deste ano é o barateamento dos preços dos alimentos.
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Tendência é de barateamento dos preços dos alimentos
Rede TVT18 de janeiro de 2025 23:13
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Acesse TVT News em https://tvtnews.com.br" data-video-title="Moraes manda governador de SC depor à PF após fala sobre Bolsonaro | SJ 17.01" data-channel-id="UCmQTY7b5w61WlmBbJ5a8XrQ" data-views="3.8milhares visualizações" data-published-date="1737153922" data-formatted-published-date="17 de janeiro de 2025 19:45" data-comment-count="26">
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Moraes manda governador de SC depor à PF após fala sobre Bolsonaro | SJ 17.01
A Polícia Científica deve realizar nesta sexta-feira (11) uma nova perícia na casa onde Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, morreu após ser atingida por um tiro na cabeça, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. O imóvel era onde ela vivia com o marido, o policial militar Vinicius Costa Silva, preso temporariamente sob suspeita de envolvimento na morte. Mais informações em TVT News.
A nova análise deve utilizar scanner 3D e luminol para tentar reconstruir a dinâmica do disparo e identificar possíveis vestígios no local. A investigação ocorre após a divulgação do laudo necroscópico produzido pelo Instituto Médico-Legal.
Além de Vinicius, a irmã dele, Thamires Matias, de 19 anos, também é investigada por fraude processual. — Foto: Reprodução/Arquivo pessoal
O documento aponta diversas equimoses pelo corpo de Larissa, que são manchas, como roxos na pele, geralmente causadas por pancadas, contusões ou quedas. Foram identificadas marcas na mão esquerda, mão direita, pés, joelhos, perna esquerda e quadril esquerdo. O exame também encontrou escoriações na região anterior esquerda do pescoço e no joelho esquerdo.
O laudo, no entanto, não determina quando nem de que forma essas lesões foram provocadas. Portanto, o documento não permite afirmar que as marcas tenham sido resultado de agressões.
Outro elemento que pode ser investigado é a presença de muitos fios de cabelo soltos grudados na calça de Larissa. De acordo com o IML, esses fios não apresentavam sangue e foram coletados para análise. O documento ressalta que os cabelos da própria vítima estavam cobertos de sangue, mas não identifica a quem pertencem os fios encontrados na roupa.
O exame também descreve a coleta das extremidades das unhas das mãos para eventual análise de material subungueal, procedimento que pode auxiliar na identificação de vestígios.
O que o laudo revela sobre o disparo
A necropsia identificou um único disparo de arma de fogo. O projétil entrou pela região temporal esquerda da cabeça e saiu pelo lado direito. De acordo com a perícia, considerando o corpo em posição ereta, a trajetória foi “de trás para frente e da esquerda para direita”.
O orifício de entrada foi localizado cerca de três centímetros atrás da borda superior da orelha esquerda. O laudo descreve ainda uma área de contusão e chamuscamento no ferimento. A saída do projétil ocorreu na região direita da cabeça, provocando múltiplas fraturas no crânio.
A causa da morte foi definida como traumatismo cranioencefálico decorrente de ferimento por projétil de arma de fogo. O próprio laudo ressalta, porém, que a natureza jurídica da morte — ou seja, a definição sobre as circunstâncias em que ela ocorreu — ainda deverá ser esclarecida pela autoridade responsável pela investigação.
Vinicius Costa Silva foi preso temporariamente na última segunda-feira (7) , durante o velório da esposa, e teve a prisão mantida pela Justiça após audiência de custódia. Ele está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital paulista.
A nova perícia no imóvel pode ser decisiva para confrontar os vestígios encontrados na casa com as informações do exame necroscópico e ajudar a investigação a identificar as circunstâncias do disparo.
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A perícia criminal é fundamental para solucionar diversos tipos de crimes. Por isso, é preciso que esse trabalho esteja pautado na imparcialidade e na defesa dos direitos humanos. É justamente sobre esse tema um relatório produzido pelo Instituto Vladimir Herzog.
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Instituto Vladimir Herzog lança relatório sobre perícia criminal do Brasil
Rede TVT3 de agosto de 2020 23:25
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O que é notícia acontece aqui!
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A Bahia Málaga, no Pacífico colombiano, é um destino turístico paradisíaco. Apesar da exuberância, este paraíso que não dispõe de um sistema adequado de coleta de lixo, enfrenta a poluição para tentar preservar a natureza exuberante. Desde 2019, a Fundação Plástico Precioso Uramba recolheu cerca de 16 toneladas de lixo na Bahia Málaga. Em troca das tampinhas que coletam, recebem moedas fictícias, também de plástico, que usam para trocar por roupas, material escolar, brinquedos, livros ou pipoca para comer enquanto assistem filmes. O material coletado é derretido em uma prensa térmica, que Pardo construiu com base em um esboço que encontrou online. O resultado final é uma pesada placa do material que vai servir para a construção de carteiras, que serão doadas à principal escola como recompensa às salas de aula que mais reciclam. Dezenas de crianças já estudam com cadeiras feitas com o que antes era lixo. O processo ajuda a sensibilizar os jovens. De acordo com a ONU, todos os anos cerca de oito milhões de toneladas de plástico acabam nos oceanos. A Organização estima que até 2040 vão existir cerca de 50 kg de plástico por metro de litoral em todo o mundo. Na Bahia Málaga já começaram a trabalhar para ter um futuro mais limpo.
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Colombianos transformam plásticos das praias em moeda de troca
Rede TVT18 de janeiro de 2025 23:41
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O ataque ao assentamento Olga Benário, em Tremembé, reflete uma onda de ódio que se consolidou ao longo dos anos contra o MST e outros movimentos populares. Alceu Castilho, editor-chefe do observatório 'De olho nos ruralistas', o ataque é decorrência de discursos de ódio contra o MST, como os proferidos por Jair Bolsonaro.
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Ataque ao MST é fruto de discursos de ódio
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A Polícia Civil montou uma força tarefa para investigar o ataque da semana passada que resultou em 2 mortos, no assentamento Olga Benário do MST em Tremembé, interior de São Paulo.
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Polícia reforça investigação do ataque ao MST em Tremembé
Rede TVT18 de janeiro de 2025 23:35
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A OMS lançou seu apelo de emergência em saúde para 2025. A agência afirma que o mundo está em um “ponto de inflexão”, marcado por conflitos, mudanças climáticas, epidemias e deslocamentos que convergem para criar uma “crise de saúde global sem precedentes”.
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OMS alerta que o mundo caminha para crise de saúde global
Rede TVT18 de janeiro de 2025 23:30
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O estudo traz uma atualização da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza, conhecida pela sigla U.I.C.N. Pela primeira vez, a maior parte das árvores do planeta foi incluída na lista vermelha desta organização civil, com pelo menos 16.425 espécies em risco de extinção das 47.282 identificadas. O estudo, um inventário global do estado de conservação de espécies vegetais e animais, mostra que do total de 166.061 espécies avaliadas, 46.337 estão ameaçadas de extinção e 10.235 em perigo crítico. Este primeiro panorama global do estado de conservação das árvores é resultado da mobilização de uma rede global de mais de 100 parceiros institucionais e mais de 1.000 especialistas. As espécies de árvores ameaçadas de extinção estão catalogadas em 192 países.
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Estudo mapeia risco de extinção das árvores no mundo
Rede TVT18 de janeiro de 2025 23:25
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O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou no Rio Grande do Sul investimentos de R$ 1 bilhão na indústria química. A maior parte dos recursos – quase R$ 800 milhões – será investida no Pólo Petroquímico de Triunfo.
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Governo Federal anuncia investimentos de R$ 1 bi no Rio Grande do Sul
Rede TVT18 de janeiro de 2025 23:17
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O presidente Lula sancionou nesta semana a Lei da Reforma Tributária, que torna o sistema tributário mais simples e justo. O diretor técnico adjunto do Dieese, Victor Pagani, acredita que a tendência deste ano é o barateamento dos preços dos alimentos.
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Tendência é de barateamento dos preços dos alimentos
Rede TVT18 de janeiro de 2025 23:13
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Moraes manda governador de SC depor à PF após fala sobre Bolsonaro | SJ 17.01
A crise no Supremo Tribunal Federal voltou a ocupar a campanha presidencial nesta quarta-feira (9), em um dia marcado por decisões conflitantes sobre o comando da Polícia Federal e por novas manifestações dos candidatos sobre as investigações do Banco Master.
Pela manhã, Flávio Dino determinou a reintegração do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada, afastados na terça-feira (8) por André Mendonça. No fim da tarde, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as decisões de ambos os ministros, manteve Andrei no cargo por enquanto e assumiu a condução de procedimentos ligados à crise.
Fachin também retirou Alexandre de Moraes da condução do inquérito das fake news e marcou para 15 de setembro uma sessão extraordinária do plenário.
Lula pede abertura dos sigilos e faz campanha no Piauí
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou o dia em Brasília e, antes de viajar ao Piauí, defendeu publicamente maior transparência nas investigações relacionadas ao Banco Master.
Em uma publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que a crise no Judiciário exige explicações e criticou o que classificou como vazamentos seletivos capazes de afetar a disputa eleitoral.
“É urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master”, afirmou Lula.
À tarde, já em Teresina, Lula cumpriu compromissos institucionais.
À noite, o candidato participou do ato “Brasil pronto para mais”, ao lado do governador e candidato à reeleição Rafael Fonteles (PT) e de aliados locais. No discurso, Lula voltou a defender a soberania do processo eleitoral brasileiro e criticou uma eventual interferência dos Estados Unidos nas eleições.
Flávio critica Flávio Dino e refaz trajeto de Bolsonaro em Juiz de Fora
Flávio Bolsonaro concentrou a agenda em Juiz de Fora, em Minas Gerais, onde participou de motocarreata e de um comício no centro da cidade.
O ato passou pelo local onde Jair Bolsonaro foi esfaqueado durante a campanha presidencial de 2018. Flávio afirmou que pretendia concluir simbolicamente o trajeto interrompido pelo pai naquele episódio.
Durante a passagem pela cidade, o candidato criticou a decisão tomada pela manhã por Flávio Dino de reintegrar Andrei Rodrigues e Leandro Almada à cúpula da Polícia Federal.
“Eu quero ganhar as eleições nas urnas, no voto, e o Lula quer ganhar no tapetão”, afirmou Flávio, ao acusar Dino de interferir em um processo no qual, segundo ele, não teria competência para atuar.
Antes da decisão de Fachin, Flávio também havia cobrado que o presidente do STF interviesse no impasse.
Caiado pede fim de sigilos e critica decisões no Supremo
Ronaldo Caiado cumpriu agenda em São Paulo. Pela manhã, participou por videoconferência de uma sabatina da Rádio Itatiaia e, depois, se reuniu com representantes da Associação Brasileira de Incorporadoras.
Durante o dia, o candidato protocolou no STF um pedido para que sejam retirados os sigilos de investigações relacionadas ao Banco Master e às fraudes no INSS. Caiado defendeu que as informações sejam conhecidas pelos eleitores antes do primeiro turno.
Após as decisões de Fachin no fim da tarde, Caiado elogiou a retirada do inquérito das fake news da condução de Alexandre de Moraes, mas demonstrou preocupação com a suspensão da decisão de Mendonça sobre a Polícia Federal.
“Esse inquérito foi uma invenção e um conflito de interesses que apequena o Judiciário”, afirmou.
Caiado também anunciou que pretende organizar um debate com Renan Santos na próxima segunda-feira (14), depois do cancelamento do encontro que seria realizado por um grupo de veículos. Romeu Zema e Augusto Cury também foram convidados.
Zema critica Dino e convoca ato em Brasília
Romeu Zema passou a manhã em Brasília, onde participou ao lado do candidato a vice, Eduardo Girão, do lançamento de uma carta direcionada ao eleitorado cristão.
Zema também criticou a decisão de Dino que havia reconduzido Andrei Rodrigues ao comando da PF. O afastamento determinado no dia anterior por André Mendonça ocorreu após pedido apresentado pelo próprio Novo.
“Mais uma vez nós estamos assistindo os intocáveis em ação”, afirmou Zema, que classificou a decisão de Dino como uma “aberração jurídica”.
Depois das decisões de Fachin, o candidato comemorou a retirada de Moraes da condução do inquérito das fake news e convocou apoiadores para um ato em Brasília em 15 de setembro, data em que o plenário do STF deve analisar a possibilidade de abertura de investigação contra Moraes.
Renan chama crise no STF de “show de horrores”
Renan Santos participou à noite de um ato com apoiadores na região central de São Paulo.
Após Fachin anunciar as novas decisões sobre a crise no Supremo, Renan criticou o embate entre integrantes da Corte.
“A decisão do Fachin só coroou um show de horrores que o Brasil está passando”, afirmou o candidato, que atribuiu a crise a disputas internas entre os ministros.
Cury propõe lista tríplice para comando da PF
Augusto Cury concentrou a agenda em São Paulo. O candidato participou de entrevistas, visitou a Bienal Internacional do Livro e se reuniu com representantes de cooperativas e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.
Ao ser questionado sobre a disputa em torno do comando da Polícia Federal, Cury evitou avaliar diretamente a decisão de Dino e propôs uma mudança na forma de escolha do diretor-geral da corporação.
“Para não haver interferência na Polícia Federal, deveria haver uma lista tríplice de delegados federais”, afirmou. Segundo a proposta, a relação seria escolhida pelos próprios delegados e o presidente da República selecionaria um dos nomes.
Mais tarde, depois das decisões anunciadas por Fachin, Cury disse estar “profundamente chocado” com a crise institucional e defendeu rapidez na apuração dos fatos. O candidato também declarou apoio ao manifesto divulgado pela Fiesp cobrando rigor nas investigações envolvendo integrantes do Supremo.
Combustíveis terão redução de impostos: R$ 0,63 a menos para litro da gasolina e zero para etanol. Confira as medidas para reduzir os preços dos combustíveis com a TVT News.
Uma delas foi a assinatura de decreto que reduz em R$ 0,63 as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre o litro de gasolina e zera as contribuições sobre o etanol hidratado.
A redução das alíquotas substitui e amplia os efeitos da subvenção da gasolina prevista na MP nº 1.358/2026, com valor de R$ 0,44 por litro, cuja vigência termina nesta quarta-feira. A outra foi a assinatura de medida provisória que autoriza subvenção econômica ao óleo diesel.
Desde o início da guerra no Oriente Médio, o Governo Lula vem acompanhando as oscilações do mercado e tomando medidas proporcionais ao cenário do momento. O mercado internacional segue marcado por elevada incerteza.
Lideranças reconheceram o histórico de incentivo aos biocombustíveis nos governos Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O preço do petróleo Brent voltou à faixa de US$ 100 por barril, em nível bastante superior ao observado antes do acirramento dos conflitos, e permanecem as restrições que justificam a manutenção da política de suavização de preço dos derivados.
No caso do diesel, o aumento dos custos internacionais de refino agrava os efeitos do choque externo. Mais de 25% do diesel consumido no Brasil é proveniente de importações.
As medidas buscam amortecer, de forma temporária, os efeitos dessa conjuntura internacional sobre o mercado doméstico de combustíveis.
Decreto reduz impostos dos combustíveis gasolina e etanol
O decreto reduz por 30 dias, entre 10 de setembro e 9 de outubro, as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins incidentes sobre a importação e a comercialização de gasolina e suas correntes, com exceção da gasolina de aviação, e de etanol hidratado.
No caso da gasolina, a redução da carga tributária é de R$ 0,63 por litro, incluindo PIS/Pasep e Cofins. Com a redução, os tributos totais serão de R$ 0,16 por litro, de modo que os consumidores pagarão menos tributos em comparação ao cenário atual.
Para o etanol hidratado, utilizado diretamente como combustível, as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins serão zeradas, o que corresponde a uma redução tributária de R$ 0,19 por litro.
Subvenção do Diesel
A medida provisória autoriza a União a conceder subvenção econômica a produtores e importadores de óleo diesel de uso rodoviário enquanto persistir a instabilidade na oferta de combustíveis decorrente de conflitos geopolíticos.
O valor da subvenção por litro será definido por ato do Ministério da Fazenda e poderá ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme as condições do mercado.
No primeiro período, o valor da subvenção será de R$1,00 por litro. Os agentes que aderirem ao mecanismo deverão deduzir do preço de venda o montante correspondente à subvenção e registrar o desconto na nota fiscal.
No primeiro período, o valor da subvenção será de R$1,00 por litro. Foto: Rovena Rosa/EBC.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) fará a habilitação dos participantes, o acompanhamento dos preços e o pagamento da subvenção.
A MP estabelece um mecanismo de caráter temporário e ajustável, justamente para permitir adequação à evolução das condições internacionais de oferta e preços. A duração e o valor da subvenção poderão ser modificados de acordo com a conjuntura e com a disponibilidade orçamentária e financeira.
Qual a diferença entre subsídio e subvenção
A principal diferença é que o subsídio é um termo mais amplo que engloba qualquer ajuda financeira do governo para baratear um produto ou serviço (como um desconto na compra de um imóvel ou na passagem de ônibus), enquanto a subvenção é um tipo específico de subsídio focado em cobrir despesas de custeio (como manutenção e funcionamento) de entidades públicas ou privadas.
O que é Subvenção?
A Subvenção é uma transferência de recursos financeiros que o beneficiário não precisa devolver, destinada a cobrir despesas correntes de custeio.
Como funciona: É muito usada no orçamento público para ajudar instituições (empresas, hospitais ou ONGs) a manterem suas portas abertas e contas do dia a dia pagas.
Tipos principais:
Subvenção Social: Ajuda instituições sem fins lucrativos (como assistência social ou saúde).
Subvenção Econômica: Ajuda empresas comerciais ou industriais para estimular a economia local ou baratear insumos
Em Santos, Tarcísio participa do lançamento da candidatura Paulo Alexandre Barbosa. Foto: André Luiz Salibi/UOL
O lançamento da campanha à reeleição de Paulo Alexandre Barbosa (PSD-SP) expôs uma fissura no grupo político reunido em torno do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O deputado federal rejeitou o rótulo de bolsonarista e anunciou que votará em Ronaldo Caiado (PSD) para presidente.
De acordo com reportagem do UOL, Paulo Alexandre respondeu “jamais” ao ser questionado se se considerava bolsonarista. Na saída do evento realizado em Santos, ele afirmou que Caiado receberá seu apoio e seu voto.
A escolha contraria a posição de Tarcísio, que declarou apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). O governador participou do lançamento, mas não mencionou o senador em seu discurso. Jair Bolsonaro também não foi citado nas falas acompanhadas pela reportagem.
Paulo Alexandre procurou separar sua proximidade com Tarcísio de qualquer adesão ideológica. Disse admirar o equilíbrio, a moderação e as entregas administrativas do governador e resumiu sua posição: “Eu não discuto ideologia, eu discuto metodologia”.
O candidato a presidência, Ronaldo Caiado (PSD). Foto: Gabriel Pinheiro/CNI
O ato ocorreu nos Arcos do Valongo, no Centro Histórico de Santos, e reuniu Tarcísio, o candidato ao Senado André do Prado (PL), o prefeito Rogério Santos (Republicanos) e outras lideranças da Baixada Santista. Os discursos se concentraram em obras como o túnel Santos-Guarujá e em investimentos estaduais em habitação, saneamento e saúde.
Ex-prefeito de Santos por dois mandatos, Paulo Alexandre deixou o PSDB em março, após 25 anos de filiação, e migrou para o PSD. O movimento acompanhou o esvaziamento tucano na Baixada: o partido, que conquistou sete das nove prefeituras da região em 2016, não elegeu nenhum prefeito em 2024.
O episódio expõe um limite do projeto eleitoral de Tarcísio. O governador consegue reunir antigos tucanos e setores de centro-direita em torno de sua gestão, mas essa aproximação não produz apoio automático ao bolsonarismo nem à candidatura de Flávio Bolsonaro. Em Santos, um de seus principais aliados fez questão de separar as duas coisas.
A inserção da juventude brasileira no mundo do trabalho é atravessada por barreiras estruturais, disparidade de renda e um profundo abismo de oportunidades entre as classes sociais. Os dados da pesquisa “Juventudes e o Mundo do Trabalho”, promovida pelo Observatório Fundação Itaú em parceria técnica com o Datafolha e o Instituto Locomotiva, revelam que 70% […]
Em “Eu disse NÃO: uma trincheira antigolpista” (Autêntica Editora), o militar de quase cinco décadas de carreira revela como resistiu às pressões de Jair Bolsonaro para que as Forças Armadas aderissem ao golpe de Estado após a derrota do então presidente nas eleições de 2022.
O livro, que chega às livrarias em 15 de setembro, é a primeira obra escrita por um integrante da alta cúpula militar daquele período a expor os bastidores da crise que ameaçou a democracia brasileira.
O relato em primeira pessoa percorre desde o início do governo Bolsonaro, em 2019, atravessa a gestão da pandemia de Covid-19 e desemboca na crise militar de 2021 — quando o então presidente trocou o ministro da Defesa e os três comandantes das Forças Armadas.
Baptista Junior revela em suas páginas que a resiliência das instituições em 2022 não foi automática, mas resultado de escolhas individuais de oficiais de alta patente em posições estratégicas.
Os “cartões amarelos” de Bolsonaro e a pressão sobre o comandante
A colunista do jornal O Globo, Bela Megale, adiantou uma das revelações do livro. Em uma das tensas reuniões com a cúpula das Forças Armadas no Palácio do Alvorada, após a derrota nas eleições de 2022, Jair Bolsonaro dirigiu-se ao então comandante da Aeronáutica com um recado que soou como ameaça: “Já te dei dois cartões amarelos”.
Para Baptista Junior, a declaração foi uma tentativa clara de pressão diante dos posicionamentos legalistas que ele havia adotado publicamente.
Em entrevistas aos jornais O GLOBO e à Folha de S.Paulo no fim de 2022, o comandante enfatizou que as Forças Armadas cumpririam a lei e prestariam continência ao presidente eleito, independentemente de quem fosse — afirmações que contrariavam as expectativas de Bolsonaro e motivaram os “cartões amarelos”.
“Objetivos da medida de exceção não eram para garantir a paz social”, disse brigadeiro. Foto: Marcelo Camargo/ABR
Baptista Junior integrava o chamado “grupo dos quatro” — reuniões constantes entre ele, o general Freire Gomes (comandante do Exército), o almirante Almir Garnier (comandante da Marinha) e o general Paulo Sergio (ministro da Defesa).
O militar da Aeronáutica detalha como esses encontros foram marcados por confrontos e divergências profundas sobre as medidas a serem adotadas diante da contestação eleitoral encampada pelo ex-presidente.
Em meio a esse ambiente, Baptista Junior conta no livro que chegou a dizer a Bolsonaro que ele não permaneceria no cargo após 1º de janeiro de 2023.
Livro traz 3 momentos em que a tentativa de glope foi frustrada
O militar traz no livro detalhes de três momentos em que a tentativa de golpe acabou frustrada. Ele confirmou encontros no Palácio da Alvorada e no Ministério da Defesa em que se discutiram medidas de exceção e os termos de uma minuta golpista — da qual se recusou a receber cópia.
“Eu disse NÃO”: tenente-brigadeiro Baptista Junior revela em livro as pressões de Bolsonaro para golpe. Imagem: Reprodução / Editora Autêntica
Baptista Junior contou que o general Freire Gomes alertou Bolsonaro de que ele seria preso se insistisse no golpe para impedir a posse de Lula. E revelou que o almirante Almir Garnier, então chefe da Marinha, colocou tropas da Força à disposição do plano golpista.Garnier foi posteriormente condenado pela Primeira Turma do STF a 24 anos de prisão por sua participação na tentativa de golpe de Estado.
Quem é o tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior
Carlos de Almeida Baptista Junior ingressou na Força Aérea Brasileira em 1975 e formou-se Oficial Aviador pela Academia da Força Aérea em 1981. Piloto de Caça e de Reconhecimento, acumulou mais de 4.500 horas de voo e dedicou quase cinco décadas de serviço à Aeronáutica.
Comandante da FAB entre abril de 2021 e janeiro de 2023, ele enfrentou uma etapa de forte tensão e uma atmosfera hostil protagonizada por Bolsonaro e a cúpula das Forças Armadas — um período em que a manutenção da ordem democrática dependeu, em parte, de decisões tomadas nos quartéis.
Baptista Junior relata reunião com a cúpula mlitar: “Se você tentar isso, eu vou ter que lhe prender. Foi isso que ele disse”. Foto: Isac Nóbrega/PR
Baptista Junior fala com a segurança e autoridade de quem esteve na sala de decisão — não como espectador, mas como um dos atores que, segundo seu próprio relato, ajudou a manter as Forças Armadas longe do rompimento.
Seu livro é descrito como um “testemunho raro, sincero e corajoso sobre a real espessura da crise institucional brasileira e sobre o que, afinal, fez com que a ruptura não se concretizasse”.
Em entrevista ao jornal O Globo, Baptista Junior explica o lançamento do livro
O ex-comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, concedeu entrevista exclusiva para a jornalista Bela Megale, do jornal O Globo e conta os motivos que o levaram a escrever o livro que confirma a tentativa de golpe por Jair Bolsonaro.
Confira os principais trechos da entrevista à Bela Megale.
Lançamento do livro em meio à polarização
Questionado sobre por que escolheu lançar o livro durante o período eleitoral, Baptista Junior afirmou que não tinha a menor intenção de influenciar as eleições.
Ele disse que não escreveu a obra para ser um instrumento de propaganda eleitoral de nenhum dos candidatos e que, no último capítulo, argumentava que os brasileiros também são culpados pelas mazelas do país, o que passa pelo voto, não apenas para presidente.
Por isso, avaliou que seria positivo se algumas pessoas pudessem ler e refletir sobre essa questão antes do pleito, para não se colocarem nem como vítimas nem como culpadas.
Sobre o fato de não ter publicado o livro antes, o ex-comandante explicou que não poderia fazê-lo enquanto ainda estava na ativa. T
ambém afirmou que não lançaria a obra durante o andamento das ações do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a tentativa de golpe, pois seria inimaginável testemunhar e escrever um livro logo em seguida. Além disso, lembrou que o processo de escrita e de encontrar uma editora leva tempo. Quando viu a possibilidade de lançá-lo antes das eleições, considerou que seria bom.
Momentos de tensão e a conversa com Bolsonaro após o 8 de janeiro
Questionado sobre o momento mais tenso que viveu na tentativa de golpe, Baptista Junior afirmou que os dias 14, 22 e 24 de novembro de 2022 foram muito tensos. Ele explicou que foi quando o presidente Bolsonaro acreditou na possibilidade de o Instituto Voto Legal ter encontrado um erro nas urnas.
Sobre a última conversa com Bolsonaro depois do 8 de janeiro, o ex-comandante relatou que, cerca de dez dias após os ataques, viu na televisão uma tarja embaixo de uma entrevista do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, dizendo que muitos dos erros de Bolsonaro eram culpa dos militares. Ele tirou uma foto da tela e a enviou para Bolsonaro, que estava nos Estados Unidos.
Em seguida, o ex-presidente ligou para ele. Baptista Junior contou que alertou Bolsonaro sobre o que estava acontecendo, dizendo que, depois de tudo aquilo, quem levaria toda a carga seriam as Forças Armadas e que ele poderia ter acabado com aquilo.
Segundo o ex-comandante, Bolsonaro respondeu que não seria capaz de mudar o pensamento daquelas pessoas. Para Baptista Junior, porém, Bolsonaro poderia ter mandado todo mundo para casa e reconhecido a derrota.
Balanço: confiabilidade das Forças e custo pessoal
Perguntado se os militares ganharam ou perderam com Bolsonaro na Presidência, Baptista Junior avaliou que as Forças perderam confiabilidade. Ele explicou que sempre houve uma parte da sociedade, até pelo processo histórico, que não tinha um bom alinhamento ou uma boa percepção das Forças Armadas, mas que agora esse leque se ampliou.
Ainda assim, disse confiar que as Forças Armadas vão recuperar essa confiabilidade mantendo sua postura de Estado, de que não estão ali para defender A ou B.
Sobre o maior custo pessoal por manter a postura legalista, o ex-comandante confessou que sentiu muito perder amigos, mas afirmou que sua amizade com essas pessoas não poderia depender de elas ficarem fazendo uma revolução ou um golpe de Estado em grupos de WhatsApp, fragilizando a postura legalista da Força Aérea que serviram ou da instituição que disseram amar e proteger.
O pior, porém, foi ouvir um grande amigo mandar um major atacar os comandantes da Força Aérea e do Exército e suas famílias. Para Baptista Junior, colocar a família nisso passou do limite, e ele disse ter certeza de que Walter Braga Netto se arrependeu.
Saiba mais sobre o livro “Eu disse NÃO: uma trincheira antigolpista”
“Eu disse NÃO: uma trincheira antigolpista” (Autêntica Editora, 240 páginas) narra em primeira pessoa o período entre abril de 2021 e janeiro de 2023 — o momento mais tenso da relação entre Bolsonaro e a cúpula militar.
O tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior acompanhou de perto as pressões para que as Forças Armadas aderissem a uma tentativa de ruptura institucional, que teria seu desfecho nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
A obra remonta ao início do governo Bolsonaro, em 2019, atravessa a gestão da pandemia e desemboca na crise militar de 2021, quando o então presidente trocou o ministro da Defesa e os três comandantes das Forças. No período eleitoral de 2022, o relato passa pela pressão sobre o sistema eleitoral e pelas reuniões de alta tensão da disputa presidencial, até os meses decisivos entre os dois turnos e a posse de Luiz Inácio Lula da Silva.
Ex-comandante da FAB revela em livro pressão de Bolsonaro para golpe . Imagem: Reprodução Autêntica Editora
O autor justifica a decisão de escrever o livro a partir da percepção de um fenômeno social inquietante: pesquisa do Instituto AtlasIntel, realizada entre 6 e 9 de janeiro de 2023, revelou que 39,7% da população não acreditava na vitória de Lula sobre Bolsonaro. “Em um dado ainda mais preocupante, 36,8% dos entrevistados declararam ser favoráveis a uma intervenção militar que anulasse o resultado das eleições de 2022”, afirma o oficial.
Onde comprar o livro sobre como Bolsonaro pressionou pelo golpe:
Relembre a tentativa de golpe e o papel das Forças Armadas
Em 8 de janeiro de 2023, o Brasil assistiu a uma das mais graves investidas contra o Estado Democrático de Direito desde o fim da ditadura empresarial-militar.
Bolsonaristas na tentativa de golpe de estado em 8 de janeiro. Foto: Joédson Alves/Agencia Brasil
Milhares de pessoas, motivadas por discursos golpistas e por uma campanha sistemática de desinformação, invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília, na tentativa de romper a ordem democrática e impedir o funcionamento das instituições republicanas.
Os ataques não foram atos isolados. Tiveram início em meados de 2021, com um ataque deliberado às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral, e culminaram no 8 de janeiro.
A radicalização do movimento foi marcada pela recusa do resultado das eleições de 2022, pela conivência de setores civis e militares e pela disseminação de discursos que naturalizavam a ruptura institucional como solução política.
O papel das Forças Armadas nesse contexto foi decisivo. Como revela Baptista Junior, a adesão dos militares ao plano golpista não foi unânime. O comandante da Aeronáutica e o general Freire Gomes, do Exército, resistiram às pressões de Bolsonaro, enquanto o almirante Almir Garnier, da Marinha, colocou tropas à disposição do plano.
O STF já responsabilizou 1.399 pessoas pelos crimes cometidos no contexto da tentativa de golpe. Desse total, 564 celebraram Acordos de Não Persecução Penal, 420 foram condenadas a penas privativas de liberdade e multas que somam cerca de R$ 30 milhões em danos morais coletivos, e outros 415 tiveram penas substituídas por prestação de serviços.
Almir Garnier negou ter colocado tropas à disposição, mas foi condenado pela tentativa de golpe de Estado. Foto: Gustavo Moreno/STF
A condenação do almirante Almir Garnier a 24 anos de prisão, em setembro de 2025, foi um marco na responsabilização dos militares envolvidos na trama. O ex-comandante da Marinha foi considerado culpado em todos os cinco crimes apontados pela Procuradoria-Geral da República: golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado contra patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
O relato de Baptista Junior em “Eu disse NÃO” é mais um importante documento sobre o 8 de janeiro — a visão de dentro de quem, no momento decisivo, disse não à ruptura e ajudou a preservar a democracia brasileira.
Segundo a filha da atriz, Fátima Cardoso, Laura faleceu na noite de segunda-feira (17), por volta das 23h20, em sua residência no bairro do Sumaré, Zona Oeste de São Paulo, após passar mal. O bisneto da atriz, Fernando Faria, informou que a causa da morte foi natural.
O velório acontece nesta terça-feira (18), das 8h às 14h, na Funeral Home, no bairro da Bela Vista, em São Paulo .
Laura Cardoso deixa um legado de mais de 80 anos de carreira, com trabalhos no rádio, teatro, cinema, dublagem e televisão.
Principais trabalhos de Laura Cardoso
Na TV: Dona Isaura em Mulheres de Areia (1993), Dona Guiomar em A Viagem (1994), Maria Rosa em Irmãos Coragem (1970), Vó Piedade em A Vida da Gente (2011), Matilde Azevedo em A Dona do Pedaço (2019)
No cinema: Terra Estrangeira (1995), Através da Janela (2000), O Outro Lado da Rua (2004), Dona Rosinha (2025)
No teatro: Plantão 21 (1959), Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu (1991), Vereda da Salvação (1993), A Última Sessão (até 2016)
Na dublagem: Betty Rubble em Os Flintstones (dublagem entre 1963 e 1966)
Em Brasília, em 8 de janeiro de 2006, a primeira-dama Marisa Letícia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Cultura, Gilberto Gil e a atriz Laura Cardoso, na 12ª edição de entrega da Ordem do Mérito Cultural a personalidades e instituições que se destacaram por sua contribuição à cultura brasileira. Foto: Fabio Pozzebom/ABr
Início da carreira no rádio
Nascida Laurinda de Jesus Cardoso Balleroni em 13 de setembro de 1927, no bairro da Bela Vista, em São Paulo, filha de imigrantes portugueses, Laura Cardoso começou a carreira aos 15 anos no radioteatro da Rádio Cosmos . Na época, a profissão de atriz era malvista para mulheres, mas ela seguiu sua vocação . Em 1948, destacou-se como Laurinha no programa “Ciranda, Cirandinha”, na Rádio Cultura .
Trajetória na televisão de Laura Cardoso
Laura Cardoso estreou na televisão em 1952, no programa “Tribunal do Coração”, da TV Tupi, emissora que acabara de ser inaugurada . Por cerca de 15 anos, integrou o elenco fixo de teleteatros transmitidos ao vivo, como “TV de Vanguarda” (1956), “TV de Comédia” (1957) e “Grande Teatro Tupi”.
Laura Cardoso e Ivan Mesquita, em Algemas de Ouro, em 1968. Foto: Arquivo Nacional
Em 1981, estreou na TV Globo na novela “Brilhante”, de Gilberto Braga, a convite do diretor Daniel Filho, sendo contratada pela emissora dois anos depois . Ao longo da carreira, acumulou mais de 60 novelas, tornando-se a atriz com mais títulos na carreira no país . Seu último trabalho na televisão foi em “A Dona do Pedaço” (2019).
Cinema, teatro e dublagem
No cinema, Laura participou de mais de 20 filmes. Destacam-se suas atuações em “Terra Estrangeira” (1995), de Walter Salles e Daniela Thomas, “Através da Janela” (2000), de Tata Amaral, e “O Outro Lado da Rua” (2004), de Marcos Bernstein.
No teatro, trabalhou sob direção de nomes como Antunes Filho e Gabriel Villela . Entre os espetáculos marcantes estão “Plantão 21” (1959), sua estreia no teatro adulto, “Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu” (1991) e “Vereda da Salvação” (1993).
Entre 1963 e 1966, emprestou sua voz à personagem Betty Rubble, mulher de Barney, no clássico desenho animado “Os Flintstones” . Sobre a experiência, declarou: “Amei fazer a Betty. Dublagem tem um tempo maravilhoso, de acerto, de fazer texto e imagem”.
Prêmios e homenagens de Laura Cardoso
Laura Cardoso recebeu diversos prêmios ao longo da carreira:
Troféu APCA – cinco troféus da Associação Paulista de Críticos de Arte por suas atuações
Prêmio Shell de Teatro – em 1990 por “Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu” e em 1993 por “Vereda da Salvação”
Melhor Atriz no Festival de Recife – por “Através da Janela” (2000)
Grande Prêmio Cinema Brasil – Melhor Atriz Coadjuvante por “O Outro Lado da Rua” (2004)
Prêmio Oscarito – no Festival de Cinema de Gramado (2023) pelo conjunto da obra
Ordem do Mérito Cultural – concedida pelo governo brasileiro em 2006 por sua contribuição à cultura
Estrela na Calçada da Fama dos Estúdios Globo – inaugurada em outubro de 2025
Informações sobre o velório de Laura Cardoso
Velório Laura Cardoso
Local: Funeral Home (Rua São Carlos do Pinhal, 376, Bela Vista Dia: Hoje (18/08) Horário: 08:00 – 14:00 Para coroas de flores: (11) 95072-8397
A 45 dias do 1º turno das eleições 2026, o cenário é de compressão da distância entre Lula e Flávio Bolsonaro, estreitando a vantagem governista de oito para apenas três pontos percentuais em menos de um mês.
Para analistas do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da FESPSP (Labop), o empate poderia ser explicado pela piora na percepção popular sobre os rumos da economia e pelo alto grau de rejeição de ambos os candidatos.
O cenário cristaliza a polarização política, reduz as chances de uma terceira via e estabelece uma base rígida de votos com teto limitado e alta rejeição para ambos os lados, dizem os especialistas da FESPSP: Beto Vasques, Hilton Fernandes e Jairo Pimentel.
A economia e o maior medo do eleitor
Segundo Beto Vasques, analista político e coordenador do Laboratório da FESPSP, a percepção do eleitor com relação à economia poderia ser uma das hipóteses explicaria a oscilação que aproximou, ainda mais, o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro nesta última pesquisa Quaest.
Numa disputa tão acirrada, na qual ambos os candidatos apresentam pisos muito altos (intenção de voto acima dos 30% no cenário de primeiro turno e de 40% na simulação de segundo) e tetos bastante baixos (elevadas rejeições, acima de 50%), as oscilações nos indicadores eleitorais favoráveis a Flávio coincidem com o aumento no grupo de eleitores que apontam percepção de piora da economia nos últimos 12 meses, que saltou de 43% para 49% em apenas nove dias, entre a rodada da Quaest anterior (05/08) e a da última sexta-feira (14/08).
Além da intenção de voto e da rejeição, a situação de empate técnico com Lula numericamente à frente do senador também se repete quando os entrevistados são questionados sobre o seu maior medo como eleitores. A volta da família Bolsonaro ao poder subiu um ponto para cima em relação à pesquisa anterior, alcançou 45%, e a manutenção de Lula por mais quatro anos ficou estável em 41%.
Alta rejeição continua a frear crescimento das campanhas
Os dados merecem atenção, diz o cientista político e pesquisador do Labop, Hilton Fernandes, pois “sendo a primeira grande pesquisa divulgada após as convenções que definiram os candidatos, os resultados da Quaest servem como referência para o início da campanha eleitoral”. E, nesse aspecto, os números que refletem a intenção de votos do momento acendem um sinal de alerta para a campanha de Lula, pois indicam dificuldade do candidato petista em agregar votos, mesmo diante de agendas populares do governo ou de desgastes éticos da oposição.
De acordo com Fernandes, “um possível fator que explicaria o baixo impacto das notícias positivas ou negativas para os dois candidatos é a alta rejeição pessoal, acima de 50%, combinada com uma base eleitoral fiel, que leva os eleitores a votar ou em contraposição ou no ‘menos pior’ dos dois. Isso também pode ter afetado a avaliação da gestão atual, que voltou a ter saldo negativo”.
Como consequência desse engessamento, avalia, “é de se esperar que os concorrentes adotem cada vez mais discursos emocionais, polarizadores ou extremistas para atrair a atenção do eleitorado”, o que pode prejudicar a campanha petista, que precisará equilibrar a demonstração de resultados práticos com a recuperação de imagem do presidente.
Disputa em processo de compressão
Sob a ótica da engenharia eleitoral, é preciso qualificar o chamado ‘empate técnico’, diz o cientista político Jairo Pimentel, pesquisador do Labop, porque mais relevante do que a oscilação de uma rodada é a trajetória acumulada de aproximação entre os dois concorrentes.
No cenário de primeiro turno, em que Lula pontua 38% contra 31% de Flávio Bolsonaro, também existe um movimento de concentração do voto, à medida que candidatos alternativos como Renan Santos (4%), Ronaldo Caiado (4%) e Romeu Zema (2%) patinam nas intenções. “Isso indica que Flávio vem conseguindo consolidar a maior parte do eleitorado de oposição e reduzir o espaço disponível para uma candidatura alternativa de direita ou de centro”, pondera Pimentel.
O ritmo de transferência e ganho de voto entre turnos, por outro lado, reforça a resiliência das candidaturas majoritárias. “Flávio cresce nove pontos entre o primeiro e o segundo turno (…), enquanto Lula avança cinco”, o que “sugere que, neste momento, o parlamentar está agregando com maior eficiência o voto anti-Lula.
Ao mesmo tempo, o presidente conserva a liderança porque mantém uma base eleitoral mais robusta e porque o adversário ainda enfrenta dificuldades para ultrapassar o teto do bolsonarismo e construir maioria”, diz Pimentel. “A pesquisa, portanto, não mostra uma virada, mas uma disputa em processo de compressão”, consolidando um “quadro é de polarização crescente e de redução do espaço político para uma terceira via”.
Beto Vasques — Coordenador do Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da FESPSP
Última pesquisa antes do início formal da campanha, a Quaest reforçou o cenário de disputa acirrada entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Lula, ambos com pisos muito altos (intenção de voto acima dos 30% no cenário de primeiro turno e 40% na simulação de segundo) e tetos bastante baixos (elevadas rejeições, acima de 50%). Trata-se da segunda pesquisa seguida do instituto em menos de um mês na qual Flávio encurta a distância em relação a Lula nas simulações de segundo turno — ambas dentro da margem de erro —, reduzindo em cinco pontos a diferença entre eles.
A vantagem favorável ao presidente, que era de oito pontos percentuais em julho (55% contra 37%), entra em situação de empate técnico, com Lula três pontos à frente do senador (43% contra 40%). A rejeição de ambos permaneceu estável em relação à rodada anterior, também em empate técnico, com o parlamentar dois pontos acima (54%) do petista (52%). A aprovação do governo também oscilou para baixo, voltando a apresentar um resultado negativo de dois pontos (48% de reprovação contra 46% de aprovação). Quanto ao maior medo do eleitor, há um novo empate técnico numericamente favorável ao presidente, no limite da margem de erro de 4%: a volta da família Bolsonaro oscilou um ponto para cima, alcançando 45%, contra 41% dos que temem mais a permanência do atual mandatário no Palácio do Planalto, mesmo resultado do levantamento anterior da Quaest.
Pelos dados divulgados até o momento, essa oscilação contrária a Lula e favorável a Flávio Bolsonaro nas intenções de voto coincide com uma piora na percepção dos rumos da economia. Houve um aumento de seis pontos percentuais, em relação ao levantamento anterior, no total de eleitores que dizem que a situação econômica piorou ao longo dos últimos doze meses: eram 43% na pesquisa de 5 de agosto e, nesta rodada, nove dias depois, somam 49%.
Hilton Fernandes — Cientista político e professor da FESPSP
Sendo a primeira grande pesquisa divulgada após as convenções que definiram os candidatos, os resultados da Quaest servem como referência para o início da campanha eleitoral. O cenário geral continua com Lula pouco à frente, com 43% contra 40% de Flávio Bolsonaro no segundo turno, mas confirma a dificuldade do petista em agregar votos, mesmo após a combinação de ações populares do governo com o desgaste da imagem do oponente devido às denúncias do caso Dark Horse.
Um possível fator que explicaria o baixo impacto das notícias positivas ou negativas para os dois candidatos é a alta rejeição pessoal, acima de 50%, combinada com uma base eleitoral fiel, que leva os eleitores a votar ou em contraposição ou no “menos pior” dos dois. Isso também pode ter afetado a avaliação da gestão atual, que voltou a ter saldo negativo, com 48% de reprovação e 46% de aprovação.
Com isso, é de se esperar que os concorrentes adotem cada vez mais discursos emocionais, polarizadores ou extremistas para atrair a atenção do eleitorado. Essa situação tende a prejudicar mais a campanha petista, que precisa mostrar suas realizações ao mesmo tempo em que tenta recuperar a imagem pessoal do presidente Lula, sem cair na apresentação monótona de números.
Sobre os demais candidatos, Renan Santos, com 4% das intenções para o primeiro turno, vai ocupando a posição de candidato antissistema da vez, enquanto Romeu Zema continua se desidratando, chegando a 2%. O grande desafio será para Ronaldo Caiado, que, com 4%, precisa reagir para garantir a força do apoio aos seus aliados nas campanhas estaduais.
Jairo Pimentel — Cientista político e professor da FESPSP
A nova Quaest mostra que a eleição está se tornando progressivamente mais competitiva, mas é importante qualificar o chamado “empate técnico”. Lula continua numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, por 43% a 40%. O que mudou foi o tamanho da vantagem: ela caiu de oito pontos em meados de julho para cinco na semana passada e, agora, para três. Portanto, mais relevante do que a oscilação de uma rodada é a trajetória acumulada de aproximação entre os dois concorrentes.
No primeiro turno, apesar de as diferentes composições dos cenários impedirem uma comparação direta, também existe um movimento de concentração do voto: Lula marca 38% e Flávio, 31%, enquanto nenhum dos demais postulantes ultrapassa 4%. Isso indica que Flávio vem conseguindo consolidar a maior parte do eleitorado de oposição e reduzir o espaço disponível para uma candidatura alternativa de direita ou de centro.
Outro dado importante é que Flávio cresce nove pontos entre o primeiro e o segundo turno, passando de 31% para 40%, enquanto Lula avança cinco, de 38% para 43%. Isso sugere que, neste momento, o parlamentar está agregando com maior eficiência o voto anti-Lula. Ao mesmo tempo, o presidente conserva a liderança porque mantém uma base eleitoral mais robusta e porque o adversário ainda enfrenta dificuldades para ultrapassar o teto do bolsonarismo e construir maioria.
A pesquisa, portanto, não mostra uma virada, mas uma disputa em processo de compressão. Lula segue favorito, porém com uma vantagem menos confortável. Flávio se afirma como o principal polo da oposição, enquanto Caiado, Renan Santos e Zema demonstram capacidade de reunir parte do voto contrário ao governo, mas ainda ficam distantes do líder. O quadro é de polarização crescente e de redução do espaço político para uma terceira via.
Sete em cada dez brasileiros desaprovam o uso de inteligência artificial (IA) por candidatos nas campanhas eleitorais de 2026, segundo pesquisa Genial/Quaest encomendada pela Globo em parceria com o jornal O Globo. De acordo com o levantamento, 73% dos eleitores são contrários à utilização da tecnologia, enquanto 21% aprovam seu uso. Saiba mais na TVT News.
Outros 3% afirmaram ser indiferentes à presença da inteligência artificial nas campanhas e 3% não souberam ou preferiram não responder.
A resistência à tecnologia aparece em diferentes segmentos do eleitorado. Entre os eleitores com até 34 anos, 68% desaprovam o uso de IA por candidatos. O percentual sobe para 76% entre pessoas com mais de 60 anos.
Também há diferença entre homens e mulheres. A rejeição chega a 78% entre as mulheres, enquanto 69% dos homens se posicionam contra a utilização da tecnologia nas campanhas.
A desaprovação ao uso de inteligência artificial também é majoritária entre eleitores de diferentes posicionamentos políticos. Entre os eleitores de esquerda que não se identificam com o lulismo, 79% rejeitam a ferramenta nas campanhas. O índice é de 73% entre os lulistas.
Entre os bolsonaristas, 70% desaprovam a utilização da IA, enquanto a rejeição chega a 69% entre eleitores de direita que não se identificam com o bolsonarismo.
Já entre os eleitores independentes, 75% são contrários ao uso da tecnologia.
Os dados indicam que a preocupação com a utilização de conteúdos produzidos ou manipulados por inteligência artificial não está concentrada em apenas um grupo político ou faixa etária.
No material, Bolsonaro aparece manifestando apoio ao filho e apresentando Flávio como herdeiro de seu projeto político para as eleições de 2026.
O episódio provocou questionamentos na Justiça Eleitoral. O PT acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), argumentando que o conteúdo poderia ser enquadrado como deepfake e estaria sujeito às restrições estabelecidas para o período eleitoral. O partido também questionou a divulgação do material antes do início oficial da campanha, apontando possível propaganda eleitoral antecipada.
A defesa de Flávio Bolsonaro, por sua vez, argumentou ao TSE que a inteligência artificial representa uma ampliação dos recursos técnicos disponíveis para a atividade política e que não seria possível eliminar completamente a tecnologia das campanhas.
TSE discute regras para inteligência artificial
A utilização de inteligência artificial se tornou um dos principais desafios para a Justiça Eleitoral nas eleições de 2026. O TSE marcou para esta terça-feira (18) uma reunião para discutir a aplicação das regras relacionadas à tecnologia e aos conteúdos manipulados artificialmente.
A legislação eleitoral permite o uso de IA nas campanhas sob determinadas condições. Entre as exigências está a identificação clara de conteúdos produzidos ou modificados com auxílio da tecnologia.
As regras também estabelecem restrições para o uso de inteligência artificial na produção de conteúdos falsos ou manipulados destinados a prejudicar adversários, disseminar desinformação ou atacar o processo democrático.
Os chamados deepfakes — conteúdos que simulam de maneira artificial a imagem ou a voz de uma pessoa — estão entre os pontos mais sensíveis da regulamentação eleitoral.
A discussão ocorre em um cenário no qual ferramentas de inteligência artificial generativa estão cada vez mais acessíveis e podem ser utilizadas para produzir vídeos, imagens e áudios com aparência realista. A preocupação da Justiça Eleitoral é estabelecer limites que preservem a liberdade de comunicação política sem permitir que conteúdos fraudulentos sejam utilizados para manipular o eleitorado.
Maioria rejeita uso da tecnologia
Para os eleitores entrevistados pela Quaest, entretanto, a questão vai além das regras jurídicas. O levantamento mostra uma rejeição expressiva à presença da inteligência artificial nas campanhas.
A diferença entre os que desaprovam e os que aprovam a utilização da ferramenta é de 52 pontos percentuais: 73% são contrários, enquanto apenas 21% defendem seu uso.
O resultado ocorre justamente quando partidos e candidatos começam a incorporar ferramentas de IA à comunicação eleitoral, aumentando a necessidade de fiscalização sobre conteúdos digitais e sua identificação pelos eleitores.
A pesquisa Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 10 e 13 de agosto de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-06773/2026.
Os números reforçam o tamanho do desafio para candidatos, partidos, plataformas digitais e para a própria Justiça Eleitoral: embora a inteligência artificial esteja se tornando uma ferramenta disponível para a comunicação política, a maioria dos eleitores brasileiros ainda demonstra forte resistência à sua utilização durante as campanhas.
O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, realizou nesta segunda-feira (17) seu primeiro ato próprio de campanha na disputa estadual. A agenda ocorreu no centro da capital paulista, com uma caminhada ao lado das candidatas ao Senado Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). Também participaram a esposa de Haddad, Ana Estela Haddad, e a deputada federal Erika Hilton (PSOL). Leia em TVT News.
A atividade começou na Praça da República e seguiu até o Theatro Municipal. Durante o trajeto, Marina Silva relatou à repórter Emilly Gondim da TVT que foi intimidada por uma pessoa. Segundo a candidata, um homem se colocou de forma agressiva à sua frente. “Mas ele não sabia que, diante do amor, o ódio recua. Eu não dou um passo atrás“, afirmou.
O candidato também defendeu a integração de informações entre órgãos públicos para identificar situações de violência antes de uma denúncia formal. A proposta é criar uma central capaz de reunir registros e queixas para permitir um diagnóstico antecipado de possíveis casos de agressão.
Mulheres com Haddad – Foto: Diogo ZacariasMulheres com Haddad – Foto: Diogo ZacariasMulheres com Haddad – Foto: Diogo Zacarias
Simone Tebet defende delegacias da mulher abertas 24 horas
Candidata ao Senado, Simone Tebet afirmou à TVT que o combate à violência contra as mulheres está entre as principais pautas de sua atuação política. Ela lembrou que presidiu a Comissão Permanente de Combate à Violência contra a Mulher do Congresso Nacional, criada em 2015.
Tebet citou leis aprovadas nos últimos anos, como a legislação que tipificou o feminicídio e mudanças relacionadas à violência sexual e ao assédio em transportes públicos. Também destacou uma alteração na Lei Maria da Penha que, segundo ela, ampliou a possibilidade de concessão de medidas protetivas.
Para a candidata, a estrutura de atendimento precisa funcionar justamente nos períodos em que as mulheres mais precisam. “Eu quero que uma parte desse recurso seja para garantir 24 horas por dia, sete dias na semana, as delegacias especializadas da mulher abertas aqui no interior”, afirmou à TVT.
Segundo Tebet, muitas dessas unidades não funcionam à noite ou nos fins de semana, o que dificulta o acesso de mulheres que procuram proteção.
Marina Silva relaciona meio ambiente, emprego e renda
Marina Silva também falou à TVT sobre a agenda ambiental e sua relação com o desenvolvimento econômico. Para ela, a preservação dos recursos naturais precisa estar associada à geração de empregos e renda.
“A agenda ambiental é, sobretudo, uma agenda de desenvolvimento econômico”, afirmou. Marina defendeu políticas capazes de enfrentar as mudanças climáticas ao mesmo tempo em que promovam atividades econômicas e protejam o meio ambiente.
A candidata também comentou as transformações nas relações de trabalho provocadas pela pandemia. Sobre o trabalho remoto, afirmou que a modalidade precisa ser analisada de forma técnica, considerando as atividades em que a presença física dos trabalhadores é necessária.
“O importante é garantir serviço público de qualidade para todas as pessoas”, disse Marina, citando áreas como saúde, educação, segurança pública e moradia.
Erika Hilton: “proteção deve alcançar todas as mulheres”
A deputada federal Erika Hilton destacou, em entrevista à TVT, a necessidade de incluir mulheres trans e travestis nas políticas de enfrentamento à violência de gênero.
“A defesa das mulheres trans e travestis perpassa pela defesa de todas as mulheres”, afirmou. Segundo Erika, a violência contra mulheres trans está relacionada a uma estrutura mais ampla de controle sobre os corpos femininos e de violência de gênero.
Ela também chamou atenção para o crescimento dos feminicídios e para problemas nas políticas de proteção às mulheres. “Todas as mulheres devem ser protegidas, porque não existe isso de proteger um grupo e ignorar outro porque a violência avança sobre todas nós”, afirmou.
Erika reforçou ainda que mulheres trans devem ser reconhecidas como mulheres também no acesso à Justiça. A deputada citou uma decisão recente em segunda instância em uma ação movida contra o SBT.
Durante a caminhada, Haddad também falou sobre educação e políticas para a rede pública estadual. Questionado sobre a possibilidade de reversão de medidas já adotadas, afirmou que mudanças em contratos podem ser complexas.
O candidato declarou que, caso seja eleito, não pretende ampliar a adoção de escolas cívico-militares nem promover a privatização de escolas públicas. “O meu foco é ensino-aprendizagem, valorização do professor, dedicação do estudante, envolvimento das famílias”, afirmou.
Haddad disse que sua atuação na área da educação foi pautada por esses pontos e avaliou que São Paulo vem apresentando resultados negativos em razão de políticas que considera equivocadas.
A caminhada marcou o início da agenda própria de Haddad na campanha pelo governo paulista. O candidato havia participado, no domingo (16), do lançamento da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.
A Fundação Perseu Abramo, centro de formação política e de produção de conhecimento do PT, acaba de disponibilizar gratuitamente em seu site todo o conteúdo do curso “Segurança, cidadania e democracia”, cujas aulas terminaram agora no início de agosto. Saiba mais na TVT News.
Os assuntos abordados por especialistas e acadêmicos tratam da participação social, do uso de técnicas e metodologias científicas, da estrutura institucional da segurança no país, dos programas e projetos exitosos, além das bases para uma política de segurança cidadã.
O curso, com carga total de 15 horas, está dividido em dois módulos: “Conceitos e bases para uma segurança com cidadania e democracia” e “Segurança cidadã baseada em evidências”. Juntos perfazem, respectivamente, um conjunto de sete e seis palestras. Há ainda as aulas inaugural e de encerramento.
No caso da primeira, intitulada “Segurança, democracia e soberania: desafios da esquerda sul-americana”, os convidados foram:
o sociólogo e mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP, Benedito Mariano, que comandou a Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo e a Secretaria de Segurança Cidadã de Diadema, atual coordenador do Núcleo de Segurança Pública na Democracia do Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (IREE);
e a socióloga Donka Atanassova, que é vereadora de Bogotá (Colômbia) pelo Pacto Histórico e que esteve à frente da Diretoria de Segurança e da vice-diretoria de Participação Cidadã de Bogotá.
Por sua vez, o encontro final reuniu a policial penal federal Amanda Teixeira, que é diretora da Penitenciária Federal de Brasília; e o doutor em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Alberto Kopittke, que é diretor-executivo do Instituto Cidade Segura. Eles discorreram sobre o tema “Segurança e democracia: estratégias de prevenção e reintegração social”.
Informações do curso sobre segurança pública
Com curadoria do sociólogo Jorge Branco, que é doutor em Ciência Política pela UFRGS, o curso contou com os seguintes expositores:
o antropólogo e cientista político Luiz Eduardo Soares, professor da Pós-Graduação em Literatura na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ex-subsecretário de Segurança e ex-coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania do Estado do Rio de Janeiro;
o jornalista Bruno Manso, que é escritor e pesquisador sobre segurança pública; a ex-diretora do Departamento de Prevenção da Secretaria de Segurança Urbana de São Bernardo do Campo, Ligia Daher;
o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; a assessora da Presidência da República, Tamires Sampaio; a professora Cristiane Russomano, pós-doutora em Ciências Sociais pela PUC-RS; e a ex-secretária adjunta de Justiça do Rio Grande do Sul, Tâmara Biolo.
O mercado global de beleza movimentou US$ 258,99 bilhões ( cerca de R$1,3 trilhão) em 2025, considerando as 100 maiores fabricantes do setor. O valor representa alta de 2,7% em relação ao ano anterior, segundo o ranking anual Beauty Inc Top 100, elaborado pela WWD.
Apesar do avanço, o mercado enfrentou um período de crescimento moderado. Os cuidados com a pele perderam força para muitas companhias, enquanto o mercado de massa apresentou dificuldades e a expansão das fragrâncias desacelerou.
Nesse cenário, a L’Oréal manteve a liderança entre as maiores empresas de beleza do mundo, com US$ 49,72 bilhões (R$ 258 bilhões) em vendas, alta de 1,3% na comparação com 2024.
A companhia francesa aparece com ampla vantagem na primeira posição. A L’Oréal respondeu por 19,2% das vendas das 100 maiores empresas de beleza, aumentando sua participação em 0,5 ponto percentual.
A empresa registrou crescimento de 4% nas vendas comparáveis em 2025, acima da expansão estimada de 3,5% do mercado global. Ainda assim, enfrentou dificuldades nos cuidados com a pele e no varejo de viagens na Ásia. No segundo semestre, porém, a companhia ganhou ritmo, especialmente no quarto trimestre, impulsionada por inovações e novos produtos.
Confira as maiores empresas de beleza
O ranking reúne empresas dos segmentos de cosméticos, perfumes, maquiagem, cuidados com a pele e cabelos:
A Unilever, segunda colocada, registrou US$ 26,98 bilhões (R$ 140,4 bilhões) em vendas de beleza estimadas, apesar da queda de 2,9%. A empresa passou por mudanças estratégicas e pretende aumentar a participação de beleza, bem-estar e cuidados pessoais no negócio.
Na terceira posição, a Procter & Gamble alcançou US$ 15,4 bilhões (R$ 80 bilhões) estimados, com crescimento de 3%. A Herbal Essences teve avanço de dois dígitos em cuidados capilares, enquanto os cuidados pessoais também apresentaram crescimento.
A Estée Lauder, quarta colocada, teve vendas estimadas em US$ 14,7 bilhões (R$ 76 bilhões), queda de 3%. O ano também marcou mudanças na liderança da companhia.
Chanel cresce e Puig se destaca
A LVMH registrou US$ 9,22 bilhões (R$ 48 bilhões) e queda de 3%, embora sua divisão de perfumes e cosméticos tenha mantido vendas estáveis em termos orgânicos. Já a Chanel cresceu 3,1%, para US$ 9,18 bilhões (R$ 47,78 bilhões), impulsionada principalmente pelo segmento de fragrâncias e pela demanda na China, Coreia do Sul e Estados Unidos.
A Beiersdorf ficou praticamente estável, com US$ 8,89 bilhões (R$ 46 bilhões). A empresa enfrentou dificuldades nos cuidados com a pele e apostou em novos produtos da Nivea. A Shiseido teve queda de 2,1%, para US$ 6,48 bilhões (R$ 33,7 bilhões), enquanto a Coty recuou 4,6%, para US$ 5,81 bilhões (R$ 30,24 bilhões), em meio a mudanças na liderança.
A Puig, décima colocada, teve o maior crescimento entre as dez primeiras: 5,5%. A companhia alcançou US$ 5,27 bilhões (R$ 27 bilhões), com destaque para a expansão da maquiagem, especialmente da Charlotte Tilbury.
No conjunto das 100 maiores empresas, 74% aumentaram as vendas, enquanto 29% registraram crescimento de dois dígitos. Por outro lado, 11 das 20 maiores companhias tiveram queda.
As dez maiores empresas concentraram US$ 151,65 bilhões (R$ 789,32 bilhões), equivalente a 58,6% das vendas do Top 100. Assim, o ranking mostra a força das grandes companhias no setor de beleza, com a L’Oréal mantendo uma liderança bastante distante das demais concorrentes.
A startup britânica de tecnologia de defesa e engenharia espacial Cambridge Aerospace recebeu US$ 300 milhões em investimentos para ampliar seus sistemas e aumentar a produção de drones e mísseis.
Em entrevista exclusiva à CNBC, Steven Barret CEO da companhia afirmou que os conflitos recentes no Oriente Médio estão acelerando uma transformação na indústria de defesa, especialmente na busca por equipamentos de menor custo e produção em escala.
Segundo o executivo, a empresa já realizou testes com os Estados Unidos no Oriente Médio e mantém conversas com parceiros norte-americanos. A Cambridge Aerospace também possui contratos com o Ministério da Defesa do Reino Unido.
Para Barret, a aproximação entre startups de tecnologia de defesa e forças armadas é fundamental para desenvolver produtos que atendam às necessidades reais dos usuários.
“Nós realizamos alguns testes com os Estados Unidos e estamos em conversas contínuas. Os testes foram realizados no Oriente Médio e continuamos trabalhando com nossos parceiros nos Estados Unidos”.
O CEO também destacou a importância da participação antecipada das forças armadas no desenvolvimento de novas tecnologias. Segundo ele, esse processo permite que as empresas testem, ajustem e aprimorem os sistemas em conjunto com os usuários finais.
“Essa colaboração próxima no estágio inicial é extremamente importante para nós e também para aquisição de defesa de baixo custo”.
A mudança na dinâmica dos conflitos também está alterando a relação entre o custo das armas utilizadas e o valor dos equipamentos necessários para neutralizá-las. O CEO citou como exemplo a destruição de um radar de alerta precoce de mísseis balísticos avaliado em cerca de US$ 1,2 milhão por um drone que teria custado dezenas de milhares de dólares.
O problema se torna ainda maior quando sistemas de defesa de alto custo são utilizados contra drones relativamente baratos. Interceptadores como os Patriots podem custar milhões de dólares, enquanto alguns drones utilizados em ataques podem custar apenas uma fração desse valor.
“É absolutamente essencial que os Estados Unidos, o Reino Unido e outros aliados produzam vastas quantidades de equipamentos de defesa a custos historicamente muito mais baixos”.
A necessidade de ampliar a escala de produção também está relacionada à capacidade limitada das atuais cadeias de defesa. Para o executivo, mesmo países com grandes orçamentos militares não conseguiriam sustentar uma estratégia baseada exclusivamente em interceptadores sofisticados e caros diante do aumento no volume de drones utilizados nos conflitos.
Nesse cenário, startups passaram a ganhar espaço na indústria. Barret afirmou que Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha vêm ampliando a colaboração com empresas menores para acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias.
A guerra no Oriente Médio também contribuiu para aumentar o interesse de investidores de venture capital pelo setor. Fundos de diferentes regiões já demonstravam interesse em empresas de tecnologia aeroespacial e defesa antes do conflito, mas os acontecimentos recentes funcionaram como um catalisador.
“Já havia um interesse significativo por parte de fundos de capital de risco em todo o mundo em investir em startups aeroespaciais e de defesa, mesmo antes do conflito com o Irã. Mas eu acho que isso serviu como um catalisador adicional”.
A Operação Arena, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (13), chegou à residência do advogado Nelson Wilians, em São Paulo. Durante o cumprimento do mandado, carros de luxo e obras de arte foram registrados no imóvel. Entre eles estão uma Ferrari amarela e veículos da Rolls-Royce.
Os itens fazem parte do cenário encontrado pelos agentes durante a busca. A operação, no entanto, tem como objetivo principal investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas relacionado ao mercado de apostas esportivas e jogos de azar.
A Justiça Federal da Paraíba autorizou 17 mandados de busca e apreensão e determinou o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens e valores ligados aos investigados.
Entre os bens de luxo registrados durante a operação estão uma Ferrari amarela e veículos da Rolls-Royce. Os carros aparecem no material relacionado à ação realizada na residência de Nelson Wilians, um dos alvos da investigação.
Além dos automóveis, obras de arte também estavam no imóvel. Os registros mostram parte do patrimônio encontrado pelos agentes durante o cumprimento do mandado em São Paulo.
Os veículos e as peças de arte, portanto, fazem parte dos bens que aparecem no contexto da operação. Já as medidas de apreensão e sequestro determinadas pela Justiça abrangem os patrimônios relacionados à investigação, conforme a análise das autoridades.
O que a Polícia Federal apreendeu
A Operação Arena cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em endereços de cinco estados: Paraíba, Sergipe, São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. As medidas foram autorizadas pela Justiça Federal da Paraíba.
Além das buscas, a decisão judicial determinou o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens e valores. Além disso, a medida tem como objetivo preservar recursos e patrimônios que possam estar relacionados aos fatos investigados.
Durante a operação, a Polícia Federal e a Receita Federal também atuaram na coleta de documentos e outros elementos que podem ajudar a reconstruir a movimentação financeira do grupo investigado.
Operação Arena investiga dinheiro de apostas esportivas
A investigação mira um grupo empresarial ligado à exploração de apostas esportivas e jogos de azar. De acordo com a investigação, os envolvidos teriam utilizado uma estrutura formada por empresas no Brasil e no exterior para movimentar recursos e dificultar a identificação de sua origem e destino..
A apuração também envolve possíveis crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Além disso, os investigadores apontam que parte das operações financeiras teria passado por diferentes empresas e estruturas antes de chegar aos beneficiários finais.
Além disso, a PF investiga operações envolvendo instituições de pagamento, câmbio e ativos digitais. A Receita Federal participa da apuração para verificar possíveis irregularidades tributárias e financeiras.
Nelson Wilians está entre os alvos da Operação Arena
A residência de Nelson Wilians foi um dos endereços visitados pela Polícia Federal durante a Operação Arena. Nesse sentido, o advogado aparece entre os alvos das medidas autorizadas pela Justiça.
A investigação também analisa a relação profissional de Wilians com empresas do setor de apostas. Entre elas está a PixBet, para a qual o escritório Nelson Wilians Advogados presta serviços jurídicos.
A defesa sustenta que a relação é exclusivamente profissional e afirma que a atuação do escritório não representa participação nas atividades empresariais ou financeiras dos clientes.
Bens fazem parte da apuração
A presença de carros de luxo e obras de arte na residência ganhou destaque entre os elementos registrados durante a operação. A Ferrari amarela e os veículos da Rolls-Royce estão entre os bens que aparecem no material relacionado à busca.
Ao mesmo tempo, a investigação da PF vai além do patrimônio localizado no endereço. Os agentes procuram entender o caminho percorrido pelos recursos e identificar possíveis conexões entre empresas, contas e operações financeiras no Brasil e no exterior.
Com o avanço da análise dos materiais recolhidos e das movimentações financeiras, a Operação Arena deverá esclarecer a origem dos recursos e a eventual participação de cada investigado. Até o momento, o caso segue em apuração e não representa condenação dos envolvidos.
O Bradesco apresentou o “Meu Bradesco”, uma iniciativa que reúne diferentes frentes de tecnologia, inteligência artificial e inovação desenvolvidas pela instituição para ampliar a personalização dos serviços oferecidos aos clientes. O novo ecossistema passa a concentrar soluções digitais do banco sob uma mesma estratégia, com foco em tornar a experiência bancária mais individualizada.
O lançamento é acompanhado por uma campanha nacional criada pela AlmapBBDO, que apresenta o conceito como uma evolução da atuação tecnológica do banco. A comunicação será utilizada para divulgar projetos atuais e futuros ligados à transformação digital da instituição.
Segundo o Bradesco, a proposta é utilizar dados e recursos tecnológicos para oferecer serviços mais adequados ao perfil e às necessidades de cada cliente, mantendo também a interação humana como parte da relação com a instituição.
“O ‘Meu Bradesco’ consolida essa história: usamos a inteligência de dados para entregar relevância e cuidado. Para nós, a tecnologia é uma excelente habilitadora, mas o coração do banco continua sendo o relacionamento humano com humano”, afirma Renato Camargo, CMO do Bradesco.
Inteligência artificial completa dez anos de operação
Entre as principais iniciativas reunidas no novo ecossistema está a “b.ia”, assistente virtual de inteligência artificial do banco, que completa dez anos em setembro de 2026. Criada para atender clientes por canais digitais, a ferramenta passou por diferentes etapas de evolução e atualmente realiza operações financeiras e atendimentos mais complexos.
De acordo com a instituição, a b.ia acumulou mais de 3 bilhões de interações desde o início de sua operação. No primeiro semestre de 2026, foram registradas 74 milhões de interações. O banco também informa que, no último ano, a quantidade de usuários ativos mensais da ferramenta cresceu sete vezes, enquanto o volume de interações aumentou 8,3 vezes.
A instituição afirma ainda que a assistente apresenta índice de resolução de demandas de 87% e taxa de retenção interna de 90%. A ferramenta está disponível para toda a base de clientes do banco.
Plataforma para o agronegócio e recomendações financeiras com IA
Além da “b.ia”, o “Meu Bradesco” incorpora outras soluções digitais desenvolvidas pela instituição. Entre elas está o E-agro, plataforma voltada ao produtor rural, que reúne recursos digitais para apoiar diferentes etapas da atividade agrícola e da gestão de negócios.
O ecossistema também inclui recomendações de investimentos baseadas em inteligência artificial generativa (GenAI). A tecnologia é utilizada para analisar informações e oferecer orientações financeiras personalizadas aos clientes.
Com a integração dessas ferramentas, o banco busca ampliar o uso de inteligência artificial em diferentes áreas de atendimento e relacionamento, combinando automação, análise de dados e serviços digitais.
Estratégia digital será comunicada de forma contínua
A campanha de lançamento do “Meu Bradesco” terá presença em televisão fechada, plataformas digitais, mídia externa e ações com influenciadores. A iniciativa marca o início de uma comunicação permanente sobre as soluções tecnológicas da instituição.
O banco afirma que a estratégia faz parte de um movimento de longo prazo para incorporar tecnologia aos serviços financeiros e acompanhar mudanças no comportamento dos consumidores, que têm buscado maior agilidade e conveniência nas operações bancárias.
A nova frente reúne projetos desenvolvidos ao longo dos últimos anos e passa a funcionar como uma plataforma de apresentação das iniciativas de inovação da instituição.
A Mega-Sena voltou a acumular após o concurso 3041, realizado na última quinta-feira (06). Nenhuma aposta acertou as seis dezenas sorteadas, e o prêmio principal subiu para R$ 165 milhões no próximo concurso.
O novo sorteio acontece neste domingo, (09), e pode pagar um dos maiores prêmios da modalidade em 2026. As dezenas sorteadas foram 16, 21, 24, 31, 43 e 54.
Sem vencedores na faixa principal, a Mega-Sena premiou apostadores que acertaram cinco e quatro dezenas. Essa prática é comum e aumenta as chances dos apostadores de, ao menos, faturarem um montante menor:
Além da estimativa de R$ 165 milhões para o próximo sorteio deste sábado, a Mega-Sena também registra outros valores acumulados para os demais concursos da modalidade:
Acumulado para o próximo concurso: aproximadamente R$ 147 milhões.
Acumulado para os concursos finais zero e cinco (3045): aproximadamente R$ 14,9 milhões.
Acumulado para o sorteio especial: aproximadamente R$ 44,8 milhões.
Data e horário
A Caixa realizará o próximo concurso da Mega-Sena neste domingo, (09), às 11h. As apostas podem ser feitas até as 22h (horário de Brasília), do dia anterior, em qualquer casa lotérica credenciada ou pelos canais digitais oficiais da Caixa. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6,00.
A Mega-Sena oferece o maior prêmio das loterias da Caixa e paga milhões para quem acerta as seis dezenas sorteadas. Além das premiações especiais, a modalidade também acontece durante as semanas, o que aumenta a popularidade.
O apostador deve escolher de 6 a 20 números entre os 60 disponíveis no volante da Mega-Sena. Quanto mais dezenas selecionar, maiores ficam as chances de ganhar, mas o valor da aposta também aumenta.
A adoção da inteligência artificial (I.A) pelas empresas brasileiras avança, mas ainda enfrenta desafios para transformar a tecnologia em resultados concretos.
Um estudo global realizado pelo SAS Institute em parceria com a International Data Corporation (IDC) mostra que apenas 8% das companhias do Brasil conseguem equilibrar a confiança na I.A com estruturas adequadas de governança, transparência e gestão de riscos.
O índice brasileiro fica abaixo da média global, de 9%, e revela um dos principais obstáculos para a implementação da tecnologia: muitas organizações apostam na inteligência artificial, mas ainda não possuem processos preparados para garantir um uso seguro e eficiente.
A pesquisa, baseada em 2.375 entrevistas realizadas em diferentes regiões do mundo, aponta para o chamado “dilema da confiança”. O cenário acontece quando a expectativa das empresas em relação à I.A não acompanha os investimentos necessários em controles, qualidade de dados e estratégias de gerenciamento de riscos.
Falta de governança é um dos principais desafios da I.A nas empresas
No Brasil, 48% das empresas aparecem no grupo classificado pelo estudo como “retardatárias”. Essas organizações apresentam baixa confiança na inteligência artificial e também pouca estrutura de governança para acompanhar o avanço da tecnologia.
Além disso, 26% das companhias demonstram excesso de confiança, ou seja, acreditam mais no potencial da I.A do que sua estrutura atual consegue sustentar. Enquanto isso, 19% utilizam menos recursos de inteligência artificial do que poderiam, mesmo tendo condições para ampliar o uso.
Dessa forma, apenas 8% das empresas brasileiras atingem o equilíbrio considerado ideal pelo levantamento, combinando confiança, preparação interna e mecanismos de controle.
Outro ponto destacado pelo estudo é que a percepção das empresas sobre a I.A varia conforme a tecnologia utilizada. Na inteligência artificial tradicional, 29% das companhias brasileiras afirmam ter algum nível de confiança, enquanto 22% relatam confiança total.
Já na IA generativa, que ganhou espaço com ferramentas capazes de criar textos, imagens e análises, 25% demonstram alguma confiança e 32% afirmam confiar totalmente. No caso da I.A agêntica, tecnologia capaz de executar ações de forma mais autônoma, 37% dizem ter alguma confiança e apenas 17% afirmam confiar totalmente.
Apesar disso, o Brasil apresenta um Índice de Confiabilidade da I.A de 3,35 pontos, em uma escala de 0 a 5. O resultado supera países como Alemanha e China. Entretanto, quando o assunto é impacto nos negócios, o desempenho brasileiro fica atrás.
O Índice de Impacto da I.A no país chegou a 2,84 pontos, abaixo de mercados como Irlanda e Austrália, que conseguem unir maior confiança na tecnologia com resultados empresariais mais consistentes.
Estrutura de dados limita avanço da inteligência artificial
Além da governança, a preparação dos dados aparece como outro desafio para a implementação da I.A. Segundo o levantamento, a infraestrutura de dados das empresas brasileiras ainda é fragmentada.
Cerca de 35% das organizações operam em estágios considerados “ad hoc” ou fragmentados, enquanto a média global é de 16%. Na prática, essa falta de organização dificulta a criação de sistemas mais eficientes e reduz a capacidade das empresas de transformar investimentos de inteligência artificial em ganhos reais.
O impacto também aparece no retorno financeiro. Para cada dólar investido em I.A, as empresas brasileiras registram um retorno médio de US$ 1,52. O valor fica abaixo da média mundial, de US$ 1,61, e da média das Américas e América Latina, de US$ 1,63.
Empresas aumentam investimentos, mas precisam melhorar preparação
Mesmo diante dos desafios, o cenário indica que as empresas continuam apostando na expansão da inteligência artificial. A América Latina aparece como a região com maior expectativa de crescimento nos investimentos em I.A entre os mercados analisados.
Nos próximos 12 meses, 20% das empresas latino-americanas esperam aumentar seus orçamentos para a tecnologia em mais de 20%, quase o dobro da média global.
No entanto, o avanço dos investimentos exige uma preparação maior. Sem uma base estruturada de dados, regras claras de uso e mecanismos de acompanhamento, a adoção da I.A pode não alcançar todo o potencial esperado pelas organizações.
Para Jim Goodnight, CEO e cofundador do SAS, a tecnologia precisa estar associada à capacidade de tomar decisões confiáveis. Segundo ele, esse princípio acompanha a empresa desde sua criação e se tornou ainda mais relevante com a expansão da inteligência artificial.
O estudo também marca um momento importante para o SAS, que completa 50 anos em julho de 2026. Fundada em 1976 como um projeto de pesquisa na North Carolina State University, a companhia se consolidou como uma das principais fornecedoras globais de softwares para análise de dados e inteligência artificial.
Atualmente, a empresa afirma atender clientes em mais de 150 países e manter investimentos contínuos em pesquisa e desenvolvimento. Ao longo de cinco décadas, a companhia passou a acompanhar a evolução do mercado de dados, que agora enfrenta o desafio de equilibrar inovação, segurança e confiança no uso da I.A.
O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que pretende visitar Jair Bolsonaro durante sua viagem ao Brasil neste mês.
O encontro, porém, dependerá de autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), já que o ex-presidente cumpre prisão domiciliar em Brasília e tem restrições quanto às visitas que pode receber.
Pelas condições impostas por Moraes, Bolsonaro só pode receber familiares, advogados e integrantes de sua equipe médica. Qualquer um fora dessa lista precisa ser previamente autorizada pelo STF.
Em entrevista à rádio argentina Now, Milei confirmou que desembarcará no Brasil em 25 de julho para participar do ato de lançamento da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
“No dia 25 viajo ao Brasil, a convite do candidato a presidente Flávio Bolsonaro. Vou estar em São Paulo e vou dar uma passada também por Brasília para cumprimentar Jair Bolsonaro”, declarou.
A visita faz parte da estratégia de Milei de fortalecer sua articulação com lideranças da extrema-direita na América Latina. O presidente argentino é um dos principais aliados internacionais da família Bolsonaro e tem afirmado repetidamente que Jair Bolsonaro é alvo de “perseguição judicial” no Brasil.
Ele também faz parte do grupo Escudo das Américas, montado por Marco Rubio, secretário de Estado americano, com governos lacaios na América Latina.
Os Estados Unidos realizarão, na próxima quinta-feira (16), em Washington, uma reunião internacional dedicada ao que o governo Donald Trump classifica como o “ressurgimento do terrorismo transnacional de esquerda”. O encontro será liderado por Rubio e contará com representantes de mais de 60 países convidados de diferentes regiões do mundo. O Brasil está na lista.
Segundo o Departamento de Estado, a conferência discutirá a cooperação internacional para enfrentar ameaças consideradas emergentes pelo governo americano. A falácia é uma preocupacão com o movimento “Antifa” (abreviação de antifascistas).
MILEI VIAJARÁ A BRASIL PARA RESPALDAR A FLAVIO BOLSONARO
El 25 de julio, Javier Milei viajará a San Pablo para participar del acto en que Flavio Bolsonaro será proclamado candidato presidencial de la derecha brasileña, y luego pasará por Brasilia para reunirse con el… pic.twitter.com/1BIoFKyXrJ
Nos últimos dois anos, tem sido fácil pontuar a corrida da inteligência artificial (IA): modelos maiores, melhores referências de desempenho (benchmarks) e qualquer empresa que pudesse reivindicar a liderança, pelo menos até o próximo lançamento.
Esse painel de pontuação começa a parecer insuficiente.
À medida que as empresas passam dos testes de IA para o uso em produtos e fluxos de trabalho reais, não se trata mais de acionar o melhor modelo, mas sim de acessar aquele que melhor se adapta a um trabalho específico, pelo custo certo, com os dados necessários e no ambiente escolhido.
Essa mudança está abrindo as portas para um novo tipo de competição em IA, focado menos no tamanho do modelo e mais no roteamento, custo, controle e computação.
“O modelo por si só não é mais o produto”, disse o CEO da Perplexity, Aravind Srinivas, à CNBC. “É o arranjo, o sistema de orquestração que coloca o modelo dentro de uma estrutura muito capaz e o combina com uma série de ferramentas”, completou.
Isso significa que os produtos de IA estão se tornando sistemas que podem decidir qual modelo usar, quando usá-lo e quais ferramentas externas ou fontes de dados da empresa são necessárias. Uma tarefa de atendimento ao cliente pode não precisar do modelo mais caro. Um problema complexo de programação pode precisar. Um fluxo de trabalho interno rotineiro poderia rodar em um modelo aberto mais barato. Uma etapa mais difícil poderia ser escalada para um mais potente.
“A resposta é sempre usar o que for melhor para a tarefa”, disse Srinivas.
O surgimento de modelos alternativos ocorre no momento em que as corporações americanas reduzem os gastos com IA, e apresenta outro desafio para a OpenAI e a Anthropic, que prosperaram nos últimos anos vendendo a tecnologia mais inovadora do mercado.
A Perplexity apresentou nesta semana uma prévia de um novo sistema para o seu produto de uso de computador (computer-use) construído em torno do GLM 5.2, um modelo aberto da empresa chinesa Z.ai. O sistema foi projetado para permitir que um modelo mais barato lide com a maior parte do trabalho, acionando um modelo mais forte apenas quando necessário.
Essa abordagem reflete uma mudança mais ampla no mercado. Modelos de pesos abertos (open-weight), que podem ser baixados, ajustados e executados pelas próprias empresas, estão se tornando mais capazes. Eles também são mais baratos de operar do que os modelos proprietários premium dos maiores laboratórios de IA.
Peter Fenton, sócio-gerente da Benchmark, disse que a mudança pode ser drástica.
“Uma visão talvez contrária, que está se tornando consenso, é a nossa crença de que mais de 90% dos tokens criados virão de modelos de pesos abertos nos próximos 18 a 24 meses, possivelmente até o final do ano”, disse Fenton à CNBC.
Tokens são as unidades de dados que os modelos de IA processam e geram.
“As margens de inferência geradas pelas empresas de modelos de fronteira, acredito, sofrerão pressão quando for possível executá-los sem a margem de lucro que elas aplicam, e quando houver modelos de pesos abertos bons o suficiente”, disse Fenton.
Fenton afirmou que a migração para modelos abertos não se trata apenas de economizar dinheiro. Em alguns casos, modelos menores ajustados para uma tarefa específica podem ser mais rápidos e ter melhor desempenho do que modelos maiores de uso geral.
“Onde funciona e como funciona“
Essa é uma das razões pelas quais a Benchmark investiu na Ollama, uma empresa que facilita para desenvolvedores e empresas o download, a execução e o gerenciamento de modelos abertos.
“Uma coisa é de onde o modelo vem e onde ele foi criado e treinado”, disse o CEO da Ollama, Jeff Morgan. “No entanto, o mais importante para essas empresas com quem conversamos é onde ele roda e como roda”.
Morgan disse que a Ollama foi adotada por mais de 85% das empresas da Fortune 500, incluindo companhias em setores regulamentados, como aviação, seguros e saúde. Ele afirmou que muitas empresas começam com modelos menores rodando perto de seus próprios dados e, depois, expandem para modelos abertos maiores à medida que ganham mais confiança.
A ascensão dos modelos abertos também cria um desafio estratégico para os EUA. Muitos dos modelos de pesos abertos mais competitivos estão vindo de laboratórios chineses, incluindo Z.ai e DeepSeek. Isso tornou a IA de código aberto uma questão de negócios, de política pública e de competitividade nacional.
Srinivas disse que os EUA deveriam apoiar os modelos abertos porque eles tornam a IA mais acessível e economicamente viável.
“Se você quer que os benefícios da IA sejam amplamente distribuídos para pequenas empresas na América e em países aliados dos EUA, então você realmente precisa que a IA seja muito mais acessível”, disse Srinivas. “E o código aberto é a única maneira de fazer isso”.
A mudança também pode afetar a enorme construção de centros de dados em andamento em todo o setor de tecnologia.
O atual boom da IA pressupõe que a demanda continuará fluindo para grandes data centers em nuvem repletos de chips de última geração. Srinivas diz que parte do trabalho de IA pode, eventualmente, ser executada localmente, em dispositivos de propriedade de consumidores ou empresas.
Isso não eliminaria a necessidade de data centers, mas poderia criar um sistema de IA mais híbrido, com tarefas rotineiras executadas localmente e o trabalho mais difícil enviado para um modelo mais potente na nuvem.
Para os investidores, a questão é se os maiores laboratórios de IA conseguirão manter seu poder de fixação de preços à medida que os modelos abertos melhoram e as empresas se tornam mais seletivas sobre o que utilizam.
Sóstenes Cavalcante, Luiz Carlos Motta e Capitão Alden. Foto: Reprodução
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e os deputados Luiz Carlos Motta (PL-SP) e Capitão Alden (PL-BA) aparecem como solicitantes formais de R$ 119 milhões em emendas parlamentares que a Polícia Federal atribui ao presidente do partido, Valdemar Costa Neto, em investigação sobre suspeita de desvio de recursos públicos.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na sexta-feira (10) o bloqueio de até R$ 119 milhões em bens de Valdemar. A suspeita é que o dirigente do PL tenha comandado a destinação de 21 emendas mesmo sem exercer mandato parlamentar. Os recursos saíram do Orçamento da União em 2024 e 2025.
A PF aponta que deputados federais foram indicados de forma falsa como “solicitantes” das emendas para dar aparência de legalidade a repasses que teriam sido apropriados politicamente por Valdemar. A investigação também afirma que o presidente do PL usou servidores da Câmara para direcionar recursos de emendas de comissão.
Sóstenes colocou seu nome em R$ 94 milhões em emendas que, para a PF, pertenciam a Valdemar. Embora seja deputado pelo Rio de Janeiro, ele aparece como solicitante de recursos para municípios de São Paulo, Paraná, Bahia, Pará e Rio. A maior emenda citada foi de R$ 25 milhões para Porto Seguro (BA).
Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Foto: Beto Barata/PL
Documentos apreendidos e decisão de Flávio Dino
Luiz Carlos Motta assumiu a indicação de duas emendas, no valor de R$ 22,8 milhões, destinadas a Suzano e Ubatuba, em São Paulo. Capitão Alden aparece como solicitante de uma emenda de R$ 2,4 milhões para Itaguaçu da Bahia (BA). Todas as emendas citadas pertencem às comissões de Saúde e de Turismo da Câmara.
Documentos apreendidos pela Polícia Federal com Mariângela Fialek, conhecida como “Tuca”, ex-assessora do deputado federal e ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), levaram os investigadores a apontar Valdemar como verdadeiro padrinho das emendas. Dino escreveu que “um terceiro não atuante no parlamento brasileiro tinha o poder e a ingerência sobre o direcionamento do orçamento público”.
Em relatório enviado ao ministro, a PF afirmou: “Se tomarmos o mais condescendente dos quadros, e considerarmos os desvios ‘apenas’ das emendas já pagas, temos uma consolidação de um desvio de R$ 104 milhões”. Os investigadores suspeitam que Valdemar tenha sido beneficiário direto desse montante.
A defesa de Valdemar negou crime e criticou as medidas cautelares. Em nota divulgada pelos advogados e compartilhada pelo dirigente nas redes sociais, a defesa afirmou que a decisão parte de “premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária” e disse que a Procuradoria-Geral da República foi contrária às cautelares.
Luiz Carlos Motta disse que seu nome aparece nos registros porque ele exerceu a função de relator do Orçamento Geral da União em 2024. “Isso, porém, não significa que os recursos tenham sido escolhidos ou destinados por decisão individual minha”, afirmou. Capitão Alden declarou que não participou da execução financeira, da contratação de fornecedores nem de pagamentos, e atribuiu a presença de seu nome ao “procedimento institucional adotado” para formalizar a emenda. Sóstenes não comentou.
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República, saiu em defesa de Valdemar e criticou a Polícia Federal. “Lamentável ver a PF atuando de forma seletiva para constranger um adversário político do atual governo”, afirmou o parlamentar.
O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, prometeu vingança pela morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, em ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel. A declaração ampliou a tensão com Washington após novas ameaças do presidente americano, Donald Trump, contra Teerã.
Em comunicado atribuído a Mojtaba e divulgado pela agência Fars, ligada ao Estado iraniano, ele afirmou que a resposta pela morte do pai virou uma demanda nacional. “A vingança é uma exigência da nossa nação e certamente deve ser concretizada”, diz o texto.
A declaração também se dirige ao líder morto e promete punição aos responsáveis pelos ataques. “Prometemos que vingaremos o seu sangue puro e o sangue de todos os mártires destas duas guerras, punindo os assassinos criminosos e ignóbeis”, afirma o comunicado.
Mojtaba ainda diz que os nomes dos responsáveis estariam documentados. “Esses criminosos — cujos nomes, do mais alto ao mais baixo escalão, são conhecidos e estão documentados — levarão para o túmulo o desejo de uma morte tranquila, na velhice e em seus leitos”, declarou.
Ali Khamenei, líder supremo do Irã assassinado por Israel e EUA. Foto: reprodução
Trump ameaça ataque caso o Irã tente assassiná-lo
O alerta iraniano surgiu poucas horas depois de Trump ameaçar “dizimar” o Irã caso o país tentasse matá-lo. O presidente dos Estados Unidos publicou a mensagem na Truth Social, rede que costuma usar para anúncios políticos e ataques a adversários.
Na publicação, Trump afirmou que mísseis americanos já estariam apontados para o território iraniano. “Mil mísseis estão armados, prontos para lançamento e apontados para a República Islâmica do Irã”, escreveu.
O republicano disse ainda que “milhares” de outros mísseis poderiam ser disparados imediatamente se o governo iraniano concretizasse uma ameaça de assassinato contra o presidente dos Estados Unidos. Ele encerrou o trecho com a frase: “neste caso, EU!”.
O novo líder supremo iraniano ainda não apareceu em público desde sua nomeação. No comunicado atribuído a ele, Mojtaba afirma que a retaliação “não depende da minha existência ou da de outras autoridades”.
A fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery dará origem a uma das maiores empresas de entretenimento do mundo, mas também a uma das mais endividadas do setor. Segundo estimativas do The Wall Street Journal, a companhia combinada nascerá com cerca de US$ 80 bilhões (R$ 409,60 bilhões) em dívidas.
De acordo com o jornal, esse montante equivale a aproximadamente 6,5 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) anual projetado para a nova empresa, um nível considerado elevado para o setor de mídia.
A operação, avaliada em US$ 81 bilhões (R$ 414,72 bilhões), faz parte da estratégia das empresas para ganhar escala em um mercado cada vez mais competitivo, impulsionado pelo crescimento das plataformas de streaming.
A companhia reunirá marcas como HBO Max, Paramount+, Pluto TV, CNN, CBS, MTV e Nickelodeon, além de manter uma produção de pelo menos 30 filmes por ano para lançamento nos cinemas.
Apesar do tamanho da operação, um dos principais desafios será reduzir o elevado endividamento. Segundo o The Wall Street Journal, a meta é diminuir a alavancagem para cerca de três vezes o Ebitda em até três anos.
A estratégia não prevê a venda de ativos relevantes e busca preservar os investimentos em conteúdo, considerados fundamentais para fortalecer a competitividade da empresa no mercado de streaming.
Segundo a Paramount, a companhia pretende alcançar mais de US$ 6 bilhões (R$ 30,72 bilhões) em sinergias, principalmente por meio da integração das plataformas digitais, da consolidação de operações e da eliminação de estruturas duplicadas.
A expectativa é que esses ganhos de eficiência contribuam para acelerar a redução da dívida e fortalecer a posição financeira da nova empresa em um setor cada vez mais disputado.
Identificação do FBI nos Estados Unidos. Foto: Reprodução
O FBI prendeu nesta sexta-feira (10), na Flórida, o brasileiro Helbert Oliveira, de 47 anos, acusado de participar de um roubo de aproximadamente US$ 200 mil, cerca de R$ 1 milhão, de um carro-forte em Framingham, no estado de Massachusetts.
O crime ocorreu em novembro do ano passado. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusa Helbert de roubo à mão armada e conspiração para cometer roubo à mão armada, crimes previstos na Lei Hobbs.
Após a prisão, Helbert compareceu perante um juiz na Flórida. As acusações podem levar a pena de até 20 anos de prisão, três anos de liberdade condicional e multa de até US$ 250 mil, o equivalente a cerca de R$ 1,2 milhão.
O Departamento de Justiça também afirmou que o brasileiro está com o visto vencido nos Estados Unidos. A situação migratória foi citada junto às acusações federais apresentadas contra ele.
🔥Another arrest made in connection with Operation Summer Heat 2.0, an #FBI initiative to crush violent crime in our communities. #FBI Boston has arrested Helbert Oliveira, a Brazilian national illegally living in the U.S. on an expired visa, in Florida in connection with the… pic.twitter.com/EotWTgQR7u
Acusação aponta arma e comparsa no roubo em Massachusetts
De acordo com a acusação, Helbert teria agido com Curt Porcher, identificado pelas autoridades como o motorista da ação criminosa. Porcher já havia sido preso e indiciado em 22 de abril.
Os investigadores afirmam que Helbert teria apontado uma arma de fogo para a vítima durante o assalto. Ele também teria levado o dinheiro retirado do carro-forte.
O roubo ocorreu em Framingham, cidade localizada em Massachusetts. O caso entrou na esfera federal por envolver acusações enquadradas na Lei Hobbs, usada pelo Departamento de Justiça em processos de roubo à mão armada e conspiração.
Com a prisão na Flórida, Helbert passa a responder às acusações na Justiça dos Estados Unidos. O processo contra Curt Porcher segue após o indiciamento registrado em abril.
Por Raphael Di Cunto (Folhapress) Sob suspeita de ter indicado emendas parlamentares de comissão ao Orçamento mesmo sem mandato, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, teve um volume de recursos atribuído pela Polícia Federal em um ano que supera o de 99,8% dos deputados no mesmo período, apesar de presidir o maior partido de […]
Mas as redes sociais ficaram inflamadas com o debate sobre a influência da religião evangélica neopentescotal na capacidade dos jogadores de solucionarem problemas, resultado do indiviualismo da teologia da prosperidade e de terem perdido a ligação com as matrizes africanas, demonizadas pelo neopentecostalismo.
O artigo de jornalista, sociólogo e geógrafo. Brian Mier, cedido exclusivamente para a TVT News, incendiou ainda mais as redes ao mostrar como a decadência do futebol brasileiro se mistura com as influências do neoliberalismo na América Latina, que passam tanto pela mercantilização da cultura, incluindo o futebol, até pelas missões evangélicas nos anos 70 como combate ao crescimento da teologia da libertação.
O que causou a derrota do Brasil na Copa do Mundo?
O artigo “Brazil Fizzles Again: the Capitalist Rot at the Heart of Brazilian Football”, publicado por Brian Mier na plataforma Substack, utiliza a eliminação da seleção brasileira em mais uma Copa do Mundo como ponto de partida para uma análise crítica sobre o futebol e a sociedade brasileira.
O autor argumenta que os problemas da equipe nacional não podem ser explicados apenas por questões táticas ou técnicas, mas estariam ligados a transformações econômicas, sociais e culturais ocorridas nas últimas décadas.
Segundo Mier, o futebol brasileiro teria sido progressivamente subordinado à lógica do mercado global, com a exportação precoce de jogadores, o enfraquecimento dos clubes como espaços de formação e identidade popular e a crescente influência de interesses empresariais.
O texto também relaciona essas mudanças ao avanço do neoliberalismo, à desigualdade social e à perda de elementos culturais que, na visão do autor, ajudaram a construir a criatividade e a espontaneidade tradicionalmente associadas ao futebol brasileiro.
Principais pontos do artigo de Brian Mier
A eliminação do Brasil é usada como símbolo de um problema maior: o autor vê o desempenho da seleção como consequência de transformações estruturais da sociedade brasileira desde os anos 70 e 80;
Crítica à mercantilização do futebol: o texto afirma que o esporte passou a ser dominado por interesses econômicos e pelo mercado internacional;
Exportação precoce de talentos: jogadores deixam o país muito cedo, o que teria enfraquecido a identidade dos clubes e o desenvolvimento do futebol local;
Relação entre futebol e desigualdade social: o autor conecta a crise esportiva ao avanço do neoliberalismo e às mudanças nas condições de vida da população;
Mudanças culturais: o artigo sugere que manifestações populares e formas tradicionais de sociabilidade perderam espaço nas últimas décadas.
O atacante norueguês Erling Braut Haaland (camisa 9) toca um tambor enquanto a Noruega comemora a vitória na partida das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 entre Brasil e Noruega, no estádio de Nova York/Nova Jersey, em East Rutherford, em 5 de julho de 2026. (Foto de MAURO PIMENTEL / AFP)
Leia, abaixo, o artigo na íntegra
Brasil decepciona novamente: o apodrecimento capitalista no coração do futebol brasileiro
Por Brian Mier, exclusivo para a TVT News, com tradução de Ana Beatriz Garcia
Depois de anos esperando por um acordo em um pequeno processo judicial ligado a um acidente de carro, eu me mudei para o Rio de Janeiro em 1991. Eu nunca tinha visitado o Brasil até então, mas não fui pra lá como turista. Um homem jovem, eu decidi que não queria passar o resto da vida em um país onde você só tem duas semanas de férias por ano.
Depois de muita pesquisa informal em conversas com carregadores de malas no hotel Palmer House, em Chicago, a maior parte deles imigrantes vindos do mundo todo, eu me decidi pelo Rio de Janeiro.
Eu cheguei e, depois de torrar o dinheiro que ganhei do acordo no processo em restaurantes, bebidas e táxis no meu primeiro mês, arrumei um emprego ensinando conversação em inglês para executivos. Lá, eu conheci um colega da Suécia chamado Bo, e começamos a beber alguns drinks juntos de vez em quando.
Um dia, eu cheguei no seu apartamento e ele me deixou entrar. Ele atendeu a porta completamente nu, no estilo da tradição sueca, e falou “Eu vou me arrumar jajá, só quero assistir o final do jogo do Flamengo”.
“Ok”, eu falei, “Mas preciso confessar que não sou muito fã de futebol”.
Ele ficou chocado. “C***o, Brian”, ele falou, “se você está pensando mesmo em viver nesse país, você precisa aprender a amar futebol”. Conforme o choque de sentar na sala de estar com um cara sueco pelado foi passando, ele começou a me explicar o jogo.
Bo era um ex-jogador profissional de defesa na segunda divisão da Inglaterra e primeira divisão na Suécia e na Grécia com uma carreira encerrada precocemente por uma lesão no joelho. Ele se mudou para o Rio por causa de uma psoríase, depois que seus médicos disseram que ele precisava tomar mais sol, e escolheu o Brasil por causa da tradição do país no futebol.
“Olha como eles avançam com a bola no campo. O problema dos brasileiros é que eles amam muito a bola. Um jogador brasileiro chuta a bola quatro ou cinco vezes antes de passar. Se você observar os alemães jogando, por exemplo, eles chutam a bola só uma ou duas vezes. Mesmo assim, em qualquer ano, qualquer lista dos melhores jogadores do mundo é formada basicamente por brasileiros. Eles são os melhores jogadores individuais do mundo, e toda vez que eles arrumam um técnico que consegue fazer eles jogarem juntos como um time, eles ganham a Copa do Mundo”.
Naquele verão, Bo tomou como projeto pessoal fazer eu amar futebol. Ele me levou pra assistir o legendário meia Junior jogar a lazer numa liga amadora, descalço na praia de Copacabana, para o delírio de centenas de fãs que vieram torcer por ele. Daí, em um movimento que realmente me fez me apaixonar por futebol, ele me convidou pra final do Campeonado Brasileiro nos lugares mais baratos do estádio do Maracanã, onde 168 mil pessoas foram assistir o Junior liderar a vitória do Flamengo sobre o Botafogo no último grande jogo de sua carreira.
O futebol brasileiro era muito diferente nessa época. Não tinha barreiras separando torcidas rivais, só centenas de policiais parados nos corredores. Nós estávamos no setor no Botafogo, próximos à linha que dividia as duas torcidas, em solidariedade a um amigo brasileiro, e toda vez que o Flamengo fazia um gol, a torcida inteira deles ficava em pé, dançava e mostrava o dedo do meio pra nós.
Eu tive a sorte de morar no Brasil tanto na Copa do Mundo de 1994 quanto de 2002, e poder vivenciar essas duas vitórias em dias em que o país todo parou, os ônibus pararam de circular, os bancos e as escolas fecharam, está entre as melhores experiências da minha vida. Eu morei no Brasil durante 15 anos, e realmente parecia que o Brasil sempre tinha os melhores jogadores do mundo e que eles só precisavam de um técnico que os fizesse jogar como um time pra vencer a Copa. Aí as coisas começaram a dar errado. Essas são algumas coisas que eu observei durante as minhas décadas morando no Brasil e que contribuíram para o declínio do futebol.
O declínio do samba
O samba é um gênero da música afrobrasileira, mencionado pela primeira vez nos anos 1840 em Pernambuco e modernizado e urbanizado no Rio de Janeiro nos anos 1920, através da fusão das tradições musicais de pessoas que migraram de locais como os cafezais de Minas Gerais e São Paulo e as cidades e quilombos no vale do São Francisco.
Com o passar dos anos, ele se dividiu em outros subgêneros, e, em 1991, quando eu me mudei para o Brasil, dois dos seus subgêneros, o Samba Canção e o Pagode, estavam entre os tipos de música mais populares do país. O futebol brasileiro se desenvolveu de mãos dadas com o samba. Como qualquer um que já esteve numa partida de futebol no Brasil sabe, todas as torcidas organizadas têm seus próprios tambores de samba que tocam poliritmos sincopados durante o jogo todo.
Não é nenhum exagero dizer que o estilo único de drible é parente próximo dos passos de samba. Nos anos 90, se um jogador fosse bom de drible, as pessoas diziam que ele tinha samba no pé. No fim dos anos 90, um novo formato de pagode romântico expulsou o samba tradicional do rádio.
Desenvolvido em São Paulo, ele se baseava num ritmo simplificado que removia metade dos instrumentos de percussão, e as temáticas poéticas cheias de duplo sentido que outrora ensinaram os jovens a sobreviver nas favelas e exaltaram deuses e deusas afrobrasileiros deu lugar a baladas melosas de caras chorando pela volta de suas ex-namoradas. Nesse meio tempo, conforme as igrejas góspeis evangélicas da prosperidade no estilo dos Estados Unidos brotaram nas favelas do Rio, o samba cedeu lugar ao funk brasileiro que exaltava o consumismo e descrições de sexo desprovidas de duplo sentido.
Comemorações do Dia Nacional do Samba não se restringem ao Rio de Janeiro. Foto: Rovena Rosa/ABR
No resto das áreas pobres do Brasil, o sertanejo, que já fora um estilo interessante de música folk regional, se fundiu com o country americano. Eu nunca ouvi ninguém descrever um jogador de futebol como algué que tem sertanejo no pé ou funk no pé.
O que quer que se pense sobre esses gêneros, seus passos de dança não se traduziram em movimentos sofisticados dos pés no campo de futebol. Quanto ao samba, passou por um processo similar ao que ocorreu com o jazz nos Estados Unidos. Embora o pagode pop romântico de São Paulo ainda consiga criar hits, o resto do samba sobrevive como um gênero nichado, tocado principalmente por nerds de música de classe média.
Como eu escrevi em 2014 para a Vice Brasil, as gangues de tráfico de drogas do Rio de Janeiro foram evangelizadas e implementaram uma política de expulsar qualquer tipo de manifestação de religião e cultura afrobrasileira das favelas em benefício dos bailes funk usados para lavar dinheiro.
O samba, a capoeira e o Candomblé precisam ser valorizados, pois somos nós que transmitimos esses legados. Foto: acervo pessoal Lyllian Bragança
Como me disse um ex-líder do Comando Vermelho em entrevista para esse artigo, para os cristãos evangélicos, o funk é aceitável porque representa o demônio, que é algo de que você pode se arrepender. O samba, o jongo, a capoeira e outras tradições que representassem um sistema alternativo de religião e crença eram coisas que os evangélicos precisavam destruir.
Por mais que já houvesse alguns cristãos evangélicos nas seleções da Copa do Mundo de 1994 e 2002, a maior parte deles não era ligada explicitamente às igrejas góspeis da prosperidade. Isso começou com Kaká e Robinho, cujas famílias pertenciam à mesma igreja gospel da prosperidade que Neymar.
Neymar se tornou uma influência enorme nas gerações atuais de jogadores. O time de 2026 só tem um não evangélico na escalação inicial. O goleiro Alisson batiza com frequência outros jogadores na sua igreja, na piscina de sua mansão em Liverpool. O gospel da prosperidade leva seus fieis a acreditarem que todo sucesso e fracasso nas suas vidas é resultado da sua relação individual com Deus, em oposição aos valores do catolicismo tradicional e afrobrasileiros, que pregam a importância de trabalhar em conjunto com outras pessoas para melhorar o mundo.
Isso resultou em jogadores narcisistas que acreditam que são famosos porque são mais especiais que as pessoas comuns, mais sagrados que os jogadores piores que eles. Isso não funciona muito bem pro trabalho em grupo, como foi exemplificado pelo ataque histriônico e individualista de Neymar quando ele entrou em campo depois do intervalo obrigatório de propaganda corporativa na segunda metade do jogo contra a Noruega.
Tráfico infantil
Antes dos anos 90, era raro jogadores brasileiros irem jogar na Europa. Quando iam, eles eram esquecidos em casa e acabavam não indo pra seleção do país. Até aquele momento, o nível dos clubes do Brasil e da Argentina era igual ou melhor do que os melhores times da Europa, como os resultados de 70 anos de confrontos entre os melhores times da América do Sul e da Europa comprovaram. Exemplo disso é o fato de que quase todos os jogadores nas seleções das três primeiras Copas do Mundo vencidas pelo Brasil, inclusive a de 1970, conhecida com o melhor time de todos os tempos, jogavam para clubes sulamericanos.
Endrick foi vendido ao Real Madrid antes de completar 18 anos – Foto: Reprdução/Redes sociais
Isso começou a mudar nos anos 1990, conforme a crise da inflação causou uma série de colapsos sucessivos de câmbio no Brasil e mais dinheiro começou a ser injetado no esporte. Na época, depois de 5 ou 6 anos se provando na ainda de alto nível primeira divisão do Brasil, os jogadores se mudam para a Europa por alguns anos pra ganhar dinheiro. A primeira divisão holandesa, que ainda era capaz de competir com outras divisões europeias de alto nível, se tornou incubadora de alguns dos melhores jogadores do Brasil. Romário e Ronaldo jogaram ambos no PSV Eindhoven antes de ir para contratos mais bem pagos na La Liga.
Com o passar dos anos, times ricos europeus começaram a importar jogadores mais e mais jovens. Felipe Coutinho foi vendido para o Inter aos 16 anos, depois de jogar algumas partidas da primeira divisão no Vasco da Gama. Quando ele brotou na seleção anos depois, poucas pessoas no Brasil, onde só a classe média tinha dinheiro pra assistir ligas de times europeus na TV por satélite, sequer lembravam quem ele era. Alexandre Pato é outro jogador que foi vendido pra Europa aos 16 anos depois de jogar uma única partida profissional com o Internacional de Porto Alegre.
Pra esses dois exemplos de destaque há dezenas de outros jogadores indo direto da terceira divisão brasileira para o topo dos times europeus, ainda na adolescência. Para cada história de sucesso, há muitos casos de jogadores talentosos que foram destruídos na Europa. Robinho era o ponta-direita mais talentoso do Brasil quando conseguiu seu contrato com o Real Madrid. Ele tinha um ótimo passe, e seu apelido era Rei do Drible. Alguns comentaristas de futebol no Brasil comparavam ele ao Garrincha.
O problema é que o time já tinha uma linha de frente de boa performance. Isso fez com que o técnico tirasse ele do lado direito para encaixá-lo no time. Ele era um atacante melhor que a média, mas nunca alcançou todo seu potencial, simplesmente porque tinha um chute a gol fraco. Há uma longa lista de jogadores brasileiros que não tiveram o benefício de ser “incubados” no time holandês, conforme a liga começava a colapsar nos anos 2000, fizeram decisões mal informadas para ir direto para os times de alto nível, e viram suas carreiras não darem em nada.
Quando os melhores jogadores vão para o exterior novos, eles são forçados a desaprender suas habilidades brasileiras tradicionais e se adequar a formações táticas europeias, que recompensam a precisão matemática e o nível atlético mais do que a criatividade em campo. Isso faz com que eles percam o contato com os fãs brasileiros, em especial as crianças, Ao contrário do que a maioria das pessoas na Europa acreditam, a grande maioria dos torcedores brasileiros não assiste futebol europeu.
A copa Libertadores da América tem mais audiência do que a Champions League, que mal são exibidas na TV aberta no Brasil. Nos últimos 16 anos, eu vi meus amigos brasileiros se arrastando para descobrir quem eram os jogadores da Seleção no dia seguinte ao anúncio da escalação pelos técnicos.
Pouquíssimas pessoas no Brasil sabiam quem David Luiz e Roberto Firmino eram quando eles entraram para a seleção, por exemplo. Eu só conhecia o Felipe Coutinho porque, como torcedor do Vasco, eu me lembro de pensar “por que eles estão colocando um menino de 16 anos em campo”?
A drenagem dos melhores talentos do Brasil resultou em uma crise tamanha que o governo federal precisou intervir, passando uma lei que proibiu jogadores com menos de 18 anos de jogar profissionalmente na Europa. Isso fez com que, por exemplo, Vini Jr. assinasse seu contrato com o Real Madrid aos 16 anos, mas só tenha podido mudar para lá depois do seu aniversário de 18 anos. Eu acredito que esse limite de idade deveria ser aumentado para 21 anos.
O complexo de inferioridade brasileiro frente à Europa: a síndrome do Vira-Lata
Na manhã seguinte à eliminação mais precoce do Brasil da Copa do Mundo em 36 anos, o historiador do futebol peruano Jaime Pulgar Vidal escreveu: “O Brasil passou anos tentando transpor um suposto complexo de inferioridade em relação à Europa tentando europeizar seu futebol. Os técnicos são obcecados com táticas, jogadores são treinados a partir da adolescência na Europa, focando em transição de defesa, bloqueio, intensidade e ocupação racional do espaço. O problema é que quando um time faz isso, ele não é capaz de competir com os times europeus especificamente no que eles sabem fazer melhor. O Brasil perdeu sua identidade, sua essência”.
A epítome desse complexo de inferioridade foi a decisão da CBF de contratar o primeiro técnico estrangeiro da história do Brasil, Carlo Ancelotti. Eu passei os últimos dois anos lendo a imprensa esportiva local falar que o motivo para o Brasil estar perdendo tantos amistosos e partidas eliinatórias era porque Ancelotti era um gênio jogando xadrez 5d, permitindo que o time perdesse porque estava testando diferentes escalações e táticas no caminho que levava à Copa do Mundo. Quando o Brasil quase não se classificou para o campeonado, era só “típico do Ancelotti”, me disseram.
Ele era o melhor técnico do mundo e uma das suas táticas era sempre só sobreviver até seu time vencer um campeonato. Também me deram essa desculpa depois do empate sem graça na partida de abertura da Copa contra o Marrocos.
Depois de o Brasil receber um pênalti no primeiro tempo, Bruno Guimarães foi escolhido para bater em vez de Vini Jr. Visivelmente nervoso, seu chute fraco foi defendido com facilidade pelo goleiro norueguês Ørjan Nyland. Depois do jogo, foi descoberto que a decisão tática “brilhante” de Ancelotti de escolher Guimarães para bater o pênalti era o resultado de um cálculo matemático baseado no grande total de três pênaltis batidos na sua história na Seleção.
O segundo erro gigantesco foi colocar Neymar, que não teve nenhuma partida boa nos 4 anos anteriores ao momento em que foi colocado em campo com o placar de 0 a 0. Gravitando em direção ao centro , um Neymar velho e lento empurrou os dois maiores atacantes do Brasil, Endrick e Vini Jr., para as laterais do campo. Logo, a Noruega tinha marcado 2 a 0.
Quando Ancelotti foi anunciado como novo técnico em 2023, o presidente Lula, que foi um bom jogador amador no seu tempo e que teve uma amizade de vida toda com a lenda do futebol Sócrates, disse: “Se ele fosse resolver o problema do Brasil, por que ele não resolve o problema da Itália, que não foi nem disputar a última Copa do Mundo? É muito fácil dirigir um time na Europa com 11 jogadores de seleção. Duro é chegar aqui, pegar o Corinthians e dirigir o Corinthians”.
A verdade é que administrar uma seleção nacional, coisa que Ancelotti fez pela primeira vez nessa Copa, requer habilidades diferentes do que ser técnico de um clube, onde há o benefício de muito mais tempo para ensaiar formações táticas e montar jogadas. Com o tempo de treino imensamente diminuído das seleções de futebol, a liderança se torna um dos atributos mais importantes. É difícil imaginar quão eficaz pode ser a liderança conduzida por alguém que tem pouca familiaridade com a cultura dos seus jogadores.
Em 1994, Carlos Alberto Parreira fez coisas interessantes em termos de tática, mas tendo uma boa compreensão de suas próprias fraquezas em termos de liderança, trouxe o primeiro homem a jogar e treinar em times campeões de Copas do Mundo, Mário Zagallo, como conselheiro e coordenador técnico.
Em 2002, Luiz Scolari pode ter tido uma tarefa relativamente fácil de treinar o maior banco de talentos desde a Copa de 1970, mas sua estratégia de liderança de agir como uma figura paterna amigável para seus “filhos” jogadores, foi elogiada na época.
Ancelotti parece ter ignorado as diferenças culturais entre Brasil e Europa. Ele contratou seu próprio filho, em um caso claro de nepotismo, e a maior parte do seu staff eram europeus que pareciam não falar português. Eu acho difícil acreditar que ele perdeu todos aqueles amistosos e eliminatórias de propósito como parte de uma estratégia de xadrez 5D, mas, se esse foi mesmo o caso, como ele endereçou a falta de confiança que elas devem ter causado nos jogadores?
No fim, a verdade é que o Brasil nunca teve falta de técnicos talentosos. Conforme eu escrevi em meu texto anterior, o problema com o futebol brasileiro vai muito além de algo que pode ser remediado com o band-aid de pagar R$ 5 milhões de reais por mês por um técnico-celebridade.
Finalmente: o Brasil precisa de craques
A lenda da Copa de 1970, médico do esporte e comentarista de futebol Tostão definiu o que ele acredita ser o maior problema com o futebol brasileiro depois da eliminação do país da Copa de 2010. Ele escreveu que o Brasil não produzia mais craques. O craque é uma figura mitológica do futebol brasileiro que não é só um dos melhores do mundo na sua posição, mas também traz um elemento de mágica criativa para o jogo.
Garrincha, na Copa de 62, era o grande craque brasileiro, principalmente com a lesão de Pelé. Foto: Wikimedia Commons
Um craque é alguém que desafia a lógica, como Garrincha, que foi diagnosticado por médicos como não sendo fisicamente capaz de jogar futebol por causa de problemas congênitos com sua perna, e mesmo assim conduziu quatro dos cinco maiores números de dribles por jogo na história das Copas do Mundo.
De acordo com Tostão, um jogador pode ser um dos melhores do mundo na sua posição e não ser um craque. Cafu, ele disse, foi um dos melhores laterais-direita do mundo por anos, mas não era um craque.
O motivo? Ele era incapaz de fazer um passe longo contornando um jogador de defesa direto para o pé de um jogador do seu time enquanto corria em alta velocidade campo acima. “O Brasil não produz mais craques”, ele escreveu em 2011.
“O único jovem com grandes chances de se tornar, nos próximos anos, um dos melhores do mundo é Neymar. Ainda não é”. Tostão citou a falta de investimento dos clubes no desenvolvimento de jovens para, em vez disso, vender jogadores jovens para a Europa pra ganhar um trocado rápido como uma das razões para afirmar que ia demorar muito até o Brasil desenvolver outro craque. Infelizmente, sua profecia virou realidade.
Não havia nenhum craque na seleção do Brasil em 2026. Quem sabe da próxima.
Foto: Brasil é derrotado pela seleção da Noruega por 2×1 em oitavas de final da Copa do Mundo./ Foto: Nelson Terme / CBF
Sobre o autor
Brian Mier é jornalista, sociólogo e geógrafo. orrespondente no Brasil para a TeleSur English. Coapresentador do programa Globalistas na TV 247. Colaboradora dos veículos Brasilwire, FAIR, COHA, Truthdig, Geopolitical Economy Report, Carta Capital e Outras Palavras.
Os artigos dos colunistas expressam as opiniões individuais da autora ou do autor e não, necessariamente, refletem a opinião da TVT News
Chaveamento da Copa do Mundo
Chaveamento da Copa do Mundo em 10 de julho. Arte: Emanuele Godoy / TVT News
Mais de três anos após o início do boom da inteligência artificial generativa, o Google desafiou muitos céticos que acreditavam que o ChatGPT seria o golpe fatal para o gigante das buscas. Mas alguns problemas estão abalando seu negócio principal.
O mecanismo de busca DuckDuckGo está registrando aumentos nas taxas de instalação de até 40% por semana. O Bing, da Microsoft, alcançou 1 bilhão de usuários pela primeira vez no último trimestre. E o tráfego do mecanismo de busca do Google caiu ligeiramente no último mês, enquanto o ChatGPT registrou uma pequena alta.
O Google ainda controla 90% do mercado de buscas, o preço de suas ações mais do que dobrou no último ano e o crescimento da receita no primeiro trimestre foi o mais rápido desde 2022. Mas a preocupação com a IA persiste à medida que mais pessoas recorrem aos chatbots como método preferido para encontrar informações.
O ChatGPT ocupa consistentemente a posição de aplicativo gratuito mais baixado no iOS da Apple, e o Claude, da Anthropic, está atualmente em oitavo lugar, uma posição atrás do Gemini, do Google.
Enquanto isso, outra onda de usuários da internet está se afastando completamente das buscas impulsionadas por IA em favor de alternativas sem IA. Um estudo do Pew Research Center publicado em março constatou que cerca de metade dos americanos sentia que a IA em suas vidas diárias os deixava “mais preocupados do que entusiasmados”.
Navegar pela internet sem ela é um dos mecanismos de adaptação e, no início deste mês, o DuckDuckGo lançou um mecanismo de busca “sem IA” com novas extensões para navegador que permitem aos usuários utilizar por padrão o endereço noai.duckduckgo.com.
“Muitas pessoas usam o Google porque o Google é como a página inicial da internet, mas elas querem fazer essas jornadas, clicar e pesquisar por conta própria e tomar suas próprias decisões”, disse Lily Ray, vice-presidente de otimização para mecanismos de busca e busca por IA da empresa de marketing Amsive.
O Google também enfrenta o desafio de conter startups de IA fortemente financiadas, que estão pagando valores elevados por talentos antes de suas potenciais ofertas públicas iniciais de ações (IPOs).
Na semana passada, Noam Shazeer, vice-presidente de engenharia e copresidente do Gemini AI, anunciou que estava deixando o Google para ingressar na OpenAI. E, na sexta-feira, John Jumper, vice-presidente da DeepMind e fellow de engenharia, informou que estava saindo para trabalhar na Anthropic.
As ações da Alphabet tiveram, na segunda-feira, seu pior desempenho em mais de um ano, com queda de 5%.
Analistas da Jefferies escreveram em um relatório que “não interpretam as recentes saídas como um sinal de que o Google esteja fazendo menos em IA, mas sim como mais um dado em uma guerra por talentos que afeta toda a indústria, na qual laboratórios de ponta estão oferecendo lances agressivos”.
Um porta-voz do Google se recusou a comentar para esta reportagem.
Para o Google, o surgimento da IA generativa representa uma espécie de risco existencial desde o lançamento do ChatGPT, no fim de 2022, que recentemente ultrapassou 1 bilhão de usuários ativos mensais. A ameaça é dupla: o Google pode perder sua posição dominante e, ao tentar competir em IA, pode canibalizar seu próprio mecanismo de busca em favor de uma nova forma de encontrar informações que ainda não possui um modelo comprovado de publicidade digital.
Os anúncios ainda representam cerca de três quartos da receita da empresa. As margens extremamente elevadas da publicidade permitem ao Google financiar apostas de longo prazo e alto custo, como a Waymo e a IA baseada no espaço, além de investir perto de US$ 200 bilhões em infraestrutura de IA.
Em sua conferência anual para desenvolvedores, realizada no mês passado, o Google anunciou que redesenharia a caixa de busca pela primeira vez em 25 anos, posicionando o botão “Modo IA” diretamente dentro dela. O botão de busca agora fica abaixo da caixa.
“Esta é a maior atualização da nossa icônica caixa de busca desde sua estreia, há mais de 25 anos”, afirmou Elizabeth Reid, responsável pela organização de buscas do Google, durante o evento.
Além disso, a popular ferramenta de geração de imagens Nano Banana também está disponível na caixa de busca por meio do botão de adição. No aplicativo móvel do Google Search, uma grande caixa clicável do “Modo IA” tem praticamente o mesmo tamanho da caixa de busca tradicional.
No último mês, o tráfego do mecanismo de busca do Google caiu mais de 1%. O tráfego do ChatGPT aumentou um pouco. O DuckDuckGo, que há muito tempo se posiciona contra o Google como uma opção de busca mais privada, afirma que as taxas de instalação cresceram até 75% em relação ao período anterior ao anúncio do Google I/O, em maio.
O Google precisa “encontrar um equilíbrio, porque, se avançar demais com a IA, perderá seus usuários”, disse Ray, da Amsive. Ela classificou a participação de mercado do DuckDuckGo como “microscópica”, mas afirmou que houve um grande aumento recentemente.
Até mesmo o CEO da Alphabet, Sundar Pichai, reconhece os receios em torno da IA. Em um episódio recente do podcast “Hard Fork”, Pichai afirmou que as pessoas estão “justificadamente” ansiosas sobre o tipo de futuro que a tecnologia criará, classificando a escala da mudança como sem precedentes.
Google e OpenAI enfrentaram processos por morte culposa movidos por familiares de pessoas que supostamente cometeram atos de violência ou automutilação devido ao uso de chatbots. Em março, o Google foi processado pelo pai de um homem de 36 anos, que alegou que o chatbot Gemini convenceu seu filho a tentar realizar “um ataque com múltiplas vítimas” e, posteriormente, a cometer suicídio.
No mercado de buscas, o DuckDuckGo não é o único mecanismo respondendo à demanda por alternativas. A Microsoft lançou uma extensão para navegador chamada “Bing AI Search Choice”, que permite aos usuários desativar recursos semelhantes a chats de IA.
“A IA está fazendo coisas poderosas para as buscas, mas as pesquisas mostram que nem todos querem usar IA para tudo o tempo todo”, escreveu Jordi Ribas, presidente de busca e IA da Microsoft, em uma publicação no LinkedIn sobre a atualização.
Também cresce a antipatia entre editoras e veículos de mídia, que viram o tráfego proveniente das buscas do Google despencar, em parte porque a IA reúne informações em resumos exibidos no topo dos resultados, eliminando a necessidade de clicar nos links.
Em uma disputa antitruste com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o Google admitiu no ano passado, em documento judicial, que a web aberta já está “em rápido declínio”, uma avaliação que contrastou com declarações públicas de executivos da empresa.
Estudos de painéis de dados como SparkToro e Similarweb mostram que aproximadamente 68% de todas as buscas no Google agora terminam sem um único clique para um site externo. Roger Lynch, CEO da Condé Nast, afirmou em entrevista no mês passado à TBPN que sua equipe prevê quedas no tráfego oriundo das buscas há três anos e que “todos os anos a queda foi maior do que a prevista”.
“No ano passado, eu disse às nossas equipes para assumirem que não existe busca”, afirmou. “Vocês precisam planejar seus negócios como se a busca fosse zero.”
Mesmo após a queda das ações do Google na segunda-feira, o papel ainda acumula alta superior a 100% no último ano, superando com folga todos os seus pares entre as chamadas hyperscalers. A empresa demonstrou capacidade de sobreviver e prosperar em meio a grandes mudanças de plataforma, principalmente na transição da web para os smartphones, e provou ser uma participante relevante na IA generativa, apesar de um início lento.
Na última teleconferência de resultados, Pichai atribuiu o aumento do engajamento dos usuários a experiências baseadas em IA, como o AI Mode e o AI Overviews, áreas que recebem investimentos significativos.
“A IA continua impulsionando o uso das buscas e o volume de consultas está em nível recorde”, afirmou Pichai durante a conferência.
No entanto, o Google ativa o AI Overview automaticamente, o que significa, nas palavras de Kamyl Bazbaz, diretor de políticas do DuckDuckGo, que os usuários não recebem “uma escolha”.
Reid, líder da área de buscas do Google, afirmou em um podcast da Bloomberg, em abril, que “existe esse tipo de mito de que as pessoas querem IA ou a web”.
“Na verdade, acho que o que vemos é que as pessoas querem IA e a web juntas”, disse ela.
São Paulo, com informações do Sindicato dos Bancários – A categoria bancária definiu neste domingo (21) as reivindicações da Campanha Nacional Unificada que serão entregues à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) no dia 24 de junho.
Entre as prioridades apontadas pela categoria dos bancários estão:
o reajuste com reposição integral da inflação (INPC na data-base)
ampliação do emprego e da rede de atendimento bancário,
combate às metas abusivas e
defesa dos bancos públicos.
Além disso, a categoria propõe a regulamentação do Sistema Financeiro Nacional, com maior controle social sobre o setor, ampliação do acesso ao crédito, redução das desigualdades e fortalecimento do papel dos bancos no financiamento do desenvolvimento econômico e social do país. E a importância de eleger um governo democrático e um Congresso que defenda a pauta dos trabalhadores.
A definição da pauta final de negociação começou no mês de abril, com a consulta aos bancários e os debates nas conferências estaduais. Neste fim de semana, durante a 28ª Conferência Nacional, em São Paulo, cerca de 630 delegados que representam trabalhadores de bancos públicos e privados de todo o país, definiram os itens para a Campanha Nacional Unificada 2026. São 450 mil bancários no país, organizados pelo Comando Nacional dos Bancários.
“Nossa campanha começou em abril, com a consulta à categoria, e em seguida as conferências estaduais e hoje finalizamos a Conferência Nacional. O resultado da consulta reflete a real necessidade da categoria. Nas cláusulas econômicas, as principais reivindicações foram por aumento real, PLR maior, e reajustes no vale-alimentação e refeição”, conta Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários.
“Entre as cláusulas sociais, a consulta apontou a manutenção dos direitos, emprego, plano de saúde e combate ao assédio moral. E destaca como a atual política dos bancos compromete a saúde dos empregados: Há um aumento no uso de medicamentos controlados, como antidepressivos, ansiolíticos ou estimulantes, nos últimos 12 meses. Além disso, a categoria aponta impacto negativo do ambiente bancário sobre a saúde mental, o que representa um problema estrutural de gestão, metas, pressão e intensificação do trabalho”, destaca Neiva.
“Também há uma preocupação crescente entre os trabalhadores, com o alto investimento dos bancos em tecnologia e IA e a categoria reivindica proteção ao emprego, qualificação, remuneração, revisão humana das decisões e limites ao monitoramento. Esse é um ponto fundamental da negociação coletiva no setor financeiro”.
Na Conferência, 630 delegados que representam trabalhadores de bancos públicos e privados de todo o país, definiram os itens para a Campanha Nacional Unificada 2026 dos 450 mil bancários no país, organizados pelo Comando Nacional dos Bancários
A coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, reforçou que a minuta de reivindicações expressa as preocupações da categoria, “como aumento real, valorização e proteção do emprego bancário, combate ao assédio moral, às metas abusivas, por um ambiente de trabalho saudável e para que as transformação estruturais do setor decorrentes da implementação das novas tecnologias resultem em benefícios para a categoria, não em fechamento de agências e postos de trabalho”, disse Juvandia.
“Saímos desta plenária revigorados, mais unidos e dispostos para seguir em frente na luta pela manutenção e avanço em direitos às bancárias e bancários de todo o país. A luta da categoria bancária é a luta de toda a classe trabalhadora. Quando nós avançamos, inspiramos toda a nossa classe a seguir avançando”, completou a dirigente.
Consulta Nacional dos Bancários 2026
A Consulta Nacional dos Bancários 2026 confirmou a disposição da categoria em participar da construção da pauta de reivindicações da Campanha Nacional. O levantamento, realizado entre 17 de abril e 31 de maio, recebeu 54.952 respostas.
Entre as cláusulas econômicas, a principal prioridade apontada pela categoria foi o aumento real de salário, indicado por 93% dos respondentes. Em seguida aparecem aumento da PLR, com 63%; aumento maior para o vale-alimentação e o vale-refeição, com 51%; aumento do piso da categoria, com 31%; Plano de Cargos e Salários, com 25%; igualdade salarial, com 10%; aumento da ajuda de custo para home office, com 3%; e aumento do auxílio combustível, com 2%.
Nas cláusulas sociais, a manutenção de direitos aparece como a principal prioridade, citada por 65% dos respondentes. Emprego foi indicado por 45%; plano de saúde, por 39%; combate ao assédio moral, por 35%; igualdade de oportunidades, por 24%; previdência complementar, por 19%; e impacto das inovações tecnológicas, por 17%.
A consulta também revelou que 40% dos consultados usaram medicamentos controlados, como antidepressivos, ansiolíticos ou estimulantes, nos últimos 12 meses. Além disso, 72,6% afirmaram que o ambiente de trabalho no banco em que atuam traz impactos negativos para a saúde mental dos trabalhadores e trabalhadoras. Apenas 14,3% disseram que não há impactos negativos e 12,6% responderam que não sabem.
Dados da categoria dos bancários
Emprego x agências
A defesa do emprego é uma das prioridades da Campanha 2026. A partir de 2020, com a intensificação da digitalização dos serviços financeiros, o setor bancário fechou 31,3 mil postos de trabalho até abril de 2026, dos quais aproximadamente 25 mil eram ocupados por mulheres (Novo Caged). As mulheres representaram 44,3% das admissões, mas 49,1% dos desligamentos no período. Somente em 2026 (janeiro até abril) foram fechados 5.410 postos de trabalho.
Entre 2024 e 2025, os cinco maiores bancos fecharam 1.345 agências, totalizando queda de 37% na rede física, considerando esse período. Mas reestruturação não reflete uma retração no setor, que teve lucro líquido de R$ 124 bilhões em 2025, mas sim uma mudança de estratégia para focar em alta renda e no atendimento digital.
Adoecimento
Em 2024, nos afastamentos por doenças “mentais e comportamentais”, os bancos múltiplos com carteira comercial ocuparam a 1ª posição entre os afastamentos acidentários por saúde mental do país, com 1.946 afastamentos e a 5ª posição entre os afastamentos previdenciários, com 8.345 ocorrências em 2024.
Em relação ao total de afastamentos por doenças mentais e comportamentais, a categoria bancária representa 25% dos afastamentos acidentários (que tem relação com o trabalho) e 3,3% dos afastamentos previdenciários no Brasil.
Tecnologia x lucro
O orçamento total em tecnologia do setor, para 2025, foi estimado em R$ 47,8 bilhões (alta de 13% ante 2024). Em 2025, somente os três privados, juntos (Itaú Unibanco, Bradesco e Santander), lucraram R$ 87,1 bilhões, com alta de 16,9%.
As iniciativas integram o Novo PAC Periferia Viva – Urbanização de Favelas e o FGTS – Programa Pró-Moradia/Periferia Viva e contemplam três das maiores comunidades do Rio de Janeiro: Favela da Maré, Complexo do Alemão e Rocinha.
As ações têm como objetivo ampliar o acesso à infraestrutura urbana, promover inclusão social e garantir mais dignidade e qualidade de vida para a população das periferias.
Ações integram Novo PAC Periferia Viva
Na Favela da Maré, serão assinados documentos entre o Governo do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Prefeitura do Rio de Janeiro para viabilizar a fase 1 das intervenções do Novo PAC Periferia Viva.
Entre as ações previstas estão a construção do Parque Linear da Maré, na Vila dos Pinheiros, e a implantação de um Ecoponto. O parque ocupará área atualmente degradada e utilizada para descarte irregular de resíduos às margens da Baía de Guanabara.
A Autorização do Início da Obra representa os primeiros R$ 8,5 milhões em investimentos do Novo PAC Periferia Viva na comunidade. Consideradas as etapas seguintes, os investimentos na Maré deverão alcançar R$ 170 milhões.
A comunidade também celebrará a conclusão do Programa CEP para Todos. Todo o Complexo da Maré passa a contar com CEP por logradouro, com a criação de 434 novos códigos de endereçamento postal internos. O trabalho envolveu a verificação de 887 logradouros, incluindo avenidas, travessas, becos e vielas, além da atualização de 225 nomes e da identificação oficial do Bairro Maré junto aos Correios.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de anúncio de investimentos do Governo Federal para Periferias, Favelas e Comunidades Urbanas do Rio de Janeiro, no Jardim Maravilha – RJ.
Foto: Ricardo Stuckert / PR
No Complexo do Alemão, será assinado o Contrato da Operação do FGTS – Programa Pró-Moradia/Periferia Viva, que prevê obras de infraestrutura urbana, incluindo implantação de redes de esgoto sanitário e abastecimento de água, rede elétrica e iluminação pública, pavimentação, drenagem, construção de praças e ações de regularização fundiária.
Também será inaugurado o Posto Territorial Periferia Viva, instalado em imóvel localizado no interior da comunidade e equipado para apoiar a implementação das ações do programa. O Governo do Brasil vai liberar R$ 200 milhões e viabilizar um investimento total no Complexo do Alemão de R$ 210,5 milhões com a contrapartida da Prefeitura do Rio.
A agenda prevê ainda a assinatura do contrato de financiamento para a urbanização da Rocinha, firmado entre o Ministério das Cidades, a Prefeitura do Rio de Janeiro e a Caixa Econômica Federal. O projeto contará com R$ 350 milhões em investimentos, dos quais R$ 332,9 milhões serão financiados pelo Governo do Brasil e R$ 17,5 milhões correspondem à contrapartida da Prefeitura do Rio, responsável pela execução.
Baseada no Plano Diretor da Rocinha, a intervenção reúne ações integradas nas áreas de infraestrutura urbana, mobilidade, meio ambiente e qualidade de vida, abrangendo aproximadamente 280 mil metros quadrados da comunidade. A expectativa é beneficiar diretamente cerca de 10 mil famílias que vivem no entorno das obras.
A agenda também inclui a assinatura do termo que autoriza o início das obras do PAC Jardim Maravilha, em Guaratiba. Com investimento do Governo do Brasil por meio do Novo PAC, as intervenções incluem a construção de um dique, reservatórios para retenção das águas das chuvas, obras de drenagem, urbanização e implantação de pavimentação e passeios, melhorando a mobilidade e a acessibilidade. O projeto beneficiará cerca de 30 mil moradores da região e reforçará a proteção do bairro contra enchentes.
O mercado espacial vive um novo ciclo de expansão. Em 2025, startups dos Estados Unidos ligadas ao setor captaram US$ 7,1 bilhões em investimentos de risco, quase três vezes mais do que no ano anterior.
O movimento ocorre em meio ao fortalecimento da indústria espacial, impulsionado pelo sucesso da SpaceX, pela crescente demanda por satélites e pelo surgimento de novas tecnologias voltadas para comunicação, defesa e infraestrutura orbital.
O aumento do fluxo de capital mostra que investidores passaram a enxergar o espaço como uma oportunidade concreta de negócios e não apenas como uma aposta futurista.
Empresas que desenvolvem sistemas de comunicação a laser, componentes eletrônicos para missões espaciais e serviços de suporte em órbita estão entre as que mais atraem recursos.
De acordo com o The Wall Street Journal, nos últimos meses, diversas startups anunciaram rodadas milionárias de financiamento para ampliar operações e acelerar projetos.
A percepção do mercado mudou à medida que algumas empresas começaram a demonstrar capacidade de gerar receitas e fechar contratos de longo prazo. O setor, antes visto como altamente experimental, passou a apresentar modelos de negócios mais definidos.
Efeito SpaceX e nova onda de investimentos
Grande parte do entusiasmo dos investidores está relacionada ao desempenho da SpaceX. A empresa fundada por Elon Musk transformou o mercado de lançamentos espaciais, criou uma das maiores constelações de satélites do mundo e se tornou uma das companhias mais valiosas do planeta.
O recente sucesso da abertura de capital da empresa reforçou a confiança dos investidores em negócios ligados ao espaço.
Para muitos fundos, o desempenho da SpaceX serviu como prova de que projetos considerados arriscados podem se transformar em operações altamente lucrativas.
Esse efeito tem beneficiado principalmente startups criadas por ex-funcionários da companhia, que carregam experiência técnica e credibilidade junto ao mercado financeiro.
Satélites maiores
Uma das áreas que mais despertam interesse é a fabricação de satélites de grande porte. Empresas do setor apostam em equipamentos mais potentes para atender demandas de comunicação, monitoramento e defesa.
O crescimento da inteligência artificial também tem ampliado a necessidade de transmissão de dados em alta velocidade, criando oportunidades para redes espaciais mais avançadas.
Além disso, novas soluções estão sendo desenvolvidas para permitir a movimentação de cargas e equipamentos no espaço, criando um mercado que alguns especialistas já chamam de “logística orbital”.
Defesa e governo ampliam oportunidades
Outro fator que ajuda a explicar o interesse dos investidores é o aumento da participação dos governos no setor espacial.
Nos Estados Unidos, empresas do segmento veem oportunidades crescentes em contratos militares e projetos ligados à segurança nacional.
A expectativa de expansão dos gastos públicos com tecnologia espacial tem servido como incentivo adicional para a entrada de novos investidores.
Para muitas startups, a combinação de clientes governamentais e contratos comerciais representa uma fonte importante de estabilidade financeira.
Riscos continuam elevados
Apesar do entusiasmo, especialistas alertam que o setor continua carregando riscos significativos.
Desenvolver tecnologias capazes de operar no ambiente espacial exige investimentos elevados, longos períodos de testes e alta tolerância a falhas. Um único problema técnico pode comprometer anos de trabalho e milhões de dólares em recursos.
O histórico recente do setor também serve como alerta. Nos últimos anos, algumas empresas espaciais abriram capital com grande expectativa, mas não conseguiram sustentar seus planos de crescimento e acabaram encerrando atividades.
Por isso, investidores seguem adotando uma postura seletiva, priorizando empresas que já possuem contratos assinados, clientes definidos e perspectivas reais de geração de receita.
A atual onda de investimentos sugere que o espaço está deixando de ser apenas uma fronteira científica para se tornar uma nova fronteira econômica.
Com bilhões de dólares sendo direcionados para satélites, comunicações, infraestrutura orbital e serviços espaciais, o setor vive uma corrida semelhante à observada em outras revoluções tecnológicas das últimas décadas.
A diferença é que, desta vez, startups aposta que parte do crescimento econômico do futuro poderá vir de atividades realizadas muito além da atmosfera terrestre.
A estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, realizada no último sábado (13), ganhou um debate além do resultado em campo. Após o empate por 1 a 1 com o Marrocos, a ausência de Endrick durante os 90 minutos da partida gerou questionamentos.
A discussão surgiu porque o jovem atacante, considerado uma das principais promessas do futebol brasileiro, havia sido decisivo no amistoso anterior ao Mundial ao marcar o gol da vitória sobre o Egito. Mesmo assim, acabou ficando no banco durante toda a estreia da equipe comandada por Carlo Ancelotti.
Ausência chamou atenção
A opção da comissão técnica surpreendeu parte da torcida. Em um jogo no qual o Brasil encontrou dificuldades para criar oportunidades ofensivas, muitos esperavam que Endrick fosse utilizado ao longo da partida para aumentar o poder de ataque da equipe.
Ancelotti preferiu iniciar o confronto com Igor Thiago entre os titulares e, durante o segundo tempo, promoveu a entrada de Matheus Cunha. Endrick, por sua vez, permaneceu entre os reservas até o apito final.
A escolha rapidamente se transformou em um dos assuntos mais comentados entre os brasileiros nas redes sociais, onde torcedores passaram a buscar explicações para a falta de minutos do atacante.
Para alguns internautas, esse vínculo comercial poderia explicar o espaço reduzido do jogador na Seleção. A hipótese, porém, não apresenta qualquer comprovação ou evidência pública.
Debate antigo volta à tona
A repercussão também resgatou discussões antigas sobre a presença de patrocinadores no futebol brasileiro.
O tema ganhou notoriedade na década de 1990, quando vieram a público detalhes de acordos comerciais envolvendo a Confederação Brasileira de Futebol e empresas do setor esportivo.
Desde então, o assunto volta ocasionalmente ao debate sempre que decisões esportivas geram controvérsia entre torcedores.
No caso atual, não existe informação pública que indique qualquer interferência de marcas esportivas nas escolhas feitas pela comissão técnica da Seleção Brasileira.
Sem elementos concretos que sustentem a teoria, a ausência de Endrick continua sendo interpretada oficialmente como uma decisão da comissão técnica. Ancelotti evitou comentar individualmente a situação do atacante após a partida e concentrou sua análise no desempenho coletivo da equipe.
A Anthropic, gigante do setor de I.A., passou cerca de quatro anos construindo uma imagem de empresa mais cautelosa e transparente no setor de inteligência artificial. Porém, o lançamento do Claude Fable 5 mudou esse cenário em apenas 96 horas.
Apresentado em 9 de junho como o modelo mais poderoso já lançado pela empresa, o Claude Fable 5 saiu do ambiente restrito do Project Glasswing e chegou ao público como o primeiro integrante da família Mythos. Poucos dias depois, o projeto virou alvo de críticas técnicas, pressão regulatória e desgaste de imagem.
Junto com o lançamento, a Anthropic publicou um system card com 319 páginas para explicar o funcionamento e os limites do modelo. Entretanto, pesquisadores encontraram no documento uma informação que rapidamente gerou reação negativa.
O Claude Fable 5 utilizava uma salvaguarda invisível contra distilação que altera respostas quando identifica tentativas de usar o sistema para treinar modelos menores. O problema central surgiu porque o usuário recebia respostas modificadas sem qualquer aviso.
Após a repercussão, a Anthropic publicou um pedido de desculpas em 11 de junho e reconheceu que adotou a estratégia errada ao priorizar proteções invisíveis.
Filtros e respostas inconsistentes
As críticas não ficaram restritas apenas ao detalhe oculto da ferramenta. Pesquisadores apontaram problemas na forma como o modelo tratava conteúdos simples ligados à biologia.
O sistema recusava perguntas básicas sobre mitocôndria, causas da febre do feno e vacinas de mRNA, mas respondia sobre uso de gás cloro como arma química. Especialistas entenderam que o filtro priorizou riscos de forma inconsistente.
Além de não informar assuntos educativos, a falta de transparência do aplicativo e a abertura para assuntos violentos pioraram ainda mais a imagem do lançamento da Anthropic.
Como resultado do fracasso da plataforma, a Anthropic recebeu uma diretiva do Departamento de Comércio dos Estados Unidos que determinou suspensão imediata do acesso ao Fable 5 e ao Mythos 5 para estrangeiros dentro e fora do território americano.
Segundo o governo, uma empresa teria conseguido realizar um jailbreak no sistema e desbloquear capacidades consideradas sensíveis para a segurança nacional.
Como a Anthropic não conseguia diferenciar nacionalidades entre centenas de milhões de usuários, a empresa optou por interromper o acesso de forma ampla. A companhia contestou a gravidade da falha e afirmou que o mesmo método funcionava no GPT 5.5, da OpenAI, sem qualquer suspensão.
Nesta terça (16), a atual campeã mundial, a Argentina enfrenta a Argélia. A partida está marcada para às 22h (horário de Brasília), em Kansas City (EUA), pela primeira rodada do Grupo J. Acompanhe tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.
Fechando a programação da terça-feira, a atual campeã mundial inicia sua caminhada rumo à defesa do título.
Onde assistir? A transmissão da partida será exclusiva da Cazé TV.
Argentina tenta evitar tropeços históricos em estreias
A equipe comandada por Lionel Scaloni chega ao Mundial depois de conquistar a Copa América de 2024 e terminar as Eliminatórias Sul-Americanas na primeira colocação.
Apesar do favoritismo, existe um retrospecto que incomoda os argentinos. Nas duas Copas disputadas após os títulos de 1978 e 1986, a seleção estreou com derrota.
Agora, o objetivo é começar a campanha de forma diferente.
Messi será novamente o centro das atenções. Aos 39 anos, o camisa 10 inicia sua sexta participação em Mundiais e amplia ainda mais sua condição de referência histórica da competição.
Lionel Messi posa com a taça da Copa do Mundo após a vitória da Argentina sobre a França na final da Copa do Mundo do Catar 2022, no Estádio de Lusail, em Lusail, ao norte de Doha, em 18 de dezembro de 2022. (Foto de Anne-Christine POUJOULAT / AFP)
Scaloni procurou transmitir tranquilidade antes da estreia.
“Temos a experiência do último Mundial. Não é fundamental o primeiro jogo, mais à frente é mais importante. Estamos confiantes.”
Além de Messi, a Argentina aposta em nomes como Lautaro Martínez, Enzo Fernández, Mac Allister e Emiliano Martínez.
Messi têm 13 gols em Copas
Messi chega ao torneio com 13 gols em Copas do Mundo e, junto com Mbappé, é um dos jogadores que têm chances de bater o recorde do alemão Klose, que tem 16.
O argentino também detém o recorde de maior número de partidas disputadas na competição, com 26 jogos. A estreia diante da Argélia marcará sua sexta participação em Mundiais, feito que será igualado apenas por Cristiano Ronaldo quando Portugal entrar em campo.
Além dos gols, Messi possui outro feito relevante: é o único jogador da história a registrar assistências em cinco edições diferentes da Copa do Mundo.
Provável escalação da Argentina
Dibu Martínez; Molina, Otamendi, Cuti Romero e Medina; De Paul, Mac Allister e Enzo Fernández; Almada, Messi e Lautaro Martínez.
Argélia entra na Copa com 16 jogadores que nasceram fora do país
A Argélia disputa sua quinta Copa do Mundo e tenta repetir a campanha de 2014, quando avançou para as oitavas de final.
A equipe chega embalada por resultados positivos nos amistosos preparatórios, incluindo vitória sobre a Holanda e goleada diante da Bolívia.
O principal destaque é Riyad Mahrez. Aos 35 anos, o capitão segue como principal referência técnica do elenco.
Outro nome que chama atenção é Luca Zidane, filho do ex-craque francês Zinedine Zidane.
A seleção africana encara o desafio de enfrentar uma das favoritas ao título logo na estreia.
Argélia leva à Copa uma seleção marcada pela diáspora e pela história de resistência
A estreia da Argélia na Copa do Mundo de 2026 diante da Argentina reúne muito mais do que um confronto esportivo.
A equipe africana chega ao torneio carregando uma trajetória profundamente ligada à história do país, à luta anticolonial e à formação de uma diáspora que hoje influencia diretamente a composição de sua seleção nacional.
Dos 26 jogadores, 16 nasceram fora da Argélia
Dos 26 jogadores convocados para o Mundial, 16 nasceram fora da Argélia. Entre eles, 13 nasceram na França, antiga potência colonial que controlou o território argelino por 132 anos.
O elenco também conta com atletas nascidos na Alemanha, Inglaterra e outros países europeus.
A presença desses jogadores reflete os movimentos migratórios que marcaram a história do país nas últimas décadas.
Muitos são filhos ou netos de argelinos que migraram para a Europa, especialmente para a França, em busca de trabalho e melhores condições de vida.
Embora tenham crescido em outros países, optaram por defender a seleção ligada às origens de suas famílias.
Mahrez lidera geração formada entre dois continentes
Riyad Mahrez segurando a camisa do City quando foi renovado para a temporada de 2025 – Reprodução/Redes sociais
O principal nome da equipe é o capitão Riyad Mahrez. Nascido na França, o atacante construiu carreira de destaque no futebol europeu, especialmente durante sua passagem pelo Manchester City, da Inglaterra.
Ao lado dele estão outros atletas que fizeram toda a formação esportiva em território francês, como Amine Gouiri, atualmente no Olympique de Marselha, e Farès Chaïbi, meia do Eintracht Frankfurt, da Alemanha.
Outro exemplo é o zagueiro Aïssa Mandi, um dos remanescentes da campanha da Copa de 2014, quando a Argélia alcançou as oitavas de final pela primeira vez.
Goleiro Luca Zidane
O caso mais simbólico talvez seja o do goleiro Luca Zidane. Filho do ex-craque francês Zinedine Zidane, campeão mundial em 1998, ele nasceu na França, atuou pelas seleções de base francesas e construiu sua carreira no futebol espanhol.
Em 2025, aceitou defender a seleção do país de seus avós e rapidamente ganhou espaço no elenco principal.
Além dos atletas nascidos na França, a equipe também conta com Ibrahim Maza, uma das promessas da nova geração. O meia nasceu em Berlim, na Alemanha, e atualmente atua pelo Bayer Leverkusen.
Futebol e luta pela independência caminharam de mãos dadas na Argélia
A relação entre futebol e política faz parte da própria origem da seleção argelina.
Durante a luta pela independência contra o domínio francês, a Frente de Libertação Nacional (FLN) utilizou o esporte como instrumento de mobilização internacional.
Em 1958, ainda antes da independência formal do país, foi criada uma seleção não oficial composta por jogadores argelinos que atuavam em clubes franceses.
Mohamed Boumezrag, um ex-jogador argelino que jogou no futebol francês foi um dos que impulsionaram esse moimento.
Diversos atletas, como Rachid Mekhloufi e Mustapha Zitouni, abandonaram carreiras promissoras na França para integrar a equipe ligada ao movimento independentista. Desses jogadores, alguns eram até mesmo cotados para disputar a Copa do Mundo daquele ano.
Durante quatro anos, a equipe da FLN percorreu diversos países realizando partidas amistosas e divulgando internacionalmente a causa da independência argelina. O grupo disputou 92 partidas, com 65 vitórias.
Após o fim da guerra e a independência conquistada em 1962, aquela seleção deu lugar à equipe nacional oficialmente reconhecida.
Por isso, para muitos historiadores do esporte, a seleção argelina é uma das poucas do mundo cuja origem está diretamente ligada a um processo de libertação nacional.
Na Copa de 1982, disputada na Espanha, a seleção africana derrotou a Alemanha Ocidental por 2 a 1 na fase de grupos. Foi a primeira vez que uma equipe africana venceu uma seleção europeia em uma Copa do Mundo.
Mesmo com o resultado histórico, os argelinos acabaram eliminados após um episódio que ficou conhecido como “Vergonha de Gijón”. Alemanha Ocidental e Áustria entraram em campo sabendo exatamente do resultado necessário para que ambas avançassem.
Após o gol alemão no início da partida, as duas equipes praticamente deixaram de atacar, mantendo o placar de 1 a 0 até o apito final. O resultado eliminou a Argélia e provocou protestos em todo o mundo.
O episódio levou a FIFA a adotar uma mudança permanente no regulamento: desde então, os jogos da última rodada da fase de grupos passaram a ser disputados simultaneamente.
Provável escalação da Argélia
Zidane; Belghali, Mandi, Bensebaini e Ait-Nouri; Boudaoui, Maza e Bentaleb; Gouiri, Mahrez e Amoura.
Na segunda partida do dia Iraque e Noruega se enfrentam em estreia que marca o retorno das seleções ao campeonato mundial. A partida está marcada para às 19h (horário de Brasília) em Boston e é a primeira rodada do Grupo I na Copa do Mundo de 2026, que também tem França e Senegal. Leia tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.
Onde assistir? A transmissão será exclusividade da Cazé TV.
Nos últimos dois amistoses o Iraque teve um empate e uma derrota contra a Espanha e a Venezuela. Já nos outros jogos do ano, a seleção teve duas vitórias. Venceu a Bolívia por 2 a 1 e Andorra por 1 a 0.
Já a Noruega empatou contra o Marrocos no último amistoso, terminando em 1 a 1, e venceu a Suécia por 3 a 1 no penúltimo amistoso antes da Copa do Mundo. Nos outros dois jogos do ano, no entanto, a seleção nãon se deu tão bem. Empatou num placar de 0 a 0 com a Suíça e perdeu de 2 a 1 da Holanda.
Esta é a primeira Copa do craque Haaland, atual chuteira de ouro da Premier League e um dos maiores artilheiros da Europa.
Enquanto a Noruega retorna ao torneio após 28 anos, em 1998, o Iraque volta a disputar uma Copa do Mundo pela primeira vez desde 1986.
Iraque retorna ao Mundial quatro décadas depois
A classificação iraquiana foi construída após uma campanha turbulenta.
A federação chegou a trocar de treinador durante as eliminatórias. Graham Arnold assumiu o comando e conduziu a seleção até a repescagem, onde a vitória por 2 a 1 sobre a Bolívia garantiu o retorno ao principal torneio do futebol mundial.
A seleção busca agora conquistar seus primeiros pontos em Copas do Mundo.
9 jogadores da seleção nasceram fora do país
Outro aspecto que chama atenção é a composição do elenco. Nove jogadores nasceram fora do Iraque, incluindo atletas oriundos da Suécia, Alemanha, Dinamarca, Inglaterra e Noruega.
Entre os que nasceram fora do país estão: Hussein Ali (Suécia), Amir Al-Ammari (Suécia), Kevin Yakob (Suécia), Ahmed Qasem (Suécia), Merchas Doski (Alemanha), Youseef Amyn (Alemanha), Frans Putros (Dinamarca), Zidane Iqbal (Inglaterra), Marko Farji (Noruegaestão Marco Faraj e Zidane Iqbal.
Provável escalação do Iraque
Basil; Hussein Ali, Zaid Tahsin, Akam Hashem e Mirkhas Doski; Zaid Ismail, Amir Al-Ammari, Amyn, Sher, Marco Faraj e Ibrahim Bayesh; Aymen Hussein.
Haaland lidera geração que recolocou Noruega na Copa
A Noruega desembarca no Mundial impulsionada por uma geração considerada a mais forte do país nos últimos anos.
O time comandado por Stale Solbakken realizou campanha dominante nas eliminatórias, conquistando 24 pontos em 24 possíveis, com 37 gols marcados e apenas cinco sofridos.
A principal estrela é Erling Haaland, atacante do Manchester City. Ao seu lado aparecem outros nomes conhecidos do futebol europeu, como Martin Odegaard, Antonio Nusa e Alexander Sorloth.
Haaland nasceu na Inglaterra, mas se mudou para Noruega com apenas três anos. Caso quisesse, ele poderia jogar pela seleção inglesa, mas preferiu trabalhar com a seleção norueguesa até levar a equipe para jogar a Copa, o que conseguiu nesta edição.
Depois de ficar fora das últimas edições da Copa, a seleção escandinava tenta repetir ou superar a campanha de 1998, quando chegou às oitavas de final.
Erling Haaland é o destaque da seleção da Noruega. Foto: Instagram / Federação Norueguesa de FutebolHaaland com medalha de ouro da Premier League – Reprodução/Redes
Provável escalação da Noruega
Orjan Nyland; Julian Ryerson, Ajer, Heggem e Pedersen; Berg,
Arbitragem
Árbitro: Pierre Atcho (Gabão)
Assistentes: Boris Ditsoga e Amos Abeigne Ndong (Gabão)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da reunião ampliada do G7, em Évian, na França, e fez um apelo pela reconstrução da solidariedade internacional diante do agravamento das desigualdades, da crise climática e dos conflitos armados.
Em sua fala, Lula criticou o modelo econômico baseado na austeridade e na desregulamentação, defendeu maior protagonismo do Sul Global e cobrou compromisso efetivo dos países ricos com o financiamento ao desenvolvimento. Confira como foi o Lula na reunião do G7 com a TVT News.
Resumo do discurso de Lula no G7
Criticou o neoliberalismo e a austeridade fiscal como respostas insuficientes às crises globais;
Denunciou o aumento da desigualdade entre países ricos e pobres;
De frente com Trump, Cobrou recursos para cumprir a Agenda 2030 e os compromissos climáticos;
Alertou para a redução da ajuda internacional e seus impactos sociais;
Defendeu reformas no sistema financeiro internacional;
Lula afirmou que o mundo permaneceu “aprisionado em dogmas” que defendem a desregulamentação dos mercados, o Estado mínimo e a austeridade fiscal como fins em si mesmos. Segundo ele, essas políticas contribuíram para aprofundar a desigualdade econômica e alimentar a crise política que afeta as democracias contemporâneas.
Presidente denuncia desigualdade entre Norte e Sul Global
O presidente destacou que a distância entre a prosperidade dos países desenvolvidos e a realidade vivida por bilhões de pessoas no Sul Global continua crescendo. Lula ressaltou que a extrema concentração de riqueza é resultado de décadas de políticas favoráveis aos mais ricos e afirmou que o avanço da desigualdade coloca em risco os compromissos internacionais de desenvolvimento.
Cobrança por justiça climática e financiamento
Ao abordar a crise climática, Lula afirmou que a COP-30 evidenciou novamente a diferença entre promessas e ações concretas. Ele defendeu a ampliação do financiamento climático para pelo menos US$ 1,3 trilhão anuais, condição necessária para acelerar a implementação do Acordo de Paris e proteger as populações mais vulneráveis.
Redução da ajuda internacional afeta milhões
O presidente chamou atenção para a queda histórica da Ajuda Oficial ao Desenvolvimento e para os cortes em organismos multilaterais. Segundo Lula, a redução dos recursos impacta diretamente a vida das pessoas, ampliando a fome, a evasão escolar, a vulnerabilidade das mulheres e a exposição de comunidades a doenças evitáveis.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião ampliada do G7 sobre o tema “Firmar novas parcerias e reconstruir a solidariedade internacional”, em Évian-les-Bains – França. Foto: Ricardo Stuckert / PR
Reforma financeira para combater desigualdades
Lula afirmou que os países em desenvolvimento não podem continuar sendo obrigados a escolher entre honrar dívidas e garantir direitos básicos à população. Para ele, o problema central não é a escassez de recursos, mas a ausência de vontade política para implementar soluções já conhecidas.
Brasil apresenta iniciativas de cooperação
O presidente destacou ações lideradas pelo Brasil, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre e a Aliança Global contra a Fome. Também citou o apoio ao Painel Internacional sobre Desigualdade, proposto pela presidência sul-africana do G20, como instrumento para orientar políticas coordenadas.
Combate ao crime com respeito à soberania
Lula defendeu o fortalecimento da cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado, ao narcotráfico, à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas. Ao mesmo tempo, ressaltou que esse esforço deve respeitar a soberania dos Estados e priorizar o diálogo institucional.
Tecnologia e inteligência artificial devem reduzir desigualdades
Ao final do discurso, Lula alertou que a inteligência artificial e as transições energética e digital não podem reproduzir padrões históricos de concentração de riqueza. O presidente defendeu transferência de tecnologia, industrialização e participação dos países detentores de minerais críticos nas etapas de maior valor agregado das cadeias produtivas.
Confira o discurso completo do presidente Lula no G7
Discurso lido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reunião ampliada do G7 sobre o tema “Firmar novas parcerias e reconstruir a solidariedade internacional”, em Évian (França), em 16 de junho de 2026
Agradeço ao presidente Macron pelo convite para participar deste segmento ampliado em Évian.
Ainda em 2003, uma das minhas primeiras tarefas como presidente do Brasil foi participar da Cúpula do então-G8 nesta bela cidade.
Desde aquele ano estive em outras nove cúpulas do G8 ou G7.
Em todas elas nos defrontamos com crises e desafios que afetam milhões de pessoas ao redor do mundo.
Mas em nenhuma conseguimos construir respostas coletivas e duradouras.
Ficamos aprisionados em dogmas que defendem desregulamentação de mercados, Estado mínimo e austeridade fiscal como fins em si mesmos.
O neoliberalismo agravou a desigualdade econômica e a crise política que hoje assolam as democracias.
Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas.
A distância que separa a prosperidade de Évian da realidade enfrentada por bilhões de pessoas no Sul Global não está diminuindo.
Nos últimos anos, a desigualdade entre países ricos e pobres tem aumentado.
O primeiro trilionário do mundo é mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial.
A extrema concentração de riqueza decorre de décadas de políticas pró-bilionários.
Caminhamos na contramão da Agenda 2030.
Faltam 4 trilhões de dólares por ano para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
A COP-30 voltou a evidenciar a distância entre os compromissos assumidos pelos países desenvolvidos e os recursos efetivamente mobilizados para cumpri-los.
Para acelerar a implementação do Acordo de Paris, é preciso ampliar o financiamento climático para, pelo menos, um trilhão e trezentos bilhões de dólares.
Os desafios se multiplicam, mas a solidariedade internacional encolhe.
No ano passado, registramos queda histórica de 23% na Ajuda Oficial ao Desenvolvimento.
O Programa Mundial de Alimentos perdeu cerca de 40% de seu financiamento.
A Organização Mundial da Saúde e o UNICEF reduziram seus orçamentos em mais de 20%.
Não são cifras abstratas.
Elas impactam diretamente o cotidiano dos habitantes de países em desenvolvimento.
São milhões de pessoas sem acesso à alimentação adequada; crianças sem frequentar a escola; mulheres privadas de proteção; e comunidades vulneráveis diante de doenças que podem ser prevenidas.
Guerras e conflitos também continuam desviando o foco da agenda do desenvolvimento.
Os gastos militares anuais somam quase 3 trilhões de dólares.
Nossa tarefa é corrigir as desigualdades de um sistema que produz riqueza em abundância, mas que distribui oportunidades de forma profundamente assimétrica.
O mundo em desenvolvimento transfere 1,4 trilhão de dólares por ano em serviço da dívida, valor sete vezes superior à ajuda recebida dos países ricos.
A Conferência de Sevilha sobre Financiamento para o Desenvolvimento apontou para a direção correta.
Embora a contribuição do setor privado seja bem-vinda, a Ajuda Oficial ao Desenvolvimento segue sendo responsabilidade primordial dos estados.
Precisamos de um sistema financeiro no qual os países não sejam obrigados a escolher entre pagar credores e alimentar suas crianças.
Está claro que o desafio não é administrar a escassez.
O déficit que enfrentamos é de implementação e de vontade política.
Não faltam boas ideias.
Mecanismos inovadores como a troca de dívida por ação climática ou investimentos sociais podem contribuir para ampliar o espaço fiscal dos países mais vulneráveis.
O Brasil tem dado a sua contribuição.
O Fundo Florestas Tropicais para Sempre vai canalizar investimentos para a conservação desse bioma e de seus habitantes.
A Aliança Global contra a Fome possibilita compartilhar experiências e auxiliar a implementação de políticas públicas eficazes na redução das desigualdades.
O estabelecimento do Painel Internacional sobre Desigualdade, proposto pela presidência sul-africana do G20, apoiará com dados e evidências a formulação de respostas coordenadas a esse desafio.
Outros temas, como o combate aos crimes transnacionais, também devem fazer parte da agenda de desenvolvimento.
Um deles, é o desafio do crime organizado, que aterroriza comunidades e desvia recursos públicos que deveriam ser direcionados para a construção de escolas, hospitais e estradas.
Esse esforço deve levar em conta do respeito à soberania dos Estados.
A Declaração de Líderes do G7 sobre o Combate ao Tráfico de Drogas é um passo positivo.
Mas o enfrentamento ao narcotráfico não pode ser dissociado de outros ilícitos como a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas.
Valorizar o diálogo e a cooperação institucional, inclusive por meio da INTERPOL, contribuirá para a localização de ativos e indivíduos vinculados a essas atividades criminosas.
Outro desafio que não pode permanecer excluído do debate sobre parcerias para o desenvolvimento é o acesso a tecnologias de ponta, como a Inteligência Artificial.
As transições energética e digital não podem reproduzir padrões históricos que concentram benefícios econômicos em poucos atores.
Os países detentores de minerais críticos devem participar das etapas de maior valor agregado da cadeia, por meio da industrialização, da transferência de tecnologia e da formação de capacidades, conforme suas necessidades nacionais.
A tão esperada estreia da França de Mbppé, Cherki, Dembelé, Olise e Doué estreia nesta terça contra Senegal de Mané e Mbaye. O jogo está marcado para às 16h (horário de Brasília) no MetLife, estádio em Nova Jersey, nos Estados Unidos. As equipes são do Grupo I, junto de Iraque e Noruega, que jogam em seguida. Leia tudo sobre a Copa em TVT News.
Onde assistir a partida? O jogo será transmitido pela TV Globo, sportv, ge tv, Sbt, NSports e Cazé TV.
O confronto de abertura do dia reúne duas seleções que carregam uma relação histórica dentro e fora dos gramados.
França e Senegal voltam a se enfrentar em uma Copa do Mundo 24 anos depois de uma das maiores surpresas da história do torneio.
Em 2002, os senegaleses derrotaram os franceses por 1 a 0 na partida de abertura da competição realizada na Coreia do Sul e no Japão.
Naquele Mundial, Senegal chegou às quartas de final. Já a França, que havia vencido o Brasil na final de 1998 por 3 a 0, acabou eliminada ainda na fase de grupos sem marcar gols.
O reencontro acontece agora em um contexto diferente. A França chega como atual vice-campeã mundial e campeã europeia.
Senegal, por sua vez, desembarca nos Estados Unidos após uma campanha invicta nas eliminatórias.
França aposta em quarteto ofensivo liderado por Mbappé
Mbappé carrega taça da Copa do Mundo após vitória da França em 2018. Nessa final contra Croácia, o artilheiro se igualou Pelé, virando o segundo adolescente a marcar em final de Copa e foi eleito revelação do torneio. Na época, Mbappé tinha 19 anos – Foto: Reprodução/Redes
Terceira colocada no ranking da Fifa, a seleção francesa inicia mais uma campanha sob o comando de Didier Deschamps.
Mesmo apontada como uma das candidatas ao título, o treinador prefere adotar cautela.
“Não considero a seleção da França mais forte que outras”, afirmou Deschamps ao comentar as expectativas para o torneio.
A equipe conta com um ataque formado por alguns dos principais nomes do futebol europeu: Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé, Désiré Doué e Michael Olise.
Dembélé é um dos principais nomes da França para essa Copa do Mundo de 2026 – Foto: Reprodução/Redes
A classificação para o Mundial veio após campanha consistente nas eliminatórias europeias, com cinco vitórias, um empate e nenhuma derrota.
Mbappé têm números quase idênticos aos de Pelé
Mbappé também aparece entre os candidatos a ameaçar a marca de 16 gols de Klose. O artilheiro da França têm números praticamente idênticos a Pelé, desempatando apenas nas assistências, que são inferiores. Foram, ao todo, 14 jogos com a camisa da França, 12 a menos que Lionel Messi. Mesmo assim, Mbappé já atingiu a impressionante marca de 12 gols em Copas do Mundo, o mesmo número que o craque Pelé, que também disputou 14 jogos.
O atacante francês chega ao Mundial após mais uma temporada de destaque. Em 2026, foi artilheiro da La Liga com 25 gols pelo Real Madrid. O francês acumula oito temporadas consecutivas terminando campeonatos nacionais como principal goleador.
Ponto fraco de Mbappé
Apesar dos números ofensivos expressivos, um levantamento da Opta apontou que Mbappé apresenta uma das menores contribuições defensivas entre os atletas das cinco principais ligas europeias.
Provável escalação da França
Maignan; Koundé, Upamecano, Saliba e Theo Hernández; Tchouaméni e Rabiot; Doué, Dembélé, Olise e Mbappé.
Senegal estreia com 10 jogadores que nasceram na França
O Senegal chega para a Copa com uma característica que chama atenção: dez jogadores da seleção nasceram na França.
O fenômeno está relacionado à diáspora senegalesa ao longo das últimas décadas. Muitos descendentes de famílias senegalesas cresceram em território francês e posteriormente optaram por defender a seleção africana.
Entre eles estão os nomes Édouard Mendy, Mory Diaw, Yehvann Diouf, Kalidou Koulibaly, Moussa Niakhaté, Mamadou Sarr, Antoine Mendy, Pape Gueye, Iliman Ndiaye e Ibrahim Mbaye.
Koulibaly, capitão da equipe, falou sobre o reencontro histórico com os franceses.
“Faremos de tudo para vencer, mas esqueceremos o que aconteceu em 2002. Estamos em 2026.”
Já o técnico Pape Thiaw destacou a importância do duelo.
“Sabemos que será uma partida muito importante contra a equipe francesa. Sempre queremos começar bem as competições, e isso significa vencer.”
O craque de Senegal: Sadio Mané
O atacante número 10 do Senegal, Sadio Mané, ergue o troféu enquanto comemora com seus companheiros de equipe a vitória na final da Copa Africana de Nações (CAN) entre Senegal x Marrocos, no Estádio Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat, em 18 de janeiro de 2026. (Foto de SEBASTIEN BOZON / AFP)Sadio Mané com a camisa do Al Nassr em 2024, time que Cristiano Ronaldo joga – Foto: Reprodução/Redes sociais
O principal nome ofensivo segue sendo Sadio Mané, atualmente no futebol saudita ao lado de Cr7.
O atacante senegalês compôs, ao lado de Salah, um dos setores ofensivos mais eficientes do futebol europeu em anos recentes pelo Liverpool.
Mané registrou 120 gols em 269 exibições pelo clube inglês, participando diretamente da conquista de taças nacionais e continentais.
Após uma rápida passagem pelo Bayern de Munique, da Alemanha, transferiu-se para o Al-Nassr, seu atual clube na Arábia Saudita.
Defendendo a seleção do Senegal desde o ano de 2012, o jogador acumula 52 gols em 124 exibições, sustentando a posição de principal referência técnica e liderança de sua geração no país.
Mbaye, o jovem do psg, que jogou na base da França
Um dos nomes promissores dessa seleção é o de Ibrahim Mbaye, atleta jovem do PSG que é tido como o “novo Sadio Mané” da seleção.
Mbaye tem 18 anos e já jogou pela França nas categorias de base, mas recentemente decidiu defender a terra natal dos pais.
Kalidou Koulibaly: outro jogador que mudou de lado
Kalidou Koulibaly, o atual capitão da equipe, também jogou na base da França. Atualmente, o zagueiro atua no Al-Hilal de Cr7.
Provável escalação de Senegal
Mendy; Diatta, Koulibaly, Niakhaté e Doiuf; Camara, Diarra e Gueye; Sarr, Jackson e Mané.
Arbitragem
Árbitro: Alireza Faghani (AUS)
Assistentes: George Lakrindis e Andrew Lindsay (AUS)
O tricampeão mundial Gérson, conhecido como Canhotinha de Ouro – Foto: Reprodução
O tricampeão mundial Gérson, conhecido como Canhotinha de Ouro, fez duras críticas à atuação do Brasil no empate por 1 a 1 com Marrocos, neste sábado (13), na estreia da Seleção na Copa do Mundo de 2026. Em comentário sobre a partida, ele afirmou que Carlo Ancelotti demorou para mudar a equipe e errou nas substituições.
“Agora, o seu treinador, o senhor mexeu errado. Demorou a mexer, mexeu errado”, disse Gérson. O ex-jogador também apontou o meio-campo como um dos principais problemas da Seleção. “O Casemiro e o Bruno Guimarães não jogaram absolutamente nada. Jogando para trás, perdido no meio”, afirmou.
Segundo o Canhotinha, Lucas Paquetá também esteve abaixo do esperado. “Com o Paquetá também perdidinho no campo”, declarou. Para ele, o Brasil concentrou demais as jogadas pelo lado esquerdo e não conseguiu variar o jogo para explorar outros setores do campo.
Gérson foi ainda mais duro ao analisar o domínio marroquino em parte da partida. “O time do Brasil levou um passeio. Um passeio, não sabia onde é que estava a bola. E os caras tocando, tocando, tocando e o Brasil desesperado correndo atrás dos caras”, afirmou.
Vinicius Junior comemorando gol contra o Panamá. Foto: Thiago Ribeiro/Agif
O tricampeão elogiou Vinicius Júnior pela jogada do gol brasileiro. “Fez um gol, porque o Vini fez a jogada correta. Puxou, como ele sabe fazer, meteu a curva do outro lado”, disse. Mas voltou a criticar a defesa no lance do gol sofrido, apontando falha de posicionamento dos zagueiros.
Outro alvo foi Igor Thiago, titular no comando do ataque. “Não tocou na bola, não viu a cor da bola”, disse Gérson. Ele também cobrou lançamentos para Raphinha e infiltrações para o centroavante, afirmando que faltou criação e aproximação no setor ofensivo.
Gérson ainda questionou a ausência de um lateral de ofício no elenco. “Cadê o lateral de ofício? O seu treineiro? Cadê o lateral de ofício que o senhor cortou por machucar e deixou aqui e levou o meio do campo? Errou”, disparou. Para ele, Danilo atuou apenas como “quarto zagueiro deslocado”, sem oferecer apoio pelo lado direito. Veja o vídeo:
Vini Jr. comemora o gol de empate contra o Marrocos na estreia da Copa
A Seleção Brasileira estreou na Copa do Mundo de 2026 com um empate em 1 a 1 diante do Marrocos neste sábado (13), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Em um confronto equilibrado e de muita intensidade física, os dois gols da partida saíram ainda na etapa inicial.
O Marrocos surpreendeu a defesa brasileira e abriu o placar com Saibari, após uma rápida transição ofensiva. O atacante recebeu um lançamento em profundidade, venceu a marcação na velocidade e demonstrou muita categoria ao encobrir o goleiro Alisson, que saiu muito mal.
A resposta da Seleção veio antes do intervalo. Principal referência técnica do ataque, Vini Jr. balançou as redes e deixou tudo igual, recolocando o Brasil no jogo.
Além dos gols, o primeiro tempo foi marcado por disputas ríspidas no meio-campo: Casemiro e Ibañez foram advertidos com cartão amarelo por faltas em El Aynaoui e Brahim Díaz, respectivamente, enquanto El Khannouss levou amarelo por parar Raphinha com falta. No segundo tempo, as equipes mantiveram a postura competitiva, mas o placar permaneceu inalterado.
O segundo tempo teve momentos de perigo para ambas as equipes, com Allison fazendo uma defesa importante no final. Sob forte calor, a etapa final teve ritmo mais lento do que os primeiros 45 minutos.
Carlo Ancelotti fez alguns gestos à beira do campo orientando um dos atacantes centrais da Seleção a se deslocar para os lados quando Vinícius Júnior recebia a bola. A movimentação parecia fazer parte de uma estratégia para atrair os defensores marroquinos para as laterais, criando espaços na região central do campo.
Como fica a situação no Grupo C?
Por se tratar da rodada de abertura do Grupo C, o resultado deixa a briga pelas vagas na próxima fase totalmente aberta. Veja o impacto do tropeço na estreia:
Tabela de pontos: Brasil e Marrocos somam 1 ponto cada um. A liderança ou a vice-liderança momentânea do grupo dependerá do saldo de gols e do resultado do outro confronto da chave, disputado entre Haiti e Escócia hoje às 22h (horário de Brasília).
Regulamento favorece: Com o formato de 48 seleções, avançam para o mata-mata (dezesseis-avos de final) os dois primeiros colocados de cada grupo, além dos oito melhores terceiros colocados gerais. Embora o empate tire a tranquilidade, o Brasil segue com chances claras de classificação.
Pressão por vitórias: O critério de desempate pode ser crucial. Para não depender de combinações de resultados ou da vaga como melhor terceiro, a Seleção Brasileira precisará buscar os três pontos nas próximas duas partidas.
Próximos jogos do Brasil
A Seleção Brasileira volta a campo na próxima semana para tentar garantir sua primeira vitória no Mundial:
Brasil x Haiti: Quinta-feira, 19 de junho
Escócia x Brasil: Terça-feira, 24 de junho
Ismael Saibari marcou o gol do Marrocos contra o Brasil
A Copa do Mundo de 2026 segue neste sábado (13) com quatro partidas pela fase de grupos. O principal destaque para o público brasileiro é a estreia da Seleção comandada por Carlo Ancelotti diante do Marrocos, às 19h (horário de Brasília), em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Leia tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.
O primeiro final de semana da Copa do Mundo 2026 terá como destaque a estreia da Seleção Brasileira contra o Marrocos neste sábado às 19 horas (horário de Brasília), no MetLife Stadium (New York New Jersey Stadium).
Além do confronto do Brasil, o dia terá Austrália x Turquia, Catar x Suíça e Haiti x Escócia. As partidas movimentam três grupos diferentes da competição e ajudam a definir os primeiros cenários da disputa por vagas na fase eliminatória.
Austrália×Turquia
Grupo: D
Horário: 01h
Local: BC Place (Vancouver Stadium), Vancouver (CAN)
Onde assistir: Globo, SporTV, Globoplay e CazéTV
Catar×Suíça
Grupo: B
Horário: 16h
Local: Levi’s Stadium, Santa Clara (EUA)
Onde assistir: CazéTV e FIFA+
Brasil×Marrocos
Grupo: C
Horário: 19h
Local: MetLife Stadium, Nova Jersey (EUA)
Onde assistir: Globo, SBT, SporTV, Globoplay, CazéTV, N Sports e ge.globo
A Austrália garantiu classificação direta ao terminar em segundo lugar em seu grupo das Eliminatórias Asiáticas. A equipe comandada por Tony Popovic aposta na experiência do goleiro Maty Ryan e em uma geração renovada: 17 jogadores disputam uma Copa do Mundo pela primeira vez.
A provável escalação australiana tem:
Maty Ryan; Alessandro Circati, Harry Souttar e Cameron Burgess; Jacob Italiano, Aiden O’Neill, Jackson Irvine, Jordan Bos, Connor Metcalfe e Cristian Volpato; Mohamed Touré.
Turquia
A Turquia retorna a uma Copa do Mundo após 24 anos de ausência. Sob o comando do italiano Vincenzo Montella, os turcos chegam embalados por uma geração que reúne jogadores de destaque nos principais campeonatos europeus.
Mert Günok; Zeki Çelik, Çağlar Söyüncü, Abdülkerim Bardakçı e Ferdi Kadıoğlu; Salih Özcan, Hakan Çalhanoğlu, Arda Güler, Orkun Kökçü e Kenan Yıldız; Barış Alper Yılmaz.
Catar x Suíça
Grupo B
Horário: 16h
Local: Levi’s Stadium, Santa Clara
Onde assistir: CazéTV e FIFA+
Catar
O Catar busca recuperar a confiança após uma sequência difícil de resultados.
Nas últimas cinco partidas, a seleção catariana não venceu nenhuma vez, acumulando dois empates e três derrotas. Entre os resultados recentes estão o empate sem gols contra El Salvador e derrotas para Irlanda e Tunísia.
Suíça
A Suíça chega em situação diferente.
A equipe comandada por Murat Yakin soma uma vitória, três empates e apenas uma derrota nos últimos cinco compromissos. Entre os destaques do elenco está Breel Embolo, que superou problemas burocráticos relacionados ao visto e está à disposição para a estreia.
O histórico recente entre as duas seleções é pequeno. O único confronto registrado ocorreu em 2018, quando o Catar venceu por 1 a 0.
Brasil x Marrocos
Grupo C
Horário: 19h
Local: MetLife Stadium, Nova Jersey
Onde assistir: Globo, SBT, SporTV, Globoplay, CazéTV, N Sports e ge.globo
Estreia do Brasil
A estreia do Brasil concentra grande parte das atenções deste sábado.
A partida marca o primeiro jogo de Copa do Mundo sob comando de Carlo Ancelotti, primeiro treinador estrangeiro a dirigir a Seleção Brasileira desde 1925.
O Brasil tenta encerrar um jejum de 24 anos sem conquistar o Mundial e chega ao torneio após amistosos que apresentaram momentos distintos.
Empates e derrotas diante de adversários mais fortes geraram questionamentos, mas vitórias posteriores sobre Croácia, Panamá e Egito ajudaram a aumentar a confiança da equipe.
Neymar está fora da estreia
A principal ausência brasileira será Neymar.
O atacante segue em recuperação de uma lesão na panturrilha sofrida ainda quando defendia o Santos e foi descartado para o duelo diante dos marroquinos.
A expectativa da comissão técnica é contar com o camisa 10 nas próximas partidas da fase de grupos.
Vinicius Júnior lidera ataque brasileiro
Vini Jr. no vídepclipe “Dai Dai” de Shakira, música oficial da Copa – Reprodução
Sem Neymar, a responsabilidade ofensiva aumenta para Vinicius Júnior.
O atacante do Real Madrid chega à Copa após uma temporada de destaque na Europa, somando:
22 gols;
10 assistências;
32 participações diretas em gols.
A provável escalação brasileira tem:
Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha e Vinicius Júnior.
Marrocos quer repetir campanha histórica
O adversário brasileiro chega com credenciais importantes.
Na Copa do Mundo de 2022, Marrocos surpreendeu o planeta ao alcançar as semifinais, terminando entre as quatro melhores seleções da competição.
Hoje, os marroquinos ocupam posição de destaque no ranking da Fifa e contam com atletas que atuam nos principais clubes europeus.
Achraf Hakimi
Hakimi é campeão da Champion League de 2026 pelo PSG em final c ontra o inglês Arsenal – Foto: Reprodução/redes
Recém-campeão da Liga dos Campeões pelo Paris Saint-Germain, Hakimi é considerado um dos melhores laterais do futebol mundial.
Sua capacidade de apoiar o ataque pode gerar um duelo interessante justamente contra Vinicius Júnior.
Yassine Bounou
O goleiro Bono foi um dos protagonistas da campanha histórica de 2022.
Naquela edição, defendeu pênaltis decisivos e ajudou Marrocos a eliminar seleções tradicionais.
Brahim Díaz
Nascido na Espanha e defensor da seleção marroquina desde 2024, o meia do Real Madrid chega como principal articulador ofensivo.
Foi artilheiro da Copa Africana de Nações de 2025.
Ismael Saibari
O jogador do PSV vive grande valorização no mercado europeu e aparece como uma das principais apostas da seleção africana.
Ayyoub Bouaddi
Com apenas 18 anos, o meio-campista do Lille escolheu defender Marrocos em vez da França e é visto como uma das promessas da nova geração.
Haiti x Escócia
Grupo C
Horário: 22h
Local: Gillette Stadium, em Boston
Onde assistir: CazéTV
O último jogo do sábado fecha a primeira rodada do Grupo C.
Haiti
O Haiti retorna ao maior torneio do futebol mundial após décadas longe da competição.
O técnico Sébastien Migné liderou um processo de reconstrução baseado na integração de atletas que atuam em ligas europeias, aumentando a competitividade da seleção caribenha.
Escócia
Do outro lado está uma Escócia que chega embalada pela campanha nas Eliminatórias Europeias.
Sob comando de Steve Clarke, os escoceses buscam mostrar uma equipe mais ofensiva e capaz de competir em igualdade com adversários tradicionais.
O resultado desta partida poderá influenciar diretamente o cenário do grupo do Brasil.
O que está em jogo neste fim de semana
A primeira rodada costuma ser determinante para as pretensões das seleções.
Uma vitória logo na estreia pode encaminhar a classificação para a próxima fase, enquanto um tropeço aumenta a pressão para os jogos seguintes.
No caso do Brasil, o desafio diante de Marrocos representa um dos confrontos mais equilibrados desta etapa inicial do torneio. O adversário africano ocupa posição de destaque no ranking mundial e conta com uma geração experiente, acostumada a disputar grandes competições.
Já partidas como Austrália x Turquia e Catar x Suíça podem indicar quais seleções chegam em condições de surpreender na disputa por vagas nas fases eliminatórias.
Para os torcedores, o sábado oferece uma programação diversificada, com equipes de quatro continentes diferentes em campo e a expectativa pela estreia da Seleção Brasileira na busca pelo hexacampeonato.
Como funciona a fase de grupos da Copa do Mundo 2026
As 48 seleções foram divididas em 12 grupos com quatro equipes cada.
Cada seleção enfrenta os outros integrantes de sua chave em turno único. Ao final das três rodadas:
Os dois melhores colocados de cada grupo avançam;
Os oito melhores terceiros colocados também seguem na competição;
A partir daí começa a fase eliminatória.
O modelo amplia as oportunidades para seleções consideradas emergentes no futebol mundial, como Haiti,
A Panini anunciou o lançamento do “Update Set”, pacote de atualização do álbum oficial da Copa do Mundo de 2026 que inclui 120 novas figurinhas com jogadores convocados para o Mundial após o fechamento da versão original da coleção. Entre os destaques está o atacante Neymar, que passa a integrar oficialmente o álbum ao lado de nomes como o goleiro alemão Manuel Neuer e o zagueiro espanhol Pau Cubarsí. Saiba mais na TVT News.
O kit já está em pré-venda no site da editora italiana e custa R$ 119,90. O conjunto é formado por seis cartelas com 20 figurinhas cada, totalizando 120 cromos. Segundo a Panini, a iniciativa busca atualizar a coleção com atletas que garantiram vaga nas listas finais das seleções classificadas para a Copa do Mundo de 2026, mas que não haviam sido incluídos na primeira edição do álbum.
Do total de figurinhas do pacote, 118 correspondem a jogadores convocados que ficaram de fora da coleção original. A atualização permite que os colecionadores substituam atletas que acabaram não sendo chamados para o torneio por nomes que efetivamente disputarão a competição.
Além de Neymar, o pacote traz outros brasileiros que não estavam na versão inicial do álbum, como o goleiro Weverton, o lateral Alex Sandro e o atacante Igor Thiago. Eles entram no lugar de jogadores que apareciam na coleção original, mas acabaram fora da convocação final da Seleção Brasileira.
Álbum de figurinhas é sucesso
O lançamento ocorre em meio ao sucesso comercial do álbum da Copa de 2026, que já entrou para a história como o maior de todos os Mundiais. A coleção possui 980 figurinhas, superando com folga as 670 da edição do Catar, em 2022, e as 270 da Copa do México, em 1970.
Um levantamento divulgado pela CBN apontou que a Panini acertou 746 dos 864 jogadores retratados na versão original do álbum, o equivalente a 86,34% dos atletas efetivamente convocados pelas 48 seleções participantes. No caso da Seleção Brasileira, o índice de acerto foi de 72%, considerado o pior desempenho da editora em quatro décadas.
Com a chegada do Update Set, os colecionadores terão a oportunidade de deixar o álbum alinhado às listas oficiais das seleções. Diferentemente das figurinhas vendidas em pacotes tradicionais, os novos cromos não estarão disponíveis em bancas de jornal nem nos serviços de entrega. A única forma de obtê-los será por meio da compra do kit complementar.
O lançamento também reacendeu discussões sobre o custo de completar a coleção. Considerando apenas o álbum simples, vendido por R$ 24,90, e a compra hipotética de figurinhas sem repetições, o gasto mínimo seria pouco superior a R$ 1 mil. Na prática, porém, a presença de cromos repetidos eleva significativamente esse valor.
Cálculos baseados na chamada “série harmônica”, conceito matemático utilizado para estimar o esforço necessário para completar conjuntos aleatórios, indicam que um colecionador que tente finalizar sozinho um álbum de 980 espaços precisaria adquirir, em média, cerca de 7.316 figurinhas. Somando o valor do álbum e do kit de atualização, o custo total poderia ultrapassar R$ 7,4 mil.
Apesar dos números expressivos, a tradição de colecionar figurinhas continua mobilizando fãs de futebol ao redor do mundo. Às vésperas da Copa de 2026, encontros de troca reúnem milhares de pessoas e reforçam um hábito que atravessa gerações, agora impulsionado pela possibilidade de atualizar a coleção com os jogadores que estarão em campo no maior Mundial da história.
A Copa do Mundo de 2026 começa nesta quinta-feira (11) e será a maior edição da história do torneio. Pela primeira vez, o Mundial contará com 48 seleções e será disputado em três países-sede: Estados Unidos, México e Canadá. A competição vai até 19 de julho, quando será realizada a final no Estádio MetLife, em Nova York/Nova Jersey. Veja na TVT News calendário dos jogos, horários e onde assistir.
A campanha da Seleção Brasileira estreia no dia 13 de junho contra o Marrocos. Além dos compromissos do Brasil, o torneio reúne 104 partidas distribuídas ao longo de pouco mais de um mês, envolvendo seleções de todos os continentes.
A seguir, confira um guia completo para acompanhar a Copa do Mundo Fifa, com datas, horários, locais dos jogos do Brasil, explicação sobre o formato da competição e informações sobre onde assistir às partidas.
Acompanhe os resultados da Copa
Onde assistir à Copa do Mundo 2026
Os direitos de transmissão da Copa do Mundo no Brasil serão divididos entre diferentes plataformas.
Os jogos poderão ser acompanhados por:
Globo (TV aberta)
SporTV (TV por assinatura)
Globoplay (streaming)
ge tv
SBT (TV aberta)
Cazé TV (YouTube)
N Sports (YouTube)
A Cazé TV transmitirá os 104 jogos da competição.
Quando o Brasil estreia na Copa do Mundo?
O Brasil integra o Grupo C e terá pela frente Marrocos, Haiti e Escócia na primeira fase.
As partidas serão disputadas nos Estados Unidos, nas cidades de Nova York/Nova Jersey, Filadélfia e Miami.
Jogos do Brasil na fase de grupos
Brasil x Marrocos
Data: 13 de junho (sábado)
Horário: 19h (de Brasília)
Local: Estádio MetLife – Nova York/Nova Jersey
Brasil x Haiti
Data: 19 de junho (sexta-feira)
Horário: 21h30 (de Brasília)
Local: Lincoln Financial Field – Filadélfia
Escócia x Brasil
Data: 24 de junho (quarta-feira)
Horário: 19h (de Brasília)
Local: Hard Rock Stadium – Miami
A partida contra o Haiti terá um significado histórico para a Seleção Brasileira. Será a primeira vez que as duas equipes se enfrentarão em uma Copa do Mundo. O país caribenho se tornará o 50º adversário diferente do Brasil em Mundiais.
Quais são os mascotes da Copa do Mundo 2026
“Maple, o alce (Canadá), Zayu, a onça-pintada (México) e Clutch, a águia-americana (Estados Unidos) foram cuidadosamente desenvolvidos para refletir a vibrante cultura, a herança e o espírito de seus respectivos países, unindo-se para simbolizar a unidade, a diversidade e a paixão compartilhada pelo esporte”, informou a federação, em nota.
A Copa do Mundo de 2026 é a 16ª edição consecutiva a contar com um mascote, um símbolo do torneio que já teve inspirações humanas, artísticas, em animais e frutas e até etéreas ao longo da história.
Como funciona o novo formato da Copa do Mundo?
A edição de 2026 será a primeira com 48 seleções.
O aumento no número de participantes modificou a estrutura da competição.
Agora serão:
12 grupos com quatro seleções cada;
Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam diretamente;
Os oito melhores terceiros colocados também se classificam.
Ao final da fase de grupos, 32 seleções seguirão para a fase eliminatória.
A partir daí, o torneio passa a ser disputado em sistema de mata-mata.
As etapas da Copa serão:
Fase de 16-avos de final;
Oitavas de final;
Quartas de final;
Semifinais;
Disputa do terceiro lugar;
Final.
Possíveis caminhos do Brasil no mata-mata
Caso termine na liderança do Grupo C, o Brasil enfrentará o segundo colocado do Grupo F, formado por Holanda, Japão, Suécia e Tunísia.
Se o Brasil avançar em primeiro lugar
Segunda fase – 29 de junho – 14h – Houston
Oitavas de final – 5 de julho – 17h – Nova York/Nova Jersey
Quartas de final – 11 de julho – 18h – Miami
Semifinal – 15 de julho – 16h – Atlanta
Final – 19 de julho – 16h – Nova York/Nova Jersey
Se o Brasil avançar em segundo lugar
Segunda fase – 29 de junho – 22h – Monterrey
Oitavas de final – 4 de julho – 14h – Houston
Quartas de final – 9 de julho – 17h – Boston
Semifinal – 14 de julho – 16h – Dallas
Final – 19 de julho – 16h – Nova York/Nova Jersey
Quais são os grupos da Copa do Mundo?
Grupos da Copa do Mundo FIFA 2026
Principais datas da Copa do Mundo
Abertura: 11 de junho de 2026 – Estádio Azteca, Cidade do México
Última rodada da fase de grupos: 27 de junho
16-avos de final: 28 de junho a 3 de julho
Oitavas de final: 4 a 7 de julho
Quartas de final: 9 a 11 de julho
Semifinais: 14 e 15 de julho
Disputa do terceiro lugar: 18 de julho – Miami
Final: 19 de julho – Nova York/Nova Jersey
Fase de grupos da Copa
Quinta-feira, 11 de junho
16h00 – México x África do Sul (Grupo A)
23h00 – Coreia do Sul x República Tcheca (Grupo A)
Sexta-feira, 12 de junho
16h00 – Canadá x Bósnia e Herzegovina (Grupo B)
22h00 – Estados Unidos x Paraguai (Grupo D)
Sábado, 13 de junho
16h00 – Catar x Suíça (Grupo B)
19h00 – Brasil x Marrocos (Grupo C)
22h00 – Haiti x Escócia (Grupo C)
Domingo, 14 de junho
14h00 – Alemanha x Curaçao (Grupo E)
17h00 – Holanda x Japão (Grupo F)
20h00 – Costa do Marfim x Equador (Grupo E)
23h00 – Suécia x Tunísia (Grupo F)
Segunda-feira, 15 de junho
13h00 – Espanha x Cabo Verde (Grupo H)
16h00 – Bélgica x Egito (Grupo G)
19h00 – Arábia Saudita x Uruguai (Grupo H)
22h00 – Irã x Nova Zelândia (Grupo G)
Terça-feira, 16 de junho
16h00 – França x Senegal (Grupo I)
19h00 – Iraque x Noruega (Grupo I)
22h00 – Argentina x Argélia (Grupo J)
Quarta-feira, 17 de junho
14h00 – Portugal x República Democrática do Congo (Grupo K)
17h00 – Inglaterra x Croácia (Grupo L)
20h00 – Gana x Panamá (Grupo L)
23h00 – Uzbequistão x Colômbia (Grupo K)
Quinta-feira, 18 de junho
22h00 – México x Coreia do Sul (Grupo A)
13h00 – República Tcheca x África do Sul (Grupo A)
16h00 – Suíça x Bósnia e Herzegovina (Grupo B)
19h00 – Canadá x Catar (Grupo B)
Sexta-feira, 19 de junho
16h00 – Estados Unidos x Austrália (Grupo D)
19h00 – Escócia x Marrocos (Grupo C)
21h30 – Brasil x Haiti (Grupo C)
Sábado, 20 de junho
00h00 – Turquia x Paraguai (Grupo D)
14h00 – Holanda x Suécia (Grupo F)
17h00 – Alemanha x Costa do Marfim (Grupo E)
21h00 – Equador x Curaçao (Grupo E)
Domingo, 21 de junho
01h00 – Tunísia x Japão (Grupo F)
13h00 – Espanha x Arábia Saudita (Grupo H)
16h00 – Bélgica x Irã (Grupo G)
19h00 – Uruguai x Cabo Verde (Grupo H)
22h00 – Nova Zelândia x Egito (Grupo G)
Segunda-feira, 22 de junho
14h00 – Argentina x Áustria (Grupo J)
18h00 – França x Iraque (Grupo I)
21h00 – Noruega x Senegal (Grupo I)
Terça-feira, 23 de junho
00h00 – Jordânia x Argélia (Grupo J)
14h00 – Portugal x Uzbequistão (Grupo K)
17h00 – Inglaterra x Gana (Grupo L)
20h00 – Panamá x Croácia (Grupo L)
23h00 – Colômbia x República Democrática do Congo (Grupo K)
Quarta-feira, 24 de junho
16h00 – Suíça x Canadá (Grupo B)
16h00 – Bósnia e Herzegovina x Catar (Grupo B)
19h00 – Escócia x Brasil (Grupo C)
19h00 – Marrocos x Haiti (Grupo C)
22h00 – República Tcheca x México (Grupo A)
22h00 – África do Sul x Coreia do Sul (Grupo A)
Quinta-feira, 25 de junho
17h00 – Curaçao x Costa do Marfim (Grupo E)
17h00 – Equador x Alemanha (Grupo E)
20h00 – Japão x Suécia (Grupo F)
20h00 – Tunísia x Holanda (Grupo F)
23h00 – Turquia x Estados Unidos (Grupo D)
23h00 – Paraguai x Austrália (Grupo D)
Sexta-feira, 26 de junho
16h00 – Noruega x França (Grupo I)
16h00 – Senegal x Iraque (Grupo I)
21h00 – Cabo Verde x Arábia Saudita (Grupo H)
21h00 – Uruguai x Espanha (Grupo H)
Sábado, 27 de junho
00h00 – Egito x Irã (Grupo G)
00h00 – Nova Zelândia x Bélgica (Grupo G)
18h00 – Panamá x Inglaterra (Grupo L)
18h00 – Croácia x Gana (Grupo L)
20h30 – Colômbia x Portugal (Grupo K)
20h30 – República Democrática do Congo x Uzbequistão (Grupo K)
23h00 – Argélia x Áustria (Grupo J)
23h00 – Jordânia x Argentina (Grupo J)
Eliminatórias: 16-avos de final
Domingo, 28 de junho
16h00 (Jogo 73) – 2º do Grupo A x 2º do Grupo B
Segunda-feira, 29 de junho
14h00 (Jogo 76) – 1º do Grupo C x 2º do Grupo F
17h30 (Jogo 74) – 1º do Grupo E x 3º dos Grupos A/B/C/D/F
22h00 (Jogo 75) – 1º do Grupo F x 2º do Grupo C
Terça-feira, 30 de junho
14h00 (Jogo 78) – 2º do Grupo E x 2º do Grupo I
18h00 (Jogo 77) – 1º do Grupo I x 3º dos Grupos C/D/F/G/H
22h00 (Jogo 79) – 1º do Grupo A x 3º dos Grupos C/E/F/H/I
Quarta-feira, 1º de julho
13h00 (Jogo 80) – 1º do Grupo L x 3º dos Grupos E/H/I/J/K
17h00 (Jogo 82) – 1º do Grupo G x 3º dos Grupos A/E/H/I/J
21h00 (Jogo 81) – 1º do Grupo D x 3º dos Grupos B/E/F/I/J
Quinta-feira, 2 de julho
16h00 (Jogo 84) – 1º do Grupo H x 2º do Grupo J
20h00 (Jogo 83) – 2º do Grupo K x 2º do Grupo L
Sexta-feira, 3 de julho
00h00 (Jogo 85) – 1º do Grupo B x 3º dos Grupos E/F/G/I/J
15h00 (Jogo 88) – 2º do Grupo D x 2º do Grupo G
19h00 (Jogo 86) – 1º do Grupo J x 2º do Grupo H
22h30 (Jogo 87) – 1º do Grupo K x 3º dos Grupos D/E/I/J/L
Oitavas de Final
Sábado, 4 de julho
14h00 (Jogo 90) – Vencedor do Jogo 73 x Vencedor do Jogo 75
18h00 (Jogo 89) – Vencedor do Jogo 74 x Vencedor do Jogo 77
Domingo, 5 de julho
17h00 (Jogo 91) – Vencedor do Jogo 76 x Vencedor do Jogo 78
21h00 (Jogo 92) –Vencedor do Jogo 79 x Vencedor do Jogo 80
Segunda-feira, 6 de julho
16h00 (Jogo 93) – Vencedor do Jogo 83 x Vencedor do Jogo 84
21h00 (Jogo 94) Vencedor do Jogo 81 x Vencedor do Jogo 82
Terça-feira, 7 de julho
13h00 (Jogo 95) – Vencedor do Jogo 86 x Vencedor do Jogo 88
17h00 (Jogo 96) – Vencedor do Jogo 85 x Vencedor do Jogo 87
Quartas de Final
Quinta-feira, 9 de julho
17h00 (Jogo 97) Vencedor do Jogo 89 x Vencedor do Jogo 90
Sexta-feira, 10 de julho
16h00 (Jogo 98) – Vencedor do Jogo 93 x Vencedor do Jogo 94
Sábado, 11 de julho
18h00 (Jogo 99) – Vencedor do Jogo 91 x Vencedor do Jogo 92
22h00 (Jogo 100) – Vencedor do Jogo 95 x Vencedor do Jogo 96
Semifinais
Terça-feira, 14 de julho
16h00 (Jogo 101) – Vencedor do Jogo 97 x Vencedor do Jogo 98
Quarta-feira, 15 de julho
16h00 (Jogo 102) – Vencedor do Jogo 99 x Vencedor do Jogo 100
Jogo de disputa pelo terceiro lugar
Sábado, 18 de julho
18h00 (Jogo 103) – Perdedor do Jogo 101 x Perdedor do Jogo 102
Final
Domingo, 19 de julho
16h00 (Jogo 104) – Vencedor do Jogo 101 x Vencedor do Jogo 102, Nova York/Nova Jersey
Copa reúne seleções de todos os continentes
A edição de 2026 da Copa do Mundo marca uma ampliação significativa da presença de países da África, Ásia, Caribe e Oriente Médio. Além de seleções tradicionais como Brasil, Alemanha, Argentina, França e Inglaterra, o torneio contará com equipes como Haiti, Cabo Verde, Jordânia, Curaçao, Uzbequistão e República Democrática do Congo.
O novo formato da Copa amplia a representatividade global do Mundial e oferece mais oportunidades para seleções que historicamente encontravam dificuldades para conquistar uma vaga na competição.
Com mais jogos, mais países participantes e partidas distribuídas por três nações-sede, a Copa do Mundo de 2026 promete movimentar torcedores durante mais de um mês. Para os brasileiros, o foco inicial estará nos compromissos da Seleção contra Marrocos, Haiti e Escócia, que definirão o caminho do Brasil na busca por mais um título mundial.
“Maple, o alce (Canadá), Zayu, a onça-pintada (México) e Clutch, a águia-americana (Estados Unidos) foram cuidadosamente desenvolvidos para refletir a vibrante cultura, a herança e o espírito de seus respectivos países, unindo-se para simbolizar a unidade, a diversidade e a paixão compartilhada pelo esporte”, informou a federação, em nota.
A Copa do Mundo de 2026 é a 16ª edição consecutiva a contar com um mascote, um símbolo do torneio que já teve inspirações humanas, artísticas, em animais e frutas e até etéreas ao longo da história.
Esta é a primeira vez que um Mundial vai contar com três sedes – até então, com a exceção de Japão e Coreia do Sul em 2002, todas foram disputadas em apenas um país.
Maple, Zayu e Clutch são símbolos do Canadá, México e Estados Unidos, países-sede do mundial. Foto: FIFA
Maple, o alce: é um goleiro dedicado. Nasceu para viajar, passando por todas as províncias e territórios do Canadá, conectando-se com as pessoas e abraçando a rica cultura do país. Com um talento especial para fazer defesas lendárias e um coração cheio de força, Maple combina histórias sem fim com um talento inabalável.
Maple, o alce, mascote da Copa do Mundo de 2026. Foto: FIFA
Zayu, a onça-pintada: é um atacante engenhoso e ágil que intimida os defensores. Nasceu das selvas do sul do México e personifica a rica herança e o espírito vibrante do país. Fora de campo, Zayu abraça a cultura mexicana por meio da dança, da comida e da tradição, unindo pessoas através das fronteiras com paixão.
Onça-pintada representará o México. Foto: FIFA
Clutch, a águia-americana: é um grande meio-campista. Possui uma sede insaciável por aventura, voando pelos Estados Unidos e abraçando cada cultura e momento com curiosidade e otimismo. Destemido em campo e inspirador fora dele, Clutch lidera pela ação — mobilizando companheiros de equipe, elevando o ânimo e transformando desafios em oportunidades de ascensão.
Águia será mascote dos Estados Unidos. Foto: FIFA
Mascotes da Copa do Mundo 2026 para colorir
Versão para colorir dos mascotes da Copa do Mundo FIFA 2026. Imagem: Reprodução / FIFA
Quais são os grupos da Copa do Mundo 2026
Confira os grupos da Copa do Mundo 2026:
Grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026
GRUPO A: México, África do Sul, Coreia do Sul e República Tcheca;
GRUPO B: Canadá, Bósnia, Catar e Suíça;
GRUPO C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia;
GRUPO D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia;
GRUPO E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador;
GRUPO F: Holanda, Japão, Suécia e Tunísia;
GRUPO G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia;
GRUPO H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai;
GRUPO I: França, Senegal, Iraque e Noruega;
GRUPO J: Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia;
GRUPO K: Portugal, RD Congo, Uzbequistão e Colômbia;
GRUPO L: Inglaterra, Croácia, Gana e Panamá.
Adversários do Brasil na Fase de Grupos
1ª rodada – 13 de junho (sábado) – 19h – Brasil x Marrocos
2ª rodada – 19 de junho (sexta-feira) – 21h30 – Brasil x Haiti
3ª rodada – 24 de junho (quarta-feira) – 19h – Escócia x Brasil
A cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), intituladaDark Horse, teve um custo declarado de pouco mais de R$ 75 milhões, segundo documentos anexados a uma investigação que apura suspeitas de desvio de recursos públicos. A informação foi revelada pelo portal Metrópoles e consta em uma perícia privada contratada pela própria produtora responsável pelo longa-metragem. Leia em TVT News.
O documento amplia as discussões em torno do financiamento da produção e lança novos questionamentos sobre a participação do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e sobre a atuação de integrantes da família Bolsonaro nas negociações relacionadas ao projeto.
Segundo a documentação, a produtora Go Up Entertainment declarou gastos totais de US$ 13,3 milhões, valor equivalente a pouco mais de R$ 75 milhões. A empresa é comandada por Karina Ferreira da Gama, também representante do Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade investigada em um inquérito que apura supostos desvios de recursos de um contrato de R$ 108 milhões firmado com a Prefeitura de São Paulo.
De acordo com a documentação obtida pelo Metrópoles, a produtora informou que R$ 54,2 milhões foram gastos nos Estados Unidos e outros R$ 20,9 milhões no Brasil.
Embora o filme conte com nomes conhecidos do cinema norte-americano, como Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro, parte significativa das gravações ocorreu em cidades brasileiras, entre elas São Paulo.
A perícia aponta ainda que o orçamento inicialmente aprovado para a produção era de US$ 16 milhões, valor equivalente a aproximadamente R$ 89,7 milhões. Mesmo assim, a cifra declarada oficialmente permanece abaixo dos montantes que teriam sido discutidos em negociações envolvendo Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro.
Áudios revelam preocupação de Flávio Bolsonaro com dinheiro prometido por Vorcaro
O caso ganhou nova dimensão após reportagens revelarem diálogos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro.
Em um dos cenários debatidos, o valor previsto para a produção chegaria a US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões na cotação utilizada à época. O montante seria pago por meio de parcelas sucessivas.
“Há indícios de que esse braço armado possua mais integrantes, alguns deles ainda não presos”, afirmou o relator. Foto: Reprodução
Posteriormente, Flávio Bolsonaro enviou uma mensagem de áudio a Daniel Vorcaro demonstrando preocupação com atrasos nos pagamentos relacionados ao projeto cinematográfico.
“Eu fico sem graça de ficar te cobrando, está em um momento muito decisivo aqui do filme. Tem muita parcela para trás, está todo mundo tenso, e eu fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou para o filme, né?”, afirmou o senador.
Na mesma gravação, Flávio menciona a preocupação com compromissos assumidos junto a integrantes do elenco internacional.
“Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos do cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim”, disse.
O parlamentar confirmou posteriormente a autenticidade do áudio divulgado pela imprensa. Flávio Bolsonaro, porém, sustenta que os recursos destinados ao filme tiveram origem legal e não envolveram contrapartidas.
Valor divulgado pela produtora é inferior aos R$ 134 milhões que foram negociados entre Flávio e Vorcaro
De acordo com os documentos analisados, o valor efetivamente repassado para a produção teria sido menor do que aquele mencionado nas negociações.
Segundo a perícia anexada ao processo, Daniel Vorcaro teria destinado US$ 10,6 milhões ao projeto por meio da empresa Entrepay. O valor corresponde a aproximadamente R$ 61 milhões.
O documento afirma que a origem dos recursos analisados seria privada.
“Quanto à origem dos recursos financeiros, a perícia constatou que os ingressos vinculados ao projeto possuem origem privada, comprovada por contratos de investimento, extratos bancários, documentos de remessa e demais registros financeiros disponibilizados para análise”, registra o relatório elaborado pelo Instituto de Perícia Investigativa (IPI).
“Esse é o mais importante disparado”, escreveu o banqueiro preso, após cobrança de Flávio. Foto: Agência Brasil
Apesar da conclusão apresentada pela perícia contratada pela produtora, o caso continua cercado de questionamentos devido ao contexto das investigações envolvendo o Banco Master e seu controlador.
Os documentos contábeis detalham tanto o fluxo de aportes previstos pelo Banco Master quanto as quantias que entraram efetivamente nas contas de um fundo de investimentos sediado no exterior e diretamente vinculado à gestão de “Dark Horse”.
Isto significa que, ou a produtora omitiu o recebimento de parte do valor, ou o restante do dinheiro enviado pelo Banco Master para a família Bolsonaro teria outros fins que não fossem, de fato, a produção da obra cinematrográfica.
O banqueiro chegou a ser preso no âmbito da operação, que investiga movimentações financeiras consideradas suspeitas por autoridades responsáveis pelo caso.
A revelação de que recursos ligados a Vorcaro foram utilizados para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro trouxe novos elementos para o debate político e jurídico em torno da produção.
A proximidade entre integrantes da família Bolsonaro e o empresário passou a ser observada com maior atenção após a divulgação dos áudios e documentos.
O caso também ocorre em um momento de intensa movimentação política dentro do campo bolsonarista.
Relação com a família Bolsonaro amplia repercussão
A participação de Flávio Bolsonaro nas tratativas relacionadas ao financiamento do filme colocou o senador no centro da controvérsia.
Além de ser um dos principais aliados políticos do pai, Flávio é pré-candidato à presidência da República.
As revelações mostram que o parlamentar acompanhava de perto a situação financeira do projeto e mantinha interlocução direta com Daniel Vorcaro sobre os pagamentos.
PF investiga possível ligação com estadia de Eduardo Bolsonaro nos EUA
Outro desdobramento do caso envolve o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Segundo informações divulgadas recentemente, a Polícia Federal passou a investigar se recursos enviados por Daniel Vorcaro por meio do fundo Heavengate Development podem ter sido utilizados para custear despesas relacionadas à permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Até o momento, não há conclusão oficial das investigações.
A apuração busca verificar a destinação dos recursos e se houve utilização para finalidades diferentes daquelas apresentadas nos contratos relacionados à produção cinematográfica.
O avanço das investigações poderá esclarecer o caminho percorrido pelo dinheiro e o papel desempenhado por diferentes agentes envolvidos no financiamento do projeto.
Entre 2021 e 2025, mais de 10 milhões de pessoas deixaram a condição de pobreza nas regiões metropolitanas do país,. Os dados são do boletim Desigualdade nas Metrópoles, produzido em parceria pelo Observatório das Metrópoles, a Rede de Observatórios da Dívida Social na América Latina (RedODSAL) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). As informações são da Agência Brasil. Entenda na TVT News.
Segundo o estudo, baseado em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de pobreza em 22 metrópoles brasileiras chegou a 18,4% em 2025, “alcançando, pelo terceiro ano consecutivo, o menor valor da série histórica [desde 2012]”.
“Foi uma redução significativa. Um patamar grande, apesar do nível de pobreza ainda se manter bastante alto no conjunto das metrópoles do Brasil”, afirma, em entrevista à Agência Brasil, o economista e sociólogo Marcelo Ribeiro, professor do Programa de Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador do Observatório das Metrópoles.
Para o especialista, a redução observada da pobreza tem a ver com a remuneração do trabalho e foi beneficiada com a maior oferta de ocupações no país. “Está muito vinculada com o fato de as pessoas mais pobres terem aumentado o seu nível de renda a partir do rendimento do trabalho.”
Ele descarta que a melhoria tem a ver com os programas sociais de transferência de renda. Os valores pagos pelo Bolsa Família não sofrem alteração desde março de 2023.
Renda domiciliar mensal
Conforme o boletim Desigualdade nas Metrópoles, “a renda média domiciliar per capita do conjunto das metrópoles do país alcançou novo recorde em 2025”. O valor foi de R$ 2.766.
No ano passado, havia nas regiões metropolitanas RM cerca 15,2 milhões de pessoas (15.188.817) em situação de pobreza – que contavam com até R$ 729 por mês (valor resultado da renda domiciliar mensal dividida pelo número de pessoas da família). O volume equivale ao total da população somada do Pará, da Paraíba e de Sergipe.
Desse universo, 2,6 milhões de pessoas estavam em condição de extrema pobreza: contavam com até R$ 229 por mês (renda familiar per capita mensal). O volume equivale ao total de habitantes de Fortaleza ou de Salvador.
O boletim destaca que “a taxa de extrema pobreza caiu para 3,2% no conjunto das metrópoles brasileiras. Esse nível só foi maior do que as taxas registradas em 2013 e 2014.
10% mais ricos ganham 16,1 vezes a mais que os 40% mais pobres
O boletim também avaliou a concentração de renda aferida pelo índice de Gini. Em 2025, o valor foi de 0,511 – conforme o indicador, quanto mais próximo de 1, maior o acumulo do rendimento em menor número de pessoas.
Segundo nota de divulgação do estudo, “o aumento da desigualdade [entre 2024 e 2025] também foi identificado pela razão entre os rendimentos dos 10% mais ricos e dos 40% mais pobres da população. Em 2025, os integrantes do topo da distribuição de renda receberam, em média, 16,1 vezes mais do que aqueles situados na base, reforçando a persistência das disparidades socioeconômicas nas metrópoles brasileiras.”
Para Marcelo Ribeiro, há mais de uma razão para a perpetuação da histórica desigualdade social no Brasil: o mercado de trabalho e os rendimentos de aplicações financeiras. “Para os mais ricos, o mercado de trabalho tem efeito especial. Eles estão nas ocupações de maior remuneração, pois são aquelas de maior escolarização.”
Além disso, o economista lembra que no período de análise o país conviveu “com taxas de juros muito elevadas. Somente os grupos de maior poder aquisitivo têm condições de realizar aplicações financeira. Os rendimentos deles, tanto decorrentes do trabalho quanto de aplicações financeiras, contribuíram para o aumento de renda – que foi proporcionalmente maior do que os estratos socioeconômicos mais baixos.”
Desigualdade no mapa
Ribeiro ressalta que a desigualdade tem distribuição geográfica. As metrópoles das regiões Norte e Nordeste têm proporcionalmente mais pobres do que as do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O Distrito Federal, com média de renda mensal de R$4.401, dispõe de um valor 2,7 vezes maior do que a média de renda da grande São Luís (R$ 1.616).
As regiões metropolitanas observadas foram Manaus, Belém, Macapá, São Luís, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Vale do Rio Cuiabá e Goiânia, o Distrito Federal e a Região Administrativa Integrada de Desenvolvimento de Teresina (PI).
As 22 regiões metropolitanas observadas no estudo são formadas por cerca de 300 cidades. Quatro de cada dez pessoas que moram no Brasil vivem nessas áreas.
Os trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos nascidos em julho e agosto começam a receber, a partir da próxima segunda-feira (15), o quinto lote do abono salarial PIS/Pasep referente ao ano-base de 2024. O benefício faz parte do calendário aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) e deve contemplar cerca de 26,9 milhões de brasileiros ao longo de 2026, com previsão de desembolso de R$ 33,5 bilhões. Saiba mais na TVT News.
O pagamento é feito pela Caixa Econômica Federal para os trabalhadores vinculados ao Programa de Integração Social (PIS) e pelo Banco do Brasil para os beneficiários do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). Os valores ficam disponíveis para saque até 30 de dezembro de 2026.
Para ter direito ao abono salarial neste calendário, o trabalhador precisa ter exercido atividade formal por pelo menos 30 dias em 2024, consecutivos ou não, estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter recebido remuneração média mensal de até R$ 2.766 no ano-base. Também é indispensável que os dados tenham sido informados corretamente pelo empregador.
O valor do benefício varia conforme o número de meses trabalhados em 2024. Quem trabalhou durante os 12 meses do ano-base recebe o valor integral de um salário mínimo vigente em 2026, de R$ 1.621. Já aqueles que trabalharam por períodos menores recebem quantias proporcionais, que começam em R$ 136 para quem exerceu atividade por apenas um mês.
As consultas sobre o benefício podem ser realizadas pela Carteira de Trabalho Digital, pelo portal Gov.br ou por meio da Central Alô Trabalho, no telefone 158. Desde fevereiro, os trabalhadores já conseguem verificar se têm direito ao pagamento, o valor a receber e a instituição financeira responsável pelo depósito.
Calendário de pagamentos
O cronograma de 2026 segue o mês de nascimento do trabalhador:
Janeiro: 16 de fevereiro;
Fevereiro: 16 de março;
Março e abril: 15 de abril;
Maio e junho: 15 de maio;
Julho e agosto: 15 de junho;
Setembro e outubro: 15 de julho;
Novembro e dezembro: 17 de agosto.
Independentemente da data de liberação, todos os beneficiários poderão sacar os valores até 30 de dezembro de 2026.
Empregadores têm prazo até 20 de junho
Além dos pagamentos em andamento, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) alerta que os empregadores têm até o dia 20 de junho para enviar ao eSocial as informações referentes aos vínculos empregatícios do ano-base 2024.
O prazo foi ampliado para permitir que empresas privadas e órgãos públicos regularizem o envio de dados necessários à identificação dos trabalhadores aptos a receber o benefício. As informações processadas até essa data servirão de base para um lote de pagamentos previsto para 15 de outubro de 2026.
Segundo o ministério, o envio correto das informações é fundamental para garantir o acesso dos trabalhadores ao abono salarial. Caso os dados não sejam informados adequadamente, o benefício pode deixar de ser processado.
O MTE disponibiliza um Manual de Orientação para o Empregador com instruções detalhadas sobre o preenchimento e transmissão das informações no sistema.
Como o dinheiro será pago
No caso dos trabalhadores vinculados ao PIS, a Caixa realizará prioritariamente o crédito em conta corrente, poupança ou Conta Digital da instituição. Também será possível receber por meio do aplicativo Caixa Tem, em conta poupança social digital aberta automaticamente.
Quem não possui conta na Caixa poderá sacar o benefício em agências, lotéricas, terminais de autoatendimento e unidades Caixa Aqui, conforme as regras do banco.
Já os beneficiários do Pasep receberão pelo Banco do Brasil, preferencialmente por crédito em conta, transferência via TED ou PIX. Trabalhadores sem conta bancária ou chave PIX poderão retirar os valores diretamente nas agências da instituição.
Mudanças nas regras do benefício
O abono salarial passa por uma transição aprovada pelo Congresso Nacional. Até 2035, haverá uma redução gradual do público elegível ao programa. Antes, tinham direito ao benefício os trabalhadores que recebiam até dois salários mínimos no ano de referência. Com a nova regra, o limite será corrigido anualmente pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), até alcançar o equivalente a 1,5 salário mínimo.
Em 2026, o teto de renda para concessão do benefício ficou fixado em R$ 2.766 mensais, considerando a remuneração média recebida em 2024.
O governo federal estima que, mesmo com as mudanças graduais nas regras, milhões de trabalhadores continuarão sendo contemplados pelo programa nos próximos anos, desde que atendam aos critérios de renda, tempo de cadastro e vínculo formal de trabalho.
A história da seleção brasileira tricampeã do mundo perdeu mais um de seus protagonistas. Morreu nesta quinta-feira (11), aos 86 anos, o ex-zagueiro Hércules Brito Ruas, o Brito, titular absoluto da equipe que conquistou a Copa do Mundo de 1970, no México. Internado há cerca de um mês em um hospital da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, ele tratava uma pneumonia que agravou seu estado de saúde. Saiba mais na TVT News.
A morte foi comunicada pela família por meio das redes sociais do ex-jogador. “É com imensa tristeza que comunicamos o falecimento do nosso campeão do mundo. Agradecemos a todos pelas orações e mensagens de apoio”, informou a nota.
Brito deixa dois filhos, Leonídio e Patrícia, além de cinco netos. O velório está marcado para sábado (13), na Capela C do Cemitério da Ilha do Governador, com sepultamento previsto para a tarde.
Embora a seleção de 1970 seja lembrada principalmente pelo talento ofensivo de Pelé, Jairzinho, Rivellino, Gérson e Tostão, Brito foi peça fundamental no equilíbrio da equipe comandada por Zagallo.
Aos 30 anos, era um dos jogadores mais experientes do elenco. Formou a zaga ao lado de Wilson Piazza, originalmente volante e improvisado na defesa. A dupla participou de todos os jogos da campanha que culminou na vitória por 4 a 1 sobre a Itália na final disputada no Estádio Azteca, na Cidade do México.
A formação que entrou para a história tinha Félix; Carlos Alberto Torres, Brito, Everaldo e Piazza; Clodoaldo, Gérson e Rivellino; Jairzinho, Pelé e Tostão.
Conhecido pela força física e pela resistência atlética, Brito foi apontado por integrantes da comissão técnica como o jogador mais bem preparado fisicamente daquela Copa. Sua imposição na marcação contrastava com a qualidade técnica do time e ajudou o Brasil a sofrer apenas sete gols em seis partidas.
Antes do tricampeonato, o defensor já havia disputado a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra. Ao longo de sua trajetória com a camisa da seleção brasileira, atuou por oito anos e participou de dezenas de partidas internacionais, conquistando também a Copa Roca de 1971 e a Taça Independência de 1972.
Nascido e criado na Ilha do Governador, Brito iniciou a carreira no Vasco da Gama, clube pelo qual nutria profunda identificação. Revelado em São Januário, assumiu protagonismo ainda jovem ao substituir Bellini, capitão das seleções campeãs mundiais de 1958 e 1962.
Com a camisa cruz-maltina, disputou 405 partidas e marcou 11 gols em duas passagens. Conquistou o Torneio Internacional de Paris de 1957 e o Torneio Rio-São Paulo de 1966, além de outros títulos importantes para a história do clube.
Em nota oficial, o Vasco lamentou a morte do ex-jogador.
“Com o mais profundo pesar, recebemos a notícia do falecimento de Brito, um dos maiores zagueiros da história do Vasco da Gama”, afirmou o clube.
A homenagem destacou ainda que o ex-defensor era “vascaíno de berço” e lembrou que suas atuações o levaram à seleção brasileira, onde conquistou o tricampeonato mundial.
Passagens por grandes clubes
Após deixar o Vasco, Brito construiu uma carreira extensa. Defendeu Flamengo, Cruzeiro, Internacional, Botafogo, Corinthians e Athletico Paranaense, além de equipes da Venezuela, Canadá e Minas Gerais.
No Botafogo, conquistou títulos estaduais e consolidou sua reputação como um dos defensores mais respeitados do futebol brasileiro nos anos 1970. Também foi eleito Bola de Prata da revista Placar em 1970.
Encerraria a carreira profissional em 1979, após mais de duas décadas dedicadas ao futebol.
Homenagens de clubes e entidades
A morte de Brito provocou manifestações de pesar em todo o país. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nota assinada pelo presidente Samir Xaud.
“Brito nos deixou como um dos grandes zagueiros da história do futebol brasileiro. Sua contribuição para o tricampeonato mundial na Copa de 70 será eternamente lembrada por todos nós. Presto minha reverência a este ídolo do nosso país”, afirmou.
Vasco, Botafogo, Flamengo e Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro também prestaram homenagens ao ex-jogador.
O clube alvinegro lembrou que a morte ocorreu às vésperas da estreia brasileira na Copa do Mundo de 2026. “Perdemos um dos gigantes do tricampeonato mundial”, registrou a equipe carioca.
Às vésperas da estreia do Brasil na Copa, perdemos um dos gigantes do tricampeonato mundial: Hércules Brito Ruas.
A Família Botafogo lamenta profundamente o falecimento do ex-zagueiro, que defendeu de forma histórica a nossa Seleção e honrou as cores do Glorioso na década de… pic.twitter.com/xH58NRyz3Z
O Clube de Regatas do Flamengo lamenta profundamente o falecimento de Hércules Brito Ruas, o Brito, aos 86 anos.
Rubro-negro no histórico esquadrão do Tri em 1970, foi eleito o jogador mais bem preparado fisicamente daquela Copa. Em sua passagem pela Gávea, Brito honrou e… pic.twitter.com/RW8enLyjYQ
Com a partida de Brito, a seleção campeã de 1970 perde mais um de seus integrantes. Já haviam falecido Pelé, Carlos Alberto Torres, Félix, Everaldo, Fontana e Joel Camargo.
Mortes que marcaram as Copas
A morte de Brito ocorreu justamente na abertura da Copa do Mundo de 2026, reforçando uma coincidência que, ao longo das décadas, ligou momentos de luto à maior competição do futebol.
O caso mais emblemático foi o de Pelé. O Rei do Futebol morreu em 29 de dezembro de 2022, poucos dias após o encerramento da Copa do Catar. A despedida mobilizou chefes de Estado, atletas e torcedores em todo o planeta.
Outra perda marcante foi a do jornalista e ex-treinador João Saldanha, responsável por montar a base da seleção tricampeã de 1970. Ele morreu em julho de 1990, poucas semanas depois da Copa da Itália, da qual participou como comentarista esportivo.
Em 2006, durante a Copa do Mundo da Alemanha, o humorista Cláudio Besserman Vianna, o Bussunda, morreu aos 43 anos após sofrer um infarto. Integrante do grupo Casseta & Planeta, ele estava no país cobrindo o torneio e tornou-se um dos casos mais lembrados de falecimento ocorrido durante um Mundial.
Agora, no início da Copa de 2026, o futebol brasileiro se despede de mais um personagem de sua galeria histórica. Brito ajudou a construir uma das equipes mais admiradas de todos os tempos e deixa um legado que ultrapassa estatísticas e títulos. Seu nome permanecerá associado para sempre ao tricampeonato de 1970, conquista que transformou a seleção brasileira em referência mundial e consolidou uma geração que marcou definitivamente a história do esporte.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira, 12 de junho, no Palácio do Planalto, o Move Brasil – Entregadores e Moto app, programa de financiamento especial voltado a profissionais que trabalham com entregas de mercadorias, transporte de passageiros ou transporte de cargas por meio de aplicativos ou com vínculo celetista.
A iniciativa tem como objetivo facilitar a aquisição de bicicletas elétricas, motonetas, ciclomotores, motos elétricas e motos flex, montados ou produzidos no Brasil. O programa busca renovar a frota, ampliar a produtividade e a segurança dos trabalhadores e contribuir para a descarbonização da mobilidade urbana.
Poderão participar entregadores ciclistas e motociclistas cadastrados em plataformas de aplicativo há pelo menos seis meses e que tenham realizado, no mínimo, 100 corridas ou entregas. Também poderão acessar o programa ciclistas, motofretistas e mototaxistas profissionais com carteira assinada há pelo menos seis meses na mesma empresa.
Para os veículos que exigem habilitação, será necessário possuir Carteira Nacional de Habilitação na categoria “A”.
O Move Brasil – Entregadores e Motoapp permitirá o financiamento de um veículo por beneficiário, e os trabalhadores terão dois meses para começar a pagar e prazo de financiamento de até 48 meses.
O seguro prestamista, proteção que ajuda a quitar a dívida em caso de imprevistos graves com o trabalhador, também poderá ser financiado. A linha contará com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).
As condições financeiras serão diferenciadas para homens e mulheres. Para homens, a taxa será de 12,5% ao ano, equivalente a 0,99% ao mês. Para mulheres, será de 11,5% ao ano, equivalente a 0,91% ao mês. Em uma simulação para operação de R$ 21 mil, a prestação ficaria em cerca de R$ 552.
Entre os itens financiáveis estão:
motocicletas, motonetas e ciclomotores flex de até 160 cilindradas produzidos no país;
bicicletas e veículos autopropelidos elétricos de até 1.000 watts; e
motos, motonetas e ciclomotores elétricos de até 7.500 watts, desde que produzidos no Brasil ou vinculados a projeto de investimento para produção nacional.
Os veículos deverão ser zero-quilômetro.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante anúncio de linha de crédito para financiamento de motos para trabalhadores de aplicativos, no Palácio do Planalto, em Brasília – DF. Foto: Ricardo Stuckert / PR
Confira como foi o evento de lançamento do Move Brasil Entregadores
Como fazer o cadastro no Move Brasil – Entregadores e Moto app
A aprovação do cadastro no programa confirma que o profissional atende aos requisitos de participação, mas não garante automaticamente o financiamento, que ficará sujeito à análise de crédito dos bancos.
As montadoras também poderão oferecer descontos na aquisição dos veículos. A medida combina crédito, apoio dos bancos federais e participação do setor produtivo para reduzir o custo final aos trabalhadores e fortalecer a produção nacional.
Qual é a plataforma do Move Brasil?
A adesão será feita por meio da plataforma oficial gov.br/movebrasil, com autorização do profissional para compartilhamento de dados necessários à verificação dos requisitos do programa.
O portal de cadastramento será aberto nesta sexta-feira, 12 de junho, mesma data de edição da medida provisória, do decreto e da resolução do FIIS que estruturam o programa.
Após o cadastro, o trabalhador será informado se atende às condições de participação. A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação poderão procurar a CAIXA, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento.
Empresas também podem financar motos novas?
O programa também tem uma linha voltada a empresas, com financiamento para expansão da infraestrutura de recarga e troca de baterias de motos elétricas. A medida busca apoiar soluções de mobilidade urbana mais sustentáveis, com redução de emissões e da poluição sonora nos centros urbanos.
A linha para pessoas jurídicas poderá financiar itens como baterias, postos de troca e sistemas de recarga de motos elétricas, além de capital de giro associado, limitado a 30% do valor dos investimentos. O valor disponível é de R$ 70 milhões. As condições finais serão definidas em portaria do Ministério da Fazenda.
Poderão participar entregadores ciclistas e motociclistas cadastrados em plataformas de aplicativo há pelo menos seis meses e que tenham realizado, no mínimo, 100 corridas ou entregas. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Como participar do Move Brasil – Entregadores e Motoapp
Veja as etapas para participar do programa para financiar uma moto elétrica nova:
1. Cadastro e consentimento
A primeira etapa é a adesão ao programa por meio da plataforma oficial gov.br/movebrasil. Ao se cadastrar, o profissional autoriza o compartilhamento dos seus dados para verificar se atende aos requisitos do programa.
2. Confirmação da participação
Após o cadastro, o profissional será informado, na plataforma, se atende aos requisitos para participar do programa.
Podem participar entregadores ciclistas e motociclistas cadastrados em plataformas de aplicativo há pelo menos seis meses e com, no mínimo, 100 corridas ou entregas realizadas. Também são elegíveis ciclistas, motofretistas e mototaxistas profissionais com carteira assinada há pelo menos seis meses na mesma empresa.
Para financiar veículos que exigem habilitação, será necessário possuir CNH categoria “A”.
A aprovação do cadastro não garante acesso à linha de financiamento. A contratação estará sujeita à análise de crédito dos bancos.
3. Solicitação do financiamento
A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação de participação poderão procurar a CAIXA, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento.
Cada beneficiário poderá financiar um veículo: bicicletas elétricas, motonetas, ciclomotores, motos elétricas e motos flex, conforme as regras do programa. O veículo deverá ser zero-quilômetro e atender aos critérios de produção nacional ou projeto de investimento para produção no país.
Com informações do Palácio do Planalto e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
Pela plataforma, entregadoresm podem se cadastar para financiar moto em até 48x. Reprodução / Governo Federal
A TVT News selecionou as principais dúvidas para você:
Quem pode participar do programa?
Profissionais de APPs: ao menos 6 meses de cadastro na plataforma e, no mínimo, 100 corridas ou entregas realizadas.
Profissionais celetistas: ciclistas, motofretistas e mototaxis profissionais, com contratos celetistas (CLT) que tenham carteira assinada há, pelo menos, 6 meses na mesma empresa. É preciso ter Carteira de Habilitação categoria “A” (moto).
Como conseguir financiar motos e bicicletas elétricas
O acesso ao programa é dividido em 3 etapas:
Cadastro: A primeira delas é o cadastro, a partir do dia 15 de junho, por meio da plataforma gov.br/movebrasil.
Confirmação: Até 5 dias úteis após o cadastro na plataforma gov.br, o motociclista é informado se está apto ou não a participar do programa Move Brasil – Entregadores e Motoapp.
Compra da moto e financiamento: a partir de 13 de julho, os profissionais que receberam a confirmação de participação no programa podem procurar as instituições financeiras participantes do programa para análises de crédito e de avaliação de viabilidade de concessão do financiamento.
Posso financiar motos de até qual valor?
Não há definição de um valor máximo para as motocicletas.
O programa permite a compra de:
* Ciclomotores, motonetas e motocicletas flex até 160 cilindradas produzidas no País Motos flex; * Ciclomotores, motonetas, motocicletas e bicicletas elétricas até 7.500W produzidas no País ou com projeto de investimento para produção nacional; * Bicicletas elétricas até 1.000 W.
Leia também sobre apoio do governo federal ao trabalhador
O que é notícia neste 9 de junho de 2026 no Jornal TVT News Segunda Edição
TSE analisa suspensão de pesquisa que mostrava queda de Flávio
PF deve rejeitar pela 2ª vez delação de Vorcaro por falta de novidades
Copa do Mundo da FIFA enfrenta barreiras migratórias com árbitro barrado e Irã no México
Funcionários do estádio de LA aprovam greve às vésperas da Copa
Trump é vaiado ao aparecer no telão da final da NBA em Nova York
Peru segue sem presidente com Sánchez à frente por 25 mil votos
Trump diz que acordo de paz com Irã pode vir em até 3 dias
TVT News Segunda Edição: serviços nas telas da TVT
O jornal TVT News Segunda Edição é comandado por Don Ernesto, apresentador do programa de entrevistas da TVT, Conversa sem Curva. Além das notícias da tarde, o telejornal trará o cotidiano das cidades e comentaristas.
“O jornal TVT News Segunda Edição comenta o que foi notícia no dia, traz serviços de utilidade pública, entrevistas com analistas da política, da cultura e da economia e repercute os fatos que estão em alta nas redes sociais”, conta o apresentador Don Ernesto.
O jornal TVT News Segunda Edição pode ser acompanhado na TV aberta digital, canal 44.1 na capital paulista e grande São Paulo, pelo YouTube da TVT: https://www.youtube.com/@redetvt com cortes nas redes sociais da TVT News (Instagram, Tik Tok, Kawai, Facebook e Linkedin).
“Esta é a segunda estreia da TVT News no mês de abril. Com os dois telejornais, pela manhã e pela tarde, a TVT está ainda mais próxima do público e dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo”, conta o presidente da TVT, Maurício Junior.
Jornal TVT News: manhã e tarde com os trabalhadores
TVT News tem, a partir de agora, dois telejornais, o jornal TVT News Primeira Edição, das 10h30 às 13h e o Jornal TVT News Segunda Edição, das 16h às 18h. Os dois noticiários fazem parte das transformações de programação e na linguagem que começaram em agosto de 2024 quando o site TVT News foi lançado.
“Nossa estratégia de unificar a redação e diversificar conteúdos vem se mostrando acertada. Agora nossos esforços estão concentrados em aumentar a audiência e estrear novos produtos”, explica o Diretor de Conteúdo da TVT News, Ricardo Negrão.
Talita Galli e Don Ernesto, apresentadores dos novos telejornais da TVT News: o dia todo com os trabalhadores. Foto: Vitória Machado/TVT News
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O pré-candidato a presidência, Renan Santos. Foto: Divulgação/Luiz Rebelato
A Justiça de São Paulo negou um pedido de Renan Santos, líder do MBL e pré-candidato à Presidência pelo Missão, para que plataformas como X e Instagram removessem uma publicação feita por JR Freitas, líder de motoboys e pré-candidato a deputado estadual pelo PSol.
No post, Freitas publicou trecho de um boletim de ocorrência em que uma mulher relata ter sido vítima de assédio por Renan. O dirigente do MBL nega a acusação e afirma ter sido absolvido no caso. Nos autos, ele apresentou certidões para demonstrar que não possui antecedentes criminais.
Renan alegou à Justiça que era alvo de uma campanha de difamação. Também afirmou que Freitas teria omitido deliberadamente a informação de que ele foi absolvido e divulgado documento que, segundo a defesa, era sigiloso.
Olha o B.O aberto contra o candidato do MBL a presidência da República. Segundo o Renan Santos, isso é invenção da cabeça da garota. pic.twitter.com/PbP6xVTQME
O juiz Fabio Evangelista de Moura, da 45ª Vara Cível de São Paulo, rejeitou o pedido. Na decisão, o magistrado afirmou que a retirada de manifestações em redes sociais é uma medida excepcional e só deve ocorrer diante de clara violação de direitos.
O magistrado também entendeu que a publicação do boletim de ocorrência, por si só, não significa imputação direta de crime ao líder do MBL. Ele ressaltou que Renan, por ser figura pública, tem esfera de proteção à intimidade e à vida privada mais limitada, sem perder proteção contra conteúdos evidentemente falsos.
JR Freitas ganhou projeção em São Paulo durante a disputa sobre a regulamentação do serviço de mototáxi. Ele liderou mobilizações de entregadores e motoboys e atuou como interlocutor da categoria em debates com o governo federal sobre trabalho por aplicativo.
Em maio, Freitas participou de evento com Lula no lançamento de uma linha de crédito para motoristas de aplicativo. O motoboy é apontado como uma das apostas do PSol para a disputa à Assembleia Legislativa de São Paulo.
Em um canto muito pequeno — e, pelo menos até agora, obscuro — do mercado de criptomoedas, os investidores estão correndo para entrar, em vez de correr para as saídas. Os chamados ETFs de HYPE estão captando novos ativos de investidores em um momento no qual as principais apostas em cripto, incluindo o bitcoin e o ether, estão derretendo.
Em maio, a Bitwise e a 21shares lançaram ETFs à vista (spot) que replicam índices do HYPE, um ativo cripto descentralizado que opera em sua própria blockchain, a Hyperliquid. Os produtos, negociados sob os tickers BHYP e THYP, já captaram cerca de US$ 150 milhões em ativos e, desde o lançamento, registraram em sua maioria dias de fluxo líquido positivo — algo que chamou a atenção de Nate Geraci, presidente da NovaDius Wealth Management.
A Grayscale lançou seu próprio ETF, o Grayscale Hyperliquid Staking ETF (HYPG), na quarta-feira.
“Este é um mercado que penetrou apenas 1% do seu mercado potencial. A maioria das pessoas ainda não sabe o que é a Hyperliquid”, disse Matt Hougan, diretor de investimentos da Bitwise, à CNBC.
A Hyperliquid é uma exchange descentralizada de contratos futuros perpétuos construída em blockchain. Ela opera 24 horas por dia para traders fora dos Estados Unidos. A plataforma existia discretamente até o verão passado, quando a guerra entre os EUA e o Irã fez com que os traders corressem em busca de acesso aos mercados de petróleo durante o fim de semana. O volume rapidamente atingiu cerca de US$ 1 bilhão por dia apenas em petróleo bruto, disse Stephen Coltman, vice-presidente e chefe de macro da 21shares.
Para um token do qual a maioria dos consultores financeiros e investidores nunca tinha ouvido falar há um mês, a recepção tem sido difícil de ignorar, especialmente em um momento em que o bitcoin enfrenta uma forte onda de vendas. Os ETFs de bitcoin à vista vêm sofrendo saídas de ativos. O iShares Bitcoin Trust ETF (IBIT), por exemplo, encerrou a semana em queda de cerca de 16%.
Os aportes no HYPE provavelmente não representam uma migração de recursos de criptomoedas já existentes, mas sim um movimento dos investidores em direção a algo genuinamente novo.
“A Hyperliquid está trazendo novos investidores de fora do ecossistema cripto para este ativo digital específico. Acho que ela atrai um tipo de investidor muito diferente do investidor de bitcoin”, disse Zach Pandl, chefe de pesquisa da Grayscale.
Pandl afirmou que os investidores são atraídos por um modelo de receita que conseguem compreender. A maioria dos tokens cripto tem uma relação indireta com a atividade da plataforma subjacente, mas a Hyperliquid é diferente.
“No caso da Hyperliquid, 99% das taxas geradas na plataforma são destinadas à recompra do HYPE, o ativo”, disse Hougan. “Existe esse ciclo muito estreito entre a atividade que ocorre no mundo cripto e o valor do ativo Hyperliquid.”
Este é um mecanismo de mercado que os investidores de ações tradicionais reconheceriam imediatamente: a prática de empresas de capital aberto que utilizam seu caixa para recomprar as próprias ações. “É muito semelhante a uma recompra de ações, onde todas as negociações geradas são usadas para recomprar o token”, disse Coltman.
Bitwise Hyperliquid ETF
Os especialistas em ETFs afirmam que esses fundos são um ponto de entrada prático para investidores que desejam exposição sem a complexidade de configurar uma carteira digital (wallet) ou navegar em uma exchange descentralizada.
Até sexta-feira, o recém-lançado Grayscale Hyperliquid Staking ETF contava com US$ 4,5 milhões em ativos. O 21shares Hyperliquid ETF possuía US$ 75,8 milhões em ativos sob gestão, enquanto o Bitwise Hyperliquid ETF somava US$ 71,14 milhões.
Geraci disse que, à medida que os investidores se familiarizarem com a Hyperliquid por meio dos ETFs, é razoável esperar que os produtos ajudem a acelerar a adoção em massa da própria plataforma.
“Vejo os ETFs de cripto à vista como uma ponte importante entre as finanças tradicionais (TradFi) e as finanças descentralizadas (DeFi). Embora seja difícil determinar o grau de sobreposição entre os investidores de ETFs de HYPE e os usuários da Hyperliquid, os ETFs sem dúvida aumentam a visibilidade da plataforma”, escreveu ele em um e-mail para a CNBC.
No entanto, os especialistas em ETFs alertaram que o nível de conhecimento do público ainda é baixo, a concorrência é ampla e os riscos continuam altos.
A 21shares destaca seu histórico, tendo listado um produto de HYPE na Europa em agosto de 2025. A Grayscale possui a menor taxa de administração, de 0,29%, contra 0,30% da 21shares e 0,34% da Bitwise. A Bitwise, por sua vez, possui forte relacionamento com family offices.
“O maior desafio da Hyperliquid pode ser a crescente concorrência tanto da TradFi quanto da DeFi, uma dinâmica que um ambiente regulatório mais favorável poderia intensificar”, escreveu Geraci.
A plataforma continua indisponível nos EUA, mas Pandl disse que sua expectativa para aprovação é 2027, o que ele chamou de “um prazo razoável para quando pudermos ter clareza regulatória suficiente sobre exchanges descentralizadas para que os usuários dos EUA comecem a acessar a plataforma”.
O cenário pode estar consideravelmente mais lotado até lá. A história do rápido crescimento dos ativos dos ETFs de Hyperliquid mostra que alguns investidores não estão dispostos a esperar.
A FIFA apresentou um conjunto de novas tecnologias baseadas em inteligência artificial que serão utilizadas na Copa do Mundo de 2026.
As ferramentas foram reveladas durante o Lenovo Tech World 2026 e têm como objetivo ampliar a precisão da arbitragem, oferecer análises avançadas às seleções e criar novas formas de interação para os torcedores durante o torneio, que será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.
I.A. chega ao centro das decisões dentro e fora de campo
De acordo com a FIFA, entre as principais novidades está o Football AI Pro, uma plataforma de inteligência artificial desenvolvida para auxiliar as 48 seleções participantes da competição.
A ferramenta foi criada para processar uma enorme quantidade de informações sobre partidas e jogadores, transformando dados em análises que podem ser consultadas por técnicos e comissões técnicas.
Segundo a FIFA, o sistema foi projetado para reduzir diferenças entre equipes com estruturas distintas. Na prática, seleções com menor acesso a departamentos avançados de análise poderão utilizar os mesmos recursos tecnológicos disponíveis para as principais potências do futebol mundial.
O sistema reúne informações em formatos variados, incluindo textos, vídeos, gráficos e modelos tridimensionais. O acesso poderá ser feito em diferentes idiomas antes e depois dos jogos.
Tecnologia de impedimento ganha versão mais avançada
Outra inovação apresentada envolve a evolução do sistema semiautomático de detecção de impedimentos.
Para a Copa de 2026, os jogadores passarão por um escaneamento corporal digital capaz de criar avatares tridimensionais altamente precisos.
Os modelos serão utilizados para identificar movimentos e posicionamentos dos atletas com maior eficiência, inclusive em situações de velocidade elevada ou quando houver bloqueio parcial da visão das câmeras.
Além de auxiliar a arbitragem, a tecnologia também terá função visual. As reconstruções em 3D poderão ser exibidas durante as transmissões para ajudar o público a compreender as decisões relacionadas aos lances de impedimento.
Nova câmera do árbitro promete imagens mais estáveis
A FIFA também anunciou uma atualização da chamada Visão do Árbitro, tecnologia que mostra ao público a perspectiva do juiz durante a partida.
A nova versão utiliza inteligência artificial para estabilizar automaticamente as imagens captadas pela câmera acoplada ao árbitro.
O recurso reduz tremores e borrões causados pela movimentação intensa em campo, permitindo uma visualização mais clara das jogadas.
Thank you to @FIFAcom President Gianni Infantino for joining me on stage at Lenovo Tech World to explain how Lenovo AI is enabling a smarter, more inclusive, and more immersive football experience for the FIFA World Cup 2026. #CES2026
A expectativa é que a ferramenta aumente a transparência das decisões e aproxime os torcedores da dinâmica do jogo.
Copa de 2026 será vitrine para o futuro do futebol
Para a FIFA, as novas soluções representam um passo importante no processo de modernização do esporte.
A entidade afirma que o uso da inteligência artificial não se limitará à arbitragem, mas também servirá para ampliar o acesso a dados, melhorar o desempenho das equipes e oferecer experiências mais imersivas aos torcedores.
Com 48 seleções e 104 partidas programadas, a Copa do Mundo de 2026 será a maior da história do torneio e deve funcionar como um grande laboratório para tecnologias que poderão se tornar parte permanente do futebol nos próximos anos.
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A Marinha lançou uma campanha institucional com foco na defesa da soberania nacional em meio a cortes no orçamento das Forças Armadas. O vídeo, divulgado para marcar o Dia da Marinha, comemorado em 11 de junho, afirma que o cenário geopolítico exige “capacidades navais compatíveis com a proteção da soberania nacional”.
A peça tem como eixo a Amazônia Azul, área marítima sob jurisdição brasileira que concentra rotas comerciais, estruturas de exploração de petróleo, cabos submarinos, recursos biológicos e minerais. A Marinha afirma que 97% das importações e exportações do Brasil passam pelo mar e pelos portos.
O Alto Comando da Marinha avalia que a população ainda conhece pouco o papel da Força na proteção do mar territorial e das riquezas ligadas ao Atlântico Sul. O vídeo institucional apresenta equipamentos como o navio-aeródromo Atlântico, fragatas da classe Tamandaré e submarinos da classe Riachuelo.
A campanha também ocorre em momento de restrição orçamentária. O governo determinou contenção de R$ 31,3 bilhões para cumprir a meta fiscal, e o Ministério da Defesa foi a pasta mais atingida, com R$ 4,4 bilhões retidos. A manutenção de projetos estratégicos, como o Programa de Submarinos, virou prioridade no comando da Marinha.
O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou nesta semana que a frota das Forças Armadas vem envelhecendo. “Daqui a pouco vai ter marinheiro sem navio, aviador sem avião e soldado do Exército sem equipamento para lutar”, disse ele, ao defender investimentos na área.
Oficiais ouvidos pelo Correio também associam o alerta de soberania ao cenário internacional. A pressão do governo Donald Trump por negociações envolvendo petróleo, terras raras e tarifas sobre produtos brasileiros acendeu preocupação entre militares sobre a proteção de recursos estratégicos.
A Marinha afirma que fortalecer a consciência marítima da sociedade é parte da defesa nacional. O vice-almirante Vagner Belarmino de Oliveira, diretor do Centro de Comunicação Estratégica da Força, disse que a segurança energética, parte da economia e infraestruturas relevantes dependem da estabilidade do ambiente marítimo.
Pesquisa do Centro de Pesquisas Pew, dos EUA, sobre a rejeição crescente a Israel
Uma pesquisa internacional realizada pelo Pew Research Center revela que a imagem de Israel continua se deteriorando em grande parte do mundo e que a confiança no primeiro-ministro Benjamin Netanyahu segue em queda.
O levantamento foi realizado entre 8 de fevereiro e 13 de maio de 2026 em 36 países, incluindo Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Argentina, México, Colômbia e África do Sul.
O Pew Research Center é um dos principais institutos independentes de pesquisa dos Estados Unidos, especializado em estudos de opinião pública, tendências sociais, política, religião e relações internacionais. Seus levantamentos são frequentemente utilizados por universidades, governos, meios de comunicação e centros de pesquisa em diversos países.
Segundo o estudo, a mediana global mostra que 67% dos entrevistados têm uma opinião desfavorável de Israel, enquanto apenas 25% manifestam uma visão favorável.
Os índices mais negativos aparecem em países de maioria muçulmana, como Bangladesh, Indonésia, Malásia, Paquistão e Turquia, além da Cisjordânia e Jerusalém Oriental. O levantamento não incluiu a Faixa de Gaza devido às condições de terra arrasada.
A pesquisa também identificou níveis elevados de rejeição em praticamente toda a Europa. Na Itália, na Holanda e na Espanha, cerca de metade da população ou mais declarou ter uma visão “muito desfavorável” de Israel. Em contrapartida, alguns dos resultados mais positivos foram registrados em países da África Subsaariana.
Os dados indicam ainda uma diferença geracional significativa. Em vários países da América do Norte e da Europa, os jovens demonstram opiniões mais negativas sobre Israel do que os grupos mais velhos. Na Hungria, por exemplo, 72% das pessoas entre 18 e 34 anos têm visão desfavorável do país, contra 45% entre aqueles com 50 anos ou mais.
O recorte ideológico também mostra uma divisão expressiva. Em diversos países, eleitores identificados com a esquerda apresentam avaliações muito mais negativas de Israel do que aqueles posicionados à direita. Nos Estados Unidos, 83% dos liberais têm opinião desfavorável sobre Israel, contra 37% dos conservadores. Diferenças semelhantes foram registradas na Austrália, Espanha, França, Suécia, Canadá, Alemanha, Holanda, Itália, Brasil e Colômbia.
Segundo o levantamento, 52% dos brasileiros têm uma visão desfavorável do país, enquanto 33% expressam uma opinião favorável. Entre os que avaliam Israel negativamente, 13% afirmam ter uma opinião “muito desfavorável” e 39% uma opinião “um pouco desfavorável”. Já entre os que veem o país de forma positiva, 28% manifestam uma opinião “um pouco favorável” e apenas 5% dizem ter uma visão “muito favorável”.
O resultado coloca o Brasil entre os países latino-americanos onde predominam avaliações negativas sobre Israel, ao lado de Chile (60%), México (59%), Colômbia (56%) e Argentina (55%).
A percepção internacional sobre Israel piorou em relação ao ano passado. Entre os 24 países onde havia dados comparáveis, 13 registraram aumento estatisticamente significativo das opiniões negativas. Na Argentina, por exemplo, a parcela da população com visão desfavorável passou de 46% em 2025 para 55% em 2026. Crescimentos também foram observados na Austrália, Itália, Nigéria, Polônia e Reino Unido.
O estudo aponta igualmente uma deterioração da imagem de Benjamin Netanyahu. Em grande parte dos países pesquisados, a maioria dos entrevistados declarou ter pouca ou nenhuma confiança no premiê israelense para lidar com assuntos internacionais.
Mais da metade da população em países como Canadá, França, Alemanha, Itália, Espanha, Suécia, Austrália, Indonésia, Malásia, Paquistão e Reino Unido afirmou não confiar de forma alguma no líder israelense.
Apenas dois países apresentaram maioria favorável a Netanyahu: Quênia e Filipinas. Nos demais, os índices de desconfiança predominam. Assim como ocorre com a imagem de Israel, jovens e pessoas identificadas com a esquerda tendem a expressar avaliações mais negativas do primeiro-ministro.
A confiança em Netanyahu também caiu em 13 dos 24 países onde o instituto possui dados comparativos. A Coreia do Sul registrou a maior mudança: 76% dos entrevistados afirmam agora ter pouca ou nenhuma confiança no premiê israelense, ante 64% no ano anterior. Na Itália, a parcela dos que dizem não confiar de forma alguma em Netanyahu subiu de 45% para 62% em apenas um ano.
A pesquisa foi realizada após o início da campanha militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã, lançada em 28 de fevereiro, e em meio à continuidade do genocídio na Faixa de Gaza, fatores que ajudam a contextualizar a evolução dos resultados observados pelo instituto.
O novo prazo também contempla os pedidos de atendimento especializado e de tratamento por nome social. A prorrogação não altera as datas de aplicação do exame, que permanece marcado para os dias 8 e 15 de novembro, em todo o país.
Confira o novo cronograma do Enem
Inscrições: de 25 de maio a 12 de junho;
Pagamento da taxa de inscrição: até 17 de junho;
Solicitação de atendimento especializado e nome social: de 25 de maio a 12 de junho;
Resultado do atendimento especializado: 26 de junho;
Recurso do atendimento especializado: de 29 de junho a 3 de julho;
Resultado do recurso: 10 de julho;
Aplicação das provas: 8 e 15 de novembro.
Concluintes – Até o dia 12 de junho, os estudantes concluintes do ensino médio da rede pública terão de acessar a Página do Participante para confirmar a participação no Enem e complementar informações, como o município de realização das provas, a língua estrangeira escolhida e, se necessário, a solicitação de recursos de acessibilidade.
Os demais participantes que tiveram a isenção da taxa de inscrição aprovada também deverão realizar a inscrição no exame.
Já para os estudantes não isentos, a taxa de inscrição continua no valor de R$ 85 e pode ser paga por boleto (gerado na Página do Participante), Pix, cartão de crédito e débito em conta corrente ou poupança (a depender da instituição financeira). Agora, o prazo para fazer o pagamento da taxa vai até o dia 17 de junho.
No edital do Enem 2026, é possível conferir todas as regras da edição, como o cronograma, os procedimentos para atendimento especializado e as demais orientações aos participantes.
Pé-de-Meia – Os participantes do Pé-de-Meia que concluírem o ensino médio em 2026 e participarem dos dois dias de prova do Enem receberão um incentivo adicional de R$ 200. O pagamento do incentivo extra será efetuado após a confirmação da conclusão da etapa de ensino, na mesma conta bancária utilizada para o recebimento das demais parcelas do programa.
Certificação – Para utilizar o exame para obter o Certificado de Conclusão do Ensino Médio ou a Declaração Parcial de Proficiência, o interessado deverá indicar essa opção no momento da inscrição. De acordo com o edital, podem solicitar a certificação os participantes que tiverem 18 anos completos até o primeiro dia de aplicação das provas e que não sejam concluintes nem egressos do ensino médio.
Participantes ganharam uma semana a mais para garantir participação no exame que é a maior porta de acesso à educação superior. Prazo para fazer o pagamento da taxa vai até 17/6
Atendimento especializado – Os participantes que necessitam de atendimento especializado devem fazer a solicitação no momento da inscrição. O atendimento é voltado para pessoas com as seguintes condições: baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, auditiva, intelectual e surdez, surdocegueira, dislexia, discalculia, déficit de atenção, transtorno do espectro autista (TEA), gestantes, lactantes, diabéticos, idosos e estudantes em classe hospitalar ou com outra condição específica.
Estudantes no primeiro dia de aplicação do Enem, quando foi feita a prova de redação. Fotos: Luis Fortes/MEC
Nome social – Travestis, transexuais ou transgêneros receberão esse tratamento automaticamente, de acordo com os dados cadastrados na Receita Federal. Nesse contexto, antes de se inscrever, o participante deverá verificar seu cadastro na Receita Federal e, se for o caso, atualizá-lo.
Orientações – O portal do Inep conta com uma página na qual é possível encontrar as principais orientações para os participantes do Enem. Há também uma seção destinada às perguntas frequentes sobre o exame. Com isso, os interessados podem conferir os questionamentos mais comuns e os respectivos esclarecimentos.
Instituições de ensino públicas e privadas também utilizam o Enem para selecionar estudantes, como critério único ou complementar de seleção. Os resultados individuais do Enem podem, ainda, ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.
O que é notícia neste 5 de junho de 2026 no Jornal TVT News Segunda Edição
30ª Parada LGBTQIA+ na Paulista com foco no voto democrático
PEC das Igrejas isenta templos de mais que o custo de todas as federais
Novos acidentes da Sabesp reacendem debate sobre privatização
São Paulo Turismo repassa milhões para empresa de irmão de gerente
Artistas lançam campanha Bloco no Tigrinho contra apostas online
Jornalista perseguido por Zambelli tem prisão decretada por dívida com ela
Inscrições para o Enem terminam hoje às 23h59
TVT News Segunda Edição: serviços nas telas da TVT
O jornal TVT News Segunda Edição é comandado por Don Ernesto, apresentador do programa de entrevistas da TVT, Conversa sem Curva. Além das notícias da tarde, o telejornal trará o cotidiano das cidades e comentaristas.
“O jornal TVT News Segunda Edição comenta o que foi notícia no dia, traz serviços de utilidade pública, entrevistas com analistas da política, da cultura e da economia e repercute os fatos que estão em alta nas redes sociais”, conta o apresentador Don Ernesto.
O jornal TVT News Segunda Edição pode ser acompanhado na TV aberta digital, canal 44.1 na capital paulista e grande São Paulo, pelo YouTube da TVT: https://www.youtube.com/@redetvt com cortes nas redes sociais da TVT News (Instagram, Tik Tok, Kawai, Facebook e Linkedin).
“Esta é a segunda estreia da TVT News no mês de abril. Com os dois telejornais, pela manhã e pela tarde, a TVT está ainda mais próxima do público e dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo”, conta o presidente da TVT, Maurício Junior.
Jornal TVT News: manhã e tarde com os trabalhadores
TVT News tem, a partir de agora, dois telejornais, o jornal TVT News Primeira Edição, das 10h30 às 13h e o Jornal TVT News Segunda Edição, das 16h às 18h. Os dois noticiários fazem parte das transformações de programação e na linguagem que começaram em agosto de 2024 quando o site TVT News foi lançado.
“Nossa estratégia de unificar a redação e diversificar conteúdos vem se mostrando acertada. Agora nossos esforços estão concentrados em aumentar a audiência e estrear novos produtos”, explica o Diretor de Conteúdo da TVT News, Ricardo Negrão.
Talita Galli e Don Ernesto, apresentadores dos novos telejornais da TVT News: o dia todo com os trabalhadores. Foto: Vitória Machado/TVT News
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Qualquer pessoa que acompanha minha coluna no UOL nos últimos 16 anos sabe que considero o fim da escala 6×1 uma tardia reparação civilizacional. Dito isso, acho justa uma saudação aos 22 deputados que atacaram por meses a proposta e, na hora H, tiveram a coragem e a coerência de votar contra.
Ressaltaram, dessa forma, o oportunismo de colegas que até então estavam ombro a ombro com eles, mas resolveram fazer parte da massa dos 472 votos a favor por medo da verdade da urna eletrônica. Ou seja, de não serem reeleitos em outubro diante de uma pauta que tem apoio de 7 entre cada 10 eleitores.
Sim, tigrão no vídeo do Insta, para o gozo de parte do patronato; tchutchuca na hora do voto, diante da raiva de quem não consegue ver os filhos crescerem porque trabalha seis dias por semana. Não à toa, parte da direita e da extrema direita que foram coerentes com sua posição está indignada com os colegas.
Pondere-se, entretanto, que uma parte desses 22 nem poderia fazer diferente. Eles representam aqueles 2 em cada 10 brasileiros que são contra a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais e da escala de 6×1 para 5×2.
Considerando que a Câmara tem 513 deputados, seria de se esperar ao menos 102 votos defendendo a manutenção da 6×1, portanto? Na verdade, não, porque são poucos os parlamentares que possuem eleitorado que pensa de forma quase uniforme sobre uma ampla gama de temas. São normalmente parlamentares mais radicais. Tanto que as pesquisas mostram que o fim da 6×1 tem apoio considerável entre bolsonaristas e a direita não-bolsonarista. O que mostra que o fato de serem trabalhadores, e entenderem a situação, fala mais alto que outros posicionamentos ideológicos.
O plenário da Cãmara dos Deputados. Foto: Kayo Magalhães/Agência Câmara
Quando a redução da escala começou a tomar corpo, escrevi aqui que a questão é colocar o tema em votação, pois, uma vez no plenário, a maior parte dos parlamentares votaria a favor da mudança porque não é suicida. Contudo, o placar de 472 votos foi bem mais elástico do que qualquer pessoa imaginava, inclusive no governo, mostrando o tamanho do medo eleitoral e as proporções que o tema tomou.
Ou seja, #ficadica para o Senado Federal, que, agora, tenta aplicar o golpe da PRC das Horas Trabalhadas, anulando o ganho com o fim da escala 6×1.
Isso me lembra uma história sobre ser tigrão e tchutchuca.
Em novembro de 2020, o então presidente Jair Bolsonaro disse que, enquanto deputado federal, havia votado contra o confisco de propriedades rurais e urbanas de quem escravizou trabalhadores. Queria agradar parte de sua base, composta também pelo naco anacrônico do agronegócio. Contudo, os registros da Câmara dos Deputados mostram que ele votou a favor da proposta no primeiro turno, em 2004, e estava ausente no segundo, em 2012.
Naquele primeiro turno, todos os partidos e bancadas recomendaram a aprovação da emenda, e 326 deputados votaram a favor. Mesmo com a orientação, dez parlamentares se posicionaram contra, a maioria ruralistas. Discordo deles, mas foram coerentes. Bolsonaro, não: evitou deixar as digitais contra a PEC do Trabalho Escravo, da qual era contrário.
Talvez confiasse que seus seguidores não se importam com os fatos, apenas com as palavras que saem de sua boca, podendo, assim, sustentar a contradição com base na mentira.
O ato, realizado três dias após a aprovação na Câmara dos Deputados do fim da escala 6 x 1 e da redução da jornada para 40 horas semanais — uma das lutas históricas de Moisés — marcou também a apresentação do projeto da Bancada dos Trabalhadores e Trabalhadoras, grupo de parlamentares que representará a classe trabalhadora na Câmara dos Deputados.
Selerges será o líder da iniciativa, que tem como um de seus objetivos a criação da Frente Parlamentar dos Trabalhadores em Brasília e a articulação para que a iniciativa se replique nas assembleias estaduais.
O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC foi transformado na Vila Euclides das greves operárias. Foto: Leandro Paiva
Em seu discurso, Moisés Selerges ressaltou a importância de ampliar a participação da classe trabalhadora na política nacional. “Precisamos ter uma bancada organizada de parlamentares que represente e defenda os direitos daqueles que dão duro todo dia para gerar a riqueza desse Brasil. Bancos, fazendeiros, empresários têm a sua bancada. Agora chegou a nossa vez”, defendeu o pré-candidato.
O evento, que lotou o auditório do solo sagrado da classe trabalhadora, oSindicato dos Metalúrgicos do ABC, contou com a presença dos ministros Luiz Marinho e Guilherme Boulos
Moisés reforçou que a Bancada será um espaço de escuta, debate e defesa de direitos, garantindo que as decisões em Brasília reflitam a realidade do trabalho brasileiro.
O manifesto da Bancada, que será formada por deputados de diversos partidos progressistas, reforça a ideia de que sua atuação será construída coletivamente, com base nas necessidades reais de quem trabalha. Entre os compromissos do documento estão a proteção social para trabalhadores de plataformas, a garantia de aposentadoria digna, inclusive para donas de casa, jornadas de trabalho justas e políticas de incentivo aos pequenos e médios empreendedores.
“Queremos que a produtividade da tecnologia reverta em benefício para quem trabalha, e não apenas em lucro para quem explora”, destacou Selerges.
Além da criação da Bancada, o pré-candidato tem como projetos a isenção do Imposto de Renda sobre a Participação nos Lucros e Resultados, a regulamentação do trabalho por aplicativos e políticas de apoio a pequenos e médios empreendedores.
Com bom humor, Moisés relembrou o episódio que foi decisivo para a construção da sua pré-candidatura. “O presidente Lula pediu que o Luiz Marinho seguisse no governo para ajudar na sua reeleição. Aí o Marinho perguntou a ele quem seria o candidato. O presidente virou para ele e disse: ‘O menino do Sindicato’. O ministro então questionou: ‘Mas o Moisés se elege?’. A resposta do presidente Lula resolveu a questão: ‘Ele se chama Selerges. Ele tem eleição no nome’”, completou sorrindo.
Moisés é liderança da futura bancada dos trabalhadores, afirma Boulos
Guilherme Boulos reforçou a relevância da iniciativa e o papel fundamental que Moisés terá no projeto: “Não vejo hoje ninguém mais capaz do que o Moisés para ser o líder dessa Bancada. Ele é hoje a liderança mais representativa do novo sindicalismo brasileiro e o cara certo para conduzir esse projeto, que colocará o trabalhador em pé de igualdade com os grupos que hoje controlam a Câmara dos Deputados”, disse.
O ministro Luiz Marinho destacou a importância de líderes sindicais como Selerges para a renovação da representação política no País e na Câmara dos Deputados. “Moisés conhece de perto a realidade dos trabalhadores do ABC e do Brasil. Por isso é a pessoa certa para liderar a Bancada dos Trabalhadores. Uma das missões será a redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais”, afirmou Marinho.
Moisés Selerges ressaltou a importância de ampliar a participação da classe trabalhadora na política nacional. Foto: Leandro Paiva
O evento contou ainda com a presença de parlamentares como os deputados estaduais Barba, Luiz Fernando, Maurici e Rômulo Fernandez; vereadores da capital e de municípios do ABC, da Baixada Santista e do interior do estado; e lideranças sindicais de diversas entidades, como Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Químicos, Papeleiros, Petroleiros e Servidores Municipais de várias cidades da região, entre outras.
Nesta sexta-feira (29/5), o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Leandro Safatle, e o diretor responsável por fiscalizações na autarquia, Daniel Pereira, anunciaram que a Química Amparo, fabricante dos produtos Ypê, está apta a retomar as atividades.
A suspensão do comércio, da distribuição e do uso de detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes da Ypê com lotes de numeração final 1 – elencados na Resolução 1.834/2026 da Anvisa – permanece em vigor.
A autorização foi concedida à empresa após uma reinspeção conjunta, que começou ontem e termina hoje, realizada pela Agência em parceria com o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP), o Grupo de Vigilância Sanitária Campinas (GVS) e a Vigilância Sanitária de Amparo (Visa-Amparo).
A fiscalização constatou a adequação das principais ações corretivas que têm sido implementadas pela Ypê desde a suspensão de duas linhas de produção da fábrica de Amparo (SP), determinada em 7 de maio pela Anvisa por meio da Resolução (RE) 1834/2026. A empresa apresentou um plano de ação para atender os 76 requisitos sanitários identificados na inspeção conjunta realizada em abril deste ano.
“Verificamos que esta fábrica da Ypê já reúne as condições necessárias para operar com segurança e disponibilizar produtos sem risco sanitário para a população brasileira”, afirmou Leandro Safatle, em visita às instalações da Química Amparo nesta sexta. A empresa realizou melhorias nas linhas de produção e controle.
As esferas municipais, regionais e estaduais da vigilância sanitária, bem como a Anvisa, continuarão monitorando as ações corretivas em implementação, constantes do plano de ação apresentado pela empresa.
A empresa Ypê informou que em novembro de 2025, após uma análise interna, detectou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em alguns lotes específicos. Foto: Erick Monstavicius
A suspensão do comércio, da distribuição e do uso de detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes da Ypê com lotes de numeração final 1 – elencados na Resolução 1.834/2026 da Anvisa – permanece em vigor.
Esses produtos devem permanecer armazenados em local seguro e não serem descartados. Sua liberação ocorrerá à medida em que a empresa apresentar laudos de laboratórios autorizados pela Anvisa.
Lista de produtos contaminados da Ypê
Somente os lotes que terminam com o número 1, dos produtos abaixo estão afetados:
Lava Louças Ypê Clear Care
Lava Louças com enzimas ativas Ipê
Lava Louças Ypê
Lava Louças Ypê Clear Care
Lava Louças Ypê Toque Suave
Lava Louças concentrado Ypê Green
Lava Louças Ypê Clear
Lava Louças Ypê Green
Lava Roupas líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor
Lava Roupas Líquido
Tixan Ypê Cuida das Roupas
Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Antibac
Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha
Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Green
Lava Roupas Líquido Ypê Express
Lava Roupas Líquido Ypê Power ACT
Lava Roupas Líquido Ypê Premium
Lava Roupas Tixan Maciez
Lava Roupas Tixan Primavera
Desinfetante Bak Ypê
Desinfetante de uso geral Atol
Desinfetante Perfumado Atol
Desinfetante Pinho Ypê
Lava roupas Tixan Power ACT
O consumidor deve conferir cuidadosamente o número do lote antes de utilizar o produto novamente.
Principais dúvidas sobre o que fazer com os produtos suspensos pela Anvisa
Telefone: 0800 1300 544 – horário de atendimento via telefone das 9h às 17h, de segunda a sexta, exceto
Como identificar o lote dos produtos contaminados da Ypê?
A recomendação da Anvisa vale para produtos Ypê, Tixan Ypê, Atol e Bak Ypê cujos lotes terminem com o número 1. A informação pode ser encontrada na embalagem, geralmente próxima à data de fabricação e validade.
Entre os itens atingidos estão detergentes lava-louças, desinfetantes e sabões líquidos para roupas. A lista inclui produtos como Lava-Louças Ypê, Lava-Louças Ypê Green, Tixan Ypê Antibac, Tixan Ypê Green, desinfetantes Bak Ypê e Atol, entre outros.
Qual é o risco de usar os produtos Ypê?
A Anvisa informou que os produtos podem apresentar contaminação microbiológica por bactéias devido a falhas identificadas no processo de fabricação.
Bactérias presentes em produtos de limpeza podem provocar reações alérgicas, irritações na pele, nos olhos e nas vias respiratórias, especialmente em pessoas mais sensíveis, como crianças, idosos e pessoas imunossuprimidas.
Em casos de contato prolongado ou ingestão acidental, os riscos podem aumentar.
Especialistas orientam que consumidores suspendam o uso preventivamente, mesmo que o produto aparente estar normal em cor, cheiro ou textura.
Também é importante observar possíveis sintomas após contato com os produtos, como:
febre
coceira;
vermelhidão;
irritação nas mãos;
ardência nos olhos;
dificuldade respiratória;
náusea.
Em situações mais graves, a recomendação é procurar atendimento médico e informar qual produto foi utilizado.
Tenho produtos Ypê do lote comprometido. Devo jogar tudo fora?
A orientação principal da Anvisa é interromper imediatamente o uso dos produtos com suspeita de contaminação. No entanto, especialistas em defesa do consumidor recomendam que os itens não sejam descartados imediatamente no lixo comum antes de contato com a fabricante.
Isso porque a empresa poderá solicitar a devolução do produto para análise, troca ou eventual reembolso. Além disso, manter a embalagem ajuda o consumidor a comprovar que possui um item do lote afetado.
O mais indicado é armazenar o produto em local ventilado, longe do alcance de crianças e animais domésticos, até receber orientação oficial da fabricante ou dos órgãos sanitários.
Caso a embalagem esteja vazando, o consumidor pode utilizar luvas para manusear o produto e colocá-lo dentro de um saco plástico resistente, evitando contato direto com a pele.
Posso descartar os produtos da Ypê no lixo ou no ralo?
Produtos de limpeza não devem ser descartados diretamente em rios, ralos, vasos sanitários ou no solo. O descarte inadequado pode provocar contaminação ambiental e prejudicar redes de esgoto.
No caso dos produtos Ypê suspensos pela Anvisa, a recomendação inicial é procurar o SAC da empresa para verificar se haverá recolhimento organizado pela fabricante.
Ao acessar a página da ferramenta (www.planoparticipativobrasil.org.br), o cidadão poderá opinar sobre os pontos do plano participativo Pelo Brasil, pelos brasileiros. O texto está dividido em treze eixos, que contemplam áreas prioritárias para os organizadores.
“Nessa ferramenta moderna, a plataforma digital, podemos apresentar um plano e ouvir as opiniões para construir um programa a ser apresentado a toda a sociedade brasileira. Este é um dos passos de um processo amplo de escuta que o PT e a FPA vão fazer a partir de agora”, definiu Brenno Almeida, presidente da Fundação Perseu Abramo.
Como fazer sugestões para o programa de governo do PT
As sugestões, de forma individual ou coletiva, podem ser feitas pela sociedade até 30 de junho. Todas as contribuições serão avaliadas por grupos de trabalho envolvidos na montagem do programa final a ser apresentado à sociedade antes do início da campanha eleitoral.
A plataforma e o plano são organizados pela Fundação Perseu Abramo com o apoio de outras fundações partidárias, como a Maurício Grabois (PCdoB), Herbert Daniel (PV), Leonel Brizola-Alberto Pasqualini (PDT) e João Mangabeira (PSB).
As sugestões, de forma individual ou coletiva, podem ser feitas pela sociedade até 30 de junho. Reprodução / Plano Participativo
“Qualquer pessoa pode se cadastrar e apresentar emendas ao documento base que vai ficar disponível para avaliação”, destaca José Sergio Gabrielli, coordenador do programa de governo do PT.
O lançamento da plataforma teve a presença do presidente do PT, Edinho Silva, da ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, da presidenta do Psol, Paula Coradi, entre outros dirigentes petistas e de siglas aliadas de várias regiões do país.
Na noite da próxima quinta-feira (4), o jornalista Juca Kfouri recebe Esther Dweck em um programa inédito sobre as ações da ministra no governo federal. Assista na Rede TVT, às 21h, no canal digital 44.1 ou no YouTube. Saiba mais na TVT News.
Esther Dweck é ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos do governo Lula. Como economista, ela possui um extenso currículo. É professora Associada do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE/UFRJ) e Doutora em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Durante o período de doutorado, realizou estudos na Scuola Superiore Sant’Anna, em Pisa, na Itália.
Esther observou de perto a reestruturação das relações de trabalho na administração federal, que resultou na redução da jornada de trabalho e ampliação de direitos para os trabalhadores terceirizados, o balanço social e a inclusão promovida pelo Concurso Nacional Unificado (CNU) e as estratégias conjuntas com o setor privado para enfrentar a desigualdade e a violência de gênero no ambiente corporativo.
A atuação do ministério reflete a orientação do governo federal de alinhar a administração pública aos princípios de dignidade trabalhista, justiça social e diversidade étnico-racial. As medidas buscam reverter assimetrias históricas tanto no funcionalismo público quanto nas cadeias de prestação de serviços terceirizados, integrando políticas de inclusão com o aumento da eficiência do Estado brasileiro.
Ao fim da gravação do programa, nossa equipe pôde conversar com a ministra sobre esses pontos.
Redução de jornada e auxílio-creche para terceirizados
A reestruturação das condições de trabalho dos profissionais terceirizados na administração pública federal foi uma das conquistas mais significativas da gestão. A medida atendeu a uma diretriz direta da Presidência da República para equiparar direitos básicos e combater a precarização laboral de categorias que prestam serviços cotidianos aos órgãos do governo.
“Olha, isso foi uma das coisas que me orgulharam muito. A pedido do presidente Lula, desde o início ele queria aumentar a dignidade dos trabalhadores terceirizados. E a nossa lógica foi tirar as diferenças que tinham entre os terceirizados e servidores públicos efetivos”, afirmou Esther Dweck.
Ministra Esther Dweck é a convidada do programa do Juca Kfouri – Foto: TVT News
A ministra relembrou a disparidade existente na carga horária dos profissionais antes da intervenção da pasta:
“O que a gente pensou? A primeira jornada de servidores públicos já era de 40 horas. E os terceirizados já estavam com uma jornada de 44 horas”.
O processo de transição exigiu articulação institucional com órgãos de controle e fiscalização orçamentária para viabilizar as alterações contratuais.
“Então, a gente começou um processo de redução de jornada. Foi todo um trabalho, precisava conversar com o TCU, etc. Conseguimos, e recentemente a gente foi fazendo para alguns grupos de terceirizados e agora mais recentemente a gente fez para todos os terceirizados que trabalham em um turno de 8 horas. Passou a ter 40 horas semanais de trabalho”, detalhou.
Além da carga horária, a fiscalização ministerial focou no cumprimento dos pisos salariais e na extensão de benefícios assistenciais para conter fraudes corporativas no setor de serviços.
“Uma outra coisa importantíssima é que eles não tinham respeitado o piso da categoria. As empresas de terceirização muitas vezes se filiavam a sindicatos de outras categorias para poder usar um piso diferente e não pagar o piso da categoria. A gente conseguiu garantir que todo mundo vai receber o piso da categoria. E aí o auxílio creche. Com os servidores públicos CHI, a gente concedeu para os terceirizados com o mesmo valor de servidores públicos. Então, a gente foi fazendo um trabalho que é para acabar com a desigualdade dentro do setor público e tratando os terceirizados com toda a dignidade que eles merecem”, pontuou a ministra.
Concurso Nacional Unificado
Ao ser questionada sobre o impacto do Concurso Nacional Unificado (CNU) para o aprimoramento da máquina pública, a ministra ressaltou que o lema da iniciativa, o serviço público com a “cara do Brasil”, direciona as contratações para uma maior representatividade social.
Segundo a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, o CNU atua em duas frentes: o fomento ao espírito republicano de servir ao público e a promoção da diversidade regional e étnico-racial.
Esther Dweck apresentou dados comparativos entre as edições do concurso para demonstrar a eficácia da política de ações afirmativas e a ampliação do acesso de grupos vulnerabilizados aos cargos estatutários.
“Na primeira edição, a gente tinha mais ou menos 25% de vagas reservadas a pessoas negras e pessoas com deficiência. 20% para pessoas negras e 5% para pessoas com deficiência. E entrou em torno de 33% de pessoas negras e pessoas com deficiência, sendo praticamente um terço na primeira edição, o que para a gente já foi um resultado muito positivo”, explicou.
A consolidação de novos marcos legais permitiu um avanço metodológico para a edição subsequente do processo seletivo, expandindo o escopo das reservas de vagas.
Ministra Esther Dweck é a convidada do programa do Juca Kfouri – Foto: TVT News
Lei de Cotas
“Nessa segunda, a gente mexeu na lei de cotas, ampliou as cotas para pessoas negras, incluiu também cotas para indígenas e quilombolas. E a gente teve em torno de 35% das vagas reservadas e a gente chegou a mais de 40% de pessoas negras, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência que entraram no serviço público, ampliando a diversidade”, celebrou a ministra.
A capilaridade geográfica dos candidatos aprovados também foi destacada como um fator de democratização do Estado. De acordo com os dados apresentados, o processo atraiu concorrentes das mais variadas localidades do território nacional.
“Em ambos, tivemos uma diversidade regional completa, gente de todos os estados. No primeiro, incluindo as vagas que a gente já chamou, mais de mil municípios. Eram 6 mil vagas, já chegamos aí. E no outro, chegamos, digo, pessoas que entraram. No primeiro, se inscreveram gente de 5.555 municípios. Nesse segundo, se inscreveram gente de mais de foi… mais de 5 mil municípios e já entrou gente de mais de 600 municípios dos 27 estados brasileiros”, relatou Dweck.
A ministra defendeu que a presença de diferentes perfis sociais nos quadros do funcionalismo impacta positivamente a formulação e a execução das políticas de Estado.
“Então, a gente está muito feliz com esse aumento da diversidade, porque além de trazer pessoas com essa mais, né, querendo servir a população, a própria diversidade aumenta a eficiência, né? Ela aumenta a forma de fazer políticas públicas, ele gera um setor público que conhece mais a nossa realidade e, portanto, faz políticas públicas melhores”, avaliou.
O papel do empresariado no combate à violência de gênero e à desigualdade salarial
O terceiro mandato do presidente Lula introduziu instrumentos legais e indutores econômicos para engajar o setor produtivo nas pautas de combate à violência de gênero e desigualdade salarial.
“A primeira, eu acho que é a lei da igualdade salarial. E aí o empresariado brasileiro tem o papel central em garantir que essa lei seja cumprida. O Ministério do Trabalho tem feito um acompanhamento grande junto com o Ministério das Mulheres para que seja cumprida”, sublinhou.
No âmbito das compras governamentais, a ministra explicou que o governo federal passou a adotar a equidade como critério de fomento:
“A gente tem também um… Dentro do setor público, a gente faz um… A gente estimula a empresa a terem critérios de equidade de gênero, que é muito importante também para poder… É um critério de desempate na licitação. Então, duas empresas que empatarem, quem tiver ações de equidade de gênero vai se desempatar”.
Esther Dweck destacou a importância da adesão das empresas privadas ao pacto nacional contra o feminicídio firmado entre os Poderes da República, conclamando as lideranças corporativas a exercerem um papel ativo no monitoramento do bem-estar e da segurança de suas colaboradoras.
“Mas eu acho que uma coisa importante do recente pacto contra a violência e feminicídio dos poderes, que chamou o setor privado para participar, é que das empresas têm que entender que elas também têm que cuidar do entorno dos seus trabalhadores. Muitas vezes, uma mulher que trabalha naquela empresa, ela sofre violência doméstica. E a empresa pode…
Quem lida com ela no dia a dia pode perceber, pode acolher, pode ajudar a indicar os canais de denúncia, de proteção. Então, acho que as empresas também têm que ter um trabalho de proteção dessas mulheres e também nos seus ambientes de trabalho serem ambientes livres de racismo, livres de discriminação, livres de misoginia. E eu acho que isso é um processo também importante que as empresas podem ajudar muito”, concluiu a ministra.
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O jornal TVT News Segunda Edição pode ser acompanhado na TV aberta digital, canal 44.1 na capital paulista e grande São Paulo, pelo YouTube da TVT: https://www.youtube.com/@redetvt com cortes nas redes sociais da TVT News (Instagram, Tik Tok, Kawai, Facebook e Linkedin).
“Esta é a segunda estreia da TVT News no mês de abril. Com os dois telejornais, pela manhã e pela tarde, a TVT está ainda mais próxima do público e dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo”, conta o presidente da TVT, Maurício Junior.
Jornal TVT News: manhã e tarde com os trabalhadores
TVT News tem, a partir de agora, dois telejornais, o jornal TVT News Primeira Edição, das 10h30 às 13h e o Jornal TVT News Segunda Edição, das 16h às 18h. Os dois noticiários fazem parte das transformações de programação e na linguagem que começaram em agosto de 2024 quando o site TVT News foi lançado.
“Nossa estratégia de unificar a redação e diversificar conteúdos vem se mostrando acertada. Agora nossos esforços estão concentrados em aumentar a audiência e estrear novos produtos”, explica o Diretor de Conteúdo da TVT News, Ricardo Negrão.
Talita Galli e Don Ernesto, apresentadores dos novos telejornais da TVT News: o dia todo com os trabalhadores. Foto: Vitória Machado/TVT News
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O mercado saudável deixou de ser um nicho e virou uma disputa estratégica entre marcas no varejo alimentar. Impulsionadas por um consumidor mais atento a saudabilidade, praticidade e funcionalidade, empresas consolidadas e nomes que antes estavam fora desse território aceleram lançamentos em proteínas, zero açúcar, zero lactose e produtos voltados ao bem-estar.
O movimento ganha força no setor supermercadista que faturou R$ 1,145 trilhão em 2025, respondeu por 9,02% do PIB nacional (Ranking ABRAS 2026) e segue como um dos principais motores do consumo no país. Os dados foram apresentados durante a APAS Show 2026, feira organizada pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) e considerada o maior evento supermercadista do mundo.
Em entrevistas exclusivas concedidas no evento, executivos de empresas afirmaram que a nova corrida do setor não é apenas por vendas, mas por espaço na rotina de um consumidor cada vez mais preocupado com saúde e longevidade.
A mudança de comportamento aparece diretamente nos números do consumo. Segundo a pesquisa apresentada na feira, 53% dos brasileiros reduziram a ingestão de açúcar, enquanto 49% passaram a aumentar o consumo de proteína e 45% ampliaram a ingestão de frutas e legumes.
O impacto já começa a remodelar as gôndolas dos supermercados: um terço do faturamento dos refrigerantes no país já vem das versões zero açúcar, enquanto categorias associadas à praticidade saudável, como frutas congeladas, cresceram 48,9% em volume entre janeiro e março de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior.
A tendência também acompanha um cenário mais amplo de transformação social, marcado pelo envelhecimento da população, maior preocupação com longevidade e avanço do mercado fitness no Brasil.
Proteína vira prioridade da indústria
A explosão da demanda por produtos proteicos se tornou um dos principais reflexos dessa transformação no consumo. Antes concentrada em marcas especializadas em suplementação, a categoria passou a atrair empresas tradicionais do setor alimentício, que enxergam no movimento uma oportunidade de crescimento em um mercado de alto valor agregado e consumo recorrente.
No evento, a Aurora apresentou oficialmente sua entrada no segmento com a linha “AuroPro Whey”, apostando em bebidas lácteas com até 15 gramas de proteína por embalagem. Em entrevista exclusiva, Ricardo Chueiri, diretor de Mercado e Consumo da companhia, afirmou que a decisão veio após anos acompanhando a mudança nos hábitos alimentares dos consumidores.
“A gente está percebendo essa tendência já há muitos anos”, disse o executivo. “O consumidor busca uma dieta mais saudável, com menos produtos processados e mais proteínas naturais.”
Segundo Chueiri, a estratégia da empresa passa por utilizar a força de distribuição da Aurora, presente em mais de 120 mil pontos de venda no país, para acelerar a entrada em uma categoria que, segundo ele, cresce cerca de 20% ao ano. A companhia trabalha com um horizonte de consolidação de dois anos para a nova linha e já estuda ampliar o portfólio com outros produtos proteicos e funcionais.
O movimento também representa uma tentativa de ampliar a percepção da marca além das categorias tradicionalmente associadas ao consumo cotidiano. “A Aurora não é só a marca de linguiça associada ao churrasco, é uma marca de alimentos”, afirmou Chueiri.
Saúde vira ecossistema de consumo
O avanço do mercado saudável também tem levado grandes marcas a ampliar atuação para além da suplementação tradicional, apostando em produtos que unem proteína, conveniência, indulgência e experiência de consumo. Durante a feira, executivos de empresas do setor afirmaram que a disputa pelo consumidor wellness passou a envolver diferentes momentos da rotina, do café da manhã ao pós-treino.
Na Italac, a estratégia passa pela ampliação do portfólio proteico e pela aproximação com marcas já consolidadas no imaginário do consumidor. A companhia apresentou novas linhas funcionais e uma collab com a Hershey’s, unindo bebidas proteicas e sabores indulgentes em uma mesma proposta. Em entrevista exclusiva, Andréia Alvares, gerente de Marketing da empresa, afirmou que o crescimento da categoria acompanha uma mudança estrutural no comportamento do consumidor.
“A proteína hoje é uma realidade e o público passou a buscar produtos que combinem saudabilidade, praticidade e sabor. O consumidor de proteína quer novidade, quer mais sabor e quer praticidade”, disse Andréia.
A Piracanjuba segue um caminho semelhante, mas ampliando a estratégia para diferentes nichos de consumo. Além do fortalecimento da linha Paraforce, a companhia expandiu a parceria com a Milky Moo, lançando milkshakes proteicos e produtos voltados ao varejo de suplementação. Para Juliana Morato, gerente de comunicação e atendimento do grupo, o crescimento da categoria está diretamente ligado à incorporação da proteína na rotina do consumidor comum, e não apenas do público fitness.
“A proteína veio com uma tendência que eu acho que já é o nosso novo normal”, afirmou. Segundo a Juliana, a empresa passou a desenvolver soluções para diferentes perfis de consumo, incluindo produtos voltados para pessoas 50+, diabéticos e consumidores que utilizam canetas emagrecedoras.
A estratégia da Piracanjuba também envolve collabs como ferramenta para ampliar presença entre públicos mais jovens. “As collabs nos levam para o público que ainda não nos conhece”, disse a executiva. A empresa atualmente mantém parcerias com marcas como Milky Moo, Cacau Show e até licenciamentos ligados ao entretenimento e à música.
Na Danone, o avanço da alimentação funcional é tratado como reflexo de uma mudança mais ampla no comportamento do consumidor. Em entrevista exclusiva, Marcelo Bronze, vice-presidente de Marketing da companhia, afirmou que o crescimento do mercado saudável vai além da busca por performance física.
“O consumidor está mais informado, mais criterioso e quer produtos que entreguem benefícios reais, com respaldo científico e que se encaixem na rotina”, afirmou Marcelo.
Segundo Bronze, a estratégia da empresa para manter YoPRO na liderança passa por investimento contínuo em inovação, ciência e expansão do portfólio para diferentes ocasiões de consumo. A avaliação da companhia é de que o mercado ainda possui espaço relevante para crescimento no Brasil, impulsionado pela consolidação de hábitos ligados à saúde, bem-estar e longevidade.
O avanço das academias impulsiona o consumo wellness
O crescimento do mercado saudável também acompanha a expansão acelerada do setor fitness no Brasil, que passou a funcionar como um dos principais motores da demanda por produtos funcionais, proteicos e ligados à saúde preventiva. A mudança de comportamento citada por executivos da indústria alimentícia aparece diretamente no avanço das academias, no fortalecimento da cultura de bem-estar e na consolidação do wellness como parte da rotina de consumo dos brasileiros.
O Brasil já é o segundo país com maior número de academias no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Segundo dados do setor, o país possui mais de 30 mil unidades, embora a taxa de penetração ainda esteja abaixo de 5% da população, percentual distante dos mais de 20% observados em mercados maduros, como os países nórdicos e os EUA.
Para Nelson Lins, fundador da Selfit Academias e da Face Doctor, o crescimento do setor reflete uma transformação cultural mais ampla, impulsionada pela busca por saúde preventiva, longevidade e qualidade de vida. “Hoje, é comum médicos prescreverem treinos para saúde e longevidade”, afirmou em entrevista ao Times Brasil- Licenciado exclusivo CNBC.
Segundo o empresário, a preocupação com autocuidado deixou de ficar restrita às classes de maior renda e passou a atingir diferentes perfis de consumidores. “O nível de consciência do público melhorou nas classes A, B, C e D”, disse.
O avanço da demanda também tem acelerado a expansão das grandes redes. A Smart Fit projeta abrir entre 330 e 350 academias em 2026, mantendo um ritmo de crescimento anual próximo de 17%. Já a Selfit soma mais de 260 unidades e afirma ter inaugurado academias a cada 48 horas no último trimestre.
Para empresas do setor alimentício, esse crescimento ajuda a explicar por que produtos antes ligados apenas à suplementação esportiva passaram a ocupar espaço central no varejo tradicional. A alimentação funcional deixou de conversar apenas com atletas ou frequentadores assíduos de academia e passou a atingir consumidores interessados em energia, bem-estar, envelhecimento saudável e rotina equilibrada.
O Brasil já vive o “novo normal” da inteligência artificial, com uso disseminado da tecnologia entre consumidores e empresas. É o que avalia David Dias, sócio e líder de inteligência artificial da EY Brasil e Notável do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Dias disse que a adoção da IA generativa avançou rapidamente desde o lançamento do ChatGPT e passou a fazer parte da rotina dos brasileiros.
“Hoje é muito comum que, para qualquer dúvida, para qualquer questão, a gente vá lá no GPT. Então o GPT hoje se tornou quase que uma companhia das pessoas”, afirmou.
Segundo o Notável, uma pesquisa global feita pela EY mostra que o Brasil está entre os países pioneiros no uso e na adoção de inteligência artificial.
“Só para você entender, 94% da população economicamente ativa usa inteligência artificial. Então o Brasil está nessa perspectiva de pioneiros”, disse.
Nas empresas, o uso da tecnologia também já é amplo. De acordo com Dias, 88% das organizações usam inteligência artificial, e 79% utilizam inteligência artificial generativa.
Apesar disso, ele afirmou que o impacto econômico da IA ainda aparece de forma limitada nos resultados corporativos.
“A gente pode ver inteligência artificial dentro de todas as empresas, mas ainda não está enxergando a geração de valor através da inteligência artificial”, afirmou. “O grande valor da inteligência artificial ainda não apareceu nos balanços finais das organizações.”
Para Dias, o problema não está na tecnologia em si, mas na forma como ela tem sido implementada. Segundo ele, muitas empresas ainda usam IA de maneira isolada, em atividades específicas, sem transformar processos ou modelos de negócio.
“Inteligência artificial vai muito além da possibilidade de automatizar uma determinada atividade. A inteligência artificial tem a capacidade de transformar organizações, pivotar o negócio, ser a nova estratégia de crescimento das empresas”, disse.
O Notável afirmou que as empresas mais avançadas em IA têm quatro características em comum: envolvimento da alta liderança, programas de alfabetização em inteligência artificial, revisão profunda de processos e adoção de práticas de IA responsável.
“As empresas bem-sucedidas hoje têm quatro pontos absolutamente importantes: envolvimento da alta gestão, um programa de letramento que vai do estagiário ao presidente, revisão dos processos e um programa de responsible AI”, afirmou.
Dias disse que um dos maiores desafios para escalar IA nas empresas é medir o retorno sobre o investimento. Segundo ele, o ROI não deve ser calculado apenas a partir de redução de custos ou corte de pessoal.
“O ROI vem muitas vezes de um business novo que você está criando, de um processo novo, do custo de aquisição de clientes que cai, de novos canais, novas possibilidades de venda, novos produtos e novos serviços inovadores”, afirmou.
Para o Notável, as empresas precisam mudar a forma de avaliar projetos de IA e abandonar métricas centradas apenas na implementação de ferramentas.
“A gente não está falando em redução de custos, está falando em geração de valor. Então o ROI tem que ser calculado dentro de uma lógica de geração de valor”, disse.
Dias afirmou ainda que a inteligência artificial deve alterar a cultura das organizações, com avanço de uma lógica que chamou de “AI first”.
O CEO da Ferrari, Benedetto Vigna, afirmou em entrevista à CNBC Internacional que o primeiro modelo totalmente elétrico da montadora manterá a “emoção” característica dos supercarros da marca, mesmo sem o tradicional motor a combustão.
A declaração ocorre em meio à repercussão do lançamento do novo veículo elétrico da companhia italiana e à reação negativa do mercado, com queda das ações da Ferrari após a apresentação do modelo.
Segundo Vigna, o lançamento representa “um novo capítulo” na história da empresa. “Esperei por este dia por cinco anos”, afirmou o executivo, destacando que a Ferrari busca inovar sem abandonar a identidade construída pela marca ao longo das décadas.
O CEO reconheceu que o novo modelo rompe com características tradicionais da fabricante, incluindo mudanças no design, maior espaço interno e configuração com cinco assentos. Ainda assim, afirmou que a estratégia busca equilibrar os desejos dos clientes históricos da Ferrari com a atração de novos consumidores.
De acordo com Vigna, os veículos elétricos oferecem novas possibilidades de design devido ao tamanho reduzido dos motores em comparação aos modelos térmicos. Ele citou alterações estruturais no capô e o uso de materiais como alumínio e vidro como exemplos de soluções que poderão influenciar futuros modelos da montadora.
O executivo também abordou uma das principais preocupações dos fãs da marca, o som do motor. Segundo ele, o novo veículo elétrico possui um som próprio desenvolvido para transmitir emoção ao motorista. “Cada motor tem seu próprio som. O importante é a emoção que ele transmite”, afirmou.
Durante a entrevista, Vigna destacou ainda a colaboração da Ferrari com parceiros externos no desenvolvimento do projeto, defendendo o conceito de “inovação aberta” como parte da cultura histórica da empresa.
O novo modelo elétrico terá preço inicial superior a 500 mil euros. Questionado sobre a rentabilidade do projeto, em um cenário em que veículos elétricos costumam operar com margens menores, o CEO afirmou que os investimentos foram feitos de forma “disciplinada” e alinhados aos padrões de lucratividade da companhia.
A produtora Go Up Enterteniment, responsável pelo filme sobre Jair Bolsonaro, “Dark Horse”, pode pagar até R$ 100 mil em multa após Ancine abrir investigação sobre os meios de financiamento do filme. O caso ganhou destaque após o jornal The Intercept divulgar áudio de Flávio Bolsonaro pedindo R$ 134 milhões de reais para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sob a justificativa de pagar as depesas do filme sobre o pai. Leia em TVT News.
Em um primeiro momento, tanto a produtora Karina Ferreira da Gama como Mário Frias, que está envolvido no projeto, negaram haver recebido dinheiro de Vorcaro para a produção, mesmo após Flávio admitir que as mensagens eram verdadeiras.
Posteriormente, no entanto, Karina assumiu que 90% do filme havia sido financiado com dinheiro do Banco Master e que o orçamento já realizado do filme está em cerca de 13 milhões de dólares.
A Agência Nacional de Cinema (Ancine) investiga a conduta da empresa Go Up Entertainment, produtora nacional responsável pelo filme sobre Bolsonaro.
A Go Up Enterteniment está sujeita à aplicação de uma sanção financeira que varia de R$ 2.000,00 a R$ 100.000,00 devido à ausência de prestação de informações obrigatórias sobre a realização das filmagens em território brasileiro.
A fiscalização da Ancine busca esclarecer o nível de participação da Go Up Entertainment na execução do projeto cinematográfico, cuja estreia nas salas de cinema comerciais está programada para o mês de setembro deste ano.
O órgão regulador visa determinar se a empresa nacional atuou na condição de produtora principal do longa-metragem ou se figurou apenas como prestadora de serviços contratada por uma corporação sediada no exterior.
Reprodução da conversa com o pedido de dinheiro de Flávio Bolsonaro para Daniel Vorcaro, do Banco Master, obtida pelo Intercet. Reprodução / Intercept
Diretrizes da Ancine
As diretrizes regulamentares da agência determinam de forma expressa que toda atividade de filmagem de produções de caráter internacional executada no perímetro geográfico brasileiro deve ocorrer sob a estrita tutela e responsabilidade de uma empresa comercial devidamente registrada nos quadros da Ancine.
A legislação estipula que a firma parceira local possui a obrigação legal de notificar formalmente a agência sobre o cronograma de atividades, além de submeter um conjunto de documentos administrativos obrigatórios, incluindo cópias dos contratos de prestação de serviços, o planejamento logístico detalhado das filmagens e a documentação migratória e passaportes dos profissionais estrangeiros alocados na produção.
“Dark horse”, biografia de Bolsonaro, descumpriu regras da Ancine
A despeito do fato de que as gravações de “Dark Horse” ocorreram na cidade de São Paulo no decorrer do ano passado e alcançaram ampla repercussão nos meios de comunicação, a Go Up Entertainment não remeteu nenhum dos documentos exigidos até o momento.
A Superintendência de Fiscalização da Ancine emitiu notificações e ofícios formais direcionados à sede da produtora nos meses de fevereiro e março deste ano, exigindo a comprovação imediata da regularidade do projeto.
Os documentos oficiais expedidos pelo órgão de fiscalização estipularam que a comprovação da comunicação prévia acerca de obras estrangeiras constitui uma obrigação administrativa compulsória.
A norma em questão encontra-se respaldada por uma instrução normativa editada pela própria Ancine que vigora desde o ano de 2008, instituindo os parâmetros legais para o desenvolvimento de produções audiovisuais estrangeiras no espaço geográfico brasileiro.
Omissão da produtora
A Go Up Entertainment manteve-se em silêncio e deixou de responder aos questionamentos enviados pelas autoridades governamentais nos prazos assinalados.
As notificações emitidas pela Ancine alertavam explicitamente a direção da empresa de que a persistência da omissão documental resultaria na lavratura de um auto de infração, culminando nas penalidades financeiras previstas na regulamentação do setor de radiodifusão e cinema.
O silêncio institucional da produtora antecedeu a divulgação midiática de arquivos de áudio nos quais o senador Flávio Bolsonaro realiza cobranças financeiras expressivas destinadas ao financiamento do filme para o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Emendas parlamentares na mira da justiça
Produtora de filme de Bolsonaro, “Dark Horse”, nunca produziu um filme
Os registros documentais da agência de cinema revelam que a Go Up Entertainment apresenta uma trajetória atípica no segmento de mercado em que atua, uma vez que a empresa privada nunca assinou a realização de nenhuma outra produção cinematográfica anterior ao projeto sobre o ex-presidente.
A entrada da responsável pela firma, Karina Gama, na coordenação de “Dark Horse” ocorreu por intermédio do deputado federal Mário Frias (PL-SP), político que desempenhou as funções de secretário especial de Cultura no governo anterior e que assina formalmente o roteiro técnico do longa-metragem.
Foco principal está em cerca de R$ 61 milhões que teriam sido transferidos para o fundo offshore Havengate, que financiou o filme “Dark Horse”. Foto: Divulgação
Karina Gama também exerce o cargo de presidente do Instituto Conhecer Brasil, entidade que passou a ser investigada no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF).
A linha de apuração foca na destinação de R$ 2 milhões em verbas de emendas parlamentares federais enviadas pelo deputado Mário Frias com a justificativa de financiar o filme “Dark Horse”.
Os dados cadastrais demonstram que o Instituto Conhecer Brasil detém registro ativo na Ancine desde o ano de 2020, contudo, a organização não governamental jamais efetuou o lançamento de nenhuma produção audiovisual no mercado nacional ou no exterior sem ser o filme “Dark Horse”.
Financiamento internacional
O circuito de financiamento econômico por trás de “Dark Horse” exibe ramificações que operam fora das fronteiras nacionais.
Investigações jornalísticas publicadas pelo veículo Intercept Brasil indicaram que o senador Flávio Bolsonaro admitiu ter captado o montante de R$ 61 milhões junto ao empresário Daniel Vorcaro.
Daria para fazer dois “O Agente Secreto” com R$ 61 milhões
Meme sobre financiamento de “Dark Horse” Foto: Reprodução
O valor de R$ 134 milhões solicitado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a obra sobre seu pai é quase o dobro de orçamentos de “Ainda Estou Aqui” e “O Agente Secreto” juntos. Já o valor que, de fato, teria sido recebido, os R$ 61 milhões, daria para fazer dois Agentes Secretos.
O fluxo do capital financeiro de “Dark Horse” deu-se por meio de uma pessoa jurídica vinculada ao ex-banqueiro, com destino final direcionado a um fundo de investimentos privado com sede em território estrangeiro.
O fundo de investimentos em questão possui a gestão sob a responsabilidade direta do advogado de imigração que atende Eduardo Bolsonaro em solo norte-americano.
As autoridades que acompanham o caso apontam suspeitas de que os aportes financeiros intermediados pelo fundo tenham servido para a manutenção financeira do deputado federal e filho do ex-presidente em sua estadia nos Estados Unidos.
Nenhuma justificativa técnica foi apresentada pelos envolvidos para fundamentar a necessidade de triangulação financeira internacional em uma produção “Dark Horse” filmada no Brasil.
Havengate: qual é o fundo que liga Vorcaro, Flávio e Eduardo Bolsonaro
O fundo offshore Havengate Development Fund LP, registrado no estado do Texas, nos Estados Unidos, tornou-se um dos principais focos das investigações que apuram a relação entre o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e a família Bolsonaro.
O veículo financeiro aparece no centro das suspeitas sobre a transferência de recursos destinados oficialmente ao filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas que agora também levantam questionamentos sobre eventual financiamento indireto da permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
A nova linha investigativa da Polícia Federal ganhou força após reportagens do site The Intercept Brasil revelarem documentos, contratos, comprovantes de pagamento e trocas de mensagens envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, Vorcaro, empresas ligadas ao grupo Entre Investimentos e o fundo americano Havengate.
Flávio Bolsonaro nega qualquer desvio de finalidade dos R$ 60 milhões obtidos com Daniel Vorcaro. Em entrevista à GloboNews, o senador afirmou que todo o dinheiro recebido foi destinado exclusivamente à produção cinematográfica.
“Todos os recursos que foram aportados neste fundo, que é específico para a produção do filme, foram usados integralmente para fazer o filme”, declarou o parlamentar.
Reprodução da conversa com o pedido de dinheiro de Flávio Bolsonaro para Daniel Vorcaro, do Banco Master, obtida pelo Intercet. O dinheiro seria para a produção do filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro, “Dark Horse” Reprodução / Intercept
A declaração, porém, passou a ser confrontada por novos documentos revelados posteriormente pelo Intercept. Segundo a reportagem, Eduardo Bolsonaro assinou contratos ligados diretamente à produção de “Dark Horse” e exerceu funções executivas na estrutura do projeto, contrariando declarações públicas anteriores em que afirmava ter apenas cedido seus direitos de imagem.
O contrato citado pela reportagem, datado de novembro de 2023 e assinado digitalmente em janeiro de 2024, aponta a empresa GoUp Entertainment como produtora da obra e coloca Eduardo Bolsonaro e o deputado Mario Frias como produtores-executivos do filme.
Os documentos ampliaram as suspeitas sobre a verdadeira função do Havengate dentro da engrenagem financeira que sustentou a produção de “Dark Horse”. Segundo os documentos obtidos pelo Intercept Brasil, os recursos ligados a Vorcaro teriam sido enviados inicialmente pela empresa Entre Investimentos e Participações, comandada pelo empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”.
A empresa aparece no radar da Polícia Federal em investigações sobre lavagem de dinheiro, fraudes financeiras e operações consideradas suspeitas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Relatórios do Coaf classificaram movimentações da Entre como indicativas de “conta de passagem”, expressão utilizada para descrever estruturas usadas para circular dinheiro sem relação clara com a atividade econômica declarada.
A PF investiga se a Entre foi utilizada como intermediária para remeter valores ao exterior após dificuldades operacionais enfrentadas pelo próprio Banco Master para executar transferências internacionais.
Mensagens obtidas pelos investigadores indicam que Vorcaro teria orientado operadores financeiros a realizar os pagamentos “via Entre”, o que acabou direcionando os recursos para o fundo Havengate nos Estados Unidos.
A partir daí, investigadores passaram a questionar quem seriam os verdadeiros beneficiários finais da estrutura financeira.
Eduardo no centro das suspeitas
Eduardo Bolsonaro nega ter recebido recursos do fundo ou ter exercido controle sobre a estrutura financeira utilizada no projeto do filme “Dark Horse”. Em manifestações públicas, afirmou que apenas participou do início da produção do filme e posteriormente deixou a gestão da obra.
“Passei então a ser somente uma pessoa que assinou sua cessão de direitos autorais”, afirmou.
As investigações sobre o filme “Dark Horse”, no entanto, ocorrem paralelamente ao acompanhamento da permanência de Eduardo nos Estados Unidos.
O ex-deputado vive no país desde fevereiro de 2025. Na semana passada, a Procuradoria-Geral da República pediu sua condenação por coação no curso do processo, acusando-o de articular, do exterior, ações para pressionar autoridades brasileiras e interferir no julgamento envolvendo Jair Bolsonaro.
Em 2025, o próprio Jair Bolsonaro transferiu R$ 2 milhões ao filho nos Estados Unidos, movimentação que o Supremo Tribunal Federal considerou indício relevante da articulação política e financeira entre pai e filho.
Agora, investigadores tentam esclarecer se parte dos recursos ligados ao Havengate também pode ter servido para sustentar despesas pessoais ou políticas de Eduardo Bolsonaro em território americano.
Cooperação internacional e dificuldades de rastreamento
Especialistas ouvidos por veículos de imprensa destacam que fundos offshore como o Havengate são estruturas complexas justamente porque dificultam a identificação dos beneficiários reais dos recursos.
Os Estados Unidos não aderiram ao sistema internacional CRS, mecanismo da OCDE que prevê troca automática de informações financeiras entre países. Isso torna mais difícil para autoridades brasileiras acessarem dados bancários de estrangeiros que movimentam recursos em solo americano.
Para avançar nas investigações, o Supremo Tribunal Federal poderá depender de pedidos formais de cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos, via Departamento de Justiça americano (DOJ), utilizando os mecanismos previstos no tratado MLAT.
A eventual quebra de sigilo bancário do Havengate dependeria de autorização judicial nos dois países.
Enquanto isso, a crise política provocada pelas revelações continua ampliando o desgaste da pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Pesquisas recentes já apontam queda nas intenções de voto do senador após a divulgação dos áudios e documentos envolvendo Daniel Vorcaro, o Banco Master e o financiamento do filme “Dark Horse”.
O trailer do filme “Dark Horse”
O material de divulgação de “Dark Horse” exibe cenas captadas em locações em território nacional, porém estruturadas com diálogos falados na língua inglesa e sustentadas por um corpo de profissionais e atores predominantemente estrangeiros.
O papel principal de Jair Bolsonaro é interpretado pelo ator de nacionalidade norte-americana Jim Caviezel, conhecido no mercado de cinema por sua atuação no filme “A Paixão de Cristo”.
A análise preliminar efetuada pelas áreas técnicas de fiscalização identificou a inserção da logomarca institucional da Go Up Entertainment nos créditos iniciais do trailer de divulgação de “Dark Horse”. Essa configuração visual serve como indício técnico de que a operação se enquadra na modalidade de filmagem de produção estrangeira executada com o suporte de uma produtora local cadastrada, atraindo a obrigatoriedade de sujeição total às regras de controle editadas pela Ancine.
A agência governamental pontuou que os resultados das apurações administrativas em curso serão levados ao conhecimento público e que as punições cabíveis serão adotadas em caso de confirmação das irregularidades.
O que é notícia neste 21 de maio de 2026 no Jornal TVT News Segunda Edição
Governo Lula propõe fim da escala 6×1 com jornada de 40h
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TVT News Segunda Edição: serviços nas telas da TVT
O jornal TVT News Segunda Edição é comandado por Don Ernesto, apresentador do programa de entrevistas da TVT, Conversa sem Curva. Além das notícias da tarde, o telejornal trará o cotidiano das cidades e comentaristas.
“O jornal TVT News Segunda Edição comenta o que foi notícia no dia, traz serviços de utilidade pública, entrevistas com analistas da política, da cultura e da economia e repercute os fatos que estão em alta nas redes sociais”, conta o apresentador Don Ernesto.
O jornal TVT News Segunda Edição pode ser acompanhado na TV aberta digital, canal 44.1 na capital paulista e grande São Paulo, pelo YouTube da TVT: https://www.youtube.com/@redetvt com cortes nas redes sociais da TVT News (Instagram, Tik Tok, Kawai, Facebook e Linkedin).
“Esta é a segunda estreia da TVT News no mês de abril. Com os dois telejornais, pela manhã e pela tarde, a TVT está ainda mais próxima do público e dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo”, conta o presidente da TVT, Maurício Junior.
Jornal TVT News: manhã e tarde com os trabalhadores
TVT News tem, a partir de agora, dois telejornais, o jornal TVT News Primeira Edição, das 10h30 às 13h e o Jornal TVT News Segunda Edição, das 16h às 18h. Os dois noticiários fazem parte das transformações de programação e na linguagem que começaram em agosto de 2024 quando o site TVT News foi lançado.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Cultura, Margareth Menezes, participaram, nesta manhã de quinta-feira (21), da cerimônia da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, no município de Aracruz, no Espírito Santo. “A educação nos ensina, mas a cultura nos faz revolucionários”, frisou. Saiba mais na TVT News.
Nunca usei Lei Vorcaro, diz Lula durante evento sobre pontos de Cultura
“Como a verdade não falha, a gente nunca foi atrás da lei Daniel Vorcaro para financiar artistas brasileiros”, disse Lula durante evento. Veja o vídeo:
Lula anuncia ações para fortalecer culturas tradicionais e populares
Na ocasião, foram assinados pelo governo federal o decreto de reestruturação do Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e a criação da Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares.
Foram assinadas também as portarias que regulamentam a Rede Nacional de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares e o Programa Festejos Populares do Brasil.
“É uma alegria imensa ver de perto a força e a resistência dessa teia tecida a tantas mãos. Essa teia tecida com tanto esmero pelos ancestrais, pelos mestres e pelas mestras da cultura popular que vieram depois, e por todas e todos vocês que acrescentam mais e mais fios a esse novelo de tantas linhas e tantas cores. Uma teia que reverencia o passado, abraça o presente e aponta para o futuro do Brasil que estamos tecendo juntos todos os dias, fio por fio”, disse o presidente, ao auditório lotado do Sesc Formosa.
O local, que tem capacidade para mais de 2 mil pessoas, foi ocupado por representantes das culturas de todas as regiões do país. No palco, junto às autoridades de governo e de entidades culturais, estavam os grupos Guerreiros Tupinikim e Aguidavi do Jeje, que participaram do início da cerimônia com manifestações artísticas.
O hino nacional foi entoado pela cantora Luedji Luna, com acompanhamento instrumental dos grupos.
Além disso, uma apresentação das bandas de congo da região, como as de São Sebastião da Barra do Riacho e São Benedito de Itaparica, antecedeu a cerimônia.
Culturas indígenas
A ministra Margareth Menezes anunciou a instauração do comitê que vai tratar do Plano Nacional de Culturas Indígenas.
“Uma importante entrega que faremos e que está sendo construída coletivamente com as organizações indígenas, a fim de que as políticas culturais alcancem da melhor forma aqueles que mantêm a floresta em pé, que preservam os biomas e que combatem no dia a dia o desastre climático”, anunciou.
Na cerimônia, houve ainda a distribuição de placas de identificação aos pontos de cultura cujos representantes estavam presentes. Posteriormente, as placas serão enviadas a todos os cerca de 16 mil pontos de cultura certificados no país, no contexto da Política Nacional de Cultura Viva.
“Dezesseis mil pontos de cultura espalhados por mais de 2,2 mil municípios, 16 mil pontos de luz pulsando nas periferias, favelas, assentamentos rurais, quilombos e territórios indígenas. São 16 mil pontos de representações culturais que vão da matriz africana ao hip hop e demais expressões contemporâneas”, destacou Lula sobre os pontos de cultura.
Estandartes dos estados são apresentados durante abertura oficial da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em Aracruz (ES). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil – Tomaz Silva/Agência Brasil
Cultura Viva
Há 22 anos, foi criado o Programa Cultura Viva, com o objetivo de apoiar e fortalecer iniciativas culturais de base comunitária, tornando-se política nacional ao ser instituído por lei em 2014. Os Pontos e Pontões de Cultura, espalhados por todo o país, fazem parte dessa política.
Segundo o governo federal, as ações da atual gestão têm o objetivo de fortalecer as políticas públicas do setor e possibilitar a continuidade das ações culturais desenvolvidas nas comunidades.
“Cada centavo investido na cultura retorna em identidade, autoestima e memória. Retorna também em oportunidade de trabalho e geração de renda. O investimento em cultura movimenta uma indústria potente, estimula a economia, transforma vidas e cidades”, acrescentou Lula.
“Mesmo com a extinção do Ministério da Cultura e o desmonte das políticas culturais no governo passado, os pontos e pontões sempre se mantiveram firmes, ativos e cheios de vida”, lembrou a ministra Margareth Menezes. “A Teia é a materialização e o nosso compromisso com o potencial social e popular como elemento estruturante das nossas políticas públicas e do país que queremos”, acrescentou.
Após um hiato de 12 anos, a Teia Nacional dos Pontos de Cultura foi retomada, reunindo agentes culturais, coletivos, mestres e mestras das culturas populares, povos tradicionais, representantes da sociedade civil e gestores públicos.
Além das apresentações artísticas e vivências culturais, o evento promove fóruns que discutem políticas de cultura, especialmente de base comunitária. A programação, que acontece até 24 de maio, está no site do evento.
Outras entregas
O presidente realizou ainda a entrega de 89 unidades do MovCeus, equipamentos culturais itinerantes, adaptados com biblioteca, estúdio audiovisual, recursos tecnológicos, oficinas e cinema ao ar livre, levando infraestrutura cultural a localidades historicamente desassistidas.
O governo federal anunciou também, nessa passagem por Aracruz, a entrega de 12 micro-ônibus do Programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde, e 11 vans do Programa Especial de Saúde do Rio Doce, do Ministério da Saúde.
Por Camila Boehm, repórter da Agência Brasil, enviada a convite do Ministério da Cultura
A cidade de São Paulo cediará um debate voltado para os direitos humanos e a justiça social no início do mês de junho. Nos dias 2 e 3 de junho de 2026, ocorre o Seminário Nacional “Empregabilidade de Pessoas LGBTQIA+ em Situação de Rua: Direitos, Dignidade e Inclusão Produtiva”. O encontro, que conta com o apoio da deputada federal Erika Hilton, será realizado no Casarão Brasil, localizado na região central da capital paulista. Leia em TVT News.
O evento tem como objetivo central discutir propostas e articular caminhos estruturais para combater a exclusão que afeta essa parcela da população no mercado de trabalho.
A organização prevê a participação presencial de cerca de 150 pessoas LGBTQIA+, reunindo integrantes do governo federal, militantes de movimentos sociais, especialistas do setor privado, lideranças comunitárias e representantes de organizações da sociedade civil que atuam diretamente com a população que vive em situação de vulnerabilidade extrema nas ruas.
Para assegurar o acesso público e a transparência dos debates, toda a programação terá transmissão ao vivo pela internet. Os interessados poderão acompanhar as mesas e painéis por meio do canal oficial do YouTube do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
Enfrentamento à exclusão histórica LGBTQIA+
A abertura oficial dos trabalhos trará como eixo de discussão o tema “Empregabilidade como direito: enfrentar a exclusão histórica da população LGBTQIA+ em situação de rua”.
Essa mesa inicial contará com a presença da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, além de representantes do Fundo Positivo, do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política Nacional para a População em Situação de Rua (CIAMP-Rua) e de outras lideranças dedicadas à defesa dos direitos civis.
O seminário propõe uma abordagem multidimensional sobre as barreiras que impedem o acesso dessa população ao trabalho formal e à geração de renda. Entre as temáticas integradas aos painéis de debate estão a aporofobia (preconceito contra pessoas pobres), a LGBTfobia, o racismo estrutural, a falta de documentação civil básica, os baixos índices de escolaridade formal, a violência praticada por instituições, as deficiências nas políticas públicas vigentes e as formas de acesso aos mecanismos de justiça.
Harley Henriques, presidente e diretor do Fundo Positivo, destaca que as discussões sobre o ingresso no mercado de trabalho para este segmento populacional envolvem necessidades fundamentais de subsistência e reparação. Conforme pontua o dirigente, as ações integradas devem romper com o ciclo de marginalização que empurra esses cidadãos para fora das redes tradicionais de proteção e assistência.
“Não existe inclusão real quando uma pessoa LGBTQIA+ em situação de rua continua sendo empurrada para fora da escola, do trabalho, da saúde, da moradia e da cidadania. O emprego digno não pode ser visto como favor ou exceção. Ele é um direito. O que precisamos construir, junto com o Estado, empresas e sociedade civil, são caminhos reais para que essas pessoas sejam reconhecidas, protegidas e incluídas”, afirma Harley Henriques.
Inclusão LGBTQIA+
A programação do primeiro dia reserva espaço para a análise e o aperfeiçoamento das ferramentas estatais existentes. O debate sobre as respostas institucionais de caráter estrutural passará pela avaliação de programas e planos já formulados pelas esferas governamentais.
Estão inseridas na pauta as discussões acerca da regulamentação da Política Nacional do Trabalho Digno, as diretrizes do Plano Nacional Ruas Visíveis, as ações do programa Cidadania PopRua e as metas do Programa Empodera + LGBT.
29ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ reuniu luta e cultura na Avenida Paulista, em São Paulo – Reprodução
O seminário também abrirá espaço para o compartilhamento de iniciativas executadas em âmbito municipal que apresentam resultados práticos positivos, como é o caso do programa Transcidadania, desenvolvido na cidade de São Paulo para promover a elevação da escolaridade e a qualificação profissional de travestis e transexuais.
No segundo dia de atividades, o foco do evento será expandido para avaliar o papel e o nível de responsabilidade do setor empresarial privado.
As mesas de debate tratarão de temas como gestão da diversidade nas empresas, implementação de políticas de contratação afirmativa, desenvolvimento de ambientes laborais seguros, estratégias de combate à discriminação e à LGBTfobia nos locais de trabalho, além das diretrizes gerais de responsabilidade social corporativa.
Oficinas temáticas
Além dos painéis teóricos de debate, o Seminário Nacional promoverá a realização de oficinas de caráter técnico e prático. Essas atividades serão direcionadas para temas como qualificação profissional, fomento à economia solidária, organização de cooperativas, incentivo ao empreendedorismo popular, técnicas de incidência política e os mecanismos de controle social sobre o orçamento e as políticas públicas para LGBTQIA+.
Ao término dos dois dias de discussões e formulações coletivas, os participantes produzirão a Carta de Recomendações do Seminário Nacional sobre Empregabilidade de Pessoas LGBTQIA+ em Situação de Rua.
Este documento conterá um conjunto de propostas formais e compromissos firmados de maneira intersetorial, servindo como guia para subsidiar a criação e o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao trabalho, à distribuição de renda, à consolidação da proteção social e à inclusão produtiva.
A conclusão das atividades reforça o entendimento de que a conquista de uma ocupação profissional digna atua como um elemento transformador que ultrapassa a barreira financeira, incidindo diretamente na cidadania e na integridade física e psicológica dos sujeitos afetados pela vulnerabilidade social.
“Quando uma pessoa LGBTQIA+ em situação de rua consegue acessar trabalho digno, não estamos falando apenas de renda. Estamos falando de reconstrução de vínculos, autoestima, autonomia, segurança e vida. Esse seminário nasce para transformar escuta em proposta, diagnóstico em ação e urgência em compromisso público”, completa Harley Henriques.
Serviço
Data: 2 e 3 de junho de 2026
Local: Casarão Brasil, centro de São Paulo
Transmissão: YouTube do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) registrou o bloqueio judicial de uma aeronave vinculada ao senador Ciro Nogueira por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida faz parte das investigações da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF), que apura um suposto esquema de favorecimento político ao Banco Master em troca de vantagens financeiras indevidas. Saiba mais na TVT News.
O avião bloqueado é um bimotor executivo Beech Aircraft, modelo B200, avaliado em cerca de R$ 10 milhões. A decisão judicial determinou o “sequestro e indisponibilidade” da aeronave enquanto durarem as investigações. O bloqueio foi inscrito oficialmente nos registros da Anac no último dia 8 de maio, um dia após a deflagração da quinta fase da Operação Compliance Zero.
Segundo documentos da Anac citados por veículos de imprensa, a aeronave continua registrada em nome de Ciro Nogueira e de sua ex-esposa, Iracema Nogueira, apesar de ter sido negociada em 2023. A venda teria ocorrido por aproximadamente US$ 2 milhões, equivalente a cerca de R$ 10 milhões, para o cantor de forró Luan Estilizado e uma empresa ligada ao empresário Netinho Lins, do setor de eventos.
A transação, no entanto, ainda não teria sido concluída integralmente. Conforme os registros oficiais, o contrato foi firmado com cláusula de reserva de domínio, mecanismo que mantém a posse formal do bem com o vendedor até a quitação total do valor negociado. Dessa forma, o avião permaneceu legalmente vinculado ao senador e acabou alcançado pela decisão judicial do STF.
A ofensiva da PF contra Ciro Nogueira ocorreu no último dia 7 de maio, quando agentes cumpriram mandados de busca e apreensão autorizados por André Mendonça. O senador do PP foi apontado pelos investigadores como um dos principais alvos da operação que investiga fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master e seu controlador, o empresário Daniel Vorcaro.
De acordo com relatório da Polícia Federal encaminhado ao STF, Ciro Nogueira teria atuado politicamente em favor dos interesses do Banco Master no Congresso Nacional em troca de vantagens econômicas e patrimoniais. A investigação afirma que o parlamentar seria o “destinatário central” de benefícios oferecidos por Vorcaro.
Entre os indícios reunidos pela PF estão pagamentos mensais que variariam entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, além do custeio de viagens internacionais, hospedagens em hotéis de luxo, restaurantes, voos privados e uso de patrimônio ligado ao banqueiro. Os investigadores também apontam a aquisição de participação societária com forte deságio: ações avaliadas em R$ 13 milhões teriam sido adquiridas por apenas R$ 1 milhão.
As suspeitas ganharam força após a análise de mensagens extraídas de celulares apreendidos em fases anteriores da investigação. Conversas atribuídas a Daniel Vorcaro mostram o banqueiro tratando Ciro Nogueira como “grande amigo de vida” e comemorando iniciativas legislativas patrocinadas pelo senador.
Segundo a PF, uma das medidas consideradas mais sensíveis foi a apresentação de uma emenda que ampliava a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A proposta beneficiaria diretamente bancos médios como o Master, ampliando a capacidade de captação financeira dessas instituições.
As investigações apontam ainda que a redação da emenda legislativa teria sido elaborada dentro do próprio Banco Master, reforçando a suspeita de captura da atividade parlamentar por interesses privados do setor financeiro.
Como mostrou anteriormente reportagem da TVT News, diálogos revelados em março já indicavam a proximidade entre Vorcaro e Ciro Nogueira. Em uma das mensagens, o banqueiro afirmou à influenciadora Martha Graeff que o senador havia apresentado “uma bomba atômica no mercado financeiro”, em referência ao projeto legislativo que favoreceria bancos médios.
A nova decisão envolvendo o bloqueio da aeronave aprofunda o avanço patrimonial das medidas cautelares autorizadas pelo STF. Além das buscas e apreensões, a Justiça já havia determinado o bloqueio de bens e valores que somam aproximadamente R$ 18,85 milhões.
A Operação Compliance Zero também resultou na prisão temporária de Felipe Cançado Vorcaro, apontado pela PF como integrante do núcleo financeiro-operacional do esquema investigado. Ele é suspeito de participação em operações de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro.
Em nota divulgada após a operação, a defesa de Ciro Nogueira negou irregularidades e afirmou repudiar “qualquer ilação de ilicitude” sobre a atuação parlamentar do senador. Os advogados declararam ainda que o parlamentar pretende colaborar com as investigações para demonstrar que não participou de atividades criminosas.
Dias depois, o próprio senador utilizou as redes sociais para classificar as acusações como um “roteiro absurdo de ficção” e alegou ser alvo de perseguição política. “Nunca recebi qualquer valor ilícito ou cometi irregularidade”, afirmou.
O caso amplia a pressão sobre um dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro no Congresso Nacional e aprofunda o desgaste político em torno do escândalo financeiro envolvendo o Banco Master, instituição que entrou na mira das autoridades após suspeitas de fraudes bilionárias e irregularidades no sistema financeiro nacional.
A Caixa Econômica Federal comemora os 30 anos da Mega Sena com um sorteio especial (concurso 3010) em 24 de maio de 2026, com prêmio estimado de R$ 150 milhões. O concurso da Mega Sena 30 anos é especial: não acumula, seguindo a regra da Mega da Virada, sendo pago aos acertadores de 5 ou 4 números se ninguém acertar a sena.
Como vai ser o sorteio da Mega Sena 30 Anos
Data do Sorteio: 24 de maio de 2026 (domingo).
Valor do Prêmio: Estimado em R$ 150 milhões.
Regra de Acumulação: O prêmio não acumula. Se não houver ganhadores com 6 números, o valor é dividido entre os acertadores da quina (5 números) e assim por diante.
Início das Apostas: Liberadas a partir de 26 de abril de 2026.
Mudança no Calendário: Após o concurso de 16 de maio (3009), as apostas serão exclusivas para o concurso especial de 30 anos.
Como fazer aposta da Mega Sena?
Na Mega-Sena, você pode apostar de 6 a 20 números, entre os 60 disponíveis no volante. Ganha quem acertar 4, 5 ou 6 dezenas.
A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.
As apostas podem ser feitas até as 20h30 (horário de Brasília) do dia do sorteio, nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal.
Para apostar pela internet, é preciso fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.
O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e as Loterias Caixa anunciaram a renovação do contrato de patrocínio ao esporte paralímpico nacional para o ciclo dos Jogos de Los Angeles 2028. O acordo assinado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, tem valor total de R$ 160 milhões (R$ 40 milhões por ano) – o maior já firmado até hoje – R$ 125 milhões a mais do que o anterior, de 2023, que teve vigência até o final de 2024.
Ginasta Bárbara Domingos. Caixa e Loterias Caixa são patrocinadores da Ginástica brasileira. Foto: Ricardo Bufolin/CBG
Em 1962, a União tornou a Caixa responsável por gerir, explorar e comercializar os jogos lotéricos. Desde então, cabe à Caixa repassar ao Governo Federal parte da arrecadação com as apostas para os beneficiários legais.
O Repasse Social é a atividade fim das Loterias Caixa. Os valores são redistribuídos para investimento no país em áreas como Saúde, Educação, Segurança, Esportes, entre outros. Além de alimentar os sonhos de milhões de apostadores, as Loterias Caixa constituem uma importante fonte de recursos para fomentar o desenvolvimento social do Brasil. Quase metade do total arrecadado com os jogos, incluindo o percentual destinado a título de Imposto de Renda, é repassado para investimento nas áreas prioritárias.
A Caixa Econômica Federal comemora os 30 anos da Mega Sena com um sorteio especial (concurso 3010) em 24 de maio de 2026, com prêmio estimado de R$ 150 milhões. O concurso da Mega Sena 30 anos é especial: não acumula, seguindo a regra da Mega da Virada, sendo pago aos acertadores de 5 ou 4 números se ninguém acertar a sena.
Como vai ser o sorteio da Mega Sena 30 Anos
Data do Sorteio: 24 de maio de 2026 (domingo).
Valor do Prêmio: Estimado em R$ 150 milhões.
Regra de Acumulação: O prêmio não acumula. Se não houver ganhadores com 6 números, o valor é dividido entre os acertadores da quina (5 números) e assim por diante.
Início das Apostas: Liberadas a partir de 26 de abril de 2026.
Mudança no Calendário: Após o concurso de 16 de maio (3009), as apostas serão exclusivas para o concurso especial de 30 anos.
Como fazer aposta da Mega Sena?
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O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e as Loterias Caixa anunciaram a renovação do contrato de patrocínio ao esporte paralímpico nacional para o ciclo dos Jogos de Los Angeles 2028. O acordo assinado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, tem valor total de R$ 160 milhões (R$ 40 milhões por ano) – o maior já firmado até hoje – R$ 125 milhões a mais do que o anterior, de 2023, que teve vigência até o final de 2024.
Ginasta Bárbara Domingos. Caixa e Loterias Caixa são patrocinadores da Ginástica brasileira. Foto: Ricardo Bufolin/CBG
Em 1962, a União tornou a Caixa responsável por gerir, explorar e comercializar os jogos lotéricos. Desde então, cabe à Caixa repassar ao Governo Federal parte da arrecadação com as apostas para os beneficiários legais.
O Repasse Social é a atividade fim das Loterias Caixa. Os valores são redistribuídos para investimento no país em áreas como Saúde, Educação, Segurança, Esportes, entre outros. Além de alimentar os sonhos de milhões de apostadores, as Loterias Caixa constituem uma importante fonte de recursos para fomentar o desenvolvimento social do Brasil. Quase metade do total arrecadado com os jogos, incluindo o percentual destinado a título de Imposto de Renda, é repassado para investimento nas áreas prioritárias.
O feriado de 1º de maio em São Bernardo do Campo contará com tarifa zero nos ônibus municipais durante todo o dia. A gratuidade, válida para as linhas operadas pela BR7 Mobilidade, visa facilitar o deslocamento da população para as atividades comemorativas e políticas na região. Receba as informações sobre as comemorações do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora na TVT News.
O principal ponto de concentração será o Paço Municipal, que recebe a tradicional Festa do Dia do Trabalhador e Trabalhadora, organizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em conjunto com outras 23 entidades sindicais da região.
A estrutura para o evento já está montada no Paço Municipal para recepcionar o público a partir das 9h. Na edição de 2025, a mobilização reuniu mais de 70 mil pessoas, número que serve de base para o planejamento da segurança e organização deste ano.
Como chegar no evento do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora
Acesso pela linha 10-Tuquesa
Para quem virá da capital, é possível acessar a linha 10-Duquesa que conecta o ABC Paulista pela estação Palmeiras Barra Funda (Linha Vermelha), Luz (Linha Azul/Amarela), Brás (Linha Vermelha) ou Tamanduateí (Linha Verde).
A estação mais próxima ao evento é de Santo André (Celso Daniel). De lá, é possível pegar os ônibus EMTU 287, 286, 238, 196 ou 285. Para esses ônibus o passe-livre não conta. O transporte gratuito será válido apenas para os ônibus municipais.
Linha 10-Turquesa para chegar ao ABCDesça na estação Celso Daniel Santo André e pegue o ônibus para o Paço Municipal no terminal
Pautas sindicais e luta por direitos
Sob o tema “Nossa luta transforma vidas”, o ato deste ano une 24 sindicatos do ABC Paulista em torno de reivindicações estruturais para a classe trabalhadora. As entidades priorizam o debate sobre a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e a defesa do fim da escala 6×1. Outro ponto central da mobilização é a demanda pela isenção de Imposto de Renda sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
Além das questões econômicas diretas, o movimento sindical incluiu pautas sociais urgentes no manifesto do 1º de maio. Estão entre as bandeiras do evento o combate ao feminicídio e a garantia de igualdade salarial entre homens e mulheres. Wellington Messias Damasceno, diretor administrador dos Metalúrgicos do ABC, afirma que as pautas buscam mais dignidade e a construção de um país mais justo, com direitos garantidos para todos.
Programação cultural e atrações confirmadas
A Festa do Dia do Trabalhador mescla as manifestações políticas com uma extensa agenda cultural ao longo de todo o feriado. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC confirmou nomes de destaque no cenário nacional para compor o festival de música no Paço Municipal. Entre as principais atrações estão:
Glória Groove;
MC IG;
Filho do Piseiro.
O evento também contará com apresentações de diversos grupos e artistas locais, abrangendo gêneros como samba e piseiro. Estão confirmados o Grupo Intimistas, Grupo Entre Elas, Marquinhos Sensação, Alex Rocha, Gordinho da Pisada, Kadu do Piseiro, Grupo SP5, Grupo Razão, Hyaguinho Vaqueiro, Don Ernesto, Samba de Luz e Samba e Amigos.
Solidariedade e acesso ao evento
O acesso à Festa do Dia do Trabalhador será realizado por meio de entrada solidária. A organização solicita que o público contribua com 2 kg de alimentos não perecíveis. Os mantimentos arrecadados serão destinados a ações sociais desenvolvidas na região do ABC.
A prefeitura de São Bernardo do Campo reiterou que a tarifa zero nos coletivos é uma medida para garantir que o trabalhador e a trabalhadora possam participar das atividades culturais e políticas sem o ônus do transporte. A operação gratuita abrange todas as linhas municipais, garantindo a mobilidade urbana desde as primeiras horas da manhã do feriado.
SERVIÇO
Data: 1º de maio Horário: a partir das 9h Local: Paço Municipal de São Bernardo do Campo Entrada: 2 kg de alimentos não perecíveis
O Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, no 1° de maio, será comemorado com um grande show no Paço Municipal de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Entre os principais artistas do show de 1° de maio estão Gloria Groove, MC IG e Filho do Piseiro. Leia mais sobre o show de 1° de maio com a TVT News.
Gloria Groove e MC IG comandam show do 1º de Maio no ABC em megaevento com pauta pelo fim da escala 6×1
Artistas como Gloria Groove, MC IG, Filho do Piseiro, Grupo Intimistas, Grupo Entre Elas, Marquinhos Sensação, Grupo SP5, Grupo Razão, Don Ernesto, Samba de Luz, Samba da Praça, Alex Rocha, o Gordinho da Pisada, Kadu do Piseiro e Hyaguinho Vaqueiro estarão presentes no tradicional show do 1° de maio no ABC.
Confir as principais atrações dos shows no próximo dia 1º de maio (sexta-feira), a partir das 9h, no Paço Municipal de São Bernardo do Campo.
Show de Gloria Groove gratuito em SBC no 1° de maio
Nascido Daniel Garcia, a multiartista paulistana Gloria Groove teve contato com a arte desde muito cedo, destacando-se inicialmente como cantora mirim e dubladora profissional. A partir de 2016, sua persona drag queen ganhou vida e quebrou paradigmas na indústria fonográfica nacional.
Misturando pop, R&B, rap e funk com uma potência e técnica vocal irretocáveis, a “Lady Leste” superou barreiras e tornou-se uma das vozes mais respeitadas, ouvidas e influentes da música brasileira moderna.
Gloria Groove acumula uma vasta lista de megahits que marcaram o país nos últimos anos, como “A Queda”, “Vermelho”, “Bumbum de Ouro”, “Coisa Boa” e a recente febre das rodas de pagode do projeto Serenata da GG, “Nosso Primeiro Beijo”.
Gloria Groove faz show em SBC com ingressos solidário no dia 1° de maio. Foto: Redes Sociais
Show do MC IG gratuito em SBC no 1° de maio
Guilherme Sérgio Ramos de Souza, amplamente conhecido como MC IG, é cria da Vila Medeiros, Zona Norte de São Paulo. Iniciou sua caminhada no funk em 2015 e, degrau por degrau, firmou-se como um dos maiores pilares da vertente paulista do gênero. C
om rimas que narram as vivências, a superação e o dia a dia da juventude de periferia, IG virou um verdadeiro fenômeno nas plataformas de áudio, ditando o ritmo da cena urbana nacional e figurando constantemente no topo dos rankings da Billboard Brasil.
Com bilhões de reproduções acumuladas, MC IG é a voz por trás de sucessos avassaladores como “3 Dias Virados”, “Faz Completo, Chefe” e do projeto cypher “Let’s Go 4” — que passou meses no topo do Spotify Brasil em 2023.
Show gratutito do Filho do Piseiro em SBC
Representando o ritmo contagiante que dominou o Brasil, o cantor amazonense Filho do Piseiro é a mais nova sensação viral da internet. Ele começou do zero: para realizar o sonho da música, chegou a tocar violão e cantar de improviso no frigorífico onde trabalhava.
Com muito carisma, autenticidade e letras bem-humoradas, ele conquistou o público, acumulando rapidamente milhões de reproduções em seus perfis e ganhando até elogios de grandes personalidades, como a cantora Juliette.
O artista faz sucesso com músicas que grudam na cabeça instantaneamente, com destaque para a febre “Raparigas” e o hit “Meu Pai Paga Minha Faculdade”.
Fim da escala 6×1 é uma das principais lutas do 1° de maio
O tradicional Dia do Trabalhador e da Trabalhadora reafirma a força da mobilização popular e da unidade do movimento sindical.
Com o tema “Nossa luta transforma vidas”, o ato também será orientado por bandeiras centrais e urgentes para os brasileiros:
“Essas bandeiras traduzem necessidades urgentes de quem vive do trabalho. São pautas que apontam para mais dignidade, menos desigualdade e um país mais justo, com direitos garantidos. Por isso, é fundamental fazer do 1º de Maio uma grande festa popular: um momento de união, consciência e valorização da luta coletiva da classe trabalhadora”, afirma Wellington Messias Damasceno, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
Fim da escala 6×1 é uma das principais pautas da classe trabalhadora. Foto: Dino Santos
Além das fundamentais falas políticas, a programação cultural promete agitar São Bernardo com muita diversidade. Entre as atrações confirmadas para levantar o público, estão grandes nomes da música atual que dialogam com diferentes públicos e vertentes populares.
Cultura e solidariedade de mãos dadas
O show do 1° de maio reforça o caráter profundamente solidário e de apoio às comunidades da região. O acesso à festa será por meio do ingresso solidário, mediante a doação de 2 quilos de alimentos não perecíveis, direcionados a instituições parceiras.
Além dos três gigantes nacionais, o evento enaltecerá artistas regionais e muito pagode com os talentos de Grupo Intimistas, Grupo Entre Elas, Marquinhos Sensação, Grupo SP5, Grupo Razão, Don Ernesto, Samba de Luz, Samba da Praça, Alex Rocha, o Gordinho da Pisada, Kadu do Piseiro e Hyaguinho Vaqueiro.
Serviço
EVENTO DO 1º DE MAIO NO ABC
Local: Paço Municipal – Praça Samuel Sabatini, Centro, São Bernardo do Campo – SP.
Lá vou eu mais uma vez repetir, feito uma maritaca com cãibra, que ou o Brasil acaba com as bets ou as bets vão acabar com o Brasil. Ao lado dos juros altos e do mau uso do crédito consignado, a ilusão de encarar apostas como complemento de renda ou solução para dívidas está tornando famílias insolventes, isso quando não levando ao seu adoecimento e até ao suicídio.
Bets cresceram nas frestas da lei por anos durante a gestão Bolsonaro e depois foram reguladas de forma insuficiente no governo Lula, com autorização para a propaganda que nunca deveria ter sido dada. Com isso, parte da economia amarrou seu burro nelas.
Das empresas nacionais e internacionais que lucram bilhões com as tragédias de famílias, passando pela mídia que se financia com espaço para bets anunciarem seu engodo, até o futebol que se tornou dependente da grana obtida pela sangria da população, o negócio se tornou parte do cotidiano.
Tudo protegido por uma constelação de políticos, principalmente no Congresso Nacional. Bancadas da Bíblia, da Bala e do Boi? Bobagem, a mais poderosa é a das bets.
Também, como não canso de dizer, dada a impossibilidade de proibir as bets no curto prazo, o ideal seria vetar todos os anúncios, incluindo aí as mentiras contadas pelos bem pagos influenciadores. Mas, pelos motivos listados acima, teremos que viver com a hipocrisia de não termos anúncios de tabaco, mas termos de tigrinhos.
A economia funcionava antes das bets e vai continuar depois. Mas, como é muito dinheiro, ninguém quer abrir mão. Enquanto isso, o povaréu se estrepa.
Algumas das principais plataformas de apostas. Fotomontagem
Bets viciam tanto quanto o crack. A diferença é que, enquanto você corre o risco de ser preso ou levar bala ao ir à boca comprar uma pedra, as casas de apostas e cassinos on-line estão a um clique de distância em seu smartphone. Neste momento, seu marido ou seu filho podem estar alimentando o vício, gastando as economias e fazendo dívidas de dentro da segurança da sua casa.
Não estou sendo moralista, mas estou falando de um modelo de negócio que lucra justamente com a perda e com o desespero de milhões. Cada propaganda exibida, cada bônus oferecido, cada ganho fácil vendido é, na prática, um convite ao endividamento silencioso.
Reportagem de João José Oliveira, no UOL, já havia apontado que as apostas on-line se tornaram um dos principais fatores de endividamento das famílias brasileiras, superando o impacto do crédito e dos juros no orçamento, segundo estudo do Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo) e da FIA Business School.
O impacto disso não aparece imediatamente nas estatísticas macroeconômicas, mas se manifesta na vida real: na conta de luz atrasada, no carrinho de supermercado mais vazio, no remédio que deixa de ser comprado. Pesquisas mostram que uma parcela relevante dos apostadores compromete a própria renda mensal com jogos, sacrificando despesas básicas — inclusive alimentação, educação, moradia e outros serviços essenciais. Sim, bets geram carestia.
As bets funcionam como um imposto informal, regressivo e sem retorno social, com uma dinâmica de consumo que mistura entretenimento, promessa de ascensão rápida e engenharia comportamental desenhada para viciar. Ao fim, o resultado é o enriquecimento de donos de plataformas e dos políticos que se aproveitam da amizade com eles.
Não deixa de ser irônico que muita gente bonita, crescida no leite de pera, reclame de programas de transferência de renda dos ricos para os mais pobres, enquanto defendem a liberdade das bets – que hoje são um robusto programa de transferência de renda dos mais pobres para os ricos.
Não falta diagnóstico, sobra conveniência. Porque enfrentar esse modelo exigiria contrariar quem lucra alto e rápido, ainda que às custas do lento empobrecimento de milhões. Com esse tipo de dívida, o país não quebra de uma vez, mas vai sendo corroído aos poucos, clique após clique, aposta após aposta, enquanto a conta (como sempre) chega a quem menos pode pagar.
A febre do álbum e figurinhas da Copa do Mundo 2026 está para começar. E para facilitar a venda em todos os cantos do país, a rede lotérica da Caixa também fará vendas de álbum e figurinhas. Leia em TVT News.
Onde comprar álbum e figurinhas da Copa do Mundo: lotéricas da Caixa farão vendas
O maior torneio de futebol do mundo começa em 11 de junho de 2026, mas os amantes do esporte já podem viver a magia do mundial por meio das figurinhas colecionáveis da Copa do Mundo de Futebol Masculino FIFA 2026.
Neste ano, as unidades lotéricas da Caixa passam a integrar oficialmente a venda do álbum e das figurinhas da Copa, reforçando sua presença no cotidiano dos brasileiros e conectando colecionadores de todas as regiões do país. A partir de quinta-feira (30), o álbum e as figurinhas estarão disponíveis para compra nas lotéricas cadastradas como ponto de venda oficial, conforme a disponibilidade de estoque.
Cada pacote com 7 figurinhas custa R$ 7 e o álbum avulso R$ 24,90. Para completar todo o álbum são necessárias 980 figurinhas, sendo 68 dessas especiais em papel metalizado.
Atenção, criançada
Em observância ao Estatuto da Criança e do Adolescente, o atendimento e a comercialização do álbum e das figurinhas nas lotéricas são restritos a maiores de 18 anos, vedada a venda direta a crianças e adolescentes neste canal.
Capilaridade da Caixa para álbum e figurinhas da Copa chegarem a todas e todos
Com cerca de 13 mil unidades, as lotéricas são a maior rede de atendimento física da CAIXA e levam conveniência e atendimento próximo a mais de 95% dos municípios brasileiros.
Lotérias cadastradas podeão vender figurinhas da Copa do Mundo. Foto: Tânia Rego/Agência Brasil
Quanto custa o álbum da Copa do Mundo
Os preços de lançamento definidos para os álbuns variam conforme o acabamento escolhido pelo torcedor:
Capa brochura: R$ 24,90
Capa dura: R$ 75,90
Capa dura ouro ou prata: R$ 79,90
Qual o valor das figurinhas da Copa do Mundo
O custo das figurinhas também requer planejamento financeiro. Cada envelope chega às bancas pelo valor de R$ 7,00 e contém 7 figurinhas,
Versões do álbum de figurinhas da Copa do Mundo
Para quem deseja iniciar a jornada, as opções de álbuns atendem a diferentes perfis de colecionadores:
Brochura (tradicional): R$ 24,90
Álbum de figurinhas da Copa do Mundo modelo cartão – Foto: Divulgação/Panini
Capa Dura: R$ 74,90
Álbum de figurinhas da Copa do Mundo modelo capa dura – Foto: Divulgação/Panini
Capa Dura Especial (Prateado ou Dourado): R$ 79,90
Álbum de figurinhas da Copa do Mundo modelo capa dura especial – Foto: Divulgação/Panini
Box Luva Premium Taça: R$ 359,90 (exclusivo para o site da Panini)
Álbum de figurinhas da Copa do Mundo box – Foto: Divulgação/Panini
Quanto vou gastar para completar o álbum da Copa do Mundo?
Perfil de colecionador
Pacotes necessários
Custo por pacote
Gasto com figurinhas
Solitário
~1.463
R$ 7,00
R$ 10.241,00
Social com muita sorte (poucas repetidas)
~300
R$ 7,00
R$ 2.100,00
Social (trocas)
~400
R$ 7,00
R$ 2.800,00
Quanto deve custar para preencher o álbum da Copa do Mundo
Na teoria, completar o álbum parece simples: são 980 figurinhas, distribuídas em pacotes com 7 unidades, vendidos a R$ 7,00. Em um cenário ideal, sem repetições, seriam necessários 140 pacotes — o que daria R$ 980,00 em figurinhas.
Mas a prática é bem diferente.
Panni já abriu a pré-venda do álbum da Copa. Reprodução: Panini
O Cálculo Matemático da “Sorte”
À medida que o álbum começa a ser preenchido, a chance de tirar figurinhas repetidas cresce rapidamente. No início, quase todas as figurinhas são novas. Porém, depois de metade do álbum completo, a probabilidade de repetição aumenta de forma significativa. Nos estágios finais, é comum abrir um pacote inteiro sem conseguir sequer uma figurinha inédita.
Esse fenômeno acontece porque o número de figurinhas que ainda faltam diminui, enquanto o universo total (as 980 possíveis) permanece o mesmo. Em termos simples: quanto mais completo o álbum, mais difícil encontrar o que falta.
Com 48 seleções, o número de figurinhas aumentou consideravelmente. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Na prática, isso significa que o custo real costuma ser bem maior do que o cálculo inicial. Estimativas entre colecionadores indicam que, sem trocas, o gasto pode facilmente dobrar — chegando ou até ultrapassando R$ 2.000 ao longo do tempo, dependendo da sorte.
Somando o valor do álbum, o investimento total pode ficar em:
Mais de R$ 2.024,90 (com álbum brochura)
Mais de R$ 2.075,90 (com álbum capa dura)
Mais de R$ 2.079,90 (com álbum capa especial)
Como gastar menos para completar o álbum da Copa do Mundo?
O “Combo” de Lançamento: Geralmente, as editoras lançam kits com o álbum de capa dura e uma caixa de 80 a 100 pacotes com desconto. Este é o melhor ponto de partida.
Trocas 1:1: Ao trocar uma figurinha repetida por uma que você não tem, você economiza o valor unitário do cromo (R$ 1,00 cada).
Compra de figurinha avulsa: No final da Copa, a própria editora costuma vender as figurinhas faltantes. O preço unitário é maior que no pacote, mas é muito mais barato do que tentar a sorte em envelopes aleatórios.
Trocar figurinhas é a melhor forma para completar o álbum da Copa do Mundo. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Trocar figurinhas é a melhor forma para completar o álbum
Para quem deseja economizar e agilizar a conclusão da coleção, a interação social é a ferramenta mais eficaz. O hábito de trocar as figurinhas repetidas em praças, shoppings e escolas reduz a dependência da sorte ao abrir novos pacotes.
Pontos de encontro: Tradicionalmente, bancas de jornais tornam-se “hubs” de negociação nos finais de semana.
Redes Sociais: Grupos de aplicativos de mensagens facilitam a localização daquela figurinha específica que falta para fechar uma seleção difícil.
Economia Direta: A troca um-por-um evita que o torcedor gaste dinheiro com figurinhas que ele já possui, tornando o processo mais acessível e dinâmico.
Dica do Editor: Fique atento às figurinhas “brilhantes” ou cromadas. Elas costumam ser mais raras e você pode tentar negociar um valor de troca maior nos pontos de encontro.
Atualmente, praças, shoppings, escolas e grupos dedicados em aplicativos de mensagens tornam-se os principais polos de negociação. Essa rede colaborativa não apenas agiliza o preenchimento dos espaços vazios, mas protege o orçamento do torcedor e transforma a montagem álbum em um grande evento coletivo.
GRUPO A: México, África do Sul, Coreia do Sul e Dinamarca;
GRUPO B: Canadá, Bósnia, Catar e Suíça;
GRUPO C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia;
GRUPO D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia;
GRUPO E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador;
GRUPO F: Holanda, Japão, Suécia e Tunísia;
GRUPO G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia;
GRUPO H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai;
GRUPO I: França, Senegal, Iraque e Noruega;
GRUPO J: Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia;
GRUPO K: Portugal, RD Congo, Uzbequistão e Colômbia;
GRUPO L: Inglaterra, Croácia, Gana e Panamá.
Línguas mais faladas na Copa do Mundo 2026: espanhol, árabe e inglês lideram
As línguas mais faladas na Copa do Mundo 2026 revelam a diversidade dos 48 países classificados para o torneio que será disputado em junho e julho nos Estados Unidos, México e Canadá.
A lista de seleções reúne idiomas de quatro continentes — do guarani indígena do Paraguai ao uzbeque da Ásia Central — em um mapa linguístico que mostra tanto a diversidade como a marca da história.
A liderança de idiomas de origem europeia, como inglês, francês e espanhol é sinal dos processos de colonização e imperialismo de Espanha, Inglaterra e Portugal (o português está presente em países de 3 continentes na Copa do Mundo). Por outro lado, também mostra a expansão do império árabe, que da península arábica, chegou até o norte da África.
O que é notícia neste 27 de abril de 2026 no Jornal TVT News Segunda Edição
Operário morre em montagem de show de Shakira no Rio
Polícia investiga falha de segurança após acidente em Copacabana
Show de Shakira segue confirmado apesar de morte na montagem
Dono do Banco Master negocia delação premiada nesta semana
Esquema de fraude pode atingir políticos e empresários
Anvisa proíbe xaropes com clobutinol por risco cardíaco
Kassab descarta aliança com PT e declara apoio a Tarcísio
Trump não deve apoiar Flávio Bolsonaro, diz aliado
Gilmar Mendes pede investigação de Zema após sátira
Ataque a bomba na Colômbia deixa ao menos 20 mortos
Frente fria derruba temperaturas e traz risco de geada no Sul
TVT News Segunda Edição: serviços nas telas da TVT
O jornal TVT News Segunda Edição é comandado por Don Ernesto, apresentador do programa de entrevistas da TVT, Conversa sem Curva. Além das notícias da tarde, o telejornal trará o cotidiano das cidades e comentaristas.
“O jornal TVT News Segunda Edição comenta o que foi notícia no dia, traz serviços de utilidade pública, entrevistas com analistas da política, da cultura e da economia e repercute os fatos que estão em alta nas redes sociais”, conta o apresentador Don Ernesto.
O jornal TVT News Segunda Edição pode ser acompanhado na TV aberta digital, canal 44.1 na capital paulista e grande São Paulo, pelo YouTube da TVT: https://www.youtube.com/@redetvt com cortes nas redes sociais da TVT News (Instagram, Tik Tok, Kawai, Facebook e Linkedin).
“Esta é a segunda estreia da TVT News no mês de abril. Com os dois telejornais, pela manhã e pela tarde, a TVT está ainda mais próxima do público e dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo”, conta o presidente da TVT, Maurício Junior.
Jornal TVT News: manhã e tarde com os trabalhadores
TVT News tem, a partir de agora, dois telejornais, o jornal TVT News Primeira Edição, das 10h30 às 13h e o Jornal TVT News Segunda Edição, das 16h às 18h. Os dois noticiários fazem parte das transformações de programação e na linguagem que começaram em agosto de 2024 quando o site TVT News foi lançado.
“Nossa estratégia de unificar a redação e diversificar conteúdos vem se mostrando acertada. Agora nossos esforços estão concentrados em aumentar a audiência e estrear novos produtos”, explica o Diretor de Conteúdo da TVT News, Ricardo Negrão.
Talita Galli e Don Ernesto, apresentadores dos novos telejornais da TVT News: o dia todo com os trabalhadores. Foto: Vitória Machado/TVT News
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Membros do PT, com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ao centro, durante o evento. Foto: Divulgação
Neste domingo (26), o Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou seu manifesto durante o 8º Congresso Nacional da sigla, em Brasília. O evento, que teve início na sexta-feira (24), teve como tema central as diretrizes para a reeleição do presidente Lula.
O documento, intitulado “Construindo o futuro: Manifesto do PT para seguir transformando o país”, propõe reformas consideradas “estruturantes” para o desenvolvimento do Brasil, com destaque para a reforma do Poder Judiciário.
A proposta do PT visa a democratização do Judiciário, com a criação de mecanismos de autocorreção e o fortalecimento do Estado de Direito. A reforma do Judiciário é uma das principais bandeiras do partido, que busca promover mudanças profundas no sistema, permitindo maior controle social sobre a justiça e combate à concentração de poder.
Além da reforma do Judiciário, o manifesto contempla outras reformas essenciais para o partido. Entre elas estão a reforma política e eleitoral, com o objetivo de democratizar o poder e restituir a soberania popular, e a reforma tributária, que busca corrigir distorções no sistema de impostos, promovendo maior justiça fiscal.
O PT também propõe uma reforma administrativa voltada para a reconstrução do Estado, além de reformas na comunicação e na agrária, com foco na democratização do acesso à terra e na soberania alimentar.
Fernando Haddad ao lado do presidente do PT Edinho Silva. Foto: Divulgação
O documento também aborda questões internacionais, criticando a atuação recente dos Estados Unidos e defendendo uma maior participação do Sul Global nos fóruns internacionais. Para o PT, o Brasil deve se posicionar como um mediador de conflitos e promotor da paz, reafirmando sua tradição diplomática.
Apesar de o manifesto ter sido aprovado, algumas discussões importantes, como a revisão do programa partidário e a organização do PT, foram adiadas para o primeiro semestre de 2027. A principal agenda do congresso foi, portanto, a formulação de estratégias eleitorais para as eleições de 2026.
Durante o evento, a ausência do presidente Lula, que se recupera de dois procedimentos médicos, foi notada, mas o congresso contou com a presença de governadores, ministros e pré-candidatos como Fernando Haddad (PT) e Marina Silva (Rede).
O PT, em sua análise, destaca que o Brasil vive uma crise estrutural, que exige reformas profundas para reverter os danos causados pelo governo anterior. O manifesto traça um caminho para a reconstrução nacional, defendendo a valorização do trabalho, a redução da jornada de trabalho e a ampliação dos direitos sociais. Além disso, enfatiza a importância da democracia e da soberania nacional como pilares para o futuro do Brasil.
LEIA a íntegra do documento:
Vivemos uma mudança de época, marcada pela crise do capitalismo neoliberal e pela crescente desordem global. Nessa conjuntura, se sobrepõem crises estruturais que atingem o sistema capitalista, a ordem internacional, as democracias liberais e as próprias condições de vida no planeta. A promessa neoliberal de crescimento econômico, estabilidade e bem-estar mostrou-se incapaz de oferecer futuro para a maioria. Em seu lugar, consolidaram-se a fome, a estagnação, a desigualdade, a precarização do trabalho, a insegurança e o enfraquecimento das instituições democráticas.
O que se apresenta hoje não é apenas o esgotamento de um modelo, mas a intensificação das disputas sobre os rumos da sociedade.
A crise de 2008 deixou evidente que um sistema que se organiza sob a lógica da concentração de riqueza, diante do colapso, não corrige suas distorções: socializa prejuízos e preserva privilégios. O resultado foi a ampliação do endividamento público, o corte de direitos sociais e a consolidação de um padrão de acumulação baseado na captura de renda e na subordinação das economias nacionais ao capital financeiro global. Novas oligarquias emergiram com força. Grandes corporações, sobretudo no campo tecnológico, passaram a controlar fluxos de informação, organizar o trabalho, influenciar comportamentos e intervir na vida política. A democracia liberal, cada vez mais mediada por plataformas privadas, tornou-se terreno de disputa desigual.
Essa dinâmica se expressa também na crise geopolítica em curso. A ordem internacional sob hegemonia dos Estados Unidos se desestabiliza diante da ascensão de novas potências. Em resposta ao declínio relativo de sua posição, as potências tradicionais intensificam o uso da força — militar, financeira e tecnológica — para preservar sua influência. Guerras, sanções, bloqueios e intervenções voltam ao centro do tabuleiro geopolítico, corroendo o direito internacional e aprofundando crises humanitárias. Povos inteiros são submetidos à destruição de seus territórios, ao deslocamento forçado e à violência sistemática, enquanto princípios fundamentais como a soberania e a autodeterminação são seletivamente ignorados.
As eleições de 2026 serão disputadas no Brasil em um cenário de avanço da extrema-direita e do fascismo nos principais países da Europa e das Américas. Ao mesmo tempo, serão disputadas durante a gestão do governo com mais entregas da história. Desde de 2023, o governo Lula trabalha na reconstrução de um país que havia sido destruído pela extrema-direita. Retomamos e ampliamos o Minha Casa Minha Vida, retomamos o PAC e criamos a Nova Indústria Brasil (NIB) e o Plano de Transformação Ecológica, criamos o ECA Digital, o Pé de Meia e o Gás do Povo, ampliamos e aprimoramos o Bolsa Família, ampliamos radicalmente a educação em tempo integral, retomamos o Farmácia Popular, criamos o Agora Tem especialistas, recuperamos a valorização do salário mínimo e aprovamos a Reforma Tributária do consumo e da renda, ampliamos os recursos para cultura pelas leis Paulo Gustavo, Aldir Blanc e Rouanet, aprovamos a Política Nacional de Cuidados e lançamos o Pacto de Enfrentamento ao Feminicídio, criamos a Lei de Cotas para concursos públicos – entre muitas outras medidas. Mas, diante da destruição promovida pelo governo anterior, e pelas necessidades e anseios de mudanças da sociedade brasileira, sabemos que é preciso ir muito além.
É nesse ambiente também que se realiza o 8º Congresso do Partido dos Trabalhadores, projetado para o período 2026–2027.
A instabilidade global, a volatilidade energética, a desorganização das cadeias produtivas e as pressões geopolíticas ampliam nossa vulnerabilidade. Ao mesmo tempo, revelam a necessidade de reconstruir a capacidade de planejamento, fortalecer a base produtiva e reafirmar a soberania nacional. A disputa pelo controle de recursos estratégicos, tecnologias e fontes de energia coloca novos desafios para o desenvolvimento nacional. Não há desenvolvimento possível sem autonomia, capacidade industrial e um projeto próprio de país.
Além das medidas estruturais para o desenvolvimento das capacidades domésticas e fortalecimento da soberania, o Presidente Lula se mostrou, neste mandato, como o líder mais preparado para resolver crises e situações de emergência. Da tragédia causada pelas enchentes no Rio Grande do Sul ao tarifaço unilateral de Donald Trump contra o Brasil, o Presidente Lula prontamente atuou em todas as crises que se apresentaram para preservar vidas, empregos e empresas brasileiras. A mesma rápida resposta ocorreu com as queimadas no Centro-Oeste e deslizamentos em Minas Gerais, assim como com a contenção da alta do preço do diesel, diante do contexto de Guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. A atuação de Lula é oposta à do governo anterior, que diante da pandemia permitiu que o país chegasse à marca de 700 mil mortos, e foi considerada a pior gestão do mundo durante a Covid-19.
Para o PT, a soberania nacional no século XXI não se resume à defesa de fronteiras, mas ao controle sobre o coração da tecnologia do futuro. É imperativo que o Brasil assuma o protagonismo sobre suas reservas de terras raras — um conjunto de 17 minerais críticos essenciais para a indústria de alta tecnologia, para a produção de baterias, lasers, turbinas eólicas e componentes de defesa. Explicar o valor desses recursos é explicar a nossa independência: sem terras raras, não há transição energética nem soberania digital. O Brasil detém uma das maiores reservas do planeta e não pode aceitar o papel de mero exportador de minério bruto; nosso projeto exige que o processamento e a inteligência sobre esses minerais ocorram em solo nacional, gerando empregos qualificados e protegendo nossa riqueza contra a cobiça internacional.
A crise da hegemonia norte-americana abre, por outro lado, espaço para novas articulações internacionais e para a afirmação de polos alternativos de poder. Iniciativas do Sul Global, como os BRICS, demonstram que existem margens reais de disputa e possibilidades de construção de uma ordem internacional mais equilibrada. O Brasil pode e deve exercer papel protagonista nesse processo, contribuindo para um mundo mais equilibrado, baseado na cooperação, no desenvolvimento e na paz.
Essa caracterização se evidencia pela postura adotada por Donald Trump em relação às principais economias do mundo, ao utilizar tarifas comerciais como instrumento de pressão e de repressão econômica, estabelecendo um ambiente de guerra comercial sem precedentes. Da mesma forma, sua política externa expressa uma face especialmente imperialista e agressiva na relação com países como Venezuela e Cuba, além da aliança com Israel nos violentos processos de ocupação territorial na Faixa de Gaza e ações militares contra Irã e Líbano, alimentando uma guerra no Oriente Médio de consequências nefastas. Em contraste, o governo Lula reafirmou a tradição pacífica do Brasil: liderou a maior operação de repatriação de cidadãos em áreas de conflito, defendeu o cessar-fogo imediato em fóruns globais e colocou nosso país novamente como o mediador necessário em um mundo em chamas.
A crise, porém, não é apenas econômica ou geopolítica. É também civilizatória. A insegurança e a frustração social alimentam a emergência de forças reacionárias. O autoritarismo, o racismo, a misoginia e o negacionismo ganham espaço, impulsionados pela manipulação da informação e pelo uso político do medo. A democracia é tensionada pela desinformação e pela captura do espaço público por interesses privados.
Nesse contexto, o mundo do trabalho se transforma. A plataformização reorganiza a produção, fragmenta a classe trabalhadora e redefine as formas de exploração. O trabalho se torna mais instável, desprotegido e subordinado a lógicas algorítmicas. Ao mesmo tempo, surgem novas formas de resistência e organização.
Diante desse quadro, a disputa pelo futuro está aberta. Trata-se de construir alternativas que enfrentem as estruturas de poder, reconstruam a democracia, afirmem a soberania dos povos e garantam a vida além do trabalho. Isso exige articular crescimento econômico, justiça social, inovação e sustentabilidade, além de reconstruir o papel do Estado e fortalecer a participação popular, reduzindo a jornada de trabalho e acabando imediatamente com a escala 6×1.
O Brasil está no rumo certo. Retomamos um crescimento médio de 2,8% neste mandato, dobrando a média do governo anterior. A desigualdade, que havia voltado a crescer ao longo do desgoverno anterior, atingiu a mínima histórica com Lula, assim como a proporção de pessoas na pobreza e na extrema pobreza. Após a triste marca de o Brasil ter voltado ao Mapa da Fome no último governo, voltamos a sair com Lula. O salário mínimo, que pela primeira vez na história havia tido redução de seu valor real em um mandato presidencial entre 2018 e 2022, voltou a ser valorizado, crescendo 12% em termos reais ao longo do atual mandato do presidente Lula. O mesmo ocorreu com o rendimento médio real das famílias, enquanto o desemprego atingiu a mínima histórica. Os jovens que não estudam nem trabalham, que haviam atingido o maior patamar da história com o último presidente, atingiram o menor patamar com Lula.
Tudo isso com inflação controlada. Trouxemos a inflação de volta à meta, atingindo a menor média por mandato presidencial da história do real. A inflação de alimentos, que foi, em média, de 12% ao ano, no governo passado, passou a 3%, em média, com Lula. Isso, somado à valorização do salário mínimo, fez com que a quantidade de cestas básicas compradas com um salário mínimo — que havia despencado ao longo do governo anterior — voltasse a crescer sob Lula: enquanto um salário mínimo comprava 1,7 cestas básicas em 2022, passou a comprar 2,1 em 2026.
Com o governo Lula, o orçamento para educação cresceu mais de R$100 bilhões em relação ao governo anterior, equivalente a mais de 60% de crescimento. Já o crescimento do orçamento da saúde foi superior a 30%. Com o Compromisso Nacional da Criança Alfabetizada, praticamente dobramos a parcela de crianças alfabetizadas em 4 anos, saltando de 36% para 66%. Neste governo, a cobertura de municípios com oferta de educação em tempo integral passou de 17% para 91%, com a criação de 1,8 milhão de vagas. O Fundeb teve um crescimento de 350% com Lula em relação ao último governo. Com mais de 4 milhões de jovens beneficiados por ano, o Pé de Meia reduziu em 43% a evasão no Ensino Médio. A cobertura vacinal em crianças cresceu mais de 10% no governo Lula, após o último governo ter negado a importância das vacinas.
Com o Presidente Lula, a safra agrícola bateu recorde, crescendo 32% em relação ao governo anterior, beneficiada pelo maior Plano Safra — tanto para a agricultura familiar quanto empresarial — da história. A produção de veículos cresceu mais de 30% em relação ao governo anterior, e a qualidade das estradas, que piorou no governo anterior, atingiu o melhor patamar da história no atual mandato do Presidente Lula. Os brasileiros voltaram a viajar de avião, com aumento de mais de 30 milhões de passageiros por ano em relação a 2022, e a chegada de turistas internacionais também bateu recorde, atingindo 9,3 milhões em 2025, três vezes mais do que em 2022. Mesmo com o tarifaço de Trump, a balança comercial bateu recorde, crescendo mais de 50% em relação ao governo anterior.
A concessão de crédito aumentou mais de 40% de 2022 para 2025, com crescimento tanto do crédito público quanto do crédito privado. O financiamento habitacional pelo FGTS bateu recorde: depois de ter caído 25% no último governo, cresceu 75% com Lula. A produção industrial, que havia recuado, voltou a crescer. Só no âmbito da Nova Indústria Brasil, foram mais de 650 bilhões de reais contratados. As dotações do Fundo Nacional de Ciência e Tecnologia bateram recorde, crescendo mais de 300% na comparação entre 2025 e 2022. A aprovação de crédito no Fundo Clima somou, apenas nos três primeiros anos do governo Lula, R$ 23,5 milhões, contra menos de R$ 2 milhões ao longo dos quatro anos do último governo.
Todos esses resultados foram conquistados em conjunto com a melhora das contas públicas. O déficit primário médio ao longo do mandato de Lula foi cerca de um terço do que foi o do último governo, e metade do que foi o anterior. Isso mesmo com o atual Governo tendo assumido com um orçamento que previa um déficit de R$ 230 bilhões. Após termos perdido reservas internacionais com o governo anterior, voltamos a acumular reservas com Lula, com um aumento de mais de R$ 40 bilhões de dólares.
São muitos avanços que precisam continuar. Apesar disso, precisamos ir além. Para além dos bons indicadores e resultados, precisamos avançar nas reformas estruturais e atualizar o nosso projeto portador de futuro para o Brasil. Diante do tamanho dos desafios estruturais que Brasil enfrenta e dos novos desafios que a atual conjuntura impõe, esse momento exige a atualização do programa e da estratégia do Partido dos Trabalhadores, tendo as eleições de 2026 como eixo central da tática política.
A reeleição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva é decisiva para o futuro do Brasil e para o campo democrático internacional. O papel do Brasil impacta diretamente a correlação de forças na América Latina e no mundo. O País reúne condições estratégicas singulares: dimensão territorial, população, recursos naturais e capacidade produtiva. Seu papel é decisivo no desenvolvimento global, o que exige a reafirmação da soberania e da democracia.
O governo anterior representou o ápice da degradação ao executar um verdadeiro projeto de destruição nacional. Esse período de trevas deixou como herança um Estado desmontado e instituições profundamente fragilizadas, além de agravar a crise econômica e social com o negacionismo durante a pandemia, o desmonte do SUS e o retorno trágico da fome e da precarização absoluta.
Diante desse cenário de terra arrasada, o governo Lula assumiu a tarefa inadiável da reconstrução nacional. Em pouco tempo, o país foi recolocado na rota do desenvolvimento com justiça social, retomando políticas estruturantes, reduzindo o desemprego, garantindo a valorização do salário mínimo e resgatando novamente o povo brasileiro do Mapa da Fome.
O 8º Congresso do Partido dos Trabalhadores deve apresentar à sociedade as diretrizes de um novo projeto de desenvolvimento nacional. Trata-se de um momento decisivo para definir prioridades e dialogar com a sociedade brasileira, estabelecendo com clareza quais serão as prioridades políticas para o próximo período.
A estratégia do Partido dos Trabalhadores está ancorada na construção de um bloco democrático-popular, capaz de articular forças sociais diversas em torno de um projeto de transformação. Essa construção exige organização permanente, disputa de hegemonia e uma contínua acumulação de forças sociais e políticas nas bases da sociedade.
Faz-se necessário, portanto, consolidar um amplo processo de concertação social que supere a fragmentação e institua um novo pacto pelo desenvolvimento nacional. Este movimento deve reunir o setor produtivo e o empresariado comprometidos com a nação, a classe trabalhadora, o sindicalismo e os movimentos populares em uma coalizão que transcenda a defesa institucional da democracia. É imperativo que essa articulação se converta em uma potente força de incidência política e social, a ponto de quebrar a hegemonia do rentismo, viabilizando a nova industrialização e a transição energética como pilares de um projeto de país soberano.
Este projeto de país soberano deve ter como eixo central a soberania alimentar, energética, industrial, ambiental, digital e comunicativa e a garantia universal dos direitos sociais. Isso implica a universalização da escola em tempo integral para todas as crianças, em todos os municípios brasileiros, com investimento em infraestrutura escolar adequada, no magistério e na gestão educacional. Deve também assegurar a universalização do acesso à creche e à alfabetização infantil. É fundamental que contemple a expansão dos investimentos em infraestrutura nas áreas de educação e saúde. Precisamos universalizar o direito à segurança alimentar e ao atendimento à saúde; garantir a segurança pública, assegurando o direito de ir e vir; assegurar o direito à mobilidade urbana, com tarifa zero; promover os direitos à cultura, ao esporte e ao lazer; garantir o direito à assistência social; e assegurar a igualdade de gênero, étnico-racial e regional; e o direito à vida plena para a juventude.
Esta soberania também exige a valorização dos agentes desta transformação, a classe trabalhadora brasileira. O direito ao salário digno, o direito ao emprego, assim como o direito ao descanso, ao tempo com a família e ao estudo são fundamentais para um país ser verdadeiramente soberano. Neste sentido, a luta histórica pela redução de jornada de trabalho, materializada pela luta pelo fim imediato da jornada 6×1, constitui também o núcleo de um projeto de país soberano.
A experiência brasileira demonstra que não há democracia sustentável sem a efetiva transformação material da sociedade. Sem a redistribuição real de renda, de poder e de oportunidades, a frustração social se aprofunda e corrói a confiança nas instituições. É esse vácuo de esperança que se torna terreno fértil para a ofensiva autoritária da extrema-direita, que captura o ressentimento popular ao oferecer falsas soluções regressivas para problemas que são, na essência, estruturais.
A disputa central do nosso tempo é uma disputa de hegemonia. Ela se dá no terreno econômico, institucional, cultural e simbólico. Construir maiorias democráticas duradouras exige organização social, formação política, comunicação popular e presença cotidiana do Partido nos territórios, nos locais de trabalho, nas escolas, universidades, no campo e nas novas formas de trabalho. Sem hegemonia social, não há reforma estrutural sustentável.
As reformas estruturais que o Partido dos Trabalhadores propõe devem ser compreendidas como parte de um projeto nacional de desenvolvimento, orientado por objetivos estratégicos claros – tendo como horizonte programático o socialismo democrático – e sustentado por uma correlação de forças capaz de enfrentar privilégios historicamente consolidados. Elas se organizam a partir de três eixos centrais do projeto nacional de desenvolvimento, já em curso no governo Lula 3:
Reconstrução do papel do Estado como indutor do desenvolvimento, por meio do fortalecimento do investimento público, do planejamento, da participação social e das políticas estruturantes, e da superação de seus pressupostos autoritários e elitistas;
Retomada do crescimento econômico com distribuição de renda, riqueza e patrimônio, enfrentando o rentismo e ampliando direitos;
Transição produtiva, tecnológica e ambiental, orientada pela sustentabilidade e pela soberania nacional.
Esses três eixos se materializam, no plano estrutural, em sete reformas decisivas, sem as quais o projeto democrático-popular permanecerá bloqueado:
a) Reforma política e eleitoral, capaz de democratizar o poder e restituir a soberania popular e alterar o atual modelo de execução orçamentária através de emendas parlamentares;
b) Reforma tributária, para corrigir distorções graves do sistema de impostos e financiar direitos. Aprovamos no Governo Lula 3 a histórica Reforma Tributária dos tributos indiretos, permitindo um crescimento potencial de 10% do PIB no longo prazo pela maior eficiência do sistema tributário, e avançamos muito na justiça tributária com a Reforma do Imposto de renda, isentando quem ganha até R$ 5 mil e cobrando mais dos super-ricos, e com a tributação de fundos exclusivos, offshores e bets;
c) Reforma tecnológica, com vistas à soberania produtiva, científica e digital, fortalecida por uma ampla regulamentação dos oligopólios das plataformas digitais;
d) Reforma do Poder Judiciário, visando à democratização, mecanismos de autocorreção e fortalecimento do Estado de Direito; e
e) Reforma administrativa, que permita a reconstrução do Estado brasileiro e o fortalecimento da capacidade pública.
f) Reforma agrária, garantindo soberania alimentar, desenvolvimento e democracia no campo;
g) Reforma da comunicação, garantindo o cumprimento da construção que proíbe monopólios neste setor.
Essas reformas estruturantes organizam o núcleo estratégico do projeto nacional e consolidam o caminho que o Brasil já começou a trilhar. Elas implicam a continuidade e o aprofundamento das políticas públicas e projetos estruturantes em curso. E exigem que o Brasil dê um passo além neste próximo ciclo: que consolide este legado de conquistas e apresente e implemente um projeto de futuro para as próximas gerações.
O Partido dos Trabalhadores reafirma seu compromisso com a construção de um novo projeto histórico. Um projeto que supere os limites do capitalismo brasileiro, combine democracia, desenvolvimento e soberania, e devolva à política sua capacidade de transformar a realidade. É nesse terreno que se decidirá o futuro do Brasil e do mundo.
Para isso, é necessário fortalecer as instâncias partidárias em todo o território nacional, garantindo o funcionamento efetivo dos diretórios em todos os níveis e fazendo com que os mandatos se submetam ao partido. É fundamental priorizar a organização de base, com núcleos presentes em todos os setores sociais e regiões do país, assegurando a presença cotidiana do partido junto à sociedade, enraizado na nossa base social histórica. É fundamental que os núcleos de base sejam reconhecidos como instâncias partidárias.
Devemos valorizar nossas secretarias e setoriais como instrumentos de organização e diálogo social. Ao mesmo tempo, é necessário inovar na organização da nova classe trabalhadora, combinando o fortalecimento do movimento sindical com novas formas de organização social, incluindo a economia solidária. É urgente que, no próximo período, o PT institua a permanente transição geracional, limitando o número de mandatos nas suas instâncias — no máximo dois no mesmo cargo e três no total de participação na mesma instância —, e garantindo no mínimo 50% de mulheres nos espaços de deliberação.
O Partido dos Trabalhadores precisa estar à altura dos desafios históricos colocados, organizando-se como instrumento político capaz de disputar os rumos do Brasil e construir um projeto de país comprometido com a democracia, com as reformas da renda, agrária e institucional, com a justiça social, a igualdade, o fim de todas as formas de discriminação e preconceito e a soberania nacional. Mais do que nunca temos de reafirmar nosso compromisso com o socialismo, e com um mundo democrático, de paz e de igualdade de direitos.
Romeu Zema integra o campo político dos direitistas travestidos de moderninhos, que administram a coisa pública pela ótica das redes sociais. Seus atos são forjados por marqueteiros para conquistarem seguidores, gerarem likes e aumentarem o engajamento, visando a consolidar uma persona pública antes de tudo falsa, descasada das liturgias a que são obrigados os governantes. São enganadores profissionais.
Candidato a presidente da República, o ex-governador de Minas Gerais, ou sua assessoria de marquetagem, percebeu que a onda do momento é atirar contra o Supremo Tribunal Federal. A Operação Delenda Supremo, ora em curso, é pilotada por políticos e empresários enroscados com a lei, golpistas da democracia, alas partidarizadas da Polícia Federal e boa parte da imprensa. Zema pretende ser ponta-de-lança do movimento.
Como quase metade do Brasil aprecia um ser abjeto como Jair Bolsonaro, por natural a corte que o condenou tornou-se alvo da turba e atacá-la, discurso eleiçoeiro certeiro. A intenção de voto em Romeu Zema deu um pequeno salto depois do bate-boca que travou com Gilmar Mendes, ministro que não leva desaforo para casa, mas que neste caso parece ter caído numa armadilha. A retórica do cerceamento da liberdade de expressão gruda como cola.
Gilmar Mendes – Foto: Sergio Lima/AFP
O que dá certa tranquilidade à parcela civilizada do eleitorado é que a desconstrução de Zema virá com facilidade, pelo ridículo do seu comportamento e por sua administração errática em Minas Gerais.
Ocupante do Palácio Tiradentes, Roma Zema não apenas comeu banana com casca para abordar pateticamente a questão alimentar. Antes, no Carnaval de 2019, surgiu vestido de gari, a varrer ruas em Belo Horizonte. A ação buscava sinalizar humildade e valorização do trabalho básico, mas não passou de encenação simbólica, típica de marketing político rasteiro, sem conexão com políticas públicas estruturais. Ao viajar de classe econômica, tentou posar de homem simples e econômico, mas a atitude nitidamente performática de se fazer passar por um cidadão comum prejudica, na prática, a gestão do Estado: o governador não pode estar limitado aos voos de carreira em suas viagens de trabalho, em nome da celeridade administrativa.
Ao longo dos seus mandatos, Zema publicou vídeos com linguagem coloquial, tentando se aproximar do eleitor comum. Tais conteúdos foram alvo de críticas por parecerem artificiais ou mal calibrados, especialmente quando tratavam de temas complexos mediante simplificação excessiva, gerando reações negativas.
O verdadeiro governo Zema guarda esqueletos assustadores no armário. Em 2021, auge da pandemia, o Ministério Público Federal abriu procedimentos para apurar compras de EPIs pelo governo de Minas por indícios de sobrepreço e favorecimento de fornecedores. A investigação foi encerrada, contudo, sem desdobramento penal.
Em 2026, o Ministério Público de Minas Gerais abriu inquérito para apurar uma queda de 96% na destinação de recursos para prevenção contra enchentes no Estado, motivado por suspeitas de omissão administrativa e má gestão orçamentária. A investigação está em curso.
O neoliberal Romeu Zema, de outra parte, não consegue se livrar da ajuda estatal, como prova o avanço da dívida mineira, hoje na casa de R$ 200 bilhões, cerca de 90% dos quais com a União. O governador Zema obteve um novo acordo com a União, no âmbito do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag),que estabelece parcelamento em até 30 anos, possibilidade de juros reais próximos de zero (IPCA + 0%) e exigência de contrapartidas (ajustes fiscais e eventualmente venda/federalização de ativos). Uma renegociação de pai para filho.
Só que o papagaio continua sendo tema de disputa no Supremo Tribunal Federal. O ministro Nunes Marques chegou a cobrar comprovantes de pagamento da dívida em 2026. Minas já conseguiu, no passado recente, suspender pagamentos por quase dois anos via decisões judiciais. Ou seja: o conflito federativo não desapareceu — só foi reorganizado. Registre-se que a dívida de Minas Gerais cresceu mais de 60% desde 2019, início da era Zema.
Apesar do acordo do Propag, relatórios da Secretaria de Fazenda de Minas Gerais indicam que o Estado iniciou 2026 com uma disponibilidade de caixa líquida negativa em mais de R$ 11 bilhões. Isso ocorre porque, embora a dívida tenha sido alongada, o fluxo de pagamentos e a renúncia fiscal aprovada em 2025 ainda pressionam o orçamento mineiro no curto prazo.
Como todo neoliberal brasileiro, Zema não vive sem uma mãozinha da União.
O policial penal Luciano de Lima Fagundes Pinheiro, conhecido como Bonitão, foi preso nesta sexta-feira (24) nos Estados Unidos. Ele estava foragido da Operação Anomalia e era procurado desde março. Com informações do g1.
A prisão foi feita por agentes da DEA, agência antidrogas do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, após troca de informações com a Polícia Federal no Rio de Janeiro. Luciano deve passar por audiência de custódia na Justiça americana, que vai avaliar medidas como a deportação para o Brasil.
Bonitão estava incluído na Difusão Vermelha da Interpol. Ele é suspeito de atuar para tentar atrasar a extradição de Gerel Lusiano Palm, traficante internacional de drogas preso no Rio em 2021.
A Operação Anomalia foi deflagrada no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II. A investigação mira um núcleo suspeito de negociar vantagens indevidas e vender influência para favorecer interesses de Gerel Palm, condenado por homicídio na Holanda e investigado pela DEA por tráfico internacional.
Luciano é servidor da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio, mas já esteve cedido a outros órgãos estaduais e federais. No início da década de 2010, atuou como segurança de jogadores de futebol, principalmente atletas brasileiros que jogavam na Rússia.
Em 2014, ele foi preso na Maré, apontado como informante do traficante Marcelo das Dores, o Menor P. Segundo a investigação da época, ele seria elo entre Menor P e Antonio Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha. Luciano foi condenado, cumpriu pena e obteve reabilitação criminal na Justiça.
O policial penal também foi alvo de investigação da Seap em 2021, após uma apuração sobre visitas ao empresário Glaidson Acácio, o “Faraó dos Bitcoins”, em período de quarentena no presídio. À época, ele negou ter visitado Glaidson.
Depois, Luciano foi nomeado na Assembleia Legislativa do Rio e também esteve cedido ao gabinete do deputado Dr. Luizinho (PP), em Brasília, até fevereiro de 2025. Na primeira fase da Operação Anomalia, em 9 de março, foram expedidos quatro mandados de prisão pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) aumentou 1 ponto percentual em abril, em relação ao mês anterior, totalizando 89,1 pontos. O resultado é o mesmo alcançado em dezembro do ano passado, que foi o maior até então. Saiba mais na TVT News.
Na média móvel trimestral, o índice subiu 0,6 ponto, para 87,8 pontos. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (24), no Rio de Janeiro.
Na avaliação da economista do Ibre Anna Carolina Gouveia, a melhora da percepção sobre o momento atual impulsionou essa segunda alta da confiança do consumidor.
Segundo ela, tiveram peso no resultado de abril a manutenção da inflação mais controlada e do mercado de trabalho robusto.
“E como a gente vem tendo uma melhora mais focada nas faixas de renda mais baixas, eu acredito que talvez a questão da isenção do imposto de renda tenha ajudado a dar um alívio pontual no orçamento das famílias de menor renda. Então, isso pode estar influenciando os últimos meses da melhora da confiança”, disse a economista do Ibre à Agência Brasil.
Os dois indicadores que formam a confiança do consumidor apresentaram melhora.
O ISA, que reflete a percepção sobre o momento presente da economia, avançou 2,1 pontos, atingindo 85,3 pontos, e mostrando que o consumidor está avaliando de forma mais favorável a economia atual.
O IE, que mostra as expectativas do consumidor com relação ao futuro, subiu 0,2 ponto, registrando 92,3 pontos em abril.
Anna Carolina afirmou que a melhora percebida no mês de abril veio mais do momento presente.
“No mês, o indicador que mais impulsionou a melhora do ICC foi o indicador de situação financeira atual das famílias, que subiu 3,9 pontos. Esse foi o principal motivador da alta da confiança em abril”, explicou a economista.
A análise do índice de consumidor por faixa de renda indica que a melhora mais significativa foi a do consumidor que ganha até R$ 2,1 mil mensais, com a segunda melhora mensal, de 3,4 pontos. Em março, em comparação ao mês anterior, a alta foi de 5,4 pontos.
Futuro
Anna Carolina Gouveia afirmou que uma análise para os próximos meses é incerta por conta, principalmente, dos impactos da guerra externa na inflação do Brasil.
“Há previsão de algum impacto de inflação no futuro, em função da guerra que a gente não sabe quanto tempo vai durar, como vai acontecer etc. E isso pode vir a ocasionar uma queda da confiança e acabar gerando aumento do pessimismo do consumidor, caso a inflação volte a subir”.
Além da inflação, a economista indicou que um ponto principal para o consumidor atualmente tem sido a questão do endividamento, que está elevado.
“Essa é uma questão que não se resolve muito rápido. No mês, a gente teve até uma melhora pontual desse indicador de endividamento, que pode estar sendo impulsionada por alguma política já sinalizada pelo governo de que tentar ajudar o consumidor nessa questão. Isso também pode influenciar o resultado para o futuro”.
Segundo a economista, se houver uma política que ajude o consumidor a desafogar o seu orçamento, isso poderá deixá-lo mais tranquilo e menos pessimista, conseguindo não só pagar suas contas, mas também voltar a consumir normalmente.
O que é notícia neste 24 de abril de 2026 no Jornal TVT News Segunda Edição
Enviado de Donald Trump provoca crise ao atacar mulheres brasileiras em TV italiana
Supremo Tribunal Federal mantém prisão de ex-presidente do BRB por propina milionária
Professor desaparecido há 5 anos é encontrado em rodovia e reencontra a mãe
Luiz Inácio Lula da Silva passa por procedimentos médicos em São Paulo
Instituto Nacional do Seguro Social antecipa pagamento do 13º para milhões de brasileiros
Brasil expulsa funcionário dos EUA após tensão diplomática
Sociedade Esportiva Palmeiras vence, mas lesão de Vitor Roque preocupa
Polícia resgata mulher mantida em cárcere privado no Rio
Marcelo D2 anuncia show gratuito no Rio Pinheiros
TVT News Segunda Edição: serviços nas telas da TVT
O jornal TVT News Segunda Edição é comandado por Don Ernesto, apresentador do programa de entrevistas da TVT, Conversa sem Curva. Além das notícias da tarde, o telejornal trará o cotidiano das cidades e comentaristas.
“O jornal TVT News Segunda Edição comenta o que foi notícia no dia, traz serviços de utilidade pública, entrevistas com analistas da política, da cultura e da economia e repercute os fatos que estão em alta nas redes sociais”, conta o apresentador Don Ernesto.
O jornal TVT News Segunda Edição pode ser acompanhado na TV aberta digital, canal 44.1 na capital paulista e grande São Paulo, pelo YouTube da TVT: https://www.youtube.com/@redetvt com cortes nas redes sociais da TVT News (Instagram, Tik Tok, Kawai, Facebook e Linkedin).
“Esta é a segunda estreia da TVT News no mês de abril. Com os dois telejornais, pela manhã e pela tarde, a TVT está ainda mais próxima do público e dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo”, conta o presidente da TVT, Maurício Junior.
Jornal TVT News: manhã e tarde com os trabalhadores
TVT News tem, a partir de agora, dois telejornais, o jornal TVT News Primeira Edição, das 10h30 às 13h e o Jornal TVT News Segunda Edição, das 16h às 18h. Os dois noticiários fazem parte das transformações de programação e na linguagem que começaram em agosto de 2024 quando o site TVT News foi lançado.
“Nossa estratégia de unificar a redação e diversificar conteúdos vem se mostrando acertada. Agora nossos esforços estão concentrados em aumentar a audiência e estrear novos produtos”, explica o Diretor de Conteúdo da TVT News, Ricardo Negrão.
Talita Galli e Don Ernesto, apresentadores dos novos telejornais da TVT News: o dia todo com os trabalhadores. Foto: Vitória Machado/TVT News
Veja também: as notícias mais lidas da TVT News
Veja quais são as notícias mais lidas do último mês na TVT News
Já faz 15 dias que estudantes da USP estão em greve, que foi iniciada pelos TAEs (Técnicos-Administrativos em Educação). Nesta sexta (24), a reitoria revogou a minuta que limitaria a atuação de entidades estudantis. Tratava-se de uma das reivindicações mais cruciais dos estudantes em greve. Reunião para discutir os rumos da greve está marcada para 14h de terça (23). Leia em TVT News.
Nesta quinta (23), servidores técnicos e admnistrativos assinaram acordo com a reitoria e encerraram a greve. No mesmo dia, estudantes da USP fizeram um protesto para defender alguns pontos centrais, como a alimentação nos restaurantes universitários, moradia, aumento de bolsas e contra uma minuta que limita a atuação dos movimentos estudantis.
A manifestação foi organizada pelo Diretório Central dos Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) e passou pelas ruas próximas ao campus Butantã. Mais de 120 cursos em cinco campi aderiram à greve.
“Ontem a gente fez um ato saindo do Portão 1 da USP, até a Faria Lima, composto majoritariamente pelos estudantes, mas agora com a saída dos trabalhadores da greve fica meio incerto. Semana que vem terão assembleias para decidir a continuidade da greve”, disse Antonio Michiles à TVT.
Michiles é estudante de Geografia e militante da Fogo no Pavio. O estudante está ajudando a organizar a greve junto a outras entidades estudantis. Para ele, se trata de uma greve muito particular dentro da USP, porque “diferente da greve de 2023, quem entra na greve primeiro não são os estudantes, são os trabalhadores, os técnicos administrativos”.
Entenda as demandas dos estudantes
Estudantes da USP protestam nesta quinta (23) – Melhorar a qualidade da comida dos restaurantes universitários é uma das reivindicações da greve – Foto: Gabriel Albuquerque
Dois acontecimentos críticos teriam criado a força mobilizadora: a minuta da reitoria sobre os espaços estudantis e larvas encontradas em restaurantes universitários. Um sentimento geral de insatisfação com a Universidade, no entanto, já existia, como a precaridade de institutos, problemas habitacionais, cortes de bolsas e outras políticas de permanência estudantis.
Michiles cita o exemplo da Geografia, que recentemente teve um corte nos trabalhos de campo, fundamentais para a formação de geógrafos. “Nós não temos mais ônibus para fazer os trabalhos de campo“, disse. O estudante diz que essa é uma das dificuldades para o direcionamento da greve. Como todos os cursos têm insatisfações particulares, que passa pelo teto de gastos mantido pelo governo Tarcísio, a unificação dessas pautas se torna algo difícil.
“Então, o que a gente tem procurado fazer e articular com os estudantes é que as pautas dos estudantes não virem uma lista de desejos, e que se criem pautas unificadas, principalmente em relação à meta de sustentabilidade da USP, que, na verdade, é um teto de gastos colocado pelo governo do Estado, que impede com que a USP gaste boa parte do dinheiro do orçamento que vem do ICMS para a universidade”, disse.
Larva no bandeijão
A qualidade da comida ofertada nos restaurantes universitários é uma das principais demandas. Estudantes denunciam a presença de larvas nas refeições, insetos mortos e comida estragada.
No restaurante da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), campus da Zona Leste, estudantes denunciaram neste mês a qualidade da comida, que fez com que alunos pegassem intoxicação alimentar. Eles relataram que desde o começo do ano o serviço ofertado piora.
Já na Faculdade de Direito, que fica no Largo São Francisco, denúncias parecidas sobre larvas na comida e insetos surgiram neste mês.
Larva no bandejão da Sanfran USP. Alunos estão em greve, entre os motivos está a qualidade da comida – ReproduçãoLarva no bandejão da Sanfran USP. Alunos estão em greve, entre os motivos está a qualidade da comida – Reprodução
O bandejão da Medicina é conhecido por ser um dos melhores ofertados, mesmo assim casos de larvas também ocorreram neste ano, o que causou indignação entre estudantes do curso, que dessa vez aderiram à greve.
O que era a minuta que foi revogada hoje?
Outro ponto crucial, que já foi revogado, era uma minuta comunicada pela reitoria que proibia a comercialização dos espaços estudantis e também exigia que os centros acadêmicos, as entidades, os estudantes paguassem conta de água e luz.
Essa minuta uniu os estudantes da USP, já que ela impossibilitaria o funcionamento de entidades estudantis, como os movimentos ao impedir que essas organizações conseguissem financiamento.
“Então, basicamente, essa minuta é o que ela está fazendo, impedindo que o movimento social exista e tenha financiamento próprio dentro da universidade. […] Na prática, limitaria ou acabaria com a maior parte dos centros acadêmicos que precisam de dinheiro para se manter, para fazer suas atividades, seus eventos, organizar as caloradas, enfim. Então, essa é uma pauta que tem mobilizado bastante o corpo de estudantes, […] inclusive institutos que historicamente não entram em greve, como a FEA e a Poli, e ontem a Medicina também entrou em greve”, disse Michiles
O que os TAEs reivindicavam
O ponta-pé inicial da paralização que partiu dos TAEs foi a falta de igualdade entre professores e servidores. Docentes passaram a receber a Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas (Grace), mas a política não havia sido aplicada aos servidores.
Além disso, Funcionários da universidade também estavam paralisados contra perdas salariais, políticas de terceirização e precarização do atendimento nos restaurantes universitários e más condições sanitárias.
O acordo desta quinta garantiu a criação de um programa de gratificação aos servidores, que deve ser pago mensalmente pelo mesmo período que for paga a gratificação dos docentes. A reitoria também se comprometeu a formalizar juridicamente o abono das horas não trabalhadas em períodos de “pontes” de feriados e recesso de final de ano e implementar soluções para assegurar aos tercerizados condições de deslocamento análogas a dos servidores, como a gratuidade dos ônibus circulares.
Leia na íntegra comunicado da Reitoria – 24/04/2026
“A Reitoria reforça que não há nenhuma intenção da retirada dos espaços estudantis na Universidade. A minuta referente à utilização dos espaços estudantis está revogada.
Um grupo de trabalho será constituído com representação estudantil para a discussão das estratégias de regularização desses espaços para garantir maior segurança jurídica, transparência e conformidade com a legislação aplicável ao patrimônio público tanto para a Universidade quanto para os estudantes.
Ficou agendada para o próximo dia 28 de abril (terça-feira), às 14h, uma reunião de negociação com os representantes definidos pelos estudantes”.
O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) prorrogaram o prazo para o pedido de isenção de pagamento da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026. Inicialmente, os estudantes interessados deveriam solicitar o benefício até esta sexta-feira (24), mas agora o prazo segue aberto até o dia 30 deste mês. Saiba mais na TVT News.
A solicitação deve ser feita na Página do Participante do Enem, por meio do login único da plataforma de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.
A gratuidade na taxa de inscrição do Enem é prevista nos seguintes casos:
matriculados no 3º ano do ensino médio em escola pública, em 2026;
estudantes de todo o ensino médio em escola pública ou bolsistas integrais em escola privada e que tenham renda igual ou inferior a um salário mínimo e meio;
pessoas de baixa renda com registro ativo no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico);
beneficiários do programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação (MEC);
A isenção não é automática, portanto os candidatos que se encaixam em um desses requisitos devem solicitar a dispensa do pagamento.
O participante que obteve a isenção do pagamento da taxa no Enem de 2025, mas não compareceu às provas nos dois dias de aplicação, deve justificar a ausência caso queira solicitar o benefício novamente em 2026.
Entre os documentos previstos no edital para justificar a falta, estão o boletim de ocorrência policial para casos de assaltos ou acidente de trânsito; atestado médico; certidão de óbito de familiares, dentre outros. Confira as especificações para o envio no edital.
A justificativa da ausência no Enem 2025 também deve ser feita pela Página do Participante.
Resultado
Os resultados das solicitações de isenção da taxa de inscrição serão divulgados pelo Inep em 8 de maio.
Os solicitantes com pedidos de isenção negados poderão entrar com recurso administrativo entre 11 a 15 de maio. Os resultados definitivos dos recursos serão conhecidos em 22 de maio.
Ainda não foi divulgado o início do período de inscrição para as provas.
O Enem
O Enem é a principal prova para entrada no ensino superior brasileiro, por meio de iniciativas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu); o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão do ensino médio para os candidatos que têm 18 anos completos e alcançam a pontuação mínima em cada área do conhecimento das provas e na redação.
O prazo para os interessados solicitarem a isenção de pagamento da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026 termina nesta sexta-feira. A data limite também se aplica para aqueles candidatos que precisam justificar a ausência na edição do ano passado para participar gratuitamente desta edição. Saiba os detalhes na TVT News.
A solicitação deve ser feita pela Página do Participante do Enem com o login único da plataforma de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.
O Inep prevê a gratuidade na inscrição do exame para os seguintes casos:
· matriculados no 3º ano do ensino médio em escola pública, em 2026;
· estudantes de todo o ensino médio em escola pública ou bolsistas integrais em escola privada e que possuam renda igual ou inferior a um salário-mínimo e meio;
· pessoas de baixa renda com registro ativo no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico);
· beneficiários do programa Pé-de-Meia, do Ministério da Educação (MEC);
As pessoas que se enquadram nestes perfis devem solicitar a dispensa do pagamento da taxa, pois a isenção não é automática.
O Inep destaca que o participante que integra uma família inscrita no CadÚnico precisa estar com a situação cadastral regular para solicitar a isenção da inscrição no Enem. A falta de atualização no CadÚnico pode levar ao indeferimento do pedido para fazer as provas de graça.
O participante que teve a isenção de pagamento da taxa de inscrição do Enem 2025, não compareceu às provas nos dois dias de aplicação em novembro do ano passado e queira solicitar novamente isenção da taxa de inscrição em 2026 deve justificar sua ausência.
Os documentos de comprovação devem conter todas as especificações do edital e serem legíveis para análise, sob pena de serem considerados inválidos. Entre eles: boletim de ocorrência policial, para casos de assaltos ou acidente de trânsito; certidão de casamento ou declaração de união estável, se ocorrida nove dias antes do primeiro dia de aplicação das provas.
O Inep exige documentos somente nos formatos PDF, PNG ou JPG, com o tamanho máximo de 2MB. Não serão aceitos documentos autodeclaratórios ou emitidos por pais ou responsáveis dos participantes.
A justificativa da ausência no Enem 2025 também deve ser feita pela Página do Participante.
Resultado
Os resultados das solicitações de isenção da taxa de inscrição serão divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em 8 de maio.
Os solicitantes com pedidos de isenção negados pela autarquia poderão entrar com recurso administrativo entre 11 a 15 de maio. Os resultados definitivos dos recursos serão conhecidos em 22 de maio.
Já o período de inscrição para as provas ainda será definido e divulgado pelo Ministério da Educação. Quem teve a isenção de pagamento da taxa aprovada também precisa fazer a inscrição para as provas.
O Enem
O Enem é a principal prova para entrada no ensino superior brasileiro, por meio de iniciativas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu); o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Ainda, desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão do ensino médio para os candidatos que têm 18 anos completos e alcançam a pontuação mínima em cada área do conhecimento das provas e na redação.
Os resultados individuais do Enem também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições de ensino superior de Portugal que têm convênio com o Inep para aceitarem as notas do exame.
O que é notícia em 22 de abril de 2026 no Jornal TVT News Primeira Edição
Brasil convoca diplomata dos EUA após expulsão de delegado da PF
Governo avalia reciprocidade e pode expulsar agentes americanos
Irã apreende navios no Estreito de Ormuz e eleva tensão global
Teerã chama ação dos EUA de “pirataria” e mantém pressão no Golfo
Trump prorroga cessar-fogo, mas negociações seguem travadas
CCJ retoma debate sobre fim da escala 6×1 com transição até 2031
Porta-aviões nuclear dos EUA chega ao Rio para exercícios militares
Crise econômica agrava fome e filas por comida na Argentina
Kicillof lidera corrida presidencial de 2027, aponta pesquisa
Jornal TVT News: manhã e tarde com os trabalhadores
TVT News tem dois telejornais diários: o jornal TVT News Primeira Edição, das 10h30 às 13h e o Jornal TVT News Segunda Edição, das 16h às 18h. Os dois noticiários fazem parte das transformações de programação e na linguagem que começaram em agosto de 2024 quando o site TVT News foi lançado.
“Nossa estratégia de unificar a redação e diversificar conteúdos vem se mostrando acertada. Agora nossos esforços estão concentrados em aumentar a audiência e estrear novos produtos”, explica o Diretor de Conteúdo da TVT News, Ricardo Negrão.
Talita Galli e Don Ernesto, apresentadores dos novos telejornais da TVT News: o dia com os trabalhadores. Foto: Vitória Machado/TVT News
Nesta terça, a TV Globo exibiu a última edição do BBB 2026, coroando, enfim, Ana Paula Renault como a vencedora tão esperada do programa. Durante os dias de confinamento, a mineira defendeu uma série de pautas do campo progressista como o fim da escala 6×1, as cotas raciais como reparação histórica e o programa do governo Lula Minha Casa Minha Vida levando o debate para dentro do reality. Leia em TVT News.
Mesmo evitando abordar candidatos ou partidos por causa das regras do programa, Ana Paula conseguiu mobilizar a disucssão política com temas importantes em conversas com aliados e adversários. Nas suas redes sociais, antes de entrar na casa, a mineira se manifestava com frequência políticamente, expressando ser contrária ao governo Bolsonaro e alinhada a pautas de esquerda.
Um evento em específico ganhou repercussão na internet. Em 2023, Ana Paula gravou um vídeo discutindo com o deputado federal Nikolas Ferreira, que sentava ao seu lado durante voo comercial. Nikolas, naquele mês, havia discursado de peruca no dia internacional da mulher alegando “lugar de fala”. Ana Paula chegou até mesmo a compartilhar um baixo-assinado online pedindo sua cassação por transfobia e falta de decoro parlamentar.
Ontem, em Belo Horizonte, durante a transmissão da TV Globo, vimos que fãs carregavam cartazes com seu nome, mas também havia bandeira vermelha com o nome de Lula.
Os primeiros adversários de Ana Paula no jogo foram pessoas que a perseguiram dentro da casa por conta do seu posicionamento político, como Matheus e Brigido. Matheus, que teve fala racista sobre Tia Milena ter patroa dentro do programa, manifestou seu incômodo sobre a veterana e suas pautas políticas em vários momentos do programa. Em um deles, chegou a reclamar sobre a defesa da escala 5×2.
“E aí isso que me irritou muito (…). Teve um momento que eu tava conversando com ela e eu tava falando sobred a Milena, que eu tenho boa parte da minha família de empregada doméstica, e em vez dela estar normal na conversa ela ficava falando de política: ‘por isso que sou a favor da 5×2, por isso que tem que acabar a 6×1′“, disse Matheus em conversa com a veterana Sol Veiga.
Matheus achou ruim porque Ana Paula defendeu o fim da escala 6X1. Ele é bancário e certamente trabalha 5X2 e 30h semanais. É muito egoísmo e falta de consciência de classe. #bbb26pic.twitter.com/basvZCYawJ
Veja momentos em que Ana Paula defendeu fim da escala 6×1
A primeira vez que o tema da escala 6×1 no programa foi ainda em janeiro, em uma conversa na beira da piscina com Cowboy, Babu e Tia Milena. Babu estava conversando sobre a abolição da escravidão que ajudou o movimento republicano ganhar força e proclamar a República, já que a monarquia havia perdido credibilidade entre a elite escravocrata. Ana Paula pegou o gancho para falar sobre outras reformas na história do Brasil que a elite empresarial disse que quebraria a economia do país, como o direito à férias, décimo terceiro e agora o fim da jornada 6×1.
Ana Paula e Babu demonstrando conhecimento histórico e consciência de classe:
"Eles diziam que o fim da escravidão iria quebrar o país, assim como falavam que o 13º salário iria quebrar o país, que as férias iriam quebrar o país e que, agora, o fim da escala 6×1 vai quebrar o… pic.twitter.com/aKu8qRN4DT
Em outro momento marcante, Ana Paula e Tia Milena compartilhavam um dos castigos do monstro mais difíceis dessa edição. O desafio era ficar em pé apertando um botão que mantinha uma luz acesa. A luz, no entanto, deveria ficar o tempo todo acesa até que a produção anunciasse o fim do desafio. As duas deveriam revezar durante o castigo, mas ele durou mais de 12 horas.
A situação despertou um debate sobre direitos trabalhistas e jornadas abusivas de trabalho. Milena, que trabalha como recreadora infantil e emprega doméstica, disse que o governo poderia dar dois dias para descanso. Então Ana Paula a lembrou que tem um projeto para ser votado, que é a PEC do fim da Escala 6X1 que, inclusive, será votada nesta quarta (22) na Câmara.
“Tem um projeto sobre isso, da escala“, disse Ana Paula
“Você acha que esses vagabundos vão votar, vão nada. Eles gostam de ter funcionário 24 horas lambendo o rabo deles“, disse Milena
“Por isso que a gente tem que fazer passeata, ir para as ruas e pressionar. Tia Milena, antigamente não tinha férias, não tinha décimo terceiro e toda vez que iam sancionar algum direito para os trabalhadores falava que o Brasil ia quebrar“, disse Ana Paula
Ana Paula defendeu o fim da escala 6×1 pela 4ª vez no BBB. Milena, que votou Bolsonaro em 22, concordou.
No Datafolha, 53% dos eleitores de Bolsonaro querem o fim da escala 6×1.
A agenda trabalhista é uma das principais formas de levar o povo para a esquerda! pic.twitter.com/LXEXBf663o
Míssil iraniano atravessa o espaço aéreo de Israel em meio à escalada de tensões entre Teerã, Tel Aviv e Washington. Foto: Divulgação
Nesta terça-feira (7), diversos países do Oriente Médio foram alvos de uma série de ataques provenientes do Irã. Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos confirmaram o lançamento de mísseis e drones de Teerã, poucos antes do fim do prazo dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã fechasse um acordo favorável a Washington.
Em Bagdá, no Iraque, instalações americanas localizadas nas proximidades do aeroporto também foram atingidas. De acordo com informações da Reuters, explosões foram ouvidas em Doha, capital do Catar, onde autoridades locais afirmaram ter interceptado com sucesso um ataque de mísseis.
As tensões se intensificaram ainda mais quando o Ministério do Interior do Bahrein anunciou que sirenes foram ativadas em todo o território, alertando a população para a situação de emergência. O ministério pediu aos cidadãos e residentes que se dirigissem aos locais mais seguros.
Similarmente, os Emirados Árabes Unidos também dispararam sirenes de alerta, informando que estavam combatendo mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones iranianos. Além disso, o Irã emitiu um aviso alertando para a designação de várias áreas no Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita como zonas militares.
A medida entraria em vigor às 23h, horário de Teerã (16h30 em Brasília). O regime do Kuwait, por sua vez, instaurou um toque de recolher em todo o país, recomendando que os moradores saíssem de casa apenas em casos de extrema necessidade.
O ataque não se limitou aos países do Golfo Pérsico. O Irã também continuou seus lançamentos de mísseis contra o território israelense. Em resposta, Israel atacou o Irã, resultando na morte do chefe da Inteligência da Guarda Revolucionária Iraniana.
O representante iraniano na ONU, Amir-Saeid Iravani, fez duras críticas à retórica do presidente Donald Trump, acusando-o de incitar crimes de guerra e potencial genocídio.
Em uma declaração durante uma sessão do Conselho de Segurança sobre o Estreito de Ormuz, ele pediu à comunidade internacional que condenasse as ameaças dele antes que a situação se deteriorasse ainda mais. Iravani afirmou que, se as ameaças de Trump se concretizarem, o Irã não ficaria inerte.
O enviado afirmou que Teerã tomaria medidas de autodefesa e ações proporcionais para responder às ameaças. Durante uma postagem na rede social Truth Social, Trump alertou que “uma civilização inteira morrerá nesta noite” caso o Irã não reabra o Estreito de Ormuz, um ponto estratégico fundamental para o comércio de petróleo.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan. Foto: Divulgação
O governo federal está avaliando a possibilidade de permitir a utilização de parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que os trabalhadores brasileiros possam quitar suas dívidas. A medida, confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta terça-feira (7), visa aliviar o orçamento das famílias, que enfrentam altos níveis de endividamento.
De acordo com ele, a proposta está sendo analisada em conjunto com o Ministério do Trabalho, que tem a preocupação de garantir a integridade do fundo. O ministro afirmou que, caso a avaliação considere razoável o uso do FGTS para refinanciamento de dívidas, a medida poderá ser adotada.
“Estamos avaliando isso com o Ministério do Trabalho, que tem uma preocupação com a higidez do Fundo de Garantia. Ao se fazer uma análise, se a gente achar que for razoável a utilização para refinanciamento de algumas dívidas, isso vai ser admitido. Isso não é feito só por mim, mas também pelo ministro (Luiz) Marinho (do Trabalho). Estamos caminhando com essa avaliação, do impacto que isso vai ter sobre o FGTS”, disse ele.
A proposta surge em meio a uma série de discussões sobre o crescente endividamento das famílias brasileiras, um tema que tem preocupado o presidente Lula nas últimas semanas. Durante a reunião, Durigan e outros ministros discutiram formas de combater esse endividamento e aliviar a pressão financeira sobre os cidadãos.
Entre as medidas que estão sendo consideradas, está a liberação do FGTS para pagamento de dívidas, o que, segundo o governo, poderia diminuir o comprometimento de renda das famílias. No entanto, também há preocupações sobre o impacto dessa ação na segurança financeira dos trabalhadores, especialmente em caso de perda de emprego.
Usuário acessando o aplicativo da Caixa Econômica Federal. Foto: Divulgação
Além da liberação do FGTS para o pagamento de dívidas, outra medida em discussão envolve a regulamentação do fundo como garantia para operações de crédito consignado privado. Essa proposta busca facilitar o acesso ao crédito de forma mais acessível e com taxas de juros mais baixas.
O governo também estuda outras ações para combater o endividamento, como o uso dos recursos esquecidos nos bancos, atualmente avaliados em R$ 10,5 bilhões. Esses recursos poderiam ser direcionados ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), com o objetivo de reforçar as garantias do governo aos empréstimos renegociados.
Embora essa medida tenha gerado expectativa, Durigan optou por não detalhar suas especificidades, prometendo anunciar os detalhes assim que as decisões forem finalizadas. “Não vou entrar nos detalhes das medidas, isso ainda vai ser anunciado com todos os detalhes”, afirmou o ministro.
Além disso, o governo está discutindo dois focos principais para o novo programa de combate ao endividamento: o primeiro seria focado na população de baixa renda, com dívidas em atraso entre 60 e 360 dias, incentivando a renegociação com descontos e novas opções de parcelamento.
O segundo foco seria para pessoas adimplentes, mas com alto comprometimento de renda, que poderiam ser estimuladas a migrar para linhas de crédito com juros mais baixos, aliviando assim suas finanças.
A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados realiza hoje às 14h uma audiência para debater a PEC (Proposta de emenda à Constituição) pelo fim da escala 6×1, que tramita no congresso desde 2025. Esse modelo de jornada em que o trabalhador tem apenas um dia de folga vem sendo amplamente criticado e debatido. Leia em TVT News.
Motta diz que fim da escala 6×1 será debatida por meio de PEC
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse nesta terça-feira (7) que o governo não vai mais encaminhar um projeto de lei com urgência para tratar do fim da escala de trabalho 6X1. Segundo ele, o debate ocorrerá por meio de uma proposta de Emenda à Constituição (PEC) que, atualmente, está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.
“O governo não mais enviará, segundo o líder do governo [deputado José Guimarães], o projeto de lei com urgência, pactuando assim o entendimento já feito e determinado por essa presidência de que nos iremos analisar a matéria por Projeto de Emenda à Constituição”, disse Motta após reunião de líderes na residência oficial.
Atualmente, a Constituição estabelece que a carga de trabalho será de até oito horas diárias e até 44 horas semanais. A CCJ analisa os textos das PECs apresentadas pela deputada Érika Hilton (PSOL-SP) e pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). A expectativa é que o colegiado análise a admissibilidade da matéria na próxima semana.
Mudança terá impacto imediato na qualidade de vida dos trabalhadores. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O primeiro acaba com a escala 6×1, de seis dias de trabalho e um de descanso e limita a duração do trabalho normal a 36 horas semanais. O texto ainda faculta a compensação de horas e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. Pela proposta, a nova jornada entra em vigor 360 dias após a data da sua publicação.
O segundo projeto também reduz a jornada de trabalho para 36 horas semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, nos mesmos termos da proposta anterior. A matéria, entretanto, prevê que a nova jornada entre em vigor 10 anos após a data de sua publicação.
Acompanhe o debate sobre o fim da escala 6×1 na CCJ da Câmara
Desde a semana passada, havia uma expectativa de envio de projeto de lei elaborado pelo governo Lula sobre o tema que, caso fosse enviado, teria que ser votado com urgência, mas esse texto não foi ainda recebido. O que se discute agora é a PEC que já estava em debate sobre a jornada.
A comissão da Câmara realizará o debate com representantes de confederações do setor produtivo da indústria, agronegócio, comércio e transportes, já que no mês passado foram escutados representantes de sindicatos e o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que é favorável ao fim da escala 6×1.
“Jornadas longas contribuem para o desgaste físico e mental, causam mais acidentes e aumentam o absenteísmo. Nós precisamos de gente na rua, curtindo mais cultura, música e educação. Não precisamos dessa insanidade de trabalhar todos os sábados, domingos e feriados”, afirmou o Ministro em uma audiência pública em março.
A CCJ analisa duas principais propostas sobre o tema:
Apresentada pela deputada do Erika Hilton (Psol-SP) e outros parlamentares, a primeira é a PEC 8/2025, que propõe uma jornada 4×3, isto é, 4 dias trabalhados e 3 dias de desncaso, com limite de 36 horas semanais.
De autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), a PEC 221 também reduz de 44 para 36 horas a jornada semanal, mas ao longo de dez anos.
Qual a diferença entre as duas propostas?
A PEC 8 é a proposta que, de fato, pretende acabar com a escala 6×1 e implementar a 4×3. Já a PEC 221 aposta numa redução da jornada ao longo dos anos, sem extinguir com a escala de seis dias de trabalho.
Em fevereiro de 2026, a proposta de Erika Hilton foi anexada à de Reginaldo Lopes, que é o texto base.
Brasília-DF – 18/03 /2026 Deputada Erika Hilton durante a primeira reunião da comissão de Defesa dos direitos da Mulher. Erika Hilton apresentou um dos projetos de emenda sobre a escala 6×1 que será discutido hoje. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil. da Esh Capital, Vladimir Timerman.
Projeto com urgência constitucional sobre escala 6×1 ainda deve ser enviado pelo governo
Ministros do governo Lula, como Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, havia indicado sobre o envio de PL com urgência.
Além disso, já fazia semanas que outros ministros como Guilherme Boulos e Sidônio Palmeira orientavam que Lula enviasse o texto, que deve ser encaminhado nesta semana.
Já tramitam na Casa outros projetos sobre o assunto, mas uma nova matéria com urgência constitucional transformaria o debate.
Entenda o que mudaria com a PL
Até então a discussão sobre a escala 6X1 se estendia lentamente na Câmara.
Como de praxe, uma PEC exige a análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que é o que ocorrerá nesta terça, além de uma comissão especial antes de ser analisada em plenário.
Por outro lado, caso Lula encamine o projeto de lei com urgência, parlamentares são obrigados a votarem o texto em até 45 dias.
Esse novo caminho tomado pelo governo Lula também garante ao presidente o veredito final sobre a nova regra trabalhista, permitindo que o presidente vete ou não trechos aprovados pelos deputados.
E se o prazo não for respeitado… Quais são as consequências?
Caso a Câmara ou Senado não cumprirem o prazo fixado, a pauta de votações da Casa fica travada.
Como seria o texto enviado pelo governo?
Mesmo que o texto ainda não esteja fechado, a previsão é que o governo defenderá alguns pontos:
O lado oculto da Lua: Trump ameaça tomar Irã nesta noite; internautas se encantam com fotografias da missão Artemis II
Desde o começo da missão Artemis II, a Nasa vem divulgando fotografias de “turismo” do espaço que estão circulando pelas redes sociais. Como forma de propaganda da missão, as imagens servem para receber apoio do público. No site da agência, a viagem é transmitida ao vivo 24 horas seguidas. As atualizações sempre em tom de exaltação.
Em suas redes sociais, Donald Trump, Nasa e a Casa Branca compartilharam como colaboradores a “primeira imagem” registrada do lado oculto da lua:
A fotografia desse ângulo foi divulgada como a primeira já realizada em tom de exaltação e de conquista, mas não é bem assim como eles contam.
Desde o programa Apollo, nas décadas de 1960 e 1970, exploradores robóticos já mapearam o lado oculto da Lua.
Em 2023, a Índia enviou a sonda Chandrayaan-3 e capturou imagens detalhadas da mesma região. Por olhos humanos, a Nasa pode ter feito o primeiro registro do lado oculto da Lua, mas está longe de ser um feito verdadeiramente inédito.
Foto do lado oculto da Lua feita em 2023 por uma câmera da sonda Chandrayaan-3, da Índia – Foto: Divulgação
O lado oculto da Lua: “Uma civilização inteira morrerá nesta noite”, declarou Trump nesta segunda
A tensão da guerra com o Irã atingiu o ápice nesta terça-feira (7), prazo final de um ultimato de 48 horas imposto pelos Estados Unidos para a reabertura do Estreito de Ormuz.
Em uma postagem que gerou alarme internacional por seu caráter extremado, Trump afirmou em sua rede social que “uma civilização inteira morrerá nesta noite”, sinalizando um descarte das vias diplomáticas tradicionais em favor de uma retórica de aniquilação.
A astronauta Christina Koch observa a Terra a partir da nave Orion na Missão Artemis II (imagem feita com um iPhone 17 Pro Max) – NASA/ DivulgaçãoUma imagem feita no quarto dia da missão Artemis 2 mostra a bacia Orientale na borda direita do disco lunar na Missão Artemis II – NASA/DivulgaçãoLado oculto da lua capturada da Orion enquanto a Terra submerge além do horizonte lunar – NASA/Divulgação
Como as imagens são feitas
Esta é a primeira vez que câmeras digitais são levadas tão longe. Junto aos 4 astronautas estão 32 câmeras e dispositivos, 15 instalados na nave e 17 operados manualmente.
Conforme detalhado pela Nasa, a tripulação utiliza equipamentos fotográficos com cerca de uma década de mercado, a exemplo da Nikon D5, complementados por câmeras GoPro e smartphones. Para quem deseja conferir as especificações técnicas, o álbum da missão na plataforma Flickr detalha qual dispositivo foi o responsável por cada registro publicado.
Entenda: Nikon D5 lançada em 2016 vai ao espaço, fotógrafo explica:
Agora, a Artemis II entra em fase de regresso. Depois de completar a volta em torno da Lua, a espaçonave Orion acionou os motores rumo à Terra e deixará a órbita lunar nesta terça (7). O feito consolida o retorno dos voos tripulados ao espaço profundo, algo que não ocorria desde o fim do programa Apollo, em 1972.
Artemis II bate recorde de distância percorrida por seres humanos no espaço
A missão Artemis II, da NASA, entrou para a história nesta segunda-feira (6) ao estabelecer um novo recorde de distância percorrida por seres humanos no espaço. A bordo da cápsula Orion, quatro astronautas ultrapassaram a marca registrada pela missão Apollo 13, de 1970, e se tornaram os humanos que mais se afastaram da Terra. Leia em TVT News.
De acordo com dados divulgados pela agência espacial e confirmados por veículos internacionais, a tripulação atingiu cerca de 252 mil milhas (aproximadamente 406 mil quilômetros) de distância do planeta, superando o recorde anterior de 248 mil milhas. Esse marco foi alcançado durante o sobrevoo da face oculta da Lua, momento em que a nave também entrou em um período temporário de blackout de comunicações com a Terra.
Os professores da rede pública estadual de São Paulo entram em greve nos dias 9 e 10 de abril. Leia sobre a paralisação dos professores da rede pública de SP com a TVT News.
Greve dos professores da rede pública de São Paulo dias 9 e 10 de abril
Atenção, pois há paralisações previstas em escolas de todas as regiões de São Paulo, incluindo capital, litoral e interior.
Convocação da Apeoesp para a greve nos dias 9 e 10 de abril Imagem: Reprodução / Apeoesp
Entenda os motivos da greve dos professores da rede estadual de São Paulo
A greve dos professores da rede pública, que também envolve mobilizações nos dias 9 e 10 de abril, ocorre em meio a críticas dos docentes às políticas educacionais do governo Tarcísio. Entre as principais reivindicações está o reajuste do piso nacional do magistério com impacto na carreira.
“O governo Tarcísio de Freitas publicou o Decreto 70.483/2026, que dispõe sobre a concessão de abono omplementar aos servidores. Na prática, o governo Tarcísio mais uma vez descumpre a lei do piso, e pagará um abono para aqueles profissionais que recebem abaixo do piso nacional, até que complemente o valor”, explica, em nota o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).
“Tarcísio também enviou para a Assembleia Legislativa o Projeto de Lei Complementar 226/2026, que propõe reajuste salarial de 10% para as forças de segurança (polícias civil e militar). Ora, não desconhecemos a importância das forças policiais, porém a Educação e seus profissionais são fundamentais para a sociedade e, portanto,também devemos receber um reajuste linear compatível com o que está sendo a eles concedido”, completa a nota da Apeoesp.
Os professores também cobram a aplicação correta da jornada do piso, garantindo que ao menos um terço da carga horária seja destinado a atividades extraclasse, como planejamento e formação. Outro ponto central é a retirada do Projeto de Lei 1316/2025, que trata da reforma administrativa na área da educação.
A pauta da greve inclui ainda a revogação de mecanismos de avaliação considerados injustos pela categoria, mudanças na atribuição de aulas para assegurar maior transparência e a garantia de que não haja professores sem aulas ou estudantes sem docentes.
Entre outras demandas, estão:
Reajuste salarial para todos os professores, ativos e aposentados, com base no piso nacional da educação;
Abertura de classes no período noturno, tanto no ensino regular quanto na Educação de Jovens e Adultos (EJA);
Ampliação da educação especial inclusiva, com atendimento adequado a estudantes com deficiência;
Convocação de mais professores concursados;
Regularização de pagamentos atrasados e revisão de descontos realizados durante a pandemia;
Devolução de valores considerados indevidos a aposentados e pensionistas.
A mobilização é organizada por entidades representativas dos professores da rede pública e deve reunir educadores de diversas regiões do estado. A assembleia no vão do MASP será determinante para definir os próximos passos do movimento, incluindo a possibilidade de manutenção ou ampliação da greve.
A expectativa é de forte adesão à greve dos professores, em um cenário de tensão entre a categoria e o governo Tarcísio de Freitas. Foto: Reprodução / Apeoesp
A expectativa é de forte adesão, em um cenário de tensão entre a categoria e o governo estadual, com impactos diretos no calendário escolar da rede pública paulista.
Os professores também realizam uma assembleia decisiva na quinta-feira, 10 de abril, às 16h, no vão livre do MASP, para avaliar a continuidade do movimento.
Por que os professores de São Paulo estão em greve?
Entre as principais reivindicações do professores em greve estão:
Reajuste do piso nacional do salário base com repercussão na carreira e não no abono complementar
Reajuste salarial imediato de 6,27% para todos os professores, ativos e aposentados, com base no piso nacional da educação;
Aplicação correta da jornada do piso em aulas (26 aulas em classe e 14 sem estudantes)
Retirada do PL 1316/2025 – Reforma Administrativa da Educação
Revogação da Avaliação de Desempenho injusta e punitiva
Atribuição de aulas presencial, justa e transparente
Nenhum professor sem aula, nenhum estudante sem professor
Abertura de classes no noturno ensino regular e EJA
Educação Especial Inclusiva que atenda às necessidades de estudantes atípicos e com deficiência
Convocação de mais professores concursados
Aplicação do tempo de serviço descongelado da pandemia e pagamento dos retroativos
Devolução dos valores confiscados de aposentados e pensionistas
Melhores condições de trabalho, incluindo climatização das salas de aula devido às fortes ondas de calor;
Diálogo efetivo com o governo estadual, que tem se mostrado resistente às negociações.
Segundo a deputada estadual Professora Bebel (PT), presidenta da Apeoesp, , a paralisação é resultado da falta de avanços nas pautas apresentadas ao governo estadual. “Estamos chamando os professores e as professoras a fecharem suas escolas nos dias 9 e 10 e participarem da assembleia. É um momento decisivo para a nossa categoria, que precisa se posicionar diante das medidas que impactam a educação pública e a carreira do magistério”, explica Bebel.
Outro ponto da greve é a defesa da carreira docente, incluindo a implementação da meta 17 do Plano Nacional de Educação, que prevê a equiparação salarial dos professores com outros profissionais de nível superior.
“Nós lutamos há anos para que o piso seja o ponto de partida da carreira. Valorização de verdade significa cumprir a carreira e garantir salários compatíveis com a importância do nosso trabalho”, afirma Bebel.
A deputada reforça a importância da participação da categoria na assembleia do dia 10. “A presença de cada professor e professora será fundamental para que possamos decidir os próximos passos do movimento. É na assembleia que a categoria se expressa e define seus rumos”, conclui.
Professores e outras categorias do funcionalismo público participaração do ato no dia 10, às 16h, no MASP. Foto: Reprodução / Apeoesp
A Apeoesp reforça a importãncia de todos os professores participarem ativamente da assembleia no dia 10, ressaltando que a unidade da categoria será determinante para os próximos passos na luta por valorização profissional e melhorias na educação pública.
Caravana da Educação
A mobilização vem sendo organizada em todo o estado por meio da Caravana da Educação, que percorre as subsedes da Apeoesp promovendo debates com a comunidade escolar. Segundo a entidade, com as Caravana, já foram instalados 30 comitês populares, 12 estão com lançamentos previstos, e a expectativa é ampliar essa articulação para as 95 subsedes.
Para Bebel, a greve também busca ampliar o diálogo com a sociedade. Ela explica que “a educação pública diz respeito a toda a população. Estamos dialogando com estudantes, pais e comunidades para mostrar o que está em jogo e fortalecer essa construção coletiva”.
os dias 16 e 30 de março, o Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) aprovou o Plano de Ação para 2026, que prevê cerca de R$ 1,4 bilhão em recursos. A decisão foi tomada durante a 78ª e a 79ª reuniões do colegiado, realizadas no Ministério da Cultura (MinC), em Brasília. Leia em TVT News.
Os encontros, presididos pela ministra Margareth Menezes, reuniram gestores públicos e representantes do setor audiovisual para avaliar dados, ouvir demandas e encaminhar propostas que devem orientar o próximo ciclo de políticas para o segmento.
A Agência Nacional do Cinema (Ancine), como secretaria-executiva do FSA, coordenou os trabalhos e apresentou dados do setor por meio do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA), que subsidiam a formulação e o aperfeiçoamento das políticas públicas.
As pautas dos encontros incluíram a apresentação dos relatórios de gestão do FSA, o planejamento das políticas de fomento, a aprovação das regras e critérios das chamadas públicas remanescentes do Plano de Ação de 2025, a programação da execução orçamentária e financeira de 2026 e a apresentação de um calendário para o lançamento das novas ações.
Também foram apresentados documentos estratégicos para o setor, como o Panorama do Ecossistema Audiovisual e os Planos de Ação e Composição Orçamentária da linha dos Arranjos Regionais.
Além disso, foi retomada a linha de investimentos em núcleos criativos, voltados à etapa de desenvolvimento de projetos audiovisuais, como a criação e a estruturação de roteiros e obras.
Conjuntamente, foram aprovadas propostas de novas parcerias com a RioFilme e com o Estado do Rio de Janeiro, além da continuidade de ações emergenciais voltadas ao Rio Grande do Sul.
A reunião contou com a participação de representantes da Casa Civil, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do setor audiovisual.
Na abertura, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou o momento vivido pelo setor e a importância da articulação entre governo e sociedade civil. “A gente fica feliz de ver o que está acontecendo no audiovisual. Isso dá mais inspiração para continuar trabalhando e procurando acertar também no que diz respeito ao que cabe ao governo”.
Plano de Ação 2026
O Plano de Ação aprovado prevê cerca de R$ 1,4 bilhão em recursos, sendo R$ 976 milhões destinados às ações de investimento e R$ 460 milhões a operações de crédito, conforme orçamento aprovado.
Os recursos incluem valores previstos no Plano Anual de Investimentos (PAI) 2026, estimado em cerca de R$ 1,1 bilhão, além de saldos remanescentes de anos anteriores.
Dentro das ações de investimento, os recursos se distribuem entre diferentes linhas, com destaque para o cinema (Prodecine) e para TV e vídeo sob demanda (Prodav), enquanto as linhas de crédito (Proinfra) concentram as operações reembolsáveis.
Plano de Ação 2026
A alocação dos recursos busca impulsionar o desenvolvimento econômico e industrial do setor em todas as regiões do país, ampliar a presença da produção nacional nos diferentes segmentos de mercado e promover a inserção de novos talentos e empreendedores, com atenção à diversidade e à representatividade.
Ao comentar os dados, o diretor-presidente da Ancine, Alex Braga, destacou o papel das informações produzidas pela agência para o setor. Segundo ele, “a Ancine, nos últimos anos, consolidou um modelo de atuação baseado na produção, sistematização e ampla divulgação de dados de mercado do setor audiovisual brasileiro”. Ele acrescentou que o material foi apresentado ao Comitê para, a partir desses diagnósticos, “pensarmos a revisão e o aperfeiçoamento das políticas públicas, estimulando a participação social, críticas e proposições”.
O relatório também aponta que a demanda do setor permanece elevada, com mais de 4 mil projetos avaliados nos editais recentes.
A secretária do Audiovisual do Ministério da Cultura, Joelma Gonzaga, afirmou que a gestão busca equilibrar diferentes perfis de produção e aprimorar os instrumentos de avaliação. Na ocasião, ressaltou que o Plano de Diretrizes e Metas (PDM) já possui validade administrativa e passará a orientar o Comitê Gestor, com a implementação de uma metodologia de monitoramento baseada em indicadores.
Desafios e perspectivas
Representantes do setor também apontaram desafios relacionados à previsibilidade e à execução das políticas.
Entre os pontos discutidos estão a estruturação de editais e a necessidade de ampliar a distribuição regional dos recursos. Em 2025, o Sudeste concentrou 66,3% dos investimentos, enquanto o Nordeste ficou com 11,5%, o Sul com 11,1%, o Centro-Oeste com 8,5% e o Norte com 2,6%. Para 2026, o plano prevê cotas de até 40% para projetos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Os indicadores divulgados pela Ancine reforçam o momento de retomada do setor. O país registra 3.554 salas de cinema em operação, recorde histórico, com 367 filmes brasileiros exibidos em 2025, que somaram 11,12 milhões de espectadores e R$ 214,9 milhões em renda.
Mesmo com a ampliação dos recursos e a diversificação dos instrumentos de financiamento, o cronograma de lançamento das ações para 2026 segue condicionado à disponibilidade financeira e à definição de critérios pelo Comitê Gestor.
Planejamento e linhas de investimentoPlano de linhas e investimentos
O alto nível de endividamento das famílias brasileiras segue como uma preocupação central do governo Lula desde o início do mandato. Um dos principais sinais dessa preocupação foi a criação do programa Desenrola Brasil, que beneficiou mais de 15 milhões de pessoas, com a renegociação de R$ 51,7 bilhões em dívidas em todo o país. Mais informações em TVT News.
Apesar dos esforços do governo federal, o volume de endividados ainda é elevado. Dados do levantamento produzido mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostram que o percentual de famílias com dívidas alcançou 80,4% em março de 2026. O índice supera tanto o registrado no mesmo período do ano passado, de 77,1%, quanto o de fevereiro deste ano, quando estava em 80,2%, indicando uma tendência persistente de alta no comprometimento da renda das famílias brasileiras.
Diante do desafio de aliviar o orçamento da população, o governo estuda a adoção de novas medidas. Na manhã desta terça-feira (7), o presidente se reuniu com ministros no Palácio do Planalto para discutir alternativas. O foco das ações está voltado principalmente para a população de baixa renda e também para pessoas adimplentes que, embora estejam com as contas em dia, apresentam alto comprometimento da renda com empréstimos e financiamentos.
Entre as alternativas em análise está a retomada do Desenrola, desta vez com foco exclusivo nos mais pobres, além da possibilidade de permitir a migração de consumidores com empréstimos ativos para linhas de crédito com juros mais baixos, o que poderia reduzir o peso das parcelas no orçamento mensal.
Recursos perdidos para enfrentar o endividamento das famílias
Para garantir a adesão das instituições financeiras às medidas, o governo avalia o uso de recursos do Fundo Garantidor de Operações, que serviria como uma espécie de garantia para os bancos, incentivando a concessão de descontos nas renegociações. Para reforçar esse fundo, está em estudo a utilização de recursos esquecidos em contas bancárias, atualmente estimados em cerca de R$ 10,5 bilhões.
Com esse mecanismo, a lógica é que, quanto maior for a participação dos bancos nas renegociações e maior a oferta de condições facilitadas aos consumidores, maior também será o acesso dessas instituições às garantias oferecidas pelo governo federal em novas operações de crédito. Na prática, isso pode resultar em descontos de até 80% para quem busca renegociar dívidas.
Outra medida em discussão, considerada mais polêmica, é a liberação de recursos do FGTS para quitação de dívidas. A proposta enfrenta resistência porque o uso do fundo para esse fim pode comprometer outras finalidades importantes, como a aquisição da casa própria e o acesso ao recurso em casos de demissão sem justa causa. Além disso, há preocupação com a sobreposição com o chamado crédito do trabalhador, que já utiliza o FGTS como garantia em caso de inadimplência.
Governo estuda liberar FGTS para auxiliar na redução do endividamento das famílias. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEIs) também estão no radar do governo. A equipe econômica trabalha na criação de uma espécie de “Desenrola”, voltado à renegociação de dívidas empresariais. A minuta de uma Medida Provisória já foi elaborada pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte e deve ser analisada em breve.
Apesar das iniciativas, especialistas apontam que o alto nível de endividamento está diretamente ligado ao patamar elevado dos juros no país. Mesmo com o início do ciclo de queda da Taxa Selic — atualmente em 14,75% ao ano —, o custo do crédito segue alto, enquanto a inflação ainda apresenta resistência, influenciada por fatores internos e externos, como conflitos internacionais.
Com a redução do poder de compra, muitas famílias acabam recorrendo ao crédito até mesmo para despesas básicas, tornando-se dependentes de modalidades mais caras, como o rotativo do cartão de crédito, que possui taxas significativamente elevadas.
Diante desse cenário, o governo também avalia medidas preventivas, como a ampliação de programas de educação financeira e incentivo ao consumo consciente. Entre as propostas está a criação de mecanismos para conter o endividamento relacionado a apostas online — as chamadas “bets”. Uma das ideias em estudo é implementar um tipo de restrição para impedir que pessoas que tenham contraído empréstimos para quitar dívidas possam realizar apostas, como forma de evitar o agravamento da situação financeira dessas famílias.
No Dia do Jornalista, celebrado nesta terça-feira, 7 de abril, o Brasil ganha um novo instrumento de proteção à liberdade de imprensa com a formalização de um protocolo nacional específico para investigar crimes contra jornalistas e comunicadores. O protocolo foi assinado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César, em evento realizado no Palácio do Planalto que contou com a presença da ministra dos Direitos Humanos e Cidadania, Janine Mello, e do ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, entre outras autoridades. Leia em TVT News.
Com o documento, o Brasil se alinha a uma tendência internacional de criação de mecanismos específicos para proteger jornalistas e enfrentar a violência contra a imprensa, um dos principais desafios globais para a democracia. “A violência contra jornalistas e comunicadores não será tratada como algo periférico à democracia. O direito de informar e o direito de ser informado merecem proteção efetiva. Este protocolo representa isso. Proteger quem informa é, em última instância, proteger o coração da nossa democracia”, ressaltou Wellington César.
“O MDHC também tem contribuído com o Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores, criado ainda em 2023 pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O protocolo se insere nesse contexto e compreende uma firme resposta do Estado brasileiro ao cumprimento de obrigações internacionais dos direitos humanos relativas à violência contra jornalistas e comunicadores”, destacou Janine Mello.
COMPROMISSO DO ESTADO – Ao discursar em nome do ministro Sidônio Palmeira, o secretário de imprensa da Secom, Laércio Portela, frisou que zelar pela segurança de jornalistas e comunicadores é um dever do Governo do Brasil e reforçou que a norma assinada é mais um passo no sentido de assegurar o pleno direito da sociedade à informação precisa e de qualidade.
“Nós, que fazemos comunicação com o Governo, sabemos da importância de estarmos reunidos no Palácio Planalto, para assinar o protocolo nacional de investigação de crimes contra jornalistas e comunicadores. O protocolo é mais do que uma norma. É um compromisso do Estado brasileiro e deste governo com a verdade, com a democracia e com as pessoas que arriscam a própria segurança e a própria vida para que a sociedade possa ser bem informada com liberdade”, afirmou.
PREVENÇÃO, APURAÇÃO E RESPONSABILIZAÇÃO – O protocolo estabelece proteção imediata às vítimas, organiza procedimentos investigativos e reforça a cooperação entre instituições para enfrentar a impunidade. Elaborado no âmbito do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores, a norma cria um padrão nacional de atuação para o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), com foco na prevenção, apuração e responsabilização de crimes praticados em razão da atividade jornalística.
QUATRO EIXOS – Secretária Nacional de Justiça, Maria Rosa Guimarães Loula destacou que o protocolo está embasado em quatro eixos: proteção imediata da vítima e dos familiares, qualificação da investigação, produção e a preservação das provas, e a escuta qualificada das vítimas. “O protocolo estabelece parâmetros consistentes e técnicos para a prevenção e a investigação policial de crimes cometidos contra jornalistas e comunicadores. Isso significa reconhecer que esses casos exigem uma resposta estatal que não considere apenas o fato, mas o contexto, a motivação da agressão e a relação do crime com o exercício profissional da atividade jornalística de comunicação. O protocolo também se dedica, com atenção especial, a situações específicas, como desaparecimentos”, ressaltou.
FENAJ – O evento reuniu representantes de diversas organizações ligadas ao exercício do jornalismo, que se pronunciaram antes do início da cerimônia. Presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro elogiou a oficialização do protocolo e a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores pelo governo do presidente Lula, em 2023. “O protocolo é uma iniciativa muito aguardada pelas organizações que compõem o campo do jornalismo, inclusive a Federação Nacional dos Jornalistas. Desde 2013, quando a violência contra jornalistas explodiu no Brasil, a gente reivindicava que o poder público brasileiro olhasse para os crimes cometidos contra a nossa categoria”, lembrou Samira de Castro.
“Ao longo da história os jornalistas sempre foram alvo, pela natureza investigativa do nosso trabalho, de denúncias, de escrutínio dos poderes públicos e privados. Com o Observatório Nacional da Violência, e com esse protocolo, que teve muito empenho da Secom e da Presidência da República, para que ele pudesse se materializar, esse instrumento vai normatizar uma série de condutas para que a gente tenha celeridade nas investigações e tenha a efetiva punição dos perpetrantes de violência contra a nossa categoria”, prosseguiu a presidente da Fenaj.
SOCIEDADE CIVIL – O protocolo foi construído em articulação com a sociedade civil, reunindo entidades como a Associação Nacional de Jornais (ANJ), Artigo 19, Repórteres Sem Fronteiras (RSF), Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), além de organizações como a Fenaj e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), entre outros e representantes do jornalismo profissional e da comunicação popular.
RANKING – A organização Repórteres Sem Fronteiras, que defende o direito de todo ser humano de ter acesso a informações livres e confiáveis, divulgou no final do ano passado o ranking 2025 de Liberdade de Imprensa, segundo o qual o Brasil aparece na 63ª posição entre os 180 países listados. A RSF mantém acompanhamento em tempo real de ataques a jornalistas no mundo. Desde 1º de janeiro deste ano seis jornalistas foram mortos e outros 479 foram detidos.
Diretor Jurídico e Administrativo e membro da Executiva do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, Wanderlei Pozzembom lembrou que ataques a jornalistas fazem parte da realidade da profissão no Brasil. “Essa é uma preocupação enorme por parte dos representantes da categoria. O Brasil tem um ranking vergonhoso de ataques e mortes de jornalistas no exercício da profissão. É uma violência brutal contra a democracia e contra essa categoria que tem uma responsabilidade enorme de trazer para a sociedade a relevância dos fatos que dizem respeito à democracia, que tem que ser mantida. E esse é o papel da comunicação, do jornalismo e dos jornalistas.”
IMPACTO SOBRE A DEMOCRACIA – Ataques a jornalistas não se configuram apenas em crimes individuais, mas violações à liberdade de expressão e ao direito à informação, com impacto direto sobre a democracia. Neste sentido, o protocolo orienta desde o registro da ocorrência até a condução das investigações, incluindo medidas emergenciais de proteção, coleta qualificada de provas e preservação do sigilo da fonte.
CONCURSO BRUNO E DOM – Além do protocolo, o evento formalizou o lançamento do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação em Defesa do Meio Ambiente, Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais, que reconhece e incentiva produções voltadas a essas áreas. Com inscrições abertas até 21 de maio, a iniciativa contempla seis categorias — incluindo reportagem, audiovisual e comunicação indígena — e busca transformar a memória de Dom Phillips e Bruno Pereira em fomento ao jornalismo de interesse público e à comunicação comunitária.
REPERCUSSÃO INTERNACIONAL – Dom Phillips, jornalista britânico, e Bruno Pereira, indigenista brasileiro, foram assassinados em junho de 2022, no Vale do Javari (AM), enquanto realizavam trabalho de campo voltado à proteção da Amazônia e dos povos indígenas. O caso teve repercussão internacional e se tornou símbolo dos riscos enfrentados por jornalistas e defensores de direitos humanos em regiões de conflito.
COMUNICAÇÃO PLURAL – O protocolo nacional para investigar crimes contra jornalistas e comunicadores e o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação em Defesa do Meio Ambiente, Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais reforçam o compromisso do Estado brasileiro com a liberdade de imprensa, a proteção de jornalistas e o fortalecimento de uma comunicação plural — pilares essenciais para o funcionamento da democracia.