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Tumulto em torcida da Copa deixa 1 morto e 8 feridos na Jordânia, diz agência

 Uma pessoa morreu e outras oito ficaram feridas após um tumulto durante uma concentração lotada de torcedores no centro de Amã para assistir à partida da Jordânia contra a Argélia pela Copa do Mundo na madrugada desta terça-feira (23), informou a Agência de Notícias da Jordânia, citando a Diretoria de Segurança Pública (PSD) do país.

O incidente ocorreu na Praça Hashemita, onde um grande número de torcedores havia se reunido na capital para assistir à derrota da Jordânia por 2 x 1 para a Argélia, segundo a Agência de Notícias da Jordânia.

Equipes de emergência transportaram nove feridos para o hospital depois que um forte congestionamento e o movimento da multidão no local levaram ao tumulto. Um dos feridos faleceu posteriormente, enquanto os demais sofreram ferimentos leves a moderados, informou a agência.

Especialistas estavam investigando para determinar a causa exata da morte, acrescentou a agência.

Grandes multidões de espectadores se reuniram por toda a capital para acompanhar a partida, com a Jordânia disputando sua primeira Copa do Mundo.

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Com um ano, Starian projeta R$ 750 mi em receita e mantém estratégia de M&As

A Starian, desenvolvedora de ecossistemas verticais SaaS, completou seu primeiro ano de operação em junho, com uma expectativa de superar R$ 750 milhões em receita líquida e projetando um crescimento orgânico de 30% na comparação com o encerramento de 2025. Parte desse crescimento deve vir das compras: a empresa busca comprar R$ 100 milhões em receita recorrente no próximo semestre.

“Estamos fazendo compra de companhias satélites, pequenas, e trabalhando para trazer ativos parrudos. É um momento oportuno de mercado: é difícil crescer em SaaS verticalizado no Brasil e há muitas empresas com 20 ou 30 anos, super nichadas, que podem ter dificuldades de se adaptar à IA”, afirma Alex Anton, Chief Strategy Officer da Starian.

Nesta cadeira, Anton é responsável por olhar para o mercado e entender o que está acontecendo no mundo de softwares e olhar para dentro para buscar novas frentes de negócios, além de fazer as integrações das adquiridas, como aconteceu com a Contato Seguro, comprada em dezembro do ano passado.

Com 1.500 profissionais, a empresa vive um momento emblemático. “Estamos em uma corrida. Até o ano passado, nosso foco estava no crescimento inorgânico e orgânico. Agora, nosso ‘core’ está em risco com a proliferação da IA. Mas estamos em um movimento de crescimento e ‘servitização’: transformando o nosso software em serviço”, afirma Anton.

Um dos desafios para a empresa continuar crescendo está na precificação: hoje, softwares são vendidos por assento. Em companhias mais arrojadas, contudo, já existe um modelo híbrido, onde se cobra por entrega de valor. “Esses modelos colocam um nível de pressão. É um mundo super dinâmico”, afirma.

A empresa tem um núcleo centralizado de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e aposta na evolução tecnológica como um processo contínuo de incorporação de inovação aos workflows críticos dos clientes, em vez rupturas isoladas.

Crescimento vertical

A Starian opera, hoje, em quatro verticais: indústria da construção, inteligência legal, eficiência operacional e governança e compliance. O plano é abrir novas frentes já no próximo ano, com a estratégia de aquisição que deve se tornar ainda mais agressiva.

“Gostamos muito das verticais que já conversam com nossos sistemas, como ERP para empresas de material de construção civil ou gestão imobiliária, por exemplo. Mas também olhamos para setores novos como o agro, que tem espaço para adoção de tecnologia, além do varejo alimentar que é anti-cíclico”, afirma.

Leia mais: Com bolso cheio e aquisição, Starian, spinoff da Softplan, abre nova frente

A empresa

Embora tenha pouco tempo de vida, a Starian já nasceu gigante: de uma cisão da Sofplan, empresa de softwares de Santa Catarina. Na separação, a ‘empresa-mãe’ ficou com os clientes do setor público enquanto a nova companhia tem 100% de clientes do setor privado.

“A Starian já nasceu com escala, liderança em suas verticais e um portfólio robusto de soluções críticas para seus clientes”, afirma Ionan Fernandes, CEO da Starian. Em dois meses de operação, a empresa levantou R$ 640 milhões da General Atlantic para fortalecer a estrutura de capital e acelerar sua expansão.

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Trump diz ter recebido ligação de De la Espriella após eleição na Colômbia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na noite desta segunda-feira, 22, que o candidato da direita apontado como vencedor das eleições presidenciais da Colômbia na apuração preliminar, Abelardo de la Espriella, ligou para agradecer o líder americano pelo endosso nas eleições.

“As relações com a Colômbia vão melhorar bastante”, disse Trump a jornalistas na Casa Branca, ao ser questionado sobre o resultado do pleito colombiano.

Mais cedo, Trump escreveu na Truth Social que foi uma grande honra apoiar o candidato colombiano, e disse que espera “trabalhar em conjunto para construir uma relação sólida” entre os dois países.

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Por que a Índia não deve mais exportar açúcar por vários anos

MUMBAI, 22 Jun (Reuters) – A Índia, que já foi o segundo maior exportador mundial de ⁠açúcar, deverá ter um excedente reduzido para exportação por pelo menos mais três safras, já que as condições climáticas ⁠do El Niño ameaçam a produção de cana e o aumento da demanda por etanol restringe a oferta.

Essas duas pressões devem manter milhões de toneladas de ‌açúcar fora do mercado mundial, reduzindo a oferta para importadores na Ásia, África e Oriente Médio e sustentando os preços de referência em Londres e Nova York.

Uma ausência prolongada da Índia dos mercados de exportação retiraria um importante fornecedor, à medida que os riscos climáticos e as políticas de biocombustíveis remodelam os fluxos globais do comércio de açúcar.

Entrevistas com ‌mais de uma dúzia de executivos do comércio e da indústria, fontes governamentais e agricultores mostram que a menor disponibilidade de cana e a crescente demanda por etanol deixarão pouco para exportação por vários anos, levando os corretores de empresas globais a alertar as sedes sobre a redução das oportunidades na Índia, segundo fontes do setor.

GOVERNO DEVE RESTRINGIR AS EXPORTAÇÕES

O açúcar é um tema politicamente sensível na Índia, maior consumidor mundial, onde doces são muito populares e muitas famílias de baixa renda dependem dele como fonte barata de calorias.

‘A oferta já está escassa na Índia, e agora o El Niño está se tornando um grande risco’, disse Rahil Shaikh, diretor-gerente da MEIR Commodities India, uma corretora com sede em Mumbai.

‘Se as chuvas ficarem aquém ⁠das previsões, ‌o plantio de cana será prejudicado e isso manterá a Índia fora do mercado de exportação de açúcar por pelo menos três anos, enquanto o Brasil e a Tailândia também podem ⁠ter suas safras afetadas pelo El Niño.’

O Brasil, principal exportador, também está destinando mais cana para a produção de etanol. A Tailândia, outro grande exportador, também pode ter sua produção afetada pelas chuvas reduzidas pelo El Niño.

A Índia exportou, em média, 6,8 milhões de toneladas métricas de açúcar por ano nas cinco safras até 2022-23 — cerca de 10% dos embarques globais. Este ano, após exportar cerca de 800 mil toneladas, a Índia suspendeu os embarques até 30 de setembro, o fim da safra.

As usinas precisam de aprovação do governo para exportar açúcar, e Nova Délhi provavelmente suspenderá as autorizações de exportação a cada safra, em vez de anunciar uma proibição plurianual, ​afirmaram fontes do governo e do setor com conhecimento do assunto.

No mês passado, um ministro de alto escalão do governo do primeiro-ministro Narendra Modi instruiu as usinas a priorizarem a disponibilidade no mercado interno e a não pressionarem por exportações, disseram as fontes sob condição de anonimato, uma vez que as discussões eram confidenciais.

O Departamento de ​Alimentação, Abastecimento Civil e Assuntos do Consumidor da Índia não respondeu a um pedido de comentário sobre as perspectivas para as exportações ou suas restrições sobre exportações.

EL NIÑO PREJUDICA AS PERSPECTIVAS PARA A CANA

As condições do El Niño devem enfraquecer as chuvas de monção na Índia este ano, levando-as ao nível mais baixo em 11 anos.

Chuvas abaixo da média, aliadas a uma precipitação em junho mais de 40% abaixo da média, levaram os agricultores a adiar o plantio.

‘Eu tinha planejado plantar variedades de cana de ciclo longo em junho, mas como todo mundo está falando sobre chuvas mais fracas, decidi adiar esse plano’, disse Sambhaji Patil, que decidiu cultivar soja em 2 acres (0,8 hectares) no distrito de Sangli, no estado ‌de Maharashtra, no oeste do país.

O proprietário de um viveiro, Suraj Chavan, disse que a demanda por mudas de cana ​caiu drasticamente nas últimas semanas.

É provável que os agricultores mudem para culturas que exijam menos água, o que poderia reduzir a área plantada com cana e a disponibilidade do produto na safra de 2027-28, disse Prakash Naiknavare, diretor-geral da Federação Nacional de Fábricas Cooperativas de Açúcar.

As autoridades locais começaram a promover culturas alternativas, como soja, feijão-guandu e outras variedades de leguminosas, na maioria das regiões produtoras de açúcar, e restringiram o abastecimento ⁠de água para irrigação.

A Índia deveria produzir 30,95 milhões de toneladas de açúcar ​nesta safra, mas a produção agora está estimada ​em 27,9 milhões de toneladas, abaixo do consumo anual de cerca de 28,5 milhões de toneladas, segundo estimativas do setor.

Como resultado, os estoques nas usinas no início da safra, em 1º de outubro, provavelmente cairão para cerca ⁠de 3,5 milhões de toneladas, o nível mais baixo em mais de três décadas, disse Shaikh, ​da MEIR.

Ao mesmo tempo, a Índia está promovendo uma maior mistura de etanol à gasolina e uma adoção mais ampla de veículos flex-fuel para reduzir a dependência do caro petróleo importado.

A demanda por etanol poderia mais que dobrar, passando dos atuais 12 bilhões a 13 bilhões de litros para cerca de 30 bilhões de litros (8 bilhões de galões) até 2039-40, à medida que o aumento da mistura de ​etanol na gasolina e a adoção de veículos flex-fuel ganham ritmo, sugerem as estimativas do setor.

‘A trajetória da demanda por etanol é incrivelmente forte’, disse Samir Somaiya, presidente e diretor-geral da Godavari Biorefineries. ‘A próxima fase da evolução da demanda será impulsionada pelo lançamento comercial de veículos flex-fuel.’

A Maruti Suzuki, maior ​montadora indiana, lançou este mês o primeiro veículo flex-fuel do ⁠país, enquanto a Hero MotoCorp lançou uma motocicleta flex-fuel.

A Índia eliminou este mês o imposto sobre a produção de gasolina misturada com níveis mais altos de etanol e lançou combustível com até 85% de etanol para apoiar a adoção ⁠de veículos flex-fuel.

As futuras políticas governamentais provavelmente darão prioridade à produção de etanol em detrimento das exportações de açúcar, afirmou B.B. Thombare, diretor-geral da Natural Sugar, no estado de Maharashtra.

A Índia poderia eventualmente ser forçada a importar açúcar se as perturbações climáticas relacionadas ao El Niño reduzissem drasticamente a área de cultivo de cana e a produção, disseram fontes do governo e autoridades do setor, com os comerciantes alertando que a oferta poderia ficar ainda mais restrita na safra de 2027-28.

‘Devido a um El Niño severo e à crescente demanda por etanol, não só as exportações da Índia seriam praticamente eliminadas, como também as importações para a Índia nos próximos anos poderiam se tornar necessárias”, disse Mohan Narang, diretor da K.S. Commodities, uma corretora de commodities em Nova Délhi.

(Reportagem de Rajendra ​Jadhav)

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É o fim das ondas de calor? Anvisa aprova medicamento não hormonal inédito para menopausa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na segunda-feira (22) um novo tratamento para os sintomas da menopausa que não utiliza hormônios.

A agência aprovou a chegada do fezolinetanto ao país através do Veoza, medicamento desenvolvido pela Astellas Farma.

O tratamento acontece por meio do consumo diário de um comprimido e é voltado para mulheres que não podem ou preferem não recorrer a terapia com reposição hormonal.

Como funciona o tratamento da menopausa sem hormônio?

As ondas de calor e os suores noturnos são dois dos grandes sintomas que o fezolinetanto busca tratar.

A substância bloqueia o receptor específico no qual a neurocinina B se encaixa nos neurônios. Sem a conexão, o hipotálamo regula a temperatura corpórea de maneira mais estável.

Ao invés de repor o estrogênio, hormônio usado nos demais tratamentos, o remédio ajuda a equilibrar o controle de temperatura do cérebro. Assim, a intercorrência e a intensidade dos sintomas são reduzidos.

A importância do remédio vai além do tratamento dos sintomas da menopausa. Quando as ondas de calor e os suores noturnos não são tratados, há o aumento do risco cardiovascular e de doenças neurodegenerativas, como a demência.

O fezolinetanto funciona?

A aprovação da Anvisa acontece após os resultados de três ensaios clínicos de Fase 3. Os testes incluíram mais de 3 mil pessoas na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá.

Segundo os dados, o fezolinetanto mostrou eficácia e segurança de curto e longo prazos. Além disso, o tratamento mostrou melhora na frequência e na intensidade dos sintomas.

Os resultados foram percebidos no primeiro dia de uso do remédio.

Ainda não foi divulgada uma data de lançamento no mercado brasileiro nem o preço recomendado do medicamento. Isso ainda será definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

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Day trade: Compre Copasa (CSMG3) e venda Brava Energia (BRAV3) para ganhar até 1,48% hoje (23), segundo a Ágora

A Copasa (CSMG3) é uma das recomendações de compra em day trade da Ágora Investimentos para esta terça-feira (23).

As ações da empresa fecharam a sessão da última segunda-feira (22) cotadas a R$ 59,32. O potencial de ganho é de 1,48% e o stop sugerido é de R$ 59,03.

Compra
EmpresaTickerEntrada (R$)Objetivo (R$)Potencial de ganhoStop (R$)Stop (%)
BTG PactualBPAC1152,3453,091,43%51,96-0,73%
CopasaCSMG359,4660,341,48%59,03-0,72%
NaturaNATU37,697,801,43%7,64-0,65%

a Brava Energia (BRAV3) é uma das ações indicadas para venda hoje, possibilitando retornos de até 1,44%. O stop sugerido é em R$ 18,85.

Venda
EmpresaTickerEntrada (R$)Objetivo (R$)Potencial de ganhoStop (R$)Stop (%)
Brava EnergiaBRAV318,7118,441,44%18,85-0,75%
Caixa SeguridadeCXSE319,3919,111,44%19,53-0,72%
São MartinhoSMTO314,5614,351,44%14,67-0,76%

Lembre-se de que todo investimento envolve riscos e, portanto, não há garantia de retorno. Por isso, respeite os stops — pontos em que as perdas tornam-se intoleráveis e é melhor zerar as posições.

Metodologia de day trade da Ágora

As ações sugeridas para compra são de analistas gráficos, que usam uma metodologia que busca antecipar as tendências de curtíssimo prazo.

Operações aguardando ponto de entrada, válidas apenas para hoje. Valor do stop loss válido apenas após a operação ter dado entrada.

Os retornos são brutos, livre de corretagem e emolumentos. Caso o ativo abra com gap, atingindo o objetivo antes do preço de entrada, a operação é cancelada.

*Sob supervisão de Juliana Américo

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Economista-chefe do BCE diz que inflação pode ficar acima da meta de 2% até 2027

O economista-chefe do Banco Central Europeu (BCE), Philip Lane, disse nesta terça-feira (23) que a inflação na zona do euro pode permanecer acima da meta oficial de 2% por um período prolongado, mesmo que se consolide uma trégua no Oriente Médio.

No último dia 11, o BCE elevou as taxas de juros em 25 pontos-base – o primeiro aumento desde 2023 – em uma decisão considerada “preventiva”, para evitar que a alta dos preços de energia contaminasse as expectativas de inflação no longo prazo.

Em discurso a parlamentares europeus em Bruxelas, Lane afirmou que a inflação pode seguir bem acima da meta até a primeira metade de 2027, após ter ultrapassado 3% no mês passado.

“Embora o progresso recente em direção a uma resolução do conflito no Oriente Médio seja bem-vindo, a incerteza permanece elevada e há riscos contínuos de a inflação ficar acima da nossa meta de 2% no médio prazo por um período considerável”, disse ele.

Lane acrescentou que a inflação elevada e a energia cara devem pesar sobre a atividade econômica, mas avaliou que o impacto tende a ser limitado, diante de um mercado de trabalho ainda sólido, de investimentos robustos em inteligência artificial e de gastos públicos com defesa e infraestrutura.

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Cometa 3I/ATLAS pode ser objeto mais antigo já visto no sistema solar

Um cometa vindo de fora do sistema solar pode ser também um dos objetos mais antigos já observados pela humanidade. O 3I/ATLAS, terceiro visitante interestelar identificado até hoje, teria se formado entre 10 bilhões e 12 bilhões de anos atrás, segundo uma nova análise de sua composição química.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/cometa-3i-atlas-pode-ser-objeto-mais-antigo-ja-visto-no-sistema-solar/

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Em concessão histórica, EUA permitem que Irã venda petróleo em dólar

O governo dos Estados Unidos suspendeu temporariamente as sanções que impediam o Irã de vender petróleo em dólar, em um movimento que reverte uma das peças centrais da estratégia americana de pressão sobre o regime iraniano nas últimas décadas.

Isso significa que, pela primeira vez em quase 40 anos, refinarias americanas terão a opção legal de comprar petróleo bruto do Irã. A decisão veio acompanhada do anúncio, pelo vice-presidente JD Vance, de que o Irã teria concordado em receber de volta os inspetores nucleares da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O Departamento do Tesouro americano emitiu nesta segunda-feira (22) um waiver com validade de 60 dias, autorizando a venda de petróleo iraniano em dólar enquanto avançam as negociações para reabrir o Estreito de Ormuz, lidar com o programa nuclear iraniano e discutir alívios adicionais de sanções.

A liberação se aplica a transações em dólar, incluindo para compradores americanos. Por anos, o Irã foi obrigado a usar uma rede oculta de petroleiros sob sanções para vender seu petróleo, majoritariamente para refinarias chinesas. 

Agora, bancos iranianos podem receber pagamentos diretamente do exterior, o que permite ao regime repatriar suas receitas de petróleo com mais facilidade. A medida vai além do waiver temporário emitido pelo Tesouro em março, que permitiu ao Irã vender o petróleo já embarcado mas mantinha as restrições sobre transações em dólar.

O alívio histórico

A liberação representa “uma ruptura fundamental com a arquitetura de sanções ao Irã construída pelo Congresso ao longo das últimas duas décadas”, segundo Miad Maleki, ex-funcionário sênior do Tesouro americano que hoje trabalha na Foundation for Defense of Democracies. 

O waiver também isenta entidades iranianas, incluindo o Banco Central do país, das sanções voltadas a atividades de terrorismo, não apenas das relacionadas ao programa nuclear.

As relações entre Estados Unidos e Irã estão tensionadas desde a crise dos reféns de 1979, quando 52 cidadãos americanos foram mantidos reféns na embaixada dos EUA em Teerã. Em 1995, o presidente Bill Clinton determinou o embargo total ao petróleo iraniano. 

Os volumes que tinham chegado a 850 mil barris por dia em 1977 caíram a zero poucos meses depois da ascensão do aiatolá Ruhollah Khomeini ao poder. Chevron e Marathon Petroleum estavam entre as últimas refinarias americanas a importarem petróleo iraniano, em 1991.

Operadores europeus já procuraram comprar petróleo iraniano após o anúncio, segundo Hamid Hosseini, porta-voz da União de Exportadores de Petróleo de Teerã. Mas, segundo Hosseini, nenhuma empresa americana entrou em contato até agora.

Normalização

A trégua interina alcançada na semana passada inclui a reabertura do Estreito de Ormuz, ponto crítico por onde flui até 20% do petróleo mundial. 

O tráfego marítimo na região aparentou acelerar ao longo do fim de semana, contrariando o anúncio iraniano de que teria fechado o estreito novamente. Mesmo assim, o número de navios passando diariamente ainda é fração do nível pré-guerra.

Em maio, o governo americano impôs um bloqueio aos portos iranianos, asfixiando a economia do regime, dependente das exportações. Com o acordo, o bloqueio foi retirado, e a venda de petróleo foi autorizada.

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Milei autoriza nova dívida de até US$ 5 bilhões para reforçar o caixa da Argentina

O governo da Argentina autorizou a contratação de até US$ 5 bilhões em novas dívidas denominadas em dólares, enquanto busca garantir financiamento com respaldo de instituições multilaterais antes dos próximos vencimentos de sua dívida.

O decreto, assinado pelo presidente Javier Milei e membros do gabinete, estabelece a estrutura legal para futuras operações de financiamento, com contratos regidos pela legislação de Nova York e sujeitos à jurisdição dos tribunais dos Estados Unidos.

A medida define o tamanho máximo da operação de dívida que a Argentina pretende obter com o apoio de organismos multilaterais, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Segundo o texto, o objetivo é “reduzir os custos de financiamento do Tesouro Nacional” por meio de empréstimos em dólares concedidos por instituições financeiras internacionalmente reconhecidas e respaldados por garantias parciais de organismos multilaterais.

Garantir financiamento é crucial para a Argentina, que enfrenta pagamentos significativos de dívida nos próximos anos. O compromisso mais imediato é um desembolso de quase US$ 4,5 bilhões já no próximo mês. A partir de 2027, o serviço da dívida externa do país deverá superar US$ 20 bilhões por ano.

“A prioridade é minimizar os custos de financiamento”, afirmou Daniel Chodos, sócio da Dhalmore Capital. Segundo ele, ao estruturar empréstimos por meio de bancos internacionais com garantias parciais de instituições multilaterais, o governo consegue captar recursos a taxas significativamente menores do que as disponíveis no mercado.

O governo Milei tem evitado emitir títulos nos mercados internacionais, considerando que os custos ainda são elevados e não refletem a melhora dos indicadores macroeconômicos da Argentina.

A obtenção de fontes alternativas e mais baratas de financiamento tem sido uma das prioridades do ministro da Economia, Luis Caputo. Até agora, o governo tem recorrido a alternativas como títulos locais denominados em dólares, compras de moeda estrangeira pelo banco central e a futura operação de financiamento respaldada por organismos multilaterais.

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Como a falta de pressa dos produtores brasileiros tem pressionado o mercado global de café

Os comerciantes de café apostam que a safra recorde do Brasil aliviará a escassez global de oferta, mas os cafeicultores do maior produtor mundial não têm pressa em vender os grãos, o que pressiona o abastecimento nos países consumidores.

A expectativa é de que o Brasil colha um recorde de 75,3 milhões de sacas de café na safra atual, mas os estoques nos armazéns das bolsas americanas e europeias ainda estão no nível mais baixo desde março de 2024. Essa dinâmica tem alimentado a volatilidade no mercado futuro, à medida que as empresas conciliam as expectativas de uma safra recorde, estoques mundiais ainda baixos, e vendas do grão mais lentas do que o esperado.

Os cafeicultores geralmente negociam parte da safra futura para ajudar a cobrir os custos de produção e também para se protegerem de oscilações negativas de preços. Mas eles não precisam vender muito antecipadamente este ano, já que lucraram com as recentes altas do mercado.

Os contratos futuros de arábica vinham subindo constantemente desde meados de 2023 e atingiram, duas vezes, picos históricos acima de US$ 4 por libra no ano passado. Os preços já caíram cerca de 40% em relação a esses patamares, o que é um desincentivo para vender.

“O vento está soprando a favor dos agricultores”, disse Simão Pedro de Lima, diretor-presidente executivo da Expocacer, uma cooperativa do Cerrado Mineiro.  Neste momento, eles “não se sentem pressionados” a começar a comercializar a produção.

Pouco mais de 20% dos grãos de arábica que se espera colher na safra atual tinham sido negociados até 11 de junho, enquanto as vendas de conilon, o robusta brasileiro, estavam em 14%, de acordo com uma pesquisa mensal da Safras & Mercado. Em condições normais, os produtores vendem entre 30% e 40% da nova safra de arábica no início da temporada, disse Lima, referindo-se à variedade que o Brasil mais exporta.

Já as vendas dos novos grãos de conilon no estado do Espírito Santo também estavam abaixo do esperado, em 10%, um terço dos níveis da safra passada e um quarto da média histórica, afirmou Edimilson Calegari, gerente corporativo de comercialização da cooperativa Cooabriel, que compra café de cerca de 10.000 produtores e vende sua produção principalmente no mercado interno.

O conilon é da espécie Coffea canephora, a mesma do robusta, variedade que é principalmente produzida no Vietnam.  

Nos últimos dias, o mercado também começou a reagir às preocupações com os estoques reduzidos nas bolsas e com o fenômeno climático El Niño, que teve início no começo deste ano. O contrato de arábica mais negociado atingiu a maior cotação em cerca de três semanas na última quinta-feira, antes de zerar os ganhos.

Um El Niño forte pode reduzir ou diminuir as chuvas durante o período de floração do café, que para o conilon ocorre tipicamente entre julho e setembro. Pior ainda, também pode afetar as chuvas durante o enchimento dos grãos em novembro, dezembro e janeiro, o que ocorreu entre 2023 e 2024 e causou perdas significativas, disse Calegari.

O padrão climático, além das recentes chuvas intensas no cinturão de arábica do Brasil, têm dado suporte aos preços, afirmou Carlos Mera, chefe de pesquisa de mercado de commodities agrícolas do Rabobank. As janelas de entrega de julho e setembro “provavelmente trarão muita volatilidade” para o mercado futuro, acrescentou.

A relutância dos produtores em fechar negócios, mesmo com a colheita em andamento, “atrasou os fluxos de grandes volumes que o mercado esperava já estar observando a esta altura”, disse Leonardo Rossetti, analista do StoneX Group. E não é só o Brasil, acrescenta.

Agricultores do Vietnã, o maior produtor mundial de robusta, e da Indonésia também têm adiado as vendas em meio à queda dos preços do café. Mas isso representa riscos, já que a chegada da safra recorde brasileira em julho e agosto provavelmente pressionará os preços para baixo, afirmou.

“O café existe… mas talvez demore um pouco mais para navegar”, disse Marcelo Moreira, analista da Archer Consulting, sobre as safras do Brasil e de outros países produtores importantes. “Não há motivo para pânico.”

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CEO da Microsoft muda o discurso e critica gigantes de IA após perder terreno para Anthropic e OpenAI

A Microsoft foi uma das grandes propulsoras de inteligência artificial generativa no mundo. Agora, Satya Nadella, o CEO da companhia, está assustado com os rumos que a tecnologia está tomando. Em entrevista ao The Wall Street Journal (WSJ), o executivo fez duras críticas à forma como a corrida pelo domínio da IA tem se desenvolvido, […]

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EUA e Irã mantêm negociações na Suíça mesmo após declarações de Trump ameaçarem acordo

Os Estados Unidos e o Irã deram início neste domingo (21) as negociações na Suíça para tentar fechar um acordo de paz sobre o programa nuclear iraniano e garantir a reabertura permanente do Estreito de Ormuz. As conversações chegaram a ficar ameaçadas após o presidente americano Donald Trump ter voltado a ameaçar com novos ataques, caso o Hezbollah não cesse suas ofensivas contra Israel no Líbano.

O início das tratativas foi marcado por confusão: a mídia iraniana chegou a noticiar que Teerã havia suspendido as negociações após a mais recente ameaça de Trump. Porém outras fontes a par do assunto garantiram que as conversas continuam.

As primeiras reuniões de alto nível reuniram representantes dos EUA, Irã, Catar e Paquistão no resort suíço de Bürgenstock. Entre os presentes estavam o vice-presidente americano JD Vance e o chanceler iraniano Abbas Araghchi.

Já com as reuniões em curso, Trump publicou em suas redes sociais que atacaria o Irã novamente caso o país não “cessasse imediatamente suas PROXIES bem pagas no Líbano de causar problemas”, em menção ao Hezbollah. Depois, em entrevista à Fox News, o presidente afirmou ter dito diretamente às lideranças iranianas que, se fecharem Ormuz, “vocês nem vão conseguir voltar” ao Irã.

Negociação longa pela frente

Vance foi cuidadoso ao calibrar as expectativas. “O que hoje representa é o início de uma negociação técnica que não vai resolver todos os desacordos”, disse o vice-presidente a jornalistas, ao lado dos mediadores do Catar e do Paquistão. Os negociadores globais de Trump, Jared Kushner e Steve Witkoff, já vinham conduzindo conversas técnicas preparatórias.

Segundo fonte familiarizada com as discussões, que pediu anonimato por se tratar de informações sensíveis, uma resolução para o conflito no Líbano será determinante para o sucesso das negociações — o que, na prática, faz o desfecho depender também do aval de Israel, país que não participou dos entendimentos que levaram ao acordo interino.

Entre os temas prioritários estão o Estreito de Ormuz, as sanções americanas e a devolução de ativos iranianos congelados no exterior. As conversações em formato quadripartite tiveram início às 14h45 (horário local) e se estenderam pela noite de domingo.

Ormuz no centro das tensões

No sábado, Teerã acusou Israel de violar o cessar-fogo no Líbano e anunciou que fecharia novamente o Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo e gás negociado no mundo. Apesar do anúncio, os dados de rastreamento de navios mostraram que milhões de barris continuaram a fluir normalmente pelo canal.

O Comando Central dos EUA informou que o tráfego de embarcações comerciais aumentou no sábado, com 55 navios mercantes em trânsito transportando mais de 17 milhões de barris de petróleo. O secretário de Energia, Chris Wright, afirmou que os EUA seguem escoltando navios e “demonstrando que conseguem cruzar o estreito com ou sem” o consentimento iraniano.

Pelo memorando de entendimento assinado por Trump na quarta-feira, as partes têm 60 dias para negociar — com possibilidade de prorrogação. O acordo já levou Washington a suspender o bloqueio naval aos portos iranianos e a prometer flexibilização das sanções sobre o petróleo do país. Em contrapartida, o Irã se comprometeu a reabrir Ormuz, embora tenha avisado que passará a exigir autorização prévia e seguro obrigatório para o trânsito de navios — condição rejeitada pelos EUA, Europa e países árabes do Golfo.

Israel complica o cenário

Israel, parceiro dos EUA na guerra contra o Irã iniciada em 28 de fevereiro, trava simultaneamente uma campanha contra o Hezbollah no Líbano — conflito que já matou milhares de pessoas e deslocou mais de 1 milhão de libaneses. Teerã insiste em vincular essa frente às negociações mais amplas com Washington.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, foi taxativo: “Não há e não haverá nenhuma restrição aos soldados das FDI no Líbano para agir contra ameaças”, afirmou, reiterando que Israel não retirará suas tropas da chamada Linha Amarela.

Trump já demonstrou frustração com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu por ataques anteriores que, na sua avaliação, arriscam comprometer as negociações com o Irã. Vance tentou equilibrar o discurso: “Israel tem o direito de se defender. Mas, fundamentalmente, os israelenses, assim como todos os demais, precisam respeitar este processo de paz, que é bom para eles e para toda a região.”

Ao final do dia, Vance se mostrou otimista: “As partes já fizeram grande progresso nas últimas horas. Espero que avanços adicionais sejam feitos nas próximas.”

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Irã suspende negociações com os EUA após Trump ameaçar novos ataques

O Irã interrompeu as negociações com os Estados Unidos depois que o presidente Donald Trump ameaçou realizar novos ataques ao país em razão das ações do Hezbollah no Líbano. A informação foi divulgada pela agência de notícias semioficial iraniana Fars.

Segundo a Fars, as conversas realizadas na Suíça estão em situação de incerteza, de acordo com fonte anônima. Outra agência semioficial iraniana, a Tasnim, informou que a delegação iraniana deixou o local das negociações, em território suíço.

No início deste domingo, enquanto as reuniões ainda estavam em andamento, Trump publicou nas redes sociais que voltaria a atacar o Irã caso o país não “interrompesse imediatamente seus PROXIES no Líbano de causar problemas”.

O presidente americano também ameaçou que os EUA poderiam passar a cobrar pedágios pelo estreito de Ormuz caso não haja acordo. Em entrevista à Fox News neste domingo, Trump afirmou ter dito diretamente às lideranças iranianas que, se fecharem Ormuz, “vocês nem vão conseguir voltar” ao Irã — usando um palavrão.

As primeiras reuniões de alto nível entre representantes dos EUA, Irã, Catar e Paquistão haviam começado neste domingo na estância suíça de Bürgenstock, com a presença do vice-presidente americano JD Vance e do ministro das Relações Exteriores iraniano Abbas Araghchi.

Segundo um oficial familiarizado com as discussões, que pediu anonimato por tratar de informações sensíveis, uma resolução para o conflito no Líbano será decisiva para o êxito das negociações entre EUA e Irã na Suíça.

A guerra no país vizinho se tornou o principal obstáculo das conversações, ao lado de outros temas como o Estreito de Ormuz, as sanções americanas e os ativos iranianos congelados.

As conversas quadripartites haviam começado às 14h45 no horário local e deveriam continuar ao longo da noite de domingo. Os suíços mantêm o local disponível até a manhã de segunda-feira, permitindo que as negociações se estendam até então, se necessário.

Israel, aliado de Washington na guerra contra o Irã iniciada em 28 de fevereiro, conduz uma campanha paralela contra o Hezbollah no Líbano.

O Irã tem insistido consistentemente em vincular o conflito libanês — que já matou milhares de pessoas e deslocou mais de 1 milhão de libaneses — às negociações mais amplas com os americanos.

Israel afirma que manterá tropas em suas fronteiras até ter certeza de que o Hezbollah, classificado como organização terrorista pelos EUA, não representa mais uma ameaça.

As forças de defesa de Israel informaram que suas operações recentes têm como alvo uma rede de bunkers subterrâneos onde combatentes do Hezbollah estariam se abrigando.

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EUA e Irã se reúnem na Suíça e iniciam negociações de paz

Os Estados Unidos e o Irã deram início a negociações para um acordo de paz permanente. O objetivo é resolver o impasse em torno do programa nuclear da República Islâmica e garantir a reabertura definitiva do Estreito de Ormuz.

O Catar, que atua como mediador nas conversas, confirmou em uma publicação no X (antigo Twitter) neste domingo (21) que a primeira reunião de alto escalão entre representantes americanos, iranianos, catarianos e paquistaneses já começou no complexo de Bürgenstock, na Suíça.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, desembarcou em solo suíço nas primeiras horas de domingo. Embora o suado acordo preliminar assinado na semana passada tenha sinalizado o fim das hostilidades, o encontro atual deve ser apenas o ponto de partida para um longo e complexo embate diplomático, que terá a capacidade nuclear do Irã como um dos temas centrais.

Segundo a mídia estatal iraniana, esta rodada de discussões terá a duração de um dia. A agência de notícias Mehr, citando um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, informou que a comitiva de Teerã se reunirá primeiro com autoridades do Catar e do Paquistão. O encontro direto entre os delegados americanos e iranianos, com a presença dos mediadores, está previsto para o período da tarde.

As tensões são elevadas. Os combates recentes entre Israel — que não faz parte do acordo provisório — e o Hezbollah (grupo militante libanês financiado pelo Irã) ameaçam descarrilar os esforços diplomáticos.

Um correspondente da emissora estatal iraniana IRIB News, em transmissão ao vivo direto da Suíça, afirmou que um dos tópicos centrais das discussões será o primeiro artigo do acordo preliminar, que prevê o fim das hostilidades em todas as frentes, incluindo o Líbano.

No sábado, Teerã acusou Israel de violar o cessar-fogo no Líbano e anunciou que o Estreito de Ormuz — rota marítima vital para o abastecimento global de petróleo — seria fechado novamente. Ainda não está claro, no entanto, se o Irã de fato chegou a bloquear a via.

Pelos termos do memorando de entendimento assinado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na última quarta-feira, Washington e Teerã têm um prazo de 60 dias para negociar, embora o pacto preveja a possibilidade de prorrogação.

“Só poderei ficar por um ou dois dias”, disse Vance aos jornalistas antes de deixar Washington. “Espero que consigamos avançar na questão nuclear e no cessar-fogo no Líbano.”

A delegação iraniana conta com figuras de peso, incluindo o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, e o presidente do Banco Central, Abdolnaser Hemmati, segundo a IRIB News.

Vance explicou que a meta imediata é estabelecer “a estrutura real da negociação”, dando continuidade às discussões técnicas lideradas na Suíça por Jared Kushner e Steve Witkoff, os dois negociadores globais de Trump.

O fator Ormuz e o mercado de petróleo

Embora as ameaças do Irã sobre o Estreito de Ormuz tenham pairado como uma sombra sobre a cúpula, o impacto real no tráfego de navios ainda é incerto. Mesmo antes do cessar-fogo recente, milhões de barris de petróleo continuavam circulando diariamente pela região de forma discreta.

Dados de rastreamento de navios compilados pela Bloomberg indicam que três superpetroleiros ligados à Índia, totalmente carregados, reapareceram no Golfo de Omã neste domingo, após sinalizarem na sexta-feira a intenção de cruzar o estreito.

As embarcações transportam juntas quase 6 milhões de barris de petróleo do Iraque e do Kuwait. O deslocamento em direção à ilha de Qeshm sugere que os navios podem ter utilizado uma rota autorizada por Teerã.

O Comando Central dos EUA informou que o tráfego de navios comerciais no estreito aumentou no sábado, com a passagem de 55 embarcações mercantes e mais de 17 milhões de barris de petróleo.

O front paralelo no Líbano

Israel, aliado de Washington na guerra contra o Irã iniciada em 28 de fevereiro, mantém um conflito paralelo contra o Hezbollah no vizinho Líbano. O governo iraniano tem tentado vincular a guerra no território libanês — que já deixou milhares de mortos e mais de 1 milhão de desalojados — às negociações mais amplas com os EUA.

Teerã atribui aos EUA “responsabilidade direta” pela situação no Líbano e pelas ações militares israelenses, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, à agência de notícias IRNA.

Por outro lado, Israel insiste que manterá suas tropas na fronteira até ter garantias de que o Hezbollah (classificado como organização terrorista pelos EUA) não represente mais uma ameaça. As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que suas operações recentes miram uma rede de bunkers subterrâneos usada como abrigo pelos combatentes do grupo.

O presidente Donald Trump já manifestou frustração com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por conta de ataques anteriores, sugerindo que tais ações colocavam em risco as conversas entre EUA e Irã.

“Israel tem o direito de se defender”, disse Vance na quinta-feira. “Mas, fundamentalmente, os israelenses, assim como todos os outros, precisam respeitar este processo de paz, que é essencialmente benéfico para eles e para toda a região.”

O memorando de entendimento entre EUA e Irã levou Washington a suspender o bloqueio naval aos portos iranianos e a prometer a isenção de sanções que barravam a venda do petróleo bruto do país. Em contrapartida, o Irã prometeu reabrir Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás do mundo.

Teerã, contudo, alertou que exigirá autorização prévia e seguros obrigatórios para que os navios façam a travessia. Os EUA, a Europa e as monarquias do Golfo rechaçaram a imposição de taxas por parte do Irã.

Na sexta-feira, Trump afirmou que ambos os lados têm tempo para costurar um acordo definitivo, mas não deixou de enviar um aviso velado a Teerã: “Caso contrário, faremos coisas que não vão deixá-los felizes. Mas não acho que chegaremos a esse ponto. Acho que o resultado será muito positivo”.

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Depois da Superquarta: o corte veio, mas a credibilidade aguenta?

A Superquarta veio e foi embora, mas deixou uma conclusão mais importante do que a simples fotografia das decisões de juros: o mundo ainda não voltou ao conforto monetário que muitos investidores gostariam de enxergar.

]O acordo provisório entre Estados Unidos e Irã reduziu o risco de uma interrupção prolongada no Estreito de Ormuz, ajudou a aliviar parte do prêmio do petróleo e retirou dos mercados um risco extremo. Isso é positivo. Mas positivo não significa suficiente.

A crise no Oriente Médio já havia feito seu trabalho. Energia mais cara, seguros de navegação mais elevados, cadeias logísticas tensionadas e expectativas de inflação mais sensíveis não desaparecem no dia seguinte a um memorando diplomático.

Mesmo que a rota energética volte gradualmente à normalidade, o choque já contaminou a discussão dos bancos centrais. É por isso que a Superquarta deve ser lida menos como um ponto de virada benigno e mais como um teste de credibilidade para as autoridades monetárias.

Nos Estados Unidos, nasceu um Fed menos previsível

Nos Estados Unidos, a decisão do Federal Reserve não surpreendeu: os juros foram mantidos no intervalo entre 3,50% e 3,75%. A surpresa esteve no tom. Sob Kevin Warsh, em sua primeira reunião à frente da autoridade monetária, o Fed sinalizou uma mudança importante de postura.

O comitê ficou mais preocupado com a persistência da inflação, revisou projeções para cima e mostrou que o espaço para cortes ficou muito mais estreito.

O ponto mais relevante foi a mudança no regime de comunicação. O Fed retirou a inclinação implícita a cortes, reduziu o forward guidance e passou a depender ainda mais dos dados.

Para o investidor pessoa física, isso significa o seguinte: o banco central americano está dizendo que não quer mais prometer o caminho dos juros com tanta antecedência. Em vez disso, prefere preservar flexibilidade para reagir à inflação, ao mercado de trabalho e às condições financeiras.

Essa mudança importa porque os mercados vinham operando com a expectativa de que a próxima etapa natural seria a retomada dos cortes.

Depois da reunião, essa hipótese ficou bem menos confortável. Com inflação ainda acima da meta, atividade resiliente e investimentos fortes, especialmente em tecnologia e infraestrutura, o Fed não tem pressa para aliviar. Pior: parte do mercado passou a tratar novas altas de juros como um cenário possível, ainda que não necessariamente provável.

O Copom cortou, mas a comunicação ficou no meio do caminho

No Brasil, o Copom entregou o corte de 25 pontos-base e levou a Selic para 14,25% ao ano. A decisão, em si, estava dentro do radar. O debate começa na comunicação.

O Banco Central reconheceu um ambiente mais difícil: atividade acima do esperado, mercado de trabalho resiliente, expectativas de inflação deterioradas, projeções mais altas e quadro fiscal mais desafiador. Em tese, esse diagnóstico recomendaria uma postura claramente mais restritiva.

Ainda assim, o comunicado não fechou completamente a porta para novos cortes. O comitê elevou a régua para novas reduções, mas preservou flexibilidade.

Essa escolha pode ser defensável se a inflação ceder, se o câmbio ajudar e se o fiscal não piorar. O problema é que, hoje, o conjunto da obra ainda é desconfortável. A inflação segue acima da meta, as expectativas continuam frágeis e o fiscal permanece como principal fonte de incerteza doméstica.

Em outras palavras, o corte veio. A dúvida é se a credibilidade aguenta uma comunicação que, ao mesmo tempo, reconhece a piora dos fundamentos e deixa a porta entreaberta para novos estímulos.

O risco é o mercado interpretar essa flexibilidade como tolerância maior com a inflação. Se isso acontecer, o custo aparecerá rapidamente no câmbio, nos juros longos e nos ativos mais sensíveis à queda da Selic.

Paz ajuda o humor, mas política monetária manda no ciclo

O acordo entre Estados Unidos e Irã melhora o ambiente externo, mas não muda a principal conclusão da semana: a política monetária voltou a comandar o preço dos ativos.

A paz reduz o risco de cauda, derruba parte do prêmio do petróleo e favorece uma recomposição de apetite por risco. Mas, se os bancos centrais mantêm uma postura dura, o rali tende a ser mais seletivo e menos linear.

Essa diferença é crucial. Quando os juros caem de forma previsível, o mercado costuma antecipar melhora para quase tudo: bolsa, crédito, small caps, fundos imobiliários e ativos de maior duration. Quando os juros ficam altos por mais tempo, a seleção volta a importar. Empresas com balanço forte, geração de caixa, poder de preço e menor dependência de financiamento tendem a atravessar melhor o ambiente. Já teses que dependem de corte rápido de juros sofrem mais.

No Brasil, isso é especialmente importante. A curva de juros ainda carrega prêmio fiscal elevado, a inflação segue distante da meta e a eleição começa a entrar no radar dos investidores.

O real pode se beneficiar do alívio geopolítico, mas precisa de credibilidade doméstica para sustentar ganhos.

A bolsa pode reagir a um petróleo mais baixo e a algum alívio externo, mas continuará separando qualidade de fragilidade. Não basta a notícia boa lá fora; é preciso que a política econômica aqui dentro ajude.

No final, a Superquarta confirmou que o pior risco geopolítico pode ter ficado para trás, mas também mostrou que o mundo não voltou ao regime de dinheiro fácil. O Fed iniciou a era Warsh com menos promessas e mais ênfase em estabilidade de preços.

O Copom cortou, mas deixou uma mensagem que ainda precisará ser testada pelos dados e pela reação do mercado. No fundo, a paz no Oriente Médio reduz o choque, mas não apaga a inflação; e a queda pontual do petróleo ajuda, mas não substitui credibilidade.

Para o investidor, a mensagem é de disciplina. O ambiente continua oferecendo oportunidades, mas exige mais seletividade. Não é um cenário para abandonar risco indiscriminadamente, nem para comprar qualquer ativo apenas porque os juros podem cair um dia.

É um mercado em que qualidade, previsibilidade, balanço sólido e geração de caixa voltam a valer mais. A Superquarta passou; agora começa a parte mais difícil: provar que a inflação pode convergir sem que os bancos centrais precisem apertar ainda mais o torniquete monetário.

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BC retira teto de R$ 500 para Pix por aproximação; instituições devem se adaptar até outubro

O Banco Central alterou as regras do Pix e retirou o teto fixo de R$ 500 que limitava os pagamentos na modalidade por aproximação. As instituições terão até 1º de outubro para adaptar sistemas e implementar a mudança.

Com a alteração, as transações por aproximação e as iniciadas por meio da jornada sem redirecionamento, no Open Finance, passam a seguir a mesma lógica que os demais pagamentos via Pix: o usuário poderá solicitar ao banco o aumento ou a redução do limite diário e do limite por transação, de acordo com a ferramenta de gestão de limites que deve ser disponibilizada por todos os bancos em seus aplicativos

“Ao permitir que o usuário ajuste o limite do Pix por aproximação dentro dos canais da sua instituição, a nova regra torna a experiência mais aderente às necessidades do dia a dia, sem perder de vista os mecanismos de segurança já incorporados ao ecossistema do Pix”, afirma o chefe adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro (Decem) do BC, Breno Lobo, em nota publicada no site da autoridade monetária.

A atualização também alcança pagamentos iniciados sem redirecionamento no Open Finance, como transações feitas em carteiras digitais compatíveis.

Segundo o BC, o objetivo é unificar as diretrizes e reduzir diferenças regulatórias entre as jornadas.

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Carteira de identidade no Paraguai? Brasileiros já podem emitir documento no país vizinho

Brasileiros que vivem fora do país ganharam uma nova opção para manter a documentação em dia. Desde esta quinta-feira (18), o Consulado-Geral do Brasil em Assunção, no Paraguai, passou a emitir a Carteira de Identidade Nacional (CIN), dentro do projeto do governo federal iniciado em abril, em Lisboa (Portugal) e expandido para a América do Sul.

O Paraguai foi escolhido por concentrar a terceira maior comunidade brasileira no exterior, com mais de 250 mil pessoas, atrás apenas dos Estados Unidos e de Portugal. O crescimento dessa população está ligado a fatores como trabalho, estudos e investimentos no setor agrícola.

O solicitante deve enviar certidões de nascimento ou casamento para validação prévia. Após análise, o agendamento presencial é liberado no órgão diplomático brasileiro na capital paraguaia.

No consulado, a coleta de dados biométricos, como impressões digitais e fotografia, é feita em totem eletrônico, com apoio remoto. Depois da validação, o documento é produzido no Brasil e enviado por malote diplomático para a entrega ao cidadão.

Em Lisboa, onde o projeto começou, mais de 400 carteiras de identidade foram emitidas em dois meses, segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI). No Paraguai, a expectativa é ampliar esse número nos próximos meses.

Sem passaporte em quase toda América do Sul

A CIN substitui o antigo RG e utiliza o CPF como número único de identificação. O modelo busca reduzir fraudes e unificar os registros civis no País. O documento também facilita a vida de brasileiros no exterior e pode ser usado em viagens a oito países da América do Sul sem necessidade de passaporte.

Além do Paraguai o brasileiro pode entrar na Argentina, Uruguai, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru portanto apenas a CIN.

Outro impacto para quem possui a carteira é o acesso à conta nível “Ouro” na plataforma Gov.br, que libera mais de 5 mil serviços digitais, incluindo Carteira de Trabalho Digital, Meu INSS e Meu SUS Digital, sem necessidade de deslocamento ao Brasil para resolver demandas administrativas.

Quais documentos podem ser emitidos no exterior?

Além da nova carteira de identidade em fase de testes, a rede consular brasileira mantém serviços regulares para cidadãos no exterior. Entre os principais documentos disponíveis estão:

  • Passaporte brasileiro, emitido em embaixadas e consulados
  • CPF, com inscrição, regularização ou atualização cadastral
  • Certidões de nascimento, casamento e óbito
  • Autorização de retorno ao Brasil, para casos de urgência sem passaporte válido
  • Procurações com validade jurídica no Brasil
  • Atestado de residência no exterior, usado para fins fiscais e administrativos

Para solicitar documentos no exterior, o cidadão precisa fazer agendamento prévio pelo sistema e-Consular, plataforma do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Não há atendimento direto sem cadastro.

*Sob supervisão de Gustavo Porto

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Sem Wall Street, Ibovespa fecha estável com impasse entre EUA-Irã no radar; dólar cai a R$ 5,16

Sem negociações em Wall Street, o Ibovespa (IBOV) operou instável durante todo o pregão, em dia de vencimento de opções.

Nesta sexta-feira (19), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com leve alta de 0,03%, aos 168.333,61 pontos. Na semana, o IBOV acumulou baixa de 1,64%.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1648, com queda de 0,20%. Na semana, a divisa teve valorização de 2,04% ante o real.

No cenário doméstico, a última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a Selic continuou no radar, com o mercado à espera da ata, que deve trazer mais detalhes da decisão.

Os investidores também acompanharam novas movimentações políticas em torno da corrida eleitoral.

Em destaque, a pesquisa RealTime Big Data, divulgada pela manhã, apontou empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa do segundo turno no Estado do Tocantins. O senador aparece numericamente à frente, com 41% das intenções de voto, contra 40% de Lula, mas a margem de erro é de 2,2 pontos.

Além disso, Lula assinou uma medida para garantir o bloqueio de recursos financeiros de bets ilegais. O dinheiro congelado pelos bancos será incrementado no Fundo Nacional de Segurança Pública, através da cooperação entre o Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Altas e quedas do Ibovespa

Com a liquidez mais enxuta, a ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Azzas 2154 (AZZA3), em meio à notícias de que a varejista contrato o Morgan Stanley para a venda da marca Farm. AZZA3 encerrou o pregão com alta de 8,33% (R$ 17,56).

Já a ponta negativa foi liderada por Minerva (BEEF3), que fechou a sessão com baixa de 5,12% (R$ 3,52).

Entre os pesos-pesados, o setor de bancos fechou no tom negativo: Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com queda de 0,29%. Itaú (ITUB4), que detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV, teve queda de 0,80% (R$ 39,87).

Petrobras (PETR4;PETR3), que detém cerca de 12% de participação da carteira do índice, encerrou o pregão em tom misto, pressionado pelo fluxo doméstico, na contramão do desempenho do petróleo – o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para agosto subiu 0,90%, a US$ 80,57 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

PETR3 terminou o dia com alta de 0,49% (R$ 43,34) e PETR4 registrou perda de 0,13% (R$ 38,80).

Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, avançou com fluxo e destoou do desempenho do minério de ferro – o contrato mais líquido da commodity, negociado para setembro, encerrou as operações em Dalian, na China, com baixa de 1,13%, a 747 yuans (US$ 110,34) a tonelada. VALE3 subiu 1,01% (R$ 80,75).

Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.

Exterior

Os índices de Wall Street não operaram nesta sexta-feira devido ao Dia Nacional da Independência dos Negros nos Estados Unidos (Juneteenth).

Na Europa, os índices fecharam em queda com incertezas sobre o acordo de paz entre EUA e Irã após o cancelamento das negociações e da assinatura do pacto na Suíça. Hoje, o índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,24%, aos 635,61 pontos.

Na Ásia, os índices terminaram a sessão sem direção única. O índice Nikkei, do Japão, subiu 0,28% os 71.250,06 pontos. O índice Hang Seng, de Hong Kong, não operou devido a feriado local.

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De advogado a engenheiro: profissionais liberais podem ter desconto em impostos. Veja como funciona

À primeira vista, a reforma tributária traz uma novidade que parece uma grande vantagem para profissionais liberais que prestam serviços por meio de sua própria empresa: uma redução de 30% nas alíquotas do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços, que substitui o ISS e o ICMS) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços, que entra no lugar do PIS e da Cofins), dois dos novos impostos que começam a valer a partir de 2027.

Dezoito categorias de profissionais que exercem atividades de natureza científica, literária ou artística e são fiscalizados por um conselho profissional vão ter direito a esse benefício.

É o caso de administradores, advogados, contadores, engenheiros e biólogos, entre outros. Confira a lista completa no artigo 127 da lei que criou o IBS e a CBS.

São profissões em que o que se contrata é o conhecimento do profissional, não um produto ou serviço comercial, explica Fernanda Silveira, sócia da consultoria Simões Pires.

Mas, antes de comemorar, vale fazer as contas. Para uma parte desses profissionais, o desconto pode não significar redução nenhuma em relação aos impostos pagos atualmente. E, em alguns casos, a tributação tende a aumentar quando o IBS e a CBS entrarem em vigor.

Desconto para quem?

Para que a empresa tenha direito à alíquota reduzida dos dois impostos, seu quadro de sócios deve ser formado exclusivamente por pessoas habilitadas no conselho de classe das 18 profissões beneficiadas. Não pode haver PJs como sócias e a própria empresa também não pode participar de outras sociedades.

Além disso, o objeto social da empresa – ou seja, suas atividades econômicas – devem se restringir à profissão dos sócios, o que inviabiliza o desconto para holdings, por exemplo. Se um único critério for descumprido, a empresa perde o benefício inteiro.

Ainda há restrições para empresas com mais de uma atividade. Imagine um escritório de engenharia que também vende materiais de construção.

Se os materiais são usados na execução do próprio serviço, embutidos no preço cobrado do cliente, a redução pode ser aplicada sobre o valor total.

Mas, no caso da mera revenda de itens, não. “A Receita Federal poderá questionar situações como essa, quando o serviço intelectual vem misturado com outras atividades”, diz Fernanda.

A fiscalização será feita por cruzamento eletrônico de dados. “Se a empresa aplicou o desconto sem cumprir os requisitos, pode ser cobrada pela diferença de imposto de até cinco anos antes, com multa e juros”, diz Leonardo Mazzillo, sócio da área tributária do WFaria Advogados.

Fazendo as contas

Embora seja bem-vinda, a redução de 30% do IBS e da CBS não significa que os profissionais liberais vão pagar menos imposto do que hoje – e, sim, que podem desembolsar menos do que gastariam no novo sistema sem o desconto. Para a maioria deles, os especialistas estimam que a conta vai aumentar de qualquer jeito.

As alíquotas dos dois novos impostos ainda precisam ser definidas pelo Congresso Nacional, mas os cálculos que circulam atualmente em discussões de legisladores indicam que a soma das duas para os profissionais beneficiados deve ficar entre 26,5% e 27%. Com a redução de 30%, o custo cairia para a faixa entre 18,5% e 19%.

Parece um alívio, né? Mas compare com o custo tributário atual desses profissionais.

Para aqueles que têm empresas enquadradas no regime de lucro presumido, as alíquotas atuais de ISS (Imposto sobre Serviços) vão de 2% a 5%, mais PIS e Cofins de 3,65%. Entre os três impostos, que serão substituídos pelo IBS e a CBS, o total fica entre 5,65% e 8,65% sobre o faturamento. “Nesse caso, mesmo com o desconto de 30%, a tributação sobre consumo pode até dobrar”, afirma Fernanda.

Para as empresas enquadradas no Simples Nacional, as alíquotas da guia unificada de impostos, a DAS, variam de 4,5% a 33%, dependendo do tipo de atividade e do tamanho da receita anual – e continuarão exatamente do mesmo jeito para quem optar por se manter integralmente nesse regime.

O desconto de 30% sobre o IBS e a CBS só fará sentido para as empresas de profissionais liberais que decidirem migrar para o chamado regime híbrido, que permite recolher os dois impostos separadamente para gerar “créditos” para seus clientes que também sejam empresas. O Descomplica PJ explicou em detalhes como o regime híbrido funciona nesta reportagem.

Um exemplo: imagine que uma grande companhia contrata a empresa de um advogado ou engenheiro. Se o profissional estiver no regime híbrido, sua nota fiscal destacará o IBS e a CBS que incidem sobre o valor do serviço e isso vai vira crédito para quem contratou.

Se o profissional cobrar R$ 10.000 pelo serviço e destacar R$ 1.850 de IBS e CBS (considerando a alíquota de 18,5%, já com desconto de 30%) na nota, o cliente vai pagar um total de R$ 11.850 – mas vai receber de volta R$ 1.850 na forma de créditos para usar depois. Na prática, o custo efetivo do serviço para ele continuará sendo de R$ 10.000.

Na ponta do lápis, mesmo com o desconto de 30% nos novos impostos, o regime híbrido ainda pode sair mais caro do que atualmente para os profissionais liberais, já que só IBS e CBS somariam alíquota de 18,5% a 19% e os demais tributos continuariam sendo recolhidos na guia unificada.

Por outro lado, permitiria a um cliente PJ transformar o valor cheio dos dois impostos em créditos, usados para abater do seu próprio pagamento de tributos. E tributaristas têm dito que isso pode virar um diferencial competitivo.

Para quem vale a pena

Ficar fora do regime híbrido tornaria o serviço menos atrativo para clientes PJ, que vão comparar o custo líquido de contratar um profissional do Simples com outro do lucro presumido, em que também há geração de crédito.

No fim do dia, quem tem mais chance de sair ganhando é o profissional liberal que atende principalmente outras empresas, tem faturamento alto e custos operacionais que geram crédito, como gastos com tecnologia, licenças de software ou infraestrutura.

“Para quem atende principalmente pessoas físicas, que não pode aproveitar a geração de crédito, o melhor é manter tudo dentro do Simples e não migrar para o regime híbrido”, afirma Mazzillo.

Desconto para profissionais liberais

O acesso à redução de 30% no IBS e na CBS também estará disponível para profissionais liberais que atuam como pessoa física – e de um jeito mais simples. Basta que o serviço esteja vinculado à habilitação no conselho de classe e que o cadastro esteja em dia.

O problema é que a redução de 30% resolve só a parte dos impostos para esses profissionais. O Imposto de Renda continua incidindo com alíquota de até 27,5% sobre o rendimento, mais 20% de contribuição previdenciária.

Somando a isso os 18,5% a 19% de IBS e CBS, a carga total pode passar de 40% sobre o faturamento bruto. Com isso, prestar serviço como pessoa física tem pouca vantagem para quem tem faturamento médio ou alto.

Isso fora o fato de que o profissional autônomo não vai gerar créditos de IBS e CBS para clientes PJ, que não vão conseguir recuperar nenhum valor sobre os impostos pagos. Dependendo da relevância dos clientes PJ na carteira, pode valer a pena avaliar a abertura de um CNPJ.

Como se preparar para as mudanças

Como a conta dos impostos para profissionais liberais pode aumentar, é importante organizar a casa para sentir menos o impacto. “E, quanto antes, melhor”, afirma Fernanda.

Comece olhando para quem são seus clientes. Se você atende principalmente empresas, revise seus contratos para deixar claro como o imposto vai ser repassado no preço. Se atende pessoas físicas, vale simular com o contador qual regime vai pesar menos no seu bolso.

Depois, resgate o contrato social da sua empresa. Todos os sócios são pessoas físicas com registro no conselho de classe? A empresa tem alguma ligação com uma holding ou participa como sócia de outra PJ? Se sim, pode ser necessário fazer ajustes ainda em 2026 para não perder o direito ao desconto.

Outra medida importante é levantar os gastos da empresa que vão gerar crédito de IBS e CBS a partir de 2027 – aluguel, energia, softwares, equipamentos. Confirme que os fornecedores estão emitindo nota fiscal certinho, porque, sem documento fiscal, não tem crédito.

Por fim, leve tudo isso para o contador e peça uma simulação comparando os regimes. Um detalhe que não pode passar: a opção pelo Simples, com recolhimento de IBS e CBS por dentro ou por fora do regime, precisa ser feita ainda neste ano, no mês de setembro.

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Cuba aprova mudanças pró-mercado após pressão de Trump

A liderança de Cuba aprovou uma ampla lista de 176 medidas de liberalização econômica que abrangem 23 áreas centrais, enquanto o país caribenho tenta resgatar uma economia estagnada que sofre com as sanções dos EUA.

O comitê central do Partido Comunista aprovou as medidas no fim da quarta-feira (17), segundo o jornal estatal Granma. A Assembleia Nacional foi convocada para uma sessão extraordinária nesta quinta-feira para ratificá-las.

O presidente Miguel Díaz-Canel havia sinalizado as reformas pela primeira vez na semana passada. Elas atingem praticamente todos os setores da economia, incluindo energia, agricultura e comércio exterior. Ainda não está claro, porém, se serão suficientes para satisfazer o presidente dos EUA, Donald Trump, que impôs à ilha um bloqueio de fato ao abastecimento de combustíveis e vem ampliando agressivamente as sanções na tentativa de pôr fim a quase sete décadas de governo de partido único.

Entre as medidas destacadas pelo governo cubano estão:

  • Estabelecer “regras jurídicas uniformes” para empresas estatais e privadas, bem como para investidores estrangeiros e nacionais;
  • Permitir a participação do setor privado em mais áreas da economia;
  • Eliminar a maior parte dos controles de preços, que o governo reconheceu terem fracassado no combate à inflação e provocado distorções econômicas;
  • Iniciar um processo de renegociação para trocar dívida pública por ativos domésticos;
  • Criar um “marco estável” para promover investimentos, transferência de tecnologia e doações de cubanos que vivem no exterior;
  • Autorizar investimento estrangeiro direto no setor privado, com regras claras sobre propriedade, resolução de disputas e distribuição de lucros;
  • Garantir aos agricultores acesso a moeda estrangeira e o direito de importar suas próprias matérias-primas sem intermediários estatais;
  • Conceder maior autonomia a empresas estatais e municípios;
  • Fundir instituições estatais e governamentais para eliminar funções duplicadas;
  • Eliminar impostos e tarifas sobre tecnologias de energia solar e permitir que empresas estrangeiras forneçam diretamente ao mercado painéis, baterias e inversores;
  • Reduzir o déficit fiscal por meio do aumento de impostos e do corte de gastos considerados desnecessários.

Além da abertura econômica, Trump e o secretário de Estado Marco Rubio exigem reformas políticas e uma mudança na liderança do país. O cerco cada vez mais rígido imposto pelos EUA agravou os apagões e comprometeu os sistemas de saúde pública e transporte. A Organização das Nações Unidas teme uma crise humanitária em formação, apontando, entre outros indicadores, o aumento da mortalidade infantil.

Ao falar após a reunião do comitê central na quarta-feira, Díaz-Canel atribuiu as dificuldades de Cuba ao embargo econômico dos EUA e ao amplo conjunto de sanções que afastou empresas estrangeiras.

“A realidade nos impõe mudanças urgentes e necessárias”, disse. “E quando a vida do povo se torna tão difícil, o primeiro dever do Partido Comunista e do governo revolucionário não é explicar melhor a crise, mas mudar o que precisa ser mudado para sair dela.”

O presidente cubano também afirmou que as reformas econômicas contam com o aval de Raúl Castro, o líder revolucionário de 95 anos que ainda exerce influência simbólica sobre o país. Em maio, o Departamento de Justiça dos EUA tornou pública uma acusação contra Castro por homicídio relacionada à derrubada, em 1996, de duas aeronaves civis.

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Suíça perde liderança e deixa de ser a economia mais competitiva do mundo

A Suíça perdeu sua posição como a economia mais competitiva do mundo para Singapura, caindo para o terceiro lugar no ranking, à medida que as elevadas tarifas comerciais dos Estados Unidos e a valorização do franco suíço prejudicaram os fluxos de investimento.

Embora tenha permanecido como o país europeu mais bem colocado, a Suíça também foi ultrapassada por Hong Kong no Ranking Mundial de Competitividade 2026 do IMD, divulgado nesta quinta-feira (18). A eficiência empresarial foi o principal fator para que Singapura retornasse ao primeiro lugar, posição que havia ocupado pela última vez em 2024.

O IMD afirmou que a queda da Suíça mostra como até mesmo as economias mais fortes do mundo permanecem vulneráveis às mudanças nos fluxos de capital e ao aumento das incertezas geopolíticas. O revés ocorre em um momento em que o país enfrenta concorrência crescente: segundo o Boston Consulting Group, Hong Kong recentemente ultrapassou a Suíça como o maior centro mundial de gestão de fortunas transfronteiriças.

“Com uma moeda cara, vemos claramente uma deterioração nos rankings de preços, o que prejudica a atração de capital”, afirmou Arturo Bris, diretor do Centro Mundial de Competitividade do IMD. “E observamos a maior queda justamente na atração de investimento estrangeiro; o desempenho da Suíça foi significativamente inferior.”

Os fluxos de investimento direto estrangeiro para a Suíça passaram para um saldo negativo de US$ 60,7 bilhões, colocando o país na última posição entre as 70 economias avaliadas pelo IMD nesse indicador. Segundo a instituição, o movimento pode refletir ajustes de avaliação de ativos e repatriação de capital, e não necessariamente uma mudança estrutural permanente.

Parte desses fluxos é volátil e reflete investimentos em instituições financeiras e empresas holdings, explicou Ivo Germann, diretor de Assuntos Econômicos Externos da Secretaria de Estado para Assuntos Econômicos da Suíça.

“A Suíça enfrenta desafios, como muitos outros países, em um ambiente geopolítico cada vez mais instável, que precisará enfrentar nos próximos anos”, disse Germann. “Diante das tendências protecionistas e do enfraquecimento do sistema multilateral de comércio, o país deve continuar melhorando e diversificando seu acesso aos mercados estrangeiros por meio da agenda de acordos de livre comércio, que foi muito bem-sucedida no passado.”

Nos últimos 12 meses, a reputação da Suíça como refúgio de estabilidade política e econômica teve de conviver com debates internos importantes, incluindo referendos sobre limitar a população do país a 10 milhões de habitantes e a proposta de um imposto de 50% sobre heranças para residentes super-ricos.

A pequena nação, sede de instituições financeiras como UBS Group AG e da gigante alimentícia Nestlé SA, também entrou na mira do governo do presidente americano Donald Trump devido ao seu elevado superávit comercial com os Estados Unidos. O país chegou a receber a maior tarifa entre as economias ocidentais durante certo período, o que prejudicou o sentimento em relação ao setor privado suíço, segundo Bris.

“As tarifas certamente afetam mais os países pequenos e relativamente isolados, e a Suíça é uma vítima disso”, afirmou.

O relatório também destacou desafios no mercado de trabalho e no ambiente empresarial suíço. A remuneração de profissionais altamente qualificados, a participação feminina em cargos de gestão e a atividade empreendedora em estágio inicial foram apontadas entre os indicadores de pior desempenho do país.

Apesar da queda no ranking geral, a Suíça manteve a liderança mundial em eficiência governamental e infraestrutura, enquanto a eficiência empresarial permaneceu na sexta posição.

O IMD ressaltou que seus indicadores estatísticos são baseados principalmente em dados macroeconômicos de 2025 e ainda não incorporam integralmente os impactos da guerra envolvendo o Irã.

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Porta se fechou e BC vai interromper corte da Selic em agosto, projeta Silvia Matos, da FGV

O ciclo de cortes de juros do Banco Central pode ter durado só três reuniões. Se o Comitê de Política Monetária (Copom) realmente alcançou o limite das reduções da Selic na reunião desta quarta-feira (17) terá sido o menor ciclo de diminuições desde junho de 2002, quando a autoridade fez apenas um recuo, pausou o ciclo e, depois, teve que subir a taxa básica.

A avaliação que começa a se tornar consensual no mercado é a de que a porta dos cortes se fechou mesmo com o acordo para encerrar a Guerra do Irã. Se a pausa ou, eventualmente, o próprio fim do ciclo de queda da Selic se concretizar, há um impacto significativo sobre os investimentos.

A coordenadora do boletim Macro da FGV/Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), Silvia Matos, acredita que o BC, na verdade, só tinha duas opções sobre a mesa: parar o ciclo agora ou cortar mais uma vez e interromper as quedas na próxima reunião, que foi a visão que prevaleceu.

Isso diante de um cenário que se deteriorou e que agora combina pressões crescentes de altas de preços, desancoragem acentuada das expectativas de inflação futura – ou seja, na média, boa parte do mercado já não acredita que a inflação vai ficar dentro da meta no futuro -, choques de oferta e alta demanda do consumo interno, aquecido pelas injeções de recursos em um ano eleitoral.

É um cenário que o próprio BC reconheceu no comunicado que acompanhou a decisão de juros, em que cortou a taxa básica em 0,25 ponto percentual para 14,25% ao ano.

“O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, e pressões no mercado de trabalho”, pontuou a autoridade.

Pressão sobre a Selic

“E nem mesmo quando colocamos a perspectiva de crescimento do PIB para este ano o cenário é positivo para a política monetária. Isso porque esse avanço está apoiado em crescimento do consumo das famílias e do próprio governo, com peso maior para o setor de serviços. Ou seja, uma combinação desfavorável para a busca do equilíbrio de preços”, ressalta Silvia Matos, da FGV.

A economista avalia que o BC não tem mais espaço para cortar juros, “porque a política monetária está sendo pressionada pela política fiscal”. Para ela, o Copom vai interromper o ciclo de redução da Selic a partir de agosto.

A especialista ressalta que vários choques de oferta ainda vão ocorrer e que o nível atual dos juros no mercado, mesmo em nível elevado, não colocou no preço esses eventos.

“Nós sabemos que tem mais choque de oferta pela frente, não é só da guerra. Temos, por exemplo, os efeitos climáticos sobre alimentos e energia. E, como a economia ainda cresce, ainda tem espaço para repassar essa inflação vinda desses choques.”

Para Matos, outro fator que restringe o espaço para mais cortes vem das eleições. A coordenadora macro da FGV/Ibre diz ver os efeitos da votação em outubro ainda em seu início.

“O mercado ainda está começando a precificar as eleições e, neste ano, a corrida será especialmente competitiva”, avalia a especialista, em referência ao fato de que os gastos públicos aceleram nesses períodos.

Diante de um crescimento das despesas do governo, “o quadro fiscal vai continuar sendo uma questão importante no resto do ano, então as curvas de juros futuras vão continuar pressionadas mesmo se o cenário externo melhorar”.

O economista do ASA Leonardo Costa também enxerga a possibilidade de a decisão do BC na quarta ter representado uma pausa do ciclo de cortes. No entanto o especialista acredita que a autoridade deixou uma porta aberta para retomar as quedas – se o cenário melhorar até agosto.

Conforme Costa, “nossa projeção é de encerramento de ciclo nessa reunião, em 14,25%, contudo abriu-se uma possibilidade (grande) de o Banco Central seguir em seu ciclo de calibragem de juros, cortando novamente na reunião de agosto, esperando o desenrolar do cenário até lá”.

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Mesmo com Selic reduzida para 14,25% ao ano, pausa nos cortes de juros é ‘praticamente inevitável’, segundo analista

A semana que se encerra nesta sexta-feira (19) trouxe desdobramentos relevantes ao mercado. Além da Super Quarta (que combinou decisões de juros do Copom, no Brasil, e do Federal Reserve, nos Estados Unidos), a assinatura de um acordo preliminar entre EUA e Irã pode ser um dos primeiros passos rumo ao fim do conflito no Oriente Médio.

No Brasil, o Copom optou por reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando-a aos 14,25% ao ano. A princípio, a combinação de possível fim da guerra e cortes nos juros pode parecer um bom sinal – mas é preciso dar alguns passos para trás e entender que há mais em jogo.

Para Matheus Spiess, estrategista da Empiricus, os efeitos da guerra podem perdurar, e uma pausa no ciclo de cortes da taxa Selic eventualmente virá.  

“Do ponto de vista analítico, a pausa parece praticamente inevitável. A combinação entre inflação corrente elevada, expectativas desancoradas, fiscal mais ruidoso e bancos centrais globais mais duros reduz drasticamente o espaço para a continuidade do afrouxamento monetário.”

Cenário brasileiro: ‘fiscal mais ruidoso’ é protagonista das expectativas

Destrinchando os fatores trazidos pelo analista, o próprio cenário doméstico brasileiro contribui para que os cortes na Selic não perdurem.

O atual governo segue mantendo um histórico de contas públicas estouradas, que não ajuda em um contexto de inflação e juros altos por mais tempo.

Para Spiess, por mais que o acordo entre EUA e Irã ajude reduzir a pressão imediata sobre o petróleo e o câmbio, “o cenário segue desconfortável”, especialmente do ponto de vista fiscal, que “continua sendo o principal limitador de uma normalização monetária mais limpa”.

 “Como é ano eleitoral, ninguém vai falar isso, mas é um problema que tem piorado”, afirma. O que traz ainda mais à tona a necessidade de um pacote de ajustes fiscais que, em sua visão, devem vir “obrigatoriamente” em 2027.

Além disso, a comunicação do Copom nesta última reunião pode ter trazido mais incertezas em relação às próximas decisões. Na intepretação de Spiess, “o Comitê parece desejar preservar espaço para eventuais cortes adicionais, caso o cenário permita”. O que, paradoxalmente, pode ser custoso para o câmbio e os vértices mais longos dos juros.

“Embora o Comitê tenha elevado a exigência para novas reduções de juros, preservou uma flexibilidade em sua função de reação, evitando condicionar de forma clara os próximos passos. Para parte do mercado, essa abordagem pode ser interpretada como um sinal de maior tolerância à desancoragem inflacionária, o que levanta questionamentos sobre a credibilidade futura da política monetária”.

Segundo o último boletim Focus, publicado na segunda-feira (15), expectativas do mercado giram em torno de uma Selic terminal a 13,75% em 2026. Vale monitorar se haverá alguma mudança nas perspectivas nos próximos dias.

Cenário global: juros podem permanecer mais altos globalmente, mesmo com o possível fim da guerra

Além do cenário doméstico, Spiess reforça que a decisão do Copom vem em um período em que as principais economias globais possivelmente caminham na contramão: endurecendo o tom. Isso porque, por mais que o conflito no Oriente Médio acabe, ele “não devolve o mundo ao conforto monetário anterior à crise”, diz o analista.

O chamado “G4 dos bancos centrais” (EUA, Japão, Reino Unido e Zona do Euro) podem acabar por “validar um regime global de juros mais altos por mais tempo”, segundo o analista.

A Zona do Euro elevou seus juros pela primeira vez desde 2023 na quinta-feira passada (11) e, na última quarta-feira (17), o Federal Reserve (Fed) manteve a taxa de juros dos EUA no intervalo entre 3,50 e 3,75%, com parte dos membros do comitê prevendo pelo menos uma decisão pela elevação dos juros ainda em 2026.

“A paz reduz a probabilidade de um choque de oferta, mas não apaga o legado inflacionário. Energia mais cara se espalha pelo frete, pelos custos industriais, pela produção de alimentos, pelas tarifas de serviços e, sobretudo, pelas expectativas. Um choque desse tipo deixa de ser apenas um evento de mercado e passa a contaminar a formação de preços de maneira mais ampla. Por isso, o alívio em Ormuz não entrega, por si só, uma folga automática aos bancos centrais.”

Onde e como investir em um cenário global tão incerto?

Esse é um cenário que pede por mais cautela do que o usual na hora de escolher onde investir. Mas não significa que o investidor precisa, necessariamente, tomar decisões sozinho, sem orientação profissional.

Matheus Spiess é um dos responsáveis pela Empiricus Megatendências, carteira recomendada criada para em um mundo em constante transformação, que exige investimentos feitos de forma tática.

“A estratégia parte da identificação de principais mudanças em curso – sejam tecnológicas, geopolíticas e econômicas – para direcionar a alocação a setores, regiões e temas que tendem a se beneficiar dessas transformações”, afirma o analista. A atual seleção da Empiricus Megatendências traz ativos voltados para temas como:

  • Commodities;
  • Corrida aeroespacial;
  • Inteligência Artificial (IA);
  • Dentre outros.

Você está convidado a conhecer, na íntegra, o relatório completo com todas as indicações da carteira no momento. Ele está disponível no BTG Content, a plataforma de conteúdos do BTG Pactual.

Além disso, por meio da plataforma do banco, você também pode investir nos ativos recomendados de forma 100% automática.

Isso mesmo: você não precisa buscar os ativos “a dedo” em sua corretora. Com alguns cliques, o BTG faz o trabalho para você – inclusive de rebalanceamento e troca de ativos, quando necessário.

Para acessar o conteúdo e saber mais, é só clicar no botão abaixo.

DISCLAIMER: Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability).

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Ibovespa hoje: ‘ressaca’ pós-Copom, Fed e acordo preliminar entre EUA e Irã; o que esperar da quinta-feira (18)?

Os mercados globais continuam assimilando os desdobramentos da Super Quarta e do acordo provisório firmado entre Estados Unidos e Irã. A assinatura do memorando por Donald Trump, acelerando o processo de cessar-fogo e a reabertura do Estreito de Ormuz, contribuiu para uma nova rodada de queda nos preços do petróleo e reforçou o alívio observado nos ativos de risco ao redor do mundo.

Na Ásia, bolsas como NikkeiKospi renovaram máximas históricas, impulsionadas pelo recuo das tensões geopolíticas e pelo bom desempenho das empresas ligadas à inteligência artificial (IA), enquanto, na Europa, os mercados oscilaram entre o alívio proporcionado pelo acordo e a reprecificação de um ambiente de juros mais elevados por mais tempo. 

· 00:56 — O corte veio, mas a credibilidade aguenta? 

No Brasil, em uma decisão cuja divulgação acabou ocorrendo com atraso, o Copom entregou exatamente o movimento que vinha sendo esperado pelo mercado ao reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano. Mais relevante do que a decisão em si, porém, foi a mudança observada na comunicação da autoridade monetária.

Diferentemente da reunião anterior, o Banco Central deixou de indicar de forma explícita que a continuidade do ciclo de cortes permanecia como o cenário mais provável. Em uma leitura superficial, isso poderia ser interpretado como um sinal mais duro.

No entanto, uma análise mais aprofundada do comunicado revela nuances importantes. Embora o Comitê tenha elevado a exigência para novas reduções de juros, preservou uma flexibilidade em sua função de reação, evitando condicionar de forma clara os próximos passos à melhora das expectativas ou à convergência das projeções inflacionárias. Em outras palavras, a porta para novos cortes segue aberta

A avaliação do cenário econômico, por sua vez, tornou-se significativamente mais cautelosa. O comunicado reconheceu que a atividade econômica avançou acima do esperado no primeiro trimestre, com maior participação de setores cíclicos e um mercado de trabalho ainda resiliente. Ao mesmo tempo, destacou a deterioração das expectativas de inflação, elevou a projeção inflacionária para o horizonte relevante de política monetária de 3,5% para 3,7%, e passou a enfatizar de forma mais explícita o risco de uma demanda crescendo acima da capacidade produtiva da economia.

Também chamou atenção o reconhecimento de um ambiente fiscal mais desafiador, fator que continua dificultando o processo de convergência da inflação. Sob a ótica dos fundamentos macroeconômicos, portanto, o diagnóstico foi claramente mais preocupante do que o observado nas reuniões anteriores, reforçando a percepção de que o ambiente para cortes adicionais deveria, em tese, ser mais restritivo

É justamente nesse ponto que surge o principal debate. Apesar de reconhecer uma inflação mais alta, expectativas mais deterioradas e um cenário econômico mais pressionado, o Copom introduziu uma justificativa que pode ser interpretada como relativamente complacente. O Comitê argumentou que uma política monetária excessivamente restritiva poderia levar a inflação para abaixo da meta no horizonte que passará a ser considerado nas próximas reuniões, sugerindo que o grau acumulado de aperto monetário já estaria próximo do necessário.

A questão é que o horizonte atualmente relevante (o quarto trimestre de 2027) continua exibindo inflação acima da meta e em trajetória de piora. Ainda assim, o Banco Central optou por direcionar parte de sua análise para o primeiro trimestre de 2028, um horizonte mais distante. Para parte do mercado, essa abordagem pode ser interpretada como um sinal de maior tolerância à desancoragem inflacionária, o que levanta questionamentos sobre a credibilidade futura da política monetária.  

Essa leitura ajuda a explicar por que o ciclo não foi formalmente encerrado, mesmo diante da deterioração dos fundamentos. Em última instância, o Comitê parece desejar preservar espaço para eventuais cortes adicionais, caso o cenário permita.

O problema é que essa postura pode impor custos relevantes, especialmente sobre o câmbio e os vértices mais longos da curva de juros, tornando o ambiente mais desafiador para os ativos domésticos.

A partir daqui, a continuidade da flexibilização dependerá da evolução das expectativas de inflação, da atividade econômica, da dinâmica fiscal, do comportamento do câmbio e das condições financeiras globais, especialmente em um contexto de postura firme ao redor do mundo. 

· 01:49 — Um novo Federal Reserve no horizonte 

A decisão do Federal Reserve (Fed) veio em linha com as expectativas do mercado, com o FOMC mantendo a taxa básica de juros dos Estados Unidos no intervalo entre 3,50% e 3,75%. A principal surpresa, porém, não esteve na decisão em si, mas na mudança significativa observada nas projeções dos membros do comitê.

Nove dos dezenove dirigentes passaram a prever ao menos uma elevação dos juros em 2026, ante apenas três na rodada anterior de projeções. Ao mesmo tempo, as estimativas para a inflação foram revisadas para cima, sugerindo um processo de convergência mais lento em direção à meta de 2%.

Na prática, o Fed deixou claro que o combate à inflação continua sendo sua prioridade e que o espaço para cortes de juros se tornou consideravelmente mais restrito, depois do embaraço das expectativas por conta da guerra. 

O comunicado também marcou uma inflexão relevante na forma de comunicação da instituição. Além da remoção do chamado easing bias, a inclinação implícita para futuras reduções de juros, o Federal Reserve eliminou integralmente o forward guidance, abandonando indicações mais explícitas sobre a trajetória futura da política monetária.

O texto (que ficou bem mais enxuto também) passou a enfatizar que a atividade econômica continua avançando em ritmo robusto, que o mercado de trabalho permanece resiliente, que os investimentos seguem fortes e que a inflação ainda opera acima da meta estabelecida. O resultado foi uma mensagem claramente mais cautelosa e restritiva (hawk), refletindo a preferência do comitê por preservar flexibilidade diante de um ambiente ainda cercado por incertezas. 

Na coletiva de imprensa, Kevin Warsh, agora chefe do Fed, procurou estabelecer desde o início uma identidade própria para sua gestão. O novo presidente reforçou repetidamente que a inflação permanece acima da meta há mais de cinco anos e que a estabilidade de preços continuará sendo o principal compromisso do banco central.

Paralelamente, apresentou uma ampla agenda de reformas internas, incluindo grupos de trabalho voltados à revisão dos mecanismos de comunicação do Fed, da qualidade das estatísticas econômicas utilizadas nas decisões de política monetária, do impacto da inteligência artificial sobre a economia, da estrutura do balanço patrimonial da instituição e dos modelos empregados para análise inflacionária. 

Warsh também deixou evidente sua intenção de reduzir o grau de orientação fornecido aos mercados, defendendo que os preços dos ativos devem refletir informações independentes e não apenas reproduzir as sinalizações emitidas pelo próprio banco central. 

Olhando adiante, a principal mensagem é que o Federal Reserve passa a operar sob um regime de maior incerteza e menor previsibilidade. Embora nenhuma elevação de juros tenha sido anunciada nesta reunião, o mercado passou a atribuir probabilidade crescente a um aperto monetário nos próximos meses, com parte dos investidores já considerando uma alta de juros como um cenário plausível até outubro.

Ainda assim, as divergências dentro do próprio comitê permanecem relevantes, o que torna os próximos dados de inflação, atividade econômica e mercado de trabalho ainda mais determinantes para a condução da política monetária. Em síntese, a era Warsh se inicia com um Fed menos comprometido com orientações antecipadas, mais focado em credibilidade institucional e com menor disposição para flexibilizar sua postura diante de sinais moderados de desaceleração econômica. 

· 02:37 — Um acordo apertado 

O acordo preliminar assinado ontem (17) entre Estados Unidos e Irã representou um importante passo na redução das tensões no Oriente Médio, e contribuiu para a forte correção recente dos preços do petróleo. Ainda assim, está longe de encerrar as incertezas que cercam a região.

O memorando estabelece o fim das hostilidades, a reabertura gradual do Estreito de Ormuz, o relaxamento de parte das sanções e a abertura de um período de 60 dias de negociações para tratar dos temas mais sensíveis, incluindo o programa nuclear iraniano e os mecanismos de reconstrução econômica do país.

Apesar da melhora inicial no sentimento dos mercados, permanecem dúvidas relevantes sobre a velocidade da normalização do transporte marítimo, a sustentabilidade dos compromissos assumidos por Teerã e a capacidade política de Washington de implementar, na prática, o alívio das sanções previsto no entendimento.

Paralelamente, a questão nuclear continua sendo um dos principais pontos de divergência, dividindo aqueles que defendem restrições máximas ao enriquecimento de urânio e os que consideram mais viável um modelo baseado em supervisão internacional rigorosa e mecanismos permanentes de monitoramento. 

· 03:22 — “Donroe”

Os Estados Unidos parecem estar passando por uma reavaliação gradual de suas prioridades estratégicas diante de um ambiente internacional mais complexo, marcado por múltiplos focos de tensão e limitações crescentes de recursos políticos, fiscais e militares.

Em vez de buscar o mesmo grau de envolvimento simultâneo na Europa, no Oriente Médio e na Ásia, ganha espaço em Washington a visão de que a principal prioridade deve ser a consolidação da influência americana em seu entorno geográfico imediato, em linha com o que já conversamos neste espaço no passado.

Inspirada, em certa medida, nos princípios da histórica Doutrina Monroe, essa abordagem parte do entendimento de que a segurança e a projeção de poder dos Estados Unidos dependem, antes de tudo, do fortalecimento de sua posição no Hemisfério Ocidental, abrangendo áreas estratégicas como a Groenlândia, o Canal do Panamá, o Caribe, o Golfo do México e a América do Sul.

A mudança de regime na Venezuela e a postura mais assertiva em relação a países da região são frequentemente interpretadas como manifestações desse reposicionamento. Ainda assim, essa visão está longe de ser consensual dentro da própria elite política americana.

De um lado, os chamados primacistas defendem a preservação da liderança global dos Estados Unidos como objetivo central da política externa, mesmo que isso implique maior disposição para intervenções, confrontos geopolíticos e projeção de força em diferentes regiões do mundo. De outro, os defensores da contenção argumentam que o país deveria reduzir seu envolvimento em conflitos externos, transferir uma parcela maior das responsabilidades de defesa para seus aliados e direcionar recursos para a reconstrução da competitividade econômica, da infraestrutura e da base industrial doméstica.

O desfecho dos conflitos mais recentes, especialmente no Oriente Médio, poderá influenciar diretamente o equilíbrio entre essas correntes. Para os investidores, essa discussão é relevante, porque afeta decisões relacionadas a gastos militares, alianças estratégicas, segurança energética, cadeias globais de suprimentos e, em última instância, a configuração geopolítica que tende a moldar os mercados internacionais ao longo da próxima década. 

· 04:11 — Uma nova ordem mundial

Estamos assistindo à consolidação de uma ordem global cada vez mais tripolar, impulsionada por um volume sem precedentes de investimentos em três frentes estratégicas: inteligência artificial, defesa e transição energética.

Somados, os gastos públicos e privados nessas áreas já se aproximam de US$ 10 trilhões em 2026 e, segundo diversas estimativas, podem alcançar US$ 16 trilhões até o fim da década. Mais do que movimentos isolados, trata-se de uma transformação estrutural que mobiliza simultaneamente Ásia, Europa e Américas, dando forma ao que vem sendo descrito como um novo superciclo global de investimentos.

Nesse ambiente, a geopolítica deixa de atuar apenas como fonte de risco e passa a desempenhar um papel cada vez mais relevante como direcionadora dos fluxos de capital, estimulando investimentos em infraestrutura, tecnologia, energia e segurança nacional. 

Ao mesmo tempo, a mais recente cúpula do G7 evidencia os desafios de coordenação em um mundo progressivamente mais fragmentado. Criado para liderar a resposta das principais economias avançadas a crises globais, o grupo opera hoje em um contexto profundamente diferente daquele que marcou sua origem.

A ascensão da China, o crescimento da Índia e a maior relevância de outras economias emergentes reduziram o peso relativo das nações desenvolvidas na economia mundial, enquanto divergências internas tornaram mais complexa a construção de consensos.

Embora exista convergência em temas como a reabertura do Estreito de Ormuz e a não proliferação nuclear iraniana, persistem diferenças importantes em áreas como comércio internacional, regulação da inteligência artificial, governança da internet, apoio à Ucrânia e o próprio papel dos Estados Unidos na arquitetura global. 

O resultado é um ambiente em que a cooperação internacional continua sendo necessária, mas já não possui a mesma capacidade de coordenação observada nas décadas anteriores. Em vez de uma liderança global claramente definida, emerge uma estrutura mais descentralizada, na qual diferentes blocos econômicos e geopolíticos buscam defender seus próprios interesses, ainda que mantenham espaços pontuais de cooperação.

Para os investidores, essa mudança ajuda a explicar a crescente relevância de temas como defesa, segurança energética, inteligência artificial, infraestrutura estratégica e soberania tecnológica nas decisões de alocação de capital. Em um mundo mais multipolar, os fluxos de investimento tendem a responder não apenas aos fundamentos econômicos tradicionais, mas também às prioridades geopolíticas que moldarão a próxima fase do crescimento global. 

· 05:03 — O estado ‘belicoso’ das coisas 

A parceria entre General Motors e Lockheed Martin reflete uma preocupação crescente dos Estados Unidos com a necessidade de ampliar sua capacidade de produção militar em um cenário geopolítico cada vez mais complexo. A iniciativa busca unir a expertise da Lockheed Martin no desenvolvimento de sistemas de defesa à escala industrial e à eficiência logística da GM, fortalecendo cadeias de suprimentos, ampliando a produção de munições e reduzindo gargalos que há anos preocupam o Pentágono.

O movimento ocorre em meio aos esforços do governo Trump para acelerar a base industrial de defesa, incluindo incentivos à fabricação de mísseis, drones e outros equipamentos estratégicos, além do uso da Lei de Produção de Defesa para expandir a capacidade produtiva do setor. 

Essa preocupação ganhou ainda mais relevância após o conflito com o Irã, que evidenciou o elevado consumo de munições modernas e levantou questionamentos sobre a velocidade de reposição dos estoques americanos em um cenário de tensões prolongadas. Autoridades estimam que a recomposição de determinados sistemas, como mísseis Tomahawk e interceptadores de defesa aérea, pode levar vários anos.

Nesse contexto, cresce a percepção de que será necessário fortalecer a base industrial do país para garantir capacidade de resposta simultânea em diferentes frentes estratégicas, incluindo uma eventual crise envolvendo Taiwan.

Ainda assim, transformar essa ambição em realidade exigirá mais do que capacidade produtiva: dependerá também da aprovação de recursos pelo Congresso e da celebração de contratos de longo prazo que ofereçam previsibilidade suficiente para sustentar os investimentos necessários da indústria. 

Para o investidor, essa tendência continua criando oportunidades em empresas ligadas aos segmentos de defesa, aeroespacial e segurança nacional. ETFs temáticos como o Select STOXX Europe Aerospace & Defense (EUAD), o Global X Defense Tech (SHLD) e o First Trust Indxx Aerospace & Defense (MISL) oferecem formas eficientes de capturar esse movimento por meio de uma exposição diversificada a companhias que se beneficiam do aumento estrutural dos gastos militares.

No mercado brasileiro, alternativas como o BDR do iShares U.S. Aerospace & Defense ETF (BAER39) e o SHLD39 cumprem papel semelhante, permitindo acesso simplificado a essa temática. Ainda assim, como ocorre em qualquer tese setorial, a disciplina de alocação permanece essencial. Exposições individuais entre 1% e 2,5% da carteira, com limite agregado próximo de 5% para o tema, tendem a oferecer um equilíbrio adequado entre potencial de retorno, diversificação e controle de risco, respeitando tanto o caráter estrutural da tese quanto a volatilidade inerente ao setor. 

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Day trade: Compre Suzano (SUZB3) e venda Embraer (EMBJ3) para ganhar até 1,49% hoje (17), segundo a Ágora

A Suzano (SUZB3) é uma das recomendações de compra em day trade da Ágora Investimentos para esta quarta-feira (17).

As ações da empresa fecharam a sessão da última terça-feira (16) cotadas a R$ 42,93. O potencial de ganho é de 1,49% e o stop sugerido é de R$ 42,69.

Compra

EmpresaTickerEntrada (R$)Objetivo (R$)Potencial de ganhoStop (R$)Stop
Porto SeguroPSSA350,6851,381,38%50,32-0,71%
Isa Energia BrasilISAE427,7728,171,44%27,56-0,76%
SuzanoSUZB343,0343,671,49%42,69-0,79%

a Embraer (EMBJ3) é uma das ações indicadas para venda hoje, possibilitando retornos de até 1,41%. O stop sugerido é em R$ 76,63.

Venda

EmpresaTickerEntrada (R$)Objetivo (R$)Potencial de ganhoStop (R$)Stop
B3B3SA315,0014,791,40%15,11-0,73%
CognaCOGN32,292,261,31%2,31-0,87%
EmbraerEMBJ376,0975,021,41%76,63-0,71%

Lembre-se de que todo investimento envolve riscos e, portanto, não há garantia de retorno. Por isso, respeite os stops — pontos em que as perdas tornam-se intoleráveis e é melhor zerar as posições.

Metodologia de day trade da Ágora

As ações sugeridas para compra são de analistas gráficos, que usam uma metodologia que busca antecipar as tendências de curtíssimo prazo.

Operações aguardando ponto de entrada, válidas apenas para hoje. Valor do stop loss válido apenas após a operação ter dado entrada.

Os retornos são brutos, livre de corretagem e emolumentos. Caso o ativo abra com gap, atingindo o objetivo antes do preço de entrada, a operação é cancelada.

*Com supervisão de Juliana Américo

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IBC-Br: Prévia do PIB brasileiro sobe 0,5% em abril

O indicador mensal de atividade econômica (IBC-Br) registrou alta de 0,50% em abril, mostra dado divulgado pelo Banco Central (BC) nesta quarta-feira (17). O número ficou abaixo das projeções de avanço de 0,6%, medidas pela Reuters.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) teve alta de 0,9%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um ganho de 1,6%, de acordo com números não dessazonalizados.

O indicador de indústria avançou 0,4%, enquanto serviços e impostos subiram 0,3%, respectivamente. Já a agropecuária permaneceu estável no período.

Na edição anterior, de março, a prévia do PIB recuou 0,7% na comparação mensal, acumulando ganho de 1,8% no acumulado em 12 meses.

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SpaceX decola em Wall Street enquanto Microsoft tenta justificar bilhões em IA

A SpaceX encostou na Microsoft e ultrapassou a Amazon em valor de mercado na terça-feira, 16. As ações da empresa de Elon Musk subiram 4,8% no fechamento, levando a capitalização de mercado a US$ 2,65 trilhões — cerca de US$ 8 bilhões acima da Amazon, que ficou em sexto lugar entre as empresas mais valiosas do mundo.

Leia mais em: https://exame.com/tecnologia/spacex-decola-em-wall-street-enquanto-microsoft-tenta-justificar-bilhoes-em-ia/

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Último dia! Prazo de pagamento da taxa de inscrição do Enem 2026 termina nesta quarta-feira (17)

O prazo para pagamento do boleto da taxa de inscrição do Enem 2026 se encerra nesta quarta-feira (17). O valor cobrado é de R$ 85, o mesmo do Enem do ano passado.

A Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) para a quitação está disponível na Página do Participante no portal do Inep. Para acessar, é necessário usar a senha do portal de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.

Em caso de necessidade de reimpressão, o participante deverá gerar novamente a GRU Cobrança na mesma página eletrônica.

Meios de pagamento do Enem 2026

O pagamento da taxa de inscrição do exame pode ser feito em qualquer banco, casa lotérica ou por meio de aplicativos bancários.

Não serão aceitos pagamentos de inscrições por meio de depósito em caixa eletrônico, via postal, transferência ou depósito em conta corrente, nem ordem de pagamento.

As opções de pagamento da GRU Cobrança são o Pix, cartão de crédito, débito em conta corrente ou poupança, dentre outros e pode variar de acordo com a instituição financeira do pagador.

Nos casos de pagamento via Pix, a GRU Cobrança traz o QR Code para o participante quitar a taxa de inscrição.

Muita atenção na hora de pagar a taxa de inscrição

O Inep informa que não há reembolso do valor referente ao pagamento da taxa de inscrição. A única exceção vale para um improvável cancelamento do Enem 2026.

Também não será devolvido o pagamento de taxa de inscrição realizado em duplicidade nem de valores diferentes de R$ 85.

O edital público do exame também proíbe a transferência do valor referente ao pagamento da taxa de inscrição do Enem para outro participante.

Confirmação da inscrição

A inscrição será confirmada somente após o processamento do pagamento da taxa de inscrição pelo Banco do Brasil.

Caso o valor do pagamento seja inferior a R$ 85, a inscrição não será confirmada.

Isenção da taxa de inscrição do Enem

O Inep concedeu gratuidade no Enem 2026 a candidatos dos seguintes perfis:

  • alunos matriculados no 3º ano do ensino médio em escola pública, em 2026;
  • alunos que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou como bolsistas integrais em escola privada e que possuam renda familiar de até 1,5 salário-mínimo por pessoa;
  • estudantes participantes do programa Pé-de-Meia do Ministério da Educação (MEC).
  • pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica, pertencentes a famílias de baixa renda e com registro no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico);
  • participantes que informaram na inscrição que usarão os resultados das provas para solicitar o certificado de conclusão do ensino médio e têm registro no CadÚnico;

Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. A prova é a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

*Com informações da Agência Brasil.

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China anuncia medidas para estimular o uso do yuan globalmente; confira

Autoridades chinesas lançaram nesta quarta-feira (17) medidas para promover o uso do yuan globalmente, no mais recente esforço para construir uma infraestrutura financeira mais resiliente e proteger a economia do país de choques externos.

O presidente do Banco Popular da China (PBoC), Pan Gongsheng, anunciou o estabelecimento de um novo mecanismo de recompra para permitir que autoridades monetárias estrangeiras, incluindo fundos soberanos, obtenham liquidez em yuan do Banco Central chinês, usando títulos como garantia.

Pan também revelou que a China lançará um programa piloto para negociação de câmbio de yuan offshore na Zona de Livre Comércio de Xangai, ao discursar para executivos financeiros na cidade.

A iniciativa tem o objetivo de transformar Xangai em um centro global para alocação de ativos e gerenciamento de risco denominados em yuan.

Sobre o controle da política monetária chinesa pelo Banco Central, Pan disse que o PBoC tomará várias medidas para aprimorar o mecanismo de regulação das taxas de juros de curto prazo.

As iniciativas sugerem que as autoridades chinesas podem estar se voltando para o uso da taxa overnight do Banco Central como o principal referencial de política monetária, assim como a maioria dos países. O principal referencial do PBoC é atualmente a taxa de recompra reversa de sete dias.

Pan disse ainda que a autoridade monetária está formulando ferramentas para fornecer liquidez de emergência a instituições não bancárias durante crises.

O discurso do chefe do PBoC, porém, não sinalizou para a flexibilização da política monetária, embora tenha ocorrido após a divulgação de indicadores fracos da economia chinesa, na véspera.

Em maio, ocorreu a primeira queda nos gastos do consumidor chinês em mais de três anos e uma nova redução nos gastos com investimentos.

A China entrou em declínio estrutural? Veja, nesta coluna, como os novos dados reforçam a tese da “Grande Fratura”.

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Why a neuroscientist worries outsourcing thinking to AI could weaken your brain's defenses against dementia

Vivienne Ming
Theoretical neuroscientist Vivienne Ming.

Courtesy of Vivienne Ming

  • A neuroscientist worries some people are letting AI do too much of their thinking.
  • Over time, she says, that could weaken cognitive reserve, a key defense against dementia.
  • "How you use AI, not how often, will determine its impact," Vivienne Ming told Business Insider.

AI doesn't cause dementia, but how you use it could weaken one of the brain's core defenses against it.

That's the warning from Vivienne Ming, a theoretical neuroscientist, the chief scientist at the Possibility Institute, a metascience research group, and founder of Socos Labs, an AI and education firm.

"Your chatbot is not giving you Alzheimer's," Ming told Business Insider.

"My worry is the cumulative impact of chronic substitution: when you stop doing the cognitive work because something will do it for you, you stop building the reserve that protects you later," she said.

As AI has swiftly become an integral part of people's lives and careers, AI researchers and some tech leaders have been releasing warnings about its deskilling effect, the slow erosion of job skills, and the decline in independent thinking.

Ming went a step further, saying that repeatedly outsourcing mental effort to AI, especially among young people, could have real implications for long-term brain health.

"That's the group from whom I'm most concerned," she said. "How you use AI, not how often, will determine its impact."

Over the long term, Ming worries that routinely outsourcing thinking to AI could reduce cognitive engagement and make it harder to build cognitive reserve — the brain's ability to adapt and remain resilient in the face of damage or aging.

"The mechanism I'm describing is the classic 'use it or lose it,'" Ming said.

'GPT is the new GPS'

To drive her point home, Ming compared the effects of using GPS and an AI chatbot.

Researchers at McGill University in Montreal found in 2020 that people with greater lifetime GPS experience have worse spatial memory during self-guided navigation.

In a four-month small study conducted over four months last year, MIT's Media Lab found that people who used a large language model to help write essays showed weaker neural connectivity than participants who used search engines or no external tools, and often couldn't accurately quote passages from essays they had written minutes earlier.

These two examples, Ming said, are cases of cognitive offloading and surrender, or, as she put it, "delegating the effortful part of a task to an external system so your own networks never have to do it."

Her concern in both cases is that people may be engaging key brain functions less frequently, including the hippocampus, the part of your brain that is responsible for memory and learning, and the prefrontal brain networks that help with attention, self-control, and decision-making.

"The hippocampus and prefrontal networks doing that work are precisely the systems that matter for cognitive aging," she said.

"GPT is the new GPS," she added, referring to OpenAI's chatbot ChatGPT, which she said could erode cognitive skills if people increasingly rely on it to think for them.

A matter of cognitive reserve

Research has consistently linked mentally stimulating activities to higher levels of cognitive reserve and lower dementia risk.

One analysis conducted by the English Longitudinal Study of Ageing (ELSA) in 2020 on 12,280 adults aged 50 and older, found that older people with higher cognitive reserve can expect to have a 35% lower risk of developing dementia compared to those with lower levels.

"The principle that lifelong mental engagement delays cognitive decline is some of the most replicated research we have," Ming said.

Importantly, Ming said no biomarker study linking AI use to dementia pathology has been conducted yet. Most of the data right now is "correlational or short-term," she said.

However, she thinks now is the time to start analyzing this cohort, "while the behavior is still taking shape."

"By the time we have the dementia data, a generation will have already formed the habit," she added.

Read the original article on Business Insider

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Bose is becoming a media company

Grammy-nominated Twitch streamer PlaqueBoyMax with his live steam with Bose creating music on the spot.
Grammy-nominated Twitch streamer PlaqueBoyMax, recording a live stream with Bose. The audio-equipment company is pushing further into entertainment with podcasts, TV and film series, and a record label.

Bose

Bose wants a bigger chunk of the music business.

The audio-equipment maker has created Bose Studios, an in-house content studio designed to help it shift from campaign-driven marketing, the company exclusively told CMO Insider.

One key differentiator is the launch of a new record label, Bose Records. Bose CMO Jim Mollica said in an interview that the plan isn't to go toe-to-toe with the "Big Three" label conglomerates, but rather to help break underappreciated or new artists and — crucially — not have to pay for music rights when they feature in Bose commercials. (Mollica said Bose wouldn't look to own the artists' masters, the company wouldn't take a share of their record sales or streams, and that they would be free to sign with other labels.)

Other big projects include commissioning original TV series and films "attached to some legendary Hollywood names," Mollica said. Bose is also planning a YouTube series, podcasts, and live music events — and could perhaps even buy a music media company. Some of those properties will generate their own ad revenue.

The launch of Bose Studios reflects a reality most CMOs face. Ad prices are higher, even though audiences are more fragmented and, in the case of TV, smaller. Consumers are actively avoiding advertising. Social media algorithms and the rise of AI search are disrupting the old ways that brands were discovered. Brands need to entertain to cut through.

"Our category, music, has a bunch of rituals baked into it," Mollica said. "If we have the opportunity, not to sell products, but become part of that ritual, then ultimately Bose is not an audio-equipment business anymore. We're about deepening people's relationship with music."

Much of Bose's prior marketing already focused on forging partnerships with music artists. Last year, for example, it teamed up with Blackpink's LISA to create customized earbuds, which it launched at a pop-up store in Los Angeles. This past February, it collaborated with the Grammy-nominated Twitch streamer PlaqueBoyMax, who created music on the spot during a livestream that aired during the NBA's All-Star weekend.

The record label and film productions signal Bose's expanded ambitions. Other brands, including Red Bull and Starbucks, have launched music labels in the past, though they were eventually retired.

Alexandra Annable, founder of Holl'r Music, an artist management and booking agency, said competition is fiercer than ever for emerging artists. For Bose to succeed, it might want to consider aligning itself with a specific genre, she added, pointing to Wingstop, which created its UK Freestyle Series for emerging drill, rap, and hip-hop artists.

"I think the only way brands can effectively engage with music fans is to create unique, content-led experiences, but these must be really authentic and culturally relevant," Annable said.

Steve Ackerman, a board advisor and consultant to media and entertainment businesses, said Bose Studios needs to ensure the content comes before promoting its products.

"The graveyard of branded content is littered with brands that have gone down this route and not understood what it means to be a content creator," Ackerman said. "They often defaulted to advertising agencies that don't understand how to engage with audiences; they just understand how to create content that gets in the way of the thing that audiences want to engage with."

Mollica, who previously worked at Disney and Viacom, said he understands the assignment. He said Bose Studios is not working with ad agencies and is recruiting and partnering with talent across the film, TV, podcast, and publishing industries.

"This isn't product placement; this isn't a long, 30-minute commercial," Mollica said. "These things are truly about how we are taking this authentic love of music and elevating the content that's out there today for true music fans to experience more."

Read the original article on Business Insider

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Nota fiscal de empresas do Simples Nacional muda em setembro; veja o que muda e como preencher

A partir de 1° de setembro, uma das atividades mais importantes da vida de empreendedores do setor de serviços passará por mudanças: a emissão de nota fiscal.

Dessa data em diante, você que tem uma micro ou uma pequena empresa enquadrada no Simples Nacional terá que emitir a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) por meio do Emissor Nacional, uma plataforma unificada do governo que padroniza o documento.

Atualmente, a emissão de nota varia de cidade para cidade: algumas têm sistemas próprios, com características específicas, enquanto outras sempre adotaram a plataforma federal. Isso dificulta a integração de dados e atrapalha a implementação de mudanças ligadas à reforma tributária.

E tem mais: as novidades não se limitam ao site em que são emitidas.

“Também haverá mudanças de preenchimento da nota”, diz Charles Gularte, sócio-diretor de contabilidade e relações institucionais da Contabilizei.

O que exatamente vai mudar na nota fiscal e a que os empreendedores devem ficar atentos na hora de preenchê-la? Confira a seguir.

Simples: que muda na nota fiscal de serviços

A nota fiscal continuará com as informações de sempre: dados do prestador de serviço, do tomador (o cliente), a descrição do que foi feito e o valor. Mas, além disso, passará a incorporar novos campos obrigatórios ligados à reforma tributária.

Alguns são relacionados à classificação das atividades da empresa e aos serviços prestados; outros têm a ver com a apuração de impostos.

Há três códigos de identificação aos quais você, como pequeno empresário, terá que ficar atento: NBS (Nomenclatura Brasileira de Serviços), cClassTrib (Código de Classificação Tributária) e cIndOp (Código de Indicador de Operação).

O NBS identifica o serviço; o cClassTrib diz para onde o serviço é prestado; e o cIndOp define a regra tributária que se aplica a esse serviço. Juntos, os três determinam quanto imposto a nota vai gerar.

Vamos explicar cada um dos três a seguir:

NBS

O NBS (sigla para Nomenclatura Brasileira de Serviços) é um código numérico que identifica o tipo de serviço prestado, considerando uma tabela nacional padronizada. Funciona como um “código de barras” da atividade: cada serviço tem sua classificação própria, que determina a alíquota correta do IBS e da CBS que vão incidir.

Só para lembrar, o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços, que substitui o ISS e o ICMS) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços, que entra no lugar do PIS e da Cofins) são dois dos novos impostos criados pela reforma tributária, que passarão a valer em 2027.

O preenchimento do campo NBS passa a ser obrigatório para empresas de todos os regimes a partir de setembro.

Se você tem dúvidas sobre qual código indicar na emissão de uma nota, a recomendação é falar com seu contador, que dará a orientação adequada considerando as atividades que sua empresa realiza. Isso é importante, porque escolher a classificação errada afeta o valor do imposto que você terá de pagar.

cIndOp

O cIndOp (sigla para Indicador de Operação) é um código que aponta a categoria geral da operação: se é uma venda para o mercado interno, uma exportação ou uma venda para o governo.

Da mesma forma como acontecerá no caso da NBS, preencher esse campo também será obrigatório para empresas de todos os regimes a partir de setembro.

Um exemplo: imagine uma empresa de tecnologia que presta o serviço de desenvolvimento de software para dois clientes diferentes. O código NBS será o mesmo nos dois casos. Mas o cIndOp pode ser diferente:

Vamos ao exemplo de uma empresa de tecnologia com clientes em São Paulo e Nova York: o NBS será o mesmo nos dois casos. O que muda é o cIndOp e, a partir dele, o cClassTrib:

  • Se o cliente está em São Paulo, quem emite a nota deve selecionar a opção “Mercado Interno” no cIndOp.
  • Mas, se o cliente está em Nova York, a operação é tratada como uma exportação de serviços. E então será preciso selecionar “Exportação” ao preencher o cIndOp.

cClassTrib

O cClassTrib (sigla para Código de Classificação Tributária) identifica a natureza tributária da operação – ou seja, como aquele serviço é tratado por lei na hora de calcular o valor do IBS e da CBS.

Esse código indica, por exemplo, se há alguma redução ou isenção de impostos ou se o serviço está enquadrado em algum regime especial.

A empresa de tecnologia que atende clientes em São Paulo e em Nova York, em exemplo citado acima, é um bom exemplo de como isso funciona:

  • Quando o cliente está em São Paulo e o cIndOp identifica que a operação é de “Mercado Interno”, o sistema exibirá as opções de cClassTrib correspondentes – e o emissor deve escolher o código 000001 (Operação Tributada Integralmente). Resultado: a nota vai calcular o IBS e a CBS como habitual.
  • Já no caso do cliente em Nova York, o cIndOp indica que se trata de uma “Exportação” – e, por lei, a receita da exportação de serviços é isenta de tributos. O sistema exibirá apenas as opções aplicáveis a operações internacionais e o emissor deverá selecionar o código 410004 (Exportação de Bens e Serviços). Resultado: o IBS e a CBS serão zerados automaticamente.

Em resumo, o cClassTrib avisa ao sistema que o serviço prestado é o mesmo nos dois casos, mas a regra tributária que se aplica é diferente. O preenchimento desse campo passa a ser obrigatório para empresas de todos os regimes também a partir de setembro.

IBS e CBS

Os valores dos novos tributos previstos na reforma tributária também precisarão constar na nota de empresas de todos os regimes. Mas, no caso daquelas enquadradas no Simples, só será obrigatório destacar as alíquotas a partir de 1º de janeiro de 2027.

Como as alíquotas definitivas ainda não foram estabelecidas, os valores serão simbólicos durante a transição: 1% no total da nota, sendo 0,9% de CBS e 0,1% de IBS.

O passo a passo para preencher a nota

O NBS será o primeiro a ser preenchido, para que o prestador classifique o tipo de serviço prestado – como “Consultoria de TI” ou “Desenvolvimento de Software”, por exemplo.

Em seguida, deve ser definida a categoria ampla da operação escolhendo o cIndOp, que informa ao sistema se a venda é destinada ao “Mercado Interno” ou se é uma “Exportação”, entre outras opções.

Depois, vem o cClassTrib. Com base no que foi informado no cIndOp, o sistema filtra e exibe as regras aplicáveis. O emissor então seleciona o código correspondente à legislação exata daquela operação, com opções como “Tributação Integral” ou “Imunidade de Exportação”.

Por fim, como resultado dos três passos anteriores, o próprio sistema vai “ler” a natureza tributária (cClassTrib) e calcular automaticamente o IBS e a CBS, destacando os valores corretos na nota ou zerando o imposto, quando for o caso.

O que fazer para evitar problemas em setembro?

O ponto de partida é não esperar o prazo chegar para se adequar às mudanças.

Empresas que se preparam com antecedência têm tempo para testar, corrigir erros e treinar equipes sem pressão. Quem deixa para a última hora arrisca enfrentar sistemas sobrecarregados, notas rejeitadas ou emitidas com dados incorretos, afetando diretamente a tributação da operação.

Se sua empresa está no Simples Nacional, comece verificando os acessos do responsável pela emissão de notas ao sistema do Emissor Nacional.

Também não deixe de identificar junto a seu contador o código NBS correto para cada serviço prestado. Esse é o campo que mais gera rejeição no Simples, justamente porque muitos empreendedores fazem essa escolha sem suporte.

Há um ponto extra de atenção.

O regime tem códigos próprios de CST (Código de Situação Tributária) e regras de alíquota diferentes das empresas do Lucro Real e do Lucro Presumido.

Se o CNPJ está cadastrado como Simples Nacional, o sistema só autoriza a nota com os códigos exclusivos desse regime. Usar os códigos de outro regime gera rejeição imediata, porque o sistema identifica a inconsistência entre o cadastro da empresa e o código informado.

Por fim, é recomendado emitir pelo menos uma nota de teste no Emissor Nacional antes de setembro, para validar que os cadastros estão corretos e o fluxo de emissão funciona.

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Cristália tem fábrica aprovada pela Anvisa para produzir sua versão do Ozempic

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a fábrica em que a farmacêutica Cristália irá produzir sua versão da caneta emagrecedora à base da semaglutida. Técnicos da agência estiveram na província chinesa de Guangdong para liberar o parque fabril da farmacêutica Livzon, uma farmacêutica que já obteve o registro na China e que também […]

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Selic: gestores da Faria Lima cravam juros altos por mais tempo, aponta pesquisa; confira

As expectativas para as taxas de juros permanecem tão firmes quanto alguns goleiros desta Copa do Mundo. Essa opinião foi coletada pela pesquisa da série Os Melhores Fundos de Investimentos, da Empiricus Research.

A pesquisa buscou entender a visão de 30 gestores de multimercados sobre o nível da taxa Selic, para os próximos três anos e no longo prazo.

Leitura da Selic para 2026 e 2027 piora

As opiniões dos gestores, que somam mais de R$ 160 bilhões de patrimônio líquido em suas estratégias da classe, estão representadas em dot plot (gráfico de pontos), como é possível observar abaixo.

O modelo de gráfico em dot plot é tradicionalmente usado nos EUA para representar as projeções de cada membro do FOMC para a taxa básica de juros dos EUA.

Analisando a percepção do Brasil, o analista Alexandre Alvarenga comenta: “O dot plot veio mais duro ao longo de toda a curva para a taxa brasileira. A mediana para 2026 subiu de forma relevante e sugere menos espaço para cortes no curto prazo.”

O gráfico aponta que predomina entre os gestores a percepção de uma Selic entre 14,00% e 14,25% ao final do ano.

Além disso, Alvarenga também nota que houve uma piora na leitura para 2027 e no longo prazo, indicando que o mercado passou a embutir uma Selic estruturalmente alta por mais tempo, em linha com uma inflação ainda desconfortável e maior cautela com a convergência do juro real.

“O descolamento em relação ao Boletim Focus reforça a mensagem de prêmio de risco mais elevado na precificação dos juros. O movimento não é só de revisão no curto prazo, mas também no longo prazo”, reforça Alvarenga.

Na segunda-feira (15), o Focus elevou a estimativa para a taxa Selic ao fim do ano de 13,50% para 13,75%.

“No Brasil, pioraram de forma clara as leituras sobre inflação e fiscal. A combinação de inflação ainda pressionada, dúvidas sobre a trajetória das contas públicas e menor espaço para afrouxamento monetário manteve o ambiente mais difícil para ativos locais”, afirma o analista.

Além dos juros brasileiros, a pesquisa da Empiricus também se aprofundou na percepção dos gestores sobre os juros dos EUA e o pontos relevantes sobre o sentimento macroeconômico e a percepção do nível de risco.

“O dotplot americano ficou mais hawkish no médio prazo. A mediana para 2026 subiu de forma relevante, sugerindo menos cortes no horizonte próximo, enquanto 2027 e 2028 também avançaram, o que indica maior disposição do FOMC (Comitê de política monetária dos EUA) em manter a taxa acima do nível neutro por mais tempo”, comenta Alvarenga.

Diante dessa deterioração do quadro inflacionário, Alexandre Alvarenga e a equipe de analistas da Empiricus Research seguem diariamente se debruçando sobre os principais eventos e indicadores econômicos.

É com base nesses estudos que eles conseguem montar carteiras de investimento atualizadas para o investidor ter a chance de buscar lucros nesse cenário.

Carteiras que já valorizaram até 545%: veja o que vai encontrar no ‘streaming’ da research

Mesmo diante de um cenário ainda turbulento por fatores econômicos e geopolíticos, os analistas da Empiricus Research seguem buscando oportunidades de investimento. Seja na bolsa de valores ou em outras classes de investimento, o objetivo é que o investidor brasileiro consiga posicionar seu portfólio no panorama atual de forma a mitigar prejuízos e otimizar as chances de lucros.

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  • Empiricus SmallCaps, carteira focada em ações de empresas de baixa capitalização: mais de 544,67% de valorização, desde a criação em 01/08/14;
  • Empiricus Dividendos, portfólio concentrado em ativos para dividendos: valorização de 447,94%, desde o lançamento em 07/02/14.

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Warsh quer que o Fed fale menos — e isso pode gerar mais surpresas para os mercados

O ex-presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, costumava dizer que a política monetária é 98% conversa e apenas 2% ação. Já Kevin Warsh quer mudar essa proporção.

O novo presidente do Fed, que comandará nesta semana sua primeira reunião de política monetária, prometeu reformular a comunicação da instituição. Sem entrar em muitos detalhes, ele deu sinais de que pretende reduzir a quantidade de mensagens emitidas pelo banco central.

Durante sua audiência de confirmação no Congresso, afirmou que o Fed se esforça demais para fornecer um roteiro detalhado de seus planos futuros. Também observou que os formuladores de política monetária “falam com bastante frequência”.

No entanto, o Fed e outros bancos centrais vêm ampliando sua comunicação com mercados e sociedade ao longo das últimas décadas, e seguir na direção oposta envolve riscos, segundo observadores veteranos da instituição.

“É preciso ter cuidado ao reduzir a comunicação”, disse William English, professor da Universidade Yale e ex-secretário do comitê responsável por definir os juros nos EUA. Fazer isso de forma muito brusca “prejudicaria a eficácia da política monetária e poderia gerar mais decisões inesperadas, provocando volatilidade nos mercados financeiros”.

Os defensores de uma comunicação frequente argumentam que a transparência ajuda investidores e o público a entender melhor o que está por vir e a se preparar para isso. Isso também facilita o trabalho dos banqueiros centrais ao influenciar os custos de financiamento de longo prazo.

Warsh vê a questão de forma diferente. Para ele, os bancos centrais precisam preservar flexibilidade e evitar a percepção de que estão presos a compromissos que podem deixar de fazer sentido diante de mudanças nas condições econômicas. Em uma palestra no International Monetary Fund no ano passado, afirmou que os formuladores de política monetária podem se tornar “prisioneiros de suas próprias palavras”.

Investidores do mercado de títulos estão tentando entender como exatamente o Fed de Warsh pretende mudar sua comunicação, inclusive se o tradicional Summary of Economic Projections (SEP) poderá ser simplificado. O documento reúne projeções para crescimento econômico, desemprego, inflação e juros, além do famoso “dot plot”, gráfico que mostra onde os dirigentes do Fed acreditam que as taxas de juros estarão no futuro.

Há outras possibilidades. Para Torsten Slok, da Apollo Global Management, os comunicados do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) podem ficar significativamente mais curtos. Já Cindy Beaulieu, diretora de investimentos para a América do Norte da gestora Conning, acredita que Warsh gostaria de realizar menos coletivas de imprensa após as reuniões e até eliminar o “dot plot”.

“Isso provavelmente tornará os juros mais voláteis”, afirmou Beaulieu. Segundo ela, uma redução na transparência pode levar os mercados a reagirem exageradamente a cada novo indicador econômico, tentando antecipar os próximos passos do Fed.

O debate sobre o “forward guidance”

O SEP existe desde 2007 e reúne projeções dos 19 participantes do FOMC para crescimento, desemprego, inflação e juros. Tornou-se uma das principais ferramentas de orientação ao mercado, embora alguns economistas questionem sua utilidade, já que as projeções podem rapidamente se tornar obsoletas. Ainda no ano passado, havia propostas para ampliar as informações divulgadas no documento, e não reduzi-las.

A discussão faz parte de um debate mais amplo sobre o chamado forward guidance, estratégia adotada pelo Fed após a crise financeira de 2008. Como os juros já estavam próximos de zero e não podiam cair muito mais, uma das alternativas para estimular a economia era sinalizar que permaneceriam baixos por um período prolongado.

Alguns economistas argumentam que esse tipo de orientação só funciona em circunstâncias excepcionais, como no período pós-crise. Em sua palestra no FMI, Warsh demonstrou simpatia por essa visão.

Além das discussões teóricas, Warsh assume o comando em meio a uma disputa concreta dentro do Fed sobre que tipo de orientação deve ser dada ao mercado. Na última reunião, o comitê manteve em seu comunicado a indicação de que o próximo movimento mais provável seria um corte de juros, embora vários membros defendessem a retirada dessa mensagem.

O episódio também revela uma limitação do forward guidance: investidores nem sempre acreditam no que o Fed está dizendo.

Em março, os mercados chegaram a apostar em aumentos de juros, mesmo quando dirigentes da instituição indicavam que o movimento mais provável seria uma redução. Agora, à medida que alguns dirigentes passaram a discutir publicamente cenários de alta dos juros, os investidores também elevaram suas apostas nessa direção.

Embora o mercado possa estar errado, uma orientação mais limitada é “provavelmente positiva”, afirmou Jack McIntyre, gestor da Brandywine Global Investment Management.

Menos discursos?

Outra forma direta de comunicação do Fed é por meio de discursos públicos. Dados da própria instituição mostram que seus dirigentes falam mais frequentemente hoje do que no passado. Em 2024 e 2025, os governadores realizaram cerca de 225 discursos, aproximadamente 20% a mais do que duas décadas antes.

Pesquisas indicam que comunicação excessiva ou mal coordenada pode prejudicar a capacidade de um banco central de orientar os mercados. Ainda assim, não está claro o que Warsh poderia mudar além de incentivar os dirigentes a falarem menos.

Uma ferramenta que ele controla diretamente é a coletiva de imprensa após as reuniões de política monetária. Quando esse formato foi criado, em 2011, havia apenas quatro coletivas por ano. Hoje são oito — uma após cada decisão sobre juros.

Essas entrevistas servem para explicar os argumentos discutidos pelos formuladores de política monetária e se comunicar diretamente com investidores e cidadãos. Durante sua audiência de confirmação, Warsh não se comprometeu a manter coletivas após todas as reuniões do FOMC.

Segundo Claudia Sahm, ex-economista do Fed, o estilo de comunicação que Warsh parece defender lembra a era de Alan Greenspan, quando o então presidente da instituição adotava deliberadamente uma linguagem vaga.

“Se eu parecer excessivamente claro para vocês”, disse Greenspan certa vez aos parlamentares, “então vocês devem ter entendido errado o que eu disse”.

Mesmo durante a gestão Greenspan, porém, o Fed iniciou um processo gradual de aumento da transparência. Episódios posteriores mostraram os riscos da comunicação aberta, como o chamado “taper tantrum” de 2013, quando Bernanke desencadeou uma forte venda de títulos do Tesouro americano ao sinalizar a retirada de estímulos monetários.

Ainda assim, esses episódios foram geralmente interpretados como evidência da necessidade de uma comunicação mais cuidadosa — e não menos comunicação. Hoje, a maioria dos observadores do Fed acredita compreender melhor como o banco central reage às mudanças na economia.

Por isso, economistas e investidores não esperam mudanças radicais de imediato. Qualquer alteração significativa no sistema atual provavelmente exigirá amplo debate interno.

“Quando você muda a forma de comunicação, é muito difícil voltar atrás”, afirmou Don Kohn, ex-vice-presidente do Fed. “Por isso existe a percepção de que é preciso haver amplo consenso antes de promover uma mudança desse tipo, porque será difícil recuar caso ela se revele um erro.”

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Câmeras nas calçadas viraram um grande negócio nas grandes cidades. Falta provar que coíbem o crime

Eles são quase onipresentes nos bairros mais ricos de São Paulo e do Rio de Janeiro e já se espalham por outras capitais brasileiras: totens de metal com câmeras embutidas, instalados nas calçadas em frente a condomínios, escritórios e restaurantes.

Esse mercado ganhou corpo no país nos últimos cinco anos, impulsionado pela promessa de inibir a ação de criminosos e proteger o entorno dos imóveis, na esteira do aumento do número de assaltos em regiões mais valorizadas.

Os totens são o produto mais aparente de uma indústria mais ampla: o mercado de segurança eletrônica gerou faturamento de R$ 16 bilhões em 2025, com alta de 16% em um ano e de 73% desde 2021, segundo a Abese, associação que reúne empresas do ramo.

Trata-se de uma resposta privada a uma questão de segurança pública: redes de câmeras, sensores e inteligência artificial são demandados como ferramentas que, segundo se espera, ajudam a prevenir crimes e identificar suspeitos.

Mas o mercado dos totens avançou mais rápido que as regras e que as evidências sobre sua eficácia. E abriu um debate: como regular um negócio privado baseado em vigiar o espaço público?

O negócio dos totens

Duas empresas lideram essa expansão: a CoSecurity, do Grupo Haganá, e a Gabriel.

A CoSecurity foi criada em 2022 por Chen Gilad, CEO da Haganá, empresa de segurança privada fundada por sua família, e Luciano Caruso, diretor de tecnologia do grupo.

O faturamento é modesto: a CoSecurity encerrou 2025 com receita de R$ 20 milhões. Mas seus equipamentos se multiplicam no país. Hoje, a empresa opera 12 mil câmeras, contra pouco mais de 6 mil em 2024. Desse total, 11,5 mil estão em São Paulo, mas a rede começou a avançar por Rio e Curitiba.

Totem de monitoramento da CoSecurity com câmeras de vídeo e sinalização luminosa, posicionado em área externa próxima ao acesso de um condomínio fechado.
Totens com câmeras da CoSecurity, do Grupo Haganá (Divulgação)

Gilad chama o modelo de “segurança colaborativa”. Condomínios e comércios contratam o serviço individualmente, mas as imagens passam a integrar uma base maior de câmeras espalhadas pela região, sob supervisão da empresa.

“É como uma rede social”, disse Gilad ao InvestNews. “Sozinho, não tem graça. Mas se todos os seus vizinhos também estão, a inteligência começa a aparecer.”

O totem é a face do produto que o cliente vê no dia a dia, mas não é o centro da operação. Para Gilad, o hardware vale 20% do negócio.

Cada totem custa R$ 499 – ou R$ 299 na versão de parede – por mês, enquanto o software sai de R$ 199 a R$ 499 por mês a depender do nível de inteligência.

O grosso do faturamento está na plataforma que cruza dados de placas, rostos e histórico de ocorrências para gerar alertas em tempo real. Isso significa acumular e organizar informações sobre veículos, pessoas e eventos registrados pela rede – quem apareceu onde, quando e em quais circunstâncias.

A empresa diz limitar o acesso às imagens – a funcionários com permissões específicas – e submeter os alertas a revisão humana antes de comunicar clientes ou autoridades.

É um modelo diferente de sua principal concorrente, a Gabriel, que afirma não fazer reconhecimento facial, enquanto a CoSecurity realiza análises biométricas.

Segundo declarações públicas, a decisão busca evitar riscos jurídicos com uma tecnologia que identifica pessoas na rua sem autorização.

Procurada pelo InvestNews, a Gabriel não concedeu entrevista. 

Totem de segurança da Gabriel instalado em área urbana, com câmeras voltadas para a rua e iluminação em LED verde.
Totens da startup Gabriel: 14 mil câmeras em operação (Divulgação)

A Gabriel nasceu em 2020, fundada por Erick Coser, Otávio Miranda e Sérgio Andrade – este último um dos fundadores da rede de academias Bodytech. Hoje, a empresa diz ter 14 mil câmeras em operação, entre Rio, São Paulo, Niterói e Belo Horizonte.

A empresa ficou conhecida pela luz verde que emana de seus totens e demarca as áreas monitoradas. Mas essa presença ostensiva virou alvo de questionamento.

Em dezembro de 2025, a companhia terminou de realocar 400 câmeras instaladas em áreas públicas no Rio, a mando da prefeitura, que considerou os equipamentos irregulares por ocuparem espaços como praças, canteiros e rotatórias.

O episódio resume um dos dilemas do setor: os clientes são privados, mas as câmeras ocupam as calçadas e apontam para a rua. 

Essa fronteira se torna ainda menos nítida quando as redes privadas passam a se conectar aos sistemas de vigilância do poder público. 

Breve história da vigilância pública

O país testou a biometria facial pela primeira vez em 2014, na Copa do Mundo, em centrais de monitoramento criadas para coordenar a segurança do torneio. Mas a experiência foi localizada.

A tecnologia voltou com mais força em 2019, na Bahia. No Carnaval de Salvador, as forças de segurança realizaram a primeira prisão com auxílio de reconhecimento facial no país.

A partir dali, outros municípios passaram a adotar sistemas parecidos, com câmeras em postes, centrais de monitoramento, leitura de placas e bancos de dados de procurados.

Nos anos seguintes, essas iniciativas se transformariam em programas de vigilância consolidados, que passaram a reunir câmeras públicas e privadas na mesma rede.

A maior vitrine desse modelo é o Smart Sampa. Lançado pela Prefeitura de São Paulo em 2024, o programa já reúne 50 mil câmeras: apenas 20 mil são operadas pelo município. 

As outras 30 mil pertencem a parceiros privados que aderiram, como Gabriel e CoSecurity.

Em troca, as empresas ganham um diferencial comercial: suas câmeras passam a operar integradas ao sistema de vigilância da cidade.

O Smart Sampa usa reconhecimento facial, leitura de placas e cruzamento com bases de procurados e desaparecidos. Quando há possível correspondência, envia um alerta à central, que aciona a Guarda Civil Metropolitana.

Operadores trabalham na central de monitoramento do Smart Sampa, sistema da Prefeitura de São Paulo que integra câmeras de vigilância e tecnologias de reconhecimento facial para apoiar ações de segurança pública.
Central de monitoramento do Programa Smart Sampa (Prefeitura de SP)

Em escala estadual, o principal projeto é o Muralha Paulista, do governo de São Paulo. O sistema busca integrar câmeras públicas e privadas dos 645 municípios do estado em uma plataforma.

A cidade de São Paulo não está sozinha. O Rio criou a Civitas, que já reúne mais de 10 mil equipamentos e pretende chegar a 20 mil câmeras próprias até 2028.

Curitiba tem a Muralha Digital e passou a incorporar equipamentos de condomínios e empresas pelo Conecta Muralha. Belo Horizonte lançou a Muralha BH, com previsão de mais de 12 mil câmeras, 1,5 mil delas com reconhecimento facial. 

O Brasil tem hoje 525 projetos ativos de reconhecimento facial, capazes de alcançar 96 milhões de pessoas. Desde 2019, estados e municípios direcionaram ao menos R$ 2,65 bilhões em iniciativas, segundo um levantamento do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC).

Limbo jurídico no combate ao crime

Esse crescimento, no entanto, aconteceu sem que houvesse um marco regulatório específico para vigilância biométrica em espaço público. O que existe é um mosaico: a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), decretos estaduais, contratos e normas técnicas que variam de estado para estado.

A LGPD é a referência legal do setor – mas tem um limite. O artigo 4º exclui do seu alcance o tratamento de dados para fins de segurança pública e defesa nacional. Isso significa que programas públicos de reconhecimento facial, como o Smart Sampa, não estão sujeitos às mesmas obrigações. 

As empresas privadas, por outro lado, estão no escopo da lei. Mas a operação fica turva quando a câmera privada é usada para finalidades de segurança pública – ou quando as imagens são compartilhadas com o poder público. 

“Existe uma relação muito difícil de dimensionar entre o público e o privado. Isso atrapalha a discussão e nos afasta da construção de regras mínimas para o uso das câmeras”, diz Pablo Nunes, pesquisador do CESeC.

E funciona?

As empresas do setor operam com a promessa de aumentar a segurança de ruas, condomínios e comércios.

Gilad cita uma redução de 80% nas ocorrências em uma área da Faria Lima, em São Paulo, em um projeto com maior nível de integração tecnológica. Em operações mais básicas, afirma receber relatos de condomínios e ruas onde a instalação dos totens teria reduzido a criminalidade em até 20%.

Mas faltam evidências independentes ou oficiais de que redes de câmeras e reconhecimento facial reduzam efetivamente a criminalidade – e de forma consistente ao longo do tempo.

O principal estudo sobre o Smart Sampa, do projeto Panóptico, do CESeC, comparou a evolução dos indicadores criminais da capital paulista com a de outros municípios do estado após a implementação do sistema.

A conclusão foi que não houve redução estatisticamente significativa de furtos, roubos ou homicídios. Os pesquisadores não encontraram aumento relevante da produtividade policial, medida pelo número de prisões em flagrante e cumprimento de mandados.

Os autores ressaltam que isso não significa que as câmeras sejam ineficazes. Elas podem auxiliar investigações ou aumentar a sensação de segurança. O ponto é que, até aqui, não há evidências robustas de que tais sistemas reduzam a criminalidade nas áreas onde são instalados.

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Liberação do Estreito de Ormuz não abre caminho para cortes de juros do Fed, diz economista do Citi

federal reserve taxa de juros

O acordo entre Estados Unidos e Irã para pôr fim à guerra abre caminho para a reabertura do Estreito de Ormuz, aliviando as pressões inflacionárias que o conflito trouxe para o mundo e para os Estados Unidos. Para Andrew Hollenhorst, economista-chefe para os Estados Unidos do Citi, o desenvolvimento não deve levar o Federal Reserve […]

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Astrônomos encontram 'vento' de buraco negro em velocidade de 'furacão' no espaço

Astrônomos identificaram um quasar alimentado por um buraco negro supermassivo que produz ventos em velocidades extremas, chegando a cerca de 30% da velocidade da luz. O fenômeno foi observado em um objeto localizado a aproximadamente 3 bilhões de anos-luz da Terra e representa o vento ultravioleta mais rápido já detectado nesse tipo de estrutura cósmica.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/astronomos-encontram-vento-de-buraco-negro-em-velocidade-de-furacao-no-espaco/

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We raised our daughter in China and Cambodia. Now she's not sure she wants to leave Los Angeles.

Family posing for photo
The author's family moved to China and Cambodia for four years.

Courtesy of the author

  • I still think about the years my family spent living in China and Cambodia.
  • My daughter remembers very little of our life abroad because she was so young.
  • Her attachment to home has made me rethink my own ideas about adventure and belonging.

I showed my daughter a video of her gnawing on a chicken claw, back when we lived in China. "Eww," she says, annoyed that I'm asking her to look away from Roblox.

"Do you remember this?" I ask. She shakes her head. Another memory lost.

My daughter doesn't remember much about the years we lived abroad. She was just 3 when my husband and I decided to leave Los Angeles for China, then Cambodia. Now she's almost 10. We've been back in Los Angeles since she was 5, when the pandemic changed our plans.

She has been forgetting the things she loved

When we first got back, she hated her car seat. "I want a tuk-tuk!" she'd yell from the backseat.

Girl in temple
The author's daughter is starting to forget the things she loved when she was little.

Courtesy of the author

But now I'm not sure she'd be able to tell me what a tuk-tuk is, let alone remember riding in one. She's forgotten the temples, the ruins, and the bat caves. There's more pressing stuff filling her mind: a friend's birthday party, getting to the next level in gymnastics, and acing her next math quiz.

She doesn't think about our life abroad, even though my husband and I can't stop thinking about it.

We hadn't planned on moving to China, but it was the first job offer that came in after my husband, a music teacher, sent résumés to schools around the world. We were so eager to leave that we didn't care where we landed, just that it was far away.

Moving abroad was nothing new for us. We'd met at a jungly yoga class in Bali and spent our first years together living out of cheap hotel rooms across Asia. Living this way felt like we'd found a cheat code on life. While everyone back home dealt with mortgages and credit card debt, we zipped around on motorbikes, got cheap massages, and outran boredom.

My daughter went to a preschool in China

But then I got pregnant.

So, we moved back to Los Angeles and bought a house. For a while, things were pleasant: holidays with relatives, nice neighbors, and a life that made sense on paper.

Girl in preschool
The author's daughter went to preschool in China.

Courtesy of the author

But late at night, when I couldn't sleep, I'd watch YouTube videos of families living abroad. When our daughter was asleep, my husband and I would open a bottle of wine and reminisce about the old life, toying with the idea of what it would look like to pick up and go, this time with a kid.

Over time, talking led to applying, and when that first school extended its offer, we said yes. Since our daughter hadn't started school yet, it seemed like the perfect time to do it.

The teaching job was in Xiamen, a coastal city in southeast China. It's not as touristy as better-known destinations like Shanghai and Beijing, which meant there were fewer English speakers.

We enrolled our daughter in a local pre-school, where she was the only foreign kid in her class. Though I loved watching her practice Mandarin and learn to use chopsticks, I started to notice she was more frustrated than excited about the adventure. After all, it wasn't so long ago she'd learned to form sentences in English and use a fork.

We then moved to Cambodia

The pandemic was part of the reason we left China for Cambodia, where my husband secured another teaching job.

Our daughter also went to school with other expat kids this time. She swapped Mandarin for Khmer lessons, but spent the rest of her day speaking English.

Dad and daughter in TukTuk
The author and her family moved to Cambodia.

Courtesy of the author

Life was easier, but we never intended to stay in Cambodia. We saw it as a pit-stop until something better came along. When I met some of the older expat kids who were in their fourth or fifth new country, I started to worry about what all that moving might mean for our daughter.

What if we never felt settled anywhere? How many new languages would we expect our daughter to learn? How many new friends would she eventually have to leave behind? Was it worth it?

When the pandemic finally hit Cambodia, we decided to leave and return to Los Angeles to wait it out.

My husband and I are restless and want to move again

Though she missed the tuk-tuks, I remember the glee on our daughter's face when she noticed everyone at the local park spoke English. We eventually enrolled her in school and moved to an area we liked, telling ourselves we were done with that life. We'd still travel, of course, but we'd do it like so many other families — spring break, summer, Christmas.

Girl with elephant
The author's daughter is now happy in Los Angeles.

Courtesy of the author

Five years later — the longest we've ever spent in one place — my husband and I are restless again. We've tried to settle, signing leases, browsing homes, and investing in expensive furniture that we know we can't take with us, but it doesn't feel like us.

Lately, we've been talking about moving to Europe and floating the idea to our daughter, who quickly changes the subject.

While my husband and I talk about the past and dream about some future far away — and probably always will — our daughter is deeply rooted in her life here and now, and she's happy. The older she gets, the stronger her friendships, and the scarier it is for us to imagine pulling her away from a life she loves for the allure of elsewhere.

For me, Los Angeles feels boring because I know it so well. As a kid, I'd watch foreign movies with my mom, dreaming about all the places I'd see one day. Anywhere felt more exciting than home.

Maybe it's the opposite for our daughter. Maybe her idea of adventure is knowing a place intimately, belonging somewhere. I'm not sure if we'll ever get there, if my husband and I will ever look out the window and think this is it, we belong here.

Read the original article on Business Insider
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Quanto tempo de musculação é preciso para viver mais? Estudo traz resposta

A prática regular de musculação pode aumentar a longevidade, mas existe uma quantidade de treino que parece oferecer os maiores benefícios. É o que sugere um estudo publicado no British Journal of Sports Medicine, que acompanhou mais de 147 mil pessoas durante até 30 anos.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/quanto-tempo-de-musculacao-e-preciso-para-viver-mais-estudo-traz-resposta/

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Luas de Urano podem revelar planetas desaparecidos do Sistema Solar

O Sistema Solar pode ter abrigado mais planetas do que conhecemos hoje. Um estudo publicado na revista Icarus sugere que as luas de Urano preservam sinais de um passado marcado por instabilidade gravitacional, quando planetas gigantes podem ter sido expulsos para o espaço interestelar.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/luas-de-urano-podem-revelar-planetas-desaparecidos-do-sistema-solar/

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Onde assistir Austrália x Turquia?

Austrália e Turquia estreiam na madrugada deste domingo (14) na Copa do Mundo 2026, em partida prevista para começar à 1h (horário de Brasília) no BC Place Stadium, em Vancouver, no Canadá

O jogo é válido pelo Grupo D da competição, que ainda tem Estados Unidos e Paraguai.

A Austrália participa de sua 7ª Copa do Mundo e nunca conseguir ultrapassar a fase de oitavas-de-final, feito obtido em 2006 e 2022.

Já a Turquia só esteve em dois Mundiais até agora, mas avançou até as semifinais em 2002, quando foi eliminada pelo Brasil e terminou a competição em 3°º lugar. A aposta da seleção é da nova geração comandada pelo meia-atacante Arda Guler, que joga no Real Madrid.

Veja onde assistir Austrália x Turquia 

partida da Copa do Mundo 2026 terá transmissão ao vivo pela TV Globo, Sportv, CazéTV (no Youtube), GeTV e Globoplay

Prováveis escalações

A Austrália deve entrar em campo com Ryan; Souttar, Circati, Burgess; Italiano, Irvine, O’Neill, Bos; Irankunda, Leckie; Toure.

Já a escalação prevista da Turquia é Cakir; Celik, Demiral, Bardakci, Kadioglu; Calhanoglu, Yuksek; Guler, Kokcu, Yildiz; Akturkoglu.

Veja as datas de jogos por grupos

Grupo A

Data Jogo
11/06/2026 México x África do Sul
11/06/2026 República da Coreia x República Tcheca
18/06/2026 República Tcheca x África do Sul
18/06/2026 México x República da Coreia
24/06/2026 República Tcheca x México
24/06/2026 África do Sul x República da Coreia

Grupo B

Data Jogo
12/06/2026Canadá x Bósnia e Herzegovina
13/06/2026Catar x Suíça
18/06/2026Suíça x Bósnia e Herzegovina
18/06/2026Canadá x Catar
24/06/2026Suíça x Canadá
24/06/2026Bósnia e Herzegovina x Catar

Grupo C

Data Jogo
13/06/2026Brasil x Marrocos
13/06/2026Haiti x Escócia
19/06/2026Escócia x Marrocos
19/06/2026Brasil x Haiti
24/06/2026Escócia x Brasil
24/06/2026Marrocos x Haiti

Grupo D

Data Jogo
12/06/2026Estados Unidos x Paraguai
13/06/2026Austrália x Turquia
19/06/2026Turquia x Paraguai
19/06/2026Estados Unidos x Austrália
25/06/2026Turquia x Estados Unidos
25/06/2026Paraguai x Austrália

Grupo E

Data Jogo
14/06/2026Alemanha x Curaçau
14/06/2026Costa do Marfim x Equador
20/06/2026Alemanha x Costa do Marfim
20/06/2026Equador x Curaçau
25/06/2026Equador x Alemanha
25/06/2026Curaçau x Costa do Marfim

Grupo F

Data Jogo
14/06/2026Holanda x Japão
14/06/2026Suécia x Tunísia
20/06/2026Tunísia x Japão
20/06/2026Holanda x Suécia
25/06/2026Japão x Suécia
25/06/2026Tunísia x Holanda

Grupo G

Data Jogo
15/06/2026Bélgica x Egito
15/06/2026Irã x Nova Zelândia
21/06/2026Bélgica x Irã
21/06/2026Nova Zelândia x Egito
26/06/2026Egito x Irã
26/06/2026Nova Zelândia x Bélgica

Grupo H

Data Jogo
15/06/2026Espanha x Cabo Verde
15/06/2026Arábia Saudita x Uruguai
21/06/2026Espanha x Arábia Saudita
21/06/2026Uruguai x Cabo Verde
26/06/2026Cabo Verde x Arábia Saudita
26/06/2026Uruguai x Espanha

Grupo I

Data Jogo
16/06/2026França x Senegal
16/06/2026Iraque x Noruega
22/06/2026França x Iraque
22/06/2026Noruega x Senegal
26/06/2026Noruega x França
26/06/2026Senegal x Iraque

Grupo J

Data Jogo
16/06/2026Áustria x Jordânia
16/06/2026Argentina x Argélia
22/06/2026Argentina x Áustria
22/06/2026Jordânia x Argélia
27/06/2026Argélia x Áustria
27/06/2026Jordânia x Argentina

Grupo K

Data Jogo
17/06/2026Portugal x República Democrática do Congo
17/06/2026Uzbequistão x Colômbia
23/06/2026Portugal x Uzbequistão
23/06/2026Colômbia x República Democrática do Congo
27/06/2026Colômbia x Portugal
27/06/2026República Democrática do Congo x Uzbequistão

Grupo L

Data Jogo
17/06/2026Inglaterra x Croácia
17/06/2026Gana x Panamá
23/06/2026Inglaterra x Gana
23/06/2026Panamá x Croácia
27/06/2026Panamá x Inglaterra
27/06/2026Croácia x Gana

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No país da picanha, a Copa terá mais frango na churrasqueira

A disparada dos preços no Brasil, maior produtor de carne bovina do mundo, significa que as famílias comprarão menos carne vermelha quando se reunirem para assistir ao primeiro jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo da FIFA neste sábado.

César Visini vai diversificar e incluir frango e linguiças na churrasqueira para um encontro de família neste fim de semana.

“É mais econômico”, disse o professor de 29 anos, que mora na cidade litorânea de Praia Grande. Ele se irrita com o fato de os açougues terem reduzido a qualidade dos produtos oferecidos para contornar os altos custos dos cortes mais nobres. “Às vezes o preço continua o mesmo, mas a qualidade cai. Isso acontece bastante.”

Tradicionalmente, reunir-se para fazer churrasco e torcer pela seleção é um ritual dos brasileiros. Mas os preços da carne bovina próximos de níveis recordes e a crise de endividamento das famílias ameaçam reduzir o apetite do país, que se prepara para semanas de futebol e churrasco. Nesta Copa, os brasileiros servirão frango e linguiça suína com mais frequência do que carne bovina, segundo projeções da Worldpanel by Numerator.

A queda no consumo de carne no Brasil amplia os desafios para o governo Lula às vésperas das eleições nacionais de outubro. Em um país que está entre os três maiores consumidores de carne bovina per capita do mundo, reduzir o consumo é mais um sinal de estresse econômico e pode prejudicar as chances de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em campanhas anteriores defendeu uma plataforma associada a mais churrasco e cerveja na mesa dos brasileiros.

A oferta global restrita e a forte demanda externa estão impulsionando as exportações brasileiras a um recorde histórico e reduzindo a disponibilidade do produto no mercado doméstico. Isso aumenta a pressão sobre os brasileiros de baixa renda, já com orçamento apertado e dificuldades para lidar com os altos custos dos alimentos e o elevado endividamento.

Nos três primeiros meses do ano, os brasileiros já destinaram uma parcela menor do orçamento total à compra de proteínas. A queda foi provocada pela redução no volume de carne bovina adquirida, segundo Daniela Jakobovski, gerente de contas da Worldpanel.

Em São Paulo, cidade mais populosa do país, o preço da picanha — corte preferido dos brasileiros para o churrasco — superou R$ 90 por quilo em março, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA), órgão público de pesquisa. Um ano antes, o valor era de R$ 81.

A inflação elevou os preços de alguns cortes nobres de carne bovina em até 11% nos últimos 12 meses, de acordo com dados de maio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os preços da carne bovina no atacado atingiram recentemente o maior nível já registrado na série histórica de mais de 20 anos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo.

“Pessoas como eu, que costumavam comer carne bovina duas ou três vezes por semana, agora estão limitando o consumo a uma vez por semana”, disse Thiago Durões, vendedor de 37 anos que mora em Brasília. “Estamos migrando para cortes mais baratos e, em muitos casos, substituindo a carne bovina por frango, carne suína ou pela proteína que oferecer o melhor custo-benefício.”

Gado; carne
Frigoríficos: Foto: Adobe Stock Photo

A carne bovina é apenas uma das muitas preocupações no Brasil, onde um recorde de 82% das famílias possui dívidas em aberto, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Reduzir o endividamento dos brasileiros tornou-se uma questão central da campanha de Lula, que recentemente lançou um novo programa de renegociação de dívidas das famílias na tentativa de aumentar sua popularidade.

O setor chegou até a apontar as apostas online como parte do problema. Recentemente, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) pediram ao governo medidas para limitar os gastos dos consumidores em plataformas de apostas.

Ainda assim, os brasileiros já enfrentaram momentos mais difíceis. Em 2022, ano em que a Argentina conquistou a Copa do Mundo, os preços dos alimentos dispararam após a invasão da Ucrânia pela Rússia elevar os custos globais das commodities. As empresas do setor de carnes estão otimistas com a perspectiva de aumento das vendas durante o torneio, com propagandas na televisão destacando não apenas os tradicionais e caros cortes bovinos, mas também alternativas mais acessíveis, como hambúrgueres, nuggets de frango e salsichas.

“Acreditamos em um portfólio democrático, com opções de proteínas tanto sofisticadas quanto acessíveis”, disse Luiz Franco, diretor de marketing da MBRF Global Foods, uma das patrocinadoras da seleção brasileira de futebol.

Mas mesmo as proteínas mais baratas enfrentam desafios diante da sensibilidade dos consumidores brasileiros aos preços. A guerra no Irã elevou os custos dos fornecedores em itens que vão de embalagens plásticas ao transporte rodoviário, e os reajustes de preços não têm sido suficientes para acompanhar e compensar integralmente esse aumento de custos, segundo Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O conflito em curso no Oriente Médio surgiu como um novo risco inflacionário para os formuladores de política econômica no Brasil. A alta dos preços do petróleo aumenta as preocupações com os custos dos fertilizantes, insumo essencial para o agronegócio brasileiro, ameaçando elevar os custos de produção em toda a cadeia agrícola.

“O choque na cotação internacional do petróleo, além de afetar os preços dos combustíveis, passou a pressionar insumos industriais e custos de transporte, com possíveis desdobramentos em itens da cadeia de alimentos”, escreveu o Ministério da Fazenda em boletim divulgado em maio. “Esse cenário é compatível com uma trajetória de inflação mais disseminada e persistente ao longo de 2026.”

No Olinda Bar e Restaurante, localizado no bairro Asa Sul, em Brasília, a carne de sol sempre foi um dos pratos preferidos dos clientes. Mas o choque de preços tem levado cada vez mais frequentadores a optar pela salada.

“A carne bovina ficou muito mais cara, e isso inevitavelmente elevou os preços do cardápio”, disse Jaqueline Rodrigues, gerente do restaurante. “Mais pessoas estão escolhendo proteínas mais baratas, e algumas estão deixando de consumir carne completamente.”

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Fundos imobiliários de papel lideram ranking de dividendos em 2026; veja os 10 primeiros colocados

Os fundos imobiliários de recebíveis, conhecidos no mercado como FIIs de papel, foram os que mais distribuíram proventos no acumulado de 2026 até agora, segundo levantamento da Grana Capital a que o Money Times teve acesso.

O estudo considera os rendimentos repassados entre janeiro e maio deste ano em relação ao preço das cotas ao fim do período. Por isso, os percentuais não correspondem ao dividend yield (DY) tradicional de 12 meses.

Na liderança, com um yield acumulado de 8,84% em 2026, está o Kilima Volkano Recebiveis (KIVO11), fundo imobiliário gerido pela Kilima e que reúne aproximadamente 7,3 mil cotistas na bolsa de valores (B3).

Embora tenha visto seus papéis recuarem de R$ 64,85, no final de 2025, para R$ 61,10, ao término do mês passado, o veículo distribuiu, nesse intervalo, aproximadamente R$ 5,40 por cota em proventos, o que o garantiu na primeira posição no ranking.

Quem é o líder?

Com patrimônio líquido estimado em cerca de R$ 187 milhões, o KIVO11 tem como principal estratégia investir em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que são títulos de dívida ligados ao setor de imóveis.

Segundo relatório gerencial mais recente, cerca de 79% da carteira de CRIs do fundo está atrelada ao IPCA+, o que tende a favorecer o desempenho positivo em períodos de inflação mais elevada.

Outros 21% estão indexados ao CDI, característica que também beneficia a geração de rendimentos em um cenário de juros altos.

Outros fundos imobiliários

Na segunda posição do ranking de maiores dividend yields dos FIIs em 2026 está o Life Capital Partners (LIFE11), também do segmento de papel.

Com patrimônio líquido superior a R$ 358 milhões, o veículo distribuiu R$ 0,72 por cota nos últimos 5 meses, enquanto observou seus papéis caírem 1,56% no mesmo período.

Na sequência, em terceiro lugar, está o Habitat Pulverizados (HABT11), também do nicho de recebíveis, com patrimônio líquido maior, de aproximadamente R$ 775 milhões.

O FII acumulou yield de 7,79% no intervalo analisado, após pagamento acumulado de R$ 5,70 por cota aos investidores, mas viu seus papéis recuarem 3,72% na bolsa de valores.

Abaixo, confira o ranking dos FIIs com maiores dividend yields em 2026:

Fundo imobiliário(R$) valor da cota em 29/12/2025(R$) valor da cota em 29/05/2026Rentabilidade no períodoDividendo em R$DY
Kilima Volkano (KIVO11)64,8561,1-5,78%5,48,84%
Life Capital (LIFE11)8,338,2-1,56%0,728,78%
Habitat Recebíveis (HABT11)7673,17-3,72%5,77,79%
Fator Verita Multiestratégia (VRTM11)7,267,270,14%0,547,43%
Manati Capital Hedge (MANA11)9,269,260%0,677,24%
Tellus Properties (TEPP11)8,658,680,35%0,627,18%
Polo Crédito Imobiliário (PORD11)8,118,352,96%0,5967,14%
Cyrela Crédito (CYCR11)8,778,962,17%0.637,1%
RBR Premium (RPRI11)85,2180,49-5,54%5,697,08%
HSI Ativos Financeiros (HSAF11)77,99825,14%5,76,95%

Fonte: Grana Capital

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Forças de Defesa da Ucrânia atacam instalação de processamento de petróleo da Rússia

Unidades das Forças de Defesa da Ucrânia atingiram uma instalação de processamento e bombeamento de petróleo, na região de Volgogrado, da Federação russa, na madrugada deste sábado (13), segundo informações publicadas no X pelas Forças Armadas ucranianas.

Foi confirmada a destruição do alvo e um incêndio na região da instalação. Segundo o comunicado, a instalação assegura o processamento, o transporte e o bombeamento de petróleo por oleodutos principais até refinarias e infraestrutura de exportação da Federação Russa.

A instalação russa recolhe e prepara petróleo dos campos de petróleo e gás em Volgogrado e de blocos adjacentes como em Astracã e na República da Calmúquia. Além disso, foram atingidos postos de comando russos nas áreas de Soledar e postos de comando de drones em Khoromne.

“As Forças de Defesa da Ucrânia continuarão a reduzir sistematicamente as capacidades do agressor russo de conduzir a guerra contra a Ucrânia”, afirmaram.

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Nova era dos computadores? Entenda novo foco de empresas de tecnologia e como investir agora

As inovações em inteligência artificial têm se concentrado em hyperscales, empresas de tecnologia que oferecem infraestrutura e serviços de nuvem em larga escala.

Para consumir essa tecnologia, os usuários dependem do modelo SaaS (Software as a Service, na sigla em inglês), onde a distribuição de software é baseada na nuvem e as aplicações são acessadas diretamente pela internet.

Mas esse cenário pode mudar, pois empresas como Qualcomm, Apple e mais recentemente a Nvidia, querem levar a IA para dentro dos notebooks comuns.

Novo ‘superchip’ da Nvidia (NVDC34) chama a atenção do mercado

Durante o GTC Taipei 2026, a Nvidia (NVDC34) apresentou o RTX Spark, um “superchip” que reúne CPU e GPU, com até 128 GB de memória para processamento.

“A principal inovação está na integração dos componentes, reduzindo gargalos que normalmente surgem quando o processador e a placa de vídeo trabalham de forma separadas em tarefas mais exigentes, uma limitação comum nos computadores atuais”, explica Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

Leia também: Empiricus libera acesso a todas as carteiras recomendadas da casa por 30 dias grátis

Também foram anunciados os primeiros equipamentos que terão o chip instalado: os notebooks Surface Laptop Ultra, da Microsoft, que possuem o Windows 11. O sistema foi desenvolvido especialmente para dar suporte otimizado ao ecossistema RTX Spark.

Além de aplicações em IA, a Nvidia promete entregar versatilidade para executar jogos de última geração em alta qualidade, edição de vídeo, modelagem 3D e criação de conteúdo, sem a necessidade de intermediação de um data center para cada tarefa.

Depois do anúncio, Intel e Qualcomm, empresas que já atuavam nesse segmento, registraram quedas de 4,7% e 8,8%, respectivamente, no pregão seguinte. Por outro lado, Nvidia e Microsoft avançaram 6,3% e 2,3%.

Na visão de Spiess, o episódio fortaleceu a tendência da inteligência artificial se aproximar do cotidiano de consumidores e empresas.

“Para quem acredita nessa transformação, investir nas companhias responsáveis por fornecer a infraestrutura dessa nova realidade pode ser uma forma de participar desse crescimento”, afirma o analista.

Nvidia e quem mais? Veja outros BDRs recomendados para investir em tecnologia

A Nvidia (NVDC34) é um dos ativos da série de ações internacionais da Empiricus.

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Energia nuclear: por que a transição energética vai precisar dela? Confira a resposta no Empiricus Podca$t deste sábado (13)

A energia nuclear não é um tema tão frequentemente discutido entre os brasileiros. A depender do contexto, o assunto pode ser até um pouco estigmatizado. Porém, essa discussão voltou ao radar global, em tempos de guerra no Oriente Médio.

Com os conflitos entre EUA e Irã e o bloqueio do Estreito de Ormuz, o mundo ficou exposto a uma vulnerabilidade: sua grande dependência dos insumos de energia gerados e exportados pela região.

Enquanto isso, a demanda global por eletricidade não para de crescer, principalmente com o avanço da inteligência artificial e dos veículos elétricos. Para atender essa alta demanda em um mundo conflituoso, a energia nuclear voltou a ser mencionada como uma alternativa viável.

Mas por que energia nuclear, especificamente? E o mais importante: o que isso significa para o investidor brasileiro, que já está mais acostumado com outras teses de energia, como o petróleo?

Esse é o tema do Empiricus Podca$t deste sábado (13), que já está no ar. Assista na íntegra:

Os três fatores que justificam o retorno energia nuclear ao radar global

Segundo Jean Miranda, analista de commodities do BTG Pactual, o mercado de energia nuclear vinha “relativamente estagnado” nas últimas três décadas. O resgate de sua relevância se dá por “três ondas de longo prazo e duração” que “tendem a impactar o mercado positivamente”:

  • Alta demanda por energia em meio à corrida pela IA;
  • Transição energética;
  • Segurança energética em um cenário geopolítico estressado.

Tratando-se de inteligência artificial (IA), os analistas reforçam que “a IA precisa de energia limpa”, mas a energia eólica, por exemplo, é intermitente demais para atender a demanda com maior eficiência.

Já no âmbito geopolítico, em um mundo conflituoso, com a oferta de petróleo posta em xeque, “segurança energética se torna o eixo estratégico mais relevante”, segundo Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research, que conclui:

 “O mundo, por muito tempo, buscou eficiência, mas hoje está se reorganizando em torno de segurança. Alimentar, cibernética e energética”.

Energia nuclear também é parte essencial da transição para energia ‘verde’

“A energia nuclear é uma energia verde. Não é sustentável, por causa do urânio, mas é verde”, afirma Spiess. “Se você quiser migrar sua matriz econômica para energias verdes, vai precisar dela”.

Para o analista, a energia nuclear está no “mote de diversificação energética” global, e não pode ser ignorada. “É fundamental que você tenha mecanismos de farta geração de energia. Faz parte da corrida pela inteligência artificial. Ela entra justamente nessa dinâmica”.

Como o brasileiro pode se expor a uma tese aparentemente ‘distante’ do nosso mercado?

“Parece distante, mas há maneiras fáceis de aplicar esse dinheiro nessa temática”, afirma Spiess, que indica a facilidade de acesso ao mercado global atualmente.

É possível encontrar investimentos temáticos ligados ao urânio, principal matéria-prima da energia nuclear, por meio de contas internacionais disponibilizadas por bancos e corretoras brasileiras. Eventualmente, para os analistas, é um tema do qual o investidor não poderá fugir.

“Quando olhamos no longuíssimo prazo, é um assunto que o mundo não pode contornar. Vamos continuar vendo esses investimentos de forma crescente”, afirma Jean Miranda.

Para acompanhar a conversa na íntegra, e conhecer as recomendações de investimento dos analistas dentro do tema, clique no vídeo abaixo:

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O fator (oculto) que pressiona Trump por um acordo rápido com Irã

Mais de 100 dias após o início da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, e em meio às expectativas frustradas diariamente por um acordo definitivo para pôr fim ao conflito, a aparente calma no mercado internacional de petróleo esconde uma realidade cada vez mais frágil. A estabilidade dos preços, abaixo da cotação de […]

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Equador vai reduzir preços da cerveja em 20% em gesto de apoio na Copa do Mundo

O Equador vai reduzir os preços da cerveja em mais de 20% por meio de um corte temporário de impostos para mobilizar “apoio extra” à seleção nacional durante a Copa do Mundo, afirmou o presidente do país Daniel Noboa.

O governo eliminará um imposto especial sobre a cerveja e outras bebidas de teor alcoólico moderado até 19 de julho, disse Noboa em declarações divulgadas pelo veículo El Universo.

A medida foi anunciada durante a inauguração de um projeto rodoviário na província de Guayas, uma das regiões costeiras do país afetadas por disputas entre gangues do narcotráfico. Vestindo a camisa da seleção, Noboa afirmou que “todos já estão mais focados no futebol do que em qualquer outra coisa” e disse esperar que o Equador “vá muito longe” no torneio.

A Copa do Mundo FIFA 2026 começou na quinta-feira (11), com uma partida entre México e África do Sul. A seleção do Equador estreia em 14 de junho contra a Costa do Marfim, na Filadélfia. Noboa deve viajar aos Estados Unidos ainda hoje e permanecer até a próxima segunda-feira, segundo um decreto executivo que não detalha sua agenda.

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Cripto em alta, previdência em baixa e boom das bets: a “dieta” financeira da geração Z

A geração apontada pelo Bank of America como a mais rica do mundo até 2035 já começa a redesenhar o mapa dos investimentos no Brasil. Mais digital, mais aberta a risco e menos dependente da poupança, a geração Z, na faixa de 16 a 29 anos, investe proporcionalmente mais em criptomoedas, ações, fundos e crédito […]

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ANP coloca “culpa” em Donald Trump e recua em mudanças no mercado de gás de cozinha

Pressionados e sem encontrar uma solução para reduzir as críticas do governo federal e das grandes distribuidoras, os diretores da Agência Nacional do Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) decidiram paralisar o o andamento do processo que, se aprovado, permitiria o envase do botijão em bases remotas, para “completar o tanque”. A […]

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Selic a 14% ao ano ‘ainda é lucro’, e IPCA + 8% nos títulos públicos reflete ‘risco de calote’, segundo analista

Os primeiros meses de 2026, no Brasil, foram marcados por otimismo com a Bolsa, vendo o Ibovespa atingir a máxima histórica de quase 200 mil pontos em abril, além do início de um ciclo de corte de juros amplamente esperado.

Porém, chegamos à metade de junho em um cenário totalmente diferente: o Ibovespa já caiu 15% desde o seu topo, e os cortes na taxa Selic, agora, é posto em xeque por grande parte do mercado.

A “culpa” dessa mudança de humor frequentemente recai sobre o conflito no Oriente Médio, que desencadeou pressão inflacionária e aversão ao risco ao redor do mundo. Mas para Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research, não se pode descartar que, tratando-se de Brasil, o maior peso nas incertezas econômicas vem de dentro de casa.

“Não faz sentido o Brasil ter juros tão altos assim, e só os tem por conta de um fiscal desequilibrado“, afirma o analista, que discutiu o assunto em participação no programa Giro do Mercado, do Money Times, na última quarta-feira (10).

IPCA + 8% pode ser ‘risco de calote’?

Enquanto a inflação pressionada dá as caras, as expectativas de juros se deterioram, e a Bolsa é tomada por aversão ao risco, é possível encontrar títulos públicos negociados a uma taxa de IPCA + 8% ao ano de retorno – o que costuma chamar a atenção dos investidores em renda fixa.

Mas, antes que essas taxas sejam consideradas exclusivamente como oportunidades de alta atratividade, é preciso reforçar que, mais uma vez, há um “recado maior” nas entrelinhas, e ele não vem diretamente da guerra:

“O fato de termos títulos longos do governo brasileiro oferecendo IPCA + 8% ao ano não é sustentável, não é normal, não é saudável, e já começa a embutir um prêmio de risco de calote.”

O problema nas entrelinhas que ‘ninguém vai te contar’, segundo analista

“O Banco Central hoje, na falta de uma âncora fiscal que o governo fracassou em apresentar, faz um trabalho duplo, que tem um custo muito elevado para a economia real brasileira. Por conta da pressão inflacionária da guerra, mas por conta da irresponsabilidade fiscal doméstica também.”

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, que fica encarregado de conduzir os juros de acordo com os dados de inflação e riscos iminentes, pode acabar pausando o ciclo de cortes na Selic por um tempo.

Nos primeiros meses do ano, o mercado falava em uma Selic terminal de, possivelmente, 12% ao ano. Agora, novos cortes não estão descartados, mas podem ser de menor magnitude que as primeiras projeções.

Segundo dados do último Boletim Focus, da segunda-feira (8), as expectativas atualizadas projetam uma Selic terminal a 13,25% ao ano. “E eu ainda acho otimista”, afirma Spiess. “Se chegar a 14% na conjuntura atual, já é lucro”.

Diferentemente do final de 2024, por exemplo, quando o assunto estava mais em voga, a pauta do ajuste fiscal no Brasil acabou levemente ofuscada por temas como guerra e eleições. Porém, o atual governo segue mantendo um histórico de contas públicas estouradas, que não ajuda em um contexto de inflação e juros já em apuros.

“Continua sendo um problema gigantesco no Brasil”, afirma. “Como é ano eleitoral, ninguém vai falar isso, mas é um problema que tem piorado”. O que traz ainda mais à tona a necessidade de um pacote de ajustes fiscais.

Para o analista, o ajuste deve vir necessariamente em 2027, independentemente da manutenção do atual governo ou da eleição de um candidato de oposição.

E o Oriente Médio: saldo do conflito deve continuar ‘respingando’ nas economias?

“Devemos ver primeiro um vetor na inflação, que deve piorar enquanto não tivermos certeza de quão longo o conflito será. Depois, por conta de uma política monetária mais contracionista.”

Spiess acredita em uma normalização do conflito no Oriente Médio em breve, apesar da “confusão” das comunicações dos gabinetes de governo, tanto da parte dos Estados Unidos quanto do Irã.

Para o analista, as negociações mais recentes devem levar a um acordo “para inglês ver”, que sirva, pelo menos, para liberar o Estreito de Ormuz no curto prazo. Mas que não seria o suficiente para baratear o preço do barril de petróleo, que deve carregar um prêmio geopolítico, ainda, pelos próximos anos.

“Você já ‘disruptou’ a cadeia permanentemente, vai demorar anos para reconstruir a infraestrutura destruída”, afirma. O prêmio de risco deve ser carregado “até que haja uma maior diversificação geográfica e energética dos agentes econômicos, aos moldes do que aconteceu na década de 1970”.

Uma parte da oferta de petróleo do Oriente Médio já está sendo escoada por alternativas geográficas para o resto do mundo, mas uma parte deve seguir inevitavelmente dependente de Ormuz.

Diante de tudo isso, onde investir nesse cenário?

Mesmo com um cenário incerto, isso não significa que o investidor deve se preocupar além do necessário. Por meio das estratégias adequadas, é possível se posicionar em ativos que estejam preparados tanto para proteger sua carteira quanto para buscar lucros.

Matheus Spiess e os demais analistas da Empiricus, especialistas no assunto, estão atentos à conjuntura atual para trazer uma curadoria de recomendações de investimento preparadas sob medida para o momento de mercado.

E você pode conhecer todas elas por meio do Empiricus+, a modalidade de assinatura “streaming” da casa. No Empiricus+, você tem acesso às principais recomendações em:

  • Ações;
  • BDRs;
  • Fundos Imobiliários;
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  • E muito mais.

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Essa é uma cortesia especial da Empiricus para você. É só seguir as instruções na tela:

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Novas vagas: saiba como se tornar sócio do M3 Club, ‘experiência definitiva’ do Market Makers para investidores

Se você deseja dar um passo além em sua jornada no mercado financeiro, seja como investidor ou na carreira profissional, está convidado a conhecer o M3 Club, comunidade exclusiva liderada pelo Market Makers. O clube, que aceita apenas uma quantidade restrita de membros, reabrirá vagas em caráter excepcional a partir do dia 22 de junho.

O Market Makers é um hub que oferece soluções financeiras, como cursos, pesquisas de mercado e produção de conteúdo: os podcasts da casa, por exemplo, alcançam cerca de 7 milhões de pessoas mensalmente. Muitos conhecem o Market Makers por meio dos conteúdos nas plataformas digitais, mas o M3 Club eleva essa experiência para além da internet.

Conheça vantagens exclusivas de quem é sócio do M3 Club

O coração da proposta do M3 Club está no networking – uma das principais forças motrizes do sucesso de qualquer pessoa no mercado financeiro.

Muitas vezes, um bom networking e acesso prioritário a certas ideias pode parecer se restringir a um círculo restrito de bankers e investidores na Faria Lima. O M3 Club vem para abrir esse acesso a outros investidores que, onde quer que estejam, desejam fazer parte desse grupo que “chega primeiro e bebe água limpa”.

Por meio de conteúdos e eventos exclusivos, os sócios do clube podem trocar experiências com grandes gestores e C-levels do mercado, discutindo negócios e recebendo ideias de investimento em primeira mão com quem entende do assunto.

“O M3 Club é a experiência definitiva e personalizada do Market Makers. Em vez de simplesmente assistir a um episódio e comentar, você pode interagir pessoalmente, mandar um WhatsApp e até mesmo almoçar ou fazer uma viagem com as mentes mais brilhantes do mercado financeiro”, afirma Murilo Ribeiro, diretor do M3 Club.

ENTRE NA LISTA DE ESPERA DO M3 CLUB

Ou seja, entenda o que o M3 Club traz para você:

  • Análises exclusivas de mercado e ativos;
  • Acesso a viagens internacionais de aprofundamento e negócios;
  • Contato direto com mais de 30 gestores do mercado financeiro;
  • Eventos presenciais, online e sob demanda;
  • Networking com outros investidores pessoa física de alto nível;
  • Recomendações exclusivas de investimento.
Membros do M3 Club em evento presencial (Imagens: Market Makers)

Quem são os nomes por trás do M3 Club?

Além de Murilo Ribeiro, diretor do M3 Club, os novos sócios também serão recebidos por Thiago Salomão e Matheus Soares, fundadores do Market Makers.

Thiago Salomão é analista de investimentos CNPI-P, tem MBA em Mercados Financeiros na Fipecafi e na UBS/B3. Antes de fundar o Market Makers, foi editor-chefe do InfoMoney, analista de ações na Rico Investimentos, e co-fundou o podcast Stock Pickers.

Matheus Soares é o analista responsável pela Carteira Market Makers de Ações. Antes de fundar o Market Makers, já tinha experiência com análise fundamentalista e cobertura de small caps. Também é certificado no curso de Value Investing da Columbia Business School.

Aqui, vale lembrar que as novas vagas para o M3 Club reabrem no dia 22 de junho, mas são limitadas. O clube, que já possui um número restrito de membros, distribuirá as vagas remanescentes somente a partir de uma lista de espera prévia, direcionada a quem estiver realmente comprometido a conhecer a proposta de perto.

Inscreva-se na lista prioritária para entrar no M3 Club; vagas serão disponibilizadas em 22 de junho

Caso você esteja interessado em participar do clube, precisa se registrar na lista de espera que mencionamos anteriormente.

Após registrar seu interesse, você receberá um convite para um evento online e gratuito no dia 22 de junho, a partir das 19h, no qual o M3 Club será apresentado oficialmente – e as vagas disponíveis serão liberadas.

Para acessar a lista de espera, basta clicar no botão abaixo e seguir as instruções na tela. O registro inicial na lista, e a participação no evento, são gratuitos.

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Ibovespa hoje (8): da euforia à cautela, mercados iniciam semana com inflação, guerra e inteligência artificial (IA) no radar

O início da semana foi marcado por uma mudança relevante de humor nos mercados globais. A combinação entre a intensificação das tensões no Oriente Médio, a correção das ações ligadas à inteligência artificial (IA) e a revisão das expectativas para a trajetória dos juros nos Estados Unidos levou investidores a adotar uma postura mais cautelosa.

Os confrontos entre Israel e Irã voltaram a ganhar intensidade, elevando os riscos para a estabilidade da região e impulsionando o petróleo para próximo de US$ 100 por barril. Ao mesmo tempo, o forte relatório de emprego dos EUA reforçou a percepção de que o Federal Reserve (Fed) poderá manter uma postura mais restritiva por mais tempo, pressionando os rendimentos dos títulos públicos americanos e reduzindo o apetite por ativos mais sensíveis ao custo de capital. 

O impacto foi particularmente visível no setor de tecnologia e inteligência artificial, principal motor dos mercados ao longo dos últimos meses. Após a queda superior a 4% do Nasdaq na sexta-feira (5), bolsas asiáticas com forte exposição à cadeia global de semicondutores registraram correções expressivas, com destaque para o Kospi sul-coreano, que recuou mais de 8%.

A combinação entre dados econômicos robustos, juros mais elevados, avaliações exigentes e uma realização natural de lucros após um rali expressivo ajudou a desencadear o movimento. Ainda assim, a recuperação parcial dos futuros americanos e as declarações construtivas de executivos como Jensen Huang, da Nvidia, sugerem que o mercado continua enxergando a inteligência artificial como uma tendência estrutural de longo prazo, embora agora inserida em um ambiente potencialmente mais seletivo e volátil. 

A agenda desta semana adiciona novos elementos a esse cenário. As atenções estarão voltadas para os dados de inflação, além da decisão de política monetária do Banco Central Europeu e dos desdobramentos no mercado de energia.  

· 00:58 — Semanas difíceis 

O mercado brasileiro encerrou mais uma semana sob pressão, refletindo a combinação de fatores externos e domésticos que continuam desafiando os ativos locais. O Ibovespa recuou 2,74% no período, registrando sua oitava semana consecutiva de queda, a sequência mais longa desde 1994, enquanto o dólar avançou para R$ 5,16, atingindo seu maior patamar no ano.

O principal catalisador do movimento veio dos Estados Unidos, onde o relatório de emprego (payroll) surpreendeu positivamente ao apontar a criação de 172 mil vagas em maio, mais que o dobro das expectativas do mercado. O resultado reforçou a percepção de que a economia americana segue resiliente, reduzindo as apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve e impulsionando os rendimentos dos títulos públicos americanos. Como consequência, o dólar ganhou força globalmente, o fluxo de recursos para mercados emergentes enfraqueceu e os ativos brasileiros voltaram a sofrer pressão. 

No cenário doméstico, o ambiente permanece igualmente desafiador. A combinação entre inflação ainda resistente, atividade econômica mais forte do que o esperado e incertezas em relação ao quadro fiscal levou os investidores a revisarem suas expectativas para a política monetária. Com isso, a possibilidade de manutenção da Selic ganhou espaço, enquanto as apostas em novos cortes de juros se tornaram mais limitadas.

Esse movimento se refletiu diretamente na curva de juros, pressionando especialmente os ativos mais sensíveis ao custo de capital, como ações voltadas ao mercado interno e setores mais dependentes das condições financeiras. Nos próximos dias, as atenções estarão concentradas na divulgação do IPCA de maio, nos dados do setor de serviços e nas atualizações do Boletim Focus, indicadores que serão fundamentais para calibrar as expectativas sobre os próximos passos do Banco Central e a trajetória dos mercados brasileiros ao longo do restante do mês. 

· 01:41 — Semana de dados de inflação 

O foco dos mercados nesta semana estará concentrado nos dados de inflação dos Estados Unidos, especialmente no CPI de maio, que será divulgado na quarta-feira (10). A atenção é justificada porque o mercado de trabalho voltou a surpreender positivamente. O payroll mostrou criação de 172 mil vagas, praticamente o dobro do esperado, enquanto as revisões dos meses anteriores também vieram para cima, reforçando a percepção de uma economia que continua crescendo em ritmo saudável.

Embora a taxa de desemprego tenha permanecido em 4,3% e existam alguns sinais de moderação em segmentos específicos do mercado de trabalho, o conjunto dos dados sugere que a atividade econômica segue resiliente. Nesse contexto, os números de inflação ganham importância ainda maior, pois ajudarão a determinar se essa força da economia está ou não se traduzindo em novas pressões sobre os preços. 

As implicações para a política monetária são relevantes. Um CPI mais forte pode reforçar a visão de que o Federal Reserve precisará manter os juros elevados por mais tempo, ou até considerar novas altas em 2026, cenário que vem ganhando espaço entre algumas instituições financeiras. Isso tende a pressionar os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, elevando as taxas dos juros de mercado e reduzindo o apetite por ativos mais sensíveis ao custo de capital.

Foi justamente essa dinâmica que ajudou a provocar a recente realização de lucros em ações de tecnologia, após meses de forte valorização impulsionada pela inteligência artificial. Em outras palavras, os mercados entram na semana tentando responder a uma pergunta central: a economia americana continua forte o suficiente para sustentar os lucros corporativos sem reacender a inflação? A resposta terá impacto direto sobre a curva de juros, o dólar e o comportamento das bolsas globais

· 02:39 — Sinais de escalada 

A guerra entre Israel e Irã continua sendo um dos principais focos de atenção dos mercados globais. Apesar das tentativas de cessar-fogo e das negociações conduzidas pelos Estados Unidos, os confrontos seguem ocorrendo por meio de ataques diretos, ações de grupos aliados ao Irã e novas tensões em pontos estratégicos da região, como o Líbano e o Mar Vermelho.

Até aqui, o mercado de petróleo mostrou uma resiliência maior do que a esperada, com o Brent estabilizado próximo de US$ 100 por barril, bem abaixo dos cenários mais pessimistas que chegaram a projetar preços entre US$ 150 e US$ 200. Isso ocorreu graças à utilização de estoques estratégicos, ao aumento das exportações americanas, à manutenção de fluxos relevantes pelo Estreito de Ormuz e à desaceleração da demanda em países como a China. Ainda assim, os próximos meses podem ser mais desafiadores, especialmente se houver novas interrupções logísticas ou uma escalada do conflito. 

Ao mesmo tempo, o equilíbrio do mercado de energia permanece delicado. Estima-se que cada mês adicional de restrições no fluxo de petróleo pode pressionar ainda mais os preços, enquanto a OPEP+ continua elevando gradualmente sua produção para compensar parte dos riscos de oferta.

Nos Estados Unidos, Donald Trump mantém uma postura firme em relação ao Irã, condicionando qualquer flexibilização de sanções a avanços concretos nas negociações de paz. O resultado é um cenário em que os mercados seguem monitorando simultaneamente geopolítica, oferta de petróleo e decisões dos grandes produtores.

Embora o choque inicial tenha sido absorvido melhor do que muitos esperavam, a combinação entre conflito prolongado, riscos para rotas estratégicas de transporte e estoques globais mais apertados sugere que a energia continuará sendo uma das variáveis mais importantes para inflação, crescimento econômico e comportamento dos mercados nos próximos trimestres. 

· 03:23 — Debate aprofundado 

O debate sobre inteligência artificial ganhou novos contornos. A Anthropic, desenvolvedora do modelo Claude e uma das principais concorrentes da OpenAI, defendeu a possibilidade de uma desaceleração temporária no desenvolvimento dos sistemas mais avançados de IA. A empresa argumenta que o ritmo atual de evolução da tecnologia pode superar a capacidade de adaptação das instituições, da regulação e das pesquisas de segurança, sugerindo que uma eventual pausa só faria sentido se fosse adotada globalmente e acompanhada de mecanismos de verificação.

Ao mesmo tempo, o governo Donald Trump publicou uma nova ordem executiva sobre inteligência artificial, optando por uma abordagem mais leve do que a inicialmente cogitada. A proposta prevê que o governo tenha um prazo de 30 dias para analisar novos modelos de inteligência artificial antes de seu lançamento ao público. A proposta preserva algum grau de supervisão sobre novos modelos, mas evita medidas mais rígidas que poderiam reduzir a competitividade das empresas americanas frente à China. 

Enquanto isso, os efeitos da inteligência artificial já começam a aparecer de forma concreta no mercado de trabalho. As empresas de tecnologia dos EUA anunciaram mais de 38 mil demissões apenas em maio, o maior volume em quase dois anos, e os cortes acumulados em 2026 já superam 123 mil vagas. Em muitos casos, a própria IA passou a ser citada como motivo para a reestruturação das equipes. Ainda assim, o quadro não é inteiramente negativo. O setor também lidera as intenções de contratação para os próximos anos, refletindo uma transformação da demanda por trabalho, mais do que uma simples destruição de empregos.

Em outras palavras, a inteligência artificial continua avançando como uma das principais forças de mudança da economia global, gerando ganhos de produtividade e novas oportunidades, mas também exigindo adaptação de empresas, trabalhadores e governos a um mercado cada vez mais moldado pela tecnologia, que promete revolucionar a economia global. 

· 04:14 — Limite populacional? 

A Suíça se aproxima de um referendo com potencial para gerar impactos econômicos relevantes. A proposta, conhecida como “Não aos 10 milhões”, busca limitar a população do país a 10 milhões de habitantes, exigindo uma redução significativa do ritmo de imigração nas próximas décadas.

Os defensores argumentam que o país enfrenta pressões crescentes sobre infraestrutura, habitação, transporte e serviços públicos, enquanto os críticos alertam que a medida pode restringir a oferta de mão de obra em uma economia altamente dependente de profissionais qualificados vindos do exterior. Grandes empresas, especialmente dos setores de tecnologia e farmacêutico, demonstraram preocupação com possíveis dificuldades para atrair talentos internacionais, considerados essenciais para a competitividade do país. 

As implicações podem ir além do mercado de trabalho. Um limite rígido à imigração entraria em conflito com o princípio da livre circulação de pessoas, um dos pilares da relação entre a Suíça e a União Europeia. Isso abre espaço para tensões diplomáticas e comerciais com o principal parceiro econômico do país, responsável por grande parte de suas exportações e investimentos.

Em última instância, o debate reflete uma questão que vem ganhando força em diversas economias desenvolvidas: como equilibrar crescimento econômico, demanda por trabalhadores qualificados e pressões sociais associadas ao aumento da imigração em mercados desenvolvidos. 

· 05:06 — Um evento que chama a atenção 

Apple (Nasdaq: AAPL) inicia hoje sua tradicional Worldwide Developers Conference (WWDC), principal evento anual da companhia voltado a desenvolvedores, software e inovação. Embora historicamente a conferência seja utilizada para apresentar atualizações dos sistemas operacionais da empresa, a edição deste ano carrega uma relevância especial para investidores.

Após as críticas recebidas pela primeira geração do Apple Intelligence e os atrasos na implementação de recursos mais avançados de inteligência artificial, o mercado espera que a companhia apresente uma resposta mais robusta para a crescente competição com OpenAI, Google, Microsoft e outras líderes da corrida pela IA. Não por acaso, a WWDC é vista como uma oportunidade para a Apple demonstrar que possui uma estratégia para a grande onda tecnológica. 

O principal destaque esperado é uma profunda reformulação da Siri. Segundo as indicações, a assistente virtual deverá incorporar recursos de inteligência artificial generativa, utilizando modelos Gemini, do Google, além de ganhar maior capacidade de compreender contexto pessoal, interpretar informações exibidas na tela e executar tarefas mais complexas em diferentes aplicativos do ecossistema Apple.

Também existe expectativa para o lançamento de uma versão independente da Siri, em formato semelhante aos atuais chatbots de IA, potencialmente abrindo espaço para novas formas de monetização. Além disso, investidores acompanham possíveis atualizações dos sistemas operacionais da companhia, adaptações para novos formatos de hardware e avanços na integração entre dispositivos, elementos que podem reforçar a competitividade do ecossistema Apple nos próximos anos. 

Embora o mercado costume reagir de forma cautelosa aos anúncios da WWDC no curto prazo, o evento possui relevância para a tese de investimento. Mais do que apresentar novos produtos, a Apple precisa convencer investidores de que está preparada para ocupar um papel relevante na era da IA.

Em nossa visão, a empresa continua reunindo atributos difíceis de replicar, como uma base extremamente fiel de usuários, forte capacidade de geração de caixa, integração única entre hardware e software e uma das marcas mais valiosas do mundo. Caso a WWDC consiga demonstrar avanços concretos na estratégia de IA, o evento poderá representar um passo importante para reforçar a confiança dos investidores na capacidade da companhia de continuar gerando crescimento e valor para os acionistas ao longo da próxima década, incluindo os investidores brasileiros expostos às BDRs AAPL34

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Humorista Ed Gama relata celular levado em assalto no RJ: ‘Rasparam minha conta’

O humorista e ator alagoano Ed Gama teve o celular roubado no fim da tarde desta quinta-feira, 4, no bairro da Glória, zona sul do Rio de Janeiro. Dois dias depois, segundo ele, os criminosos ainda conseguem acessar suas contas. Em vídeos publicados nas redes sociais, o artista pede que não mandem dinheiro, pois não é ele que está pedindo. “Os cabras rasparam minha conta”, disse.

De acordo com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o caso foi registrado pela 9ª Delegacia de Polícia (Catete) e a equipe de investigação está em diligências para chegar aos suspeitos. Câmeras de segurança do local onde se deu o fato estão sendo examinadas.

O humorista integra o “Domingão com Huck”, da TV Globo. Nas redes sociais, ele disse que teve as contas bancárias esvaziadas e faz o alerta. “Enfim, estou tentando resolver as coisas. Mas, por favor, não ajudem ninguém. Não respondam ninguém”.

O ator, que tem 2,1 milhões de seguidores no Instagram, relatou que estava em seu carro quando foi abordado por dois homens em uma moto. Eles anunciaram o assalto, pediram o celular e obrigaram Ed a desbloquear o aparelho. Além do susto, o ator nada sofreu.

Ed Gama disse que registrou o boletim de ocorrência na polícia e fez o bloqueio do aparelho, mas os ladrões tiveram acesso às suas contas e dados pessoais. “Estou com o WhatsApp, mas os caras estão mexendo no meu celular ainda. Não sei o que pode estar acontecendo. Não ajudem ninguém aqui, que eu não pedi, não mandem dinheiro para ninguém”, alertou.

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Pfizer aposta em caneta emagrecedora aplicada apenas uma vez por mês

Depois de perder espaço na corrida pelos medicamentos para obesidade, a Pfizer quer voltar ao jogo. A farmacêutica apresentou novos resultados de sua candidata mais promissora para perda de peso, a berobenatida, e detalhou uma estratégia de longo prazo para disputar um dos mercados mais lucrativos da indústria farmacêutica.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/pfizer-aposta-em-caneta-emagrecedora-aplicada-apenas-uma-vez-por-mes/

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Aeroportos da América Latina estão supercongestionados, diz entidade; veja quais são

Rio de Janeiro* - A infraestrutura nos aeroportos é um dos principais desafios para ampliar a oferta de voos no Brasil e na América Latina. Atualmente, 54% dos voos na região decolam ou pousam em terminais que enfrentam situação de congestionamento ou supercongestionamento, segundo dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata).

Leia mais em: https://exame.com/economia/aeroportos-da-america-latina-estao-supercongestionados-diz-entidade-veja-quais-sao/

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The state with the highest income isn't New York or California. See the 15 states where people earn the most.

The downtown Manhattan skyline at Dusk.
The median income in the US is about $83,000, but some states clear that number by a lot.

AerialPerspective Images/Getty Images

  • WalletHub ranked states where people have the highest income, using several different measurements.
  • Some states with mega-high earners didn't rank high due their fairly average median incomes.
  • California landed outside of the top 10 as many high earners are leaving the state.

The median income in the US is about $83,000 — and you could make more or less than that number depending on where you live. But which states are the highest earning overall?

A new WalletHub study used three income-related measures to rank states: the average annual income of the top 5%, the average annual income of the bottom 20%, and the median annual household income of the state's entire population.

The resulting rankings include some surprises. None of the states known for being home to billionaires, like New York, California, and Florida, took the top spot.

WalletHub analyst Chip Lupo said New York's income disparity is a reason it came up just short of the No. 1 ranking. While the top 5% makes a lot, the state's middle class isn't making nearly as much.

"In terms of just the median annual income, which I think is what most people are interested in as far as that's a reflection of the middle class, New York is a little above average in terms of its median annual income at $96,000," Lupo told Business Insider.

One state that barely cracked the top 15 is California; a state known for movie stars and moguls. Lupo posited that the Golden State's lower ranking on the list may have been impacted by several top earners leaving.

"What's going on in California also is the number of high-wealth individuals that are fleeing the state," Lupo said. "A lot of wealth is moving out of the state and into more tax-friendly states like Texas, Florida, and Tennessee. So that's a huge driver."

Read on for the 15 states where people have the highest income, according to WalletHub.

15. Florida
The skyline of the Brickell neighborhood in Miami, with illuminated buildings and palm trees under a colorful twilight sky.
Miami.

tifonimages/Getty Images

Total score: 49.89

Average annual income of top 5%: $507,073

Median annual income: $75,737

Average annual income of bottom 20%: $16,378

14. Georgia
The Atlanta, Georgia skyline in the evening.
Atlanta.

Dan Reynolds Photography/Getty Images

Total score: 52.76

Average annual income of top 5%: $516,260

Median annual income: $72,437

Average annual income of bottom 20%: $17,301

13. California
Aerial view of downtown San Francisco skyline.
San Francisco.

Prasit photo/Getty Images

Total score: 53.45

Average annual income of top 5%: $482,584

Median annual income: $133,974

Average annual income of bottom 20%: $14,662

12. District of Columbia
An aerial view of Capitol Hill in Washington, DC at sunset.
Washington, DC.

halbergman/Getty Images

Total score: 54.11

Average annual income of top 5%: $488,074

Median annual income: $174,287

Average annual income of bottom 20%: $9,579

11. Texas
Regency Tower, Bank of America Building, Dallas Skyline, Dallas America
Dallas.

joe daniel price/Getty Images

Total score: 54.93

Average annual income of top 5%: $520,378

Median annual income: $75,905

Average annual income of bottom 20%: $17,651

10. Massachusetts
The Boston skyline.
Boston.

DenisTangneyJr/Getty Images

Total score: 57.11

Average annual income of top 5%: $498,062

Median annual income: $137,563

Average annual income of bottom 20%: $14,440

9. Illinois
The Chicago skyline at golden hour.
Chicago.

Aerial_Views/Getty Images

Total score: 57.88

Average annual income of top 5%: $533,840

Median annual income: $83,277

Average annual income of bottom 20%: $16,813

8. Minnesota
The Minneapolis skyline.
Minneapolis, Minnesota.

joe daniel price/Getty Images

Total score: 58.66

Average annual income of top 5%: $500,074

Median annual income: $90,632

Average annual income of bottom 20%: $20,662

7. Colorado
Aerial view of Denver, Colorado skyline at sunset.
Denver, Colorado.

Ultima_Gaina/Getty Images

Total score: 59.65

Average annual income of top 5%: $498,587

Median annual income: $106,187

Average annual income of bottom 20%: $19,588

6. Utah
Aerial of downtown of Salt Lake City, Utah.
Salt Lake City, Utah.

Vadym Terelyuk/Getty Images

Total score: 61.24

Average annual income of top 5%: $475,515

Median annual income: $98,858

Average annual income of bottom 20%: $24,307

5. Connecticut
Hartford, Connecticut skyline.
Hartford, Connecticut.

Sean Pavone/Getty Images

Total score: 64.73

Average annual income of top 5%: $543,016

Median annual income: $122,032

Average annual income of bottom 20%: $15,095

4. Washington
Seattle downtown skyline and Mount Rainier, Washington.
Seattle.

SCStock/Getty Images

Total score: 65.23

Average annual income of top 5%: $522,328

Median annual income: $112,933

Average annual income of bottom 20%: $19,082

3. New Jersey
The Jersey City skyline.
Jersey City, New Jersey.

OlegAlbinsky/Getty Images

Total score: 66.08

Average annual income of top 5%: $527,376

Median annual income: $125,766

Average annual income of bottom 20%: $17,418

2. New York
Aerial view of skyscrapers in Midtown Manhattan.
New York.

Art Wager/Getty Images

Total score: 66.27

Average annual income of top 5%: $585,523

Median annual income: $96,746

Average annual income of bottom 20%: $13,633

1. Virginia
The Arlington, Virginia, city skyline on the Potomac River.
Arlington, Virginia.

SeanPavonePhoto/Getty Images

Total score: 67.57

Average annual income of top 5%: $545,097

Median annual income: $95,339

Average annual income of bottom 20%: $19,671

Read the original article on Business Insider

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União Europeia oficializa veto à carne do Brasil e fixa bloqueio para 3 de setembro

A União Europeia formalizou o veto às importações de carne bovina, de frango e de outros produtos de origem animal do Brasil. O bloqueio começa em 3 de setembro e atinge também pescado, mel, ovos, equinos e tripas. 

O documento foi assinado na quinta-feira (4) e publicado na sexta pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, formalizando a decisão que o bloco havia anunciado em maio.

A medida exclui o Brasil da lista de países considerados aptos a cumprir as exigências europeias sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. A legislação do bloco proíbe o uso de certas substâncias para acelerar o crescimento dos rebanhos ou aumentar a produtividade, além de vetar antibióticos reservados ao tratamento de infecções humanas. 

A justificativa europeia não aponta carne contaminada nem surto sanitário. A Comissão afirma não ter recebido informações que garantam que o Brasil aplicou as medidas necessárias para assegurar o cumprimento, até 3 de setembro de 2026, dos requisitos estabelecidos.

Os demais integrantes do Mercosul, Argentina, Paraguai e Uruguai, seguem habilitados a exportar produtos de origem animal ao bloco, o que enfraquece o argumento de que a decisão teve como alvo o acordo comercial firmado recentemente entre Mercosul e UE. 

A Comissão cita nominalmente Armênia, Índia, Indonésia, Quênia, Nigéria, Sérvia, Tanzânia, Tunísia, Uganda e Uzbequistão entre os países que enviaram as comprovações e foram aceitos.

Resposta tardia

A lista de países habilitados foi instituída pelo Regulamento de Execução (UE) 2024/2598, de outubro de 2024, com vigência marcada desde então para 3 de setembro de 2026. Ou seja, o prazo é conhecido há mais de um ano e meio.

Uma reportagem recente da Folha de S.Paulo mostrou que o Ministério da Agricultura tinha, pelo menos 40 dias antes da decisão, um parecer técnico interno apontando a fragilidade do sistema brasileiro. 

O Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do ministério concluiu que os controles eram insuficientes porque dependem de autodeclaração dos produtores e das empresas, sem fiscalização oficial e independente em granjas e propriedades. 

A resposta brasileira veio tarde e com brecha. Em abril, o Ministério da Agricultura publicou duas portarias vedando os medicamentos questionados, uma sobre antimicrobianos reservados à medicina humana, outra sobre promotores de crescimento. 

Mas abriu uma janela de 180 dias para que as empresas esgotem estoques até outubro, prazo que extrapola a própria data-limite europeia de setembro. 

Efeito para os frigoríficos

A UE é o segundo maior destino das carnes brasileiras em valor, atrás apenas da China, e responde por cerca de 5,8% das vendas externas de carne bovina. 

A estimativa do setor é de perda de quase US$ 2 bilhões por ano. Quando o bloco anunciou a decisão, em 12 de maio, as ações dos frigoríficos reagiram: JBS recuou 3,47%, MBRF cedeu 5,38% e Minerva caiu 1,16%.

Para reabrir o mercado, o Brasil vai precisa demonstrar fiscalização verificável sobre o uso de medicamentos no campo, ou garantir cadeias segregadas de animais que nunca receberam as substâncias proibidas, o que esbarra na rastreabilidade e nos ciclos de produção do rebanho.

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Diminuição de apetite por ativos locais com brilho de ‘big techs’ tira força do real

Sinais de esgotamento da tendência de diversificação global de investimentos que favoreceu ativos emergentes ao longo dos primeiros meses do ano ajudam a explicar o tropeço do real em maio, em meio à maior atratividade das ações das ‘big techs’, afirmam analistas.

Dados mais recentes da B3 mostram que os investidores estrangeiros retiraram R$ 14,104 bilhões da bolsa doméstica em maio, após ingresso líquido de R$ 3,179 bilhões em abril. Em 2026, o fluxo de capital externo ainda é positivo em R$ 42,44 bilhões.

Com a saída do investidor estrangeiro, o Ibovespa amargou perda de 7,22%, embora ainda avance 7,86% no ano.

O estrategista-chefe da Avenue, William Castro Alves, destaca que houve uma volta do apetite por ações de tecnologia nos EUA no mês passado, com o anúncio de investimentos pesados por parte das empresas de inteligência artificial. O índice Nasdaq, que concentra as ações das big techs, bateu sucessivos recordes ao longo de maio, acumulando ganhos de mais de 8% no mês.

“Os Estados Unidos voltaram a atrair capitais, o que ajuda a fortalecer o dólar. As bolsas americanas estão nas máximas históricas”, afirma Alves. “Os fluxos para emergentes foram direcionados a países com alguma ligação a setores relacionados à inteligência artificial. O Brasil não é um player nesse sentido. Vimos os fluxos para a bolsa brasileira diminuírem bastante nas últimas semanas.”

O gestor de multimercados da AZ Quest, Eduardo Aun, observa que o bom desempenho das big techs pode trazer de volta a tese do “excepcionalismo americano”, que reinava antes do início da diversificação global de carteiras, o que reduziria o apelo de ativos emergentes. Esse quadro se soma à postura mais conservadora do Federal Reserve em relação à inflação, em um ambiente de atividade resiliente e impulso fiscal nos EUA.

“São vetores para alta do dólar. A dúvida é como o real vai reagir nos próximos meses caso haja um fortalecimento global da moeda americana e se confirme um quadro desfavorável à oposição na eleição presidencial”, afirma Aun.

Os economistas Álvaro Frasson e Arthur Mota, do BTG Pactual, afirmam que o real se beneficiou, em boa parte do ano, de um fluxo “nunca antes visto” para economias emergentes, sobretudo para países distantes do conflito no Oriente Médio e com elevada exposição a commodities. Além disso, havia incertezas em torno dos “valuations” das empresas de tecnologia nos EUA.

“Prospectivamente, acreditamos que um cenário de distensionamento dos conflitos geopolíticos deveria provocar um movimento de ajuste ao fluxo recente, seja pela normalização do preço do petróleo, seja pelo ‘momentum’ positivo para ativos de crescimento e tecnologia”, afirmam os economistas, em relatório.

Para o Bradesco, apesar de o fluxo global de realocação de portfólio ter perdido força, o movimento segue oferecendo suporte ao real. A instituição prevê taxa de câmbio ao redor de R$ 5,00 no fim deste ano e do próximo.

“Uma rápida normalização dos preços do petróleo ou um fluxo de retorno aos EUA por conta dos investimentos em empresas de tecnologia são ameaças de curto prazo à moeda, mas não deveriam alterar o quadro mais estrutural de não fortalecimento do dólar globalmente”, afirma o Bradesco, ressaltando que o Brasil segue no radar dos investidores por ser “exportador líquido de petróleo e pelo diferencial de juros elevado”.

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A herança de Pablo Escobar: o que são os “hipopótamos da cocaína” — e como esse herdeiro indiano bilionário quer salvá-los

Além das consequências do narcotráfico que ainda marcam a Colômbia, Pablo Escobar deixou uma herança inusitada para o país: uma população de hipopótamos que continua crescendo décadas após sua morte.

A história dos animais reúne ingredientes de uma novela: um narcotraficante bilionário, uma espécie invasora fora de controle, planos de abate e, agora, um herdeiro bilionário indiano disposto a salvar os mamíferos.

Anant Ambani, filho do empresário Mukesh Ambani, afirmou que poderia transferir dezenas de hipopótamos colombianos para um santuário de vida selvagem na Índia, evitando o sacrifício dos animais defendido por autoridades locais.

Hipopótamos: o legado inesperado de Escobar

Nos anos 1980, Pablo Escobar vivia o auge de seu poder como líder do Cartel de Medellín. Entre suas extravagâncias estava a criação de um zoológico particular na Fazenda Nápoles, propriedade localizada a cerca de 150 quilômetros de Medellín.

O local reunia animais exóticos vindos de diferentes partes do mundo, incluindo girafas, zebras, elefantes, rinocerontes, búfalos e hipopótamos.

Com a morte de Escobar, em 1993, a fazenda foi abandonada. Grande parte dos animais acabou transferida para zoológicos e reservas, mas os hipopótamos permaneceram no local.

Sem predadores naturais, com abundância de água e alimento, os animais se reproduziram rapidamente.

Hoje, essa população é considerada a única manada de hipopótamos vivendo em estado selvagem fora da África.

De atração turística a problema ambiental

O crescimento da população transformou os hipopótamos em uma preocupação ambiental.

Por serem uma espécie invasora, os animais alteram ecossistemas locais, competem com espécies nativas e podem modificar a qualidade da água dos rios.

Além dos impactos ambientais, autoridades registraram episódios de perseguição a moradores, ataques e relatos de pescadores que evitam determinadas áreas por medo dos animais.

Há mais de duas décadas, o governo colombiano busca alternativas para controlar a população, incluindo esterilização, transferência para outros países e programas de controle reprodutivo.

Mais recentemente, o debate sobre o abate de parte dos animais voltou à pauta diante do crescimento contínuo da manada.

O herdeiro bilionário que entrou na história

Enquanto a Colômbia procura uma solução para o problema, surgiu um interessado improvável.

Anant Ambani, filho de Mukesh Ambani — considerado o homem mais rico da Índia — afirmou que poderia receber cerca de 80 hipopótamos no Vantara, um dos maiores centros de conservação animal do mundo.

O santuário, localizado no estado indiano de Gujarat, afirma já ter acolhido mais de 1,5 milhão de animais de milhares de espécies.

A proposta prevê a transferência dos hipopótamos colombianos para a Índia, onde receberiam cuidados permanentes e seriam mantidos em áreas protegidas.

Por enquanto, porém, o governo colombiano ainda não respondeu oficialmente à oferta.

Caso o plano avance, os animais poderão ganhar um novo capítulo em uma história que começou há mais de 40 anos em um zoológico particular construído por Pablo Escobar e que, até hoje, continua produzindo consequências inesperadas.

*Sob supervisão de Renan Dantas.

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La Posta Vecchia, um hotel em que a história e a essência da “dolce vita” italiana se combinam

Ladispoli – Em um setor em que o luxo costuma ser medido pelo tamanho das suítes, pela tecnologia dos spas ou pela exclusividade dos serviços, o La Posta Vecchia desloca completamente essa régua. Para cima. Em Ladispoli, a cerca de quarenta minutos de Roma, o hotel vai além do refúgio silencioso e oferece a visão […]

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O tombo de Boris Becker: da glória de Wimbledon à solidão de Wandsworth

Na primeira noite que passou na Prisão de Wandsworth, no sul de Londres, em 29 de abril de 2022, o supercampeão de tênis alemão Boris Becker foi atormentado pelos gritos que ecoavam pelos corredores escuros e frios. Esses sons pareciam vir de pessoas feridas ou desesperadas. O ex-atleta estava ali para cumprir uma pena de […]

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I watched a $500K sci-fi thriller starring AI actors. The movie made me feel something real — for a moment.

The title screen for Higgsfield AI's film, "Hell Grind."
Higgsfield AI's film, "Hell Grind," premiered in May at Marché du Film in Cannes.

Dan Whateley/Business Insider.

  • Higgsfield AI made a sci-fi action thriller called "Hell Grind" starring AI actors.
  • The movie cost around $500,000 to produce.
  • I went to a screening to see how it held up.

For a brief moment toward the midpoint of the AI-generated film "Hell Grind," I caught myself experiencing something unexpected: genuine emotion.

As the male lead, Roco, gazed at a photo of his recently kidnapped love interest, he flashed back to memories of them growing up together in an orphanage. The sadness and yearning felt real.

The sensation didn't last.

Mid-flashback, Roco and his AI-generated costars began laughing in an eerily synchronized fashion, their eyes peeled wide open. As I sat in New York's Metro Private Cinema this week, scooping up handfuls of popcorn, the uncanny valley of AI came roaring back.

Roco, the male lead in Higgsfield AI's "Hell Grind."
Roco, the male lead in Higgsfield AI's "Hell Grind."

Courtesy of Higgsfield AI.

Generative AI has crept into a variety of corners of the entertainment business this year, spooking many creatives who worry what it could mean for their jobs. While post-production teams are turning to the technology for de-aging and other effects, some actors in short dramas are already losing out on roles to AI characters. The shift is a top concern for the actors' union SAG-AFTRA, which approved new contract language this week that pushes producers to bargain over the use of synthetic performers.

"Hell Grind," which takes AI usage to the max, sprang up in May at the Marché du Film in Cannes (a side event that's not the famous Cannes Film Festival). The brainchild of startup Higgsfield AI — which runs an AI platform for creatives, brands, and marketers — it was conceived as a way to show the tech's potential as more than just a tool for making short videos. The company, which crossed a $1 billion valuation earlier this year, spent around $500,000 to produce its 95-minute film, with much of its budget going to computing costs. While AI regularly shows up in bits and pieces of Hollywood productions, "Hell Grind" is the highest-profile film made entirely with AI-generated visuals.

Higgsfield tapped a group of in-house creatives and outside filmmakers who used highly specific text prompts (typically around 3,000 words) to generate around 100 hours of content, which was edited down. The company did not use AI to write the script, except for a few short filler moments, which Higgsfield's CEO, Alex Mashrabov, told me he thought were noticeably less effective in the film.

The result is a visually impressive movie with a passable plot line, landing somewhere between a video game and an effects-heavy project like "Planet of the Apes."

An action scene featuring a red-armored fighter from the movie "Hell Grind."
An action scene from the movie "Hell Grind."

Courtesy of Higgsfield AI.

"It's a new workflow, and it's also very important for us so that we show to the world what's possible," Mashrabov told viewers at the screening this week. "The production process looks different where it's actually possible to go back and iterate with AI and deliver exactly the emotion which the creative director was envisioning."

The company is releasing portions of the film on YouTube and plans to open source its workflow, production process, and prompts in the coming weeks.

At various points during "Hell Grind," I was taken out of the story when a character did something that just felt … off. The way Roco held a slice of pizza in one scene looked like it was his first time encountering the food, for example. The synthetic children in the movie generally creeped me out, and the AI-generated voice work didn't always feel consistent (one character seemed to flip between a British and American accent, for instance).

Still, it was hard to shake off the feeling that talented AI prompters may soon be coveted players in Hollywood.

While I wouldn't expect to see AI actors or writers playing a big role in the making of films like "Tár" or "One Battle After Another," it feels like this technology will be hard to resist for budget-sensitive executives angling to speed up movie production. That's especially true in genres like action and sci-fi, where visual effects budgets can be a big constraint. And the technology may open doors for independent filmmakers who have grand ideas but small budgets.

"Budgets and opportunities are not equally distributed across the world," Mashrabov said. "Hopefully, this will spark the next generation of creativity."

Read the original article on Business Insider

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Toma lá, dá cá: Meta flerta com nova captação bilionária em “resposta” ao Google

google meta

No mundo da tecnologia, o dinheiro parece ser infinito. Um dia após a Alphabet, dona do Google, anunciar a maior oferta de ações da história — de US$ 84,7 bilhões — focada em inteligência artificial (IA), a Meta está cogitando um movimento semelhante (apesar de não divulgar valores). No fundo, a iniciativa é a mesma: […]

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“Soma de todos os medos” pressiona o Ibovespa e não tem prazo para terminar

Após meses de forte alta, a bolsa de valores brasileira passa por um período de correção acentuada, levando muitos a reconsiderar o otimismo em relação a uma retomada do mercado de renda variável em 2026. Desde a máxima histórica registrada em abril, o Ibovespa recuou 14,26%, saindo do recorde de 198.657,33 pontos, apurado em 14 […]

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Índia aumenta em quatro vezes mistura de etanol na gasolina e pode impulsionar demanda de álcool e açúcar brasileiros

Em uma ofensiva para diversificar sua matriz energética e reduzir a forte dependência do petróleo importado, a Índia lançou oficialmente no mercado um novo combustível com altíssimo teor de etanol nesta sexta-feira (5).

Atualmente, a nação sul-asiática já comercializa em toda a sua rede varejista a gasolina com 20% de etanol, conhecida como E20. O novo combustível, batizado de E85, contará com cerca de 85% de etanol em sua composição e promete ser menos poluente que os concorrentes convencionais.

Além do apelo ecológico, o bolso do consumidor também deve sentir o reflexo: o E85 terá um preço 20 rúpias mais barato por litro do que a gasolina E20, ou uma economia de 20% para o bolso.

O anúncio foi feito pelo ministro do Petróleo, Hardeep Puri, que apresentou a novidade em um posto da Indian Oil Corp., na capital Nova Déli. Inicialmente, o produto começará a ser vendido em 50 postos de combustíveis espalhados pelo país.

De acordo com Puri, a Índia possui hoje uma capacidade instalada para produzir 19 bilhões de litros de etanol, sendo que o programa de mistura atual consome 11,5 bilhões de litros. A chegada do E85 ao mercado surge justamente como um motor para alavancar essa demanda pelo biocombustível.

Um crescimento acentuado na demanda pela nova mistura de combustível, no entanto, pode levar a Índia a buscar etanol no mercado externo. Essa necessidade coloca o Brasil, um dos maiores produtores do álcool combustível, em posição privilegiada.

O Brasil produziu em 2025 um pouco mais de 37 bilhões de litros.

Além da demanda por etanol, a novidade na Índia pode também trazer demanda extra para o açúcar do país. Isso porque como a Índia precisa desviar parte de sua safra de cana para garantir a mistura de etanol, a sua oferta global de açúcar diminui. Isso frequentemente exige que o mercado busque o Brasil (maior produtor mundial) para suprir essa lacuna.

Sem tração nos veículos elétricos

A estratégia da Índia ganha força diante do ritmo lento da transição para a mobilidade elétrica no país, travada pelos altos custos dos veículos e por uma infraestrutura de recarga ainda bastante limitada.

Nesse cenário, as autoridades indianas enxergam os veículos compatíveis com etanol como um caminho complementar e estratégico para cortar o consumo de petróleo, exigindo muito menos investimentos em infraestrutura do que a criação de uma rede nacional de carregamento para elétricos.

Esse movimento é crucial para o país, cuja demanda por gasolina — consumida majoritariamente por veículos de duas rodas — cresceu a uma média anual de 9% nos últimos cinco anos, inflando a conta de importação de petróleo.

Dando sinais claros do empenho do governo em estruturar um ecossistema de transporte que sustente esse maior uso do biocombustível, o ministro Puri apresentou novos modelos de motocicletas da Hero MotoCorp Ltd. e o hatch Wagon R, da Maruti Suzuki India Ltd., ambos já preparados para rodar com o E85.

O chefe da pasta do Petróleo revelou ainda que o governo estuda medidas políticas para acelerar a adoção de veículos híbridos e projetou que o novo combustível deverá estar disponível em até 500 postos até o final deste ano.

Apesar do otimismo do governo, o combustível chega às bombas em meio a discussões persistentes no mercado sobre o impacto de misturas tão ricas em etanol no rendimento por quilômetro e na durabilidade dos motores. Tentando mitigar os receios, o Ministério do Petróleo declarou no ano passado que a gasolina E20 já oferece melhor aceleração, maior suavidade na condução e menores emissões de carbono em comparação ao combustível convencional — benefícios que, segundo a pasta, tendem a ser amplificados com a chegada de misturas de etanol ainda mais concentradas.

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Empregos nos EUA superam previsões e pressionam Fed a subir juros até o fim do ano

O mercado de trabalho americano deu sinais de forte recuperação em maio: a geração de empregos superou todas as expectativas dos analistas, enquanto a taxa de desemprego se manteve estável em 4,3%.

Os postos de trabalho cresceram 172 mil no mês passado, após revisões para cima nos dois meses anteriores, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (5) pelo Bureau of Labor Statistics (BLS). O resultado representa o melhor avanço trimestral em mais de dois anos.

Os números do “payroll” devem aumentar a pressão sobre o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) para que considere novas altas nos juros como forma de conter a inflação.

O relatório sugere um aquecimento do mercado de trabalho em diversos setores, após um crescimento próximo de zero no ano passado — e apesar das preocupações recentes com a alta dos preços de energia, que derrubou a confiança do consumidor a mínimas históricas.

Os títulos do Tesouro americano passaram a enfrentar uma onda de vendas, elevando os rendimentos dos papéis de dois anos em cerca de 10 pontos-base, para 4,14%. Os mercados passaram a precificar integralmente um aumento de 0,25 ponto percentual nos juros até o fim do ano.

Kevin Warsh, o novo presidente do Fed, conduzirá sua primeira reunião de política monetária nos dias 16 e 17 de junho. A expectativa do mercado é de que os juros sejam mantidos, mas as apostas em uma alta na segunda metade do ano aumentaram após declarações de dirigentes do banco central favoráveis a sinalizar que um aperto monetário é tão provável quanto um corte.

Data centers e IA afetam resultados

O setor de lazer e hospitalidade liderou a criação de vagas, com 70 mil novos postos — o maior volume em mais de três anos. A área de saúde e assistência social, que vinha sendo o principal motor das contratações, manteve o ritmo firme.

A construção comercial registrou crescimento pelo sétimo mês consecutivo, impulsionada pela forte demanda ligada à expansão de data centers. Um relatório separado divulgado esta semana apontou que os gastos com construção desse tipo de infraestrutura superaram US$ 50 bilhões em abril pela primeira vez.

A indústria manufatureira também gerou empregos em maio, beneficiada pela demanda aquecida de data centers, produção de defesa e pela corrida dos clientes para estocar produtos antes de novos reajustes ligados a conflitos internacionais.

O relatório também evidenciou o impacto crescente da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho. O setor de tecnologia da informação — que inclui desenvolvedores de software, redes sociais e portais de busca — voltou a perder vagas em maio, acumulando quedas em 16 dos últimos 17 meses. Gigantes como Meta e Microsoft vêm reduzindo seus quadros, em parte para compensar os altos investimentos em IA.

Outros indicadores recentes enviaram sinais mistos sobre a saúde do mercado de trabalho. As vagas abertas subiram em abril ao nível mais alto desde 2024, embora o aumento tenha ficado concentrado em poucos setores. As demissões seguem em patamares historicamente baixos, mas os consumidores ainda demonstram certo pessimismo quanto às oportunidades de emprego, e pequenas empresas estão reduzindo os planos de contratação.

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Quem paga a energia de data center? Reajuste pode chegar a 14,5% para residências nos EUA

O novo estilo de arquitetura que tem surgido nos vastos subúrbios do Deserto de Sonora são data centers sem janelas que funcionam 24 horas por dia e consomem tanta eletricidade quanto uma cidade de porte médio.

Enquanto a Microsoft e outras gigantes de tecnologia expandem sua presença em um dos maiores mercados de data centers dos Estados Unidos, trava-se uma disputa de alto risco sobre como pagar pelas enormes atualizações da rede elétrica necessárias para impulsionar a revolução da inteligência artificial.

A Arizona Public Service (APS), maior empresa de energia do estado, está no centro da polêmica. A APS propõe um aumento de 45% nas tarifas de eletricidade para “grandes consumidores de energia”, principalmente data centers, e um reajuste de cerca de 14,5% para clientes residenciais.

Quase ninguém ficou satisfeito.

Defensores dos consumidores alertam que o plano transferiria os riscos financeiros da expansão da IA para famílias que já enfrentam contas de luz elevadas no verão e temperaturas que frequentemente ultrapassam os 37°C.

Caso o boom de IA perca fôlego ou o consumo de energia dos data centers diminua, eles temem que os moradores fiquem pagando pelas obras de infraestrutura durante anos.

A Microsoft, que opera três grandes data centers no Vale Oeste de Phoenix, afirma que está pagando por conta própria pelas atualizações necessárias na rede — mas argumenta que a concessionária tem uma abordagem equivocada para financiar novas usinas.

A APS diz que seu plano garantiria que “o crescimento pague pelo crescimento”.

“Estamos garantindo que eles paguem sua parte justa”, afirmou Ted Geisler, presidente da APS e da controladora Pinnacle West Capital. “Esses data centers exigem usinas inteiras construídas só para eles ou linhas de transmissão completas. Por isso precisamos modernizar as tarifas.”

Data centers no centro do debate

O debate faz parte de um embate nacional.

Disputas semelhantes sobre como financiar a expansão da rede surgiram no Texas, na Carolina do Norte em outros mercados, onde clientes residenciais enfrentam propostas de grandes aumentos.

Os riscos são altos. Os preços da eletricidade estão subindo mais rápido que a inflação como um todo e se tornaram uma questão política bipartidária.

Os clientes residenciais nos Estados Unidos viram suas tarifas de eletricidade aumentarem em média 32% entre 2020 e 2025. No Arizona, o salto foi de 26%.

O país corre para construir infraestrutura e manter a liderança sobre a China na corrida da IA, mas a reação dos consumidores está crescendo. Além do apetite voraz por eletricidade, os data centers enfrentam críticas pelo uso intensivo de terra e água.

A demanda por eletricidade nos EUA permaneceu estagnada por décadas antes de acelerar com a mania da inteligência artificial. O consumo comercial de energia deve superar o residencial no próximo ano pela primeira vez, segundo a Energy Information Administration.

A pedido do presidente Donald Trump, as grandes empresas de tecnologia prometeram cobrir os custos para alimentar os data centers.

Quem paga a conta

A Microsoft pede aos reguladores do Arizona que permita a ela e a outros grandes consumidores construir suas próprias usinas, em vez de depender de geração controlada pela concessionária, cujos custos acabam sendo pagos em parte também por outros clientes.

“Desde que começamos a operar no Arizona em 2021, a Microsoft tem se comprometido a pagar por conta própria para garantir que nossos data centers não aumentem os preços da eletricidade”, disse Jeff Riles, diretor sênior de mercados de energia da empresa.

A APS afirmou que está desenvolvendo uma forma de permitir que grandes clientes construam sua própria geração, mas sem comprometer a confiabilidade ou acessibilidade para os demais.

Distribuir de forma justa os custos de infraestrutura entre diferentes grupos de clientes é complexo. As concessionárias estão investindo não apenas para atender data centers mas também para reforçar a rede contra eventos climáticos extremos e substituir equipamentos antigos — mudanças que beneficiam todos os consumidores.

Existem mais de 120 processos em todo o país em que concessionárias discutem como cobrar de clientes de grande porte, segundo registros compilados pela startup de IA Halcyon.

A definição das tarifas é supervisionada por reguladores estaduais em processos jurídicos que duram cerca de um ano, como o que ocorre em Phoenix, onde clientes e grupos defesa podem pedir para participar.

Os cinco comissários eleitos de serviços públicos do Arizona devem definir o reajuste da APS ainda neste ano. A última aprovação foi em 2024, quando a concessionária pediu 13,6% para a maioria dos clientes e obteve 8%.

Geisler, presidente da APS, afirmou que os aumentos são necessários para cobrir gastos já realizados com melhorias e reparos na rede. A inflação crescente, os juros mais altos e a volatilidade da cadeia de suprimentos elevaram os custos dos projetos. O preço de alguns transformadores subiu 90% nos últimos anos, acrescentou.

Até dois anos atrás, a APS conectava novos clientes à rede conforme eles solicitavam o serviço. Agora, a empresa se prepara para atender clientes que pedem mais de 4 mil megawatts — e há outros 19 mil megawatts em fila de espera, mais que o dobro da demanda de pico do sistema.

Temor de subsídio por consumidores

Essa corrida deixa os moradores do Arizona preocupados.

Jane Andersen, líder estadual no Arizona da Mormon Women for Ethical Government, disse temer que os residentes e os pequenos negócios acabem subsidiando as necessidades energéticas dos data centers.

Ela classificou o aumento de 14,5% proposto para as famílias como “fora da realidade” em comparação com as médias nacionais. Famílias de baixa renda e idosos com renda fixa já têm dificuldade para pagar as contas, e o ar-condicionado é indispensável, afirmou.

“É uma medida de sobrevivência”, disse Andersen.

A procuradora-geral do Arizona, Kris Mayes, democrata ex-comissária de serviços públicos, quer que os data centers assumam uma parcela maior dos custos. Mesmo um aumento de 45% não cobriria integralmente as despesas de conexão, afirmou, defendendo que os clientes residenciais tenham reajuste de cerca de 3%.

A prefeita de Phoenix, Kate Gallego, que já trabalhou em desenvolvimento econômico na Salt River Project, concessionária federal da região de Phoenix, vê paralelos com um boom anterior.

“Em 2008, com a crise imobiliária, o Arizona foi duramente atingido porque estava muito ligado ao mercado imobiliário residencial”, disse ela.

A região de Phoenix é um importante mercado de data centers, além de abrigar fábricas de semicondutores e mineração de cobre, commodity essencial para o setor elétrico.

Nem todo data center proposto será construído, mas concentrar demais a rede elétrica do Arizona em um único setor seria irresponsável, afirmou Gallego.

“Estamos fazendo uma aposta enorme em um único setor”, concluiu.

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Maior oferta de ações da história: dona do Google levanta US$ 85 bilhões para bancar expansão da IA

A controladora do Google, a Alphabet, ampliou sua oferta de ações para US$ 84,75 bilhões, acima dos US$ 80 bilhões anunciados apenas dois dias antes, numa tentativa de financiar o aumento dos investimentos em inteligência artificial.

Mesmo antes da ampliação, a operação já estava a caminho de se tornar a maior oferta de ações da história, segundo dados compilados pela Bloomberg. Se concluída nesse valor, superará a venda de US$ 70 bilhões realizada pela Petrobras em 2010.

É raro que uma empresa do porte da Alphabet levante volumes tão grandes de recursos por meio de uma oferta de ações. Em um ano marcado por IPOs de empresas de tecnologia nos Estados Unidos, o mercado foi surpreendido ao ver uma gigante já consolidada optar por uma captação bilionária, em vez de intensificar programas de recompra de ações.

O Google tenta aproveitar a crescente demanda por seus chips próprios de inteligência artificial, conhecidos como TPUs (Tensor Processing Units). Eles se tornaram uma das principais alternativas aos processadores da Nvidia em um setor que exige volumes cada vez maiores de capacidade computacional.

Detalhes da operação

A operação inclui um programa de US$ 40 bilhões que permitirá à Alphabet vender ações diretamente no mercado ao longo do tempo, a partir do terceiro trimestre. Também faz parte da oferta um acordo de US$ 10 bilhões com a Berkshire Hathaway.

Os US$ 34,75 bilhões restantes foram levantados por meio de uma oferta tradicional de ações e outros papéis ligados ao capital da empresa.

Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, a demanda dos investidores superou em várias vezes o volume ofertado.

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Nos EUA, uma praga ameaça a oferta de gado – que já está no menor nível em 75 anos

Um parasita letal para o gado foi detectado nos Estados Unidos pela primeira vez em quase uma década, em um momento em que o rebanho do país já está no menor nível em 75 anos.

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) confirmou na noite de quarta-feira (3) que um caso suspeito no sul do Texas testou positivo para a mosca-da-bicheira-do-novo-mundo (New World screwworm).

O animal afetado é um bezerro de três semanas no condado de Zavala e, por enquanto, é o único caso monitorado pela agência, afirmou a secretária de Agricultura, Brooke Rollins.

Nova ameaça em meio à escassez de gado

Segundo Rollins, não há “razão para acreditar” que o parasita vá se estabelecer nos Estados Unidos.

Ainda assim, a confirmação do caso ocorre em um momento delicado para a pecuária americana. O tamanho reduzido do rebanho já levou os preços da carne bovina a níveis recordes.

As ações da Tyson Foods e da JBS avançavam no pré-mercado desta quinta-feira (4), depois de terem caído na véspera com as notícias sobre uma possível infecção, que ainda não havia sido confirmada. Já os contratos futuros de gado para reposição e de boi gordo negociados em Chicago recuaram na quarta-feira.

O principal risco, neste momento, é para os pecuaristas, não para frigoríficos ou consumidores, afirmou Corbitt Wall, analista de mercado da DV Auction. Segundo ele, a maior parte dos bezerros ainda está nos pastos nesta época do ano e não está sendo comercializada.

Wall disse que a presença da praga tende a sustentar os preços do gado, já que ameaça a oferta. Ao mesmo tempo, pode gerar receio nos consumidores na hora de comprar carne. “É sempre uma notícia negativa. Por isso o mercado está reagindo mal”, afirmou.

Os EUA tentam conter o avanço da praga, capaz de matar um animal em poucos dias, desde maio de 2025, quando casos registrados no México passaram a preocupar as autoridades. O USDA suspendeu as importações de gado vivo mexicano e construiu novas instalações para dispersar moscas estéreis.

Mesmo assim, o número de casos vem crescendo no México. Segundo o USDA, o foco mais próximo da fronteira americana foi identificado em uma cabra a cerca de 40 quilômetros dos Estados Unidos.

A presença da praga no México e a suspensão do comércio de gado vivo agravaram a escassez de animais para os frigoríficos americanos, que já enfrentavam dificuldades para manter suas operações diante da oferta reduzida e dos custos mais altos.

Essa restrição também levou os preços da carne bovina ao consumidor a máximas históricas, colocando pressão sobre a promessa de Donald Trump de reduzir o custo dos alimentos.

A volta da mosca-da-bicheira

A última vez que a mosca-da-bicheira foi detectada nos EUA foi em 2016, em cervos nas ilhas de Florida Keys. A praga foi erradicada no início de 2017. O último surto envolvendo bovinos infectados ocorreu em 1976 e causou prejuízos de até US$ 375 milhões para a economia do Texas, em valores da época, segundo o USDA.

Embora o risco para humanos seja baixo, os Estados Unidos registraram um caso da infecção em uma pessoa no ano passado, após uma viagem à América Central.

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Sua empresa tem clientes no exterior? Veja como aproveitar créditos tributários previstos em lei

A reforma tributária trouxe uma mudança importante para empresas que prestam serviços para clientes no exterior. Ela envolve uma vantagem tributária que já existe e pode ficar ainda melhor.

Se a sua empresa exporta serviços – seja uma startup que desenvolve um software para uma empresa americana, seja uma agência brasileira que cria uma campanha de marketing para um cliente europeu -, já não paga ISS (imposto municial), PIS e Cofins (impostos federais) sobre essa receita.

Todos esses impostos serão extintos gradualmente a partir do ano que vem.

No lugar deles, vão entrar dois novos tributos que passam a vigorar de 2027 em diante, a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços, em substituição ao PIS e à Cofins) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços, que substitui o ISS e o ICMS, imposto estadual).

A boa notícia é que, mesmo com essa mudança, a receita obtida com a venda de serviços a clientes do exterior continuará sendo isenta: CBS e IBS não vão incidir sobre serviços exportados.

Mas há um detalhe que melhora a história toda para você que se enquadra nesse perfil: mesmo sem pagar esses tributos, sua empresa poderá aproveitar o sistema de “créditos” criado com a reforma tributária – e isso vale tanto para quem está enquadrado no regime de lucro real quanto no de lucro presumido ou mesmo no Simples Nacional.

Como funciona a isenção hoje e o que vai mudar

Atualmente, empresas de todos os regimes tributários já são isentas de recolher ISS, PIS e Cofins sobre a receita de serviços exportados. Elas pagam IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) e CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) sobre os resultados dessas operações.

Já o uso de créditos de PIS e Cofins embutidos nos produtos e serviços adquiridos pelas empresas é restrito às que adotam o regime de lucro real – e, mesmo assim, apenas em algumas operações específicas, em um processo considerado burocrático e demorado.

“O ISS, por exemplo, não gera crédito algum”, diz Charles Gularte, sócio-diretor de contabilidade e relações institucionais da Contabilizei.

Com a reforma tributária, a isenção permanece e o alcance dos créditos tributários vai aumentar. Esses sistema parte do entendimento de que as empresas pagam IBS e CBS em cada etapa da cadeia de produção. E, por essa razão, o governo permite que elas descontem valores que já foram recolhidos anteriormente na hora de pagarem seus próprios tributos.

A partir do ano que vem, além das empresas do regime do lucro real, também as do lucro presumido e as que optarem pelo regime híbrido do Simples (leia mais abaixo) também poderão acumular créditos de CBS e IBS sobre suas despesas no mercado local – o que abrange desde a compra insumos e equipamentos até o gasto com internet ou o pagamento de aluguel.

Só que no caso das empresas que prestam serviços para fora do Brasil, uma dúvida acaba surgindo: como elas poderiam usar créditos para abater suas faturas de IBS e CBS se a receita da exportação de serviços já será totalmente isenta dos dois tributos?

A resposta é que esses créditos poderão ser acumulados e utilizados em outras situações em que a empresa tenha de recolher IBS e CBS, como uma venda de serviços dentro do país. Ou ainda, ela poderá pedir para receber os valores de volta em espécie – em outras palavras, em dinheiro, via Pix. Isso está previsto na lei, com um prazo de devolução que poderá variar de 30 a 180 dias.

O que é considerado exportação de serviços?

Muita gente associa exportação de serviços ao pagamento em dólar ou euro – mas isso é só um dos critérios.

“O que realmente caracteriza serviços exportados são duas condições simultâneas: o cliente precisa ser residente ou domiciliado no exterior e o resultado do serviço precisa acontecer fora do Brasil”, diz o sócio-diretor da Contabilizei.

Por exemplo, uma empresa que desenvolve um software para uma startup americana e recebe em dólar está, sim, exportando.

Já uma empresa que presta suporte técnico para a filial brasileira de um grupo estrangeiro, mesmo recebendo em moeda estrangeira de uma conta no exterior, pode não se enquadrar como exportadora – porque o benefício do serviço recai sobre operações no Brasil. 

Freelancers e PJs individuais também se enquadram nessa categoria: um designer que atende clientes americanos, um desenvolvedor que trabalha para uma empresa europeia, um consultor de marketing digital que presta serviços para negócios no exterior: todos podem ser considerados exportadores de serviços. O que importa é para quem o serviço é prestado e onde é consumido.

Isenção de impostos não é automática

Um erro frequente é supor que, como a exportação de serviços é isenta, a empresa pode simplesmente deixar de recolher os impostos. “A isenção não é automática, cabe à empresa provar que aquela receita vem, de fato, de uma exportação legítima”, alerta Gularte. 

Os principais documentos exigidos são:

  • o contrato de prestação de serviços com o cliente estrangeiro;
  • a nota fiscal de serviços (NFS-e) com os campos de exportação preenchidos corretamente;
  • o comprovante de recebimento em moeda estrangeira, que pode ser o contrato de câmbio ou o extrato bancário.

Além disso, é importante ter documentos que comprovem que o serviço foi efetivamente usado ou aproveitado no exterior, como e-mails de entrega, relatórios de projeto e aceites formais do cliente.

“Esses comprovantes precisam ser guardados por pelo menos cinco anos. Uma auditoria pode questionar operações antigas, e um arquivo incompleto pode custar caro”, completa Gularte.

Quando as novas regras começam a valer?

A reforma tributária ainda está sendo regulamentada e os dois novos impostos (IBS e CBS) só começam a ser cobrados de fato a partir de 2027. Eles não substituirão os tributos atuais de uma vez – será uma implementação gradual que só vai terminar em 2033.

Mesmo assim, se você tem uma empresa que exporta serviços, pode começar a se preparar desde já:

  • Mantenha a documentação em dia. Contratos, e-mails de entrega, aceites do cliente e comprovantes de recebimento em moeda estrangeira precisam estar organizados e ser guardados por pelo menos cinco anos. Em caso de fiscalização, é essa documentação que vai provar que a operação é uma exportação de fato.
  • Confirme que o seu serviço tem as características para ser enquadrado como exportação. Classificar como serviço exportado algo que não é pode gerar multa de 75% a 150% do imposto devido e não pago, mais juros.
  • Fique de olho na regulamentação. As regras sobre notas fiscais de exportação e créditos ainda estão sendo definidas. Uma exigência nova que passa despercebida pode virar um problema fiscal lá na frente.
  • Separe as receitas por origem. Se a empresa atende clientes no Brasil e no exterior ao mesmo tempo, deve manter controles contábeis separados para cada tipo de receita. Sem essa separação, fica difícil calcular corretamente os créditos a que você terá direito.
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Governos agora investigam se ‘efeito Ozempic’ se estende em estímulo ao mercado de trabalho

O novo governo da Dinamarca, país de origem da Novo Nordisk, do Ozempic, vai investigar se os medicamentos para perda de peso podem ajudar mais pessoas a entrarem no mercado de trabalho, adicionando uma nova dimensão econômica ao debate sobre os tratamentos para a obesidade.

A Novo, fabricante do Wegovy e do Ozempic, já transformou a economia dinamarquesa, com impulso a um crescimento significativo nos últimos anos, mesmo diante da concorrência crescente enfrentada pela gigante farmacêutica, como pela americana Eli Lilly.

O país nórdico agora investiga se os remédios também podem gerar benefícios econômicos ao aumentar a produtividade.

Em seu programa de governo divulgado nesta semana, a nova administração do país propôs um projeto-piloto para pessoas com obesidade grave, a fim de avaliar como medicamentos como o Wegovy afetam a economia além dos resultados de saúde, incluindo seu impacto na oferta de trabalho.

Não foram detalhadas as características do programa. A ideia reflete um interesse crescente entre formuladores de políticas públicas sobre os efeitos econômicos mais amplos dos tratamentos contra a obesidade, para além de efeitos mais evidentes no consumo de alimentos.

Estudo do ‘efeito Ozempic’ no Reino Unido

O governo britânico, no final de 2024, firmou parceria com a Eli Lilly para um ensaio de cinco anos destinado a analisar se os medicamentos para perda de peso podem ajudar mais pessoas a retornarem ao trabalho e aliviar a pressão sobre o sistema público de saúde.

Uma pesquisa apresentada no ano passado estimou que o princípio ativo por trás do Wegovy e do Ozempic da Novo poderia gerar mais de 4,5 bilhões de libras (6 bilhões de dólares) em ganhos anuais de produtividade no Reino Unido, segundo o jornal The Guardian.

A análise de 2.660 participantes com três ensaios clínicos concluiu que o medicamento adiciona o equivalente a cinco dias de trabalho e 12 dias de trabalho não remunerado por paciente a cada ano.

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, que conquistou um terceiro mandato nesta semana, já declarou ser uma “grande fã” do Ozempic e do Wegovy, demonstrando apoio à empresa farmacêutica.

Frederiksen firmou um acordo de coalizão na segunda-feira (1), quase dez semanas após a eleição geral, reunindo Social-Democratas, Esquerda Verde, Liberais Sociais e Moderados em um governo minoritário apoiado por partidos de esquerda.

A Dinamarca foi um dos primeiros países onde a Novo lançou o Wegovy, no final de 2022, e quase 5% da população já utilizou o medicamento desde então, de acordo com dados do governo.

Cerca de 8% dos dinamarqueses preenchem os critérios para o tratamento, segundo uma análise divulgada no ano passado.

A crescente popularidade dos medicamentos para obesidade da Novo também pressionou as finanças públicas, levando a Dinamarca a reduzir os subsídios para o Ozempic em 2024 e a rejeitar os pedidos da empresa para reembolso público do Wegovy. 

É um mercado crescente que começa a ganhar ainda mais força em países em que a patente expirou, o que leva à venda de medicamentos genéricos, caso recente do Brasil.

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EUA vs. Pix? Entenda o que está por trás da polêmica e como isso pode mexer com seus investimentos

A discussão em torno do Pix voltou a ganhar relevância esta semana, após o sistema de pagamentos instantâneos ser citado em uma investigação comercial dos Estados Unidos.

Na visão do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), em pesquisa a pedido do presidente Donald Trump, o Pix pode representar uma vantagem “injusta” com capacidade de restringir o comércio americano.

O debate aparenta se concentrar na infraestrutura da transferência. Sem intermediários e sem muitas etapas, um pagamento por Pix é feito de forma instantânea, pelo celular, 24 horas por dia e sem cobrança de taxas.

Segundo dados do Banco Central, mais de 170 milhões de pessoas físicas (cerca de 80% da população brasileira) usufruem da plataforma.

Desde o lançamento no final de 2020 até o final de 2025, estima-se que o Pix já movimentou R$ 85 trilhões em transações, mais de 7 vezes o PIB do Brasil em 2024, aponta a fintech Ebanx.

Pix pode ser o primeiro capítulo de uma disrupção financeira, segundo analista

Na visão do analista de macroeconomia da Empiricus Research, Matheus Spiess, “o sistema brasileiro demonstrou que pagamentos instantâneos podem substituir parte da intermediação tradicional do sistema bancário”.

O mercado global de pagamentos movimenta trilhões de dólares por ano e historicamente foi dominado por redes privadas que atuam como intermediárias das transações financeiras.

O que mobiliza o mercado agora é a perspectiva de que o Pix pode ser o passo inicial para uma transformação mais ampla da infraestrutura financeira.

“Muitos enxergam nessa evolução uma prévia do papel que as stablecoins poderão desempenhar em escala global. Em 2025, essas moedas digitais movimentaram cerca de US$ 33 trilhões em transações, superando o volume processado em conjunto por Visa e Mastercard (US$ 25 trilhões)”, compara o analista.

A tendência, segundo Spiess, aponta para um sistema financeiro cada vez mais rápido, eficiente, global e programável, em que o Pix pode ser apenas um dos primeiros capítulos.

Em cenários de transformação acelerada como esse, acompanhar os movimentos do mercado e entender seus possíveis desdobramentos torna-se um diferencial para quem busca tomar decisões de investimento mais bem fundamentadas.

É justamente com esse objetivo que a Empiricus disponibiliza aos seus assinantes análises e relatórios constantemente atualizados sobre os temas que podem impactar seus investimentos.

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Pares exemplares

Em seus Insights Assimétricos, Matheus escreveu ontem no Seu Dinheiro sobre as lições que a eleição colombiana pode trazer para o contexto brasileiro.

A virada do pêndulo político na América do Sul rumo a governos mais disciplinados fiscalmente parece ter contagiado também a Colômbia, com prontas respostas via apreciação cambial e valorização dos ativos de risco.

Isso explica por que o MSCI Colombia (linha preta) descolou do EWZ (linha azul) no último mês, e pode continuar outperformando em caso de vitória de Abelardo de la Espriella sobre Iván Cepeda.

Embora especialmente valiosa por ser próxima e sintomática, a experiência colombiana não é a única a nos ensinar que não dependemos de milagres.

Dentro dos BRICS originais, o melhor momentum atual está com a África do Sul e sua exemplar conduta fiscal.

Rodando a um superávit primário de 1,1% do PIB – acima da expectativa de 0,9% – o governo sul-africano fez a dívida bruta se estabilizar rapidamente abaixo de 80% do PIB, e já apontando para uma nova convergência rumo aos 70%.

A “mágica” foi executada sem grandes sacrifícios, combinando algum aumento de arrecadação com cortes de despesas supérfluas. E deve se traduzir em menores taxas de juros, acompanhadas por uma futura obtenção do investment grade.

Analogamente, a Argentina chega forte para a Copa com sua nova combinação de superávits gêmeos na conta corrente e no fiscal, enquanto o Brasil ocupa, de longe, a pior posição do ranking.

Estamos falando de Argentina, Colômbia e África do Sul, não de Suíça. Os comparativos são próximos e factíveis, estão ao nosso alcance técnico, político e social.  

Sem exagero, o potencial de melhora desses ciclos virtuosos é avassalador. Basta não se iludir com os ímpares e copiar os pares exemplares.

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Colômbia terá 2º turno entre conservador De la Espriella e progressista Cepeda

O conservador opositor Abelardo de la Espriella e o senador progressista Iván Cepeda disputarão a presidência da Colômbia em um segundo turno, após nenhum dos dois ter conseguido a maioria necessária de votos nas eleições deste domingo, 31.

De la Espriella obteve 43,72% dos votos, seguido por Cepeda, afilhado político do atual presidente do país, Gustavo Petro, com 40,92%, de acordo com 99% da contagem preliminar informada pela Registradoria Nacional.

Ambos se enfrentarão em um segundo turno em 21 de junho.

Admirador do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do mandatário salvadorenho, Nayib Bukele, De la Espriella promete acabar com os diálogos de paz com os grupos armados ilegais e aumentar a pressão militar nos territórios onde operam.

Cepeda, candidato do Pacto Histórico, disse que continuará com as políticas de Petro, incluindo a “paz total” com a qual o mandatário cessante impulsionou conversações com os ilegais em meio a críticas de oponentes.

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Petrobras (PETR4) reduz em 9,59% preço do diesel para distribuidoras

A Petrobras (PETR3;PETR4) anunciou neste domingo uma redução de 9,59% no litro do diesel A para as distribuidoras, o que levará o litro do combustível para R$3,30 ante os atuais R$3,65 a partir de segunda-feira.

Em nota, a estatal disse que a redução se deveu à subvenção ao diesel anunciada pelo governo federal. No sábado, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prorrogou medidas para tentar conter a alta dos preços dos combustíveis em meio à continuidade da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Entre as medidas anunciadas no sábado estava uma subvenção de R$1,12 para o diesel rodoviário em substituição a duas outras subvenções que venceriam neste domingo.

Na nota em que anunciou a redução para as distribuidoras, a Petrobras disse que está avaliando os termos da nova subvenção.

“Qualquer decisão da companhia sobre esse tema será tempestivamente divulgada ao mercado nacional”, afirmou na nota.

Pouco após o início da guerra, deflagrada em 28 de fevereiro, a Petrobras elevou, em meados de março, o preço do diesel A em suas refinarias em 11,6%, ou R$0,38 o litro, para uma média de R$3,65 por litro, em movimento que atenuava a defasagem do valor da estatal em relação ao mercado internacional, após a disparada do preço do petróleo em função do conflito.

A guerra levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passava 20% do fluxo global de petróleo antes do conflito, gerando uma alta nos preços internacionais da commodity.

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Análise: Stablecoins dão e tiram poder dos bancos centrais ao mesmo tempo

Christopher Waller, um dos diretores do Fed, disse neste domingo (31) que a disseminação das stablecoins pelo mundo amplia a influência da política do banco central americano.

“Os países que adotam essas moedas entram em algo parecido com um regime de câmbio fixo”, ele disse, num evento em Dubrovnik, Croácia. “É uma forma de estender o alcance da política monetária americana aos países que usam mais stablecoins.”

Stablecoins são criptos que emulam o dólar. Os emissores, que são empresas comuns, prometem manter títulos do Tesouro americano num montante equivalente ao das criptos que produzem. Esse é o lastro que garante a estabilidade de moedas digitais como o USDC e o Theter. Há stables de outras moedas também, mas as que giram de fato pela economia global são as de dólar.

Na prática, elas funcionam como um “pix em dólar”. Você consegue fazer transferências internacionais em dólar de forma instantânea, via redes de blockchain, não importando em qual país você esteja. Isso não existe com o dinheiro convencional, que circula pelo sistema bancário. Se você faz um trabalho para uma empresa de fora, já é comum que o pagamento aconteça via transferência de alguma stable.

Ao afirmar que a disseminação das stables amplia o alcance da política econômica dos EUA, Weller está dizendo o seguinte: se o Fed reduz o juro para estimular a economia americana, isso acaba incentivando também a economia de países onde o uso de stable coins esteja disseminado.

Mas trata-se de uma via de mão dupla.

Stables também afetam bancos centrais

O lastro das stables são títulos públicos do governo americano, certo? O emissor compra os títulos, produz uma quantidade equivalente de cripto, e embolsa os juros. Por isso que produzir stable é um negócio – e por isso já existem tantas delas por aí.

E temos aí que a mera existência de stablecoins cria demanda para os títulos americanos. E quanto maior a demanda, menor o juro que o governo precisa pagar. Ou seja: se de um lado as stables ampliam a abrangência do BC americano, por outro elas influenciam nas taxas de juros dos títulos públicos – um componente central da política monetária. Quanto menor o juro, mais dinheiro circula, por exemplo.

Já autoridades europeias, incluindo Christine Lagarde, têm sido críticas das stablecoins. Em um discurso no início de maio, a presidente do banco central europeu disse que esse tipo de instrumento traz riscos à estabilidade financeira e à transmissão da política monetária.

Vale uma tradução aqui. Também existem stablecoins de euro, e é a elas que Lagarde se refere. BCs aumentam juros para tirar dinheiro de circulação e, assim, combater a inflação. Eles fazem isso vendendo títulos públicos em seu poder e estocando o dinheiro para que ele não gire pela economia. Com menos moeda na praça, os preços param de subir. “Política monetária” é isso.

Pois bem. Se alguém compra títulos públicos para usar como lastro de stablecoin, o dinheiro não fica parado. Segue circulando, na forma de stable. E alimenta a inflação que o banco central tenta combater.

O que Lagarde diz, portanto, não é uma opinião. É um fato. A existência dessa moedas, ao mesmo tempo em que amplia a influência do maior BC do mundo, também tira poder dos bancos centrais – incluindo o americano.

Eis o paradoxo.

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Agenda: Payroll dos EUA, PIB da zona do euro e feriado no Brasil mexem com a semana

A semana começa com foco em indicadores de atividade, especialmente industriais. Na segunda-feira (1), a divulgação de diversos PMIs ao redor do mundo, incluindo zona do euro, Reino Unido, Brasil e Estados Unidos, ajuda a medir o ritmo da economia global, além de dados como desemprego na Europa e o Relatório Focus no Brasil.

Na terça (2) e quarta-feira (3), a agenda ganha mais força com números de inflação, emprego e serviços. Destaque para o CPI da zona do euro, o Jolts nos EUA e, no dia seguinte, os PMIs de serviços, a produção industrial brasileira e o Livro Bege do Federal Reserve, que oferece um panorama da economia americana.

Na quinta-feira (4), a agenda é mais leve por conta do feriado no Brasil, com poucos indicadores no exterior. Já na sexta-feira (5), os destaques são o PIB da zona do euro e o payroll dos Estados Unidos, além da produção de veículos no Brasil, encerrando a semana com dados relevantes para o mercado.

Confira a agenda de indicadores da semana de 01 a 05 de junho de 2026

Brasil

Segunda-feira (01/06)
8h25 – Relatório Focus
10h – PMI industrial

Terça-feira (02/06)
06h – IPC-Fipe

Quarta-feira (03/06)
9h – Produção industrial
10h – PMI Composto e de Serviços
15h – Balança comercial

Quinta-feira (04/06)
Feriado

Sexta-feira (05/06)
11h – Produção de veículos

Estados Unidos

Segunda-feira (01/06)
10h45 – PMI industrial

Terça-feira (02/06)
11h – Jolts

Quarta-feira (03/06)
9h15 – ADP
10h45 – PMI Composto e de Serviços
15h – Livro Bege

Quinta-feira (04/06)
9h30 – Pedidos semanais de seguro-desemprego

Sexta-feira (05/06)
9h30 – Payroll

Reino Unido

Segunda-feira (01/06)
5h30 – PMI Industrial

Quarta-feira (03/06)
05h30 – PMI Composto e de Serviços

União Europeia

Segunda-feira (01/06)
05h – PMI Industrial
06h – Taxa de desemprego

Terça-feira (02/06)
06h – CPI

Quarta-feira (03/06)
05h – PMI Composto e de Serviços
06h – PPI

Quinta-feira (04/06)
6h – Vendas no varejo

Sexta-feira (05/06)
06h – PIB

China

Terça-feira (02/06)
22h45 – PMI do setor de serviços

Japão

Terça-feira (02/06)
21h30 – PMI do setor de serviços

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Um homem “complexo” chamado Gauguin

O tempo costuma ser implacável com os biógrafos. Quanto mais distante a época em que seu personagem viveu, mais complicado é alcançar a exatidão histórica. Essa limitação, porém, não prejudica em nada a riqueza de conteúdo e a precisão do livro Wild Thing: A Life of Paul Gauguin (Coisa Selvagem: A Vida de Paul Gauguin, […]

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Por dentro da busca de US$ 26 bilhões de Putin pela longevidade

Quando Vladimir Putin foi flagrado por um microfone aberto dizendo a Xi Jinping que humanos poderiam alcançar a imortalidade substituindo órgãos, alguns descartaram a conversa como um papo excêntrico entre autocratas envelhecidos. Na realidade, durante a conversa em um desfile militar em Pequim, em setembro passado, Putin parecia descrever uma iniciativa de longevidade apoiada pelo Kremlin que se tornou um dos principais projetos científicos da Russia.

Assim como bilionários do Vale do Silício, incluindo Jeff Bezos, Sam Altman e Peter Thiel, Putin há muito demonstra fascínio por pesquisas antienvelhecimento. Mas, na Rússia, sua tentativa de evitar o declínio físico se transformou em prioridade de Estado, recorrendo a métodos tão variados quanto impressão de órgãos, criação de mini-porcos e exposição a temperaturas ultrabaixas.

No mês passado, o governo russo anunciou que cientistas estão desenvolvendo uma terapia genética destinada a desacelerar o envelhecimento celular como parte das “Novas Tecnologias de Preservação da Saúde”, iniciativa de longevidade de US$ 26 bilhões lançada por Putin.

O medicamento “representa uma das vias mais promissoras no combate ao envelhecimento”, afirmou o vice-ministro da Ciência, Denis Sekirinsky, em 23 de abril.

Outra frente considerada promissora? Criar órgãos humanos em laboratório para transplante — uma das inovações de extensão da vida mencionadas por Putin em Pequim. Todos esses esforços fazem parte da iniciativa nacional de longevidade apresentada em 2024, que promete salvar 175 mil vidas até o fim da década. Críticos observaram na época que o número ecoava desconfortavelmente estimativas independentes das perdas militares russas na invasão da Ukraine.

Cientistas estatais nomeados por Putin concentraram esforços em duas tecnologias principais: bioimpressão — impressão 3D de tecidos vivos — e xenotransplante, que consiste em cultivar órgãos humanos dentro de mini-porcos, raça considerada geneticamente compatível com humanos. Pesquisadores russos trabalhando com órgãos do governo afirmam já ter bioimpresso tecido de cartilagem humana e uma glândula tireoide de rato, com a meta de alcançar substituição de órgãos humanos até 2030. Cronograma semelhante foi estabelecido para o cultivo de órgãos em porcos.

“Na Federação Russa, estão em andamento diversos programas científicos nessa área”, informou o serviço de imprensa do Kremlin por e-mail. “Esses projetos recebem apoio estatal, e muitas instituições científicas e de pesquisa participam deles.”

A iniciativa de longevidade da Rússia é liderada por duas figuras próximas de Putin: sua filha Maria Vorontsova, endocrinologista responsável por programas estatais de genética, e o físico Mikhail Kovalchuk, chefe do Instituto Kurchatov, centro soviético de pesquisa nuclear.

Kovalchuk — irmão de Yuri Kovalchuk, aliado próximo de Putin e investidor dos setores bancário e de mídia — tornou-se o principal arquiteto intelectual da agenda de longevidade do Kremlin. Ele argumenta que a ciência em breve permitirá reparar e substituir partes do corpo humano indefinidamente.

“É difícil discutir imortalidade, mas a capacidade de reparar o ser humano sem dúvida aumentará”, disse Kovalchuk à imprensa russa.

Diferentemente de pesquisas semelhantes financiadas por Bezos, Altman ou Thiel, o trabalho promovido pelo círculo de Putin produziu pouca pesquisa revisada por pares em grandes revistas científicas internacionais.

“Se não há publicações, então não há resultados reais, e provavelmente as declarações deles devem ser vistas como aspirações — para não dizer sonhos”, afirmou Alexander Ostrovskiy, pioneiro da bioimpressão na Rússia.

Ostrovskiy deixou a Rússia após a invasão em larga escala da Ucrânia e vendeu sua empresa, que hoje colabora com o governo.

“É impossível fazer ciência isoladamente”, disse ele, referindo-se às sanções que afastaram a pesquisa russa do Ocidente. “Provavelmente estão dizendo a Putin o que ele quer ouvir para garantir financiamento.”

Kovalchuk também associou a ciência da longevidade à visão mais ampla do Kremlin sobre uma disputa civilizacional com o Ocidente. Em um discurso notório de 2015, alertou que o Ocidente caminhava para a criação de “humanos servis” — pessoas controláveis, com consciência limitada e reprodução manipulada. Também sugeriu que os EUA estariam por trás da pandemia de Covid-19.

Putin há muito demonstra simpatia por temas semelhantes. Kovalchuk elogiou publicamente o filme soviético “Dead Season”, de 1968, no qual a CIA conspira com ex-médicos nazistas para controlar a humanidade. Putin já afirmou que o longa o inspirou a entrar para a KGB.

Outra influência importante foi Vladimir Khavinson, chamado pela mídia russa de “gerontologista de Putin”, que promovia terapias antienvelhecimento à base de peptídeos derivados de tecidos de bezerros.

Peptídeos — pequenas cadeias de aminoácidos promovidas para recuperação física, crescimento muscular e antienvelhecimento — ganharam popularidade entre figuras do bem-estar nos EUA, incluindo Robert F. Kennedy Jr. e Joe Rogan, apesar das evidências limitadas sobre muitos dos benefícios alegados.

Khavinson, que recebeu uma das mais altas honrarias estatais russas das mãos de Putin por contribuições à medicina, afirmou em entrevistas que buscava prolongar a vida de um líder cuja saída mergulharia a Rússia em crise. Também defendia que seres humanos foram feitos para viver até 120 anos, citando passagens bíblicas.

Khavinson morreu em 2024, aos 77 anos.

Embora pouco ortodoxos, Khavinson e Kovalchuk possuem credenciais científicas relevantes. Putin, porém, também demonstrou abertura a abordagens bem menos convencionais.

Durante uma reunião no Kremlin em 2018, Putin aconselhou o então chanceler austríaco Sebastian Kurz a experimentar uma câmara de crioterapia — uma espécie de sauna invertida na qual o corpo é exposto a temperaturas de até menos 112°C. Kurz recordou depois sua surpresa ao ouvir Putin explicar entusiasmado os benefícios de permanecer nu regularmente na câmara congelante.

Idade de Putin

Putin, hoje com 73 anos, passou décadas cultivando uma imagem de vigor físico por meio de demonstrações encenadas de masculinidade — caçando sem camisa, jogando hóquei e pilotando motocicletas Harley-Davidson com roupas pretas apertadas para transmitir a resistência de um líder aparentemente sem idade.

Mas, por trás da virilidade cuidadosamente construída, está um governante incomumente preocupado com o declínio físico. Durante a pandemia de Covid-19, Putin impôs rígidos protocolos de quarentena, incluindo túneis de desinfecção e longos períodos de isolamento para visitantes. Suas famosas mesas gigantes tornaram-se símbolos tanto de distanciamento político quanto de germofobia.

A mídia russa e ocidental também especulou sobre possíveis procedimentos estéticos à medida que sua aparência ficou visivelmente mais lisa com o envelhecimento.

A maioria dos aliados e assessores mais próximos de Putin também está na faixa dos 70 anos, incluindo os irmãos Kovalchuk e figuras centrais do Estado como Yuri Ushakov, Sergei Chemezov e Nikolai Patrushev. A tentativa de Putin de escapar do declínio físico — e sua abertura a ciências pouco convencionais — refletem uma tradição antiga entre autocratas russos.

Na década de 1920, experimentos de rejuvenescimento com transfusões de sangue conduzidos pelo intelectual soviético Alexander Bogdanov chamaram atenção do Kremlin — antes que ele morresse, aos 55 anos, em consequência dos próprios tratamentos.

Uma década depois, o médico Oleksandr Bogomolets organizou a primeira conferência mundial sobre longevidade e recebeu elogios de Joseph Stalin por pesquisas que alegavam que humanos poderiam viver até 150 anos. Bogomolets morreu aos 65.

A Rússia continua marcada por algumas das taxas de mortalidade mais severas do mundo desenvolvido. A expectativa média de vida masculina no país hoje é de cerca de 68 anos, segundo estatísticas oficiais, contra aproximadamente 76 nos EUA e mais de 80 em grande parte da Europa Ocidental.

A morte, ao contrário das eleições, continua difícil de controlar — mesmo para o Kremlin.

Escreva para Bojan Pancevski em bojan.pancevski@wsj.com.

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Governo prorroga por dois meses o pacote contra a alta dos combustíveis

O governo federal estendeu por mais dois meses o conjunto de medidas voltadas a conter o avanço dos preços dos combustíveis, pressionados pelo conflito no Oriente Médio.

“As ações dão continuidade às medidas emergenciais adotadas pelo governo diante da volatilidade do mercado mundial de petróleo”, informou o Palácio do Planalto em nota, acrescentando que o pacote, que se encerraria em 31 de maio, agora vai até 31 de julho.

No caso do diesel, a partir de 1º de junho será mantido o pagamento de uma subvenção de R$ 1,12 por litro a refinarias nacionais e importadores do combustível, mas os dois subsídios anunciados em abril serão consolidados em um só — um sistema “mais eficiente e ágil para garantir a estabilização dos preços”, segundo o governo.

Uma portaria do Ministério da Fazenda também anunciou subvenção, válida a partir de 1º de junho, a produtores e importadores de óleo diesel para compensar custos tributários ligados à comercialização do combustível. O pagamento substitui – e equivale, em valor – à desoneração de R$ 0,35 de PIS/Cofins sobre o diesel, diz a nota.

No gás liquefeito de petróleo (GLP), o subsídio a produtores e importadores foi prorrogado até 31 de julho, e os recursos federais destinados aos pagamentos passaram de R$ 330 milhões para R$ 660 milhões. A medida permite uma subvenção equivalente a R$ 11 por botijão de 13 quilos vendido no período.

Em outro decreto, o governo estendeu até 31 de julho a desoneração de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação e sobre o biodiesel usado na mistura obrigatória com o diesel rodoviário.

“Os preços dos combustíveis já começaram a cair, mas acreditamos ser necessário continuar atuando enquanto houver incerteza no mercado internacional”, afirmou o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, em nota divulgada neste sábado.

O comunicado deste sábado não traz estimativa atualizada do custo da prorrogação. Em abril, quando as primeiras medidas foram anunciadas, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o impacto fiscal seria de R$ 10 bilhões — e disse que esse custo seria, em boa parte, compensado por tributos sobre exportações de petróleo e outras receitas correlatas, o que permitiria ao governo cumprir a meta fiscal de 2026.

“Mantemos o compromisso com a neutralidade fiscal e reforçamos os esforços das equipes de fiscalização no uso dos recursos públicos”, declarou Durigan na nota deste sábado.

Por Leonardo Lara

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Entre o brilho e a pressão: três chefs consagrados revelam o que muda com novas estrelas Michelin

O que uma estrela Michelin pode mudar na vida de um chef de cozinha já consagrado? O efeito mais imediato é a visibilidade. E isso vale para quem ganhou a primeira estrela e para quem passou de duas para três, como os restaurantes Evvai, de Luiz Filipe Souza, e Tuju, de Ivan Ralston, em São […]

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Architect brothers moved to a Himalayan town and built a mud villa by hand. It's now a busy Airbnb.

Ansh and Raghav Kumar in front of the mud villa they built in Rishikesh.
Architect brother duo Ansh and Raghav Kumar moved to a small Himalayan town to build a mud villa from scratch.

Tiiny Farm Lab

  • Raghav and Ansh Kumar quit city life, moved to the Himalayas, and built a house by hand.
  • The brothers, architects by training, wanted to prove that natural materials could be durable and luxurious.
  • The house took three years to build, and it's now a functional Airbnb.

Perched on the side of a hill near the Himalayas is a whimsical house made of mud, stone, and straw that two brothers built by hand.

Ansh and Raghav Kumar, a pair of architect siblings from New Delhi, moved to a remote town in India to escape the noise and chaos of corporate city life and built the house that they now list on Airbnb.

"Someone sees it as a Harry Potter house, someone sees it as a hobbit house, someone sees it as a fairytale house," Raghav, 32, said.

The brothers built a house in Rishikesh, India, using natural materials.
The brothers built a house in Rishikesh, India, using natural materials.

Atik Bheda.

"For us, it's a labor of love, and every curve tells the story of all the beautiful people who had come and put in the effort."

Corporate burnout

Raghav interned with a German architectural company after architecture school and transitioned into a full-time role at another German company based in Ahmedabad. He said he loved the work culture, the people, and the company's flat hierarchy — but he struggled with working long hours.

"When you're in a corporate setup, the environment makes you believe that the longer you work, you can wear that as a badge of honor," he said. "There were days when I ended up working 48 hours at a stretch trying to cope with all the side deadlines."

Raghav also said there was a disconnect between the architect and the laborer.

"The architect sits in this air-conditioned office, designing and dreaming visionary things, whereas the laborer who builds the project doesn't get any credit," Raghav said. "As architects, we're not able to comprehend or appreciate that labor that goes into a project."

During his three-year stint at the German company, he started traveling more to destress, going to remote mountainous parts of India.

"I realized I was living for the weekends," he said. "That's when I realized I didn't want to climb the corporate ladder."

His younger brother Ansh, 29, also interned in Germany, then freelanced on sustainable architecture projects in mountainous and rural areas of India, where he got a taste for mountain life.

During the pandemic, while quarantining at home in New Delhi, the duo began experimenting with making their own building materials. They tested mycelium from homegrown mushrooms and learned about making cob, a natural material made from soil, straw, and water.

That's where the idea to move away from the chaos of the city and build a house in the mountains took root.

"Covid showed us life is short," Raghav said. "We agreed that we needed to take a leap of faith."

Moving and adapting to Rishikesh

The house that the brothers made, overlooking a river and mountains.
They leased a plot of land near Rishikesh, a mountainous town northeast of New Delhi.

Atik Bheda

The pair decided on Rishikesh, a town located in the foothills of the Himalayas, known as India's yoga capital. It is about 150 miles northeast of New Delhi.

It's historically been a pilgrimage destination, built on the banks of the Ganges River, but has recently become a hot spot for digital nomads, cafés, and corporate and wellness retreats.

The pair leased land in Rishikesh from a family friend, promising to build a sustainable building on it. And in March 2021, they packed their bags and moved into a house in a small village near Rishikesh.

"From where the car drops you off, you have to cross a tributary of the Ganga on foot via a wooden bridge," Ansh said, "Then you hike for more than a mile to reach the village. So that was another challenge altogether."

Building a house with their hands

Volunteers helping Ansh and Raghav with the construction.
The brothers received help from many volunteers after they put out a call on Workaway.

Atik Bheda

In their past architectural work, the brothers used software to do concept drawings. But here, they used sticks and stones around the plot of land to mark out the house plan.

Then came the building phase. They carried thousands of rocks to the building site, trekked in sand on mules, and sourced most of the other materials from around the house.

They put out a call for volunteers on Workaway — a platform that connects travelers with hosts who provide food and accommodation in exchange for work.

The brothers estimated that, over the three years it took to build the house, more than 100 volunteers from 18 countries were involved in construction, along with about 20 local laborers they employed.

They spent about $30,000 on the project, from their savings and their parents' investment.

The interior of the completed house.
Seeing the house grow taller every day was rewarding, Ansh said.

Atik Bheda

"You can see the progress every day; the house was getting taller daily, by about six inches to a foot," Ansh said. "So that is quite rewarding compared to eight hours of work in front of the laptop in the corporate world, where you feel exhausted but also like you didn't get anything done."

Finally, in 2024, they finished the house.

Raghav and Ansh's house is an Airbnb.
They have listed it on Airbnb.

Atik Bheda

Raghav called the final project a "living sculpture."

It's full of organic shapes, with a whimsical thatched roof, and spiral patterns running around its walls.

They listed the two-bedroom, one-bathroom home on Airbnb in April 2024 for around $140 per night.

The inside of the mud house.
The house is airy with earth-toned interiors.

Tiny Farm Lab

"Proceed to book only if you are comfortable hiking for 1.5 kilometers in a forest with a backpack, as the property is not accessible by car," says the Airbnb listing. "There's no WiFi in the forest, but you'll get a stronger connection with yourself, your loved ones, and your passions."

They said it's booked out about 60% of the time.

Fittest they have ever been

Raghav and Ansh Kumar, in front of the house they built.
Raghav and Ansh said they're the fittest they've ever been.

Tiny Farm Lab

Now, the duo has built an architecture and design studio in Rishikesh and is working on other natural building projects across India.

Running the studio from Rishikesh has its challenges. They deal with a choppy network — they're eagerly awaiting Starlink — and must deal with safety concerns because the house is near a forest with wild elephants.

But mountain life has changed them.

"We've become the fittest version of ourselves, living here," Raghav said. On the first day of their chapter in Rishikesh, just the hike up to the site winded them both, but they can now do four trips up and down.

"You don't even know when you clock 10,000 steps. You have nature all around you, better air, and you feel your anxiety melt away," Raghav said.

Read the original article on Business Insider
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Dumb phones, smart business: Meet the 28-year-old entrepreneur selling retro tech to Gen Z

London Jackson is the CEO of Kickback
London Jackson is the CEO of Kickback.

Courtesy of London Jackson; Photoworks SF

  • Flip phones, portable CD players, and point-and-shoot cameras — what's old is new again.
  • Meet the 28-year-old founder of Kickback, a brand that sells retro-inspired and refurbished gadgets.
  • London Jackson runs a full-time business around nostalgia for the earlier days of tech.

London Glorfield isn't a Luddite — he just wants tech products to feel a little less soul-sucking.

"Tech is a sea of sameness right now," Glorfield, who goes by London Jackson professionally, told Business Insider in an interview. "It's so boring."

Young people are hungry for retro tech, especially in the AI era. Analog has taken on a new meaning. It's often not used literally, but instead as a blanket term for any tech that feels slower than what we've grown accustomed to. Digital point-and-shoot cameras? Analog. CD player? Analog. Wired headphones? Analog.

"I call it dumb tech," Jackson, a 28-year-old based in New York, said. He's built a business around it called Kickback, which he cofounded in 2024, after years of working as a musician.

The business started with cassette tapes, then a record player (which sells for $500), and then a portable CD player (which goes for $99 and has been stocked at Urban Outfitters and the MoMA Design Store). Kickback's business is one part re-imagined retro tech and another part refurbished gadgets. For the latter, Kickback works with a network of resellers and takes up to a 40% cut.

Late last year, Jackson dropped a limited collection of refurbished Motorola Razrs, a cellphone you may remember from the 2000s. The phones are sleek and colorful, and they bring back memories — at least for me — of flipping the phone open to hit speed dial.

The collection — 100 phones — sold out within minutes. A set of MP3 players also sold out.

Razr phones from Kickback drop
Kickback sold refurbished Razr phones to Gen Z in 2025.

Kickback

Most recently, Kickback launched a line of $70 point-and-shoot cameras modeled after 2000s designs, in a collaboration with the musician Brent Faiyaz.

"It's just as much of a fashion flex as it is a way to unplug," Jackson said of the company's products.

Nostalgia is paying off.

In 2025, Kickback's total revenue surpassed $750,000, and it sold over 7,000 products, according to documentation provided by Jackson. Kickback brought in a gross profit of roughly $460,000.

Kickback cameras
Kickback launched a recent line of point-and-shoot cameras.

Kickback

Nostalgia as a marketing engine

Yearning for the early 2000s is shaping Kickback's design choices and marketing.

Whether it's rebooting Y2K gadgets or reviving the aesthetic of disposable film cameras, nostalgic marketing messaging is all about bringing people back to an offline world.

"It allows us to tell the story of this elusive, simpler time," Jackson said.

"I don't actually know if it was simpler," he added. "I was a baby. But when I look back at a time without constant notifications and constantly being expected to be online … that sounds like a vacation. To me, that sounds like a luxury."

Ironically, being online is also part of the business. Jackson's own presence on Instagram and TikTok is the crux of Kickback's marketing strategy.

Screenshot of Kickback founder London Jackson instagram account
Jackson posts to Instagram and TikTok about Kickback, among other adjacent topics.

Screenshot/Instagram

Jackson is one of many young founders turning to the content creation engine. Between posts about brand building and design aesthetic, Jackson promotes Kickback's products — like its portable CD player — by talking about wanting to get offline.

"I'm trying to spend less time on my phone, man," he said in a February video.

Old tech, new business

Selling physical products direct-to-consumer isn't a gold rush, though it has become Jackson's full-time job.

"There's months where I've had to tap into savings," he said. "It's totally changed month to month, and that's something we're really trying to stabilize this year."

kickback cd player
Kickback's portable CD player.

Kickback

Kickback raised about $300,000 in venture capital funding in 2025.

Jackson wants to grow Kickback's team. So far, he has primarily run the business by working with third-party factories, a designer based in Copenhagen, and a network of refurbishers. In April, he hired a chief operating officer.

"This cultural shift away from wanting to be on your phone all the time has been hugely beneficial to us," Jackson said.

Read the original article on Business Insider

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Goldman eleva Usiminas a compra e vê ação como principal aposta do setor; USIM5 sobe

O Goldman Sachs elevou a recomendação das ações da Usiminas (USIM5) de neutra para compra, apostando em uma melhora relevante no cenário para o setor de aço no Brasil e no posicionamento da companhia para capturar esse movimento.

Além disso, o banco elevou o preço-alvo em 12 meses de R$ 6,60 para R$ 10,50 — o que implica um potencial de alta de cerca de 9,3% em relação ao último fechamento. No ano, as ações já sobem 60,70%, com ganhos de 76% nos últimos 12 meses. O papel foi um destaques do Ibovespa nesta quinta-feira (21), com as ações fechando em alta de 1,98%, a R$ 9,80.

A revisão reflete uma visão mais construtiva para a dinâmica de oferta e demanda no mercado brasileiro de aço, que deve favorecer empresas com maior alavancagem operacional aos preços domésticos — caso da Usiminas, segundo os analistas.

Menos importações e preços mais altos

De acordo com o banco, o ambiente para o aço no Brasil começa a dar sinais de inflexão após anos de pressão causada pelo avanço das importações, especialmente vindas da Ásia. Dados citados pelo Goldman mostram que as importações de aço caíram 42% na comparação mensal em abril, após um período prolongado de crescimento.

Esse movimento ocorre em meio a um reforço das barreiras comerciais no país, como aumento de tarifas, estabelecimento de cotas e implementação de medidas antidumping, além da alta de custos globais e gargalos logísticos. O frete marítimo da Ásia para o Brasil, por exemplo, dobrou após o início do conflito no Oriente Médio, enquanto preços internacionais do aço também avançaram

Para os analistas, esse conjunto de fatores deve continuar limitando a entrada de aço importado e abrir espaço para reajustes de preços no mercado doméstico.

Usiminas como principal beneficiária

Nesse cenário, o Goldman Sachs destaca a Usiminas como uma das empresas mais expostas positivamente à recuperação dos preços. Isso ocorre porque a companhia apresenta elevada alavancagem operacional: para cada aumento de 1% nos preços do aço, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da empresa tende a crescer cerca de 8%, bem acima de pares como CSN (CSNA3) e Gerdau (GGBR4).

Além disso, cerca de 70% do EBITDA da Usiminas está concentrado no segmento de aço no Brasil, o que aumenta sua sensibilidade às condições do mercado local.

Leia mais:

O banco projeta ainda novos reajustes de preços ao longo do segundo semestre de 2026, além dos dois aumentos já implementados neste ano. Com isso, estima um crescimento expressivo de resultados, com o EBITDA podendo avançar entre 49% e 107% em 2026-2027 em relação a 2025.

Revisões para cima e valuation atrativo

Com a melhora das perspectivas, o Goldman elevou suas estimativas de EBITDA para a Usiminas em até 70% nos próximos anos, ficando entre 13% e 30% acima do consenso de mercado.

Apesar da recente valorização das ações — que acumulam alta expressiva nos últimos meses —, o banco ainda vê espaço para ganhos adicionais. Isso porque os papéis seguem negociando a múltiplos considerados descontados, entre 3,3x e 4,8x EV (valor da firma)/EBITDA para 2026-2027, abaixo da média histórica de cerca de 6x.

Saiba mais: Usiminas (USIM5) salta mais de 53% em 2026; alta ainda tem fôlego?

Na leitura dos analistas, a combinação de revisões positivas de lucro e valuation ainda atrativo torna a ação uma oportunidade em um momento de virada do ciclo do setor.

O banco também ressalta riscos à tese, como uma eventual retomada mais forte das exportações chinesas, que poderia pressionar preços no Brasil, além de incertezas macroeconômicas e custos mais elevados na operação de mineração. Ainda assim, o banco avalia que o balanço sólido da empresa e a tendência de melhora estrutural no setor sustentam a recomendação de compra para os papéis.

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Ibovespa tem leve alta com expectativa de acordo EUA-Irã; dólar fecha próximo da estabilidade

O Ibovespa (IBOV) acompanhou o desempenho do cenário externo e estendeu os ganhos da véspera com expectativas de acordo definitivo entre Estados Unidos e Irã.

Nesta quinta-feira (21), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 0,17%, aos 177.649,86 pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,0012, com leve queda de 0,04%..

Por aqui, o ruído político continuou a concentrar as atenções dos investidores. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, negou ter requisitado uma reunião ao presidente Trump.

Segundo aliados de Flávio, o senador foi convidado para um encontro com o norte-americano que pode ser realizado na próxima semana.

Perguntado se ele ou o irmão e ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pediram a conversa, Flávio respondeu em inglês: “No, I didn’t ask anything. Nobody asked”. A frase, dita a jornalistas no Congresso, pode ser traduzida como: “Não, não pedi nada. Ninguém pediu”. Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde o ano passado.

A candidatura de Flávio entrou em crise na semana passada com o vazamento do áudio, pelo site Intercept Brasil, do senador pedindo dinheiro para dono do Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme ‘Dark House’, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Altas e quedas do Ibovespa

Em dia de forte volatilidade, o alívio na curva de juros futuros abriu espaço para a recuperação das ações cíclicas.

A ponta positiva foi puxada por CSN (CSNA3), que subiu 3,43% (R$ 6,34). O destaque entre as altas, porém, foi Usiminas (USIM5) – com alta de 1,98% (R$ 9,80), beneficiada pela elevação de recomendação de neutra para compra pelo Goldman Sachs.

Na revisão positiva, o banco ainda ajustou o preço-alvo de USIM5 de R$ 6,60 para R$ 10,50 nos próximos 12 meses, o que implica em um potencial de valorização de 19,7% sobre o preço de fechamento anterior.

Os pesos-pesados também encerraram o pregão em alta. O Índice Financeiro (IFNC) encerrou a sessão com ganho de 0,65%. Em destaque, Itaú (ITUB4), detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV, também teve alta de 1,13% (R$ 40,12).

Vale (VALE3), que detém 11% de participação no IBOV, subiu 0,77% (R$ 82,63), na contramão do minério de ferro – o contrato mais líquido da commodity, negociado para setembro, encerrou as operações em Dalian, na China, em baixa de 1,07%, a 789,50 yuans (US$ 116,07) a tonelada.

Petrobras (PETR4;PETR3) perdeu força ao longo do pregão com a virada do preços do petróleo para o negativo, mas sustentou os ganhos com o barril ainda acima de US$ 100. PETR3 terminou o dia com alta de 1,25% (R$ 50,30) e PETR4 registrou avanço de 0,78% (R$ 44,95) – figurando como a ação mais negociada da B3 com 69,9 mil negócios e giro financeiro de R$ 2,5 bilhões.

Em linha com o bom desempenho das commodities, o CMDB11, ETF do BTG Pactual que segue uma cesta de ações de empresas do setor, subiu 0,17%

Já a ponta negativa foi encabeçada por Hapvida (HAPV3), que recuou 7,01% (R$ 12,34).

Copasa (CSMG3) também figurou entre as quedas, com baixa de 3,14% (R$ 51,14), após a companhia protocolar um um pedido de registro automático de oferta subsequente de ações ordinárias (follow-on) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), dando início às etapas finais do processo de privatização.

Na avaliação do Safra, o avanço da privatização é positivo, mas a menor concorrência pelo ativo pode estar no radar dos investidores – e pode ser um motivo para “decepção” do mercado.

Exterior

Os índices de Wall Street recuperaram as perdas durante o pregão e fecharam em alta com relatos de um potencial acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Em destaque, o Dow Jones fechou em seu recorde histórico.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,55%, aos 50.285,66 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • S&P 500: +0,17%, aos 7.445,72 pontos;
  • Nasdaq: +0,09%, aos 26.293,098 pontos.

Na Europa, os índices fecharam sem direção com foco no Oriente MédioO índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com leve alta de 0,44%, aos 620,56 pontos.

Na Ásia, os principais índices terminaram o dia em tom misto. O índice de Nikkei, do Japão teve alta de 3,14%, aos 61.684,14 pontos e o índice Hang Seng, de Hong Kong, fechou com baixa de 1,03%, aos 25.386,52 pontos.

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Arrecadação federal cresce 7,82% em abril, a R$ 278,8 bi, e bate recorde para o mês

BRASÍLIA, 21 Mai (Reuters) – ⁠A arrecadação do governo federal ⁠teve alta real de 7,82% em abril sobre ‌o mesmo mês do ano anterior, somando R$278,823 bilhões, informou a Receita Federal nesta quinta-feira.

O resultado ‌é o melhor para meses de abril da série histórica da Receita Federal, iniciada em 1995, no oitavo recorde mensal consecutivo.

No acumulado de janeiro a abril, a arrecadação cresceu 5,41% acima da inflação ⁠em ‌comparação com o primeiro quadrimestre de 2025, ⁠a R$1,056 trilhão, patamar também recorde para o período.

No mês de abril, os recursos administrados pela Receita, que englobam a coleta de tributos de competência da União, cresceram 7,31% em termos ​reais frente a um ano antes, a R$258,779 bilhões.

O desempenho da receita administrada por outros ​órgãos, que tem peso relevante de royalties de petróleo, cresceu 14,89% no mês passado, a R$20,044 bilhões.

Teve papel importante no dado do mês uma alta de R$4,6 bilhões, equivalente a 7,7%, ‌nas receitas de Imposto de Renda ​de empresas e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL).

Também houve aumento das contribuições previdenciárias, que cresceram R$2,9 bilhões, ou 4,8%, diante do ⁠aumento real ​da massa salarial ​e da redução da desoneração da folha de setores da economia.

A ⁠Receita ainda registrou ganhos ​de Imposto de Renda sobre ganhos de capital (+25,4%), PIS/Cofins (+5,3%) e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que teve alíquotas elevadas ​pelo governo e cresceu 30,3% na comparação com abril do ano passado.

No recorte por ​setores, a indústria ⁠de extração de petróleo e gás recolheu em abril R$11,4 bilhões, ⁠uma alta de 541% na comparação com abril do ano passado. A arrecadação foi de R$30,6 bilhões no caso das entidades financeiras (+20,4%) e de R$18,8 bilhões no comércio atacadista (+10,7%).

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Restituição do Imposto de Renda: R$ 16 bilhões serão pagos pela Receita em maio; veja quando

A Receita Federal informou nesta quinta-feira (21) que irá liberar em 29 de maio o pagamento do primeiro lote de restituições do imposto de renda de 2026, no valor recorde de R$ 16 bilhões, contemplando 8,75 milhões de contribuintes pessoas físicas.

Em nota, o fisco destacou que os pagamentos vão ampliar a circulação de recursos no país e “devem movimentar setores como comércio, serviços e pagamento de dívidas”.

A consulta ao lote estará disponível na sexta-feira (22).

O valor a ser pago este mês é 45% maior do que o primeiro lote de restituições de 2025, recorde anterior, desempenho que a Receita atribuiu à agilidade no processamento das declarações e ao avanço das ferramentas de automação do órgão.

Neste ano eleitoral, o pagamento das restituições será concentrado em quatro lotes, com a expectativa de finalização do processo em agosto. Em 2025, as restituições também começaram em maio, mas se estenderam até setembro.

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Arrecadação federal cresce 7,82% em abril e bate recorde para o mês

A arrecadação do governo federal teve alta real de 7,82% em abril sobre o mesmo mês do ano anterior, somando R$ 278,823 bilhões, informou a Receita Federal nesta quinta-feira (21).

O resultado é o melhor para meses de abril da série histórica da Receita Federal, iniciada em 1995, no oitavo recorde mensal consecutivo.

No acumulado de janeiro a abril, a arrecadação cresceu 5,41% acima da inflação em comparação com o primeiro quadrimestre de 2025, a R$ 1,056 trilhão, patamar também recorde para o período.

No mês de abril, os recursos administrados pela Receita, que englobam a coleta de tributos de competência da União, cresceram 7,31% em termos reais frente a um ano antes, a R$258,779 bilhões.

O desempenho da receita administrada por outros órgãos, que tem peso relevante de royalties de petróleo, cresceu 14,89% no mês passado, a R$ 20,044 bilhões.

Teve papel importante no dado do mês uma alta de R$ 4,6 bilhões, equivalente a 7,7%, nas receitas de Imposto de Renda de empresas e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL).

Também houve aumento das contribuições previdenciárias, que cresceram R$ 2,9 bilhões, ou 4,8%, diante do aumento real da massa salarial e da redução da desoneração da folha de setores da economia.

A Receita ainda registrou ganhos de Imposto de Renda sobre ganhos de capital (+25,4%), PIS/Cofins (+5,3%) e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que teve alíquotas elevadas pelo governo e cresceu 30,3% na comparação com abril do ano passado.

No recorte por setores, a indústria de extração de petróleo e gás recolheu em abril R$11,4 bilhões, uma alta de 541% na comparação com abril do ano passado. A arrecadação foi de R$30,6 bilhões no caso das entidades financeiras (+20,4%) e de R$18,8 bilhões no comércio atacadista (+10,7%).

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Arrecadação bate recorde em abril e supera R$ 1 trilhão no acumulado do ano

A arrecadação do governo federal registrou crescimento real (após descontada a inflação) de 7,82% em abril na comparação com o mesmo mês de 2025 e chegou a R$ 278,8 bilhões, informou a Receita Federal nesta quinta-feira, 21.

Leia mais em: https://exame.com/economia/arrecadacao-bate-recorde-em-abril-e-supera-r-1-trilhao-no-acumulado-do-ano/

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