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Quantos brasileiros usam o TikTok? Número coloca Brasil próximo ao topo do ranking mundial

RESUMO | O TikTok reúne entre 91 milhões e 134 milhões de usuários no Brasil, a depender da métrica, e o país ocupa o terceiro lugar no ranking mundial da rede, atrás de Indonésia e Estados Unidos. Entenda por que as contagens divergem, quem usa o app, qual o peso dele nas compras e o que um criador brasileiro precisa para receber dinheiro da plataforma.

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Empresas do Simples estão na reta final de escolha da reforma tributária — e o mercado pode punir

Empresas do Simples Nacional terão até 30 de setembro para escolher como vão recolher IBS e CBS a partir de 2027. A decisão entre permanecer no modelo tradicional ou adotar o Simples híbrido pode afetar a capacidade de gerar créditos tributários, a relação com clientes e fornecedores e a gestão financeira das pequenas e médias empresas.

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Cratera de 390 milhões de anos é descoberta por acaso em mapa de satélite

Uma busca por um lugar para acampar levou à identificação de uma cratera de impacto de 390 milhões de anos no Canadá. A descoberta começou quando um astrônomo amador percebeu uma formação circular incomum em imagens de satélite de uma região remota de Quebec.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/cratera-de-390-milhoes-de-anos-e-descoberta-por-acaso-em-mapa-de-satelite/

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Setembro Amarelo: Interesse pelo CVV cresce mais de 31.000% na internet no Brasil

Durante o Setembro Amarelo, a empresa de tecnologia para publicidade de performance Taboola identificou aumento de 31.037% no interesse por CVV na Open Web nos últimos 45 dias, com 203 mil pageviews. O levantamento também apontou alta nas buscas por saúde mental, psicoterapia, apoio psicológico e redes de acolhimento, além de maior atenção a CAPS e riscos psicossociais.

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China tem 24 milhões de pontos de recarga para veículos elétricos, quase 40% a mais que em 2025

A China chegou a 24,223 milhões de pontos de recarga para veículos elétricos no fim de agosto de 2026, aumento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Energia da China em 23 de setembro.

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Rural Americans are getting more and more fed up with data centers

Demonstrators rally during a protest calling for a city wide data center moratorium outside City Hall in Philadelphia, Pennsylvania, US, on Monday, Sept. 14, 2026.
Rural Americans are antagonistic toward new data centers near them, according to a new Pew Research poll.

Bloomberg/Getty Images

  • A growing share of Americans living in rural areas aren't happy with data centers.
  • Most data centers are built in rural areas.
  • Data centers are facing a public reckoning amid bipartisan pushback.

Americans living in rural areas are increasingly souring on data centers.

In a new poll by the Pew Research Center, which surveyed people in August, half of rural Americans said data centers "are mostly bad for the environment" — a figure substantially higher than in January, when it sat at 32%.

46% of those respondents also said that data centers would drive up home energy costs, up from 32% in January. 45% said they negatively impact the quality of life for those living nearby, while 28% said so in January.

While displeasure with data centers increased among Americans across the board, according to Pew, higher levels of antagonism among rural voters are striking because most data centers are built in rural areas.

The data center buildout, which proponents say is integral for the US to keep pace with China in the AI race, has been suffering a PR crisis as a bipartisan coalition of lawmakers moves to impose limits on data center construction.

Texas Gov. Greg Abbot, who was formerly bullish about building data centers in his state, recently backed away from that optimism. His administration has halted some 1,800 AI data center projects in the state.

All across the country, Americans are rallying to fight against AI data centers, which can cost billions to build and span hundreds of acres. Many are concerned about how the sprawling facilities will affect the environment, utility prices, water resources, and noise levels. Some just don't like AI.

For AI companies like OpenAI, Anthropic, Meta, Google, and others, the issue is existential. Without AI data centers, they can't power the products they sell. Sam Altman has recently suggested that new data centers could be built far from where people lived, such as the desert.

Proponents of data centers have said the buildout brings jobs to rural areas. Venture capitalist Gavin Baker recently said that data centers are "probably the best thing that has ever happened to working-class Americans."

Tech bros haven't been able to agree on exactly why Americans aren't taking to the data center buildout. Some have postulated that a Chinese-orchestrated psy-op is behind the distrust, while others said tech leaders haven't sold the product well.

President Donald Trump, for his part, called the data center buildout "the golden goose," and warned against falling behind China.

"The only reason that communities throughout the U.S.A. should not want Data Centers is if they want to end up being backwards and poor," Trump said in August in a Truth Social post.

In the Pew poll, very few Americans — about 4% — said data centers are "good" for the environment, energy costs, and quality of life.

"Americans have grown more negative toward the possible environmental and economic effects of data centers since the beginning of the year," Pew said in a release. "And a majority say they'd be uncomfortable if a new data center started operating in their area."

Read the original article on Business Insider

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Disney+ is raising prices for the 6th straight year — and Hulu is going up too

D+ Hulu price hike
Disney has increased the cost of Disney+ and Hulu under CEO Josh D'Amaro.

Illustration by Jaque Silva/NurPhoto via Getty Images; Jeremy Moeller/GC Images; Aurore Marechal/Getty Images

  • Disney is raising the prices for Disney+ and Hulu.
  • The ad-free Hulu-Disney+ bundle now costs $21.99 a month.
  • Media giants have been consistently hiking streaming prices.

Disney+ is getting more expensive for the sixth year in a row.

The cost of the ad-free Disney+ and Hulu plans will imminently increase to $21.49 a month, up from $18.99 a month, a company spokesperson confirmed to Business Insider. Bloomberg first reported the pricing change.

Disney is hiking the ad-free bundle of Disney+ and Hulu to $21.99 a month, up from $19.99, the spokesperson said.

Disney is raising the cost of its stand-alone, ad-supported Disney+ and Hulu plans to $12.49 a month. The price of the ad-supported Hulu-Disney+ bundle is staying flat at $12.99.

Streaming services have consistently received price hikes as media giants strive to satisfy Wall Street. However, companies like Disney and Netflix have hiked prices for ad-supported plans more gradually, reasoning that they can generate more incremental revenue from those subscribers and give customers a lower-cost alternative.

Peacock hiked prices in August and now charges $19.99 a month for its ad-free plan, up from $16.99, while its ad-supported version costs $12.99 a month instead of $10.99.

Netflix raised prices in March, asking subscribers to pay $2 more a month for its standard ad-free plan ($19.99) and the premium 4K plan ($26.99). The cost of Netflix's ad-supported plan rose by $1 a month to $8.99. That plan is tied for the cheapest among major streamers with Paramount+ and the stand-alone ads version of Prime Video.

Apple TV increased its cost to $14.99 a month in August, up from $12.99. The tech giant doesn't offer an ad-supported tier.

Consumers have increasingly turned to free services like YouTube, Tubi, and The Roku Channel as streaming prices have risen in recent years.

Several Hollywood giants, including Disney and Paramount Skydance, are exploring adding free tiers to their streamers.

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Paraguai, Chile, Uruguai e Peru têm, mas o Brasil não. Por que o grau de investimento saiu da agenda?

brasil grau de investimento

O Brasil carrega uma dívida bruta equivalente a 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB), acumula uma conta de juros de 8,48% do PIB em 12 meses e chegou a oferecer nos títulos públicos uma remuneração de IPCA mais 7% ou 8%. Ainda assim, recuperar o grau de investimento praticamente desapareceu da agenda econômica do País. […]

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EXCLUSIVO: Leilão de Saneamento em Rondônia fica sem propostas (e não é um caso isolado)

cordas-cifrao saneamento básico

O leilão de saneamento de Rondônia chegou ao fim do prazo para a entrega dos documentos nesta terça-feira, 22 de setembro, sem receber propostas, segundo fontes ouvidas pelo NeoFeed. A disputa, prevista para a próxima terça-feira, 29 de setembro, se soma a um ano de baixa competição nas concessões do setor. O projeto tem valor […]

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China “carrega” contêineres como trunfo geopolítico e redesenha mapa do comércio global

Sem alarde, a participação da China nas exportações globais de produtos via contêineres atingiu um marco histórico: 40% do total mundial na média móvel dos últimos três meses. O salto de 2,5 pontos percentuais em apenas nove meses, porém, não passou despercebido pela União Europeia, que na terça-feira, 22 de setembro, por intermédio de Jens […]

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Dá para votar sem título de eleitor? Veja o que precisa levar no dia da votação

Na contagem regressiva para as eleições 2026, faltam cerca de duas semanas para o primeiro turno, que acontece em 4 de outubro. Com a data se aproximando, uma dúvida recorrente volta à tona: o eleitor pode votar sem título de papel?

Sim. O título de eleitor em papel não é necessário para votar. O eleitor pode apresentar um documento oficial com foto ou usar o e-Título, desde que esteja com a situação eleitoral regular.

O que apresentar para votar sem título

Na seção eleitoral, basta um documento oficial com foto para a identificação. A lista de opções aceitas é ampla:

  • Carteira de identidade (RG) ou identidade social
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH)
  • Passaporte
  • Carteira de Trabalho
  • Certificado de reservista
  • Carteira de categoria profissional reconhecida por lei

Esses documentos valem até mesmo vencidos, desde que a foto ainda permita reconhecer o eleitor.

Versões digitais também são aceitas, com uma exceção: a Carteira de Trabalho Digital não serve como identificação na seção eleitoral, porque não traz foto validada por órgão oficial de registro, embora a versão física sirva.

Já as certidões de nascimento e de casamento nunca são aceitas como prova de identidade, essas ficam de fora em qualquer hipótese.

E quem já tem e-Título?

Entre os documentos digitais aceitos, o e-Título é o mais completo. Lançado em 2017, o aplicativo está disponível gratuitamente para iOS e Android, tanto para quem tem título regular quanto para quem está com o documento suspenso, e traz recursos de acessibilidade para pessoas com deficiência visual, baixa visão ou daltonismo.

A versão digital do título pode substituir qualquer outro documento na hora de votar, mas só quando exibe a foto do eleitor. E essa foto depende do cadastramento biométrico: sem ele, o perfil no aplicativo fica sem imagem vinculada e não vale como identificação sozinho. Nesse caso, é preciso apresentar um segundo documento.

Mas quem ainda não cadastrou a biometria só vai poder solicitá-la quando o atendimento da Justiça Eleitoral for retomado. O serviço fechou em 6 de maio e só reabre em 3 de novembro. Isso, no entanto, não impede de votar normalmente com qualquer um dos documentos da lista acima.

Mais importante é estar em dia com a Justiça Eleitoral

Documento digital ou impresso em mãos, a preocupação mais relevante para o eleitor é saber se o cadastro eleitoral está regular. O TSE oferece um serviço gratuito para essa consulta, acessível pelo Autoatendimento Eleitoral no site do TSE ou pelo aplicativo e-Título.

No menu “Consultas”, a opção é “Situação do título”: basta informar nome completo e data de nascimento, CPF ou o número do título, e o sistema mostra em segundos se a inscrição está regular, cancelada ou suspensa.

O prazo para regularizar a situação também já se encerrou. Até a reabertura do cadastro, a consulta online ajuda a evitar surpresas no dia do pleito.

O que significa cada status

RegularTítulo válido, eleitor apto a votar. Permite transferência ou revisão de dados, mas só para as eleições de 2028, já que o cadastro está fechadoNão precisa de ação, mas vale checar se há multas em aberto
CanceladoTítulo sem validade, eleitor impedido de votar. Causas comuns: três ausências consecutivas sem justificativa, perda de direitos políticos, inscrições múltiplas ou fraude apurada pela Justiça EleitoralQuitar multas e solicitar revisão, só possível após a reabertura do atendimento, em 3 de novembro
SuspensoImpede o voto temporariamente. Causas: condenação criminal definitiva, improbidade administrativa transitada em julgado ou serviço militar obrigatórioApresentar documento que comprove o fim da causa, também possível a partir de 3 de novembro

Vale um esclarecimento sobre o status regular: ele não significa ausência de débitos. Multas por faltar às urnas ou aos trabalhos eleitorais podem existir e precisam ser consultadas separadamente, também pelo Autoatendimento Eleitoral ou pelo e-Título.

O pagamento pode ser feito por Pix, cartão de crédito ou boleto bancário, esse último chamado de GRU (Guia de Recolhimento da União), o documento oficial usado para quitar taxas e multas junto à Justiça Eleitoral e outros órgãos públicos.

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Desaceleração da economia ameaça reeleição de Milei na Argentina

A um ano da tentativa de reeleição do presidente argentino Javier Milei, a recuperação econômica que sustentou a popularidade do governo está perdendo força.

O Produto Interno Bruto encolheu 0,6% no segundo trimestre ante os três meses anteriores, a primeira contração em dois anos e um revés para um governo que conta com uma aceleração do crescimento antes da eleição de outubro de 2027.

Os argentinos elegeram o libertário que vinha de fora da política tradicional em 2023 na esperança de que a austeridade e mercados mais livres pudessem conter a inflação e estabilizar uma economia marcada por crises recorrentes.

A “terapia de choque” de Milei conseguiu reduzir fortemente o ritmo de alta dos preços, mas pesquisas mostram que os eleitores estão cada vez mais preocupados com a fraqueza do mercado de trabalho.

A atividade cresceu 2% em relação ao ano anterior, sustentada pelo forte avanço das exportações de energia e produtos agrícolas, enquanto as importações recuaram. Em uma publicação no X, o ministro da Economia, Luis Caputo, destacou que 13 dos 16 setores cresceram no primeiro semestre do ano.

Ainda assim, os dados mais recentes do PIB “estão longe de ser convincentes o suficiente para dissipar as preocupações políticas — a principal variável que pesa sobre os mercados argentinos”, afirmou Jimena Zuniga, economista para a Argentina da Bloomberg Economics.

Investidores em títulos soberanos do país temem que o enfraquecimento do apoio ao programa de Milei aumente as chances de reversão das reformas fiscais e de mercado após a eleição de 2027.

Adversários de esquerda de Milei tentam transformar o aumento do desemprego e a fragilidade da renda das famílias nos temas centrais da eleição de outubro de 2027.

Perspectiva desoladora

Fernando Marull, sócio da consultoria FM&A, vê a possibilidade de uma segunda contração consecutiva no terceiro trimestre, o que colocaria tecnicamente a Argentina em recessão.

Mesmo que a economia escape de uma recessão, a perspectiva para as famílias continua sombria, afirmou Carlos Melconian, diretor da MacroView SA.

“Independentemente de haver ou não dois trimestres negativos, vai ser extremamente apertado”, afirmou Melconian. “Os componentes que as pessoas realmente sentem já estão sendo duramente atingidos.”

A inflação anual desacelerou para 34% no mês passado, ante mais de 200% quando Milei assumiu o cargo. Uma pesquisa da AtlasIntel realizada no mês passado mostrou que corrupção e desemprego superaram a inflação entre as principais preocupações dos eleitores.

Milei, no entanto, continua concentrado em consolidar a vitória sobre a inflação, que pretende levar para menos de 1% ao mês.

Peso forte

Isso o levou a apoiar uma política de peso forte, ela esteja pesando sobre o crescimento. A moeda enfraqueceu apenas 3,7% em relação ao dólar no acumulado do ano até agosto, enquanto os preços ao consumidor subiram 21%.

Essa valorização em termos reais foi reforçada nas últimas semanas pela intervenção oficial nos mercados de títulos e futuros, enquanto permanecem em vigor controles cambiais para empresas.

Os adversários de Milei têm concentrado cada vez mais atenção nesse ponto. Em um evento no início deste mês, o nome mais claramente colocado na disputa, o governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, classificou a abordagem do governo como uma “política criminosa e suicida de desindustrialização do país”.

Parlamentares da oposição também levaram o argumento ao Congresso e recentemente conseguiram convocar uma sessão sobre o aumento do endividamento das famílias e da inadimplência em empréstimos, embora nenhuma das propostas de alívio tenha avançado até agora.

Milei apresenta uma narrativa diferente e aponta para o forte crescimento da agricultura, energia e mineração como evidência de uma economia que deixou para trás a pior fase.

Ao mesmo tempo, varejo, construção e indústria, que empregam muito mais pessoas, estão cortando postos de trabalho, enquanto a inadimplência no crédito ao consumidor dispara.

O consumo encolheu 2,4% no segundo trimestre, com o baixo crescimento dos salários e o crédito restrito pressionando as finanças das famílias.

Esses setores em dificuldades respondem por cerca de metade do emprego assalariado privado formal da Argentina, enquanto as indústrias que impulsionam exportações e investimentos representam apenas cerca de um quinto.

No total, o emprego assalariado privado formal diminuiu em cerca de 246.300 postos desde pouco antes de Milei assumir o cargo, enquanto o número de empresas caiu em mais de 30 mil.

Índice de aprovação

Esse cenário deixa Milei vulnerável na corrida eleitoral. A aprovação do presidente estava em 38% na pesquisa mais recente da AtlasIntel, enquanto 58% desaprovavam sua gestão e 70% classificavam o mercado de trabalho como ruim.

Nesta semana, o governo reduziu a projeção de crescimento para 2026 de 5% para 3%, enquanto economistas consultados pelo banco central esperam algo mais próximo de 2%.

Osvaldo Giordano, presidente do instituto econômico IERAL, da Fundación Mediterránea, espera que a economia evite uma recessão, com a atividade praticamente estável neste trimestre. Mas a distância entre o crescimento modesto e o que os argentinos esperam após anos de turbulência econômica representa um risco para Milei, afirmou.

“A tolerância de uma sociedade não é a mesma quando há apenas um ano ruim”, afirmou Giordano. “Aqui, é uma sucessão de anos muito ruins. Por isso, a paciência é menor.”

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Eleições 2026: quais países usam urna eletrônica como o Brasil?

O Brasil não é o único país a usar um sistema de votação com urna eletrônica. Nas Eleições 2026, o modelo brasileiro volta a aparecer dentro de uma família maior de tecnologias eleitorais adotadas em diferentes partes do mundo.

A comparação, porém, depende do tipo de tecnologia usado em cada país. Alguns sistemas se aproximam da urna eletrônica brasileira, enquanto outros usam componentes eletrônicos apenas em parte do processo.

Essa diferença é importante porque nem todo país com votação eletrônica usa uma urna equivalente à brasileira.

Como funciona a urna eletrônica no Brasil?

O Brasil usa uma máquina de registro eletrônico direto do voto. Isso significa que o eleitor digita os números dos candidatos, confirma as escolhas e o voto nasce como registro digital dentro da urna eletrônica.

A urna eletrônica começou a ser usada no Brasil em 1996 e passou a atender todo o eleitorado com o modelo de votação em 2000.

No modelo brasileiro:

  • O eleitor vota presencialmente;
  • A escolha é registrada no Registro Digital do Voto;
  • O voto não é associado à identidade do eleitor;
  • A própria urna apura os votos da seção;
  • Antes da votação, a urna emite a zerésima;
  • Após a votação, emite o Boletim de Urna.

A urna eletrônica brasileira não usa internet durante o voto e permanece isolada de redes no momento da votação. A transmissão eletrônica ocorre depois, quando a seção já foi encerrada e os arquivos de resultado foram gerados.

LEIA MAIS: Urna eleitoral: entenda como é feito o teste de integridade a cada votação

Quais países têm sistema mais parecido com a urna eletrônica do Brasil?

Os sistemas mais parecidos com o brasileiro são aqueles em que o eleitor comparece presencialmente e registra o voto em uma máquina dedicada, sem que o voto nasça em uma cédula de papel.

Na classificação internacional, esse tipo de tecnologia de registro eletrônico direto (DRE, na sigla em inglês). O termo se refere a máquinas que registram o voto diretamente em meio eletrônico.

  • O Butão é um dos casos mais próximos do Brasil. O país usa máquinas eletrônicas presenciais nas seções. No primeiro turno da eleição para a Assembleia Nacional de 2023/24, foram depositados 195.719 votos presenciais em máquinas eletrônicas, distribuídas em 809 seções.
  • Bangladesh também usou máquinas eletrônicas no passado. A tecnologia costuma ser chamada de máquina eletrônica de votação (EVM, na sigla em inglês). Para uma comparação atual, porém, há uma diferença relevante: o país retirou a tecnologia da eleição parlamentar de 2026 e voltou às cédulas de papel.

Quais países usam urna eletrônica com papel individual?

Índia e Venezuela também podem ser comparadas ao Brasil porque usam máquinas eletrônicas presenciais no ato de votar. A diferença está no papel.

Nesses países, o voto é registrado eletronicamente, mas o sistema também gera uma trilha física individual, conhecida como auditoria em papel verificável pelo eleitor (VVPAT, na sigla em inglês).

  • Na Índia, o eleitor aperta o botão correspondente ao candidato. O equipamento imprime uma papeleta com número, nome e símbolo. O papel fica visível por alguns segundos e depois cai em um compartimento lacrado.
  • Na Venezuela, o eleitor seleciona os candidatos na tela, o voto é registrado eletronicamente e uma papeleta é impressa. O eleitor confere o papel e o deposita em uma urna física separada.

Quais países usam máquina com cédula física?

Há um segundo grupo em que a tecnologia aparece dentro da cabine de votação, mas a cédula de papel faz parte do procedimento.

  • Na Bélgica, o eleitor vota em uma tela, confirma as escolhas e a máquina imprime uma cédula com texto legível e código de barras. Depois, o eleitor escaneia o código e deposita o papel em urna física.
  • No Paraguai, o eleitor recebe uma cédula, insere o papel na máquina, escolhe os candidatos pela tela, confere a informação em um leitor verificador e deposita a cédula em urna física.
  • Na Bulgária, onde há máquinas disponíveis, o eleitor pode escolher entre papel e votação por máquina. Ao usar a máquina, o equipamento imprime uma cédula em papel especial.
  • Na República Democrática do Congo, o eleitor escolhe os candidatos em tela sensível ao toque, e a máquina imprime a escolha no verso da cédula, que depois é depositada.

Quais países usam papel com contagem eletrônica?

Em outro grupo, o voto nasce no papel. A tecnologia aparece depois, para ler, contar ou transmitir os resultados.

Nesses casos, a tecnologia eleitoral atua principalmente sobre a cédula já preenchida pelo eleitor. A comparação com o Brasil passa menos pela urna eletrônica usada na cabine e mais pela automação de etapas do processo eleitoral.

  • Nas Filipinas, o eleitor preenche uma cédula física e a insere em uma máquina de contagem automatizada. O equipamento escaneia o papel, interpreta as marcações e contabiliza os votos.
  • Iraque, Quirguistão e Mongólia também usam modelos em que o eleitor marca uma cédula de papel, e a tecnologia faz a leitura ou a contagem.
  • Nos Estados Unidos, não existe um único sistema nacional. A administração eleitoral é descentralizada e envolve mais de 10 mil jurisdições. Em 2024, havia uso combinado de dispositivos de marcação de cédulas, scanners, contagem manual e sistemas de registro eletrônico direto (DRE, na sigla em inglês) em parte das localidades.

Quais países usam voto pela internet?

Voto pela internet é outra categoria presente no mundo. Nesse modelo, a rede participa do próprio ato de votar. Esse grupo amplia o sentido de votação eletrônica, mas se afasta do modelo brasileiro.

  • Na Estônia, o eleitor pode votar remotamente pela internet desde 2005. O voto é feito em computador pessoal, com autenticação, criptografia, assinatura digital e envio ao servidor eleitoral.
  • Omã permite voto por smartphone pelo aplicativo Intakhib.
  • A Suíça mantém projetos controlados de voto pela internet para parcelas específicas do eleitorado.
  • França, Armênia, El Salvador, Rússia, Panamá e Filipinas possuem ou tiveram modalidades remotas voltadas a grupos ou territórios específicos, como eleitores no exterior.

O que pode ser comparado com a urna eletrônica brasileira?

Tipo de sistemaComparação com o Brasil
Máquina presencial sem cédula individualMais próxima
Máquina presencial com trilha de auditoria em papel verificável pelo eleitorParcial: o voto nasce eletrônico, mas há papel individual
Máquina com cédula física no fluxoParcial: há tecnologia na cabine, mas o papel integra o voto
Papel com leitura eletrônicaLimitada: tecnologia atua na leitura ou na contagem
Voto pela internetOutra categoria
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Rússia liga tomada de ativos da Nestlé à ajuda europeia à Ucrânia

O Kremlin relacionou a tomada de ativos na Rússia pertencentes à gigante suíça de alimentos Nestlé e à rede francesa de supermercados Auchan ao apoio militar europeu à Ucrânia.

“Estamos falando de empresas, empresas europeias de países hostis”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a jornalistas na sexta-feira (18). “Um dos fatores levados em consideração ao tomar essa decisão foi que este é um país hostil e que este é um país hostil que atualmente está mais ativamente envolvido em ações militares contra nosso país.”

O presidente Vladimir Putin publicou um decreto na noite de quinta-feira (17) determinando que participações nos negócios da Nestlé e da Auchan na Rússia fossem colocadas sob administração temporária de uma empresa chamada AO L.E.V. Menedzhment.

É a maior tomada de ativos corporativos estrangeiros na Rússia desde pelo menos 2024. A medida ocorre em meio às tensões com a Europa, que impôs amplas sanções à Rússia e está enviando dezenas de bilhões de dólares em armas e ajuda financeira para apoiar a defesa da Ucrânia contra a invasão em larga escala ordenada por Putin em fevereiro de 2022.

A AO L.E.V. Menedzhment foi registrada em Moscou em 2024, com capital social de apenas 15 mil rublos (US$ 177) e um único funcionário, segundo dados do registro russo. A empresa tinha pouca exposição pública antes do decreto.

As ações da Nestlé caíram até 1,9% nas negociações iniciais de sexta-feira (18), atingindo o menor nível em três meses antes de reduzir parte da queda.

A medida do Kremlin evidencia o ambiente empresarial cada vez mais difícil enfrentado pelas empresas internacionais que permanecem na Rússia. Mais de mil empresas deixaram o país depois do início da guerra e da imposição de várias rodadas de sanções internacionais contra Moscou.

Ainda assim, grandes empresas como PepsiCo, Mondelez International e Raiffeisen Bank International continuam operando na Rússia sob restrições crescentes, embora tenham reduzido suas operações.

A Rússia aprovou uma lista de países que considera “hostis” pouco depois do início da invasão. Além de todos os países da União Europeia e dos Estados Unidos, vários outros países, incluindo a Suíça, estão na lista. Transações financeiras e comerciais envolvendo empresas desses países estão sujeitas a restrições adicionais e exigências regulatórias na Rússia.

A Nestlé afirmou em comunicado na sexta-feira (18) que tomou conhecimento do decreto de Putin e estava avaliando a situação e suas opções.

“A Nestlé está empenhada em tomar todas as medidas necessárias para proteger seus direitos e garantir a continuidade das operações comerciais no interesse de todas as partes interessadas, especialmente seus funcionários”, afirmou.

O governo suíço deve se pronunciar sobre o caso ainda nesta sexta-feira (18).

A Suíça adotou sanções semelhantes às da União Europeia contra a Rússia por causa da guerra na Ucrânia, rompendo com sua abordagem anterior de neutralidade. A medida deu origem a uma iniciativa para impor uma interpretação mais rígida da tradicional doutrina de neutralidade do país, e os eleitores decidirão sobre a proposta em 27 de setembro.

A Rússia se manifestou publicamente sobre a campanha a favor de uma neutralidade mais rígida. Se aprovada, a proposta impediria a Suíça de impor sanções a países em conflito sem respaldo da ONU, o que significaria que o país não poderia mais manter as atuais medidas contra a Rússia com base no mesmo fundamento.

A Auchan Retail Russia afirmou ter solicitado esclarecimentos sobre o decreto e que apresentaria uma resposta mais detalhada depois de receber as informações pertinentes, informou a empresa à agência estatal Tass.

A Rússia assumiu o controle de dezenas de ativos internacionais desde 2023, quando alterou a legislação para criar um mecanismo de administração temporária que permite ao Estado assumir o controle de participações pertencentes a empresas de países “hostis”.

Entre os casos estão as unidades locais da empresa finlandesa de serviços públicos Fortum, da fabricante francesa de iogurtes Danone e da cervejaria dinamarquesa Carlsberg.

As ordens de administração temporária muitas vezes foram seguidas pela transferência dos ativos para compradores russos aprovados pelas autoridades, muitos deles com ligações com o Kremlin. Danone e Carlsberg tiveram seus ativos brevemente devolvidos, mas depois foram obrigadas a vendê-los a empresas russas com grandes descontos.

Ativos estrangeiros sob controle russo

O Kremlin também tornou cada vez mais difícil para empresas estrangeiras deixarem a Rússia. Transações envolvendo investidores de países “hostis” exigem que os vendedores aceitem um desconto de pelo menos 60%, além de um imposto especial de saída.

Em agosto, Putin sancionou uma lei que permite aos tribunais russos impedir que investidores estrangeiros que deixaram o país depois da invasão da Ucrânia em 2022 recomprassem os ativos que haviam vendido. Ele afirmou repetidamente que será difícil voltar ao mercado russo.

Ainda assim, o decreto sobre a Nestlé e a Auchan, publicado na noite de quinta-feira (17), foi inesperado. O Kremlin não havia usado o mecanismo contra ativos de valor comparável desde pelo menos 2024, quando fábricas pertencentes à AB InBev Efes, uma joint venture entre a cervejaria belga AB InBev e a turca Anadolu Efes, foram colocadas sob administração temporária.

Nestlé na Rússia

A Nestlé opera na Rússia desde os anos 1990, mas reduziu seus negócios após 2022, suspendendo algumas marcas e interrompendo importações e exportações não essenciais, além de publicidade e investimentos de capital. A gigante suíça possui seis fábricas na Rússia, que empregam mais de 7 mil pessoas e onde continuou a produzir o que descreve como alimentos essenciais e de consumo cotidiano.

A Rússia responde por cerca de 2% das vendas globais da Nestlé, o equivalente a aproximadamente 2 bilhões de francos suíços (US$ 2,5 bilhões) por ano.

A perda do controle sobre os ativos russos poderia representar uma baixa contábil de cerca de 1 bilhão de francos suíços, segundo analistas liderados por David Hayes, do Jefferies.

A resposta da Nestlé à ordem de Putin tem sido “pouco comprometedora” até agora, embora os precedentes de Danone e Carlsberg não sejam animadores, disse Warren Ackerman, analista do Barclays.

“Interpretamos o decreto como um passo em direção a uma possível mudança de propriedade, embora o momento, o processo e a compensação sejam desconhecidos”, acrescentou.

A Auchan esteve entre a primeira onda de grandes empresas ocidentais de bens de consumo a expandir suas operações na Rússia, ao abrir sua primeira loja no país em 2002. A empresa construiu uma ampla rede de lojas e atualmente opera 230 supermercados e hipermercados em todo o país, segundo seu site.

No início deste ano, uma empresa pouco conhecida chamada KS Logistics pediu a Putin que colocasse as entidades locais da Nestlé sob administração temporária, informou o jornal Kommersant. Na época, a Nestlé disse ao veículo que não havia recebido nenhuma solicitação das autoridades russas e que seus escritórios e fábricas continuavam funcionando.

Não está claro se a KS Logistics tem alguma relação com a L.E.V. Menedzhment. Esta última nomeou Andrey Krayushkin como seu novo diretor-presidente apenas na semana passada, segundo dados do registro russo.

Krayushkin atuou até pelo menos 2020 como primeiro vice-chefe do departamento de migração do Ministério do Interior e tinha a patente de major-general, informou na quinta-feira (17) o veículo de oposição russo Novaya Gazeta Europe, citando bancos de dados que, segundo o veículo, estavam em sua posse. A Bloomberg não conseguiu verificar a informação de forma independente.

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Cola eleitoral 2026: como fazer, o que pode levar e o que fica proibido na cabine

Nas eleições 2026, o eleitor brasileiro tem que escolher deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente, cada um com uma quantidade diferente de números, e depois de digitar precisa conferir o nome na tela antes de confirmar.

Votar em seis cargos de uma única vez, sem poder conferir os números na cabine de votação, pode gerar dúvidas. Um recurso, não só permitido como incentivado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é o uso de uma cola eleitoral, um papel com as escolhas anotadas, organizado na ordem exata da votação.  

Como fazer a cola eleitoral

O próprio TSE disponibiliza um modelo pronto para impressão, com espaço para preencher as informações de cada candidato na sequência da urna. Escrever o nome ao lado do número funciona como uma conferência extra, útil para quem tem pressa na hora de digitar e prefere não depender só da memória. 

O site da Justiça Eleitoral tem também um simulador de votação, que permite treinar antes do primeiro turno, que acontece em 4 de outubro, e do segundo, previsto para 25 de do mesmo mês. Os concorrentes que aparecem no simulador são fictícios, mas a ferramenta reproduz as mesmas etapas do processo eleitoral.  

A ordem de votação na urna

Para quem preferir fazer a cola eleitoral em casa, mesmo à mão, vale seguir a ordem em que os candidatos aparecem na tela e anotar os números nessa sequência.

CargoDígitos
Deputado federal4
Deputado estadual ou distrital5
Senador (1ª vaga)3
Senador (2ª vaga)3
Governador2
Presidente2

O que é proibido na cabine

A cola eleitoral só pode existir em papel. Celular está proibido dentro da cabine de votação, mesmo desligado, e precisa ser entregue ao mesário antes de entrar, não apenas guardado no bolso. A mesma restrição vale para câmeras fotográficas, filmadoras e qualquer equipamento de radiocomunicação capaz de comprometer o sigilo do voto.

A regra estabelecida para as eleições busca garantir que a escolha seja secreta e impedir que o voto seja registrado, transmitido ou divulgado. A medida também ajuda a evitar práticas como a compra de votos, em que a pessoa é obrigada a apresentar uma espécie de prova da opção escolhida.

Quem se recusa a responder se está com celular, ou a entregá-lo, fica impedido de votar, e os mesários podem acionar a polícia para registrar o ocorrido.

Documentos e identificação

Além da cola eleitoral, é bom já decidir qual documento de identificação levar no dia 4 de outubro. Para se identificar na seção eleitoral, basta o eleitor apresentar um documento oficial com foto: RG, CNH, passaporte ou carteira de categoria profissional, por exemplo.

O título de papel ficou para trás, não é mais exigido, e mesmo um documento vencido continua servindo, desde que a foto ainda permita reconhecer o eleitor.

Duas exceções para não esquecer: certidões de nascimento e de casamento nunca são aceitas como identificação. Além disso, a Carteira de Trabalho Digital, apesar de ser documento oficial com foto, também fica de fora dessa lista aceita pela Justiça Eleitoral.

e-título

Quem prefere levar só o celular pode contar com o e-Título, que substitui qualquer um desses documentos, mas ele só é aceito quando mostra a foto na tela.

Vale a pena baixar e atualizar o aplicativo com antecedência, porque o download fica suspenso no dia da eleição, e quem deixa para a última hora corre o risco de chegar à seção sem essa opção disponível. 

Resumo rápido das eleições 2026 

1º turno4 de outubro (domingo)
2º turno25 de outubro (domingo), se houver
Horário de votação8h às 17h, horário de Brasília
Documento necessárioOriginal com foto (físico ou digital) ou e-Título com foto
O que não pode levarCelular, câmera ou qualquer equipamento eletrônico na cabine
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Eleições 2026: Lula e Flávio seguem empatados no primeiro e no segundo turnos, mostra Datafolha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) seguem em empate técnico nas intenções de voto para o primeiro e o segundo turnos das eleições presidenciais de 2026, segundo nova pesquisa Datafolha divulgada na noite desta quinta-feira (17).

No primeiro turno, Lula tem 39% das intenções de voto, contra 36% de Flávio. No levantamento anterior, divulgado no dia 11, o presidente já registrava 39%, enquanto o senador somava 35%. A oscilação de Flávio, de 35% para 36%, fica dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O Datafolha ouviu 2.002 eleitores em 125 municípios entre terça-feira (15) e hoje (17), período marcado pelo agravamento da crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) a partir do caso do Banco Master e de Daniel Vorcaro, que segue no centro do debate político desde o início do mês.

Eleições 2026: como estão os demais candidatos

Na primeira rodada, atrás dos líderes aparecem Augusto Cury (Avante), com 6%, Ronaldo Caiado (PSD), com 4%, Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 2%. Samara (UP) e Rui Costa Pimenta (PCO) marcam 1% cada. Votos brancos ou nulos somam 6%, e os indecisos são 3%.

O patamar de Cury confirma a acomodação observada desde a semana passada: depois de saltar de 2% para 8% em agosto, o escritor perdeu força e voltou a oscilar na casa de um dígito, sem repetir o crescimento acelerado do início da campanha.

Segundo turno segue estável há três semanas

No cenário de segundo turno, Lula tem 46%, e Flávio, 44% – ou seja, os mesmos percentuais registrados há uma semana e também há duas, o que confere empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos.

A repetição do resultado em três levantamentos consecutivos indica que, apesar da sucessão de novas crises políticas nas últimas semanas, o quadro eleitoral para a disputa direta entre os dois nomes segue estacionado.

O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro. Já o segundo está previsto para o dia 25 do mesmo mês.

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Putin coloca ativos da Nestlé sob controle temporário na Rússia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, determinou que participações em empresas locais pertencentes à suíça Nestlé sejam transferidas para administração temporária.

Putin também determinou a transferência dos ativos da Auchan, rede francesa de supermercados, na Rússia, segundo um decreto presidencial publicado nesta quinta-feira no portal oficial de legislação do país.

A Rússia utiliza o mecanismo de administração temporária desde 2023 para assumir o controle de ativos pertencentes a empresas de países que considera “hostis”.

As autoridades russas já haviam colocado sob administração temporária ativos de empresas estrangeiras, incluindo a Danone e a Carlsberg. Algumas dessas operações foram posteriormente transferidas para proprietários russos.

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Lotomania: confira o resultado do concurso 2977 sorteado nesta sexta-feira (18)

Lotomania

Os números do concurso 2977 da Lotomania foram sorteados nesta sexta-feira (18), em São Paulo.

As dezenas sorteadas foram:

09 – 54 – 44 – 98 – 01 – 37 – 63 – 18 – 38 – 96 – 21 – 15 – 05 – 87 – 46 – 47 – 41 – 30 – 42 – 12

O prêmio estimado para este concurso era de R$ 2.634.729,56

Na Lotomania, o apostador escolhe 50 números entre 100 disponíveis (de 00 a 99). Também é possível optar pela Surpresinha, quando os números são escolhidos pelo sistema.

A aposta mínima custa R$ 3,00. Ganham prêmio os acertadores de 20, 19, 18, 17, 16, 15 ou nenhum número, conforme as regras da modalidade.

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Quina hoje, concurso 7121: confira o resultado sorteado nesta sexta-feira (18)

Quina

As dezenas do concurso número 7121 da Quina foram sorteadas na noite desta sexta-feira (18).

Os números sorteados foram: 22 – 47 – 60 – 23 – 64.

O prêmio deste concurso era de R$ 545.819,36

Para tentar a sorte na Quina, o apostador pode marcar de 5 a 15 números dentre os 80 disponíveis no bilhete. Ganham prêmios os acertadores de 2, 3, 4 ou 5 números.

Segundo a Caixa Econômica, ninguém acertou os números necessários e o prêmio concurso número 7116 acumulou.

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Lotofácil hoje: confira o resultado do concurso 3783 sorteado nesta sexta-feira (18)

As 15 dezenas do concurso número 3783 da Lotofácil foram sorteadas na noite desta sexta-feira (18), em São Paulo.

Os números sorteados foram: 24 – 22 – 05 – 25 – 04 – 19 – 16 – 01 – 14 – 03 – 15 – 12 – 17 – 06 – 23

O prêmio estimado para este concurso era de R$ R$ 2.000.000,00.

Para apostar na Lotofácil é preciso marcar entre 15 e 20 números, dentre os 25 disponíveis no bilhete. O apostador fatura se acertar 11, 12, 13, 14 ou 15 números.

Um jogo simples custa R$ 3,50, e os sorteios ocorrem de segunda a sábado.

Leia mais: Caixa distribui lucro do FGTS: quem tem direito, como consultar saldo, quanto receber

As apostas, geralmente, podem ser feitas até às 20h (horário de Brasília) nas lotéricas credenciadas da Caixa, em todo o país, ou pela internet.

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Estatal de correios italiana torna-se controladora indireta da TIM Brasil (TIMS3)

A TIM (TIMS3) anunciou nesta sexta-feira que a empresa estatal de correios da Itália Poste Italiane tornou-se controladora indireta do grupo brasileiro de telecomunicações como resultado de uma oferta pelas ações da Telecom Italia.

A Poste Italiane, que já tinha 20% de participação na Telecom Italia, controladora direta da TIM, assegurou na semana passada, fatia de 66,6% na companhia, em uma oferta pelas ações avaliada em cerca de 13 bilhões de euros.

“Em decorrência dessa aquisição originária de controle por meio de oferta pública, a Poste Italiane tornou-se a acionista controladora da TI (Telecom Italia) e, consequentemente, a acionista controladora indireta da TIM Brasil”, afirmou a companhia brasileira em fato relevante.

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Por que essa gestora com R$ 5 bilhões na carteira vê derrota de Lula como quase certa

A eleição presidencial de 2026 ainda está longe de ser definida pelas urnas, mas uma gestora com cerca de R$ 5 bilhões sob gestão já trabalha com um cenário bastante claro: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegaria ao segundo turno em desvantagem contra Flávio Bolsonaro.

Em relatório divulgado nesta quinta-feira (17), a Persevera estima que Flávio teria entre 50,35% e 52,6% dos votos válidos em um eventual segundo turno contra Lula. No cenário central da gestora, o placar seria de 52% a 48% para o senador.

A tese vai além da fotografia das pesquisas eleitorais, que mostram uma disputa próxima do empate. Para a Persevera, há sinais de que Lula está mais desgastado do que os levantamentos capturam e que parte da erosão de sua base já pode ser observada em regiões e grupos que foram importantes para sua vitória em 2022.

A própria gestora reconhece que não sabe quem vencerá a eleição. O argumento é outro: se a votação fosse hoje, os dados disponíveis apontariam para uma vantagem de Flávio, segundo seus modelos.

Rejeição virou o principal termômetro

Um dos pilares da análise é a rejeição dos candidatos.

Segundo os dados compilados pela Persevera, Lula aparece com 52,5% de rejeição, quase 3 pontos percentuais acima de Flávio. Para a gestora, esse indicador é particularmente importante em uma eleição de segundo turno, quando eleitores que não têm preferência por nenhum dos candidatos acabam sendo obrigados a escolher entre os dois.

A lógica é baseada no comportamento das últimas eleições presidenciais. Desde 2014, afirma a Persevera, a rejeição teria apresentado uma relação relativamente próxima com o resultado das urnas.

Por isso, a disputa de 2026 seria menos uma escolha entre dois projetos e mais um ‘concurso de feiura’, na definição usada pela própria gestora: vence quem for menos rejeitado pelo eleitor.

Nesse cálculo, a vantagem estaria hoje com Flávio.

Desgaste de Lula não aparece apenas na eleição

Outro ponto levantado pela Persevera é a avaliação do governo.

O relatório cita uma desaprovação de 55,2% para a gestão Lula. Como referência, Jair Bolsonaro chegou ao segundo turno de 2022 com 54,2% de desaprovação e 45,8% de aprovação.

A gestora faz então uma conta com base na conversão de aprovação em votos observada por Bolsonaro em 2022. Aplicando a mesma relação ao cenário atual, Lula ficaria em torno de 48,1% dos votos válidos no segundo turno.

O cálculo não significa que essa conversão necessariamente se repetirá em 2026. É, segundo o relatório, um indicador complementar para estimar o chamado ‘teto’ eleitoral do presidente.

Nordeste deixa de ser uma fortaleza tão segura

Talvez o ponto mais importante da tese esteja no Nordeste.

Em 2022, Lula conquistou aproximadamente 69% dos votos válidos da região no segundo turno. Agora, a mediana das pesquisas citadas pela Persevera aponta para algo próximo de 65%.

Parece uma diferença pequena, mas o peso eleitoral do Nordeste torna cada ponto percentual relevante. Segundo o relatório, a região representa cerca de 33,5 milhões de votos válidos. Assim, cada ponto perdido por Lula e transferido para o adversário representa aproximadamente 670 mil votos.

A Bahia seria um dos principais focos de preocupação. A AtlasIntel citada no estudo aponta queda de 5,4 pontos percentuais para Lula no estado, enquanto a Futura estima uma redução de 9 pontos.

A Persevera chama atenção ainda para o desempenho entre os jovens baianos. Na comparação com 2022, Lula teria recuado de mais de 83% para menos de 64% das intenções de voto bruto entre eleitores de 16 a 24 anos, segundo os dados apresentados no relatório.

Segurança pública entra no centro da eleição

Para a gestora, a mudança mais importante no comportamento do eleitor não está necessariamente em uma guinada ideológica, mas na mudança das prioridades.

A Persevera afirma que segurança pública passou a ocupar um espaço maior entre as principais preocupações dos brasileiros nos últimos quatro anos.

O problema é que esse tema historicamente favorece a direita e coloca o PT em uma posição mais desconfortável.

Nas pesquisas citadas no relatório, Flávio aparece à frente de Lula quando os eleitores são questionados sobre quem seria mais confiável para administrar a segurança pública: 54% a 46%.

A gestora interpreta esse movimento como uma possível explicação para a perda de apoio de Lula entre eleitores independentes, jovens e moradores de regiões mais afetadas pela criminalidade.

A mudança religiosa também pesa

A transformação do perfil religioso do eleitorado é outro fator destacado.

O relatório cita dados segundo os quais a parcela de brasileiros que se declara evangélica passou de 21,6% em 2010 para 26,9% em 2022. Pela extrapolação utilizada pela Persevera, o grupo poderia chegar a 28,7% do eleitorado em 2026.

A gestora afirma que pesquisas eleitorais indicam uma preferência majoritária desse grupo pela direita.

Na visão apresentada no relatório, Lula chega à eleição diante de três fraturas importantes: religiosa, geracional e regional.

Mas e as pesquisas?

É justamente aqui que a tese da Persevera fica mais distante da fotografia tradicional dos institutos.

A gestora argumenta que as pesquisas podem estar subestimando o candidato de direita por três motivos principais: o chamado ‘eleitor envergonhado’, erros de amostragem e dificuldades para capturar os efeitos da abstenção.

O primeiro ponto é baseado na experiência de 2022, quando, segundo a Persevera, pesquisas de véspera teriam subestimado em cerca de 2 pontos percentuais a votação do candidato de direita no segundo turno.

A gestora também fez dois ajustes próprios.

Ao reponderar as pesquisas pela taxa histórica de comparecimento às urnas, encontrou uma vantagem de 50,35% a 50,6% para Flávio.

Já ao aplicar aos levantamentos atuais os erros de amostragem observados pelos institutos em 2022, chegou a uma faixa de 50,5% a 51,1% para o senador.

Os modelos que incorporam a composição regional e a rejeição ampliam essa diferença.

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Trump diz que fechou acordo para controle da segurança da Groenlândia “para sempre”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (18) ter fechado um acordo com a Dinamarca e a Groenlândia que garante aos EUA controle permanente sobre questões de segurança na Groenlândia “para sempre”.

Em publicação na rede social Truth Social, Trump declarou que o entendimento atende “plenamente a todas as preocupações” americanas e assegura aos Estados Unidos capacidade “permanente” de atuar na Groenlândia para defender os interesses de segurança tanto da ilha quanto dos próprios EUA.

Segundo o presidente dos EUA, o acordo também impediria que países considerados adversários de Washington estabeleçam bases militares, mantenham presença militar ou realizem investimentos classificados como sensíveis sem autorização expressa dos Estados Unidos.

“De agora em diante, nenhum adversário dos EUA poderá jamais ter uma base na Groenlândia, manter presença militar na Groenlândia ou realizar investimentos sensíveis na Groenlândia sem a nossa aprovação expressa por escrito”, escreveu Trump.

O republicano classificou o entendimento como um acordo de “vida infinita”, sem prazo de validade, e disse que a medida resolve uma questão estratégica que, segundo ele, vinha sendo reconhecida por presidentes americanos há mais de um século.

Trump também anunciou que os Estados Unidos iniciarão imediatamente um processo para ampliar sua presença militar na Groenlândia. De acordo com o presidente, haverá investimentos em infraestrutura e desenvolvimento local em parceria com os habitantes da ilha.

“Começaremos imediatamente o processo de desenvolvimento de uma grande presença militar na parte apropriada da Groenlândia”, afirmou.

A Groenlândia, território autônomo do Reino da Dinamarca, ocupa posição estratégica no Ártico por estar localizada entre a América do Norte e a Europa e por sua proximidade com rotas marítimas que vêm ganhando importância à medida que o gelo polar recua. A região também desperta interesse crescente das grandes potências por seu potencial mineral e relevância para a segurança do Atlântico Norte.

Nos últimos meses, Trump fez repetidas declarações sobre a importância da Groenlândia para os interesses americanos. Durante seu atual mandato, voltou a defender uma presença ampliada dos EUA na região, argumentando que a ilha é fundamental para a segurança nacional americana em um cenário de crescente competição geopolítica no Ártico.

Na mensagem publicada nesta sexta-feira, o presidente afirmou que o acordo representa um “sonho realizado” para os Estados Unidos e descreveu o anúncio como um acontecimento “histórico e especial”.

“Esta solução é excelente para os Estados Unidos da América, para a Dinamarca, para a Groenlândia e para todos os nossos aliados”, escreveu Trump. “Nós a protegeremos zelosamente.”

Antes do anúncio, duas fontes familiarizadas com as negociações disseram à Reuters que EUA e Dinamarca estavam próximos de um possível acordo que ampliaria a presença militar americana na Groenlândia, mas que ficaria aquém da ambição de Trump de adquirir a ilha. As fontes, que falaram sob condição de anonimato, disseram que as discussões incluíam mecanismos para permitir o uso de território groenlandês pelo Golden Dome, sistema de defesa antimísseis que o governo americano pretende construir, assim como medidas para limitar a presença e a influência da China na ilha.

(com Reuters)

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Empresa colombiana de energia “recarrega” estratégia com aposta em baterias no Brasil

baterias armazenamento energia elétrica

A energia solar deu origem à Erco Energia na Colômbia, mas são as baterias que devem puxar a próxima fase de expansão da companhia no Brasil. O movimento ocorre em um momento em que a empresa vê menos espaço para novos projetos eólicos e solares de grande porte no País. Os planos serão apoiados pela […]

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Lotomania: confira o resultado do concurso 2973 sorteado nesta quarta-feira (9)

Os números do concurso 2973 da Lotomania foram sorteados nesta quarta-feira (9), em São Paulo.

As dezenas sorteadas foram:

71 – 08 – 24 – 97 – 96 – 95 – 28 – 80 – 19 – 76 – 10 – 36 – 72 – 49 – 79 – 89 – 91 – 43 – 92 – 04

O prêmio estimado para este concurso era de R$ 4.625.040,19.

Na Lotomania, o apostador escolhe 50 números entre 100 disponíveis (de 00 a 99). Também é possível optar pela Surpresinha, quando os números são escolhidos pelo sistema.

A aposta mínima custa R$ 3,00. Ganham prêmio os acertadores de 20, 19, 18, 17, 16, 15 ou nenhum número, conforme as regras da modalidade.

Os sorteios acontecem às segundas, quartas e sextas-feiras, a partir das 21h.

As apostas para os concursos da Lotomania podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa ou pelos canais digitais da instituição.

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Quina hoje, concurso 7113: confira o resultado sorteado nesta quarta-feira (9)

Quina

As dezenas do concurso número 7113 da Quina foram sorteadas na noite desta quarta-feira (9).

Os números sorteados foram: 32 – 57 – 01 – 78 – 80

O prêmio deste concurso era de R$ 19.871.145,80

Para tentar a sorte na Quina, o apostador pode marcar de 5 a 15 números dentre os 80 disponíveis no bilhete. Ganham prêmios os acertadores de 2, 3, 4 ou 5 números.

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Ministro diz que impacto de medidas para combustíveis soma R$ 7 bilhões por mês

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, informou nesta quarta-feira, 9, o impacto somado de R$ 7 bilhões, aproximadamente, com as novas medidas para aliviar os preços dos combustíveis diante da guerra no Oriente Médio. Estão sendo detalhados em coletiva de imprensa dois anúncios: subvenção adicional ao diesel e as desonerações da gasolina e do etanol.

O governo federal anunciou o decreto que reduz em R$ 0,63 as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre o litro de gasolina e zera as contribuições sobre o etanol hidratado. O impacto é de R$ 2 bilhões ao mês, aproximadamente.

Esse benefício ao consumidor substitui e amplia os efeitos da subvenção da gasolina já prevista via Medida Provisória no valor de R$ 0,44 por litro. A vigência dessa medida, que já está em vigor, termina nesta quarta-feira.

A outra medida anunciada nesta quarta foi a assinatura de uma medida provisória que autoriza a subvenção econômica ao óleo diesel. O valor da subvenção será de R$ 1,00 por litro. O impacto estimado é de R$ 5 milhões por mês. O valor da subvenção por litro será definido por ato do Ministério da Fazenda e poderá ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme as condições do mercado.

Bruno Moretti reforçou que as medidas anunciadas para mitigar os efeitos da guerra no Oriente Médio nos combustíveis não dependem de espaço fiscal adicional. “Estamos fazendo uso do espaço fiscal de que dispomos, sem pedir espaço adicional”, declarou em coletiva.

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Governo marca leilão do Aeroporto de Brasília e inclui bloco de 10 terminais

O leilão do Aeroporto de Brasília foi marcado para 17 de dezembro. A estrutura será ofertada junto com um bloco de dez terminais regionais (veja abaixo).

O edital de licitação foi publicado nesta quarta-feira e prevê R$ 1,2 bilhão em novos investimentos. Entre as obras estão previstas a construção de um novo terminal internacional, um edifício-garagem e uma nova via de acesso.

A nova modelagem é resultado de uma negociação homologada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) que envolveu Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) e a atual concessionária, a Inframerica.

O leilão é uma alternativa à relicitação do aeroporto, diante da decisão da operadora atual em devolver o ativo para a União. O mesmo modelo foi adotado no Galeão, no Rio.

Entre as mudanças incorporadas aos documentos finais estão o aprimoramento da estrutura financeira da concessão e a definição do valor para a aquisição dos 49% de participação da Infraero, fixado em R$ 628,76 milhões, atualizado pelo Certificado de Depósito Interbancário (CDI).

A alíquota mínima da Contribuição Variável também foi reduzida de 5,9% para 5,13%, em razão da inclusão de novos investimentos obrigatórios no contrato. O prazo da concessão permanece até 2037.

O aeroporto da capital federal é o quarto mais movimentado do país. Entre janeiro e julho, recebeu mais de 9,7 milhões de passageiros em voos domésticos e internacionais nos sete primeiros meses deste ano.

O resultado representa alta de 8,14% em relação ao mesmo período de 2025. É o único aeroporto é o único do país com duas pistas capazes de operar simultaneamente.

O aeroporto de Brasília fez parte das primeiras rodadas de privatização do setor em 2012. O terminal foi arrematado pela Inframérica com ágio de 673%.

Anos depois, a concessionária passou a enfrentar dificuldades para arcar com a outorga, diante de premissas do modelo de concessão que não se confirmaram, crises da economia e a pandemia da Covid.

Com Brasília, serão leiloados os aeroportos de:

  • Alto Paraíso de Goiás (GO),
  • Barreiras (BA),
  • Bonito (MS),
  • Cáceres (MT),
  • Dourados (MS),
  • Juína (MT),
  • Ponta Grossa (PR),
  • Tangará da Serra (MT),
  • Três Lagoas (MS) e
  • São Miguel do Araguaia (GO).

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Governo diz que corte de tributos sobre combustíveis não exigirá espaço fiscal extra

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, reforçou que as medidas anunciadas para mitigar os efeitos da guerra no Oriente Médio nos combustíveis não dependem de espaço fiscal adicional.

“Estamos fazendo uso do espaço fiscal de que dispomos sem pedir espaço adicional”, declarou em coletiva há pouco.

Ele repetiu que o preço final da gasolina ao consumidor no Brasil é mais baixo em relação a outros países afetados pelo contexto geopolítico no Oriente Médio.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou mais cedo um decreto que reduz tributos sobre a gasolina e o etanol hidratado e uma Medida Provisória (MP) que autoriza nova subvenção ao diesel.

O governo, ao justificar as novas medidas, citou “a persistência da volatilidade dos preços internacionais do petróleo e das restrições à oferta de combustíveis decorrentes de conflitos geopolíticos”.

Agora, os ministros da Fazenda, Dario Durigan, do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, e o secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, concedem entrevista coletiva à imprensa sobre as medidas.

Dario Durigan reforçou que o anúncio busca “proteger” a população diante da escalada da cotação do Brent, pressionando pelo contexto de guerra. Ele também declarou que o governo está adotando como boa prática “medidas limitadas e temporárias”. A perspectiva é suavizar o impacto do aumento dos preços dos combustíveis no Brasil.

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Na corrida do ‘agente de IA para chamar de seu’, Meta lança versão que pode custar até US$ 100 por mês

A Meta Platforms apresentou um novo agente de IA (inteligência artificial) projetado para executar tarefas em nome do usuário, em projeto que reflete a visão de Mark Zuckerberg de um futuro no qual cada pessoa terá um assistente de IA personalizado.

Chamado Muse, o novo agente compartilha o nome com a série de modelos que o laboratório de IA da Meta vem desenvolvendo e pode ajudar a automatizar uma variedade de tarefas.

A Meta oferecerá uma versão gratuita e outra paga do Muse.

O diretor de IA da Meta, Alexandr Wang, e David Singleton, que liderou a engenharia do agente pessoal, disseram esperar que a maioria das pessoas use a versão gratuita, mas usuários com necessidades mais intensivas poderão migrar para planos de US$ 20 ou US$ 100 mensais, que permitem utilizar maior capacidade de processamento.

A Meta afirmou que a ferramenta auxiliará em compras online, na aquisição de ingressos de cinema, no agendamento de compromissos como aulas de tênis e até no preenchimento de uma autorização para uma excursão escolar. O aplicativo será lançado para usuários nos Estados Unidos na próxima terça-feira (15).

Zuckerberg, cofundador do Facebook que transformou a Meta em uma gigante das redes sociais, fez uma distinção clara entre agentes empresariais e agentes pessoais voltados ao consumidor.

Ele disse enxergar a maior oportunidade para sua empresa no desenvolvimento desta última categoria.

Em um manifesto de 6.500 palavras publicado no mês passado, o CEO da big tech delineou sua visão para o avanço da tecnologia: “Todos terão um agente pessoal excepcionalmente capaz, que entende você, seus objetivos e tudo com que você se importa”, afirmou.

A Meta pretende, no futuro, oferecer o produto aos bilhões de pessoas que já usam seus aplicativos de redes sociais, incluindo Instagram, Facebook e WhatsApp.

“Esse é um dos princípios de design do produto: torná-lo muito fácil de usar e simples para o usuário cotidiano”, disse Wang em entrevista na terça-feira (8).

O agente pessoal de IA, desenvolvido ao longo de meses, foi projetado para funcionar em um computador virtual dedicado na nuvem. “Construímos uma arquitetura extremamente segura”, disse Wang.

Agente de IA consulta você, diz Meta

O Muse mantém um registro do que fez e do que planeja fazer, não compartilha dados com o sistema de publicidade da Meta e adota cautela na forma como recebe informações.

“O Muse consulta você constantemente antes de fazer qualquer coisa sensível ou importante”, acrescentou Wang.

Por exemplo, o Muse pede confirmação antes de realizar compras, segundo Wang, que usa seu próprio agente – batizado em homenagem a seu cachorro, Euler – para identificar e comprar móveis para decorar sua nova casa.

Em assuntos menos sensíveis, o Muse pode operar de forma autônoma, disse Wang. O agente ajuda o usuário a se organizar, sugere ideias de exercícios e auxilia no planejamento das refeições. “Eu realmente o uso como um segundo cérebro”, afirmou.

Assim como no caso do assistente pessoal de Wang, os usuários do Muse poderão dar um nome e um avatar ao agente, além de definir a forma como ele se comunica.

O agente poderá então se conectar a aplicativos, incluindo e-mail e rastreadores de atividades físicas, e continuar trabalhando em segundo plano para cumprir os objetivos definidos pelos usuários mesmo depois de eles fecharem o aplicativo.

A Meta vem promovendo uma ofensiva de contratações, recrutando alguns dos melhores profissionais de engenharia de IA do mundo para a unidade comandada por Wang, conhecida como Meta Superintelligence Labs, ou MSL.

No ano passado, a Meta contratou o principal executivo de modelos de IA da Apple, Ruoming Pang, e também recrutou importantes pesquisadores de IA da OpenAI.

Singleton, ex-diretor de tecnologia da Stripe e CEO da startup de IA Dreamer, entrou no MSL no início deste ano.

O Muse é alimentado pelo mais recente modelo de IA da Meta, o Muse Spark 1.3, e pode acessar de forma integrada outros aplicativos da companhia, como Instagram e WhatsApp.

Planos de até US$ 100

O Muse também está conectado ao Ticketmaster, à OpenTable e à suíte de serviços do Google, como Gmail, Google Calendar e Drive, entre outros.

Se o usuário tiver um serviço de que goste com uma API – interface de programação de aplicações –, “ele pode simplesmente pedir ao Muse que crie um conector personalizado para esse serviço”, disse Singleton.

“Mas, é claro, vamos continuar adicionando mais parcerias e serviços específicos.”

O Muse, da Meta, estará disponível para pessoas com 18 anos ou mais nos Estados Unidos, por meio do iOS, da Apple, ou do Android, do Google, além do site muse.ai e do aplicativo WhatsApp. No futuro, será integrado aos óculos de IA da Meta.

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Recompra de títulos dos EUA decepciona mercado e juros futuros voltam a subir

O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, ampliou o programa de recompra de dívida pública nesta quarta-feira, mas a medida não foi suficiente para conter a alta dos juros nos Treasuries, os títulos públicos americanos.

O Tesouro anunciou a compra de até US$ 6 bilhões em títulos de prazo mais longo, três vezes o valor definido no mês anterior. Ainda assim, o mercado de US$ 32 trilhões em dívida do governo americano seguiu pressionado, em um dia marcado também pela disparada do petróleo, que reacendeu temores de inflação persistente.

Os preços dos títulos de 10 anos, que já vinham em queda desde o início do pregão, recuaram ainda mais após o anúncio — movimento que levou o rendimento a subir até 4,85%. A taxa está no maior patamar desde 2023, mesmo com Bessent tentando reduzi-la desde que assumiu o cargo no ano passado.

Mercado queria mais

Operadores esperavam um valor ainda maior para a operação de recompra, depois que Bessent sinalizou publicamente a possibilidade de pagar acima de US$ 4 bilhões por emissão — bem acima do teto original de US$ 2 bilhões. Por isso, o anúncio de US$ 6 bilhões decepcionou.

Segundo Steven Zeng, estrategista do Deutsche Bank, faltou o “choque” que os investidores esperavam. “É como se o Tesouro tivesse criado um monstro que agora precisa alimentar”, disse Zeng.

Ontem, Bessent já havia reconhecido publicamente que não tem como alterar o preço de “equilíbrio” dos títulos americanos — o nível que reflete os fundamentos econômicos reais, e não uma intervenção pontual do governo. Seu objetivo, segundo ele, é desacelerar os movimentos bruscos e evitar que narrativas negativas ganhem força. O problema é que ele busca juros mais baixos justamente em um momento de inflação em alta, expectativa de novos aumentos de juros pelo Federal Reserve e déficits orçamentários historicamente elevados.

Por ora, o Tesouro não deu sinais de que vá aumentar ainda mais as recompras. O órgão informou que as outras seis operações programadas para o trimestre fiscal atual terão valor máximo igual ou superior a US$ 4 bilhões — o mesmo patamar anunciado de forma surpresa em 19 de agosto, quando o Tesouro prometeu “pelo menos dobrar” o tamanho das operações, que antes eram de US$ 2 bilhões cada.

Para Elias Haddad, do Brown Brothers Harriman, o gesto ficou aquém do necessário: “o Tesouro levou um estilingue para uma batalha de tanques”, resumiu.

Depois do anúncio de 19 de agosto, os juros haviam recuado, mas voltaram a subir rapidamente. Bessent decidiu reforçar o programa depois que os títulos de 30 anos atingiram a maior taxa desde 2007. Em evento no Texas na terça-feira, ele atribuiu o movimento a uma preocupação que considera infundada, a de que os Estados Unidos não conseguiriam honrar sua dívida — algo que, segundo ele, “virou meio que a narrativa dominante”, apesar de “absurdo”.

Bessent também tem defendido as recompras como forma de melhorar a liquidez do mercado, permitindo que bancos e outras instituições se desfaçam de títulos mais difíceis de negociar e, com isso, participem mais ativamente dos leilões de nova dívida.

O tamanho do desafio ficou ainda mais evidente horas depois, quando o Tesouro vendeu US$ 39 bilhões em títulos de 10 anos a uma taxa de 4,834% em leilão — a maior desde 2007.

Vale um esclarecimento técnico: o teto de US$ 6 bilhões não significa que o Tesouro vá necessariamente comprar esse valor total. Mas, historicamente, quando o programa mira dívida nominal de prazo mais longo, o órgão costuma comprar o valor máximo anunciado — só não o fez em duas das 52 operações realizadas desde que o programa foi retomado em 2024. Também é possível que o volume final seja maior: segundo o próprio site do Tesouro, um “anúncio final de recompra” costuma ser divulgado às 11h do dia da operação, e esse anúncio final “substitui o preliminar”.

Investidores e analistas veem a intensificação das recompras como reflexo do desconforto do governo do presidente dos EUA, Donald Trump, com a alta dos custos de financiamento de longo prazo, a poucas semanas das eleições legislativas de novembro. A alta dos rendimentos levou as taxas de hipotecas nos EUA ao maior nível em mais de um ano.

Bessent ‘intervencionista’

“Scott adotou, sem dúvida, um modelo muito intervencionista como secretário do Tesouro”, afirmou Krishna Guha, chefe de economia da Evercore ISI, antes do anúncio de hoje. “Ele é taticamente muito habilidoso para escolher quando e como surpreender e movimentar os mercados e teve algum sucesso no curto prazo.”

Bessent descreveu a iniciativa como um “Treasury twist” — referência às Operações Twist do Fed, que tinham como objetivo reduzir os custos de financiamento de prazo mais longo.

O que a recompra de títulos dos EUA significa para o Brasil

Os juros altos estão também do outro lado do Atlântico. Na França, mesmo cenário: 5% e patamar mais alto desde 2008. Do outro lado do Canal da Mancha, mais ainda. Os títulos de 30 anos do Reino Unido não pagavam tanto desde 1998: 5,9%.

E o que tudo isso tem a ver com quem investe em reais, aqui no Brasil? Tem tudo a ver. Com os títulos em dólar, libra e euro pagando taxas recordes, a concorrência para os daqui, em real, pesa.

O capital flui para onde o retorno é mais atraente e a moeda, mais segura. Isso obriga o Brasil a pagar mais juros para continuar competitivo — juros que já estão num patamar que não era visitado desde 2016. Uma análise do BTG Pactual mostra que 40% da força que mantém os juros longos brasileiros lá em cima vem do exterior, principalmente dos títulos americanos, concorrentes diretos dos papéis daqui.

A dinâmica que sustenta esses juros lá fora tem duas frentes: o crescimento acelerado da dívida pública e privada nos países desenvolvidos, e a corrida das big techs para financiar infraestrutura de inteligência artificial — soma que pode chegar a US$ 1,7 trilhão entre 2026 e 2027. Some a isso os sinais do Federal Reserve de que uma alta de juros ainda neste ano está sobre a mesa, e o quadro que pressiona os títulos brasileiros fica mais claro.

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Irlanda endurece regras para cidadania. Veja o que muda

O governo da Irlanda aprovou nesta quarta-feira (9) a elaboração de um projeto de lei que endurece as regras para estrangeiros que desejam obter a cidadania por naturalização. A principal mudança será o aumento de cinco para oito anos do período de residência exigido para a maioria dos candidatos.

A proposta também prevê testes de proficiência em inglês, irlandês ou língua de sinais irlandesa, além de uma avaliação sobre cidadania, sociedade e política do país.

Outro requisito será a comprovação de autossuficiência financeira por parte dos candidatos à naturalização.

Segundo o Departamento de Justiça, Assuntos Internos e Migração da Irlanda, as mudanças têm como objetivo fortalecer as regras de naturalização e aproximá-las das adotadas por outros países europeus.

O governo afirma que a cidadania por naturalização deve ser resultado de um período prolongado de residência legal, integração à sociedade, participação cívica, independência financeira e cumprimento das leis de imigração.

Irlanda endurece regras para imigrantes

A mudança ocorre em um momento de maior pressão política sobre a imigração em diversos países europeus.

Na Alemanha, o partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) obteve na semana passada seu melhor resultado em uma eleição estadual. No Reino Unido, o governo trabalhista propôs elevar de cinco para dez anos o prazo-base para que imigrantes obtenham residência permanente.

Na Irlanda, o ministro da Justiça, Jim O’Callaghan, afirmou que o país reconhece a contribuição dos imigrantes para a economia, as comunidades e os serviços públicos.

“Tenho a responsabilidade de administrar a migração de acordo com os interesses do bem-estar econômico e social do país”, disse o ministro em comunicado.

Segundo O’Callaghan, as mudanças não têm como objetivo restringir a integração ou excluir imigrantes da sociedade irlandesa.

Mais de 27 mil brasileiros

As novas regras também podem afetar a comunidade brasileira no país. O último Censo da Irlanda, realizado em 2022, contabilizou 27.338 pessoas com cidadania brasileira vivendo no país. O grupo estava entre as principais comunidades estrangeiras da Irlanda.

O levantamento mostrou ainda que os brasileiros estavam concentrados principalmente em faixas etárias mais jovens. Em Dublin, capital irlandesa, os brasileiros formavam o maior grupo entre os cidadãos estrangeiros, com 11.188 pessoas.

Vale destacar que o número de 27.338 corresponde a pessoas com cidadania brasileira, e não necessariamente a todos os residentes nascidos no Brasil. Quem nasceu no Brasil, mas posteriormente obteve a cidadania irlandesa, por exemplo, não entra nessa estatística de cidadania brasileira.

Projeto ainda precisa passar pelo Parlamento

As mudanças anunciadas nesta quarta-feira ainda não estão em vigor. O governo aprovou a elaboração prioritária do projeto, que terá de ser debatido pelo Parlamento irlandês antes de se transformar em lei.

A proposta faz parte de um conjunto de medidas do governo para reforçar o controle migratório e, segundo o Departamento de Justiça, preservar a integridade do sistema de imigração do país.

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Petróleo supera US$ 101 com escalada da guerra entre EUA e Irã. Navios-tanque são atacados

O petróleo Brent superou os US$ 101 por barril pela primeira vez desde julho, enquanto a intensificação dos ataques no Oriente Médio aumentou as preocupações com novas interrupções no fluxo de energia que sai da região, rica em petróleo.

O principal indicador global do petróleo fechou em alta de mais de 3% em Nova York, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) era negociado perto dos US$ 96.

A sessão foi marcada por explosões e alertas de emergência em diferentes pontos do Oriente Médio, enquanto o Irã afirmou estar preparado para uma guerra mais intensa e prometeu ampliar os ataques contra os Estados Unidos.

O conflito interrompeu o transporte marítimo pelo estratégico Estreito de Ormuz, embora milhões de barris por dia de petróleo continuem sendo transportados por navios-tanque que navegam sem serem detectados, ajudando a conter os preços. Ainda não está claro como a nova escalada poderá afetar esses embarques “ocultos”.

Os contratos futuros subiram mais cedo depois que os militares dos EUA disseram ter destruído cinco navios-tanque iranianos em resposta a tentativas de atingir um navio de guerra da Marinha americana com mísseis balísticos durante a noite.

A mídia iraniana afirmou que Teerã atacou dois navios de guerra dos EUA e oito navios-tanque de petróleo no Golfo Pérsico. Não houve confirmação imediata dos ataques, mas a troca de ofensivas aumentou as preocupações com uma redução da oferta de petróleo na região.

A escalada também ocorre enquanto militantes houthis apoiados pelo Irã, no Iêmen, atacam instalações de energia na Arábia Saudita. Alertas de “perigo potencial” foram emitidos no sul do país nesta quarta-feira, um dia depois de a região ser atacada. Os preços do gás natural na Europa atingiram o maior nível desde 2023, enquanto a guerra entre Irã e Israel eleva os custos de energia justamente com a aproximação da temporada de aquecimento no inverno.

A disparada dos preços da gasolina e do diesel nos EUA também representa um risco político para o Partido Republicano do presidente Donald Trump antes das eleições de meio de mandato. Trump previu nesta quarta-feira que a guerra no Irã só terminará depois da votação de novembro e que uma redução significativa nos preços dos combustíveis não virá antes disso.

Enquanto isso, as compras chinesas de petróleo bruto aumentaram neste mês. Uma pausa nas aquisições do maior importador mundial havia sido um dos principais fatores que ajudavam a limitar os preços, e a retomada das compras fez alguns dos principais indicadores do mercado atingirem os níveis mais altos em semanas.

“Embora o déficit de petróleo no mercado tenha diminuído com a estabilização de volumes maiores de fluxos ocultos, o mercado continua apertado de maneira geral”, disse Ryan McKay, estrategista sênior de commodities do TD Securities. “Uma oferta ainda mais restrita pode ocorrer diante desses novos ataques e à medida que aumentam os sinais de que a China está ficando mais ativa no mercado.”

O Brent acumula alta de cerca de 65% neste ano. Com exceção de um breve pico em julho, porém, os contratos futuros foram negociados abaixo dos US$ 100 por mais de três meses, enquanto os produtores do Golfo Pérsico conseguiram aumentar as exportações.

Fatores técnicos também ampliaram a alta do petróleo. Consultorias de negociação de commodities que seguem tendências aumentaram suas posições compradas, que passaram a representar 91% das posições em Brent e WTI, ante 45% e 36%, respectivamente, em 31 de agosto, segundo dados da Bridgeton Research Group, da Kpler. Esses operadores automatizados são conhecidos pela tendência de acentuar as oscilações dos preços.

Os derivados de petróleo, como o diesel, por outro lado, tiveram uma alta ainda mais forte, à medida que o conflito no Oriente Médio e a guerra entre Rússia e Ucrânia se combinam para restringir a oferta. As exportações russas de diesel caíram no mês passado ao menor nível em mais de uma década. Isso ameaça provocar uma nova rodada de pressão inflacionária sobre os bancos centrais de todo o mundo.

Os estoques de diesel dos EUA devem cair neste mês para o menor nível em mais de duas décadas, segundo a perspectiva de curto prazo para o setor de energia divulgada nesta quarta-feira pela Energy Information Administration (EIA). A agência também elevou em 14% sua previsão para o preço do diesel no varejo no último trimestre deste ano, para US$ 5,55 por galão.

“A perspectiva fundamental para os derivados continua positiva, com a deterioração dos estoques e das reservas globais”, disse Darrell Fletcher, diretor-gerente de commodities da Bannockburn Capital Markets.

Antes da guerra com o Irã, cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo passava pelo Estreito de Ormuz com destino a clientes em diferentes países.

Apesar da continuidade do fluxo de navios-tanque com os transponders desligados, as embarcações continuam sob ameaça constante de ataques. A Kuwait Petroleum está enviando navios pelo estreito “sempre que é seguro”, afirmou um funcionário da empresa nesta quarta-feira.

A continuidade das interrupções fez os estoques seguirem em queda em diferentes partes do mundo. A empresa de análise Vortexa estima que a quantidade de petróleo transportada por navios no mar tenha diminuído em mais de 150 milhões de barris desde meados de julho.

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Fed, banco central americano, avalia reduzir número de reuniões anuais

Pelo menos um terço de todos os dirigentes do Federal Reserve (Fed) afirmou que consideraria realizar reuniões com menor frequência para definir as taxas de juros, o que dá a Kevin Warsh uma oportunidade inicial para implementar uma das maiores mudanças estruturais que propôs como novo presidente do banco central.

Ainda não se sabe se a ideia poderá ser adotada em breve. O comitê de política monetária do Fed ainda não discutiu os detalhes. Alguns dirigentes abertos à proposta também afirmaram que querem uma análise mais aprofundada das possíveis vantagens e desvantagens, além de avaliar se a mudança viria acompanhada de outros possíveis ajustes na estratégia de comunicação do Fed.

Beth Hammack, presidente do Fed de Cleveland, Jeffrey Schmid, de Kansas City, e Anna Paulson, da Filadélfia, estão entre um grupo de seis presidentes de unidades regionais do Fed que afirmaram recentemente estar abertos a reduzir o número de reuniões regulares do comitê que define as taxas de juros.

Na reunião de julho, Warsh sugeriu realizar seis encontros por ano para discutir e definir as taxas de juros, reservando outras duas reuniões para debater um tema econômico relevante, conforme noticiado anteriormente pela Bloomberg News.

Por lei, o banco central é obrigado a se reunir quatro vezes por ano, embora o número de encontros tenha variado ao longo das décadas. Desde 1981, os dirigentes programam oito reuniões anuais.

“O presidente observou que seis reuniões programadas por ano, realizadas aproximadamente a cada dois meses, permitiriam acumular mais informações entre os encontros do que na prática atual e dariam aos formuladores de política monetária e à equipe mais tempo para considerar questões estratégicas de política monetária”, mostraram as atas da reunião de julho.

A redução do número de reuniões representaria uma mudança significativa na forma de funcionamento do banco central dos EUA e o diferenciaria de seus principais pares no exterior. O Banco Central Europeu, o Banco da Inglaterra e o Banco do Japão se reúnem oito vezes por ano.

Não está claro se os dirigentes discutirão em detalhes a proposta de Warsh na reunião de política monetária marcada para 15 e 16 de setembro. A inflação elevada e a possibilidade de elevar os juros pela primeira vez em três anos podem dominar o próximo encontro.

Embora vários dirigentes tenham afirmado estar abertos a reduzir o número de reuniões do Fed a cada ano, alguns disseram que querem primeiro analisar as possíveis implicações da mudança.

“É ótimo reavaliar a maneira como fazemos as coisas”, disse Paulson à CNBC no mês passado. “Assim como na política monetária, também estou de mente aberta nesse aspecto. Quero entender melhor as vantagens e desvantagens de seis em comparação com oito — como tudo isso funciona.”

Implicações para as projeções

Uma mudança na frequência das reuniões provavelmente teria implicações para os materiais divulgados pelo Fed em alguns de seus encontros. Atualmente, o Fed publica as projeções econômicas e para as taxas de juros dos formuladores de política monetária quatro vezes por ano — nas reuniões de março, junho, setembro e dezembro. A adoção de seis reuniões levantaria a questão de se essas projeções continuariam a ser divulgadas e com que frequência.

A própria divulgação dessas projeções está sendo examinada por um grupo de trabalho sobre comunicação — um dos cinco grupos desse tipo, formados por especialistas externos e criados por Warsh neste ano para analisar diferentes práticas do Fed. A expectativa é que os cinco grupos apresentem recomendações ao Comitê Federal de Mercado Aberto por volta do fim deste ano.

“Acho que é saudável”, disse Austan Goolsbee, presidente do Fed de Chicago, no podcast Odd Lots, da Bloomberg, no mês passado, ao ser questionado sobre a revisão da comunicação e a possibilidade de mudanças na frequência das reuniões, das projeções econômicas e das entrevistas coletivas realizadas após os encontros. “Vamos repensar tudo isso.

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Marabraz pede na Justiça proteção contra credores e liberação de recursos

A Marabraz realizou novo pedido à Justiça de proteção por 180 dias (seis meses) contra cobranças de credores, além da liberação de recursos bloqueados.

A rede varejista fez a solicitação de recuperação judicial em 15 de agosto. E o pedido de proteção foi protocolado como uma emenda à petição inicial.

Como o pedido de RJ ainda está em análise, a varejista não contava com a garantia e teve recursos bloqueados por credores e imóveis retomados por locadores.

São espaços onde funcionam lojas da rede. A varejista pediu acesso aos bens e outras mercadorias guardadas nesses locais.

Proteção antecede RJ

Muitas empresas, entram com pedidos de “tutela cautelar”, como é conhecida a proteção judicial, antes de formalizarem seus pedidos de recuperação judicial ou extrajudicial.

A tutela evita a cobrança antecipada de dívidas e o efeito cascata que pode inviabilizar o funcionamento do negócio.

O grupo Casas Bahia fez, recentemente, a mesma solicitação de proteçnao antes da entrada formal para a análise da RJ.

A Marabraz entrou com pedido de recuperação judicial em 15 de agosto, citando dívidas de R$ 140 milhões.

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Petróleo supera US$ 100 com escalada de ataques entre Estados Unidos e Irã

O petróleo Brent ultrapassou US$ 100 por barril pela primeira vez desde julho, impulsionado pela intensificação dos ataques entre Estados Unidos e Irã e pela retomada das compras de petróleo pela China, maior importadora da commodity no mundo.

Os contratos futuros do Brent, referência para os preços internacionais do petróleo, chegaram a subir 2,3% em Londres nesta manhã, antes de reduzir parte dos ganhos.

A nova alta ocorre após uma escalada do conflito entre Washington e Teerã. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, as forças americanas destruíram cinco petroleiros iranianos em resposta a uma tentativa de atingir um navio de guerra da Marinha dos EUA com mísseis balísticos durante a noite.

O conflito também vem afetando o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de energia do mundo. Milhões de barris continuam passando diariamente pela região, mas grande parte dos navios está navegando com os sistemas de identificação desligados, aumentando a preocupação com novos ataques.

Antes do início da guerra entre EUA e Irã, cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos no mundo passava pelo Estreito de Ormuz a caminho dos mercados internacionais.

China volta a comprar petróleo

Além dos riscos relacionados ao conflito, o preço do petróleo também ganhou força com a retomada das compras chinesas.

A China havia reduzido suas aquisições no início da guerra, movimento que ajudou a limitar a alta dos preços. A retomada das compras neste mês, porém, trouxe novo impulso ao mercado e fez alguns dos principais indicadores de preços atingirem os níveis mais altos em semanas.

O Brent acumula alta superior a 60% neste ano. Com exceção de uma breve alta em julho, no entanto, os contratos futuros haviam permanecido abaixo de US$ 100 por mais de três meses, período em que os produtores do Golfo Pérsico conseguiram aumentar suas exportações.

Estoques de petróleo diminuem

A continuidade das dificuldades no transporte também tem reduzido os estoques globais de petróleo. Segundo a empresa de análise Vortexa, a quantidade de petróleo transportada em navios no mar caiu em mais de 150 milhões de barris desde meados de julho.

Mesmo com navios continuando a atravessar o Estreito de Ormuz, as embarcações permanecem sob risco de novos ataques. Um funcionário da Kuwait Petroleum Corp. afirmou nesta quarta-feira que os navios da empresa estão passando pela região “sempre que é seguro”.

O cenário aumenta a preocupação com a oferta de petróleo justamente em um momento de recuperação da demanda.

Combustíveis sobem ainda mais

Os derivados de petróleo, como o diesel, tiveram uma alta ainda mais forte. Isso ocorre porque o conflito no Oriente Médio se espalhou para o Mar Vermelho, próximo à Arábia Saudita, enquanto a guerra entre Rússia e Ucrânia continua afetando o mercado de energia.

Os dois conflitos podem aumentar os custos de combustíveis e pressionar novamente a inflação em diferentes países, dificultando o trabalho dos bancos centrais no controle dos preços.

“O caminho de menor resistência é uma alta forte e constante à medida que a guerra entra em seu sétimo mês”, afirmou Darrell Fletcher, diretor-executivo de commodities da Bannockburn Capital Markets.

Segundo ele, os fundamentos dos derivados de petróleo continuam favoráveis à alta, diante da deterioração dos estoques e das reservas globais.

Ataques também atingem a Arábia Saudita

O grupo rebelde Houthi, do Iêmen, também continua atacando instalações de energia na Arábia Saudita.

Nas últimas semanas, os Houthis realizaram uma série de ataques contra a refinaria de Jazan, que tem capacidade para processar 400 mil barris de petróleo por dia. Os ataques ameaçam uma oferta de combustíveis que já está mais restrita.

“A preocupação com uma interrupção contínua e prejudicial do fornecimento, devido à escalada do conflito entre EUA e Irã, aumentou significativamente”, disse Tamas Varga, analista da corretora PVM.

Segundo ele, a inflação pode reduzir a demanda por petróleo, mas, neste momento, a oferta não consegue acompanhar a demanda.

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Eleições 2026: como a disputa eleitoral afeta bolsa, juros e câmbio?

As eleições 2026 podem mexer com a bolsa de valores, o dólar e os juros antes mesmo de o próximo presidente assumir. Isso acontece porque investidores negociam ativos com base em expectativas sobre inflação, juros, contas públicas, regulação e desempenho das empresas nos próximos anos.

Uma eleição pode alterar essas projeções. O resultado da disputa presidencial e a composição do Congresso ajudam a definir quais políticas econômicas terão mais chance de avançar no governo seguinte.

Quando uma pesquisa ou uma votação muda a probabilidade atribuída a esses cenários, os preços dos ativos podem reagir antes de qualquer nova política sair do papel.

Por que as eleições 2026 afetam o mercado?

O preço de uma ação reflete expectativas sobre os resultados futuros da empresa. Por isso, uma eleição pode mudar essa avaliação antes mesmo da posse, caso o mercado espere alterações em impostos, gastos públicos, regulação ou outras políticas capazes de afetar custos e lucros.

Os juros também entram nessa conta. O presidente da república não define a Selic, cuja condução cabe ao Banco Central, mas o governo influencia a política fiscal — as decisões sobre arrecadação, gastos e dívida pública — e propõe orçamento e prioridades de gastos.

Mudanças nas expectativas para dívida, inflação e contas públicas podem alterar os juros exigidos pelo mercado financeiro, isto é, o retorno cobrado por investidores para financiar governo e empresas. Isso afeta o custo de financiamento e a avaliação das companhias.

Nas estatais, a ligação pode ser mais direta. A União é controladora da Petrobras e tem influência na escolha de integrantes de seu conselho de administração. Por isso, uma troca de governo pode mudar expectativas sobre gestão, investimentos, dividendos e estratégia da companhia — fatores que também entram no preço das ações.

Como uma surpresa eleitoral mexe com o mercado?

As eleições de 2022 ajudam a mostrar como uma mudança inesperada no cenário pode mexer rapidamente com os preços dos ativos.

Luiz Inácio Lula da Silva terminou o primeiro turno com 48,43% dos votos válidos, contra 43,20% de Jair Bolsonaro. A diferença de 5,23 pontos ficou abaixo da vantagem indicada pelas principais pesquisas antes da votação.

No pregão seguinte, em 3 de outubro de 2022, o Ibovespa avançou 5,54%, enquanto o dólar caiu 4,02% e os juros futuros recuaram. Dois fatores eleitorais entre as explicações para o movimento: Bolsonaro havia obtido um resultado acima do indicado pelas principais pesquisas e o Congresso eleito ganhou uma composição mais à direita. Investidores avaliavam que esse Legislativo poderia restringir mudanças mais amplas na política econômica do governo seguinte.

O movimento citado acima não foi explicado apenas pela eleição: o ambiente externo também ajudou os ativos brasileiros naquele dia.

Como as eleições podem mexer com o dólar?

Uma eleição pode mexer com o dólar porque também altera a percepção de risco dos investidores sobre o país.

Se investidores estrangeiros aumentam a procura por ativos brasileiros, pode haver maior demanda por reais, favorecendo a valorização da moeda. Já uma redução dessas posições ou a saída de recursos pode pressionar o real para baixo.

Um exemplo apareceu depois do primeiro turno de 2022. No pregão seguinte à votação, o dólar caiu cerca de 4%, para perto de R$ 5,18, enquanto investidores reagiam ao resultado mais apertado do que indicavam as pesquisas e à nova composição do Congresso.

O câmbio também era favorecido pelo cenário externo naquele dia, mas a queda do dólar frente ao real foi muito maior do que o recuo da moeda americana no exterior.

Um estudo publicado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) em novembro de 2025 ajuda a mostrar que esse mecanismo não fica restrito à oscilação diária das moedas.

Nos países de menor estabilidade política da amostra, os fluxos privados brutos — que incluem entradas e saídas de capital — ficaram, no trimestre eleitoral, 28,3% abaixo da média dos seis meses anteriores.

Ao analisar 261 eleições em 38 economias emergentes, incluindo o Brasil, entre 1990 e 2020, o estudo encontrou uma redução dos fluxos privados de capital no entorno das eleições.

O efeito foi maior quando a incerteza sobre a política econômica persistia após a votação e menor em países com maior estabilidade política e instituições mais fortes.

Eleições também podem adiar investimentos

O efeito das eleições não aparece apenas nas oscilações de bolsa e dólar. Diante da incerteza sobre as políticas do próximo governo, empresas e investidores também podem esperar mais clareza antes de comprometer dinheiro em decisões de longo prazo.

Foi justamente onde o FMI encontrou os resultados mais claros. O impacto eleitoral apareceu no investimento estrangeiro direto e em operações como empréstimos e financiamentos transfronteiriços, ou seja, crédito concedido entre agentes de países diferentes.

Nos países de menor estabilidade política da amostra, os fluxos privados brutos ficaram, no trimestre eleitoral, 28,3% abaixo da média dos seis meses anteriores. Isso indica como a combinação entre eleição e maior incerteza política pode pesar sobre decisões de investimento.

Por que os juros futuros também reagem?

Os juros futuros refletem expectativas sobre inflação, dívida pública, política fiscal, crescimento da economia e trajetória da Selic. Por isso, uma eleição pode mexer com esses contratos se alterar a percepção dos investidores sobre como o próximo governo pretende arrecadar, gastar e administrar as contas públicas.

O próprio Banco Central reconhece que a política fiscal pode afetar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida e o prêmio exigido pelos investidores na curva de juros. A curva de juros mostra quanto o mercado exige de retorno para diferentes prazos. Essas taxas incorporam expectativas sobre a Selic, a inflação e o risco fiscal, entre outros fatores.

Quanto maior o risco percebido, maior pode ser o retorno exigido para emprestar dinheiro por prazos mais longos.

Um exemplo apareceu depois do primeiro turno de 2022, quando os juros futuros recuaram. Na época, parte do movimento forma relacionados ao resultado mais forte da direita no Congresso e à expectativa de que a nova composição do Legislativo pudesse limitar uma eventual expansão fiscal no governo seguinte.

A eleição, portanto, não determina sozinha os juros, mas pode mudar as projeções que ajudam a formar essas taxas anos antes de uma política efetivamente entrar em vigor.

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Gasolina mais barata: Governo calcula tamanho do impacto nas contas públicas

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, informou nesta quarta-feira, 9, o impacto somado de R$ 7 bilhões, aproximadamente, com as novas medidas para aliviar os preços dos combustíveis diante da guerra no Oriente Médio. Estão sendo detalhados em coletiva de imprensa dois anúncios: subvenção adicional ao diesel e as desonerações da gasolina e do etanol.

O governo federal anunciou o decreto que reduz em R$ 0,63 as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre o litro de gasolina e zera as contribuições sobre o etanol hidratado. O impacto é de R$ 2 bilhões ao mês, aproximadamente.

Esse benefício ao consumidor substitui e amplia os efeitos da subvenção da gasolina já prevista via Medida Provisória no valor de R$ 0,44 por litro. A vigência dessa medida, que já está em vigor, termina nesta quarta-feira.

A outra medida anunciada nesta quarta foi a assinatura de uma medida provisória que autoriza a subvenção econômica ao óleo diesel. O valor da subvenção será de R$ 1,00 por litro.

O impacto estimado é de R$ 5 milhões por mês. O valor da subvenção por litro será definido por ato do Ministério da Fazenda e poderá ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme as condições do mercado.

Bruno Moretti reforçou que as medidas anunciadas para mitigar os efeitos da guerra no Oriente Médio nos combustíveis não dependem de espaço fiscal adicional. “Estamos fazendo uso do espaço fiscal de que dispomos, sem pedir espaço adicional”, declarou em coletiva.

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BR Partners (BRBI11) faz aumento de capital de R$ 30 mi; veja para onde vai dinheiro

A BR Partners (BRBI11) vai fazer um aporte de R$ 30 milhões no Banco BR Partners, sua subsidiária, mostra comunicado ao mercado enviado ao mercado nesta quarta-feira (9).

Segundo o banco, o valor será utilizado para “reforçar a estrutura de capital do Banco BR Partners e suportar o desenvolvimento de suas atividades”.

Uma fonte ouvida pelo Money Times diz que se trata apenas de um aumento de capital e de uma transação entre companhias irmãs.

Cenário da BR Partners

No segundo trimestre de 2026, a empresa lucrou R$ 35,1 milhões, queda de 7,0% na comparação trimestral e de 22,4% em relação ao 2T25.

Em relatório publicado em julho, a XP havia dito que o cenário de juros cada vez mais desafiador continuava sendo o principal obstáculo para a tese de investimento, provavelmente atrasando a recuperação da atividade nos mercados de capitais e, consequentemente, da trajetória de lucros da companhia.

Mesmo tendo cortado o preço-alvo na ocasião, a corretora vê a ação como barata.

“Nossa visão construtiva é baseada na forte cultura corporativa da companhia, na disciplina de custos e no balanço significativamente fortalecido após o IPO e as subsequentes captações de capital, que ampliaram suas capacidades de produtos e fortaleceram sua capacidade de atender uma base de clientes mais ampla e diversificada”.

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Radar das Eleições: Brasil caminha para ambiente de atrito institucional e agenda econômica ficará em segundo plano

O Brasil caminha para um ambiente de atrito institucional entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, independentemente e quem será o presidente da República em 2027. Com isso, reformas econômicas e marcos regulatórios para atrair investimentos externos devem ser deixados de lado, “em segundo ou terceiro planos” no próximo mandato.

A avaliação é de Mário Braga, analista de geopolítica para América Latina na RANE, e foi um dos temas da sétima edição do Radar das Eleições, do Money Times. Na visão do representante da empresa de análises de risco, tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como o senador Flávio Bolsonaro (PL), que caminham para a disputa de um segundo turno nas eleições 2026, terão problemas a enfrentar caso sejam eleitos.

O atrito tem como foco principal a relação de ambos com as diferentes correntes do Judiciário, turbinada pela escalada da crise dentro do Supremo Tribunal Federal (STF). Passa ainda pela liberação de emendas impositivas investigadas pela Corte, bem como a autorização para que senadores autorizem o impeachment de ministros do STF.

Segundo Braga, em um cenário de Lula reeleito, o conflito com o Legislativo viria do seu indicado Flávio Dino, que comanda o processo de investigação sobre as emendas parlamentas. “Esse litígio entre Executivo, usando o Supremo para se opor à questão do controle do orçamento pelo Congresso, é uma fonte de atrito”.

Se o Flávio Bolsonaro for eleito, o atrito muda de lado e surge uma aliança “mais natural” da Presidência da República com o Congresso para fazer a remoção, muito provavelmente, do ministro Alexandre de Moraes do STF, segundo ele.

“Qualquer que seja o cenário, será um cenário em que uma instabilidade institucional tem grande potencial de acontecer. E qual é a implicação disso? Se a gente tem um cenário de crise institucional, a agenda econômica, muito provavelmente vai ficar em segundo ou terceiro planos“, afirmou Braga.

Reformas fiscais e estruturantes, marcos regulatórios para atrair investimentos de setores que trabalham para que algum tipo de legislação seja aprovada serão preteridos pelo governo federal diante do cenário de atrito, na avaliação do executivo da RANE. “Nesse cenário de enfrentamento muito agudo, isso tudo deixa de ser prioridade”.

Geopolítica com Lula ou Flávio Bolsonaro

No cenário externo, a rivalidade e os extremos políticos entre Lula e Flávio Bolsonaro também trarão impactos nas relações bilaterais entre Brasil e outras nações e blocos, principalmente com Estados Unidos, União Europeia e China.

Com a reeleição de Lula, na avaliação de Braga, as relações entre Brasil e Estados Unidos seguiriam “voláteis”, dependentes de eventuais contatos entre o líder brasileiro e o presidente Donald Trump e de pressões internas dentro do governo estadunidense.

“As coisas se acalmam por algum momento, até que algum outro grupo dentro do governo americano é pressionado. E a gente teria, talvez tarifas, talvez sanções, talvez pressão sobre a operação de segurança e aí isso se deterioraria”, afirmou.

“Quando a gente olha no cenário em que o Flávio Bolsonaro é eleito, aí a guinada diplomática com o viés ideológico é mais forte que isso. Vai ter um alinhamento muito grande entre o governo brasileiro e o governo do presidente Donald Trump”.

A relação com União Europeia, China e as nações do BRICs é favorável em um governo Lula, defensor do multilateralismo e de acordos comerciais. Acordos que passariam por um “maior escrutínio em relação à participação de empresas ou interesses chineses em ativos estratégicos” no Brasil caso Flávio Bolsonaro seja eleito, por exemplo.

“Dificilmente o governo de Flávio Bolsonaro estaria disposto, por exemplo, a rasgar contrato, a fazer expropriação, porque isso mandaria uma mensagem muito ruim para o mercado, para a estabilidade. Mas você pode ter uma pressão maior sobre interesses chineses nas áreas de minerais críticos ou portos”, na avaliação do analista da RANE.

Ajuste fiscal

Mesmo sob atrito institucional, em algum momento o futuro presidente terá de fazer um ajuste fiscal, que terá diferentes níveis dependendo do eleito.

Se Lula conquistar o quarto mandato, os “ajustes serão os mínimos possíveis pra garantir a possibilidade de executar o orçamento ou algo que previna a eclosão de uma crise muito forte no lado fiscal”, afirmou Braga. Com Flávio Bolsonaro, na avaliação dele, haverá uma “disciplina fiscal maior e medidas de austeridade um pouco mais sérias, que ajudem a reduzir a trajetória da dívida”.

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Dino exige criação de código único para fiscalização de emendas parlamentares

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governo federal e o Congresso Nacional apresentem, até 30 de novembro de 2026, uma proposta conjunta para criar um identificador único para emendas parlamentares. A medida deverá vir acompanhada de um cronograma de implementação e busca permitir o rastreamento da verba desde a indicação feita pelo parlamentar até o efetivo empenho dos recursos.

Segundo a decisão, o mecanismo deverá ser integrado aos sistemas Siafi, responsável pela administração financeira do governo federal, e Transferegov.br. A intenção é assegurar uma ligação inequívoca entre a indicação parlamentar e a execução da despesa, ampliando a capacidade de acompanhamento e fiscalização dos recursos públicos.

Ainda no mesmo despacho, Dino deu ciência às partes sobre os resultados de uma auditoria realizada pelo Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus) em repasses de emendas destinados à área da saúde. O levantamento analisou 100 contas de municípios e Estados. Em uma etapa complementar, que envolveu 25 auditorias, 17 delas, o equivalente a 68%, geraram propostas de devolução ou recomposição de valores aos cofres públicos.

A fiscalização apontou R$ 7,74 milhões em danos ao erário e outros R$ 677,8 mil relacionados a desvios de finalidade. Somados, os valores chegam a R$ 8,42 milhões em recursos considerados aplicados de forma irregular. As emendas de bancada responderam pela maior parcela do prejuízo identificado, com R$ 6,58 milhões, ou 78% do total, incluindo um caso isolado de R$ 4,5 milhões.

O relatório também apontou falhas na transparência da execução dos recursos. Apenas 4% das auditorias verificaram a existência de divulgação pública e acessível sobre a aplicação das verbas.

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Petrobras reajusta gasolina em R$ 0,19, mas alta é compensada por corte de impostos; entenda

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira, 9, que vai aumentar em R$ 0,19 por litro o preço da gasolina A vendida às distribuidoras a partir da próxima quinta-feira, 10. Com o reajuste, o preço médio cobrado pela estatal passa a ser de R$ 3,24 por litro.

Leia mais em: https://exame.com/economia/petrobras-reajusta-gasolina-em-r-019-mas-alta-e-compensada-por-corte-de-impostos-entenda/

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Como o cérebro de uma mosca pode ajudar a explicar o comportamento humano

Pequenas diferenças na estrutura do cérebro de moscas podem produzir mudanças expressivas de comportamento. Pesquisadores mapearam todas as 124 milhões de conexões neurais de uma mosca-da-fruta macho e compararam o resultado com o cérebro de uma fêmea.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/como-o-cerebro-de-uma-mosca-pode-ajudar-a-explicar-o-comportamento-humano/

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O plano da Europa para tomar a dianteira na corrida espacial entre EUA e China

A Europa tenta reforçar sua posição na nova corrida espacial enquanto Estados Unidos e China ampliam investimentos em foguetes, satélites e exploração. O desafio reúne governos e empresas nesta semana em Paris, em meio a preocupações com a competitividade e a autonomia do continente.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/o-plano-da-europa-para-tomar-a-dianteira-na-corrida-espacial-entre-eua-e-china/

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Efeitos de adoçantes podem passar entre gerações, diz estudo

A sucralose e a estévia, dois adoçantes usados como alternativas ao açúcar, podem estar associadas a mudanças no metabolismo que permanecem entre gerações. Um experimento com camundongos encontrou alterações na microbiota intestinal, na regulação da glicose e na atividade de determinados genes dos animais e de seus descendentes.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/efeitos-de-adocantes-podem-passar-entre-geracoes-diz-estudo/

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Colisão que ajudou a formar as Américas ocorreu milhões de anos antes do que se pensava

A principal fase da colisão tectônica entre a América Central e a América do Sul pode ter ocorrido milhões de anos antes do que os cientistas estimavam. A conclusão é de um estudo publicado na revista Earth and Planetary Physics, que analisou rochas vulcânicas na Colômbia e encontrou evidências de que a deformação mais intensa da crosta terrestre já havia diminuído há cerca de 10 milhões de anos.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/colisao-que-ajudou-a-formar-as-americas-ocorreu-milhoes-de-anos-antes-do-que-se-pensava/

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Mistério das 'Flechas do Diabo' é desvendado após 4 mil anos

As gigantescas "Flechas do Diabo", consideradas a mais alta fileira de pedras pré-históricas ainda preservada da Grã-Bretanha, escondiam um mistério que intrigava arqueólogos há décadas. Um estudo liderado pela Universidade Curtin, na Austrália, identificou pela primeira vez a origem das rochas e revelou que elas foram transportadas por pelo menos 18 quilômetros até o monumento há cerca de 4 mil anos.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/misterio-das-flechas-do-diabo-e-desvendado-apos-4-mil-anos/

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De agora em diante, o trade eleitoral é com emoção

A partir de agora, o trade eleitoral se encaminha para sua fase mais decisiva, na qual o efeito possibilidade passa a se transmutar em efeito certeza.

Enquanto as últimas pesquisas apontam empate técnico no 2o turno entre os dois principais candidatos, o jogo ainda segue em aberto; muita coisa pode acontecer num pequeno recorte de tempo.

Em particular, pedimos atenção à janela de 20 dias que antecede o 1o turno, em 4 de outubro, pois ela costuma gestar um cluster extremo de volatilidade política.

Apertemos os cintos, porque o próximo passeio será com emoção.

O que exatamente vai acontecer depende de decisões tomadas no Lago Paranoá ou na Lagoa dos Cisnes, sejam eles cinzas ou negros. Mas a leitura do passado recente permite certas ilações probabilísticas.

Do lado do status quo, o PT parece razoavelmente tranquilo diante da piora de popularidade do presidente Lula, acompanhada da ascensão de Flávio nas pesquisas.

Isso talvez indique que “tudo o que podíamos fazer já foi feito”, e agora só resta torcer e não cometer novos erros. Ou pode prenunciar a iminência de um golpe final contra a concorrência.

Durante o 7 de Setembro organizado na Paulista, Flávio disse ter medo de uma “terceira facada”, e revelou que faz campanha com colete à prova de balas.

Em se tratando de uma metáfora, a terceira facada remete à possibilidade de um novo vazamento indigesto, na cara do gol, de modo a minar definitivamente as chances de virada eleitoral.

Por orientação metodológica, se estamos preparados para qualquer tipo de cenário, devemos estar preparados também para esse cenário específico.

Vamos imaginá-lo então, um pouco mais em detalhes.

Para fins didáticos, podemos supor três níveis de impacto a partir deste evento dramático:

  • Impacto neutro -> trata-se de um vazamento sem grandes novidades em relação ao que já foi ventilado, e/ou que fica em segundo plano diante da gravidade das denúncias envolvendo Alexandre de Moraes, Lulinha ou quem quer que seja associado ao PT.

  • Impacto moderado -> o vazamento é suficiente para subtrair entre 5 e 10 pontos de Flávio, mas insuficiente para transferir esses pontos integralmente à terceira via; ainda assim, o 1o turno de Lula não estaria garantido, e haveria um mínimo de tempo hábil para os opositores buscarem recuperação no 2o turno.
     
  • Impacto máximo -> Flávio é atingido por uma bomba atômica, de modo que perde completamente sua competitividade e viabiliza por tabela um candidato da terceira via.


Bem, se estamos certos nesse exercício de decomposição, parece razoável afirmar que nenhum dos três níveis implica necessariamente um “golpe final”.

O nível neutro preservaria a competitividade atual, enquanto o nível máximo poderia ser inclusive pior para Lula, na medida em que ressuscitaria um candidato alternativo com rejeição menor que a de Flávio.

Por fim, o nível moderado, embora seja o melhor dos três para a campanha petista, dificilmente sacramenta a disputa. Vem com o agravante de uma bomba que tem que explodir em dose cuidadosamente calculada; isso depende não só das componentes bombásticas, mas sobretudo de quão inflamável é o eleitorado em questão.

PS. O Market Makers preparou um projeto de curto prazo com especialistas em investimentos e política. O intuito? Te ajudar a planejar sua carteira para os próximos meses, mas também aproveitar as oportunidades de lucro que estão surgindo agora. Pegue seu convite para o Gabinete Eleitoral aqui.

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Ukrainian troops can’t easily leave the front for medical care. They want more of it brought to them.

A Ukrainian soldier with an anti-drone shotgun inspects the area from the bed of a pick-up truck near Druzhkivka.
Ukrainian troops, hunted by drones from above, are spending more time in combat areas.

ZUMA Press Wire via Reuters Connect

  • Ukrainian soldiers are spending longer periods in combat areas.
  • The heavy drone saturation has made it difficult to leave the front lines for medical care.
  • One unit said that soldiers must have treatment options brought forward in response.

The threat of Russian drones is keeping Ukrainian troops stuck near the front for longer stretches and forcing the military to think more about how it delivers medical care to soldiers who can't easily leave.

For one Ukrainian military unit that specializes in front-line casualty evacuation, the lesson is that battlefield medicine now has to do more than stabilize the wounded and get them out.

Soldiers in combat areas for extended periods need access to outpatient care, diagnostics, specialist consultations, and treatment for both chronic and acute illnesses without being forced to leave the battlefield every time they need medical assistance, Ukraine's 1st Separate Medical Battalion told Business Insider.

A battalion spokesperson, who spoke on the condition of anonymity for security reasons, said in translated remarks that modern combat medicine is developing in two main directions: using machines to replace troops and evacuate casualties wherever possible and pushing high-quality medical care closer to troops at the front.

The front lines have evolved into what Ukrainian officials and soldiers describe as a "kill zone." Drones are constantly watching and able to target anything that moves, including soldiers and armored vehicles, with precision. The aerial threat has made it difficult and time-consuming to move even short distances.

The kill zone varies in size, extending for miles on both sides of the line of contact, and Ukrainian officials and soldiers say it is expanding as more drones flood the battlefield.

The battalion spokesperson said the growing number of drones is forcing the unit to change its approach to casualty evacuation, stabilization sites, and forward surgical teams.

The unit must become more mobile and less visible, moving between locations faster, the spokesperson said.

Ukrainian soldiers practice operating a ground-based drone (UGV) during a training session at the 10th Corps' drone school.
Ukrainian soldiers are increasingly using ground robots for casualty evacuations.

Frédéric Pétry/Hans Lucas via Reuters Connect

Ground robots, meanwhile, are increasingly being used for casualty evacuation, reflecting a growing trend across the Ukrainian military in which machines are replacing soldiers for dangerous missions such as logistics.

The battalion spokesperson said that access to sophisticated medical equipment is also critical, though the most advanced equipment is not always the most useful. Any system brought forward must be suitable for rugged, front-line conditions, meaning that it must be mobile, autonomous, easy to maintain, and have a sufficient support chain.

In some cases, a reliable, self-sufficient device may be more valuable to the unit than a more advanced system that isn't designed for the battlefield, the spokesperson said.

More generally, heavy drone saturation in Ukraine has upended long-standing assumptions about combat casualty care.

Delayed casualty evacuation, for instance, stands in stark contrast to the model US and allied forces relied on in the post-9/11 wars, when US and coalition forces could leverage their air superiority to helicopter wounded soldiers to large, fully equipped bases.

Western military leaders are increasingly warning that they might not have these same advantages in a future war against a near-peer adversary such as Russia.

In Ukraine, drones have made it difficult to deliver medical care to wounded soldiers within the "golden hour," the first 60 minutes after a severe injury, when rapid treatment can be critical to survival.

NATO is increasingly aware that it could face similar challenges and has looked to Western medical and defense industries for technology that could help save lives in a drone-infested environment.

Read the original article on Business Insider

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Quem está por cima, e quem está por baixo?

Em meio ao clássico debate sobre se as melhores análises são top-down (privilegiando o macro) ou bottom-up (começando pelo micro), a resposta mais óbvia é a de que precisamos andar nas duas direções, respeitando um processo iterativo entre o individual e o coletivo.

Se fôssemos aqui realmente obrigados a escolher apenas uma abordagem, escolheríamos a bottom-up. Acreditamos na capacidade de uma veia empreendedora fazer pequenos milagres, mesmo quando o ambiente econômico e político joga contra.

No entanto, é preciso reconhecer que existem momentos no ciclo em que a análise macro importa muito, enquanto a micro deve ser colocada temporariamente em segundo plano; e há razões para acreditar que estamos vivendo um desses momentos.

Como insight rápido, se pegarmos o balanço da temporada 2T26 no Brasil, encontraremos resultados pouco animadores, para usar um eufemismo.

Fonte: BTG

A visão consolidada é salva basicamente pela contribuição bélica de Petrobras. Porém, à medida que aplicamos os devidos filtros, vemos os deltas minguarem YoY, até chegarmos a um recorte de Domésticos com queda (!) dos lucros.

Logo, sob tal ótica, qualquer decisão bottom-up para se investir em Bolsa parece pouco convidativa.

Mas não é a toa que o Ibovespa conseguiu se levantar por meio de dez pregões consecutivos de alta, deixando para trás as perdas do início de agosto.

As chances de guinada eleitoral voltaram à pauta, e um próximo corte de Selic ganhou embasamento por meio de leituras de inflação e – sobretudo – desaceleração da atividade.

HFTs, players gringos e institucionais começam a montar estruturas de opções com vencimentos de outubro a dezembro, visando colher uma eventual vol do bem.

É assim que tudo geralmente se inicia, pois essas estruturas são leves, permitindo uma exposição em que perdas limitadas podem ser oferecidas em troca de ganhos elevados.

Difícil acreditar?

Mesmo sem veia empreendedora, pequenos milagres também podem ocorrer quando o ambiente econômico e político joga a favor.

PS.: Aos investidores desejosos de conhecer uma dessas estruturas de opções, recomendo ler a edição de amanhã da nossa Carteira de Small Caps.

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Nova frente de batalha digital reúne rivais em uma mesma trincheira

Modelos de inteligência artificial mais avançados podem ampliar a escala e a sofisticação dos ciberataques nos próximos meses, segundo cerca de 120 organizações que assinaram uma carta aberta pelo reforço das defesas digitais. Entre as signatárias estão rivais como OpenAI, Anthropic e Google. Por meio do pronunciamento intitulado “A call for collective action on cyber […]

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Setor de gás entra em (nova) rota de colisão com disputa de R$ 10 bilhões na Justiça

A ofensiva judicial desta semana da Associação de Empresas de Transporte de Gás Natural por Gasoduto (ATGás) contra a ANP – a agência reguladora do setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis – marca um novo capítulo na disputa pela revisão tarifária do transporte de gás natural no Brasil. O embate envolve um dos principais […]

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Da feira de ciências ao ROI: como PicPay e Microsoft estão transformando a IA em negócio real

NeoSummit IA na Real - painel 1

É inevitável. Atualmente, seja qual for o segmento da economia – do varejo à mineração, passando pelas finanças e também pela tecnologia -, a inteligência artificial (IA) será um dos pontos abordados no roteiro de qualquer discussão. E, muitas vezes, como protagonista. O fato é que, como em qualquer nova onda de inovação – ainda […]

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Lula pede a Trump retomada das negociações sobre tarifas contra o Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a Donald Trump que retome as negociações sobre as tarifas americanas contra o Brasil durante um telefonema nesta sexta-feira, buscando amenizar as relações com Washington antes das eleições de outubro.

Lula rebateu as alegações americanas de práticas comerciais desleais que levaram à imposição de tarifas de 25% sobre muitos produtos brasileiros, chamando-as de “infundadas” durante uma ligação que durou mais de uma hora, informou o governo brasileiro em comunicado.

Trump propôs que autoridades de ambos os governos se reunissem o mais breve possível, segundo o Brasil. A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Esta é a primeira ligação entre os dois líderes desde que as relações se deterioraram em maio, quando os EUA classificaram dois grandes grupos criminosos brasileiros como organizações terroristas antes da imposição de tarifas, em julho.

As medidas contribuíram para mergulhar os EUA e o Brasil em uma disputa diplomática, depois que Lula acusou Washington de tentar interferir nas eleições brasileiras em favor de Flávio Bolsonaro.

No final de julho, o governo bloqueou vistos para dois funcionários do Departamento de Estado por suspeitar que eles planejassem questionar a integridade do sistema eleitoral do país. Em seguida, os EUA rebaixaram o status do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, embora ela continue autorizada a trabalhar no país, após alegarem que o governo Lula está atrasando o credenciamento de seu enviado diplomático a Brasília.

Lula e Trump entraram em atrito no ano passado depois que o líder americano impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros em uma tentativa malsucedida de ajudar o ex-presidente Jair Bolsonaro a escapar de acusações por tentativa de golpe. Trump posteriormente retirou as tarifas.

Lula também reiterou seu interesse em cooperar com os EUA no combate ao crime organizado, afirmando que o Brasil dispõe dos instrumentos necessários para enfrentar esses grupos sem uma classificação especial, segundo o comunicado.

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A estratégia do bilionário Ray Dalio para se proteger do risco de uma crise da dívida dos EUA

O bilionário Ray Dalio, considerado um dos maiores e mais bem-sucedidos investidores da história, deu a sua visão sobre o significado da intervenção do Tesouro dos Estados Unidos no mercado de títulos nesta semana.

Dalio afirmou que investidores deveriam reduzir suas posições em títulos de dívida americana e alocar até 15% de seu dinheiro em ouro. O objetivo? Se proteger contra o risco de uma crise da dívida dos Estados Unidos, que, segundo seu alerta, pode estar a apenas três anos de distância.

Manter uma exposição menor a títulos e cerca de 10% a 15% de uma carteira em ouro, além de “um pouco” de bitcoin, poderia tanto reduzir os riscos quanto aumentar os retornos, disse Dalio, que há muito tempo alerta para os perigos do crescimento da dívida pública.

Os comentários acontecem em um momento em que os rendimentos dos Treasuries de longo prazo subiram para máximas de vários anos e o Japão, maior credor estrangeiro dos EUA, vendeu títulos americanos para sustentar o iene.

Para conter a queda no mercado de títulos, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou nesta semana planos para aumentar as recompras de títulos de dívida de longo prazo — uma medida surpreendente que, até agora, proporcionou pouco mais do que um suporte de curto prazo.

Os acontecimentos mais recentes são consistentes com o modelo de ciclo da dívida que Dalio apresentou em seu livro How Countries Go Broke: The Big Cycle (em tradução livre: “Como os países quebram: o grande ciclo“), escreveu ele.

Segundo Dalio, o aumento dos custos do serviço da dívida acaba entrando em conflito com uma demanda insuficiente dos investidores, obrigando os governos a aceitar taxas de juros mais altas ou os bancos centrais a imprimir dinheiro para comprar a dívida. Isso enfraquece as moedas e alimenta a inflação ao longo do processo.

Dalio estima que a receita do governo americano será de cerca de US$ 5,5 trilhões neste ano, contra US$ 7,5 trilhões em gastos, deixando um déficit de US$ 2 trilhões. Somente os custos com juros deverão chegar a aproximadamente US$ 1 trilhão neste ano, enquanto cerca de US$ 10 trilhões em dívidas precisarão ser refinanciados.

Sem uma mudança de rumo, uma crise da dívida dos EUA poderia chegar “em três anos, para mais ou para menos dois”, afirmou Dalio.

Ele defende a redução do déficit orçamentário para 3% do Produto Interno Bruto (PIB), ante o nível atual de aproximadamente 6%, por meio de uma combinação de cortes de gastos, aumento da arrecadação tributária e redução das taxas de juros.

Dalio afirmou que pressões fiscais semelhantes estão afetando países como Reino Unido, China e Japão.

É por isso que “espero que moedas que não sejam produzidas pelos governos, como ouro e Bitcoin, tenham um desempenho relativamente bom”, escreveu ele.

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Nas grandes empresas, cibersegurança já não basta. O foco é perder menos após ataques

Em junho de 2021, a JBS tomou a difícil decisão de pagar US$ 11 milhões em resgate a hackers responsáveis por um ataque que afetou suas operações na América do Norte e na Austrália.

Quando o pagamento foi feito, a maior parte das instalações da companhia já funcionava novamente. Sistemas redundantes e servidores de backup ajudaram na recuperação, mas não eliminaram o risco de novas interrupções nem a incerteza sobre informações que poderiam ter sido roubadas.

Cinco anos depois, o episódio ainda ajuda a entender uma mudança na estratégia das grandes empresas. O prejuízo de um ataque é muito pesado: vendas perdidas, produção interrompida e clientes sem atendimento, mas pode continuar em multas, vazamento de dados e danos à reputação.

Mais do que tentar impedir toda invasão – um objetivo cada vez mais difícil de alcançar –, as companhias estão investindo para reduzir essa conta quando suas defesas são ultrapassadas. Uma estratégia que vem ganhando força no mercado é a chamada ciberresiliência (cyber resilience).

A sucessão de grandes ataques que ocupou as manchetes em 2021 e 2022 rareou nos anos seguintes. Isso não significa, porém, que o problema tenha desaparecido. Parte dos incidentes é comunicada apenas a reguladores e clientes afetados; outros só se tornam públicos quando provocam uma paralisação visível ou quando os próprios criminosos divulgam as informações roubadas.

“A gente sobe a altura do muro, mas aí o ladrão põe uma escada”, resume Andrea Fodor, CEO da operação brasileira da Hitachi Vantara, o braço de infraestrutura de dados do conglomerado japonês que faturo mais de US$ 17 bilhões globalmente em 2024. “É uma constante evolução, um gato e rato.”

Andrea Fodor, country manager da Hitachi Vantara no Brasil (Divulgação)
Andrea Fodor, country manager da Hitachi Vantara no Brasil (Divulgação)

A Hitachi Vantara hoje atende no país empresas como Petrobras, Caixa, Banco do Brasil e Porto, além do exército brasileiro.

Registros da ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) mostram que o volume de incidentes comunicados permanece elevado. Foram 186 notificações em 2021, 275 em 2022, 352 em 2023 e 336 em 2024. Apenas no primeiro semestre de 2025, a autoridade recebeu outras 198 comunicações.

O custo do problema

Outro caso daquele período de 2021-2022, o da multinacional espanhola de atendimento ao cliente Atento, ajuda a dimensionar o tipo de prejuízo que as estratégias de ciberresiliência tentam reduzir hoje.

Um ataque sofrido no Brasil, também em 2021, levou a companhia a suspender conexões com clientes e retomar gradualmente seus serviços.

Meses depois, a Atento colocou a conta no papel: foram US$ 34,8 milhões em receitas perdidas e US$ 7,3 milhões em custos adicionais – um impacto superior a US$ 42 milhões em um único trimestre.

Renner, Fleury e Americanas também tiveram serviços interrompidos por ataques naquele período. Nesses casos, a dimensão mais visível do problema chegou diretamente ao consumidor: sites ficaram fora do ar, vendas foram afetadas e serviços deixaram de funcionar normalmente.

É essa conta que ajuda a explicar por que o setor passou a falar menos em bloquear todos os ataques e mais em garantir a recuperação da operação, segundo Terry Louis, gerente sênior global de alianças de tecnologia da Hitachi Vantara.

“Quando passamos da cibersegurança para a ciberresiliência, partimos do seguinte princípio: ‘Eu sei que serei invadido. Sei que os criminosos entrarão. Como garanto a recuperação dos meus ativos críticos para continuar operando?’”, diz Louis.

A mudança não torna a prevenção dispensável. Ela acrescenta uma segunda camada à estratégia: definir previamente quais sistemas precisam voltar primeiro, quanto dado a empresa aceita perder e quanto tempo pode permanecer fora do ar sem comprometer o negócio.

Terry Louis, gerente sênior global de alianças de tecnologia da Hitachi Vantara (Divulgação)
Terry Louis, gerente sênior global de alianças de tecnologia da Hitachi Vantara (Divulgação)

Louis cita um estudo da Splunk, subsidiária da Cisco, em parceria com a Oxford Economics, que estimou em US$ 600 bilhões o custo anual agregado das interrupções não planejadas entre as empresas do Global 2000 – ranking da Forbes que reúne as 2 mil maiores companhias abertas do mundo.

O valor aumentou 50% em relação a 2024 e representa uma média de US$ 300 milhões por empresa.

Camadas extras

Para Louis, contar com uma cópia dos dados não é suficiente. Criminosos podem permanecer durante semanas ou meses dentro de uma rede antes de revelar o ataque. 

Nesse intervalo, o malware pode ser replicado nos próprios arquivos de backup. Se a empresa restaurar a cópia errada, recupera não apenas seus sistemas mas também o invasor — e corre o risco de ser sequestrada novamente.

Por isso, a ciberresiliência envolve o que o setor chama de “recuperação limpa”: localizar uma versão íntegra dos dados, testá-la em um ambiente isolado e recolocar a operação no ar sem reintroduzir o código malicioso.

O desafio aumentou com a velocidade dos ataques. Um relatório da Verizon de 2026 apontou que 31% das violações analisadas começaram pela exploração de falhas em softwares. Casos com envolvimento de fornecedores e outros terceiros já representavam 48% do total.

A inteligência artificial tornou o cenário ainda mais complexo. A mesma tecnologia usada pelas empresas para detectar comportamentos suspeitos também ajuda criminosos a localizar vulnerabilidades, automatizar tentativas de invasão e produzir mensagens de phishing mais convincentes. 

Segundo a Verizon, o intervalo entre a descoberta de uma falha conhecida e sua exploração pode cair de meses para horas.

Caindo na real

Essa aceleração transforma uma decisão técnica em uma escolha econômica. As empresas precisam definir previamente quanto dado aceitam perder, quanto tempo podem permanecer fora do ar e quais sistemas devem ser recuperados primeiro.

São duas medidas centrais. A primeira é a quantidade de informação que pode desaparecer: alguns minutos de transações bancárias, algumas horas de pedidos ou um dia de produção. 

A segunda é o tempo necessário para que o serviço volte a funcionar. Dependendo do negócio, uma recuperação em dois dias pode ser tolerável. Para um banco, um hospital ou uma plataforma de pagamentos, alguns minutos já podem representar prejuízo e crise reputacional.

A conta também obriga as companhias a identificar quais informações e aplicações são realmente vitais. Proteger todos os dados com o mesmo nível de redundância e velocidade pode ser economicamente inviável. O investimento tende a se concentrar nos sistemas que mantêm o negócio operando, os chamados ativos críticos.

Mesmo uma recuperação rápida e limpa tem limites. Se os criminosos roubarem informações antes de bloquear os sistemas, restaurar os dados não impede que documentos de clientes sejam vendidos ou publicados. Também não elimina eventuais multas, processos judiciais ou danos à reputação.

Na prática, a ciberresiliência parte do reconhecimento de que algum ataque pode funcionar. O investimento serve para encurtar a paralisação, recuperar os sistemas essenciais e reduzir o impacto sobre a receita e os clientes. 

Quanto mais rápida e segura for essa retomada, menor será o espaço para que uma invasão se transforme em uma crise para o negócio.

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Bessent sinaliza que recompra de títulos pelo Tesouro pode superar US$ 4 bilhões

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta quinta-feira (20) que o governo pode ampliar as recompras de títulos da dívida americana para mais de US$ 4 bilhões por emissão, em uma tentativa de melhorar as condições do mercado de títulos de longo prazo.

“Pode ser mais de US$ 4 bilhões por emissão”, disse Bessent em entrevista à CNBC.

A declaração ocorre um dia depois de o Departamento do Tesouro anunciar que aumentaria em pelo menos o dobro o volume das recompras de títulos com vencimentos mais longos. O programa, que previa operações de até US$ 2 bilhões, passará a ter um limite de pelo menos US$ 4 bilhões por operação a partir de setembro.

O anúncio de quarta-feira provocou uma forte queda nos rendimentos dos Treasuries, mas o efeito perdeu força rapidamente. Nesta quinta-feira, o rendimento do título de 30 anos voltou a subir e era negociado em torno de 5,235%. O papel chegou a atingir níveis não vistos desde antes da crise financeira global de 2008.

Já o rendimento do Treasury de 10 anos avançava cerca de 5 pontos-base, para 4,704%. Um ponto-base equivale a 0,01 ponto percentual.

Bessent afirmou que o tamanho das futuras recompras dependerá das condições do mercado e evitou estabelecer um novo valor. Segundo ele, o objetivo é fazer com que os investidores se concentrem nos fundamentos econômicos, e não nas manchetes durante um período de baixa liquidez.

“Vamos ver quais são as condições e vamos analisá-las. Tudo o que estamos tentando fazer é levar as pessoas a se concentrarem nos fundamentos e não negociarem com base nas manchetes durante um período tranquilo, em um mercado com pouca liquidez”, disse.

O secretário do Tesouro também afirmou que o nível atual dos rendimentos não foi o fator determinante para a decisão de ampliar as recompras. Segundo Bessent, os rendimentos dos títulos de prazo mais longo não refletem os fundamentos da economia americana.

“Temos um grande conjunto de ferramentas, então vamos ver. Parte disso é sinalizar e mostrar que acreditamos que os rendimentos não refletem os fundamentos subjacentes”, afirmou.

Por que os juros estão subindo?

A alta dos rendimentos dos Treasuries ocorre em meio a uma combinação de fatores. Entre eles estão o aumento da dívida e dos déficits dos Estados Unidos, a concorrência com outros mercados de crédito — incluindo a forte emissão de dívida corporativa relacionada à inteligência artificial — e os juros mais elevados oferecidos por outros países, como o Japão.

Outro fator é o chamado prêmio de prazo, que representa o retorno adicional exigido pelos investidores para manter títulos do governo por períodos mais longos.

A liquidez do Treasury de 30 anos também preocupa. Bessent classificou o mercado desses títulos como “muito ruim”, o que aumenta o incentivo para que o Tesouro intervenha.

Dívida americana supera US$ 40 trilhões

A pressão sobre os juros ocorre em um momento de forte aumento da dívida pública americana. Dados divulgados pelo Tesouro na quarta-feira mostraram que a dívida nacional dos Estados Unidos ultrapassou US$ 40 trilhões pela primeira vez.

Bessent afirmou que o número, por si só, não é o principal problema e disse que o crescimento econômico pode ajudar o país a lidar com o elevado endividamento.

“Não há nada de mágico no número de US$ 40 trilhões, e podemos crescer para sair dessa situação”, disse.

O secretário também afirmou que se reunirá com Russell Vought, diretor do Escritório de Administração e Orçamento dos EUA, para discutir consolidação fiscal, em uma referência a medidas para melhorar as contas públicas.

“Nossa mensagem aos nossos aliados e parceiros comerciais é que o crescimento global é o caminho para lidar com essa montanha de dívida”, afirmou.

A alta dos rendimentos dos Treasuries é especialmente relevante para o governo americano porque juros maiores aumentam o custo para refinanciar a dívida e financiar novos déficits. Ao mesmo tempo, os rendimentos dos títulos de longo prazo funcionam como referência para outros custos de crédito na economia, como as taxas de financiamento imobiliário.

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Bessent se torna o secretário do Tesouro dos EUA mais intervencionista em décadas

Com uma série de movimentos inesperados neste ano, Scott Bessent emergiu como o secretário do Tesouro mais intervencionista nos mercados financeiros em décadas — colocando sua credibilidade em jogo em um esforço para conter uma alta potencialmente prejudicial nos custos de financiamento dos Estados Unidos.

A quarta-feira trouxe a mais recente surpresa. Apenas duas semanas depois de divulgar seu cronograma para recomprar títulos do Tesouro mais antigos, o Departamento do Tesouro anunciou que iria “pelo menos dobrar” as compras planejadas de títulos com vencimentos entre 10 e 30 anos.

A medida veio depois de o Tesouro, no início deste mês, abrir a possibilidade de reduzir a emissão de dívida de prazo mais longo. Em 31 de julho, Bessent supervisionou a primeira compra de ienes por autoridades americanas em três décadas, uma ação vista como uma forma de reduzir a necessidade de o Japão vender parte de seu estoque de Treasuries para financiar suas próprias compras de ienes.

E, no início deste ano, Bessent utilizou as chamadas rate checks — ligações de autoridades a bancos para pedir cotações sobre o iene — surpreendendo até mesmo um ex-funcionário japonês.

“Ele é intervencionista, sem dúvida”, disse Mark Sobel, ex-funcionário do Tesouro dos EUA e atualmente integrante do grupo de pesquisa OMFIF. “Isso remete à sua experiência em fundos de hedge.”

Quanto à motivação, “para mim, está claro que ele e o governo estão preocupados com a alta dos rendimentos dos títulos de longo prazo”, disse Sobel.

O Tesouro não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre as medidas de Bessent no mercado.

Como responsáveis pela política econômica do país e por seus mercados financeiros, os secretários do Tesouro frequentemente são obrigados a intervir em momentos de crise.

Esse não é o caso agora, já que a liquidação de títulos tem ocorrido de forma ordenada e vem se desenrolando há meses. Mas a reação de Bessent depois que os rendimentos dos Treasuries de 10 anos — seu indicador financeiro de referência declarado — subiram acima do nível em que estavam antes do retorno de Trump à Casa Branca mostra que as preocupações em Washington estão aumentando.

A alta dos rendimentos, impulsionada por uma combinação de preocupações com a inflação, decisões do Federal Reserve e déficits fiscais elevados, manteve as taxas de hipotecas em níveis altos e representa um obstáculo ao crescimento econômico meses antes das eleições legislativas de novembro.

O que dizem os estrategistas

“Somada à disposição do governo de intervir em outras áreas, a mensagem do movimento de quarta-feira está ficando difícil de ignorar. Washington está cada vez mais desconfortável com o sinal vindo da ponta longa da curva. Agora os mercados sabem que esse desconforto existe, e pontos de tensão costumam voltar a ser testados.” — Brendan Fagan, estrategista do MLIV

Quando se trata da emissão de dívida, o Tesouro há muito segue o princípio de ser “regular e previsível”, evitando surpreender os investidores. É um conceito que o próprio Bessent endossou em um discurso principal em uma conferência sobre o mercado de Treasuries em novembro.

Mas, naquele mesmo discurso, ele também afirmou: “Meu trabalho é ser o principal vendedor de títulos do país. E os rendimentos dos Treasuries são um forte indicador para medir o sucesso nessa tarefa.” Ele também destacou a importância econômica de taxas mais baixas dos Treasuries.

“Isso vai contra o princípio de ‘regular e previsível’ — mas esse é o mundo em que vivemos”, disse Gregory Faranello, chefe de negociação e estratégia de juros dos EUA da AmeriVet Securities, sobre o anúncio de quarta-feira. “A mensagem é clara: parem a alta dos rendimentos.”

A antecessora de Bessent, Janet Yellen, também agiu para conter uma alta dos rendimentos em 2023. Bessent estava entre vários republicanos que criticaram a medida — implementada por meio do comunicado trimestral regular sobre emissão de dívida — sob o argumento de que tinha motivação política e buscava estimular a economia antes das eleições. Stephen Miran, ex-chefe dos economistas do presidente Donald Trump e ex-integrante do conselho do Fed, havia sido coautor, em julho de 2024, de um artigo que criticava a chamada “emissão ativista do Tesouro”, ou ATI (activist Treasury issuance).

“Temporada eleitoral”

“Quando um partido político começa a usar a ATI para estimular a economia durante a temporada eleitoral, ela pode ser usada repetidamente por todos os governos futuros”, escreveram Miran e o coautor Nouriel Roubini.

A movimentação do Tesouro ocorre poucas semanas depois de o presidente do Fed, Kevin Warsh, ter comemorado a possibilidade de os mercados financeiros ficarem livres da orientação futura (forward guidance). “Os participantes do mercado estão aprendendo a jogar a bola, e não o árbitro, e os preços de mercado continuarão a reagir na direção e na intensidade que considerarem adequadas.”

Bessent já havia compartilhado esse sentimento de Warsh. Em um artigo publicado no ano passado, escreveu que as compras de títulos pelo Fed haviam criado “distorções” nos mercados e “prejudicado uma fonte essencial de feedback”.

Como se vê, “este não é um governo que estabelece regras estáveis e depois deixa o mercado seguir seu curso”, disse Brad Setser, pesquisador sênior do Council on Foreign Relations.

No caso da recente iniciativa envolvendo o iene, Bessent recomendou que o Fed ampliasse uma de suas linhas de financiamento, em uma medida vista como destinada a conter vendas diretas de Treasuries pelo Japão.

Manobra dos velhos tempos

Bessent, de 63 anos, ficou conhecido por seu papel em operações de alto risco e grande retorno envolvendo a libra esterlina e o iene japonês durante seu trabalho para George Soros. E alguns participantes do mercado viram a ação de quarta-feira como uma extensão daquela experiência profissional.

“É como o truque de ‘comprar tudo o que está na tela’ dos velhos tempos”, disse Brad Golding, gestor de portfólio da Christofferson Robb & Co. A referência é a uma técnica de fundos de hedge que consiste em lançar simultaneamente grandes ordens contra os principais operadores do mercado para provocar uma forte movimentação nos preços.

Por serem os principais integrantes do governo responsáveis pela administração da maior economia do mundo, os secretários do Tesouro têm uma longa tradição de grandes intervenções em momentos de crise. O departamento desempenhou um papel importante durante a Covid, administrou o principal programa de socorro da crise financeira global e liderou diversos resgates de mercados emergentes na década de 1990.

Segundo alguns observadores, as movimentações de Bessent são diferentes porque não foram provocadas por uma crise ou por condições particularmente desordenadas nos mercados.

Comparação histórica

“Bessent está deixando claro para todos que sua abordagem é mais ativamente intervencionista, mesmo sem a presença do tipo de catalisador que poderia ter sido necessário nas últimas décadas”, disse Douglas Rediker, sócio-gerente da consultoria política International Capital Strategies, em Washington.

Sobel, que trabalhou no Tesouro do fim dos anos 1970 até 2015, disse que Bessent é, pelo menos, o secretário mais intervencionista desde o início dos anos 2000. Comparações históricas, como com James Baker — que ajudou a articular os Acordos do Plaza e do Louvre, na década de 1980, que tiveram forte influência sobre as taxas de câmbio na época — são difíceis devido às diferenças entre os contextos históricos, afirmou.

Muitos participantes do mercado e economistas destacaram que os fundamentos por trás dos rendimentos mais altos atualmente representam um desafio para o conjunto de ferramentas operacionais do Tesouro. Faltando dois meses para o fim do ano fiscal, o déficit acumulado em 2026 é de US$ 1,8 trilhão, 5% maior que no ano anterior. Os gastos são impulsionados pela Previdência Social, Medicare, Medicaid e pelos juros da dívida. Os gastos com defesa também devem aumentar, enquanto os republicanos estudam novos cortes de impostos.

“Embora o anúncio do Tesouro ofereça alívio no curto prazo aos mercados de títulos, os fatores estruturais” que pressionam as taxas para cima continuam presentes, escreveram estrategistas de juros do ABN Amro em uma nota divulgada na quinta-feira. “É difícil imaginar o Tesouro mantendo recompras cada vez maiores de forma sustentada, especialmente diante das necessidades de financiamento que continuam — e estão aumentando”, escreveram Larissa Fritz e seu colega Jaap Teerhuis.

Sinais para o mercado

Bessent, no entanto, já indicou acreditar no poder do governo de influenciar os mercados. No mês passado, ao falar sobre participações do governo Trump em várias empresas de tecnologia e recursos naturais, afirmou: “O que estamos tentando fazer é criar sinais para o mercado.” Em entrevista à Fox Business, disse: “Em essência, estamos tentando dizer aos investidores: ‘Ok, é aqui que a bola vai estar. Patinem rapidamente até lá’.”

Alguns investidores seguiram esse sinal na quarta-feira. Os rendimentos dos títulos de 10 anos fecharam em queda de cerca de 6 pontos-base, enquanto as taxas dos títulos de 30 anos recuaram 9 pontos-base. Na quinta-feira, os Treasuries devolviam parte desses movimentos.

“Isso só funciona por algum tempo”, disse Guy Miller, estrategista-chefe da Zurich Insurance. “Pode ser uma intervenção bastante poderosa quando o Tesouro diz que está realmente comprometido com isso. Mas, no fim das contas, a menos que você enfrente uma política fiscal excessivamente expansionista, isso não é sustentável indefinidamente.”

Quanto à operação de Bessent envolvendo o iene, a moeda japonesa devolveu neste mês parte da valorização provocada pela intervenção. A queda dos rendimentos dos Treasuries na quarta-feira também deu impulso ao iene. A redução das taxas chegou a levar o Bloomberg Dollar Spot Index ao menor nível em três meses.

“Ele está comprando briga com dois mercados gigantescos — Treasuries e câmbio”, disse Peter Boockvar, diretor de investimentos da Onepoint Bfg. “E essa é uma batalha muito difícil.”

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O segredo por trás da nova aposta da Vibra Energia (VBBR3)? Um diesel que reduziu gastos da Vale

A Vibra Energia (VBBR3) está apostando na ampliação das vendas de diesel com maior valor agregado para a mineração, com a oferta de um combustível que também oferece maior rendimento por quilômetro rodado, já testado em operações da mineradora Vale (VALE3), disse um executivo à Reuters.

O movimento junto a um setor no qual detém quase 60% de participação de mercado integra uma estratégia mais ampla que visa elevar a rentabilidade e a fidelização de grandes consumidores de sua divisão de negócios corporativos (B2B), incluindo outras indústrias.

A iniciativa inclui o lançamento nesta semana de um diesel premium chamado Supera Plus, desenvolvido para operações de mineração e testado pela Vale Base Metals (VBM), subsidiária de metais básicos da mineradora Vale.

Em entrevista à Reuters, o vice-presidente executivo de B2B da Vibra, Juliano Prado, afirmou que o novo diesel permitiu reduzir em cerca de 5% o consumo de combustível em operações da mineradora, além de gerar ganhos operacionais relacionados à manutenção dos equipamentos e redução de emissões.

“A gente deixa de discutir o diesel como uma commodity e passa a ter um produto que agrega valor adicional em relação ao que a concorrência tem”, afirmou Prado.

Segundo a Vibra, o Supera Plus passa a ocupar o topo da linha de diesel da companhia, acima das versões comum e aditivada, e o primeiro desenvolvido especificamente para a mineração, segmento que utiliza maquinários pesados e que opera em condições severas.

Segundo a Vibra, o teor do biodiesel no Supera Plus continua sendo o exigido pela regulação, mas a empresa seleciona biodiesel de qualidade superior, com menos contaminantes e maior estabilidade. Além disso, o produto inclui aumentadores de cetano, para melhorar a eficiência da queima, inibidores de corrosão, para proteger as partes metálicas do maquinário, e inibidores de oxidação, para fazer com que esse diesel não degrade na operação.

O objetivo inicial do Supera Plus, de acordo com Prado, não é ampliar a fatia de mercado no setor mineral, mas aprofundar o relacionamento com clientes já atendidos e aumentar a rentabilidade dos contratos.

“A gente não está lançando esse produto para ganhar ‘market share’. A gente faz isso para criar mais valor na relação que já existe. O ganho de participação pode vir como consequência”, afirmou.

Começando pela mineração

Embora a mineração tenha sido escolhida como primeiro segmento para a comercialização do produto devido à intensidade do consumo de combustível e ao elevado custo de paradas não programadas de equipamentos, a Vibra vê a iniciativa como uma plataforma para expandir a oferta de combustíveis premium.

“O Supera Plus começa na mineração, mas ele vai ser transversal para as diversas indústrias que nós temos”, disse Prado.

Segundo ele, a nova solução poderá ser expandida para outros setores como agronegócio, indústria e logística, nos quais ganhos de eficiência operacional também podem gerar redução relevante de custos para os clientes.

A companhia vende anualmente cerca de 1,7 milhão de metros cúbicos de diesel para o setor mineral, volume equivalente a aproximadamente 20% das vendas do combustível no segmento B2B. Entre os clientes estão Vale, Gerdau, Alcoa, Mineração Rio do Norte e Jacobina, disse Prado.

Aposta em produtos premium

Os testes realizados pela Vale Base Metals serviram de base para a estratégia. De acordo com a Vibra, na mina de Salobo, no Pará, o Supera Plus proporcionou redução de cerca de 5% no consumo, com uma economia anual estimada em R$9,27 milhões. A empresa também registrou redução de 40% nas obstruções de filtros e ganhos relacionados à manutenção dos equipamentos.

Em Onça Puma, também no Pará, a Vibra afirmou que houve redução de 6% no consumo de combustível nas operações de transporte de minério, além de ampliação do intervalo entre trocas de filtros, de 250 para 500 horas.

No segundo trimestre, a área B2B da Vibra registrou um Ebitda ajustado de R$1,7 bilhão, alta de 142% ante o mesmo período do ano passado. A margem Ebitda ajustada do segmento alcançou R$531 por metro cúbico vendido, também avanço de 142% na mesma comparação.

A companhia atribui o desempenho à estratégia de qualificação do mix, com aumento da participação de produtos de maior valor agregado, como combustíveis aditivados, além da expansão da base de clientes.

Entre abril e junho, a Vibra assinou mais de 100 novos contratos de fornecimento e elevou para 30% a participação de produtos aditivados no volume total de diesel vendido pelo segmento B2B, conforme informou anteriormente.

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Tesouro dos EUA anuncia que dobrará volumes dos títulos de longo prazo com valor nominal

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (19) que está dobrando o tamanho das operações de recompra de suporte de liquidez para títulos de cupom nominal de prazo mais longo – de 10 a 20 anos e de 20 a 30 anos.

O tamanho máximo atual de US$ 2 bilhões por operação será de, pelo menos, US$ 4 bilhões por operação, segundo o Tesouro.

A mudança entra em vigor em 9 de setembro e estará em vigor pelo restante deste trimestre de refinanciamento, que termina em 4 de novembro.

O Tesouro dos EUA fornecerá mais informações sobre os tamanhos futuros de recompra na próxima Reunião Trimestral de Refinanciamento, segundo comunicado.

Afirmou também que esse aumento nos tamanhos das operações de recompra reflete seu desejo de fornecer maior suporte de liquidez a ativos de prazo mais longo, “onde há um patrocínio consistente e forte por parte dos participantes do mercado, como evidenciado pelo volume significativo de ofertas de alta qualidade que o Tesouro rotineiramente recebe em operações de recompra de longo prazo”.

A medida refletiu imediatamente nos mercados de Treasuries e câmbio, promovendo aceleração do movimento de quedados títulos de longo prazo do Tesouro norte-americano e do dólar frente a moedas fortes e emergentes. “Um cronograma provisório atualizado de recompra do Tesouro será divulgado em uma data posterior”, acrescentou.

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Cientistas criam 'arco-íris de som' mais completo da história em chip de silício

Pela primeira vez, cientistas conseguiram criar e registrar imagens de um "arco-íris sonoro" completo, um fenômeno que separa ondas sonoras de forma semelhante ao que acontece com a luz ao formar um arco-íris. A descoberta representa um avanço na manipulação de vibrações e pode contribuir para o desenvolvimento de dispositivos acústicos mais precisos, sensores e tecnologias de processamento de informações.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/cientistas-criam-arco-iris-de-som-mais-completo-da-historia-em-chip-de-silicio/

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Homem se cura de câncer de pele após cirurgia cardíaca, mas ganha alergia rara

Um homem com melanoma avançado entrou em remissão completa após passar por uma cirurgia cardíaca para tratar um problema na válvula aórtica. Meses depois, porém, desenvolveu uma alergia grave a picadas de abelha, apesar de nunca ter apresentado esse tipo de reação anteriormente.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/homem-se-cura-de-cancer-de-pele-apos-cirurgia-cardiaca-mas-ganha-alergia-rara/

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Lula X Trump: Brasil abre processo de reciprocidade contra tarifas dos Estados Unidos

O governo brasileiro deu início nesta quinta-feira (13) ao processo de análise de possíveis medidas de reciprocidade em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos, de acordo com um comunicado da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).

A iniciativa está fundamentada na Lei da Reciprocidade Econômica (Lei nº 15.122/2025), que autoriza o país a adotar contramedidas diante de ações unilaterais consideradas prejudiciais aos interesses nacionais.

Segundo comunicado, a Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) encaminhou o pedido de enquadramento aos membros do Comitê-Executivo de Gestão do órgão, dando início à tramitação prevista no Decreto nº 12.551/2025.

O movimento é mais um capítulo do acirramento dos ânimos entre o presidente da República brasileira, Luiz Inácio Lula da Silva, e o seu equivalente norte-americano, Donald Trump.

Como parte do processo, o Ministério das Relações Exteriores notificou oficialmente o governo dos Estados Unidos sobre a abertura da análise e solicitou a realização de consultas diplomáticas.

O objetivo dessas negociações é buscar soluções que possam mitigar ou eliminar os efeitos das tarifas americanas e evitar a adoção de contramedidas previstas na legislação brasileira.

Leia o documento na íntegra:

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Split Payment: sistema de cobrança é adiado e não começa em janeiro. Novos tributos são mantidos

O split payment, mecanismo pelo qual o valor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) devido em uma operação será separado automaticamente no momento do pagamento, não estará pronto em janeiro de 2027.

A cobrança efetiva da CBS nessa data continua prevista, assim como a manutenção do IBS em alíquota de teste, mas o recolhimento automático imediato na hora da venda não ocorrerá no primeiro dia do ano. O seu funcionamento foi tema de reportagem explicativa do Descomplica PJ.

“O split payment é uma das ferramentas mais complexas de ser implementada. Não começará em janeiro”, afirmou Pricilla Santana, secretária da Fazenda do Rio Grande do Sul e segunda vice-presidente do Comitê Gestor do IBS (CGIBS), em entrevista após reunião do colegiado em São Paulo nesta quarta-feira (12).

Segundo Santana, a implementação exige mais tempo tanto do lado do governo quanto das próprias instituições financeiras. “O nosso sistema financeiro, que tem sido um parceiro incomensurável nesse desafio, também pediu mais tempo”, afirmou.

O adiamento não significa que o mecanismo foi abandonado. A expectativa é que ele passe a operar depois de janeiro, numa primeira fase facultativa e restrita a operações entre empresas. É o mesmo desenho que já era esperado para a etapa inicial do split payment antes do atraso.

RAD: a alternativa prevista para o início do ano

Enquanto o split payment não está disponível, o Recolhimento pelo Adquirente (RAD) passa a ser a opção com que as empresas podem contar já no início do ano que vem.

Previsto na lei que regulamentou a criação do IBS e da CBS, o mecanismo funciona como alternativa para quando o instrumento de pagamento usado não permite a segregação automática do imposto, como em pagamentos em dinheiro, cheque ou outras formas fora do sistema financeiro integrado à Plataforma Pública.

Nesse formato, é o comprador quem assume o recolhimento do tributo da operação, em vez do fornecedor. O crédito tributário correspondente é habilitado automaticamente, e o vendedor recebe o valor da venda com a parcela do imposto já descontada.

Assim como estava previsto para o split payment em sua fase inicial, o RAD também terá caráter opcional neste momento. As duas modalidades foram criadas para dar flexibilidade às empresas durante o período de transição da reforma tributária.

Para quem faz planejamento financeiro, vale já entender a diferença entre as duas modalidades: cada uma altera de forma diferente o momento em que o valor do tributo deixa de ficar disponível no caixa da operação.

Em janeiro, porém, só o RAD estará no ar. A comparação prática com o split payment só vale quando ele, de fato, entrar em operação.

O que muda mesmo com o adiamento

O atraso do split payment não afeta o restante do cronograma da reforma.

A cobrança efetiva da CBS começa normalmente em 1º de janeiro de 2027, substituindo PIS e Cofins em alíquota cheia. O IBS, por sua vez, segue em alíquota de teste até 2028, com a substituição gradual do ICMS e do ISS ocorrendo entre 2029 e 2032, até a cobrança integral a partir de 2033.

Desde 3 de agosto, os documentos fiscais eletrônicos de empresas do regime regular precisam trazer os campos de IBS e CBS, com a alíquota-teste de 1% (0,9% de CBS e 0,1% de IBS). Por enquanto, esse destaque tem caráter só informativo, sem recolhimento efetivo. A fase serve para testar sistemas antes da cobrança real começar.

Para não esquecer

  • O split payment não vai operar em janeiro de 2027;
  • sua implementação passa a acontecer aos poucos, em um momento ainda sem data marcada;
  • o RAD entra como opção viável já a partir de janeiro de 2027, restrito a operações entre empresas nesse primeiro momento;
  • a cobrança efetiva da CBS começa normalmente em janeiro de 2027, mesmo sem o split payment pronto;
  • o IBS segue em alíquota de teste até 2028;
  • a obrigação de destacar IBS e CBS nas notas fiscais, vigente desde 3 de agosto, continua tendo caráter só informativo enquanto durar o período de testes;
  • empresas do regime regular devem continuar ajustando seus sistemas fiscais para lidar corretamente com os novos campos das notas eletrônicas;
  • contadores precisam ficar atentos às próximas normas técnicas do CGIBS e da Receita Federal, que devem detalhar o novo cronograma do split payment.
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Bom pra cachorro: Petz Cobasi (AUAU3) vê lucro líquido ajustado crescer para R$ 70,3 milhões no 2T26

O Grupo Petz Cobasi (AUAU3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 70,3 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), crescimento de 8,4% ante igual período do ano anterior.

Sem ajustes, o lucro líquido alcançou R$ 100,4 milhões, avanço anual de 43,5%. O resultado foi favorecido pelo reconhecimento de R$ 52,9 milhões em créditos tributários referentes a exercícios anteriores.

Já o Ebitda (métrica do mercado para avaliar a geração de caixa de uma empresa) ajustado somou R$ 186,7 milhões, alta de 11% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada avançou 0,3 ponto porcentual (p.p.), para 10,6%, refletindo o crescimento das vendas e a diluição das despesas operacionais.

A receita líquida, por sua vez, atingiu R$ 1,7 bilhão, aumento de 7,9%. Já a receita bruta totalizou R$ 2,108 bilhões, avanço de 7,8%, impulsionada principalmente pelo aumento dos volumes.

“Em um cenário de inflação interna acumulada próxima de 1% a 2% e ausência de reajustes de preços pela indústria, esse resultado representa crescimento real”, afirmou o presidente do grupo, Paulo Nassar.

O resultado financeiro foi positivo em R$ 1,2 milhão, ante receita financeira líquida de R$ 1,5 milhão um ano antes. Segundo a companhia, o desempenho refletiu sua posição de caixa líquido.



Outras linhas do Petz Cobasi (AUAU3)

As vendas mesmas lojas cresceram 7,1% no trimestre. Na Petz, o indicador avançou 7,4%, enquanto na Cobasi aumentou 6,6%.

O canal digital registrou vendas de R$ 855,6 milhões, alta anual de 9,2%, e passou a representar 40,6% da receita bruta, crescimento de 0,5 p.p. ante o segundo trimestre de 2025. No canal físico, as vendas aumentaram 7,4%, para R$ 1,2 bilhão.

A receita bruta de serviços avançou 29%, para R$ 47,6 milhões. Enquanto isso, a participação das marcas próprias alcançou 14,4% das vendas da Petz e 9,5% das vendas da Cobasi, altas de 1,5 p.p. e 3,1 p.p., respectivamente.

O grupo encerrou junho com caixa líquido de R$ 286,1 milhões, aumento de 80,5% em relação ao fim do primeiro trimestre, mesmo após o pagamento de R$ 26 milhões em dividendos.

Os investimentos totalizaram R$ 34 milhões, queda anual de 31,5%, diante do menor ritmo de abertura de lojas e da redução dos aportes em reformas, manutenção e logística.

A empresa destaca no release que as comparações com 2025 consideram números pro forma gerenciais e não auditados, que simulam Petz e Cobasi como uma única operação.

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Em programa de governo, Flávio Bolsonaro prevê cortar impostos, reduzir dez ministérios e reavaliar Reforma Tributária

O senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, apresentou, nesta quinta-feira (13) seu plano de governo com a promessa de acelerar o crescimento econômico, reduzir o custo de vida e promover um choque de gestão nas contas públicas. Batizado de “Para o Brasil Vencer o Atraso”, o programa prevê crescimento sustentado de 4% ao ano na próxima década, redução gradual do custo do trabalho, revisão de impostos e investimentos de R$ 900 bilhões em infraestrutura ao longo de quatro anos.

Com 76 páginas, o plano prevê o corte de ao menos uma dezena de ministérios, redução de cargos e salários e reavaliar a reforma tributária para corrigir eventuais distorções e reduzir o valor do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), criado pela Reforma Tributária e que deve entrar em operação em 2027, sem informar detalhes sobre como as medidas serão adotadas.

Entre outros pontos, na política externa o foco será no comércio bilateral e “sem alinhamentos ideológicos” e o programa Casa Verde Amarela, que substituiu o Minha Casa, Minha Vida no governo de Jair Bolsonaro, será retomado

O programa organiza as propostas em nove eixos, com destaque para o “Brasil Mais Barato”, “Brasil que Prospera”, “Brasil que Cresce” e “Brasil que Não Volta Atrás”. A estratégia econômica é baseada no equilíbrio das contas públicas, na redução da burocracia, estímulo ao investimento privado e aumento da competitividade de setores como agropecuária, indústria e serviços.

“O compromisso de Flávio Bolsonaro é fazer um governo moderno e eficiente capaz de levar o Brasil à posição de sétima economia mundial”, informa o documento protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O candidato também diz estar preparado para “resgatar o país” e critica o que classifica como aumento do custo de vida e perda do poder de compra das famílias.

Dobrar o ritmo de crescimento

No capítulo econômico, o plano estabelece como principal objetivo elevar o ritmo de expansão da economia. Segundo o documento, o país cresceu, em média, cerca de 2% ao ano nas últimas duas décadas, desempenho considerado insuficiente em relação ao restante do mundo. A proposta é alcançar crescimento sustentado de 4% ao ano ao longo dos próximos dez anos.

Para atingir essa meta, Flávio propõe priorizar investimentos privados, ampliar a segurança jurídica e criar regras mais previsíveis para empresas. A estratégia também prevê fortalecer a competitividade do agronegócio, da indústria e do setor de serviços.

Um dos principais compromissos é a aplicação de R$ 900 bilhões em quatro anos em infraestrutura, com recursos destinados a rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. O programa também prevê a criação de “Corredores Logísticos Inteligentes” e a retomada de obras hídricas no Nordeste.

Na área de energia, o plano prevê expansão do refino de petróleo e gás, fortalecimento dos biocombustíveis e redução dos encargos e subsídios que compõem a tarifa de eletricidade. A tarifa social para famílias de baixa renda seria preservada.

O eixo “Brasil Mais Barato” prevê revisão de impostos, redução do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) projetado pela Reforma Tributária e desoneração de combustíveis e energia elétrica.

O candidato também propõe racionalizar encargos e subsídios do setor elétrico para diminuir o valor das contas de luz. No caso dos alimentos, a estratégia inclui investimentos em logística e armazenamento para reduzir custos de transporte e perdas na produção agrícola, além da expansão do Seguro Rural.

No entanto, o plano associa a redução dos juros e da inflação à reorganização das contas públicas e ao equilíbrio da dívida nacional. A proposta inclui ainda ações de educação financeira para famílias por meio da Caixa Econômica Federal.

“Tesouraço”

Na área fiscal, Flávio promete um choque de gestão, batizado no plano de “Tesouraço”. A proposta prevê a extinção de pelo menos dez ministérios, corte de cargos comissionados e o fim dos chamados supersalários no serviço público. O objetivo declarado é equilibrar as contas públicas, conter a inflação e criar condições para a redução dos juros.

O programa também prevê reavaliar a reforma tributária para corrigir eventuais distorções, reduzir o valor do IVA e desonerar exportações e investimentos. Outra frente é o fortalecimento do pacto federativo, com maior autonomia orçamentária para Estados e municípios e maior agilidade na transferência de recursos.

A proposta fiscal também inclui medidas contra fraudes na Previdência, com o objetivo de impedir descontos indevidos em aposentadorias e pensões, além da digitalização da gestão para eliminar as filas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Custo trabalhista e o ‘negociado sobre o legislado‘

O plano de Flávio também aposta na redução do custo da contratação formal. Segundo o documento, o custo total de um trabalhador para o empregador pode chegar a quase duas vezes o valor de seu salário. A proposta é reduzir esse custo gradualmente, sem retirar direitos trabalhistas.

Para jovens em busca do primeiro emprego, o programa prevê um contrato com menor custo sobre a folha de pagamentos, como forma de estimular as empresas a contratar trabalhadores sem experiência. Para pessoas com mais de 50 anos desempregadas há mais de 12 meses, seria criado um contrato de trabalho com condições consideradas mais atrativas para os empregadores.

O programa também defende a prevalência do “negociado sobre o legislado”, permitindo que trabalhadores e empresas estabeleçam diretamente determinadas condições de trabalho dentro dos limites da legislação.

Para quem pretende empreender, a proposta “Minha Primeira Empresa” prevê menos burocracia para abertura e formalização de negócios, capacitação e orientação por meio do “Sistema S”. A Caixa Econômica Federal seria transformada, segundo o plano, em um “Banco da Prosperidade”, com uma esteira de crédito e serviços destinada a facilitar o acesso ao primeiro patrimônio e à autonomia financeira.

O plano prevê ainda o programa “Ganha-Ganha”, que pretende criar um histórico positivo para beneficiários que cumpram determinadas etapas de qualificação e autonomia financeira. Entre as ações consideradas estão concluir cursos, formalizar um negócio, conseguir emprego e manter as contas em dia. O histórico poderia facilitar o acesso a crédito, juros menores e cashback.

A lógica apresentada pelo programa é transformar políticas sociais em uma etapa de transição para o mercado de trabalho e a independência financeira. O plano afirma que os programas sociais serão preservados e aperfeiçoados, com a proteção social funcionando como ponto de partida para qualificação, emprego e crescimento.

Casa Verde e Amarela de volta

Na habitação, o candidato propõe retomar o programa Casa Verde e Amarela, como o Minha Casa, Minha Vida foi rebatizado durante o mandato do pai, Jair Bolsonaro, e depois descartado no atual governo que retomou o nome original. A meta é construir 2,5 milhões de residências e oferecer financiamento com a menor taxa de juros possível.

A modernização tecnológica é outro componente da agenda econômica. O plano propõe digitalizar 100% dos serviços públicos federais e criar uma identidade digital única integrada ao Gov.br. A inteligência artificial seria utilizada para integrar informações e reduzir a burocracia enfrentada pelos cidadãos e pelas empresas.

A proposta também prevê ampliar o acesso à internet em todo o país e tratá-la como infraestrutura, assim como rodovias e pontes. A avaliação apresentada pelo candidato é que a digitalização pode reduzir custos administrativos e tornar mais eficiente a prestação de serviços públicos.

Na saúde, o programa propõe um prontuário eletrônico único, compartilhado entre redes pública e privada, além da ampliação de serviços de telemedicina e telessaúde. Para reduzir filas, o plano prevê ainda a possibilidade de contratação da rede privada para realizar exames e procedimentos em horários ociosos.

Política externa sem alinhamentos ideológicos

Na política externa, o plano defende uma atuação considerada “pragmática e técnica”, com foco no comércio bilateral e sem alinhamentos ideológicos, apesar da proximidade de Flávio Bolsonaro e sua família com Donald Trump e os Estados Unidos. A intenção é ampliar oportunidades comerciais e fortalecer a inserção do Brasil no mercado internacional.

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MBRF (MBRF3): lucro cai 19% no 2T26, para R$ 69 milhões

A MBRF (MBRF3) registrou lucro líquido de R$ 69 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 19% em relação ao mesmo período do ano passado.

A companhia vendeu 1,969 milhão de toneladas no trimestre, alta de 1,5% em relação ao segundo trimestre de 2025. Desse total, 1,253 milhão de toneladas foram destinadas ao mercado interno, queda de 3,1% na comparação anual, enquanto 716 mil toneladas foram vendidas no mercado externo, avanço de 10,8%.

A receita no mercado doméstico somou R$ 28,010 bilhões, crescimento de 0,4%. Já a receita proveniente das vendas externas alcançou R$ 12,711 bilhões, alta de 16,5% ante o segundo trimestre do ano passado.

Resultado financeiro

No resultado consolidado, a MBRF registrou resultado financeiro líquido negativo de R$ 1,776 bilhão no segundo trimestre, uma piora de 23% em relação ao resultado negativo de R$ 1,443 bilhão registrado um ano antes. Segundo a companhia, a deterioração ocorreu principalmente em função do aumento das despesas com juros.

A dívida líquida consolidada encerrou junho em R$ 45 bilhões, alta de 2,4% ante o trimestre anterior e de 19,7% na comparação anual. Com isso, a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, passou de 3,37 vezes no primeiro trimestre para 3,41 vezes no segundo trimestre. Um ano antes, o indicador estava em 2,74 vezes.

Caixa e capital de giro

A geração operacional de caixa da MBRF somou R$ 2,168 bilhões no segundo trimestre, enquanto os investimentos alcançaram R$ 1,411 bilhão. O consumo de caixa no período foi de R$ 864 milhões.

Segundo a empresa, a pressão sobre o capital de giro ocorreu principalmente pelo aumento dos estoques e dos ativos biológicos, pela ocupação dos confinamentos na operação de bovinos da América do Sul, pelo início da formação de estoques para a campanha de produtos comemorativos e por ajustes nos prazos médios de pagamento a fornecedores.

Expectativas para o segundo semestre

Para o segundo semestre, o CFO da MBRF, José Ignacio Scoceria, afirmou que a companhia pretende concentrar esforços na melhoria dos indicadores de capital de giro.

“No 2º semestre, estamos concentrando nossos esforços em uma melhora dos indicadores de capital de giro com foco nas rubricas de estoques e fornecedores, com o objetivo de impulsionar a geração de caixa da companhia”, disse o executivo.G.

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Banco do Brasil (BBAS3) vê melhora no agro com MP, mas provisões podem ficar no teto e lucro no piso do guidance

O Banco do Brasil (BBAS3) trabalha com um cenário de melhora nas provisões da carteira de crédito do agronegócio nos próximos meses, apoiada principalmente pelo programa de reestruturação de dívidas do setor rural lançado pelo governo federal no mês passado, mas dúvidas sobre o cumprimento das previsões do banco para o ano pressionaram as ações para mínimas em um ano.

“Nós esperamos uma melhora relevante na PDD do agro em virtude da MP 1.376”, afirmou o vice-presidente de controles internos e gestão de riscos da instituição financeira, Felipe Prince, em teleconferência com analistas para comentar o resultado do banco no segundo trimestre, divulgado na véspera.

“Temos à disposição dos nossos clientes um instrumento para promover essa renegociação. Nós trabalharemos muito fortemente na melhoria das condições do cliente como um todo e isso traz impacto também no relacionamento pessoa física com os produtores rurais”, afirmou.

No segundo trimestre, a inadimplência acima de 90 dias do agro avançou para 6,27%, de 3,16% um ano antes e 6,22% nos três meses imediatamente anteriores. Na pessoa física, atingiu 8,41%, de 5,59% um ano antes e 6,82% nos primeiros três meses de 2026.

A presidente-executiva do BB, Tarciana Medeiros, afirmou na teleconferência que o portfólio de crédito potencial do banco para enquadramento na MP 1.376 é de até R$100 bilhões.

De acordo com o vice-presidente de agronegócios e agricultura familiar do BB, Gilson Bittencourt, o foco inicial será principalmente o produtor inadimplente. Dados do Banco do Brasil divulgados na apresentação mostravam R$36,7 bilhões em operações inadimplentes.

“Esse vai ser o foco central da nossa atuação, seguido por aqueles que estão com operações prorrogadas com taxas livres, que se enquadram dentro do percentual de perdas e dos limites de crédito. Então esse é o público central que a gente vai buscar… trabalharmos com algo de até em torno de R$30 bilhões”, afirmou, ressaltando que tal montante já tem um efeito bastante significativo em relação às operações inadimplentes do banco.

Bittencourt também citou uma expectativa de redução da inadimplência da carteira agro em razão das mudanças nas regras de concessão de empréstimo, que ficaram mais rigorosas. Ele apontou que ainda há um percentual grande de créditos contratados no formato anterior, mas que está aumentando a quantidade de financiamentos que estão vencendo que já foram contratados com a nova matriz de resiliência.

“Em agosto já estamos 35% e esse número vai chegar a 57% até dezembro”, afirmou. “A expectativa é que com a nova matriz a gente já tenha uma redução da inadimplência.”

O Banco do Brasil também afirmou que está preocupado e acompanhando de perto o efeito El Niño, trabalhando para minimizar o máximo possível os impactos nos financiamentos do banco.

Bittencourt, contudo, citou que, no geral, na produção de grãos em anos anteriores, o efeito de El Niño não é tão significativo quando se olha o país como um todo. “Mas quando se olha algumas culturas e algumas regiões, o problema existe e tende a ser grave, o que exige de nós uma ação muito cuidadosa na concessão do crédito, no acompanhamento e na discussão técnica com esses produtores”, pontuou em coletiva de imprensa também nesta quinta-feira.

Guidance

O BB reiterou o guidance para o ano divulgado mais cedo no ano, que inclui um lucro líquido ajustado de R$18 bilhões a R$22 bilhões, bem como custo de crédito de R$65 bilhões a R$70 bilhões, entre outras métricas, o que fez alguns analistas questionarem se tal resultado, principalmente a linha do custo do crédito, será alcançado, uma vez que no primeiro semestre já registrou R$37,3 bilhões.

De acordo com os executivos, o tema foi debatido e prevaleceu a crença na capacidade do banco de entregar os números. Mais uma vez, a MP 1.376 foi citada como “importantíssima” para o BB poder reestruturar as dívidas dos agricultores que estão com seus fluxos de caixa apertados.

Eles observaram que no segundo trimestre houve um efeito de “risco moral”, com o agricultor em compasso de espera, aguardando as discussões que estavam acontecendo envolvendo um projeto de lei de reestruturação.

“Essas discussões se estenderam e o governo achou por bem então emitir essa medida provisória. Estão só aguardando finalizações específicas, então acreditamos que teremos basicamente um pedaço de agosto e setembro para acelerar”, afirmou o vice-presidente de gestão financeira, Geovanne Tobias.

O entendimento no BB foi de que se a instituição financeira executar tão bem quanto executou as operações ligadas à MP 1.314, que estabeleceu regras especiais para produtores rurais liquidarem e amortizarem operações de custeio, investimento e CPR, não seria necessário fazer um ajuste na previsão sobre o custo de crédito agora.

Tobias, contudo, reconheceu que o desempenho está apontando muito mais para a ponta de baixa do guidance para o lucro, com provisão encostando nos R$70 bilhões.

“Vamos trabalhar para não ter que fazer esse ajuste de guidance. Esperem provisão ali na ponta alta e para o lucro na ponta baixa”, afirmou. Tanto Tobias quanto Medeiros reconheceram a chance de um “pequeno desvio” na estimativa do custo do crédito.

BBAS3: Reações no mercado

Em relatório a clientes, o analista Gustavo Schroden, do Citi, afirmou que, embora a administração do BB tenha reiterado confiança no cumprimento de seu guidance, continua acreditando que o guidance mantido apresenta risco de não ser atingido.

“Nós já estamos em meados do terceiro trimestre e as renegociações relacionadas à MP 1.376 ainda não foram iniciadas, o que sugere que quaisquer potenciais efeitos positivos deverão se materializar apenas no quarto trimestre. Dessa forma, mantemos nossa estimativa de lucro líquido recorrente de R$17,5 bilhões para 2026”, afirmou em relatório a clientes após a teleconferência.

Na bolsa paulista, as ações do BB renovaram as mínimas no começo da tarde, sendo negociadas com declínio de 3,89%, a R$18,26, por volta de 14h10, enquanto o Ibovespa cedia 0,23%. No pior momento, os papéis foram cotados a R$18,21, renovando mínima intradia desde o início de agosto do ano passado.

Pessoa física

Executivos do BB também buscaram amenizar preocupações com a piora na inadimplência na pessoa física, que no segundo trimestre foi pressionada principalmente pela linha de cartão de crédito.

Além de um efeito de contaminação da carteira agro, os executivos citaram como componente negativo a adoção de nova sistemática de parcelamento automático da fatura do cartão de crédito. Ao longo do primeiro trimestre, o banco percebeu que os clientes começaram a fazer esse parcelamento automático, o que foi percebido como um risco, um alerta principalmente nas classes D e E.

“Imediatamente, travamos essa linha”, afirmou Tobias, explicando que, agora, para fazer o parcelamento, o cliente precisa pagar a entrada. “Foi um efeito pontual.”

De acordo com os executivos do banco, na pessoa física, o foco tem sido principalmente nos consignados, público e privado.

“Uma vez que já começou a flexibilização monetária, uma redução de taxa de juros, isso pode trazer um benefício marginal para a redução do risco como um todo para a pessoa física. A gente vai estar atento para poder crescer, mas cuidando para que esse crescimento também não traga mais risco, como aconteceu, por exemplo, no segmento D e E de cartão de crédito”, disse Tobias

ROE

De acordo com o executivo, a perspectiva de que a provisão encoste no topo do guidance pressupõe um lucro de R$18 bilhões, o que daria um retorno sobre patrimônio (ROE) “perto dos 10%”. No primeiro semestre do ano, essa métrica ficou em 7,3%.

“O ROE é baixo ainda, mas acreditamos que vamos passar por essa tormenta, por esse meteoro que está caindo aqui no agro, e vamos sim retomar essa lucratividade do banco”, afirmou Tobias.

“A capacidade do banco é de retornar, sim, com maior lucratividade, como entregamos no início da nossa gestão. Mas vai demorar um tempo, porque temos que digerir todo esse processo de aumento de risco da carteira rural, principalmente.”

De acordo com o executivo, o banco está trabalhando para reduzir o risco da carteira de crédito, que está na faixa de 5,9%, bem distante dos outros pares, que têm essa métrica perto de 3%, 3,5%.

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Quando será o próximo eclipse solar? Veja as datas do próximo 'anel de fogo' e o 'eclipse do século'

Após o eclipse solar de 12 de agosto, dois novos fenômenos do tipo estão previstos para 2027: um eclipse anular, em fevereiro, e um eclipse solar total, em agosto. O evento desta quarta-feira, 12, pôde ser observado de forma total em regiões da Groenlândia, Islândia e Espanha, enquanto a fase parcial ficou visível em grande parte da Europa e no noroeste da África.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/quando-sera-o-proximo-eclipse-solar-veja-as-datas-do-proximo-anel-de-fogo-e-o-eclipse-do-seculo/

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“Crise não se desperdiça”: as lições do CEO do Rock in Rio para transformar pressão em crescimento

luis justo Carlos burle

 Uma crise pode ameaçar a sobrevivência de uma empresa, mas também forçá-la a abandonar processos que já não funcionam. Essa é uma das principais lições de Luis Justo, ex-CEO da Osklen e CEO do Rock in Rio, que irá deixar o comando em setembro, após o evento, para atuar em conselhos, mentorias e investimentos. […]

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A Jeep quer reverter a perda de mercado para chineses no Brasil. O Avenger é o primeiro passo

“Tudo começa com produto.” Essa foi uma das mensagens principais que o executivo italiano Antonio Filosa, CEO global da Stellantis, grupo que reúne as marcas Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën, Chrysler e tantas outras, buscou passar a investidores e analistas quando apresentou em maio o novo plano estratégico para ganhar mercado nos próximos anos.

Segundo ele, isso se traduz em oferecer carros que atendam às necessidades dos consumidores em seus diferentes perfis. No caso do brasileiro, isso passa, antes de qualquer atributo ou tecnologia, pelo que cabe no bolso, defende Herlander Zola, presidente e COO (Executivo-Chefe de Operações) da Stellantis para a América do Sul.

O plano batizado de “Fast Lane” começou a se materializar em um dos principais mercados globais da Stellantis, o Brasil, com o lançamento do Jeep Avenger, um novo modelo que tem a ambição de ganhar mercado em um dos segmentos que mais vendem: o de SUVs de entrada.

O modelo chega a partir de R$ 119.900 na versão Altitude. É um “híbrido leve” (MHEV), com bateria de 12V e motor turbo T200. As faixas de preços dos modelos superiores partem de R$ 135.990 e R$ 145.990, o que evidencia a preocupação para que o Avenger seja de fato competitivo diante da concorrência cada vez mais acirrada.

“Ganhar mercado” pode ser entendido também como “recuperar terreno perdido” nos últimos anos para concorrentes no segmento de SUVs de forma mais ampla, na faixa de preço que vai até R$ 250 mil, em que a eletrificação avançou mais rápido no Brasil.

E também defender a sua participação ainda preservada diante da nova ofensiva de chineses elétricos, agora em SUVs compactos, como contou o InvestNews em recente reportagem sobre a indústria.

Novo Jeep Avenger no modelo Longitude, que chega ao mercado brasileiro (Foto: Divulgação)
Jeep Avenger, que chega como aposta com o avanço chinês (Divulgação)

O BYD Song foi o quarto SUV mais vendido do país no primeiro semestre, segundo números da Fenabrave, com mais de 31,5 mil unidades; o ranking de emplacamentos no segmento foi liderado, pela ordem, pelos modelos da Volkswagen T-Cross (48 mil) e Tera (41,4 mil) e pelo Hyundai Creta (36 mil), em nova versão desde 2025. O modelo da Stellantis mais bem posicionado foi o Compass, em sétimo (27 mil).

“A Jeep é talvez uma das marcas que mais sofre o avanço chinês e a adoção de novas tecnologias na faixa de preço em que a marca atua”, disse Zola em conversa com jornalistas nesta semana.

“Não tenho dúvida de que o Avenger é uma arma poderosa para que a Stellantis volte a responder com a marca Jeep dentro de um segmento em que a gente perde espaço”, disse o executivo sobre as expectativas.

O plano estratégico global Fast Lane, apresentado por Filosa em maio no Investor Day da Stellantis em Auburn Hills, nos Estados Unidos, envolve um pacote de mais de € 60 bilhões em investimentos e 60 novos modelos até 2030. A Jeep foi escolhida como uma das quatro marcas globais prioritárias, ao lado de Ram, Peugeot e Fiat.

O preço de anos sem atualização

A reconquista de mercado – inicialmente com o Avenger – busca reestabelecer um cenário de um passado não muito distante, em que os modelos Renegade e Compass, principalmente, mas também o Commander tinham ampla presença nas ruas brasileiras.

Mas o trio atravessou um período sem grandes renovações, justamente no momento em que rivais chineses como o citado BYD Song, mas também entrantes como o GWM Haval 6, além do Caoa Chery Tiggo 5X e 7, passaram a atacar o segmento de SUVs com preços agressivos e pacotes tecnológicos considerados mais robustos, incluindo híbridos.

O executivo que lidera a operação da Stellantis no Brasil e no continente disse ver o avanço da eletrificação na preferência do consumidor brasileiro como um caminho sem volta, mas que passará por oscilações: neste ano, ganhou ímpeto com os reajustes nos preços da gasolina na esteira do encarecimento do petróleo com a Guerra do Irã.

“Antes da chegada dos chineses, a Jeep, mesmo com um portfólio antigo, ainda performava muito bem. O nível de satisfação dos nossos clientes ainda é alto, mesmo hoje. Mas na hora em que o cliente decide buscar uma solução eletrificada nessa faixa de preço, a gente estava fora do radar — ou estava, até muito pouco tempo atrás”, disse Zola.

O executivo também tratou a questão como estrutural para o grupo, não apenas para uma marca: “A Stellantis perdeu espaço em SUVs por um motivo claríssimo. E a Jeep não teve o portfólio de produtos e a oferta tecnológica na velocidade que o mercado pedia.”

‘Calibrando’ a demanda

A escolha por um lote inicial limitado, com preço promocional de R$ 114.990, para o Avenger foi deliberada — uma ferramenta clássica de lançamento, segundo Zola, para criar senso de escassez e medir a real disposição do consumidor antes de calibrar preço e volume de produção.

“Se eu tenho um lote propositalmente pequeno, com um preço muito atraente, eu vou gerar uma busca grande de pessoas para tentar comprar aquele produto naquele momento. É exatamente do que a gente precisa nesse instante”, afirmou.

A depender de como a demanda evoluir depois do fim da fase de pré-venda, a Stellantis terá duas alternativas: aumentar o tamanho dos lotes ou reajustar o preço. Zola foi direto sobre o limite concreto da decisão: a capacidade produtiva na curva inicial de fabricação de um carro novo, que cresce aos poucos ao longo dos primeiros meses.

“Eu preciso calibrar essas coisas para prometer aos nossos clientes algo que eu tenho a capacidade de cumprir em termos de prazo de entrega”, disse.

O Avenger será produzido na fábrica em Porto Real, no estado do Rio de Janeiro, originalmente da Peugeot – e que foi “atualizada” por processos produtivos mais modernos da Stellantis, segundo o executivo.

Novas gerações na linha Jeep

Para Zola, o Avenger tem uma vantagem tecnológica “muito grande” diante dos modelos do grupo no mercado no segmento de SUVs de entrada, em referência a Fiat Pulse e Fastback.

O modelo representa a abertura de um novo ciclo: Renegade, Compass e Commander devem ganhar novas gerações “completamente diferentes” nos próximos anos, segundo o executivo.

A estratégia de eletrificação mais ampla da Jeep no Brasil, no entanto, ainda está em revisão. O plano tecnológico apresentado há três anos, batizado de BioHybrid, será atualizado e reapresentado ainda neste ano, segundo Zola — sem data ou nome definidos.

Parte da indefinição tem origem tributária. As mudanças em discussão ainda não deixaram claro como vai funcionar o chamado imposto seletivo, que deve incorporar benefícios hoje concedidos pelo IPI Verde.

Zola citou o regime atual de importação de kits (CKD e SKD), com alíquotas de taxação de 35%, como um fator que hoje favorece marcas chinesas com baixo nível de localização de produção no Brasil (isso sem entrar no mérito das cotas de vendas com isenção total).

“No modelo atual, 35% de imposto ainda nos dá a possibilidade de continuar trabalhando com kits com um nível de localização muito baixo. Isso coloca a cadeia da indústria nacional automobilística em risco”, disse.

Parcerias com chineses

Zola disse que a Stellantis também avança na parceria com a chinesa Dongfeng, recém-ampliada globalmente. Já estão definidos dois modelos Jeep e dois Peugeot que usarão como base produtos da Dongfeng — hoje vendidos na China sob outros nomes.

A discussão em aberto agora é sobre produção regional. “O que estamos tentando entender é qual o plano deles no Brasil, na Argentina, no Uruguai. Diante da parceria, podemos cooperar em um produto ou em vários — é um campo de negociação aberto”, disse Zola.

O COO ressaltou que a rede de distribuição e a experiência comercial da Stellantis no Brasil, com quase 30% de participação de mercado, são um ativo relevante para a marca chinesa.

Some-se a isso o desenvolvimento interno de veículos elétricos de entrada baseados em plataformas chinesas no modelo de parceria — os modelos A05 e A10, da Leapmotor, hoje vendidos na China, devem chegar a outros mercados sob nomes ainda não definidos.

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Angola cobra compromisso do Brasil com projetos agrícolas ou pede que saia do caminho

O ministro da Agricultura de Angola disse que pode começar a buscar novos parceiros, à medida que sua paciência se esgota com empresas brasileiras que continuam mudando as condições para investir nas terras agrícolas do país, mesmo depois de grandes áreas terem sido identificadas para desenvolvimento.

Angola não vai mais “implorar” para que empresas brasileiras invistam em seus projetos agrícolas, afirmou Isaac dos Anjos. “Não estou mais disposto a me ajoelhar e pedir: venham”, disse ele durante um fórum sobre agronegócio Angola-Brasil, em Luanda, na quarta-feira. “Se vocês não querem vir, não precisam vir.”

No ano passado, o país do sudoeste da África identificou 800 mil hectares (2 milhões de acres) de terras para que empresas brasileiras realizassem estudos e desenvolvessem projetos. Desde então, os dois lados discutem uma estrutura de financiamento envolvendo instituições dos dois países, mas ainda não assumiram compromissos firmes, segundo Dos Anjos.

Os investidores brasileiros continuam levantando obstáculos, apesar de Angola ter atendido às condições que eles haviam estabelecido para investir, afirmou Dos Anjos.

“O que está faltando agora? O setor financeiro precisa dizer se está disponível” para apoiar os projetos, disse. “Se isso não avançar, tenho que procurar outros parceiros.”

Países em busca de segurança alimentar e de novos mercados, incluindo China, Emirados Árabes Unidos e Brasil, se comprometeram a investir no setor agrícola de Angola depois que o país implementou amplas reformas.

No ano passado, Angola abriu quase 2 milhões de hectares de terras agrícolas para investidores estrangeiros, oferecendo concessões sem impostos e permitindo que os investidores exportem 60% de sua produção.

Em julho de 2025, Angola assinou US$ 350 milhões em acordos agrícolas com empresas chinesas, incluindo a Citic Construction Co., para desenvolver 100 mil hectares de soja e milho, e a estatal de construção de hidrelétricas Sinohydro, para cultivar 30 mil hectares de grãos.

Katia Abreu, ex-ministra brasileira da Agricultura, que participou do mesmo evento, pediu paciência e afirmou que os produtores rurais precisam de tempo, segurança e apoio antes de se comprometerem com uma nova “fronteira agrícola” como Angola.

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Nvidia apela a Wall Street para vender seus chips para clientes que não têm o ‘bolso fundo’ como big techs

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, está esbarrando em um problema: muitos de seus clientes não conseguem pagar pelos cobiçados chips que alimentam sistemas de inteligência artificial (IA) da empresa.

Isso explica por que Huang se uniu a um grupo de empresas de Wall Street em um plano de US$ 500 bilhões que, em tese, pretende padronizar o financiamento de chips, criando estruturas de capital lastreadas em ativos para empresas de IA — enquanto deixa a Nvidia parcialmente responsável caso algo dê errado.

Executivos envolvidos na parceria estratégica anunciada por Huang nesta semana com Apollo Global Management, BlackRock, Blackstone, Brookfield Asset Management, Goldman Sachs e KKR apresentam o esforço como o lançamento de uma nova classe de ativos, semelhante à securitização de tudo, de aviões e cartões de crédito a hipotecas.

Para os críticos, trata-se de um sistema que pode encobrir fragilidades em algumas áreas do mercado de IA. A preocupação não está nas gigantes de tecnologia — Meta, Microsoft e Google — que possuem balanços financeiros robustos.

O problema está nas muitas empresas menores de IA, companhias de computação em nuvem e empresas em geral que têm uma demanda voraz pelos chips da Nvidia, mas enfrentam juros elevados quando precisam financiar essas compras.

O boom da IA e o impulso financeiro da Nvidia não conseguem manter esse ritmo frenético a menos que esse tipo de empresa consiga obter o hardware de que precisa.

Agora, caberá a Wall Street convencer os investidores de dívida sobre os méritos do novo plano de financiamento. Nenhum recurso foi captado até o momento por meio das novas parcerias.

A meta é vender dívida pública e privada para fundos de pensão, seguradoras e fundos soberanos, entre outros investidores, e usar os recursos para criar “plataformas” dedicadas, que possam entrar em ação e financiar operações envolvendo chips de IA.

Um dos desafios é que os chips que alimentam os data centers se tornam obsoletos com o tempo, à medida que a tecnologia avança.

“Isso é ótimo para a Nvidia, que precisa que seus clientes tenham acesso a capital”, disse Jack Ablin, sócio fundador do family office Cresset, de US$ 260 bilhões, que investe na Nvidia.

“Mas, se você é um investidor de dívida que depende da capacidade computacional como garantia? Quero dizer, historicamente, esse é um ativo que tem tido a vida útil de uma alface.”

Huang afirmou que os clientes da Nvidia ainda utilizam chips de gerações anteriores, um sinal de que o hardware mantém seu valor muito depois de ser lançado.

Em uma entrevista à televisão, executivos envolvidos no acordo disseram que o desequilíbrio extremo entre oferta e demanda pelos chips da Nvidia significa que eles são excelentes garantias, ao contrário dos processadores de computador do passado, que se depreciavam rapidamente.

O CEO da BlackRock, Larry Fink, comparou o atual momento do financiamento da “computação” de IA ao início de sua carreira, quando bancos e empresas de investimento foram pioneiros no mercado de títulos lastreados em hipotecas na década de 1970.

Os termos exatos do acordo de financiamento da IA ainda são vagos e provavelmente serão determinados pelo que os investidores aceitarem. Mas a ideia apresentada pelos executivos envolvidos é que os empréstimos sejam garantidos pelo hardware de IA da Nvidia que está sendo comprado ou alugado.

Se um cliente der calote, a expectativa é que um novo cliente entre rapidamente em seu lugar. Investir nesse tipo de instrumento pode ser atraente para um investidor de dívida que acredita que a indústria de IA continuará crescendo, mas está preocupado com o risco de emprestar dinheiro a um cliente específico, segundo pessoas envolvidas no acordo.

A questão que os estruturadores da operação terão de avaliar é o que aconteceria se a expansão da IA desacelerasse e projetos fossem adiados ou cancelados. Outro risco seria o surgimento de avanços tecnológicos da Nvidia que reduzissem o valor de seus chips antigos mais rapidamente do que o esperado.

A Nvidia, que vem sendo criticada por uma série de estruturas de financiamento circulares nas quais investe nas empresas que compram seus chips ou usa seu balanço para garantir o financiamento delas, vem procurando outras alternativas.

Huang afirmou no X que, em alguns casos, a Nvidia poderia usar seu balanço para garantir até 25% do custo de um projeto por meio do que chamou de um “mecanismo de suporte ao valor residual”.

Isso provavelmente manteria inicialmente as obrigações fora dos livros contábeis da Nvidia, mas colocaria a fabricante de chips como responsável por uma parcela do projeto caso o usuário final de seus chips desse calote. Em uma garantia de valor residual, um garantidor como a Nvidia concorda em cobrir a diferença caso o valor de determinado ativo que serve de garantia para um empréstimo caia abaixo de um piso estabelecido.

Huang afirma que a nova estrutura de financiamento responde às preocupações sobre financiamento circular. Alguns céticos, porém, ainda a veem como uma espécie de “circularidade leve”.

A inclusão de capital de terceiros e de decisões de crédito independentes “deveria, em tese, aliviar as preocupações com a circularidade… embora reconhecidamente polarize o debate”, escreveu na terça-feira Joseph Moore, analista do Morgan Stanley.

A rival da Nvidia, Broadcom, ofereceu um suporte semelhante em um pacote de financiamento de US$ 35 bilhões que a Apollo, a Blackstone e um grupo de bancos estruturaram em junho para alugar chips à Anthropic, embora representando uma parcela muito maior da operação. A Broadcom informou que sua exposição máxima sob a garantia é de US$ 29 bilhões, valor que diminui à medida que os pagamentos dos contratos de leasing são recebidos.

Captar dinheiro ficou mais caro para empresas de IA em geral, mas especialmente para tomadores de crédito mais frágeis. Essas empresas estão sendo deixadas de lado nos mercados de dívida por uma enxurrada de emissões de companhias com classificação de grau de investimento, como Meta Platforms, Alphabet, controladora do Google, e Amazon.com.

A emissão de títulos relacionados à IA por grandes empresas de tecnologia, projetos de data centers e veículos de financiamento de chips chegou a US$ 344 bilhões no início de agosto, segundo a Bank of America Global Research.

O valor é mais de US$ 200 bilhões superior ao volume emitido em 2025. Uma pesquisa do Bank of America indica que os investidores esperam cerca de US$ 100 bilhões em emissões adicionais de títulos por grandes empresas de tecnologia no restante do ano.

A CoreWeave, provedora de computação em nuvem para IA, levantou neste mês uma linha de crédito de US$ 2,6 bilhões, garantida por seus contratos com a Anthropic, Jane Street e outras empresas, com juros 5,5 pontos percentuais acima das taxas de referência — ou mais de 9% atualmente.

Os bancos da companhia haviam inicialmente oferecido a operação com um rendimento até 1,25 ponto percentual menor.

Investidores exigiram rendimentos próximos de 10% em uma emissão de US$ 3,5 bilhões em títulos de alto risco realizada no mês passado pela Galaxy Digital para construir um data center no Texas alugado à CoreWeave.

Michael Burry, investidor famoso por apostar contra títulos lastreados em hipotecas e que recentemente passou a apostar contra a Nvidia e outras ações de empresas de IA, afirmou que o acordo aponta para uma vulnerabilidade no mercado de IA.

“Estruturar crédito é uma parte natural do sistema”, disse ele no Substack. “Estruturar créditos não naturais para prolongar o impulso no fim de uma fase de alta é onde surge a preocupação.”

Escreva para Jack Pitcher, pelo e-mail jack.pitcher@wsj.com, Anissa Gardizy, pelo e-mail anissa.gardizy@wsj.com, e Peter Rudegeair, pelo e-mail peter.rudegeair@wsj.com.

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Da sala à cozinha: nova fábrica da LG no Brasil expõe aposta bilionária para ir muito além da TV

Há quase quatro anos, a operação brasileira da LG começou a convencer a matriz, na Coreia do Sul, a fazer uma aposta de R$ 1,5 bilhão: abrir uma segunda fábrica no Brasil, desta vez voltada à linha branca.

A avaliação dos executivos daqui era que havia espaço para crescer no mercado brasileiro de eletrodomésticos, mas seria difícil ganhar escala enquanto geladeiras e máquinas de lavar continuassem sendo importadas.

A aposta sai definitivamente do papel nesta quinta-feira (13), quando a LG inaugura em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba, sua nova fábrica. A unidade começa pela produção de geladeiras, mas foi projetada para receber outras linhas de eletrodomésticos no futuro.

Daniel Song, presidente da LG Electronics para a América Latina desde janeiro de 2024 e que comandava a operação brasileira desde 2023, diz ao InvestNews que a equação envolvia preço e tempo.

Importar restringia a companhia sobretudo às faixas mais caras do mercado e dificultava a disputa por volume com fabricantes já instalados no país. Produzir localmente, segundo a LG, reduz em até 80% o tempo necessário para abastecer o mercado.

“Para entrar no mercado do Brasil, nós temos que ter um local”, afirma Song, em entrevista exclusiva ao InvestNews.

Na defesa do investimento, a operação local apresentou à matriz o potencial de crescimento do país e a possibilidade de transformar a fábrica brasileira, no futuro, em uma base para atender outros mercados da região. 

A inauguração marca também a primeira abertura de uma fábrica da LG no Brasil em 21 anos. A companhia iniciou sua produção no país em 1995, em Manaus, inicialmente com televisores, microondas e aparelhos de DVD.

Dez anos depois, abriu uma segunda unidade em Taubaté (SP), dedicada a celulares, notebooks e monitores. Em 2021, após deixar o mercado de smartphones, a LG transferiu as linhas restantes de Taubaté para Manaus e voltou a concentrar ali toda a sua produção brasileira.

A fábrica paranaense reabre agora uma segunda frente industrial no país.

Meio milhão de geladeiras

A nova fábrica nasce com capacidade para produzir mais de 500 mil refrigeradores por ano em apenas um turno. Instalada em um terreno de cerca de 770 mil metros quadrados, a unidade foi dimensionada para receber outras linhas de produção, como máquinas de lavar. A expansão, porém, será feita aos poucos e dependerá do avanço das vendas.

Mais do que trocar produtos importados por nacionais, a LG quer usar a unidade para ganhar escala em um negócio no qual ainda tem uma presença muito menor do que aquela conquistada em categorias como televisores e aparelhos de ar-condicionado.

A nova fábrica da LG (Arte: Daniela Arbex)
Os números da nova fábrica da LG (Arte: Daniela Arbex)

A empresa coreana entra de vez na guerra das geladeiras confiando no reconhecimento de marca construído ao longo de mais de 30 anos de atividade no Brasil.

E há um comportamento de seus próprios clientes que ajuda a explicar essa aposta. Ao acompanhar as compras feitas por consumidores cadastrados em seus canais de relacionamento, a LG identificou que a geladeira costuma aparecer entre as aquisições seguintes de quem já adquiriu uma televisão da marca.

A descoberta interessa especialmente porque é justamente na sala de estar que a LG já conquistou uma posição muito mais relevante no Brasil.

A companhia está entre as principais fabricantes de televisores do país. A meta da LG é figurar entre as três principais marcas de geladeiras. Mas o caminho não será simples.

A empresa coreana terá de lidar com um mercado historicamente concentrado na americana Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul, e na sueca Electrolux.

No início do ano, a companhia estimava ter cerca de 3% do mercado brasileiro de linha branca, com a intenção de alcançar 20% de participação ao longo dos próximos anos.

Song reconhece que a empresa terá pela frente “duas marcas muito fortes”, mas diz que a LG enxerga espaço para uma nova opção entre os consumidores brasileiros.

Parte da estratégia foi tentar evitar que os produtos fabricados aqui fossem apenas versões nacionalizadas de modelos desenvolvidos para outros mercados.

Segundo o executivo, nos últimos dois anos, engenheiros enviados pela Coreia passaram por casas de consumidores em diferentes regiões do país, incluindo cidades do interior de Norte a Sul, para entender como os brasileiros usam suas geladeiras. 

O CEO da LG na América Latina, Daniel Song (Divulgação)

O estudo identificou, entre outras particularidades, a demanda por freezers maiores e a necessidade de lidar com diferentes voltagens pelo país. A resposta da LG foi fazer com que toda a produção nacional de refrigeradores nasça bivolt.

A característica permite que um mesmo aparelho seja vendido tanto em regiões de 110 volts quanto de 220 volts e também simplifica a operação dos varejistas, que não precisam manter estoques separados do mesmo modelo para cada voltagem.

Novos produtos

A aposta também leva a LG para uma faixa de mercado diferente daquela a qual a marca esteve mais associada em refrigeradores: a premium.

Até agora, os custos de importar geladeiras para o Brasil tornavam pouco atraente trazer modelos mais baratos, empurrando o seu portfólio para produtos de maior valor.

Com a produção local, a LG pretende lançar 25 modelos, entre modelos mais populares, intermediários e premium. A estratégia é ampliar o portfólio para disputar um mercado que vende perto de 5 milhões de geladeiras por ano e movimenta mais de R$ 15 bilhões.

A escolha de Fazenda Rio Grande também tem relação direta com o tamanho do produto que sairá da linha. Caso utilizasse a fábrica de Manaus, existiria uma dificuldade logística relevante.

Geladeiras são volumosas e caras de transportar por longas distâncias. Song diz que, do ponto de vista da cadeia de suprimentos e da logística, o Paraná oferece condições mais favoráveis para esse tipo de produto. 

Geladeiras: nova frente de batalha da indústria (Ilustração: João Brito/ InvestNews)
Geladeiras: nova frente de batalha da indústria (Ilustração: João Brito)

Os concorrentes chegaram à mesma conclusão: a Electrolux fabrica refrigeradores em Curitiba, enquanto a Whirlpool concentra uma importante produção de geladeiras Brastemp e Consul em Joinville (SC).

Desafios

A LG coloca essa nova capacidade no mercado em um momento menos favorável para o consumo no Brasil. Com as famílias endividadas e o crédito caro, compras de maior valor tendem a ser postergadas.

E geladeira é justamente um bem de ciclo longo: estimativas do setor trabalham com uma vida útil próxima de dez anos para um refrigerador, o que dá ao consumidor alguma margem para adiar a troca enquanto o aparelho antigo ainda funciona.

A companhia diz que ajusta a estratégia comercial a esse ambiente. Segundo Song, a LG tem trabalhado com o varejo para alongar o número de parcelas e ampliar alternativas de financiamento, inclusive em redes que operam com carnê.

A empresa também vem ampliando a presença entre redes regionais, numa tentativa de chegar a consumidores fora dos grandes centros e das principais varejistas nacionais.

“Estamos bem atentos a isso”, reforçou o executivo. A lógica, segundo ele, é encontrar formas de tornar a compra compatível com o orçamento desses consumidores.

Futura expansão

A próxima etapa para a fábrica é adicionar lavadoras e máquinas lava e seca à produção no Paraná a partir de 2027. Mas Song ainda prega cautela: tudo vai depender do êxito com as geladeiras.

“É muito importante ter sucesso na primeira etapa”, disse. Segundo ele, um bom resultado dará à operação brasileira mais força para defender novos investimentos perante a matriz.

Antes mesmo de a fábrica alcançar sua velocidade de cruzeiro, porém, a LG já começa a enxergar para ela um destino que originalmente não era prioridade: outros países da região.

Song afirma que o primeiro objetivo continua sendo abastecer o consumidor brasileiro, mas diz que a operação da LG na Argentina já demonstrou interesse em receber produtos fabricados no Paraná. Chile, Colômbia e Peru também estão entre os mercados estudados como possíveis destinos de exportação.

Antes disso, vem o seu primeiro teste: Song estima que uma unidade desse porte leve cerca de um ano para alcançar seu ritmo normal de operação. É preciso elevar gradualmente a produção, treinar trabalhadores e fazer a linha atingir a capacidade planejada antes de avaliar plenamente os resultados.

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Estados Unidos recolhem quase 14 toneladas de carne argentina sem inspeção

Quase 13,6 toneladas de carne bovina argentina que não foram completamente inspecionadas antes de serem distribuídas no Texas e na Flórida estão sendo recolhidas, informou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

O Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar (FSIS) do USDA anunciou que a empresa Corte Argentino LLC, com sede na Flórida, estava recolhendo vários cortes de carne bovina que não passaram por uma etapa de “reinspeção” quando entraram nos EUA.

Nenhuma doença ou lesão foi associada às importações, mas o USDA está preocupado com a possibilidade de alguns dos cortes já estarem em geladeiras ou freezers e orientou os consumidores a descartá-los.

A carne foi produzida em maio e tem datas de validade para congelamento em setembro. O USDA não informou como o lote passou pelo processo de reinspeção das importações.

Os cortes de carne recolhidos estavam em caixas identificadas como Frigorifico Gorina SAIC, uma das maiores empresas frigoríficas da Argentina. A Gorina não respondeu imediatamente a um pedido de comentário fora do horário comercial na terça-feira.

O recolhimento ocorre pouco depois de os EUA ampliarem de 20 mil para 100 mil toneladas a cota anual de importação de carne bovina da Argentina sem tarifas, em uma tentativa de combater a inflação — parte de um acordo comercial mais amplo que ainda não foi totalmente ratificado.

O recolhimento representa uma fração muito pequena das exportações argentinas para os EUA, que vêm aumentando desde que a política foi implementada no início deste ano, reduzindo os embarques para a China, maior cliente da Argentina. Por sua vez, a China suspendeu em algumas ocasiões as importações de frigoríficos argentinos específicos, alegando diferentes problemas.

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Mais cortes na Selic vêm aí? Tom ‘dovish’ do Copom e IPCA de julho podem dar dicas do que esperar; confira análise

O corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, anunciado no dia 5 de agosto, pode não ser o último em 2026. Enquanto os dados de inflação (IPCA) mais recentes apontam para um viés de desaceleração, o Copom parece ter mantido a porta aberta para mais cortes nos juros na ata da sua última reunião, divulgada na última terça-feira (11) – segundo a Empiricus.

O comunicado veio em “um tom marginalmente mais dovish”, segundo Laís Costa, analista da casa. E “reconheceu a desaceleração da atividade, assim como as surpresas baixistas de inflação nas últimas leituras, embora tenha mantido o reconhecimento da desancoragem das expectativas futuras”.

Em semana pós-Copom, IPCA de julho trouxe ‘composição benigna’

Desde o início do conflito no Oriente Médio, e sua consequente pressão inflacionária em nível global, players do mercado, diversas vezes, revisaram para cima suas expectativas para a Selic terminal em 2026.

Mas as últimas leituras da inflação já vinham trazendo surpresas baixistas, que se consolidaram com a divulgação do IPCA de julho, que trouxe um avanço de 0,07%. O número veio levemente acima das expectativas do mercado, que giravam em torno de 0,01%. Mas segundo a analista, “embora o dado cheio tenha superado as estimativas, o indicador trouxe detalhes positivos para o cenário inflacionário doméstico”.

A analista indica uma “composição benigna” dos dados, que trazem deflação em setores como:

  • Bens não-duráveis, com destaque para alimentos in natura;
  • Vestuário, com sua maior deflação no período desde 2010;
  • Gasolina.

Quanto à gasolina, vale ressaltar que, apesar da alta do petróleo, alguns fatores contribuíram para um maior controle nos preços. A Petrobras (PETR4), por exemplo, anunciou reajustes de preço muito abaixo do esperado, graças a um incentivo pontual do governo federal.

Para este mês, a analista acredita que os preços administrados devem continuar contidos graças ao setor de energia. Com o bônus da Usina de Itaipu chegando, o saldo positivo das operações da companhia será repassado às contas de luz em agosto. Esse benefício deve reduzir não apenas os valores nas faturas, mas também os impactos do grupo nos dados de inflação.

Além do nível de “conforto” na inflação no curto prazo, é preciso considerar também as projeções para o chamado “horizonte relevante”, que vai até o 1º trimestre de 2028.

Neste caso, Laís Costa comenta que as projeções para o IPCA do 1T28 estão, atualmente, em 3,2% ao ano – o que “coincide com a precificação dos economistas e com a definição de inflação ‘em torno da meta’ do próprio BC”.

Essas são justamente as evidências que o Copom monitora de perto. Sinais de desaceleração na inflação podem servir de insumo para que a autarquia conduza um caminho de mais redução nos juros – isso de maneira muito generalista, visto que diversos outros fatores precisam ser considerados.

Copom deixou ‘portas abertas’ para mais um corte na Selic, segundo analista

A ata da última reunião destaca que o Copom “não deve reagir aos efeitos primários de choques de oferta, e que segue monitorando a evolução do cenário para manter a restrição adequada à convergência da inflação para a meta”, segundo a analista.

Porém, para a Empiricus, “o conjunto das alterações no documento mantém a porta aberta para a continuação do ciclo de cortes de juros em setembro”. O cenário-base da casa é de mais uma redução de 0,25 ponto percentual a partir da próxima reunião, marcada para os dias 15 e 16 de setembro. Assim, a Selic deve ir a 13,75% ao ano.

Demais players do mercado também acompanham essa visão. As opções de Copom negociadas na B3 na última quarta-feira (12) mostram uma sustentação da crença em mais um corte, enquanto um cenário de manutenção nos juros perdeu força nas últimas semanas.

Dashboard Público – Opções de Copom. Fonte: B3, consultada em 12/08/2026

Onde investir na renda fixa? Acesse relatório com 3 recomendações da Empiricus

Apesar do certo alívio de curto prazo, é preciso ressaltar que o cenário econômico ainda promete incertezas para os próximos meses.

Além das disrupções geopolíticas, que acompanham o conflito no Oriente Médio, o lado doméstico ganha ainda mais uma pitada de volatilidade por conta das eleições presidenciais, que acontecem em outubro.

Todos esses fatores são de grande relevância para investidores que querem montar uma carteira de renda fixa balanceada tanto para buscar retornos quanto para mitigar riscos.

Lais Costa preparou um relatório especial com três títulos de crédito privado que, em sua visão, são as apostas mais promissoras para quem se posicionar agora.

São títulos avaliados com qualidade, de empresas ligadas a setores promissores da economia, com retornos líquidos esperados de até IPCA + 11,18% ao ano. Taxas reais como essa são consideradas acima da média. A depender da trajetória de queda da Selic, a tendência é que não sejam mais ofertadas no mercado.

E o mais importante: todos os títulos recomendados pela analista são isentos de Imposto de Renda.

Fonte: Empiricus/BTG Pactual

O relatório completo está disponível para você por meio do BTG Content, a plataforma de publicações do BTG Pactual. Lá, você confere os comentários da analista na íntegra, além da ficha técnica completa dos ativos selecionados.

Caso não tenha cadastro na plataforma, o banco dá a oportunidade de testar o BTG Content e usufruir de todos os relatórios oferecidos por 30 dias gratuitos.

O acesso é bem simples: basta clicar no botão abaixo para fazer um cadastro rápido, com poucos cliques:

ACESSE O RELATÓRIO NO BTG CONTENT

DISCLAIMER: Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability).

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Cientistas criam curativo que usa proteínas do próprio corpo para acelerar a cicatrização

Um novo curativo inteligente desenvolvido por pesquisadores do Imperial College London, no Reino Unido, pode transformar o tratamento de feridas de difícil cicatrização. Em vez de fornecer medicamentos sintéticos diretamente ao local da lesão, o material aproveita proteínas produzidas naturalmente pelo próprio organismo e as libera apenas quando as células iniciam o processo de reparo.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/cientistas-criam-curativo-que-usa-proteinas-do-proprio-corpo-para-acelerar-a-cicatrizacao/

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Onde o salário mínimo é maior no Brasil? Confira os estados com piso regional

Considerada a menor remuneração ao trabalhador estabelecida pela lei, o salário mínimo foi instituído no Brasil para garantir que os empregados e suas famílias atendam às suas necessidades básicas de moradia, alimentação, educação e transporte. Atualmente, o valor de referência nacional está fixado em R$ 1.621, com previsão de aumento para R$ 1.724 em 2027.

Leia mais em: https://exame.com/economia/onde-o-salario-minimo-e-maior-no-brasil-confira-os-estados-com-piso-regional/

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O que é o Discord, aplicativo criticado por Janja

A primeira-dama do Brasil, Rosângela da Silva, a Janja, afirmou na quinta-feira, 6, que o Discord precisa ser banido no país. Durante a sanção do projeto de lei que amplia o combate à violência sexual contra crianças e adolescentes no ambiente digital, Janja afirmou que "precisa bloquear o Discord no Brasil de qualquer forma".

Leia mais em: https://exame.com/tecnologia/o-que-e-o-discord-aplicativo-criticado-por-janja/

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Meta recebe multa bilionária nos EUA e terá de limitar uso de Instagram

A Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, foi condenada pela Justiça do estado americano do Novo México a pagar US$ 567 milhões (cerca de R$ 2,9 bilhões) por causar "perturbação pública" e prejudicar menores de idade em suas plataformas.

Leia mais em: https://exame.com/tecnologia/meta-recebe-multa-bilionaria-nos-eua-e-tera-de-limitar-uso-de-instagram/

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Alterações e comentários com IA: como usar Gemini e Copilot para revisar documentos

O controle de alterações e comentários com ferramentas de inteligência artificial (IA) pode transformar a revisão de documentos compartilhados em um processo com menos atrito. Em vez de abrir cada thread e redigir respostas do zero, a IA lê o histórico de feedback, agrupa temas e prepara rascunhos de resposta com sugestões de edição — tudo antes de o revisor publicar qualquer coisa.

Leia mais em: https://exame.com/tecnologia/examelab/alteracoes-e-comentarios-com-ia-como-usar-gemini-e-copilot-para-revisar-documentos/

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Mudanças climáticas forçam borboletas a abandonar seus habitats em 105 países

As mudanças climáticas estão alterando a distribuição de borboletas em todo o mundo. Um estudo publicado na revista Nature Ecology & Evolution identificou que mais de 1.700 espécies já passaram a ocupar áreas diferentes das registradas anteriormente, um reflexo do aumento das temperaturas, dos eventos climáticos extremos e da transformação dos habitats naturais.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/mudancas-climaticas-forcam-borboletas-a-abandonar-seus-habitats-em-105-paises/

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'Traição' entre pássaros? Estudo mostra como o canto revela machos 'comprometidos'

O canto do papa-moscas-preto (Ficedula hypoleuca) pode revelar muito mais do que a presença de um parceiro. Um estudo mostrou que as fêmeas conseguem identificar sinais na vocalização dos machos que já formaram um casal e, na maioria dos casos, preferem aqueles que ainda não acasalaram.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/traicao-entre-passaros-estudo-mostra-como-o-canto-revela-machos-comprometidos/

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Cientistas descobrem possível 'gatilho' do envelhecimento para doenças cerebrais

Uma proteína que se acumula com o envelhecimento pode estar por trás de um dos mecanismos que tornam o cérebro mais vulnerável a doenças neurodegenerativas. Pesquisadores da Universidade de Colônia identificaram uma via molecular capaz de estimular o acúmulo de proteínas tóxicas nos neurônios, processo associado a doenças como a esclerose lateral amiotrófica (ELA) e a doença de Huntington.

Leia mais em: https://exame.com/ciencia/cientistas-descobrem-possivel-gatilho-do-envelhecimento-para-doencas-cerebrais/

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Itália barra entrada de quem vem da Espanha após travessia em massa em Ceuta

Embaixadores da União Europeia se reunirão na segunda-feira (3) em uma reunião de emergência, enquanto a Espanha enfrenta pressões para reafirmar o controle sobre as fronteiras externas do bloco.

Um porta-voz da Irlanda, que exerce a presidência rotativa da UE, confirmou o encontro. O grupo de resposta integrada a crises políticas da UE, que lida com situações de crise e desastre, receberá informações de autoridades no sábado sobre os eventos ocorridos nos últimos dois dias no enclave norte-africano de Ceuta.

A medida ocorre enquanto o governo espanhol confirmou que 50 mil pessoas cruzaram ilegalmente a fronteira entre Marrocos e Ceuta, embora o Ministério do Interior da Espanha tenha informado na sexta-feira (31) que mais da metade delas já saiu do local.

Vários líderes europeus comentaram a crise, que o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez descreveu como “uma violação da integridade territorial da Espanha”, pedindo que o país garanta a proteção da fronteira externa da UE e instando Madri a reafirmar o controle.

A Alemanha disse que estenderá seus próprios controles de fronteira até setembro, enquanto a Itália afirmou que imporá controles de entrada para cidadãos não pertencentes à UE que cheguem da Espanha.

“As imagens vindas de Ceuta são inaceitáveis”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em uma postagem no X. “Não podemos permitir que ninguém entre em nossa União sem cumprir nossas regras.”

O presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, expressou solidariedade à Espanha, elogiando a “resposta firme” do país, incluindo suas medidas para combater a migração ilegal e desmantelar redes criminosas de contrabando.

A chegada de milhares de migrantes a Ceuta colocou os holofotes sobre Schengen, a zona de livre circulação do bloco, que abrange 25 membros da UE, além de Liechtenstein, Noruega, Suécia e Islândia. No entanto, autoridades da UE ressaltaram que qualquer pessoa que chegue a Ceuta e Melilha está coberta por uma disposição especial do Código de Fronteiras Schengen, o que significa que está sujeita a controles fronteiriços antes de seguir para a Europa continental.

Eles também destacaram que o bloco mantém um bom relacionamento com Marrocos, com uma reunião entre o embaixador da UE em Rabat e o Ministério das Relações Exteriores marroquino agendada para segunda-feira.

© 2026 Bloomberg L.P.

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Lula diz que Palácio da Alvorada é ‘desumano’ para morar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira (30) que a estrutura ampla do Palácio da Alvorada, residência oficial dos chefes do Executivo federal, é desagradável e até “desumana”.

“A cozinha fica numa ponta, o quarto fica na outra. Se você tiver que pedir café, o café chega frio. Se você pedir uma cerveja, ela chega quente”, afirmou o presidente após ser questionado pelo entrevistador Rogério Vilela, no podcast Inteligência Ltda, sobre o espaço do Palácio da Alvorada.

Segundo o presidente, o imóvel tem ao todo oito quartos, mas a distância entre eles atrapalha a rotina. “É muito belo para tirar fotografia. Agora, para morar, é muito desumano. Não é aconchegante”, disse Lula que recebeu o entrevistador na residência oficial.

Para Lula, a arquitetura do palácio também não é adequada à realidade da maioria dos presidentes que ocuparam o imóvel. “Porque quase todos os presidentes que vêm aqui não têm uma penca de filhos. O cara vem para cá já com uma certa idade, com 50, 60 anos, já tem os filhos criados”, disse.

Lula ainda citou a piscina do Alvorada. De acordo com ele, os pedidos feitos no espaço de convivência demoram a chegar por causa da distância até a cozinha. “O cara já chega cansado”, afirmou.

O Palácio da Alvorada foi construída na década de 1950, a partir de projeto de Oscar Niemeyer. As obras ocorreram junto à construção de Brasília, a capital federal idealizada por Juscelino Kubitschek.

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ONU: El Niño deve se intensificar em agosto e agravar crises climáticas globais

A agência meteorológica da Organização das Nações Unidas alertou nesta sexta-feira que se espera que um forte El Niño se intensifique a partir de agosto, advertindo que o fenômeno provavelmente aumentará as temperaturas acima do normal em todo o mundo e alterará significativamente os padrões de precipitação.

O El Niño, um período de aquecimento das temperaturas da superfície do mar no Pacífico central e oriental, continuará a se intensificar de forma constante, tornando-se um evento forte entre agosto e outubro de 2026.

Além do fortalecimento do El Niño, prevê-se um Dipolo do Oceano Índico (IOD) positivo. O IOD é um padrão climático no Oceano Índico ocidental, onde a temperatura fica, em média, mais quente, enquanto no Oceano Índico oriental fica mais fria do que a média.

Juntos, esses fenômenos podem amplificar os impactos climáticos regionais, incluindo secas, inundações e risco de incêndios florestais, particularmente na bacia do Oceano Índico.

A agência, a Organização Meteorológica Mundial, afirmou que está intensificando sua mobilização de informações e serviços de apoio para ajudar os países a antecipar e minimizar os impactos do El Niño.

“O El Niño está se intensificando – jogando lenha na fogueira de um planeta já em chamas, com ondas de calor escaldantes, incêndios florestais apocalípticos e mares com temperaturas recordes. Os combustíveis fósseis estão alimentando as chamas dessa crise”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

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Trump diz que EUA “não concordaram” com fabricação de mísseis Patriot pela Ucrânia

O presidente ⁠norte-americano, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que os Estados Unidos ‌não concordaram com a fabricação de mísseis Patriot pela Ucrânia, mas que as negociações estão em andamento, acrescentando que os EUA ‌devem ser “muito cautelosos ao permitir que alguém os fabrique”.

Trump disse durante uma reunião com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Turquia neste mês que iria conceder à Ucrânia uma licença para fabricar mísseis interceptadores Patriot a fim de ajudar na defesa contra ataques russos, mas ⁠desde ‌então recuou dessa promessa, apesar de ter recebido Zelensky na ⁠Casa Branca nesta semana.

Questionado sobre os mísseis Patriot durante uma reunião de gabinete no retiro de Camp David nesta sexta-feira, Trump enfatizou as preocupações quanto ao compartilhamento de armamento avançado dos EUA, incluindo tecnologia de mísseis.

“É um grande passo”, disse Trump.

“No ​caso do presidente Zelenskiy, ele gostaria de ter alguns Patriots, gostaria de ter alguns Tomahawks, que, como vocês sabem, são ​letais — um ofensivo, outro defensivo”, disse Trump.

“É preciso ser muito criterioso, mas também muito cuidadoso. Por enquanto, não concordamos com isso. Estamos discutindo o assunto, mas é difícil ceder esse tipo de tecnologia. E não acho que isso venha a acontecer, mas, como ‌vocês sabem, há pessoas a quem, se ​você fornecer essa tecnologia, podem um dia se voltar contra você”, disse Trump.

À medida que a Rússia intensificou seus ataques aéreos, a Ucrânia tem enfrentado uma escassez ⁠crônica de mísseis Patriot, que ​continuam sendo a ​única arma em seu arsenal capaz de derrubar mísseis balísticos.

A Ucrânia vem buscando há ⁠muito tempo um acordo de coprodução ​dos mísseis Patriot PAC-3 para interceptar mísseis balísticos, com o objetivo de fabricá-los no próprio país.

A promessa anterior de Trump de conceder uma licença ​para tal acordo de produção pegou muitos de surpresa, e autoridades ucranianas vêm se reunindo com representantes do Pentágono ​e executivos do ⁠setor desde então para definir detalhes mais concretos.

Esses esforços continuam, mas a embaixadora ucraniana Olha ⁠Stefanishyna afirmou na quinta-feira estar confiante de que a Lockheed Martin, fabricante dos mísseis PAC-3, está totalmente comprometida com o aprofundamento da cooperação com a Ucrânia. Executivos da Lockheed se reuniram com Zelenskiy na terça-feira, e a empresa planeja enviar executivos à Ucrânia em breve, disse ​ela.

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Doação eleitoral: vejas as regras, limites de valor e como contribuir dentro da lei

O financiamento das campanhas, exclusivamente via doação eleitoral de pessoas físicas, já começou por meio das chamadas vaquinhas. E, com o registro dos candidatos, seguirá também por meio apoios diretos. Desde 15 de maio, quem quiser apoiar financeiramente um projeto político nas eleições de 2026 já pode fazer contribuições pela internet por meio de plataformas de financiamento coletivo.

A vaquinha eleitoral permite arrecadar recursos para custear despesas e fica disponível até 4 de outubro, dia da votação no primeiro turno. Nesta etapa que antecede a propaganda oficial, pré-candidatos e partidos podem divulgar os links para doação, mas a legislação proíbe pedir votos de forma explícita.

Para garantir a transparência das contas e permitir a fiscalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a arrecadação precisa passar por empresas de financiamento coletivo cadastradas na Justiça Eleitoral. Até esta quarta-feira (21), 28 empresas solicitaram cadastro no sistema para operarem como plataformas de doação eleitoral e 10 delas já foram deferidas.

Quem optar pelo pagamento via Pix precisa usar obrigatoriamente a chave CPF vinculada à própria conta bancária. Chaves como número de telefone, e-mail ou códigos aleatórios não são aceitas, porque esse tipo de dado oculta a identidade do pagador no sistema dos bancos.

O valor depositado sem identificação não pode ser usado pelo pré-candidato nem devolvido, devendo ser recolhido integralmente ao Tesouro Nacional.

Desde 2015, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), empresas e instituições privadas com CNPJ não podem doar para candidatos, partidos ou vaquinhas virtuais. Além de permitir apenas doações de pessoas físicas, o valor doado por cidadão deve corresponder a até 10% do rendimento bruto declarado no Imposto de Renda do ano anterior. Esse cálculo é anual e soma todas as contribuições feitas durante o período eleitoral.

O TSE não estabelece um teto diário para transferências via Pix, mas para repasses de R$ 1.064,10, ou mais, a legislação exige que o pagamento seja feito por transferência bancária identificada, ou cheque nominal.

Mesmo após a doação por meio das vaquinhas, o pré-candidato não recebe o dinheiro imediatamente. A empresa que administra a plataforma guarda o valor até que a candidatura cumpra quatro etapas exigidas por lei: aprovação do nome na convenção partidária, registro oficial no TSE, emissão do CNPJ de campanha e abertura de conta bancária específica.

Se o pré-candidato desistir da disputa, tiver o nome vetado ou o registro negado pela Justiça Eleitoral, a plataforma deve devolver todo o dinheiro aos doadores. Enviar dinheiro diretamente para a conta pessoal do pré-candidato, sem passar pela plataforma credenciada ou pela conta oficial de campanha, também descumpre as regras.

Para evitar problemas legais ou golpes, a orientação é acessar os links de arrecadação apenas pelos canais oficiais dos pré-candidatos ou partidos, checar se a plataforma está autorizada no site do TSE, conferir se o destinatário no aplicativo do banco é o CNPJ de campanha ou da empresa cadastrada e guardar o comprovante de pagamento.

*Sob orientação de Gustavo Porto

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Reino Unido manterá importação de carnes do Brasil, mesmo com restrição da UE

O Reino Unido manterá a importação de carnes do Brasil, apesar de o País não constar na lista de fornecedores da União Europeia (UE) a partir de 3 de setembro em virtude do novo regulamento de antimicrobianos adotado pelo bloco europeu.

Em comunicado a importadores britânicos, a Associação Internacional do Comércio de Carnes (Imta, na sigla em inglês), que representa empresas britânicas importadoras e exportadoras de carnes, afirmou que não haverá restrições a partir da data no Reino Unido. “O Reino Unido não introduzirá uma proibição à carne brasileira a partir de 3 de setembro.

O Reino Unido está realizando sua própria avaliação de resistência antimicrobiana dos sistemas de controle do Brasil, que é independente da avaliação da UE”, explicou a associação no comunicado.

De acordo com o Imta, o Reino Unido concluirá sua avaliação de conformidade do novo protocolo adotado pelo Brasil, desde 1º de julho, com o regulamento local. “Momento em que o Reino Unido tomará uma decisão sobre se o sistema pode garantir a rastreabilidade de antibióticos para sistemas de aves e carne bovina no Brasil”, esclareceu a associação.

A exceção será a Irlanda do Norte, que, apesar de compor o Reino Unido, aplicará a proibição da UE às carnes brasileiras a partir de 3 de setembro, disse a associação.

O Imta afirmou que participou de uma reunião com o Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido (Defra) na última sexta-feira (17) sobre o tema. “O Defra observa que seria um desafio para o sistema de carne bovina estar em conformidade, visto que o novo sistema brasileiro foi estabelecido em 1º de julho e o ciclo de vida mais longo da carne bovina em comparação com as aves. Aves e carne bovina serão consideradas separadamente pelo Defra”, detalhou a associação.

A associação pondera, entretanto, que se a avaliação constatar que novo protocolo de carne bovina ou de aves adotado pelo Brasil não é capaz de fornecer as garantias necessárias, as importações desses produtos não serão permitidas nos países do bloco (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte) a partir de fevereiro de 2027.

O Imta destacou ainda que Reino Unido se alinhará totalmente ao regulamento de antimicrobianos da União Europeia em meados de 2027, quando o Reino Unido poderá importar somente de países na lista de países aprovados pela UE.

Os novos procedimentos para controle de uso de antimicrobianos na cadeia de proteínas e de produtos de origem animal para atendimento à legislação europeia, estabelecidos pelo Ministério da Agricultura no início deste mês, serão válidos para as exportações de carne de aves, carne bovina, envoltórios, pescado, mel, ovos e subprodutos exportados à União Europeia e ao Reino Unido.

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Carne bovina: resultado em receita e volume exportado é recorde no 1º semestre

A exportação brasileira de carnes e subprodutos do abate de bovinos atingiu US$ 9,929 bilhões entre janeiro e junho, crescimento de 33,4% sobre igual período de 2025.

Em volume, os embarques alcançaram 1,811 milhão de toneladas, alta de 7,3%, mostra levantamento da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado é recorde para um período de primeiro semestre, tanto em valor como em volume.

A Abrafrigo pondera, em comunicado, que as perspectivas são de queda nos resultados da segunda metade do ano, “em virtude do fim da quota brasileira para exportações de carne bovina para a China (volumes fora da cota serão sobretaxados em 55%), além da possibilidade de embargo à carne brasileira na União Europeia, a partir de setembro, por cauda de divergências no modelo de certificação de rebanhos livres do uso de antimicrobianos (requisito estabelecido pela legislação do bloco europeu)”.

Estima-se que a quota chinesa de importações de carne bovina do Brasil, fixada em 1,106 milhão de toneladas para 2026, tenha se esgotado com os embarques realizados no mês de junho. Com isso, a partir de julho devem diminuir os embarques destinados à China, o que deve comprometer significativamente o desempenho das exportações no segundo semestre do ano, até que a quota seja restabelecida para o início do próximo ano.

As vendas de carne bovina para a China cresceram 50,3% no primeiro semestre de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 4,818 bilhões. Em volume, o crescimento foi de 22,6%, para 774,7 mil toneladas. A participação do país asiático foi de 48,5% das receitas com as vendas externas de carnes e subprodutos bovinos.

Considerando apenas a carne bovina in natura, a participação chinesa foi de 53% no primeiro semestre de 2026. “Como o governo chinês calculou, para efeito de controle da quota, as cargas que chegaram aos portos chineses a partir do dia 1º de janeiro de 2026, mesmo que tivessem sido embarcadas nos meses finais de 2025, estima-se que o somatório dessas cargas com o volume efetivamente embarcado nos portos brasileiros de janeiro a junho de 2026 tenha preenchido o total ou muito próximo da quota de 1,106 milhão de toneladas destinadas ao Brasil para o ano de 2026”, comentou a Abrafrigo.

Dessa forma, considerando o resultado das exportações de carne bovina para a China no primeiro semestre e o fato de que, pelos cálculos chineses, a cota brasileira para este ano já se encontra preenchida, o Brasil deverá reduzir em cerca de US$ 4 bilhões suas vendas para o país asiático em 2026, em relação ao ano anterior, cujas vendas alcançaram US$ 8,845 bilhões.

“A queda nas vendas para a China em 2026, contudo, poderá ser atenuada com a possível retomada dos embarques nos 2 últimos meses do ano, com as cargas chegando aos portos chineses em janeiro de 2027 dentro, portanto, da quota do próximo ano”, destacou a associação.

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Brasil pode superar os EUA e se tornar o maior exportador agrícola do mundo

O Brasil está prestes a ultrapassar os Estados Unidos como maior exportador agrícola do mundo, encerrando uma liderança americana que dura há mais de um século, segundo reportagem publicada pelo Financial Times.

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que os americanos exportaram US$ 171 bilhões em produtos agrícolas em 2025, apenas US$ 2 bilhões acima dos US$ 169 bilhões registrados pelo Brasil. É a menor diferença já observada entre os dois países.

Há duas décadas, a vantagem americana era de dezenas de bilhões de dólares. Impulsionado pelo avanço da soja, da carne bovina, do frango e do algodão, além da forte demanda chinesa, o Brasil reduziu rapidamente essa distância e pode assumir a liderança global das exportações agrícolas já em 2026.

O avanço brasileiro ocorre em meio às consequências das guerras comerciais iniciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A partir de 2018, as tarifas impostas pelos EUA à China levaram Pequim a reduzir as compras de soja americana e ampliar significativamente as importações do Brasil.

Hoje, o Brasil já é o maior produtor mundial de soja, carne bovina e carne de frango e também superou os Estados Unidos nas exportações de algodão.

Segundo o Financial Times, a mudança alterou profundamente as cadeias globais de abastecimento e consolidou relações comerciais entre produtores brasileiros e compradores chineses. Quando Trump retornou à Casa Branca, em 2025, o Brasil já respondia pela maior parte das importações chinesas de soja.

Vantagens competitivas do Brasil

Especialistas ouvidos pelo jornal apontam que o crescimento brasileiro vai além dos efeitos da política comercial americana.

Uma das principais vantagens é a possibilidade de colher duas safras por ano em grande parte do território nacional. Em regiões como Mato Grosso, mais da metade das áreas cultivadas recebe uma segunda safra de milho ou algodão após a colheita da soja.

Além disso, o Brasil dispõe de terras relativamente baratas em áreas de expansão agrícola e conseguiu mais que dobrar sua produção de cereais, leguminosas e oleaginosas nos últimos 13 anos, alcançando 346,1 milhões de toneladas em 2025.

Dificuldades dos agricultores americanos

Enquanto o agronegócio brasileiro avança, produtores americanos relatam margens cada vez menores.

O Financial Times acompanhou a rotina de agricultores no Meio-Oeste dos EUA que enfrentam queda nos preços das commodities, incertezas comerciais e dependência crescente de programas governamentais.

A Federação Americana de Agricultura projeta prejuízos médios de US$ 138 por acre na soja, US$ 167 no milho, US$ 145 no trigo e US$ 406 no algodão.

Para muitos produtores, a perda do mercado chinês representa uma mudança estrutural.

“Já não somos o fornecedor mundial de soja; somos o fornecedor residual”, afirmou ao jornal Corey Goodhue, agricultor de Iowa. Segundo ele, compradores recorrem aos Estados Unidos apenas quando o Brasil enfrenta problemas de oferta.

Desafios permanecem

Apesar do crescimento acelerado, o agronegócio brasileiro também enfrenta obstáculos. Isso porque o país importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, o que aumenta a vulnerabilidade a choques geopolíticos e oscilações de preços.

Além disso, produtores reclamam dos gargalos logísticos. O frete pode representar até 30% do valor da soja brasileira, contra algo entre 10% e 15% nos Estados Unidos.

Ainda assim, para analistas, a trajetória favorece o Brasil. Com a demanda chinesa consolidada e a capacidade de expansão ainda significativa, o país se aproxima de assumir uma posição que durante décadas pertenceu aos Estados Unidos: a liderança global das exportações agrícolas.

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INSS: governo libera R$ 547 milhões para ressarcir aposentados e pensionistas

O governo federal autorizou a abertura de um crédito extraordinário de R$ 547 milhões para ressarcir aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que sofreram descontos indevidos em seus benefícios.

A medida foi publicada na edição desta terça-feira (21) do Diário Oficial da União e prevê que os recursos sejam destinados ao programa “Previdência Social: Promoção, Garantia de Direitos e Cidadania”, sob execução do próprio INSS.

Segundo o governo, o objetivo é garantir a devolução de valores descontados de forma irregular de beneficiários do Regime Geral de Previdência Social. Os recursos fazem parte do orçamento da seguridade social.

Como funciona o crédito extraordinário

O crédito extraordinário é um recurso previsto na Constituição Federal que permite a autorização de dinheiro público para cobrir gastos inesperados e urgentes.

O governo federal pode adotar esse mecanismo por meio de medidas provisórias de ação imediata, antes mesmo da aprovação pelo Congresso Federal.

No caso do ressarcimento aos beneficiários do INSS a autorização foi realizada por meio da MP nº 1.378, que ainda será apreciada pela Câmara dos Deputados e o Senado.

Apesar de já estar em vigor, o texto precisa ser aprovado pelo Congresso e convertido em lei.

Investigação sobre fraudes no INSS avança

O repasse ocorre em meio ao avanço da Operação Sem Desconto da Polícia Federal (PF), que investiga desvios ilegais de aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS.

Na semana passada a primeira etapa da investigação foi concluída, com 48 pessoas indiciadas relacionadas à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer).

*Com supervisão de Ricardo Gozzi

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Bons resultados de companhias de IA podem “roubar” fluxo da Bolsa brasileira, diz analista; veja os destaques do Giro desta terça (21)

Diante da conjuntura atual de incertezas — com alta do preço de petróleo, disputas comerciais e eleições —, o melhor cenário para o Brasil é uma temporada de balanço do segundo trimestre neutra para as empresas americanas, afirma Thiago Salomão, analista e fundador do Market Makers, no Giro do Mercado desta terça-feira (21).

Com o ínicio da temporada de resultados, o mercado fica atento para decidir onde realocar seu capital.

O especialista acredita que é importante monitorar os resultados das empresas de fora, especialmente das companhias de inteligência artificial (IA), que têm impactado as bolsas dos EUA positivamente ao atrair capital, retirando fluxo de emergentes como o Brasil.

Além disso, a alta no preço do petróleo, no curto prazo, pode gerar um efeito na inflação e elevar as taxas de juros e impactar as bolsas.

Assista o Giro na íntegra:

“Para o Brasil, o melhor seria uma temporada morna, porque se vier muito forte, é mais dinheiro indo para lá (Estados Unidos). Agora, se vier muito ruim, o investidor também vai ficar preocupado, e aí ele não vem para o Brasil, procura algo mais seguro, uma renda fixa, algo de previsibilidade maior”, explica Salomão.

Segundo o especialista, inteligência artificial tem mais peso nos resultados, por se tratar de um setor mais sensível.

“Eu, como investidor, já falei: não é o tipo de investimento que eu gosto de entrar, porque o risco de ganhar é muito alto, mas o de perder também”. Ele explica que o mercado da IA é mais hiperbólico: “às vezes entrega um resultado acima do esperado, com lucro, mas a ação despenca porque a projeção ficou levemente abaixo do esperado”.

No mercado brasileiro, a Vale divulga seu relatório de produção e vendas nesta terça, após o fechamento do mercado. De acordo com o especialista, a empresa costuma apresentar uma previsibilidade em seus números e, diante do futuro cenário brasileiro, a considera como uma boa opção de diversificação de portfólio — uma espécie de “empresa estrangeira listada na B3”.

“A Vale é interessante muito menos pelo que vai entregar nesse relatório e muito mais por uma composição macro, olhando para um risco do fiscal do Brasil desandar, a inflação desancorar e ter uma perda de expectativa. Ter uma empresa dolarizada traz um conforto na carteira”, afirma Salomão.

Com os efeitos das eleições ainda sem refletirem de forma significativa na bolsa, o especialista avalia que fatores como a inflação elevada e a taxa de desemprego em mínima histórica ainda devem influenciar a popularidade do presidente Lula.

“Eleição é tudo menos previsível. Ainda tem os efeitos do que está acontecendo no nosso dia a dia, que podem começar a fazer preço quando começar a campanha eleitoral na TV.” Ele acredita que a proxima eleição será uma batalha de rejeições e no fim dela ganhará o candidato menos odiado, com alguma uma esperança para a terceira via.

Para Salomão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem enviado sinais preocupantes ao mercado por meio de declarações do ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli. “Em 2022, o mercado deu um voto de confiança e acabou quebrando a cara. Agora, nem há espaço para esse voto de confiança, porque o que está sendo dito é justamente o que o mercado mais rejeita”, afirmou.

*Com supervisão de Vitor Azevedo

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Brasil se prepara para nova tarifa de 12,5% dos EUA

O governo brasileiro trabalha com a expectativa de que os Estados Unidos confirmem a imposição de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos exportados pelo Brasil.

A medida é resultado de uma investigação sobre o combate ao trabalho forçado e, na avaliação de integrantes do Planalto, tem sido utilizada como instrumento de pressão em meio às negociações sobre outra sobretaxa, de 25%, que entra em vigor nesta quarta-feira (22).

A alíquota de 12,5% foi recomendada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para cerca de 60 países, incluindo o Brasil e membros da União Europeia.

O Itamaraty afirma que o país conta com sistemas de fiscalização, responsabilização criminal, transparência e cooperação institucional voltados à prevenção e punição dessa prática. Além disso, o governo sustenta que as medidas contrariam as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), que prevê mecanismos multilaterais para a solução de disputas comerciais.

Tarifas dos EUA

A possível taxação adicional sobre produtos brasileiros faz parte de uma ofensiva mais ampla da Casa Branca para reformular sua política comercial. Segundo informações do Financial Times e da Reuters, o governo Donald Trump pretende substituir a tarifa global temporária de 10% sobre importações, cuja vigência termina em 24 de julho.

Para isso, a administração americana tem recorrido a diferentes investigações comerciais capazes de sustentar juridicamente novas barreiras. Além da questão do trabalho forçado, outra investigação avalia se determinadas economias mantêm excesso de capacidade industrial que possa prejudicar a indústria americana.

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Em reunião com embaixadores, Flávio Bolsonaro pede ‘observadores’ para eleições de outubro

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu, durante um encontro com embaixadores estrangeiros, que seus países enviem “a maior quantidade de observadores possíveis” para supervisionar as eleições brasileiras em outubro.

“Não estou questionando o sistema de eleição brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para nossa eleição e pessoas que têm conhecimento sobre essa tecnologia”, declarou, durante reunião organizada pela agência Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report, nesta terça-feira (21), em Brasília (DF).

Em seu discurso, Flávio afirmou que um documento da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, apontou manipulação nas eleições venezuelanas de 2010: “Uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana, uma das suspeitas é que tenha havido uma programação para alteração das votações naquele país nas eleições de 2010”, disse. “Só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”, frisou.

Em 2020, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou uma nota em que nega o uso de aparelhos da Smartmatic: “São falsas as mensagens que circulam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil. Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país”, escreveu a Corte.

Flávio disse ainda que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), está preso justamente por um encontro com diplomatas. “Jair Bolsonaro está inelegível após uma reunião com os embaixadores. Alguém que tinha uma preocupação com a transparência e a segurança do nosso sistema eleitoral, e apenas manifestou suas preocupações para que os embaixadores levassem essa preocupação para os seus países”, falou.

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El Niño ameaça Canal do Panamá e cria novo gargalo para o comércio global

O comércio global enfrenta um novo problema, além dos gargalos que há meses afetam os fluxos no Oriente Médio, com o Canal do Panamá restringindo parte das reservas para navios devido a desafios no abastecimento de água.

A Autoridade do Canal do Panamá suspenderá temporariamente parte do sistema de reservas para embarcações que pretendem utilizar a hidrovia que liga os oceanos Pacífico e Atlântico, segundo a agência marítima Norton Lilly. Entre os motivos está a possibilidade de ocorrência do fenômeno climático El Niño, que pode reduzir o fluxo de água essencial para a operação do canal, afirmou a empresa.

A restrição de acesso ao Canal do Panamá ocorre em um momento em que outros pontos críticos do comércio global enfrentam interrupções, desacelerando o comércio e elevando custos. No Oriente Médio, a guerra entre Irã e EUA levou o tráfego pelo Estreito de Ormuz a praticamente parar após ataques a embarcações. Em outra frente, o grupo militante Houthis, apoiado pelo Irã no Iêmen, ameaçou a navegação pelo estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho.

A Autoridade do Canal do Panamá não respondeu imediatamente a ligações e emails enviados fora do horário de expediente em busca de comentários.

Os leilões diários do chamado período três para as eclusas destinadas a navios da classe Panamax serão suspensos de 25 de julho até novo aviso, em razão dos níveis atuais e projetados de água no Lago Gatún, informou a Norton Lilly em comunicado publicado em seu site. Com isso, a capacidade diária de reservas será reduzida de 36 para 34 embarcações.

Segundo a empresa, citando a Autoridade do Canal do Panamá, a suspensão foi adotada com base nas atuais condições hidrológicas e na possibilidade de desenvolvimento de um padrão climático de El Niño. Episódios anteriores do fenômeno reduziram os níveis dos lagos de água doce que abastecem o canal, levando a autoridade a impor restrições ao número diário de travessias.

A suspensão no Canal do Panamá significará menos oportunidades para conseguir vagas, maior concorrência pelas reservas nos períodos um e dois e, potencialmente, “maiores desafios” para navios sem reservas confirmadas, afirmou a Norton Lilly.

O Lago Gatún, localizado acima da hidrovia e responsável por abastecer as eclusas abaixo, registra atualmente profundidade de 84,6 pés (25,8 metros), ligeiramente abaixo da média de 84,7 pés para o mês de julho nos últimos cinco anos, segundo a Autoridade do Canal do Panamá. A previsão é que o nível da água continue caindo nos próximos meses, chegando a 83,8 pés no fim de setembro, 1,4 pé abaixo da média de cinco anos.

Durante o último El Niño, entre 2023 e 2024, o tráfego mensal de embarcações pelo canal caiu de um pico pré-El Niño de 1.523 navios, em dezembro de 2022, para 1.054 em fevereiro de 2024, segundo dados fornecidos pela Weathernews Inc.

Nos últimos meses, meteorologistas alertaram que o El Niño deste ano pode ser particularmente severo, aumentando a possibilidade de interrupções significativas. No início deste mês, o Centro de Previsão Climática dos EUA afirmou que o fenômeno continuava se intensificando e provavelmente será um dos mais fortes em mais de 75 anos.

Os episódios de El Niño costumam provocar condições mais secas que o normal na América Central. O Panamá já registrou chuvas muito abaixo da média nas últimas sete semanas, segundo o Centro de Previsão Climática dos EUA.

A expectativa é que essa estiagem persista. As projeções sazonais mais recentes do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo indicam que há pelo menos 70% de probabilidade de a região do Canal do Panamá registrar índices de chuva entre o terço mais baixo da série histórica entre agosto e novembro.

Em junho, a Autoridade do Canal do Panamá afirmou que intensificava os preparativos para enfrentar os efeitos extremos do El Niño por meio da elaboração de um plano que evitasse impor o tipo de restrições a embarcações que prejudicou o transporte marítimo há três anos.

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Qual a idade mínima para concorrer às eleições 2026? Veja regras por cargo

Um dos requisitos que entra em jogo na definição dos candidatos a cargos políticos é a idade mínima para concorrer às eleições. Partidos e federações precisam observar essa regra na temporada de convenções que vão definir coligações e escolher os nomes que disputarão as eleições 2026. Esse período acontece entre esta segunda-feira (20) e 5 de agosto, e só depois dele é que se segue o registro oficial das candidaturas, com prazo até as 19h de 15 de agosto. 

A exigência de idade mínima para concorrer às eleições não é novidade na legislação brasileira. Ela está presente desde a primeira Constituição do país (1824), e se manteve em todos os textos seguintes. A lógica por trás da regra costuma ser descrita como uma escada de maturidade: quanto maior a responsabilidade do cargo, maior a idade mínima exigida para ocupá-lo.

A Constituição de 1988 fixa essa escada da seguinte forma para os cargos em disputa neste ano: presidente, vice-presidente e senador precisam ter 35 anos; governador e vice-governador, 30; deputado federal, deputado estadual ou distrital, 21. 

Além da idade, é preciso estar em dia com a Justiça Eleitoral: ter título de eleitor, não ter os direitos políticos suspensos por decisão judicial e estar registrado como eleitor na região onde vai concorrer. Também é exigida filiação a um partido. Presidente e vice-presidente da República precisam ser brasileiros natos; para os demais cargos, brasileiro naturalizado também pode se candidatar. 

Quando a idade mínima é verificada

As normas constitucionais nunca disseram em que momento essa idade precisava estar completa, e essa lacuna coube à legislação eleitoral e à jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) preencher. Hoje, a regra varia conforme o grupo de cargos.

  • Para presidente e vice-presidente, a idade é verificada na posse, que a partir de 2027, por força da Emenda Constitucional 111/2021, passa a ocorrer em 5 de janeiro. 
  • Para governador e vice-governador, o mesmo critério vale para a posse de 6 de janeiro. 
  • Já para deputado federal, deputado estadual ou distrital e senador, a referência mudou em outubro de 2025.

Idade mínima para deputado e senador: o que mudou

Sancionada em 2 de outubro de 2025, a Lei nº 15.230 alterou a Lei das Eleições (nº 9.504/97) para tratar deputados e senadores de forma diferente do Executivo quanto à aferição da idade mínima para concorrer às eleições. Enquanto presidente e governador têm data de posse fixa, deputados e senadores não têm: a posse depende de quando a Mesa Diretora de cada Casa é eleita, o que varia a cada legislatura. 

Para resolver essa imprevisibilidade, a lei adota a posse presumida, uma data de referência fixada em até 90 dias a partir da eleição da Mesa Diretora, independentemente do que o regimento interno de cada Casa preveja e sem possibilidade de redução ou prorrogação desse prazo. 

A idade mínima em si não muda, continua sendo 21 anos para deputados e 35 para senadores. Muda o marco temporal em que essa idade passa a ser cobrada. Na prática, a lei apenas alinhou o texto legal ao que o TSE já vinha aplicando, reduzindo o espaço para interpretações divergentes entre tribunais eleitorais regionais. 

Os dados do TSE mostram que, em 2022, duas candidatas a deputada estadual foram barradas pela Justiça Eleitoral justamente por não atenderem a esse critério: uma tinha 18 anos e outra 19. Houve ainda três candidaturas de mulheres com 20 anos: duas foram indeferidas porque não completariam 21 anos dentro do prazo. Só uma foi considerada apta.  

Existe idade máxima?

No outro extremo, a legislação eleitoral brasileira não fixa limite superior de idade para nenhum cargo eletivo. O critério é sempre um piso mínimo, nunca um teto.

No último pleito geral, em 2022, o Brasil registrou 29.262 candidaturas aos diversos cargos em disputa, um recorde na história da Justiça Eleitoral. Entre elas, 78 candidatos tinham entre 80 e 84 anos, 10 entre 85 e 89 anos, e 2 entre 90 e 94 anos.

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Vai votar em outra cidade? Começa hoje prazo para solicitar voto em trânsito

Começa hoje o prazo para solicitar o voto em trânsito nas eleições de 2026. O procedimento permite votar em uma cidade diferente daquela onde está o domicílio eleitoral, desde que o eleitor esteja em dia com as obrigações eleitorais. Para isso, a Justiça Eleitoral faz uma transferência temporária da seção do eleitor para o município onde ele estará no dia da votação. 

O procedimento só existe em anos de eleição geral, como 2026, quando estão em disputa os cargos de presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. O voto em trânsito funciona apenas nas capitais e nos municípios com mais de 100 mil eleitores, em locais de votação convencionais ou criados especificamente para essa finalidade. No site Autoatendimento Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é possível consultar onde há vaga para o voto em trânsito neste ano.

A habilitação pode ser feita até 20 de agosto, prazo válido para o primeiro turno, em 4 de outubro, o segundo, previsto para 25 do mesmo mês, ou os dois. O pedido também pode ser feito pelo Autoatendimento da Justiça Eleitoral ou presencialmente em qualquer cartório eleitoral, mediante apresentação de um documento oficial com foto. 

Só o próprio eleitor pode solicitar a transferência temporária; ninguém pode fazer o pedido em nome de outra pessoa. É exigido que o título esteja em situação regular no cadastro eleitoral, já que documentos cancelados ou suspensos impedem a votação.

Voto em trânsito: o que saber

Quando ocorreApenas em eleições gerais, como a de 2026, nas capitais e cidades com mais de 100 mil eleitores
Prazo para solicitar20 de julho a 20 de agosto de 2026
Documento exigidoDocumento oficial de identificação com foto
Onde solicitarNo site Autoatendimento da Justiça Eleitoral, clicar em “Fazer transferência temporária de local de votação”; ou pessoalmente no cartório eleitoral
Quem pode solicitarO próprio eleitor, com título regular
Para quais cargos vale (transferência para cidade no mesmo estado)Presidente, governador, senador, deputado federal e estadual
Para quais cargos vale (transferência para cidade em outro estado)Apenas presidente
Quem mora em outro país e tem registro na Zona Eleitoral do ExteriorVota só para presidente, se estiver em trânsito no Brasil
Voto em trânsito no exterior para quem está fora do país no dia do pleitoNão existe
Retorno do título para a seção de origemAutomático, após a eleição

Regras, prazos e cancelamento

A regra dos cargos permitidos na votação depende de a transferência ocorrer dentro do mesmo estado ou para um estado diferente. Se o eleitor pedir para votar em outro município dentro do próprio estado, mantém o direito de escolha para presidente, governador, senadores (duas vagas por estado) e deputados federal e estadual. Se a transferência for para um estado diferente, o voto vale apenas para presidente da República. 

Essa mesma restrição — voto apenas para presidente — vale também para eleitores com título registrado na Zona Eleitoral do Exterior que estejam em trânsito no Brasil no dia da eleição. Já o eleitor com título no Brasil que estiver em outro país no dia do pleito não pode votar em trânsito, porque o procedimento não existe fora do território nacional. 

É possível indicar cidades diferentes para cada turno da eleição. Feita a votação, ou não, o título retorna automaticamente à seção de origem, sem necessidade de nova solicitação.   

Alterações ou cancelamentos do pedido seguem o mesmo prazo, até 20 de agosto; depois disso, não é mais possível modificá-lo. Isso importa porque, ao pedir a transferência, o eleitor perde automaticamente o direito de votar na própria seção de origem — a menos que cancele o pedido dentro do prazo. Faltar ao local escolhido para o voto em trânsito, portanto, exige justificativa, mesmo para quem estiver na cidade de origem no dia do pleito. 

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