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A pergunta que os jornalistas não faziam a Trump. Por Moisés Mendes

Donald Trump sendo retirado as pressas pelos serviços secretos após tiroteio em jantar com a imprensa. Texto de Moisés Mendes comenta sobre a entrevista do presidente ao 60 minutes no dia seguinte.
O presidente estadunidense Donald Trump sendo retirado as pressas pelos Serviços Secretos. Foto: Bo Erickson/REUTERS

Um atirador obrigou Trump a dizer o que já deveria ter dito diante de jornalistas, pela imposição da profissão que faz perguntas, mas não com o auxílio da muleta de uma figura que teria tentado matá-lo: “Eu não sou estuprador, nunca estuprei ninguém. Eu não sou pedófilo”.

Foi uma jornalista a formuladora da pergunta, a partir da carta deixada pelo atirador para a família. Essa carta foi a muleta. A jornalista Norah O’Donnell, da CBS, só perguntou a Trump, no dia seguinte, se ele era o pedófilo citado no texto porque Cole Tomas Allen disse o que os jornalistas americanos se negam a dizer.

Allen escreveu antes da invasão do hotel onde se realizava o banquete, sem citar Trump: “Não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor suje minhas mãos com seus crimes”.

Norah, ao entrevistar Trump na TV, leu esse trecho e pediu que ele o comentasse. Trump respondeu acusando a jornalista de ser uma pessoa horrível, e ela faz então a pergunta que ninguém tinha feito:

“Você acha que ele estava se referindo a você?”

Trump diz, pela primeira vez diante de uma pergunta direta, que não é pedófilo nem estuprador. O jornalismo já havia tido a chance de enfrentar Trump sobre o caso Epstein com uma pergunta assim: você é pedófilo e estuprador?

Em muitas ocasiões, ele foi confrontado com o andamento do caso na Justiça, mas não dessa forma: o atirador que fala em pedófilo e estuprador se refere a você?

Não é uma perguntinha protocolar sobre o que você acha das investigações, dos dossiês e dos depoimentos de vítimas da rede de pedofilia e prostituição, mas uma pergunta direta. Formulada a partir da acusação do atirador.

Quem teria a coragem de fazer essa pergunta durante a festa de gala em que jornalistas confraternizavam com o maior gângster mundial? Quem, entre os que se jogaram ao chão no banquete para jornalistas, perguntariam a Trump: você é pedófilo e estuprador?

A cena provocada pelo atirador expôs o cinismo do jornalismo que senta, come e bebe ao lado do poder que o atemoriza e o amordaça. Sem o atirador, não teríamos a pergunta e a reação de Trump. Allen pautou o jornalismo.

Um jornalismo de corporações de mídia americanas e de outros países que também continua, por falta de coragem, manchando as próprias mãos com o sangue de crianças, mulheres e idosos assassinados pelos foguetes de Trump e por soldados de cúmplices a seu mando. E o doente, segundo Trump, é o atirador.

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Trump e EUA estão sendo “humilhados” pelo Irã, diz chanceler alemão

Friedrich Merz e Donald Trump durante um encontro na casa branca.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, e o presidente estadunidense Donald Trump, em encontro na Casa Branca. Foto: Samuel Corum/Sipa/Bloomberg

Friedrich Merz, chanceler da Alemanha, criticou as negociações em andamento entre os Estados Unidos e o Irã, afirmando que a administração Trump está sendo “enganada” por Teerã.

De acordo com Merz, os negociadores dos EUA estão sendo enrolados pelos iranianos, que têm evitado discussões significativas enquanto mantêm os EUA em uma posição desconfortável.

Os comentários de Merz surgem em meio ao fracasso das negociações em Islamabad, onde o vice-presidente dos EUA, JD Vance, liderou a delegação americana. Apesar da presença dos membros do governo americano, Merz afirmou que as habilidades de negociação do Irã ficaram evidentes quando a delegação dos EUA deixou Islamabad sem resultados concretos.

“Os iranianos são obviamente muito habilidosos nas negociações”, comentou Merz. “Ou melhor, eles são muito habilidosos em não negociar, permitindo que os americanos viajem até Islamabad e saiam novamente sem resultados.”

Essa avaliação contrasta fortemente com a retórica do próprio Trump. Em entrevista à Fox News, o presidente dos EUA se vangloriou de ter todas as cartas nas negociações. “Temos todas as cartas”, afirmou Trump, acrescentando que o Irã poderia ou ligar para os EUA ou ir até eles.

Imagem ilustrativa.
O chanceler alemão, Friedrich Merz. Foto: Michele Tantussi/Getty Images

As declarações de Merz provavelmente irão aumentar as tensões entre os EUA e seus aliados da OTAN, que já foram críticos da forma como Trump tem lidado com a diplomacia internacional. O líder alemão está frustrado com o que vê como uma abordagem diplomática ineficaz dos EUA, que corre o risco de sofrer mais humilhação por parte do Irã, especialmente considerando a situação militar em curso na região.

“Os iranianos têm manobrado os EUA com maestria para um beco sem saída”, disse Merz. “Uma nação inteira está sendo humilhada pela liderança iraniana, especialmente pelos chamados Guardas Revolucionários.”

A crítica de Merz também destaca a crescente preocupação na Europa sobre a estabilidade da política externa dos EUA e seu impacto na segurança global. Com a pressão crescente para resolver a questão nuclear iraniana e garantir a paz na região, muitos líderes europeus sentem que o governo Trump não está cumprindo suas responsabilidades diplomáticas.

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Atentados com arma de fogo contra presidentes nos EUA são comuns: relembre casos

Atentado contra o presidente norte-americano Donald Trump neste sábado (25) está longe de ser caso isolado na história da política nacional dos Estados Unidos, um país em que ataques com armas de fogo são, infelizmente, cotidianos. Leia em TVT News quais presidentes foram mortos ou sofreram tentativas de assassinato com armas de fogo nos EUA.

Presidentes dos EUA que foram mortos por armas de fogo

No total, 4 presidentes em exercício foram mortos na história política dos Estados Unidos da América, entre eles estão: Abraham Lincoln (1865), James Garfield (1881), William McKinley (1901) e John F. Kennedy (1963). Além desses nomes, 2 presidentes em exercício foram feridos com balka de fogo, são eles, Ronald Reagan (1981) e Donald Trump (2024). Além desses casos, muitos outros sofreraram atentatados e não saíram feridos. Continue lendo para descobrir.

Abraham Licoln

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Abraham Lincoln morreu baleado por arma de fogo em atentado – Foto: Reprodução

1865 – O primeiro presidente a ser baleado e morrer nos Estados Unidos foi Abraham Lincoln. Ele estava no Teatro Ford, quando um ator conhecido da peça que Lincoln assistiria, John Wilkes Booth, mirou e atirou em sua nuca. Booth simpatizava com os confederados e o motivo do crime seria o posicionamento do presidente. O atirador era contrário à abolição da escravidão e fugiu da cena após o crime. Ele foi capturado apenas semanas depois, na Virgínia, e foi baleado. Theodor Rossevelt, em 1912, também foi baleado em um atentaado, mas na época ele estava em campanha de reeleição e não era mais presidente desde 1909.

James Garfield

1881 – O 20º presidente dos EUA, James Garfield, estava em uma estação de trem em Washington, em julho, quando o Charles Guiteau atirou contra ele. Ele morreu devido aos ferimentos meses depois por infecção generalizada, em setembro, em Nova Jersey. O atirador era um ex-apoiador que estava furioso por não ter conseguido um emprego na administração de Garfield. Guiteau foi condenado e enforcado em menos de um ano.

William McKinley

1901 – William McKinley estava em uma fila para a Exposição Pan-Americana de Buffalo quando foi baleado com dois tiros por Leon Czolgosz, um anarquista. McKinley morreu 8 dias após o ataque. O ex-presidente assassinado foi homenageado por Trump, que queria rebatizar montanha mais alta da América do Norte com seu nome. A montanha havia deixado de ter seu nome durante o governo Obama por pressão dos povos originários da região, que queriam renomear o local de acordo com seus próprios termos.

McKinley foi conhecido por políticas economicas protecionistas, com altas tarifas para produtos importados e pela expansão do imperialismo americano no Pacífico e no Caribe.

John F. Kennedy

1963 – Um dos casos mais conhecidos de presidentes norte-americanos mortos durante exercício do mandato presidencial é o de John F. Kennedy. Seu assassino era um fuzileiro naval de elite, que abandonou o serviço em 1859, quando viajou para a então União Soviética.

Seu nome era Lee Harvey Oswald e após não conseguir se tornar um cidadão na U.S. ele retornou ao país norte-americano, onde se tornou um grande crítico à administração de Kennedy. Oswald foi contra a política de Kennedy de integrar racialmente as escolas do sul, com fim de pôr um fim à segregação.

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Foto do presidente Kennedy na limusine em Dallas, Texas, na Main Street, minutos antes do assassinato. Também na limusine presidencial estão Jackie Kennedy, o governador do Texas, John Connally, e sua esposa, Nellie. Foto: Walt Cisco, Dallas Morning News / Wikimedia Commons

Kennedy foi morto em novembro, enquanto era conduzido em um desfile em uma limusine aberta. Oswald foi preso e morto na delegacia de polícia de Dallas. No mesmo ano, o assassino de Kennedy já havia tentado atirar e matar um anticomunista declarado, o ex-general do exército dos EUA Edwin Walker.

Presidentes dos EUA que foram feridos em atentados com armas de fogo

Entre os presidentes em exercício que foram feridos durante atentados temos o atual presidente dos EUA, Donald Trump. Trump já foi alvo de outras duas tentativas de assassinato além do atentado deste sábado (25). Em julho de 2024, uma bala raspou em sua orelha enquanto discursava em Butler. Em setembro do mesmo ano, Trump sofreu outra tentativa de assassinato, mas não saiu ferido.

Desde 1981, nenhum presidente havia sido ferido em um ataque. Antes de Trump, apenas Ronald Reagan, quem foi gravemente ferido do lado de fora do Hilton, em Washington, após discursar. Seu secretário de imprensa, James Brady, ficou gravemente ferido e mais tarde tornou-se um ativista pelo controle de armas.

O atirador de Reagan, John Hinckley, passou décadas em uma instituição mental. Ele foi liberado em 2022.

Não foram feridos com armas de fogo

Arma falhou – Em 1835, pré-Guerra Civil, o 7º presidente em exercício, Andrew Jackson, foi alvo de tiros em funeral no Capitólio. O atirador chegou a disprar duas vezes, mas arma não funcionou.

Matou a pessoa errada – Em 1933, Franklin D. Roosevelt, um assassino disparou contral ele em Miami. Tratava-se de Guiseppe Zangara, que, errando o alvo, acabou matando o prefeito de Chicago, Anton Cermak. Zangara morreu na cadeira elétrica.

Muito barulho e bala que não deu em nada – Em 1950, o presidente que assumiu após Roosevelt, Harry Truman, sofreu tentativa de assassinato de dois membros do PRNP (Partido Republicano de Porto Rico). O partido tinha como principal objetivo a independência de Porto Rico dos Estados Unidos. Segundo o National Archives dos Estados Unidos, a motivação dos atiradores se deu por conta de relatos sobre represálias militares norte-americanas contra nacionalistas na cidade natal de Torresola e Jayuya em 1850.

Após Truman adormecer, os atiradores estavam preparados nos arredores da Casa Branca. Um dos atiradore, Collazo, se aproximou sorrateiramente do policial da Casa, Donald Birdzelll, e puxou o gatilho, mas sua inexperiência entregou o plano. A arma não disparou mas fez um estalo ruidoso. Apenas um segundo puxão garantiu a bala no joelho do policial. O disparo alertou outros agentes, que rapidamente repreenderam os atiradores.

Ufa! Escapou duas vezes – Em 1975, o presidente Gerald Ford enfrentou duas tentativas de assassinato. Nesse ano, uma seguidora da seita Charles Manson tinha como objetivo matar o presidente, mas foi impedida antes que pudesse atirar em Ford em Sacramento.

A “Família Manson” foi uma seita apocalíptica liderada por Charles Manson na Califórnia no final dos anos 60 e era composta, sobretudo, por jovens. Manson se passava por uma figura messiânica e manipulava seus seguidores para cometerem assissinatos.

Semanas depois, outra mulher tentou atirar em Ford em São Francisco, mas errou porque uma pedestre a segurou.

Disparos em vão – Em 2011, um homem de Idaho foi acusado de tentativa de assassinato de Barack Obama ao disparar tiros contra a Casa Branca em 2011. O atirador se chamava Oscar Ramira Ortega-Hernandez e, na época, tinha 21 anos. Ele havia realizado disparos com um fuzil de assalto, quebrando a janela da resiência presidencial, mas Obama sequer estava na casa na ocasião.

Em 1994, um homem também foi acusado de assassinar o presidente Bill Clinton após atirar contra a Casa Branca, mas a avaliação policial preliminar foi que o disparador, Durán, não tentou matar o presidente e foi indicionado por danificação intencional de edifício público e porte ilegal de arma.

Atentado de granada

Em 2005, o presidente George W. Bush, enfrentou uma tentativa de assassinato fracassada por um homem com uma granada enquanto visitava o país da Geórgia, ex república soviética. O crime não foi nem em solo norte-americano, nem envolve arma de fogo.

Outras tentativas de assassinato: candidatos à presidência

1912 – O ex-presidente Theodore Roosevelt estava em campanha presidencial em 1912, mas já não ocupava o cargo desde 1909. Ele foi baleado a caminho de um discurso em Milwaukee. Roosevelt disse cópia dobrada de seu discurso de 50 páginas retardou a bala, que permaneceu em seu corpo pelo resto de sua vida. Mesmo após ser baleado ele discursou.

1972 – O governador do Alabama, George Wallace, segregacionista que concorria à presidência pela terceira vez foi baleado após evento de campanha perto de Washington. O tiro paralisou seu corpo da cintura para baixo.

***Informações da CNN dos EUA e do National Archives

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O que se sabe sobre os disparos no jantar de gala com Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outros participantes do jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado em um hotel de Washington, foram retirados às pressas na noite de sábado após ouvirem disparos.

Veja, a seguir, o que se sabe sobre o ocorrido:

– O que aconteceu no jantar de gala? –

Disparos foram ouvidos após o discurso de boas-vindas durante o jantar de gala no Hotel Washington Hilton, segundo jornalistas da AFP e outras testemunhas.

Equipes de segurança, com armas em punho, posicionaram-se no palco onde Donald Trump estava sentado com sua esposa Melania, o vice-presidente JD Vance e outras autoridades, que foram rapidamente retiradas.

Centenas de convidados, vestidos com roupas de gala no salão de baile, abrigaram-se sob as mesas e, posteriormente, dirigiram-se ao saguão do hotel e, em seguida, para a área externa. O evento foi suspenso.

As autoridades informaram que nenhum dignitário ou convidado ficou ferido.

Leia também: Líderes mundiais reagem a ataque a tiros em jantar com Trump nos EUA

– Como os disparos ocorreram? –

Segundo as autoridades, um “atirador solitário” forçou a passagem por um posto de segurança no saguão do hotel, bem em frente ao salão de baile onde o jantar estava sendo realizado, por volta das 20h36 (21h36 no horário de Brasília).

Trump compartilhou imagens em sua plataforma Truth Social que parecem mostrar o suspeito atravessando o posto de segurança rapidamente antes de ser contido por policiais.

“Ele estava armado com uma espingarda, uma pistola e várias facas”, disse o chefe interino do Departamento de Polícia Metropolitana, Jeffery Carroll, a repórteres.

Os policiais trocaram tiros com o suspeito e o “neutralizaram”.

Um agente uniformizado do Serviço Secreto foi atingido em seu colete à prova de balas e levado ao hospital, mas está bem de saúde, disse Carroll.

O suspeito não foi atingido por disparos, mas foi levado a um hospital para avaliação. Ele está sob custódia e deve comparecer a um tribunal federal na segunda-feira.

Um fuzil e cartuchos de munição foram encontrados no local, disse o diretor do FBI, Kash Patel, acrescentando que o FBI estava colhendo depoimentos de testemunhas como parte da investigação.

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– Quem é o suspeito? –

Trump divulgou fotos do detido, sem camisa e algemado, deitado de bruços em um tapete no que parece ser o saguão do Hilton.

As autoridades ainda não confirmaram publicamente sua identidade, mas, segundo a imprensa americana, trata-se de um homem de 31 anos chamado Cole Tomas Allen, natural de Torrance, Califórnia.

Um fotógrafo da AFP viu agentes do FBI do lado de fora de uma residência nessa cidade na noite de sábado.

O perfil do LinkedIn de “Cole Allen”, cuja foto parece coincidir com a divulgada por Trump, o descreve como engenheiro mecânico, técnico de informática, desenvolvedor de videogames e professor.

Com base em informações preliminares, “acreditamos que ele era um dos hóspedes do hotel”, disse Carroll a repórteres.

O detido é considerado o único suspeito neste caso.

Ele enfrenta atualmente duas acusações: uso de arma de fogo na prática de um crime violento e agressão a um agente federal com arma perigosa, afirmou a procuradora federal Jeanine Pirro.

Mais acusações podem ser apresentadas conforme a investigação avança.

“Minha impressão é que ele agiu sozinho”, disse Trump, acrescentando que a motivação do suspeito ainda não foi estabelecida, mas que acredita que ele esteja “doente”.

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– Houve falhas de segurança? –

Surgiram questionamentos sobre as medidas de segurança na recepção e sobre como uma arma entrou no hotel.

Participantes do evento indicaram que havia um detector de metais instalado na entrada do salão de baile, mas que não havia nenhuma verificação de segurança antes ou na própria entrada do hotel.

Trump inicialmente afirmou que aquele não era “um prédio particularmente seguro”, mas depois alegou que o atirador não conseguiu entrar no salão de baile onde o evento estava sendo realizado, que era “muito, muito seguro”.

O posto de segurança que o suspeito tentou ultrapassar estava localizado “bem na entrada do salão de baile”, afirmaram as autoridades.

“Graças ao fato de os agentes naquele posto de segurança terem feito seu trabalho, ninguém ficou ferido”, enfatizou Pirro.

“Vamos analisar as imagens de segurança de todo o hotel para determinar como a arma entrou, como chegou aqui”, acrescentou Carroll.

Segundo Trump, os serviços de segurança fizeram “um trabalho muito melhor do que em Butler”, local onde ele foi alvo de uma tentativa de assassinato em 2024 durante um comício de campanha no estado da Pensilvânia.

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Flávio Bolsonaro se manifesta após tiroteio em evento de Trump

Flávio Bolsonaro – Foto: Reprodução/YouTube/Pânico Jovem Pan

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu, neste domingo (26), ao ataque a tiros que ocorreu durante o jantar de correspondentes da Casa Branca, em Washington, no qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua esposa, Melania Trump, estavam presentes. O tiroteio, que forçou a evacuação do evento, também resultou em um ferido entre os agentes do Serviço Secreto. Em sua manifestação, Flávio Bolsonaro expressou seu apoio a Trump e aos participantes do evento, mencionando que tem orado pelo presidente e pela sua família.

“Coloco nas minhas orações o Presidente Donald Trump, a primeira-dama Melania Trump e todos que estiveram no jantar em Washington. Tentar tirar a vida de quem pensa diferente usando balas ou facas não cabe numa democracia. Que Deus nos proteja desse tipo de violência lá ou aqui no Brasil”, escreveu Flávio Bolsonaro na rede social X.

Coloco nas minhas orações o Presidente Donald Trump, a primeira-dama Melania Trump e todos que estiveram no jantar em Washington.

Tentar tira a vida de quem pensa diferente usando balas ou facas não cabe numa democracia.

Que Deus nos proteja desse tipo de violência lá ou aqui… pic.twitter.com/5PPRvrVfrN

— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) April 26, 2026

O ataque aconteceu na noite de sábado (25) no Washington Hilton, onde a Associação de Correspondentes da Casa Branca realizava o tradicional evento. A suspeita de envolvimento no ataque é de Cole Tomas Allen, de 31 anos, residente da Califórnia e professor. Após o ocorrido, as autoridades detiveram rapidamente Allen, que deve comparecer ao tribunal nesta segunda-feira (29), conforme anunciou a procuradora dos EUA, Jeanine Pirro.

Os detalhes sobre os motivos de Allen ainda estão sendo investigados, mas o tiroteio gerou grande comoção, especialmente por envolver figuras públicas de alto escalão dos Estados Unidos. A situação foi controlada rapidamente, mas o evento, que reúne jornalistas e políticos, deixou um clima de insegurança.

O ataque à vida do presidente Trump e seus aliados, bem como o ambiente de crescente violência, faz com que Flávio Bolsonaro se preocupe com a segurança tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Sua manifestação aponta para uma preocupação generalizada sobre a violência política e a necessidade de proteção nas democracias.

Flávio Bolsonaro, que também é pré-candidato à presidência, utilizou o ataque para reafirmar sua posição contra a violência e defender a proteção de todas as pessoas, independentemente de suas opiniões políticas. A declaração do senador não apenas expressa apoio a Trump, mas também destaca o desafio da violência que afeta países em todo o mundo.

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VÍDEO: Presente no jantar, chefe do UFC diz que atentado contra Trump foi “incrível”

Dana White na Casa Branca durante tentativa de atentado contra Trump. Foto: Reprodução

No último sábado (25) Dana White estava presente no tradicional Jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca, em Washington, quando disparos de arma de fogo interromperam o evento. O presidente do UFC tem paixão por adrenalina.

Durante o caos, White, conhecido por seu apoio a Donald Trump, relatou aos jornalistas que se recusou a seguir a instrução dos agentes de segurança para se abaixar, preferindo “aproveitar cada minuto” do momento tenso. Para ele, a situação foi “incrível” e “uma experiência louca e única.”

“Começou a ficar barulhento, mesas sendo viradas, carros correndo com armas gritando para abaixar. Eu não abaixei, foi incrível para c***. Eu literalmente aproveitei cada minuto. Foi uma experiência louca e única”, relatou White, que estava posicionado bem em frente à mesa de Trump.

Dana White do UFC, acostumado com pancadaria e confusão, deu um breve relato para jornalistas na saída do Hilton Hotel sobre o tiroteio no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca:

"Mesas sendo viradas, caras correndo com armas. Foi FODA! Foi de tirar o fôlego!”. https://t.co/7KXrXmrSIb pic.twitter.com/ubNYYPuT8Y

— Área Militar (@areamilitarof) April 26, 2026

O incidente teve início quando tiros foram disparados durante o evento, que reunia importantes autoridades políticas e jornalistas. Trump, acompanhado da primeira-dama Melania, foi retirado do salão imediatamente pelos agentes do Serviço Secreto, após o som dos disparos.

A operação de emergência envolveu a evacuação do presidente e de outros convidados, com a rápida chegada de agentes armados que tomaram o controle do ambiente. Segundo o FBI, um suspeito foi detido, identificado como Cole Tomas Allen, um homem de 31 anos da Califórnia.

Trump, em coletiva após o incidente, descreveu o ocorrido como um momento “chocante” e, embora não tenha se referido diretamente ao suspeito, indicou que ele se tratava de “um lobo solitário”. O presidente também elogiou o trabalho rápido do Serviço Secreto e das forças policiais.

“Foi muito rápido. O desempenho da polícia foi muito bom”, comentou Trump. O FBI, em declaração oficial, informou que o suspeito foi preso e enfrenta acusações graves, incluindo porte de arma de fogo durante um crime violento e agressão a um agente federal.

O procurador-geral do Distrito de Columbia, Todd Blanche, afirmou que novas acusações podem ser apresentadas nos próximos dias. O incidente, que gerou pânico entre os convidados, também trouxe à tona preocupações sobre os protocolos de segurança em eventos de alto nível.

Imagens de câmeras de segurança revelaram que o suspeito, após ser identificado pelo Serviço Secreto, disparou antes de ser imobilizado. Testemunhas que estavam no local relataram um clima de total desordem e pânico, com agentes de segurança posicionados em vários pontos com armas longas, ordenando que os presentes se abaixassem e corresse para áreas mais seguras.

O evento, que ocorre anualmente e é considerado um dos principais jantares políticos dos Estados Unidos, foi interrompido por completo. No entanto, após o incidente, as festas pós-evento, incluindo a da revista ‘Time’ na residência do embaixador suíço, foram confirmadas e seguiram com alguns ajustes no cronograma.

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Trump defende construção de Salão de Baile seguro após ataque em jantar de correspondentes

O presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu que a tentativa de ataque no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca é “exatamente a razão” pela qual as Forças Armadas, o Serviço Secreto, as Forças Policiais e presidentes vêm exigindo a construção de “um grande e seguro Salão de Baile”, em publicação na Truth Social.

“Este evento jamais teria ocorrido se o Salão de Baile, de nível militar ultrassecreto, estivesse atualmente em construção na Casa Branca. A construção não pode ser rápida o suficiente!”, escreveu.

Leia também: Trump foi retirado de hotel após disparos serem ouvidos no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca

O projeto do Salão de Baile mencionado foi apresentado por Trump no ano passado. Porém, no fim de março deste ano, um juiz federal determinou que o governo Trump suspendesse a construção do local que tinha projeção de custo de US$ 400 milhões, proibindo o avanço das obras sem aprovação do Congresso. Na época, Trump criticou a medida.

Após a situação de ontem, Trump ressaltou que o projeto do salão possui “todos os recursos de segurança de mais alto nível disponíveis”, ressaltou que não há cômodos acima que permitam a entrada de pessoas sem autorização e está localizado “dentro dos portões do edifício mais seguro do mundo”.

Leia também: “Um lobo solitário”, diz Trump ao identificar atirador de 31 anos, em coletiva na Casa Branca

“O ridículo processo judicial referente ao Salão de Baile deve ser arquivado imediatamente. Nada deve interferir em sua construção, que está dentro do orçamento e substancialmente adiantada em relação ao cronograma!!!”, acrescentou na postagem.

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Atirador divulga manifesto anti-Trump e se autodenomina “Assassino Federal Amigável”

O atirador Cole Allen imobilizado Imagem: reprodução

O atirador Cole Allen enviou um manifesto contra o presidente Donald Trump a familiares cerca de 10 minutos antes de abrir fogo no jantar da White House Correspondents’ Dinner, na noite de sábado. No texto, ele se descreve como “Assassino Federal Amigável” e afirma que pretendia matar integrantes da administração Trump, segundo informações obtidas pelo New York Post.

No documento, entregue à polícia por um parente, Allen faz uma série de declarações justificando o ataque. “Dar a outra face é para quando você mesmo é o oprimido. Eu não sou a pessoa estuprada em um campo de detenção. Não sou o pescador executado sem julgamento”, escreveu.

Participantes do evento agachados em meio ao tumulto Imagem: reprodução

Ele continua: “Não sou um estudante explodido, nem uma criança faminta, nem uma adolescente abusada pelos muitos criminosos nesta administração. Dar a outra face quando outra pessoa é oprimida não é comportamento cristão; é cumplicidade com os crimes do opressor.”

Allen listou seus alvos como “funcionários do governo (não incluindo [o diretor do FBI, Kash Patel]): eles são alvos, priorizados do mais alto escalão ao mais baixo”.
Em outro trecho, afirmou: “Não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor cubra minhas mãos com seus crimes”, aparentemente em referência ao presidente.

O suspeito também descreveu detalhes do ataque, indicando que usaria munição de menor penetração para “minimizar vítimas”, embora tenha admitido que atravessaria qualquer pessoa no local se fosse necessário para atingir seus alvos — alegando que os presentes seriam “cúmplices” por participarem de um evento com alguém que ele acusava de crimes.

Allen ainda zombou da segurança do hotel Washington Hilton, onde ocorreu o evento, chamando-a de “insana” e afirmando que até agentes estrangeiros poderiam ter entrado com armamento mais pesado sem serem notados.

“Entrei com várias armas e ninguém sequer considerou a possibilidade de eu ser uma ameaça”, escreveu. Segundo ele, a segurança estava concentrada do lado de fora, focada em manifestantes e chegadas no momento, sem considerar hóspedes que já estivessem no local.

Ele chegou a afirmar que, se fosse um agente iraniano, poderia ter levado uma metralhadora pesada para dentro do evento sem ser detectado.

O irmão de Allen alertou a polícia de New London, em Connecticut, sobre o manifesto. Autoridades disseram que o Serviço Secreto entrevistou a irmã do suspeito, que relatou que ele frequentemente fazia comentários políticos radicais e falava em fazer “algo” para consertar os problemas do mundo.

De acordo com investigadores, Allen comprou duas pistolas e uma espingarda em uma loja de armas e armazenava o arsenal na casa dos pais. Ele também treinava regularmente em um estande de tiro.

Cole Allen Reprodução

O suspeito fazia parte de um grupo chamado “The Wide Awakes” (“Os Despertos”, em tradução livre) e teria participado de um protesto “No Kings” na Califórnia, onde estudou e trabalhou como professor.

Leia o manifesto na íntegra:

Olá a todos!

Talvez eu tenha surpreendido muita gente hoje. Gostaria de começar pedindo desculpas a todos de cuja confiança eu abusei.

Peço desculpas aos meus pais por ter dito que tinha uma entrevista sem especificar que era para o programa “Most Wanted”.

Peço desculpas aos meus colegas e alunos por ter dito que estava com uma emergência pessoal (quando alguém ler isto, provavelmente PRECISO ir ao pronto-socorro, mas dificilmente posso dizer que não foi uma situação autoinfligida).

Peço desculpas a todas as pessoas que estavam perto de mim, a todos os funcionários que manusearam minha bagagem e a todas as outras pessoas não visadas no hotel que coloquei em perigo simplesmente por estar perto delas.

Peço desculpas a todos que foram abusados ​​e/ou assassinados antes disso, a todos que sofreram antes que eu pudesse tentar isso, a todos que ainda possam sofrer depois, independentemente do meu sucesso ou fracasso.

Não espero perdão, mas se eu pudesse ter visto outra maneira de chegar tão perto, eu a teria escolhido. Novamente, minhas sinceras desculpas.

Quanto ao motivo de eu ter feito tudo isso:

Sou cidadão dos Estados Unidos da América.

As ações dos meus representantes me afetam diretamente.

E não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor manche minhas mãos com seus crimes.

(Bem, para ser completamente honesto, eu já não estava disposto a isso há muito tempo, mas esta é a primeira oportunidade real que tive para fazer algo a respeito.)

Enquanto discuto isso, também vou repassar minhas regras de engajamento esperadas (provavelmente em um formato terrível, mas não sou militar, então que se dane).

Autoridades da administração (exceto o Sr. Patel): são alvos, priorizados do mais alto escalão ao mais baixo.

Serviço Secreto: são alvos apenas se necessário, e devem ser incapacitados de forma não letal, se possível (ou seja, espero que estejam usando coletes à prova de balas, porque tiros no centro do corpo acabam com pessoas que *não estão* usando).

Segurança do hotel: não são alvos, se possível (ou seja, a menos que atirem em mim).

Polícia do Capitólio: o mesmo que a segurança do hotel.

Guarda Nacional: o mesmo que a segurança do hotel.

Funcionários do hotel: não são alvos de forma alguma.

Hóspedes: não são alvos de forma alguma.

Para minimizar as baixas, também usarei chumbo grosso em vez de… Projéteis (menor penetração em paredes).

Eu ainda enfrentaria quase todos aqui para chegar aos alvos se fosse absolutamente necessário (com base no fato de que a maioria das pessoas *escolheu* assistir a um discurso de um pedófilo, estuprador e traidor, sendo, portanto, cúmplices), mas espero sinceramente que não chegue a esse ponto.

Refutações às objeções:

Objeção 1: Como cristão, você deveria oferecer a outra face.

Refutação: Oferecer a outra face é para quando você mesmo é oprimido. Eu não sou a pessoa estuprada em um centro de detenção. Eu não sou o pescador executado sem julgamento. Eu não sou uma criança explodida, uma criança faminta ou uma adolescente abusada pelos muitos criminosos desta administração.

Oferecer a outra face quando *outra pessoa* é oprimida não é comportamento cristão; é cumplicidade nos crimes do opressor.

Objeção 2: Este não é um momento conveniente para você fazer isso.

Refutação: Preciso que quem pensa assim pare por alguns minutos e perceba que o mundo não gira em torno deles. Vocês acham que, quando vejo alguém sendo estuprado, assassinado ou abusado, devo simplesmente passar direto porque seria “inconveniente” para quem não é a vítima?

Essa foi a melhor oportunidade e o melhor momento que consegui encontrar para ter sucesso.

Objeção 3: Você não conseguiu incluir todos.

Refutação: É preciso começar de algum lugar.

Objeção 4: Como mestiço (negro e branco), você não deveria ser a pessoa a fazer isso.

Refutação: Não vejo mais ninguém assumindo essa responsabilidade.

Objeção 5: O que é de César deve ser entregue a César.

Refutação: Os Estados Unidos da América são governados pela lei, não por uma ou várias pessoas. Na medida em que representantes e juízes não seguem a lei, ninguém é obrigado a ceder a eles algo que foi ordenado ilegalmente.

Gostaria também de expressar minha gratidão a muitas pessoas, pois não estarei presente. Provavelmente poderei falar com eles novamente (a menos que o Serviço Secreto seja *incrivelmente* incompetente).

Trump é retirado do Washington Hotel junto com Melania, o vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio

Agradeço à minha família, tanto a pessoal quanto a da igreja, pelo amor demonstrado ao longo desses 31 anos.

Agradeço aos meus amigos, pela companhia ao longo de tantos anos.

Agradeço aos meus colegas de trabalho, por sua positividade e profissionalismo.

Agradeço aos meus alunos pelo entusiasmo e amor pelo aprendizado.

Agradeço aos muitos conhecidos que fiz, pessoalmente e online, pelas interações breves e relacionamentos duradouros, pelas perspectivas e inspiração.

Obrigado a todos por tudo.

Atenciosamente,

Cole “coldForce” “Assassino Federal Amigável” Allen

PS: Ok, agora que já falei demais, o que diabos o Serviço Secreto está fazendo? Desculpem, vou desabafar um pouco aqui e abandonar o tom formal.

Tipo, eu esperava câmeras de segurança em cada esquina, quartos de hotel grampeados, agentes armados a cada três metros, detectores de metal por toda parte. wazoo.

O que eu recebi (quem sabe, talvez estejam me pregando uma peça!) foi nada.

Nenhuma segurança sequer.

Nem no transporte.

Nem no hotel.

Nem no evento.

Tipo, a única coisa que notei ao entrar no hotel foi a arrogância.

Entrei com várias armas e ninguém sequer considerou a possibilidade de eu representar uma ameaça.

A segurança do evento estava toda do lado de fora, focada nos manifestantes e nos recém-chegados, porque aparentemente ninguém pensou no que aconteceria se alguém fizesse o check-in um dia antes.

Tipo, esse nível de incompetência é insano, e espero sinceramente que seja corrigido até que este país tenha novamente uma liderança competente de verdade.

Tipo, se eu fosse um agente iraniano, em vez de um cidadão americano, eu poderia ter trazido uma Ma Deuce para cá e ninguém teria notado nada.

É realmente insano.

Ah, e se alguém estiver curioso para saber como é fazer algo assim: é horrível. Dá vontade de vomitar; dá vontade de chorar por todas as coisas que eu queria fazer e nunca farei, por todas as pessoas cuja confiança isso traiu; sinto raiva só de pensar em tudo o que este governo fez.

Não recomendo! “Fiquem na escola, crianças.”

Agentes sacam suas armas após fortes estrondos serem ouvidos durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca no Washington Hilton
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Trump usa atentado e falha de segurança para pressionar por salão bilionário na Casa Branca

A área onde Trump quer construir seu salão de festas na Casa Branca Imagem: reprodução

Após um incidente de segurança envolvendo um homem armado durante o jantar dos correspondentes da Casa Branca, o presidente Donald Trump voltou a defender com força a construção de um novo e controverso salão de eventos dentro do complexo da Casa Branca.

Segundo Trump, o episódio reforça a necessidade de acelerar a obra, avaliada em US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões), que incluiria sistemas avançados de segurança. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que o incidente “nunca teria acontecido” se o “salão militar ultrassecreto” já estivesse pronto. “Não pode ser construído rápido o suficiente!”, escreveu.

O tema também foi abordado em entrevista ao programa “The Sunday Briefing”, da Fox News, na qual Trump criticou as condições de segurança do hotel onde ocorreu o episódio.

O projeto do salão, no entanto, enfrenta uma batalha judicial que tem atrasado repetidamente seu andamento. Há pouco mais de uma semana, o juiz federal Richard J. Leon determinou a suspensão das obras acima do solo. Segundo ele, o presidente estaria tentando contornar decisões anteriores ao classificar o projeto como uma questão de segurança nacional.

Na decisão, o magistrado foi direto: adicionar itens como vidros à prova de balas — já presentes em outras áreas da Casa Branca — não isenta o projeto das restrições legais. “Segurança nacional não é um cheque em branco para realizar atividades que seriam ilegais”, escreveu na decisão.

O plano prevê um salão de aproximadamente 8.300 metros quadrados, a ser construído no local onde ficava a Ala Leste. Trump afirma que a obra será financiada por doações privadas, mas não divulgou a lista completa de doadores — embora o New York Times tenha identificado alguns nomes.

Ex-empresário do setor imobiliário, Trump tem tentado acelerar a construção sem ampla revisão pública. Em sua publicação mais recente, voltou a atacar a ação judicial que tenta barrar o projeto, classificando-a como uma “campanha ridícula” movida por “uma mulher passeando com seu cachorro”, que, segundo ele, não teria legitimidade para processar.
Ele também afirmou que o processo “deve ser abandonado imediatamente” e que “nada deveria interferir” na continuidade da obra.

As declarações ocorreram poucas horas depois de Trump ser retirado às pressas do palco do hotel Washington Hilton por agentes do Serviço Secreto, durante o evento. Segundo relatos, não havia detectores de metal nas entradas principais, e o perímetro de segurança mais rigoroso só começava próximo ao salão principal.

Um vídeo divulgado por Trump mostra o suspeito armado correndo além do ponto de checagem antes de ser detido, sem conseguir acessar o evento.

“Não é um prédio particularmente seguro”, disse, voltando a defender seu projeto. “Precisamos de vidro à prova de balas. Precisamos do salão.”

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Trump diz que suspeito de disparos em jantar de imprensa escreveu manifesto anticristão

O presidente americano, Donald Trump, afirmou neste domingo (26) que o suspeito armado, que tentou invadir um jantar de gala ao qual o presidente compareceu, escreveu um manifesto anticristão.

“Esse cara é um doente”, disse Trump à Fox News. “Quando você lê o manifesto dele, vê que ele odeia os cristãos”.

Leia também: Hotel onde ocorreu tiroteio em jantar com Trump já foi cenário de ataque a outro presidente dos EUA

“A irmã ou o irmão dele estava reclamando disso. Eles chegaram até a reclamar com as autoridades policiais. Ele era um sujeito muito perturbado”, acrescentou.

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Todos eles são da mesma turma. Por Moisés Mendes

Donald Trump

A frase do maior assassino do século 21, que está na capa de todos os jornais, sobre o sujeito que teria tentado matá-lo na festa em Washington:

“Era um homem doente”.

Também está em destaque esta chamada:

“PL avalia que Zema ‘radical’ perde força para ser vice de Flávio”.

Romeu Zema

Depois dos ataques ao Supremo, Zema passou a ser radical demais para o extremista moderado.

O fascismo às vezes tenta parecer um bicho estranho, mas é o que é. Trump, Zema e Flávio são da mesma turma de homens doentes da extrema direita.

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Hotel onde ocorreu tiroteio em jantar com Trump já foi cenário de ataque a outro presidente dos EUA

O hotel Washington Hilton, nos Estados Unidos, onde tiros interromperam na noite de sábado (25) um jantar de gala com a presença do presidente Donald Trump, já foi palco de um atentado contra um presidente americano. Há 45 anos, Ronald Reagan foi baleado ao deixar o local após um discurso.

Em 30 de março de 1981, Reagan foi atingido por John Hinckley, de 26 anos, ao deixar uma palestra e caminhar em direção à limusine presidencial. Ele ficou gravemente ferido. À época, autoridades afirmaram que o esquema de “proteção em múltiplas camadas” funcionou como previsto.

Leia também: Líderes mundiais reagem a ataque a tiros em jantar com Trump nos EUA

Após o episódio, o hotel passou por mudanças estruturais para aumentar a segurança em eventos com a presença do presidente, incluindo a criação de uma garagem protegida para a limusine oficial, com acesso exclusivo por elevador e escada até uma suíte reservada.

O espaço é tradicionalmente utilizado em eventos que reúnem autoridades, empresários, jornalistas e celebridades. Pessoas costumam se hospedar ou ocupar o bar do lobby para acompanhar de perto a movimentação de convidados ilustres.

Publicado por: “Um lobo solitário”, diz Trump ao identificar atirador de 31 anos, em coletiva na Casa Branca

Na noite deste sábado, o jantar que celebra a liberdade de imprensa foi interrompido por disparos. Convidados se jogaram no chão, e o presidente Donald Trump foi retirado do local pela equipe de segurança. Não houve feridos.

O suspeito foi detido e identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, de Torrance, Califórnia. Segundo autoridades, ele estava armado com uma espingarda, uma pistola e diversas facas. A suspeita é de que ele tenha conseguido ultrapassar a camada mais externa de segurança por estar hospedado no hotel.

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Irã: Guarda Revolucionária diz que país está gerando ‘receita sem precedente’ em Ormuz

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) afirmou que o Irã está gerando receitas sem precedentes no Estreito de Ormuz. Em mensagem enviada em seu canal oficial no Telegram, a organização disse que o país persa transformou a importante rota marítima em uma “alavanca econômica” desde o início do conflito no Oriente Médio.

“Aproveitando-se das condições criadas pela guerra e pelas interrupções no tráfego marítimo, o Irã transformou o Estreito de Ormuz em uma alavanca econômica e está usando sua posição geopolítica para impor novas condições a navios e compradores de energia”, escreveu, sem fornecer mais detalhes.

Leia também: EUA afirmam estar à procura de explosivos no Estreito de Ormuz para reabrir passagem

O estreito tem sido um ponto central nas negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio e, de acordo com o monitoramento da Bloomberg, o tráfego no local permanece “praticamente paralisado”, sem que o Irã ou os EUA demonstrem qualquer sinal de que irão aliviar o bloqueio ao tráfego marítimo.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o sultão de Omã, Haitham bin Tariq Al Said, discutiram e trocaram opiniões sobre questões relacionadas à segurança do tráfego no Estreito de Ormuz, após um encontro em Mascate neste domingo.

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Irã vence guerra digital contra os EUA com memes virais e vídeos de IA ridicularizando Trump

Donald Trump em LEGO – Foto: Divulgação

Se o Irã conseguisse produzir mísseis na mesma velocidade com que cria memes virais, o Comando Central dos EUA já teria se rendido — ao menos no campo simbólico. Um dos aspectos mais inesperados do conflito entre Irã e Estados Unidos é justamente a superioridade iraniana na guerra de comunicação digital.

O Irã surpreende ao mobilizar uma geração jovem — especialmente millennials e Gen Z — para disputar narrativas nas redes sociais com humor, sarcasmo e domínio das linguagens digitais.

Do outro lado, Donald Trump enfrenta desgaste crescente, com níveis de aprovação comparáveis aos de Richard Nixon durante o processo de impeachment. Erros de comunicação se acumulam, incluindo postagens apagadas e declarações polêmicas, como quando tentou se comparar a uma figura messiânica.

A ofensiva digital iraniana vai de perfis de embaixadas até figuras centrais do regime, como Mohammad Qalibaf. O sucesso é ainda mais paradoxal considerando que o próprio governo mantém a população sob um dos mais longos apagões de internet do mundo, além de restringir a imprensa local a reproduzir versões oficiais.

Mesmo assim, desse ambiente repressivo emerge uma produção criativa voltada ao público internacional. Contas pró-governo utilizam vídeos gerados por inteligência artificial — incluindo animações com estética de Lego — para conectar temas como o escândalo de Jeffrey Epstein à guerra, ou para satirizar lideranças ocidentais.

Um dos exemplos mais populares mostra Trump como um cantor de rock dos anos 1980 em uma paródia musical que viralizou rapidamente, acumulando dezenas de milhares de interações em poucas horas. Em outro momento, uma embaixada iraniana publicou o vídeo de um cachorro olhando para a câmera enquanto “nada acontecia”, ironizando ameaças de destruição feitas pelo presidente americano.

Trump cantor de rock – Foto: Reprodução

Para especialistas, o Irã entendeu rapidamente que guerras modernas são travadas em dois campos: o militar e o comunicacional. A antropóloga Narges Bajoghli afirma que o país conseguiu praticamente monopolizar a narrativa nas redes sociais, atingindo públicos de diferentes espectros políticos nos Estados Unidos — da direita radical à esquerda.

Segundo ela, o Irã reconhece que não conseguirá espaço na mídia tradicional americana, onde há décadas é retratado como um Estado terrorista. Por isso, aposta em “hackear” o debate público nas redes, explorando temas sensíveis e conteúdos que têm potencial de viralização global.

Esse fenômeno também se estende ao mundo árabe, onde o Irã tenta influenciar discussões sobre soberania regional, questionando o papel de Israel como potência militar respaldada pelos EUA.

Enquanto isso, a comunicação americana enfrenta dificuldades, agravadas por cortes institucionais e uma estratégia que muitas vezes se limita a discursos voltados à própria base política. O contraste com a agilidade e o humor da produção iraniana é evidente.

Apesar do sucesso digital, especialistas alertam que memes não são suficientes para transformar completamente a imagem internacional do Irã, marcada por repressão interna. Ainda assim, a capacidade de influenciar percepções — especialmente entre públicos jovens — pode ter efeitos duradouros.

A importância desse campo já havia sido reconhecida por Ali Khamenei, que afirmou em 2024: a mídia pode ser mais eficaz que armas tradicionais na guerra por corações e mentes.

Por ora, nessa batalha específica, o chamado “país dos tech bros” está ficando para trás.

Damn. Iran just dropped an A+ level troll on Trump in this new LEGO movie.

I’m no fan of Iran at all… but this one actually nails him. 😂😂 pic.twitter.com/0NxAsaRyco

— Jon Cooper 🇺🇸 (@joncoopertweets) April 10, 2026

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EUA reforçam neutralidade sobre Malvinas após ter informações do Pentágono vazadas

Trump em discurso na Otan. Foto: reprodução

Os Estados Unidos reafirmaram nesta sexta-feira (24) que mantêm posição de neutralidade sobre a soberania das Ilhas Malvinas, território disputado por Argentina e Reino Unido no Atlântico Sul. A declaração foi feita por um porta-voz do Departamento de Estado após relatos de que Washington poderia rever sua postura como forma de pressionar aliados da Otan que não apoiaram plenamente a guerra contra o Irã.

“Nossa posição sobre as ilhas continua sendo a neutralidade. Sabemos que há uma disputa entre Argentina e Reino Unido devido a reivindicações sobre sua soberania”, declarou o porta-voz. Segundo ele, os Estados Unidos reconhecem “a administração de fato” do Reino Unido sobre o arquipélago, mas não tomam posição sobre as reivindicações de soberania.

A manifestação ocorreu depois que a Reuters informou que o Pentágono avalia medidas para punir aliados que resistiram a apoiar Washington na guerra contra o Irã, atualmente em cessar-fogo.

De acordo com a agência, um funcionário do governo estadunidense descreveu um e-mail interno no qual havia frustração com a relutância de países da Otan em conceder direitos de acesso, base e sobrevoo às forças dos EUA.

Entre as opções citadas estaria a suspensão da Espanha da Otan, medida que “teria um efeito limitado nas operações militares americanas, mas um impacto simbólico significativo”, segundo o e-mail. O texto também mencionava uma possível reavaliação do apoio diplomático estadunidense a antigas “possessões imperiais” europeias, como as Ilhas Malvinas.

Letreiro nas Ilhas Malvinas. Foto: reprodução

A Espanha, governada pelo premiê socialista Pedro Sánchez, fechou seu espaço aéreo para voos dos EUA ligados ao conflito e não autorizou o uso das bases de Rota e Morón por aviões estadunidenses. Em resposta, o presidente Donald Trump ameaçou cortar o comércio com os espanhóis e já havia sugerido anteriormente que o país fosse expulso da Otan.

Sánchez minimizou a reportagem e disse que seu governo “não trabalha” com e-mails, mas com documentos oficiais e posições públicas. “A posição do governo da Espanha é clara: absoluta colaboração com os aliados, mas sempre dentro do marco da legalidade internacional”, afirmou.

Sobre a possibilidade de suspensão da Espanha da Otan, completou: “Do nosso ponto de vista não há debate, cumprimos com as obrigações, somos um parceiro leal e, por isso, temos absoluta tranquilidade”.

No Reino Unido, um porta-voz do primeiro-ministro Keir Starmer também reagiu à hipótese de mudança na posição dos EUA sobre as Malvinas.

“As Ilhas Falkland [como os britânicos chamam o arquipélago] votaram esmagadoramente a favor de permanecerem um território ultramarino britânico, e sempre apoiamos o direito dos ilhéus à autodeterminação e o fato de que a soberania reside no Reino Unido”, afirmou.

Argentina e Reino Unido travaram uma guerra pelas Malvinas entre 2 de abril e 14 de junho de 1982. O conflito terminou com vitória britânica e deixou 649 argentinos e 255 britânicos mortos. Buenos Aires reivindica a soberania do território por via diplomática há quase 200 anos, enquanto Londres rejeita qualquer pretensão argentina e defende a autodeterminação dos cerca de 3.600 habitantes do arquipélago.

Em 2013, um referendo realizado nas ilhas apontou que 99,8% dos moradores rejeitaram a incorporação pela Argentina e defenderam a manutenção do status de território ultramarino britânico.

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Justiça suspende ordem de Trump que barra pedido de asilo de imigrantes que entraram ilegalmente nos EUA

Um tribunal federal de apelações bloqueou nesta sexta-feira (24) uma ordem presidencial de Donald Trump que proíbe que pessoas que entraram ilegalmente pela fronteira mexicana apresentem um pedido de asilo nos Estados Unidos.

Essa proibição consta em uma proclamação do presidente americano desde o primeiro dia de seu mandato, na qual afirmou que a situação na fronteira sul dos Estados Unidos constituía “uma invasão” devido ao fluxo de pessoas sem documentação que tentavam entrar.

Um juiz federal em Washington havia suspendido sua aplicação, ao considerar em julho que apenas a Lei de Imigração e Nacionalidade rege os procedimentos de expulsão.

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“Nada na Lei de Imigração e Nacionalidade nem na Constituição confere ao presidente ou a seus representantes os poderes exorbitantes invocados na proclamação e nas diretrizes sobre sua aplicação”, havia escrito.

Um tribunal de apelações de Washington confirmou nesta sexta-feira esse entendimento.

“O Congresso aprovou a lei sobre o asilo (…) com o objetivo de oferecer a todos os estrangeiros ‘fisicamente presentes’ nos Estados Unidos o direito de solicitar asilo e de ter seu pedido analisado individualmente”, destaca o tribunal de apelações.

Se o governo deseja modificar esse sistema, “deve apresentar seus argumentos ao único poder habilitado para emendar a Lei de Imigração e Nacionalidade: o Congresso”, prossegue.

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Treze pessoas que afirmavam fugir de perseguições no Afeganistão, Equador, Cuba, Egito, Brasil, Turquia e Peru, assim como três ONGs de defesa dos direitos dos imigrantes, recorreram do caso.

Seis delas já haviam sido expulsas com base nessa proclamação, havia indicado o juiz.

Trump transformou o combate à imigração ilegal em uma prioridade absoluta, mencionando uma “invasão” dos Estados Unidos por “criminosos vindos do exterior”.

Esse programa de expulsões em massa tem sido alvo de numerosas disputas judiciais em diferentes instâncias.

O governo Trump pode solicitar uma nova revisão desse caso ou recorrer diretamente à Suprema Corte.

O tribunal máximo já analisou recentemente um caso separado, sobre o direito de pedir asilo antes de pisar em solo americano, uma vez que o solicitante chega a um ponto de passagem legal na fronteira. Essa ação ainda aguarda decisão.

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Aliado dos Bolsonaros, Rubio perde prestígio e é escanteado de negociações dos EUA com o Irã

Jair e Eduardo Bolsonaro com Marco Rubio. Foto: reprodução

Principal interlocutor de Eduardo Bolsonaro no governo de Donald Trump, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ficará fora da nova rodada de negociações com o Irã no Paquistão, em mais um sinal de que a diplomacia da Casa Branca tem sido conduzida por nomes próximos ao presidente, e não pelo secretário de Estado.

Segundo o New York Times, a delegação estadunidense enviada a Islamabad será liderada por Steve Witkoff e Jared Kushner, enquanto Rubio permanecerá em Washington.

A ausência chama atenção porque, tradicionalmente, secretários de Estado lideram as principais tarefas diplomáticas dos EUA, de tratados de controle de armas a negociações no Oriente Médio. Como exemplo, quando Barack Obama negociou o acordo nuclear com o Irã, há mais de uma década, o principal articulador foi John Kerry, então secretário de Estado, que se reuniu com seu equivalente iraniano em pelo menos 18 dias ao longo de 20 meses de conversas.

Rubio, por outro lado, não participou da última reunião entre EUA e Irã neste mês, nem de encontros realizados no último ano em Genebra e Doha. Também ficou fora de delegações enviadas ao exterior para tratar da guerra na Ucrânia e do conflito em Gaza. Mesmo em meio a crises no Oriente Médio, ele não visita a região desde uma breve passagem por Israel em outubro passado.

Parte da explicação está no acúmulo de funções. Além de comandar o Departamento de Estado, Rubio atua como conselheiro de segurança nacional de Trump, combinação rara em Washington. Ele é o primeiro a ocupar os dois postos simultaneamente desde Henry Kissinger, nos anos 1970.

Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA. Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP

Segundo analistas, o duplo cargo aumenta sua influência junto a Trump, mas reduz sua presença nas frentes diplomáticas externas. Emma Ashford, do Stimson Center, afirmou que “Rubio claramente prefere ficar perto de Trump”.

Ela também disse ver prejuízo para a diplomacia estadunidense: “Acho que é em detrimento de todo o Departamento de Estado e da capacidade dos Estados Unidos de conduzir a diplomacia em geral que, na prática, temos o cargo de secretário de Estado vago”.

O Departamento de Estado rejeita essa avaliação. Tommy Pigott, porta-voz da pasta, afirmou que “qualquer um que tente retratar a coordenação próxima do secretário Rubio com a Casa Branca e outras agências como algo negativo não poderia estar mais errado”. Segundo ele, “agora temos um Conselho de Segurança Nacional e um Departamento de Estado totalmente sincronizados, um objetivo que escapou de administrações anteriores por décadas”.

Rubio também defende o arranjo. Em entrevista ao jornal Politico, disse que vai ao Departamento de Estado “quase todos os dias”. “Em muitos casos, você acaba estando nas mesmas reuniões ou nos mesmos lugares; há apenas uma pessoa a menos ali, se você pensar bem”, afirmou sobre o acúmulo de cargos.

“Muitas pessoas viriam a Washington, por exemplo, para reuniões, e gostariam de se encontrar com o conselheiro de segurança nacional e depois comigo como secretário de Estado. Agora elas podem fazer as duas coisas em uma reunião”.

Veteranos da segurança nacional, porém, veem riscos na combinação. Matthew Waxman, que atuou no Conselho de Segurança Nacional, no Departamento de Estado e no Pentágono durante o governo George W. Bush, afirmou: “Em geral, é um erro combinar essas funções”.

“Dito isso, não é necessariamente ruim que um Rubio com duplo papel esteja tão fora de cena agora”, acrescentou. “Especialmente enquanto tanta atenção está focada na diplomacia de corda bamba com o Irã, alguém precisa gerenciar a política externa do resto do mundo.”

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Irã descarta encontro com negociadores dos EUA no Paquistão, apesar da chegada de enviados de Trump a Islamabad

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se neste sábado com o chefe das Forças Armadas do Paquistão, Asim Munir, segundo comunicado da embaixada iraniana em Islamabad. A visita ocorre em meio à incerteza sobre uma possível segunda rodada de negociações diretas entre Teerã e Washington.

Um alto funcionário iraniano afirmou que não há planos para encontros com os representantes norte-americanos que desembarcaram no Paquistão.

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“Nenhuma reunião está prevista entre Irã e EUA. As observações iranianas serão transmitidas ao Paquistão”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, em publicação na rede X na noite de sexta-feira.

Na mesma data, a Casa Branca confirmou que os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner viajariam a Islamabad para conversas diretas. Segundo a porta-voz Karoline Leavitt, os iranianos haviam solicitado um encontro presencial, atendendo a pedido do presidente Donald Trump. “Esperamos que seja uma conversa produtiva e que avance em direção a um acordo”, disse Leavitt à Fox News.

O vice-presidente JD Vance, que liderou a primeira rodada de negociações há duas semanas, não participará desta etapa. Trump, em entrevista à Reuters, afirmou que o Irã deverá “apresentar uma proposta”, mas disse desconhecer os detalhes.

Araghchi, por sua vez, destacou que está em uma “gira estratégica” por Islamabad, Mascate e Moscou para coordenar posições bilaterais e regionais. As conversas no Paquistão, segundo Leavitt, serão mediadas pelo governo local.

Pressão econômica e bloqueio naval

A primeira rodada de negociações terminou sem acordo. Desde então, tensões se intensificaram no Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo, onde os EUA impuseram um bloqueio naval em resposta a ameaças iranianas. Trump reiterou que não suspenderá o bloqueio até que haja um acordo.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou que Washington não renovará a autorização excepcional para compra de petróleo iraniano em alto-mar. “Não há petróleo saindo”, afirmou, prevendo que Teerã terá de reduzir a produção nos próximos dias. A medida também se estende ao petróleo russo. Além disso, os EUA sancionaram a refinaria chinesa Hengli Petrochemical por adquirir petróleo iraniano.

Cessar-fogo frágil

As tensões colocam em risco o cessar-fogo anunciado em 7 de abril, após ameaças de Trump de que “toda a civilização iraniana morrerá” sem acordo. Apesar disso, o presidente prorrogou unilateralmente a trégua nesta semana. A guerra, iniciada em 28 de fevereiro, havia sido projetada para durar até seis semanas, mas já ultrapassou esse prazo. O governo agora insiste que a operação “Epic Fury” alcançou resultados militares decisivos em poucas semanas, segundo o secretário de Defesa Pete Hegseth.

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Sob incertezas, EUA e Irã vão ao Paquistão negociar cessar-fogo; veja os detalhes

O chanceler Iraniano, Abbas Araqchi, com seu homólogo paquistanês, Ishaq Dar, em Islamabad nesta sexta-feira (24). Foto: Esmaeil Baqaei

Delegações de Irã e Estados Unidos se preparam para chegar ao Paquistão neste fim de semana em meio à expectativa de retomada das negociações, mas a ausência de diálogo direto entre os dois países mantém o cenário de incerteza. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, já está em Islamabad, enquanto enviados estadunidenses devem desembarcar neste sábado (25).

Apesar da movimentação diplomática, Teerã descarta encontros diretos. Um porta-voz da chancelaria iraniana afirmou que “nenhuma reunião está planejada entre o Irã e os Estados Unidos”, indicando que as posições do país serão transmitidas por meio do governo paquistanês, que atua como mediador.

Do lado dos Estados Unidos, os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner são esperados para participar das tratativas. Antes da negativa iraniana, a Casa Branca havia informado que ambos participariam de conversas com Araghchi. A secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou que houve avanços recentes e que há expectativa de novos progressos nos próximos dias.

O presidente Donald Trump reforçou o tom cauteloso ao comentar as negociações. Questionado sobre com quem Washington dialoga, disse: “Não quero dizer isso, mas estamos lidando com as pessoas que estão no comando agora”. Ele também afirmou que o Irã pretende apresentar uma proposta, embora não conheça os detalhes.

Donald Trump, presidente dos EUA. Jonathan Ernst/Reuters

Nos bastidores, fontes paquistanesas indicam que equipes de logística e segurança dos EUA já estão posicionadas em Islamabad para viabilizar possíveis encontros. O governo local confirmou a chegada da comitiva iraniana e reforçou a segurança na capital, sinalizando a relevância das conversas indiretas.

A retomada do diálogo ocorre após o fracasso da última tentativa, prevista para terça-feira (21), quando o Irã alegou não estar pronto e a delegação estadunidense sequer deixou Washington. No mesmo dia, Trump prorrogou o cessar-fogo para abrir espaço a novas negociações.

Enquanto isso, a tensão no Estreito de Ormuz segue impactando a economia global. A região, responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás natural liquefeito, permanece sob bloqueio duplo de Irã e Estados Unidos. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificou a reabertura como “vital para o mundo”, enquanto os preços do petróleo continuam voláteis diante das incertezas.

Paralelamente, o conflito no Líbano pressiona o frágil cessar-fogo. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou: “Iniciamos um processo para alcançar uma paz histórica entre Israel e Líbano, e parece evidente que o Hezbollah tenta sabotá-lo”. Já o grupo, apoiado pelo Irã, rebateu dizendo que a trégua não faz “sentido” diante dos “atos de hostilidade” israelenses.

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A reação de Janja após aliado de Trump chamar brasileiras de “put*s” e “raça maldita”

Janja mostrou-se indignada com as de conselheiro de Trump, Paolo Zampolli, sobre brasileiras.
A socióloga e primeira-dama brasileira, Rosângela da Silva. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, reagiu nesta sexta-feira (24) às declarações de Paolo Zampolli, enviado especial para parcerias globais do governo Donald Trump, e afirmou ser “impossível não se indignar” com o ataque feito às mulheres brasileiras.

“Dizer que somos uma ‘raça maldita’ e ‘programadas para causar confusão’ não nos diminui. Pois sabemos muito bem quem somos e temos muito orgulho de quem nos tornamos diariamente”, escreveu Janja em seu Instagram. Ela também afirmou que as brasileiras rompem “diariamente, ciclos de violência e de silenciamento” e reforçou a reação contra o machismo, a misoginia, o feminicídio e outras formas de violência.

A manifestação ocorreu depois de Zampolli dar entrevista à emissora italiana RAI. Ao comentar a ex-companheira Amanda Ungaro, ele afirmou que mulheres brasileiras seriam “programadas para causar confusão”.

 

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Um post compartilhado por Janja Silva (@janjalula)

Na mesma conversa, o aliado de Trump agravou o tom e chamou brasileiras de “putas” e de “raça maldita”, o que ampliou a repercussão do caso no Brasil.

Zampolli foi casado por cerca de 20 anos com Amanda Ungaro, que o acusa de agressão física, psicológica e sexual. Ele nega as acusações.

O Ministério das Mulheres também repudiou as falas e afirmou que misoginia “não constitui opinião”, classificando esse tipo de manifestação como discurso de ódio e incitação à violência.

Em entrevista concedida a Rai3 Report, Zampolli, expert de política externa de Trump, a MULHER BRASILEIRA É:
Zampolli:” Ah Lidia, eu sei lá… é uma dessas PUTAS BRASILEIRAS , essas RAÇAS BASTARDAS BRASILEIRAS QUE SÃO TODAS IGUAIS. Aquela (sic) estávamos juntos, eu trepava (sic)… pic.twitter.com/qG6tsEkF0E

— Prof.Marco Antonio Villa (@VillaMarcovilla) April 18, 2026

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“Misógino arrogante”: Gleisi detona aliado de Trump que atacou brasileiras

Paolo Zampolli é conselheiro de Trump e fez comentários sobre brasileiras em entrevista.
O presidente dos EUA, Donald Trump, e o seu conselheiro, Paolo Zampolli. Foto: Reprodução

A ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, detonou Paolo Zampolli, conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que atacou mulheres brasileiras. O empresário disse que elas seriam “programadas” para causar confusão.

“Esse Paolo Zampolli, enviado especial do Donald Trump para assuntos globais, é o tipo de misógino arrogante da extrema-direita. Quem cria confusão e guerras que afetam o mundo inteiro é o chefe dele”, escreveu a ministra no X.

Ela ainda afirmou que ele “não é bem-vindo” no país. “Respeite as mulheres, respeite as brasileiras”, completou.

Esse Paolo Zampolli, enviado especial do Donald Trump para assuntos globais, é o tipo de misógino arrogante da extrema direita. Quem cria confusão e guerras que afetam o mundo inteiro é o chefe dele. Respeite as mulheres, respeite as brasileiras! No Brasil você não é bem vindo!

— Gleisi Hoffmann (@gleisi) April 24, 2026

Ex-marido da ex-modelo brasileira Amanda Ungaro, com quem foi casado por 20 anos, ele fez uma série de ataques contra mulheres do país, chamando-as de “prostitutas”. As ofensas ocorreram após citar a ex-companheira.

“As mulheres brasileiras, mesmo as que estão aqui, são programadas para causar problemas”, disse Zampolli à emissora italiana RAI. O empresário também citou uma mulher, identificada como Lídia, que seria amiga de Amanda, e afirmou que ela seria “uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais”.

O empresário foi citado dezenas de vezes nos arquivos do caso Epstein. Ele também é acusado pela ex de abuso sexual, violência doméstica e uso de influência política para tentar deportá-la dos Estados Unidos. Os dois disputam a guarda do filho adolescente na Justiça.

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Trump sinaliza que cessar-fogo com o Irã deve chegar ao fim nos próximos dias

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que o atual cessar-fogo com o Irã deve chegar ao fim nos próximos dias, reforçando que considera “altamente improvável” uma extensão da trégua sem avanços concretos nas negociações. Segundo ele, o acordo temporário expira na noite de quarta-feira (22), no horário de Washington. A declaração ocorre em […]
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Governo Trump diz ter expulsado delegado brasileiro que atuou em caso de Ramagem

O governo de Donald Trump usou as redes sociais para anunciar que “solicitou a expulsão” de um “funcionário brasileiro” nos EUA. Fontes extra oficiais indicaram que o caso envolve Marcelo Ivo, delegado da Polícia Federal em Miami e que teve uma atuação na operação que prendeu Alexandre Ramagem, ex-chefe da Abin e que está foragido […]
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Países do Oriente Médio relatam ataques do Irã às vésperas de prazo de Trump

Países do Oriente Médio registraram nesta terça-feira (7) uma nova série de ataques atribuídos ao Irã, segundo informações do G1. Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos afirmaram ter sido alvo de mísseis e drones lançados a partir de Teerã poucas horas antes do fim do prazo estipulado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para […]
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Após ultimato de Trump, vizinhos acusam Irã de ataques com mísseis e drones

Míssil iraniano atravessa o espaço aéreo de Israel em meio à escalada de tensões entre Teerã, Tel Aviv e Washington. Foto: Divulgação

Nesta terça-feira (7), diversos países do Oriente Médio foram alvos de uma série de ataques provenientes do Irã. Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos confirmaram o lançamento de mísseis e drones de Teerã, poucos antes do fim do prazo dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã fechasse um acordo favorável a Washington.

Em Bagdá, no Iraque, instalações americanas localizadas nas proximidades do aeroporto também foram atingidas. De acordo com informações da Reuters, explosões foram ouvidas em Doha, capital do Catar, onde autoridades locais afirmaram ter interceptado com sucesso um ataque de mísseis.

As tensões se intensificaram ainda mais quando o Ministério do Interior do Bahrein anunciou que sirenes foram ativadas em todo o território, alertando a população para a situação de emergência. O ministério pediu aos cidadãos e residentes que se dirigissem aos locais mais seguros.

Similarmente, os Emirados Árabes Unidos também dispararam sirenes de alerta, informando que estavam combatendo mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones iranianos. Além disso, o Irã emitiu um aviso alertando para a designação de várias áreas no Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita como zonas militares.

A medida entraria em vigor às 23h, horário de Teerã (16h30 em Brasília). O regime do Kuwait, por sua vez, instaurou um toque de recolher em todo o país, recomendando que os moradores saíssem de casa apenas em casos de extrema necessidade.

🚀🇮🇷 🇮🇱 NOW: TEL AVIV has just been hit by a massive attack from IRAN pic.twitter.com/1cbhSiYQWE

— Mr. Hass 💛 (@Lassegaf_1) April 7, 2026

 

O ataque não se limitou aos países do Golfo Pérsico. O Irã também continuou seus lançamentos de mísseis contra o território israelense. Em resposta, Israel atacou o Irã, resultando na morte do chefe da Inteligência da Guarda Revolucionária Iraniana.

O representante iraniano na ONU, Amir-Saeid Iravani, fez duras críticas à retórica do presidente Donald Trump, acusando-o de incitar crimes de guerra e potencial genocídio.

Em uma declaração durante uma sessão do Conselho de Segurança sobre o Estreito de Ormuz, ele pediu à comunidade internacional que condenasse as ameaças dele antes que a situação se deteriorasse ainda mais. Iravani afirmou que, se as ameaças de Trump se concretizarem, o Irã não ficaria inerte.

O enviado afirmou que Teerã tomaria medidas de autodefesa e ações proporcionais para responder às ameaças. Durante uma postagem na rede social Truth Social, Trump alertou que “uma civilização inteira morrerá nesta noite” caso o Irã não reabra o Estreito de Ormuz, um ponto estratégico fundamental para o comércio de petróleo.

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Confira as fotos do lado oculto da Lua e do pôr da Terra

Na manhã desta terça-feira (7), a Nasa revelou novos registros da missão Artemis II, que completa hoje seu sexto dia de jornada lunar. O destaque da divulgação é a imagem do “pôr da Terra”, capturada pela perspectiva dos quatro astronautas ao atravessarem o lado oculto da Lua. Hoje também é o prazo final que Trump deu ao Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz, caso prazo não seja respeitado “uma civilização inteira morrerá nesta noite”. Leia em TVT News.

O lado oculto da Lua: Trump ameaça tomar Irã nesta noite; internautas se encantam com fotografias da missão Artemis II

Desde o começo da missão Artemis II, a Nasa vem divulgando fotografias de “turismo” do espaço que estão circulando pelas redes sociais. Como forma de propaganda da missão, as imagens servem para receber apoio do público. No site da agência, a viagem é transmitida ao vivo 24 horas seguidas. As atualizações sempre em tom de exaltação.

Em suas redes sociais, Donald Trump, Nasa e a Casa Branca compartilharam como colaboradores a “primeira imagem” registrada do lado oculto da lua:

A fotografia desse ângulo foi divulgada como a primeira já realizada em tom de exaltação e de conquista, mas não é bem assim como eles contam.

Desde o programa Apollo, nas décadas de 1960 e 1970, exploradores robóticos já mapearam o lado oculto da Lua.

Em 2023, a Índia enviou a sonda Chandrayaan-3 e capturou imagens detalhadas da mesma região. Por olhos humanos, a Nasa pode ter feito o primeiro registro do lado oculto da Lua, mas está longe de ser um feito verdadeiramente inédito.

Foto do lado oculto da Lua feita em 2023 por uma câmera da sonda Chandrayaan-3, da Índia – Foto: Divulgação

O lado oculto da Lua: “Uma civilização inteira morrerá nesta noite”, declarou Trump nesta segunda

A tensão da guerra com o Irã atingiu o ápice nesta terça-feira (7), prazo final de um ultimato de 48 horas imposto pelos Estados Unidos para a reabertura do Estreito de Ormuz.

Em uma postagem que gerou alarme internacional por seu caráter extremado, Trump afirmou em sua rede social que “uma civilização inteira morrerá nesta noite”, sinalizando um descarte das vias diplomáticas tradicionais em favor de uma retórica de aniquilação.

O prazo de Trump vai até 21 horas deta terça.

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Veja imagens da missão Artemis II

A astronauta Christina Koch observa a Terra a partir da nave Orion na Missão Artemis II (imagem feita com um iPhone 17 Pro Max) – NASA/ Divulgação
Uma imagem feita no quarto dia da missão Artemis 2 mostra a bacia Orientale na borda direita do disco lunar na Missão Artemis II – NASA/Divulgação
Lado oculto da lua capturada da Orion enquanto a Terra submerge além do horizonte lunar – NASA/Divulgação

Como as imagens são feitas

Esta é a primeira vez que câmeras digitais são levadas tão longe. Junto aos 4 astronautas estão 32 câmeras e dispositivos, 15 instalados na nave e 17 operados manualmente.

Conforme detalhado pela Nasa, a tripulação utiliza equipamentos fotográficos com cerca de uma década de mercado, a exemplo da Nikon D5, complementados por câmeras GoPro e smartphones. Para quem deseja conferir as especificações técnicas, o álbum da missão na plataforma Flickr detalha qual dispositivo foi o responsável por cada registro publicado.

Entenda: Nikon D5 lançada em 2016 vai ao espaço, fotógrafo explica:

Fase de regresso

Agora, a Artemis II entra em fase de regresso. Depois de completar a volta em torno da Lua, a espaçonave Orion acionou os motores rumo à Terra e deixará a órbita lunar nesta terça (7). O feito consolida o retorno dos voos tripulados ao espaço profundo, algo que não ocorria desde o fim do programa Apollo, em 1972.

Artemis II bate recorde de distância percorrida por seres humanos no espaço

A missão Artemis II, da NASA, entrou para a história nesta segunda-feira (6) ao estabelecer um novo recorde de distância percorrida por seres humanos no espaço. A bordo da cápsula Orion, quatro astronautas ultrapassaram a marca registrada pela missão Apollo 13, de 1970, e se tornaram os humanos que mais se afastaram da Terra. Leia em TVT News.

De acordo com dados divulgados pela agência espacial e confirmados por veículos internacionais, a tripulação atingiu cerca de 252 mil milhas (aproximadamente 406 mil quilômetros) de distância do planeta, superando o recorde anterior de 248 mil milhas. Esse marco foi alcançado durante o sobrevoo da face oculta da Lua, momento em que a nave também entrou em um período temporário de blackout de comunicações com a Terra.

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Reino Unido é pressionado a barrar uso de bases dos EUA em ação contra o Irã

Trump
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, enfrenta pressão crescente para restringir o uso de bases aéreas britânicas por forças dos Estados Unidos após declarações do presidente Donald Trump sobre o Irã. As informações são do jornal britânico The Guardian. Trump afirmou que “toda uma civilização” poderia morrer caso o Irã não aceitasse suas exigências, […]
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Aliados de Trump rompem após ameaça de ‘erradicar civilização’

A ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de erradicar “toda uma civilização” caso o Irã não aceite um acordo envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz provocou forte reação política no país e expôs divisões até entre seus apoiadores mais fiéis. As informações são do jornal britânico The Guardian. Segundo a reportagem, aliados […]
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Trump põe militares dos EUA num dilema: desobedecer ordens ou cometer crimes de guerra

Trump cercado de militares dos EUA

À medida que o conflito com o Irã se intensifica, as recentes ameaças do presidente Donald Trump de bombardear a infraestrutura civil do país levantaram um dilema crítico para os oficiais militares dos EUA: devem eles obedecer às ordens ou se recusar, correndo o risco de cometer crimes de guerra?

Em uma ameaça abjeta, Trump disse publicamente que o Irã teria até um prazo estipulado para reabrir o Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo, ou enfrentaria as consequências. Sua ordem envolvia bombardeios nas usinas de energia e pontes do Irã, levando especialistas jurídicos a concluir que tais ações indubitavelmente constituiriam crimes de guerra.

Segundo o Guardian, Margaret Donovan e Rachel VanLandingham, ex-oficiais da Judge Advocate General (JAG), expressaram grande preocupação, explicando que as ordens de Trump entram em conflito direto com décadas de treinamento legal militar. “Tais declarações retóricas — se seguidas — equivaleriam aos crimes de guerra mais graves”, escreveram no site Just Security.

O Judge Advocate General (JAG) é um corpo de militares que atuam como advogados dentro das Forças Armadas dos Estados Unidos. Eles são responsáveis por fornecer assessoria jurídica para os militares, representando os interesses do governo em questões legais, tanto no âmbito penal quanto civil. Além disso, eles também atuam em processos de justiça militar, oferecendo serviços jurídicos aos comandantes e aos soldados, incluindo defesa em tribunais militares e aconselhamento sobre as leis da guerra.

Cada ramo das Forças Armadas dos EUA possui sua própria divisão JAG, como o Exército, a Marinha, a Força Aérea e os Fuzileiros Navais. O cargo de Judge Advocate General é ocupado por um oficial de alta patente que supervisiona todo o sistema jurídico dentro de um ramo das Forças Armadas, enquanto os JAG officers (ou oficiais JAG) atuam em diversas funções legais, incluindo como promotores, defensores e conselheiros legais.

As ameaças de Trump de destruição em massa, incluindo bombardear o Irã “de volta à Idade da Pedra”, e a ordem do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, para “não dar abrigo, sem misericórdia”, distanciaram ainda mais as ações militares dos EUA dos padrões legais e morais que tradicionalmente governaram a conduta militar. À medida que essas ações colocam os soldados em uma posição de potencialmente cometer atrocidades, o dilema entre obedecer ordens ilegais ou enfrentar consequências legais se torna cada vez mais presente.

Historicamente, membros do Exército resistiram a ordens consideradas ilegais, citando precedentes como a recusa dos soldados dos EUA em participar no Massacre de My Lai durante a Guerra do Vietnã. Mas, como observou a professora de ciência política Charli Carpenter, situações em que os soldados precisam desobedecer ordens “manifestamente ilegais” nem sempre são claras no campo de batalha.

O comportamento e as palavras de Trump levantaram alarmes sobre o risco de escalada, particularmente em relação às armas nucleares. O presidente dos EUA tem autoridade exclusiva para lançar ataques nucleares, mas o protocolo para tais ações exige a participação de oficiais militares. Caso Trump emita tal ordem, caberá aos envolvidos na cadeia de comando considerá-la ilegal e possivelmente impedi-la — uma perspectiva que parece cada vez mais tênue à medida que Trump continua a purgar o exército de pessoal que possa resistir às suas diretrizes.

Nos últimos dias, Trump amplificou suas ameaças, avisando que o Irã poderia ser “destruído” em uma única noite, e sugerindo que a destruição do país seria iminente, a menos que o Irã cumprisse suas exigências.

 

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Irã denuncia ameaça de Trump como genocídio e promete reação imediata

O presidente dos EUA, Donald Trump. Foto: Divulgação

Nesta terça-feira (7), Amir-Saeid Iravani, enviado do Irã na ONU, afirmou que Teerã não ficará inerte caso o presidente dos EUA, Donald Trump, leve adiante suas ameaças. Em uma reunião do Conselho de Segurança, Iravani acusou Trump de incitar crimes de guerra ao afirmar que “toda uma civilização morrerá” se o Irã não fechar um acordo.

Segundo o representante iraniano, tais palavras podem configurar genocídio. O diplomata destacou que o Irã não ficará de braços cruzados diante das ameaças de Trump e que tomará ações imediatas e proporcionais para se defender.

“O Irã não ficará de braços cruzados diante de crimes de guerra tão graves. Exercerá, sem hesitação, seu direito inerente de autodefesa e tomará medidas recíprocas imediatas e proporcionais”, disse ele.

Ele pediu à comunidade internacional que se posicione contra essa retórica antes que seja tarde demais. A resposta de Teerã foi imediata, com a declaração de que diversas infraestruturas da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein seriam alvos, pedindo a civis que evitassem essas áreas.

Trump, por sua vez, intensificou as ameaças. Em uma postagem no Truth Social, o presidente dos EUA declarou que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, ao referir-se ao prazo final para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. A declaração foi feita após várias autoridades iranianas mostrarem sinais claros de que não pretendem ceder.

“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE? Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!”, afirmou.

Postagem de Trump no Truth Social. Foto: Divulgação

O Irã bloqueou parcialmente o estreito desde o ataque dos EUA e Israel ao seu território em 28 de fevereiro, o que gerou um aumento nos preços do petróleo. O prazo dado por Trump para que o Irã reabra a passagem encerra nesta terça-feira, às 21h, horário de Brasília.

O clima em Teerã é de extrema tensão. Antes da postagem de Trump, o governo iraniano havia apelado para a formação de correntes humanas por toda a população, com o intuito de proteger instalações de energia e outros ativos do país.

Segundo Alireza Rahimi, do Conselho Supremo da Juventude, a medida visa proteger as usinas de energia que são vitais para o país. “As usinas de energia são nossos ativos e capital nacional”.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, já havia afirmado que milhões de iranianos estão “prontos para se sacrificar” pelo país. “Mais de 14 milhões de iranianos valentes já declararam, até este momento, estar prontos para sacrificar suas vidas em defesa do Irã. Eu também tenho sido, sou e continuarei sendo alguém disposto a dar a vida pelo Irã”, afirmou Pezeshkian em publicação no X.

O ambos os países rejeitou uma proposta de cessar-fogo do Paquistão, preferindo negociar uma solução definitiva para o conflito, ao invés de uma pausa temporária. A proposta paquistanesa sugeria que o cessar-fogo entrasse em vigor imediatamente, com um prazo de 15 a 20 dias para um acordo mais amplo, o que foi rejeitado pelas autoridades iranianas.

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Por que o ultimato de Trump ao Irã esbarra em limites militares e riscos estratégicos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou drasticamente o tom contra o Irã ao ameaçar destruir grande parte da infraestrutura civil do país caso não haja um acordo até o prazo estipulado por Washington. No entanto, especialistas militares avaliam que as ameaças enfrentam sérias limitações práticas — e podem não surtir o efeito desejado.

Trump afirmou que poderia destruir “todas as pontes” e usinas de energia do Irã em poucas horas. Depois, intensificou o discurso, dizendo que “uma civilização inteira morrerá” se não houver acordo. Analistas ouvidos pela BBC classificam a retórica como sem precedentes — e alertam que atacar infraestrutura civil poderia configurar crime de guerra.

Apesar da gravidade das declarações, ex-integrantes do Departamento de Defesa dos EUA apontam que a execução de um ataque dessa magnitude é inviável no prazo mencionado. O Irã, com território vasto e milhares de alvos potenciais, não poderia ter toda sua infraestrutura destruída em questão de horas.

“Seria uma tarefa hercúlea — e ainda resta a dúvida se teria o efeito estratégico desejado”, disse um ex-alto funcionário da defesa americana.

Alvos mais prováveis: energia e petróleo

Especialistas afirmam que um ataque amplo ao setor energético é mais plausível do que a destruição total de pontes. Grande parte da infraestrutura de energia iraniana está concentrada nas províncias costeiras de Bushehr, Khuzestan e Hormozgan, ao longo do Golfo Pérsico.

Um ponto-chave é a Kharg Island, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do país. Segundo o vice-presidente JD Vance, ataques aéreos já atingiram alvos militares na região.

A estratégia, segundo analistas, seria sufocar economicamente o regime iraniano, reduzindo sua capacidade de exportar petróleo e operar no Estreito de Omuz, rota vital para o comércio global de energia.

Estreito de Omuz. Foto: Divulgação

Pressão pode não funcionar

Mesmo com ataques intensificados, não há garantia de que o Irã cederá rapidamente. Autoridades americanas e iranianas voltaram a dialogar diretamente, mas continuam distantes em temas centrais como o programa nuclear, o setor petrolífero e o controle do estreito de Ormuz.

Analistas destacam que o regime iraniano já enfrenta apagões frequentes e dificuldades estruturais no setor energético — o que reduz o impacto de novas ofensivas como ferramenta de pressão interna.

Além disso, interromper ainda mais o fluxo de petróleo pode gerar efeitos colaterais globais, elevando preços e agravando a instabilidade econômica internacional.

Escalada com resultados incertos

Para especialistas, o governo Trump pode estar superestimando o impacto de uma escalada militar. Após semanas de conflito, o Irã demonstrou resistência significativa e disposição para prolongar o confronto.

“O regime encara essa guerra como uma luta existencial”, afirmou um ex-funcionário do Departamento de Defesa dos EUA.

Nesse cenário, a ameaça de destruição em larga escala pode ter mais efeito retórico do que prático — e corre o risco de ampliar o conflito sem garantir avanços diplomáticos.

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‘Uma civilização inteira morrerá esta noite’, anuncia Trump

Publicada originalmente às 9h22* O presidente Donald Trump usou as redes sociais uma vez mais para ameaçar o Irã e pressionar por um acordo com Teerã, antes do final do dia. O ultimato havia sido estabelecido para 20h de Washington, desta terça-feira. Caso não haja um entendimento, o presidente dos EUA havia alertado inicialmente que […]
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Papa Leão XIV condena ameaças de Trump ao Irã: “Inaceitáveis”

Papa Leão XIV. Foto: Divulgação

O papa Leão XIV fez duras críticas às recentes ameaças contra o povo iraniano durante uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (7). Para ele, as ameaças são “inaceitáveis”, e ele destacou que ataques à infraestrutura civil, como pontes e usinas de energia, são claras violações do direito internacional.

O pontífice reagiu às declarações do presidente dos EUA Donald Trump, que afirmou em uma rede social que “uma civilização inteira morrerá” na noite de terça-feira, caso o Irã não atenda às exigências de reabertura do Estreito de Ormuz.

Durante a coletiva, o papa reiterou seu apelo pela paz no Oriente Médio e pediu que cidadãos de todo o mundo pressionassem seus representantes políticos para pôr fim à guerra.

Ele enfatizou que, além das questões legais, essa é uma questão de moralidade, pois são vidas humanas que estão em jogo, incluindo as de crianças. O pontífice, que tem intensificado suas críticas ao conflito, já havia afirmado, em 29 de março, que Deus não escutaria as orações de líderes que fomentam a guerra.

O presidente dos EUA Donald Trump. Foto: Divulgação

Em relação às declarações de Trump, Leão XIV expressou preocupação com as implicações dessas ameaças, afirmando que, além das questões jurídicas, há um profundo dilema moral envolvido.

Para ele, qualquer ação que tenha como alvo a população civil, especialmente em tempos de guerra, é uma violação dos princípios fundamentais do direito internacional e dos direitos humanos.

Trump, por sua vez, manteve o tom agressivo nas redes sociais. O presidente dos EUA, em postagem feita horas antes do prazo final dado ao Irã, declarou que o ataque planejado seria um dos momentos mais significativos da história mundial.

“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, em que mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, quem sabe?”, afirmou Trump.

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Trump começa a promover ingerência em eleições com participação da extrema direita

O presidente Donald Trump decidiu que votações fora de seu país que envolvam a extrema direita são também eleições de seu interesse. Nesta semana, a Casa Branca decidiu despachar o vice-presidente JD Vance para a Hungria, numa operação para tentar salvar o líder ultraconservador e considerado como um modelo para Bolsonaro, Javier Milei, José Antonio […]
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VÍDEO – Trump diz que CIA o informou que o novo líder supremo do Irã é gay

Mojtaba Khamenei e Donald Trump em montagem de duas fotos
Mojtaba Khamenei e Donald Trump – Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (26) que a CIA lhe informou que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, é gay. A declaração foi feita durante entrevista ao apresentador Jesse Watters, da Fox News. Ao ser questionado, Trump respondeu: “Bem, eles disseram isso, mas não sei se foram só eles. Acho que muita gente está dizendo isso. O que lhe dá uma má vantagem inicial naquele país.”

O presidente não apresentou evidências para a informação atribuída à CIA. No Irã, relações entre pessoas do mesmo sexo são consideradas ilegais sob a legislação baseada na sharia. Antes da entrevista, o New York Post já havia noticiado que Trump teria sido informado sobre o tema. O presidente também havia levantado dúvidas sobre a situação de Mojtaba após ataques militares recentes.

Mojtaba Khamenei foi anunciado como líder supremo do Irã em 8 de março, após a morte de seu pai, Ali Khamenei, em ataques realizados por Estados Unidos e Israel no início da guerra, em 28 de fevereiro. A escolha foi feita pela Assembleia de Peritos, órgão composto por 88 clérigos responsáveis por definir a liderança do país desde a Revolução Islâmica de 1979. Aos 56 anos, Mojtaba ocupava posição intermediária no clero e mantinha influência nos bastidores do regime.

Em entrevista para a Fox News, Donald Trump confirma que ouviu relatos da CIA de que o novo líder supremo do Irã é homossexual.

Código Penal Islâmico do Irã pune a homossexualidade com pena de morte. pic.twitter.com/RVxE3rk3XT

— Sam Pancher (@SamPancher) March 26, 2026

O novo líder tem ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica e com a força paramilitar Basij. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã já deixou mais de 1.750 civis mortos no território iraniano, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registra ao menos 13 mortes de militares americanos em ataques relacionados ao confronto.

Além do Irã, ações militares atingiram países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. Autoridades iranianas afirmam que os ataques têm como alvo interesses dos Estados Unidos e de Israel nessas nações. O confronto também alcançou o Líbano, onde o grupo Hezbollah realizou ofensivas contra Israel.

Após a escolha de Mojtaba Khamenei, Donald Trump declarou que considera a decisão um “grande erro”. O presidente afirmou que deveria participar do processo e classificou o novo líder como “inaceitável” para a condução do país.

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Mossad insuflou protestos no Irã e prometeu aos EUA derrubar governo, diz New York Times

Protesto no Irã

A agência de inteligência de Israel, o Mossad, apresentou um plano para provocar a queda do governo do Irã por meio de operações combinadas com agitação interna, segundo reportagem do New York Times. A proposta teria sido usada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para convencer o presidente Donald Trump de que seria possível derrubar a República Islâmica com rapidez.

De acordo com o jornal, o chefe do Mossad, David Barnea, apresentou o plano dias antes do início da guerra. A estratégia previa a eliminação de lideranças iranianas, seguida de uma série de operações de inteligência destinadas a estimular uma revolta popular. A avaliação era de que isso poderia levar a um levante em larga escala e à queda do regime.

Em janeiro, episódios de violência ocorridos nos dias 8 e 9 no Irã, que deixaram cerca de 3 mil mortos, foram incorporados a essa narrativa. Esses eventos foram apresentados como protestos pró-democracia no Ocidente, mas eram parte de um cenário utilizado para sustentar a viabilidade de uma mudança de regime.

A leitura atribuída ao Mossad era de que esses episódios funcionariam como um indicativo de que a sociedade iraniana poderia reagir a uma ofensiva militar.

Os acontecimentos de janeiro foram levados a Trump como uma espécie de “prévia” de uma possível insurreição mais ampla. A avaliação era de que ataques direcionados contra a liderança iraniana poderiam desencadear um colapso imediato do governo, com apoio interno. Parte de autoridades americanas e da inteligência israelense, no entanto, expressou dúvidas sobre essa hipótese.

No início do conflito, o discurso público de Trump refletiu essa expectativa. Em declaração em vídeo, ele afirmou que a população iraniana deveria assumir o controle do país ao fim das operações. “Finalmente, ao grande e orgulhoso povo do Irã, digo esta noite que a hora da sua liberdade está próxima… quando terminarmos, assumam o controle do seu governo. Ele será de vocês”, disse.

THIS IS HILARIOUS 😭😭

“Iran 🇮🇷 wanted to make me their Supreme leader but i refused and said no thanks”

– Donald Trump 🤣

He has totally lost it pic.twitter.com/PcF2ds4LTB

— Amock_ (@Amockx2022) March 26, 2026

A hipótese de mudança de regime, porém, perdeu força rapidamente. Menos de duas semanas após o início da guerra, senadores americanos afirmaram que a derrubada do governo iraniano não fazia parte dos objetivos da operação e que não havia um plano estruturado nesse sentido.

Avaliações da CIA indicam que o regime iraniano não deve cair, mesmo diante dos ataques. Segundo a agência, a morte de lideranças poderia resultar na ascensão de um governo mais radical. A inteligência israelense também avalia que o governo foi enfraquecido, mas segue no poder.

Com o avanço do conflito e a ausência de um desfecho rápido, avaliações iniciais passaram a ser revistas. Segundo o próprio relatório citado pelo New York Times, a crença de que Israel e Estados Unidos poderiam estimular uma revolta ampla foi uma falha central no planejamento da guerra.

Autoridades militares americanas alertaram que a população não sairia às ruas sob bombardeio, e analistas consideraram baixa a probabilidade de um levante.

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Aprovação de Trump despenca para 36% após ataques ao Irã, revela pesquisa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Divulgação

A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu para 36%, o nível mais baixo desde seu retorno à Casa Branca. A pesquisa Reuters/Ipsos, realizada ao longo de quatro dias e publicada nesta quarta-feira (24), revelou que a queda no apoio popular ocorre em meio ao aumento dos preços dos combustíveis e à crescente desaprovação da guerra contra o Irã, que foi iniciada pelo governo del.

Em comparação com a pesquisa anterior, a aprovação passou de 40% para 36%. O levantamento associou essa piora à alta nos preços dos combustíveis, impulsionada pelos ataques coordenados entre os EUA e Israel ao Irã no final de fevereiro.

Com os preços da gasolina subindo, o eleitorado demonstrou insatisfação com a gestão do presidente, especialmente no que se refere ao custo de vida e ao impacto econômico da guerra.

A pesquisa também indicou que, apesar da queda na aprovação geral, Trump ainda mantém um forte apoio entre os eleitores republicanos, embora tenha perdido parte da confiança do partido, especialmente no tema da inflação.

A pesquisa destacou que apenas 25% dos entrevistados aprovam a forma como Trump está lidando com o custo de vida, um dos pontos centrais de sua campanha para a reeleição em 2024.

O dado é um reflexo do descontentamento crescente, com 34% dos eleitores republicanos desaprovando sua condução da economia e 20% expressando insatisfação com sua administração de questões relacionadas ao custo de vida.

Donald Trump anunciando o “tarifaço” em 2025. Foto: Divulgação

Esses números representam um aumento significativo em relação à pesquisa da semana anterior, que indicava uma desaprovação de 27%. Outro fator que contribuiu para a queda na popularidade de Trump foi a guerra no Irã. A pesquisa mostrou uma mudança significativa na opinião pública sobre os ataques dos EUA ao país.

A aprovação dos ataques caiu de 37% para 35%, enquanto a desaprovação subiu de 59% para 61%. A pesquisa feita após os primeiros ataques indicava uma maior indecisão entre os eleitores, mas, na pesquisa mais recente, a taxa de indecisão desapareceu, com 5% dos entrevistados se recusando a responder.

Apesar da queda na aprovação de Trump, os dados indicam que a desaceleração em sua popularidade não está afetando diretamente a corrida para as eleições de meio de mandato, que ocorrerão em novembro.

Segundo o levantamento, 38% dos eleitores registrados consideram os republicanos mais capazes de cuidar da economia, enquanto 34% apontaram os democratas como a melhor opção.

Isso sugere que, embora a aprovação do presidente esteja em declínio, os aliados republicanos ainda têm um apoio considerável entre os eleitores, especialmente nas questões econômicas. A pesquisa foi realizada online e entrevistou 1.272 adultos nos Estados Unidos, com uma margem de erro de 3 pontos percentuais.

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Cuba mergulha em novo apagão nacional em menos de uma semana sob pressão dos EUA

A cidade de Havana às escuras. Foto: YAMIL LAGE / AFP

Cuba voltou a ficar às escuras pelo segundo apagão nacional em menos de uma semana, após um novo colapso da rede elétrica do país — o terceiro apenas neste mês de março.

A crise ocorre em meio a fortes restrições no fornecimento de combustível, graças a um bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos.

A União Elétrica de Cuba, ligada ao Ministério de Energia e Minas, anunciou no sábado um apagão total em toda a ilha. Inicialmente, não houve explicação oficial para a falha. Mais tarde, autoridades informaram que o problema começou com uma pane inesperada em uma unidade geradora da usina termelétrica de Nuevitas, na província de Camagüey.

Segundo o governo, a falha desencadeou um efeito cascata que derrubou outras unidades do sistema elétrico. Para conter os danos, foram ativadas “micro-ilhas” de geração, destinadas a garantir energia a serviços essenciais, como hospitais e sistemas de abastecimento de água.

As autoridades afirmaram que trabalham para restabelecer o fornecimento. O blecaute anterior havia ocorrido apenas cinco dias antes, na segunda-feira. Este foi o segundo em uma semana e o terceiro em março, evidenciando a fragilidade do sistema.

🇨🇺 | La Habana a oscuras: nuevo apagón general en Cuba, el segundo en una semana. pic.twitter.com/agVqzIJy1H

— Alerta Mundial (@AlertaMundoNews) March 22, 2026

Com a chegada da noite, ruas de Havana ficaram praticamente às escuras. Moradores usavam lanternas e celulares para se locomover. Em áreas turísticas do centro histórico, alguns restaurantes conseguiram permanecer abertos graças a geradores, enquanto músicos tocavam para os clientes.Na capital, os cubanos já convivem com cortes diários de energia que podem durar até 15 horas. No interior da ilha, a situação é ainda mais grave.

A crise energética se agravou desde que o país deixou de importar petróleo, em 9 de janeiro. A escassez impactou não apenas a geração de eletricidade, mas também o setor aéreo, com redução de voos e prejuízos ao turismo — uma das principais fontes de renda da ilha.

O apagão ocorreu no mesmo momento em que um comboio internacional de ajuda começava a chegar a Havana, trazendo suprimentos médicos, alimentos, água e painéis solares.

A situação piorou ainda mais após o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em janeiro — fato que abalou o principal parceiro energético de Cuba.

Trump tem afirmado repetidamente que o regime cubano está à beira do colapso e chegou a declarar que poderia “tomar” Cuba em breve.

Em resposta, o presidente Miguel Díaz-Canel advertiu que qualquer agressão externa enfrentará “uma resistência inquebrantável”.

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Trump anuncia envio de agentes do ICE para aeroportos a partir desta segunda

trump, petróleo, Pronunciamento de Trump. AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que enviará agentes do ICE (Agência de Imigração e Alfândega dos EUA) a partir desta segunda-feira (23) para “auxiliar” os funcionários da TSA (Administração de Segurança de Transportes) nos aeroportos americanos. “Na segunda-feira, o ICE irá aos aeroportos para ajudar nossos maravilhosos agentes da TSA que permaneceram […]
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Trump diz que ‘aniquilará’ usinas de energia do Irã se Ormuz não for reaberto em 48 h

trump, Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece estar colocando em prática em escala global o mesmo padrão marginal dos milicianos cariocas.
Por AFP O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu neste sábado (21) ao Irã um prazo de 48 horas para abrir o Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo ou enfrentar a destruição de sua infraestrutura elétrica. “Se o Irã não ABRIR TOTALMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz, dentro de 48 horas a partir […]
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Trump ameaça “atingir e obliterar” usinas do Irã se Estreito de Ormuz não for reaberto em 48 horas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Divulgação/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou neste sábado (21) “atingir e obliterar” usinas de energia do Irã caso Teerã não reabra o Estreito de Ormuz dentro de 48 horas.

“Se o Irã não ABRIR COMPLETAMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz dentro de 48 HORAS a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América irão atingir e obliterar suas várias USINAS DE ENERGIA, COMEÇANDO PELA MAIOR!”, escreveu Trump em sua rede Truth Social.

A declaração representa uma escalada no tom adotado pelo presidente, que anteriormente já havia sugerido a possibilidade de atacar a infraestrutura iraniana, embora com ressalvas sobre o impacto na reconstrução do país.

Ao mesmo tempo, reconhece implicitamente que o fechamento do estreito — uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo — dá ao Irã um poder significativo de pressão.

A nova fala ocorre um dia após Trump afirmar que os Estados Unidos consideravam “reduzir gradualmente” suas operações militares no Oriente Médio. Questionado sobre um plano para restabelecer o tráfego no Estreito de Ormuz, ele respondeu que, “em certo momento, ele se abrirá por conta própria”.

Também acontece após Trump dizer, na quinta-feira, que pediu ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que suspendesse ataques contra instalações iranianas de petróleo e gás.

Apesar disso, a alta nos preços da gasolina dentro dos EUA tem pressionado o governo, que tenta evitar um fechamento prolongado da via marítima. Nos bastidores, autoridades americanas reconhecem que reabrir o estreito é um desafio sem solução clara.

Trump afirmou ainda que o Irã deseja negociar, mas disse não ter interesse em um acordo, alegando que seus objetivos já teriam sido alcançados “semanas antes do previsto” e que os EUA teriam “varrido o Irã do mapa”.

“A liderança deles acabou, sua Marinha e sua Força Aérea estão destruídas, eles não têm defesa alguma — e querem fazer um acordo. Eu não!”, declarou.

“Você não faz cessar-fogo quando está literalmente obliterando o outro lado. Eles não têm Marinha, não têm Força Aérea, não têm equipamentos, radares ou defesa antiaérea. E seus líderes foram eliminados em todos os níveis. Não estamos procurando isso”, completou.

Agora — de Donald Trump, sobre a guerra contra o regime islâmico no Irã: “… eu não quero fazer um cessar-fogo. Sabe, você não faz um cessar-fogo quando está literalmente obliterando o outro lado.” pic.twitter.com/o21usH5CoU

— No Front Militar (@noFrontMilitar) March 20, 2026

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Trump finalmente vislumbra uma saída do Irã, diz New York Times

Donald Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump afirmou que está considerando uma “redução gradual” das operações no Irã, mas muitos dos seus objetivos militares iniciais ainda não foram alcançados. Desde o início do que ele chamou de “excursão” ao Irã, Washington tem sido dominada por uma pergunta persistente: quando o presidente decidirá encerrar a operação, mesmo com uma parte significativa dos seus objetivos ainda inacabados?

Na sexta-feira, durante uma viagem à Flórida, Trump esboçou um possível caminho para essa saída, mas não está claro se ele realmente tomará essa decisão. Além disso, os sinais indicam que os efeitos dessa incursão podem ultrapassar o interesse imediato do presidente: o preço da gasolina aumentou, a infraestrutura ao longo do Golfo Pérsico está severamente danificada, e a teocracia iraniana, embora golpeada, continua se mantendo firme. Aliados dos EUA, inicialmente relutantes, agora enfrentam a tarefa de patrulhar águas mais hostis.

As mensagens de Trump têm sido oscilantes, diz David E. Sanger no New York Times. Sanger cobre o governo Trump e temas de segurança nacional. Com mais de quatro décadas no Times, é autor de quatro livros sobre política externa e acompanhou cinco presidentes americanos.

Os críticos de Trump, escreve Sanger, afirmam que isso é evidência de que ele entrou no conflito sem uma estratégia clara, enquanto seus apoiadores defendem que isso é uma “estratégia inteligente”. Com a intensificação dos ataques americanos e israelenses, Trump afirmou que não tem interesse em um cessar-fogo, alegando que os Estados Unidos estavam “obliterando” os estoques de mísseis, a marinha, a força aérea e a base industrial de defesa do Irã.

No entanto, horas depois, talvez sensível à crescente apreensão de sua base republicana, escreveu em sua rede social: “Estamos muito próximos de atingir nossos objetivos, ao mesmo tempo em que consideramos reduzir nossos grandes esforços militares no Oriente Médio”.

Sua formulação mais recente de objetivos omite pontos anteriormente centrais. Não há menção à derrota da Guarda Revolucionária Islâmica, que ainda mantém o poder, nem a Mojtaba Khamenei, sucessor de seu pai. Além disso, a promessa de “libertar” o povo iraniano foi retirada de suas falas, levantando dúvidas sobre o compromisso dos EUA com a mudança política no Irã.

Trump também passou a redefinir seus objetivos em relação ao programa nuclear iraniano. Em vez de exigir a remoção total do material nuclear, ele agora afirma que seu objetivo é “nunca permitir que o Irã sequer se aproxime da capacidade nuclear”, mantendo os EUA sempre prontos para uma reação “rápida e contundente”. Essencialmente, a situação permanece a mesma de quando os EUA destruíram o programa nuclear iraniano em junho do ano passado, com instalações sob vigilância constante de satélites dos EUA.

O presidente também passou a exigir que os aliados, que haviam sido excluídos das deliberações iniciais, patrulhassem o Estreito de Ormuz e outras áreas estratégicas, com o apoio logístico dos EUA. Isso representa uma mudança na doutrina americana para o Oriente Médio, transferindo a responsabilidade para outros países.

No início do conflito, Trump acreditava que a capitulação do Irã seria rápida. No entanto, a recusa iraniana em se render foi uma surpresa, assim como a crise nos mercados de energia. O governo dos EUA teve que intervir, liberando estoques da Reserva Estratégica de Petróleo e permitindo o envio de petróleo russo e iraniano, o que acabou favorecendo adversários em guerra com a Ucrânia e com os próprios americanos.

Além disso, o Irã tem utilizado o caos nos mercados como uma ferramenta crucial para pressionar os EUA. No sábado, Teerã advertiu que poderia incendiar outras instalações no Oriente Médio. O país parece ter em torno de 3.000 minas marítimas, parte das quais já foi destruída, e forças americanas estão se concentrando em neutralizar embarcações iranianas que atacam petroleiros aliados dos EUA.

A necessidade de aliados também se tornou evidente. Trump inicialmente acreditava que a guerra seria breve, mas a vigilância do estreito e de outros pontos estratégicos mostrou que a tarefa seria mais longa do que esperava. Uma outra surpresa foi a falta de um levante entre a Guarda Revolucionária ou a população iraniana, o que contradizia as previsões de deserções em diversos níveis, segundo autoridades de inteligência.

Esse cenário ainda pode evoluir, pois as guerras não são decididas em poucas semanas. No entanto, Trump ingressou no conflito após uma sequência de vitórias rápidas, como o bombardeio das principais instalações nucleares do Irã, e uma operação bem-sucedida que resultou na captura de Nicolás Maduro em Caracas. Apesar disso, o Irã mostrou ser um adversário mais resiliente do que Trump inicialmente subestimou, lembra Sanger.

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Governo Trump suspende sanções contra petróleo iraniano por 30 dias para tentar conter preços

Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: reprodução

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (20) uma isenção de sanções por 30 dias para a compra de petróleo do Irã no mar. A medida, divulgada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, busca aliviar a pressão no fornecimento global de energia em meio à guerra envolvendo EUA, Israel e Irã.

Segundo o Departamento do Tesouro, a licença permite a comercialização de petróleo bruto iraniano e derivados embarcados entre 20 de março e 19 de abril. Esta é a terceira flexibilização de sanções em cerca de duas semanas, após medidas semelhantes envolvendo também o petróleo russo.

Barris de petróleo para exportação. Foto: reprodução

De acordo com Bessent, a liberação deve colocar cerca de 140 milhões de barris no mercado internacional, ampliando a oferta e reduzindo pressões nos preços. “Ao desbloquear temporariamente esse suprimento existente para o mundo, os Estados Unidos […] ajudam a aliviar as pressões temporárias sobre o suprimento”, afirmou.

O secretário destacou ainda o caráter estratégico da decisão. “Em essência, estaremos usando os barris iranianos contra Teerã para manter o preço baixo enquanto continuamos a operação Fúria Épica”, disse.

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Donald Trump diz que está considerando encerrar guerra contra o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país está “muito perto de atingir seus objetivos” no conflito contra o Irã e que avalia reduzir gradualmente as operações militares na região. Segundo Trump, os Estados Unidos não dependem do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, e por isso […]
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Trump ameaça transformar Venezuela no 51º estado dos EUA; entenda

Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: Kevin Lamarque/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a insinuar, em publicações nas redes sociais, que a Venezuela poderia se tornar um estado estadunidense. As declarações ocorreram enquanto ele comentava o desempenho da seleção venezuelana no Mundial de Beisebol, que terminou com vitória sobre os Estados Unidos na final.

A primeira menção foi feita após a vitória da Venezuela sobre a Itália nas semifinais. “Uau! A Venezuela derrotou a Itália hoje à noite por 4 a 2 na semifinal do WBC. Eles estão parecendo muito fortes. Coisas boas estão acontecendo com a Venezuela ultimamente! Fico me perguntando do que se trata essa magia. Estado nº 51, alguém?”, escreveu. Após o título, Trump voltou à rede Truth Social e publicou apenas: “status de estado”.

As declarações ocorrem dois meses após a invasão dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou no sequestro do então presidente Nicolás Maduro. Desde então, o país, atualmente sob liderança interina de Delcy Rodríguez, enfrenta pressão constante do governo Trump, ampliando as tensões na região.

Publicação de Trump após título venezuelano. Foto: reprodução

A Venezuela, no entanto, não é o único território mencionado por Trump em seus planos expansionistas. O presidente também voltou a defender a anexação da Groenlândia, destacando a importância estratégica da ilha para a segurança nacional e para o chamado “Domo de Ouro”.

“Os Estados Unidos precisam da Groenlândia para fins de segurança nacional. Ela é vital para o Domo de Ouro que estamos construindo. A Otan deveria liderar o processo para que a conquistemos. Se não o fizermos, a Rússia ou a China o farão, e isso não vai acontecer!”, afirmou.

As declarações geraram reação imediata da Dinamarca e de aliados da Otan, que reforçaram a presença militar na região. “Como membros da Otan, estamos empenhados em fortalecer a segurança do Ártico como um interesse transatlântico comum”, diz o comunicado.

Apesar da pressão, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que o território pode discutir parcerias, mas rejeita abrir mão da soberania.

Imagem de IA usada por Trump para ameaçar anexação da Groenlândia. Foto: reprodução

Trump também voltou a sugerir a anexação do Canadá, inclusive com publicações que indicavam a possibilidade de o país se tornar o “estado número 51”. Segundo ele, a medida traria benefícios econômicos e de segurança.

“Eu disse ao Canadá, que deseja com todas as suas forças fazer parte de nosso fabuloso sistema Domo de Ouro, que custará US$ 61 bilhões se continuar sendo uma nação separada, mas desigual”, declarou. “Mas não vai custar nada se eles se tornarem nosso querido estado de número 51. Estão considerando a oferta!”.

A proposta foi rejeitada pelo primeiro-ministro canadense, Mark Carney. “O Canadá nunca esteve à venda”, afirmou. Em resposta anterior, o governo canadense já havia dito: “Só se o inferno congelar que o Canadá vai se tornar parte dos Estados Unidos. Os trabalhadores e as comunidades dos dois países se beneficiam do fato de serem os maiores parceiros comerciais e de segurança um do outro”.

Outro alvo das declarações recentes de Trump foi Cuba. O presidente afirmou que seria uma “honra” “tomar Cuba”, em meio à crise energética enfrentada pela ilha. O governo cubano confirmou que iniciou negociações com os Estados Unidos. “Essas negociações visam encontrar soluções, por meio do diálogo, para as diferenças bilaterais entre nações”, disse o presidente Miguel Díaz-Canel.

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Trump diz que acha que terá a ‘honra’ de assumir o controle de Cuba

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (16), na Casa Branca, que acredita poder “ter a honra” de assumir o controle de Cuba. “Tenho convicção de que, de alguma forma, terei a honra de assumir Cuba”, disse o presidente. A declaração foi feita a jornalistas no Salão Oval. Trump já havia mencionado, […]
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Aliados rejeitam apelo de Trump para patrulhar Estreito de Ormuz

trump, Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece estar colocando em prática em escala global o mesmo padrão marginal dos milicianos cariocas.
Por Rodrigo Durão Coelho – Brasil de Fato Aliados dos Estados Unidos na Otan rejeitaram, nesta segunda-feira (16), apelo feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que a aliança militar do Ocidente ajude a reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado pela guerra no Oriente Médio. O porta-voz do governo alemão, Stefan Kornelius, disse que […]
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Juiz bloqueia investigação contra presidente do Fed enquanto Trump volta a pressionar por corte imediato de juros

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A relação entre o governo dos Estados Unidos e o Federal Reserve (Fed) voltou ao centro do debate político e econômico após duas decisões recentes envolvendo o presidente da instituição, Jerome Powell, e o presidente americano, Donald Trump. Na última sexta-feira (13), o juiz federal James Boasberg decidiu bloquear intimações emitidas em uma investigação criminal […]
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Os países que negaram apoio a Trump no estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Samuel Corum/EFE

O apelo de Donald Trump para que países enviem navios de guerra para escoltar petroleiros no estreito de Ormuz não teve sucesso, com várias nações, incluindo o Reino Unido, Alemanha, Itália, Grécia e Austrália, rejeitando a ideia. Japão e Coreia do Sul, por sua vez, ainda avaliam a possibilidade de enviar apoio.

A região, onde circula cerca de um quinto da produção mundial de petróleo, está sob controle do Irã, que tem usado o estreito como ponto estratégico de pressão. Trump, inicialmente, fez um apelo público, citando países como China, França, Japão e Coreia do Sul, reclamando de riscos econômicos e geopolíticos.

No entanto, a reação internacional foi fria, com vários governos resistindo ao envolvimento militar. A falta de apoio dos aliados, especialmente na Europa, fez Trump mudar sua abordagem e adotar um tom mais ameaçador, sugerindo que a ausência de apoio poderia prejudicar o futuro da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Trump também se voltou para a China, tentando envolver o gigante asiático na questão do estreito de Ormuz. Na sexta (13), os EUA atacaram a ilha de Kharg, um centro de produção petrolífera iraniano, mas deixaram intocados os terminais de embarque. O presidente dos EUA, em uma entrevista, também sugeriu que poderia adiar sua visita a Xi Jinping, aumentando a pressão sobre os chineses.

Estreito de Ormuz. Foto: Canva/UOL

O Irã continua a sua política de ações militares no Oriente Médio. No domingo (15), o país permitiu a passagem de um petroleiro paquistanês sem incidentes, apontando que o estreito de Ormuz permanece acessível para alguns, mas não para os aliados dos EUA.

O país também intensificou sua pressão com novos ataques à infraestrutura petrolífera, incluindo um ataque ao terminal de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. A ofensiva afetou o único oleoduto dos Emirados, que dribla o estreito, levando a suspensão de embarques de navios.

A situação também se agravou com um ataque de drone iraniano ao aeroporto de Dubai, um dos mais movimentados do mundo, que explodiu um tanque de combustível próximo ao terminal. O local foi fechado temporariamente.

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“Estamos vendo o começo do fim do regime israelense”, avalia intelectual iraniano

Nuvem de fumaça após ataque ao Irã. Foto: Reprodução

Editado por: Rodrigo Gomes

Nunca antes na história, um país conseguiu causar tantos danos a bases estadunidenses pelo mundo, nem causar tanta destruição no território que Israel ocupa ilegalmente na Palestina, quanto o Irã nos últimos 13 dias. Segundo o apresentador e ex-membro do parlamento britânico, George Galloway, algumas de suas fontes anônimas em Tel Aviv têm reportado que partes da cidade agora se assemelham a Gaza, cruelmente bombardeada pelo regime sionista.

Prestes a completar duas semanas de resistência, o Irã parece estar dando as cartas na guerra neste momento, e pode ditar os termos do fim do conflito. Nos últimos dias, segundo alguns meios ocidentais, o governo iraniano teria sido procurado duas vezes pelo enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, para sondagens a respeito de possíveis negociações. Teerã teria recusado o diálogo.

Após ser duas vezes traído em meio a negociações com os EUA — em junho de 2025 e março de 2026 — o governo do Irã não vê sentido em negociar agora. Ali Larijani, presidente do Conselho Supremo de Segurança do Irã, respondendo a um post de Donald Trump, que afirmava que os EUA deveriam ganhar a guerra em breve, afirmou que “começar uma guerra é fácil, mas seu fim não se consegue com alguns tuítes. Não os deixaremos em paz até que aceitem seu erro e paguem por ele”.

Autoridades persas têm afirmado que mal começaram a empregar seus mísseis mais sofisticados, enquanto as defesas estadunidenses e israelenses já começam a dar sinais de esgotamento. Também segundo meios ocidentais, os alarmes antimísseis em Tel Aviv, por exemplo, têm soado somente segundos antes de mísseis atingirem a capital do país, em vez dos 10 minutos tradicionais.

Enquanto isso, o recém eleito líder supremo, aiatolá Mojtaba Khamenei, fez seu primeiro pronunciamento oficial ao povo iraniano e deixou clara a intenção do governo revolucionário islâmico: “de qualquer forma, obteremos reparações do inimigo. Se ele se recusar, tomaremos de seus bens o montante que considerarmos adequado; e se isso também não for possível, destruiremos seus bens na mesma proporção”.

O aiatolá também fez um alerta aos países árabes da região, clamando para que fechem as bases estadunidenses de seus territórios, ou elas continuarão a ser atacadas. A essa altura, apesar dos inúmeros bombardeios sofridos em seu território e de mais de 1.200 pessoas assassinadas, impressiona a autoconfiança das lideranças iranianas, levando a crer que possuem total controle sobre a situação e têm clareza de sua estratégia.

O mesmo não pode ser dito das lideranças em Washington, que têm emitido mensagens contraditórias nos últimos dias, ao mesmo tempo em que vazamentos na mídia estadunidense dão notícia de inúmeras mudanças de sua estratégia desde o começo da guerra.

O Brasil de Fato conversou com um dos intelectuais iranianos mais conhecidos fora de seu país, Mohammad Marandi, professor de literatura e especialista em geopolítica, da Universidade de Teerã. Ele foi um dos consultores do governo iraniano nas negociações do JCPOA (2015-2018), que tentavam regular o programa nuclear iraniano em troca do alívio das sanções contra o país da Ásia Ocidental. Marandi acredita que “o sucesso impressionante do Irã nas últimas semanas é uma grande vitória para a humanidade. E é uma ótima notícia para a maioria global, porque lhes dará poder diante do império. Isso criará uma maior autoconfiança entre as nações”.

Confira abaixo a entrevista completa:

Brasil de Fato: No segundo dia da guerra, o líder supremo aiatolá Ali Khamenei foi assassinado em um bombardeio ao complexo onde vivia e trabalhava. Autoridades iranianas afirmaram que Khamenei se recusou a esconder-se em um abrigo, insistindo em permanecer nas mesmas condições que o resto da população. O que explica essa atitude por parte do líder de uma nação em guerra? Quais são as consequências dessa perda para a revolução islâmica?

Mohammad Marandi: O aiatolá Khamenei foi assassinado logo no início deste ataque ilegal. Ele estava em seu escritório, trabalhando, e seu escritório fica bem ao lado de sua residência. Ele se recusou a sair porque disse às pessoas que muitos iranianos, devido às sanções, estão passando por dificuldades e não têm para onde ir. Enquanto eles não tiverem para onde ir, eu não vou embora. Ele acreditava que seu escritório e sua residência eram alvos principais. Que, se a guerra recomeçasse, esse seria o primeiro lugar que eles atacariam.

Mas ele se recusou a ir e sua família se recusou a deixá-lo. E assim, seu heroísmo ressoa por todo o Irã. Ele sempre foi uma figura muito popular. Era um guerreiro da justiça social. Apoiava movimentos anti-imperialistas em todo o mundo e, claro, na Palestina. Ele era altamente educado, muito culto, profundamente conhecedor de literatura e fluente em quatro idiomas. Mas esse sacrifício que fez teve um enorme impacto na sociedade iraniana e fortaleceu a resistência e a resiliência do povo iraniano. Uniu-os ainda mais do que antes.

Trump foi eleito com a promessa de “chega de guerras” — uma das plataformas do Maga (sigla em inglês de Faça a América Grande Novamente — e pesquisas de opinião pública nos EUA mostram que menos de 30% da população apoia a guerra contra o Irã. Há alguns dias, Tucker Carlson, um dos líderes do Maga e apoiador de Trump, disse que os ataques dos EUA e de Israel são “malignos e repugnantes”. Por outro lado, esta guerra está fazendo com que os preços da energia (petróleo e gás natural) disparem, o que deve aumentar a inflação nos EUA (e em grande parte do mundo) e o custo de vida da população. A popularidade de Trump já é muito baixa, e este contexto aumenta suas chances de derrota nas eleições de meio de mandato em novembro. Ele mesmo afirmou recentemente que, se perder o controle das duas Casas, poderá enfrentar um impeachment. Diante de riscos políticos tão grandes, o que explica a decisão da Casa Branca de provocar essa guerra? Como você interpreta o discurso de Trump na última segunda (9), afirmando que a missão de sua guerra está quase concluída?

Acho que a razão pela qual ele disse que a missão está quase concluída e que eles venceram a guerra, apesar do fato de que, obviamente, eles estão perdendo, os Estados Unidos estão perdendo feio nesta guerra, é porque ele está buscando uma saída. Mas o Irã não lhe dará uma saída tão facilmente. Há condições que terão que ser cumpridas. Trump assumiu, como você corretamente apontou, com uma plataforma declarando que não haveria mais guerras. Mas ele está profundamente sob a influência dos sionistas.

Agora, seja porque eles estão fazendo chantagem e têm fotos ou filmagens dele nos arquivos de Epstein, ou seja, porque ele está cercado por sionistas — seu genro é sionista, seus amigos mais próximos são sionistas, sua equipe é toda sionista — eles colocam Israel em primeiro lugar, não os Estados Unidos. Ou pode ser uma combinação de todas essas coisas. Que eles têm informações comprometedoras sobre ele, mas também que ele está cercado por essas pessoas.

Mas, de qualquer forma, a razão pela qual a guerra aconteceu, é porque é do interesse do sionismo. É do interesse da classe Epstein, não do interesse do povo americano. É contra os interesses do povo americano. É contra os interesses do mundo. O mundo está pagando um preço agora, um preço econômico, porque os sionistas querem a guerra.

Presidente dos EUA, Donald Trump — Foto: REUTERS/Nathan Howard

Nas semanas que antecederam a guerra, vários analistas políticos e militares afirmaram que a China havia enviado equipamentos sofisticados de inteligência – como o navio Oceano Um e radares capazes de detectar aeronaves furtivas. Também há rumores de que a Rússia está fazendo algo semelhante. Pequim e Moscou emitiram declarações apoiando a soberania iraniana e criticando duramente os ataques criminosos dos EUA e de Israel. Ao mesmo tempo, a China recomendou cautela na contraofensiva do Irã em países da região, por exemplo, ataques a refinarias e fábricas de petróleo e gás na Arábia Saudita e no Catar. Há também rumores de que a Rússia está se oferecendo para mediar as negociações entre Teerã e seus vizinhos, e Putin conversou por telefone com Trump na segunda (9). Você concorda com essas análises? Como você avalia os possíveis desdobramentos nas relações do Irã com dois de seus parceiros mais estratégicos?

As capacidades do Irã são principalmente autóctones. Os mísseis, os drones, as bases subterrâneas, as fábricas subterrâneas que produzem mais mísseis e drones. A tecnologia autóctone está por trás de tudo isso. Tecnologia de ponta. É um sinal do brilhantismo iraniano que tenhamos criado uma capacidade militar tão eficaz contra a superpotência mundial e a coalizão que trabalha para ela. Porque todo o Ocidente está apoiando o regime genocida sionista e o regime de Trump nesta guerra.

E o mesmo vale para os representantes regionais, as ditaduras familiares árabes no Golfo Pérsico, Erdogan na Turquia, todos eles estão no campo americano. Então, acho que é bastante impressionante que o Irã tenha tanto sucesso. É extraordinário. Mas a relação do Irã com a Rússia e a China é muito boa. Eles se aproximaram ao longo dos anos. Após a Guerra dos 12 Dias, eles se aproximaram ainda mais. E, obviamente, a Rússia, a China e o Irã, nenhum de nós quer que a economia global entre em colapso.

Por isso, procuram uma saída para esta crise. O Irã nunca deixou de se preocupar. O Irã não quer esta guerra. O Irã quer que todos possam continuar com os seus negócios e quer poder continuar com os seus próprios negócios. Mas, para que isso aconteça, certas condições têm de ser cumpridas. Tem que haver reparação para todos os assassinatos e a destruição.

Os direitos e a soberania do Irã têm que ser reconhecidos. Tem de haver garantias reais de que os Estados Unidos nunca possam fazer isso de novo. Caso contrário, um cessar-fogo agora significaria, basicamente, que os americanos nos atacariam novamente, em alguns meses. Assim como vimos há oito, nove meses.

Apesar do enorme poder das forças armadas dos EUA e de Israel, muitos analistas militares afirmam que a indústria bélica dos EUA tem, atualmente, uma capacidade relativamente baixa para reabastecer seus estoques de armas a fim de enfrentar seus desafios. Por outro lado, analistas também afirmaram que, nestes primeiros dias de guerra, o Irã tem usado principalmente seus estoques de drones e mísseis antigos para desgastar as defesas do inimigo, e que está começando a usar seus mísseis mais sofisticados a partir de agora. Você concorda com essa análise? O que podemos esperar da resistência iraniana nos próximos dias?

Sim, essa análise está correta. Os iranianos têm usado primeiro todos os seus estoques antigos. E mesmo essas armas antigas têm causado danos devastadores. Elas não apenas esgotaram grande parte das defesas aéreas americanas e israelenses, mas muitas delas também conseguiram passar. E assim, gradualmente, os iranianos também estão usando tecnologias mais novas.

Eles ainda estão usando os mísseis e drones mais antigos, mas também os estão combinando com tecnologias mais novas. Mas as tecnologias mais recentes ainda não estão sendo usadas. Portanto, o Irã tem capacidade para continuar esta guerra até as eleições de meio termo nos EUA [novembro] e para além delas. Isto chocou os americanos. E o que também é importante é a fraqueza dos serviços secretos americanos e israelitas. Porque estimavam que os mísseis do Irã eram limitados. Mas agora vemos que o Irã está disparando drones e mísseis sem parar. Portanto, o Mossad e a CIA obviamente subestimaram muito.

Desde o fim da Guerra Fria (1991), os EUA se envolveram em inúmeras guerras, mas sempre com adversários militares muito mais fracos, como o Iraque (1991), a antiga Iugoslávia (1999), o Iraque (2003), o Afeganistão (2003), a Líbia (2010), a Síria (desde 2014), entre outros. O Irã parece ser o primeiro adversário capaz de responder adequadamente aos ataques dos EUA – e de Israel, simultaneamente. Independentemente do resultado final desta guerra, o Irã já alcançou feitos históricos, como atacar e praticamente destruir quase 20 bases americanas no oeste da Ásia , incluindo radares sofisticados – que custaram muitos bilhões de dólares – e infligir danos sem precedentes a Israel. Na sua opinião, quais são as possíveis consequências históricas de tais feitos iranianos? O Irã pretende expulsar os EUA da região para sempre?

Sim, o Irã quer garantir que, no futuro, os Estados Unidos não possam mais impor sua hegemonia sobre esta região e que se comportem como um país normal. O sucesso impressionante do Irã nas últimas semanas é uma grande vitória para a humanidade. E é uma ótima notícia para a maioria global, porque lhes dará poder diante do império. Isso criará uma maior autoconfiança entre as nações.

A resiliência do Irã, a resiliência do povo iraniano é única. E eles foram capazes de fazer o que todos pensavam ser impossível. Todos pensavam que o Irã entraria em colapso. Nós nunca pensamos isso. Mas fora do Irã, todos pensavam que isso seria moleza para os Estados Unidos. Portanto, o Irã está prestando um grande serviço à humanidade e esperamos que o mundo seja capaz de se libertar do jugo desse império maligno.

Durante décadas, o Irã vem implementando um plano estratégico — baseado no conceito de “economia de resistência” — para alcançar excelência tecnológica em certos setores, como energia nuclear, nanotecnologia, IA, medicina, aeroespacial e mísseis. Para começar, o país garantiu a massificação do ensino superior, que saltou de 175 mil estudantes, em 1979 (ano da revolução), para 4,8 milhões, em 2015. O Irã também se destaca hoje como um dos países que mais forma engenheiros no mundo (variando entre o 5º e o 7º lugar, dependendo do ano). É essa estratégia — que, aliás, se assemelha ao modelo chinês — que explica a resiliência do Irã nesta guerra, bem como sua capacidade de desferir um golpe contra a presença neocolonial dos EUA na região? Como essa estratégia foi debatida e desenvolvida no país? Qual foi o papel do líder supremo Ali Khamenei nessa estratégia?

O aiatolá Khamenei foi a figura-chave que promoveu a economia de resistência. Na verdade, essa expressão foi algo que ele começou a usar publicamente. E houve muita resistência em diferentes administrações a esse conceito. Se tivessem dado ouvidos a ele, estaríamos em uma posição ainda melhor hoje.

Mas os iranianos optaram por desenvolver suas próprias capacidades, sejam elas civis ou militares, escolheram um caminho independente na política externa, escolheram um caminho de independência na agricultura, na indústria e nos campos de alta tecnologia.

E, claro, tudo isso aconteceu sob sanções de pressão máxima, múltiplas guerras e terrorismo. Vimos há apenas alguns meses como a Mossad nos Estados Unidos matou centenas de policiais e voluntários nas ruas de diferentes cidades, criou um caos em massa e destruiu tantos serviços públicos.

Eles estão constantemente tentando minar o país, criar destruição. Vimos a guerra que eles travaram há oito, nove meses. Há 47 anos, eles vêm tentando minar o Irã. No entanto, sob essas sanções de pressão máxima, sob a guerra e apesar das guerras, do terrorismo e da propaganda anti-iraniana que espalham pelo mundo através de sua poderosa mídia, o Irã sobreviveu e prosperou e hoje está humilhando os Estados Unidos no campo de batalha.

De acordo com vários meios de comunicação ocidentais e regionais, Israel impôs um regime de censura rigoroso às imagens dos danos causados pelos ataques iranianos em Tel Aviv e outras cidades israelenses, tanto para canais de televisão como para vídeos de telemóveis gravados por cidadãos comuns. Por outro lado, há rumores nas redes sociais de um elevado número de vítimas em Israel e nos EUA, incluindo militares, agentes de inteligência (CIA e Mossad) e civis. Que dados públicos o governo iraniano tem sobre as baixas inimigas neste momento? Apesar da censura, imagens recentes de um ataque sem precedentes a Tel Aviv circularam pelo mundo. Há rumores de que o irmão de Netanyahu teria morrido e que o ex-ministro e líder de extrema direita Ben-Gvir estaria gravemente ferido. O governo iraniano confirma essas informações?

O que se pode dizer é que a devastação em toda a Palestina ocupada é enorme. E o próprio fato de haver uma censura sem precedentes e de o Ocidente concordar com ela mostra que as coisas estão muito ruins. Mas também mostra que a liberdade de informação é um absurdo no Ocidente. Eles só querem liberdade de informação quando isso serve aos seus interesses.

Mas quando isso vai contra seus interesses, não só o regime israelense pode impor censura, ou censura total, como todo o Ocidente vai cooperar com ele. Portanto, acho que isso expõe ainda mais a natureza da mídia ocidental, dos governos ocidentais e das instituições ocidentais. Mas o dano causado ao regime israelense é irreversível. No futuro, ninguém vai investir em Israel porque sabem que ele sempre será vulnerável.

Acredito que estamos vendo o começo do fim do regime israelense. O mundo o odeia por causa do genocídio em Gaza, dos ataques genocidas no Líbano e das guerras intermináveis. Mas o regime também se mostrou vulnerável, extremamente vulnerável.

E o mesmo se aplica a todos os representantes americanos no Golfo Pérsico, os sauditas, os emirados, os kuwaitianos, os bahreinitas, o governo de Omã, todos eles basicamente se permitiram ser ferramentas dos Estados Unidos. Permitiram que as bases americanas fossem usadas contra o Irã. E, no futuro, nunca mais terão o status que tinham há duas semanas, antes da guerra.

A Assembleia de Especialistas anunciou esta semana (8) a eleição do novo líder supremo do Irã, o filho do aiatolá Ali Khamenei. Como é escolhida a Assembleia de Especialistas? Quais foram os critérios para a eleição do novo líder, o aiatolá Mujtaba Khamenei? Quais são as características pessoais e políticas que se destacam no novo líder? O que esperar de sua liderança?

Os membros da Assembleia de Peritos são todos juristas de alto nível. E são eleitos a cada oito anos. E decidem quem se torna líder. Podem escolher o líder e podem destituí-lo, de acordo com a Constituição. Esse é o seu papel. E supervisionam o que o líder faz. Escolheram o aiatolá Mujtab al-Khamenei, que é um académico de alto nível em seminários. É um jurista. Ensina investigadores e estudantes de alto nível há 20 anos.

Mas ele também esteve no gabinete do líder todos esses anos. Portanto, ele é altamente educado, é um acadêmico sênior, mas também está muito familiarizado com o que acontece na política externa iraniana, assuntos militares, economia e assim por diante. Ele sempre teve muito cuidado para que nenhum de seus filhos tivesse negócios. Não que ele fosse contra o setor privado, mas ele se opunha a que qualquer membro de sua família imediata tivesse qualquer envolvimento com o setor privado.

Portanto, todos os seus filhos, filhas, noras e genros, são todos acadêmicos ou professores. O aiatolá Mojtaba Khamenei também tem um estilo de vida muito simples, como seu pai. E ele está muito familiarizado com o funcionamento do Estado. Acredito que ele é um defensor, como seu pai, dos oprimidos. É por isso que o Irã tem ajudado países como Cuba, Venezuela e Nicarágua sob sanções, ou a resistência no sul da África e, claro, o povo da Palestina e outros povos oprimidos pelo império.

Portanto, em relação à política externa do Irã, em geral, estou confiante de que veremos continuidade na nossa visão de mundo política. Além disso, o aiatolá Mojtaba Khamenei, o novo líder, nunca foi uma figura pública. Ele nunca apareceu na TV. Ele nunca foi visto na TV. Nem nenhum dos filhos do aiatolá Khamenei. Então, ele era apenas um estudioso. Ele era um estudioso, mas também trabalhava e ajudava seu pai em seu escritório.

Publicado originalmente no Brasil de Fato

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Crítico de Israel, Tucker Carlson diz que CIA o espionou e prepara ação contra ele

Tucker Carlson e Donald Trump

O comentarista conservador Tucker Carlson, apoiador histórico de Donald Trump, afirmou que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos pode estar preparando um processo criminal contra ele após suas críticas à guerra contra o Irã. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais no sábado (15).

Segundo Carlson, a CIA estaria elaborando um encaminhamento criminal para o Departamento de Justiça com base em um suposto crime relacionado a contatos que ele teria mantido com pessoas no Irã antes do início do conflito.

O ex-apresentador da Fox News disse que investigadores teriam analisado suas mensagens de texto e que a possível acusação envolveria a lei que regula a atuação de agentes estrangeiros.

Ele afirmou que a investigação poderia estar ligada à Lei de Registro de Agentes Estrangeiros (Foreign Agents Registration Act), que exige que pessoas que atuam politicamente em nome de interesses estrangeiros registrem oficialmente suas atividades junto ao governo americano.

Carlson, no entanto, não apresentou provas de que exista de fato uma investigação em andamento. O Departamento de Justiça e a CIA foram procurados por veículos de imprensa, mas não comentaram o caso.

O comentarista disse não acreditar que o caso avance. Ele não atua como agente de nenhum governo estrangeiro e nunca recebeu dinheiro de autoridades de outros países. Carlson afirmou que seu trabalho envolve conversar com diferentes fontes ao redor do mundo para entender acontecimentos internacionais e que não pretende deixar de fazer isso.

As declarações ocorrem após uma série de críticas feitas por Carlson à ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Irã. Em entrevista recente, ele classificou a guerra como “absolutamente repugnante e maligna”, posição que gerou reação direta do presidente Donald Trump. É também crítico contumaz de Israel e do lobby sionista nos Estados Unidos.

Apenas uma semana após o presidente Trump ter expulsado Tucker Carlson do movimento MAGA, Carlson fez um vídeo dizendo que será processado criminalmente pela CIA sob a acusação de ser um agente estrangeiro trabalhando para o Irã. pic.twitter.com/rfbIJc3eqY

— Hoje no Mundo Militar (@hoje_no) March 15, 2026

Em entrevista ao jornalista Jonathan Karl, Trump afirmou que Carlson “perdeu o rumo” e disse que o comentarista não representa o movimento MAGA. O presidente declarou que o slogan “América Em Primeiro Lugar” não se aplica ao apresentador e afirmou que ele não teria compreensão suficiente sobre a estratégia do governo.

De acordo com o New York Times, Carlson havia manifestado oposição ao conflito em reuniões realizadas na Casa Branca nas semanas anteriores ao início da operação militar, lançada em 28 de fevereiro. Esteve três vezes com Trump, tentando demovê-lo da ideia de atacar o Irã.

Carlson também havia criticado ataques anteriores contra o Irã, realizados em 2025, quando o governo americano anunciou a destruição de instalações nucleares iranianas.

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Assessor de Trump veio sondar intervenção e Forças Armadas sabem disso, diz especialista militar

Darren Beattie e Donald Trump

O historiador e professor titular da UFRJ, Francisco Carlos Teixeira, o Chico Teixeira, comentou em entrevista ao DCMTV que militares brasileiros têm discutido nos bastidores a possibilidade de uma intervenção dos Estados Unidos no Brasil.

Segundo ele, esse seria hoje o principal tema de preocupação dentro das Forças Armadas, mais relevante do que a narrativa divulgada por parte da imprensa sobre pressões relacionadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. A visita barrada do emissário extremista do governo Trump, Darren Beattie, é muito mais que provocação, diz ele. Beattie é conselheiro sênior para políticas sobre o Brasil do Departamento de Estado.

Na conversa, Teixeira criticou a alegação de Merval Pereira na GloboNews, segundo o qual Lula estaria sendo alertado por militares sobre a crise no Supremo Tribunal Federal, e afirmou que a tese de que militares estariam tentando salvar patentes de oficiais condenados não representa o centro do debate dentro da caserna. Ele também falou do Irã e das disputas envolvendo Estados Unidos, China e a política externa brasileira.

O comando militar e a possibilidade de golpe

Eu acho que aí tem pontos para a gente tentar esclarecer. Foi o Merval que trouxe a questão de que os militares estariam aproveitando a situação de relativo enfraquecimento, de crise, no STF, em decorrência do caso Master, para pressionar e salvar patentes daqueles condenados pela tentativa frustrada de golpe do Estado. Então, tudo partiu do Merval. A Andréia Sadi pegou carona e requentou a notícia. Daí, decorrem duas coisas. Primeiro, estão ocorrendo consultas entre a Presidência da República e os militares nesse momento? Houve, de fato, reuniões? Sim, tem havido reuniões, tem havido contatos, tem havido um certo cuidado e pressão. O tema é salvar os militares condenados? Não.

As reuniões e as conversas que têm tido tem sido fundamentalmente, não exclusivamente, sobre outra coisa que está gerando uma situação de apreensão e desconforto muito grande nas Forças Armadas, que é a hipótese cada vez mais concreta de uma intervenção americana. Essa é a questão. A questão do STF entrou subsidiariamente na conversa. Quais são os sinais de uma possível intervenção americana aí? Em primeiro lugar, o relatório feito pela Segurança Nacional americana para a Presidência da República apontando a presença de uma grande empresa chinesa minerando terras raras na Bahia. Em segundo lugar, a presença de uma pretensa base militar chinesa na Paraíba. Em terceiro lugar, a questão de declaração do PCC e do CV como organizações terroristas internacionais que colocam em risco a segurança dos Estados Unidos. E, portanto, os Estados Unidos teriam todo o direito de agir sem inclusive nenhuma consulta com as autoridades brasileiras.

Em quarto lugar, a chegada das tropas americanas no Paraguai, inclusive na fronteira, cuidando da questão do narcotráfico. E, por fim, um quinto ponto, um relatório que circula requentado também, muito requentado, na Polícia Federal, apontando a presença de terroristas islâmicos em Foz do Iguaçu. Esse relatório que, vira e volta, ele é retirado e ele foi encomendado claramente pelas autoridades de Israel, do Mossad, à Polícia Federal. Eles têm um monte de convênios e um monte de atos de cooperação, inclusive de treinamento e inteligência. E o Mossad não se conforma da existência dessas 40 mil pessoas de origem palestina existentes na Foz do Iguaçu, alguns deles na lista de procurados por Israel.

Como o governo brasileiro avisou a Israel que não aceitam no território brasileiro o programa de assassinatos de lideranças, que Israel continua colocando em prática, o Brasil avisou que isso não pode ocorrer aqui, então eles devolveram a bola fazendo um relatório a partir de uma comissão composta pela Argentina, Paraguai, Brasil e Estados Unidos. Os Estados Unidos pediram para participar dessa comissão de segurança na fronteira brasileira lá em Foz do Iguaçu. E aí eles responderam dizendo que existe atividade nítida do Hezbollah no Brasil. E isso coloca em risco empresas, pessoas, cidadãos dos Estados Unidos tanto no Brasil quanto no Paraguai e na Argentina.

Também o Milei colocou na gaveta aqueles atentados terroristas feitos contra a AMIA, a Associação Mutualista Israel e Argentina, e contra a Embaixada de Israel em Buenos Aires, acusando o Irã e o Hezbollah de serem os autores e de terem guarida em Foz do Iguaçu. Isso é uma mentira feita pelos grupos de inteligência da Argentina, que são profundamente antissemitas. Os atentados foram feitos por grupos nazistas que se reproduzem na polícia e na segurança argentina. Como o negócio ficou muito quente, eles acusaram o Irã de ser autor desses atentados. O que a gente vê aqui é que a gente está numa situação muito tensa de relações internacionais, onde ficou muito claro que Trump já quer encerrar a guerra no Irã, porque não saiu como ele esperava, e ele quer fazer novamente uma outra guerra onde ele possa aparecer como campeão invicto, e isso seria Cuba.

Mas um grande problema para uma invasão de Cuba, ou uma operação cirúrgica em Cuba, é qual a situação do Brasil. Eles conseguiram o José Antonio Kast, no Chile, o presidente do Paraguai, o Pena, o presidente Milei da Argentina e o Fernandes da Bolívia. Então eles precisam que o Brasil abandone Cuba. Estão fazendo uma pressão imensa sobre o Brasil para que o Brasil aceite a mudança de regime em Cuba, coisa que não é aceitável para nós. Não aceitando, eles desenvolveram então a possibilidade de uma intervenção direta no Brasil. É esse o quadro, essa a grande preocupação. O que foi falado sobre o STF foi de que a crise institucional desenvolvida pelo caso Master ajuda a mostrar para fora, para os americanos, que as instituições brasileiras estão em crise e que é preciso uma intervenção para evitar que o Brasil vire um esconderijo do terrorismo, seja criminoso, narcotraficante, narcoterrorismo, como eles dizem, seja do terrorismo do Hezbollah.

O representante de Trump no Brasil

Esse senhor Darren Beattie é um anticomunista notório, militante, uma das cabeças mais importantes do movimento ultraconservador americano e que não foi à toa que foi nomeado para esse cargo de subsecretário de Estado para a América do Sul, com ênfase em Brasil. Ele é um especialista em Brasil, ele conhece a história do PT, a história do Lula, e não foi à toa que ele foi nomeado para isso. E a primeira coisa que ele quis fazer foi uma visita a Bolsonaro na prisão, onde ele iria receber, evidentemente, o relatório das probabilidades, todas elas fantasiosas de derrubar o governo brasileiro num ano eleitoral.

Então é isso que está acontecendo. Essa proposta trazida pelo Merval é uma tentativa de colocar mais fogo na fogueira, colocar mais combustível aí para dizer que nós estamos paralisados. E vocês vejam que há mais de dez dias não tem nenhum assunto na Rede Globo, a não ser que as instituições estão paralisadas, o Supremo não funciona, a corrupção chegou ao cargo dos ministros, aquela coisa toda, para justificar, então, a intervenção que será uma intervenção militar no Brasil.

Celso Amorim avisou

Há dez dias, o conselheiro de política externa do Brasil, o embaixador Celso Amorim, fez uma declaração numa aula magna na UFRJ, de que a situação era muito perigosa. A imprensa acabou dizendo: “Ah, Celso Amorim tá apavorado, tá não sei o quê”. O embaixador Celso Amorim é um homem extremamente experiente e frio e tranquilo. E, além de tudo, muito gentil também. Quando ele vem a público e diz que a situação é muito grave, é porque ela é. E quando Lula declara para um chefe de estado estrangeiro que foi humilhado pelo Trump, que é o Ramaphosa, da África do Sul, que precisamos de uma proteção coletiva, de uma defesa coletiva, ele não está falando da América Latina nem da América do Sul, ele tá falando do BRICS, no âmbito do BRICS, porque não tem sentido uma defesa comum na África do Sul fora do âmbito do BRICS. Então, nós estamos aqui perante uma escalada muito grande da política intervencionista norte-americana.

EUA querem Cuba, Venezuela, Paraguai e Brasil

Trump declarou que, na verdade, Cuba seria resolvida pelo [Secretário de estado] Marco Rubio, que é cubano e que faz coisas maravilhosas, segundo ele, e que Rubio poderia, inclusive, assumir o governo de Cuba. Esse momento que vivemos hoje não tem precedente. Eu acho que a gente, inclusive, tem que abandonar essa ideia de precedentes e de ressignificação. Têm pessoas falando em Doutrina Trump, tem gente falado em política de terceira bandeira, essa coisa toda. Não, isso é inteiramente novo, é uma etapa diferenciada, como diria a direita, o novo sempre vem e nem sempre é para melhor.

Nesse caso, estamos assistindo uma dinamitação completa da ordem mundial, uma total paralisia da ONU, a substituição da OEA, da ONU, do pan-americanismo, por outras políticas de intervenção direta nesse sentido. Não nos ajuda ficar falando de Doutrina Monroe. Só para você ter uma ideia, a Doutrina Monroe foi formulada em 1823, quando os potências reunidas anteriormente no Congresso de Viena, de 1815, se constituíram numa espécie de polícia internacional para acabar com os regimes independentistas da América Hispânica e da América Portuguesa, foi essa a visão. Além disso, os russos já estavam quase em Los Angeles, já estavam quase chegando em Los Angeles, eles tinham avançado por uma uma tripazinha que desce pelo litoral do Canadá e tinham chegado até Bodega Bay, nas imediações de Los Angeles.

Isso foi antes da guerra civil americana, antes da industrialização dos Estados Unidos, antes de se constituir, classicamente, a política imperialista das potências do capitalismo avançado. Então, comparar essas coisas não fecha nesse sentido. O que a gente vê aqui é o mais alto imperialismo, que é uma etapa muito superior do desenvolvimento capitalista, que não corresponde a 1820, não é isso que funciona nesse sentido.

O que a gente está vendo aqui é um mega, um ultra imperialismo novo, baseado no poder tecnológico das armas, e baseado nos interesses das grandes companhias de alta tecnologia, sejam elas espaciais, aeronáuticas, tecnológicas, cibernéticas, que estão agora formando o núcleo central desse capitalismo ultra desenvolvido, tecnologicamente, nesse sentido. Eu estou falando isso, agora, porque as coisas tendem a ir para trás, em vez de ir para a frente. As pessoas estão falando em Doutrina Donroe, como se fosse um corolário. Não, é outra coisa. Não existiu imperialismo como Lenin, como Rosa Luxemburgo definiram, em 1820. Aquilo era quase mercantilismo, era outra coisa. Agora não, a gente está vendo um ultra imperialismo com muito poder.

Os EUA são um império em decadência?

Eu diria uma coisa também, que talvez contrarie muito os nossos ouvintes. O Panamá expulsou todas as empresas chinesas que estavam lá. O México expulsou os chineses também. A Claudia Sheinbaum fica falando, fazendo aqueles discursos muito bons, mas ela tirou todas as montadoras chinesas que estavam no México. Ela fez o que o Trump pediu. Ela apanhou cidadãos mexicanos, os chefes dos cartéis, e entregou aos Estados Unidos, para serem julgados nos Estados Unidos. Então, tudo que o Trump está pedindo, ela está fazendo, porque ela sabe que a capacidade de intervenção é grande.

A exigência sobre a Groenlândia, tudo isso é uma etapa nova desse ultraimperialismo que a gente está vendo aí. E isso nos diz que aquilo que muitos de nós, à esquerda, falamos, que os Estados Unidos são uma potência em decadência, não é mais do que desejo da gente. Isso não é mapa de uma potência em decadência. Uma potência que pode gastar bilhões em uma semana para atacar o Irã, não é uma potência em decadência. Ah, se isso vai dar certo, é outra coisa. Ninguém adivinha na história. Nem o Trump. Se vai dar certo ou não é outra coisa. Mas a ideia de uma potência em decadência é extremamente perigosa para a gente hoje. Porque pode dar um conforto que é absolutamente irreal.

Quem está ganhado a guerra com o Irã?

Eu tenho a impressão de que a gente pode variar a tática, mas não muda a estratégia. Nós vemos que, na verdade, as críticas ao Trump são poucas, não são abundantes. Eu estava vendo a CNN americana,  e uma pesquisa diz que 81% da população de Israel apoia Netanyahu. E 67% da população americana apoia Trump no ataque ao Irã. Não é pouco. Pode ser que tenha pessoas que não apoiam a forma como ele age, a questão Epstein etc. Mas, na guerra do Irã, ele tem maioria. Na guerra do Irã, ele conseguiu construir o Irã como uma potência do mal, nesse sentido. A gente não está vendo, como vimos, por exemplo, na guerra de Iraque, com milhares de pessoas nas ruas, nos Estados Unidos, protestando contra a guerra.

Isso não está acontecendo. Aconteceu quando houve várias políticas, por exemplo, da expulsão de estrangeiros. Na questão do ICE, da expulsão de estrangeiros, ele recuou. Também tem uma coisa aí muito estranha, todo mundo montou nesse slogan, que é um slogan dos democratas americanos, do Partido Democrata, que é que o Trump sempre amarela. Onde que ele amarela? Onde está o Maduro? Onde está o Khamenei? Quer dizer, se eu sou dirigente em Cuba hoje, eu estou olhando o que aconteceu na Venezuela e no Irã, e não acreditando nos liberais americanos que dizem que o Trump sempre amarela.

Nenhuma potência reagirá

China e Índia, no passado, foram à guerra. Foi terrível para que a coisa não escalasse. Temos uma guerra em curso hoje entre Afeganistão e Paquistão que paralisa inteiramente a China. A Índia tinha desenvolvido todo um objetivo de transformar o Afeganistão talibã numa profundidade estratégica dela para enfrentar o Paquistão. Agora ela vai ser atropelada. E o Paquistão está bombardeando Cabul. A situação não é fácil. Também tem um outro errinho aí de análise, penso eu, que é a ideia de que no Alasca houve no encontro do Putin com o Trump uma redivisão do mundo.

O Trump ficaria com as Américas, o Putin ficaria com a Eurásia e a China ficaria com o Sul global e a África. Isso não aconteceu. Quer dizer, o Trump está agindo no Japão, está agindo na Índia, está agindo no Irã, está agindo na Venezuela, vai agir em Cuba. E o que a gente vê claramente é uma política global, ultraimperialista do Trump, no qual ele quer de qualquer maneira colocar em prática uma coisa que os neoconservadores americanos vinham falando desde Bush filho, que é quando os Estados Unidos olharem para trás, eles usam a expressão “no second place”, não há segundo lugar. A potência próxima deles estaria em terceiro, quarto ou quinto lugar. Não haveria mais.

A política deles agora é de que não tenha ninguém, nem aliado, nem inimigo. O segundo e terceiro lugar vão estar vagos. Quem vier vai vir lá atrás,  muito mal colocado. Para isso é preciso cercar a China. Quando você ataca Venezuela e Irã, você está assumindo a torneira energética da China. Quando você retira as companhias chinesas do canal do Panamá, você está fechando áreas geopolíticas para a China. Quando você quer ocupar a Groenlândia, você está tentando colocar a mão na passagem do norte e evitar que a China possa utilizar isso a seu contento. Na verdade, a gente vê claramente uma grande luta de grandes potências pela hegemonia mundial. Não pela hegemonia nas Américas, é a hegemonia mundial.

Trump e Lula

Os buracos no poderio militar americano

A indústria de transformação nos Estados Unidos envelheceu, claramente. Durante um longo tempo, se colocou as indústrias fora dos Estados Unidos, no México, em Taiwan, na Coreia do Sul, etc. Em algum momento, as cadeias foram até para dentro da China popular. A indústria de transformação envelheceu. Em compensação, a alta tecnologia, a pesquisa tecnológica foi muito à frente. Desde a internet, a gente só vê por causa da pesquisa tecnológica americana, a internet é uma invenção dos Estados Unidos. Foi Al Gore que transformou de sistema militar em sistema civil. Ordenou e possibilitou isso. Ela é muito avançada. Além disso, a política de tarifas econômicas agora colocada em prática, principalmente o aumento do preço do petróleo, favorecem os Estados Unidos. Os Estados Unidos arrecadaram milhões e milhões com as tarifas. A Suprema Corte derrubou. O que ele fez? Estabeleceu uma nova tarifa igual para todo mundo. Hoje tem uma tarifa para todo mundo, inclusive quem não conhece agora tem. Inclusive à revelia dos acordos que ele tinha feito antes. E isso gera dinheiro.

E os Estados Unidos também são o maior produtor de gás petróleo do mundo. Quando ele briga pelo petróleo no Irã ou na Venezuela, ele não briga pelo petróleo para ele consumir. Ele é autossuficiente no petróleo. Ele briga pelo petróleo por duas razões. Para as empresas americanas terem o monopólio da exploração, do refino e da distribuição e, portanto, ganharem dinheiro vendendo esse petróleo para os outros. E em segundo lugar, para dizer quem pode ter ou não ter petróleo. Em 1940, os Estados Unidos decretaram um bloqueio contra o Japão, não permitiu que o Japão comprasse mais petróleo, minérios, borracha e sucata. Parava a indústria japonesa.

Quando o Japão decide atacar os Estados Unidos, um ataque preventivo, segundo eles, claramente é porque já tinha. Quando você corta o petróleo, o aço, a sucata de um país altamente colonizado como já era o Japão, você está fazendo uma declaração de guerra. Isso é uma declaração de guerra. Não pode. Imagina, nós somos altamente dependentes do trigo. O Brasil não produz trigo que seja necessário para a população, para o consumo da população brasileira. Se os Estados Unidos chegam e dizem assim, olha, bloqueamos o trigo, vocês não podem mais comprar e trigo… Como eles fazem em Cuba, até com remédios. É um ato de guerra, é um ato de agressão. O que nós estamos vendo agora, claramente, é que os Estados Unidos têm interesse pelo petróleo para manter o monopólio das suas empresas e para utilizar isso como arma de guerra contra concorrentes.

Lula com Trump nos EUA

Está se discutindo muito a ida de Lula em abril aos Estados Unidos. Isso parece um erro, um erro, né? Quer dizer, nós não temos nenhum rascunho de declaração, de acordo, de pauta comum, de cinco ou seis ou sete pontos sobre a ordem mundial já acordados nos Estados Unidos, né? Lula iria para a Casa Branca com as mãos vazias, sem saber o que poderia acontecer naquele salão com Marco Rubio de um lado, [o secretário de Defesa] Pete Hegseth do outro e Trump no meio. Vou falar uma coisa que eu acho que a gente tem que entender, senão vão me chamar de elitista, né? As duas pessoas que foram humilhadas na Casa Branca pelo Trump foram Zelensky e Ramaphosa. Falam inglês fluentemente e podiam reagir na hora e dizer “não sei, não conheço, não acho” etc. O Lula não tem essa vantagem, ele precisa de intérpretes. Que precisam de tempo. E eles próprios não dão tempo de resposta, né? Ficaria o Lula tentando entender o que está sendo dito, esperando a tradução e já os jornais do mundo inteiro gravando e transmitindo o esporro que o Lula vai levar no ano eleitoral.

Imagina o que isso vai virar de cortes na campanha eleitoral… Então, é muito desaconselhável, profundamente desaconselhável, que o Lula vá agora em abril. É absolutamente desaconselhável sem existir um rascunho de declaração final, já pronto e comprometido que isso possa aparecer. Além de tudo, Viaro, tem uma outra coisa. A gente não sabe o que que vai acontecer no Irã. A situação no Irã está se complicando, né? Porque se esperava alguma coisa de perfil venezuelano e o Irã está mostrando força e resiliência nesse sentido. Não sabemos o que os americanos podem fazer. O Trump pode dizer assim: “Eu ganhei a guerra, pronto, acabou. E ir embora”. Mas ele pode piorar muito a situação lá. O que vai acontecer para a figura do Lula, a figura mundial do Lula, se o Lula está na Casa Branca quando acontecer um ataque ainda mais brutal ao Irã? Não teremos a ideia de que o Lula concordou. O Lula vai poder, dentro da Casa Branca, dizer que está acontecendo um novo genocídio no Irã? Não é aconselhável, enquanto essa guerra durar, sem um memorando previamente acordado entre as partes, que Lula faça essa viagem.

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Assessor de Trump mentiu e transformou visita em ato político, dizem aliados de Lula

Paulo Figueiredo, Darren Beattie e Eduardo Bolsonaro. Foto: Reprodução

O governo Lula avalia que o assessor do governo Donald Trump para assuntos ligados ao Brasil, Darren Beattie, não informou o verdadeiro objetivo da viagem ao país e transformou a visita em um ato político. Integrantes do Planalto afirmam que a justificativa oficial apresentada para entrada no Brasil não correspondia às agendas que ele pretendia cumprir.

Segundo auxiliares do governo ouvidos pelo Blog do Valdo Cruz no g1, Beattie declarou que viria ao país para participar de um evento sobre terras raras e minerais críticos em São Paulo. No entanto, após a chegada, surgiram indicações de que ele pretendia realizar encontros políticos, o que não teria sido informado no pedido de visto apresentado às autoridades brasileiras.

A avaliação de governistas é de que a situação ficou mais clara quando o ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para receber o assessor na prisão.

O encontro chegou a ser autorizado, mas depois foi cancelado pelo próprio ministro após questionamentos sobre o motivo da visita e um pedido do Ministério das Relações Exteriores, que apontou risco de “indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”.

Jair Bolsonaro e Donald Trump. Foto: Alan Santos/PR

Diante do episódio, o governo decidiu aplicar o princípio da reciprocidade, regra tradicional da diplomacia que permite responder a medidas tomadas por outro país com ações equivalentes. A revogação do visto foi interpretada internamente como uma resposta política à tentativa de transformar a viagem em um gesto de apoio ao ex-presidente.

Auxiliares de Lula avaliam que a iniciativa também serviu para conter a atuação de aliados de Trump que tentam ampliar influência na política brasileira. Segundo essa leitura, a visita faria parte de um movimento ligado à agenda internacional defendida pelo ex-presidente norte-americano.

A chamada política “America First” de Trump prevê maior atuação dos Estados Unidos no hemisfério ocidental e reforço de alianças estratégicas. Integrantes do governo brasileiro entendem que a presença do assessor poderia ser usada para fortalecer esse alinhamento em pleno período pré-eleitoral.

Por isso, a decisão de impedir a permanência de Darren Beattie no país foi tratada dentro do governo como uma medida política e diplomática ao mesmo tempo. A avaliação é que a ação evita aproximações consideradas indevidas entre aliados de Trump e bolsonaristas em um momento de disputa eleitoral no Brasil.

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Puxa-saco de Trump, presidente do Paraguai apoia enquadrar PCC e CV como terroristas

Santiago Peña e Donald Trump. Foto: Evan Vucci/AFP

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, aliado e puxa-saco de Donald Trump, afirmou que apoia a possibilidade de os Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Em entrevista ao Valor Econômico, ele disse que o próprio país  adotou essa medida recentemente e que a decisão permitiu ampliar o uso das forças de segurança no combate ao crime organizado.

“A opinião do Paraguai é favorável, por isso tomamos a decisão no ano passado de designar essas duas organizações como grupos criminosos”, disse Peña. Ele alegou que a presença dessas facções no país era motivo de preocupação e justificou a medida adotada pelo governo paraguaio.

“Tínhamos uma presença muito ativa de ambas as organizações no território paraguaio e essa designação nos ajudou a poder utilizar de maneira mais efetiva as forças de segurança e as forças militares”, prosseguiu. O presidente disse que o combate ao crime organizado seguirá como prioridade.

“Nós estamos enfrentando o crime organizado. Nós estamos enfrentando e temos uma posição firme e que vamos continuar lutando contra as organizações criminais, tanto nacionais como internacionais”, acrescentou.

Pichações do CV e PCC em disputa territorial. Foto: reprodução

Peña é politicamente alinhado e próximo de Trump. Ele já defendeu, por exemplo, que os países da América Latina se aliem aos Estados Unidos e se afastem da China. “Quando a nova estratégia de segurança nacional foi divulgada e começaram a falar sobre revitalizar a Doutrina Monroe, acho que é uma boa ideia”, disse ele à Bloomberg no mês passado.

O Paraguai foi um dos primeiros países a apoiar e aceitar o convite para o Conselho de Paz do republicano, iniciativa anunciada no Fórum de Davos, em janeiro. Peña também disse ser favorável à militarização da fronteira com as Forças Armadas americanas.

Nesta semana, a Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou um acordo com os Estados Unidos que autoriza a presença de militares americanos no país. Foram 53 votos favoráveis, 8 contrários e 4 abstenções, depois de o Senado já ter dado seu aval.

O SOFA (Status of Forces Agreement), como ficou conhecido o tratado, tem o objetivo de combater o crime organizado e o narcotráfico na região. O documento foi assinado em dezembro pelos governos de Santiago Peña, do Paraguai, e Donald Trump, dos EUA.

Com a medida, militares, civis do Departamento de Defesa dos EUA, assim como contratantes americanos, poderão realizar visitas temporárias, treinamentos, exercícios e outras atividades no Paraguai.

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Lula deve rejeitar plano de Trump para enviar estrangeiros presos ao Brasil

Os presidentes Lula e Trump conversando. Foto: Divulgação

O governo do presidente Lula avalia, segundo reportagem do G1, rejeitar a proposta dos Estados Unidos para que o Brasil receba em presídios nacionais estrangeiros capturados em território norte-americano. A sugestão foi feita pelo governo de Donald Trump durante negociações sobre uma “cooperação” no combate ao crime organizado internacional.

Segundo diplomatas envolvidos nas conversas, a proposta dos EUA inclui medidas consideradas sensíveis pelo governo brasileiro. Entre elas, a transferência de presos estrangeiros para o sistema prisional do Brasil, o compartilhamento de dados biométricos de refugiados e a apresentação de um plano específico para combater facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

Fontes do governo afirmam que o Brasil tende a rejeitar os pontos centrais da proposta. Interlocutores do Palácio do Planalto argumentam que a legislação brasileira não prevê a possibilidade de manter presos estrangeiros enviados por outros países, como ocorre em acordos firmados pelos Estados Unidos com nações da América Central.

Outro ponto considerado problemático é o pedido de compartilhamento de dados biométricos de estrangeiros e solicitantes de refúgio. Integrantes do governo avaliam que a medida pode violar a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), além de gerar questionamentos jurídicos sobre privacidade e direitos individuais.

Muro com inscrições do PCC, maior facção criminosa do país. Foto: Divulgação

Diplomatas também destacam que, na proposta, não há menção à classificação das facções brasileiras como organizações terroristas, o que reduz o alcance jurídico das medidas sugeridas por Washington. Ainda assim, o governo entende que o país já possui instrumentos próprios para combater o crime organizado, inclusive com cooperação internacional em andamento.

As negociações fazem parte de um diálogo iniciado pelo próprio governo brasileiro. No ano passado, Lula conversou por telefone com Donald Trump e defendeu maior integração entre os dois países para enfrentar organizações criminosas que atuam além das fronteiras nacionais.

Segundo o Palácio do Planalto, o presidente citou operações recentes realizadas pela Polícia Federal para “asfixiar” financeiramente facções, incluindo investigações sobre o setor de combustíveis e lavagem de dinheiro com conexões no exterior. Trump, de acordo com o governo brasileiro, manifestou “total disposição” para ampliar a cooperação bilateral.

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Apoio de Trump a Flávio aumenta chances de votar em Lula, mostra Quaest

Pesquisa do instituto Genial/Quaest indica que um eventual apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República pode ter um efeito contrário ao esperado. Segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira (13), a manifestação pública do líder norte-americano aumentaria a chance de voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para 32% dos entrevistados — percentual superior aos 28% que afirmam que o apoio de Trump ampliaria a probabilidade de votar no senador. Leia em TVT News.

A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 9 de março e ouviu presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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Os dados sugerem que a figura de Trump, um dos principais nomes da direita global e aliado político do bolsonarismo, polariza o eleitorado brasileiro e pode provocar reações distintas entre diferentes segmentos da população. Além dos 32% que dizem que o apoio do republicano aumentaria a disposição de votar em Lula e dos 28% que afirmam que isso favoreceria Flávio Bolsonaro, outros 19% apontam que o gesto estimularia o voto em um candidato de “terceira via”, fora da polarização entre os dois campos políticos. Já 14% afirmam que a manifestação não faria diferença em sua decisão de voto e 7% não souberam responder.

De acordo com o cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest, os resultados indicam que a associação direta com Trump pode ser mais prejudicial do que benéfica para a candidatura do senador. “Trump parece mais atrapalhar que ajudar a candidatura da oposição. Quando perguntados, 32% dos brasileiros afirmam que um apoio de Trump a Flávio faria com que aumentassem as chances de votar em Lula”, afirmou, em publicação no X (ex-Twitter).

Flávio Trump

Polarização entre bases políticas

A pesquisa também detalha como diferentes grupos do eleitorado reagiriam ao eventual endosso do presidente norte-americano.

Entre os eleitores que se declaram bolsonaristas, o efeito é fortemente positivo para o senador: 80% afirmam que o apoio de Trump aumentaria sua disposição de votar em Flávio Bolsonaro. Já entre os eleitores que se identificam com Lula, o movimento é inverso: 79% dizem que o gesto ampliaria a chance de votar no atual presidente.

Entre os eleitores independentes — grupo considerado decisivo em disputas presidenciais — o impacto tende a favorecer alternativas fora da polarização. Nesse segmento, 33% afirmam que o apoio do presidente norte-americano estimularia a busca por um candidato que não seja nem Lula nem Flávio.

Os resultados também variam conforme religião, gênero, renda e escolaridade. Entre evangélicos, 36% dizem que o apoio de Trump aumentaria as chances de votar no senador. Já entre católicos, 35% afirmam que o gesto fortaleceria a intenção de votar em Lula.

No recorte de gênero, o apoio de Trump beneficia mais o senador entre homens: 33% afirmam que isso elevaria as chances de voto em Flávio Bolsonaro. Entre as mulheres, porém, o efeito tende a favorecer Lula: 35% dizem que a manifestação aumentaria a disposição de votar no petista.

Em relação à renda, o potencial de voto em Flávio Bolsonaro impulsionado por Trump é maior entre quem ganha mais de cinco salários mínimos, grupo em que 33% dizem que aumentariam as chances de votar no senador. Já entre os brasileiros com renda de até dois salários mínimos, 37% afirmam que o apoio ao parlamentar ampliaria a chance de votar em Lula.

A reação também apresenta variações regionais. No Sul, 35% afirmam que o apoio de Trump aumentaria as chances de voto em Flávio Bolsonaro. No Nordeste, por outro lado, metade dos entrevistados (50%) diz que um eventual endosso do presidente norte-americano elevaria a probabilidade de votar em Lula.

Entre faixas etárias, o impacto pró-Flávio Bolsonaro aparece com mais força entre pessoas de 35 a 44 anos, grupo em que 33% afirmam que o apoio aumentaria as chances de votar no senador. Já entre jovens de 16 a 24 anos, o maior efeito seria o estímulo à terceira via: 25% afirmam que buscariam outro candidato. Entre idosos com 60 anos ou mais, 38% dizem que o apoio de Trump elevaria as chances de votar em Lula.

Rejeição aos Estados Unidos cresce

Além do impacto eleitoral, o levantamento aponta uma deterioração na imagem dos Estados Unidos entre os brasileiros. Atualmente, 48% dos entrevistados dizem ter opinião desfavorável sobre o país, enquanto 38% afirmam ter uma visão positiva.

Quaest Flávio Trump Lula

A tendência representa uma mudança significativa em relação a outubro de 2023, quando 56% dos brasileiros declaravam ter imagem favorável dos EUA e apenas 25% tinham opinião negativa. Desde então, a percepção positiva vem caindo gradualmente.

O saldo de imagem — diferença entre avaliações positivas e negativas — também piorou. Em agosto de 2025, a diferença era de quatro pontos negativos. Agora, chegou a dez pontos negativos.

Segundo a Quaest, a deterioração ocorre em praticamente todos os segmentos da sociedade brasileira, incluindo diferentes regiões, faixas de renda e níveis de escolaridade.

O cenário se insere em um contexto internacional marcado por tensões geopolíticas e pela crescente polarização política global. Nos últimos meses, as ações do governo norte-americano em conflitos internacionais, incluindo a escalada militar contra o Irã, têm ampliado o debate sobre a influência da política externa dos EUA na opinião pública de países como o Brasil.

Nesse ambiente, a pesquisa sugere que a associação direta entre lideranças brasileiras e figuras centrais da política norte-americana pode produzir efeitos eleitorais complexos — e, em alguns casos, contrários aos esperados por seus aliados políticos.

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Agronegócio: Trump inclui Brasil em investigação que pode gerar novas tarifas; entenda

Donald Trump anunciando o tarifaço em 2025. Foto: reprodução

O governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, abriu uma nova investigação comercial contra o Brasil por supostas práticas relacionadas ao uso de trabalho forçado na produção ou na importação de bens de terceiros países fabricados sob essas condições. O procedimento, conhecido como seção 301, foi anunciado pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e pode resultar na aplicação de tarifas comerciais contra o país.

Além do Brasil, outros 59 países também são alvo da investigação, entre eles Argentina, União Europeia, China, México e Indonésia. A iniciativa ocorre após a Suprema Corte dos Estados Unidos considerar ilegal o instrumento utilizado anteriormente pelo governo Trump para impor tarifas comerciais a mais de uma centena de países, a lei conhecida como IEEPA (Lei de Poderes Econômicos Emergenciais Internacionais).

Segundo o Uol, auxiliares do governo estadunidense indicam que a nova investigação busca garantir ao presidente flexibilidade para aplicar tarifas diferenciadas a países conforme interesses econômicos e geopolíticos de Washington. Trata-se da segunda investigação aberta contra o Brasil durante o atual mandato de Trump.

Na primeira apuração, iniciada após o anúncio de um tarifaço de 50% em julho, temas como desmatamento, violação de direitos autorais e até a concorrência no sistema de pagamentos digitais, incluindo questionamentos ao Pix, foram citados. Esse processo ainda não foi concluído e, até o momento, não resultou em medidas tarifárias.

Agora, um dos focos da nova investigação pode ser o agronegócio brasileiro. Durante a primeira investigação baseada na seção 301, representantes do setor agrícola dos Estados Unidos alegaram que produtores brasileiros teriam vantagem competitiva por utilizarem mão de obra forçada ou em condições análogas à escravidão.

O setor agropecuário brasileiro nega as acusações e ressalta que o Brasil é signatário de convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) voltadas à erradicação do trabalho forçado.

Funcionários do agro. Foto: reprodução

A atual investigação não se limita à produção direta com trabalho forçado. O foco também inclui a importação, por determinados países, de produtos fabricados sob essas condições em terceiros mercados. Essa abordagem explica por que países como a Noruega, sem histórico de problemas nesse campo, também aparecem na lista de investigados.

“Nos Estados Unidos, temos há cerca de cem anos uma lei que proíbe a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Há cerca de dez anos, o Congresso endureceu essa lei e, nos últimos sete ou oito anos, o governo americano a aplicou com bastante eficácia. Esperamos que outros parceiros comerciais adotem a mesma abordagem. Isso não tem a ver com as condições internas de países específicos”, afirmou o embaixador Jamieson Greer, chefe do USTR.

Greer acrescentou que a medida busca evitar distorções no comércio internacional. “por muito tempo, trabalhadores e empresas americanas foram forçados a competir com produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida com o flagelo do trabalho forçado”.

Segundo ele, sanções ou tarifas poderão ser aplicadas caso os Estados Unidos concluam que os países investigados não adotam medidas suficientes para combater esse tipo de prática. A expectativa do governo estadunidense é concluir o processo até o fim de julho, quando expiram as atuais tarifas emergenciais adotadas após a decisão da Suprema Corte.

Antes disso, o procedimento prevê consultas públicas e audiências de defesa, marcadas para ocorrer em 28 de abril.

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“Vivo, mas danificado”, diz Trump sobre novo líder supremo do Irã

Donald Trump, presidente dos EUA, e Motjaba Khamenei, novo líder do Irã. Foto: reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou acreditar que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, está “vivo, mas danificado” após o ataque que matou parte de sua família, incluindo seu pai e antecessor, Ali Khamenei. A declaração foi feita durante entrevista ao programa “The Brian Kilmeade Show”, da Fox News, exibida na noite de quinta-feira (12).

“Acho que ele provavelmente está (vivo). Acho que ele está danificado, mas acho que ele provavelmente está vivo de alguma forma, sabe?”, disse Trump na entrevista divulgada pela emissora.

Mojtaba, de 56 anos, ficou ferido no mesmo ataque que matou sua mãe, sua esposa e seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, em 28 de fevereiro. A ofensiva foi realizada de forma coordenada por Estados Unidos e Israel contra Teerã e acabou desencadeando uma guerra regional que vem se intensificando desde então. Após rumores sobre o estado de saúde do novo líder iraniano, o filho do presidente da República Islâmica afirmou na quarta-feira que Mojtaba está “são e salvo”.

Desde que foi escolhido para suceder o pai como líder supremo do Irã no último domingo, Mojtaba Khamenei não apareceu publicamente. Seu primeiro pronunciamento no cargo foi divulgado apenas na quinta-feira e lido por um apresentador de televisão estatal.

Ali Khamenei, assassinado em ataque dos EUA e de Israel. Foto: reprodução

Na mensagem, o novo líder indicou que o Irã poderá ampliar medidas de pressão contra os adversários, citando inclusive o impacto sobre rotas estratégicas do petróleo. Segundo ele, iniciativas como o controle do Estreito de Ormuz podem “pressionar o inimigo” e provocar aumento nos preços internacionais da commodity.

Logo após o pronunciamento, o governo iraniano anunciou uma nova ofensiva contra Israel. Vídeos divulgados em um canal oficial no Telegram mostram o lançamento de mísseis acompanhado do lema “Labbaik, ó Khamenei”, expressão que significa “Atendemos ao chamado, ó Khamenei”.

O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel chegou ao 14º dia e já provocou ataques diários entre as forças militares dos países. Enquanto tropas estadunidenses e israelenses realizam ofensivas em território iraniano, Teerã tem respondido com ataques retaliatórios contra Israel e bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio.

A escalada militar ampliou o alcance do confronto na região e aumentou a tensão internacional, enquanto lideranças políticas acompanham com atenção os desdobramentos da guerra e o impacto da mudança no comando do regime iraniano.

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Trump promete novos ataques e diz que EUA estão “destruindo totalmente o regime terrorista do Irã”

Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: Annabelle Gordon/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (13) que o país está “destruindo totalmente” o regime do Irã em meio à escalada militar no Oriente Médio. Em publicação nas redes sociais durante a madrugada, o líder estadunidense também prometeu novos ataques e intensificou o tom contra o governo iraniano.

Trump declarou que os Estados Unidos têm superioridade militar no conflito e afirmou que as forças iranianas foram fortemente atingidas.

“Estamos destruindo totalmente o regime terrorista do Irã — militarmente, economicamente e de outras formas. (…) A Marinha do Irã acabou, sua Força Aérea não existe mais; mísseis, drones e todo o resto estão sendo dizimados, e seus líderes foram varridos da face da Terra. Temos um poder de fogo incomparável, munição ilimitada e muito tempo — vejam o que acontecerá hoje com esses canalhas desequilibrados”, afirmou Trump.

Em outra republicano, o presidente também disse que considera uma “honra”matar autoridades iranianas e voltou a defender a ofensiva militar contra o país: “Eles vêm matando pessoas inocentes em todo o mundo há 47 anos, e agora eu, como o 47º presidente dos Estados Unidos da América, estou matando eles. Que grande honra é fazer isso”.

Publicação de Donald Trump. Foto: reprodução

A guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã chegou ao 14º dia nesta sexta-feira. Desde o início da ofensiva, forças estadunidenses e israelenses realizam ataques diários em território iraniano e já atingiram milhares de alvos militares e estratégicos.

O governo iraniano, por sua vez, tem respondido com ataques contra Israel e bases militares dos Estados Unidos em diferentes pontos do Oriente Médio. A escalada militar ampliou o alcance do conflito e aumentou a tensão em diversos países da região.

Entre os desdobramentos mais recentes da guerra está a mudança na liderança do regime iraniano. Após a morte do líder supremo Ali Khamenei durante os ataques, o país anunciou a escolha de seu filho, Mojtaba Khamenei, como sucessor.

Em sua primeira manifestação pública, Mojtaba afirmou que o Irã seguirá resistindo ao avanço militar dos adversários e indicou a possibilidade de ampliação do confronto. Em mensagem divulgada em seu canal oficial no Telegram, ele pediu que a população permaneça mobilizada e declarou que o país continuará enfrentando o que chamou de inimigo.

“Também foram realizados estudos sobre a abertura de outras frentes nas quais o inimigo tem pouca experiência e será severamente vulnerável, e sua ativação será realizada se a guerra continuar e de acordo com os interesses”, disse.

Outro ponto de tensão é o fechamento do Estreito de Ormuz, bloqueado desde 28 de fevereiro após o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano.

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Governo Lula vê ação de EUA e ultradireita latina para abalar eleição no Brasil

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Kuala Lampur, Malásia. | Crédito: Foto: Ricardo Stuckert/PR
A extrema-direita latino-americana e o governo de Donald Trump iniciam uma ofensiva contra o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, no que está sendo interpretado como um ensaio geral para uma ingerência nas eleições brasileiras do sinal do ano. Nos últimos dias, atos nos EUA, Argentina e Chile acenderam o alerta no Palácio do […]
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Acesso negado: Moraes nega visita de assessor de Trump ao Bolsonaro

Sem reunião golpista na Papudinha. O ministro do STF, Alexandre de Moraes, negou a visita do assessor de Donald Trump, Darren Beattie, ao ex-presidente inelegível e preso, Jair Bolsonaro. Mais cedo, o chanceler Mauro Vieira havia alertado que a visita era uma inteferência nos assuntos brasileiros. Leia em TVT News

Moraes nega visita de assessor de Trump a Bolsonaro na Papudinha

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (12) o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para receber a visita de Darren Beattie, assessor do governo dos Estados Unidos, na prisão.

Na decisão, Moraes disse que a visita do assessor do presidente Donald Trump não foi comunicada à diplomacia brasileira e não está inserida na agenda oficial que será cumprida no Brasil.

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“A realização da visita de Darren Beattie, requerida nestes autos pela Defesa de Jair Messias Bolsonaro, não está inserida no contexto diplomático que autorizou a concessão do visto e seu ingresso no território brasileiro, além de não ter sido comunicada, previamente, às autoridades diplomáticas brasileiras, o que, inclusive poderia ensejar a reanálise do visto concedido”, decidiu o ministro.

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Darren Beattie já falou em “censura e perseguição” a Bolsonaro. Foto: Departamento de Estado dos EUA/Divulgação

Mauro Vieira alertou que visita de assessor de Trump seria ingerência nos assuntos brasileiros

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou a Moraes que a visita a Bolsonaro pode configurar “indevida ingerência” em assuntos internos do Brasil.

Segundo Vieira, a embaixada do Estados Unidos no Brasil informou ao governo brasileiro que Darren Beattie vem ao Brasil para participar do Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos, que será realizado em São Paulo, na próxima quarta-feira (18).

O chanceler acrescentou ainda que a representação norte-americana não mencionou eventuais visitas fora da agenda oficial.

No início desta semana, a defesa de Bolsonaro pediu que a visita seja realizada na próxima segunda-feira (16), no período da manhã, ou na terça-feira (17), datas em que o assessor estará em visita oficial ao Brasil. A entrada de um tradutor na prisão também foi solicitada.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses prisão na ação penal da trama golpista e cumpre pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, localizado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

O local é conhecido como Papudinha e é destinado a presos especiais, como policiais, advogados e juízes. 

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Barroso lamenta crise no STF e diz que “nunca tinha ouvido falar” de Vorcaro

O ministro aposentado do STF Luís Roberto Barroso. Foto: Divulgação

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, falou sobre a crise envolvendo o Banco Master em uma entrevista ao canal GloboNews na última terça-feira (11). Em meio ao escândalo financeiro, o ex-magistrado afirmou que a corte está passando por um “momento difícil”.

Ele revelou que “nunca tinha ouvido falar” de Daniel Vorcaro, dono do banco liquidado, e que prefere aguardar o andamento das investigações para formar sua opinião sobre o caso.

🚨URGENTE – Barroso, ex-ministro do STF, reaparece e diz em entrevista que nunca havia ouvido falar no nome de Daniel Vorcaro pic.twitter.com/8tJ7oWwh5l

— SPACE LIBERDADE  (@NewsLiberdade) March 11, 2026

O escândalo financeiro afetou diretamente dois ex-colegas de Barroso, os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Na semana passada, vieram à tona mensagens trocadas entre o magistrado e Vorcaro, no dia em que o empresário foi preso pela primeira vez.

O ministro negou ter recebido essas mensagens. Toffoli, por sua vez, deixou a relatoria do caso após revelar que é sócio de uma empresa que vendeu participação em um resort no Paraná a fundos ligados ao ex-dono do Master.

Barroso falou sobre a opinião do público em relação ao caso. “Há uma percepção crítica real. Eu leio jornal, eu vou à farmácia, eu tenho amigos. Portanto, é um momento difícil. Mas, como eu disse, acho que a gente não deve fazer juízos precipitados”, declarou.

CRISE NO STF?
Luís Roberto Barroso, disse que a Corte vive um “momento difícil” após escândalo do Banco Master

Segundo ele, há investigação em curso e não se deve fazer julgamento precipitado, e um fato não conta a história da instituição

Ele acha isso, o povo pensa diferente😅 pic.twitter.com/3O4pknuSKB

— Pri (@Pri_usabr1) March 10, 2026

Apesar da tensão, o ex-presidente do STF elogiou a postura do presidente da corte, Edson Fachin, e do relator do caso, André Mendonça, e disse que pode haver algo “criticável”, mas não fará pré-julgamentos. Durante a entrevista, o entrevistador Roberto D’Ávila perguntou de maneira descontraída se o ministro aposentado apagava mensagens.

Barroso, em tom sério, respondeu: “Não percebi a maldade da sua pergunta”, negando qualquer envolvimento nesse tipo de comportamento. O ex-presidente do STF também comentou sobre a criação de um código de ética na corte, uma ideia defendida por Fachin, mas reconheceu que o “timing” pode não ser o mais adequado.

O ministro aposentado, que foi presidente do STF por 12 anos, explicou que chegou a considerar a criação de um código de ética durante sua gestão, mas não avançou com a ideia devido a divisões internas na corte. “Não vejo problema em sistematizar isso em um código”, afirmou.

Em relação aos penduricalhos pagos no Judiciário, que estão sendo investigados por ministros como Flávio Dino e Gilmar Mendes, ele reconheceu que “há coisas erradas” que precisam ser enfrentadas. No entanto, também afirmou que alguns pagamentos acima do teto constitucional são “legítimos”, como os reconhecimentos administrativos de atrasados.

Barroso também falou sobre sua saída do STF, explicando que um dos motivos foi a “exposição pública insuportável” que acompanha o cargo. Em sua avaliação, os mandatos fixos, como os adotados em outros países, seriam uma boa alternativa para o Brasil.

Ele também comentou a decisão do governo Donald Trump de revogar os vistos dos magistrados do STF. “É uma chateação” ter o visto suspenso, declarou, lamentando a medida, mas expressou a esperança de que o impasse seja resolvido em breve.

Por fim, Barroso falou sobre a indicação de Jorge Messias, atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), para sua vaga no STF. Apesar de ainda não ter sido sabatinado pelo Senado, Barroso afirmou que Messias possui “as qualidades necessárias” para ocupar o cargo e expressou confiança em sua aprovação.

🚨URGENTE – Barroso diz que não vai ser orgulhoso e admite que a retirada do seu visto pelos EUA atrapalhou a sua vida

“É uma chateação (…) me faz falta, eu lamento! Eu não me faço de orgulhoso não” pic.twitter.com/GdAy6A6QqF

— SPACE LIBERDADE  (@NewsLiberdade) March 11, 2026

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Petróleo despenca 11% após fala de Trump sobre guerra no Irã; entenda

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Foto: Divulgação

O preço do petróleo caiu drasticamente nesta terça-feira (10), com uma redução significativa nos contratos futuros do barril Brent e do WTI. A queda veio após declarações do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que afirmou que “a guerra no Irã poderia estar ‘próxima de seu fim'”.

A notícia foi interpretada pelos investidores como um sinal de alívio, especialmente em relação aos bloqueios no estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo no mundo. A passagem segura de petroleiros por essa região, vital para o comércio global, foi seriamente afetada pelo conflito no Oriente Médio.

A guerra no Irã havia causado uma série de bloqueios no estreito de Ormuz, por onde trafega 20% da produção mundial de petróleo e gás. A expectativa do mercado era que, com o possível fim da guerra, países produtores da região, como a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Qatar, poderiam retomar a produção paralisada.

O barril Brent, que serve como referência mundial, viu uma queda de 11%, sendo cotado a US$ 87,35 (R$ 451,21). Às 12h10, o contrato de maio estava sendo negociado a US$ 88,50 (R$ 457,15), o que representa uma desvalorização de 10,55% em relação ao fechamento do dia anterior. Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate) também registrou queda, sendo vendido a US$ 83,97 (R$ 433,74), uma desvalorização de 11,39%.

O alívio no mercado ocorreu um dia após o petróleo ter superado os US$ 119 por barril, o maior valor registrado desde julho de 2022. Na segunda-feira (9), o petróleo Brent havia atingido o pico de US$ 119,46. A forte alta foi seguida por uma queda abrupta nesta terça-feira, refletindo as incertezas e a volatilidade do mercado de energia global.

Em entrevista na segunda-feira (9), Trump expressou otimismo, afirmando que “a guerra contra o Irã estava ‘próxima do fim'” e que os Estados Unidos estavam “muito à frente” das expectativas.

Suvro Sarkar, líder da equipe do setor de energia do DBS Bank, falou sobre o comentário do republicano: “Claramente, os comentários de Trump sobre uma guerra de curta duração acalmaram os mercados. Embora tenha havido uma reação exagerada para o lado positivo ontem, achamos que há uma reação exagerada para o lado negativo hoje”

Ele ainda sugeriu que o mercado estava subestimando os riscos do petróleo Brent nesse nível de preço. “Os tipos Murban e Dubai ainda estão bem acima de US$ 100 por barril, portanto, praticamente nada mudou em termos de realidades básicas”, avalia ele.

Petroleiro ancorado aguardando autorização para navegar pelo estreito de Ormuz. Foto: Divulgação

A resposta do Irã não tardou. O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica afirmou que, caso os ataques dos EUA e de Israel continuem, o país tomará medidas severas, incluindo impedir que “qualquer litro de petróleo seja exportado da região”. A declaração foi emitida pela mídia estatal iraniana e reforçou a tensão no mercado.

Apesar das expectativas de normalização, os preços do petróleo continuam sob pressão. Trump também está considerando opções como aliviar as sanções contra a Rússia e liberar estoques emergenciais de petróleo bruto, medidas que visam conter a alta dos preços globais do petróleo.

Essas opções, segundo fontes do mercado, são parte de um pacote destinado a aliviar a pressão sobre os preços. A possibilidade de os países do G7 utilizarem suas reservas estratégicas de petróleo para combater a alta também está sendo discutida. No entanto, os membros do grupo ainda não se comprometeram com a liberação dessas reservas.

“As discussões em torno da flexibilização das sanções contra o petróleo russo, os comentários de Donald Trump sugerindo que o conflito poderia eventualmente diminuir e a possibilidade de os países do G7 utilizarem as reservas estratégicas de petróleo apontaram para a mesma mensagem —que os barris de petróleo continuarão de alguma forma a chegar ao mercado”, afirmou Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova.

As declarações de Trump não impactaram apenas o mercado de petróleo. Bolsas de valores ao redor do mundo reagiram positivamente, com os índices europeus subindo mais de 2% e os maiores mercados asiáticos registrando ganhos de até 5,35%, como foi o caso de Seul.

A recuperação nas bolsas foi acompanhada por uma valorização no ouro e no bitcoin, ativos que geralmente são considerados refugos seguros em tempos de incerteza. Na Europa, o Euro STOXX 600, principal índice da União Europeia, subiu 2,87%, com ganhos expressivos também em Frankfurt (2,63%), Londres (1,78%), Paris (2,18%), Madri (2,94%) e Milão (2,83%).

Nos Estados Unidos, os índices também apresentaram alta, com a Nasdaq subindo 0,55%, a Dow Jones 0,38% e a S&P 500 registrando uma valorização de 0,36%. Além disso, o preço do ouro subiu 2,45%, alcançando US$ 5.228,59 (R$ 27,01 mil), enquanto o bitcoin teve uma alta de 3,36%, cotado a US$ 71,49 mil (R$ 369,31 mil).

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Bolsonaro pede a Moraes para receber conselheiro de Trump na prisão

O ex-presidente Jair Bolsonaro na residência onde cumpria prisão domiciliar, em Brasília. Foto: Sérgio Lima/AFP

O ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), permissão para receber a visita de Darren Beattie, conselheiro de Donald Trump, enquanto está preso na Papudinha, segundo a coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo. O ativista de extrema-direita foi nomeado Conselheiro Sênior de Política para o Brasil pelo governo americano.

Beattie, que é próximo de Eduardo Bolsonaro, já atacou Moraes em suas redes sociais no ano passado, principalmente após os EUA aplicarem a Lei Magnitsky contra o magistrado. Em uma publicação, ele acusou o ministro de ser parte do “complexo de perseguição e censura” contra Bolsonaro.

O conselheiro tem uma agenda marcada para a próxima semana em São Paulo e Brasília, onde se encontrará com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à presidência, além de participar de compromissos relacionados ao processo eleitoral brasileiro.

O advogado de Bolsonaro, Paulo da Cunha Bueno, solicitou uma autorização excepcional a Moraes para que a visita ocorra em datas fora dos horários previstos para visitas na prisão.

O conselheiro Sênior de Política para o Brasil do Departamento de Estado, Darren Beattie. Foto: Divulgação/Departamento de Estado

A solicitação de exceção, apresentada ao STF, justifica que Beattie estará no Brasil por um curto período e com uma agenda oficial, o que inviabiliza a visita nas quartas-feiras e sábados, dias tradicionais para visitação.

“Diante dessa limitação objetiva de agenda — comum em compromissos de natureza diplomática —, requer-se autorização excepcional para que a visita possa ocorrer no dia 16 de março, no período da tarde, ou no dia 17 de março, no período da manhã ou início da tarde, observadas todas as demais regras de segurança e controle do estabelecimento custodiante”, diz o pedido.

Ele ainda quer que Moraes libere o acompanhamento de um tradutor “a fim de viabilizar a adequada comunicação durante a visita, considerando que o Peticionário [Bolsonaro] não possui plena fluência na língua inglesa”.

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Governo Trump prepara classificação de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas

Donald Trump durante reunião do gabinete na Casa Branca, entre o secretário de Estado Marco Rubio (esq.) e o secretário de Defesa Pete Hegseth

O governo Trump deve anunciar nos próximos dias a classificação das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras. A medida está em fase final de tramitação dentro da administração norte-americana, relata a colunista Mariana Sanches, do UOL. 

De acordo com informações confirmadas por fontes ligadas ao governo em Washington, a documentação sobre os dois grupos já foi concluída no Departamento de Estado. O material passou por diferentes agências do governo e recebeu parecer favorável antes de seguir para as etapas finais do processo.

O procedimento segue o mesmo modelo adotado anteriormente pela gestão Trump em relação a organizações criminosas da América Latina, como o Cartel de Jalisco, no México, e o Tren de Aragua, da Venezuela. Após a análise final do secretário de Estado Marco Rubio, a documentação deverá ser enviada ao Congresso dos Estados Unidos e posteriormente publicada no Registro Federal.

A etapa final do processo pode levar cerca de duas semanas. Somente após essa publicação a classificação das facções como Organizações Terroristas Estrangeiras passará a ter efeito legal dentro do sistema norte-americano.

A designação como grupo terrorista implica uma série de sanções. Entre elas estão o congelamento de ativos de integrantes das organizações nos Estados Unidos, restrições ao acesso ao sistema financeiro norte-americano e a proibição de qualquer forma de apoio material, incluindo fornecimento de armas por cidadãos ou empresas dos EUA.

A medida também amplia restrições migratórias contra pessoas associadas às organizações e pode gerar riscos legais adicionais para empresas que atuam em regiões onde essas facções operam. Essas empresas podem ficar sujeitas a sanções do Departamento do Tesouro, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).

Dentro da administração Trump, o tema vinha sendo discutido há meses. Entre os integrantes do governo que atuaram na pauta estão o subsecretário de Estado para o Hemisfério Ocidental, Christopher Landau, o secretário adjunto interino para Assuntos Educacionais e Culturais, Darren Beattie, e o conselheiro sênior para assuntos hemisféricos Ricardo Pita. A iniciativa também conta com apoio da diretora do Escritório de Políticas Nacionais de Controle de Drogas, Sarah Carter.

A discussão ganhou força em meio à prioridade dada pelo governo norte-americano ao combate ao narcotráfico nas Américas. O tema foi abordado em um encontro realizado em Miami com líderes políticos conservadores da América Latina, evento chamado de Shield of the Americas.

Segundo relatos de bastidores, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) também atuou para impulsionar a proposta. Ele teria pedido aos presidentes Javier Milei, da Argentina, e Nayib Bukele, de El Salvador, apoio para que o governo norte-americano avance na classificação das facções brasileiras como organizações terroristas.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem manifestado oposição à medida em diferentes conversas com autoridades dos Estados Unidos. A posição brasileira se baseia no argumento de que PCC e Comando Vermelho são organizações criminosas voltadas ao lucro ilícito e não possuem motivações políticas ou ideológicas que caracterizem terrorismo.

Outro ponto levantado pelo governo brasileiro é o receio de que a classificação possa afetar a soberania nacional no tratamento de questões de segurança pública. Autoridades brasileiras avaliam que a medida poderia abrir espaço para maior atuação externa dos Estados Unidos em temas ligados ao combate ao crime organizado.

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O rosto que a guerra esconde

Nas últimas semanas, tornamo-nos telespectadores atônitos de um espetáculo que nenhuma ficção ousaria roteirizar. Vídeos e mais vídeos, numa cascata ininterrupta de imagens da guerra contra o Irã, invadem nossas telas com a brutalidade de quem arranca uma porta sem bater. Caixões enfileirados de meninas em Minab, colunas de fumaça sobre Teerã, rostos desfigurados pelo […]
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