O presidente Lula, em evento do Partido dos Trabalhadores (PT). Foto: Rafaela Araújo/Folhapress
O PT comemorou a inscrição de mais de 50 mil pessoas como “porta-vozes” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais, em uma iniciativa voltada a ampliar a presença digital da pré-campanha de reeleição e responder ao bolsonarismo na internet.
A plataforma foi lançada em 9 de junho para mobilizar simpatizantes a produzir e compartilhar conteúdos favoráveis ao governo. O partido quer atuar com força especial no WhatsApp, apontado como um dos principais terrenos da disputa política digital.
A pré-campanha celebrou o marco de 50 mil inscritos e estabeleceu uma meta mais alta: chegar a meio milhão de apoiadores nas redes até o início dos programas eleitorais no rádio e na TV.
Éden Valadares, secretário de Comunicação do PT e idealizador da plataforma, disse que a proposta é transformar apoiadores em produtores de conteúdo local. “Nosso convite é para que esses simpatizantes abram a câmara, gravem, postem com seu sotaque, na sua comunidade, e a partir da sua realidade, os feitos do governo do presidente Lula”, afirmou.
O presidente do PT, Edinho Silva, durante o aniversário de 46 anos do Partido dos Trabalhadores. Foto: Divulgação/PT Brasil
A direção petista quer dar mais unidade ao discurso durante a pré-campanha eleitoral. Em discursos, o presidente do PT, Edinho Silva, defendeu que a militância atue com mais força nas redes sociais, e não apenas nas ruas.
Os inscritos já começaram a receber missões para produzir ou compartilhar materiais sobre temas considerados prioritários pela estratégia de comunicação da campanha. A orientação mira assuntos de maior circulação e maior impacto político no ambiente digital.
O partido também pretende usar a rede de porta-vozes no combate à desinformação. A atuação desses apoiadores deve envolver respostas a conteúdos bolsonaristas e difusão de mensagens alinhadas ao governo Lula.
A plataforma funciona como uma ferramenta de mobilização da pré-campanha antes do período de propaganda eleitoral no rádio e na TV, etapa em que o PT espera chegar com uma base digital organizada e mais numerosa.
Apesar de aparecer numericamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial no Rio de Janeiro, a nova pesquisa Prefab Future revela sinais preocupantes para o senador Flávio Bolsonaro. Os dados apontam crescimento da rejeição ao bolsonarista, perda de terreno em relação a levantamentos anteriores e dificuldade para transferir votos a aliados nas disputas estaduais.
Segundo a pesquisa, realizada entre 1º e 4 de junho com 2.200 entrevistas presenciais, Lula registra 31,9% das intenções de voto para presidente, enquanto Flávio aparece com 31,8%. Embora o resultado represente empate técnico, a série histórica do instituto mostra trajetórias opostas: Lula está em crescimento no estado, enquanto Flávio vem perdendo apoio ao longo dos últimos meses e explodiu após os áudios ligados a Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master.
Outro dado negativo para o senador é a rejeição. Flávio Bolsonaro alcança 33,3% de rejeição e o índice vem aumentando sucessivamente, de acordo com o levantamento. Embora Lula ainda tenha a maior rejeição do cenário, com 43,7%, o petista apresenta tendência de queda, enquanto o filho do ex-presidente segue na direção contrária.
A pesquisa também sugere que a força eleitoral de Flávio não está se convertendo em apoio aos candidatos associados ao seu campo político. Na disputa pelo governo estadual, o deputado estadual Douglas Ruas aparece com apenas 8%, muito distante dos 35,8% obtidos pelo prefeito Eduardo Paes, líder isolado da corrida ao Palácio Guanabara.
No Senado, a situação é semelhante. Nenhum dos nomes identificados com a direita consegue assumir protagonismo. A liderança pertence à deputada federal Benedita da Silva, com 12,1%, seguida por Marcelo Crivella, com 9,5%, e Márcio Canella, com 9,2%.
O coordenador da pesquisa, Mario Marques, chamou atenção para a dificuldade dos aliados do bolsonarista em capitalizar sua candidatura. Segundo ele, “tanto Douglas Ruas quanto os candidatos à direita no Senado não estão conseguindo se estabelecer nesse momento da disputa na associação com Flávio”.
O levantamento mostra ainda que a disputa presidencial está longe de ser confortável para o senador. Embora lidere numericamente a pesquisa espontânea por uma diferença mínima — 24,2% contra 24,0% de Lula —, o crescimento da rejeição e a perda de apoio registrada na série histórica indicam um cenário de desgaste para o principal nome do clã Bolsonaro no estado que sempre foi considerado seu principal reduto eleitoral.
Registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RJ-01716/2026, a pesquisa tem margem de erro de 2,09 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Paes lidera corrida ao Palácio Guanabara
Na disputa pelo governo do estado, Eduardo Paes aparece isolado na liderança com 35,8% das intenções de voto. Em segundo lugar surge Douglas Ruas, com 8%, seguido de perto por Anthony Garotinho, que registra 7,8%. Wilson Witzel aparece com 3,7%, enquanto os demais candidatos não ultrapassam a marca de 3%.
Segundo o instituto, a entrada de Garotinho na disputa altera a dinâmica eleitoral, especialmente entre eleitores de baixa renda e moradores do interior do estado. Apesar da liderança confortável, Paes ainda não ultrapassa os 40%, patamar considerado importante para consolidar uma vantagem mais robusta.
Os índices de rejeição nesse cenário são relativamente próximos: Paes tem 18,5%, Garotinho 16,5% e Witzel 15,1%.
Senado segue indefinido
A corrida ao Senado é apontada pelo instituto como a mais aberta entre todas as disputas analisadas. Com a retirada do ex-governador Cláudio Castro do cenário eleitoral, a deputada federal Benedita da Silva assumiu a liderança com 12,1%. Logo atrás aparecem Marcelo Crivella, com 9,5%, e Márcio Canella, com 9,2%. Pedro Paulo registra 5,6% e Waguinho aparece com 5,2%.
O principal destaque é o elevado grau de indefinição do eleitorado. Na pesquisa estimulada, 30,9% afirmam ainda não saber em quem votar. Na espontânea, o percentual de indecisos salta para 88,5%.
O coordenador da pesquisa, Mario Marques, afirmou que “tanto Douglas Ruas quanto os candidatos à direita no Senado não estão conseguindo se estabelecer nesse momento da disputa na associação com Flávio”.
Governador interino é pouco conhecido
A pesquisa também avaliou a administração do governador interino Ricardo Couto. O resultado mostra que 55,5% dos entrevistados afirmam não ter opinião formada sobre o governo. Entre os que responderam, 38% aprovam a gestão e apenas 6,5% desaprovam.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RJ-01716/2026, tem margem de erro de 2,09 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
O senador e pré-candidato a presidência, Flávio Bolsonaro. Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo
A queda de Flávio Bolsonaro nas pesquisas no Sudeste virou motivo de preocupação entre aliados do Zero Um. A avaliação no entorno do pré-candidato do PL é que um nome enfraquecido na disputa presidencial terá dificuldade para impulsionar palanques estaduais em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os três maiores colégios eleitorais do país.
Segundo a Coluna do Estadão, pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou que Flávio Bolsonaro caiu de 41,2% para 30,7% no Sudeste entre abril e maio. No mesmo período, Lula avançou na região, considerada estratégica para qualquer candidatura presidencial.
O Rio de Janeiro é apontado como um dos principais focos de tensão. O estado é o berço político da família Bolsonaro, mas o palanque local do PL é descrito por bolsonaristas como “totalmente bagunçado”. O candidato ao governo é Douglas Ruas, que ainda busca se tornar conhecido e carrega o desgaste de ter integrado a gestão Cláudio Castro.
Castro desistiu de disputar o Senado após ser atingido por duas operações da Polícia Federal. As investigações apontaram relações entre o ex-governador e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, caso que já provocou danos políticos à pré-campanha de Flávio Bolsonaro.
Jair Bolsonaro deve definir nos próximos dias quem substituirá Castro na composição ao Senado. Entre os nomes avaliados estão Sóstenes Cavalcante, Carlos Jordy e Carlos Portinho. A escolha é tratada como peça central para tentar reorganizar o palanque fluminense.
Em Minas Gerais, a situação também é indefinida. O senador Cleitinho, do Republicanos, lidera pesquisas recentes, mas ainda não confirmou se será candidato ao governo. Um aliado de Flávio Bolsonaro disse ao Estadão que Cleitinho “só sabe ser pedra, não sabe ser vidraça”, em referência ao risco de ele não sustentar uma candidatura majoritária.
A preocupação da direita é que a perda de força de Flávio Bolsonaro no Sudeste reduza sua capacidade de organizar alianças e transferir votos. A região concentra estados decisivos e, no caso do Rio, expõe um problema adicional: a família Bolsonaro enfrenta desgaste justamente em seu principal território político.
Ciro Gomes (PSDB). Foto: José Cruz/Agência Brasilvci
O pré-candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), defendeu neste domingo (31) sua aproximação com lideranças bolsonaristas no estado e afirmou que os aliados “dele” são diferentes dos bolsonaristas ligados ao grupo adversário. A fala foi dada em Barbalha, durante a tradicional missa de bênção da bandeira de Santo Antônio.
Questionado sobre críticas do senador Camilo Santana (PT), que disse que Ciro estaria se aliando a bolsonaristas, o ex-governador respondeu com uma distinção direta. “Sabe qual é a diferença? Que os meus bolsonaristas são todos homens honrados, limpos. Nenhum deles é picareta”, declarou.
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Ao ser entrevistado, Ciro Gomes disse que os bolsonaristas dele são todos homens honrados. pic.twitter.com/kuN8dLTOmd
Ciro afirmou que decidiu procurar lideranças de oposição no Ceará porque, segundo ele, o grupo governista passou a “reinar, mandar e desmandar” no estado. O tucano disse que sua articulação tem como objetivo reunir forças contra o PT e “livrar o Ceará desta ditadura corrupta que está implantada aqui”.
Entre os nomes citados por Ciro está Capitão Wagner, adversário histórico dos Ferreira Gomes. O ex-ministro disse que procurou o aliado do PL, reconheceu ataques antigos e pediu desculpas publicamente. “Eu não queria nem ouvir falar no Capitão Wagner, só porque ele era adversário do meu irmão Cid, e eu cegamente atacava”, afirmou.
Ciro também citou Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza, e André Fernandes (PL), que quase venceu a eleição municipal na capital cearense. Segundo ele, embora tenha votado em José Sarto no primeiro turno, o crescimento de André Fernandes mostrou a força de uma oposição reorganizada.
Bolsonaristas André Fernandes e Roberto Cláudio. Foto: Dalila Lima/O Estado
A aproximação com o bolsonarismo é hoje um dos pontos mais sensíveis da tentativa de Ciro de voltar ao governo estadual. Segundo a Veja, faixas espalhadas por Fortaleza passaram a chamá-lo de “Cironaro”, numa referência à aliança com nomes do PL. A estratégia busca transformar a ligação com bolsonaristas em munição para PT, Camilo Santana e Elmano de Freitas.
Ciro tenta reativar sua imagem de gestor no Ceará, onde governou de 1991 a 1994 e construiu parte de sua base política. A dificuldade é conciliar esse capital histórico com uma aliança que inclui setores bolsonaristas, especialmente em um estado onde Lula e Camilo mantêm alta aprovação.
Ciro tenta responder dizendo que o PT também convive com aliados oriundos do PL e do bolsonarismo. Citou o prefeito de Sobral, Júlio Mano e “Úrido Paredão” como exemplos. A fala, porém, aparenta reforçar que para enfrentar o grupo de Camilo no Ceará, o cearense passou a defender uma aliança com bolsonaristas que até pouco tempo atrás tratava como fortes adversários.
Em um desfecho que confirma a profunda polarização política do país, a Colômbia definiu seus dois candidatos para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026: o ultradireitista Abelardo de la Espriella e o esquerdista Iván Cepeda.
Com a apuração final, ambos os candidatos garantiram suas vagas na próxima etapa da disputa, cada um concentrando mais de 40% dos votos. De la Espriella superou Cepeda por uma margem estreita no primeiro turno, enquanto a grande surpresa foi o colapso da uribista Paloma Valencia, que obteve pouco mais de 6,5% dos votos, muito abaixo das expectativas.
Sergio Fajardo e Santiago Botero completaram o quadro de candidatos, em uma jornada eleitoral que, segundo a Registraduría Nacional do Estado Civil, transcorreu “com normalidade e plenas garantias”.
Abelardo de la Espriella: A Consolidação da Ultradireita
Abelardo de la Espriella, o rosto da ultradireita radical colombiana, consolidou sua posição no primeiro turno. Sua campanha, marcada por táticas de semear desconfiança no processo democrático, como o vídeo publicado antes de votar em Barranquilla alertando, sem provas, sobre um possível colapso do sistema eleitoral, ressaltou sua tática suja.
Em questão de meses, De la Espriella transformou-se de um advogado controverso em um candidato presidencial com chances reais de vitória.
Sua mensagem de “impor autoridade” ressoou com um eleitorado frustrado com os partidos tradicionais. Com 47 anos, carismático e com um discurso firme, ele apelou ao espetáculo e fez declarações categóricas e provocativas.
Apresentando-se como empresário de sucesso e amante da “alta cultura”, sua retórica da ultradireita e propostas canalhas visaram conquistar o eleitorado conservador e antagonizar o governo atual. Sua promessa de interromper o projeto político de Gustavo Petro e sua estratégia de polarização, representando um extremo sem restrições, foram eficazes para levá-lo ao segundo turno.
Ele lançou um movimento chamado Defensores da Pátria, adotou a imagem de “tigre” como símbolo de força e promete aplicar mão‑dura para enfrentar os desafios do país. Espriella também conta com o apoio político do senador brasileiro Flávio Bolsonaro.
Iván Cepeda: A Resiliência da Esquerda Progressista
Iván Cepeda, o candidato da esquerda progressista, também garantiu sua vaga no segundo turno, demonstrando a resiliência de seu projeto político. Sua votação em Kennedy, sudoeste de Bogotá, foi acompanhada da declaração de confiança: “Estamos convencidos de que hoje à tarde celebraremos o segundo governo progressista na Colômbia.” A esquerda, unida em torno de sua figura, conseguiu mobilizar sua base e se posicionar como a principal força de oposição à ultradireita.
A trajetória de Cepeda rumo ao segundo turno foi impulsionada por um ponto de virada crucial: o caso contra o ex-presidente Álvaro Uribe. O processo judicial contra Uribe, no qual Cepeda foi vítima e testemunha, catapultou sua notoriedade e o posicionou como um pré-candidato favorito. Nascido em 1962, Cepeda, senador pelo governista Pacto Histórico, carrega um legado de luta herdado de seus pais, líderes comunistas. Sua voz calma, mas firme, em defesa da justiça, tornou-se sua marca.
Com formação em filosofia e direito internacional humanitário, Cepeda tem uma carreira política marcada por ativismo, exílio e denúncias contra a parapolítica. No Congresso, atuou como facilitador em processos de paz e colaborou com a política de “paz total” de Petro. Seu programa enfatiza a continuidade da “paz total”, a reconciliação nacional, a defesa dos direitos humanos, uma política externa autônoma e propostas de “revolução agrária” e “democrática”.
Lindbergh Farias e Ronaldo Caiado – Foto: Reprodução
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo Lula na Câmara dos Deputados, pediu nesta terça-feira (26) que a Polícia Federal investigue o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) em razão das transações realizadas pelo governo estadual com a BK Instituição de Pagamento, conhecida como BK Bank. O pedido foi encaminhado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Com informações da Folha.
O caso foi revelado em reportagem publicada nesta segunda-feira (25) e serviu de base para a solicitação apresentada por Lindbergh. Caiado deixou o governo de Goiás em março e é pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026.
No pedido enviado à Polícia Federal, o parlamentar afirmou: “A gravidade dos fatos decore de possível inserção de recursos públicos, programas sociais e comerciantes locais em ambiente financeiro contaminado por suspeitas de lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e organização criminosa”.
A gestão de Caiado utilizou a BK Bank para movimentar R$ 1,36 bilhão de programas de transferência de renda. A BK é uma fintech suspeita de atuar como um banco paralelo da facção criminosa PCC, conforme as investigações da Operação Carbono Oculto. Um documento do Coaf mostra repasses de R$ 1,36 bilhão da Agência de Fomento de Goiás à BK entre outubro de 2021 e agosto de 2025.
Cartão da Bk Bank e Ronaldo Caiado – Foto: Divulgação
Segundo o Governo de Goiás, a conta na BK era utilizada para operacionalizar programas de transferência de renda que atendem 880 mil beneficiários. A partir dessa conta, eram realizados os repasses aos cartões dos usuários finais. Sobre as operações incidia uma taxa de utilização de até 6%, cobrada dos estabelecimentos credenciados para compras pelos beneficiários. Desse valor, 50% eram destinados à Agência de Fomento e 50% à BK Bank.
Em nota, o Governo de Goiás declarou: “Quando da deflagração da Operação Carbono Oculto, a agência adotou medidas administrativas e judiciais para resguardar o interesse público. Até o momento, não há prejuízo constatado à GoiásFomento”. Caiado afirmou que uma certidão do Banco Central atesta a BK como “autorizada em atividade” e questionou: “Não estaria existindo, neste momento, conivência ou omissão do Coaf na prevenção de crimes dessas organizações criminosas, deixando-as operar e informando delitos somente depois da operação policial que trouxe à tona o envolvimento da empresa com o narcotráfico? De quem parte a ordem para calar o Coaf?”. A BK foi procurada por email e por telefone pela reportagem, mas não houve resposta.
A fotografia era o que importava. Não a conversa, não as promessas, não a pretensa diplomacia. Apenas a imagem. Flávio Bolsonaro precisava dela como quem precisa de um colete salva-vidas em mar revolto. E, com a ajuda de Eduardo Bolsonaro e de aliados nos Estados Unidos, cavou hoje um encontro rápido com Donald Trump na Casa Branca para produzir exatamente isso: um retrato de sobrevivência política.
O objetivo não era competir em termos institucionais com Lula, que se reuniu oficialmente com o presidente norte-americano em encontro entre chefes de Estado em Washington DC para discutir temas de interessam a brasileiros e norte-americanos. A intenção era outra. Flávio precisava de uma fumaça espessa capaz de desviar o foco sobre sua relação com o bandido-Master Daniel Vorcaro, o seu pedido de R$ 134 milhões ao banqueiro e a promessa de lealdade eterna feita a ele. E, principalmente, sobre as mentiras contadas pelo senador para encobrir tudo isso.
A foto surge, então, como instrumento político. Um símbolo para consumo interno. Um recado aos aliados, aos empresários e principalmente à militância: “a campanha continua viva”. Porque, no imaginário bolsonarista, ser recebido por Trump ainda funciona como certificado de relevância internacional. Pouco importa se o encontro foi rápido, paralelo, periférico. O que interessa é o enquadramento.
Trump aparece sentado, no centro da cena, enquanto Flávio, em pé e ao lado, ocupa uma posição lateral, quase ornamental. A composição lembra pinturas medievais nas quais o senhor feudal recebia seus vassalos para reafirmar hierarquia e lealdade. Um beija-mão. Não é a iconografia normalmente encontrada entre líderes equivalentes. Quando Trump posa com chefes de Estado, a liturgia visual costuma buscar simetria: ambos em pé, sentados, no mesmo plano. Ali, não. A fotografia estabelece níveis.
Para muita gente, isso é sinônimo de vassalagem e um lembrete da política de alinhamento automático com os EUA executada por Jair Bolsonaro. Contudo, ao contrário do que pensa o naco da sociedade que preza pela soberania, isso é exatamente a razão que explica por que ela funciona tão bem para o trumpismo tropical.
Daniel Vorcaro, do Banco Master. Foto: Divulgação/Banco Master
O bolsonarismo sempre cultivou fascínio pela ideia de submissão a uma liderança forte, estrangeira e mitificada. A imagem de Flávio ao lado de Trump não comunica independência política, mas pertencimento. É menos um encontro entre iguais e mais uma audiência com o epicentro da extrema direita global. Há quem vá ao delírio com isso e chore enrolado na bandeira dos Estados Unidos.
O eleitorado fiel verá força onde existe encenação. Há aliados que interpretarão o clique como sinal de viabilidade. Mas a parcela independente do eleitorado, aquela que não vive em devoção permanente nem ao lulismo nem ao bolsonarismo, tende a continuar fazendo perguntas simples para definir o seu voto: por que esconder relações políticas e financeiras? Por que negar proximidades que depois reaparecem? E por que uma foto deveria valer mais do que explicações?
Há um sujeito oculto na imagem. É Vorcaro. Porque toda a pressa para produzir o retrato está menos ligada à necessidade de se contrapor Lula (que havia visitado Trump na Casa Branca e passado três horas discutindo política) e mais à necessidade urgente de mudar de assunto.
No fim das contas, pouco importava a postura corporal, a posição subalterna na foto ou o fato de Trump reservá-la normalmente para assessores e apoiadores de segunda linha. O importante era voltar ao Brasil com um JPEG circulando nas redes e na imprensa e a esperança de que alguns milhares de compartilhamentos sejam suficientes para soterrar perguntas inconvenientes sobre banqueiros, promessas de fidelidade e cifras milionárias.
Em tempos de bolsonarismo, uma imagem vale mais do que mil palavras. Especialmente quando as palavras podem virar prova contra si nas eleições e nos tribunais.
O pré-candidato a presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas. Foto: Danilo Verpa/Folhapress
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (26) que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem “muitas questões” a explicar sobre sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A declaração foi dada durante coletiva na entrega da primeira etapa da Estação de Tratamento de Esgoto de Perus, na Zona Norte da capital paulista.
Ao comentar o caso, Tarcísio de Freitas disse que a população acompanha o escândalo envolvendo o Banco Master e que o episódio exige explicações. “Como eu falei, eu acho que tem muitas questões que ele mesmo precisa explicar. A população está vendo esse escândalo do Banco Master, que é uma coisa que agride a sociedade como um todo. Isso deixa a sociedade em alerta e aí tudo tem que ser muito bem explicado”, afirmou.
A fala ocorre após a revelação de que Flávio Bolsonaro se reuniu com Daniel Vorcaro depois da primeira prisão do banqueiro. Segundo o senador, o encontro teve como objetivo “botar um ponto final” na questão do financiamento de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro. A Polícia Federal deve apurar se a visita ocorreu para cobrar dinheiro ligado à produção.
Flávio Bolsonaro admitiu na semana passada que esteve com Vorcaro após a soltura do banqueiro, que passou a usar tornozeleira eletrônica. O encontro ocorreu no dia seguinte à decisão do TRF-1 que liberou o dono do Banco Master, em novembro de 2025.
▶️COBROU: Tarcísio cobra explicações de Flávio Bolsonaro sobre ligação com banqueiro investigado
O governador de São Paulo afirmou que Flávio Bolsonaro precisa esclarecer muitas questões sobre sua relação com Daniel Vorcaro, investigado por fraudes no Banco Master, dizendo que o… pic.twitter.com/KvgEXcnq2i
— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) May 26, 2026
Tarcísio de Freitas negou afastamento político de Flávio Bolsonaro e desejou sucesso ao aliado na viagem aos Estados Unidos. O governador disse que o senador é pré-candidato à Presidência e que considera “extremamente saudável” conversar com chefes de Estado e lideranças internacionais.
Questionado sobre a ausência em agendas conjuntas com Flávio Bolsonaro nas últimas semanas, Tarcísio de Freitas afirmou que está concentrado no governo paulista. “É porque eu tenho uma agenda de governador. Veja, eu estou governando o estado. Quando é que eu vou pensar em eleição? No período da campanha”, disse.
O jornalista Octávio Guedes e a foto “de fã” de Eduardo Bolsonaro com Donald Trump em Washington. Fotomontagem
O jornalista Octavio Guedes afirmou nesta terça-feira (26) que a primeira imagem divulgada do encontro entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Donald Trump, na Casa Branca, parece mais uma foto de fã com ídolo do que uma reunião entre um pré-candidato à Presidência do Brasil e o presidente dos Estados Unidos. A análise foi publicada no g1 após a divulgação das imagens do senador ao lado do republicano.
Segundo Guedes, a fotografia não é o ponto central da viagem. O comentarista afirmou que o senador viajou aos Estados Unidos para sair do Brasil e evitar perguntas sobre o escândalo envolvendo o Banco Master e o financiamento de “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. “Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não viajou para se encontrar com Trump, e sim para sair do Brasil, fugindo de perguntas sobre o escândalo do Banco Master”, escreveu.
Ao tratar da imagem, Octavio Guedes afirmou que: “A primeira foto divulgada nesta terça-feira (26) do encontro do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece mais a foto de um fã com seu ídolo do que propriamente a de um presidenciável de um país soberano conversando com o presidente de outro país soberano”.
O jornalista também apontou que Flávio Bolsonaro tem evitado explicar onde está o suposto contrato firmado com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro. O senador foi gravado pedindo dinheiro ao banqueiro para a produção. Segundo a Folha, Vorcaro investiu R$ 61 milhões no projeto, e o episódio abriu uma crise na pré-campanha do PL.
Blog do Octavio Guedes – A primeira foto divulgada nesta terça-feira (26) do encontro do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parece mais a foto de um fã com seu ídolo do que propriamente a de um… pic.twitter.com/moZwBhAJHi
Guedes lembrou que, desde a divulgação do áudio da conversa com Vorcaro, em 13 de maio, Flávio Bolsonaro foi questionado duas vezes pela imprensa sobre o caso e teve, segundo ele, reações constrangedoras. Na primeira, riu ao responder a uma pergunta do Intercept sobre os R$ 61 milhões pagos pelo banqueiro e afirmou que a informação era “mentira”. Depois, no aeroporto, a caminho dos Estados Unidos, brincou que só falaria em inglês.
Na análise, Octavio Guedes afirmou que: “A fotografia é o que menos importa para a pré-campanha. O silêncio do senador e filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro importa muito mais”.
Após o encontro, Flávio Bolsonaro disse que pediu a Trump para classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. O senador também afirmou que conversou com o republicano sobre segurança pública, tarifas e terras raras, além de negar que a agenda tivesse relação com o desgaste provocado pelo caso “Dark Horse”. Folha
A viagem foi articulada por Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Octavio Guedes registrou que o ex-deputado federal cassado perdeu o mandato por excesso de faltas, é investigado no STF e atua no exterior em articulações com aliados de Trump.
Gilberto Kassab, presidente do PSD, durante evento do LIDE. Reprodução
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta segunda-feira (27) que Jair Bolsonaro (PL) “não tinha vocação para a vida pública”. A declaração foi dada durante evento empresarial do LIDE, grupo ligado ao ex-governador João Doria, em São Paulo.
Segundo Kassab, a eleição de 2018 foi marcada por um forte sentimento antipetista, o que abriu caminho para a vitória de Bolsonaro. “O Brasil não podia mais ouvir falar no PT, e Bolsonaro acabou assumindo. Sinceramente, sem nenhuma vocação para a vida pública”, disse.
Apesar da crítica, Kassab afirmou que o governo Bolsonaro se sustentou por causa de nomes fortes na equipe econômica. Ele citou Paulo Guedes como peça central da gestão. “Ele praticamente comandava a economia e teve papel muito importante”, declarou.
O dirigente do PSD também fez ressalvas ao governo Lula. Kassab apontou dificuldades na condução econômica e questionou a eficiência administrativa da atual gestão federal.
As falas ocorrem em meio às articulações para a disputa presidencial de 2026. O PSD tenta ampliar seu espaço nacional e sustentar uma alternativa à polarização entre PT e PL.
O deputado federal, Nikolas Ferreira. Foto: Wallace Martins/Estadão Contéudo
A nova troca de ataques entre Nikolas Ferreira e Jair Renan Bolsonaro abriu mais um capítulo do desgaste interno no bolsonarismo. Nesta sexta-feira (24), o deputado mineiro chamou o vereador de Balneário Camboriú de “toupeira cega” após uma discussão no X, em meio à pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro no PL.
A confusão começou quando o influenciador bolsonarista Junior Japa ironizou um vídeo de Nikolas em Minas Gerais e insinuou que ele teria “sentido” críticas recentes, além de sugerir troca de apoio por emendas. Nikolas reagiu dizendo que mandaria “emenda” para internar os críticos “num hospício”; Jair Renan entrou na conversa com o meme “Galvão?”, seguido pela resposta “Sentiu”.
Foi nesse ponto que Nikolas publicou o print da interação e escreveu que, se somada, a “capacidade cognitiva” de Jair Renan e do influenciador “não alcança a de uma toupeira cega”. O ataque virou o sinal mais recente de um mal-estar que já vinha crescendo no entorno de Flávio Bolsonaro por causa da atuação considerada tímida de Nikolas na campanha.
Nos bastidores, aliados dos Bolsonaro passaram a monitorar as redes do deputado e a reclamar que ele menciona pouco o nome de Flávio. Nikolas respondeu dizendo sofrer “ataques unilaterais” e acusou integrantes do grupo de se acharem “mais Bolsonaro do que o próprio Bolsonaro”, o que transformou uma briga de rede social em sintoma de corrosão política mais ampla.
Se juntar a capacidade cognitiva dessa dupla não alcança a de uma toupeira cega. pic.twitter.com/F8voYWiHcC
A tensão atual se soma ao embate que Nikolas já havia travado com Eduardo Bolsonaro no início do mês. Depois de um “kkk” publicado pelo mineiro em resposta a críticas, Eduardo acusou o deputado de desrespeitar sua família, de usar o algoritmo das redes para dar visibilidade a adversários do bolsonarismo e de não apoiar Flávio de forma consistente.
O conflito também atravessou a própria família Bolsonaro. Enquanto Carlos e Jair Renan se alinharam com Eduardo nas redes, Michelle adotou uma posição ambígua e chegou a publicar vídeo de Nikolas no mesmo dia do embate, num gesto lido como sinal de apoio ao parlamentar mineiro; em paralelo, Carlos passou a pressionar filiados do PL com um “levantamento” de quem não divulga a candidatura de Flávio.
Flávio tentou atuar como bombeiro e pediu “racionalidade” e pacificação, afirmando que esse tipo de confronto “não é inteligente” e que não há vencedor em guerra interna. O problema é que a repetição desses episódios mostra que a campanha depende cada vez mais de apagar incêndios entre aliados e parentes, e menos de consolidar uma linha única de discurso.
Na reta para a eleição de outubro, a sequência de choques públicos fragiliza o PL porque dispersa a militância, embaralha a autoridade do clã e obriga Flávio Bolsonaro a arbitrar disputas domésticas em vez de ampliar sua frente eleitoral. Aliados do senador já trataram a briga entre Eduardo e Nikolas como fator de risco e de “potencial catastrófico”, sobretudo porque Minas Gerais é vista como peça estratégica e o apoio de Nikolas segue considerado central nesse tabuleiro.
Rogéria Bolsonaro com os filhos Eduardo, Carlos e Flávio. Reprodução
E agora mais essa. O Instituto Paraná pesquisa mostra que Benedita da Silva tem 32,3% das intenções de voto para o Senado no Rio. Em segundo lugar aparece Rogéria Bolsonaro com 28,1%.
Rogéria é a ex-mulher de Bolsonaro e mãe de Flávio, Eduardo e Carluxo. Em São Paulo, Renato Bolsonaro, irmão do presidiário, é candidato a deputado federal. Em Santa Catarina, Jair Renan é candidato a deputado federal e Carluxo a senador.
Michelle é candidata ao Senado por Brasília. Flávio é candidato a presidente. E Eduardo, que deve ser condenado pelo Supremo e se transformará em foragido, talvez venha a ser o único adulto não candidato a nada na família (Laura, a filha de Bolsonaro e Michelle, tem 15 anos).
Jair, Carlos, Flávio, Renan e Michelle Bolsonaro. Foto: reprodução
Se não for condenado, Eduardo continuará elegível e terá o direito de ser candidato, mesmo estando nos Estados Unidos, com participação remota e virtual na campanha, porque não precisa morar no Brasil.
Carluxo, por exemplo, mora na Lua e poderá se eleger senador por Santa Catarina. Essa é a família antissistema.
E tem gente preocupada porque Neymar não vai pra Copa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante solenidade do Rio de Janeiro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou aliados por maior agilidade na organização da pré-campanha presidencial durante reunião realizada na segunda-feira (23), no Palácio da Alvorada. A orientação ocorre em meio ao avanço do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais. Com informações da Folha de S.Paulo.
Relatos indicam que o mandatário demonstrou insatisfação com o desempenho recente nas sondagens e com a dificuldade de transformar ações do governo em apoio eleitoral. O presidente também apontou necessidade de reação diante da movimentação do campo adversário.
Após o encontro, a direção do PT orientou deputados a intensificar o confronto político com a oposição. A estratégia inclui ampliar a repercussão de declarações do presidente sobre o caso Banco Master.
A recomendação é associar o episódio a adversários políticos e reforçar a comunicação pública do governo sobre o tema. A orientação foi repassada em reuniões com parlamentares da bancada.
Edinho Silva, novo presidente do PT
Lula tem mantido encontros frequentes com integrantes da pré-campanha para discutir o cenário político e definir ações. Participaram da reunião nomes como Edinho Silva, Sérgio Gabrielli e José de Filippi Jr.
Auxiliares avaliam que o grupo adversário avançou na organização da pré-campanha. Segundo relatos, o partido opositor já estruturou equipe jurídica e comunicação voltadas ao processo eleitoral.
Durante reunião com deputados, dirigentes do PT também destacaram a importância de ampliar arrecadação e reforçar presença política. Entre as ações discutidas estão eventos de financiamento e alinhamento de discurso.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), ausente na abertura de um evento de tecnologia chamado South Summit, em Porto Alegre, acabou sendo lembrado por um clássico do mercado.
Cotado como possível candidato da chamada terceira via nas eleições presidenciais, ele recebeu apoio público do economista Armínio Fraga.
Durante painel sobre riscos e oportunidades para o Brasil em 2027, Fraga fez um elogio confuso a Leite. “Existe uma oportunidade espetacular para o Brasil, mas eu não acredito que a situação polarizada que a gente tem hoje vai dar uma resposta. Eu acredito que quem pode colocar o Brasil nessa trajetória é o governador Eduardo Leite”, disse.
O gaúcho estava em São Paulo, onde se reuniu com Gilberto Kassab para tratar de sua possível candidatura ao Planalto. Filiado ao PSD, ele tenta se consolidar como alternativa fora da polarização entre os principais grupos políticos.
O South Summit tem sido uma vitrine recorrente para Leite desde 2022, quando o governo do Rio Grande do Sul passou a financiar o evento. A gestão estadual mantém presença ativa na programação, com participação institucional e apresentações voltadas à agenda de inovação e tecnologia.
Ex-presidente do Banco Central, Armínio propôs congelar o salário mínimo por seis anos em maio de 2025, permitindo apenas a correção pela inflação, sem aumento real. A medida ajudaria a reduzir gastos públicos, que hoje, segundo ele, concentram até 80% do orçamento em folha e previdência.
Arminio Fraga declara apoio a Eduardo Leite:
“Tudo no Brasil pode melhorar, eu acredito nisso. Não acredito que a polarização vá resolver os problemas. Quem pode resolver nessa trajetória é o Eduardo Leite.” 🤣
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, se manifestou após o governador do Paraná, Ratinho Júnior, desistir da pré-candidatura à Presidência da República. Em publicação nas redes sociais, Kassab elogiou a trajetória do correligionário e reafirmou que o partido manterá um nome na disputa ao Palácio do Planalto em 2026.
“O Partido Social Democrático reafirma sua admiração pelo governador Ratinho Junior e por sua gestão, considerada a melhor da história do Paraná que, entre outros feitos, transformou a educação do Estado na melhor do Brasil, reduziu os índices de criminalidade aos menores níveis em décadas e fez enormes investimentos em infraestrutura que trarão, por muitos anos, bons frutos ao desenvolvimento paranaense”, escreveu Kassab.
Na mesma publicação, o dirigente destacou que a sigla seguirá buscando uma alternativa eleitoral fora da polarização. “O PSD se mantém firme em sua decisão de apresentar aos brasileiros uma candidatura a presidente da República, que com certeza será a ‘melhor via’, contrapondo-se a essa polarização de propostas radicais que em nada contribuem para o que o Brasil precisa”, afirmou.
Kassab também indicou os possíveis nomes para a disputa. “Eduardo Leite e Ronaldo Caiado são governadores muito bem avaliados, com inúmeras realizações ao longo de suas vidas públicas. Ambos têm apresentado seus projetos para o Brasil, que nortearão o plano de governo do candidato do PSD. A escolha, como afirmado anteriormente, deve ocorrer até o fim deste mês de março”.
A decisão de Ratinho Júnior de deixar a corrida presidencial foi anunciada na segunda-feira (23), após conversa com a família. Nos bastidores, aliados apontam que a resistência familiar teve peso na escolha, especialmente por preocupações com a exposição dos negócios do grupo durante uma campanha nacional.
Outro fator determinante foi a sucessão no Paraná. Sem poder disputar a reeleição, o governador passou a priorizar a definição de um nome para manter seu grupo político no comando do estado a partir de 2027. O cenário ganhou ainda mais pressão com o avanço do senador Sergio Moro nas articulações para disputar o governo estadual.
Em reunião recente, Moro e Flávio Bolsonaro firmaram acordo para uma aliança eleitoral no Paraná em 2026, com apoio do PL ao projeto do ex-juiz. Diante disso, Ratinho optou por permanecer no cargo para acompanhar de perto a sucessão e preservar sua influência política no estado.
Michelle Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto, presidente do PL. Foto: reprodução
O avanço das investigações sobre o Banco Master no Distrito Federal e a nova internação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) provocaram uma mudança no comando do bolsonarismo. Com o desgaste do entorno do governador Ibaneis Rocha (MDB) e a perda do principal eixo de articulação da direita local, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passou a ocupar espaço central nas decisões políticas, interferindo diretamente na definição de candidaturas para 2026.
O movimento, de acordo com informações do Globo, a colocou em rota de colisão com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que até então conduzia a estratégia nacional do grupo no posto de pré-candidato à Presidência.
A crise foi agravada pelas revelações envolvendo o Banco Master e sua relação com decisões do governo do DF, especialmente no caso do BRB. O cenário piorou após a divulgação de um contrato de R$ 38 milhões firmado pelo escritório de advocacia de Ibaneis com um fundo ligado à Reag, investigada pela Polícia Federal.
Em resposta, o Partido Liberal protocolou pedido de CPI na Câmara Legislativa, rompendo na prática com o governador, que era aliado e articulava candidatura ao Senado.
Sem Ibaneis como referência política, parlamentares passaram a buscar Michelle diretamente, consolidando seu protagonismo. Ela passou a dialogar com pré-candidatos e a influenciar decisões eleitorais, enquanto Flávio mantinha a articulação nacional focada em alianças mais amplas.
No DF, a divergência ficou evidente: Michelle defendeu uma chapa ao Senado com seu nome e o da deputada Bia Kicis, além de apoiar Celina Leão ao governo local. “A Michelle se manifestou publicamente já várias vezes, desde o meu pré-lançamento no dia 11 de novembro, como pelas redes sociais dela várias vezes. Vamos ter agendas em breve, depois da internação do ex-presidente”, afirmou a deputada Bia Kicis (PL-DF).
Já aliados de Flávio passaram a defender o nome do senador Izalci Lucas (PL-DF) como alternativa de centro-direita. A proposta foi rejeitada por aliados de Michelle.
“Até agora nada apareceu diretamente ligado a ela e acho que ela tem chances reais de ser eleita. Izalci é muito preparado, bom parlamentar, mas Celina é a melhor opção. Celina já passou pelo Executivo antes. Celina será nossa governadora”, disse a ex-ministra e senadora Damares Alves (Republicanos-DF).
O senador Flávio Bolsonaro. Foto: AFP
O protagonismo de Michelle foi reforçado por uma carta de Jair Bolsonaro, na qual ele pediu que aliados parassem de pressioná-la e indicou que ela deveria assumir papel mais ativo. A possibilidade de prisão domiciliar do ex-presidente também é vista como fator que pode ampliar ainda mais sua influência política.
Enquanto Michelle passou a atuar diretamente na articulação política e no entorno pessoal de Bolsonaro, controlando agendas e acesso, Flávio manteve interlocução institucional e chegou a se reunir com o ministro Alexandre de Moraes para tratar da situação do pai. Michelle, por sua vez, acionou aliados como Tarcísio de Freitas para reforçar o pleito.
O conflito também se espalhou para outros estados. No Ceará, Flávio tentou viabilizar aliança com Ciro Gomes (PSDB-CE), enquanto Michelle se posicionou contra o acordo, alinhada a nomes mais conservadores. Em Minas Gerais e São Paulo, divergências sobre alianças e composição de chapas reforçam a disputa interna.
Apesar do cenário de tensão, o discurso público ainda é de unidade. “Quando o presidente Bolsonaro fez a escolha, automaticamente teve outra pessoa que preferia ter outra escolha. Mas como a gente tem um líder, a gente tem que seguir o líder. E daí já está tudo resolvido, 100% dos apoiadores do presidente Bolsonaro estão com o Flávio Bolsonaro”, disse o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB).
O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — Foto: Edilson Dantas/Agência O Globo
Cinco meses após a liquidação do Banco Master pelo Banco Central (BC), o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) permanece em silêncio sobre o escândalo que envolveu a falência da instituição financeira e seus desdobramentos. A ausência de declarações de Flávio Bolsonaro sobre o caso é vista com “estranheza” por aliados, especialmente considerando que o escândalo é um dos maiores episódios de fraude financeira no Brasil. Com informações de Lauro Jardim, do Globo.
Enquanto Bolsonaro se cala, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem se posicionado publicamente sobre o escândalo, com um discurso contundente. Na última quinta-feira (19), Lula afirmou que “não deixaremos pedra sob pedra para apurar tudo o que fizeram, dando um rombo de R$ 50 bilhões neste país”. A postura de Lula contrasta com a ausência de comentários de Flávio Bolsonaro sobre o caso, especialmente considerando que o escândalo envolve figuras do governo Bolsonaro e do círculo político de Flávio.
Enquanto isso, o Partido dos Trabalhadores (PT) tem intensificado as críticas a Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em uma resolução publicada recentemente, o PT questiona a omissão de Flávio Bolsonaro sobre o escândalo, destacando a negligência do governo Bolsonaro na supervisão do setor financeiro e sua ligação com Daniel Vorcaro, o banqueiro acusado de fraude. “O banco foi fundado e operou livremente durante o governo Bolsonaro, período em que acumulou fortes indícios de gestão fraudulenta”, afirma o PT.
A resolução do partido também acusa o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro, de ter permitido o crescimento do esquema de corrupção, sem realizar intervenções necessárias. No entanto, o PT foca suas críticas diretamente em Flávio Bolsonaro, associando-o ao financiamento eleitoral de sua campanha e ao uso de recursos oriundos do Banco Master: “Flávio Bolsonaro representa a continuidade do mesmo projeto autoritário e antipopular que o Brasil derrotou nas urnas”.
Além da publicação oficial, grupos de WhatsApp ligados ao PT têm propagado vídeos e conteúdos que associam Vorcaro a Flávio Bolsonaro. Uma postagem, por exemplo, traz uma montagem que relaciona o nome de Flávio Bolsonaro com os contatos encontrados na agenda de Vorcaro. “A teia do escândalo BolsoMaster só cresce e todos os caminhos levam ao clã Bolsonaro”, diz o texto compartilhado nos grupos.
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: reprodução
Em entrevista, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiram que a estratégia de comunicação do governo foi errada ao evitar um confronto direto com Flávio Bolsonaro. Alguns membros do PT acreditam que, ao focar apenas em pautas positivas e evitar embates com Flávio, o governo perdeu tempo e espaço. “Agora seria, portanto, necessário ajustar a rota”, disseram. Para o PT, a relação entre Flávio Bolsonaro e o escândalo do Banco Master precisa ser destacada como um fator crucial para desmantelar a narrativa da direita.
Em paralelo, o crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas presidenciais tem gerado um alerta entre governistas, que veem na omissão da sua relação com o escândalo uma falha na comunicação do governo. O PT busca agora reorganizar sua estratégia e manter a pressão sobre Flávio Bolsonaro, utilizando a associação ao Banco Master como uma ferramenta de desgaste político.
O deputado federal Lindbergh Farias. Foto: Gabriel Paiva
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) usou as redes sociais nesta segunda-feira (16) para criticar o Estadão que, em um editorial, sugeriu um suposto canaço dos brasileiros em relação ao presidente Lula (PT). O parlamentar apontou que o jornal da “escolha muito difícil”, entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PL) em 2018, tenta falsamente equiparar o governo atual, com recordes de emprego e benefícios sociais, à família Bolsonaro, cercada por escândalos criminais.
Lindbergh defende ainda que Lula representa avanços, direitos e esperança para o povo, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) simboliza retrocesso, privilégios e alinhamento com interesses das elites. Leia a publicação de Lindbergh na íntegra:
Em editorial feito por IA, o Estadão tenta vender a tese de que o Brasil estaria “cansado de Lula”. Na prática, é a velha operação da falsa equivalência para transformar em “escolha muito difícil” a disputa entre um governo que entregou a menor taxa anual de desemprego da série histórica, de 5,6% em 2025, inflação de 3,81% em 12 meses até fevereiro de 2026 e isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, vigente desde janeiro de 2026, e a família Bolsonaro cercada por denúncias de rachadinha, roubo de joias, matadores de aluguel, milícias e vínculos com facções criminosas.
A comparação real não é entre dois estilos de governo. Lula é o novo que tira milhões da miséria, gera emprego, amplia renda, reduz imposto para quem trabalha, valoriza o salário mínimo e recoloca o povo no centro das prioridades nacionais. Flávio Bolsonaro é o velho que propõe a retirada de direitos, do receituário neoliberal embalado como modernidade, da fila do osso, do ataque à aposentadoria, das ameaças a férias, 13º salário e proteção trabalhista, sempre em favor dos mesmos privilégios do andar de cima.
De um lado, um projeto que apoia o debate sobre o fim da escala 6×1, proteger as mulheres contra o feminicídio, combater o crime organizado e busca construir um país mais justo com saúde, educação e emprego. Do outro, escândalos, compra de imóveis com dinheiro vivo, defesa da violência, sabotagem da economia nacional e submissão a interesses externos.
O Brasil real sabe reconhecer quem melhora a vida do povo. Lula representa emprego, renda, democracia, direitos e esperança. Representa a ideia de um país mais justo, que enfrenta desigualdades, ataca privilégios e não aceita que o destino do povo seja o sofrimento imposto pelos poderosos de sempre. É por isso que Lula segue tão forte, porque encarna os sonhos e o futuro, enquanto seus adversários representam apenas os fantasmas do passado que o Brasil já rejeitou.
Em editorial feito por IA, o Estadão tenta vender a tese de que o Brasil estaria “cansado de Lula”. Na prática, é a velha operação da falsa equivalência para transformar em “escolha muito difícil” a disputa entre um governo que entregou a menor taxa anual de desemprego da série…
Dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT) têm demonstrado, de forma discreta, apoio à candidatura de Kim Kataguiri, deputado federal e líder do partido Missão, ao governo de São Paulo. A aposta dos petistas é que uma disputa mais acirrada no estado, entre Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas, possa garantir a realização de um segundo turno, fortalecendo a campanha de Lula na corrida presidencial.
Em pesquisa do Datafolha divulgada no dia 8 de março, Kataguiri, que fundou o partido Missão, aparece com 5% das intenções de voto. O governador Tarcísio lidera com 44%, seguido de Haddad, com 31%. Outros possíveis candidatos, como Paulo Serra (PSDB) com 5% e Felipe D’Avila (Novo) com 3%, não devem seguir com as candidaturas, pois seus partidos têm sinalizado apoio à reeleição dele.
A presença dele como terceira via relevante poderia agitar o cenário eleitoral, abrindo caminho para um possível segundo turno. Esse resultado seria estratégico para o PT, que almeja uma palanque forte em São Paulo no segundo turno das eleições presidenciais, a fim de aumentar a competitividade contra Flávio Bolsonaro, o candidato da direita.
Em resposta à especulação sobre sua candidatura, Kim Kataguiri se mostrou irônico ao comentar o apoio implícito do PT. “Fico lisonjeado”, disse o deputado, destacando que a decisão sobre sua candidatura ao governo de São Paulo ou sua reeleição para a Câmara dos Deputados será tomada apenas em junho.
O deputado Kim Kataguiri atualmente é o líder do partido Missão. Foto: Divulgação
Atualmente, ele está se dedicado à construção das chapas do partido Missão nos estados e ao seu trabalho como líder do partido na Câmara dos Deputados. “Neste momento tenho gasto minhas energias com a construção das chapas do partido nos estados, e com o cargo de líder do Missão na Câmara, para o qual não conto com nenhuma estrutura na Casa”, afirmou Kataguiri, deixando claro que sua agenda política está focada em outras prioridades.
Apesar da ironia, a movimentação política em torno da possível candidatura de Kim não é vista como algo inesperado. O deputado, conhecido por sua postura “crítica e independente”, tem conquistado a atenção de setores que buscam uma alternativa à polarização entre PT e o bolsonarismo.
Para o PT, a chance de fortalecer a campanha presidencial de Haddad depende de uma disputa estadual acirrada. A candidatura de Kim poderia ser o elemento que faltava para criar uma polarização mais intensa, forçando um segundo turno, algo que aumentaria as chances de vitória para o partido nas eleições gerais.
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) – Reprodução
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) afirmou, nesta quarta-feira (12), que a região Sudeste terá papel central na disputa presidencial de 2026. Em entrevista ao programa “CNN 360°”, ele declarou que o resultado da eleição dependerá do desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos quatro estados da região. “A eleição se decide aqui no Sudeste”, disse.
Dirceu afirmou que o partido não considera a reeleição como garantida e classificou a disputa como aberta. Segundo ele, eleições recentes no Brasil tiveram resultados equilibrados, citando os pleitos de 2014 e 2022. “Nós nunca tivemos ilusão que essa eleição seria uma eleição ganha ou o presidente Lula estaria reeleito. Não existe isso no Brasil”, afirmou.
Ao tratar das articulações em São Paulo, Dirceu disse considerar definida a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo estadual e a de Simone Tebet (MDB) ao Senado. Para a composição da chapa ao governo e a segunda vaga ao Senado, mencionou os nomes de Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB). Ele também defendeu a permanência do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na chapa presidencial e sua atuação na campanha paulista.
Dirceu afirmou que uma aliança envolvendo Haddad, Tebet, Marina Silva, Márcio França ou outro nome do interior paulista, com apoio de Alckmin, pode disputar o governo do estado com o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O ex-ministro também classificou a aliança entre Lula e Alckmin como “um contrato, um pacto que nós fizemos com a maioria da sociedade brasileira para eleger o Lula”.
Em relação a Minas Gerais, ele mencionou negociações com o senador Rodrigo Pacheco (PSD), a prefeita de Contagem Marília Campos (PT) e o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). No Rio de Janeiro, apontou a aliança com o prefeito Eduardo Paes (PSD) e a deputada federal Benedita da Silva (PT) para o Senado como base da campanha presidencial no estado.
Dirceu também comentou o cenário em outras regiões do país. No Sul, afirmou que o PT pode ampliar sua presença eleitoral, enquanto no Centro-Oeste e no Norte avaliou que a disputa tende a ser mais difícil. Ele disse que o partido possui estrutura e base eleitoral para competir nacionalmente e declarou que a oposição não deve conquistar maioria no Senado. O ex-ministro também comentou temas da política econômica e afirmou que os nomes citados em investigações relacionadas ao Banco Master não têm ligação com o PT.
Fernando Haddad, Geraldo Alckmin e Simone Tebet. Foto: Divulgação
Uma pesquisa recente realizada pelo Datafolha revela o cenário eleitoral para o Senado em São Paulo nas eleições de 2026, destacando os principais candidatos à disputa por duas vagas. O levantamento, feito entre os dias 3 e 5 de março, aponta os nomes de Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSB) e Simone Tebet (MDB) como os mais bem posicionados.
No primeiro cenário, em que ele não tem a companhia do vice-presidente, o ministro da Fazenda lidera a corrida com 30% das intenções de voto. A ministra do Planejamento ocupa o segundo lugar, com 25%, seguida de Márcio França (PSB) com 20%.
Outros nomes de destaque incluem Marina Silva (Rede) com 18%, e Guilherme Boulos (PSOL), com 14%, empatado com o deputado Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas. Neste cenário, a pesquisa mostra que o eleitorado paulista ainda demonstra um número significativo de indecisos.
Quatro por cento dos entrevistados não souberam escolher para a primeira vaga, enquanto 6% se mostraram indecisos sobre a segunda vaga. Além disso, 15% dos eleitores não souberam ou preferiram não escolher para a primeira vaga, e 21% para a segunda vaga.
Marina Silva e Guilherme Boulos. Foto: Divulgação
No segundo cenário, sem a participação de Haddad, Alckmin assume a liderança com 31% das intenções de voto. A pesquisa mostra um quadro mais equilibrado, com Tebet mantendo a segunda posição com 25%, seguida de Marina Silva, que alcança 21%. Márcio França, também do PSB, aparece com 20%.
Boulos mantém uma posição de destaque com 15%, enquanto Derrite e Ricardo Salles (Novo) empataram com 13%. Outros candidatos, como Paulinho da Força (Solidariedade) e Rosana Valle (PL), ficam bem atrás na pesquisa, com 9% e 6%, respectivamente.
A quantidade de votos em branco, nulos ou indecisos permanece alta, com 14% para a primeira vaga e 20% para a segunda vaga. A pesquisa foi realizada com 1.608 entrevistas distribuídas em 71 municípios do estado de São Paulo, com a participação de pessoas de 16 anos ou mais.
A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números BR-06798/2026 e SP-04136/2026.
Manifestação de esquerda em Florianópolis, em setembro de 2025 (crédito: CUT-SC)
Por Gerd Klotz*
Sim! Santa Catarina vive uma onda conservadora. Temos muitos prefeitos bolsonaristas e deputados estaduais retrógrados. Dos 16 deputados federais, apenas dois são progressistas. Os últimos dois governadores foram eleitos na onda da extrema direita.
Nem sempre foi assim. Num passado recente, as principais cidades do estado já foram governadas por progressistas, especialmente por políticos petistas.
Cidades como Chapecó, no oeste do estado, a industrializada Joinville, no norte, a carbonífera Criciúma, Brusque, cidade do “Velho da Havan”, a portuária Itajaí, a litorânea Itapema, a loira Blumenau, todas têm em comum o fato de já terem sido governadas por prefeitos petistas. Inclusive a capital Florianópolis foi governada por um comunista, Sérgio Grando, e Balneário Camboriú, atual enclave bolsonarista onde o filho 04 foi eleito vereador, foi duas vezes governada por prefeitos do PDT brizolista, o último (1993/96), Luís Castro, um brizolista histórico.
Se formos retroceder no tempo, na cidade de Blumenau, Leonel Brizola venceu a eleição presidencial de 1989 no primeiro turno, e, no segundo, Lula venceu Collor de Mello.
Foi em Balneário Camboriú que, nos idos de 1984, se realizou em pleno verão o segundo comício pela campanha das “Diretas Já”, com a presença de lideranças políticas como Ulysses Guimarães e Olívio Dutra, artistas como Fafá de Belém e Martinho da Vila, reunindo milhares de pessoas em frente à praia central.
Na primeira eleição de Lula, em 2002, o petista recebeu em Santa Catarina quase o dobro de votos de seu concorrente, José Serra (PSDB). Foi a “onda Lula”.
Depois veio o mensalão, que a jornalista Hildegard Angel apelidou apropriadamente de “mentirão”, e a sua equivocada teoria do “domínio do fato” do jurista alemão Claus Roxin (que, diga-se, à época em viagem ao Brasil, desautorizou o seu uso para condenar José Dirceu, o então ministro da Casa Civil de Lula), as “jornadas de julho” articuladas e manipuladas pela direita, certamente com apoio do submundo estadunidense (período em que Edward Snowden, ex-analista da CIA e da NSA, vazou documentos secretos revelando programas de vigilância em massa dos EUA), a espionagem à presidenta Dilma Rousseff, o sumiço do computador da Petrobras com dados sensíveis do nosso pré-sal, configurando o ensaio em solo brasileiro de uma tentativa de “primavera brasilis”, na esteira das primaveras árabes.
Na sequência, Aécio Neves (PSDB) questionou o resultado eleitoral e exigiu recontagem de votos da eleição de 2014 (Bolsonaro não foi o primeiro…). Após, em 2016, veio o golpe contra Dilma e o governo entreguista de Michel Temer (MDB), que preparou a chegada do bolsonarismo.
Daí em diante abriu-se a porta do inferno catarinense e a extrema direita nazifascista encontrou seu caldo de cultura ideal para se procriar, culminando com os acampamentos golpistas em frente aos espaços militares como o que aconteceu em Itajaí, onde durante 70 dias milhares de “patriotas” de toda região se reuniram o dia todo pregando o fim do estado democrático de direito, culminando com a tentativa de golpe no 8 de janeiro de 2023.
Na eleição de 2022, o então candidato a governador pelo PT, Décio Lima (ex-prefeito de Blumenau reeleito, deputado federal por três mandatos e atual presidente nacional do Sebrae), conquistou um feito inédito ao chegar ao segundo turno obtendo quase 30% dos votos, perdendo para o atual governador, Jorginho Mello (PL).
Já neste ano, as forças progressistas do estado devem lançar a governador Gelson Merísio, ex-deputado estadual e presidente da assembléia legislativa, que em 2018 venceu a votação de primeiro turno ao governo do estado, perdendo para Carlos Moisés, um desconhecido comandante dos bombeiros do estado, eleito na onda Bolsonaro daquele ano, no segundo turno.
Merísio, que, em 2022, coordenou a campanha do petista Décio Lima, agora articula uma Frente Ampla Democrática, com o aval do presidente Lula, com quem manteve diálogo recente. Atualmente filiado ao Solidariedade, poderá migrar para o PSB do vice-presidente Geraldo Alckmin.
Fechando dobradinha com Merísio poderia compor a chapa de vice a ex- deputada federal Angela Albino ,ex- do PC do B, cuja filiação ao PDT se deu na última quinta, 5 de março.
Outros nomes são lembrados para compor a vice desta frente, incluindo o ex-governador Raimundo Colombo (que, especula-se também, poderá se filiar ao MDB e concorrer ao governo do estado visando provocar um segundo turno com o atual governador). E até Luci Choinaki (PT), primeira deputada estadual eleita pelo PT, em 1986, e que depois teve três mandatos na câmara federal.
Nesta frente, uma das vagas ao senado seria de Décio Lima, que conta com a divisão do campo da extrema direita, que apresentará as candidaturas do PL da deputada federal Carol de Toni (líder nas pesquisas), do carioca Carlos Bolsonaro, o Carluxo, cuja candidatura foi imposta pelo pai ao governador Jorginho Mello, e enfrenta resistências do empresariado do estado e até internamente de setores do próprio PL, como a deputada estadual Ana Campagnolo. A outra vaga por esta frente poderá ser ocupada pelo ex-prefeito de Florianópolis e ex-senador, Dario Berger, que se filiará ao PDT, ou ainda pelo vereador da capital Florianópolis, Afrânio Bopré, do Psol.
O governador que queria formalizar aliança com o PP de Esperidião Amin, teve que largar o aliado ao relento das intempéries políticas estaduais, sacrificando tempo de TV e rádio na propaganda eleitoral e abrindo mão de uma importante força política partidária catarinense, o mesmo acontecendo com o MDB, que sonhava com a vaga de vice e foi preterido pelo prefeito de Joinville, Adriano Silva, do Novo. Este último movimento foi iniciativa do próprio governador, de olho nos eleitores e na popularidade do prefeito da cidade que é o maior colégio eleitoral do estado.
Com a divisão da extrema direita que conta ainda com a oposição do atual prefeito de Chapecó, o também bolsonarista João Rodrigues, do PSD, o quadro eleitoral deste ano assume contornos controversos, que apesar da descrença de muitos que consideram fato consumado a reeleição do atual governador, sinaliza rachaduras na edificação da aliança governista e ressentimentos por parte do PP e MDB, partidos com grande capilaridade nas cidades médias e pequenas do estado com muitos prefeitos e vereadores, que podem mais à frente alterar o humor do eleitor catarinense.
As recentes manifestações de pregação por anistia a Bolsonaro têm diminuído a cada edição nas cidades do estado. A propaganda eleitoral vai explicitar a diferença das ações do governo do agora prisioneiro Bolsonaro e do atual governo Lula, com obras e investimentos públicos em todo estado.
Sim! Já tivemos amor em Santa Catarina e poderemos voltar a ter este ano, após a abertura das urnas da eleição de outubro. O amor, ainda que sútil diante das pesquisas atuais, pode estar no ar…
Gerd Klotz (arquivo pessoal)
* Gerd Klotz é bacharel em direito, ex-presidente municipal do PT de Itajaí (SC) e atual assessor especial da superintendência do Porto de Itajaí.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) – Reprodução
Deputados bolsonaristas planejam viajar aos Estados Unidos na próxima semana para se reunir com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). O objetivo é discutir o nome apoiado por ele para uma das duas vagas da chapa que disputará o Senado por São Paulo nas eleições de 2026. As informações são do Metrópoles.
A movimentação ocorre enquanto o vice-prefeito da capital paulista, Mello Araújo (PL), aparece nas conversas como possível indicado por Jair Bolsonaro (PL). No fim de semana, a defesa do ex-presidente pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que Mello visite Bolsonaro na Papudinha, onde ele está preso desde janeiro.
Entre aliados de Eduardo Bolsonaro, também circulam os nomes do deputado federal Mario Frias (PL) e do deputado estadual Gil Diniz (PL). A vereadora Sonaira Fernandes (PL), que já atuou como assessora do ex-deputado, também aparece nas tratativas.
O deputado federal Mario Frias (PL) – Reprodução
Segundo integrantes do PL, Eduardo teria a prerrogativa de indicar um dos candidatos da direita ao Senado em São Paulo. A segunda vaga da chapa já foi acertada com o deputado federal Guilherme Derrite (PP), que integrou o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) como secretário de Segurança Pública.
Devem participar da viagem aos EUA os deputados estaduais Lucas Bove (PL), Gil Diniz (PL) e Paulo Mansur (PL), além de Mario Frias.
Ciro Nogueira é senador pelo PP do Piauí — Foto: Brenno Carvalho
O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, tem afirmado a interlocutores que ainda não definiu oficialmente seu posicionamento na sucessão presidencial de 2026, mas já estabeleceu condições claras para eventual apoio. Com informações de Lauro Jardim, no Globo.
Segundo relatos de bastidores, Ciro sinaliza que poderá apoiar Flávio Bolsonaro (PL-RJ), desde que o senador adote uma estratégia de campanha mais voltada ao centro político. A avaliação é de que uma candidatura restrita ao eleitorado bolsonarista não teria o respaldo do comando do PP.
A posição ocorre mesmo após um encontro recente entre Ciro Nogueira e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que resultou em uma trégua política. Apesar do gesto, o dirigente do PP tem indicado que não há possibilidade de alinhamento com o atual chefe do Executivo em 2026.
No cenário apresentado pelo senador, Lula estaria fora de qualquer composição. O dirigente também descarta apoio a Ratinho Jr. (PSD-PR) ou a outro nome que venha a ser lançado pelo PSD na disputa presidencial.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro — Foto: Reprodução
Ciro Nogueira tem defendido internamente que o apoio do PP dependerá do perfil adotado pelo candidato que pretenda reunir forças de centro e centro-direita. A legenda busca preservar espaço político e influência no próximo ciclo eleitoral.
De acordo com aliados, a decisão formal do partido deve ser anunciada apenas em junho, quando o cenário eleitoral estiver mais consolidado e as articulações partidárias mais avançadas.
O movimento é acompanhado de perto por lideranças do Congresso, já que o PP integra um bloco relevante na Câmara e no Senado e pode ter peso decisivo na montagem de alianças nacionais.
A sinalização pública de condições para apoio reforça a estratégia do partido de negociar com margem de manobra até o momento considerado mais estratégico, mantendo diálogo aberto enquanto observa a evolução das pré-candidaturas.
As manchetes de domingo dos três jornalões antecipam o que vem aí. São duas manchetes contra o povo e uma manchete de release de assessoria de campanha de Flávio.
Globo:
“Gasto com benefícios sociais dispara 500% e eleva pressão por revisão da política social”.
Essa é a linha de apoio da manchete: “Salto considera despesas de 2004 a 2025; Fazenda vê ineficiência, teme nó fiscal e defende unificação dos auxílios”.
Folha:
“Brasileiro trabalha menos que a média mundial”
A linha abaixo da manchete informa o seguinte: “País ocupa posições inferiores em classificações de esforço dadas a produtividade e a demografia de dezenas de nações”.
Estadão:
“Flávio Bolsonaro passa a ocupar a cadeira do pai na sede do PL para comandar a pré-campanha”.
A linha de apoio é essa: “Senador vai despachar do antigo gabinete de Jair Bolsonaro assim que voltar dos Estados Unidos, no que os aliados definem como nova fase do projeto eleitoral”.
As duas manchetes contra os trabalhadores e direitos da maioria (a da Folha contra o fim da escala 6X1) são complementadas com uma informação que pretende passar um gesto simbólico. O filho está assumindo a cadeira do pai, como nas monarquias.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo | Evaristo Sa/AFP
A manchete do Estadão sobre o filho era tão forçada e tão bolsonarista que ainda pela manhã o jornal a empurrou para baixo na tela e a transformou em chamada secundária com letrinhas miúdas.
Em destaque na capa, acima do título sobre a cadeira de Bolsonaro, o Estadão publicou uma chamada ‘séria’ sobre o programa do filho ungido:
“Privatizações, ferrovias e presídios: o que Flávio Bolsonaro já propôs em 8 áreas”
O jornalismo das corporações aderiu sem escrúpulos à candidatura bolsonarista. Enquanto aperta o cerco a Lula, a Alexandre de Moraes e ao Supremo.
O Estadão é, descaradamente, parte da campanha da extrema direita, e seus colunistas podem começar a despachar de salas ao lado do gabinete de Flávio em Brasília.
Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) passaram a difundir nos bastidores a hipótese de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possa desistir da reeleição. A movimentação ocorre após a divulgação de nova pesquisa Quaest que indicou avanço do parlamentar sobre o atual presidente. Com informações do Globo.
Segundo interlocutores ligados a Flávio, a eventual retirada da candidatura poderia ocorrer em julho, caso avaliações internas apontem risco elevado de derrota. A tese vem sendo comentada em conversas reservadas no meio político.
A leitura do grupo bolsonarista é que o cenário eleitoral se tornou mais competitivo. A pesquisa mencionada teria servido como sinal de alerta para o entorno do Palácio do Planalto.
No levantamento mais recente, Lula ainda aparece na liderança, mas com redução de margem em relação ao adversário. O dado foi interpretado por aliados de Flávio como indicativo de crescimento consistente do senador.
Presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro
Integrantes do campo governista não confirmam qualquer discussão sobre desistência. Até o momento, Lula mantém publicamente a disposição de disputar a reeleição.
Nos bastidores, a circulação da hipótese também é vista como estratégia política. A avaliação é que a narrativa pode gerar instabilidade ou influenciar percepções dentro do eleitorado e entre aliados.
A movimentação ocorre em meio a articulações para consolidação de palanques estaduais e alianças partidárias. A definição de apoios será decisiva para o desenho final da disputa presidencial.
Com o calendário eleitoral avançando, a consolidação das candidaturas e o impacto de novas pesquisas devem influenciar os próximos passos tanto do grupo de Lula quanto do de Flávio Bolsonaro.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Foto: Divulgação
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, recebeu na noite de segunda-feira (9) o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, para uma conversa no Palácio dos Bandeirantes. O encontro tratou da composição da chapa majoritária para as eleições de 2026 e abriu uma rodada inicial de negociações políticas.
Segundo relatos feitos ao Metrópoles, Baleia Rossi apresentou a reivindicação do MDB por espaço na chapa encabeçada por ele. O partido pediu a indicação do candidato a vice-governador ou uma das duas vagas ao Senado que estarão em disputa no próximo pleito.
De acordo com fontes do governo paulista, o dirigente emedebista argumentou que o pedido se baseia no peso político e no tamanho do MDB no cenário nacional e estadual. A avaliação do partido é de que essa relevância justifica a participação direta na chapa majoritária.
Tarcísio respondeu que considera o pleito “legítimo”, assim como as demandas apresentadas por outras siglas da base aliada. O governador, no entanto, afirmou que pretende deixar a definição de nomes para um momento mais adiante do calendário eleitoral.
O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi. Foto: Divulgação
Nos bastidores, aliados interpretam a resposta como uma tentativa de manter abertas as conversas com diferentes partidos, sem assumir compromissos antecipados. A estratégia permitiria ao Palácio dos Bandeirantes preservar margem de negociação até a consolidação do quadro eleitoral.
Atualmente, a vaga de vice-governador é ocupada por Felício Ramuth (PSD). Tarcísio tem sinalizado a intenção de manter Ramuth na chapa, mesmo que isso implique uma eventual mudança partidária do vice.
Em relação ao Senado, o cenário é parcialmente definido. Uma das vagas já está prometida ao deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo e aliado próximo do governador.
A segunda vaga permanece em aberto e é vista como o principal ponto de disputa entre os partidos da base. O MDB trabalha para ocupar esse espaço, enquanto o governo avalia o equilíbrio político necessário para sustentar a coalizão em 2026.
Estive ontem à noite com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Falamos sobre o cenário eleitoral no Brasil e em São Paulo, onde o MDB vai reforçar sua parceria firmada há quatro anos, que sido marcada por por lealdade e respeito mútuo.