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Mercosul e UE firmam acordo que zera tarifas para € 11 bilhões em exportações brasileiras

30 de Abril de 2026, 16:57

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia entra em vigor nesta sexta-feira, 1º de maio, prometendo zerar tarifas e beneficiar cerca de € 11 bilhões (R$ 54,89 bilhões) em produtos brasileiros.

Verônica Winter, coordenadora de facilitação de negócios da FIEMG, explicou que o impacto será significativo para a pauta exportadora nacional, embora a retirada das taxas ocorra de forma gradual para alguns setores. “Esses 11 bilhões de euros representam 25% da nossa pauta exportadora para a União Europeia. Alguns produtos industriais e alimentos industrializados terão redução ou isenção imediata, enquanto outros, como o café solúvel e rochas ornamentais, terão um período de desgravação de até quatro anos”, disse em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

Para as indústrias de Minas Gerais, ela destacou o potencial de integração das cadeias produtivas, especialmente no polo automotivo de Betim, no interior do estado. “Já temos uma cadeia do setor automotivo integrada com a União Europeia e esse acordo vai acelerar o comércio intrafirma. Algumas peças automotivas já possuem desgravação prevista para o primeiro dia, o que beneficia diretamente a produção mineira”.

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“O café em grão já era isento, mas o solúvel pagava 9% de tarifa, que será reduzida proporcionalmente até chegar a zero em 2030. Além disso, setores como mel e carnes terão uma ampliação das cotas de volume que podem ser enviadas para o mercado europeu”, explicou a coordenadora.

A especialista ressaltou, entretanto, que as empresas precisam estar atentas às burocracias e aos padrões de sustentabilidade exigidos pelo bloco europeu para usufruírem dos benefícios. Ela alertou que, para ter acesso à isenção, é necessário possuir o certificado de origem e observar as regras de classificação dos produtos, além de cumprir as legislações de sustentabilidade rigorosas seguidas pela União Europeia para garantir essa integração.

Por fim, Verônica celebrou a concretização do tratado que levou quase três décadas para ser implementado, criando o maior bloco comercial do mundo. “Vemos com grandes expectativas positivas esse acordo. É um momento de adaptação para os setores sensíveis, mas o resultado final será a melhoria da competitividade e o fortalecimento de um ecossistema comercial que já existe há anos”, concluiu.

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5 pontos para entender a saída dos Emirados da OPEP

30 de Abril de 2026, 16:40

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram na última terça-feira (28), que deixarão a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) a partir de 1º de maio.

A decisão foi comunicada em meio ao agravamento da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, em um momento de forte tensão no mercado global de energia. A medida surpreendeu pelo prazo curto e pelo peso estratégico do país dentro do grupo.

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A saída representa uma mudança relevante no equilíbrio político e econômico da organização, tradicionalmente liderada pela Arábia Saudita.

1. O que motivou a decisão

Os Emirados informaram que a medida busca priorizar seus interesses nacionais. Nos bastidores, a decisão ocorre em meio ao ambiente de instabilidade causado pelo conflito com o Irã e por divergências internas dentro da OPEP.

Segundo o portal Aljazeera, Abu Dhabi vinha se distanciando de posições defendidas por outros integrantes do grupo, especialmente da Arábia Saudita.

O país também ampliou sua atuação regional e reforçou relações estratégicas com Washington e Tel Aviv nos últimos anos.

2. Por que o prazo curto chamou atenção

O anúncio estabeleceu a saída oficial para 1º de maio, poucos dias após a comunicação pública. Em mercados internacionais, mudanças desse porte costumam ser negociadas com maior antecedência.

O curto intervalo aumentou a leitura de que os Emirados buscavam uma ruptura rápida diante do cenário atual.

A pressa indica interesse em agir com liberdade antes de novas decisões coletivas sobre cortes ou aumentos de produção.

3. O papel dos Estados Unidos na região

Os Emirados Árabes Unidos mantêm parceria militar e econômica próxima com os Estados Unidos. Ao mesmo tempo, a guerra contra o Irã elevou o valor estratégico dos aliados americanos no Golfo.

O governo emiradense considera sua relação com Washington peça central para ampliar influência regional e garantir proteção em meio ao conflito. Esse alinhamento pode ter pesado na escolha por uma postura mais independente da OPEP.

4. A busca por autonomia comercial

Os Emirados estão entre os poucos produtores com capacidade de ampliar rapidamente a extração de petróleo. Isso significa que o país pode aproveitar momentos de preços altos para vender mais barris ao mercado internacional.

Dentro da OPEP, porém, decisões dependem de cotas coletivas. Fora do bloco, Abu Dhabi ganha maior liberdade para definir ritmo de produção, exportações e acordos comerciais conforme seus próprios interesses.

5. O impacto político dentro da OPEP

A saída enfraquece a imagem de unidade da organização em um momento delicado. Segundo o The New York Times, antes mesmo do anúncio os países da OPEP respondiam por pouco mais de um quarto da produção global de petróleo. Sem os Emirados, essa participação tende a cair ainda mais.

Além da perda de volume, o grupo deixa de contar com um membro de grande capacidade produtiva e influência regional.

O movimento também pode estimular novos questionamentos internos sobre liderança saudita e divisão de interesses entre os integrantes.

Leia também: Reunião entre Israel e Líbano em Washington pode definir o futuro do cessar-fogo com o Irã

Mesmo após a saída dos Emirados, a OPEP seguirá relevante no mercado global. No entanto, a decisão expõe fissuras internas justamente quando a guerra no Oriente Médio pressiona preços e ameaça rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz.

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EUA: PIB mostra que investimento empresarial está em alta, diz conselheiro da Casa Branca

30 de Abril de 2026, 16:27

O conselheiro econômico da Casa Branca, Peter Navarro, afirmou que o relatório publicado nesta quinta (30) com os números sobre o Produto Interno Bruto (PIB) americano mostram que o investimento empresarial está em alta. A declaração ocorreu em publicação no X. “O setor privado está se reconstruindo. A economia de Trump está crescendo. Esta é a fase de investimento da retomada industrial do ‘America First'”, escreveu na postagem.

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Quatro brasileiros são capturados por Israel em missão humanitária para Gaza

30 de Abril de 2026, 15:38
Barcos interceptados de flotilha que levava ajuda a Gaza chegam ao porto de Israel. Foto: Divulgação

Quatro brasileiros que participavam de uma flotilha humanitária com destino à Faixa de Gaza foram capturados por forças israelenses na última quarta-feira (29), enquanto navegavam em águas internacionais, nas proximidades da ilha de Creta, na Grécia. Com informações da Folha de S. Paulo.

A missão, que tinha como objetivo levar ajuda humanitária para o território palestino, foi interrompida pela ação militar de Israel, que deteve 175 pessoas de diversas nacionalidades. Os brasileiros detidos são Thiago Ávila, Amanda Coelho Marzall, Leandro Lanfredi de Andrade e Thainara Rogério, todos integrantes da Global Sumud Flotilla.

Thiago Ávila é um ativista com histórico de prisões em iniciativas semelhantes, integrava o comitê diretor internacional da flotilha. Em ocasiões passadas, o ativista foi alvo de maus-tratos e ameaças por parte das forças israelenses, o que inclui uma detenção em uma cela solitária.

Amanda Marzall, militante do PSTU e pré-candidata a deputada federal, Leandro Lanfredi, petroleiro e dirigente do Sindipetro-RJ, e Thainara Rogério, de dupla nacionalidade brasileira e espanhola, também estavam a bordo e foram capturados. A flotilha partiu de Catânia, na Itália, no domingo (26), com destino ao território palestino, onde os ativistas planejam levar assistência humanitária.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores de Israel, a operação foi realizada para garantir o cumprimento do bloqueio legal sobre Gaza e prevenir uma escalada do conflito. O governo israelense classificou os ativistas como “provocadores profissionais” e justificou a ação como uma medida necessária sob o direito internacional.

“Devido ao grande número de embarcações participantes e ao risco de escalada do conflito, bem como à necessidade de evitar o descumprimento de um bloqueio legal, uma ação imediata se fez necessária em conformidade com o direito internacional”, afirmou o comunicado publicado no X, rede social anteriormente conhecida como Twitter.

O ativista brasileiro Thiago Ávila após ser deportado de Israel em 2025. Foto: Diuvlgação

Os organizadores da flotilha, no entanto, contestam a ação, afirmando que a prisão foi ilegal e uma violação das normas do direito internacional, uma vez que ocorreu em águas internacionais.

Segundo a Global Sumud Flotilla, a Marinha israelense bloqueou as comunicações dos barcos, incluindo canais de socorro, e utilizou força excessiva durante a abordagem. Em alguns casos, ativistas foram detidos enquanto outros permaneciam em embarcações avariadas, sem energia, à deriva, em condições perigosas, com uma tempestade se aproximando.

A nota divulgada pela organização destacou que, além da interceptação, houve danos significativos às embarcações e o bloqueio deliberado dos sistemas de comunicação, o que agravou ainda mais a situação.

“Como parte da sua agressão, a Marinha israelense interceptou veleiros, bloquearam as comunicações, incluindo canais de socorro, e sequestraram civis agressivamente. Estas não são áreas fronteiriças contestadas, estamos falando de águas internacionais”, afirmou o comunicado.

Ainda segundo os organizadores, cerca de 30 barcos faziam parte da flotilha, e 22 deles foram interceptados. Mais de 180 ativistas estavam envolvidos na iniciativa, que visava chamar a atenção para a crise humanitária em Gaza.

No entanto, um barco conseguiu evitar a captura e entrou em águas territoriais gregas, onde a ativista Beatriz Moreira de Oliveira permanece a bordo. A ação também gerou reações internacionais. Líderes europeus, incluindo a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, condenaram a interceptação e exigiram a libertação imediata de cidadãos italianos detidos.

O ministério das Relações Exteriores da Alemanha, em conjunto com a Itália, divulgou uma nota pedindo “pleno respeito ao direito internacional” e o fim de “ações irresponsáveis”. A ação israelense provocou um incidente diplomático com o governo grego, que acompanha os desdobramentos do caso.

Ator de “Dança com Lobos” pega prisão perpétua por série de abusos sexuais contra indígenas

27 de Abril de 2026, 22:46
O ator Nathan Chasing Horse em audiência no tribunal
Nathan Chasing Horse em audiência no tribunal. Foto: Las Vegas Review-Journal/TNS

O ator Nathan Chasing Horse, conhecido pelo filme “Dança com Lobos”, foi condenado à prisão perpétua por abusos sexuais contra mulheres e meninas indígenas nos Estados Unidos. A sentença foi definida nesta segunda-feira (27) pela juíza Jessica Peterson, em Nevada.

Nathan já havia sido considerado culpado por 13 acusações, a maioria ligada a crimes sexuais contra três vítimas. Uma delas tinha 14 anos quando os abusos começaram, de acordo com a acusação aceita pelo tribunal.

A decisão prevê que o ator cumpra ao menos 37 anos de prisão antes de poder pedir liberdade condicional. Durante o julgamento, vítimas e familiares relataram traumas provocados pelos crimes e afirmaram que ele explorava sua posição de líder espiritual em comunidades indígenas.

Nathan Chasing Horse foi preso por abusar mulheres indígenas
O ator Nathan Chasing Horse no filme “Dança com lobos”. Foto: Reprodução

A acusação sustentou que Nathan usou essa influência para manipular mulheres e meninas durante anos. O caso ganhou repercussão nos Estados Unidos por envolver crimes cometidos contra vítimas indígenas e por atingir um ator associado a um dos filmes mais conhecidos de Hollywood sobre povos originários.

O ator negou as acusações e classificou a condenação como um erro judicial. A defesa tentou obter um novo julgamento, mas o pedido não impediu a sentença anunciada em Nevada.

Nathan foi preso em 2023, após investigações que apontaram denúncias em diferentes jurisdições. Ele ainda responde a processos no Canadá, incluindo acusações nas províncias de Colúmbia Britânica e Alberta.

Conflito no Oriente Médio sustenta petróleo em alta e afeta política monetária global

27 de Abril de 2026, 22:19

A permanência do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo acima de US$ 100 complicam a trajetória de queda dos juros no mundo, afirmou Armando Castelar, economista e pesquisador da FGV IBRE.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Castelar disse que o choque energético altera projeções de inflação e deve levar bancos centrais a manter uma postura mais cautelosa.

“A tendência em todo lugar é não mexer nos juros ou reduzir muito menos do que se pensava. O petróleo subindo hoje de novo, com bancos falando em US$ 120, mostra que não há uma volta ao patamar anterior. Esse cenário complica a vida do nosso Banco Central, pois a inflação resiste a cair e o Focus já prevê a Selic em 13% no final do ano”, afirmou.

Segundo o economista, a percepção inicial de uma guerra curta foi substituída por um cenário de incerteza mais prolongada, com impacto direto sobre o mercado futuro de energia e insumos.

Leia também: Irã propõe reabrir Estreito de Ormuz se EUA encerrarem bloqueio e guerra terminar

“Havia uma visão de que se repetiria o que ocorreu na Venezuela, algo muito rápido, mas o fato de estarmos há dois meses no conflito mostra que não. A tendência é que o Irã mantenha o controle e restrinja não só petróleo, mas fertilizantes e gás natural, tornando o choque sobre a inflação bem mais duradouro”, disse.

Para o Brasil, Castelar avalia que o efeito da alta do petróleo é ambíguo. Como exportador líquido da commodity, o país pode ter ganhos nas contas externas, mas a pressão sobre combustíveis, fertilizantes e outros produtos reduz o espaço para queda da Selic.

“O Brasil é um exportador líquido de petróleo, então as contas públicas e a balança ganham com a alta. Por outro lado, isso bate nos preços de fertilizantes e outros produtos relevantes, o que reduz o espaço para o Banco Central cortar juros e afeta famílias e empresas já endividadas”, afirmou.

Em relação ao cenário macroeconômico, o pesquisador prevê crescimento moderado do PIB em 2026 e câmbio relativamente estável, apesar da volatilidade externa.

“A previsão do PIB é de um crescimento na faixa de 1,7% a 1,8%, muito concentrado no primeiro trimestre. O dólar deve gravitar em torno de R$ 5,00, o que é razoável, mas a taxa Selic deve permanecer elevada para conter a projeção de inflação, que já subiu de 4% para 4,86% este ano”, disse.

Leia também: Guerra sem tropas terrestres amplia custo político e econômico para Trump

Castelar afirmou ainda que o desfecho do conflito pode ser influenciado por pressões políticas nos Estados Unidos, mas avaliou que os efeitos econômicos devem persistir mesmo em caso de redução das hostilidades.

“O presidente americano possivelmente vai declarar vitória em breve por conta das eleições de novembro, mas o mercado já acusa que o efeito será persistente. Teremos um ano de juros parados nos EUA e possivelmente altas na União Europeia para lidar com esse novo paradigma energético”, afirmou.

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Irã impõe condição para participar da Copa do Mundo nos EUA

27 de Abril de 2026, 21:59
Ahmad Donyamali, ministro do Esporte e da Juventude do Irã, falando em microfone, sério, no canto direito de foto
Ahmad Donyamali, ministro do Esporte e da Juventude do Irã – Reprodução

A participação do Irã na Copa do Mundo de 2026 ainda não está confirmada pelo governo do país. O ministro do Esporte e da Juventude, Ahmad Donyamali, afirmou que a seleção pode ficar fora do torneio caso não receba garantias de segurança para atuar nos Estados Unidos.

“Devemos estar preparados, mas é possível que não participemos da Copa do Mundo. A decisão final será tomada pelo governo e pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional”, disse Donyamali à agência iraniana Tasnim. Em março, ele já havia afirmado que o Irã não disputaria a competição.

A incerteza ocorre em meio aos conflitos envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. Como os jogos da seleção iraniana estão marcados para território norte-americano, o governo do país passou a cobrar garantias para a viagem da delegação.

O Irã chegou a pedir à Fifa que suas partidas fossem transferidas para o México, uma das sedes do Mundial. A entidade, porém, manteve os compromissos nas cidades previstas inicialmente.

Seleção do Irã em amistoso contra Senegal - Robbie Jay Barratt/Getty Images
Seleção do Irã em amistoso contra Senegal – Robbie Jay Barratt/Getty Images

“A seleção realizará um período de treinamento em um país vizinho [Turquia] nas próximas três semanas. Se a segurança dos membros da seleção nos Estados Unidos for garantida, viajaremos para lá para participar da Copa do Mundo de 2026”, afirmou Donyamali.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, disse que o Irã estará na Copa. Pelo regulamento da entidade, uma seleção que abandona a competição pode receber multa mínima de 250 mil francos suíços, cerca de R$ 1,6 milhão.

Caso a desistência seja confirmada, a Fifa poderá manter o grupo com apenas três seleções ou convidar outro país para ocupar a vaga.

O Irã está no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. A estreia está marcada para 15 de junho, às 22h, contra a seleção neozelandesa, no SoFi Stadium, em Inglewood, na Califórnia.

A pergunta que os jornalistas não faziam a Trump. Por Moisés Mendes

27 de Abril de 2026, 20:22
Donald Trump sendo retirado as pressas pelos serviços secretos após tiroteio em jantar com a imprensa. Texto de Moisés Mendes comenta sobre a entrevista do presidente ao 60 minutes no dia seguinte.
O presidente estadunidense Donald Trump sendo retirado as pressas pelos Serviços Secretos. Foto: Bo Erickson/REUTERS

Um atirador obrigou Trump a dizer o que já deveria ter dito diante de jornalistas, pela imposição da profissão que faz perguntas, mas não com o auxílio da muleta de uma figura que teria tentado matá-lo: “Eu não sou estuprador, nunca estuprei ninguém. Eu não sou pedófilo”.

Foi uma jornalista a formuladora da pergunta, a partir da carta deixada pelo atirador para a família. Essa carta foi a muleta. A jornalista Norah O’Donnell, da CBS, só perguntou a Trump, no dia seguinte, se ele era o pedófilo citado no texto porque Cole Tomas Allen disse o que os jornalistas americanos se negam a dizer.

Allen escreveu antes da invasão do hotel onde se realizava o banquete, sem citar Trump: “Não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor suje minhas mãos com seus crimes”.

Norah, ao entrevistar Trump na TV, leu esse trecho e pediu que ele o comentasse. Trump respondeu acusando a jornalista de ser uma pessoa horrível, e ela faz então a pergunta que ninguém tinha feito:

“Você acha que ele estava se referindo a você?”

Trump diz, pela primeira vez diante de uma pergunta direta, que não é pedófilo nem estuprador. O jornalismo já havia tido a chance de enfrentar Trump sobre o caso Epstein com uma pergunta assim: você é pedófilo e estuprador?

Em muitas ocasiões, ele foi confrontado com o andamento do caso na Justiça, mas não dessa forma: o atirador que fala em pedófilo e estuprador se refere a você?

Não é uma perguntinha protocolar sobre o que você acha das investigações, dos dossiês e dos depoimentos de vítimas da rede de pedofilia e prostituição, mas uma pergunta direta. Formulada a partir da acusação do atirador.

Quem teria a coragem de fazer essa pergunta durante a festa de gala em que jornalistas confraternizavam com o maior gângster mundial? Quem, entre os que se jogaram ao chão no banquete para jornalistas, perguntariam a Trump: você é pedófilo e estuprador?

A cena provocada pelo atirador expôs o cinismo do jornalismo que senta, come e bebe ao lado do poder que o atemoriza e o amordaça. Sem o atirador, não teríamos a pergunta e a reação de Trump. Allen pautou o jornalismo.

Um jornalismo de corporações de mídia americanas e de outros países que também continua, por falta de coragem, manchando as próprias mãos com o sangue de crianças, mulheres e idosos assassinados pelos foguetes de Trump e por soldados de cúmplices a seu mando. E o doente, segundo Trump, é o atirador.

Trump e EUA estão sendo “humilhados” pelo Irã, diz chanceler alemão

27 de Abril de 2026, 19:57
Friedrich Merz e Donald Trump durante um encontro na casa branca.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, e o presidente estadunidense Donald Trump, em encontro na Casa Branca. Foto: Samuel Corum/Sipa/Bloomberg

Friedrich Merz, chanceler da Alemanha, criticou as negociações em andamento entre os Estados Unidos e o Irã, afirmando que a administração Trump está sendo “enganada” por Teerã.

De acordo com Merz, os negociadores dos EUA estão sendo enrolados pelos iranianos, que têm evitado discussões significativas enquanto mantêm os EUA em uma posição desconfortável.

Os comentários de Merz surgem em meio ao fracasso das negociações em Islamabad, onde o vice-presidente dos EUA, JD Vance, liderou a delegação americana. Apesar da presença dos membros do governo americano, Merz afirmou que as habilidades de negociação do Irã ficaram evidentes quando a delegação dos EUA deixou Islamabad sem resultados concretos.

“Os iranianos são obviamente muito habilidosos nas negociações”, comentou Merz. “Ou melhor, eles são muito habilidosos em não negociar, permitindo que os americanos viajem até Islamabad e saiam novamente sem resultados.”

Essa avaliação contrasta fortemente com a retórica do próprio Trump. Em entrevista à Fox News, o presidente dos EUA se vangloriou de ter todas as cartas nas negociações. “Temos todas as cartas”, afirmou Trump, acrescentando que o Irã poderia ou ligar para os EUA ou ir até eles.

Imagem ilustrativa.
O chanceler alemão, Friedrich Merz. Foto: Michele Tantussi/Getty Images

As declarações de Merz provavelmente irão aumentar as tensões entre os EUA e seus aliados da OTAN, que já foram críticos da forma como Trump tem lidado com a diplomacia internacional. O líder alemão está frustrado com o que vê como uma abordagem diplomática ineficaz dos EUA, que corre o risco de sofrer mais humilhação por parte do Irã, especialmente considerando a situação militar em curso na região.

“Os iranianos têm manobrado os EUA com maestria para um beco sem saída”, disse Merz. “Uma nação inteira está sendo humilhada pela liderança iraniana, especialmente pelos chamados Guardas Revolucionários.”

A crítica de Merz também destaca a crescente preocupação na Europa sobre a estabilidade da política externa dos EUA e seu impacto na segurança global. Com a pressão crescente para resolver a questão nuclear iraniana e garantir a paz na região, muitos líderes europeus sentem que o governo Trump não está cumprindo suas responsabilidades diplomáticas.

Israel mata duas brasileiras no Líbano: menina de 11 anos e sua mãe

27 de Abril de 2026, 19:52
Fumaça após ataque israelense no Líbano neste domingo (26). Reprodução

O Itamaraty confirmou nesta segunda-feira (27) a morte de uma menina brasileira de 11 anos, da mãe dela, também brasileira, e do pai, libanês, após um ataque israelense no sul do Líbano.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a família estava em casa, no distrito de Bint Jeil, quando ocorreu o bombardeio. Um dos filhos do casal, irmão da criança morta, foi levado ao hospital.

O governo brasileiro disse ter recebido a notícia “com consternação e pesar” e atribuiu as mortes a um ataque das Forças de Defesa de Israel.

A ofensiva ocorreu no domingo (26), mesmo com um cessar-fogo em vigor entre Israel e o Hezbollah, grupo libanês apoiado pelo Irã. O acordo havia sido prorrogado até a segunda quinzena de maio.

De acordo com o Exército israelense, os ataques foram realizados após “repetidas violações do cessar-fogo por parte do Hezbollah”. A ofensiva foi precedida por alerta de evacuação em cidades e vilarejos do sul libanês.

O Brasil tem defendido a saída imediata das tropas israelenses do Líbano e a extensão do cessar-fogo à região, com garantia da soberania libanesa.

Mortes de brasileiros no Líbano em decorrência de ataques israelenses: https://t.co/RSEJNUdU6d pic.twitter.com/3CXxNT4mIC

— Itamaraty Brasil 🇧🇷 (@ItamaratyGovBr) April 27, 2026

Abaixo, a íntegra da nota do Itamaraty:

governo brasileiro tomou conhecimento, com consternação e pesar, das mortes, em 26/4, de criança brasileira, de 11 anos, de sua mãe, também brasileira, e de seu pai libanês, vítimas de ataque das Forças de Defesa de Israel. Outro filho do casal, igualmente brasileiro, encontra-se hospitalizado. A família encontrava-se em sua residência, no distrito de Bint Jeil, no Sul do Líbano, no momento do bombardeio.

Esse ataque constitui mais um exemplo das reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo anunciado em 16 de abril, as quais já resultaram na morte de dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, assim como de uma jornalista e de dois integrantes franceses da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL).

Ao expressar sinceras condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah. Condena, ainda, as demolições sistemáticas de residências e de outras estruturas civis no sul do Líbano, levadas a efeito, ao longo das últimas semanas, pelas forças israelenses, e a persistência do deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses.

Nesse contexto, o Brasil exorta as partes ao cumprimento integral dos termos da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que estabeleceu os termos do cessar-fogo que encerrou a guerra de 2006, e à imediata cessação das hostilidades, com a retirada completa das forças israelenses do território libanês.

A Embaixada do Brasil em Beirute está em contato com a família dos brasileiros falecidos para prestar assistência consular, incluindo para o filho hospitalizado.

Álbum e figurinhas da Copa do Mundo 2026 serão vendidos nas lotéricas da Caixa

27 de Abril de 2026, 19:26

A febre do álbum e figurinhas da Copa do Mundo 2026 está para começar. E para facilitar a venda em todos os cantos do país, a rede lotérica da Caixa também fará vendas de álbum e figurinhas. Leia em TVT News.

Onde comprar álbum e figurinhas da Copa do Mundo: lotéricas da Caixa farão vendas

​O maior torneio de futebol do mundo começa em 11 de junho de 2026, mas os amantes do esporte já podem viver a magia do mundial por meio das figurinhas colecionáveis da Copa do Mundo de Futebol Masculino FIFA 2026.

Neste ano, as unidades lotéricas da Caixa passam a integrar oficialmente a venda do álbum e das figurinhas da Copa, reforçando sua presença no cotidiano dos brasileiros e conectando colecionadores de todas as regiões do país. A partir de quinta-feira (30), o álbum e as figurinhas estarão disponíveis para compra nas lotéricas cadastradas como ponto de venda oficial, conforme a disponibilidade de estoque.

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Cada pacote com 7 figurinhas custa R$ 7 e o álbum avulso R$ 24,90. Para completar todo o álbum são necessárias 980 figurinhas, sendo 68 dessas especiais em papel metalizado.   

Atenção, criançada

Em observância ao Estatuto da Criança e do Adolescente, o atendimento e a comercialização do álbum e das figurinhas nas lotéricas são restritos a maiores de 18 anos, vedada a venda direta a crianças e adolescentes neste canal.

Capilaridade da Caixa para álbum e figurinhas da Copa chegarem a todas e todos

Com cerca de 13 mil unidades, as lotéricas são a maior rede de atendimento física da CAIXA e levam conveniência e atendimento próximo a mais de 95% dos municípios brasileiros.  

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Lotérias cadastradas podeão vender figurinhas da Copa do Mundo. Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Quanto custa o álbum da Copa do Mundo

Os preços de lançamento definidos para os álbuns variam conforme o acabamento escolhido pelo torcedor:

  • Capa brochura: R$ 24,90
  • Capa dura: R$ 75,90
  • Capa dura ouro ou prata: R$ 79,90

Qual o valor das figurinhas da Copa do Mundo

O custo das figurinhas também requer planejamento financeiro. Cada envelope chega às bancas pelo valor de R$ 7,00 e contém 7 figurinhas,

Versões do álbum de figurinhas da Copa do Mundo

Para quem deseja iniciar a jornada, as opções de álbuns atendem a diferentes perfis de colecionadores:

  • Brochura (tradicional): R$ 24,90
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Álbum de figurinhas da Copa do Mundo modelo cartão – Foto: Divulgação/Panini
  • Capa Dura: R$ 74,90
Álbum de figurinhas da Copa do Mundo modelo capa dura – Foto: Divulgação/Panini
  • Capa Dura Especial (Prateado ou Dourado): R$ 79,90
Álbum de figurinhas da Copa do Mundo modelo capa dura especial – Foto: Divulgação/Panini
  • Box Luva Premium Taça: R$ 359,90 (exclusivo para o site da Panini)
Álbum de figurinhas da Copa do Mundo box – Foto: Divulgação/Panini

Quanto vou gastar para completar o álbum da Copa do Mundo?

Perfil de colecionadorPacotes necessáriosCusto por pacoteGasto com figurinhas
Solitário~1.463R$ 7,00R$ 10.241,00
Social com muita sorte (poucas repetidas)~300R$ 7,00R$ 2.100,00
Social (trocas)~400R$ 7,00R$ 2.800,00

Quanto deve custar para preencher o álbum da Copa do Mundo

Na teoria, completar o álbum parece simples: são 980 figurinhas, distribuídas em pacotes com 7 unidades, vendidos a R$ 7,00. Em um cenário ideal, sem repetições, seriam necessários 140 pacotes — o que daria R$ 980,00 em figurinhas.

Mas a prática é bem diferente.

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Panni já abriu a pré-venda do álbum da Copa. Reprodução: Panini

O Cálculo Matemático da “Sorte”

À medida que o álbum começa a ser preenchido, a chance de tirar figurinhas repetidas cresce rapidamente. No início, quase todas as figurinhas são novas. Porém, depois de metade do álbum completo, a probabilidade de repetição aumenta de forma significativa. Nos estágios finais, é comum abrir um pacote inteiro sem conseguir sequer uma figurinha inédita.

Esse fenômeno acontece porque o número de figurinhas que ainda faltam diminui, enquanto o universo total (as 980 possíveis) permanece o mesmo. Em termos simples: quanto mais completo o álbum, mais difícil encontrar o que falta.

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Com 48 seleções, o número de figurinhas aumentou consideravelmente. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Na prática, isso significa que o custo real costuma ser bem maior do que o cálculo inicial. Estimativas entre colecionadores indicam que, sem trocas, o gasto pode facilmente dobrar — chegando ou até ultrapassando R$ 2.000 ao longo do tempo, dependendo da sorte.

Somando o valor do álbum, o investimento total pode ficar em:

  • Mais de R$ 2.024,90 (com álbum brochura)
  • Mais de R$ 2.075,90 (com álbum capa dura)
  • Mais de R$ 2.079,90 (com álbum capa especial)

Como gastar menos para completar o álbum da Copa do Mundo?

  1. O “Combo” de Lançamento: Geralmente, as editoras lançam kits com o álbum de capa dura e uma caixa de 80 a 100 pacotes com desconto. Este é o melhor ponto de partida.
  2. Trocas 1:1: Ao trocar uma figurinha repetida por uma que você não tem, você economiza o valor unitário do cromo (R$ 1,00 cada).
  3. Compra de figurinha avulsa: No final da Copa, a própria editora costuma vender as figurinhas faltantes. O preço unitário é maior que no pacote, mas é muito mais barato do que tentar a sorte em envelopes aleatórios.
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Trocar figurinhas é a melhor forma para completar o álbum da Copa do Mundo. Foto:
Rovena Rosa/Agência Brasil

Trocar figurinhas é a melhor forma para completar o álbum

Para quem deseja economizar e agilizar a conclusão da coleção, a interação social é a ferramenta mais eficaz. O hábito de trocar as figurinhas repetidas em praças, shoppings e escolas reduz a dependência da sorte ao abrir novos pacotes.

  • Pontos de encontro: Tradicionalmente, bancas de jornais tornam-se “hubs” de negociação nos finais de semana.
  • Redes Sociais: Grupos de aplicativos de mensagens facilitam a localização daquela figurinha específica que falta para fechar uma seleção difícil.
  • Economia Direta: A troca um-por-um evita que o torcedor gaste dinheiro com figurinhas que ele já possui, tornando o processo mais acessível e dinâmico.

Dica do Editor: Fique atento às figurinhas “brilhantes” ou cromadas. Elas costumam ser mais raras e você pode tentar negociar um valor de troca maior nos pontos de encontro.

Atualmente, praças, shoppings, escolas e grupos dedicados em aplicativos de mensagens tornam-se os principais polos de negociação. Essa rede colaborativa não apenas agiliza o preenchimento dos espaços vazios, mas protege o orçamento do torcedor e transforma a montagem álbum em um grande evento coletivo.

Guia da Copa do Mundo

Para te ajudar no planejamento para completar o álbum da Copa, confira algumas informações sobre a Copa do Mundo 2026.

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Os 12 grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026. Arte: TVT News

Países classificados para a Copa do Mundo da FIFA 2026

Conheça os grupos da Copa do Mundo de futebol.

Grupos da Copa do Mundo da FIFA 2026

  • GRUPO A: México, África do Sul, Coreia do Sul e Dinamarca;
  • GRUPO B: Canadá, Bósnia, Catar e Suíça;
  • GRUPO C: Brasil, Marrocos, Haiti e Escócia;
  • GRUPO D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia;
  • GRUPO E: Alemanha, Curaçao, Costa do Marfim e Equador;
  • GRUPO F: Holanda, Japão, Suécia e Tunísia;
  • GRUPO G: Bélgica, Egito, Irã e Nova Zelândia;
  • GRUPO H: Espanha, Cabo Verde, Arábia Saudita e Uruguai;
  • GRUPO I: França, Senegal, Iraque e Noruega;
  • GRUPO J: Argentina, Argélia, Áustria e Jordânia;
  • GRUPO K: Portugal, RD Congo, Uzbequistão e Colômbia;
  • GRUPO L: Inglaterra, Croácia, Gana e Panamá.

Línguas mais faladas na Copa do Mundo 2026: espanhol, árabe e inglês lideram

As línguas mais faladas na Copa do Mundo 2026 revelam a diversidade dos 48 países classificados para o torneio que será disputado em junho e julho nos Estados Unidos, México e Canadá.

A lista de seleções reúne idiomas de quatro continentes — do guarani indígena do Paraguai ao uzbeque da Ásia Central — em um mapa linguístico que mostra tanto a diversidade como a marca da história.

A liderança de idiomas de origem europeia, como inglês, francês e espanhol é sinal dos processos de colonização e imperialismo de Espanha, Inglaterra e Portugal (o português está presente em países de 3 continentes na Copa do Mundo). Por outro lado, também mostra a expansão do império árabe, que da península arábica, chegou até o norte da África.

Línguas Mais Faladas na Copa do Mundo 2026

Inglês (9 países)
Espanhol (8 países)
Francês (8 países)
Árabe (8 países)
Alemão (4 países)
Holandês (3 países)
Português (3 países)

Leia também sobre as Loterias Caixa

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Merz diz ver os EUA sendo ‘humilhados’ na guerra contra o Irã

27 de Abril de 2026, 12:30
Chanceler federal alemão avalia que o Irã se mostrou mais resiliente do que o esperado e que falta aos Estados Unidos uma estratégia para sair da guerra

O que se sabe sobre os disparos no jantar de gala com Trump

26 de Abril de 2026, 15:08

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outros participantes do jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado em um hotel de Washington, foram retirados às pressas na noite de sábado após ouvirem disparos.

Veja, a seguir, o que se sabe sobre o ocorrido:

– O que aconteceu no jantar de gala? –

Disparos foram ouvidos após o discurso de boas-vindas durante o jantar de gala no Hotel Washington Hilton, segundo jornalistas da AFP e outras testemunhas.

Equipes de segurança, com armas em punho, posicionaram-se no palco onde Donald Trump estava sentado com sua esposa Melania, o vice-presidente JD Vance e outras autoridades, que foram rapidamente retiradas.

Centenas de convidados, vestidos com roupas de gala no salão de baile, abrigaram-se sob as mesas e, posteriormente, dirigiram-se ao saguão do hotel e, em seguida, para a área externa. O evento foi suspenso.

As autoridades informaram que nenhum dignitário ou convidado ficou ferido.

Leia também: Líderes mundiais reagem a ataque a tiros em jantar com Trump nos EUA

– Como os disparos ocorreram? –

Segundo as autoridades, um “atirador solitário” forçou a passagem por um posto de segurança no saguão do hotel, bem em frente ao salão de baile onde o jantar estava sendo realizado, por volta das 20h36 (21h36 no horário de Brasília).

Trump compartilhou imagens em sua plataforma Truth Social que parecem mostrar o suspeito atravessando o posto de segurança rapidamente antes de ser contido por policiais.

“Ele estava armado com uma espingarda, uma pistola e várias facas”, disse o chefe interino do Departamento de Polícia Metropolitana, Jeffery Carroll, a repórteres.

Os policiais trocaram tiros com o suspeito e o “neutralizaram”.

Um agente uniformizado do Serviço Secreto foi atingido em seu colete à prova de balas e levado ao hospital, mas está bem de saúde, disse Carroll.

O suspeito não foi atingido por disparos, mas foi levado a um hospital para avaliação. Ele está sob custódia e deve comparecer a um tribunal federal na segunda-feira.

Um fuzil e cartuchos de munição foram encontrados no local, disse o diretor do FBI, Kash Patel, acrescentando que o FBI estava colhendo depoimentos de testemunhas como parte da investigação.

Leia também: Engenheiro e desenvolvedor de games: quem é o suspeito do ataque em jantar com Trump

– Quem é o suspeito? –

Trump divulgou fotos do detido, sem camisa e algemado, deitado de bruços em um tapete no que parece ser o saguão do Hilton.

As autoridades ainda não confirmaram publicamente sua identidade, mas, segundo a imprensa americana, trata-se de um homem de 31 anos chamado Cole Tomas Allen, natural de Torrance, Califórnia.

Um fotógrafo da AFP viu agentes do FBI do lado de fora de uma residência nessa cidade na noite de sábado.

O perfil do LinkedIn de “Cole Allen”, cuja foto parece coincidir com a divulgada por Trump, o descreve como engenheiro mecânico, técnico de informática, desenvolvedor de videogames e professor.

Com base em informações preliminares, “acreditamos que ele era um dos hóspedes do hotel”, disse Carroll a repórteres.

O detido é considerado o único suspeito neste caso.

Ele enfrenta atualmente duas acusações: uso de arma de fogo na prática de um crime violento e agressão a um agente federal com arma perigosa, afirmou a procuradora federal Jeanine Pirro.

Mais acusações podem ser apresentadas conforme a investigação avança.

“Minha impressão é que ele agiu sozinho”, disse Trump, acrescentando que a motivação do suspeito ainda não foi estabelecida, mas que acredita que ele esteja “doente”.

Leia também: Hotel onde ocorreu tiroteio em jantar com Trump já foi cenário de ataque a outro presidente dos EUA

– Houve falhas de segurança? –

Surgiram questionamentos sobre as medidas de segurança na recepção e sobre como uma arma entrou no hotel.

Participantes do evento indicaram que havia um detector de metais instalado na entrada do salão de baile, mas que não havia nenhuma verificação de segurança antes ou na própria entrada do hotel.

Trump inicialmente afirmou que aquele não era “um prédio particularmente seguro”, mas depois alegou que o atirador não conseguiu entrar no salão de baile onde o evento estava sendo realizado, que era “muito, muito seguro”.

O posto de segurança que o suspeito tentou ultrapassar estava localizado “bem na entrada do salão de baile”, afirmaram as autoridades.

“Graças ao fato de os agentes naquele posto de segurança terem feito seu trabalho, ninguém ficou ferido”, enfatizou Pirro.

“Vamos analisar as imagens de segurança de todo o hotel para determinar como a arma entrou, como chegou aqui”, acrescentou Carroll.

Segundo Trump, os serviços de segurança fizeram “um trabalho muito melhor do que em Butler”, local onde ele foi alvo de uma tentativa de assassinato em 2024 durante um comício de campanha no estado da Pensilvânia.

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Terras raras, minerais estratégicos e críticos: entenda as diferenças

26 de Abril de 2026, 14:08

Conhecidos pelo potencial para impulsionar a transição energética, terras raras, minerais estratégicos e minerais críticos vêm ganhando cada vez mais protagonismo global. Embora frequentemente tratados como sinônimos, os três conceitos cumprem papéis diferentes na geopolítica e na economia global.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), órgão do governo federal responsável por avaliar o potencial mineral do país, Elementos Terras Raras (ETR) são um grupo específico de 17 elementos químicos da tabela periódica: 15 lantanídeos (como lantânio, cério, neodímio e disprósio), escândio e ítrio.

Leia também: Terras raras: veja onde esses elementos estão no seu dia a dia

Apesar do nome, não são necessariamente raros na natureza, mas costumam estar dispersos, o que dificulta a exploração econômica. São essenciais para tecnologias de ponta, como turbinas eólicas, carros elétricos, baterias, eletrônicos e sistemas de defesa.

Minerais estratégicos são aqueles considerados essenciais para o desenvolvimento econômico dos países e que tenham importância pela sua aplicação em produtos e processos de alta tecnologia, defesa e transição energética.

Minerais críticos são aqueles cujo suprimento pode envolver diferentes riscos de abastecimento: concentração geográfica da produção, dependência externa, instabilidade geopolítica, limitações tecnológicas, interrupção no fornecimento e dificuldade de substituição.

Por isso, a definição de quais minerais são estratégicos ou críticos depende de cada país. A lista também pode mudar conforme o tempo, de acordo com avanços tecnológicos, descobertas geológicas, mudanças geopolíticas e evolução da demanda. Porém, alguns exemplos mais comuns atualmente são: lítio, cobalto, grafita, níquel e nióbio.

Terras raras podem ser consideradas minerais críticos ou estratégicos, dependendo do contexto. Ou seja, toda terra rara pode ser estratégica, mas nem todo mineral estratégico é terra rara.

Leia também: Serra Verde já tem contrato de 15 anos: o que isso garante para os EUA

Situação no Brasil

Segundo o SGB, o Brasil possui a segunda maior reserva de terras raras do mundo, com cerca de 21 milhões de toneladas. Isso representa cerca de 23% das reservas globais, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

A maior parte das terras raras no Brasil está concentrada em Minas Gerais, Goiás, Amazonas, Bahia e Sergipe. Esses estados têm os principais tipos de depósitos com potencial econômico.

Entre os minerais que costumam ser considerados críticos ou estratégicos na maior parte dos países, o Brasil se destaca por ter as maiores reservas de nióbio do mundo (94%), com 16 milhões de toneladas. Também é o segundo no ranking global de reservas de grafita (26%), com 74 milhões de toneladas, e o terceiro quando se trata de reservas de níquel (12%), com 16 milhões de toneladas.

O país tem uma lista de minerais considerados estratégicos para o desenvolvimento interno. Ela foi publicada na Resolução nº 2, de 18 de junho de 2021, do Ministério de Minas e Energia. Esses minerais são divididos em três grupos:

Precisam ser importados: enxofre, minério de fosfato, minério de potássio e minério de molibdênio.

Usados em produtos e processos de alta tecnologia: minério de cobalto, minério de cobre, minério de estanho, minério de grafita, minérios do grupo da platina, minério de lítio, minério de nióbio, minério de níquel, minério de silício, minério de tálio, minério de terras raras, minério de titânio, minério de tungstênio, minério de urânio e minério de vanádio.

Leia também: Terras raras: para que servem os minerais usados em carros elétricos e tecnologia

Minerais com vantagem comparativa e geração de superávit na balança comercial: minério de alumínio, minério de cobre, minério de ferro, minério de grafita, minério de ouro, minério de manganês, minério de nióbio e minério de urânio.

Disputa global

Esses recursos se tornaram centrais na disputa geopolítica global. Hoje, a China lidera amplamente o refino e a produção de terras raras, o que gera preocupação em outras potências, como Estados Unidos e União Europeia, que buscam diversificar fornecedores.

Nesse cenário, o Brasil aparece como um ator relevante. Especialistas apontam que o desafio brasileiro não está apenas na extração. A cadeia produtiva desses minerais envolve etapas complexas, como beneficiamento e refino, que ainda são pouco desenvolvidas no país.

Sem isso, o Brasil tende a continuar importando produtos de maior valor agregado, analisa o professor de Geografia da Universidade Federal Fluminense (UFF), Luiz Jardim Wanderley, que é especialista na interseção entre política, economia e mineração.

“O Brasil mantém o mesmo padrão de dependência que teve ao longo de sua história. Foi assim com o ouro colonial, passando pelo ferro e até o petróleo. Servindo para o mundo como um país primário-exportador. A gente exporta muitos minerais e os consome muito pouco no mercado nacional”, diz Jardim.

Além da dimensão econômica, há também questões ambientais e sociais. A exploração desses recursos gera impactos significativos nos lugares onde ocorre.

“Não existe mineração sustentável. Toda mineração causa impactos ambientais pesados, como o comprometimento de recursos hídricos. Também causa pressão econômica nos municípios em que ocorre: aumento da pobreza, desigualdade e violência urbana. O que temos hoje é um modelo completamente insustentável de mineração”, avalia o geógrafo.

“É possível fazer um modelo um pouco menos degradante. Mas, ainda assim, continuariam sendo feitos grandes buracos para extrair esses minérios. Continuariam a desmontar montanhas e a afetar cursos de água. Precisamos pensar com muita calma se realmente vale a pena, já que perdemos muitos recursos naturais e os efeitos socioambientais são significativos”, complementa.

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Trump defende construção de Salão de Baile seguro após ataque em jantar de correspondentes

26 de Abril de 2026, 13:53

O presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu que a tentativa de ataque no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca é “exatamente a razão” pela qual as Forças Armadas, o Serviço Secreto, as Forças Policiais e presidentes vêm exigindo a construção de “um grande e seguro Salão de Baile”, em publicação na Truth Social.

“Este evento jamais teria ocorrido se o Salão de Baile, de nível militar ultrassecreto, estivesse atualmente em construção na Casa Branca. A construção não pode ser rápida o suficiente!”, escreveu.

Leia também: Trump foi retirado de hotel após disparos serem ouvidos no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca

O projeto do Salão de Baile mencionado foi apresentado por Trump no ano passado. Porém, no fim de março deste ano, um juiz federal determinou que o governo Trump suspendesse a construção do local que tinha projeção de custo de US$ 400 milhões, proibindo o avanço das obras sem aprovação do Congresso. Na época, Trump criticou a medida.

Após a situação de ontem, Trump ressaltou que o projeto do salão possui “todos os recursos de segurança de mais alto nível disponíveis”, ressaltou que não há cômodos acima que permitam a entrada de pessoas sem autorização e está localizado “dentro dos portões do edifício mais seguro do mundo”.

Leia também: “Um lobo solitário”, diz Trump ao identificar atirador de 31 anos, em coletiva na Casa Branca

“O ridículo processo judicial referente ao Salão de Baile deve ser arquivado imediatamente. Nada deve interferir em sua construção, que está dentro do orçamento e substancialmente adiantada em relação ao cronograma!!!”, acrescentou na postagem.

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Atirador divulga manifesto anti-Trump e se autodenomina “Assassino Federal Amigável”

26 de Abril de 2026, 13:52
O atirador Cole Allen imobilizado Imagem: reprodução

O atirador Cole Allen enviou um manifesto contra o presidente Donald Trump a familiares cerca de 10 minutos antes de abrir fogo no jantar da White House Correspondents’ Dinner, na noite de sábado. No texto, ele se descreve como “Assassino Federal Amigável” e afirma que pretendia matar integrantes da administração Trump, segundo informações obtidas pelo New York Post.

No documento, entregue à polícia por um parente, Allen faz uma série de declarações justificando o ataque. “Dar a outra face é para quando você mesmo é o oprimido. Eu não sou a pessoa estuprada em um campo de detenção. Não sou o pescador executado sem julgamento”, escreveu.

Participantes do evento agachados em meio ao tumulto Imagem: reprodução

Ele continua: “Não sou um estudante explodido, nem uma criança faminta, nem uma adolescente abusada pelos muitos criminosos nesta administração. Dar a outra face quando outra pessoa é oprimida não é comportamento cristão; é cumplicidade com os crimes do opressor.”

Allen listou seus alvos como “funcionários do governo (não incluindo [o diretor do FBI, Kash Patel]): eles são alvos, priorizados do mais alto escalão ao mais baixo”.
Em outro trecho, afirmou: “Não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor cubra minhas mãos com seus crimes”, aparentemente em referência ao presidente.

O suspeito também descreveu detalhes do ataque, indicando que usaria munição de menor penetração para “minimizar vítimas”, embora tenha admitido que atravessaria qualquer pessoa no local se fosse necessário para atingir seus alvos — alegando que os presentes seriam “cúmplices” por participarem de um evento com alguém que ele acusava de crimes.

Allen ainda zombou da segurança do hotel Washington Hilton, onde ocorreu o evento, chamando-a de “insana” e afirmando que até agentes estrangeiros poderiam ter entrado com armamento mais pesado sem serem notados.

“Entrei com várias armas e ninguém sequer considerou a possibilidade de eu ser uma ameaça”, escreveu. Segundo ele, a segurança estava concentrada do lado de fora, focada em manifestantes e chegadas no momento, sem considerar hóspedes que já estivessem no local.

Ele chegou a afirmar que, se fosse um agente iraniano, poderia ter levado uma metralhadora pesada para dentro do evento sem ser detectado.

O irmão de Allen alertou a polícia de New London, em Connecticut, sobre o manifesto. Autoridades disseram que o Serviço Secreto entrevistou a irmã do suspeito, que relatou que ele frequentemente fazia comentários políticos radicais e falava em fazer “algo” para consertar os problemas do mundo.

De acordo com investigadores, Allen comprou duas pistolas e uma espingarda em uma loja de armas e armazenava o arsenal na casa dos pais. Ele também treinava regularmente em um estande de tiro.

Cole Allen Reprodução

O suspeito fazia parte de um grupo chamado “The Wide Awakes” (“Os Despertos”, em tradução livre) e teria participado de um protesto “No Kings” na Califórnia, onde estudou e trabalhou como professor.

Leia o manifesto na íntegra:

Olá a todos!

Talvez eu tenha surpreendido muita gente hoje. Gostaria de começar pedindo desculpas a todos de cuja confiança eu abusei.

Peço desculpas aos meus pais por ter dito que tinha uma entrevista sem especificar que era para o programa “Most Wanted”.

Peço desculpas aos meus colegas e alunos por ter dito que estava com uma emergência pessoal (quando alguém ler isto, provavelmente PRECISO ir ao pronto-socorro, mas dificilmente posso dizer que não foi uma situação autoinfligida).

Peço desculpas a todas as pessoas que estavam perto de mim, a todos os funcionários que manusearam minha bagagem e a todas as outras pessoas não visadas no hotel que coloquei em perigo simplesmente por estar perto delas.

Peço desculpas a todos que foram abusados ​​e/ou assassinados antes disso, a todos que sofreram antes que eu pudesse tentar isso, a todos que ainda possam sofrer depois, independentemente do meu sucesso ou fracasso.

Não espero perdão, mas se eu pudesse ter visto outra maneira de chegar tão perto, eu a teria escolhido. Novamente, minhas sinceras desculpas.

Quanto ao motivo de eu ter feito tudo isso:

Sou cidadão dos Estados Unidos da América.

As ações dos meus representantes me afetam diretamente.

E não estou mais disposto a permitir que um pedófilo, estuprador e traidor manche minhas mãos com seus crimes.

(Bem, para ser completamente honesto, eu já não estava disposto a isso há muito tempo, mas esta é a primeira oportunidade real que tive para fazer algo a respeito.)

Enquanto discuto isso, também vou repassar minhas regras de engajamento esperadas (provavelmente em um formato terrível, mas não sou militar, então que se dane).

Autoridades da administração (exceto o Sr. Patel): são alvos, priorizados do mais alto escalão ao mais baixo.

Serviço Secreto: são alvos apenas se necessário, e devem ser incapacitados de forma não letal, se possível (ou seja, espero que estejam usando coletes à prova de balas, porque tiros no centro do corpo acabam com pessoas que *não estão* usando).

Segurança do hotel: não são alvos, se possível (ou seja, a menos que atirem em mim).

Polícia do Capitólio: o mesmo que a segurança do hotel.

Guarda Nacional: o mesmo que a segurança do hotel.

Funcionários do hotel: não são alvos de forma alguma.

Hóspedes: não são alvos de forma alguma.

Para minimizar as baixas, também usarei chumbo grosso em vez de… Projéteis (menor penetração em paredes).

Eu ainda enfrentaria quase todos aqui para chegar aos alvos se fosse absolutamente necessário (com base no fato de que a maioria das pessoas *escolheu* assistir a um discurso de um pedófilo, estuprador e traidor, sendo, portanto, cúmplices), mas espero sinceramente que não chegue a esse ponto.

Refutações às objeções:

Objeção 1: Como cristão, você deveria oferecer a outra face.

Refutação: Oferecer a outra face é para quando você mesmo é oprimido. Eu não sou a pessoa estuprada em um centro de detenção. Eu não sou o pescador executado sem julgamento. Eu não sou uma criança explodida, uma criança faminta ou uma adolescente abusada pelos muitos criminosos desta administração.

Oferecer a outra face quando *outra pessoa* é oprimida não é comportamento cristão; é cumplicidade nos crimes do opressor.

Objeção 2: Este não é um momento conveniente para você fazer isso.

Refutação: Preciso que quem pensa assim pare por alguns minutos e perceba que o mundo não gira em torno deles. Vocês acham que, quando vejo alguém sendo estuprado, assassinado ou abusado, devo simplesmente passar direto porque seria “inconveniente” para quem não é a vítima?

Essa foi a melhor oportunidade e o melhor momento que consegui encontrar para ter sucesso.

Objeção 3: Você não conseguiu incluir todos.

Refutação: É preciso começar de algum lugar.

Objeção 4: Como mestiço (negro e branco), você não deveria ser a pessoa a fazer isso.

Refutação: Não vejo mais ninguém assumindo essa responsabilidade.

Objeção 5: O que é de César deve ser entregue a César.

Refutação: Os Estados Unidos da América são governados pela lei, não por uma ou várias pessoas. Na medida em que representantes e juízes não seguem a lei, ninguém é obrigado a ceder a eles algo que foi ordenado ilegalmente.

Gostaria também de expressar minha gratidão a muitas pessoas, pois não estarei presente. Provavelmente poderei falar com eles novamente (a menos que o Serviço Secreto seja *incrivelmente* incompetente).

Trump é retirado do Washington Hotel junto com Melania, o vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio

Agradeço à minha família, tanto a pessoal quanto a da igreja, pelo amor demonstrado ao longo desses 31 anos.

Agradeço aos meus amigos, pela companhia ao longo de tantos anos.

Agradeço aos meus colegas de trabalho, por sua positividade e profissionalismo.

Agradeço aos meus alunos pelo entusiasmo e amor pelo aprendizado.

Agradeço aos muitos conhecidos que fiz, pessoalmente e online, pelas interações breves e relacionamentos duradouros, pelas perspectivas e inspiração.

Obrigado a todos por tudo.

Atenciosamente,

Cole “coldForce” “Assassino Federal Amigável” Allen

PS: Ok, agora que já falei demais, o que diabos o Serviço Secreto está fazendo? Desculpem, vou desabafar um pouco aqui e abandonar o tom formal.

Tipo, eu esperava câmeras de segurança em cada esquina, quartos de hotel grampeados, agentes armados a cada três metros, detectores de metal por toda parte. wazoo.

O que eu recebi (quem sabe, talvez estejam me pregando uma peça!) foi nada.

Nenhuma segurança sequer.

Nem no transporte.

Nem no hotel.

Nem no evento.

Tipo, a única coisa que notei ao entrar no hotel foi a arrogância.

Entrei com várias armas e ninguém sequer considerou a possibilidade de eu representar uma ameaça.

A segurança do evento estava toda do lado de fora, focada nos manifestantes e nos recém-chegados, porque aparentemente ninguém pensou no que aconteceria se alguém fizesse o check-in um dia antes.

Tipo, esse nível de incompetência é insano, e espero sinceramente que seja corrigido até que este país tenha novamente uma liderança competente de verdade.

Tipo, se eu fosse um agente iraniano, em vez de um cidadão americano, eu poderia ter trazido uma Ma Deuce para cá e ninguém teria notado nada.

É realmente insano.

Ah, e se alguém estiver curioso para saber como é fazer algo assim: é horrível. Dá vontade de vomitar; dá vontade de chorar por todas as coisas que eu queria fazer e nunca farei, por todas as pessoas cuja confiança isso traiu; sinto raiva só de pensar em tudo o que este governo fez.

Não recomendo! “Fiquem na escola, crianças.”

Agentes sacam suas armas após fortes estrondos serem ouvidos durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca no Washington Hilton

Trump usa atentado e falha de segurança para pressionar por salão bilionário na Casa Branca

26 de Abril de 2026, 13:47
A área onde Trump quer construir seu salão de festas na Casa Branca Imagem: reprodução

Após um incidente de segurança envolvendo um homem armado durante o jantar dos correspondentes da Casa Branca, o presidente Donald Trump voltou a defender com força a construção de um novo e controverso salão de eventos dentro do complexo da Casa Branca.

Segundo Trump, o episódio reforça a necessidade de acelerar a obra, avaliada em US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões), que incluiria sistemas avançados de segurança. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que o incidente “nunca teria acontecido” se o “salão militar ultrassecreto” já estivesse pronto. “Não pode ser construído rápido o suficiente!”, escreveu.

O tema também foi abordado em entrevista ao programa “The Sunday Briefing”, da Fox News, na qual Trump criticou as condições de segurança do hotel onde ocorreu o episódio.

O projeto do salão, no entanto, enfrenta uma batalha judicial que tem atrasado repetidamente seu andamento. Há pouco mais de uma semana, o juiz federal Richard J. Leon determinou a suspensão das obras acima do solo. Segundo ele, o presidente estaria tentando contornar decisões anteriores ao classificar o projeto como uma questão de segurança nacional.

Na decisão, o magistrado foi direto: adicionar itens como vidros à prova de balas — já presentes em outras áreas da Casa Branca — não isenta o projeto das restrições legais. “Segurança nacional não é um cheque em branco para realizar atividades que seriam ilegais”, escreveu na decisão.

O plano prevê um salão de aproximadamente 8.300 metros quadrados, a ser construído no local onde ficava a Ala Leste. Trump afirma que a obra será financiada por doações privadas, mas não divulgou a lista completa de doadores — embora o New York Times tenha identificado alguns nomes.

Ex-empresário do setor imobiliário, Trump tem tentado acelerar a construção sem ampla revisão pública. Em sua publicação mais recente, voltou a atacar a ação judicial que tenta barrar o projeto, classificando-a como uma “campanha ridícula” movida por “uma mulher passeando com seu cachorro”, que, segundo ele, não teria legitimidade para processar.
Ele também afirmou que o processo “deve ser abandonado imediatamente” e que “nada deveria interferir” na continuidade da obra.

As declarações ocorreram poucas horas depois de Trump ser retirado às pressas do palco do hotel Washington Hilton por agentes do Serviço Secreto, durante o evento. Segundo relatos, não havia detectores de metal nas entradas principais, e o perímetro de segurança mais rigoroso só começava próximo ao salão principal.

Um vídeo divulgado por Trump mostra o suspeito armado correndo além do ponto de checagem antes de ser detido, sem conseguir acessar o evento.

“Não é um prédio particularmente seguro”, disse, voltando a defender seu projeto. “Precisamos de vidro à prova de balas. Precisamos do salão.”

Trump diz que suspeito de disparos em jantar de imprensa escreveu manifesto anticristão

26 de Abril de 2026, 13:22

O presidente americano, Donald Trump, afirmou neste domingo (26) que o suspeito armado, que tentou invadir um jantar de gala ao qual o presidente compareceu, escreveu um manifesto anticristão.

“Esse cara é um doente”, disse Trump à Fox News. “Quando você lê o manifesto dele, vê que ele odeia os cristãos”.

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“A irmã ou o irmão dele estava reclamando disso. Eles chegaram até a reclamar com as autoridades policiais. Ele era um sujeito muito perturbado”, acrescentou.

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Hotel onde ocorreu tiroteio em jantar com Trump já foi cenário de ataque a outro presidente dos EUA

26 de Abril de 2026, 12:11

O hotel Washington Hilton, nos Estados Unidos, onde tiros interromperam na noite de sábado (25) um jantar de gala com a presença do presidente Donald Trump, já foi palco de um atentado contra um presidente americano. Há 45 anos, Ronald Reagan foi baleado ao deixar o local após um discurso.

Em 30 de março de 1981, Reagan foi atingido por John Hinckley, de 26 anos, ao deixar uma palestra e caminhar em direção à limusine presidencial. Ele ficou gravemente ferido. À época, autoridades afirmaram que o esquema de “proteção em múltiplas camadas” funcionou como previsto.

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Após o episódio, o hotel passou por mudanças estruturais para aumentar a segurança em eventos com a presença do presidente, incluindo a criação de uma garagem protegida para a limusine oficial, com acesso exclusivo por elevador e escada até uma suíte reservada.

O espaço é tradicionalmente utilizado em eventos que reúnem autoridades, empresários, jornalistas e celebridades. Pessoas costumam se hospedar ou ocupar o bar do lobby para acompanhar de perto a movimentação de convidados ilustres.

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Na noite deste sábado, o jantar que celebra a liberdade de imprensa foi interrompido por disparos. Convidados se jogaram no chão, e o presidente Donald Trump foi retirado do local pela equipe de segurança. Não houve feridos.

O suspeito foi detido e identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, de Torrance, Califórnia. Segundo autoridades, ele estava armado com uma espingarda, uma pistola e diversas facas. A suspeita é de que ele tenha conseguido ultrapassar a camada mais externa de segurança por estar hospedado no hotel.

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Araghchi, do Irã, encontra sultão de Omã e discute esforços de mediação para encerrar guerra

26 de Abril de 2026, 11:30

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, encontrou hoje o sultão de Omã, Haitham bin Tariq Al Said, no Palácio Al Barakah, em Mascate, de acordo com informações enviadas via Telegram. Durante a reunião, foram realizadas consultas sobre a situação na região, bem como sobre esforços de mediação e iniciativas diplomáticas destinadas para encerrar a guerra em curso.

A agência Oman News disse que Araghchi ouviu as opiniões do sultão sobre formas de avançar os esforços de paz, de modo a aumentar as perspectivas de alcançar “soluções políticas sustentáveis” e a mitigar as repercussões das crises regionais sobre os povos da região, em publicação no X.

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Na ocasião, Al Said ressaltou a importância de priorizar a linguagem do diálogo e da diplomacia na resolução de questões pendentes, contribuindo assim para o reforço das bases de uma paz duradoura, enquanto Araghchi expressou apreço de Teerã pelas posições firmes de Omã em apoio aos esforços de diálogo e ao reforço das iniciativas para alcançar a segurança e a estabilidade em toda a região.

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Irã: Guarda Revolucionária diz que país está gerando ‘receita sem precedente’ em Ormuz

26 de Abril de 2026, 11:00

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) afirmou que o Irã está gerando receitas sem precedentes no Estreito de Ormuz. Em mensagem enviada em seu canal oficial no Telegram, a organização disse que o país persa transformou a importante rota marítima em uma “alavanca econômica” desde o início do conflito no Oriente Médio.

“Aproveitando-se das condições criadas pela guerra e pelas interrupções no tráfego marítimo, o Irã transformou o Estreito de Ormuz em uma alavanca econômica e está usando sua posição geopolítica para impor novas condições a navios e compradores de energia”, escreveu, sem fornecer mais detalhes.

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O estreito tem sido um ponto central nas negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio e, de acordo com o monitoramento da Bloomberg, o tráfego no local permanece “praticamente paralisado”, sem que o Irã ou os EUA demonstrem qualquer sinal de que irão aliviar o bloqueio ao tráfego marítimo.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o sultão de Omã, Haitham bin Tariq Al Said, discutiram e trocaram opiniões sobre questões relacionadas à segurança do tráfego no Estreito de Ormuz, após um encontro em Mascate neste domingo.

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EUA reforçam neutralidade sobre Malvinas após ter informações do Pentágono vazadas

25 de Abril de 2026, 10:22
Trump em discurso na Otan. Foto: reprodução

Os Estados Unidos reafirmaram nesta sexta-feira (24) que mantêm posição de neutralidade sobre a soberania das Ilhas Malvinas, território disputado por Argentina e Reino Unido no Atlântico Sul. A declaração foi feita por um porta-voz do Departamento de Estado após relatos de que Washington poderia rever sua postura como forma de pressionar aliados da Otan que não apoiaram plenamente a guerra contra o Irã.

“Nossa posição sobre as ilhas continua sendo a neutralidade. Sabemos que há uma disputa entre Argentina e Reino Unido devido a reivindicações sobre sua soberania”, declarou o porta-voz. Segundo ele, os Estados Unidos reconhecem “a administração de fato” do Reino Unido sobre o arquipélago, mas não tomam posição sobre as reivindicações de soberania.

A manifestação ocorreu depois que a Reuters informou que o Pentágono avalia medidas para punir aliados que resistiram a apoiar Washington na guerra contra o Irã, atualmente em cessar-fogo.

De acordo com a agência, um funcionário do governo estadunidense descreveu um e-mail interno no qual havia frustração com a relutância de países da Otan em conceder direitos de acesso, base e sobrevoo às forças dos EUA.

Entre as opções citadas estaria a suspensão da Espanha da Otan, medida que “teria um efeito limitado nas operações militares americanas, mas um impacto simbólico significativo”, segundo o e-mail. O texto também mencionava uma possível reavaliação do apoio diplomático estadunidense a antigas “possessões imperiais” europeias, como as Ilhas Malvinas.

Letreiro nas Ilhas Malvinas. Foto: reprodução

A Espanha, governada pelo premiê socialista Pedro Sánchez, fechou seu espaço aéreo para voos dos EUA ligados ao conflito e não autorizou o uso das bases de Rota e Morón por aviões estadunidenses. Em resposta, o presidente Donald Trump ameaçou cortar o comércio com os espanhóis e já havia sugerido anteriormente que o país fosse expulso da Otan.

Sánchez minimizou a reportagem e disse que seu governo “não trabalha” com e-mails, mas com documentos oficiais e posições públicas. “A posição do governo da Espanha é clara: absoluta colaboração com os aliados, mas sempre dentro do marco da legalidade internacional”, afirmou.

Sobre a possibilidade de suspensão da Espanha da Otan, completou: “Do nosso ponto de vista não há debate, cumprimos com as obrigações, somos um parceiro leal e, por isso, temos absoluta tranquilidade”.

No Reino Unido, um porta-voz do primeiro-ministro Keir Starmer também reagiu à hipótese de mudança na posição dos EUA sobre as Malvinas.

“As Ilhas Falkland [como os britânicos chamam o arquipélago] votaram esmagadoramente a favor de permanecerem um território ultramarino britânico, e sempre apoiamos o direito dos ilhéus à autodeterminação e o fato de que a soberania reside no Reino Unido”, afirmou.

Argentina e Reino Unido travaram uma guerra pelas Malvinas entre 2 de abril e 14 de junho de 1982. O conflito terminou com vitória britânica e deixou 649 argentinos e 255 britânicos mortos. Buenos Aires reivindica a soberania do território por via diplomática há quase 200 anos, enquanto Londres rejeita qualquer pretensão argentina e defende a autodeterminação dos cerca de 3.600 habitantes do arquipélago.

Em 2013, um referendo realizado nas ilhas apontou que 99,8% dos moradores rejeitaram a incorporação pela Argentina e defenderam a manutenção do status de território ultramarino britânico.

PF nomeia substituta para posto nos EUA em meio a crise diplomática

25 de Abril de 2026, 09:54
Troca de delegado já estava prevista, mas ocorre sob tensão após expulsão de servidor brasileiro e reação do governo Lula

Justiça suspende ordem de Trump que barra pedido de asilo de imigrantes que entraram ilegalmente nos EUA

25 de Abril de 2026, 09:50

Um tribunal federal de apelações bloqueou nesta sexta-feira (24) uma ordem presidencial de Donald Trump que proíbe que pessoas que entraram ilegalmente pela fronteira mexicana apresentem um pedido de asilo nos Estados Unidos.

Essa proibição consta em uma proclamação do presidente americano desde o primeiro dia de seu mandato, na qual afirmou que a situação na fronteira sul dos Estados Unidos constituía “uma invasão” devido ao fluxo de pessoas sem documentação que tentavam entrar.

Um juiz federal em Washington havia suspendido sua aplicação, ao considerar em julho que apenas a Lei de Imigração e Nacionalidade rege os procedimentos de expulsão.

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“Nada na Lei de Imigração e Nacionalidade nem na Constituição confere ao presidente ou a seus representantes os poderes exorbitantes invocados na proclamação e nas diretrizes sobre sua aplicação”, havia escrito.

Um tribunal de apelações de Washington confirmou nesta sexta-feira esse entendimento.

“O Congresso aprovou a lei sobre o asilo (…) com o objetivo de oferecer a todos os estrangeiros ‘fisicamente presentes’ nos Estados Unidos o direito de solicitar asilo e de ter seu pedido analisado individualmente”, destaca o tribunal de apelações.

Se o governo deseja modificar esse sistema, “deve apresentar seus argumentos ao único poder habilitado para emendar a Lei de Imigração e Nacionalidade: o Congresso”, prossegue.

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Treze pessoas que afirmavam fugir de perseguições no Afeganistão, Equador, Cuba, Egito, Brasil, Turquia e Peru, assim como três ONGs de defesa dos direitos dos imigrantes, recorreram do caso.

Seis delas já haviam sido expulsas com base nessa proclamação, havia indicado o juiz.

Trump transformou o combate à imigração ilegal em uma prioridade absoluta, mencionando uma “invasão” dos Estados Unidos por “criminosos vindos do exterior”.

Esse programa de expulsões em massa tem sido alvo de numerosas disputas judiciais em diferentes instâncias.

O governo Trump pode solicitar uma nova revisão desse caso ou recorrer diretamente à Suprema Corte.

O tribunal máximo já analisou recentemente um caso separado, sobre o direito de pedir asilo antes de pisar em solo americano, uma vez que o solicitante chega a um ponto de passagem legal na fronteira. Essa ação ainda aguarda decisão.

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Aliado dos Bolsonaros, Rubio perde prestígio e é escanteado de negociações dos EUA com o Irã

25 de Abril de 2026, 09:24
Jair e Eduardo Bolsonaro com Marco Rubio. Foto: reprodução

Principal interlocutor de Eduardo Bolsonaro no governo de Donald Trump, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ficará fora da nova rodada de negociações com o Irã no Paquistão, em mais um sinal de que a diplomacia da Casa Branca tem sido conduzida por nomes próximos ao presidente, e não pelo secretário de Estado.

Segundo o New York Times, a delegação estadunidense enviada a Islamabad será liderada por Steve Witkoff e Jared Kushner, enquanto Rubio permanecerá em Washington.

A ausência chama atenção porque, tradicionalmente, secretários de Estado lideram as principais tarefas diplomáticas dos EUA, de tratados de controle de armas a negociações no Oriente Médio. Como exemplo, quando Barack Obama negociou o acordo nuclear com o Irã, há mais de uma década, o principal articulador foi John Kerry, então secretário de Estado, que se reuniu com seu equivalente iraniano em pelo menos 18 dias ao longo de 20 meses de conversas.

Rubio, por outro lado, não participou da última reunião entre EUA e Irã neste mês, nem de encontros realizados no último ano em Genebra e Doha. Também ficou fora de delegações enviadas ao exterior para tratar da guerra na Ucrânia e do conflito em Gaza. Mesmo em meio a crises no Oriente Médio, ele não visita a região desde uma breve passagem por Israel em outubro passado.

Parte da explicação está no acúmulo de funções. Além de comandar o Departamento de Estado, Rubio atua como conselheiro de segurança nacional de Trump, combinação rara em Washington. Ele é o primeiro a ocupar os dois postos simultaneamente desde Henry Kissinger, nos anos 1970.

Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA. Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP

Segundo analistas, o duplo cargo aumenta sua influência junto a Trump, mas reduz sua presença nas frentes diplomáticas externas. Emma Ashford, do Stimson Center, afirmou que “Rubio claramente prefere ficar perto de Trump”.

Ela também disse ver prejuízo para a diplomacia estadunidense: “Acho que é em detrimento de todo o Departamento de Estado e da capacidade dos Estados Unidos de conduzir a diplomacia em geral que, na prática, temos o cargo de secretário de Estado vago”.

O Departamento de Estado rejeita essa avaliação. Tommy Pigott, porta-voz da pasta, afirmou que “qualquer um que tente retratar a coordenação próxima do secretário Rubio com a Casa Branca e outras agências como algo negativo não poderia estar mais errado”. Segundo ele, “agora temos um Conselho de Segurança Nacional e um Departamento de Estado totalmente sincronizados, um objetivo que escapou de administrações anteriores por décadas”.

Rubio também defende o arranjo. Em entrevista ao jornal Politico, disse que vai ao Departamento de Estado “quase todos os dias”. “Em muitos casos, você acaba estando nas mesmas reuniões ou nos mesmos lugares; há apenas uma pessoa a menos ali, se você pensar bem”, afirmou sobre o acúmulo de cargos.

“Muitas pessoas viriam a Washington, por exemplo, para reuniões, e gostariam de se encontrar com o conselheiro de segurança nacional e depois comigo como secretário de Estado. Agora elas podem fazer as duas coisas em uma reunião”.

Veteranos da segurança nacional, porém, veem riscos na combinação. Matthew Waxman, que atuou no Conselho de Segurança Nacional, no Departamento de Estado e no Pentágono durante o governo George W. Bush, afirmou: “Em geral, é um erro combinar essas funções”.

“Dito isso, não é necessariamente ruim que um Rubio com duplo papel esteja tão fora de cena agora”, acrescentou. “Especialmente enquanto tanta atenção está focada na diplomacia de corda bamba com o Irã, alguém precisa gerenciar a política externa do resto do mundo.”

Irã descarta encontro com negociadores dos EUA no Paquistão, apesar da chegada de enviados de Trump a Islamabad

25 de Abril de 2026, 08:45

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se neste sábado com o chefe das Forças Armadas do Paquistão, Asim Munir, segundo comunicado da embaixada iraniana em Islamabad. A visita ocorre em meio à incerteza sobre uma possível segunda rodada de negociações diretas entre Teerã e Washington.

Um alto funcionário iraniano afirmou que não há planos para encontros com os representantes norte-americanos que desembarcaram no Paquistão.

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“Nenhuma reunião está prevista entre Irã e EUA. As observações iranianas serão transmitidas ao Paquistão”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, em publicação na rede X na noite de sexta-feira.

Na mesma data, a Casa Branca confirmou que os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner viajariam a Islamabad para conversas diretas. Segundo a porta-voz Karoline Leavitt, os iranianos haviam solicitado um encontro presencial, atendendo a pedido do presidente Donald Trump. “Esperamos que seja uma conversa produtiva e que avance em direção a um acordo”, disse Leavitt à Fox News.

O vice-presidente JD Vance, que liderou a primeira rodada de negociações há duas semanas, não participará desta etapa. Trump, em entrevista à Reuters, afirmou que o Irã deverá “apresentar uma proposta”, mas disse desconhecer os detalhes.

Araghchi, por sua vez, destacou que está em uma “gira estratégica” por Islamabad, Mascate e Moscou para coordenar posições bilaterais e regionais. As conversas no Paquistão, segundo Leavitt, serão mediadas pelo governo local.

Pressão econômica e bloqueio naval

A primeira rodada de negociações terminou sem acordo. Desde então, tensões se intensificaram no Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo, onde os EUA impuseram um bloqueio naval em resposta a ameaças iranianas. Trump reiterou que não suspenderá o bloqueio até que haja um acordo.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou que Washington não renovará a autorização excepcional para compra de petróleo iraniano em alto-mar. “Não há petróleo saindo”, afirmou, prevendo que Teerã terá de reduzir a produção nos próximos dias. A medida também se estende ao petróleo russo. Além disso, os EUA sancionaram a refinaria chinesa Hengli Petrochemical por adquirir petróleo iraniano.

Cessar-fogo frágil

As tensões colocam em risco o cessar-fogo anunciado em 7 de abril, após ameaças de Trump de que “toda a civilização iraniana morrerá” sem acordo. Apesar disso, o presidente prorrogou unilateralmente a trégua nesta semana. A guerra, iniciada em 28 de fevereiro, havia sido projetada para durar até seis semanas, mas já ultrapassou esse prazo. O governo agora insiste que a operação “Epic Fury” alcançou resultados militares decisivos em poucas semanas, segundo o secretário de Defesa Pete Hegseth.

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Justiça argentina mantém apreensão de bens da ex-presidente Cristina Kirchner

25 de Abril de 2026, 08:44
Cristina Kirchner, ex-presidente da Argentina. Foto: reprodução

A Justiça da Argentina manteve o confisco de bens da ex-presidente Cristina Kirchner no processo em que ela foi condenada por corrupção e sentenciada a seis anos de prisão. A decisão foi confirmada por um tribunal de recursos, que rejeitou contestação apresentada pela defesa da líder peronista, segundo informou o jornal La Nación nesta sexta-feira (24).

O caso envolve a cobrança de cerca de US$ 500 milhões em indenizações de Kirchner e de outros condenados. A determinação já havia sido tomada em instância inferior e agora foi mantida pela Justiça argentina.

Em junho do ano passado, a Suprema Corte da Argentina também confirmou a condenação de 2022 e proibiu Cristina Kirchner de exercer cargos públicos. A ex-presidente foi condenada por um esquema de fraude relacionado ao direcionamento de obras rodoviárias públicas na Patagônia a um aliado político durante seu governo.

Atualmente, Kirchner cumpre pena em prisão domiciliar, em um apartamento em Buenos Aires. Mesmo condenada, ela segue como uma das principais lideranças do peronismo e continua à frente do Partido Justicialista.

De acordo com o La Nación, a ex-presidente transferiu diversas propriedades para os filhos como adiantamento de herança. Entre os bens citados estão hotéis e apartamentos localizados no sul da Argentina.

Cristina Kirchner no Congresso da Argentina. Foto: Gabriel Cano/Senado da Argentina

Processo por corrupção

O Ministério Público da Argentina pediu inicialmente uma pena de 12 anos de prisão para Cristina Kirchner por corrupção ligada à contratação de obras públicas. Depois, a punição foi fixada em seis anos.

O julgamento começou em maio de 2019 e apurou suspeitas de direcionamento e superfaturamento em obras públicas na província de Santa Cruz, berço político da família Kirchner.

Segundo os promotores, Cristina e outros integrantes de seu governo favoreceram empresas ligadas a Lázaro Báez. Muitas das obras investigadas não foram concluídas. Especialistas suspeitam que parte dos recursos desviados teria retornado à família Kirchner.

Pelo Código Penal argentino, condenados por esses crimes ficam impedidos de exercer cargos públicos. Ao defender a sentença, o promotor Diego Luciani afirmou: “Esta é provavelmente a maior manobra de corrupção já conhecida no país”.

Em 1º de setembro de 2022, quando era vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner foi vítima de uma tentativa de assassinato no bairro da Recoleta, em Buenos Aires. O brasileiro Fernando André Sabag Montiel, militante de extrema direita, apontou uma pistola para seu rosto, mas a arma falhou. Ele foi detido e condenado a 10 anos de prisão no ano passado.

Sob incertezas, EUA e Irã vão ao Paquistão negociar cessar-fogo; veja os detalhes

25 de Abril de 2026, 07:47
O chanceler Iraniano, Abbas Araqchi, com seu homólogo paquistanês, Ishaq Dar, em Islamabad nesta sexta-feira (24). Foto: Esmaeil Baqaei

Delegações de Irã e Estados Unidos se preparam para chegar ao Paquistão neste fim de semana em meio à expectativa de retomada das negociações, mas a ausência de diálogo direto entre os dois países mantém o cenário de incerteza. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, já está em Islamabad, enquanto enviados estadunidenses devem desembarcar neste sábado (25).

Apesar da movimentação diplomática, Teerã descarta encontros diretos. Um porta-voz da chancelaria iraniana afirmou que “nenhuma reunião está planejada entre o Irã e os Estados Unidos”, indicando que as posições do país serão transmitidas por meio do governo paquistanês, que atua como mediador.

Do lado dos Estados Unidos, os enviados Steve Witkoff e Jared Kushner são esperados para participar das tratativas. Antes da negativa iraniana, a Casa Branca havia informado que ambos participariam de conversas com Araghchi. A secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou que houve avanços recentes e que há expectativa de novos progressos nos próximos dias.

O presidente Donald Trump reforçou o tom cauteloso ao comentar as negociações. Questionado sobre com quem Washington dialoga, disse: “Não quero dizer isso, mas estamos lidando com as pessoas que estão no comando agora”. Ele também afirmou que o Irã pretende apresentar uma proposta, embora não conheça os detalhes.

Donald Trump, presidente dos EUA. Jonathan Ernst/Reuters

Nos bastidores, fontes paquistanesas indicam que equipes de logística e segurança dos EUA já estão posicionadas em Islamabad para viabilizar possíveis encontros. O governo local confirmou a chegada da comitiva iraniana e reforçou a segurança na capital, sinalizando a relevância das conversas indiretas.

A retomada do diálogo ocorre após o fracasso da última tentativa, prevista para terça-feira (21), quando o Irã alegou não estar pronto e a delegação estadunidense sequer deixou Washington. No mesmo dia, Trump prorrogou o cessar-fogo para abrir espaço a novas negociações.

Enquanto isso, a tensão no Estreito de Ormuz segue impactando a economia global. A região, responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás natural liquefeito, permanece sob bloqueio duplo de Irã e Estados Unidos. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificou a reabertura como “vital para o mundo”, enquanto os preços do petróleo continuam voláteis diante das incertezas.

Paralelamente, o conflito no Líbano pressiona o frágil cessar-fogo. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou: “Iniciamos um processo para alcançar uma paz histórica entre Israel e Líbano, e parece evidente que o Hezbollah tenta sabotá-lo”. Já o grupo, apoiado pelo Irã, rebateu dizendo que a trégua não faz “sentido” diante dos “atos de hostilidade” israelenses.

Exportações brasileiras para o Golfo caem 31% com bloqueio no Estreito de Ormuz

24 de Abril de 2026, 21:08

O bloqueio logístico no Estreito de Ormuz é a causa central da queda de 31% nas exportações brasileiras para o Golfo em março, afetando diretamente o fluxo de proteínas animais e grãos, disse Mohamed Murad, secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Ele explicou que a interrupção atinge gargalos estratégicos da pauta exportadora, especialmente no setor de aves e carnes: “Aproximadamente 20% de todas as nossas exportações de frango para a região passam pelo Estreito de Ormuz, além de 13% das carnes bovinas. O fechamento impactou diretamente as vendas e essa retração tende a continuar caso não consigamos um cessar-fogo permanente ou a reabertura da via”.

O uso de rotas alternativas tem sido a saída para manter o abastecimento, embora gere um aumento considerável nos custos de transação: “Rotas alternativas significam que não são as mais eficientes; os produtos chegam ao destino com um custo mais caro de transporte e seguro. Países como Kuwait, Bahrein, Catar e Emirados são os mais afetados, exigindo desvios via Mar Vermelho com transporte rodoviário ou contornando o Cabo da Boa Esperança”.

No sentido oposto, o Brasil também enfrenta desafios para importar insumos fundamentais para o agronegócio nacional: “Cerca de 20% das nossas importações de fertilizantes e também o petróleo passam pelo estreito, o que impactou o nosso abastecimento. No entanto, essa queda foi contrabalanceada por um aumento nas importações vindas de países árabes do Norte da África, como Argélia, Marrocos e Egito”.

Apesar da crise mensal, o primeiro trimestre ainda acumula alta de 8,14%, refletindo a dependência mista entre as regiões pela segurança alimentar: “Os países do Golfo dependem do agro brasileiro para garantir sua segurança alimentar; não é uma compra que pode ser adiada, pois falamos de alimentos. O Brasil goza da confiança dos importadores árabes e, quanto antes o conflito terminar, mais rápido as exportações voltarão a patamares recordes”.

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França investiga se manipulação de termômetro em aeroporto foi motivada em aposta no Polymarket

24 de Abril de 2026, 21:02

No início de abril, Ruben Hallali recebeu um alerta incomum em seu celular: a temperatura no Aeroporto Internacional Charles de Gaulle, em Paris, capital da França, havia subido cerca de 3°C em segundos.

Hallali, diretor executivo da empresa de gestão de riscos climáticos Sereno, havia configurado notificações para oscilações climáticas extremas. Nove dias depois, aconteceu novamente.

“Foi um aumento isolado, em uma única estação, no início da noite”, disse Hallali, que acrescentou ter notado outra estranha coincidência em relação aos picos: o momento era perfeito para alguém lucrar inesperadamente no site de apostas Polymarket.

Ele não foi o único a perceber um problema. A Météo-France, o serviço meteorológico nacional do país, apresentou uma queixa na semana passada à polícia e ao Ministério Público, alegando ter evidências de que um sensor meteorológico no Charles de Gaulle, o maior aeroporto do país, pode ter sido adulterado.

As oscilações de temperatura, segundo especialistas, coincidiram com um período de atividade incomum no Polymarket, um dos principais mercados de previsão online. As apostas na temperatura máxima diária em Paris totalizaram quase US$ 1,4 milhão ( R$ 7 milhões) nos dois dias, com alguns apostadores recebendo milhares de reais em pagamentos, de acordo com dados da empresa.

Mercados de previsão como Polymarket e Kalshi permitem que os usuários apostem no resultado de praticamente qualquer coisa. Uma área cada vez mais popular é a de apostas meteorológicas, onde os especuladores podem fazer apostas em tempo real sobre leituras de temperatura, totais de chuva, número de furacões no Atlântico em um ano e muito mais.

À medida que as apostas aumentaram, também aumentou a tentação de adulterar os instrumentos usados para gerar leituras meteorológicas na esperança de manipular um resultado lucrativo. Especialistas alertam que isso pode ter efeitos colaterais perigosos, como a degradação das informações que sustentam a segurança das viagens aéreas.

Os dados de temperatura são usados em uma série de cálculos em aeroportos, ajudando a determinar a distância correta de decolagem, a taxa de subida e se as equipes precisam aplicar tratamento anticongelante nas aeronaves. É crucial para a segurança aeroportuária, disse Hallali.

“O incidente no Aeroporto Charles de Gaulle não é uma curiosidade isolada”, disse Hallali. “É o que acontece quando incentivos financeiros se deparam com uma infraestrutura de dados frágil.”

Em 6 de abril, a temperatura no Aeroporto Charles de Gaulle subiu de 18°C para 21°C às 19h, antes de cair lentamente ao longo da hora seguinte, de acordo com dados da Météo-France.

Em 15 de abril, a temperatura registrada subiu ainda mais acentuadamente, de 16°C às 21h para 22°C às 21h30, caindo novamente para 16°C meia hora depois.

Em ambos os casos, os picos definiram a temperatura máxima do dia, o indicador no qual se baseiam algumas apostas da Polymarket.

Laurent Becler, porta-voz da Météo-France, disse que o serviço contatou a polícia após notar as discrepâncias nos dados de temperatura. Ele se recusou a comentar mais sobre o caso, alegando que está sob investigação.

Hallali afirmou que, após o primeiro incidente, especialistas e comentaristas do fórum meteorológico francês Infoclimat começaram a buscar respostas. Teorias foram levantadas, incluindo a de erro do usuário. Mas, após o segundo pico, os comentaristas se concentraram nas apostas incomuns no Polymarket.

Os valores apostados em 6 e 15 de abril foram centenas de milhares de dólares maiores do que em dias típicos deste mês.

Não é a primeira vez que apostas estranhas em mercados de previsão levantam acusações de uso de informação privilegiada.

Na quinta-feira, um soldado das forças especiais do Exército dos EUA que ajudou na captura do presidente Nicolás Maduro, da Venezuela, em janeiro, foi acusado de usar informações confidenciais para apostar em resultados relacionados à Venezuela, lucrando mais de US$ 400.000 (R$ 2 milhões) no Polymarket. No final do ano passado, outro usuário do site lucrou cerca de US$ 300.000 ( R$ 1,5 milhão) apostando em indultos de última hora do presidente Joe Biden antes de ele deixar o cargo.

O Polymarket não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Embora o site costumasse vincular algumas apostas às leituras de temperatura no aeroporto Charles de Gaulle, esta semana, após a Météo-France apresentar uma queixa, a plataforma passou a usar temperaturas registradas em outro aeroporto próximo à cidade, o Paris-Le Bourget, de acordo com apostas recentes no site.

Representantes do aeroporto Charles de Gaulle se recusaram a comentar, além de afirmar que o caso está sob investigação. A polícia aeroportuária também se recusou a comentar. O Ministério Público de Bobigny, responsável pelo caso, recusou-se a responder perguntas sobre a investigação, mas afirmou que nenhuma queixa foi apresentada contra a Polymarket.

Quanto à forma como os instrumentos poderiam ter sido adulterados, diversas teorias foram apresentadas online, incluindo o uso de um secador de cabelo ou um isqueiro. Hallali disse que a precisão do pico em 15 de abril sugeria o uso de um dispositivo de aquecimento portátil calibrado, embora tenha se recusado a especular sobre qual tipo.

“Os mercados estão se expandindo para todos os domínios onde um resultado pode ser observado, medido e liquidado”, disse ele. “À medida que esses mercados se multiplicam, também aumenta a área de superfície para manipulação.”

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Terras raras: veja onde esses elementos estão no seu dia a dia

24 de Abril de 2026, 21:00

Nos últimos anos, as chamadas terras raras têm ganhado destaque no cenário global por seu papel estratégico na economia global e na tecnologia. Apesar do nome, elas não são exatamente raras ou algo pouco encontrado, e sim porque formam um grupo de 17 elementos químicos essenciais para as indústrias modernas atuais.

Em meio a disputas geopolíticas e à crescente demanda por inovação e transição energética, esses elementos passam a ser considerados por muitos países como fundamentais para manter o desenvolvimento tecnológico.

Leia também: Por que a compra da brasileira Serra Verde desafia o domínio da China em Terras Raras

Onde estão as terras raras no Brasil?

Além da diversidade, o Brasil também possui uma das maiores reservas de terras raras do mundo. Esses recursos estão distribuídos em estados como:

  • Minas Gerais
  • Goiás
  • Bahia
  • Amazonas

Apesar do grande potencial, o país ainda enfrenta desafios para ampliar sua participação no mercado global, principalmente no desenvolvimento e processamento de tecnologia. Atualmente, o país possui cerca de 25 milhões de toneladas em reservas, de acordo com o Jornal da USP.

Onde os elementos estão no dia a dia?

Como mencionado, as terras raras são recursos estratégicos para diversos países e, mesmo que muitos não percebam, os elementos estão presentes em vários produtos do dia a dia, como, por exemplo:

Smartphones e eletrônicos

Celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos utilizam terras raras em componentes como telas, componentes eletrônicos e magnéticos e alto-falantes. Esses elementos são essenciais para garantir qualidade e desempenho dos aparelhos comercializados.

Veículos elétricos e energia limpa

Além de dispositivos móveis, carros elétricos também dependem de terras raras para a fabricação de motores e componentes eletrônicos e magnéticos. Além disso, esses minerais também são usados em turbinas eólicas e painéis solares, fundamentais para a transição energética.

Tecnologias avançadas

Equipamentos como drones, sistemas militares e semicondutores também utilizam terras raras. Esses materiais são essenciais para o funcionamento de tecnologias de ponta e para a indústria global de inovação.

Por que o interesse global nesses minerais aumentou?

A demanda por terras raras cresce junto com o avanço tecnológico e a busca por soluções sustentáveis. Esses elementos são fundamentais para setores considerados estratégicos, como energia, mobilidade e eletrônicos.

Além disso, o domínio da produção por poucos países aumenta a importância geopolítica desses recursos, fazendo com que nações como os Estados Unidos busquem alternativas e parcerias, incluindo o Brasil.

Recentemente, o presidente americano, Donald Trump, chegou a falar sobre as terras raras brasileiras em um plano de aliança internacional para enfraquecer a participação dos chineses no mercado. Apesar da proposta, o governo brasileiro ignorou o republicano.

Leia também: Caos no exterior, Selic alta, energia limpa e terras raras levam dólar abaixo de R$ 5

Brasil como protagonista no setor

Com grandes reservas e projetos em desenvolvimento, o Brasil tem potencial para ampliar sua presença no mercado global. A expectativa é de investimentos de cerca de US$ 2,2 bilhões entre 2025 e 2029, impulsionados pela demanda internacional.

No entanto, apesar da forte presença de terras raras no país, para avançar, o Brasil ainda precisa desenvolver sua cadeia produtiva e aumentar a capacidade tecnológica.

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Porta-voz iraniano confirma que Araghchi não vai se reunir com EUA no Paquistão

24 de Abril de 2026, 20:52

O porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, confirmou nesta sexta-feira (24) que os representantes do país não vão se reunir com os Estados Unidos neste fim de semana no Paquistão.

Em publicação na rede social X, Baghaei afirmou que o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, vai se reunir com autoridades paquistanesas de alto nível para discutir o conflito com os EUA, mas que “não está previsto nenhum encontro entre o Irã e os EUA”. “As observações do Irã serão transmitidas ao Paquistão”, acrescentou.

A agência de notícias iraniana Tasnim afirmou, mais cedo, que a recusa dos representantes persas em se reunir com os Estados Unidos se devia às “exigências excessivas dos americanos nas negociações”, além do bloqueio naval ao Irã.

Ainda segundo a Tasnim, caso a situação prossiga, o Irã “não perderá tempo com negociações desgastantes e ineficazes”.

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Polêmica! México reconhece “cachorro caramelo” como raça nacional e provoca reação no Brasil

24 de Abril de 2026, 16:14

Uma decisão recente da Procuradoria de Proteção Ambiental do Estado do México, no México, desencadeou uma disputa inusitada e bem-humorada nas redes sociais latino-americanas. O órgão anunciou o reconhecimento do chamado “perrito amarillo”, o tão conhecido cachorro vira-lata caramelo no Brasil, como uma raça nacional, colocando o animal ao lado de ícones tradicionais como o Xoloitzcuintli e o Chihuahua. Entenda na TVT News.

Medida vira debate cultural

A iniciativa mexicana não tem caráter estritamente científico. Segundo autoridades locais, o objetivo principal é combater o preconceito contra cães sem pedigree e incentivar a adoção em um país que enfrenta uma grave crise de abandono animal. Estima-se que o México tenha cerca de 29,7 milhões de cães e gatos em situação de rua, com aproximadamente 70% dos cães vivendo sem tutor.

A estratégia busca transformar a percepção social desses animais, frequentemente negligenciados, em símbolos de identidade e responsabilidade coletiva.

Brasileiros reagem: “símbolo nacional”

A repercussão no Brasil foi imediata. Internautas passaram a reivindicar o “vira-lata caramelo” como patrimônio cultural brasileiro, gerando uma onda de comentários irônicos e nacionalistas nas redes.

Expressões como “roubaram nosso símbolo” e “isso é papo de guerra” viralizaram, ainda que em tom de humor. O animal, que já é protagonista de memes, blocos de Carnaval e produções audiovisuais, é reconhecido como um ícone popular no país.

Acho que nem Portugal roubou tanto da gente https://t.co/mD6uDGa7Ra

— 1eozim (@1eozinho01) April 20, 2026

Curiosamente, a decisão mexicana teria sido inspirada por uma campanha brasileira de 2025 que buscava justamente valorizar o caramelo como símbolo cultural e aumentar sua adoção.

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Reconhecimento esbarra na ciência

Apesar do anúncio oficial, especialistas destacam que o “cachorro caramelo” não atende aos critérios técnicos exigidos pela Fédération Cynologique Internationale para o reconhecimento de uma raça.

Entre as exigências estão estabilidade genética comprovada, linhagens definidas e acompanhamento por várias gerações, requisitos que não se aplicam ao caramelo, cuja principal característica é justamente a miscigenação.

Esses cães possuem traços genéticos de centenas de raças diferentes, sendo sua aparência padronizada resultado de adaptação ao ambiente, especialmente ao clima quente.

Fama contrasta com abandono

Apesar da popularidade nas redes, a realidade desses animais segue preocupante. Tanto no México quanto no Brasil, cães de pelagem amarelada estão entre os mais abandonados e menos adotados.

Dados apontam que, enquanto raças consideradas “puras” recebem grande procura, os caramelos podem passar anos em abrigos sem interessados. No México, mais de 1.300 animais são abandonados diariamente, e políticas públicas ainda incluem medidas controversas, como o sacrifício em massa para controle populacional.

Veja alguns memes:

Polemica-Mexico-reconhece-cachorro-caramelo-como-raca-nacional-e-provoca-reacao-no-Brasil-memes

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Brasileiras feridas a tiros nas pirâmides do México estão bem

22 de Abril de 2026, 12:30

As duas brasileiras que ficaram feridas após ataque a tiros nas pirâmides mexicanas de Teotihuacan já estão bem, segundo o Itamaraty. Uma mulher canadense morreu e o atirador tirou a própria vida na sequência na segunda-feira (20). Saiba os detalhes na TVT News.

A adolescente brasileira de 13 anos já foi liberada e está com a família. A outra brasileira, uma mulher de 55 anos, segue internada, mas sem risco de morte.

As autoridades de segurança mexicanas disseram que 13 pessoas ficaram feridas no incidente. Não ficou imediatamente claro quantas foram baleadas. Uma testemunha, que pediu anonimato, disse à Reuters que um menino foi baleado na perna.

Promotores locais disseram em um post no X que o atirador era Julio Cesar Jasso Ramirez, um cidadão mexicano.

O tiroteio começou pouco depois das 11 horas da manhã na Pirâmide da Lua, uma das estruturas mais proeminentes do local fora da Cidade do México, de acordo com a testemunha, que tinha acabado de descer do mezanino do templo quando ouviu “estalos” e viu uma debandada de visitantes.

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O atirador permaneceu no topo do mezanino, disse a testemunha, acrescentando que ele parecia disparar a maioria dos tiros para o ar, em vez de diretamente contra as pessoas, enquanto carregava um tablet e gritava.

Os espectadores, incluindo alguns com treinamento médico, prestaram os primeiros socorros aos feridos, usando garrafas de água e panos limpos para diminuir o sangramento até a chegada dos paramédicos, acrescentou a testemunha.

As autoridades de segurança disseram que alguns dos feridos foram levados a hospitais, incluindo três colombianos, um deles uma criança de 6 anos, além de cidadãos norte-americanos, russos e brasileiros.

Um segundo canadense também foi ferido no ataque, de acordo com uma postagem no X da ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand.

A presidente Claudia Sheinbaum disse em uma postagem na rede social: “O que aconteceu hoje em Teotihuacan nos causa profunda dor. Expresso minhas mais profundas condolências às pessoas afetadas e suas famílias”.

O tiroteio deve aumentar o escrutínio da segurança do México nos principais locais turísticos e culturais, já que o país se prepara para sediar a Copa do Mundo da Fifa 2026 ao lado dos Estados Unidos (EUA) e do Canadá. Espera-se que o evento atraia milhões de visitantes do exterior.

A cidade pré-hispânica de Teotihuacan foi um dos centros culturais mais importantes da Mesoamérica e é um dos locais turísticos mais populares do México, recebendo 1,8 milhão de visitantes no ano passado.

Embora o México tenha muitos incidentes de tiroteio devido à atividade dos cartéis, a violência em atrações turísticas é rara.

Agência Brasil

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Após ultimato de Trump, vizinhos acusam Irã de ataques com mísseis e drones

7 de Abril de 2026, 18:41
Míssil iraniano atravessa o espaço aéreo de Israel em meio à escalada de tensões entre Teerã, Tel Aviv e Washington. Foto: Divulgação

Nesta terça-feira (7), diversos países do Oriente Médio foram alvos de uma série de ataques provenientes do Irã. Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos confirmaram o lançamento de mísseis e drones de Teerã, poucos antes do fim do prazo dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã fechasse um acordo favorável a Washington.

Em Bagdá, no Iraque, instalações americanas localizadas nas proximidades do aeroporto também foram atingidas. De acordo com informações da Reuters, explosões foram ouvidas em Doha, capital do Catar, onde autoridades locais afirmaram ter interceptado com sucesso um ataque de mísseis.

As tensões se intensificaram ainda mais quando o Ministério do Interior do Bahrein anunciou que sirenes foram ativadas em todo o território, alertando a população para a situação de emergência. O ministério pediu aos cidadãos e residentes que se dirigissem aos locais mais seguros.

Similarmente, os Emirados Árabes Unidos também dispararam sirenes de alerta, informando que estavam combatendo mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones iranianos. Além disso, o Irã emitiu um aviso alertando para a designação de várias áreas no Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita como zonas militares.

A medida entraria em vigor às 23h, horário de Teerã (16h30 em Brasília). O regime do Kuwait, por sua vez, instaurou um toque de recolher em todo o país, recomendando que os moradores saíssem de casa apenas em casos de extrema necessidade.

🚀🇮🇷 🇮🇱 NOW: TEL AVIV has just been hit by a massive attack from IRAN pic.twitter.com/1cbhSiYQWE

— Mr. Hass 💛 (@Lassegaf_1) April 7, 2026

 

O ataque não se limitou aos países do Golfo Pérsico. O Irã também continuou seus lançamentos de mísseis contra o território israelense. Em resposta, Israel atacou o Irã, resultando na morte do chefe da Inteligência da Guarda Revolucionária Iraniana.

O representante iraniano na ONU, Amir-Saeid Iravani, fez duras críticas à retórica do presidente Donald Trump, acusando-o de incitar crimes de guerra e potencial genocídio.

Em uma declaração durante uma sessão do Conselho de Segurança sobre o Estreito de Ormuz, ele pediu à comunidade internacional que condenasse as ameaças dele antes que a situação se deteriorasse ainda mais. Iravani afirmou que, se as ameaças de Trump se concretizarem, o Irã não ficaria inerte.

O enviado afirmou que Teerã tomaria medidas de autodefesa e ações proporcionais para responder às ameaças. Durante uma postagem na rede social Truth Social, Trump alertou que “uma civilização inteira morrerá nesta noite” caso o Irã não reabra o Estreito de Ormuz, um ponto estratégico fundamental para o comércio de petróleo.

EUA dizem que foram atacados por grupo hacker pró-Irã

7 de Abril de 2026, 17:57
Hacker. Foto: Reuters

Os Estados Unidos afirmaram que sofreram ataques cibernéticos de hackers pró-Irã e emitiram um alerta no país. A Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (CISA) notificou que os invasores iniciaram uma série de ofensivas contra os sistemas de água e energia locais.

O alerta não especificou quais instalações haviam sido atingidas nem se houve danos, mas indicou que os ataques estavam focados em equipamentos industriais. A principal empresa alvo parece ser a Rockwell Automation, que oferece soluções de automação industrial.

De acordo com o relatório, os hackers estavam tentando acessar “controladores lógicos programáveis” utilizados para gerenciar sistemas industriais. Como medida preventiva, as autoridades norte-americanas recomendaram que as instalações desconectassem seus sistemas da internet. O alerta ocorre em meio a trocas de ameaças entre Estados Unidos e Irã.

O grupo de hackers pró-Irã, conhecido como Handala, também foi responsável por um grande ataque cibernético em março contra a empresa de tecnologia médica Stryker. Esse ataque afetou a rede global da empresa, causando interrupções nos sistemas internos e ferramentas da Microsoft usadas pela companhia.

Logo do grupo de hackers pró-Irã Handala. Foto: Reprodução

A ofensiva foi uma retaliação a um ataque militar americano que, segundo o The New York Times, resultou na morte de mais de 150 estudantes em uma escola iraniana devido a um erro de escolha de alvos.

Os hackers, que dizem ter roubado cerca de 50 terabytes de dados da companhia, comprometeram escritórios da empresa em 79 países. Funcionários da Stryker relataram que os sistemas e dados foram apagados, e parte da operação da empresa ficou temporariamente paralisada.

O grupo Handala, formado em 2022, assumiu a autoria do ataque e divulgou sua ação nas redes sociais. Eles associam suas atividades aos interesses iranianos e afirmaram que “todos os dados estão nas mãos do povo livre”.

O ataque a Stryker foi o primeiro grande incidente cibernético desde o início da guerra entre os EUA e o Irã, e durante a invasão, o logotipo do Handala foi exibido em várias páginas de login de empresas, como relatado pelo Wall Street Journal.

“Saia o mais rápido possível”: o alerta do Irã para vizinhos de Israel

7 de Abril de 2026, 17:41
Fumaça após ataque aéreo israelense na aldeia Tayr Harfa, perto da fronteira entre Líbano e Israel. Foto: Kawnat Haju/AFP

A Guarda Revolucionária do Irã emitiu um alerta para a população de países vizinhos e de Israel, recomendando que evitassem se aproximar de áreas sob risco de “perigo iminente”. As localizações indicadas incluem partes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e uma ponte ferroviária em Tel Aviv, Israel.

Essas zonas foram designadas como “militares fechadas” e ficarão sob alerta a partir das 23h (horário de Teerã). A Guarda iraniana alertou a população a sair rapidamente dessas áreas e a procurar rotas seguras, enfatizando que ignorar o aviso poderia resultar em risco de vida.

O porta-voz Ibrahim Thul-Fiqari afirmou que os centros de Inteligência Artificial em Israel serão alvos de destruição e pediu que a população “saia o mais rápido possível” das áreas. A ameaça do Irã é uma retaliação a ataques a universidades iranianas.

Thul-Fiqari também mencionou a inclusão das instalações petrolíferas da Aramco e de Yanbu, além do oleoduto de Fujairah, na lista de alvos do país. O governo dos EUA, através da sua embaixada na Arábia Saudita, afirmou que acompanha a situação de perto e aconselhou os cidadãos americanos a reconsiderarem viagens à região.

Mísseis iranianos lançados contra Israel. Foto: Reuters

A Guarda Revolucionária do Irã disse que um ataque relâmpago do país “remodelaria o planeta”. O porta-voz da Guarda, Ibrahim Thul-Fiqari, lançou uma série de ameaças ao governo dos EUA, dizendo que os abrigos fortificados de Washington seriam inúteis diante da “ira devastadora” do Irã. Ele afirmou que qualquer ação americana na região faria com que “os EUA ardessem no inferno”.

A Guarda Revolucionária também deixou claro que o Irã passou da fase de diálogo e está agora preparado para “erradicação e aniquilação total”. A situação se intensificou com o anúncio de ataques retaliatórios que deixariam a região no escuro.

Autoridades iranianas prometeram continuar lutando, desafiando os prazos estabelecidos pelos Estados Unidos, afirmando que têm capacidade para sustentar a guerra por mais seis meses, caso necessário.

Donald Trump, presidente dos EUA, também tem intensificado as ameaças, dizendo que um “momento revolucionário” pode ocorrer com o fim do prazo para a reabertura do Estreito de Ormuz. O republicano também afirmou que, caso o Irã não ceda, uma “mudança de regime completa” será imposta, provocando uma “morte de uma civilização inteira”.

Confira as fotos do lado oculto da Lua e do pôr da Terra

7 de Abril de 2026, 17:23

Na manhã desta terça-feira (7), a Nasa revelou novos registros da missão Artemis II, que completa hoje seu sexto dia de jornada lunar. O destaque da divulgação é a imagem do “pôr da Terra”, capturada pela perspectiva dos quatro astronautas ao atravessarem o lado oculto da Lua. Hoje também é o prazo final que Trump deu ao Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz, caso prazo não seja respeitado “uma civilização inteira morrerá nesta noite”. Leia em TVT News.

O lado oculto da Lua: Trump ameaça tomar Irã nesta noite; internautas se encantam com fotografias da missão Artemis II

Desde o começo da missão Artemis II, a Nasa vem divulgando fotografias de “turismo” do espaço que estão circulando pelas redes sociais. Como forma de propaganda da missão, as imagens servem para receber apoio do público. No site da agência, a viagem é transmitida ao vivo 24 horas seguidas. As atualizações sempre em tom de exaltação.

Em suas redes sociais, Donald Trump, Nasa e a Casa Branca compartilharam como colaboradores a “primeira imagem” registrada do lado oculto da lua:

A fotografia desse ângulo foi divulgada como a primeira já realizada em tom de exaltação e de conquista, mas não é bem assim como eles contam.

Desde o programa Apollo, nas décadas de 1960 e 1970, exploradores robóticos já mapearam o lado oculto da Lua.

Em 2023, a Índia enviou a sonda Chandrayaan-3 e capturou imagens detalhadas da mesma região. Por olhos humanos, a Nasa pode ter feito o primeiro registro do lado oculto da Lua, mas está longe de ser um feito verdadeiramente inédito.

Foto do lado oculto da Lua feita em 2023 por uma câmera da sonda Chandrayaan-3, da Índia – Foto: Divulgação

O lado oculto da Lua: “Uma civilização inteira morrerá nesta noite”, declarou Trump nesta segunda

A tensão da guerra com o Irã atingiu o ápice nesta terça-feira (7), prazo final de um ultimato de 48 horas imposto pelos Estados Unidos para a reabertura do Estreito de Ormuz.

Em uma postagem que gerou alarme internacional por seu caráter extremado, Trump afirmou em sua rede social que “uma civilização inteira morrerá nesta noite”, sinalizando um descarte das vias diplomáticas tradicionais em favor de uma retórica de aniquilação.

O prazo de Trump vai até 21 horas deta terça.

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Veja imagens da missão Artemis II

A astronauta Christina Koch observa a Terra a partir da nave Orion na Missão Artemis II (imagem feita com um iPhone 17 Pro Max) – NASA/ Divulgação
Uma imagem feita no quarto dia da missão Artemis 2 mostra a bacia Orientale na borda direita do disco lunar na Missão Artemis II – NASA/Divulgação
Lado oculto da lua capturada da Orion enquanto a Terra submerge além do horizonte lunar – NASA/Divulgação

Como as imagens são feitas

Esta é a primeira vez que câmeras digitais são levadas tão longe. Junto aos 4 astronautas estão 32 câmeras e dispositivos, 15 instalados na nave e 17 operados manualmente.

Conforme detalhado pela Nasa, a tripulação utiliza equipamentos fotográficos com cerca de uma década de mercado, a exemplo da Nikon D5, complementados por câmeras GoPro e smartphones. Para quem deseja conferir as especificações técnicas, o álbum da missão na plataforma Flickr detalha qual dispositivo foi o responsável por cada registro publicado.

Entenda: Nikon D5 lançada em 2016 vai ao espaço, fotógrafo explica:

Fase de regresso

Agora, a Artemis II entra em fase de regresso. Depois de completar a volta em torno da Lua, a espaçonave Orion acionou os motores rumo à Terra e deixará a órbita lunar nesta terça (7). O feito consolida o retorno dos voos tripulados ao espaço profundo, algo que não ocorria desde o fim do programa Apollo, em 1972.

Artemis II bate recorde de distância percorrida por seres humanos no espaço

A missão Artemis II, da NASA, entrou para a história nesta segunda-feira (6) ao estabelecer um novo recorde de distância percorrida por seres humanos no espaço. A bordo da cápsula Orion, quatro astronautas ultrapassaram a marca registrada pela missão Apollo 13, de 1970, e se tornaram os humanos que mais se afastaram da Terra. Leia em TVT News.

De acordo com dados divulgados pela agência espacial e confirmados por veículos internacionais, a tripulação atingiu cerca de 252 mil milhas (aproximadamente 406 mil quilômetros) de distância do planeta, superando o recorde anterior de 248 mil milhas. Esse marco foi alcançado durante o sobrevoo da face oculta da Lua, momento em que a nave também entrou em um período temporário de blackout de comunicações com a Terra.

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Primeiro-ministro do Paquistão pede trégua de 2 semanas após ultimato de Trump sobre reabertura de Ormuz

7 de Abril de 2026, 17:09

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, pediu nesta terça-feira (7) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que conceda uma prorrogação de duas semanas em sua ameaça de destruir “toda a civilização” do Irã, caso Teerã não aceite um acordo que inclua a reabertura do Estreito de Ormuz.

Em uma publicação na rede X, Sharif também apelou diretamente à liderança iraniana para que reabra o estreito pelo mesmo período, como um “gesto de boa vontade”.

“Também pedimos a todas as partes envolvidas no conflito que adotem um cessar-fogo imediato, em todos os territórios, por duas semanas, para permitir que a diplomacia avance rumo a uma solução definitiva para a guerra, no interesse da paz e da estabilidade de longo prazo na região”, escreveu.

Diplomatic efforts for peaceful settlement of the ongoing war in the Middle East are progressing steadily, strongly and powerfully with the potential to lead to substantive results in near future. To allow diplomacy to run its course, I earnestly request President Trump to extend…

— Shehbaz Sharif (@CMShehbaz) April 7, 2026

O apelo público do premiê paquistanês (que vem atuando como mediador entre as potências envolvidas) ocorreu poucas horas antes do prazo estabelecido por Trump, às 20h (horário da costa leste dos EUA), para que o Irã aceite um acordo ou enfrente ataques em larga escala contra sua infraestrutura civil.

Na manhã desta terça-feira, Trump elevou drasticamente o tom. Em publicação na Truth Social, alertou que “uma civilização inteira pode desaparecer esta noite, para nunca mais voltar” caso não haja acordo.

Ainda assim, sugeriu a possibilidade de uma reviravolta: “Agora que temos uma mudança completa de regime, com lideranças diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas, talvez algo extraordinariamente positivo possa acontecer, quem sabe?”, escreveu.

“Vamos descobrir esta noite. Pode ser um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo.”

A ameaça veio após forças americanas atingirem, na noite anterior, alvos militares na Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã, segundo confirmou um funcionário da Casa Branca à CNBC.

Desde o início do conflito, no fim de fevereiro, o Irã vem restringindo grande parte do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, após a escalada militar envolvendo Estados Unidos e Israel. O bloqueio provocou um choque sem precedentes na oferta global, fazendo os preços da energia dispararem.

Trump afirmou que o exército iraniano foi “devastado”, mas reconheceu que o país ainda mantém controle sobre o tráfego marítimo no estreito, um fator que lhe garante forte poder de barganha.

Em outra publicação, feita no domingo de Páscoa, o presidente já havia adotado um tom agressivo, ameaçando destruir pontes e usinas de energia iranianas até a noite de terça-feira e exigindo que Teerã “reabra imediatamente o estreito”.

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China e Rússia vetam resolução do Conselho de Segurança para desbloquear Estreito de Ormuz

7 de Abril de 2026, 17:03

A Rússia e a China vetaram nesta terça-feira (7), uma resolução do Conselho de Segurança da ONU destinada a reabrir o Estreito de Ormuz, que havia sido repetidamente enfraquecida na esperança de que esses dois países se abstivessem.

A votação por um placar de 11 a 2, com duas abstenções do Paquistão e da Colômbia, ocorreu poucas horas depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, fazer uma ameaça sem precedentes de que “toda uma civilização morrerá esta noite” se o Irã não abrir a via navegável estratégica e fizer um acordo antes de seu prazo das 21h (de Brasília).

Rússia e China defenderam fortemente sua oposição, ambas citando diretamente a ameaça mais recente e perigosa de Trump de acabar com a civilização do Irã como confirmação de que a proposta daria aos EUA e a Israel “carta branca para agressões contínuas”, como colocou o enviado russo Vassily Nebenzia.

Após os vetos, o embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, convocou as nações responsáveis a se juntarem a Washington na segurança do estreito.

“Convocamos nações responsáveis a se juntarem a nós na segurança do Estreito de Ormuz, protegendo-o e garantindo que permaneça aberto ao comércio legal, bens humanitários e ao livre movimento de bens mundiais”, disse Waltz.

Já o enviado iraniano afirmou que Teerã tomará medidas “imediatas e proporcionais” se Trump seguir adiante com as ameaças.

Em paralelo, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, frisou que o governo está ciente dos altos preços da gasolina que os canadenses estão enfrentando e, em meio à incerteza sobre quanto tempo a guerra no Irã pode persistir, ele está “analisando” maneiras de ajudar, segundo a Bloomberg.

Carney fez o comentário em resposta a uma pergunta sobre o que ele diria para a população enfrentando preços próximos a 2 dólares canadenses por litro na bomba.

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Trump põe militares dos EUA num dilema: desobedecer ordens ou cometer crimes de guerra

7 de Abril de 2026, 16:58
Trump cercado de militares dos EUA

À medida que o conflito com o Irã se intensifica, as recentes ameaças do presidente Donald Trump de bombardear a infraestrutura civil do país levantaram um dilema crítico para os oficiais militares dos EUA: devem eles obedecer às ordens ou se recusar, correndo o risco de cometer crimes de guerra?

Em uma ameaça abjeta, Trump disse publicamente que o Irã teria até um prazo estipulado para reabrir o Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo, ou enfrentaria as consequências. Sua ordem envolvia bombardeios nas usinas de energia e pontes do Irã, levando especialistas jurídicos a concluir que tais ações indubitavelmente constituiriam crimes de guerra.

Segundo o Guardian, Margaret Donovan e Rachel VanLandingham, ex-oficiais da Judge Advocate General (JAG), expressaram grande preocupação, explicando que as ordens de Trump entram em conflito direto com décadas de treinamento legal militar. “Tais declarações retóricas — se seguidas — equivaleriam aos crimes de guerra mais graves”, escreveram no site Just Security.

O Judge Advocate General (JAG) é um corpo de militares que atuam como advogados dentro das Forças Armadas dos Estados Unidos. Eles são responsáveis por fornecer assessoria jurídica para os militares, representando os interesses do governo em questões legais, tanto no âmbito penal quanto civil. Além disso, eles também atuam em processos de justiça militar, oferecendo serviços jurídicos aos comandantes e aos soldados, incluindo defesa em tribunais militares e aconselhamento sobre as leis da guerra.

Cada ramo das Forças Armadas dos EUA possui sua própria divisão JAG, como o Exército, a Marinha, a Força Aérea e os Fuzileiros Navais. O cargo de Judge Advocate General é ocupado por um oficial de alta patente que supervisiona todo o sistema jurídico dentro de um ramo das Forças Armadas, enquanto os JAG officers (ou oficiais JAG) atuam em diversas funções legais, incluindo como promotores, defensores e conselheiros legais.

As ameaças de Trump de destruição em massa, incluindo bombardear o Irã “de volta à Idade da Pedra”, e a ordem do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, para “não dar abrigo, sem misericórdia”, distanciaram ainda mais as ações militares dos EUA dos padrões legais e morais que tradicionalmente governaram a conduta militar. À medida que essas ações colocam os soldados em uma posição de potencialmente cometer atrocidades, o dilema entre obedecer ordens ilegais ou enfrentar consequências legais se torna cada vez mais presente.

Historicamente, membros do Exército resistiram a ordens consideradas ilegais, citando precedentes como a recusa dos soldados dos EUA em participar no Massacre de My Lai durante a Guerra do Vietnã. Mas, como observou a professora de ciência política Charli Carpenter, situações em que os soldados precisam desobedecer ordens “manifestamente ilegais” nem sempre são claras no campo de batalha.

O comportamento e as palavras de Trump levantaram alarmes sobre o risco de escalada, particularmente em relação às armas nucleares. O presidente dos EUA tem autoridade exclusiva para lançar ataques nucleares, mas o protocolo para tais ações exige a participação de oficiais militares. Caso Trump emita tal ordem, caberá aos envolvidos na cadeia de comando considerá-la ilegal e possivelmente impedi-la — uma perspectiva que parece cada vez mais tênue à medida que Trump continua a purgar o exército de pessoal que possa resistir às suas diretrizes.

Nos últimos dias, Trump amplificou suas ameaças, avisando que o Irã poderia ser “destruído” em uma única noite, e sugerindo que a destruição do país seria iminente, a menos que o Irã cumprisse suas exigências.

 

Irã denuncia ameaça de Trump como genocídio e promete reação imediata

7 de Abril de 2026, 16:58
O presidente dos EUA, Donald Trump. Foto: Divulgação

Nesta terça-feira (7), Amir-Saeid Iravani, enviado do Irã na ONU, afirmou que Teerã não ficará inerte caso o presidente dos EUA, Donald Trump, leve adiante suas ameaças. Em uma reunião do Conselho de Segurança, Iravani acusou Trump de incitar crimes de guerra ao afirmar que “toda uma civilização morrerá” se o Irã não fechar um acordo.

Segundo o representante iraniano, tais palavras podem configurar genocídio. O diplomata destacou que o Irã não ficará de braços cruzados diante das ameaças de Trump e que tomará ações imediatas e proporcionais para se defender.

“O Irã não ficará de braços cruzados diante de crimes de guerra tão graves. Exercerá, sem hesitação, seu direito inerente de autodefesa e tomará medidas recíprocas imediatas e proporcionais”, disse ele.

Ele pediu à comunidade internacional que se posicione contra essa retórica antes que seja tarde demais. A resposta de Teerã foi imediata, com a declaração de que diversas infraestruturas da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein seriam alvos, pedindo a civis que evitassem essas áreas.

Trump, por sua vez, intensificou as ameaças. Em uma postagem no Truth Social, o presidente dos EUA declarou que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, ao referir-se ao prazo final para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. A declaração foi feita após várias autoridades iranianas mostrarem sinais claros de que não pretendem ceder.

“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE? Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!”, afirmou.

Postagem de Trump no Truth Social. Foto: Divulgação

O Irã bloqueou parcialmente o estreito desde o ataque dos EUA e Israel ao seu território em 28 de fevereiro, o que gerou um aumento nos preços do petróleo. O prazo dado por Trump para que o Irã reabra a passagem encerra nesta terça-feira, às 21h, horário de Brasília.

O clima em Teerã é de extrema tensão. Antes da postagem de Trump, o governo iraniano havia apelado para a formação de correntes humanas por toda a população, com o intuito de proteger instalações de energia e outros ativos do país.

Segundo Alireza Rahimi, do Conselho Supremo da Juventude, a medida visa proteger as usinas de energia que são vitais para o país. “As usinas de energia são nossos ativos e capital nacional”.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, já havia afirmado que milhões de iranianos estão “prontos para se sacrificar” pelo país. “Mais de 14 milhões de iranianos valentes já declararam, até este momento, estar prontos para sacrificar suas vidas em defesa do Irã. Eu também tenho sido, sou e continuarei sendo alguém disposto a dar a vida pelo Irã”, afirmou Pezeshkian em publicação no X.

O ambos os países rejeitou uma proposta de cessar-fogo do Paquistão, preferindo negociar uma solução definitiva para o conflito, ao invés de uma pausa temporária. A proposta paquistanesa sugeria que o cessar-fogo entrasse em vigor imediatamente, com um prazo de 15 a 20 dias para um acordo mais amplo, o que foi rejeitado pelas autoridades iranianas.

Papa Leão XIV condena ameaças de Trump ao Irã: “Inaceitáveis”

7 de Abril de 2026, 16:15
Papa Leão XIV. Foto: Divulgação

O papa Leão XIV fez duras críticas às recentes ameaças contra o povo iraniano durante uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (7). Para ele, as ameaças são “inaceitáveis”, e ele destacou que ataques à infraestrutura civil, como pontes e usinas de energia, são claras violações do direito internacional.

O pontífice reagiu às declarações do presidente dos EUA Donald Trump, que afirmou em uma rede social que “uma civilização inteira morrerá” na noite de terça-feira, caso o Irã não atenda às exigências de reabertura do Estreito de Ormuz.

Durante a coletiva, o papa reiterou seu apelo pela paz no Oriente Médio e pediu que cidadãos de todo o mundo pressionassem seus representantes políticos para pôr fim à guerra.

Ele enfatizou que, além das questões legais, essa é uma questão de moralidade, pois são vidas humanas que estão em jogo, incluindo as de crianças. O pontífice, que tem intensificado suas críticas ao conflito, já havia afirmado, em 29 de março, que Deus não escutaria as orações de líderes que fomentam a guerra.

O presidente dos EUA Donald Trump. Foto: Divulgação

Em relação às declarações de Trump, Leão XIV expressou preocupação com as implicações dessas ameaças, afirmando que, além das questões jurídicas, há um profundo dilema moral envolvido.

Para ele, qualquer ação que tenha como alvo a população civil, especialmente em tempos de guerra, é uma violação dos princípios fundamentais do direito internacional e dos direitos humanos.

Trump, por sua vez, manteve o tom agressivo nas redes sociais. O presidente dos EUA, em postagem feita horas antes do prazo final dado ao Irã, declarou que o ataque planejado seria um dos momentos mais significativos da história mundial.

“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, em que mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, quem sabe?”, afirmou Trump.

Últimas notícias da guerra no Oriente Médio em 7 de abril

7 de Abril de 2026, 14:58

Acompanhe as últimas atualizações sobre a guerra no Oriente Médio nesta terça-feira, 7 de abril, com a apuração da TVT News e informações da AFP na região.

Últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio

  • Prazo para aceitar o acordo de cessar-fogo termina às 21h nesta terça e mundo teme ataque nuclear
  • Trump adverte que “uma civilização inteira morrerá” nesta terça-feira se o Irã não cumprir o ultimato.
  • 25ª Emenda da Constituição dos EUA: Trump tem saúde mental questionada
  • Irã está preparado para ‘todos os cenários’ diante das ameaças de Trump, diz vice-presidente
  • Exército israelense alerta iranianos para evitarem viagens de trem, até terça-feira à noite, por “segurança”
  • Irã ameaça privar os EUA e seus aliados de petróleo e gás “por anos”
  • EUA tentam conter rumores sobre eventual ataque nuclear ao Irã
  • Agência de Notícias Mehr do Irã relata ataques à Ilha de Khark, fundamental para a indústria petrolífera
  • Irã sofre novos ataques poucas horas antes do fim do ultimato de Trump
  • Irã adverte que sua resposta se estenderá além da região se os EUA “ultrapassarem as linhas vermelhas”
  • Com o prazo para aceitar o acordo de cessar-fogo termina nesta terça, embaixador iraniano no Kwait diz aos países da região que é preciso evitar uma tragédia
  • Ataques atingem planta petroquímica na Arábia Saudita

Preço do Petróleo Brent hoje

Qual o preço do petróleo hoje


Últimas notícias sobre a guerra no Oriente Médio

Confira as principais atualizações sobre a guerra entre EUA e Israel contra o Irã

Mercado do petróleo aguarda com atenção ultimato de Trump ao Irã

Os preços do petróleo fecharam com resultados mistos nesta terça-feira (7), horas antes de expirar o ultimato do presidente americano, Donald Trump, ao Irã.

25ª Emenda da Constituição dos EUA: Trump tem saúde mental questionada

Trump tem saúde mental questionada por suas ameaças apocalípticas ao Irã. Donald Trump não é exatamente alheio a uma linguagem provocadora. No entanto, sua ameaça de aniquilar a civilização iraniana, juntamente com outros comentários intimidatórios recentes, levaram seus críticos a questionar a saúde mental do presidente e evocar a 25ª Emenda da Constituição dos EUA

Trump adverte que “uma civilização inteira morrerá” nesta terça-feira se o Irã não cumprir o ultimato

O presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu que “uma civilização inteira morrerá” no Irã nesta terça-feira se o regime não aceitar os termos do ultimato.

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Reprodução do post de Donad Trump ameaça acabar com uma civilização se Irã não acatar ultimato

Irã está preparado para ‘todos os cenários’ diante das ameaças de Trump, diz vice-presidente

Da AFP em Teerã, Irã

O Irã está preparado para todas as possibilidades no contexto da guerra com os Estados Unidos e Israel, afirmou o primeiro vice-presidente, Mohammad Reza Aref, após as ameaças do presidente americano, Donald Trump, de aniquilar uma “civilização inteira”.

“A segurança nacional e a sustentabilidade das infraestruturas são objeto de cálculos precisos. O governo finalizou em detalhe as medidas necessárias para todos os cenários. Nenhuma ameaça escapa à nossa preparação e aos nossos serviços de inteligência”, declarou Aref em uma mensagem no X.

Papa qualifica como ‘inaceitável’ ameaça de Trump contra todo o povo iraniano

O papa Leão XIV qualificou como “inaceitável”, nesta terça-feira (7), a ameaça do presidente americano, Donald Trump, de eliminar toda a civilização iraniana se Teerã não respeitar seu ultimato, esta noite, para reabrir o Estreito de Ormuz.

“Hoje (…) foi feita esta ameaça contra todo o povo do Irã, e isto é realmente inaceitável. Certamente, há questões de direito internacional, mas muito mais que isso, trata-se de uma questão moral”, disse o papa aos jornalistas, ao deixar sua residência de Castel Gandolfo, perto de Roma, rumo ao Vaticano.

Trump diz que iranianos são “animais” e por isso um ataque a usinas de eletricidade e pontes não pode ser chamado de crime de guerra

Nesta segunda (6), Trump demonstrou não estar preocupado em estar cometendo ou não crimes de guerra e, ao ser questionado sobre violar a Convenção de Genebra, o presidente dos Estados Unidos chamou os iranianos de animais.

Para Trump, o Irã deve ser tomado em único dia a partir de hoje.

Irã critica ameaça de Trump como “irresponsável” na ONU

O embaixador do Irã nas Nações Unidas criticou na terça-feira as ameaças extremas de Donald Trump contra seu país, após o presidente ter alertado que, se Teerã não aceitar…

Preços do petróleo disparam

Os preços do petróleo subiram na terça-feira após o novo ultimato do presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz.

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O Estreito de Ormuz está localizado entre o sul do Irã e o norte dos Emirados Árabes Unidos e Omã e é a principal rota de exportação de petróleo dos países do Golfo. Imagem: Wikimedia Commons

Irã ameaça privar EUA e aliados de petróleo e gás “por anos”

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), o exército do Irã, ameaçou, nesta terça-feira, com ações contra infraestruturas que “privarão os Estados Unidos e seus aliados de petróleo e gás da região por anos”.

“Até agora, demonstramos grande contenção em um espírito de boa vizinhança, mas essas reservas agora estão suspensas”, alertou a IRGC em um comunicado transmitido pela televisão estatal. “Se o exército terrorista dos EUA cruzar as linhas vermelhas, nossa resposta se estenderá além da região”, acrescentaram.

Agência de Notícias Mehr do Irã relata ataques à Ilha de Khark, fundamental para a indústria petrolífera

Agência de Notícias Mehr do Irã relata ataques à Ilha de Khark, fundamental para a indústria petrolífera

Exército israelense lamenta danos causados ​​a sinagoga no Irã por bombardeio

O exército israelense afirmou na terça-feira que lamenta os danos causados ​​a uma sinagoga em Teerã por um bombardeio que, segundo alegou, tinha objetivos militares.

Novos ataques contra o Irã poucas horas antes do fim do ultimato de Trump

O Irã sofreu novos ataques nesta terça-feira (7), que deixaram 18 mortos, poucas horas antes do fim do ultimato anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaça destruir instalações civis do país se um acordo não for alcançado para a reabertura do Estreito de Ormuz.

Irã adverte que sua resposta se estenderá além da região se os EUA “ultrapassarem as linhas vermelhas”

O Irã alerta que sua resposta se estenderá além da região se os EUA “ultrapassarem as linhas vermelhas”.

A empresa italiana ENI descobre um importante campo de gás natural na costa do Egito

O Egito e a gigante italiana de energia ENI anunciaram na terça-feira uma descoberta “significativa” de gás natural na costa do país norte-africano.

Exército israelense alerta iranianos para evitarem viagens de trem até terça-feira à noite por “segurança”

O exército israelense alertou os iranianos na manhã de terça-feira para que evitassem viagens de trem até as 17h30 GMT, em uma mensagem publicada na rede social X que prenuncia futuros ataques à rede ferroviária da República Islâmica.

“Prezados cidadãos, para sua segurança, pedimos que se abstenham de usar trens ou viajar de trem em todo o país a partir de agora até as 21h, horário do Irã”, escreveu o exército israelense em sua conta em língua persa. “Sua presença em trens e perto dos trilhos coloca suas vidas em risco”, acrescentou a mensagem.

Embaixador iraniano no Kuwait insta os países do Golfo a evitarem “tragédia” após ultimato de Trump

O embaixador do Irã no Kuwait, na terça-feira, instou os países do Golfo a encontrarem uma maneira de evitar uma “tragédia”, visto que o prazo estabelecido por Donald Trump para que Teerã aceite o acordo de cessa-fogo acaba hoje.

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Esta imagem de satélite, divulgada pela 2026 Planet Labs PBC em 1º de março de 2026, mostra uma coluna de fumaça subindo em Dubai após um ataque com projéteis. (Foto: AFP) / USO RESTRITO A FINS EDITORIAIS

Ataques atingem planta petroquímica na Arábia Saudita

Ataques noturnos contra a Arábia Saudita atingiram um complexo petroquímico localizado em uma extensa zona industrial na cidade de Jubail, no leste do país, informou uma fonte no local à AFP nesta terça-feira, horas depois de instalações semelhantes terem sido bombardeadas no Irã.

“Um ataque causou um incêndio nas instalações da SABIC em Jubail. O som das explosões foi muito alto”, disse a fonte, referindo-se à Corporação Saudita de Indústrias Básicas (SABIC).

Jubail, no leste da Arábia Saudita, abriga um dos maiores centros industriais do mundo, produzindo aço, gasolina, produtos petroquímicos, óleos lubrificantes e fertilizantes químicos.

Ataques aéreos destroem sinagoga na capital do Irã, segundo a mídia local

Uma sinagoga em Teerã foi “completamente destruída” por ataques aéreos israelenses e americanos na madrugada de terça-feira, informou a agência de notícias Mehr.

Ataques no consulado israelense em Istambul

Um dos atacantes foi morto e dois ficaram feridos em um tiroteio ocorrido na terça-feira em frente ao consulado israelense em Istambul. Dois policiais também sofreram ferimentos leves.

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Mossad insuflou protestos no Irã e prometeu aos EUA derrubar governo, diz New York Times

26 de Março de 2026, 21:30
Protesto no Irã

A agência de inteligência de Israel, o Mossad, apresentou um plano para provocar a queda do governo do Irã por meio de operações combinadas com agitação interna, segundo reportagem do New York Times. A proposta teria sido usada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para convencer o presidente Donald Trump de que seria possível derrubar a República Islâmica com rapidez.

De acordo com o jornal, o chefe do Mossad, David Barnea, apresentou o plano dias antes do início da guerra. A estratégia previa a eliminação de lideranças iranianas, seguida de uma série de operações de inteligência destinadas a estimular uma revolta popular. A avaliação era de que isso poderia levar a um levante em larga escala e à queda do regime.

Em janeiro, episódios de violência ocorridos nos dias 8 e 9 no Irã, que deixaram cerca de 3 mil mortos, foram incorporados a essa narrativa. Esses eventos foram apresentados como protestos pró-democracia no Ocidente, mas eram parte de um cenário utilizado para sustentar a viabilidade de uma mudança de regime.

A leitura atribuída ao Mossad era de que esses episódios funcionariam como um indicativo de que a sociedade iraniana poderia reagir a uma ofensiva militar.

Os acontecimentos de janeiro foram levados a Trump como uma espécie de “prévia” de uma possível insurreição mais ampla. A avaliação era de que ataques direcionados contra a liderança iraniana poderiam desencadear um colapso imediato do governo, com apoio interno. Parte de autoridades americanas e da inteligência israelense, no entanto, expressou dúvidas sobre essa hipótese.

No início do conflito, o discurso público de Trump refletiu essa expectativa. Em declaração em vídeo, ele afirmou que a população iraniana deveria assumir o controle do país ao fim das operações. “Finalmente, ao grande e orgulhoso povo do Irã, digo esta noite que a hora da sua liberdade está próxima… quando terminarmos, assumam o controle do seu governo. Ele será de vocês”, disse.

THIS IS HILARIOUS 😭😭

“Iran 🇮🇷 wanted to make me their Supreme leader but i refused and said no thanks”

– Donald Trump 🤣

He has totally lost it pic.twitter.com/PcF2ds4LTB

— Amock_ (@Amockx2022) March 26, 2026

A hipótese de mudança de regime, porém, perdeu força rapidamente. Menos de duas semanas após o início da guerra, senadores americanos afirmaram que a derrubada do governo iraniano não fazia parte dos objetivos da operação e que não havia um plano estruturado nesse sentido.

Avaliações da CIA indicam que o regime iraniano não deve cair, mesmo diante dos ataques. Segundo a agência, a morte de lideranças poderia resultar na ascensão de um governo mais radical. A inteligência israelense também avalia que o governo foi enfraquecido, mas segue no poder.

Com o avanço do conflito e a ausência de um desfecho rápido, avaliações iniciais passaram a ser revistas. Segundo o próprio relatório citado pelo New York Times, a crença de que Israel e Estados Unidos poderiam estimular uma revolta ampla foi uma falha central no planejamento da guerra.

Autoridades militares americanas alertaram que a população não sairia às ruas sob bombardeio, e analistas consideraram baixa a probabilidade de um levante.

Resultado jogo Brasil x França

26 de Março de 2026, 18:29

A seleção do Brasil perdeu para a França pelo placar de 2 a 1, em partida amistosa que marca o início da fase final de preparação para a próxima Copa do Mundo, que será disputada no México, no Canadá e nos Estados Unidos. O confronto foi realizado no Gillete Stadium, em Boston. Leia em TVT News

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Placar Brasil x França

Brasil x França
🔴 FINAL DE JOGO

Brasil

1 x 2

ENCERRADO

França

Competição: Amistoso internacional

Local: Gillette Stadium

Transmissão: Globo e SporTV

Amistosos da seleção brasileira

Antes do início da Copa, a seleção brasileira fará mais três amistosos preparatórios. O primeiro será no dia 31 de março, contra a Croácia, no Camping World Stadium, em Orlando.

Depois, o Brasil fará um jogo de despedida da torcida brasileira. A seleção enfrentará o Panamá no dia 31 de maio no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Por fim, no dia 6 de junho, uma semana antes da estreia do Brasil no Mundial, a seleção enfrenta o Egito em seu último amistoso antes da estreia. A partida será disputada no Huntington Bank Field, em Cleveland.

Brasil x França: história tem vantagem da França nas últimas copas

No histórico entre Brasil x França em Copas do Mundo, os franceses levam vantagem, especialmente em confrontos eliminatórios.

Um dos primeiros encontros de grande impacto ocorreu na Copa de 1986, no México, quando as seleções empataram por 1 a 1 no tempo normal e a França venceu nos pênaltis, eliminando o Brasil nas quartas de final.

Anos depois, o duelo voltou a ganhar destaque na final da Copa de 1998, em Paris, quando os franceses venceram por 3 a 0 e conquistaram o título. Em 2006, na Alemanha, a França novamente superou o Brasil, desta vez por 1 a 0, nas quartas de final.

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Estreia do uniforme número 2 será no jogo Brasil x França. Foto: Instagram / CBF

Qual horário dos jogos do Brasil na Copa do Mundo 2026

A Seleção Brasileira já conhece o caminho que percorrerá na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. A estreia será no dia 13 de junho, contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 19h (horário de Brasília). Será o primeiro passo do time comandado por Carlo Ancelotti na busca pelo hexacampeonato.

Na segunda rodada, o Brasil volta a campo no dia 19 de junho, quando encara o Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, às 22h (horário de Brasília). Já o encerramento da primeira fase está marcado para o dia 24 de junho, contra a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami, também às 19h (horário de Brasília).

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Horários dos jogos do Brasil na Copa do Mundo; Arte: TVT News, com apoio de IA

Conseguindo a classificação para a fase de 16 avos de final, a seleção vai enfrentar um adversário do Grupo F (Holanda, Japão, Tunísia e Europa B – Ucrânia, Suécia, Albânia ou Polônia) no dia 29 de junho. O jogo será em Houston se o Brasil fechar em primeiro a fase de grupos. Ficando em segundo, o time nacional jogará em Monterrey.

Jogos do Brasil na Copa do Mundo
Data Horário Dia da semana Local Jogo
13 de junho 19h Sábado New Jersey – Estádio MetLife
Brasil x
Marrocos
19 de junho 22h Sexta Filadélfia – Lincoln Financial Field
Brasil x
Haiti
24 de junho 19h Quarta Miami – Estádio Hard Rock
Brasil x
Escócia

Jogos da Copa do Mundo

A tabela completa do torneio foi divulgada em evento na tarde deste sábado (06) comandado pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, com participação dos ex-jogadores Ronaldo,Totti, Stoichkov e Lalas. A cerimônia ocorreu no Hilton Capital Hotel em Washington (Estados Unidos).

A Copa do Mundo 2026 será realizada entre 11 de junho e 19 de julho de 2026 com a sede compartilhada em 16 cidades divididas entre México, Estados Unidos e Canadá. Os grupos foram definidos nesta sexta-feira (5) em sorteio no Kennedy Center, em Washington (Estados Unidos).

A Copa do Mundo de 2026 reunirá 48 seleções e terá o total de 104 jogos. O jogo de abertura, entre México e África do Sul, será disputado no dia 11 de junho de 2026, no Estádio Azteca, na Cidade do México (México). Já a grande decisão está programada para o dia 19 de julho de 2026, no MetLife Stadium, em Nova Jersey (Estados Unidos).

Quais são os grupos da Copa do Mundo 2026

Confira os grupos da Copa de 2026 completos:

Grupo A: México, Coreia do Sul, África do Sul e Europa D (República Tcheca, Irlanda, Dinamarca ou Macedônia do Norte).

Grupo B: Canadá, Suíça, Catar e Europa A (Itália, Irlanda do Norte, País de Gales e Bósnia).

Grupo C: Brasil, Marrocos, Escócia e Haiti

Grupo D: Estados Unidos, Austrália, Paraguai e Europa C (Turquia, Romênia, Eslováquia ou Kosovo)

Grupo E: Alemanha, Equador, Costa do Marfim e Curaçau

Grupo F: Holanda, Japão, Tunísia e Europa B (Ucrânia, Suécia, Polônia ou Albânia)

Grupo G: Bélgica, Irã, Egito e Nova Zelândia.

Grupo H: Espanha, Uruguai, Arábia Saudita e Cabo Verde.

Grupo I: França, Senegal, Noruega e Intercontinental 2 (Bolívia, Suriname ou Iraque).

Grupo J: Argentina, Áustria, Argélia e Jordânia.

Grupo K: Portugal, Colômbia, Uzbequistão e Intercontinental 1 (RD Congo, Jamaica ou Nova Caledônia).

Grupo L: Inglaterra, Croácia, Panamá e Gana.

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Rumo ao Hexa: Copa do Mundo 2026 tem jogos definidos. Arte: TVT News

Qual o caminho do Brasil na Copa do Mundo?

Adversários do Brasil na Fase de Grupos

  • 1ª rodada – 13 de junho (sábado) – Brasil x Marrocos
  • 2ª rodada – 19 de junho (sexta-feira) – Brasil x Haiti
  • 3ª rodada – 24 de junho (quarta-feira) – Escócia x Brasil

Quais são os possíveis adversários do Brasil na Copa do Mundo?

Primeiro mata-mata

  • Se o Brasil passar em 1º lugar no grupo C, vai enfrentar o vice-líder do grupo F, composto por Holanda, Japão, Tunísia e uma seleção europeia vinda da repescagem.
  • O jogo seria no dia 29 de junho, uma segunda-feira, em Houston.
  • Caso o Brasil passe em 2ª lugar, enfrenta quem ficar em 1° o grupo F. Nesse caso, o jogo também seria no dia 29, mas em Monterrey, no México.

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Brasil estreia contra Marrocos no dia 13 de junho. Arte: TVT News

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Israel diz que matou comandante da marinha do Irã que fechou Estreito de Ormuz

26 de Março de 2026, 15:44

O governo de Israel afirmou nesta quinta-feira (26) ter matado o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, Alireza Tangsiri, considerado peça-chave na estratégia militar iraniana no Golfo Pérsico e apontado por Tel Aviv como o responsável direto pelo fechamento do Estreito de Ormuz. Leia em TVT News.

Segundo o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, Tangsiri foi morto em um ataque aéreo na cidade portuária de Bandar Abbas, no sul do Irã. A operação teria ocorrido durante uma reunião com outros oficiais de alto escalão da Guarda Revolucionária. De acordo com Israel, o comandante era o principal responsável por coordenar ações navais que incluíram a minagem e o bloqueio da rota marítima estratégica.

Tangsiri comandava a força naval da Guarda Revolucionária desde 2018 e era um dos nomes mais influentes da estrutura militar iraniana. Para autoridades israelenses, ele tinha papel central no controle do estreito e na imposição de restrições à navegação internacional, afetando diretamente o fluxo global de petróleo.

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A ofensiva ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que já dura semanas e envolve ataques diretos entre os dois países, além da participação indireta de outras potências. Israel sustenta que a eliminação do comandante faz parte de uma estratégia para enfraquecer a capacidade militar iraniana e pressionar pela reabertura da rota marítima.

Irã não confirma

Apesar das declarações de Tel Aviv, o governo iraniano ainda não confirmou oficialmente a morte de Tangsiri. Até o momento, autoridades de Teerã mantêm silêncio ou tratam as informações como parte da “guerra de narrativas”. A ausência de confirmação segue um padrão já observado em episódios anteriores, nos quais o Irã evita reconhecer perdas imediatas em sua cadeia de comando.

Por outro lado, fontes internacionais indicam que os Estados Unidos confirmaram a morte do comandante, reforçando a versão israelense e apontando o episódio como um golpe relevante contra a estrutura naval iraniana.

A possível morte de Tangsiri ocorre em um momento crítico para o Estreito de Ormuz. A passagem segue fechada ou severamente restrita à navegação internacional desde o início da atual crise, após o Irã impor bloqueios como resposta a ataques militares conduzidos por Israel e pelos Estados Unidos.

Na prática, o estreito permanece sob controle iraniano, com forte presença militar e ameaças a embarcações consideradas hostis. O tráfego marítimo foi drasticamente reduzido — estimativas apontam queda significativa no fluxo de petroleiros, com dezenas de navios retidos ou desviando rotas para evitar a região.

A importância estratégica do Estreito de Ormuz explica a dimensão da crise. Cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente passa pelo local, o que torna qualquer interrupção um fator de instabilidade imediata nos mercados internacionais de energia.

Diante desse cenário, forças navais dos Estados Unidos e de aliados monitoram a região e discutem alternativas para garantir a circulação de navios. Até agora, porém, não houve anúncio de uma operação definitiva capaz de restabelecer o tráfego de forma plena.

Analistas avaliam que, caso confirmada, a morte de Alireza Tangsiri representa um golpe simbólico e operacional relevante para o Irã, mas insuficiente, por si só, para reverter o bloqueio do estreito. A tendência, segundo especialistas, é de continuidade da escalada, com risco de novas retaliações e ampliação do conflito regional.

Assim, o cenário permanece marcado por incerteza: Israel afirma ter eliminado um dos principais arquitetos do bloqueio marítimo, os Estados Unidos corroboram a informação, o Irã evita confirmação oficial e o Estreito de Ormuz segue como epicentro de uma crise que ameaça a segurança energética global.

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Resultados repescagem Copa do Mundo 2026

26 de Março de 2026, 14:51

Acompanhe com a TVT News os resultados dos jogos da repescagem que vão definir as últimas vagas para a Copa do Mundo 2026.

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Quem está na final da repescagem para a Copa do Mundo?

Na repescagem europeia os jogos das finais serão na terça, 15h45:

  • Bósnia x Itália (Chave 1)
  • Suécia x Polônia – (Chave 2)
  • Kosovo x Turquia (Chave 3)
  • República Tcheca x Dinamarca (Chave 4)

Na repescagem intercontinental os jogos serão:

  • Quarta-feira (01/04) – 00h – Iraque x Bolívia – Estádio BBVA, em Monterrey (México)

Resultados dos jogos da repescagem para a Copa do Mundo 2026

Repescagem Europeia – Semifinais
Encerrado
Turquia
1 x 0
ENCERRADO: Turquia classificada para final
Romênia

Local: Beşiktaş Park, Istambul (TUR)

Data/Hora: 26/03 • 14h (Brasília)

Repescagem Europeia – Semifinais
Encerrado
Itália
2 x 0
ENCERRADO – Itália classificada para final
Irlanda do Norte

Local: Atleti Azzurri d’Italia, Bérgamo (ITA)

Data/Hora: 26/03 • 16h45 (Brasília)

Repescagem Europeia – Semifinais
Encerrado
País de Gales
1 x 1 | 2 x 4 (pênaltis)
Bósnia clássifcada nos pênaltis para as finais
Bósnia

Local: Cardiff City Stadium, Cardiff (WAL)

Data/Hora: 26/03 • 16h45 (Brasília)

Repescagem Europeia – Semifinais
Encerrado
Ucrânia
1 x 3
ENCERRADO – Suécia classificada para a final
Suécia

Local: Ciutat de València, Valência (ESP)

Data/Hora: 26/03 • 16h45 (Brasília)

Repescagem Europeia – Semifinais
Encerrado
Polônia
2 x 1
ENCERRADO – Polônia classificada para a final
Albânia

Local: Estádio Nacional, Varsóvia (POL)

Data/Hora: 26/03 • 16h45 (Brasília)

Repescagem Europeia – Semifinais
Encerrado
Eslováquia
3 x 4
Encerrado – Kosovo classificado para a final
Kosovo

Local: Estádio Nacional, Bratislava (SVK)

Data/Hora: 26/03 • 16h45 (Brasília)

Repescagem Europeia – Semifinais
Encerrado
Dinamarca
4 x 0
ENCERRADO – Dinamarca classificada para a final
Macedônia do Norte

Local: Parken Stadium, Copenhague (DEN)

Data/Hora: 26/03 • 16h45 (Brasília)

Repescagem Europeia – Semifinais
Encerrado
República Tcheca
2 x 2 | 4 x 3 (pênaltis)
Encerrado: República Theca classificada para as finais
Irlanda

Local: Fortuna Arena, Praga (CZE)

Data/Hora: 26/03 • 16h45 (Brasília)

Repescagem Mundial – Semifinais
Encerrado
Bolívia
2 x 1
ENCERRADO – Bolívia classificada para a final
Suriname

Local: Estádio BBVA, Monterrey (MEX)

Data/Hora: 26/03 • 19h (Brasília)

Repescagem Mundial – Semifinais
🔴 AO VIVO
Nova Caledônia
0 x 0
1º tempo • 00′
Jamaica

Local: Estádio Akron, Guadalajara (MEX)

Data/Hora: 27/03 • 00h (Brasília)

Repescagem Mundial – Finais
🔴 AO VIVO
RD Congo
0 x 0
1º tempo • 00′
Nova Caledônia ou Jamaica

Local: Estádio Akron, Guadalajara (MEX)

Data/Hora: 31/03 • 18h (Brasília)

Repescagem Mundial – Finais
🔴 AO VIVO
Iraque
0 x 0
1º tempo • 00′
Bolívia ou Suriname

Local: Estádio BBVA, Monterrey (MEX)

Data/Hora: 01/04 • 00h (Brasília)

Repescagem Europeia – Finais
🔴 TERÇA, 31/03
País de Gales ou Bósnia
0 x 0
2º tempo • 00′
Itália ou Irlanda do Norte

Data/Hora: 31/03 • 15h45 (Brasília)

Onde assistir aos jogos da repescagem para a Copa do Mundo 2026

Para não perder nenhum detalhe do drama de seleções como Itália, Dinamarca, da Bolívia e da Concacaf, confira onde serão transmitidos os jogos da repescagem

  • TV por Assinatura: A maior parte da grade de jogos da repescagem europeia (UEFA) e do torneio mundial está dividida entre os canais SporTV (Grupo Globo) e os canais ESPN. Fique atento aos canais alternativos de ambas as redes (como SporTV 2, SporTV 3 e ESPN 4), pois muitas semifinais acontecem de forma simultânea.

  • Streaming (Plataformas Pagas): O Disney+ (que agora concentra todo o catálogo esportivo da ESPN) transmitirá praticamente todos os confrontos do mata-mata europeu. Já os assinantes do Globoplay + Canais ao Vivo poderão acompanhar os sinais do SporTV.

  • Internet e Opções Gratuitas: A CazéTV (no YouTube, Prime Video e Twitch) adquiriu os direitos de partidas selecionadas, especialmente do torneio de repescagem mundial que envolve seleções sul-americanas e da Concacaf. Além disso, o FIFA+ (plataforma de streaming oficial e gratuita da FIFA) transmitirá as partidas que não tiverem exclusividade na TV fechada brasileira.

  • TV Aberta: A TV Globo reserva espaço em sua grade apenas para as grandes finais da repescagem, que acontecerão na próxima terça-feira (31 de março), com foco nos confrontos de maior apelo de audiência.

Quais os confrontos da repescagem?

Europa

Semifinais

Horários de Brasília

Finais

Terça-feira (31/03)

  • 15h45 – País de Gales ou Bósnia x Itália ou Irlanda do Norte – (Chave 1)
  • 15h45 – Ucrânia ou Suécia x Polônia ou Albânia – (Chave 2)
  • 15h45 – Eslováquia ou Kosovo x Turquia ou Romênia – (Chave 3)
  • 15h45 – República Tcheca ou Irlanda x Dinamarca ou Macedônia do Norte – (Chave 4)

Repescagem Mundial: tabela de jogos

Semifinais

Horários de Brasília

Finais

Terça-feira (31/03)

  • 18h – RD Congo x Nova Caledônia ou Jamaica – Estádio Akron, em Guadalajara (México)

Quarta-feira (01/04)

  • 00h – Iraque x Bolívia – Estádio BBVA, em Monterrey (México)

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O presidente da FIFA, Gianni Infantino, discursa durante o sorteio do Torneio de Repescagem da Copa do Mundo da FIFA de 2026, na Casa do Futebol da FIFA, em Zurique, em 20 de novembro de 2025. (Foto de Fabrice COFFRINI / AFP)

Onde serão os jogos da Copa do Mundo 2026

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Cidades em que acontecerão os jogos da Copa do Mundo 2026. Arte: TVT News

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Júri dos EUA responsabiliza Meta e YouTube em julgamento sobre dependência em redes sociais

Por:AFP
25 de Março de 2026, 17:10
A decisão, que envolve o pagamento de 3 milhões de dólares em danos, abre a porta para possíveis indenizações muito maiores

ONU define escravização de africanos como o mais grave crime contra a humanidade

25 de Março de 2026, 16:24

A Assembleia Geral da ONU declarou nesta quarta-feira, 25 de março, o tráfico de escravos africanos como “o crime mais grave contra a humanidade”. Leia em TVT News

A declaração da ONU aponta importância de se abordar injustiças históricas afetando os africanos e pessoas de ascendência africana, prevê pedido de desculpas pelo tráfico de escravos e um fundo de reparações; Portugal foi o único país de Língua Portuguesa que se absteve na votação.

ONU declara tráfico de escravos o crime mais grave contra a humanidade

A Assembleia Geral da ONU adotou nesta quarta-feira uma resolução para o reconhecimento do tráfico transatlântico de escravos como “o crime mais grave contra a humanidade”. 

A votação final teve 123 Estados-membros a favor, três contra e 52 abstenções, incluindo Portugal.

Declaração aponta importância de se abordar injustiças históricas afetando os africanos e pessoas de ascendência africana, prevê pedido de desculpas pelo tráfico de escravos e um fundo de reparações.

Extrema direita internacional: apenas Estados Unidos, Israel e Argentina votaram na ONU contra uma resolução, aprovada nesta quarta-feira (25), que declara que o tráfico de escravizados africanos foi o crime mais grave contra a humanidade.

No resultado, os restantes países lusófonos registraram votos favoráveis, sendo que Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Moçambique copatrocinaram o texto defendido por Timor-Leste. 

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Vergonha da extrema-direita internacional: Israel, EUA e Argentina votaram contra a declaração. Vários países europeus, Austrália e Canadá se abstiveram. Imagem: Reprodução / ONU News

Escravização foi “ruptura profunda na história humana”

Pela decisão, os Estados-membros da organização devem considerar a apresentação de desculpas pelo tráfico de escravos e contribuir para um fundo de reparações para o fenômeno histórico ocorrido desde o Século XV.

O documento destaca ainda que o tráfico de africanos escravizados em larga escala marcou uma ruptura profunda na história humana, cujas consequências se estenderam por séculos e continentes.

A declaração ressalta a importância de se abordar as injustiças históricas que afetam os africanos e as pessoas de ascendência africana de uma maneira que sejam promovidos a justiça, os direitos humanos, a dignidade e a reparação.

Rumo à reparação das injustiças históricas 

O documento também enfatiza “que as reivindicações por reparações representam um passo concreto rumo à reparação das injustiças históricas contra os africanos e as pessoas de ascendência africana”.

Nesse sentido, a resolução também solicita que de forma pronta e desimpedida seja feita a restituição de bens culturais, objetos de arte, monumentos, peças de museu, artefatos, manuscritos e documentos, e arquivos nacionais.

O documento enfatiza o valor espiritual, histórico, cultural ou de outra natureza para os países de origem, sem ônus, e insta ao fortalecimento da cooperação internacional em relação às reparações por quaisquer danos causados.

O texto defende que essa medida conduz à promoção da cultura nacional e ao pleno exercício dos direitos culturais pelas gerações presentes e futuras.

AGORA: Assembleia Geral da #ONU adota resolução para o reconhecimento do tráfico transatlântico de escravos como “o crime mais grave contra a humanidade”. Resultado da votação:
A favor – 123
Abstenções – 52
Contra 03 pic.twitter.com/s3Cq9blMPW

— ONU News Português (@ONUNews) March 25, 2026

Famílias despedaçadas

A proposta foi apresentada pelo presidente do Gana, John Mahama, um dos países mais afetados pelo tipo de comércio e liderou a apresentação do texto. 

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Cais do Valongo, principal porto de entrada de escravizados nas Américas é reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

No evento discursaram a presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, que lembrou o trabalho escravo em campos de cana-de-açúcar nos Estados Unidos, plantações de café em colônias sob controle europeu nos atuais Brasil, Barbados e a Jamaica, e dezenas de lugares.

Além de famílias despedaçadas, frisou que enfrentar essas injustiças é um imperativo moral, enraizado em uma responsabilidade coletiva de confrontar os erros do passado e moldar um futuro mais justo.

Ela disse que é imperioso partilhar histórias, que demanda ação para desafiar discriminações há muito enraizadas, despertar a consciência e impulsionar a construção de sociedades mais justas e inclusivas.

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A proposta foi apresentada pelo presidente do Gana, John Mahama, um dos países mais afetados pelo tipo de comércio e liderou a apresentação do texto. Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Moçambique copatrocinaram o texto defendido por Timor-Leste. Foto: ONU News

Vítimas do comércio transatlântico

E um imperativo que clama por uma autorreflexão franca até dolorosa e por responsabilização. Ela saudou a adoção da resolução por demonstrar que a ONU não se esquiva de conversas ou temas difíceis, mas enfrenta dilemas morais.

Já o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que o mundo que se anseia, enraizado na liberdade, na igualdade e na justiça, está ao alcance. 

Com informações da ONU News

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Últimas notícias da guerra no Oriente Médio em 25 de março

25 de Março de 2026, 15:43

Confira os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio no dia 25 de março com informações da AFP e da TVT News.

Preço do Petróleo Brent hoje

Qual o preço do petróleo hoje

O que aconteceu em 25 de março na guerra no Oriente Médio

  • Irã afirmou que os “navios não hostis” podem transitar pelo Estreito de Ormuz
  • Marinha iraniana afirma que lançou mísseis contra porta-aviões americano
  • Reino Unido receberá negociações para tentar reabrir Ormuz
  • Presidente do Parlamento iraniano adverte que ‘inimigos se preparam para ocupar uma ilha’ no Golfo
  • Trump ‘desencadeará o inferno’ se Irã não fizer acordo, diz Casa Branca
  • TV diz que Irã rejeitou proposta dos Estados Unidos

Os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio



Acompanhe os acontecimentos mais recentes da guerra no Oriente Médio:

Presidente do Parlamento iraniano adverte que ‘inimigos se preparam para ocupar uma ilha’ no Golfo

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, advertiu nesta quarta-feira (25) que os “inimigos” da república islâmica estão se preparando para invadir uma de suas ilhas no Golfo, com a ajuda de um país da região.

“Segundo os serviços de inteligência, os inimigos do Irã estão se preparando para ocupar uma das ilhas iranianas com o apoio de um Estado regional”, escreveu Ghalibaf no X, sem especificar qual.

Se isso acontecer, “todas as infraestruturas vitais desse Estado regional serão alvo de ataques incessantes”, advertiu.

Trump ‘desencadeará o inferno’ se Irã não fizer acordo, diz Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “vai desencadear o inferno” contra o Irã se Teerã não aceitar um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio, advertiu a Casa Branca nesta quarta-feira (25).

“Se o Irã não aceitar a realidade do momento atual, se não entender que foi derrotado militarmente e que continuará sendo, o presidente Trump garantirá que receba golpes mais duros do que quaisquer que já tenha recebido antes”, declarou a secretária de Imprensa, Karoline Leavitt, em uma coletiva.

“O presidente Trump não está blefando e está preparado para desencadear o inferno. O Irã não deve se enganar novamente”, acrescentou.

TV diz que Irã rejeitou proposta dos Estados Unidos –

A televisão estatal iraniana, citando uma fonte não identificada, afirmou que o Irã rejeitou o plano de paz proposto pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra que já dura quase um mês.

“A guerra terminará quando o Irã decidir que ela termina, e não quando Trump decidir”, acrescentou a Press TV, o canal estatal em inglês.

– TV diz que Irã rejeitou proposta dos Estados Unidos –

A televisão estatal iraniana, citando uma fonte não identificada, afirmou que o Irã rejeitou o plano de paz proposto pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra que já dura quase um mês.

“A guerra terminará quando o Irã decidir que ela termina, e não quando Trump decidir”, acrescentou a Press TV, o canal estatal em inglês.

– Advertência da ONU sobre o Líbano –

O “modelo de Gaza”, devastada pela guerra entre Israel e Hamas, “não deve ser replicado no Líbano”, pediu o secretário-geral da ONU, António Guterres, alarmado com uma guerra “fora de controle” no Oriente Médio.

– Alemanha critica a política de Trump –

O ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil, criticou a “má política” do presidente dos EUA, Donald Trump, em relação ao Irã, alegando que “ela tem um impacto direto no bolso dos cidadãos”.

Ele acrescentou que isso é agravado pelos lucros de “certas empresas” petrolíferas. Algo “vergonhoso, desleal e, de certa forma, antipatriótico”, insistiu.

– “A pior crise industrial” da história –

A guerra poderá desencadear “a pior crise industrial” da história, alertou o presidente da Câmara de Comércio Internacional, John Denton, nesta quarta-feira, em Camarões.

– Rússia desaloja parcialmente uma usina nuclear iraniana atacada –

O grupo Rosatom anunciou a retirada de 163 russos que trabalhavam na usina nuclear de Bushehr, no sul do Irã, após a agência atômica iraniana ter relatado um ataque que atingiu as instalações, mas que não causou danos.

Segundo a empresa, dezenas de funcionários permanecem na usina.

– Paquistão envia plano dos EUA ao Irã para encerrar a guerra –

As propostas dos Estados Unidos para acabar com a guerra no Irã foram enviadas a Teerã por mediadores paquistaneses, indicaram nesta quarta-feira à AFP duas fontes de alto escalão em Islamabad.

– “Reparações” por bombardeios iranianos no Golfo –

O Conselho de Direitos Humanos da ONU condenou os “ataques atrozes” do Irã contra seus vizinhos do Golfo e pediu uma “reparação” completa e rápida para todas as vítimas dos bombardeios.

Marinha iraniana afirma que lançou mísseis contra porta-aviões americano

A Marinha iraniana afirmou, nesta quarta-feira (25), que lançou mísseis de cruzeiro contra o porta-aviões americano Abraham Lincoln

Reino Unido receberá negociações para tentar reabrir Ormuz

O Reino Unido e a França copresidirão uma reunião esta semana com cerca de 30 países dispostos a participar na segurança do Estreito de Ormuz, que se encontra obstruído durante o atual conflito com o Irã.

– Irã nega negociações com EUA –

O embaixador iraniano no Paquistão afirmou nesta quarta-feira que não houve negociações “diretas ou indiretas” com os Estados Unidos, apesar da declaração do presidente Donald Trump sobre conversações em curso para encerrar a guerra.

– Sete soldados mortos em ataque no Iraque –

Pelo menos sete soldados morreram no Iraque em um ataque aéreo contra uma base militar localizada no oeste do país. A mesma base já havia sido atacada na terça-feira em um bombardeio que deixou 15 mortos e que tinha como alvo as forças da Hashd al Shaabi, uma coalizão de ex-paramilitares que inclui grupos pró-Irã.

Grupos armados pró-Irã reivindicaram ataques contra interesses americanos no Iraque e em outros países. Os mesmos grupos foram alvos de bombardeios, inclusive em posições vinculadas ao Estado.

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Um membro das Forças Hashed al-Shaabi do Iraque está em frente a uma faixa com a imagem do falecido líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, na Praça Tahrir, em Bagdá, em 12 de março de 2026. Ataques aéreos mataram pelo menos nove combatentes apoiados pelo Irã no Iraque em 12 de março, perto da fronteira entre o Iraque e a Síria, disseram à AFP dois altos funcionários da segurança. O Iraque foi imediatamente arrastado para a guerra no Oriente Médio, desencadeada quando os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro. (Foto de AHMAD AL-RUBAYE / AFP)

– Premiê da Espanha cita cenário “muito pior” que no Iraque em 2003 –

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que o atual cenário bélico no Oriente Médio é “muito pior” e com “um potencial de impacto muito mais amplo” do que a guerra do Iraque em 2003.

– Israel afirma que atacou centros de produção de mísseis no Irã –

O Exército israelense anunciou que atacou, nos últimos dias, dois locais de produção de mísseis de cruzeiro navais em Teerã, supervisionados pelo Ministério da Defesa iraniano.

– Empresa chinesa Cosco voltará a enviar mercadorias ao Golfo –

A empresa estatal chinesa de navegação Cosco, uma das maiores do mundo, anunciou a retomada do envio de contêineres de mercadorias a alguns países do Golfo, após três semanas de suspensão devido à guerra no Oriente Médio.

– AIE “preparada” para uma nova liberação de reservas de petróleo –

O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que está “preparado” para aplicar uma nova liberação de reservas de petróleo “quando for necessário”.

A declaração foi uma resposta a um pedido da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, de “preparação para implementar” uma operação coordenada do tipo, durante uma reunião em Tóquio.

– Combates no sul do Líbano –

O Exército israelense anunciou que “desmantelou centros de comando” do Hezbollah e um depósito de armas no sul do Líbano, além de ter matado vários combatentes do movimento pró-iraniano.

O Hezbollah anunciou que atacou um tanque e soldados israelenses perto da fronteira e lançou uma “chuva de foguetes” na direção de Kiryat Shmona, norte de Israel.

As sirenes de alerta foram acionadas na cidade, perto da fronteira libanesa. As autoridades israelenses não relataram vítimas.

– Irã ataca Israel e países do Golfo –

A Guarda Revolucionária iraniana anunciou que lançou mísseis e drones contra o norte e o centro de Israel, incluindo Tel Aviv, assim como contra duas bases militares utilizadas pelos Estados Unidos no Kuwait, uma no Bahrein e outra na Jordânia.

Um incêndio foi registrado no aeroporto internacional do Kuwait, depois que um tanque de combustível foi atingido por drones, segundo as autoridades, que não relataram feridos.

– Nove mortos em ataques israelenses no Líbano –

Pelo menos nove pessoas morreram em três ataques aéreos israelenses contra localidades do sul do Líbano, uma região considerada um reduto do movimento pró-iraniano Hezbollah, segundo a agência oficial de notícias libanesa ANI.

O Exército de Israel havia pedido aos moradores que abandonassem os bairros da periferia sul de Beirute, diante dos bombardeios iminentes.

– Petróleo em queda –

O preço do barril de petróleo de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial, recuava 3,8%, a 100,54 dólares. A cotação do West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado americano, cedia 3,1%, a 89,46 dólares.

– EUA enviam plano ao Irã para encerrar a guerra –

Os Estados Unidos enviaram ao Irã um plano de 15 pontos para acabar com a guerra, que poderia incluir limites severos ao seu programa nuclear e a reabertura do Estreito de Ormuz, segundo informações da imprensa.

A imprensa destacou que, entre os 15 pontos do documento, cinco se referem ao programa nuclear iraniano, outros exigem o abandono do apoio a grupos armados na região, como o Hezbollah ou o Hamas, e um tópico insiste que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto à navegação.

– Teerã flexibiliza controle de Ormuz –

O Irã afirmou que os “navios não hostis” podem transitar pelo Estreito de Ormuz desde que respeitem as normas de segurança e proteção, segundo um comunicado enviado à Organização Marítima Internacional (OMI).

– Irã relata ataque contra usina nuclear e AIEA pede moderação –

A agência de energia atômica do Irã informou na noite desta terça-feira que a usina nuclear de Bushehr, no sul do país, foi atingida por um ataque que não causou danos, e acusou os Estados Unidos e Israel de serem os responsáveis.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) fez um “apelo à máxima moderação, para evitar riscos à segurança nuclear durante o conflito”.

© Agence France-Presse

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China planeja xadrez econômico global: Brasil tem lugar nesse tabuleiro?

24 de Março de 2026, 15:48

O planejamento econômico da China, estruturado em planos quinquenais e orientado pelo Estado, está redesenhando o equilíbrio global de poder e abrindo uma janela de oportunidades — e riscos — para o Brasil. Essa foi a avaliação de especialistas que participaram do Jornal TVT News Primeira Edição, ao analisarem os impactos da estratégia chinesa sobre a economia internacional. Saiba mais em TVT News.

Para o professor Feliciano de Sá Guimarães, da USP, o plano chinês não é apenas doméstico: ele projeta efeitos diretos na geopolítica. “É tanto uma reorganização interna quanto algo com consequências internacionais muito importantes”, afirmou. Entre os principais pontos, ele destacou o investimento contínuo em inteligência artificial e a aproximação estratégica com a Rússia, evidenciada por projetos como novos gasodutos.

Segundo ele, a parceria sino-russa consolida uma mudança estrutural: “Essa associação veio para ficar e tem implicações geopolíticas de toda ordem”. O cenário, acrescenta, aponta para uma ordem internacional em transição. “Estamos numa ordem multipolar em construção, mas ainda muito desequilibrada, o que aumenta o risco de conflitos.”

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O economista José Kobori ressaltou que o planejamento chinês busca superar a chamada “armadilha da renda média”, combinando inovação tecnológica com ampliação do consumo interno. “Se a maioria da população tem renda e poder de consumo, você cria um mercado interno poderosíssimo”, explicou. Com 1,4 bilhão de habitantes, esse mercado funciona como “amortecedor de choques externos” e amplia o poder de barganha da China no cenário global.

Na prática, esse modelo fortalece não apenas o país asiático, mas também abre espaço para o chamado Sul Global. “O desenvolvimento da China vai ajudar outros países a se desenvolverem para atender esse mercado”, disse Kobori.

A subsecretária de Acompanhamento Macroeconômico e Políticas Comerciais do Ministério da Fazenda, Julia Braga, destacou que, apesar de uma desaceleração aparente, a economia chinesa segue como motor global. “Um crescimento de 4,5% com população praticamente estável significa um avanço expressivo em renda per capita”, afirmou.

Brasil e China

Ela avalia que a relação entre Brasil e China é marcada pela complementaridade. “O Brasil é superavitário com a China e tem ganhos expressivos do ponto de vista macroeconômico”, disse, citando o saldo positivo de cerca de US$ 30 bilhões. Nesse contexto, o país ocupa posição estratégica ao fornecer energia e alimentos — itens centrais na agenda de “segurança econômica” chinesa.

O petróleo, por exemplo, ganhou peso recente nas exportações brasileiras, assim como soja e minério. Ao mesmo tempo, o Brasil importa bens de maior valor agregado. “Máquinas e equipamentos importados já embutem tecnologia e elevam a produtividade”, explicou Braga.

A cooperação vai além do comércio e inclui áreas como infraestrutura, energia limpa, inovação, inteligência artificial e veículos elétricos. “A relação com a China é estratégica e está em aprofundamento em múltiplas frentes”, afirmou.

Apesar das oportunidades, os especialistas alertam para um problema estrutural: o risco de o Brasil permanecer como fornecedor de commodities. Kobori foi direto: “O Brasil não pode continuar sendo a periferia do capitalismo”. Para ele, a saída passa necessariamente por investimento em tecnologia e inovação. “Não existe outro caminho para elevar produtividade e renda.”

O debate ganha ainda mais relevância no contexto dos minerais críticos e das terras raras, essenciais para tecnologias avançadas e defesa. O Brasil possui grandes reservas, mas ainda carece de capacidade de processamento. “Hoje, cerca de 90% dessas terras raras são processadas pela China, o que dá uma vantagem estratégica enorme ao país”, afirmou Kobori.

Feliciano reforçou que há uma disputa global por esses recursos e que o Brasil precisa definir sua estratégia. “Depende de nós decidir se vamos apenas exportar matéria-prima ou avançar na cadeia produtiva com investimento e tecnologia”, disse.

No campo militar, a China também avança. Já é o segundo maior orçamento de defesa do mundo e busca ampliar sua presença no mercado internacional de armas. Ainda assim, os Estados Unidos mantêm ampla superioridade tecnológica e industrial.

Para o professor, o futuro da ordem global dependerá de dois fatores centrais: “as mudanças climáticas e a rivalidade entre China e Estados Unidos”. O desfecho dessa disputa será decisivo para o sistema internacional.

Ao final, os participantes convergiram em um diagnóstico: o Brasil tem espaço nesse “xadrez econômico”, mas precisa agir com estratégia. Isso inclui planejamento de longo prazo, coordenação entre Estado e setor produtivo e aposta consistente em inovação.

Como resumiu Julia Braga, há aprendizado mútuo possível entre os países. “O ideal seria sermos um pouco mais como os chineses em inovação, e eles um pouco mais como o Brasil em bem-estar social.” Sem esse equilíbrio, alertam os especialistas, o país corre o risco de assistir à reconfiguração global sem protagonismo.

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Repescagem para a Copa do Mundo 2026 começa nesta quinta, confira os confrontos

24 de Março de 2026, 14:08

Quinta, 26 de março, e terça, 31 de março, acontecem os jogos da repescagem para a Copa do Mundo e as últimas seis seleções vão preencher os grupos em busca do título mundial. Leia em TVT News.

Onde assistir aos jogos da repescagem

Repescagem Intercontinental

Data Horário (Brasília) Fase Confronto Onde Assistir
26/03/2026 16h00 Semifinal 1 Bolívia x Jamaica SporTV CazéTV
26/03/2026 20h00 Semifinal 2 Suriname x Nova Caledônia SporTV 2 FIFA+
31/03/2026 17h00 Final 1 Iraque x Vencedor Semi 1 SporTV Globoplay
31/03/2026 21h00 Final 2 RD Congo x Vencedor Semi 2 SporTV CazéTV

Repescagem europeia

Data Horário (BR) Chave / Fase Confronto (Semifinais em Jogo Único) Onde Assistir
26/03/2026 16h45 Caminho A – Semi 1 Itália x Irlanda do Norte ESPN Disney+
26/03/2026 16h45 Caminho A – Semi 2 País de Gales x Bósnia e Herzegovina SporTV 3 Disney+
26/03/2026 16h45 Caminho B – Semi 1 Ucrânia x Suécia SporTV 2
26/03/2026 16h45 Caminho B – Semi 2 Polônia x Albânia Disney+
26/03/2026 14h00 Caminho C – Semi 1 Turquia x Romênia SporTV 2
26/03/2026 16h45 Caminho C – Semi 2 Eslováquia x Kosovo Disney+
26/03/2026 16h45 Caminho D – Semi 1 Dinamarca x Macedônia do Norte ESPN 4 Disney+
26/03/2026 16h45 Caminho D – Semi 2 República Tcheca x Irlanda ESPN 3 Disney+

*As finais de cada caminho (que definem as 4 vagas na Copa) serão disputadas no dia 31/03, às 15h45 (horário de Brasília). As transmissões das finais serão definidas após a conclusão das semifinais.

Como será a repescagem para a Copa?

A Copa do Mundo de 2026 já tem 42 das 48 seleções confirmadas. As seis vagas restantes serão decididas em duas repescagens: quatro destinadas às equipes europeias e duas definidas em confrontos internacionais. Entenda como funciona em TVT News.

Os confrontos da repescagem da Europa foram definidos em sorteio realizado em Zurique, na Suíça. Além disso, a Fifa também confirmou o chaveamento do playoff intercontinental.

Doze seleções europeias já asseguraram vaga direta na Copa do Mundo ao liderarem seus grupos nas Eliminatórias. Outras 16 ainda disputam a repescagem em busca da classificação, entre elas Itália, Suécia, Polônia e Eslováquia.

Quais os confrontos da repescagem europeia

Chave A

  • Semifinal 1: Itália* x Irlanda do Norte
  • Semifinal 2: País de Gales* x Bósnia

Chave B

  • Semifinal 3: Ucrânia* x Suécia
  • Semifinal 4: Polônia* x Albânia

Chave C

  • Semifinal 5:Turquia* x Romênia
  • Semifinal 6: Eslováquia* x Kosovo

Chave D

  • Semifinal 7: Dinamarca* x Macedônia do Norte
  • Semifinal 8: República Tcheca* x Irlanda

As seleções destacadas com “*” jogam em casa na semifinal. Os vencedores avançam para a final, também em partida única.

Exemplo: no Caminho A, quem vencer Itália x Irlanda do Norte enfrenta o ganhador de País de Gales x Bósnia.

Os campeões de cada caminho garantem vaga na Copa de 2026. Dessa forma, será uma seleção classificada por chave.

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O presidente da FIFA, Gianni Infantino, discursa durante o sorteio do Torneio de Repescagem da Copa do Mundo da FIFA de 2026, na Casa do Futebol da FIFA, em Zurique, em 20 de novembro de 2025. (Foto de Fabrice COFFRINI / AFP)

Como funciona a repescagem europeia?

Além dos segundos colocados das Eliminatórias, participam também os quatro melhores vencedores de grupos da Liga das Nações 2024/25 que não se classificaram em primeiro ou segundo lugar.

As 16 seleções são distribuídas em quatro chaves (A a D), cada uma com duas semifinais. Os vencedores avançam para a final de sua chave, e apenas o campeão garante vaga na Copa do Mundo de 2026.

A divisão segue os potes:

  • Potes 1 a 3: 12 seleções vindas das Eliminatórias, ordenadas pelo ranking da Fifa.
  • Pote 4: equipes da Liga das Nações (Suécia, Romênia e Irlanda do Norte).

Nas semifinais, o time do pote 1 enfrenta o do pote 4, enquanto os potes 2 e 3 se cruzam. Os mandos de campo ficam com as seleções dos potes 1 e 2. Os jogos acontecem em partidas únicas nos dias 26 e 31 de março de 2026.

Quais os jogos da repescagem Mundial

Duas vagas extras para o Mundial serão disputadas por seis seleções: Nova Caledônia (Oceania), Bolívia (América do Sul), RD Congo (África), Iraque (Ásia), Jamaica e Suriname (América do Norte).

Semifinais:

  • Nova Caledônia x Jamaica
  • Bolívia x Suriname

Finais:

  • RD Congo x vencedor de Nova Caledônia x Jamaica
  • Iraque x vencedor de Bolívia x Suriname

O sorteio colocou os dois melhores ranqueados pela Fifa (RD Congo e Iraque) diretamente nas finais. As outras quatro seleções disputam as semifinais, e os vencedores das finais garantem vaga na Copa de 2026.

A única restrição é que Jamaica e Suriname não podem se enfrentar nas semifinais, já que pertencem à mesma confederação.

Leia mais:

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50 anos do golpe na Argentina: a ditadura que mais matou no continente foi a que teve mais condenados

24 de Março de 2026, 13:33
Pessoas colocam cartazes em um poste em memória das vítimas da ditadura militar na Argentina. Foto: Divulgação

Por Márcio Resende, correspondente da RFI em Buenos Aires

Oficialmente denominada “Processo de Reorganização Nacional”, a ditadura militar que governou a Argentina entre 24 de março de 1976 e 10 de dezembro de 1983 aplicou um plano sistemático para sequestrar, torturar, roubar bebês, roubar bens, matar pessoas e desaparecer corpos até hoje procurados, vítimas de um terrorismo de Estado.

O golpe militar foi justificado pela luta contra o comunismo no contexto da guerra fria, apoiado por setores conservadores e amparado pela doutrina da Segurança Nacional ditada pelos Estados Unidos.

O plano sistemático contra opositores incluiu 814 centros clandestinos de prisão, tortura e morte, equivalentes a campos de extermínio, sendo o maior de todos a Escola de Mecânica da Armada (ESMA), hoje um museu da memória, onde entraram cerca de cinco mil pessoas e saíram em torno de 250.

Ricardo Coquet, de 73 anos, é um dos sobreviventes. Foi sequestrado em 10 de março de 1977 ao sair da famosa confeitaria Las Violetas de Buenos Aires.

“Fui me encontrar com um primo que me daria roupa e algum dinheiro. Todos os nossos camaradas estavam a ser capturados. Ao sairmos, quando caminhávamos ao carro dele, passou um caminhão com vários armados que me sequestraram. Eu tinha uma pastilha de cianureto, como muitos de nós, para o caso de sermos presos. Tomei a pastilha e avisei-lhes que não me venceriam. Além de vários golpes, deram-me injeções para evitar o efeito. Estavam preparados”, recorda Ricardo à RFI, então militante da Juventude Trabalhadora Peronista.

Ele foi levado para a ESMA, onde ficou até 3 de dezembro de 1978, quando ganhou “liberdade vigiada” após um acidente que lhe amputou quatro dedos na carpintaria do centro clandestino, onde realizava trabalhos sob regime de escravidão.

“O pior de ser um sequestrado sob tortura é a loucura de viver a cada minuto sem saber se você estará vivo no minuto seguinte. As torturas eram choque elétrico e golpes. Uma semana na solitária; outra semana de golpes. Sempre queriam que eu entregasse os demais militantes”, conta.

As vítimas denominadas pelos militares como “subversivos” eram, na sua maioria, militantes de movimentos e partidos de esquerda, estudantes universitários e sindicalistas.

“O caso argentino baseou-se no desaparecimento forçado como método modalidade mais comum, mas teve modalidades únicas como os voos da morte e o roubo sistemático de bebês”, aponta à RFI o historiador e escritor uruguaio, Aldo Marchesi, autor de “Hacer la Revolución”, sobre grupos armados durante as ditaduras dos países do Cone Sul (Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai).

Ricardo Coquet sobreviveu por quase dois anos na ESMA. Foto: Marcio Resende

Voos da Morte

A Junta Militar que governava o país era consciente que não poderia manter milhares de pessoas presas, que não poderia fuzilar e enterrar tamanha quantidade de pessoas sem que o movimento ganhasse estado público e recebesse críticas internacionais, sobretudo do Vaticano. Já havia o exemplo de fuzilamentos por parte do regime de Franco, na Espanha, e de Pinochet, no Chile. Era preciso desaparecer com os corpos e, para isso, a modalidade criada logo no primeiro ano do regime foram os “voos da morte”.

Os militares chamavam a modalidade de “traslados” porque os prisioneiros achavam que seriam transferidos para outro centro clandestino. Também eram conhecidos internamente como “voos de portas abertas”. Com a redemocratização, foram descobertos os voos nos quais aviões das Forças Armadas lançavam pessoas vivas, mas drogadas, ao rio da Prata e ao mar.

Cada voo transportava entre 25 e 30 pessoas às quais se injetava pentotal sódico, uma substância que as deixava em estado de sonolência. Eram lançadas nuas para que, uma vez decompostos os corpos e comidos por peixes, não deixassem rastros.

No entanto, vários corpos mutilados apareceram na margem uruguaia do rio da Prata, na costa atlântica do Uruguai e também em praias de localidades argentinas, sendo enterrados como desconhecidos em cemitérios locais.

As primeiras autópsias em restos humanos recuperados foram feitas pelo médico legista Roberto León Dios em 1977. Quando trabalharia sobre o terceiro cadáver, recebeu a ordem militar de interromper o estudo. Misteriosamente, o médico faleceu 40 dias depois.

As freiras francesas Alice Domond e Leonie Duquet e as Mães da Praça de Maio, Esther Ballestrino, María Eugenia Ponce e a fundadora, Azucena Villafor, foram vítimas de um voo da morte em 14 de dezembro de 1977, depois de torturadas, por indagarem sobre desaparecidos.

O ex-repressor da ESMA, Adolfo Scilingo, reconheceu ao jornalista Horacio Verbitsky, em 1995, que 4.400 pessoas foram lançadas. Os organismos de direitos humanos calculam em cinco mil.

Estupros

Com frequência, as mulheres presas eram sexualmente violentadas.

“No meu caso, não houve penetração, mas sofri abusos sexuais. Em outros casos, mulheres foram estupradas. Ficávamos todos nus. Recebia choques elétricos nas genitais e na boca. Recebi tantos golpes que perdi uma gravidez de dois meses. Se eles soubessem que eu estava grávida, não me soltariam e teriam roubado o meu bebê, como fizeram com todas. Não me roubaram o bebê, mas mataram-no com tantos golpes e choques”, descreve à RFI Betina Ehrenhaus, de 68 anos, presa na ESMA quando tinha 21 anos.

Betina era uma militante peronista. Foi sequestrada em agosto de 1979 junto com o marido, Pablo Lepiscopo, de 24 anos, também peronista. Os dois tinham um táxi, fonte de trabalho do casal, roubado pelos militares. Devido à dupla nacionalidade de Betina (alemã), ela foi libertada três dias depois de sessões de tortura.

“Pablo nunca apareceu. Acreditamos que tenha sido jogado no rio num voo da morte”, lamenta Betina.

Betina Ehrenhaus sobreviveu, mas perdeu o marido e uma gravidez na ESMA. Foto: Márcio Resende

Roubo de bebês

A ditadura aplicou um plano sistemático de roubo de bebês, filhos dos torturados e mortos. Os bebês eram destinados a famílias de militares e de policiais. As Avós da Praça de Maio ainda procuram 392 netos, tendo recuperado 140 até agora, incluindo quatro no ventre das mães, mortas quando estavam grávidas.

O plano sistemático e perverso de roubo de bebês foi uma exclusividade da ditadura argentina.

Na ESMA, funcionou uma maternidade clandestina que serviu como centro de rapto de bebês das prisioneiras.

Durante os anos de 1990, após duas leis que garantiram a impunidade dos envolvidos, o roubo de bebês foi o único crime que levou uma dezena de repressores à prisão, incluindo os ex-ditadores Reynaldo Bignone e Jorge Videla, embora com mais de 70 anos de idade gozassem de prisão domiciliária.

Mães e avós da Praça de Maio
Assim como a ditadura argentina foi a mais sangrenta também gerou uma reação social como nenhuma outra na América do Sul.

Quase um ano após o golpe, em abril de 1977, mães de desaparecidos começaram a reunir-se na Praça de Maio, em frente à sede do governo e a escassos quarteirões dos prédios públicos por onde as mães percorriam em busca de respostas sobre o paradeiro dos seus filhos.

As reuniões estavam proibidas pelo estado de sítio, motivo pelo qual as mães tinham de circular. Por isso, rondavam o centro da praça, enquanto trocavam informações.

Até hoje as poucas Mães da Praça de Maio ainda vivas rodam a praça, religiosamente, às quintas-feiras, havendo completado 2.501 rondas.

Em outubro de 1977, começaram a usar um lenço na cabeça como elemento comum para se reconhecerem. Também naquele mês, algumas mães perceberam que também tinham de procurar pelos seus netos, derivando num segundo grupo, as Avós da Praça de Maio.

Os anos de 1990 foram marcados pela impunidade proporcionada por duas leis. Em 1995, os filhos que procuravam os seus pais fundaram H.I.J.O.S (acrônimo de FILHOS): Filhos e Filhas pela Identidade e pela Justiça contra o Esquecimento e contra o Silêncio, na sigla em espanhol.

O objetivo desse terceiro coletivo era promover a memória e a restituição da identidade dos filhos de desaparecidos.

Com o fim da impunidade a partir de 2005, a dinâmica priorizou o acompanhamento dos processos judiciais.

Ao tentar eliminar opositores, os militares argentinos acabaram criando um exército de parentes dispostos a continuar a luta das vítimas.

Um filho e um neto

Miguel Santucho foi levado para Roma quando completou um ano de idade, em 29 de outubro de 1976. O pai já estava na Itália. Em 13 de julho de 1976, quando Miguel tinha oito meses, a mãe dele, uma tia e uma companheira, as três militantes do Partido Revolucionário dos Trabalhadores, foram sequestradas. A mãe, Cristina Navajas, estudante de Sociologia, de 26 anos, estava grávida de dois meses. Segundo testemunhas, passou por três centros clandestinos. Foi vista pela última vez em 25 de abril de 1977 já sem o estado de gravidez.

Teria perdido o bebê ou teria parido? Miguel teria um irmão? Para reconstruir a sua história e para procurar esse eventual irmão, Miguel retornou a Buenos Aires, aos 17 anos, em 1993. Integrou o grupo HIJOS.

“Sabíamos que a minha mãe estava grávida e que tinha mantido a gravidez por vários meses. Supúnhamos que podia ter dado à luz, mas também existia a possibilidade de nunca tivesse parido. Nunca tivemos uma confirmação, mas a minha avó sempre sentiu a presença do neto”, explica Miguel à RFI.

A família acredita que Cristina tenha sido lançada num voo da morte. A avó de Miguel, Nélida Gómez de Navajas, era uma Avó da Praça de Maio que procurava pelo neto, irmão de Miguel. As cinzas de Nélida foram lançadas ao rio em 2012 como último pedido para estar junto da filha.

Em julho de 2023, Miguel atendeu uma chamada de vídeo. Era Daniel, o neto número 137 dos 140 até agora recuperados.

“Muito obrigado por continuar sempre a procurar-me e por não desistir nunca”, disse o irmão nascido no cativeiro de tortura da sua mãe. O dois choraram.

Daniel foi registrado como Daniel Enrique González. É provável que Enrique seja uma homenagem ao militar que cedeu o sobrenome González ao seu apropriador — um policial que, segundo Daniel, sequestrava pessoas para serem levadas aos centros clandestinos de tortura. Como recompensa pelos serviços prestados, o policial teria recebido um bebê. Hoje, Daniel usa os sobrenomes de sua família biológica: Santucho Navajas.

Ele cresceu em uma casa que defendia a ditadura. Aos 21 anos, começou a duvidar de sua identidade. Com a mulher que o apropriou já falecida, passou a pressionar o homem que o havia registrado, mas ele sempre negava. Ironicamente, seus apropriadores o registraram como nascido em 24 de março de 1977, data que marcou o primeiro ano do golpe de Estado. Daniel passou a vida comemorando seu aniversário no mesmo dia em que a ditadura o tirou de sua mãe

Enquanto continuava a duvidar da sua origem e a pressionar pela verdade, convivia com o medo e com a culpa de denunciar o apropriador que terminaria preso. Foram necessários outros 20 anos dessa angústia, de terapia e de coragem para Daniel ir até as Avós da Praça de Maio. Três meses depois do exame de DNA, aos 46 anos de idade, Daniel encontrou a sua verdadeira família. Depois descobriu que a sua certidão de nascimento fora alterada e que nascera em 10 de janeiro de 1977.

“Eu nasci prematuro, com pouco peso, em más condições, provavelmente devido às condições do parto da minha mãe num centro clandestino, a receber torturas, a passar fome e frio. Nessas condições, fui entregue aos meus apropriadores que, cinicamente, registram-me com a data do golpe militar. Em qual Deus essa gente acreditava para fazer algo assim?”, questiona Daniel.

O apropriador foi indiciado e ficou em prisão domiciliária à espera do julgamento, mas faleceu antes de ser julgado. “Morreu dois dias depois de eu ter o meu novo documento com a minha verdadeira identidade”, ressalta.

Daniel (esquerda) e Miguel Santucho se encontraram em 2023. Foto: Márcio Resende

Polêmica com o número de vítimas

Os organismos de direitos humanos defendem que o número de desaparecidos chega a 30 mil pessoas.

Nos últimos anos, uma série de vozes críticas passaram a questionar a cifra porque nenhuma lista inclui os nomes dessas pessoas.

Em dezembro de 1983, assim que o país recuperou a Democracia, o presidente Raúl Alfonsín (1983-1989) criou a Comissão Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas (CONADEP). Durante nove meses, a comissão reuniu provas com os nomes das vítimas para iniciar um processo penal contra as Juntas Militares.

Surgiu uma lista com 8.961 nomes confirmados, usada por críticos para questionar o número de 30 mil desaparecidos. No entanto, a própria CONADEP esclareceu que se tratava de “uma lista inevitavelmente incompleta”, devido à intensidade dos acontecimentos, à dificuldade de acessar todos os casos e ao medo que ainda mantinha muitas pessoas em silêncio.

“Sabemos também que muitos desaparecimentos não foram denunciados porque a vítima não tem familiares, porque os seus parentes preferem manter-se em silêncio ou porque vivem em locais muito afastados dos centros urbanos. Como esta comissão verificou durante as suas visitas ao interior do país, muitos familiares dos desaparecidos disseram-nos que, nos últimos anos, não sabiam a quem recorrer”, diz o relatório “Nunca Mais” da CONADEP.

O presidente Javier Milei, considerado um negacionista da ditadura, defende um número ainda inferior.

“Não foram 30 mil desaparecidos. São 8.753”, afirmou Milei.

Em março de 1977, quando completou um ano do golpe, Anistia Internacional divulgou que as vítimas já chegavam a 15 mil.

A partir de documentos desclassificados pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos em 2006 surgiu uma terceira cifra. Os documentos de inteligência revelaram que, até meados de 1978, os militares calculavam 22 mil vítimas entre desaparecidos e mortos, quando ainda viriam mais cinco anos de ditadura.

O emblemático número de 30 mil desaparecidos começou a ser difundido durante a terceira “Marcha da Resistência” em setembro de 1983.

Luis Labraña, ex-membro do principal grupo de guerrilheiros, os Montoneros, garante ser o inventor da cifra de 30 mil desaparecidos para chamar a atenção dos organismos de direitos humanos internacionais.

No entanto, investigações acadêmicas indicam que a soma de desaparecidos, de vítimas sobreviventes dos centros clandestinos, de presos políticos e de mortos, o número final aproxima-se dos 30 mil.

“Podemos calcular em 30 mil as vítimas da última ditadura que foram presas e desaparecidas, incluindo as que foram assassinadas e as que sobreviveram. O fato de que não se possa contar nem saber com exatidão o número foi parte do plano de repressão ilegal e clandestina: ocultar os nomes, os destinos, os corpos e visar à impunidade dos responsáveis pelos crimes que nunca colaboraram com a verdade”, diz o Centro de Estudos Legais e Sociais (CELS), um dos principais organismos de direitos humanos da Argentina.

De qualquer forma, seja qualquer uma dessas cifras, nenhum outro país da região fez tantas vítimas em apenas sete anos. Nos 17 anos do ex-ditador chileno, Augusto Pinochet, outro regime sanguinário, o número de mortos e desaparecidos chega a 3.065.

Referência mundial de Justiça

No mundo, a Argentina é o país que mais julgou e condenou seus próprios militares. Dentre todos, os militares argentinos foram os únicos que não obtiveram, inicialmente, uma lei de anistia. A derrota na Guerra das Malvinas, em 1982, acelerou sua saída do poder, mas sem que tivessem força política para negociar qualquer forma de proteção.

“O governo militar teria terminado do mesmo jeito, assim como 42 países no mundo democratizaram-se nos anos 1980, mas as condições teriam sido diferentes sem a guerra”, explica à RFI o historiador Rosendo Fraga, diretor do Centro de Estudos Nova Maioria.

A derrota na guerra teve impacto, então, nas condições particulares da transição argentina. “O julgamento de militares hoje é consequência da incapacidade dos militares de negociar a transição devido ao enfraquecimento pela guerra”, avalia Fraga.

E assim como a Argentina foi uma referência, em 1983, para os países vizinhos ainda sob ditaduras, a falta de uma anistia para os militares argentinos alertou os ditadores da região para se cuidarem.

“A forma como os militares argentinos deixaram o poder não foi necessariamente para ser imitada, mas para que os vizinhos saíssem com uma anistia na mão”, compara Rosendo Fraga.

Países como Uruguai, Paraguai e, sobretudo, Chile, tiveram esse cuidado. A lei de anistia do Brasil, de 1979, é anterior ao exemplo argentino.

A influência argentina foi decisiva para a democratização do Chile. O ex-presidente argentino Raúl Alfonsín, comprometido com grupos anti-Pinochet, teve um papel fundamental na vitória do “Não” — o voto contra a continuidade do ditador Augusto Pinochet no plebiscito de 1988.

Pouco antes de deixarem o poder, em 22 de setembro de 1983, os militares argentinos tentaram aprovar uma “Lei de Autoanistia”, chamada de “Pacificação Nacional”. No entanto, cinco dias após assumir a presidência em um governo democrático, Alfonsín anulou o decreto, declarando-o “insanamente nulo”. Essa decisão marcou o início do difícil processo de “Memória, Verdade e Justiça” na Argentina.

Em 1985, a CONADEP forneceu as bases para o julgamento dos principais responsáveis pelos crimes da ditadura argentina. Esse processo, conhecido como “Julgamento das Juntas Militares”, é considerado um marco histórico mundial.

O “Julgamento das Juntas Militares” começou em 22 de abril de 1985 e terminou em 9 de dezembro do mesmo ano. Dos nove militares de alta patente que integravam as três primeiras Juntas, cinco foram condenados:

Jorge Videla e Emilio Massera: prisão perpétua;
Roberto Viola: 17 anos de prisão;
Armando Lambruschini: 8 anos de prisão;
Orlando Agosti: 4 anos e 6 meses de prisão.
A reação dos militares, no entanto, foi imediata. Entre 1986 e 1987, uma série de levantes ameaçou a frágil democracia argentina, recém-reconquistada. Sob pressão, o Congresso aprovou duas leis que garantiram impunidade aos torturadores e criminosos da ditadura:

Lei de Obediência Devida (1986): alegava que militares de postos inferiores não poderiam ser punidos, pois estavam “apenas cumprindo ordens” — exceto em casos de estupro ou roubo de bebês.
Lei de Ponto Final (1987): determinava a interrupção imediata de todos os processos judiciais contra acusados de desaparecimentos forçados.
A impunidade se consolidou em 1990, quando o então presidente Carlos Menem (1989-1999) indultou os condenados no “Julgamento das Juntas Militares”, encerrando suas penas.

A virada começou apenas em 1998, quando o Congresso revogou as leis de Obediência Devida e Ponto Final. O processo ganhou força em 2003, quando o presidente Néstor Kirchner (2003-2007) impulsionou a anulação definitiva das leis, desta vez com apoio do Congresso. Dois anos depois, em 2005, a Corte Suprema argentina declarou as leis inconstitucionais, abrindo caminho para uma nova fase.

A Argentina iniciou, assim, a maior onda de julgamentos contra militares da História — superando até mesmo os processos de Nuremberg, que condenaram líderes nazistas. O país se tornou um marco global na luta por verdade e justiça, como destaca o historiador Aldo Marchesi: “A Argentina tornou-se uma referência mundial em matéria de verdade e de justiça. Há estudos que mostram como esse modelo foi replicado por outros países pelo mundo”.

Desde 2006, a Justiça argentina já condenou 1.202 pessoas por crimes de lesa-humanidade, em 353 sentenças. A maioria recebeu pena de prisão perpétua, reconhecendo os crimes como genocídio.

Atualmente, 539 pessoas cumprem pena, das quais 454 estão em prisão domiciliar (devido a idade avançada ou condições de saúde) e 213 foram absolvidas ao longo do processo.

Atualmente, 13 processos estão em julgamento na Argentina. Outros 60 estão próximos de serem julgados, enquanto 280 ainda estão em fase de investigação.

A Argentina se consolidou como o país que mais avançou no mundo em matéria de Justiça para crimes contra a humanidade. Esse progresso se deve a:

Quantidade de provas coletadas;
Responsáveis individualizados e identificados;
Número de julgamentos realizados;
Condenações proferidas;
Volume de testemunhos registrados.
O desafio da Justiça agora é julgar os responsáveis civis, empresários e grupos econômicos, ideólogos ou cúmplices dos militares.

Outro desafio enfrentado pelos organismos de direitos humanos é ter acesso aos arquivos do Estado, que contém informações essenciais para o avanço dos processos judiciais. Os organismos denunciam que o governo Milei bloqueou o acesso a esses arquivos, desmantelou equipes especializadas nesses arquivos e retirou o Estado como parte acusadora nos processos.

Brasileiros homenageados

Apesar dos avanços, o camainho para a justiça volta a enfrentar ameaças, desta vez vindas das novas gerações que se desconectaram do processo histórico e do atual governo do presidente Javier Milei, que defende o papel da ditadura.

Uma sondagem do CELS (Centro de Estudos Legais e Sociais) e do observatório Pulsar, da Universidade de Buenos Aires, indica que, apesar desigualdades persistentes na democracia, a rejeição à ditadura militar continua forte na Argentina. O estudo denominado “Olhares retrospectivos sobre a ditadura argentina 50 anos depois” indica que 71% consideram que a ditadura foi “ruim” ou “muito ruim”, 63% afirmam que não houve motivos que justificassem o golpe de Estado e 70% acreditam que o Estado deve continuar a julgar os militares pelas violações aos direitos humanos.

No marco dos 50 anos do golpe de Estado, organizações sociais, movimentos de direitos humanos e partidos políticos de esquerda vão fazer uma grande manifestação em defesa da Memória, Verdade e Justiça, mas também contra o presidente Javier Milei.

Na manifestação da tarde desta terça-feira, pela primeira vez, brasileiros desaparecidos na Argentina serão homenageados. São 12 brasileiros que foram vítimas no contexto da Operação Condor – uma aliança entre ditaduras sul-americanas para perseguir opositores, mesmo que eles cruzassem fronteiras.

Entre os homenageados estará Francisco Tenório Cerqueira Júnior, o Tenorinho, pianista que acompanhava Vinicius de Moraes e Toquinho em apresentações aqui em Buenos Aires.

A lista completa dos brasileiros homenageados:

Luiz Renato do Lago Faria

Sidney Fix Marques dos Santos

Maria Regina Marcondes Pinto

Roberto Rascado Rodriguez

Francisco Soares Rodriguez

Francisco Tenório Cerqueira Júnior

Sérgio Fernando Tula Silberberg

Edmur Péricles Camargo

Joaquim Pires Cerveira

João Batista Rita

José Luis Daura Saud

Ary Cabrera Prates

EUA emite alerta global e pede a americanos deixem quase 15 países após ataques

22 de Março de 2026, 23:23
Fumaça na Embaixada dos EUA na Cidade do Kuwait após ataque iraniano. Foto: AFP

O Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou um alerta mundial orientando cidadãos americanos a reforçarem as medidas de cautela, com atenção especial ao Oriente Médio. A mensagem foi divulgada pelo Travel State Gov e cita riscos de segurança, possíveis transtornos em viagens e ameaças a instalações e interesses dos EUA fora do território americano.

No comunicado, o governo americano afirmou: “Alerta mundial: o Departamento de Estado aconselha os americanos em todo o mundo, especialmente no Oriente Médio, a redobrarem a cautela. Os americanos no exterior devem seguir as orientações contidas nos alertas de segurança emitidos pela embaixada ou consulado dos EUA mais próximo”. O texto também informa que “fechamentos periódicos do espaço aéreo podem causar transtornos em viagens”.

A publicação ainda acrescenta que “instalações diplomáticas americanas, inclusive fora do Oriente Médio, têm sido alvo de ataques” e que “grupos que apoiam o Irã podem atacar outros interesses americanos no exterior ou locais associados aos Estados Unidos e/ou a americanos em todo o mundo”.

Worldwide Caution: The Department of State advises Americans worldwide, and especially in the Middle East, to exercise increased caution. Americans abroad should follow the guidance in security alerts issued by the nearest U.S. embassy or consulate. Periodic airspace closures… pic.twitter.com/mX0ULIEzLv

— TravelGov (@TravelGov) March 22, 2026

A lista inclui Bahrein, Egito, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen. O comunicado também orienta a saída de cidadãos americanos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.

A recomendação foi divulgada em meio à escalada militar no Oriente Médio. Após o anúncio da morte de Ali Khamenei, o confronto se intensificou. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera a reação aos ataques de Israel e dos Estados Unidos um “direito e dever legítimo”.

Em resposta, Donald Trump ameaçou retaliar qualquer nova ação iraniana e declarou: “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. Na véspera, ele já havia dito que os ataques contra o Irã continuariam “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.

BREAKING: Trump:

Iran just stated that they are going to hit very hard today, harder than they have ever been hit before.

THEY BETTER NOT DO THAT, HOWEVER, BECAUSE IF THEY DO, WE WILL HIT THEM WITH A FORCE THAT HAS NEVER BEEN SEEN BEFORE! pic.twitter.com/YUV7J8qNnv

— Clash Report (@clashreport) March 1, 2026

Cuba mergulha em novo apagão nacional em menos de uma semana sob pressão dos EUA

22 de Março de 2026, 23:17
A cidade de Havana às escuras. Foto: YAMIL LAGE / AFP

Cuba voltou a ficar às escuras pelo segundo apagão nacional em menos de uma semana, após um novo colapso da rede elétrica do país — o terceiro apenas neste mês de março.

A crise ocorre em meio a fortes restrições no fornecimento de combustível, graças a um bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos.

A União Elétrica de Cuba, ligada ao Ministério de Energia e Minas, anunciou no sábado um apagão total em toda a ilha. Inicialmente, não houve explicação oficial para a falha. Mais tarde, autoridades informaram que o problema começou com uma pane inesperada em uma unidade geradora da usina termelétrica de Nuevitas, na província de Camagüey.

Segundo o governo, a falha desencadeou um efeito cascata que derrubou outras unidades do sistema elétrico. Para conter os danos, foram ativadas “micro-ilhas” de geração, destinadas a garantir energia a serviços essenciais, como hospitais e sistemas de abastecimento de água.

As autoridades afirmaram que trabalham para restabelecer o fornecimento. O blecaute anterior havia ocorrido apenas cinco dias antes, na segunda-feira. Este foi o segundo em uma semana e o terceiro em março, evidenciando a fragilidade do sistema.

🇨🇺 | La Habana a oscuras: nuevo apagón general en Cuba, el segundo en una semana. pic.twitter.com/agVqzIJy1H

— Alerta Mundial (@AlertaMundoNews) March 22, 2026

Com a chegada da noite, ruas de Havana ficaram praticamente às escuras. Moradores usavam lanternas e celulares para se locomover. Em áreas turísticas do centro histórico, alguns restaurantes conseguiram permanecer abertos graças a geradores, enquanto músicos tocavam para os clientes.Na capital, os cubanos já convivem com cortes diários de energia que podem durar até 15 horas. No interior da ilha, a situação é ainda mais grave.

A crise energética se agravou desde que o país deixou de importar petróleo, em 9 de janeiro. A escassez impactou não apenas a geração de eletricidade, mas também o setor aéreo, com redução de voos e prejuízos ao turismo — uma das principais fontes de renda da ilha.

O apagão ocorreu no mesmo momento em que um comboio internacional de ajuda começava a chegar a Havana, trazendo suprimentos médicos, alimentos, água e painéis solares.

A situação piorou ainda mais após o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro em uma operação militar dos Estados Unidos em janeiro — fato que abalou o principal parceiro energético de Cuba.

Trump tem afirmado repetidamente que o regime cubano está à beira do colapso e chegou a declarar que poderia “tomar” Cuba em breve.

Em resposta, o presidente Miguel Díaz-Canel advertiu que qualquer agressão externa enfrentará “uma resistência inquebrantável”.

Trump ameaça “atingir e obliterar” usinas do Irã se Estreito de Ormuz não for reaberto em 48 horas

21 de Março de 2026, 22:21
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Divulgação/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou neste sábado (21) “atingir e obliterar” usinas de energia do Irã caso Teerã não reabra o Estreito de Ormuz dentro de 48 horas.

“Se o Irã não ABRIR COMPLETAMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz dentro de 48 HORAS a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América irão atingir e obliterar suas várias USINAS DE ENERGIA, COMEÇANDO PELA MAIOR!”, escreveu Trump em sua rede Truth Social.

A declaração representa uma escalada no tom adotado pelo presidente, que anteriormente já havia sugerido a possibilidade de atacar a infraestrutura iraniana, embora com ressalvas sobre o impacto na reconstrução do país.

Ao mesmo tempo, reconhece implicitamente que o fechamento do estreito — uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo — dá ao Irã um poder significativo de pressão.

A nova fala ocorre um dia após Trump afirmar que os Estados Unidos consideravam “reduzir gradualmente” suas operações militares no Oriente Médio. Questionado sobre um plano para restabelecer o tráfego no Estreito de Ormuz, ele respondeu que, “em certo momento, ele se abrirá por conta própria”.

Também acontece após Trump dizer, na quinta-feira, que pediu ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que suspendesse ataques contra instalações iranianas de petróleo e gás.

Apesar disso, a alta nos preços da gasolina dentro dos EUA tem pressionado o governo, que tenta evitar um fechamento prolongado da via marítima. Nos bastidores, autoridades americanas reconhecem que reabrir o estreito é um desafio sem solução clara.

Trump afirmou ainda que o Irã deseja negociar, mas disse não ter interesse em um acordo, alegando que seus objetivos já teriam sido alcançados “semanas antes do previsto” e que os EUA teriam “varrido o Irã do mapa”.

“A liderança deles acabou, sua Marinha e sua Força Aérea estão destruídas, eles não têm defesa alguma — e querem fazer um acordo. Eu não!”, declarou.

“Você não faz cessar-fogo quando está literalmente obliterando o outro lado. Eles não têm Marinha, não têm Força Aérea, não têm equipamentos, radares ou defesa antiaérea. E seus líderes foram eliminados em todos os níveis. Não estamos procurando isso”, completou.

Agora — de Donald Trump, sobre a guerra contra o regime islâmico no Irã: “… eu não quero fazer um cessar-fogo. Sabe, você não faz um cessar-fogo quando está literalmente obliterando o outro lado.” pic.twitter.com/o21usH5CoU

— No Front Militar (@noFrontMilitar) March 20, 2026

Trump finalmente vislumbra uma saída do Irã, diz New York Times

21 de Março de 2026, 21:48
Donald Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump afirmou que está considerando uma “redução gradual” das operações no Irã, mas muitos dos seus objetivos militares iniciais ainda não foram alcançados. Desde o início do que ele chamou de “excursão” ao Irã, Washington tem sido dominada por uma pergunta persistente: quando o presidente decidirá encerrar a operação, mesmo com uma parte significativa dos seus objetivos ainda inacabados?

Na sexta-feira, durante uma viagem à Flórida, Trump esboçou um possível caminho para essa saída, mas não está claro se ele realmente tomará essa decisão. Além disso, os sinais indicam que os efeitos dessa incursão podem ultrapassar o interesse imediato do presidente: o preço da gasolina aumentou, a infraestrutura ao longo do Golfo Pérsico está severamente danificada, e a teocracia iraniana, embora golpeada, continua se mantendo firme. Aliados dos EUA, inicialmente relutantes, agora enfrentam a tarefa de patrulhar águas mais hostis.

As mensagens de Trump têm sido oscilantes, diz David E. Sanger no New York Times. Sanger cobre o governo Trump e temas de segurança nacional. Com mais de quatro décadas no Times, é autor de quatro livros sobre política externa e acompanhou cinco presidentes americanos.

Os críticos de Trump, escreve Sanger, afirmam que isso é evidência de que ele entrou no conflito sem uma estratégia clara, enquanto seus apoiadores defendem que isso é uma “estratégia inteligente”. Com a intensificação dos ataques americanos e israelenses, Trump afirmou que não tem interesse em um cessar-fogo, alegando que os Estados Unidos estavam “obliterando” os estoques de mísseis, a marinha, a força aérea e a base industrial de defesa do Irã.

No entanto, horas depois, talvez sensível à crescente apreensão de sua base republicana, escreveu em sua rede social: “Estamos muito próximos de atingir nossos objetivos, ao mesmo tempo em que consideramos reduzir nossos grandes esforços militares no Oriente Médio”.

Sua formulação mais recente de objetivos omite pontos anteriormente centrais. Não há menção à derrota da Guarda Revolucionária Islâmica, que ainda mantém o poder, nem a Mojtaba Khamenei, sucessor de seu pai. Além disso, a promessa de “libertar” o povo iraniano foi retirada de suas falas, levantando dúvidas sobre o compromisso dos EUA com a mudança política no Irã.

Trump também passou a redefinir seus objetivos em relação ao programa nuclear iraniano. Em vez de exigir a remoção total do material nuclear, ele agora afirma que seu objetivo é “nunca permitir que o Irã sequer se aproxime da capacidade nuclear”, mantendo os EUA sempre prontos para uma reação “rápida e contundente”. Essencialmente, a situação permanece a mesma de quando os EUA destruíram o programa nuclear iraniano em junho do ano passado, com instalações sob vigilância constante de satélites dos EUA.

O presidente também passou a exigir que os aliados, que haviam sido excluídos das deliberações iniciais, patrulhassem o Estreito de Ormuz e outras áreas estratégicas, com o apoio logístico dos EUA. Isso representa uma mudança na doutrina americana para o Oriente Médio, transferindo a responsabilidade para outros países.

No início do conflito, Trump acreditava que a capitulação do Irã seria rápida. No entanto, a recusa iraniana em se render foi uma surpresa, assim como a crise nos mercados de energia. O governo dos EUA teve que intervir, liberando estoques da Reserva Estratégica de Petróleo e permitindo o envio de petróleo russo e iraniano, o que acabou favorecendo adversários em guerra com a Ucrânia e com os próprios americanos.

Além disso, o Irã tem utilizado o caos nos mercados como uma ferramenta crucial para pressionar os EUA. No sábado, Teerã advertiu que poderia incendiar outras instalações no Oriente Médio. O país parece ter em torno de 3.000 minas marítimas, parte das quais já foi destruída, e forças americanas estão se concentrando em neutralizar embarcações iranianas que atacam petroleiros aliados dos EUA.

A necessidade de aliados também se tornou evidente. Trump inicialmente acreditava que a guerra seria breve, mas a vigilância do estreito e de outros pontos estratégicos mostrou que a tarefa seria mais longa do que esperava. Uma outra surpresa foi a falta de um levante entre a Guarda Revolucionária ou a população iraniana, o que contradizia as previsões de deserções em diversos níveis, segundo autoridades de inteligência.

Esse cenário ainda pode evoluir, pois as guerras não são decididas em poucas semanas. No entanto, Trump ingressou no conflito após uma sequência de vitórias rápidas, como o bombardeio das principais instalações nucleares do Irã, e uma operação bem-sucedida que resultou na captura de Nicolás Maduro em Caracas. Apesar disso, o Irã mostrou ser um adversário mais resiliente do que Trump inicialmente subestimou, lembra Sanger.

Governo Trump suspende sanções contra petróleo iraniano por 30 dias para tentar conter preços

21 de Março de 2026, 20:03
Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: reprodução

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (20) uma isenção de sanções por 30 dias para a compra de petróleo do Irã no mar. A medida, divulgada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, busca aliviar a pressão no fornecimento global de energia em meio à guerra envolvendo EUA, Israel e Irã.

Segundo o Departamento do Tesouro, a licença permite a comercialização de petróleo bruto iraniano e derivados embarcados entre 20 de março e 19 de abril. Esta é a terceira flexibilização de sanções em cerca de duas semanas, após medidas semelhantes envolvendo também o petróleo russo.

Barris de petróleo para exportação. Foto: reprodução

De acordo com Bessent, a liberação deve colocar cerca de 140 milhões de barris no mercado internacional, ampliando a oferta e reduzindo pressões nos preços. “Ao desbloquear temporariamente esse suprimento existente para o mundo, os Estados Unidos […] ajudam a aliviar as pressões temporárias sobre o suprimento”, afirmou.

O secretário destacou ainda o caráter estratégico da decisão. “Em essência, estaremos usando os barris iranianos contra Teerã para manter o preço baixo enquanto continuamos a operação Fúria Épica”, disse.

O país latino-americano que entrou no top 5 da felicidade mundial em 2026

20 de Março de 2026, 22:36
Paisagem na Costa Rica
Paisagem na Costa Rica – Reprodução

A Costa Rica apareceu na 4ª posição no Relatório Mundial da Felicidade 2026 e se tornou o único país da América Latina entre os cinco primeiros colocados do levantamento global. O ranking é produzido pelo Wellbeing Research Centre, da Universidade de Oxford, em parceria com a Gallup e a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. O estudo reúne respostas de cerca de 100 mil pessoas em mais de 140 países sobre a avaliação da própria vida.

A presença da Costa Rica nas primeiras posições foi associada, segundo os autores e especialistas ouvidos pela imprensa internacional, à força dos vínculos sociais e à estabilidade interna. “Acreditamos que isso se deve à qualidade da vida social e à estabilidade que eles desfrutam atualmente”, afirmou Jan-Emmanuel De Neve, professor de economia em Oxford e um dos editores do relatório. Ele também declarou que a América Latina tem “fortes laços familiares, fortes conexões sociais e um alto nível de capital social”.

Além do fator social, a Costa Rica também passou a integrar o grupo de países de alta renda na classificação do Banco Mundial para o ano fiscal de 2026. Segundo o organismo, o país registrou crescimento médio anual de 4,7% nos últimos três anos, com avanço de 4,3% em 2024, impulsionado por demanda doméstica, consumo privado e investimento.

Finlândia
Finlândia ficou em 1º lugar – Reprodução

O relatório de 2026 também mostra avanço recente da Costa Rica no ranking. O país ocupava a 23ª posição em 2023 e agora alcançou o 4º lugar, na melhor colocação já registrada por uma nação latino-americana na série histórica do estudo. No topo da lista, a Finlândia ficou em 1º lugar pelo nono ano seguido. Dinamarca, Islândia, Costa Rica e Suécia completam o grupo dos cinco primeiros.

Entre os autores do levantamento, a permanência dos países nórdicos nas primeiras posições está ligada a fatores como renda, distribuição menos desigual, proteção social e expectativa de vida saudável. Na outra ponta, o relatório mantém o Afeganistão como o país com pior resultado, seguido por Serra Leoa e Malaui.

Na América do Sul, o melhor colocado foi o Uruguai, na 31ª posição, seguido pelo Brasil, em 32º. Argentina apareceu em 44º, Chile em 50º e Paraguai em 57º, segundo os dados divulgados na edição de 2026 do relatório.

Trump ameaça transformar Venezuela no 51º estado dos EUA; entenda

20 de Março de 2026, 08:15
Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: Kevin Lamarque/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a insinuar, em publicações nas redes sociais, que a Venezuela poderia se tornar um estado estadunidense. As declarações ocorreram enquanto ele comentava o desempenho da seleção venezuelana no Mundial de Beisebol, que terminou com vitória sobre os Estados Unidos na final.

A primeira menção foi feita após a vitória da Venezuela sobre a Itália nas semifinais. “Uau! A Venezuela derrotou a Itália hoje à noite por 4 a 2 na semifinal do WBC. Eles estão parecendo muito fortes. Coisas boas estão acontecendo com a Venezuela ultimamente! Fico me perguntando do que se trata essa magia. Estado nº 51, alguém?”, escreveu. Após o título, Trump voltou à rede Truth Social e publicou apenas: “status de estado”.

As declarações ocorrem dois meses após a invasão dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou no sequestro do então presidente Nicolás Maduro. Desde então, o país, atualmente sob liderança interina de Delcy Rodríguez, enfrenta pressão constante do governo Trump, ampliando as tensões na região.

Publicação de Trump após título venezuelano. Foto: reprodução

A Venezuela, no entanto, não é o único território mencionado por Trump em seus planos expansionistas. O presidente também voltou a defender a anexação da Groenlândia, destacando a importância estratégica da ilha para a segurança nacional e para o chamado “Domo de Ouro”.

“Os Estados Unidos precisam da Groenlândia para fins de segurança nacional. Ela é vital para o Domo de Ouro que estamos construindo. A Otan deveria liderar o processo para que a conquistemos. Se não o fizermos, a Rússia ou a China o farão, e isso não vai acontecer!”, afirmou.

As declarações geraram reação imediata da Dinamarca e de aliados da Otan, que reforçaram a presença militar na região. “Como membros da Otan, estamos empenhados em fortalecer a segurança do Ártico como um interesse transatlântico comum”, diz o comunicado.

Apesar da pressão, o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que o território pode discutir parcerias, mas rejeita abrir mão da soberania.

Imagem de IA usada por Trump para ameaçar anexação da Groenlândia. Foto: reprodução

Trump também voltou a sugerir a anexação do Canadá, inclusive com publicações que indicavam a possibilidade de o país se tornar o “estado número 51”. Segundo ele, a medida traria benefícios econômicos e de segurança.

“Eu disse ao Canadá, que deseja com todas as suas forças fazer parte de nosso fabuloso sistema Domo de Ouro, que custará US$ 61 bilhões se continuar sendo uma nação separada, mas desigual”, declarou. “Mas não vai custar nada se eles se tornarem nosso querido estado de número 51. Estão considerando a oferta!”.

A proposta foi rejeitada pelo primeiro-ministro canadense, Mark Carney. “O Canadá nunca esteve à venda”, afirmou. Em resposta anterior, o governo canadense já havia dito: “Só se o inferno congelar que o Canadá vai se tornar parte dos Estados Unidos. Os trabalhadores e as comunidades dos dois países se beneficiam do fato de serem os maiores parceiros comerciais e de segurança um do outro”.

Outro alvo das declarações recentes de Trump foi Cuba. O presidente afirmou que seria uma “honra” “tomar Cuba”, em meio à crise energética enfrentada pela ilha. O governo cubano confirmou que iniciou negociações com os Estados Unidos. “Essas negociações visam encontrar soluções, por meio do diálogo, para as diferenças bilaterais entre nações”, disse o presidente Miguel Díaz-Canel.

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