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EUA emite alerta global e pede a americanos deixem quase 15 países após ataques

22 de Março de 2026, 23:23
Fumaça na Embaixada dos EUA na Cidade do Kuwait após ataque iraniano. Foto: AFP

O Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou um alerta mundial orientando cidadãos americanos a reforçarem as medidas de cautela, com atenção especial ao Oriente Médio. A mensagem foi divulgada pelo Travel State Gov e cita riscos de segurança, possíveis transtornos em viagens e ameaças a instalações e interesses dos EUA fora do território americano.

No comunicado, o governo americano afirmou: “Alerta mundial: o Departamento de Estado aconselha os americanos em todo o mundo, especialmente no Oriente Médio, a redobrarem a cautela. Os americanos no exterior devem seguir as orientações contidas nos alertas de segurança emitidos pela embaixada ou consulado dos EUA mais próximo”. O texto também informa que “fechamentos periódicos do espaço aéreo podem causar transtornos em viagens”.

A publicação ainda acrescenta que “instalações diplomáticas americanas, inclusive fora do Oriente Médio, têm sido alvo de ataques” e que “grupos que apoiam o Irã podem atacar outros interesses americanos no exterior ou locais associados aos Estados Unidos e/ou a americanos em todo o mundo”.

Worldwide Caution: The Department of State advises Americans worldwide, and especially in the Middle East, to exercise increased caution. Americans abroad should follow the guidance in security alerts issued by the nearest U.S. embassy or consulate. Periodic airspace closures… pic.twitter.com/mX0ULIEzLv

— TravelGov (@TravelGov) March 22, 2026

A lista inclui Bahrein, Egito, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen. O comunicado também orienta a saída de cidadãos americanos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.

A recomendação foi divulgada em meio à escalada militar no Oriente Médio. Após o anúncio da morte de Ali Khamenei, o confronto se intensificou. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera a reação aos ataques de Israel e dos Estados Unidos um “direito e dever legítimo”.

Em resposta, Donald Trump ameaçou retaliar qualquer nova ação iraniana e declarou: “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. Na véspera, ele já havia dito que os ataques contra o Irã continuariam “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.

BREAKING: Trump:

Iran just stated that they are going to hit very hard today, harder than they have ever been hit before.

THEY BETTER NOT DO THAT, HOWEVER, BECAUSE IF THEY DO, WE WILL HIT THEM WITH A FORCE THAT HAS NEVER BEEN SEEN BEFORE! pic.twitter.com/YUV7J8qNnv

— Clash Report (@clashreport) March 1, 2026

Embaixada dos EUA no Iraque alerta que Irã pode atacar petrolíferas americanas no país

11 de Março de 2026, 16:15

A embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, no Iraque alertou na quarta-feira (11) que o Irã e grupos armados iraquianos apoiados por Teerã podem ter como alvo instalações petrolíferas de propriedade dos EUA no Iraque.

O Irã e milícias terroristas alinhadas ao Irã podem estar planejando atacar a infraestrutura de petróleo e energia de propriedade dos EUA no Iraque“, disse a embaixada em comunicado divulgado pela emissora X.

Acompanhe a cobertura em tempo real da Guerra no Oriente Médio

Diversos campos e instalações petrolíferas no Iraque foram atingidos por drones desde o início da guerra no Oriente Médio.

Confira o comunicado da embaixada na íntegra

“O Irã e milícias terroristas alinhadas ao Irã podem estar planejando ataques contra infraestrutura de petróleo e energia de propriedade dos EUA no Iraque. Milícias terroristas alinhadas ao Irã também atacaram hotéis frequentados por americanos em todo o Iraque, incluindo a Região do Curdistão Iraquiano (RCI).

O Irã e grupos terroristas alinhados ao Irã continuam a representar uma ameaça significativa à segurança pública. Os cidadãos americanos são aconselhados a permanecerem vigilantes, manterem um perfil discreto e evitarem áreas que possam torná-los alvos. Reunir-se em áreas associadas aos Estados Unidos ou com grupos de outros cidadãos americanos pode colocá-los em risco. Houve ataques contra cidadãos americanos e interesses dos EUA no Iraque, e os americanos correm o risco de sequestro. Empresas americanas, hotéis frequentados por estrangeiros e outras instalações no Iraque, incluindo aquelas com laços com os EUA, foram atacadas. Instalações de infraestrutura crítica em todo o Iraque também foram alvo de ataques.

Estamos monitorando de perto a situação e nos comprometemos a fornecer informações e assistência oportunas aos cidadãos americanos. Nossa maior prioridade é a sua segurança. Estamos empenhados em compartilhar informações atualizadas para que você possa tomar decisões conscientes sobre a sua segurança.

Cidadãos americanos no Iraque são fortemente encorajados a reavaliar sua situação de segurança pessoal. Para muitos, deixar o Iraque assim que for seguro fazê-lo é a melhor opção. Os americanos que optarem por não deixar o país devem permanecer vigilantes, manter um perfil discreto e estar preparados para se abrigar em um local seguro por longos períodos. Mantenham um estoque de alimentos, água, medicamentos e outros itens essenciais.”

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Submarino dos EUA afunda navio de guerra iraniano na costa do Sri Lanka

4 de Março de 2026, 15:25

Um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano ao largo da costa do Sri Lanka, no oceano Índico, informou o Pentágono nesta quarta-feira (4), no quinto dia de uma guerra no Oriente Médio que continua se expandindo.

As autoridades do Sri Lanka informaram ter recuperado os corpos de 87 marinheiros iranianos.

Após incendiar a região com ataques contra Israel e posições americanas no Golfo, o Irã atacou, nesta quarta-feira, grupos opositores no Curdistão iraquiano e lançou um míssil interceptado pela Otan quando ameaçava a Turquia.

Os ataques às monarquias petrolíferas do Golfo e a situação no estratégico Estreito de Ormuz, que Teerã afirma controlar, fizeram disparar os preços dos hidrocarbonetos.

“Guerra injusta”

O Iraque também foi envolvido na crise: o Irã atacou na vizinha região do Curdistão iraquiano grupos de oposição curdos armados e hostis à república islâmica. Um combatente morreu, segundo um porta-voz do Partido da Liberdade do Curdistão (PAK).

A principal autoridade xiita do Iraque, o grande aiatolá Ali Sistani, nascido no Irã, denunciou uma “guerra injusta” travada contra o país e pediu que todos os Estados “empreguem todos os esforços para pôr fim a ela”.

As defesas da Otan também foram ativadas para interceptar um míssil disparado do Irã que ameaçava a Turquia. Um alto funcionário turco afirmou, no entanto, que o alvo provavelmente era uma base militar no Chipre, já atingida por um ataque iraniano no início da semana.

Além disso, o Exército iraniano ameaçou atacar embaixadas israelenses em todo o mundo caso Israel atinja a missão em Teerã no Líbano.

“Dormimos com medo”

Pelo quinto dia, os bombardeios continuaram contra Teerã e outras partes do Irã. Na capital, com 10 milhões de habitantes, parte da população permanece confinada ou fugiu.

“Dormimos no chão, com a cabeça protegida à mesma distância das janelas do quarto e da sala, para ficar a salvo caso as ondas de choque quebrem os vidros”, contou Amir, de 50 anos.

Situação semelhante ocorre em outras regiões do país, onde o Exército americano afirma ter atingido mais de dois mil alvos em uma campanha de escala maior do que a invasão de 2003 ao Iraque de Saddam Hussein.

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“Dormimos com medo e acordamos estressados. A situação é bastante horrível”, disse à AFP uma mulher chamada Sanaz, que chegou recentemente à Turquia após fugir de sua cidade, Tabriz, no noroeste do país.

A agência oficial iraniana Irna afirma que 1.045 pessoas, entre civis e militares, morreram desde o início da ofensiva no sábado (28 de fevereiro).

As autoridades iranianas procuram um sucessor para o líder supremo Ali Hosseini Khamenei, morto no sábado no início da ofensiva. Um funeral de Estado estava previsto em Teerã nesta quarta-feira, mas foi adiado devido aos bombardeios incessantes contra a cidade.

Israel advertiu que quem for escolhido se tornará “um alvo”. O ministro da Defesa, Israel Katz, prometeu matá-lo “independentemente de seu nome ou de onde se esconda”.

Estreito de Ormuz “sob controle”

As autoridades iranianas afirmam estar preparadas para continuar a guerra, com possíveis impactos no comércio mundial, especialmente por causa dos ataques a infraestruturas energéticas do Golfo e do fechamento de fato do estreito de Ormuz.

A Guarda Revolucionária, o Exército ideológico do regime iraniano, havia advertido no início do conflito que nenhum navio deveria entrar nesse estreito que dá acesso ao Golfo Pérsico. Nesta quarta-feira, afirmou que a passagem está “sob controle total da Marinha da república islâmica“.

Nesse ponto estratégico, por onde transitam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, o tráfego de petroleiros caiu 90% em uma semana, informou a empresa de análise Kpler.

Israel avança no Líbano

Israel também prossegue sua ofensiva no Líbano, país envolvido no conflito após o movimento pró-iraniano Hezbollah atacar o território israelense.

O Exército israelense atacou o setor do palácio presidencial perto de Beirute e outras áreas ao sul da capital, além de redutos do Hezbollah. Também lançou operações terrestres e avançou sobre vários vilarejos no sul do país.

No total, mais de 50 pessoas morreram e mais de 58 mil foram deslocadas, segundo as autoridades libanesas.

Os Estados Unidos pediram a seus cidadãos que deixem a região se conseguirem encontrar voos comerciais, o que se tornou quase impossível devido a cancelamentos em massa.

A operação já deixou seis mortos nas forças armadas americanas. O Pentágono identificou quatro deles, atingidos por drones no Kuwait.

Em Israel, onde as sirenes soaram várias vezes nesta quarta-feira, dez pessoas morreram em ataques iranianos, segundo os serviços de emergência.

Nos países do Golfo, os bombardeios iranianos deixaram 13 mortos, entre eles uma menina de 11 anos atingida por estilhaços no Kuwait.

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