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Confira a cotação do dólar em 30 de abril

Confira do valor do dólar e outros indicadores da economia nesta super quinta-feira, 30 de abril, com a TVT News.

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O que interfere no valor do dólar?

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Cotação do dólar e indicadores econômicos com a TVT News. Foto: Agência Brasil

Os últimos desdobramentos do conflito no Oriente Médio estão afetando os mercados brasileiros

Dólar abaixo dos R$ 5,00

A última vez que a moeda norte-americana foi negociada abaixo dos R$ 5,00 foi há quase três anos, em 12 de abril de 2023, quando chegou a R$ 4,94.

A entrada de investimento estrangeiro, comprovada pela alta do Ibovespa, é apontada como uma das razões para a queda do dólar.

Analistas avaliam que o país se beneficia com a valorização de commodities, especialmente o petróleo, o que melhora a balança comercial e atrai investimentos para empresas do setor energético.

Outro fator que sustenta a queda do dólar é o diferencial de juros. Mesmo com expectativa de cortes, o Brasil ainda oferece taxas elevadas, o que continua atraindo capital estrangeiro.

As projeções indicam que a moeda pode seguir em queda, caso se mantenham fatores como o fluxo estrangeiro, a estabilidade internacional e o enfraquecimento global do dólar.

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Confira o valor do dólar hoje. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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André Esteves diz que não importa vencedor entre Lula e Flávio Bolsonaro: “Tem que ser pró-mercado”

André Esteves, presidente do conselho do BTG. Foto: reprodução

O banqueiro André Esteves, presidente do conselho de administração do BTG Pactual, afirmou que a eleição presidencial no Brasil deve ser marcada por uma disputa polarizada entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Para ele, porém, o ponto central não será a orientação ideológica do vencedor, mas a manutenção de uma agenda econômica considerada racional e pró-mercado.

“Estamos caminhando no Brasil para uma eleição 50/50. Temos dois candidatos, o filho do ex-presidente Bolsonaro, Flávio, que é um político experiente, ele não apareceu do nada, é senador, um cara com bom-senso; e o presidente Lula, que foi protagonista nas últimas dez eleições no Brasil, que mesmo sendo de centro-esquerda, é um líder amigável ao mercado”, disse Esteves.

“É difícil prever o vencedor […] mas eu não me importo muito se é esquerda ou direita, desde que o vencedor seja a decisão econômica racional. A racionalidade não pertence à direita ou à esquerda, é mais sobre ser racional contra ser populista. A região [América Latina] tem tomado boas escolhas”.

A declaração foi feita durante o evento Latam Focus 2026, promovido pelo BTG no Chile. No encontro, Esteves avaliou que os Estados Unidos deixaram de funcionar como um “buraco negro” capaz de concentrar grande parte dos investimentos globais. Segundo ele, há uma realocação de capital para outros mercados, impulsionada pela busca de investidores por diversificação.

Lula e Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

Esse movimento, na avaliação do executivo, tende a beneficiar economias emergentes, incluindo países da América Latina e o Brasil. Esteves afirmou que, mesmo após a valorização recente dos ativos latino-americanos e brasileiros, esses mercados ainda apresentam um “valuation” atrativo quando comparados aos mercados estadunidenses.

O banqueiro também citou a comparação entre o BTG Pactual e a gestora estadunidense Blackstone, comandada por Stephen A. Schwarzman, de quem disse ser amigo. Para Esteves, a diferença entre os múltiplos das duas empresas era exagerada no início de 2025.

“No começo de 2025, o BTG era negociado a um múltiplo 8 vezes o preço/lucro, e a Blackstone a um múltiplo de 35 vezes. O valor de mercado deles era dez vezes o nosso, apesar de o lucro ser apenas o dobro do nosso. Eu estou bem de ter o CEP errado [a sede do BTG ser no Brasil], mas era uma diferença exagerada. Agora as coisas se corrigiram um pouco, a Blackstone é negociada a 25 vezes e o BTG a 11 vezes, depois de nossa ação ter subido mais de 100%”, comentou.

O presidente do Chile, José Antônio Kast, de direita, também discursou no evento do BTG. Ele afirmou que aprovou um projeto de reconstrução nacional e desenvolvimento econômico e social, que será encaminhado ao Congresso.

“Queremos que seja conversado, não que se fechem ao debate mesmo antes de iniciar o processo. […] Não estamos falando de um projeto ideológico, mas de como transformar, recuperar nossa pátria”.

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Economia argentina encolhe em fevereiro e amplia incertezas sobre ritmo de recuperação

argentina
A economia da Argentina registrou em fevereiro sua contração mais acentuada desde 2023, evidenciando as dificuldades persistentes nos setores varejista e industrial e lançando dúvidas sobre a velocidade da recuperação econômica no país. Os dados jogam por terra a eficácia do plano econômica do ultradireitista Javier Milei, sob o patrocínio do Fundo Monetário Internacional (FMI), […]
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Confiança do Consumidor registra segunda alta consecutiva, diz FGV

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) aumentou 1 ponto percentual em abril, em relação ao mês anterior, totalizando 89,1 pontos. O resultado é o mesmo alcançado em dezembro do ano passado, que foi o maior até então. Saiba mais na TVT News.

Na média móvel trimestral, o índice subiu 0,6 ponto, para 87,8 pontos. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (24), no Rio de Janeiro. 

Na avaliação da economista do Ibre Anna Carolina Gouveia, a melhora da percepção sobre o momento atual impulsionou essa segunda alta da confiança do consumidor. 

Segundo ela, tiveram peso no resultado de abril a manutenção da inflação mais controlada e do mercado de trabalho robusto. 

“E como a gente vem tendo uma melhora mais focada nas faixas de renda mais baixas, eu acredito que talvez a questão da isenção do imposto de renda tenha ajudado a dar um alívio pontual no orçamento das famílias de menor renda. Então, isso pode estar influenciando os últimos meses da melhora da confiança”, disse a economista do Ibre à Agência Brasil.


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Os dois indicadores que formam a confiança do consumidor apresentaram melhora. 

  • O ISA, que reflete a percepção sobre o momento presente da economia, avançou 2,1 pontos, atingindo 85,3 pontos, e mostrando que o consumidor está avaliando de forma mais favorável a economia atual. 
  • O IE, que mostra as expectativas do consumidor com relação ao futuro, subiu 0,2 ponto, registrando 92,3 pontos em abril.

Anna Carolina afirmou que a melhora percebida no mês de abril veio mais do momento presente. 

“No mês, o indicador que mais impulsionou a melhora do ICC foi o indicador de situação financeira atual das famílias, que subiu 3,9 pontos. Esse foi o principal motivador da alta da confiança em abril”, explicou a economista. 

A análise do índice de consumidor por faixa de renda indica que a melhora mais significativa foi a do consumidor que ganha até R$ 2,1 mil mensais, com a segunda melhora mensal, de 3,4 pontos. Em março, em comparação ao mês anterior, a alta foi de 5,4 pontos.

Futuro

Anna Carolina Gouveia afirmou que uma análise para os próximos meses é incerta por conta, principalmente, dos impactos da guerra externa na inflação do Brasil. 

“Há previsão de algum impacto de inflação no futuro, em função da guerra que a gente não sabe quanto tempo vai durar, como vai acontecer etc. E isso pode vir a ocasionar uma queda da confiança e acabar gerando aumento do pessimismo do consumidor, caso a inflação volte a subir”.

Além da inflação, a economista indicou que um ponto principal para o consumidor atualmente tem sido a questão do endividamento, que está elevado. 

“Essa é uma questão que não se resolve muito rápido. No mês, a gente teve até uma melhora pontual desse indicador de endividamento, que pode estar sendo impulsionada por alguma política já sinalizada pelo governo de que tentar ajudar o consumidor nessa questão. Isso também pode influenciar o resultado para o futuro”.

Segundo a economista, se houver uma política que ajude o consumidor a desafogar o seu orçamento, isso poderá deixá-lo mais tranquilo e menos pessimista, conseguindo não só pagar suas contas, mas também voltar a consumir normalmente. 

Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil

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Quase 8 milhões de famílias aptas não recebem desconto na conta de luz

Apesar de terem direito à Tarifa Social de Energia Elétrica, cerca de 7,9 milhões de famílias brasileiras ainda não conseguem acessar o benefício que reduz o valor da conta de luz. A estimativa, baseada em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL e do Ministério de Minas e Energia, aponta falhas estruturais no sistema que deveria garantir o desconto automático. Mais informações em TVT News.

A exclusão de milhões de famílias ocorre por uma combinação de fatores. Entre os principais estão falhas no cruzamento de dados entre sistemas, inconsistências nos endereços cadastrados, informações desatualizadas no Cadastro Único, falta de busca ativa por parte das prefeituras e ausência de padronização nas bases de dados.

Também pesam dificuldades enfrentadas pelos próprios beneficiários, como baixa familiaridade com ferramentas digitais e distância dos postos de atendimento presencial.

Atualmente, o programa atende cerca de 16,4 milhões de famílias. Caso todas fossem contempladas, esse número poderia chegar a 24,3 milhões — um aumento superior a 40%, segundo o MME.

Mudanças no modelo de gratuidade na conta de luz

Reformulada recentemente, a tarifa social passou a garantir isenção total para consumo de até 80 kWh por mês. Acima desse limite, não há desconto. No modelo anterior, o benefício era concedido de forma escalonada.

A ampliação do programa é considerada estratégica pelo governo federal, inclusive com potencial impacto social.

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Estima-se que 7,9 milhões de famílias ainda não têm acesso ao desconto na conta de luz, mesmo que estejam inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a diferença entre o número atual de beneficiários e o potencial total decorre, em parte, de revisões periódicas no CadÚnico e de mudanças nas condições socioeconômicas das famílias.

O sistema depende do cruzamento de informações entre CadÚnico, Aneel e distribuidoras de energia — e qualquer divergência já é o suficiente para impedir a adesão automática.

Em municípios mais vulneráveis, há diversas fragilidades na gestão cadastral, devido a falta de estrutura para atualização de dados e busca ativa de beneficiários.

Além disso, processos muito burocráticos como atualização cadastral, envio de documentos e acompanhamento de notificações dificultam o acesso, especialmente para idosos, pessoas com deficiência e famílias com menor inclusão digital.

O acesso à tarifa social é um direito garantido por lei e deve ser concedido automaticamente pelas distribuidoras sempre que os critérios forem atendidos, mas na prática, limitações tecnológicas ainda comprometem o processo.

Em nota, a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica informou que as empresas realizam campanhas de orientação e busca ativa para identificar famílias elegíveis. Ressaltou, no entanto, que a atualização do CadÚnico — requisito essencial para manter o benefício — é de responsabilidade dos próprios cidadãos, que devem procurar os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).

Segundo a entidade, o setor segue comprometido em aprimorar a política pública e ampliar o acesso ao benefício para famílias de baixa renda.

Já o Governo Federal implementou neste ano o programa Luz de Todos que, além de reforçar direitos já garantidos, como a gratuidade na tarifa de energia elétrica para famílias de baixa renda, com consumo mensal de até 80 kWh, também tem promovido busca ativa, enviando mensagens via WhatsApp e notificações via aplicativo Gov.br.

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Preço petróleo: confira a cotação do barril de petróleo Brent em 22 de abril

Acompanhe o preço do barril de petróleo que sofre os impactos da guerra no Oriente Médio. Confira a cotação do petróleo em 22 de abril com a TVT News.

Preço do Petróleo Brent hoje

Qual o preço do petróleo hoje

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📊 Economia ao vivo


Quarta, 22 de abril: Trump estende trégua com Irã

Nesta quarta, 22 de abril, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogou por tempo indeterminado o cessar-fogo com o Irã para dar mais tempo às negociações de paz.

Irã anuncia apreensão de navios que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, anunciou nesta quarta-feira (22) que sua força naval interceptou dois navios que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz.

Terça, 21 de abril: Trump diz que está “pronto para voltar” à guerra; cessar-fogo entre EUA e Irã se aproxima do fim

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou estar “pronto para voltar” à guerra caso um novo acordo não seja alcançado até o fim do cessar-fogo na quarta-feira (21). Os esforços para encerrar o conflito permanecem incertos, já que o Irã declarou que não aceitará negociações “sob a sombra de ameaças”.

Segunda, 20 de abril: seuge incerteza sobre negociações entre EUA e Irã a dois dias do fim da trégua

A menos de dois dias do fim do cessar-fogo, a incerteza impera nesta segunda-feira (20) sobre a eventual retomada das negociações entre Irã e Estados Unidos no Paquistão.

Sexta, 17 de abril: rimeiros carregamentos de petróleo iraniano deixam o Golfo desde o bloqueio dos EUA

Primeiros carregamentos de petróleo iraniano deixam o Golfo desde o bloqueio dos EUA

Quinta, 16 de abril: EUA anunciam diálogo entre Líbano e Israel e expressa otimismo sobre o Irã

O governo dos Estados Unidos expressou otimismo a respeito das negociações com o Irã e prosseguiu com os esforços de mediação entre Israel e Líbano, ao anunciar que os “líderes” dos dois países conversarão nesta quinta-feira (16).

Quarta, 15 de abil: preços do petróleo permaneceram estáveis ​​em meio a uma possível redução da tensã

Os preços do petróleo permaneceram estáveis ​​em meio a uma possível redução da tensão na guerra e ao bloqueio do Estreito de Ormuz.

Os preços do petróleo fecharam praticamente inalterados na quarta-feira, em meio a esperanças de uma redução da tensão entre Washington e Teerã e às contínuas interrupções no tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz.

Irã ameaça obstruir exportações pelo Mar Vermelho se bloqueio americano persistir

O Irã ameaçou bloquear o Mar Vermelho, ao qual não tem acesso territorial, em caso de persistência do bloqueio americano aos seus portos

Terça, 14 de abril: BP anuncia resultados “excepcionais” com a guerra no Oriente Médio

A gigante petrolífera britânica BP anunciou na terça-feira que espera resultados “excepcionais” em suas negociações de petróleo no primeiro trimestre, marcado pela alta volatilidade dos preços do petróleo bruto.

Segunda, 13 de abril: preço do petróleo volta a passar dos 100 dólares

Os preços do petróleo dispararam e as bolsas asiáticas operaram em território negativo na segunda-feira, após o colapso das negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã.

Sexta, 10 de abril: preço do petróleo abaixo dos 100 dólares

Petróleo permanece abaixo de US$ 100 com alta nas bolsas asiáticas em meio a negociações entre Líbano e Israel; Os preços do petróleo subiram ligeiramente na sexta-feira após o anúncio de negociações entre Líbano e Israel na próxima semana, embora permaneçam abaixo de US$ 100.

Quinta, 9 de abril: petróleo volta a subir perto dos 100 dólares

Os preços do petróleo se recuperaram na quinta-feira, após a queda acentuada do dia anterior, e as bolsas de valores recuaram nas negociações asiáticas em meio a temores sobre a fragilidade da trégua entre os Estados Unidos e o Irã.

Quarta, 8 de abril: Petróleo cai abaixo de US$ 100 e bolsas mundiais sobem após trégua em guerra

O barril do petróleo caiu abaixo dos US$ 100 e as bolsas dispararam nesta quarta-feira (8), depois que Estados Unidos e Irã concordaram com uma trégua de duas semanas.

No entanto, notícias de violação do cessar-fogo por parte de Israel levam a um novo fechamento do Estreito de Ormuz.

Terça, 7 de abril: Trump recua e suspende ataques ao Irã por duas semanas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (7) que aceitou suspender por duas semanas um ataque devastador contra o Irã e que estava disposto a um cessar-fogo na guerra caso Teerã reabra completamente o Estreito de Ormuz.

“Eu aceito suspender o bombardeio e o ataque contra o Irã por um período de duas semanas”, publicou Trump nas redes sociais pouco mais de uma hora antes de expirar seu prazo, após conversas com mediadores do Paquistão.

Países chegam a acordo. Trump suspende a guerra e Irã aceita garantir navegação pelo Estreito de Ormuz por duas semanas “se ataques cessarem” 

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Terça, 7 de abril: pela manhã preços do petróleo subiam

Os preços do petróleo disparam e as ações apresentam desempenho misto após o último ultimato de Trump ao Irã

Os preços do petróleo subiram na terça-feira após o novo ultimato do presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz.

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Fechamento do Estreito de Ormuz bagunça a economia mundial. Foto: Jacques Descloitres/NASA

Segunda, 6 de abril: preços do petróleo superam 110 dólares após ameaças de Trump

Os preços do petróleo ultrapassaram nesta segunda-feira (6) a barreira de 110 dólares por barril, impulsionados pelo conflito no Oriente Médio e pelas ameaças de Donald Trump de novos ataques ao Irã.

Sexta santa, 3 de abril, e o petróleo segue acima dos 100 dólares

40 países pressionam para abertura de Ormuz; China e Rússia são contra força militar para liberar o Estreito de Ormuz

Quinta, 2 de abril: preços do petróleo ultrapassam os US$ 100 após discurso de Trump

Os preços do petróleo aumentaram nesta quinta-feira (2) após o discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não acalmou os temores sobre o fechamento do Estreito de Ormuz.

Reino Unido destaca “necessidade urgente” de reabrir Ormuz

A ministra britânica das Relações Exteriores, Yvette Cooper, destacou nesta quinta-feira (2) a “necessidade urgente” de reabrir o Estreito de Ormuz, em uma reunião virtual com representantes de mais de 40 países

Quarta, 1 de abril: petróleo segue acima dos 100 dólares

Apesar das promessas de Trump de acabar com a guerra em duas ou três semanas, os ataques continuam e o preço do petróleo continua acima dos 100 dólares

Terça, 31 de março: gasolina dispara nos EUA

Galão de gasolina supera 4 dólares nos EUA, maior preço desde 2022

O preço médio da gasolina nos Estados Unidos disparou e superou 4 dólares (21 reais) por galão nesta terça-feira (31), o maior valor em quase quatro anos devido à guerra com o Irã.

Segunda, 30 de março: petróleo acima dos 100 dólares

As cotações do petróleo abriram em forte alta nesta segunda-feira (30, data local), com o barril de tipo WTI acima dos 100 dólares, enquanto o Brent ultrapassava os 115 dólares diante a ausência de sinais de diminuição dos conflitos no Oriente Médio.

Trump ameaça destruir principal terminal petrolífero do Irã apesar da alta dos preços

O presidente americano Donald Trump ameaçou nesta segunda-feira (30) “destruir completamente” a ilha de Kharg, onde está o principal terminal petrolífero do Irã, caso não se alcance “rapidamente” um acordo para encerrar a guerra.

Sexta, 27 de março: preço do petróleo em alta

Incertezas sobre acordo de paz no Oriente Médio elevam o preço do barril de petróleo, negocido acima dos 100 dólares

Confira a cotação do dólar hoje

Carregando cotação do dólar…

Quinta, 26 de março: preço do petróleo volta a passar dos 100 dólares

Com a recusa do Irã sobre os pontos para aceitar o fim da guerra, o preço do barril de Petróleo tipo Brent voltou a passar da casa dos 100 dólares.

Quarta, 25 de março: Reino Unido receberá negociações para tentar reabrir Ormuz

O Reino Unido e a França copresidirão uma reunião esta semana com cerca de 30 países dispostos a participar na segurança do Estreito de Ormuz, que se encontra obstruído durante o atual conflito com o Irã.

Terça, 24 de março: cotação do petróleo supera 100 dólares

O preço do petróleo Brent subiu nesta terça-feira e voltou a superar 100 dólares por barril, um dia após uma queda de mais de 10% provocada pelo anúncio de Trump de negociações com Teerã – a República Islâmica negou conversações.

Nas operações asiáticas, o Brent do Mar do Norte, referência internacional, subia 3,89%, a 103,83 dólares. O West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado americano, disparava 3,89%, a 91,53 dólares.

Ásia recorre ao carvão diante do impacto energético da guerra no Oriente Médio

Vários países asiáticos estão aumentando o uso de carvão poluente diante da escassez de en

Segunda, 23 de março: Petróleo cai 10% após anúncio de Trump –

Os preços do petróleo caíram mais de 10% nesta segunda-feira, depois que Donald Trump anunciou o adiamento dos ataques contra as centrais de energia elétrica do Irã.

Às 11h30 GMT (8h30 de Brasília), tanto o barril de Brent do Mar do Norte como o de West Texas Intermediate perdiam mais de 14%, negociados a 96 dólares e 84,37 dólares, respetivamente.

As principais Bolsas europeias também reagiram com otimismo e, depois de resultados negativos de mais de 2% durante a sessão matinal, operavam de maneira positiva às 11h30 GMT.

Dois navios indianos cruzam Ormuz

A Índia anunciou que dois petroleiros que transportam gás liquefeito de petróleo (GLP) cruzaram o Estreito de Ormuz, bloqueado quase completamente pelo Irã após os ataques israelenses-americanos contra seu território que desencadearam a guerra.

TotalEnergies prevê alta do gás

O grupo francês TotalEnergies prevê preços do gás “muito altos” para os três meses do verão no hemisfério norte e para setembro, caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado.

Sexta, 21 de março: preços do petróleo em alta

Depois de uma breve trégua, os preços do petróleo voltaram a subir, enquanto as Bolsas operam em queda. Às 10h50 GMT (7h50 de Brasília), o Brent do Mar do Norte, referência mundial, avançava 1,52%, a 110,30 dólares. Seu equivalente americano, o WTI, subia 0,43%, a 95,96 dólares.

Quinta, 19 de março: Preço do petróleo Brent sobe 5% devido aos temores de escalada no Oriente Médio

O preço do petróleo Brent do Mar do Norte subiu mais de 5% nesta quinta-feira (19), após o Irã ameaçar atacar instalações de seus vizinhos no Golfo em retaliação ao bombardeio dos campos de gás.

Terça, 17 de março: Preços do petróleo em alta expressiva

Os preços do petróleo subiram mais de 5%, depois que vários países rejeitaram o apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para ajudar na reabertura do Estreito de Ormuz.

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Segunda, 16 de março: Barril de petróleo passa dos 100 dólares, bolsas operam com cautela



As Bolsas mundiais reagiram com cautela, na segunda-feira (16), diante da cotação do petróleo acima dos 100 dólares, com investidores atentos à guerra no Oriente Médio, que começa sua terceira semana sem um fim no horizonte.

Por volta das 8h30 GMT (5h30 de Brasília), o barril de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial, operava em alta de 3,06%, a 106,30 dólares, enquanto o West Texas Intermediate, referência do mercado americano, subia 2,15%, a 100,83 dólares.

Cotação do dólar hoje

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“A semana começou seguindo um padrão que já se tornou habitual”, disse Ipek Ozkardeskaya, analista da Swissquote. “Os preços do petróleo subiram no início da sessão, antes de perder parte de seus lucros, enquanto os investidores assimilavam as últimas noticias do Oriente Médio” no décimo sétimo dia da guerra.

Quanto às bolsas, a de Tóquio fechou praticamente inalterada (-0,12%), Taipé perdeu 0,17% e Sydney, 0,39%.

Seul, ao contrário, fechou em alta de 1,14%, e Hong Kong subiu 1,45%.

A Europa se manteve mais titubeante. Após abrirem com um repique tímido, os principais índices europeus operavam no vermelho, com recuo na bolsa de Paris de 0,33%, Frankfurt com baixa também de 0,33% e Milão, em queda de 0,96%. Apenas Londres operava em alta de 0,08% por volta das 10h30 GMT (07h30 de Brasília).

O petróleo disparou depois que o presidente americano, Donald Trump, advertiu que os ataques contra o Irã poderão se estender para sua infraestrutura energética se a República Islâmica mantiver o bloqueio ao trânsito pelo Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da produção mundial de petróleo.

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Preço do petróleo influi na cadeia de combustíveis. Foto: Pixabay

A via se mantém fechada na prática por ataques iranianos desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, com os bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Quem esperava um fim próximo da guerra se decepcionou depois que o conselheiro econômico de Trump, Kevin Hassett, disse que o conflito poderia se estender por mais seis semanas, segundo o Pentágono.

Para FUP, quadro reforça a necessidade de fortalecer a Petrobrás

Confira a nota da Federação Única dos Petroleiros (FUP) sobre o aumento anunciado pela Petrobrás:

O reajuste anunciado pela Petrobrás de R$ 0,38 por litro de diesel ocorre em um cenário internacional de forte pressão sobre os preços do petróleo, impulsionada pela escalada da guerra no Oriente Médio e pela consequente alta das cotações internacionais.

Considerando o aumento, o preço do diesel da estatal passa de R$ 3,30 para R$ 3,68 por litro – ainda cerca de 20,86% abaixo da referência do PPI (paridade de preço de importação), 12,59% inferior ao praticado pela Acelen, na Bahia, e 27,84% menor que o preço do grupo Ream, no Amazonas – ambas refinarias privatizadas, que buscam maiores ganhos e margens de lucro.

Para a Federação Única dos Petroleiros (FUP), esse quadro evidencia graves limitações na estrutura do mercado de abastecimento no Brasil, particularmente após a venda de refinarias e a redução da presença da Petrobrás em segmentos estratégicos da cadeia de combustíveis – como a privatização da BR Distribuidora, em 2019.

Tal cenário reforça a necessidade de ampliar o parque nacional de refino e fortalecer o papel da Petrobrás ao longo de toda a cadeia do setor, incluindo distribuição e comercialização. Uma Petrobrás integrada amplia a segurança do abastecimento, reduz a vulnerabilidade do país às oscilações externas e contribui para maior estabilidade na formação dos preços dos combustíveis no mercado doméstico.

Diesel comercializado pela Petrobras seguirá abaixo dos preços das refinarias privatizadas, analisa Ineep

De acordo com o Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), mesmo com o aumento anunciado, os preços do diesel continuarão mais baixos.

“Mesmo com esse reajuste, o diesel comercializado pela Petrobras seguirá abaixo da referência do PPI e dos preços praticados pelas refinarias privatizadas da Bahia (Refinaria Mataripe, do grupo Acelen) e de Manaus (Refinaria da Amazônia do grupo Atem)”, afirma a not do Ineep.

Segundo os últimos dados divulgados da ANP, referentes a semana de 02 de março o preço de referência do PPI para o diesel estava em R$4,65/L, enquanto os preços da Acelen e da Ream eram de, respectivamente, R$4,21 e R$5,10/L. Considerando ainda os dados dessa semana e incorporando o reajuste anunciado pela Petrobras, o preço do diesel em suas refinarias passaria de R$3,30/L para R$3,68/L. Assim, mesmo com o aumento, o preço da estatal permaneceria cerca de 20,86% inferior à referência do PPI, 12,59% menor que o praticado pelo grupo Acelen (BA) e 27,84% inferior ao praticado pelo grupo Ream (AM).

Dessa forma, mesmo com a elevação do preço do diesel pela estatal em resposta aos impactos do conflito no Irã, seus preços seguem inferiores aos praticados por importadores e do parque de refino privatizado.Ineep

Para o Ineep, “o contexto de escalada dos conflitos no Oriente Médio e explosão das cotações internacionais do petróleo, quando somada a pressão exercida por agentes privados, especialmente distribuidores e refinarias privadas, pela elevação dos preços dos combustíveis, em particular do diesel comercializado pela Petrobras, “evidencia limitações no atual arranjo do mercado de abastecimento no Brasil.

“Essa situação realça a necessidade de ampliação do parque nacional de refino e volta da Petrobras aos segmentos de distribuição e comercialização, instrumentos estratégicos para o bem-estar social e carestia.  Fortalecer um projeto de Petrobras integrada é elevar a segurança do abastecimento interno e ampliar a capacidade de coordenação pública sobre a dinâmica de formação de preços dos combustíveis no mercado doméstico”, afirma, em nota, o Ineep.

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“Vamos fazer tudo o que for possível e, quem sabe, esperar até a boa vontade dos governadores dos estados, que podem reduzir um pouco o ICMS”, disse Lula. Foto: Ricardo Stuckert/PR

© Agence France-Presse

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Qual a cotação do dólar hoje, 22 de abril?

Confira do valor do dólar e outros indicadores da economia nesta quarta-feira, 22 de abril, com a TVT News.

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O que interfere no valor do dólar?

Os últimos desdobramentos do conflito no Oriente Médio estão afetando os mercados brasileiros

Dólar abaixo dos R$ 5,00

A última vez que a moeda norte-americana foi negociada abaixo dos R$ 5,00 foi há quase três anos, em 12 de abril de 2023, quando chegou a R$ 4,94.

A entrada de investimento estrangeiro, comprovada pela alta do Ibovespa, é apontada como uma das razões para a queda do dólar.

Analistas avaliam que o país se beneficia com a valorização de commodities, especialmente o petróleo, o que melhora a balança comercial e atrai investimentos para empresas do setor energético.

Outro fator que sustenta a queda do dólar é o diferencial de juros. Mesmo com expectativa de cortes, o Brasil ainda oferece taxas elevadas, o que continua atraindo capital estrangeiro.

As projeções indicam que a moeda pode seguir em queda, caso se mantenham fatores como o fluxo estrangeiro, a estabilidade internacional e o enfraquecimento global do dólar.

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Confira o valor do dólar hoje. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Endividamento das famílias atinge 80,4% e governo Lula estuda novas medidas

O alto nível de endividamento das famílias brasileiras segue como uma preocupação central do governo Lula desde o início do mandato. Um dos principais sinais dessa preocupação foi a criação do programa Desenrola Brasil, que beneficiou mais de 15 milhões de pessoas, com a renegociação de R$ 51,7 bilhões em dívidas em todo o país. Mais informações em TVT News.

Apesar dos esforços do governo federal, o volume de endividados ainda é elevado. Dados do levantamento produzido mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostram que o percentual de famílias com dívidas alcançou 80,4% em março de 2026. O índice supera tanto o registrado no mesmo período do ano passado, de 77,1%, quanto o de fevereiro deste ano, quando estava em 80,2%, indicando uma tendência persistente de alta no comprometimento da renda das famílias brasileiras.

Diante do desafio de aliviar o orçamento da população, o governo estuda a adoção de novas medidas. Na manhã desta terça-feira (7), o presidente se reuniu com ministros no Palácio do Planalto para discutir alternativas. O foco das ações está voltado principalmente para a população de baixa renda e também para pessoas adimplentes que, embora estejam com as contas em dia, apresentam alto comprometimento da renda com empréstimos e financiamentos.

Entre as alternativas em análise está a retomada do Desenrola, desta vez com foco exclusivo nos mais pobres, além da possibilidade de permitir a migração de consumidores com empréstimos ativos para linhas de crédito com juros mais baixos, o que poderia reduzir o peso das parcelas no orçamento mensal.

Recursos perdidos para enfrentar o endividamento das famílias

Para garantir a adesão das instituições financeiras às medidas, o governo avalia o uso de recursos do Fundo Garantidor de Operações, que serviria como uma espécie de garantia para os bancos, incentivando a concessão de descontos nas renegociações. Para reforçar esse fundo, está em estudo a utilização de recursos esquecidos em contas bancárias, atualmente estimados em cerca de R$ 10,5 bilhões.

Com esse mecanismo, a lógica é que, quanto maior for a participação dos bancos nas renegociações e maior a oferta de condições facilitadas aos consumidores, maior também será o acesso dessas instituições às garantias oferecidas pelo governo federal em novas operações de crédito. Na prática, isso pode resultar em descontos de até 80% para quem busca renegociar dívidas.

Outra medida em discussão, considerada mais polêmica, é a liberação de recursos do FGTS para quitação de dívidas. A proposta enfrenta resistência porque o uso do fundo para esse fim pode comprometer outras finalidades importantes, como a aquisição da casa própria e o acesso ao recurso em casos de demissão sem justa causa. Além disso, há preocupação com a sobreposição com o chamado crédito do trabalhador, que já utiliza o FGTS como garantia em caso de inadimplência.

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Governo estuda liberar FGTS para auxiliar na redução do endividamento das famílias. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Pequenas empresas e microempreendedores individuais (MEIs) também estão no radar do governo. A equipe econômica trabalha na criação de uma espécie de “Desenrola”, voltado à renegociação de dívidas empresariais. A minuta de uma Medida Provisória já foi elaborada pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte e deve ser analisada em breve.

Apesar das iniciativas, especialistas apontam que o alto nível de endividamento está diretamente ligado ao patamar elevado dos juros no país. Mesmo com o início do ciclo de queda da Taxa Selic — atualmente em 14,75% ao ano —, o custo do crédito segue alto, enquanto a inflação ainda apresenta resistência, influenciada por fatores internos e externos, como conflitos internacionais.

Com a redução do poder de compra, muitas famílias acabam recorrendo ao crédito até mesmo para despesas básicas, tornando-se dependentes de modalidades mais caras, como o rotativo do cartão de crédito, que possui taxas significativamente elevadas.

Diante desse cenário, o governo também avalia medidas preventivas, como a ampliação de programas de educação financeira e incentivo ao consumo consciente. Entre as propostas está a criação de mecanismos para conter o endividamento relacionado a apostas online — as chamadas “bets”. Uma das ideias em estudo é implementar um tipo de restrição para impedir que pessoas que tenham contraído empréstimos para quitar dívidas possam realizar apostas, como forma de evitar o agravamento da situação financeira dessas famílias.

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De remédios a bebidas: governo zera imposto de importação de quase mil produtos

Navio com carga

O governo federal aprovou a redução a zero do imposto de importação para quase mil produtos em 2026. A medida foi definida pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) em reunião realizada nesta semana.

A decisão tem como objetivo suprir a ausência ou insuficiência de produção nacional em diferentes setores da economia. Os itens contemplados foram considerados estratégicos para abastecimento e funcionamento de cadeias produtivas.

Entre os produtos incluídos estão medicamentos utilizados no tratamento de doenças como diabetes, Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia. Também fazem parte da lista insumos industriais e agrícolas.

A medida abrange ainda produtos voltados à nutrição hospitalar, insumos da indústria têxtil e lúpulo utilizado na fabricação de cerveja. O alcance envolve diferentes segmentos produtivos.

Container para carga de produtos

Cerca de 970 itens classificados como Bens de Capital (BK) e Bens de Informática e Telecomunicações (BIT) também foram incluídos. Parte dessas reduções tarifárias terá caráter provisório, conforme resoluções específicas do comitê.

A iniciativa busca reduzir custos de produção e ampliar a competitividade da indústria nacional. O foco está em setores que dependem de equipamentos e tecnologia importados.

Além da redução das tarifas, o Gecex-Camex decidiu aplicar medidas antidumping por cinco anos sobre a importação de etanolaminas da China e resinas de polietileno dos Estados Unidos e do Canadá.

No caso das resinas, houve ajuste por interesse público com redução das tarifas antidumping para níveis provisórios. A medida busca evitar impactos adicionais nas cadeias produtivas que utilizam esses insumos.

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AtlasIntel: Maioria das ações do governo Lula é aprovada pela população

Estabelecimento com cartaz do Farmácia Popular
Estabelecimento com Farmácia Popular – Reprodução

Uma pesquisa realizada pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira (26), indica que 9 entre 15 medidas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são consideradas acertos pela maioria dos brasileiros. O levantamento avaliou programas sociais, econômicos e propostas em debate no governo federal.

Entre as ações com maior índice de aprovação está o Farmácia Popular, cuja ampliação da gratuidade de medicamentos e itens é vista como acerto por 84% dos entrevistados, enquanto 9% classificam como erro e 7% não souberam responder. O programa aparece como a medida mais bem avaliada entre todas as analisadas.

O Desenrola Brasil também registra avaliação majoritariamente positiva, sendo considerado acerto por 75%, erro por 14% e desconhecimento por 11%. A proposta de isenção do Imposto de Renda para contribuintes com renda mensal abaixo de R$ 5 mil é vista como acerto por 74%, enquanto 16% consideram erro e 10% não souberam opinar.

Outras iniciativas com maioria favorável incluem o acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia, apontado como acerto por 63% dos entrevistados, além do fim da obrigatoriedade de aulas em autoescola para obtenção da carteira de motorista, considerado positivo por 60%. Nessas medidas, os índices de rejeição ficaram em 14% e 33%, respectivamente.

Entre as ações com maior percentual de avaliação negativa está a taxação de compras internacionais de até US$ 50, apontada como erro por 62% dos entrevistados, enquanto 30% classificam como acerto e 8% não souberam responder. A proposta de fiscalização de transações via Pix acima de R$ 5 mil mensais também apresenta maioria contrária, sendo considerada erro por 59%, acerto por 35% e desconhecida por 7%.

Outros pontos avaliados incluem a política de cotas de emprego para detentos em regime semiaberto e ex-detentos em licitações públicas, vista como erro por 51% e acerto por 32%, além do arcabouço fiscal, que aparece com avaliações divididas, com 45% apontando erro e 40% acerto.

A retirada de empresas públicas, como os Correios, do programa de privatização também apresenta divisão, com 51% considerando erro e 43% acerto. A pesquisa ouviu 5.028 brasileiros adultos entre os dias 18 e 23 de março, com recrutamento digital aleatório, margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.

PESQUISA ATLAS/BLOOMBERG

9 entre 15 medidas do governo são considerados acertos para maioria dos brasileiros. Os destaques são a gratuidade de remédios do Farmácia Popular (84%), Desenrola (75%) e isenção de IR (74%). Já a taxa das blusinhas é vista como o pior erro, para 62%. pic.twitter.com/e8DwUrQLpI

— AtlasIntel BR (@atlaspolitico) March 26, 2026

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Crise do petróleo aumenta pressão por reestatização da BR Distribuidora

As consequências dos ataques ao Irã por Estados Unidos e Israel trouxeram à tona o papel regulador que a BR Distribuidora cumpria no país. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a Vibra – novo nome da distribuidora, privatizada em 2019 – aumentou o custo do diesel 35 vezes mais que o impacto real nos preços do combustível de fevereiro para março. “Isso evidencia o que a gente sempre dizia, quando fazia a luta contra a privatização, que não ter uma distribuidora estatal não aumenta a concorrência, pelo contrário, ela piora a concorrência porque, quando a gente tinha a BR Distribuidora estatal, existia uma regulação de mercado via concorrência da distribuidora estatal”, afirma Miriam Cabreira, presidenta do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro-RS).

Denúncias como essa aumentam a pressão da sociedade civil e de parlamentares por uma reestatização da BR Distribuidora. Há, no entanto, cláusulas no contrato da Vibra com a Petrobras que dificultam a operação. “Uma das cláusulas é que a Petrobras não poderia entrar como concorrente na distribuição, isso dificulta a Petrobras de comprar outra distribuidora. A Ipiranga está à venda. Se a Petrobras quisesse comprar a Ipiranga teria que ir para a disputa judicial ou passar alguma lei no Congresso”, relata a presidenta do Sindipetro-RS.

Outro ponto do contrato determina que, caso a Petrobras queira comprar ações da própria Vibra, isso deve ser feito por um instrumento chamado oferta pública de ações. De acordo com Miriam Cabreira, essa oferta pública tornaria muito mais caro o valor de recompra do que o que a Petrobras obteve com a venda. Ainda assim, a sindicalista afirma que existem alternativas. “É possível a gente fazer disputa sobre projetos de lei para poder contornar esses problemas criados na privatização, que, inclusive, a gente considera criminosos, porque estão trazendo prejuízos para a população”, aponta.

Pensando nessas cláusulas, a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) protocolou um projeto de lei que institui o Regime Emergencial de Reestatização e Garantia da Soberania Energética. “O Regime Emergencial enfrenta exatamente essa distorção. O projeto estabelece que cláusulas contratuais que bloqueiem a atuação da União ou de suas empresas deixam de produzir efeitos quando entram em conflito com a segurança energética e o abastecimento nacional”, afirma Melchionna.

A parlamentar explica que o projeto estabelece instrumentos objetivos para a reestatização imediata, como a imissão provisória na posse, o que permitiria ao Estado assumir imediatamente a operação, enquanto o valor da indenização é discutido na Justiça. “Contrato privado não pode funcionar como cadeado que impede o Estado de garantir o abastecimento de combustível de um país inteiro”, defende. Além da iniciativa de Melchionna, o líder do Governo na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), recolhe assinaturas para criar a Frente Parlamentar pela Reestatização da BR Distribuidora.

Em paralelo a isso, aumentos acima dos praticados pela Petrobras têm ocorrido também antes da distribuição, nas refinarias que foram privatizadas. “A Petrobras, hoje, é responsável por cerca de 70% do mercado porque foram privatizadas três refinarias no Governo Bolsonaro. Então, a Petrobras consegue fazer uma política de estabilidade dos preços, mas não consegue mais fazer uma política de blindagem dos preços”, relata Miriam Cabreira.

Enquanto a Petrobras elevou em 11,6% o diesel em março, a refinaria privada de Mataripe, na Bahia, subiu o combustível em 71,3%. Na última terça-feira (24), a Petrobras reafirmou o interesse em recomprar a refinaria, privatizada em 2021, durante o governo Jair Bolsonaro. A confirmação foi feita por meio de um ofício à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

‘Indícios de desabastecimento forçado precisam ser investigados’

De acordo com a Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), 166 municípios relatavam desabastecimento de diesel até esta quarta-feira (25). No entanto, a produção do combustível na Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) aumentou desde o início do conflito no Oriente Médio. “Todo o volume contratado das distribuidoras com a Petrobras foi vendido pelo preço combinado, pelo preço de antes. Inclusive, a Refap ainda teve condições de elevar a carga da refinaria e fazer um leilão de 20 mil m³ de diesel s-500. A Petrobras em nenhum momento descumpriu contrato. Então, como é que de repente falta? Como é que do nada eles sobem os preços? Não tem como saber, porque a gente não tem os dados. A gente não sabe o que aconteceu com as distribuidoras. Então, isso as distribuidoras têm que responder”.

A deputada Fernanda Melchionna cobra investigação sobre os fatos. “Os trabalhadores da Refap relatam que a refinaria segue produzindo normalmente e até aumentou a produção nos últimos dias. “Alguém no meio da cadeia está segurando esse combustível ou manipulando a logística para pressionar preços ou criar escassez artificial. O que está acontecendo com o diesel no Rio Grande do Sul é grave: há indícios de desabastecimento forçado e especulação de preços. Isso precisa ser investigado com rigor. Combustível não pode virar refém de quem lucra com o caos”.

Em audiência pública solicitada pelo deputado estadual Miguel Rossetto (PT) e realizada nesta quarta, na Comissão de Economia da Assembleia Legislativa, o Sindicato Intermunicipal de Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes do RS (Sulpetro) relatou as dificuldades que os postos têm tido de obter o combustível. De acordo com o assessor jurídico da entidade, as distribuidoras estariam carregando quantidades menores de combustíveis a cada frete e limitando a entrega aos postos com os quais já tinham contrato e, portanto, obrigação de fornecer produto. Tudo isto em um período do ano em que o agronegócio tem maior demanda por combustível.

Também na audiência, o superintendente de Distribuição e Logística da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Diogo Valério, ressaltou que não há falta de produto e que o que gerou um pico de demanda foi a incerteza sobre o preço. Segundo ele, a ANP reforçou a fiscalização para coibir práticas abusivas.

Em nota conjunta divulgada na última segunda-feira (23), seis entidades dos setores de refino, importação e distribuição de combustíveis ressaltam que “parte relevante do abastecimento nacional também vem de refinarias privadas e de importadores, os quais, diferentemente da Petrobras, não atuam na extração de petróleo no Brasil e praticam preços (…) de acordo com as referências internacionais. As oscilações no valor do petróleo e dos derivados tendem, portanto, a se refletir em toda a cadeia, ainda que de forma não uniforme e como resultado não de um único fator, mas da combinação de diversas variáveis (e.g. econômicas, tributárias e logísticas)”, afirmam. As entidades, embora elogiem a medida do Governo Federal de reduzir a zero a alíquota de PIS/Cofins sobre o diesel, cobram “a adoção de providências, com a maior brevidade possível, de modo a evitar o agravamento dos riscos de desabastecimento nacional” e afirmam que estão “à disposição para contribuir, de forma institucional e técnica, com o diálogo junto às autoridades e à sociedade sobre medidas que preservem o abastecimento nacional, a segurança energética e o regular funcionamento do mercado”.

Com informações da Agência Brasil

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Lula diz que governo apresentará solução para famílias endividadas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta quinta-feira (26), ter demandado ao novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que apresente soluções para o endividamento das famílias brasileiras. Segundo o presidente, essa solução precisa vir acompanhada de campanhas voltadas à educação financeira das pessoas, para que melhor planejem seus orçamentos. Leia em TVT News.

Em visita à unidade industrial da montadora Caoa, em Anápolis (GO), Lula disse que, apesar de a economia do país estar bem, há ainda um problema a ser resolvido: “temos a sociedade brasileira um pouco endividada”.

De acordo com o presidente, algumas dívidas podem ser consideradas boas, como é o caso das que são adquiridas para a formação de patrimônio, como imóveis; ou que garantam qualidade de vida, como a aquisição de automóveis ou aparelhos domésticos.

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O problema, segundo ele, é quando a dívida ou a prestação ficam maiores do que o que sobra de dinheiro no final do mês.

“Aí, a gente fica zangado e culpa quem? Culpa o governo. O mundo é assim. A gente culpa o governo por tudo que dá errado. Eu sei que, na cabeça das pessoas, funciona assim”, disse o presidente.

“Por isso, eu pedi ao ministro da Fazenda para a gente resolver o problema da dívida das pessoas”, acrescentou.

Busca por uma solução

Lula disse não querer que as pessoas deixem de se endividar “para ter uma coisa nova da vida”.

“O que nós queremos é ver como é que a gente faz para facilitar o pagamento daquilo que as pessoas devem, e como é que a gente pode começar a ensinar as pessoas a administrar o salário”, disse, ao falar também sobre os riscos de comprometer o orçamento futuro por meio do uso exagerado do cartão de crédito.

“Por isso o Dario Durigan está com a função de apresentar essa solução”, acrescentou.

Momento raro

Durigan assumiu o cargo de ministro da Fazenda após a saída de Fernando Haddad, que vai disputar as próximas eleições. Segundo o novo ministro, o país passa por um “momento raro”.

“Não é senso comum nem algo básico que um país cresça e se desenvolva gerando emprego; que tire as pessoas do Mapa da Fome e, ao mesmo tempo, mantenha a inflação sob controle. Estamos vivendo um momento raro”, disse o ministro.

Ele lembrou que o atual governo foi o que mais fez concessões na área de infraestrutura; e o que mais apostou no desenvolvimento do país.

“Ao mesmo tempo, foi o que mais passou recursos a estados e municípios. Isso também não é comum. É raro e mostra que nosso compromisso é com todos: com o meio ambiente, com o agronegócio, com a indústria, com a economia e com a democracia. Mais que tudo isso, nosso compromisso é para que o nosso povo viva com qualidade de vida.”

Produtividade e inovação

Segundo ele, um dos desafios a ser enfrentado pelo ministério é aumentar a produtividade e a inovação no país. Algo que, na avaliação do governo, abrange uma melhor formação de trabalhadores e, também, a redução da escala 6 por 1, que dará, aos brasileiros, o direito a folgar dois dias por semana.

Ainda nesse contexto, ele destacou os benefícios que a reforma tributária trarão para a produção no país, uma vez que dará mais eficiência e racionalidade ao pagamento de tributos.

“No ano que vem, vamos ganhar — e muito — em racionalidade, eficiência e celeridade na nossa economia. Isso aumenta a produtividade, com cada um de nós trabalhando melhor. Não necessariamente mais tempo, mas, no tempo de trabalho que a gente tem, com a gente entregando todo o nosso potencial”, argumentou.

Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

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FUP defende transição energética com empregos e fortalecimento das estatais

No seminário internacional “Energia, Integração e Soberania – uma plataforma para o Brasil”, realizado pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) defendeu que a transição energética no país não pode repetir modelos excludentes e precisa ser usada como alavanca para reindustrialização, geração de empregos de qualidade e fortalecimento das empresas estatais. Confira mais em TVT News

A posição foi apresentada pelo coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, durante o painel “Relações de Trabalho, Digitalização e Transição Justa”, que reuniu também Adriana Marcolino, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese); Fabiola Latino Antezano, da Central Única dos Trabalhadores (CUT); e Felipe Pateo, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com mediação de Lucas Pordeus, da Agência Brasil.

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Bacelar destacou que a transição energética está em disputa e que o Brasil precisa construir um caminho próprio, com soberania e inclusão social. Segundo ele, o processo deve estar articulado a uma política industrial de longo prazo, com investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação e protagonismo das estatais.

“A transição energética no Brasil exige um olhar atento às diferenças tecnológicas e às potencialidades regionais, sob pena de reproduzir desigualdades e comprometer sua eficácia. Em um país de dimensões continentais, não há solução única – as rotas tecnológicas precisam dialogar com as vocações locais.”, afirmou o dirigente, lembrando que cabe ao Estado coordenar esse processo, articulando inovação tecnológica com desenvolvimento regional, garantindo que a transição não apenas reduza emissões de gases do efeito estufa, mas também gere emprego de qualidade, renda e soberania, respeitando as realidades distintas de cada território.

“É importante o Brasil aproveitar a oportunidade para internalizar esse desenvolvimento tecnológico gerado pela transição energética. Que seja um processo de industrialização nacional”, completa Bacelar.

A FUP também alertou para a necessidade de qualificação profissional, fortalecimento dos serviços públicos e combate à pobreza energética, além da ampliação da proteção social às comunidades mais impactadas pela crise climática.

Outro ponto central é o fortalecimento do diálogo social, com participação ativa dos trabalhadores e da sociedade na definição dos rumos da política energética.

O seminário, que acontece nos dias 25 e 26 de março, reúne especialistas, pesquisadores e representantes do setor público e do movimento sindical para debater os desafios da transição energética e seus impactos no desenvolvimento do país.

Via FUP

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FGTS eleva para R$ 13 mil limite de renda do Minha Casa, Minha Vida

Da Agência Brasil

Principal programa habitacional do país, o Minha Casa, Minha Vida (MCMV) atingirá mais mutuários neste ano. O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou nesta terça-feira (24) novas regras, com a ampliação dos limites de renda das famílias e dos valores máximos de financiamento de imóveis. As mudanças ainda dependem de publicação no Diário Oficial da União para entrarem em vigor.

Novas rendas

Os tetos de renda mensal foram atualizados em todas as faixas:

  • Faixa 1: de R$ 2.850 para R$ 3.200
  • Faixa 2: de R$ 4.700 para R$ 5.000
  • Faixa 3: de R$ 8.600 para R$ 9.600
  • Faixa 4: de R$ 12 mil para R$ 13 mil

Na Faixa 1, foi criada uma nova taxa de juros de 4,50% ao ano para famílias com renda entre R$ 2.850,01 e R$ 3.200, abaixo dos 4,75% anteriores.

Valores mais altos

Nas faixas 3 e 4, o limites de financiamento também foram ampliados:

  • Faixa 3: de R$ 350 mil para R$ 400 mil (+14%)
  • Faixa 4: de R$ 500 mil para R$ 600 mil (+20%)
Impactos

Segundo o governo, as mudanças devem ampliar o acesso ao programa:

  • 87,5 mil famílias com juros menores
  • 31,3 mil novas famílias na Faixa 3
  • 8,2 mil famílias incluídas na Faixa 4

A ampliação contará com recursos do Fundo Social, com cerca de R$ 31 bilhões destinados ao programa. A previsão é que esse reforço comece a ser usado no segundo semestre.

A equipe técnica estima impacto de:

  • R$ 500 milhões em subsídios;
  • R$ 3,6 bilhões em crédito habitacional.

O objetivo é facilitar o acesso à casa própria, especialmente para a classe média, diante dos juros elevados e da redução de recursos da poupança.

FGTS-Saúde

O conselho também aprovou a retomada do FGTS-Saúde, voltado a entidades filantrópicas que atendem ao Sistema Único de Saúde (SUS). As novas regras ampliam prazos:

  • Até 15 anos para reestruturação financeira de entidades
  • Até 20 anos para compra de equipamentos
  • Até 30 anos para crédito a obras de instalações de saúde

A proposta teve resistência de representantes do setor privado, que criticaram o uso de recursos do FGTS para reestruturação de instituições. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) votou contra.

O Conselho Curador também aprovou a inclusão de mutuários no Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (Pró-Transporte).

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Aprovação de Trump despenca para 36% após ataques ao Irã, revela pesquisa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Divulgação

A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu para 36%, o nível mais baixo desde seu retorno à Casa Branca. A pesquisa Reuters/Ipsos, realizada ao longo de quatro dias e publicada nesta quarta-feira (24), revelou que a queda no apoio popular ocorre em meio ao aumento dos preços dos combustíveis e à crescente desaprovação da guerra contra o Irã, que foi iniciada pelo governo del.

Em comparação com a pesquisa anterior, a aprovação passou de 40% para 36%. O levantamento associou essa piora à alta nos preços dos combustíveis, impulsionada pelos ataques coordenados entre os EUA e Israel ao Irã no final de fevereiro.

Com os preços da gasolina subindo, o eleitorado demonstrou insatisfação com a gestão do presidente, especialmente no que se refere ao custo de vida e ao impacto econômico da guerra.

A pesquisa também indicou que, apesar da queda na aprovação geral, Trump ainda mantém um forte apoio entre os eleitores republicanos, embora tenha perdido parte da confiança do partido, especialmente no tema da inflação.

A pesquisa destacou que apenas 25% dos entrevistados aprovam a forma como Trump está lidando com o custo de vida, um dos pontos centrais de sua campanha para a reeleição em 2024.

O dado é um reflexo do descontentamento crescente, com 34% dos eleitores republicanos desaprovando sua condução da economia e 20% expressando insatisfação com sua administração de questões relacionadas ao custo de vida.

Donald Trump anunciando o “tarifaço” em 2025. Foto: Divulgação

Esses números representam um aumento significativo em relação à pesquisa da semana anterior, que indicava uma desaprovação de 27%. Outro fator que contribuiu para a queda na popularidade de Trump foi a guerra no Irã. A pesquisa mostrou uma mudança significativa na opinião pública sobre os ataques dos EUA ao país.

A aprovação dos ataques caiu de 37% para 35%, enquanto a desaprovação subiu de 59% para 61%. A pesquisa feita após os primeiros ataques indicava uma maior indecisão entre os eleitores, mas, na pesquisa mais recente, a taxa de indecisão desapareceu, com 5% dos entrevistados se recusando a responder.

Apesar da queda na aprovação de Trump, os dados indicam que a desaceleração em sua popularidade não está afetando diretamente a corrida para as eleições de meio de mandato, que ocorrerão em novembro.

Segundo o levantamento, 38% dos eleitores registrados consideram os republicanos mais capazes de cuidar da economia, enquanto 34% apontaram os democratas como a melhor opção.

Isso sugere que, embora a aprovação do presidente esteja em declínio, os aliados republicanos ainda têm um apoio considerável entre os eleitores, especialmente nas questões econômicas. A pesquisa foi realizada online e entrevistou 1.272 adultos nos Estados Unidos, com uma margem de erro de 3 pontos percentuais.

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FGTS aprova aumento no teto de renda e financiamento do Minha Casa, Minha Vida

Residências do programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”. Foto: Divulgação

O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) aprovou, nesta terça-feira (24), modificações importantes no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com o objetivo de ampliar o acesso à casa própria para um maior número de famílias.

As alterações incluem a elevação do limite de renda das faixas de classificação e a ampliação dos valores máximos de financiamento de imóveis, com impacto direto na economia e no mercado imobiliário.

Com as mudanças, o limite de renda mensal da faixa 1 do MCMV passou de R$ 2.850 para R$ 3.200. A faixa 2 também teve reajuste, de R$ 4.700 para R$ 5.000, e a faixa 3, que agora apresenta limites de R$ 9.600, foi ajustada de R$ 8.600.

A faixa 4, voltada para a classe média, criou um aumento considerável, de R$ 12 mil para R$ 13 mil, com a expectativa de beneficiar um número expressivo de famílias. Além do aumento no teto de renda, o programa também contará com uma nova taxa de juros.

Para a faixa 1, a taxa de financiamento será de 4,50%, inferior aos 4,75% anteriores. Essa medida deve beneficiar cerca de 87,5 mil famílias que estavam acima do limite de renda anterior, mas ainda se enquadram no programa. A medida foi antecipada pelo ministro das Cidades, Jader Filho, durante entrevista à Folha de S. Paulo no final de janeiro.

O aumento nos valores dos imóveis também gerou impacto. Para a faixa 3, o limite de preço dos imóveis passou de R$ 350 mil para R$ 400 mil, com um reajuste de 14%. Já na faixa 4, houve um aumento mais expressivo de 20%, com os valores sendo elevados de R$ 500 mil para R$ 600 mil.

Essas mudanças visam permitir que mais famílias de classe média possam acessar o benefício do programa, principalmente diante da escassez de recursos e da alta nos juros. A ampliação da faixa 3 do programa permitirá a inclusão de 31,3 mil novas famílias no MCMV, enquanto na faixa 4 a expectativa é de que 8,2 mil famílias sejam beneficiadas.

As mudanças nas faixas 3 e 4 serão financiadas com recursos do Fundo Social, que atualmente conta com R$ 31 bilhões alocados para o programa. A previsão é que esses recursos comecem a ser utilizados no segundo semestre deste ano.

Imóveis em construção pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”. Foto: Divulgação

O Minha Casa, Minha Vida, que foi uma das principais vitórias da gestão petista, continua sendo uma das principais bandeiras de campanha em ano eleitoral. O governo federal, em uma tentativa de alavancar a compra de imóveis pela classe média, usou R$ 15 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal no ano passado para dar mais fôlego ao programa.

Esse esforço é visto como essencial para driblar a alta nos juros e a escassez de crédito, especialmente diante da crise econômica que o país atravessa. O programa também ganhou destaque com a introdução da faixa voltada para a classe média, que passou a ser vista como uma medida crucial para enfrentar a falta de acesso da população de renda média ao mercado imobiliário.

Além disso, o governo se comprometeu a utilizar recursos do FGTS para garantir condições acessíveis de financiamento à casa própria, com o objetivo de aquecer o setor. A aprovação das mudanças no MCMV, o Conselho Curador também aprovou a retomada do Programa FGTS-Saúde.

Esse programa permite que recursos do fundo sejam usados para financiar entidades filantrópicas de saúde que atuam de forma complementar ao SUS (Sistema Único de Saúde). A medida visa ampliar o apoio a hospitais filantrópicos, que representam uma parcela significativa da rede de atendimento à população, oferecendo mais de 190 mil leitos e cerca de 25% dos hospitais do Brasil.

A medida foi bem recebida por representantes do governo, como o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que destacou a importância das entidades filantrópicas para o SUS. Segundo ele “muitos territórios têm dependência imensa das filantrópicas, e temos que trabalhar para elas tenham condições de prestar bom serviço”. Contudo, a proposta gerou controvérsias, com representantes do setor privado, como a Confederação Nacional do Comércio (CNC), criticando a utilização do FGTS.

Por fim, o Conselho Curador também aprovou a inclusão de cooperativas como mutuárias do Programa Pró-Transporte, que visa financiar melhorias no transporte público urbano. Essa medida tem como objetivo atender áreas periféricas não atendidas por linhas principais e renovar a frota de veículos de transporte coletivo, proporcionando um sistema mais eficiente e acessível para a população.

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Imposto de Renda de Pessoa Física abre prazo na segunda-feira; veja as novidades

Da Agência Senado

A partir desta segunda-feira (23) os contribuintes já podem acertar as contas com o Leão: a Receita Federal abre o prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física 2026 — que considera os rendimentos recebidos ao longo de 2025.

O prazo se estende até as 23h59 do dia 29 de maio.

Quem perder o prazo estará sujeito a uma multa mínima de R$ 165,74 (que pode chegar a até 20% do imposto devido).

A Receita Federal espera receber neste ano cerca de 44 milhões de declarações.

Isenção para quem ganha até R$ 5 mil

Uma dúvida que pode surgir diz respeito à isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais, prevista na Lei 15.270, de 2025.

A isenção está em vigor desde janeiro deste ano, mas não tem efeito para a declaração de 2026.

Isso porque a declaração de 2026 se refere aos fatos ocorridos em 2025 — antes, portanto, de a nova lei começar a valer.

A lei

Além de ampliar a faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês, a Lei 15.270, de 2025, concede descontos para rendimentos de até R$ 7.350 mensais.

A norma também aumenta a tributação sobre as rendas mais altas.

Essa lei teve origem em um projeto,  o PL 1.087/2025, que foi aprovado pelo Senado em novembro e sancionado pelo presidente Lula no dia 26 daquele mesmo mês.

Quem é obrigado a declarar

Está obrigada a apresentar a declaração em 2026 a pessoa que, durante o ano de 2025:

  • recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00;
  • recebeu rendimentos isentos ou não tributáveis acima de R$ 200 mil;
  • teve ganho de capital ou realizou operações em bolsa acima de R$ 40 mil;
  • obteve receita bruta com atividade rural acima de R$ 177.920,00;
  • possuía bens e direitos avaliados acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025;
  • passou a residir no Brasil em 2025;
  • possui trust ou bens no exterior;
  • teve ganhos com apostas de quota fixa acima de R$ 28.467,20;
  • teve rendimentos no exterior ou deseja atualizar bens no exterior.
Como declarar

Para entregar a declaração, os contribuintes têm três opções (que já estão disponíveis; confira os links a seguir):

  1. Programa Gerador da Declaração (PGD). É a forma tradicional, que é realizada por meio de programa a ser instalado no computador. É indicada para quem prefere preencher com calma.
  2. Meu Imposto de Renda. Permite preencher e enviar a declaração diretamente pelo navegador, sem a necessidade de instalação de qualquer programa.
  3. Aplicativo da Receita Federal. Disponível para celulares e tablets com Android (Google Play) e iOS (App Store), é a opção para quem quer declarar por meio de um dispositivo móvel.

Quem tiver imposto a pagar pode parcelar o saldo em até oito cotas mensais, desde que nenhuma cota seja inferior a R$ 50 e que o total devido não seja inferior a R$ 100 (se for, o pagamento deve ser feito em cota única). O débito automático também está disponível.

Restituições

Neste ano, as restituições serão pagas em quatro lotes (no ano passado, foram cinco). O calendário é o seguinte:

  • 1º lote: 29 de maio
  • 2º lote: 30 de junho
  • 3º lote: 31 de julho
  • 4º lote: 28 de agosto

A ordem de prioridade para recebimento é a mesma do ano passado:

  • contribuintes com 80 anos ou mais;
  • contribuintes de 60 a 79 anos;
  • portadores de deficiência física, mental ou doença grave;
  • contribuintes cujo magistério é a principal fonte de renda;
  • contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida e optaram por receber via Pix (combinando as duas condições para o maior benefício).
Outras novidades
  • Cashback via Pix para trabalhadores de baixa renda

A principal novidade deste ano é o cashback do Imposto de Renda — que é uma forma de restituição automática. O mecanismo beneficia trabalhadores que ganham até cerca de dois salários-mínimos e que, por alguma razão, tiveram o imposto retido em algum mês de 2025, mas que, na média anual, estariam na faixa de isenção. Por não serem obrigados a declarar, muitos nem sequer sabiam que tinham direito à restituição.

A Receita Federal informou que vai identificar esses contribuintes e depositar automaticamente os valores devidos no dia 15 de julho, por meio de chave Pix cadastrada com o CPF. Ao todo, R$ 500 milhões serão devolvidos a cerca de quatro milhões de contribuintes. O valor máximo de restituição por pessoa é de R$ 1 mil, e a média é de R$ 125.

Para ter direito a esse benefício, o contribuinte precisa ter CPF regular, baixo risco fiscal e chave Pix vinculada ao CPF. É possível solicitar o cancelamento do benefício ou retificar a declaração (caso o contribuinte queira incluir deduções legais).

  • Despesas com saúde

Esta será a primeira declaração que abrange um ano inteiro de funcionamento do Receita Saúde (sistema de emissão de recibos eletrônicos de serviços de saúde que substituiu os comprovantes em papel).

Com isso, praticamente todas as despesas médicas de 2025 devem estar disponíveis na declaração pré-preenchida, reduzindo erros e a chance de o contribuinte cair na malha fina.

A Receita Federal estima uma redução de 25% nas inconsistências relacionadas a despesas médicas.

  • Ganhos com bets

Quem apostou em plataformas de apostas esportivas de quota fixa (as chamadas bets) em 2025 e teve ganhos acima de R$ 28.467,20 ao longo do ano precisa informar esses rendimentos na declaração.

Também devem ser declarados os saldos que estavam depositados nessas plataformas em 31 de dezembro de 2025. A Receita Federal criou, na declaração deste ano, um campo específico para esse tipo de rendimento.

  • Nome social, raça e cor

Pela primeira vez, a declaração permitirá ao contribuinte informar o nome social. Haverá também um campo opcional para declarar raça e cor (tanto do titular quanto dos dependentes).

  • Declaração pré-preenchida

A partir desta segunda-feira (23), as informações da declaração pré-preenchida já estarão disponíveis para os contribuintes. O sistema passa a emitir alertas automáticos (como despesa médica muito acima do esperado ou ausência de chave Pix cadastrada no CPF), permitindo correções antes do envio.

Uma outra novidade é que os contribuintes que operam no mercado de renda variável agora também podem usar a declaração pré-preenchida — o que antes não era permitido.

Além disso, o sistema passou a incluir informações do eSocial (para quem tem empregado doméstico), DARFs de pagamento e dados completos do núcleo familiar.

Para acessar a declaração pré-preenchida, é necessário ter conta gov.br nos níveis ouro ou prata.

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Governo Trump suspende sanções contra petróleo iraniano por 30 dias para tentar conter preços

Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: reprodução

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (20) uma isenção de sanções por 30 dias para a compra de petróleo do Irã no mar. A medida, divulgada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, busca aliviar a pressão no fornecimento global de energia em meio à guerra envolvendo EUA, Israel e Irã.

Segundo o Departamento do Tesouro, a licença permite a comercialização de petróleo bruto iraniano e derivados embarcados entre 20 de março e 19 de abril. Esta é a terceira flexibilização de sanções em cerca de duas semanas, após medidas semelhantes envolvendo também o petróleo russo.

Barris de petróleo para exportação. Foto: reprodução

De acordo com Bessent, a liberação deve colocar cerca de 140 milhões de barris no mercado internacional, ampliando a oferta e reduzindo pressões nos preços. “Ao desbloquear temporariamente esse suprimento existente para o mundo, os Estados Unidos […] ajudam a aliviar as pressões temporárias sobre o suprimento”, afirmou.

O secretário destacou ainda o caráter estratégico da decisão. “Em essência, estaremos usando os barris iranianos contra Teerã para manter o preço baixo enquanto continuamos a operação Fúria Épica”, disse.

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Lula quer recomprar refinaria privatizada por Bolsonaro e libera R$ 9 bi à Petrobras

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita às instalações da Regap, no Distrito Industrial Paulo Camilo Sul. Betim
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita às instalações da Regap, no Distrito Industrial Paulo Camilo Sul. Betim – Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (20), em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, que o governo federal pretende recomprar a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, privatizada em 2021 durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi feita durante agenda na Refinaria Gabriel Passos (Regap), onde também foi anunciado um pacote de R$ 9 bilhões em investimentos da Petrobras.

Durante o evento, Lula disse que a gestão federal pretende retomar o controle da unidade baiana, vendida por US$ 1,65 bilhão. “Nós fazemos as coisas que precisam ser feitas. Eles venderam a refinaria da Bahia, nós vamos comprar a refinaria da Bahia, pode demorar um pouco, mas nós vamos comprar”, declarou o presidente. Segundo ele, a medida integra a estratégia de ampliar a capacidade de refino no país e reduzir a dependência de derivados importados.

A RLAM é uma das principais unidades do sistema de refino nacional e atende parcela relevante do mercado do Nordeste. No mesmo discurso, Lula também afirmou que o governo pretende ampliar as pesquisas em reservas de petróleo. Ao comentar a política energética da gestão anterior, disse que o atual governo seguirá investindo em produção interna e em medidas consideradas estratégicas para o abastecimento nacional.

Diesel R. Um combustível com conteúdo renovável, como o óleo de soja, que está sendo produzido na refinaria da Petrobras em Betim (MG). Além de reduzir o impacto ambiental, ele beneficia cooperativas de catadores, gerando emprego e renda para as famílias que trabalham com a… pic.twitter.com/C07DNTLx2V

— Lula (@LulaOficial) March 20, 2026

Lula ainda anunciou que a Petrobras deverá criar uma política de estoques de combustíveis, ao lado da presidente da estatal, Magda Chambriard. A proposta, segundo ele, tem como objetivo permitir resposta em momentos de crise e de pressão internacional sobre os preços. O presidente afirmou que a medida exige tempo e tem custo elevado, mas será tratada como ponto estratégico para o país.

Ao defender a formação de estoques, Lula relacionou a iniciativa ao cenário internacional e às oscilações do mercado de energia. “Isso não é rápido, leva tempo. Mas é estratégico que a Petrobras e o governo precisam pensar, para não ser vítima do que está acontecendo hoje”, afirmou. Em seguida, acrescentou que o Brasil precisa ter instrumentos para reagir a movimentos especulativos e conter impactos no preço dos combustíveis.

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Download IRPF 2026: Receita Federal libera programa para declaração do imposto; confira como baixar

A Receita federal antecipa liberação do programa do IRPF 2026 para download. Leia em TVT News como faezer o dowload do imposto de renda 2026.

Download do Imposto de Renda 2026

A Receita Federal antecipou a liberação do Programa Gerador da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (PGD IRPF 2026), permitindo que contribuintes iniciem o preenchimento antes do prazo inicialmente previsto.

O download do programa do IRPF estava programada para ocorrer nesta sexta-feira (20), às 8h, mas foi liberada ainda na quinta-feira (19), por volta das 18h, após a conclusão antecipada dos testes finais e validação das versões para diferentes plataformas.

Contribuinte pode preencher a declaração do IR

Com a medida, os contribuintes já podem baixar o programa e começar a organizar as informações necessárias para a declaração do Imposto de Renda.

Segundo a área técnica da Receita, a antecipação foi possível graças a melhorias nos processos internos e à integração entre as equipes responsáveis pelo desenvolvimento e validação do sistema.

O objetivo, de acordo com o órgão, é oferecer um serviço mais ágil, estável e acessível ao cidadão.

Calendário do imposto de renda

  • Início: 23 de março de 2026.
  • Fim: 29 de maio de 2026.
  • Quem deve declarar: Rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00.
  • Multa por atraso: Mínimo de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.
  • Restituições: Pagas em quatro lotes (maio a agosto de 2026)

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Deve declarar IR quem recebeu rendimentos superiores a R$ 35.584 em 2025. Foto: Arte/Agência Brasil

Apesar da liberação antecipada do programa, o calendário oficial de entrega das declarações permanece inalterado. O envio começa no dia 23 de março.

O prazo final para a entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 (ano-base 2025) é 29 de maio de 2026.

A possibilidade de preenchimento prévio pode beneficiar especialmente contribuintes que não utilizam a declaração pré-preenchida e desejam reunir documentos com mais calma.

Restituição do imposto de renda

A Receita também destaca que iniciar o preenchimento com antecedência pode ajudar quem busca receber a restituição nos primeiros lotes, já que a ordem de envio é um dos critérios considerados.

O programa já está disponível para download no site oficial da Receita Federal.

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Aposentados e pensionistas receberão o 13° do INSS mais cedo em 2026 após decisão de Lula

Sede da Previdência Social. Foto: reprodução

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antecipou o pagamento do 13º salário para aposentados, pensionistas e demais beneficiários do INSS em 2026. O decreto foi publicado na quinta-feira (19) em edição extra do Diário Oficial da União e prevê o repasse do abono anual em duas parcelas, com impacto direto na renda de milhões de brasileiros e na economia do país.

A medida contempla segurados e dependentes que receberam, ao longo do ano, benefícios como aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, salário-maternidade ou auxílio-reclusão. Ao todo, cerca de 35,2 milhões de benefícios terão o 13º antecipado, conforme o Decreto nº 12.884.

O pagamento será feito em duas etapas. A primeira parcela, equivalente a 50% do valor do benefício, será depositada junto ao pagamento de abril, entre os dias 24 de abril e 8 de maio. Já a segunda parcela, correspondente ao restante do abono, será paga entre 25 de maio e 8 de junho. O calendário segue o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador.

De acordo com o Ministério da Previdência Social, a antecipação vai injetar cerca de R$ 78,2 bilhões na economia brasileira, sendo aproximadamente R$ 39 bilhões em cada parcela. O objetivo, segundo a pasta, é reforçar a renda dos beneficiários e estimular o consumo nos municípios.

Aplicativo do INSS. Foto: reprodução

O decreto também estabelece regras para casos em que o benefício seja encerrado antes do fim do ano. Nessa hipótese, o valor do 13º será calculado proporcionalmente ao período em que o segurado recebeu o benefício. O texto ainda prevê ajuste de contas caso haja diferença entre o valor antecipado e o efetivamente devido.

Dados da folha de pagamento indicam que a maioria dos beneficiários do INSS recebe até um salário mínimo. São cerca de 23,3 milhões de benefícios nessa faixa, o que representa 66,2% do total. Outros 11,9 milhões recebem acima do piso nacional, incluindo cerca de 13,7 mil que atingem o teto da Previdência, atualmente em R$ 8.475,55.

Por outro lado, nem todos os beneficiários terão direito ao 13º. Ficam de fora os que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos com mais de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda, além dos beneficiários de Renda Mensal Vitalícia.

Tradicionalmente pago no segundo semestre, entre agosto e novembro, o abono anual foi antecipado neste ano como medida excepcional. A iniciativa alcança todos os estados e deve ter efeito relevante na economia local, especialmente em cidades que dependem fortemente da renda previdenciária.

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Lula questiona BC sobre corte da Selic: “esperava pelo menos 0,5%”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva contestou, nesta quinta-feira (19), o corte de 0,25 ponto percentual na Taxa Selic, juros básicos da economia. Apesar das tensões em torno da guerra no Oriente Médio, o Banco Central (BC) cortou os juros pela primeira vez em quase dois anos na reunião desta quarta-feira (18). Leia em TVT News.

“Estou triste, porque eu esperava que o nosso Banco Central baixasse o juro pelo menos em 0,5%. E baixou só em 0,25, dizendo que é por causa da guerra. Essa guerra até no nosso Banco Central? Não é possível”, disse o presidente Lula em evento do governo federal em São Paulo.

Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic de 15% ao ano para 14,75%. A decisão era esperada pelo mercado financeiro, de acordo com dados do boletim Focus, ainda que parte dos analistas apostasse em uma redução maior. Antes da escalada do conflito no Oriente Médio, a expectativa predominante era de um corte de 0,5 ponto.

“Nós estamos fazendo um sacrifício que vocês não têm noção. O sacrifício que nós estamos fazendo para fazer a economia crescer, para fazer a geração de emprego, para aumentar o salário das pessoas, vocês não têm noção”, acrescentou Lula, em referência aos impactos que a Selic em alta causa na economia, como a desaceleração da atividade econômica.

Em 15% ao ano, a Selic estava no maior nível desde julho de 2006, quando era de 15,25% ao ano. De setembro de 2024 a junho de 2025, a taxa foi elevada sete vezes seguidas, mas não foi alterada nas quatro reuniões seguintes.

Na ata da reunião de janeiro, o Copom afirmou que iniciaria um ciclo de corte nos juros na reunião desta semana, mas o comunicado divulgado na quarta-feira (18) trouxe mais cautela diante do aumento das incertezas provocado pelo conflito no Oriente Médio. O BC não descartou rever o ciclo de baixa, caso seja necessário.

A taxa básica de juros serve de referência para as demais taxas da economia e é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. A previsão do mercado é que a Selic encerre 2026 em 12,25% ao ano.

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Inflação

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acelerou para 0,7% em fevereiro, pressionada por gastos com educação. No entanto, o acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024.

Segundo o último boletim Focus, a estimativa de inflação para 2026 subiu de 3,8% para 4,1%, por causa do conflito no Oriente Médio.

Isso representa inflação pouco abaixo do teto da meta contínua estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3%, podendo chegar a 4,5%, com o intervalo de tolerância de 1,5 ponto.

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

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Receita encurta prazo para entregar declaração do imposto de renda 2026

Da Agência Brasil

Os 44 milhões de contribuintes obrigados a apresentar a Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física neste ano (IRPF 2026) terão um prazo menor do que o habitual para enviar a declaração à Receita Federal. A entrega do documento começará mais tarde neste ano, às 8h de 23 de março, e o prazo se encerrará às 23h59m59s de 29 de maio.

As datas estão na instrução normativa publicada nesta segunda-feira (16) no Diário Oficial da União. Tradicionalmente, o prazo de entrega começa em 15 de março, ou no primeiro dia útil posterior, e vai até o último dia útil de maio.

Em 2026, os contribuintes terão pouco mais de dois meses para prestar contas ao Fisco, contra o prazo habitual de dois meses e meio.

Com o adiamento do início do prazo, o programa gerador da declaração só será liberado na próxima sexta-feira (20), às 8h, para download e preenchimento, mas sem transmissão.

Quem perder o prazo estará sujeito a multa de 1% ao mês sobre o imposto devido de 2025, mesmo que o tributo já tenha sido quitado. A penalidade tem valor mínimo de R$ 165,74 e pode chegar a 20% do imposto devido, segundo a Receita.

Quem deve declarar

Devem entregar a declaração os contribuintes que, em 2025, receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584, como salários, aposentadorias, pensões ou aluguéis.

Também entram na obrigatoriedade pessoas que tiveram rendimentos isentos ou tributados na fonte acima de R$ 200 mil, obtiveram ganho de capital na venda de bens, realizaram operações relevantes em bolsa ou possuíam bens e direitos acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025.

Produtores rurais com receita bruta superior a R$ 177.920 e contribuintes que passaram a residir no Brasil em 2025 também precisam declarar.

Limites atualizados

A Receita atualizou alguns valores que determinam a obrigatoriedade de entrega da declaração, acompanhando a mudança na tabela progressiva do imposto.

O limite de rendimentos tributáveis subiu de R$ 33.888 para R$ 35.584, enquanto o piso de receita bruta da atividade rural passou de R$ 169.440 para R$ 177.920.

Regras do exterior

O Fisco também detalhou regras relacionadas a investimentos fora do país. Além de quem recebeu rendimentos ou dividendos no exterior, passam a estar explicitamente incluídos contribuintes que desejam compensar prejuízos em aplicações internacionais.

As novas normas também reforçam a obrigatoriedade de declaração para titulares de trustestrangeiro e para proprietários de offshores transparentes, estruturas nas quais bens e obrigações no exterior são declarados diretamente pela pessoa física.

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Receita divulga datas de restituição de IR; 1º lote sai em 29 de maio

As restituições do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física, referente ao exercício de 2026, ano-calendário de 2025, serão pagas em quatro lotes, sendo o primeiro em 29 de maio. Leia em TVT News.

As informações foram publicadas nesta segunda-feira (16) pela Receita Federal por meio de ato declaratório no Diário Oficial da União.

Confira, a seguir, o calendário completo de pagamento de restituições:

  • primeiro lote em 29 de maio de 2026;
  • segundo lote em 30 de junho de 2026;
  • terceiro lote em 31 de julho de 2026;
  • quarto lote em 28 de agosto de 2026.

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De acordo com o texto, as restituições serão disponibilizadas ao contribuinte por ordem de entrega da declaração, com observância das seguintes prioridades:

  • contribuintes acima de 80 anos;
  • contribuintes de 60 a 79 anos;
  • contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave;
  • contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
  • contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix;
  • contribuintes que, exclusivamente, utilizarem a declaração pré-preenchida ou optarem por receber a restituição por meio do sistema de pagamento Pix.

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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Prazo para enviar declaração do IR começa na próxima segunda

O prazo para envio da Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF) de 2026 começa na próxima segunda-feira (23) e segue até o dia 29 de maio. Leia em TVT News.

As informações, referentes ao ano-calendário de 2025, foram publicadas nesta segunda-feira (16) pela Receita Federal por meio de instrução normativa no Diário Oficial da União.

De acordo com o texto, devem apresentar a declaração contribuintes residentes no Brasil que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584 em 2025. 

Também estão obrigadas a enviar a declaração pessoas que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil.

A obrigatoriedade também vale para investidores que fizeram operações de alienação em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas, cuja soma foi superior a R$ 40 mil ou que tiveram ganhos líquidos sujeitos à tributação.

No caso da atividade rural, devem declarar os contribuintes que registraram receita bruta superior a R$ 177.920. 

De acordo com o texto, a declaração deve ser elaborada, exclusivamente, por meio dos seguintes canais:

  • Programa Gerador da Declaração (PGD) relativo ao exercício de 2026, disponível para download no site da Secretaria Especial da Receita Federal;
  • serviço Meu Imposto de Renda, também disponível no site da secretaria e em aplicativo da secretaria para dispositivos móveis como tablets e smartphones.

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Tira-dúvidas

No ar desde 2023, a série Tira-Dúvidas do IR, da Radioagência Nacional, terá 22 episódios em 2026. Os áudios serão exibidos pela Rádio Nacional e estarão disponíveis na Radioagência Nacional e Agência Brasil. De hoje até o último dia da declaração, os veículos publicam episódios às segundas e sextas-feiras. 

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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Imposto de Renda terá restituição automática para pequenos contribuintes

Contribuintes que tiveram pequenos valores de Imposto de Renda (IR) retidos na fonte e não fizerem a declaração receberão automaticamente a restituição. A novidade foi anunciada nesta segunda-feira (16) pela Receita Federal durante o anúncio de regras da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026. Leia em TVT News.

Ainda como projeto-piloto, o chamado Lote Especial de Restituição Automática de 2025 – Cashback IRPF será pago em 15 de julho.

“Muita gente tem direito à restituição e nem sabe”, afirmou o Secretário Especial da Receita Federal do Brasil Robinson Barreirinhas.

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Segundo ele, se trata, por exemplo, de um trabalhador de renda menor, que é isento de fazer a declaração, mas que, por alguma razão teve uma retenção em um determinado mês por receber um pouco a mais da fonte pagadora.
 

“Mas ele não é obrigado a prestar declaração e nem lembra disso, e não recebe a restituição”, reforçou. “Então, temos um piloto este ano para começar a dar a restituição automaticamente”, acrescentou.

O prazo para entrega da declaração do IRPF 2026, ano-calendário de 2025, começa na próxima segunda-feira (23) e vai até 29 de maio.

Entre outros critérios, devem apresentar a declaração os contribuintes residentes no Brasil que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584 em 2025.

Sobre a nova faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês, apesar de a medida ter entrado em vigor em 1º de janeiro, a mudança não terá impacto na declaração entregue em 2026. Isso ocorre porque a declaração deste ano se refere aos rendimentos obtidos em 2025.

Assim, a nova faixa de isenção só terá efeito prático na declaração a ser apresentada em 2027. E estar isento do pagamento mensal do imposto não significa automaticamente estar dispensado de prestar contas ao Fisco, pois a obrigação de declarar depende também de outros critérios, como patrimônio, investimentos e operações financeiras.

Calendário

As restituições do IR serão pagas em quatro lotes, sendo o primeiro em 29 de maio.

Confira, a seguir, o calendário completo de pagamento de restituições:

  • primeiro lote em 29 de maio de 2026;
  • segundo lote em 30 de junho de 2026;
  • terceiro lote em 31 de julho de 2026;
  • quarto lote em 28 de agosto de 2026.

Tira-dúvidas

No ar desde 2023, a série Tira-Dúvidas do IR, da Radioagência Nacional, terá 22 episódios em 2026. Os áudios serão exibidos pela Rádio Nacional e estarão disponíveis na Radioagência Nacional e Agência Brasil. De hoje até o último dia da declaração, os veículos publicam episódios às segundas e sextas-feiras. 

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

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Prazo para enviar declaração do IR começa na próxima 2ª (23)

Da Agência Brasil

O prazo para envio da Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF) de 2026 começa na próxima segunda-feira (23) e segue até o dia 29 de maio.

As informações, referentes ao ano-calendário de 2025, foram publicadas nesta segunda-feira (16) pela Receita Federal por meio de instrução normativa no Diário Oficial da União.

De acordo com o texto, devem apresentar a declaração contribuintes residentes no Brasil que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584 em 2025. Também estão obrigadas a enviar a declaração pessoas que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil.

A obrigatoriedade também vale para investidores que fizeram operações de alienação em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas, cuja soma foi superior a R$ 40 mil ou que tiveram ganhos líquidos sujeitos à tributação.

No caso da atividade rural, devem declarar os contribuintes que registraram receita bruta superior a R$ 177.920.

De acordo com o texto, a declaração deve ser elaborada, exclusivamente, por meio dos seguintes canais:

  • Programa Gerador da Declaração (PGD) relativo ao exercício de 2026, disponível para download no site da Secretaria Especial da Receita Federal;
  • serviço Meu Imposto de Renda, também disponível no site da secretaria e em aplicativo da secretaria para dispositivos móveis como tablets e smartphones.
Restituições começam em maio

As restituições do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física, referente ao exercício de 2026, ano-calendário de 2025, serão pagas em quatro lotes, sendo o primeiro em 29 de maio.

As informações foram publicadas nesta segunda-feira (16) pela Receita Federal por meio de ato declaratório no Diário Oficial da União.

Confira, a seguir, o calendário completo de pagamento de restituições:

  • primeiro lote em 29 de maio de 2026;
  • segundo lote em 30 de junho de 2026;
  • terceiro lote em 31 de julho de 2026;
  • quarto lote em 28 de agosto de 2026.

De acordo com o texto, as restituições serão disponibilizadas ao contribuinte por ordem de entrega da declaração, com observância das seguintes prioridades:

  • contribuintes acima de 80 anos;
  • contribuintes de 60 a 79 anos;
  • contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave;
  • contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
  • contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix;
  • contribuintes que, exclusivamente, utilizarem a declaração pré-preenchida ou optarem por receber a restituição por meio do sistema de pagamento Pix.

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Privatização da BR Distribuidora prejudica consumidor em momento de crise

Da Agência Brasil

Especialistas e entidades do setor de petróleo apontam que os aumentos abusivos nos preços dos combustíveis pelas distribuidoras – em São Paulo, há relatos de postos vendendo o litro de gasolina a R$ 9 – não se devem apenas à instabilidade no cenário internacional.

Para analistas, a privatização da BR Distribuidora eliminou o controle estratégico do Estado sobre a cadeia de fornecimento, deixando o mercado à mercê de reajustes abusivos que ignoram os valores praticados nas refinarias. Sem a estrutura verticalizada que ia “do poço ao posto”, o Brasil perdeu a ferramenta institucional necessária para frear a especulação em momentos de crise, avaliam especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

O alerta da venda de gasolina a R$ 9 “mesmo sem reajustes equivalentes nas refinarias” partiu de Ticiana Alvares, diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). Segundo nota publicada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), postos em São Paulo estão elevando preços de forma desproporcional, mesmo sem aumentos por parte da Petrobras.

Para a FUP, o conflito no Oriente Médio — intensificado no final de fevereiro — tem servido de pretexto para que distribuidoras e revendedoras apliquem margens de lucro excessivas.

“As distribuidoras e revendedoras aumentaram os preços dos combustíveis. [O valor] chega na bomba para o consumidor final com acréscimo em torno de 40%”, calcula o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, em entrevista à Agência Brasil.

Política de preços diferenciada

Segundo Bacelar, a majoração de preços – que prejudica os consumidores e pode impactar na inflação – ocorre porque foram privatizadas as subsidiárias da Petrobras que atuavam na distribuição de combustíveis (BR Distribuidora e a Liquigás).

“Nós tínhamos uma Petrobras que era bem mais integrada e verticalizada do que é hoje. Era a antiga empresa do poço ao posto,” afirmou o sindicalista.

“Uma companhia petrolífera que faz exploração e produção de petróleo, e também transporte, refino, distribuição e comercialização dos derivados desse petróleo, consegue praticar política de preços diferenciada”, compara Bacelar – favorável à verticalização na Petrobras de todas etapas de fornecimento de petróleo.

A análise é compartilhada pela academia. Para Geraldo de Souza Ferreira, professor de Engenharia de Petróleo da Universidade Federal Fluminense (UFF), a retirada de uma empresa pública de um setor tão vital retira do Estado suas “ferramentas institucionais” de intervenção. “Quando se retira uma empresa pública de determinado setor da cadeia produtiva, o Estado deixa de ter ferramentas institucionais para fazer algum tipo de intervenção.”

Para Souza Ferreira, a atuação estatal no setor de petróleo é estratégica.

“O petróleo e seus derivados são importantes para segurança energética do país e para manutenção de várias outras atividades. Esses produtos são fundamentais para a sociedade. Então, tem que ter um certo nível de controle.”

O especialista ainda assinala que “uma empresa pública é orientada por sua função social. Já as empresas privadas são orientadas para o lucro, para o retorno financeiro.”

Na última quarta-feira (11), a empresa Vibra Energia S.A que comprou a BR Distribuidora anunciou lucro líquido de R$ 679 milhões em 2024. “Nossos resultados financeiros e operacionais comprovam a robustez e a capacidade de execução da companhia. Tivemos crescimento consistente de margens a cada trimestre do ano”, destacou Ernesto Pousada, CEO da Vibra, em comunicado da empresa.

Sem consulta ao Congresso

A Petrobras perdeu o controle da BR Distribuidora em julho de 2019, quando iniciou a privatização da antiga subsidiária. A privatização total foi concluída dois anos depois. Naquele período, sob o governo do então presidente Jair Bolsonaro, a diretoria da Petrobras defendia que a empresa deveria focar na produção e exploração de óleo e gás, e abrir mão da distribuição de combustível.

A venda das empresas subsidiárias da Petrobras foi feita sem consulta ao Congresso Nacional, de acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5624.

Conforme decisão da Corte, em caráter liminar de junho de 2019, “a alienação do controle acionário de empresas públicas e sociedades de economia mista exige autorização legislativa e licitação”, mas “a exigência de autorização legislativa, todavia, não se aplica à alienação do controle de suas subsidiárias e controladas. Nesse caso, a operação pode ser realizada sem a necessidade de licitação, desde que siga procedimentos que observem os princípios da administração pública inscritos no Artigo 37 da Constituição, respeitada, sempre, a exigência de necessária competitividade.”

Corte de tributos e pagamento de subvenções

Para conter aumento no preço dos combustíveis, o governo zerou as alíquotas de Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) sobre o diesel, e reduzindo o preço em cerca de R$ 0,32 por litro e editou a Medida Provisória nº 1.340 que autoriza a concessão de mais R$ 0,32 por litro como subvenção econômica para a comercialização de óleo diesel.

No total, são R$ 0,64 por litro cobrados a menos para diminuir o impacto no bolso do consumidor da variação do preço do petróleo no mercado.

O preço do diesel é formado pelo custo do produto junto à Petrobras (45,5% do preço médio na bomba do posto); tributo estadual (19%); custo de distribuição e revenda (17,2%); adição de biodiesel (13%). O peso da tributação da PIS/Cofins era de 5,2%.

Tendo em perspectiva o comportamento do mercado internacional de petróleo, o governo federal criou uma sala de monitoramento para acompanhar as condições do de comercialização de combustíveis fora e dentro do Brasil.

Na quinta-feira (12), o governo federal se reuniu com as empresas distribuidoras de combustível que sugeriram que a Petrobras amplie a importação de diesel para garantir abastecimento e estabilidade de preços no país.

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Preço do petróleo em alta, confira a cotação

Acompanhe como a Guerra no Oriente Médio interfere no preço do petróleo. Leia em TVT News

Preço do Petróleo Brent hoje

Qual o preço do petróleo

Cotação do dólar hoje

Confira a cotação do dólar

Carregando cotação do dólar…

Sexta, 13 de março: petróleo permanece estável ao redor de 100 dólares; Bolsas em queda

Os preços do barril de petróleo permaneciam estáveis nesta sexta-feira (13) em torno de 100 dólares, enquanto as Bolsas asiáticas e europeias registravam quedas, depois que o Irã prometeu atacar mais recursos petrolíferos no Oriente Médio.

Quinta, 12 de março: barril de Brent volta a superar US$ 100

O barril de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial de petróleo, voltou a superar a barreira dos 100 dólares, apesar da liberação, na véspera, de enormes reservas para evitar uma escassez mundial.

A Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou uma liberação recorde de reservas estratégicas de petróleo para estabilizar os mercados.

Redução drástica da produção de petróleo

Os países do Golfo reduziram a produção de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris diários diante do bloqueio do Estreito de Ormuz pela guerra no Oriente Médio, o que representa “a maior perturbação” de fornecimento da história, informou a Agência Internacional de Energia (AIE).

“Reduções importantes da oferta” foram registradas, em particular, no Iraque, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e na Arábia Saudita, todos alvo de ataques de represália do Irã.

Quarta, 11 de março: petróleo opera em alta e Bolsas asiáticas em queda com incerteza provocada pela guerra no Oriente Médio

Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira (11) e as Bolsas europeias e asiáticas registraram quedas, em um cenário de incerteza persistente provocada pela guerra no Oriente Médio.

“Os acontecimentos vinculados à guerra no Irã continuam acelerando e são muito difíceis de prever”, destacou Andreas Lipkow, analista da CMC Market.

Às 9h40 GMT (6h40 de Brasília), o barril de West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado americano, avançava 5,91%, a 88,38 dólares. O Brent do Mar do Norte, referência europeia, subia 5,05%, a 92,23 dólares.

Nas Bolsas de Valores, os principais índices europeus abriram o dia em terreno negativo: Paris recuava 0,63%, Frankfurt 1,15%, Londres 0,73%, Madri 0,71% e Milão 0,75%.

Na Ásia, Hong Kong perdeu 0,2% e Xangai 0,3%. Tóquio, por sua vez, fechou a sessão em alta de 1,4%.

O mercado se movimenta ao ritmo da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro com os bombardeios de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã e as posteriores represálias de Teerã contra vários países da região.

Na terça-feira, as Bolsas registraram altas expressivas e as cotações do petróleo caíram depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na segunda-feira que o conflito terminaria “em breve”.

Desde o início do conflito, os preços do petróleo operam em alta e se aproximaram dos 120 dólares por barril no início da semana, devido às perturbações no Estreito de Ormuz, por onde, em períodos normais, transita 20% da produção mundial.

Guerra no Oriente Médio, 11 de março: as últimas notícias sobre a guerra
Esta foto divulgada pela Marinha Real Tailandesa em 11 de março de 2026 mostra fumaça saindo do navio cargueiro tailandês ‘Mayuree Naree’ próximo ao Estreito de Ormuz após um ataque. Um navio cargueiro tailandês que navegava no Estreito de Ormuz foi atacado em 11 de março, e 20 tripulantes foram resgatados até o momento, informou a Marinha Tailandesa. (Foto: Divulgação / MARINHA REAL TAILANDESA / AFP) / -USO RESTRITO A FINS EDITORIAIS-

– Reservas estratégicas –

“O presidente Trump tentou acalmar os mercados, mas os investidores esperam agora evidências concretas e um retorno à calma no Estreito de Ormuz”, disse John Plassard, diretor de estratégia de investimentos no Cité Gestion Private Bank.

O cenário, no entanto, continua incerto: vários navios foram atacados com projéteis nas últimas horas.

O mercado também aguarda o anúncio da Agência Internacional de Energia (AIE), que, segundo o Wall Street Journal, planeja sua maior liberação de reservas de petróleo bruto para acalmar os mercados.

Os ministros de Energia do G7 afirmaram, em um comunicado conjunto, que estão “dispostos” a adotar “todas as medidas necessárias”, incluindo recorrer às reservas estratégicas, em coordenação com a AIE.

Os chefes de Estado e de Governo das sete economias mais industrializadas do planeta debaterão o tema à tarde.

A injeção de petróleo no mercado seria superior aos 182 milhões de barris que os países membros da AIE disponibilizaram ao mercado em 2022, após a invasão russa da Ucrânia, segundo o WSJ.

O planeta consome quase 100 milhões de barris de petróleo por dia. Os membros da AIE dispõem de “mais de 1,2 bilhão de barris em reservas públicas de emergência, além de cerca de 600 milhões de barris adicionais em reservas industriais”, segundo a agência.

No mercado cambial, o dólar permanecia estável (‑0,03%, a 1,1614 dólar por euro).

© Agence France-Presse

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Presidente do IBGE, Marcio Pochmann faz evento em SP, com transmissão no YouTube

O presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Marcio Pochmann, fará a aula magna da FESPSP (Escola de Sociologia e Política de São Paulo). Leia em TVT News.

Pochmann discute rumos do Brasil no século 21 em aula magna na FESPSP

A FESPSP (Escola de Sociologia e Política de São Paulo) recebe, na próxima segunda-feira (16/03), às 19h, o economista e presidente do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Marcio Pochmann, para a aula magna de abertura do ano letivo da pós-graduação. Com o tema “Como entender os rumos do Brasil no século XXI”, o evento ocorrerá no campus da Vila Buarque com transmissão ao vivo pelo Youtube @fespspcomunica.

Pochmann falará sobre perda de complexidade industrial, dependência da exportação de commodities e precarização do trabalho como alguns dos entraves da competividade do país na economia global digital.

Para Pochmann, o cenário internacional — marcado por crises como a do conflito no Oriente Médio e pelo deslocamento do dinamismo econômico para a Ásia — impõe ao Brasil a necessidade de uma visão estratégica disruptiva, a ponto de impulsionar o país na transição para a economia digital.

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Entre os principais obstáculos para vencer esse desafio, na visão do economista, destacam-se os processos de “desmodernização” da indústria nacional, resultando em perda de sua complexidade, e de “reprimarização” da economia, gerando dependência excessiva da exportação de commodities.

O especialista também identifica na precarização do trabalho — que diminui salários e desestimula a qualificação do trabalhador — um entrave à inserção brasileira no novo escopo tecnológico do mercado global.

Em sua análise, a superação desses gargalos depende da retomada de um projeto nacional de desenvolvimento focado em novas estruturas de produção e na integração sul-americana voltada para o Oceano Pacífico, consolidando a região como parceira comercial estratégica.

SERVIÇO

  • Evento: Aula Magna “Como entender os rumos do Brasil no século XXI”
  • Convidado: Marcio Pochmann (Presidente do IBGE)
  • Data: Segunda-feira, 16 de março, às 19h
  • Local: Auditório da FESPSP (Rua General Jardim, Vila Buarque)
  • Acesso: Aberto ao público (com certificado) e transmissão pelo canal @fespspcomunica no YouTube.

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Petrobras aprova adesão ao programa do governo para baratear diesel

Da Agência Brasil

A Petrobras informou, na noite dessa quinta-feira (12), que o Conselho de Administração da companhia aprovou a adesão à subvenção econômica à comercialização de óleo diesel. Isso significa que a Petrobras pode se voluntariar a receber o desconto de R$ 0,32 por litro do combustível, que será pago pelo governo federal.

A subvenção econômica está expressa na Medida Provisória 1.340, publicada pelo governo Lula também na quinta-feira. A iniciativa permite que o governo conceda essa ajuda aos produtores e importadores de diesel.

A iniciativa é um enfrentamento à alta do preço do petróleo no mercado internacional, causada pela guerra no Irã.

A contrapartida da adesão é repassar o desconto, ou seja, fazer com que o preço ao consumidor também seja reduzido, chegando às bombas.

Interesse da Petrobras

Em comunicado, a Petrobras informa que o programa tem caráter facultativo e que a adesão “é compatível com o interesse da companhia”.

A estatal condiciona a efetiva assinatura do termo de adesão à publicação e análise dos instrumentos regulatórios pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) relacionados ao preço de referência, necessários para a operacionalização da subvenção econômica.

A ANP, ligada ao Ministério de Minas e Energia (MME), é a agência reguladora da indústria do petróleo no país e determinará preços de referência, de forma que seja possível avaliar se os descontos estão chegando ao consumidor.

No comunicado, a Petrobras reforça que “mantém sua estratégia comercial, levando em consideração a participação no mercado, a otimização dos ativos de refino e a rentabilidade de maneira sustentável, evitando o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”.

Tributos zerados

Além da subvenção econômica, o governo anunciou outra medida para conter a alta no preço do diesel: foram zeradas as alíquotas dos dois tributos federais sobre a importação e comercialização do diesel, o PIS e a Cofins.

Nos cálculos do Ministério da Fazenda, a subvenção econômica e as alíquotas zeradas têm potencial de baixar em R$ 0,64 o preço do litro do diesel. As medidas foram anunciadas em caráter temporário, até dia 31 de dezembro.

Gargalo marítimo

A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã completa duas semanas nesta sexta-feira. Uma das formas de retaliação do Irã é o bloqueio do Estreito de Ormuz, ligação marítima entre os golfos Pérsico e de Omã, ao sul do Irã. Por lá, passam 20% da produção mundial de petróleo e gás.

O gargalo na região representa falta de oferta de petróleo no mercado internacional, o que eleva a cotação dos preços. Nesta sexta-feira, o contrato futuro do barril de petróleo Brent, preço de referência, está negociado perto de US$ 100 (equivalente a cerca de R$ 520).

Há duas semanas, a cotação beirava US$ 70, ou seja, em 15 dias subiu cerca de 40%. O Irã tem se mostrado desafiador e chegou a alertar o mundo para se preparar para o petróleo a US$ 200.

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Agronegócio: Trump inclui Brasil em investigação que pode gerar novas tarifas; entenda

Donald Trump anunciando o tarifaço em 2025. Foto: reprodução

O governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, abriu uma nova investigação comercial contra o Brasil por supostas práticas relacionadas ao uso de trabalho forçado na produção ou na importação de bens de terceiros países fabricados sob essas condições. O procedimento, conhecido como seção 301, foi anunciado pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e pode resultar na aplicação de tarifas comerciais contra o país.

Além do Brasil, outros 59 países também são alvo da investigação, entre eles Argentina, União Europeia, China, México e Indonésia. A iniciativa ocorre após a Suprema Corte dos Estados Unidos considerar ilegal o instrumento utilizado anteriormente pelo governo Trump para impor tarifas comerciais a mais de uma centena de países, a lei conhecida como IEEPA (Lei de Poderes Econômicos Emergenciais Internacionais).

Segundo o Uol, auxiliares do governo estadunidense indicam que a nova investigação busca garantir ao presidente flexibilidade para aplicar tarifas diferenciadas a países conforme interesses econômicos e geopolíticos de Washington. Trata-se da segunda investigação aberta contra o Brasil durante o atual mandato de Trump.

Na primeira apuração, iniciada após o anúncio de um tarifaço de 50% em julho, temas como desmatamento, violação de direitos autorais e até a concorrência no sistema de pagamentos digitais, incluindo questionamentos ao Pix, foram citados. Esse processo ainda não foi concluído e, até o momento, não resultou em medidas tarifárias.

Agora, um dos focos da nova investigação pode ser o agronegócio brasileiro. Durante a primeira investigação baseada na seção 301, representantes do setor agrícola dos Estados Unidos alegaram que produtores brasileiros teriam vantagem competitiva por utilizarem mão de obra forçada ou em condições análogas à escravidão.

O setor agropecuário brasileiro nega as acusações e ressalta que o Brasil é signatário de convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) voltadas à erradicação do trabalho forçado.

Funcionários do agro. Foto: reprodução

A atual investigação não se limita à produção direta com trabalho forçado. O foco também inclui a importação, por determinados países, de produtos fabricados sob essas condições em terceiros mercados. Essa abordagem explica por que países como a Noruega, sem histórico de problemas nesse campo, também aparecem na lista de investigados.

“Nos Estados Unidos, temos há cerca de cem anos uma lei que proíbe a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Há cerca de dez anos, o Congresso endureceu essa lei e, nos últimos sete ou oito anos, o governo americano a aplicou com bastante eficácia. Esperamos que outros parceiros comerciais adotem a mesma abordagem. Isso não tem a ver com as condições internas de países específicos”, afirmou o embaixador Jamieson Greer, chefe do USTR.

Greer acrescentou que a medida busca evitar distorções no comércio internacional. “por muito tempo, trabalhadores e empresas americanas foram forçados a competir com produtores estrangeiros que podem ter uma vantagem de custo artificial obtida com o flagelo do trabalho forçado”.

Segundo ele, sanções ou tarifas poderão ser aplicadas caso os Estados Unidos concluam que os países investigados não adotam medidas suficientes para combater esse tipo de prática. A expectativa do governo estadunidense é concluir o processo até o fim de julho, quando expiram as atuais tarifas emergenciais adotadas após a decisão da Suprema Corte.

Antes disso, o procedimento prevê consultas públicas e audiências de defesa, marcadas para ocorrer em 28 de abril.

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Oito em cada dez brasileiros de até 40 anos defendem fim da escala 6×1

Da Agência Brasil

Levantamento da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados mostra que 82% dos brasileiros de 16 a 40 anos são a favor do fim da escala 6×1, sem redução salarial. Na média geral, considerando todas as faixas etárias, 63% dos brasileiros defendem o fim da escala 6×1, independentemente da questão salarial.

O levantamento, divulgado nesta quinta-feira (12), entrevistou 2.021 pessoas com 16 anos ou mais, nas 27 unidades da federação, entre os dias 30 de janeiro e 5 de fevereiro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Faixas etárias

De acordo com a pesquisa, 31% dos jovens de 16 a 24 anos (Geração Z) são totalmente favoráveis ao fim da escala 6×1, independentemente de a medida ter ou não impacto o pagamento dos trabalhadores; 47% deles disseram que são favoráveis se a proposta não ocasionar diminuição salarial; e 4% são favoráveis sem ter opinião formada sobre a manutenção ou redução dos salários. No total, 82% dos entrevistados dessa faixa etária defenderam o fim do 6×1, se não houver alteração no salário.

Já 35% dos brasileiros entre 25 e 40 anos (millennials) são totalmente favoráveis ao fim do 6×1, independentemente de isso impactar ou não o pagamento dos trabalhadores. Segundo os dados, 42% são favoráveis se a medida aprovada não implicar redução salarial. Há ainda 5% que se dizem favoráveis, mas ainda sem ter opinião formada sobre a condicionante (manutenção ou redução dos salários). No total, 82% são favoráveis ao fim do 6×1, sem queda na remuneração.

A aprovação do fim da escala 6×1 cai para 62%, no entanto, entre os brasileiros de 41 a 59 e, para 48%, entre a população com mais de 60 anos.

CEO da Nexus, Marcelo Tokarski destaca que há um grupo relevante de pessoas que apoia o fim da escala 6×1, mesmo com a diminuição da remuneração. “Há um grupo menor, mas relevante, que apoia o fim da escala independentemente do impacto salarial, o que sugere uma mudança de valores em relação ao trabalho”, destaca.

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“Evitar que os efeitos das guerras cheguem ao povo brasileiro”, diz Lula

O Governo do Brasil anunciou nesta quinta-feira, 12 de março, um pacote emergencial para proteger a população brasileira da alta internacional do petróleo e reduzir a pressão sobre o preço do diesel no país. O pacote inclui zeragem das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, subvenção ao combustível, imposto regulatório sobre exportações de petróleo e novas regras para reforçar a fiscalização no mercado de combustíveis. Leia em TVT News.

“Eu estou com os meus ministros para anunciar medidas de proteção ao povo consumidor brasileiro. Medidas que vão fazer com que o governo brasileiro extinga a cobrança do PIS e do Cofins, que vão fazer com que a gente cobre imposto de exportação do petróleo para garantir subvenção para evitar o aumento do preço”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto. 

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As ações buscam mitigar os impactos do cenário internacional marcado pela forte volatilidade de preço do petróleo, decorrente do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã e das tensões no entorno do Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo.  

Ao editar essas medidas, o Governo do Brasil atua para evitar que a população brasileira, os caminhoneiros e os setores produtivos arquem sozinhos com o custo de uma crise externa. A iniciativa também busca conter pressões inflacionárias, especialmente sobre alimentos, fretes e bens essenciais que dependem diretamente do transporte rodoviário.

Medidas anunciadas por Lula

IMPOSTO ZERADO — Lula assinou o Decreto nº 12.875/2026, que zera as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, eliminando os únicos tributos federais cobrados sobre o combustível. O impacto estimado é de redução de R$ 0,32 por litro. “Estamos dizendo em alto e bom som que estamos fazendo um sacrifício enorme aqui, uma engenharia econômica, para evitar que os efeitos da irresponsabilidade das guerras cheguem ao povo brasileiro”, afirmou Lula.

SUBVENÇÃO — O presidente também assinou a Medida Provisória nº 1.340/2026, que prevê o pagamento de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores de diesel, que deverão repassar esse valor. Somadas, as medidas previstas no decreto e na MP têm o objetivo de gerar um alívio de R$ 0,64 por litro, para conter a pressão de custos ao longo da cadeia e criar condições para que esse efeito chegue à população nas bombas dos postos. 

“Nós vamos fazer tudo o que for possível e, quem sabe, esperar até a boa vontade dos governadores dos estados, que podem reduzir um pouco o ICMS também no preço do combustível, naquilo que for possível cada estado fazer, para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro. Não chegando ao bolso do caminhoneiro, não vai chegar ao prato de feijão, da salada de alface, da cebola e a comida que o povo mais come”, registrou o Lula.

MEDIDAS TEMPORÁRIAS — O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que as medidas têm caráter emergencial e não interferem na política de preços da Petrobras. “Essas são medidas temporárias, que têm a ver com o estado de guerra que nós estamos vivendo, sem previsibilidade de solução de curtíssimo prazo. Todos estamos trabalhando no sentido de reivindicar a paz, reivindicar que os organismos internacionais atuem no sentido de buscar a paz”, disse o ministro.

Segundo Haddad, o objetivo é reduzir o impacto do cenário externo sobre a economia brasileira. “Com essas medidas, o fortalecimento da ANP, da fiscalização e com as medidas econômicas tomadas, nós vamos conseguir lograr êxito em, tanto quanto possível, não permitir que os efeitos da guerra afetem o dia a dia do brasileiro, o dia a dia da brasileira”, completou Haddad.

IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO — A MP também prevê o Imposto de Exportação sobre o petróleo para aumentar o refino brasileiro e garantir o abastecimento interno. A renda excedente obtida em função do aumento de preço do petróleo no mercado internacional será compartilhada com a sociedade brasileira.

FISCALIZAÇÃO — A Medida Provisória amplia ainda instrumentos de atuação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para combater práticas lesivas ao consumidor, como o aumento abusivo de preços e a retenção especulativa de estoques com a finalidade de provocar escassez ou a venda do produto por valores mais altos.

TRANSPARÊNCIA — Outro decreto assinado pelo presidente determina que os postos de combustíveis adotem sinalização clara e visível ao consumidor, informando a redução dos tributos federais e do preço em função da subvenção. 

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que as medidas adotadas pelo governo vão fortalecer o monitoramento e a fiscalização do mercado de combustíveis no país. “Vamos criar condições para aperfeiçoar o trabalho de monitoramento e de fiscalização dos órgãos de controle brasileiros, dar mais ferramentas e instrumentos para a ANP poder acompanhar, monitorar a prática de preços no Brasil, e também dar mais instrumentos para os órgãos de defesa do consumidor terem referências objetivas para que eles possam atuar”, destacou Rui Costa. 

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ressaltou que as medidas também contribuem para enfrentar distorções na cadeia de distribuição e comercialização de combustíveis. “Um dos setores mais difíceis que temos enfrentado, em especial com a Fazenda e com a coordenação da Casa Civil, é combater a especulação de preço na cadeia dos combustíveis, que é tão fundamental na formação de preço final, em especial dos alimentos”, afirmou.

IMPACTO — O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias, destacou alguns pontos essenciais sobre as medidas anunciadas pelo governo. Ele explicou que o impacto da redução do preço do diesel fica ainda maior porque o Brasil usa a mistura B15, ou seja, 15% de biodiesel misturado ao diesel. “Isso faz com que o impacto dessas medidas de hoje seja ainda maior para a proteção do consumidor e do setor”, disse.

Ele também reforçou que o imposto sobre exportação tem caráter regulatório. “Há incidência desse imposto de exportação, que é de caráter meramente regulatório. Ele não tem caráter arrecadatório. É apenas para fomentar a produção nacional, que não é pouco, é muito, e segundo, garantir o abastecimento do mercado interno”, destacou o secretário-executivo.

Via Planalto

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BNDES reduz taxa de juros em empréstimos para mulheres de cooperativas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta quinta-feira (12) que vai reduzir o custo de empréstimos para mulheres que fazem parte de cooperativas de crédito. Leia em TVT News

A iniciativa começa a operar a partir de abril. O barateamento do crédito se dará por meio de redução do spread, a diferença entre o custo do dinheiro para o BNDES e quanto é cobrado de quem toma o financiamento.

Dessa forma, a remuneração do banco com os empréstimos passará de 0,85% para 0,50% ao ano para cooperadas das regiões Norte e Nordeste. Nas demais regiões, será reduzida de 1,25% para 0,85% ao ano.

O anúncio foi na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, durante evento para marcar o Dia Internacional da Mulher, celebrado no último domingo (8).

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Prazos maiores

Além de pagar taxas mais baixas, as mulheres terão ampliação de prazo para quitar os financiamentos, que passará de 12 para até 15 anos, com dois anos de carência, isto é, prazo para começar a amortizar o empréstimo.

De acordo com o banco, a mudança permitirá reduzir o valor das parcelas e ampliar a capacidade de acesso ao crédito.

As cooperativas de crédito contam com cerca de 20 milhões de associados, e as mulheres representam cerca de 44,5%.

Hoje, pouco mais de um quarto (27%) das operações do programa de financiamento do BNDES são contratadas por mulheres. 

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o cooperativismo é uma prioridade do banco.

“Se a gente não constrói esse acesso, não aumenta a participação das mulheres nas cooperativas. As cooperativas trazem resultado, ensinamento, segurança a famílias. Muitas mulheres são mães solo, responsáveis por pequena propriedade rural ou pequena empresa”, declarou.

 

Rio de Janeiro (RJ), 12/03/2026 – O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante durante anúncio de apoio a ações de proteção às mulheres e empreendedorismo feminino na sede do banco, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, durante anúncio de apoio a ações de proteção às mulheres e empreendedorismo feminino na sede do banco, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Quase R$ 100 bi

Desde 2023, o banco de fomento do governo federal alterou medidas do programa de financiamento por cooperativas. Uma das alterações subiu o limite do financiamento de R$ 30 mil para até R$ 100 mil.

De 2023 a 2025, o volume de crédito com recursos do BNDES repassados por bancos cooperativos e cooperativas de crédito alcançou R$ 99,5 bilhões.

A diretora de Crédito Digital para Micro, Pequenas e Médias Empresas do BNDES, Maria Fernanda Coelho, apontou durante o evento que o cooperativismo de crédito é uma “ferramenta poderosa” de inclusão financeira e desenvolvimento regional. 

“Com condições mais favoráveis para mulheres, queremos estimular mais empreendedoras e trabalhadoras a acessar crédito, fortalecer suas cooperativas e ampliar suas oportunidades de geração de renda”, disse.

Cooperativismo

Com informações da Organização das Cooperativas Brasileiras, o BNDES afirma que o cooperativismo reúne mais de 25,8 milhões de cooperados em 4.384 cooperativas brasileiras. Mais de 578 mil empregos diretos são gerados por cooperativas, e o impacto na economia chega a R$ 757,9 bilhões.

Cooperativas funcionam como se fossem empresas em que os trabalhadores são sócios do negócio. Os associados, líderes e representantes têm total responsabilidade pela gestão e fiscalização da cooperativa.

Por não terem fins lucrativos, os resultados positivos da atividade econômica desempenhada são distribuídos entre os cooperados.

Mais iniciativas do BNDES

No evento em reverência ao Dia Internacional da Mulher, o BNDES anunciou mais medidas direcionadas a impulsionar o desenvolvimento socioeconômico de mulheres.

Uma delas é a liberação de até R$ 80 milhões para o programa BNDES Periferias, voltado para favelas e áreas periféricas.

O programa vai apoiar organizações da sociedade civil e instituições sem fins lucrativos que desenvolvam programas de capacitação de mulheres periféricas empreendedoras. As iniciativas podem incluir formação profissional, capacitação em gestão, mentorias, acesso a redes de mercado e capital.

Ainda dentro do BNDES Periferias, haverá incentivo a projetos direcionados ao “trabalho de cuidado”. Entre os serviços que poderão ser beneficiados estão cuidados domiciliares a crianças, idosos ou pessoas com deficiência; lavanderias coletivas e cozinhas comunitárias, entre outros.

A diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, destacou que as periferias são os territórios onde as mulheres são mais vulneráveis.

“Obviamente não é só para mulheres, mas são as mulheres as grandes cuidadoras”, afirmou.

Rio de Janeiro (RJ), 12/03/2026 – A diretora do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Tereza Campello durante anúncio de apoio a ações de proteção às mulheres e empreendedorismo feminino na sede do banco, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A diretora do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Tereza Campello, durante anúncio de apoio a ações de proteção às mulheres e empreendedorismo feminino na sede do banco, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Segurança

O banco público anunciou também uma linha de financiamento voltada para estados e municípios que tenham políticas públicas na área de segurança da mulher. São recursos, por exemplo, para a construção de delegacias da mulher, fortalecimento de patrulha Maria da Penha e até iluminação pública.

O financiamento poderá alcançar até 90% do valor do projeto, com prazo total de até 24 anos.

A diretora Tereza Campello sustenta que as ações anunciadas contribuem para reduzir fatores de risco que “perpetuam a violência”.

“A violência contra as mulheres é um fenômeno complexo, que exige respostas integradas. Prevenção, proteção, investigação, responsabilização e autonomia econômica precisam caminhar juntas”.

Pacto

O presidente do BNDES assinou uma carta de adesão ao Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio. O termo reafirma o compromisso institucional com a promoção da igualdade de gênero e com o enfrentamento da violência contra as mulheres.

Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil

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FUP: medida ajuda a conter inflação dos combustíveis, mas exige fiscalização

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) avaliou como importante e necessária a decisão anunciada nesta quinta-feira (12) pelo governo federal para reduzir o impacto da alta internacional do petróleo sobre os combustíveis no Brasil, em especial sobre o diesel, e evitar pressão inflacionária sobre a economia. Leia em TVT News.

“As medidas sinalizam a preocupação do governo em proteger o consumidor e conter repasses imediatos ao mercado interno”, destaca Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP, observando que a Petrobrás também tem contribuído ao não repassar automaticamente para as refinarias as variações dos preços internacionais.

Ticiana Alvares, diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), alerta para aumentos abusivos na revenda. “Há registros, como no estado de São Paulo, de postos vendendo gasolina por até R$ 9,00 o litro, mesmo sem reajustes equivalentes nas refinarias”, pontua.

Para a FUP, é fundamental que o governo intensifique a fiscalização, especialmente por meio da Receita Federal e dos órgãos responsáveis, para coibir irregularidades e punir responsáveis por aumentos arbitrários.

A Federação também destaca como positiva a criação do imposto de exportação sobre o petróleo, medida que ajuda a compensar a perda de arrecadação decorrente da redução de tributos sobre combustíveis. Com a alta do dólar e dos preços internacionais, as empresas que produzem petróleo no Brasil para exportação tendem a ampliar seus lucros. A taxação, portanto, contribui para equilibrar essa dinâmica, reforçar a arrecadação pública e estimular que parte maior do petróleo produzido no país seja destinada ao refino interno, ajudando a sustentar preços mais baixos dos combustíveis para a população.

A entidade lembra, ainda, que elevações artificiais no preço do diesel impactam diretamente no transporte de cargas e podem pressionar o preço dos alimentos e outros produtos. “A privatização da BR Distribuidora reduziu a capacidade de regulação do mercado de combustíveis. A presença da Petrobrás na distribuição ajudaria a estabelecer referência de preços ao consumidor”, completa Bacelar.

A FUP defende que a Petrobrás volte a atuar de forma integrada em toda a cadeia do setor, “do poço ao posto”, como forma de proteger consumidores e evitar abusos no mercado de combustíveis.

Via FUP

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Petrobras diz que pode reduzir impacto da alta do petróleo no Brasil

A Petrobras informou que pode reduzir o impacto da alta do petróleo no Brasil ao mesmo tempo que mantém a rentabilidade da companhia. Leia em TVT News.

“Em um cenário em que guerras e tensões geopolíticas ampliam a volatilidade do mercado internacional de energia, a Petrobras reafirma seu compromisso com a mitigação desses efeitos sobre o Brasil”, disse a estatal, em nota encaminhada à Agência Brasil.

A Petrobras acrescentou que é possível reduzir os efeitos da inflação global em decorrência da alta do petróleo porque a empresa passou a considerar, em sua estratégia comercial, “as melhores condições de refino e logística”.

“O que nos permite promover períodos de estabilidade nos preços ao mesmo tempo que resguarda a nossa rentabilidade de maneira sustentável. Essa abordagem reduz a transmissão imediata das variações internacionais para o mercado brasileiro”, diz o comunicado.  

A Petrobras acrescentou que, por questões concorrenciais, não pode antecipar decisões, mas que segue comprometida com atuação “responsável, equilibrada e transparente para a sociedade brasileira”.

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Alta do petróleo

A guerra no Irã, e o fechamento do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, por onde trafegam cerca de 25% do petróleo mundial, tem elevado o preço do barril no mercado global, chegando a US$ 120 na segunda-feira (9).

Porém, após o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos (EUA), afirmar que a guerra estaria próxima do fim, os preços voltaram a cair, e hoje o barril Brent é comercializado abaixo dos USS 100, porém ainda acima dos cerca de US$ 70, valor médio antes do conflito.

Após o fechamento dos mercados, Trump voltou a ameaçar o Irã ontem com ataques “vinte vezes mais forte” que “tornarão praticamente impossível a reconstrução do Irã como nação” caso Teerã continue bloqueando o Estreito de Ormuz.

Política de preços 

A diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo (Ineep), Ticiana Álvares, destaca que a capacidade da Petrobras de mitigar, ao menos em parte, os efeito da alta do petróleo é possível porque a companhia abandonou, em 2023, a política de paridade do preço internacional (PPI). Essa política determinava a revenda de acordo com os preços globais.

“A política da Petrobras acompanhava 100% a trajetória dos preços internacionais. Essa política modificou e agora leva em consideração fatores internos, que é essa margem de manobra que a Petrobras tem”, disse a especialista.

Apesar dessa margem de manobra, Ticiana acrescentou que a ação da Petrobras tem efeito limitado e temporário, em especial, porque o Brasil ainda é um grande importador de derivados, como gasolina e diesel, além de ter refinarias privatizadas.  

“A refinaria da Bahia, a Rlam, foi privatizada. Logo, você tem menos mecanismos de segurar o preço dessas refinarias que foram privatizadas do que, por exemplo, a Petrobras tem”, finalizou.

Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

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Petróleo despenca 11% após fala de Trump sobre guerra no Irã; entenda

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Foto: Divulgação

O preço do petróleo caiu drasticamente nesta terça-feira (10), com uma redução significativa nos contratos futuros do barril Brent e do WTI. A queda veio após declarações do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que afirmou que “a guerra no Irã poderia estar ‘próxima de seu fim'”.

A notícia foi interpretada pelos investidores como um sinal de alívio, especialmente em relação aos bloqueios no estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo no mundo. A passagem segura de petroleiros por essa região, vital para o comércio global, foi seriamente afetada pelo conflito no Oriente Médio.

A guerra no Irã havia causado uma série de bloqueios no estreito de Ormuz, por onde trafega 20% da produção mundial de petróleo e gás. A expectativa do mercado era que, com o possível fim da guerra, países produtores da região, como a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Qatar, poderiam retomar a produção paralisada.

O barril Brent, que serve como referência mundial, viu uma queda de 11%, sendo cotado a US$ 87,35 (R$ 451,21). Às 12h10, o contrato de maio estava sendo negociado a US$ 88,50 (R$ 457,15), o que representa uma desvalorização de 10,55% em relação ao fechamento do dia anterior. Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate) também registrou queda, sendo vendido a US$ 83,97 (R$ 433,74), uma desvalorização de 11,39%.

O alívio no mercado ocorreu um dia após o petróleo ter superado os US$ 119 por barril, o maior valor registrado desde julho de 2022. Na segunda-feira (9), o petróleo Brent havia atingido o pico de US$ 119,46. A forte alta foi seguida por uma queda abrupta nesta terça-feira, refletindo as incertezas e a volatilidade do mercado de energia global.

Em entrevista na segunda-feira (9), Trump expressou otimismo, afirmando que “a guerra contra o Irã estava ‘próxima do fim'” e que os Estados Unidos estavam “muito à frente” das expectativas.

Suvro Sarkar, líder da equipe do setor de energia do DBS Bank, falou sobre o comentário do republicano: “Claramente, os comentários de Trump sobre uma guerra de curta duração acalmaram os mercados. Embora tenha havido uma reação exagerada para o lado positivo ontem, achamos que há uma reação exagerada para o lado negativo hoje”

Ele ainda sugeriu que o mercado estava subestimando os riscos do petróleo Brent nesse nível de preço. “Os tipos Murban e Dubai ainda estão bem acima de US$ 100 por barril, portanto, praticamente nada mudou em termos de realidades básicas”, avalia ele.

Petroleiro ancorado aguardando autorização para navegar pelo estreito de Ormuz. Foto: Divulgação

A resposta do Irã não tardou. O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica afirmou que, caso os ataques dos EUA e de Israel continuem, o país tomará medidas severas, incluindo impedir que “qualquer litro de petróleo seja exportado da região”. A declaração foi emitida pela mídia estatal iraniana e reforçou a tensão no mercado.

Apesar das expectativas de normalização, os preços do petróleo continuam sob pressão. Trump também está considerando opções como aliviar as sanções contra a Rússia e liberar estoques emergenciais de petróleo bruto, medidas que visam conter a alta dos preços globais do petróleo.

Essas opções, segundo fontes do mercado, são parte de um pacote destinado a aliviar a pressão sobre os preços. A possibilidade de os países do G7 utilizarem suas reservas estratégicas de petróleo para combater a alta também está sendo discutida. No entanto, os membros do grupo ainda não se comprometeram com a liberação dessas reservas.

“As discussões em torno da flexibilização das sanções contra o petróleo russo, os comentários de Donald Trump sugerindo que o conflito poderia eventualmente diminuir e a possibilidade de os países do G7 utilizarem as reservas estratégicas de petróleo apontaram para a mesma mensagem —que os barris de petróleo continuarão de alguma forma a chegar ao mercado”, afirmou Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova.

As declarações de Trump não impactaram apenas o mercado de petróleo. Bolsas de valores ao redor do mundo reagiram positivamente, com os índices europeus subindo mais de 2% e os maiores mercados asiáticos registrando ganhos de até 5,35%, como foi o caso de Seul.

A recuperação nas bolsas foi acompanhada por uma valorização no ouro e no bitcoin, ativos que geralmente são considerados refugos seguros em tempos de incerteza. Na Europa, o Euro STOXX 600, principal índice da União Europeia, subiu 2,87%, com ganhos expressivos também em Frankfurt (2,63%), Londres (1,78%), Paris (2,18%), Madri (2,94%) e Milão (2,83%).

Nos Estados Unidos, os índices também apresentaram alta, com a Nasdaq subindo 0,55%, a Dow Jones 0,38% e a S&P 500 registrando uma valorização de 0,36%. Além disso, o preço do ouro subiu 2,45%, alcançando US$ 5.228,59 (R$ 27,01 mil), enquanto o bitcoin teve uma alta de 3,36%, cotado a US$ 71,49 mil (R$ 369,31 mil).

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Iate de luxo, DJs, praias paradisíacas: A viagem de R$ 10 milhões de Vorcaro no Mediterrâneo

Martha Graeff e Daniel Vorcaro. Foto: reprodução

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por fraudes financeiras e intimidação, gastou cerca de R$ 10 milhões em uma luxuosa viagem pelo Mediterrâneo, organizada pelo promotor de eventos Diogo Batista. O passeio, realizado em agosto de 2022, incluiu a locação do superiate Mad Summer e festas exclusivas em locais como o Verde Beach, na França, e envolveu DJs internacionais, modelos e uma infraestrutura de entretenimento de alto padrão. Vorcaro, conhecido por seu estilo de vida extravagante, utilizou esses eventos como parte de sua estratégia para estreitar relações com políticos e autoridades. As informações são da Folha de S. Paulo.

Segundo documentos de investigações da Polícia Federal, Vorcaro pagou € 1,88 milhão (aproximadamente R$ 10,7 milhões na época) para o passeio completo, incluindo a locação do iate, festas com iluminação sofisticada e o cachê do DJ Saint Lanvain, renomado na cena eletrônica internacional. O superiate Mad Summer, utilizado na viagem, tem 95 metros de comprimento e oferece instalações luxuosas, como cinema, spa, jacuzzi e até um heliporto. Foi construído originalmente para o bilionário americano Jeffrey Soffer e está disponível para locação em regiões de luxo, como o Mediterrâneo.

Durante o passeio, o promotor de eventos Diogo Batista registrou em vídeo os detalhes da viagem, incluindo festas animadas e cenas de glamour. Embora Vorcaro não apareça diretamente nas imagens, fontes indicam que ele estava presente, com sua presença sendo confirmada por pessoas próximas ao banco. O vídeo, que circulou nas redes sociais, foi postado inicialmente por Batista e depois amplamente compartilhado em canais do setor financeiro, revelando o padrão de vida e os gastos excessivos do ex-banqueiro, especialmente em meio à crise financeira do Banco Master.

As imagens do evento mostraram festas animadas em lugares como o Verde Beach, famoso clube francês na praia de Pampelonne, onde dançar em cima das mesas é comum. O local, que exige reservas antecipadas e tem preços elevados, é um destino conhecido entre as celebridades e turistas de alto padrão. Durante a festa, homens fantasiados de gladiadores e uma mulher segurando uma garrafa gigante de espumante destacavam ainda mais o caráter elitista do evento.

Cenas de viagem na região do Mediterrâneo, registradas em vídeo pelo promotor de eventos Diogo Batista. Foto: Reprodução

Além do superiate e das festas, o passeio foi complementado por shows exclusivos e outros serviços de alto luxo, com custos extras que totalizaram aproximadamente R$ 480 mil para a infraestrutura de som, iluminação e contratação de artistas. No Brasil, DJ Saint Lanvain já se apresentou em festas exclusivas, como o Réveillon Carneiros, em Pernambuco, um dos eventos mais caros do país. A exibição dessas festas de luxo e a ostentação de riqueza em meio à crise financeira do banco geraram especulações sobre como Vorcaro mantinha tal estilo de vida enquanto o Banco Master enfrentava sérias dificuldades financeiras.

A divulgação do vídeo da viagem de Vorcaro e a identificação de vários envolvidos em seus eventos de luxo ocorreram após a liquidação do Banco Master, em novembro de 2025. As investigações sobre o banco e suas operações fraudulentas, que envolveram bilhões em ativos e a assistência financeira do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), levantam ainda mais questões sobre o uso de recursos do banco para financiar esse estilo de vida de luxo, colocando em evidência os excessos e as relações de Vorcaro com políticos e outras figuras de destaque.

🎦 Vorcaro gastou R$ 10 milhões em viagem com iate de luxo no Mediterrâneo. Imagens registradas por promotor de eventos do banqueiro mostram embarcação e clube de alto padrão em Saint-Tropez, na França 📲📰 Leia mais em https://t.co/v73Fl5cZQU pic.twitter.com/hpup7iLfvO

— Folha de S.Paulo (@folha) March 8, 2026

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Entenda como o Banco Master desviava bilhões para empresas e familiares de Vorcaro

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: Rubens Cavallari/Folhapress

As investigações sobre o Banco Master revelaram um esquema complexo de desvio de recursos que envolvia Daniel Vorcaro e sua família. O ex-banqueiro, que teve o banco liquidado pelo Banco Central, teria utilizado uma engenharia financeira sofisticada para transferir grandes somas de dinheiro do banco para o próprio bolso, além de beneficiar parentes e sócios. As informações são da Folha de S. Paulo.

A operação da Polícia Federal, conduzida com base em documentos sigilosos, apontou que a fraude se estendeu por um sistema envolvendo CDBs (Certificados de Depósito Bancário), fundos de investimento e empréstimos falsos a empresas controladas por laranjas.

Entre os principais destinatários dos recursos desviados estavam Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel, que possuía uma conta bancária com mais de R$ 2,2 bilhões, e outros familiares, como sua irmã Natalia e seu primo Felipe. A investigação também revelou que empresas ligadas a João Carlos Mansur, proprietário da administradora de recursos Reag, foram usadas para movimentar os recursos desviados. Essas transações envolviam empréstimos fictícios que, na prática, não serviam para expansão de negócios, mas para transferir dinheiro do banco para o círculo íntimo de Vorcaro.

O esquema começava com a venda de CDBs com altas taxas de remuneração, atraindo recursos de investidores pessoas físicas. Esses fundos eram, então, direcionados a fundos de crédito do Banco Master, que tinham como único cotista o próprio banco. O dinheiro, porém, não era usado para negócios legítimos, mas para empréstimos a empresas ligadas a Vorcaro e sua família. Em um exemplo, a Clínica Mais Médico recebeu cerca de R$ 361,1 milhões de um desses fundos controlados pelo banco.

➡️ BANCO MASTER | Viagens de Vorcaro tiveram noivado em palácio e hotel de White Lotus pic.twitter.com/PFyzt06Mqm

— Metrópoles (@Metropoles) March 6, 2026

Além disso, os fundos de investimento usados para o desvio também aplicavam seu próprio dinheiro em CDBs do Master, criando uma circulação de recursos que acabava retornando quase integralmente para o banco, mas com o desvio já realizado. O processo envolvia uma rede complexa de transações, onde parte do dinheiro era desviada em cada etapa, até chegar a contas bancárias controladas por empresas ligadas a Vorcaro.

A investigação também revelou um processo de inflar os ativos do Banco Master, utilizando fundos de investimento que compravam ativos sem liquidez, como ações do extinto Besc (Banco do Estado de Santa Catarina), e inflavam seus preços de forma artificial. Essa prática permitia que o banco emitissem mais CDBs e captassem ainda mais dinheiro de investidores, gerando um ciclo de fraude financeira.

Os crimes identificados nas investigações, como gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro, podem resultar em penas de reclusão de até 12 anos, além de multas.

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Efeito Trump: maior gestora de fundos do mundo limita valor de saques de seus clientes

Sede da BlackRock em Nova York, nos EUA. Foto: reprodução

A gestora BlackRock informou na sexta-feira (6) que limitou os resgates de um de seus principais fundos de crédito privado após um aumento inesperado nos pedidos de retirada por parte dos investidores. A decisão ocorre em meio a preocupações crescentes com o setor global de crédito privado, estimado em cerca de US$ 2 trilhões. Com informações da Reuters.

A decisão ocorreu em um momento de turbulência nos mercados financeiros. As ações da BlackRock chegaram a cair 6,7% na Bolsa de Nova York em meio a uma onda de vendas generalizada, após dados de emprego nos Estados Unidos abaixo das expectativas e à escalada da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O fundo afetado é o HPS Corporate Lending Fund (HLend), que possui aproximadamente US$ 26 bilhões em ativos e foi criado para atrair investidores individuais de alta renda. No primeiro trimestre, o fundo recebeu pedidos de resgate que somaram US$ 1,2 bilhão, equivalente a cerca de 9,3% do patrimônio líquido.

Diante da demanda, a gestora informou aos investidores que pagaria US$ 620 milhões em saques, valor correspondente ao limite trimestral de 5%. Esse percentual é o patamar padrão a partir do qual os gestores podem restringir novos pedidos de retirada.

Nos últimos meses, o sentimento dos investidores em relação ao crédito privado tem se deteriorado. Episódios recentes, como as falências de um fornecedor de autopeças nos Estados Unidos e de uma credora de veículos subprime, além do colapso de uma instituição de crédito hipotecário no Reino Unido, ampliaram os questionamentos sobre os padrões de concessão de crédito no setor.

Para Greggory Warren, analista sênior de ações da Morningstar, a situação revela riscos estruturais para investidores individuais. “Isso deve servir como um sinal de alerta para o setor e para os responsáveis pela regulamentação sobre as desvantagens dos fundos ilíquidos para os investidores de varejo”, afirmou em entrevista à Reuters.

Hospital atingido após bombardeios dos EUA e de Israel contra Teerã. Foto: Reprodução

A HLend é uma empresa de desenvolvimento de negócios adquirida pela BlackRock junto com sua gestora, a HPS Investment Partners, em uma operação de US$ 12 bilhões realizada em 2024. Segundo a gestora, esta é a primeira vez desde a criação do fundo que os pedidos de saque ultrapassam o limite de 5%.

As BDCs captam recursos principalmente de investidores individuais e os utilizam para conceder empréstimos a empresas de médio porte. Como esses ativos não podem ser vendidos rapidamente, um grande volume de resgates simultâneos pode criar dificuldades para o fundo.

Segundo a empresa, o limite de 5% existe justamente para evitar “uma incompatibilidade estrutural entre o capital do investidor e a duração esperada dos empréstimos de crédito privado nos quais a HLend investe”.

Warren explica que restrições desse tipo ajudam a evitar prejuízos maiores. “Ao impedir resgates por meio de mecanismos de bloqueio, os gestores de fundos podem evitar serem forçados a vender ativos, o que impactaria negativamente o retorno do investimento para os demais investidores, dada a opacidade e a iliquidez dos ativos nesses fundos”.

Dados divulgados pela empresa mostram que cerca de 19% da carteira do fundo está exposta ao setor de software, segmento que vem enfrentando pressão nos mercados diante do avanço de startups focadas em inteligência artificial.

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Venda de veículos cresce 8,6% em fevereiro, diz Anfavea

A venda de veículos cresceu 8,6% em fevereiro na comparação com janeiro, chegando a 185,2 mil emplacamentos. Na comparação com fevereiro do ano passado o crescimento foi  0,1%. No primeiro bimestre de 2026 as vendas somaram 355,7 mil unidades, resultado semelhante ao do mesmo período do ano passado, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira (6) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Leia em TVT News.

A produção também registou aumento em fevereiro ante janeiro, com 204,3 mil novas unidades saindo das fábricas, 24,9% a mais do que as 163,6 mil unidades produzidas em janeiro. Já no acumulado do ano, a produção foi de 368,0 mil autoveículos, um recuo de 8,9% na comparação com o primeiro bimestre do ano passado. Também houve recuo com relação a fevereiro de 2025 (8,2 %). “Importante frisar que, em 2025, o Carnaval caiu em março, contribuindo também para um melhor ritmo de produção em fevereiro do ano passado”, diz a entidade.

Segundo a Anfavea o bom ritmo de vendas em fevereiro não foi suficiente para segurar o ritmo de produção no primeiro bimestre, fortemente impactada pelo recuo nas exportações. No total, 59,4 mil unidades foram embarcadas ao exterior no primeiro bimestre do ano, o que representa uma queda de 28% ante o mesmo período de 2025.

Em fevereiro foram exportadas 33,5 mil. 29,6% a mais do que em janeiro (25,9 mil). Na comparação com fevereiro de 2025, houve queda de 34,0 %.  “Causa preocupação a retração expressiva nas exportações para a Argentina, mercado que nos ajudou muito nos resultados positivos de 2025”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.

“Importante frisar que, em 2025, o carnaval caiu em março, contribuindo também para um melhor ritmo de produção em fevereiro do ano passado”, diz a entidade.

Segundo a Anfavea, o bom ritmo de vendas em fevereiro não foi suficiente para segurar o ritmo de produção no primeiro bimestre, fortemente impactada pelo recuo nas exportações. No total, 59,4 mil unidades foram embarcadas ao exterior, uma queda de 28% ante o mesmo período de 2025.

“Causa preocupação a retração expressiva nas exportações para a Argentina, mercado que nos ajudou muito nos resultados positivos de 2025”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.

O balanço mensal da associação mostra ainda que 28.120 unidades de veículos leves híbridos e elétricos foram emplacadas em fevereiro, representando 15,9% do total. A produção nacional chegou a 43% desse volume, maior participação na série histórica apurada pela Anfavea.

“O resultados dos investimentos em novas tecnologias e produtos é cada vez mais palpável. Temos desafios para manter nosso crescimento dos últimos anos, e o mais novo deles é a guerra no Oriente Médio, que pode ter impactos macroeconômicos e logísticos. Porém, de nossa parte, acreditamos na resiliência da cadeia automotiva brasileira e na firme intenção dos nossos associados de continuar investindo no país”, disse Calvet.

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil

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Preço do petróleo Brent dispara e passa dos US$ 90

O preço do barril de petróleo tipo Brent atinge o maior valor desde abril de 2024 e ultrapassa a marca dos US$ 90. Leia em TVT News.

Guerra no Oriente Médio impulsiona barril de petróleo para mais de US$ 90

Os preços do petróleo aumentaram nesta sexta-feira (6), impulsionados pelos riscos sobre o abastecimento deste hidrocarboneto no Oriente Médio depois da promessa de Donald Trump de continuar a guerra até a “rendição total” do Irã.

Após a declaração do presidente americano, o barril de Brent, referência internacional de petróleo, que já havia registrado um forte aumento no início da sessão, ultrapassou os 90 dólares (R$ 472, na cotação atual) pela primeira vez desde abril de 2024.

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Até as 14h30 GMT (11h30 em Brasília), o Brent subiu 6,15% para 90,66 dólares (R$ 475,43). Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate, registrou alta de 9,09% a 88,37 dólares (R$ 463,42).

Desde o início do conflito, várias infraestruturas energéticas sofreram ataques e o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% da produção mundial de petróleo, está causando problemas de abastecimento nos mercados globais.

“A cada dia em que o estreito de Ormuz permanece fechado, o mercado petrolífero fica mais tenso”, explicou à AFP Giovanni Staunovo, analista do UBS.

Dado que a capacidade de armazenamento dos países do Golfo é limitada, “se a situação não for resolvida rapidamente, em breve veremos uma racionalização da produção de petróleo e uma nova redução da atividade das refinarias, especialmente na Ásia e no Oriente Médio”, advertiu Homayoun Falakshahi, analista da Kpler.

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A cada dia em que o estreito de Ormuz permanece fechado, o mercado petrolífero fica mais tenso. Foto: Eugen Brazhnikov/Unsplash License

A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos podem contornar parcialmente o estreito, mas “mesmo com estas opções de desvio, cerca de 8,7 milhões de barris por dia” continuam bloqueados, afirma Falakshahi.

Devido a estas perturbações, que podem se prolongar, “os compradores buscam garantir barris de substituição”, o que amplia o aumento dos preços, detalhou Staunovo.

Para prevenir uma possível escassez, a China também pediu às suas principais refinarias que suspendessem as exportações de gasóleo e gasolina, segundo a agência Bloomberg.

O governo dos Estados Unidos autorizou na quinta-feira, por um mês, o fornecimento de petróleo russo sancionado à Índia, já que o conflito no Oriente Médio afeta diretamente o abastecimento de Nova Délhi.

Os produtos refinados “como o diesel e o querosene” registraram “um aumento de preços muito maior” que o petróleo até o momento, assinalou Arne Lohmann Rasmussen, analista da Global Risk Management.

© Agence France-Presse

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O “empregado do Master” no Banco Central que retardou a prisão de Vorcaro

Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do BC. Foto: reprodução

O ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central do Brasil, Belline Santana, é suspeito de ter retardado o envio de documentos à Polícia Federal que embasariam a primeira prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Segundo informações reveladas pela investigação, os documentos solicitados pela PF em outubro do ano passado demoraram semanas para ser enviados.

Na época, os investigadores preparavam a primeira fase da Operação Compliance Zero e haviam solicitado ao Banco Central uma série de registros sobre as atividades do Master. De acordo com fontes ouvidas pelo Estadão, Belline só encaminhou a documentação após ser alertado de que poderia ser responsabilizado judicialmente ou receber advertência caso continuasse a atrasar o envio das informações.

Belline e o ex-diretor do Banco Central Paulo Sérgio Souza foram alvos de mandados de busca e apreensão e passaram a usar tornozeleira eletrônica na terceira fase da operação. A investigação aponta que ambos teriam auxiliado Vorcaro a preparar documentos de defesa apresentados ao Banco Central e são suspeitos de receber pagamentos de propina.

O envolvimento de Belline surpreendeu investigadores porque ele era um dos representantes indicados pelo Banco Central para compartilhar informações com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal sobre suspeitas de irregularidades no Banco Master. Na estrutura da autarquia, ele era subordinado à Diretoria de Fiscalização comandada por Ailton Aquino.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: reprodução

Ao mesmo tempo em que participava de reuniões com investigadores, Belline também integrava um grupo de WhatsApp com Vorcaro e outro servidor do Banco Central, além de manter encontros privados e conversas telefônicas com o banqueiro.

Na decisão que autorizou a operação contra o servidor, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, apontou indícios de que Belline teria atuado diretamente para auxiliar o empresário.

“Os elementos reunidos nas investigações indicam que BELLINE SANTANA prestava consultoria estratégica ao investigado, discutindo temas relacionados à situação regulatória do Banco Master, fornecendo orientações acerca da condução de processos administrativos e participando de tratativas voltadas à definição de estratégias institucionais do banco Master perante o Banco Central. Em diversas ocasiões, o investigado solicitava contato telefônico para tratar de assuntos sensíveis, indicando a intenção de evitar o registro escrito das comunicações”, escreveu o ministro.

Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro de 2025 quando tentava deixar o país em um jatinho. Ele foi solto 11 dias depois, mas voltou a ser preso nesta quarta-feira (4) por determinação do STF.

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Como Campos Neto travou liquidação do Master com relatos de servidores ligados a Vorcaro

Roberto Campos Neto, ex-presidente do BC. Foto: reprodução

Servidores do Banco Central do Brasil produziram relatórios protegendo o Banco Master, o que teve peso na avaliação da fintech durante a gestão de Roberto Campos Neto. Segundo reportagem do Valor Econômico, documentos elaborados por técnicos que posteriormente passaram a ser investigados por suspeita de atuação em favor do controlador do banco, Daniel Vorcaro, contribuíram para afastar naquele momento a hipótese de liquidação da instituição.

A apuração indica que os servidores Paulo Souza e Belline Santana, da área de supervisão do Banco Central, produziram análises que apontavam normalidade nas operações do banco. Esses relatórios foram apresentados à direção da autarquia quando Campos Neto presidia o BC, mesmo diante de alertas feitos por agentes do mercado financeiro sobre possíveis irregularidades envolvendo o Master.

Diante das denúncias, Campos Neto determinou que Paulo Souza analisasse as carteiras da instituição. O relatório apresentado pelo servidor, no entanto, concluiu que não havia irregularidades relevantes. O cenário mudou com o avanço das investigações da Polícia Federal, que passaram a apontar suspeitas de atuação dos dois técnicos em favor de Vorcaro dentro da estrutura do Banco Central.

Os servidores foram alvo de decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o uso de tornozeleira eletrônica. Segundo a decisão judicial, há indícios de que os dois teriam recebido vantagens financeiras vinculadas ao banco. No caso de Belline, o documento menciona pagamentos por meio de uma empresa por serviços simulados de consultoria.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: Divulgação

Os dois também participaram de episódios considerados relevantes para a estratégia jurídica de Vorcaro. Um deles foi a elaboração de um relatório sobre uma reunião realizada em novembro de 2025 entre o empresário e o diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino.

O documento foi rapidamente encaminhado por Belline aos advogados do banqueiro e acabou sendo utilizado pela defesa para sustentar argumentos que contribuíram para sua soltura após a primeira prisão.

Com o avanço das suspeitas, o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, determinou o afastamento dos dois servidores e a abertura de investigação interna. A apuração também passou a examinar sinais de enriquecimento incompatíveis com os salários dos técnicos e possíveis conexões financeiras com operações ligadas ao Banco Master.

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Desemprego fica em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026

A taxa de desemprego do Brasil ficou em 5,4% no trimestre de novembro de 2025 a janeiro de 2026, resultado que representa estabilidade frente ao período de agosto a outubro de 2025, que teve o mesmo percentual, o menor da série comparável, iniciada em 2012. Em relação ao trimestre móvel de novembro de 2024 a janeiro de 2025, quando atingiu 6,5%, há um recuo de 1,1 ponto percentual (p.p.). Saiba mais na TVT News.

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD-Contínua) foram divulgados nesta quinta-feira (5) pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

De acordo com a pesquisa, cerca de 5,9 milhões de pessoas estavam desocupadas no país no trimestre encerrado em janeiro de 2026. Esse é o menor contingente de desocupados da série e ficou estável em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual houve queda de 17,1%, o que equivale a 1,2 milhão de pessoas desocupadas a menos de um ano para o outro. 

A população ocupada atingiu 102,7 milhões, o que também é o maior contingente da série comparável, permanecendo estável no trimestre e alta de 1,7% , ou seja, mais 1,7 milhão de pessoas no ano. O nível da ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, chegou a 58,7%. Isso representa estabilidade no trimestre (58,8%) e elevação de 0,5 p.p., ou 58,2%, no ano.

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Rendimento

No trimestre encerrado em janeiro de 2026, o rendimento real habitual de todos os trabalhos atingiu R$ 3.652. Com aumento de 2,8% no trimestre e 5,4% no ano, é o mais alto da série. Ainda conforme a pesquisa, a massa de rendimento real habitual, que ficou em R$ 370,3 bilhões, também é recorde. Subiu 2,9% no trimestre, o que significa mais R$ 10,5 bilhões e 7,3% mais R$ 25,1 bilhões no ano.

A coordenadora de pesquisa domiciliares do IBGE, Adriana Beriguy, avaliou que os resultados do trimestre encerrado em janeiro de 2026 indicam fundamentalmente estabilidade dos indicadores de ocupação.

“Embora a entrada do mês de janeiro tenta a reduzir o contingente de trabalhadores, muitas vezes devido à dispensa de temporários, os efeitos favoráveis de novembro e dezembro reduziram o impacto desse movimento sazonal”, completou em texto divulgado pelo IBGE. 

Com Agência Brasil

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Indícios de fraude: INSS detecta novo consignado irregular ligado ao Banco Master

Agência do INSS. Foto: Divulgação

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) identificou um novo produto de crédito consignado ligado ao Banco Master que estaria sendo oferecido de forma irregular. Segundo o órgão, há indícios de fraude em contratos do chamado M Fácil Consignado, incluindo duplicação de nomes, ausência de assinatura e falta de transparência sobre juros cobrados. Com informações da Folha.

De acordo com o presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, o M Fácil tem funcionamento semelhante ao Credcesta, modalidade criada em 2018 por Augusto Lima e posteriormente levada ao Banco Master, onde Lima se tornou sócio de Daniel Vorcaro. Inicialmente ofertado a servidores públicos, o produto foi posteriormente direcionado também a aposentados e pensionistas.

A análise conduzida pelo INSS identificou que contratos do M Fácil não permitem verificar se a assinatura eletrônica do beneficiário é válida. Também foram encontrados documentos sem informações claras sobre taxas de juros ou valores das parcelas, o que levou o órgão a iniciar uma investigação para avaliar a extensão das operações.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: Divulgação

A apuração foi realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e comunicada a outros órgãos de controle. Segundo o INSS, os casos podem ser encaminhados à esfera criminal diante dos indícios de fraude detectados nos contratos.

Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que o Banco Master sempre atuou em conformidade com as normas aplicáveis ao crédito consignado. “O banco sempre atuou em estrita observância às normas e aos procedimentos estabelecidos pelo INSS para a concessão de crédito consignado”, declarou a defesa.

O Banco Central, responsável pelo processo de liquidação do Banco Master decretado em novembro, não respondeu aos questionamentos sobre o caso. O acordo de cooperação que permitia ao banco operar consignados do INSS deixou de ser renovado após o surgimento de suspeitas envolvendo operações de crédito.

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Dívida de R$ 2 bilhões de Eike Batista com a Caixa é interrompida na Justiça; entenda

O ex-bilionário Eike Batista. Foto: reprodução

A 15ª Vara Federal do Rio de Janeiro concedeu efeito suspensivo que interrompe, por ora, a cobrança de R$ 2,04 bilhões contra o empresário Eike Batista. A decisão foi tomada na terça-feira (3) após o ex-bilionário apresentar recurso contra a cobrança realizada pela Caixa Econômica Federal, que o acusa de inadimplência em contratos de financiamento ligados a projetos empresariais do grupo EBX. Com informações do Globo.

A medida suspende temporariamente a execução da cobrança enquanto o processo segue em análise na Justiça Federal. O caso está relacionado a financiamentos concedidos à OSX Construção Naval, empresa do conglomerado EBX responsável por projetos de infraestrutura naval.

A disputa judicial ocorre em paralelo a decisões recentes do Tribunal de Contas da União, que apontaram falhas graves na concessão de crédito público para o empreendimento. Em 2025, o tribunal decidiu aplicar multas a cinco ex-dirigentes da Caixa por irregularidades na aprovação do financiamento bilionário à OSX.

Segundo o TCU, os gestores autorizaram a liberação de R$ 627 milhões à empresa em 2013 para a construção do Estaleiro do Açu, no norte do Rio de Janeiro. O projeto fazia parte do plano de expansão industrial do grupo EBX e acabou resultando em inadimplência bilionária após o colapso financeiro das empresas de Eike Batista.

O financiamento foi concedido mesmo após sinais de que o projeto enfrentava sérios problemas de viabilidade econômica. De acordo com o tribunal, o cenário negativo já era evidente devido à crise enfrentada pela OGX Petróleo e Gás, principal empresa do conglomerado e a única que possuía contratos consolidados no setor naval brasileiro.

Sede da Caixa. Foto: reprodução

O contrato de financiamento de longo prazo entre a OSX e a Caixa foi firmado em 14 de junho de 2012. Menos de duas semanas depois, em 26 de junho de 2012, a OGX comunicou ao mercado que a quantidade média de hidrocarbonetos no Campo de Tubarão Azul era inferior às estimativas iniciais.

O anúncio provocou forte reação do mercado financeiro. As ações da OGX sofreram queda superior a 25% logo após a divulgação da informação, desencadeando uma crise que se espalhou por todo o grupo EBX e comprometeu a sustentabilidade financeira de projetos ligados ao estaleiro.

Nos meses seguintes, o cenário se deteriorou ainda mais. Em março de 2013, a cotação das ações da OGX já acumulava desvalorização de 74,89% em relação ao momento em que o contrato de financiamento foi assinado.

Mesmo diante desse contexto, a Caixa manteve a liberação de recursos para a OSX. De acordo com o TCU, a decisão contrariou pareceres técnicos internos e também descumpriu cláusulas do contrato firmado com o Fundo da Marinha Mercante, que exigia garantias adicionais e retenção de valores de um empréstimo-ponte anterior.

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China reduz meta de crescimento para mínimo de três décadas

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A China estabeleceu para 2026 sua meta de crescimento mais baixa em mais de 30 anos, entre 4,5% e 5%. É o primeiro rebaixamento formal desde 2023 e a meta menos ambiciosa desde 1991, refletindo um reconhecimento tácito de que o modelo econômico que sustentou quatro décadas de rápida ascensão está mostrando sinais de desgaste. […]
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O quarto tenor da quase-estagnação brasileira (por Henrique Morrone)

Henrique Morrone (*) 

Depois dos três tenores, restou um silêncio estranho — longo demais para ser aplauso. O palco permanecia montado após o espetáculo. A plateia, ainda inflamada, seguia inquieta, à espera de algo inesperado. A quase-estagnação passou a ser cantada como maturidade econômica. E o espetáculo seguiu.

Mas havia um quarto tenor.

Não entrou pela frente do palco. Não vestia fraque nem buscava aplauso direto. Instalou-se nos bastidores, reorganizando a acústica da sala. Sua voz não elevava a produção, apenas ampliava o eco. Ainda assim, ocupava cada vez mais espaço na partitura nacional.

Enquanto os três primeiros discutiam custos, gastos, expectativas e lucros, algo mudava discretamente na contabilidade do sistema. Cresciam ocupações que giram sobre si mesmas: intermediações sucessivas, rendas financeiras recicladas, serviços que administram serviços, estruturas dedicadas menos a produzir do que a precificar, controlar, arbitrar e extrair fluxos já existentes. A economia parecia movimentada — planilhas trêmulas, indicadores pirimpilando — mas algo fundamental permanecia estanque.

Produzia-se movimento. Não valor.
Talvez o país não percebesse: trabalhava, mas não avançava.

Era esse o quarto tenor: o das atividades de não-produção, expandindo-se silenciosamente.

Em edifícios corporativos iluminados até tarde, equipes inteiras revisam relatórios destinados a revisar relatórios anteriores. Telas exibem gráficos em permanente atualização, reuniões sucedem reuniões, contratos circulam entre departamentos que pouco se conectam com a produção material. Tudo funciona. Nada avança.

Não faltava trabalho. Faltava transformação.

O fenômeno confunde atividade com criação. Um prédio comercial cheio sugere dinamismo; contratos circulando sugerem prosperidade; aplicativos multiplicados sugerem inovação. Parte crescente dessa engrenagem apenas redistribui valor dentro do próprio sistema.

É uma economia ocupada consigo mesma.

Como uma engrenagem em falso, o volume aumenta enquanto a melodia esmaece. O PIB registra passos ilusórios, sustentados por atividades que pouco ampliam a base produtiva. Crescimentos espasmódicos surgem como solos virtuosos — logo dissolvidos pela ausência de um coro capaz de sustentá-los.

O quarto tenor entoa uma ária alternativa. A expansão, ainda que rastejante, passa a apoiar-se nessas atividades — comércio, finanças, administração pública, entre outras. Juros elevados tornam rentável esperar. Capturar valor existente torna-se mais seguro do que criá-lo. Produzir vira exceção; administrar o já existente, regra.

Não se trata de moralizar setores nem romantizar fábricas perdidas. Toda economia moderna necessita de serviços complexos e coordenação institucional. O problema surge quando essas atividades deixam de sustentar a produção e passam a orbitá-la como fim em si mesmas.

Trabalha-se mais para deslocar menos.

A quase-estagnação brasileira talvez não seja apenas crescimento fraco, mas uma mudança silenciosa em sua composição. A energia econômica não desapareceu; foi redirecionada. O país não parou — passou a girar em falso.

E, como em toda ópera longa demais, o público começa a confundir repetição com enredo. Ajustes são anunciados como clímax. Pequenas acelerações parecem redenção. A crítica passa a soar como impaciência.

Enquanto isso, o quarto tenor segue cantando.

Sua voz é suave, técnica, aparentemente inevitável. Não provoca ruptura. Apenas prolonga o ato — uma música estável o suficiente para evitar o colapso, fraca demais para inaugurar o próximo movimento.

E então a ópera continua — não porque avance, mas porque o público persiste em ouvi-la.

(*) Economista e professor da UFRGS.

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As opiniões emitidas nos artigos publicados no espaço de opinião expressam a posição de seu autor e não necessariamente representam o pensamento editorial do Sul21.

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Acordo Mercosul-União Europeia é aprovado por unanimidade no Senado

Assinatura do acordo do Mercosul-UE
Assinatura do acordo do Mercosul-UE – Reprodução/YouTube

O Senado aprovou nesta quarta-feira (4) o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). A votação foi unânime. A aprovação encerra a etapa de análise do tratado no Congresso brasileiro para que o acordo avance no processo de entrada em vigor.

O tratado foi assinado em 17 de janeiro no Paraguai. O texto prevê redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação que abrangem mais de 90% do comércio entre os dois blocos. A medida inclui regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, além de disposições sobre investimentos e padrões regulatórios.

Negociado por mais de 25 anos, o acordo cria uma zona comercial que reúne um mercado de mais de 700 milhões de pessoas. A expectativa é ampliar o fluxo de bens e investimentos entre países da América do Sul e da União Europeia.

No Senado, a relatoria ficou com a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Ela afirmou que o tratado tem alcance amplo nas relações econômicas entre os blocos. “O alcance do Acordo ultrapassa, de forma incomensurável, a redução de tarifas ou o estabelecimento de quotas. Seu potencial realmente transformador reside nas disciplinas voltadas a temas emergentes que estruturam as bases da competitividade contemporânea: investimentos, fluxos financeiros, serviços, meios de pagamento, transferência de tecnologia, acesso a compras governamentais e regras de concorrência, entre outros”, declarou.

A relatora também mencionou o contexto econômico internacional durante a análise do texto. “O mundo atual é mais fragmentado, mais cético e mais protecionista. Isso torna o acordo com nossos parceiros europeus ainda mais atual — e ainda mais necessário”, disse.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), destacou a tramitação do acordo no Congresso brasileiro. “O parlamento brasileiro demonstra mais uma vez uma maturidade institucional que nós temos e que a cada movimento como este é a constatação de que o parlamento brasileiro está ao lado dos grandes temas de interessa da sociedade”, afirmou.

Na mesma quarta-feira (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou decreto que regulamenta medidas chamadas de “salvaguardas bilaterais”. O mecanismo permite adoção de instrumentos de proteção comercial em acordos de livre comércio ou em tratados com preferências tarifárias.

As salvaguardas podem ser aplicadas quando houver aumento relevante das importações em relação à produção nacional ou ao consumo interno, situação que possa causar impacto à indústria brasileira. Entre as medidas possíveis estão elevação temporária de tarifas, limitação de volumes importados ou suspensão de preferências tarifárias.

Além da tramitação no Brasil, o acordo Mercosul-União Europeia ainda precisa ser aprovado por cada país integrante dos dois blocos, conforme os procedimentos legislativos internos. Somente após a ratificação por todos os países o tratado entrará plenamente em vigor.

Enquanto esse processo ocorre, o acordo pode ser aplicado de forma provisória em alguns países. Diplomatas avaliam que a aplicação inicial pode ocorrer já a partir de março, dependendo do andamento das etapas legais nos diferentes parlamentos.

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Petrobras deve fechar 2025 com lucro acima de R$ 120 bilhões

A Petrobras deve encerrar 2025 com lucro líquido superior a R$ 120 bilhões, segundo estimativas do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). De acordo com o Boletim nº 34 da entidade, divulgado em março, a companhia poderá fechar o ano com resultado próximo de R$ 125,5 bilhões, após registrar lucro projetado de R$ 31,1 bilhões no quarto trimestre. Leia em TVT News.

O documento aponta que, no 4º trimestre de 2025 (4T25), a estatal deve apresentar receita líquida de R$ 121,9 bilhões, EBITDA ajustado de R$ 65,5 bilhões e distribuição de dividendos da ordem de R$ 8,4 bilhões. A empresa divulga oficialmente seus resultados financeiros do período em 5 de março.

Caso confirmados os números, será o quarto trimestre consecutivo de lucro líquido da Petrobras, após o prejuízo de R$ 17 bilhões registrado no quarto trimestre de 2024. No acumulado dos três primeiros trimestres de 2025, a companhia já havia somado R$ 94,5 bilhões em lucro líquido, o que sustenta a projeção de um resultado anual robusto.

Estimativa balanço Petrobras

Segundo o Ineep, o desempenho positivo está diretamente relacionado ao aumento da produção e ao comportamento das vendas no mercado interno. A produção total de óleo, líquidos de gás natural (LGN) e gás natural cresceu 18,3% na comparação com o mesmo período de 2024. O avanço foi garantido, principalmente, pela entrada em operação de oito novos poços produtores no trimestre no polígono do pré-sal — totalizando 33 novos poços ao longo de 2025.

Além disso, houve incremento de 0,7% nas vendas de derivados no mercado interno, com destaque para os derivados médios, como diesel e querosene de aviação (QAV), além da gasolina. Esse movimento contribuiu para sustentar a receita, mesmo diante da queda nos preços médios dos derivados comercializados pela companhia.

As estimativas indicam que o preço médio dos derivados caiu 4,2% em 12 meses, passando de R$ 484,5 por barril no 4T24 para R$ 464,2 por barril no 4T25. Ainda assim, o aumento do volume produzido e vendido compensou a retração nos preços, preservando margens operacionais relevantes. A margem de lucro líquido projetada para o trimestre é de 26%.

O boletim também destaca que o resultado do 4T25 foi impactado por itens não recorrentes. Entre eles, o pagamento de R$ 6,97 bilhões pelos direitos e obrigações da União nos campos de Mero e Atapu, no Leilão de Áreas Não Contratadas realizado pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), além de R$ 1,54 bilhão referente ao Acordo de Equalização de Gastos e Volumes (AEGV), decorrente do Acordo de Individualização da Produção (AIP) da jazida compartilhada de Jubarte, no pré-sal.

Mesmo com esses desembolsos extraordinários, a companhia deve manter geração operacional de caixa expressiva. A projeção para recursos gerados pelas atividades operacionais é de R$ 52,1 bilhões no trimestre, enquanto o fluxo de caixa livre estimado é de R$ 18,6 bilhões.

No campo dos investimentos, o Ineep ressalta que, até o terceiro trimestre de 2025, a Petrobras aplicou R$ 73,1 bilhões na aquisição de ativos imobilizados e intangíveis, montante 35,5% superior ao registrado no mesmo período de 2024. O dado indica retomada consistente do ciclo de investimentos, especialmente nas áreas de exploração e produção.

Já a política de remuneração aos acionistas mostra trajetória distinta da observada no ano anterior. No terceiro trimestre de 2025, a distribuição de dividendos foi de R$ 12,16 bilhões, alta de 40,4% frente ao segundo trimestre. Contudo, no acumulado até o 3T25, os pagamentos totalizaram R$ 32,54 bilhões — recuo de 49,2% em comparação aos R$ 64,05 bilhões distribuídos no mesmo intervalo de 2024.

Para o Ineep, os números consolidam um cenário de forte geração de resultados pela estatal, ancorado na expansão da produção no pré-sal, no desempenho do mercado interno e na recomposição dos investimentos. Se confirmadas as projeções, 2025 poderá se tornar um dos anos mais lucrativos da história recente da companhia, reforçando seu papel estratégico na economia brasileira e na cadeia de petróleo e gás.

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Daniel Vorcaro, do Banco Master, é preso novamente pela PF

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: reprodução

A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira (4), o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Investigado por fraude financeira, ele foi alvo de uma nova fase da Operação Compliance Zero, que apura a venda de títulos de créditos falsos da fintech.

A prisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que na última terça-feira (3) havia tirado a obrigação de Vorcaro ir à CPI do Crime Organizado no Senado. Vorcaro foi detido em sua residência na capital paulista no início da manhã e encaminhado para a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.

Segundo a PF, a operação investiga a atuação de uma organização criminosa associada ao empresário. De acordo com a corporação, a ação mira a “prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”.

A nova fase da operação também inclui o cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e quinze mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Além de Vorcaro, há outro alvo de prisão na capital paulista que ainda não foi localizado pelos agentes. A Justiça também determinou a aplicação de medidas cautelares, como o uso de tornozeleiras eletrônicas, contra outros investigados.

As investigações contam com apoio do Banco Central do Brasil e buscam identificar a estrutura financeira e tecnológica utilizada pelo grupo suspeito. A Polícia Federal apura indícios de manipulação de mercado, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro envolvendo operações ligadas ao Banco Master.

Sede do Banco Master em São Paulo. Foto: reprodução

Entre as medidas determinadas pelo STF está o bloqueio e sequestro de bens que podem chegar a até R$ 22 bilhões. A decisão tem como objetivo impedir a movimentação de ativos ligados ao grupo investigado e preservar valores que possam estar relacionados às práticas ilícitas sob investigação.

A nova fase da Operação Compliance Zero também investiga suspeitas de invasão de dispositivos informáticos atribuídas a integrantes da organização criminosa ligada a Vorcaro e a aliados próximos. Segundo os investigadores, essas ações podem ter sido utilizadas para intimidar adversários ou interferir em processos ligados às apurações.

Daniel Vorcaro já havia sido preso anteriormente durante a primeira fase da operação, deflagrada em novembro por decisão da Justiça Federal de Brasília. Na ocasião, ele permaneceu detido por 11 dias.

Posteriormente, a defesa do banqueiro conseguiu levar o caso ao Supremo Tribunal Federal. Sob relatoria inicial do ministro Dias Toffoli, o inquérito passou a registrar tensões entre a Polícia Federal e o STF durante o andamento das investigações.

Toffoli deixou o caso no mês passado após a PF apresentar ao Supremo um relatório contendo menções ao nome do ministro e registros de conversas atribuídas a ele com Daniel Vorcaro. Após a redistribuição do processo, o caso passou a ser conduzido por André Mendonça, que analisava o material investigativo e autorizou a deflagração desta nova fase da operação.

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Governo pode enviar projeto com urgência se escala 6×1 não avançar 

Da Agência Brasil

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse nesta terça-feira (3), em São Paulo, que o governo poderá enviar um projeto de lei com urgência para o Congresso Nacional, caso as discussões que tratam sobre a jornada de trabalho, como o fim da escala 6×1 e a redução de horas semanais, não caminhem na “velocidade desejada”.

A urgência impõe que tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado tenham 45 dias para deliberar o tema, sob pena de trancamento da pauta.

“Tem um debate importante com a direção das duas Casas [Câmara e Senado]. O presidente [da Câmara] Hugo Motta assumiu conosco de tocar as duas coisas: as PECs [Proposta de Emenda à Constituição] que estavam lá e também os projetos de lei [PL] vigentes que estão tramitando na Casa. Evidentemente que o PL pode ter uma velocidade maior que o da PEC. Mas o governo não descarta, a depender da conversa entre o presidente Hugo Mota e o presidente Lula, de mandar um projeto de lei em urgência. Se as coisas não caminharem na velocidade desejada, nós podemos encaminhar um projeto de lei com urgência que, acredito, seria a possibilidade dela evoluir”, disse o ministro, durante entrevista coletiva em que divulgou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego.

Uma das PECs que tramitam atualmente no Congresso aumenta de um para dois dias o descanso mínimo semanal — preferencialmente aos sábados e domingos – e diminui de 44 para 36 horas o tempo máximo de trabalho semanal, sem contar horas extras. Atualmente, a Constituição estabelece que a carga de trabalho será de até oito horas diárias e até 44 horas semanais.

Durante entrevista a jornalistas, Marinho disse considerar viável o fim da jornada 6×1, mas ressaltou que a prioridade do governo é a redução de jornada que, em sua visão, já deveria ter ocorrido.

“Nesta fase, acredito sinceramente que é plenamente possível reduzir a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais. E, portanto, isso pode levar à condição de acabar com a escala 6×1, que é o grande sonho de milhões de trabalhadores e trabalhadoras, em particular do comércio e serviço.”

Ele também reiterou que não há discussão atualmente no governo sobre compensações fiscais às empresas como contrapartida para a mudança. Para ele, “o pressuposto para a compensação é o aumento da produtividade”.

“Não faz sentido, na minha opinião, pensar em incentivos fiscais para a questão [da redução] da jornada parcial”, disse o ministro.

“É preciso que o mundo empresarial, os trabalhadores e suas representações colaborem no sentido de melhorar o ambiente do mundo do trabalho. Se você evitou acidente, evitou doenças, você vai aumentar a produtividade. Se você investir em tecnologia, você vai garantir o aumento da produtividade. E o Brasil precisa melhorar a produtividade”, afirmou.

Caged

Em janeiro, o Brasil apresentou saldo positivo de 112.334 mil novos postos de trabalho com carteira assinada, segundo o Caged. O resultado foi obtido com a admissão de 2.208.030 pessoas e 2.095.696 desligamentos.

Apesar do balanço positivo, este foi o pior janeiro desde 2024, com  saldo de 173.127 novos postos de trabalho. Segundo o ministro, a queda que vem sendo observada ocorre por causa dos juros altos (Selic), atualmente estabelecida em 15% ao ano.

“Cantamos essa bola desde 2004. O ritmo do juro praticado [em patamar elevado] ia levar a uma diminuição da velocidade [da criação de novos empregos]. Então, o que aconteceu foi uma diminuição da velocidade”, explicou.

Segundo o Caged, quatro setores tiveram um desempenho positivo em janeiro, com destaque para o da indústria, que teve um saldo positivo de 54.991 postos de trabalho. Em seguida aparece o da construção, com 50.545 de saldo; serviços (40.525) e agropecuária (23.073). Já o setor de comércio teve um desempenho negativo, com saldo de -56.800 postos de trabalho.

No acumulado de doze meses (entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026), o saldo de novos vínculos celetistas foi de 1.228.483.

O Caged apontou ainda que o salário médio real de admissão em janeiro deste ano foi de R$ 2.289,78, o que representou uma variação positiva de R$ 77,02 em relação a dezembro do ano passado.

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Agro cresce 11,7%, impulsiona PIB e ganha participação na economia

A agropecuária foi o grande destaque da economia brasileira em 2025. O setor cresceu 11,7% na comparação com 2024, o que impulsionou o Produto Interno Bruto (PIB), conjunto de bens e serviços produzidos no país no ano passado. Leia em TVT News.

O desempenho fez com que a agropecuária representasse praticamente um terço (32,8%) da expansão de 2,3% que a economia brasileira teve no ano passado.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Depois da agropecuária, a atividade econômica que mais contribuiu para o avanço do PIB anual foi a indústria extrativa, com salto de 15,3%. Ou seja, a participação da agropecuária foi mais que o dobro da segunda atividade de maior peso no crescimento.

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Ganho de participação

A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, destaca que a agropecuária conseguiu ser o principal motor do PIB mesmo tendo participação de apenas 7% na economia brasileira.

“Apesar de ser uma atividade que não pesa tanto no PIB, a agropecuária cresceu tanto que foi a que contribuiu mais para o crescimento. Realmente chamou bastante atenção”, avalia Palis.

Tal expansão, inclusive, fez o setor ganhar maior participação. Em 2024, o agro tinha peso de 6,7%, índice que fechou 2025 em 7,1%.

Apesar do aumento de seu peso na economia brasileira, essa fatia já foi maior em anos recentes. Em 2021, a participação da agropecuária ficou em 7,7%. Em 2010 era apenas 4,8%.

A atividade econômica com maior peso no PIB brasileiro em 2025 continuou a ser a de serviços, com 69,5%. Em 2024, o setor representava 68,9%.

Na sequência, figura a indústria extrativa, que recuou de 24,4% para 23,4% na passagem de 2024 para 2025. Palis explica que a queda de participação é explicada pelo recuo do preço internacional do petróleo no ano passado.

Força da lavoura

A analista Rebeca Palis explica que o desempenho da agropecuária é resultado, principalmente, da agricultura.

“A gente teve um ano recorde de safra de soja e milho, e essas safras têm um peso muito grande no primeiro trimestre”, cita.

“Depois caiu um pouquinho, mas se vocês forem ver a média do ano, em relação à média do ano anterior, tem um crescimento bastante significativo”, completa.

Segundo Palis, a soja e o milho representam cerca de 45% da lavoura nacional.

“A gente teve uma safra muito alta também de laranja, e todas essas atividades também com o crescimento da produtividade”, acrescenta a pesquisadora do IBGE.

Crescimento de produção agrícola em 2025:

  • Soja: 14,6%
  • Milho: 23,6%
  • Laranja: 28,4%

Apesar do destaque da agricultura, Palis ressalta que parte da pecuária também teve crescimento importante, principalmente bovinos e leite.

Projeção para 2026

Em um boletim publicado logo após a divulgação do IBGE, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda estima que 2026 deve ter crescimento de 2,3%, ritmo similar ao observado em 2025.

“A expectativa é de desaceleração acentuada da agropecuária, compensada por maior ritmo de crescimento da indústria e dos serviços”, aponta o texto.

“A menor produção esperada de milho e arroz, bem como o menor abate de bovinos, devido à reversão do ciclo, devem limitar a expansão do setor agropecuário em 2026, apesar da perspectiva de nova colheita recorde de soja”, assinalam os técnicos do Ministério da Fazenda.

Bruno de Freitas Moura – Repórter da Agência Brasil

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Tarifaço americano teve efeito ‘pontual’ na economia, diz IBGE

Da Agência Brasil

O tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos teve efeito pontual no desempenho da economia brasileira em 2025, que atingiu expansão de 2,3% na comparação com o ano anterior.

A avaliação é da coordenadora de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rebeca Palis, durante apresentação do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB).

O PIB é o conjunto de bens e serviços produzidos no país e serve como indicador do comportamento da economia.

O resultado de 2025 revela que as exportações brasileiras cresceram 6,2% na comparação com o ano anterior.

“Em relação ao tarifaço, a gente realmente viu que foram coisas muito pontuais. Os exportadores procuraram outros mercados. O Brasil já estava conseguindo exportar mais para outros países. Os Estados Unidos já não estão pesando tanto como destino das exportações brasileiras”, assinala a pesquisadora.

“Provavelmente, sem o tarifário a gente teria até exportado mais. Mas a gente exportou bastante, cresceu e foi importante o crescimento do ano passado”, completa ela.

Os Estados Unidos são o segundo principal parceiro comercial do Brasil, perdendo apenas para a China.

Entenda o tarifaço

O tarifaço do presidente americano, Donald Trump, entrou em vigor em agosto de 2025. Ao elevar taxas sobre produtos importados, o governo dos Estados Unidos afirma que pretende proteger a economia americana.

A ideia é que, com a taxação, os americanos passassem a fabricar produtos localmente em vez de adquiri-los no exterior.

No caso do Brasil, que sofreu com uma das maiores taxas, de até 50%, o presidente americano chegou a alegar também que se tratava de retaliação ao tratamento dado pelo Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que Trump considerava ser perseguido, antes de ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro de 2025, por tentativa de golpe de Estado.

Desde então, os governos brasileiro e estadunidense negociam formas de buscar acordos para a parceria comercial.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), as exportações para os Estados Unidos recuaram 6,6% em 2025.

Justiça derruba tarifaço

No último dia 20 de fevereiro, uma decisão da Suprema Corte dos EUA derrubou a decisão de Trump de taxar compras internacionais. O presidente americano reagiu impondo tarifa de 10%a diversos países.

De acordo com o Mdic, o novo regime tarifário dos Estados Unidos deve poupar 46% dos produtos brasileiros exportados ao país.

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Lula diz que Sul Global pode mudar a lógica econômica do mundo

Da Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a união dos países em desenvolvimento, em especial os do chamado Sul Global, para “mudar a lógica econômica” do mundo. A afirmação foi feita na madrugada deste domingo (22), momentos antes de encerrar a visita à Índia e partir para a Coreia do Sul.

Em coletiva de imprensa, Lula falou sobre as dificuldades históricas que países menos desenvolvidos têm durante as negociações com superpotências.

“Sempre defendemos que países pequenos se unam para negociar com os maiores. Países como Índia, Brasil, Austrália e outros do Sul Global precisam estar juntos, porque na negociação direta com superpotências a tendência é perder”, disse Lula.

Segundo ele, “os países em desenvolvimento podem mudar a lógica econômica do mundo. Basta querer. Está na hora de mudar. Falo isso com base em 500 anos de experiência colonial, porque continuamos colonizados do ponto de vista tecnológico e econômico. Precisamos construir parcerias com quem tem similaridades conosco, para somar nosso potencial e nos tornar mais fortes”, acrescentou.

Brics

Na avaliação de Lula, o Brics tem colaborado no sentido de viabilizar essa nova lógica econômica para o mundo. O bloco, na avaliação do presidente “está ganhando uma cara”.

“É um grupo que antes era marginalizado. Criamos um banco. Tudo ainda é novo. Sei que os EUA têm alguma inquietação, que na verdade é com a China. Mas não queremos outra Guerra Fria. Queremos fortalecer nosso grupo, que pode se integrar ao G20 e, quem sabe, formar algo equivalente a um G30”, argumentou.

Ele voltou a negar que se pretenda criar uma moeda para o Brics. “Nunca defendemos criar uma moeda dos BRICS. O que defendemos é fazer comércio com nossas próprias moedas, para reduzir dependências e custos. Os EUA não vão gostar no primeiro momento, mas tudo bem. Vamos debater”, disse.

ONU

O presidente brasileiro voltou a defender o multilateralismo e o fortalecimento da ONU, que, segundo Lula, precisa voltar a ter legitimidade e eficácia. Segundo Lula, a ONU tem, entre suas funções, a de manter a paz e da harmonia no mundo.

“Esses dias eu liguei para quase todos os presidentes, propondo que a gente tem que dar uma resposta ao que aconteceu na Venezuela, ao que aconteceu em Gaza, ao que aconteceu na Ucrânia. Você não pode permitir que, de forma unilateral, nenhum país — por maior que seja — possa interferir na vida de outros países. Precisamos da ONU para resolver esse tipo de problema. E, por isso, ela precisa ter representatividade”, reiterou.

EUA

Sobre a relação entre Brasil e Estados Unidos, Lula disse que boas parcerias podem surgir, caso, de fato, haja interesse dos EUA em combater organizações criminosas transnacionais como a do narcotráfico.

“O crime organizado hoje é uma empresa multinacional. Por isso, nossa Polícia Federal precisa construir parcerias com todos os países que tenham interesse em enfrentá-lo conosco”, disse. “E se o governo dos EUA estiver disposto a combater o narcotráfico e o crime organizado, estaremos na linha de frente, inclusive reivindicando que nos enviem os criminosos brasileiros que estão lá”, acrescentou.

Lula defendeu que a relação da superpotência com os países da América do Sul e Caribe seja sempre respeitosa, uma vez que trata-se de uma região pacífica, sem qualquer armamento nuclear, que quer crescer economicamente, gerar emprego e melhorar a vida de seu povo.

Este, por sinal, é um assunto que ele pretende conversar com o presidente Donald Trump, no encontro que os dois devem ter em breve.

“Quero discutir qual é o papel dos EUA na América do Sul, se é de ajuda ou ameaça, como está fazendo com o Irã. O que o mundo precisa é de tranquilidade. Vamos gastar nossa energia para acabar com a fome e com a violência contra as mulheres, que cresce em todos os países”, disse Lula ao lembrar que o momento atual é o de maior número de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial.

Sobre a taxação imposta pelos EUA a outros países, derrubada recentemente pela suprema corte estadunidense, Lula disse que não cabe a ele, enquanto presidente do Brasil, julgar decisões de cortes de outros países.

Índia

Lula falou também sobre os encontros que teve com o primeiro-ministro da Índia Narendra Modi. “Tratamos muito da nossa relação comercial e da relação entre Brasil e Índia. Não entramos em detalhes sobre geopolítica internacional. Eu sei o que a Índia pensa sobre determinados problemas, e eles sabem o que o Brasil pensa. Nós discutimos o que nos une. Em especial sobre fortalecer nossas economias para nos tornarmos países altamente desenvolvidos”, disse ao classificar a conversa como extraordinária e exitosa para os dois países.

Lula disse que as conversas com empresários também foi muito positiva. “Todos os empresários indianos que investem no Brasil elogiam o país e dizem que vão aumentar seus investimentos. Eles são muito otimistas com relação ao Brasil”.

O presidente voltou a dizer que o Brasil está aberto para que outros países venham explorar os minerais críticos e as terras raras do país. Ele, no entanto, reiterou que só terá acesso a essas riquezas quem se dispor a agregar valor em território brasileiro.

“O processo de transformação precisa acontecer no Brasil. Vamos conversar. O que não vamos permitir é que aconteça com nossas terras raras o que aconteceu com nosso mineiro de ferro. Por tantos anos a gente só se cavou buraco para mandar minério para fora e depois comprar produto manufaturado. Queremos que ele seja transformado no Brasil”.

Lula embarcou para a Ásia na última terça-feira (17) para visitas à Índia e à Coreia do Sul em agendas voltadas ao fortalecimento do comércio e de parcerias estratégicas com os dois países asiáticos. Em Nova Delhi, capital da Índia, Lula foi recebido em retribuição à visita do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, ao Brasil, em julho de 2025 durante a Cúpula do Brics. Esta foi a quarta viagem de Lula à Índia, a segunda do atual mandato.

Neste domingo (22), Lula e sua comitiva presidencial desembarcam em Seul, na Coreia do Sul, a convite do presidente Lee Jae Myung. Esta será a terceira visita do líder brasileiro ao país, a primeira de Estado. Na ocasião, será adotado o Plano de Ação Trienal 2026-2029, que visa elevar o nível do relacionamento entre os países para uma parceria estratégica.

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94% dos reajustes salariais ficaram acima da inflação em janeiro, aponta Dieese

As negociações coletivas deste começo de 2026 foram favoráveis para os trabalhadores brasileiros. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), 94% dos reajustes salariais concedidos em janeiro superaram a inflação medida pelo INPC, configurando o melhor desempenho dos últimos 12 meses.

Os dados constam no boletim De Olho nas Negociações nº 65 e têm como base 364 instrumentos coletivos registrados no sistema Mediador do Ministério do Trabalho e Emprego. A variação real média dos reajustes foi de 2,12%, consolidando uma trajetória de crescimento iniciada em setembro de 2025. Saiba os detalhes na TVT News.

No mesmo período, apenas 4,1% dos acordos resultaram em reajustes iguais à inflação, enquanto 1,9% ficaram abaixo do índice. No acumulado entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026, a média de reajustes acima do INPC foi de 77,1%, número significativamente inferior ao registrado no primeiro mês deste ano.

Inflação menor e mínimo valorizado impulsionam resultado

Dois fatores principais explicam o desempenho positivo. O primeiro é a desaceleração da inflação no último trimestre de 2025. O INPC acumulado em 12 meses, que serve como referência para as negociações, estava em 3,90% nas datas-base de janeiro.

O segundo fator é o reajuste de 6,79% no salário mínimo nacional, que funcionou como parâmetro importante para as negociações de diversas categorias profissionais, pressionando positivamente pisos e tabelas salariais.

Apesar do cenário favorável, o Dieese alerta que o INPC acumulado em 12 meses subiu para 4,30% nas negociações com data-base em fevereiro, o que pode representar um desafio maior para a manutenção de ganhos reais nos próximos meses.

Serviços e comércio lideram ganhos reais

Entre os setores econômicos, serviços e comércio apresentaram os melhores desempenhos em termos de frequência de ganhos reais. Ambos registraram 96,2% das negociações acima da inflação.

O setor de serviços também obteve a maior variação real média: 2,37%. Já o comércio registrou ganho médio de 1,75% e não apresentou nenhum caso de reajuste abaixo do INPC em janeiro.

A indústria também teve resultado expressivo, com 91,4% das negociações acima da inflação e ganho real médio de 1,80%. No setor rural, o volume de dados foi insuficiente para uma análise estatística conclusiva no mês.

Nordeste lidera em frequência; Sudeste tem maior ganho médio

Regionalmente, o Nordeste se destacou com 98,2% dos reajustes acima da inflação e nenhum registro de perdas salariais nas negociações analisadas.

O Sudeste apresentou a maior variação real média do país, com 2,51%. Já o Centro-Oeste teve o desempenho mais modesto: 88,1% dos acordos acima do INPC e 7,1% abaixo da inflação.

As regiões Norte e Sul registraram variações reais médias de 1,46% e 1,64%, respectivamente.

Pisos salariais e forma de pagamento

Os pisos salariais negociados em janeiro de 2026 tiveram média de R$ 1.843. Entre os setores, os serviços apresentaram o maior piso médio (R$ 1.887), enquanto a indústria registrou a maior mediana (R$ 1.783). Regionalmente, o Sul liderou tanto na média (R$ 1.920) quanto na mediana (R$ 1.850) dos pisos.

Quanto à forma de pagamento, 99,5% dos reajustes foram quitados em parcela única, o menor índice de parcelamento da série de 12 meses. O escalonamento, com percentuais diferenciados conforme faixa salarial ou porte da empresa, foi adotado em 15,9% dos acordos.

O levantamento do Dieese considera trabalhadores celetistas do setor privado e de estatais, tendo o INPC-IBGE como referência inflacionária. A variação real é calculada por média simples dos índices negociados, e os pisos correspondem ao menor valor definido em cada instrumento coletivo, excluindo aprendizes e estagiários.

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Ipea diz que mercado de trabalho pode absorver escala de trabalho 6×1

Da Agência Brasil

Os custos de uma eventual redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais seriam similares aos impactos observados em reajustes históricos do salário mínimo no Brasil, o que indica uma capacidade de absorção da medida pelo mercado de trabalho.

A conclusão é de estudo publicado nesta terça-feira (10) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que analisa os efeitos econômicos da eventual redução da jornada atualmente predominante de 44 horas semanais, associada à escala 6×1, que estabelece um dia de descanso a cada seis trabalhados.

A redução da jornada de trabalho teria um custo de menos de 1% em grandes setores, como indústria e comércio, mas alguns setores de serviços que dependem de mais mão de obra podem precisar de políticas públicas, avalia o Ipea.

Os pesquisadores citam, por exemplo, os reajustes históricos do salário mínimo, como os de 12%, em 2001, e 7,6% em 2012, que não reduziram o nível de empregos.

A jornada geral de 40 horas semanais elevaria o custo do trabalhador celetista em 7,84%, mas, dentro do custo total da operação, o efeito é menor, diz o pesquisador Felipe Pateo.

“Quando a gente olha para a operação de grandes empresas na área de comércio, da indústria, a gente vê que o custo com trabalhadores representa às vezes menos que 10% do custo operacional da empresa. Ela tem custo grande de formação de estoques, custo de investimento em maquinário”, explica.

Já empresas de serviços para edifícios, como vigilância e limpeza, podem ter um impacto maior, de 6,5% no custo da operação. Nesses casos, seria necessária uma transição gradual para a nova jornada. O mesmo serviria para pequenas empresas, que podem ter até mais dificuldade para adaptar as escalas de trabalho, segundo Pateo.

“A gente vê que esse tempo de transição também é muito importante para as empresas menores. E você precisa abrir possibilidades de contratação de trabalhadores em meio período, por exemplo, que possam suprir eventualmente um tempo de funcionamento num fim de semana, caso a redução de jornada possa dificultar esse processo”, observa.

Combate a desigualdades

O estudo também aponta que jornadas de 44 horas concentram trabalhadores de menor renda e escolaridade. Para o pesquisador, a redução da jornada pode reduzir desigualdades.

“Quando a gente reduz a jornada máxima para 40 horas, a gente bota esses trabalhadores que estão nos empregos de menores salários, de menor duração do tempo de emprego, em pé de igualdade, pelo menos na quantidade de horas trabalhadas. E a gente acaba aumentando o valor da hora de trabalho desses trabalhadores. Então isso faz com que eles se aproximem das condições dos trabalhadores nas melhores situações trabalhistas”, argumenta.

Segundo a pesquisa, a remuneração média para quem trabalha até 40 horas por semana é de R$ 6,2 mil. Já os trabalhadores de 44 horas recebem, em média, menos da metade. Esses trabalhadores com jornada maior também têm menor escolaridade.

Segundo o estudo do Ipea, mais de 83% dos vínculos de pessoas com até o ensino médio completo estão nessa condição, proporção que cai para 53% entre aqueles com ensino superior completo. Diferentemente de outras características sociodemográficas, a incidência de jornadas estendidas mostra forte associação com o nível de escolaridade.

A grande maioria dos 44 milhões de trabalhadores celetistas registrados na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) em 2023 tinha jornada de 44 horas semanais. Ao todo, eles somam 31.779.457, o que equivale a 74% dos que tinham jornada informada. Em 31 dos 87 setores econômicos analisados, mais de 90% dos trabalhadores têm jornadas acima de 40 horas semanais.

A Rais é uma declaração obrigatória na qual empresas brasileiras informam ao Ministério do Trabalho dados sobre seus funcionários, vínculos empregatícios e salários.

Empresas menores

Um desafio apontado no estudo do Ipea é para as empresas de menor porte, pois elas têm, proporcionalmente, mais trabalhadores com jornadas superiores a 40 horas. Enquanto a média nacional indica que 79,7% dos trabalhadores têm jornadas superiores a 40 horas semanais, esse percentual sobe para 87,7% nas empresas com até quatro empregados e para 88,6% naquelas que empregam entre cinco e nove trabalhadores.

Os trabalhadores atualmente submetidos a jornadas superiores a 40 horas somam 3,39 milhões nas empresas com até quatro empregados e 6,64 milhões quando se consideram aquelas com até nove trabalhadores.

Esses setores incluem, por exemplo, segmentos da área de educação, atividades de organizações associativas e outros serviços pessoais, como lavanderias e cabeleireiros, nos quais predominam jornadas estendidas entre empresas com até quatro trabalhadores.

Debate

A redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas e o fim da escala 6×1 entraram de vez no radar político do país neste início de ano.

Nesta terça-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que uma das prioridades da Casa neste ano é justamente votar esses direitos trabalhistas. Em suas redes sociais, Motta escreveu que a análise pelos deputados pode se dar em maio.

Atualmente, duas propostas estão sendo discutidas na Casa sobre o assunto: uma da deputada Erika Hilton, a PEC 8/25, e outra pelo deputado Reginaldo Lopes, a PEC 221/19.

Na mensagem enviada ao Congresso Nacional, na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também colocou o tema entre as prioridades do governo para o semestre. .

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Diretor Jurídico do Banco de Brasília deixa cargo após caso Master

Da Agência Brasil

O Banco de Brasília (BRB) informou que Jacques Maurício Ferreira Veloso de Melo renunciou ao cargo de diretor Jurídico da instituição. Segundo fato relevante divulgado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na segunda-feira (9) à noite, a saída do executivo será efetivada no próximo sábado (14).

No comunicado, o BRB diz que seguirá mantendo acionistas e o mercado informados sobre fatos relevantes, reforçando o compromisso com ética, responsabilidade e transparência. O banco, no entanto, não detalhou os motivos da renúncia nem informou quem assumirá a Diretoria Jurídica.

A saída ocorre em meio à crise enfrentada pelo BRB após vir à tona o envolvimento da instituição com o Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central em novembro de 2025.

Jacques Veloso havia sido nomeado diretor Jurídico em agosto de 2024, indicado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, para cumprir o restante do mandato iniciado em 2022, após a saída do então titular. Ele assumiu oficialmente a função em dezembro daquele ano e já integrava a governança do banco como membro do Comitê de Auditoria.

Também nesta segunda-feira, o BRB anunciou a posse de Ana Paula Teixeira como nova diretora executiva de Controles e Riscos. Segundo o banco, a executiva tem trajetória consolidada no setor financeiro e atuou como vice-presidente de Gestão de Riscos, Controles Internos, Segurança Institucional e Cibersegurança no Banco do Brasil.

Em nota, o BRB afirmou que a nomeação busca fortalecer a governança corporativa, a integridade institucional e a gestão de riscos e controles internos da instituição.

Banco Master

A renúncia de Veloso e a mudança na diretoria ocorrem após investigações apontarem operações entre o BRB e o Banco Master consideradas irregulares. No período de 2023 a 2024, o banco público adquiriu duas carteiras de crédito do Master no valor de R$ 12,2 bilhões, compostas por ativos superfaturados ou inexistentes, segundo as apurações.

Em 2025, o BRB chegou a anunciar a intenção de adquirir o controle do Banco Master. A operação foi aprovada pelo Cade em junho, mas acabou rejeitada pelo Banco Central em setembro. Pouco depois, o Master foi liquidado pelo BC.

De acordo com depoimento prestado à Polícia Federal no fim de 2025 pelo diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, as operações com o Banco Master teriam provocado um rombo estimado em R$ 5 bilhões no balanço do BRB.

Parecer técnico e vídeo

A renúncia ocorre após reportagem do site Metrópoles revelar a existência de um parecer jurídico assinado por Veloso no qual ele teria alertado para riscos nas operações entre o BRB e o Banco Master. No documento, o então diretor jurídico destacou a importância da observância dos índices de liquidez e de Basileia, considerados essenciais para garantir a solidez e a estabilidade do sistema financeiro.

Apesar do alerta técnico, Veloso também gravou um vídeo interno no qual defendeu a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB. Na gravação, enviada a servidores da instituição após o anúncio da negociação, ele afirmou que “todos os cuidados jurídicos estavam sendo tomados” para que a operação seguisse os trâmites legais e normativos aplicáveis ao banco público.

Os vídeos reuniram depoimentos de executivos de diferentes áreas do BRB e buscavam ressaltar supostas “vantagens técnicas” da aquisição, barrada pelo Banco Central e posteriormente investigada pela Polícia Federal.

Recomposição

Para conter a crise de credibilidade e reforçar a liquidez, o BRB apresentou ao Banco Central, na sexta-feira (6), um plano de capital com medidas para recompor o patrimônio da instituição em até 180 dias. Segundo estimativas do BC, o aporte mínimo necessário pode chegar a R$ 5 bilhões.

O governo do Distrito Federal, acionista controlador do BRB com cerca de 72% do capital, acompanha de perto a situação. O plano foi entregue pessoalmente pelo presidente do banco, Nelson Antônio de Souza, em reunião na sede do Banco Central, em Brasília.

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Pedido de vista adia votação de relatório sobre acordo Mercosul–União Europeia

Pedido de vista feito pelo deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE) interrompeu a análise do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia pelo Congresso Nacional nesta terça-feira (10). Leia em TVT News.

Com o pedido, a reunião da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul) foi suspensa e deve ser retomada no dia 24 de fevereiro, para votação do relatório lido pelo presidente do colegiado, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).

No relatório, Chinaglia destacou que o acordo cria uma ampla área de livre comércio entre os blocos, com redução gradual de tarifas e preservação de setores considerados sensíveis, além de prever salvaguardas e mecanismos de solução de controvérsias.

O presidente da Comissão de Relações Exteriores e vice-presidente da Representação, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), destacou os impactos econômicos do acordo e o caminho da proposta no Congresso.

Segundo ele, a expectativa é concluir a votação do relatório logo após o retorno do carnaval e, em seguida, enviar o texto ao Plenário da Câmara dos Deputados e, posteriormente, ao Senado.

Agência Brasil, com informações da Agência Senado

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