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EUA prometem respeitar resultado de eleição no Brasil desde que ‘livre e justa’

13 de Agosto de 2026, 21:36

Acusado de tentar uma interferência nas eleições presidenciais do Brasil pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, o Departamento de Estado dos Estados Unidos negou que tenha como objetivo interferir na disputa e indicou que vai respeitar o resultado das urnas, desde que o País promova uma disputa “livre e justa”.

A declaração foi dada por autoridades do governo Donald Trump, com a condição de que não fosse identificada, em resposta a questionamentos de veículos de imprensa brasileiros sobre as recentes rusgas políticas com o País.

Segundo a autoridade do Departamento de Estado, haverá respeito à escolha feita pelos brasileiros por meio “de eleições livres e justas no Brasil”. Essa autoridade lembrou que os EUA já manteve relações com “governos de ambos os lados do espectro no Brasil” e que esses relacionamentos foram “muito bem-sucedidos.”

Para integrantes do governo Lula, porém, a administração trumpista planejava justamente reunir elementos no País a fim de contestar a transparência e a segurança do sistema de urnas eletrônicas. Dois diplomatas tiveram visto negado pelo Itamaraty.

Na semana passada, o Palácio do Planalto reagiu dizendo que o cancelamento do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, era uma atitude de viés ideológico.

“Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente”, afirmou a Presidência da República, em nota.

Em eventos públicos, o presidente brasileiro acusou o secretário de Estado, Marco Rubio, figura política de histórico hostil ao petista e próximo do bolsonarismo, de “odiar o Brasil” e a América Latina. Lula chamou o chefe da diplomacia trumpista, filho de cubanos exilados, de “latino-americano frustrado”.

E disse que se beneficiaria caso os EUA enviassem uma autoridade para subir no palanque do senador Flávio Bolsonaro (PL), principal rival na disputa pela Presidência. Flávio voltou a levantar dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro, sem que nenhuma fraude jamais tenha sido comprovada.

Depois, Lula afirmou que pretendia voltar a conversar por telefone com Trump, uma chamada que não ocorreu ainda.

Nesta quarta-feira, dia 12, o ex-ministro Celso Amorim, chefe da Assessoria Especial do Palácio do Planalto, afirmou que os EUA miravam contra a soberania brasileira, com o vídeo do Departamento de Estado que propaga o “domínio americano” nas Américas, uma alusão à Doutrina Monroe.

O conselheiro petista também afirmou que a relação vive uma “escalada de hostilidades” e que a administração Trump atua com “opacidade total” em relação ao Brasil.

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Terceiro menor país do mundo muda de nome; relembre outros casos

13 de Agosto de 2026, 20:44

O pequeno país insular de Nauru, no Pacífico Sul, passou a adotar oficialmente o nome República de Naoero, em uma mudança que busca resgatar a denominação tradicional utilizada na língua local. A alteração também marca uma tentativa de reforçar a identidade nacional e se afastar de uma nomenclatura consolidada durante o período colonial.

Leia mais em: https://exame.com/esferabrasil/terceiro-menor-pais-do-mundo-muda-de-nome-relembre-outros-casos/

Milhas em dinheiro? Entenda o projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados

13 de Agosto de 2026, 19:45

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira, 13, o Projeto de Lei 3083/26, que muda as regras para quem acumula milhas e pontos de fidelidade. A proposta agora segue para o Senado.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/milhas-em-dinheiro-entenda-o-projeto-de-lei-aprovado-na-camara-dos-deputados/

Flávio promete proibir uso de recursos de programas sociais em bets, mas medida já está em vigor

13 de Agosto de 2026, 19:13

‎O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) prometeu, em seu programa de governo protocolado junto à Justiça Eleitoral nesta quinta-feira, 13, proibir que recursos de programas sociais do governo federal sejam usados em casas de apostas. A medida, porém, já está em vigor no país nos casos de beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Leia mais em: https://exame.com/brasil/flavio-promete-proibir-uso-de-recursos-programas-sociais-em-bets-mas-medida-ja-esta-em-vigor/

Pesquisa Datafolha no Ceará: Ciro lidera com 19 pontos de vantagem contra Elmano

13 de Agosto de 2026, 18:36

A disputa pelo governo do Ceará tem Ciro Gomes (PSDB) à frente do governador Elmano de Freitas (PT), segundo pesquisa Datafolha divulgada pelo jornal O Povo nesta quinta-feira, 13.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/pesquisa-datafolha-no-ceara-ciro-lidera-com-19-pontos-de-vantagem-contra-elmano/

'Tesouraço', corte de imposto e limites ao STF: veja o plano de governo de Flávio Bolsonaro

13 de Agosto de 2026, 18:20

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, apresentou nesta quinta-feira, 13, seu plano de governo, nomeado "Para o Brasil Vencer o Atraso". O documento, com 76 páginas, organiza as propostas em nove frentes que vão de segurança pública à reforma do Estado, passando por emprego, educação e equilíbrio fiscal.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/tesouraco-corte-de-imposto-e-regras-para-o-stf-veja-o-plano-de-governo-de-flavio-bolsonaro/

Banco do Brasil (BBAS3) vê melhora no agro com MP, mas provisões podem ficar no teto e lucro no piso do guidance

13 de Agosto de 2026, 18:10

O Banco do Brasil (BBAS3) trabalha com um cenário de melhora nas provisões da carteira de crédito do agronegócio nos próximos meses, apoiada principalmente pelo programa de reestruturação de dívidas do setor rural lançado pelo governo federal no mês passado, mas dúvidas sobre o cumprimento das previsões do banco para o ano pressionaram as ações para mínimas em um ano.

“Nós esperamos uma melhora relevante na PDD do agro em virtude da MP 1.376”, afirmou o vice-presidente de controles internos e gestão de riscos da instituição financeira, Felipe Prince, em teleconferência com analistas para comentar o resultado do banco no segundo trimestre, divulgado na véspera.

“Temos à disposição dos nossos clientes um instrumento para promover essa renegociação. Nós trabalharemos muito fortemente na melhoria das condições do cliente como um todo e isso traz impacto também no relacionamento pessoa física com os produtores rurais”, afirmou.

No segundo trimestre, a inadimplência acima de 90 dias do agro avançou para 6,27%, de 3,16% um ano antes e 6,22% nos três meses imediatamente anteriores. Na pessoa física, atingiu 8,41%, de 5,59% um ano antes e 6,82% nos primeiros três meses de 2026.

A presidente-executiva do BB, Tarciana Medeiros, afirmou na teleconferência que o portfólio de crédito potencial do banco para enquadramento na MP 1.376 é de até R$100 bilhões.

De acordo com o vice-presidente de agronegócios e agricultura familiar do BB, Gilson Bittencourt, o foco inicial será principalmente o produtor inadimplente. Dados do Banco do Brasil divulgados na apresentação mostravam R$36,7 bilhões em operações inadimplentes.

“Esse vai ser o foco central da nossa atuação, seguido por aqueles que estão com operações prorrogadas com taxas livres, que se enquadram dentro do percentual de perdas e dos limites de crédito. Então esse é o público central que a gente vai buscar… trabalharmos com algo de até em torno de R$30 bilhões”, afirmou, ressaltando que tal montante já tem um efeito bastante significativo em relação às operações inadimplentes do banco.

Bittencourt também citou uma expectativa de redução da inadimplência da carteira agro em razão das mudanças nas regras de concessão de empréstimo, que ficaram mais rigorosas. Ele apontou que ainda há um percentual grande de créditos contratados no formato anterior, mas que está aumentando a quantidade de financiamentos que estão vencendo que já foram contratados com a nova matriz de resiliência.

“Em agosto já estamos 35% e esse número vai chegar a 57% até dezembro”, afirmou. “A expectativa é que com a nova matriz a gente já tenha uma redução da inadimplência.”

O Banco do Brasil também afirmou que está preocupado e acompanhando de perto o efeito El Niño, trabalhando para minimizar o máximo possível os impactos nos financiamentos do banco.

Bittencourt, contudo, citou que, no geral, na produção de grãos em anos anteriores, o efeito de El Niño não é tão significativo quando se olha o país como um todo. “Mas quando se olha algumas culturas e algumas regiões, o problema existe e tende a ser grave, o que exige de nós uma ação muito cuidadosa na concessão do crédito, no acompanhamento e na discussão técnica com esses produtores”, pontuou em coletiva de imprensa também nesta quinta-feira.

Guidance

O BB reiterou o guidance para o ano divulgado mais cedo no ano, que inclui um lucro líquido ajustado de R$18 bilhões a R$22 bilhões, bem como custo de crédito de R$65 bilhões a R$70 bilhões, entre outras métricas, o que fez alguns analistas questionarem se tal resultado, principalmente a linha do custo do crédito, será alcançado, uma vez que no primeiro semestre já registrou R$37,3 bilhões.

De acordo com os executivos, o tema foi debatido e prevaleceu a crença na capacidade do banco de entregar os números. Mais uma vez, a MP 1.376 foi citada como “importantíssima” para o BB poder reestruturar as dívidas dos agricultores que estão com seus fluxos de caixa apertados.

Eles observaram que no segundo trimestre houve um efeito de “risco moral”, com o agricultor em compasso de espera, aguardando as discussões que estavam acontecendo envolvendo um projeto de lei de reestruturação.

“Essas discussões se estenderam e o governo achou por bem então emitir essa medida provisória. Estão só aguardando finalizações específicas, então acreditamos que teremos basicamente um pedaço de agosto e setembro para acelerar”, afirmou o vice-presidente de gestão financeira, Geovanne Tobias.

O entendimento no BB foi de que se a instituição financeira executar tão bem quanto executou as operações ligadas à MP 1.314, que estabeleceu regras especiais para produtores rurais liquidarem e amortizarem operações de custeio, investimento e CPR, não seria necessário fazer um ajuste na previsão sobre o custo de crédito agora.

Tobias, contudo, reconheceu que o desempenho está apontando muito mais para a ponta de baixa do guidance para o lucro, com provisão encostando nos R$70 bilhões.

“Vamos trabalhar para não ter que fazer esse ajuste de guidance. Esperem provisão ali na ponta alta e para o lucro na ponta baixa”, afirmou. Tanto Tobias quanto Medeiros reconheceram a chance de um “pequeno desvio” na estimativa do custo do crédito.

BBAS3: Reações no mercado

Em relatório a clientes, o analista Gustavo Schroden, do Citi, afirmou que, embora a administração do BB tenha reiterado confiança no cumprimento de seu guidance, continua acreditando que o guidance mantido apresenta risco de não ser atingido.

“Nós já estamos em meados do terceiro trimestre e as renegociações relacionadas à MP 1.376 ainda não foram iniciadas, o que sugere que quaisquer potenciais efeitos positivos deverão se materializar apenas no quarto trimestre. Dessa forma, mantemos nossa estimativa de lucro líquido recorrente de R$17,5 bilhões para 2026”, afirmou em relatório a clientes após a teleconferência.

Na bolsa paulista, as ações do BB renovaram as mínimas no começo da tarde, sendo negociadas com declínio de 3,89%, a R$18,26, por volta de 14h10, enquanto o Ibovespa cedia 0,23%. No pior momento, os papéis foram cotados a R$18,21, renovando mínima intradia desde o início de agosto do ano passado.

Pessoa física

Executivos do BB também buscaram amenizar preocupações com a piora na inadimplência na pessoa física, que no segundo trimestre foi pressionada principalmente pela linha de cartão de crédito.

Além de um efeito de contaminação da carteira agro, os executivos citaram como componente negativo a adoção de nova sistemática de parcelamento automático da fatura do cartão de crédito. Ao longo do primeiro trimestre, o banco percebeu que os clientes começaram a fazer esse parcelamento automático, o que foi percebido como um risco, um alerta principalmente nas classes D e E.

“Imediatamente, travamos essa linha”, afirmou Tobias, explicando que, agora, para fazer o parcelamento, o cliente precisa pagar a entrada. “Foi um efeito pontual.”

De acordo com os executivos do banco, na pessoa física, o foco tem sido principalmente nos consignados, público e privado.

“Uma vez que já começou a flexibilização monetária, uma redução de taxa de juros, isso pode trazer um benefício marginal para a redução do risco como um todo para a pessoa física. A gente vai estar atento para poder crescer, mas cuidando para que esse crescimento também não traga mais risco, como aconteceu, por exemplo, no segmento D e E de cartão de crédito”, disse Tobias

ROE

De acordo com o executivo, a perspectiva de que a provisão encoste no topo do guidance pressupõe um lucro de R$18 bilhões, o que daria um retorno sobre patrimônio (ROE) “perto dos 10%”. No primeiro semestre do ano, essa métrica ficou em 7,3%.

“O ROE é baixo ainda, mas acreditamos que vamos passar por essa tormenta, por esse meteoro que está caindo aqui no agro, e vamos sim retomar essa lucratividade do banco”, afirmou Tobias.

“A capacidade do banco é de retornar, sim, com maior lucratividade, como entregamos no início da nossa gestão. Mas vai demorar um tempo, porque temos que digerir todo esse processo de aumento de risco da carteira rural, principalmente.”

De acordo com o executivo, o banco está trabalhando para reduzir o risco da carteira de crédito, que está na faixa de 5,9%, bem distante dos outros pares, que têm essa métrica perto de 3%, 3,5%.

Lula defende que brasileiros comprem 'no limite do que podem pagar'

13 de Agosto de 2026, 17:34

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira, 13, que o endividamento não é, por si só, um problema. Para o petista, o consumo deve ser incentivado, desde que dentro da capacidade de pagamento de cada família.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/lula-defende-que-brasileiros-comprem-no-limite-do-que-podem-pagar/

Tornado atinge o RS pela segunda vez em nove dias; ciclone traz temporais

7 de Agosto de 2026, 07:47

O Rio Grande do Sul amanheceu nesta sexta-feira, 7, ainda sob efeito das tempestades provocadas por um ciclone extratropical em rápida intensificação sobre o Atlântico Sul.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/tornado-e-ventos-acima-de-100-km-h-deixam-rio-grande-do-sul-em-alerta/

Ciclone-bomba: Inmet alerta para ventos de até 100 km/h e granizo no Sul e Sudeste

7 de Agosto de 2026, 07:27

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém o monitoramento de um ciclone extratropical em rápida intensificação sobre o Atlântico Sul, que pode atingir características de um ciclone-bomba entre sexta-feira, 7, e sábado, 8.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/ciclone-bomba-inmet-alerta-para-ventos-de-ate-100-km-h-e-granizo-no-sul-e-sudeste/

BNDES aprova R$ 96,2 milhões para nova planta de biodiesel do Grupo Potencial

21 de Julho de 2026, 15:29

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 96,2 milhões para uma nova planta industrial de biodiesel do Grupo Potencial, em Lapa, no Paraná. Em nota, o BNDES afirmou que a indústria pretende ampliar a oferta de combustíveis renováveis e contribuir para a transição energética no Brasil.

“O projeto aprovado pelo BNDES auxilia o processo de descarbonização da matriz energética e de transportes no país, com volume total de carbono capturado estimado em 782,2 mil toneladas de CO2 por ano”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, na nota.

Do montante, R$ 76,9 milhões são provenientes do Fundo Clima, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e operado pelo BNDES. Os outros R$ 19,2 milhões serão disponibilizados pelo Finem, que possui uma linha específica para produção de alimentos e biocombustíveis.

O financiamento aprovado pelo BNDES faz parte do investimento total de R$ 230 milhões que será feito pelo Grupo Potencial. A nova unidade, segundo o BNDES, terá capacidade para produzir até 120 toneladas por dia de glicerina bruta e até 1,2 mil toneladas diárias de biodiesel, além de 110 toneladas por dia de óleo sintético.

Com o novo aporte, o Grupo Potencial alcança capacidade de 3,3 mil toneladas por dia. A nova planta será integrada ao complexo industrial da companhia, em Lapa (PR), que já possui outras duas unidades de produção de biodiesel, duas de refino de glicerina e uma de glicerólise.

O BNDES destacou ainda que, além do impacto econômico, o investimento fortalece a política nacional de descarbonização da matriz energética, já que o biodiesel é produzido a partir de matérias-primas renováveis, como óleo de soja, girassol, mamona, babaçu e outras oleaginosas, além de gorduras animais.

Reino Unido manterá importação de carnes do Brasil, mesmo com restrição da UE

21 de Julho de 2026, 15:24

O Reino Unido manterá a importação de carnes do Brasil, apesar de o País não constar na lista de fornecedores da União Europeia (UE) a partir de 3 de setembro em virtude do novo regulamento de antimicrobianos adotado pelo bloco europeu.

Em comunicado a importadores britânicos, a Associação Internacional do Comércio de Carnes (Imta, na sigla em inglês), que representa empresas britânicas importadoras e exportadoras de carnes, afirmou que não haverá restrições a partir da data no Reino Unido. “O Reino Unido não introduzirá uma proibição à carne brasileira a partir de 3 de setembro.

O Reino Unido está realizando sua própria avaliação de resistência antimicrobiana dos sistemas de controle do Brasil, que é independente da avaliação da UE”, explicou a associação no comunicado.

De acordo com o Imta, o Reino Unido concluirá sua avaliação de conformidade do novo protocolo adotado pelo Brasil, desde 1º de julho, com o regulamento local. “Momento em que o Reino Unido tomará uma decisão sobre se o sistema pode garantir a rastreabilidade de antibióticos para sistemas de aves e carne bovina no Brasil”, esclareceu a associação.

A exceção será a Irlanda do Norte, que, apesar de compor o Reino Unido, aplicará a proibição da UE às carnes brasileiras a partir de 3 de setembro, disse a associação.

O Imta afirmou que participou de uma reunião com o Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido (Defra) na última sexta-feira (17) sobre o tema. “O Defra observa que seria um desafio para o sistema de carne bovina estar em conformidade, visto que o novo sistema brasileiro foi estabelecido em 1º de julho e o ciclo de vida mais longo da carne bovina em comparação com as aves. Aves e carne bovina serão consideradas separadamente pelo Defra”, detalhou a associação.

A associação pondera, entretanto, que se a avaliação constatar que novo protocolo de carne bovina ou de aves adotado pelo Brasil não é capaz de fornecer as garantias necessárias, as importações desses produtos não serão permitidas nos países do bloco (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte) a partir de fevereiro de 2027.

O Imta destacou ainda que Reino Unido se alinhará totalmente ao regulamento de antimicrobianos da União Europeia em meados de 2027, quando o Reino Unido poderá importar somente de países na lista de países aprovados pela UE.

Os novos procedimentos para controle de uso de antimicrobianos na cadeia de proteínas e de produtos de origem animal para atendimento à legislação europeia, estabelecidos pelo Ministério da Agricultura no início deste mês, serão válidos para as exportações de carne de aves, carne bovina, envoltórios, pescado, mel, ovos e subprodutos exportados à União Europeia e ao Reino Unido.

Carne bovina: resultado em receita e volume exportado é recorde no 1º semestre

21 de Julho de 2026, 15:19

A exportação brasileira de carnes e subprodutos do abate de bovinos atingiu US$ 9,929 bilhões entre janeiro e junho, crescimento de 33,4% sobre igual período de 2025.

Em volume, os embarques alcançaram 1,811 milhão de toneladas, alta de 7,3%, mostra levantamento da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado é recorde para um período de primeiro semestre, tanto em valor como em volume.

A Abrafrigo pondera, em comunicado, que as perspectivas são de queda nos resultados da segunda metade do ano, “em virtude do fim da quota brasileira para exportações de carne bovina para a China (volumes fora da cota serão sobretaxados em 55%), além da possibilidade de embargo à carne brasileira na União Europeia, a partir de setembro, por cauda de divergências no modelo de certificação de rebanhos livres do uso de antimicrobianos (requisito estabelecido pela legislação do bloco europeu)”.

Estima-se que a quota chinesa de importações de carne bovina do Brasil, fixada em 1,106 milhão de toneladas para 2026, tenha se esgotado com os embarques realizados no mês de junho. Com isso, a partir de julho devem diminuir os embarques destinados à China, o que deve comprometer significativamente o desempenho das exportações no segundo semestre do ano, até que a quota seja restabelecida para o início do próximo ano.

As vendas de carne bovina para a China cresceram 50,3% no primeiro semestre de 2026, em comparação ao mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 4,818 bilhões. Em volume, o crescimento foi de 22,6%, para 774,7 mil toneladas. A participação do país asiático foi de 48,5% das receitas com as vendas externas de carnes e subprodutos bovinos.

Considerando apenas a carne bovina in natura, a participação chinesa foi de 53% no primeiro semestre de 2026. “Como o governo chinês calculou, para efeito de controle da quota, as cargas que chegaram aos portos chineses a partir do dia 1º de janeiro de 2026, mesmo que tivessem sido embarcadas nos meses finais de 2025, estima-se que o somatório dessas cargas com o volume efetivamente embarcado nos portos brasileiros de janeiro a junho de 2026 tenha preenchido o total ou muito próximo da quota de 1,106 milhão de toneladas destinadas ao Brasil para o ano de 2026”, comentou a Abrafrigo.

Dessa forma, considerando o resultado das exportações de carne bovina para a China no primeiro semestre e o fato de que, pelos cálculos chineses, a cota brasileira para este ano já se encontra preenchida, o Brasil deverá reduzir em cerca de US$ 4 bilhões suas vendas para o país asiático em 2026, em relação ao ano anterior, cujas vendas alcançaram US$ 8,845 bilhões.

“A queda nas vendas para a China em 2026, contudo, poderá ser atenuada com a possível retomada dos embarques nos 2 últimos meses do ano, com as cargas chegando aos portos chineses em janeiro de 2027 dentro, portanto, da quota do próximo ano”, destacou a associação.

Brasil pode superar os EUA e se tornar o maior exportador agrícola do mundo

21 de Julho de 2026, 15:05

O Brasil está prestes a ultrapassar os Estados Unidos como maior exportador agrícola do mundo, encerrando uma liderança americana que dura há mais de um século, segundo reportagem publicada pelo Financial Times.

Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que os americanos exportaram US$ 171 bilhões em produtos agrícolas em 2025, apenas US$ 2 bilhões acima dos US$ 169 bilhões registrados pelo Brasil. É a menor diferença já observada entre os dois países.

Há duas décadas, a vantagem americana era de dezenas de bilhões de dólares. Impulsionado pelo avanço da soja, da carne bovina, do frango e do algodão, além da forte demanda chinesa, o Brasil reduziu rapidamente essa distância e pode assumir a liderança global das exportações agrícolas já em 2026.

O avanço brasileiro ocorre em meio às consequências das guerras comerciais iniciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A partir de 2018, as tarifas impostas pelos EUA à China levaram Pequim a reduzir as compras de soja americana e ampliar significativamente as importações do Brasil.

Hoje, o Brasil já é o maior produtor mundial de soja, carne bovina e carne de frango e também superou os Estados Unidos nas exportações de algodão.

Segundo o Financial Times, a mudança alterou profundamente as cadeias globais de abastecimento e consolidou relações comerciais entre produtores brasileiros e compradores chineses. Quando Trump retornou à Casa Branca, em 2025, o Brasil já respondia pela maior parte das importações chinesas de soja.

Vantagens competitivas do Brasil

Especialistas ouvidos pelo jornal apontam que o crescimento brasileiro vai além dos efeitos da política comercial americana.

Uma das principais vantagens é a possibilidade de colher duas safras por ano em grande parte do território nacional. Em regiões como Mato Grosso, mais da metade das áreas cultivadas recebe uma segunda safra de milho ou algodão após a colheita da soja.

Além disso, o Brasil dispõe de terras relativamente baratas em áreas de expansão agrícola e conseguiu mais que dobrar sua produção de cereais, leguminosas e oleaginosas nos últimos 13 anos, alcançando 346,1 milhões de toneladas em 2025.

Dificuldades dos agricultores americanos

Enquanto o agronegócio brasileiro avança, produtores americanos relatam margens cada vez menores.

O Financial Times acompanhou a rotina de agricultores no Meio-Oeste dos EUA que enfrentam queda nos preços das commodities, incertezas comerciais e dependência crescente de programas governamentais.

A Federação Americana de Agricultura projeta prejuízos médios de US$ 138 por acre na soja, US$ 167 no milho, US$ 145 no trigo e US$ 406 no algodão.

Para muitos produtores, a perda do mercado chinês representa uma mudança estrutural.

“Já não somos o fornecedor mundial de soja; somos o fornecedor residual”, afirmou ao jornal Corey Goodhue, agricultor de Iowa. Segundo ele, compradores recorrem aos Estados Unidos apenas quando o Brasil enfrenta problemas de oferta.

Desafios permanecem

Apesar do crescimento acelerado, o agronegócio brasileiro também enfrenta obstáculos. Isso porque o país importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, o que aumenta a vulnerabilidade a choques geopolíticos e oscilações de preços.

Além disso, produtores reclamam dos gargalos logísticos. O frete pode representar até 30% do valor da soja brasileira, contra algo entre 10% e 15% nos Estados Unidos.

Ainda assim, para analistas, a trajetória favorece o Brasil. Com a demanda chinesa consolidada e a capacidade de expansão ainda significativa, o país se aproxima de assumir uma posição que durante décadas pertenceu aos Estados Unidos: a liderança global das exportações agrícolas.

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Bons resultados de companhias de IA podem “roubar” fluxo da Bolsa brasileira, diz analista; veja os destaques do Giro desta terça (21)

21 de Julho de 2026, 14:48

Diante da conjuntura atual de incertezas — com alta do preço de petróleo, disputas comerciais e eleições —, o melhor cenário para o Brasil é uma temporada de balanço do segundo trimestre neutra para as empresas americanas, afirma Thiago Salomão, analista e fundador do Market Makers, no Giro do Mercado desta terça-feira (21).

Com o ínicio da temporada de resultados, o mercado fica atento para decidir onde realocar seu capital.

O especialista acredita que é importante monitorar os resultados das empresas de fora, especialmente das companhias de inteligência artificial (IA), que têm impactado as bolsas dos EUA positivamente ao atrair capital, retirando fluxo de emergentes como o Brasil.

Além disso, a alta no preço do petróleo, no curto prazo, pode gerar um efeito na inflação e elevar as taxas de juros e impactar as bolsas.

Assista o Giro na íntegra:

“Para o Brasil, o melhor seria uma temporada morna, porque se vier muito forte, é mais dinheiro indo para lá (Estados Unidos). Agora, se vier muito ruim, o investidor também vai ficar preocupado, e aí ele não vem para o Brasil, procura algo mais seguro, uma renda fixa, algo de previsibilidade maior”, explica Salomão.

Segundo o especialista, inteligência artificial tem mais peso nos resultados, por se tratar de um setor mais sensível.

“Eu, como investidor, já falei: não é o tipo de investimento que eu gosto de entrar, porque o risco de ganhar é muito alto, mas o de perder também”. Ele explica que o mercado da IA é mais hiperbólico: “às vezes entrega um resultado acima do esperado, com lucro, mas a ação despenca porque a projeção ficou levemente abaixo do esperado”.

No mercado brasileiro, a Vale divulga seu relatório de produção e vendas nesta terça, após o fechamento do mercado. De acordo com o especialista, a empresa costuma apresentar uma previsibilidade em seus números e, diante do futuro cenário brasileiro, a considera como uma boa opção de diversificação de portfólio — uma espécie de “empresa estrangeira listada na B3”.

“A Vale é interessante muito menos pelo que vai entregar nesse relatório e muito mais por uma composição macro, olhando para um risco do fiscal do Brasil desandar, a inflação desancorar e ter uma perda de expectativa. Ter uma empresa dolarizada traz um conforto na carteira”, afirma Salomão.

Com os efeitos das eleições ainda sem refletirem de forma significativa na bolsa, o especialista avalia que fatores como a inflação elevada e a taxa de desemprego em mínima histórica ainda devem influenciar a popularidade do presidente Lula.

“Eleição é tudo menos previsível. Ainda tem os efeitos do que está acontecendo no nosso dia a dia, que podem começar a fazer preço quando começar a campanha eleitoral na TV.” Ele acredita que a proxima eleição será uma batalha de rejeições e no fim dela ganhará o candidato menos odiado, com alguma uma esperança para a terceira via.

Para Salomão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem enviado sinais preocupantes ao mercado por meio de declarações do ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli. “Em 2022, o mercado deu um voto de confiança e acabou quebrando a cara. Agora, nem há espaço para esse voto de confiança, porque o que está sendo dito é justamente o que o mercado mais rejeita”, afirmou.

*Com supervisão de Vitor Azevedo

Brasil se prepara para nova tarifa de 12,5% dos EUA

21 de Julho de 2026, 14:41

O governo brasileiro trabalha com a expectativa de que os Estados Unidos confirmem a imposição de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos exportados pelo Brasil.

A medida é resultado de uma investigação sobre o combate ao trabalho forçado e, na avaliação de integrantes do Planalto, tem sido utilizada como instrumento de pressão em meio às negociações sobre outra sobretaxa, de 25%, que entra em vigor nesta quarta-feira (22).

A alíquota de 12,5% foi recomendada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para cerca de 60 países, incluindo o Brasil e membros da União Europeia.

O Itamaraty afirma que o país conta com sistemas de fiscalização, responsabilização criminal, transparência e cooperação institucional voltados à prevenção e punição dessa prática. Além disso, o governo sustenta que as medidas contrariam as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), que prevê mecanismos multilaterais para a solução de disputas comerciais.

Tarifas dos EUA

A possível taxação adicional sobre produtos brasileiros faz parte de uma ofensiva mais ampla da Casa Branca para reformular sua política comercial. Segundo informações do Financial Times e da Reuters, o governo Donald Trump pretende substituir a tarifa global temporária de 10% sobre importações, cuja vigência termina em 24 de julho.

Para isso, a administração americana tem recorrido a diferentes investigações comerciais capazes de sustentar juridicamente novas barreiras. Além da questão do trabalho forçado, outra investigação avalia se determinadas economias mantêm excesso de capacidade industrial que possa prejudicar a indústria americana.

Em reunião com embaixadores, Flávio Bolsonaro pede ‘observadores’ para eleições de outubro

21 de Julho de 2026, 14:22

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu, durante um encontro com embaixadores estrangeiros, que seus países enviem “a maior quantidade de observadores possíveis” para supervisionar as eleições brasileiras em outubro.

“Não estou questionando o sistema de eleição brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para nossa eleição e pessoas que têm conhecimento sobre essa tecnologia”, declarou, durante reunião organizada pela agência Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report, nesta terça-feira (21), em Brasília (DF).

Em seu discurso, Flávio afirmou que um documento da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, apontou manipulação nas eleições venezuelanas de 2010: “Uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana, uma das suspeitas é que tenha havido uma programação para alteração das votações naquele país nas eleições de 2010”, disse. “Só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”, frisou.

Em 2020, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou uma nota em que nega o uso de aparelhos da Smartmatic: “São falsas as mensagens que circulam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil. Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país”, escreveu a Corte.

Flávio disse ainda que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), está preso justamente por um encontro com diplomatas. “Jair Bolsonaro está inelegível após uma reunião com os embaixadores. Alguém que tinha uma preocupação com a transparência e a segurança do nosso sistema eleitoral, e apenas manifestou suas preocupações para que os embaixadores levassem essa preocupação para os seus países”, falou.

Alerta do Inmet prevê chuva intensa, ventos de até 100 km/h e granizo em SC

11 de Julho de 2026, 10:15

A previsão do tempo para Santa Catarina indica um fim de semana de instabilidade em todas as regiões do estado. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Defesa Civil de Santa Catarina emitiram alertas para este sábado, 11, com previsão de chuva intensa, temporais, rajadas de vento de até 100 km/h, queda de granizo e risco de alagamentos.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/alerta-do-inmet-preve-chuva-intensa-ventos-de-ate-100-km-h-e-granizo-em-sc/

Ibama investiga manchas de óleo encontradas na praia de Ipanema

11 de Julho de 2026, 10:04

Equipe do Centro Nacional de Emergências Ambientais e Climáticas (Ceneac) do Ibama coletou, nesta sexta-feira (10), seis amostras de manchas de óleo encontradas na praia de Ipanema, entre os postos 8 e 9. O material será analisado pelo Laboratório de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (Ladetec), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Outras equipes do Instituto seguem em campo realizando vistorias para identificar outras áreas afetadas e investigar a origem do óleo.

O órgão revelou que foi informado sobre a presença das manchas de óleo em Ipanema, por volta das 08h30 de quinta-feira. Em seguida, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) relatou que foram encontrados resíduos semelhantes na Praia Grande, localizada na Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo (RJ).

Leia também: Justiça suspende atividades turísticas no “Caribe brasileiro” de Maragogi (AL)

Leia também: Bitucas de cigarro são quase 70% do lixo encontrado em praias brasileiras

Segundo o Ibama, as informações foram repassadas ao Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), que compõe o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Águas sob Jurisdição Nacional (Decreto nº. 10.950, de 27 de janeiro de 2022), e ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para a adoção de medidas conjuntas de resposta ao incidente.

O Inea informou nesta sexta-feira que permanece monitorando o litoral fluminense, em articulação com os demais órgãos envolvidos, aguardando os resultados das análises laboratoriais para subsidiar a identificação da origem do material e a adoção das medidas cabíveis.

O Instituto garante que, até o momento, não há evidências de contaminação que justifiquem restrições ao banho de mar. No entanto, orienta que a população evite o contato direto com as pelotas de petróleo eventualmente encontradas na areia, pois o material pode causar irritação na pele e impregnar roupas e calçados. Pede ainda que novas ocorrências sejam comunicadas aos órgãos ambientais.

Já Marinha do Brasil informou que a Capitania dos Portos do Rio de Janeiro recebeu a denúncia e mandou uma equipe ao local, onde não foram observados indícios de mancha de óleo nem de poluição hídrica no mar.

 

 

 

 

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Caiado diz que candidatura de Flávio Bolsonaro está ‘afundando’

11 de Julho de 2026, 09:50

Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, comentou nesta sexta-feira (10) sobre o enfraquecimento político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“O barco está afundando e os aliados já começaram a pular fora!”, escreveu Caiado no X, ao compartilhar reportagem do G1 sobre a decisão da federação entre PP e União Brasil de recuar do apoio à candidatura de Flávio.

A federação entre PP e União Brasil deve adotar neutralidade na disputa presidencial, liberando diretórios estaduais para negociar alianças conforme interesses regional. A orientação ganhou força após desgastes entre Flávio e dirigentes, incluindo a insatisfação de Ciro Nogueira (PP) com a ausência de apoio público do senador durante investigação sobre Banco Master, e o desconforto do União Brasil após a prisão do aliado Márcio Canella no Rio.

Caiado endureceu às críticas ao adversário nos últimos dias. Ainda na manhã desta sexta-feira, afirmou que Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são “farinha do mesmo saco”.

“Quando o assunto é tarifaço, Lula não faz nada porque quer se beneficiar com a briga e Flávio Bolsonaro só pensa na própria eleição. Os interesses do Brasil não podem ficar em segundo plano!”, afirmou Caiado em outra publicação do X.

Na quinta-feira (9), Caiado disse que a disputa entre os nomes de Flávio e Lula configura uma “candidatura dos rejeitados”, em referência aos altos índices de rejeição de ambos. Ele questionou se a eleição de 2026 se resume a um “jogo de revanche” entre bolsonaristas e petistas.

Na quarta-feira (8), após o evento “Agenda dos Presidenciáveis”, Caiado já havia dito que um voto em Flávio equivale a um voto pela reeleição de Lula. “Diante do cenário atual, muitos não querem confessar, mas se você votar no Flávio vai reeleger o Lula”, afirmou.

0 pré-candidato também classificou de “inaceitável” o pedido do senador ao governo dos Estados Unidos para adiar para depois das eleições brasileiras a cobrança de tarifas de 25% sobre produtos do País.

Flávio Bolsonaro cobra governo Lula por sobretaxa da China sobre carne brasileira

11 de Julho de 2026, 08:38

O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirma que o governo Lula é responsável por um novo risco às exportações de carne bovina brasileira. Segundo ele, o país está prestes a sofrer uma sobretaxa de 55% da China sobre os embarques que ultrapassarem a cota anual.

Somada à tarifa de 12% já cobrada dentro da cota, a taxação pode chegar a 67% sobre o volume excedente, de acordo com Flávio.

“Será que o Lula também vai dizer que eu sou responsável pelas tarifas da China?”, afirmou o senador nesta sexta-feira (10), em vídeo publicado nas redes sociais. Ele também prometeu “lutar contra as tarifas de qualquer país”.

Flávio Bolsonaro participou, no início da semana, de audiência pública do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) em Washington sobre a investigação de práticas comerciais do Brasil. O painel discutia a proposta de Donald Trump de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Na ocasião, o senador pediu o adiamento das taxas para depois das eleições.

Flávio procura se descolar da pecha de “Tariflávio”. Ele foi responsabilizado pelas tarifas, anunciadas dias depois de encontro entre o pré-candidato e o presidente americano.

As taxas às quais Flávio se referiu no vídeo desta sexta-feira estão associadas a uma cota que, segundo a StoneX (rede global de serviços financeiros), já está praticamente esgotada. Segundo levantamento da empresa publicado na segunda-feira, 6, o Brasil já havia utilizado 98,5% da cota chinesa de importação de carne bovina até junho, de um total de 1,106 milhão de toneladas permitidas no ano.

A China implementou esta cota de toneladas para proteger sua produção interna. Até o volume limite anual aplica-se uma tarifa de 12%. Acima desta quantidade, incide a sobretaxa mencionada por Flávio.

De janeiro a junho, o país exportou cerca de 1,5 milhão de toneladas de carne bovina, volume 16% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Parte desse avanço foi puxada justamente pela pressa dos exportadores em embarcar dentro do limite anual, já que o processo de internalização da carne na China leva entre 45 e 60 dias – o que os levou a antecipar remessas para garantir espaço dentro da cota.

Com isso, a StoneX projeta uma queda significativa nas exportações brasileiras para a China ao longo do terceiro trimestre.

“No Brasil, o principal impacto deve ser sentido na oferta doméstica. Com a redução temporária dos embarques para a China, parte da produção que seria destinada ao mercado externo tende a ser redirecionada para outros países compradores ou permanecer no mercado interno”, afirma a empresa.

“Os próximos meses devem ser marcados por um ajuste nas exportações brasileiras e pela redistribuição da oferta entre mercado interno e outros destinos. No entanto, a perspectiva de retomada das compras chinesas a partir da nova cota mantém o país como principal vetor de demanda para a carne bovina brasileira”, explica Juliana Torres Santiago, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

A StoneX, porém, não relaciona o esgotamento da cota a uma suposta falha de negociação do governo brasileiro. Segundo a consultoria, o movimento decorre de uma dinâmica do mercado: os exportadores anteciparam embarques para garantir espaço dentro do limite anual.

XP mantém otimismo com PIB e prevê dólar a R$ 5,00; veja os destaques da semana

11 de Julho de 2026, 07:23

A XP preservou a projeção de crescimento de 2,0% para o PIB brasileiro em 2026. O cenário é impulsionado por medidas de estímulo à atividade econômica.

O dólar deve encerrar este ano cotado a R$ 5,00, podendo chegar a R$ 5,30 em 2027. Incertezas políticas e a queda das commodities explicam a pressão cambial.

A previsão para a inflação (IPCA) recuou de 5,5% para 5,2%. Com isso, a Selic deve sofrer um corte de 0,25 ponto em agosto, fechando o ano em 14,00%.

SK Hynix levanta US$ 28 bilhões na Nasdaq

A sul-coreana SK Hynix estreou na bolsa americana captando cerca de US$ 28 bilhões. A empresa busca capital para enfrentar a alta demanda por chips de inteligência artificial.

Mesmo com a oscilação de preços no setor, a procura de investidores foi massiva. O objetivo da companhia é ser reavaliada frente aos seus concorrentes diretos nos EUA.

Onde investir em julho: qualidade é a palavra de ordem

A recomendação para este mês foca em uma carteira equilibrada e diversificada. A estratégia une ativos defensivos a posições com potencial de ganho de capital.

Na renda fixa, os títulos atrelados ao IPCA oferecem taxas historicamente altas. A gestão ativa é sugerida para agilizar a escolha entre diferentes emissores.

Já no mercado de ações, o foco recai sobre empresas de alta qualidade. A XP vê oportunidades após a queda recente, adotando um critério rigoroso de seleção.

Temporada de balanços e destaques operacionais

A partir de 22 de julho, as empresas listadas começam a divulgar seus resultados do 2º trimestre. O mercado aguarda os números para conferir se as expectativas se confirmam.

A construtora Tenda (TEND3) já sinalizou um trimestre forte, com lançamentos de R$ 1,8 bilhão. Vendas recordes e custos menores indicam margens de lucro mais elevadas para a companhia.

Inverno rigoroso beneficia o varejo de moda

O frio intenso no Sul e Sudeste em junho deve impulsionar as vendas de vestuário. O clima favorece diretamente redes como Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Riachuelo (RIAA3).

O fenômeno meteorológico também reflete, de forma mais moderada, no setor farmacêutico. A XP monitora as temperaturas como um indicador positivo para o consumo.

Estratégia: a constância vence o mercado

Um estudo de 15 anos da XP revelou que investir mensalmente supera a tentativa de prever topos. A regularidade nas aplicações rendeu mais do que esperar o momento “ideal”.

Para investidores de renda fixa, a novidade é a inclusão de fundos de crédito privado. A medida visa facilitar a diversificação para o investidor mais conservador.

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Agenda: Inflação, ata do Fed e do BCE; confira a agenda desta semana

5 de Julho de 2026, 12:00

Após semanas carregadas de indicadores, a agenda econômica desta semana será mais enxuta, mas nem por isso menos emocionante. Os investidores voltam as atenções para os dados de inflação e para a ata da última reunião do Federal Reserve, documento que, segundo o presidente da instituição, Kevin Warsh, não deve trazer muitas pistas sobre os próximos passos da política monetária.

No Brasil, a agenda começa na segunda-feira (6) com o Boletim Focus, às 8h25, e a balança comercial, às 15h. Na terça-feira (7), saem o IGP-DI, às 8h, e os dados de produção e vendas de veículos, às 11h.

Na quarta-feira (8), o IBGE divulga as vendas no varejo, às 9h. O principal compromisso da semana, porém, será na sexta-feira (10), quando o instituto publica o IPCA de junho, também às 9h.

Nos Estados Unidos, a semana começa com os PMIs de Serviços e Composto, na segunda-feira (6). Na terça (7), será divulgada a balança comercial. O principal destaque fica para a quarta-feira (8), com a ata da última reunião do Federal Reserve, que deve ser analisada em busca de sinais sobre o futuro da política monetária. Na quinta-feira (9), saem os pedidos semanais de seguro-desemprego.

Na Europa, a agenda traz o índice de preços ao produtor (PPI) e as vendas no varejo na segunda-feira (6). Já na quinta-feira (9), o destaque é a divulgação da ata da última reunião do Banco Central Europeu (BCE).

Na Ásia, o principal evento será a divulgação da inflação ao consumidor (CPI) da China, na noite de quarta-feira (8), indicador importante para medir o ritmo da segunda maior economia do mundo.

Confira a agenda de indicadores da semana de 6 a 10 de julho

Brasil

Segunda (06/07)
08:25 — Boletim Focus
15:00 — Balança comercial

Terça (07/07)
08:00 — IGP-DI
11:00 — Produção de veículos
11:00 — Vendas de veículos

Quarta (08/07)
09:00 — Vendas no varejo

Sexta (10/07)
09:00 — IPCA

Estados Unidos

Segunda (06/07)
10:45 — PMI de Serviços
10:45 — PMI Composto

Terça (07/07)
09:30 — Balança comercial

Quarta (08/07)
15:00 — Ata do Fomc

Quinta (09/07)
09:30 — Pedidos semanais de seguro-desemprego

União Europeia

Segunda (06/07)
06:00 — PPI (Índice de Preços ao Produtor)
06:00 — Vendas no varejo

Quinta (09/07)
08:30 — Ata do BCE

China

Quarta (08/07)
22:30 — Inflação ao consumidor (CPI)

Como o Brasil quer conquistar o bilionário mercado espacial com lançamentos em Alcântara

5 de Julho de 2026, 09:19

O Brasil está tentando abocanhar uma fatia do mercado espacial, que movimenta bilhões ao redor do mundo e tende a crescer mais nos próximos anos, puxado por SpaceX, Blue Origins e dezenas de outras empresas menores, mas relevantes.

Neste momento, há cerca de 20 contratos em negociação entre o governo federal e multinacionais para “alugar” o Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão. A expectativa é que ao menos um lançamento ocorra ainda neste ano, servindo de chamariz para outros contratantes.

A sul-coreana Innospace obteve, no dia 22 de junho, autorização da Agência Espacial Brasileira (AEB) para realizar um lançamento.

A multinacional desenvolve veículos lançadores de pequenos satélites que atendem setores como telecomunicações, meteorologia e defesa.

A SpaceX, de Elon Musk, já avisou que busca centros espaciais ao redor do mundo para expandir suas atividades – e o Brasil tem condições de entrar no páreo, dizem especialistas.

“Estamos interagindo com empresas com interesse em lançar seus veículos do Brasil. São aproximadamente 20 empresas, de América, Europa, Ásia e Oceania, sendo algumas em estado mais avançado de negociação”, conta o diretor de projetos e negócios da Empresa de Projetos Aeroespaciais (Alada), Paulo Ricardo da Silva Mendes.

A Alada é a estatal criada em 2024 pelo governo Lula com o objetivo de prospectar clientes para uso da infraestrutura e dos serviços de lançamentos de Alcântara, bem como intermediar a interação desses clientes com os órgãos públicos locais que emitem as autorizações.

O faturamento dos contratos será convertido em investimentos na própria infraestrutura local. A base vinha sendo pouco utilizada. Agora, pode transformar-se em um trunfo, pois faltam centros espaciais disponíveis no planeta.

Nessa preparação, o Brasil firmou um acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos em 2019, no governo Bolsonaro.

O acordo protege a tecnologia norte-americana, o que é considerado um passo essencial para viabilizar os lançamentos, uma vez que cerca de 80% da tecnologia empregada nos veículos vem de lá.

“O mercado aeroespacial cresceu rapidamente. Criou-se aí uma janela que o Brasil não pode perder. O que buscamos é explorar a capacidade de lançamento, a valor justo de mercado, e colocar o País dentro desse mercado mundial”, diz Silva Mendes.

Mercado trilionário

O setor de satélites, foguetes e bases de apoio movimentou US$ 220 bilhões no mundo em 2025, com tendência de chegar a US$ 315 bilhões (cerca de R$ 1,6 trilhão) até 2034, segundo a consultoria Global Market Statistics.

A quantidade de satélites ativos em órbita deve saltar de 11,7 mil, em 2025. para 30 mil, em 2030, chegando a 60 mil, em 2040, segundo relatório produzido pela Força Espacial dos EUA (o braço militar criado no primeiro mandato de Donald Trump).

Alcântara, por sua vez, tem potencial para atender cerca de 90% dos lançamentos, estima o coronel Adalberto de Rezende Rocha Júnior, diretor do centro espacial. “Alcântara está se transformando para absorver uma parte dessa demanda e ser um agente global”, diz.

A infraestrutura dali é capaz de atender foguetes de pequeno e médio portes, com capacidade de levar para órbita entre 20 a 50 toneladas de carga, o que representa a maior parte dos lançamentos.

A título de comparação, é uma faixa compatível com o Falcon, da SpaceX, que carrega até 23 toneladas, mas abaixo do ‘supercargueiro’ Falcon Heavy, de até 64 toneladas.

“Nossa infraestrutura já está totalmente adequada para o mercado. E se mais empresas vierem no futuro, aí precisaremos de investimentos”, complementa Rocha Júnior.

Vantagens

O grande diferencial de Alcântara é a sua localização próxima da Linha do Equador, considerada o ‘filé mignon’ da órbita, onde fica a maioria dos satélites geoestacionários (que ficam ‘parados’ em relação à Terra, monitorando pontos específicos).

Nessa latitude, o gasto de combustível para impulsionar o foguete é cerca 30% menor do que em outras partes do globo.

Outra vantagem é que o tráfego no Maranhão é baixo, sem necessidade de grandes mudanças no fluxo de aviões. A região tem poucos moradores e não tem histórico de desastres climáticos.

Por fim, sua principal concorrente, Kourou, centro espacial da Guiana Francesa, já está praticamente lotada de lançamentos europeus, com pouca margem para crescer.

Dentro deste cenário favorável, o Brasil deve atingir a cadência de um lançamento por mês no curto a médio prazo, estima o coordenador de Licenciamento da AEB, Danilo Sakay.

“Já será um bom começo e com capacidade de expandir mais para frente”. Segundo ele, a criação da Alada foi um passo importante para o Brasil entrar nesse mercado. “Existe uma logística por trás. Antes, eram só lançamentos brasileiros, então o próprio governo se arranjava. Agora vão envolver empresas estrangeiras, o que requer organização”.

A sul-coreana Innospace fará em breve o seu segundo lançamento no Maranhão. O primeiro ocorreu em dezembro de 2025, mas o veículo explodiu após 33 segundos no céu devido a um vazamento de gases de combustão. A causa do acidente foi do projeto do foguete, não na base, diz o diretor da Alada.

“É como um avião. Se decolou e caiu, não é culpa da infraestrutura do aeroporto”.

Virada

O Centro Espacial de Alcântara foi inaugurado em 1983 para ser o ponto de lançamento de um foguete brasileiro, mas isso não teve o sucesso esperado. Houve três tentativas.

A última ocorreu em 2003, a maior tragédia do programa espacial brasileiro, quando a explosão do veículo matou 21 profissionais do setor.

“Junto com eles se foi também todo nosso conhecimento sobre foguetes. Eles eram nossa referência, nossos heróis. Aí ficamos parados no tempo”, observa o diretor do espacial. “Nessa época, a Índia estava no mesmo patamar que nós. Hoje, ela pousa no lado oculto da Lua e nós não”, diz, referindo-se à missão indiana não tripulada que chegou ao polo sul lunar em 2023.

Nos anos seguintes, Alcântara foi reformada e passou a atender voos suborbitais – que não são capazes de lançar satélites em órbita, mas servem para experimentos científicos em ambientes de baixa gravidade. Já o projeto de um foguete próprio sofreu cortes de orçamento e dificuldades no desenvolvimento da tecnologia necessária.

Com o centro espacial pouco utilizado e o mercado crescendo, veio a virada na estratégia, com a busca de clientes corporativos. “Ainda queremos lançar nosso foguete, mas vislumbramos esse lado comercial, pois o mercado está superaquecido”, aponta Rocha Junior.

EUA sancionam brasileiros e empresas por suposta ligação com PCC. Veja quem são

1 de Julho de 2026, 17:10

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos sancionou dois brasileiros, três empresas brasileiras e uma empresa portuguesa, sob a acusação de ajudar a lavar recursos ligados à maior organização criminosa da América Latina.

O brasileiro Victor Henrique de Oliveira Shimada, residente em São Paulo, teria atuado como um “elo-chave” entre operadores ligados à Flórida para o Primeiro Comando da Capital — também conhecido como PCC — e traficantes internacionais, segundo comunicado do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), do Tesouro dos EUA, divulgado em 1º de julho.

Sua associada, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, além das empresas brasileiras Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia Ltda., Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda. e Wave Construções Inteligentes Ltda., bem como a empresa portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda., também foram incluídas nas sanções. Esta última seria controlada integralmente por Shimada.

As empresas brasileiras citadas não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. Shimada também não respondeu a uma solicitação enviada por meio de seu perfil no LinkedIn, e o advogado que o representava no ano passado afirmou que não o representa mais. Stella de Oliveira não foi localizada.

As sanções são as primeiras desde que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou em maio que o PCC — junto com o Comando Vermelho — passaria a ser classificado como organização terrorista estrangeira, medida já aplicada anteriormente contra outros grupos criminosos na América Latina. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a decisão, dizendo que ela ameaça a soberania do Brasil e não ajuda no combate ao tráfico.

Lavagem de dinheiro e criptoativos

Segundo o Tesouro dos EUA, Shimada e sua rede teriam lavado mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos, movimentando valores ligados ao PCC com o uso de criptomoedas para repasse de fundos ao Brasil.

O comunicado também aponta que Shimada estava em prisão domiciliar no Brasil após uma de suas empresas, a Victory Trading, ter sido usada em um esquema de fraude publicitária envolvendo dinheiro desviado de um clube de futebol brasileiro.

A Victory Trading teria sido utilizada para redirecionar recursos para uma empresa controlada pelo PCC, segundo reportagens da imprensa brasileira, incluindo a ESPN Brasil. O dinheiro teria origem em pagamentos feitos pelo Sport Club Corinthians Paulista, dentro de um contrato de patrocínio com uma empresa de apostas online no início de 2024. O clube não comentou o caso.

A Victory Trading é a maior entre as três empresas brasileiras sancionadas, com capital registrado de cerca de R$ 30 milhões (US$ 5,8 milhões), segundo dados da Receita Federal. Nenhuma delas possui regulação do Banco Central, segundo registros oficiais.

Pequenas fintechs puderam operar sem licença no Brasil até uma investigação de grande escala sobre o PCC no ano passado, que revelou o uso dessas estruturas para movimentação de recursos ilícitos. O caso levou o Banco Central a antecipar exigências de registro que antes estavam previstas apenas para 2029.

Nos últimos meses, bancos brasileiros passaram a buscar referências com instituições mexicanas diante do risco de impacto após a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas pelos EUA.

Em comunicado, um representante do governo dos EUA afirmou que a medida é parte dos esforços para conter a expansão das receitas ilícitas do PCC dentro do país.

O governo brasileiro não comentou o caso até o momento.

Vale a pena reinvestir dividendos? Veja efeito com Petrobras, Vale, BB e Taesa

23 de Junho de 2026, 10:00

Quem investe em ações pagadoras de dividendos e embolsa os proventos sem reaplicá-los pode estar deixando uma parcela expressiva do retorno na mesa. Um estudo elaborado pela XP mostra que a decisão de reinvestir cada valor recebido na compra de mais ações faz a diferença no acúmulo de patrimônio, e pode significar uma multiplicação até quatro vezes maior do capital ao longo de uma década.

Os analistas Raphael Figueredo e Bruna Sene simularam um investimento de R$ 10 mil em quatro grandes ações da Bolsa brasileira em janeiro de 2016 e acompanhou os resultados até abril de 2026 em dois cenários: com e sem reinvestimento dos proventos.

O caso mais extremo é o da Petrobras (PETR4). No cenário sem reinvestimento, os R$ 10 mil iniciais se transformaram em R$ 68,9 mil, uma alta de 590% explicada pela valorização do preço da ação. Já quem reinvestiu sistematicamente os proventos ao longo do período terminou com R$ 272,9 mil, uma alta de 2.629% sobre o capital inicial e retorno anual de 37,8%.

A Petrobras realizou 32 pagamentos de proventos no período, que somaram R$ 133,7 mil em dividendos recebidos sobre o investimento inicial de R$ 10 mil. O reinvestimento transformou as 1.456 ações iniciais em 5.760 papéis ao final do período, sem nenhum aporte adicional. O yield on cost calculado foi de 1.337%, o que significa que a renda gerada pela ação ao longo do tempo pagou 13,4 vezes o valor originalmente investido.

A simulação com Vale (VALE3) mostra que o impacto do reinvestimento não depende de alta frequência de pagamentos. A mineradora realizou 22 distribuições ao longo do período, contra mais de 30 da Petrobras, mas distribuiu R$ 54,2 mil em proventos sobre o capital inicial de R$ 10 mil. Com reinvestimento, a quantidade de ações em carteira passou de 788 para 1.591 papéis, e o patrimônio final chegou a R$ 136,0 mil, o dobro dos R$ 67,4 mil obtidos no cenário sem reaplicação.

No Banco do Brasil (BBAS3), a maior frequência de pagamentos, com 76 distribuições ao longo de 10 anos, compensou uma valorização de preço mais contida, de 216% no período. Ao reinvestir todos os proventos, o patrimônio passou de R$ 31,6 mil para R$ 60,5 mil. Para os autores do estudo, o caso do BB mostra que “o efeito do reinvestimento não depende apenas de fortes altas na cotação, mas também da constância na geração de renda.”

Já a Taesa (TAEE11), com valorização de preço de cerca de 170% no período, teve 43 pagamentos de proventos e a quantidade de papéis em carteira saltou de 619 para 1.716 unidades. O investidor que reinvestiu terminou com um patrimônio 2,8 vezes maior do que quem apenas recebeu os dividendos sem reaplicá-los.

AçãoValorização da açãoPatrimônio com
reinvestimento
Retorno anual com
reinvestimento
PETR4R$ 68,9 mil (+590%)R$ 272,9 mil (+2.629%)37,8% a.a.
VALE3R$ 67,4 mil (+574%)R$ 136,0 mil (+1.260%)28,8% a.a.
TAEE11R$ 27,0 mil (+170%)R$ 74,8 mil (+648%)21,6% a.a.
BBAS3R$ 31,6 mil (+216%)R$ 60,5 mil (+505%)19,1% a.a.
Fonte: Economatica. Capital inicial de R$ 10 mil em cada ação. Período de 04/01/2016 a 27/04/2026. Reinvestimento ao preço de fechamento da data-ex proventos. Não considera impostos nem custos de corretagem

“A maioria dos investidores acompanha apenas o preço da ação. O reinvestimento atua na quantidade de ações. E é nessa segunda variável, ignorada por muitos, que mora boa parte do retorno de longo prazo”, escrevem Figueredo e Sene em relatório publicado na segunda-feira (22).

Cada provento reinvestido compra novas ações, que passam a gerar mais dividendos no período seguinte, criando uma base de investimento crescente ao longo do tempo. Os autores do estudo chamam esse processo de “efeito bola de neve aplicado à renda variável.”

Todos os cenários superam com folga o CDI no período, que transformaria os mesmos R$ 10 mil em cerca de R$ 25,5 mil. Já a correção pelo IPCA acumulado de 67,9% colocaria o montante em R$ 16,8 mil.

Para Figueredo e Sene, reinvestir proventos é “provavelmente a decisão de carteira com a melhor relação entre retorno e esforço disponível ao investidor de longo prazo”, já que “não exige acertar timing de mercado, não depende de teses complexas nem de novos aportes constantes.”

Os especialistas, no entanto, alertam que a estratégia não corrige uma tese de investimento ruim, e recomendam aplicar o reinvestimento em empresas com fundamentos sólidos, geração recorrente de caixa e política consistente de distribuição de dividendos, avaliando sempre o desempenho pelo retorno total e não apenas pela variação de preço na tela: “Dividendos não são apenas renda para ‘sacar’. Eles fazem parte central do retorno do investimento e, quando reinvestidos de forma disciplinada, tornam se um dos principais motores de crescimento no longo prazo”.

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PF mira Banco Digimais em operação com bloqueio de R$ 670 milhões

23 de Junho de 2026, 09:53

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, 23, a Operação Miragem para apurar suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional no âmbito da gestão de uma instituição financeira, com foco no Banco Digimais. A ação ocorre em São Paulo e mobiliza mais de 50 policiais federais.

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Governo Lula vai enviar à Câmara projeto que aumenta teto de receita para MEIs

23 de Junho de 2026, 09:12

O governo Lula deverá enviar ao Congresso até quarta-feira, 24, um projeto de lei sobre a ampliação do teto de faturamento dos microempreendedores individuais, os chamados MEIs. O texto do governo, que tem sido negociado com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), será enviado por Motta à comissão especial que discute o tema na Casa.

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Flávio Bolsonaro se inscreve para discursar em audiência dos EUA sobre 'tarifaço'

23 de Junho de 2026, 08:37

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, se inscreveu na segunda-feira, 22, último dia do prazo, para discursar pessoalmente em uma audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) sobre a proposta de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.

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Anvisa aprova primeiro remédio não hormonal para sintomas da menopausa

23 de Junho de 2026, 07:58

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na segunda-feira, 22, uma terapia não hormonal para o tratamento de ondas de calor e suores noturnos associados à menopausa.

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Como a falta de pressa dos produtores brasileiros tem pressionado o mercado global de café

22 de Junho de 2026, 10:12

Os comerciantes de café apostam que a safra recorde do Brasil aliviará a escassez global de oferta, mas os cafeicultores do maior produtor mundial não têm pressa em vender os grãos, o que pressiona o abastecimento nos países consumidores.

A expectativa é de que o Brasil colha um recorde de 75,3 milhões de sacas de café na safra atual, mas os estoques nos armazéns das bolsas americanas e europeias ainda estão no nível mais baixo desde março de 2024. Essa dinâmica tem alimentado a volatilidade no mercado futuro, à medida que as empresas conciliam as expectativas de uma safra recorde, estoques mundiais ainda baixos, e vendas do grão mais lentas do que o esperado.

Os cafeicultores geralmente negociam parte da safra futura para ajudar a cobrir os custos de produção e também para se protegerem de oscilações negativas de preços. Mas eles não precisam vender muito antecipadamente este ano, já que lucraram com as recentes altas do mercado.

Os contratos futuros de arábica vinham subindo constantemente desde meados de 2023 e atingiram, duas vezes, picos históricos acima de US$ 4 por libra no ano passado. Os preços já caíram cerca de 40% em relação a esses patamares, o que é um desincentivo para vender.

“O vento está soprando a favor dos agricultores”, disse Simão Pedro de Lima, diretor-presidente executivo da Expocacer, uma cooperativa do Cerrado Mineiro.  Neste momento, eles “não se sentem pressionados” a começar a comercializar a produção.

Pouco mais de 20% dos grãos de arábica que se espera colher na safra atual tinham sido negociados até 11 de junho, enquanto as vendas de conilon, o robusta brasileiro, estavam em 14%, de acordo com uma pesquisa mensal da Safras & Mercado. Em condições normais, os produtores vendem entre 30% e 40% da nova safra de arábica no início da temporada, disse Lima, referindo-se à variedade que o Brasil mais exporta.

Já as vendas dos novos grãos de conilon no estado do Espírito Santo também estavam abaixo do esperado, em 10%, um terço dos níveis da safra passada e um quarto da média histórica, afirmou Edimilson Calegari, gerente corporativo de comercialização da cooperativa Cooabriel, que compra café de cerca de 10.000 produtores e vende sua produção principalmente no mercado interno.

O conilon é da espécie Coffea canephora, a mesma do robusta, variedade que é principalmente produzida no Vietnam.  

Nos últimos dias, o mercado também começou a reagir às preocupações com os estoques reduzidos nas bolsas e com o fenômeno climático El Niño, que teve início no começo deste ano. O contrato de arábica mais negociado atingiu a maior cotação em cerca de três semanas na última quinta-feira, antes de zerar os ganhos.

Um El Niño forte pode reduzir ou diminuir as chuvas durante o período de floração do café, que para o conilon ocorre tipicamente entre julho e setembro. Pior ainda, também pode afetar as chuvas durante o enchimento dos grãos em novembro, dezembro e janeiro, o que ocorreu entre 2023 e 2024 e causou perdas significativas, disse Calegari.

O padrão climático, além das recentes chuvas intensas no cinturão de arábica do Brasil, têm dado suporte aos preços, afirmou Carlos Mera, chefe de pesquisa de mercado de commodities agrícolas do Rabobank. As janelas de entrega de julho e setembro “provavelmente trarão muita volatilidade” para o mercado futuro, acrescentou.

A relutância dos produtores em fechar negócios, mesmo com a colheita em andamento, “atrasou os fluxos de grandes volumes que o mercado esperava já estar observando a esta altura”, disse Leonardo Rossetti, analista do StoneX Group. E não é só o Brasil, acrescenta.

Agricultores do Vietnã, o maior produtor mundial de robusta, e da Indonésia também têm adiado as vendas em meio à queda dos preços do café. Mas isso representa riscos, já que a chegada da safra recorde brasileira em julho e agosto provavelmente pressionará os preços para baixo, afirmou.

“O café existe… mas talvez demore um pouco mais para navegar”, disse Marcelo Moreira, analista da Archer Consulting, sobre as safras do Brasil e de outros países produtores importantes. “Não há motivo para pânico.”

Na CNN Brasil, um alcance de quase 120 milhões de pessoas e a credibilidade no topo (o público que diz)

21 de Junho de 2026, 16:45
CNN estúdio divulgação

A indústria da notícia está em crise. Nenhum mercado do mundo escapa ao desinteresse e à desconfiança crescentes dos consumidores. Mas, em meio à fragmentação da audiência, à competição das plataformas digitais das big techs e à proliferação das fake news, a CNN Brasil surge como um laboratório de possíveis respostas aos desafios impostos ao […]

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Sem Wall Street, Ibovespa fecha estável com impasse entre EUA-Irã no radar; dólar cai a R$ 5,16

19 de Junho de 2026, 17:16

Sem negociações em Wall Street, o Ibovespa (IBOV) operou instável durante todo o pregão, em dia de vencimento de opções.

Nesta sexta-feira (19), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com leve alta de 0,03%, aos 168.333,61 pontos. Na semana, o IBOV acumulou baixa de 1,64%.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1648, com queda de 0,20%. Na semana, a divisa teve valorização de 2,04% ante o real.

No cenário doméstico, a última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a Selic continuou no radar, com o mercado à espera da ata, que deve trazer mais detalhes da decisão.

Os investidores também acompanharam novas movimentações políticas em torno da corrida eleitoral.

Em destaque, a pesquisa RealTime Big Data, divulgada pela manhã, apontou empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa do segundo turno no Estado do Tocantins. O senador aparece numericamente à frente, com 41% das intenções de voto, contra 40% de Lula, mas a margem de erro é de 2,2 pontos.

Além disso, Lula assinou uma medida para garantir o bloqueio de recursos financeiros de bets ilegais. O dinheiro congelado pelos bancos será incrementado no Fundo Nacional de Segurança Pública, através da cooperação entre o Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Altas e quedas do Ibovespa

Com a liquidez mais enxuta, a ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Azzas 2154 (AZZA3), em meio à notícias de que a varejista contrato o Morgan Stanley para a venda da marca Farm. AZZA3 encerrou o pregão com alta de 8,33% (R$ 17,56).

Já a ponta negativa foi liderada por Minerva (BEEF3), que fechou a sessão com baixa de 5,12% (R$ 3,52).

Entre os pesos-pesados, o setor de bancos fechou no tom negativo: Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com queda de 0,29%. Itaú (ITUB4), que detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV, teve queda de 0,80% (R$ 39,87).

Petrobras (PETR4;PETR3), que detém cerca de 12% de participação da carteira do índice, encerrou o pregão em tom misto, pressionado pelo fluxo doméstico, na contramão do desempenho do petróleo – o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para agosto subiu 0,90%, a US$ 80,57 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

PETR3 terminou o dia com alta de 0,49% (R$ 43,34) e PETR4 registrou perda de 0,13% (R$ 38,80).

Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, avançou com fluxo e destoou do desempenho do minério de ferro – o contrato mais líquido da commodity, negociado para setembro, encerrou as operações em Dalian, na China, com baixa de 1,13%, a 747 yuans (US$ 110,34) a tonelada. VALE3 subiu 1,01% (R$ 80,75).

Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.

Exterior

Os índices de Wall Street não operaram nesta sexta-feira devido ao Dia Nacional da Independência dos Negros nos Estados Unidos (Juneteenth).

Na Europa, os índices fecharam em queda com incertezas sobre o acordo de paz entre EUA e Irã após o cancelamento das negociações e da assinatura do pacto na Suíça. Hoje, o índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,24%, aos 635,61 pontos.

Na Ásia, os índices terminaram a sessão sem direção única. O índice Nikkei, do Japão, subiu 0,28% os 71.250,06 pontos. O índice Hang Seng, de Hong Kong, não operou devido a feriado local.

Engie detalha acordo sobre fatia na Jirau financiado por aumento de capital

17 de Junho de 2026, 09:26
Logo da Engie 26/04/2023 REUTERS/Sarah Meyssonnier

SÃO PAULO, 17 ⁠Jun (Reuters) – A Engie Brasil (EGIE3) detalhou, ⁠em um documento apresentado à Comissão ‌de Valores Mobiliários na noite desta terça-feira, os termos de um acordo ‌para adquirir uma participação de 40% na usina hidrelétrica de Jirau de seu acionista controlador, a Engie Brasil Participações, parte da francesa Engie .

A ⁠empresa ‌informou que o negócio será ⁠financiado por um aumento de capital de cerca de R$5,74 bilhões por meio de uma oferta de ações vinculada à aportação do ​ativo.

A oferta de ações poderá arrecadar até R$8,36 bilhões, incluindo uma ​alocação adicional, informou a empresa.

A transação entre partes relacionadas avalia a participação em cerca de R$5,37 bilhões, o que representa um desconto ‌de aproximadamente 5% em ​relação ao valor médio de uma avaliação independente.

O conselho da empresa aprovou a operação, e ⁠os acionistas ​minoritários votarão ​em assembleia extraordinária no dia 2 de julho.

A ⁠Usina de Jirau, ​localizada no rio Madeira, na região amazônica, tem capacidade instalada de 3.750 megawatts.

Espera-se ​que o ativo gere mais de 20 anos de fluxos ​de caixa ⁠previsíveis, apoiados por receitas contratadas de longo prazo, ⁠de acordo com a Engie Brasil.

A Engie Brasil vem considerando há anos a aquisição da participação de seu acionista controlador na Jirau.

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Último dia! Prazo de pagamento da taxa de inscrição do Enem 2026 termina nesta quarta-feira (17)

17 de Junho de 2026, 09:05

O prazo para pagamento do boleto da taxa de inscrição do Enem 2026 se encerra nesta quarta-feira (17). O valor cobrado é de R$ 85, o mesmo do Enem do ano passado.

A Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) para a quitação está disponível na Página do Participante no portal do Inep. Para acessar, é necessário usar a senha do portal de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.

Em caso de necessidade de reimpressão, o participante deverá gerar novamente a GRU Cobrança na mesma página eletrônica.

Meios de pagamento do Enem 2026

O pagamento da taxa de inscrição do exame pode ser feito em qualquer banco, casa lotérica ou por meio de aplicativos bancários.

Não serão aceitos pagamentos de inscrições por meio de depósito em caixa eletrônico, via postal, transferência ou depósito em conta corrente, nem ordem de pagamento.

As opções de pagamento da GRU Cobrança são o Pix, cartão de crédito, débito em conta corrente ou poupança, dentre outros e pode variar de acordo com a instituição financeira do pagador.

Nos casos de pagamento via Pix, a GRU Cobrança traz o QR Code para o participante quitar a taxa de inscrição.

Muita atenção na hora de pagar a taxa de inscrição

O Inep informa que não há reembolso do valor referente ao pagamento da taxa de inscrição. A única exceção vale para um improvável cancelamento do Enem 2026.

Também não será devolvido o pagamento de taxa de inscrição realizado em duplicidade nem de valores diferentes de R$ 85.

O edital público do exame também proíbe a transferência do valor referente ao pagamento da taxa de inscrição do Enem para outro participante.

Confirmação da inscrição

A inscrição será confirmada somente após o processamento do pagamento da taxa de inscrição pelo Banco do Brasil.

Caso o valor do pagamento seja inferior a R$ 85, a inscrição não será confirmada.

Isenção da taxa de inscrição do Enem

O Inep concedeu gratuidade no Enem 2026 a candidatos dos seguintes perfis:

  • alunos matriculados no 3º ano do ensino médio em escola pública, em 2026;
  • alunos que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou como bolsistas integrais em escola privada e que possuam renda familiar de até 1,5 salário-mínimo por pessoa;
  • estudantes participantes do programa Pé-de-Meia do Ministério da Educação (MEC).
  • pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica, pertencentes a famílias de baixa renda e com registro no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico);
  • participantes que informaram na inscrição que usarão os resultados das provas para solicitar o certificado de conclusão do ensino médio e têm registro no CadÚnico;

Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. A prova é a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

Desde a edição de 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que têm convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

*Com informações da Agência Brasil.

Tramitação da PEC do fim da escala 6x1 deve ficar para julho no Senado

17 de Junho de 2026, 08:19

A tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 deve avançar apenas na primeira quinzena de julho, segundo o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar.

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Voto feminino será o mais decisivo das eleições, diz cientista política

14 de Junho de 2026, 07:55

Cerca de 50 pesquisas sobre a corrida eleitoral de 2026 saem todas as semanas, e um recorte tem chamado a atenção dos estrategistas de campanha: a diferença no comportamento entre eleitores homens e mulheres. Mais do que uma fotografia momentânea, esta percepção já indica uma tendência que deve influenciar os rumos dos discursos políticos e composições de chapa nos próximos meses.

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ASSISTA AOS GOLS: Brasil joga mal e empata com Marrocos graças a Vini Jr

13 de Junho de 2026, 21:24

A seleção brasileira estreou na Copa do Mundo com um frustrante empate por 1 a 1 com o Marrocos. O resultado pode até ser celebrado, tendo em vista que o desempenho dos comandados de Carlo Ancelotti no MetLife Stadium foi muito ruim, sobretudo na etapa inicial.

Dominado em parte do jogo, o Brasil fez um péssimo primeiro tempo, cometeu erros defensivos, mostrou pouca inspiração no ataque e dependeu do arroubo genial de Vini Jr. para evitar a derrota, que por alguns minutos parecia ser inevitável.

Está claro que o Brasil terá de jogar mais futebol para ser capaz de desafiar os melhores e ir mais adiante no Mundial da América do Norte.

O experiente treinador italiano fez escolhas que se mostraram equivocadas. Escalados entre os titulares, o zagueiro-lateral Ibañez, o meio-campista Lucas Paquetá e o centroavante Igor Thiago não aproveitaram a oportunidade e foram três dos piores em campo.

Produziu quase nada ofensivamente o Brasil, extremamente dependente dos arroubos de criatividade de Vini Jr, autor de um bonito gol aos 31 do primeiro tempo, quando os milhares de brasileiros no estádio viam, apreensivos, a equipe errar demais, incluindo no lance que resultou no lindo gol marroquino anotado pelo atacante Saibari.

Foi de Paquetá o erro que gerou o contra-ataque do Marrocos. Aynaoui roubou a bola e tocou para Mazraoui, que viu Brahim Díaz livre. O talentoso meia-atacante achou Saibari, que tocou por cima de Alisson, estático, aos

Raphinha esteve apagado pela direita e não funcionou. Ancelotti insistiu com o astro do Barcelona e o manteve até o fim. Suas mexidas não incluíram Endrick, que sempre correspondeu quando foi acionado. Neymar, lesionado, não foi nem opção para o treinador. O camisa 10 assistiu à partida do banco, sem chuteiras e de boné.

Fez a diferenças aos marroquinos a superioridade técnica e física no meio de campo. Casemiro também esteve bem longe do ideal e foi substituído no intervalo, bem como Ibañez – ambos haviam sido advertidos com o amarelo.

No segundo tempo, Ancelotti tentou corrigir os muitos buracos no meio de campo. Fabinho, na vaga de Casemiro, fez jogo seguro. Danilo, Santos entrou no final e fez mais que Paquetá. Teve duas oportunidades para marcar, e não o fez, o meio-campista do Botafogo.

O Marrocos não apertou mais. O Brasil até passou bastante tempo no campo ofensivo, só que produziu pouco, insuficiente para a virada na estreia de uma competição que promete ser dura ao time pentacampeão, incomodado com o jejum de 24 anos sem títulos mundiais.

O próximo adversário do Brasil é, em tese, o mais frágil: o Haiti. O duelo com a seleção caribenha será na próxima sexta-feira, 19, às 21h30 (de Brasília), no Estádio Lincoln Financial Field, na Filadélfia. No dia 24, a equipe brasileira fecha a primeira fase contra a Escócia, em Miami.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 1 X 1 MARROCOS

BRASIL: Alisson; Ibañez (Danilo), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro (Fabinho), Bruno Guimarães (Danilo Santos) e Paquetá (Matheus Cunha); Raphinha, Igor Thiago (Luiz Henrique) e Vini Jr. Técnico: Carlo Ancelotti.

MARROCOS: Bounou; Hakimi, Diop, Riad e Mazraoui; El Aynaoui e Bouaddi; Brahim Díaz (Talbi), Ounahi (El Mourabet) e El Khannouss; Saibari (Rahimi). Técnico: Mohamed Ouahbi.

GOLS: Saibari, aos 20, e Vini Jr., aos 31 do 1ºT.

ÁRBITRO: Slavko Vincic (Eslovênia).

CARTÕES AMARELOS: Casemiro, Ibañez

PÚBLICO: 80.663.

RENDA: Não divulgada.

LOCAL: MetLife Stadium, em East Rutherford, Estados Unidos.

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Alexandre Frota se oferece para pagar multa de jornalista perseguido por Zambelli

6 de Junho de 2026, 17:35

O ex-deputado e atual vereador por Cotia Alexandre Frota usou as redes sociais para se oferecer a pagar a multa imposta pela Justiça de São Paulo ao jornalista Luan Araújo, perseguido com arma por Carla Zambelli em 2022, e, assim, evitar a prisão dele.

A Justiça mandou prender Luan após o não pagamento da multa no valor de R$ 2.216,30. Nas redes sociais, ele disse que não tem como pagar a multa e move uma vaquinha para arcar com as custas processuais.

Frota comentou em post de Luan: “Vamos pagar a multa. Se quiser, pede ao advogado para me ligar.”

Luan Araújo foi perseguido por Zambelli com uma arma em mãos em São Paulo na véspera da eleição de 2022. Por esse caso, a ex-deputada foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Araújo foi condenado em ação movida por Zambelli por dizer, em publicação no portal Diário do Centro do Mundo, que a ex-deputada é “seguida por uma seita de doentes de extrema-direita” e “faz parte de uma extrema direita mesquinha, maldosa e que é mercadora da morte”.

A defesa do jornalista contesta a decisão e apresentou habeas corpus e a anulação da decisão do juiz José Fernando Steinberg, que converteu a pena. Procurada, a defesa de Zambelli não respondeu aos contatos da reportagem. O espaço segue aberto.

Zambelli foi condenada pelo STF a cinco anos e três meses de prisão por perseguir Araújo na véspera do segundo turno das eleições de 2022. Ela fugiu para Itália e foi presa.

No final de maio, a Corte de Cassação italiana anulou o pedido de extradição da ex-parlamentar e soltou Zambelli. Ela também foi condenada pelo STF a dez anos de prisão por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

*Com Agência Brasil

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Defesa de Jairinho anuncia recurso e diz que julgamento pode ser anulado

6 de Junho de 2026, 17:12

Condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry Borel, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, ainda terá pela frente uma nova batalha nos tribunais. A defesa do médico confirmou que recorrerá da sentença já na próxima segunda-feira e afirma acreditar que o julgamento poderá ser anulado em razão de uma série de supostas irregularidades ocorridas durante todo o processo.

Segundo o advogado Rodrigo Faucz, a equipe jurídica sustenta que a decisão dos jurados foi contrária ao conjunto de provas produzido ao longo da ação penal. Além disso, a defesa aponta mais de 20 nulidades registradas em ata que, na avaliação dos advogados, comprometem a validade do julgamento.

— Entendo que, como os jurados afastaram duas das torturas, ele também deve ser absolvido da outra. Isso porque, em nenhuma das três, a acusação conseguiu provar que ocorreram. Sobre o homicídio, ficou muito claro à defesa que tampouco ocorreu. Portanto, na segunda-feira, recorreremos da decisão para que o júri seja realizado novamente. Além da decisão ser manifestamente contrária à prova dos autos, ocorreram dezenas de nulidades que devem ser reconhecidas pelos tribunais — afirmou Faucz.

 

A sentença foi proferida pela juíza Elizabeth Machado Louro na madrugada de quinta-feira, após mais de dez dias de julgamento. Jairinho foi condenado a 35 anos, 6 meses e 20 dias pelo homicídio duplamente qualificado de Henry, a 6 anos e 3 meses por tortura e a 2 anos por coação no curso do processo. Além da pena de prisão, ele foi condenado a pagar R$ 400 mil de indenização por danos morais ao pai do menino, Leniel Borel.

 Defesa vê possibilidade de novo júri

Os advogados trabalham com a expectativa de que o julgamento seja revisto pelas instâncias superiores. A tese principal é a de que houve falhas processuais suficientes para justificar a realização de uma nova sessão do Tribunal do Júri.

Embora a controvérsia envolvendo a concessão de perdão judicial a Monique Medeiros tenha aberto uma nova frente de questionamentos sobre o julgamento, a defesa de Jairinho afirma que os recursos serão independentes.

— A princípio, a anulação na decisão referente à Monique não se relaciona com a do Jairinho, mas na do Jairinho existem mais de 20 nulidades que foram apontadas e que constam na ata da sessão. Então, isso geraria uma anulação própria em relação ao Jairinho — disse Faucz.

Quanto tempo Jairinho pode ficar preso

Apesar da condenação superior a 43 anos, a defesa calcula que Jairinho poderá obter progressão de regime após cumprir entre 11 e 12 anos em regime fechado, caso a sentença seja mantida.

A estimativa leva em conta os mais de cinco anos já cumpridos desde sua prisão, em abril de 2021, além da possibilidade de remição da pena por trabalho realizado dentro da unidade prisional.

Segundo os advogados, os cálculos ainda são preliminares e dependem da análise da execução penal. A própria defesa ressalta que trabalha com duas hipóteses principais: a anulação do julgamento ou a redução da pena por tribunais superiores.

Por isso, os defensores consideram prematuro afirmar quanto tempo Jairinho permanecerá preso. A estratégia, neste momento, está concentrada na elaboração dos recursos que serão apresentados ao Tribunal de Justiça do Rio.

Enquanto isso, a condenação permanece válida e o ex-vereador continuará cumprindo pena em regime fechado até que haja eventual decisão das instâncias superiores modificando ou anulando o resultado do júri.

 

 

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Humorista Ed Gama relata celular levado em assalto no RJ: ‘Rasparam minha conta’

6 de Junho de 2026, 17:07

O humorista e ator alagoano Ed Gama teve o celular roubado no fim da tarde desta quinta-feira, 4, no bairro da Glória, zona sul do Rio de Janeiro. Dois dias depois, segundo ele, os criminosos ainda conseguem acessar suas contas. Em vídeos publicados nas redes sociais, o artista pede que não mandem dinheiro, pois não é ele que está pedindo. “Os cabras rasparam minha conta”, disse.

De acordo com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o caso foi registrado pela 9ª Delegacia de Polícia (Catete) e a equipe de investigação está em diligências para chegar aos suspeitos. Câmeras de segurança do local onde se deu o fato estão sendo examinadas.

O humorista integra o “Domingão com Huck”, da TV Globo. Nas redes sociais, ele disse que teve as contas bancárias esvaziadas e faz o alerta. “Enfim, estou tentando resolver as coisas. Mas, por favor, não ajudem ninguém. Não respondam ninguém”.

O ator, que tem 2,1 milhões de seguidores no Instagram, relatou que estava em seu carro quando foi abordado por dois homens em uma moto. Eles anunciaram o assalto, pediram o celular e obrigaram Ed a desbloquear o aparelho. Além do susto, o ator nada sofreu.

Ed Gama disse que registrou o boletim de ocorrência na polícia e fez o bloqueio do aparelho, mas os ladrões tiveram acesso às suas contas e dados pessoais. “Estou com o WhatsApp, mas os caras estão mexendo no meu celular ainda. Não sei o que pode estar acontecendo. Não ajudem ninguém aqui, que eu não pedi, não mandem dinheiro para ninguém”, alertou.

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Agenda: Payroll dos EUA, PIB da zona do euro e feriado no Brasil mexem com a semana

31 de Maio de 2026, 12:00

A semana começa com foco em indicadores de atividade, especialmente industriais. Na segunda-feira (1), a divulgação de diversos PMIs ao redor do mundo, incluindo zona do euro, Reino Unido, Brasil e Estados Unidos, ajuda a medir o ritmo da economia global, além de dados como desemprego na Europa e o Relatório Focus no Brasil.

Na terça (2) e quarta-feira (3), a agenda ganha mais força com números de inflação, emprego e serviços. Destaque para o CPI da zona do euro, o Jolts nos EUA e, no dia seguinte, os PMIs de serviços, a produção industrial brasileira e o Livro Bege do Federal Reserve, que oferece um panorama da economia americana.

Na quinta-feira (4), a agenda é mais leve por conta do feriado no Brasil, com poucos indicadores no exterior. Já na sexta-feira (5), os destaques são o PIB da zona do euro e o payroll dos Estados Unidos, além da produção de veículos no Brasil, encerrando a semana com dados relevantes para o mercado.

Confira a agenda de indicadores da semana de 01 a 05 de junho de 2026

Brasil

Segunda-feira (01/06)
8h25 – Relatório Focus
10h – PMI industrial

Terça-feira (02/06)
06h – IPC-Fipe

Quarta-feira (03/06)
9h – Produção industrial
10h – PMI Composto e de Serviços
15h – Balança comercial

Quinta-feira (04/06)
Feriado

Sexta-feira (05/06)
11h – Produção de veículos

Estados Unidos

Segunda-feira (01/06)
10h45 – PMI industrial

Terça-feira (02/06)
11h – Jolts

Quarta-feira (03/06)
9h15 – ADP
10h45 – PMI Composto e de Serviços
15h – Livro Bege

Quinta-feira (04/06)
9h30 – Pedidos semanais de seguro-desemprego

Sexta-feira (05/06)
9h30 – Payroll

Reino Unido

Segunda-feira (01/06)
5h30 – PMI Industrial

Quarta-feira (03/06)
05h30 – PMI Composto e de Serviços

União Europeia

Segunda-feira (01/06)
05h – PMI Industrial
06h – Taxa de desemprego

Terça-feira (02/06)
06h – CPI

Quarta-feira (03/06)
05h – PMI Composto e de Serviços
06h – PPI

Quinta-feira (04/06)
6h – Vendas no varejo

Sexta-feira (05/06)
06h – PIB

China

Terça-feira (02/06)
22h45 – PMI do setor de serviços

Japão

Terça-feira (02/06)
21h30 – PMI do setor de serviços

Sem jornada de 52h: líderes do Centrão pedem retirada de emenda à PEC da 6x1

21 de Maio de 2026, 17:42

A emenda apresentada pelo Centrão que colocava um prazo de dez anos de transição para a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sofreu mais um revés definitivo, articulado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Seis líderes de partidos de centro e próximos a Motta pediram a retirada da tramitação do texto, proposto pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS).

Leia mais em: https://exame.com/brasil/sem-jornada-de-52h-lideres-do-centrao-pedem-retirada-de-emenda-a-pec-da-6x1/

Virada Cultural de São Paulo é segura? Veja o esquema de segurança e o protocolo contra assédio

21 de Maio de 2026, 17:23

A Prefeitura de São Paulo anunciou nesta quinta-feira, 21, uma operação especial de segurança para a edição 2026 da Virada Cultural, marcada para os dias 23 e 24 de maio. O esquema contará com 9 mil profissionais mobilizados em diferentes regiões da capital, entre eles 4.200 policiais militares, 2.800 agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e 2 mil seguranças privados.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/virada-cultural-de-sao-paulo-e-segura-veja-o-esquema-de-seguranca-e-o-protocolo-contra-assedio/

Ibovespa tem leve alta com expectativa de acordo EUA-Irã; dólar fecha próximo da estabilidade

21 de Maio de 2026, 17:18

O Ibovespa (IBOV) acompanhou o desempenho do cenário externo e estendeu os ganhos da véspera com expectativas de acordo definitivo entre Estados Unidos e Irã.

Nesta quinta-feira (21), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 0,17%, aos 177.649,86 pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,0012, com leve queda de 0,04%..

Por aqui, o ruído político continuou a concentrar as atenções dos investidores. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, negou ter requisitado uma reunião ao presidente Trump.

Segundo aliados de Flávio, o senador foi convidado para um encontro com o norte-americano que pode ser realizado na próxima semana.

Perguntado se ele ou o irmão e ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pediram a conversa, Flávio respondeu em inglês: “No, I didn’t ask anything. Nobody asked”. A frase, dita a jornalistas no Congresso, pode ser traduzida como: “Não, não pedi nada. Ninguém pediu”. Eduardo Bolsonaro mora nos Estados Unidos desde o ano passado.

A candidatura de Flávio entrou em crise na semana passada com o vazamento do áudio, pelo site Intercept Brasil, do senador pedindo dinheiro para dono do Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme ‘Dark House’, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Altas e quedas do Ibovespa

Em dia de forte volatilidade, o alívio na curva de juros futuros abriu espaço para a recuperação das ações cíclicas.

A ponta positiva foi puxada por CSN (CSNA3), que subiu 3,43% (R$ 6,34). O destaque entre as altas, porém, foi Usiminas (USIM5) – com alta de 1,98% (R$ 9,80), beneficiada pela elevação de recomendação de neutra para compra pelo Goldman Sachs.

Na revisão positiva, o banco ainda ajustou o preço-alvo de USIM5 de R$ 6,60 para R$ 10,50 nos próximos 12 meses, o que implica em um potencial de valorização de 19,7% sobre o preço de fechamento anterior.

Os pesos-pesados também encerraram o pregão em alta. O Índice Financeiro (IFNC) encerrou a sessão com ganho de 0,65%. Em destaque, Itaú (ITUB4), detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV, também teve alta de 1,13% (R$ 40,12).

Vale (VALE3), que detém 11% de participação no IBOV, subiu 0,77% (R$ 82,63), na contramão do minério de ferro – o contrato mais líquido da commodity, negociado para setembro, encerrou as operações em Dalian, na China, em baixa de 1,07%, a 789,50 yuans (US$ 116,07) a tonelada.

Petrobras (PETR4;PETR3) perdeu força ao longo do pregão com a virada do preços do petróleo para o negativo, mas sustentou os ganhos com o barril ainda acima de US$ 100. PETR3 terminou o dia com alta de 1,25% (R$ 50,30) e PETR4 registrou avanço de 0,78% (R$ 44,95) – figurando como a ação mais negociada da B3 com 69,9 mil negócios e giro financeiro de R$ 2,5 bilhões.

Em linha com o bom desempenho das commodities, o CMDB11, ETF do BTG Pactual que segue uma cesta de ações de empresas do setor, subiu 0,17%

Já a ponta negativa foi encabeçada por Hapvida (HAPV3), que recuou 7,01% (R$ 12,34).

Copasa (CSMG3) também figurou entre as quedas, com baixa de 3,14% (R$ 51,14), após a companhia protocolar um um pedido de registro automático de oferta subsequente de ações ordinárias (follow-on) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), dando início às etapas finais do processo de privatização.

Na avaliação do Safra, o avanço da privatização é positivo, mas a menor concorrência pelo ativo pode estar no radar dos investidores – e pode ser um motivo para “decepção” do mercado.

Exterior

Os índices de Wall Street recuperaram as perdas durante o pregão e fecharam em alta com relatos de um potencial acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Em destaque, o Dow Jones fechou em seu recorde histórico.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,55%, aos 50.285,66 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • S&P 500: +0,17%, aos 7.445,72 pontos;
  • Nasdaq: +0,09%, aos 26.293,098 pontos.

Na Europa, os índices fecharam sem direção com foco no Oriente MédioO índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com leve alta de 0,44%, aos 620,56 pontos.

Na Ásia, os principais índices terminaram o dia em tom misto. O índice de Nikkei, do Japão teve alta de 3,14%, aos 61.684,14 pontos e o índice Hang Seng, de Hong Kong, fechou com baixa de 1,03%, aos 25.386,52 pontos.

Pagamento de trem no cartão de crédito supera 460 mil viagens por mês em SP

21 de Maio de 2026, 16:35

O uso de cartões de crédito e débito para pagar viagens de trem em São Paulo superou 700 mil transações no primeiro mês de operação nas estações, segundo dados da Autopass, que controla o sistema nas catracas.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/pagamento-de-trem-no-cartao-de-credito-supera-460-mil-viagens-por-mes-em-sp/

Congresso derruba vetos de Lula à lei que estabelece regras do Orçamento

21 de Maio de 2026, 15:18

O Congresso Nacional derrubou nesta quinta-feira, 21, vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 e restabeleceu regras que ampliam a possibilidade de repasses federais a municípios em ano eleitoral.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/congresso-derruba-vetos-de-lula-a-lei-que-estabelece-regras-do-orcamento/

Vorcaro deixa cela especial e será transferido para cela comum após dois meses preso na PF

18 de Maio de 2026, 21:12

O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, deixou a sala especial que ocupava na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e foi transferido para uma cela comum da unidade. A alteração ocorreu nesta segunda-feira e também incluiu novas restrições para visitas de advogados.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/vorcaro-deixa-cela-especial-e-sera-transferido-para-cela-comum-apos-dois-meses-preso-na-pf/

Uso de inteligência artificial cresce no setor de saúde, com foco em tarefas administrativa

18 de Maio de 2026, 21:07

O uso de inteligência artificial (IA) avança no setor de saúde no Brasil, e sua aplicação prática ainda está concentrada em demandas operacionais. De acordo com os dados da pesquisa da TIC Saúde, que está na sua 12ª edição, divulgada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil e conduzida pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), 18% dos estabelecimentos de saúde do País já utilizam algum recurso de inteligência artificial.

Leia mais em: https://exame.com/esferabrasil/uso-de-inteligencia-artificial-cresce-no-setor-de-saude-com-foco-em-tarefas-administrativa/

Lula faz acompanhamento médico em hospital de SP e 'evolução satisfatória', diz boletim

18 de Maio de 2026, 20:28

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve, nesta segunda-feira, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para realizar acompanhamento médico relacionado a procedimentos feitos em abril.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/lula-faz-acompanhamento-medico-em-hospital-de-sp-e-evolucao-satisfatoria-diz-boletim/

Escala 6x1: texto deve prever 2 folgas semanais obrigatórias ainda em 2026

18 de Maio de 2026, 20:12

O texto da comissão especial da Câmara que discute o fim da escala 6x1 no país deve prever duas regras distintas de transição, com a chegada, ainda neste ano, à escala 5x2 — no mínimo dois dias de folga obrigatórios por semana. A proposta do relator, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), deverá ser oficialmente apresentada na quarta-feira, 20, e votada pela comissão no dia seguinte.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/escala-6x1-texto-deve-prever-2-folgas-semanais-obrigatorias-ainda-em-2026/

Zema chama Vorcaro de “banqueiro bandido” e diz não se arrepender de críticas a Flávio Bolsonaro

18 de Maio de 2026, 20:00

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), disse nesta segunda-feira, 18, em Florianópolis, que não se arrepende das críticas feitas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pela relação com Daniel Vorcaro, CEO do Banco Master.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/zema-diz-nao-se-arrepender-de-criticas-a-relacao-de-flavio-bolsonaro-e-vorcaro/

Ibovespa recua aos 180 mil pontos com IPCA e queda da Petrobras (PETR4); dólar fecha a R$ 4,89

12 de Maio de 2026, 17:27

O Ibovespa (IBOV) encerrou a terça-feira (12) em queda, pela segunda sessão consecutiva, após os dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos

Os investidores acompanharam ainda o recuo da Petrobras após o balanço do primeiro trimestre de 2026 e a continuidade na escalada de tensões entre Irã e EUA.

Hoje, o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações em baixa de 0,86%, aos 180.342,33 pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 4,8954, com ligeira alta de 0,08%.

Por aqui, o mercado acompanhou os dados da inflação de abril, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi a maior para o mês desde 2022.

O IPCA registrou alta de 0,67%, o que representa desaceleração após avanço de 0,88% em março. O resultado veio em linha com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast.

No acumulado em 12 meses, a inflação acelerou de 4,14% em março para 4,39% em abril, ficando próximo do teto da meta inflacionária de 4,5% do Banco Central (BC).

Na avaliação da economista Claudia Moreno, do C6 Bank, as medidas do governo – como subsídios e redução de impostos – devem mitigar parte dos efeitos da alta do petróleo sobre a inflação brasileira no curto prazo. Ainda assim, ela afirma que combustíveis e alimentos já podem estar sendo impactados pelo conflito no Oriente Médio.

Além disso, “o mercado de trabalho aquecido junto com a perspectiva de desvalorização do real deve fazer com que os preços voltem a acelerar no segundo semestre”, diz Moreno. A projeção do C6 para o IPCA  de 2026 é de 4,8%, acima do intervalo de tolerância da meta, de 4,5%.

Altas e quedas do Ibovespa

No sentido contrário da véspera, a Petrobras (PETR3;PETR4) recuou após o balanço do primeiro trimestre e os dividendos virem abaixo do esperado pelo mercado, contrariando a alta do petróleo. PETR4 tombou 1,62% (R$ 45,68), enquanto PETR3 caiu 0,85% (R$ 50,38).

Segundo o time do Itaú BBA, liderado por Monique Martins Greco, o avanço do Brent ao longo de março “não foi totalmente refletido no trimestre”, já que existe uma defasagem entre o embarque do petróleo e o reconhecimento da receita na transferência de propriedade das cargas exportadas.

“Embora a frustração possa gerar pressão de curto prazo, a combinação de preços mais altos do petróleo e a realização das exportações em trânsito deve reverter esse efeito temporário, preparando um segundo trimestre mais forte”, escreveram os analistas.

Por outro lado, Vale (VALE3) conseguiu se recuperar no fim do pregão e subiu 0,37% (R$ 83,76), destoando da queda de 0,98% do minério de ferro, cotado a 812,5 yuans (US$ 119,57) a tonelada na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China. O avanço ocorreu após a mineradora divulgar suas projeções para 2026 e 2027.

Para o Safra, os números são positivos uma vez que o aumento na sensbilidade do fluxo de caixa livre das Soluções de Minério de Ferro não estava no cenário base do banco.

Adicionalmente, o banco avalia que isso ajuda a aliviar as preocupações do mercado em relação à perda de rentabilidade decorrente dos custos de caixa e do frete desde o início do conflito, algo que aparentemente pressionou as ações após o balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26).

A ponta negativa do índice foi encabeçada pela Natura (NATU3), que recuou 5,62%, a R$ 9,91, após o resultado do 1T26 ser considerado fraco pelos analistas do mercado.

Já a ponta positiva foi liderada pela Braskem (BRKM5), que disparou 29,02%, a R$ 11,87, depois de o JP Morgan realizar dupla elevação do papel. A recomendação passou de neutro para compra e o banco também subiu o preço-alvo de R$ 10,50 para R$ 15, com potencial de valorização de 63% ante o fechamento anterior (11).

Segundo o JP, a elevação do papel reflete a melhora nos fundamentos de mercado, oferta mais restrita e fortalecimento da governança após a reestruturação.

Exterior

Os índices de Wall Street fecharam sem direção única com a inflação pressionada, alta dos preços do petróleo e queda das ações de tecnologia.

No front econômico, o índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) dos EUA aumentou 0,6% em abril, depois de ter subido 0,9% em março, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho nesta terça-feira. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,6%, com as estimativas variando de 0,4% a 0,9%.

Mas nos 12 meses até abril, os preços ao consumidor avançaram 3,8%. Esse foi o maior aumento anual desde maio de 2023 e seguiu-se à alta de 3,3% em março, o que reforçou ainda mais as expectativas de que o Federal Reserve deve deixar a taxa de juros dos Estados Unidos inalterada por algum tempo.

Diante da recente escalada de tensões no Oriente Médio, o parlamentar iraniano Ebrahim Rezaei disse nesta terça-feira que o país pode enriquecer urânio a até 90% de pureza, um nível considerado grau de armamento, se o Irã for atacado novamente.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,11%, aos 49.760,56 pontos;
  • S&P 500: -0,16%, aos 7.400,97 pontos;
  • Nasdaq: -0,71%, aos 26.088,203 pontos.

Na Europa, os índices fecharam em forte queda com a tensão geopolítica e crise política no Reino Unido. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com recuo de 1,01%, aos 606,63 pontos.

Na Ásia, os principais índices encerram majoritariamente negativos. O índice de Nikkei, do Japão, encerrou com avanço de 0,52%, 62.742,57 pontos. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,22%, aos 26.347,91 pontos.

Brasil é excluído da lista da União Europeia para venda de carnes para o bloco

12 de Maio de 2026, 17:17

O Brasil não consta da lista de países autorizados a fornecer produtos de origem animal à União Europeia, o que representa um risco comercial para o maior exportador mundial de carne bovina.

A União Europeia publicou na terça-feira (12) uma versão atualizada da lista de países que cumprem suas normas contra o uso excessivo de antimicrobianos em animais destinados à produção de alimentos. O Brasil não foi incluído.

A lista destina-se atualmente a fins informativos e não tem efeitos legais. No entanto, será “formalmente adotada” nos próximos dias, afirmou a Comissão Europeia em comunicado em seu site, acrescentando que as regras sobre importações entrarão em vigor a partir de 3 de setembro.

“De acordo com as normas da UE, o uso de antimicrobianos em animais de criação para fins de crescimento ou produção não é permitido, nem os animais podem ser tratados com antimicrobianos reservados para infecções humanas”, afirmou a Comissão Europeia.

O Ministério da Agricultura do Brasil e a Comissão Europeia não responderam de imediato ao pedido de comentários.

A União Europeia e o Brasil são importantes parceiros comerciais. No entanto, as exportações de carne bovina para o bloco representaram apenas 4% do total das exportações brasileiras de carne bovina no primeiro trimestre de 2026, segundo dados do Ministério da Agricultura.

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Pesquisa revela que 98% das empresas têm dificuldade para contratar profissionais em tecnologia

27 de Abril de 2026, 20:33

Pesquisa realizada pela Ford, em parceria com o Datafolha, revela que 98% das médias e grandes empresas brasileiras enfrentam dificuldades para contratar talentos em tecnologia. 

Leia mais em: https://exame.com/esferabrasil/pesquisa-revela-que-98-das-empresas-tem-dificuldade-para-contratar-profissionais-em-tecnologia/

Novo Desenrola vai exigir descontos de até 90% nas dívidas, diz ministro

27 de Abril de 2026, 18:33

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou nesta segunda-feira que a segunda edição do Desenrola, programa que o governo federal vai anunciar nesta semana, voltado a reduzir o endividamento da população, vai permitir que os trabalhadores usem parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/novo-desenrola-vai-exigir-descontos-de-ate-90-nas-dividas-diz-ministro/

Brasil volta a produzir navio de guerra após 46 anos com a Fragata Tamandaré

25 de Abril de 2026, 11:12

Após quase cinco décadas sem produzir um navio de guerra desse porte, a Marinha do Brasil incorporou nesta sexta-feira, 24, a Fragata Tamandaré (F200), considerada a mais moderna embarcação militar da América Latina.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/brasil-volta-a-produzir-navio-de-guerra-apos-46-anos-com-a-fragata-tamandare/

Crise na direita: entenda a briga de Nikolas Ferreira com a família Bolsonaro

25 de Abril de 2026, 10:33

A relação entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e a família do ex-presidente Jair Bolsonaro atravessa um período de tensão pública, com episódios recentes que ampliaram um racha entre aliados da direita.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/crise-na-direita-entenda-a-briga-de-nikolas-ferreira-com-a-familia-bolsonaro/

Norma que obriga Uber e iFood a mostrar valor pago a motoristas entra em vigor

24 de Abril de 2026, 20:33

Passou a valer nesta quinta-feira, 23, a portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública que obriga as plataformas de delivery e transporte individual a mostrarem ao consumidor final quanto do valor pago pelo usuário é distribuído aos entregadores e motoristas. As principais plataformas, como Uber e iFood, já cumprem a medida.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/norma-que-obriga-uber-e-ifood-a-mostrar-valor-pago-a-motoristas-entra-em-vigor/

Ana Paula Renault, vencedora do BBB26, embolsa o maior prêmio da história do reality graças a uma campanha de marketing

22 de Abril de 2026, 12:08

Ana Paula Renault, campeã do BBB 26, levará para casa R$ 5,7 milhões, maior prêmio da história do reality da Globo. Na última edição, o montante era R$ 2,7 milhões.

Essa valorização não se deu do dia para a noite — e nem pela inflação no Brasil, que apesar de subir, não dobrou nos últimos 365 dias.

Na realidade, o aumento no valor do prêmio foi devido a uma campanha de marketing do Mercado Pago, instituição financeira do Grupo Mercado Livre.

‘Tudo em DobBBro’ para Ana Paula

Inicialmente, o prêmio seria o mesmo de 2025. No entanto, logo na estreia do BBB 26, foi anunciado que o valor seria o dobro do ano anterior, ou seja, R$ 5,4 milhões.

A diferença para o valor final, R$ 5,7 milhões, é resultado de uma outra campanha de marketing da mesma instituição. Ele foi possível graças aos rendimentos gerados no Cofrinho Mercado Pago ao longo dos 100 dias de programa.

Pela maior parte do reality, o dinheiro rendia em 120% do CDI. Entre 3 de março e 3 de abril, o prêmio estava rendendo em 140% do CDI. No final, o montante incorporado foi de R$ 268.712,17.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

Fim da escala 6x1 deve ser votada até o fim de maio, diz Motta

7 de Abril de 2026, 17:36

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o governo não deve enviar com urgência constitucional o projeto sobre o fim da escala 6x1, mantendo a tramitação da proposta já em análise na Casa.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/fim-da-escala-6x1-deve-ser-votada-ate-o-fim-de-maio-diz-motta/

Ibovespa ganha fôlego na reta final do pregão e fecha em leve alta; dólar sobe a R$ 5,15

7 de Abril de 2026, 17:23

O Ibovespa (IBOV) ganhou fôlego nos últimos minutos do pregão com expectativa de avanço nas negociações de última hora para um cessar-fogo no Oriente Médio.

Nesta terça-feira (7), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com leve alta de 0,05%, aos 188.258,91 pontos, na máxima intradia.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,1550, com alta de 0,16%.

Por aqui, os investidores dividiram as atenções com cenário eleitoral, novas medidas do governo para conter os preços dos combustíveis e dados econômicos.

Entre os dados, a balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 6,405 bilhões em março, segundo dados divulgados nesta terça-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O resultado de março ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro apontada na pesquisa Projeções Broadcast, de superávit comercial de US$ 7,55 bilhões, após saldo positivo de US$ 4,208 bilhões em fevereiro.

Na avaliação de Luiza Pinese, economista da XP, os efeitos do choque do petróleo decorrente do conflito no Oriente Médio devem se tornar mais evidentes nos próximos meses.

O MDIC também revisou as estimativas para 2026 e prevê saldo positivo de US$ 72,1 bilhões, próximo ao piso da projeção anterior, divulgada em janeiro.

Altas e quedas do Ibovespa

Entre as ações negociadas no Ibovespa, a Suzano (SUZB3) despencou 6,39% (R$ 46,43), pressionada pela revisão do Bank of America (BofA). O banco rebaixou a recomendação das ações de compra para neutra.

Além disso, a equipe de analistas cortou o preço-alvo para o fim de 2026 de R$ 82 para R$ 57.

SUZB3 também foi a ação mais negociada da B3 com 56,585 mil negócios e giro financeiro de R$ 2,122 bilhões.

A ponta negativa foi liderada por MRV (MVRE3), com queda de 9,45% (R$ 7,19), em reação à prévia operacional do primeiro trimestre deste ano (1T26).

Já a ponta positiva foi encabeçada por Braskem (BRKM5), que encerrou o pregão com alta de 7,26% (R$ 9,01), em recuperação das perdas da véspera. Ontem (6), os papéis caíram mais de 7%.

Exterior

Os índices de Wall Street tiveram mais um dia de perdas com novo ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Pela manhã, o chefe da Casa Branca disse que “toda a civilização morrerá hoje à noite” se um acordo com o Irã não for firmado, em publicação na rede social Truth. O prazo final de negociações imposto por Trump se encerra ainda hoje, às 21h (horário de Brasília).

No final da tarde, o Pasquistão pediu para Trump estender o prazo de tratativas por duas semanas. Em resposta, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavit, disse ao Axios que Trump informado da proposta e uma “resposta será dada.”

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,18%, aos 46.584,46 pontos;
  • S&P 500: +0,08%, aos 6.616,85 pontos;
  • Nasdaq: +0,10%, aos 22.017,84 pontos.

LEIA MAIS EM: Wall Street fecha sem direção única com expectativa de um cessar-fogo no Oriente Médio

Na Europa, os principais índices também encerraram em queda com incertezas sobre o conflito no Oriente Médio na retomada do feriado prolongado. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com baixa de 1,01%, aos 590,59 pontos.

Na Ásia, os índices tiveram uma sessão mista no primeiro dia de negociações da semana. O índice Nikkei, do Japão, ficou praticamente estável com alta de 0,03%, aos 52.429,56 pontos.

Roubini: Brasil pode sofrer mais com riscos internos do que com guerra no Oriente Médio

7 de Abril de 2026, 17:15

Em meio à escalada de tensões no Oriente Médio e aos temores de um novo choque global de energia, o economista Nouriel Roubini fez um alerta que desloca o foco do investidor brasileiro: o principal risco para o país pode não estar no cenário externo, mas dentro de casa.

Segundo Roubini, embora o conflito envolvendo o Irã tenha potencial para gerar inflação global e desaceleração econômica, os efeitos sobre o Brasil tendem a ser mais moderados quando comparados a outras regiões. Ainda assim, isso não significa imunidade.

“O que acontece dentro do Brasil pode ter mais impacto do que a própria guerra”, afirmou durante evento do Bradesco BBI, o 12º Brazil Investment Forum, realizado em São Paulo.

A fala vem em um contexto de análise mais ampla sobre os efeitos do choque energético global. Com a possibilidade de interrupções no fornecimento de petróleo no Golfo Pérsico, o economista vê um cenário típico de pressão inflacionária combinada com perda de crescimento, uma dinâmica que remete, ainda que com diferenças, aos episódios de estagflação do passado.

Ganhos externos, dores internas

No caso brasileiro, há um fator de amortecimento importante, já que o país é exportador líquido de energia. Em um cenário de petróleo mais caro, isso tende a favorecer a balança comercial e gerar ganhos de termos de troca.

No entanto, Roubini pondera que o encarecimento da energia se espalha por toda a economia, pressionando custos de produção e reduzindo o poder de compra das famílias. O resultado é um ambiente de inflação mais alta combinado com crescimento mais fraco, ainda que em menor intensidade do que em economias mais dependentes de importação de energia, como as asiáticas.

Em outras palavras, mesmo que o Brasil esteja entre os “beneficiados” pelo choque, há um custo macroeconômico inevitável.

O verdadeiro ponto de atenção

É nesse contexto que o economista desloca o debate para dentro do país. Para ele, os desdobramentos da política doméstica, especialmente em um ano eleitoral, tendem a ser mais determinantes para o rumo da economia brasileira do que o próprio conflito internacional.

“Seja Lula ou o filho do Bolsonaro, isso trará implicações para as políticas fiscais, para a forma como o país vai estruturar reformas e para o crescimento econômico”, explica.

Roubini destaca que o Brasil entra em um período sensível, com eleições presidenciais no horizonte e incertezas sobre a condução da política fiscal, reformas estruturais e estratégias de crescimento.

Embora reconheça a importância institucional do Banco Central independente, ele alerta para um risco conhecido em economias emergentes, a chamada dominância fiscal. Nesse cenário, pressões sobre as contas públicas podem acabar influenciando a política monetária, elevando o risco de inflação persistente ao longo do tempo.

“Pode haver uma situação em que, no futuro, haja uma dominância fiscal, em que o déficit fica tão alto que a tentação para monetizá-lo [com política monetária] cresce”, diz o economista.

A combinação de incerteza política com fragilidade fiscal, portanto, pode amplificar os efeitos de qualquer choque externo, ou até superá-los.

A leitura de Roubini sugere uma inversão na forma de analisar riscos. Em vez de concentrar a atenção apenas na geopolítica global, investidores deveriam olhar com mais cuidado para o ambiente doméstico.

Isso porque, mesmo em um cenário de guerra prolongada e petróleo elevado, o Brasil parte de uma posição relativamente mais confortável do ponto de vista energético. Já os riscos internos, ligados à política econômica e à credibilidade fiscal, permanecem como variáveis abertas.

6 ações da Anvisa contra a venda irregular de canetas emagrecedoras

7 de Abril de 2026, 16:58

A Polícia Federal em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deflagraram, nesta terça-feira, 7, a Operação Heavy Pen para reprimir a cadeia irregular da distribuição das canetas emagrecedoras. Junto com a ação, a Anvisa lançou um pacote de medidas para garantir a segurança dos pacientes que utilizam as canetas. 

Leia mais em: https://exame.com/brasil/6-acoes-da-anvisa-contra-a-venda-irregular-de-canetas-emagrecedoras/

Justiça do Rio invalida sessão que elegeu Douglas Ruas como novo presidente da Alerj

26 de Março de 2026, 19:30

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) anulou na noite desta quinta-feira, 26, a sessão que elegeu o deputado Douglas Ruas (PL) como presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A posse da liderança da Casa colocaria o político na linha de sucessória para o governo do Rio. 

Leia mais em: https://exame.com/brasil/tjrj-invalida-sessao-que-elegeu-douglas-ruas-como-novo-presidente-da-alerj/

Natália Resende: “Com planejamento e diálogo, conseguimos fazer o impossível virar possível”

26 de Março de 2026, 19:25

À frente da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo (Semil), Natália Resende define sua trajetória em uma palavra: resiliência. Engenheira de formação, com passagens também por áreas como Direito e Contabilidade, construiu uma carreira marcada pelo aprofundamento técnico e pela capacidade de transitar entre diferentes campos do conhecimento — especialmente na agenda de recursos hídricos, que considera central para o presente e o futuro.

Leia mais em: https://exame.com/esferabrasil/natalia-resende-com-planejamento-e-dialogo-conseguimos-fazer-o-impossivel-virar-possivel/

STF derruba decisão de Mendonça sobre prorrogação da CPI do INSS

26 de Março de 2026, 18:00

O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira, 26, invalidar a decisão do ministro André Mendonça, que autorizava a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). O placar final foi de 8 votos a 2 contra a prorrogação.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/stf-forma-maioria-contra-decisao-de-mendonca-sobre-prorrogacao-da-cpi-do-inss/

Lula anuncia fábrica de trens em SP e critica ausência de Tarcísio: 'Lamento profundamente'

25 de Março de 2026, 20:37

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cumpriu agenda oficial nesta quarta-feira, 25, em cidades do interior de São Paulo, com compromissos em Gavião Peixoto, Araraquara e São Carlos. A programação incluiu anúncio de investimentos industriais e participação em eventos ligados ao setor aeroespacial e ferroviário.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/em-sp-lula-anuncia-fabrica-de-trens-e-critica-ausencia-de-tarcisio-lamento-profundamente/

Senado aprova novo Plano Nacional de Educação, com metas de alfabetização e estratégias até 2035

25 de Março de 2026, 20:08

O Senado aprovou, nesta quarta-feira, o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que define metas e estratégias para o ensino no Brasil no período de 2025 a 2035. A proposta foi incluída na pauta do plenário de forma não prevista e, após aprovação, segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/senado-aprova-novo-plano-nacional-de-educacao-com-metas-de-alfabetizacao-e-estrategias-ate-2035/

Senado aprova inclusão da violência contra filhos na Lei Maria da Penha e cria crime de vicaricídio

25 de Março de 2026, 19:55

O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, a inclusão da violência vicária na Lei Maria da Penha e a criação do crime de “vicaricídio” no Código Penal. O projeto já havia passado pela Câmara dos Deputados, sofreu apenas ajustes do texto e segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Leia mais em: https://exame.com/brasil/senado-aprova-inclusao-da-violencia-contra-filhos-na-lei-maria-da-penha-e-cria-crime-de-vicaricidio/

STF aprova limite de penduricalhos a 35% do salário de ministros da Corte

25 de Março de 2026, 19:37

O Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu nesta quarta-feira, 25, os parâmetros para o pagamento de verbas indenizatórias, conhecidas como "penduricalhos", destinadas a juízes e integrantes do Ministério Público.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/stf-aprova-limite-de-penduricalhos-a-35-do-salario-de-ministros-da-corte/

STJ retomará julgamento que pode levar à cassação e inelegibilidade do governador do Acre

25 de Março de 2026, 19:07

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai retomar em 15 de abril o julgamento da ação penal na qual o governador do Acre, Gladson Cameli (PP), é acusado de corrupção e organização criminosa. Caso seja condenado pelo conjunto dos ministros, ele pode perder o cargo e se tornar inelegível.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/stj-retomara-julgamento-que-pode-levar-a-cassacao-e-inelegibilidade-do-governador-do-acre/

Kassab anuncia saída do governo Tarcísio para se dedicar às articulações das eleições 2026

25 de Março de 2026, 17:46

O presidente do PSD, Gilberto Kassab, anunciou nesta quarta-feira, 25, que deixará o cargo de secretário de Governo e Relações Institucionais da gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo, para focar nas articulações políticas com vistas às eleições de 2026.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/kassab-anuncia-saida-do-governo-tarcisio-para-se-dedicar-as-articulacoes-das-eleicoes-2026/

Ministros do STF propõem limitar penduricalhos a 35% do teto constitucional

25 de Março de 2026, 17:33

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou na tarde desta quarta-feira, 25, uma proposta de regra de transição que limita verbas indenizatórias a 35% do teto constitucional, atualmente em R$ 46,3 mil mensais. A medida condiciona o pagamento à previsão em lei.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/ministros-do-stf-propoem-limitar-penduricalhos-35-do-teto-constitucional/

Brasileiros confiam mais em chefes do que na mídia, ONGs e governo

25 de Março de 2026, 17:24

A pesquisa Edelman, divulgada nesta quarta-feira, 25, mostrou que os brasileiros confiam mais em empregadores e em empresas do que em outras instituições, como Organizações Não Governamentais (ONGs), a mídia e o governo.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/brasileiros-confiam-mais-em-chefes-do-que-na-midia-ongs-e-governo/

Nada de visitas, celulares e redes sociais: as regras para a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro

24 de Março de 2026, 15:54

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e três meses na unidade conhecida como Papudinha. A condenação está relacionada à tentativa de golpe de Estado.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/nada-de-visitas-celulares-e-redes-sociais-as-regras-para-a-prisao-domiciliar-de-jair-bolsonaro/

Moraes autoriza prisão domiciliar temporária a Jair Bolsonaro

24 de Março de 2026, 15:08

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou nesta terça-feira, 24, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpra prisão domiciliar temporária, com validade de 90 dias.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/moraes-autoriza-prisao-domiciliar-temporaria-a-jair-bolsonaro/

Agenda: Ata do Copom e prévia da inflação podem redefinir apostas para a Selic; confira os indicadores desta semana

22 de Março de 2026, 12:00

A semana deve funcionar como um teste direto para o cenário traçado pelo Banco Central após o corte da taxa Selic, com a agenda doméstica concentrando os principais gatilhos para o mercado.

O destaque absoluto fica para a quinta-feira (26), quando serão divulgados o IPCA-15 e o Relatório Trimestral de Inflação (RTI). A prévia da inflação é vista como o principal termômetro da semana e pode reforçar (ou colocar em dúvida) a continuidade do ciclo de cortes de juros. Já o RTI deve trazer mais detalhes sobre as projeções e o balanço de riscos da autoridade monetária.

Antes disso, na terça-feira (24), a ata do Copom ajuda a calibrar as expectativas ao detalhar o racional da decisão recente e sinalizar os próximos passos da política monetária.

A semana começa com o Boletim Focus na segunda-feira (23), importante para medir eventuais mudanças nas projeções do mercado, enquanto a sexta-feira (27) traz a taxa de desemprego, indicador relevante para avaliar o ritmo da atividade econômica.

No exterior, a agenda também traz pontos relevantes, especialmente nos Estados Unidos. Os dados de atividade, como os PMIs de indústria e serviços, ajudam a medir o fôlego da economia, enquanto os números do mercado de trabalho seguem no radar por sua influência nas decisões do Federal Reserve.

Além disso, indicadores como a confiança do consumidor e as expectativas de inflação da Universidade de Michigan devem oferecer pistas sobre o comportamento das famílias e a ancoragem inflacionária. Discursos de dirigentes do Fed ao longo da semana também podem ajustar as apostas do mercado para os juros.

Na Europa, os PMIs e a inflação do Reino Unido ajudam a mapear o ritmo de atividade em meio a um cenário ainda frágil, enquanto falas de autoridades do Banco Central Europeu podem sinalizar os próximos passos da política monetária na região.

Mesmo assim, em um ambiente de incertezas globais, a dinâmica doméstica, especialmente a inflação, tende a seguir como principal vetor para os mercados locais.

Confira a agenda de indicadores entre 23 e 29 de março (horário de Brasília):

Brasil

  • Segunda-feira (23)
    8h25 – Boletim Focus
  • Terça-feira (24)
    8h00 – Ata do Copom
  • Quarta-feira (25)
    8h00 – Confiança do Consumidor FGV
    14h30 – Fluxo Cambial Estrangeiro
  • Quinta-feira (26)
    8h00 – Relatório Trimestral de Inflação
    9h00 – IPCA-15
    9h00 – Reunião do CMN
  • Sexta-feira (27)
    8h30 – Investimento Estrangeiro Direto
    8h30 – Transações Correntes
    9h00 – Taxa de Desemprego

Estados Unidos

  • Segunda-feira (23)
    11h00 – Gastos com Construção
  • Terça-feira (24)
    9h15 – Relatório ADP
    10h45 – PMI Industrial
    10h45 – PMI de Serviços
    10h45 – PMI Composto
    19h30 – Discurso de Michael Barr (Fed)
  • Quinta-feira (26)
    9h30 – Pedidos iniciais de seguro-desemprego
    9h30 – Pedidos contínuos de seguro-desemprego
    17h30 – Balanço do Federal Reserve
    20h10 – Discurso de Michael Barr (Fed)
  • Sexta-feira (27)
    9h30 – Estoques do Varejo
    11h00 – Confiança do Consumidor
    11h00 – Expectativas de inflação
    12h30 – Discurso de Mary Daly (Fed)

Zona do Euro

  • Terça-feira (24)
    6h00 – PMI Industrial
    6h00 – PMI de Serviços
    6h00 – PMI Composto
  • Quarta-feira (25)
    5h45 – Discurso de Christine Lagarde (BCE)

Reino Unido

  • Terça-feira (24)
    6h30 – PMI de Serviços
    6h30 – PMI Composto
  • Quarta-feira (25)
    4h00 – CPI
    4h00 – PPI
  • Sexta-feira (27)
    4h00 – Vendas no Varejo
    4h00 – Núcleo de Varejo

Japão

  • Segunda-feira (23)
    8h00 – Relatório Mensal do BoJ
    20h30 – CPI
    21h30 – PMI de Serviços
  • Terça-feira (24)
    20h50 – Ata de Política Monetária
  • Quinta-feira (26)
    2h00 – CPI

Alexandre de Moraes manda prender contador por suspeita de violar sigilo fiscal

22 de Março de 2026, 10:06

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que o contador Washington Travassos de Azevedo é um dos responsáveis por um esquema de acesso a dados da Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física (DIRPF) de 1.819 contribuintes, entre eles autoridades e pessoas com foro privilegiado.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/alexandre-de-moraes-manda-prender-contador-por-suspeita-de-violar-sigilo-fiscal/

Ibovespa tomba 2% com Petrobras (PETR4) e Wall Street em meio à escalada das tensões no Irã; dólar sobe a R$ 5,31

20 de Março de 2026, 17:31

O Ibovespa (IBOV) derreteu 4 mil pontos durante a sessão e zerou os ganhos da semana com a escalada da aversão a risco global, em meio a novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

Nesta sexta-feira (20), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 2,25%, aos 176.219,40 pontos. Na semana, o Ibovespa recuou 0,81%.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,3092, com alta de 1,79%. Apesar da forte valorização de hoje, o dólar acumulou queda de 0,13% ante o real na semana.

Por aqui, a cautela externa continuou a contaminar o mercado em dia de vencimento de opções. O risco de ingerência na Petrobras (PETR4) diante das medidas do governo para atenuar os efeitos da disparada do petróleo sobre os preços de energia também concentrou as atenções dos investidores.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a estatal poderá recomprar a Refinaria de Mataripe (antiga Refinaria Landulpho Alves – Rlam), na Bahia. “Vamos comprar de volta a refinaria na Bahia. Pode demorar um pouco, mas nós vamos”, disse Lula, ao lado da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante evento na refinaria da Petrobras em Minas Gerais (Regap).

Altas e quedas do Ibovespa

Apenas cinco ações fecharam em alta no Ibovespa: Prio (PRIO3), Yduqs (YDUQ3), Rede D’Or (RDOR3), Vivara (VIVA3) e Cemig (CMIG4).

Em destaque, as ações da Cemig (CMIG4) figuraram como a única alta nas primeiras duas horas do pregão. Na máxima intradia, CMIG4 subiu 3,53% (R$ 12,62), em reação aos números do balanço do quarto trimestre (4T25) e anúncio da distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) de R$ 658 milhões, com data “ex-direito” em 25 de março.  

Os papéis da elétrica fecharam com alta de 0,41%, a R$ 12,24.

Já a ponta negativa foi liderada por Braskem (BRKM5), que fechou em queda de 14,21%, a R$ 10,20. O movimento foi atribuído a uma realização de lucros recentes, com as mudanças do Regime Especial da Indústria Química (Reiq) já precificadas anteriormente. 

O benefício corresponde a créditos de PIS/Cofins, incidentes sobre as matérias-primas das indústrias química e petroquímica, passíveis de compensação com tributos federais.

Entre os pesos-pesados, Petrobras (PETR4;PETR3) caiu mais de 2%, em dia de alta nos preços do petróleo Brent no mercado internacional. O movimento de baixa foi acentuado após a publicação de uma Medida Provisória (MP) pelo governo federal que estabelece um subsídio ao diesel para mitigar os efeitos da alta das commodities no mercado global.

PETR4 fechou com queda de 2,37%, a R$ 45,67, sendo a ação mais negociada da B3. O papel teve 95,7 mil negócios e movimentou R$ 2,25 bilhões. PETR3 terminou o dia com baixa de 2,62%, a R$ 50,22.

Exterior 

Os índices de Wall Street encerraram a sessão em forte queda com as novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito no Irã.

No final da tarde, Trump, disse que “está no processo de resolver a situação no Irã”, mas sem mencionar uma perspectiva de cessar-fogo. “Não fazemos cessar-fogo quando estamos vencendo e o outro lado está destruído. […] Estamos muito adiantados no cronograma”, disse o presidente norte-americano.

Mais cedo, a CBS News informou que autoridades do Pentágono fizeram preparativos detalhados para a possível mobilização de forças terrestres dos Estados Unidos no Irã.

O mercado também manteve as apostas de manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) até dezembro deste ano.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,96%, aos 45.577,47 pontos;
  • S&P 500: -1,51%, aos 6.506,48 pontos; 
  • Nasdaq: -2,01%, aos 21.647,61 pontos.

Na Europa, os principais índices também encerraram em tom negativo, com o temor de um choque inflacionário com a escalada dos preços do petróleo no radar. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com queda de 1,78%, aos 573,28 pontos.

Na Ásia, os índices fecharam em queda. O índice Nikkei, do Japão, não operou em razão de feriado local e o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve recuo de 0,88%, aos 25.277,32 pontos. 

Por lá, o Banco da China (BPoC, na sigla em inglês) manteve os juros inalterados pela 10ª decisão consecutiva. A taxa primária de empréstimo de um ano (LPR) foi mantida em 3,0%, enquanto a LPR de cinco anos ficou inalterada em 3,5%.

Por que SP quer trocar nome da rua Peixoto Gomide para Sophia Gomide

20 de Março de 2026, 08:50

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em primeira votação, um projeto que propõe a mudança do nome da Rua Peixoto Gomide, na região da Avenida Paulista, para Rua Sophia Gomide. A medida busca impedir homenagens públicas a autores de feminicídio.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/por-que-sp-quer-trocar-nome-da-rua-peixoto-gomide-para-sophia-gomide/

Anvisa suspende venda de azeites da marca San Olivetto por irregularidades

16 de Março de 2026, 12:51

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu nesta segunda-feira, 16, a venda de azeites da marca San Olivetto. Os produtos comercializados deverão ser apreendidos.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/anvisa-suspende-venda-de-azeites-da-marca-san-olivetto-por-irregularidades/

Dino diz que aposentadoria compulsória de juiz é incostitucional

16 de Março de 2026, 12:46

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira, 16, que a penalidade de aposentadoria compulsória para juízes não encontra mais amparo na Constituição após a reforma previdenciária aprovada em 2019.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/dino-diz-que-aposentadoria-compulsoria-de-juiz-e-incostitucional/

Datafolha: 7 entre 10 brasileiros apoia acabar com a escala 6x1

15 de Março de 2026, 17:07

Pesquisa do instituto Datafolha divulgada na noite de sábado (14) mostra que 71% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho para um de descanso), proposta que atualmente tramita no Congresso Nacional. Outros 27% afirmam que esse regime deveria continuar e 3% não souberam responder ou preferiram não opinar.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/datafolha-7-entre-10-brasileiros-apoia-acabar-com-a-escala-6x1/

Suspeitos são presos com 95 cartões perto de show de Luan Santana em SP

15 de Março de 2026, 16:42

A Polícia Civil de São Paulo prendeu cinco homens suspeitos de participação em um esquema de receptação na região de Perdizes, zona oeste da capital paulista. A ação ocorreu na noite de sexta-feira (13), nas proximidades do estádio Allianz Parque, onde se realizava um show do cantor sertanejo Luan Santana.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/suspeitos-sao-presos-com-95-cartoes-perto-de-show-de-luan-santana-em-sp/

Jato sai da pista e colide contra barranco ao pousar em aeroporto de Jundiaí

15 de Março de 2026, 16:24

Um avião a jato saiu da pista após pousar no Aeroporto Estadual Comandante Rolim Adolfo Amaro, em Jundiaí, no interior de São Paulo, na manhã deste domingo (15). Ninguém ficou ferido.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/jato-sai-da-pista-e-colide-contra-barranco-ao-pousar-em-aeroporto-de-jundiai/

Litoral de São Paulo tem 22 ocorrências de afogamento em um único dia

15 de Março de 2026, 16:17

O Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) registrou, no sábado (14), 22 ocorrências de afogamento em praias do litoral de São Paulo. Ao todo, 35 pessoas foram resgatadas pelos guarda-vidas.

Leia mais em: https://exame.com/brasil/litoral-de-sao-paulo-tem-22-ocorrencias-de-afogamento-em-um-unico-dia/

Agenda: Decisões de juros esquentam mercados enquanto conflito no Oriente Médio segue no radar; confira os indicadores desta semana

15 de Março de 2026, 12:00

A semana de 15 a 20 de março promete ser movimentada para os mercados globais – não que eles já não estejam. No centro das atenções está a chamada Super Quarta, quando Brasil e Estados Unidos divulgam suas decisões de política monetária, em um momento de elevada incerteza no cenário internacional.

Por aqui, a expectativa gira em torno do início do ciclo de afrouxamento monetário. A Taxa Selic permanece em 15% ao ano desde junho de 2025, nível considerado bastante restritivo, e após a última reunião do Banco Central o mercado passou a projetar que os primeiros cortes poderiam começar já em março.

Assim, nesta quarta-feira (18), os investidores acompanham de perto a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O pano de fundo, no entanto, ganhou novos elementos de cautela: a escalada do conflito no Oriente Médio elevou os preços do petróleo e reacendeu dúvidas sobre possíveis pressões inflacionárias globais.

Além da decisão de juros, a agenda também traz dados relevantes. Na segunda-feira (16), será divulgado o IBC-Br de janeiro, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), que pode oferecer pistas sobre o ritmo de crescimento da economia no início do ano. Já na terça-feira (17), o mercado acompanha o IGP-10 de março, indicador que ajuda a antecipar movimentos de preços na economia.

Nos Estados Unidos, a Super Quarta também concentra as atenções com a decisão de juros do Federal Reserve. Mais do que a manutenção ou não da taxa, investidores estarão atentos ao tom do comunicado e às sinalizações sobre os próximos passos da política monetária, em um cenário de inflação ainda resiliente e com novas pressões vindas do petróleo.

Na Ásia, o destaque fica para o Banco do Japão (BoJ), que também anuncia sua decisão de política monetária ao longo da semana. O mercado acompanha de perto qualquer indicação sobre o processo de normalização da política monetária no país, após anos de estímulos e juros extremamente baixos.

Ainda na região, a China divulga uma bateria de indicadores de atividade referentes a fevereiro, incluindo produção industrial, vendas no varejo, investimento em ativos fixos e taxa de desemprego. Os dados são importantes para avaliar o ritmo de recuperação da segunda maior economia do mundo e seus possíveis impactos sobre o comércio e a demanda global por commodities.

Na Europa, a agenda também reserva indicadores relevantes. Na zona do euro, serão divulgados dados como o núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI), além de números de atividade, como a produção na construção civil e a balança comercial.

Já no Reino Unido, investidores seguem atentos aos sinais da economia e ao cenário inflacionário, que continuam influenciando as expectativas para a trajetória da política monetária do país.

Confira a agenda de indicadores entre 15 e 20 de março (horário de Brasília):

Brasil

  • Segunda-feira (16)
    8h00 – IBC-Br – Atividade econômica (% m/m) – jan/26
    8h25 – Boletim Focus
  • Terça-feira (17)
    8h00 – IGP-10
  • Quarta-feira (18)
    18h30 – Decisão do Copom – Taxa Selic

Estados Unidos

  • Segunda-feira (16)
    10h15 – Produção Industrial
  • Quarta-feira (18)
    9h30 – Núcleo do PPI
    9h30 – Pedidos de Bens de Capitais
    15h00 – Decisão de juros do FOMC
  • Quinta-feira (19)
    11h00 – Vendas de Novas Casas
    11h00 – Concessões de Alvarás

Zona do Euro

  • Quarta-feira (18)
    7h00 – Núcleo do CPI
  • Quinta-feira (19)
    7h00 – Atividade na Construção Civil
    9h15 – Decisão de juros
  • Sexta-feira (20)
    7h00 – Conta Corrente
    7h00 – Balança Comercial

China 

  • Domingo (15)
    22h30 – Preços de Imóveis
    23h00 – Vendas no Varejo
    23h00 – Produção Industrial
    23h00 – Taxa de Desemprego
    23h00 – Investimento em Ativos Fixos
    23h00 – Coletiva de imprensa do Departamento Nacional de Estatísticas

Japão

  • Terça-feira (17)
    20h50 – Balança Comercial
  • Quarta-feira (18)
    23h30 – Declaração de Política Monetária do Banco do Japão
  • Quinta-feira (19)
    00h00 – Decisão de juros do Banco do Japão
    01h30 – Produção Industrial
    03h30 – Coletiva de imprensa do Banco do Japão
  • Sexta-feira (20)
    – Feriado: Equinócio da Primavera (mercados fechados)

Ibovespa cai com Petrobras (PETR4) e aversão a risco em Wall Street; dólar sobe a R$ 5,31 e atinge maior nível desde janeiro

13 de Março de 2026, 17:17

O Ibovespa (IBOV) acompanhou a piora do humor dos investidores no exterior e as mudanças nas precificações de corte nos juros nos Estados Unidos e no Brasil, em meio a disparada dos preços do petróleo.

Nesta sexta-feira (13), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,91%, aos 177.653,31 pontos. Na semana, o Ibovespa acumulou perda de 0,95%. 

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,3163, com alta de 1,41%, no maior patamar desde janeiro. Na semana, o dólar teve valorização de 1,38% sobre o real.

Por aqui, os investidores ainda repercutiram o pacote de medidas do governo para conter os preços dos combustíveis, anunciado no dia anterior. Hoje, a Petrobras (PETR4) anunciou um reajuste de 11,6% no preço do litro do diesel para as refinarias – o que, nas contas do BCG Liquidez, cancelou o efeito baixista das medidas do governo no IPCA.

Os mercado também ajustou as apostas sobre a trajetória da taxa de juros brasileira, em meio a escalada das tensões geopolícias e possíveis impactos nos preços de energia.

Tanto as Opções do Copom da B3 quanto a curva a termo precificam, majoritariamente, um corte de 0,25 ponto percentual na Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom), de 15% para 14,75% ao ano, na próxima semana.

Antes da guerra no Irã, a aposta majoritária era de redução inicial de 0,50 ponto percentual.

As pesquisas eleitorais também continuaram no radar. Ainda na seara política, a Reuters noticiou que Fernando Haddad lançará a candidatura para o governo de São Paulo na próima quinta-feira (19).

Altas e quedas do Ibovespa

Em dia de forte aversão a risco, as ações cíclicas lideraram a ponta negativa do Ibovespa, com a abertura da curva de juros. Vivara (VIVA3) figurou enhtre as maiores perdas do pregão, acompanhada de Braskem (BRKM5),  CSN (CSNA3) ainda em reação aos balanços trimestrais e recentes notícias das companhias.

Em destaque, as ações da Petrobras (PETR4), um dos pesos-pesados do Ibovespa, também encerraram em tom negativo após o aumento nos preços do diesel. PETR3 fechou com queda de 0,10%, a R$ 49,60; PETR4 terminou o dia com perda de 0,53%, a R$ 44,76.

Apesar do reajuste, os analistas consideram que os preços praticados pela estatal seguem defasados na comparação a paridade de importação (PPI).

Segundo a Abicom, para alinhar totalmente os preços domésticos às referências internacionais, a Petrobras precisaria elevar o diesel em R$ 2,34 por litro, após mais de 300 dias sem reajustes. No caso da gasolina, a defasagem é de 43%, o que implicaria um aumento de R$ 1,10 por litro.

A expectativa, no entanto, é de que a estatal não repasse integralmente a volatilidade externa ao consumidor. Medidas anunciadas pelo governo nesta semana deram algum alívio à companhia, que já confirmou adesão ao programa de subvenção ao diesel.

Já a ponta positiva do Ibovespa foi liderada por BB Seguridade (BBSE3) e SLC Agrícola (SLCE3).

Exterior 

Os índices de Wall Street intensificaram as perdas na segunda parte do pregão, monitorando as tensões no Oriente Médio.

Os investidores também dividiram as atenções com novos dados de inflação nos Estados Unidos.

O índice de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), subiu 0,3% em janeiro, em linha com as expectativas. Na comparação anual, o índice apresentou um aumento de 2,8%, ligeiramente abaixo dos 2,9% previstos pelos economistas consultados pela Dow Jones. O dado é a principal referência de inflação para o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).

Com a escalada das tensões e dados de inflação em linha com o esperado, o mercado voltou a considerar setembro comoo mês mais provável para a retomada do ciclo de corte nos juros dos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano). Perto do fechamento, a probabilidade de corte no sétimo mês do ano era de 54,2%, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group. Na véspera, os traders observaram chance de redução dos juros apenas em dezembro.

Para a decisão da próxima semana, a probabilidade de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano é de 99,1%.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,26%, aos 46.558,47 pontos;
  • S&P 500: -0,61%, aos 6.632,19 pontos; 
  • Nasdaq: -0,93%, aos 22.105,35 pontos.

Na Europa, os principais índices também encerraram em tom negativo, ainda pressionados pelas incertezas geopolíticas. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com queda de 0,50%, aos 595,85 pontos.

Na Ásia, os índices tiveram mais uma sessão de perdas com os investidores incertos quanto à duração do fechamento do Estreito de Ormuz. O índice Nikkei, do Japão, caiu 1,16%, aos 53.819,61 pontos; enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,98%, aos 25.465,60 pontos. 

Raízen (RAIZ4): Com dívidas de R$ 65 bi, quais os bancos mais expostos?

11 de Março de 2026, 16:25

A Raízen (RAIZ4) bateu o martelo e entrou com um pedido de recuperação extrajudicial, com dívidas que chegam a R$ 65 bilhões, após meses de negociação. Trata-se da maior operação do tipo no Brasil.

Protocolado no Tribunal de Justiça de São Paulo, o movimento busca três meses de fôlego para conseguir se reorganizar e avançar na negociação com credores.

Na lista, obtido pelo Estadão, os bancos dominam. Os maiores credores são instituições gringas, como Bank of New York Mellon, com R$ 18,78 bilhões, e o Grupo ad hoc de bondholders, com R$ 7,49 bi.

Especializada em emissão e distribuição em CRAs (títulos de dívida que financiam o agronegócio), a True Securitizadora vem em terceiro lugar, com R$ 6,43 bilhões.

Apesar disso, os bancões não estão imunes. Segundo a lista, o Bradesco (BBDC4) é o mais exposto, com R$ 2,08 bilhões. Em seguida, aparece o Santander (SANB11), com R$ 1,27 bi. O Itaú BBA possui dívidas de R$ 1,24 bi, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) possui exposição de R$ 1,03 bi.

Segundo um gestor que conversou com o Money Times, as dívidas podem ter algum impacto para os resultados. Porém, por se tratar de uma recuperação extrajudicial, e não judicial, quando não há acordo com os credores, os bancos terão tempo de alongar esses valores.

Veja a lista completa:

Credor Valor
Bank of New York Mellon R$ 18,78 bilhões
Grupo ad hoc de bondholders R$ 7,49 bilhões
True Securitizadora R$ 6,43 bilhões
Pentágono DTVM R$ 6,35 bilhões
BNP Paribas R$ 3,06 bilhões
Rabobank R$ 2,24 bilhões
Bradesco R$ 2,08 bilhões
SMBC R$ 1,95 bilhão
Scotiabank R$ 1,59 bilhão
Santander R$ 1,27 bilhão
Itaú BBA R$ 1,24 bilhão
MUFG R$ 1,18 bilhão
BBVA R$ 1,05 bilhão
Banco do Brasil R$ 1,03 bilhão
Santander Corretora R$ 978 milhões
Bank of America R$ 912 milhões
Opea Securitizadora R$ 906 milhões
US Bank National Association R$ 902 milhões
Bank of China R$ 795 milhões
JPMorgan R$ 789 milhões
BNP Paribas Brasil R$ 606 milhões
Morgan Stanley R$ 584 milhões
HSBC R$ 448 milhões
Citibank R$ 433 milhões
Bank of America Merrill Lynch R$ 389 milhões
Crédit Agricole CIB R$ 271 milhões
XP Comercializadora R$ 170 milhões
Itaú Unibanco (derivativos) R$ 38 milhões
Citibank N.A. R$ 33 milhões
Rabobank (derivativos) R$ 11 milhões

Fonte: Estadão

Como a Raízen chegou até aqui?

A Raízen viu seu endividamento se elevar com o movimento de aquisição de empresas e investimentos em novos projetos de energia que não entregaram o retorno esperado. Há ainda o fator juros elevados, que pesam nas despesas financeiras da Raízen.

A produtora global de açúcar e etanol investiu em negócios não relacionados ao seu ‘core‘, como o etanol de segunda geração e a rede de lojas de proximidade Oxxo, em parceria com a Femsa.

No entanto, a partir da safra 2024/2025, o cenário de secas, queimadas e excesso de chuva reduziram moagem, produtividade e qualidade da cana-de-açúcar.

A empresa também sofreu com a deterioração do perfil de crédito, após sucessivos rebaixamentos pelas agências S&P Global Ratings, Moody’s e Fitch Ratings, o que levou a elevação do custo de capital e redução da previsibilidade financeira.

A trajetória das ações da Raízen desde o IPO também chama atenção. No momento da abertura de capital, os papéis chegaram a ser negociados a R$ 7,40.

Desde então, o preço sofreu forte queda, atingindo níveis próximos de R$ 0,63.

Esse movimento reflete tanto o cenário adverso enfrentado pela empresa quanto as mudanças nas expectativas do mercado em relação ao seu desempenho futuro.

JHSF (JHSF3), Banco do Brasil (BBAS3) e mais 3 empresas pagam dividendos nesta semana; veja o calendário

8 de Março de 2026, 13:00

Cinco companhias da bolsa brasileira pagam dividendos juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas entre os dias 9 a 13 de março. 

Na segunda-feira (9), a JHSF realiza pagamento de dividendos de R$ 0,069 para a ação ordinária (JHSF3), com 27 de fevereiro como data de corte. 

A Camil também paga dividendos de R$ 0,073 para a ação ordinária (CAML3) no mesmo dia, com base nos acionistas de 2 de fevereiro de 2026.  

Na quarta-feira (11), o Banco do Brasil paga juros sobre capital próprio de R$ 0,070 para a ação ordinária (BBAS3), tendo 2 de março de 2026 como data de corte.

Já na sexta-feira (13), duas empresas fazem pagamentos.  

  • Inter&Co: dividendo de R$ 0,595 para a INBR32, com base na posição de 22 de fevereiro de 2026. 
  • Bradespar: dividendos de R$ 0,191 por ação ordinária (BRAP3) e de R$ 0,210 por preferencial (BRAP4), com base nos acionistas de 18 de dezembro de 2025. Também serão pagos JCP de R$ 0,614 para BRAP3 e de R$ 0,675 para BRAP4, considerando a mesma data de corte.

 

Empresa Ticker Tipo de provento Valor bruto por ação (R$) Data do pagamento Data de corte
JHSF Participações JHSF Dividendo R$ 0,069 09/03/26 27/02/26
Camil Alimentos CAML3 Dividendo R$ 0,073 09/03/26 02/02/26
Banco do Brasil BBAS3 JCP R$ 0,070 11/03/26 02/03/26
Inter&Co INBR32 Dividendo R$ 0,595 13/03/26 22/02/26
Bradespar BRAP3 JCP R$ 0,614 13/03/26 18/12/25
Bradespar BRAP4 JCP R$ 0,675 13/03/26 18/12/25
Bradespar BRAP3 Dividendo R$ 0,191 13/03/26 18/12/25
Bradespar BRAP4 Dividendo R$ 0,210 13/03/26 18/12/25

*Datas e valores sujeitos a eventuais alterações das empresas 

Agenda: Inflação no Brasil e nos EUA concentra atenções antes de decisões de juros; confira agenda da semana

8 de Março de 2026, 12:00

Antes da Super Quarta marcada para o dia 18 de março – dia que reunirá as decisões de juros dos Estados Unidos e do Brasil – os investidores irão receber os dados de inflação em ambos os países, o que ajudará a calibrar as exceptivas para as decisões que serão tomadas em meio um conflito geopolítico que assombra os mercados.

Por aqui, o dado de inflação, medido pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), será disponibilizado na quinta-feira (12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número será olhado com cautela, uma vez que o IPCA-15 de fevereiro, que é a prévia da inflação, veio acima do esperado.

Na semana ainda será divulgado o Boletim Focus, na segunda-feira (9), vendas no varejo na quarta-feira (11), acompanhado do crescimento do setor de serviços, na sexta-feira (13).

Já nos Estados Unidos, o Índice de Preços de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês), medida de inflação preferida do Fed, sai apenas na sexta-feira (13), acompanhado do Relatório JOLTS. Além disso, no início da semana o mercado acompanha a variação semanal de empregos ADP na terça-feira (10) e a balança comercial na quinta-feira (12).

Na Zona do Euro, o foco fica com a reunião do Eurogrupo na segunda-feira (9), e na Inglaterra, na sexta-feira (13), o Produto Interno Bruto (PIB).

Do lado Oriental do globo, Japão também divulga o PIB, na segunda. China compartilha com os investidores no domingo (8) o IPC e o Índice de Preços ao Produtor (PPI), já a terça-feira (10) é dia de balança comercial.

Confira a agenda de indicadores entre 9 a 14 de março (horário de Brasília):

Brasil

  • Segunda-feira (9)
    8h25 – Boletim Focus
  • Quarta-feira (11)
    9h00 – Vendas no Varejo
    14h30 – Fluxo Cambial Estrangeiro
  • Quinta-feira (12)
    9h00 – IPCA
  • Sexta-feira (13)
    9h00 – Crescimento do Setor de Serviços

Estados Unidos

  • Terça-feira (10)
    9h15 – Variação semanal de empregos ADP
    11h00 – Vendas de Casas Usadas
    17h30 – Estoques de Petróleo Bruto – API
  • Quarta-feira (11)
    9h30 – IPC
    9h30 – Discurso de Bowman, membro do FOMC
    11h30 – Estoques de Petróleo Bruto
    15h00 – Balanço Orçamentário Federal
  • Quinta-feira (12)
    9h30 – Pedidos Iniciais por Seguro-Desemprego
    9h30 – Balança Comercial
    9h30 – Construção de Novas Casas
    12h00 – Discurso de Bowman, membro do FOMC
    17h30 – Balanço Patrimonial do Federal Reserve
  • Sexta-feira (13)
    9h30 – Índice de preços PCE
    9h30 – Pedidos de Bens Duráveis
    11h00 – Relatório JOLTS

Zona do Euro

  • Segunda-feira (9)
    7h00 – Encontro do Eurogrupo
  • Sexta-feira (13)
    7h00 – Produção Industrial

Inglaterra

  • Segunda-feira (9)
    21h01 – Vendas no Varejo do BRC
  • Quinta-feira (12)
    6h30 – Discurso de Andrew Bailey, presidente do Banco da Inglaterra
  • Sexta-feira (13)
    4h00 – PIB
    4h00 – Produção Industrial
    4h00 – Balança Comercial

Japão

  • Domingo (8)
    20h50 – Transações Correntes
  • Segunda-feira (9)
    20h30 – Gastos Domésticos (mensal)
    20h50 – PIB

China

  • Domingo (8)
    22h30 – IPC
    22h30 – Índice de Preços ao Produtor (PPI)
  • Terça-feira (10)
    0h00 – Balança Comercial
  • Sábado (14)
    6h00 – Novos Empréstimos

Balanços do 4º tri mostram mais surpresas positivas que negativas na bolsa – pelo menos até agora

7 de Março de 2026, 17:12

A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 das empresas brasileiras listadas em bolsa tem apresentado um desempenho melhor do que o esperado, ao menos até agora. Entre as companhias que já divulgaram resultados, os lucros superaram as estimativas de analistas com mais frequência do que ficaram abaixo das projeções, indicando um início de temporada relativamente positivo para o mercado.

Até o momento, 65 empresas já divulgaram seus resultados. Na próxima semana, 39 publicarão seus números, entre grandes e pequenas companhias.

Entre as que já divulgaram os dados, 32,3% superaram as estimativas de lucro, enquanto 26,2% ficaram abaixo do esperado. A maior parte (41,5%) ficou em linha com as expectativas. O levantamento é do Itaú BBA, que estabelece um índice de “beat/miss” de 1,2 vez.

O indicador compara quantas empresas superaram as estimativas de analistas (“beat”) com quantas ficaram abaixo delas (“miss”). Quando o índice fica acima de 1, significa que as surpresas positivas predominam.

Bancos e setores ligados à economia doméstica lideram resultados

Os dados setoriais mostram um desempenho relativamente forte em alguns segmentos da economia. Entre os bancos, por exemplo, cerca de 22% das instituições superaram as estimativas de lucro, enquanto a maior parte ficou próxima das projeções.

Banco do Brasil e Itaú, por exemplo, divulgaram lucros expressivos no período, reforçando o desempenho sólido do setor. E algumas instituições tiveram reação mais cautelosa do mercado, mesmo com números fortes, como foi o caso do Santander.

Empresas ligadas ao consumo mostraram resultados mais heterogêneos. Os dados indicam que cerca de um terço das empresas superou as estimativas, enquanto uma parcela semelhante ficou dentro das projeções.

Entre os destaques positivos aparece o Mercado Livre, que registrou crescimento relevante de receita, enquanto companhias como Assaí enfrentaram reação mais negativa do mercado após a divulgação dos números.

Outros nomes do setor, como Raia Drogasil, Lojas Renner e Iguatemi, divulgaram resultados mais próximos das expectativas dos analistas, refletindo um ambiente de consumo ainda desigual.

Nos setores ligados à indústria e commodities, os resultados apareceram em grande parte alinhados às previsões do mercado.

Empresas como Vale, Usiminas e Gerdau reportaram números próximos das expectativas em indicadores operacionais, enquanto companhias de capital industrial, como WEG, também apresentaram resultados dentro do intervalo projetado pelos analistas.

Esse comportamento reflete um ambiente mais estável nesses setores, em que as projeções já incorporavam fatores como preços de commodities e ritmo da atividade global.

Receita e lucro operacional superam projeções

Além do lucro líquido, outros indicadores operacionais mostram desempenho relativamente forte. Quando analisados os resultados de Ebitda – métrica que mede o lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização –, cerca de 20,4% das empresas superaram as estimativas, enquanto 27,4% ficaram abaixo delas.

No caso das receitas, os números foram mais favoráveis: mais de 80% das empresas reportaram faturamento dentro ou acima das projeções, indicando que muitas companhias conseguiram manter crescimento ou estabilidade nas vendas.

Esses indicadores ajudam investidores a entender não apenas o lucro final, mas também a evolução da atividade operacional das empresas.

Entre os resultados já divulgados, a reação dos analistas também tem sido predominantemente positiva. Aproximadamente 46% das empresas receberam avaliação positiva após a divulgação dos resultados, enquanto cerca de 37% tiveram reação neutra e 17%, negativa.

Esse tipo de análise acompanha como os analistas revisam suas avaliações após os balanços, indicando se os números divulgados reforçam ou enfraquecem as perspectivas das companhias.

Sentimento do mercado perde força no final da temporada

Apesar do início relativamente positivo da temporada, o sentimento agregado do mercado apresentou leve deterioração no final do período analisado.

Um indicador que mede a percepção dos participantes de mercado nas conferências de resultados das empresas, por meio da análise de comentários de executivos e analistas, recuou para uma nota 7,3 no quarto trimestre de 2025, abaixo da nota 8 registrada entre o segundo e terceiro trimestres.

Esse indicador mede o grau de otimismo ou cautela nas discussões entre empresas e investidores. Quanto mais alto o índice, mais positivo tende a ser o tom das expectativas.

Mesmo com essa queda recente, o nível atual ainda permanece acima dos mínimos registrados em 2024, sugerindo que o ambiente corporativo segue relativamente estável.

As conferências de resultados também indicam algumas tendências estratégicas entre as empresas. Segundo a análise das apresentações e chamadas com investidores, executivos têm enfatizado temas como eficiência operacional, digitalização e disciplina na alocação de capital.

Outro ponto recorrente é a preocupação com controle de custos e geração de caixa, especialmente em setores mais expostos ao ciclo econômico ou a preços de commodities.

Balanços do 4º tri mostram mais surpresas positivas que negativas na bolsa – pelo menos até agora

7 de Março de 2026, 17:12

A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 das empresas brasileiras listadas em bolsa tem apresentado um desempenho melhor do que o esperado, ao menos até agora. Entre as companhias que já divulgaram resultados, os lucros superaram as estimativas de analistas com mais frequência do que ficaram abaixo das projeções, indicando um início de temporada relativamente positivo para o mercado.

Até o momento, 65 empresas já divulgaram seus resultados. Na próxima semana, 39 publicarão seus números, entre grandes e pequenas companhias.

Entre as que já divulgaram os dados, 32,3% superaram as estimativas de lucro, enquanto 26,2% ficaram abaixo do esperado. A maior parte (41,5%) ficou em linha com as expectativas. O levantamento é do Itaú BBA, que estabelece um índice de “beat/miss” de 1,2 vez.

O indicador compara quantas empresas superaram as estimativas de analistas (“beat”) com quantas ficaram abaixo delas (“miss”). Quando o índice fica acima de 1, significa que as surpresas positivas predominam.

Bancos e setores ligados à economia doméstica lideram resultados

Os dados setoriais mostram um desempenho relativamente forte em alguns segmentos da economia. Entre os bancos, por exemplo, cerca de 22% das instituições superaram as estimativas de lucro, enquanto a maior parte ficou próxima das projeções.

Banco do Brasil e Itaú, por exemplo, divulgaram lucros expressivos no período, reforçando o desempenho sólido do setor. E algumas instituições tiveram reação mais cautelosa do mercado, mesmo com números fortes, como foi o caso do Santander.

Empresas ligadas ao consumo mostraram resultados mais heterogêneos. Os dados indicam que cerca de um terço das empresas superou as estimativas, enquanto uma parcela semelhante ficou dentro das projeções.

Entre os destaques positivos aparece o Mercado Livre, que registrou crescimento relevante de receita, enquanto companhias como Assaí enfrentaram reação mais negativa do mercado após a divulgação dos números.

Outros nomes do setor, como Raia Drogasil, Lojas Renner e Iguatemi, divulgaram resultados mais próximos das expectativas dos analistas, refletindo um ambiente de consumo ainda desigual.

Nos setores ligados à indústria e commodities, os resultados apareceram em grande parte alinhados às previsões do mercado.

Empresas como Vale, Usiminas e Gerdau reportaram números próximos das expectativas em indicadores operacionais, enquanto companhias de capital industrial, como WEG, também apresentaram resultados dentro do intervalo projetado pelos analistas.

Esse comportamento reflete um ambiente mais estável nesses setores, em que as projeções já incorporavam fatores como preços de commodities e ritmo da atividade global.

Receita e lucro operacional superam projeções

Além do lucro líquido, outros indicadores operacionais mostram desempenho relativamente forte. Quando analisados os resultados de Ebitda – métrica que mede o lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização –, cerca de 20,4% das empresas superaram as estimativas, enquanto 27,4% ficaram abaixo delas.

No caso das receitas, os números foram mais favoráveis: mais de 80% das empresas reportaram faturamento dentro ou acima das projeções, indicando que muitas companhias conseguiram manter crescimento ou estabilidade nas vendas.

Esses indicadores ajudam investidores a entender não apenas o lucro final, mas também a evolução da atividade operacional das empresas.

Entre os resultados já divulgados, a reação dos analistas também tem sido predominantemente positiva. Aproximadamente 46% das empresas receberam avaliação positiva após a divulgação dos resultados, enquanto cerca de 37% tiveram reação neutra e 17%, negativa.

Esse tipo de análise acompanha como os analistas revisam suas avaliações após os balanços, indicando se os números divulgados reforçam ou enfraquecem as perspectivas das companhias.

Sentimento do mercado perde força no final da temporada

Apesar do início relativamente positivo da temporada, o sentimento agregado do mercado apresentou leve deterioração no final do período analisado.

Um indicador que mede a percepção dos participantes de mercado nas conferências de resultados das empresas, por meio da análise de comentários de executivos e analistas, recuou para uma nota 7,3 no quarto trimestre de 2025, abaixo da nota 8 registrada entre o segundo e terceiro trimestres.

Esse indicador mede o grau de otimismo ou cautela nas discussões entre empresas e investidores. Quanto mais alto o índice, mais positivo tende a ser o tom das expectativas.

Mesmo com essa queda recente, o nível atual ainda permanece acima dos mínimos registrados em 2024, sugerindo que o ambiente corporativo segue relativamente estável.

As conferências de resultados também indicam algumas tendências estratégicas entre as empresas. Segundo a análise das apresentações e chamadas com investidores, executivos têm enfatizado temas como eficiência operacional, digitalização e disciplina na alocação de capital.

Outro ponto recorrente é a preocupação com controle de custos e geração de caixa, especialmente em setores mais expostos ao ciclo econômico ou a preços de commodities.

Orizon, de tratamento de resíduos, compra concorrente por R$ 3 bilhões. Entenda o negócio

17 de Dezembro de 2025, 14:13
Homem sorridente com braços cruzados contra fundo abstrato com tubos e cores roxas e brancas.
Milton Pilão, CEO da Orizon

A Orizon, uma das maiores operadoras de aterros sanitários do país, adquiriu uma concorrente, a Holding Vital, num negócio que envolveu R$ 3 bilhões, anunciado nesta quarta.

A companhia gere 17 aterros em 12 Estados, e é responsável pelo tratamento de 11% do lixo coletado no Brasil (ou 20% daquilo que é destinado a aterros). São 8,8 milhões de toneladas. A Vital, da família Queiroz Galvão, trata 4,6 milhões de toneladas – 12 aterros em 9 Estados.

O negócio foi via emissão de ações. Assim: hoje a Orizon é dividida em 96 milhões de papéis, que lhe conferem um valor de mercado de aproximadamente R$ 7 bilhões. Para a fusão com a Vital, vão emitir 42 milhões de novas ações – o equivalente a R$ 3 bilhões –, e reorganizar a estrutura societária.

Pelo novo arranjo, a família Queiroz Galvão fica 30% de participação. Outros 30% permanecem com os controladores atuais da Orizon. E os 40% restantes ficam no free float, os papéis em circulação no mercado.

Com a aquisição, a Orizon pretende dobrar seu lucro operacional (Ebitda), para R$ 1 bilhão. E passa a tratar 16% dos resíduos gerados no país.

O café brasileiro está mudando de sabor. Veja o motivo

29 de Novembro de 2025, 08:45

Nos próximos anos, o café do Brasil talvez comece a ter um sabor um pouco diferente.

O Brasil é o maior produtor mundial de café arábica, uma variedade de grão de sabor mais suave. Mas, à medida que as mudanças climáticas tornam mais difícil cultivar esse tipo de café, alguns produtores estão investindo no robusta, que gera um grão mais amargo, porém capaz de suportar temperaturas mais altas e mais resistente a doenças.

As regiões tradicionais de cultivo de café no Brasil, que produzem principalmente arábica, vêm sendo afetadas por secas mais intensas e frequentes e por temperaturas mais altas. O arábica continua sendo a principal exportação de café do país, mas a produção de robusta agora cresce em ritmo mais acelerado: 81% nos últimos 10 anos, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que acompanha a produção global de café.

Para o Brasil, o robusta oferece a oportunidade de continuar sendo o maior fornecedor de café do mundo no futuro, mesmo com o agravamento dos efeitos da mudança climática, diz Fernando Maximiliano, gerente de Inteligência de Mercado de Café da StoneX, empresa de serviços financeiros.

“Não foi necessariamente a demanda que resultou no crescimento da produção de robusta”, afirma. “Na realidade, problemas climáticos e perdas no arábica foram os principais fatores que contribuíram para estimular o aumento do robusta.”

Nos últimos três anos, a produção de café arábica no Brasil cresceu a uma taxa anual de cerca de 2% a 2,5%, enquanto a produção de robusta avançou cerca de 4,8% ao ano. Na safra deste ano, o robusta registrou alta de quase 22%, uma colheita recorde, segundo a StoneX. Isso significa que a produção de robusta se destaca pela capacidade de lidar melhor com condições climáticas mais adversas e também pela rentabilidade, dizem analistas.

Em áreas mais quentes do Brasil onde o arábica não consegue crescer, produtores de café estão encontrando formas de cultivar robusta e mitigar o impacto das temperaturas mais altas. Plantar os cafeeiros sob a sombra de árvores nativas e outras espécies é uma dessas técnicas.

“Assim ele continua produtivo, fica um pouco mais úmido, não degrada tão facilmente”, explica Jonatas Machado, diretor comercial da Café Apuí, produtora de café robusta em sistema agroflorestal na região amazônica.

Um grão diferente

O Vietnã é o maior produtor mundial de robusta, mas o Brasil está se aproximando e pode ultrapassar o país do Sudeste Asiático graças a uma cadeia de suprimentos bem estruturada, segundo analistas do Rabobank, banco especializado em agronegócio.

O robusta tem concentração maior de cafeína e um sabor mais intenso que o arábica. Mas as gerações mais jovens prestam menos atenção ao tipo de café que consomem ou ao ponto de torra, e tendem a preferir opções personalizadas, com adição de leites, cremes e xaropes, que mascaram o sabor dos grãos.

“Eles não ligam tanto para a origem, para as notas de degustação”, diz Matthew Barry, gerente global de insights para alimentos, cozinha e refeições da consultoria de mercado Euromonitor International.

Se os preços do café continuarem subindo, os consumidores podem também migrar para o robusta, que custa menos.

Grande pilha de grãos de café torrado escuro, preenchendo toda a imagem. Detalhe da textura irregular e tons variados.
Foto: Jonne Roriz/Bloomberg

Na Europa, a diferença de preços entre o robusta e o arábica provavelmente será ainda maior nos próximos anos. Uma nova lei exigirá que commodities importadas tenham certificação de que não vêm de áreas recentemente desmatadas ou degradadas, embora a data de entrada em vigor ainda não esteja clara. O café solúvel, em sua maioria feito com robusta, ficará fora dessas regras. Essa exceção pode aumentar a demanda por produtos à base de robusta, segundo o Rabobank.

A União Europeia é a maior consumidora de café solúvel, respondendo por quase 50% da receita global desse mercado, de acordo com a consultoria Grand View Research.

Embora o robusta tenda a ser mais barato que o arábica, seus preços vêm atingindo máximas históricas.

Esses preços mais altos, somados ao fato de que alguns cultivares de robusta são quase duas vezes mais produtivos que as variedades de arábica, convenceram um número crescente de produtores brasileiros a investir no plantio de robusta, afirma Alexsandro Teixeira, pesquisador de café da Embrapa.

Produtores de robusta também vêm melhorando a qualidade de seus grãos. Isso tornou a variedade mais atraente para os consumidores e ajudou a impulsionar os preços, diz ele.

Por Renata Carlos Daou

Embraer calcula impacto de US$ 80 milhões com tarifas dos EUA e alerta para risco de cancelamentos

26 de Outubro de 2025, 08:15

A Embraer alertou que pode enfrentar cancelamentos e atrasos de pedidos caso sejam mantidas as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

“Por enquanto, não temos nenhum problema de cancelamento, mas, no médio prazo, isso pode acontecer”, afirmou o presidente-executivo Francisco Gomes Neto em entrevista à Bloomberg Television neste domingo, durante a cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com Donald Trump.

Segundo Gomes Neto, a continuidade das tarifas seria ruim também para a indústria americana. “Se produzirmos menos aviões, compraremos menos equipamentos dos Estados Unidos. É por isso que o fim das tarifas é importante.” O executivo estimou que a medida poderia aumentar em até US$ 2 milhões o custo de cada aeronave.

A fabricante calcula um impacto tarifário de cerca de US$ 80 milhões neste ano, valor equivalente ao lucro líquido do segundo trimestre. A empresa chegou a ter parte de seus produtos e peças isentos das sobretaxas impostas por Washington, mas ainda sente os efeitos das barreiras comerciais.

Gomes Neto disse também que a companhia mantém uma carteira de pedidos de US$ 31 bilhões, o maior nível em nove anos.

Neste domingo, os presidentes Lula e Donald Trump conversaram por 45 minutos. Lula pediu a suspensão das tarifas durante o processo de negociação, enquanto o presidente norte-americano afirmou acreditar que os dois países poderão chegar a “bons acordos” em breve.

Para a Embraer, o resultado dessas conversas pode ser decisivo. As tarifas elevam o custo dos aviões brasileiros e afetam planos de investimento, como os US$ 500 milhões previstos para uma nova linha de montagem nos Estados Unidos, que criaria cerca de 2,5 mil empregos caso o cargueiro militar KC-390 seja escolhido pelo governo americano. Outros US$ 500 milhões estão destinados à expansão das fábricas no Brasil nos próximos cinco anos.

Apesar das incertezas, Gomes Neto afirmou que a empresa mantém forte crescimento nos lucros e segue “com um plano robusto para o próximo ano”.

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