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Received today — 19 de Maio de 2026Negócios

PIB (real) do Japão cresce 0,5% no 1º trimestre e supera previsões

18 de Maio de 2026, 22:54

A economia do Japão continuou a se expandir durante o primeiro trimestre de 2026, reforçando o argumento para um novo aumento da taxa de juros, à medida que o conflito no Oriente Médio eleva os riscos de inflação.

O Produto Interno Bruto (PIB) real cresceu 0,5% no período de janeiro a março em relação ao trimestre anterior, mostraram nesta terça-feira, 19, dados preliminares do governo.

Isso se compara à expansão de 0,2% registrada no trimestre de outubro a dezembro e ao crescimento de 0,4% esperado em uma pesquisa com economistas realizada pela provedora de dados Quick.

A economia cresceu 2,1% em termos anualizados durante o primeiro trimestre.

Os resultados sólidos provavelmente aumentarão as expectativas de um aumento de juros em breve pelo Banco do Japão.

Muitos economistas e investidores esperam que o banco central eleve sua taxa básica para 1,0%, de 0,75%, em sua próxima reunião, apesar do risco de que as pressões de preços possam desestimular os gastos das famílias e comprimir as margens corporativas, desacelerando a atividade econômica.

Isso deixa o banco central em uma posição difícil. Manter as taxas de juros inalteradas para proteger a economia pode alimentar uma maior fraqueza da moeda e acelerar a inflação. Por outro lado, aumentar os juros de forma mais agressiva para controlar custos e proteger o iene traz o risco de sufocar o crescimento econômico.

Os dados de terça-feira mostraram que a recuperação da demanda interna permanece gradual e frágil. A incerteza geopolítica contínua e os custos mais altos de combustível podem, em breve, começar a pressionar as finanças e prejudicar o sentimento de famílias e empresas.

O consumo privado avançou 0,3% no primeiro trimestre, após ficar estável nos três meses anteriores. O investimento em capital cresceu 0,3%, bem abaixo da expansão de 1,4% no trimestre anterior.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast

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Após visitar Bolsonaro, Carlos diz que PL apoiará Alfredo Gaspar e Arthur Lira em AL

18 de Maio de 2026, 22:47
O deputado Arthur Lira, líder do "centrão", faz selfie com o presidente Jair Bolsonaro

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) informou neste domingo, 17, que em sua última visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão domiciliar o pai definiu que irá apoiar os nomes de Alfredo Gaspar (PL) e Arthur Lira (PP) como os candidatos ao Senado Federal por Alagoas. Eles disputarão as duas vagas abertas para o Estado nas eleições deste ano.

“Em Alagoas, o presidente Jair Bolsonaro, toda a família Bolsonaro e todo o agrupamento de direita e centro-direita já têm definidos seus nomes para o Senado: Arthur Lira e Alfredo Gaspar de Mendonça. São nomes preparados, experientes e comprometidos com os valores que defendemos para o Brasil”, disse Carlos Bolsonaro para jornalistas durante o evento “Acorda Brasil” em Maceió.

O deputado federal e ex-presidente da Câmara, Arthur Lira, já lançou sua pré-candidatura ao Senado Federal em março deste ano, em um evento com lideranças políticas em Maceió. Há uma movimentação para que ele se filie ao Partido Liberal (PL), de Jair Bolsonaro, mas atualmente ele está definido como pré-candidato pelo Partido Progressistas (PP).

Já o deputado federal Alfredo Gaspar lançou sua pré-candidatura pelas redes sociais, em abril deste ano, pela sigla de Bolsonaro. Ele se filiou ao PL em março deste ano, deixando o União Brasil. Ao ingressar no partido, ele assumiu a presidência estadual da sigla, substituindo o ex-prefeito de Maceió, JHC.

Em Alagoas, duas vagas ao Senado estarão em disputa em outubro. Os mandatos do senador Renan Calheiros (MDB) e do senador Fernando Farias (MDB) se encerram em janeiro de 2027.

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Ancelotti se emociona e revela que lista foi fechada 5 horas antes de anúncio

18 de Maio de 2026, 22:45

Carlo Ancelotti teve uma agenda e tanto nesta segunda-feira. Ao meio-dia, o técnico da seleção brasileira fechou a lista dos convocados para a Copa do Mundo. Às 17h, foi feito o anúncio.

O italiano seguiu para a entrevista coletiva e, depois disso, o dia ainda estava longe de terminar. Ancelotti foi ao “Jornal Nacional”, da Globo. Diante de compromissos tão midiáticos, o técnico ficou tranquilo.

Não houve, porém, como segurar a emoção quando foi exibida uma reportagem sobre a trajetória do técnico com a seleção até aqui. “Acho que é um aspecto pessoal. Sou uma pessoa tranquila e quero transmitir isso às pessoas que estão comigo. Sempre digo que não vou falar com um jogador, mas com uma pessoa que joga futebol”, disse.

“Não sou um psicólogo, mas conheço muito bem as pessoas, o que pensam os jogadores, porque eu era um jogador. Eu entendo”, respondeu.

O técnico exaltou a torcida do Brasil e repetiu que foi muito bem recebido no País. “Eu não tive ansiedade para essa lista. É novo, interessante conhecer a paixão que esse País tem por futebol. Pode-se tocar (a paixão) com a mão, é real”, comentou Ancelotti, que revelou ter fechado a convocação ao meio-dia desta segunda-feira, após acompanhar jogos do fim de semana.

Ancelotti também avaliou sua primeira experiência como técnico de uma seleção, além de ser o primeiro estrangeiro no comando do Brasil. “A responsabilidade aumenta, porque estamos fazendo um trabalho para um povo que ama o futebol, que tem a melhor seleção do mundo, da história.”

O técnico voltou a exaltar o carinho do torcedor e comparou o modo de treinar um clube com uma seleção. “Estou contente. Vivo numa cidade fantástica, no Rio, muito bonita. E a recepção das pessoas é muito bonita para mim. Sou estrangeiro ‘entre vírgulas’. O brasileiro é alegre, humilde, parece um pouco do caráter que eu tenho. Estou muito animado, vamos fazer uma boa Copa do Mundo e tentar ganhar”, disse.

“A pressão, eu honestamente não sinto. Sinto motivação, alegria, felicidade por ter a oportunidade de preparar uma Copa do Mundo com o Brasil. Não é uma seleção normal. O Brasil não pode pensar só em participar da Copa, quando ganhou cinco vezes”, avaliou o técnico, que considera o Brasil um dos favoritos, junto de Argentina e França.

Ancelotti falou sobre a situação de Neymar, convocado pela primeira vez desde que ele assumiu a seleção. “Nos últimos tempos, Neymar começou a jogar com continuidade, mostrou evolução física. Não precisamos testá-lo, como não precisamos testar Weverton, goleiro do Grêmio. Pensamos que está bem e por seu talento, sua experiência, sua qualidade, pode dar algo bonito à equipe. Não foco no individual, mas no que ele pode contribuir para o coletivo.”

Ao ser perguntado se o jogador será titular, o treinador manteve a posição já dita pouco antes. “Se merecer ser titular, vai ser. Tem o mesmo papel que os outros 25. Quem merecer vai jogar”, disse, categórico.

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Copa do Mundo: Ancelotti pode ter 10 ‘desfalques’ na primeira semana de treinos

18 de Maio de 2026, 22:41

Até 10 jogadores da seleção brasileira podem ‘se atrasar’ para a apresentação junto à delegação da Copa do Mundo. São os atletas que terão agenda estendida com seus clubes pela disputa da final da Champions League ou das rodadas finais das fases de grupos de Libertadores e Sul-Americana.

O regulamento da Copa do Mundo libera os atletas finalistas de competições continentais, o que valia para a Uefa. A medida foi estendida pela Fifa também às rodadas finais das fases de grupos, atendendo à Conmebol.

A permissão não significa que todos irão chegar depois. Pode ser que alguns dos jogadores sejam liberados dos compromissos com clubes, como é esperado que aconteça com Neymar.

O Santos tem dois duelos em casa pela Sul-Americana, com San Lorenzo (dia 20) e Deportivo Cuenca (dia 26). Ainda antes, pelo Brasileirão, o time enfrenta o Grêmio (dia 23), ainda no período em que Neymar pode atuar na competição nacional.

Os demais 16 jogadores começam a ser liberados pelos clubes a partir de 25 de maio. Os times brasileiros, portanto, poderão usar os convocados nas competições continentais, mas não no Brasileirão, que tem a última rodada antes da pausa no fim de semana de 30 de maio.

A programação da CBF prevê apresentação dos jogadores à seleção a partir do dia 27 de maio. Os jogos das competições sul-americanas serão nos dias 26, 27 e 28. A final da Champions, dia 30.

JOGADORES QUE PODEM ATRASAR NA APRESENTAÇÃO À SELEÇÃO:

Weverton (Grêmio)

Alex Sandro (Flamengo)

Danilo (Flamengo)

Gabriel Magalhães (Arsenal)

Léo Pereira (Flamengo)

Marquinhos (PSG)

Danilo Santos (Botafogo)

Lucas Paquetá (Flamengo)

Gabriel Martinelli (Arsenal)

Neymar (Santos)

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Santos comemora convocação de Neymar e considera plano para o jogador ‘bem-sucedido’

18 de Maio de 2026, 22:05

O Santos considera que o “plano Neymar” foi bem-sucedido, culminando na convocação do jogador para a seleção brasileira na Copa do Mundo. O jogador não atuava pela equipe nacional desde outubro de 2023 e almejava o retorno a partir da volta ao clube paulista, no começo de 2025.

Esse era também o planejamento da gestão do Santos. O plano envolvia que Neymar emplacasse uma sequência de jogos em um ambiente no qual “se sentisse em casa”. A avaliação é de que o jogador esteve sempre muito comprometido e em evolução física no período no clube.

“O Brasil inteiro vibrou com a convocação do Neymar, mas principalmente o torcedor santista. Isso confirma a importância do trabalho desenvolvido para a sua recuperação dentro de campo, permitindo que ele voltasse a atuar em alto nível, sendo importante para a nossa equipe e retornando à seleção brasileira. O Santos é a casa do Neymar. É onde ele se sente feliz e confiante para desempenhar o seu melhor futebol. Todos nós estamos muito felizes com esse momento. Depois de mais de 15 anos, a seleção brasileira voltará a ter um atleta do Santos”, disse o presidente santista, Marcelo Teixeira, ao Estadão.

Entre a Copa do Mundo de 2022 e o retorno ao Santos, Neymar havia feito apenas 20 jogos, marcando seis gols e concedendo 10 assistências. Desde que retornou ao Brasil, foram 45 partidas, 18 gols e nove assistências.

O clube tem mais motivos para comemorar. É a primeira vez que o Santos tem um jogador convocado para uma Copa do Mundo desde 2010, quando Robinho foi chamado.

Neste ano, a Fifa ampliou a premiação para clubes que cedem jogadores ao Mundial. Pela convocação de Neymar, o Santos deve receber aproximadamente US$ 250 mil (R$ 1,25 milhão na cotação atual).

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Cury (CURY3) apresenta lucro líquido de R$ 302,9 milhões no 1T26, alta de 42%

12 de Maio de 2026, 19:35

A Cury (CURY3), uma das maiores construtoras do Minha Casa Minha Vida, apresentou lucro líquido de R$ 302,9 milhões no primeiro trimestre de 2026, montante 41,9% maior do que no mesmo período de 2025.

A melhora no lucro decorre principalmente do ciclo de mais lançamentos e vendas de imóveis, com subida de preços e manutenção de custos sob controle. Essa equação ajudou a aumentar a receita e diluir despesas. No começo deste ano, os apartamentos foram vendidos a R$ 325,4 mil, em média, 5% mais na comparação com um ano antes.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 411,4 milhões, aumento de 42,9% na comparação anual. A margem Ebitda foi a 25,5%, subida de 1,8 de ponto porcentual (p.p.).

A receita operacional líquida somou R$ 1,613 bilhão, crescimento de 32,6%, e recorde para a empresa.

A linha de equivalência patrimonial (que apura os resultados oriundos de empreendimentos feitos em sociedade) gerou um ganho de R$ 2,3 milhões, o triplo na comparação anual.

A margem bruta atingiu a marca de 39,0%, estável na comparação anual. A margem bruta ajustada foi a 39,3%, aumento de 0,1 p.p. Já a margem que estima o resultado dos exercícios futuros foi a 42,9%, queda de 0,4 p.p.

As despesas gerais e administrativas somaram R$ 64,9 milhões, alta de 28,8%. Por sua vez, as despesas comerciais foram de R$ 119,1 milhões, avanço de 12,1%.

A Cury reportou ainda uma despesa de R$ 44,8 milhões na linha de ‘outros’, que foi 12,8% maior na comparação anual.

O resultado financeiro (saldo entre receitas e despesas de natureza financeiras) gerou despesa de R$ 10,7 milhões, valor 26,2% menor.

A companhia reportou geração de caixa de R$ 93,4 milhões, completando 28 trimestres consecutivos de geração de caixa operacional.

Assim, encerrou o trimestre com caixa líquido de R$ 406,9 milhões, 28,8% a mais que no último trimestre do ano passado.

Em sua apresentação de resultados, a direção da Cury afirmou que o começo do ano foi impulsionado pela demanda aquecida por imóveis combinada com a eficiência da empresa na produção das moradias. Como resultado, as vendas líquidas totalizaram 2,3 bilhões, volume recorde.

A construtora destacou que o segundo trimestre começou forte em vendas, já considerando os ajustes recentes no Minha Casa Minha Vida (MCMV), que aumentaram o poder de compra da população, bem como o público identificável pelo programa.

Trump diz que inflação é ‘de curto prazo’ e que não pensa na situação financeira dos americanos

12 de Maio de 2026, 18:05

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira, 12, que a alta da inflação no país será de “curto prazo”, alegando que suas políticas estão funcionando mesmo em meio à guerra com o Irã.

“Eu não penso na situação financeira dos americanos”, afirmou, fora da Casa Branca, antes de partir para sua viagem à China. “Eu não penso nisso. Eu penso em uma coisa: não podemos deixar o Irã ter uma arma nuclear.”

O republicano enfatizou que a inflação durante seu mandato está menor do que na época do ex-presidente Joe Biden e frisou que os preços do petróleo vão cair e ações subirão ainda mais com o fim do conflito.

“O mais importante, independentemente de o nosso mercado de ações – que, aliás, está em alta histórica – subir ou descer um pouco é que o Irã não pode ter uma arma nuclear” disse.

Ainda sobre a política externa, o presidente dos EUA comentou que garantirá a libertação de todos os presos políticos na Venezuela e que falará sobre Cuba “na hora certa”, chamando a ilha caribenha de “falida”.

Trump também confirmou que Dr. Marty Makary está fora do cargo de comissário da Agência de Controle de Alimentos e Medicamentos (FDA, em inglês).

Seu mandato, segundo a CNBC, foi marcado por disfunções internas e turbulências na liderança, juntamente com uma crescente reação negativa de fabricantes de medicamentos, médicos e grupos de pacientes sobre decisões regulatórias.

Bradesco eleva projeção para IPCA 2026 por “impactos da guerra”

30 de Abril de 2026, 16:33

O Bradesco elevou a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026, de 4,3% para 4,7%, atualizando os impactos do conflito no Irã. Ainda que o cenário base continue sendo o de que a guerra terminará neste segundo trimestre de 2026, algo que já era esperado desde o início da crise geopolítica, o banco enfatiza que houve aprendizados em duas frentes: “um repasse maior do que esperado nos preços de combustíveis e uma apreciação mais forte da moeda brasileira”.

Em relatório, o Bradesco cita que o Brasil voltou ao radar dos investidores, beneficiando o real, e a estimativa é de que o câmbio flutue em torno de R$ 5,00 por dólar até o próximo ano, sob a hipótese de não fortalecimento da moeda americana globalmente.

A tese de que o dólar não deve se fortalecer se respalda nas políticas econômicas dos EUA, com “expansão fiscal, agenda tarifária e algum enfraquecimento institucional”, afirma o time de economia do Bradesco.

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Além disso, o banco nota que os indicadores de atividade do Brasil seguem compatíveis com uma aceleração do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre. “O avanço da atividade nos primeiros três meses será liderado pelos setores menos sensíveis ao ciclo econômico”, a exemplo do que ocorreu em 2025.

Com a incerteza em relação à extensão e aos impactos do conflito, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) tende a manter a estratégia de cortar a taxa Selic (taxa básica de juros) em passos de 0,25 ponto porcentual. Contudo, se “os impactos sobre os preços domésticos se mostrarem circunscritos aos efeitos de primeira ordem, o BC poderá acelerar o ritmo de cortes”, diz o Bradesco, estimando a Selic em 12,75% no fim de 2026.

Gigantes da saúde ganham força para subir preços após consolidação, diz BTG

30 de Abril de 2026, 15:25

A consolidação no setor de saúde no Brasil mudou a dinâmica competitiva do segmento. Com maior concentração, grandes players do setor, incluindo a Bradsaúde, passaram a ter mais poder de precificação, deixando de ser tomadores de preços para se tornarem formadores, avalia o BTG Pactual.

Em relatório, os analistas Samuel Alves e Maria Resende destacam que esse cenário tende a sustentar reajustes mais consistentes nos planos de saúde e reduzir a probabilidade de deterioração da sinistralidade (MLR) ao longo do tempo.

Além disso, os analistas destacam que, embora o índice de sinistralidade atual esteja ligeiramente abaixo da média histórica, o desvio não é significativo. Parte dessa melhora pode ser estrutural, refletindo ganhos de eficiência após ajustes feitos pelas operadoras nos últimos anos, como maior controle de fraudes, uso de coparticipação, redes mais restritas e políticas de reembolso mais rigorosas. Esses fatores contribuem para um modelo mais equilibrado e disciplinado.

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Por fim, o BTG avalia que os principais riscos para a sinistralidade não são estruturais, mas macroeconômicos, como aumento do desemprego ou perda de renda, que podem elevar o uso dos planos e dificultar repasses de preços. Ainda assim, o banco vê a Bradsaúde como uma plataforma sólida, bem capitalizada e com potencial de reprecificação das ações, reforçando uma leitura construtiva para o ativo mesmo sem indicar preço-alvo ou recomendação no relatório.

Itaú BBA: por que os gestores de investimentos estão otimistas com a Bolsa

30 de Abril de 2026, 15:10

O sentimento dos gestores de investimentos sobre a Bolsa brasileira segue positivo, embora com leve moderação, constatou o Itaú BBA após pesquisa feita com 107 investidores entre os dias 23 e 29 de abril. Segundo o levantamento, os investidores projetam o Ibovespa acima de 210 mil pontos até o fim de 2026.

Em relatório, os estrategistas Daniel Gewehr, Matheus Marques e Raphael Matutani destacam que, em uma escala de zero (pessimista) a dez (otimista), a média desta edição da pesquisa foi de 7,09, abaixo da pesquisa anterior (7,18), mas ainda no segundo nível mais alto da série histórica.

No que diz respeito ao cenário macroeconômico, a pesquisa mostrou expectativa de ciclo de afrouxamento monetário mais curto. Os investidores esperam que a Selic (taxa básica de juros) se aproxime de 13% até o fim de 2026, praticamente 80 pontos-base acima da média indicada na pesquisa anterior. O Itaú BBA também destaca que há divergências sobre o momento do ciclo macroeconômico, mas que essas diferenças já estariam precificadas.

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Em termos de posicionamento setorial, as empresas de serviços públicos seguem liderando as preferências dos investidores, impulsionadas por companhias locais. Ao mesmo tempo, os setores cíclicos domésticos ganharam relevância nas posições subponderadas, superando as commodities. O levantamento também aponta a entrada de shoppings no Top 5 das posições subponderadas.

Entre os fatores de atenção para os investidores, a política local e as curvas de juros continuam no radar, junto com a geopolítica. O Itaú BBA afirma que conflitos estão no topo do radar de riscos globais e acrescenta que o Brasil deve continuar recebendo fluxos de capital. Fora do Brasil, houve melhora no humor em relação às ações americanas; na América Latina ex-Brasil, a Argentina segue dominando, mas os países andinos passaram a deter a maior participação, com Chile, Colômbia e Peru também avançando ante edições anteriores da pesquisa.

O levantamento mostrou ainda pequeno aumento na posição de caixa de fundos long-only, fundos de ações focados na valorização de ativos, e menor exposição de fundos hedge (ou fundos de cobertura) a ações. A pesquisa mostra ainda estimativas equilibradas, com previsão neutra para a temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026.

Nos destaques de ações individuais, Axia (AXIA3), Nubank (ROXO34), Equatorial (EQTL3), BTG (BPAC11) e Itaú (ITUB4) aparecem como as principais escolhas, e a expectativa é que a NU tenha o maior retorno em seis meses.

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Em comparação com a pesquisa anterior, a Localiza (RENT3) registrou a maior queda nos votos, de 19,4% para 10%. No Top 10, Petrobras (PETR3; PETR4) e Copel (CPLE6) entraram no lugar de Cyrela (CYRE3) e Prio (PRIO3).

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast

Bolsas da Europa fecham em alta com alívio do petróleo e decisões de juros no radar

30 de Abril de 2026, 14:57

As bolsas da Europa fecharam em alta nesta quinta-feira (30), à medida que os investidores ponderam as decisões de manutenção dos juros pelo Banco da Inglaterra (BoE) e pelo Banco Central Europeu (BCE) em meio ao ambiente de incertezas decorrente do conflito no Oriente Médio e dos preços elevados de energia.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,62%, a 10.378,82 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,33%, a 24.272,32 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,53%, a 8.114,84 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,94%, a 48.246,12 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,62%, a 17.752,00 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 1,47%, a 9.344,96 pontos. As cotações são preliminares.

O presidente do BoE, Andrew Bailey, indicou que a resposta de política monetária ao choque de energia pode vir mais pela manutenção de juros elevados do que por novas altas imediatas, mas alertou que a política não evita o impacto do choque de energia.

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Já a presidente do BCE, Christine Lagarde, se recusou a cravar a trajetória dos juros pela instituição, mas ressaltou que a guerra iniciada pelos EUA e Israel contra o Irã – que mantém os custos de energia em alta – tornam os riscos para perspectiva de inflação inclinados para cima, enquanto os de crescimento ficam para baixo. “Não vou indicar se estamos mais próximos de algum cenário específico”, disse.

Além da macroeconomia, a alta nos preços de energia tem sido foco no setor corporativo. Em balanço, a Air France-KLM projetou um avanço nos gastos com energia e reduziu as previsões de capacidade para este ano. A ação fechou em alta de 3,6%.

Também em repercussão aos desempenhos trimestrais, a Stellantis tombou 6,33% a Magnum Ice Cream Company disparou 11% e os bancos BNP Paribas e Société Générale fecharam em alta de cerca de 1% e 3%, respectivamente. Hoje, investidores foram às compras nas praças europeias com o alívio dos preços do petróleo, que oscilam entre altas e baixas.

Mãe e filha brasileiras são mortas em ataque israelense no Líbano

27 de Abril de 2026, 22:46

O Ministério das Relações Exteriores confirmou na noite desta segunda-feira, 27, a morte de uma mulher e um menino de 11 anos brasileiros, mãe e filho, em um ataque das forças de defesa de Israel ao Líbano. Além dos dois, o pai da família, de nacionalidade libanesa, também faleceu.

Outro filho do casal, também brasileiro, está hospitalizado, mas o Itamaraty não forneceu mais detalhes sobre a idade ou o estado de saúde dele. A família estava em casa, no distrito de Bint Jeil, no sul do Líbano, no momento do bombardeio israelense.

Em nota oficial, o ministério afirmou que o ataque constitui mais uma violação ao cessar-fogo da guerra que opõe Israel e Estados Unidos ao Irã e lembrou que essas violações já resultaram na morte de dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, de uma jornalista e de dois soldados franceses da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil).

O Itamaraty pediu paz e condenou os ataques realizados durante o cessar-fogo, seja por Israel ou pela milícia radical xiita Hezbollah, assim como as demolições de casas e outras estruturas civis realizadas no Líbano por forças israelenses.

A pasta também informou que está em contato com a família dos brasileiros falecidos para prestar assistência, incluindo para o filho hospitalizado.

Em teoria, Israel e Hezbollah estão em um cessar-fogo, iniciado em 17 de abril e que expiraria no domingo, 26, mas foi estendido por mais três semanas, segundo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na prática, porém, os dois lados continuam a se atacar mutuamente.

Um levantamento realizado pela Agence France-Presse (AFP), com base em dados do Ministério da Saúde do Líbano, mostrou que pelo menos 36 pessoas morreram em ataques israelenses desde o início do cessar-fogo.

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PL pede que PGR investigue PT por vídeo associando Flávio Bolsonaro ao Banco Master

27 de Abril de 2026, 22:23
PGR

O deputado federal Ubiratan Sanderson (RS), do Partido Liberal (PL), enviou nesta segunda-feira, 27, um pedido para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue o Partido dos Trabalhadores (PT) por um vídeo divulgado neste domingo, 26, e que tenta associar o senador Flávio Bolsonaro(PL-RJ), pré-candidato à presidência da República, ao escândalo do Banco Master.

No vídeo, que começa a circular em perfis bolsonaristas e petistas, o locutor usa a expressão “bolsomaster” para se referir ao caso e afirma que Flávio Bolsonaro teria recebido uma “mansão de R$ 6 milhões em Brasília” como parte do esquema.

“Flávio Bolsonaro é do esquema, esquema das rachadinhas, que desviou milhões de reais da Alerj, esquema de lavagem de dinheiro com a compra de 51 imóveis em dinheiro vivo, esquema de milicianos que trabalhavam no seu gabinete. E o esquema bolsomaster, que rendeu essa mansão de R$ 6 milhões para Flávio em Brasília. Se duvidar, dê um Google. O Flávio é o filho mais corrupto do Bolsonaro”, diz.

Segundo o deputado Sanderson, a ligação de Flávio com o Master é feita com relatos apresentados como fatos comprovados e uso de expressões de forte apelo emocional. O ofício afirma que não há, até o momento, investigação formal que vincule o senador ao escândalo. Procurada, a assessoria de Flávio Bolsonaro afirmou que as acusações são “mentirosas e absurdas” já que o senador não é formalmente citado nas investigações do caso.

“No presente caso, não se trata de mera crítica política ou opinião, mas de imputação direta de condutas ilícitas sem respaldo em investigações formais conhecidas, apresentada em formato que simula veracidade factual”, afirma Sanderson.

Assim o deputado solicita a abertura imediata de investigação para apurar a produção e a disseminação do vídeo, com a identificação dos responsáveis e a análise do conteúdo dentro da legislação eleitoral. O parlamentar também pede a adoção de medidas urgentes para interromper a circulação do material, caso sejam constatadas irregularidades, além do eventual envio do caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a responsabilização dos envolvidos.

O deputado justifica ainda que as medidas devem ser tomadas com urgência, já que o vídeo está circulando em ambiente digital “onde a velocidade de propagação é exponencial e os efeitos da desinformação podem se tornar irreversíveis em curto espaço de tempo”, escreve o deputado.

O vídeo foi divulgado para apoiadores durante o 8º Congresso Nacional do PT, em Brasília. O partido lembra que o Master foi autorizado a operar em 2019, durante do governo Jair Bolsonaro, e que o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, doou R$ 5 milhões para as campanhas de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, e para o próprio Jair Bolsonaro.

“Vamos colocar as cartas na mesa. Daniel Vorcaro foi autorizado a operar o banco Master em 2019, pelo governo Bolsonaro. Fabiano Zettel, sócio do Master, entregou R$ 5 milhões para as campanhas de Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. E o governador que tentou acobertar essas fraudes ajudou a comprar a mansão sabe de quem? Flávio Bolsonaro. Entendeu o esquema? O banco Master é bolsomaster”, diz o vídeo.

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Funcionários do Google pedem que CEO bloqueie uso de IA para fins militares dos EUA

27 de Abril de 2026, 22:08

Mais de 500 funcionários do Google assinaram nesta segunda-feira, 27, uma carta aberta ao CEO, Sundar Pichai, pedindo que ele se recuse a permitir que o governo dos Estados Unidos use a tecnologia de inteligência artificial (IA) da empresa em operações militares sigilosas.

“Queremos ver a IA beneficiar a humanidade, e não ser usada de maneiras desumanas ou extremamente prejudiciais”, diz a carta, enviada a Pichai. “Isso inclui armas autônomas letais e vigilância em massa, mas vai além.”

“A única forma de garantir que o Google não seja associado a esse tipo de dano é rejeitar qualquer trabalho classificado”, prossegue o texto. “Caso contrário, esses usos podem ocorrer sem o nosso conhecimento ou sem que tenhamos poder para impedi-los.”

Após um conflito entre o Pentágono e a Anthropic, grandes empresas de tecnologia estão sob pressão para definir uma posição sobre o uso militar e de seus produtos de IA.

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Metalúrgica Gerdau (GOAU4) lucra R$ 1,012 bilhão no 1T26, alta de 33,8% em doze meses

27 de Abril de 2026, 21:21

A Metalúrgica Gerdau (GOAU4) registrou lucro líquido de R$ 1,012 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 33,8% ante o mesmo período do ano passado.

Por sua vez, o Ebitda ajustado atingiu R$ 2,955 bilhões no período, valor 23,3% maior em relação ao mesmo trimestre de 2025.

Já a receita líquida da metalúrgica somou R$ 16,716 bilhões nos primeiros três meses de 2026, recuo anual de 1,7%. No período, a companhia somou vendas de aço de 2,811 milhões toneladas.

Endividamento

A dívida líquida da Gerdau chegou a R$ 8,218 bilhões ao final do primeiro trimestre deste ano, um aumento de 7,8% ante o registrado no intervalo em 2025. Dessa forma, a metalúrgica encerrou o trimestre com uma alavancagem de 0,73 vez no mesmo período, uma elevação ante a alavancagem de 0,04 vez do início de 2025.

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A Metalúrgica Gerdau registrou R$ 8 milhões de fluxo de caixa livre, revertendo o resultado negativo em R$ 1,255 bilhão do primeiro trimestre de 2025.

Cármen Lúcia propõe criar ‘brigadas eleitorais’ para candidatas mulheres nas eleições

27 de Abril de 2026, 21:08
Cármen Lúcia STF

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), propôs, já para as eleições de 2026, a criação de brigadas eleitorais para segurança de candidatas mulheres. A declaração ocorreu durante aula magna da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) na última sexta-feira, 24, com o tema “Violência contra a mulher: desafios contemporâneos e caminhos para o enfrentamento”.

Na ocasião, a ministra afirmou que a iniciativa seria direcionada a situações de risco iminente, funcionando como um mecanismo de resposta rápida para prevenir episódios de violência durante a campanha e o pleito.

“Que nós criemos também brigadas eleitorais para as candidatas mulheres, porque, se a gente não criar, vamos ter cada vez mais violência sendo praticada”, declarou a ministra.

Ela explicou que a proposta funcionaria de forma semelhante à Patrulha Maria da Penha, serviço especializado da Polícia Militar ou da Guarda Municipal que fiscaliza o cumprimento de medidas protetivas de urgência para mulheres vítimas de violência doméstica. O programa realiza visitas periódicas, oferece atendimento humanizado e atua na prevenção e na redução da reincidência de agressões.

“Estou propondo até pela minha experiência como presidente das eleições de 2024, que a gente comece criando, como temos a brigada Maria da Penha, que são brigadas que são chamadas quando a mulher esteja passando por uma situação de violência e acione imediatamente para evitar o pior desfecho”, afirmou.

Cármen Lúcia esteve na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições municipais de 2024. Ela antecipou para o dia 14 deste mês sua saída do cargo, que será assumido pelo ministro Nunes Marques.

“A eleição (de 2024) deu certo. Os eleitores foram votar, não fizeram o que tinham que votar e à noite eu dei o resultado, acabou a conversa. Nós queremos a paz democrática, a paz que é o equilíbrio no movimento com respeito a todos os direitos”, disse ainda a ministra.

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ANP propõe que leilões de petróleo e gás sejam realizados na B3 a partir de 2027

27 de Abril de 2026, 20:45
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) (Foto: Saulo Cruz/MME)

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) avalia transferir para B3 os leilões da Oferta Permanente a partir de 2027. A ideia é focar em questões mais estratégicas das licitações – como a busca de novas áreas para oferta -, e deixar para a B3 a parte operacional da venda.

“O coração das nossas licitações continuará sendo conduzido pela ANP. E à B3 caberá dar a infraestrutura necessária à agência e às empresas licitantes”, explicou a diretora da ANP, Symone Araújo, na abertura do workshop “Novo Modelo de Licitação de E&P da ANP: Parceria com a B3”, realizado nesta segunda-feira, 27.

Estiveram presentes ao evento empresas que participam de rodadas de licitações de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural (E&P) da agência. O objetivo foi apresentar a proposta de novo modelo para as licitações, em parceria com a bolsa de valores, a B3, e ouvir sugestões e dúvidas do mercado.

Segundo Araújo, desta maneira a agência poderia se dedicar ao seu core business, que é enxergar as oportunidades, entender quais blocos devem ser colocados e em qual momento, assim como decidir se vai configurar a licitação mais para terra, mais regionalizada, mais para novas fronteiras ou mais para gás, por exemplo. “Nosso maior interesse é tornar nossas bem-sucedidas rodadas de licitações cada vez melhores”, acrescentou a diretora.

Para aplicar as alterações propostas, será necessário alterar os editais da Oferta Permanente, que passarão pelas etapas de consulta e audiência públicas, informou a ANP.

Entre as principais mudanças, destacou a agência, está o fato de toda a documentação ser entregue digitalmente, eliminando entregas em papel, como ocorre hoje. Além disso, os leilões poderão ocorrer tanto na sede da B3 quanto totalmente online.

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ANP propõe que leilões de petróleo e gás sejam realizados na B3 a partir de 2027

27 de Abril de 2026, 20:12

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) avalia transferir para B3 os leilões da Oferta Permanente a partir de 2027. A ideia é focar em questões mais estratégicas das licitações – como a busca de novas áreas para oferta -, e deixar para a B3 a parte operacional da venda.

“O coração das nossas licitações continuará sendo conduzido pela ANP. E à B3 caberá dar a infraestrutura necessária à agência e às empresas licitantes”, explicou a diretora da ANP, Symone Araújo, na abertura do workshop “Novo Modelo de Licitação de E&P da ANP: Parceria com a B3”, realizado nesta segunda-feira, 27.

Estiveram presentes ao evento empresas que participam de rodadas de licitações de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural (E&P) da agência. O objetivo foi apresentar a proposta de novo modelo para as licitações, em parceria com a bolsa de valores, a B3, e ouvir sugestões e dúvidas do mercado.

Segundo Araújo, desta maneira a agência poderia se dedicar ao seu core business, que é enxergar as oportunidades, entender quais blocos devem ser colocados e em qual momento, assim como decidir se vai configurar a licitação mais para terra, mais regionalizada, mais para novas fronteiras ou mais para gás, por exemplo. “Nosso maior interesse é tornar nossas bem-sucedidas rodadas de licitações cada vez melhores”, acrescentou a diretora.

Para aplicar as alterações propostas, será necessário alterar os editais da Oferta Permanente, que passarão pelas etapas de consulta e audiência públicas, informou a ANP.

Entre as principais mudanças, destacou a agência, está o fato de toda a documentação ser entregue digitalmente, eliminando entregas em papel, como ocorre hoje. Além disso, os leilões poderão ocorrer tanto na sede da B3 quanto totalmente online.

Assaí (ASAI3) registra lucro líquido de R$ 86 mi no 1T26, queda anual de 46,7%

27 de Abril de 2026, 20:11

O Assaí (ASAI3) registrou lucro líquido de R$ 86 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 46,7% na comparação anual. O resultado do Assaí no 1T26 foi impactado por efeitos relacionados a créditos tributários de PIS/Cofins. Já o lucro líquido recorrente da companhia, que desconsidera itens não recorrentes, avançou 7% em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 174 milhões. No trimestre, o lucro líquido contábil inclui impacto positivo de R$ 281 milhões referentes a novos créditos de PIS/Cofins.

A receita líquida somou R$ 18,6 bilhões no trimestre, alta de 0,5% na base anual. Segundo a companhia, o período foi marcado por “deflação simultânea em commodities essenciais”, como arroz, feijão, açúcar, leite e óleo de soja, o que impactou o desempenho das vendas. As vendas em mesmas lojas recuaram 0,9% no período. “Ao mesmo tempo, o endividamento das famílias brasileiras atingiu recordes históricos. Diante de tudo isso, manter a margem Ebitda estável é consequência de disciplina”, afirmou o presidente do Assaí, Belmiro Gomes.

Segundo ele, o resultado do Assaí decorre de gestão de preços, maturação das lojas, expansão dos serviços em loja, controle rigoroso de despesas abaixo da inflação e ganho de market share. O Ebitda ajustado totalizou R$ 1 bilhão no trimestre, avanço de 0,3% na comparação anual, com margem de 5,5%, estável em relação a igual período de 2025. A margem bruta atingiu 16,7%, alta de 0,3 ponto porcentual.

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De acordo com a empresa, o desempenho reflete a “maturação das lojas abertas nos últimos anos” e avanços na gestão de preços. As despesas com vendas, gerais e administrativas somaram R$ 2,1 bilhões, alta de 2,7% na comparação anual, “abaixo da inflação no período”, segundo a companhia. O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 564 milhões no trimestre, equivalente a 3% da receita líquida.

Segundo o Assaí, o desempenho teve impacto do aumento dos encargos sobre a dívida, em função da elevação do CDI médio no período. No final do período, a dívida líquida somava R$ 11,5 bilhões. A alavancagem caiu para 2,52 vezes, ante 3,15 vezes um ano antes, atingindo o menor nível desde o quarto trimestre de 2021. Contato:

Gerdau (GGBR4): lucro tem alta de 33,6% e chega a R$ 1,013 bi no 1T26

27 de Abril de 2026, 19:51

A Gerdau (GGBR4) registrou lucro líquido de R$ 1,013 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 33,6% na comparação com o primeiro trimestre de 2025. O Ebitda ajustado somou R$ 2,958 bilhões no período, avanço de 23,2% ante igual intervalo de 2025. Já a receita líquida foi de R$ 16,716 bilhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 3,8% frente na mesma base de comparação.

A companhia avalia que o período transcorreu em um cenário global volátil e desafiador, marcado por tensões geopolíticas que impactaram os mercados de commodities e as cadeias globais de suprimentos.

“Mesmo nesse contexto, registramos um Ebitda ajustado consolidado de cerca de R$ 3 bilhões no trimestre, com recuperação sequencial em todas as operações da companhia”, afirma a gestão em carta publicada junto aos números do trimestre da Gerdau.

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Os investimentos em Capex no período somaram aproximadamente R$ 1,1 bilhão, 23% do total projetado para o ano. Do montante investido no trimestre, 43% foram destinados à Manutenção e 57% destinados à Competitividade. A companhia diz ainda que 84% do Capex investido foi direcionado às operações no Brasil.

A posição de caixa da companhia encerrou o trimestre com R$ 5,6 bilhões disponíveis, resultando em uma Dívida líquida de R$ 8,2 bilhões no período e um indicador Dívida líquida/Ebitda em 0,74 vez, mantendo um patamar financeiro “bastante confortável”, na visão da companhia

Companhia aprova cancelamento de 7,380 milhões de ações PN e 225 mil ON, sem redução capital

O conselho de administração da Gerdau aprovou o cancelamento de 225 mil ações ordinárias e de 7,380 milhões de ações preferenciais da companhia, sem valor nominal e sem redução do valor do capital social.

Dessa forma, o capital social da Gerdau passou a ser dividido em 717.138.819 ações ordinárias e 1.268.017.330 ações preferenciais, ambas sem valor nominal.

Gerdau anuncia dividendos

Os conselhos de administração da Gerdau e Metalúrgica Gerdau aprovaram a antecipação do pagamento do dividendo mínimo obrigatório. A Gerdau pagará o total de R$ 354,1 milhões, equivalente a R$ 0,18 por ação ordinária e preferencial e ADRs. Já o valor a ser pago pela Metalúrgica Gerdau é de R$ 105,9 milhões, correspondente a R$ 0,08 por ação ordinária e preferencial.

Terão direito a receber os proventos os acionistas que estiverem na base das companhias até o dia 13 de maio, enquanto no caso de detentores de ADRs da Gerdau, até o dia 15 de maio. As ações passarão a ser negociadas ex-dividendos a partir do dia 14 de maio.

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O pagamento dos dividendos da Gerdau será no dia 9 de junho, os da Metalúrgica, no dia 10 do mesmo mês, e dos detentores de ADRs da Gerdau, no dia 16.

CBF fecha 2025 com déficit de R$ 182,5 milhões e culpa passivos antigos

27 de Abril de 2026, 19:29
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A CBF terminou 2025 com déficit de R$ 182,5 milhões, segundo apontou balanço financeiro aprovado pelos representantes das 27 federações em assembleia realizada nesta segunda-feira, 27.

A confederação, que havia registrado superávit de R$ 107 milhões em 2024, atribui o déficit a “grandes investimentos realizados para a regularização de passivos deixados por gestões anteriores.”

Parte importante do aumento de despesas operacionais de 111% tem relação com os R$ 80 milhões que a entidade teve de pagar ao Icasa, que ganhou processo contra a confederação referente ao não acesso à Série A em 2014.

O time de Juazeiro do Norte, quinto colocado na Série B de 2013, argumentou que a CBF cometeu um erro que impediu que a equipe fosse promovida à Série A naquele ano e foi indenizado.

A Justiça entendeu que o Icasa estava certo no caso envolvendo o Figueirense por suposta escalação irregular do jogador Luan na partida entre o clube catarinense e o América-MG. A alegação era de que o jogador havia atuado tendo contrato vigente com outro clube.

Mesmo se não houvesse a indenização destinada ao Icasa, a CBF fecharia 2025 no vermelho em mais de R$ 100 milhões. Muitas despesas também estão relacionadas à seleção brasileira.

Foram investidos R$ 27 milhões em despesas logísticas pelo aumento de viagens da equipe comandada por Carlo Ancelotti para as Eliminatórias da Copa do Mundo e amistosos; R$ 13 milhões em marketing e R$ 9 milhões em tecnologia e serviços de consultoria institucional, esportiva, assessoria jurídica, de comunicação.

As receitas referentes ao contrato com a Nike, o maior da história da confederação com a fornecedora de material esportivo, foram antecipadas ao exercício de 2024. Isso atrapalhou a entidade no ano passado. O acordo em questão pode render até R$ 1 bilhão por ano, considerando também os ganhos com royalties referentes à venda das camisas da seleção brasileira.

O diretor financeiro da CBF, Valdecir de Souza, alega que os gastos são necessários para “buscar eficiência na nova gestão”, com “receitas crescentes” no futuro.

“Fez-se necessário gastar para buscar eficiência na nova gestão: resultados futuros, receitas crescentes, para que possamos fazer o que é mais importante, que é investir no futebol. Durante a Assembleia, acho que todos perceberam este ambiente novo, essa nova gestão, a vontade de fazer acontecer, de ter uma CBF com modernidade comparável às grandes confederações, como a FIFA. É o protagonismo da CBF que precisamos retomar”, disse.

“Enfrentamos problemas e assumimos o compromisso de reorganizar finanças, regularizar dívidas trabalhistas e com clubes. Este investimento vai nos trazer frutos”, afirmou o presidente Samir Xaud.

A bilionária entidade que comanda o futebol brasileiro apresentou receita bruta de R$ 1,7 bilhão, R$ 200 milhões a mais do que em 2024.

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Irã admite que pode não disputar a Copa do Mundo de 2026

27 de Abril de 2026, 19:26

A participação do Irã na Copa do Mundo 2026 ainda está em cheque. Pelo menos é o que garante Ahmad Donyamali, Ministro do Esporte e da Juventude do país.

“Devemos estar preparados, mas é possível que não participemos da Copa do Mundo. No entanto, a decisão final será tomada pelo governo e pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional”, disse Donyamali à agência iraniana de notícias Tasnim.

Há cerca de dois meses, o país do Oriente Médio convive com conflitos com Israel e Estados Unidos (um dos países-sede do Mundial). Por isso, a presença da seleção iraniana segue incerta, uma vez que todos os jogos da nação asiática serão disputados em solo americano.

O governo iraniano chegou a sugerir à Fifa que seus jogos na Copa fossem transferidos para o México. Porém, as partidas seguem previstas para serem disputadas nas sedes já previstas.

Segundo Doyanmali, as autoridades dos Estados Unidos devem garantir segurança para que a delegação iraniana viaje ao país da América do Norte.

“A seleção realizará um período de treinamento em um país vizinho (Turquia) nas próximas três semanas. Se a segurança dos membros da seleção nos Estados Unidos for garantida, viajaremos para lá para participar da Copa do Mundo de 2026”, afirmou.

No início de março, Doyanmali havia dito que o Irã não disputaria a competição. Entretanto, no final do mesmo mês, Gianni Infantino, presidente da Fifa, garantiu que o país asiático estará na Copa.

Segundo o regulamento da Fifa, a seleção que abandonar a competição está sujeita a multa mínima de R$ 1,6 milhão (250 mil francos suíços). Caso o Irã confirme a desistência, a entidade pode manter o grupo original dos asiáticos com apenas três seleções ou convidar outro país para ocupar a vaga.

O Irã está no Grupo G da Copa do Mundo, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia. A seleção asiática tem estreia marcada para o dia 15 de junho, às 22h (horário de Brasília) contra os neozelandeses, no SoFi Stadium, em Inglewood, na Califórnia.

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Emae (EMAE4) diz que OPA proposta por Sabesp (SBSP3) será unificada, mas terá 2 etapas com valores distintos

27 de Abril de 2026, 17:39

A Oferta de aquisição de Ações (OPA) da Sabesp (SBSP3) pelos papéis da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) (EMAE4) vai ser unificada do ponto de vista regulatório, mas a operação como um todo envolve duas etapas complementares e valores distintos, esclareceu a empresa ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) nesta segunda-feira, 27.

Primeiro, vai ser feita uma oferta em dinheiro direcionada aos detentores de ações ordinárias (ON) remanescentes da Emae, ao preço de R$ 61,83 por ação – correspondente a 100% do valor pago pela Sabesp na transação que resultou na transferência do controle acionário da Emae, conforme comunicado divulgado pela companhia no sábado, 25.

Em um segundo momento, haverá uma etapa societária com a incorporação dos acionistas remanescentes, incluindo os detentores de ações preferenciais (PN), que passarão a deter ações da Sabesp por meio de uma relação de troca com valores ainda a definir.

A Sabesp pediu autorização na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para unificar a operação do ponto de vista regulatório, ainda que, na prática, signifique que ela fará duas OPAs: uma referente à compra do controle da Emae, no ano passado, e outra referente à incorporação do restante das ações da Emae.

No fim da noite de sexta-feira, 24, a Sabesp informou que avalia incorporar a totalidade das ações da Emae que ainda não possui. Em março, após comprar novas ações da Emae, a companhia de saneamento paulista passou a deter 79,31% do capital social e 98,07% do capital votante da Emae.

Vinil, penumbra e alta fidelidade: a nova cena dos listening bars em SP

25 de Abril de 2026, 10:00

Escutar música boa sempre foi algo considerado “descolado”, não importa a mídia: fita-cassete, CD, ipod ou streaming. Recentemente, os discos de vinil voltaram a ganhar protagonismo, especialmente com a geração Z. De acordo com relatório da Futuresource Consulting, cerca de 60% desses jovens afirmam comprar seus bolachões.

O apelo retrô e vintage do vinil contribui para a tal economia da nostalgia, uma estratégia de marketing que usa memórias afetivas e ícones do passado para impulsionar o consumo nos dias atuais. Nesse nicho entram os chamados listening bars que, aos poucos, estão aparecendo na cidade de São Paulo.

O que são os listening bars?

Lá pelos anos 1920, surgiu no Japão o conceito de jazz kissa, no qual bares e cafés tocavam jazz em sistemas de áudio de alta qualidade para que as pessoas realmente ouvissem – e não apenas tivessem música ambiente.

A ideia ganhou força nas décadas de 1950 e 1960, já que esses espaços ofereciam aos jovens audiófilos um local para ouvir discos extremamente raros. A popularidade foi caindo com o surgimento dos CDs, mas o conceito da escuta ativa, com foco intimista, permaneceu.

Não à toa, bares com essa mesma proposta passaram a surgir de Nova York a Hong Kong, passando por Londres e São Paulo, com a ideia radical de que música boa merece ser ouvida. No Japão, o mantra dos bares de audição é “fale menos, escute mais”.

“Pouca gente conhece o conceito de fato porque muitos confundem com o que antigamente a gente falava que era baladinha, e com a viralização mundial tudo virou listening bar”, opina Guga Roselli, sócio do Elevado Conselheiro, na Bela Vista.

Segundo ele, para ser um listening bar é preciso que a casa tenha cinco características essenciais:

Ter um sistema de som de alta qualidade (e geralmente analógico);

Ter uma boa curadoria musical (que pode ser bem ampla);

Ter um ambiente controlado acusticamente;

Ser de fato um bar, com coquetelaria boa e iluminação intimista;

“E, principalmente, respeitar o som, colocá-lo como protagonista. Ter uma dinâmica que evite as conversas altas e não ter um espaço para danças, para assim permitir que o ambiente dê a experiência igual para todos”, avalia.

Em vez de música estourada ou conversa sobreposta, os listening bars monitoram o volume em tempo real com relógios de decibéis, controlam certas reverberações do público e são altamente críticos quanto à qualidade musical. A ideia é que a música esteja presente, limpa e confortável, quase como um antídoto ao ruído urbano.

Caos urbano

Em São Paulo, a proposta parece quase subversiva. Aqui não se trata de silêncio absoluto, mas de aprender a ouvir de verdade, mesmo em meio ao barulho da cidade.

“Aqui no Brasil a gente não tem essa cultura do silêncio, muito pelo contrário. A gente grita muito e tal, mas essas regras ajudam bastante”, diz Roselli. De acordo com ele, não existe proibição de nada, mas você não convida o cliente a fazer determinadas coisas.

O Kotchi, no Jardim Paulista, levou essa lógica ao extremo: pistas de dança foram vetadas desde o início, e existe um salão de eventos separado do principal justamente para evitar cantorias de parabéns. Não por rigidez, mas por projeto. “As pessoas estão buscando mais profundidade em tudo que elas fazem e isso casa com o momento de sair à noite; elas querem conversar, querem se divertir de forma mais substancial com música de qualidade, bons drinques e ótima culinária”, resume Marcos Campos, sócio da casa.

Apesar de a falta de conversa total ser quase impossível, a percepção do ambiente é diferente do que conhecemos como bar. Quando estão sentados, os clientes conversam em tom mais baixo, sem competir com o som. E quando há espaço para dança, como no Formosa Hi-Fi, no centro da cidade, é possível perceber uma adoração ao DJ, como se estivessem em uma espécie de transe.

O resultado é uma mudança gradual de comportamento. “As pessoas estão espalhando mais esse respeito da escuta, indo em diferentes espaços desse tipo e entendendo mais o conceito”, observa Roselli.

Música de qualidade

No Formosa Hi-Fi, a acústica é levada tão a sério que o projeto foi assinado pela empresa Acústica & Sônica, responsável também pela Sala São Paulo, o Teatro Cultura Artística e o Lincoln Center, em Nova York. “É a primeira vez que eles fazem um projeto para música popular e, junto com esse tratamento acústico, temos um sistema de som que cria bolhas de estéreo, o que faz com que você escute o volume na mesma altura em qualquer lugar da casa”, conta Alê Youssef, produtor cultural e um dos fundadores da Formosa Hi-Fi.

O sobrenome da casa, aliás, vem de High Fidelity, alta fidelidade em português, que refere-se ao fato de ser extremamente fiel ao som original da gravação. “A gente é diferente por acreditar na qualidade da seleção feita pelo arbítrio humano e pelas músicas serem tocadas em sua versão original, para garantir a melhor qualidade sonora”, diz ele.

O espaço ocupa a Galeria Formosa, galeria subterrânea abandonada sob o Viaduto do Chá que foi concebida por Mário de Andrade nos anos 1930, quando o escritor modernista dirigiu o Departamento de Cultura da cidade. Vale mencionar que Elis Regina chegou a ensaiar ali nos anos 1970.

“Ele pensou em um projeto de extensão do Teatro Municipal para as artes plásticas, e o Formosa se inspira no Mário em vários aspectos, especialmente nessa vontade de fazer um lugar de celebração e de encontro”, explica Youssef.

O lugar de celebração, aliás, reflete bem esses outros modelos de listening bars. O Domo Bar, na Vila Buarque, por exemplo, surgiu justamente porque os sócios costumavam sair para comer e beber e nunca conseguiam fazer tudo ao mesmo tempo: ou a música era secundária ou era alta demais para conversas. “Graças à acústica planejada, no Domo é possível jantar, beber e ouvir música com a mesma qualidade, sem que uma coisa atrapalhe a outra”, conta Flávio Seixlack, sócio da casa.

Assim, há aqueles que preferem ir em grupos para um happy hour ou aqueles que vão sozinhos para ouvir música. “Existe uma coisa da contemplação e um quase isolamento do resto do mundo quando estamos ali, pelo fato de o imóvel ser longe da rua e acusticamente isolado dos barulhos externos”, reflete Seixlack.

Outros nomes famosos nessa onda são o Matiz, localizado no topo do Edifício Carlos Rusca, no centro histórico, e o Sala Bar, em Pinheiros, que se descreve como um “boteco de discos”. O Lágrima, na República, por outro lado, segue a proposta de bar de audição raiz: introspectivo e com ambientes na penumbra.

Descanso auditivo

A ideia de introspecção coletiva via música se conecta à nova tendência dos clubes de leitura. Seja em Nova York, no Uruguai ou na Argentina, leitores têm se reunido para ler na companhia de desconhecidos.

A ideia veio do Reading Rhythms, comunidade que se define não como um clube do livro, mas como “uma festa da leitura”, com mais de 320 eventos em 20 cidades diferentes. A proposta: compartilhar um momento de silêncio com um estranho.

A música aqui também faz parte do ritual. Um piano ou violino ambiente acompanha a leitura como trilha suave. A diferença é que em uma ela é a protagonista e, na outra, plano de fundo.

Seja como for, o movimento é o mesmo: redescobrir o valor do silêncio.

Serviço

Elevado Conselheiro

Endereço: R. Conselheiro Ramalho, 800 – Bela Vista. Horário: de terça a quinta, das 19h à 0h. Sexta, das 19h à 1h. Sábado, das 13h à 1h. Mais informações: www.instagram.com/conselheiro.listeningbar

Domo Bar

Endereço: R. Major Sertório, 452 – Vila Buarque. Horário: de terça a sábado, das 19h à 0h. Mais informações: www.instagram.com/domobarsp/

Kotchi

Endereço: R. Padre João Manuel, 1.231 – Cerqueira César. Horário: de segunda a quarta, das 18h à 0h. Quinta, das 18h à 1h. Sexta e sábado, das 18h às 2h. Mais informações: www.instagram.com/kotchibar/

Formosa Hi-fi

Endereço: Rua Coronel Xavier de Toledo, 23 – Galeria Formosa – Centro. Horário: terça e quarta, das 19h à 0h. Quinta, das 19h à 1h. Sexta e sábado, das 19h às 2h. Mais informações: www.instagram.com/formosahifi/

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EUA e Irã confirmam nova rodada de negociações indiretas no Paquistão

25 de Abril de 2026, 08:58

EUA e Irã concordaram em retomar as negociações de paz no Paquistão, mas de forma indireta.

Os dois representantes norte-americanos, Steve Witkoff, enviado de Donald Trump, e Jared Kushner, genro do presidente norte-americano, embarcam neste sábado (25) para Islamabad. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, chegou nesta sexta-feira (24), na capital paquistanesa.

Ontem, autoridades iranianas haviam afirmado que Araghchi planejava se encontrar com os dois americanos, mas a imprensa oficial e o porta-voz da chancelaria, Esmail Baqaei, negaram.

Nas redes sociais, Baqaei afirmou que “nenhum encontro está previsto entre representantes de Irã e EUA”.

“As observações iranianas serão transmitidas ao Paquistão”, disse o porta-voz.

O governo paquistanês, como mediador do diálogo, se reuniria em seguida com Kushner e Witkoff. Duas fontes do regime iraniano, citadas pelo portal Axios, disseram que o encontro entre os enviados de Trump e Araghchi, se houver, pode ocorrer na segunda-feira (27).

A previsão é que o chanceler iraniano viaje de Islamabad para Muscat, em Omã, e depois para Moscou. Araghchi se reuniu ontem com o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, com o ministro das Relações Exteriores, Ishaq Dar, e com o marechal Asim Munir, comandante do exército do Paquistão.

Segundo dois funcionários do alto escalão do governo iraniano, que falaram sob condição de anonimato ao New York Times, Araghchi deve apresentar uma resposta por escrito à proposta dos EUA para um acordo.

Casa Branca otimista, mas cautelosa

Publicamente, a Casa Branca não escondeu o otimismo com a retomada do diálogo em Islamabad. “Os iranianos querem negociar. Steve e Jared vão ao Paquistão para ouvi-los”, disse Karoline Leavitt, secretária de imprensa de Trump.

“Esperamos que haja progresso. O presidente (Trump), o vice-presidente (J.D. Vance) e o secretário de Estado (Marco Rubio) estarão aguardando atualizações aqui nos EUA.”

Em privado, no entanto, a posição do governo norte-americano é de cautela. O fato de Vance, vice de Trump, que liderou a equipe dos EUA na primeira rodada de negociação, em meados de abril, não ter viajado mostra que a missão de Kushner e Witkoff é mais prospectiva.

Divergências entre EUA e Irã

A notícia de uma nova reunião no Paquistão veio depois que o secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, afirmou que o bloqueio naval dos EUA a navios e portos iranianos continuaria “pelo tempo que for necessário”, para que o Irã aceitasse um acordo.

Os iranianos, no entanto, condicionaram a retomada das negociações ao levantamento do cerco.

Muitos pontos de atrito ainda persistem entre os dois lados, principalmente o controle do Estreito de Ormuz e o futuro do estoque de urânio enriquecido iraniano.

Outra questão sem solução é a exigência americana de que o regime abandone suas milícias aliadas no exterior: Hezbollah (Líbano), houthis (Iêmen), Hamas (Faixa de Gaza) e os grupos armados xiitas no Iraque.

Governo pede suspensão de leilão de terminal em Santos

25 de Abril de 2026, 08:48

O Ministério de Portos e Aeroportos solicitou à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a suspensão imediata do processo de arrendamento do Tecon Santos 10 (STS-10), no Porto de Santos (SP), destinado à movimentação e armazenagem de contêineres e carga geral.

A decisão ocorre após sucessivos adiamentos do processo.

Segundo o Ministério, o “aperfeiçoamento” do formato de competição do leilão ainda está em debate junto à Casa Civil. Por isso, a necessidade de interrupção do processo.

“Nesse sentido, em observância aos princípios da cautela administrativa, da boa governança, da transparência e da segurança do processo decisório, mostra-se recomendável solicitar a essa Antaq o sobrestamento do processo encaminhado por esta Secretaria”, afirmou o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, em ofício enviado à Antaq e obtido pelo Estadão/Broadcast.

A secretaria pediu que a agência interrompa a análise e devolva os autos ao Ministério, para permitir a reavaliação das premissas e dos parâmetros do arrendamento, antes de eventual retomada do cronograma licitatório.

Estratégico

Na prática, o pedido interrompe a tramitação na Antaq e tende a postergar o calendário do certame, já que a retomada dependerá de nova manifestação do poder concedente com as diretrizes revisadas e, eventualmente, a atualização de estudos e minutas.

O cronograma inicial previa que o leilão do Tecon10 acontecesse em janeiro, mas o prazo foi sendo estendido em meio a questionamentos sobre restrições a participantes na disputa.

O terminal é considerado estratégico, já que vai ampliar em 50% a capacidade de movimentação de contêineres do Porto de Santos, o maior da América Latina.

De um lado, empresas que defendem que o edital estabeleça restrições concorrenciais, impedindo, em uma primeira etapa, a participação de companhias já atuantes no Porto de Santos.

De outro, as operadoras que já atuam lá sustentam que o leilão não deve impor restrições à concorrência, mas sim exigir o desinvestimento da vencedora que já possua terminais no Porto, caso venha a arrematar o ativo.

EUA não renovarão isenções petrolíferas para Irã e Rússia

25 de Abril de 2026, 08:37

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta sexta-feira (24) que o país não planeja renovar uma isenção que permite a compra, sem sanções, de petróleo e derivados russos atualmente em trânsito marítimo.

Ele acrescentou que a renovação da isenção para o petróleo iraniano também está totalmente descartada.

“Não para os iranianos”, disse Bessent à Associated Press. “Temos o bloqueio, o petróleo não está saindo do Golfo Pérsico e acreditamos que, nos próximos dois ou três dias, eles terão que começar a fechar a produção, o que será muito ruim para seus poços de petróleo.”

Os Estados Unidos emitiram originalmente uma isenção para as vendas de petróleo e derivados russos em março, com o objetivo de estabilizar os mercados globais de energia após os preços do petróleo ultrapassarem os US$ 100 por barril.

O Departamento do Tesouro renovou a isenção dois dias depois de Bessent ter afirmado na Casa Branca que não pretendia estender o alívio de sanções. Bessent explicou sua mudança de posição anterior e descartou a possibilidade de renovar isenções de sanções tanto para a Rússia quanto para o Irã.

“Não imagino que haja outra prorrogação. Acho que o petróleo russo que está no mar já foi amplamente absorvido”, disse ele.

Nvidia (NVDA) recupera valor de mercado acima de US$ 5 trilhões

25 de Abril de 2026, 08:27

A Nvidia (NVDA) recuperou o valor de mercado de US$ 5 trilhões após suas ações avançarem a patamar recorde nesta sexta-feira (24), em meio a um rali de companhias de chips na esteira de ganhos da Intel.

As ações NVDA da companhia subiram 4,2% (US$ 208,27) e adicionou mais de US$ 200 bilhões em valor de mercado, liderando o ranking como empresa mais valiosa do mundo, segundo o site Companies Market Cap.

O ranking das maiores empresas em capitalização de mercado traz ainda Alphabet, Apple, Microsoft e Amazon, todas norte-americanas. A TSMC, com sede em Taiwan, aparece em sexto lugar, com valor de mercado de US$ 2,09 trilhões.

O ímpeto da Nvidia e de outras empresas de semicondutores foi ajudado pela Intel. As ações da empresa escalaram quase 24%, após a divulgação de fortes resultados do primeiro trimestre. Os papéis já mais que dobraram de valor neste ano, acompanhando a melhora das perspectivas da empresa, com sua relação preço da ação em relação aos lucros projetados em um patamar recorde.

Para analistas do Banf of America (BofA) Securities, a Intel mostrou um trimestre sólido e perspectiva de aceleração da demanda e do poder de precificação em CPUs para servidores que impulsionam cargas de trabalho de inteligência artificial (IA) agêntica.

“Apesar do aumento da demanda por CPUs de servidor, os analistas do BofA observam que a rival AMD tem um produto para servidores mais forte e que variantes baseadas em ARM (NVDA Vera, AWS Graviton, Google Axion, ARM AGI) podem ganhar participação sobre os “x86”. A arquitetura x86 é uma família de conjuntos de instruções CISC para processadores, iniciada pela Intel com o 8086 em 1978.

Aneel anuncia bandeira amarela em maio, 1º mês com o adicional na conta de luz em 2026

24 de Abril de 2026, 19:03

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira, 24, bandeira tarifária amarela para o mês de maio, com cobrança de taxa adicional na conta de luz, pela primeira vez neste ano. Desde janeiro, estava em vigor a bandeira tarifária verde.

Conforme o órgão, a decisão de acionar a bandeira amarela se relaciona ao volume de chuva abaixo da média nos reservatórios. Em consequência, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Como o Estadão/Broadcast mostrou, a possibilidade de El Niño no segundo semestre deste ano, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste do País, reforça essa perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.

Como é definida a bandeira tarifária

Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) – valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica aos consumidores os custos da geração de energia no País e visa atenuar os impactos nos orçamentos das distribuidoras de energia.

Antes, o custo da energia em momentos de mais dificuldades para geração era repassado às tarifas apenas no reajuste anual de cada empresa, com incidência de juros. No modelo atual, os recursos são cobrados e transferidos às distribuidoras mensalmente por meio da “conta Bandeiras”.

Associação de delegados da PF critica fala de Lula sobre agentes que ‘fingem trabalhar’

24 de Abril de 2026, 17:53

A Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) reagiu a declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre suposta falta de atuação de integrantes da corporação. Segundo a entidade, as declarações de Lula causam preocupação ao colocarem em dúvida o “comprometimento de delegados da Polícia Federal e “simplificar indevidamente o tema segurança pública e o combate ao crime organizado”.

Nesta quinta-feira (23) o presidente afirmou que pediu ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, para convocar delegados que estão fora da corporação a atuarem no combate ao crime organizado. Só iriam ficar de fora, disse, agentes que estão “fingindo trabalhar“.

No comunicado, a ADPF informa que, atualmente, 53 delegados estão cedidos a outros órgãos, o que representa menos de 3% do total em atividade. Para a associação, esse número não justifica a avaliação feita pelo presidente nem sustenta a expectativa de impacto significativo no combate ao crime.

A entidade ressalta que o enfrentamento ao crime organizado exige “menos propaganda e mais ações concretas”, como investimentos em capacitação dos profissionais e inteligência estratégica. “Declarações que desqualificam policiais não contribuem para esse objetivo e fragilizam o debate público sobre segurança”, diz a nota.

A associação alerta para a diminuição de ingressantes na carreira de delegado de Polícia Federal e perda de talentos: “Enquanto 104 novos delegados ingressaram na instituição nos últimos três anos, 50 optaram por deixá-la para assumir outros cargos. Paralelamente, houve redução significativa no interesse pelos concursos públicos, com queda de 321 mil inscritos em 2021 para 218 mil em 2025”.

O combate ao crime organizado é considerado um assunto estratégico para o governo, pelo impacto que pode ter nas eleições de outubro. Conforme indicam as pesquisas eleitorais, a segurança pública tende a ser uma das principais pautas do pleito.

Na quarta-feira (22) o presidente Lula assinou um decreto convocando mil novos agentes para reforçar o enfrentamento às organizações criminosas. Ele afirma que é a primeira vez que todos os cargos da Polícia Federal serão ocupados por servidores.

“Eu mandei o ministro da Justiça fazer uma nota convidando todos os delegados da Polícia Federal que estão fora da Polícia Federal. Só vão ficar fora aqueles que forem secretários de Estado. Aqueles agentes ou delegados que estão aí, em outro lugar, fingindo que estão trabalhando e não estão trabalhando, todos vão ter que voltar, porque nós vamos derrotar o crime organizado”, disse Lula.

Zanin mantém desembargador Ricardo Couto como governador interino do Rio de Janeiro

24 de Abril de 2026, 17:39

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin determinou nesta sexta-feira (24) que o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Ricardo Couto, continue como governador interino do Estado até que o julgamento sobre as eleições para o Executivo fluminense termine na Corte.

Na liminar, Zanin afirmou que a eleição do deputado estadual Douglas Ruas (PL) como presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), próximo na linha sucessória, não altera a decisão do STF de manter Couto como governador.

A decisão de Zanin ocorre após o diretório nacional do Partido Social Democrático (PSD) contestar o pedido da Alerj para que Ruas assumisse interinamente o Palácio Guanabara.

Ruas foi eleito presidente da Alerj na semana passada. Na quinta-feira (23), a Mesa Diretora da Casa pediu ao Supremo que o deputado passe a ser o chefe do Executivo do Rio até a eleição de um novo governador.

Zanin afirmou na decisão que a eleição de Douglas Ruas não tem o condão de modificar” o entendimento fixado pelo Supremo em 9 de abril, quando a Corte determinou que o presidente do Tribunal de Justiça do Rio deve permanecer no exercício do cargo de governador “até nova deliberação”.

Está em curso no STF o julgamento que vai definir se a escolha do próximo governador do Rio será por eleição direta, com voto popular, ou indireta, pela Assembleia Legislativa. Até o momento, o placar está em 4 a 1 a favor da eleição indireta. A análise foi interrompida em 9 de abril, após pedido de vista do ministro Flávio Dino, que indicou a necessidade de aguardar a publicação do acórdão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o caso.

O documento, publicado na quinta-feira (23), reconheceu que a vacância do cargo ocorreu por renúncia, e não por cassação.

Em março, Cláudio Castro foi cassado pelo TSE por abuso de poder político e econômico, mas renunciou um dia antes da conclusão do julgamento, o que abriu um impasse sobre a forma de sucessão no governo.

O cenário se complicou porque o vice, Thiago Pampolha, deixou o cargo para assumir vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, e o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi preso pela Polícia Federal sob suspeita de vazar informações sigilosas de operações contra o crime organizado.

CCJ do Senado volta atrás e sabatina de Jorge Messias volta para o dia 29

22 de Abril de 2026, 13:06

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal reagendou para a próxima quarta-feira, dia 29, a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias. Ele foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

A data havia sido adiantada para o dia 28 pela proximidade com o feriado de 1.º de Maio, Dia do Trabalhador. Os parlamentares temiam que a sessão ficasse esvaziada, como justificou o relator Weverton Rocha (PDT-MA) na semana passada.

Ao Estadão, a assessoria do presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), informou que ele acredita não haver problema de quórum para o dia 29, uma vez que o feriado ocorre na sexta-feira, dois dias depois, e “não atrapalha nenhuma função legislativa”.

Após a sabatina, a indicação deve ser votada no mesmo dia, primeiro na CCJ e, depois, no plenário do Senado. No início do mês, o Estadão mostrou que Messias tem nove votos favoráveis na CCJ, onde são necessários ao menos 14 dos 27 votos para a aprovação. Já no plenário, o nome precisa da maioria absoluta de votos, ou pelo menos de 41 senadores.

O relator Weverton Rocha já se posicionou favoravelmente pela escolha do atual ministro da Advocacia Geral da União (AGU) para a vaga anteriormente ocupada por Luís Roberto Barroso na Corte.

O relator avaliou que Messias teve atuação conciliadora à frente da AGU e cumpre “as exigências constitucionais concernentes à reputação ilibada e ao notável saber jurídico para o exercício do cargo para o qual foi indicado”.

A escolha de Lula por Messias foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 20 de novembro de 2025, mas o Palácio do Planalto só oficializou a indicação no dia 1.º deste mês. No dia 9 de abril, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enviou o processo à CCJ.

A trava na tramitação do caso é atribuída a um estranhamento entre Lula e Alcolumbre. O senador se irritou por ter sua sugestão ao STF, o aliado Rodrigo Pacheco (PSB-MG), ignorada pelo presidente.

Embraer (EMBR3) fecha contrato de suporte para 25 E-Jets da canadense Jazz Aviation

22 de Abril de 2026, 11:59

A Embraer (EMBR3) e a Jazz Aviation, a maior companhia aérea regional do Canadá e principal operadora da Air Canada Express, anunciaram nesta quarta-feira (22) um acordo de suporte ao estoque de peças de reposição para a frota de E-Jets da Jazz Aviation.

Segundo a empresa brasileira, a companhia aérea opera 25 jatos E-175 e será a primeira cliente do programa Embraer Collaborative Inventory Planning (ECIP) no Canadá.

A solução prevê que a Embraer assuma a maior parte do investimento e a gestão dos materiais dos clientes, contribuindo para a redução do tempo de aeronaves em solo e para o aumento da eficiência operacional das companhias aéreas.

“O novo contrato demonstra o ritmo acelerado de crescimento da Embraer Serviços & Suporte na América do Norte, região que conta com a maior frota de E-Jets do mundo”, afirmou, em nota, Carlos Naufel, presidente e CEO da Embraer Serviços & Suporte.

O programa ECIP prevê que a maior parte do investimento em estoque é coberta pela Embraer, reduzindo substancialmente os custos para as companhias aéreas. Além disso, o preço anual fixo por peça permite maior previsibilidade orçamentária e contribui para o aumento da eficiência do inventário, com prazos de entrega pré-definidos vinculados a níveis de desempenho garantidos pela Embraer Serviços & Suporte.

Segundo a Embraer, a operação é orientada por dados, com recomendações semanais de pedidos baseadas no perfil de utilização do cliente e nos níveis de estoque, geradas por meio de um software avançado e da expertise da Embraer em planejamento, compartilhada de forma colaborativa.

Presidente da Jazz Aviation, Doug Clarke, disse que o programa vai permitir a redução do tempo em solo e oferecer um serviço consistente aos passageiros da Air Canada Express. “Este acordo com a Embraer é mais um passo importante para fortalecer a confiabilidade e a eficiência das operações com E-Jets em toda a América do Norte”, ressaltou o executivo.

Memphis Depay faz publicação enigmática sobre seu futuro no Corinthians

11 de Abril de 2026, 20:41

O atacante Memphis Depay chamou atenção nas redes sociais ao publicar um conteúdo enigmático em seu perfil no Instagram. O jogador do Corinthians compartilhou um meme que ilustra um impasse profissional, levantando questionamentos sobre seu momento atual no clube.

A imagem mostra um personagem pendurado em uma árvore, diante de três escolhas arriscadas: permanecer no emprego atual, representado por uma cobra próxima; sair sem planejamento, simbolizado por um leão no chão; ou buscar uma nova oportunidade, com crocodilos na água. A metáfora retrata um cenário em que todas as decisões envolvem riscos, sugerindo uma sensação de estar “preso” entre caminhos difíceis.

Reprodução/Redes sociais

A publicação acontece em meio a um contexto delicado na relação entre jogador e clube. O vínculo de Memphis com o Corinthians se aproxima do fim, com término previsto para o meio do ano, e as conversas por renovação não avançaram até o momento. Além disso, o atacante se recupera de uma lesão muscular e ainda não tem prazo definido para retorno aos gramados.

Fora de campo, a situação também envolve questões financeiras. O contrato do jogador é considerado alto para os padrões atuais do clube, e há pendências relacionadas a valores previstos em acordo. Ao mesmo tempo, o calendário apertado antes da pausa para competições internacionais reduz a margem para que o atleta retome ritmo e se mantenha em evidência.

Outro fator relevante é a busca de Memphis por uma vaga na seleção da Holanda. A falta de minutos em campo pode pesar na disputa por convocação, e Ronald Koeman deixou claro que o camisa 10 “precisa estar em forma física top” para ir ao Mundial, o que aumenta ainda mais a incerteza sobre os próximos passos do atacante.

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Luiz Fux muda voto e defende reversão de condenações do 8 de janeiro

11 de Abril de 2026, 20:30

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux votou para reverter a condenação de dez réus acusados de participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Fux integrou a maioria pela condenação nas votações iniciais. Agora, decidiu rever seu entendimento na análise dos recursos apresentados pelas defesas.

Nos votos, o ministro afirmou que seu “entendimento anterior, embora amparado pela lógica da urgência, incorreu em injustiças que o tempo e a consciência já não me permitem sustentar”. Os recursos são analisados em plenário virtual em votação que se encerra na próxima sexta-feira, 17.

A posição de Fux não deve resultar em mudança de ordem prática para os condenados, porque apenas outros dois ministros tinham adotado essa posição originalmente: Kassio Nunes Marques e André Mendonça. A votação dos réus foi realizada logo depois dos atos golpistas em plenário, com 11 ministros presentes.

Dos dez casos, Fux votou pela absolvição total de sete réus. Eram pessoas que estavam acampadas em frente ao quartel-general do Exército, em Brasília, e foram condenadas por incitação ao crime e associação criminosa. As penas aplicadas foram de um a dois anos e meio de prisão.

Em outros três casos, os réus foram condenados por cinco crimes – dentre os quais, golpe de Estado -, com punição de 13 anos e seis meses. Essas pessoas participaram das invasões às sedes dos Três Poderes. Para esses réus, Fux votou pela absolvição parcial, com condenação apenas pelo crime de deterioração de patrimônio tombado, com pena de um ano e seis meses.

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Mídia iraniana diz que EUA têm ‘exigências excessivas’ sobre Estreito de Ormuz

11 de Abril de 2026, 19:27

A imprensa iraniana afirma que os Estados Unidos apresentam “exigências excessivas” em relação ao Estreito de Ormuz, importante canal para o trânsito global de petróleo e cuja abertura é uma exigência central para Washington.

As negociações entre os dois países começaram em Islamabad, no Paquistão, neste sábado, 11. A Casa Branca e oficiais iranianos confirmaram que as conversas estão sendo realizadas de forma direta, com a presença de oficiais paquistaneses.

Depois de mais de cinco horas de conversa, as negociações já tiveram duas pausas e foram retomadas para uma terceira rodada de conversas, de acordo com a agência estatal iraniana.

Os Estados Unidos estão sendo representados pelo vice-presidente JD Vance, pelo enviado especial Steve Witkoff e pelo genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner.

Já o Irã desembarcou na capital do Paquistão com uma delegação de 70 pessoas, liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.

O encontro acontece dias depois do anúncio de um frágil cessar-fogo de duas semanas em uma guerra que já deixou milhares de mortos e tem impactado os mercados globais ao entrar em sua sétima semana.

O Irã bloqueou efetivamente a passagem do Estreito de Ormuz, e sua reabertura foi o foco de um ultimato de Trump, que disse que aniquilaria uma “civilização inteira” se Teerã não reabrisse o estreito – Washington também deseja que o Irã desista de seu projeto nuclear e arsenal de mísseis balísticos.

Já o Irã anunciou que quer manter o controle da passagem e exige que os Estados Unidos retirem suas forças de todas as bases na região e quer preservar o direito dos iranianos de prosseguir com o enriquecimento nuclear.

A televisão estatal iraniana afirmou que, no encontro com oficiais do Paquistão, a delegação do Irã apresentou seus termos para o fim do conflito. As exigências também incluem indenização pelos danos causados ??pelos ataques conjuntos de EUA e Israel e a liberação dos ativos congelados do país.

Antes das reuniões, o primeiro vice-presidente do Irã, Mohammad Reza Aref, disse nas redes sociais que, se os interesses israelenses forem priorizados nas negociações, “não haverá acordo”.

Em meio às negociações com o Irã, Trump postou na rede social Truth Social que as Forças Armadas do Irã tinham sido destruídas e Washington havia começado o processo de reabrir o Estreito de Ormuz.

Não ficou claro na publicação se Trump se referia ao possível uso de minas no Estreito de Ormuz ou à capacidade mais ampla do Irã de controlar a área.

“Estamos agora iniciando o processo de limpeza do Estreito de Ormuz como um favor a países de todo o mundo, incluindo China, Japão, Coreia do Sul, França, Alemanha e muitos outros”, publicou Trump. “Inacreditavelmente, eles não têm a coragem ou a vontade de fazer esse trabalho por conta própria.”

Qual é a importância do Líbano?

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, declarou à televisão estatal iraniana que o cessar-fogo no Líbano é uma “exigência fundamental”, durante o encontro da delegação iraniana com autoridades paquistanesas.

Israel continuou atacando o Líbano após o anúncio do cessar-fogo na semana passada entre os EUA e o Irã. O Paquistão havia apontado que o país estava incluso no acordo de trégua, mas oficiais israelenses negaram a informação.

Baghaei descreveu as negociações como um “momento particular” para o Irã e enquadrou a diplomacia como uma “continuação da defesa e uma continuação da guerra”.

“Uma intensa luta está em curso na frente diplomática”, disse ele.

Impactos da guerra

A guerra teve início em 28 de fevereiro, com ataques dos EUA e de Israel contra o Irã. Os ataques resultaram na morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e o conflito logo se espalhou para países vizinhos.

Foi a segunda vez em menos de um ano que o presidente Trump envolveu diretamente os EUA em um conflito militar com Teerã.

O republicano justificou o confronto como parte de um esforço para incitar os iranianos a derrubar sua liderança teocrática, mas a guerra escalou e se transformou em um conflito regional que resultou em milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano, mas também nos países do Golfo e em Israel. Centenas de milhares de pessoas foram forçadas a abandonar suas casas, e a economia global foi gravemente abalada.

A guerra praticamente paralisou o fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, e danificou instalações de produção de petróleo e gás em todo o Oriente Médio.

Em resposta, os preços do petróleo dispararam em todo o mundo. O petróleo bruto Brent, referência internacional, passou de cerca de US$ 70 por barril antes da guerra para mais de US$ 119 em alguns momentos.

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Multiplan aumenta participação nas vendas após revitalizar e ampliar shoppings

7 de Abril de 2026, 17:39
Multiplan

A Multiplan tem ganhado participação nas vendas totais do setor de shoppings no Brasil. A companhia divulgou nesta terça-feira – durante reunião pública com investidores e analistas – que sua fatia de mercado evoluiu de 8,5% em 2019 para 12,9% em 2025.

“O ganho de market share é reflexo do fortalecimento do nosso portfólio, de uma gestão ativa do mix e da busca do consumidor por ativos de maior qualidade”, afirmou o presidente da Multiplan, Eduardo Peres.

Segundo a empresa, há uma mudança no comportamento dos consumidores e dos lojistas, que vêm priorizado os shoppings dominantes. Esse movimento, chamado pelo jargão de ‘flight to quality’ (migração para ativos de maior qualidade), reflete a preferência por empreendimentos de maior porte, em localizações centrais e um mix diversificado de lojas e serviços.

O movimento se intensificou desde a eclosão da pandemia. De 2020 (ano em que o comércio foi fechado) a 2025 (plena normalidade das operações), as vendas do setor como um todo tiveram um crescimento nominal de 56% (passando de R$ 128,8 bilhões para R$ 200,9 bilhões). Por sua vez, as vendas dos lojistas da rede da Multiplan avançaram 151% (de R$ 10,3 bilhões para R$ 25,9 bilhões)

“A companhia se descolou. Ela cresceu em vendas mais fortemente, muito acima da média do setor”, complementou o vice-presidente financeiro e de relações com investidores, Armando D’Almeida.

Durante a apresentação pública, a Multiplan reiterou a estratégia de priorizar a melhoria dos shoppings do grupo por meio de investimento na revitalização dos empreendimentos – troca de acabamento, paisagismo, climatização, mobiliário, sistemas de elétrica e hidráulica etc – e ampliação da sua área comercial. Nos últimos anos, foram aportados cerca de R$ 3,0 bilhões nessas iniciativas.

Esse investimento têm gerado um retorno concreto para a empresa, apontou o vice-Presidente de Operações da Multiplan, Marcelo Martins. Durante a apresentação, ele deu exemplo do retorno obtido com uma leva recente de revitalizações que abrangeu os shoppings New York City Center, Barra Shopping, Park Barigui, Diamond Mall e Pátio Savassi.

Juntos, eles receberam investimentos de R$ 248,6 milhões entre 2023 e 2025 para revitalizações diversas. Como resposta, o aluguel obtido nesses empreendimentos aumentou R$ 23,8 milhões (sem contar inflação) no último ano, o que representou um yield real do aluguel de 9,6%. “Além de termos espaço mais atrativos e modernos para os consumidores, tivemos crescimento de vendas e da receita de aluguel”, destacou Martins.

Crescimento no longo prazo

Peres voltou a dizer que uma aceleração no volume de investimentos depende de maior clareza sobre os rumos do País após as eleições. Segundo ele, é preciso haver um equilíbrio nas contas públicas e redução dos juros básicos da economia.

“Precisamos entender se quem vai assumir vai ter responsabilidade com corte de despesas”, disse Peres. Se não houver uma melhora do cenário, Peres citou que um eventual incremento na remuneração aos acionistas (payout) é uma opção que poderia ser considerada.

Na sua visão, quem acelerar os investimentos agora pode até mesmo ter dificuldades caso o Brasil atravesse um período de corte de despesas públicas, o que pode gerar eventuais impactos nos níveis de consumo.

O vice-presidente financeiro e de relações com investidores, Armando D’Almeida, defendeu a visão de que o Brasil ainda tem potencial para ganhar novos shoppings. Ele citou que o País tem apenas 3,2 shoppings a cada um milhão de habitantes – essa média é apenas a décima entre os países da América Latina, ficando muito atrás do topo da lista, que tem Colômbia (5,1), México (7,6) e Porto Rico (20,6). “O Brasil ainda tem uma baixa penetração de shopping”, declarou.

A empresa também abriu o potencial de crescimento do seu conjunto de empreendimentos imobiliários ao longo do tempo, envolvendo shoppings, escritórios e terrenos. Ao todo, há espaço para 157,3 mil m² de expansões; 864 mil m² de projetos multiuso; e 1,48 milhão de m² de área computável.

Próximos projetos

Neste momento, a Multiplan tem mais três shoppings com obras de expansão já sendo executadas e com as entregas das novas áreas programadas para 2026. São eles: BH Shopping (primeiro semestre), Barra Shopping e Park Shopping Brasília (ambos no segundo semestre). Juntos, eles terão mais 13 mil m², o equivalente a cerca de 70 novas lojas.

Além disso, a companhia estuda o lançamento dos projetos de expansão de mais três shoppings: São Caetano, Jundiaí e BH, totalizando mais 30 mil m².

Na parte de incorporação imobiliária, a Multiplan prepara o lançamento, em junho, do residencial Lake Baikal, condomínio com duas torres e um valor geral de vendas (VGV) de R$ 400 milhões. O residencial faz parte do bairro privativo chamado Golden Lake, em Porto Alegre.

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Embaixadas no Golfo recomendam que brasileiros avaliem deixar a região

7 de Abril de 2026, 17:35

Embaixadas do Brasil nos países árabes do Golfo estão recomendando aos brasileiros que avaliem deixar a região diante da possibilidade de intensificação dos ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, e das possíveis retaliações iranianas a alvos nas nações vizinhas. “O conflito regional dá sinais de escalada e não há como prever sua evolução”, afirmam as embaixadas nos Emirados Árabes Unidos e no Kuwait em alertas postados em seus perfis nas redes sociais.

As representações diplomáticas brasileiras no Bahrein e no Catar fizeram manifestações semelhantes.

O presidente dos EUA, Donald Trump, deu até a noite desta terça-feira para que o Irã libere a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, que liga o Golfo ao mar aberto e por onde passam cerca de 25% do transporte mundial de petróleo e derivados. Caso contrário, promete intensificar os bombardeiros à infraestrutura iraniana, incluindo usinas elétricas e pontes. Em contrapartida, o Irã ameaça ampliar as retaliações contra alvos em países vizinhos aliados dos EUA.

“Nesse contexto, a embaixada recomenda aos nacionais brasileiros avaliar, em caráter individual, a conveniência de permanecer no país ou considerar opções de deslocamento para locais considerados mais seguros”, dizem as embaixadas do Brasil nos Emirados e no Kuwait. A representação brasileira no Bahrein já havia feito esta sugestão na última sexta-feira.

Desde o início dos combates, em 28 de fevereiro, o Irã tem lançado mísseis e drones contra alvos nestes países, visando instalações militares norte-americanas ou que possam dar apoio aos EUA, mas também indústrias, aeroportos, refinarias e outras.

Em caso de permanência nos países, as embaixadas recomendam que os brasileiros priorizem a segurança pessoal e familiar, acompanhem os alertas e sigam as orientações das autoridades locais e, em caso de aviso de ataque iminente, busquem abrigo em local fechado, longe de janelas e de preferência ao nível do solo.

Outras recomendações incluem evitar locais sensíveis e aglomerações, não fotografar instalações de segurança, monitorar os canais de comunicação das embaixadas, ter uma reserva de água potável, alimentos não perecíveis e medicamentos essenciais, além de lanternas e pilhas, kit de primeiros socorros, manter as baterias de celulares carregadas e deixar dinheiro, passaportes e outros documentos à mão.

O espaço aéreo da região sofre alterações com frequência. Nos Emirados, por exemplo, voos estão saindo, mas há o risco de alterações. Já no Kuwait, o espaço aéreo está fechado, de acordo com a embaixada brasileira. Há a possibilidade de saída por terra pela Arábia Saudita, que faz fronteira com as demais nações árabes do Golfo.

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Bitcoin cai à espera de novos desdobramentos em conflito no Oriente Médio

7 de Abril de 2026, 17:34

O bitcoin opera em queda nesta terça-feira (7), com o mercado relutante em assumir grandes riscos à espera de novos desdobramentos na guerra no Oriente Médio, conforme se aproxima o fim do prazo por um acordo de cessar-fogo e reabertura do Estreito de Ormuz (por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial).

Por volta das 17h30 (em Brasília), o bitcoin perdia 0,85%, a US$ 69.364,14 e o ethereum recuava 1,72%, a US$ 2.115,78, de acordo com a plataforma Binance.

A tendência de queda das criptomoedas reflete uma cautela observada também em mercados tradicionais, como o acionário, em meio a uma possível escalada no conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã.

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A mídia estadunidense afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou ataques ao país persa caso o prazo final até às 21 horas (de Brasília) de hoje não seja cumprido. A proximidade mantém os investidores “nervosos” e procurando reduzir os riscos, segundo economistas do banco Jefferies.

Sem conseguir segurar o nível de US$ 70.000, atingido na véspera e o maior valor em quase duas semanas, o bitcoin apresentou nova flutuação em sua tentativa de estabelecer recuperação sustentada dos preços, mesmo padrão observado nos últimos dois meses, segundo analistas do FxPro. A movimentação é um “lembrete” da volatilidade atual e de como é “difícil mudar o sentimento” do mercado, ainda segundo a corretora.

No noticiário, a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) está estabelecendo guias de como bancos e suas fintechs subsidiárias podem utilizar stablecoins como moedas digitais aceitas no sistema financeiro mais amplo, de acordo com a Bloomberg.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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Dasa (DASA3): prejuízo sobe 13,9% no 4T25 e fica em R$ 948 milhões

26 de Março de 2026, 21:41

A rede de diagnósticos Dasa (DASA3) reportou prejuízo líquido de R$ 948 milhões no quarto trimestre de 2025, 13,9% maior que o prejuízo de R$ 832 milhões registrado um ano antes. No acumulado do ano, a empresa acumula prejuízo de R$ 1,135 bilhão, ante R$ 1,196 bilhão anotado em 2024.

O resultado negativo foi influenciado principalmente por efeitos não recorrentes, como o impacto contábil do desinvestimento de ativos, em especial a venda do Hospital São Domingos, e pela equivalência patrimonial da Rede Américas, além de ajustes contábeis decorrentes da reorganização societária.

O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda) foi negativo em R$ 111 milhões no trimestre, ante resultado positivo de R$ 403 milhões no mesmo período de 2024. No acumulado do ano, o Ebitda da companhia totalizou R$ 2,026 bilhões, queda de 17,7% frente 2024.

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A receita líquida somou R$ 1,828 no trimestre, avanço anual de 2,5%. Em todo o ano de 2025, o indicador foi de R$ 7,789, crescimento de 6,9% em relação a 2024. Por sua vez, a receita bruta totalizou R$ 2,492 bilhões no quarto trimestre, queda de 39% em relação ao apurado um ano antes. No consolidado de 2025, a receita bruta somou R$ 12,247 bilhões, recuo de 27% na base anual, refletindo a desconsolidação de ativos e mudanças no perímetro operacional.

A dívida líquida financeira após aquisições a pagar e antecipação de recebíveis totalizou R$ 5,416 bilhões ao final de 2025, queda de 46% em comparação com igual período de 2024. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, ficou em 2,67 vezes, redução de 1,41 vez na mesma base de comparação.

Petz (AUAU3) registra prejuízo de R$ 8,7 milhões no 4T25, redução de 79,7% em um ano

26 de Março de 2026, 21:14

A Petz (AUAU3) registrou prejuízo líquido de R$ 8,7 milhões no quarto trimestre de 2025, uma redução de 79,7% em relação a igual período do ano anterior, em um trimestre marcado por melhora operacional e menor impacto de itens não recorrentes.

As informações apresentadas pela empresa referem-se exclusivamente à operação da Petz, sem considerar a fusão com a Cobasi. Ao considerar os ajustes, que excluem efeitos extraordinários e contábeis, a companhia apurou lucro líquido de R$ 25,9 milhões no período, alta de 15,7% na base anual, refletindo ganhos de eficiência e maior diluição de despesas com o avanço da receita.

O Ebitda ajustado atingiu R$ 88,7 milhões no trimestre, crescimento de 6,5%, com margem de 9,3% sobre a receita líquida, praticamente estável na comparação anual. Segundo a companhia, o desempenho reflete uma evolução operacional sustentada, com equilíbrio entre crescimento das vendas e controle de custos.

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A receita líquida somou R$ 951,5 milhões entre outubro e dezembro, avanço de 8,3% ante o quarto trimestre de 2024, impulsionada principalmente pelo desempenho do canal B2C e pela expansão do digital, que segue ganhando participação no mix. No acumulado de 2025, a Petz registrou lucro líquido de R$ 49,2 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 27,5 milhões observado em 2024.

Na mesma base, o lucro líquido ajustado alcançou R$ 76,7 milhões, alta de 22,2%, indicando avanço mais consistente do resultado recorrente. O Ebitda ajustado anual somou R$ 312,2 milhões em 2025, crescimento de 12,4% em relação ao ano anterior, com margem de 8,7%, em um movimento sustentado por alavancagem operacional, maturação das lojas e disciplina na gestão de despesas.

No resultado financeiro, a Petz no 4T25 registrou despesa de R$ 7,6 milhões no quarto trimestre, ante perda de R$ 28,6 milhões um ano antes, beneficiada pela menor pressão de efeitos não recorrentes. A operação de swap da dívida 4131 gerou impacto negativo de R$ 1,6 milhão no período, sem efeito caixa, abaixo da perda de R$ 19,5 milhões registrada no quarto trimestre de 2024.

A Petz encerrou o trimestre com caixa líquido de R$ 160,7 milhões, revertendo a posição de dívida líquida de R$ 88,6 milhões observada um ano antes. A variação positiva de R$ 249,3 milhões foi impulsionada principalmente pela geração de caixa operacional e pela maior eficiência na gestão do capital de giro. Os investimentos somaram R$ 28,8 milhões no quarto trimestre, queda de 36% na comparação anual.

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Em 2025, o capex totalizou R$ 124,3 milhões, recuo de 21,5%. Segundo a companhia, o movimento reflete uma alocação mais estratégica de recursos, alinhada à busca por eficiência operacional e geração de caixa.

B3 (B3SA3) aprova pagamento de R$ 372,5 milhões em JCP; veja valor por ação

26 de Março de 2026, 20:59

O conselho de administração da B3 (B3SA3) aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) no valor de R$ 372,5 milhões, correspondentes a valor bruto de R$ 0,07434043 por ação (líquido de R$ 0,06133086 por papel).

O cálculo levará em consideração a posição acionária da próxima terça, 31, sendo que os títulos serão negociados “ex-JCP” a partir de 1º de abril. O pagamento será realizado em 13 de abril.

Trump diz que reunião dos EUA com o Irã para negociar acordo será sexta à noite

26 de Março de 2026, 19:59

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira, 26, que uma reunião do seu governo com o Irã para negociar um acordo de cessar-fogo acontecerá sexta à noite, em entrevista à Fox News, sem dar mais detalhes. Ele também reiterou que a prorrogação do prazo para o início das tratativas foi feita a pedido do país persa.

“O Irã veio até mim pedindo sete dias, e eu os dei 10 dias porque eles nos deram navios de petróleo”, disse Trump, em referência aos “presentes” que ele havia citado na quarta. “Militarmente, nós vencemos a guerra contra o Irã”, acrescentou.

Ao ser questionado, Trump ressaltou que a diferença desta guerra para outros conflitos travados por presidentes americanos é que seu governo garantiu a autossuficiência em energia, com uma forte produção doméstica e agora com a “parceria” de importações da Venezuela.

Segundo ele, neste cenário, os EUA não necessariamente precisam do Estreito de Ormuz liberado para consumo energético interno. “Estamos lá pelos nossos aliados. Os EUA hoje produzem mais petróleo do que Rússia e Arábia Saudita combinados”, disse.

O presidente americano disse que a ausência de protestos contra o regime no Irã se deve à forte repressão promovida pelo governo. Conforme Trump, a população estaria intimidada para ir às ruas após a onda de assassinatos, atribuída por ele ao regime violento, no contexto das manifestações contra o aumento do custo de vida e por mais liberdades civis.

Perguntado, o republicano comentou rumores de que o novo líder supremo do Irã, o aiatolá Motjaba Khamenei, seria gay. “A CIA me disse isso, e isso o colocaria em um péssimo começo nesse país. Lá eles matam os gays e matam as mulheres se não usarem certas vestes”, afirmou.

Sobre a falta de apoio do grupo MAGA, Trump disse ter 100% de apoio dos republicanos nos EUA. “Acredito que o MAGA esteja incluso dentro dessa classificação”, disse. “As pessoas do MAGA adoraram o que fizemos na Venezuela quando voltamos com 100 milhões de barris de petróleo”.

BC prevê uso de contas-salário em operações de Pix Automático a partir de julho

26 de Março de 2026, 19:39

O Banco Central informou nesta quinta-feira, 26, que prevê que, a partir de julho, será possível usar também contas-salário para realizar operações de Pix Automático. Atualmente, somente contas correntes e de pagamento podem iniciar operações na modalidade.

A novidade foi um dos temas da 28ª reunião plenária do Fórum Pix, realizada quinta. O encontro técnico entre a autoridade monetária e os participantes do arranjo de pagamento instantâneo tem como objetivo discutir a agenda de trabalho em andamento, o planejamento para os próximos meses e as ações finalizadas.

Segundo o BC, o uso de conta-salário em operações de Pix Automático integra a agenda evolutiva do arranjo de pagamento a ser desenvolvida no primeiro semestre de 2026.

Em nota, a autarquia detalhou que, com a novidade, nos casos em que o usuário final recebedor dessas transações for pessoa jurídica ou entidade não autorizada a funcionar pelo BC, deverá ser observada exclusivamente a regulamentação específica que disciplina o Pix Automático. Essa determinação, porém, não se aplica a casos em que a autorização de débito e crédito envolva a mesma instituição, em conformidade com resoluções publicadas em setembro do ano passado.

O Fórum Pix desta quinta também debateu iniciativas em estudo para prevenir o mau uso de mensagens no envio de transações. Um grupo de trabalho foi formado para tratar dessa questão e deve apresentar uma proposta até 30 de junho. As sugestões serão avaliadas e, se aprovadas, serão regulamentadas pelo BC.

“Uma das prioridades para 2026 diz respeito ao campo descrição do serviço, onde o usuário do Pix deveria usar o espaço para registrar o que foi pago ou passar alguma informação objetiva para quem recebeu o valor”, afirma a autarquia. “A equipe técnica do BC tem observado que esse campo, em algumas ocasiões, vem sendo utilizado de maneira indevida pelos usuários. Foram identificadas mensagens ofensivas, intimidatórias e/ou ameaçadoras, em operações quase sempre de valores irrisórios.”

Americanas (AMER3) não deve mais fazer fechamento massivo de lojas; quer usá-las como pontos de entrega

26 de Março de 2026, 19:20

A Americanas (AMER3) não deve mais realizar fechamentos massivos de lojas após o ciclo de reestruturação recente, segundo o presidente da companhia, Fernando Soares. A expectativa é de estabilização da base física, com eventuais ajustes pontuais dentro de um parque de cerca de 1.470 unidades.

A redução do número de lojas ao longo de 2025, que somou cerca de 300 unidades, teve impacto direto sobre a base de clientes da companhia no período. Segundo o executivo, a queda reflete esse movimento de reorganização e não uma deterioração estrutural da demanda. “Não conseguimos segurar esses clientes com a loja fechada”, afirmou.

Com o fim desse processo, a tendência é de normalização e posterior retomada da base de consumidores. A companhia já iniciou a abertura pontual de novas unidades e avalia que o número de clientes deve voltar a crescer nos próximos meses.

Atualmente, a Americanas opera em mais de 800 cidades e registra aproximadamente 95 milhões de visitas mensais, considerando lojas físicas, site e aplicativo. A base digital também inclui mais de 35 milhões de seguidores nas redes sociais.

Além da expansão física, a Americanas aposta na evolução do canal digital. Hoje, contudo, o digital representa apenas cerca de 4% das vendas totais.

Segundo Soares, o foco é elevar a frequência e o tíquete médio dos consumidores, mais do que a aquisição de novos clientes. Nesse contexto, iniciativas como o programa Cliente A tendem a ampliar o gasto e a recorrência nas lojas.

Pontos de entrega

A Americanas avalia que sua rede de lojas físicas pode ser utilizada como plataforma logística para parceiros, em um movimento que reforça o papel das unidades como hubs de distribuição dentro do novo modelo de negócios da companhia.

Segundo Soares, a capilaridade da empresa abre espaço para parcerias com plataformas digitais interessadas em ampliar sua presença no País.

“Será que algum marketplace não precisa de cerca de 1.500 pontos de entrega no Brasil? Eu acho que sim”, afirmou o executivo, durante teleconferência.

Soares destacou que a Americanas já tem avançado nesse modelo por meio de parcerias, citando a cooperação com o Magazine Luiza no marketplace, que permite maior integração operacional entre as plataformas.

O executivo ressaltou, no entanto, que novas parcerias devem seguir uma lógica centrada no cliente e na operação das lojas. “Tudo precisa passar por esse centro que escolhemos trabalhar, que é consumidor e a loja física”, disse.

No campo financeiro, Soares afirmou que a companhia mantém foco na expansão da massa de lucro, mais do que em ganhos pontuais de margem. “Aumentar preço é fácil, mas prejudica a competitividade”, afirmou o CEO.

Saída da recuperação judicial

A Americanas protocolou o pedido de saída da recuperação judicial e encerrou 2025 com indicadores que, segundo o presidente da companhia, Fernando Soares, refletem a conclusão de um ciclo de reestruturação operacional e financeira. A decisão ainda depende de aprovação judicial.

O CEO afirmou que o movimento foi sustentado por três fatores principais: o cumprimento das obrigações previstas no plano, a execução de uma ampla transformação do negócio e a melhora consistente dos resultados ao longo do ano.

“Não dá para negar que é um dia importante. Nós cumprimos as obrigações previstas no plano e temos segurança para avançar no pedido de saída da recuperação judicial”, disse.

A companhia terminou 2025 com caixa superior à dívida, voltou a registrar resultado líquido positivo e apresentou melhora operacional de R$ 770 milhões no período.

No campo estratégico, a Americanas promoveu uma mudança em seu modelo de negócios, com a loja física passando a ocupar o centro da operação. A estrutura, que antes separava as frentes digital e física, foi integrada, com convergência de estratégias e proposta de valor única ao consumidor.

Até 2022, a companhia operava com divisão mais equilibrada entre os canais, com 54% da receita proveniente do digital e 46% do físico. Em 2025, esse perfil foi invertido, com 95% da receita concentrada nas lojas físicas e apenas 5% no digital.

A empresa também revisou sua atuação no marketplace, reduziu a operação a parcerias estratégicas e desativou a Ame, sua fintech. “A loja física é o nosso negócio principal e o digital passa a complementar essa estratégia, oferecendo uma experiência omnicanal”, disse Soares.

O diretor financeiro da Americanas, Sebastien Durchon, avaliou que o pedido antecipado de saída da recuperação judicial representa um marco na conclusão do processo de reestruturação e sinaliza uma nova etapa para a companhia.

“A saída antecipada da recuperação judicial é um recado forte de confiança no futuro”, afirmou há pouco. A companhia acumulou mais de R$ 2 bilhões em melhorias operacionais no período e encerrou 2025 com posição de caixa superior à dívida, de acordo com o executivo.

Durchon destacou ainda que a execução do plano ocorreu dentro de um prazo considerado curto para esse tipo de processo, com a maior parte dos fornecedores paga à vista e avanço na reorganização da estrutura da companhia.

Para o executivo, o movimento também representa uma sinalização ao mercado e aos parceiros e clientes sobre o compromisso da Americanas com a reconstrução do negócio. “É uma declaração de compromisso da companhia com seus associados, clientes e fornecedores”, disse.

Ser Educacional (SEER3) reverte prejuízo e tem lucro de R$ 74,6 milhões no 4T25

25 de Março de 2026, 20:42

A Ser Educacional (SEER3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 74,6 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo prejuízo de R$ 30,2 milhões anotado em igual intervalo do ano anterior. No acumulado do ano, a empresa registrou lucro de R$ 214,4 milhões, ante prejuízo de R$ 1,162 milhão um ano antes.

Com ajustes, o lucro da Ser Educacional foi de R$ 76,9 milhões, alta de 112,1% em relação ao observado um ano antes. Em 12 meses, o lucro ajustado da Ser foi de R$ 239,3 milhões, alta de 141,7%, na base anual de comparação.

O desempenho positivo foi impulsionado pelo crescimento da base de alunos de Ensino Híbrido e pela captação recorde em cursos de Medicina, após a expansão de vagas credenciadas. Além disso, a companhia focou na otimização operacional e disciplina financeira, o que resultou em forte geração de caixa e redução consistente do endividamento.

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No quarto trimestre da Ser Educacional do 4T25, a receita líquida da companhia totalizou R$ 572,9 milhões, crescimento anual de 9,4%. Considerando o consolidado de 2025, a cifra foi de R$ 2,216 bilhões, aumento de 11,9% em relação a 2024.

A empresa apresentou desempenho misto em suas linhas de negócio. Nas mensalidades de Ensino Híbrido, houve aumento de 12,3% na receita líquida trimestral. Já no Ensino Digital, houve uma retração de 7,0% no mesmo período.

O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 150,4 milhões no quarto trimestre, alta de 22,8%. No acumulado do ano, o Ebitda ajustado da empresa totalizou R$ 559,6 milhões, avanço de 27,8% em relação a 2024.

Ao final de 2025, a dívida líquida da Ser Educacional somava R$ 504,7 milhões, diminuição de 29,8% ante o apurado um ano antes.

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Bradesco (BBDC4) anuncia juros sobre capital próprio de R$ 3 bilhões; confira data de pagamento

25 de Março de 2026, 19:10

O conselho de administração do Bradesco (BBDC4) aprovou o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) intermediários no valor total de R$ 3 bilhões, sendo R$ 0,270307744 por ação ordinária e R$ 0,297338519 por ação preferencial. Será considerada a posição acionária do dia 6 de abril, de forma que os papéis passarão a ser negociados “ex-direito” a partir do dia 7.

O pagamento ocorrerá até 30 de outubro pelo valor líquido de R$ 0,223003889 por ação ordinária e R$ 0,245304278 por ação preferencial, já deduzido o Imposto de Renda na Fonte de 17,5%.

De acordo com o banco, os juros aprovados representam, aproximadamente, 15,7 vezes o valor dos juros mensalmente pagos, líquidos de imposto de renda na fonte, e serão computados no cálculo dos dividendos obrigatórios do exercício previstos no estatuto social.

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Porto Seguro (PSSA3) vai distribuir R$ 347 milhões em JCP, a R$ 0,542 por ação

25 de Março de 2026, 19:03

O conselho de administração da Porto Seguro (PSSA3) aprovou a declaração dos juros sobre o capital próprio (JCP), relativos ao primeiro trimestre de 2026, no montante bruto de R$ 347.258.000,00, equivalente ao valor líquido de R$ 286.770.282,50, imputados ao valor do dividendo obrigatório relativo ao exercício social de 2026.

O valor bruto dos JCP corresponde a R$ 0,54228396511 para as ações da companhia, equivalente ao valor líquido de R$ 0,44782532259 por ação. Será considerada posição acionária dia 30 de março, sendo que as ações passam a ser negociadas “ex-JCP” a partir de 31. De acordo com a empresa, data de pagamento ainda será definida.

Ouro fecha mais um dia em queda em meio a conflito no Oriente Médio e posições de BCs

24 de Março de 2026, 16:30

O contrato futuro do ouro fechou queda nesta terça-feira (24), estendendo perdas após encerrar a última sessão em baixa de quase 4%, à medida que os investidores monitoram desdobramentos do conflito no Oriente Médio, bem como a veracidade do diálogo entre os EUA e o Irã para encerrar as hostilidades.

O mercado também acompanha a compra do metal precioso por bancos centrais e sinalizações sobre a trajetória de juros dos principais BCs do mundo.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York, o ouro para abril encerrou em queda de 0,12%, a US$ 4.402,00 por onça-troy. Já a prata para maio teve alta de 0,31%, a US$ 69,569 por onça-troy.

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O Irã lançou novas séries de mísseis contra Israel e países árabes do Golfo Pérsico hoje, um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer que as partes estavam envolvidas em um diálogo que poderia encerrar as tensões no Oriente Médio.

Diante do ambiente de elevada incerteza e dos riscos geopolíticos, o chefe global de bancos centrais do Conselho Mundial do Ouro (WGC), Shaokai Fan, afirmou que o papel do ouro como proteção deve incentivar os bancos centrais que estiveram ausentes do mercado a comprar o metal precioso este ano.

Ainda no noticiário do metal precioso, fontes disseram à Bloomberg que o banco central da Turquia prepara um conjunto de ferramentas para defender a lira da volatilidade cambial decorrente a guerra dos EUA e Israel contra o Irã, que inclui a possibilidade de utilizar suas vastas reservas de ouro.

Para o Saxo Bank, o impasse geopolítico segue desencadeando um amplo choque macroeconômico nos mercados globais, forçando os investidores a reavaliar simultaneamente a inflação, as taxas de juros, o crescimento e as condições de liquidez, o que tem pressionado o ouro, no geral.

“O ouro está sendo vendido porque continua sendo um dos poucos ativos líquidos que ainda apresentam ganhos no último ano”, pondera.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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Ouro fecha queda com continuidade do conflito no Irã em foco

24 de Março de 2026, 15:29

O contrato futuro do ouro fechou queda nesta terça-feira (24), estendendo perdas da véspera, à medida que os investidores monitoram desdobramentos do conflito no Oriente Médio, bem como a veracidade do diálogo entre os EUA e o Irã para encerrar as hostilidades.

O mercado também acompanha a compra do metal precioso por bancos centrais e sinalizações sobre a trajetória de juros dos principais Bancos Centrais do mundo.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em queda de 0,12%, a US$ 4.402,00 por onça-troy.

Já a prata para maio teve alta de 0,31%, a US$ 69,569 por onça-troy.



Intensificação do conflito no Irã

O Irã lançou novas séries de mísseis contra Israel e países árabes do Golfo Pérsico nesta terça, um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer que as partes estavam envolvidas em um diálogo que poderia encerrar as tensões no Oriente Médio.

Diante do ambiente de elevada incerteza e dos riscos geopolíticos, o chefe global de bancos centrais do Conselho Mundial do Ouro (WGC), Shaokai Fan, afirmou que o papel do ouro como proteção deve incentivar os bancos centrais que estiveram ausentes do mercado a comprar o metal precioso este ano.

Ainda no noticiário do metal precioso, fontes disseram à Bloomberg que o banco central da Turquia prepara um conjunto de ferramentas para defender a lira da volatilidade cambial decorrente a guerra dos EUA e Israel contra o Irã, que inclui a possibilidade de utilizar suas vastas reservas de ouro.

Para o Saxo Bank, o impasse geopolítico segue desencadeando um amplo choque macroeconômico nos mercados globais, forçando os investidores a reavaliar simultaneamente a inflação, as taxas de juros, o crescimento e as condições de liquidez, o que tem pressionado o ouro, no geral. “O ouro está sendo vendido porque continua sendo um dos poucos ativos líquidos que ainda apresentam ganhos no último ano”, afirma.

BTG destaca que Casas Bahia (BHIA3) entra em fase de recuperação e vê avanço após reestruturação

24 de Março de 2026, 15:20

A Casas Bahia (BHIA3) avançou de um cenário de sobrevivência para uma trajetória de recuperação, com melhora consistente em crescimento, margens e geração de caixa, segundo avaliação do BTG Pactual após o Investor Day da companhia.

De acordo com o analista, Luiz Guanais, 2025 marcou um ponto de inflexão para a varejista, que passou de uma postura defensiva para uma abordagem mais construtiva, com foco em crescimento e eficiência operacional, mesmo em um ambiente macro ainda desafiador.

“O tom foi significativamente mais confiante, com a companhia deixando para trás o modo de reestruturação e entrando em um novo momento de aceleração”, disse.

Um dos principais pilares dessa virada tem sido a transformação do balanço. A empresa realizou iniciativas como conversão de dívida, criação de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) e novas estruturas de financiamento, que devem gerar cerca de R$ 2,8 bilhões em economia de despesas financeiras nos próximos cinco anos.

Além disso, a Casas Bahia alongou o perfil da dívida e reduziu o custo de captação, melhorando a visibilidade de liquidez e diminuindo a pressão de curto prazo.

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No campo operacional, Guanais destaca a consistência da estratégia omnichannel (estratégia que integra todos os canais de venda e comunicação de uma empresa), com crescimento tanto no físico quanto no digital. A companhia conta com cerca de 2 mil lojas, 24 centros de distribuição e atende aproximadamente 29 milhões de clientes, com volume bruto de mercadoria (GMV) ao redor de R$ 45 bilhões.

“As lojas físicas seguem sendo um diferencial competitivo relevante, especialmente em categorias como eletrodomésticos, onde a venda assistida e o crédito são essenciais para conversão”, afirmou.

O crédito, aliás, permanece como um dos principais motores do modelo de negócios. A empresa originou cerca de R$ 10 bilhões em crediário nos últimos 12 meses, apoiada por melhorias em análise de risco e uso de dados, além de iniciativas para tornar o funding mais eficiente.

Ao mesmo tempo, a companhia tem avançado em ações de monetização de caixa, como venda de ativos não estratégicos, recuperação de créditos tributários e operações de sale-leaseback (venda de imóveis com posterior locação), o que tem reforçado a geração de caixa.

A estratégia também passa por maior foco em categorias principais, que já representam 96% da operação, e pela expansão do marketplace (3P), modelo menos intensivo em capital por reduzir a necessidade de estoque.

Apesar dos avanços, o BTG reitera recomendação neutra para o papel, citando um ambiente competitivo ainda desafiador e juros elevados no curto prazo. O relatório não traz preço-alvo.

“A estrutura de capital segue no centro das atenções, enquanto o cenário de juros altos e competição intensa ainda limita uma visão mais construtiva no curto prazo”, disse Guanais.

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Bolsas da Europa fecham sem direção única com ponderações sobre desfecho diplomático e pacífico para a guerra

24 de Março de 2026, 15:11

As Bolsas da Europa fecharam sem direção única nesta terça-feira (24), à medida que os investidores ponderam os desdobramentos e a veracidade do diálogo entre os EUA e o Irã para encerrar as hostilidades no Oriente Médio, sinalizado ontem pelo presidente Donald Trump. Teerã, que nega qualquer contato com Washington, renovou os ataques contra Israel e outros países árabes do Golfo Pérsico, incluindo Kuwait, Arábia Saudita e Bahrein.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,60%, a 9.953,50 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,06%, a 22.639,89 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,23%, a 7.743,92 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,42%, a 43.369,53 pontos. Em Madri, o Ibex 35 computou alta de 0,13%, a 16.910,50 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 subiu 1,18%, a 8.881,98 pontos. As cotações são preliminares.

As Forças Armadas iranianas informaram que o país persa lutará “até a vitória completa”, prolongando o ambiente de incerteza geopolítica um dia após as sinalizações otimistas de Trump para encerrar a guerra. Analistas do Swissquote Bank mencionam que os comentários do mandatário americano não foram capazes de acalmar os mercados por um período prolongado, dada a continuidade de ofensivas do lado iraniano.

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A ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, ressaltou os riscos de um conflito prolongado, mas prometeu diálogo com bancos e supermercados para atenuar os possíveis impactos da guerra para os clientes. No mesmo sentido, o economista-chefe do Banco da Inglaterra (BoE), Huw Pill, afirmou que o BC britânico está pronto para responder às possíveis pressões inflacionárias, caso seja necessário, para garantir estabilidade.

Para a Capital Economics, o conflito no Oriente Médio já está contribuindo significativamente para o aumento da inflação e a redução do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na zona do euro e no Reino Unido, diante das leituras preliminares de março dos Índices de Gerentes de Compras (PMIs) da região.

Dentre os destaques no mercado acionário, a construtora Bellway tombou 14,83%, após fazer um alerta para a “volatilidade” no mercado de hipotecas causada pela pressão inflacionária dos custos, enquanto a Puig saltou 13,29%, diante da possibilidade de fusão com o conglomerado de cosméticos Estée Lauder.

Na divisão de setores do Stoxx 600, energia tinha alta de 2,2%, enquanto defesa perdia 2%.

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Gestora de ativos Apollo suspende saques de fundo de crédito privado

24 de Março de 2026, 14:22

A gestora de ativos Apollo Global Management limitou os saques de seu principal fundo de crédito privado. Os investidores buscaram retirar mais de US$ 1,6 bilhão de seu Apollo Debt Solutions BDC, correspondendo a 11% do valor do fundo, de acordo com um documento regulatório na segunda-feira, 23. O fundo limita os saques a 5%.

A empresa se torna a mais recente gestora de fundos a limitar os saques de investidores à medida que aumentam as preocupações em torno do crédito privado. A Blue Owl Capital interrompeu os resgates de um de seus fundos no mês passado.

Separadamente, fundos geridos pela Apollo investiram na Nippon Sheet Glass Co. nesta terça-feira, representando o maior investimento em private equity do grupo no Japão. O investimento totaliza cerca de US$ 3,7 bilhões em valor empresarial.

A transação deve ser concluída por volta de março do próximo ano, sujeita às condições habituais de fechamento, e a Apollo não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Fonte: Dow Jones Newswires.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

Lula sanciona lei que permite venda de medicamentos em áreas de farmácias em supermercados

23 de Março de 2026, 07:53

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que autoriza a venda de medicamentos em farmácias e drogarias instaladas em supermercados. O texto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU).

“É permitida a instalação de farmácia ou drogaria na área de venda de supermercados, desde que em ambiente físico delimitado, segregado e exclusivo para a atividade farmacêutica, independente dos demais setores do supermercado, operada diretamente, sob mesma identidade fiscal, ou mediante contrato com farmácia ou drogaria licenciada e registrada nos órgãos competentes, observadas as exigências legais, sanitárias e técnicas aplicáveis, inclusive quanto a dimensionamento físico, estrutura de consultórios farmacêuticos, recebimento, armazenamento, controle de temperatura, ventilação, iluminação e umidade, rastreabilidade, dispensação, assistência e cuidados farmacêutico”, diz a lei.

Bolsas da Ásia fecham em forte baixa com escalada da guerra no Oriente Médio

23 de Março de 2026, 06:58

As bolsas asiáticas fecharam em forte baixa nesta segunda-feira (22), em meio à escalada da guerra no Oriente Médio, que entrou na quarta semana.

No sábado (21), o presidente dos EUA, Donald Trump, deu ao Irã um ultimato de 48 horas para reabrir o Estreito de Ormuz, sob ameaça de ataques à infraestrutura de energia do país. Em resposta, Teerã ameaçou atingir a infraestrutura de energia e as instalações de dessalinização no Golfo caso Washington leve adiante o ultimato.

A intensificação das tensões no conflito impulsiona os preços do petróleo, que sobem entre 2% e 3% nesta madrugada.

Liderando as perdas na Ásia, o índice sul-coreano Kospi tombou 6,49% em Seul, a 5.405,75 pontos, enquanto o japonês Nikkei caiu 3,48% em Tóquio, a 51.515,49 pontos, na volta de um feriado no Japão, o Hang Seng amargou queda de 3,54% em Hong Kong, a 24.382,47 pontos, e o Taiex cedeu 2,45% em Taiwan, a 32.722,50 pontos.

Na China continental, as perdas também foram expressivas: de 3,63% do Xangai Composto – a maior desde abril de 2025 -, a 3.813,28 pontos, e de 4,19% do menos abrangente Shenzhen Composto, a 2.480,75 pontos.

Na semana passada, grandes bancos centrais, incluindo o Federal Reserve (Fed), o Banco do Japão (BoJ) e o Banco do Povo da China (PBoC), deixaram suas principais taxas de juros inalteradas, diante das incertezas sobre os efeitos da guerra na perspectiva global de inflação e crescimento.

Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no vermelho, com baixa de 0,74% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.365,90 pontos.

Claro compra 73,01% da Desktop (DESK3) por R$ 2,414 bi

23 de Março de 2026, 05:51

A Claro Participações anunciou neste domingo (22), que sua controladora, a Claro NXT Telecomunicações S.A., comprou 73,01% do capital social da Desktop S.A. (DESK3), por R$ 2,414 bilhões, ou R$ 20,82 por ação ON, segundo fato relevante divulgado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

As negociações já se estendiam há alguns meses, enquanto as partes não haviam chegado a um consenso sobre o preço da transação e as condições para acertar um acordo, conforme apuração da Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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O documento indica que a fatia comprada pela Claro representa 84.684.273 ações ordinárias, vendidas por Makalu Brasil Partners I J, Denio Alves Lindo, Mucio Camargo de Assis Filho, Marcos Camargo de Assis e José Carlos Franco Júnior.

O preço de compra no âmbito da operação (a ser ajustado no fechamento) foi estipulado baseando-se em um Enterprise Value correspondente ao valor total da Desktop, de R$ 4 bilhões, e considerando o endividamento líquido da companhia em 30 de setembro de 2025, de R$ 1.585.250.620, resultando no preço base total de R$ 2.414.749.380 ou R$ 20,82 por ação.

Uma vez realizado o fechamento da operação, a Claro também se diz obrigada a realizar o protocolo, perante a CVM, do pedido de registro de uma oferta pública para a aquisição das ações de emissão da Desktop em função da alienação de controle da empresa. Na oferta de Tag Along será ofertado aos demais acionistas da Desktop um preço por ação, em reais, no mínimo, igual ao preço de aquisição.

A Claro informa que o fechamento da operação estará sujeito, dentre outras condições usuais a contratos dessa natureza, à prévia aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Ainda, deve ser realizada uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), na qual seja aprovada a alteração do Estatuto Social da Desktop para exclusão integral da seção que trata de ofertas públicas por atingimento de participações relevantes.

Lula afirma que Conselho de Segurança da ONU tem sido omisso na busca por soluções de conflitos

23 de Março de 2026, 04:48

Lula iniciou o discurso na sessão especial da 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro (COP15) de Espécies Migratórias da ONU, em Campo Grande (MS), dizendo que o evento faz todos lembrarem que migrar é natural.

“A natureza não conhece limites entre Estados. A onça-pintada movimenta-se por quase todo o território preservado das Américas em busca de áreas para caçar e se reproduzir com segurança. Como ela, todos os anos, milhões de aves, mamíferos, répteis, peixes e até insetos atravessam continentes e oceanos”, exemplificou.

“Esta COP15 ocorre em um momento de grandes tensões geopolíticas. Ações unilaterais, atentados à soberania e execuções sumárias estão se tornando regra”, criticou, sem mencionar países.

Ele lembrou que, nos seus 80 anos, a ONU teve atuação importante nos processos de descolonização, na proibição de armas químicas e biológicas, na recomposição da camada de ozônio, na erradicação da varíola e na afirmação dos direitos humanos e no amparo aos refugiados e imigrantes.

“Mas o Conselho de Segurança tem sido omisso na busca por soluções de conflitos”, criticou.

O titular do Palácio do Planalto seguiu dizendo que “um mundo sem regras é um mundo inseguro, onde qualquer um pode ser a próxima vítima”. Por fim, ele defendeu, como vem fazendo em eventos internacionais, o multilateralismo.

“A história da humanidade também é uma história de migrações, deslocamentos, vínculos e conexões. No lugar de muros e discursos de ódio, precisamos de política de acolhimento e de um multilateralismo forte e renovado. Que esta COP 15 seja um espaço de avanços coletivos em defesa da natureza e da humanidade”, finalizou.

Este foi o segundo discurso do presidente da República neste fim de semana crítico à ONU. No sábado, 21, ao participar do Fórum Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac)-África, realizado em Bogotá, na Colômbia, Lula se disse “indignado com a passividade dos membros do Conselho de Segurança” da ONU por não serem capazes de acabar com as guerras.

“O que estamos assistindo no mundo da falta total e absoluta de funcionamento das Nações Unidas. O Conselho de Segurança da ONU e seus membros permanentes foram criados para tentar manter a paz (nesse momento, Lula bateu na mesa). E são eles que estão fazendo as guerras! E quando é que vamos tomar atitudes para não permitir que países mais poderosos se achem donos dos países mais frágeis?”, questionou o presidente.

COP15

A 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS) é realizada pela primeira vez no Brasil, em Campo Grande (MS), de 23 a 29 de março de 2026. O Brasil exerce a presidência da conferência pela primeira vez.

Acompanharam o presidente na sessão de abertura os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira; de Minas e Energia, Alexandre Silveira; e as ministras do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva; e do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. Também estava presente o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), além de outras autoridades locais.

Antes da sessão, Lula teve reunião bilateral com o presidente do Paraguai, Santiago Peña, que também participou na sessão. Diferente de Lula, Peña não teceu comentários sobre política internacional.

Após ultimato de Trump, Irã diz ter atingido caça F-15 ‘inimigo’ que sobrevoava Ormuz

22 de Março de 2026, 11:21

A Guarda Revolucionária do Irã disse ter abatido um caça F-15 “inimigo” que sobrevoava a costa sul do país. Um vídeo do suposto ataque foi divulgado pela Agência de Notícias Iranianas neste domingo (22).

A ação ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar, em postagem na rede Truth Social, destruir as usinas elétricas do Irã, começando pela maior, caso o país se recuse a abrir completamente o Estreito de Ormuz dentro de 48 horas. O prazo termina na segunda-feira (23).

O mandatário americano também afirmou que tinha alcançado as metas antes do previsto e pontuou que “a liderança iraniana se foi”, assim como a marinha e a força aérea estão “mortas”. “Eles não têm absolutamente nenhuma defesa e querem um acordo. Eu não”, disse.

O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é uma via crucial para o fluxo mundial de petróleo.

Ataques a navios comerciais e ameaças de novos atentados impediram quase todos os petroleiros de transportar petróleo, gás e outras mercadorias pela passagem, levando a cortes na produção de alguns dos maiores produtores de petróleo do mundo, porque seu petróleo bruto não tem para onde ir.

Seyed Ali Mousavi, enviado do Irã à Organização Marítima Internacional, afirmou que a navegação pelo estreito é possível para “todos, exceto inimigos” – indicando que Teerã determinará quais embarcações terão permissão para passar. O Irã já aprovou a passagem de navios pelo estreito com destino à China e a outros países da Ásia.

Os acontecimentos recentes sinalizaram que a guerra no Oriente Médio, agora em sua quarta semana, escala sem previsão de fim.

Sirenes soaram por todo Israel enquanto o Irã lançava novos bombardeios neste domingo. No sul do país, moradores enfrentaram a devastação nas cidades de Dimona e Arad. No norte de Israel, um homem foi morto em um ataque do grupo militante libanês Hezbollah.

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, visitou Arad e disse que foi um “milagre” que ninguém tenha morrido na explosão, que danificou gravemente vários prédios. Mas afirmou que, se todos os moradores tivessem corrido para os abrigos, ninguém teria se ferido e pediu a todos que obedecessem às sirenes.

Netanyahu também afirmou que Israel atacará “pessoalmente” todos os dirigentes do Irã. “Vamos atrás do regime. Vamos atrás da Guarda Revolucionária Islâmica, essa quadrilha de criminosos”, disse na cidade de Arad, no sul de Israel, alvo na véspera de um ataque com mísseis iranianos.

“E vamos atacá-los pessoalmente, seus dirigentes, suas instalações, seus ativos econômicos”, declarou à imprensa, entre os escombros do local onde caiu um dos mísseis.

(Com agências internacionais)

Gilmar vota para manter prisão preventiva de Vorcaro, mas faz ressalvas

20 de Março de 2026, 20:21

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes votou, nas horas finais do julgamento, pela manutenção da prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Ao longo do voto, contudo, ele fez uma série de ressalvas à forma como o caso foi conduzido e criticou a “estigmatização de investigados” por parte da imprensa.

A análise ocorre no plenário virtual desde a sexta-feira passada e se encerra às 23h59 desta sexta. Com o voto, o placar ficou em 4 a 0 a favor da manutenção da prisão.

“A meu ver, existem razões para referendar a decisão do eminente relator. Existem fatores que justificam a prisão preventiva dos acusados para evitar que, soltos, possam atuar para prejudicar o bom andamento das investigações.

Mas guardo reservas em relação ao uso de conceitos elásticos e juízos morais, como ‘confiança social na Justiça’, ‘pacificação social’ e ‘resposta célere do sistema de Justiça’, como atalhos argumentativos para fundamentar a prisão preventiva”, afirmou Gilmar no despacho de 42 páginas.

Em referência à decisão de seu colega, André Mendonça, que decretou a custódia preventiva do banqueiro no dia 4 de março, Gilmar enfatizou: “A meu ver, algumas das expressões usadas na decisão ora submetida a referendo são um retrato do que esses dispositivos buscam combater: o recurso a clichês que serviriam para justificar a prisão de qualquer pessoa que é acusada de um crime.”

Gilmar disse ainda que é “imprescindível” que os autos sejam encaminhados novamente ao procurador-geral da República, Paulo Gonet – que não se manifestou previamente sobre a prisão preventiva de Vorcaro devido ao “prazo exíguo”.

Mas o ministro disse que a falta do parecer não implica na nulidade da prisão, “mesmo porque o Procurador-Geral foi efetivamente intimado a se manifestar sobre a representação da autoridade policial”.

“Não se pode perder de vista, contudo, que a atuação do Ministério Público não constitui mera formalidade procedimental, mas expressão essencial do modelo acusatório, há muito incorporado como vetor estruturante de um processo penal democrático e que exige a participação efetiva e substancial do titular da ação penal na formação das decisões que impactam direitos fundamentais.”

O ministro disse ainda não ver os requisitos necessários para manter Vorcaro na Penitenciária Federal de Segurança Máxima. Ontem, o banqueiro foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal (PF) para dar início ao processo de delação.

“A toda evidência, parece-me não ter sido devidamente caracterizada nenhuma das hipóteses da lei para manutenção do investigado Daniel Bueno Vorcaro sob custódia em Penitenciária Federal de Segurança Máxima – o que, em minha visão, resulta na ilegalidade de sua manutenção em tal regime carcerário”, afirmou.

Gilmar ainda fez paralelos entre o caso Master e a Lava Jato e ressaltou que cabe ao Supremo, mais uma vez, “não ceder a argumentos utilitaristas”, como a necessidade de se dar uma resposta rápida e imediata ao “‘clamor social’, de modo a conferir a todos os envolvidos um julgamento justo e imparcial, independentemente da gravidade dos delitos a eles imputados”.

“É por essa razão que a utilização da prisão preventiva como resposta a expectativas sociais de repressão imediata, ou como instrumento de afirmação simbólica da credibilidade das instituições, representa ato incompatível com a natureza excepcional da medida e com a própria Constituição Federal, uma vez que permite a instrumentalização de investigados, de acusados e de réus com objetivo de satisfazer anseios populares”, afirmou.

Gilmar defendeu ainda que o Supremo adote “postura proativa” para evitar outros vazamentos, como o que ocorreu com diálogos apreendidos no celular de Vorcaro, incluindo conversas íntimas.

O julgamento começou no dia 13 no plenário virtual e formou maioria no mesmo dia. Os ministros Kássio Nunes Marques e Luiz Fux acompanharam o relator, André Mendonça, que mandou Vorcaro para a Penitenciária Federal de Brasília no início do mês.

O colegiado tem cinco ministros, mas apenas quatro deles votam, já que Dias Toffoli se declarou suspeito. Se houvesse empate, Vorcaro poderia ir para a prisão domiciliar, pois a lei estabelece que o empate em julgamento de matéria penal sempre favorece o réu.

Em decisão liminar, Justiça suspende licenciamento da Etapa 4 do Pré-Sal na Bacia de Santos

20 de Março de 2026, 19:01

O Ministério Público Federal (MPF) informou nesta sexta-feira, 20, que a Justiça Federal em Angra dos Reis (RJ) atendeu ao pedido da suspensão imediata da Licença Prévia (LP) emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a Etapa 4 do Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, que prevê a instalação de dez plataformas e a perfuração de 132 poços.

Com a decisão liminar, a Petrobras está impedida de avançar com o empreendimento. Procurada, a estatal não se manifestou até a publicação deste texto.

O pedido do MPF faz parte de duas ações civis públicas apresentadas no fim do ano passado contra a Petrobras e órgãos federais envolvidos no processo de licenciamento. A alegação é que o processo conduzido pelo Ibama se deu de forma acelerada – em apenas 11 dias – e que havia “pendências técnicas relevantes”, como os estudos ambientais apresentados que não contemplaram pelo menos 25 impactos socioambientais.

Ao acolher o pedido do MPF, a Justiça determinou que a União, o Ibama, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) deverão apresentar, no prazo de 60 dias, um plano detalhado para a realização da consulta prévia às comunidades indígenas, quilombolas, caiçaras e pescadores artesanais do litoral sul fluminense.

Além da elaboração de um novo Estudo de Impacto Ambiental (EIA), MPF requer, no mérito das ações, a revisão dos planos de emergência para vazamentos de óleo e a condenação dos réus ao pagamento de R$ 5 milhões por danos morais coletivos, em razão das falhas e omissões no processo de licenciamento.

Boulos reage após grupo anunciar sua saída do PSOL e afirma que está discutindo rumos políticos

20 de Março de 2026, 18:44

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, reagiu nesta sexta-feira (20) à nota de uma dissidência da Revolução Solidária – vertente da qual faz parte no PSOL – que afirmou que ele estaria de saída rumo ao PT. Segundo Boulos, o grupo se “apequenou” e a carta, classificada por ele como “apócrifa”, revela um “oportunismo e desespero’.

“O Movimento Revolução Solidária está discutindo internamente seus rumos políticos. Lamentamos que uma parte do PSOL tenha decidido se apequenar ao divulgar uma carta apócrifa, o que revela oportunismo e desespero”, disse Boulos em nota enviada Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

Como mostrou o Estadão/Broadcast nesta sexta-feira, 20, fontes do PSOL disseram que Boulos já teria comunicado a aliados que irá para o PT. Com ele, sairiam da sigla também os filiados que fazem parte da tendência de Boulos e que, assim como o ministro, integram o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).

Aliados do ministro, no entanto, negam esse movimento. Dizem se tratar de uma mentira divulgada por uma ala do PSOL e que Boulos não sairá da legenda. Chegaram a desafiar os integrantes do partido que dizem que o ministro trocará a sigla pelo PT a falarem que ouviram isso da boca de Boulos.

Uma nota que circula nos grupos do PSOL, assinada por um grupo da Revolução Solidária (grupo de Boulos), mas sem o nome de nenhum filiado, diz que o ministro comunicou a sua saída do partido na noite desta quinta-feira, 19. Essa nota tem sido repassada por pessoas descontentes com a atuação do ministro.

“Ontem (quinta-feira, 19) de noite, finalmente, a Coordenação Nacional da Revolução Solidária foi informada da decisão de Guilherme Boulos, do MTST e portanto do núcleo dirigente da Revolução Solidária, de sair do PSOL para o PT”, diz a nota.

Segundo esse grupo, parlamentares e pré-candidatos do PSOL estão sendo “pressionados” a seguir com Boulos e deixar a legenda.

“Apelamos aos militantes do PSOL ainda na Revolução Solidária a romperem com a corrente, ficarem no PSOL e se reorganizarem para enfrentar esta crise e se somarem a todos que no PSOL lutam para reafirmar o nosso projeto de partido e para reeleger Lula”, conclui o grupo.

Filiado à legenda desde 2018, Boulos assumiu a Secretaria-Geral da Presidência em outubro de 2025, no lugar de Márcio Macêdo (PT). A ida para a Esplanada dos Ministérios foi reprovado por alas internas no partido.

No dia 7 de março, o diretório nacional do PSOL rejeitou a proposta de federação com o PT para as eleições de 2026 por 47 votos a 15. A Revolução Solidária, de Boulos, era a principal defensora da aliança. O partido optou por renovar a federação com a Rede Sustentabilidade.

Trump minimiza reação dos preços de petróleo e mercados acionários a guerra contra o Irã

20 de Março de 2026, 18:41

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou esperar uma alta “maior” e “pior” dos preços do petróleo do que a escalada observada nas últimas semanas, em comentários para repórteres nesta tarde. Trump também minimizou o recente comportamento dos mercados acionários, apontando que seguem em níveis elevados depois de baterem máximas históricas que levaram o S&P 500 aos 7 mil pontos.

Nesta sexta-feira, 20, contudo, as bolsas de Nova York fecharam em queda e registraram perdas semanais, com o S&P 500 na casa dos 6,5 mil pontos.

Ao ser questionado, o presidente americano disse que vê “muito suporte público” a ofensiva dos EUA e de Israel contra o Irã no Oriente Médio. O republicano, no entanto, se recusou a comentar sobre o envio de tropas americanas para a região. “Não posso dizer o que faríamos”, afirmou.

Trump voltou a repetir que os EUA estão próximos de resolver a situação no Irã e estão “muito adiantados” no cronograma para encerrar o conflito, embora ainda sem estimar um prazo.

Também presente, o secretário de Estado, Marco Rubio, igualmente evitou dar um prazo ou comentar detalhes sobre a possibilidade de os EUA tomarem controle de Cuba. Ao ser questionado, ele se limitou a dizer que os cubanos “já sofreram por muitos anos”.

Trump comentou brevemente sobre as eleições de meio de mandato, reiterando críticas a resistência do Partido Democrata em aprovar a identificação de eleitores. “Não querem aprovar porque são trapaceiros”, acusou.

Preço do diesel sobe 20,6% entre final de fevereiro e 2ª semana de março, aponta ANP

20 de Março de 2026, 18:26

O preço do diesel subiu 20,6% na segunda semana de março comparada à semana de 22 a 28 de fevereiro, para R$ 7,65 o litro, segundo levantamento nos postos de abastecimento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgado em novo horário nesta sexta-feira, 20, em meio a um cenário de preços elevados dos derivados de petróleo por causa do conflito no Oriente Médio. Normalmente, a divulgação ocorre na sexta-feira, às 18h.

Somente na semana após o reajuste da Petrobras, de 15 a 21 de março, o combustível que depende de importações subiu 6,6% ante a semana anterior.

A gasolina teve menor pressão, fechando a segunda semana de março em alta de 5,89% contra o final de fevereiro e de 2,9% contra a primeira semana do mês, a R$ 6,65 por litro.

Já o gás de cozinha ficou praticamente estável em todas as comparações, fechando a segunda semana de março ao preço de R$ 109,91 o botijão de 13 quilos de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), ante R$ 109,87 o botijão no final de fevereiro e R$ 109,89 na semana passada.

Flávio diz que apoiou Moro ao governo do PR após saber que Ratinho Jr. será seu adversário

20 de Março de 2026, 18:10

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que decidiu apoiar a pré-candidatura do senador Sérgio Moro (União-PR) para o governo do Paraná após ter sido informado de que o atual governador, Ratinho Junior, será o escolhido do PSD para disputar as eleições para a Presidência da República. Moro deve sair do União Brasil e se filiar ao PL de Flávio e do ex-presidente Jair Bolsonaro em breve.

“O Ratinho é um grande quadro, inegavelmente, com uma boa avaliação, mas cada partido tem direito de lançar seus pré-candidatos. A informação que nós temos é que ele será o candidato pelo PSD, portanto, temos que tomar decisões a partir do posicionamento dele”, disse Flávio durante evento do grupo empresarial Lide.

O filho de Bolsonaro queria o apoio de Ratinho Jr. à sua candidatura à Presidência da República. Mas a oferta enfrentou resistência de aliados do paranaense. O coordenador da pré-campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), ofereceu na última semana uma aliança ao governador para o primeiro turno das eleições de outubro.

O aceite implicaria ao governador abrir mão da sua própria candidatura ao Planalto, vaga que hoje está em disputa dentro do próprio PSD. Ratinho respondeu a Marinho que o PSD não decidiu ainda quem será o presidenciável e que ele não pode responder pela legenda, segundo aliados do governador. Os dois haviam combinado de se falar novamente.

Com o PSD próximo de encaminhar a pré-candidatura de Ratinho Junior, o PL decidiu apoiar o nome de Moro para disputar o governo do Paraná.

“Vamos tocar a vida lá no Paraná. Conversamos com o Sérgio Moro e ficou resolvido que ele concorrerá ao governo com o nosso apoio e pelo PL”, disse Flávio.

Ratinho disputa a pré-candidatura do PSD para o Planalto com outros dois governadores, o de Goiás, Ronaldo Caiado, e o do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

O PL fechou apoio à pré-candidatura de Moro ao governo do Paraná, durante reunião com o senador na sede do partido na quarta-feira (18). Com isso, os bolsonaristas solucionam o problema da falta de palanque para Flávio no Estado.

“Nós vamos apoiar o Moro, isso está certo. Agora ele precisa definir a situação dele no União Brasil. E nós vamos tocar para frente”, afirmou o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, após a reunião.

Moro deve ter uma reunião nesta noite com a federação de seu partido, a União Progressista (União-PP), para tratar da candidatura. Caso não consiga legenda para disputar, o plano B é ele se filiar ao PL.

Caminhoneiros mantêm estado de greve e apoiam MP do diesel

20 de Março de 2026, 08:13

Horas depois da assembleia realizada em Santos (SP) decidir não deflagrar a paralisação nacional e dar prazo de sete dias ao governo federal, entidades ligadas aos caminhoneiros divulgaram notas em apoio à Medida Provisória nº 1.343/2026, mantendo o estado de greve até a conclusão das negociações sobre pontos ainda pendentes da pauta da categoria.

O estado de greve é uma declaração formal feita por uma categoria profissional ou sindicato de que está preparada para entrar em greve, mas a paralisação ainda não foi iniciada.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), confirmou que receberá representantes dos caminhoneiros na próxima semana, dando continuidade às tratativas iniciadas após a publicação da medida.

A decisão tomada na sede do Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista não encerrou o movimento, mas adiou para a próxima semana uma nova avaliação sobre uma eventual paralisação.

“Está mantido o estado de greve”, afirmou José Roberto Stringasci, presidente da Associação Nacional de Transporte no Brasil. Segundo ele, a maioria dos participantes queria parar, mas aceitou aguardar sete dias. “Se em sete dias o governo não resolver a situação e não der um sinal positivo para as pautas, eles vão parar”, disse.

Em nota divulgada à noite, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística informou que a paralisação nacional está “por enquanto, suspensa”, atribuindo a decisão à publicação da MP nº 1.343/2026.

O presidente da entidade, Paulo João Estausia, o Paulinho do Transporte, elogiou a atitude dos caminhoneiros, destacando “maturidade, responsabilidade e coerência” ao evitar a paralisação. A confederação afirmou que seguirá negociando com o governo outras pautas da categoria, que poderão ser apresentadas por emendas à medida provisória.

A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores também comunicou que a greve geral está suspensa até nova reunião com o governo na semana que vem, relacionando a decisão às medidas publicadas nos dias 12 e 19 de março sobre diesel, frete e fiscalização do piso mínimo. Segundo a entidade, a suspensão depende do avanço das negociações e do atendimento às reivindicações ainda pendentes.

Durante a assembleia, o presidente do Sindicam, Luciano Santos de Carvalho, destacou que a negociação deve permanecer aberta após a publicação da MP. “Para nós, o piso mínimo é dignidade e qualidade de vida para os caminhoneiros. Se subir o diesel agora, com as regras dessa MP, o frete subirá também”, afirmou.

Publicada em edição extra do Diário Oficial da União, a MP nº 1.343/2026 torna obrigatório o registro de todas as operações de transporte pelo Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), permitindo à Agência Nacional de Transportes Terrestres cruzar os valores pagos com o piso mínimo do frete rodoviário.

A medida prevê multas de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por operação para empresas que descumprirem a tabela e, em caso de reincidência, pode suspender cautelarmente o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) ou cancelar a autorização por até dois anos. O governo também publicou o Decreto nº 12.883/2026, que define diretrizes para o preço de referência do diesel.

Em Santa Catarina, onde caminhoneiros da Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga haviam anunciado paralisação a partir do meio-dia de ontem, o presidente da entidade, Sérgio Pereira, comunicou a desmobilização do movimento no fim da tarde.

Antes disso, a Justiça Federal proibiu bloqueios nas BRs 101 e 470 e nos acessos ao complexo portuário de Itajaí e Navegantes, estabelecendo multa de R$ 10 mil por pessoa física e R$ 100 mil por pessoa jurídica em caso de descumprimento.

Bolsas da Ásia fecham mistas, mas ações de chips e autos sobem com anúncios da Nvidia

17 de Março de 2026, 06:49

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira (16), à medida que o petróleo segue firme acima de US$ 100 por barril em meio às incertezas do conflito no Oriente Médio, mas ações de semicondutores e montadoras subiram após uma série de anúncios da Nvidia, a gigante americana de chips de inteligência artificial.

O índice japonês Nikkei ficou praticamente estável em Tóquio, com baixa de 0,01%, a 53.700,39 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 1,63% em Seul, a 5.640,48 pontos, o Hang Seng subiu 0,13% em Hong Kong, a 25.868,54 pontos, e o Taiex registrou ganho de 1,48% em Taiwan, a 33.836,57 pontos.

Na China continental, o dia foi de perdas, de 0,85% do Xangai Composto, a 4.049,91 pontos, e de 1,87% do menos abrangente Shenzhen Composto, a 2.655,04 pontos.

O apetite por risco na Ásia é em boa parte limitado pela volatilidade do petróleo, que voltou a subir com força nesta madrugada em meio a temores persistentes sobre cortes na oferta resultantes da guerra dos EUA e Israel contra o Irã, que se espalhou para várias outras partes do Oriente Médio.

Anúncios feitos durante conferência anual da Nvidia, no entanto, impulsionaram ações de chips e do setor automotivo.

A Samsung Electronics avançou 2,76% em Seul e a TSMC avançou 1,69% em Taiwan, após a Nvidia prever que sua receita com chips de IA atingirá US$ 1 trilhão até 2027.

Entre montadoras, a Hyundai subiu 3,16% em Seul, a Geely saltou 4,55% em Hong Kong e a Nissan teve alta de 1,19% em Tóquio, após fecharem parcerias com a Nvidia para o desenvolvimento de tecnologias de direção autônoma.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou no azul hoje, com alta de 0,36% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.614,30 pontos, embora o banco central local tenha elevado seu juro básico pela segunda vez consecutiva.

Sabesp (SBSP3) tem lucro líquido ajustado de R$ 1,9 bi no 4º trimestre de 2025

17 de Março de 2026, 05:39

A Sabesp (SBSP3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 1,9 bilhão no quarto trimestre de 2025. A cifra ficou estável em relação à registrada em igual intervalo de 2024.

Já o Ebitda ajustado da companhia somou R$ 3,4 bilhões, aumento de 13% na mesma base comparativa. Essa expansão reflete queda de custos de cerca de 10% e aumento de 3% em volume faturado, segundo a empresa.

A receita líquida ajustada cresceu 2,1%, somando R$ 5,7 bilhões. O CFO da Sabesp, Daniel Szlak, atribui o resultado à retirada de descontos para grandes clientes, assim como expansão da base de consumidores com o avanço da universalização.

“Parte desse crescimento é compensada pelo aumento da base de clientes com tarifas subsidiadas. Hoje, cerca de 20% dos consumidores residenciais têm acesso a esse tipo de tarifa, quase o dobro do observado um ano antes”, disse em entrevista à Broadcast.

O executivo destacou ainda os ganhos de eficiência, com reduções nas despesas gerais e administrativas e otimização de energia com migrações para o mercado livre.

Resultados anuais

No acumulado do ano, o lucro líquido ajustado da Sabesp subiu 22,1% em relação a 2024, atingindo R$ 6,3 bilhões.

“A companhia conseguiu reduzir custos em 13% no ano, o que contribuiu para melhorar o resultado final. Esse ganho de eficiência operacional ajudou a ampliar o lucro mesmo em um cenário de juros mais altos”, acrescentou Szlak.

O Ebitda atingiu R$ 13,2 bilhões em 12 meses, 16,6% acima do ano anterior. Enquanto isso, a receita líquida ajustada cresceu 2,2% em 2025, alcançando R$ 22,2 bilhões, impulsionada pelos novos consumidores atendidos no âmbito da universalização e um modesto aumento de consumo per capita.

Eduardo Bolsonaro tem 15 dias para se defender em processo da PF por abandono de cargo

16 de Março de 2026, 13:51

A Polícia Federal (PF) citou formalmente o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nesta segunda-feira, 16, em um processo administrativo que apura possível abandono do cargo de escrivão na delegacia da corporação em Angra dos Reis (RJ) por ausência do trabalho. A citação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e, agora, o filho “03” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) terá 15 dias para apresentar sua defesa.

O processo, conduzido pela delegada Karen Cristina Dunder, informa que Eduardo Bolsonaro está “atualmente em lugar incerto e não sabido“. A administração afirma não conseguir localizá-lo para entregar a notificação pessoalmente e, por isso, faz a citação pública no Diário Oficial da União.

O ex-deputado é alvo de um processo administrativo disciplinar (PAD), instaurado em 27 de janeiro deste ano, para apurar suas faltas injustificadas no trabalho. Em fevereiro deste ano, Eduardo foi afastado preventivamente do cargo de escrivão, e deveria entregar sua arma de fogo e sua carteira funcional.

Depois que Eduardo perdeu o mandato de deputado federal, em dezembro do ano passado, a PF o convocou para reassumir o seu cargo público, no qual ele ingressou por meio de concurso em 2010. Como ele está nos Estados Unidos desde o início do ano passado, não compareceu ao trabalho, e a PF instaurou o processo. Ao fim desse procedimento, ele pode perder o posto.

No final do ano passado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou denúncia contra Eduardo Bolsonaro, sob acusação de coação no curso do processo da trama golpista, em que seu pai foi condenado por tentativa de golpe de Estado para permanecer no poder após as eleições de 2022.

A PGR apontou que Eduardo atuou para obter sanções dos Estados Unidos ao Brasil durante o julgamento da ação contra seu pai. O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar o caso mesmo com a ausência dele do País.

Dino põe fim à aposentadoria compulsória como ‘punição’ disciplinar mais grave a juiz

16 de Março de 2026, 13:44

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que a aposentadoria compulsória com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço não pode mais ser aplicada como punição disciplinar a magistrados. Ele determinou que infrações graves cometidas por juízes devem resultar na perda do cargo.

Não faz mais sentido que os magistrados fiquem imunes a um sistema efetivo de responsabilidade disciplinar, com a repudiada e já revogada ‘aposentadoria compulsória punitiva'”, pontuou Dino na decisão.

A decisão foi tomada enquanto estão em curso procedimentos administrativos contra o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por assédio sexual supostamente cometido contra duas mulheres. Buzzi enfrenta processos no próprio tribunal e no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A aposentadoria compulsória dos juízes é a pena mais severa prevista em decorrência de um processo administrativo disciplinar. Ela está prevista no artigo 42 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), que entrou em vigor durante a ditadura militar, em 1979.

A punição é aplicada hoje em casos de corrupção, desvios de conduta e venda de sentenças. Magistrados que recebem a pena continuam recebendo vencimentos proporcionais ao tempo de serviço. A decisão de Dino encerra esse privilégio.

Na percepção do ministro, “a aposentadoria é um benefício previdenciário que tem por finalidade garantir ao trabalhador condições dignas de vida quando não mais for possível o desenvolvimento de atividade laboral em virtude de idade-limite, incapacidade permanente para o trabalho ou pela conjugação dos critérios idade mínima e tempo de contribuição”.

A decisão foi tomada no julgamento de uma ação apresentada em 2024 por um juiz afastado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Ele recorreu das punições disciplinares impostas, que foram confirmadas pelo CNJ.

O juiz atuava em Mangaratiba (RJ) e foi punido com censura, remoção compulsória e duas aposentadorias compulsórias após uma inspeção realizada pela corregedoria por irregularidades – como morosidade processual deliberada, liberação de bens bloqueados sem manifestação do Ministério Público e decisões que beneficiariam policiais militares.

Dino explicou na decisão que, depois de promulgada a Emenda Constitucional 103, de 2019, a possibilidade de aposentadoria compulsória como punição administrativa foi extinta. Embora a decisão tomada por Dino valha apenas para o caso específico do juiz de Mangaratiba, o entendimento deve ser aplicado a outros magistrados daqui para frente – inclusive Buzzi.

De acordo com a decisão, o Conselho Nacional de Justiça passa a ter três alternativas em casos de infrações na magistratura. Poderá absolver o juiz, aplicar outra sanção administrativa ou encaminhar o caso à Advocacia-Geral da União para que seja proposta ação de perda do cargo do magistrado. A aposentadoria compulsória, portanto, deixa de ser uma forma de punição.

Antes da decisão de Dino, magistrados condenados criminalmente já não tinham direito à aposentadoria compulsória. Nesses casos, a legislação previa a perda do cargo como efeito da condenação, o que na prática resultava na expulsão do juiz da magistratura.

Na avaliação do ministro, a perda do cargo como maior penalidade aplicável a magistrados se justifica pela “impossibilidade de se manter a relação jurídica com servidor a quem tenha sido atribuída conduta que implica alto grau de desmoralização do serviço público e perda da confiança nas instituições públicas”.

IR 2026: Receita espera receber 44 milhões de declarações no prazo e pagar 80% das restituições até junho

16 de Março de 2026, 13:41

A Receita Federal anunciou nesta segunda-feira (16) que a expectativa do órgão é receber 44 milhões de declarações de Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) dentro do prazo, que vai das 8 horas da manhã de 23 de março até as 23h59 de 29 de maio.

A ideia é que 80% das pessoas recebam suas restituições até junho de 2026, ou seja, no segundo lote. Em 2025 foram 57% os que receberam.

O governo espera ainda que 60% das declarações sejam usando os dados da declaração pré-preenchida. Em 2025, esse valor foi de 50,3%.

Veja o cronograma 2026 do IR:

  • 16/03/2026: Receita publica instrução normativa que regulamenta o IRPF 2026;
  • 20/03/2026: liberação do Programa Gerador da Declaração (PGD) para download e preenchimento, ainda sem possibilidade de envio;
  • 23/03/2026: início da recepção das declarações, às 8h, tanto pelo PGD quanto pela plataforma Meu Imposto de Renda, já com acesso à declaração pré-preenchida;
  • 27/03/2026: início do processamento das declarações e liberação do extrato para acompanhamento;
  • 10/05/2026: prazo final para optar pelo débito automático da primeira cota de pagamento do imposto se for o caso, e para concorrer ao primeiro lote de restituição;
  • 29/05/2026: prazo final para entrega das declarações do IRPF 2026, vencimento da primeira cota ou cota única do imposto e pagamento do DARF de destinação; data prevista também para o primeiro lote de restituição.

Novidades

Entre as novidades na declaração do Imposto de Renda está a necessidade de declarar ganhos com bets e saldo em casas de aposta.

Além disso, haverá a possibilidade de informar o nome social na declaração e a opção de informar a raça e a cor para titular e dependentes.

O coordenador do Programa do Imposto de Renda da Receita, José Carlos Fonseca, afirmou que é preciso ter atenção na checagem dos dados da declaração pré-preenchida pois é o primeiro ano que o governo utiliza dados do E-social, que vêm de terceiros e não são filtrados pela Receita.

Dinheiro de volta: 4 milhões de pessoas que não precisam declarar IR devem receber restituição da Receita; saiba quem são

16 de Março de 2026, 13:37

A Receita Federal anunciou nesta segunda-feira (16) que fará uma restituição automática para pessoas que tiveram impostos retidos, mas que não são obrigadas a declarar Imposto de Renda. A estimativa é que haja um lote de R$ 500 milhões para cerca de 4 milhões de pessoas.

A maior restituição desse lote especial deve ser de R$ 1.000 e o valor médio desse cashback, como a Receita está tratando o tema, é de R$ 125.

Veja quem pode receber a restituição automática:

– Quem não estava obrigado e não declarou em 2025;
– Pessoas cuja restituição estimada seja de até R$ 1 mil;
– Contribuintes com CPF em situação regular junto à Receita Federal;
– Pessoas classificadas com baixo risco fiscal pela Receita;
– Contribuintes que possuem chave Pix vinculada ao CPF, que será usada para o pagamento da restituição.

O lote especial dessa restituição deve ser pago em meados de julho, segundo a Receita, e ele não faz parte dos quatro lotes regulares.

Líderes europeus reagem à pressão de Trump por ajuda em Ormuz

16 de Março de 2026, 13:33

Líderes europeus reagiram ao apelo do presidente Donald Trump para formar uma coalizão internacional destinada a garantir a segurança do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo e atualmente bloqueada pelo Irã. No sábado, 14, Trump afirmou que pretendia reunir países como China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido para proteger a passagem.

“É lógico que aqueles que se beneficiam dessa rota ajudem a garantir que nada de ruim aconteça lá”, declarou Trump ao Financial Times. O republicano advertiu que a ausência de resposta ou uma recusa ao pedido seria “muito ruim para o futuro da Otan” e ameaçou adiar uma cúpula com o presidente chinês, Xi Jinping, caso Pequim não colabore na reabertura do estreito.

O Reino Unido afirmou que trabalha com aliados em um plano para restabelecer a navegação, mas “não se deixará arrastar para uma guerra mais ampla”, afirmou o primeiro-ministro Keir Starmer. Segundo ele, o país busca “um plano coletivo viável” e a operação não seria conduzida pela Otan. Londres avalia, por exemplo, o uso de drones de detecção de minas já posicionados na região, o que poderia não envolver envio de navios de guerra britânicos.

Em conversa telefônica com Starmer no domingo, 15, Trump reiterou a “a importância de reabrir o estreito de Ormuz”, informou Downing Street.

A Alemanha também rejeitou a ideia de uma mobilização da Aliança Atlântica. Segundo o porta-voz do governo, Stefan Kornelius, a guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã não está relacionada à Otan. “A Otan é uma aliança para a defesa do território” de seus membros e, na situação atual, “não existe mandato para mobilizar a Otan”, afirmou Kornelius, em coletiva de imprensa.

O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, disse que o país não oferecerá “nenhuma participação militar”, embora possa “garantir, por via diplomática, a segurança do tráfego pelo Estreito de Ormuz”. “Esta guerra começou sem qualquer consulta prévia”, enfatizou.

Na Itália, o chanceler Antonio Tajani manifestou apoio ao reforço de missões navais da União Europeia no Mar Vermelho, mas considerou improvável estender essas operações ao Estreito de Ormuz. “Não creio que essas missões possam ser ampliadas para incluir o Estreito de Ormuz, especialmente porque se trata de missões de combate à pirataria e de defesa”, afirmou Tajani.

Em Bruxelas, a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, disse que o bloco discute possíveis medidas para manter a rota aberta, mas vários ministros pediram tempo antes de alterar o mandato da missão naval Aspides.

“Temos interesse em manter aberto o Estreito de Ormuz e, por isso, estamos discutindo o que podemos fazer a esse respeito do lado europeu”, disse Kallas, antes do início da reunião em Bruxelas nesta segunda-feira, 16.

Outros países também se mostraram reticentes. O ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, afirmou ao Parlamento que o país não considera ordenar uma missão desse tipo “na atual situação do Irã”.

A primeira-ministra, Sanae Takaichi, declarou não ter recebido um pedido formal de Trump e ressaltou que o envio de forças ao exterior é politicamente sensível e juridicamente complexo em um país cuja Constituição renuncia à guerra.

“A questão é o que o Japão deve fazer por iniciativa própria e o que é possível dentro de nosso marco legal, em vez do que é solicitado pelos Estados Unidos”, disse ela ao parlamento. “Solicitamos a diversos setores de vários ministérios que discutam isso”, afirmou.(Com agências internacionais)

Sessão do TCU terá auditoria sobre participação do BNDESPar em empresas do Grupo EBX

16 de Março de 2026, 13:09

O Tribunal de Contas da União (TCU) votará em plenário na próxima quarta-feira, 18, uma auditoria sobre as participações acionárias do BNDESPar em cinco empresas do Grupo EBX. O detalhamento do processo ainda não é público.

Também será votado um processo de levantamento sobre a estrutura de contratações das empresas estatais do setor nuclear brasileiro.

Na sessão, será ainda detalhada a representação sobre possíveis irregularidades na fiscalização de contrato de compra e venda de energia no âmbito do Programa Prioritário de Termeletricidade (PPT).

Outro destaque é uma representação, com pedido de medida cautelar, sobre o comprometimento do Orçamento da União com as despesas vinculadas às obrigações assumidas do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS).

A pauta de quarta-feira pode ser alterada, com inclusão ou exclusão de processos.

Veja os destaques:

– Representação sobre suposto descumprimento de dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal, da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2014 e da Lei Orçamentária Anual de 2014.

– Representação em que se requer adoção de medida cautelar com vistas a evitar o comprometimento do Orçamento da União com as despesas vinculadas às obrigações assumidas do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS).

– Auditoria com o objetivo examinar as participações acionárias do BNDESPar nas cinco empresas do Grupo EBX.

– Representação acerca de possíveis irregularidades na execução do Programa Pé-de-Meia.

– Representação sobre possíveis irregularidades na fiscalização e no tratamento regulatório de contrato de compra e venda de energia celebrado no âmbito do Programa Prioritário de Termeletricidade (PPT).

– Levantamento sobre a estrutura de contratações das empresas estatais do setor nuclear brasileiro.

– Acompanhamento do projeto do túnel imerso entre os municípios de Santos e Guarujá.

– Auditoria com o objetivo de examinar o edital da obra de dragagem de aprofundamento e manutenção do canal de acesso ao Porto de Santos.

– Solicitação do Congresso em que se requer a realização de auditoria sobre a utilização de recursos de convênios e empréstimos internacionais em programas e contratos sob a esfera do Ministério das Cidades e do MME, atingidos pela Operação Rejeito, deflagrada pela PF.

– Auditoria de conformidade para avaliar as medidas adotadas pelo INSS e pela Dataprev em resposta a incidentes de segurança da informação ocorridos entre 2021 e 2023.

– Representação em que se requer a análise das causas da perturbação no Sistema Interligado Nacional (SIN) que, em 15/8/2023, afetou o fornecimento de energia elétrica em parte do país.

Brasil tem a mesma meta de inflação que os vizinhos — mas os juros mais altos da região; entenda por quê

15 de Março de 2026, 12:06

O Brasil convive com a mesma meta de inflação que seus pares emergentes latinos – México, Colômbia e Chile – mas mantém as maiores taxas de juros, ainda que esteja à beira de um processo de flexibilização monetária.

Questões históricas, estruturais e de curto prazo da economia brasileira ajudam a explicar o juro elevado, mas economistas consultados pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) ainda colocam em debate a sustentabilidade do alvo de inflação em 3% no desenho do País.

Em evento do BTG Pactual no mês passado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu que a meta de inflação do Brasil é compatível com a dos seus pares, mas questionou a necessidade de taxas de juros tão elevadas no País, em 15% ao ano, quando comparado a México (7%), Colômbia (10,25%) e Chile (4,5%).

Uma economia com a maior pressão de dívida pública entre seus pares, uma taxa de juro neutra historicamente elevada, e expectativas de inflação – tanto corrente quanto futuras – ainda desancoradas ajudam a explicar o porquê de uma taxa de juros nominal em 15% no Brasil, segundo os analistas, que defendem um maior esforço no controle das contas públicas.

Mesmo que o nível do juro seja o maior entre os seus pares, o economista para América Latina do Citi, Ernesto Revilla, considera que o BC brasileiro tem tido mais sucesso entre seus pares na missão de atingir a meta de 3%. No horizonte relevante, no terceiro trimestre de 2027, o BCB projeta inflação em 3,2%.

“México e Colômbia, por exemplo, podem ter a mesma meta, mas os bancos centrais desses países estão relutantes em realmente reduzir a inflação até a meta. Diria que o BCB é mais respeitado por sua comunicação e análise técnica quando comparado aos bancos centrais do México e Colômbia”, avalia.

Em fevereiro, o Diretório Nacional do PT aprovou uma resolução em que defendia a revisão da meta de inflação, de 3%, “compatibilizando-a com crescimento econômico, geração de empregos de qualidade”.

O debate sobre uma eventual mudança na meta em um momento em que as expectativas de inflação estão desancoradas, porém, não seria a melhor ideia, segundo os economistas.

“Nunca é uma boa ideia discutir isso quando você está acima da meta, porque parece que está mudando as regras do jogo”, diz Revilla.

Ele reconhece, porém, que é um tema que vale a pena ser revisitado após um processo de ganho de credibilidade.

Na mesma linha, o professor do Insper Marcelo Kfoury Moinhos considera que a meta de 3% no País é “ambiciosa” e concorda que uma mudança seria “contraproducente”.

Mas ele pondera que, ainda que o alvo fosse maior – de 4%, por exemplo, a dinâmica nos juros não seria tão diferente. “Vimos que a desaceleração da economia foi pequena frente ao nível do juro, por exemplo”, disse.

O problema é fiscal

Ex-diretor de Política Econômica do BC e professor da Fundação Getulio Vargas, Sérgio Werlang, defende há tempos uma meta de inflação maior para o desenho da economia brasileira, mas pondera que isso só será possível com um ajuste do lado fiscal.

Werlang lembra que os pares latinos não têm o mesmo grau de indexação de gastos frente ao Orçamento brasileiro. “Se esses países conseguem conviver com uma meta de 3%, o Brasil talvez precise conviver com uma meta um pouco mais alta”, afirma.

Uma reforma na estrutura de gastos públicos deve ser o principal desafio a ser enfrentado para novos desenhos da inflação no Brasil, segundo o economista-chefe do Banco BV, Roberto Padovani.

Ele também chama atenção para o momento atual, em que o BC passa por um processo de consolidação da credibilidade. “Quando alcançar o alvo de 3% e ancorar as expectativas, vale a pena o debate estrutural para uma eventual mudança”, acrescenta.

Kfoury, do Insper, ainda considera que a potência da política monetária, sozinha, têm se mostrado insuficiente para uma ancoragem das expectativas de inflação. “Uma hipótese é a má coordenação com a política fiscal. É como estar com o acelerador em um pé e o freio no outro – o carro derrapa.”

Defesa aguarda novo laudo para pedir prisão domiciliar de Bolsonaro, diz Flávio

15 de Março de 2026, 11:02

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou no sábado (14) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aguarda a elaboração de um novo laudo médico para solicitar novamente à Justiça a concessão de prisão domiciliar. A declaração foi dada após visita ao pai, internado no Hospital DF Star, em Brasília.

Segundo Flávio, o pedido será fundamentado no agravamento recente do quadro de saúde e na necessidade de acompanhamento contínuo. Ele disse que, apesar de Bolsonaro ser “muito bem tratado” onde está custodiado, passa longos períodos sozinho, o que representaria risco diante dos efeitos colaterais dos medicamentos e de eventuais emergências médicas.

“Ele passa muito tempo do dia sozinho, essa que é a nossa preocupação. Ele desequilibrar pelo efeito colateral do remédio que ele toma para tentar conter o soluço, sofrer um acidente, e aí alguém demorar até encontrá-lo”, disse.

Segundo Flávio, Bolsonaro permanece debilitado, com aparência abatida, voz enfraquecida e persistência de soluços, sintomas que já haviam sido registrados anteriormente.

O Hospital DF Star informou, em boletim divulgado no sábado, que o paciente apresentou piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios. De acordo com a nota, Bolsonaro está clinicamente estável, mas não há previsão de alta da UTI. O ex-presidente foi levado para o hospital na manhã de sexta-feira (13).

“Se tivesse demorado uma ou duas horas, podia ter realmente complicado, avançar para um quadro de infecção generalizada, o que reforça a importância de ele estar com um acompanhamento permanente, seja de familiares, seja de profissionais de saúde, 24 horas por dia, isso é possível em casa”, afirmou o senador em conversa com jornalistas.

Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro de 2025 e cumpre pena de 27 anos e três meses em regime fechado na Penitenciária da Papuda, em Brasília.

Na expectativa de novo encontro entre Trump e Xi, EUA e China começam negociações comerciai

15 de Março de 2026, 10:48

Representantes de Pequim e Washington iniciaram negociações econômicas e comerciais neste domingo (15), em Paris, informou a agência estatal chinesa Xinhua.

As reuniões, lideradas pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e pelo vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng, devem abrir caminho para a visita de Estado do presidente norte-americano, Donald Trump, a Pequim para se reunir com o líder chinês Xi Jinping dentro de cerca de duas semanas.

A Casa Branca afirmou que Trump viajará à China de 31 de março a 2 de abril, embora Pequim ainda não tenha confirmado oficialmente.

Bessent disse na quinta-feira (12) que sua equipe continuará a apresentar resultados que coloquem os agricultores, trabalhadores e empresas dos Estados Unidos em primeiro lugar. O Ministério do Comércio da China afirmou na sexta-feira que os dois lados discutirão “questões comerciais e econômicas de interesse mútuo”.

A visita de Trump à China será a primeira de um presidente americano desde que ele esteve no país em seu primeiro mandato, em 2017. Ela ocorrerá cinco meses depois de os dois líderes se reunirem na cidade sul-coreana de Busan e concordarem com uma trégua de um ano na guerra comercial, que havia levado tarifas retaliatórias de ambos os lados a subir temporariamente para três dígitos antes de serem reduzidas.

PSD está perto de anunciar Ratinho Jr. como candidato; decisão será confirmada no fim do mês

13 de Março de 2026, 18:05

O PSD está próximo de anunciar o governador do Paraná, Ratinho Junior, como seu candidato à Presidência da República. A informação foi confirmada ao Estadão por lideranças da legenda que tratam a decisão como “encaminhada”, após a o comentarista Merval Pereira, da GloboNews, cravar a escolha.

Integrantes da sigla e o próprio partido, de forma oficial, apontam, porém, que o anúncio do candidato escolhido só se dará no final do mês.

De acordo com uma liderança do PSD, embora o martelo ainda não esteja formalmente batido, a tendência é mesmo a escolha de Ratinho, em razão de ele ser considerado “mais maduro” para assumir a candidatura. Ele aponta que, “pelo espírito e clima” e pela “capacidade de crescimento”, a escolha faria mais sentido.

Outro afirmou que Ratinho só não será o nome se ele não quiser e que o tabuleiro está desenhando, com os governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) concorrendo ao Senado. Contudo, disse que é importante esperar a filiação de Caiado ao partido, que acontecerá neste sábado (14) durante evento para apresentação de candidaturas locais em Goiás, para que a escolha seja anunciada. Gilberto Kassab vai participar do evento.

Procurado, Ratinho Junior afirmou, por meio de nota, que ele continua cumprindo suas agendas normalmente no Paraná e “espera com tranquilidade e muito respeito ao demais concorrentes, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite, que o partido oficialize no momento oportuno o candidato a presidente da legenda”.

“Em respeito ao compromisso selado entre os três pré-candidatos, Ratinho Junior prefere aguardar a definição oficial da direção do PSD”, informou.

Já o PSD Nacional informou que a sigla “irá anunciar até o fim de março a escolha de seu pré-candidato” e que os três nomes “seguem apresentando aos brasileiros seus projetos e realizações, que pautarão o plano de governo da candidatura do partido”.

Pressão do PL sobre Ratinho Junior

Conforme mostrou o Estadão, o PL pressiona Ratinho a desistir da candidatura para apoiar o senador Flávio Bolsonaro ainda no primeiro turno. Em troca, garantia apoio ao grupo político do governador no Paraná. Contudo, o entorno de Ratinho resiste à ideia argumentando que o bolsonarismo descumpriu um pacto em 2024, na disputa à Prefeitura de Curitiba.

Na ocasião, embora o PL tivesse escolhido o bolsonarista Paulo Martins para a vaga, Bolsonaro acabou ficando ao lado da rival Cristina Graeml (então no PMB, hoje no União Brasil), o que enfureceu o grupo de Ratinho. O aliado do governador acabou vencendo no segundo turno.

Flávio quer opções para ter um palanque no Paraná, caso Ratinho não aceite aderir à candidatura no primeiro turno. Uma delas é apoiar o senador Sergio Moro (União), que tenta construir sua empreitada ao governo estadual.

Um acordo mantido desde 2024 é que uma das vagas ao Senado a serem apoiadas pelo PSD seria do PL: no caso, do deputado federal Filipe Barros. Graeml vem tentando conquistar apoio à sua pré-candidatura. Ela se reuniu tanto com Marinho quanto com Moro no Senado Federal nesta semana.

Nos planos dos dirigentes do PL, há também a opção de apoiar Guto Silva (PSD), candidato de Ratinho Júnior, o que agradaria ao partido de Gilberto Kassab.

Correios renegociaram 98,2% das dívidas com fornecedores, com economia de R$ 321 milhões

13 de Março de 2026, 17:54

A cúpula dos Correios avalia positivamente os primeiros resultados do plano de reestruturação da empresa, com o cumprimento das metas de receita e despesa. No momento, a avaliação é de que as medidas têm servido para dar folga ao caixa da estatal e manter a sua liquidez. A expectativa, no entanto, ainda é de que haja um prejuízo expressivo em 2026, a ser revertido apenas em 2027.

De janeiro até esta sexta-feira, 13, a empresa economizou R$ 321 milhões com a renegociação de 98,2% das suas dívidas com fornecedores e prestadores de serviços. Pelo processo, esses credores concordam em abrir mão de multas e juros para receber os valores. Parte desses pagamentos ainda é parcelada nominalmente, ou seja, sem o acréscimo de correções.

A negociação tem sido possível por causa dos R$ 12 bilhões obtidos pelos Correios por meio de um empréstimo com um consórcio de bancos com garantia da União, firmado no fim de 2025.

A estatal tenta se reestruturar após a maior crise da sua história, que levou a um prejuízo de R$ 6,057 bilhões de janeiro a setembro do ano passado. Em 2026, o governo estima um déficit primário de R$ 9,101 bilhões.

Para reforçar a liquidez, os Correios também conseguiram parcelar um total de R$ 1,2 bilhão em pagamentos de precatórios e impostos. Esses valores não são uma economia propriamente dita, porque ainda precisam ser pagos, mas o seu espalhamento no tempo alivia o caixa da companhia.

No curto prazo, a expectativa também é de turbinar o caixa por meio da venda de imóveis. Ainda este mês, os Correios planejam ofertar em leilão cerca de R$ 600 milhões em prédios de propriedade da companhia, especialmente em cidades médias e grandes. A tendência é que entre 20% e 40% da oferta seja vendida, até um total de R$ 120 milhões. O plano de reestruturação prevê, ao todo, a venda de R$ 1,5 bilhão em imóveis da empresa.

A estatal implementou ainda um plano de demissão voluntária (PDV) que tem como objetivo desligar até 10 mil funcionários. Ao todo, 500 já deixaram a empresa, e outros mil devem ser desligados até a próxima segunda-feira, 16.

A expectativa é que a meta total seja atingida este ano, à medida que ações como o fechamento de pontos físicos também estimulam os desligamentos. Os Correios já fecharam 127 pontos, ante uma meta de mil.

A direção dos Correios analisa, nos bastidores, que há três dimensões políticas a serem equilibradas dentro da companhia. A do governo, a dos trabalhadores e a da sociedade. Enquanto a estatal observa apoio do Executivo, tem tido dificuldades em convencer seus funcionários de que a reestruturação é um processo doloroso, mas necessário para a recuperação da empresa.

Apenas com uma revisão no plano de saúde dos empregados, o Postal Saúde, a empresa economizou cerca de R$ 70 milhões em janeiro. A expectativa é de que a economia total em 2026 fique entre R$ 500 milhões e R$ 700 milhões.

Números internos a que a reportagem teve acesso indicam que houve um salto, já em 2026, de 65% para 91% de entregas no prazo prometido. O ideal, para elevar as receitas, é de 97%.

Para tentar ganhar em qualidade de serviço, os Correios fizeram um processo seletivo para superintendentes, além de impor metas de economia para as unidades que chegam, ao todo, a R$ 1 bilhão ao ano.

Está em estudo ainda uma forma de recompensar os funcionários pelas metas atingidas, mas a falta de caixa dificulta que esses incentivos sejam feitos em dinheiro como em outras corporações. Por enquanto, os objetivos ajudam os trabalhadores da estatal a seguirem mais rapidamente na progressão de carreira.

Bolsas da Ásia fecham em baixa com temor renovado de guerra prolongada no Oriente Médio

13 de Março de 2026, 06:21

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta sexta-feira (13), após novo salto do petróleo, em meio a temores renovados de que um conflito prolongado no Oriente Médio afete os suprimentos de energia, comprometendo a perspectiva econômica global.

O índice japonês Nikkei caiu 1,16% em Tóquio, a 53.819,61 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 1,72% em Seul, a 5.487,24 pontos, o Hang Seng cedeu 0,98% em Hong Kong, a 25.465,60 pontos, e o Taiex registrou queda de 0,54% em Taiwan, a 33.400,32 pontos.

Na China continental, os mercados tiveram perdas semelhantes, de 0,82% do Xangai Composto, a 4.095,45 pontos, e de 0,88% do menos abrangente Shenzhen Composto, a 2.701,41 pontos.

O novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, disse em pronunciamento ontem que o Estreito de Ormuz, uma artéria vital para o comércio global de petróleo, deve permanecer fechado e que Teerã poderá abrir outras frentes na guerra com os Estados Unidos e Israel se o conflito persistir.

Neste quadro de incertezas, o petróleo manteve tendência de alta nesta madrugada, depois de saltar mais de 9% nos negócios de quinta-feira.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou levemente no vermelho: o S&P/ASX 200 caiu 0,14% em Sydney, a 8.617,10 pontos.

Energisa (ENGI11): Lucro líquido consolidado soma R$ 975 milhões no 4T25, queda de 54%

13 de Março de 2026, 05:59

O lucro líquido consolidado da Energisa (ENGI11) ficou em R$ 975,2 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 54% na comparação com igual período de 2024. Descontando ajustes, como o Valor Novo de Reposição (VNR) do segmento de distribuição, o lucro líquido societário da transmissão, efeitos não caixa e não recorrentes e adicionando o lucro regulatório do segmento de transmissão, o lucro líquido ajustado recorrente foi de R$ 806,4 milhões, 150,4% acima do reportado um ano antes.

No consolidado de 2025, o lucro líquido consolidado alcançou 3,14 bilhões, montante 32,3% menor que o anotado no exercício anterior. Descontando os ajustes, o resultado líquido recorrente cresceu 9,5%, para R$ 2,06 bilhões.

Pesou no desempenho trimestral a alta de 404,2% do resultado financeiro, que ficou negativo em R$ 957,6 milhões, ante os R$ 189,9 milhões anotados entre outubro e dezembro de 2024.

O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda) cresceu 11,9% no quarto trimestre, frente igual etapa de 2024, para R$ 2,013 bilhões. Pelo critério ajustado recorrente, o Ebitda chegou a R$ 2,326 bilhões, avanço de 21,7%. Já o Ebitda ajustado para critério de covenants, que considera receitas de acréscimos moratórios, subiu 11,5%, para R$ 2,12 bilhões.

A receita líquida ajustada somou R$ 7,92 bilhões nos últimos três meses de 2025, aumento de 4,3% em relação ao reportado entre outubro e dezembro do ano anterior.

A dívida líquida ajustada da Energisa alcançou R$ 32,829 bilhões ao fim de dezembro, acima dos R$ 29,2 bilhões anotados no encerramento de setembro. A alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado covenants 12 meses ficou em 3,6 vezes, acima dos 3,2 vezes do terceiro trimestre.

Já os investimentos somaram R$ 1,89 bilhão entre outubro e dezembro, queda de 7,5% frente a iguais meses do ano anterior. No consolidado de 2025, os investimentos totalizaram R$ 6,6 bilhões, alta anual de 2,3%.

Eduardo Leite e Kassab minimizam pesquisas eleitorais e PSD como ‘terceira via’

11 de Março de 2026, 17:08

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), minimizou nesta quarta-feira, 11, as pesquisas de intenção de voto que mostram uma vantagem de Ratinho Jr., seu adversário dentro do PSD para uma candidatura à Presidência pelo partido nas eleições 2026.

Pesquisas Meio/Ideia e Genial/Quaest divulgadas nesta quarta-feira (11) apontam o governador paranaense como o principal nome e o gaúcho com a menor intenção de voto entre os pré-candidatos do PSD a presidente.

“Pesquisas de intenção de voto são menos relevantes agora. O que interessa identificar é o humor do eleitor, o sentimento que há, a rejeição ao atual governo, a rejeição aos dois principais candidatos”, declarou Leite.

O governador afirma que o que “define eleição é chegada, não largada” e atribuiu a vantagem de Ratinho Jr. à fama do pai, o apresentador Ratinho.

“Todo mundo sabe, o próprio nome do governador Ratinho, até pela marca que carrega do pai, com muito mérito, que alcançou pela sua trajetória na comunicação, uma visibilidade nacional, é mais conhecido do eleitor. Mas o que vai definir realmente o próximo presidente da República não é a largada, é a chegada. E a chegada vai ser medida a partir dessa capacidade de dialogar com um amplo aspecto político”, falou.

‘Terceira via’

Na segunda-feira, o presidente nacional PSD, Gilberto Kassab, rejeitou o rótulo de “terceira via” para o candidato do partido, já que as pesquisas apontam os nomes distantes dos líderes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Em evento na capital paulista, o líder da sigla afirmou que o nome escolhido por ele para disputar o pleito “será a melhor via”.

“Uma candidatura que represente as aspirações da sociedade brasileira no que diz respeito ao combate à corrupção, mais transparência, voto distrital, e idade mínima para os tribunais superiores”, afirmou Kassab em evento na Associação Comercial de São Paulo.

TCU libera acesso da CAE do Senado a informações sigilosas sobre caso Master

11 de Março de 2026, 17:07

O Tribunal de Contas da União (TCU) liberou nesta quarta-feira, 11, o compartilhamento integral de informações e documentos sobre o caso Master com a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Esse colegiado do Senado Federal vai receber inclusive dados sigilosos. Além disso, o Tribunal aprovou a concessão de serviço de assessoria aos trabalhos da CAE.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) é o presidente da CAE e o acesso às informações sobre o tema devem subsidiar a análise feita por este colegiado da área econômica no Senado. Serão compartilhados documentos e informações sobre a atuação da Corte de Contas no caso.

O TCU recomendou a preservação dos procedimentos das informações sigilosas que serão compartilhadas. Pela recomendação, os dados sensíveis precisam ser gravados com a marca d’água, indicando a necessidade de manutenção de sigilo pela Comissão Legislativa.

De acordo com a previsão regimental, quem tiver acesso às informações sigilosas tem obrigação de resguardar a confidencialidade, sob pena de ações legais e cabíveis.

Também na sessão desta quarta, no TCU, foi votado um pedido de impedimento e suspeição do ministro Jhonatan de Jesus, que é relator do processo de fiscalização da atuação do Banco Central nos procedimentos que levaram à liquidação do Banco Master. O TCU negou essa solicitação.

O pedido negado havia sido feito pelos Instituto José do Patrocínio, Instituto de Advocacia Racial e Ambiental (IARA) e Instituto Afrobrasileiro de Ensino Superior.

Moraes arquiva inquérito contra Elon Musk sobre suposta atuação em milícias digitais

10 de Março de 2026, 16:58

O ministro Alexandre de Moraes arquivou nesta terça, 10, o inquérito que investiga o bilionário Elon Musk por suposta “instrumentalização criminosa” do antigo Twitter, além de suspeitas de desobediência a decisões judiciais, obstrução à Justiça em contexto de organização criminosa e incitação ao crime.

Na última terça, 3, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu o arquivamento do inquérito que atinge o bilionário e dono do X. Na percepção do PGR, “as hipóteses criminais aventadas não encontraram lastro probatório suficiente para a sua confirmação”.

Para o ministro, “tendo o Ministério Público requerido o arquivamento no prazo legal, não cabe ação privada subsidiária, nem a título originário, sendo essa manifestação irretratável, salvo no surgimento de novas provas”.

No pedido de arquivamento, o procurador Paulo Gonet atestou que “não se logrou identificar comportamento doloso por parte dos representantes legais da provedora que consubstanciasse desobediência a decisões sobre suspensão de direitos, embaraço a investigações de organizações criminosas ou incitação pública ao crime; ao revés, o que se descortinou foram falhas operacionais pontuais que, uma vez notificadas, foram prontamente sanadas pela companhia”.

Musk é um dos alvos do inquérito das milícias digitais, que apura a atuação de grupos suspeitos de disseminar notícias falsas em redes sociais e foi instaurado em abril de 2024 por Alexandre de Moraes.

À época, a Polícia Federal afirmou em relatório que “os investigados intensificaram a utilização da estrutura da milicia digital fora do território brasileiro com os objetivos de se furtar ao cumprimento das ordens judiciais e tentar difundir informações falsas ou sem lastro para obter a aderência de parcela da comunidade internacional com afinidade ideológica com o grupo investigado para impulsionar o extremismo do discurso de polarização e antagonismo aos poderes constituídos no País”.

O procurador Paulo Gonet discordou da avaliação preliminar da PF e afirmou no pedido de arquivamento da investigação que “inexistem elementos de informação que apontem para uma resistência deliberada da plataforma em acatar as determinações desta Corte ou do Tribunal Superior Eleitoral”.

“As intercorrências relatadas pela autoridade policial, embora tenham permitido o acesso efêmero a conteúdos suspensos, configuram impropriedades técnicas inerentes à gestão de uma rede de dimensões globais, carecendo de intenção fraudulenta”, sustentou o PGR.

A defesa de Elon Musk no Brasil, conduzida pelo criminalista Sérgio Rosenthal, afirmou que “o pedido de arquivamento dos autos reflete, portanto, a postura correta e colaborativa da empresa, que não compactua, assim como jamais compactuou com qualquer ilegalidade”.

Embora tenha acolhido o pedido da Procuradoria, Moraes afirmou no despacho que “a titularidade privativa da ação penal ao Ministério Público não afasta o dever do Poder Judiciário de exercer sua atividade de supervisão judicial”.

Presidente da CPI do INSS rebate Moraes e diz que comissão não vazou conversas do ministro

7 de Março de 2026, 08:40

O presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG) rebateu nesta sexta-feira (6) a nota divulgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a pedido do ministro Alexandre de Moraes e afirmou que a comissão parlamentar não divulgou material sigiloso envolvendo integrantes da Corte.

A manifestação foi publicada nas redes sociais após a nota a pedido de Moraes afirmar que conversas encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no dia em que foi preso foram tornadas públicas pela CPI do INSS. No comunicado, Moraes nega que prints de mensagens atribuídos ao banqueiro tenham sido enviados a ele.

Segundo Viana, a comissão atuou dentro dos limites legais e não foi responsável pelo vazamento de qualquer conteúdo sigiloso. “A CPMI sempre atuou dentro dos limites legais e regimentais”, escreveu o senador. Ele acrescentou que é necessário identificar a origem das informações divulgadas antes de atribuir responsabilidade ao Parlamento.

O texto, divulgado pela Secretaria de Comunicação do STF, afirma que uma análise técnica constatou que o diálogo divulgado foi travado com outra pessoa, e que “as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes”.

Na nota, o ministro não nega, porém, que tenha conversado com Vorcaro em 17 de novembro do ano passado, dia no qual o banqueiro foi preso pela primeira vez na primeira fase da Operação Compliance Zero. Pessoas ouvidas pelo Estadão confirmam que houve troca de mensagens entre ambos neste dia.

A troca de mensagens se dava com prints no modo visualização única. Para manter o sigilo, tanto Vorcaro quanto Moraes escreviam textos em seus blocos de notas, capturavam a tela e enviavam as imagens com o recurso que só permite uma única visualização antes de apagar o arquivo.

 

O conteúdo das mensagens

Segundo informações da colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, Vorcaro e Moraes trocaram mensagens pelo WhatsApp durante todo o dia 17 de novembro de 2025, data em que o banqueiro foi preso pela Polícia Federal (PF) pela primeira vez.

Dados extraídos do celular do executivo indicam que ele prestava contas ao ministro sobre negociações de venda do banco e sugerem diálogos a respeito de um inquérito sigiloso que tramitava na Justiça Federal de Brasília.

A defesa do banqueiro apresentou ao STF um pedido para investigar o vazamento de informações do conteúdo de seu celular, incluindo “conversas íntimas” e “supostos diálogos com autoridades e até com o ministro do STF Alexandre de Moraes”. O pedido foi acolhido pelo ministro André Mendonça, relator do caso na Corte.

Nesta sexta-feira, Mendonça determinou que a PF abra um inquérito para apurar a origem do vazamento de dados sigilosos de Vorcaro. As informações estavam sob a custódia da PF e foram compartilhadas com a CPI do INSS.

O Estadão confirmou com fontes ligadas ao caso que Vorcaro efetivamente trocou mensagens com Moraes naquele dia por meio de fotos de visualização única.

Na extração de dados do celular do banqueiro, há sete imagens de rascunhos com mensagens sobre negociações do Master com o Banco Central. Em alguns desses arquivos, o horário de criação é próximo ao horário de envio das mensagens de Vorcaro ao ministro.

Nos textos, o banqueiro relata ter antecipado o negócio com o grupo Fictor para tentar salvar o banco e menciona que um possível vazamento de informações seria prejudicial, mas poderia servir de gancho para entrar no circuito do processo. Vorcaro questionou o magistrado por duas vezes se havia alguma novidade e chegou a perguntar diretamente: “Conseguiu bloquear?”.

Um dos prints do bloco de anotações do celular de Vorcaro, registrado às 18h32, traz a pergunta: “Conseguiu ter notícia ou bloquear?”.

A cronologia dos fatos indica que, enquanto falava com o ministro, o banqueiro monitorava o avanço das investigações. Segundo a PF, Vorcaro teria obtido informações sigilosas por meio de um acesso ilegal aos sistemas da própria corporação e tentou peticionar na 10ª Vara Federal de Brasília apenas 18 minutos após a decretação de sua prisão, em uma tentativa de barrar medidas cautelares.

Na última comunicação registrada, às 20h48, Vorcaro respondeu a uma possível dúvida sobre os negócios e afirmou que a movimentação poderia inibir algo não detalhado. Antes de encerrar, avisou que estava indo assinar com investidores estrangeiros, momento em que Moraes teria reagido apenas com um emoji de polegar levantado.

O executivo acabou preso pela PF por volta das 22h, antes de decolar rumo a Malta, de onde seguiria para Dubai.

Mendonça manda PF investigar vazamento

Carlos Viana também reagiu à decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no STF, que determinou a abertura de investigação para apurar eventual vazamento de dados relacionados à CPI.

O senador afirmou receber a medida “com serenidade e respeito institucional”, mas ressaltou que o Congresso possui prerrogativas constitucionais próprias para conduzir investigações.

Defesa confirma morte do “Sicário” de Vorcaro, após protocolo de morte encefálica

7 de Março de 2026, 08:17

A defesa de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” do banqueiro Daniel Vorcaro, declarou no final da noite desta sexta-feira (6) que ele morreu. O óbito foi confirmado em nota enviada pelo advogado Robson Lucas, que acompanha o caso de Mourão desde a sua prisão na quarta-feira (4).

“Informamos que o quadro clínico de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão evoluiu a óbito, que foi legalmente declarado às 18h55, após encerramento do protocolo de morte encefálica iniciado hoje, 06.03.26, por volta das 10h15. O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal, seguindo-se o protocolo legal”, disse o advogado.

Integrantes da Polícia Federal de Minas chegaram a informar que Mourão teria morrido ainda na quarta-feira, dia em que atentou contra a própria vida após ser preso. Depois, uma nota nacional da corporação informou que não havia confirmação do óbito.

Na última quinta-feira (5), a defesa de Mourão diz que ele estava vivo e que o estado era grave, mas sem protocolo de morte cerebral.

Segundo a corporação, o “Sicário” foi encontrado desacordado na cela em que estava custodiado na Superintendência Regional da PF no Estado.

Mourão teria se enforcado usando a própria camiseta. Ele foi inicialmente reanimado por cerca de 30 minutos pelo Grupo de Pronta Intervenção da PF em Minas Gerais (GPI) e, em seguida, encaminhado ao Hospital João XXIII pela equipe do Samu.

Conhecido como “Sicário”, Mourão é apontado nas investigações como responsável pela obtenção de informações sigilosas, monitoramento de adversários e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses de Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Centro de Valorização da Vida (CVV)

Se estiver precisando de ajuda imediata, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV), serviço gratuito de apoio emocional que disponibiliza atendimento 24 horas por dia. O contato pode ser feito por e-mail, pelo chat no site ou pelo telefone 188.

PF cumpre prisões para apurar manipulação e comercialização de dados de ministros do STF

5 de Março de 2026, 12:09

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação nesta quinta (5) para apurar a existência de uma base de dados não oficial com informações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que seriam manipuladas e comercializadas.

São cumpridos cinco mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão expedidos pelo STF.

Uma das suspeitas é que os dados do ministro Alexandre de Moraes teriam sido adulterados e comercializados por meio desse esquema.

“As investigações tiveram início após a identificação de uma base de dados não oficial, abastecida por meio de acessos indevidos a sistemas e bases governamentais, contendo informações pessoais de ministros do STF”, informou a PF em nota.

São apurados crimes de organização criminosa, invasão de dispositivos, corrupção de dados, furto qualificado mediante fraude e lavagem de dinheiro.

Membro do Fed vê risco inflacionário em guerra com Irã, mas impacto econômico segue indefinido

5 de Março de 2026, 12:09

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Richmond, Tom Barkin, afirmou que ainda não tem clareza sobre os impactos econômicos da guerra envolvendo o Irã, mas destacou que choques nos preços de energia podem afetar a inflação e o comportamento do consumidor nos Estados Unidos.

Em entrevista à Bloomberg TV nesta quinta-feira (5) Barkin disse que aumentos nos preços da gasolina continuam sendo um fator relevante para o sentimento das famílias e podem reduzir outros gastos. “Os preços da gasolina ainda importam para o sentimento e podem deslocar outros tipos de consumo”, afirmou.

Barkin ressaltou que, em tese, choques de curto prazo nos preços de energia tendem a ser temporários. “Os manuais diriam para olhar além de choques de curto prazo”, disse. Ainda assim, destacou que o Fed acompanhará a evolução desses efeitos antes de definir qualquer resposta. “O Fed seguirá decidindo juros reunião a reunião. Se os preços da gasolina estiverem mais altos, isso é inflacionário e teremos de decidir por quanto tempo isso vai durar.”

O dirigente também avaliou que os dados recentes de inflação trouxeram alguma incerteza sobre o progresso do processo desinflacionário.

Ele argumentou que os números recentes “levantam dúvidas sobre se o Fed já terminou sua luta contra a inflação”.

Por outro lado, Barkin apontou sinais positivos na economia. Segundo ele, empresas têm ampliado investimentos em produtividade, o que ajuda a sustentar margens corporativas mesmo diante de pressões como tarifas. “Estamos vendo empresas investirem em produtividade”, disse, observando que um crescimento de produtividade de 2,8% “ainda é um número bastante bom”.

Barkin reiterou que a política monetária segue em território modestamente restritivo, embora a demanda permaneça sólida. O dirigente também defendeu que o banco central tenha “uma presença menor nos mercados”.

Relator do aumento de capital da United Airlines na Azul (AZUL53) encaminha denúncia de ‘gun jumping’

5 de Março de 2026, 11:00

O conselheiro Diogo Thomson de Andrade, relator do aumento de capital da United Airlines na Azul (AZUL53), aprovado no mês passado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), encaminhou à Superintendência-Geral do órgão uma petição do Instituto de Pesquisas e Estudos da Sociedade e Consumo (IPSConsumo) que alega haver consumação antecipada (gun jumping) em outra operação entre a Azul e a American Airlines.

A entidade requer, entre outras medidas, a instauração de um Procedimento Administrativo para Apuração de Ato de Concentração Econômica (Apac).

De acordo com despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU), o conselheiro avalia que “as alegações trazidas pelo IPSConsumo noticiam indícios de integração prematura de atividades e exercício de influência material entre agentes econômicos sem a prévia notificação e aprovação desta autarquia, a matéria atrai a competência apuratória primária da Superintendência-Geral do Cade”.

No dia 11 de fevereiro, o plenário do tribunal do Cade aprovou, por unanimidade, o aumento da participação minoritária detida pela United na Azul, no âmbito do processo de reorganização judicial da companhia brasileira nos Estados Unidos, conduzido sob o Chapter 11.

Com a operação, a participação da United no capital social da Azul passou de 2,02% para aproximadamente 8%.

Uma semana depois, a Azul informou ter fechado os aditamentos aos acordos de investimento (equity investment agreements – EIAs) com a United e a American. Cada companhias aportará US$ 100 milhões na aérea brasileira, totalizando US$ 200 milhões.

Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), companhias americanas se comprometeram individualmente a realizar investimentos em equity que apoiarão a capitalização da Azul na saída do Chapter 11 e estão integrados ao plano de reorganização da companhia aprovado pela United States Bankruptcy Court for the Southern District of New York.

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