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VÍDEO – Desembargador reclama de pensão alimentícia: “Ninguém quer trabalhar”

25 de Março de 2026, 17:29
O desembargador José Reginaldo Costa. Foto: Reprodução

Na última terça (24), um julgamento no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) gerou repercussão após as declarações de desembargadores durante o caso de pensão alimentícia de uma mulher vítima de violência doméstica. Ela, que é moradora de Guanambi, no sudoeste do estado, viveu um relacionamento abusivo, sendo impedida de trabalhar por cerca de dez anos pelo ex-marido.

Atualmente, ela vive de favor e tenta retomar sua vida com um filho fruto da relação. Durante a sessão, o relator votou para fixar uma pensão provisória de um salário mínimo pelo período de 12 meses, mas houve divergência entre os magistrados.

“O único reparo que eu faço é o valor da pensão. Eu acho que o salário mínimo é muito pouco. Se o filho tem direito a três salários mínimos, ela também tem”, disse a magistrada. O desembargador Francisco Oliveira Bispo discordou e afirmou: “Depois da separação é vida nova, tem que lutar, tem que ir em frente”. Ele defendeu que o agressor já foi responsabilizado de outras maneiras.

Na sequência, José Reginaldo Costa, outro desembargador, afirmou que a pensão “estimularia a ociosidade” e pediu “cautela” para analisar o caso. “Daríamos o mesmo tratamento se fosse o inverso? O homem não tem perspectiva de gênero nesse ponto. Eu julgo de forma isenta”, afirmou.

“Talvez seja o salário do prefeito de Guanambi. No interior, se a gente procura uma diarista, não encontra. Ninguém quer mais trabalhar”, prosseguiu.

Falas de desembargadores em julgamento de pensão alimentícia gera repercussão: 'Ninguém quer mais trabalhar' https://t.co/FNRE4wWwKq #g1 pic.twitter.com/HG4IjPL1dz

— g1 (@g1) March 25, 2026

A discussão foi contestada por outros desembargadores, que disseram que é importante analisar o caso sob a perspectiva de gênero, considerando o histórico de violência enfrentado pela mulher. Eles também enfatizaram a necessidade de proteger a vítima, que vive em vulnerabilidade.

No fim, a câmara decidiu aumentar a pensão para três salários mínimos e retirar o prazo fixo, garantindo o pagamento até que a mulher conseguisse se reintegrar ao mercado de trabalho.

“Cadeia para pobres e impunidade para ricos”, diz Lindbergh sobre domiciliar de Bolsonaro

24 de Março de 2026, 16:16
Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes. Foto: Sergio Lima/AFP

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) se manifestou contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que mandou Jair Bolsonaro para a prisão domiciliar por pelo menos 90 dias. O parlamentar afirma que a prisão do ex-presidente “precisa ser afirmada como resposta grave a quem tentou destruir a democracia”.

Em post no X, Lindbergh apontou que a determinação de Moraes “escancara é o funcionamento seletivo do sistema penal” e que Bolsonaro já tinha atendimento médico permanente na “Papudinha”, mas seus aliados conseguiram pressionar a Corte para mandá-lo para casa.

O petista ainda diz que a decisão do ministro deixa uma mensagem: “Cadeia para os pobres e impunidade para os ricos”.

O deputado federal Lindbergh Farias. Foto: Gabriel Paiva

Leia a manifestação do deputado na íntegra:

Acabou de sair a decisão do ministro Alexandre de Moraes que concedeu, por prazo inicial de 90 dias, a prisão domiciliar a Jair Bolsonaro, após parecer favorável da PGR. A condenação de Bolsonaro e dos militares golpistas marcou a história do país e precisa ser afirmada como resposta grave a quem tentou destruir a democracia. Mas a forma de execução da pena também revela muito sobre a estrutura de poder no Brasil.

O ponto que esse caso escancara é o funcionamento seletivo do sistema penal. Bolsonaro já estava numa unidade com espaço amplo e atendimento médico permanente, e ainda assim se construiu uma pressão política e simbólica por um tratamento mais brando.

Enquanto isso, milhares de presos idosos e doentes seguem amontoados em celas superlotadas, sem assistência adequada, sem comoção pública e sem a mesma velocidade de resposta judicial. A família Bolsonaro sempre defendeu crueldade penal para os de baixo, sempre estimulou a lógica de que preso pobre tem de apodrecer na cadeia e agora faz um verdadeiro carnaval quando a pena alcança um dos seus.

Essa é a justiça de classe em estado puro. No Brasil, a prisão pesa com toda a sua brutalidade sobre pobres, negros e periféricos, mas encontra suavizações, cautelas e excepcionalidades quando chega aos poderosos. E agora, os presos com mais de 70 anos, os doentes e os vulneráveis das penitenciárias brasileiras também terão direito à prisão domiciliar? Porque a mensagem que fica, se nada mudar, é de cadeia para os pobres e impunidade para os ricos.

Por que Moraes vetou visitas a Bolsonaro em prisão domiciliar

24 de Março de 2026, 15:51
Jair Bolsonaro. Foto: Pablo Porciuncula/AFP

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro não receba visitas durante o período de prisão domiciliar, com o objetivo de evitar o risco de sepse. O magistrado autorizou a transferência de Bolsonaro para sua residência, sob o uso de tornozeleira eletrônica, por 90 dias, a partir da sua alta médica.

A medida visa proporcionar o tratamento adequado para a broncopneumonia que levou o ex-presidente ao hospital. Em sua decisão, Moraes afirmou que a suspensão de todas as visitas durante os 90 dias de recuperação de Bolsonaro é necessária para garantir um ambiente controlado.

“A suspensão de todas as demais visitas pelo prazo de 90 (noventa) dias, correspondente ao período de recuperação do custodiado, para resguardar o ambiente controlado necessário, principalmente para se evitar o risco de sepse e controle de infecções, conforme anteriormente salientado”, escreveu o magistrado.

O ex-presidente Jair Bolsonaro na garagem de sua casa, em Brasília. Foto: Sergio Lima/AFP

A decisão também inclui a proibição de qualquer visita a outros moradores da residência de Bolsonaro, exceto se houver autorização judicial específica para isso. Embora as visitas externas estejam restritas, os filhos de Bolsonaro, Flávio, Carlos e Jair Renan, têm permissão para visitá-lo, mas com as mesmas condições que estavam em vigor quando ele estava na Papudinha, uma ala especial da penitenciária.

As visitas serão permitidas apenas nos seguintes horários: quartas-feiras e sábados, das 8h às 10h, das 11h às 13h e das 14h às 16h.

A decisão foi proferida na terça (24) e segue a recomendação médica sobre a necessidade de cuidados constantes devido ao quadro clínico de Bolsonaro. O ex-presidente está internado devido a uma broncopneumonia.

Nesta segunda (23), a Procuradoria-Geral da República (PGR) deu um parecer favorável à transferência de Bolsonaro para a prisão domiciliar. No documento, Paulo Gonet afirmou: “Está positivada a necessidade da prisão domiciliar, ensejadora dos cuidados indispensáveis ao monitoramento, em tempo integral, do estado de saúde do ex-Presidente, que se acha, comprovadamente, sujeito a súbitas e imprevisíveis alterações perniciosas de um momento para o outro”.

Moraes aceita pedido da defesa e manda Bolsonaro para prisão domiciliar

24 de Março de 2026, 15:05
O ex-presidente Jair Bolsonaro na garagem de sua casa, em Brasília. Foto: Sergio Lima/AFP

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu transferir Jair Bolsonaro para a prisão domiciliar nesta terça (24). O magistrado aceitou pedido da defesa do ex-presidente, que solicitou a mudança por questões de saúde, especialmente durante a recuperação de um quadro grave de broncopneumonia.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor da decisão nesta segunda (23), alegando que o estado de saúde do ex-presidente requer acompanhamento constante, o que seria mais adequado em um ambiente familiar. Com a decisão, ele será transferido para sua casa no Jardim Botânico, em Brasília.

A prisão domiciliar terá duração inicial de 90 dias, durante a recuperação da broncopneumonia, e, após o período, “será reanalisada a presença dos requisitos necessários para a manutenção da prisão domiciliar humanitária, inclusive com perícia médica se houver necessidade”, segundo Moraes.

O magistrado também determinou que Bolsonaro use tornozeleira eletrônica e proibiu o uso de celular ou qualquer meio de comunicação externa “diretamente ou por terceiros”. Também foram canceladas todas as visitas a ele, com exceção de familiares e médicos com autorização permanente.

Moraes ainda autorizou a continuidade de sessões de fisioterapia e eventuais internações imediatas sem necessidade de comunicar a Justiça.

Jair Bolsonaro internado em hospital. Foto: Reprodução

Bolsonaro foi internado no Hospital DF Star em 13 de março ao apresentar dificuldades respiratórias e foi diagnosticado com broncoaspiração. Após ser internado na UTI, o ex-presidente foi transferido para um quarto, e a equipe médica informou que sua condição estava melhorando, embora sem previsão de alta hospitalar.

O ministro aceitou a argumentação da defesa, levando em consideração a saúde debilitada de Bolsonaro e o risco de complicações no ambiente prisional.

Condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, ele começou a cumprir pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília e, posteriormente, foi mandado para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, local que fica dentro do Complexo Penitenciário da Papuda e é conhecido como “Papudinha”.

Moraes negou uma série de pedidos de transferência para o regime domiciliar nos últimos meses, argumentando que as informações médicas sobre a saúde do ex-presidente não indicavam a necessidade de cuidados médicos em casa e que as condições da Papudinha atendiam as demandas de saúde.

Bolsonaro melhora, mas segue internado e sem previsão de alta

24 de Março de 2026, 14:02
Jair Bolsonaro internado em hospital. Foto: Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro teve uma melhora clínica em seu quadro de saúde, mas segue sem previsão de alta, conforme o boletim médico divulgado nesta terça (24) pelo Hospital DF Star. Ele está sendo tratado por pneumonia bacteriana bilateral, uma complicação decorrente de broncoaspiração.

Bolsonaro recebeu alta da unidade de terapia intensiva (UTI) na segunda (23), mas ainda permanece internado para continuidade do tratamento. “No momento segue com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico e fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta hospitalar”, diz o boletim.

Internado desde o dia 13 de março, Bolsonaro foi diagnosticado com pneumonia bacteriana bilateral, condição provocada por broncoaspiração, que ocorre quando conteúdo do estômago ou secreções entram nas vias respiratórias, podendo levar a uma infecção pulmonar.

O ex-presidente foi hospitalizado após apresentar febre, vômitos e queda na saturação de oxigênio. Desde a internação, a evolução do quadro clínico tem sido gradual.

Embora os indicadores médicos mostrem melhora, Bolsonaro segue no hospital por precaução, já que é necessário um monitoramento constante e fisioterapia para evitar complicações respiratórias, comuns em casos como o dele.

O ex-presidente Jair Bolsonaro na garagem da casa onde cumpria prisão domiciliar, em Brasília. Foto: Scarlett Rocha/Estadão Conteúdo

A situação de saúde de Bolsonaro também impactou as discussões jurídicas sobre o cumprimento da sua pena. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestou favoravelmente à concessão de prisão domiciliar devido à sua condição de saúde. Seus aliados aguardam que, com a melhora do quadro clínico, Bolsonaro possa cumprir sua pena em casa.

A equipe médica do Hospital DF Star estima que o período total de internação de Bolsonaro possa chegar a 14 dias, dependendo da resposta do paciente ao tratamento. A decisão sobre a alta será tomada com base na evolução do estado de saúde e na necessidade de cuidados médicos contínuos.

Flávio contrata ex-editor da Globo demitido por investigação de corrupção

24 de Março de 2026, 13:44
Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: AFP

Tyndaro Menezes, ex-editor da Rede Globo com 30 anos de experiência na emissora, foi contratado pela campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo a Revista Liberta, ele atuará na produção de dossiês contra o presidente Lula e pessoas próximas a ele, prática comum ao bolsonarismo.

Menezes foi demitido da Globo em 2022, após uma investigação revelando sua proximidade com figuras envolvidas em escândalos de corrupção no Rio de Janeiro. O jornalista era ligado a vários contratos com o governo do estado.

Menezes começou sua carreira como office-boy na Globo e subiu na hierarquia, tornando-se editor-executivo do núcleo de jornalismo investigativo. O profissional integrou o núcleo vencedor do prêmio Emmy de 2017.

Ele era próximo de “Rei Arthur”, como era conhecido o então secretário de Administração Fazendária do Rio e o empresário Arthur César de Menezes Soares Filho, que estava envolvido em um esquema de corrupção durante os mandatos dos governadores Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão.

Tyndaro Menezes. Foto: Reprodução

Dono do grupo Facility, “Rei Arthur” montou durante os mandatos de Cabral e do sucessor, Luiz Fernando Pezão, uma série de empresas que forneciam mão de obra terceirizada para a administração estadual, faturando até R$ 2 bilhões por ano com contratos públicos entre 2009 e 2015.

O empresário chegou a ser considerado foragido da Polícia Federal em 2017 e esteve envolvido na compra de votos para que o estado fosse escolhido como sede das Olimpíadas de 2016.

Apesar das investigações, Menezes nunca foi formalmente acusado, mas a Globo optou por sua demissão por suas políticas de compliance. Após deixar a emissora, ele passou a trabalhar com gestão de crise e prevenção de escândalos.

VÍDEO – Moro puxa saco de Flávio, ataca Lula e sugere que ele fraudou as eleições

24 de Março de 2026, 13:16
Flávio Bolsonaro e Sergio Moro durante evento de filiação do senador ao PL em Brasília, nesta terça (24). Foto: Reprodução

O senador Sérgio Moro (PL-PR) oficializou sua filiação ao Partido Liberal (PL) nesta terça-feira (24), com o objetivo de concorrer ao governo do Paraná nas eleições de outubro deste ano. O evento ocorreu em Brasília e contou com a presença de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência.

Durante o discurso, Moro atacou o presidente Lula e chegou a sugerir que houve fraude nas eleições de 2022. “Lula foi eleito entre aspas aqui no Brasil e está do lado dos criminosos e minimiza o crime a todo momento”, disse o ex-juiz. Ele ainda tentou tenta culpar o petista pelos escândalos do INSS e do Master.

O parlamentar também prometeu palanque a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Paraná e disse estar “ansioso para ver seu pai [o ex-presidente Jair Bolsonaro] em casa”, em meio a movimentos para conseguir a liberação para prisão domiciliar.

“O Paraná não vai faltar ao seu projeto presidencial. Vamos trabalhar para que vossa excelência tenha vitória, uma grande vitória no nosso estado, que será uma vitória para o nosso país”, completou.

Sérgio Moro filia-se ao Partido Liberal (PL) para concorrer ao governo do Paraná e promete palanque forte a Flávio Bolsonaro:

“Flávio, o Paraná não vai lhe faltar, porque o Paraná não vai faltar ao Brasil. Estou ansioso para ver Jair Bolsonaro em casa, por questão de justiça.” pic.twitter.com/WVNOxSbCly

— Pri (@Pri_usabr1) March 24, 2026

A filiação de Moro ao PL representa um rompimento com o atual governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), que anunciou sua desistência da pré-candidatura à presidência na segunda (23) e optou por concluir seu mandato no estado.

O evento também serviu para anunciar os candidatos ao Senado na chapa de Moro: o deputado Felipe Barros (PL-PR) e o ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo-PR), ambos com forte ligação à Operação Lava Jato. A ideia da chapa é fortalecer a imagem do Paraná como o estado da Lava Jato, onde Moro atuou como juiz e Dallagnol como procurador.

Moro tem uma história de relação conturbada com o PL. Antes de sua filiação, o partido pediu sua cassação por abuso de poder nas eleições, mas o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) o inocentou. A decisão foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apesar do recurso do partido.

Em 2018, Moro aceitou o convite de Bolsonaro para ser ministro da Justiça. Após um 1 e 4meses no cargo, ele deixou o governo devido a um desentendimento com o então presidente, que decidiu trocar o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, indicado pelo então ministro.

Embora tenha se afastado de Bolsonaro, Moro ainda o apoiou nas eleições de 2022 contra Lula, vencedor do pleito.

PF manda Eduardo Bolsonaro explicar abandono de cargo em até 15 dias

16 de Março de 2026, 14:10
Eduardo Bolsonaro. Foto: Saul Loeb/AFP

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro foi notificado pela Polícia Federal (sobre uma investigação por abandono de cargo como escrivão da corporação. Ele tem 15 dias para apresentar sua defesa em um processo administrativo, conforme publicado no Diário Oficial da União.

O comunicado aponta que Eduardo está sendo investigado por “indícios da prática de abandono de cargo” após não retornar à função quando foi convocado pela PF. Em janeiro deste ano, a corporação determinou que Eduardo voltasse a exercer o cargo de escrivão, mas ele criticou a medida, chamando-a de “perseguição judicial”.

Eduardo afirmou que não entregaria o cargo “de mãos beijadas”. Atualmente, o ex-deputado encontra-se “em lugar incerto e não sabido”, como apontado pela delegada Karen Cristina Dunder. Ele vive nos Estados Unidos desde março de 2025.

O ex-parlamentar foi afastado do cargo de escrivão para cumprir seu mandato de deputado federal. Contudo, seu mandato foi cassado em dezembro de 2025 devido a 59 faltas injustificadas nas sessões deliberativas, ultrapassando o limite previsto pela Constituição.

Polícia Federal. Foto: Divulgação

A falta de retorno ao cargo após a cassação gerou o processo administrativo disciplinar, com possibilidade de demissão por abandono de cargo, conforme a legislação. A remuneração para o cargo de escrivão da PF é de R$ 14.164,81, podendo chegar a cerca de R$ 20 mil para servidores no topo da carreira.

No período em que esteve afastado para cumprir seu mandato, Eduardo não recebia salário como escrivão. As funções do posto envolvem atuar em investigações, dar cumprimento a formalidades processuais, lavrar termos e mandados, além de acompanhar autoridades policiais em diligências.

Além das funções administrativas, o escrivão também é responsável por garantir a segurança orgânica e cumprir outras atividades relacionadas à função policial. A investigação contra Eduardo Bolsonaro ocorre dentro de um contexto legal em que servidores públicos podem ser demitidos por abandono de cargo, uma vez que o processo administrativo é instaurado.

Como bolsonaristas querem usar internação para pressionar Moraes

16 de Março de 2026, 13:40
Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes. Foto: Gabriela Biló/Folhapress

A internação de Jair Bolsonaro em uma UTI em Brasília gerou uma nova onda de pressão de parlamentares bolsonaristas para que o Supremo Tribunal Federal (STF) conceda a prisão domiciliar ao ex-presidente. O alvo principal dos ataques é o ministro Alexandre de Moraes, responsável pela condenação.

A pressão foi intensificada após o ex-presidente ser internado com uma broncopneumonia grave no último sábado (13). O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição, afirmou que a pressão sobre o STF deve aumentar com a saúde debilitada de Bolsonaro.

Moraes já havia rejeitado um pedido de transferência para prisão domiciliar no início de março. No entanto, aliados de Bolsonaro, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), planejam apresentar uma nova solicitação ao STF, junto com uma estratégia para aumentar as críticas à corte.

“Vamos continuar pressionando politicamente até o presidente ficar em casa, para que ele possa ter mais dias de vida. A Suprema Corte está envolvida em diversos escândalos de corrupção, tráfico de influência, decisões arbitrárias, perseguição. A gente vai bater pesado nesse sentido”, disse Silva à Folha de S. Paulo.

O ex-presidente Jair Bolsonaro em hospital. Foto: Reprodução

O ex-presidente, que foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, segue cumprindo pena na unidade prisional conhecida como Papudinha. Embora a pena seja considerada alta, espera-se que Bolsonaro cumpra entre seis a oito anos de regime fechado.

O projeto de redução das penas, que visa diminuir o tempo de condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023, também beneficiaria Bolsonaro, mas foi vetado pelo presidente Lula. O Congresso tem o direito de derrubar o veto, mas enfrenta um obstáculo, já que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tem rejeitado a ideia.

O deputado Paulinho da Força (SD-SP), relator do projeto de redução das penas, sugeriu que se faça um acordo para que o veto seja derrubado sem a criação da CPI para investigar o Banco Master.

O líder do PDT, Mário Heringer (MG), disse que a saúde de Bolsonaro e as discussões sobre a prisão domiciliar são usadas pela oposição para pressionar o Judiciário. Ele acredita que o ex-presidente está sendo utilizado politicamente para constranger o STF.

O líder do Republicanos, Augusto Coutinho (PE), reclamou da pressão, afirmando que o Congresso não deve intervir nas decisões do STF.

Adolescente invade escola com faca e deixa 3 alunas feridas em PE

16 de Março de 2026, 13:23
Momento em que autor de ataque é levado pela Polícia Militar. Foto: reprodução

Um adolescente de 14 anos é suspeito de invadir a Escola de Referência em Ensino Fundamental Cristiano Barbosa e Silva, em Barreiros, no Litoral Sul de Pernambuco, e atacar três colegas com uma faca. O caso ocorreu na manhã desta segunda (16), pouco após às 7h.

As vítimas, todas com 14 anos, foram atingidas enquanto tentavam se defender de um ataque a uma das colegas. O adolescente, que alegou sofrer bullying, foi contido por outros alunos, que conseguiram retirar a faca de suas mãos.

O ataque gerou pânico na escola e correria. O adolescente, com capuz na cabeça, foi levado pela Polícia Militar. A faca usada no ataque foi apreendida. As vítimas foram socorridas e encaminhadas ao Hospital Jailton Messias De Souza Albuquerque. Uma delas já recebeu alta, enquanto as outras duas permanecem internadas, mas sem gravidade.

A Secretaria de Defesa Social (SDS) informou que o adolescente foi autuado por ato infracional análogo ao crime de tentativa de homicídio. Ele foi conduzido à delegacia acompanhado dos responsáveis legais e do Conselho Tutelar. A polícia reforçou o policiamento na escola e na delegacia local.

Adolescente de 14 anos esf4queia três colegas dentro de escola

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— VGN – Jornalismo com Credibilidade (@VGNoticias) March 16, 2026

O caso segue em investigação para entender as motivações do ataque, com o adolescente sendo apresentado ao Ministério Público de Pernambuco para possíveis medidas de internação.

A governadora Raquel Lyra afirmou, através das redes sociais, que as vítimas estão fora de risco e que a situação está sob controle. A Secretaria Estadual de Educação não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

O conselheiro tutelar André Costa relatou que o adolescente confessou ter sofrido bullying, sendo chamado de “feio” e “medonho” pelos colegas. Costa afirmou que o jovem disse não se arrepender do ataque, embora ele acredite que, com o tempo, o adolescente possa refletir sobre o ocorrido.

O conselheiro também mencionou que, há cerca de dois meses, uma mãe havia procurado a direção da escola relatando o comportamento do estudante, mas nenhuma ação foi tomada na ocasião.

Os países que negaram apoio a Trump no estreito de Ormuz

16 de Março de 2026, 13:05
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Samuel Corum/EFE

O apelo de Donald Trump para que países enviem navios de guerra para escoltar petroleiros no estreito de Ormuz não teve sucesso, com várias nações, incluindo o Reino Unido, Alemanha, Itália, Grécia e Austrália, rejeitando a ideia. Japão e Coreia do Sul, por sua vez, ainda avaliam a possibilidade de enviar apoio.

A região, onde circula cerca de um quinto da produção mundial de petróleo, está sob controle do Irã, que tem usado o estreito como ponto estratégico de pressão. Trump, inicialmente, fez um apelo público, citando países como China, França, Japão e Coreia do Sul, reclamando de riscos econômicos e geopolíticos.

No entanto, a reação internacional foi fria, com vários governos resistindo ao envolvimento militar. A falta de apoio dos aliados, especialmente na Europa, fez Trump mudar sua abordagem e adotar um tom mais ameaçador, sugerindo que a ausência de apoio poderia prejudicar o futuro da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Trump também se voltou para a China, tentando envolver o gigante asiático na questão do estreito de Ormuz. Na sexta (13), os EUA atacaram a ilha de Kharg, um centro de produção petrolífera iraniano, mas deixaram intocados os terminais de embarque. O presidente dos EUA, em uma entrevista, também sugeriu que poderia adiar sua visita a Xi Jinping, aumentando a pressão sobre os chineses.

Estreito de Ormuz. Foto: Canva/UOL

O Irã continua a sua política de ações militares no Oriente Médio. No domingo (15), o país permitiu a passagem de um petroleiro paquistanês sem incidentes, apontando que o estreito de Ormuz permanece acessível para alguns, mas não para os aliados dos EUA.

O país também intensificou sua pressão com novos ataques à infraestrutura petrolífera, incluindo um ataque ao terminal de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. A ofensiva afetou o único oleoduto dos Emirados, que dribla o estreito, levando a suspensão de embarques de navios.

A situação também se agravou com um ataque de drone iraniano ao aeroporto de Dubai, um dos mais movimentados do mundo, que explodiu um tanque de combustível próximo ao terminal. O local foi fechado temporariamente.

Dino acaba com aposentadoria compulsória como maior punição para juízes; entenda

16 de Março de 2026, 12:47
O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino. Foto: Divulgação

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que a maior punição para juízes e ministros do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) que cometerem infrações disciplinares será a perda do cargo, em vez da aposentadoria compulsória. A medida, anunciada nesta segunda (16), modifica as regras estabelecidas pela Lei Orgânica da Magistratura.

Agora, a perda de cargo é a maior pena para casos graves, o que significa que o magistrado perderá seu cargo e o respectivo salário, algo que antes não acontecia com a aposentadoria compulsória. A aposentadoria compulsória permitia que os magistrados se afastassem do trabalho, mas continuassem recebendo salário proporcional ao tempo de serviço.

Dino, em sua decisão, afirmou que “casos graves, à luz da Constituição, devem ser punidos com a perda do cargo”, o que exigirá uma ação judicial para ser concretizado. A mudança na legislação foi impulsionada por uma emenda de 2019 que revogou a aposentadoria compulsória punitiva.

O ministro mencionou que a antiga prática não fazia mais sentido em um sistema de responsabilidade disciplinar, já que permitia que magistrados se mantivessem imunes a sanções eficazes.

Prédio do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Foto: Divulgação

A perda do cargo será aplicada, mas ainda precisa ser aprovada pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e, caso a decisão seja favorável, será encaminhada para ação judicial no STF. Se o conselho aprovar a perda do cargo, a ação deverá ser ajuizada no STF pela Advocacia Geral da União (AGU).

A decisão de Dino foi tomada após a análise de um caso envolvendo um juiz afastado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), que buscava reverter sua aposentadoria compulsória. Ele foi acusado de diversas condutas irregulares, como favorecer grupos políticos locais, liberar bens bloqueados sem a devida manifestação do Ministério Público (MP), e direcionar ações para conceder liminares a favor de policiais militares milicianos.

A defesa do magistrado, que havia sido punido com aposentadoria compulsória pelo CNJ e pelo TJ-RJ, recorreu ao STF para anular as decisões. O juiz atuava na Comarca de Mangaratiba (RJ) e foi afastado após o conselho comprovar que ele havia cometido diversas irregularidades, incluindo favorecimento de policiais e manipulação de processos judiciais.

VÍDEO – Vira-latas, bolsonaristas comemoram derrota de Wagner Moura no Oscar

16 de Março de 2026, 12:33
Bolsonaristas do podcast “Esquadrão Nerdola” celebram derrota de Wagner Moura no Oscar. Foto: Reprodução

Os bolsonaristas do podcast “Esquadrão Nerdola” fizeram uma live reagindo à premiação do Oscar neste domingo (15) e comemoraram a derrota de Wagner Moura. Eles passaram mais de seis horas em uma bancada na transmissão intitulada “Oscar anti-lacração 2026 ao vivo – Todos contra Wagner Moura”.

Wagner Moura foi um dos indicados na categoria de Melhor Ator, junto de Timothée Chalamet, Leonardo DiCaprio, Ethan Hawke e Michael B. Jordan, o vencedor. O prêmio foi dado ao artista por seu papel no filme “Pecadores”, dirigido por Ryan Coogler, recordista de indicações na história da premiação, com 16.

O programa é dos bolsonaristas Gabriel Alba, André Alba, Giga e Carlos Seguette. Eles são conhecidos por reclamar da “cultura woke” e da “lacração”, e lideram um movimento contra uma suposta militância ideológica em filmes, séries e animes.

Ao longo da transmissão, eles ironizaram a indicação de Wagner Moura dizendo que ele seria o “Brasil no Oscar” e que se o ator vencesse seria um “prêmio político”. Os bolsonaristas também previram um “discurso de Bolsonaro” em caso de vitória.

Um deles, Gabriel Alba, chegou a levar uma camisa do Bahia, rival do Esporte Clube Vitória, que homenageou o ator em partida neste sábado (14), usando personagens protagonizados pelo artista nas roupas dos jogadores.

Veja o momento da celebração:

Se tem uma coisa que acho ridícula é brasileiro torcendo contra brasileiro, principalmente por causa de posição política, mas o Wagner Moura é justamente a exceção dessa minha regra. Se fosse um ator com posições políticas à direita (nem precisava ser bolsonarista), ele e seus… pic.twitter.com/1n9BYQqUe5

— Canal do Negão (@CanaldoNegaoo) March 16, 2026

O filme “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, foi indicado a outras três categorias além de Melhor Ator: Filme, Filme Internacional e Diretor de Elenco. Apesar da campanha histórica, o longa perdeu para os favoritos “Valor Sentimental” e “Uma Batalha Após a Outra”.

Apesar da derrota na premiação, o filme voltou ao Top 10 de bilheterias de cinema no Brasil. Entre os dias 12 e 15 de março, às vésperas da cerimônia, o longa foi visto por mais de 15 mil brasileiros e acumulou uma arrecadação total de R$ 52,27 milhões.

Bolsonaristas hostilizam jornalistas na porta de hospital e caso vai parar na polícia

16 de Março de 2026, 12:03
Hospital DF Star, em Brasília. Foto: Reprodução

Três jornalistas, que preferem não se identificar, registraram boletins de ocorrência após sofrerem uma onda de intimidação de seguidores de Jair Bolsonaro em Brasília, segundo a Carta Capital. O caso teve início com um vídeo publicado por Cris Mourão, extremista que acusou os profissionais de imprensa em frente ao Hospital DF Star de estarem torcendo pela morte do ex-presidente.

A gravação foi amplificada quando Michelle Bolsonaro (PL) compartilhou o conteúdo em seu Instagram, com mais de 8 milhões de seguidores, incitando uma nova onda de ataques. O deputado federal Mário Frias (PL-SP) também contribuiu para a propagação do episódio ao publicar um vídeo, que depois foi deletado, onde acusava os jornalistas de desejar a morte de Bolsonaro.

A situação ganhou mais força no sábado (14), quando Michelle compartilhou o vídeo da militante, desencadeando uma campanha de ataques online e offline contra os repórteres.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) acionaram a Secretaria de Segurança Pública e o Ministério Público e estudam ações jurídicas para evitar que a agressão a jornalistas se torne um novo precedente.

Os familiares dos profissionais também têm sofrido ataques. O filho de um dos jornalistas foi alvo de uma campanha de intimidação nas redes.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) condenou a atitude de Michelle Bolsonaro ao compartilhar o vídeo sem nenhuma contestação, chamando a atenção para a continuidade da violência contra jornalistas desde o período de 2019 a 2022, quando episódios semelhantes ocorreram sob o governo de seu marido.

“O episódio remete ao período de 2019 a 2022, em que a violência contra jornalistas foi praticada e estimulada diretamente pelo próprio Bolsonaro, então presidente da República, por meio de diversos episódios de triste memória”, disse a ABI.

A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) afirmou que é “inadmissível que parlamentares e figuras com espaço no debate público utilizem sua influência para orquestrar campanhas de difamação e incitar agressões contra profissionais de imprensa”.

A Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e o SJPDF (Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal) emitiram uma nota conjunta cobrando que as empresas que contrataram os profissionais “proporcionem condições seguras de trabalho” e “ofereçam apoio jurídico aos e às jornalistas e garantam o afastamento do local da cobertura caso as e os jornalistas não se sintam seguros para exercer seus trabalhos”.

Imposto de Renda 2026: prazo começa em 23 março; veja quem deve declarar

16 de Março de 2026, 11:51
Aplicativo da Receita Federal em celular. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A Receita Federal anunciou que o prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda 2026, referente ao ano-base 2025, começa em 23 de março e vai até 29 de maio. Isso dá aos contribuintes pouco mais de dois meses para enviar as declarações e regularizar a situação com o Fisco.

Quem perder o prazo estará sujeito a multa, que varia entre R$ 165,74 e 20% do imposto devido. As mudanças na faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil, previstas para o ano de 2026, só terão efeito na declaração de 2027.

A declaração de 2026 abrange rendimentos recebidos em 2025, e a ampliação da faixa de isenção não é retroativa. Além disso, a Receita Federal informa que os contribuintes podem optar pelo desconto simplificado, que corresponde à dedução de 20% sobre os rendimentos tributáveis, com limite de R$ 16.754,34. Os interessados poderão enviar a declaração pela internet, usando o programa de transmissão da Receita Federal ou por mídia removível.

Quem tiver imposto a pagar poderá parcelar o valor em até oito vezes, com a parcela mínima sendo de R$ 50. Impostos inferiores a R$ 100 devem ser pagos em cota única. Também existe a possibilidade de optar pelo débito automático para o pagamento das parcelas. Em 2025, aproximadamente 45,64 milhões de pessoas enviaram as declarações, representando 41% da população economicamente ativa no Brasil.

O Fisco exige que a declaração seja feita por quem recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584,00 ou quem obteve rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil. Também estão obrigados a declarar os contribuintes que obtiveram ganhos de capital ou realizaram operações em bolsas de valores, por exemplo, além de quem teve isenção de imposto sobre a venda de imóveis, entre outras condições.

Receita Federal em SP. Foto: Reprodução

Para declarar, o contribuinte pode usar o Programa Gerador da Declaração (PGD), disponível para download no site da Receita Federal, ou o serviço “Meu Imposto de Renda”, disponível online e em aplicativos para dispositivos móveis.

O acesso ao serviço é feito por meio da conta “gov.br”, com identidade digital. No entanto, pessoas com rendimentos de fontes exclusivas, como ganho de capital ou operações no exterior, terão restrições ao uso do serviço.

A Receita Federal recomenda que os contribuintes se preparem com antecedência, reunindo documentos como informes de rendimentos, extratos bancários e comprovantes de despesas médicas e educação. Organizar a documentação de forma antecipada pode evitar erros e omissões e garantir o envio correto da declaração. Aqueles que entregarem a declaração de forma antecipada, sem erros, poderão receber a restituição nos primeiros lotes.

Entre os documentos exigidos estão informes de rendimentos de bancos, salários, aluguéis, pensões e programas fiscais como o Nota Fiscal Paulista. Também é necessário comprovar gastos com educação, saúde, previdência privada, doações, entre outros. Para bens e direitos, os contribuintes devem apresentar notas fiscais de compra e venda, contratos de empréstimos e extratos de criptoativos e ações.

A Receita alerta que a entrega antecipada facilita o planejamento tributário e reduz riscos de inconsistências, além de agilizar o recebimento da restituição. O órgão também recomenda que os contribuintes verifiquem todos os informes e documentos com antecedência, para garantir que a declaração seja enviada de forma correta e dentro do prazo.

Presidente do Paraguai diz que apoia classificar PCC e CV como terroristas

13 de Março de 2026, 18:16
O presidente do Paraguai, Santiago Peña. Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirmou que apoia a possibilidade de Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Em entrevista ao Valor Econômico, ele disse que o próprio país  adotou essa medida recentemente e que a decisão permitiu ampliar o uso das forças de segurança no combate ao crime organizado.

“A opinião do Paraguai é favorável, por isso tomamos a decisão no ano passado de designar essas duas organizações como grupos criminosos”, disse Peña. Ele alegou que a presença dessas facções no país era motivo de preocupação e justificou a medida adotada pelo governo paraguaio.

O presidente disse que o combate ao crime organizado seguirá como prioridade. “Tínhamos uma presença muito ativa de ambas as organizações no território paraguaio e essa designação nos ajudou a poder utilizar de maneira mais efetiva as forças de segurança e as forças militares”, afirmou.

“Nós estamos enfrentando o crime organizado. Nós estamos enfrentando e temos uma posição firme e que vamos continuar lutando contra as organizações criminais, tanto nacionais como internacionais”.

Pichações do CV e PCC em disputa territorial. Foto: Reprodução

Ele também falou sobre negociações comerciais e defendeu que os países do Mercosul mantenham acordos em bloco, em vez de tratativas isoladas. “O Paraguai acredita na negociação do bloco do Mercosul. Acreditamos que sempre negociando como bloco vamos ter mais força”, afirmou.

Para Peña, acordos bilaterais com os Estados Unidos dificilmente resultarão em tratados de livre-comércio neste momento.

Sobre a relação com o Brasil, o mandatário disse que as negociações sobre o Anexo C do Tratado de Itaipu continuam e que existe intenção de concluir o acordo. “Temos o desejo de poder concluir o mais rápido possível, mas também sabemos que é um acordo que tem mais de 50 anos, então não é algo que se pode solucionar rapidamente”, afirmou. Segundo ele, o diálogo entre os dois países segue aberto.

Assessor de Trump mentiu e transformou visita em ato político, dizem aliados de Lula

13 de Março de 2026, 17:46
Paulo Figueiredo, Darren Beattie e Eduardo Bolsonaro. Foto: Reprodução

O governo Lula avalia que o assessor do governo Donald Trump para assuntos ligados ao Brasil, Darren Beattie, não informou o verdadeiro objetivo da viagem ao país e transformou a visita em um ato político. Integrantes do Planalto afirmam que a justificativa oficial apresentada para entrada no Brasil não correspondia às agendas que ele pretendia cumprir.

Segundo auxiliares do governo ouvidos pelo Blog do Valdo Cruz no g1, Beattie declarou que viria ao país para participar de um evento sobre terras raras e minerais críticos em São Paulo. No entanto, após a chegada, surgiram indicações de que ele pretendia realizar encontros políticos, o que não teria sido informado no pedido de visto apresentado às autoridades brasileiras.

A avaliação de governistas é de que a situação ficou mais clara quando o ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para receber o assessor na prisão.

O encontro chegou a ser autorizado, mas depois foi cancelado pelo próprio ministro após questionamentos sobre o motivo da visita e um pedido do Ministério das Relações Exteriores, que apontou risco de “indevida ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro”.

Jair Bolsonaro e Donald Trump. Foto: Alan Santos/PR

Diante do episódio, o governo decidiu aplicar o princípio da reciprocidade, regra tradicional da diplomacia que permite responder a medidas tomadas por outro país com ações equivalentes. A revogação do visto foi interpretada internamente como uma resposta política à tentativa de transformar a viagem em um gesto de apoio ao ex-presidente.

Auxiliares de Lula avaliam que a iniciativa também serviu para conter a atuação de aliados de Trump que tentam ampliar influência na política brasileira. Segundo essa leitura, a visita faria parte de um movimento ligado à agenda internacional defendida pelo ex-presidente norte-americano.

A chamada política “America First” de Trump prevê maior atuação dos Estados Unidos no hemisfério ocidental e reforço de alianças estratégicas. Integrantes do governo brasileiro entendem que a presença do assessor poderia ser usada para fortalecer esse alinhamento em pleno período pré-eleitoral.

Por isso, a decisão de impedir a permanência de Darren Beattie no país foi tratada dentro do governo como uma medida política e diplomática ao mesmo tempo. A avaliação é que a ação evita aproximações consideradas indevidas entre aliados de Trump e bolsonaristas em um momento de disputa eleitoral no Brasil.

Puxa-saco de Trump, presidente do Paraguai apoia enquadrar PCC e CV como terroristas

13 de Março de 2026, 17:32
Santiago Peña e Donald Trump. Foto: Evan Vucci/AFP

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, aliado e puxa-saco de Donald Trump, afirmou que apoia a possibilidade de os Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Em entrevista ao Valor Econômico, ele disse que o próprio país  adotou essa medida recentemente e que a decisão permitiu ampliar o uso das forças de segurança no combate ao crime organizado.

“A opinião do Paraguai é favorável, por isso tomamos a decisão no ano passado de designar essas duas organizações como grupos criminosos”, disse Peña. Ele alegou que a presença dessas facções no país era motivo de preocupação e justificou a medida adotada pelo governo paraguaio.

“Tínhamos uma presença muito ativa de ambas as organizações no território paraguaio e essa designação nos ajudou a poder utilizar de maneira mais efetiva as forças de segurança e as forças militares”, prosseguiu. O presidente disse que o combate ao crime organizado seguirá como prioridade.

“Nós estamos enfrentando o crime organizado. Nós estamos enfrentando e temos uma posição firme e que vamos continuar lutando contra as organizações criminais, tanto nacionais como internacionais”, acrescentou.

Pichações do CV e PCC em disputa territorial. Foto: reprodução

Peña é politicamente alinhado e próximo de Trump. Ele já defendeu, por exemplo, que os países da América Latina se aliem aos Estados Unidos e se afastem da China. “Quando a nova estratégia de segurança nacional foi divulgada e começaram a falar sobre revitalizar a Doutrina Monroe, acho que é uma boa ideia”, disse ele à Bloomberg no mês passado.

O Paraguai foi um dos primeiros países a apoiar e aceitar o convite para o Conselho de Paz do republicano, iniciativa anunciada no Fórum de Davos, em janeiro. Peña também disse ser favorável à militarização da fronteira com as Forças Armadas americanas.

Nesta semana, a Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou um acordo com os Estados Unidos que autoriza a presença de militares americanos no país. Foram 53 votos favoráveis, 8 contrários e 4 abstenções, depois de o Senado já ter dado seu aval.

O SOFA (Status of Forces Agreement), como ficou conhecido o tratado, tem o objetivo de combater o crime organizado e o narcotráfico na região. O documento foi assinado em dezembro pelos governos de Santiago Peña, do Paraguai, e Donald Trump, dos EUA.

Com a medida, militares, civis do Departamento de Defesa dos EUA, assim como contratantes americanos, poderão realizar visitas temporárias, treinamentos, exercícios e outras atividades no Paraguai.

VÍDEO – “Grave”: médico detalha estado de saúde de Bolsonaro

13 de Março de 2026, 15:25
O médico cardiologista Brasil Caiado durante coletiva nesta sexta (13). Foto: Luis Nova/Metrópoles

O médico cardiologista Brasil Caiado afirmou que o estado de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro é grave após diagnóstico de pneumonia. A declaração foi dada durante coletiva em frente ao Hospital DF Star, em Brasília, onde o ex-presidente permanece internado na unidade de terapia intensiva depois de passar mal na Papudinha.

Segundo o médico, exames indicaram que a infecção pulmonar atual é mais extensa do que em episódios anteriores. “O estado dele é grave. O quadro é grave porque, na verdade, começou nesta madrugada. E tem um exame específico, que se chama procalcitonina, que sobe nas infecções agudas. E ela sobe só em infecções mais graves, e a dele aumentou de forma drástica”, explicou.

O cardiologista disse que a pneumonia em pacientes com idade mais avançada exige maior atenção, por causa do risco de complicações. De acordo com ele, “cada infecção tem uma característica peculiar, mas nós sabemos que a pneumonia em pacientes acima de 70 anos sempre é grave, porque evolui para septicemia”.

Bolsonaro foi submetido a tomografia logo após dar entrada no hospital, e o exame confirmou broncopneumonia bilateral, mais intensa no pulmão esquerdo. O médico afirmou que “esta pneumonia é maior, mais acentuada em relação às outras todas que ele já teve. Isso requer um cuidado especial agora”.

O histórico recente também preocupa a equipe médica, segundo Caiado. Exames feitos meses atrás já mostravam resquícios de infecção anterior. “Na avaliação que nós fizemos em dezembro, ainda tinha um resquício da pneumonia de agosto. Isso mostra que o organismo fica com essa recorrência de pequenas broncoaspirações”, afirmou.

O médico explicou que a diferença no quadro atual é a extensão da inflamação detectada nos dois pulmões. “Quando nós verificamos uma parte grande do pulmão esquerdo e também do pulmão direito, em comparação aos outros exames, nós verificamos um quadro mais acentuado, sim”, disse, destacando que a situação exige vigilância constante.

Segundo ele, o tratamento agora está totalmente focado no controle da infecção. “Depois desta internação, o foco total é na infecção. Proteção total para o paciente. O foco agora é não deixar que a infecção progrida. É um risco. Nós não sabemos como evoluirá. Então é monitoramento o tempo todo, ajuste de medicamento o tempo todo”, completou.

Moraes manda polícia vigiar Bolsonaro por 24 horas e proíbe celulares em hospital

13 de Março de 2026, 14:53
O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro acena em sua residência em Brasília. Foto: Sergio Lima/AFP

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro permaneça sob vigilância permanente durante a internação no hospital DF Star, em Brasília. A decisão estabelece que ele seja acompanhado por policiais durante todo o período de internação e que a segurança seja mantida 24 horas por dia.

No despacho, Moraes também suspendeu as visitas que estavam autorizadas quando Bolsonaro estava preso na Papudinha. Segundo o ministro, qualquer encontro durante a internação deverá ser previamente autorizado pela Justiça. A medida vale para todos, com exceção de familiares diretos.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os filhos continuam autorizados a visitar o ex-presidente no hospital.

“Ao Núcleo do Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar, imediatamente, que providencie a vigilância e segurança do custodiado durante sua internação, bem como do hospital, mantendo equipes de prontidão; garantindo, ainda, a segurança e fiscalização 24 (vinte e quatro) horas por dia, mantendo, no mínimo 2 (dois) policiais militares na porta do quarto do hospital, bem como as equipes que entender necessárias dentro e fora do hospital”, diz a decisão.

Jair Bolsonaro em hospital. Foto: Reprodução

Além da vigilância, Moraes proibiu o uso de aparelhos eletrônicos por acompanhantes dentro da unidade hospitalar. A decisão afirma que “está vedado o ingresso na unidade de terapia intensiva ou no quarto hospitalar de computadores, telefones celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos”, exceto equipamentos médicos.

Bolsonaro foi levado ao hospital após passar mal durante a madrugada enquanto estava preso na sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha. Segundo familiares, ele apresentou vômitos, calafrios e mal-estar, o que levou ao encaminhamento para atendimento médico.

Na unidade de saúde, o ex-presidente foi submetido a exames de imagem e laboratoriais para avaliação do quadro clínico. A internação ocorre sob custódia judicial, motivo pelo qual o Supremo determinou regras específicas de segurança, visitas e comunicação durante o período de tratamento.

Afastado do caso Master, Toffoli vai relatar pedido de CPI contra o banco

11 de Março de 2026, 16:46
O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli. Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado para relatar a ação movida pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que pede a instalação imediata de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara dos Deputados para investigar as fraudes envolvendo o Banco Master e o BRB.

O pedido, feito pelo deputado e ex-governador do Distrito Federal, foi apresentado após a coleta das assinaturas necessárias e o cumprimento das formalidades exigidas para a criação da comissão na Câmara.

Rollemberg acusa o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de omissão em relação ao pedido, afirmando que não há outra CPI em andamento no momento e que a comissão para investigar o Banco Master é urgente.

Ele recorreu ao STF para garantir que a Câmara instale a CPI, já que o requerimento foi protocolado há alguns dias e, segundo o deputado, atende a todos os requisitos legais.

Sede do Banco Master em São Paulo. Foto: Reprodução

O sorteio do relator foi feito pelo sistema do STF, e o ministro Toffoli recebeu a responsabilidade de analisar o caso. Vale lembrar que, no mês passado, o magistrado havia se afastado das investigações sobre o Banco Master, após a Polícia Federal revelar que seu nome aparecia em mensagens no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco.

Além das mensagens, Toffoli voou em um jatinho particular de um advogado do Master para assistir à final da Libertadores, em novembro de 2025. Um resort pertencente a uma empresa da família de Toffoli, a Maridt Participações, também teve cotas vendidas para a R.C. Empreendimentos, que pertence a Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro.

A saída de Toffoli da relatoria gerou discussões na Corte, mas o STF afirmou que não havia impedimento legal para o ministro atuar no caso.

Atualmente, as investigações sobre o Banco Master estão sob a relatoria do ministro André Mendonça. A terceira fase da operação, que ocorreu na semana passada, resultou na prisão de Vorcaro e Fabiano Zettel.

Marido de PM morta se pronuncia pela 1ª vez e diz que esposa “surtou”

11 de Março de 2026, 16:00
Geraldo Leite Rosa Neto e Gisele Alves Santana. Foto: Reprodução

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto quebrou o silêncio e se pronunciou sobre a morte de sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, encontrada morta com um tiro na cabeça no apartamento em que moravam, no bairro do Brás, em São Paulo. O oficial negou envolvimento no caso e reafirmou sua versão de que ela tirou a própria vida.

“Surtou, provavelmente. ninguém dá um tiro na cabeça se não estiver surtado”, disse em entrevista à TV Record. Neto alegou que, ao sair do banho, encontrou a esposa caída no chão e com sangramento na cabeça.

Embora tenha o conhecimento técnico necessário, adquirido na corporação, para prestar primeiros socorros, o tenente-coronel alegou que não conseguiu atender a esposa por não ter os equipamentos adequados.

Ele também negou ter alterado a cena do crime, afirmando que chamou a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros para o resgate. Durante a entrevista, Neto disse que passou mal após o incidente e teve a pressão arterial extremamente baixa, o que o levou a tomar remédios e até a ser alertado por um profissional de saúde sobre o risco de um AVC ou infarto.

O tenente-coronel ainda alegou que voltou ao banheiro após encontrar a esposa morta e passar mal. A ação que foi questionada por outros policiais presentes na cena e, na versão oficial do inquérito, os policiais indicaram que Neto deveria ir diretamente à delegacia.

Geraldo Leite Rosa Neto e Gisele Alves Santana. Foto: Reprodução

Outro ponto controverso foi a condição do banheiro no momento do atendimento. Enquanto o tenente-coronel afirmou que o local estava molhado, testemunhas relataram que o chão estava seco. Neto negou essa versão e manteve a afirmação de que deixou o chuveiro ligado.

O laudo médico indicou marcas de estrangulamento no pescoço da vítima, o que Neto atribuiu à filha de Gisele, de apenas 7 anos, durante uma caminhada em que ela teria ficado no colo da mãe.

Em relação à limpeza do apartamento, o tenente-coronel negou ter enviado três policiais militares para limpar o local. Segundo ele, as agentes foram enviadas pelo comandante dele após o imóvel ter sido liberado.

Uma testemunha, a inspetora do condomínio, afirmou que as policiais chegaram para realizar a limpeza no mesmo dia da morte e que Neto teria retornado ao apartamento para pegar pertences antes de seguir para São José dos Campos.

Neto também foi questionado sobre seu comportamento durante a ocorrência. Uma testemunha relatou que ele permaneceu no corredor do prédio após o atendimento inicial, falando ao telefone e conversando com os policiais. Quando soube que sua esposa ainda estava viva, ele teria dito: “Ela não vai sobreviver”.

Como peritos recuperaram mensagens de WhatsApp de Vorcaro

11 de Março de 2026, 15:45
Daniel Vorcaro. Foto: Ana Paula Paiva/Valor

A Polícia Federal de São Paulo está utilizando prints do bloco de notas de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, como parte da investigação sobre as mensagens enviadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Funcionários dos aplicativos WhatsApp e Signal, que participaram da perícia, afirmaram que a captura de tela deixava vestígios no aparelho em várias etapas, segundo a Folha de S.Paulo.

Isso permitiu que as autoridades recuperassem dados que normalmente seriam criptografados ou apagados, como mensagens de visualização única enviadas a Moraes. Ao contrário de fotos ou gravações feitas pelos aplicativos, os prints deixam marcas temporais e informações sobre o que foi copiado e colado nas conversas.

Quando o WhatsApp ou Signal enviam uma mensagem de visualização única, o conteúdo desaparece após ser visualizado, mas o histórico da ação pode ser recuperado. A perícia é feita com o auxílio de softwares forenses avançados, como o Cellebrite, que pode acessar dados ocultos em iPhones e dispositivos Android, permitindo que os investigadores recuperem até mesmo arquivos apagados.

Além de recuperar os dados de mensagens, o uso dessas ferramentas forenses permite que a Polícia Federal acesse metadados dos aplicativos, como o horário de envio, a identidade dos interlocutores e o status das mensagens.

Print de bloco de notas encontrado no celular de Daniel Vorcaro. Foto: Reprodução

Embora a ferramenta de perícia não consiga identificar com 100% de certeza qual mensagem foi visualizada em uma conversa de visualização única, ela pode fornecer evidências circunstanciais que ajudam a reforçar a teoria das autoridades. Isso inclui a rede Wi-Fi utilizada e a localização do aparelho, informações úteis para rastrear a sequência de eventos.

A análise das evidências foi realizada de forma rigorosa, com técnicas de perícia digital que garantem a integridade e confiabilidade dos dados recuperados. O processo preserva a cadeia de custódia, fundamental para a reprodutibilidade da investigação.

A perícia digital é capaz de organizar as evidências encontradas, assegurando que os dados sejam auditáveis e que todas as etapas da investigação possam ser verificadas de forma transparente.

Apesar das dificuldades em recuperar as mensagens de visualização única diretamente, os peritos afirmam que a recuperação de dados por outros meios, como prints e dados de metadados, oferece uma visão mais completa dos acontecimentos.

Menino de 12 anos denuncia estupro coletivo em banheiro de escola em SP

11 de Março de 2026, 15:27
Sala de aula. Foto: Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo instaurou inquérito para apurar uma denúncia de estupro coletivo envolvendo um estudante de 12 anos dentro do banheiro de uma escola estadual localizada na zona norte da capital. O crime ocorreu no dia 27 de fevereiro, e quatro adolescentes, todos menores de 18 anos e matriculados no 7º e 9º anos, foram apontados como os autores da agressão sexual.

O caso, classificado como ato infracional análogo a estupro de vulnerável, está sendo tratado com sigilo para preservar a identidade das crianças envolvidas. De acordo com as investigações preliminares, a mãe da vítima percebeu algo errado assim que o menino chegou da escola: diferente do habitual, ele foi direto para o quarto e evitou qualquer contato.

Diante do comportamento atípico, o irmão mais velho do garoto passou a questioná-lo e ouviu o relato de que ele havia sido arrastado para dentro do banheiro por um grupo de colegas, onde sofreu o abuso. O irmão também contou à família que um dos alunos retirou a vítima do banheiro ao notar uma movimentação estranha no local.

A mãe procurou a escola no dia 2 de março para exigir providências. Durante a reunião com a direção e os responsáveis pelos acusados, um dos meninos teria ameaçado a vítima na frente dos adultos. Segundo relato da mulher à polícia, o adolescente disse ao menino que “pensasse bem” antes de contar qualquer coisa, pois poderia ser agredido na saída da escola.

Polícia Civil de São Paulo. Foto: Divulgação

A gestão escolar acionou o Conselho Tutelar e registrou boletim de ocorrência, dando início ao procedimento legal. Em nota oficial, a Secretaria da Segurança Pública confirmou que a vítima será ouvida em depoimento especial no distrito policial, acompanhada da responsável, para dar mais detalhes sobre o ocorrido.

A Secretaria Estadual da Educação, sob gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), manifestou repúdio a qualquer forma de abuso e informou que abriu uma apuração interna para avaliar a conduta da equipe escolar diante dos fatos.

A pasta ainda disse que, assim que tomou conhecimento da denúncia, a direção da unidade acionou os órgãos competentes e os familiares envolvidos. Equipes do programa Conviva, que oferece suporte psicossocial nas escolas, foram deslocadas para acompanhar a situação e orientar funcionários e alunos.

Desaprovação de Lula chega a 51%, pior número desde setembro, diz Quaest

11 de Março de 2026, 14:54
O presidente Lula. Foto: Evaristo Sá/AFP

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta (11) mostrou um aumento na desaprovação ao governo do presidente Lula, que atingiu 51%, enquanto a aprovação ficou em 44%. Os números eram, respectivamente, 49% e 45% em fevereiro.

O aumento da desaprovação vem crescendo desde o fim de 2023 e é a primeira vez que atinge um índice tão alto após os picos registrados em maio de 2025, quando a desaprovação chegou a 57%.

O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, também revelou mudanças no perfil do eleitorado. Pela primeira vez, entre as mulheres, a desaprovação superou a aprovação, com 48% de desaprovação contra 46% de aprovação. A desaprovação entre os eleitores de 16 a 34 anos aumentou de 50% para 56%.

Desaprovação de Lula chega ao maior número desde setembro. Foto: Reprodução/Quaest

A pesquisa também apontou que o Norte e o Centro-Oeste, além do Sul e Sudeste, continuam sendo regiões onde a desaprovação ao governo é mais pronunciada. No Nordeste, onde Lula ainda mantém uma forte base de apoio, ele tem 65% de aprovação.

Entre os católicos, a desaprovação passou de 42% para 47%, com a aprovação caindo de 52% para 49%. Esses dados demonstram uma tendência de erosão do apoio popular, especialmente entre setores mais religiosos e jovens.

Em relação à avaliação do governo, a pesquisa indicou que 43% dos eleitores consideram a gestão negativa, enquanto 31% a veem positivamente. Esses números são mais altos do que os registrados em janeiro e fevereiro, quando a avaliação negativa era de 39%.

Avaliação negativa do governo Lula chega ao pior número desde maio de 2025. Foto: Reprodução

Ao ser questionado se Lula merece continuar na presidência, 59% dos entrevistados responderam que não, enquanto 37% acreditam que ele merece seguir no cargo, mostrando um quadro de ceticismo em relação à continuidade de seu governo.

Em termos econômicos, a pesquisa revelou que 48% dos eleitores acreditam que a situação econômica piorou nos últimos 12 meses, o que representa um aumento em relação a fevereiro, quando o índice era de 43%. Apenas 24% consideram que a economia melhorou, e 26% acreditam que ela ficou do mesmo jeito.

Quando questionados sobre as expectativas para os próximos 12 meses, 41% dos entrevistados acreditam que a economia vai melhorar, enquanto 34% acham que ela vai piorar, e 21% acreditam que ficará do mesmo jeito.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 6 a 9 de março. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

Quaest: Lula e Flávio empatam no 2º turno, com 41%

11 de Março de 2026, 14:17
Lula e Flávio Bolsonaro. Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Roque de Sá/Agência Senado

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta (11) mostrou que o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) estão empatados numericamente, ambos com 41% das intenções de voto no cenário de segundo turno. Esse é o primeiro empate entre os dois candidatos em toda a série histórica da pesquisa, marcando uma virada na disputa.

Anteriormente, Lula mantinha uma vantagem que chegou a ser de dez pontos em dezembro de 2023, passando para sete em janeiro e cinco em fevereiro. No levantamento, a diferença entre os dois candidatos desapareceu, com Flávio ganhando terreno nos últimos meses.

A pesquisa ainda mostra que 16% dos eleitores pretendem votar branco, nulo ou não votar e 2% estão indecisos. Em fevereiro, Lula estava com 43%, enquanto Flávio tinha 38% e a taxa de indecisos era de 17%.

Veja:

Lula e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução/g1

A pesquisa também revelou que, entre os eleitores independentes, Flávio aparece pela primeira vez à frente de Lula, com 32% das intenções de voto contra 27% do presidente. Esse grupo, composto por 32% do total de eleitores, é considerado crucial para a disputa e apresenta uma margem de erro maior devido à diversidade de opiniões.

Entre os eleitores lulistas, o petista segue forte com 95%, e Flávio mantém 96% de apoio entre os bolsonaristas.

Os índices de rejeição para ambos os candidatos continuam altos: 56% dos eleitores afirmam que não votariam em Lula, contra 55% de Flávio. A taxa entre independentes é ainda maior: 65% e 61%, respectivamente.

A pesquisa também revelou as percepções do eleitorado sobre Lula e Flávio. Para 48% dos entrevistados, o senador não é mais moderado do que sua família, e 53% dos independentes compartilham essa visão. Em relação ao petista, 42% consideram que ele é mais moderado que o PT o partido, enquanto 46% o veem como radical.

O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, foi realizado entre os dias 6 e 9 de março com 2.004 eleitores com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

A Quaest também apresentou sete cenários diferentes de segundo turno, com Lula enfrentando outros adversários, além de Flávio. Em todos os cenários, exceto contra o senador, Lula aparece à frente. A maior vantagem do presidente é contra Aldo Rebelo, do DC: 44% contra 23%.

Veja os números:

Cenário 2: Lula x Ratinho Júnior (PSD)

  • Lula: 42% (eram 43% em fevereiro e janeiro);
  • Ratinho Júnior: 33% (eram 35% em fevereiro e 36% em janeiro);
  • Indecisos: 3% (eram 3% em fevereiro e 4% em janeiro).
  • Branco/nulo/não vai votar: 22% (eram 19% em fevereiro e 17% em janeiro).

Cenário 3: Lula x Romeu Zema (Novo)

  • Lula: 44% (eram 43% em fevereiro e 46% em janeiro);
  • Romeu Zema: 34% (eram 32% em fevereiro e 31% em janeiro);
  • Indecisos: 3% (eram 4% em fevereiro e janeiro);
  • Branco/nulo/não vai votar: 19% (eram 21% em fevereiro e 19% em janeiro).

Cenário 4: Lula x Ronaldo Caiado (PSD)

  • Lula: 44% (eram 42% em fevereiro e 44% em janeiro);
  • Ronaldo Caiado: 32% (eram 32% em fevereiro e 33% em janeiro);
  • Indecisos: 3% (eram 4% em fevereiro e janeiro);
  • Branco/nulo/não vai votar: 21% (eram 22% em fevereiro e 19% em janeiro).

Cenário 5: Lula x Eduardo Leite (PSD)

  • Lula: 42% (eram eram 42% em fevereiro e 41% em novembro);
  • Eduardo Leite: 26% (eram 28% em fevereiro e novembro);
  • Indecisos: 3% (eram 4% em fevereiro e novembro);
  • Branco/nulo/não vai votar: 29% (eram 26% em fevereiro e 27% em novembro).

Cenário 6: Lula x Aldo Rebelo (DC)

  • Lula: 44% (eram 44% em fevereiro e 45% em janeiro);
  • Aldo Rebelo: 23% (eram 25% em fevereiro e 27% em janeiro);
  • Indecisos: 3% (eram 4% em fevereiro e janeiro);
  • Branco/nulo/não vai votar: 30% (eram 27% em fevereiro e 24% em janeiro).

Cenário 7: Lula x Renan Santos (Missão)

  • Lula: 43% (eram 44% em fevereiro e 46% em janeiro);
  • Renan Santos: 24% (eram 25% em fevereiro e 26% em janeiro);
  • Indecisos: 3% (eram 4% em fevereiro e janeiro);
  • Branco/nulo/não vai votar: 30% (eram 27% em fevereiro e 24% em janeiro).

Caso Epstein: modelo brasileira conta como foi “negociada” por US$ 10 mil

11 de Março de 2026, 14:10
Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell. Foto: Reprodução

Aos 16 anos, Ana (nome fictício) deixou a casa dos pais no Sul do Brasil para perseguir o sonho de ser modelo. Um ano depois, sem trabalhos na agência em que atuava, o dono do local lhe apresentou uma mulher de São Paulo que prometia oportunidades na capital paulista. Com o apoio da família, ela embarcou pouco antes de completar 18 anos, nos anos 2000, com passagem paga pela nova contato.

A adolescente acabou vivendo um pesadelo: ao chegar, teve seus documentos retidos e descobriu que não haveria carreira, apenas exploração sexual. “A mulher era, na verdade, uma cafetina. A coisa foi se desenrolando e, quando eu vi, ela estava me negociando para prostituição”, conta Ana à BBC News Brasil.

Segundo ela, um dos clientes foi o bilionário americano Jeffrey Epstein, que pagou US$ 10 mil por seus serviços à intermediária, identificada como Lúcia. O depoimento é o primeiro de uma mulher que relata ter sido aliciada pelo financista no Brasil e foi corroborado por documentos apresentados por ela.

Ana descreve encontros com Epstein em um hotel de luxo no Jardim Paulista, em São Paulo, onde foi levada por Lúcia junto com outras duas garotas para que o americano escolhesse com quem ficar. “E aí ele me escolheu”, lembra.

No quarto, ela relata que Epstein não manteve relação sexual, mas pediu que ela tirasse a roupa enquanto ele se tocava. “Comparado com os outros homens com quem estive antes, ele foi muito legal. Não teve ato sexual em si. O barato dele era ficar me olhando enquanto ele se tocava. Era nojento, mas… dos males, o menor”.

Prédio de Jeffrey Epstein em Paris, na França. Foto: AFP

Dias depois, Ana foi levada a uma festa em São Paulo, onde conheceu Ghislaine Maxwell, companheira e cúmplice de Epstein, e o agente francês Jean-Luc Brunel. Foi durante o evento que o bilionário a informou: “Amanhã estou indo a Paris e você vai junto comigo. Já combinei com a Lúcia”.

A brasileira viajou com ele e relata que Brunel teria pedido para ter relações com ela, pedido negado por Epstein, que disse: “Eu não deixei porque você é minha”. Ela tinha um passaporte com visto americano de negócios emitido em nome da agência Karin Models, de Brunel, usada segundo as autoridades para atrair mulheres para o financista.

Ela fez ao menos seis viagens aos EUA até ter o visto cancelado por suspeitas das autoridades em Miami. Ao longo de quatro meses, viajou com Epstein a Paris e à ilha particular do bilionário no Caribe, onde convivia com outras jovens.

“Já não estava mais me sentindo a garota de programa. Estava achando que era namorada dele. Até então ainda não tinha caído a ficha de que ele fazia isso com muitas garotas”, contou. A brasileira decidiu encerrar o contato ao se incomodar com as mentiras para a família.

“Olhando pra trás, eu vejo que ele me tirou das mãos da Lúcia. Ele me salvou dela. Ela é que estava abusando de mim. Não tenho jamais a intenção de defender nem dizer que ele era bonzinho. Comigo foi desse jeito, mas sinto muitíssimo pelas meninas que não tiveram a mesma sorte que eu. Acredito na justiça divina, e dela ninguém escapa, nem morrendo”, completou.

Irã fora da Copa: entenda o que acontece agora

11 de Março de 2026, 13:49
Seleção iraniana de futebol. Foto: Reprodução

O Irã anunciou nesta quarta (11) que não disputará a Copa do Mundo de 2026 por conta da guerra. O ministro do Esporte do país, Ahmad Donyamali, afirmou que a federação “não tem condições de participar” do evento neste ano.

O regulamento da Copa do Mundo prevê que, em caso de retirada por “força maior”, como a que o Irã alega, o comitê organizador decide as medidas a serem tomadas. A Fifa, portanto, tem a liberdade de decidir a melhor forma de lidar com a situação.

Uma das possibilidades seria substituir o Irã por outra seleção, mantendo o grupo em que a equipe se encontra ou fazendo ajustes na competição. Outra opção seria manter o Grupo G com apenas três seleções, o que reduziria o número de jogos e impactaria o planejamento comercial do torneio.

Outra alternativa seria substituir o Irã por uma seleção vinda da repescagem intercontinental, com equipes como Nova Caledônia, Jamaica, Bolívia, Suriname, Congo e Iraque disputando uma vaga extra.

Donald Trump e Gianni Infantino. Foto: Reprodução

Um terceiro cenário possível seria substituir o Irã pelo Iraque, enquanto os Emirados Árabes Unidos poderiam herdar a vaga asiática na repescagem, já que foram os melhores classificados não classificados diretamente.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que havia recebido garantias do presidente de Donald Trump de que o Irã poderia entrar no país para disputar o torneio, apesar da guerra entre o país, Israel e os Estados Unidos.

O Irã está atualmente no Grupo G da Copa do Mundo, ao lado de seleções como Nova Zelândia, Bélgica e Egito. Os dois primeiros jogos do Irã estão marcados para Los Angeles, e o último, em Seattle. Caso avance, o time pode enfrentar os Estados Unidos nas fases iniciais, caso os anfitriões também se classifiquem.

“Bala de festim”, diz defesa de Lulinha sobre acusações na farra do INSS

10 de Março de 2026, 16:28
Lulinha, filho do presidente Lula. Foto: Alex Silva/Estadão Conteúdo

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula, afirmou que ele não tem qualquer vínculo com o esquema de desvios de aposentadorias do INSS. Segundo os advogados, ele se mudou para a Espanha antes do início das investigações e não recebeu pagamentos diretos ou indiretos relacionados ao esquema.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho disse que a quebra de sigilo bancário de Lulinha revelou movimentações financeiras “absolutamente regulares e lícitas”, com todas as transações devidamente declaradas ao Fisco.

“Se a oposição achava que tinha uma bala de prata para lançar contra o peito do governo, talvez agora ela perceba que tem diante de si uma bala de festim, porque os vazamentos são, de fato, reveladores. Revelam que o Fábio não tem nenhuma relação direta ou indireta com o INSS, não tem, nunca teve e jamais teria, que é o objeto desta investigação”, afirmou. Ele ainda apontou que “a defesa vai pedir inclusive o arquivamento dos autos”.

Em relação à movimentação financeira de Lulinha, o advogado explicou que ele recebeu dinheiro de suas empresas pela venda de participação acionária na Gamecorp, uma empresa de tecnologia. Ele também argumentou que Lulinha está voltado para “atividade privada” na Espanha e tem mantido um perfil distantes das questões relacionadas à administração pública brasileira.

A defesa esclareceu que a mudança para a Espanha foi decidida em 2023 e concretizada em 2024, antes das investigações.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho. Foto: Divulgação

Marco Aurélio também abordou o envolvimento de Lulinha com o Careca do INSS em uma viagem a Portugal, que foi paga pelo empresário, mas afirmou que Lulinha não teve envolvimento com o negócio de fabricação de cannabis medicinal relacionado à viagem.

Segundo ele, o contrato entre Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, e Careca foi transparente e já foi devidamente tributado, afastando qualquer ligação ilícita com o empresário. O filho do presidente, de acordo com a defesa, foi acusado injustamente de ser o proprietário de um apartamento em São Paulo durante a Lava Jato, quando, na verdade, ele apenas pagava aluguel por um imóvel que não entregou.

O advogado também mencionou que o presidente Lula conversou com Lulinha sobre as investigações e incentivou-o a se defender publicamente, respeitando o princípio da presunção de inocência. Segundo o advogado, o petista foi claro ao afirmar que “ninguém pode estar acima da lei”, e o filho se comprometeu a colaborar com o STF.

Em relação a repasses financeiros entre Lulinha e o empresário Jonas Suassuna, a defesa esclareceu que os pagamentos foram de aluguel, não tendo relação com compra ou posse de bens. Segundo Marco Aurélio, o empresário paga aluguel de um apartamento que residia em São Paulo e que não foi entregue de acordo com o contrato. Ele reiterou que as movimentações financeiras, como os repasses ao empresário, estão completamente dentro da legalidade, com a documentação necessária.

Militar do GSI tira a própria vida na entrada do Palácio da Alvorada

10 de Março de 2026, 16:08
O Palácio da Alvorada. Foto: Divulgação

Na terça (10), um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República cometeu suicídio na entrada do Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O órgão, responsável pela segurança do presidente e das instalações presidenciais, lamentou o ocorrido em nota e anunciou que um Inquérito Policial Militar será instaurado para apurar os detalhes do caso. O GSI também informou que está prestando apoio à família do militar.

“O GSI/PR lamenta o ocorrido e está prestando apoio à família do militar e segue comprometido em manter seus componentes em plenas condições, para cumprir a sua missão de proteger as instalações sob sua responsabilidade”, diz trecho do comunicado.

Nota do GSI sobre militar que tirou a própria vida no Alvorada. Foto: Reprodução

O presidente Lula estava cumprindo agenda no Palácio do Planalto no momento do episódio. A agenda do presidente no Alvorada incluía reuniões com autoridades, mas a presença do GSI no local e o ocorrido geraram alterações nas atividades.

O Planalto informou que, devido ao caso, o acesso da imprensa às instalações foi temporariamente suspenso, enquanto as apurações seguem em andamento.

Lula, que havia cancelado sua viagem ao Chile para a posse do presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, teve um encontro com os senadores Randolfe Rodrigues e Jaques Wagner, que durou até por volta das 14h50.

A agenda presidencial previa ainda mais duas reuniões no Palácio da Alvorada, mas não há confirmação se foram mantidas após o episódio.

Busque ajuda

Se você está passando por momentos difíceis, saiba que não está sozinho. O CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar. O atendimento é feito sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias.
  • Telefone: Disque 188 (ligação gratuita de qualquer linha fixa ou celular);
  • Site: www.cvv.org.br;
  • Rede Pública: Você também pode procurar atendimento nos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) e Unidades Básicas de Saúde (Postos de Saúde) da sua região.

Vorcaro foi ao casamento da filha de Ciro Nogueira dias antes da “emenda Master”

10 de Março de 2026, 15:36
Daniel Vorcaro e Ciro Nogueira. Foto: Reprodução

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, esteve no casamento da filha do senador Ciro Nogueira (PP-PI), realizado em Angra dos Reis em 3 de agosto de 2024. A presença no evento ocorreu 10 dias antes do senador apresentar a proposta que modificava o limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), aumentando de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.

Antes do casamento, Vorcaro trocou mensagens com a então companheira, Martha Graeff, planejando ir ao evento. Em uma dessas mensagens, ela questiona o sobrenome de Ciro e confirma se ele é pai de Maria Eduarda Portela Nogueira, a noiva.

A conversa também revelou que o banqueiro queria que a então namorada fosse com ele ao casamento, mas acabou indo sozinho. Dez dias após o casamento, Vorcaro comemorou com sua namorada a atuação de Ciro no Congresso, ao comentar sobre a medida, que ficou conhecida como “emenda Master”.

Ele descreveu o projeto de lei como uma “bomba atômica” para o mercado financeiro, que ajudaria os bancos médios e enfraqueceria os grandes, gerando uma reação positiva entre os envolvidos. “Ciro [Nogueira] soltou um projeto de lei agora que é uma bomba atômica mercado financeiro! Ajuda os bancos médios e diminui poder dos grandes! Está todo mundo louco”, diz a mensagem.

Ciro Nogueira falando e gesticulando
Ciro Nogueira, do PP. Foto: Reprodução

Em outras mensagens, Vorcaro descreveu Ciro como um “grande amigo”. “Ciro nogueira. É um senador. Muito amigo meu. Quero te apresentar. Um dos meus grandes amigos de vida” (sic), diz o texto encontrado em seu celular.

Um segundo e-mail encontrado no telefone do banqueiro mostra uma viagem de helicóptero que foi reservada por uma empresa do banqueiro para Ciro e Antônio Rueda, líder do União Brasil.

A emenda de Ciro, ao modificar os limites do FGC, trouxe benefícios para bancos menores. O fundo é uma associação privada, sem fins lucrativos, que atua na manutenção da estabilidade financeira e na prevenção de crises bancárias, além da proteção de investidores. Ele funciona como uma espécie de seguro.

Com fortuna de US$ 839 bilhões, Elon Musk lidera lista da Forbes

10 de Março de 2026, 15:13
O bilionário de extrema-direita Elon Musk. Foto: Evelyn Hockstein/Reuters

A Forbes divulgou sua tradicional lista de 2026, revelando um crescimento no número de pessoas com fortunas bilionárias. No último ano, o número de bilionários no mundo alcançou a marca recorde de 3.428, com um patrimônio acumulado de US$ 20,1 trilhões.

Elon Musk, CEO da Tesla e SpaceX, lidera a lista com um patrimônio de US$ 839 bilhões, um aumento de US$ 497 bilhões em relação a 2025, consolidando sua posição como o homem mais rico do mundo.

O crescimento expressivo da riqueza global pode ser atribuído à entrada de 400 novos bilionários, abrangendo empreendedores, investidores e herdeiros. O aumento das fortunas foi impulsionado pelo boom da inteligência artificial, que aqueceu os mercados globais e gerou grandes lucros para os investidores. Como resultado, a riqueza total dos bilionários cresceu em US$ 4 trilhões, quebrando mais um recorde financeiro.

Os Estados Unidos continuam a dominar a lista com 989 bilionários, incluindo 15 das 20 pessoas mais ricas do mundo. A China ocupa o segundo lugar, com 610 bilionários, enquanto a Índia está em terceiro, com 229. O Brasil, por sua vez, tem 70 bilionários, com Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, sendo o mais rico do país, com uma fortuna estimada em US$ 35,9 bilhões.

Logos da Amazon, Google e Meta. Foto: Reprodução

O desenvolvimento da inteligência artificial e sua integração com setores como a tecnologia, saúde e finanças têm sido fundamentais para o crescimento da riqueza dos bilionários. As empresas de tecnologia, como Tesla, Google, Amazon e Facebook, lideram a lista de grandes fortunas, com nomes como Larry Page, Sergey Brin, Jeff Bezos e Mark Zuckerberg figurando entre os mais ricos do mundo.

Os dez mais ricos do mundo incluem, além de Musk, Larry Page (US$ 257 bilhões), Sergey Brin (US$ 237 bilhões), Jeff Bezos (US$ 224 bilhões), Mark Zuckerberg (US$ 222 bilhões) e Larry Ellison (US$ 190 bilhões), todos com fortunas impressionantes, em grande parte originadas das indústrias de tecnologia e inovação.

No Brasil, os dez bilionários mais ricos incluem Eduardo Saverin, com US$ 35,9 bilhões, seguido por André Esteves, do BTG Pactual, com US$ 20,2 bilhões. Jorge Paulo Lemann, da 3G Capital, que controla a InBev, ocupa o terceiro lugar com US$ 19,8 bilhões, enquanto o fundador do Itaú, Fernando Moreira Salles, aparece com US$ 9,9 bilhões.

Quem é o conselheiro de Trump que Bolsonaro quer receber na Papudinha

10 de Março de 2026, 14:58
Paulo Figueiredo, Darren Beattie e Eduardo Bolsonaro. Foto: Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro quer receber Darren Beattie, conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Papudinha. Ele já pediu autorização ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para receber o americano na cadeia.

Beattie é um estrategista político conhecido por seu ativismo de extrema-direita e por ter ocupado posições-chave no governo dos Estados Unidos. Recentemente, ganhou destaque no Brasil ao ser nomeado Conselheiro Sênior de Política para o Brasil.

Sua nomeação, que visa supervisionar as políticas de Washington para o país, faz parte de uma estratégia mais ampla do governo Trump, e ele se tornou uma figura proeminente no cenário político brasileiro, especialmente devido à sua proximidade com Eduardo Bolsonaro.

O extremista foi nomeado para seu cargo em fevereiro de 2026, mas já havia ocupado outros postos, como presidente Interino do Instituto da Paz dos Estados Unidos (USIP), subsecretário de Estado Interino para Diplomacia Pública e Assuntos Públicos e redator de discursos na Casa Branca.

Darren Beattie em evento de extrema-direita. Foto: John Rudoff/AP

Beattie foi demitido do último cargo após ser revelado que ele participou de um evento de supremacistas brancos. Em 2018, foi revelado que ele esteve, dois anos antes, na conferência anual do H. L. Mencken Club, descrito como encontro para “intelectuais independentes da direita”.

Na ocasião, ele dividiu um painel intitulado “A direita e seus inimigos” com Peter Brimelow, fundador do site anti-imigração VDARE. Também esteve no evento Richard Spencer, um dos maiores líderes supremacistas brancos do país.

Após ser confrontado pela Casa Branca, ele se recusou a renunciar e argumentou que o objetivo do evento era acadêmico. O governo americano decidiu exonerá-lo para evitar desgastes. Mesmo assim, foi nomeado em 2020 para a Comissão de Preservação da Herança da América no Exterior por Trump.

Beattie não completou seu mandato de três anos na comissão, sendo demitido por Joe Biden, então presidente dos Estados Unidos, em 2022.

O extremista já fez uma série de ataques e ameaças a Moraes. No ano passado, por exemplo, ele disse que o magistrado é o “arquiteto do complexo de censura e perseguição” a Bolsonaro e disse que aliados dele seriam sancionados se apoiassem suas decisões na Corte.

Bolsonaro pede a Moraes para receber conselheiro de Trump na prisão

10 de Março de 2026, 14:12
O ex-presidente Jair Bolsonaro na residência onde cumpria prisão domiciliar, em Brasília. Foto: Sérgio Lima/AFP

O ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), permissão para receber a visita de Darren Beattie, conselheiro de Donald Trump, enquanto está preso na Papudinha, segundo a coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo. O ativista de extrema-direita foi nomeado Conselheiro Sênior de Política para o Brasil pelo governo americano.

Beattie, que é próximo de Eduardo Bolsonaro, já atacou Moraes em suas redes sociais no ano passado, principalmente após os EUA aplicarem a Lei Magnitsky contra o magistrado. Em uma publicação, ele acusou o ministro de ser parte do “complexo de perseguição e censura” contra Bolsonaro.

O conselheiro tem uma agenda marcada para a próxima semana em São Paulo e Brasília, onde se encontrará com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à presidência, além de participar de compromissos relacionados ao processo eleitoral brasileiro.

O advogado de Bolsonaro, Paulo da Cunha Bueno, solicitou uma autorização excepcional a Moraes para que a visita ocorra em datas fora dos horários previstos para visitas na prisão.

O conselheiro Sênior de Política para o Brasil do Departamento de Estado, Darren Beattie. Foto: Divulgação/Departamento de Estado

A solicitação de exceção, apresentada ao STF, justifica que Beattie estará no Brasil por um curto período e com uma agenda oficial, o que inviabiliza a visita nas quartas-feiras e sábados, dias tradicionais para visitação.

“Diante dessa limitação objetiva de agenda — comum em compromissos de natureza diplomática —, requer-se autorização excepcional para que a visita possa ocorrer no dia 16 de março, no período da tarde, ou no dia 17 de março, no período da manhã ou início da tarde, observadas todas as demais regras de segurança e controle do estabelecimento custodiante”, diz o pedido.

Ele ainda quer que Moraes libere o acompanhamento de um tradutor “a fim de viabilizar a adequada comunicação durante a visita, considerando que o Peticionário [Bolsonaro] não possui plena fluência na língua inglesa”.

“Negócio absurdo”: mensagens citam propina de até R$ 33 milhões a policiais para encerrar investigações

5 de Março de 2026, 11:48
Dinheiro encontrado com policial alvo de operação contra corrupção na Polícia Civil de SP. Foto: Divulgação

Áudios e mensagens encontrados em celulares apreendidos indicam que policiais civis de São Paulo cobravam propinas que chegavam a R$ 33 milhões para encerrar investigações envolvendo suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. O material foi reunido durante uma apuração conduzida pelo Ministério Público (MP), Polícia Federal e Corregedoria da Polícia Civil.

Em um dos áudios, um investigado menciona a tentativa de intermediar pagamentos junto a um delegado. “Eu fui até a delegacia, tá? É referente a uma transferência de [R$] 33 milhões”, afirma. Na mesma gravação, ele acrescenta: “Ali naquela delegacia o delegado é ‘parceiraço’ meu, tá? Você quer que eu faça alguma coisa lá? Tô…Vou aguardar a orientação tua, tá bom?”.

Áudio transcrito mostra que investigado citando pagamento de R$ 33 milhões. Foto: Reprodução

A investigação levou à deflagração da Operação Bazzar nesta quinta (5). A ação tem como alvo um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro dentro de setores estratégicos da Polícia Civil paulista. Nove pessoas foram presas, incluindo um delegado, investigadores, uma doleira e um advogado.

Mensagens também citam pagamentos milionários a policiais. Em um dos diálogos analisados pelos investigadores, aparece a referência a valores elevados pagos a um delegado. “Segundo o Dr aqui: recebeu mais de [R$] 20 milhões”, diz uma das mensagens, sendo “Dr” a forma usada para se referir ao delegado.

Alvo da polícia diz que delegado já recebeu mais de R$ 20 milhões em propina. Foto: Reprodução

A apuração é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo. Segundo os investigadores, participariam do esquema policiais ligados ao Departamento de Investigações Criminais (Deic) e ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC).

De acordo com a investigação, parte das extorsões ocorria em locais como o hangar do Serviço Aerotático da Polícia Civil, no Campo de Marte, e também no 16º Distrito Policial, na Vila Clementino. Em outro áudio, um investigado relata uma cobrança para barrar um inquérito:

“Tem como a gente falar com esse pessoal, pra…pra…para saber ‘que pé’ que está esse negócio? Que os cara pediram [R$] 5 milhões. Negócio…assim…absurdo…pra quem foi lá”.

Policiais cobraram R$ 5 milhões para trancamento de inquérito, dizem mensagens. Foto: Reprodução

Os celulares apreendidos também mostram registros de pagamentos menores realizados em parcelas. Em uma gravação, um investigado descreve transferências feitas a policiais: “Anota aí para mim que eu dei [R$] 100 mil pro Deic esses dias, eu não sei se você anotou …. e ontem foi mais [R$] 110 [mil]… são [R$] 220 mil que eu dei pro Deic aí, anota aí, tá?”.

Em outro diálogo, um dos envolvidos comenta o temor de novas cobranças: “O cara vai trazer aqui um inquérito para a gente ver que falaram que a gente tá fodido lá no 16º [DP]”.

Segundo a Justiça, o grupo teria transformado delegacias especializadas em espaços de negociação para garantir a paralisação de investigações. A Secretaria da Segurança Pública afirmou em nota que a Corregedoria acompanha a operação e declarou que “a Polícia Civil não compactua com desvios de conduta por parte de seus integrantes e adotará todas as medidas legais e disciplinares cabíveis caso sejam confirmadas quaisquer irregularidades”.

Caso Master: nova operação expõe corrupção no BC de Bolsonaro e Campos Neto, diz Gleisi

4 de Março de 2026, 16:35
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que a nova fase da investigação sobre o Banco Master expôs um esquema de corrupção envolvendo dirigentes do Banco Central durante o governo Jair Bolsonaro, quando a autarquia era chefiada por Roberto Campos neto.

A declaração foi feita após a operação da Polícia Federal que resultou na prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira. Segundo Gleisi, as revelações da investigação indicam ligação entre o escândalo e a gestão do Banco Central durante o governo anterior.

“A operação de hoje da Polícia Federal expôs definitivamente a corrupção do Banco Central de Jair Bolsonaro e Roberto Campos Neto no escândalo Master”, disse a ministra. Ela ainda citou diretamente os dois ex-dirigentes que se tornaram alvos das investigações.

“O ex-diretor de Fiscalização do BC indicado por Bolsonaro, Paulo Sérgio Souza, e o ex-chefe da Supervisão Bancária nomeado por Campos Neto, Belini Santana, recebiam dinheiro de Daniel Vorcaro para impedir a fiscalização do Master, de acordo com a investigação”, prosseguiu.

Gleisi também questionou a atuação do ex-presidente do Banco Central diante das suspeitas envolvendo a instituição financeira. “Por que será que Campos Neto não agiu contra as fraudes de Vorcaro enquanto era presidente do BC?”, afirmou.

Nikolas Ferreira (PL), Jey Reis, Mariel Batista e o pastor Guilherme Batista diante do Embraer 505 Phenom 300 de Vorcaro. Foto: reprodução

A ministra ainda mencionou informações da investigação sobre um grupo chamado “A Turma”, usado para monitorar opositores e intimidar críticos. “A nova operação da PF revela que, enquanto emprestava avião para o deputado Nikolas fazer campanha para Bolsonaro, Vorcaro e seu cunhado Fabiano Zettel comandavam uma quadrilha criminosa”.

“Essa ‘Turma’ dos amigos de Nikolas espionava autoridades, invadia bancos de dados do Ministério Público e da Polícia Federal, organizava ataques a desafetos de Vorcaro e até contra jornalistas. E a Turma da extrema-direita, de Bolsonaro e Nikolas, ainda quer jogar esse escândalo no colo dos outros”, completou.

Segundo a investigação conduzida pela Polícia Federal, o grupo promoveu espionagem ilegal, acesso indevido a bancos de dados e ações de intimidação contra adversários. O material analisado aponta ainda suspeitas de suborno de servidores públicos, lavagem de dinheiro e fabricação de ativos financeiros sem lastro.

A operação de hoje da Polícia Federal expões definitivamente a corrupção do Banco Central de Jair Bolsonaro e Roberto Campos Neto no escândalo Master. O ex-diretor de Fiscalização do BC indicado por Bolsonaro, Paulo Sérgio Souza, e o ex-chefe da Supervisão Bancária nomeado por…

— Gleisi Hoffmann (@gleisi) March 4, 2026

87 corpos são recuperados no Sri Lanka após EUA afundarem navio de guerra iraniano

4 de Março de 2026, 15:55
Embarcação navega ao largo de Galle após ataque de submarino a um navio iraniano perto do Sri Lanka. Foto: Thilina Kaluthotage/Reuters

A Marinha do Sri Lanka recuperou 87 corpos após o afundamento de um navio militar iraniano no Oceano Índico, depois de um ataque realizado por um submarino dos Estados Unidos. O incidente ocorreu perto da cidade de Galle e deixou dezenas de vítimas entre os tripulantes da embarcação.

O navio iraniano transportava cerca de 180 pessoas quando emitiu um sinal de socorro. Após o ataque, 32 tripulantes foram resgatados com vida e encaminhados para hospitais da região, enquanto 61 marinheiros continuam desaparecidos na área onde a embarcação afundou.

A operação de busca e resgate mobilizou dois navios e uma aeronave da Marinha do Sri Lanka. Segundo o porta-voz da força naval, Buddhika Sampath, a resposta ocorreu após o alerta emitido pela embarcação iraniana em dificuldades.

“Respondemos ao alerta de acordo com as nossas obrigações internacionais, pois está na nossa zona de busca e resgate no Oceano Índico”, disse. Horas após o episódio, o governo dos Estados Unidos confirmou que realizou o ataque.

O secretário de Defesa Pete Hegseth afirmou que um submarino americano disparou torpedos contra a embarcação iraniana em águas internacionais.

A embarcação atingida era a fragata iraniana IRIS Dena, considerada uma das mais modernas da marinha do país. O navio havia participado recentemente de exercícios navais internacionais e seguia viagem de retorno quando foi atingido.

O episódio ocorre em meio à guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O conflito entre os países começou no fim de semana após ataques de Washington em Teerã que mataram o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei.

VÍDEO – Dado Dolabella fecha com Flávio após se filiar ao MDB

4 de Março de 2026, 15:40
Dado Dolabella e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

Dado Dolabella, recém-filiado ao MDB no Rio de Janeiro, declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. A filiação ocorreu com a intenção de disputar uma vaga de deputado federal nas próximas eleições.

Após anunciar sua entrada no partido, Dolabella afirmou que o nome do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é o que mais se aproxima de suas posições políticas. Segundo ele, Flávio é o candidato que “mais se alinha” às ideias que defende para o país.

“Eu não entro na política por vaidade, entro porque conheço, na pele, o que significa enfrentar uma injustiça. E quando você atravessa por isso, percebe que o problema não tem gênero, nem rótulo. O que existe são pessoas que em algum momento se veem esmagadas por um sistema que deveria protegê-los. Minha causa é simples, é da voz a quem não tem, ao trabalhador invisível, à dona de casa, a qualquer cidadão julgado e condenado antes se quer ser ouvido”, disse o bolsonarista.

“E deixo claro: hoje o nome que mais se alinha às ideias que eu defendo para o Brasil é o de Flávio Bolsonaro, a quem pretendo apoiar como candidato à presidência”, prosseguiu.

Dolabella também carrega um histórico de acusações de agressão. Em 2008, ele foi acusado de empurrar a então namorada, a atriz Luana Piovani, em uma boate no Rio de Janeiro. Uma funcionária do local que tentou intervir também teria sido agredida. O ator foi condenado a dois anos e nove meses de prisão em regime aberto e ao pagamento de indenização. Ele sempre negou as acusações.

No ano seguinte, quando era casado com Viviane Sarahyba, voltou a ser acusado de agressões físicas e verbais. A Justiça determinou seu afastamento da residência do casal. Em 2018, ele foi condenado a um ano e 15 dias de prisão em regime aberto.

Em agosto de 2025, Dolabella foi novamente condenado, desta vez a dois anos e quatro meses de prisão em regime aberto, após denúncia feita por sua prima e ex-namorada Marina Dolabella. Ele contestou as acusações.

A decisão de Temer após ser convidado para disputar o Planalto

4 de Março de 2026, 15:23
O ex-presidente Michel Temer. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O ex-presidente Michel Temer informou a aliados que não pretende disputar a Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão foi comunicada após discussões internas no MDB sobre a possibilidade de lançar uma candidatura própria ao Planalto.

Segundo a coluna de Paulo Cappelli no Metrópoles, além de recusar a candidatura, Temer defendeu que o partido permita que seus diretórios estaduais tenham autonomia para definir os rumos da legenda na eleição presidencial.

Baleia Rossi e Michel Temer. Foto: Reprodução

A possibilidade de candidatura havia sido mencionada recentemente pelo presidente nacional do MDB, Baleia Rossi. Em entrevista, ele afirmou que o nome de Temer poderia servir como ponto de união dentro do partido.

Segundo Baleia, havia um sentimento entre integrantes da sigla favorável ao ex-presidente, considerado uma figura capaz de reduzir disputas internas e reunir diferentes correntes do MDB em torno de um projeto eleitoral.

Apesar dessa sinalização, Temer decidiu não entrar na disputa e indicou que o partido deve lidar com suas divergências internamente. O MDB vive um cenário de divisão sobre o posicionamento na eleição presidencial.

Durante a entrevista, Baleia Rossi também mencionou as diferenças dentro da legenda, que conta com ministros no governo Lula e, ao mesmo tempo, abriga lideranças que apoiam a possível candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), como o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB-SP). “Isso deixa de lado as diferenças do partido, que administramos com tranquilidade, por serem históricas”, afirmou.

VÍDEO: Lula cobra líderes mundiais por paz e critica gastos militares em meio à guerra

4 de Março de 2026, 14:49
O presidente Lula. Foto: Reprodução

O presidente Lula pediu nesta quarta (4) que líderes mundiais busquem soluções pacíficas diante da guerra no Oriente Médio e priorizem o combate à fome. A declaração foi dada durante a Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe, realizada em Brasília.

Durante o discurso, Lula criticou o aumento dos gastos militares no mundo e afirmou que recursos destinados à produção de armas não ajudam a resolver problemas sociais. Segundo ele, investimentos em armamentos acabam ampliando tensões internacionais em vez de enfrentar desafios como a insegurança alimentar.

O presidente afirmou que o volume global de gastos militares para ilustrar o argumento. Segundo Lula, os cerca de US$ 2 trilhões (cerca de R$ 10,4 trilhões) destinados a conflitos no último ano poderiam ter impacto direto no combate à fome. “Não precisaria ter fome no mundo, se tivesse bom senso entre os governantes”, afirmou.

Lula também direcionou críticas à atuação da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança. Para o presidente, a entidade tem perdido credibilidade ao não conseguir cumprir plenamente o papel de promover a paz entre os países.

Segundo ele, a organização estaria se afastando de sua missão original. Lula afirmou que a ONU está “cedendo ao fatalismo” ao permitir que interesses ligados a conflitos ganhem espaço em detrimento de iniciativas voltadas à cooperação internacional e à solução pacífica de crises.

O presidente também criticou a ausência de uma articulação internacional mais forte para buscar uma saída diplomática para o conflito no Oriente Médio. Para Lula, a comunidade internacional deveria mobilizar esforços mais consistentes para interromper a escalada de violência.

Ao comentar propostas ligadas à reconstrução de Gaza, Lula fez críticas ao chamado Conselho de Paz defendido por Donald Trump.

“Compensou destruir Gaza, matando a quantidade de mulheres que mataram, crianças, para agora aparecerem com pompa, criando um conselho para dizer, vamos reconstruir Gaza? Aí, aparece como se fosse um resort, para melhorar e passar a férias no lugar que estão os cadáveres das mulheres e das crianças que morreram”, prosseguiu.

Em seguida, acrescentou: “E, muitas vezes, a gente fica impassível. E se a gente não gritar, se a gente não falar, se a gente não se mexer, nada acontece”.

Veja o discurso do presidente na íntegra:

Fuga de ricos faz voos triplicarem de preço e chegarem a R$ 1,8 milhão em Dubai

4 de Março de 2026, 14:41
Aeroporto de Dubai. Foto: Fadel Senna/AFP

Os bombardeios na região do Golfo e o fechamento do aeroporto de Dubai provocaram uma corrida de milionários por jatos privados para deixar os Emirados Árabes Unidos. Com a demanda em alta e poucas aeronaves disponíveis, o preço de voos particulares disparou, segundo o The Guardian e a Forbes.

O aeroporto de Dubai, um dos principais hubs internacionais, suspendeu as operações após ataques com mísseis e drones lançados pelo Irã. A paralisação deixou milhares de passageiros presos na cidade e levou viajantes com maior poder aquisitivo a buscar alternativas para sair da região.

Com a procura crescente, os valores das viagens privadas chegaram a triplicar em alguns trajetos. A corretora JetVip informou que um voo de Mascate, em Omã, para Istambul em um jato leve custa cerca de R$ 515 mil, aproximadamente três vezes mais que o normal.

Em rotas semelhantes, aeronaves maiores podem ultrapassar R$ 724 mil, e alguns voos partindo da Arábia Saudita rumo à Europa chegaram a R$ 1,8 milhão.

A escassez de aviões também contribuiu para a alta. Parte da frota ficou retida em aeroportos fechados, enquanto outros operadores evitam voar na região por questões de seguro ou decisões dos proprietários das aeronaves. Empresas do setor descrevem a disponibilidade atual de jatos como extremamente limitada.

Diante do bloqueio aéreo, passageiros passaram a se deslocar por terra até países vizinhos. Muitos enfrentam viagens de carro de até cinco horas até Mascate, podendo chegar a oito ou nove horas com filas na fronteira, ou cerca de 11 horas até Riad. De lá, embarcam em voos privados com destino a cidades como Istambul, Londres e Roma.

Segundo autoridades iranianas, os ataques fazem parte de uma estratégia de pressão contra bases militares dos Estados Unidos na região. “Todos os territórios ocupados e as bases criminosas dos Estados Unidos na região foram atingidos pelos potentes impactos dos mísseis iranianos. Esta operação continuará sem descanso até que o inimigo seja derrotado de forma decisiva”, afirmou a Guarda Revolucionária do Irã.

Os deputados e o governador de SE na lista de contatos de WhatsApp de Vorcaro

4 de Março de 2026, 14:23
Nikolas Ferreira em 2022, durante viagem de campanha para Bolsonaro, ao lado da influenciadora Jey Reis, do pastor Guilherme Batista e de sua esposa, Mariel Batista. Foto: Reprodução

Um celular apreendido pela Polícia Federal durante a primeira fase da investigação contra o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, reúne contatos de parlamentares e lideranças políticas da Câmara dos Deputados. Entre os nomes registrados no aparelho estão o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), o ex-presidente Arthur Lira (PP-AL) e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).

Segundo fontes que acompanham o caso, o aparelho era considerado o telefone “comercial” de Vorcaro, utilizado para contatos institucionais e empresariais. O dispositivo foi apreendido no ano passado e segue sob análise das autoridades.

Relatório técnico ligado ao aplicativo WhatsApp do aparelho classificou os contatos em dois tipos: registros recíprocos, quando ambas as partes possuem o número salvo, e registros unilaterais, quando apenas o titular do telefone mantém o contato.

Arthur Lira e Hugo Motta. Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

No caso de Motta e Lira, os números estavam salvos no telefone de Vorcaro, sem indicação de reciprocidade. Entre os contatos classificados como recíprocos aparecem apenas os deputados Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG) e Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG). Nos demais casos, o material não permite concluir se houve troca de mensagens entre o empresário e os parlamentares.

Vale lembrar que Nikolas utilizou um jato ligado a Vorcaro para evento de campanha nas eleições de 2022. À época, ele participava de atividades de apoio à candidatura do então presidente Jair Bolsonaro, que disputava a reeleição.

Investigadores também apontaram que a presença de contatos telefônicos não comprova comunicação ou irregularidade.

Veja os nomes de parlamentares encontrados nos contatos de Vorcaro, além do governador de Sergipe, Fábio Mitidieri:

  1. Marcelo Álvaro (PL-MG);
  2. Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG);
  3. Hugo Motta (Republicanos-PB);
  4. Arthur Lira (PP-AL);
  5. Nikolas Ferreira (PL-MG);
  6. Diego Coronel (PSD-BA);
  7. Aguinaldo Ribeiro (PP-PB);
  8. Altineu Côrtes (PL-RJ);
  9. Doutor Luizinho (PP-RJ);
  10. Fausto Pinato (PP-SP);
  11. João Carlos Bacelar (PL-BA);
  12. Márcio Marinho (Republicanos-BA);
  13. Flávia Arruda (PL-DF);
  14. Rodrigo Maia (PSD-RJ);
  15. Lucas Gonzalez (Novo-MG);
  16. Vinicius Poit (Novo-SP);
  17. Bilac Pinto (União Brasil-MG);
  18. Fábio Mitidieri (governador de SE – PSD).

Nikolas diz que aliados vazaram foto em jatinho de Vorcaro; saiba quem são os suspeitos

4 de Março de 2026, 14:07
Nikolas Ferreira em 2022, durante viagem de campanha para Bolsonaro, ao lado da influenciadora Jey Reis, do pastor Guilherme Batista e de Mariel Batista. Foto: Reprodução

O deputado bolsonarista Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou suspeitar de aliados após a divulgação de informações sobre um voo em um jato ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro durante a campanha de 2022. O parlamentar sugeriu que integrantes da extrema-direita repassaram informações à imprensa.

“Eu já sei quem foi que vazou essa informação inútil pra tentar me desgastar. Parece que a carta do Jair, pra alguns, não serviu de nada”, escreveu Nikolas no X.

Eu já sei quem foi que vazou essa informação inútil pra tentar me desgastar. Parece que a carta do Jair, pra alguns, não serviu de nada.

— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) March 3, 2026

Segundo a coluna de Paulo Cappelli no Metrópoles, as suspeitas de Nikolas recaem principalmente sobre dois nomes ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Um deles é o advogado Paulo Cunha Bueno, que atua na defesa do ex-mandatário. O outro é o jornalista Paulo Figueiredo, apoiador de Bolsonaro que atualmente vive nos Estados Unidos.

Pela hipótese levantada por aliados do deputado, Paulo Cunha Bueno poderia ter repassado à imprensa uma foto de Nikolas embarcando no jato de Vorcaro durante compromissos da campanha presidencial de 2022.

O advogado negou qualquer participação no episódio. “Nem tenho acesso a essa informação [do jato do Vorcaro]. Não sei de onde ele tirou isso. Eu gosto do Nikolas. Não tenho nada a ver com isso”.

Paulo Figueiredo e Paulo Cunha Bueno. Foto: Reprodução

Figueiredo também rejeitou a suspeita. Em resposta, classificou a acusação como infundada e disse que não tinha conhecimento do episódio. “É uma coisa absolutamente sem pé nem cabeça. Eu não sabia do fato e nem tinha como saber”.

Figueiredo também afirmou que considera o episódio “irrelevante”. “Não tem nada demais o Nikolas andar no jato do Vorcaro com o pastor dele. Eu só não teria andado no avião do Vorcaro porque meu pastor é pobrinho e não tem relação com banqueiro”.

Ele ainda declarou que jamais faria algo do tipo contra o deputado. “Eu jamais faria isso. Eu sempre jogo às claras. Ontem, eu estava no ar quando saiu a reportagem e, assim que saiu a notícia, eu vaiei a jornalista que publicou, porque ninguém pode duvidar da moral do Nikolas. Isso está gravado no meu programa de ontem. É só assistir.”

Decisão de Dino pode criar precedente e suspender quebra de sigilo de Lulinha, diz cúpula da CPI

4 de Março de 2026, 13:53
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Foto: Reprodução

A cúpula da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS avalia se a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que suspendeu a quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger, pode criar precedente para outros investigados. Entre os casos analisados está o de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula.

“A abrangência da decisão dá margem para dúvida. De qualquer forma, é um precedente para todos”, disse o relator da CPMI, Alfredo Gaspar (União-AL), ao g1. Parlamentares da comissão tentam entender se a suspensão determinada por Dino pode atingir também a decisão que autorizou a quebra de sigilos de Lulinha. As duas medidas foram aprovadas na mesma sessão da CPMI.

Senador Carlos Viana, presidente CPMI, e o deputado Alfredo Gaspar, relator. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Gaspar e o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), iniciaram uma análise jurídica do despacho do ministro do STF. O objetivo é avaliar se há espaço para contestar a decisão no próprio Supremo. Segundo o relator, a comissão já considera recorrer da decisão. “Está sendo feita a análise jurídica, mas haverá recurso”, prosseguiu.

Na terça (3), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já havia rejeitado um pedido da base governista para anular a quebra de sigilo de Lulinha aprovada pela CPMI em 26 de fevereiro.

A votação que autorizou a medida ocorreu em meio a um tumulto no plenário da comissão. Parlamentares governistas contestaram o resultado e afirmaram que havia mais votos contrários do que o contabilizado. Alcolumbre manteve a decisão ao argumentar que, com 31 parlamentares presentes, seriam necessários 16 votos para derrubar o requerimento, número que não foi alcançado.

A defesa de Lulinha já afirmou que vai acionar o STF para pedir a extensão da decisão que beneficiou a empresária. Segundo seus advogados, a determinação suspendeu todo o ato da CPMI, que quebrou os sigilos durante votação em “globo”.

STJ decidiu afastar ministro após nova denúncia de assédio

10 de Fevereiro de 2026, 17:43
O ministro do Superior Tribunal de Justiça Marco Buzzi. Foto: Gustavo Lima/STJ

A nova denúncia de assédio sexual contra o ministro Marco Buzzi foi decisiva para que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidisse, por unanimidade, pelo seu afastamento cautelar. Integrantes do tribunal relataram que o novo depoimento, prestado por uma mulher à Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), teve peso central na avaliação dos ministros, sobretudo por apresentar semelhanças com a acusação feita anteriormente por uma jovem de 18 anos.

Segundo relatos internos ouvidos pelo blog da Andréia Sadi no g1, o depoimento da nova denunciante foi confirmado por testemunhas e descreve um padrão de comportamento atribuído ao ministro. A identidade da mulher e as circunstâncias específicas do caso seguem sob sigilo.

A avaliação no STJ foi de que a reiteração de acusações com características semelhantes elevou o grau de gravidade da situação e exigiu uma resposta imediata. Buzzi é investigado simultaneamente em três frentes. No âmbito administrativo, o caso é analisado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo próprio STJ.

Na esfera criminal, há um inquérito em curso no Supremo Tribunal Federal, em razão da prerrogativa de foro. O ministro nega todas as acusações e sustenta que irá provar sua inocência ao longo dos procedimentos.

Em nota divulgada nesta terça (10), o STJ afirmou que o afastamento é “cautelar, temporário e excepcional”. Uma nova sessão foi marcada para o dia 10 de março, quando os ministros devem analisar as conclusões da sindicância interna. Até lá, Buzzi está impedido de exercer as funções, mas segue recebendo o salário integral, atualmente em torno de R$ 44 mil.

Plenário do Superior Tribunal de Justiça. Foto: Rafael Luz/STJ

Nos bastidores, a avaliação é que o tribunal buscou agir com rapidez para preservar a imagem institucional. Houve preocupação explícita de evitar que o STJ fosse envolvido em uma crise de natureza pessoal, com potencial de desgaste público. Ministros já vinham defendendo o afastamento desde a semana passada, diante do impacto das denúncias e do alerta de que novos relatos poderiam surgir.

No mesmo dia da decisão, Buzzi apresentou um atestado médico solicitando licença por 90 dias, assinado por uma psiquiatra. Ele também enviou uma carta aos colegas na qual negou as acusações.

“Tudo está causando mágoas às pessoas da minha família e convivência. Creio que nos procedimentos já instaurados demonstrarei minha inocência”, escreveu. A jovem de 18 anos que fez a primeira denúncia é filha de amigos do ministro, que tem 68 anos.

Durante o afastamento, Buzzi não poderá acessar o gabinete nem utilizar veículos oficiais. O STJ ainda decidirá se abrirá um processo administrativo disciplinar. Caso isso não ocorra, o ministro pode pedir aposentadoria para se desligar definitivamente da Corte. Se o procedimento disciplinar for instaurado, essa possibilidade deixa de existir.

VÍDEO – Lula tira foto com prefeitos do PL e diz que Valdemar “vai bater neles”

10 de Fevereiro de 2026, 16:29
O presidente Lula ao lado de prefeitos do ABC Paulista. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula posou nesta segunda (9) para uma foto com prefeitos do ABC Paulista durante um evento em Mauá, na região metropolitana de São Paulo. Entre os gestores presentes estavam dois filiados ao PL: Tite Campanella, de São Caetano do Sul, e Guto Volpi, de Ribeirão Pires.

Ao perceber a composição do grupo, Lula fez um gesto de “joia” e brincou sobre a reação interna no partido adversário: “O presidente do partido deles [Valdemar Costa Neto] vai bater neles, porque eles estão em uma foto comigo”.

A fala arrancou risadas dos presentes e foi repetida pelo próprio presidente logo depois, já em discurso, ao comentar a diversidade partidária entre os prefeitos do Grande ABC.

“Só para vocês terem ideia, aqui tem dois prefeitos que são do PL. O PL é o partido do [Jair Bolsonaro], o PL é o maior inimigo nosso na Câmara, mesmo assim vocês estão recebendo ambulância, porque vocês foram eleitos pelo voto e eu respeito o voto da cidade de vocês”, afirmou Lula, ao justificar a presença de gestores de oposição no evento.

Prefeitos do PL, partido de Bolsonaro, tiram foto com Lula em Mauá (SP), durante evento de entrega de ambulâncias e investimentos em saúde. Lula olha, ri e solta: “O presidente do partido deles (Valdemar Costa Neto) vai bater neles” 😂

Lula é gigante! pic.twitter.com/39hkFXMVys

— Lázaro Rosa 🇧🇷 (@lazarorosa25) February 10, 2026

Além dos prefeitos do PL, participaram da cerimônia Marcelo Oliveira (PT–Mauá), Gilvan Junior (PSDB–Santo André), Marcelo Lima (Podemos–São Bernardo do Campo), Taka Yamauchi (MDB–Diadema) e Akira Auriani (PSB–Rio Grande da Serra). O encontro reuniu lideranças municipais de diferentes partidos em torno de anúncios de investimentos federais.

Durante o evento, o governo federal entregou ambulâncias do Samu, kits de equipamentos para a Atenção Básica e estruturas de teleconsulta. Também foram assinadas ordens de serviço para obras de uma policlínica, unidades básicas de saúde e para a implantação de um campus do Instituto Federal de São Paulo em Mauá.

Na cerimônia realizada no Paço Municipal, Lula destacou que um presidente da República não pode agir de forma “mesquinha” ou “pequena” ao deixar de atender municípios administrados por adversários políticos. Segundo ele, o critério para o repasse de recursos deve ser o interesse da população, e não a filiação partidária dos prefeitos.

Esquiador americano é atacado por Trump e recebe apoio de colegas

10 de Fevereiro de 2026, 16:12
O esquiador americano Hunter Hess. Foto: Reprodução

O ataque de Donald Trump ao esquiador americano Hunter Hess, durante as Olimpíadas de Inverno em Milão-Cortina, gerou uma onda de reações de outros atletas dos Estados Unidos. O republicano chamou o competidor de “grande perdedor” após dizer, em entrevista, que sentia “emoções mistas” ao representar o país.

Hess afirmou que, embora vestisse a bandeira dos EUA, isso não significava que ele apoiasse todas as políticas do país, especialmente as adotadas durante o governo de Trump, que causaram divisões internas. Trump, em resposta, escreveu em sua rede social, Truth Social, que ele não deveria estar competindo pelos Estados Unidos se não representasse o país de forma completa.

A publicação gerou reação imediata de outros atletas, que defenderam Hess e citaram a liberdade de expressão. Chloe Kim, campeã olímpica de snowboard halfpipe, e Mikaela Shiffrin, esquiadora alpina, foram algumas das atletas que expressaram apoio a Hess, afirmando que os atletas têm o direito de expressar suas opiniões sobre questões políticas e sociais.

Além dos atletas dos EUA, outras figuras do esporte também se manifestaram contra os ataques de Trump. Gus Kenworthy, esquiador freestyle, defendeu a liberdade de os atletas expressarem suas opiniões políticas, enquanto Eileen Gu, esquiadora nascida no país que compete pela China, lamentou que a atenção nas Olimpíadas estivesse centrada nos comentários do presidente.

O Comitê Olímpico e Paralímpico dos EUA (USOPC) também se posicionou, afirmando que apoia seus atletas e garante recursos de saúde mental e segurança para que se sintam amparados dentro e fora das competições. A instituição não comentou especificamente a situação de Trump e Hess, mas reforçou seu compromisso com o bem-estar dos atletas.

Donald Trump. Foto: Evelyn Hockstein/Reuters

Algumas figuras públicas do governo Trump seguiram o presidente nos ataque a Hess. Katie Miller, esposa de Stephen Miller, assessor do mandatário, afirmou que o atleta não deveria estar nas Olimpíadas, alegando que ele expressou ódio pelo país.

O deputado republicano Tim Burchett também se uniu ao coro de críticas, sugerindo que Hess deveria “calar a boca e ir brincar na neve”.

Hess, que viu o número de seus seguidores nas redes sociais aumentar após o episódio, se defendeu, afirmando que, embora ame os Estados Unidos, há aspectos que precisam melhorar e que ele tem a liberdade de apontar isso.

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