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Moraes dá 24 horas para Bolsonaro explicar arma apreendida em blitz

Por:Sul 21
16 de Junho de 2026, 13:58

Da Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (16) que a defesa do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro preste esclarecimentos, no prazo de 24 horas, sobre uma arma de fogo de propriedade de Bolsonaro apreendida em uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) na noite de ontem (15).

O ex-presidente está em prisão domiciliar desde o dia 24 de março, quando deixou o Hospital DF Star, em Brasília, após ser internado para tratar um quadro de pneumonia bacteriana.

De acordo com a decisão de Moraes, a arma foi apreendida às 23h30 da última segunda-feira (15), quando um Honda Civic foi parado em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, em Taguatinga. Na abordagem, o motorista se identificou como servidor do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e disse que a arma pertencia ao ex-presidente.

Durante a blitz, também foi localizado um carregador sobressalente da pistola, modelo Glock 9 milímetros (mm). O motorista foi conduzido até uma delegacia, onde afirmou que a arma lhe foi entregue em razão de uma pane. Em depoimento, ele relatou ainda que retirou a pistola no próprio dia 15 com a finalidade de realizar o reparo e que o armamento seria devolvido no dia seguinte.

Na decisão, Moraes pede que a defesa de Bolsonaro esclareça a razão pela qual o ex-presidente mantinha uma arma de fogo em casa, com carregador sobressalente, e porque, às vésperas do encerramento do período de 90 dias concedido à título de prisão domiciliar humanitária, o condenado solicitou a realização de reparo no armamento.

O ministro pede ainda que o tenente-coronel Allenson Nascimento Lopes, comandante do 19º Batalhão da PMDF e responsável pelas medidas de segurança do regime domiciliar humanitário, esclareça se a ordem judicial de revista nos carros que saem da residência de Bolsonaro – inclusive em veículos oficiais que fazem a segurança do ex-presidente – está sendo cumprida integralmente.

Antes da decisão que autorizou a prisão domiciliar, Bolsonaro cumpria pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O local é conhecido como Papudinha. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal da trama golpista.

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Militar do GSI tira a própria vida na entrada do Palácio da Alvorada

10 de Março de 2026, 16:08
O Palácio da Alvorada. Foto: Divulgação

Na terça (10), um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República cometeu suicídio na entrada do Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O órgão, responsável pela segurança do presidente e das instalações presidenciais, lamentou o ocorrido em nota e anunciou que um Inquérito Policial Militar será instaurado para apurar os detalhes do caso. O GSI também informou que está prestando apoio à família do militar.

“O GSI/PR lamenta o ocorrido e está prestando apoio à família do militar e segue comprometido em manter seus componentes em plenas condições, para cumprir a sua missão de proteger as instalações sob sua responsabilidade”, diz trecho do comunicado.

Nota do GSI sobre militar que tirou a própria vida no Alvorada. Foto: Reprodução

O presidente Lula estava cumprindo agenda no Palácio do Planalto no momento do episódio. A agenda do presidente no Alvorada incluía reuniões com autoridades, mas a presença do GSI no local e o ocorrido geraram alterações nas atividades.

O Planalto informou que, devido ao caso, o acesso da imprensa às instalações foi temporariamente suspenso, enquanto as apurações seguem em andamento.

Lula, que havia cancelado sua viagem ao Chile para a posse do presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, teve um encontro com os senadores Randolfe Rodrigues e Jaques Wagner, que durou até por volta das 14h50.

A agenda presidencial previa ainda mais duas reuniões no Palácio da Alvorada, mas não há confirmação se foram mantidas após o episódio.

Busque ajuda

Se você está passando por momentos difíceis, saiba que não está sozinho. O CVV (Centro de Valorização da Vida) oferece apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar. O atendimento é feito sob total sigilo por telefone, e-mail e chat 24 horas todos os dias.
  • Telefone: Disque 188 (ligação gratuita de qualquer linha fixa ou celular);
  • Site: www.cvv.org.br;
  • Rede Pública: Você também pode procurar atendimento nos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) e Unidades Básicas de Saúde (Postos de Saúde) da sua região.
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