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Gilmar Mendes: Mendonça comete ‘erro crasso’ em tratativa de delação de Vorcaro

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou na segunda-feira, 22, que há uma “impropriedade” e um “erro crasso” no relato feito pelo ministro André Mendonça de que foi procurado por um advogado de Daniel Vorcaro com uma proposta de “delação seletiva” no caso que investiga o Banco Master. A declaração, dada em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, ocorreu após Gilmar ser questionado sobre a atuação de Mendonça na relatoria do caso do Banco Master.

Gilmar argumentou que o acordo de colaboração premiada deve ser firmado entre o Ministério Público ou a Polícia Federal e o investigado, acompanhado por seus advogados. “Então, aqui já há algo de erro crasso. Se está participando de conversas ou se está expulsando advogados do processo, isso tem algo de errado”, disse.

A fala ocorre dias depois de Gilmar protagonizar um embate público com Mendonça no julgamento de medidas cautelares envolvendo a manutenção da prisão de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro.

Na ocasião, Mendonça disse ter recusado uma proposta de “delação seletiva” no caso Master. Segundo o relator, um advogado do ex-controlador do banco o procurou para tratar de uma colaboração com recortes, mas ele afirmou não aceitar esse tipo de negociação.

Sem afirmar diretamente que o ministro conduz mal o processo, o decano também disse que Mendonça tem uma “tarefa difícil”, mas defendeu que a investigação siga uma “métrica” para evitar a repetição de erros do passado, em referência à Operação Lava Jato.

Ao justificar a comparação, Gilmar apontou uma sequência de episódios que, segundo ele, acende um alerta sobre a condução do caso, como vazamentos, divulgação de conversas privadas, prisões de familiares de investigados e a morte de um dos alvos da apuração: Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”.

“São elementos que levam a, pelo menos, uma preocupação e similitudes com o que ocorreu anteriormente”, afirmou o ministro.

Código de ética e exposição do STF

Gilmar voltou a criticar, durante a entrevista, o momento escolhido pelo presidente do STF, Edson Fachin, para propor a discussão sobre a criação de um código de ética para ministros da Corte. Para o decano, o tema deveria ser tratado por uma comissão interna do tribunal e precedido de maior articulação entre os integrantes do Supremo.

Segundo Gilmar, Fachin deveria ter buscado maior articulação com os colegas antes de pautar o tema. “Aguardemos, não sejamos tão pressurosos. Eu falei isso para o Fachin, na época”, afirmou.

O ministro disse ainda que o presidente do STF tem a obrigação de “conduzir o tribunal” e avaliar o momento adequado para adotar medidas dessa natureza. “Eu acho que o presidente tem a obrigação de conduzir o tribunal, de perceber qual é o momento de tomar as medidas”, afirmou.

O decano negou que sua resistência ao código de ética tenha caráter pessoal contra Fachin, mas afirmou que o Supremo estava sob ataque quando o tema foi colocado em discussão. ” Somos amigos”, disse.

Para Gilmar, a proposta expôs o tribunal em um momento de vulnerabilidade pública, marcado por questionamentos sobre a atuação de ministros.

Transparência de agendas

Gilmar também foi questionado sobre a transparência das agendas de ministros do STF, a participação em eventos patrocinados e a divulgação de rendimentos obtidos fora do tribunal.

Em resposta, o decano afirmou que sua agenda é pública e disse não ver problema na divulgação de valores recebidos por magistrados em palestras, eventos e outras atividades.

Críticas a Kassio Nunes Marques em decisão sobre pesquisa

O ministro criticou ainda a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que suspendeu a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel sobre a disputa presidencial de 2026. O levantamento foi questionado pelo PL sob o argumento de que o questionário induzia respostas contra Flávio Bolsonaro ao associar o senador a Daniel Vorcaro e ao caso Banco Master.

“Eu acho que um caso como esse vai parar no Supremo Tribunal Federal. Se se mantiver essa jurisprudência Kassio Nunes Marques, certamente não é uma jurisprudência que irá se manter”, disse Gilmar.

A análise da decisão pelo plenário do TSE foi interrompida após pedido de vista da ministra Estela Aranha, e a suspensão da pesquisa permanece válida até nova deliberação da Corte.

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Tumulto em torcida da Copa deixa 1 morto e 8 feridos na Jordânia, diz agência

 Uma pessoa morreu e outras oito ficaram feridas após um tumulto durante uma concentração lotada de torcedores no centro de Amã para assistir à partida da Jordânia contra a Argélia pela Copa do Mundo na madrugada desta terça-feira (23), informou a Agência de Notícias da Jordânia, citando a Diretoria de Segurança Pública (PSD) do país.

O incidente ocorreu na Praça Hashemita, onde um grande número de torcedores havia se reunido na capital para assistir à derrota da Jordânia por 2 x 1 para a Argélia, segundo a Agência de Notícias da Jordânia.

Equipes de emergência transportaram nove feridos para o hospital depois que um forte congestionamento e o movimento da multidão no local levaram ao tumulto. Um dos feridos faleceu posteriormente, enquanto os demais sofreram ferimentos leves a moderados, informou a agência.

Especialistas estavam investigando para determinar a causa exata da morte, acrescentou a agência.

Grandes multidões de espectadores se reuniram por toda a capital para acompanhar a partida, com a Jordânia disputando sua primeira Copa do Mundo.

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US forces started running sea-drone rescue drills years before the downing of an Apache forced them to do it for real

US military naval drones in the Gulf of Aqaba.
US forces have practiced in recent years how to rescue soldiers with sea drones before a real mission earlier this month.

US Central Command

  • US forces started practicing conducting at-sea rescue missions with naval drones several years ago.
  • These rehearsals were put to use earlier this month after Iran downed a US Apache helicopter.
  • A US military official called the first-of-its-kind rescue mission a "significant step forward."

US forces began practicing using sea drones for water rescue missions years before an uncrewed vessel saved two soldiers after their Apache helicopter was shot down in the Middle East this month.

"You can rehearse medevac scenarios during exercises," a US military official told Business Insider, but to successfully execute that capability in a real emergency situation, "there's something to be said about that."

The official spoke on the condition of anonymity to share insight into the unusual early June rescue mission, during which a US Navy sea drone picked up two American crew members after Iran shot down their AH-64 Apache off the coast of Oman.

The rescue mission — an operational first for the US military — involved an uncrewed surface vessel, or USV, operated by Task Force 59, a Navy unit focused on integrating drones and artificial intelligence into naval operations in the Middle East.

When the Navy launched Task Force 59 in 2021, one of its goals was to test emerging technologies — particularly USVs, with which the US had less experience compared to some other drones — "to see how they could be optimized" for everyday naval operations, the military official said.

To do that, the US military worked closely with USV manufacturers during exercises with partners in the Middle East. One such drill, held a few years ago in the Gulf of Aqaba, south of Israel, tested the concept of using naval drones for medical evacuation. The simulation involved transporting a "patient" from a ship to the shore for follow-up treatment and care.

A US Army AH-64 Apache helicopter.
Iran shot down a US Army Apache earlier this month, triggering a daring rescue mission.

US Army

The military official said "the concept of using drones to support personnel transport — and, in particular, support medical evacuations — is something that was thought about very early on as these systems were integrated into regional operations by the US."

A 'significant step forward'

President Donald Trump said on June 9 that Iran had shot down an Apache helicopter while it was patrolling over the Strait of Hormuz. The US military said the two American crew members were rescued off the coast of Oman within roughly two hours.

The US knew the Apache crew's location and had established contact with the soldiers while looking for an opportunity to rescue them using assets from across the military, the official said.

Among the assets available were tactical aircraft and a Corsair USV, a 24-foot-long surface drone made by Texas-based Saronic Technologies. The official said this vessel, while just one platform in a broader effort, played an "integral role" in the search-and-rescue mission.

When the vessel arrived, the Apache crew members were able to hoist themselves into the USV, which had the capability and proximity to move the crew from one location on the water to another — a necessary switch because of "operational circumstances," the official said, declining to elaborate.

US Navy drones off the coast of Israel.
The Navy stood up Task Force 59 to integrate drones and artificial intelligence into maritime operations.

US Central Command

Once they were moved to the second location, the soldiers could then be "feasibly" lifted by helicopter to be transferred ashore for additional treatment, the official added.

The maritime rescue mission comes amid a broader push by Washington and its allies to integrate drones into naval operations. Ukraine's use of USVs against the Russian Navy in the Black Sea has given these efforts greater urgency.

Beyond the Middle East, where US forces have primarily used uncrewed surface vessels for intelligence, surveillance, and reconnaissance missions, the Navy has also been expanding its naval drone training and operations in Europe in recent years.

The military official said the Apache rescue is a "clear demonstration" of the value of integrating USVs into everyday naval operations and marks a "significant step forward" for the US in expanding its surface drone mission portfolio.

While the Apache rescue mission was out of the ordinary, casualty evacuations using drones aren't a new concept. Ukraine regularly uses uncrewed ground robots, or UGVs, to rescue wounded soldiers from the battlefield.

Warfare is becoming increasingly autonomous, and there are indications that missions like these could become more common as time goes on. Western militaries are taking note. Last December, for instance, NATO hosted an event in London to source industry solutions for battlefield treatment and evacuation in drone-saturated environments.

Read the original article on Business Insider

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Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa cai com peso do exterior e ata do Copom

Ibovespa hoje

  • Ibovespa cai aos 168,5 mil pontos, dólar comercial sobe a R$ 5,17 e juros futuros operam mistos.
  • BC diz que trajetórias da Selic mais próximas às previstas pelo mercado são mais adequadas.
  • Taxas de juros futuros sobem com dólar e após ata sinalizar Selic alta por mais tempo.
  • Irã nega inspeção nuclear da AIEA e anuncia ‘linha telefônica direta’ sobre Ormuz.

Confira as últimas dos mercados

update 10h28

SpaceX caminha para nova queda e valor de mercado deve ficar abaixo de US$ 2 tri

As perdas ocorrem no momento em que a empresa se prepara para vender títulos de grau de investimento pela primeira vez.
update 10h23

Siderúrgicas começam dia em queda; USIM5 cai 3,95%, CSNA3 perde 2,43%, GGBR4 perde 2,37% e GOAU4 cai 1,36%

update 10h21

Vale (VALE3) amplia baixa para menos 2,25%, a R$ 79,09

update 10h21

Ibovespa cai com exterior negativo

O Ibovespa opera em baixa nos primeiros negócios desta terça-feira (23), aos 168,7 mil pontos, acompanhando o movimento global de aversão a risco nesta manhã, com a continuidade da venda de ações de tecnologia liderando as perdas em Nova York, enquanto investidores locais digerem a ata da última reunião do Banco Central. Recuam as ações de VALE3, grandes bancos, varejistas e PETR4. O dólar comercial sobe a R$ 5,17 e os juros futuros operam mistos. O Banco Central avalia serem mais adequadas, no momento, trajetórias de Selic menos discrepantes às apontadas pelo mercado no boletim Focus, questionário pré-Copom e precificação da política monetária, por evitarem induzir volatilidade excessiva nos ativos financeiros e agregados macroeconômicos, mostrou nesta terça-feira a ata da última reunião do Copom. Na véspera, a pesquisa Focus do BC mostrou que a projeção para a taxa Selic no fim deste ano foi de 13,75% para 14,00%, com os especialistas esperando apenas mais um corte em agosto. No exterior, as expectativas de aumentos iminentes da taxa de juros pelo Federal Reserve e as preocupações com o aumento dos gastos corporativos em inteligência artificial afetavam o sentimento. Os futuros do petróleo Brent caíram ligeiramente para abaixo de US$76 por barril pela primeira vez desde o início de março, e os investidores agora estão focados no que a disparada dos preços da energia significará para a política monetária dos bancos centrais. Em Wall Street, o Dow Jones Futuro recua 0,32%, S&P Futuro cai 1,52% e Nasdaq Futuro tem baixa de 2,56%. (Felipe Alves)

update 10h18

Setor de papel e celulose recua nesta manhã: KLBN11, -0,30%; SUZB3, -0,81%

update 10h14

Principais varejistas começam sessão de forma mista: AUAU3, -0,94%; AZZA3, +0,31%; LREN3, -0,42%; MGLU3, -1,07%; VIVA3, -0,57%

update 10h13

Banco Central informa primeira parcial PTAX com compra a R$ 5,1690 e venda a R$ 5,1696

update 10h12

Petro juniores iniciam dia no vermelho: PRIO3, -0,69%; RECV3, -0,59%; BRAV3, -0,80%

update 10h11

Braskem (BRKM5) começa com baixa de 1,88%, a R$ 7,29

update 10h11

Hapvida (HAPV3) começa sessão com menos 1,32%, a R$ 10,46

update 10h10

Frigoríficos começam de forma mista: BEEF3 desce 2,29% e MBRF3 sobe 0,07%

update 10h09

Grandes bancos em baixa nesta abertura: BBAS3, -0,87%; BBDC4, -1,07%; ITUB4, -1,22%; SANB11, -1,15%

update 10h08

B3 (B3SA3) inicia pregão com queda de 1,43%, a R$ 14,49

update 10h08

Vale (VALE3) inicia sessão com queda de 2,19%, a R$ 79,14

update 10h07

Ibovespa sai dos leilões com queda de 1,06%, aos 168.558,70 pontos

update 10h07

Acia Energia (AXIA3) começa com perdas de 1,37%, a R$ 52,18

update 10h06

Embraer (EMBJ3) começa dia com queda de 1,09%, a R$ 77,49

update 10h05

Supermercadistas começam com baixas: ASAI3 desce 1,04% e PCAR3 cai 0,98%

update 10h05

Petrobras começa dia com baixas: PETR3 tem menos 0,39% e PETR4 perde 0,26%

update 10h02

Ibovespa abre, preliminarmente, com baixa de 0,01%, aos 170.361,15 pontos

update 10h01

Índice de Small Caps (SMLL) abre, preliminarmente, com queda de 0,04%, aos 2.150,51 pontos

update 9h58

Taxas de juros futuros sobem com dólar e após ata sinalizar Selic alta por mais tempo

Comitê reconheceu explicitamente que o seu balanço de riscos para a inflação passou a ter uma “assimetria altista”.

update 9h56

Ibovespa futuro recua 1,12%, aos 171.590 pontos

update 9h51

Heineken nomeia Rafael Oliveira como CEO com missão de impulsionar as vendas

A Heineken nomeou Rafael Oliveira como seu novo presidente-executivo e presidente do conselho de administração nesta terça-feira, marcando a primeira vez que a cervejaria holandesa nomeia alguém de fora para o cargo de liderança, em um momento em que as empresas do setor de bebidas alcoólicas buscam impulsionar as vendas por meio de mudanças na liderança. Oliveira é CEO da JDE Peet’s, fabricante holandesa de café e chá, desde 2024. Ele passará a integrar a Heineken, a segunda maior cervejaria do mundo, por um período de quatro anos a partir de 1º de outubro, informou a empresa, acrescentando que espera que ele acelere a estratégia já definida para 2030. “Após uma rigorosa busca global, o conselho de supervisão escolheu Rafa por unanimidade por sua combinação única de visão estratégica, experiência operacional e perspicácia financeira”, afirmou a Heineken. As ações da Heineken subiam cerca de 3%, superando o desempenho do mercado em geral e atingindo seu nível mais alto desde março. (Reuters)

update 9h45

Datafolha: 36% acreditam que economia brasileira vai melhorar nos próximos meses

Parcela que espera melhora nos próximos meses subiu de 30% para 36%.

update 9h40

Compass (PASS3): XP inicia cobertura com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 36,70

A XP iniciou a cobertura da Compass (PASS3) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 36,70, consolidando a empresa como mais uma potencializadora de crescimento de longo prazo. A tese de investimento é dupla: a empresa possui um portfólio premium de distribuição de gás natural nas regiões mais desenvolvidas economicamente do Brasil, o que proporciona fluxos de caixa previsíveis e crescimento constante; e a Edge (plataforma de comercialização de gás) oferece à empresa uma considerável possibilidade de crescimento com retornos marginais muito atrativos. O negócio de gás natural proporciona fluxos de caixa de longo prazo que crescem em termos reais com retornos marginais acima do custo de capital. Este portfólio robusto, aliado a um posicionamento estratégico que torna a empresa uma consolidadora natural do setor, cria uma narrativa de investimento atraente que, combinada com a TIR real atrativa de 13,0%.

update 9h39

Israel atacou crianças de Gaza, o que resultou em genocídio, diz inquérito da ONU

As autoridades e forças de segurança israelenses atacaram deliberadamente crianças palestinas, o que resultou em genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra em Gaza, além de crimes de guerra na Cisjordânia ocupada, afirmou nesta terça-feira uma comissão de inquérito independente da ONU. O relatório da Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU sobre o Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental, e Israel examinou as violações contra crianças palestinas desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, em 7 de outubro de 2023. Cerca de 30% das vítimas fatais na guerra de Gaza eram crianças, segundo o relatório. Um relatório anterior da comissão, divulgado em setembro, concluiu que Israel havia cometido genocídio em Gaza e que altas autoridades israelenses, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, incitaram esses atos — acusações que Israel considerou escandalosas. A missão de Israel em Genebra afirmou que o país rejeitou o que chamou de “segundo relatório difamatório e tendencioso” da Comissão. (Reuters)

update 9h38

Eduardo Bolsonaro intensifica articulação nos EUA durante impasse sobre tarifas

Ex-deputado participou de jantar em Washington com parlamentares republicanos e relatou conversas sobre política brasileira, STF e governo Lula.

update 9h34

HMOBI diz que Mubadala Capital está analisando seu investimento na companhia que controla o MetrôRio 

A HMOBI comunicou nesta terça-feira que o acionista controlador Mubadala Capital informou que tem conduzido análises, com a assessoria do Banco Santander, relacionadas ao seu investimento na companhia. O Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia Mubadala Capital IAV detém 51,52% na HMOBI, que, por sua vez, é a controladora do MetrôRio. A Mubadala Capital, conforme o fato relevante da HMOBI, informou que as análises ora conduzidas possuem caráter preliminar e exploratório para avaliação de mercado e de alternativas que podem envolver ou não uma eventual transferência de controle da companhia. “Não há, contudo, qualquer definição a respeito de uma efetiva transação”, acrescentou.

update 9h31

Secretário-geral da ONU pede que empresas de IA sejam transparentes sobre custos ambientais

O secretário-geral da ONU pediu nesta terça-feira que as principais empresas de inteligência artificial divulgassem publicamente o custo ambiental total de seus data centers e usassem energia renovável, ao lançar uma iniciativa que pede transparência ao setor. O rápido desenvolvimento de centros de dados em todo o mundo para impulsionar a revolução da IA tem atraído o escrutínio de grupos ambientalistas devido ao alto consumo de energia e água por esses empreendimentos e à falta de transparência. “Até 2030, eles poderão consumir mais energia do que todos os países, com exceção de cinco — e água suficiente para atender às necessidades básicas de todos os 1,3 bilhão de habitantes da África Subsaariana durante um ano inteiro”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres, em um discurso durante a Semana de Ação Climática de Londres. (Reuters)

update 9h27

BCE obtém apoio parlamentar para euro digital

O Banco Central Europeu obteve, nesta terça-feira, um importante apoio parlamentar para o lançamento do euro digital, um meio de pagamento eletrônico que visa tornar a zona do euro menos dependente dos cartões de crédito dos Estados Unidos em um momento de desgaste das relações transatlânticas. O euro digital, essencialmente uma carteira eletrônica garantida pelo banco central, mas comercializada por bancos ou fintechs, permitirá que todos os residentes da zona do euro realizem pagamentos online e pessoalmente. Em desenvolvimento há seis anos, o dinheiro digital do BCE tornou-se uma questão mais urgente desde que Donald Trump voltou à Casa Branca, impondo tarifas até mesmo a parceiros comerciais consolidados, como a União Europeia, e gerando temores de que os EUA possam, algum dia, usar seu domínio sobre redes de pagamento como Visa e Mastercard como arma. A aprovação do projeto de regulamentação pela comissão de economia do Parlamento Europeu ocorre após três anos de disputas entre o BCE e os bancos, que têm se mostrado preocupados com a saída de depósitos e a perda de receitas e buscaram limitar o escopo do projeto. (Reuters)

update 9h24

Ata do Copom: BC cortou a Selic, mas não cortou as preocupações com a inflação, diz especialista

Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos, diz que o mercado procurava uma sinalização clara sobre o início de um ciclo de flexibilização monetária. “Encontrou algo diferente: um corte acompanhado de um discurso que continua carregado de cautela. A principal mensagem do documento não está na redução dos juros. Está no diagnóstico. O Copom reconhece que a inflação segue pressionada, que as expectativas continuam desancoradas e que os riscos permanecem assimétricos para cima. Em outras palavras, o Banco Central cortou a taxa, mas não cortou suas preocupações”. Segundo ela, a ata também reforçou um tema que tem aparecido de forma recorrente nas comunicações da autoridade monetária: a questão fiscal. “O documento volta a mencionar que o enfraquecimento da disciplina das contas públicas, a expansão do crédito direcionado e as dúvidas sobre a trajetória da dívida podem elevar o juro estrutural da economia”, sublinha. “O investidor amanhece, portanto, diante de uma mensagem clara. Os juros começaram a cair, mas o Banco Central ainda não está confortável com a trajetória da inflação nem com o comportamento das expectativas. O mercado não procura apenas novos cortes da Selic. Procura sinais de que inflação, credibilidade e contas públicas voltarão a caminhar na mesma direção. E essa resposta continua em aberto”.

update 9h21

Por que as ações de tecnologia estão despencando pelo mundo nesta terça-feira?

A valorização das ações de tecnologia nos EUA perdeu força neste mês, com investidores preocupados com uma possível supervalorização dos preços.

update 9h18

EUA: variação semanal de empregos privados ADP fica positiva em 30,75 mil, acima dos 25,50 mil da semana anterior

update 9h13

Trump destaca fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz e queda nos preços

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que 19 milhões de barris de petróleo passaram pelo Estreito de Ormuz na segunda-feira e destacou a queda nos preços do petróleo em uma postagem nas redes sociais nesta terça-feira.

update 9h10

DIs: juros futuros avançam por toda a curva

Valor (%)Variação (pp)
DI1F2714,2550,281
DI1F2814,7600,545
DI1F2914,8500,644
DI1F3114,8000,783
DI1F3214,7750,784
DI1F3314,7150,719
DI1F3514,6150,689
update 9h10

DXY: índice dólar avança 0,30%, aos 101,33 pontos

update 9h06

México: atividade econômica em abril sobe 2,30% em relação a abril de 2025, acima do 1,90% esperado

Em março, na comparação com março de 2025, a expansão foi de 1,40%.

update 9h05

Dólar comercial abre em alta de 0,65%, cotado a R$ 5,173 na compra e a R$ 5,175 na venda

update 9h04

Mini-índice com vencimento em agosto de 2026 (WINQ26) abre dia com queda de 0,62%, aos 172.420 pontos

update 9h04

Ibovespa futuro abre em baixa de 1,00%, cotado aos 171.790 pontos

update 9h04

México: atividade econômica em abril sobe 1,20% em relação a março, acima do 0,40% de março

update 9h03

Minidólar com vencimento em julho (WDON26) começa o dia com alta de 0,62%, cotado a 5.186,00

update 9h02

Bitcoin Futuro (BITFUT) abre dia com menos 1,59%, aos 323.980,00

update 9h02

México: vendas no varejo em abril sobem 4,4% em relação a abril de 2025, acima do dos 2,9% positivos de março

update 9h01

México: vendas no varejo em abril sobem 0,8%, acima do 0,1% positivo de março

update 9h01

Dólar futuro abre em alta de 0,67%, cotado aos 5.187,50 pontos

update 8h55

Arena Trader XP: Day Trade ao vivo com Alex Carvalho e Mauro Botto

update 8h48

CME/FedWatch: projeção de manutenção dos juros nos EUA para julho está em 63%

29/0716/09
4,00%-4,25%18,6%
3,75%-4,00%36,3%50,3%
3,75%-3,50%63,7%31,1%

 

update 8h47

Receita abre consulta ao 2º lote de restituição do Imposto de Renda: como consultar

O pagamento da restituição será feito no dia 30 de junho na conta ou na chave Pix do tipo CPF do contribuinte contemplado.

update 8h45

Trump insiste que Irã concordou com inspeções nucleares

O presidente dos EUA, Donald Trump, insistiu nesta terça-feira que o Irã concordou em permitir inspeções nucleares por um longo período no futuro, apesar das declarações do Irã de que não o fez. Trump também afirmou, em uma postagem nas redes sociais, que os Estados Unidos manterão navios no Estreito de Ormuz, caso seja necessário restabelecer o bloqueio aos portos iranianos.

update 8h43

Ministra das Finanças do Japão conversa com Bessent sobre mercados financeiros

A ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, afirmou nesta terça-feira que realizou uma reunião online com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, no dia anterior para discutir os mercados financeiros globais, em meio a crescentes preocupações com as fortes oscilações cambiais. “Discutimos a situação em torno dos mercados financeiros globais, incluindo questões relacionadas aos desdobramentos no Estreito de Ormuz e o possível impacto desses fatores”, disse Katayama a repórteres. Questionada se a intervenção cambial foi explicitamente abordada, Katayama evitou confirmar. No entanto, ela ressaltou que o Japão e os Estados Unidos compartilham um entendimento mútuo firme de que medidas decisivas serão tomadas, se necessário. “Isso permanece totalmente inalterado”, disse ela. “Tendo como pano de fundo as diversas mudanças no ambiente econômico global, tivemos discussões construtivas, e sinto que nossos pontos de vista estão muito alinhados.”

update 8h40

Kospi: bolsa da Coreia do Sul desaba 10% e tem circuit breaker com queda de techs

As gigantes de chips Samsung Electronics e SK Hynix caíram mais de 12%.

update 8h35

Kazimir diz que próximos passos do BCE dependerão de dados, mas direção é clara

Os danos causados pelo conflito no Oriente Médio não podem ser sanados da noite para o dia e o Banco Central Europeu ainda tem trabalho a fazer, afirmou na terça-feira Peter Kazimir, membro do BCE. O BCE elevou as taxas de juros neste mês para evitar que os preços mais altos da energia aumentassem as expectativas de inflação no longo prazo, e os mercados financeiros preveem pelo menos mais uma alta ainda este ano, mesmo com os preços da energia tendo caído bem abaixo das máximas recentes. “Acho que a direção está clara e acho que ainda temos trabalho a fazer”, disse ele em uma coletiva de imprensa do banco central da Eslováquia. “Criamos uma posição muito boa com a decisão de aumento das taxas em junho para podermos reagir quando for necessário.” Questionado sobre os desdobramentos nas negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã, ele disse que, em princípio, nada mudou para ele. Kazimir disse que será importante acompanhar os próximos dados, incluindo os de inflação de junho, e estar atento a quaisquer sinais de efeitos secundários que não constem nos dados no momento, mas que possam ser percebidos. (Reuters)

update 8h34

Inflação na zona do euro pode permanecer alta mesmo com acordo de paz, afirma economista-chefe do BCE

A inflação na zona do euro pode permanecer acima da meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE) por algum tempo, mesmo que a paz no Oriente Médio se mantenha, mas esse choque ainda assim exige apenas uma resposta moderada da política monetária, afirmou nesta terça-feira o economista-chefe do BCE, Philip Lane. O BCE elevou as taxas de juros neste mês para evitar que os preços mais altos da energia impulsionassem as expectativas de inflação de longo prazo, e os mercados financeiros preveem pelo menos mais um aumento até o final do ano, mesmo com os preços da energia tendo caído bem abaixo das máximas recentes. Em discurso aos parlamentares europeus em Bruxelas, Lane disse que a inflação pode permanecer bem acima da meta até o primeiro semestre de 2027, depois de ter ultrapassado os 3% no mês passado. “Embora os recentes avanços rumo a uma resolução do conflito no Oriente Médio sejam bem-vindos, a incerteza continua elevada e há riscos contínuos de que a inflação permaneça acima de nossa meta de médio prazo de 2% por um bom tempo”, disse Lane.

update 8h33

Investidores de infraestrutura devem ampliar aportes na Colômbia após eleição

Levantamento do GRI Institute com líderes do setor mostra que a maioria planeja expandir investimentos no país, enquanto parte aguardava a definição eleitoral antes de novos aportes.

update 8h32

EUA suspendem sanções contra Irã; Trump adverte Teerã de que precisa cumprir acordo

Os Estados Unidos suspenderam as sanções contra o Irã por 60 dias a partir de segunda-feira, após as primeiras negociações no âmbito de um acordo de paz em fase inicial, e o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que “fará o que for preciso” caso o Irã não cumpra sua parte no acordo. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, disse que as negociações com autoridades iranianas na Suíça estabeleceram uma boa base para um acordo de paz definitivo, mas o Irã negou ter iniciado discussões sobre seu programa nuclear ou concordado em convidar inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) a retornarem ao país. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, afirmou na terça-feira que as autoridades iranianas não haviam se reunido com o chefe da AIEA, Rafael Grossi, na Suíça, e não tinham planos de permitir que a agência nuclear da ONU inspecionasse as instalações nucleares danificadas do Irã. Os dois lados, buscando dar continuidade ao acordo provisório assinado na semana passada após mais de três meses de guerra, chegaram a um acordo sobre um roteiro para um pacto permanente dentro de 60 dias nas negociações realizadas no resort de montanha suíço de Buergenstock, informaram os mediadores Paquistão e Catar.

update 8h28

Vance diz que negociações criaram “boa base” para acordo definitivo com o Irã

O acordo provisório para encerrar os combates no Irã, assinado na semana passada, estabelece um prazo de 60 dias para negociações sobre temas centrais.

update 8h25

Axia Energia aprova 9ª emissão de debêntures no montante de R$800 mi

update 8h23

PF faz operação e bloqueia até R$ 670 milhões ligados ao banco de Edir Macedo

Investigação aponta manipulação de balanços para ocultar a situação financeira do banco e apura operações consideradas irregulares em benefício da controladora.

update 8h20

Barris de petróleo oscilam e minério de ferro salta 2%

Os preços do petróleo operam mistos, à medida que os investidores demonstraram um otimismo cauteloso em relação ao fim do conflito no Oriente Médio. As cotações do minério de ferro na China fecharam em baixa, pressionados pelas perspectivas de aumento das remessas dos principais fornecedores no período que antecede o final do segundo trimestre e pela queda sazonal na demanda por aço.

  • Petróleo WTI, -0,01%, a US$ 73,84 o barril
  • Petróleo Brent, -0,04%, a US$ 77,87 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +2,33%, a 811,50 iuanes (US$ 118,14)
update 8h18

Bolsas da Ásia encerram dia em queda

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam em baixa, com as ações sul-coreanas liderando as perdas da região. As ações da SK Hynix e da Samsung Electronics caíram mais de 4% cada, evidenciando a dependência do mercado em relação ao setor de inteligência artificial, que impulsionou grande parte da alta deste ano.

  • Shanghai SE (China), -1,37%
  • Nikkei (Japão): -3,55%
  • Hang Seng Index (Hong Kong): -1,82%
  • Nifty 50 (Índia): -0,87%
  • ASX 200 (Austrália): -0,33%
update 8h16

Bolsas da Europa operam em baixa

As ações europeias caem na abertura do pregão desta terça, acompanhando uma onda de vendas global centrada em ações de tecnologia. As ações de tecnologia europeias caíram 2,7% no início do pregão, com as ações regionais de semicondutores registrando algumas das maiores quedas na região.

  • STOXX 600: -0,88%
  • DAX (Alemanha): -1,09%
  • FTSE 100 (Reino Unido): -0,75%
  • CAC 40 (França): -1,18%
  • FTSE MIB (Itália): -1,07%
update 8h13

EUA: índices futuros têm forte queda com onda de venda de ações de tecnologia

Os índices futuros dos EUA operam em baixa nesta terça-feira (23), pressionados por uma onda de vendas de ações de tecnologia, liderada por uma retração nas ações de fabricantes de chips que estiveram na vanguarda de uma alta sem precedentes impulsionada pela inteligência artificial. A pressão sobre o setor ocorre após as perdas registradas na sessão anterior pelas gigantes de tecnologia dos EUA, diante de questionamentos sobre a capacidade de empresas de hiperescala, como a Alphabet, de justificar os elevados investimentos em IA. No mercado corporativo, as ações da SpaceX recuaram ao menor nível desde sua estreia nas negociações secundárias, após a companhia iniciar uma oferta de títulos com grau de investimento. No cenário geopolítico, investidores seguem monitorando as negociações entre Estados Unidos e Irã. Apesar de relatos apontarem avanços nas conversas, a incerteza sobre os desdobramentos do diálogo continua sustentando a cautela nos mercados globais.

  • Dow Jones Futuro: -0,49%
  • S&P 500 Futuro: -1,38%
  • Nasdaq Futuro: -2,73%
update 8h10

Ata/BC: O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros para 14,25% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta

Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.

update 8h08

Ata/BC: No contexto atual de incerteza em níveis historicamente elevados, com riscos assimétricos na direção altista para os preços, o Comitê reitera que a magnitude do ciclo de calibração será ajustada à luz da evolução do cenário, de forma a assegurar a convergência da inflação à meta

update 8h07

Ata/BC: O Comitê debateu que esse conjunto de resultados deve ser ponderado à luz das melhores práticas de política monetária, recomendando não reagir integralmente a variações de preços decorrentes de choques de oferta

update 8h07

Ata/BC: O Comitê julgou como mais adequadas, nesse momento, trajetórias de Selic menos discrepantes às presentes na Focus, QPC e precificação da política monetária, por evitarem induzir volatilidade excessiva nos preços dos ativos financeiros e agregados macroeconômicos

Segundo o BC, essas trajetórias contemplavam cenários com combinações de diferentes momentos de pausa e retomada do ciclo de calibração. Nesse caso, as flutuações de produto se mostraram menores, com a inflação convergindo para a meta no primeiro trimestre de 2028.

update 8h06

Ata/BC: o período prolongado de manutenção da taxa básica de juros em patamar contracionista propiciou evidências da transmissão da política monetária sobre a desaceleração da atividade econômica

update 8h06

Ata/BC: o Comitê avaliou que os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, permanecem mais elevados que o usual, com assimetria altista

update 8h05

Ata/BC: Para além dos efeitos dos conflitos, mantém-se, de um lado, a interpretação de uma inflação pressionada pela demanda e que requer uma política monetária contracionista e, de outro, a interpretação de que a política monetária tem contribuído de forma determinante para a desinflação observada

update 8h04

Ata/BC: Desde a reunião anterior ficou evidente uma desancoragem adicional das expectativas de inflação para horizontes mais longos, em particular para o ano de 2028

O Comitê avalia que perseverança, firmeza e serenidade na condução da política monetária favorecerão a continuidade desse movimento, importante para a convergência da inflação à meta com menor custo. A principal conclusão obtida, e compartilhada por todos os membros do Comitê, foi a de que, em um ambiente de expectativas desancoradas, como é o caso do atual, exige-se uma restrição monetária maior e por mais tempo do que outrora seria apropriado.

update 8h04

Ata/BC: O Comitê reafirma a visão de que o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia

O Comitê mantém a firme convicção de que as políticas devem ser previsíveis, críveis e anticíclicas. Em particular, o debate do Comitê reforça, novamente, a necessidade de políticas fiscal e monetária harmoniosas.

update 8h02

Ata/BC: Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores mostra aceleração da atividade econômica no primeiro trimestre do ano

O BC destaca que, nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes aceleraram, distanciando-se adicionalmente da meta para a inflação, superando seu limite superior na última leitura.

update 8h01

Ata/BC: O ambiente externo permanece incerto em função da indefinição sobre os termos do acordo para cessar os conflitos armados no Oriente Médio

update 8h00

Abertura de mercados

Investidores nacionais devem focar nesta terça-feira a ata da última reunião do Banco Central em busca de esclarecimentos sobre a comunicação da autoridade monetária. O BC divulga o documento às 8h depois de ter cortado a Selic na semana passada em 25 pontos-base, para 14,25% ao ano, adotando um discurso “dovish” em seu comunicado, o que gerou forte reação negativa dos investidores. A leitura foi de que o BC preparou o terreno para novo corte de 25 pontos em agosto, ainda que as expectativas de inflação estejam piorando. Parte do mercado espera que o Copom corrija sua comunicação na ata. Na véspera, a pesquisa Focus do BC mostrou que a projeção para a taxa Selic no fim deste ano foi de 13,75% para 14,00%, com os especialistas esperando apenas mais um corte em agosto. No exterior, as expectativas de aumentos iminentes da taxa de juros pelo Federal Reserve e as preocupações com o aumento dos gastos corporativos em inteligência artificial afetavam o sentimento. Os futuros do petróleo Brent caíram ligeiramente para abaixo de US$76 por barril (LCOc1) pela primeira vez desde o início de março, e os investidores agora estão focados no que a disparada dos preços da energia significará para a política monetária dos bancos centrais. (Reuters)

update 7h54

Principais índices em Nova York fecharam sessão de forma mista

Investidores em Wall Street voltaram do feriadão sem demonstrar muita animação. Começaram se assustando com as tensões entre EUA e Irã voltando a aumentar no final de semana, quando os iranianos avisaram que fecharam novamente o Estreito de Oermuz, por conta de novos ataques de Israel ao Líbano. Mas as coisas acalmaram quando, no próprio domingo, surgiram imagens dos governos os EUA e do Irã trocando apertos de mão e sorrisos, em encontro na Europa. Os preços do petróleo recuaram com alguma amplitude. Tom Lee, da Fundstrat Global Advisors, acredita que diversos catalisadores podem impactar o mercado no futuro, citando a implementação de forças-tarefa no Federal Reserve e os impactos na cadeia de suprimentos decorrentes do fechamento do Estreito de Ormuz, mas que o cenário permanece positivo. “Ainda acreditamos que haverá uma mudança abrupta nas condições de mercado ainda este ano, algo muito semelhante a um mercado em baixa, mas não queremos afirmar que o mercado atingiu o topo”, disse à CNBC. “Acho que as condições ainda são favoráveis ​​para as ações”. O problema maior foram as ações de tecnologia, que caíram em sua maioria e puxaram o Nasdaq  o S&P 500 para baixo.

Dia (%)Pontos
Dow Jones+0,2951.712,53
S&P 500-0,377.473,04
Nasdaq-1,3326.166,60
update 7h50

Dólar comercial terminou ontem com baixa de 0,46%

O dólar comercial emendou a segunda queda frente ao real, após a baixa da sexta-feira (19). O movimento foi na direção contrária da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes, com o DXY, o índice dólar, com mais 0,17%, aos 101,03 pontos.

  • Venda: R$ 5,141
  • Compra: R$ 5,141
  • Mínima: R$ 5,123
  • Máxima: R$ 5,160
update 7h45

Ibovespa terminou ontem com alta de 1,21%, aos 170.370,38 pontos

  • Máxima: 170.749,76
  • Mínima: 168.326,26
  • Diferença para a abertura: +2.036,77 pontos
  • Volume: R$ 23,90 bilhões

Confira a evolução do IBOV durante a semana, mês e ano:

  • Segunda-feira (22): +1,21%
  • Semana: +1,21%
  • Junho: -1,91%
  • 2T26: -7,91%
  • 2026: +6,70%

Acompanhe diariamente a cobertura sobre bolsa, dólar e juros a partir das 8 horas.

Sugestões, dúvidas e críticas entre em contato com lara.rizerio@infomoney.com.br.

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Silvia Abravanel entra na política e lança pré-candidatura a deputada federal

Silvia Abravanel

A apresentadora Silvia Abravanel oficializou nesta segunda-feira (22) sua entrada na política ao lançar a pré-candidatura a deputada federal por São Paulo nas eleições de 2026. Filiada ao PSD, partido comandado por Gilberto Kassab, ela buscará uma vaga na Câmara dos Deputados no próximo pleito.

Durante o evento de lançamento, Silvia apresentou as principais pautas que pretende defender caso seja eleita. Entre elas estão políticas voltadas para pessoas com deficiência, apoio a famílias afetadas por doenças raras e iniciativas ligadas à proteção animal.

A decisão marca a estreia eleitoral de uma das herdeiras de Silvio Santos, fundador do SBT e um dos maiores nomes da televisão brasileira. Morto em 2024, aos 93 anos, o empresário deixou seis filhas, entre elas Silvia, que construiu carreira como apresentadora da emissora da família.

O lançamento ocorre em meio às movimentações do PSD para as eleições de 2026. O partido trabalha para ampliar sua bancada no Congresso e terá o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à Presidência da República.

Nos últimos dias, Caiado classificou Silvia como um “nome forte” para concorrer como vice em sua eventual chapa na corrida pelo Palácio do Planalto. 

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Por que a Índia não deve mais exportar açúcar por vários anos

MUMBAI, 22 Jun (Reuters) – A Índia, que já foi o segundo maior exportador mundial de ⁠açúcar, deverá ter um excedente reduzido para exportação por pelo menos mais três safras, já que as condições climáticas ⁠do El Niño ameaçam a produção de cana e o aumento da demanda por etanol restringe a oferta.

Essas duas pressões devem manter milhões de toneladas de ‌açúcar fora do mercado mundial, reduzindo a oferta para importadores na Ásia, África e Oriente Médio e sustentando os preços de referência em Londres e Nova York.

Uma ausência prolongada da Índia dos mercados de exportação retiraria um importante fornecedor, à medida que os riscos climáticos e as políticas de biocombustíveis remodelam os fluxos globais do comércio de açúcar.

Entrevistas com ‌mais de uma dúzia de executivos do comércio e da indústria, fontes governamentais e agricultores mostram que a menor disponibilidade de cana e a crescente demanda por etanol deixarão pouco para exportação por vários anos, levando os corretores de empresas globais a alertar as sedes sobre a redução das oportunidades na Índia, segundo fontes do setor.

GOVERNO DEVE RESTRINGIR AS EXPORTAÇÕES

O açúcar é um tema politicamente sensível na Índia, maior consumidor mundial, onde doces são muito populares e muitas famílias de baixa renda dependem dele como fonte barata de calorias.

‘A oferta já está escassa na Índia, e agora o El Niño está se tornando um grande risco’, disse Rahil Shaikh, diretor-gerente da MEIR Commodities India, uma corretora com sede em Mumbai.

‘Se as chuvas ficarem aquém ⁠das previsões, ‌o plantio de cana será prejudicado e isso manterá a Índia fora do mercado de exportação de açúcar por pelo menos três anos, enquanto o Brasil e a Tailândia também podem ⁠ter suas safras afetadas pelo El Niño.’

O Brasil, principal exportador, também está destinando mais cana para a produção de etanol. A Tailândia, outro grande exportador, também pode ter sua produção afetada pelas chuvas reduzidas pelo El Niño.

A Índia exportou, em média, 6,8 milhões de toneladas métricas de açúcar por ano nas cinco safras até 2022-23 — cerca de 10% dos embarques globais. Este ano, após exportar cerca de 800 mil toneladas, a Índia suspendeu os embarques até 30 de setembro, o fim da safra.

As usinas precisam de aprovação do governo para exportar açúcar, e Nova Délhi provavelmente suspenderá as autorizações de exportação a cada safra, em vez de anunciar uma proibição plurianual, ​afirmaram fontes do governo e do setor com conhecimento do assunto.

No mês passado, um ministro de alto escalão do governo do primeiro-ministro Narendra Modi instruiu as usinas a priorizarem a disponibilidade no mercado interno e a não pressionarem por exportações, disseram as fontes sob condição de anonimato, uma vez que as discussões eram confidenciais.

O Departamento de ​Alimentação, Abastecimento Civil e Assuntos do Consumidor da Índia não respondeu a um pedido de comentário sobre as perspectivas para as exportações ou suas restrições sobre exportações.

EL NIÑO PREJUDICA AS PERSPECTIVAS PARA A CANA

As condições do El Niño devem enfraquecer as chuvas de monção na Índia este ano, levando-as ao nível mais baixo em 11 anos.

Chuvas abaixo da média, aliadas a uma precipitação em junho mais de 40% abaixo da média, levaram os agricultores a adiar o plantio.

‘Eu tinha planejado plantar variedades de cana de ciclo longo em junho, mas como todo mundo está falando sobre chuvas mais fracas, decidi adiar esse plano’, disse Sambhaji Patil, que decidiu cultivar soja em 2 acres (0,8 hectares) no distrito de Sangli, no estado ‌de Maharashtra, no oeste do país.

O proprietário de um viveiro, Suraj Chavan, disse que a demanda por mudas de cana ​caiu drasticamente nas últimas semanas.

É provável que os agricultores mudem para culturas que exijam menos água, o que poderia reduzir a área plantada com cana e a disponibilidade do produto na safra de 2027-28, disse Prakash Naiknavare, diretor-geral da Federação Nacional de Fábricas Cooperativas de Açúcar.

As autoridades locais começaram a promover culturas alternativas, como soja, feijão-guandu e outras variedades de leguminosas, na maioria das regiões produtoras de açúcar, e restringiram o abastecimento ⁠de água para irrigação.

A Índia deveria produzir 30,95 milhões de toneladas de açúcar ​nesta safra, mas a produção agora está estimada ​em 27,9 milhões de toneladas, abaixo do consumo anual de cerca de 28,5 milhões de toneladas, segundo estimativas do setor.

Como resultado, os estoques nas usinas no início da safra, em 1º de outubro, provavelmente cairão para cerca ⁠de 3,5 milhões de toneladas, o nível mais baixo em mais de três décadas, disse Shaikh, ​da MEIR.

Ao mesmo tempo, a Índia está promovendo uma maior mistura de etanol à gasolina e uma adoção mais ampla de veículos flex-fuel para reduzir a dependência do caro petróleo importado.

A demanda por etanol poderia mais que dobrar, passando dos atuais 12 bilhões a 13 bilhões de litros para cerca de 30 bilhões de litros (8 bilhões de galões) até 2039-40, à medida que o aumento da mistura de ​etanol na gasolina e a adoção de veículos flex-fuel ganham ritmo, sugerem as estimativas do setor.

‘A trajetória da demanda por etanol é incrivelmente forte’, disse Samir Somaiya, presidente e diretor-geral da Godavari Biorefineries. ‘A próxima fase da evolução da demanda será impulsionada pelo lançamento comercial de veículos flex-fuel.’

A Maruti Suzuki, maior ​montadora indiana, lançou este mês o primeiro veículo flex-fuel do ⁠país, enquanto a Hero MotoCorp lançou uma motocicleta flex-fuel.

A Índia eliminou este mês o imposto sobre a produção de gasolina misturada com níveis mais altos de etanol e lançou combustível com até 85% de etanol para apoiar a adoção ⁠de veículos flex-fuel.

As futuras políticas governamentais provavelmente darão prioridade à produção de etanol em detrimento das exportações de açúcar, afirmou B.B. Thombare, diretor-geral da Natural Sugar, no estado de Maharashtra.

A Índia poderia eventualmente ser forçada a importar açúcar se as perturbações climáticas relacionadas ao El Niño reduzissem drasticamente a área de cultivo de cana e a produção, disseram fontes do governo e autoridades do setor, com os comerciantes alertando que a oferta poderia ficar ainda mais restrita na safra de 2027-28.

‘Devido a um El Niño severo e à crescente demanda por etanol, não só as exportações da Índia seriam praticamente eliminadas, como também as importações para a Índia nos próximos anos poderiam se tornar necessárias”, disse Mohan Narang, diretor da K.S. Commodities, uma corretora de commodities em Nova Délhi.

(Reportagem de Rajendra ​Jadhav)

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É o fim das ondas de calor? Anvisa aprova medicamento não hormonal inédito para menopausa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na segunda-feira (22) um novo tratamento para os sintomas da menopausa que não utiliza hormônios.

A agência aprovou a chegada do fezolinetanto ao país através do Veoza, medicamento desenvolvido pela Astellas Farma.

O tratamento acontece por meio do consumo diário de um comprimido e é voltado para mulheres que não podem ou preferem não recorrer a terapia com reposição hormonal.

Como funciona o tratamento da menopausa sem hormônio?

As ondas de calor e os suores noturnos são dois dos grandes sintomas que o fezolinetanto busca tratar.

A substância bloqueia o receptor específico no qual a neurocinina B se encaixa nos neurônios. Sem a conexão, o hipotálamo regula a temperatura corpórea de maneira mais estável.

Ao invés de repor o estrogênio, hormônio usado nos demais tratamentos, o remédio ajuda a equilibrar o controle de temperatura do cérebro. Assim, a intercorrência e a intensidade dos sintomas são reduzidos.

A importância do remédio vai além do tratamento dos sintomas da menopausa. Quando as ondas de calor e os suores noturnos não são tratados, há o aumento do risco cardiovascular e de doenças neurodegenerativas, como a demência.

O fezolinetanto funciona?

A aprovação da Anvisa acontece após os resultados de três ensaios clínicos de Fase 3. Os testes incluíram mais de 3 mil pessoas na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá.

Segundo os dados, o fezolinetanto mostrou eficácia e segurança de curto e longo prazos. Além disso, o tratamento mostrou melhora na frequência e na intensidade dos sintomas.

Os resultados foram percebidos no primeiro dia de uso do remédio.

Ainda não foi divulgada uma data de lançamento no mercado brasileiro nem o preço recomendado do medicamento. Isso ainda será definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

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A visão da Eve sobre a desaceleração da demanda

Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

Nos últimos anos, o veículo elétrico de pouso e decolagem vertical (eVTOL, na sigla em inglês) ganhou forte tração em meio ao movimento de descarbonização global. Mais recentemente, contudo, o quadro de demanda do produto, que também ficou conhecido como “carro voador”, mudou.

Na EVE (EVEX), uma das expoentes do segmento, hoje a companhia trabalha com uma projeção de demanda global de até 30 mil aeronaves em 20 anos, em 800 cidades do mundo, segundo o diretor de relações com investidores, Lucio Aldworth. Anteriormente, as estimativas do setor chegavam a superar 50 mil unidades para o período.

“À medida que conversamos com clientes, refinamos as nossas expectativas, porque percebemos como a demanda vai se acomodar”, disse o executivo em conversa com a Bloomberg Línea.

Inicialmente, a EVE, controlada pela Embraer (EMBJ3), tinha uma projeção de obter a certificação em 2026, mas esse prazo foi adiado para 2027 e, agora, está previsto para 2028.

⇒ Leia a reportagem: Eve, da Embraer, aposta em solidez do eVTOL mesmo com desaceleração da demanda

Protótipo do eVTOL da brasileira: expectativa de certificação em 2028. (Foto: Empresa/Divulgação)

No radar dos mercados

Uma onda de venda de ações se espalhou pelos mercados globais nesta terça-feira (23) à medida que investidores demonstravam nervosismo em relação às ações de tecnologia altamente valorizadas e avaliações de mercado infladas.

- IG4 mira dívida da Raízen. A empresa de private equity afirmou que dispõe de capital suficiente para comprar a dívida da Raízen enquanto busca adquirir uma parcela suficiente da produtora de açúcar e etanol em dificuldades para chegar a uma participação acionária de 50,1%.

- Tráfego ganha força em Ormuz. Um número cada vez maior de navios sinaliza abertamente sua intenção de atravessar o Estreito de Ormuz, o que indica uma confiança crescente entre armadores e comerciantes à medida que as tensões entre EUA e Irã diminuem.

- China adota medidas de austeridade. Pequim reduziu seu déficit fiscal acumulado pela primeira vez em mais de dois anos, dando continuidade às medidas de austeridade apesar da desaceleração do crescimento. O déficit combinado dos dois maiores orçamentos governamentais diminuiu 4,1% nos primeiros cinco meses em relação ao mesmo período do ano anterior.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas na segunda-feira (22/06): Dow Jones Industrials (+0,29%), S&P 500 (-0,37%), Nasdaq Composite (-1,32%), Stoxx 600 (+0,58%), Ibovespa (+1,21%)
LEIA + Siga a trilha dos mercados para conhecer as variáveis que orientaram os investidores →

🗓️ Agenda: Os eventos e indicadores em destaque hoje e na semana →

Destaques da Bloomberg Línea:

Bancos brasileiros buscam lições no México após EUA apontarem PCC e CV como terroristas

Novo presidente do Citi Brasil, André Cury quer aumentar em 50% o negócio de equities

Conselho da Vale resiste a mudança de presidente pedida pela Previ, segundo fontes

• Também é importante: Da ‘exuberância irracional’ à crise de 2008: o legado de Alan Greenspan à frente do Fed | Startup de RH Tako inicia expansão global com IA para recrutamento e mira os EUA

• Opinião Bloomberg: Da geopolítica ao clima: como a diversificação é a chave para a crise global de energia

• Para não ficar de fora: Brasil tem 6 universidades entre as 20 melhores da América Latina, segundo ranking

Essa foi uma amostra de Breakfast, a newsletter matinal da Bloomberg Línea com as notícias de destaque no Brasil e no mundo.

Para receber a íntegra da newsletter na sua caixa de email, registre-se gratuitamente no nosso site.

Por hoje é só. Bom dia!

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Equipe Breakfast: Filipe Serrano (Managing Editor, Brasil), Daniel Buarque (Editor-assistente, Brasil) e Naiara Albuquerque (Editora-assistente, Brasil)

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Move Brasil põe montadoras numa corrida de R$ 30 bilhões pelos motoristas de aplicativo

O Move Brasil, programa federal para conceder até R$ 30 bilhões para taxistas e motoristas de aplicativo financiarem carros novos, começou na última sexta (19). E é vantajoso para montadoras com estoques altos nos pátios e portos – já que oferece uma chance de desova imediata.

O grosso desse estoque é de carros importados: 329 mil. Segundo a Anfavea, esse volume equivale a cerca de 150 dias de vendas dos modelos trazidos de fora. Três quartos aí vieram da China (240 mil).

O estoque total, incluindo os carros fabricados no país, chegou a 498 mil autoveículos em maio, 55 mil a mais que em abril. Enquanto os nacionais recuaram de 173 mil para 169 mil unidades, os importados saltaram de 270 mil para 329 mil.

O programa oferece juros inferiores aos de mercado, prazo de até seis anos e a possibilidade de financiar integralmente carros de até R$ 150 mil. Ele foi criado para renovar a frota usada no transporte de passageiros, mas também abre uma nova fonte de demanda para montadoras e concessionárias – e num momento em que as fabricantes chinesas tentam reduzir estoques formados antes das próximas altas do imposto de importação, marcadas para 1º de julho.

Esse estoque não foi montado por causa do Move Brasil. As importações já vinham acelerando: de janeiro a maio, foram emplacados 108,4 mil veículos vindos da China, 86,6% a mais que no mesmo período de 2025. O conjunto dos importados, para comparar, cresceu 17,4%.

O Dolphin no centro da disputa

O BYD Dolphin ajuda a mostrar como essas forças se encontram. O elétrico e seu irmão menor, o Dolphin Mini, estão na lista de modelos financiáveis, custam menos que o teto de R$ 150 mil e atraem profissionais que rodam muitos quilômetros, para os quais o gasto com energia pesa na decisão.

A intensidade de uso ajuda a explicar esse interesse. Um motorista de aplicativo pode rodar 6,5 mil quilômetros em um único mês. Numa simulação com a gasolina a R$ 6,50 e um carro que faça 10 km/l, isso dá R$ 4 mil em combustível.

Num 100% elétrico, o gasto com energia não chega a R$ 1 mil por mês. Ou seja: economia mensal de R$ 3 mil.

Em maio, o Dolphin Mini liderou novamente os emplacamentos no varejo brasileiro, com 6.478 unidades – é o carro mais vendido do país em 2026 nessa categoria. O terceiro colocado foi outro 100% elétrico, o concorrente chinês Geely EX2, recém chegado, com 4.250 e o Dolphin ficou em quarto, com 4.163.

Segundo a BYD, o Dolphin GS acumula mais de 51 mil unidades desde o lançamento, enquanto o Dolphin Mini supera 86 mil.

A montadora informou nesta segunda-feira (22) ter alcançado 300 mil veículos vendidos no Brasil. Foram necessários 34 meses para chegar aos primeiros 100 mil, mais 11 meses para atingir 200 mil e apenas seis meses para vender os 100 mil seguintes. Entre janeiro e maio de 2026, a empresa emplacou 77.447 veículos, quase o dobro de um ano antes, e chegou a 10,11% das vendas de automóveis em maio.

Parte dessa expansão ainda é abastecida por carros prontos importados da China – caso do Dolphin. Outra parte vem de conjuntos semimontados, conhecidos como SKD e CKD, que recebem acabamento em Camaçari, na Bahia – caso do Dolphin Mini. É esse modelo de transição que está no centro de uma disputa entre a BYD e as fabricantes já instaladas no país.

A disputa tributária ocorre em duas frentes. Os eletrificados importados prontos terão a alíquota elevada a 35% em julho. Para os kits SKD e CKD, o cronograma prevê a chegada aos 35% em janeiro de 2027. A BYD tenta reabrir por seis meses cotas de importação com alíquota zero para esses kits, benefício que vigorou até janeiro deste ano.

A BYD argumenta que uma transição mais longa ajudaria a preservar preços enquanto amplia a produção em Camaçari. Anfavea, Sindipeças e outras fabricantes defendem a recomposição das tarifas como forma de estimular mais etapas produtivas e compras de fornecedores brasileiros.

Nesta terça-feira (23), a disputa chega ao Gecex, comitê da Câmara de Comércio Exterior responsável por decidir mudanças tarifárias. À Folha, a Anfavea ameaçou judicializar a questão caso o governo renove o benefício que favorece a BYD.

A Anfavea também separa essa disputa do Move Brasil para carros leves: segundo apurou o InvestNews, a associação não participou da criação da linha para taxistas e aplicativos. A entidade esteve no desenho do braço destinado a caminhões e ônibus, segmentos em retração.

Nos primeiros cinco meses do ano, os emplacamentos de caminhões caíram 15,1% e os de ônibus, 16,3%; a produção de caminhões recuou 16,7%. Os automóveis seguiram em outra direção: as vendas cresceram 21,5%, para 874,2 mil unidades, e a produção avançou 9,9%. Em maio, elétricos e híbridos respondiam por 19,5% dos emplacamentos de veículos leves.

A linha para motoristas acrescenta, portanto, crédito favorecido a um mercado que já vinha crescendo.

Como funciona o Move Brasil

Podem solicitar o financiamento motoristas de aplicativo com cadastro ativo há pelo menos 12 meses e um mínimo de 100 viagens na mesma plataforma, além de taxistas e cooperativas. O carro precisa ser zero-quilômetro, custar até R$ 150 mil e constar da lista do Ministério do Desenvolvimento, que inclui modelos flex, híbridos e elétricos.

Pelas regras atuais, os financiamentos precisam ser contratados até 15 de setembro de 2026, prazo ligado à vigência da medida provisória que criou a linha. O programa pode ser encerrado antes caso os recursos disponíveis se esgotem.

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As montadoras precisam estar habilitadas no Mover, oferecer assistência técnica e conceder desconto mínimo de 5% sobre o preço sugerido. A regra não exige que cada unidade tenha sido produzida no Brasil, o que permite financiar carros importados ou semimontados.

O crédito pode cobrir até 100% do veículo, com pagamento em até 72 meses (seis anos) e carência de seis meses. A taxa final é limitada a 12,6% ao ano – contra 27% da média dos financiamentos normais.

Os R$ 30 bilhões são o teto da linha, não uma previsão de desembolso. Um cálculo do Itaú BBA indica que o montante seria suficiente para financiar cerca de 250 mil carros, próximo das 264,7 mil unidades leves emplacadas no país em maio.

A diferença entre o potencial e o resultado será definida pelos bancos. O BNDES administra os recursos, mas as instituições credenciadas continuam responsáveis por analisar renda, dívidas, histórico de pagamento e garantias. O motorista pode cumprir os requisitos do governo e ter o crédito recusado.

Quem mais entra nessa conta

O programa pode alterar o mercado de locação. O JP Morgan calcula que o serviço de aluguel para motoristas de aplicativo da Localiza, o Zarp, represente 7% da frota total da companhia. Parte desses clientes pode comparar a mensalidade do aluguel com a prestação subsidiada do Move Brasil e acabar optando pela compra do próprio veículo.

Na compra, o motorista forma patrimônio, mas assume seguro, manutenção, impostos, pneus e desvalorização. No aluguel, parte desses custos fica concentrada na mensalidade e o carro pode ser devolvido ou substituído.

O prazo de até seis anos também expõe o motorista às mudanças nas regras das plataformas. A Uber atualizará em janeiro de 2027 os modelos aceitos nas categorias Comfort e Black, que pagam corridas mais caras. O Dolphin, por exemplo, só poderá ser cadastrado na Black até o fim de 2026 e permanecerá elegível só até dezembro de 2027. Argo, Polo e Peugeot 208 deixarão a Comfort, independentemente do ano de fabricação. Isso significa que um carro comprado com a expectativa de operar numa categoria mais rentável pode perder essa condição antes do fim do financiamento.

Os primeiros resultados mostrarão quantos profissionais foram aprovados pelos bancos, quais modelos concentraram a procura e quanto dos R$ 30 bilhões foi contratado. A divisão entre veículos nacionais, importados e semimontados indicará também quanto da nova demanda chegou à produção local.

Em nota ao InvestNews, a BYD defendeu o Move Brasil como “como uma importante iniciativa para apoiar profissionais que utilizam o automóvel como ferramenta de trabalho e que buscam renovar seus veículos com mais tecnologia, economia e sustentabilidade.”

Confira os modelos habilitados no Move Brasil:

MontadoraMarcaModelo
BYDBYDDolphin
BYDBYDDolphin Mini
General MotorsChevroletMontana
General MotorsChevroletOnix
General MotorsChevroletOnix Plus
General MotorsChevroletSonic
General MotorsChevroletSpark EUV
General MotorsChevroletSpin
General MotorsChevroletTracker
GWMGWMOra 03
HondaHondaCity Hatchback
HondaHondaCity Sedan
HondaHondaHR-V
HondaHondaWR-V
HyundaiHyundaiCreta
HyundaiHyundaiHB20
HyundaiHyundaiHB20S
NissanNissanKait
NissanNissanKicks
NissanNissanVersa
RenaultGeelyEX2
RenaultRenaultDuster
RenaultRenaultKardian
RenaultRenaultKwid
StellantisCitroënAircross
StellantisCitroënBasalt
StellantisCitroënC3
StellantisFiatArgo
StellantisFiatCronos
StellantisFiatFastback
StellantisFiatMobi
StellantisFiatPulse
StellantisJeepCompass
StellantisJeepRenegade
StellantisPeugeot208
StellantisPeugeot2008
ToyotaToyotaYaris Cross
VolkswagenVolkswagenNivus
VolkswagenVolkswagenPolo
VolkswagenVolkswagenSaveiro
VolkswagenVolkswagenT-Cross
VolkswagenVolkswagenTera
VolkswagenVolkswagenVirtus

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A reconstrução da Nike vai demorar e CEO promete a Wall Street a volta ao topo

A maior marca esportiva do mundo está demorando mais do que o esperado para sair da crise – e essa é uma avaliação do próprio CEO. Elliott Hill, o executivo por trás da reestruturação da Nike há mais de um ano e meio, admite que o trabalho para colocar a marca do swoosh de volta aos trilhos é maior do que ele previa.

“O que eu não percebia, até estar dentro, era a quantidade de trabalho que precisava ser feita”, afirmou Hill, em entrevista publicada pelo Financial Times nesta segunda-feira (22). “Eu queria que estivéssemos um pouco mais adiante.”

E a constatação não veio apenas do CEO da empresa. Bancos como RBC, JPMorgan, Goldman Sachs e HSBC rebaixaram a recomendação de compra para o papel nos últimos meses.

O UBS alertou para um “ritmo modesto de vendas globais”, e analistas do BNP Paribas projetam novos cortes de receita, especialmente por causa da China, onde as vendas caíram 11% nos primeiros nove meses do ano fiscal atual. Resultado: uma queda de 45% no valor de mercado da Nike desde agosto do ano passado.

O diagnóstico de Hill é que a Nike apostou pesado em vendas diretas ao consumidor (o chamado direct-to-consumer) e abandonou parcialmente o varejo físico, ficando ausente das prateleiras justamente no momento em que o consumo presencial voltou após a pandemia. 

O movimento abriu espaço para concorrentes mais ágeis, como a suíça On e a americana Hoka, na corrida; e para chinesas como Anta e Li-Ning na China, que rapidamente preencheram o vácuo deixado pela líder.

Em paralelo, a marca derivou para moda e lifestyle, deixando de lado sua presença no equipamento esportivo. O catálogo, segundo críticos, ficou velho. E a aura cultural, que sustentava prêmio de preço por décadas, se diluiu.

Disputa nos campos

A Copa do Mundo nos Estados Unidos, México e Canadá, em curso, é o palco mais imediato para mostrar se a virada proposta por Elliot Hill está dando certo.

A campanha “Rip the Script” (em tradução livre, “rasgue o roteiro”), com estrelas como Cristiano Ronaldo, LeBron James, Kylian Mbappé e Vinícius Júnior, já acumula mais de 1 bilhão de visualizações nas plataformas digitais.

E as chuteiras da marca estão superando as da Adidas em gols marcados na proporção de mais de 2 para 1, segundo a empresa. “A mensagem que queremos passar para a indústria e para Wall Street é que a Nike voltou. A Nike voltou a liderar, a liderar com produto e inovação”, prosseguiu Hill. “Estamos aqui para vencer.”

O ceticismo do mercado, porém, é grande. Em abril, a marca sofreu um revés simbólico: dois corredores cruzaram a Maratona de Londres abaixo da barreira das duas horas calçando supershoes da Adidas. A Nike vem tentando quebrar essa marca há anos. “Não vamos ficar parados esperando, vamos responder”, disse Hill.

Mas, em meio à reestruturação, um produto inesperado virou sucesso comercial. O Nike Mind 001, uma sandália slip-on de US$ 95 que “altera a mente” por meio de pontos de pressão na sola dos pés, esgotou no lançamento. 

Cerca de 2 milhões de pessoas se cadastraram para ser avisadas quando o produto voltar ao estoque, e a produção foi dobrada. É produto excêntrico, fora do core histórico da marca, mas que sinaliza que a Nike pode inovar quando quer, e que o consumidor está disposto a apostar quando a marca surpreende.

De volta ao jogo

Hill, de 62 anos, é parte da história da Nike. Texano criado por uma mãe solteira em Austin, entrou na companhia como estagiário nos anos 1980, depois de uma passagem breve como preparador físico no Dallas Cowboys, time da NFL. Subiu pelos cargos executivos ao longo de 32 anos. Saiu em 2020, poucos meses depois da chegada de John Donahoe à presidência.

“Eu estava cansado. Fisicamente, precisava ficar em forma”, disse sobre a saída. O retorno aconteceu durante um casamento em Palm Springs. Hill almoçou com Phil Knight, fundador da Nike. A conversa começou sobre família e futebol americano (paixão declarada do executivo), e terminou em uma proposta. “Antes que eu percebesse, eu estava de volta como CEO.”

A primeira visita técnica ao mercado, antes mesmo da contratação, marcou Hill. Em um shopping perto de Stanford, na Califórnia, ele se deparou com o estado em que a marca havia chegado nas prateleiras.

“Ver a falta de orgulho no nosso produto e na nossa apresentação foi humilhante. Não só humilhante, foi desanimador. Foi provavelmente o momento em que percebi quanto trabalho seria necessário”, diz o CEO. A Nike reporta os resultados do quarto trimestre em 30 de junho. A empresa já havia projetado que a receita cairia entre 2% e 4%.

O efeito pleno da reestruturação, segundo Hill, deve ser sentido apenas no início do próximo ano, quando produtos novos chegarem a todas as divisões e geografias. Até lá, a paciência de Wall Street segue à prova.

“É uma corrida de revezamento. Meu trabalho é pegar o bastão e garantir que, quando eu passar adiante, esteja melhor do que estava quando peguei. E essa é a corrida que estou correndo agora.”

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BTG Pactual lança Research Ideas para conectar análises de mercado à execução automatizada de operações

Transformar uma análise de mercado em uma operação executada nem sempre é uma tarefa simples. Muitas vezes, o investidor precisa interpretar relatórios, definir parâmetros de entrada e saída e acompanhar constantemente a posição para que a estratégia seja seguida corretamente.

Foi pensando em facilitar o acesso a diferentes estratégias de investimento que o BTG Pactual acaba de lançar o Research Ideas, uma ferramenta gratuita que conecta análises produzidas pelo time de Research do banco à execução automatizada de operações na Bolsa de Valores.

A proposta é reunir, em um único ambiente, a oportunidade de investimento, a tese de mercado e a execução operacional da estratégia. Dessa forma, o investidor consegue entender os fundamentos por trás de cada recomendação e implementar a operação de maneira simples, sem precisar recorrer a plataformas externas ou realizar configurações mais complexas.

Segundo Ricardo Hessel, diretor executivo de IT do BTG Pactual, o objetivo é aproximar análise e execução. “O cliente encontra a tese de investimento, define o valor que deseja aplicar e a execução acontece de forma automatizada”, explica.

Conheça os recursos do Research Ideas

Hessel explica que o Research Ideas reúne oportunidades selecionadas pelo time de Research do BTG Pactual e as apresenta de forma estruturada ao investidor. Além da recomendação, a plataforma disponibiliza os fundamentos da tese, análises de suporte, potencial de ganho, risco estimado e demais informações relevantes para a tomada de decisão.

Em geral, quando o cliente deseja realizar uma operação de swing trade, long&short e até mesmo opções, ele contrata na corretora uma plataforma para operacionalizar toda a estratégia.

Contudo, por meio do Research Ideas, a operação é montada de forma automatizada, em uma única plataforma, para que o cliente não precise “contratar uma plataforma terceira, nem ter algum outro tipo de assinatura para conseguir operacionalizar isso”, pontua Ricardo Hessel.

Atualmente, a ferramenta conta com estratégias de swing trade, permitindo que investidores acompanhem operações com horizonte de curto e médio prazo de forma automatizada. “Após escolher uma oportunidade, basta informar o valor que será destinado à estratégia”, explica o diretor executivo de IT do BTG Pactual.

A partir daí, a tecnologia assume a execução operacional. Entradas, saídas, stop gain e stop loss são monitorados automaticamente de acordo com os parâmetros definidos para cada operação.

Para Bruno Henriques Lima, diretor executivo de Research do BTG Pactual, a ferramenta contribui para aproximar investidores das ideias produzidas pela equipe de análise. “A gente acredita que é uma forma de deixar o processo muito mais fluido entre ter uma ideia, entender os fundamentos por trás dela e, se fizer sentido, conseguir adotá-la rapidamente”, afirma.

Veja como automatizar operações com o Research Ideas

Atualmente, o acesso ao Research Ideas acontece dentro do próprio ecossistema do BTG Pactual, através do BTG Content, a plataforma de publicações do banco. Também é possível acessar por meio do BTG Trader Desk, a plataforma proprietária desenvolvida exclusivamente para os clientes.

De acordo com Ricardo Hessel, os próximos passos é disponibilizar o Research Ideas tanto no aplicativo do BTG Investimentos, quanto no home broker. Além disso, ao longo dos próximos meses, a equipe espera incluir outras estratégias de investimento de forma automatizada na ferramenta. Entre elas, long&short e derivativos.

Para aqueles que já são clientes e desejam acessar a ferramenta por meio do BTG Content , basta entrar na plataforma. Então, no menu, selecionar “Research Ideas”. Assim, você será direcionado para as recomendações ativas.

Fonte: BTG Content

No Content, você confere todos os detalhes da operação: a tese, direcional (compra ou venda), potencial de ganho e perda, os riscos, entre outros. Além disso, pode investir na estratégia com apenas um clique, desde que o seu perfil de investidor seja compatível com a operação sugerida.

Já para aqueles que preferem acessar o Research Ideas por meio do BTG Trader Desk, o primeiro passo é acessar a conta de investimentos no desktop e ativar gratuitamente a plataforma.
Fonte: Plataforma BTG Trader Desk

Depois de instalar o BTG Trader, na aba “Negociação” você vai encontrar a opção “Research Ideas”. Ao clicar, abrirá uma nova janela com todas as recomendações disponíveis.

Fonte: Plataforma BTG Trader Desk

Assim como no BTG Content, por meio do Trader Desk é possível navegar pelas estratégias disponíveis e consultar os detalhes da tese de investimento. Por fim, basta definir o valor que deseja investir e confirmar a operação.

Fonte: Plataforma BTG Trader Desk

A partir daí, todo o processo é feito de forma automatizada. Ou seja, se a recomendação atingir o lucro esperado ou se chegar no limite de perda, a operação será automaticamente encerrada. Esse mecanismo facilita a vida do investidor e evita que a emoção tome conta, levando a resultados indesejados.

Hessel ainda aponta que, por fazer parte de um ecossistema integrado, o investidor pode conectar as operações realizadas por meio do Research Ideas com outros serviços. Um exemplo é a Calculadora de IR, que também é gratuita e “ajuda o cliente a operacionalizar esse acompanhamento do pagamento de imposto sobre as operações.”

Tenha acesso ao Research Ideas e outras soluções do BTG Pactual: abra sua conta gratuita

Segundo Bruno Henriques Lima, o lançamento do Research Ideas representa mais um passo do BTG Pactual na integração entre conteúdo, tecnologia e investimentos.

Ao reunir análises produzidas por especialistas, automação operacional e acompanhamento em tempo real em uma única experiência, a ferramenta busca tornar o acesso a estratégias de mercado mais simples e eficiente.

Se você ainda não é cliente do BTG Pactual, mas deseja conhecer o Research Ideas e saber como acompanhar oportunidades de investimento e executar estratégias de maneira prática, basta fazer o seu cadastro gratuito.

Você não paga nada para se tornar cliente do maior Banco de Investimentos da América Latina. Com alguns cliques é possível abrir a sua conta gratuita no BTG Pactual e ter acesso ao Research Ideas. Você ainda pode acessar outras ferramentas disponibilizadas pelo banco para tornar o seu dia a dia mais prático e levar os seus investimentos para o próximo nível.

Então, se você quer conhecer esta e outras funcionalidades oferecidas pelo BTG Pactual, clique no botão abaixo e abra a sua conta gratuita:

ABRA SUA CONTA GRATUITA NO BTG PACTUAL

“Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto, incluindo suas características, prazos, liquidez e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (“Suitability”).”

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ETFs de bitcoin perdem US$ 5,9 bilhões em seis semanas

Os ETFs (fundos negociados em bolsa) americanos de bitcoin (BTC) registraram a sexta semana consecutiva de saídas líquidas de recursos.

No período, os investidores retiraram US$ 5,94 bilhões desses produtos, segundo dados da plataforma SoSoValue.

Trata-se da mais longa sequência de saídas desde o lançamento dos ETFs de bitcoin à vista nos Estados Unidos, em janeiro de 2024.

Como esses fundos são a principal porta de entrada dos investidores institucionais para o mercado cripto, o movimento é visto como um sinal de maior cautela por parte desse público.

“O crescimento das compras de bitcoin pelos ETFs está prestes a zerar. A demanda por bitcoin segue em retração”, escreveu Julio Moreno, head de research da CryptoQuant.

Pressão sobre o bitcoin

As saídas afetam diretamente o preço da criptomoeda. Quando investidores resgatam recursos dos ETFs, os gestores precisam vender parte dos bitcoins mantidos em carteira para honrar essas retiradas, aumentando a pressão vendedora no mercado.

Por volta das 8h desta segunda-feira (22), o bitcoin era negociado na faixa dos US$ 64 mil, com queda de 0,36% no dia. Nos últimos 30 dias, a maior criptomoeda do mercado acumula perdas de 14%.

As altcoins – termo usado para designar criptomoedas diferentes do bitcoin – operam sem direção única nesta manhã. Enquanto o XRP (XRP) recua, o ethereum (ETH) e a solana (SOL) avançam.

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Não são só os ETFs

Mas os ETFs não explicam tudo. O mercado cripto também vem sendo pressionado pelo cenário macroeconômico nos Estados Unidos.

A manutenção dos juros em níveis elevados e a sinalização de que o Federal Reserve (Fed, o banco central do país) pode voltar a elevar a taxa reduzem o apetite por risco e afetam ativos como o bitcoin.

“Quem esperava que o Fed aproveitasse o Brent mais baixo para sinalizar cortes saiu decepcionado. O bitcoin sentiu o golpe”, afirma André Franco, CEO da Boost Research.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h.

Bitcoin (BTC):  -0,36%, US$ 64.066,74

Ethereum (ETH): -1,55%, US$ 1.750,63

BNB (BNB): +0,88%, US$ 593,90

XRP (XRP): -0,36%, US$ 1,14

Solana (SOL): +0,50%, US$ 73,89

Outros destaques do mercado cripto

BC adia regra para criptos. O Banco Central deu mais tempo para empresas do setor cripto se adaptarem às novas exigências de reporte de operações ligadas ao mercado de câmbio. A obrigação, que começaria a valer em maio deste ano, foi adiada para operações realizadas a partir de 3 de novembro de 2026. As regras envolvem transações internacionais com criptoativos, stablecoins e movimentações entre carteiras autocustodiadas.

Dividendo vira bitcoin. A gestora Franklin Templeton pediu autorização para colocar no mercado americano dois ETFs que usam uma estratégia diferente: em vez de reinvestir os dividendos pagos pelas empresas da carteira em novas ações, os recursos seriam direcionados para bitcoin. Os fundos manteriam exposição majoritária a ações americanas, mas poderiam ampliar gradualmente a participação da cripto.

Cartel no ethereum? Está rolando um debate acalorado na comunidade do ethereum. A pergunta é: será que vale usar parte das recompensas do staking (método de renda passiva) para financiar o desenvolvimento do ecossistema? Defensores argumentam que a medida ajudaria a financiar melhorias de longo prazo, enquanto críticos alertam para riscos de centralização, conflitos de interesse e até a criação de um “cartel” entre validadores.

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A mulher que rompeu o domínio da China sobre as terras raras

Quando Amanda Lacaze assumiu o cargo de CEO da mineradora australiana de terras raras Lynas, em 2014, poucos no setor acreditavam que ela teria sucesso.

Seu antecessor havia permanecido apenas 14 meses no cargo. As ações da empresa tinham despencado mais de 90% nos anos anteriores. A experiência de Lacaze era em marketing, não em mineração.

E, de alguma forma, ela precisava desafiar o domínio quase absoluto da China sobre as terras raras — uma tarefa estrategicamente importante, mas comercialmente ingrata.

Lacaze lembra de ter dito ao marido que, se não conseguisse recuperar a empresa, provavelmente nunca mais trabalharia.

“Na Austrália, somos menos tolerantes com o fracasso”, afirmou.

Ela conseguiu reverter a situação. Após 12 anos à frente da empresa, Lacaze, de 66 anos, deixará a companhia no fim de junho, depois de transformá-la em uma potência ocidental do setor de terras raras.

Em março, a Lynas anunciou um acordo preliminar para vender terras raras ao Pentágono, incluindo as escassas terras raras pesadas, que Pequim utilizou ao longo do último ano como instrumento de pressão sobre a indústria global.

O valor das ações da companhia é hoje cerca de 15 vezes maior do que quando ela assumiu o comando. A receita alcançou aproximadamente US$ 470 milhões nos nove meses encerrados em março, um aumento de 70% em relação ao mesmo período do ano anterior.

“Existe um motivo pelo qual não somos muito populares na China”, disse Lacaze após uma visita recente às instalações em expansão da empresa na Malásia, onde são processados os minerais extraídos da mina da companhia na Austrália.

Apesar da trégua comercial entre Estados Unidos e China, o acesso às terras raras dominadas pelos chineses continua sendo uma questão urgente para empresas em todo o mundo.

Os ímãs produzidos com esses minerais são componentes essenciais para as indústrias de eletrônicos, automóveis e defesa. A demanda cresce rapidamente com a expansão dos veículos elétricos, drones e outras tecnologias avançadas.

O cenário desencadeou uma espécie de corrida do ouro das terras raras, com governos ao redor do mundo investindo recursos em novas minas, unidades de processamento e fábricas de ímãs para reduzir a dependência da China.

Um relatório divulgado neste mês pelo Conselho Empresarial EUA-China concluiu que as restrições chinesas às exportações tornaram algumas terras raras praticamente impossíveis de obter. Quase metade das empresas consultadas afirmou estar procurando fornecedores viáveis fora da China, mas ainda não encontrou alternativas.

A Lynas tornou-se uma válvula de escape crucial. Junto com a americana MP Materials, é uma das poucas empresas alinhadas ao Ocidente capazes de separar elementos de terras raras em escala industrial — uma das razões pelas quais a China processa cerca de 90% desses minerais no mundo, e não 100%.

Quando Lacaze assumiu o cargo em 2014, a empresa tinha um grande trunfo: sua mina Mount Weld, localizada em um antigo vulcão erodido no oeste da Austrália, com uma concentração excepcionalmente alta de terras raras.

As ações da Lynas haviam disparado em 2010, quando restrições chinesas às exportações desses minerais obrigaram o resto do mundo a buscar fornecedores alternativos.

Mas a China retomou as exportações em larga escala poucos anos depois e os preços despencaram. A Molycorp, que pretendia ser a campeã americana das terras raras, declarou falência em 2015.

Muitos acreditavam que a Lynas seria a próxima.

Sua unidade de processamento em Kuantan, na Malásia, enfrentava dificuldades para separar quimicamente os diferentes elementos de terras raras.

“Tínhamos ativos que não funcionavam. Não estávamos gerando caixa”, disse Lacaze. “Senti que eles precisavam de alguém para lutar por eles. Para tentar de verdade.”

Ela cortou cargos em uma estrutura executiva inchada — herança do breve período em que a empresa figurou entre as 100 maiores da bolsa australiana — e fechou escritórios em Sydney e em outras localidades.

Em 2014, ela e a equipe executiva reduzida mudaram-se para Kuantan.

As dívidas pressionavam e Lacaze precisava reconquistar a confiança dos credores, que se sentiam enganados sobre a real situação da empresa.

Ela recorda viagens com orçamento apertado, incluindo uma estadia em um pequeno quarto do Holiday Inn Express, em Hong Kong, onde ficava um dos credores. O espaço era tão apertado que ela mal conseguia abrir a mala.

Lacaze escreveu uma carta a um credor apoiado pelo governo japonês, a Japan Australia Rare Earths, avisando que estaria em Tóquio. Apostou que a tradicional cortesia japonesa garantiria uma reunião.

O momento era decisivo: se os japoneses não aceitassem adiar os vencimentos da dívida, a Lynas seria esmagada.

No encontro, os representantes aceitaram, em linhas gerais, sua proposta de reestruturação. Foi um avanço fundamental que deu fôlego financeiro à companhia.

Os japoneses tinham motivos para serem flexíveis. Precisavam de uma fonte alternativa de terras raras para evitar que a China pudesse colocar suas indústrias eletrônica e automobilística em situação de dependência.

Enquanto negociava com os credores, a equipe de produção resolvia os problemas da fábrica na Malásia.

Cinco meses após assumir o cargo, Lacaze anunciou que 99% da produção de terras raras já atendia aos padrões de qualidade, contra apenas 48% pouco tempo antes.

“A Lynas veio para ficar”, declarou.

Ela atribui sua determinação à infância simples em Brisbane, na Austrália, onde era a quarta de cinco irmãos e precisava disputar comida com três irmãos mais velhos.

Após concluir uma pós-graduação em marketing na Australian Graduate School of Management, ocupou cargos de liderança em empresas australianas de telecomunicações, incluindo a Telstra.

Quando ingressou na Lynas, era novata no setor de terras raras, mas tinha confiança para fazer perguntas básicas.

“Eu sabia que não era burra e sabia que as pessoas perceberiam isso”, afirmou.

A partir de 2018, sucessivos governos da Malásia ameaçaram restringir as operações da Lynas devido a preocupações ambientais.

Lacaze afirma que a empresa sempre cumpriu integralmente as regulamentações e acabou autorizada a continuar operando.

Como plano de contingência, também construiu uma instalação paralela na Austrália para realizar uma etapa ambientalmente sensível do processamento, conhecida como “cracking and leaching”, concluída em 2024.

A persistência da empresa fez com que, em 2025, quando a China restringiu fortemente as exportações globais de determinadas terras raras e ímãs em resposta às medidas comerciais dos Estados Unidos, a Lynas estivesse pronta para ajudar a preencher a lacuna de oferta.

Desde então, a companhia captou cerca de US$ 600 milhões junto a investidores para expandir a produção e anunciou uma parceria com a Noveon, fabricante de ímãs de terras raras sediada no Texas.

Nem todos os projetos, porém, deram certo.

Em 2023, a Lynas anunciou um contrato de US$ 258 milhões com o Pentágono para construir uma unidade de processamento de terras raras no Texas. Após anos de negociações, a empresa abandonou o projeto em 2025.

Segundo Lacaze, a fábrica dificilmente alcançaria a mesma eficiência de custos das operações na Malásia.

Em vez disso, a rival MP Materials está construindo uma instalação de separação de terras raras pesadas na Califórnia com apoio do governo americano, cuja operação deve começar ainda este ano.

Para Lacaze, muitos governos abordam o problema da maneira errada.

Na sua avaliação, os recursos que países aliados do Ocidente estão investindo em novas plantas de terras raras seriam melhor empregados subsidiando clientes para escolher fabricantes ocidentais de ímãs em vez dos concorrentes chineses.

Caso contrário, há o risco de que os novos fornecedores ocidentais continuem sendo pressionados pelos preços mais baixos das empresas chinesas.

Após deixar a Lynas, Lacaze assumirá a liderança do Conselho de Minerais da Austrália, associação que representa o setor.

O comunicado da empresa sobre sua saída afirmou que ela estava se aposentando, mas ela não gosta desse termo.

“Acho que seria errado dizer que estou realmente me aposentando. Isso seria loucura”, disse.

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Fim do conflito no Oriente Médio e novo comando no Fed: seria esse um bom momento para comprar Bitcoin?

O arrefecimento das tensões no Oriente Médio devolveu o apetite por risco aos mercados globais e levou as bolsas norte-americanas novamente às máximas históricas. Para quem investe em criptomoedas, no entanto, ficou a desconfortável sensação de não ter sido convidado para a festa. 

Essa divergência não aconteceu por acaso. O Bitcoin (BTC) segue preso às suas próprias fragilidades: saídas persistentes dos ETFs, mineradoras assumindo uma postura mais vendedora e sinais crescentes de desconfiança em relação às empresas que se tornaram algumas das maiores compradoras do ativo neste ciclo. São fatores que pedem cautela e fazem contraponto à melhora do ambiente geopolítico. 

Ao mesmo tempo, o BTC está cerca de 50% abaixo do topo registrado em outubro. É justamente quando a queda começa a incomodar que surge a pergunta que compõe o título desta edição: depois de uma correção dessa magnitude, faz sentido comprar agora? A resposta depende menos do preço isoladamente e mais do perfil, do horizonte e da estratégia de quem está fazendo a pergunta. 

Nesta edição, analisamos o que mudou — e o que não mudou — com a estreia de Kevin Warsh no comando do Federal Reserve (Fed), porque a faixa atual voltou a despertar interesse do ponto de vista técnico e porque os fundamentos ainda exigem prudência. 

Reescrevendo as regras do jogo 

Além do acordo firmado entre Irã e Estados Unidos, o mercado acompanhou de perto a primeira reunião do Federal Reserve sob o comando de Kevin Warsh. O FOMC, comitê responsável pela definição dos juros nos Estados Unidos, manteve a taxa entre 3,5% e 3,75%, como amplamente esperado.

Ainda assim, o tom da reunião esteve longe de oferecer alívio aos mercados. A comunicação foi mais dura, com viés hawkish, e veio acompanhada de mudanças relevantes na forma como o banco central pretende orientar os investidores. 

Nos últimos anos, o mercado se acostumou a examinar cada frase do Fed em busca de pistas sobre seus próximos passos, prática conhecida como forward guidance. Warsh rompeu com essa tradição: não ofereceu um roteiro para os próximos meses, evitou apresentar sua própria projeção para os juros e reduziu a importância do dot plot — o gráfico em que cada dirigente indica onde acredita que a taxa estará no futuro. 

Em tese, essa postura dá ao Fed mais liberdade para reagir aos dados econômicos. Para o mercado, porém, ela reduz a visibilidade sobre a trajetória do “preço do dinheiro” e sobre a própria função de reação do Banco Central. Quando os investidores compreendem menos sobre como as decisões serão tomadas, passam a carregar uma camada adicional de incerteza e, consequentemente, exigem um prêmio maior para permanecer em ativos de risco. 

Essa mudança também pesou sobre a performance dos mercados, sobretudo porque veio acompanhada de um pano de fundo que já era pouco favorável. A reunião não provocou uma queda relevante dos juros reais, não ampliou a liquidez do sistema e tampouco enfraqueceu o dólar de maneira estrutural. Além disso, a inflação cheia permanece em 4,2%, ainda distante da meta de 2%. 

Para o Bitcoin, isso significa continuar inserido em um ambiente de incerteza e juros mais altos por mais tempo, combinação que aumenta sua dependência de entradas de capital e de catalisadores próprios para sustentar uma recuperação. 

O Bitcoin voltou a uma zona decisiva 

Do ponto de vista técnico, o cenário melhorou. O Bitcoin recuou até uma região que, em ciclos anteriores, coincidiu com o encerramento das principais quedas: a média de preço paga pelos investidores ao longo dos últimos quatro anos. Agora, o ativo flutua em torno desse nível. 

Movimentos semelhantes ocorreram no fim de 2018, durante o choque de março de 2020 e na formação do fundo de 2022. 

A profundidade da correção também merece atenção. Desde o pico próximo dos US$ 126 mil, o Bitcoin chegou a acumular uma queda de aproximadamente 50%. É um movimento expressivo, apesar de ainda inferior aos recuos entre 76% e 84% observados no encerramento de ciclos anteriores. 

A ressalva é que permanecer nessa região não significa que um piso definitivo tenha sido estabelecido. A melhora técnica torna os preços mais interessantes, sobretudo para quem investe com horizonte mais longo, mas ainda não confirma o início de uma nova tendência de alta. 

Nesta fase, o maior risco não está necessariamente em deixar de acertar o fundo exato, mas em perseguir cada repique como se a virada já estivesse consolidada. 

Cada ativo que carregue a própria cruz 

A melhora do ambiente geopolítico retirou uma fonte importante de pressão dos mercados, mas não resolveu os problemas específicos do Bitcoin. O ativo ainda enfrenta saídas dos ETFs, vendas por parte das mineradoras e sinais de desgaste entre as empresas que construíram grandes tesourarias em cripto. Em conjunto, esses fatores ajudam a explicar por que o Bitcoin não acompanhou o avanço das bolsas norte-americanas. 

A inteligência artificial (IA) segue disputando capital 

O Bitcoin passou a disputar dinheiro, energia e atenção com uma das principais teses de investimento dos últimos anos: a inteligência artificial. Essa concorrência não significa que o capital institucional tenha abandonado os ativos digitais, mas mostra que, diante de uma alternativa com maior momentum e resultados mais tangíveis, parte dos investidores preferiu trocar de mesa. 

A inteligência artificial já faz parte do cotidiano, seus produtos são utilizados em larga escala e seus avanços podem ser acompanhados quase em tempo real. Isso torna a tese mais fácil de compreender e defender, especialmente diante de um Bitcoin que atravessa um período de poucos catalisadores próprios. Essa mudança aparece tanto nos fluxos dos ETFs quanto na estratégia das próprias mineradoras. 

Os ETFs de Bitcoin perderam fôlego 

Entre meados de maio e o início de junho, os ETFs de Bitcoin negociados nos Estados Unidos registraram sua pior sequência de resgates desde o lançamento, em 2024. Foram treze pregões consecutivos de saídas, somando aproximadamente US$ 4,4 bilhões. 

No mesmo período, as ações ligadas à inteligência artificial avançaram com força. O capital institucional não desapareceu, mas encontrou uma alternativa mais atraente no curto prazo. 

Treze pregões consecutivos de saídas dos ETFs de Bitcoin 

Fonte: Farside Investors

As mineradoras estão mudando de lado 

As mineradoras também deixaram de exercer o mesmo papel de sustentação observado em outros momentos do ciclo. Empresas que antes conseguiam manter parte relevante dos Bitcoins produzidos passaram a vender suas reservas com maior frequência. 

A compressão das margens passa, antes de tudo, pelo halving, evento programado que ocorre aproximadamente a cada quatro anos e reduz pela metade a quantidade de Bitcoin recebida por bloco. Com menos BTC entrando no caixa e um preço que também não tem colaborado, a receita das mineradoras fica pressionada. Ao mesmo tempo, os custos com energia, equipamentos e manutenção continuam elevados, comprimindo ainda mais a rentabilidade do setor. 

Diante desse aperto, vender parte da produção e das reservas deixou de ser apenas uma escolha e passou a ser uma necessidade para muitas empresas. A pressão aumenta com a corrida pela inteligência artificial: algumas mineradoras perceberam que sua infraestrutura energética e seus centros de processamento podem gerar retornos mais atraentes quando direcionados aos data centers

Para manter as operações e financiar essa transição, o setor já vendeu mais de 15 mil Bitcoins. Assim, agentes que antes funcionavam como acumuladores estruturais passaram a adicionar oferta em um momento de demanda mais fraca. 

As tesourarias de cripto começaram a despertar dúvidas 

Outro ponto de atenção são as DATs, empresas que levantam dinheiro no mercado para comprar e manter criptoativos em caixa. Durante boa parte do ciclo, elas funcionaram como uma fonte importante de demanda. Esse movimento, porém, perdeu força: o valor de seus ativos caiu de aproximadamente US$ 220 bilhões para US$ 140 bilhões, e poucas companhias ainda conseguem captar novos recursos com facilidade. 

A maior delas é a Strategy, de Michael Saylor. Seu modelo consiste, de forma simplificada, em emitir ações e outros papéis para levantar dinheiro e comprar mais Bitcoin. Enquanto o mercado confia nessa estratégia e aceita continuar financiando a empresa, o mecanismo se retroalimenta. 

O problema é que essa confiança começou a enfraquecer. Um dos sinais veio da Stretch (STRC), ação preferencial da Strategy que paga dividendos de 11,5% ao ano. Mesmo oferecendo esse retorno elevado, o papel caiu para perto de sua mínima histórica e passou a negociar abaixo do valor pelo qual foi emitido. 

Isso não significa que a Strategy esteja prestes a vender seus Bitcoins. Mostra, porém, que o mercado passou a questionar se esse modelo é sustentável no longo prazo. Caso a desconfiança aumente, a empresa pode encontrar mais dificuldade para captar dinheiro, reduzir suas compras e, em um cenário mais extremo, precisar vender parte das reservas para cumprir suas obrigações. 

Esse risco ainda não se concretizou, mas merece atenção. A Strategy foi o maior comprador marginal de Bitcoin dos últimos anos. Se ela deixasse de comprar — ou passasse a vender —, o mercado perderia uma fonte relevante de demanda e receberia uma nova pressão de oferta. Isso poderia provocar uma queda no preço, fragilizar outras empresas que adotaram a mesma estratégia e criar um efeito em cadeia. 

O futuro regulatório já não está mais tão “claro” 

O CLARITY Act é o principal projeto para encerrar a zona cinzenta regulatória do mercado cripto nos Estados Unidos, definindo com mais clareza as atribuições da SEC e da CFTC. A proposta avançou na Câmara e no Comitê Bancário do Senado, mas ainda precisa conciliar diferentes versões do texto, reunir 60 votos e resolver divergências sobre as salvaguardas exigidas pelos democratas. 

O impasse deixou de ser apenas técnico e passou a ser político. Com poucas semanas de atividade no Senado antes do recesso de agosto, o tempo joga contra. Cynthia Lummis, uma das principais defensoras do setor, alertou que, caso o projeto não seja aprovado neste ano, a discussão pode ficar fora da agenda até 2030. 

Por enquanto, portanto, a aprovação continua próxima de um cara ou coroa — importante demais para ser ignorada, mas incerta demais para ser tratada como cenário-base. 

Um risco distante, mas que entrou no radar 

A computação quântica ainda é um risco de cauda, com horizonte de vários anos, mas deixou de ser apenas uma discussão teórica. Uma máquina suficientemente avançada poderia, no futuro, reconstruir chaves privadas a partir de informações já expostas na blockchain, colocando em risco milhões de Bitcoins. 

Isso não significa que a rede esteja próxima de ser quebrada. O ponto de atenção está na velocidade dos avanços e no tempo necessário para migrar o Bitcoin para padrões de segurança resistentes à computação quântica. 

A inteligência artificial adiciona outra camada a essa discussão. Ela pode acelerar a pesquisa de novos materiais, o desenho de chips, a correção de erros e a busca por formas mais eficientes de operar computadores quânticos. Em outras palavras, a IA não quebra a criptografia do Bitcoin diretamente, mas pode encurtar o caminho até máquinas capazes de fazê-lo. 

O tema ganhou relevância porque estimativas recentes reduziram significativamente o número de qubits necessários para um ataque, enquanto instituições como BlackRock e Morgan Stanley passaram a mencionar esse risco nos prospectos de seus ETFs. A ameaça ainda não é imediata, mas, diante da combinação entre avanços quânticos e inteligência artificial, o relógio para preparar a transição pode correr mais rápido do que se imaginava. 

Vale a pena comprar Bitcoin agora?

Para quem ainda não investe em Bitcoin ou pretende aumentar sua exposição com um horizonte de prazo mais alongado, pelo menos 12 meses, as faixas atuais começam a oferecer pontos interessantes para novos aportes. 

Isso não significa, porém, que seja o momento de entrar com todo o capital de uma só vez. No curto prazo, os fundamentos ainda abrem margem para uma nova correção, rumo à região dos US$ 50 mil em caso de perda da zona atual em torno dos US$ 60 mil

Por isso, a estratégia mais equilibrada passa por compras fracionadas. Dessa forma, o investidor começa a montar posição em uma região tecnicamente relevante, mas preserva capital para aproveitar preços mais baixos caso o cenário volte a se deteriorar. 

Em outras palavras, não é preciso acertar o fundo exato. O mais importante é construir a posição de maneira gradual, respeitando o horizonte de investimento e a possibilidade de novas oscilações pelo caminho.

O post Fim do conflito no Oriente Médio e novo comando no Fed: seria esse um bom momento para comprar Bitcoin? apareceu primeiro em Empiricus.

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Faria Lima resiste às saídas de Netflix e Master, com vacância baixa e m² a R$ 350

Os escritórios da Faria Lima seguem atrativos e com preços elevados, apesar de desocupações relevantes no último trimestre, como as da Netflix e do Banco Master.

Segundo levantamento da consultoria internacional JLL, a absorção na região se mantém sem rupturas ou quedas bruscas, mostrando a sua resiliência, com preços de aluguel do m² de até R$ 350.

Para a diretora de locações da JLL, Yara Matsuyama, a cidade como um todo vem registrando aumento do preço pedido médio do aluguel, com cada região trazendo uma dinâmica.

Especificamente a área da “Faria Lima nova” registrou um preço pedido médio de R$ 310 por m² no último trimestre. “A tendência de alta deve persistir. Apesar das saídas do último trimestre, o patamar de vacância permanece baixo”, diz.

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No período, a gigante papeleira Klabin (KLBN4) se mudou da área mais nova da Faria Lima para a mais antiga, mostra o levantamento.

Já a Netflix se mudou para um prédio monousuário no Itaim. No Birmann 32 - conhecido como o “prédio da baleia” -, houve a saída do Banco Master no trimestre passado, mas Matsuyama destaca que a maior parte do bloco deixado já está ocupada.

“Isso demonstra que, de fato, não há um esvaziamento do interesse pela região”, diz.

Leia também: Mudança estrutural no escritório: home office e juros levam obras à mínima em 25 anos

Embora o setor financeiro seja o principal responsável pelo volume de ocupação na região, a diversificação tem mitigado riscos, aponta a JLL. A pulverização entre múltiplos setores como jurídico, tecnologia, consultoria e imobiliário reduz a dependência de ciclos econômicos específicos.

O estudo mostra que a chamada Nova Faria Lima atrai corporações globais de tecnologia, enquanto a parte tradicional mantém uma forte presença de serviços financeiros e jurídicos.

‘Novo normal’

Matsuyama afirma que, desde a pandemia, os complexos de escritórios novos se tornaram mais completos para o ocupante, com ainda mais opções de comércio e serviços, o que tem sido importante para a retenção ou decisão de locação do inquilino final.

“Temos visto os complexos se adequando, trazendo novos eventos, restaurantes e serviços, o que também tem sido uma preocupação nos complexos menores.

Leia também: Inflação faz marmita substituir restaurante até para executivos da Faria Lima

Embora os novos espaços sejam mais limitados especialmente na Faria Lima, as necessidades são as mesmas. “Independentemente do tamanho, os complexos de escritórios vão buscar uma forma de oferecer diferentes experiências, nem que seja um cantinho com uma bicicleta com café e doces”, diz.

Segundo a executiva, para muitas empresas, hoje, o tamanho do escritório já não comporta o número de funcionários. “No real estate corporativo, de cada cinco expressões, três são intensificação do presencial.”

Para estas empresas que buscam mais espaço, mas não podem pagar mais para se instalar ou se manter na Faria Lima, há alternativas em regiões adjacentes, como a Rebouças.

O novo estoque do “condado” existe, mas de maneira limitada. “Grande parte dos lançamentos já deve chegar pré-locado”, diz Matsuyama.

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Birmann 32, conhecido como o “prédio da baleia”: maior parte do bloco deixado pelo Master já está ocupada, segundo executiva da JLL. (Foto: ADVTP / Shutterstock.com)
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No Azzas, venda da Farm ganha força e disputa entre Birman e Jatahy entra em nova fase

O Azzas 2154 contratou o banco Morgan Stanley para avaliar alternativas para a Farm Rio, a marca mais rentável do maior grupo de moda da América Latina — um movimento que abre caminho para uma possível venda. Além da Farm, a companhia é dona de marcas como Arezzo, Reserva e Hering.

O anúncio saiu junto com uma reorganização na disputa entre os sócios controladores, Alexandre Birman e Roberto Jatahy. São os primeiros encaminhamentos concretos depois do momento mais agudo da crise societária.

Em fato relevante divulgado nesta sexta-feira (19), o Azzas disse que a contratação do Morgan Stanley busca avaliar alternativas para “destravar valor” da Farm Rio. O comunicado foi divulgado em resposta ao portal Neofeed, que afirmou que a marca de moda está à venda e que a pedida inicial seria de US$ 1 bilhão, acima inclusive do atual market cap de todo o grupo.

Mas, de acordo com o Azzas, não há “qualquer decisão tomada, operação aprovada, estrutura definida, proposta formal” ou instrumento vinculante até o momento.

Por que a Farm?

A Farm Rio é o ativo que carrega as maiores ambições internacionais do conglomerado, com expansão de lojas fora do Brasil. A marca integra a divisão de vestuário feminino, herdada do Grupo Soma, braço ligado a Jatahy na fusão. Colocá-la sob revisão é mexer na peça mais sólida do negócio.

Duas pessoas posando em frente a fundo floral; uma usa suéter "Farm Rio" e a outra veste jaqueta com estampas azuis e verdes.
Peças da coleção Outono/Inverno 2024 da Farm Rio. Foto: Divulgação

Os números ajudam a explicar por quê. A divisão de vestuário feminino é a maior do grupo em receita — R$ 1,3 bilhão no primeiro trimestre de 2026 — e foi a única das quatro unidades de negócio a crescer no período, com alta de 4,5%.

A própria Farm vinha de um ritmo forte: avançou cerca de 40% no primeiro trimestre de 2025, segundo o Itaú BBA, base de comparação que pesou sobre a desaceleração recente.

Seria natural, portanto, que uma retomada de valor do Azzas, que vem de forte desvalorização desde os primeiros sinais de fissura entre Birman e Jatahy, viria da empresa que hoje é a joia da coroa do conglomerado de moda.

Além da venda, especula-se também uma abertura de capital (IPO) da Farm em uma das bolsas dos Estados Unidos.

Birman unifica arbitragem

Além de sinalizar que está disposto a negóciar um de seus principais ativos, Birman, que hoje é o maior acionista do Azzas além de ser o CEO, pediu o encerramento da arbitragem que ele próprio havia aberto, em 14 de maio, sobre supostas violações do sócio Roberto Jatahy no acordo de acionistas.

Em vez de tocar dois processos em paralelo, Birman transferiu seus pedidos para a arbitragem aberta por Jatahy um dia depois, em 15 de maio — agora na forma de pedidos contrapostos.

O processo de Jatahy questiona a legalidade de atos de reorganização interna adotados por Birman na condição de diretor-presidente. A resposta de Birman foi protocolada em 1º de junho.

Em 17 de junho, o Azzas pediu para ingressar na arbitragem como terceira interessada. Com isso, toda a disputa passa a tramitar em um único processo, com a companhia dentro dele.

Embora a temperatura tenha baixado, não há trégua no horizonte.

No fim de maio, Jatahy havia obtido na 7ª Vara Empresarial do Rio uma liminar que manteve a estrutura organizacional vigente até 22 de abril e o preservou como Chief Brand Officer e responsável interino pelas unidades de vestuário feminino e masculino. Um recurso de Birman para suspender a decisão foi negado, e a liminar segue de pé.

O estopim na Reserva

Segundo pessoas próximas, a crise escalou quando Birman passou a se fazer mais presente na Reserva, marca de moda masculina que estava sob o comando de Ruy Kameyama, executivo ligado a Jatahy.

Kameyama pediu demissão, e a Reserva foi transferida para David Python, de confiança de Birman. Para o grupo de Jatahy, a mudança colocava em risco sinergias já mapeadas e incorporadas ao orçamento de 2026.

Por trás do atrito está um choque de modelos de gestão. Jatahy construiu o Soma dando autonomia a cada marca; Birman dirigiu a Arezzo num estilo mais centralizado. Desde a fusão, concluída em agosto de 2024, mais de 30 diretores não executivos deixaram a companhia, segundo pessoas que acompanharam o grupo.

A conta nos resultados

No primeiro trimestre de 2026, a receita líquida caiu 8% na comparação anual, puxada pela unidade que reúne a Hering, com recuo de 18,5%. As ações acumulam queda de cerca de 60% em 12 meses.

A análise sobre o destino da Farm Rio pode não agradar a todo mercado. “Apesar de destravar valor para a ação, entendemos que uma potencial venda integral da marca pressionaria o desempenho consolidado do grupo e suas estratégias globais, dado que a marca é uma das principais alavancas de acesso ao mercado internacional”, escreveu o time de analistas da Ativa, casa independente. “Somos cautelosos quanto ao potencial destrave de valor de longo prazo.”

Pessoas próximas aos dois lados ouvidas pelo InvestNews afirmam que uma resolução entre Birman e Jatahy para seguir na sociedade é inviável, e a cisão do negócio não está descartada. Mas há alternativas em estudo. Uma delas seria a listagem da Farm, o que passa agora a ser avaliado pelo time do Morgan Stanley.

De qualquer maneira, o caminho não é simples. O acordo de acionistas prevê trava de dez anos para a venda das ações do bloco de controle, o que torna qualquer separação cara e demorada.

Os estudos sobre o futuro da Farm são o primeiro sinal de que os sócios buscam transformar esse impasse em dinheiro.

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Estes são os principais CEOs dos EUA. Eles souberam aproveitar o momento — da pizza à tecnologia

Se o retorno das ações fosse a única medida da excelência de um CEO, estaríamos distribuindo prêmios este ano como brindes em feiras de negócios. Cerca de 37 empresas do S&P 500 dobraram o dinheiro dos acionistas nos últimos 12 meses. Outras 51 entregaram ganhos de pelo menos 50%.

Mas não é tão simples.

Um boom histórico na construção de data centers impulsionou fabricantes de chips, memória e infraestrutura digital. A questão é: quais empresas demonstraram mais habilidade em aproveitar o momento atual enquanto se preparavam para o futuro? Esse foi um dos principais critérios na seleção dos 25 nomes da lista anual dos melhores CEOs.

Houve outros fatores também.

As tarifas comerciais forçaram mudanças nas cadeias de suprimentos. A disparada do petróleo pressionou os orçamentos familiares, mas ampliou oportunidades para petroleiras. As ameaças cibernéticas cresceram. Os juros elevados favoreceram instituições financeiras ágeis. No setor farmacêutico, a pressão do governo por preços menores coincidiu com a revolução dos medicamentos contra a obesidade. No varejo, as empresas precisaram equilibrar a força do consumo de alta renda com a retração nas faixas mais baixas.

E há também um fator menos econômico: a vitória do New York Knicks. Seu principal nome entrou na lista — e não apenas porque o time conquistou seu primeiro título da NBA em 53 anos.

O processo de seleção não é um exercício de escolha de ações, embora preços elevados dos papéis sejam um sinal de trabalho bem executado. As empresas comandadas pelos vencedores do ano passado ficaram ligeiramente abaixo do mercado nos últimos 12 meses, mas continuam à frente quando o horizonte é de três anos.

Bons gestores fazem diferença.

A ideia é analisar quais estratégias funcionam para ajudar investidores a tomar melhores decisões no futuro.

A elite dos chips

A lista começa onde está a ação: os semicondutores.

Jensen Huang, da Nvidia, acelerou o ritmo de lançamento de produtos para manter a liderança no mercado de processadores para inteligência artificial. A empresa caminha para registrar um dos maiores lucros corporativos da história.

Para as gigantes da IA que preferem chips personalizados em vez de componentes genéricos, Hock Tan, da Broadcom, lidera o mercado em expansão dos ASICs (circuitos integrados de aplicação específica).

Os retornos acumulados das ações impressionam: cerca de 68.000% para a Nvidia sob Huang e 34.000% para a Broadcom sob Tan em duas décadas.

Já Lisa Su, que assumiu a AMD em 2014, ultrapassou a Intel em participação nos data centers. As ações da empresa avançaram aproximadamente 10.000% em dez anos.

Todos esses chips precisam estar conectados. E é aí que entra a Corning.

Wendell Weeks reinventou os produtos da companhia e ampliou significativamente a capacidade de fibras ópticas.

“Reinventamos todo o nosso portfólio. Hoje conseguimos oferecer cerca de quatro vezes mais fibra e conectividade no mesmo espaço”, afirmou.

Os vencedores da infraestrutura

Vinte e cinco anos após os famosos comerciais da Dell, Michael Dell agora vende plataformas completas de IA para empresas.

Sanjay Mehrotra, da Micron Technology, tem superado concorrentes para atender à demanda explosiva por memória de alto desempenho.

Nos últimos três anos, as ações da Corning subiram quase 400%, as da Dell Technologies avançaram cerca de 700% e as da Micron acumularam alta de 1.400%.

Mineração, energia e aviação

No setor de mineração, James Litinsky, da MP Materials, está ajudando os EUA a reduzir a dependência da China na produção de ímãs de terras raras.

Na energia, Darren Woods, da Exxon Mobil, ampliou a produção de forma eficiente e levou as ações da companhia a níveis recordes.

Já Larry Culp, da GE Aerospace, trabalhou junto aos fornecedores para aumentar a produção e destravar a fabricação de motores aeronáuticos altamente demandados.

Uma companhia aérea para investidores

Na Delta Air Lines, Ed Bastian criou um modelo raro no setor: uma companhia aérea vista como investimento de longo prazo.

“As pessoas decidiram que este produto — pelo menos o da Delta — deixou de ser uma commodity”, disse à Barron’s.

Mesmo com a alta do combustível de aviação, a geração de caixa segue forte. Em três anos, as ações da Delta dobraram o capital dos investidores, superando o mercado em 22 pontos percentuais.

Na FedEx, Raj Subramaniam integrou operações aéreas e terrestres, separou o negócio de cargas e entregou retornos expressivos.

Varejo: luxo e pizza

No varejo, Joanne Crevoiserat, da Tapestry (dona das marcas Coach e Kate Spade), implementou a estratégia Amplify, baseada em redes sociais, submarcas e novas categorias de produtos.

Darren Rebelez transformou a Casey’s General Stores de uma rede de postos de gasolina em uma das maiores redes de pizzarias dos EUA — atualmente a quinta maior do país.

Ambas acumularam retornos próximos de 300% em três anos.

A TJX, dona de redes como TJ Maxx e Marshalls, também brilhou sob o comando de Ernie Herrman, atraindo consumidores de renda mais alta em busca de descontos.

Bancos em transformação

No setor financeiro, Jamie Dimon, do JPMorgan Chase, reforçou equipes de ciência de dados para automatizar processos de gestão de risco e administração de ativos.

David Solomon, do Goldman Sachs, abandonou a aposta no banco de varejo e passou a focar no financiamento de empresas de inteligência artificial.

O Citigroup vive uma reestruturação liderada por Jane Fraser, que reduziu burocracias e diminuiu a presença em operações internacionais de varejo para focar em serviços institucionais mais rentáveis.

Na seguradora Chubb, Evan Greenberg substituiu cortes de pessoal por investimentos em aprendizado de máquina para aprimorar a subscrição de seguros, inclusive para data centers.

A corrida da inteligência artificial

Tim Cook, da Apple, manteve o crescimento dos negócios de hardware e serviços e ganhou tempo para a Siri ao firmar parceria com a OpenAI. Ele deixará o cargo em setembro, passando o comando para John Ternus.

Na Amazon, Andy Jassy reacelerou o crescimento da computação em nuvem impulsionada pela IA.

Sundar Pichai transformou a Alphabet de uma empresa centrada em buscas para uma potência comercial da inteligência artificial.

Satya Nadella, da Microsoft, reposicionou a estratégia da companhia, focando menos em chatbots e mais em automação integrada aos fluxos de trabalho corporativos.

Já George Kurtz, da CrowdStrike, recuperou a reputação da empresa após a falha global de software de dois anos atrás e lançou agentes de IA capazes de detectar e conter ataques cibernéticos mais rapidamente que analistas humanos.

CEOEmpresaDestaque
Jensen HuangNvidiaLiderança absoluta em chips para inteligência artificial
Hock TanBroadcomExpansão dos chips personalizados para IA (ASICs)
Lisa SuAMDAvanço da AMD sobre a Intel em data centers
Wendell WeeksCorningExpansão da infraestrutura de fibra óptica
Michael DellDell TechnologiesPlataformas de IA voltadas para empresas
Sanjay MehrotraMicron TechnologyAtende à explosão da demanda por memória para IA
James LitinskyMP MaterialsRedução da dependência americana de terras raras chinesas
Darren WoodsExxon MobilCrescimento eficiente da produção de petróleo
Larry CulpGE AerospaceAumento da produção de motores aeronáuticos
Ed BastianDelta Air LinesTransformação da companhia aérea em investimento de longo prazo
Raj SubramaniamFedExReestruturação e integração das operações
Joanne CrevoiseratTapestryExpansão das marcas Coach e Kate Spade
Darren RebelezCasey’sTransformou postos de gasolina em uma potência da pizza
Ernie HerrmanTJX CompaniesCrescimento do varejo de descontos
Jamie DimonJPMorgan ChaseAutomação e fortalecimento dos mercados de capitais
David SolomonGoldman SachsFoco em assessoria e financiamento para empresas de IA
Jane FraserCitigroupReestruturação e simplificação do banco
Evan GreenbergChubbUso de IA para melhorar subscrição de seguros
Tim CookAppleExpansão de serviços e estratégia de IA
Andy JassyAmazonRetomada do crescimento da computação em nuvem
Sundar PichaiAlphabetTransformação do Google em potência de IA
Satya NadellaMicrosoftIA integrada aos processos corporativos
George KurtzCrowdStrikeSegurança cibernética impulsionada por IA
Dave RicksEli LillyEscala global dos medicamentos contra obesidade
James DolanMadison Square Garden SportsValorização dos ativos esportivos e de entretenimento

O remédio para obesidade e o título dos Knicks

No setor farmacêutico, Dave Ricks, da Eli Lilly, conseguiu manter o fornecimento constante de um dos mais bem-sucedidos medicamentos contra a obesidade do mercado — um feito tanto industrial quanto científico.

Por fim, há o caso de James Dolan, controlador da Madison Square Garden Sports, dona do New York Knicks e do New York Rangers.

Embora o herói esportivo da cidade seja Jalen Brunson, que liderou a conquista do primeiro título da NBA dos Knicks em 53 anos, os negócios de Dolan também estão prosperando.

Sua empresa Sphere Entertainment, responsável pela gigantesca arena esférica de Las Vegas, acumulou valorização próxima de 300% em apenas um ano.

Um desempenho digno de um tricampeonato — ou, como diriam os fãs dos Knicks, de uma atuação à altura de Brunson.

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Na era do esporte no YouTube, Globo faz conta do que vale a pena transmitir e disputa protagonismo

Às vésperas da Copa, a Globo pôs no ar a campanha “Fique Antenado”, que lembra ao público que a TV aberta entrega os jogos do Brasil de graça e sem delay. É também uma provocação à aliança entre YouTube e CazéTV, que hoje disputam com a televisão o dinheiro mais caro da publicidade.

“Existe uma grande diferença entre somar alcance ou cliques e unir o país”, afirma Manuel Belmar, CFO da Globo, em resposta por escrito ao InvestNews.

O argumento da Globo é que a TV aberta ainda concentra atenção simultânea: milhões de pessoas vendo o mesmo jogo, jornal ou novela ao mesmo tempo, em um ambiente que gera conversa imediata, impacto cultural e valor para as marcas.

Esse valor comercial, porém, depende de uma conta complexa, especialmente no caso de grandes competições esportivas internacionais – como a Copa. Fazer dinheiro com pacote de jogos exibidos na TV aberta exige equilibrar direitos caros, venda publicitária e margem de lucro.

São direitos negociados em dólar, sujeitos às idas e vindas do câmbio.

Anos atrás, a Globo firmou contrato para pagar US$ 90 milhões ao ano à FIFA e assim poder transmitir os eventos esportivos realizados pela federação que rege o futebol mundial entre 2015 e 2022. No meio do caminho, veio a pandemia. A Globo tentou uma revisão do valor do contrato e a refrega foi parar na Justiça. Terminou com um acordo fora dos tribunais – também por US$ 90 milhões –, e a Globo garantiu um pacote de jogos mais modesto para a Copa de 2026.

A disputa abriu espaço para que YouTube e LiveMode acelerassem o crescimento da CazéTV no streaming. O ano de 2026 marca a primeira vez em que um canal no YouTube transmite todos os 104 jogos da competição. A Globo ficou com cerca de metade do torneio, sem exclusividade.

O movimento se dá em um mercado publicitário que migra em parte para o digital. Segundo relatório do Itaú BBA divulgado nesta semana, a TV aberta deve recuar de cerca de 33% da verba publicitária brasileira em 2021 para 20% em 2030, enquanto o digital, já em torno de 56% em 2025, avançaria para 67% no fim da década. Só o YouTube concentra perto de 21% do consumo de vídeo no país, à frente de todos os serviços de assinatura somados.

Faça as contas

“Do ponto de vista financeiro, não necessariamente um pacote completo resulta em um faturamento publicitário maior”, diz Ivan Martinho, professor de marketing esportivo na ESPM. O especialista, que também preside a liga mundial de surfe para a América Latina, apontou como exemplo o caso da Paramount+, que pagou caro pela Libertadores e não converteu o gasto em assinaturas como esperado. A Paramount desistiu das transmissões da Libertadores e da Sul-Americana.

A Globo de hoje faz muito mais contas do que no passado. Desde o projeto “Uma Só Globo”, no fim de 2018, avalia custos e retornos esperados. No futebol, isso se intensificou a partir de 2022 e a análise vale para cada pacote de transmissão, com compra seletiva dos direitos esportivos.

No Brasileirão de 2025 a 2029, com os clubes divididos entre duas grandes ligas, a emissora fechou com a Libra por R$ 6,5 bilhões em cinco anos, cerca de R$ 1,3 bilhão ao ano.

Na Futebol Forte União (FFU, ex-LFU), a Globo entrou com uma fatia menor: um pacote de até R$ 850 milhões por ano, condicionado à presença de 12 clubes do bloco na Série A, a primeira divisão. Em 2025, com 11 clubes, a conta ficou perto de R$ 750 milhões. O restante da oferta da Futebol Forte União ficou espalhado entre Amazon, Record e YouTube/CazéTV.

Belmar informou ao InvestNews que a escalada dos valores dos direitos esportivos é um desafio global e que a resposta da Globo passa por equilíbrio. Segundo ele, a empresa procura equalizar o investimento em direitos com o apetite do mercado publicitário, analisando cada aquisição caso a caso, com ou sem exclusividade.

A Globo continuou com a maior prateleira do Brasileirão, mas sem carregar sozinha todos os pacotes disponíveis. É uma mudança relevante para a empresa que, durante décadas, organizou o futebol brasileiro em torno da própria grade, com exclusividade.

A LiveMode apresenta a fragmentação como ganho para os clubes.

Ao InvestNews, a empresa conhecida pela CazéTV defendeu que a sua proposta nesse modelo elevou em cerca de 110% a receita anual dos clubes em relação ao ciclo anterior, enquanto a negociação da Libra com a Globo teria gerado aumento inferior a 30%, nas mesmas bases.

A nova Globo

Em 2025, a receita líquida do Globo Comunicação e Participações cresceu 11%, para R$ 18,3 bilhões, enquanto os custos e as despesas para tocar a operação subiram 8,6%.

Quando o que entra cresce mais rápido do que o que se gasta, sobra mais no fim – sem contar despesas financeiras. Esse “sobrar mais” tem nome: Ebitda, sigla para o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, que representa uma métrica de geração de caixa operacional.

Em outras palavras, é uma forma de medir quanto a operação gera por si só, antes de descontar o custo da dívida, os tributos e o desgaste contábil de bens e direitos.

Na Globo, esse resultado saltou 57% no último ano. E a margem Ebitda — a fatia que sobra de cada real de receita — passou de cerca de 9,5% para 13,4%. A maior despesa do grupo, que reúne direitos esportivos e produção de conteúdo, cresceu 6,4%, abaixo da receita. A “compra de tudo” cedeu lugar à compra seletiva, em uma escolha também editorial que sustenta a margem.

A margem de hoje, no entanto, se deu às custas de uma reinvenção que não veio sem dor. Para chegar aos níveis mais recentes, a Globo realizou demissões em 2020 e 2021, trocou contratos PJ por CLT — cortando mais da metade dos ganhos de parte dos profissionais — e encerrou vínculos fixos com nomes históricos da marca.

Segundo o professor da ESPM, que analisou o caso, a Globo passou a cortar grandes talentos, alguns eternizados em sua história, que ganhavam mesmo sem trabalho no ar ou em fase de produção.

Em 2025, a Globo também reorganizou o seu comando: Paulo Marinho ficou à frente dos negócios de mídia, enquanto Roberto Marinho Neto passou a cuidar de negócios e investimentos. A família separou melhor a operação de conteúdo da área que decide onde colocar dinheiro.

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Por trás da transmissão dos jogos da Copa do Mundo de 2026, existe uma disputa bilionária pela sua atenção. #transmissão #copadomundo #futebol

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Para enfrentar a ameaça crescente das plataformas, a Globo passou a explorá-las também. Criou o Globoplay, que nos últimos anos aumentou a oferta de espaços publicitários para anunciantes, o que ajudou o serviço de streaming da Globo a atingir o equilíbrio financeiro (breakeven) em 2025, após 10 anos consumindo caixa.

Além disso, a Globo hoje mantém canais e conteúdos no YouTube e vende pacotes de canais dentro do Prime Video.

Ou seja, a empresa que durante décadas controlou a distribuição pela TV aberta, por meio das afiliadas, e pela TV por assinatura agora também coloca seus produtos em vitrines digitais que pertencem a outros grupos.

Belmar diz que a distribuição de conteúdo em plataformas de terceiros faz parte da história da Globo desde as afiliadas da TV aberta e passou pelas operadoras de TV por assinatura antes de chegar às plataformas digitais.

A diferença agora é que esses parceiros também disputam atenção e verba publicitária com a própria Globo.

No esporte, a Globo criou a GE TV, canal gratuito com linguagem mais informal, para tentar atrair o público que se acostumou a ver jogos na CazéTV, fora da televisão tradicional. Na estreia, a atriz e apresentadora Regina Casé apareceu para celebrar a “Cazé da Globo”.

A disputa por audiência, atenção e conversão

A Globo foi buscar na internet uma linguagem que capaz de aumentar o engajamento entre os mais jovens, enquanto YouTube e LiveMode hoje vendem futebol pela internet com o manual comercial da TV aberta, em cotas de patrocínio milionárias negociadas antes de a bola rolar.

A disputa mais dura é pela definição do que é televisão e por quem fica com a maior fatia da verba publicitária, o que levou à briga da medição de audiência.

As plataformas digitais chegam ao mercado com dados próprios, produzidos dentro de seus próprios sistemas. Para o anunciante, a comparação fica menos direta: de um lado, audiência medida por um padrão conhecido; de outro, números de visualização, alcance e tempo de consumo que nem sempre contam a mesma história.

A Globo sustenta que a simultaneidade da TV aberta ainda entrega um tipo de atenção mais valioso para as marcas do que a soma de visualizações espalhadas por vídeos, canais e nichos. A disputa com o YouTube passa justamente por essa tradução comercial: quem consegue provar ao anunciante que concentra atenção, gera conversa e entrega resultado.

O YouTube tem escala, mas sua audiência é mais espalhada: milhões de pessoas vendo milhões de vídeos diferentes. Ainda assim, a plataforma tenta se apresentar como televisão.

“O YouTube é a televisão também; hoje a maior parte da nossa audiência já é em televisão”, diz Victor Machado, Head de Parcerias de TV, filmes e esportes do YouTube no Brasil.

O ciclo de direitos que se abre em 2030 vai redefinir o controle do futebol brasileiro, agora com a CBF em busca de organizar a sua própria liga de clubes, enquanto estes buscam o controle do dinheiro que geram. A Globo chega a essa fase com menos controle sobre a distribuição, uma governança que valoriza as finanças e uma pressão para transformar escala em rentabilidade.

A empresa que ensinou o mercado brasileiro a vender televisão tenta provar que ainda sabe transformar atenção em valor, mesmo quando parte da audiência, da publicidade e da bola já corre por fora da sua grade.

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Acesso a clientes corporativos e mais: o que Musk enxergou na Cursor e o fez pagar US$ 60 bilhões

Elon Musk admitiu que a SpaceX fica atrás de rivais como OpenAI, Anthropic e até mesmo Google e modelos chineses de código aberto na corrida da inteligência artificial.

Ele agora tem um caixa de guerra de US$ 86 bilhões para ajudar a mudar isso. E o primeiro alvo é conseguir clientes corporativos que Musk espera que estejam dispostos a pagar grandes quantias para ter acesso às ferramentas e ao poder de computação da SpaceX.

A SpaceX fechou um acordo inteiramente em ações, no valor total de US$ 60 bilhões, para comprar o agente de codificação autônoma Cursor, uma startup de São Francisco que criou um produto usado pelos maiores laboratórios de IA e por empresas como Nvidia, British Airways e Deloitte.

A SpaceX se reestruturou nos últimos meses em torno do desejo de expandir suas capacidades de IA. Adquiriu a empresa controlada por Musk, a xAI, no início deste ano, o que trouxe para o grupo o assistente de chat Grok e o site de mídia social X (ex-Twitter), além de grandes data centers.

Em abril, a SpaceX disse que havia garantido a opção de comprar a Cursor. O grande prêmio que vem com a compra agora: um fluxo confiável de receita.

Antes de a SpaceX concluir a maior oferta pública inicial de todos os tempos no início de junho, Musk vendeu aos investidores sua visão de uma IA capaz de levar humanos para além da Terra e “permitir que a humanidade entenda o universo”.

Na terça-feira (16), ele exaltou o potencial da IA de eventualmente escrever e depurar código melhor do que qualquer humano.

“A IA alcançará programação no nível do Stockfish e uso generalizado de computadores”, disse Musk sobre o acordo com a Cursor, fazendo referência a um popular motor de xadrez capaz de derrotar os melhores jogadores humanos.

A SpaceX recentemente começou a alugar a capacidade de seus data centers para rivais como Anthropic e Google para gerar receita — uma estratégia oportuna, já que toda a indústria de IA enfrenta uma escassez de computação. Os negócios anunciados podem gerar US$ 26 bilhões por ano em receita entre 2027 e 2029.

A SpaceX também delineou planos de aumentar as contratações para atender às ambições de IA de Musk.

Durante reuniões pré-IPO com investidores em abril, executivos da SpaceX disseram que a empresa expandiria a equipe de vendas corporativas da xAI, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

Musk: decifrando o código

A Cursor compete com o Claude Code, da Anthropic, e com o Codex, da OpenAI, com uma ferramenta de desenvolvimento de software que ajuda empresas a escrever códigos mais rapidamente.

O produto dela permite que desenvolvedores alternem entre diferentes modelos de IA para autocompletar, editar e revisar linhas de código.

A empresa cresceu a um ritmo vertiginoso. Em 2025, as vendas anualizadas da empresa — uma extrapolação da receita dos próximos 12 meses com base nas vendas recentes — saltaram de US$ 100 milhões para US$ 1 bilhão. No início de junho, esse número disparou para US$ 4 bilhões, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto.

Mais da metade da receita da Cursor vem de clientes corporativos, e a Cursor espera continuar a se associar a outros provedores de modelos de IA, disse uma pessoa próxima da empresa.

O preço de compra da Cursor foi mais que o dobro da sua avaliação de US$ 29,3 bilhões em uma rodada de financiamento em novembro passado.

A aquisição pela SpaceX pode ajudar a preencher uma lacuna de liderança na xAI, já que Musk disse que a empresa precisava ser “reconstruída desde as fundações”.

A xAI demitiu funcionários, incluindo sua equipe fundadora. O CEO da Cursor, Michael Truell, é visto como uma estrela em ascensão na indústria de IA, em que a competição por talentos de ponta é acirrada.

“Tem muita coisa para fazer juntos. Animado para unir forças com a @SpaceX para construir IA útil”, escreveu Truell no X.

Quinto colocada na corrida da IA

Falando do banco das testemunhas em uma segunda ação judicial civil contra a OpenAI no mês passado, Musk classificou os principais modelos de IA, o que deixou explícito quanto trabalho a xAI tem pela frente para alcançar os rivais.

“A Anthropic seria atualmente a número um; a OpenAI seria a segunda maior; o Google provavelmente seria o terceiro maior; os modelos chineses de código aberto provavelmente seriam o quarto”, disse ele. “E a xAI seria a quinta.”

Embora a SpaceX domine – em seus negócios principais – de lançamentos de foguetes e internet via satélite (com a Starlink), a xAI estava perdendo dinheiro e tinha poucos clientes quando foi adquirida.

Um cliente-chave de IA, o Pentágono, tem enfrentado conflitos internos sobre a segurança do chatbot Grok da empresa, publicou o Wall Street Journal.

Esse é um problema muito grande, considerando o volume de investimento necessário para treinar modelos de IA, contratar engenheiros e construir infraestrutura de computação.

No ano passado, o negócio de IA gerou US$ 3,2 bilhões em receita, mas registrou US$ 6,4 bilhões em prejuízo, de acordo com documentos apresentados à Securities and Exchange Commission (SEC).

Os prejuízos também se acumularam no primeiro trimestre. O negócio gerou US$ 818 milhões em receita e US$ 2,5 bilhões no vermelho.

Também há limites sobre quanto a SpaceX pode gastar do caixa arrecadado no IPO em iniciativas de IA.

Parte dos recursos do IPO irá para pagar US$ 20 bilhões em dívidas de um empréstimo-ponte que a empresa contraiu em março. A SpaceX também anunciou bilhões de dólares em novos projetos, incluindo pelo menos US$ 55 bilhões para construir uma fábrica de chips no Texas, e planeja comprar espectro para o seu serviço Starlink.

Ainda assim, na visão de Musk, a oportunidade de mercado em IA é grande demais para ser ignorada. A SpaceX disse aos investidores antes do IPO que os produtos e serviços da empresa miram um mercado potencial de US$ 28,5 trilhões, que ela considerou o maior “da história humana”.

Produtos de IA representaram US$ 26,5 trilhões do total, e aplicações corporativas compunham a maior parte dos produtos de IA.

Analistas da Morningstar questionaram como a SpaceX calculou seu mercado potencial e estimaram que a avaliação implícita da empresa está bem abaixo dos níveis atuais de negociação.

Outros bancos, incluindo o Goldman Sachs e o Morgan Stanley — que ajudaram a coordenar o IPO da SpaceX — projetaram que a SpaceX estava pronta para um crescimento substancial impulsionado por IA. Ambas as firmas estimaram que a receita da SpaceX ficaria perto de 160 bilhões de dólares em 2028, mais de oito vezes os níveis de 2025.

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Produtos da Apple vão ficar mais caros. Quem avisa é o CEO

A Apple planeja aumentar os preços de seus produtos para compensar a disparada nos custos de chips de memória e armazenamento, disse o CEO Tim Cook em entrevista exclusiva ao The Wall Street Journal.

“Infelizmente, os aumentos de preço são inevitáveis”, afirmou. “Estamos fazendo o máximo para atenuar os enormes reajustes que estão sendo repassados a nós, e temos tentado proteger nossos clientes desses aumentos, mas a situação se tornou insustentável.”

Cook não deu detalhes sobre o prazo ou a magnitude dos aumentos previstos, nem sobre quais produtos serão afetados. O próximo grande lançamento da Apple deve ocorrer em setembro, com a linha iPhone 18, que deve incluir um novo modelo dobrável.

Reajustes para Macs e iPads podem vir antes disso. No mês passado, a empresa aumentou o preço inicial do Mac Mini fora do calendário habitual de lançamentos.

A demanda explosiva por chips de memória e armazenamento por parte de empresas de inteligência artificial elevou tanto os custos que a Apple precisaria repassar aumentos substanciais ao consumidor para preservar suas margens de lucro.

iPhone Air (Foto: Bloomberg)
iPhone Air vai ganhar versão com mais uma câmera traseira (Foto: Bloomberg)

Segundo estimativas da consultoria TechInsights, manter a margem atual no próximo iPhone Pro exigiria um acréscimo de cerca de US$ 270 ao preço do aparelho.

Chips de memória e armazenamento são componentes essenciais em praticamente todos os dispositivos eletrônicos — smartphones, laptops, consoles de videogame, equipamentos médicos e até automóveis. Mas agora os servidores de IA consomem volumes cada vez maiores desses componentes, deixando até uma empresa do porte da Apple em dificuldades para garantir fornecimento.

Desde o ano passado, quando Google, Microsoft, Meta e Amazon anunciaram aumentos expressivos em seus orçamentos de investimento em capital, os preços de chips de memória e armazenamento quadruplicaram. A TechInsights projeta que ambos sigam subindo até 2027.

A memória — chamada de DRAM — e o armazenamento — conhecido como NAND — funcionam como elementos de um escritório do século passado: a memória é a mesa de trabalho, que mantém à mão tudo o que o funcionário precisa para realizar uma tarefa; o armazenamento é o arquivo, onde fica guardado todo o restante. Nos smartphones, a memória DRAM roda os aplicativos em uso; o armazenamento NAND guarda fotos e vídeos, por exemplo.

Cook disse que os preços de memória e armazenamento são problemas para a empresa, mas concentrou suas críticas no mercado de DRAM, citando o crescimento das alocações destinadas à chamada memória de alta largura de banda, usada em servidores de IA.

“Há menos oferta num momento em que os consumidores querem dispositivos, e os fabricantes de memória estão repassando aumentos enormes”, disse Cook. “Precisamos que os preços e o fornecimento de memória voltem a níveis razoáveis para os produtos de consumo. É isso.”

Corrida por chips deixa Apple na fila

Três empresas dominam o mercado de DRAM: Samsung e SK Hynix, da Coreia do Sul, e Micron, dos Estados Unidos. No segmento de NAND, atuam essas mesmas três companhias, além de Kioxia e Sandisk. As ações dessas empresas — assim como seus lucros — dispararam nos últimos doze meses: os papéis de Micron e SK Hynix subiram mais de 800%, enquanto Kioxia e Sandisk acumulam alta de 4.600%.

As fabricantes de memória estão construindo novas fábricas: o Morgan Stanley prevê que a capacidade de produção de wafers de DRAM — os discos de silício nos quais os chips são gravados — crescerá 30% até 2027. Ainda assim, como os fornecedores priorizam a memória especializada para IA, os wafers destinados à eletrônica de consumo devem ficar até 15% abaixo da demanda, estima o banco.

A China tem campeões nacionais no setor de memória e armazenamento, mas restrições de segurança nacional exigiriam que empresas americanas obtivessem licenças para trabalhar com elas. Questionado se essas restrições deveriam ser flexibilizadas, Cook respondeu: “Acho que tudo precisa estar na mesa”, acrescentando: “Devemos analisar toda a oferta disponível.”

Outras empresas de PCs, consoles e smartphones já anunciaram reajustes, entre elas Hewlett-Packard, Dell e Nintendo. Um consórcio de associações do setor enviou recentemente uma carta aos secretários do Tesouro, Scott Bessent, e do Comércio, Howard Lutnick, reclamando da superalocação de memória para compradores de IA e pedindo ajuda para ampliar a oferta.

O Morgan Stanley estima alta de 15% nos preços de smartphones e PCs nos Estados Unidos neste ano. O impacto no índice de inflação ao consumidor deve ser limitado, já que esses produtos têm peso pequeno na cesta. Ainda assim, qualquer reajuste no popular iPhone tende a chamar atenção em Washington.

O problema é agravado pela necessidade da Apple de mais memória DRAM para suportar novos recursos de IA, incluindo uma versão reformulada da Siri anunciada na semana passada. A empresa também tem o hábito de usar upgrades de armazenamento NAND para turbinar os lucros, cobrando de US$ 100 a US$ 200 por incrementos adicionais que custam uma fração disso.

Na entrevista, Cook disse que a Apple está disposta a usar suas reservas de caixa para ajudar a ampliar a oferta de memória. “Estamos dispostos a usar nosso balanço para fazer parte da solução”, afirmou. “Claramente, mais capacidade é necessária.”

Cook não deu detalhes. Ainda não está claro como a Apple poderia igualar — quanto mais superar — as condições oferecidas pelas grandes empresas de nuvem para garantir suprimentos. Essas companhias estão firmando contratos de três a cinco anos com enormes adiantamentos em dinheiro, o que a Apple dificilmente toparia, dada sua longa tradição de disciplina financeira.

Cook descartou usar o caixa e o conhecimento da empresa em semicondutores para construir suas próprias fábricas de memória e armazenamento. “Não podemos fazer tudo”, disse. “Sabemos no que somos bons.”

A Apple gasta algumas dezenas de bilhões de dólares por ano em memória e armazenamento, segundo pessoas familiarizadas com seus custos, o que a torna uma das maiores clientes do mundo nesse mercado.

Historicamente, a empresa usou esse peso para arrancar os menores preços dos fornecedores, jogando uns contra os outros e deixando-lhes pouca margem de lucro. Com a chegada das empresas de IA ao mercado, a Apple passou a ter de esperar na fila.

Cook disse que, em toda a sua trajetória na cadeia de fornecimento de eletrônicos — da IBM à Compaq até a Apple —, nunca havia visto uma oscilação de preços de commodities como a dos últimos seis meses. “Isso é uma enchente centenária”, afirmou. “Nunca vi nada parecido em nenhuma área em mais de 40 anos.”

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Ibovespa Futuro sobe antes das decisões de juros no Brasil e EUA

O Ibovespa Futuro opera em alta nos primeiros negócios desta quarta-feira (17), com atenções voltadas para as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed), nos Estados Unidos, e do Comitê de Política Monetária (Copom). Às 9h06 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em junho subia 0,22%, aos 169.845 pontos.

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O Federal Reserve realiza sua primeira reunião sob o comando de Kevin Warsh e deve manter a taxa básica inalterada, em meioa uma inflação ainda elevada que limita o espaço para afrouxamento.

No Brasil, as atenções se voltam ao Copom, com o mercado projetando um corte de 0,25 ponto percentual da Selic, para 14,25%, embora uma pausa não esteja descartada diante da piora do cenário externo, da alta do petróleo e da deterioração das expectativas deinflação. O tom do comunicado será decisivo para calibrar as apostas dos próximos passos.

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro subia 0,02%, S&P Futuro avançava 0,02% e Nasdaq Futuro tinha alta de 0,32%.

Dólar, exterior e commodities

O dólar futuro operava com queda de 0,13%, aos R$ 5,100.

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente em alta nesta quarta, com o índice Nikkei 225, do Japão, atingindo um novo recorde histórico.

Os preços do petróleo operam em alta, apagando parte das perdas da sessão anterior, enquanto os investidores avaliavam o acordo de paz entre os EUA e o Irã.

As cotações do minério de ferro na China fecharam em baixa, com as fortes chuvas na China reduzindo a demanda por aço e insumos siderúrgicos, enquanto o sentimento também foi afetado por discussões em uma conferência do setor em Cingapura, que sugeriram que o apetite chinês por essas commodities dificilmente melhorará.

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One of legal's hottest startups is helping lawyers finally answer: Is the AI's work any good?

Two people stand on a quiet urban street lined with brick buildings, both facing the camera.
Ryan Daniels and John Sarihan.

Crosby

  • Billions of dollars are riding on the promise that artificial intelligence can absorb legal work.
  • Crosby, a tech-driven law firm, built a benchmark to measure how well models negotiate contracts.
  • Redline Bench is meant to help lawyers answer whether they can trust the technology's work.

Legal technology wants its vibe-coding moment. But first, it has to prove the tools can think like a lawyer.

Taking up the task is Crosby, a startup-meets-law-firm that sells basic legal services to companies, including Cursor and Rogo. On Wednesday, it released the Redline Bench, a tool built to measure how well artificial intelligence models perform real-world legal tasks, starting with contract review.

Software engineers have spent the past few years watching these systems get shockingly good at writing code and debugging errors. Now legal tech companies are chasing a similar prize: artificial intelligence that can review contracts, spot risks, and haggle terms faster and cheaper than lawyers.

But law has a problem that coding does not, says Ryan Daniels, a former in-house lawyer turned Crosby founder. "It's really hard to define 'good' or 'bad,'" he said.

Models can write code that either runs or breaks. Legal work is a murkier target. A sales contract can be edited, or "redlined," in lots of defensible ways, Daniels explains. A change that one lawyer sees as prudent, another might call too aggressive.

That ambiguity has become a headache for companies racing to automate legal work, from the scrappy neofirms to the model labs themselves. Anthropic has spent the past few months courting in-house lawyers with tools built for them. That push has been closely watched by investors. Earlier this year, Anthropic's new legal plugin stirred a sell-off in legal tech stocks.

Benchmarks are one of the main ways companies track progress. The labs building frontier models use them as stress tests, measuring whether a new system is better at tasks than the last one.

Coding has hundreds of benchmarks for evaluating models. But the legal industry still lacks a shared way to answer the question: Is the AI's work any good?

Crosby has been working on a new yardstick. The company pulled its engineers and lawyers into a tactical unit called Crosby Intelligence to build agents for Crosby's law firm and a benchmark to grade them against. That team includes engineer Sharan Ramjee, who worked on transformer models to sniff out fraud at Stripe, and Ross Weiser, a lawyer who joined from elite law firm Sullivan & Cromwell.

Two people in dark clothing walk together on a city sidewalk beside tall buildings.

Crosby

Crosby also partnered with Micro1, a company that helps model-makers recruit expert workers, to find more lawyers who could help define what counts as good legal work.

To build the benchmark, senior lawyers simulated software deals and marked the contract changes they considered most important at each stage of the negotiation. Those changes were turned into weighted criteria.

When Crosby runs a new test, it gives models the same contracts and asks them to make their own edits. Then a panel of three judges compares these redlines with the lawyer-built rubric. The judges vote pass or fail on each item, and the final score shows how often the models made the kinds of edits that lawyers considered important.

Redline Bench will be made public so any lab can put its models through Crosby's paces. Crosby also plans to regularly release reports tracking how major models compare.

The first release of the Redline Bench put ChatGPT 5.5 at the top of the heap, with a score of 50.5%, meaning the model's redlines matched half of the edits that lawyers prioritized. Gemini 3.5 Flash followed at 45.1%, and Claude Opus 4.8 scored 44.4%.

Crosby was able to test Anthropic's highly capable new model, Fable 5, only once before Anthropic pulled it off the shelves. The results were promising, with a score of 47.3%. When access is restored, Crosby will run the benchmark again and update it.

A man wearing earbuds smiles while working on a laptop from a couch in a quiet, sunlit office.
Ryan Daniels.

Crosby

Crosby isn't the only company trying to measure how the models stack up. Harvey, one of the best-funded legal startups, has released benchmarks for case law research and contract review.

Anthropic and OpenAI also build their own benchmarks to measure performance on real-world tasks. But Daniels said those results can be hard to trust. Over time, the labs eventually tune their systems to perform well on their own tests, he said.

The stakes are bigger than a scoreboard. Billions of investment dollars are riding on the promise that artificial intelligence can lower legal bills and absorb work that used to pile up on the general counsel's desk.

Lawyers will only use the tools if they trust them. Crosby wants to give them a reason to.

Read the original article on Business Insider

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Marca Needs, da RD, já fatura R$ 1,6 bilhão. Grupo vê espaço para triplicar receita

No mercado brasileiro de cuidados com a pele, marcas como Principia, Creamy e Sallve construíram audiência nas redes sociais e conquistaram espaço nas gôndolas das drogarias. Nas farmácias da RD Saúde, dona das bandeiras Raia e Drogasil e líder do setor, as três marcas perdem em vendas para uma linha vendida exclusivamente pela própria rede.

A Needs, criada em 2011 com a fusão da Raia e Drogasil, é hoje a segunda linha mais vendida no autosserviço farmacêutico, o segmento de produtos sem prescrição médica. Ela perde apenas para a Pampers, de fraldas da Procter & Gamble, segundo dados da IQVIA citados por Gustavo Milo, diretor de marcas próprias da RD Saúde.

“Me surpreendi com o tamanho da nossa marca própria, a importância que ela tem principalmente para o consumidor, a escala que ela tomou”, disse Milo à Bloomberg Línea. O executivo assumiu o posto no ano passado após passagens pela Centauro, do Grupo SBF (SBFG3), PepsiCo e Reckitt.

A Needs faturou cerca de R$ 1,6 bilhão em 2025, com projeção de dobrar ou triplicar até 2030, segundo o executivo. A linha divide ainda gôndola com Neutrogena, Nivea, La Roche-Posay e Eucerin. A RD Saúde (RADL3) encerrou março de 2026 com 3.614 farmácias, conforme o balanço do primeiro trimestre.

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Em 2025, a RD Saúde registrou receita bruta de R$ 47,6 bilhões, alta de 13,9% sobre 2024, e de R$ 12 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 20,4% sobre o mesmo período, conforme relatórios da companhia. Sobre essa base em expansão, a Needs representa cerca de 5% da receita total, segundo a IQVIA.

Leia também: GPA vende participação na Stix, programa de fidelidade, à RD Saúde por R$ 23 milhões

Há espaço para ampliar essa fatia, na avaliação da RD Saúde. A participação de marcas próprias no varejo brasileiro é de cerca de 1% das vendas totais, ante 60% na Holanda, 27% na República Tcheca e 4% no Peru, conforme Milo.

A margem bruta da Needs fica entre 14 e 15 pontos percentuais acima das demais categorias da rede, conforme dados divulgados em evento para investidores pela companhia e confirmados pelo executivo.

A velocidade de desenvolvimento distingue a Needs das marcas da indústria. No setor, o lançamento de um produto leva de três a cinco anos, prazo ditado pelo investimento em maquinário e infraestrutura fabril própria, segundo Milo.

A Needs coloca novidades nas gôndolas em oito a dez meses porque opera sob um modelo diferente: em vez de construir capacidade industrial, a RD Saúde aciona fornecedores já instalados no mercado para desenvolver os produtos sob a marca da rede.

“Olhamos os fornecedores disponíveis e tentamos fazer com que eles nos ajudem a desenvolver esses produtos”, disse.

Leia também: Pague Menos recusa farmácias de supermercados e questiona alcance de nova lei

A lógica é identificar categorias sem cobertura da marca e entrar nelas. A linha SOS Acne, lançada em 2025 para adolescentes e jovens adultos, seguiu esse caminho.

Aposta na sazonalidade das cápsulas

As coleções de edição limitada que a Needs denomina “cápsulas sazonais”, com prazo definido de comercialização, sustentam o ritmo de vendas.

Em 2026, a marca lançou as coleções “Summer Vibes”, inspirada no verão, e “Hype Glow”, no período de Carnaval. A linha “Pão de Mel”, com nove produtos entre hidratante corporal, sabonete líquido e body splash, é a terceira cápsula sazonal do ano.

O objetivo de venda de cada cápsula é três meses, mas a Pão de Mel vendeu em dez dias o volume projetado para um mês, segundo Milo.

“Esse tipo de cápsula gera um senso de urgência. Se eu não aproveitar isso agora, não aproveito mais. E você só encontra no nosso canal”, disse Milo.

Leia também: L’Oréal surpreende com vendas acima das projeções, com impulso de skincare e beleza

Nas farmácias da rede, a Needs é a mais vendida entre Principia, Creamy, Sallve e Ollie, marcas de proteção solar com produtos que combinam skincare e maquiagem, segundo o executivo.

A chegada às drogarias dessas marcas impulsionadas por vídeos de influenciadores digitais nas redes sociais, na avaliação de Milo, acelerou a necessidade de inovar.

A Needs é a principal linha do portfólio exclusivo da RD Saúde, que inclui ainda bwell, de saúde e bem-estar, Natz, de produtos naturais, Nutrigood, de snacks, e Caretech, de equipamentos de monitoramento, conforme o site da companhia.

O conjunto de linhas exclusivas da RD Saúde passou de 5,6% do autosserviço em 2019 para 9% em 2025, conforme relatório do banco UBS BB de outubro de 2025.

O banco UBS BB avalia que a expansão de marcas próprias da RD Saúde é “alavanca fundamental para reforçar a competitividade” no segmento de higiene e cuidados pessoais, além de sustentar a expansão de margens.

A Needs lidera vendas em proteção solar e em categorias como primeiros socorros e cuidados com a pele, segundo Milo. No ranking da indústria farmacêutica como um todo, que inclui medicamentos com prescrição, segmento em que a Needs não atua, a linha figura na nona posição em faturamento, conforme dados citados pelo executivo.

Para os próximos 12 meses, Milo elencou três frentes: motivar as equipes internas a recomendar os produtos, melhorar a presença nas gôndolas físicas e digitais, e acelerar o ritmo de lançamentos.

“Uma das razões pela qual o cliente volta à nossa farmácia é porque ele encontra a nossa marca própria”, disse Milo. Três ou quatro novas cápsulas sazonais estão no plano. Os temas, o executivo não revela.

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Margem bruta da Needs fica entre 14 e 15 pontos percentuais acima das demais categorias da rede. (Foto: Divulgação/RD Saúde)
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# XAU/USD (Ouro Spot) – Gráfico de 45 Minutos

# XAU/USD (Ouro Spot) – Gráfico de 45 Minutos

Gold / U.S. Dollar FOREXCOM:XAUUSD

### Visão Geral da Estrutura de Mercado

No período de 45 minutos, o XAU/USD mantém uma estrutura de mercado altista após um forte movimento impulsivo de alta iniciado na importante zona de demanda e bloco de ordens (Order Block) localizada entre **4.050 e 4.115**. Após essa recuperação significativa, o preço estabeleceu uma sequência de **máximos e mínimos ascendentes**, confirmando a transição da pressão vendedora para o controle dos compradores.

O gráfico também destaca uma anterior **Quebra da Estrutura de Mercado (Market Structure Break – MSB)** para cima, que serviu como confirmação de que os compradores retomaram o controle após o prolongado movimento de queda. Desde então, o ouro continua sendo negociado acima de importantes níveis de suporte estrutural enquanto consolida próximo das máximas recentes.

### Principais Observações Técnicas

* O grande bloco de ordens altista permanece intacto e continua atuando como a principal zona de suporte.
* O preço defendeu com sucesso mínimos cada vez mais altos durante o avanço recente, demonstrando interesse contínuo dos compradores.
* A ação do preço está formando atualmente uma zona de consolidação de curto prazo entre **4.325 e 4.350**, sugerindo acumulação em vez de pressão vendedora agressiva.
* A ausência de uma continuação baixista significativa abaixo dessa consolidação aumenta a probabilidade de uma nova expansão de alta.
* Os recuos recentes permaneceram relativamente rasos, refletindo condições saudáveis para a continuação da tendência altista.

### Cenário Altista

Se os compradores mantiverem o controle acima da zona de suporte **4.300–4.315**, o XAU/USD poderá concluir a atual fase de consolidação e iniciar uma nova perna de alta.

O cenário projetado sugere:

1. Um pequeno recuo corretivo em direção ao suporte mais próximo.
2. Renovação da pressão compradora a partir da zona de demanda.
3. Rompimento da resistência da consolidação.
4. Continuação do movimento em direção à próxima zona de liquidez entre **4.370 e 4.380**, alinhada ao objetivo de Take Profit destacado no gráfico.

### Risco Baixista

Um rompimento sustentado com fechamento abaixo de **4.300** enfraqueceria a perspectiva altista e poderia desencadear uma correção mais profunda em direção a níveis inferiores de suporte. No entanto, enquanto o preço permanecer acima dos mínimos recentes, a estrutura de curto prazo continuará favorecendo os compradores.

### Conclusão

O XAU/USD permanece tecnicamente altista no gráfico de 45 minutos. A forte reação a partir da zona de demanda institucional, a confirmação da quebra da estrutura de mercado para cima e a consolidação contínua acima dos principais suportes sugerem que o mercado pode estar se preparando para uma nova fase de valorização. Os traders devem monitorar atentamente a atual faixa de consolidação, pois uma defesa bem-sucedida do suporte poderá abrir caminho para um movimento em direção à **zona de resistência dos 4.370** nas próximas sessões de negociação.

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Senado blinda orçamento das agências de cortes e acirra disputa com governo

plenário do senado federal (Foto: Jonas Pereira/Agência Senado)

Brasília – Após um movimento de pressão em várias frentes no Congresso Nacional, o Senado avançou na terça-feira, 16 de junho, com um projeto de lei que blinda integralmente o orçamento das 11 agências reguladoras federais. E aprofundou o acirramento com o governo nessa seara. Primeiro, a Comissão de Infraestrutura do Senado (CI) aprovou projeto […]

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Selic: gestores da Faria Lima cravam juros altos por mais tempo, aponta pesquisa; confira

As expectativas para as taxas de juros permanecem tão firmes quanto alguns goleiros desta Copa do Mundo. Essa opinião foi coletada pela pesquisa da série Os Melhores Fundos de Investimentos, da Empiricus Research.

A pesquisa buscou entender a visão de 30 gestores de multimercados sobre o nível da taxa Selic, para os próximos três anos e no longo prazo.

Leitura da Selic para 2026 e 2027 piora

As opiniões dos gestores, que somam mais de R$ 160 bilhões de patrimônio líquido em suas estratégias da classe, estão representadas em dot plot (gráfico de pontos), como é possível observar abaixo.

O modelo de gráfico em dot plot é tradicionalmente usado nos EUA para representar as projeções de cada membro do FOMC para a taxa básica de juros dos EUA.

Analisando a percepção do Brasil, o analista Alexandre Alvarenga comenta: “O dot plot veio mais duro ao longo de toda a curva para a taxa brasileira. A mediana para 2026 subiu de forma relevante e sugere menos espaço para cortes no curto prazo.”

O gráfico aponta que predomina entre os gestores a percepção de uma Selic entre 14,00% e 14,25% ao final do ano.

Além disso, Alvarenga também nota que houve uma piora na leitura para 2027 e no longo prazo, indicando que o mercado passou a embutir uma Selic estruturalmente alta por mais tempo, em linha com uma inflação ainda desconfortável e maior cautela com a convergência do juro real.

“O descolamento em relação ao Boletim Focus reforça a mensagem de prêmio de risco mais elevado na precificação dos juros. O movimento não é só de revisão no curto prazo, mas também no longo prazo”, reforça Alvarenga.

Na segunda-feira (15), o Focus elevou a estimativa para a taxa Selic ao fim do ano de 13,50% para 13,75%.

“No Brasil, pioraram de forma clara as leituras sobre inflação e fiscal. A combinação de inflação ainda pressionada, dúvidas sobre a trajetória das contas públicas e menor espaço para afrouxamento monetário manteve o ambiente mais difícil para ativos locais”, afirma o analista.

Além dos juros brasileiros, a pesquisa da Empiricus também se aprofundou na percepção dos gestores sobre os juros dos EUA e o pontos relevantes sobre o sentimento macroeconômico e a percepção do nível de risco.

“O dotplot americano ficou mais hawkish no médio prazo. A mediana para 2026 subiu de forma relevante, sugerindo menos cortes no horizonte próximo, enquanto 2027 e 2028 também avançaram, o que indica maior disposição do FOMC (Comitê de política monetária dos EUA) em manter a taxa acima do nível neutro por mais tempo”, comenta Alvarenga.

Diante dessa deterioração do quadro inflacionário, Alexandre Alvarenga e a equipe de analistas da Empiricus Research seguem diariamente se debruçando sobre os principais eventos e indicadores econômicos.

É com base nesses estudos que eles conseguem montar carteiras de investimento atualizadas para o investidor ter a chance de buscar lucros nesse cenário.

Carteiras que já valorizaram até 545%: veja o que vai encontrar no ‘streaming’ da research

Mesmo diante de um cenário ainda turbulento por fatores econômicos e geopolíticos, os analistas da Empiricus Research seguem buscando oportunidades de investimento. Seja na bolsa de valores ou em outras classes de investimento, o objetivo é que o investidor brasileiro consiga posicionar seu portfólio no panorama atual de forma a mitigar prejuízos e otimizar as chances de lucros.

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Análise do Ouro: Consolidação em Níveis Elevados no Meio de Múlt

Análise do Ouro: Consolidação em Níveis Elevados no Meio de Múlt

Gold / U.S. Dollar FOREXCOM:XAUUSD

Análise do Ouro: Consolidação em Níveis Elevados no Meio de Múltiplos Fatores ⚖️, Foco nas Diretrizes de Decisão da Fed 📍

Na terça-feira (16 de junho), no início da sessão asiática, o ouro à vista estabilizou em torno dos 4.318 dólares/oz após um forte máximo durante a noite, seguido de uma correção 💰. O mercado está a entrar em modo de espera antes de eventos políticos importantes, com compradores e vendedores a travar uma batalha feroz nesta região 🥊.

Fundamentos: Ambiente Macroeconómico Mais Flexível 🌤️, As Expectativas Políticas Dominam o Sentimento de Curto Prazo 🎯 A recente volatilidade nos preços do ouro resulta de uma alteração na lógica macroeconómica. Progressos substanciais no acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irão 🤝 aliviaram significativamente o prémio geopolítico no Médio Oriente, como evidenciado pela breve queda dos preços do petróleo abaixo dos 80⛽ dólares. A queda dos custos de energia e um ligeiro declínio no índice do dólar americano enfraqueceram conjuntamente as expectativas do mercado de inflação e taxas de juro elevadas 📉. A ferramenta FedWatch do CME Group mostra que a probabilidade de um aumento da taxa de juro por parte da Fed em Dezembro desceu de quase 70% na semana passada para 57% ⬇️.

No entanto, a principal preocupação do mercado centra-se agora nas perspetivas para a política monetária 🏦. A reunião da Fed desta semana (16 e 17 de junho) será a primeira apresentação de política monetária do novo presidente Warsh 🎙️, e as suas declarações sobre a trajetória da taxa de juro serão uma variável fundamental para determinar a direção dos preços do ouro a médio prazo 🔑. O mercado espera geralmente que as taxas de juro permaneçam inalteradas em 3,5% a 3,75%, mas ainda há cerca de 56% de probabilidade de um aumento da taxa antes do final do ano, o que significa que qualquer alteração na redação das declarações pode desencadear uma volatilidade significativa 🌊.

Além disso, existem fatores estruturais de suporte no contexto macroeconómico 🏗️. O anúncio de Singapura sobre o estabelecimento de um sistema de compensação de ouro de balcão e o lançamento de serviços de custódia de ouro pelo banco central reflecte uma reafirmação do estatuto estratégico do ouro na Ásia 🇸🇬, o que deverá impulsionar a procura física a médio e longo prazo 📈. A subida do Nasdaq e o fecho recorde do Dow Jones, refletindo uma recuperação do apetite pelo risco 📊, não competiram diretamente com o ouro. Em vez disso, destacaram a resiliência do ouro no seu duplo papel de porto seguro e moeda 🛡️.

Análise Técnica: Recuperação Encontra Resistência Chave 🚧, Pressão Corretiva de Curto Prazo Surge ⚠️ Observando a ação do preço de ontem (15 de junho), os preços do ouro abriram em alta e subiram brevemente para US$ 4.369/oz 🚀, mas encontraram forte pressão vendedora, resultando em um candle de alta com uma longa sombra superior 📉, sugerindo forte pressão vendedora acima e um enfraquecimento temporário do ímpeto de alta de curto prazo 😓.

No gráfico diário 🗓️, os preços do ouro recuperaram durante três dias consecutivos, corrigindo em certa medida a fraqueza anterior. No entanto, após a expansão da recuperação, o preço está a aproximar-se de uma área de resistência chave:

Resistência de curto prazo: 4.365 dólares/oz (nível de retração de Fibonacci de 0,618) 🚩.

Resistência a médio prazo: Cerca de 4.440 dólares/oz (próximo da linha de tendência de baixa de 4 horas e da linha superior do canal) ⛰️.

O gráfico de 4 horas ⏰ mostra que o preço ainda está dentro do canal de tendência de baixa desde o máximo, e a recuperação atual é uma confirmação da resistência do canal. No gráfico de 1 hora ⏱️, os indicadores técnicos mostram que o indicador KDJ cruzou de um nível alto e recuou para a área intermédia, e as barras vermelhas de momentum do MACD continuam a encurtar, indicando a necessidade de uma maior consolidação técnica no curto prazo 💤.

Avaliação chave 🔍: Os preços de fecho nos próximos dois dias são cruciais. Se os preços do ouro subirem e recuarem na área de resistência, fechando abaixo dos 4.200 dólares 📉, isso confirmará o fim da recuperação, e o mercado poderá voltar a testar o suporte mínimo anterior 🕳️. Por outro lado, se a decisão da Fed emitir um sinal mais moderado do que o esperado 🕊️, os preços do ouro poderão romper a banda atual 🚀.

Perspetiva Geral e Referência Estratégica 📝 Em síntese, os fundamentos estão num período de transição entre o "afrouxamento geopolítico" e a "observação da política monetária" ⏳. Os preços do ouro libertaram-se temporariamente da lógica unilateral impulsionada pelo conflito e passaram a apresentar um padrão de consolidação a níveis elevados 🎢, influenciado tanto pelas expectativas das taxas de juro como pelas necessidades de alocação estratégica.

Estratégia de Negociação Principal 💡: Antes de o principal evento de risco (decisão da Reserva Federal) ser resolvido, pode ser mantida uma estratégia de negociação dentro de uma gama de preços, com foco em posições curtas leves em níveis de resistência chave, com uma gestão rigorosa de risco 🛑.

Estratégia de Referência Específica (baseada nos níveis técnicos atuais) 📌:

Estratégia de Posição Vendida 🟥:

Se os preços do ouro recuperarem para cerca de 4.380-4.360 dólares, considere as posições curtas leves em lotes, com stop-loss acima dos 4.380 dólares 🛑. O alvo inicial é a área de 4.300-4.280 dólares, e uma quebra acima deste nível pode sustentar o preço até 4.240 dólares 🎯.

Estratégia de Posição Comprada 🟩:

Se os preços do ouro recuarem para a zona de suporte dos 4.230-4.240 dólares e estabilizarem, poderá tentar-se uma pequena posição longa, com um stop-loss abaixo dos 4.220 dólares 🛡️. O target é de 4.280-4.300 dólares, e uma quebra acima deste nível pode levar a uma posição de manutenção até cerca de 4.330 dólares 🎯.

⚠️ Aviso de Risco: Todas as operações devem controlar rigorosamente o tamanho da posição e definir ordens de stop-loss. A volatilidade do mercado pode intensificar-se face a grandes acontecimentos noticiosos, como a decisão da Fed e os desenvolvimentos geopolíticos; esteja atento a movimentos extremos do mercado desencadeados por eventos imprevistos 🌪️. Com um cenário noticioso complexo e variado, os traders devem concentrar-se na ação do preço e na confirmação dos níveis-chave, evitando serem influenciados pelo sentimento de curto prazo 🧘.

A análise acima é apenas para referência e não constitui aconselhamento explícito de investimento. 💭 Se concorda com a análise macro e técnica combinada, faça like 👍 e deixe um comentário 💬 para partilhar a sua opinião. O mercado é imprevisível; vamos manter a racionalidade e gerir o nosso timing. 🌹

(As estratégias são sensíveis ao tempo. Para atualizações em tempo real e ajustes intradiários, continue a acompanhar e a participar em discussões aprofundadas.) 📲

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Bitcoin e criptomoedas avançam após Japão elevar juros ao maior nível em 31 anos


O bitcoin (BTC) e as principais criptomoedas ampliam os ganhos nesta terça-feira (16), mesmo após o Banco do Japão (BoJ) elevar sua taxa básica de juros para 1%, o maior patamar em 31 anos.

A decisão foi tomada por causa das pressões inflacionárias enfrentadas pelo país, agravadas pela alta do preço do petróleo em meio aos conflitos no Oriente Médio.

Em teoria, juros mais elevados no Japão tendem a pressionar ativos de risco, como ações e criptomoedas, assim como costuma ocorrer quando o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), aumenta suas taxas de juros.

Desta vez, porém, o mercado reagiu de forma positiva. Isso porque o Banco do Japão anunciou também a suspensão da redução gradual de suas compras de títulos públicos, sinalizando que continuará oferecendo suporte à liquidez da economia.

A avaliação dos investidores é que a autoridade monetária japonesa busca equilibrar o combate à inflação com a sustentação da atividade econômica, evitando um aperto monetário mais agressivo.

Com isso, o bitcoin é negociado na faixa dos US$ 66 mil, com alta de 1,11%. O ethereum (ETH) avança 3,44%, para a região dos US$ 1.700, enquanto a solana (SOL) sobe 4,55%, sendo negociada próxima dos US$ 75.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 8h.

Bitcoin (BTC):  +1,11%, US$ 66.543,19

Ethereum (ETH): +3,44%, US$ 1.797,63

BNB (BNB): -0,24%, US$ 613,56

XRP (XRP): +4,36%, US$ 1,23

Solana (SOL): +4,55%, US$ 74,84

Outros destaques do mercado cripto

Juntos por Cripto no Brasil. Vai rolar nesta semana o lançamento do movimento Juntos por Cripto no Brasil, versão nacional da Stand With Crypto, uma organização que defende regulamentações mais claras para o mercado de criptomoedas. O objetivo do grupo é mobilizar usuários de moedas digitais para participar do debate regulatório e pressionar os legisladores por um ambiente mais favorável. A meta é alcançar 100 mil apoiadores antes das eleições.

Mapa das stablecoins. A startup brasileira Lumx colocou no mercado o Stable Operator Map, um mapa colaborativo que reúne firmas que operam com stablecoins na América Latina. A proposta é funcionar como um diretório aberto do setor, com participação gratuita e critérios públicos para inclusão. O mapa estreia com dezenas de empresas já listadas, entre elas Bitso, Bridge, Crossmint e Fireblocks.

SpaceX no mundo cripto. A estreia da SpaceX na Nasdaq movimentou não apenas Wall Street, mas também o mercado cripto. No dia do IPO, o contrato perpétuo ligado às ações da empresa na exchange descentralizada Hyperliquid registrou US$ 1,4 bilhão em volume negociado, quase 30% de toda a movimentação desses mercados. O interesse foi tão grande que o token HYPE avançou cerca de 10% no mesmo dia.

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XAU/USD (Ouro Spot) –

XAU/USD (Ouro Spot) –

Gold / U.S. Dollar FOREXCOM:XAUUSD

### Visão Geral da Estrutura de Mercado

No gráfico diário, o XAU/USD apresenta sinais de uma possível recuperação altista após um período prolongado de correção a partir das máximas anuais. A recente pressão vendedora levou o preço para uma importante zona de suporte entre **4.100 e 4.150**, onde os compradores entraram de forma agressiva, rejeitando níveis mais baixos.

A forte vela de rejeição altista formada nessa região sugere que a procura continua sólida, aumentando a probabilidade de uma recuperação de médio prazo.

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### Principais Observações Técnicas

#### Zona de Suporte Mantém-se Forte

A zona de suporte destacada entre **4.100 e 4.150** provou ser uma área crítica de procura. O preço reagiu de forma expressiva a partir dessa região, produzindo uma recuperação significativa e confirmando a presença de compradores ativos.

Enquanto o mercado permanecer acima deste suporte, o cenário de recuperação altista continuará válido.

#### Possível Formação de um Fundo Mais Alto

Após o primeiro movimento de recuperação, a ação do preço sugere a possível formação de um fundo mais alto acima do suporte. Caso os compradores consigam defender os recuos dentro da zona de entrada indicada, a estrutura de mercado poderá evoluir gradualmente de uma correção baixista para uma fase de recuperação altista.

O cenário projetado no gráfico mostra um período de consolidação seguido por uma possível continuação do movimento ascendente.

#### Zona de Resistência e Alvo

A próxima zona de resistência relevante encontra-se entre **4.550 e 4.620**. Esta área atuou anteriormente como suporte antes de ser rompida para baixo e agora poderá funcionar como resistência.

Uma continuação do impulso comprador poderá levar o preço para esta região, onde é provável o surgimento de realização de lucros e aumento da pressão vendedora.

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### Cenário Altista

Se os compradores mantiverem o controlo acima da zona de suporte:

* Poderá formar-se um fundo mais alto acima de 4.150.
* O momentum altista poderá fortalecer-se gradualmente.
* Um rompimento acima dos máximos de curto prazo confirmará a continuação da tendência de alta.
* O mercado poderá avançar em direção à **zona de resistência entre 4.550 e 4.620**, que representa o principal objetivo altista.

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### Cenário de Risco Baixista

Apesar da recuperação atual, a tendência geral continua corretiva enquanto níveis de resistência mais importantes não forem recuperados.

Um fecho diário abaixo de **4.100** invalidaria o cenário altista e indicaria que os vendedores continuam a dominar o mercado. Nesse caso, poderá ocorrer uma extensão da queda em direção a níveis de suporte inferiores.

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### Perspetiva de Negociação

A atual configuração técnica favorece uma **recuperação altista a partir de uma importante zona de suporte**, com o risco claramente definido abaixo do último mínimo relevante. Os participantes do mercado irão acompanhar atentamente se o preço consegue manter fundos mais altos e desenvolver impulso suficiente para testar a **zona de resistência entre 4.550 e 4.620**.

**Viés:** Altista
**Suporte:** 4.100 – 4.150
**Zona de Entrada:** 4.150 – 4.220
**Zona-Alvo:** 4.550 – 4.620
**Invalidação:** Fecho diário abaixo de 4.100
**Perspetiva:** Recuperação altista construtiva em direção à resistência enquanto o suporte permanecer intacto.

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Nos EUA, briga dos iogurtes proteicos vai para a Justiça

A subsidiária americana da Danone entrou com uma ação contra a Chobani em um tribunal federal dos Estados Unidos nesta segunda-feira, alegando que a rival está comercializando de forma irregular a quantidade de proteína presente em cada porção de seu iogurte.

O processo, ajuizado no Distrito Sul de Nova York, afirma que a Chobani manipula o tamanho da porção indicado na embalagem de 32 onças (cerca de 907 gramas) de seu iogurte para aparentar um teor de proteína comparável ao do Oikos Pro, da Danone. Segundo a empresa francesa, isso induz os consumidores a acreditar que os produtos têm densidade proteica semelhante — quando, na prática, o Oikos Pro contém mais proteína por onça.

LEIA MAIS: Marcos Molina, da Sadia, diz que Ozempic já está mudando o consumo: ‘é o Natal da proteína’

A demanda dos consumidores por proteína varreu a indústria alimentícia, impulsionada em parte pelo número crescente de pessoas que usam medicamentos para perda de peso à base de GLP-1. A proteína está sendo adicionada a tantos alimentos que já há escassez de proteína de soro de leite (whey).

O iogurte é uma fonte popular de proteína, e Danone US e Chobani são as duas maiores fabricantes do produto em volume de vendas domésticas, de acordo com a ação judicial. A Danone aponta irregularidades tanto nas embalagens maiores quanto nas menores da Chobani.

Chobani, marca de iogurte americana (Foto: Bloomberg)
Chobani, marca de iogurte americana (Foto: Bloomberg)

No processo, a Danone argumenta que 150 gramas (5,3 onças) é há muito tempo considerado o tamanho padrão de uma porção individual de iogurte nos EUA, e que nos últimos anos 20 gramas de proteína por porção se tornaram um limiar decisivo para o consumidor na hora da compra. A embalagem individual de iogurte rico em proteínas da Chobani tem 6,7 onças (cerca de 190 gramas).

Todos os produtos da linha Oikos Pro têm pelo menos 20 gramas de proteína por porção, segundo o processo. A Danone afirma ter investido no desenvolvimento de tecnologias especializadas para remover água e lactose do leite e concentrar as proteínas caseína e whey — o que permitiu à empresa atingir ou superar esse limite de 20 gramas.

A Danone ainda alega que a Chobani consegue praticar preços mais baixos do que o Oikos Pro porque seu produto é mais barato de fabricar.

“Se o produto da Chobani fosse nomeado, rotulado e comercializado de forma verdadeira, os consumidores não o enxergariam como uma alternativa viável ao Oikos Pro na categoria de iogurte ultrarico em proteínas”, escreveu a Danone em sua queixa.

A Chobani não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário. Em seu site, a empresa afirma que seu processo de coagem extra permite produzir iogurte rico em proteínas sem necessidade de adicionar suplementos proteicos em pó ou ingredientes artificiais.

@investnewsbr

A febre da proteína tomou conta dos supermercados e do prato do brasileiro. Essa mudança de comportamento está obrigando Nestlé, JBS, Seara e Danone a redesenhar seus produtos. proteína #alimentaçãosaudável

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Fox compra a Roku, empresa de tecnologia que transforma TVs em plataformas de streaming, por US$ 22 bilhões

A Fox concordou em adquirir a Roku em um acordo que avalia a empresa em cerca de US$ 22 bilhões, incluindo dívida, criando um novo gigante da televisão que controlará conteúdo e distribuição e permitirá competir de forma mais eficiente com grandes plataformas de streaming no mercado de publicidade.

O acordo combinará os canais de esportes, notícias e entretenimento da Fox incluindo o Tubi, gratuito e financiado por anúncios, com a plataforma da Roku, que conta com mais de 100 milhões de assinantes, segundo comunicado divulgado na segunda-feira (15).

A aquisição criará o terceiro maior player do mercado de TV dos EUA em participação de audiência, com distribuição que abrange TV aberta, TV a cabo, canais locais e streaming. A união do Tubi com a Roku cria uma potência em streaming gratuito suportado por publicidade, em um momento em que os espectadores migram cada vez mais para o consumo sob demanda.

“Essa combinação vai transformar o escopo da nossa empresa em verticais de alto crescimento e gerar uma mudança significativa no nosso perfil geral de crescimento”, disse Lachlan Murdoch, CEO da Fox, no comunicado.

Segundo os termos do acordo, a Fox pagará US$ 96 em dinheiro e 0,9693 ação Classe A da Fox por cada ação da Roku. A parcela em ações equivale a US$ 64 por ação da Roku, com base na média ponderada dos últimos 10 dias das ações da Fox até 10 de junho. As ações da Roku subiram 20% na sexta-feira após reportagem da Bloomberg sobre as negociações. Já na segunda-feira, os papéis da empresa avançavam cerca de 1% no pré-mercado, enquanto as ações da Fox caíam 13%.

Os dispositivos de streaming da Roku ajudaram a inaugurar a era do entretenimento doméstico digital, permitindo que usuários assistam conteúdos de aplicativos como Netflix e HBO Max diretamente na TV, transformando qualquer aparelho em uma smart TV. A empresa também vende TVs próprias, projetores e opera seu próprio canal de streaming. Seus dispositivos são usados por “mais da metade das residências com banda larga nos EUA”, segundo comunicado de abril.

A maior parte da receita da Roku vem de publicidade digital e distribuição de serviços de streaming, enquanto a venda de dispositivos representa uma fatia menor. O segmento de plataforma gerou US$ 4,1 bilhões, ou 87,5% da receita total no último ano.

A combinação com a Fox deve melhorar a capacidade de segmentação de campanhas publicitárias, à medida que os orçamentos continuam migrando da TV tradicional para o streaming. A Fox comprou o Tubi em 2020 para fortalecer seu negócio de streaming, que desde então se tornou um importante motor de crescimento.

O acordo deve ser concluído no primeiro semestre de 2027. A Fox recebeu US$ 12 bilhões em financiamento-ponte totalmente comprometido do Morgan Stanley Senior Funding para a transação.

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Neo-excepcionalismo americano

Panorama da Semana

O mundo à espera de duas decisões

Na semana que passou, o Estreito de Hormuz voltou a ditar o ritmo dos mercados globais. Rumores de um possível cessar-fogo de dois meses derrubaram o barril de petróleo para US$ 87, menor nível desde abril, mas a inflação nos países desenvolvidos não acompanhou o alívio, e os bancos centrais chegam à semana mais importante do calendário sem margem para relaxar.

Estados Unidos

A narrativa do Fed entrou num capítulo novo. Kevin Warsh assume o comando do FOMC na reunião de quarta com a mudança que o mercado ainda não sabe decifrar. O que se sabe é o que ele vai manter os juros e remover o viés de queda do comunicado.

O CPI de maio trouxe algum conforto, mas o core PCE segue subindo, com estimativa de 3,4% anualizado. O dot plot deve migrar da mediana de um corte em 2026 para manutenção, com dois ou três membros sinalizando alta. Warsh herdou um Fed que prometeu mais do que entregou no ciclo desinflacionário, e a coletiva de imprensa será o primeiro teste real de como ele pretende contar essa história.

Brasil

O Copom chega à reunião de quarta em posição desconfortável. O IPCA de maio acelerou para 4,72% em doze meses, acima do teto da meta, puxado por alimentos e bens industriais. O núcleo deu um respiro, desacelerando para cerca de 5,0% em 3m/saar, mas serviços intensivos em trabalho ainda rodam perto de 7,5% na mesma métrica.

O mercado aposta que o comitê deve cortar 25 bps e levar a Selic a 14,25%, mas o comunicado deve ser duro como contrapeso ao corte.

Com fiscal expansionista, câmbio menos favorável e Oriente Médio sem resolução, Galípolo e equipe precisarão explicar por que ainda cortam sem soar como se ignorassem a realidade.

Calendário da Semana


Gostando da leitura? Increva-se


Rentabilidade das principais classes

Fluxo de capital estrangeiro B3


De olho nos gráficos

Ibovespa [IBOV]

O Ibovespa dá sinais de que pode estar tentando encontrar fundo na região dos 168.200 pontos, ensaiando movimentos de alta nos últimos pregões. Para Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o nível a observar agora é o dos 175.000 pontos. "Acima dessa região, vejo grande probabilidade do mercado voltar a subir até pelo menos os 183.000 pontos", afirmou. Caso o suporte dos 168.000 pontos seja perdido, Borges aponta a zona entre 166.000 e 156.000 pontos como a janela de compra a ser monitorada — faixa já comentada nas semanas anteriores. O analista, porém, mantém viés construtivo no curto prazo, uma vez que algumas ações já apresentam boas regiões de entrada para os próximos dias.

Aura Minerals [AURA33]

A Aura Minerals é um dos destaques da semana na avaliação de Borges, que vê oportunidade de compra no ativo. O papel saiu de uma máxima próxima aos R$ 181,00 e recuou até os R$ 90,00, movimento que o analista interpreta como a captura de liquidez de fundos anteriores e a formação de um suporte relevante. "Vejo grande probabilidade de que o ativo tenha encontrado fundo e agora tem uma bela oportunidade de compra nas próximas semanas", disse. O alvo projetado por Borges é a região dos R$ 117,00.

Bitcoin

O Bitcoin segue o roteiro baixista sinalizado nas últimas semanas e testa a região dos US$ 60 mil. Borges admite que o ativo pode apresentar alguma recuperação ou lateralização no curtíssimo prazo, mas mantém o viés de queda. "Ainda vejo grande probabilidade da perda dos US$ 60 mil nas próximas semanas, com o Bitcoin buscando entre US$ 50 mil e US$ 38 mil — região que entendo como um excelente ponto de entrada para uma carteira", projetou o analista.

Cyrela [CYRE3]

A Cyrela também entrou no radar de Borges. O papel acumulou quedas expressivas recentes e, na leitura do analista, capturou a liquidez das mínimas, posicionando-se agora em uma região de suporte relevante. O gatilho para uma entrada mais assertiva, segundo Borges, passa pelo rompimento da resistência nos R$ 22,95. "Após esse rompimento, a ideia é aguardar uma correção para então trabalhar compras com alvo entre R$ 28,00 e R$ 29,00", explicou.

Relatórios da semana

O TradeNews separa pra você os relatórios mais interessantes que nossa equipe viu nesta semana:

Brasil: Cenário Macro - BTG Pactual

O ambiente global desafiador, marcado por conflitos no Oriente Médio e inflação persistente nos Estados Unidos, continua adicionando pressões sobre o cenário doméstico. A equipe macroeconômica do BTG Pactual aponta que o forte superávit comercial brasileiro, impulsionado pelas exportações de petróleo, atua como um colchão de liquidez para o país, embora as incertezas externas e a resiliência da demanda interna exijam um monitoramento rigoroso das trajetórias de inflação e da condução da política monetária por aqui.

Confira o relatório completo

Hypera - Banco Safra

A perspectiva de melhora no momento de lucros e novos lançamentos operacionais motivaram a elevação da recomendação da Hypera (HYPE3) para Outperform (equivalente à compra). O Banco Safra estabeleceu um novo preço-alvo de R$ 29,50 por ação, incorporando em seus modelos o resultado do primeiro trimestre e premissas macroeconômicas atualizadas, com projeção de crescimento do PIB de 1,8% e taxa Selic média de 13,5% para o ano de 2026.

Confira o relatório completo

Telecom: Telefônica, TIM e América Móvil - Banco Safra

O setor de telecomunicações no Brasil mantém uma dinâmica competitiva racional e saudável após o processo de consolidação de mercado, com reajustes tarifários consistentes e expansão das margens de fluxo de caixa livre. Na atualização do setor, o Banco Safra reiterou a Telefônica Brasil (Vivo) como sua Top Pick, com preço-alvo de R$ 42,00, ao mesmo tempo em que elevou a América Móvil (AMX) para Outperform e rebaixou a TIM Brasil para Neutra devido ao enfraquecimento de seu momento operacional de curto prazo.

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Mercado Livre: Além dos Serviços Bancários - BTG Pactual

A consolidação do Mercado Pago na América Latina transformou a plataforma de um simples processador de pagamentos em um pilar fundamental de inclusão financeira e retenção de usuários. O relatório do BTG Pactual destaca que o produto de investimento em contas digitais na Argentina converteu saldos inativos em ativos geradores de rendimento, expandindo a base de 500 mil contas em 2018 para mais de 20 milhões em 2024, o que fortalece as vantagens competitivas do ecossistema como um todo.

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MÍDIAS DA SEMANA

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Pela trigésima-nona vez, ‘dessa vez é diferente’: e como ficam as criptomoedas?

O cenário macro pouco mudou desde nossa última edição. O Bitcoin segue em lateralização, testando a faixa dos US$ 60 mil, região técnica mais importante deste ciclo, defendida em fevereiro e novamente colocada à prova agora. 

No curtíssimo prazo, a queda foi aliviada por dois fatores: um CPI americano marginalmente melhor do que o esperado no núcleo, que reduziu parte da pressão imediata sobre os juros, e uma nova declaração de Donald Trump de que um acordo de paz com o Irã estaria próximo, reacendendo a expectativa de normalização gradual do Estreito de Ormuz e derrubando o petróleo. 

Mas o alívio ainda é frágil. Segundo levantamento da CNN, esta foi a 39ª vez que Trump afirmou que um acordo estaria próximo desde o início do conflito e, até aqui, nenhuma das promessas anteriores se concretizou. Ao mesmo tempo, a inflação segue acima da meta do Fed, enquanto o Banco Central Europeu elevou juros nesta semana pela primeira vez desde 2023. 

Nesta edição, explicamos por que esse conjunto ajuda a sustentar o Bitcoin acima dos US$ 60 mil no curto prazo, mas ainda não basta para falar em virada de tendência — e o que fazer com o portfólio nesse meio-tempo. 

Macro: alívio no petróleo, mas inflação ainda resistente 

No curtíssimo prazo, o principal alívio para os mercados veio do petróleo. O brent, principal referência internacional da commodity, voltou a recuar e segue formando fundos mais baixos. Esse movimento sugere que o mercado continua retirando parte do prêmio geopolítico incorporado desde a escalada no Oriente Médio. 

A leitura por trás desse ajuste é simples. Apesar dos percalços e da ausência de um acordo formal, o cenário-base ainda parece ser o de uma resolução gradual do conflito. A expectativa de normalização do Estreito de Ormuz reduz o risco de um choque prolongado de energia, o que ajuda a aliviar as expectativas de inflação e, por consequência, parte da pressão sobre os juros. 

Isso não elimina o risco geopolítico nem muda, sozinho, o pano de fundo macroeconômico. Mas ajuda a explicar por que os ativos de risco ganharam fôlego nos últimos dias — e por que o Bitcoin conseguiu, ao menos por ora, defender a região dos US$ 60 mil. 

Petróleo Brent — formação de fundos mais baixos 

Fonte: TradingView

Ainda assim, o quadro inflacionário segue desconfortável. O CPI americano de maio veio marginalmente melhor no núcleo, medida que exclui itens mais voláteis, como alimentos e energia. Mas a composição do dado ainda não foi suficiente para alterar a leitura de médio prazo. Componentes mais persistentes, como moradia e serviços médicos, seguem pressionados, enquanto o índice cheio permanece distante da meta de 2% do Federal Reserve

Um dado isolado ajuda a reduzir a pressão imediata sobre os juros, mas não resolve o problema. Enquanto a inflação continuar persistente, o mercado seguirá convivendo com a expectativa de juros altos por mais tempo e, no limite, com a discussão sobre novas altas. 

Essa dinâmica não está restrita aos Estados Unidos. Nesta semana, o Banco Central Europeu elevou os juros em 25 pontos-base, levando a taxa de depósito para 2,25% — a primeira alta desde 2023. O movimento refletiu a combinação de inflação ainda acima da meta, energia pressionada e risco de contaminação para componentes mais persistentes da economia. 

Em resumo, o alívio recente melhora o ambiente de curto prazo, mas ainda não muda o quadro principal. Liquidez global segue pressionada, e ainda há pouca visibilidade sobre quando as condições financeiras voltarão a melhorar de forma consistente. Para o Bitcoin e, por consequência, para o mercado cripto, esse segue sendo um dos fatores centrais a monitorar.

O que isso significa para o Bitcoin (BTC)?

Para o Bitcoin, a mensagem principal é que ainda há espaço para repiques, mas não há confirmação de uma nova tendência de alta

O ativo segue negociando em uma região decisiva. A faixa dos US$ 60 mil tem funcionado como ponto de defesa relevante e conversa com o antigo topo do ciclo de 2021, uma referência técnica importante para o mercado. Enquanto esse nível for preservado, o cenário mais provável continua sendo de lateralização, com movimentos alternados de recuperação e realização. 

É por isso que nossos modelos seguem apontando para um regime de reversão à média. Em vez de uma tendência clara, o Bitcoin ainda opera dentro de uma faixa ampla de preços. Nesses momentos, o risco não está apenas em cair, mas também em comprar repiques como se fossem o início de uma nova pernada de alta. 

Caso os US$ 60 mil sejam perdidos, o próximo suporte relevante aparece próximo dos US$ 50 mil. Com as informações disponíveis hoje, essa faixa aparece como uma candidata natural a marcar uma região de fundo caso a correção se aprofunde. 

Por isso, a postura recomendada segue sendo de cautela. Faz sentido manter caixa, reduzir exposição a ativos mais voláteis e concentrar a parte cripto da carteira em nomes de maior qualidade e liquidez, com o Bitcoin ocupando papel central. 

Para o investidor de longo prazo, porém, a região atual já começa a oferecer uma janela interessante para compras fracionadas. O Bitcoin foi um dos melhores ativos da última década e, para quem acredita no crescimento estrutural dos ativos digitais, momentos de estresse como o atual podem abrir boas oportunidades de entrada gradual. 

Para quem busca exposição a esse mercado, a carteira Crypto Momentum tem se mostrado, até o momento, uma opção ainda mais interessante que o próprio Bitcoin. A estratégia é tão simples quanto comprar BTC, mas conta com gestão ativa de risco e seleção criteriosa de ativos. Desde o lançamento, tem superado com consistência o Bitcoin. 

CONHEÇA A CARTEIRA CRYPTO MOMENTUM

Regulação: tão perto, mas tão longe 

No front regulatório, a semana trouxe um capítulo frustrante para o projeto mais importante do setor nos Estados Unidos. 

Clarity Act — legislação que moderniza a estrutura regulatória de ativos digitais americana, cobrindo stablecoins, estrutura de mercado e tributação — travou em mais um impasse, dessa vez ético. Um grupo bipartidário tentou incluir no texto uma provisão que permitiria os procuradores-gerais estaduais processarem o Departamento de Justiça caso esse não aplicasse normas éticas relacionadas aos negócios cripto do próprio presidente Trump, estimados em US$ 2,3 bilhões

Os republicanos recuaram de imediato, alegando que a medida seria constitucionalmente problemática, e a reunião de negociação terminou sem acordo. 

O relógio corre contra o setor. Restam apenas 31 dias de sessão legislativa antes do recesso de agosto, prazo informal que o próprio mercado usa como referência. Se o projeto não avançar até lá, corre o risco de ser engolido pela agenda do segundo semestre, tipicamente dominada por disputas orçamentárias. 

O projeto segue bipartidário no espírito e tecnicamente avançado, tão perto quanto nunca esteve. Mas a política cripto nos EUA é inseparável da política americana em geral, e o desfecho das próximas semanas será decisivo. Hoje, os mercados de previsão atribuem 49% de chance para o Clarity Act ser sancionado ainda em 2026. Na prática, a probabilidade de aprovação se aproxima do resultado de jogar uma moeda para cima. 

Fonte: Polymarket

Diante dos impasses recentes e a corrida contra o tempo, nosso viés passa a ser neutro/pessimista. A legislação ainda pode avançar, mas o equilíbrio de probabilidades já não permite tratar a aprovação neste ano como cenário-base, o que reforça o momento de cautela.

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Migração, protestos e mais: ONGs apontam preocupações com direitos humanos na Copa

Muito além de um campeonato de futebol, a Copa do Mundo FIFA 2026, assim como os Jogos Olímpicos, é também conhecida por ser um momento de união e integração entre as nações. Nestes cenários, espera-se que apenas o esporte ocupe o foco, trazendo assim uma atmosfera de paz.

No entanto, em meio a protestos no México e incontáveis polêmicas envolvendo as políticas e o governo dos Estados Unidos, esta vem sendo considerada por muitos como a Copa mais politizada da história. Assim, com o início do torneio, organizações de defesa dos direitos humanos chamam atenção para abusos e violações nos países-sede.

LEIA MAIS: Calendário da Copa: saiba como acompanhar os 72 jogos da 1ª fase sem se perder

A Anistia Internacional, por exemplo, lançou o relatório “Humanity Must Win” (Humanidade Precisa Vencer, em tradução livre). “A Copa do Mundo da FIFA de 2026 está acontecendo em meio a uma grave crise de direitos humanos, com riscos e impactos significativos para torcedores, jogadores, jornalistas, trabalhadores e comunidades locais”, argumenta a entidade.

A Sports and Rights Alliance (Aliança Esporte e Direitos, em tradução livre), que também reúne uma série de organizações da sociedade civil, publicou uma carta aberta direcionada ao presidente da Fifa, Gianni Infantino. No documento, a aliança pede respeito aos direitos humanos durante o torneio, sob o mote “Mantenha o mundo na Copa do Mundo”.

Da mesma forma, nos Estados Unidos, uma coalizão de mais de 120 organizações da sociedade civil criou um guia de viagem para apoiar pessoas que vão ao país durante a Copa do Mundo, para assistir ou trabalhar, com orientações a respeito de direitos que devem ser assegurados.

Em resposta ao guia, a Fifa afirmou ao site The Athletic que “conforme o artigo 3º do Estatuto da Fifa, a Fifa está comprometida com o respeito a todos os direitos humanos reconhecidos internacionalmente e se empenhará em promover a proteção desses direitos.”

Ao mesmo veículo, Andrew Giuliani, diretor-executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo rechaçou qualquer ameaça à segurança do torneio e afirmou que “sob a liderança do presidente Trump, a Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo trabalhou incansavelmente para garantir que a Copa do Mundo de 2026 seja o evento esportivo mais incrível da história dos EUA”.

Políticas migratórias em foco nos Estados Unidos

3 de junho de 2026 – Protesto contra a política migratória do governo Trump em Chicago. Foto: REUTERS/Jim Vondruska

Os Estados Unidos são o principal foco de preocupações no campo dos direitos humanos. O ponto mais em evidência é a política migratória repressiva, que nos últimos meses incluiu abordagens violentas, detenção de crianças e deportação de milhares de pessoas.

“Talvez a ameaça mais grave tanto para os participantes visitantes quanto para os locais na Copa do Mundo venha da máquina de aplicação abusiva, discriminatória e mortal das leis de imigração e detenção em massa nos EUA”, avalia a Anistia Internacional.

A American Civil Liberties Union (ACLU), aponta que muitas das cidades-sede abrigam grandes comunidades de migrantes e ressalta que elas “vivem hoje com medo constante de discriminação racial, detenção desumana, separação de seus entes queridos e deportação sumária devido à política agressiva de imigração do presidente Trump.”

A Human Rights Watch pediu por uma “trégua do ICE” durante os jogos e instou os patrocinadores do evento a fazer o mesmo: “Os patrocinadores corporativos da FIFA pagam bilhões de dólares porque querem se associar ao ‘jogo bonito’, e não à cruel repressão à imigração promovida pelo governo dos EUA”, disse Minky Worden, diretora de iniciativas globais da Human Rights Watch. “Os patrocinadores e parceiros da Copa do Mundo devem pedir uma trégua ao ICE como a melhor maneira de garantir que o torneio não seja prejudicado pelas políticas abusivas de imigração do governo Trump.”

Apesar dos alertas e apelos, os efeitos desta política já foram sentidos no Mundial. O caso que ganhou mais repercussão foi o do árbitro somali Omar Artan que foi impedido de entrar nos EUA ao desembarcar em Miami e não poderá mais apitar na competição.

Ele, porém, não foi o único. O fotógrafo oficial da seleção iraquiana, Talal Salah, também teve sua entrada negada e 15 membros da equipe técnica do Irã tiveram vistos negados, entre outros casos.

Liberdades de expressão e de imprensa em xeque

Duas ONGs que trabalham com a proteção das liberdades de expressão e de imprensa divulgaram alertas a jornalistas que cobrem o Mundial poucos dias antes do início do torneio. O Comitê de Proteção a Jornalistas (CPJ) instou os profissionais a tomar precauções. “Jornalistas já enfrentaram assédio, detenções, ameaças e violência enquanto cobrem grandes eventos esportivos”, explicou a organização.

Nos EUA, os alertas se voltam principalmente para a intensificação das operações de imigração e fiscalização alfandegária. “No México, a violência contra jornalistas locais é a mais preocupante. No Canadá, houve casos de jornalistas detidos na fronteira e, muito raramente, prisões de repórteres que cobriam protestos.”

Da mesma forma, a Repórteres Sem Fronteiras (RSF) “alerta os profissionais da imprensa para se prepararem para um ambiente de cobertura mais complexo, marcado por vigilância reforçada, fiscalização rigorosa nas fronteiras e crescentes preocupações com a liberdade de imprensa no México e nos Estados Unidos.”

Os Estados Unidos estão hoje na posição 64 – de um total de 180 – do ranking de liberdade de imprensa da RSF, a pior posição já registrada para o país. Além disso, no fim de 2025, a Relatoria Especial para Liberdade de Expressão da Organização dos Estados Americanos (OEA) expressou preocupação com o que chamou de um “crescente clima de violência” no país.

No México a questão da liberdade de expressão e de imprensa também preocupa especialistas. O México é considerado o país mais perigoso do Ocidente para jornalistas porque sete profissionais foram mortos em 2025 em decorrência do exercício da profissão, de acordo com o CPJ.

11 de junho de 2026 – Membros de grupos de busca de pessoas desaparecidas cujos parentes são vítimas de carteis de drogas mexicanos protestam perto do Estádio Azteca, na Cidade do México, no dia da abertura da Copa do Mundo. Foto: REUTERS/Rolando Ramos

Além disso, grandes manifestações vêm tomando as ruas do país, com cidadãos protestando por questões como acesso à terra, água, moradia, reajuste salarial de professores e reivindicando respostas pelas mais de 133.500 pessoas que estão desaparecidas no país. A reação das autoridades aos atos inspira preocupação.

Em Guadalajara, uma das cidades que receberá jogos da Copa, a Anistia Internacional reporta que autoridades ameaçaram remover cartazes em busca de pessoas desaparecidas da “Rotatória dos Desaparecidos”, enquanto em Monterrey a polícia tentou prender mulheres que participavam das buscas e exibiam faixas em uma ponte.

Os riscos à liberdade de expressão atingem até mesmo o Canadá. Recentemente, relembra a Anistia Internacional, o país presenciou uma onda de protestos contra o genocídio de palestinos na Faixa de Gaza, o que incorreu em ações da polícia durante a dispersão que foram consideradasindevidas pela entidade. Outro ponto destacado é que a cidade de Toronto, uma das sedes do Mundial, introduziu “zonas de exclusão de protestos”, proibindo manifestações em determinados pontos da cidade.

Pessoas em situação de rua no Canadá

No Canadá, pessoas em situação de rua estão arriscadas a perder acesso a serviços essenciais, ter seus pertences confiscados e serem expulsas de locais públicos. A experiência prévia dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010 em Vancouver e uma crescente crise habitacional no país fazem crescer os temores de que estas pessoas sejam desalojadas, aponta a Anistia Internacional.

O receio ganhou força quando, em Toronto, um abrigo que acolhe pessoas em situação de rua no inverno foi fechado um mês antes do previsto. O motivo foi o fato de que o local já estava reservado para uso pela FIFA como parte do acordo de organização da Copa do Mundo.

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I'm a 20-year-old who made over $100,000 in one year selling clothes on Vinted

Morgan Purnell stands next to many post packages he has sold.
Morgan Purnell with some of the packages he has sold.

Courtesy of Morgan Purnell

  • After suffering a rugby injury at 17, Morgan Purnell decided to get into reselling vintage clothes.
  • He made £142,235 ($191,241) in 2025, with Vinted accounting for the biggest portion of sales.
  • Purnell uses social media to promote his business, and AI to streamline processes.

This as-told-to essay is based on a conversation with Morgan Purnell, a 20-year-old entrepreneur who runs a vintage-clothing resale business and is based in Surrey, UK. It's been edited for length and clarity.

My dream when I was a kid was to play professional rugby. But when I tore 2 ligaments in my right knee when I was 17, it knocked me out of rugby for about a year and a half. My entire identity was stripped overnight.

At that time, I saw a Google ad for Vintage Wholesale Supply, where you can buy vintage items in bulk. I had about £400 ($537) saved from working a part-time job in a sports center, and bought 50 kilos of Ralph Lauren trousers for around £200 ($268).

Within that first month, I had sold around 70 pairs of Ralph Lauren chinos on Depop and Vinted and used TikTok to promote my page. I bought each pair for about £4 ($5.37) each and sold them for between £20 and £30 each ($27 and $40).

Morgan Purnell lies on the ground outside with several pairs of folded Ralph Lauren trousers surrounding him.
Purnell with the Ralph Lauren trousers, which launched his reselling journey.

Courtesy of Morgan Purnell

That was the start of my journey in July 2024, and what drove my spark. I thought I might as well keep reinvesting.

I was working non-stop at first

At the very beginning, I would work nonstop — seven days a week, probably 12 hours a day, just because that was all I could think about.

I was at boarding school, so I had some of the stock in my bedroom at school. I had some of it in my car and some at home, too. So it was a bit of a juggle.

In my first year of reselling, I started documenting my journey on TikTok. For instance, I launched a series about turning £400 ($533) into £10,000 ($13,340).

@mrendunamoo

Day 2 of scaling my reselling business from £10k to £20k per month. 🚀 Follow us as we look to hire, outsource and scale our output to reach a new goal in our journey 🎯 #reselling #vinted #itsmorganpurnell #entrepreneur #reseller

♬ original sound - mrendunamoo

I took on two boys I knew from my local area to help with the business, and I paid them for tasks such as ironing and photographing the stock.

About three or four months in, in September 2024, Vinted saw a huge uptick. Everyone sort of jumped in, flooded it, and things started selling really well. So I transitioned to mainly selling there.

We made nearly $200,000 in 2025

The original plan was to study business management and marketing at the University of Bath. I felt like it was what my parents wanted me to do because it was the safer option.

However, I had proven to them that my business would generate enough to allow me to live and earn at least what a graduate would.

I decided I was going to do a year out, and if I could make it work, I would keep doing it.

In 2025, we made £142,235 ($191,241) in revenue, including from partnerships, such as social media content for wholesalers. Vinted sales made up £85,873 ($115,442) of this.

Big bag full of parcels placed in front of a Post Office stand.
Reselling involves a lot of trips to the post office.

Courtesy of Morgan Purnell

I was able to build up a following on social media and start to use that to sell some reseller bundles, which involve supplying bulk to other resellers. I now source from suppliers in Karachi, Pakistan. That's been a real blessing because I can put out a story if I'm in trouble and shift stock fairly quickly.

Income fluctuates a lot with reselling. In the six months to December 2025, monthly sales ranged from a low of £3,709 ($4,984) in March to a high of £20,403 ($27,418) in December.

Juggling inventory

Thanks to AI, I have better inventory management systems. I use Aistetic, which turns product photos into marketplace-ready listings. I have also made content for them.

I also use ChatGPT to organize my data and sold items in one place, which makes it much easier to manage inventory across three to four sites.

I now use a mix of Vinted, Depop, and eBay. They complement each other well because eBay is a platform where you generally sell at a slower pace, but it has a more mature demographic with more disposable income.
So, you tend to get better prices on eBay.

Vinted is great for selling quickly, though at lower prices. I feel like you could list a bottle of water on Vinted and probably sell it if you set the price right. I kind of compare Depop to Instagram and Vinted to TikTok.

Morgan Purnell poses in front of a room in an exports zone in Karachi, Pakistan.
Purnell traveled to Karachi, Pakistan, in February to meet with suppliers.

Courtesy of Morgan Purnell

The best part is the freedom

At the moment, it's just me working on the reselling businesses. I spend five or six hours a day on reselling alone, but never work on Sundays. I never work on Sundays, I go to church and spend time with my family.

The benefit of being an entrepreneur will always come down to freedom — the freedom of choice, the freedom to go to work when you want, the freedom to leave work and go to the gym when you want, and not having that pressure.

I've never been thriving so much.

Read the original article on Business Insider
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SpaceX: como o apelo do IPO foi além da euforia do mercado em torno das ações

(Bloomberg) –Wall Street passou a última semana oscilando entre a macroeconomia e a euforia.

Os investidores analisaram dados mistos sobre a inflação, desdobramentos positivos no conflito do Oriente Médio e oscilações bruscas nos preços do petróleo. Ao mesmo tempo, a corrida por exposição à SpaceX se estendeu muito além da oferta pública inicial de ações da empresa, com investidores buscando maneiras alternativas de participar de uma das estreias na bolsa mais aguardadas dos últimos anos.

O resultado foi um mercado com dificuldades para se consolidar em uma narrativa única, com investidores oscilando entre desenvolvimentos macroeconômicos e operações especulativas. Segundo uma métrica, o Nasdaq 100 registrou esta semana suas maiores oscilações médias intradiárias desde abril de 2025.

A SpaceX tornou-se o ponto crucial da semana. Investidores de varejo enviaram mais de US$ 100 bilhões em pedidos para a oferta, superando em muito as alocações disponíveis por meio de corretoras.

Mas, diferentemente de frenesis anteriores de IPOs, a demanda não se limitou ao livro de ofertas tradicional. Investidores que não conseguiram garantir ações buscaram exposição em outros lugares. Isso ajudou a impulsionar grandes fluxos de entrada pré-IPO em fundos, incluindo o ETF Baron First Principles de US$ 2 bilhões, além de alimentar a atividade em uma rede crescente de plataformas de negociação alternativas.

A Polymarket gerou mais de US$ 25 milhões em volume de negociações em contratos relacionados à SpaceX. Essa atividade também se estendeu aos mercados nativos de criptomoedas, com investidores negociando contratos futuros perpétuos vinculados à empresa na plataforma descentralizada Hyperliquid. O que antes seria uma simples história de IPO passou a se desenrolar simultaneamente em diversas plataformas de negociação.

“O fato de estarmos vendo uma proliferação de ETFs atrelados a ações populares demonstra o momento atual”, disse Peter Atwater, presidente da consultoria Financial Insyghts. “O público agora está especulando com base em seu próprio impulso maníaco, utilizando toda a força que consegue encontrar.”

Mais de 20 ETFs ligados à SpaceX já foram registrados, abrangendo desde produtos alavancados e inversos até estratégias baseadas em opções. Um ETF alavancado atrelado à SpaceX teve uma alta de mais de 80% antes de praticamente paralisar suas negociações na sexta-feira, segundo dados compilados pela Bloomberg e informações publicadas no site da bolsa Cboe, devido a preocupações regulatórias.

As empresas emissoras de ETFs, que antes esperavam meses após um IPO para lançar produtos relacionados, agora correm para registrar seus pedidos quase imediatamente, o que demonstra a rapidez com que Wall Street se mobiliza para atender à demanda especulativa.

“Certamente há espaço para especulação, mas eu prefiro que os investidores invistam”, disse Nancy Tengler, CEO da Laffer Tengler Investments, que tem uma convicção de longo prazo na empresa.

Os produtos usados ​​para expressar visões especulativas estão se tornando grandes o suficiente para influenciar as negociações no mercado em geral. Estrategistas da Nomura estimam que os ETFs alavancados, de forma mais ampla, geram atualmente cerca de US$ 8 bilhões em demanda de rebalanceamento para cada variação de 1% no mercado, enquanto o posicionamento em opções contribui com bilhões a mais.

O Barclays Plc estimou recentemente que fluxos semelhantes ligados aos principais ETFs alavancados dos EUA atingiram um recorde antes da onda de vendas ocorrida no início deste mês. Esses produtos não determinam a direção do mercado, mas podem amplificar as tendências predominantes, transformando explosões de entusiasmo — ou ansiedade — em oscilações maiores.

“O ecossistema especulativo também indica oscilações maiores em torno de ações relacionadas, porque quando a exposição é construída por meio de produtos alavancados e sintéticos, as altas e as baixas podem ocorrer mais rapidamente do que os investidores esperam”, disse Chris Murphy, co-chefe de estratégia de derivativos do Susquehanna International Group.

As oscilações da semana refletiram a rapidez com que o foco do mercado mudou. Dados relativamente moderados da inflação ao consumidor impulsionaram inicialmente os ativos de risco. Um dia depois, dados mais fortes sobre os preços ao produtor levantaram novas dúvidas sobre as pressões de custos. Enquanto isso, os comentários do presidente Donald Trump sobre o Irã alteraram repetidamente as expectativas para o conflito e fizeram com que o petróleo e as ações se movessem em direções opostas. Na sexta-feira, as esperanças de um avanço diplomático ajudaram a impulsionar as ações novamente.

“O acordo de paz intermitente está provocando fortes oscilações de curto prazo no nível do índice, tornando mais desafiador analisar e investir em ações individuais”, disse Michael O’Rourke, estrategista-chefe de mercado da JonesTrading. “Isso complica a situação enquanto as empresas tentam navegar em meio à euforia.”

Cautela?

Sinais de cautela surgiram em meio ao fervor especulativo. A Susquehanna apontou para uma atividade considerável de hedge em ETFs de semicondutores, incluindo grandes compras de proteção contra quedas no ETF de semicondutores da VanEck. Mesmo enquanto os investidores buscavam histórias de crescimento, outros se posicionavam para oscilações maiores no futuro.

A SpaceX foi a obsessão dominante da semana. Mas a notícia mais importante é a facilidade com que os investidores agora podem participar — e construir exposição a — um negócio que antes poderia ter sido restrito principalmente a investidores institucionais.

Para Aaron Korff, um empresário de 55 anos da Flórida que dirige uma empresa de software de gerenciamento de transporte de veículos, a oferta da SpaceX era impossível de ignorar. Korff disse que nunca havia investido em um IPO antes, principalmente porque considerava o processo complicado. Desta vez foi diferente. Ele enviou sua solicitação pela E-Trade na segunda-feira e recebeu uma parte das ações antes da abertura do mercado na sexta-feira, embora a enorme demanda tenha feito com que ele recebesse apenas um quarto do seu pedido inicial.

Ainda assim, Korff disse que o apelo ia além da euforia do mercado em torno das ações.

“Quem se importa se as ações sobem e descem? Você ama a empresa? Acredita no futuro dela? Esses são os motivos certos para investir nela”, disse ele. “Elon Musk fará tudo o que estiver ao seu alcance para impulsionar os negócios. Veja o que ele já fez com a SpaceX.”

© 2026 Bloomberg LP

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ASSISTA AOS GOLS: Brasil joga mal e empata com Marrocos graças a Vini Jr

A seleção brasileira estreou na Copa do Mundo com um frustrante empate por 1 a 1 com o Marrocos. O resultado pode até ser celebrado, tendo em vista que o desempenho dos comandados de Carlo Ancelotti no MetLife Stadium foi muito ruim, sobretudo na etapa inicial.

Dominado em parte do jogo, o Brasil fez um péssimo primeiro tempo, cometeu erros defensivos, mostrou pouca inspiração no ataque e dependeu do arroubo genial de Vini Jr. para evitar a derrota, que por alguns minutos parecia ser inevitável.

Está claro que o Brasil terá de jogar mais futebol para ser capaz de desafiar os melhores e ir mais adiante no Mundial da América do Norte.

O experiente treinador italiano fez escolhas que se mostraram equivocadas. Escalados entre os titulares, o zagueiro-lateral Ibañez, o meio-campista Lucas Paquetá e o centroavante Igor Thiago não aproveitaram a oportunidade e foram três dos piores em campo.

Produziu quase nada ofensivamente o Brasil, extremamente dependente dos arroubos de criatividade de Vini Jr, autor de um bonito gol aos 31 do primeiro tempo, quando os milhares de brasileiros no estádio viam, apreensivos, a equipe errar demais, incluindo no lance que resultou no lindo gol marroquino anotado pelo atacante Saibari.

Foi de Paquetá o erro que gerou o contra-ataque do Marrocos. Aynaoui roubou a bola e tocou para Mazraoui, que viu Brahim Díaz livre. O talentoso meia-atacante achou Saibari, que tocou por cima de Alisson, estático, aos

Raphinha esteve apagado pela direita e não funcionou. Ancelotti insistiu com o astro do Barcelona e o manteve até o fim. Suas mexidas não incluíram Endrick, que sempre correspondeu quando foi acionado. Neymar, lesionado, não foi nem opção para o treinador. O camisa 10 assistiu à partida do banco, sem chuteiras e de boné.

Fez a diferenças aos marroquinos a superioridade técnica e física no meio de campo. Casemiro também esteve bem longe do ideal e foi substituído no intervalo, bem como Ibañez – ambos haviam sido advertidos com o amarelo.

No segundo tempo, Ancelotti tentou corrigir os muitos buracos no meio de campo. Fabinho, na vaga de Casemiro, fez jogo seguro. Danilo, Santos entrou no final e fez mais que Paquetá. Teve duas oportunidades para marcar, e não o fez, o meio-campista do Botafogo.

O Marrocos não apertou mais. O Brasil até passou bastante tempo no campo ofensivo, só que produziu pouco, insuficiente para a virada na estreia de uma competição que promete ser dura ao time pentacampeão, incomodado com o jejum de 24 anos sem títulos mundiais.

O próximo adversário do Brasil é, em tese, o mais frágil: o Haiti. O duelo com a seleção caribenha será na próxima sexta-feira, 19, às 21h30 (de Brasília), no Estádio Lincoln Financial Field, na Filadélfia. No dia 24, a equipe brasileira fecha a primeira fase contra a Escócia, em Miami.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 1 X 1 MARROCOS

BRASIL: Alisson; Ibañez (Danilo), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro (Fabinho), Bruno Guimarães (Danilo Santos) e Paquetá (Matheus Cunha); Raphinha, Igor Thiago (Luiz Henrique) e Vini Jr. Técnico: Carlo Ancelotti.

MARROCOS: Bounou; Hakimi, Diop, Riad e Mazraoui; El Aynaoui e Bouaddi; Brahim Díaz (Talbi), Ounahi (El Mourabet) e El Khannouss; Saibari (Rahimi). Técnico: Mohamed Ouahbi.

GOLS: Saibari, aos 20, e Vini Jr., aos 31 do 1ºT.

ÁRBITRO: Slavko Vincic (Eslovênia).

CARTÕES AMARELOS: Casemiro, Ibañez

PÚBLICO: 80.663.

RENDA: Não divulgada.

LOCAL: MetLife Stadium, em East Rutherford, Estados Unidos.

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No país da picanha, a Copa terá mais frango na churrasqueira

A disparada dos preços no Brasil, maior produtor de carne bovina do mundo, significa que as famílias comprarão menos carne vermelha quando se reunirem para assistir ao primeiro jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo da FIFA neste sábado.

César Visini vai diversificar e incluir frango e linguiças na churrasqueira para um encontro de família neste fim de semana.

“É mais econômico”, disse o professor de 29 anos, que mora na cidade litorânea de Praia Grande. Ele se irrita com o fato de os açougues terem reduzido a qualidade dos produtos oferecidos para contornar os altos custos dos cortes mais nobres. “Às vezes o preço continua o mesmo, mas a qualidade cai. Isso acontece bastante.”

Tradicionalmente, reunir-se para fazer churrasco e torcer pela seleção é um ritual dos brasileiros. Mas os preços da carne bovina próximos de níveis recordes e a crise de endividamento das famílias ameaçam reduzir o apetite do país, que se prepara para semanas de futebol e churrasco. Nesta Copa, os brasileiros servirão frango e linguiça suína com mais frequência do que carne bovina, segundo projeções da Worldpanel by Numerator.

A queda no consumo de carne no Brasil amplia os desafios para o governo Lula às vésperas das eleições nacionais de outubro. Em um país que está entre os três maiores consumidores de carne bovina per capita do mundo, reduzir o consumo é mais um sinal de estresse econômico e pode prejudicar as chances de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em campanhas anteriores defendeu uma plataforma associada a mais churrasco e cerveja na mesa dos brasileiros.

A oferta global restrita e a forte demanda externa estão impulsionando as exportações brasileiras a um recorde histórico e reduzindo a disponibilidade do produto no mercado doméstico. Isso aumenta a pressão sobre os brasileiros de baixa renda, já com orçamento apertado e dificuldades para lidar com os altos custos dos alimentos e o elevado endividamento.

Nos três primeiros meses do ano, os brasileiros já destinaram uma parcela menor do orçamento total à compra de proteínas. A queda foi provocada pela redução no volume de carne bovina adquirida, segundo Daniela Jakobovski, gerente de contas da Worldpanel.

Em São Paulo, cidade mais populosa do país, o preço da picanha — corte preferido dos brasileiros para o churrasco — superou R$ 90 por quilo em março, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA), órgão público de pesquisa. Um ano antes, o valor era de R$ 81.

A inflação elevou os preços de alguns cortes nobres de carne bovina em até 11% nos últimos 12 meses, de acordo com dados de maio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os preços da carne bovina no atacado atingiram recentemente o maior nível já registrado na série histórica de mais de 20 anos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo.

“Pessoas como eu, que costumavam comer carne bovina duas ou três vezes por semana, agora estão limitando o consumo a uma vez por semana”, disse Thiago Durões, vendedor de 37 anos que mora em Brasília. “Estamos migrando para cortes mais baratos e, em muitos casos, substituindo a carne bovina por frango, carne suína ou pela proteína que oferecer o melhor custo-benefício.”

Gado; carne
Frigoríficos: Foto: Adobe Stock Photo

A carne bovina é apenas uma das muitas preocupações no Brasil, onde um recorde de 82% das famílias possui dívidas em aberto, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Reduzir o endividamento dos brasileiros tornou-se uma questão central da campanha de Lula, que recentemente lançou um novo programa de renegociação de dívidas das famílias na tentativa de aumentar sua popularidade.

O setor chegou até a apontar as apostas online como parte do problema. Recentemente, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) pediram ao governo medidas para limitar os gastos dos consumidores em plataformas de apostas.

Ainda assim, os brasileiros já enfrentaram momentos mais difíceis. Em 2022, ano em que a Argentina conquistou a Copa do Mundo, os preços dos alimentos dispararam após a invasão da Ucrânia pela Rússia elevar os custos globais das commodities. As empresas do setor de carnes estão otimistas com a perspectiva de aumento das vendas durante o torneio, com propagandas na televisão destacando não apenas os tradicionais e caros cortes bovinos, mas também alternativas mais acessíveis, como hambúrgueres, nuggets de frango e salsichas.

“Acreditamos em um portfólio democrático, com opções de proteínas tanto sofisticadas quanto acessíveis”, disse Luiz Franco, diretor de marketing da MBRF Global Foods, uma das patrocinadoras da seleção brasileira de futebol.

Mas mesmo as proteínas mais baratas enfrentam desafios diante da sensibilidade dos consumidores brasileiros aos preços. A guerra no Irã elevou os custos dos fornecedores em itens que vão de embalagens plásticas ao transporte rodoviário, e os reajustes de preços não têm sido suficientes para acompanhar e compensar integralmente esse aumento de custos, segundo Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O conflito em curso no Oriente Médio surgiu como um novo risco inflacionário para os formuladores de política econômica no Brasil. A alta dos preços do petróleo aumenta as preocupações com os custos dos fertilizantes, insumo essencial para o agronegócio brasileiro, ameaçando elevar os custos de produção em toda a cadeia agrícola.

“O choque na cotação internacional do petróleo, além de afetar os preços dos combustíveis, passou a pressionar insumos industriais e custos de transporte, com possíveis desdobramentos em itens da cadeia de alimentos”, escreveu o Ministério da Fazenda em boletim divulgado em maio. “Esse cenário é compatível com uma trajetória de inflação mais disseminada e persistente ao longo de 2026.”

No Olinda Bar e Restaurante, localizado no bairro Asa Sul, em Brasília, a carne de sol sempre foi um dos pratos preferidos dos clientes. Mas o choque de preços tem levado cada vez mais frequentadores a optar pela salada.

“A carne bovina ficou muito mais cara, e isso inevitavelmente elevou os preços do cardápio”, disse Jaqueline Rodrigues, gerente do restaurante. “Mais pessoas estão escolhendo proteínas mais baratas, e algumas estão deixando de consumir carne completamente.”

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Fundo duplo no 60k

Fundo duplo no 60k

Bitcoin / USD BINANCE:BTCUSD

#BTCUSD: a tendência de baixa segue evidente.

Na semana iniciada em 01/06, a pressão vendedora foi forte e levou o preço até a região dos US$ 59 mil. Ainda assim, o fechamento ocorreu acima dos US$ 60 mil, preservando uma faixa que já se mostrou relevante em 2021 e 2024, com grande volume de negociações.

Além disso, indicadores como Medo e Ganância, MVRV e o Rainbow Chart sugerem que o BTC se encontra em uma zona historicamente interessante para acumulação.

Minha expectativa é que o preço forme um fundo duplo nessa região. Caso esse padrão não se confirme, os níveis de US$ 55 mil e US$ 50 mil passam a ser alvos bastante plausíveis.

Quanto à região dos US$ 40 mil, apesar de ser amplamente mencionada por participantes do mercado, atualmente não a considero o cenário de maior probabilidade com base nos dados e indicadores observados. Naturalmente, projeções de mercado envolvem elevado grau de incerteza e estão sujeitas a mudanças conforme novas informações surgem. Neste momento, os níveis intermediários apresentam maior relevância técnica e, portanto, merecem atenção antes de movimentos mais profundos serem considerados.

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Cury (CURY3) salta e Natura (NTCO3) lidera a ponta negativa; veja os destaque do Ibovespa na semana

O Ibovespa (IBOV) interrompeu a sequência histórica de quedas e voltou fechar a semana em tom positivo com alívio nas tensõs geopolíticas.

O principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 1,25% na semana e encerrou a última sessão aos 171.132,66 pontos.

Já o dólar à vista terminou a R$ 5,0615 com perda de 1,86% no acumulado da semana.

Por aqui, o noticiário corporativo chamou a atenção dos investidores. A privatização da Copasa (CSMG3) movimentou R$ 8,3 bilhões, considerando o lote principal. Esta foi a segunda maior privatização do setor de saneamento no Brasil feita em bolsa, atrás apenas a da Sabesp, em 2024, que movimentou quase R$ 15 bilhões.

Na operação, as ações foram precificadas a R$ 49,303 cada, valor acima dos R$ 47,23 mínimos estabelecidos pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG).

O cenário eleitoral também continuou no radar com uma nova rodada de pesquisa de intenção de votos.

Em destaque, a pesquisa Genial/Quaest para a eleição presidencial 2026 mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu seis pontos porcentuais de vantagem para Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno.

O presidente chegou a 44% das intenções de voto, ante 42% no levantamento de maio, e venceria o senador, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que recuou de 41% para 38%.

Já entre os dados, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,58% em maio, uma desaceleração frente ao avanço de 0,67% no mês passado.

No acumulado dos 12 meses, a inflação subiu 4,72% — acima da meta perseguida pelo Banco Central (BC) de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Os investidores mantiveram a aposta manutenção da Selic em 14,50% ao ano na próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Perto do fechamento, a curva de juros futuros precificava 68% de Selic estável em 17 de junho.

Já nos EUA, o mercado voltou a precificar uma elevação nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) apenas em dezembro.

Para a próxima decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês), a ferramenta FedWatch, do CME Group, precificava 98,6% de chance de juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% na próxima quarta-feira (17), no fechamento de ontem (12).

Expectativa de acordo entre EUA e Irã

Na última quinta-feira (11), o presidente norte-americano, Donald Trump, cancelou novos ataques planejados contra o Irã e anunciou o avanço ns negociações para um acordo de paz.

Trump disse que “as discussões e os pontos finais” foram aprovados pelos Estados Unidos, Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Turquia, Paquistão, Barein, Kuweit, Jordânia, Egito e outros.

A expectativa é de que a assinatura do memorando entre EUA e Irã aconteça amanhã (14).

Em reação, s preços do petróleo tombaram. O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para agosto recuou 6,19% na semana, encerrando a última sessão a US$ 87,33 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Sobe e desce do Ibovespa

Cury (CURY3) liderou os ganhos do Ibovespa nesta semana com revisão positiva de banco para a companhia.

Na última terça-feira (9), o Santander elevou o preço-alvo das ações CURY3 para o fim de 2026, de R$ 49 para R$ 52, e elegeu a companhia como sua principal escolha (top pick) no setor de construção civil.

Em relatório, o banco destacou que a companhia apresenta um conjunto de fatores operacionais positivos, como aumento de lançamentos, reajustes de preços dos imóveis, reconhecimento de receita mais forte do que o esperado e diluição de despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A).

Confira as maiores altas do Ibovespa entre 8 e 12 de maio:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
CURY3Cury ON11,88%
DIRR3Direcional ON8,83%
CYRE3Cyrela ON7,72%
BBSE3BB Seguridade ON7,01%
CXSE3Caixa Seguridade ON5,86%
PSSA3Porto ON5,61%
ITUB4Itaú Unibanco PN4,56%
VIVA3Vivara ON4,46%
EGIE3Engie ON4,39%
HAPV3Hapvida ON4,20%
Fonte: B3

Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada por Natura (NATU3).

Apesar da queda semanal, as ações da varejista ainda acumulam alta de 14,9% no acumulado do ano.

Veja as maiores quedas da semana:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
NATU3Natura ON-11,93%
TOTS3Totvs ON-9,97%
MRVE3MRV ON-7,50%
CSAN3Cosan ON-6,96%
ASAI3Assaí ON-6,03%
RAIL3Rumo ON-4,16%
USIM5Usiminas PNA-4,07%
MGLU3Magazine Luiza ON-4,04%
SLCE3SLC Agrícola-3,78%
CEAB3C&A Modas ON-3,61%
Fonte: B3
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O PL 5122/23 e a equalização das dívidas rurais: como as políticas públicas podem apontar novos caminhos para o futuro

O mercado acordou na quinta (12) com a notícia da votação e aprovação, no Senado da República, de um Projeto de Lei, o de n. 5122/23, que autoriza a utilização de parte dos recursos dos royalties do Pré-Sal, como fonte de recurso para a disponibilização de financiamentos especiais para equalização das dívidas de produtores rurais e suas associações adquiridas a partir de catástrofes climáticas que assolaram algumas regiões produtoras, como o Sul do país, nos últimos anos.

O projeto que dentro do trâmite legislativo deve voltar à Câmara dos Deputados para a devida votação bicameral, suscitou forte oposição do governo que, na figura do atual ministro da fazenda, se apressou em dizer que, se aprovado, prejudicaria o já combalido orçamento federal em cerca de R$ 111 bilhões, dentre outros argumentos menos técnicos e fora da ordem do dia.

Esqueceu-se o ministro de anotar em suas falas que, além de estar vinculado a novas receitas do Pré-Sal, sem deixar de alterar as dotações lá previstas para saúde e educação em relação às novas receitas e, portanto, arrecadações a serem geradas a partir desses fundos de royalties, que a dotação que se visa utilizar para a equalização das dívidas rurais dos produtores afetados por catástrofes climáticas, em verdade, impacta positivamente uma cadeia que, como temos insistido aqui nessa coluna, utilizando os números do financiamento privado ao agronegócio, tende a gerar um resultado positivo de duas vezes em números, os valores investidos nos negócios no âmbito da cadeia agroindustrial.

Em outras palavras, as políticas públicas que carreiam recursos ao campo brasileiro têm devolvido ao país em termos de arrecadação de impostos, faturamento, exportações e saldos positivos de balança comercial, além de empregos ao PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro numa proporção de R$ 2,00 para cada R$ 1,00 investido no setor.

Visão de futuro x velhos slogans

Isso nos faz lembrar da campanha do governo brasileiro de antanho: “O Petróleo é Nosso!”, ainda nos idos da chamada “Era Vargas”.

É que quando se taxa a produção de energia suja, a partir da queima do petróleo, recurso escasso e finito – além de altamente poluente e conflituoso – para se investir na saúde, alimentos, fibras renováveis, energia limpa e educação com os fundos derivados dos royalties cobrados nessa exploração de energia “suja”, o país aponta um novo caminho ao seu povo.

É dizer que, na prática, o projeto reitera o compromisso do país com os acordos do clima, com o que tem defendido nas conferências internacionais, como a COP30 que ocorreu no final do ano passado aqui mesmo no Brasil, em Belém do Pará.

Ratifica o compromisso com a sustentabilidade do ambiente de negócios, do planeta como um todo e trabalha na mitigação das mudanças climáticas, origem do problema que se visa ajustar com a dotação em questão.

Alguns países, como o Chile, por exemplo, têm feito isto ao investir recursos dos royalties da mineração – atividade preponderante no país, mas com “prazo de validade” e altamente poluente – no desenvolvimento de atividades outras, mais sustentáveis e de produção de alimentos e energia renovável.

Do verdadeiro alcance do Projeto de Lei n. 5.122/23 para dívidas rurais

E o próprio texto do projeto de lei em questão não é um “cheque em branco” para se gastar dinheiro público com poucos eleitos, aos moldes do que se está tentando fazer com o socorro a instituições financeiras de menor alcance no bojo do rescaldo da questão do escândalo do Banco Master.

Ao contrário, o projeto aprovado vincula receitas futuras e correntes, além de superávits financeiros (ganhos) à equalização de dívidas de produtores e suas associações decorrentes de operações reais, como cédulas de produto rural e crédito rural relativos a débitos apurados por produtores que sofreram com as mudanças climáticas e impactos do clima, sendo certo que com taxas subsidiadas, mas que no tempo tendem até a ser equalizadas às taxas do crédito rural vigente dada a trajetória atual da taxa Selic.

Além disso, expressamente determina o projeto de lei, que os financiamentos especiais no âmbito do projeto, serão considerados como crédito rural para todos os fins de direito, podendo ser tratados, securitizados e representados cedularmente como tais.

Enfim, quando se vai ao texto da lei, se consegue verificar que se trata de política pública consistente, dentro da lógica das políticas públicas que permeiam o agronegócio brasileiro, há décadas, governo após governo, e não mero favor orçamentário aos produtos e ao agronegócio, como quer fazer parecer o atual ministro da Fazenda.

A ver os desdobramentos na Câmara dos Deputados. Se vamos efetivamente olhar para frente como país e sociedade, buscando a sustentabilidade do planeta e do ambiente de negócios no país através do financiamento de atividades econômicas limpas e sustentáveis com recursos financeiros obtidos a partir da produção de energia “suja” ou se vamos continuar a berrar nas praças públicas que: “O Petróleo é Nosso”!

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A dona da CazéTV: os conflitos da LiveMode e os interesses financeiros por trás do canal de Casimiro

A CazéTV tem o rosto, a voz e o jeito de Casimiro Miguel. No ar, tudo parece espontâneo, artesanal, quase improvisado. A aparência esconde uma estrutura sofisticada de direitos esportivos, fundos de investimento e executivos do mercado financeiro.

O canal é controlado integralmente pela LiveMode, empresa dona da operação, da marca e dos direitos sobre o nome e a imagem de Casimiro, que deixou de ser sócio direto do canal para integrar a holding do grupo.

A LiveMode tem entre seus investidores a General Atlantic e a XP — que também administra fundos ligados à estrutura financeira da Liga Forte União, a LFU.

Segundo Ivan Martinho, professor de marketing esportivo na ESPM e presidente da WSL (World Surf League) para a América Latina, o capital de private equity tem o racional de buscar acelerar a expansão dos negócios de empresas investidas para, em momento posterior, alguns ou muitos anos depois, vender e devolver aos investidores um retorno muito mais elevado.

Há uma sobreposição de papéis: a LiveMode negocia direitos esportivos, controla a CazéTV — o principal canal que transmite parte desses eventos — e tem como sócios investidores expostos às receitas comerciais da LFU, bloco que negocia o Brasileirão em conjunto.

Essa relação entrelaçada deixa uma pergunta no ar: ao negociar um direito, a LiveMode age como agência, como dona da tela ou como sócia da estrutura que lucra com a receita futura dos clubes?

O olho do dono

Edgar Diniz e Sérgio Lopes, dois dos sócios-fundadores da LiveMode, conhecem o mercado de transmissão esportiva muito antes da ascensão e da popularização de Casimiro.

Em 2007, criaram o Esporte Interativo, que começou na parabólica e cresceu no meio digital quando Globo e Band o ignoravam. A CazéTV parece nova, mas o modelo tem quase duas décadas: em 2007, à Máquina do Esporte, Carlos Moreira Jr., sócio-fundador da TV Esporte Interativo, já media a reação do público por SMS e Orkut e transformava interação em inteligência comercial.

Muitos anos depois, a LiveMode voltou para disputar a cadeia dominada pela Globo. O momento ajudava. A Lei do Mandante, de 2021, deu ao clube mandante o poder de negociar a transmissão da partida, o que enfraqueceu o pacote único da Globo e abriu espaço para blocos de clubes venderem direitos de transmissão em conjunto.

A Globo, em reorganização financeira, passou a comprar seletivamente; o YouTube avançava sobre a linguagem da TV com sua plataforma pela internet; e o futebol atraía fundos que enxergavam nos direitos um ativo financeiro. Nessa equação, a LiveMode ajudou a montar a Liga Forte União (LFU), bloco que se opôs à Libra — rival que fechou contrato bilionário com a Globo.

O fenômeno CazéTV

A Copa de 2022 foi a prova de conceito. A LiveMode era agência da FIFA no Brasil e tentava vender os direitos digitais. A Globo abriu mão da exclusividade no streaming, e a LiveMode ficou com o pacote por cerca de US$ 3 milhões, segundo apurou o InvestNews com fontes envolvidas na negociação — uma pechincha comparada aos US$ 90 milhões anuais que a Globo pagava à FIFA.

O pacote valia pouco sem uma operação que o transformasse em audiência, e a LiveMode tinha a CazéTV. Durante a Copa, o canal explodiu e Casimiro se consagrou como o rosto de uma nova forma de assistir futebol, com uma linguagem que dialogava com o torcedor. Hoje soma dezenas de milhões de inscritos e será, no Brasil, a única forma de ver os 104 jogos da Copa de 2026.

O sucesso abriu os cofres. Em novembro de 2023, os clubes da LFU cederam 20% das receitas comerciais por cinquenta anos, de 2025 a 2075, por cerca de R$ 2,6 bilhões, a um consórcio formado por Life Capital Partners, General Atlantic e XP.

A operação passou pela Sports Media, criada para administrar a fatia cedida, financiada por debêntures — títulos de dívida comprados por fundos ligados à XP e outros veículos.

Investidores passaram a ter remuneração atrelada à receita futura de TV e mídia dos clubes por cinco décadas, com mais de R$ 1,2 bilhão adiantado aos clubes.

Em maio, o site Poder360 afirmou que a LiveMode aparece como agência vendedora e também como cotista direta do veículo Sports Media Futebol Brasileiro, uma das compradoras das debêntures.

A leitura circula entre clubes: um dirigente ouvido sob reserva pelo InvestNews diz que, em uma reunião, um executivo da LiveMode admitiu que a empresa era dona de parte dos direitos negociados. E criticou esse envolvimento, independentemente da compra ou não de debêntures.

Desde o fim de 2024, o InvestNews tenta entrevistar algum porta-voz da LiveMode, sem sucesso. A empresa não respondeu a nenhuma das perguntas enviadas para esta reportagem na última terça-feuira (9).

Em abril de 2024, General Atlantic e um fundo da XP fizeram um aporte minoritário na própria LiveMode, de valor não divulgado – estima-se no mercado que a dupla teria investido cerca de R$ 450 milhões na empresa de mídia.

Investidores expostos a 20% dos direitos de transmissão dos clubes passaram a ser sócios da empresa que os negocia e controla a tela que os exibe – depois, sob protesto de alguns clubes, a fatia da Sports Media sobre os direitos encolheu de 20% para 12%.

Na Libra, o bloco rival de clubes, o arranjo ficou mais tradicional: o fundo Mubadala, de Abu Dhabi, apareceu como principal interessado, e a transmissão foi vendida à Globo — comprador de um lado, vendedor do outro. Na LFU, essa fronteira ficou mais difícil de enxergar.

Faz tudo

A defesa do modelo de negócio passa por uma distinção formal: alguns contratos de transmissão são fechados com o YouTube, e a CazéTV figura como canal de distribuição e operação editorial dentro delas.

Para os críticos, a separação resolve pouco do conflito, porque a CazéTV é controlada pela própria LiveMode. O problema, portanto, é ser agência e ser o comprador, segundo definição de um investidor que acompanha as negociações e pediu para não ser identificado.

De acordo com a visão desse mesmo investidor, quando um direito de transmissão sobra “de graça” para a CazéTV, a receita fica atrelada às projeções do próprio canal, enquanto o clube que vende não sabe se fez um bom negócio.

É uma mudança em relação ao discurso original da LiveMode. Edgar Diniz, em entrevista ao GE em março de 2023, disse que “a vocação da CazéTV e o projeto da LiveMode não contemplam entrar em disputas por direitos”.

@investnewsbr

Por trás da transmissão dos jogos da Copa do Mundo de 2026, existe uma disputa bilionária pela sua atenção. #transmissão #copadomundo #futebol

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No jargão, o “condomínio” é a estrutura que reúne os direitos comerciais da LFU e decide como vendê-los. Para um dirigente ouvido pelo InvestNews, a diferença para o antigo domínio da Globo está na governança: a Globo comprava e negociava direto com os clubes; na LFU, os clubes deixaram de vender ao mercado — quem vende é o condomínio, por meio da LiveMode, e a caneta está com o investidor.

Isso se traduziria em um investidor que é dono, na média, de 12% dos direitos, enquanto os outros 88% ainda são dos clubes. E esse investidor minoritário teria condições de direcionar a venda, segundo o dirigente.

Clubes e federações seguem negociando com a LiveMode porque ela entrega audiência, patrocínio e distribuição; quanto mais cresce, mais seus interesses se misturam.

Em paralelo, clubes estudam contestar na Justiça as travas de um contrato que os prende até 2075. A disputa vai além da CazéTV: o próximo ciclo de direitos, a partir de 2030, tende a ser uma guerra para estabelecer quem decide o que vender, para quem e por quanto, com a diferença de que agora a própria Confederação Brasileira de Futebol (CBF) está interessada em organizar uma liga de clubes.

O sinal mais simbólico veio do cliente que originou a fórmula. Segundo uma pessoa próxima às negociações, a tendência hoje é que a FIFA não mantenha a LiveMode como agência comercial no Brasil para a Copa de 2030, em meio a preocupações com potenciais conflitos de interesse.

Procuradas, FIFA e LiveMode não responderam ao InvestNews. A empresa que transformou um pacote digital barato da Copa de 2022 no maior case de sucesso do YouTube brasileiro pode ficar de fora do Mundial seguinte – ao menos no que tange ao seu papel como negociadora de direitos.

A CazéTV está dentro de uma cadeia desenhada por executivos de mídia, financiada por fundos e atrelada aos direitos dos clubes por décadas.

A LiveMode acumulou múltiplos papéis no mesmo negócio: agência que negocia os direitos, dona da tela que os transmite, cotista da estrutura que os detém e empresa investida por fundos expostos a essas receitas. E Casimiro continua sendo a cara da CazéTV. Quem manda no negócio é outra conversa.

— Colaborou Rikardy Tooge.

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Como Elon Musk se tornou o primeiro trilionário do mundo

Em uma publicação na rede social que controla, Elon Musk lamentou recentemente: “Quem disse que dinheiro não compra felicidade realmente sabia do que estava falando.”

Agora, a pessoa mais rica do mundo poderá testar esse ditado em uma escala ainda maior ao adicionar um novo título ao currículo: o primeiro trilionário do mundo.

As ações da SpaceX abriram a US$ 150 cada, 11% acima do preço da oferta, após começarem a ser negociadas em Nova York na sexta-feira, avaliando a empresa de foguetes e inteligência artificial fundada por Musk em cerca de US$ 2 trilhões.

Sua fortuna agora alcança a cifra antes inimaginável de quase US$ 1,05 trilhão, segundo o Índice de Bilionários da Bloomberg. Isso representa mais de três vezes a riqueza da segunda pessoa mais rica do mundo, o cofundador do Google, Larry Page.

O mais rico do mundo

Há menos de dez anos, o índice de riqueza da Bloomberg registrou sua primeira fortuna superior a US$ 100 bilhões — uma marca que Musk ultrapassou com folga em 2020. Desde então, ele passou a dominar o ranking dos mais ricos do planeta, primeiro com a ascensão da Tesla como uma das ações de melhor desempenho da história e, mais tarde, com a corrida dos investidores para adquirir participação na SpaceX, hoje uma das empresas mais valiosas do mundo.

Uma fortuna de US$ 1 trilhão — aproximadamente equivalente ao Produto Interno Bruto da Switzerland — desafia a compreensão. Steve Cohen, que ganhou US$ 3,4 bilhões no ano passado como o gestor de hedge fund mais bem remunerado do mundo, precisaria repetir esse resultado por quase 300 anos para alcançar US$ 1 trilhão. Cada um dos 14 filhos de Musk figuraria na 29ª posição entre as pessoas mais ricas do planeta caso herdasse uma parcela igual de sua fortuna.

“Não estamos falando de riqueza geracional”, disse Dan Walter, consultor independente de remuneração. “Estamos falando de algo infinito.”

O marco representa um momento decisivo para Musk, de 54 anos, cuja riqueza já o transformou em uma das figuras mais poderosas e polarizadoras do mundo. Ele não hesitou em usar sua fortuna para promover sua visão de mundo: comprou o Twitter em 2022 para combater o que chamou de “vírus da mente woke”, financiou um chatbot de inteligência artificial alinhado às suas ideias e ajudou a impulsionar a eleição de Donald Trump para um segundo mandato na Casa Branca por meio de doações.

Os mais de US$ 291 milhões que Musk gastou na eleição federal de 2024 representam menos de 0,03% de seu patrimônio atual — o equivalente a uma doação de US$ 291 para alguém com patrimônio de US$ 1 milhão.

Um caminho turbulento

A trajetória de Musk de bilionário a trilionário não foi livre de obstáculos.

A compra do Twitter em 2022 levou-o a vender mais de US$ 15 bilhões em ações da Tesla, contribuindo para a queda dos papéis da montadora e alimentando críticas de que ele havia pago caro demais pela rede social. Seu pacote de remuneração de US$ 56 bilhões na Tesla, negociado em 2018, foi anulado por uma juíza de Delaware após ação movida por investidores. Além disso, sua participação no Departamento de Eficiência Governamental do governo Trump e seu apoio a movimentos políticos marginais afastaram milhões de consumidores, prejudicando as vendas de veículos da Tesla.

Ainda assim, Musk conseguiu superar esses desafios. O Twitter, rebatizado como X, viu o valor de seus dados disparar com a demanda por inteligência artificial e acabou sendo fundido à xAI, startup de IA criada pelo próprio empresário. A Tesla transferiu sua sede da Califórnia para o Texas e, no ano passado, venceu um recurso que permitiu a Musk manter seu pacote original de remuneração. A empresa também aprovou um novo plano que pode render ao executivo até US$ 1 trilhão, caso determinadas metas sejam alcançadas.

Enquanto isso, investidores da Tesla passaram a focar menos na queda das vendas de automóveis e mais em projetos futuros, como os robotáxis e os robôs humanoides Optimus.

SpaceX impulsiona a fortuna

Embora a ascensão de Musk ao posto de trilionário esteja fortemente ligada à SpaceX, foi a Tesla que inicialmente o levou ao topo da lista dos mais ricos do mundo. As ações da fabricante de veículos elétricos sediada em Austin — da qual Musk continua sendo o maior acionista — acumulam valorização de cerca de 35.000% desde a abertura de capital da companhia, em 2010.

Mas o domínio da SpaceX no mercado de lançamentos orbitais, aliado ao serviço de internet via satélite Starlink, lançado em 2019, atraiu atenção crescente dos investidores. Avaliada em cerca de US$ 100 bilhões em uma rodada de investimento em 2021, a companhia viu seu valor saltar para US$ 1 trilhão em fevereiro, após a fusão com a xAI e a rede social X.

O grupo combinado — que agora detém o recorde da maior oferta pública inicial da história, ao levantar US$ 75 bilhões — representa mais de 70% da fortuna de Musk.

Apesar dos números impressionantes, a maior parte da riqueza do empresário continua existindo apenas no papel. Segundo o índice da Bloomberg, ele possui poucos ativos relevantes fora de suas participações nas próprias empresas. Uma venda significativa de ações poderia pressionar as cotações e reduzir o valor de seu patrimônio.

Ainda assim, Tesla e SpaceX mantêm planos de remuneração que podem conceder a Musk participações adicionais caso as companhias atinjam metas financeiras e operacionais ambiciosas. Se todos os objetivos forem cumpridos, os dois pacotes combinados poderiam valer cerca de US$ 1,8 trilhão.

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Análise XAUUSD (Ouro) 2H – Estrutura de Recuperação Altista em F

Análise XAUUSD (Ouro) 2H – Estrutura de Recuperação Altista em F

Gold OANDA:XAUUSD

O ouro está a mostrar sinais de recuperação altista após concluir uma forte fase corretiva. A recente ação do preço formou uma estrutura de fundo arredondado, indicando que a pressão vendedora está a diminuir enquanto os compradores recuperam gradualmente o controlo do mercado.

A linha de tendência descendente (azul) foi rompida, sinalizando uma possível mudança de sentimento de baixista para altista. Desde o rompimento, o preço tem formado mínimos mais altos e está a consolidar abaixo da zona de resistência dos 4.220.

Parece estar a desenvolver-se um padrão de Taça e Asa (Cup and Handle), com o recuo atual a funcionar como a possível asa. Se os compradores mantiverem o impulso e ultrapassarem os máximos recentes, o XAUUSD poderá desencadear uma continuação do movimento altista em direção à zona dos 4.240–4.260.

Níveis-chave:

Resistência: 4.220 – 4.240
Suporte: 4.180 – 4.080
Objetivo Altista: 4.260+
Invalidação: Movimento sustentado abaixo de 4.080

Perspetiva de Trading:
Enquanto o preço permanecer acima da área de suporte do fundo arredondado, a tendência de curto prazo mantém-se altista. Os traders poderão acompanhar um rompimento confirmado acima da resistência para obter confirmação adicional de continuação da subida, enquanto uma quebra dos mínimos ascendentes poderá atrasar este cenário de recuperação.

Esta análise baseia-se na ação do preço e na estrutura do gráfico, não constituindo aconselhamento financeiro.

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Há 450 aviões militares para se aposentar no mundo. A Embraer está na fila para substituí-los

Há um mercado potencial de US$ 60 bilhões para aviões militares no mundo e a Embraer está confiante de que pode abocanhar uma fatia relevante. Sua “arma” para isso é o KC-390, cargueiro a jato em operação desde 2019 e o maior avião já desenvolvido pelo Brasil.

Quem acompanha a Embraer já apostava no KC-390 como o trunfo da divisão de defesa da fabricante brasileira — o editor-executivo Alexandre Versignassi escreveu sobre isso no InvestNews no fim de 2024. Agora, os números do primeiro trimestre de 2026 reforçam a tese.

A unidade de Defesa & Segurança foi a de maior crescimento de receita de toda a empresa no período, com alta de 47% sobre o mesmo trimestre do ano anterior; e também a de melhor margem Ebit ajustada (uma métrica de eficiência operacional), que saltou de -1,5% para +16,9%. A unidade representa hoje cerca de 16% da receita total da Embraer.

LEIA TAMBÉM: A Embraer já faz jatos com a metade do tempo. O desafio agora é dobrar a receita até 2030

O KC-390 já foi selecionado por 12 países: Brasil, Portugal, Hungria, Holanda, Áustria, República Tcheca, Suécia, Lituânia, Eslováquia, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Uzbequistão. A Grécia teve seu pedido de compra de três cargueiros formalizado ao parlamento grego na quarta-feira (10). E essa lista tende a crescer.

A África do Sul é apontada pelo próprio CEO da Embraer, Francisco Gomes Neto, como o próximo país na mira para se tornar cliente. O executivo apresentou números da operação a jornalistas de todo o mundo na sede da empresa em São José dos Campos.

A carteira de pedidos da divisão chegou a US$ 4,2 bilhões no trimestre, recorde histórico para o segmento. No total, o programa acumula mais de 60 pedidos firmes e seleções, com 29 opções adicionais.

Nas vendas internacionais entre 2019 e 2026, o KC-390 chegou a uma participação de mercado de 59%, à frente do C-130J da Lockheed Martin e do A-400M da Airbus.

KC-390
KC-390: aeronave da Embraer tem liderado vendas no setor de defesa (Raquel Brandão/InvestNews)

Para Gomes, o KC-390 tem diferenciais relevantes: “propulsão a jato, fly-by-wire, multi-missão por design. Não há nada comparável”, disse ele.

O ambiente geopolítico também tem ajudado a acelerar as conversas. “Vemos as forças aéreas acelerando suas campanhas”, afirmou o CEO, em referência ao impacto dos conflitos no Oriente Médio e na Europa Oriental sobre os orçamentos militares globais.

A Embraer fabricou três KC-390 em 2024, deve produzir seis neste ano e quer chegar a dez por ano até 2030. A linha de montagem em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, tem capacidade para 18 unidades anuais. O risco de haver um gargalo está na cadeia de fornecedores.

“Motores, equipamentos aviônicos, computadores, peças estruturais — toda a cadeia precisa estar bem alinhada”, disse Marcio Monteiro, vice-presidente de defesa da Embraer. Por ora, segundo ele, não há atrasos relevantes de fornecedores.

KC-390: Líder no segmento com mais da metade do mercado (Infográfico: Embraer/ Divulgação)
KC-390: Líder no segmento com mais da metade do mercado (Infográfico: Embraer/ Divulgação)

As projeções de produção excluem eventuais contratos de grande porte. Estados Unidos e Índia, países com os quais há negociações em curso, não entram nessa conta. Se alguma dessas campanhas avançar, a meta de dez aeronaves por ano pode se tornar apenas o piso.

A empresa estima uma demanda de cerca de 450 aeronaves nos próximos 20 anos, o que sustentaria o citado mercado avaliado em US$ 60 bilhões, com base na necessidade de substituição de modelos C-130 Hercules envelhecidos, da americana Lockheed Martin. Mais de 230 dessas unidades têm mais de 45 anos de operação e precisam ser substituídas agora.

Pressionados pela Rússia e pelos conflitos no Oriente Médio, e sem o respaldo de outrora dos EUA, os países da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) assumiram o compromisso de elevar os gastos com defesa para o equivalente a 5% do PIB até 2035 — mais que o dobro da meta anterior.

Analistas do Santander tentaram quantificar o que esse aumento de gastos representa para a Embraer. A lógica é a seguinte: se os membros da OTAN que ainda não compraram o KC-390 elevarem os gastos em defesa linearmente até 5% do PIB em 2035, e se 20% do incremento for destinado a equipamentos e outros 20% à compra de aeronaves, a Embraer poderia capturar 10% desse mercado.

O resultado seria a venda de até 349 unidades do KC-390 à aliança militar até 2035, com potencial de receita de US$ 42 bilhões, considerando um preço unitário de US$ 120 milhões por aeronave.

O exercício de projeção é sensível às premissas. A fatia de 10% de market share dentro da OTAN é considerada razoável dado o histórico recente, mas não garantida, especialmente em países com laços históricos com fornecedores americanos ou europeus. O cálculo também não inclui pedidos adicionais dos sete aliados que já operam ou selecionaram o avião.

Concorrente peso-pesado

O C-130 Hercules domina o segmento há 70 anos. Em algumas métricas, o avião brasileiro leva vantagem: é mais rápido e transporta mais carga: 26 toneladas contra 20 do C-130J.

Mas o Hercules tem maior autonomia com carga máxima: consegue transportar 19 toneladas por 4,4 mil quilômetros, enquanto o KC-390 carrega 26 toneladas por cerca de 2 mil quilômetros.

A Nova Zelândia, por exemplo, preferiu renovar sua frota com a versão mais nova do próprio Hércules, o C-130J-30. O concorrente da Lockheed Martin não é, portanto, uma aeronave obsoleta.

“Esses são países acostumados a operar equipamentos vindos principalmente da Europa ou dos EUA, e estão tomando decisões corajosas ao mudar”, disse Monteiro.

O mercado americano é o maior desafio. Para tentar avançar nessa frente, a Embraer firmou parceria com a Northrop Grumman e contratou consultorias como a Oliver Wyman, com o objetivo de desenvolver uma versão adaptada do KC-390 para o Pentágono. A fabricante considera instalar uma linha de montagem nos EUA dependendo da demanda. O resultado das negociações, porém, ainda é incerto.

No caso indiano, a Embraer negocia com a Mahindra uma parceria para produzir o KC-390 localmente, modelo que o governo local exige para grandes contratos de defesa. O país opera hoje o AN-32, uma aeronave soviética envelhecida, e busca um substituto mais moderno.

Veterano que ainda vende

O Super Tucano completa o portfólio de defesa. Com mais de 300 unidades encomendadas por 22 forças aéreas em todo o mundo, o avião acumula mais de 625 mil horas de voo e 60 mil horas de combate — números que o consolidam como referência no segmento de ataque leve.

Nos últimos 24 meses, foram fechados 39 novos pedidos, de países como Paraguai, Portugal, Filipinas, Uruguai, Panamá e Estados Unidos. Nas vendas internacionais entre 2019 e 2026, o modelo chegou a 72% do mercado, à frente do AT-6 Wolverine, da Textron (11%), do Mwari, da Paramount (10%), e do Hürkuş-C, da Turkish Aerospace (7%).

O mercado endereçável para os próximos 20 anos é estimado em cerca de 500 aeronaves. Portugal, como primeiro país da OTAN a operar o Super Tucano, abriu caminho para uma linha de montagem na Europa — e a Embraer negocia instalar uma fábrica no país para atender a demanda do continente.

A Embraer trabalha em atualizações da plataforma que vão além da versão da OTAN. A mais recente envolve capacidade de combate a drones, com sensores ópticos e inteligência artificial para detectar e neutralizar alvos aéreos. “Esperamos concluir os testes até o fim deste ano e levar essa capacidade ao mercado”, disse Monteiro.

Impulso para a divisão de serviços

O crescimento da divisão de defesa também alimenta a área de Serviços & Suporte da Embraer.

Cada KC-390 vendido abre um ciclo de receita recorrente em manutenção, peças e treinamento — um negócio que já acumula um backlog de US$ 5,1 bilhões e representa entre um quarto e um terço da receita total da empresa. “Estamos de mãos dadas com a equipe de vendas desde o início das campanhas”, disse Carlos Naufel, presidente da unidade.

Nos Emirados Árabes Unidos, destino de um dos contratos mais recentes, a Embraer já planeja estrutura local de suporte. Na Europa, a OGMA (subsidiária portuguesa da fabricante) faz manutenção do C-130, da Lockheed, o principal concorrente do KC-390, e deve absorver parte da demanda dos novos operadores europeus do cargueiro militar brasileiro.

Apesar do desempenho operacional considerado forte e das perspectivas positivas, tais negócios ainda não se refletem completamente nos preços das ações. Os papéis da Embraer acumulam queda de mais de 30% desde o início da Guerra do Irã.

O Santander mantém recomendação de compra, mas em maio diminuiu o preço-alvo de US$ 90 para US$ 86 por recibo de ação da fabricante negociado em Nova York. O banco cortou as estimativas de Ebitda (métrica de geração de caixa operacional) para 2026 em 7% após os resultados do primeiro trimestre. A recuperação de margens só é esperada a partir de 2027.

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Musk conseguiu. SpaceX emplaca maior IPO da história e levanta US$ 75 bilhões

A SpaceX entrou para a história ao fazer o maior IPO de todos os tempos, abertura que colocou a empresa entre as maiores companhias listadas do mundo e deixou seu fundador, Elon Musk, à beira de se tornar o primeiro trilionário do planeta.

A companhia captou US$ 75 bilhões na oferta inicial de ações na Nasdaq, ao precificar 555,6 milhões de ações a US$ 135 cada, segundo comunicado divulgado no site da empresa nesta quinta-feira (11), avaliada em US$ 1,77 trilhão. O IPO da SpaceX é mais que o dobro do tamanho da abertura da estatal Saudi Aramco, em 2019, que captou US$ 29,4 bilhões.

A Space Exploration Technologies Corp., como é oficialmente conhecida, deu aos bancos coordenadores a opção de comprar 83,3 milhões de ações adicionais ao preço do IPO, o que elevaria o tamanho da operação para cerca de US$ 86 bilhões se totalmente exercida. A oferta atraiu demanda quatro vezes superior às ações disponíveis, segundo a Bloomberg News.

Pelo preço do IPO, a SpaceX vale US$ 1,77 trilhão. Considerando as ações em diluição plena (incluindo opções e ações restritas de funcionários), o valuation chega a US$ 1,8 trilhão.

A base de fãs de Musk teve papel decisivo na operação. Esses investidores fizeram pedidos superiores a US$ 100 bilhões em ações, segundo fontes familiarizadas com o assunto, valor muito acima dos 20% das ações que estavam reservadas para eles.

Nem todo mundo está animado. O vendedor a descoberto veterano James Chanos, fundador da Chanos & Co., chamou a operação de “IPO da esperança e dos sonhos”, movido por entusiasmo com Musk e inteligência artificial em vez dos fundamentos de uma empresa que ainda não dá lucro.

“O mercado endereçável total do espaço é infinito”, disse Chanos no iConnections Global Alts conference, em Nova York. “Você pode construir as histórias que quiser, colônias em Marte, fábricas na Lua, data centers no espaço, para justificar o valuation.”

Ainda assim, com mudanças regulatórias que podem acelerar a entrada da ação em índices como o Nasdaq-100, a demanda dos fundos passivos e dos investidores varejistas que não conseguiram comprar pelo preço do IPO deve criar um sólido grupo comprador para as ações da fabricante de foguetes, satélites e produtos de IA quando começarem a ser negociadas.

A onda dos IPOs de IA

A SpaceX é o primeiro de três grandes IPOs esperados para capitalizar o apetite dos investidores pelas líderes em inteligência artificial, demanda que tem impulsionado os principais índices americanos a recordes neste ano, apesar da aceleração da inflação e da disrupção econômica causada pela guerra no Irã.

A Anthropic PBC e a OpenAI, duas das concorrentes da SpaceX em IA, devem abrir capital ainda este ano e podem buscar valuations acima de US$ 1 trilhão cada uma. Por isso, o desempenho da ação da SpaceX será acompanhado com a mesma atenção por venture capitalists do Vale do Silício e por traders de Wall Street.

O volume de novas ofertas de ações, somado à oferta de US$ 85 bilhões da Alphabet e ao potencial de outras gigantes seguirem o mesmo caminho, alimenta o debate sobre se haverá demanda suficiente para a oferta que se aproxima.

A vantagem de quem chega primeiro permite à SpaceX cravar mais um salto de valuation em menos de um ano. A aquisição da xAI, também de Musk, em fevereiro, elevou o valor combinado das duas para US$ 1,25 trilhão, e o valor original da SpaceX a US$ 1 trilhão. O número era de cerca de US$ 800 bilhões em venda de ações entre acionistas em dezembro, aproximadamente o dobro da marca de julho de 2025.

Pelo preço do IPO, a SpaceX entra no top 10 global de empresas listadas, e se torna maior que a própria Tesla, também de Musk.

De foguetes a infraestrutura de IA

A virada reflete a evolução da empresa em seis meses, de uma operação focada em lançamentos de foguetes e provisão de internet via satélite para uma aspirante a gigante da IA, cujos contratos de infraestrutura computacional com Anthropic e Alphabet, que podem chegar a US$ 2,17 bilhões por mês, devem se tornar a maior fonte de receita.

O pitch de Musk, que coloca a SpaceX no centro de uma visão de ficção científica do futuro, com data centers no espaço e fábricas de robôs na Lua, chegou no momento certo para capitalizar o apetite por investimentos ligados ao boom da IA.

Boa parte do plano da SpaceX de dominar o que a empresa enxerga como um mercado endereçável total de US$ 26,5 trilhões em IA, no entanto, depende de tecnologia que ainda não existe ou que nunca foi testada em escala. A companhia também enfrenta forte concorrência da Anthropic e da OpenAI, cujos chatbots foram mais amplamente adotados por consumidores e clientes corporativos do que o Grok, da xAI.

O patrimônio de Musk

O patrimônio de Musk vai saltar cerca de US$ 275 bilhões, para US$ 970 bilhões, a um passo do status de trilionário, segundo cálculos do Bloomberg Billionaires Index. A participação dele na SpaceX, incluindo opções, vale US$ 688 bilhões ao preço de US$ 135 por ação. Um desempenho forte no pregão de sexta-feira pode levá-lo a cruzar o limite.

A fortuna de Musk pode crescer ainda mais se ele cumprir as metas de desempenho atreladas a até 1,3 bilhão de ações classe B adicionais, divididas em tranches. As condições para receber todas essas ações são ambiciosas: o valor de mercado da empresa precisa atingir US$ 7,5 trilhões, a SpaceX terá de operar data centers fora da Terra com capacidade de 100 terawatts por ano, e estabelecer uma colônia humana permanente em Marte com pelo menos 1 milhão de habitantes.

O CEO, que não poderá vender ações até um ano após o início da negociação, controla 84% do poder de voto da empresa após o IPO, sem considerar a alocação adicional. As políticas de governança da SpaceX dão a Musk poder efetivo de escolher os membros do conselho, o que significa que apenas ele pode tirar a si mesmo do cargo de CEO.

Goldman Sachs, Morgan Stanley, Bank of America, Citigroup e JPMorgan Chase lideram a operação, com outros 18 bancos participando. A estreia na Nasdaq e na Nasdaq Texas será nesta sexta-feira (12), sob o código SPCX.

©2026 Bloomberg L.P.

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Ibovespa hoje: Copa do Mundo, conta fiscal para 2027, petróleo e IA voltam ao ‘radar’ de mercado

A escalada militar entre Estados Unidos e Irã voltou a ocupar o centro do cenário global após uma nova rodada de ataques americanos contra sistemas de vigilância, comunicação e defesa aérea iranianos, seguida por retaliações de Teerã contra instalações militares dos Estados Unidos no Kuwait, Bahrein e Jordânia.

Apesar do aumento das tensões, declarações de Donald Trump indicando maior controle sobre o Estreito de Ormuz contribuíram para reduzir parte das preocupações imediatas com o abastecimento global de petróleo, favorecendo uma acomodação das cotações da commodity ao longo da manhã.

Ainda assim, o conflito permanece no radar dos investidores, dada sua capacidade de influenciar a inflação, o crescimento econômico e as decisões de política monetária em diferentes regiões do mundo, com novas ameaças envolvendo a tomada da Ilha de Kharg pelas forças americanas.

Na Europa, as atenções se concentram na decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que elevou a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 2,25% ao ano, em resposta às pressões inflacionárias associadas à alta dos preços de energia. Mais relevante do que a decisão em si será a comunicação da autoridade monetária sobre os próximos passos do ciclo de juros.

Os investidores buscam sinais que permitam avaliar se o BCE pretende dar continuidade ao aperto monetário ou adotar uma abordagem mais gradual diante de uma economia que já apresenta sinais de desaceleração, em um ambiente impactado pela guerra. Na agenda, o índice de preços ao produtor americano também chama a atenção.

00:52 — Bomba fiscal?

O ambiente doméstico continuou sendo influenciado pelo aumento da aversão ao risco global provocado pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. Nesse cenário, o Ibovespa recuou 0,70%, na última quarta (10), encerrando o pregão aos 168.619 pontos, em linha com o desempenho das principais bolsas internacionais. Já o dólar permaneceu praticamente estável, cotado a R$ 5,17.

A valorização do petróleo ajudou a limitar perdas mais expressivas no mercado acionário ao sustentar empresas ligadas ao setor de commodities. Notadamente, é possível assumir que a trajetória recente do real tem sido explicada principalmente por fatores domésticos, em especial riscos fiscais e políticos, enquanto os choques internacionais exerceram influência relativamente menor sobre o comportamento da moeda.

Em contrapartida, a curva de juros voltou a abrir, refletindo tanto o ambiente externo mais desafiador quanto as preocupações persistentes com inflação e juros elevados nos Estados Unidos.

Na frente econômica e fiscal, os investidores acompanharam com atenção a aprovação, pelo Senado, do projeto que amplia os mecanismos de renegociação de dívidas rurais com potencial utilização de recursos do Fundo Social do Pré-Sal.

Embora o texto ainda precise retornar à Câmara dos Deputados, o Ministério da Fazenda alertou para impactos fiscais relevantes, estimados entre R$ 140 bilhões e mais de R$ 800 bilhões ao longo da próxima década, além de possíveis distorções na oferta de crédito ao agronegócio.

Ao mesmo tempo, os juros dos títulos públicos permaneceram pressionados pela combinação de déficits elevados, crescimento da dívida pública e custos de financiamento em patamares historicamente altos. A conta a ser paga inevitavelmente em 2027 fica cada vez maior.

Para completar, os dados do setor de serviços vieram acima das expectativas, reduzindo ainda mais o espaço para uma flexibilização da política monetária e reforçando a percepção de que o Banco Central deverá adotar uma postura cautelosa nas próximas decisões sobre a taxa de juros.

01:47 — Complicando a vida do Federal Reserve

Nos Estados Unidos, os mercados voltaram a enfrentar uma sessão de elevada volatilidade, com o Nasdaq recuando quase 2% e liderando as perdas em meio à continuidade da realização de lucros nas empresas ligadas à inteligência artificial e ao setor de semicondutores.

Parte desse movimento reflete uma natural rotação de capital após meses de forte valorização, mas também incorpora preocupações crescentes em relação à sustentabilidade dos investimentos em IA, à alta dos preços do petróleo e à perspectiva de juros elevados por mais tempo.

Embora o CPI de maio tenha mostrado uma desaceleração do núcleo da inflação na margem, o índice cheio acelerou para 4,2% em 12 meses, pressionado principalmente pelo avanço dos preços de energia em meio às tensões no Oriente Médio.

O resultado ajudou a reduzir os receios de uma deterioração inflacionária mais intensa no curto prazo, mas pouco alterou a percepção de que o Federal Reserve deverá manter uma postura cautelosa nos próximos meses. Com isso, as atenções do mercado se voltam agora para a divulgação do PPI, que veio acima do esperado nesta manhã, e para os componentes que influenciam o núcleo do PCE, principal indicador de inflação acompanhado pelo banco central americano.

No campo corporativo, a Oracle voltou a demonstrar a força da demanda por infraestrutura voltada à inteligência artificial, mas seus resultados não foram suficientes para sustentar o entusiasmo dos investidores.

O episódio reforça uma característica importante do atual estágio do ciclo: a tese estrutural de inteligência artificial permanece válida, mas os investidores passaram a exigir resultados cada vez mais robustos para justificar os níveis de valuation alcançados nos últimos meses, tornando o ambiente mais sensível a sinais de desaceleração.

02:34 — O interminável conflito

Os Estados Unidos voltaram a atacar alvos iranianos pelo segundo dia consecutivo, aprofundando a escalada militar no Oriente Médio e tornando ainda mais remotas as perspectivas de uma trégua duradoura no curto prazo.

A ofensiva teve como alvo sistemas de defesa aérea, radares, estruturas militares e redes de comunicação, enquanto Donald Trump intensificou a pressão sobre Teerã para que aceite um acordo capaz de prolongar o cessar-fogo e restabelecer a normalidade no Estreito de Ormuz.

Em resposta, o governo iraniano elevou o nível de prontidão de suas Forças Armadas, promoveu ataques contra as posições americanas na região e reiterou que não pretende negociar sob pressão militar.

O episódio reforça a percepção de que o cessar-fogo firmado em abril perdeu grande parte de sua efetividade, ampliando os riscos para a estabilidade regional e para o abastecimento global de energia.

Embora o cenário-base ainda contemple alguma normalização ao longo do tempo, os mercados passaram a trabalhar com a hipótese de preços estruturalmente mais elevados para a energia, tornando a evolução do conflito e seus potenciais impactos sobre a inflação global fatores centrais para a dinâmica dos ativos nas próximas semanas.

03:28 — Turbinando os investimentos

A China avalia investir cerca de US$ 295 bilhões nos próximos cinco anos na construção de uma rede nacional de data centers voltada à inteligência artificial. Um dos mais ambiciosos projetos de infraestrutura tecnológica já planejados pelo país.

A iniciativa pretende integrar centros de computação distribuídos pelo território chinês em uma única rede nacional, operada por empresas estatais de telecomunicações e apoiada em fornecedores domésticos, como a Huawei. Mais do que uma expansão de capacidade tecnológica, o projeto reflete a visão cada vez mais consolidada de Pequim de que poder computacional é um ativo estratégico, comparável à infraestrutura de energia, transporte ou telecomunicações, além de reforçar os esforços para reduzir a dependência de tecnologias dos Estados Unidos.

A estratégia concentra parte relevante dessa expansão em regiões de menor custo energético, como Mongólia Interior, Ningxia e Gansu, onde a disponibilidade de energia e espaço favorece operações de grande escala voltadas ao processamento de inteligência artificial.

O plano também acompanha a rápida evolução do ecossistema chinês de IA, que já reúne mais de 6.200 empresas e movimenta cerca de US$ 180 bilhões por ano. Em conjunto, esses investimentos evidenciam a disposição da China de consolidar uma infraestrutura tecnológica própria e disputar posições de liderança na próxima etapa da corrida global por inteligência artificial nos próximos anos.

04:16 — É dada a largada na Copa do Mundo

Paralelamente ao início da Copa do Mundo de 2026 nesta quinta-feira, a FIFA vem enfrentando críticas crescentes em razão de sua política de preços dinâmicos, que transformou esta edição na mais caras da história do torneio. Apesar da expectativa de forte demanda, cerca de 180 mil ingressos ainda permaneciam disponíveis no portal oficial de revenda, incluindo milhares de entradas para a partida de estreia da seleção dos Estados Unidos.

Desde a abertura das vendas, em outubro de 2025, os preços passaram por sucessivos reajustes, acumulando alta média de 35% na maioria dos jogos. Na final, os ingressos das categorias mais premium chegaram a aproximadamente US$ 33 mil, enquanto até mesmo as opções mais acessíveis custam mais de três vezes o valor observado na Copa do Mundo do Catar, em 2022, que já tinha sido considerada cara.

O resultado foi uma reação negativa de torcedores, especialistas e parte da imprensa esportiva, levantando questionamentos sobre até que ponto a busca por receitas adicionais comprometeu a acessibilidade do evento.

Sob a ótica financeira, contudo, a estratégia ainda pode se mostrar bem-sucedida. A FIFA projeta arrecadar cerca de US$ 11 bilhões com a Copa do Mundo de 2026, dos quais aproximadamente US$ 3 bilhões devem vir da venda de ingressos (mais de três vezes o montante obtido com bilheteria na edição anterior).

Ainda assim, a entidade enfrenta desafios reputacionais e regulatórios relevantes. A recente queda nos preços do mercado secundário sugere que a demanda pode não ter sido tão robusta quanto o esperado nos níveis inicialmente praticados, enquanto autoridades de alguns estados americanos já iniciaram investigações relacionadas a alegações de escassez artificial de ingressos e cobrança de preços excessivos.

O episódio ilustra o delicado equilíbrio entre maximizar receitas e preservar a experiência do torcedor no maior evento esportivo do mundo. Resta agora aproveitar os jogos ao longo das próximas semanas.

05:03 — Transporte de cargas

A Amazon acaba de dar mais um movimento estratégico que remete diretamente à fórmula responsável pelo sucesso da AWS: transformar uma infraestrutura originalmente desenvolvida para atender necessidades internas em uma plataforma de serviços escalável para terceiros.

Ao abrir sua operação de transporte de cargas fracionadas (LTL) para empresas externas, independentemente de elas utilizarem ou não seu marketplace, a companhia passa a competir diretamente com operadores tradicionais de logística apoiada em uma rede que reúne cerca de 80 mil caminhões, 24 mil contêineres e um elevado grau de automação.

A reação do mercado foi imediata, com quedas expressivas nas ações de empresas como Old Dominion e FedEx, refletindo a preocupação de que um setor historicamente protegido passe a enfrentar a mesma pressão competitiva que varejistas, empresas de tecnologia e provedores de infraestrutura digital já experimentaram após a entrada da Amazon.

Para os investidores, o episódio reforça uma das principais virtudes da companhia: a capacidade de extrair novas fontes de receita a partir de ativos já existentes, ampliando seu mercado endereçável sem a necessidade de investimentos proporcionais.

Mais do que o lançamento de um novo serviço, a iniciativa sinaliza o potencial surgimento de uma nova vertical de negócios baseada em logística, replicando a lógica que transformou a AWS em uma das operações mais rentáveis do grupo.

Embora o impacto financeiro imediato deva ser limitado diante da escala da Amazon, o movimento fortalece a tese de longo prazo ao aumentar a utilização de sua infraestrutura, ampliar a integração de seu ecossistema e abrir novas avenidas de crescimento.

Nesse contexto, seguimos enxergando a Amazon como uma das companhias mais bem posicionadas para capturar tendências estruturais ligadas à digitalização, logística, inteligência artificial e serviços empresariais.

Para o investidor brasileiro, as BDRs AMZO34 continuam oferecendo uma forma eficiente de acessar essa tese diretamente pela B3, com exposição a uma empresa que segue expandindo sua atuação para mercados cada vez maiores e mais estratégicos.

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Enquanto criptomoedas sangram, uma ação ligada ao setor dispara; por que será?

O mercado de criptomoedas está passando por algumas semanas difíceis. O Bitcoin (BTC) caiu abaixo de US$ 64 mil e chegou a atingir a marca de US$ 59,1 mil (um pouco abaixo da mínima de fevereiro) na semana passada, com US$ 1,8 bilhão em apostas alavancadas liquidadas em uma única sessão.

Mas enquanto o BTC despencava, a Galaxy Digital (Nasdaq: GLXY), empresa de serviços financeiros nativa do universo das criptomoedas, chegava a subir 30% no pico intraday da segunda-feira (8).

No último dia 5 de junho, o Morgan Stanley começou a encaminhar seus clientes de gestão de patrimônio em cripto para a Galaxy.

Clientes que já possuem BTCETH ou SOL agora podem entregar esses ativos à Galaxy, que cria novos ETPs (produtos negociados em bolsa) de cripto à vista, e os devolve diretamente para a conta de corretagem do cliente.

Fonte: Twitter | X

Tudo isso sem nenhuma promoção no meio, e é exatamente esse o objetivo

A venda gera um fato gerador de imposto, mas esta troca em espécie elimina completamente essa tributação.

As taxas, por si só, não vão impulsionar a receita da Galaxy, que cobra de 15 a 25 pontos-base por conversão. Mas cada corretora ou gestora que encaminha operações com criptomoedas para a Galaxy representa mais um passo para que a empresa se torne parte integrante do sistema financeiro tradicional, sempre que se tratar de criptomoedas.

Ou seja, a empresa topa abrir mão de receita agora para ganhar confiança e credibilidade, e converter isso em receita no futuro.

Além disso, seu CEO, Mike Novogratz, destacou no último fim de semana o potencial do Helios, campus de data centers para inteligência artificial (IA) da companhia situado no Texas. A aposta é ambiciosa: transformar o projeto no maior campus de data center único dos Estados Unidos, posicionando a Galaxy em um dos segmentos mais aquecidos do mercado global.

Os números ajudam a explicar o entusiasmo. A CoreWeave, uma das principais empresas de infraestrutura para IA, já garantiu toda a capacidade inicial de 800 MW (megawatts) do projeto por meio de um contrato de arrendamento de 15 anos. Sozinho, o acordo deve gerar mais de US$ 1 bilhão em receita anual para a Galaxy.

O campus possui 1,6 GW (gigawatts) de capacidade já aprovada, o dobro do volume contratado até agora, e potencial para alcançar 3,5 GW nas próximas fases de expansão.

Com a geração de energia já em andamento, a expectativa é que a receita do Helios comece a aparecer nos resultados do segundo trimestre da Galaxy. Na prática, o mercado está prestes a enxergar a empresa não apenas como ligada ao setor cripto, mas também como uma operação relevante de infraestrutura para IA.

Isso ajuda a explicar por que as ações GLXY vêm apresentando um comportamento mais próximo das empresas de inteligência artificial do que das tradicionais ações expostas ao mercado de criptomoedas.

Enfim, mesmo em um mercado pressionado, algumas empresas ligadas ao setor cripto continuam entregando resultados e atraindo a atenção dos investidores.


Variações semanais (20/05/26 a 10/06/26)

  • Bitcoin (BTC): US$ 61.793 | Var. -19,92%
  • ♦ Ethereum (ETH): US$ 1.631 | Var. -22,96%
  • 🟠 Dominância Bitcoin: 63,46% | Var. +4,60%
  • 🌐 Valor total do mercado cripto: US$ 2,1 tri | Var. -17,65%
  • 💵 Valor de mercado de stablecoins: US$ 316,058 bi | Var. -1,83%
  • 📊 Valor total travado (TVL) em DeFi: US$ 70,02 bi | Var +15,45%

*dados referentes ao fechamento em 10/06/26


Tópicos da semana

E o Bitcoin (BTC)?

– O Bitcoin (BTC) caiu abaixo de US$ 63 mil pela primeira vez desde fevereiro, em meio a uma forte pressão vendedora de investidores de longo prazo. Carteiras que não movimentavam fundos há mais de 155 dias venderam cerca de US$ 2,4 bilhões nos primeiros dias de junho.

Esse movimento desencadeou aproximadamente US$ 1,5 bilhão em liquidações de posições compradas alavancadas, e ampliou para 13 dias consecutivos a sequência de saídas líquidas dos ETFs spot de Bitcoin.

Segundo analistas da Presto Research, a queda está relacionada à concorrência de ativos como ouro e ações ligadas à inteligência artificial, enquanto investidores revisam suas expectativas sobre possíveis cortes de juros pelo Federal Reserve nos EUA.

Ademais, a volatilidade implícita de 30 dias atingiu o maior nível desde abril, e o padrão predominante do mercado tem sido a venda durante as altas de preço (distribuição), em vez da compra durante as quedas (acumulação).

Debandada dos ETFs de BTC

– Os ETFs spot de Bitcoin registraram saídas líquidas de US$ 3,4 bilhões em apenas uma semana, encerrando um período de 13 dias consecutivos de resgates, que somaram US$ 4,37 bilhões. Trata-se da maior sequência de retiradas desde o lançamento desses produtos, no início de 2025.

O movimento reflete um sentimento mais cauteloso por parte dos investidores institucionais em relação aos ativos de risco, incluindo criptomoedas. A magnitude dos resgates também levantou dúvidas sobre o grau de comprometimento dos investidores de ETFs com estratégias de longo prazo, contrariando expectativas anteriores de que esses produtos serviriam principalmente como veículos de acumulação sustentada de Bitcoin.

Conhece a Zodia Custody?

– A Zodia Custody obteve uma licença de instituição de pagamentos concedida pela CSSF de Luxemburgo, ampliando sua atuação além da custódia de criptoativos para oferecer serviços completos relacionados a stablecoins em toda a União Europeia.

A autorização complementa a estrutura regulatória já existente sob o MiCA, e permite que a empresa atue na camada de pagamentos, realizando o recebimento, armazenamento e transferência de valores em stablecoins.

Além disso, a licença garante direitos de “passaporte europeu”, possibilitando que a Zodia opere em todos os países-membros da UE sem precisar solicitar aprovações regulatórias separadas em cada jurisdição, fortalecendo sua posição na expansão da infraestrutura de pagamentos digitais no bloco.


A inteligência artificial está quebrando as criptomoedas?

No último episódio do Crypto Never Sleeps, recebemos Rafael Castaneda (Casta Crypto), co-fundador e COO da Oxus Finance, para destrinchar o que realmente está acontecendo com o mercado de criptomoedas.

Assista ao episódio aqui:

Aviso obrigatório
Este conteúdo é apenas informativo e tem como objetivo compartilhar insights e análises sobre o mercado. Não constitui recomendação de investimento, e qualquer decisão financeira deve ser feita com base em sua própria análise e, preferencialmente, com o apoio de profissionais qualificados.

O post Enquanto criptomoedas sangram, uma ação ligada ao setor dispara; por que será? apareceu primeiro em Empiricus.

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Ritmo de compras corporativas de bitcoin despenca em junho

As tesourarias de bitcoin (BTC) – empresas que mantêm a criptomoeda em seus caixas – reduziram bastante o ritmo de compras. E não foi pouco.

Dados da empresa de análise de blockchain Glassnode mostram que a média diária de aquisições está entre US$ 20 milhões e US$ 40 milhões em junho.

O valor representa uma queda de aproximadamente 95% em relação aos mais de US$ 500 milhões registrados diariamente entre abril e maio.

Em entrevista ao portal especializado CoinDesk, analistas da Glassnode afirmaram que o movimento sugere uma postura mais cautelosa das empresas em relação ao bitcoin, justamente em um momento de enfraquecimento do sentimento do mercado.

O cenário se soma às recentes saídas dos ETFs americanos de bitcoin – os preferidos dos investidores institucionais -, aumentando a pressão sobre a maior criptomoeda do mundo.

Apenas nesta semana, esses fundos registraram retiradas líquidas de US$ 388 milhões, segundo dados da SoSoValue.

Em meio às vendas, aos juros elevados e às incertezas geopolíticas, o bitcoin segue negociado na faixa dos US$ 62 mil na manhã desta quinta-feira (11).

A criptomoeda está cerca de 50% abaixo da máxima histórica de US$ 126 mil registrada em outubro do ano passado.

Veja as cotações das principais criptomoedas às 7h50.

Bitcoin (BTC):  +2,62%, US$ 62.830,34

Ethereum (ETH): +1,93%, US$ 1.620,63

BNB (BNB): +2,58%, US$ 599,45

XRP (XRP): +0,79%, US$ 1,11

Solana (SOL): +3,05%, US$ 65,42

Outros destaques do mercado cripto

Menos uma stablecoin brasileira. As empresas brasileiras volta e meia lançam novas stablecoins. Mas também encerram projetos. Foi o que aconteceu com a BTG Dol (BTGDOL), stablecoin de dólar emitida pela Mynt. A empresa, braço cripto do BTG Pactual, informou que o ativo será descontinuado em 1º de julho. Os saldos remanescentes serão convertidos para USD Coin (USDC). O motivo? Segundo a firma, a decisão faz parte da evolução de seu portfólio cripto.

ETF de renda baseado em bitcoin. A BlackRock deu mais um passo para lançar um ETF que combina exposição ao bitcoin com geração de renda. A maior gestora do mundo enviou uma nova versão da documentação do produto para a SEC (a CVM dos EUA). O fundo pretende gerar receita adicional por meio da venda de opções sobre cotas de seu famosinho IBIT, o maior ETF de bitcoin do mercado.

Trump lucra, investidores perdem. Olha essa. Mais de um milhão de pessoas registraram perdas ao investirem em empreendimentos cripto da família Trump – como a World Liberty Financial e a memecoin $TRUMP -, segundo a agência Reuters. Por outro lado, a própria família teria acumulado cerca de US$ 2,3 bilhões em ganhos. A investigação aponta que os negócios se beneficiaram da popularidade e da influência política do presidente para atrair investidores, mas vários dos ativos perderam valor após o lançamento.

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DIRR3 - Fundo Duplo Abre Caminho para 32% de Alta

DIRR3 - Fundo Duplo Abre Caminho para 32% de Alta

Direcional Engenharia S.A. BMFBOVESPA_DLY:DIRR3

# 🚨 DIRR3 Segurou o Suporte! Fundo Duplo Pode Abrir Caminho Para Alta de Mais de 30%

A DIRR3 chegou novamente em uma região extremamente importante do gráfico e, até o momento, o mercado deu sinais claros de defesa dos compradores. O ativo testou pela segunda vez a faixa dos **R$ 12,15**, formando um possível **fundo duplo em região de suporte**, padrão gráfico bastante observado por traders que buscam identificar reversões de tendência.

O que chama atenção é que esse suporte não surgiu do nada. Observando o histórico do papel, percebemos que essa mesma região já atuou como ponto de defesa anteriormente, gerando uma reação compradora relevante. Agora, o mercado retorna ao mesmo nível e, novamente, encontra demanda suficiente para impedir novas quedas.

## Por que o suporte em R$ 12,15 é tão importante?

O suporte representa uma área onde compradores historicamente demonstraram interesse em assumir posições. Quando um ativo retorna a esse nível e volta a reagir, aumenta a probabilidade de estarmos diante de uma acumulação.

No caso da DIRR3, o preço realizou dois testes praticamente na mesma faixa, caracterizando o possível fundo duplo. Esse padrão costuma ganhar ainda mais relevância quando aparece após um movimento corretivo prolongado, exatamente o cenário atual do papel.

Enquanto os preços permanecerem acima de **R$ 12,15**, a estrutura gráfica segue válida e favorece uma busca por níveis superiores.

## 🎯 Alvo 1: Região dos R$ 14,29

O primeiro desafio dos compradores está na faixa dos **R$ 14,29**, região que já funcionou como resistência anteriormente e onde existe uma concentração de oferta.

Partindo do suporte atual, esse movimento representa uma valorização aproximada de **17,63%**.

Uma eventual superação dessa faixa pode confirmar a força do fundo duplo e atrair novos participantes para o movimento, aumentando o fluxo comprador no papel.

### O que observar?

* Aumento de volume durante a subida;
* Fechamentos consistentes acima da resistência;
* Rompimento sem devolução imediata dos ganhos.

Caso esses fatores apareçam, o mercado pode ganhar força para buscar níveis ainda mais altos.

## 🚀 Alvo 2: Região dos R$ 16,14

Superado o primeiro obstáculo, o próximo objetivo técnico passa a ser a faixa dos **R$ 16,14**.

Esse nível coincide com uma importante zona de resistência deixada por movimentos anteriores e representa um potencial de valorização próximo de **32,84%** em relação ao suporte atual.

A chegada nessa região colocaria a DIRR3 novamente em uma área onde ocorreu forte disputa entre compradores e vendedores no passado, sendo um ponto natural para realização parcial de lucros.

## Gestão de risco continua sendo fundamental

Apesar da configuração gráfica ser interessante, é importante lembrar que nenhum padrão garante movimentações futuras. O fundo duplo é uma estrutura probabilística e depende da continuidade da defesa compradora.

Por isso, muitos traders utilizam a perda do suporte dos **R$ 12,15** como ponto de invalidação do cenário. Caso o ativo rompa essa região para baixo com força e volume, a leitura técnica precisará ser reavaliada.

## Conclusão

A DIRR3 apresenta uma das estruturas mais interessantes do momento. O mercado voltou exatamente para uma região onde compradores já haviam demonstrado força anteriormente e, até aqui, o suporte segue sendo respeitado.

O possível **fundo duplo em R$ 12,15** coloca o ativo em uma posição técnica favorável para buscar:

✅ **Primeiro alvo:** R$ 14,29 (+17,63%)

✅ **Segundo alvo:** R$ 16,14 (+32,84%)

Agora o jogo está nas mãos dos compradores. Se conseguirem manter a defesa do suporte e aumentar o volume nas próximas sessões, o papel pode iniciar um movimento de recuperação bastante interessante.

**E você, acredita que a DIRR3 está formando um fundo duplo ou ainda existe espaço para novas quedas? Deixe sua análise nos comentários!** 📈🔥

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O JP Morgan ficou mais seletivo com as construtoras e cortou a MRV

Num setor que acumula queda de cerca de 15% no ano, o JP Morgan decidiu separar vencedores e perdedores. O banco elevou Cury e Direcional para compra, manteve Cyrela e Eztec em neutro e cortou a MRV, numa revisão que reflete juros altos por mais tempo, incertezas macroeconômicas e riscos crescentes para empresas mais alavancadas.

O cenário macro que mudou o jogo

O pano de fundo é difícil. A Selic segue em território restritivo, o real continua pressionado e a incerteza eleitoral de 2026 paira sobre o humor dos investidores. O setor de construção civil acumula queda de cerca de 15% no ano, contra alta de 5% do Ibovespa no mesmo período. O múltiplo de preço/lucro forward de 12 meses do setor recuou para 5,6 vezes — um desconto de aproximadamente 30% em relação ao pico de 8,0 vezes registrado no início de dezembro de 2025. É nesse contexto que o JP Morgan revisou suas estimativas e promoveu mudanças de rating em três das seis construtoras que cobre.

A lógica do banco é direta: em um ambiente de juros altos por mais tempo, as empresas voltadas ao segmento de baixa renda — protegidas pelo programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) e suas taxas subsidiadas — tendem a sofrer menos do que as expostas ao crédito imobiliário de mercado. “Nossa preferência pelo segmento de baixa renda reflete o atual ambiente macroeconômico no Brasil”, escreveram os analistas.

"Apesar de nossa visão relativamente positiva sobre a baixa renda, vale mencionar que as construtoras são nomes domésticos, e a deterioração contínua no macro prejudicaria a valoração do setor."

As mudanças de rating: quem sobe, quem desce

O banco promoveu o upgrade de Cury [CURY3] e Direcional [DIRR3] para Overweight (equivalente a “compra”) e rebaixou MRV [MRVE3] para Neutro. Cyrela [CYRE3] e Eztec [EZTC3] seguem com recomendação Neutra. Os preços-alvo foram cortados em média 11%, refletindo um aumento de 50 pontos-base no custo de capital e revisões para baixo nos lucros estimados.

A grande favorita do banco segue sendo a Tenda (TEND3), com upside de 62% e estimativas de lucro líquido para 2026 acima do consenso de mercado. A Direcional ganhou um upgrade por conta de catalisadores específicos: o potencial impacto do novo zoneamento urbano de Belo Horizonte sobre seu banco de terrenos e a parceria com a MDNE para lançamentos no Nordeste — iniciativas que, juntas, poderiam adicionar R$ 1,0 bilhão por ano em valor de vendas (PSV) no curto e médio prazo.

A bomba-relógio do 6x1

Um risco que ainda não está precificado pelo mercado ganhou destaque no relatório: a proposta de emenda constitucional que extingue a escala 6x1, aprovada pela Câmara em maio, agora aguarda votação no Senado. A mudança reduziria a semana de trabalho de 44 para 40 horas de forma gradual — e sem corte de salários.

Para as construtoras, o efeito seria direto sobre os custos de obra. O JP Morgan estima que a reforma pode reduzir a margem bruta ajustada das empresas em 1,0 a 1,5 ponto percentual, assumindo que o novo regime eleve em 5% os custos com mão de obra e que não haja repasse imediato nos preços das unidades. Para neutralizar o impacto, as construtoras precisariam aumentar o preço de venda em cerca de 2,0% a 2,5%.

A Cury seria a mais impactada entre as cobertas pelo banco, com a mão de obra representando 50% do seu custo de mercadoria vendida (CMV). A Eztec seria a menos afetada, com 35%. Ainda assim, os analistas pontuam que empresas do MCMV têm alguma proteção por meio dos reajustes nos tetos de preço do programa — o que ajuda a viabilizar eventuais repasses.

MRV: o caso à parte

O downgrade da MRV merece atenção especial. O problema não está no Brasil — o segmento core da empresa, ligado ao MCMV, segue evoluindo bem. O calcanhar de Aquiles é a Resia, subsidiária americana de apartamentos para aluguel (multifamily). O JP Morgan cortou a estimativa de lucro por ação de 2026 da MRV em 70% e a de 2027 em 35%, incorporando perdas adicionais decorrentes de desinvestimentos da Resia abaixo do preço esperado. A projeção é de prejuízo líquido de cerca de R$ 330 milhões na subsidiária americana apenas em 2026. Com a maior alavancagem do setor — relação dívida líquida/patrimônio de 102% no primeiro trimestre — a MRV é também a mais vulnerável a um ambiente de Selic elevada por mais tempo.

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Movida nega ‘modismo’ da IA e mira triplicar receita com parceria da Meta no WhatsApp

Diante da corrida pela inteligência artificial, o discurso de transformação digital se tornou quase obrigatório nas empresas. Para a Movida (MOVI3), porém, a decisão de desenvolver projetos baseados na ferramenta vai além de “modismos”.

Embora a locadora não tenha um orçamento dedicado para IA, todo projeto de tecnologia e inovação da companhia passa por um comitê executivo para garantir que os pilares estratégicos do grupo sejam atendidos.

“Primeiramente, investigamos quais seriam os benefícios do investimento para o cliente e depois para a empresa. Buscamos não cair em modismos”, afirmou o CEO da Movida, Gustavo Moscatelli, à Bloomberg Línea após apresentação de parceria com a Meta (META).

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A locadora foi a primeira empresa escolhida pela gigante do Vale do Silício no país para desenvolver um agente de IA para o WhatsApp que atenda toda a jornada do cliente em uma mesma conversa. Isso significa que o consumidor será atendido desde o primeiro contato até a conclusão do pedido dentro da plataforma, sem precisar sequer de link de pagamento externo.

Do lado da Meta, a parceria envolveu cerca de 50 funcionários para desenvolver e implementar a ferramenta, que foi levada como case de sucesso a Londres. Não houve aplicação de recursos dedicados ao projeto por parte das empresas, segundo Moscatelli, mas sim de equipes.

“Não é simplesmente um chatbot. O agente do WhatsApp já sabe as preferências e hábitos do cliente, além de conseguir armazenar dados e melhorar o atendimento a cada dia”, diz.

Leia mais: Movida quer aumentar a base de clientes, mas ‘não a qualquer custo’, diz CEO

Ele conta que a conversão de vendas pelo Whatsapp da Movida duplicou em três semanas. Nos últimos 12 meses, o faturamento da empresa pelo canal somou cerca de R$ 100 milhões, mas o potencial, segundo Moscatelli, é alcançar R$ 300 milhões até o final do ano.

Anteriormente, a Movida tinha uma equipe interna de cerca de 30 pessoas dedicadas ao atendimento por Whatsapp aliado a um serviço de chatbot. Esses funcionários foram realocados para outras áreas do SAC.

Segundo a companhia, ainda é possível que o cliente solicite falar com um atendente, caso sinta necessidade. “O agente de IA é uma estratégia complementar, não excludente. Nosso principal objetivo é acelerar o processo de conversão”, diz Moscatelli.

Além da conversão

O executivo afirma que, além de acelerar a conversão de vendas, o agente de IA da Meta deve ajudar a Movida na coleta e tratamento de dados, inclusive no planejamento de novas lojas.

De acordo com o estudo Panorama Liderança 2026, da Amcham com a consultoria Humanizadas, cerca de 7 em cada 10 executivos veem a IA como tradutor de grandes volumes de dados. Conforme o levantamento, traduzir dados em insights (68%), antecipar riscos operacionais (62%) e recomendar ações com base em padrões (50%) lideram o ranking de benefícios da IA no ambiente corporativo.

Moscatelli destacou que o próximo passo do projeto envolvendo o Whatsapp é implementar a nova ferramenta no atendimento de venda de seminovos e serviços de carro por assinatura.

No âmbito da IA como um todo, a Movida está tocando atualmente o desenvolvimento de três projetos: um na área de carro por assinatura; o segundo na divisão de finanças e, o terceiro, no SAC.

“Temos um pensamento mais pragmático. Tudo que planejamos trazer, principalmente de inovação, tem que ser muito bom para o cliente e operacionalmente para a empresa. Não é só para mostrar que temos agentes de IA”, diz.

Leia também:

De itens exclusivos a multicanalidade: como a MBRF planeja elevar as vendas na Copa

Uso de ‘canetas emagrecedoras’ no Brasil supera média global e muda cesta de consumo

Loja da Movida em Brasília: jornada do cliente por agente de IA no Whatsapp (Foto: Empresa/Divulgação)
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Ibovespa hoje (10): nova escalada militar no Oriente Médio, inflação norte-americana, pesquisa eleitoral e mais destaques

A nova escalada militar entre Estados Unidos e Irã voltou a pressionar os mercados globais após forças americanas realizarem ataques contra alvos iranianos em resposta à derrubada de um helicóptero Apache nas proximidades do Estreito de Ormuz.

Teerã prometeu retaliar e respondeu com ataques contra algumas posições americanas na região, enquanto países do Golfo elevaram seus níveis de alerta diante do risco de ampliação do conflito. Apesar do aumento das tensões, a reação dos mercados permaneceu relativamente contida.

O petróleo chegou a avançar de forma mais expressiva, mas devolveu parte dos ganhos após a confirmação de que a operação americana havia sido concluída, reduzindo os temores de uma interrupção imediata do fluxo de petróleo pela principal rota energética do mundo.

Paralelamente, a atenção dos investidores migrou rapidamente para a inflação americana. Após um payroll mais forte do que o esperado e uma significativa reprecificação dos juros globais, o CPI de maio passou a ocupar o centro das atenções como principal determinante da direção dos mercados no curto prazo.

Ao mesmo tempo, sinais de inflação mais elevada na China e no Japão reforçam a percepção de que o cenário global segue marcado pela combinação de riscos geopolíticos e pressões inflacionárias persistentes.

· 00:57 — A conta vai chegar

O mercado brasileiro apresentou uma performance relativamente resiliente na terça-feira, com o Ibovespa avançando 0,68% após três sessões consecutivas de queda, enquanto o dólar encerrou o dia praticamente estável, a R$ 5,18.

O movimento ocorreu na contramão das principais bolsas internacionais, pressionadas pela realização de lucros em ações de tecnologia e pelo aumento das tensões no Oriente Médio. Entre os destaques do dia, o governo passou a discutir medidas para mitigar os efeitos da alta do petróleo sobre a inflação, incluindo a ampliação da mistura obrigatória de etanol na gasolina e iniciativas voltadas à redução da carga tributária sobre combustíveis.

É possível que novas medidas sejam anunciadas nessa direção, embora parte delas possa aumentar as preocupações em torno da trajetória fiscal, especialmente em um ambiente já marcado por elevado grau de incerteza sobre as contas públicas.

No campo político, a agenda doméstica segue intensa. O Senado deve analisar a PEC que amplia a autonomia orçamentária do Banco Central, em um momento em que a credibilidade da política monetária continua sendo um ativo relevante para a economia brasileira.

Uma maior proteção institucional tende a reduzir percepções de interferência política na condução da autoridade monetária, fortalecendo a previsibilidade e a eficácia das decisões de juros, especialmente em um contexto de inflação persistente e condições financeiras mais apertadas.

Paralelamente, a crescente disputa global por minerais críticos levou Estados Unidos e União Europeia a intensificarem esforços para garantir acesso às reservas brasileiras de terras raras, reforçando a relevância estratégica do país na nova geopolítica dos recursos naturais.

Por fim, no cenário eleitoral, pesquisa Genial/Quaest mostrou o presidente Lula liderando as intenções de voto para 2026, tanto no primeiro turno quanto no segundo turno contra Flávio Bolsonaro. O levantamento também apontou desgaste para o senador após os recentes episódios envolvendo seu nome, tema que passou a influenciar a percepção de uma parcela relevante do eleitorado, inclusive entre grupos tradicionalmente mais alinhados ao bolsonarismo.

Em disputas polarizadas, a capacidade de preservar apoio entre eleitores independentes e de centro costuma desempenhar papel decisivo, o que torna esse movimento um elemento importante para o acompanhamento do cenário político nos próximos meses.

· 01:45 — Uma inflação contaminada

A recuperação das ações de semicondutores mostrou-se passageira, com o setor voltando a liderar as perdas em Wall Street diante de uma combinação de realização de lucros, preocupações com possíveis excessos de valuation associados à inteligência artificial e da migração de recursos para o aguardado IPO da SpaceX.

Apesar da fraqueza observada nas empresas de tecnologia, a maior parte dos setores do S&P 500 encerrou o pregão em alta, enquanto a volatilidade também foi influenciada por novos desdobramentos geopolíticos envolvendo Estados Unidos e Irã. O movimento reforça a percepção de que os mercados atravessam um período marcado por oscilações mais frequentes, elevada sensibilidade ao fluxo de notícias e um retorno gradual da atenção dos investidores aos fundamentos econômicos.

Nesse contexto, as atenções se voltam para a divulgação do CPI de maio nos Estados Unidos, considerado o principal evento macroeconômico da semana. Como era esperado, houve uma aceleração da inflação anual de 3,8% para 4,2%, impulsionada principalmente pelo avanço dos preços de energia, enquanto o núcleo do índice, que exclui itens mais voláteis, subiu de 2,8% para 2,9%, sugerindo que parte das pressões inflacionárias começa a se disseminar por outros segmentos da economia.

Após um payroll mais forte do que o esperado e a recente reprecificação dos juros globais, o dado ganha relevância adicional por seu potencial de influenciar as expectativas para a política monetária do Federal Reserve. Tal dinâmica de inflação pode reacender as discussões sobre novas elevações de juros (o que ainda acho improvável).

· 02:39 — Mercado não acredita na escalada

Os Estados Unidos realizaram uma nova rodada de ataques contra alvos iranianos em resposta à derrubada de um helicóptero Apache nas proximidades de Omã, episódio que voltou a elevar as tensões no Oriente Médio.

Embora Donald Trump continue afirmando que um acordo com o Irã poderia ser alcançado em poucos dias, os acontecimentos recentes apontam para uma escalada do conflito. O governo iraniano prometeu retaliar as ações americanas, Israel ampliou suas operações contra o Hezbollah no Líbano e autoridades de Teerã passaram a alertar sobre os riscos enfrentados por forças estrangeiras posicionadas próximas ao território iraniano. Até o momento, cerca de 14 militares americanos morreram no conflito, enquanto o número de vítimas no Irã e no Líbano já ultrapassa 7 mil pessoas.

Apesar da deterioração do ambiente geopolítico, a reação dos mercados permaneceu relativamente contida. O petróleo voltou a subir, o dólar ganhou força e as bolsas asiáticas recuaram, mas os investidores parecem interpretar os ataques americanos como limitados e ainda compatíveis com a continuidade das negociações diplomáticas. Em meio a sinais contraditórios sobre o futuro do conflito e das conversas envolvendo o programa nuclear iraniano, a atenção dos mercados segue concentrada nos dados de inflação dos Estados Unidos.

· 03:24 — Um novo passo no mercado de inteligência artificial

A Anthropic anunciou o Claude Fable 5, uma versão mais segura e restrita de seu avançado modelo Mythos, que até recentemente era considerado poderoso demais para ser disponibilizado amplamente ao público.

O novo sistema incorpora mecanismos de segurança capazes de bloquear consultas potencialmente sensíveis, redirecionando temas como armas biológicas e segurança cibernética para modelos menos sofisticados. Paralelamente, a companhia segue ampliando o acesso ao Claude Mythos 5 apenas para parceiros selecionados, com o objetivo de identificar vulnerabilidades e aperfeiçoar seus protocolos de segurança. O lançamento ocorre em um momento particularmente relevante para a empresa, que recentemente abriu capital e alcançou uma avaliação próxima de US$ 965 bilhões.

Ao mesmo tempo, o superciclo de semicondutores impulsionado pela inteligência artificial continua ganhando força. Diferentemente dos ciclos anteriores, normalmente associados à reposição de estoques ou a oscilações de curto prazo na demanda por eletrônicos, o movimento atual parece refletir uma expansão estrutural da infraestrutura global de IA.

A forte demanda por chips de memória avançados, servidores especializados e componentes voltados para data centers vem impulsionando receitas, preços e ações do setor, especialmente em polos estratégicos como Coreia do Sul e Taiwan. Nesse contexto, Taiwan avalia endurecer as restrições à exportação de chips de inteligência artificial para a China, em alinhamento com os Estados Unidos, reforçando o caráter cada vez mais geopolítico da disputa tecnológica global.

· 04:12 — Megagasoduto

Após décadas tratados como projetos excessivamente caros e de execução complexa, dois megagasodutos africanos voltaram ao centro das atenções em meio à busca global por novas fontes de energia.

De um lado, Argélia, Níger e Nigéria avançam com o Gasoduto Transaariano; de outro, o Marrocos defende uma rota alternativa pela costa atlântica, conectando a Nigéria ao norte da África. Impulsionados pelas mudanças geopolíticas provocadas pelas guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, os projetos refletem não apenas a necessidade europeia de diversificar o abastecimento de gás, mas também a histórica disputa por influência entre Marrocos e Argélia.

Apesar dos custos elevados, dos desafios de financiamento e dos riscos de segurança ao longo do Saara, a crescente demanda por segurança energética torna essas iniciativas mais plausíveis do que em qualquer outro momento das últimas décadas. A grande questão, agora, não é mais a relevância estratégica desses projetos, mas a capacidade de transformá-los em realidade.

· 05:06 — Qualidade operacional em um setor mais seletivo

A conversa do nosso time com a gestão da Multiplan reforçou nossa percepção de que a companhia continua operando em um patamar diferenciado dentro do setor de shoppings. A empresa segue apoiada em um portfólio de ativos dominantes, localizados em regiões estratégicas e cada vez mais adaptados às novas dinâmicas de consumo.

O fluxo de visitantes passou a depender menos das tradicionais lojas âncora e mais de experiências, gastronomia, entretenimento e serviços, um movimento que tem permitido à companhia aprimorar continuamente seu mix de lojistas e sustentar um desempenho operacional superior à média do mercado.

Do ponto de vista operacional, a expectativa continua sendo de crescimento de vendas acima do setor, impulsionado tanto pela qualidade dos ativos quanto pela captura de valor das recentes expansões em empreendimentos como Morumbi Shopping, BH Shopping e BarraShopping.

Embora a reforma tributária e fatores sazonais, como a Copa do Mundo, possam gerar ruídos no curto prazo, a administração entende que a qualidade dos ativos e a capacidade de reciclagem do portfólio tendem a mitigar boa parte desses impactos. Em alguns casos, esse processo pode inclusive abrir espaço para a entrada de novas marcas e operadores mais alinhados ao posicionamento premium dos empreendimentos.

Na frente financeira, a companhia segue demonstrando elevada disciplina de capital. A venda de participações minoritárias em alguns ativos contribuiu para a redução da alavancagem, enquanto a sólida geração de caixa preserva a flexibilidade financeira e pode abrir espaço para uma remuneração mais robusta aos acionistas.

Com FFO yield projetado ao redor de 9%, potencial de dividend yield próximo de 6% e ações negociando a cerca de 11 vezes o FFO esperado para 2027, entendemos que a Multiplan (MULT3) continua reunindo uma combinação atrativa de ativos de alta qualidade, balanço sólido e valuation descontado, permanecendo bem posicionada para capturar uma eventual melhora do ambiente macroeconômico e do varejo nos próximos anos.

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Ibovespa hoje (8): da euforia à cautela, mercados iniciam semana com inflação, guerra e inteligência artificial (IA) no radar

O início da semana foi marcado por uma mudança relevante de humor nos mercados globais. A combinação entre a intensificação das tensões no Oriente Médio, a correção das ações ligadas à inteligência artificial (IA) e a revisão das expectativas para a trajetória dos juros nos Estados Unidos levou investidores a adotar uma postura mais cautelosa.

Os confrontos entre Israel e Irã voltaram a ganhar intensidade, elevando os riscos para a estabilidade da região e impulsionando o petróleo para próximo de US$ 100 por barril. Ao mesmo tempo, o forte relatório de emprego dos EUA reforçou a percepção de que o Federal Reserve (Fed) poderá manter uma postura mais restritiva por mais tempo, pressionando os rendimentos dos títulos públicos americanos e reduzindo o apetite por ativos mais sensíveis ao custo de capital. 

O impacto foi particularmente visível no setor de tecnologia e inteligência artificial, principal motor dos mercados ao longo dos últimos meses. Após a queda superior a 4% do Nasdaq na sexta-feira (5), bolsas asiáticas com forte exposição à cadeia global de semicondutores registraram correções expressivas, com destaque para o Kospi sul-coreano, que recuou mais de 8%.

A combinação entre dados econômicos robustos, juros mais elevados, avaliações exigentes e uma realização natural de lucros após um rali expressivo ajudou a desencadear o movimento. Ainda assim, a recuperação parcial dos futuros americanos e as declarações construtivas de executivos como Jensen Huang, da Nvidia, sugerem que o mercado continua enxergando a inteligência artificial como uma tendência estrutural de longo prazo, embora agora inserida em um ambiente potencialmente mais seletivo e volátil. 

A agenda desta semana adiciona novos elementos a esse cenário. As atenções estarão voltadas para os dados de inflação, além da decisão de política monetária do Banco Central Europeu e dos desdobramentos no mercado de energia.  

· 00:58 — Semanas difíceis 

O mercado brasileiro encerrou mais uma semana sob pressão, refletindo a combinação de fatores externos e domésticos que continuam desafiando os ativos locais. O Ibovespa recuou 2,74% no período, registrando sua oitava semana consecutiva de queda, a sequência mais longa desde 1994, enquanto o dólar avançou para R$ 5,16, atingindo seu maior patamar no ano.

O principal catalisador do movimento veio dos Estados Unidos, onde o relatório de emprego (payroll) surpreendeu positivamente ao apontar a criação de 172 mil vagas em maio, mais que o dobro das expectativas do mercado. O resultado reforçou a percepção de que a economia americana segue resiliente, reduzindo as apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve e impulsionando os rendimentos dos títulos públicos americanos. Como consequência, o dólar ganhou força globalmente, o fluxo de recursos para mercados emergentes enfraqueceu e os ativos brasileiros voltaram a sofrer pressão. 

No cenário doméstico, o ambiente permanece igualmente desafiador. A combinação entre inflação ainda resistente, atividade econômica mais forte do que o esperado e incertezas em relação ao quadro fiscal levou os investidores a revisarem suas expectativas para a política monetária. Com isso, a possibilidade de manutenção da Selic ganhou espaço, enquanto as apostas em novos cortes de juros se tornaram mais limitadas.

Esse movimento se refletiu diretamente na curva de juros, pressionando especialmente os ativos mais sensíveis ao custo de capital, como ações voltadas ao mercado interno e setores mais dependentes das condições financeiras. Nos próximos dias, as atenções estarão concentradas na divulgação do IPCA de maio, nos dados do setor de serviços e nas atualizações do Boletim Focus, indicadores que serão fundamentais para calibrar as expectativas sobre os próximos passos do Banco Central e a trajetória dos mercados brasileiros ao longo do restante do mês. 

· 01:41 — Semana de dados de inflação 

O foco dos mercados nesta semana estará concentrado nos dados de inflação dos Estados Unidos, especialmente no CPI de maio, que será divulgado na quarta-feira (10). A atenção é justificada porque o mercado de trabalho voltou a surpreender positivamente. O payroll mostrou criação de 172 mil vagas, praticamente o dobro do esperado, enquanto as revisões dos meses anteriores também vieram para cima, reforçando a percepção de uma economia que continua crescendo em ritmo saudável.

Embora a taxa de desemprego tenha permanecido em 4,3% e existam alguns sinais de moderação em segmentos específicos do mercado de trabalho, o conjunto dos dados sugere que a atividade econômica segue resiliente. Nesse contexto, os números de inflação ganham importância ainda maior, pois ajudarão a determinar se essa força da economia está ou não se traduzindo em novas pressões sobre os preços. 

As implicações para a política monetária são relevantes. Um CPI mais forte pode reforçar a visão de que o Federal Reserve precisará manter os juros elevados por mais tempo, ou até considerar novas altas em 2026, cenário que vem ganhando espaço entre algumas instituições financeiras. Isso tende a pressionar os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, elevando as taxas dos juros de mercado e reduzindo o apetite por ativos mais sensíveis ao custo de capital.

Foi justamente essa dinâmica que ajudou a provocar a recente realização de lucros em ações de tecnologia, após meses de forte valorização impulsionada pela inteligência artificial. Em outras palavras, os mercados entram na semana tentando responder a uma pergunta central: a economia americana continua forte o suficiente para sustentar os lucros corporativos sem reacender a inflação? A resposta terá impacto direto sobre a curva de juros, o dólar e o comportamento das bolsas globais

· 02:39 — Sinais de escalada 

A guerra entre Israel e Irã continua sendo um dos principais focos de atenção dos mercados globais. Apesar das tentativas de cessar-fogo e das negociações conduzidas pelos Estados Unidos, os confrontos seguem ocorrendo por meio de ataques diretos, ações de grupos aliados ao Irã e novas tensões em pontos estratégicos da região, como o Líbano e o Mar Vermelho.

Até aqui, o mercado de petróleo mostrou uma resiliência maior do que a esperada, com o Brent estabilizado próximo de US$ 100 por barril, bem abaixo dos cenários mais pessimistas que chegaram a projetar preços entre US$ 150 e US$ 200. Isso ocorreu graças à utilização de estoques estratégicos, ao aumento das exportações americanas, à manutenção de fluxos relevantes pelo Estreito de Ormuz e à desaceleração da demanda em países como a China. Ainda assim, os próximos meses podem ser mais desafiadores, especialmente se houver novas interrupções logísticas ou uma escalada do conflito. 

Ao mesmo tempo, o equilíbrio do mercado de energia permanece delicado. Estima-se que cada mês adicional de restrições no fluxo de petróleo pode pressionar ainda mais os preços, enquanto a OPEP+ continua elevando gradualmente sua produção para compensar parte dos riscos de oferta.

Nos Estados Unidos, Donald Trump mantém uma postura firme em relação ao Irã, condicionando qualquer flexibilização de sanções a avanços concretos nas negociações de paz. O resultado é um cenário em que os mercados seguem monitorando simultaneamente geopolítica, oferta de petróleo e decisões dos grandes produtores.

Embora o choque inicial tenha sido absorvido melhor do que muitos esperavam, a combinação entre conflito prolongado, riscos para rotas estratégicas de transporte e estoques globais mais apertados sugere que a energia continuará sendo uma das variáveis mais importantes para inflação, crescimento econômico e comportamento dos mercados nos próximos trimestres. 

· 03:23 — Debate aprofundado 

O debate sobre inteligência artificial ganhou novos contornos. A Anthropic, desenvolvedora do modelo Claude e uma das principais concorrentes da OpenAI, defendeu a possibilidade de uma desaceleração temporária no desenvolvimento dos sistemas mais avançados de IA. A empresa argumenta que o ritmo atual de evolução da tecnologia pode superar a capacidade de adaptação das instituições, da regulação e das pesquisas de segurança, sugerindo que uma eventual pausa só faria sentido se fosse adotada globalmente e acompanhada de mecanismos de verificação.

Ao mesmo tempo, o governo Donald Trump publicou uma nova ordem executiva sobre inteligência artificial, optando por uma abordagem mais leve do que a inicialmente cogitada. A proposta prevê que o governo tenha um prazo de 30 dias para analisar novos modelos de inteligência artificial antes de seu lançamento ao público. A proposta preserva algum grau de supervisão sobre novos modelos, mas evita medidas mais rígidas que poderiam reduzir a competitividade das empresas americanas frente à China. 

Enquanto isso, os efeitos da inteligência artificial já começam a aparecer de forma concreta no mercado de trabalho. As empresas de tecnologia dos EUA anunciaram mais de 38 mil demissões apenas em maio, o maior volume em quase dois anos, e os cortes acumulados em 2026 já superam 123 mil vagas. Em muitos casos, a própria IA passou a ser citada como motivo para a reestruturação das equipes. Ainda assim, o quadro não é inteiramente negativo. O setor também lidera as intenções de contratação para os próximos anos, refletindo uma transformação da demanda por trabalho, mais do que uma simples destruição de empregos.

Em outras palavras, a inteligência artificial continua avançando como uma das principais forças de mudança da economia global, gerando ganhos de produtividade e novas oportunidades, mas também exigindo adaptação de empresas, trabalhadores e governos a um mercado cada vez mais moldado pela tecnologia, que promete revolucionar a economia global. 

· 04:14 — Limite populacional? 

A Suíça se aproxima de um referendo com potencial para gerar impactos econômicos relevantes. A proposta, conhecida como “Não aos 10 milhões”, busca limitar a população do país a 10 milhões de habitantes, exigindo uma redução significativa do ritmo de imigração nas próximas décadas.

Os defensores argumentam que o país enfrenta pressões crescentes sobre infraestrutura, habitação, transporte e serviços públicos, enquanto os críticos alertam que a medida pode restringir a oferta de mão de obra em uma economia altamente dependente de profissionais qualificados vindos do exterior. Grandes empresas, especialmente dos setores de tecnologia e farmacêutico, demonstraram preocupação com possíveis dificuldades para atrair talentos internacionais, considerados essenciais para a competitividade do país. 

As implicações podem ir além do mercado de trabalho. Um limite rígido à imigração entraria em conflito com o princípio da livre circulação de pessoas, um dos pilares da relação entre a Suíça e a União Europeia. Isso abre espaço para tensões diplomáticas e comerciais com o principal parceiro econômico do país, responsável por grande parte de suas exportações e investimentos.

Em última instância, o debate reflete uma questão que vem ganhando força em diversas economias desenvolvidas: como equilibrar crescimento econômico, demanda por trabalhadores qualificados e pressões sociais associadas ao aumento da imigração em mercados desenvolvidos. 

· 05:06 — Um evento que chama a atenção 

Apple (Nasdaq: AAPL) inicia hoje sua tradicional Worldwide Developers Conference (WWDC), principal evento anual da companhia voltado a desenvolvedores, software e inovação. Embora historicamente a conferência seja utilizada para apresentar atualizações dos sistemas operacionais da empresa, a edição deste ano carrega uma relevância especial para investidores.

Após as críticas recebidas pela primeira geração do Apple Intelligence e os atrasos na implementação de recursos mais avançados de inteligência artificial, o mercado espera que a companhia apresente uma resposta mais robusta para a crescente competição com OpenAI, Google, Microsoft e outras líderes da corrida pela IA. Não por acaso, a WWDC é vista como uma oportunidade para a Apple demonstrar que possui uma estratégia para a grande onda tecnológica. 

O principal destaque esperado é uma profunda reformulação da Siri. Segundo as indicações, a assistente virtual deverá incorporar recursos de inteligência artificial generativa, utilizando modelos Gemini, do Google, além de ganhar maior capacidade de compreender contexto pessoal, interpretar informações exibidas na tela e executar tarefas mais complexas em diferentes aplicativos do ecossistema Apple.

Também existe expectativa para o lançamento de uma versão independente da Siri, em formato semelhante aos atuais chatbots de IA, potencialmente abrindo espaço para novas formas de monetização. Além disso, investidores acompanham possíveis atualizações dos sistemas operacionais da companhia, adaptações para novos formatos de hardware e avanços na integração entre dispositivos, elementos que podem reforçar a competitividade do ecossistema Apple nos próximos anos. 

Embora o mercado costume reagir de forma cautelosa aos anúncios da WWDC no curto prazo, o evento possui relevância para a tese de investimento. Mais do que apresentar novos produtos, a Apple precisa convencer investidores de que está preparada para ocupar um papel relevante na era da IA.

Em nossa visão, a empresa continua reunindo atributos difíceis de replicar, como uma base extremamente fiel de usuários, forte capacidade de geração de caixa, integração única entre hardware e software e uma das marcas mais valiosas do mundo. Caso a WWDC consiga demonstrar avanços concretos na estratégia de IA, o evento poderá representar um passo importante para reforçar a confiança dos investidores na capacidade da companhia de continuar gerando crescimento e valor para os acionistas ao longo da próxima década, incluindo os investidores brasileiros expostos às BDRs AAPL34

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IA que vai buscar lucros de até R$ 1.960 semanais tem acesso liberado hoje (8); veja como reservar já o seu

A Empiricus Research vai liberar acessos para os interessados em conhecer o Delta IA a partir das 19h desta segunda-feira (8). Os investidores que registrarem seu interesse com antecedência no software poderão receber os acessos em breve. 

Para quem ainda não conhece, esta automação busca lucros no mercado de criptomoedas de forma 100% automatizada. Se você chegou neste texto antes do lançamento da ferramenta, aproveite a chance de deixar seu nome na lista prévia e já ficar por dentro dos próximos passos:

INSCREVA-SE PARA CONHECAR O DELTA IA

Saiba mais sobre as operações do Delta IA que podem chegar até R$ 1.960 por semana

O Delta IA foi lançado este ano como a primeira inteligência artificial automatizada do Brasil voltada para operações de long & short em criptomoedas.

Na prática, isso significa que a tecnologia atua em compra e venda de ativos digitais, buscando oportunidades de retorno em diferentes cenários do mercado. A proposta da ferramenta é permitir que o investidor possa buscar ganhos explorando justamente a diferença entre essas posições.

De acordo com resultados de backtests da estratégia:

  • Em períodos de queda do mercado, a projeção foi de lucros de até R$ 1.960 por semana;
  • Já em cenários de alta, a projeção alcançou retornos potenciais de até R$ 1.420 por sexta-feira.

Os resultados têm como base testes realizados nos últimos seis anos, com os desempenhos em destaque relativos a junho de 2020 (+50,6%) e outubro de 2021 (+35,3%), respectivamente.

Conforme explica Valter Rebelo, “o diferencial desta ferramenta está na execução automatizada das operações”. Ele é especialista em ativos digitais da Empiricus Research e responsável pelo desenvolvimento da estratégia do Delta IA.

“Enquanto outras inteligências artificiais apenas fornecem análises ou sugestões, o Delta IA opera o mercado de forma ativa. O investidor pode simplesmente acompanhar e copiar as operações realizadas pela estratégia”, afirma Rebelo.

O analista relembra que o mercado de criptomoedas tem riscos, por isso, os investidores devem alocar com parcimônia. “Sem arriscar todo o seu patrimônio, acredito que você ainda se expõe a esse potencial”.

Por isso, é sempre bom lembrar que rentabilidade passada não representa garantia de ganhos futuros e todo investimento envolve riscos e pode gerar perdas.

Para apresentar o funcionamento da tecnologia, esclarecer dúvidas e detalhar a metodologia utilizada, Rebelo e a equipe de especialistas em criptomoedas da Empiricus irão promover um evento online gratuito nesta segunda-feira (8).

VEJA COMO PARTICIPAR DO LANÇAMENTO DO DELTA IA

Outro ponto que chama atenção na estratégia é a dinâmica semanal das operações –especialmente às sextas-feiras.

É nesse dia que o robô realiza o rebalanceamento automatizado da carteira, selecionando:

  • 10 ativos com maior potencial de valorização para operações compradas;
  • 10 ativos com mais chance de queda para operações vendidas.

Com etapas simples, a ferramenta desenvolvida por experts no mercado permite que até mesmo usuários com pouca experiência possam ir em busca da conquista de uma renda extra. A boa notícia é que a oportunidade para conhecer o Delta IA de perto está próxima. Veja como, a seguir.

Está chegando a hora: garanta sua vaga na lista de pré-interessados no relançamento do Delta IA

Como falamos anteriormente, se você estiver lendo este texto antes da noite de segunda-feira (8), ainda pode registrar seu nome na lista de pré-reserva para acessar o Delta IA.

Para isso, é só clicar no botão ao final da matéria. Após a inscrição, você receberá mais detalhes sobre a ferramenta e como acessá-la.

O registro inicial é gratuito:

PARTICIPE DO EVENTO E CONHEÇA O DELTA IA

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Escala 6×1: Latam acredita em impactos diferentes em equipes de solo e tripulação

A Latam Brasil tem tratado a questão do fim da escala de trabalho 6×1 dividindo o impacto da mudança nas duas realidades de sua equipe – o pessoal de solo e as tripulações – e tem recebido das autoridades do país que essas diferenças serão respeitadas no caso de aprovação da legislação pelo Congresso. A afirmação foi feita pelo CEO da companhia no Brasil, Jerome Cadier, durante entrevista coletiva na 82ª Assembleia Anual da Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA), no Rio de Janeiro.

Para a realidade do pessoal de solo, Cadier disse que a companhia “está muito próxima do estado desejado” pela nova lei e que vai buscar os ajustes necessários para sua tripulação. No caso da tripulação e pilotos, o executivo disse que as discussões tem avançado e que tem ouvido que as diferenças serão respeitadas. “O governo garantiu que as mudanças vão impactar mais as equipes de solo”, disse.

Leia também: O que é escala 6×1? Entenda a jornada que está em discussão no Congresso

Durante a última teleconferência após a divulgação dos resultados da companhia, o CEO comentou que, caso as duas situações fossem tratadas sob o mesmo prisma, a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais iria inviabilizar a operação internacional das companhias aéreas, por conta da duração dos voos.

O executivo também disse na coletiva que a previsão da primeira certificação de um avião Embraer E195-E2 da companhia é o quarto trimestre de 2026. No ano passado, a companhia aérea anunciou a compra de até 74 aeronaves da Embraer (EMBR3), sendo um pedido de 24 entregas firmes e mais 50 opções de compra, num valor estimado em US$ 2,1 bilhões.

Leia também: Lula agradece Latam por compra de 24 aviões da Embraer

Roberto Alvo, CEO da Latam Airlines também participou da coletiva e destacou o crescimento do setor e da empresa desde que IATA sediou pela última vez sua assembleia anual no continente, em 1999. Na quela ano, as aéreas da América do Sul tinham transportado 68 milhões de passageiros, o equivalente a 4% do mercado no mundo. No ano passado, foram 447 milhões, mais de 5% do total.

Pelo modelo de entrega dos serviços da Latam, que busca o mesmo tratamento aos passageiros independentemente da rota, Alvo disse não estar preocupado com notícias de uma possível maior concorrência na região de empresas estrangeiras. Eles destacou ainda que a Latam é a companhia aérea mais sustentável do Hemisfério Ocidental.

Sobre o impacto da guerra nos preços das passagens, por conta dos custos mais altos, o executivo acredita que eles seguirão altos, até um ajuste para baixo que deve acontecer no ano que vem. “A indústria como um todo se readaptou. É normal ver ajustes de capacidade. No final das contas, nós vamos ver um novo equilíbrio, com os preços baixando em 2027”, disse Alvo.

O jornalista viajou a convite da IATA.

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Israel teria usado bombas de fósforo branco no Líbano, diz “NYT”

Imagens analisadas pelo The New York Times indicam que o Exército de Israel utilizou munições de fósforo branco em regiões habitadas do sul do Líbano durante operações militares recentes. A conclusão foi baseada na verificação de vídeos, fotografias e depoimentos de especialistas em armamentos consultados pelo jornal.

Os registros mostram rastros de fumaça característicos da substância em áreas próximas às cidades de Tiro, Qlayaa, Khiam e Yohmor. Um dos vídeos analisados, divulgado pela emissora Al Jazeera em 30 de maio, registra uma ação militar na região de Nabatieh, onde vivem cerca de 40 mil pessoas.

O direito internacional impõe restrições ao uso de fósforo branco em áreas com presença de civis devido ao potencial de causar incêndios e queimaduras graves.

Segundo especialistas ouvidos pelo New York Times, os vídeos mostram indícios compatíveis com projéteis de artilharia M825A1, fabricados nos Estados Unidos.

Esse tipo de munição dispersa fósforo branco no ar para criar barreiras de fumaça utilizadas em operações militares. Embora possa ser empregado para ocultar movimentações de tropas, o material também apresenta riscos quando utilizado próximo a áreas habitadas.

O fósforo branco entra em combustão ao entrar em contato com o oxigênio, produzindo intensa fumaça e calor. Seu uso é alvo de restrições previstas em acordos internacionais relacionados a armas químicas e incendiárias.

Resposta de Israel

As Forças de Defesa de Israel afirmaram ao jornal que utilizam esse tipo de munição para fins de camuflagem e não para atingir pessoas ou provocar incêndios. Segundo os militares, os procedimentos internos proíbem o emprego do material em áreas povoadas, embora admitam a existência de exceções em determinadas circunstâncias operacionais.

O New York Times informou que solicitou esclarecimentos específicos sobre os episódios registrados no sul do Líbano, mas não recebeu resposta sobre os casos analisados.

O uso de fósforo branco por Israel já foi alvo de questionamentos em conflitos anteriores. Organizações de direitos humanos e organismos internacionais investigaram denúncias relacionadas ao emprego da substância na Faixa de Gaza em 2009 e 2023, além de episódios ocorridos no Líbano durante os conflitos de 1982 e 2006.

Em 2013, após críticas de entidades internacionais, o Exército israelense anunciou que reduziria a utilização desse tipo de munição em operações militares.

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Atacante do Iraque foi interrogado por horas no aeroporto de Chicago, diz fonte

O ⁠atacante iraquiano da Copa do Mundo, Aymen Hussein, ‌foi detido e interrogado por quase sete horas no aeroporto O’Hare, em Chicago, depois de chegar com ‌a equipe na madrugada deste sábado, informou uma autoridade esportiva iraquiana.

Hussein foi finalmente autorizado a entrar, mas o fotógrafo da equipe foi impedido de entrar nos Estados Unidos, disse o funcionário que trabalha para o ⁠Comitê ‌Olímpico Iraquiano, mas tem contatos próximos com a ⁠equipe.

Não houve nenhum comentário imediato da Associação de Futebol do Iraque ou de Hussein, jogador que marcou o gol que garantiu a recomendação da equipe para as finais.

O Departamento de Imigração e Alfândega ​dos EUA e o Departamento de Segurança Interna não responderam imediatamente às mensagens que buscavam comentários ​sobre o interrogatório relatado, que também foi coberto pela mídia iraquiana.

Os torcedores saíram nas primeiras horas da manhã para cumprimentar a equipe iraquiana no aeroporto, segurando bandeiras e pedindo aos jogadores que posassem ‌para fotos, menos de uma semana ​antes do início do torneio, conforme mostrou um vídeo nas redes sociais.

O telefone de Hussein foi inspecionado depois que ele chegou, disse a ⁠autoridade iraquiana.

‘O fotógrafo ​da equipe ​nacional, Talal Salah, foi detido por mais de 10 horas, passou por ⁠verificações telefônicas semelhantes e, ​por fim, teve sua entrada nos Estados Unidos negada’, acrescentou a autoridade.

O Iraque está retornando à Copa do Mundo ​pela primeira vez desde sua estreia há 40 anos.

Hussein, de 30 anos, lidera uma potente linha ​de frente que ⁠também conta com Ali Al-Hamadi, do Ipswich Town, e os jovens ⁠talentosos Ali Jassim e Youssef Amyn.

O Iraque enfrenta a França, o Senegal e a Noruega no Grupo I. O torneio, que está sendo coorganizado pelos EUA, Canadá e México, começa na quinta-feira.

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I co-own a vending machine business with my 10-year-old. He's learning tough lessons.

Mom and son
Christina Nicolson's 10-year-old son started his first business with a vending machine.

Courtesy of Christina Nicolson

  • Christina Nicolson is the mother of 11-year-old Landon Nicholson. They live in Wellington, Florida.
  • Landon approached her about starting a vending machine business over a year ago.
  • Christina, a business owner herself, shares what it's been like so far.

This as-told-to essay is based on a conversation with Christina Nicholson, the mother of Landon Nicholson. It has been edited for length and clarity.

My son, Landon, and I own a vending machine together. We started when he was 10, over a year ago. Landon got the idea for his vending machine business at one of his sister's basketball games. He was helping at the concession stand during a Wellington Wolves tournament and started noticing just how many people wanted snacks and drinks.

That was the moment the lightbulb went off. First, he wanted to have a candy store, and I said, "Let's start smaller."

I'm a business owner, so I was game to do it

Landon has always wanted to make his own money. Maybe it's because he's seen me do it; I started my own media company right after he was born. He's always seen me be my own boss and seen the flexibility that comes with that. To start, we got a book and watched some YouTube videos to learn about it.

First, we had to find a spot for it. He was taking acting lessons at our community center during the summer, and he went to the front desk and asked if they had a vending machine. They said that they used to, but didn't anymore. He said, "Do you want one? That's my business."

They gave him the contact person, and we set up a meeting with the village of Wellington. We put together a proposal that included what we'd put in there and how much we would sell it for, and they okayed it. They had a contract. The agreement was that 26% of the commission would go to them, and Landon and I would split the profits 50/50.

In September of 2024, we bought a vending machine for $1,500 and had it shipped for $843. We also purchased a credit card reader for $385, bought $265 worth of items from Costco, and put $17 in change in the machine to start.

We're still in the hole, but have learned some important lessons

The community center is not very busy. We're not splitting profits yet, but I still think it's been worthwhile.

A big lesson for him was that just because you make money, it doesn't mean it's your money. For example, the first time we went to the vending machine to get money, he was so excited to have all the dollar bills. But I told him that we had to pay the machine off, that 26% goes to the village of Wellington for letting us put our machine in there, and so on. He quickly learned the difference between revenue and profit.

He was also very excited at the beginning of this to go and check on it once a week. He liked to see what needed filling up, what people were liking, and so on. Now, he's not as excited to go. He still enjoys doing it, but that initial excitement has worn off.

I'm being patient with him

Sometimes, you just have to be patient. We're almost there. I encourage him to review the numbers every month; I'll print out the P&L for him to see. He's very impatient, but I remind him that to make a business work, you have to work.

He's learning different business models, how much time they take, and how busy you are going to be. This has been good because of his age; he goes to the community center and checks on it once a week for 15 minutes. He also likes to see what's working. He still asks me every once in a while if he's making money yet.

I wasn't expecting his confidence. It really impressed me. He walked right up to the community center's front desk, asked if they wanted a vending machine, and came home with a business card. I love that he's not afraid. I think this experience will help him with the confidence to start more businesses.

Read the original article on Business Insider

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O auge das apostas esportivas vai ser na Copa do Mundo. E pode ser também o começo do fim

A Copa do Mundo de 2026 deve ser o maior evento de apostas da história, as populares bets. Cerca de US$ 50 bilhões devem ser apostados globalmente no torneio, que reúne 48 seleções em 104 jogos ao longo de 39 dias. 

Nos Estados Unidos, os fusos horários favoráveis vão permitir apostas ao vivo durante todas as partidas. Segundo a Sportradar, cerca de 90% dos americanos que planejam apostar no torneio o farão pela primeira vez numa Copa.

O mês também traz as finais da NBA, as finais da Stanley Cup (no hóquei) e o U.S. Open de golfe. A enxurrada de apostas será um respiro para as casas, especialmente o duopólio americano formado por FanDuel e DraftKings.

Mas, para além desses eventos pontuais, o futuro do setor parece incerto. Depois de uma longa onda de legalizações estaduais que já se exauriu, o crescimento fácil parece ter ficado para trás. 

Excluído o novo mercado do Missouri, o volume total de apostas esportivas (o chamado handle) caiu 3,1% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a American Gaming Association. Março registrou a queda mais acentuada desde junho de 2020.

A Flutter Entertainment, controladora da Betfair, Betnacional e FanDuel, reduziu a projeção de receita para o ano ao reportar os números do primeiro trimestre em maio.

O handle da DraftKings cresceu modestos 1,5% no período. As ações refletem a desaceleração: a DraftKings cai 27% no ano, a Flutter, 53%. O ETF Roundhill Sports Betting & iGaming acumula queda de 25% em relação à máxima dos últimos 12 meses.

O setor lida ainda com um novo concorrente: os mercados de previsão, que essencialmente permitem apostas esportivas em todo o país, independentemente da legislação estadual. Para manter o apostador engajado, as casas tradicionais gastam quase US$ 700 milhões por ano em propaganda na TV, segundo dados da Nielsen encomendados pela AGA.

Inflação e impostos federais mais altos sobre os ganhos comprimem o bolso do apostador. E o público começa a mostrar sinais de fadiga, à medida que crescem as preocupações com saúde pública e integridade esportiva.

Ressaca regulatória

A mudança de humor vem despertando ceticismo entre legisladores, agora mais dispostos a enfrentar o setor. Em março, uma tentativa de legalizar apostas esportivas na Geórgia fracassou no legislativo estadual. O senado estadual do Colorado aprovou recentemente um projeto que proíbe depósitos em casas de aposta com cartão de crédito, além de restrições à publicidade.

“Historicamente, um estado nunca reabriria uma lei de jogo. De uma hora para outra, isso deixou de ser tabu”, diz Steve Ruddock, analista do setor e autor da newsletter Straight to the Point.

No total, oito estados aumentaram impostos sobre apostas esportivas desde 2023, e cinco impuseram limites à dedução fiscal de gastos com promoções. Illinois impôs uma nova alíquota que pode chegar a 40% da receita das casas de aposta, em cima do imposto municipal de Chicago, de 10,25%. Neste mês, a DraftKings fechou a casa física que operava no Wrigley Field, estádio do Chicago Cubs.

Para Jonathan Cohen, que lidera a política para apostas esportivas no American Institute for Boys and Men, a maioria dos americanos nunca pediu tanta aposta esportiva. “Não houve mandato público”, diz ele, lembrando que a onda de legalização foi impulsionada por uma decisão da Suprema Corte em 2018 e pelo desespero dos estados por nova arrecadação no auge da pandemia.

“É a clássica arrogância americana de legalizar a forma mais agressiva de um produto de uma vez só, e só depois lidar com as externalidades negativas”, afirma Cohen.

O fantasma da manipulação

Para Cohen, o vício não será o que vai virar a maré regulatória. O que pode fazer isso são as preocupações sobre os próprios jogos.

As ligas esportivas já acreditaram que apostas legalizadas minariam a percepção de honestidade das competições. “As posses mais preciosas que temos como liga de futebol americano são as nossas reputações de integridade e a integridade dos nossos jogos”, disse Paul Tagliabue, então comissário da NFL, em audiência no Congresso sobre apostas esportivas em 1990.

Trinta e quatro anos depois, o Super Bowl LVIII foi realizado em Las Vegas.

O alerta de Tagliabue se revelou profético. Segundo pesquisa recente da Morning Consult, 50% dos americanos acreditam que atletas profissionais frequentemente ou às vezes alteram a forma como jogam para ajudar apostadores a vencer apostas.

Depois que dois lançadores do Cleveland Guardians foram indiciados pela acusação de receber subornos de apostadores, o governador de Ohio, Mike DeWine, chamou a legalização das apostas esportivas de um dos maiores arrependimentos de sua carreira de meio século na política. “Ohio não deveria ter feito isso”, disse à Associated Press.

DeWine se opôs especificamente a apostas atreladas ao desempenho individual de jogadores, conhecidas como prop bets. Essas apostas são ingrediente popular nos parlays, em que apostas individuais são amarradas em uma só, e respondem por parte significativa dos lucros tanto da DraftKings quanto da FanDuel.

Outros escândalos recentes, como uma série de denúncias de manipulação de resultados no basquete profissional e universitário, “desafiam a confiança dos americanos na integridade do esporte”, disse a senadora Marsha Blackburn (R-Tenn.) em audiência do Senado em maio. “E tudo isso foi inflamado pela rápida explosão das apostas esportivas legalizadas em todo o nosso país.”

Mercados de previsão

Se as apostas esportivas são uma história velha, os mercados de previsão certamente não são. O crescimento dos principais nomes do setor, Kalshi e Polymarket, é vertiginoso. A Kalshi viu volume recorde de US$ 14,8 bilhões em contratos negociados em abril, alta de cerca de 3.100% em relação ao ano anterior.

Os mercados de previsão “atingiram a mentalidade do trader, o tipo de usuário que não jogaria blackjack porque a leitura dele é que é jogo perdido”, diz Nigel Eccles, cofundador da FanDuel.

A maior parte dos contratos negociados está ligada a esportes, mas são os mercados sobre política, cultura e negócios que chamam a atenção do público. No Brasil, o governo decidiu proibir esse tipo de abordagem dos mercados preditivos.

Em maio, uma audiência do Senado pensada para discutir integridade esportiva virou um debate acalorado sobre mercados de previsão. Há algumas semanas, a Comissão de Supervisão da Câmara abriu uma investigação sobre uso de informação privilegiada nos mercados administrados por Kalshi e Polymarket. “É o velho oeste”, disse o republicano James Comer, presidente da comissão.

Futebol
Ilustração: R. Kikuo Johnson/Barron`s

As plataformas iniciantes tomaram Wall Street de assalto e abalaram o setor de jogo, com avaliações pré-IPO que superam as capitalizações de mercado atuais da Flutter e da DraftKings.

Os contratos de evento regulados federalmente que essas plataformas oferecem se parecem muito com apostas esportivas, mas estão isentos de impostos estaduais e disponíveis em todo o país a qualquer pessoa com mais de 18 anos.

DraftKings e FanDuel lançaram seus próprios mercados de previsão para se manterem competitivas, uma virada cara que pesa sobre os resultados. Pesquisa recente encomendada pela American Gaming Association com executivos do setor mostrou que 81% deles consideram os mercados de previsão uma “ameaça muito significativa à indústria regulada de jogo”.

Kalshi e Polymarket prosperam em estados como Texas e Califórnia, onde apostas esportivas tradicionais permanecem ilegais. Embora 22% dos americanos vivam nesses estados, eles responderam por 43% do volume de mercado esportivo da Kalshi nos EUA no primeiro trimestre, segundo dados da Eilers & Krejcik Gaming.

Los Angeles, San Francisco, Dallas e Houston vão receber jogos da Copa do Mundo neste mês. Os mercados de previsão serão a única opção legal para apostadores locais. A Kalshi diz ter 326 mercados ligados à Copa do Mundo.

Luana Lopes Lara e Tarek Mansour fundadores da Kalshi

A atividade de negociação ligada ao futebol cresceu 208 vezes ao longo do último ano, segundo a empresa. A Polymarket, por sua vez, tem parcerias com a MLS (liga americana), a La Liga espanhola e a Serie A italiana.

Jordan Bender, analista do Citizens que cobre o setor, diz que o crescimento dos mercados de previsão não é surpresa: “Se você der a qualquer parte subexplorada do planeta uma forma de apostar, vai estourar.”

Em estados que já têm aposta esportiva online, no entanto, o boom não é tão evidente. No primeiro trimestre, a Kalshi respondeu por 2% do handle em estados com mercados de aposta esportiva desenvolvidos.

Os apostadores ainda preferem casas tradicionais aos mercados de previsão, diz Peter Jackson, presidente-executivo da Flutter. Ele aponta a estreia recente das apostas esportivas online da FanDuel no Arkansas: em poucas semanas após o lançamento, a casa havia cadastrado 5% da população adulta do estado. A Kalshi estava em Arkansas havia meses antes da chegada da FanDuel.

Por enquanto, a maior parte de Wall Street parece compartilhar o otimismo de Jackson. A maioria dos analistas que cobrem Flutter e DraftKings mantém recomendação de compra, com preço-alvo médio 53% e 35% acima dos valores atuais, respectivamente.

A única recomendação de venda para a DraftKings vem do analista Charlie Muir-Sands, do BNP Paribas. “O sentimento político mais amplo nos EUA sobre jogo está se tornando menos favorável e pode levar a regras mais rígidas de jogo responsável ou impostos mais altos”, escreveu ele a clientes.

“Vemos riscos para os resultados, especialmente se as alíquotas subirem, enquanto os múltiplos de avaliação ainda parecem esticados, apesar da queda de 65% das ações em relação ao pico histórico.”

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19 celebrity couples who met their soulmates when they were just teenagers

Jalen Brunson and Ali Brunson at the Moet & Chandon clubhouse suite at Arthur Ashe Stadium on September 07, 2025 in New York City.
Knicks star Jalen Brunson met his wife, Ali, when they were in high school.

Michael Simon/Getty Images for Moet & Chandon

  • Neither high school relationships nor Hollywood relationships are known for longevity.
  • But these 19 celebrity couples met as teens, and many of them are still together today.
  • Knicks star Jalen Brunson met his wife, Ali, when they were in high school.

Even in the most stable environment, it's hard to maintain a relationship that moves from high school to the real world.

Now imagine doing it as a celebrity.

Nevertheless, these 19 couples all met as high schoolers (or in some cases, even earlier), and made it work for years after, even if not all of them are still together today.

Here are 19 celebrity couples who met back when they were just regular teenagers.

Jalen Brunson and Ali Marks
Jalen Brunson (L) and Ali Marks attend Haute Living Jalen Brunson Cover Celebration with JP Morgan Wealth Management and Mijenta Tequila at Avra Rockefeller on October 26, 2024 in New York City.
Jalen Brunson and Ali Marks in 2024.

Dave Kotinsky/Getty Images for Haute Living

The Knicks superstar has been dating his wife, Ali Marks, since high school — their 2015 prom photo is still on his Instagram, captioned, "Went to prom with the best date anyone could ask for."

They got engaged in 2022 and married in 2023.

"She's always been by my side and I'm lucky to have her," Brunson told People after the big day.

In a nod to their long relationship, Marks wore her prom dress as her second look at the wedding.

They welcomed their first child, Jordyn, in 2024.

Patrick and Brittany Mahomes
Patrick Mahomes and Brittany Mahomes at the Sports Illustrated Swim Issue Launch Party held at the Hard Rock Hotel on May 16, 2024 in New York, New York
Patrick and Brittany Mahomes in 2024.

Lexie Moreland/WWD/Getty Images

The 2023 Super Bowl champion has been with Brittany, his now-wife, since they were classmates in Tyler, Texas.

In 2020, Patrick proposed to Brittany, captioning an Instagram post with "#RingSZN." A few days later, the couple revealed they were expecting their first child together. Their daughter, Sterling, was born in February 2021.

They married in March 2022. Their second child, a boy named Patrick "Bronze" Lavon Mahomes III, was born in November 2022. Their third baby, Golden, was born in January 2025.

Brittany and Sterling were at the stadium to watch the Chiefs quarterback win his second Super Bowl in February 2023.

Snoop Dogg and Shante Broadus
Snoop Dogg and Shante Broadus attend the 2025 BET Awards at Peacock Theater on June 09, 2025 in Los Angeles, California.
Snoop Dogg and Shante Broadus in 2025.

Bennett Raglin/Getty Images for BET

Their first son, Cordé, was born in 1994, and they were married three years later in 1997. Snoop even shared an adorable throwback shot of the two at prom on Instagram. The ups and downs of their marriage were all documented on their reality TV show, "Snoop Dogg's Father Hood."

The couple filed for divorce in 2004, but reconciled and renewed their vows in 2008.

According to VH1, Snoop told Queen Latifah in 2013 that "[he] had no understanding of how I was hurting her and how I was betraying myself, until I [realized] I need to love this woman who loves me and had my kids. [I needed to] put my life in perspective and let my music and my business become secondary."

Lin-Manuel Miranda and Vanessa Nadal
lin manuel miranda and vanessa nadal
Vanessa Nadal and Lin-Manuel Miranda attend The 2022 Met Gala Celebrating "In America: An Anthology of Fashion" at The Metropolitan Museum of Art on May 02, 2022 in New York City

Mike Coppola/Getty Images

Miranda and Nadal attended the same New York City high school, but they never actually spoke — though that didn't stop Miranda from developing a crush on his future wife.

"She was gorgeous and I'm famously bad at talking to women I find attractive. I have a total lack of game," Miranda told The New York Times in 2010.

They reconnected on Facebook years later, after they both graduated from college. They tied the knot in September 2010. They now have two sons.

Jeff Daniels and Kathleen Treado
jeff daniels wife
Actor Jeff Daniels, winner of Outstanding Lead Actor in a Drama Serie for 'The Newsroom,' and his wife Kathleen Treado attend HBO's Annual Primetime Emmy Awards Post Award Reception at The Plaza at the Pacific Design Center on September 22, 2013 in Los Angeles, California.

Michael Buckner/Getty Images

Daniels and Treado grew up in Chelsea, Michigan, and met in high school. They've been together ever since. Throughout his highly successful career, the couple still call Chelsea their home, and they raised their three kids there.

In 2014, Daniels told MLive about why he chose to stay close to home rather than move out to industry hubs Los Angeles or New York City, saying, "[Chelsea] was home. Kathleen and I had both been raised here; good enough for us, good enough for them."

LeBron James and Savannah Brinson
LeBron James and Savannah James, Hammer Gala Co-Chair, attend the 20th Annual Hammer Museum Gala In The Garden at Hammer Museum on May 17, 2025 in Los Angeles, California.
LeBron James and Savannah Brinson in 2025.

Stefanie Keenan/Getty Images for the Hammer Museum

Brinson told Harper's Bazaar in 2010 about their first date at Outback, calling it "basic," but she shared that it was also when she knew he loved her.

"I knew he loved me when I left my leftovers from dinner in his car," Brinson said. "I'd totally forgotten about them, and he brought them to me. I think he just wanted another excuse to come and see me."

Brinson became pregnant with their first child, Bronny, while she was still in high school, and she was nervous that it would derail their lives, but James assured her that everything would be OK.

James finally proposed to his longtime girlfriend in 2011, after 10 years of dating, per the Los Angeles Times. They tied the knot in 2014. They also had two more kids.

LL Cool J and Simone Smith
Simone Smith (R) and LL Cool J (L) attend the 65th GRAMMY Awards on February 05, 2023 in Los Angeles, California.
LL Cool J and Simone Smith in 2023.

Johnny Nunez/Getty Images for The Recording Academy

LL Cool J shared the story of how he met his wife during an interview on "Jimmy Kimmel Live."

The rapper told Kimmel in 2012 that he "was just 19, something like that," when he was driving down the block on Easter Sunday. His friend asked him if he wanted to meet one of his friend's cousins, and once he got a look at Smith, he told his friend, "Oh yeah, I'll meet your cousin."

Smith recalled she was 17 years old when they met. The pair married in 1995 after dating for 8 years, and they have 4 kids together.

Bono and Ali Hewson
Irish singer-Songwriter and executive producer Bono (R) and his spouse Irish activist and businesswoman Ali Hewson leave after the screening of the film "Bono: Stories of Surrender" at the 78th edition of the Cannes Film Festival in Cannes, southern France, on May 16, 2025. (
Ali Hewson and Bono in 2025.

VALERY HACHE/AFP/Getty Images

Bono and Hewson met when they were teenagers at school. Hewson played hard to get, since she didn't want to be known as "just another of Bono's girls," but eventually his pursuit of her was successful.

Their first date culminated with him walking her to the bus stop, per the Huffington Post.

The U2 star has called their relationship "a magic carpet ride." She "sees me as a figure of amusement," said Bono while speaking to The Sun.

Kendrick Lamar and Whitney Alford
Rapper Kendrick Lamar (L) and Whitney Alford attend The 58th GRAMMY Awards at Staples Center on February 15, 2016 in Los Angeles, California.
Kendrick Lamar and Whitney Alford in 2016.

Larry Busacca/Getty Images for NARAS

The "Not Like Us" rapper is pretty private about his personal life, but we know that he met his fiancée when they were both high schoolers in Compton, California, according to Billboard.

"She's been here since day one," Lamar said of Alford in a 2014 New York Times Magazine profile.

They got engaged in 2015 and have two children together. The entire family appears on the cover of his fifth album, "Mr. Morale & the Big Steppers" in 2022.

Steph and Ayesha Curry
Ayesha Curry (L) and Stephen Curry attend the 2026 Met Gala Celebrating "Costume Art" at Metropolitan Museum of Art on May 04, 2026 in New York City.
Ayesha and Steph Curry in 2026.

TheStewartofNY/Getty Images

Even though they're basketball's golden couple, Ayesha had never even attended a game until she was 19 — five years after she met her future-husband Steph, ABC News reported.

The two met as teenagers in Charlotte, North Carolina. They never officially dated when they were that young, but according to Ayesha, they'd talk on the phone sometimes. "It was that shy middle school, high school stuff," she said.

When the basketball star was flown out to Los Angeles for the ESPY Awards, his first thought was of his childhood crush. They met up, saw the sights, and the rest is history.

Now, he's widely regarded as one of the greatest basketball players in the game, and she's turned herself into a brand. Ayesha has written cookbooks, opened a barbecue restaurant, hosted a cooking show on the Food Network called "Ayesha's Home Kitchen," and founded a skincare brand called Sweet July.

They welcomed their fourth child in 2024.

Jon Bon Jovi and Dorothea Hurley
Dorothea Hurley and Jon Bon Jovi
Jon Bon Jovi and Dorothea Hurley looked comfy at the Super Bowl.

Kevin Mazur/Getty Images for Roc Nation

People reported the couple met at Sayreville War Memorial High School in their New Jersey hometown, and have been together ever since. They have four kids together.

At the peak of Bon Jovi's fame in 1989, the couple decided to elope in Las Vegas and were married by an Elvis impersonator. And though Bon Jovi has die-hard fans, Hurley isn't concerned.

"I think it's great they love the music," she told People in 2016.

Ron Howard and Cheryl Alley
Cheryl Howard and Ron Howard attends the premiere of "Eden" during the 2024 Toronto International Film Festival at Roy Thomson Hall on September 07, 2024
Cheryl Alley and Ron Howard in 2024.

Emma McIntyre/WireImage/Getty Images

Even though getting married young (they were both 21) might seem like a risky endeavor, these two have beaten the odds, successfully navigating Hollywood and parenthood.

"I felt really lucky when we met. It's crazy — we were teenagers, it shouldn't have worked. We got married young, that shouldn't have worked either, and yet it really and truly has," Howard told the Huffington Post about his decades-long marriage to Alley in 2013.

And now their kids are famous, too — their daughter, Bryce Dallas Howard, starred in the "Jurassic World" franchise and regularly directs episodes of the "Star Wars" TV shows.

Thomas Rhett and Lauren Akins
Thomas Rhett and Lauren Akins attend the 61st Academy of Country Music Awards at MGM Grand Garden Arena on May 17, 2026
Thomas Rhett and Lauren Akins in 2026.

Axelle/Bauer-Griffin/FilmMagic/Getty Images

While they had known each other since they were kids (since first grade, to be exact, according to Country Living), Rhett and Akins didn't start dating until they were teenagers — and it didn't stick at first. The two broke up soon after, and actually almost both married other people, according to People.

But thankfully (for Rhett), Akins broke up with her boyfriend, and Rhett "moved in for the kill." They dated for six months and married in 2013, when they were both 22. They now have four daughters and a son, born in 2026.

Ja Rule and Aisha Atkins
Aisha Atkins and Ja Rule attend Kenny "The Jet" Smith's FlyHouse Presented by Resorts World on February 13, 2026 in Beverly Hills, California.
Aisha Atkins and Ja Rule in 2026.

Vivien Killilea/Getty Images for Kenny Smith

According to Ja Rule, the two have been together since middle school. He told Ebony magazine in 2002 that "the first time I met her I was getting off the school bus, and she was the new girl in school." 

The couple were married in 2001 and have three kids together.

Besides dealing with the normal issues that couples go through and constantly being scrutinized by the media, they also had to spend almost two years apart while Ja Rule was in prison for tax evasion and illegal gun possession. He was released in 2013, per TMZ.

Mariano and Clara Rivera
2019 National Baseball Hall of Fame inductee and former New York Yankee Mariano Rivera acknowledges the crowd as he stands with his wife Clara next to his Hall of Fame plaque during a ceremony in his honor before a game between the Yankees and the Cleveland Indians at Yankee Stadium on August
Mariano and Clara Rivera in 2019.

Jim McIsaac/Getty Images

Famed baseball player Rivera met his wife in elementary school, and the pair have been together ever since, The New York Times reported.

They were married in Panama in 1991, and they lived there until 2000, when they moved to Westchester County, New York.

Eminem and Kim Scott
eminem kim

Christopher Polk and Bill Pugliano/Getty Images

Their long and tumultuous relationship began when they were just kids.

Even if you have just cursory knowledge about Eminem, you know about Kim, the subject of many of the rapper's most disturbing songs, like "Kim," and "'97 Bonnie and Clyde."

The two met when they were just kids (she was 13 and he was 15). Kim and her twin, Dawn, had previously run away from an allegedly abusive home, and eventually began living with Eminem and his mother.

In 1995, they welcomed their daughter Hailie (the subject of more Eminem songs), and were married in 1999.

But things quickly went downhill — Eminem was accused of pistol-whipping a man he claimed he saw kissing his wife, according to NME. The charge was dropped in favor of a reduced charge of carrying a concealed weapon, and he was sentenced to two years' probation. The couple divorced in 2001.

Five years later, they shocked the world and remarried. But just three months after that, the rapper filed for divorce. Their second divorce was finalized in 2006, per People.

Though Eminem built his brand around graphic songs, he apologized to his former wife on the track "Bad Husband" from his 2017 album, "Revival."

Joey Fatone and Kelly Baldwin
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Joey Fatone and Kelly Baldwin arrive at the mPowering ActionPre-GRAMMY Launch Event at The Conga Room at L.A. Live on February 8, 2013 in Los Angeles, California.

Valerie Macon/Getty Images)

Fatone and Baldwin had been dating for 10 years and had a daughter together in 2001 before they were married in 2004, per People. Their second daughter was born in 2010.

Their relationship was plagued with rumors of infidelity from outlets such as Page Six, reaching a high in 2013 after his appearances on two seasons of "Dancing with the Stars." At the time, when Baldwin was asked for a comment, she simply responded, "I don't really want to talk about this."

In 2020, Fatone confirmed to Us Weekly that they were getting divorced.

Robin Thicke and Paula Patton
robin thicke paula patton
Singer Robin Thicke and actress Paula Patton attend the 2013 MTV Video Music Awards at the Barclays Center on August 25, 2013 in the Brooklyn borough of New York City.

Larry Busacca/Getty Images

Thicke and Patton's 21-year-long relationship began when they were 16.

Thicke told Essence in 2011 that their relationship began when they were teenagers, and Patton was "the president of the Black student union and [Thicke] was just a silly white boy."

But they had actually met a year prior at a teen club where, according to Thicke, he serenaded his future wife with the Stevie Wonder song "Jungle Fever."

They were together for 21 years and married for nine before filing for divorce in 2014 and engaging in a particularly nasty custody battle for their son, Julian.

Misha Collins and Victoria Vantoch
misha collins
Misha Collins.

Jon Kopaloff/Getty Images

Collins and Vantoch got married in 2001, though they met way back in high school — Collins was the only boy in one of Vantoch's English classes.

The two separated at some point before 2021. He acknowledged the split in the author's note in his poetry book, "Some Things I Still Can't Tell You."

Read the original article on Business Insider

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Há 20 anos, um “salve” parou São Paulo

Se você se surpreendeu com as notícias do entrelaçamento do PCC no mercado financeiro. Ou com o alcance global da facção criminosa que chamou a atenção até de Donald Trump e Marco Rubio, ou tem memória curta ou é muito jovem.

Por que quem viveu São Paulo em 2006 sabe exatamente do que o grupo criminoso é capaz.

Foi nessa época, na gestão do governador Geraldo Alckmin e seu vice, Cláudio Lembo (que viria a assumir o governo quando o titular foi candidatar-se a presidente), que o PCC parou São Paulo. Não a cidade – o que já seria muito. O Estado.

Os ataques do PCC criaram toques de recolher informais nas ruas, vitimaram dezenas de policiais, fizeram a PM criar bolsões de proteção em volta de delegacias, postos policiais e batalhões. Acuaram a população e o governo de maneira inédita.

Não vou me fazer de experiente. Nessa época, eu ainda estava longe do jornalismo, era menino. Mas lembro vivamente de sair do colégio com a orientação nervosa dos meus pais “direto para casa, sem paradas”.

Talvez por isso, a indicação que faço hoje tenha me despertado tantas memórias e traumas. Falo do podcast PCC – O Salve Geral, produzido pelos times da Rádio CBN e do jornal O Globo. A obra reconstrói detalhes dos ataques do PCC em 2006, suas razões, o medo provocado, as lendas urbanas que surgem a partir dele – e a verdade sobre o porquê e como eles terminaram.

O podcast tem 5 episódios que giram em torno de 50 minutos e é narrado pela repórter Aline Ribeiro. Há áudios inéditos, histórias nunca contadas e muitas testemunhas. Esse fato já havia sido assunto de um filme de ficção, sob o título quase homônimo, Salve Geral, com Andréa Beltrão e Denise Weinberg no elenco.

Mas a realidade é mais chocante que qualquer ficção. Nisso, o podcast nada de braçada e oferece ao ouvinte uma impressão poucas vezes vista do que houve há 20 anos.

PCC – O Salve Geral está disponível no site da Rádio CBN e nas plataformas de áudio. O filme Salve Geral, de 2009, está disponível na plataforma Mubi.

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Adeus Nickelodeon e Cartoon Network? Paramount cogita venda de canais para aprovar compra da Warner

A Paramount Skydance está disposta, se necessário, a vender alguns canais infantis para conseguir a aprovação da União Europeia para sua oferta de US$ 110 bilhões pela Warner Bros. Discovery, segundo pessoas a par do assunto.

A empresa quer evitar a venda de qualquer ativo, mas está aberta a abrir mão dos canais infantis caso a UE levante questões sobre sobreposições que ameacem a concorrência, de acordo com fontes ouvidas pela Bloomberg, que falaram sob condição de anonimato. 

A decisão sobre se e quando submeterá medidas formais ao bloco ainda não foi tomada, num momento em que se aproxima o prazo de 7 de julho para que a UE aprove o negócio ou abra uma investigação mais profunda.

A operação une dois estúdios de Hollywood por trás de filmes lendários, de Casablanca e Harry Potter a Missão Impossível, dois canais de notícias de peso (CNN e CBS), o serviço de streaming HBO Max e dezenas de redes a cabo. 

Junta também a Nickelodeon, da Paramount, e o Cartoon Network, da Warner Bros. Discovery, duas das marcas mais conhecidas de TV infantil na Europa, num mercado em que cerca de metade dos canais infantis pertence a empresas americanas.

O escrutínio da Comissão Europeia, sediada em Bruxelas, é um dos últimos obstáculos que o presidente-executivo da Paramount, David Ellison, precisa superar depois de bater a rival Netflix com múltiplas ofertas ao longo de mais de cinco meses. 

A trajetória incluiu visitas a Washington, reuniões com acionistas e com o presidente Donald Trump, e o apoio pessoal de seu pai bilionário, Larry Ellison, fundador da Oracle. Se aprovada por reguladores globais, a transação daria à família Ellison o controle de um dos impérios de mídia mais poderosos do mundo.

Referências infantis

A possível venda dos canais infantis tem peso simbólico que vai além da disputa concorrencial. Fundada em 1979, a Nickelodeon foi a casa que formou parte significativa da cultura pop dos anos 1990 e 2000. 

Pelos seus estúdios passaram Melissa Joan Hart, descoberta no programa “Clarissa Explains It All” antes de virar a “Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira” na televisão; Kenan Thompson, de Kenan & Kel, hoje veterano do “Saturday Night Live”.

Ainda nomes mais recentes, como Miranda Cosgrove, de “iCarly”; Jamie Lynn Spears, de “Zoey 101”; e Ariana Grande, descoberta em “Victorious” antes de se tornar uma das maiores popstars do planeta, papel agora coroado com a indicação ao Oscar por “Wicked”. 

Ariana Grande: estrela surgiu em série da Nickelodeon
Ariana Grande: estrela surgiu em série da Nickelodeon (Reprodução/Instragram)

Do lado da Warner, o Cartoon Network construiu nas últimas três décadas o catálogo que inclui “Johnny Bravo”, “Hora de Aventura”, “Apenas um Show” e “Steven Universo”, marcos da animação contemporânea reconhecidos por gerações de crianças e adultos.

“É bem provável que a comissão escrutine sobreposições entre a Paramount e a Warner Bros. Discovery no fornecimento atacadista de canais de TV infantil” na região, disse Jennifer Rie, analista da Bloomberg Intelligence. “Preocupações seriam levantadas se as participações de mercado combinadas excedessem 40% em qualquer país.”

Outros obstáculos

O conteúdo infantil não é a única pedra no caminho da investigação europeia. Salas de cinema pediram compromissos sobre as “janelas teatrais”, o período após o lançamento de um filme nos cinemas em que ele só pode ser visto nas salas, antes de aparecer em streaming. 

A Comissão Europeia tem se aproximado das redes de cinema para entender o impacto provável do acordo sobre o negócio delas, segundo outras pessoas a par do assunto.

As regras europeias dão aos compradores uma janela curta para apaziguar preocupações concorrenciais na fase 1 da análise. Os “remédios” (concessões formais) precisariam ser apresentados no começo de julho, para que a comissão tenha tempo de testá-los. Depois disso, a Comissão pode aprovar a fusão ou abrir uma fase 2, o que adiaria a decisão por cerca de três meses.

A Paramount não comentou os detalhes da investigação europeia, mas reiterou que “vem se relacionando com todos os órgãos regulatórios e de aplicação da lei de forma construtiva e transparente”. A executivo da Paramount mira fechar o negócio no terceiro trimestre deste ano.

No Reino Unido, a Competition and Markets Authority deve abrir uma investigação inicial e vem sendo pressionada por grupos de interesse público, sindicatos e organizações do setor cinematográfico a adotar uma postura dura. 

Nos EUA, os reguladores antitruste parecem prontos para aprovar a transação, segundo a Semafor. Mas um grupo de procuradores estaduais liderado por Rob Bonta, da Califórnia, vem investigando o negócio e pode entrar com ação para barrar o acordo ainda neste mês.

Os bilhões do Oriente Médio

A compra precisa sobreviver ainda à Regulação de Subsídios Estrangeiros, lei recente do bloco europeu para impedir que empresas bancadas por Estados soberanos, como nações do Golfo e a China, distorçam a concorrência nos 27 países da UE.

Um trio de fundos do Oriente Médio concordou em fornecer cerca de US$ 24 bilhões em capital próprio para bancar a oferta da Paramount: o Public Investment Fund (PIF) da Arábia Saudita, a Qatar Investment Authority e a menos conhecida L’Imad Holding, de Abu Dhabi. 

Os fundos receberão ações classe B sem direito a voto, recém-emitidas, o que limita sua influência sobre a governança da empresa combinada. O detalhe pode jogar a favor do acordo na análise regulatória.

Esses fundos são supervisionados por Estados ricos do Golfo que há muito financiam gestoras globais. A Mubadala Investment Company, de Abu Dhabi, mantém relação de longa data com a Apollo Global Management, que está entre as gestoras que financiam a oferta da Paramount com bilhões em dívida. O braço de venture capital do PIF saudita também investe em fundos da Apollo.

O financiamento do Oriente Médio gerou também preocupações nos EUA. Um grupo de senadores democratas pediu à Federal Communications Commission “uma revisão rigorosa e profunda do investimento estrangeiro na Paramount”, em carta ao presidente da agência, Brendan Carr.

©2026 Bloomberg L.P.

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Copasa (CSMG3) salta e Braskem (BRKM5) lidera a ponta negativa; veja os destaque do Ibovespa na semana

O Ibovespa (IBOV) engatou uma oitava semana consecutiva de perdas, a maior sequência desde o lançamento do Plano Real, em 1994, com incertezas sobre os conflitos no Oriente Médio e risco político no cenário doméstico.

O principal índice da bolsa brasileira acumulou perda de 2,74% na semana e encerrou a última sessão aos 169.019,12 pontos.

Já o dólar à vista terminou a R$ 5,1572 com ganho de 2,27% no acumulado da semana.

Por aqui, o novo ‘tarifaço’ do governo Trump concentrou as atenções do mercado. Na última terça-feira (2), o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) recomendou a implementação de uma tarifa de 25% sobre produtos importados do Brasil visto que determinadas práticas brasileiras seriam consideradas injustas com empresas norte-americanas.

No dia seguinte, a Casa Branca ameaçou impor uma nova taxa de 12,5% a importações de 60 países, incluindo o Brasil. Caso seja aplicada, a nova cobrança, de 12,5%, se somaria aos 25% anunciados anteriormente.

Além disso, os EUA oficializaram a classificação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como ‘organizações terroristas’, em publicação no Diário Oficial norte-americano. A decisão, anunciada em 28 de maio, foi assinada pelo secretário de Estado do país, Marco Rubio.

Na avaliação da Eurasia, a medida traz riscos econômicos imediatos para empresas e instituições financeiras do Brasil. Contudo, a analista Julia Thomson, em entrevista ao Money Times, afirmou que considera “improvável” alguma grande medida ou sanção contra alguma instituição financeira brasileira — pelo menos, por ora.

Dados nos EUA também mexeram com a expectativa de juros por lá e por aqui. O payroll, principal relatório do mercado de trabalho norte-americano, apontou a criação de 172 mil empregos em maio, bem acima do esperado pelo mercado. Os economistas consultados pela Reuters esperavam a criação de 85 mil vagas no mês.

Após o relatório, o mercado voltou a precificar uma elevação nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) no segundo semestre deste ano.

No Brasil, os investidores passaram a apostar na manutenção da Selic em 14,50% ao ano na próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Perto do fechamento, a curva de juros futuros precificava 68% de Selic estável em 17 de junho.

Tensões no Oriente Médio continuam

No início da semana, Israel e Líbano firmaram um novo cessar-fogo. Já as negociações de paz entre Estados Unidos e Irã seguem ‘travadas’.

Nesta sexta-feira (5), Mohsen Rezaei, conselheiro militar do Líder Supremo do Irã, afirmou que “as negociações estão num impasse e [o presidente dos EUA, Donald] Trump precisa romper esse impasse”, em entrevista à CNN.

Segundo ele, sem acordo, o país persa pode expandir a guerra para o Oceano Índico e atacar outras bases militares dos EUA.

As falas aconteceram após os EUA anunciarem novas sanções relacionadas ao Irã, concentradas em entidades, indivíduos e navios-tanque de gás GLP.

Entre as 12 entidades designadas, estão cinco sediadas nas Ilhas Marshall, quatro nos Emirados Árabes Unidos e uma na China, de acordo com detalhes publicados no site do departamento. Seis embarcações foram visadas, incluindo quatro navios-tanque com bandeira do Panamá.

Os preços do petróleo continuaram em alta. O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para agosto avançou 2,16% na semana, encerrando a última sessão a US$ 93,09 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Sobe e desce do Ibovespa

A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Copasa (CSMG3), em meio ao avanço do processo de privatização da companhia.

Na última quinta-feira (4), a Itaúsa (ITSA4) informou que a Livorno Participações — consórcio formado pelos acionistas de referência da Aegea, incluindo a própria Itaúsa, o fundo soberano de Cingapura GIC e a Equipav — decidiu não apresentar uma nova proposta para adquirir uma participação de 30% do capital.

Com a saída do Livorno Participações, a Equatorial (EQTL3) foi escolhida como a investidora de referência finalista da privatização.

Segundo a proposta apresentada pela companhia, o compromisso é investir R$ 49,03 por ação na alocação prioritária, o equivalente a aproximadamente R$ 5,59 bilhões considerando a totalidade dos papéis dessa etapa.

A Copasa informou também que a Equatorial manifestou interesse em uma eventual alocação adicional de até 48 milhões de ações remanescentes da oferta profissional. Com isso, o montante máximo potencial de investimento pode alcançar cerca de R$ 7,95 bilhões.

Nas contas do JP Morgan, as ações da empresa mineira podem se valorização mais 10% se a privatização se confirmar. O cálculo do banco tem como referência o prêmio de risco atribuído à Sabesp após a desestatização.

Confira as maiores altas do Ibovespa entre 1 e 5 de maio:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
CSMG3Copasa ON7,19%
GOAU4Metalúrgica Gerdau ON3,67%
BRAV3Brava Energia ON3,60%
GGBR4Gerdau PN2,37%
KLBN11Klabin units2,22%
USIM5Usiminas PNA1,90%
EGIE3Engie ON1,63%
RAIL3Rumo ON1,60%
CMIG4Cemig PN1,30%
TIMS3Tim ON0,78%
Fonte: B3/Broadcast

Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada por Braskem (BRKM5) pela segunda semana consecutiva.

A gestora de private equity IG4 e a Petrobras (PETR4) se tornaram co-controladores da petroquímica, concluindo um negócio assinado em abril.

Sob a nova estrutura de controle, a IG4, por meio do fundo de investimento Shine, deterá 50,1% das ações com direito a voto da Braskem, enquanto a Petrobras terá 47%. A Novonor, controladora anterior, manterá 4% das ações sem direito a voto.

Já na sexta-feira, a companhia afirmou que não tomou qualquer decisão formal sobre uma eventual recuperação extrajudicial ou outras medidas de reestruturação financeira.

A petroquímica ainda declarou que as análises para a otimização da estrutura continuam em andamento e as conversas com assessores de credores estão avançando.

Veja as maiores quedas da semana:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
BRKM5Braskem PN-16,35%
CYRE3Cyrela ON-11,86%
AZZA3Azzas 2154-11,34%
CSNA3CSN ON-10,73%
HAPV3Hapvida ON-9,88%
CURY3Cury ON-9,61%
MGLU3Magazine Luiza ON-9,03%
DIRR3Direcional ON-8,51%
ENEV3Eneva ON-7,14%
YDUQ3Yduqs ON-6,92%
Fonte: B3/Broadcast
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O que a Apple vai lançar na segunda-feira? Spoiler: a Siri finalmente pode ganhar superpoderes

 A Apple apresentará uma nova estratégia de inteligência artificial na segunda-feira, durante sua conferência anual Worldwide Developers Conference (WWDC), em uma tentativa de recuperação dois anos após seu primeiro lançamento de IA ter sido marcado por tecnologia abaixo das expectativas e recursos adiados.

A empresa vai apresentar uma versão reformulada da assistente digital Siri e uma série de novos recursos de IA, além de atualizações dos sistemas operacionais do iPhone, iPad, Mac, smartwatch, set-top box de TV e headset Vision Pro. Em linha com a mudança de nomenclatura adotada no ano passado, os novos softwares serão chamados de iOS 27, iPadOS 27, macOS 27, tvOS 27, watchOS 27 e visionOS 27.

Ao contrário das atualizações de 2025, que introduziram a interface Liquid Glass, os sistemas operacionais mais recentes terão menos foco em grandes mudanças de design. Em vez disso, a Apple busca tornar o software mais confiável e responsivo — com maior duração de bateria e desempenho mais rápido — além de incorporar mais recursos de IA.

Isso faz com que o conjunto de atualizações deste ano lembre lançamentos anteriores voltados para melhorias de qualidade, como o Mac OS X Snow Leopard, em 2009, e o iOS 12, em 2018.

A Apple também está desenvolvendo mais recursos para usuários corporativos e consumidores em mercados emergentes, com o objetivo de ampliar sua presença em países como Índia, Indonésia, Malásia e outras partes do Sudeste Asiático. A nova versão do software do iPhone incluirá ainda mudanças internas que darão suporte à interface de um iPhone dobrável previsto para chegar ainda este ano.

Como parte das melhorias em inteligência artificial, os desenvolvedores poderão integrar IA a seus aplicativos com mais facilidade por meio de um novo sistema chamado CoreAI. Além disso, desenvolvedores de agentes de inteligência artificial poderão acessar a Siri e os aplicativos e serviços de IA desenvolvidos internamente pela Apple.

A empresa lançará as novas tecnologias para os consumidores no segundo semestre, aproximadamente no mesmo período em que versões atualizadas do iPhone e do Apple Watch chegarão ao mercado.

Naturalmente, alguns recursos poderão sofrer alterações ou ser disponibilizados posteriormente, dependendo do andamento do desenvolvimento da Apple.

Reformulação da Siri e aplicativo 

  • A nova Siri — um projeto conhecido internamente como Campo — está no centro da estratégia renovada de inteligência artificial da Apple. A ideia é transformar a assistente de um sistema de controle por voz em uma companheira de IA capaz de fazer de tudo, permitindo que os usuários realizem tarefas ao longo do dia em iOS, iPadOS e macOS. Também será mais fácil controlar aplicativos da própria Apple e de terceiros por meio da Siri.
  • Para viabilizar a nova assistente, a Apple está recorrendo a um modelo Gemini, do Google, empresa que é ao mesmo tempo concorrente e parceira de longa data. Além de utilizar a tecnologia do Google como parte de um acordo bilionário, a companhia está hospedando grande parte da nova Siri em servidores do Google. A Apple há muito destaca sua capacidade de proteger os dados dos usuários, e esse arranjo pode levantar questionamentos sobre privacidade.
  • Vários dos novos recursos da Siri foram apresentados originalmente em 2024 e depois sofreram sucessivos adiamentos. Entre eles está a capacidade de acessar dados pessoais distribuídos entre o dispositivo do usuário e sua conta Apple. A Siri também poderá responder com base nas informações exibidas na tela de uma pessoa e navegar de forma mais profunda dentro dos aplicativos por meio de comandos de voz.
  • Uma das principais novidades deste ano é um aplicativo dedicado da Siri no iOS, iPadOS e macOS, projetado para manter conversas e dar continuidade a interações anteriores. Os usuários poderão acessar o aplicativo da Siri ao deslizar para baixo a partir de um resultado exibido pela assistente.

Inteligência visual e novos recursos de IA

  • A Apple está promovendo uma grande atualização de sua tecnologia Visual Intelligence no iOS 27. A empresa está transferindo o recurso de uma interface amplamente vinculada ao botão Camera Control para uma nova opção da Siri dentro do aplicativo Câmera. A mudança tem o objetivo de tornar a funcionalidade mais visível em todo o sistema operacional.
  • O Visual Intelligence passará a oferecer suporte para reconhecer e executar ações relacionadas tanto a rótulos nutricionais quanto a informações de contato. Atualmente, o recurso consegue identificar objetos, como plantas, extrair informações como detalhes de calendário e enviar imagens para o ChatGPT ou para a busca do Google.
  • A Apple também está promovendo uma importante atualização baseada em inteligência artificial em suas ferramentas de edição de fotos, com uma série de novos recursos distribuídos por seus sistemas operacionais.

Atualizações para o iOS 27 e outros softwares

  • A Apple fez uma ampla revisão dos sistemas operacionais subjacentes, buscando reduzir bugs, reforçar a segurança, eliminar falhas e aprimorar o design Liquid Glass lançado com as versões da linha “26”.
  • A nova atualização do macOS 27 trará um redesenho discreto destinado a corrigir problemas de sombras e transparência do Liquid Glass encontrados no macOS 26 Tahoe. Em alguns casos, essas falhas dificultavam a leitura de textos.
  • A empresa também está promovendo melhorias de desempenho com o objetivo de ampliar a duração da bateria do iPhone, embora ainda não esteja claro se a Apple divulgará números sobre o ganho de autonomia dos aparelhos.
  • A atualização do macOS 27 será particularmente semelhante ao Snow Leopard e incluirá otimizações de desempenho destinadas a tornar os Macs equipados com chips desenvolvidos pela própria Apple mais rápidos.
  • A Apple planeja ainda tornar totalmente personalizável a interface do aplicativo Câmera no iOS 27, permitindo que os usuários escolham o próprio conjunto de controles — chamados de widgets — exibidos na parte superior da interface.
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Equatorial é confirmada como investidora de referência finalista na privatização da Copasa

A Equatorial está um pouco mais perto de se tornar a acionista controladora da Copasa, dentro do processo de privatização da companhia mineira de saneamento. O grupo de energia foi definido como investidor de referência finalista.

A companhia fez uma oferta de R$ 49,03 por ação acima, portanto, do preço mínimo de R$ 47,23 definido pelo governo de Minas Gerais no âmbito do processo. A oferta secundária de ações prevê a venda de 42,6% da participação na Copasa, detida pelo Estado de Minas.

O valor da oferta da Equatorial pode alcançar R$ 5,6 bilhões por 30%. A companhia manifestou interesse em adquirir ainda 12,6% do restante da oferta aos investidores profissionais, o que poderia elevar o investimento total a R$ 7,946 bilhões.

O governo estadual relançou o processo de privatização da Copasa após as duas propostas apresentadas inicialmente em 25 de maio, da Equatorial Energia e de um grupo de investidores que inclui a Aegea Saneamento e Participações, ficarem abaixo do preço mínimo estipulado.

Após o relançamento do processo, apenas a Equatorial Energia apresentou contraproposta. Se for aprovada, o investidor estratégico será o novo controlador da Copasa, com a aquisição de 30% do controle da companhia de saneamento. A proposta de privatização prevê ainda a alienação de outros 15% detidos pelo governo para investidores em geral.

Governo ainda vai decidir

A validação da proposta da Equatorial ainda vai depender de decisão do governo mineiro e do processo de “bookbuilding”, de determinação do preço final da venda das ações, que ocorre até 11 de junho.

Segundo a Equatorial, “a confirmação como Investidor de Referência Selecionado e a aquisição das ações estão sujeitas ao atendimento das condições previstas nos documentos da oferta, inclusive o resultado do procedimento de bookbuilding, não havendo, portanto, certeza quanto à efetivação do investimento”.

Nesta sexta-feira (5), começa ainda o período de reserva da oferta para investidores em geral.

A previsão é que o início das negociações na B3 do lote de ações vendidas pelo governo de Minas ocorra em 15 de junho.

Nada definido ainda

O governo pode optar, dentro do processo de privatização, de não vender os 30% para o investidor de referência selecionado e fazer a alienação do lote todo em uma oferta secundária maior.

Atento a essa possibilidade, o fundo de infraestrutura Perfin, que não participou da disputa, vem acumulando ações da Copasa no mercado aberto e já detém cerca de 18% de participação.

O fundo pretende continuar ampliando sua fatia e quer comprar R$ 1 bilhão (US$ 198 milhões) em ações da Copasa em uma oferta subsequente à privatização.

A ação ordinária (ON) da Copasa recua 6,90% nesta sexta-feira às 10h50, cotada a R$ 55,87. Apesar da queda, continua acima do valor ofertado pela Equatorial.

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Berkshire, de Buffett, está convencida de que o sonho da casa própria continuará vivo

O acordo de US$ 6,8 bilhões da Berkshire Hathaway para adquirir uma grande construtora de casas reflete a convicção de que o mercado imobiliário vai superar sua prolongada queda e se recuperar como sempre fez.

Com um acordo totalmente em dinheiro firmado no domingo para a Taylor Morrison Home, o conglomerado de Omaha, Nebraska, está prestes a se tornar uma das cinco maiores construtoras dos EUA, ampliando seu crescente portfólio de empresas ligadas ao setor imobiliário.

O movimento é um sinal de que um investidor de grande porte acredita que a crise do mercado imobiliário acabará passando — e quer se posicionar para aproveitar uma eventual virada. Mais de 75% dos jovens inquilinos ainda acreditam que um dia vão comprar uma casa, segundo pesquisa da John Burns Research & Consulting.

“Esse investimento é baseado em uma convicção de longo prazo na força do mercado imobiliário americano e em seus fundamentos subjacentes, que consideramos duradouros ao longo do tempo”, disse o CEO da Berkshire, Greg Abel.

Ainda assim, a Berkshire está aumentando sua exposição a um mercado que já acumula quatro anos de vendas fracas.

As taxas hipotecárias elevadas, a incerteza no mercado de trabalho e o aumento do custo de vida mantêm muitos compradores fora do mercado. Construtoras foram obrigadas a oferecer incentivos, como pagar parte das hipotecas dos clientes, apenas para escoar estoques.

A confiança das construtoras segue baixa. O início da construção de casas unifamiliares caiu 9% em abril, a maior queda desde agosto, segundo dados do Census. Um terço das construtoras afirmou ter reduzido preços no mês passado, de acordo com o índice NAHB/Wells Fargo.

Construção de calçada em nova casa
Foto: Bloomberg

Além disso, muitos americanos passaram a considerar a compra de uma casa fora do orçamento. Mais pessoas estão alugando por mais tempo ou aplicando suas economias no mercado de ações em vez de investir em imóveis.

Por outro lado, analistas apontam que o déficit habitacional nos EUA, de mais de quatro milhões de unidades, indica a necessidade de novas construções. Eles esperam que compradores retornem ao mercado quando as taxas hipotecárias — que recentemente atingiram o maior nível em nove meses — caírem e liberem demanda reprimida.

A Berkshire concordou em pagar um prêmio de 24% sobre o preço de fechamento das ações da Taylor Morrison, de US$ 58,50 na sexta-feira. Analistas veem o valor como atrativo, já que o preço de mercado estaria abaixo do valor real do portfólio da construtora.

“Isso é uma barganha incrível”, disse Tony Avila, CEO da Builder Advisor Group.

As ações da Taylor Morrison subiram 22% na segunda-feira, para US$ 71,55, o maior ganho diário desde 2020. As ações Classe A da Berkshire ficaram estáveis. A Berkshire pagará US$ 72,50 por ação pela incorporadora, sediada em Scottsdale, Arizona. O negócio deve ser concluído ainda este ano.

Estratégia no setor de habitação

A aquisição dá continuidade à estratégia de décadas da Berkshire no setor de habitação. O conglomerado possui empresas em toda a cadeia imobiliária, da Clayton Homes à corretora HomeServices of America. Nos últimos anos, também manteve participações em grandes construtoras listadas, como D.R. Horton e Lennar.

“Eles montaram um ecossistema completo de fornecedores e construtoras”, disse Rick Palacios, da John Burns Research & Consulting.

O negócio é um dos primeiros sob o comando de Greg Abel, que sucedeu Warren Buffett em janeiro. A CEO da Taylor Morrison, Sheryl Palmer, disse à CNBC que iniciou negociações com Abel semanas antes do acordo. Buffett afirmou que não participou da aquisição e elogiou a capacidade de execução do novo CEO.

“Ele começou”, disse Buffett.

Na segunda-feira, a Berkshire anunciou outro movimento: a compra de US$ 10 bilhões em ações da Alphabet, controladora do Google.

A Taylor Morrison reúne características típicas de investimentos da Berkshire: uma empresa americana barata, em um setor fora de favor, pressionado por juros altos, preços elevados e expectativas de inflação maior. Seu múltiplo preço/valor patrimonial futuro era de 0,9, abaixo do pico de 2,1 em 2013.

A construtora é considerada uma aposta mais segura dentro de um mercado ainda difícil, com foco em compradores de maior renda e no segmento de “upgrade” de moradia, em vez de compradores de primeira casa.

Além disso, a empresa atua no segmento de “build-to-rent”, com casas construídas exclusivamente para aluguel.

O negócio também reflete a consolidação do setor de construção residencial, com outras fusões recentes e maior apetite de compradores internacionais. Analistas esperam mais movimentos do tipo.

“Isso pressiona outros a encontrarem um parceiro”, disse Alan Ratner, da Zelman & Associates.

Escreva para Rebecca Picciotto em rebecca.picciotto@wsj.com e para Krystal Hur em krystal.hur@wsj.com.

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Diante de consumo sob pressão, Domino’s adapta modelo para abrir mais lojas e crescer no Brasil

Em um quiosque de cinco metros quadrados na Rodoviária Novo Rio, uma unidade da Domino’s Pizza opera com margem de lucro de 25%.

O espaço é pequeno o suficiente para caber em uma área de passagem e grande o suficiente para resumir a nova lógica de negócios da rede americana no Brasil: crescer adaptando o modelo ao ambiente econômico, levando em conta que ele pode ser mais complexo.

Segundo levantamento da NielsenIQ divulgado em maio, 36% dos lares com dívidas no Brasil já cortaram gastos com alimentação fora de casa. O canal de bares e restaurantes registrou queda de volume de 6,8% em 2025.

Lares com renda entre R$ 3.500 e R$ 7.800, faixa que concentra boa parte do público de redes de pizza, são os que mais reduzem as saídas para comer fora.

Quiosque da Domino’s na rodoviário do Rio de Janeiro (Foto: Divulgação)

Em paralelo, o custo de capital segue elevado, com a Selic a 14,50% ao ano, tornando qualquer investimento em franquia uma decisão financeira de alto escrutínio.

É nesse cenário que a Domino’s, controlada no Brasil pela gestora Vinci Compass (dona também da rede Outback desde o fim de 2024), planeja abrir 150 novas lojas até 2029, saindo das atuais 220 unidades para 370. Para viabilizar essa expansão, a operação precisou se reinventar: lojas menores, produção descentralizada, fornecedores nacionais e canal digital próprio.

Reinvenção de dentro para fora

Durante anos, a estratégia da operação brasileira priorizou lojas próprias e unidades de maior porte, com investimento mínimo de R$ 1 milhão por unidade. Com a Selic se firmando em patamares elevados de forma mais permanente – desde 2022 -, a equação deixou de fechar.

“Com a Selic no patamar atual, é difícil vender uma franquia nesse valor. Era necessário mudar esse movimento e reduzir o custo, justamente para poder crescer”, diz Orestes Miraglia, CEO da Domino’s no Brasil, ao InvestNews.

A solução foi redesenhar o portfólio de formatos de lojas. Hoje, a rede trabalha com três modelos: quiosques de até 4,9 metros quadrados, unidades intermediárias, chamadas internamente de “brotinho”, entre 20 e 50 metros quadrados, e restaurantes maiores, acima de 150 metros quadrados.

O investimento mínimo para abrir uma franquia caiu para R$ 300 mil, menos de um terço do custo anterior. Nos formatos menores, o payback (recuperação do investimento) esperado fica entre 12 e 36 meses.

Das 150 novas lojas previstas, cerca de 60% serão no modelo intermediário, adequadas para postos de combustível e outros pontos de alto fluxo de pessoas. Outros 30% serão restaurantes maiores, e ao menos 10%, quiosques. O capex (investimento) total previsto é de R$ 70 milhões, com custo médio de R$ 450 mil por loja.

Receituário próprio na Domino’s Brasil

Viabilizar o quiosque exigiu resolver um problema prático: o forno. O equipamento importado dos Estados Unidos custava R$ 400 mil, mais do que o investimento total previsto para uma miniloja.

A saída foi desenvolver um fornecedor nacional. Hoje, dois fornos menores custam R$ 50 mil e entregam o mesmo resultado. Nas lojas convencionais, a troca reduziu o custo do equipamento em pelo menos R$ 200 mil por unidade.

A inovação chamou a atenção da matriz americana, que estuda replicar o modelo em operações em outros países, assim como já fez com o formato quiosque.

A Domino’s Brasil também eliminou a fábrica centralizada de massas em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo. Cada loja passou a produzir a sua própria massa, com fermentação de dois dias, o que melhorou a qualidade e aumentou a rentabilidade do franqueado em cerca de 5 pontos percentuais, graças à eliminação de frete, impostos e perdas.

No campo digital, a operação brasileira também foi além do que a matriz exigia. O aplicativo próprio, desenvolvido no Brasil, responde por cerca de 25% das vendas da rede no país e é hoje um dos benchmarks da operação global.

No fim de 2025, a plataforma foi relançada com melhorias de velocidade e navegação. O sistema de CRM permite ofertas personalizadas com base no histórico de compras de cada cliente. Um consumidor que pede regularmente determinado sabor, por exemplo, recebe promoções direcionadas a esse perfil, o que aumenta frequência de compra e engajamento.

Para os franqueados, o novo sistema eliminou taxas de gerenciamento de pedidos, melhorando diretamente a margem de cada unidade. “Somos, antes de tudo, uma empresa de tecnologia que vende pizza”, diz Gabriel Ferrari, CMO da Domino’s no Brasil.

A figura de Miraglia é central nessa transformação.

Ex-franqueado por quase 20 anos em Belo Horizonte, ele vendeu suas lojas para a master franqueadora e foi convidado, em 2023, para ser diretor de operações e franquias. Tornou-se co-CEO em setembro de 2024 e assumiu o comando definitivo em janeiro de 2026.

Ao colocar alguém que conhece as dores do franqueado no topo da empresa, a Vinci sinalizou que a expansão futura da rede passa por atrair e reter bons parceiros, não por alocar capital próprio em lojas. “Prefiro que o franqueado invista menos e ganhe mais”, diz o executivo.

Os resultados aparecem nos números.

O faturamento chegou a R$ 650 milhões em 2025, com meta de ultrapassar R$ 750 milhões em 2026, um crescimento de 15%. A rede acumula 11 trimestres consecutivos de crescimento em vendas no conceito de mesmas lojas, acima da média global, que registra dez trimestres positivos.

No primeiro trimestre de 2026, as vendas internacionais da Domino’s cresceram 4% ante o mesmo período do ano anterior, acima do avanço de 2,8% nos Estados Unidos.

Domino’s e Pizza Hut em caminhos opostos

O plano geográfico segue a mesma lógica. A rede já está presente em todas as capitais brasileiras. São Paulo e Rio de Janeiro concentram quase metade das 220 lojas, 47 e 49 unidades, respectivamente. Abrir mais nessas praças significaria canibalizar franqueados existentes.

O foco está nas cidades do interior com até 150 mil habitantes, onde a rede ainda não tem presença e o custo de instalação, com capex máximo de R$ 400 mil, é compatível com o novo modelo. Pelo menos um terço das 150 novas lojas deve ser aberto nessas cidades. Lajeado (RS) e Pouso Alegre (MG) receberam unidades recentemente.

O movimento da Domino’s contrasta com o da Pizza Hut, sua principal concorrente direta. Operada pela International Meal Company (IMC), a Pizza Hut reportou crescimento de 6,7% na receita no primeiro trimestre de 2026 e avanço de 8% nas vendas mesmas lojas, impulsionado pelo canal digital, que cresceu 16%.

Mas o número de lojas encolheu: de 267 para 260 unidades no sistema entre o primeiro trimestre de 2025 e o mesmo período de 2026. A empresa adotou uma estratégia de expansão seletiva, priorizando rentabilidade por unidade em detrimento do crescimento de rede.

São apostas opostas para o mesmo mercado pressionado. A Domino’s acredita que é possível crescer em escala mantendo rentabilidade, desde que o modelo seja enxuto e o franqueado esteja no centro. A Pizza Hut aposta que menos lojas, bem geridas e digitalmente integradas, geram mais valor.

A NielsenIQ aponta que, apesar da pressão generalizada sobre o consumo, a compra pelo prazer ou como recompensa segue presente mesmo com o orçamento familiar comprimido. É nessa brecha que a Domino’s aposta.

“Pizza é aquela indulgência que é compartilhada”, diz Miraglia, sobre uma categoria que, na visão do executivo, resiste às pressões econômicas porque seu valor não está apenas na comida em si mas no momento que ela representa.

O argumento encontra respaldo até nos Estados Unidos, onde o mercado de medicamentos análogos ao GLP-1, como o Ozempic, é mais maduro e abrangente. Segundo Miraglia, o tema sequer aparece nas conversas com a matriz americana como fator de risco para a demanda.

Com 7 milhões de pizzas vendidas por ano no Brasil – 20 mil por dia ou 800 por hora -, a Domino’s tem confiança de que a paixão do brasileiro pela pizza sustenta um plano ambicioso de expansão, mesmo quando o ambiente econômico pede cautela.

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Tonino Lamborghini leva grife a imóvel de luxo no Brasil: ‘Comprador entra no meu mundo’

Tonino Lamborghini, herdeiro de Ferruccio Lamborghini (1916-1993), levou o sobrenome da lenda da indústria automobilística italiana para outro território. O filho que trabalhou nos negócios do pai fundou em 1981 a própria marca de estilo de vida, com relógios, óculos, móveis, hotéis, espresso, blends e destilados e, agora, edifícios em mais de 40 países, hoje com 45 anos de história independente.

Aos 78 anos, o fundador e presidente do grupo que leva seu nome esteve no Brasil para a inauguração do primeiro edifício residencial completo assinado por ele. A torre de 53 andares em Balneário Camboriú (SC) foi erguida pela Embraed, incorporadora local desde 1984, foi entregue no último sábado (30).

De terno azul de risca de giz, Tonino percorreu o edifício com a Bloomberg Línea na véspera da entrega. Parou diante da decoração, fez perguntas a representantes da construtora sobre os materiais, e passou um tempo observando as próprias fotos antigas, emolduradas nas paredes.

Diante de uma fotografia de 1970, em que aparece jovem sobre uma moto, ele riu. Há anos ele vendeu aquela Norton, campeã e presente do pai. “Quando você cresce, se pergunta: por que a vendi? O que mudou na minha vida por causa dessa venda?”, disse.

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O episódio com a moto resume seu modo de fazer negócios atualmente. Para Tonino, o cliente se divide em dois: o que busca quatro paredes e um banheiro, e o que busca pertencimento. “Quem compra um imóvel aqui entra no meu mundo. E, se não aprecia, não me interessa vender”, afirmou ele durante o tour pela torre.

Não é uma fala de ocasião: desde 2018 ele repete, sobre os hotéis da marca, que quem entra nos empreendimentos entra no seu mundo.

Leia também: Para Lamborghini, mercado não está pronto para superesportivo 100% elétrico, diz CEO

O prédio em Balneário Camboriú repete as características da marca: lobby de teto esculpido em ondas e escada curva de vidro, salão de jogos com mesa de sinuca de tampo de vidro assinada pela Tonino Lamborghini sob o brasão do touro, símbolo que Ferruccio, nascido sob o signo de Touro (28 de abril de 1916), adotou como expressão de força, não por afinidade com as touradas.

No elevador, a caminho de outro andar, perguntado qual o melhor mármore italiano, não hesitou: “O branco de Carrara é o mais italiano de todos”.

'Quem compra um imóvel aqui entra no meu mundo. E, se não aprecia, não me interessa vender'

Para escolher um sócio, ele usa o mesmo critério. Começa pela empatia e termina na ambição. “Se a ambição é apenas vender e obter lucro, é melhor não fazer uma parceria comigo”, afirma. “É preciso ter lucro, obviamente, mas o lucro não pode estar em primeiro lugar.” Antes do lucro, diz, o grande objetivo é deixar uma memória no tempo.

Essas são regras que ele diz que valiam em sua própria casa, quando era jovem. Tonino diz ter aprendido duas coisas com seu pai Ferruccio: trabalhar muito e fazer só o que dá emoção.

A família Lamborghini vendeu a montadora nos anos 1970 e não tem mais participação na fabricante italiana de supercarros de alto desempenho. Hoje ela é controlada pela Audi, que faz parte do Grupo Volkswagen, da Alemanha.

Avanço de ‘branded residences’

O modelo que o edifício de Tonino Lamborghini em Balneário Camburiú representa tem avançado rapidamente no Brasil, com o crescimento do mercado imobiliário de luxo.

O país está na sexta posição de um ranking de países com maior número de projetos de branded residences no mundo, segundo um relatório da consultoria internacional Savills.

De acordo com o estudo, o mercado global de prédios residenciais assinados por grifes deve superar a marca de 1.000 projetos em 2026 e alcançar 1.747 empreendimentos até 2032, com um crescimento médio anual de 10,9%.

Leia também: Com aposta em híbridos, Lamborghini tem vendas recordes no primeiro semestre

Balneário Camboriú, famosa por ter alguns dos arranha-céus mais altos do país, e as vizinhas Itapema e Praia Brava (em Itajaí) concentram parte dos projetos de grife no país, ao lado de Armani e Versace, e disputam com São Paulo o mapa do luxo residencial.

Balneário Camboriú tem o metro quadrado mais caro do Brasil há quatro anos, cerca de R$ 15 mil de média, à frente de São Paulo e do Rio, segundo o índice FipeZAP. Nas torres de grife como esta, o valor passa de R$ 20 mil e vai bem além.

Uma obra do município que alargou a faixa de areia de 25 para 75 metros atraiu estrangeiros para a cidade e empurrou os preços.

Lounge, projetado para recepções, destaca-se pela iluminação embutida e bancada de mármore, completando a identidade visual com o balcão terracota

Lembrado de que muitos chamam Balneário Camboriú de “Dubai brasileira” por causa dos arranha-céus, Tonino Lamborghini discordou da comparação.

“Prefiro dizer que é a Monte Carlo brasileira”, afirma, porque Dubai está arquitetonicamente mais avançada, enquanto Monte Carlo guarda a escassez que sustenta o valor.

Para ele, a escassez de Monte Carlo não é só geográfica, é também fiscal e cultural: o mar, a colina, os benefícios tributários, a proximidade com a França e com a Itália. Balneário, diz, tem o mesmo potencial.

Escassez de terrenos

Tatiana Cequinel, presidente do conselho de administração da construtora, também presente no tour pelo edifício, explica que a área territorial oficial da cidade soma 46 quilômetros quadrados. É o segundo menor município em extensão territorial do estado de Santa Catarina, ficando atrás apenas de Bombinhas, também no litoral.

A escassez se traduz em uma extensão de apenas cerca de seis quilômetros de orla, e um projeto público de revitalização da Praia Central, com infraestrutura de lazer e paisagismo, valoriza cada metro desse trecho, tornando os endereços dessa área nobre ainda mais cobiçados.

Na torre de Tonino Lamborghini, as unidades foram vendidas antes da chave. “Vendemos em torno de 30% no primeiro mês, e há um ano e meio não temos mais unidades à venda”, diz Cequinel.

Torre com assinatura de dinastia italiana, recém-inaugurada, está cercada de obras de novos arranha-céus, como o edíficio Armani, também da Embraed, que terá 78 andares e 270 metros de altura

O edifício tem cerca de 170 metros e fica a 50 metros do mar, com 67 residências de 194 a 430 metros quadrados (dois apartamentos por andar nos andares 8 ao 31) e cerca de 2.500 metros quadrados de lazer, segundo a Embraed, que opera verticalizada e corta o próprio mármore.

A Embraed também aposta em Itapema, onde entrega o edifício Latelier, de 61 andares, uma resposta à expansão do luxo para além dos limites de Balneário.

Marca nacional também é aposta

Com o avanço do mercado de branded residences, marcas nacionais também buscam ocupar esse lugar. Na Praia Brava, a Construtora CK aposta na assinatura do mobiliário de alto padrão da Artefacto para empreendimentos residenciais, como o Artefacto Towers, lançado em 2021 com previsão de entrega em dezembro com duas torres de quase 110 metros de altura, 195 apartamentos e quatro salas comerciais.

O empreendimento, que está 95% comercializado, tem ticket médio de R$ 3,2 milhões e VGV estimado em R$ 300 milhões, acumulando uma valorização de 105,86% desde o seu lançamento, com crescimento médio anual de cerca de 20%, segundo informou a construtora em nota.

Esse cenário reflete a tendência de parcerias imobiliárias com grandes marcas. O potencial bilionário desse modelo ficou claro quando a grife nacional Daslu foi arrematada por R$ 10 milhões para uso exclusivo em incorporações.

Cifras dessa magnitude ilustram o forte retorno financeiro gerado por assinaturas globais em contratos de licenciamento que costumam guardar sigilo sobre os royalties, conforme apontaram analistas do Bradesco BBI.

O edifício com a assinatura da grife italiana em Balneário é o primeiro entregue, não o único em carteira. Tonino cita projetos em São Paulo, Goiânia, Chapecó, nos Emirados Árabes, no Egito, na Geórgia e quatro na Índia.

Em todo o tour, nos espaços coletivos, o que se vê é o sobrenome Lamborghini e seu brasão de touro no chão, nos móveis e nas paredes, que ele explica como uma expressão da experiência de estilo de vida da marca.

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70 metros, 53 andares e 67 unidades vendidas antes da chave: a primeira torre residencial Tonino Lamborghini do mundo, em Balneário Camboriú. (Foto: Divulgação/Embraed)
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Brasil negocia a compra de 20 novos Gripen da Saab e pode ampliar frota para 56

O Brasil demonstrou interesse em adquirir 20 caças Gripen E e F adicionais da fabricante sueca de defesa Saab, em um movimento que pode ampliar a parceria entre os dois países na área de defesa e elevar de 36 para 56 o número de aeronaves previstas no programa brasileiro.

A informação consta de uma declaração conjunta divulgada nesta quinta-feira (4), após um encontro em Estocolmo entre o ministro da Defesa do Brasil, José Múcio Monteiro Filho, e o ministro da Defesa da Suécia, Pål Jonson.

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A negociação ocorre em meio a restrições no orçamento brasileiro de 2026. O Ministério da Defesa foi a pasta mais afetada pelo bloqueio adicional de despesas anunciado pelo governo federal, com R$ 4,36 bilhões temporariamente indisponíveis.

Leia também: Novo caça Gripen F da Saab reforça programa de transferência tecnológica para o Brasil

Em segundo lugar, o Ministério das Cidades foi o mais afetado, com R$ 3,32 bilhões temporariamente bloqueados. Os ministérios devem anunciar até 8 de junho quais programas sofrerão bloqueios.

Novo centro de pesquisa

O Brasil e a Suécia também avançaram nas discussões para aprofundar a cooperação tecnológica relacionada ao Gripen.

Na terça-feira (2), a Saab e a Força Aérea Brasileira (FAB) assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para a realização de estudos e análises conjuntas sobre o possível estabelecimento de um Centro de Inovação e Pesquisa no Brasil, segundo nota divulgada pela empresa.

O centro seria dedicado ao desenvolvimento e à prospecção de novos sistemas e equipamentos aplicáveis à operação, à manutenção e à modernização das aeronaves Gripen.

Nesta quinta-feira (4), o ministro da Defesa do Brasil, José Múcio Monteiro Filho, disse que o centro também deverá se debruçar sobre aplicações de IA no setor.

A iniciativa também tem como objetivo ampliar as capacidades tecnológicas brasileiras e apoiar a formação de profissionais qualificados.

As tratativas entre a Saab e a FAB serão conduzidas no âmbito do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), órgão do Comando da Aeronáutica responsável por ações de ciência, tecnologia e inovação.

Os próximos passos envolvem a realização dos estudos e análises previstos no memorando, seguida pela avaliação dos resultados para definir como avançar em direção a um acordo formal.

Questionado pela Bloomberg Línea durante entrevista a jornalistas em Linköping, na Suécia, sobre a importância do Brasil para a companhia, Johansson afirmou que a Saab pretende ampliar sua capacidade produtiva tanto na Suécia quanto no mercado brasileiro.

“O Brasil é um país prioritário para nós no mercado da América Latina e realmente concentramos nossa atenção nele. É claro que temos a ambição de ampliar a participação da região na receita da Saab como companhia”, disse Johansson.

Segundo o executivo, a operação brasileira não deverá focar apenas no Gripen. A empresa também produz radares, sistemas de mísseis, comando e controle, treinamento, soluções subaquáticas, e tecnologia de guerra eletrônica.

“Como estamos estabelecidos no Brasil e temos uma parceria industrial tão relevante, é claro que faz sentido buscar outros negócios”, disse Johansson.

A operação brasileira, segundo o CEO da Saab, deverá participar da produção relacionada ao contrato colombiano e poderá atender a outros mercados internacionais - além da Colômbia, a Tailândia também encomendou o caça.

Na semana passada, Suécia e Ucrânia informaram que avançaram nas negociações para que Kiev adquira um lote inicial de até 20 caças Gripen E/F, enquanto o governo sueco pretende doar até 16 aeronaves Gripen C/D às forças ucranianas se a compra das aeronaves for concretizada.

Parceria Brasil-Suécia

O contrato original entre o governo brasileiro e a Saab foi assinado em outubro de 2014 e prevê o desenvolvimento e a produção de 36 caças Gripen E/F para a FAB, sendo 28 unidades da versão monoposto Gripen E e oito da versão biposto Gripen F. O acordo foi avaliado em aproximadamente 39,3 bilhões de coroas suecas.

As entregas começaram em 2020, e 11 aeronaves foram entregues à FAB, segundo a Saab.

Diferentemente de programas tradicionais de aquisição militar, o acordo incluiu um amplo pacote de transferência de tecnologia e a participação da indústria brasileira. Engenheiros da Embraer e de outras empresas nacionais participaram diretamente do desenvolvimento da versão biposto Gripen F.

Na terça-feira, a Saab apresentou em Linköping o primeiro Gripen F-39F destinado à FAB. A aeronave mantém as capacidades operacionais do Gripen E, mas incorpora um segundo cockpit, que pode ser utilizado para treinamento e missões mais complexas.

Em entrevista à Bloomberg Línea um dia antes da apresentação do Gripen F na Suécia, Peter Dölling, presidente da Saab Brasil, afirmou que os componentes produzidos no país já abastecem a linha global do Gripen, independentemente do cliente final.

“A fuselagem traseira, a fuselagem dianteira, os freios aerodinâmicos e o cone de cauda vão para todos os clientes”, disse.

De acordo com o executivo, a operação brasileira alcançou níveis de qualidade e produtividade equivalentes aos da unidade sueca, o que poderá favorecer a transferência de novas etapas produtivas para o país à medida que a demanda internacional avançar.

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Modelo Gripen F apresentado nesta semana pela gigante de defesa tem espaço para dois pilotos e poderá ser usado em missões mais complexas do que o Gripen E. (Foto: Divulgação)
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Petróleo em alta, tarifas no radar e juros elevados: especialista aponta oportunidade em meio ao cenário conturbado

Os mercados globais iniciaram junho sob a influência de velhas preocupações e de novos fatores de risco que voltaram a ganhar destaque nos últimos dias. Em um ambiente marcado por incertezas, que vão da escalada das tensões no Oriente Médio às ameaças tarifárias, investidores buscam estratégias para proteger seus portfólios e identificar oportunidades em meio à volatilidade.

Este foi um dos assuntos abordado no Morning Call, do BTG Pactual, com participação do estrategista da Empiricus Research, Matheus Spiess, e do responsável pelo segmento de fundos indexados passivos e ETFs e sócio do BTG Pactual, Eduardo Miquelotti.

O que está na mira dos mercados em junho?

No campo geopolítico, o conflito no Oriente Médio ganhou desdobramentos com a nova rodada de ataques entre EUA e Irã, que elevou o preço do barril de petróleo do tipo brent ao patamar de US$ 98.

As preocupações tarifárias também voltaram à cena na última terça-feira (2), com a recente ofensiva norte-americana contra cerca de 60 parceiros comerciais.

A medida do governo Donald Trump prevê uma alíquota mínima de 10% para produtos originários de economias como Canadá, México, União Europeia, Reino Unido e Taiwan, enquanto países como China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Suíça e Brasil poderão ser submetidos a tarifas de 12,5%.

No caso brasileiro, o tema é ainda mais relevante por surgir logo após a recomendação de tarifas de 25% sobre diversos produtos brasileiros no âmbito de outra investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), relacionada à Seção 301, na segunda-feira (1).

Em um ambiente de pressão inflacionária e incertezas, Spiess vê o Banco Central brasileiro “forçado a pausar o ciclo de corte de juros”. O BTG Pactual, inclusive, revisou as projeções para a Selic terminal para 14,5%, o que representaria um corte de 50 pontos-base na próxima reunião, seguido de uma pausa.

“Existem muitas pressões que impedem aquela projeção de orçamento de corte de juros que existia no começo do ano. Não significa que não possamos retomar essa pauta em um segundo momento, mas, no curto prazo, na falta de uma âncora fiscal, precisamos de uma âncora monetária que segure as pontas”, disse Spiess.

Em um cenário como este, é natural que os ativos de risco sofram. No Brasil, o Ibovespa, que chegou a atingir os 198 mil pontos em abril, devolveu parte dos ganhos de 2026 e tenta sustentar os 170 mil pontos.

Por outro lado, o setor de tecnologia dos EUA, principalmente voltado à inteligência artificial continua a mostrar resiliência, destaca o analista Matheus Spiess.

Não por acaso, os principais índices norte-americanos, como Nasdaq e S&P 500, têm renovado as máximas históricas com frequência em meio ao ambiente conturbado.

Especialista aponta oportunidade em meio à nova onda de turbulência global?

Eduardo Miquelotti, do BTG Pactual, destaca que em um cenário como este, os ETFs podem ser uma boa maneira de se expor à diferentes teses sem sair da Bolsa brasileira.

No caso do investimento em empresas voltadas à inteligência artificial, Miquelotti cita o GENB11, um produto desenvolvido pelo BTG Pactual composto por BDRs das companhias americanas do setor de tecnologia.

“Estamos falando de [empresas de] semicondutores, como Nvidia, de pagamentos, como Mastercard e Visa, da parte de defesa e também empresas techs conhecidas, como Alphabet, Amazon, Google, Netflix, Apple e mais”, destacou.

Dessa maneira, continua o sócio do BTG Pactual, o investidor brasileiro consegue “investir em dezenas de companhias americanas, mantendo a exposição cambial e tendo uma parcela do investimento nesse perfil de ativos”.

Um outro ETF citado por Miquelotti é o CMDB11, que, até o fechamento de maio, registrou alta de 17% em 2026 – mais que o dobro do Ibovespa no período. Trata-se de um produto que investe em companhias brasileiras vinculadas ao ecossistema de commodities, como Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), Gerdau (GGBR4) e mais.

Em um ambiente de pressão inflacionária e preço do petróleo brent mais alto, o investidor consegue se beneficiar desse movimento investindo de forma super acessível”, afirmou Miquelotti.

Entre os benefícios dos ETFs para os investidores, Miquelotti destaca o que chamou de “cinco pilares dos ETFs”:

  • Vantagem tributária;
  • Alta liquidez;
  • Eficiência de custos;
  • Transparência; e
  • Flexibilidade.

“Os investidores brasileiros cada vez mais começaram a entender a funcionalidade dos ETFs, que basicamente são uma ferramenta para dar acesso à construção de um portfólio para qualquer perfil de ativo que ele queira acessar”, aponta.

Para assistir ao Morning Call completo, com todas as análises de Matheus Spiess e Eduardo Miquelotti, basta clicar no player abaixo:

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BTCUSDT: Rompimento do canal de baixa sinaliza possível queda pa

BTCUSDT: Rompimento do canal de baixa sinaliza possível queda pa

Bitcoin / TetherUS BINANCE:BTCUSDT

O Bitcoin rompeu tanto o canal macro ascendente quanto o suporte do canal descendente de curto prazo, criando uma configuração de baixa de alto risco no gráfico de 12 horas.

Pontos técnicos principais:

🔹 Padrão de bandeira de baixa confirmado após o movimento W → X.

🔹 A extensão de Fibonacci 1:1 da onda W para a onda X projetou o topo da onda Y com precisão.

🔹 O preço foi rejeitado próximo ao nível de Fibonacci de 1,0 (US$ 82,3 mil).

🔹 A ruptura do canal descendente sugere um aumento do momentum de baixa.

🔹 O BTC está sendo negociado abaixo de dois importantes canais de tendência, indicando fraqueza na estrutura do mercado.

🔹 Níveis importantes:

📉 Preço atual: ~$62,6 mil
🟢 Suporte principal: US$60 mil (mínima anterior)
🔴 Resistência: US$75,2 mil (Fibonacci de 0,618), US$77,9 mil (Fibonacci de 0,764)
🎯 Alvo de recuperação de alta: Acima de US$82,3 mil
⚠️ Alvo de baixa: Novo teste do suporte de US$60 mil, com possibilidade de queda adicional caso esse nível seja rompido.

Ideia de negociação

Enquanto o Bitcoin permanecer abaixo do suporte do canal rompido e não conseguir recuperar a faixa de US$71 mil a US$75 mil, os vendedores mantêm o controle. Uma quebra decisiva abaixo de US$60 mil pode desencadear uma correção maior, enquanto uma recuperação acima do canal descendente invalidaria o cenário de baixa.

Aviso: Esta análise tem fins educacionais e não constitui aconselhamento financeiro. Sempre gerencie o risco e utilize níveis de stop-loss adequados.

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Nostalgia que vende: camisas retrô impulsionam mercado esportivo em ano de Copa

As golas largas voltaram. Os escudos antigos, também. Em vez de tecidos ultratecnológicos e campanhas focadas apenas em performance, marcas esportivas têm apostado em algo muito mais poderoso: a nostalgia.

À medida que o clima de Copa do Mundo começa a tomar conta do futebol e das redes sociais, camisas retrô se tornam protagonistas de uma estratégia que mistura moda, cultura pop e consumo emocional. Mais do que vender um produto, as marcas passaram a comercializar símbolos culturais carregados de memória e identificação geracional.

Nas vitrines e nos feeds das redes sociais, reaparecem referências às décadas de 1980, 1990 e ao início dos anos 2000: modelagens amplas, logos clássicos, cores desbotadas, coleções inspiradas em seleções históricas e relançamentos de uniformes que remetem a torneios passados. O futebol deixa de ocupar apenas o campo esportivo e se consolida também como linguagem de moda e comportamento.

A memória como estratégia de venda

Existe uma lógica afetiva poderosa por trás das coleções retrô. Ao recuperar referências de Copas históricas ou temporadas marcantes, as marcas ativam lembranças que já carregam significado emocional para o consumidor.

Uma camisa inspirada na seleção brasileira de 1998 ou na Argentina dos anos 1980 não vende apenas design. Ela evoca infância, videogame, álbum de figurinhas, transmissões de TV e ídolos do futebol. Para consumidores mais velhos, funciona como reconexão afetiva. Para os mais jovens, vira objeto de autenticidade e estilo.

Em um mercado saturado de lançamentos, o retrô oferece algo raro: uma história pronta. A camisa inspirada em um período histórico já nasce associada a referências culturais compartilhadas — o que ajuda a explicar o engajamento acima da média nas redes sociais, especialmente em ano de Copa.

O retrô também virou negócio premium

A nostalgia não apenas vende. Ela vende caro. Camisas inspiradas em modelos históricos costumam ocupar faixas de preço mais altas do que peças esportivas básicas, aparecendo frequentemente em coleções limitadas ou colaborações especiais.

A coleção Bringback Remixe, da Adidas, recriou designs clássicos de camisas de seleções, como México e Japão. A Nike trouxe de volta a Total 90, uma reedição que faz referência a jogadores de futebol renomados, como Ronaldinho. Ou seja, as marcas estão oferecendo uma nova perspectiva de seus próprios acervos.

Em alguns casos, as linhas retrô ultrapassam a faixa dos R$ 1.000. As camisas Bringback Remixe são oferecidas no site da Adidas por R$ 1.499,99, enquanto versões da Copa do Mundo de 2026 são anunciadas por R$ 399,99. A Total 90 do Ronaldinho — esgotada no site da Nike — foi vendida por R$ 899,99, enquanto a atual da seleção brasileira está, em média, R$ 500,00.

Parte do apelo está na sensação de raridade e pertencimento cultural. Não se trata apenas de comprar uma camisa: trata-se de participar de uma estética específica. Esse movimento acompanha uma transformação mais ampla da indústria: o sportswear deixou de ser um segmento funcional para se tornar parte central da moda global.

O futebol virou moda e saiu do estádio

Durante décadas, a camisa de futebol foi tratada principalmente como item de torcida. Hoje, ela ocupa outro território: o da moda cotidiana. Celebridades, influenciadores e marcas de streetwear ajudaram a transformar jerseys esportivas em peças fashion.

Nomes como Travis Scott e Rosalía ajudaram a popularizar o uso de camisas clássicas de futebol fora do ambiente esportivo, consolidando o uniforme como item desejado muito além das arquibancadas.

A tendência ganhou força especialmente com o blokecore, estética inspirada na cultura britânica dos anos 1990 que mistura camisas de futebol, jeans largos e tênis retrô. O movimento saiu rapidamente dos nichos para o consumo de massa como em festivais, aeroportos e semanas de moda, camisas esportivas aparecem combinadas com alfaiataria, saias ou peças vintage.

O uniforme deixou de ser apenas representação de um clube ou seleção. Virou símbolo cultural.

Em ano de Copa, o consumidor compra pertencimento

Poucos eventos movimentam tanto o imaginário coletivo quanto uma Copa do Mundo. Mesmo quem acompanha pouco futebol tende a se conectar com o torneio, que domina redes sociais, publicidade e conversas cotidianas. Para as marcas, isso cria um ambiente ideal para produtos guiados por identificação cultural e nostalgia.

As camisas retrô ocupam um espaço particularmente estratégico nesse contexto. Enquanto o uniforme da temporada está sujeito a críticas e oscilações de desempenho, o modelo vintage se apoia em uma memória já consolidada, associada a glórias do passado e protegida pelo tempo. Isso reduz riscos para as marcas e aumenta o valor simbólico da peça.

Por que a Adidas lidera esse movimento

Embora Nike, Puma e outras gigantes também tenham ampliado suas linhas vintage, a Adidas carrega uma vantagem difícil de replicar: seu arquivo histórico. E os números mostram que essa aposta tem dado resultado. Em 2025, a marca registrou receita recorde de 24,8 bilhões de euros (cerca de US$ 28,8 bilhões), enquanto o lucro operacional cresceu 54%, para 2 bilhões de euros (US$ 2,3 bilhões).

O desempenho foi considerado pela própria empresa melhor do que o planejado. Parte relevante desse avanço veio justamente dos produtos de estilo de vida: itens como o Adidas Samba e o Adidas Gazelle, modelos retrô que receberam atualizações em cores e materiais, sustentaram crescimento de 10% nas vendas da divisão lifestyle.

A força da estratégia está em um diferencial que poucas companhias conseguem reproduzir: uma identidade visual construída ao longo de décadas e imediatamente reconhecível. O trefoil clássico, as três listras e as camisas de seleções icônicas transformaram a marca alemã em referência estética muito além do esporte.

Nos últimos anos, a Adidas passou a explorar esse patrimônio de forma mais deliberada, com relançamentos, coleções inspiradas em campeonatos históricos e a expansão da linha Originals. Na prática, a companhia vem deslocando parte de sua comunicação da performance esportiva para a herança cultural e o apelo nostálgico.

Para este ano, a Adidas projeta crescimento adicional de cerca de 2 bilhões de euros em vendas — aproximadamente US$ 2,3 bilhões — impulsionado, sobretudo, pela Copa do Mundo. O resultado é um produto que conversa simultaneamente com torcedores, consumidores de moda e colecionadores — uma convergência que ajuda a explicar por que camisas retrô costumam se esgotar em pouco tempo, mesmo com preços elevados.

O passado nunca esteve tão atual

Em um cenário dominado por tendências aceleradas e excesso de informação, a nostalgia oferece algo valioso: familiaridade. As camisas retrô funcionam porque unem memória afetiva, autenticidade e estilo em um único produto. Ao apostar no passado, marcas esportivas encontraram uma maneira eficiente de continuar parecendo contemporâneas. O futebol, afinal, deixou de ser apenas um jogo transmitido na televisão. Virou linguagem estética, ativo cultural e ferramenta de posicionamento.

E poucas empresas entenderam isso tão bem quanto a Adidas, que transformou décadas de história esportiva em uma das estratégias mais bem-sucedidas da indústria esportiva e da moda contemporânea.

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Bovespa Mini Index Daily: Dynamic Rejection Following a Near-Tou

Bovespa Mini Index Daily: Dynamic Rejection Following a Near-Tou

Bovespa Index-Mini Futures BMFBOVESPA_DLY:WIN1!

We are adding the Brazilian Equity Market into our multi-asset coverage, analyzing the Bovespa Index Mini Futures ( WIN1! - BMFBOVESPA) on the Daily (1D) chart. The asset is flashing a textbook institutional defense setup following a deep macro correction.

### Technical Framework & Dynamic Support:
* **The 200 EMA Magnet:** After a steep corrective cycle from the April peaks, the mini index retraced aggressively into macro value territory. As highlighted inside the orange circle, the descent came to a sudden halt during a near-touch interaction with the rising **200-period Exponential Moving Average (Daily 200 EMA - purple line)**, which was tracking at **169,770** (currently hovering at **170,371**).
* **The Demand Absorption Candle:** The low of the daily session registered at **170,180**, missing a milimetric touch of the moving average by a tiny margin before aggressive dynamic buyers stepped in. The session responded with a powerful **+1.86%** bullish expansion candle, closing near local highs at **179,115**.

### Structural Outlook & Context:
The 200 EMA on the daily timeframe serves as the ultimate institutional line in the sand for a primary market cycle.

1. **The Bullish Rejection Signal:** The fact that the index printed a strong upside rejection candle immediately upon approaching the purple baseline indicates heavy liquidity absorption by institutional entities looking to defend the primary long-term uptrend.
2. **The Tactical Trajectory:** This successful defense sets up a short-term mean-reversion bounce. As long as the market validates structural acceptance above the newly established **170,000** psychological floor, momentum favors a technical recovery leg to test minor local supply layers overhead.

### Tactical Execution Mindset:
Shorting directly into a major, rising Daily 200 EMA baseline without a structural break carries a highly unfavorable risk-to-reward ratio. The optimal professional playbook involves monitoring lower timeframes (such as H4 or H1) inside this newly formed swing low to spot continuation patterns (like flags or minor retests) to position along the primary institutional buying impulse.

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📊 **ProData Chart** | By Rogerio Zaglia
*Technical Analysis, Price Action & Emerging Markets Strategy.*

⚠️ **Disclaimer:** For educational and informational purposes only. This technical study does not constitute investment advice or trading recommendations.

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A Nike perdeu seu superpoder? Por que a retomada com novo CEO ainda não engrenou

O plano de recuperação dos negócios da Nike não tem sido uma mudança rápida de direção — para usar um termo do basquete. Tem se parecido mais com um escorregão instável em uma quadra empoeirada.

As ações atingiram o preço de mais de US$ 170 no fim de 2021. Caíram para US$ 79 em outubro de 2024, quando o veterano da empresa Elliott Hill saiu da aposentadoria para reassumir o comando. Agora, o papel vale cerca de US$ 46 — praticamente o mesmo preço de quase 12 anos atrás.

Existem outros dois problemas.

Primeiro: embora as ações estejam mais baratas, elas não parecem uma pechincha óbvia. O mercado avalia a Nike em cerca de 24 vezes os lucros projetados para o ano fiscal encerrado em maio de 2027.

Segundo: Hill já está fazendo exatamente o que os investidores pediam. Ele recolocou o foco em calçados de performance, após anos de aposta em modelos casuais, e tenta reconstruir relações com varejistas que haviam sido enfraquecidas pela estratégia agressiva de vendas diretas pela internet.

Existem sinais positivos, como uma modesta recuperação das vendas na América do Norte no trimestre mais recente. Mas isso ainda não foi suficiente.

O fascínio de comprar uma gigante em queda

É tentador comprar ações de uma das maiores histórias de crescimento da bolsa depois de uma queda tão grande.

Além disso, a Nike oferece um dividend yield de 3,6%.

Mas os investidores precisam considerar a possibilidade de que os problemas da companhia sejam mais profundos do que parecem.

A queda da demanda na China é uma preocupação importante, mas também surgem dúvidas sobre se a Nike perdeu sua vantagem em marketing justamente em um momento em que o fenômeno que impulsionou sua ascensão — a idolatria das estrelas do basquete — parece estar mudando.

O efeito Michael Jordan

Quem comprou ações da Nike desde o IPO não tem motivos para reclamar.

Os papéis foram lançados em 1980 por apenas US$ 0,18 (ajustados por desdobramentos).

Mas em outubro de 1984 a ação havia caído para US$ 0,12.

Foi então que a Nike apostou US$ 2,5 milhões em um contrato de cinco anos com um jovem jogador universitário chamado Michael Jordan, que ainda nem havia estreado na NBA.

O acordo transformou a empresa.

Jordan conquistou seis títulos com o Chicago Bulls e se tornou um fenômeno global.

Nos anos 1990, ele era conhecido e admirado praticamente em todo o mundo. Sua popularidade ajudou a transformar a Nike na principal marca esportiva do planeta.

Hoje, a marca Jordan ainda responde por cerca de US$ 7,3 bilhões em vendas anuais, equivalentes a 15% da receita da empresa.

Mas esse número caiu 16% em relação ao ano anterior.

Onde a Nike errou

Durante anos, a Nike gerou enorme desejo por seus produtos por meio de lançamentos limitados e modelos retrô que esgotavam rapidamente.

Na pandemia, porém, a empresa inundou o mercado com produtos.

As vendas cresceram rapidamente, mas o excesso de oferta acabou destruindo parte da exclusividade que tornava os tênis tão desejados.

Ao mesmo tempo, a empresa cometeu outro erro estratégico.

Sob o comando do ex-CEO John Donahoe, a Nike reduziu sua presença em varejistas tradicionais e priorizou as vendas diretas online.

Enquanto isso, o gosto dos consumidores mudou.

Os tênis inspirados no basquete perderam espaço para modelos de corrida e para a tendência dos chamados “dad shoes”.

Marcas como New Balance, Hoka e On aproveitaram a oportunidade.

Os varejistas que haviam sido desprezados pela Nike passaram a dar destaque a essas concorrentes.

A grande dúvida: a Nike perdeu seu “superpoder”?

Para alguns analistas, o principal indicador do enfraquecimento da empresa é a margem operacional.

Ela ficou em torno de 13% ao longo da década encerrada em 2024.

Agora, a projeção é que fique abaixo de 6%.

Parte dessa queda é consequência das medidas necessárias para reorganizar o negócio.

Mas o analista Jay Sole, do UBS, questiona se a Nike perdeu aquilo que chama de seu “superpoder”: a capacidade de ser relevante para praticamente todos os públicos.

Durante anos, pesquisas mostravam que até 95% dos consumidores se identificavam com a marca.

Homens, mulheres, jovens, idosos, moradores de áreas urbanas ou suburbanas — todos compravam Nike.

Hoje, o mercado está muito mais fragmentado.

Marcas especializadas dominam nichos específicos.

Além disso, o basquete já não produz fenômenos culturais como Michael Jordan.

Jogadores como LeBron James continuam famosos, mas estão no fim da carreira.

Outras estrelas, como Shai Gilgeous-Alexander, Nikola Jokic e Victor Wembanyama, são admiradas pelos fãs do esporte, mas ainda não alcançaram o mesmo impacto cultural e comercial.

Enquanto isso, a nova promessa do basquete americano, Cooper Flagg, tem contrato com a New Balance.

Ainda há quem acredite

Nem todos estão pessimistas.

Christopher Rossbach, da gestora J. Stern, afirma que a Nike está tomando as medidas corretas.

No último trimestre:

  • Os estoques diminuíram;
  • As vendas na América do Norte cresceram 3%;
  • O segmento de calçados voltou a apresentar crescimento.

Segundo ele, o principal problema continua sendo a China, onde as vendas ainda estão fracas.

Rossbach acredita que a empresa precisa principalmente de produtos mais inovadores e atraentes.

Ele também vê possíveis catalisadores para uma recuperação, como a Copa do Mundo sediada na América do Norte e o impacto menor das tarifas comerciais nas comparações futuras.

A visão dos fãs de tênis

Entre os consumidores mais apaixonados, o diagnóstico é semelhante.

Sean Go, influenciador especializado em tênis, afirma que muitos jovens já não possuem a mesma ligação emocional com Michael Jordan.

Além disso, corredores têm migrado para marcas como Saucony, Hoka, Asics e New Balance.

No basquete, ele destaca o sucesso recente da Adidas com a linha do jogador Anthony Edwards.

Outro fenômeno é a ascensão das marcas chinesas.

Segundo especialistas do setor, empresas como Li-Ning e Anta Sports deixaram de ser apenas fabricantes de baixo custo e passaram a competir em inovação e qualidade.

Para muitos consumidores, os tênis dessas marcas já rivalizam com os melhores produtos do mercado.

A questão para os investidores é simples: a Nike está apenas atravessando uma fase difícil ou perdeu a capacidade única de ditar tendências globais e dominar praticamente todos os segmentos do mercado esportivo? É essa resposta que determinará se a queda das ações representa uma oportunidade ou um sinal de uma mudança mais profunda.

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EUA vs. Pix? Entenda o que está por trás da polêmica e como isso pode mexer com seus investimentos

A discussão em torno do Pix voltou a ganhar relevância esta semana, após o sistema de pagamentos instantâneos ser citado em uma investigação comercial dos Estados Unidos.

Na visão do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), em pesquisa a pedido do presidente Donald Trump, o Pix pode representar uma vantagem “injusta” com capacidade de restringir o comércio americano.

O debate aparenta se concentrar na infraestrutura da transferência. Sem intermediários e sem muitas etapas, um pagamento por Pix é feito de forma instantânea, pelo celular, 24 horas por dia e sem cobrança de taxas.

Segundo dados do Banco Central, mais de 170 milhões de pessoas físicas (cerca de 80% da população brasileira) usufruem da plataforma.

Desde o lançamento no final de 2020 até o final de 2025, estima-se que o Pix já movimentou R$ 85 trilhões em transações, mais de 7 vezes o PIB do Brasil em 2024, aponta a fintech Ebanx.

Pix pode ser o primeiro capítulo de uma disrupção financeira, segundo analista

Na visão do analista de macroeconomia da Empiricus Research, Matheus Spiess, “o sistema brasileiro demonstrou que pagamentos instantâneos podem substituir parte da intermediação tradicional do sistema bancário”.

O mercado global de pagamentos movimenta trilhões de dólares por ano e historicamente foi dominado por redes privadas que atuam como intermediárias das transações financeiras.

O que mobiliza o mercado agora é a perspectiva de que o Pix pode ser o passo inicial para uma transformação mais ampla da infraestrutura financeira.

“Muitos enxergam nessa evolução uma prévia do papel que as stablecoins poderão desempenhar em escala global. Em 2025, essas moedas digitais movimentaram cerca de US$ 33 trilhões em transações, superando o volume processado em conjunto por Visa e Mastercard (US$ 25 trilhões)”, compara o analista.

A tendência, segundo Spiess, aponta para um sistema financeiro cada vez mais rápido, eficiente, global e programável, em que o Pix pode ser apenas um dos primeiros capítulos.

Em cenários de transformação acelerada como esse, acompanhar os movimentos do mercado e entender seus possíveis desdobramentos torna-se um diferencial para quem busca tomar decisões de investimento mais bem fundamentadas.

É justamente com esse objetivo que a Empiricus disponibiliza aos seus assinantes análises e relatórios constantemente atualizados sobre os temas que podem impactar seus investimentos.

A seguir, veja como acessar esse conteúdo com o Empiricus+.

Empiricus+: veja como equipar seu portfólio para todas as ocasiões

Seja em cenários mais otimistas ou mais turbulentos do ponto de vista econômico, a Empiricus Research segue em busca das melhores oportunidades para o investidor brasileiro posicionar o seu portfólio.

Com mais de 11 assinaturas para diferentes perfis, a casa oferece carteiras de ações, dividendos, small caps, renda fixa, fundos e estratégias multimercado, além de acesso direto a especialistas.

O assinante da casa também conta com lives exclusivas e conteúdos educativos para ajudar investidores a posicionar o portfólio e buscar melhores retornos no cenário atual.

Entre os portfólios de destaques, estão:

  • Empiricus Palavra do Estrategista, com retorno acumulado de 459,83% desde 2015;
  • Empiricus Small Caps, com valorização de 514,06% desde 2014;
  • Empiricus Dividendos, com ganho de 465,27% desde o lançamento.

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O post EUA vs. Pix? Entenda o que está por trás da polêmica e como isso pode mexer com seus investimentos apareceu primeiro em Empiricus.

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Carteiras sugeridas para junho

Este post está sendo atualizado à medida que novas carteiras forem divulgadas. Última atualização 16h10 - 22/06

Carteira Top ações – XP

Confira a carteira completa

A carteira Top Ações passa a incluir ORVR3 (2,5%), refletindo uma visão positiva sobre o potencial de criação de valor da transação entre Orizon e Vital, que ainda não estaria totalmente precificado pelo mercado.

Também houve aumento de B3SA3, de 5,0% para 7,5%, diante da expectativa de maior tração no mercado de capitais, diversificação de receitas e crescimento dos lucros. RENT3 teve sua participação elevada de 7,5% para 10%, apoiada por fundamentos sólidos, melhora operacional e valuation atrativo. Já TOTS3 ganhou mais espaço na carteira após a recente correção das ações.

Para acomodar as mudanças, PETR4 foi reduzida de 10% para 5%, mantendo uma visão construtiva para a companhia. RADL3 deixou a carteira devido à busca por nomes com melhor momentum de resultados, embora a tese de longo prazo permaneça positiva.


Carteira Top Small Caps - XP

Confira a carteira completa

A carteira passou por ajustes com a inclusão de CEAB3 e ECOR3, aumento da participação em CURY3 e retirada de PGMN3 e MILS3.

A posição em CURY3 foi elevada de 10% para 12,5%, diante da maior convicção na tese, sustentada pela resiliência operacional, vendas robustas, boa velocidade de vendas e consistente geração de caixa.

ECOR3 entrou com peso de 2,5%, principalmente pelo valuation atrativo. Na avaliação da casa, as preocupações do mercado com o capex parecem excessivas diante dos mitigadores existentes.

MILS3 foi retirada após a forte valorização desde sua inclusão e diante do anúncio de um potencial processo de OPA. Já a troca de PGMN3 por CEAB3 reflete a preferência pelo setor de vestuário neste momento do ciclo, com a C&A podendo se beneficiar de uma eventual redução das tensões comerciais globais, além de perspectivas favoráveis para margens e para a temporada de inverno.


Carteira Top Dividendos – XP

Confira a carteira completa

A XP passou a incluir AXIA3, com peso de 5%, após a recente correção das ações tornar o valuation mais atrativo. A expectativa de maior alocação de investidores estrangeiros em Brasil e um possível cenário de El Niño forte no segundo semestre, favorecendo o consumo e os preços de energia, também sustentam a tese para a companhia.

Em contrapartida, SANB11 foi retirada da carteira. Apesar da visão positiva para os fundamentos do banco, apoiada por uma originação de crédito mais conservadora, melhora da margem financeira e ganhos de eficiência, fatores de curto prazo ainda devem limitar o desempenho das ações.


Carteira Top Dividendos Plus – XP

Confira a carteira completa

A construtora Direcional [#DIRR3] passa a integrar o grupo dos 10 nomes recomendados pela XP, ocupando a vaga deixada por Caixa Seguridade [#CXSE3]. Segundo a equipe de análise, a substituição foi baseada em dados de consenso da LSEG, que indicam um dividend yield mais atrativo e melhora nas expectativas dos analistas para a Direcional. Já a Caixa Seguridade foi retirada da seleção após a redução do rendimento esperado com dividendos e a piora das projeções de mercado.


Carteira Fundamentalista de FIIs – XP

Confira a carteira completa

Para junho, a XP reduziu a alocação em LVBI11 e PVBI11 em 0,5 ponto percentual cada, enquanto aumentou a exposição a XPLG11 e HGBS11 na mesma proporção. Segundo a gestora, os ajustes buscam diminuir a participação em fundos de tijolo com menor carrego e menos gatilhos de valorização no curto prazo, ampliando a exposição a portfólios de maior qualidade, menor volatilidade e com maior potencial de geração de valor nos próximos meses.


Carteira Top Ações Globais – XP

Confira a carteira completa

A carteira permaneceu inalterada para junho. Segundo a XP, os fundamentos dos ativos selecionados seguem sólidos e as posições continuam alinhadas às perspectivas para o período. Apesar do desempenho relativo negativo no último mês, impactado pela menor exposição ao setor de tecnologia em meio ao rali das ações ligadas ao segmento de memória, a equipe mantém confiança na composição atual do portfólio.


Carteira Top Dividendos Globais – XP

Confira a carteira completa

A carteira foi mantida sem alterações para junho. Após um mês positivo, impulsionado principalmente pela maior exposição aos setores de Tecnologia, por meio da Dell, e Materiais Básicos, com destaque para a BHP, a XP optou por preservar a composição atual do portfólio. Segundo a equipe de análise, os fundamentos dos ativos seguem sólidos e continuam alinhados às perspectivas para o encerramento do segundo trimestre de 2026.


Carteira Fundos Listados Renda Total – XP

Confira a carteira completa

Para junho, a XP promoveu ajustes na carteira, reduzindo as posições em HFOF11 e RZAG11, enquanto ampliou a exposição a RBRX11 e RBRR11. Segundo a gestora, as mudanças buscam aumentar a participação em ativos mais defensivos, que combinam perspectivas favoráveis para distribuição de rendimentos com preços de negociação considerados atrativos.


Carteira Recomendada FIIs: Ganho de Capital – XP

Confira a carteira completa

Para junho, a XP retirou HFOF11 da carteira e aumentou a exposição a PCIP11 e XPCI11. Segundo a casa, o movimento busca elevar a alocação em fundos de recebíveis que ainda negociam a preços atrativos e oferecem carrego interessante, além do potencial de maiores rendimentos em um cenário de inflação mais elevada no curto prazo.


Carteira Dividendos Gráfica – XP

Confira a carteira completa

A Carteira Dividendos Gráfica da XP foi mantida sem alterações para junho. Composta por cinco ativos de peso igual, a seleção utiliza exclusivamente análise técnica aplicada aos papéis das carteiras Top Dividendos e Top Dividendos Plus, com o objetivo de superar o desempenho do Ibovespa no médio prazo.


Carteira Multiestratégia – NMS

Confira a carteira completa

A Carteira Multiestratégia da NMS foi mantida sem alterações para junho. A estratégia busca superar o CDI no longo prazo por meio de uma alocação diversificada entre renda fixa, renda variável, ativos globais, criptomoedas e investimentos alternativos. Para isso, utiliza ETFs listados na B3, oferecendo eficiência, liquidez e exposição a diferentes classes de ativos em um único portfólio.


NMS Estratégia Global

Confira a carteira completa

A carteira é voltada para investidores com perfil moderado a agressivo que buscam diversificação internacional e exposição ao mercado americano por meio de ações, ETFs e ADRs. O objetivo é oferecer um portfólio equilibrado, com rebalanceamentos periódicos para otimizar os retornos no médio e longo prazo.

Na última atualização, a gestão substituiu GOOG por ASML, ampliando a exposição à companhia holandesa do setor de semicondutores.


Carteira Smart Allocation – NMS

Confira a carteira completa

A carteira passou por ajustes na última atualização, com a retirada de AZIN11 e o aumento da exposição a PPEI11, PFIN11 e CPTI11. Voltada para investidores que buscam rentabilidade com risco moderado, a estratégia tem como objetivo superar o IMA-B no médio e longo prazo por meio de uma alocação focada em renda fixa e fundos incentivados.


Carteira Smart FIIs – NMS

Confira a carteira completa

Na última atualização, a gestão reduziu a exposição a PVBI11 e VGIR11, enquanto aumentou as posições em GARE11 e MCCI11.

A Carteira é voltada para investidores que buscam renda passiva e valorização patrimonial por meio de fundos imobiliários. A estratégia utiliza análise fundamentalista e diversificação entre segmentos e regiões, com o objetivo de superar o IFIX no médio e longo prazo.


Carteira Max SmallCaps – NMS

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Na última atualização, a Carteira Max Small Caps passou por uma ampla reformulação, com a saída de PLPL3, SBFG3, BRST3, INTB3 e DEXP3. Em contrapartida, foram incluídas POMO4, SAPR11, BMOB3 e ABCB4, além do aumento de posição em AURA33, RANI3 e ORVR3.

Voltada para investidores que buscam exposição a empresas de menor capitalização e maior potencial de valorização, a estratégia tem como objetivo superar o índice SMLL no médio e longo prazo por meio de uma carteira diversificada de small caps com fundamentos sólidos e potencial de crescimento.


Carteira Max Dividendos – NMS

Confira a carteira completa

Na última atualização, a carteira substituiu ABCB4 por PASS3, além de reduzir as posições em ALOS3, FLRY3 e POMO4 e aumentar a exposição a BBSE3, AXIA3, ITSA4, CMIG4 e VALE3.

A estratégia é voltada para investidores que buscam rentabilidade aliada à geração de renda passiva por meio de dividendos. O portfólio reúne empresas com histórico de distribuição consistente de proventos e geração previsível de caixa, com o objetivo de superar o Ibovespa no médio e longo prazo.


Carteira Max Ações – NMS

Confira a carteira completa

Na última atualização, a carteira trocou CEAB3 e MELI34 por BPAC11, EQTL3 e PETR4. Também reduziu a exposição em SAUD3, AXIA3, AURA33 e INBR32, enquanto aumentou a posição em BBDC4.

A Carteira Max Ações é voltada para investidores que buscam rentabilidade no longo prazo por meio de uma seleção diversificada de ações, baseada na estratégia do Tripé do Valor. O objetivo é superar o Ibovespa no médio e longo prazo, combinando empresas grandes, pagadoras de dividendos e small caps de diferentes setores.


Estratégia Barbell – NMS

Confira a carteira completa

A Estratégia Barbell da NMS combina segurança e potencial de crescimento ao dividir a carteira entre empresas maduras e pagadoras de dividendos (80%) e small caps com maior potencial de valorização (20%). Inspirada na teoria de Nassim Taleb, a estratégia busca equilibrar geração de renda, menor volatilidade e exposição a oportunidades de retorno mais elevado no longo prazo.

A seleção é baseada em fundamentos, priorizando empresas sólidas e excluindo companhias em situação de estresse financeiro.


Estratégia Renda Turbinada– NMS

Confira a carteira completa

A Estratégia Renda Turbinada da NMS combina ações e fundos imobiliários em uma alocação equilibrada de 50% para cada classe de ativo. O objetivo é unir geração de renda passiva recorrente, potencial de valorização patrimonial e diversificação, por meio de empresas maduras pagadoras de dividendos e FIIs de alta qualidade.

A estratégia busca oferecer pagamentos frequentes de proventos e maior eficiência tributária, com foco em retornos consistentes no médio e longo prazo.


Carteira Mensal Capita – Inter

Confira a carteira completa

Para junho, o Inter promoveu ajustes pontuais em sua carteira, com a saída de EcoRodovias, Localiza, SMAC11 e Berkshire Hathaway, e a entrada de Itaúsa, WEG, Nvidia e IVVB11. A substituição de Berkshire por Nvidia reflete uma aposta tática no tema de inteligência artificial, enquanto a inclusão do IVVB11 amplia a diversificação internacional e a exposição ao dólar.

A casa mantém uma postura cautelosa diante das incertezas globais e da saída de capital estrangeiro da bolsa brasileira, priorizando ativos com fundamentos sólidos e potencial de geração de valor no longo prazo.


Carteira Small Caps – Inter

Confira a carteira completa

A Carteira Small Caps do Inter busca identificar empresas brasileiras com alto potencial de valorização no médio e longo prazo, combinando análise fundamentalista e técnica. A seleção prioriza companhias com bons fundamentos, perspectivas de crescimento, geração de caixa, valuation atrativo e posicionamento competitivo, além de sinais gráficos favoráveis.

A estratégia mantém um perfil dinâmico, focado em empresas menos exploradas pelo mercado e com potencial de crescimento acima da média, preservando a diversificação entre diferentes setores da economia.


Carteira Blue Chips – Inter

Confira a carteira completa

A Carteira Blue Chips do Inter é composta por empresas líderes de seus setores, com negócios consolidados, forte geração de caixa e maior previsibilidade de resultados. A seleção combina análise fundamentalista e técnica, priorizando companhias com liderança de mercado, solidez financeira, potencial de valorização e sinais gráficos favoráveis.

A estratégia tem perfil mais equilibrado e resiliente, focada em empresas de grande capitalização e ampla diversificação setorial, buscando reduzir riscos e gerar retornos consistentes no longo prazo.


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Mercados entre a resiliência dos ativos de risco e a intensificação das tensões no Oriente Médio; veja os destaques desta quarta (3)

Os mercados globais iniciam o dia divididos entre a resiliência dos ativos de risco e a intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Com a recente escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã, marcada por ataques a alvos estratégicos, tentativas de ofensivas com drones e novas ameaças envolvendo o Estreito de Ormuz, o petróleo voltou a avançar e se aproxima de US$ 98 por barril, refletindo os riscos para a oferta global de energia, enquanto investidores monitoram atentamente a possibilidade de novos desdobramentos militares capazes de influenciar inflação, crescimento econômico e política monetária em diversas regiões do mundo.

Nos Estados Unidos, a agenda econômica ganha relevância com a divulgação do relatório ADP de criação de empregos no setor privado, dos PMIs de serviços e composto, dos estoques semanais de petróleo e do Livro Bege do Federal Reserve.

Além dos indicadores, o mercado acompanha discursos de dirigentes do Fed em busca de sinais sobre a trajetória dos juros. Paralelamente, Donald Trump voltou a defender uma nova rodada de tarifas sobre importantes parceiros comerciais, reforçando uma agenda mais protecionista que pode gerar pressões inflacionárias adicionais justamente em um momento em que o banco central americano ainda busca consolidar o processo de convergência da inflação para a meta.

Mesmo diante desse ambiente mais complexo, a principal força de sustentação dos mercados continua sendo o setor de tecnologia e inteligência artificial. O Nasdaq acumula forte recuperação desde as mínimas registradas em março, enquanto o S&P 500 renovou sucessivos recordes nas últimas semanas.

· 00:56 — Atividade aquecida

Apesar do aumento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, o mercado brasileiro voltou a apresentar alguma recuperação, com o Ibovespa avançando após a forte correção observada nos últimos pregões.

Ainda assim, para hoje, o principal foco deve continuar sendo a ofensiva tarifária do governo americano. Além da proposta de tarifas de 25% sobre determinados produtos brasileiros no âmbito da Seção 301, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) anunciou uma tarifa adicional de 12,5% relacionada a investigações envolvendo o comércio de bens produzidos com trabalho forçado, ampliando o grau de incerteza para exportadores e investidores.

Ainda assim, o impacto macroeconômico tende a ser relativamente limitado, uma vez que as exportações brasileiras para os Estados Unidos representam cerca de 2% do PIB, enquanto as medidas ainda estão passíveis de consultas públicas, negociações diplomáticas e eventuais contestações judiciais.

Paralelamente, o debate em torno do Pix ganhou relevância por representar uma transformação mais ampla da infraestrutura financeira.

Desde seu lançamento, o sistema brasileiro demonstrou que pagamentos instantâneos, disponíveis 24 horas por dia e a custos reduzidos, podem substituir parte da intermediação tradicional do sistema bancário.

Muitos enxergam nessa evolução uma prévia do papel que as stablecoins poderão desempenhar em escala global. Em 2025, essas moedas digitais movimentaram cerca de US$ 33 trilhões em transações, superando o volume processado em conjunto por Visa e Mastercard.

A tendência aponta para um sistema financeiro cada vez mais rápido, eficiente, global e programável, no qual o Pix pode ser visto como um dos primeiros capítulos de uma transformação que tende a alcançar também os mercados de capitais e os ativos tokenizados.

Na agenda doméstica, os dados de produção industrial vieram acima das expectativas, reforçando a percepção de que a atividade econômica continua mais resiliente do que o esperado.

Para a política monetária, essa dinâmica se soma a um ambiente de inflação pressionada e expectativas em deterioração, reduzindo o espaço para novos cortes da Selic. Os fundamentos que sustentavam um ciclo mais prolongado de flexibilização perderam força diante da combinação entre inflação surpreendendo para cima, mercado de trabalho aquecido e crescimento econômico consistente.

Embora ainda seja possível observar mais um ajuste residual — ou, no máximo, dois cortes adicionais de 0,25 ponto percentual — a percepção predominante é de que o Banco Central se aproxima do fim do ciclo de redução dos juros, com elevada probabilidade de manutenção da taxa em patamar estável até o final do ano.

· 01:47 — E o rali continua apesar dos ruídos globais

Os Estados Unidos seguem no centro das atenções dos mercados globais, combinando uma economia ainda resiliente com um ambiente geopolítico e comercial cada vez mais complexo.

Apesar das tensões no Oriente Médio e da alta recente do petróleo, Wall Street permanece nas máximas históricas, sustentada principalmente pelo bom desempenho das empresas ligadas à inteligência artificial.

Empresas como Nvidia, Alphabet, Anthropic e diversas companhias ligadas à infraestrutura tecnológica seguem anunciando investimentos bilionários, novas parcerias e captações de recursos para expandir data centers, redes e capacidade computacional.

Esse movimento reforça a percepção de que a inteligência artificial permanece como a principal narrativa estrutural dos mercados americanos, ajudando a sustentar lucros, atrair fluxo de capital e impulsionar o desempenho das bolsas, mesmo em um ambiente de juros ainda elevados.

Isso depois de um relatório de rotatividade de mão de obra mais forte do que o esperado e de novas medidas tarifárias, que pode gerar novas pressões inflacionárias em um momento em que o Fed ainda busca consolidar a convergência da inflação para a meta.

Dessa forma, os mercados americanos seguem equilibrando três forças: a resiliência da economia, o impulso proporcionado pela inteligência artificial e os riscos crescentes associados à geopolítica e ao comércio.

· 02:34 — A sanha tarifária está de volta

As tensões comerciais voltaram ao centro das atenções após o governo Donald Trump propor novas tarifas de importação para cerca de 60 parceiros comerciais dos Estados Unidos. A medida prevê uma alíquota mínima de 10% para produtos originários de economias como Canadá, México, União Europeia, Reino Unido e Taiwan, enquanto países como China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Brasil e Suíça poderão ser submetidos a tarifas de 12,5%.

Embora a justificativa formal esteja relacionada a uma investigação sobre falhas no combate ao comércio de bens produzidos com trabalho forçado, a iniciativa também se insere em uma estratégia mais ampla de reconstrução da política tarifária da atual administração americana, após parte das medidas anteriores ter sido contestada judicialmente. O movimento reforça a percepção de que o protecionismo continuará ocupando papel relevante na agenda comercial dos Estados Unidos.

Para o Brasil, o tema ganha importância adicional porque surge logo após a recomendação de tarifas de 25% sobre diversos produtos brasileiros no âmbito de outra investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), relacionada à Seção 301.

Embora ainda existam incertezas sobre uma eventual cumulatividade entre as diferentes medidas, o anúncio amplia o grau de incerteza para exportadores e investidores. Além disso, a discussão ocorre em um contexto internacional já marcado pela alta dos preços de energia e commodities em decorrência das tensões no Oriente Médio. Nesse ambiente, a nova ofensiva tarifária tem potencial para aumentar os custos de produção, pressionar a inflação global e elevar a volatilidade dos mercados financeiros ao longo dos próximos meses.

· 03:22 — Estão preparados para o Super El Niño?

O possível retorno do El Niño voltou a ganhar atenção após a Organização Meteorológica Mundial elevar para 80% a probabilidade de desenvolvimento do fenômeno até o fim de agosto.

Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial e pelo enfraquecimento dos ventos alísios, o El Niño pode provocar mudanças relevantes nos padrões climáticos globais, ampliando o risco de secas, enchentes, incêndios florestais, furacões e outros eventos extremos em diferentes regiões.

Além disso, cresce a preocupação com a possibilidade de um “Super El Niño”, episódio mais intenso que poderia contribuir para temperaturas globais recordes em 2027. Historicamente, fenômenos dessa magnitude já produziram impactos econômicos importantes, afetando cadeias produtivas, pressionando preços de commodities e reduzindo o crescimento global.

Para os mercados, o tema vai além. Alterações nos regimes de chuva e temperatura podem afetar a produção agrícola, a oferta de alimentos, os custos de energia e a logística global, gerando pressões inflacionárias e influenciando decisões de política monetária.

No Brasil, os riscos são particularmente relevantes para o agronegócio e para a geração hidrelétrica: enquanto o Sul costuma enfrentar excesso de chuvas e maior risco de enchentes, Norte e Nordeste tendem a sofrer com temperaturas mais elevadas e períodos de seca.

Em um ambiente já marcado por preocupações com inflação e juros, o comportamento do Pacífico passa a ser uma variável econômica importante, reforçando que fatores climáticos também podem exercer influência significativa sobre crescimento, mercados e preços de ativos nos próximos trimestres.

· 04:15 — Nova expansão fiscal

O Japão anunciou um orçamento suplementar de cerca de US$ 19,4 bilhões, para mitigar os impactos da inflação e da alta dos preços das commodities associadas à instabilidade no Oriente Médio. O pacote inclui uma reserva de US$ 16 bilhões, destinada principalmente a subsídios para combustíveis, além de recursos para recompor reservas orçamentárias e apoiar governos regionais.

A medida, porém, exigirá nova emissão de dívida em um momento em que os investidores acompanham com atenção a trajetória fiscal do país e a recente alta dos rendimentos dos títulos públicos japoneses, movimento que reflete preocupações com inflação, aumento dos gastos públicos e o processo gradual de normalização monetária conduzido pelo Banco do Japão.

Ao mesmo tempo, o governo japonês voltou a demonstrar preocupação com a desvalorização do iene. A ministra das Finanças, Satsuki Katayama, reiterou que as autoridades estão preparadas para intervir no mercado cambial sempre que necessário, enquanto a moeda voltou a se aproximar de 160 ienes por dólar, patamar semelhante ao que motivou intervenções recentes.

Entre o fim de abril e maio, o governo gastou um valor recorde de aproximadamente US$ 73,5 bilhões para sustentar a moeda. O movimento evidencia o desafio enfrentado pelo Japão: equilibrar estímulos fiscais, inflação mais elevada, normalização gradual dos juros e a necessidade de evitar uma depreciação excessiva do iene, fatores que devem continuar influenciando os mercados japoneses nos próximos meses.

· 05:01 — Ainda dá para comprar?

Como comentei ontem, a Marvell Technology voltou ao centro das atenções do mercado após disparar 32% em um único pregão, impulsionada por declarações de Jensen Huang, CEO da Nvidia, que afirmou enxergar a companhia como a próxima potencial integrante do seleto grupo de empresas avaliadas em US$ 1 trilhão.

A fala ganhou peso adicional por vir de uma empresa que já investiu cerca de US$ 2 bilhões na Marvell e mantém uma parceria estratégica voltada à infraestrutura de inteligência artificial. A tese está diretamente ligada ao crescimento exponencial dos data centers de IA, que exigem soluções cada vez mais sofisticadas de conectividade, redes e componentes ópticos, áreas nas quais a Marvell ocupa posição relevante. Não por acaso, outras empresas ligadas ao segmento de óptica também registraram altas.

Mesmo após a expressiva alta recente, a empresa ainda está distante da marca simbólica de US$ 1 trilhão em valor de mercado. Após o rali, a Marvell passou a valer aproximadamente US$ 254 bilhões, o que significa que ainda precisaria avançar cerca de 300% para atingir o patamar mencionado por Huang.

Naturalmente, trata-se de uma projeção ambiciosa e sujeita a riscos de execução, concorrência e ciclos do setor de tecnologia. Ainda assim, a companhia permanece bem posicionada em uma das áreas mais estratégicas da revolução da inteligência artificial: a infraestrutura necessária para conectar e alimentar os gigantescos data centers que sustentam esse crescimento.

Para investidores brasileiros, as BDRs M2RV34 (lá fora o ticker é MRVL na Nasdaq) seguem oferecendo uma forma acessível de capturar essa tendência estrutural por meio da B3, mantendo exposição a uma empresa que pode continuar se beneficiando da expansão global dos investimentos em IA nos próximos anos.

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Corpus Christi: Veja como vão funcionar os bancos e a bolsa de valores nesta quinta-feira (4)

O dia de Corpus Christi acontece este ano na quinta-feira (4 de junho). Porém, o que muitos esquecem é que a data é considerada um ponto facultativo nacional.

Por isso, cada estado e município podem adotar a data religiosa, desde que haja regulamentação local — o que pode permitir a emenda e prolongar o descanso.

Atualmente, 19 das 27 capitais brasileiras consideram a data como feriado. São elas: Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG), Boa Vista (RR), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Macapá (AP), Manaus (AM), Natal (RN), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA), São Paulo (SP), Teresina (PI) e Vitória (ES).

Haverá alterações no funcionamento de alguns serviços, incluindo a Bolsa de Valores e os bancos.

Abaixo, apresentamos um resumo sobre o funcionamento de alguns dos principais serviços, junto com os canais de atendimento da Empiricus:

Bolsa de Valores – B3

Neste próximo dia 4 de junho, não haverá negociação nos mercados de renda variável, incluindo ações, fundos imobiliários, ETFs, BDRs, derivativos e outros ativos.

Para o Tesouro Direto, não haverá negociação e confirmação de investimentos.

As operações da B3 retornarão na sexta-feira (5), em horário regular, das 10h às 17h. Assim, negociações no mercado, registros, contratações ou qualquer atividade serão suspensas no feriado.

Bancos

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) considera a data como feriado, estabelecendo que não haverá atendimento ao público no dia 4.

As compensações bancárias, como TEDs, não serão realizadas durante o feriado, mas o PIX funcionará normalmente 24 horas por dia.

Boletos de cobrança e contas de consumo (água, energia, telefonia, entre outras) com vencimento nesta quinta-feira (4) poderão ser pagos no dia útil seguinte.

Tributos e impostos com data de vencimento nos dias em que não haverá compensação bancária devem ter o pagamento antecipado, para evitar a incidência de juros e multa. Boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos podem ser pagos via DDA (Débito Direto Autorizado).

O atendimento das agências bancárias deve retomar normalmente na sexta-feira (5) nas cidades e municípios em que não houver outros feriados ou ponto facultativo.

Canais de atendimento da Empiricus Research

Os canais da Empiricus também terão o funcionamento alterado durante o feriado de Corpus Christi.

Não haverá expediente no dia 04 de junho.

Para falar com a Central de Relacionamento da Empiricus, você pode optar entre o contato via WhatsApp ou e-mail, informados a seguir:

  • E-mail: relacionamento@empiricus.com.br
  • WhatsApp: +55 11 94294-9778 (atendimento exclusivo por mensagem de texto)

Caso precise falar com a equipe, estaremos disponíveis na sexta-feira (05 de junho), das 8h às 17h30.

Reforçando: o atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30, exceto em feriados.

Enquanto isso, conheça o Empiricus+: “streaming” de carteiras que já valorizaram até 514%

Ao longo dos seus 16 anos, a Empiricus inovou a maneira como investidores, do iniciante ao profissional, acessam conteúdos de investimentos. Através de análises independentes e carteiras recomendadas com relatórios de qualidade e de fácil leitura, nos tornamos a maior casa de análise do Brasil.

Nos últimos anos, os investidores que acompanharam as carteiras da casa tiveram a oportunidade de seguir ideias de investimento que multiplicaram por até 5 vezes o valor aplicado. Veja só alguns exemplos:

  • Empiricus Palavra do Estrategista, com retorno acumulado de 459,83% desde 2015;
  • Empiricus Small Caps, com valorização de 514,06% desde 2014;
  • Empiricus Dividendos, com ganho de 465,27% desde o lançamento.

É claro que retornos passados não garantem lucros futuros. Mas uma das características intrínsecas da casa é o “skin in the game”. Isso significa que os nossos analistas só fazem recomendações que eles mesmos colocariam o próprio dinheiro.

Este ano, pela primeira vez, a Empiricus está lançando um modelo que, com um único acesso, permite aos assinantes explorarem as principais recomendações de investimento dos analistas.

Atualmente a casa conta com mais de 11 assinaturas para diferentes perfis, a casa oferece carteiras de ações, dividendos, small caps, renda fixa, fundos e estratégias multimercado.

O assinante conta também com lives exclusivas e conteúdos educativos para ajudar investidores a posicionar o portfólio e buscar melhores retornos no cenário atual.

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EUR/USD: Análise de Recuperação em Tendência de Baixa?

EUR/USD: Análise de Recuperação em Tendência de Baixa?

Euro / US Dollar EASYMARKETS:EURUSD

📈 EUR/USD EURUSD : Análise de Recuperação em Tendência de Baixa? 📊
O par EUR/USD no gráfico de 15 minutos está sendo negociado próximo de 1,16031, mostrando sinais de recuperação após forte queda. O preço testa rompimento de resistências locais dentro de uma tendência de baixa de maior prazo, com possível continuação altista no curtíssimo prazo.

📈 Análise Técnica:
🔹 Tendência de Baixa: O preço segue abaixo da linha de tendência descendente principal (LTB), mas forma impulsos altistas recentes.
🔹 Recuperação Curta: Após tocar Weak Low, o preço criou Higher Lows e rompeu resistências locais, indicando tentativa de reversão no timeframe de 15 minutos.
🔹 Resistência: 1,16139 (próxima) e 1,16209 (R1).
🔹 Suporte: 1,15967 (último low) e 1,15800 (suporte mais forte).
🔹 Momentum: RSI saindo da zona oversold para neutra, com MACD mostrando sinais de cruzamento positivo.
🔹 Volume: Aumento de compradores nos candles verdes recentes.

📢 Cenários:
✅ Altista: Rompimento e sustentação acima de 1,16139 pode levar o preço a 1,16209 e 1,16354 no curto prazo.
⚠️ Baixista: Rejeição em 1,16139 e perda de 1,15967 reforça a tendência de baixa, mirando 1,15800.
📅 Eventos Relevantes:
🔹 Dados dos EUA: Lançamentos de hoje podem fortalecer o dólar e pressionar o par.
🔹 Zona do Euro: Indicadores econômicos podem dar suporte ao euro caso venham melhores que o esperado.
🔹 Sentimento Global: Risco-on favorece recuperação do EUR/USD.
🚨 Conclusão: EUR/USD a 1,16031 tenta recuperação dentro de tendência de baixa, testando rompimento de resistências locais. O viés de curto prazo é altista enquanto se mantiver acima de 1,15967, com alvo inicial em 1,16139. Monitore volume na região de 1,16100–1,16200. 🔥📈

Analista da easyMarkets, Fabricio N.

⚠️ Aviso: Esta não é uma recomendação de compra ou venda. Faça sua própria análise.

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Novo caça Gripen F da Saab reforça programa de transferência tecnológica para o Brasil

A Saab apresentou nesta terça-feira (2) o primeiro Gripen F-39F destinado à Força Aérea Brasileira (FAB).

Trata-se da primeira unidade da versão biposto do caça supersônico desenvolvida em parceria com a indústria brasileira.

A aeronave representa um novo marco do programa Gripen no Brasil, que combina aquisição de aeronaves, transferência de tecnologia e participação da indústria nacional no desenvolvimento do projeto.

A Bloomberg Línea acompanhou a apresentação, que ocorreu nas instalações da fabricante sueca em Linköping, pouco mais de dois meses após a cerimônia de apresentação do primeiro Gripen E produzido no Brasil, realizada no complexo da Embraer em Gavião Peixoto (SP).

“Esse lançamento não teria sido possível sem o Brasil. Reflete anos de colaboração. Isso é sobre construir conhecimento para as gerações futuras. É a maior transferência de tecnologia já feita pela Saab e eu acredito que também no mundo todo”, disse o CEO da Saab, Micael Johansson, durante a cerimônia de lançamento.

Johansson também ressaltou que o modelo Gripen F é uma “plataforma adaptável para as tecnologias de amanhã, como por exemplo o uso de IA”.

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Enquanto o Gripen E é a versão monoposto destinada às operações regulares da FAB, o Gripen F incorpora um segundo assento e pode ser usado em missões mais complexas.

Segundo a Saab, a configuração biposto reduz o tempo necessário para a conversão operacional ao permitir treinamento diretamente na plataforma de combate.

O ministro da Defesa do Brasil, José Mucio Monteiro Filho, também participou da cerimônia de apresentação do Gripen F, e ressaltou a transferência tecnológica desse programa, que permite inovação e fortalece a indústria de defesa.

“É uma relação ganha a ganha, produz uma resultante que supera as capacidades isoladas de cada a um sozinho”, disse na cerimônia.

Ao todo, a aeronave possui capacidade de 10 pontos externos para armamentos, tem comprimento de 15,9 metros e 8,6 metros de largura. O modelo é cerca de 60 cm maior do que o Gripen E.

Apresentação do Gripen F, caça biposto desenvolvido com participação brasileira, em Linköping (Suécia) (Foto: Naiara Albuquerque/Bloomberg Línea)

O diferencial do Gripen F

Embora compartilhem a mesma plataforma, os mesmos sensores, sistemas e armamentos, as versões E e F foram projetadas para funções complementares.

O Gripen F mantém todas as capacidades operacionais do Gripen E, mas acrescenta um segundo cockpit (ou assento) para acomodar um instrutor ou um segundo operador de missão.

Segundo a companhia, em cenários mais exigentes, a presença de dois tripulantes possibilita distribuir tarefas e ampliar a consciência situacional durante a missão, e, por isso, é destinado para operações mais complexas.

“O Gripen F representa uma conquista compartilhada entre a Saab, a indústria brasileira e a FAB”, disse, em nota enviada à imprensa, Lars Tossman, chefe da área de negócios Aeronautics da Saab.

Leia também: ‘Negócio da guerra’: conflito com Irã gera US$ 28 bi a bilionários do setor de defesa

Segundo a Saab, o segundo tripulante também amplia o potencial da aeronave para funções de coordenação de missão e gerenciamento de sistemas conectados, incluindo futuras aplicações envolvendo plataformas ou veículos não tripulados.

(Da direita para a esquerda) General da força aérea brasileira, Marcelo Kanitz Damasceno, CEO da Saab, Micael Johansson, ministro da defesa do Brasil, José Mucio Monteiro, e o ministro da defesa da Suécia, Pal Jonson (Foto: Naiara Albuquerque/Bloomberg Línea)

Brasil como parceiro de desenvolvimento

A aeronave faz parte do contrato de cerca de R$ 5,4 bilhões assinado entre Brasil e Saab em 2013, durante o governo Dilma, para o fornecimento de 36 caças Gripen, sendo 28 unidades da versão E e oito da versão F. As entregas começaram em 2020 e 11 aeronaves já foram entregues à FAB.

Diferentemente de programas tradicionais de aquisição militar, o acordo brasileiro incluiu um amplo pacote de transferência de tecnologia e participação da indústria local.

O Brasil, por sua vez, participou diretamente do desenvolvimento do Gripen F, com o envolvimento de engenheiros da Embraer, e das empresas brasileiras Akaer e da AEL Sistemas em diferentes etapas do projeto.

O programa também capacitou engenheiros brasileiros na Suécia.

Em entrevista à Bloomberg Línea um dia antes do lançamento do Gripen F, Peter Dölling, presidente da Saab Brasil, explicou que os componentes produzidos no país já abastecem toda a linha global do Gripen, independentemente do cliente final.

De acordo com o executivo, a unidade brasileira alcançou níveis de qualidade e produtividade equivalentes aos da operação sueca, o que pode favorecer a transferência de novas etapas produtivas para o país.

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“A fuselagem traseira, a fuselagem dianteira, os freios aerodinâmicos e o cone de cauda vão para todos os clientes”, disse.

Segundo executivos da Saab, as unidades do Gripen F serão produzidas, por ora, na Suécia, enquanto a produção brasileira segue concentrada inicialmente na versão monoposto Gripen E.

Produção no Brasil

A parceria entre Saab e Embraer tem avançado para além do desenvolvimento tecnológico.

Em 2023, as empresas inauguraram a linha de produção do Gripen em Gavião Peixoto, o que transformou o Brasil no único país fora da Suécia com uma linha de produção do Gripen.

O primeiro Gripen E produzido no país foi apresentado em março deste ano, e reforça a estratégia de nacionalização gradual da produção e de criação de uma base industrial capaz de prestar suporte à frota brasileira e a potenciais clientes internacionais.

Recentemente, a Colômbia assinou um acordo de US$ 4,3 bilhões para adquirir 17 caças Gripen E/F da Saab. Segundo executivos da empresa, o Brasil tem potencial de produzir a aeronave - ou ao menos partes dela - para o país vizinho. A previsão é que os aviões comecem a chegar na Colômbia em 2028.

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Segundo o Vice-presidente e diretor de marketing (CMO) da companhia, Mikael Franzén, um dos diferenciais do Gripen é a capacidade de preparação rápida entre missões.

“A linha Gripen é focada para uma resposta rápida de combate. Para que o avião retorne à base, abasteça e retorne ao ar”, disse o executivo em coletiva de imprensa com jornalistas em uma das sedes da empresa em Linköping.

A produção de cada aeronave leva aproximadamente três anos para ser concluída, e reflete a complexidade do processo de fabricação e integração de sistemas.

Próximos passos

Antes de ser entregue à FAB, o primeiro Gripen F passará por uma campanha de testes no Centro de Ensaios em Voo da Saab, na Suécia.

A versão F biposto já recebeu a confirmação de encomendas de outros clientes, incluindo Tailândia e Colômbia.

Nesta semana, porém, Suécia e Ucrânia informaram que avançaram nas negociações para que Kiev adquira um lote inicial de até 20 caças Gripen E/F, enquanto o governo sueco pretende doar até 16 aeronaves Gripen C/D às forças ucranianas se a compra das aeronaves for concretizada.

Segundo o último balanço financeiro divulgado pela empresa referente ao primeiro trimestre do ano, cerca de 72% da carteira de pedidos, ou backlog, ao fim de março estava associada a mercados internacionais.

Nos pedidos contratados no trimestre, mercados internacionais responderam por 59% do total, enquanto a Suécia representou os 41% restantes.

No trimestre, as vendas para a Suécia cresceram 23% em relação ao mesmo período do ano passado. Para a Europa, o aumento foi de 53%.

Para a América Latina, o aumento foi de 25%, seguido pela América do Norte, (+5%). Para a Ásia, a queda foi de 33%, e, para a África, de 17%.

Desde o início da invasão russa na Ucrânia houve um aumento significativo da demanda em relação à indústria de Defesa.

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Ibovespa hoje: novo ‘tarifaço’, petróleo voltando a subir e IPO trilionário no ‘radar’; confira o que mexe com os mercados hoje

As tensões no Oriente Médio continuam no centro das atenções dos mercados após novos sinais de deterioração nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A ampliação da ofensiva israelense no Líbano levou Teerã a suspender temporariamente as conversas com Washington, reacendendo os temores de uma escalada regional mais ampla e pressionando os preços do petróleo.

Embora Donald Trump tenha buscado transmitir uma mensagem de maior controle ao afirmar que manteve conversas produtivas com Benjamin Netanyahu e representantes ligados ao Hezbollah, as divergências entre as partes e a continuidade das operações militares reforçam a percepção de que uma solução definitiva para o conflito ainda permanece distante.

Apesar do ambiente geopolítico mais desafiador, alguns mercados seguem demonstrando resiliência. Wall Street, por exemplo, voltou a renovar máximas históricas, impulsionada pelo forte desempenho das empresas ligadas à inteligência artificial, apesar do leve ajuste verificado nesta manhã.

Na agenda, as atenções dos investidores permanecem voltadas para os Estados Unidos, especialmente para os dados do mercado de trabalho, como o relatório Jolts hoje, antes do payroll de sexta-feira, que poderão oferecer sinais importantes sobre a trajetória da economia americana e os próximos passos da política monetária do Federal Reserve.

00:54 — Pressões externas elevam a cautela com o Brasil

No Brasil, o mercado segue pressionado por uma combinação de riscos externos, ruídos comerciais e revisão das expectativas para a política monetária. Para digerirmos hoje, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) dos Estados Unidos concluiu a investigação comercial contra o Brasil no âmbito da Seção 301.

A USTR propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com exceções para itens como carnes, café, terras raras, petróleo, fertilizantes, produtos farmacêuticos e aeronaves. A decisão final ficará nas mãos de Donald Trump até 15 de julho, após o período de consulta pública e novas rodadas de negociação com o governo brasileiro. Com uma agenda econômica esvaziada, as atenções dos investidores tendem a se concentrar nos desdobramentos geopolíticos e no noticiário político de Brasília.

01:45 — Se descolando do humor geopolítico

Os mercados americanos iniciaram junho renovando máximas históricas, sustentados pela combinação entre resultados corporativos sólidos, indicadores econômicos resilientes e o entusiasmo contínuo em torno da inteligência artificial. Mesmo diante da alta do petróleo provocada pelas tensões entre Estados Unidos e Irã, investidores mantiveram o foco na força da economia americana, refletida pelo avanço do setor de serviços, pela expansão da atividade manufatureira e por uma temporada de resultados que segue surpreendendo positivamente.

A percepção predominante continua sendo a de crescimento moderado, inflação relativamente controlada e forte demanda por investimentos ligados à transformação digital. Na agenda, as atenções se voltam para os indicadores do mercado de trabalho, com destaque hoje para o relatório Jolts de vagas abertas, antes do payroll de sexta-feira, que será fundamental para calibrar as expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve.

No campo corporativo, os resultados da Hewlett Packard reforçaram a tese de expansão da infraestrutura de inteligência artificial, com forte crescimento das receitas ligadas a servidores, redes e soluções para data centers. Além disso, contamos nesta terça-feira com balanços de empresas como Dollar General, Palo Alto Networks e Ulta Beauty ajudarão a oferecer uma leitura mais ampla sobre o comportamento do consumo e dos investimentos nos Estados Unidos.

02:39 — Vai e vem insuportável

As tensões no Oriente Médio voltaram a ocupar o centro das atenções dos mercados após sinais de enfraquecimento das negociações entre Estados Unidos e Irã, em meio à ampliação da ofensiva israelense no Líbano. Relatos sobre a suspensão das conversas, divulgados por fontes iranianas, elevaram os temores de uma escalada regional mais ampla, pressionando os ativos globais, impulsionando os preços do petróleo e reforçando preocupações relacionadas aos impactos sobre inflação, juros e crescimento econômico. Em resposta, Donald Trump intensificou os esforços diplomáticos para evitar o colapso das negociações e conter uma deterioração mais acentuada do conflito.

Apesar das iniciativas de mediação conduzidas pela Casa Branca, o cenário permanece marcado por elevada incerteza. A expansão das operações militares israelenses, as ameaças iranianas envolvendo o Estreito de Ormuz e as divergências persistentes entre Washington, Teerã e seus respectivos aliados evidenciam a fragilidade de qualquer eventual acordo de cessar-fogo.

Nesse contexto, o petróleo voltou a registrar forte valorização, refletindo o risco de interrupções mais prolongadas na oferta global de energia. Ao mesmo tempo, investidores seguem acompanhando atentamente os possíveis desdobramentos da crise sobre a inflação mundial, as decisões de política monetária dos principais bancos centrais e o comportamento dos mercados financeiros nos próximos meses.

03:26 — Um IPO para chamar de seu e a próxima trilionária

A Anthropic, desenvolvedora do modelo Claude, protocolou de maneira confidencial seu pedido de abertura de capital nos Estados Unidos poucos dias após concluir uma rodada de financiamento que a avaliou em cerca de US$ 965 bilhões, superando temporariamente a OpenAI em valor de mercado.

O movimento ocorre em um momento de forte aquecimento das ofertas públicas, com empresas ligadas à inteligência artificial, computação quântica, robótica e infraestrutura tecnológica buscando captar recursos para financiar uma nova etapa de expansão. A expectativa é que a própria OpenAI e outras companhias de destaque também avancem com seus planos de IPO nos próximos meses.

Ao mesmo tempo, a expansão do ecossistema de inteligência artificial continua criando oportunidades para empresas que atuam além dos modelos de linguagem. O CEO da Nvidia, Jensen Huang, destacou recentemente o papel estratégico da Marvell Technology na infraestrutura necessária para conectar e operar grandes data centers de IA, chegando a afirmar que a companhia tem potencial para se tornar uma empresa trilionária no futuro.

Mais do que eventos isolados, esses movimentos reforçam a percepção de que a revolução da inteligência artificial está ampliando seu alcance para toda a cadeia tecnológica, abrangendo semicondutores, redes, computação em nuvem, infraestrutura física e mercados de capitais. Em outras palavras, a disputa pela liderança em IA segue exigindo volumes crescentes de investimento e continua abrindo novas frentes de crescimento para empresas posicionadas ao longo desse ecossistema.

04:13 — Como levantar capital

A corrida pela inteligência artificial continua elevando a necessidade de capital das grandes empresas de tecnologia a patamares inéditos. O exemplo mais recente vem da Alphabet, controladora do Google, que anunciou um plano para levantar cerca de US$ 80 bilhões por meio de emissões de ações, além dos US$ 85 bilhões já captados em dívida ao longo do último ano.

O objetivo é financiar investimentos cada vez maiores em infraestrutura de IA, incluindo capacidade computacional, data centers e outras frentes estratégicas necessárias para sustentar a liderança tecnológica em um mercado cada vez mais competitivo e intensivo em capital.

O anúncio também chamou atenção pela participação da Berkshire Hathaway, que investirá US$ 10 bilhões na operação, ampliando ainda mais sua exposição à Alphabet. Mais do que um evento corporativo isolado, a transação mostra como a inteligência artificial está redefinindo as prioridades financeiras das gigantes de tecnologia.

Empresas que até recentemente destinavam volumes expressivos de caixa à recompra de ações agora passam a captar recursos em larga escala para financiar seus planos de expansão. O movimento reforça a percepção de que a disputa pela liderança em IA ainda está em seus estágios iniciais e exigirá investimentos cada vez mais robustos nos próximos anos.

05:08 — Nvidia amplia fronteiras da IA e mira o mercado de PCs

A Nvidia voltou ao centro das atenções dos mercados após anunciar uma expansão relevante de sua atuação no segmento de computadores pessoais por meio do lançamento do RTX Spark, um novo processador desenvolvido para levar recursos avançados de inteligência artificial diretamente aos laptops.

A recepção dos investidores foi bastante positiva, impulsionando as ações da companhia. A proposta da Nvidiaé permitir que modelos de IA e assistentes inteligentes sejam executados localmente nos dispositivos, reduzindo a dependência da computação em nuvem e ampliando significativamente o potencial de utilização da inteligência artificial tanto por consumidores quanto por empresas. A iniciativa conta ainda com o apoio de fabricantes como Microsoft, Dell, HP e Lenovo, que já anunciaram equipamentos baseados na nova arquitetura.

Mais do que um simples lançamento de produto, o anúncio reforça uma das principais teses estruturais do setor de tecnologia: a inteligência artificial está deixando de ser uma tendência concentrada em data centers para se disseminar por praticamente toda a cadeia tecnológica, alcançando computadores pessoais, dispositivos conectados e aplicações de consumo em larga escala.

Nesse contexto, a Nvidia segue consolidando sua posição como uma das maiores beneficiárias desse processo de transformação digital, expandindo sua presença para além da infraestrutura tradicional de IA. Embora a companhia já acumule uma valorização expressiva nos últimos anos e continue sujeita aos desafios inerentes a empresas de crescimento acelerado, sua capacidade de inovação e execução permanece como um diferencial relevante.

Para o investidor brasileiro, as BDRs NVDC34 continuam representando uma forma eficiente de acessar uma das empresas mais bem posicionadas para capturar o avanço da inteligência artificial e da nova infraestrutura tecnológica que vem sendo construída em escala global.

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Berkshire Hathaway anuncia primeira aquisição desde saída de Warren Buffett como CEO

A Berkshire Hathaway comprará a construtora Taylor Morrison Home por US$ 8,5 bilhões, a primeira nova aquisição desde que Warren Buffett deixou o cargo de CEO em 31 de dezembro. A Berkshire pagará US$ 72,50 por ação em dinheiro, um prêmio de 24% em relação ao preço de fechamento da Taylor Morrison na sexta-feira, de US$ 58,50.

O negócio tem um valor patrimonial de US$ 6,8 bilhões e um valor empresarial de US$ 8,5 bilhões.

O caixa da Berkshire Hathaway havia crescido para um recorde de US$ 397 bilhões em 31 de março deste ano, ante US$ 373 bilhões em 31 de dezembro de 2025.

O conglomerado tem se mostrado relutante em colocar esse dinheiro em ação. Além de um número relativamente pequeno de aquisições, a Berkshire reduziu sua carteira de ações por 14 trimestres consecutivos.

A Taylor Morrison atende 21 mercados em 12 estados. Além da construção de residências, ela oferece serviços de hipotecas, títulos, custódia e seguros residenciais.

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Com Guga na arquibancada, João Fonseca celebra vitória e exalta o ídolo

Com Gustavo Kuerten nas arquibancadas da Philippe-Chatrier, em Paris, João Fonseca dedicou a vitória sobre Casper Ruud às referências que carrega no tênis. Ao garantir vaga nas quartas de final de Roland Garros neste domingo (31), o carioca fez questão de exaltar o tricampeão do torneio, que acompanhou a partida e demonstrou se emocionar em alguns momentos.

Na entrevista em quadra, Fonseca resumiu o sentimento ao ver o ídolo no principal palco do Grand Slam francês: “Ele é um ídolo para o esporte e para o nosso país. Pelo carisma dele e pelo jeito dele. É um prazer ganhar com ele aqui, contra um adversário difícil. Só estou muito feliz”.

O jovem também recordou que Kuerten esteve presente quando disputou Roland Garros pela primeira vez, ainda no juvenil, reforçando a ligação entre gerações do tênis brasileiro.

“He was here for my first match as a junior at Roland-Garros. It’s a pleasure to have him here.” 🇧🇷✨

Idol in the stands. Fonseca delivering. We couldn’t script this better 🎬🎾#RolandGarros pic.twitter.com/nWoZe3OR0P

— Roland-Garros (@rolandgarros) May 31, 2026

Entretenimento e estratégia em quadra

Questionado sobre as deixadinhas que vêm chamando a atenção na campanha em Paris, Fonseca explicou que a escolha tem mais a ver com sentimento do que com cálculo: “É mais coração do que cabeça. Só tento estar feliz. Variar entre winners e deixadinhas. E tento entreter”. Em conversa com a ESPN, ele descreveu o plano de jogo que neutralizou o norueguês, dizendo que a partida foi como “muito xadrez”, fácil de entender e difícil de executar, e que conseguiu impor ritmo e comandar os pontos.

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Com o resultado, Fonseca passou a integrar o grupo dos sete brasileiros que já alcançaram as quartas de final de Roland Garros; entre os homens, é o primeiro a chegar a essa fase desde 2004, quando o último representante do país foi o próprio Kuerten. O próximo adversário será o tcheco Jakub Mensik, nas quartas, previstas para terça-feira (2), em horário a ser confirmado pela organização do torneio.

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Moro reage a Gleisi e diz que vai ‘bloquear as pretensões do PT’ no Paraná

O senador Sergio Moro (PL-PR), pré-candidato ao governo do Paraná, reagiu neste domingo (31) às declarações da deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) e afirmou que seu grupo político impedirá o avanço dos adversários no Estado. “O paranaense pode ficar tranquilo, nosso projeto bloqueará as pretensões do PT e de seus aliados no nosso Estado”, escreveu o parlamentar em publicação na rede social X.

A manifestação ocorre um dia após Gleisi afirmar, durante evento em Curitiba, que a esquerda derrotará “a extrema direita no Brasil e o juiz ladrão no Paraná”, em referência ao ex-juiz da Lava Jato. A declaração foi feita no lançamento da pré-candidatura do deputado estadual Requião Filho (PDT) ao governo do Estado.

Na publicação deste domingo, Moro também criticou o encontro realizado no sábado. “Mesmo com a presença maciça de todos os seus eleitores, o PT teve dificuldades para encher seu evento de sábado no Paraná”, afirmou.

O senador ainda atacou supostas pautas associadas ao partido, além de buscar associar o PT a outras temáticas. “Na pauta, as velhas propostas de rever privatizações, defender criminosos e terroristas e demonizar os Estados Unidos, além das mentiras sobre a Lava Jato”, escreveu.

Moro encerrou a mensagem reafirmando um slogan que vem utilizando em sua pré-campanha ao governo estadual. “O Paraná é nossa fortaleza”, declarou.

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Filmes de terror de baixo orçamento feitos por youtubers conquistam as bilheterias

“Backrooms”, filme baseado na série de mesmo nome que Kane Parsons, de 20 anos, mantém no YouTube, estreou com US$ 81,4 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos e do Canadá no fim de semana – um recorde para a distribuidora independente A24.

A performance dessa sci-fi de terror, que custou US$ 10 milhões e gira em torno da descoberta de espaços labirínticos infinitos entre dimensões, ficou em um patamar parecido com o do mais recente “Star Wars”: “The Mandalorian e Grogu”, que estreou no feriado do Memorial Day, dia 25 de maio.

É também o terceiro sucesso seguido neste ano vindo de cineastas que começaram a carreira no YouTube. O fenômeno vem coroando novos diretores, fazendo a fortuna de produtores e reescrevendo a economia de Hollywood.

No começo de maio, a Focus Features, selo de filmes de nicho do estúdio Universal, da Comcast, lançou “Obsession”, do youtuber Curry Barker, de 26 anos. A produção custou menos de US$ 1 milhão e já fez US$ 104,7 milhões em bilheteria. Mais impressionante: a venda de ingressos está crescendo de um fim de semana para o outro – feito raro, conseguido por punhado de fenômenos culturais como “Titanic”, em 1997.

Em janeiro, Mark Fischbach, conhecido entre seus seguidores no YouTube como Markiplier, estava prestes a lançar “Iron Lung”, filme de US$ 3 milhões, em apenas 60 salas independentes. Fischbach tocou uma campanha de base, pedindo aos fãs que ligassem para os cinemas da cidade e solicitassem sessões do filme. Acabou conquistando as grandes redes, como AMC, Regal e Cinemark, e fechou com US$ 41,4 milhões em bilheteria nos Estados Unidos e Canadá.

Parsons publicou o primeiro dos 24 episódios de “Backrooms” no YouTube em 2022. A série de “creepypasta” — termo da cultura dos memes para histórias ou conceitos de terror que viram lenda da internet — viralizou, somando cerca de 200 milhões de visualizações em episódios que variam de 30 segundos a 45 minutos. Em 2023, a A24 anunciou que desenvolveria um longa do “Backrooms” com Parsons, então com 17 anos.

A produção juntou figurões do cinema: James Wan, fundador do selo de terror Atomic Monster; Shawn Levy, diretor de “Deadpool & Wolverine”; e Peter Chernin, ex-chefe do estúdio 20th Century Fox.

“A chave de Hollywood sempre foi encontrar novos talentos cedo”, disse Chernin em entrevista ao podcast “The Town” na sexta-feira. “A próxima geração está fazendo vídeos curtos no YouTube e no TikTok.”

Por Thomas Buckley

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‘Sell in May’: maio é o pior mês do ano do Ibovespa em 3 anos, mas será que é hora de ‘ir embora’?

O velho ditado de Wall Street, “sell in May and go away” parece ter funcionado para o mercado brasileiro dessa vez. Pressionado por uma inflação mais persistente, ruídos políticos e um cenário externo adverso, o Ibovespa deve encerrar maio com queda próxima de 6%.

A não ser que haja uma grande virada antes do fechamento desta sexta-feira (29), esta será a maior baixa mensal do índice Ibovespa desde 2023, e o mercado já olha para o que pode esperar da bolsa em junho.

Quais fatores puxaram o Ibovespa pra baixo?

Conforme observa Ruy Hungria, analista de ações da Empiricus Research, quem seguiu à risca o “velho mandamento” do mercado financeiro certamente se deu muito melhor do que quem insistiu com ações brasileiras na carteira no mês.

Isso porque o resultado do Ibovespa foi impactado por uma combinação de fatores que, para Hungria, têm servido como “um grande teste para a tese de investimento no país”.

Em menos de um mês, ele lista alguns pontos que impactarem o desempenho:

  • Duas leituras ruins de IPCA e IPCA-15, o principal termômetro da inflação brasileira e sua prévia, divulgados pelo IBGE no início e final de maio;
  • Revisões negativas para inflação e Selic no Boletim Focus;
  • Ruídos políticos relevantes, como pesquisas eleitorais e as discussões sobre o fim da escala 6×1 (com impactos potenciais em custos para diversas empresas listadas);
  • Resultados muito fortes das empresas de tecnologia, majoritariamente internacionais, que voltaram a ganhar atratividade relativa frente a companhias de países emergentes, especialmente em um contexto de guerra;
  • Forte saída do fluxo estrangeiro da bolsa de valores.

Além disso tudo, a pressão e indecisão sobre um possível acordo para o fim do conflito entre Estados Unidos e Irã, que impacta no preço do petróleo e gera inflação em diversos segmentos da economia, também fizeram “peso” na queda do índice.

Diante de todos esses fatores, Hungria acredita que “o retrato não é muito inspirador, e é nesses momentos que precisamos recorrer aos fundamentos e lembrar que ações não são pedaços de papel com valores arbitrários”.

Apesar do impacto do humor do mercado influenciando movimentos diários, o analista acha importante manter o foco nas empresas por trás de cada ticker. “São companhias que oferecem aos seus sócios uma participação nos lucros e – no caso das compounders – em seus ambiciosos projetos de crescimento”, afirma.

Em relatório em sua carteira de ações, o analista mostra como, mesmo em um contexto difícil, a maior parte das empresas recomendadas entregou resultados bastante dignos no 1T26.

Claro que o analista sabe que não é possível esperar um “grande alívio” no mercado enquanto não houver um sinal mais assertivo sobre o fim do conflito no Oriente Médio – que deve devolver o fluxo gringo aos mercados emergentes.

“Nesse meio tempo, seguimos com empresas que continuam fazendo a lição de casa e se posicionando para capturar em cheio uma eventual virada. No fim das contas, vender em maio pode até ter feito sentido neste ano. Mas eu não ficaria longe por muito tempo”, completa.

Para junho, o analista Ruy Hungria explica que as expectativas ainda estão muito concentradas no andamento da guerra.

“Se o conflito se encerrar o mercado vira rápido, o petróleo deve cair, expectativa de inflação volta a cair, com ajustes para baixo na expectativa da taxa Selic e o fluxo de investidores estrangeiros retorna”, lista Hungria.

Diante do horizonte no curto prazo ainda desafiador, o analista ressalta que os fundamentos de muitas empresas permanecem sólidos. É com essa ótica que ele elabora as carteiras recomendadas pela Empiricus Research – e que você pode ver como acessar abaixo.

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Irani (RANI3) inicia nova fase de crescimento e BTG reforça recomendação de compra; veja motivos

O BTG Pactual vê com bons olhos a transição do plano de investimentos da Irani (RANI3), anunciada na última semana. Durante o Investor Day, a companhia apresentou a etapa final do ciclo Gaia (Gaia XII) e a aprovação estratégica de sua próxima fase de investimentos, chamada Neos.

A equipe de analistas do banco avalia que o evento evidenciou a capacidade estrutural da companhia de gerar valor no longo prazo, com um retorno total anualizado ao acionista de 16% desde o IPO, um desempenho fora da curva.

“Mais importante, o histórico de execução do projeto Gaia dentro do prazo e do orçamento deve reforçar a confiança do mercado para este novo ciclo de alocação de capital. Diferentemente do Gaia, que teve forte foco em eficiência e otimização de ativos, a plataforma Neos será voltada para o crescimento orgânico”, diz o banco.

A ambição da Irani envolve dobrar sua participação no mercado de embalagens de papelão ondulado, saindo de aproximadamente 4% para 8% ao longo da próxima década.

Para o BTG, ainda que um plano de expansão mais ambicioso naturalmente envolva um perfil de risco superior ao do Gaia, é positivo o compromisso da administração com uma implementação gradual ao longo de vários anos.

Os analistas chamam atenção para o compromisso da Irani de manter a alavancagem abaixo de 2,5 vezes, o que traz conforto ao mercado de que sua política de distribuição de dividendos, com payout de 50%, deverá ser preservada durante todo o ciclo.

Vale destacar que os projetos do Neos ainda dependem de aprovação formal do conselho de administração e serão reavaliados de forma dinâmica conforme a evolução das condições de mercado.

“Continuamos vendo a Irani como uma operadora altamente resiliente e confiável, com baixa volatilidade nos resultados e sólido histórico de execução. Negociando a 4,8 vezes EV/Ebitda e oferecendo um retorno ao acionista atrativo entre 10% e 11%, reiteramos nossa recomendação de Compra”, dizem os analistas.

Plataforma Neos

A Irani avalia três projetos a serem potencialmente executados até 2034, dentro do novo ciclo de investimento.

O primeiro deles é a construção de uma nova planta de embalagens sustentáveis (papelão
ondulado), sendo a terceira planta de embalagens da companhia, com capacidade de conversão de 120 mil toneladas por ano, localizada na região sudeste do Estado de São Paulo ou sul de Minas Gerais.

Somado a isso, está na mesa a construção de uma nova planta de embalagens sustentáveis (papelão ondulado), sendo a quarta planta de embalagens da Irani, com capacidade de conversão de 120 mil toneladas por ano, em localidade ainda a ser definida.

Por fim, a companhia mira a construção de nova máquina de papel reciclado, voltada à produção de papéis rígidos para conversão em embalagens sustentáveis (papelão ondulado) com capacidade de 132 mil toneladas por ano, a ser integrada à terceira planta de embalagens.

Até o final deste ano, a diretoria pretende submeter para aprovação do conselho de administração proposta relacionada à implantação de uma das novas plantas de embalagem.

Projeto Gaia XII

O projeto Gaia XII prevê investimentos no montante de R$ 514 milhões (capex bruto), sendo R$ 61 milhões em impostos creditáveis, resultando em capex líquido de R$ 453 milhões, mostra o documento divulgado pela Irani.

A iniciativa tem como principais objetivos:

  • Aumento da capacidade produtiva, com incremento estimado de aproximadamente 36 mil toneladas/ano, representando expansão de 60% em relação à produção atual da unidade;
  • Melhoria da qualidade e da performance dos papéis produzidos, com impactos positivos na operação de embalagens na Unidade de Indaiatuba -SP, responsável pela conversão dos papéis;
  • Ganhos de eficiência operacional, incluindo redução de custos com vapor e energia;
  • Avanços em sustentabilidade, com maior reciclagem de aparas, redução no consumo específico de água e efluentes e diminuição das emissões de gases de efeito estufa.

O projeto contempla a substituição da atual caldeira de gás natural por uma nova caldeira de biomassa, alinhada ao plano de descarbonização, com potencial de redução de aproximadamente 87,6% nas emissões de CO₂ equivalente (11.867 mil tCO2e / ano) associadas ao processo, resultando na redução nos custos com energia.

“O projeto possui taxa interna de retorno (TIR) superior ao custo médio ponderado de capital (WACC), refletindo disciplina na alocação de capital e geração de valor para os acionistas”, destaca a companhia.

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Fender Stratocaster: a disputa em torno da guitarra mais popular do mundo

O caso de amor de Phillip McKnight com guitarras Stratocaster começou aos 15 anos, quando ele comprou uma versão falsificada do ícone da Fender – junto com um amplificador – por US$ 120. Hoje, o instrumento favorito do ex-dono de loja de guitarras também se parece com uma Strat, mas foi feito por outro fabricante.

“Minha Fender favorita não é uma Fender”, disse McKnight, que hoje comanda um canal de YouTube sobre guitarras e equipamentos.

A Fender Musical Instruments quer mudar isso e reivindicar controle sobre o formato icônico.

No início deste mês, a Fender enviou notificações extrajudiciais a outras fabricantes de guitarras, exigindo que parem de produzir modelos com formato semelhante ao da Stratocaster e que recolham e destruam esses instrumentos. Os alvos vão de pequenas fabricantes da Califórnia a marcas conhecidas como PRS Guitars.

Fortalecida por uma recente decisão judicial na Europa, a Fender tenta assumir controle sobre o formato de guitarra elétrica mais popular do mundo mais de sete décadas após seu lançamento. O design curvilíneo ajudou a definir o instrumento, usado por artistas famosos como Jimi Hendrix e Stevie Ray Vaughan. Ao longo dos anos, outras empresas criaram suas próprias versões — algumas como cópias baratas, outras como instrumentos customizados disputados que custam milhares de dólares.

As vendas de guitarras elétricas nos EUA esfriaram após o boom registrado durante a pandemia de Covid-19, quando muitos consumidores decidiram aprender a tocar. O número de guitarras elétricas e baixos vendidos caiu cerca de 4% no ano passado no país, segundo dados da publicação especializada Music Trades.

O CEO da Fender, Edward Cole, afirmou que a empresa respeita fabricantes independentes e a comunidade de guitarristas, mas que a Fender “tem a responsabilidade de proteger os designs icônicos e a identidade de marca associados aos seus instrumentos ao redor do mundo”.

“Acreditamos que competição e inovação são saudáveis para a indústria, e incentivamos a criação de designs novos e distintos que impulsionem a inovação em guitarras, em vez de depender de cópias diretas do trabalho pioneiro de Leo Fender”, disse Cole.

Pequenos fabricantes, que há muito consideravam estar legalmente protegidos para vender guitarras no formato Strat, afirmam que as ações da Fender podem colocar seus negócios em risco.

A fabricante familiar LSL Instruments, da região de Los Angeles, publicou uma campanha no GoFundMe pedindo doações para custear honorários advocatícios. Caso a demanda da Fender seja bem-sucedida, “isso criaria um monopólio, limitando vendas e restringindo opções para músicos em todos os lugares”, escreveu online a proprietária Lisa Lerman.

Registro de marca

A Fender perdeu, em 2009, uma tentativa de registrar como marca os formatos das guitarras elétricas Stratocaster e Telecaster e do baixo Precision. Mais de uma dúzia de empresas contestaram o pedido, argumentando que o formato havia se tornado genérico após décadas de uso disseminado. O Conselho de Julgamento e Recursos de Marcas dos EUA concordou com o argumento.

Mas, neste ano, o Tribunal Regional de Düsseldorf, na Alemanha, decidiu em favor da Fender em um processo de direitos autorais contra uma fabricante chinesa de instrumentos musicais, que sequer respondeu à ação. O tribunal emitiu decisão à revelia e afirmou que a Stratocaster é uma obra de arte protegida por direitos autorais.

A Fender afirmou que a decisão garante à companhia direitos aplicáveis contra quaisquer guitarras que usem o formato do corpo da Stratocaster e sejam fabricadas, vendidas ou distribuídas na Alemanha e na União Europeia, “independentemente de onde essas guitarras sejam produzidas”.

A PRS Guitars, marca usada por músicos como John Mayer e Carlos Santana, confirmou estar entre as empresas que receberam a carta. A companhia afirmou discordar da avaliação da Fender e não quis comentar além disso.

Na terça-feira, a Fender afirmou que, no momento, não está exigindo que as empresas recolham ou destruam produtos. “Em vez disso, a Fender está trabalhando com os fabricantes para redesenhar os formatos, enquanto eles liquidam os estoques existentes não autorizados”, disse a companhia.

Na Alemanha, a Fender argumentou que Leo Fender, fundador da empresa em 1946, desenhou artisticamente a Stratocaster para refletir as curvas do corpo feminino. Advogados das fabricantes de guitarras dizem que o instrumento, na verdade, foi criado por várias pessoas, que chegaram ao formato contornado por questões de conforto.

Na semana passada, um advogado representando algumas fabricantes enviou sua própria carta em resposta às alegações da Fender, apontando para a decisão de 2009 e argumentando que a história da origem da Stratocaster contada pela Fender foi inventada.

O uso “sem oposição” do formato Strat ao longo de décadas “demonstra que a Fender não tem base para alegar que é, ou tem o direito de ser, a fabricante exclusiva de guitarras com o corpo no formato Strat”, afirma a carta de 21 de maio.

McKnight, que visitou fábricas de guitarras ao redor do mundo para entender melhor como diferentes modelos são produzidos para seu canal no YouTube, disse acreditar que as ações da Fender estão prejudicando a marca, especialmente entre músicos.

“Acho que muitas empresas vão parar de fazer cópias porque a Fender está tornando a Strat dela algo sem graça”, afirmou McKnight.

Escreva para Katherine Sayre em katherine.sayre@wsj.com.

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BITCOIN VAI EXPLODIR

BITCOIN VAI EXPLODIR


BTCUSD está finalizando uma correção FLAT EXPANDED iniciada em 110k aos 74k como onda A, 74k a 126k como onda B 123% de expansão da onda A, e 126k a 65k como alvo da onda C em 123% da onda B, um padrão que stopa dos dois lados e explode para ath, btc vai explodir do ponto em que esta, esta acumulando ! beliscar 60k ou pouco abaixo poderia acontecer, mais a cada dia fica mais improvável

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Na L’Occitane, rede au Brésil já é 60% do negócio no país. A meta é triplicar operação

A L’Occitane pretende triplicar o tamanho da operação de sua marca local no Brasil nos próximos três anos e dobrar o número de lojas até 2028.

A marca com foco no país, a L’Occitane au Brésil, cresceu mais de 37% desde 2023, e já responde por cerca de 60% da receita da multinacional francesa de cosméticos em território brasileiro, segundo André Abramo, CMO da empresa no país.

“Não é só loja que a gente vai amplificar. A gente tem uma estratégia muito grande de omnicanalidade”, disse o executivo em entrevista à Bloomberg Línea. “As revendedoras ajudam muito em penetrações em lugares como Sul da Bahia e interior do Norte, onde é mais difícil ter algum tipo de loja.”

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A expansão se insere em uma estratégia maior do grupo no país, que opera sob duas lógicas distintas que se complementam.

De um lado, a L’Occitane au Brésil é a marca presente em diversas redes de shoppings, que busca ganhar escala, com expansão de lojas, novos canais de venda e maior presença no varejo de rua.

De outro, a L’Occitane en Provence passa por um reposicionamento para reforçar a percepção de marca importada, de nicho e de maior valor agregado.

“A au Brésil deve penetrar muito mais no mercado brasileiro, tanto com loja, ponto de venda, como com produto também. Para Provence a estratégia é ser grande dentro de um nicho. É focada em nicho e é para ser assim”, disse o executivo.

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A L’Occitane au Brésil tem 350 lojas no país, incluindo franquias, que representam cerca de 45% da base. A en Provence, por sua vez, opera com 105 lojas e quase toda a operação sob controle direto do grupo, com poucas franquias.

Segundo Abramo, a L’Occitane au Brésil conversa com uma consumidora mais jovem, entre 18 e 30 anos, de classe B e C aspiracional, mais exposta a tendências digitais e redes sociais.

Já a en Provence mira uma mulher acima de 30 anos, de renda mais alta, e com maior disposição a pagar por produtos importados e experiências de loja.

au Brésil em busca de escala

Criada em 2013, a L’Occitane au Brésil foi desenhada para adaptar a lógica da marca francesa ao mercado brasileiro, segundo o executivo. Ou seja, passou a usar ingredientes locais e a focar no apelo sensorial e em uma narrativa ligada à natureza.

No TikTok, por exemplo, é possível encontrar publicações acerca dos produtos da marca, como a geleia corporal de romã, que se tornou um fenômeno de vendas com impulso das redes sociais.

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Abramo explica que os body splash - tipo de colônia suave - e perfumes são os carros-chefe da marca, seguidos por produtos corporais, como hidratantes, manteigas e itens de banho.

A próxima aposta da companhia para a marca será no setor de cabelo. A empresa prepara uma entrada ainda este ano, com uma linha que deve incluir shampoo, condicionador e óleo capilar, segundo o executivo.

(Fonte: Divulgação)

Segundo o executivo, esta é a segunda categoria que mais cresce no mercado brasileiro de beleza, atrás apenas de fragrâncias.

“O que vem para crescer é cabelo”, disse Abramo. “A L’Occitane Brasil quer se posicionar como uma marca que tem produtos para entrar nesse circuito de consumo capilar da consumidora brasileira.”

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A estratégia também inclui uma campanha para reforçar a identidade híbrida da marca: francesa de origem, mas construída em torno da brasilidade, explica.

“Não somos uma marca brasileira, mas escolhemos o Brasil para ser nossa casa”, afirmou. “Temos investido no Brasil, colocando dinheiro aqui, em fábrica, em loja.”

A expectativa da marca é que a L’Occitane au Brésil se torne uma das três principais marcas, ao lado da L’Occitane en Provence e de Sol de Janeiro, segundo Abramo.

De acordo com o executivo, há planos de exportação da marca para outros países da América Latina. Mas o foco, no momento, está em consolidar a operação no Brasil.

en Provence e o foco no premium

Na L’Occitane en Provence no Brasil, o foco está na tendência de premiumização. A marca, que completa 50 anos e está presente em 90 países, o objetivo é manter avanço anual de 10% a 12% no mercado premium, segundo Abramo.

A expectativa é não ampliar a distribuição de maneira agressiva.

“A diferença de Provence não é nem tanto crescimento de venda, é posicionamento na cabeça do consumidor”, afirmou. “A gente quer estar na disponibilidade mental desse consumidor Triple A e premium.”

(Foto: Divulgação)

A companhia se prepara para reformar de 15 a 20 lojas da en Provence no Brasil neste ano, com investimento superior a R$ 5 milhões, segundo o executivo.

Uma das unidades reformadas foi a do JK Iguatemi, em São Paulo, vista como vitrine do novo conceito.

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Ao contrário da L’Occitane au Brésil, a en Provence não deve abrir novas lojas com franqueados, salvo exceções antigas fora de São Paulo.

Abramo explica que a gestão própria permite investimentos menos orientados ao retorno imediato e mais ligados à construção de marca.

“Quando você tem uma loja onde controla 100% das operações, consegue fazer investimentos pensando em posicionamento”, disse.

A en Provence também vai abrir 16 Beauty Care Rooms no país neste ano. São salas dentro das lojas para tratamentos faciais de uma hora, por um valor que pode ser revertido em produtos da marca.

A iniciativa busca aproximar a marca de uma consumidora de mais de 30 anos, de alta renda, interessada em skincare e menos dependente de tendências de redes sociais.

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A mudança responde a uma fragilidade percebida pela própria empresa: a marca ainda é mais associada a fragrâncias, presentes e produtos corporais do que a tratamento facial.

Abramo cita a linha Immortelle, comparada por ele ao retinol, como exemplo de tecnologia que a companhia pretende comunicar melhor.

Na comunicação, a en Provence também passa por adaptação local.

O lançamento global da linha de fragrâncias Flora Orchestra, por exemplo, foi ancorado em produto em mercados como Europa e Estados Unidos; no Brasil, a companhia trouxe a atriz Bruna Lombardi para liderar a campanha.

“A gente vem fazendo uma tropicalização da comunicação internacional para o Brasil”, disse Abramo.

A estratégia, portanto, é a de ampliar a relevância da marca dentro de um nicho.

A aposta de Abramo é que as duas marcas cresçam por caminhos diferentes: uma pela capilaridade; a outra, pela percepção de valor.

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© Divulgação/L'Occitane Group

Marca responde por cerca de 60% da receita do grupo no país, enquanto a L’Occitane en Provence representa os outros 40%. (Foto: Divulgação/L'Occitane Group)
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O que pode mudar com a aquisição do controle da Brava pela Ecopetrol, segundo analistas

Após o lançamento de uma Oferta Pública de Aquisição de Ações (OPA) pelo controle da Brava Energia (BRAV3) por parte da Ecopetrol, a expectativa é que, caso a transação seja bem-sucedida, a colombiana passe a deter 51% do capital social da brasileira.

Na prática, a Brava deve continuar listada no segmento de Novo Mercado da B3.

A principal diferença reside em torno do controle. Hoje, a Brava é caracterizada como uma junior company (petroleira de menor porte), que tem estrutura de custos mais enxuta e maior agilidade na tomada de decisões.

Com a Ecopetrol assumindo o controle, a gestão passa a ter influência de uma gigante de petróleo estatal, de acordo com analistas.

“É possível que ocorra uma mudança na percepção dos investidores em relação ao múltiplo justo para esse papel por conta da troca de controlador”, diz o analista da Ativa Investimentos, Ilan Arbetman.

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Ele observa que a movimentação demonstra a força do Brasil no setor, com a estatal colombiana em busca de uma empresa brasileira. “Há um dinamismo de transações societárias envolvendo juniores, com a força do Brasil nesse ecossistema", diz.

Arbetman lembra que o mercado regional de junior companies de petróleo já era restrito, com poucas empresas listadas em Bolsa. A própria Brava é resultado da fusão entre 3R e Enauta. “Vamos continuar com esse segmento enxuto, com uma junior controlada por uma estatal colombiana”, afirma.

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A Brava opera basicamente em campos terrestres (onshore) maduros e também em alto-mar (offshore), com 459 milhões de barris de óleo equivalente (boe) de reservas provadas e produção diária média na casa dos 80 mil barris. A vida útil das reservas é de cerca de 16 anos.

Espera-se que a transação, caso bem-sucedida, adicione reservas e produção relevante à operação da Ecopetrol, com um aumento de reservas líquidas em quase 13% e aumento de exposição ao Brasil.

Segundo analistas, a experiência da estatal colombiana pode destravar valor na Brava principalmente no segmento de campos maduros terrestres. Do outro lado, a brasileira pode contribuir com o desenvolvimento de campos offshore da Ecopetrol.

Analistas do BTG afirmaram em relatório que veem chance de ganhos no curto prazo com a operação.

No entanto, segundo analistas do mercado, o avanço da produção da Brava é relativamente limitado, mesmo com as novas campanhas de perfuração, o que coloca em evidência o processo de declínio da produção no futuro próximo.

Oferta pública

Segundo comunicado, o lançamento da OPA da Brava ocorre com um preço de R$ 23 por ação, destinada à aquisição de 116,1 milhões de ações ordinárias, o que corresponde a aproximadamente 25% do total.

O leilão da OPA será realizado no próximo dia 25 de junho. Caso a operação seja concretizada, haverá menos ações no free float.

Em abril, a Ecopetrol já havia comprado 26% das ações de três acionistas da Brava: Somah, Jive e Yellowstone.

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Operação da Ecopetrol: estatal colombiana está em busca do controle da brasileira Brava. Foto: Esteban Vanegas/Bloomberg
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Além do futebol: como a Panini planeja crescer após fim da licença do álbum da Copa

O CEO da editora italiana Panini no Brasil, Raúl Vallecillo, afirmou que o término da licença com a FIFA decorre de uma decisão da licenciada e não da empresa, em um contexto em que a empresa busca diversificar seus negócios para além dos álbuns de futebol.

Com relação ao término da licença com a FIFA, Raúl Vallecillo destacou, em entrevista à Bloomberg Línea, o grau de diversificação atual do negócio.

Ele destacou a variedade de licenças que a Panini possui, que abrangem não apenas álbuns de figurinhas, mas também publicações de quadrinhos e mangás.

A decisão de romper o vínculo histórico com a Panini “cabe exclusivamente à licenciada” (FIFA), afirmou ele. “É uma decisão de terceiros (...) buscaremos as melhores alternativas para dar continuidade a essa história”.

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Agora, “a Panini sempre vai se esforçar para oferecer o melhor aos seus consumidores, e isso inclui todo o nosso portfólio de entretenimento, como no caso do futebol”.

A Panini não produzirá mais o tradicional álbum da Copa do Mundo, após a FIFA ter anunciado um acordo com a Fanatics pela licença, que inclui cartões colecionáveis e figurinhas do torneio de futebol.

O acordo terá início em 2031 e os novos produtos serão fabricados pela marca Topps, de propriedade da Fanatics, anunciou a FIFA em um comunicado.

Essa parceria deixa de fora a Panini, a editora italiana que, desde 1970, produz o álbum de figurinhas colecionáveis.

O CEO da Panini no Brasil não confirmou se, no futuro, a marca teria alguma presença na Copa do Mundo após 2030.

“A Panini continuará sendo o que todos conhecemos: uma empresa de entretenimento que nos acompanha há muito tempo e que tem essa história de fazer parte de um colecionismo para ser lembrado e continuar avançando nas próximas coleções”, disse o executivo chileno na entrevista.

Ainda no dia 30 de abril, a Panini lançou a edição 2026 do seu álbum, o maior da história, com 980 figurinhas, que se transformou em uma exposição de figurinhas monumentais que percorrerá as cidades-sede do torneio no México entre maio e julho.

Será o penúltimo álbum que a Panini lançará como parte de seu atual contrato com a FIFA, que termina em 2030.

Com isso, chegará ao fim uma tradição de mais de 60 anos relacionada à Copa do Mundo, durante a qual a editora italiana publicou 15 álbuns de imagens.

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Vendas na América Latina

O CEO da editora italiana no Brasil afirmou que as vendas parciais relacionadas ao álbum da Copa do Mundo de 2026 estão 24% acima em comparação com a edição do Catar 2022 nos países da região que ela atende.

“Isso significa que a grande demanda dos países deste lado do mundo fez com que esse número aumente constantemente”, disse Raúl Vallecillo à Bloomberg Línea.

Quanto aos mercados mais ativos na compra do álbum da Copa do Mundo de 2026 na região, ele afirmou que os principais são Brasil, Argentina, Colômbia e Chile, que apresentaram um crescimento sustentado bem acima do previsto pela Panini.

Cada um desses mercados, consequentemente, registrou um aumento no número de colecionadores e nos canais de distribuição, observou o executivo.

O Brasil está entre os cinco mercados mais importantes para a Panini na temporada da Copa do Mundo, não apenas pelo tamanho do seu mercado, mas também pelo grande interesse que o torneio de seleções mais importante do mundo desperta.

“Hoje, embora estejamos trabalhando 24 horas por dia, 7 dias por semana, há mais de dois meses, principalmente em tudo o que diz respeito à fábrica, a grande variedade de álbuns, em diferentes versões e para diferentes mercados, nos obriga a manter uma produção e distribuição constantes em cada um desses mercados”, comentou o CEO da Panini Brasil.

Ele afirmou que, para o álbum da Panini da Copa do Mundo, é feito um planejamento detalhado com três anos de antecedência em áreas como operações, comercial e editorial, para que o produto chegue a tempo em cada um dos mercados.

A matriz italiana da Panini administra as filiais nos Estados Unidos, no México, no Brasil e no Chile.

Os demais mercados, incluindo a Colômbia, operam por meio de distribuidores oficiais que administram, em coordenação com a Panini, toda a operação nesses países.

Atualmente, “no caso da Panini Global, a empresa possui uma fábrica principal em Modena [na Itália] que atende principalmente ao mercado europeu, à região da América do Norte e a outros mercados em outros continentes”.

Na Panini Brasil, a fábrica atende toda a América Central e a América do Sul. “Portanto, o esforço operacional realizado a partir do Brasil abrange praticamente 80% deste continente”.

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Aposta em novos colecionadores e público feminino

Persona abriendo un paquete de pegatinas para la Copa Mundial de la FIFA 2026.

Sobre o crescimento da demanda, Raúl Vallecillo destacou a incorporação de novos segmentos de consumidores, diretamente relacionada ao colecionismo.

Ele também mencionou o aumento da demanda por parte do público feminino, que está ajudando a impulsionar as vendas do álbum da Copa do Mundo.

Por outro lado, “quando se trata de um evento como a Copa do Mundo, o público se torna muito mais diversificado, pois temos desde crianças bem pequenas até pessoas bem mais velhas que acompanham a cobertura”.

“Também não se pode ignorar que o fenômeno social associado a um álbum está relacionado a esse grau de interação que um evento tão importante como a Copa do Mundo proporciona. É preciso promover, em cada um dos segmentos, a possibilidade de compartilhar e trocar figurinhas, principalmente.”

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Futuro da Panini após término da licença com a FIFA

Com relação ao término da licença com a FIFA, Raúl Vallecillo destacou o atual grau de diversificação do negócio.

Ele destacou a variedade de licenças que a Panini possui, que abrangem não apenas álbuns de figurinhas, mas também publicações de quadrinhos e mangás.

Agora, “a Panini sempre vai se esforçar para oferecer o melhor aos seus consumidores, e isso inclui todo o nosso portfólio de entretenimento, como no caso do futebol”.

O CEO da Panini Brasil não confirmou se, no futuro, a marca manterá alguma presença na Copa do Mundo após 2030. “A Panini continuará sendo o que todos conhecemos: uma empresa de entretenimento que nos acompanha há muito tempo e que tem o histórico de fazer parte de um colecionismo para ser lembrado e continuar avançando nas próximas coleções”.

Inflação e matérias-primas elevam os custos do álbum

O impacto da inflação na América Latina refletiu-se nos custos operacionais da Panini na região.

Os custos mais elevados associados ao álbum da Copa do Mundo de 2026 estão diretamente relacionados ao tamanho da coleção.

Como esta coleção conta com um número maior de figurinhas, devido ao fato de haver o maior número de seleções participantes da história, o custo unitário de produção aumenta.

“Todas as aquisições de matérias-primas nos diversos mercados para a fase produtiva também sofreram um aumento significativo de preço, em função da evolução dos preços das matérias-primas, seja devido a conflitos bélicos ou ao efeito do pós-pandemia”, observou o executivo.

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Esse custo mais elevado do produto está relacionado, em parte, ao valor atual do produto nos diferentes mercados.

No entanto, Raúl Vallecillo afirma que o custo não foi repassado integralmente aos consumidores.

“Portanto, qualquer eventual ajuste de custos está diretamente relacionado à rentabilidade — ou à falta dela — que podemos alcançar em cada um dos produtos que fabricamos”, afirmou ele.

As matérias-primas utilizadas pela Panini na América Latina provêm de diversos locais, já que as fontes de produção de papel, por exemplo, estão localizadas no Canadá, na Espanha e em outros mercados. “Embora haja consumo dentro da América Latina, também há um forte volume de importações provenientes de outros mercados fora do continente”.

Figurinhas de jogadores ausentes

Paquete de figuritas de Panini de la Copa del Mundo 2026.

Em resposta à pergunta sobre os jogadores que não foram incluídos nesta edição do álbum da Copa do Mundo, como foi o caso de Neymar, a Panini confirmou que, de fato, haverá uma solução para os colecionadores.

Nos últimos Mundiais, a Panini lançou um conjunto extra que também estará disponível no álbum da Copa do Mundo de 2026 e incluirá as figurinhas dos jogadores convocados oficialmente para as seleções participantes.

“Assim como as folhas e os envelopes são vendidos em cada um dos mercados, eles também estarão disponíveis para que cada colecionador possa comprá-los”, disse ele.

O conjunto estará disponível não apenas no site, mas também em lojas físicas.

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Jogadores históricos, pirataria e figurinhas repetidas

Sobre o colecionismo, o executivo disse que há certas Copas do Mundo de futebol que se tornam icônicas e, por isso, os álbuns ganham mais valor com o passar do tempo.

Entre elas estão as Copas do Mundo da Itália em 1990, da Espanha em 1982 e, mais recentemente, do Catar em 2022, segundo ele.

Embora, mais do que uma Copa do Mundo específica, ele diga que, em geral, o que mais conta na perspectiva são os jogadores que eventualmente são convocados para cada um desses eventos.

“Assim, as grandes figuras — como, no passado, Pelé ou Maradona — fazem com que, para uns ou outros, essa seja uma Copa do Mundo especial e despertem um desejo ainda maior de colecioná-la”.

Por outro lado, Raúl Vallecillo destacou que a questão da pirataria é um fator que afeta a indústria do entretenimento em geral e que o colecionismo de álbuns não é exceção.

“Obviamente, nós, da Panini, temos a obrigação de proteger não apenas o produto oficial, mas também os direitos da FIFA que nos permitem lançar esse produto oficial”, disse ele.

“Por um lado, há o setor jurídico, que de fato acompanha a situação”, mas “a tecnologia hoje em dia facilitou a multiplicação dessa distribuição digital” no mercado da pirataria.

De modo geral, ele afirmou que o impacto da pirataria é “insignificante no fim das contas”, pois “os volumes e o número de pessoas que procuram o produto oficial de qualidade são muito maiores”.

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Quanto aos altos preços pagos no mercado informal por figurinhas especiais ou jogadores icônicos, Vallecillo afirmou que isso é desnecessário, já que a Panini oferece o serviço de completar o álbum por meio do pedido dos figurinhas que faltam em seu site oficial.

“Oferecemos o serviço de ‘últimas figurinhaspara que cada colecionador possa comprar, seja a de Messi, a de Cristiano Ronaldo ou de qualquer outro jogador que esteja na Copa do Mundo, pelo mesmo preço das demais figurinhas do álbum”, afirmou. “Portanto, essas vendas ou revendas por um valor mais alto não se justificam tanto, porque, no fim das contas, se você precisar de uma ou até 40 figurinhas, poderá comprá-las diretamente sem pagar um preço inflacionado”.

Quanto às críticas sobre a qualidade das figurinhas e a quantidade de figurinhas repetidas nesta versão do álbum da Copa do Mundo, ele afirmou que o objetivo é reduzir ao máximo esses problemas.

Os controles relativos aos processos de produção gráfica não são realizados apenas por uma área específica, mas envolvem profissionais da matriz na Itália e a equipe no Brasil.

“Portanto, a qualidade das figurinhas é semelhante em todos os mercados e, eventualmente, atende aos padrões aprovados pela FIFA no momento em que as figurinhas são impressas, disse ele.

Sobre as figurinhas repetidas no álbum da Copa do Mundo de 2026, ele explicou que o processo se baseia em placas aleatórias que garantem que saiam na mesma proporção.

“Em princípio, não deveria haver mais repetições do que em qualquer outra coleção no mercado. A diferença é que, quanto maior for a quantidade de figurinhas e a proporção de figurinhas por folha, eventualmente pode-se considerar que há mais repetições”, afirmou.

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© DANIEL HERNANDEZ

O Brasil é um dos cinco mercados mais importantes para a Panini, e a empresa planeja os álbuns com três anos de antecedência. (Foto: Daniel Hernánde)
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Jatinhos ou helicópteros? Esquenta disputa do transporte aéreo na Faria Lima

O mercado de transporte aéreo em São Paulo terá o aumento da competição no segmento de fretamento de helicópteros ou jatinhos para rotas de curta distância, como o aeroporto internacional de Guarulhos e a Fazenda Boa Vista, no interior paulista, reduto do público de alta renda do país.

Nesta semana que passou, a Revo, plataforma do grupo português OHI, começou a operar na capital com voos regulares para esses dois destinos, com dois helicópteros bimotores da Airbus.

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O modelo de negócios é conhecido no mercado como “Uber dos helicópteros”, em alusão aos serviços de táxi aéreo que operam de forma similar ao aplicativo de mobilidade urbana terrestre. Outros players já testaram modelo semelhante e há ainda a competição com jatinhos fretados (veja mais abaixo).

Essas empresas permitem que os usuários solicitem viagens também via aplicativo e operam em um modelo de compartilhamento de custos, o que significa que os usuários podem compartilhar um voo com outras pessoas para reduzir o valor individual que precisam pagar.

Dois helipontos serão usados na operação da Revo: o do edifício International Plaza II, na esquina das avenidas Juscelino Kubitschek com Faria Lima, na Vila Olímpia, e o do complexo Cidade Jardim Corporate Center.

O grupo OHI atua no Brasil no mercado de transporte aéreo offshore por meio da Omni Táxi Aéreo, que presta serviços para companhias como a Petrobras (PETR3, PETR4).

A decisão de lançar a plataforma digital de mobilidade urbana Revo veio após estudos para diversificar os negócios no país, disse o CEO da Revo, João Welsh.

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Concorrência

A chegada da novata Revo vai enfrentar concorrentes já estabelecidos no mercado. Um exemplo é a Flapper, cujo CEO Paul Malicki disse que o modelo de negócio da plataforma portuguesa é “questionável”.

“Por que usar helicópteros biturbinados como EC 155 e EC 135, que são excepcionalmente caros e barulhentos? Mobilidade urbana aérea, para ser acessível, precisa ser baseada no helicóptero monomotor, como AS 350 ou Jet Ranger, como outros players fazem ou fizeram no passado. Foi o caso da Blade e da Voom”, disse Malicki à Bloomberg Línea.

O CEO da Revo, por sua vez, afirmou que os helicópteros inicialmente usados em seu lançamento fazem parte da frota da Omni. O modelo H135 transporta até cinco passageiros; o H155, até oito. Todos os voos contam com dupla tripulação, segundo ele.

“O plano de expansão prevê 12 aeronaves em cinco anos, em princípio da Airbus. Nesse prazo, queremos que a Revo represente entre 20% e 25% da receita do grupo. Em 2022, a OHI faturou 300 milhões de euros”, afirmou Welsh.

Helicóptero da Revo no heliponto da Fazenda Boa Vista, localizado no município de Porto Feliz, no interior paulista

Essa estimativa não considera a previsão de recebimento de eVTOLs (electric vertical take-off and landing, aeronave de decolagem e aterrissagem vertical elétrica), em que a Eve, que é controlada pela Embraer (EMBR3), é uma das principais fabricantes.

“Temos um pedido não firme de eVTOLs com a Eve para 50 aeronaves. Nossa expectativa é receber em 2026″, revelou o CEO da Revo, em referência justamente ao ano previsto para o começo das entregas da fabricante brasileira dos chamados “carros voadores”.

A primeira fábrica dos eVTOLs da Eve em território nacional será em Taubaté, no interior paulista. Ainda não há preço de cada unidade, pois o protótipo não foi ainda nem certificado, explicou Welsh.

“Os eVTOLs são o futuro da mobilidade. Eles tornarão os voos mais verdes, acessíveis e sustentáveis, mas quem vai operar esses veículos? Onde estão os passageiros? Há muito a ser feito ainda em termos da infraestrutura para que os carros voadores se tornem uma realidade em alguns anos”, disse.

Preços por assento: R$ 3.500

A estreia da Revo traz uma nova política comercial: a venda avulsa de assentos individuais nos helicópteros. Em janeiro, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aprovou, em caráter definitivo, a comercialização de assentos de forma avulsa, como alternativa ao fretamento (contratação de toda a aeronave).

A venda avulsa dos assentos individuais por empresas de táxi aéreo começou em 2020, como uma necessidade de flexibilização das regras do setor aéreo durante a pandemia da covid-19.

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A medida, que possibilitou o transporte de pessoas e cargas especialmente em rotas com menor oferta de voos, acabou por se tornar uma opção permanente com a Resolução 700, de 24 de janeiro deste ano.

Além de fomentar a aviação regional, a regra ampliou as opções de voos em aeronaves utilizadas em operações não agendadas com até 19 assentos. Com a regulamentação, empresas de táxi aéreo certificadas poderão ofertar bilhetes aéreos para até 15 voos por semana.

“Vamos iniciar a Revo com 40 voos semanais, sendo 30 para Guarulhos, de segunda a sexta, 15 de ida e 15 de volta. Outros 10 serão para a Fazenda Boa Vista, 5 de sexta a sábado, 5 de domingo a segunda˜, disse Welsh.

O executivo da Revo explicou que a plataforma vai usar ferramentas de IA (Inteligência Artificial) para obter respostas sobre os destinos e horários mais demandados pelos usuários para realizar os ajustes da malha aérea, traçando rotas também terrestres.

“As funções básicas - reservar um voo nas rotas específicas e pagar - não precisam nem de análise preditiva nem de machine learning. É um grande exagero. Atualmente não tem nenhuma plataforma no nosso setor que amplamente usa machine learning ou AI porque não precisa”, avaliou Malicki.

O trajeto de helicóptero entre a Faria Lima e Guarulhos custa R$ 3.500 por assento. No caso das rotas entre São Paulo e a Fazenda Boa Vista, o valor é de R$ 5.000.

“Hoje, para fazer esses mesmos percursos, o passageiro precisa fretar uma aeronave, com custo médio de R$ 20 mil para o aeroporto e R$ 35 mil para a Fazenda Boa Vista, sem o que entendemos que são os diferenciais da Revo, como hosts treinados, lounge premium nos pontos de embarque e desembarque e transporte do cliente porta a porta”, afirmou o CEO da Revo.

Já o CEO da Flapper forneceu preços menores do que o valor médio citado pela Revo para o trecho entre a Faria Lima e Boa Vista.

“A partir de R$ 13.800, dá para sair da Faria Lima pela Flapper para a Boa Vista no helicóptero Airbus B4. Já o biturbina é a partir de R$ 21.560″, informou Malicki.

Projetos anteriores

O CEO da Flapper também evitou considerar a Revo como uma plataforma pioneira, ao lembrar de outras tentativas - hoje descontinuadas - de players com a proposta de ser o “Uber dos helicópteros”.

“O que aconteceu com empresas como a Voom, braço da Airbus, que investiu mais de US$ 30 milhões no desenvolvimento desse conceito no Brasil? Houve diversos players tentando competir no setor de mobilidade aérea no Brasil, entre eles Helo (pioneira), FlyEdge, Aerobid, CloudTaxi, VoudeJato e, mais recentemente, FlyAdam. Infelizmente todos fecharam a porta ao longo dos anos”, disse Malicki.

O CEO da Revo disse que a plataforma foi idealizada no fim de 2020, período em que realizou um estudo de mercado para propor um serviço e um modelo de negócio.

O Grupo OHI é dono de 100% da Revo. O OHI, por sua vez, é apoiado pelo seu principal acionista, a Stirling Square Capital Partners, uma empresa de private equity com sede no Reino Unido que atualmente administra um portfólio de mais de 3 bilhões de euros, segundo o CEO da Revo.

Todos os voos da Revo serão operados pela Omni Táxi Aéreo. Também controlada pelo grupo OHI, a Omni opera no Brasil há cerca de 20 anos e se define como o maior operador de helicópteros na América Latina. Segundo a Revo, a frota do grupo é de 90 helicópteros, que realizam 1.500 voos semanais, e está avaliada em US$ 1 bilhão.

Com sede no Rio de Janeiro, a Omni Táxi Aéreo oferece serviços de transporte de pessoal e de equipamentos de bases em terra para plataformas marítimas e outras instalações, incluindo emergência médica, para clientes como Petrobras, Total, Exxon e Shell.

Mercado de helicópteros

A disputa pela preferência de executivos da Faria Lima na hora de fretar um assento em helicóptero se deve ao tamanho desse mercado. O Brasil conta com uma frota de 2.000 helicópteros, segundo a Avantto, empresa do segmento de compartilhamento de aeronaves executivas, citando dados da Anac em julho.

Só a capital paulista tem mais de 410 aeronaves, que realizam cerca de 2.200 pousos e decolagens diariamente.

“São Paulo tem a maior frota de helicópteros do mundo, seguido de Nova York, Tóquio, Rio de Janeiro, Londres, Belo Horizonte, Santiago, Cidade do México, Bogotá e Pequim”, estimou a Avantto, que diz ter 450 usuários ativos no portfólio com quatro tipos de aparelho de asa rotativa no pool de compartilhamento.

A Abraphe (Associação Brasileira de Pilotos de Helicópteros) também estimou a liderança da cidade de São Paulo em número de aeronaves no mundo.

Público da Fazenda Boa Vista

Ao escolher a Fazenda Boa Vista como uma das rotas, a Revo justificou que seu foco é o público de alta renda.

Segundo a JHSF (JHSF3), o condomínio de luxo possui um total de 885 propriedades, das quais 600 estão habitadas. A incorporadora não quis fornecer dados sobre a movimentação de helicópteros em seu heliponto.

“Atualmente, a parceria se dá pela integração da Revo na plataforma JHSF ID como um dos prestadores de serviço com condições preferenciais aos membros. Basicamente, os integrantes têm descontos em voos e podem trocar os pontos acumulados por voos da Revo”, informou a Revo à Bloomberg Línea.

Além desse empreendimento em Porto Feliz, a 100 km da capital, a empresa planeja lançar duas novas rotas regulares a partir de São Paulo no último trimestre. Os clientes também podem reservar voos privados realizados sob demanda entre São Paulo e regiões próximas, como campo, praia e cidades vizinhas.

O CEO da Revo disse que a JHSF é uma parceira importante para a captação de clientes pela plataforma. “Eles podem servir assentos de helicóptero para seu grupo fechado de clientes”.

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Mamdani's 3 lofty plans to make New York City housing more affordable

mamdani
Zohran Mamdani wants to make NYC housing more affordable for renters and buyers.

TIMOTHY A. CLARY / AFP via Getty Images

  • NYC City Hall released its detailed plans for affordable housing.
  • Mamdani is supporting new construction, apartment-friendly zoning, homebuyer assistance, and more.
  • The mayor hopes the plan will help lower- and middle-income New Yorkers.

Zohran Mamdani has ambitious ideas for New York City housing.

The Mayor's Office dropped its detailed policy plan — called "Block by Block" — on May 26, outlining goals to build more apartment buildings, convert unused offices and hotels into living space, and help residents navigate one of America's most expensive housing markets. Housing access has been a cornerstone of Mamdani's affordability agenda, with buzzy promises to freeze the rent for a large swathe of NYC apartments and address "bad landlords."

"When New Yorkers can afford a home, they can afford to dream," Mamdani said at a press conference Tuesday morning.

From construction to creative living solutions, here are Business Insider's biggest takeaways from City Hall's plan.

Boosting building opportunities

New York needs to build, baby, build. Vacancy rates hovering at historic lows are one of the biggest factors pushing up rents in the city, and Mamdani's blueprint lays out a slew of measures that aim to both reduce the costs of building and get more stock online.

Part of the plan is to simply build more housing, with a goal of 200,000 more homes in the next ten years. That's underwritten by $2.5 billion allocated towards more building from the mayor's budget, with the homes built subject to regulations that bolster construction workers' pay and benefits.

City Hall also wants to build more on public sites like Sunnyside Yards, a rail hub in Queens that sits between several bustling neighborhoods. That proposal would connect the neighborhoods currently separated by rail tracks, and build a deck over the rail infrastructure that could house what the report calls "a new complete neighborhood." The report also notes that the city would need federal support to build that new neighborhood — part of Mamdani's pitch to Queens native Donald Trump in early 2026.

Some proposals hinge on existing (and future) buildings. One is a program that would lower insurance costs for affordable and rent-stabilized units, which have seen soaring premiums. The plan says it would infuse $100 million to help fund a newer, more affordable insurance program, with a goal of both keeping costs more stable for current housing and saving the city money on new builds, since it currently has to subsidize those higher insurance prices.

Other aspects of the plan include expanding access to a water affordability benefit for those in affordable housing, and expanding a program that helps rental buildings and income-restricted co-ops improve their energy efficiency. The plan also aims to improve elevator service in public housing, and address leaks and plumbing issues in those units.

Supporting creative housing solutions

Through partnerships with developers and revised zoning policies, the mayor plans to convert some existing commercial buildings into apartments. The city said the recent overturning of a decades-old state cap on new developments would allow more NYC buildings to be allocated toward housing.

Both the local and state governments are working to convert the historic, and currently vacant, Stewart Hotel in midtown Manhattan into permanent housing for 550 households. Roughly half the units will be dedicated to providing affordable options for formerly-homeless and low-income households, per the plan. Some of the buildings' square footage will also be dedicated to providing on-site social services for tenants.

A largely vacant commercial skyscraper on Brooklyn's Flatbush Avenue received zoning approval in March. The building, which is on city-owned land, will be converted into 1,200 apartments, 350 of which will be "deeply affordable." Former private office building 100 Gold Street — which currently houses various city agencies in lower Manhattan — will also be converted into 3,700 apartments, 900 of which will be permanently-affordable homes.

The city also said it is trying to make it easier for New Yorkers to build accessory dwelling units (ADUs) on their property. That includes a program to help residents navigate their hyper-local zoning laws for ADUs, especially in historic districts. The city plans to streamline permitting for manufactured ADUs, which are significantly cheaper than custom-built units, making them easier for property owners to install for use by renters, elderly family members, or guests.

Beyond building more housing, Mamdani plans to begin a pilot this year to legalize basement apartments in the city. This will make it easier for homeowners to ensure their basements are up to code and can be made into safe apartment units. Homeowners who participate in the pilot this year will receive some financial support from the city to install smoke alarms, test for contaminants, and more.

Helping New Yorkers navigate the housing market

NYC is notorious for its cutthroat housing market, and renters make up 70% of city residents.

The Mamdani administration said it is taking steps to curb "bad landlords" by strengthening code enforcement and taking action against property owners who harass or neglect their tenants. The city is already hosting "rental ripoff" hearings in all five boroughs so that New Yorkers can share their concerns directly with City Hall, and the mayor said he is strengthening legal avenues for tenants to expedite emergency repairs. Mamdani also said he supports the development of tenant unions, which help renters collectively protect their rights. This goes alongside plans to reduce evictions and speed up cases in housing court.

City Hall wants to make New York more affordable for buyers, too. Mamdani is set to expand an existing downpayment assistance program to serve up to 300 lower-income first-time homebuyers. A new mortgage assistance program will provide repayable, no-interest loans to help low-income homeowners resolve mortgage problems.

The mayor added that he is moving forward on plans to freeze the rent in NYC's rent-stabilized apartments alongside City Council, but the policy has not yet been implemented.

The success of a rent freeze — alongside many of the other programs in the city's housing plan — will hinge on legislative support and funding at the local, state, and, sometimes, federal levels. Still, the mayor is feeling confident.

"Combined, these efforts will lead to growth beyond anything New Yorkers have seen in generations," Mamdani said. "For some, the dream of home ownership will finally be within reach. Others will be able to sleep easily in homes they no longer fear losing."

Read the original article on Business Insider

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Senior: IA deixa de ser apoio e vira infraestrutura indispensável no RH, diz CEO

A inteligência artificial começou a alterar a rotina de áreas tradicionalmente menos associadas à tecnologia dentro das empresas, como recursos humanos, recrutamento e gestão de pessoas. É nessa transformação que a Senior Sistemas quer se posicionar.

A companhia brasileira de software de gestão anunciou nesta quinta-feira (21), durante o Senior Experience 2026, em São Paulo, uma nova etapa de sua estratégia em inteligência artificial. O principal lançamento foi o Sara Studio, plataforma que permitirá que clientes criem seus próprios agentes de IA sem necessidade de programação.

A proposta é que áreas como RH, financeiro, fiscal e logística consigam desenvolver automações e análises conversacionais sem depender diretamente das equipes de tecnologia.

“Enquanto parte do mercado ainda busca caminhos para incorporar a inteligência artificial, nós já evoluímos com essa tecnologia há mais de uma década. A IA passa a atuar como um componente central das soluções”, afirma Carlênio Castelo Branco, CEO da Senior.

Segundo Castelo Branco, o principal impacto da IA nas empresas não está apenas na redução de tarefas operacionais, mas na melhoria da tomada de decisão. “Decidir melhor, com mais rapidez e com mais contexto, passa a ser um diferencial crítico em um ambiente competitivo.”

Leia mais: Guga Kuerten lidera masterclass no Senior Experience 2026 em SP

IA chega ao RH e muda papel das áreas de pessoas

Fundada há 38 anos, a Senior atua com softwares de gestão empresarial, incluindo ERP (Planejamento de Recursos Empresariais), sistemas de RH, logística, agronegócio e construção. A empresa afirma atender mais de 14,5 mil grupos empresariais e administrar mais de 50 mil CNPJs.

Nos últimos anos, a companhia passou a investir em ferramentas de inteligência artificial integradas aos seus sistemas. A Sara (Senior Agent Recommendation & Analysis) foi lançada como um hub de agentes de IA voltado à gestão corporativa.

Agora, a empresa quer ampliar o uso dessas ferramentas para além dos times de tecnologia.

Na prática, o Sara Studio permitirá que profissionais façam consultas e criem análises usando linguagem natural. Um gestor poderá, por exemplo, solicitar ao sistema um gráfico de vendas por região ou um relatório sobre desempenho de equipes apenas escrevendo um comando em texto.

Segundo a empresa, a plataforma também permitirá desenvolver agentes específicos para tarefas internas, como recrutamento, onboarding, atendimento a colaboradores e análise tributária.

Para Castelo Branco, a IA tende a reduzir a dependência operacional das áreas de tecnologia dentro das empresas.

“O RH vai ter liberdade para desenvolver suas consultas, relatórios e ferramentas sem depender tanto da área de TI”, disse o executivo durante conversa com jornalistas.

A aposta da companhia ocorre em meio ao avanço da chamada IA generativa no ambiente corporativo. Grandes empresas de tecnologia passaram a incorporar assistentes e agentes inteligentes em softwares de produtividade, ERP e gestão empresarial desde a popularização do ChatGPT, em 2022.

Leia também: Como a brasileira Senior Sistemas se destaca entre gigantes internacionais

Automação deve liberar RH para foco em pessoas

No caso da Senior, uma das principais apostas está justamente no RH. A empresa lançou agentes especializados em recrutamento, liderança, remuneração e atendimento ao colaborador.

Entre os produtos apresentados está o Talent Sourcing, ferramenta que utiliza dados internos de desempenho, competências e desenvolvimento profissional para identificar talentos dentro da própria organização.

Para Castelo Branco, o avanço da automação deve alterar o papel dos departamentos de recursos humanos.

“Quanto mais a tecnologia reduzir tarefas operacionais, mais tempo o RH terá para cuidar do principal, que são as pessoas dentro da empresa”, afirma.

Ao longo do evento, o CEO reforçou aa ideia de que a inteligência artificial não elimina a importância da gestão humana. “Empresas são feitas de gente.”

O executivo reconheceu, porém, que funções repetitivas poderão desaparecer com a automação.

“Não adianta negar que algumas funções serão substituídas. Mas outras funções estão surgindo agora e ainda faltam profissionais preparados”, diz.

Ele citou cargos ligados a governança de dados, ciência de dados e liderança em IA como áreas em expansão.

Leia mais: Soluções de tecnologia garantem tomada rápida de decisão nas empresas

Governança e dados viram foco da IA corporativa

A empresa também anunciou a criação de uma nova camada tecnológica chamada MCP (Model Context Protocol), que permitirá integrar diferentes modelos de inteligência artificial às soluções da companhia.

Segundo a Senior, o objetivo é criar um ambiente em que agentes próprios, agentes desenvolvidos pelos clientes e modelos externos consigam acessar informações corporativas de forma integrada.

A discussão sobre governança apareceu como um dos principais temas do evento.

O CEO afirma que o acesso à IA “já está democratizado”, mas que o desafio das empresas agora é garantir segurança, qualidade e confiabilidade dos dados utilizados pelos sistemas.

“Não é simplesmente usar IA por usar. O diferencial está na governança dos dados”, diz.

A empresa argumenta que sistemas corporativos, como ERP e plataformas de RH, concentram dados críticos e precisam funcionar como ambientes seguros para a utilização de inteligência artificial.

Além da área de gestão de pessoas, a companhia apresentou aplicações para agronegócio, logística e reforma tributária.

Na vertical fiscal, a Senior lançou uma plataforma voltada à adaptação das empresas às novas regras tributárias previstas para 2026, com simuladores e automações fiscais baseadas em IA.

Já no agronegócio, a empresa anunciou uma solução para classificação de grãos usando reconhecimento de imagem e OCR para automatizar análises agrícolas.

“O diferencial continuará sendo humano”

Apesar do foco em automação, Castelo Branco defende que o diferencial competitivo das empresas continuará sendo humano.

“Todo mundo vai ter acesso à tecnologia. O diferencial será fazer diferente, colaborar, formar pessoas e aprender rápido”, diz.

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Petróleo fecha em queda de 2% com avanços diplomáticos para encerrar guerra no Irã

O petróleo fechou em queda nesta quinta-feira, 21, após operar volátil, diante de novos avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz.

O petróleo WTI para julho negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) fechou em queda de 1,94% (US$ 1,91), a US$ 96,35 o barril.

Já o Brent para o mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), encerrou em baixa de 2,32% (US$ 2,44), a US$ 102,58 o barril.

O petróleo zerou a alta no pregão após relatos de que Estados Unidos e Irã alcançaram uma versão preliminar de um acordo mediado pelo Paquistão. No texto, os dois países concordam com um cessar-fogo e se comprometem a garantir a livre navegação no Estreito de Ormuz e no Golfo Pérsico. Em troca, o Irã teria suas sanções suspensas gradualmente.

Mais cedo, o aiatolá Mojtaba Khamenei teria emitido uma diretriz determinando que o urânio enriquecido não deve deixar o Irã, um ponto de divergência nas tratativas com Washington. Horas depois, porém, uma autoridade iraniana negou os relatos. Já o presidente americano, Donald Trump, disse que os EUA vão receber esse urânio enriquecido.

Nos desdobramentos da guerra, o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, alertou que o mercado global de petróleo pode entrar em uma “zona vermelha” entre julho e agosto. Segundo ele, pesam a combinação do pico sazonal de demanda no verão do Hemisfério Norte, o bloqueio das exportações no Estreito de Ormuz e a queda dos estoques mundiais.

Analistas da Capital Economics alertam que o caminho de volta à normalidade energética está ficando mais longo. Segundo eles, quanto mais tempo a interrupção nos fluxos de energia através do Estreito de Ormuz continuar, mais complexa será qualquer retomada eventual desses fluxos. “Os preços do petróleo só tenderiam a cair quando os fundamentos do mercado de petróleo melhorarem de forma significativa”, afirmam.

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Irã e Omã discutem pedágio permanente em Ormuz; Rubio vê obstáculo a acordo

O Irã está discutindo com Omã como implementar algum tipo de sistema permanente de pedágio que formalize seu controle do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, em um desdobramento, que se for materializado, pode criar obstáculos para um acordo com os EUA.

“Irã e Omã precisam mobilizar todos os seus recursos tanto para prestar serviços de segurança quanto para administrar a navegação da maneira mais apropriada”, disse o embaixador iraniano na França, Mohammad Amin-Nejad, em entrevista à Bloomberg em Paris, na quarta-feira.

A implementação de uma cobrança na via navegável pode inviabilizar um acordo diplomático, afirmou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, segundo a Arab News.

“Ninguém no mundo é a favor do sistema de pedágio. Isso não pode acontecer. Seria inaceitável. Tornaria um acordo diplomático inviável se eles continuassem a insistir nisso. Portanto, é uma ameaça para o mundo se eles tentassem fazer isso, e é completamente ilegal”, disse Rubio.

Rubio expressou nesta quinta-feira, 21, a esperança de que uma visita do chefe do exército paquistanês ao Irã pudesse impulsionar a diplomacia para o fim da guerra, afirmando que já houve progresso, ainda segundo a Arab News.

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STF forma maioria para manter lei que abre espaço para Ferrogrão

Supremo Tribunal Federal (STF)

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a lei que alterou os limites do Parque Nacional do Jamanxim (PA) para comportar os trilhos da Ferrogrão. Até o momento, o placar está em 8 a 0 para liberar o projeto, com algumas divergências entre os votos.

O relator, Alexandre de Moraes, votou para declarar a plena validade da lei sem estabelecer qualquer condicionante. Esse entendimento foi acompanhado pelos ministros Luís Roberto Barroso (já aposentado), André Mendonça, Kássio Nunes Marques, Luiz Fux e Dias Toffoli, compondo a maioria.

“Estudos indicam que o impacto de uma ferrovia é, em termos ambientais, inferior aos impactos de uma rodovia, e se garante uma maior economia no transporte e na logística. Há uma convergência desses dois valores, da proteção ao meio ambiente e o desenvolvimento do País”, afirmou Mendonça.

Os ministros Flávio Dino e Cristiano Zanin abriram divergências, mas ficaram vencidos. Para Dino, a lei é válida se seguir algumas condicionantes. Ou seja, desde que a área seja recomposta e que ocorra a estrita observância do procedimento de licenciamento ambiental. Além disso, ele propôs que não pode haver nova redução ou alteração de limites do parque para construção da Ferrogrão, nem redução nas Terras Indígenas localizadas em um perímetro de até 250 km ao longo do traçado da obra.

Já Zanin fez uma ponderação no seu voto para deixar claro que a decisão não implica em uma autorização legal antecipada para a obra ou em presunção de viabilidade ambiental antes da realização dos estudos próprios para isso.

O PSOL, autor da ação, questiona a redução de 862 hectares no perímetro da área protegida. Para a legenda, essa alteração não poderia ter sido feita por Medida Provisória (MP). O empreendimento está paralisado desde 2021 por decisão de Moraes.

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