‘Há sinais encorajadores’: VP da Iata vê potencial inexplorado na aviação das Américas e cobra políticas para impulsionar crescimento
O vice-presidente regional da IATA para as Américas, Peter Cerdá, afirmou neste sábado (6) que a América Latina ainda opera abaixo de seu potencial turístico quando comparada a mercados mais maduros. Em entrevista coletiva no maior encontro mundial da aviação civil, promovido pela IATA no Rio de Janeiro, ele debateu o potencial de crescimento da aviação na região, especialmente diante da expansão do turismo e da necessidade de ampliar a conectividade regional.
Segundo ele, a aviação sustenta cerca de 8,3 milhões de empregos e gera aproximadamente US$ 240 bilhões para as economias latino-americanas, embora os números ainda estejam distantes da contribuição observada na América do Norte.
O executivo destacou que o turismo deve desempenhar papel central no crescimento econômico da região. Como exemplo, Cerdá citou o México, que recebe cerca de 48 milhões de visitantes por ano, enquanto o Brasil registrou recorde recente com pouco mais de 9 milhões de turistas internacionais. Para a associação, o mercado brasileiro ainda possui ampla margem para expansão.
A IATA também apontou diferenças no ritmo de recuperação dos países latino-americanos após a pandemia. Mercados como Colômbia, Chile e República Dominicana já apresentam forte crescimento em conectividade, oferta de assentos e frequências de voos. Em contrapartida, Brasil, México e Argentina ainda não recuperaram integralmente os níveis registrados em 2019, embora tenham apresentado avanços consistentes nos últimos três anos.
Segundo Cerdá, o desempenho futuro da aviação regional dependerá da adoção de políticas públicas capazes de estimular viagens, turismo e investimentos. Ele defendeu maior coordenação entre governos e empresas do setor para ampliar a competitividade da região no cenário global.
Apesar dos desafios, a associação vê sinais positivos na evolução da conectividade das Américas. De acordo com a IATA, companhias aéreas da Europa, do Canadá e da China vêm ampliando operações para a região, enquanto mercados como Argentina, El Salvador e Guiana registram abertura de novas rotas e expansão da oferta aérea, fortalecendo a integração internacional do continente.
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