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‘Há sinais encorajadores’: VP da Iata vê potencial inexplorado na aviação das Américas e cobra políticas para impulsionar crescimento

6 de Junho de 2026, 17:30

O vice-presidente regional da IATA para as Américas, Peter Cerdá, afirmou neste sábado (6) que a América Latina ainda opera abaixo de seu potencial turístico quando comparada a mercados mais maduros. Em entrevista coletiva no maior encontro mundial da aviação civil, promovido pela IATA no Rio de Janeiro, ele debateu o potencial de crescimento da aviação na região, especialmente diante da expansão do turismo e da necessidade de ampliar a conectividade regional.

Segundo ele, a aviação sustenta cerca de 8,3 milhões de empregos e gera aproximadamente US$ 240 bilhões para as economias latino-americanas, embora os números ainda estejam distantes da contribuição observada na América do Norte.

O executivo destacou que o turismo deve desempenhar papel central no crescimento econômico da região. Como exemplo, Cerdá citou o México, que recebe cerca de 48 milhões de visitantes por ano, enquanto o Brasil registrou recorde recente com pouco mais de 9 milhões de turistas internacionais. Para a associação, o mercado brasileiro ainda possui ampla margem para expansão.

A IATA também apontou diferenças no ritmo de recuperação dos países latino-americanos após a pandemia. Mercados como Colômbia, Chile e República Dominicana já apresentam forte crescimento em conectividade, oferta de assentos e frequências de voos. Em contrapartida, Brasil, México e Argentina ainda não recuperaram integralmente os níveis registrados em 2019, embora tenham apresentado avanços consistentes nos últimos três anos.

Segundo Cerdá, o desempenho futuro da aviação regional dependerá da adoção de políticas públicas capazes de estimular viagens, turismo e investimentos. Ele defendeu maior coordenação entre governos e empresas do setor para ampliar a competitividade da região no cenário global.

Apesar dos desafios, a associação vê sinais positivos na evolução da conectividade das Américas. De acordo com a IATA, companhias aéreas da Europa, do Canadá e da China vêm ampliando operações para a região, enquanto mercados como Argentina, El Salvador e Guiana registram abertura de novas rotas e expansão da oferta aérea, fortalecendo a integração internacional do continente.

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IATA volta ao Rio após 27 anos; Grupo Latam é o anfitrião do evento que reúne líderes da indústria global da aviação

6 de Junho de 2026, 16:46

O Rio de Janeiro sedia, entre este sábado (6) e a próxima segunda-feira (8), o principal evento anual da aviação civil, promovido pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). A conferência, que tem a Latam como anfitriã, reúne cerca de 1.500 participantes entre executivos de companhias aéreas, autoridades, fabricantes, pilotos e comissários de diferentes partes do mundo. É a primeira vez em 27 anos que o evento acontece no Brasil.

Um dos principais pontos de discussão do evento é o ambiente regulatório, especialmente a carga tributária sobre o setor aéreo. A entidade alerta que a reforma tributária em discussão no Brasil, com previsão de um IVA de 26,5%, pode gerar impacto significativo na demanda por passagens, com estimativas de queda de até 30% no volume de passageiros.

Além dos impostos, o setor também demonstra preocupação com a política de adoção do SAF, o principal cobustível da aviação. A avaliação é de que há pressão por implementação do combustível sustentável, mas sem incentivos equivalentes para ampliar a produção e atender a demanda futura, o que pode limitar sua expansão.

As projeções apresentadas no evento indicam crescimento médio de 3,7% ao ano para a aviação global entre 2026 e 2040, ritmo semelhante ao esperado para a América Latina e o Caribe. A América do Norte aparece com expansão mais moderada, de 2,8% no mesmo período.

Apesar das perspectivas positivas, o setor ainda enfrenta um cenário de recuperação incompleta após os impactos da pandemia de Covid-19. Segundo dados da associação, o volume de passageiros e o faturamento global ainda não retornaram aos níveis de 2019, reforçando que a retomada plena segue em andamento.

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