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Flávio propõe modelo prisional de Bukele e classificar facções como narcoterroristas

13 de Agosto de 2026, 21:51

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, propõe reformar o Poder Judiciário para reduzir o poder individual de ministros e juízes, criar um modelo prisional inspirado no de El Salvador de Nayib Bukele e classificar facções criminosas como organizações narcoterroristas.

As propostas constam no plano de governo do candidato, ao qual o Estadão teve acesso e que será divulgado nesta quinta-feira, 13. O documento, uma obrigação legal para ser apresentada por candidatos a cargos no Executivo, é separado em nove eixos, voltados aos temas da segurança pública, combate à violência contra a mulher, tecnologia no serviço público, sistema tributário, ensino, empreendedorismo, infraestrutura e desenvolvimento, Poder Judiciário e administração pública.

Poder Judiciário

Um dos principais focos das medidas é o Supremo Tribunal Federal (STF). O PL quer o fim das competências criminais originárias do STF, para permitir que parlamentares sejam julgados por instâncias, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e os Tribunais Regionais Federais (TRFs).

Propõe revisar o escopo das ADPFs (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) e quarentena de um ano para que ministros de Estado possam ser indicados ao STF.

Também propõe limitar o poder das decisões monocráticas do Supremo, privilegiando decisões colegiadas, “para que a caneta de um só ministro não se sobreponha ao trabalho de todo o Congresso”.

Outras propostas são a de barrar parentes de até terceiro grau e seu respectivo escritório de advocacia de atuar no tribunal do respectivo magistrado e a de ampliar a participação da sociedade civil no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Flávio quer uma reforma política, e defende a sua proposta de emenda à Constituição (PEC), já protocolada no Senado, que acaba com a reeleição ao cargo de presidente da República.

Segurança pública

O programa prevê declarar facções criminosas como organizações narcoterroristas, reduzir a maioridade penal para até 14 anos (em caso de crimes graves) e para 16 nos demais casos e criar um Sistema Nacional de Fronteira, com militares pesadamente armados ao longo dos 16 mil quilômetros de fronteiras.

Inspirado em Nayib Bukele, ditador de El Salvador, Flávio quer construir cinco novos presídios de segurança máxima no modelo adotado no país caribenho. Junto das atuais cinco prisões da administração federal, eles formarão o Complexo Federal de Segurança Máxima, apelidado de TREVA pela campanha. Prevê também criar 500 mil vagas no sistema prisional em quatro anos.

O PL quer usar militares para ocupar e monitorar, de forma permanente, os portos e aeroportos brasileiros, transferir os auxílios sociais das famílias dos detentos para as famílias das vítimas, acabar com a progressão de regime de quem comete crimes hediondos e quadruplicar a pena inicial de quem furta ou revende celular roubado.

Consta no documento a castração química para estupradores e a instalação de tornozeleira eletrônica em agressores de mulheres com medidas protetivas.

Políticas para as mulheres

Propostas voltadas ao eleitorado feminino têm um espaço de destaque no documento, que teve a contribuição da economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Federal no governo Bolsonaro.

A campanha prevê a criação da Central da Mulher, voltada a vítimas de violência de gênero: um espaço físico para oferecer acolhimento, orientação jurídica e apoio psicológico, saúde preventiva, qualificação e cadastramento, oferta de vagas de emprego, orientação para abertura de negócios e outros benefícios. A ideia é que os serviços prestados nesses espaços estejam

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Flávio Bolsonaro propõe tirar do STF julgamento criminal de deputados e senadores

13 de Agosto de 2026, 21:43

O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, propôs, em seu plano de governo, mudanças nas regras de funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo o fim da competência criminal da Corte para parlamentares. Pela proposta, deputados e senadores poderiam ser julgados em instâncias inferiores, como o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e os Tribunais Regionais Federais (TRFs).

A sugestão vem após uma série de críticas de Flávio ao STF. O candidato afirma que pretende “devolver o Supremo ao seu papel de Corte Constitucional” e restabelecer o equilíbrio entre os Poderes.

Atualmente, deputados e senadores são julgados pelo STF em determinadas ações penais relacionadas ao exercício do mandato e às funções parlamentares.

Quarentena para ministros de Estado

Flávio também propõe estabelecer uma quarentena de um ano para ministros de Estado antes de que possam ser indicados ao STF. Caso entre em vigor, a medida impediria a repetição de casos como os dos ministros da Corte Alexandre de Moraes e Flávio Dino, que foram indicados ao STF quando ocupavam ministérios. Flávio tem feito críticas aos dois.

A proposta é apresentada no mesmo pacote que inclui restrições às decisões monocráticas de ministros do Supremo. O plano defende que decisões individuais sejam limitadas e que seja dada preferência a decisões colegiadas. A ideia, segundo o documento, é evitar que “a caneta de um só ministro” se sobreponha ao trabalho do Congresso.

O programa também propõe revisar o escopo das Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPFs) e dos legitimados para apresentar ADPFs, Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) e Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs).

Outra medida prevista é o impedimento de parentes de até terceiro grau de magistrados, assim como dos respectivos escritórios, de atuar no tribunal do familiar.

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Flávio propõe retomar Casa Verde e Amarela e financiar 2,5 milhões de moradias

13 de Agosto de 2026, 21:41

O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, propôs, em seu plano de governo, retomar o Programa Casa Verde e Amarela, com a meta de financiar 2,5 milhões de residências e oferecer “a menor taxa de juros possível” para a compra da casa própria. O programa foi usado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como substituto ao Minha Casa, Minha Vida, atrelado às gestões petistas.

“Vamos retomar o Casa Verde e Amarela, com meta de 2,5 milhões de residências e a menor taxa de juros possível no financiamento”, diz o documento.

A proposta para habitação é apresentada no eixo “Brasil que Prospera”, que trata de medidas voltadas à autonomia financeira e à formação de patrimônio. O documento afirma que “ter a casa própria é o maior sonho da família brasileira” e promete combinar financiamento habitacional com regularização fundiária, urbanização de áreas degradadas e parcerias público-privadas.

O plano também prevê a regularização de imóveis urbanos e a preferência para que escrituras sejam colocadas em nome das mulheres.

Estado digital e identidade única

Flávio promete digitalizar 100% dos serviços públicos federais que possam ser oferecidos pela internet. A proposta prevê uma identidade digital única integrada ao Gov.br e a eliminação da exigência de documentos que já estejam em poder do Estado.

“Se o governo já tem a informação, não vai pedir de novo”, afirma o plano. A ideia é utilizar inteligência artificial para identificar os serviços e benefícios aos quais cada cidadão tem direito.

O documento também prevê a ampliação da digitalização do Sistema Único de Saúde (SUS) e a criação de um prontuário eletrônico único, vinculado ao CPF e integrado ao Gov.br, com informações de consultas, exames, vacinas e prescrições.

‘Revogaço’ regulatório

Na agenda econômica, o plano promete um “amplo revogaço regulatório” para eliminar normas consideradas obsoletas e simplificar procedimentos para empresas. A medida é apresentada como uma continuação da agenda do governo Bolsonaro.

A proposta prevê revisar exigências e licenças e ampliar para Estados e municípios medidas de simplificação para abertura e manutenção de empresas.

Programas sociais serão mantidos, diz plano

Apesar do discurso de redução da dependência do Estado, o programa afirma que os benefícios sociais existentes serão preservados. A promessa é manter os programas com mudanças na gestão, combate a fraudes e correção de distorções.

A proposta, porém, busca associar os benefícios a uma trajetória de qualificação e diz que beneficiários teriam prioridade em programas de primeiro emprego. O plano também promete retorno imediato ao benefício após o seguro-desemprego, desde que as condições de elegibilidade sejam mantidas.

Programas sociais e apostas

Flávio promete proibir o uso de recursos provenientes de programas sociais em apostas. “Dinheiro destinado a pôr comida na mesa não pode escoar para a casa de apostas”, afirma o documento.

Educação

Na educação, o plano adota uma das bandeiras mais associadas ao bolsonarismo: a defesa de uma escola “livre de doutrinação político-partidária”. O documento diz ainda que “escola é lugar de aprender a pensar, não de aprender o que pensar”.

A proposta também prevê a ampliação das escolas cívico-militares.

Contatos: flavia.said@estadao.com, naomi.matsui@estadao.com

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Em programa de governo, Flávio Bolsonaro prevê cortar impostos, reduzir dez ministérios e reavaliar Reforma Tributária

13 de Agosto de 2026, 19:00

O senador e candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, apresentou, nesta quinta-feira (13) seu plano de governo com a promessa de acelerar o crescimento econômico, reduzir o custo de vida e promover um choque de gestão nas contas públicas. Batizado de “Para o Brasil Vencer o Atraso”, o programa prevê crescimento sustentado de 4% ao ano na próxima década, redução gradual do custo do trabalho, revisão de impostos e investimentos de R$ 900 bilhões em infraestrutura ao longo de quatro anos.

Com 76 páginas, o plano prevê o corte de ao menos uma dezena de ministérios, redução de cargos e salários e reavaliar a reforma tributária para corrigir eventuais distorções e reduzir o valor do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), criado pela Reforma Tributária e que deve entrar em operação em 2027, sem informar detalhes sobre como as medidas serão adotadas.

Entre outros pontos, na política externa o foco será no comércio bilateral e “sem alinhamentos ideológicos” e o programa Casa Verde Amarela, que substituiu o Minha Casa, Minha Vida no governo de Jair Bolsonaro, será retomado

O programa organiza as propostas em nove eixos, com destaque para o “Brasil Mais Barato”, “Brasil que Prospera”, “Brasil que Cresce” e “Brasil que Não Volta Atrás”. A estratégia econômica é baseada no equilíbrio das contas públicas, na redução da burocracia, estímulo ao investimento privado e aumento da competitividade de setores como agropecuária, indústria e serviços.

“O compromisso de Flávio Bolsonaro é fazer um governo moderno e eficiente capaz de levar o Brasil à posição de sétima economia mundial”, informa o documento protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O candidato também diz estar preparado para “resgatar o país” e critica o que classifica como aumento do custo de vida e perda do poder de compra das famílias.

Dobrar o ritmo de crescimento

No capítulo econômico, o plano estabelece como principal objetivo elevar o ritmo de expansão da economia. Segundo o documento, o país cresceu, em média, cerca de 2% ao ano nas últimas duas décadas, desempenho considerado insuficiente em relação ao restante do mundo. A proposta é alcançar crescimento sustentado de 4% ao ano ao longo dos próximos dez anos.

Para atingir essa meta, Flávio propõe priorizar investimentos privados, ampliar a segurança jurídica e criar regras mais previsíveis para empresas. A estratégia também prevê fortalecer a competitividade do agronegócio, da indústria e do setor de serviços.

Um dos principais compromissos é a aplicação de R$ 900 bilhões em quatro anos em infraestrutura, com recursos destinados a rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. O programa também prevê a criação de “Corredores Logísticos Inteligentes” e a retomada de obras hídricas no Nordeste.

Na área de energia, o plano prevê expansão do refino de petróleo e gás, fortalecimento dos biocombustíveis e redução dos encargos e subsídios que compõem a tarifa de eletricidade. A tarifa social para famílias de baixa renda seria preservada.

O eixo “Brasil Mais Barato” prevê revisão de impostos, redução do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) projetado pela Reforma Tributária e desoneração de combustíveis e energia elétrica.

O candidato também propõe racionalizar encargos e subsídios do setor elétrico para diminuir o valor das contas de luz. No caso dos alimentos, a estratégia inclui investimentos em logística e armazenamento para reduzir custos de transporte e perdas na produção agrícola, além da expansão do Seguro Rural.

No entanto, o plano associa a redução dos juros e da inflação à reorganização das contas públicas e ao equilíbrio da dívida nacional. A proposta inclui ainda ações de educação financeira para famílias por meio da Caixa Econômica Federal.

“Tesouraço”

Na área fiscal, Flávio promete um choque de gestão, batizado no plano de “Tesouraço”. A proposta prevê a extinção de pelo menos dez ministérios, corte de cargos comissionados e o fim dos chamados supersalários no serviço público. O objetivo declarado é equilibrar as contas públicas, conter a inflação e criar condições para a redução dos juros.

O programa também prevê reavaliar a reforma tributária para corrigir eventuais distorções, reduzir o valor do IVA e desonerar exportações e investimentos. Outra frente é o fortalecimento do pacto federativo, com maior autonomia orçamentária para Estados e municípios e maior agilidade na transferência de recursos.

A proposta fiscal também inclui medidas contra fraudes na Previdência, com o objetivo de impedir descontos indevidos em aposentadorias e pensões, além da digitalização da gestão para eliminar as filas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Custo trabalhista e o ‘negociado sobre o legislado

O plano de Flávio também aposta na redução do custo da contratação formal. Segundo o documento, o custo total de um trabalhador para o empregador pode chegar a quase duas vezes o valor de seu salário. A proposta é reduzir esse custo gradualmente, sem retirar direitos trabalhistas.

Para jovens em busca do primeiro emprego, o programa prevê um contrato com menor custo sobre a folha de pagamentos, como forma de estimular as empresas a contratar trabalhadores sem experiência. Para pessoas com mais de 50 anos desempregadas há mais de 12 meses, seria criado um contrato de trabalho com condições consideradas mais atrativas para os empregadores.

O programa também defende a prevalência do “negociado sobre o legislado”, permitindo que trabalhadores e empresas estabeleçam diretamente determinadas condições de trabalho dentro dos limites da legislação.

Para quem pretende empreender, a proposta “Minha Primeira Empresa” prevê menos burocracia para abertura e formalização de negócios, capacitação e orientação por meio do “Sistema S”. A Caixa Econômica Federal seria transformada, segundo o plano, em um “Banco da Prosperidade”, com uma esteira de crédito e serviços destinada a facilitar o acesso ao primeiro patrimônio e à autonomia financeira.

O plano prevê ainda o programa “Ganha-Ganha”, que pretende criar um histórico positivo para beneficiários que cumpram determinadas etapas de qualificação e autonomia financeira. Entre as ações consideradas estão concluir cursos, formalizar um negócio, conseguir emprego e manter as contas em dia. O histórico poderia facilitar o acesso a crédito, juros menores e cashback.

A lógica apresentada pelo programa é transformar políticas sociais em uma etapa de transição para o mercado de trabalho e a independência financeira. O plano afirma que os programas sociais serão preservados e aperfeiçoados, com a proteção social funcionando como ponto de partida para qualificação, emprego e crescimento.

Casa Verde e Amarela de volta

Na habitação, o candidato propõe retomar o programa Casa Verde e Amarela, como o Minha Casa, Minha Vida foi rebatizado durante o mandato do pai, Jair Bolsonaro, e depois descartado no atual governo que retomou o nome original. A meta é construir 2,5 milhões de residências e oferecer financiamento com a menor taxa de juros possível.

A modernização tecnológica é outro componente da agenda econômica. O plano propõe digitalizar 100% dos serviços públicos federais e criar uma identidade digital única integrada ao Gov.br. A inteligência artificial seria utilizada para integrar informações e reduzir a burocracia enfrentada pelos cidadãos e pelas empresas.

A proposta também prevê ampliar o acesso à internet em todo o país e tratá-la como infraestrutura, assim como rodovias e pontes. A avaliação apresentada pelo candidato é que a digitalização pode reduzir custos administrativos e tornar mais eficiente a prestação de serviços públicos.

Na saúde, o programa propõe um prontuário eletrônico único, compartilhado entre redes pública e privada, além da ampliação de serviços de telemedicina e telessaúde. Para reduzir filas, o plano prevê ainda a possibilidade de contratação da rede privada para realizar exames e procedimentos em horários ociosos.

Política externa sem alinhamentos ideológicos

Na política externa, o plano defende uma atuação considerada “pragmática e técnica”, com foco no comércio bilateral e sem alinhamentos ideológicos, apesar da proximidade de Flávio Bolsonaro e sua família com Donald Trump e os Estados Unidos. A intenção é ampliar oportunidades comerciais e fortalecer a inserção do Brasil no mercado internacional.

Tarcísio promete apoio “incondicional” a Flávio Bolsonaro em SP

31 de Julho de 2026, 16:19
Flávio Bolsonaro e Tarcísio

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), encerrou nesta sexta-feira (31) as especulações sobre uma possível divisão de apoios na disputa presidencial ao afirmar que fará campanha ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL) em todas as agendas eleitorais no estado. Segundo o governador, o apoio ao candidato do PL será “irrestrito” e “incondicional”.

A declaração foi dada após um café da manhã em São Paulo que reuniu Flávio, o prefeito da capital Ricardo Nunes (MDB), os candidatos ao Senado Guilherme Derrite (PL) e André do Prado (PL), além de vereadores e outras lideranças da base aliada.

“Em todo o estado nosso apoio é irrestrito, incondicional. A gente acredita que é o melhor caminho para o Brasil e nós vamos apoiar em todos os quatro cantos do estado, aqui na capital, no interior”, afirmou Tarcísio.

A fala representa uma resposta direta às movimentações do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que nas últimas semanas tentou aproximar Tarcísio de sua candidatura ao Palácio do Planalto. A relação entre os dois chegou a gerar ruídos depois que dirigentes do PSD utilizaram a imagem do governador paulista em materiais de divulgação da convenção que oficializou Caiado como candidato à Presidência, episódio que provocou desconforto no entorno de Tarcísio.

Ao reafirmar que dividirá os palanques paulistas com Flávio, o governador busca afastar qualquer dúvida sobre seu posicionamento na eleição presidencial, ao menos dentro do maior colégio eleitoral do país.

“Time” para São Paulo

Flávio Bolsonaro classificou o encontro como uma demonstração de unidade entre as principais lideranças da direita paulista. Segundo ele, a reunião foi organizada por Ricardo Nunes para aproximar os candidatos de vereadores da capital e discutir propostas para a campanha.

“Estamos oferecendo uma seleção para o estado de São Paulo e tenho certeza que essa composição, essa união tem tudo para dar certo aqui em São Paulo”, afirmou o senador.

Ricardo Nunes também reforçou que participará das agendas do candidato do PL durante a campanha.

“Vamos estar juntos, lógico. Importante o que o Flávio falou, ele falou algo fundamental aqui. A gente trouxe o time, são vereadores muito bem votados em São Paulo”, declarou o prefeito.

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Em reunião com embaixadores, Flávio Bolsonaro pede ‘observadores’ para eleições de outubro

21 de Julho de 2026, 14:22

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu, durante um encontro com embaixadores estrangeiros, que seus países enviem “a maior quantidade de observadores possíveis” para supervisionar as eleições brasileiras em outubro.

“Não estou questionando o sistema de eleição brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para nossa eleição e pessoas que têm conhecimento sobre essa tecnologia”, declarou, durante reunião organizada pela agência Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report, nesta terça-feira (21), em Brasília (DF).

Em seu discurso, Flávio afirmou que um documento da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, apontou manipulação nas eleições venezuelanas de 2010: “Uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana, uma das suspeitas é que tenha havido uma programação para alteração das votações naquele país nas eleições de 2010”, disse. “Só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana”, frisou.

Em 2020, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou uma nota em que nega o uso de aparelhos da Smartmatic: “São falsas as mensagens que circulam nas redes sociais segundo as quais a empresa Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados em urnas no Brasil. Todo o projeto da urna eletrônica brasileira e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é gerido inteiramente pela Justiça Eleitoral do país”, escreveu a Corte.

Flávio disse ainda que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), está preso justamente por um encontro com diplomatas. “Jair Bolsonaro está inelegível após uma reunião com os embaixadores. Alguém que tinha uma preocupação com a transparência e a segurança do nosso sistema eleitoral, e apenas manifestou suas preocupações para que os embaixadores levassem essa preocupação para os seus países”, falou.

Por que Trump está de olho no Pix, o sistema de pagamentos favorito dos brasileiros

21 de Julho de 2026, 10:56

Expulsar empresas chinesas. Libertar o ex-presidente de direita Jair Bolsonaro da prisão. Acabar com tarifas sobre o etanol americano.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, bombardeou o Brasil com uma lista de exigências enquanto Washington busca ampliar sua influência na América Latina.

No entanto, poucas medidas provocaram tanta indignação no país quanto o ataque de Trump ao Pix, o popular sistema brasileiro de pagamentos instantâneos que Washington citou como uma das principais justificativas para a decisão de impor, nesta semana, tarifas de 25% sobre diversos produtos brasileiros.

De vendedores de coco a bilionários, mais de 90% dos adultos brasileiros — mais de 140 milhões de pessoas — usam regularmente o Pix, um programa administrado pelo governo que permite aos usuários transferir dinheiro em segundos pelo celular, sem custo. Em menos de seis anos desde sua criação, o Pix já processa mais transações na maior economia da América Latina do que cartões de crédito e débito combinados.

Marcos Rosa, um pastor evangélico que passa seus dias visitando vilarejos remotos da Amazônia, afirmou que o Pix não apenas facilitou os pagamentos, mas também reduziu as distâncias na maior floresta tropical do mundo.

“Tudo acontece muito mais rapidamente”, disse ele, explicando como o Pix e a internet via satélite fizeram com que moradores não precisem mais passar dias no rio para comprar um saco de arroz.

Em vez disso, eles enviam um pagamento via Pix para uma loja na cidade mais próxima, que coloca os produtos em um barco que já está subindo o rio.

“Tem sido uma ajuda enorme”, afirmou Rosa.

A administração Trump discorda. Washington informou na quarta-feira que, a partir da próxima semana, aplicará uma tarifa de 25% sobre cerca de 3 mil produtos brasileiros. O Brasil é o primeiro país atingido pelas tarifas dentro da nova estratégia do governo Trump de usar a Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos para punir supostas práticas comerciais desleais.

Entre uma série de reclamações — incluindo políticas de combate à corrupção e barreiras às importações de etanol americano — Washington argumenta que o Pix se tornou tão disseminado no Brasil que prejudica injustamente empresas americanas de pagamentos, como Visa e Mastercard. Há também uma preocupação crescente nos Estados Unidos de que o Brasil e outros países estejam tentando reduzir sua dependência do dólar.

O governo Trump afirma que o Brasil favoreceu o Pix de diversas formas, incluindo ao exigir que instituições financeiras com mais de 500 mil contas ativas ofereçam o sistema. Diferentemente do Pix, que tem apoio estatal, empresas privadas, muitas delas americanas, precisam arcar com custos de prevenção a fraudes, tecnologia e remuneração de acionistas por meio de tarifas, tornando praticamente impossível competir.

Embora a medida mais recente tenha poupado carne bovina, café, suco de laranja e outros produtos importantes que os Estados Unidos precisam comprar do Brasil, ela ainda abrange mais de US$ 11 bilhões em exportações brasileiras, segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil.

As tarifas são resultado de uma investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos durante um ano. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, culpou o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva pelo fracasso das negociações para chegar a um acordo. Em uma publicação no X, Rubio afirmou que o líder de esquerda colocou “seu próprio ego à frente de fechar um acordo”.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, classificou os comentários de Rubio como “um ataque rude e arrogante”. O Brasil prometeu adotar medidas de retaliação.

A Seção 301 permite que presidentes americanos imponham tarifas permanentes sobre comércio, mas nunca antes havia sido usada explicitamente contra o sistema doméstico de pagamentos de outro país, afirmou Alisha Chhangani, diretora associada do Atlantic Council, centro de estudos com sede em Washington.

“Este é o primeiro exemplo e não será o último”, disse ela, classificando o episódio como um alerta para países que buscam maior controle sobre seus sistemas de pagamentos, incluindo o Banco Central Europeu, que desenvolve o euro digital.

Criado por técnicos do Banco Central brasileiro no fim de 2020 para reduzir custos e aumentar a competição no setor bancário do país, o Pix foi elogiado pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional como um modelo de inclusão financeira em uma das sociedades mais desiguais do mundo. Outros países estudaram o sistema brasileiro enquanto desenvolvem suas próprias soluções.

“O Pix pertence ao Brasil e ninguém vai nos obrigar a mudá-lo”, disse Lula no início deste ano. O sistema ajudou milhões de brasileiros de baixa renda, um segmento importante da base política do presidente.

Assim como o sistema indiano UPI, o Pix incentivou usuários a abandonar o dinheiro em espécie e abrir contas bancárias, após anos evitando transferências bancárias lentas e caras. O número de usuários ativos do sistema financeiro brasileiro quase dobrou, passando de cerca de 77 milhões em 2018 para 152 milhões em 2023, crescimento atribuído em grande parte pelo Banco Central ao Pix.

Seja para comprar um Porsche 911, pagar contas ou dar dinheiro a um morador de rua em um semáforo, o pagamento é feito da mesma maneira. Com o Pix integrado aos aplicativos bancários, usuários podem enviar dinheiro usando número de celular, CPF, e-mail, chave Pix ou QR Code.

Enquanto empresas maiores podem pagar pequenas tarifas, elas geralmente são inferiores às taxas cobradas pelas operadoras de cartões, permitindo que muitos varejistas ofereçam descontos para pagamentos via Pix.

O sistema também reduz a necessidade de carregar dinheiro em um país marcado por altos índices de roubos.

PixTinder

Apelidado por alguns de “PixTinder”, o sistema chegou a se tornar um último recurso para pessoas rejeitadas em relacionamentos. Depois que um ex-parceiro bloqueia o contato por telefone e nas redes sociais, ainda é possível enviar uma transferência de um centavo com uma curta mensagem de pedido de perdão na descrição da transação.

O conflito diplomático entre os dois países mais populosos do Hemisfério Ocidental começou depois que Washington impôs tarifas de 50% ao Brasil no ano passado, exigindo o fim do que chamou de “perseguição” a Bolsonaro, rival político de Lula. As tarifas foram posteriormente reduzidas, e a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou parte das tarifas globais de Trump, considerando que ele havia ultrapassado sua autoridade.

Pesquisas indicam que os ataques de Washington fortaleceram Lula antes da eleição de outubro contra o filho de Bolsonaro, Flávio. Muitos brasileiros responsabilizam a família Bolsonaro, aliada de Trump, pelas tarifas, enquanto Lula apresenta as medidas como um ataque à soberania brasileira.

O Brasil tradicionalmente importa mais produtos dos Estados Unidos do que exporta para o país.

Caiado diz que candidatura de Flávio Bolsonaro está ‘afundando’

11 de Julho de 2026, 09:50

Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência, comentou nesta sexta-feira (10) sobre o enfraquecimento político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“O barco está afundando e os aliados já começaram a pular fora!”, escreveu Caiado no X, ao compartilhar reportagem do G1 sobre a decisão da federação entre PP e União Brasil de recuar do apoio à candidatura de Flávio.

A federação entre PP e União Brasil deve adotar neutralidade na disputa presidencial, liberando diretórios estaduais para negociar alianças conforme interesses regional. A orientação ganhou força após desgastes entre Flávio e dirigentes, incluindo a insatisfação de Ciro Nogueira (PP) com a ausência de apoio público do senador durante investigação sobre Banco Master, e o desconforto do União Brasil após a prisão do aliado Márcio Canella no Rio.

Caiado endureceu às críticas ao adversário nos últimos dias. Ainda na manhã desta sexta-feira, afirmou que Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) são “farinha do mesmo saco”.

“Quando o assunto é tarifaço, Lula não faz nada porque quer se beneficiar com a briga e Flávio Bolsonaro só pensa na própria eleição. Os interesses do Brasil não podem ficar em segundo plano!”, afirmou Caiado em outra publicação do X.

Na quinta-feira (9), Caiado disse que a disputa entre os nomes de Flávio e Lula configura uma “candidatura dos rejeitados”, em referência aos altos índices de rejeição de ambos. Ele questionou se a eleição de 2026 se resume a um “jogo de revanche” entre bolsonaristas e petistas.

Na quarta-feira (8), após o evento “Agenda dos Presidenciáveis”, Caiado já havia dito que um voto em Flávio equivale a um voto pela reeleição de Lula. “Diante do cenário atual, muitos não querem confessar, mas se você votar no Flávio vai reeleger o Lula”, afirmou.

0 pré-candidato também classificou de “inaceitável” o pedido do senador ao governo dos Estados Unidos para adiar para depois das eleições brasileiras a cobrança de tarifas de 25% sobre produtos do País.

Flávio Bolsonaro cobra governo Lula por sobretaxa da China sobre carne brasileira

11 de Julho de 2026, 08:38

O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirma que o governo Lula é responsável por um novo risco às exportações de carne bovina brasileira. Segundo ele, o país está prestes a sofrer uma sobretaxa de 55% da China sobre os embarques que ultrapassarem a cota anual.

Somada à tarifa de 12% já cobrada dentro da cota, a taxação pode chegar a 67% sobre o volume excedente, de acordo com Flávio.

“Será que o Lula também vai dizer que eu sou responsável pelas tarifas da China?”, afirmou o senador nesta sexta-feira (10), em vídeo publicado nas redes sociais. Ele também prometeu “lutar contra as tarifas de qualquer país”.

Flávio Bolsonaro participou, no início da semana, de audiência pública do USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) em Washington sobre a investigação de práticas comerciais do Brasil. O painel discutia a proposta de Donald Trump de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Na ocasião, o senador pediu o adiamento das taxas para depois das eleições.

Flávio procura se descolar da pecha de “Tariflávio”. Ele foi responsabilizado pelas tarifas, anunciadas dias depois de encontro entre o pré-candidato e o presidente americano.

As taxas às quais Flávio se referiu no vídeo desta sexta-feira estão associadas a uma cota que, segundo a StoneX (rede global de serviços financeiros), já está praticamente esgotada. Segundo levantamento da empresa publicado na segunda-feira, 6, o Brasil já havia utilizado 98,5% da cota chinesa de importação de carne bovina até junho, de um total de 1,106 milhão de toneladas permitidas no ano.

A China implementou esta cota de toneladas para proteger sua produção interna. Até o volume limite anual aplica-se uma tarifa de 12%. Acima desta quantidade, incide a sobretaxa mencionada por Flávio.

De janeiro a junho, o país exportou cerca de 1,5 milhão de toneladas de carne bovina, volume 16% superior ao registrado no mesmo período de 2025. Parte desse avanço foi puxada justamente pela pressa dos exportadores em embarcar dentro do limite anual, já que o processo de internalização da carne na China leva entre 45 e 60 dias – o que os levou a antecipar remessas para garantir espaço dentro da cota.

Com isso, a StoneX projeta uma queda significativa nas exportações brasileiras para a China ao longo do terceiro trimestre.

“No Brasil, o principal impacto deve ser sentido na oferta doméstica. Com a redução temporária dos embarques para a China, parte da produção que seria destinada ao mercado externo tende a ser redirecionada para outros países compradores ou permanecer no mercado interno”, afirma a empresa.

“Os próximos meses devem ser marcados por um ajuste nas exportações brasileiras e pela redistribuição da oferta entre mercado interno e outros destinos. No entanto, a perspectiva de retomada das compras chinesas a partir da nova cota mantém o país como principal vetor de demanda para a carne bovina brasileira”, explica Juliana Torres Santiago, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

A StoneX, porém, não relaciona o esgotamento da cota a uma suposta falha de negociação do governo brasileiro. Segundo a consultoria, o movimento decorre de uma dinâmica do mercado: os exportadores anteciparam embarques para garantir espaço dentro do limite anual.

Juliana Brizola lidera ao governo e Flávio Bolsonaro a presidente da República no Rio Grande do Sul, aponta RealTime Big Data

23 de Junho de 2026, 09:51

Com força na capital e na Região Metropolitana de Porto Alegre, Juliana Brizola (PDT) lidera a pesquisa RealTime Big Data para o governo do Rio Grande do Sul divulgada nesta terça-feira (23), com 37% das intenções de voto no primeiro turno. O deputado federal Luciano Zucco (PL) aparece com 32%, seguido pelo vice-governador Gabriel Souza (MDB), com 17%, e Marcelo Maranata (PSDB), com 3%. Brancos e nulos somaram 5% e outros 5% não souberam ou não responderam.

Nos principais cenários de segundo turno, a advogada e ex-deputada estadual tem empate técnico com Zucco, com 44% a 41%, e vence Souza por 47% a 35%. A neta de Leonel Brizola bate Maranata por 49% a 27% em um eventual segundo turno entre ambos. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais.

Nos recortes da pesquisa por regiões do Estado, Juliana Brizola lidera na Região Metropolitana de Porto Alegre, que inclui a capital e 23 municípios e responde por 43% do eleitorado do Estado. A pré-candidata do PDT tem 43%, Zucco tem 25%, Souza tem 19% e Maranata, 5%.

Na Região Noroeste, que representa 18% do eleitorado, Zucco tem 39% e Juliana Brizola tem 30%, Souza tem 16% e Maranata, 2%. Na região Nordeste, com 10% do eleitorado, o deputado federal mantém vantagem, com 40% contra 31% de Juliana Brizola, 19% do vice-governador e 2% de Maranata.

No Sudeste gaúcho, que representa 8% do colégio eleitoral, a ex-vereadora volta a ter vantagem numérica com 35% a 33% sobre Zucco, com 20% de Gabriel de Souza e 1% Maranata.

No Sudoeste, o cenário também é de equilíbrio, com 36% a 34% para Zucco sobre Juliana Brizola, na região Centro Ocidental o deputado tem 39% a 33% contra a ex-deputada estadual e na Centro Oriental Zucco tem 42% a 30%. Nessas três regiões, Souza varia de 16% a 18% e Maranata entre 1% e 2%.

Zucco tem a maior rejeição, com 40%, seguido por Juliana, com 38%, Souza com 23% e Maranata com 16%. O vice-governador e a ex-deputada estadual têm um potencial de voto de 49%, a soma eleitores declarando que votariam neles com certeza e dos que possivelmente poderiam escolhê-los. A chamada “votabilidade” de Zucco é de 42% e a de Maranata é de 27%.

Presidente

A corrida presidencial no Rio Grande do Sul tem empate técnico entre senador Flávio Bolsonaro (PL), com 42%, e presidente e pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 39% das intenções de voto no primeiro turno. Renan Santos (Missão) aparece com 5%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 3%, Romeu Zema (Novo), Joaquim Barbosa (DC), e Aécio Neves (PSDB) aparecem com 2% das intenções. Augusto Cury (Avante) tem 1% e outros candidatos somaram também 1%. Brancos e nulos foram 2% e outros 1% não souberam ou não responderam.

No segundo turno no Rio Grande do Sul, Flávio Bolsonaro tem 51% a 42% contra Lula. Ambos lideram também a rejeição, com 51% para o atual presidente e 46% para o senador.

Foram realizadas 1.600 entrevistas, no período de sábado (20) a esta segunda-feira (22), a margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o índice de confiança é de 95%. As pesquisas estão registradas sob o protocolo-RS 07063/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Defesa de Bolsonaro tem até hoje para explicar pistola apreendida em blitz

17 de Junho de 2026, 09:26

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro tem até a tarde desta quarta para prestar esclarecimentos sobre a apreensão da pistola do ex-presidente Jair Bolsonaro durante uma blitz de bafômetro na noite desta segunda. Em atenção a uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, os advogados terão de explicar a razão pela qual o ex-chefe do Executivo mantinha uma arma em casa e porque, às vésperas do fim do prazo de sua prisão domiciliar, pediu que o armamento fosse reparado.

O advogado Celso Vilardi, que representa o ex-presidente, foi intimado da decisão de Moraes por Whatsapp, às 15 desta terça. O prazo dado para que a defesa responda aos questionamentos do ministro do STF é de 24 horas.

No despacho, Moraes destacou que consulta ao sistema do Exército brasileiro demonstrou que a pistola Glock 9 mm, com carregador sobressalente, recolhida pela Polícia Civil na noite de ontem é de propriedade de Bolsonaro. A apreensão se deu a menos de 10 dias para encerramento do período de 90 dias da prisão domiciliar humanitária concedida a Bolsonaro, para que ele se recuperasse de um quadro de broncopneumonia.

Os esclarecimentos foram cobrados após a Polícia Civil do Distrito Federal informar o gabinete de Moraes sobre a apreensão. A arma foi encontrada com um sargento que se identificou como integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República e disse trabalhar com Bolsonaro.

À Polícia Civil, o militar sustentou que a pistola seria do ex-presidente e lhe foi entregue em razão de uma “pane que aparentava ser de fácil solução”. A versão do sargento é a de que ele retirou a arma ontem para fazer o reparo do percussor e que a pistola seria devolvida nesta terça.

A declaração do sargento tem contradições em relação aos relatos do agente responsável por parar o carro conduzido pelo militar, que é da presidência da República. Este afirmou que, quando percebeu a arma estava no assoalho do carro, o sargento “de forma repentina, fechou o vidro do veículo”. Foi nesse momento que a arma foi recolhida, segundo o BO.

Em seguida, o policial responsável pela abordagem de fiscalização da lei seca conferiu as informações do sargento e questionou sobre o registro da arma encontrada. Segundo ele, o militar afirmou que a arma constava em sua funcional. Somente após o agente confirmar que não havia registro da arma em seu nome, o sargento declarou que a pistola pertencia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e que a mesma ficava dentro do carro.

Ainda de acordo com o policial, o sargento afirmou que não estava com o registro da arma. Também foi encontrado no carro um um carregador sobressalente da arma. O militar foi então conduzido à Delegacia para registro do caso. Segundo o documento, o sargento foi abordado por volta das 22h30, em Taguatinga.

Conforme o boletim de ocorrência, a arma foi apreendida porque não havia documentação necessária para o porte da mesma. Segundo o documento, o sargento não levava o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), o que é irregular e implica na necessidade de recolhimento da pistola. No B.O., o nome do ex-presidente aparece como “envolvido” na ocorrência.

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Mário Frias responde a Flávio Dino em rede social e diz que vai esclarecer viagem ao exterior

21 de Maio de 2026, 16:56

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) afirmou nesta quinta-feira (21) que pretende prestar esclarecimentos ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino sobre viagem ao exterior desde 12 de maio. Dino determinou que a Câmara dos Deputados informe detalhes sobre o deslocamento do parlamentar ao Bahrein e aos Estados Unidos.

Em publicação no X endereçada a Dino, Frias afirmou que está em missão oficial no exterior e que, ao retornar, pretende se encontrar com o ministro.

“Prezado Ministro Flávio Dino, soube pela imprensa que o senhor gostaria de algumas informações a meu respeito. Estou em agenda oficial, com conhecimento do meu presidente Hugo Motta. Chegarei ao Brasil dia 25 de maio, desde já me colocando à disposição de Vossa Excelência, para inclusive um encontro ao vivo, ocasião em que será uma ótima oportunidade para prestar todos os esclarecimentos que desejar”, escreveu.

O caso é analisado pelo Supremo em meio a dificuldades enfrentadas por oficiais de Justiça para localizar Frias em uma investigação ligada ao financiamento do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O deputado atua como produtor-executivo do longa.

Flávio Dino é o responsável no STF por processo que apura o envio de R$ 2 milhões em emendas parlamentares de Mário Frias a uma ONG de Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelas gravações da obra. A justificativa das emendas aponta o financiamento de dois projetos sociais.

Na quarta-feira (20) o ministro da Corte pediu que a Câmara envie informações sobre a situação funcional do deputado, incluindo autorização da viagem, período de permanência fora do País, custos do deslocamento e eventuais pagamentos relacionados à missão.

Frias esteve no Bahrein entre os dias 12 e 18 de maio. Depois disso, seguiu para Dallas, nos Estados Unidos. Ele alegou ter agendas a convite do movimento Yes Brazil USA.

Mário Frias está envolvido na polêmica do financiamento do filme sobre o ex-presidente pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em áudio cobrando repasses de Vorcaro para a realização da produção.

Flávio Bolsonaro e Tarcísio atacam governo, mas têm dia de ‘coadjuvantes’ na Agrishow: a ‘estrela’ ainda foi Jair

27 de Abril de 2026, 18:07

Na estampa da tradicional camiseta de mangas compridas que se tornou moda entre produtores rurais, a bandeira do Brasil e as cores verde e amarela dividem espaço com o nome do ex-presidente da República. É comum encontrar “Jair Bolsonaro“, condenado e em prisão domiciliar por tentativa de golpe, escrito e homenageado nas vestimentas desses apoiadores que visitam feiras agrícolas pelo país.

Entre elas, está a Agrishow, que acontece esta semana em Ribeirão Preto (SP). Em um evento na principal feira do agronegócio da América Latina, dois discípulos de Jair Bolsonaro – seu filho e sucessor político Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) – se tornaram coadjuvantes do ex-presidente.

Ambos fizeram questão de falar mais do líder da direita nos discursos a uma plateia de apoiadores e políticos, do que deles próprios. “Quem deveria estar aqui não deveria ser eu, deveria ser o presidente Jair Bolsonaro”, afirmou Flávio Bolsonaro.

Durante sua fala, o senador classificou o pai algumas vezes como injustiçado e perseguido político, assim como, segundo ele, é seu irmão Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado federal reside, desde o ano passado, nos Estados Unidos e tenta influenciar o governo norte-americano a impor sanções políticas e econômicas contra o governo brasileiro.

Segundo Flávio Bolsonaro, “a reforma agrária do País foi feita por Bolsonaro, com mais de 420 mil títulos de propriedade urbana e rural (concedidos)”. O senador chegou a dizer que durante o governo do pai, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) teve seus ativistas “tratados como seres humanos”.

Ex-ministro de Jair Bolsonaro, Tarcísio seguiu o senador e lembrou do apoio recebido pelo ex-presidente em 2022, quando ainda era candidato ao governo paulista. Saudoso, citou quando, na mesma época há quatro anos “entrei nessa feira montado a cavalo ao lado do presidente Bolsonaro” e agora participa da Agrishow com o filho “01” do ex-presidente.

“Aprendi muito com seu pai, estar hoje com você é manter o legado vivo. Você pode contar com esse exército”, afirmou o governador paulista para Flávio e uma plateia de apoiadores.

As citações a Jair Bolsonaro dividiram espaço com as críticas ao governo federal, liderado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pré-candidato à reeleição, Lula foi alvo de duras críticas da Flávio, Tarcísio e de políticos apoiadores.

O que vemos sair da boca dele, o que o coração está cheio é de ódio. (Lula) É uma pessoa que não aprendeu com nada na vida e está perseguindo adversários políticos”, afirmou o senador. Coube ao secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, mais um discípulo de Jair Bolsonaro, os ataques mais pesados ao governo.

Ex-presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no governo do ex-presidente, Melo Filho criticou o anúncio feito ontem pelo atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), na abertura oficial da Agrishow, de liberação de R$ 10 bilhões em linhas de financiamento para compra de máquinas.

Um crédito fantasma, que não existe, anunciado pelo governo. Mais uma decepção de mais uma promessa, sem juro definido, sem prazo, sem direcionamento”, disse o secretário. Segundo Alckmin, as regras dessa linha de crédito serão definidas em maio.

Ainda de acordo com o secretário de Agricultura paulista, o Plano Agrícola e Pecuário perdeu a relevância” e a “função” e se tornou uma “peça de ficção” durante o atual governo. “O recurso do seguro rural não resiste ao primeiro contingenciamento”, completou.

Tradicional crítico, o presidente Frente Parlamentar da Agricultura e Pecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), engrossou o coro de elogios a Bolsonaro e ataques ao governo federal.

“Com Bolsonaro, o agro era respeitado, havia previsibilidade e um governo que estendia a mão ao produtor”, disse. “Não há segurança jurídica, não há crédito, os juros reais passam dos 20% e dinheiro para investimento não existe”, concluiu Lupion.

Após o evento e da entrevista coletiva a jornalistas na qual se repetiram as críticas ao presidente e ao governo federal, Flávio Bolsonaro e Tarcísio visitaram a feira e se tornaram o centro das atenções dos visitantes da Agrishow por algumas horas. Muitos deles com as camisas de mangas comprida, com detalhes em verde e amarelo e o nome de Jair Bolsonaro escrito.

Costa Neto cobra entrada ‘pra valer’ de Michelle na campanha de Flávio Bolsonaro e admite: ‘não vai ser fácil’

7 de Abril de 2026, 18:09

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, cobrou a entrada “para valer” da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a presidente da República. Em um painel no 12º Brazil Investment Forum, realizado pelo Bradesco BBI em São Paulo (SP), o líder político admitiu, no entanto, que não será fácil o empenho dela, que já manifestou sua preferência ao governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“Esperamos que ela entre na campanha para valer e para ajudar nosso Flávio a ser presidente do Brasil. Não vai ser fácil”, afirmou Costa Neto. Ele repetiu que o PL só perderá a eleição em 2026 por incapacidade e pelos desentendimentos internos .

O presidente do PL afirmou que atuará pessoalmente para tentar pacificar a relação entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que rotineiramente trocam ataques pelas redes sociais.

“Amanhã (8) vou jantar com Nikolas Ferreira, que é o maior fenômeno eleitoral do Brasil. Dia 19 vou para Miami conversar com Eduardo para não ter mais desentendimento. Vou conversar com cada um”, afirmou o presidente do PL. “Só perderemos a eleição por incapacidade, pelos desentendimentos”.

Costa Neto comparou os dois desafetos ao prever que Nikolas irá bater o recorde de histórico de votos para deputado federal no Brasil em 2026, que pertence a Eduardo Bolsonaro em 2018. “Ele vai bater recorde de votação 1,8 milhão de votos do Eduardo e vai passar de 2 milhões de votos”, disse.

Ciro Gomes e Sérgio Moro

Costa Neto defendeu também a aliança do partido com antigos desafetos e citou Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao governo do Ceará, e o senador e ex-ministro Sergio Moro, que deixou o União e se filiou ao PL, no Paraná para disputar o governo local.

“Nós temos que fazer aliança com Ciro Gomes no Ceará, que o único com condições de bater o PT lá. Ciro briga com todo mundo, com a mãe, irmã, e até comigo. Mas tinha processos contra ele e retirei todos”, afirmou.

O presidente do PL lembrou que Moro deixou o Ministério da Justiça, durante o governo de Jair Bolsonaro “atacando todo mundo, até a mim”, mas superou o passado e será o nome do PL à sucessão de Ratinho Junior no Paraná. “O Moro tinha 40% nas pesquisas e foi só ir para o PL que chegou aos 60%”, afirmou Costa Neto sem citar qual pesquisa.

Nordeste é o nosso desastre

Outra missão da campanha do PL será, segundo o presidente nacional do partido, será ganhar votos no Nordeste, base eleitoral do atual presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Nosso desastre é o Nordeste”, afirmou, citando como exemplo a Bahia, onde Jair Bolsonaro perdeu por 6 milhões de votos em 2022 para Lula.

Para 2026, além da aposta em Ciro Gomes no Ceará, Costa Neto citou o nome de ACM Neto (União Brasil) na Bahia, como nomes fortes para o PL apoiar no Nordeste. Costa Neto repetiu que o partido prevê eleger entre 115 e 120 deputados federais e 25 senadores.

Com a aliança com partidos de centro e de direita, o PL poderia atingir 45 senadores, ter a maioria e eleger o próximo presidente do Senado.

Alexandre de Moraes concede prisão domiciliar a Jair Bolsonaro após parecer favorável da PGR

24 de Março de 2026, 15:18

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu conceder nesta terça-feira prisão domiciliar em caráter humanitário ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que vem cumprindo pena de 27 anos de prisão em regime fechado por tentativa de golpe de Estado e quatro outros crimes. Segundo o portal UOL, a autorização vale por 90 dias para uma nova reavaliação.

A decisão de Moraes ocorreu após parecer favorável à medida do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e em meio a forte pressão de familiares e aliados do ex-presidente, além de apelos nos bastidores de alguns ministros do STF, segundo fontes que acompanharam as tratativas nos últimos meses.

A ordem de Moraes ocorreu no momento em que o magistrado tem sido alvo de questionamentos após a revelação de que o escritório de advocacia da esposa dele teve um contrato com o Banco Master, instituição financeira liquidada e que teve seu dirigente máximo, Daniel Vorcaro, preso preventivamente. Vorcaro poderá firmar uma delação premiada com potencial de atingir autoridades dos Três Poderes.

Em seu parecer, Gonet apontou que o estado de saúde de Bolsonaro “demanda a atenção constante e atenta que o ambiente familiar, mas não o sistema prisional em vigor, está apto para propiciar”. Ele destacou que o ex-presidente deve passar por reavaliações periódicas.

A defesa de Bolsonaro havia feito um novo pedido de prisão domiciliar após ele ter sido internado no dia 13 de março no Hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de pneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração. A defesa, com base em relatório médico, alega que o ex-presidente corre risco de vida.

Por ordem de Moraes, Bolsonaro foi preso preventivamente em novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília após tentar violar uma tornozeleira eletrônica enquanto estava em prisão domiciliar. Pouco depois essa prisão foi convertida em definitiva para que ele pudesse cumprir pena pela condenação por golpe de Estado.

Durante todo esse período, o ex-presidente — que fez 71 anos no sábado — teve intercorrências de saúde que o levaram ao hospital. Ele está internado desde o dia 13 de março no hospital DF Star, em Brasília

Nesta segunda-feira (23), Bolsonaro deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e segue em tratamento de uma pneumonia bacteriana sem previsão de alta hospitalar, disse boletim médico divulgado nesta terça-feira.

“Devido a melhora clínica, paciente recebeu alta da unidade de terapia intensiva no dia de ontem. No momento segue com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico e fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta hospitalar”, informa o boletim.

Flávio diz que apoiou Moro ao governo do PR após saber que Ratinho Jr. será seu adversário

20 de Março de 2026, 18:10

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que decidiu apoiar a pré-candidatura do senador Sérgio Moro (União-PR) para o governo do Paraná após ter sido informado de que o atual governador, Ratinho Junior, será o escolhido do PSD para disputar as eleições para a Presidência da República. Moro deve sair do União Brasil e se filiar ao PL de Flávio e do ex-presidente Jair Bolsonaro em breve.

“O Ratinho é um grande quadro, inegavelmente, com uma boa avaliação, mas cada partido tem direito de lançar seus pré-candidatos. A informação que nós temos é que ele será o candidato pelo PSD, portanto, temos que tomar decisões a partir do posicionamento dele”, disse Flávio durante evento do grupo empresarial Lide.

O filho de Bolsonaro queria o apoio de Ratinho Jr. à sua candidatura à Presidência da República. Mas a oferta enfrentou resistência de aliados do paranaense. O coordenador da pré-campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN), ofereceu na última semana uma aliança ao governador para o primeiro turno das eleições de outubro.

O aceite implicaria ao governador abrir mão da sua própria candidatura ao Planalto, vaga que hoje está em disputa dentro do próprio PSD. Ratinho respondeu a Marinho que o PSD não decidiu ainda quem será o presidenciável e que ele não pode responder pela legenda, segundo aliados do governador. Os dois haviam combinado de se falar novamente.

Com o PSD próximo de encaminhar a pré-candidatura de Ratinho Junior, o PL decidiu apoiar o nome de Moro para disputar o governo do Paraná.

“Vamos tocar a vida lá no Paraná. Conversamos com o Sérgio Moro e ficou resolvido que ele concorrerá ao governo com o nosso apoio e pelo PL”, disse Flávio.

Ratinho disputa a pré-candidatura do PSD para o Planalto com outros dois governadores, o de Goiás, Ronaldo Caiado, e o do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

O PL fechou apoio à pré-candidatura de Moro ao governo do Paraná, durante reunião com o senador na sede do partido na quarta-feira (18). Com isso, os bolsonaristas solucionam o problema da falta de palanque para Flávio no Estado.

“Nós vamos apoiar o Moro, isso está certo. Agora ele precisa definir a situação dele no União Brasil. E nós vamos tocar para frente”, afirmou o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, após a reunião.

Moro deve ter uma reunião nesta noite com a federação de seu partido, a União Progressista (União-PP), para tratar da candidatura. Caso não consiga legenda para disputar, o plano B é ele se filiar ao PL.

Defesa aguarda novo laudo para pedir prisão domiciliar de Bolsonaro, diz Flávio

15 de Março de 2026, 11:02

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou no sábado (14) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aguarda a elaboração de um novo laudo médico para solicitar novamente à Justiça a concessão de prisão domiciliar. A declaração foi dada após visita ao pai, internado no Hospital DF Star, em Brasília.

Segundo Flávio, o pedido será fundamentado no agravamento recente do quadro de saúde e na necessidade de acompanhamento contínuo. Ele disse que, apesar de Bolsonaro ser “muito bem tratado” onde está custodiado, passa longos períodos sozinho, o que representaria risco diante dos efeitos colaterais dos medicamentos e de eventuais emergências médicas.

“Ele passa muito tempo do dia sozinho, essa que é a nossa preocupação. Ele desequilibrar pelo efeito colateral do remédio que ele toma para tentar conter o soluço, sofrer um acidente, e aí alguém demorar até encontrá-lo”, disse.

Segundo Flávio, Bolsonaro permanece debilitado, com aparência abatida, voz enfraquecida e persistência de soluços, sintomas que já haviam sido registrados anteriormente.

O Hospital DF Star informou, em boletim divulgado no sábado, que o paciente apresentou piora da função renal e elevação dos marcadores inflamatórios. De acordo com a nota, Bolsonaro está clinicamente estável, mas não há previsão de alta da UTI. O ex-presidente foi levado para o hospital na manhã de sexta-feira (13).

“Se tivesse demorado uma ou duas horas, podia ter realmente complicado, avançar para um quadro de infecção generalizada, o que reforça a importância de ele estar com um acompanhamento permanente, seja de familiares, seja de profissionais de saúde, 24 horas por dia, isso é possível em casa”, afirmou o senador em conversa com jornalistas.

Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em setembro de 2025 e cumpre pena de 27 anos e três meses em regime fechado na Penitenciária da Papuda, em Brasília.

PSD está perto de anunciar Ratinho Jr. como candidato; decisão será confirmada no fim do mês

13 de Março de 2026, 18:05

O PSD está próximo de anunciar o governador do Paraná, Ratinho Junior, como seu candidato à Presidência da República. A informação foi confirmada ao Estadão por lideranças da legenda que tratam a decisão como “encaminhada”, após a o comentarista Merval Pereira, da GloboNews, cravar a escolha.

Integrantes da sigla e o próprio partido, de forma oficial, apontam, porém, que o anúncio do candidato escolhido só se dará no final do mês.

De acordo com uma liderança do PSD, embora o martelo ainda não esteja formalmente batido, a tendência é mesmo a escolha de Ratinho, em razão de ele ser considerado “mais maduro” para assumir a candidatura. Ele aponta que, “pelo espírito e clima” e pela “capacidade de crescimento”, a escolha faria mais sentido.

Outro afirmou que Ratinho só não será o nome se ele não quiser e que o tabuleiro está desenhando, com os governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) concorrendo ao Senado. Contudo, disse que é importante esperar a filiação de Caiado ao partido, que acontecerá neste sábado (14) durante evento para apresentação de candidaturas locais em Goiás, para que a escolha seja anunciada. Gilberto Kassab vai participar do evento.

Procurado, Ratinho Junior afirmou, por meio de nota, que ele continua cumprindo suas agendas normalmente no Paraná e “espera com tranquilidade e muito respeito ao demais concorrentes, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite, que o partido oficialize no momento oportuno o candidato a presidente da legenda”.

“Em respeito ao compromisso selado entre os três pré-candidatos, Ratinho Junior prefere aguardar a definição oficial da direção do PSD”, informou.

Já o PSD Nacional informou que a sigla “irá anunciar até o fim de março a escolha de seu pré-candidato” e que os três nomes “seguem apresentando aos brasileiros seus projetos e realizações, que pautarão o plano de governo da candidatura do partido”.

Pressão do PL sobre Ratinho Junior

Conforme mostrou o Estadão, o PL pressiona Ratinho a desistir da candidatura para apoiar o senador Flávio Bolsonaro ainda no primeiro turno. Em troca, garantia apoio ao grupo político do governador no Paraná. Contudo, o entorno de Ratinho resiste à ideia argumentando que o bolsonarismo descumpriu um pacto em 2024, na disputa à Prefeitura de Curitiba.

Na ocasião, embora o PL tivesse escolhido o bolsonarista Paulo Martins para a vaga, Bolsonaro acabou ficando ao lado da rival Cristina Graeml (então no PMB, hoje no União Brasil), o que enfureceu o grupo de Ratinho. O aliado do governador acabou vencendo no segundo turno.

Flávio quer opções para ter um palanque no Paraná, caso Ratinho não aceite aderir à candidatura no primeiro turno. Uma delas é apoiar o senador Sergio Moro (União), que tenta construir sua empreitada ao governo estadual.

Um acordo mantido desde 2024 é que uma das vagas ao Senado a serem apoiadas pelo PSD seria do PL: no caso, do deputado federal Filipe Barros. Graeml vem tentando conquistar apoio à sua pré-candidatura. Ela se reuniu tanto com Marinho quanto com Moro no Senado Federal nesta semana.

Nos planos dos dirigentes do PL, há também a opção de apoiar Guto Silva (PSD), candidato de Ratinho Júnior, o que agradaria ao partido de Gilberto Kassab.

‘Eu não acho que mercado aposta na reeleição’: As mensagens e as considerações de Paulo Guedes

6 de Março de 2026, 21:19

Paulo Guedes, ex-ministro da Economia do Governo Bolsonaro, passou os quatro últimos anos, quando saiu do governo, quase calado. Foram raríssimas as entrevistas e poucos os eventos que o então ‘posto do Ipiranga’ de Bolsonaro participou. Mas, em evento de Fami Capital, o economista resolveu falar (e por uma hora).

Em suas falas, Guedes teceu considerações sobre o complicado momento geopolítico que vive o mundo no momento. Para ele, a mensagem é clara: estamos sob uma nova fase da ordem político-econômica, que possui efeitos, inclusive, no Brasil.

“O mundo está em desordem. E, nesse contexto, surge uma reação conservadora, com avanço de forças de centro-direita. E o Brasil? O que eu acho que está acontecendo aqui? Na minha visão, o Brasil está começando a se parecer um pouco com o Chile em determinado momento político”.

Para ele, as economias enfrentam uma espécie de tsunami de conservadorismo no mundo, resultado de um desgaste muito grande do establishment.

“Os conservadores dão um passo à frente e assumem o volante. Os liberais? Bom, os liberais vão para o banco de trás. Sabe aquela ideia de eficiência econômica? Aquela história de que tudo deve ser guiado pelo mercado e pelo marketing, algo que seria sempre positivo para a espécie humana? Acabou um pouco essa lógica”.

Aliança entre conversadores e liberais

Guedes voltou a repetir um mantra antigo que guiou a campanha de Bolsonaro nas eleições de 2018: a união entre conservadores e liberais, que ele acredita que irá se renovar

“No começo eu vi muita disputa, muita briga entre esses grupos. Mas eles perceberam rapidamente que precisam estar juntos“, afirmou.

O ex-ministro também citou o candidato Flávio Bolsonaro. Ele confirmou que dará  “total apoio”.

“Então você já vê movimentos de aproximação. O Romeu Zema, o Ronaldo Caiado e o Ratinho Júnior, por exemplo, já tiraram foto juntos em vários momentos. O Tarcísio de Freitas também deve estar nesse mesmo campo”.

Ainda segundo Guedes, os mercados começam a perceber esse movimento.

“Eu frequento o mercado financeiro há muitos anos, e tem um padrão que se repete: o dinheiro começa a entrar, a bolsa sobe, sobe mais um pouco, o dólar fica mais calmo”

Isso significa que o mercado está apostando na reeleição Lula? Para Guedes, é um sonoro não.

Derretimento da bolsa: um aperitivo da turbulência que as eleições trarão em 2026

5 de Dezembro de 2025, 18:43

Estava tudo indo bem. O Ibovespa chegou a passar dos 165 mil pontos de manhã, impulsionado pelo otimismo de fora, após um dado de inflação bem comportado nos EUA. Mas o ruído eleitoral provou ser bem mais forte do que qualquer outra influência. E revelou um preview do que podemos esperar quando a corrida pela presidência estiver a todo vapor a partir do segundo semestre.

O gatilho para a queda de 4,25% do Ibovespa nesta sexta-feira veio da evidência de uma divisão na direita: a divulgação de que o ex-presidente Jair Bolsonaro indicou o filho, o senador Flávio Bolsonaro, como seu “candidato oficial”.

Os investidores de peso não escondem que seu nome preferido para a disputa eleitoral é o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com a agenda liberal que ele poderia trazer . “A escolha de Flávio elevou a incerteza sobre a articulação política da oposição e desencadeou um ajuste generalizado de preço”, afirmou o especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini.

Ou seja, mesmo que Tarcísio ou outro nome da direita disputem o pleito, sabe-se que Bolsonaro tem um eleitorado cativo, e que consegue transferir votos para o filho. Isso pode tornar mais fácil o caminho da reeleição do presidente Lula – cenário que o mercado não gostaria de ver, dado o desapego do atual governo pelo controle dos gastos públicos.

E sem um controle efetivo dessa parte, a fiscal, um cenário de juros em níveis razoáveis se torna menos provável. Tanto que os contratos de juros futuros dispararam, com todos os vencimentos entre 2027 e 2033 acima dos 13%. Desnecessário lembrar que, com os juros nas alturas a perder de vista, não há renda variável que aguente. Daí o sell off desta sexta.

E com o cenário turbulento por aqui, parte dos investidores aumenta sua posição em dólar, para colocar o dinheiro em portos mais seguros. Daí a alta de 2,31%, a R$ 5,432, maior patamar desde 16 de outubro.

Daqui para a frente podemos esperar mais episódios como o dessa sexta. “As eleições vão trazer grande volatilidade e ter impacto em câmbio, juros futuros, na bolsa e na percepção dos mercados para 2027”, diz o executivo-chefe de investimentos do UBS Wealth Management, Luciano Telo.

Esse encerramento de semana, vimos todos, é a prova empírica dessa afirmação.

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