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Rural Americans are getting more and more fed up with data centers

Demonstrators rally during a protest calling for a city wide data center moratorium outside City Hall in Philadelphia, Pennsylvania, US, on Monday, Sept. 14, 2026.
Rural Americans are antagonistic toward new data centers near them, according to a new Pew Research poll.

Bloomberg/Getty Images

  • A growing share of Americans living in rural areas aren't happy with data centers.
  • Most data centers are built in rural areas.
  • Data centers are facing a public reckoning amid bipartisan pushback.

Americans living in rural areas are increasingly souring on data centers.

In a new poll by the Pew Research Center, which surveyed people in August, half of rural Americans said data centers "are mostly bad for the environment" — a figure substantially higher than in January, when it sat at 32%.

46% of those respondents also said that data centers would drive up home energy costs, up from 32% in January. 45% said they negatively impact the quality of life for those living nearby, while 28% said so in January.

While displeasure with data centers increased among Americans across the board, according to Pew, higher levels of antagonism among rural voters are striking because most data centers are built in rural areas.

The data center buildout, which proponents say is integral for the US to keep pace with China in the AI race, has been suffering a PR crisis as a bipartisan coalition of lawmakers moves to impose limits on data center construction.

Texas Gov. Greg Abbot, who was formerly bullish about building data centers in his state, recently backed away from that optimism. His administration has halted some 1,800 AI data center projects in the state.

All across the country, Americans are rallying to fight against AI data centers, which can cost billions to build and span hundreds of acres. Many are concerned about how the sprawling facilities will affect the environment, utility prices, water resources, and noise levels. Some just don't like AI.

For AI companies like OpenAI, Anthropic, Meta, Google, and others, the issue is existential. Without AI data centers, they can't power the products they sell. Sam Altman has recently suggested that new data centers could be built far from where people lived, such as the desert.

Proponents of data centers have said the buildout brings jobs to rural areas. Venture capitalist Gavin Baker recently said that data centers are "probably the best thing that has ever happened to working-class Americans."

Tech bros haven't been able to agree on exactly why Americans aren't taking to the data center buildout. Some have postulated that a Chinese-orchestrated psy-op is behind the distrust, while others said tech leaders haven't sold the product well.

President Donald Trump, for his part, called the data center buildout "the golden goose," and warned against falling behind China.

"The only reason that communities throughout the U.S.A. should not want Data Centers is if they want to end up being backwards and poor," Trump said in August in a Truth Social post.

In the Pew poll, very few Americans — about 4% — said data centers are "good" for the environment, energy costs, and quality of life.

"Americans have grown more negative toward the possible environmental and economic effects of data centers since the beginning of the year," Pew said in a release. "And a majority say they'd be uncomfortable if a new data center started operating in their area."

Read the original article on Business Insider

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A economia começou a perder fôlego e a eleição vai sentir

Há momentos em que o mercado muda antes de a economia mudar de verdade. Não porque os problemas tenham desaparecido, mas porque os preços começam a refletir uma distribuição diferente de riscos. Talvez seja exatamente isso que esteja acontecendo no Brasil.

Agosto começou com uma fotografia desconfortável. O Ibovespa chegou a negociar abaixo dos 165 mil pontos, pressionado por saída de capital estrangeiro, juros elevados e um ambiente político mais turbulento. Depois, recuperou terreno e fechou o mês praticamente estável.

Setembro começou de outra forma, com a Bolsa voltando a superar os 180 mil pontos e uma mudança importante de humor. É tentador atribuir tudo à eleição. Seria uma explicação simples, mas incompleta.

O que mudou foi uma combinação de fatores. A inflação doméstica começou a dar sinais mais favoráveis. A atividade perdeu algum fôlego. O Banco Central finalmente avançou um pouco mais no ciclo de cortes de juros. Os preços de muitos ativos brasileiros ainda carregavam bastante pessimismo.

E, paralelamente, a disputa presidencial deixou de parecer tão previsível quanto meses atrás. Quando vários desses vetores mudam simultaneamente, mesmo que apenas um pouco, o efeito sobre ativos descontados pode ser grande.

A eleição ficou mais aberta

Na política, a principal mudança das últimas semanas não foi uma virada consolidada em favor de qualquer candidato. Foi o desaparecimento da sensação de que o resultado estava previamente definido. As pesquisas mais recentes ilustram bem isso.

O Datafolha divulgado em 17 de setembro mostrou Lula com 46% e Flávio Bolsonaro com 44% em uma eventual disputa de segundo turno, dentro da margem de erro.

Na AtlasIntel/Bloomberg, Flávio aparece com 47,2% e Lula com 46,8%, também em empate técnico. O PoderData/Aya trouxe Flávio com 46% e Lula com 44%, novamente sem diferença estatisticamente conclusiva.

Os institutos usam metodologias diferentes e produzem fotografias distintas. Justamente por isso, a conclusão mais prudente não é escolher qual deles “está certo”, mas reconhecer que, neste momento, a corrida permanece competitiva.

Isso importa para o mercado porque eleições não afetam os ativos apenas pela identidade de quem vence.

Elas alteram expectativas sobre gasto público, arrecadação, dívida, reformas, governabilidade e relação entre Executivo e Congresso. Em outras palavras, o investidor não negocia apenas candidatos. Ele negocia diferentes combinações possíveis de política econômica.

A crise institucional envolvendo o Supremo acrescenta outra camada de incerteza. Além de ocupar espaço relevante na campanha, ela pode modificar percepções sobre governabilidade e comportamento do eleitorado.

A própria AtlasIntel mostrou que 49,5% dos entrevistados avaliavam que a crise prejudicava mais Lula, enquanto 20,9% apontavam Flávio Bolsonaro.

Isso é uma fotografia de percepção dos entrevistados, não uma demonstração de causalidade sobre intenção de voto, mas ajuda a entender por que eventos institucionais passaram a produzir tanta volatilidade política.

Para os mercados, essa incerteza tem duas faces. Ela pode ampliar a volatilidade no curto prazo, mas também aumenta a quantidade de cenários que precisam ser colocados nos preços. E, quando os ativos já carregam prêmios elevados, pequenas mudanças de probabilidade podem gerar movimentos relevantes.

O Brasil começou a cortar justamente quando os Estados Unidos voltaram a subir

Há ainda uma coincidência particularmente interessante. Na mesma quarta-feira em que o Copom reduziu a Selic em 25 pontos-base, para 13,75% ao ano, o Federal Reserve fez o movimento contrário e elevou a taxa americana em 25 pontos-base, para o intervalo entre 3,75% e 4,00%.

É quase uma fotografia de dois países em momentos diferentes do ciclo econômico.

No Brasil, a inflação perdeu força e a atividade começou a demonstrar mais claramente os efeitos do aperto monetário. O IPCA de agosto caiu 0,32% e acumulou alta de 4,22% em 12 meses.

Parte importante desse alívio veio da energia elétrica e, portanto, não deve ser extrapolada automaticamente. Ainda assim, os núcleos de inflação também mostraram melhora e setores mais dependentes de crédito estão desacelerando.

Nos Estados Unidos, a situação é quase inversa. A economia continua crescendo em ritmo sólido, a demanda permanece resiliente e a inflação segue acima do objetivo do Fed. A autoridade monetária decidiu, portanto, voltar a apertar as condições financeiras. Esse movimento simultâneo reduz o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos.

Traduzindo: durante muito tempo, o investidor internacional recebeu uma remuneração muito maior para manter recursos aplicados em reais do que em dólares. Essa diferença continua grande, mas começou a diminuir pelas duas pontas.

Isso pode influenciar o câmbio e os fluxos internacionais. Não significa que o dólar necessariamente subirá. Câmbio nunca depende de uma única variável.

Fiscal, eleição, commodities e percepção de risco também entram nessa conta. Mas significa que o colchão oferecido pelo diferencial de juros ficou um pouco menor.

O caso brasileiro não depende apenas da política

Aqui está talvez a parte mais importante. A leitura mais construtiva sobre os ativos brasileiros não precisa depender de um determinado resultado eleitoral. A economia está desacelerando, mas não desabando.

Depois de um período de juros excepcionalmente elevados, setores mais dependentes de financiamento perderam força, enquanto atividades ligadas a petróleo, mineração e alguns serviços continuam mostrando maior resiliência.

Para o mercado, existe um ponto interessante nessa combinação. Uma desaceleração moderada ajuda a reduzir pressões inflacionárias e abre espaço para juros menores.

Ao mesmo tempo, se a atividade não entrar em recessão profunda, as empresas conseguem preservar boa parte de sua geração de caixa. É uma espécie de passagem estreita: crescimento mais fraco o suficiente para ajudar a inflação, mas não fraco o bastante para destruir os lucros.

E o ponto de partida dos preços também ajuda. O material que usamos como referência mostra ações brasileiras negociando perto de oito vezes o lucro esperado, enquanto os títulos públicos longos ainda oferecem taxas reais muito elevadas. Isso não significa que os ativos estejam baratos “sem motivo”. O desconto existe justamente porque há riscos fiscais, políticos e institucionais importantes.

Mas existe uma diferença importante entre um ativo caro em um cenário perfeito e um ativo barato em um cenário ruim. No segundo caso, não é necessário que tudo melhore. Às vezes, basta que algumas coisas parem de piorar. O petróleo ajuda e atrapalha ao mesmo tempo.

O Brasil tem ainda uma característica peculiar neste momento: é um grande produtor e exportador de commodities justamente quando o petróleo voltou a negociar acima de US$ 100 por barril.

Para empresas como Petrobras e para as contas externas do país, preços mais elevados de commodities podem ser positivos. Ajudam exportações, geração de caixa corporativa e arrecadação. Mas há outro lado.

Energia mais cara pressiona a inflação global, encarece transporte e produção e dificulta a tarefa dos bancos centrais.

Se o petróleo permanecer muito elevado, o Fed pode precisar manter uma política monetária mais restritiva por mais tempo. Isso sustenta os juros americanos e eleva a taxa de desconto utilizada para precificar ativos no mundo inteiro.

É perfeitamente possível, portanto, que o mesmo choque que beneficie uma grande empresa brasileira pressione small caps, empresas endividadas e negócios mais sensíveis aos juros. Esse é um bom exemplo de por que o mercado raramente cabe em uma narrativa simples.

O fiscal continua sendo a peça que falta

Até aqui, temos vários ingredientes potencialmente positivos: inflação menos pressionada, Selic em queda, atividade desacelerando de maneira relativamente ordenada, preços descontados e uma eleição que ampliou o conjunto de cenários possíveis. Mas existe uma diferença enorme entre um rali de alguns meses e um ciclo estrutural de valorização.

Essa diferença passa pelo fiscal. O Brasil ainda convive com dívida elevada, baixa taxa de poupança e um custo real de financiamento muito alto. Quando uma economia cresce perto de 2% e precisa remunerar seus credores com juros reais muito superiores a isso, a dinâmica da dívida se torna difícil.

Por isso, independentemente do resultado das urnas, o mercado deverá dedicar cada vez mais atenção às propostas econômicas apresentadas para 2027.

Quanto o gasto crescerá? Haverá revisão de despesas? Subsídios e benefícios tributários serão reavaliados? Existe espaço político para reformas? Como será a relação do próximo governo com Câmara e Senado?

Essas perguntas provavelmente serão mais importantes para os preços dos ativos do que slogans de campanha. Um programa fiscal ambicioso sem capacidade política de implementação pode valer pouco. Por outro lado, medidas mais modestas, mas executáveis, podem produzir efeitos relevantes sobre expectativas.

O Brasil voltou ao radar

Talvez essa seja a melhor forma de interpretar o que aconteceu nas últimas semanas. O Brasil não resolveu seus problemas. O fiscal continua desafiador. O petróleo adiciona risco à inflação. O Fed voltou a subir juros. A eleição permanece aberta e o ambiente institucional continua produzindo incerteza. Mesmo assim, os ativos brasileiros conseguiram melhorar.

Isso acontece porque o mercado não exige necessariamente um cenário perfeito. Ele compara o preço de hoje com a distribuição de resultados possíveis amanhã. E essa distribuição melhorou. A inflação parece um pouco mais favorável. O Banco Central começou a retirar parte do aperto monetário.

Os ativos continuam negociando com descontos relevantes. A atividade desacelera sem, por enquanto, entrar em colapso. E a eleição ampliou a variedade de cenários fiscais que o investidor precisa considerar.

É motivo suficiente para algum otimismo, mas não para complacência. O movimento recente pode continuar se a desinflação avançar, o ciclo de redução da Selic permanecer viável e as discussões eleitorais produzirem maior clareza sobre a trajetória das contas públicas.

Em sentido contrário, deterioração fiscal, nova pressão inflacionária ou uma alta mais prolongada dos juros americanos poderiam devolver rapidamente parte do prêmio que fechou nas últimas semanas. Por isso, talvez a melhor definição não seja dizer que o Brasil já entrou em um novo bull market. O Brasil voltou ao jogo. Agora precisa mostrar que consegue ficar nele.

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Alex Gibney's Elon Musk documentary goes for the jugular in these 3 scenes

Elon Musk is pictured.
Elon Musk is the subject of the Alex Gibney documentary, "Musk."

Jae C. Hong/AP

  • Alex Gibney's Elon Musk documentary, "Musk," examines the mogul's life and career.
  • There's plenty of material on Musk's highs (Tesla, SpaceX) and lows (DOGE, his relationships).
  • Here are the 3 most explosive parts of the doc.

In an era when documentaries about famous people can be as light and sweet as the snacks you eat while watching them, Alex Gibney is going against the grain. His new documentary, "Musk," which premiered at Venice Film Festival on Sept. 8, proves there's still room for hard-hitting investigative docs in Hollywood — as long as you're willing to sit through its nearly four-hour runtime.

From tackling Scientology in "Going Clear" to Theranos' Elizabeth Holmes in "The Inventor," Gibney has never backed away from a thorny topic. With "Musk," the Oscar-winning filmmaker pulls no punches, painting a thorough portrait of the man who turned companies like Tesla and SpaceX into household names.

The doc, which traces Musk's life from 20-something Silicon Valley start-up entrepreneur to becoming President Donald Trump's right-hand man during his second term, has ignited the ire of its subject since it was announced in 2023. At the time, Musk called the film a "hit piece" on X, to which Gibney responded, "How would you know?" The two have been locked in an online battle ever since.

Although Musk did not sit down for an interview for "Musk," that didn't stop Gibney from getting his subject on camera — sort of.

Alex Gibney in a cream jacket and blue shirt
Alex Gibney at the world premiere of "Musk" at the Venice Film Festival.

Tiziana FABI / AFP via Getty Images

Thanks to the ingenuity of Gibney's team and the magic of AI, the documentary features a Musk avatar who's been trained on all available interviews the mogul has given. Avatar-Musk shows up throughout to comment on everything from why he believes we're all living in a simulation to his obsession with going to Mars.

It's a cheeky deployment of emerging technology at the CEO's expense. But it's not the only segment that paints Musk in an unflattering light.

Business Insider screened "Musk" the day it premiered at the Venice Film Festival. Here are three times Gibney goes after Musk hard.

Business Insider reached out to Musk for comment on the documentary, but did not receive a response.

The failures of Tesla's self-driving feature Autopilot are back in the spotlight

Elon Musk Tesla
Tesla CEO Elon Musk at the opening of Giga Berlin in 2022.

PATRICK PLEUL/POOL/AFP via Getty Images

The documentary delves into how Musk got involved in Tesla and turned it into a cash cow once the company went public. It also explores the darker side of Tesla's Autopilot, a self-driving feature that has been at the center of several lawsuits.

In the doc, Gibney contrasts a 2016 video released by Tesla that depicts the vehicle as fully self-driving with dash-cam footage from a deadly 2019 crash in which a car using Tesla's Autopilot feature killed one and seriously injured another in Key Largo, Florida.

After a Russian hacker was able to retrieve key crash data Tesla had said it could not access (yes, really), a jury ruled that Tesla was partially liable for the crash and responsible for $243 million in punitive and compensatory damages. Tesla is appealing.

While the story has been reported before by outlets including Business Insider, its retelling to a larger audience in Gibney's doc isn't going to improve perception of the Tesla brand.

The 'Godfather of AI' says he's worried Musk could rig an election

Elon Musk in a DOGE shirt
Elon Musk oversaw the Department of Government Efficiency, known as DOGE.

Samuel Corum/Getty Images

Trump and Musk have described DOGE as a way to overhaul the federal government and slash spending. Tech reporters from Wired and The Wall Street Journal tell Gibney that Musk's time working on DOGE also gave him access to every American's personal information.

Geoffrey Hinton, the "Godfather of AI" and a friend-turned-frenemy of Musk's, says he thinks Musk is up to something nefarious. He tells Gibney in the documentary that he believes Musk will use that information to corrupt the upcoming midterm elections.

"If you wanted to corrupt the midterm elections and you wanted to use AI, all you needed to do was get detailed information on US citizens," Hinton says in "Musk." "And what DOGE did looked like just what you would do."

Hinton does not elaborate further, but Gibney wonders in a voiceover: Is Musk "trying to connect us or control us?"

A former flame reveals the NDA terms she declined and Musk's desire for a 'legion of children'

Ashley St. Clair in a gold dress
Ashley St. Clair.

Tiziana FABI / AFP via Getty Images

The documentary also delves into Musk's personal life, specifically his many children, 14 of whom are publicly known. While Musk's first wife, Justine, appears in the doc, the real star is influencer Ashley St. Clair, who gave birth to one of his sons in 2024.

St. Clair says in the doc that the two connected after Musk began following her on social media and would message her saying she should have more children. St. Clair says in the doc that once their relationship went south and after giving birth to Musk's child, she was offered $15 million up front and $100,000 per month over 21 years if she signed an NDA. She refused.

St. Clair also recalled that one night she was with Musk in bed and he was listening to a podcast about Kublai Khan, a descendant of Genghis Khan who had at least 47 children.

She also said that Musk once texted her that he needed a "legion of children before the civil war."

St. Clair claims she wasn't the only one Musk reached out to on social media in hopes of procreating.

It's a "Gatling gun of sperm on his DMs," she told Gibney.

On Wednesday, a day after the movie's world premiere, Musk disputed the terms of St. Clair's NDA, commenting on X that St. Clair "was never offered that and has a history of making false claims." St. Clair did not respond to a request for comment.

Musk also went on X to comment on the documentary as a whole.

"Gibney just assembled a hit list of people who either have an axe to grind or don't even know me (but still have an axe to grind). He has ZERO integrity. Horrible human," Musk wrote.

"Musk" opens in theaters October 16.

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Na boca do povo: Pesquisa mostra que mais de 60% dos brasileiros conhecem criptomoedas e quebra ‘estereótipo’ de investidor cripto

O investidor em criptomoedas não é quem se pensava. Ao menos, é o que indica a 2ª Pesquisa Nacional das Criptomoedas foi realizada pela Paradigma Education, em parceria com o Datafolha, publicada na última terça-feira (18).

Os dados mostram que o mercado de criptoativos consolidou sua presença no Brasil e avançou para muito além de um nicho restrito a investidores de alta renda ou entusiastas de tecnologia.

Segundo a pesquisa, entre aqueles entrevistados que já investiram em criptomoedas, 77,6% ganham até três salários-mínimos (cerca de R$ 4.863) e 89,4% recebem até cinco salários-mínimos (R$ 8.105), evidenciando a forte penetração dos criptoativos entre as camadas de renda média e baixa da população brasileira.

Além disso, atualmente, 66,4% dos brasileiros afirmam conhecer o tema, o equivalente a dois em cada três cidadãos.

Em apenas 15 meses, mais de 17 milhões de brasileiros passaram a conhecer criptomoedas, demonstrando que a tecnologia está cada vez mais presente na vida dos investidores brasileiros. O bitcoin (BTC) segue como a criptomoeda mais conhecida, citada por 60,7% da população, muito à frente dos demais ativos digitais

O estudo também mostra que os bancos assumiram protagonismo na jornada de investimento em criptomoedas. Entre os investidores, 83% afirmam ter utilizado o aplicativo do banco para acessar criptoativos, proporção muito superior à daqueles que recorreram a corretoras especializadas.

O dado sugere que a integração dos ativos digitais ao sistema financeiro tradicional tem sido uma das principais alavancas para a expansão do mercado.

Mercado de criptomoedas ainda encontra resistência

Apesar do avanço, a pesquisa aponta desafios importantes de penetração das criptomoedas entre os investidores.

Entre os brasileiros que conhecem criptomoedas, 77% ainda consideram a tecnologia complexa, enquanto 42% dos que nunca investiram afirmam não entender suficientemente o tema para realizar uma aplicação.

Ao mesmo tempo, quase 60% das pessoas que conhecem o mercado acreditam que as criptomoedas são uma boa forma de diversificar investimentos — percentual este que sobe para 78% entre jovens de 16 a 24 anos.

Por último, regionalmente, o Centro-Oeste foi o grande destaque. A região registrou o maior crescimento no conhecimento sobre criptomoedas, saltando 25,8 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior e alcançando 72,8% da população.

O Centro-Oeste também lidera indicadores relacionados à autocustódia e ao conhecimento de ativos como Tether e Drex, demonstrando uma maturidade crescente no uso das tecnologias associadas ao setor.

A pesquisa foi realizada presencialmente entre os dias 11 e 14 de maio de 2026. O estudo ouviu 2.004 entrevistados em 137 municípios distribuídos por todas as regiões do Brasil, com abordagem realizada em pontos de fluxo previamente sorteados.

A pesquisa tem margem de erro de 2 pontos percentuais para o total da amostra e nível de confiança de 95%, assegurando robustez estatística aos resultados apresentados.

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Com FedEx fora da rota e Correios em crise, DHL “entrega” R$ 270 milhões em investimentos no Brasil

Em meio à crise financeira dos Correios e ao anúncio recente da saída definitiva da FedEx do mercado doméstico de entregas no País, a companhia alemã DHL decidiu transitar de forma mais rápida nesta avenida – hoje menos congestionada – com um plano de crescimento que envolve transportes de R$ 270 milhões no Brasil até […]

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Doação eleitoral: vejas as regras, limites de valor e como contribuir dentro da lei

O financiamento das campanhas, exclusivamente via doação eleitoral de pessoas físicas, já começou por meio das chamadas vaquinhas. E, com o registro dos candidatos, seguirá também por meio apoios diretos. Desde 15 de maio, quem quiser apoiar financeiramente um projeto político nas eleições de 2026 já pode fazer contribuições pela internet por meio de plataformas de financiamento coletivo.

A vaquinha eleitoral permite arrecadar recursos para custear despesas e fica disponível até 4 de outubro, dia da votação no primeiro turno. Nesta etapa que antecede a propaganda oficial, pré-candidatos e partidos podem divulgar os links para doação, mas a legislação proíbe pedir votos de forma explícita.

Para garantir a transparência das contas e permitir a fiscalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a arrecadação precisa passar por empresas de financiamento coletivo cadastradas na Justiça Eleitoral. Até esta quarta-feira (21), 28 empresas solicitaram cadastro no sistema para operarem como plataformas de doação eleitoral e 10 delas já foram deferidas.

Quem optar pelo pagamento via Pix precisa usar obrigatoriamente a chave CPF vinculada à própria conta bancária. Chaves como número de telefone, e-mail ou códigos aleatórios não são aceitas, porque esse tipo de dado oculta a identidade do pagador no sistema dos bancos.

O valor depositado sem identificação não pode ser usado pelo pré-candidato nem devolvido, devendo ser recolhido integralmente ao Tesouro Nacional.

Desde 2015, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), empresas e instituições privadas com CNPJ não podem doar para candidatos, partidos ou vaquinhas virtuais. Além de permitir apenas doações de pessoas físicas, o valor doado por cidadão deve corresponder a até 10% do rendimento bruto declarado no Imposto de Renda do ano anterior. Esse cálculo é anual e soma todas as contribuições feitas durante o período eleitoral.

O TSE não estabelece um teto diário para transferências via Pix, mas para repasses de R$ 1.064,10, ou mais, a legislação exige que o pagamento seja feito por transferência bancária identificada, ou cheque nominal.

Mesmo após a doação por meio das vaquinhas, o pré-candidato não recebe o dinheiro imediatamente. A empresa que administra a plataforma guarda o valor até que a candidatura cumpra quatro etapas exigidas por lei: aprovação do nome na convenção partidária, registro oficial no TSE, emissão do CNPJ de campanha e abertura de conta bancária específica.

Se o pré-candidato desistir da disputa, tiver o nome vetado ou o registro negado pela Justiça Eleitoral, a plataforma deve devolver todo o dinheiro aos doadores. Enviar dinheiro diretamente para a conta pessoal do pré-candidato, sem passar pela plataforma credenciada ou pela conta oficial de campanha, também descumpre as regras.

Para evitar problemas legais ou golpes, a orientação é acessar os links de arrecadação apenas pelos canais oficiais dos pré-candidatos ou partidos, checar se a plataforma está autorizada no site do TSE, conferir se o destinatário no aplicativo do banco é o CNPJ de campanha ou da empresa cadastrada e guardar o comprovante de pagamento.

*Sob orientação de Gustavo Porto

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Por que Trump está de olho no Pix, o sistema de pagamentos favorito dos brasileiros

Expulsar empresas chinesas. Libertar o ex-presidente de direita Jair Bolsonaro da prisão. Acabar com tarifas sobre o etanol americano.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, bombardeou o Brasil com uma lista de exigências enquanto Washington busca ampliar sua influência na América Latina.

No entanto, poucas medidas provocaram tanta indignação no país quanto o ataque de Trump ao Pix, o popular sistema brasileiro de pagamentos instantâneos que Washington citou como uma das principais justificativas para a decisão de impor, nesta semana, tarifas de 25% sobre diversos produtos brasileiros.

De vendedores de coco a bilionários, mais de 90% dos adultos brasileiros — mais de 140 milhões de pessoas — usam regularmente o Pix, um programa administrado pelo governo que permite aos usuários transferir dinheiro em segundos pelo celular, sem custo. Em menos de seis anos desde sua criação, o Pix já processa mais transações na maior economia da América Latina do que cartões de crédito e débito combinados.

Marcos Rosa, um pastor evangélico que passa seus dias visitando vilarejos remotos da Amazônia, afirmou que o Pix não apenas facilitou os pagamentos, mas também reduziu as distâncias na maior floresta tropical do mundo.

“Tudo acontece muito mais rapidamente”, disse ele, explicando como o Pix e a internet via satélite fizeram com que moradores não precisem mais passar dias no rio para comprar um saco de arroz.

Em vez disso, eles enviam um pagamento via Pix para uma loja na cidade mais próxima, que coloca os produtos em um barco que já está subindo o rio.

“Tem sido uma ajuda enorme”, afirmou Rosa.

A administração Trump discorda. Washington informou na quarta-feira que, a partir da próxima semana, aplicará uma tarifa de 25% sobre cerca de 3 mil produtos brasileiros. O Brasil é o primeiro país atingido pelas tarifas dentro da nova estratégia do governo Trump de usar a Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos para punir supostas práticas comerciais desleais.

Entre uma série de reclamações — incluindo políticas de combate à corrupção e barreiras às importações de etanol americano — Washington argumenta que o Pix se tornou tão disseminado no Brasil que prejudica injustamente empresas americanas de pagamentos, como Visa e Mastercard. Há também uma preocupação crescente nos Estados Unidos de que o Brasil e outros países estejam tentando reduzir sua dependência do dólar.

O governo Trump afirma que o Brasil favoreceu o Pix de diversas formas, incluindo ao exigir que instituições financeiras com mais de 500 mil contas ativas ofereçam o sistema. Diferentemente do Pix, que tem apoio estatal, empresas privadas, muitas delas americanas, precisam arcar com custos de prevenção a fraudes, tecnologia e remuneração de acionistas por meio de tarifas, tornando praticamente impossível competir.

Embora a medida mais recente tenha poupado carne bovina, café, suco de laranja e outros produtos importantes que os Estados Unidos precisam comprar do Brasil, ela ainda abrange mais de US$ 11 bilhões em exportações brasileiras, segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil.

As tarifas são resultado de uma investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos durante um ano. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, culpou o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva pelo fracasso das negociações para chegar a um acordo. Em uma publicação no X, Rubio afirmou que o líder de esquerda colocou “seu próprio ego à frente de fechar um acordo”.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, classificou os comentários de Rubio como “um ataque rude e arrogante”. O Brasil prometeu adotar medidas de retaliação.

A Seção 301 permite que presidentes americanos imponham tarifas permanentes sobre comércio, mas nunca antes havia sido usada explicitamente contra o sistema doméstico de pagamentos de outro país, afirmou Alisha Chhangani, diretora associada do Atlantic Council, centro de estudos com sede em Washington.

“Este é o primeiro exemplo e não será o último”, disse ela, classificando o episódio como um alerta para países que buscam maior controle sobre seus sistemas de pagamentos, incluindo o Banco Central Europeu, que desenvolve o euro digital.

Criado por técnicos do Banco Central brasileiro no fim de 2020 para reduzir custos e aumentar a competição no setor bancário do país, o Pix foi elogiado pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional como um modelo de inclusão financeira em uma das sociedades mais desiguais do mundo. Outros países estudaram o sistema brasileiro enquanto desenvolvem suas próprias soluções.

“O Pix pertence ao Brasil e ninguém vai nos obrigar a mudá-lo”, disse Lula no início deste ano. O sistema ajudou milhões de brasileiros de baixa renda, um segmento importante da base política do presidente.

Assim como o sistema indiano UPI, o Pix incentivou usuários a abandonar o dinheiro em espécie e abrir contas bancárias, após anos evitando transferências bancárias lentas e caras. O número de usuários ativos do sistema financeiro brasileiro quase dobrou, passando de cerca de 77 milhões em 2018 para 152 milhões em 2023, crescimento atribuído em grande parte pelo Banco Central ao Pix.

Seja para comprar um Porsche 911, pagar contas ou dar dinheiro a um morador de rua em um semáforo, o pagamento é feito da mesma maneira. Com o Pix integrado aos aplicativos bancários, usuários podem enviar dinheiro usando número de celular, CPF, e-mail, chave Pix ou QR Code.

Enquanto empresas maiores podem pagar pequenas tarifas, elas geralmente são inferiores às taxas cobradas pelas operadoras de cartões, permitindo que muitos varejistas ofereçam descontos para pagamentos via Pix.

O sistema também reduz a necessidade de carregar dinheiro em um país marcado por altos índices de roubos.

PixTinder

Apelidado por alguns de “PixTinder”, o sistema chegou a se tornar um último recurso para pessoas rejeitadas em relacionamentos. Depois que um ex-parceiro bloqueia o contato por telefone e nas redes sociais, ainda é possível enviar uma transferência de um centavo com uma curta mensagem de pedido de perdão na descrição da transação.

O conflito diplomático entre os dois países mais populosos do Hemisfério Ocidental começou depois que Washington impôs tarifas de 50% ao Brasil no ano passado, exigindo o fim do que chamou de “perseguição” a Bolsonaro, rival político de Lula. As tarifas foram posteriormente reduzidas, e a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou parte das tarifas globais de Trump, considerando que ele havia ultrapassado sua autoridade.

Pesquisas indicam que os ataques de Washington fortaleceram Lula antes da eleição de outubro contra o filho de Bolsonaro, Flávio. Muitos brasileiros responsabilizam a família Bolsonaro, aliada de Trump, pelas tarifas, enquanto Lula apresenta as medidas como um ataque à soberania brasileira.

O Brasil tradicionalmente importa mais produtos dos Estados Unidos do que exporta para o país.

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China cria o seu “foguete que dá ré” e desafia Elon Musk

Após destronar a Tesla no mercado de carros elétricos, os chineses prometem abrir uma nova frente de disputa contra outra empresa de Elon Musk, atualmente, sua “menina dos olhos”: a SpaceX. A China testou com sucesso um sistema de recuperação de foguetes na sexta-feira, 10 de julho, segundo informações da mídia estatal. O Long March-10B […]

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Como o Brasil quer conquistar o bilionário mercado espacial com lançamentos em Alcântara

O Brasil está tentando abocanhar uma fatia do mercado espacial, que movimenta bilhões ao redor do mundo e tende a crescer mais nos próximos anos, puxado por SpaceX, Blue Origins e dezenas de outras empresas menores, mas relevantes.

Neste momento, há cerca de 20 contratos em negociação entre o governo federal e multinacionais para “alugar” o Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão. A expectativa é que ao menos um lançamento ocorra ainda neste ano, servindo de chamariz para outros contratantes.

A sul-coreana Innospace obteve, no dia 22 de junho, autorização da Agência Espacial Brasileira (AEB) para realizar um lançamento.

A multinacional desenvolve veículos lançadores de pequenos satélites que atendem setores como telecomunicações, meteorologia e defesa.

A SpaceX, de Elon Musk, já avisou que busca centros espaciais ao redor do mundo para expandir suas atividades – e o Brasil tem condições de entrar no páreo, dizem especialistas.

“Estamos interagindo com empresas com interesse em lançar seus veículos do Brasil. São aproximadamente 20 empresas, de América, Europa, Ásia e Oceania, sendo algumas em estado mais avançado de negociação”, conta o diretor de projetos e negócios da Empresa de Projetos Aeroespaciais (Alada), Paulo Ricardo da Silva Mendes.

A Alada é a estatal criada em 2024 pelo governo Lula com o objetivo de prospectar clientes para uso da infraestrutura e dos serviços de lançamentos de Alcântara, bem como intermediar a interação desses clientes com os órgãos públicos locais que emitem as autorizações.

O faturamento dos contratos será convertido em investimentos na própria infraestrutura local. A base vinha sendo pouco utilizada. Agora, pode transformar-se em um trunfo, pois faltam centros espaciais disponíveis no planeta.

Nessa preparação, o Brasil firmou um acordo de salvaguardas tecnológicas com os Estados Unidos em 2019, no governo Bolsonaro.

O acordo protege a tecnologia norte-americana, o que é considerado um passo essencial para viabilizar os lançamentos, uma vez que cerca de 80% da tecnologia empregada nos veículos vem de lá.

“O mercado aeroespacial cresceu rapidamente. Criou-se aí uma janela que o Brasil não pode perder. O que buscamos é explorar a capacidade de lançamento, a valor justo de mercado, e colocar o País dentro desse mercado mundial”, diz Silva Mendes.

Mercado trilionário

O setor de satélites, foguetes e bases de apoio movimentou US$ 220 bilhões no mundo em 2025, com tendência de chegar a US$ 315 bilhões (cerca de R$ 1,6 trilhão) até 2034, segundo a consultoria Global Market Statistics.

A quantidade de satélites ativos em órbita deve saltar de 11,7 mil, em 2025. para 30 mil, em 2030, chegando a 60 mil, em 2040, segundo relatório produzido pela Força Espacial dos EUA (o braço militar criado no primeiro mandato de Donald Trump).

Alcântara, por sua vez, tem potencial para atender cerca de 90% dos lançamentos, estima o coronel Adalberto de Rezende Rocha Júnior, diretor do centro espacial. “Alcântara está se transformando para absorver uma parte dessa demanda e ser um agente global”, diz.

A infraestrutura dali é capaz de atender foguetes de pequeno e médio portes, com capacidade de levar para órbita entre 20 a 50 toneladas de carga, o que representa a maior parte dos lançamentos.

A título de comparação, é uma faixa compatível com o Falcon, da SpaceX, que carrega até 23 toneladas, mas abaixo do ‘supercargueiro’ Falcon Heavy, de até 64 toneladas.

“Nossa infraestrutura já está totalmente adequada para o mercado. E se mais empresas vierem no futuro, aí precisaremos de investimentos”, complementa Rocha Júnior.

Vantagens

O grande diferencial de Alcântara é a sua localização próxima da Linha do Equador, considerada o ‘filé mignon’ da órbita, onde fica a maioria dos satélites geoestacionários (que ficam ‘parados’ em relação à Terra, monitorando pontos específicos).

Nessa latitude, o gasto de combustível para impulsionar o foguete é cerca 30% menor do que em outras partes do globo.

Outra vantagem é que o tráfego no Maranhão é baixo, sem necessidade de grandes mudanças no fluxo de aviões. A região tem poucos moradores e não tem histórico de desastres climáticos.

Por fim, sua principal concorrente, Kourou, centro espacial da Guiana Francesa, já está praticamente lotada de lançamentos europeus, com pouca margem para crescer.

Dentro deste cenário favorável, o Brasil deve atingir a cadência de um lançamento por mês no curto a médio prazo, estima o coordenador de Licenciamento da AEB, Danilo Sakay.

“Já será um bom começo e com capacidade de expandir mais para frente”. Segundo ele, a criação da Alada foi um passo importante para o Brasil entrar nesse mercado. “Existe uma logística por trás. Antes, eram só lançamentos brasileiros, então o próprio governo se arranjava. Agora vão envolver empresas estrangeiras, o que requer organização”.

A sul-coreana Innospace fará em breve o seu segundo lançamento no Maranhão. O primeiro ocorreu em dezembro de 2025, mas o veículo explodiu após 33 segundos no céu devido a um vazamento de gases de combustão. A causa do acidente foi do projeto do foguete, não na base, diz o diretor da Alada.

“É como um avião. Se decolou e caiu, não é culpa da infraestrutura do aeroporto”.

Virada

O Centro Espacial de Alcântara foi inaugurado em 1983 para ser o ponto de lançamento de um foguete brasileiro, mas isso não teve o sucesso esperado. Houve três tentativas.

A última ocorreu em 2003, a maior tragédia do programa espacial brasileiro, quando a explosão do veículo matou 21 profissionais do setor.

“Junto com eles se foi também todo nosso conhecimento sobre foguetes. Eles eram nossa referência, nossos heróis. Aí ficamos parados no tempo”, observa o diretor do espacial. “Nessa época, a Índia estava no mesmo patamar que nós. Hoje, ela pousa no lado oculto da Lua e nós não”, diz, referindo-se à missão indiana não tripulada que chegou ao polo sul lunar em 2023.

Nos anos seguintes, Alcântara foi reformada e passou a atender voos suborbitais – que não são capazes de lançar satélites em órbita, mas servem para experimentos científicos em ambientes de baixa gravidade. Já o projeto de um foguete próprio sofreu cortes de orçamento e dificuldades no desenvolvimento da tecnologia necessária.

Com o centro espacial pouco utilizado e o mercado crescendo, veio a virada na estratégia, com a busca de clientes corporativos. “Ainda queremos lançar nosso foguete, mas vislumbramos esse lado comercial, pois o mercado está superaquecido”, aponta Rocha Junior.

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ARTIGO: O maior IPO da história já tinha 424 anos

da navegação ao espaço

Haia, Holanda. 1602. Johan van Oldenbarnevelt não dorme há três noites. É o homem mais poderoso da República. Advogado. Grande Pensionário da Holanda. E acaba de fazer a aposta mais insana de sua vida. Forçou seis companhias rivais, que se odiavam, a virarem um único organismo. Convenceu mercadores, viúvas e sapateiros a entregarem suas economias […]

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Depois da Superquarta: o corte veio, mas a credibilidade aguenta?

A Superquarta veio e foi embora, mas deixou uma conclusão mais importante do que a simples fotografia das decisões de juros: o mundo ainda não voltou ao conforto monetário que muitos investidores gostariam de enxergar.

]O acordo provisório entre Estados Unidos e Irã reduziu o risco de uma interrupção prolongada no Estreito de Ormuz, ajudou a aliviar parte do prêmio do petróleo e retirou dos mercados um risco extremo. Isso é positivo. Mas positivo não significa suficiente.

A crise no Oriente Médio já havia feito seu trabalho. Energia mais cara, seguros de navegação mais elevados, cadeias logísticas tensionadas e expectativas de inflação mais sensíveis não desaparecem no dia seguinte a um memorando diplomático.

Mesmo que a rota energética volte gradualmente à normalidade, o choque já contaminou a discussão dos bancos centrais. É por isso que a Superquarta deve ser lida menos como um ponto de virada benigno e mais como um teste de credibilidade para as autoridades monetárias.

Nos Estados Unidos, nasceu um Fed menos previsível

Nos Estados Unidos, a decisão do Federal Reserve não surpreendeu: os juros foram mantidos no intervalo entre 3,50% e 3,75%. A surpresa esteve no tom. Sob Kevin Warsh, em sua primeira reunião à frente da autoridade monetária, o Fed sinalizou uma mudança importante de postura.

O comitê ficou mais preocupado com a persistência da inflação, revisou projeções para cima e mostrou que o espaço para cortes ficou muito mais estreito.

O ponto mais relevante foi a mudança no regime de comunicação. O Fed retirou a inclinação implícita a cortes, reduziu o forward guidance e passou a depender ainda mais dos dados.

Para o investidor pessoa física, isso significa o seguinte: o banco central americano está dizendo que não quer mais prometer o caminho dos juros com tanta antecedência. Em vez disso, prefere preservar flexibilidade para reagir à inflação, ao mercado de trabalho e às condições financeiras.

Essa mudança importa porque os mercados vinham operando com a expectativa de que a próxima etapa natural seria a retomada dos cortes.

Depois da reunião, essa hipótese ficou bem menos confortável. Com inflação ainda acima da meta, atividade resiliente e investimentos fortes, especialmente em tecnologia e infraestrutura, o Fed não tem pressa para aliviar. Pior: parte do mercado passou a tratar novas altas de juros como um cenário possível, ainda que não necessariamente provável.

O Copom cortou, mas a comunicação ficou no meio do caminho

No Brasil, o Copom entregou o corte de 25 pontos-base e levou a Selic para 14,25% ao ano. A decisão, em si, estava dentro do radar. O debate começa na comunicação.

O Banco Central reconheceu um ambiente mais difícil: atividade acima do esperado, mercado de trabalho resiliente, expectativas de inflação deterioradas, projeções mais altas e quadro fiscal mais desafiador. Em tese, esse diagnóstico recomendaria uma postura claramente mais restritiva.

Ainda assim, o comunicado não fechou completamente a porta para novos cortes. O comitê elevou a régua para novas reduções, mas preservou flexibilidade.

Essa escolha pode ser defensável se a inflação ceder, se o câmbio ajudar e se o fiscal não piorar. O problema é que, hoje, o conjunto da obra ainda é desconfortável. A inflação segue acima da meta, as expectativas continuam frágeis e o fiscal permanece como principal fonte de incerteza doméstica.

Em outras palavras, o corte veio. A dúvida é se a credibilidade aguenta uma comunicação que, ao mesmo tempo, reconhece a piora dos fundamentos e deixa a porta entreaberta para novos estímulos.

O risco é o mercado interpretar essa flexibilidade como tolerância maior com a inflação. Se isso acontecer, o custo aparecerá rapidamente no câmbio, nos juros longos e nos ativos mais sensíveis à queda da Selic.

Paz ajuda o humor, mas política monetária manda no ciclo

O acordo entre Estados Unidos e Irã melhora o ambiente externo, mas não muda a principal conclusão da semana: a política monetária voltou a comandar o preço dos ativos.

A paz reduz o risco de cauda, derruba parte do prêmio do petróleo e favorece uma recomposição de apetite por risco. Mas, se os bancos centrais mantêm uma postura dura, o rali tende a ser mais seletivo e menos linear.

Essa diferença é crucial. Quando os juros caem de forma previsível, o mercado costuma antecipar melhora para quase tudo: bolsa, crédito, small caps, fundos imobiliários e ativos de maior duration. Quando os juros ficam altos por mais tempo, a seleção volta a importar. Empresas com balanço forte, geração de caixa, poder de preço e menor dependência de financiamento tendem a atravessar melhor o ambiente. Já teses que dependem de corte rápido de juros sofrem mais.

No Brasil, isso é especialmente importante. A curva de juros ainda carrega prêmio fiscal elevado, a inflação segue distante da meta e a eleição começa a entrar no radar dos investidores.

O real pode se beneficiar do alívio geopolítico, mas precisa de credibilidade doméstica para sustentar ganhos.

A bolsa pode reagir a um petróleo mais baixo e a algum alívio externo, mas continuará separando qualidade de fragilidade. Não basta a notícia boa lá fora; é preciso que a política econômica aqui dentro ajude.

No final, a Superquarta confirmou que o pior risco geopolítico pode ter ficado para trás, mas também mostrou que o mundo não voltou ao regime de dinheiro fácil. O Fed iniciou a era Warsh com menos promessas e mais ênfase em estabilidade de preços.

O Copom cortou, mas deixou uma mensagem que ainda precisará ser testada pelos dados e pela reação do mercado. No fundo, a paz no Oriente Médio reduz o choque, mas não apaga a inflação; e a queda pontual do petróleo ajuda, mas não substitui credibilidade.

Para o investidor, a mensagem é de disciplina. O ambiente continua oferecendo oportunidades, mas exige mais seletividade. Não é um cenário para abandonar risco indiscriminadamente, nem para comprar qualquer ativo apenas porque os juros podem cair um dia.

É um mercado em que qualidade, previsibilidade, balanço sólido e geração de caixa voltam a valer mais. A Superquarta passou; agora começa a parte mais difícil: provar que a inflação pode convergir sem que os bancos centrais precisem apertar ainda mais o torniquete monetário.

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BC retira teto de R$ 500 para Pix por aproximação; instituições devem se adaptar até outubro

O Banco Central alterou as regras do Pix e retirou o teto fixo de R$ 500 que limitava os pagamentos na modalidade por aproximação. As instituições terão até 1º de outubro para adaptar sistemas e implementar a mudança.

Com a alteração, as transações por aproximação e as iniciadas por meio da jornada sem redirecionamento, no Open Finance, passam a seguir a mesma lógica que os demais pagamentos via Pix: o usuário poderá solicitar ao banco o aumento ou a redução do limite diário e do limite por transação, de acordo com a ferramenta de gestão de limites que deve ser disponibilizada por todos os bancos em seus aplicativos

“Ao permitir que o usuário ajuste o limite do Pix por aproximação dentro dos canais da sua instituição, a nova regra torna a experiência mais aderente às necessidades do dia a dia, sem perder de vista os mecanismos de segurança já incorporados ao ecossistema do Pix”, afirma o chefe adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro (Decem) do BC, Breno Lobo, em nota publicada no site da autoridade monetária.

A atualização também alcança pagamentos iniciados sem redirecionamento no Open Finance, como transações feitas em carteiras digitais compatíveis.

Segundo o BC, o objetivo é unificar as diretrizes e reduzir diferenças regulatórias entre as jornadas.

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WEG (WEGE3), Moura Dubeux (MDNE3), Petrobras (PETR4) e outros destaques corporativos desta quarta (17)

O pagamento de JCP da WEG (WEGE3), o programa de recompra de ações da Moura Dubeux (MDNE3) e o subsídio ao diesel da Petrobras (PETR4) são alguns dos destaques corporativos desta quarta-feira (17)

Confira os destaques de hoje:

WEG (WEGE3) aprova pagamento de R$ 438 milhões em juros sobre capital próprio

A WEG (WEGE3) aprovou a distribuição de R$ 438,1 milhões em juros sobre capital próprio (JCP), informou a companhia em comunicado ao mercado nesta terça-feira (16).

O valor corresponde a R$ 0,10 por ação. Terão direito ao provento os acionistas com posição acionária em 19 de junho de 2026. A partir de 22 de junho, os papéis passarão a ser negociados na condição “ex-JCP”.

O pagamento está previsto para 10 de março de 2027. Após o desconto de 17,5% de imposto de renda na fonte, o valor líquido será de aproximadamente R$ 0,09 por ação.

Acionistas que comprovarem até 19 de junho de 2026, junto ao Banco Bradesco, a condição de imunes ou dispensados da retenção do imposto receberão o valor integral do provento, conforme a legislação vigente.

Moura Dubeux (MDNE3) cria programa de recompra de até 1,36 milhão de ações

A Moura Dubeux (MDNE3) aprovou nesta terça-feira (16) um novo programa de recompra de ações que permitirá à companhia adquirir até 1,36 milhão de papéis ordinários em circulação, equivalente a cerca de 2% do total de ações disponíveis no mercado.

O programa terá duração de 18 meses, com início em 16 de junho de 2026 e término em 16 de dezembro de 2027.

Segundo a empresa, o programa tem como objetivo maximizar a geração de valor para os acionistas. As ações recompradas poderão permanecer em tesouraria, ser posteriormente canceladas ou alienadas, além de serem utilizadas para atender obrigações relacionadas ao plano de remuneração baseado em ações da companhia.

ANP aprova pagamento de R$740 mi à Petrobras (PETR4) referente à 1ª fase do subsídio ao diesel

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou o pagamento à Petrobras (PETR4) de aproximadamente R$ 740 milhões referente ao primeiro período do programa de subvenção econômica à comercialização de diesel, de 12 de março a 31 de março, segundo documento da autarquia visto pela Reuters.

A aprovação ocorreu na segunda-feira, após a agência apurar e verificar a conformidade do valor a ser pago pela União no âmbito do programa, criado pelo governo federal para reduzir os impactos da alta do petróleo e de seus derivados com a guerra dos Estados Unidos contra o Irã.

A Petrobras havia registrado no balanço financeiro do primeiro trimestre o valor de R$741 milhões como contas a receber relativas ao primeiro período de apuração da subvenção econômica à comercialização de diesel, em março.

Estrela (ESTR3): Justiça aceita pedido e companhia entra em recuperação judicial

A tradicional fabricante de brinquedos Estrela (ESTR3) informou nesta terça-feira (16) que teve aprovado pela Justiça o processamento de seu pedido de recuperação judicial, juntamente com outras sete empresas que integram seu grupo.

Segundo fato relevante divulgado pela companhia, a decisão foi proferida em 15 de junho pelo Juízo da 1ª Vara Cível da Comarca de Três Pontas (MG), que reconheceu o cumprimento dos requisitos previstos na Lei de Recuperação Judicial e Falências (Lei nº 11.101/2005).

De acordo com a Estrela, o objetivo do processo é promover uma reorganização financeira e operacional das empresas do grupo, buscando preservar as atividades, fortalecer a estrutura econômico-financeira e garantir a continuidade dos negócios.

Assessorando credores, Moelis e Journey recebem proposta da IG4 pelo controle da Raízen (RAIZ4)

O banco de investimentos independente Moelis & Company e a consultoria financeira Journey Capital, assessores dos credores da produtora de açúcar e etanol Raízen (RAIZ4), receberam ofertas não vinculantes da gestora de private equity IG4 na noite de segunda-feira (15) para adquirir créditos e o controle da empresa, de acordo com três pessoas familiarizadas com o assunto.

Duas delas, entretanto, alertaram que qualquer acordo ainda está longe de ser certo, sendo que uma acrescentou que os credores dificilmente chegarão a uma decisão em breve.

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Ainda, uma das três pessoas disse que os credores aceitaram a proposta da Raízen de converter dívida em participação acionária por ser a melhor alternativa disponível naquele momento, mas que prefeririam não permanecer como acionistas.

HSBC aposta em crescimento no Brasil mesmo após provisões ligadas a Raízen e GPA, diz CEO

O HSBC Brasil aposta no ritmo recente de crescimento de suas receitas para ganhar relevância no resultado global do grupo, afirmou o presidente-executivo (CEO) da instituição, Alexandre Guião.

“Nós queremos ser top 10. Queremos continuar crescendo para ser um país cada vez mais relevante [no grupo]”, disse o executivo em entrevista à Reuters, citando que a operação brasileira já figura no top 20 do HSBC, que está presente em 55 países.

Ele não definiu um prazo para tal ascensão, mas destacou que nos primeiros cinco meses de 2026 o banco já registra um crescimento de 39% na receita, após fechar 2025 com aumento de 20% ante 2024, que já havia registrado uma alta de 12% frente a 2023.

Supermercados Dia encerram recuperação judicial antes do prazo e miram expansão no Brasil

A rede de supermercados Dia anunciou nesta terça-feira (16) o encerramento de seu processo de recuperação judicial, pouco mais de dois anos após o pedido de proteção contra credores. A conclusão foi homologada pela Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo após a empresa comprovar o cumprimento integral das obrigações previstas no plano de reestruturação.

O fim da supervisão judicial ocorreu antes do prazo inicialmente previsto, que era outubro deste ano. Segundo a companhia, a antecipação foi possível após o cumprimento de 100% das metas e compromissos estabelecidos no processo de recuperação.

Em comunicado, o CEO do Dia no Brasil, Fabio Farina, afirmou que a conclusão da recuperação judicial marca o início de um novo ciclo para a varejista. “O encerramento da recuperação judicial representa a conclusão de uma importante etapa da transformação do Dia”, frisou.

BYD acelera investimento em produção de baterias no Brasil para carros e armazenamento de energia

A fabricante chinesa de veículos elétricos BYD está ampliando a produção de baterias no Brasil, disse um alto executivo à Reuters, com foco na fabricação local para seus carros elétricos ao mesmo tempo em que se prepara para investir cerca de R$ 500 milhões em sistemas de armazenamento para dar suporte à rede elétrica nacional.

A nova capacidade de fabricação no segmento de veículos faz parte de um esforço mais amplo para atingir 50% de conteúdo nacional em seus carros fabricados no Brasil até o início de 2027, disse o vice-presidente sênior da BYD Alexandre Baldy.

“Nós estamos localizando, trazendo conteúdo local, para que consigamos de fato nos tornar uma fabricante brasileira”, disse disse Baldy. “A bateria é mais um dos itens, um importante componente”.

Conselho da Telefônica Brasil (VIVT3) aprova incorporação da FiBrasil

O conselho de administração da Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, aprovou a proposta de incorporação da subsidiária FiBrasil e convocação de Assembleia Geral Extraordinária da companhia para o dia 1 de julho de 2026 para deliberar o assunto, mostra fato relevante divulgado ao mercado na noite de terça-feira (16).

A FiBrasil atua com serviços de telecomunicações, abrangendo a disponibilização de infraestrutura de rede neutra de fibra óptica no atacado. Em maio deste ano, a Telefônica já havia anunciado a aquisição de 100% do capital social da empresa, consolidando integralmente a subsidiária em sua estrutura societária.

O plano prevê a absorção total do patrimônio líquido da FiBrasil, avaliado em cerca de R$ 812,6 milhões, pela Telefônica Brasil.

Engie Brasil (EGIE3) detalha acordo sobre participação na Jirau financiado por aumento de capital de R$ 5,74 bi

A Engie Brasil (EGIE3) detalhou, em um documento apresentado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite de terça-feira (16), os termos de um acordo para adquirir uma participação de 40% na usina hidrelétrica de Jirau de seu acionista controlador, a Engie Brasil Participações, parte da francesa Engie.

A empresa informou que o negócio será financiado por um aumento de capital de cerca de R$ 5,74 bilhões por meio de uma oferta de ações vinculada à aportação do ativo.

A oferta de ações poderá arrecadar até R$ 8,36 bilhões, incluindo uma alocação adicional, informou a empresa.

Com vendas em queda, Pizza Hut é vendida por US$ 2,7 bilhões

A gigante do setor de fast-food Yum Brands fechou um acordo nesta terça-feira (16) para a venda da rede Pizza Hut por US$ 2,7 bilhões. O movimento foi motivado pela desaceleração das vendas da Pizza Hut nos últimos anos, que vinha registrando um desempenho inferior ao de outras redes do grupo, como KFC e Taco Bell.

O negócio recebeu o aval do conselho de administração e deve ser oficialmente concluído no terceiro trimestre deste ano.

Ações da BMW caem ao menor nível desde 2020 após alerta sobre lucros

As ações da montadora alemã de luxo BMW recuavam cerca de 7% na bolsa de valores de Frankfurt, na Alemanha, após a empresa ter divulgado, na noite de terça-feira (16), um alerta sobre os lucros que, segundo alguns analistas, poderia indicar uma reformulação estratégica mais ampla, incluindo cortes de capacidade na Europa.

A BMW atribuiu a culpa à prolongada fraqueza na China, o maior mercado automotivo do mundo, e ao impacto da guerra no Irã sobre os preços e o ânimo dos consumidores.

Analistas do Deutsche Bank e da Jefferies afirmaram que a revisão para baixo nas perspectivas foi significativamente maior do que o esperado.

*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo

*Com supervisão de Maria Carolina Abe

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O dia após o IPO recorde: SpaceX fecha compra da Cursor por US$ 60 bilhões

A SpaceX firmou o acordo definitivo para comprar a Cursor, em uma transação que avalia a startup de codificação por IA em US$ 60 bilhões. Os investidores da Cursor terão o direito de receber ações da SpaceX com base no valuation implícito de US$ 60 bilhões, segundo documento divulgado pela companhia na manhã de terça-feira, […]

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SpaceX: como o apelo do IPO foi além da euforia do mercado em torno das ações

(Bloomberg) –Wall Street passou a última semana oscilando entre a macroeconomia e a euforia.

Os investidores analisaram dados mistos sobre a inflação, desdobramentos positivos no conflito do Oriente Médio e oscilações bruscas nos preços do petróleo. Ao mesmo tempo, a corrida por exposição à SpaceX se estendeu muito além da oferta pública inicial de ações da empresa, com investidores buscando maneiras alternativas de participar de uma das estreias na bolsa mais aguardadas dos últimos anos.

O resultado foi um mercado com dificuldades para se consolidar em uma narrativa única, com investidores oscilando entre desenvolvimentos macroeconômicos e operações especulativas. Segundo uma métrica, o Nasdaq 100 registrou esta semana suas maiores oscilações médias intradiárias desde abril de 2025.

A SpaceX tornou-se o ponto crucial da semana. Investidores de varejo enviaram mais de US$ 100 bilhões em pedidos para a oferta, superando em muito as alocações disponíveis por meio de corretoras.

Mas, diferentemente de frenesis anteriores de IPOs, a demanda não se limitou ao livro de ofertas tradicional. Investidores que não conseguiram garantir ações buscaram exposição em outros lugares. Isso ajudou a impulsionar grandes fluxos de entrada pré-IPO em fundos, incluindo o ETF Baron First Principles de US$ 2 bilhões, além de alimentar a atividade em uma rede crescente de plataformas de negociação alternativas.

A Polymarket gerou mais de US$ 25 milhões em volume de negociações em contratos relacionados à SpaceX. Essa atividade também se estendeu aos mercados nativos de criptomoedas, com investidores negociando contratos futuros perpétuos vinculados à empresa na plataforma descentralizada Hyperliquid. O que antes seria uma simples história de IPO passou a se desenrolar simultaneamente em diversas plataformas de negociação.

“O fato de estarmos vendo uma proliferação de ETFs atrelados a ações populares demonstra o momento atual”, disse Peter Atwater, presidente da consultoria Financial Insyghts. “O público agora está especulando com base em seu próprio impulso maníaco, utilizando toda a força que consegue encontrar.”

Mais de 20 ETFs ligados à SpaceX já foram registrados, abrangendo desde produtos alavancados e inversos até estratégias baseadas em opções. Um ETF alavancado atrelado à SpaceX teve uma alta de mais de 80% antes de praticamente paralisar suas negociações na sexta-feira, segundo dados compilados pela Bloomberg e informações publicadas no site da bolsa Cboe, devido a preocupações regulatórias.

As empresas emissoras de ETFs, que antes esperavam meses após um IPO para lançar produtos relacionados, agora correm para registrar seus pedidos quase imediatamente, o que demonstra a rapidez com que Wall Street se mobiliza para atender à demanda especulativa.

“Certamente há espaço para especulação, mas eu prefiro que os investidores invistam”, disse Nancy Tengler, CEO da Laffer Tengler Investments, que tem uma convicção de longo prazo na empresa.

Os produtos usados ​​para expressar visões especulativas estão se tornando grandes o suficiente para influenciar as negociações no mercado em geral. Estrategistas da Nomura estimam que os ETFs alavancados, de forma mais ampla, geram atualmente cerca de US$ 8 bilhões em demanda de rebalanceamento para cada variação de 1% no mercado, enquanto o posicionamento em opções contribui com bilhões a mais.

O Barclays Plc estimou recentemente que fluxos semelhantes ligados aos principais ETFs alavancados dos EUA atingiram um recorde antes da onda de vendas ocorrida no início deste mês. Esses produtos não determinam a direção do mercado, mas podem amplificar as tendências predominantes, transformando explosões de entusiasmo — ou ansiedade — em oscilações maiores.

“O ecossistema especulativo também indica oscilações maiores em torno de ações relacionadas, porque quando a exposição é construída por meio de produtos alavancados e sintéticos, as altas e as baixas podem ocorrer mais rapidamente do que os investidores esperam”, disse Chris Murphy, co-chefe de estratégia de derivativos do Susquehanna International Group.

As oscilações da semana refletiram a rapidez com que o foco do mercado mudou. Dados relativamente moderados da inflação ao consumidor impulsionaram inicialmente os ativos de risco. Um dia depois, dados mais fortes sobre os preços ao produtor levantaram novas dúvidas sobre as pressões de custos. Enquanto isso, os comentários do presidente Donald Trump sobre o Irã alteraram repetidamente as expectativas para o conflito e fizeram com que o petróleo e as ações se movessem em direções opostas. Na sexta-feira, as esperanças de um avanço diplomático ajudaram a impulsionar as ações novamente.

“O acordo de paz intermitente está provocando fortes oscilações de curto prazo no nível do índice, tornando mais desafiador analisar e investir em ações individuais”, disse Michael O’Rourke, estrategista-chefe de mercado da JonesTrading. “Isso complica a situação enquanto as empresas tentam navegar em meio à euforia.”

Cautela?

Sinais de cautela surgiram em meio ao fervor especulativo. A Susquehanna apontou para uma atividade considerável de hedge em ETFs de semicondutores, incluindo grandes compras de proteção contra quedas no ETF de semicondutores da VanEck. Mesmo enquanto os investidores buscavam histórias de crescimento, outros se posicionavam para oscilações maiores no futuro.

A SpaceX foi a obsessão dominante da semana. Mas a notícia mais importante é a facilidade com que os investidores agora podem participar — e construir exposição a — um negócio que antes poderia ter sido restrito principalmente a investidores institucionais.

Para Aaron Korff, um empresário de 55 anos da Flórida que dirige uma empresa de software de gerenciamento de transporte de veículos, a oferta da SpaceX era impossível de ignorar. Korff disse que nunca havia investido em um IPO antes, principalmente porque considerava o processo complicado. Desta vez foi diferente. Ele enviou sua solicitação pela E-Trade na segunda-feira e recebeu uma parte das ações antes da abertura do mercado na sexta-feira, embora a enorme demanda tenha feito com que ele recebesse apenas um quarto do seu pedido inicial.

Ainda assim, Korff disse que o apelo ia além da euforia do mercado em torno das ações.

“Quem se importa se as ações sobem e descem? Você ama a empresa? Acredita no futuro dela? Esses são os motivos certos para investir nela”, disse ele. “Elon Musk fará tudo o que estiver ao seu alcance para impulsionar os negócios. Veja o que ele já fez com a SpaceX.”

© 2026 Bloomberg LP

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OpenAI, Anthropic e SpaceX viram “fábrica de fortunas”: 20 bilionários e 16 mil milionários a caminho

A SpaceX deu a largada ao que deve ser um período de grandes IPOs nos Estados Unidos, gerando uma nova leva de bilionários aos rankings da Bloomberg e da Forbes. Um levantamento feito pela consultoria Sacra para o jornal The New York Times (NYT) estima que as megalistagens de SpaceX, Anthropic e OpenAI devem criar […]

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Elon Musk vira trilionário e passa a valer mais do que 198 países e toda a bolsa brasileira

O empresário Elon Musk se tornou a primeira pessoa no mundo a ostentar (ao menos no papel) o título de trilionário, um nível de riqueza impressionante, muito acima do PIB e do valor de mercado de muitas companhias. A SpaceX estreou nesta sexta-feira, 12 de junho, na Nasdaq, após precificar seu IPO em US$ 135 […]

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Haddad: precisamos cooperar com EUA, sem subordinar interesse brasileiro

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), defendeu a cooperação com os Estados Unidos para combater o crime organizado, mas afirmou que não se pode “subordinar o interesse nacional brasileiro ao interesse nacional americano”. As declarações foram feitas em entrevista ao podcast 3 Irmãos, publicado neste sábado (6).

“Uma cooperação com os Estados Unidos é essencial, porque o nosso problema está lá também. O dinheiro do crime organizado está sendo lavado nos Estados Unidos, as armas para o crime organizado do Brasil estão vindo dos Estados Unidos, então nós precisamos encontrar um jeito de cooperar com eles. O que não podemos é subordinar o interesse nacional brasileiro ao interesse nacional americano”, afirmou.

Haddad disse ainda que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), errou ao não cooperar com a União no combate ao crime organizado. Ele destacou que a primeira medida que tomará, caso eleito, será colaborar com o presidente para inserir um capítulo sobre segurança pública na Constituição.

“O erro de São Paulo foi não liderar cooperativamente com a União o combate ao crime organizado. Ao contrário, sabotaram tanto a lei Antifacção quanto a tramitação da PEC da Segurança Pública”, disse Haddad.

“Então, a primeira medida que eu vou tomar é sentar com o presidente e falar: vamos fazer um capítulo na Constituição sobre Segurança Pública. A educação tem, a seguridade social tem, a cultura tem, o esporte tem, e a segurança não tem”, acrescentou.

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BC prevê uso de contas-salário em operações de Pix Automático a partir de julho

O Banco Central informou nesta quinta-feira, 26, que prevê que, a partir de julho, será possível usar também contas-salário para realizar operações de Pix Automático. Atualmente, somente contas correntes e de pagamento podem iniciar operações na modalidade.

A novidade foi um dos temas da 28ª reunião plenária do Fórum Pix, realizada quinta. O encontro técnico entre a autoridade monetária e os participantes do arranjo de pagamento instantâneo tem como objetivo discutir a agenda de trabalho em andamento, o planejamento para os próximos meses e as ações finalizadas.

Segundo o BC, o uso de conta-salário em operações de Pix Automático integra a agenda evolutiva do arranjo de pagamento a ser desenvolvida no primeiro semestre de 2026.

Em nota, a autarquia detalhou que, com a novidade, nos casos em que o usuário final recebedor dessas transações for pessoa jurídica ou entidade não autorizada a funcionar pelo BC, deverá ser observada exclusivamente a regulamentação específica que disciplina o Pix Automático. Essa determinação, porém, não se aplica a casos em que a autorização de débito e crédito envolva a mesma instituição, em conformidade com resoluções publicadas em setembro do ano passado.

O Fórum Pix desta quinta também debateu iniciativas em estudo para prevenir o mau uso de mensagens no envio de transações. Um grupo de trabalho foi formado para tratar dessa questão e deve apresentar uma proposta até 30 de junho. As sugestões serão avaliadas e, se aprovadas, serão regulamentadas pelo BC.

“Uma das prioridades para 2026 diz respeito ao campo descrição do serviço, onde o usuário do Pix deveria usar o espaço para registrar o que foi pago ou passar alguma informação objetiva para quem recebeu o valor”, afirma a autarquia. “A equipe técnica do BC tem observado que esse campo, em algumas ocasiões, vem sendo utilizado de maneira indevida pelos usuários. Foram identificadas mensagens ofensivas, intimidatórias e/ou ameaçadoras, em operações quase sempre de valores irrisórios.”

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Fundo imobiliário de logística anuncia troca de nome na B3; IFIX registra terceira queda consecutiva

O fundo imobiliário GGR Covepi Renda (GGRC11) anunciou, por meio de fato relevante, que vai alterar seu nome de pregão na B3, passando de FII GGRCOVEP para FII GGR ZAG.

Segundo o comunicado divulgado ao mercado, a mudança será implementada em até cinco dias úteis contados a partir dessa quinta-feira (19).

Além disso, o veículo passou a se chamar oficialmente Zagros Renda Imobiliária, substituindo a denominação anterior (GGR Covepi Renda).

Apesar das alterações, o fundo informou que seu ticker de negociação na bolsa de valores continuará sendo GGRC11.

Também não haverá mudanças na estrutura, política de investimentos ou demais características do FII.

A administradora e a gestora do veículo afirmaram que o ajuste é apenas nominativo, sem impacto direto para os seus mais de 310 mil cotistas.

Desempenho do IFIX

O IFIX, índice que reúne os principais FIIs negociados na B3, encerrou a quinta-feira (19) em queda de 0,11%, aos 3.864,05 pontos, no terceiro recuo consecutivo.

Agora, o indicador apresenta perda de 1,23% no acumulado de março. No ano de 2026, porém, mantém valorização de 2,35%.

Destaques do último pregão (19)

O PMIS11 (Paramis Hedge Fund) liderou as altas do dia, avançando 2,47% e encerrando a sessão cotado a R$ 8,29. Em seguida, o KORE11 (Kinea Oportunidades RE) subiu 1,60%, para R$ 76,20, enquanto o LIFE11 (Life Capital Partners) avançou 1,47%, a R$ 8,98.

Ticker Variação (%) Último (R$)
PMIS11 +2,47% 8,29
KORE11 +1,60% 76,20
LIFE11 +1,47% 8,98
XPML11 +1,28% 108,17
PORD11 +1,07% 8,49

Já o OUJP11 (Ourinvest JPP) liderou as perdas do dia, recuando 4,60% e encerrando a sessão cotado a R$ 84,99. Em seguida, o TGAR11 (TG Ativo Real) caiu 2,73%, para R$ 71,34, enquanto o URPR11 (Urca Prime Renda) recuou 2,18%, a R$ 35,50.

Ticker Variação (%) Último (R$)
OUJP11 -4,60% 84,99
TGAR11 -2,73% 71,34
URPR11 -2,18% 35,50
KISU11 -1,96% 7,00
VINO11 -1,94% 5,06
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Fundo imobiliário anuncia contrato com a Shopee após devolução de área pelo Banco Master; IFIX sobe

O fundo imobiliário BGR B32 (BGRB11) anunciou, por meio de fato relevante, que renovou a locação com a Shopee referente à área de 6.174 metros quadrados (m²) que a empresa já ocupa no Edifício B32, localizado em São Paulo (SP).

Segundo o comunicado divulgado ao mercado, a aditivo prevê a prorrogação do contrato por mais cinco anos, levando o vencimento para 2031, com aumento de aproximadamente 21% no valor do aluguel.

Além disso, o FII também celebrou com a Shopee uma nova locação para uma área adicional de 9.824 m² no mesmo imóvel, também por cinco anos.

De acordo com a gestora do BGRB1, o novo contrato compensa totalmente o espaço devolvido pelo Banco Master em janeiro.

A instituição bancária, antes de ser liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central (BC), ocupava os pavimentos 12º, 14º, 15º, 29º e parte do 30º do edifício.

Ainda segundo o fato relevante, acordos de longo prazo ajudam a garantir estabilidade e previsibilidade de receita para o fundo.

Desempenho do IFIX 

O IFIX, índice que reúne os principais FIIs negociados na bolsa de valores, encerrou a segunda-feira (16) em leve alta de 0,05%, aos 3.881,27 pontos, marcando o segundo avanço consecutivo.

Embora tenha ensaiado a recuperação, o indicador ainda registra queda de 0,79% no acumulado de março. No ano de 2026, contudo, mantém valorização de 2,81%.

Destaques do último pregão (16)

O Kinea Oportunidades (KORE11) liderou as altas do dia, avançando 2,00% e encerrando a sessão cotado a R$ 75,41.

Em seguida, o Tellus Rio Bravo Renda Logística (TRBL11) subiu 1,84%, para R$ 78,10, e o Ourinvest JPP (OUJP11) avançou 1,80%, a R$ 86,40.

Ticker Variação (%) Último (R$)
KORE11 +2,00% 75,41
TRBL11 +1,84% 78,10
OUJP11 +1,80% 86,40
GGRC11 +1,28% 10,25
TOPP11 +1,27% 74,94

Já o Vinci Offices (VINO11) liderou as perdas, recuando 2,86% e fechando a sessão a R$ 5,09. Depois, o Patria Escritórios (HGRE11) caiu 1,31%, para R$ 125,50, e o Valora CRI Índice de Preço (VGIP11) registrou baixa de 1,14%, a R$ 79,66.

Ticker Variação (%) Último (R$)
VINO11 -2,86% 5,09
HGRE11 -1,31% 125,50
VGIP11 -1,14% 79,66
SNCI11 -1,11% 89,00
CCME11 -0,68% 8,78
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Mendonça articulou formação de maioria para manter prisão de Vorcaro em meio à discussão de delação

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), articulou com colegas da Segunda Turma a formação de uma rápida maioria no colegiado para manter a prisão preventiva de Daniel Vorcaro, do Banco Master,  decretada por ele na semana passada no curso de uma nova fase da operação Compliance Zero, disseram fontes ouvidas pela Reuters nesta sexta-feira (13).

O movimento liderado por Mendonça contou com o respaldo de ministros de dentro e de fora da turma e foi uma espécie de contraponto à intensa pressão dos últimos dias que magistrados vinham sofrendo de alguns políticos pela libertação de Vorcaro mediante o temor de que o banqueiro pudesse fazer uma delação premiada, conforme duas fontes.

Emissários do banqueiro chegaram a procurar integrantes do Congresso, do Supremo e da Polícia Federal levando sinais de que Vorcaro estaria disposto a colaborar com as investigações, revelando nomes e situações que poderiam implicar diversas autoridades, de acordo com as fontes.

Esses recados acenderam o alerta no mundo político — especialmente entre lideranças do Centrão — que poderiam ser vítimas da delação de Vorcaro em um ano eleitoral. A articulação buscou uma revogação da preventiva ou, ao menos, que ele fosse enviado para a prisão domiciliar, acrescentaram.

Procurada, a defesa de Vorcaro disse que são “inverídicas” notícias relacionadas à iniciativas de tratativas de delação dele. “Essa informação jamais partiu de qualquer dos advogados envolvidos no caso e sua divulgação tem o único objetivo de prejudicar o exercício da defesa nesse momento sensível”, afirmou.

Nos últimos dias chegou a circular na imprensa uma suposta contabilização de dois votos favoráveis ao banqueiro em votação na Segunda Turma sobre a prisão de Vorcaro, dos ministros Nunes Marques e Gilmar Mendes. Na prática, com a suspeição declarada pelo ministro Dias Toffoli por foro íntimo, um empate na votação iria beneficiar Vorcaro.

Mendonça já vinha articulando reservadamente apoio dos colegas da Turma, segundo uma fonte. Ele já tinha conversado e recebido sinais de que Luiz Fux e Nunes Marques iriam acompanhar logo seu voto no julgamento virtual, iniciado às 11h desta sexta-feira, o que de fato ocorreu.

O julgamento virtual sobre a prisão de Vorcaro vai até a próxima sexta-feira, dia 20, e Gilmar Mendes deu indicações de que não vai votar nesta sexta, segundo uma fonte do Supremo.

A pessoas próximas, Mendonça negou que seu voto para manter a prisão preventiva tinha por objetivo promover uma delação de Vorcaro, de acordo com uma fonte. O voto dele, de 53 páginas, fez um contraponto de cada um dos argumentos da defesa para relaxar a detenção do banqueiro.

Entre os elementos, o ministro do STF citou o fato de o pai do banqueiro ter recebido R$2,2 bilhões após o banqueiro ter ido para prisão domiciliar, assim como o pagamento mensal de R$1 milhão a um grupo de aliados para ameaçar e intimidar pessoas — inclusive jornalistas.

Vorcaro foi preso preventivamente no início de março em uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ele já havia sido preso inicialmente em novembro do ano passado.

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Guerreiras do K-Pop: animação da Netflix impulsiona nova onda de turismo na Coreia do Sul

A moradora de Honolulu Christine Kim foi uma das primeiras a entrar na tendência de viagens inspiradas por Guerreiras do K-Pop. Para ser justo, sua viagem para Seoul com o marido e os filhos já estava planejada antes mesmo de o filme da Netflix estrear, em junho de 2025.

O plano, pelo menos inicialmente, era visitar os avós. Mas então Rumi, Zoey e Mira, protagonistas do longa, viraram ídolos da filha de 5 anos de Kim — e o roteiro da viagem foi reescrito em tempo real. Quando visitaram um jimjilbang, ou spa coreano, e a N Seoul Tower — cenário do show final dos rivais Saja Boys no filme — a viagem da família virou motivo de orgulho.

“Minha filha parecia totalmente chocada ao descobrir que os lugares do filme eram reais”, disse Kim por mensagem. “Ela ficou tão animada que ficou sem palavras.”

Não foi só a filha que entrou no clima cultural. “Comprei para meu filho um hanbok preto e um gat [roupa tradicional e chapéu] para ele se vestir como um Saja Boy no Halloween”, lembra Kim. “E quando fomos à Nike Store Myeongdong, minha filha fez uma camiseta com um pássaro pega por causa de um personagem de Guerreiras do K-Pop.”

No fim de 2025, Guerreiras do K-Pop continuava sendo o filme original mais assistido da história da Netflix, com mais de 500 milhões de visualizações. Caso você não tenha crianças pequenas ou de alguma forma tenha escapado do fenômeno, o musical de ação animado produzido pela Sony Pictures Animation acompanha Huntrix, um grupo feminino de K-pop cujos sucessos nas paradas ajudam a derrotar demônios que ameaçam a humanidade.

Se foi um sucesso crítico e comercial que ninguém esperava, como a animadora coreano-canadense Maggie Kang disse recentemente em entrevista à Bloomberg, agora também está se tornando um catalisador inesperado para o turismo.

De acordo com dados da Trip.com, nos três meses após o lançamento do filme, as reservas globais de voos para a Coreia do Sul aumentaram 25% em relação ao mesmo período do ano anterior. (As estatísticas não identificam exatamente os motivos das viagens.

Onda coreana

Afinal, a Coreia do Sul já vinha se consolidando como destino turístico entre viajantes internacionais. Ainda assim, há razões para acreditar que Guerreiras do K-Pop tenha contribuído para esse aumento. O fenômeno cultural conhecido como Hallyu, ou onda coreana, vem impulsionando a popularidade global da cultura do país e sua ligação com o turismo.

O grupo BTS tem sido um dos principais símbolos da Hallyu desde 2018, atraindo centenas de milhares de fãs para Seul em seus shows. O filme Parasite, vencedor do Oscar, e a série Squid Game também ajudaram após seus lançamentos, em 2019 e 2021. O grupo Blackpink teve sucesso internacional semelhante. A popularidade de vídeos sobre cuidados com a pele coreanos — consumidos principalmente no TikTok pela Geração Z — também inspirou muitas viagens de longa distância. A influência de Guerreiras do K-Pop se soma a tudo isso.

Em julho de 2025, mês seguinte ao lançamento da música Golden no Spotify, 1,36 milhão de viajantes internacionais visitaram Seul, segundo o governo da cidade — 23,1% a mais que no ano anterior. O aumento imediato foi atribuído a turistas da China, Japan, Taiwan e dos United States, com autoridades dizendo que as viagens foram “impulsionadas pela febre de Guerreiras do K-Pop”, possivelmente refletindo como o filme primeiro se tornou popular na região antes de ganhar projeção global.

A tendência continuou nos meses seguintes, ajudando a Coreia do Sul a registrar um recorde de 18,9 milhões de turistas estrangeiros em 2025, segundo dados do órgão de turismo do país.

Esse aumento pode durar além do pico inicial de popularidade do filme, já que a temporada de premiações mantém o longa em evidência. Em 11 de janeiro, Guerreiras do K-Pop venceu o Golden Globe Awards nas categorias de melhor animação e melhor canção original. Também ganhou melhor música escrita para mídia visual no Grammy Awards de 2026 e dominou o Annie Awards, conquistando todos os 10 prêmios possíveis. Agora é apontado como favorito para ganhar dois troféus no Academy Awards em 15 de março. Em 12 de março, a Netflix confirmou que uma sequência está em desenvolvimento.

Como viagens internacionais costumam levar tempo para serem planejadas e estatísticas de turismo geralmente são divulgadas trimestralmente ou semestralmente, os efeitos de Guerreiras do K-Pop sobre o turismo ainda estão apenas começando a aparecer.

Neil Hassall, que administra o grupo do Facebook South Korea Travel Tips and Planning, diz que os fãs do filme impulsionaram a popularidade da comunidade de uma forma que ele não via desde Round 6. Em junho de 2025, o grupo tinha 65 mil membros; em janeiro de 2026, esse número quase dobrou para 120 mil.

Em Seul, o Bukchon Hanok Village — bairro de casas tradicionais onde os personagens Rumi e Jinu se encontram pela primeira vez — tornou-se um destino obrigatório para fãs, além de entusiastas de arquitetura e história. O local virou cenário de um dos passeios mais populares da cidade no Trip.com. As buscas pelo Museu Nacional da Coreia também cresceram 34% desde o lançamento do filme, já que fãs visitam a loja do museu para comprar produtos relacionados.

A plataforma de turismo coreana Creatrip, que ajuda visitantes estrangeiros a reservar restaurantes, serviços de beleza coreanos e aluguel de hanbok, também se beneficiou da popularidade de Guerreiras do K-Pop. As reservas para jimjilbangs e serviços de esfoliação tradicional vistos no filme aumentaram 115% no verão após o lançamento, em comparação com a primavera anterior. No mesmo período do ano anterior, o crescimento havia sido de apenas 17%.

Clínicas médicas focadas em acupuntura, ventosaterapia e medicina herbal chamada hanyak — que a personagem Rumi tenta usar para curar sua voz — registraram aumento de 409% nas reservas em 2025, segundo a Creatrip.

Dados do site de reservas de excursões GetYourGuide mostram crescimento semelhante. Reservas de passeios para locais mostrados no filme — como o Gyeongbokgung Palace, o Lotte World Tower, a N Seoul Tower e o Bukchon Hanok Village — cresceram mais de 350% em 2025 em relação ao ano anterior.

Cafés pop-up, encontros com personagens no bairro de Seongsu-dong e outras experiências ligadas ao filme começaram a surgir para aproveitar o momento. A médica Irina Ishak, baseada em Kuala Lumpur, levou a família a um desses eventos em dezembro e considera a visita um dos pontos altos da viagem.

“As crianças conhecem todos os personagens e momentos do filme”, disse. “O pop-up tinha três andares com cenários e recortes dos personagens para tirar fotos em cada canto. Havia até áreas interativas, como procurar a pegada de um gato Derpy que brilha no escuro usando uma lanterna. As crianças adoraram.”

Para Haemin Yim, CEO da Creatrip, o entusiasmo em torno de Guerreiras do K-Pop é diferente de qualquer outra onda turística ligada à Hallyu. No passado, quem viajava por causa do K-pop queria assistir a shows, visitar agências de artistas e ir a cafés ligados ao fandom. O apelo do filme entre públicos de língua inglesa — como turistas dos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Austrália — ampliou muito o alcance global e o interesse por aspectos da cultura coreana que vão além da música.

“Cada grande elemento cultural mostrado no filme — hanbok, jimjilbang, gimbap, samgyetang, dança K-pop e medicina tradicional — é algo que um turista pode reservar e experimentar diretamente na Coreia. O filme funciona basicamente como uma vitrine de 90 minutos da vida cotidiana coreana, vista por 500 milhões de pessoas”, diz.

O fenômeno faz parte da tendência conhecida como set-jetting, quando pessoas planejam viagens para lugares que viram em filmes ou séries. A vila de Hallstatt, na Austria, tornou-se símbolo de turismo excessivo depois que visitantes descobriram que inspirou o reino de Arendelle no filme Frozen. Já Encanto impulsionou o turismo para a região cafeeira da Colombia.

Em Seul, porém, o fenômeno de Guerreiras do K-Pop ainda não gerou preocupações com turismo excessivo — e talvez nem venha a gerar. Diferentemente de outros casos, os fãs do filme têm muitas maneiras de viver a experiência, visitando diferentes lugares e atividades culturais.

Para Christine Kim, a mãe de Honolulu, o filme também representa algo mais amplo.

“A arte é linda, a música é ótima e ele preencheu um vazio”, diz. “Não existem muitos filmes com super-heroínas.”

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Warner Bros. diz que oferta revisada da Paramount é “inadequada” e mantém acordo com a Netflix

A Warner Bros. Discovery concluiu que uma oferta de aquisição revisada apresentada pela Paramount Skydance é inferior ao acordo que a companhia já tem em vigor com a Netflix e recomendou que seus acionistas não ofereçam suas ações ao concorrente.

O conselho de administração da empresa de mídia afirmou, em carta aos acionistas divulgada na quarta-feira, que a proposta da Paramount oferece valor insuficiente e que há dúvidas sobre a capacidade da companhia de concluir a operação.

A Paramount havia apresentado, em 22 de dezembro, uma oferta revisada que reiterava o plano de comprar ações a US$ 30 por papel, mas incluía uma multa de rescisão maior e uma garantia do bilionário Larry Ellison de que assumiria pessoalmente o compromisso de US$ 40,4 bilhões em financiamento de capital próprio que sustenta o negócio.

O conselho da Warner Bros. reiterou preocupações com os mais de US$ 50 bilhões em endividamento exigidos na transação com a Paramount, classificando-a como a maior compra alavancada da história.

“O volume extraordinário de financiamento por dívida, assim como outros termos da oferta da PSKY, elevam o risco de que a transação não seja concluída, especialmente quando comparado à certeza da fusão com a Netflix”, afirmou a empresa. “Mudanças no desempenho ou na condição financeira do alvo ou do comprador, bem como alterações no setor ou no ambiente de financiamento, podem comprometer esses arranjos.”

Segundo a carta, o conselho também afirmou que a proposta continua impondo restrições à capacidade operacional da Warner Bros. antes da conclusão do negócio, como o limite para firmar contratos de infraestrutura tecnológica acima de US$ 30 milhões por ano. Essas limitações poderiam “prejudicar” os negócios da Warner Bros. nos 12 a 18 meses anteriores ao fechamento da operação e ainda dar à Paramount margem para abandonar o acordo nesse intervalo.

Encerrar o acordo com a Netflix em favor de uma transação com a Paramount custaria US$ 4,7 bilhões à Warner Bros., disse o conselho. Esse valor inclui uma multa de rescisão de US$ 2,8 bilhões a ser paga à Netflix, uma taxa de US$ 1,5 bilhão pelo não cumprimento de uma troca de dívida e cerca de US$ 350 milhões em custos adicionais de financiamento. Isso deixaria a empresa com apenas US$ 1,1 bilhão dos US$ 5,8 bilhões de multa de rescisão oferecidos pela Paramount caso o negócio fracassasse.

A Paramount, controlada pelo presidente do conselho da Oracle Corp., Larry Ellison, e por seu filho David, tenta há meses adquirir a Warner Bros., controladora da HBO e dos estúdios de cinema e TV que levam seu nome. Uma série de propostas da Paramount levou a empresa a se colocar à venda em outubro. Em 5 de dezembro, a Warner Bros. anunciou um acordo para vender seus estúdios e o negócio de streaming à Netflix por dinheiro e ações avaliados em US$ 27,75 por ação. A empresa planeja desmembrar suas redes de TV a cabo para os acionistas antes da conclusão da venda à Netflix.

Após perder a disputa inicial, a Paramount levou sua oferta diretamente aos acionistas, propondo a compra das ações por US$ 30 em dinheiro cada.

A Paramount argumenta que sua oferta pela empresa inteira é superior à da Netflix e tem mais chances de obter aprovação regulatória. A Warner Bros., por sua vez, afirmou acreditar que ambos os acordos têm chances semelhantes de superar os obstáculos regulatórios.

Grande parte do debate tem se concentrado no valor das redes de TV a cabo da Warner Bros., como TNT e CNN, que vêm perdendo audiência e anunciantes à medida que os consumidores migram para o streaming. A Paramount acredita que essas redes valem cerca de US$ 1 por ação, enquanto analistas dizem que o valor pode ser maior. Quanto menor o valor atribuído aos ativos de TV a cabo, maior a vantagem da proposta da Paramount. Se os acionistas acreditarem que essas operações valem mais, a oferta da Netflix — que prevê o desmembramento desses ativos — resulta em um valor total maior para os investidores.

Na carta, o conselho da Warner Bros. afirmou que os investidores receberão mais valor com o desmembramento da TV a cabo e com as ações da Netflix previstas no acordo atual do que com uma transação com a Paramount.

“Seu conselho negociou uma fusão com a Netflix que maximiza valor e reduz riscos de queda, e acreditamos unanimemente que a fusão com a Netflix é do melhor interesse dos acionistas”, diz a carta.

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O investidor pouco conhecido de Abu Dhabi por trás da oferta da Paramount

A oferta hostil da Paramount pela Warner Bros. Discovery está sendo financiada por uma lista de influentes investidores do Oriente Médio, incluindo o Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita e a Autoridade de Investimentos do Catar. Juntando-se a eles está um grupo de Abu Dhabi que poucos, mesmo na região, conhecem: a L’imad Holding Co.

Criada relativamente recentemente, a L’imad, de propriedade do governo, está entre os parceiros financeiros apoiando a oferta da Paramount, segundo um documento regulatório divulgado na segunda-feira. A empresa não tem histórico de negócios internacionais reportado, e seu envolvimento nas tentativas da Paramount Skydance de competir com a oferta da Netflix representa um raro caso de um investidor de Abu Dhabi participando de uma oferta hostil.

Enquanto a Mubadala Investment Co., um dos três principais fundos soberanos do emirado, recentemente adotou uma abordagem mais ativa em algumas startups, esses movimentos foram vistos como um exemplo de fundo tentando proteger investimentos feitos no pico do mercado.

Os Emirados Árabes Unidos controlam trilhões de dólares investidos internacionalmente em alguns dos maiores negócios do mundo. Grande parte desse capital é gerida por fundos soberanos com histórico consolidado, como Abu Dhabi Investment Authority, Mubadala e ADQ.

No entanto, outras entidades foram criadas mais recentemente, focando em setores específicos. Entre elas estão MGX, investidor em IA com ativos estimados em US$ 100 bilhões; XRG, com US$ 151 bilhões voltados ao setor energético; e Lunate, que em apenas dois anos se tornou o maior gestor de alternativas da região.

A L’imad é uma participante mais nova, tendo divulgado publicamente apenas um grande negócio: uma transação no final de outubro para adquirir participação majoritária na Modon Holding PSC, uma incorporadora de Abu Dhabi com valor de mercado de US$ 15 bilhões, junto ao fundo soberano ADQ e à International Holding Co. do xeque Tahnoon bin Zayed Al Nahyan.

Sua última movimentação é ainda mais chamativa e ocorre ao lado dos fundos de riqueza da Arábia Saudita e do Catar, bem como da empresa de private equity de Jared Kushner, Affinity Partners. O PIF e o QIA contribuíram para a Affinity, que também recebeu compromissos do Lunate, de Abu Dhabi. No entanto, não há vínculos conhecidos da L’imad.

Detalhes de contato da L’imad não puderam ser encontrados de imediato.

Os investidores do Oriente Médio planejam fornecer capital por meio de investimentos em ações sem direito a voto e concordaram em abrir mão de quaisquer direitos de governança, de acordo com o documento de segunda-feira. A gigante chinesa de internet Tencent Holdings, que anteriormente havia prometido US$ 1 bilhão para a transação, não está mais participando.

Em conjunto, essas medidas ajudariam a garantir que a oferta não precisasse da aprovação do Comitê de Investimento Estrangeiro nos EUA, disse a Paramount.

O acordo ocorre após o PIF da Arábia Saudita ter feito parceria com a Affinity em um negócio de US$ 55 bilhões para comprar a Electronic Arts Inc. Kushner intermediou a conexão inicial entre a fabricante de videogames e o PIF, e durante meses atuou como figura central nas negociações, informou a Bloomberg na época.

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Musk rebate relatos de que SpaceX prepara venda de ações: ‘Não é correto’

O empresário Elon Musk negou neste sábado (6) as reportagens que afirmam que sua empresa de foguetes e satélites, a SpaceX, estaria lançando uma venda secundária de ações que poderia avaliar a companhia em US$ 800 bilhões.

“Tem circulado muita matéria dizendo que a SpaceX está levantando recursos a US$ 800 bilhões, o que não é correto”, disse Musk em uma publicação neste sábado em sua plataforma X. “A SpaceX tem sido geradora de caixa há muitos anos e faz recompras periódicas de ações duas vezes por ano para oferecer liquidez a funcionários e investidores”, afirmou.

Pessoas familiarizadas com o assunto disseram à Bloomberg News que a SpaceX está se preparando para realizar a transação. A notícia também foi dada pelo jornal americano Wall Street Journal, citando fontes.

Musk rebateu as notícias dizendo que a SpaceX já oferece liquidez aos investidores porque uma oferta secundária, como a que foi ventilada, serviria para permitir que funcionários e acionistas iniciais vendessem parte de suas participações, algo comum em empresas privadas que não têm ações negociadas em bolsa.

O negócio poderia levar a startup a ser a mais valiosa do mundo, superando o recorde anterior de US$ 500 bilhões estabelecido pela OpenAI, dona do ChatGPT, em outubro.

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Netflix aceita pagar maior multa da história se compra da Warner Bros. fracassar

A aquisição da Warner Bros. pela Netflix, avaliada em US$ 72 bilhões, inclui uma das maiores multas de rescisão já registradas na história: US$ 5,8 bilhões. Esse é o montante que a Netflix concordou em pagar à empresa de estúdios de TV e cinema caso o negócio não seja fechado ou não receba aprovação regulatória.

Com valor equivalente a 8% do total em ações envolvido na transação, a multa assumida pela Netflix fica muito acima do padrão do mercado: em 2024, a multa média de rescisão em operações de fusões e aquisições foi de cerca de 2,4% do valor dos negócios. Isso reforça a confiança da empresa de que conseguirá obter aprovação dos reguladores globais.

Esse valor também mostra o quanto a disputa pela Warner se acirrou: em uma oferta rival apresentada no início da semana, a Paramount havia mais do que dobrado a multa de rescisão que estava disposta a pagar, para US$ 5 bilhões, em uma tentativa de tornar sua proposta mais atraente.

A Warner Bros., por sua vez, terá que pagar uma “multa reversa” de US$ 2,8 bilhões caso seus próprios acionistas rejeitem o acordo. A multa reversa é um mecanismo para proteger o comprador (no caso, a Netflix) para compensá-la pelo tempo, custo e risco assumidos se a própria empresa alvo da operação for a causa do fracasso do negócio.

Além disso, se a Warner optasse por aceitar uma oferta de um concorrente, esse novo comprador, na prática, precisaria arcar com essa penalidade, como costuma ocorrer nesse tipo de negociação.

Veja a seguir algumas das maiores multas pagas em processos de fusões e aquisições, segundo dados compilados pela Bloomberg:

AOL e Time Warner

Valor do negócio: US$ 160 bilhões
A AOL concordou em pagar cerca de US$ 5,4 bilhões caso desistisse da compra da Time Warner, ao passo que a empresa alvo da oferta teria de pagar cerca de US$ 3,9 bilhões se rompesse a transação sob certas condições. A multa equivalia a 3,4% do negócio, que foi fechado.

Pfizer e Allergan

Valor do negócio: US$ 160 bilhões
A multa de rescisão poderia chegar a US$ 3,5 bilhões, mas havia uma cláusula que reduzia esse valor se ocorressem mudanças na legislação tributária. A Pfizer acabou pagando apenas US$ 150 milhões depois que os EUA apertaram as regras contra “inversões fiscais”, manobra em que empresas transferem sua sede para países de menor tributação para reduzir impostos. A multa inicial equivalia a 2,2% do negócio, mas, no fim, ficou em menos de 0,1%. O negócio não se concretizou.

Verizon e Verizon Wireless

Valor do negócio: US$ 130 bilhões
A operação pela fatia da Vodafone na Verizon Wireless era complexa. A Verizon prometeu pagar US$ 10 bilhões à Vodafone caso não conseguisse financiamento para o negócio, ou US$ 4,64 bilhões se seu conselho mudasse a recomendação para os acionistas. A Vodafone, por sua vez, deveria US$ 1,55 bilhão à Verizon caso seu conselho mudasse de posição. Além disso, qualquer lado teria de pagar US$ 1,55 bilhão se os acionistas rejeitassem o acordo. A Vodafone ainda teria de pagar esse mesmo valor se um parecer tributário desfavorável inviabilizasse a transação. A multa representava 7,7% do negócio, que foi concluído.

AB InBev e SAB Miller

Valor do negócio: US$ 103 bilhões
A AB InBev concordou em pagar US$ 3 bilhões caso não obtivesse aprovação de reguladores ou acionistas e desistisse da aquisição, então a maior da história corporativa do Reino Unido. A multa era equivalente a 2,9% do negócio, que foi fechado.

AT&T e T-Mobile USA

Valor do negócio: US$ 39 bilhões
A AT&T concordou em pagar US$ 3 bilhões em dinheiro à Deutsche Telekom, controladora da T-Mobile USA, e ainda repassar parte das frequências que usa para operar serviços de celular, além de firmar um acordo mais favorável de compartilhamento de rede. A multa representava 7,7% do valor do negócio, que acabou sendo cancelado após oposição dos órgãos reguladores.

Google e Wiz

Valor do negócio: US$ 32 bilhões
As empresas concordaram que o Google pagaria cerca de US$ 3,2 bilhões se o negócio não fosse concluído, uma fatia enorme do valor total da operação: 10%. O negócio foi fechado.

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Netflix apresenta maior oferta pela Warner e lidera disputa pela companhia

A Netflix apresentou a maior oferta entre os pretendentes à compra da Warner Bros Discovery, disse uma fonte à Reuters nesta quinta-feira, em um negócio que pode remodelar o setor de mídia.

A proposta de aquisição dos estúdios e da unidade de streaming da Warner Bros Discovery pela gigante do streaming deverá reduzir os custos para os usuários ao agrupar Netflix e HBO Max, informou a Reuters na terça-feira.

Netflix e Warner Bros Discovery não comentaram o assunto.

De acordo com o Wall Street Journal, a Warner Bros Discovery está buscando outra rodada de propostas de pretendentes até o final desta quinta-feira, depois que a Paramount Skydance acusou a Warner Bros Discovery de conduzir um processo de venda injusto que favorece a Netflix em detrimento de outros concorrentes.

A Warner Bros Discovery teria recebido ofertas mais vantajosas de possíveis concorrentes – Paramount, Comcast e Netflix – no início desta semana, depois de pedir que melhorassem as propostas iniciais apresentadas no final de novembro.

Em carta enviada ao presidente-executivo da Warner Bros Discovery, David Zaslav, a equipe jurídica da Paramount levantou preocupações sobre a “justiça e adequação” do processo, citando relatos da mídia que indicam que a administração da Warner Bros Discovery favorece a proposta da Netflix, publicou a CNBC.

A Paramount Skydance, liderada por David Ellison, solicitou confirmação sobre se a Warner Bros Discovery formou um comitê especial independente de membros imparciais do conselho para avaliar as ofertas e supervisionar o processo de venda, segundo a CNBC.

Paramount e Comcast não responderam imediatamente a pedidos de comentários da Reuters.

A oferta da Paramount envolve a compra de todo o grupo.

Em outubro, o conselho da WBD recusou uma oferta de cerca de US$60 bilhões da Paramount e, em seguida, lançou um processo formal de venda.

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Mercados hoje: acerto entre China e EUA e encontro entre Lula e Trump animam investidores

Bom Dia!
A semana abre em modo “inclinação ao risco ligado”. O fim de semana trouxe notícias para animar os investidores: sinais de entendimento entre EUA e China tiram pressão de tarifas e animam a pré-abertura lá fora. Aqui, o encontro Lula–Trump trouxe uma luz no fim do túnel das tarifas. Por outro lado… a expectativa para o encontro do Fed entre terça-feira e quarta-feira pode inspirar cautela ao longo do dia.
A seguir: giro global, os destaques do dia, pílulas e a agenda, com balanço de Neoenergia.


Enquanto Você Dormia…

  • Clima mais leve: investidores precificam avanço num acordo EUA–China e aguardam Big Techs + Fed.
  • Futuros de NY: S&P 500 +0,74% e Nasdaq +1,10% (por volta de 08h50).
  • Europa e Ásia: STOXX 600 perto de máximas históricas; Japão/Coreia/Taiwan bateram recordes com o alívio tarifário no radar.
  • Dólar DXY estável perto de 98,9; Petróleo Brent em US$ 66,4; Treasury 10 anos ao redor de 4,04%

Destaques do dia

  • EUA–China afinam um caminho para um futuro acordo:
  • Washington e Pequim indicaram um esboço para evitar novas tarifas dos EUA e adiar controles chineses a exportações (terras-raras), com encontro de líderes. Futuros saltam na esteira do noticiário.
  • E o que isso importa? Se o desarme tarifário avançar, melhora o humor em commodities e cíclicas ligadas à China (Vale, CSN e Gerdau) e tira pressão de dólar/juros globais; soja e cadeias industriais sensíveis a insumos asiáticos também entram no radar.

Giro pelo mundo

  • Big Tech na semana: Microsoft, Apple, Alphabet, Amazon e Meta puxam a temporada e testam o “trade” de IA. (Triggers: pré/pós-fechamento ao longo da semana)
  • Futuros de NY sobem com expectativa de corte de 25 pb na quarta (Fed) e reunião Trump–Xi.
  • Argentina: Milei sai fortalecido nas eleições de meio de mandato, reforçando agenda pró-mercado e laços com os EUA. Partido do presidente argentino conquistou 67 de 127 cadeiras na Câmara dos Deputados.

Giro pelo Brasil

  • Lula–Trump: reunião de 45 minutos em Kuala Lumpur ensaia trégua tarifária; times técnicos começam a negociar “solução rápida”. (Próximo passo: agenda de encontros entre Tesouro/Trade Reps)
  • Focus: sai entre 8h25–8h30 com novas projeções de IPCA/Selic/câmbio; baliza a curva logo cedo.

Giro Corporativo

  • Energia: Neoenergia (NEOE3) divulga 3T25 hoje; teleconferência amanhã de manhã. (Olho em alavancagem, CAPEX e fluxo de caixa)
  • Temporada local: resultados ganham tração nesta e nas próximas semanas, com blue chips na fila.

A Agenda de hoje

  • ⏰ 08:25: Relatório Focus — Banco Central do Brasil. Termômetro das expectativas para IPCA/Selic/câmbio.
  • ⏰ 12:30 (ET 10:30): Dallas Fed Manufacturing — EUA. Sinal de atividade/preços no Texas.
  • ⏰ Após o fechamento: Neoenergia (NEOE3) — 3T25. Divulgação dos números; call amanhã às 09:00 (BRT).
  • ⏰ Durante o pregão: Prévias/expectativas de balanços nos EUA; foco em Big Tech ao longo da semana.
  • ⏰ Amanhã: Início da reunião do Fed (27–29/10); decisão na quarta-feira, 14h (ET).

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Brasil pode se tornar o contraponto à China no mercado global de terras raras

Em 1967, um helicóptero da United States Steel, que transportava uma equipe de geólogos, fez uma descoberta acidental após pousar em uma área remota da Floresta Amazônica: um gigantesco depósito de minério de ferro que se tornaria Carajás, uma das regiões minerais mais ricas do mundo.

O cenário atual pode parecer menos com um roteiro de filme, mas uma parceria de mineração semelhante entre os Estados Unidos e o Brasil pode tomar forma novamente — desta vez em torno dos minerais essenciais que estão agitando a geopolítica moderna. 

Enquanto os governos de Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva buscam apaziguar suas ruidosas diferenças, o desenvolvimento de metais estratégicos — particularmente as terras raras — se destaca como uma área incomum de interesse compartilhado.

Domínio chinês usado como arma

A iniciativa da China de usar seu domínio na cadeia de suprimentos de terras raras como uma arma em resposta às tarifas impostas por Washington — ampliando as restrições às exportações de componentes vitais para vários setores, de semicondutores a sistemas de defesa — abriu as portas para potenciais produtores, incluindo o Brasil, a Austrália e a Índia.

Embora os EUA tenham um plano ambicioso — e nada convencional — para reconstruir sua própria indústria de mineração, Washington precisará de toda a ajuda possível se quiser desafiar o domínio quase total da China. É aí que entra o Brasil: já uma potência na mineração, geograficamente próximo aos EUA e detentor das maiores reservas de terras raras do mundo, depois da nação asiática.

Brasília tem falado sobre uma estratégia para minerais críticos há décadas, com pouco resultado. Uma aliança estratégica com os EUA, o maior investidor estrangeiro do país, poderia finalmente garantir o momentum — por meio de joint ventures, acordos de compra, financiamento ou acordos estratégicos. Além de alguns poucos esforços existentes, a questão provavelmente ganhará destaque quando o Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se encontrar com seu colega Marco Rubio em Washington nesta semana, preparando o cenário para o primeiro diálogo bilateral entre Trump e Lula.

Oportunidade de negócio

O presidente brasileiro poderia usar a carta das terras raras como moeda de troca para suspender as altas tarifas de 50% de Trump, anunciadas em julho, aproveitando o renovado apetite do presidente por negócios com o Brasil. Seria um acordo que ambos os lados poderiam vender como uma vitória, especialmente dadas as implicações para a segurança nacional dos EUA. Mas o líder de esquerda terá que agir com cautela: seu Partido dos Trabalhadores, nacionalista, sempre desconfiado de qualquer indício real ou imaginário de imperialismo, não tolerará nenhum arranjo exploratório semelhante ao que muitos viram no acordo anterior de Trump com a Ucrânia.

Para amenizar esses temores, Lula poderia pressionar pelo desenvolvimento da capacidade nacional de refino e produção de ímãs, uma ideia alinhada às ambições da política industrial de seu governo e que teria sido cogitada pelo governo Biden antes do retorno de Trump ao poder. Lula poderia retomá-la agora.

Para os EUA, qualquer cadeia de suprimentos adicional que desafie o domínio da China é uma vitória — mesmo que se desenvolva no exterior. Além disso, ajudaria a contrabalançar o relacionamento do Brasil com Pequim, já seu principal parceiro comercial e destino da maior parte de seus minérios e commodities.

Ao mesmo tempo, a colaboração com os EUA poderia dar ao Brasil os incentivos e a massa crítica necessários para que sua indústria de terras raras finalmente decole. Apesar de todas as suas enormes reservas e muitos projetos promissores, a produção de terras raras do Brasil permanece próxima de zero.

Vantagens ao capital estrangeiro

“Estamos atrasados ​​em um negócio que tem um conflito de grandes proporções. A China está fechando seu mercado e os EUA estão investindo forte no seu país”, disse Fernando Landgraf, especialista em minerais críticos e professor da Universidade de São Paulo. “Seria muito interessante se os EUA tenham interesse ​​em uma joint venture de refino de terras raras no Brasil, agregando mais valor aqui.”

O Brasil também oferece uma vantagem fundamental para os investidores dos EUA: apesar de sua burocracia e regulamentação rigorosa, continua sendo um destino aberto ao capital estrangeiro, inclusive em setores estratégicos.

Subsidiárias brasileiras de empresas americanas podem até se qualificar para financiamento do banco nacional do desenvolvimento, o BNDES, que atualmente analisa o apoio a 56 projetos com foco em minerais estratégicos. O sucesso da maior economia da América Latina no desenvolvimento de outros metais essenciais para a transição energética (incluindo níquel, cobre, grafite e lítio) reforça ainda mais suas credenciais.

Diplomacia mineral

E há também o nióbio: o Brasil responde por cerca de 90% da produção global, essencial para ligas de aço mais resistentes e leves, usadas em tudo, de turbinas a smartphones. Uma única empresa privada brasileira, a CBMM — controlada pela família Moreira Salles — domina a produção de nióbio após décadas de construção de uma nova cadeia de suprimentos, confirmando o enorme potencial do país nestes setores. Em 2011, um grupo chinês e um consórcio nipo-sul-coreano compraram uma participação de 15% cada um na CBMM, posicionando-se estrategicamente anos à frente de qualquer concorrente dos EUA.

É claro que a diplomacia mineral é apenas um dos vários tópicos esperados na agenda bilateral, muitos deles controversos, incluindo a situação na Venezuela, a expansão dos BRICS, a turbulência no Haiti, a postura dura de Brasília contra as big techs e o etanol.

Contudo, a oportunidade está aí. Trump e Lula não a aproveitarão por afinidade ideológica. Mas podem simplesmente aproveitá-la porque faz todo o sentido comercial e estratégico.

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O plano da N5X para transformar energia elétrica em ativo financeiro e virar a uma bolsa até 2027

Até o fim de 2027, o Brasil será um mercado de energia plenamente livre. Isso significa que todos os consumidores, das grandes fábricas aos moradores de microapartamentos, poderão escolher quem fornece a energia consumida e até a fonte que a gerou, como um parque eólico ou uma hidrelétrica.

Essa transformação regulatória, aprovada pelo Congresso na forma da MP 1.300, abre espaço para uma revolução na maneira como a energia elétrica é comprada, vendida e precificada, um potencial que a plataforma N5X quer muito capturar: a ambição é ser uma “bolsa de energia”, à semelhança das bolsas de valores tradicionais.

“Olhando para a abertura do mercado livre de energia, a questão não é se o Brasil precisa de uma bolsa, a questão é quem vai ser essa bolsa”, disse Dri Barbosa ao InvestNews. A CEO da N5X compara o momento atual do mercado de energia às mudanças regulatórias que aconteceram a partir de 2012 no mercado de meios de pagamento – quando Cade e Banco Central forçaram a abertura de um setor até então concentrado em duas empresas.

Naquela ocasião, Dri Barbosa viu uma oportunidade para alcançar os pequenos comerciantes, até então à margem da indústria das maquininhas. Fundou a Payleven, posteriormente fundida à SumUP. Dri vendeu a parte dela no negócio e treinou o olhar para encontrar oportunidades em outros mercados. Nos anos seguintes ainda “daria exit” em mais duas startups até aceitar o cargo de CEO da N5X, em 2023.

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Dri Barbosa, CEO da N5X Foto: Divulgação

A N5X é financiada pelo L4, fundo de investimentos da B3, e pelo EEX Group, maior rede de bolsas de energia do mundo, controlada pela bolsa alemã, a Deutsche Börse – cada uma com 50% da N5X.

Mas o que significa, na prática, ser uma bolsa de energia?

Em mercados mais maduros, como Alemanha e Estados Unidos, as bolsas de energia funcionam como uma engrenagem central do setor: elas reúnem todas as negociações em um único ambiente padronizado, com mais transparência e regras comuns a todos.

Em vez de cada empresa negociar diretamente com outra — com prazos e condições diferentes, como acontece hoje no Brasil —, todos os contratos passam por uma contraparte central, ou seja, uma entidade que se coloca entre comprador e vendedor e garante o cumprimento do contrato, atuando como fiadora das transações: mesmo que uma das partes atrase ou quebre, a liquidação é garantida. Para participar desse mercado, as partes precisam depositar garantias que cubram suas posições.

Ao mesmo tempo, essas bolsas registram os preços praticados, definem prazos, administram garantias e servem de referência para o mercado, funcionando como uma infraestrutura essencial para que a energia elétrica seja tratada como uma commodity — algo negociado em larga escala, com liquidez, previsibilidade e segurança.

Hoje, a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) é a entidade que administra o mercado de energia no Brasil. Sua função principal é contabilizar e liquidar todas as operações, especialmente no mercado de curto prazo — conhecido como mercado spot — que serve para ajustar as diferenças entre a energia contratada e a efetivamente consumida ou gerada.

Além disso, é na CCEE que se registram os contratos do mercado livre de energia, onde consumidores, geradores e comercializadores (intermediárias que vivem do spread entre compra e venda) negociam de forma bilateral. A Câmara também é responsável por operacionalizar os leilões de energia regulada, organizados pelo governo para contratar geração de longo prazo e garantir o suprimento do sistema.

O problema é que os contratos do mercado livre, ainda não padronizados, podem trazer riscos financeiros para os agentes. Desde 2018, houve ao menos dez episódios de inadimplência ou descumprimento contratual por parte de comercializadoras ou consumidores, criando insegurança e risco de efeito dominó.

A N5X surge com uma proposta diferente. Em vez de atuar apenas nos ajustes de curto prazo ou na execução dos leilões regulados, como faz a CCEE, ela pretende estruturar contratos padronizados de energia e derivativos, negociados de forma voluntária entre empresas. A ideia é dar previsibilidade de preços e proteção contra a volatilidade. Se o mercado spot é o espaço para “resolver o presente” e os leilões são o instrumento de planejamento de longo prazo definido pelo governo, a N5X quer se consolidar como a plataforma privada para organizar o “mercado do futuro”.

Nas palavras da CEO, a N5X busca ser “uma plataforma de negociação e registro de derivativos padronizados”. Hoje, já oferece uma tela de negociação em que os agentes podem inserir ordens de compra e venda com limites de crédito. Em operação desde junho de 2024, a plataforma já movimentou R$ 1 bilhão, o equivalente a 4,53 TWh de energia — suficiente para abastecer Curitiba por um ano. Empresas como Casa dos Ventos, Eletrobras e Minerva já utilizam a Tela N5X.

Agora, a meta é virar uma bolsa de energia completa, incorporando a função de câmara de compensação de energia até a abertura total do mercado livre, em 2027. A expectativa, explica Dri Barbosa, é que a N5X atraia não só empresas do setor elétrico, mas também investidores institucionais, inclusive estrangeiros.

“Muito investidor lá de fora entende que energia é um ativo que faz sentido ser negociado no ambiente de bolsa e já negocia em mercados como o europeu e o americano”, pontua. “O Brasil é o sexto maior mercado consumidor de energia do mundo e tem potencial para atrair esses investidores, mas precisa ter a contraparte central.”

2027, como se sabe, é logo ali. O desafio da N5X é se tornar a câmara de compensação que formalize o aperto de mãos entre o setor elétrico e o mercado financeiro. Se isso acontecer, a abertura do mercado de energia pode repetir o que aconteceu com os meios de pagamento há pouco mais de uma década: uma mudança regulatória que abriu espaço para novos agentes e redesenhou um setor inteiro.

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