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Received today — 19 de Maio de 2026Negócios

PF transfere Daniel Vorcaro para cela comum

18 de Maio de 2026, 23:21

A Polícia Federal transferiu internamente o banqueiro Daniel Vorcaro para uma cela comum na carceragem da Superintendência do Distrito Federal.

Com isso, ele passa a ser submetido às regras do normativo interno da PF para a visita de advogados. Essas regras permitem duas visitas por dia por um período de meia hora.

Antes, ele estava alocado em uma sala de Estado-Maior que havia sido reformada para abrigar o ex-presidente Jair Bolsonaro no cumprimento de sua prisão. Vorcaro ficou no local para trabalhar na sua proposta de delação premiada com seus advogados e passava quase o dia inteiro reunido com eles.

A PF já havia solicitado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça que Vorcaro fosse transferido de volta para um presídio, sob o argumento de que as condições dele na prisão na Superintendência alteravam e afetavam a rotina da administração.

O ministro ainda não proferiu uma decisão sobre essa mudança de endereço, mas autorizou a mudança de celas dentro da PF. Vorcaro está na Superintendência desde o dia 19 de março, quando começou a negociar sua delação premiada.

Como a defesa de Vorcaro já entregou sua proposta de colaboração a PF decidiu aplicar a ele as regras usadas para todos os demais presos e colocá-lo em uma carceragem comum.

A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda analisam a proposta apresentada. Como mostrou o Estadão, a tendência é que essa proposta seja devolvida aos advogados com um pedido para complemento dos temas abordados.

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Copa do Mundo: Ancelotti pode ter 10 ‘desfalques’ na primeira semana de treinos

18 de Maio de 2026, 22:41

Até 10 jogadores da seleção brasileira podem ‘se atrasar’ para a apresentação junto à delegação da Copa do Mundo. São os atletas que terão agenda estendida com seus clubes pela disputa da final da Champions League ou das rodadas finais das fases de grupos de Libertadores e Sul-Americana.

O regulamento da Copa do Mundo libera os atletas finalistas de competições continentais, o que valia para a Uefa. A medida foi estendida pela Fifa também às rodadas finais das fases de grupos, atendendo à Conmebol.

A permissão não significa que todos irão chegar depois. Pode ser que alguns dos jogadores sejam liberados dos compromissos com clubes, como é esperado que aconteça com Neymar.

O Santos tem dois duelos em casa pela Sul-Americana, com San Lorenzo (dia 20) e Deportivo Cuenca (dia 26). Ainda antes, pelo Brasileirão, o time enfrenta o Grêmio (dia 23), ainda no período em que Neymar pode atuar na competição nacional.

Os demais 16 jogadores começam a ser liberados pelos clubes a partir de 25 de maio. Os times brasileiros, portanto, poderão usar os convocados nas competições continentais, mas não no Brasileirão, que tem a última rodada antes da pausa no fim de semana de 30 de maio.

A programação da CBF prevê apresentação dos jogadores à seleção a partir do dia 27 de maio. Os jogos das competições sul-americanas serão nos dias 26, 27 e 28. A final da Champions, dia 30.

JOGADORES QUE PODEM ATRASAR NA APRESENTAÇÃO À SELEÇÃO:

Weverton (Grêmio)

Alex Sandro (Flamengo)

Danilo (Flamengo)

Gabriel Magalhães (Arsenal)

Léo Pereira (Flamengo)

Marquinhos (PSG)

Danilo Santos (Botafogo)

Lucas Paquetá (Flamengo)

Gabriel Martinelli (Arsenal)

Neymar (Santos)

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Santos comemora convocação de Neymar e considera plano para o jogador ‘bem-sucedido’

18 de Maio de 2026, 22:05

O Santos considera que o “plano Neymar” foi bem-sucedido, culminando na convocação do jogador para a seleção brasileira na Copa do Mundo. O jogador não atuava pela equipe nacional desde outubro de 2023 e almejava o retorno a partir da volta ao clube paulista, no começo de 2025.

Esse era também o planejamento da gestão do Santos. O plano envolvia que Neymar emplacasse uma sequência de jogos em um ambiente no qual “se sentisse em casa”. A avaliação é de que o jogador esteve sempre muito comprometido e em evolução física no período no clube.

“O Brasil inteiro vibrou com a convocação do Neymar, mas principalmente o torcedor santista. Isso confirma a importância do trabalho desenvolvido para a sua recuperação dentro de campo, permitindo que ele voltasse a atuar em alto nível, sendo importante para a nossa equipe e retornando à seleção brasileira. O Santos é a casa do Neymar. É onde ele se sente feliz e confiante para desempenhar o seu melhor futebol. Todos nós estamos muito felizes com esse momento. Depois de mais de 15 anos, a seleção brasileira voltará a ter um atleta do Santos”, disse o presidente santista, Marcelo Teixeira, ao Estadão.

Entre a Copa do Mundo de 2022 e o retorno ao Santos, Neymar havia feito apenas 20 jogos, marcando seis gols e concedendo 10 assistências. Desde que retornou ao Brasil, foram 45 partidas, 18 gols e nove assistências.

O clube tem mais motivos para comemorar. É a primeira vez que o Santos tem um jogador convocado para uma Copa do Mundo desde 2010, quando Robinho foi chamado.

Neste ano, a Fifa ampliou a premiação para clubes que cedem jogadores ao Mundial. Pela convocação de Neymar, o Santos deve receber aproximadamente US$ 250 mil (R$ 1,25 milhão na cotação atual).

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Gallo lança nova garrafa e aposta em consumo versátil de azeite no Brasil

18 de Maio de 2026, 19:11

A marca de azeites Gallo anunciou nesta segunda-feira, 18, na APAS Show 2026, o maior evento do varejo da América Latina, os lançamentos voltados à expansão do uso do azeite de oliva na culinária cotidiana, da preparação dos alimentos à finalização dos pratos.

Leia mais em: https://exame.com/casual/gallo-lanca-nova-garrafa-e-aposta-em-consumo-versatil-de-azeite-no-brasil/

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O sonho do gigante da moda brasileira está ruindo — e o Azzas 2154 tem futuro incerto

14 de Maio de 2026, 06:00

Alexandre Birman tinha o sonho de erguer o maior grupo de moda do Brasil. A fusão entre Arezzo e Grupo Soma, formalizada em agosto de 2024, era a peça central da ambição: um conglomerado com mais de 30 marcas, do calçado ao vestuário, capaz de competir em escala com players globais.

Menos de dois anos depois, o sonho está se desfazendo, e uma reconciliação entre os dois sócios controladores, Birman e Roberto Jatahy, parece cada vez menos provável.

As ações do Azzas 2154 acumulam queda da ordem de 50% em 12 meses. A empresa vale hoje R$ 3,8 bilhões, menos da metade do que atingiu no auge.

No mais recente capítulo, Jatahy obteve na Justiça do Rio de Janeiro uma medida cautelar contra decisões do sócio, em uma batalha que, segundo algumas pessoas com conhecimento da situação, tem como desfecho provável a cisão do grupo (Birman entrou com um agravo de instrumento para suspender a cautelar e aponta que o foro de qualquer questão deveria ser a Justiça de São Paulo, como determina o estatuto da companhia).

Mas esse não será um desfecho trivial. Primeiro, porque o tema da separação dos negócios não está na mesa de discussões, segundo fontes próximas a Birman.

E também porque a questão é saber até que ponto cada lado está disposto a ceder e a abrir mão de (muito) dinheiro: o acordo de acionistas celebrado na fusão prevê um lock-up (proibição de venda) de 10 anos para as ações no bloco de controle.

Alexandre Birman e Roberto Jatahy, controladores da Azzas 2154
Alexandre Birman (esq.) e Roberto Jatahy, sócios do Azzas 2154, no anúncio da fusão (Divulgação)

O desafio não é exatamente da saúde das marcas: Farm Rio, Reserva e Animale seguem bem. Hering patina, mas dá sinais de melhora gradual com um plano de turnaround – e segue com um nome forte. O desafio é de governança.

Dois fundadores acostumados a mandar sozinhos, com culturas de gestão opostas, tentaram dividir o controle de um grupo com mais de 30 marcas. Não funcionou até aqui.

Segundo pessoas próximas a Jatahy, ele sempre deu autonomia às operações, formou lideranças internas e manteve cada marca quase como uma empresa independente. Birman, por sua vez, operaria no estilo “comando e controle”, um modelo que funcionou bem na Arezzo, mas que se mostrou inadequado para a complexidade do Azzas.

A percepção sobre Birman era a de um executivo duro, trabalhador, com uma narrativa sólida de quem construiu a Arezzo com as próprias mãos, o “sapateiro” que vendia resultados ao mercado com consistência. Parecia complementar o perfil criativo e descentralizado de Jatahy.

A realidade, segundo essas fontes, foi diferente. A dificuldade de lidar com divergências, segundo quem conviveu com Birman, teria afastado sucessivamente executivos que poderiam ter ajudado a estabilizar o grupo. Mais de 30 diretores não executivos deixaram o Azzas desde a fusão, muitos com acordos de confidencialidade que os impedem de falar publicamente. Birman costuma negar essa versão.

“São dois founders que tinham muita autonomia nas suas empresas antes da fusão”, diz uma pessoa que compôs o alto escalão da empresa. “No dia 2 do casamento, isso virou uma divisão de poder, e os dois se viram em papéis com os quais não estavam satisfeitos.”

A fusão também pecou pelo que deixou de fora.

Pessoas com conhecimento do processo dizem que o negócio foi pensado principalmente em termos de sinergias de receita, em como as marcas cresceriam juntas. As sinergias de custo, até mais relevantes para a rentabilidade, ficaram em segundo plano.

O estopim

O padrão de desgaste com executivos começou antes mesmo de a fusão ser concluída.

Rony Meisler, fundador da Reserva, deixou o grupo em agosto de 2024, poucos dias após o fechamento do negócio. O distanciamento vinha de antes. A Arezzo havia comprado a Reserva em 2020 por R$ 715 milhões, parte em ações com lock-up gradual.

Nas duas primeiras janelas, em 2022 e 2023, Meisler vendeu praticamente toda a sua fatia, um movimento que não agradou Birman. O estilo centralizador do CEO também bateu de frente com a personalidade do fundador, que se sentia cada vez menos consultado.

E, apesar de tentativas do alto comando do Azzas, nada convenceu Meisler a seguir no grupo.

Depois desse momento, os dois sócios controladores negociaram um armistício.

Jatahy cedeu mais, fosse na composição do conselho, nos acordos de acionistas, na escolha de executivos. Sempre com o objetivo declarado, segundo pessoas próximas a ele, de preservar a companhia e evitar um conflito aberto.

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Após a saída de seis executivos do alto escalão do Azzas 2154, o grupo anunciou o retorno de Roberto Jatahy à liderança do negócio de moda. #azzas #moda #negócios

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O ponto de equilíbrio encontrado no meio de 2025 tinha um nome: Ruy Kameyama. O executivo, que atuava como conselheiro de Jatahy, voltou para a gestão para ser a interface entre as operações de moda no Rio de Janeiro, provenientes em geral do Soma, e a holding.

Por algum tempo, funcionou. Kameyama conduziu um processo de integração que durou dez meses, com consultoria contratada, que mapeou sinergias entre R$ 80 milhões e R$ 116 milhões de Ebitda anuais para a unidade carioca.

Foi um trabalho com custo financeiro e humano relevante, com demissões, reestruturações e meses de reuniões. O resultado estava incorporado ao orçamento de 2026.

Foi nesse momento que Birman passou a interferir na Reserva, área que estava sob o guarda-chuva de Kameyama. Em uma ligação, segundo relatos de pessoas que acompanharam a situação, Birman disse ao executivo que ele estava “cruzando a linha” ao se envolver em questões societárias. Kameyama pediu demissão no dia seguinte.

Com Kameyama fora, Birman anunciou que a Reserva seria transferida para o comando de David Python, executivo de sua confiança à frente das unidades Basic (Hering) e Shoes & Bags e que tem ganhado espaço no grupo.

Python é co-fundador da Cariuma, marca de calçados adquirida pelo Azzas no fim de 2025 justamente para trazê-lo, junto com outro executivo, Fernando Porto, para tocar o turnaround da Hering. Ele trabalhou anos em cargos de liderança na Arezzo e na Schutz antes do seu próprio negócio.

Para Jatahy, jogar fora R$ 116 milhões em Ebitda potencial, em uma empresa que já destruía valor, não tinha racionalidade econômica. A medida cautelar foi sua resposta.

O Azzas divulgou comunicado ao mercado dizendo ter sido “surpreendida” pelo pedido judicial, enquadrando a decisão sobre a Reserva, marca de moda masculina, como prerrogativa estatutária do CEO.

O custo nos negócios

Os resultados do Azzas no primeiro trimestre de 2026 mostraram em parte o custo da instabilidade na gestão. A receita líquida caiu 8% na comparação anual. A unidade de negócios Basic (Hering) respondeu pela maior parte da queda, com recuo de 19% no período.

O Citi apontou que o Ebitda reportado ficou 15% abaixo de sua estimativa e o lucro líquido veio quase 60% abaixo do projetado. O banco não descartou novas revisões para baixo nas projeções.

A deterioração do resultado da Hering é um exemplo dos riscos de integrações. A marca chegou a gerar R$ 240 milhões de Ebitda no fim dos anos 2010, antes da aquisição pelo Soma, e fechou 2025 com R$ 71 milhões, segundo pessoas com conhecimento da operação.

A piora culminou com a saída de Thiago Hering, da família fundadora. E levou à chegada de Python e Porto em outubro passado. O plano, que passa por uma nova lógica de operação – com redução dos estoques que demandavam desconto para dar saída -, se traduziu em queda das vendas, antes que elas – segundo se espera – voltem a crescer.

O vestuário feminino, que é a divisão herdada do Grupo Soma e segue sob influência de Jatahy, é hoje o ativo mais sólido do grupo. Cresceu 5% no primeiro trimestre, mesmo com desaceleração.

O futuro do Azzas 2154

Além da hipótese de cisão, há quem defenda uma terceira via: trazer um CEO externo, afastar os dois fundadores do dia a dia e tentar capturar parte das sinergias que motivaram o negócio.

“A empresa não conseguiu seus resultados, mas é uma questão de melhorar a governança”, diz uma pessoa que passou pelo alto escalão do grupo.

A questão é que o conselho atual não tem demonstrado capacidade de arbitrar o conflito, diz outra pessoa ouvida pela reportagem.

O caminho imediato é a arbitragem, resolvida a disputa de liminares e recursos.

Parte do mercado nutre a esperança de que o acirramento force uma composição e mais um armistício entre os dois sócios. Mas pessoas próximas aos bastidores do grupo são céticas. Birman, dizem, dificilmente dá um passo atrás, e Jatahy, após quase dois anos de concessões, chegou ao limite.

O Azzas foi construído sobre a tese de que marcas fortes ficam mais fortes juntas. Por ora, o que se vê é o oposto: marcas que funcionavam bem agora presas em uma sociedade que não funciona.

Procurado, o grupo Azzas 2154 preferiu não comentar e enviou os fatos relevantes recentes como resposta.

Crise sanitária da Ypê testa marca familiar brasileira que concorre com gigantes globais

13 de Maio de 2026, 06:00

A Química Amparo, dona da Ypê, enfrenta uma das maiores crises de sua história de mais de 75 anos.

É uma crise que se instalou no dia 7 de maio, quando o grupo familiar recebeu uma determinação da Anvisa para recolher milhares de produtos de limpeza por causa de risco de contaminação bacteriana constatado na sua fábrica em Amparo, no interior de São Paulo.

A decisão chegou justamente no momento em que as categorias em que a empresa construiu liderança cresciam no ritmo mais acelerado dos últimos anos.

A Ypê é um caso raro para uma marca nacional: está presente em 95% dos lares brasileiros, segundo dados da consultoria Kantar. Em penetração de mercado, só perde para a Coca-Cola, absoluta no mercado de refrigerantes.

A história da Química Amparo remonta a 1950, ano de sua fundação na cidade a 129 quilômetros de São Paulo, na região conhecida como Circuito das Águas. Fundada por Waldyr Beira, a companhia atravessou três gerações da família até se tornar uma das maiores fabricantes nacionais de produtos de limpeza.

Fotos do início da operação da Ypê, que foi fundada em 1950 pela família Beira

Depois da morte do fundador, em 1998, os filhos assumiram o negócio. Waldir Beira Jr. ficou no comando executivo. Os irmãos Jorge Eduardo Beira, que é diretor de operações, e Antonio Ricardo, além da mãe, Ana Maria Veroneze Beira, integram o conselho de administração.

Em 2025, Eduardo Beira passou a fazer parte do conselho, representando a terceira geração da família no negócio.

A estrutura ainda carrega forte presença familiar, mas com sinais de profissionalização. O conselho tem cinco membros da família e quatro independentes. É presidido por Andrea Salgueiro Cruz Lima, ex-CEO da Whirlpool no Brasil.

Sob Waldir Jr., a Química Amparo entrou em um ciclo longo de expansão. Comprou a marca Atol e sua fábrica na Bahia, incorporou a Perfex e a Assolan com uma planta em Goiânia e montou uma rede fabril com sete unidades, em São Paulo, Bahia, Goiás, Minas Gerais e Pernambuco.

A aposta mais recente foi no Norte e no Nordeste. Em 2023, a empresa inaugurou uma fábrica em Itapissuma, em Pernambuco, com investimento de R$ 420 milhões. A unidade reforçou a estratégia de crescer em regiões em que algumas categorias de limpeza ainda têm menor penetração.

“É um mercado que estimamos que crescerá a taxas maiores do que as do Brasil, porque alguns produtos ainda não têm nível de penetração iguais ao do Sul e Sudeste. Vemos um potencial de mercado maior”, disse Waldir Jr. ao Valor em 2020.

Até 2019, a Química Amparo faturava cerca de R$ 4 bilhões. Hoje seu faturamento é estimado em R$ 10 bilhões por ano, em uma estrutura com mais de 7.300 funcionários e marcas que vão da Ypê à Assolan, do Tixan ao Banho a Banho.

Em Amparo, a presença da família vai além da fábrica.

A Química Amparo é uma das principais mantenedoras da Santa Casa local e de outras entidades assistenciais da cidade. Por meio do Instituto Ypê, coordena projetos socioambientais na região, incluindo iniciativas de reflorestamento com a árvore que dá nome à marca.

Briga com gigantes globais

A Ypê conseguiu se destacar em um setor dominado no Brasil por multinacionais. A Unilever, líder de mercado, é dona de marcas globais como Omo, Comfort e Cif. A P&G tem o Ariel e o Downy. A Reckitt é dona do Veja e do Vanish.

O Brasil é o quarto maior mercado mundial na categoria, segundo dados da Abipla, a associação do setor. Mas lida com um mercado paralelo relevante.

Entre 14% e 20% dos produtos de limpeza vendidos no país circulam fora do mercado formal, segundo estimativa da Abipla. É reflexo tanto da pressão financeira sobre o consumidor quanto da baixa barreira de entrada para fabricar produtos como detergente.

Nesse cenário, a Química Amparo ocupa uma posição singular. É uma fabricante brasileira de grande porte competindo com gigantes globais. Entre as empresas nacionais, concorrentes como Bombril, Flora – que faz parte da J&F, a holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista – e Limppano têm presença relevante, mas operam em escala menor.

A estratégia da Ypê foi construída com foco nas classes B e C, preço acessível e distribuição capilar. A marca chega ao pequeno mercado de bairro com a mesma eficiência com que abastece grandes redes de atacarejo.

No segmento de detergentes lava-louças, sua fatia é estimada em quase 40% do mercado nacional — mais que o dobro da segunda colocada, a Limpol, marca da Bombril, com 19%. Em sabão em barra, também lidera.

Um executivo do setor que já comandou uma grande concorrente da Química Amparo, e que conversou com o InvestNews em caráter reservado, resume a percepção do mercado: a Ypê sempre foi vista pelos rivais como um player com padrão alto de qualidade.

O momento favorável do setor

A crise chegou quando o vento soprava a favor das vendas do setor.

O mercado de detergentes lava-louças movimentou R$ 3,6 bilhões em 2025, ante R$ 2,9 bilhões em 2023 — crescimento de 25% em dois anos, segundo a Euromonitor. A projeção é que chegue a R$ 4,7 bilhões até 2028.

O sabão líquido para roupas também cresce. O mercado passou de R$ 2,5 bilhões para R$ 2,8 bilhões no mesmo período, com projeção de R$ 3,6 bilhões em 2028. É o reflexo de uma migração em curso do sabão em pó, categoria que encolheu de R$ 11,3 bilhões para R$ 9,3 bilhões em dois anos.

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A inspeção da Anvisa, em conjunto com as vigilâncias sanitárias estadual e municipal de Amparo, encontrou, segundo a agência, descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo, incluindo falhas nos sistemas de garantia de qualidade e controle. O risco era de contaminação microbiológica.

O Fantástico, da Globo, revelou imagens da inspeção com equipamentos com marcas de corrosão e restos de produtos sendo devolvidos às linhas de envase. Pessoas próximas à empresa, ouvidas pelo InvestNews, afirmam que as imagens mostram áreas fora de uso.

Não foi o primeiro problema do tipo. Em 2024, a Anvisa determinou recolhimento de lotes da Ypê por risco de contaminação microbiológica. Em novembro de 2025, a própria empresa fez um recolhimento voluntário ao identificar a bactéria Pseudomonas aeruginosa em lotes de lava-roupas.

Em 2026, segundo a Anvisa, o problema deixou de ser pontual. A agência afirma ter encontrado falhas nas Boas Práticas de Fabricação — o conjunto de normas mínimas exigidas de qualquer fábrica do setor.

A empresa contesta essa avaliação, diz ter laudos técnicos que atestam a segurança dos produtos e classificou a medida como arbitrária e desproporcional.

A Química Amparo recorreu e obteve efeito suspensivo, voltando a ter autorização para produzir e comercializar os produtos. Ainda assim, decidiu manter parada a produção da fábrica de líquidos.

A Anvisa manteve sua avaliação técnica e sua recomendação de não usar os produtos. A diretoria colegiada da agência deve julgar o recurso da empresa nesta quarta-feira (13).

Em reunião com a Anvisa na terça (12), a Ypê afirmou que suas equipes de Amparo intensificaram o trabalho para atender a 239 ações corretivas com o objetivo de cumprir as exigências da vigilância sanitária. As medidas consideram também inspeções realizadas em 2024 e 2025.

Da crise sanitária à disputa política

Mas a crise da Ypê não ficou circunscrita ao campo da análise técnica. Nas redes sociais, o caso ganhou conotação política. Isso porque, em 2022, três membros da família Beira doaram juntos R$ 1 milhão à campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Waldir Beira Jr., o CEO da Química Amparo
Waldir Beira Jr., CEO da Química Amparo: segunda geração da família (Divulgação)

A proximidade com Bolsonaro gerou reações de boicote à marca por parte de consumidores naquele período. Segundo pessoas próximas à companhia, a família decidiu se manter à margem da disputa eleitoral em 2026.

A crise sanitária, porém, arrastou a marca mais uma vez para os embates políticos nas redes sociais.

Figuras ligadas à direita enquadraram rapidamente o caso como suposta perseguição da Anvisa a uma empresa que apoiou Bolsonaro no passado, com vídeos de políticos lavando louça com o detergente da companhia.

Do outro lado, consumidores relatam nas redes casos de mau cheiro nos produtos e irritações nas mãos.

Para Felipe Carreirão, analista sênior da Euromonitor, essa sobreposição entre crise sanitária e disputa política cria um problema específico de comunicação. Fica difícil para o consumidor separar o que é avaliação técnica do que é narrativa ideológica.

O teste de fidelidade

Independentemente do caráter técnico e político do caso, há um desafio logístico imediato.

O que está nas gôndolas dos supermercados pode ser retirado pela empresa com relativa facilidade. O que já está na casa do consumidor… nem tanto. Esses são produtos de alto giro, que estão presentes em milhões de lares. E essa capilaridade torna o recolhimento caro e lento, relatam executivos do setor.

E aí vem o teste de fidelidade à marca. Carreirão, da Euromonitor, aponta que detergente lava-louças é exatamente uma categoria em que a lealdade de marca é mais frágil, por causa de suas características preço baixo, diferença mínima entre produtos e barreira de troca quase zero.

O consumidor forçado a experimentar outra marca pode não voltar. Nos últimos anos, marcas regionais vêm ganhando espaço no varejo brasileiro, impulsionadas pela pressão da inflação e por preços mais acessíveis — e estão bem posicionadas para capturar esse fluxo. A crise pode acelerar esse movimento.

Há, por outro lado, um contrapeso. Carreirão lembra que o brasileiro tem uma relação afetiva com o cheiro dos produtos de limpeza. O perfume do lava-louças, do lava-roupas e do desinfetante cria um vínculo que a lógica de preço não explica totalmente.

Quem trocou pode voltar simplesmente porque sentiu falta do cheiro de sempre. E, pondera o analista, a Ypê tem força de distribuição e penetração no varejo que poucos concorrentes conseguem igualar.

A Química Amparo não respondeu ao pedido de entrevista do InvestNews.

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Escritório de arquitetura ou engenharia: é melhor ter funcionários CLT ou contratar PJs?

12 de Maio de 2026, 18:18

Para um pequeno escritório de arquitetura ou engenharia, a lógica de contratação de mão de obra parece óbvia. Em empresas que tocam projetos com começo, meio e fim, a ideia de ter o mínimo possível de funcionários CLT e contratar profissionais PJ conforme a demanda parece a opção mais vantajosa.

Mas a conta não fica só no custo operacional. Para empresas enquadradas no Simples Nacional, a escolha entre contratar CLTs, fechar parcerias com outras PJs ou recrutar freelancers afeta diretamente a carga tributária, a margem de lucro e os riscos jurídicos do negócio.

Afinal, o que é melhor: contar com funcionários CLT ou contratar outras pessoas jurídicas na hora de executar os projetos? A verdade é que cada caso exige fazer contas – mas, do ponto de vista tributário, ter uma folha fixa mais alta pode não ser um problema.

O ‘lado bom’ de uma folha alta

Via de regra, escritórios de arquitetura e engenharia têm a tributação mais cara do Simples. Eles são enquadrados no chamado Anexo V, com alíquota inicial de 15,5% sobre o faturamento.

Isso vale para quem tem receita pequena, de até R$ 180 mil por ano.

Quando o faturamento aumenta, as alíquotas crescem também – e rápido. Se seu escritório fatura R$ 200 mil por ano, já entra na faixa de 18%. E assim vai até o teto, de 30,5%, para aqueles com receita de R$ 3,6 milhões a R$ 4,8 milhões.

A boa notícia é que a legislação abre uma brecha para que esse tipo de empresa migre para o Anexo III do Simples, em que as alíquotas começam em 6% – bem mais palatáveis. Isso é possível quando o gasto com a folha de pagamento é alto em comparação com o faturamento da empresa.

Mas alto quanto? Entra aí o “Fator R”, um indicador que mede essa relação. Pela fórmula, basta dividir o valor da folha da empresa nos últimos 12 meses pela receita bruta no mesmo período. Já explicamos o funcionamento do indicador em detalhes nesta reportagem do Descomplica PJ.

Na folha entram os salários dos funcionários CLT, o pró-labore dos sócios e os encargos trabalhistas, como FGTS e INSS. Se o “Fator R” der 0,28 (28%) ou mais, o escritório pode migrar para o Anexo III e pagar um imposto mais baixo. Se ficar abaixo, precisa permanecer no Anexo V, com tributação mais alta.

Pagamentos a PJs ou freelancers não entram na conta. Portanto, se sua empresa só contrata dessa forma, o gasto com a folha fica baixo e ela não pode pleitear uma tributação menor.

Há também o risco jurídico, considerado grave. Se a contratação da PJ mascarar uma relação de emprego – em que existe subordinação, exigência de pessoalidade e dependência econômica -, o escritório fica exposto a potenciais processos trabalhistas.

Em resumo sobre as diferentes modalidades:

  • Funcionário CLT: Embora gere mais custos diretos de contratação (com FGTS, férias, 13º salário, entre outros), essa despesa compõe a massa salarial. Na prática, ter funcionários no regime CLT ajuda a estabilizar o Fator R em 28%, e isso permite migrar para alíquotas mais baixas no Simples.
  • PJ parceira: Esse regime não influencia o “Fator R”, pois os pagamentos são considerados serviços prestados por terceiros e entram apenas como despesa operacional da empresa, não gasto com folha.
  • Freelancer pessoa física: Neste caso, além de não contar para o “Fator R”, o escritório ainda é obrigado a recolher 20% de INSS patronal sobre o valor pago ao profissional.

A diferença de custo em um exemplo

Nada melhor que um exemplo para entender o impacto real do “Fator R”. Imagine um escritório de arquitetura ou engenharia com faturamento mensal de R$ 50 mil (R$ 600 mil ano) , com custo fixo de R$ 14 mil por mês com equipe.

No primeiro cenário, o escritório só contrata PJs para executar os projetos – ou seja, os R$ 14 mil mensais entram como despesas operacionais e não compõem a folha de pagamento. Como o “Fator R” não alcança 28%, o escritório se mantém no Anexo V.

Com isso, a empresa cairia na alíquota de 19,5% do Simples. Descontando deduções possíveis, seu gasto com impostos seria de R$ 8.925 por mês.

No segundo cenário, o escritório contrata funcionários no regime CLT e gasta os mesmos R$ 14 mil por mês com a folha de salários. Nesse caso, o “Fator R” atingiria exatamente 28% e a empresa poderia migrar para o Anexo III, com tributação menor. A alíquota do Simples seria de 13,5% e o gasto com impostos, depois de deduções, cairia para R$ 5.280 por mês.

A diferença entre fazer 100% das contratações no regime PJ e 100% no regime CLT geraria, nesse caso, uma economia de R$ 3.645 por mês no imposto do Simples. “Portanto, antes de fechar uma contratação, o cálculo na ponta do lápis deve envolver não só o RH mas também o planejamento tributário”, diz Milton Fontes, sócio do Peixoto & Cury Advogados.

Um ponto de atenção

A comparação ajuda a entender o contexto tributário, mas exige cautela. Os mesmos R$ 14 mil mensais permitem montar estruturas diferentes dependendo do modelo de contratação. E, embora a comparação tributária favoreça o regime CLT, esse modelo e o PJ não são equivalentes em custos, disponibilidade da equipe, flexibilidade operacional e risco jurídico.

No regime CLT, o valor total engloba o salário do profissional mas também encargos como FGTS, férias, 13º salário, INSS patronal e outros custos trabalhistas. O valor líquido recebido pelo funcionário é bem menor do que o desembolso total da empresa.

Já na contratação por PJ, os R$ 14 mil chegariam de forma muito mais direta ao prestador de serviço – e, por isso, talvez fosse possível contratar dois no lugar de um, por exemplo. Em compensação, a dinâmica da relação também muda: o escritório não pode exigir a subordinação típica de um vínculo de emprego, como controle de horário, exclusividade ou dedicação contínua.

Como melhorar o “Fator R” sem inchar a equipe?

Essa dinâmica tributária não é exclusividade de escritórios de arquitetura ou engenharia. Ela se aplica a muitas outras atividades sujeitas ao “Fator R” e descritas na resolução do Simples. Confira a lista completa aqui.

Segundo Fontes, para melhorar o “Fator R” e garantir o enquadramento em uma alíquota mais baixa, sem necessariamente inchar a equipe de funcionários, uma estratégia legítima é aumentar o pró-labore dos sócios, pois esse valor também entra na folha de pagamento.

Mas Fontes alerta que é preciso fazer contas: deve-se calcular o peso da contribuição ao INSS e do Imposto de Renda sobre o novo valor do pró-labore para garantir que o gasto com esses tributos na pessoa física seja menor do que a economia gerada no imposto da empresa.

O cenário que costuma fazer mais sentido, equilibrando imposto, margem e risco jurídico, segundo Fontes, é a adoção de um modelo híbrido. “O escritório deve manter a contratação CLT e o pró-labore suficientes para garantir o Fator R acima de 28%, utilizando profissionais PJ apenas para projetos específicos e parcerias técnicas genuínas”, afirma.

No Descomplica PJ, cobertura do InvestNews voltada para esclarecer dúvidas de empreendedores, você tem informação rápida e objetiva para tomar decisões com mais segurança e evitar erros que podem custar caro. Se é dono ou dona de empresa e tem dúvidas sobre tributação, envie sua pergunta para redacao@investnews.com.br.

Cury (CURY3) apresenta lucro líquido de R$ 302,9 milhões no 1T26, alta de 42%

12 de Maio de 2026, 19:35

A Cury (CURY3), uma das maiores construtoras do Minha Casa Minha Vida, apresentou lucro líquido de R$ 302,9 milhões no primeiro trimestre de 2026, montante 41,9% maior do que no mesmo período de 2025.

A melhora no lucro decorre principalmente do ciclo de mais lançamentos e vendas de imóveis, com subida de preços e manutenção de custos sob controle. Essa equação ajudou a aumentar a receita e diluir despesas. No começo deste ano, os apartamentos foram vendidos a R$ 325,4 mil, em média, 5% mais na comparação com um ano antes.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 411,4 milhões, aumento de 42,9% na comparação anual. A margem Ebitda foi a 25,5%, subida de 1,8 de ponto porcentual (p.p.).

A receita operacional líquida somou R$ 1,613 bilhão, crescimento de 32,6%, e recorde para a empresa.

A linha de equivalência patrimonial (que apura os resultados oriundos de empreendimentos feitos em sociedade) gerou um ganho de R$ 2,3 milhões, o triplo na comparação anual.

A margem bruta atingiu a marca de 39,0%, estável na comparação anual. A margem bruta ajustada foi a 39,3%, aumento de 0,1 p.p. Já a margem que estima o resultado dos exercícios futuros foi a 42,9%, queda de 0,4 p.p.

As despesas gerais e administrativas somaram R$ 64,9 milhões, alta de 28,8%. Por sua vez, as despesas comerciais foram de R$ 119,1 milhões, avanço de 12,1%.

A Cury reportou ainda uma despesa de R$ 44,8 milhões na linha de ‘outros’, que foi 12,8% maior na comparação anual.

O resultado financeiro (saldo entre receitas e despesas de natureza financeiras) gerou despesa de R$ 10,7 milhões, valor 26,2% menor.

A companhia reportou geração de caixa de R$ 93,4 milhões, completando 28 trimestres consecutivos de geração de caixa operacional.

Assim, encerrou o trimestre com caixa líquido de R$ 406,9 milhões, 28,8% a mais que no último trimestre do ano passado.

Em sua apresentação de resultados, a direção da Cury afirmou que o começo do ano foi impulsionado pela demanda aquecida por imóveis combinada com a eficiência da empresa na produção das moradias. Como resultado, as vendas líquidas totalizaram 2,3 bilhões, volume recorde.

A construtora destacou que o segundo trimestre começou forte em vendas, já considerando os ajustes recentes no Minha Casa Minha Vida (MCMV), que aumentaram o poder de compra da população, bem como o público identificável pelo programa.

Governo anuncia fim da ‘taxa das blusinhas’; compras internacionais de até U$ 50 não pagarão imposto federal

12 de Maio de 2026, 19:11

O Governo Federal anunciou nesta terça-feira (12) o fim da cobrança do imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”.

De acordo com Rogério Ceron, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, a mudança passa a valer a partir desta quarta-feira (13), quando compras internacionais de até US$ 50 deixarão de pagar imposto de importação.

“Nós comunicamos que depois de três anos em que nós conseguimos praticamente eliminar, conseguimos combater o contrabando, regularizar o setor, nós podemos dar um passo adiante”, anunciou Ceron.

A alteração foi feita por meio de uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e será publicada no Diário Oficial da União.

Apesar do corte no tributo federal, ainda segue em vigor a taxação de 17% do imposto estadual ICMS sobre esses produtos.

‘Taxa das blusinhas’

A chamada “taxa das blusinhas” estava em vigor desde 2024, quando o governo aprovou a cobrança de um imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.

Apesar do nome, a taxa valia para os mais diversos produtos, desde roupas e acessórios até produtos eletrônicos de lojas online.

Em ano eleitoral, o governo vinha sendo pressionado para reverter essa taxação agora.

A possibilidade da suspensão da taxa das blusinhas chegou a impactar varejistas nacionais na Bolsa em alguns momentos, com investidores prevendo uma maior pressão concorrencial no setor que já tem competição elevada.

De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento (MPO), Bruno Moretti, tanto a Medida Provisória, quanto a portaria do Ministério da Fazenda que zera as taxas federais seguem para publicação no Diário Oficial ainda nesta terça.

“O que importa mesmo é que são produtos de consumo popular. Os números mostram que a maior parte das compras é de pequeno valor. Então, o que o senhor [presidente Lula] está fazendo é retirar impostos federais do consumo popular, do consumo das pessoas mais pobres”, destacou Moretti.

Escritório de arquitetura ou engenharia: é melhor ter funcionários CLT ou contratar PJs?

12 de Maio de 2026, 18:18

Para um pequeno escritório de arquitetura ou engenharia, a lógica de contratação de mão de obra parece óbvia. Em empresas que tocam projetos com começo, meio e fim, a ideia de ter o mínimo possível de funcionários CLT e contratar profissionais PJ conforme a demanda parece a opção mais vantajosa.

Mas a conta não fica só no custo operacional. Para empresas enquadradas no Simples Nacional, a escolha entre contratar CLTs, fechar parcerias com outras PJs ou recrutar freelancers afeta diretamente a carga tributária, a margem de lucro e os riscos jurídicos do negócio.

Afinal, o que é melhor: contar com funcionários CLT ou contratar outras pessoas jurídicas na hora de executar os projetos? A verdade é que cada caso exige fazer contas – mas, do ponto de vista tributário, ter uma folha fixa mais alta pode não ser um problema.

O ‘lado bom’ de uma folha alta

Via de regra, escritórios de arquitetura e engenharia têm a tributação mais cara do Simples. Eles são enquadrados no chamado Anexo V, com alíquota inicial de 15,5% sobre o faturamento.

Isso vale para quem tem receita pequena, de até R$ 180 mil por ano.

Quando o faturamento aumenta, as alíquotas crescem também – e rápido. Se seu escritório fatura R$ 200 mil por ano, já entra na faixa de 18%. E assim vai até o teto, de 30,5%, para aqueles com receita de R$ 3,6 milhões a R$ 4,8 milhões.

A boa notícia é que a legislação abre uma brecha para que esse tipo de empresa migre para o Anexo III do Simples, em que as alíquotas começam em 6% – bem mais palatáveis. Isso é possível quando o gasto com a folha de pagamento é alto em comparação com o faturamento da empresa.

Mas alto quanto? Entra aí o “Fator R”, um indicador que mede essa relação. Pela fórmula, basta dividir o valor da folha da empresa nos últimos 12 meses pela receita bruta no mesmo período. Já explicamos o funcionamento do indicador em detalhes nesta reportagem do Descomplica PJ.

Na folha entram os salários dos funcionários CLT, o pró-labore dos sócios e os encargos trabalhistas, como FGTS e INSS. Se o “Fator R” der 0,28 (28%) ou mais, o escritório pode migrar para o Anexo III e pagar um imposto mais baixo. Se ficar abaixo, precisa permanecer no Anexo V, com tributação mais alta.

Pagamentos a PJs ou freelancers não entram na conta. Portanto, se sua empresa só contrata dessa forma, o gasto com a folha fica baixo e ela não pode pleitear uma tributação menor.

Há também o risco jurídico, considerado grave. Se a contratação da PJ mascarar uma relação de emprego – em que existe subordinação, exigência de pessoalidade e dependência econômica -, o escritório fica exposto a potenciais processos trabalhistas.

Em resumo sobre as diferentes modalidades:

  • Funcionário CLT: Embora gere mais custos diretos de contratação (com FGTS, férias, 13º salário, entre outros), essa despesa compõe a massa salarial. Na prática, ter funcionários no regime CLT ajuda a estabilizar o Fator R em 28%, e isso permite migrar para alíquotas mais baixas no Simples.
  • PJ parceira: Esse regime não influencia o “Fator R”, pois os pagamentos são considerados serviços prestados por terceiros e entram apenas como despesa operacional da empresa, não gasto com folha.
  • Freelancer pessoa física: Neste caso, além de não contar para o “Fator R”, o escritório ainda é obrigado a recolher 20% de INSS patronal sobre o valor pago ao profissional.

A diferença de custo em um exemplo

Nada melhor que um exemplo para entender o impacto real do “Fator R”. Imagine um escritório de arquitetura ou engenharia com faturamento mensal de R$ 50 mil (R$ 600 mil ano) , com custo fixo de R$ 14 mil por mês com equipe.

No primeiro cenário, o escritório só contrata PJs para executar os projetos – ou seja, os R$ 14 mil mensais entram como despesas operacionais e não compõem a folha de pagamento. Como o “Fator R” não alcança 28%, o escritório se mantém no Anexo V.

Com isso, a empresa cairia na alíquota de 19,5% do Simples. Descontando deduções possíveis, seu gasto com impostos seria de R$ 8.925 por mês.

No segundo cenário, o escritório contrata funcionários no regime CLT e gasta os mesmos R$ 14 mil por mês com a folha de salários. Nesse caso, o “Fator R” atingiria exatamente 28% e a empresa poderia migrar para o Anexo III, com tributação menor. A alíquota do Simples seria de 13,5% e o gasto com impostos, depois de deduções, cairia para R$ 5.280 por mês.

A diferença entre fazer 100% das contratações no regime PJ e 100% no regime CLT geraria, nesse caso, uma economia de R$ 3.645 por mês no imposto do Simples. “Portanto, antes de fechar uma contratação, o cálculo na ponta do lápis deve envolver não só o RH mas também o planejamento tributário”, diz Milton Fontes, sócio do Peixoto & Cury Advogados.

Um ponto de atenção

A comparação ajuda a entender o contexto tributário, mas exige cautela. Os mesmos R$ 14 mil mensais permitem montar estruturas diferentes dependendo do modelo de contratação. E, embora a comparação tributária favoreça o regime CLT, esse modelo e o PJ não são equivalentes em custos, disponibilidade da equipe, flexibilidade operacional e risco jurídico.

No regime CLT, o valor total engloba o salário do profissional mas também encargos como FGTS, férias, 13º salário, INSS patronal e outros custos trabalhistas. O valor líquido recebido pelo funcionário é bem menor do que o desembolso total da empresa.

Já na contratação por PJ, os R$ 14 mil chegariam de forma muito mais direta ao prestador de serviço – e, por isso, talvez fosse possível contratar dois no lugar de um, por exemplo. Em compensação, a dinâmica da relação também muda: o escritório não pode exigir a subordinação típica de um vínculo de emprego, como controle de horário, exclusividade ou dedicação contínua.

Como melhorar o “Fator R” sem inchar a equipe?

Essa dinâmica tributária não é exclusividade de escritórios de arquitetura ou engenharia. Ela se aplica a muitas outras atividades sujeitas ao “Fator R” e descritas na resolução do Simples. Confira a lista completa aqui.

Segundo Fontes, para melhorar o “Fator R” e garantir o enquadramento em uma alíquota mais baixa, sem necessariamente inchar a equipe de funcionários, uma estratégia legítima é aumentar o pró-labore dos sócios, pois esse valor também entra na folha de pagamento.

Mas Fontes alerta que é preciso fazer contas: deve-se calcular o peso da contribuição ao INSS e do Imposto de Renda sobre o novo valor do pró-labore para garantir que o gasto com esses tributos na pessoa física seja menor do que a economia gerada no imposto da empresa.

O cenário que costuma fazer mais sentido, equilibrando imposto, margem e risco jurídico, segundo Fontes, é a adoção de um modelo híbrido. “O escritório deve manter a contratação CLT e o pró-labore suficientes para garantir o Fator R acima de 28%, utilizando profissionais PJ apenas para projetos específicos e parcerias técnicas genuínas”, afirma.

No Descomplica PJ, cobertura do InvestNews voltada para esclarecer dúvidas de empreendedores, você tem informação rápida e objetiva para tomar decisões com mais segurança e evitar erros que podem custar caro. Se é dono ou dona de empresa e tem dúvidas sobre tributação, envie sua pergunta para redacao@investnews.com.br.

‘Adoção de IA não é opcional’, diz CEO da Red Hat, empresa da IBM que fatura US$ 7 bi

12 de Maio de 2026, 16:52

A inteligência artificial já não pode ser entendida como uma opção nem pode ser ignorada pelas empresas que querem não apenas avançar como permanecer relevantes em seus mercados.

Essa é a síntese do discurso de abertura de Matt Hicks, presidente e CEO da Red Hat, empresa adquirida pela IBM em 2019 por US$ 33 bilhões.

Especializada em soluções de software open source corporativo, com foco em infraestrutura de nuvem híbrida - como Azure, da Microsoft, AWS, Oracle, Google e IBM –, automação, virtualização e inteligência artificial, a Red Hat opera uma tecnologia “invisível”, no back office da transformação digital das companhias.

Em 2025, a empresa fechou com receita anual de US$ 7,3 bilhões, alta de 12,9% em relação ao ano de 2024.

No Brasil, a Red Hat é fornecedora de uma das soluções por trás do Pix que permite a transmissão de dados de forma distribuída e sem a necessidade de uma grande estrutura de gerenciamento.

“A IA não é opcional a esta altura, quer ela te traga energia, quer crie uma incerteza real. E eu acho que, para muitos de nós, é uma combinação, uma mistura de ambos. Ela não pode ser ignorada”, afirmou o executivo na abertura do Red Hat Summit, evento que acontece em Atlanta, nos Estados Unidos.

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O executivo defendeu, porém, que não existe um único caminho e que é comum, num período de acelerada transformação, os diferentes estágios de adoção e também as dúvidas, entre o que é hype, o exagero do mercado, e o que pode gerar oportunidades de fato.

“O que recomendaria cautela são os extremos: ou mover-se tão lentamente que, quando você começar, nunca conseguirá alcançar os outros. Ou mover-se tão rápido e construir uma fundação sobre uma uma base que não permita que a companhia lide com o que virá”, disse. “Porque eu lhe garanto: algo novo virá a seguir neste ambiente de transformação.”

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Para ir além do discurso, o CEO compartilhou a experiência interna da empresa. A companhia implementou a IA generativa no canal de suporte “Ask Red Hat”, evoluindo de chatbots para sistemas agênticos de pesquisa profunda e com economia de milhões de dólares por ano atualmente.

O CEO revelou que o projeto começou com os chamados “frontier models” (modelos proprietários de ponta) e avançou otimizando o sistema camada por camada.

Hoje, 85% das chamadas do sistema de pesquisa da Red Hat rodam em modelos de código aberto e pesos abertos (open weights) - como Nemotron Super, Nemotron Nano e IBM Granite) em infraestrutura própria.

“O que nos surpreendeu foi que os resultados ficaram melhores. Quando você é dono do modelo e da infraestrutura, você pode otimizar de uma forma que um modelo de propósito geral nunca conseguiria”, afirmou Hicks, que está ampliando o uso a tecnologia em todas as áreas da companhia.

Assim como outros gigantes de tecnologia, como o Google Cloud, a Red Hat adota um discurso nesta edição do evento de que a era de experimentação e de pilotos ficou para trás. Os agentes de IA passaram de um conceito e de uma promessa em 2025 para uma realidade este ano.

Entre os principais lançamentos da edição, estão o Red Hat AI 3.4 e novas capacidades de IA agêntica. Com o produto, a companhia procura diminuir o gap entre pilotos de IA e a implantação em produção para escalar a automação em ambientes híbridos.

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O futuro do trabalho

As transformações atuais trazem consigo uma redefinição profunda das carreiras e das dinâmicas de liderança, com preocupações constantes sobre a substituição de profissionais, em especial após anúncios de demissões por gigantes de tecnologia como Meta e Microsoft.

Para Hicks, os profissionais não serão trocados por IA, mas o escopo do trabalho mudará drasticamente. Os desenvolvedores migrarão para a construção dos trilhos onde a IA corre, o que inclui a criação de novos sistemas de integração contínua e frameworks de teste capazes de manter a estabilidade em um ecossistema onde qualquer pessoa pode contribuir com código ou conhecimento.

A pressão por adaptação estende-se também aos gestores, que enfrentarão um teste rigoroso de sua capacidade de delegação.

Com os agentes de IA expandindo a capacidade das equipes, os líderes precisarão entender a tecnologia profundamente para decompor tarefas complexas e distribuí-las de forma eficiente entre humanos e máquinas. A eficácia dessa orquestração definirá quem terá sucesso no novo ambiente corporativo.

Além disso, a democratização do conhecimento atingiu um novo patamar, removendo barreiras para que colaboradores de áreas não técnicas, como jurídico, vendas e operações, contribuam diretamente com conteúdo e até código para sistemas agênticos.

“Quando unimos a IA e sua capacidade de ampliar o que podemos fazer com um sistema bem projetado, eu garanto que isso mudará o que vocês podem construir como empresa”, afirma o CEO.

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Matt Hicks, CEO da Red Hat: 'A IA não é opcional a esta altura, quer ela te traga energia, quer crie uma incerteza real'

Natura corre contra o tempo para provar que o novo plano funciona e que o pior já passou

12 de Maio de 2026, 16:51

A Natura encerrou o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 445 milhões e reconhece que o período foi exatamente tão difícil quanto esperava. Apesar do tamanho do tombo, a gestão argumenta que a crise está controlada e que o pior ficou para trás.

“Um trimestre que aparece bastante misturado”, reconheceu o CEO João Paulo Ferreira em entrevista coletiva com jornalistas nesta terça-feira (12). “Algumas notícias mais negativas que merecem maior atenção e correção de rota, e outros já bastante mais promissoras.”

A receita líquida caiu 7,7% frente ao mesmo período de 2025, para R$ 4,7 bilhões. O Ebitda despencou 55,7% em base recorrente, para R$ 346 milhões — com margem de 7,3%, ante 15,2% um ano antes.

Parte relevante da queda veio de despesas não recorrentes com rescisões da reorganização em curso: R$ 221 milhões, o equivalente a 4,7 pontos percentuais de margem. Excluído esse efeito, a margem teria ficado perto de 12%.

Três feridas abertas ao mesmo tempo

O resultado negativo reflete problemas simultâneos que a Natura precisou gerir no trimestre.

O primeiro é a desaceleração do consumo no Brasil. O mercado de beleza esfriou, com impacto especialmente pronunciado no Nordeste, onde a penetração da venda direta é maior e a Natura tem exposição acima da média. Com famílias endividadas e juros elevados, o sell-in (venda para o varejo e consultoras) da marca Natura no Brasil caiu 3% no período.

O segundo é a Avon. A marca passou boa parte do trimestre com portfólio de inovação esvaziado, consequência deliberada do reposicionamento que antecedeu seu relançamento. Esse relançamento só ocorreu em meados de março, já no final do período.

Os primeiros produtos chegaram com vendas acima das expectativas, mas com representatividade ainda pequena dentro do total, segundo os executivos. A receita da Avon no Brasil caiu 13,8%.

O terceiro é a Argentina, onde a integração das operações de Natura e Avon — concluída no terceiro trimestre de 2025 — reduziu significativamente a base de consultoras e o canal de venda direta. A recuperação está sendo mais lenta do que a empresa planejou, e os desafios macroeconômicos e cambiais do país agravam o quadro. Na região hispana como um todo, a receita caiu 10,5%.

Reorganização e impacto no caixa

Enquanto administrava esse cenário adverso de receita, a Natura também acelerou sua própria reestruturação interna, anunciada em dezembro de 2025, com previsão de corte de 25% nos cargos administrativos. No primeiro trimestre, aproximadamente 75% dessas demissões já foram executadas, gerando despesas com rescisões de R$ 240 milhões.

Os efeitos aparecem no balanço. A dívida líquida subiu R$ 565 milhões, para R$ 4 bilhões, levando o índice de alavancagem a 2,11 vezes o Ebitda, acima da faixa de 1x a 1,5x que a empresa considera ideal. Além das rescisões, pesaram o pagamento de R$ 367 milhões referente ao acordo judicial Chapman e gastos remanescentes do processo de simplificação da antiga holding.

A CFO Silvia Vilas Boas enquadrou o movimento como normal para o período. “No nosso negócio, o primeiro semestre normalmente consome caixa e o segundo semestre gera caixa. Isso não compromete nosso compromisso de terminar o ano dentro da estrutura de capital ótima”, disse.

A justificativa central da gestão para o otimismo está no novo modelo operacional — uma estrutura mais enxuta, descentralizada e orientada a dados, construída para permitir reações mais rápidas às mudanças de mercado. Na prática, já teria permitido ajustes nos incentivos comerciais para consultoras no Brasil e mudanças no canal na Argentina.

O problema é que as economias ainda não apareceram nos números. As demissões foram feitas, mas os ganhos de eficiência começarão a ser capturados de forma expressiva apenas a partir do segundo trimestre. Para o segundo semestre, a promessa é de captura plena.

“Com as despesas agora sob controle, nosso foco está voltado ao crescimento sustentável das receitas”, disse Ferreira. Os compromissos públicos para 2026 incluem margem Ebitda superior aos 14,1% registrados no ano passado e geração de caixa acima do nível de 2025.

Sinais que sustentam o otimismo

Apesar do resultado negativo, há indicadores que a empresa usa para defender a narrativa de virada. No Brasil, o sell-out da Natura (as vendas ao consumidor final, medidas por instituto externo) cresceu acima do mercado no primeiro trimestre e mostrou recuperação sequencial no final do período, o que em tese antecede uma melhora no sell-in. O número de consultoras também voltou a crescer após queda de 4,2% no período.

A Avon trouxe sinais considerados encorajadores desde o relançamento: os indicadores de saúde de marca melhoraram e as primeiras linhas lançadas — perfumaria, batom e maquiagem temática — vieram acima das expectativas de vendas. Na região Hispana, excluindo a Argentina, os resultados foram positivos, com destaque para o México. O canal digital cresceu 23,6% no Brasil.

Para 2026, a Natura precisa demonstrar que consegue recuperar receita no Brasil e na Argentina enquanto colhe os ganhos da reorganização. O segundo trimestre será, nas palavras do próprio CEO, “um período de transição, com recuperação gradual da receita e riscos de execução ainda relevantes”.

A empresa promete que, a partir do segundo semestre, estará mais leve e pronta para crescer. Por enquanto, o mercado precisará confiar na palavra da gestão.

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SpaceX e Google estão em negociações para lançar data centers no espaço

12 de Maio de 2026, 15:14

O Google está em negociações com a SpaceX para um acordo de lançamento de foguetes, enquanto amplia seus próprios esforços para levar data centers orbitais ao espaço, segundo pessoas familiarizadas com as conversas.

Um eventual acordo colocaria as duas empresas em parceria em meio à corrida para desenvolver data centers em órbita — uma tecnologia ainda não comprovada, que o CEO da SpaceX, Elon Musk, já descreveu como a próxima fronteira de sua companhia aeroespacial.

O Google também mantém conversas com outras empresas de lançamento de foguetes, segundo uma das fontes.

A tecnologia especulativa tem sido um dos principais temas da SpaceX em sua apresentação a investidores antes da planejada abertura de capital no verão, que pode se tornar a maior IPO da história.

No ano passado, o Google anunciou planos próprios para lançar satélites protótipos até 2027 dentro da iniciativa Project Suncatcher. A empresa trabalha com a Planet Labs no desenvolvimento desses satélites.

“Vamos enviar pequenos racks de máquinas em satélites, testá-los e então começar a escalar a partir disso”, afirmou o CEO do Google, Sundar Pichai, em entrevista à Fox News em novembro. “Não tenho dúvidas de que, em uma década, veremos isso como uma forma mais comum de construir data centers.”

O Google foi um dos primeiros investidores da SpaceX e detém cerca de 6,1% da empresa, segundo um documento regulatório. O executivo Don Harrison, do Google, integra o conselho da SpaceX.

A SpaceX não respondeu a pedidos de comentário.

Líder global em lançamentos comerciais, a SpaceX se tornou praticamente inevitável para qualquer empresa que queira colocar satélites em órbita.

Na semana passada, a companhia anunciou um acordo para vender capacidade computacional terrestre à empresa de IA Anthropic. Como parte do acordo, a Anthropic demonstrou interesse em trabalhar com a SpaceX em data centers orbitais. No início deste ano, a SpaceX entrou com pedido junto a um regulador federal para lançar até 1 milhão de satélites ligados à sua estratégia de computação em órbita.

Executivos do setor veem a computação espacial como uma solução para as limitações dos data centers terrestres, que exigem grandes áreas de terra e alto consumo de energia. No espaço, esses sistemas poderiam operar com energia solar, eliminando restrições energéticas e parte dos impactos ambientais. Ainda assim, especialistas apontam desafios de engenharia relevantes que levantam dúvidas sobre a viabilidade da tecnologia.

A SpaceX construiu sua posição como principal empresa privada de lançamentos do mundo, levando astronautas da NASA à Estação Espacial Internacional e lançando milhares de satélites da Starlink. A empresa também realiza lançamentos para clientes comerciais.

À medida que se prepara para abrir capital, a SpaceX tem fechado uma série de acordos estratégicos que ampliam sua atuação em infraestrutura de IA e computação, incluindo a aquisição da xAI em uma operação que avaliou a companhia combinada em US$ 1,25 trilhão. A empresa também firmou parceria com a startup de codificação Cursor, garantindo opção de compra futura avaliada em US$ 60 bilhões, além de anunciar bilhões em investimentos em infraestrutura.

Para o acordo com a Anthropic, a SpaceX deve fornecer 300 megawatts de nova capacidade computacional, usando mais de 220 mil GPUs da Nvidia, até o fim de maio.

Lupo troca CEO e passa a ter liderança executiva fora da família

12 de Maio de 2026, 13:43

Após mais de 30 anos no comando da gestão executiva, Liliana Aufiero deixará a presidência da Lupo em 1º de junho de 2026, em um movimento que marca mudanças na estrutura de liderança da companhia.

A Lupo informou alterações em sua estrutura de liderança, com mudanças nos cargos de Diretor-Presidente (CEO) e de Diretor de Relações com Investidores, no contexto de um processo de transição planejado.

Liliana Aufiero, 81 anos e neta do fundador da Lupo, ingressou na companhia em 1986 e assumiu o comando em 1993, sucedendo o tio, Élvio Lupo, acumulando mais de três décadas à frente da gestão executiva.

A partir dessa data, Liliana passa a ocupar a presidência do Grupo Lupo, uma função de caráter institucional e não executivo, voltada à preservação da cultura, dos valores e dos relacionamentos do grupo. Na prática, ela deixa a condução do dia a dia da operação.

Quem assume como Diretor-Presidente Executivo (CEO) é Carlos Alberto Mazzeu, 62 anos, atual vice-presidente e diretor de relações com investidores. Ele já vinha sendo preparado para a transição e será o primeiro não integrante da família a ocupar o cargo de CEO na história da Lupo, fundada em 1921 pelo imigrante italiano Henrique Lupo.

Também a partir de 1º de junho, João Daniel Buoro assume como Diretor de Relações com Investidores, em substituição a Mazzeu. O período entre 11 e 31 de maio será dedicado à transição de funções, com foco em continuidade da gestão e estabilidade operacional.

A companhia destacou o reconhecimento à trajetória de Liliana Aufiero, ressaltando sua contribuição para o desenvolvimento e fortalecimento institucional da Lupo, além de agradecer a atuação de Mazzeu na área de relações com investidores.

Em 2025, o Grupo Lupo registrou receita líquida de R$ 1,6 bilhão, alta de 2,8% em relação ao ano anterior. O desempenho foi impulsionado pela marca Lupo Sport, cuja receita avançou 34,7% na comparação anual, alcançando R$ 371,5 milhões.

O EBITDA ajustado somou R$ 187 milhões, com margem de 11,8%. Já o lucro líquido ajustado foi de R$ 158,7 milhões, queda de 9,3% na comparação com 2024, com margem líquida ajustada de 10,0%, recuo de 1,3 ponto percentual no período. A geração de caixa livre ficou em R$ 85,2 milhões.

A companhia destacou 2025 como um ano de reorganização industrial e avanço de eficiência produtiva. Entre as principais iniciativas, transferiu a produção de colantes de Araraquara (SP) para Itabuna (BA), ampliou a produção de itens sem costura na unidade de Araraquara — que também passará a concentrar o setor de malharia transferido de Maracanaú (CE) — e inaugurou sua primeira fábrica no exterior, no Paraguai.

A unidade paraguaia é voltada à produção de meias básicas e faz parte da estratégia de ganho de competitividade e redução de custos em um ambiente de maior concorrência global. No período, a empresa também entrou no segmento de calçados com o lançamento do modelo Origem, voltado a conforto, bem-estar e lifestyle.

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Frigol mira receita acima de R$ 7,5 bi em 2027 com exportações além da China, diz CEO

12 de Maio de 2026, 12:16

A Frigol, quarto maior frigorífico do país, projeta superar R$ 7,5 bilhões em receita a partir de 2027, apoiada em uma estratégia que combina expansão das exportações e diversificação dos mercados compradores da carne bovina brasileira diante das restrições impostas pela China, principal destino das vendas externas da companhia.

No consolidado do ano passado, a empresa atingiu R$ 4,5 bilhões em receita bruta.

Em entrevista à Bloomberg Línea, o CEO da companhia, Luciano Pascon, disse que a Frigol revisou seu planejamento estratégico depois de firmar parcerias em Rondônia e de recalibrar o cenário para a China.

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“Terminamos agora em abril um novo orçamento aprovado pelo conselho de administração, justamente contemplando esses novos cenários”, disse Pascon. Segundo ele, a companhia trabalha com a meta de atingir a receita de R$ 6,5 bilhões neste ano e espera ficar “acima de R$ 7,5 bilhões” no ano que vem.

Em balanço financeiro divulgado nesta terça-feira (12), a empresa somou R$ 999,2 milhões em receita líquida no primeiro trimestre do ano, alta de 2,8% em relação ao mesmo período de 2025.

O lucro líquido do período somou R$ 11,1 milhões, crescimento de 11 vezes ante R$ 1 milhão um ano antes.

O Ebitda foi de R$ 33,3 milhões, com margem de 3,3%.

A melhora do resultado, sobretudo do lucro líquido, ocorreu apesar da queda de 5,3% no abate da companhia em relação ao mesmo trimestre do ano passado, que atingiu cerca de 150 mil bovinos, reflexo da menor oferta de gado e da pressão sobre o preço da arroba.

Sem as novas parcerias em Rondônia, que resultaram no início das exportações para os EUA, a redução dos abates teria sido de 14,2%, segundo a companhia.

De volta para casa

Pascon, que havia sido CEO da companhia entre 2016 e 2020, reassumiu o comando da Frigol em janeiro de 2025.

Ele disse que a primeira coisa que decidiu fazer ao assumir o comando do grupo foi “olhar para dentro de casa”, ou seja, reavaliar o trabalho que vinha sendo feito, das pessoas aos processos industriais e as decisões comerciais.

“Tem muita variável, mas as variáveis normalmente dentro do processo produtivo são as mesmas. É a questão de identificarmos aquelas que são as prioridades, aquelas que são maiores alavancas para o resultado”, disse.

Segundo o executivo, pequenos ganhos operacionais têm impacto relevante quando aplicados a uma indústria de grande volume. Ele cita o aproveitamento do tempo de produção e a gestão dos insumos.

“Muitas vezes a gente deixa alguns centavos na mesa e, na hora que multiplica por alguns milhões de quilos, tanto no mês e depois no ano, vê o quanto isso está impactando os resultados da companhia”, disse.

A partir desse diagnóstico, a Frigol concentrou os esforços em três frentes, conta o executivo: eficiência, pessoas e comercial, “no sentido de procurar os melhores mercados e os melhores valores agregados para os nossos produtos.”

Exportações e China

Esse olhar da companhia para a frente comercial se traduziu no aumento da exposição ao mercado externo.

Segundo Pascon, a Frigol chegou a obter 65% da receita mensal com vendas externas em 2025 e encerrou o ano com uma fatia próxima de 54%. A China continuou como principal destino, mas a companhia também ampliou vendas para outros mercados, como Indonésia, Canadá, Filipinas e Europa.

Apesar da relevância do mercado externo na estratégia do grupo, no primeiro trimestre deste ano, as exportações representaram 46% da receita bruta da empresa, abaixo dos 51% registrados um ano antes.

A China continuou como principal destino, com 64,8% das receitas externas, seguida por Israel, Hong Kong e Europa. A fatia de outros mercados subiu para 17,4%, ante 13% no primeiro trimestre de 2025 e 6% em 2024.

A companhia também registrou aumento da demanda de países do Sudeste Asiático, como Indonésia e Filipinas, com alta de 255% no volume exportado na comparação anual.

A maior diversificação das exportações ocorre em um momento em que a China limitou as compras de carne bovina brasileira com a implementação de cotas - Brasil já atingiu metade da cota e analistas indicam que deve completá-la até o meio do ano.

O CEO da Frigol disse que não espera uma mudança rápida da política chinesa. Para ele, eventuais ajustes poderiam ocorrer apenas depois de uma avaliação das cotas ao fim do ano, caso alguns países não consigam cumprir os volumes autorizados.

“O boi China me traz pelo menos uns 30% a mais [do que a venda para o mercado interno]”, disse o executivo.

O executivo explica que a Frigol busca ter o maior número possível de habilitações, mesmo que a decisão de vender para cada mercado dependa de preço e rentabilidade.

“A decisão se eu vendo ou não vendo é outro passo. Por questões estratégicas, por questões de resultado, eu vou decidir o que vou fazer, mas eu quero ter a opção hoje. Essa é a nossa política de ampliarmos para todos os mercados”, disse.

Rondônia no centro da estratégia

A operação das novas três plantas em Rondônia funcionam por meio de contratos de industrialização firmados com a RioBeef e a DistriBoi.

Nesse modelo, a Frigol não é proprietária dessas plantas, mas controla a compra do gado, a estratégia comercial e a venda da carne, enquanto as parceiras executam o abate, a desossa e o processamento industrial.

O formato permitiu à companhia ampliar rapidamente a presença em Rondônia sem a necessidade de construir novas unidades próprias. Também acelerou o acesso a mercados estratégicos, como os Estados Unidos, ao aproveitar habilitações sanitárias já existentes nas plantas parceiras.

Ao todo, a empresa tem três plantas próprias de abate: em Lençóis Paulista (SP), Água Azul do Norte (PA) e São Félix do Xingu (PA).

No balanço financeiro divulgado nesta semana, a Frigol afirma que as novas parcerias em Rondônia estão alinhadas à estratégia de expansão geográfica do grupo.

Leia também: De salvaguarda da China ao ciclo do boi: os desafios da pecuária brasileira em 2026

Segundo Pascon, Rondônia dá à Frigol acesso ao mercado americano e também ao Canadá, por causa das condições sanitárias do estado. A região também pode posicionar a empresa em uma eventual próxima etapa de abertura do Japão à carne brasileira.

“Rondônia também nos coloca no radar talvez no próximo movimento do Japão”, disse.

A companhia fez seu primeiro embarque aos Estados Unidos em abril, via planta de Rolim de Moura.

O mercado americano é visto por Pascon como um vetor estrutural de demanda para a carne brasileira, em razão da redução do rebanho dos EUA e da necessidade de importação de carne industrial, usada em produtos como hambúrgueres e carne moída.

Para o CEO, o Brasil se consolida como um fornecedor confiável em volume, preço e regularidade.

Ele também disse que a Frigol já trabalha em novas habilitações para exportar aos EUA por outra planta em Rondônia e pela unidade de Lençóis Paulista, com a expectativa de começar 2027 com três fábricas habilitadas para o mercado americano.

A execução, no entanto, ainda enfrenta gargalos. Pascon afirmou que a captura integral da receita potencial de Rondônia em 2026 foi parcialmente limitada por dificuldades no ramp-up das operações.

O mercado doméstico também segue no coração da estratégia da empresa.

No primeiro trimestre, o Brasil respondeu por 54% da receita bruta, ante 49% um ano antes. A empresa tem reforçado linhas de maior valor agregado e ampliado a presença em grandes atacarejos com o projeto Açougue Completo.

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A planta de Lençóis Paulista (SP), da Frigol, tem capacidade para abater cerca de 900 animais por dia.

Direcional (DIRR3): resultados do 1T26 reforçam consistência operacional da companhia; veja análise

12 de Maio de 2026, 11:01

A Direcional (DIRR3) iniciou 2026 mantendo a forte dinâmica operacional observada nos últimos trimestres, combinando crescimento de vendas e margens elevadas.

Conforme antecipado na prévia operacional, os lançamentos totalizaram R$ 1,0 bilhão em valor geral de vendas (VGV) no 1T26 (R$ 0,86 bi no % companhia), crescimento de 12% em relação ao 1T25. Do total lançado, aproximadamente 70% estiveram concentrados na marca Direcional e 30% na Riva.

A velocidade de vendas (VSO) permaneceu elevada, na casa de 24%, avanço de 250 bps em relação ao 4T25 e o maior nível histórico para um primeiro trimestre. A administração destacou que a melhora foi observada em ambas as marcas, reforçando o equilíbrio operacional da companhia.

Na parte financeira, a receita líquida alcançou R$ 1,16 bilhão no trimestre, crescimento de 30% frente ao 1T25. Considerando também as SPEs não consolidadas, a receita líquida total atingiu R$ 1,44 bilhão, avanço de 25% na comparação anual.

Rentabilidade da Direcional é destaque no 1T26

A rentabilidade voltou a ser um dos principais destaques do trimestre. A margem bruta ajustada atingiu novo recorde histórico de 42,9%, expansão de 130 bps em relação ao 1T25 e de 10 bps frente ao trimestre anterior.

Segundo a companhia, o desempenho reflete disciplina comercial, controle de custos e política conservadora de precificação, mesmo diante das recentes pressões inflacionárias. Conforme esperado, a margem REF encerrou o trimestre na casa de 44,4%, com leve retração em relação aos períodos anteriores.

O Ebitda totalizou R$ 315 milhões no trimestre, crescimento de 47% na comparação anual, com margem Ebitda de 27,1%. Ajustando efeitos não recorrentes e juros capitalizados, o Ebitda ajustado atingiu R$ 328 milhões, avanço de 40% frente ao 1T25.

Na última linha, o lucro líquido operacional somou R$ 200 milhões, crescimento de 27% na comparação anual, enquanto o ROE anualizado alcançou 38%, reforçando o elevado nível de rentabilidade da companhia.

Em relação à estrutura de capital, a Direcional encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 613 milhões, equivalente a 24% do patrimônio líquido, patamar considerado administrável diante do atual ritmo de crescimento operacional — espera-se uma redução gradual dessa linha ao longo do ano.

A companhia registrou geração de caixa operacional de R$ 35 milhões no período, embora o fluxo contábil tenha sido impactado por amortizações relacionadas à cessão de recebíveis.

DIRR3: recomendação de compra

De forma geral, os resultados do 1T26 reforçam a consistência operacional da Direcional, sustentada pela forte demanda no segmento econômico, elevada eficiência operacional e disciplina na gestão de custos e preços.

Negociando a aproximadamente 7 vezes os lucros projetados para 2026, a companhia segue entre as preferências da Empiricus, com janela de entrada favorável na precificação atual.

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Ibovespa na semana: novos capítulos no Oriente Médio, dados de infação, temporada de resultados, Trump na China e mais

11 de Maio de 2026, 09:59

Os mercados globais iniciam a semana novamente sob forte tensão geopolítica após Donald Trump rejeitar a mais recente resposta do Irã à proposta americana de cessar-fogo, classificando-a como “totalmente inaceitável”.

A reação voltou a pressionar os preços do petróleo diante da percepção de que o Estreito de Ormuz pode permanecer fechado por mais tempo. O Irã havia proposto concentrar as negociações inicialmente apenas em um cessar-fogo imediato, deixando a discussão sobre o programa nuclear para uma etapa posterior, proposta prontamente descartada por Washington.

Apesar da escalada geopolítica, as bolsas globais operam de forma mista, enquanto investidores acompanham uma agenda econômica particularmente relevante nesta semana, marcada por dados de inflação no Brasil, nos Estados Unidos e na China.

· 00:56 — Dólar abaixo de R$ 4,90 e petróleo acima de US$ 100: bem-vindo ao Brasil

No Brasil, a agenda da semana segue bastante carregada, tanto do lado microeconômico, com uma temporada de resultados intensa, quanto do lado macro, com destaque para a divulgação da inflação oficial de abril, prevista para amanhã.

As projeções apontam para uma desaceleração na margem, mas o mercado teme uma composição qualitativamente mais deteriorada, semelhante ao observado na prévia inflacionária recente, ainda pressionada principalmente pelos preços da gasolina e dos alimentos. Além disso, os investidores acompanharão os dados de vendas no varejo, na quarta-feira, e o volume de serviços, na sexta, indicadores importantes para medir o ritmo de atividade da economia brasileira.

Entre os ativos, o Ibovespa conseguiu se manter acima dos 184 mil pontos na última sexta-feira, embora a piora do ambiente geopolítico internacional possa voltar a gerar pressão sobre o fluxo estrangeiro para mercados emergentes.

Enquanto isso, o dólar encerrou abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez desde janeiro de 2024, cotado a R$ 4,89, beneficiado tanto pela fraqueza global da moeda americana quanto pela alta do petróleo, fator historicamente positivo para os termos de troca brasileiros.

E, por falar em petróleo, os investidores aguardam com atenção o resultado da Petrobras, que será divulgado hoje após o fechamento do mercado. As expectativas apontam para um crescimento superior a 40% no lucro líquido ajustado, além da distribuição de aproximadamente US$ 2,4 bilhões em dividendos, sustentados pela forte geração de caixa da companhia. Pelo peso relevante da Petrobras no índice, o resultado da estatal tende a ter impacto mais amplo sobre o comportamento do mercado brasileiro.

· 01:44 — Wall Street entre o CPI e o Oriente Médio

Lá fora, a semana será dominada pelos dados de inflação nos Estados Unidos, também na terça-feira, em um ambiente no qual o mercado tenta medir os efeitos da guerra envolvendo o Irã sobre preços, atividade econômica e política monetária.

A expectativa é de aceleração dos preços, pressionados pela recente alta do petróleo e da gasolina, que já supera US$ 4,50 por galão, o maior patamar desde 2022. Ainda assim, os indicadores mais recentes de atividade continuam apontando para uma economia relativamente resiliente.

O payroll divulgado na última semana, por exemplo, mostrou criação de empregos acima das expectativas, enquanto a taxa de desemprego permaneceu estável em 4,3%, reforçando a percepção de que o Federal Reserve ainda possui espaço para manter os juros elevados por um período mais prolongado.

Ao mesmo tempo, os indicadores de confiança do consumidor seguem deteriorados, refletindo o desconforto crescente das famílias americanas com o aumento do custo de vida e os impactos da inflação sobre o orçamento doméstico.

Mesmo diante de um ambiente mais desafiador, Wall Street continua renovando máximas históricas, impulsionada principalmente pelo forte desempenho das empresas ligadas à inteligência artificial. O setor de tecnologia segue liderando os ganhos do mercado, sustentado por resultados corporativos robustos e pelo crescimento expressivo dos lucros das empresas do S&P 500. Contudo, já surge novamente receio de exagero por conta da concentração do movimento.

· 02:33 — Aparentemente inaceitável

A guerra entre Estados Unidos e Irã entra em sua 11ª semana ainda sem avanços concretos, mantendo os mercados globais presos ao mesmo impasse que vem pressionando o petróleo, a inflação e as expectativas de crescimento ao redor do mundo.

A rejeição de Donald Trump à nova proposta de paz apresentada por Teerã reacendeu os temores de prolongamento do conflito e provocou reação imediata nos ativos globais (disse que a resposta iraniana era totalmente inaceitável), com alta do petróleo, fortalecimento do dólar e recuo dos futuros das bolsas americanas.

O Brent voltou a superar os US$ 100 por barril diante da percepção de que o Estreito de Ormuz pode permanecer fechado por mais tempo, enquanto o Irã segue exigindo suspensão de sanções, liberação de ativos congelados, controle sobre Ormuz e reparações de guerra. Ao mesmo tempo, Israel reforçou que “a guerra não acabou”, enquanto grandes bancos alertam para riscos crescentes de escassez global de combustíveis caso o bloqueio persista, afetando os níveis globais de preços e atividade.

· 03:29 — O encontro da semana

Donald Trump desembarca em Pequim nos dias 14 e 15 de maio para a primeira visita presidencial americana à China desde 2017, em um encontro com Xi Jinping que deve concentrar as atenções em três frentes principais: guerra no Oriente Médio, comércio e tecnologia.

O conflito envolvendo o Irã tende a ocupar parte relevante das conversas, diante de seus impactos crescentes sobre energia, inflação e cadeias globais de suprimento. Nesse contexto, Washington deve pressionar Pequim sobre sua relação econômica com Teerã e sobre possíveis caminhos diplomáticos para reduzir as tensões.

Ao mesmo tempo, os dois países devem discutir a extensão da trégua comercial firmada em Busan no ano passado, além de temas estratégicos como semicondutores, inteligência artificial, Taiwan e fornecimento de terras raras.

A agenda econômica também será ampla, com negociações envolvendo possíveis compras chinesas de soja, carne bovina, energia e aeronaves da Boeing, além da criação de um Conselho de Comércio EUA-China e de um Conselho de Investimentos bilateral.

A visita deve contar ainda com a presença de importantes executivos americanos, refletindo o esforço de reposicionamento das relações econômicas entre as duas maiores potências do mundo. Apesar do tom diplomático mais construtivo, o encontro ocorre em um momento sensível, marcado pela fragilidade do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e pela persistência das disputas tecnológicas.

· 04:12 — Chega de deflação

E por falar na China, o país registrou uma saída do quadro deflacionário que vinha marcando sua economia desde o fim de 2022, principalmente por conta da alta dos preços de energia e commodities em meio à guerra envolvendo o Irã.

Os preços ao produtor avançaram 2,8% em relação ao ano anterior, o maior aumento desde julho de 2022 e acima das expectativas do mercado, enquanto a inflação ao consumidor surpreendeu ao subir para 1,2%. O movimento reflete tanto uma recuperação parcial da demanda quanto o impacto da forte valorização do petróleo e dos metais industriais, interrompendo um período prolongado de excesso de produção e intensas guerras de preços na indústria chinesa.

A mudança de cenário também fortaleceu o yuan, que atingiu o maior patamar em mais de três anos, levando o mercado a projetar uma valorização adicional da moeda chinesa nos próximos meses.

· 05:06 — Nova edição do Arquivo X

A divulgação de milhares de páginas de arquivos do Pentágono sobre Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAPs, na sigla em inglês) reacendeu o interesse do mercado em torno de possíveis avanços tecnológicos militares e de seus impactos sobre a indústria global de defesa.

Entre os relatos divulgados, chamaram atenção episódios envolvendo objetos realizando manobras consideradas incomuns para os padrões tecnológicos atualmente conhecidos, incluindo curvas abruptas em alta velocidade, movimentações submersas sem aparente perda de velocidade e sistemas invisíveis a olho nu, mas detectáveis por radar. Embora o tema continue cercado por especulações, o material reforçou o foco em segmentos ligados a aeronaves avançadas, tecnologia furtiva, guerra eletrônica e sistemas autônomos de defesa.

Do ponto de vista do mercado, os documentos acabaram fortalecendo narrativas já presentes no setor aeroespacial e militar, beneficiando companhias como Lockheed Martin, GE Aerospace, Northrop Grumman, RTX e L3Harris Technologies. Os relatos envolvendo interferência em sistemas de armas, tecnologias de camuflagem e detecção por radar aumentaram a atenção sobre programas militares classificados e projetos de próxima geração.

Nesse contexto, programas confidenciais da divisão aeronáutica da Lockheed Martin podem movimentar entre US$ 500 milhões e US$ 700 milhões em 2026, reforçando a percepção de que o novo ciclo global de investimentos em defesa, segurança e tecnologias estratégicas segue ganhando força.

Nesse contexto, ETFs temáticos focados em aeroespacial e defesa, como o Select STOXX Europe Aerospace & Defense (EUAD), o Global X Defense Tech (SHLD) e o First Trust Indxx Aerospace & Defense (MISL), seguem surgindo como instrumentos eficientes para capturar essa tendência por meio de uma exposição diversificada.

No Brasil, o iShares U.S. Aerospace & Defense ETF (BDR: BAER39) cumpre papel semelhante, oferecendo acesso a esse tema de forma simples e acessível. Ainda assim, a disciplina na alocação permanece fundamental: posições individuais entre 1% e 2,5% da carteira, com limite agregado próximo a 5% para o tema, ajudam a equilibrar o potencial de retorno com uma gestão de risco adequada, respeitando tanto o caráter estrutural da tese quanto a volatilidade inerente ao setor.

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É hoje (11): IA que vai buscar lucros de até R$ 1.960 toda sexta-feira terá acessos liberados; veja como reservar já o seu

11 de Maio de 2026, 09:00

A partir das 19h desta segunda-feira (11), a Empiricus Research vai liberar acessos para os interessadosem conhecer o Delta IA, software que busca lucros no mercado de criptomoedas de forma 100% automatizada.

Os investidores que registrarem seu interesse com antecedência poderão receber os acessos em breve. Se você chegou neste texto antes do lançamento da ferramenta, aproveite a chance de deixar seu nome na lista prévia e já ficar ligado nos próximos passos:

PRÉ-INSCRIÇÃO PARA PARTICIPAR DO LANÇAMENTO DO DELTA IA – INSCREVA-SE AQUI

Como o Delta IA opera em busca de lucros semanais?

O Delta IA chega ao mercado como a primeira inteligência artificial automatizada do Brasil voltada para operações de long & short em criptomoedas. Na prática, isso significa que a tecnologia atua em compra e venda de ativos digitais, buscando oportunidades de retorno em diferentes cenários do mercado.

A proposta da ferramenta é permitir que o investidor possa buscar ganhos explorando justamente a diferença entre essas posições. De acordo com resultados de backtests da estratégia:

  • Em períodos de queda do mercado, a projeção foi de até R$ 1.960 por semana;
  • Já em cenários de alta, a projeção alcançou até R$ 1.420 por sexta-feira.

Os resultados têm como base testes realizados nos últimos seis anos, com os desempenhos em destaque relativos a junho de 2020 (+50,6%) e outubro de 2021 (+35,3%), respectivamente.

O diferencial desta ferramenta está na execução automatizada das operações”, explica Valter Rebelo, especialista em ativos digitais da Empiricus Research e responsável pelo desenvolvimento da estratégia do Delta IA.

“Enquanto outras inteligências artificiais apenas fornecem análises ou sugestões, o Delta IA opera o mercado de forma ativa. O investidor pode simplesmente acompanhar e copiar as operações realizadas pela estratégia”, afirma.

Ademais, o analista també ressalta: “O mercado de criptomoedas tem riscos, mas sem arriscar todo o seu patrimônio, acredito que você ainda se expõe a esse potencial”. Por isso, é sempre bom lembrar que rentabilidade passada não representa garantia de ganhos futuros e todo investimento envolve riscos e pode gerar perdas.

Para apresentar o funcionamento da tecnologia, esclarecer dúvidas e detalhar a metodologia utilizada, Rebelo e a equipe de especialistas em criptomoedas da Empiricus irão promover um evento online gratuito na próxima semana.

VEJA COMO PARTICIPAR DO LANÇAMENTO DO DELTA IA

Outro ponto que chama atenção na estratégia é a dinâmica semanal das operações –especialmente às sextas-feiras.

É nesse dia que o robô realiza o rebalanceamento automatizado da carteira, selecionando:

  • 10 ativos com maior potencial de valorização para operações compradas;
  • 10 ativos com mais chance de queda para operações vendidas.

“Vão ter semanas de euforia no mercado e as criptomoedas podem disparar. Em outras, o pessimismo pode pesar e o mercado, despencar”, descreve Rebelo.

Com etapas simples, a ferramenta desenvolvida por experts no mercado permite que até mesmo usuários com pouca experiência possam ir em busca da conquista de uma renda extra. A boa notícia é que a oportunidade para conhecer o Delta IA de perto está próxima. Veja como, a seguir.

Última chamada: Ainda dá tempo de reservar seu acesso ao Delta IA

Como falamos anteriormente, se você estiver lendo este texto antes da noite de segunda-feira, ainda pode registrar seu nome na lista de pré-reserva para acessar o Delta IA.

Para isso, é só clicar no botão ao final da matéria. Após a inscrição, você receberá mais detalhes sobre a ferramenta e como acessá-la.

O registro inicial é gratuito:

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O ex-jogador da NBA que transformou uma ilha do Caribe em resort de luxo

10 de Maio de 2026, 15:04

Para Reggie Bullock, que jogou em sete times da NBA ao longo de 11 temporadas, o que começou como uma busca no YouTube por recomendação de um ex-companheiro de equipe, Dennis Smith Jr., acabou concretizando o conceito de riqueza geracional que ele tanto almejava.

Longe das quadras de basquete e sem um plano de negócios, o ex-jogador mostrou que a segunda fase da carreira de um atleta não precisa ser definida em um estúdio de televisão ou em um escritório de uma franquia. Pode, sim, ser construída em uma ilha em forma de coração no Caribe, a 8.000 km das quadras do Texas, onde disputou sua última temporada com o Houston Rockets em 2024.

Bullock, que acumulou pouco mais de US$ 53 milhões em salários ao longo de sua carreira, é hoje o fundador do Bullock Island, um resort privado de cerca de 22,2 mil metros quadrados, localizado a oito quilômetros da costa de Placencia, no distrito de Stann Creek, no sudeste de Belize.

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O atleta de 35 anos comprou o terreno em 2022 por US$ 2,2 milhões para construir a casa dos seus sonhos, “mas acabei me envolvendo no setor de turismo e transformei isso em um negócio”, contou Bullock em uma entrevista ao canal do YouTube de Will Mitchell, que aborda oportunidades imobiliárias em Belize.

“Uma das minhas principais preocupações era a questão da riqueza geracional. Era um projeto que senti que precisava abordar, e que nunca havia sido feito antes. Mas eu estava pronto para o desafio”, disse o atleta, nascido em Baltimore, em 1991.

Essa visão exigiu uma injeção de capital no valor de US$ 10 milhões, destinada a superar os desafios logísticos de construir no meio do mar do Caribe.

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Luxo, natureza e cultura

O resultado é um complexo cuja peça central é uma mansão de 370 metros quadrados com um cinema escondido atrás de uma biblioteca, complementada por onze unidades de hospedagem distribuídas entre vilas e chalés à beira-mar, além de um restaurante, um spa e uma quadra de basquete.

Além de uma experiência de isolamento e exclusividade, o resort conta a história íntima de seu próprio fundador. A propriedade tem o atrativo de estar localizada em uma ilha em forma de coração, o que, para Bullock, não foi mera coincidência, mas um sinal. Os seus filhos gêmeos, nascidos em novembro de 2020, chamam-se Heart e Soul.

A mansão principal foi projetada como uma homenagem à sua avó – a mulher que o criou – e tem o nome dela gravado em uma das portas. Até mesmo a placa de madeira que dá as boas-vindas aos hóspedes quando chegam de barco presta homenagem às suas duas irmãs, Mia e Kiosha, tragicamente assassinadas em Baltimore em 2014 e 2019.

Essa conexão pessoal busca se destacar no competitivo mercado caribenho. A Bullock Island opera com base em um modelo de contratação e abastecimento local na península de Placencia, oferecendo uma experiência belizenha autêntica no único país da América Central onde o inglês é a língua oficial.

Os hóspedes também podem explorar a barreira de corais de Belize, que faz parte do Sistema de Recifes Mesoamericano, o segundo maior do mundo, depois da Grande Barreira de Corais da Austrália.

A aposta se soma a uma tendência de valorização do mercado liderada por figuras de destaque. Belize já havia testemunhado um movimento semelhante na década de 1990, quando o cineasta norte-americano Francis Ford Coppola adquiriu e reformou propriedades na mesma região de Placencia, como o Turtle Inn e a reserva particular Coral Caye, para seu portfólio de hotéis de luxo.

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O resort de Reggie Bullock possui uma mansão de 370 metros quadrados com um cinema e 11 unidades de hospedagem.

Ibovespa hoje: aumento das tensões no Oriente Médio, payroll, volta dos IPOs na B3 e mais

8 de Maio de 2026, 10:26

Os mercados globais voltam a operar sob forte tensão após a escalada entre EUA e Irã reacender os receios de prolongamento do conflito no Oriente Médio. Apesar de Donald Trump afirmar que o cessar-fogo permanece em vigor e que um acordo “pode acontecer a qualquer momento”, Teerã acusa Washington de violar a trégua, enquanto avaliações da inteligência americana sugerem que o Irã ainda possui capacidade militar e econômica para sustentar o confronto por mais alguns meses.

Nesse ambiente de incerteza, o Irã atacou embarcações militares americanas e os americanos responderam com bombardeios contra alvos iranianos, movimento que levou o petróleo a retomar a trajetória de alta, com o Brent novamente acima da marca de US$ 100 por barril. Com isso, cresce no mercado a percepção de que o fechamento do Estreito de Ormuz pode se prolongar além do esperado, ampliando os riscos de um choque energético mais persistente e de novas pressões inflacionárias globais.

Ainda assim, os mercados seguem demonstrando relativa resiliência, sustentados pela expectativa de que o conflito não evolua para uma guerra de maior escala e pela esperança de retomada das negociações diplomáticas.

Os futuros de Wall Street operam em leve alta, enquanto as bolsas europeias recuam em meio às novas ameaças tarifárias de Donald Trump contra a União Europeia.

Na Ásia, os principais índices encerraram o pregão próximos da estabilidade, refletindo um ambiente de cautela antes da divulgação do payroll americano, indicador que ganha importância adicional em um momento no qual o Federal Reserve já reconhece que os efeitos da guerra começam a influenciar diretamente as perspectivas para inflação, atividade econômica e juros nos Estados Unidos.

Ao mesmo tempo, a recente alta do petróleo reforça o temor de que o choque de energia volte a contaminar as expectativas inflacionárias globais, levando a Agência Internacional de Energia a discutir a possibilidade de liberar reservas estratégicas para conter o avanço dos preços.

· 00:58 — Novo impulso no mercado

Ontem, o Ibovespa registrou forte queda, encerrando o pregão novamente na faixa dos 183 mil pontos, em linha com o movimento global de aversão a risco provocado pela escalada das tensões no Estreito de Ormuz.

Entre os principais vetores de pressão esteve a volatilidade do petróleo, que impactou especialmente a PETR4 diante das incertezas sobre uma possível solução para o conflito no Oriente Médio.

Apesar do ambiente externo mais turbulento, o campo diplomático trouxe sinais de maior aproximação entre Brasil e Estados Unidos. Em reunião de cerca de três horas na Casa Branca, os presidentes Lula e Trump buscaram reposicionar a relação bilateral em um tom mais construtivo, com foco em tarifas, comércio e minerais estratégicos.

Como principal resultado, ficou acordada a prorrogação por 30 dias das negociações comerciais para avançar na redução de tarifas sobre produtos brasileiros, enquanto temas mais sensíveis da investigação da Seção 301, como etanol, desmatamento e regulação de big techs, seguem em discussão.

A pauta de minerais críticos e terras raras ganhou relevância diante do esforço americano de reduzir sua dependência da China, enquanto o Brasil sinalizou abertura para parcerias, mas defendendo maior agregação de valor local.

E, por falar em comércio exterior, o Brasil registrou em abril o maior valor mensal de exportações de sua história, beneficiado pela forte alta dos preços do petróleo em meio à guerra envolvendo o Irã. As exportações somaram US$ 34,15 bilhões no mês, avanço de 14,3% em relação ao mesmo período do ano anterior e o maior patamar da série histórica iniciada em 1997.

Como consequência, o superávit comercial brasileiro cresceu 37,5%, alcançando US$ 10,5 bilhões. Como maior produtor de petróleo da América Latina, acabamos favorecidos pela disparada das commodities energéticas provocada pelo conflito no Oriente Médio, apesar de estarmos também expostos à pressão nos preços e, consequentemente, nas expectativas de inflação.

Por fim, a Compass Gás e Energia encerrou um jejum de quase cinco anos sem IPOs na B3 ao levantar R$ 3,2 bilhões em sua oferta pública inicial de ações. A operação marcou a retomada das aberturas de capital na bolsa brasileira pela primeira vez desde dezembro de 2021 e pode representar um sinal relevante para o mercado local.

Historicamente, a reabertura de janelas de IPO costuma ocorrer em momentos associados a ciclos mais favoráveis para os ativos domésticos. Desde o Plano Real e a posterior consolidação do tripé macroeconômico (metas de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal), o Brasil nunca havia atravessado um período tão longo sem novas ofertas relevantes, refletindo um mercado de capitais que permaneceu praticamente esterilizado por anos.

A última paralisação semelhante ocorreu entre 2002 e 2004, encerrada justamente pelo IPO da Natura. Nos anos seguintes, o país viveu um dos maiores bull markets de sua história, impulsionado pelo boom de commodities, pela forte entrada de capital estrangeiro e pela expansão do mercado de capitais doméstico. Evidentemente, a história não se repete de forma idêntica, mas a reabertura da janela de IPOs volta a surgir como mais um possível indicativo de melhora estrutural para os ativos brasileiros.

· 01:47 — Impactos econômicos

Os impactos econômicos da guerra entre Estados Unidos e Irã começam a se disseminar de forma mais ampla pela economia americana, ultrapassando o choque inicial observado nos preços da gasolina. Com o galão já em US$ 4,56 — o maior patamar desde 2022 —, cresce a preocupação entre empresas dos setores de varejo, restaurantes e bens de consumo diante de um consumidor cada vez mais pressionado pelo aumento do custo de vida e pela perda de poder de compra.

Executivos alertam que a manutenção do petróleo ao redor de US$ 100 por barril tende a prolongar as pressões inflacionárias nos próximos meses, afetando não apenas os custos de energia, mas também alimentos e diversos outros itens da cadeia de consumo.

Ainda assim, os mercados permanecem relativamente resilientes, sustentados pelo entusiasmo em torno da inteligência artificial e por uma temporada de resultados robusta. Ao mesmo tempo, a volatilidade voltou a ganhar força à medida que as tensões envolvendo o Estreito de Ormuz se intensificam.

Na agenda econômica, o principal destaque do dia é a divulgação do payroll de abril nos Estados Unidos, com expectativa de desaceleração relevante na criação de empregos, de 178 mil para algo entre 65 mil e 70 mil vagas, enquanto a taxa de desemprego deve permanecer em 4,3%.

O mercado também acompanha a divulgação do índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan e, sobretudo, das expectativas de inflação de curto e longo prazo, indicadores particularmente relevantes em um ambiente de crescente sensibilidade em relação ao custo de vida nos EUA.

Além disso, dirigentes do Federal Reserve participam de painéis ao longo do dia, em meio a um cenário ainda marcado por incertezas envolvendo inflação, juros e crescimento econômico. No campo político e comercial, seguem no radar as novas ameaças tarifárias de Donald Trump contra a União Europeia e a decisão da Justiça americana que considerou ilegais as tarifas universais impostas pela Casa Branca, adicionando mais um fator de instabilidade ao cenário global.

· 02:39 — NACHO ao invés de TACO

Os mercados voltam a operar sob pressão diante de uma nova escalada no Oriente Médio, após confrontos diretos entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz colocarem em dúvida a percepção recente de que um acordo estaria próximo.

Ataques iranianos contra destróieres americanos e a resposta militar de Washington, classificada como “autodefesa”, reacenderam o risco geopolítico, levaram o petróleo novamente para a região dos US$ 100 por barril e reforçaram a leitura de que o conflito pode se prolongar mais do que se imaginava inicialmente. Nesse contexto, começou a ganhar força em Wall Street o chamado “NACHO trade” — sigla para Not A Chance Hormuz Opens (“Nenhuma Chance de que Hormuz Abra”) —, expressão usada para descrever a aposta de investidores de que a reabertura plena do estreito não ocorrerá tão cedo.

Na prática, trata-se de uma visão mais estruturalmente altista para o petróleo, baseada na percepção de que o prêmio geopolítico da energia veio para ficar, ao menos enquanto persistirem as tensões entre Washington e Teerã.

Ainda assim, apesar da deterioração geopolítica, os investidores seguem sustentando algum apetite por risco, apoiados principalmente na força das empresas de tecnologia e no entusiasmo em torno da inteligência artificial.

Os índices futuros americanos voltaram a subir, refletindo a percepção de que o ciclo positivo das big techs ainda pode compensar, no curto prazo, parte do impacto macroeconômico do choque energético. Paralelamente, o conflito acelera rearranjos estratégicos globais: o Irã amplia sua integração logística com a China por meio do comércio ferroviário, enquanto Washington intensifica preocupações sobre o envio indireto de chips avançados para Pequim, justamente às vésperas da visita de Donald Trump à China.

O pano de fundo permanece marcado por elevada incerteza, combinando guerra, disputa tecnológica e pressão política doméstica nos EUA, em um ambiente no qual o petróleo tende a carregar um prêmio geopolítico persistente e os mercados seguem altamente dependentes do noticiário para definir direção.

· 03:45 — Um Canadá mais europeu?

Nesta semana, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, participou de forma inédita de uma reunião da Comunidade Política Europeia, reforçando o movimento de aproximação entre Canadá e União Europeia em meio à deterioração da ordem internacional e às tensões crescentes com os Estados Unidos.

O contexto recente, marcado por tarifas americanas, ameaças geopolíticas e maior imprevisibilidade na política externa de Washington, tem estimulado o debate sobre um alinhamento mais profundo entre Ottawa e Bruxelas, inclusive com especulações sobre uma eventual adesão canadense ao bloco europeu. Essa aproximação se apoia em afinidades históricas, institucionais e econômicas, além de laços comerciais já consolidados, como o acordo CETA, que ampliou de forma relevante o fluxo de comércio.

Apesar das vantagens potenciais, como maior acesso a mercados e aprofundamento da cooperação estratégica, uma eventual adesão enfrentaria obstáculos significativos, incluindo questões geográficas, exigências regulatórias e custos econômicos e políticos.

O Canadá teria de adotar o conjunto de normas da União Europeia, revisar políticas internas e lidar com impactos sobre comércio, orçamento e mobilidade laboral. Ainda assim, tanto a opinião pública canadense quanto a europeia demonstram abertura à ideia de maior integração, indicando que, embora a adesão plena seja improvável no curto prazo, uma parceria transatlântica mais profunda ganha força como alternativa estratégica, especialmente se persistirem as incertezas em torno das relações comerciais com os Estados Unidos.

· 04:03 — Destaque asiático

O Japão voltou a intervir de forma relevante no mercado cambial, possivelmente com mais de US$ 30 bilhões poucos dias após uma ação anterior de US$ 24,7 bilhões, mas a dificuldade do iene em superar o nível de 155 por dólar levanta dúvidas sobre a eficácia e a sustentabilidade dessas medidas, diante da demanda persistente por dólares e das limitações de atuação sem ajustes mais estruturais de política monetária.

Ainda assim, o ambiente global recente favoreceu os ativos asiáticos, apesar da queda desta sexta-feira por conta da tensão geopolítica, com o índice MSCI da região avançando 5,6% na semana, impulsionado pelo renovado interesse em inteligência artificial, com destaque para o forte desempenho da Coreia do Sul (+14%), de Taiwan (+7%) e do Japão (+5,8%).

O movimento também se refletiu nas moedas locais e em revisões positivas de instituições financeiras, especialmente para a divisa sul coreana, embora o cenário permaneça sujeito a riscos, em particular a eventuais novos episódios de tensão entre EUA e Irã, configurando um ambiente que combina forte momentum, ainda sob uma perspectiva construtiva no curto prazo.

· 05:01 — Escala que vira margem

A Smart Fit (SMFT3) reportou bons resultados no 1T26, com receita de R$ 2,1 bilhões em linha com as expectativas, sustentada pela expansão da rede, pelo aumento do ticket médio e pelo amadurecimento das unidades mais recentes.

O principal destaque foi a margem bruta de 51,8%, acima do esperado (parte do mercado temia, inclusive, uma queda de margem bruta), refletindo a maior participação de academias maduras, que já representam 68% da base, e o avanço de frentes complementares, como Studios e TotalPass. Esse desempenho reforça um dos pilares centrais da tese: a alavancagem operacional do modelo, que tende a impulsionar a rentabilidade à medida que novas unidades atingem seu estágio de maturidade.

Sob a ótica regional, o desempenho permanece heterogêneo, mas positivo no consolidado. No Brasil, observou-se leve compressão de margens, explicada pela concentração recente de aberturas ainda em fase de maturação.

No México, a rentabilidade foi pressionada pelo aumento de custos e pela dinâmica do TotalPass. Em contrapartida, as operações nos demais países da América Latina se destacaram, com crescimento consistente de receita e margens superiores às observadas em mercados mais maduros, evidenciando os benefícios da diversificação geográfica. Adicionalmente, linhas de receita complementares, como Studios e royalties, seguem ganhando relevância e apresentam margens mais elevadas, contribuindo de forma positiva para o resultado consolidado.

No agregado, o trimestre reforça uma trajetória consistente de crescimento, com EBITDA recorde e forte expansão do lucro líquido, mesmo diante de pressões pontuais de custos e maiores investimentos. A combinação entre o amadurecimento das unidades, a diversificação de receitas e a expansão internacional sustenta uma perspectiva favorável para os próximos períodos.

Após a recente correção das ações, que trouxe os múltiplos para níveis mais atrativos, os resultados reforçam uma leitura construtiva para o papel, que segue bem posicionado para capturar ganhos adicionais de escala e rentabilidade ao longo do tempo.

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Moura Dubeux (MDNE3): lucro recorde reforça forte momento operacional no 1T26

7 de Maio de 2026, 10:46

Nesta quarta-feira (6), a Moura Dubeux (MDNE3) divulgou seus resultados referentes ao 1T26, com números acima das expectativas do mercado e continuidade do forte ciclo operacional observado nos últimos trimestres.

No campo operacional, a companhia lançou oito projetos no trimestre, totalizando R$ 1,31 bilhão em VGV líquido (%MD), mais que triplicando o volume registrado no 1T25.

O trimestre também marcou a entrada da Ún1ca em duas SPEs ligadas à joint venture com a Direcional (DIRR3), ampliando a atuação da companhia no segmento econômico.

Dados trimestrais relevantes de MDNE3

As vendas e adesões líquidas somaram R$ 1,03 bilhão, crescimento de 87,7% na comparação anual e de 48,1% frente ao 4T25. O desempenho comercial permaneceu sólido, sustentado principalmente pelas adesões de condomínio, enquanto os distratos seguiram em níveis reduzidos, equivalentes a apenas 4,1% das vendas brutas. A VSO líquida ficou em 21,5% no trimestre e 52,4% na janela de 12 meses, indicando manutenção de uma boa velocidade de absorção, mesmo diante do maior volume de lançamentos.

Na demonstração de resultados, a receita líquida da Moura Dubeux atingiu R$ 628 milhões, crescimento de 43% frente ao 1T25. O avanço foi impulsionado pela maior contribuição do modelo de condomínio, especialmente pelo reconhecimento de receitas relacionadas à comercialização de terrenos em alguns projetos do período.

Esse fator também foi responsável por um nível de rentabilidade acima da média: a margem bruta ajustada alcançou 41,9%, avanço de 6,3 p.p. na comparação anual e de 8,2 p.p. frente ao trimestre anterior.

Com isso, o EBITDA ajustado atingiu R$ 168 milhões, crescimento de 89% em relação ao 1T25, com margem EBITDA ajustada de 26,8%.

Diante de um resultado financeiro discreto, o lucro líquido somou R$ 156 milhões, avanço de 121% na comparação anual, atingindo o maior patamar trimestral da história da companhia. O ROAE ficou em 27,2%, reforçando o elevado nível de rentabilidade do negócio.

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Estrutura de capital no 1T26: ainda vale a pena investir?

Em relação à estrutura de capital, a Moura Dubeux encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 84 milhões, equivalente a apenas 4% do patrimônio líquido, mantendo uma posição financeira bastante confortável, mesmo diante da aceleração operacional e da consequente queima de caixa.

De forma geral, os resultados do 1T26 reforçam o bom momento da Moura Dubeux, sustentada pelo modelo de condomínio, elevada eficiência operacional e boa dinâmica comercial no Nordeste. Negociando a um múltiplo Preço/Lucro de 5 vezes para 2026, as ações de MDNE3 permanecem entre as recomendações da Empiricus.

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Visa traz ao Brasil plataforma de pagamentos corporativos e vê ‘mar de oportunidades’

6 de Maio de 2026, 13:25

A Visa anunciou no Brasil o Visa Commercial Pay, produto que procura “atacar” uma das maiores dores do ecossistema empresarial: a complexidade e a falta de visibilidade no fluxo de caixa e no pagamento de fornecedores.

O lançamento no país se encaixa em uma percepção de que o Brasil é citado como uma referência e modelo a ser seguido em termos de inovação do sistema bancário e financeiro.

O Banco Central, como autoridade, e o Pix, como produto, são nomes que aparecem com frequência. Outro consenso no mercado é de que ainda há muito o que fazer em produtos de pagamentos corporativos, ambiente que está atrás em relação aos avanços experimentados pelos consumidores finais.

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O sistema, apresentado globalmente em 2020, já é utilizado em mercados mais maduros, como Estados Unidos, Europa e Ásia.

O produto permite a emissão instantânea de credenciais virtuais sob demanda para colaboradores ou prestadores de serviço, que podem ser inseridas a carteiras digitais como Apple Pay e Google Pay, viabilizando pagamentos por aproximação.

Entre as vantagens, de acordo com a Visa, está a definição de limites específicos para cada fornecedor ou categoria de uso; segurança para transações digitais, ao eliminar a necessidade do cartão físico, e a substituição de processos manuais de conciliação por fluxos automáticos e transparentes.

A demora em chegar ao Brasil, de acordo com Ana Rojas, SVP e Head de Soluções Comerciais e de Movimentação de Dinheiro (CMS) para LAC (Latin America & Caribbean) da Visa, ocorreu por descasamento entre a tecnologia e a demanda por parte do mercado de adquirência.

“As empresas podiam resolver pagamentos de fornecedores sem essas soluções, usando nossos cartões ou tokens, mas essa solução torna a vida muito mais fácil e agora está mais enriquecida”, disse em entrevista à Bloomberg Línea.

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Segundo a executiva, a Visa tem evoluído em conversas, especialmente bancos que possuem os seus próprios serviços de adquirência.

“Eles são como o combo ideal para este tipo de soluções e é por aí que estamos começando”, afirma. “Já fechamos com uma instituição e estamos falando com outra”.

O produto é apenas mais um passo da companhia na tentativa de ganhar espaço no mercado de pagamentos corporativos, que movimenta anualmente mais de US$ 200 trilhões e está em plena transformação, com tendências que passam por stablecoins, inteligência artificial e agentic commerce.

“É um mar de oportunidades. Falamos de fluxos de empresa para empresa (B2B), do governo para empresas e de empresas para pequenos negócios. Na América Latina, 98% das empresas são PMEs, responsáveis pela maioria dos empregos, mas ainda carecem de soluções sob medida”, afirma Rojas.

Além disso, a Visa colocou no mercado nos últimos meses um produto para apoiar emissores na decisão de oferta de crédito a pessoas jurídicas, com base em fluxo de recebíveis.

Na região, muitos empreendedores e empresários acabam tendo um crédito maior como pessoa física do que pessoa jurídica, criando uma distorção no mercado.

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A gigante de pagamento também está com altas expectativas que o mercado ganhará um novo impulso com a combinação entre stablecoins e agentes de IA.

“A previsão é de que mais de 60 % dos negócios com agentes e com stablecoins sejam no B2B. Já há um movimento em curso e o que estamos fazendo na Visa é cuidar para que esses agentes sejam confiáveis, com mecanismos de proteção tanto do lado pagador quanto de quem recebe”, afirma a executiva.

Apresentado globalmente em 2020, o Visa Commercial Pay tem casos de usos mais maduros em mercados como Estados Unidos, Europa e Ásia (Foto: Philip Pacheco/Bloomberg)

Tenda está ‘blindada’ contra pressão de custos da guerra, diz CFO após lucro dobrar

6 de Maio de 2026, 12:07

O lucro da construtora Tenda (TEND3) mais que dobrou em seu balanço do primeiro trimestre deste ano, alcançando um saldo de R$ 183,4 milhões – 44% acima do consenso Bloomberg News.

Segundo a empresa, o resultado consolida o processo de turnaround após a turbulência enfrentada no pós-pandemia – e blinda a construtora do maior temor atual no mercado imobiliário: a pressão de custos de materiais diante da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

O conflito começou no final de fevereiro, e o mais recente alerta veio na divulgação do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) de abril. O indicador registrou forte aceleração no último mês, subindo 1,04%, acima dos 0,36% observados em março.

Luiz Mauricio Garcia, CFO da Tenda, disse que a empresa está “blindada” contra a inflação de custos da guerra, cenário oposto do que aconteceu a partir de 2021, quando o avanço do INCC foi um dos detratores do resultado da Tenda.

A construtora sofreu com a alta dos preços de materiais causada pelo lockdown e enfrentou compressão de margens. Além disso, acelerou lançamentos antes e durante a pandemia e acabou enfrentando dificuldades operacionais.

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O CFO defende que a companhia fez o dever de casa e atualmente está bem posicionada para enfrentar o novo desafio – e, desta vez, sem solavancos.

“Estamos em nosso melhor momento na qualidade de execução. Isso ajuda a explicar o resultado acima do esperado alcançado neste trimestre e também porque estamos protegidos nesse cenário atual de aumento de custos com o conflito no Oriente Médio”, afirmou Garcia em entrevista à Bloomberg Línea.

O executivo vê o avanço da eficiência como resultado da aposta da Tenda em um modelo construtivo industrial, com uso de formas de alumínio, que encurta os prazos de construção e diminui a exposição da empresa à inflação de custos.

O ciclo de obra ficou mais curto nos últimos anos: o prazo total de obra caiu de 30 para 18 meses de 2020 para cá.

A melhora no resultado veio também após uma combinação de reformas nos processos de orçamento, governança e controle de custos.

A Tenda tem apostado no reajuste antecipado de preços (já executado em 7% a 8% no início do ano), em sua estrutura da carteira de recebíveis, que corrige pelo INCC na fase pré-chaves e pelo IPCA na fase pós-chaves, e no conservadorismo nas provisões.

Hoje, 11% do total do “a gastar” em obras está provisionado para inflação e eventuais, contra zero em 2020.

No cenário mais conservador simulado pela companhia, de INCC a 10% no ano e correção dos recebíveis limitada a 5%, o impacto no lucro de 2026 seria de R$ 20 milhões. É um impacto considerado marginal diante do guidance para o ano, entre R$ 500 milhões e R$ 600 milhões.

“Estamos com uma obra muito eficiente e isso ajuda a entender como alcançamos esse resultado mesmo sem ter sido uma empresa que surfou na onda das faixas mais altas [do programa Minha Casa Minha Vida], que foi o grande impulsionador para muitas empresas nos resultados recentes”, disse.

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A Tenda hoje tem 43% das vendas contabilizadas para a faixa 1 do MCMV, a mais baixa do programa, que atende o público de renda de até R$ 2.850 por mês.

A longo prazo, a companhia projeta uma distribuição mais similar entre as três principais faixas do programa, o que deve aumentar ainda mais em resultados com o aumento da penetração nas camadas mais altas do MCMV.

Outro ponto de atenção para os resultados da Tenda vinha sendo sua subsidiária Alea, grande queimadora de caixa. No trimestre, o segmento consumiu R$ 14,9 milhões – redução de 55% frente ao primeiro trimestre do ano passado.

Se mantiver a tendência, a companhia vai ficar abaixo do piso do guidance anual de queima entre R$ 60 a R$ 80 milhões para a Alea. A companhia encerrou o trimestre com apenas 13 canteiros ativos na subsidiária, frente a 33 no auge.

“A redução de queima de caixa era uma premissa importante para mostrar a estabilização da Alea, e alcançamos uma melhora substancial nesse trimestre”, afirmou o CFO.

Enquanto isso, a marca Tenda seguiu em tendência de aceleração. As vendas líquidas atingiram R$ 1,43 bilhão no trimestre – recorde histórico excluindo o programa Pode Entrar – com velocidade de vendas (VSO) de 26,9%.

O banco de terrenos consolidado chegou a R$ 29 bilhões em VGV potencial, crescimento de 24% na base anual.

A margem bruta ajustada do segmento Tenda foi de 38,5%, evolução de 1,8 ponto percentual frente ao primeiro trimestre do ano passado.

Já o EBITDA ajustado do segmento foi R$ 283,5 milhões no trimestre, alta de 67% na comparação anual. Anualizado, o número já supera R$ 1,1 bilhão — acima do teto do guidance para 2026, fixado entre R$ 950 milhões e R$ 1,05 bilhão.

A receita líquida total atingiu R$ 1,18 bilhão, também recorde histórico trimestral, com avanço de 36,9% na base anual. Já a geração de caixa do grupo somou R$ 86,6 milhões no trimestre, excluindo recompra de ações e distribuição de dividendos.

As ações da Tenda (TEND3) sobem 23,69% no acumulado do ano, contra uma alta de 16,33% do Ibovespa no mesmo período.

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Empreendimento da construtora Tenda: construtora alcançou lucro líquido de R$ 183,4 milhões no primeiro trimestre – 44% acima do consenso Bloomberg (Foto: Divulgação)

Vulcabras tem 23º trimestre de expansão, mas vê obstáculos com aumento de custos

5 de Maio de 2026, 19:19

A Vulcabras (VULC3) registrou uma receita líquida de R$ 776,4 milhões no primeiro trimestre, o que representa um avanço de 10,7% sobre o mesmo período do ano passado.

O número ficou levemente abaixo do consenso dos analistas ouvidos pela Bloomberg, que previam R$ 779 milhões.

Com o resultado, a gestora de marcas esportivas do país, dona da Olympikus e detentora da Mizuno e da Under Armour, teve seu 23º trimestre consecutivo de expansão, mantendo a trajetória de crescimento que vem sendo desenhada nos últimos seis anos.

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A fabricante de tênis teve lucro bruto de R$ 313,5 milhões, alta de 11,2% na comparação anual, com margem bruta de 40,4%, levemente superior ao registrado um ano antes, informou a companhia nesta terça-feira (5).

O Ebitda recorrente foi de R$ 156,9 milhões, aumento de 11,8%, elevando a margem em 0,2% para 20,2%.

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A última linha do balanço apresentou uma queda em relação ao primeiro trimestre de 2025. A redução de 18,9% no lucro líquido, fechando a R$ 86,1 milhões, apesar do crescimento operacional (EBITDA), é explicada por uma decisão estratégica de capital.

Para antecipar R$ 1,5 bilhão em dividendos aos acionistas no ano passado e se proteger de mudanças na tributação, a companhia optou por elevar seu endividamento temporariamente.

O lucro líquido foi, portanto, pressionado pelo aumento das despesas financeiras (pagamento de juros sobre essa dívida), que não existiam no primeiro trimestre de 2025, quando a empresa operava com caixa líquido.

Em entrevista à Bloomberg Línea, o CFO Wagner Dantas descreveu a situação como “provisória e planejada” e disse que a geração de caixa atual já está sendo usada para reduzir essa alavancagem, com a dívida líquida caindo de 0,9x para 0,7x EBITDA neste primeiro trimestre.

Os números gerais, embora positivos, demandaram “muito mais trabalho” para serem obtidos, de acordo com o CEO Pedro Bartelle, que classificou o período como mais complexo do que os quatro trimestres de 2025.

Segundo a companhia, a Olympikus manteve um ritmo ritmo forte e a Under Armour registrou o seu melhor resultado desde que chegou às mãos da Vulcabras, ao incrementar o porftólio e fortalecer a presença em áreas como a corrida.

“Fizemos um orçamento prevendo inflação e custo de folha, mas a guerra trouxe um cenário bem mais desafiador ainda porque ela começou com um ar de pandemia, com falta de matéria-prima, aumento de custos, preocupação das pessoas com o consumo”, disse o CEO, à Bloomberg Línea.

Hoje, apenas 15% da matéria-prima para os produtos da Vulcabras são importados. Boa parte dos itens nacionais, porém, são atrelados ao dólar, como os polímeros e outros materiais petroquímicos, criando um impacto direto no negócio.

“Esse foi o cenário novo que foi se intensificando no primeiro trimestre, e os efeitos dele começam no primeiro trimestre, mas vão agora se intensificar um pouquinho para frente, que é o aumento do custo das matérias-primas”, afirmou Bartelle.

Para neutralizar o aumento dos custos e preservar a rentabilidade, a Vulcabras irá aplicar reajustes de preços entre 10% e 15% em mais da metade de sua coleção.

De acordo com Bartelle, esses novos valores já estão sendo praticados nas pré-vendas e devem chegar ao varejo físico de forma mais nítida durante o segundo semestre de 2026.

No mercado interno, a companhia identificou novos desafios na disputa pela renda do consumidor. Além da inflação de itens básicos, que comprime o poder de compra, Bartelle citou o impacto das plataformas de apostas online (bets), que têm retirado recursos que antes eram destinados ao consumo de bens duráveis e vestuário.

A empresa tem apostado em carros-chefes como a linha de performance Corre, que acaba de adicionar um novo membro à família, o Corre 5, da Olympikus.

Além disso, uma das estratégias para manter o ritmo de crescimento está em apresentar uma nova linha pensada para entregar um melhor custo-benefício.

Planejada para este semestre, os produtos da família “Corrida” chegarão com preços abaixo de R$ 500,00, ocupando um lugar na prateleira de preços outrora pertenceu à linha “Corre”.

O objetivo é, ao mesmo tempo, manter o volume de vendas em um cenário de orçamentos familiares mais restritos e enfrentar também a concorrência de marcas internacionais, que têm adotado agressividade comercial no mercado brasileiro.

“Vemos essas marcas internacionais subsidiando produtos, o que, realmente sempre houve subsídio de importados, mas vemos agora estratégias, inclusive agora, de produtos baratos, mais econômicos, que eles nunca faziam”, afirma o CEO.

Crescimento conservador

Apesar do ciclo ininterrupto de crescimento, a gestão da Vulcabras optou por uma postura mais conservadora para o decorrer de 2026. A estratégia prioriza a saúde financeira sobre a expansão agressiva a qualquer custo.

Na prática, a companhia decidiu reduzir o ritmo de investimentos em projetos de longo prazo — aqueles que levam dois anos ou mais para gerar retorno — para focar naquilo que já está consolidado e traz rentabilidade imediata.

Essa seletividade reflete a incerteza trazida pela volatilidade global e pelas mudanças nas regras do jogo doméstico, como a reoneração da folha e novas normas tributárias.

“O nosso foco nesse momento é muito mais a saúde financeira da empresa do que crescimento a qualquer custo”, afirmou o CEO. “Já temos uma boa participação de mercado e vamos ocupar novos espaços, sim. Mas a agressividade de crescimento se torna muito mais uma agressividade de manter os resultados neste momento.”

Segundo Bartelle, essa é uma manobra tática, que pode ser repensada assim que o cenário macroeconômico apresentar maior estabilidade.

Mesmo com esse viés cauteloso, a Vulcabras descartou reduções na capacidade produtiva. A intenção é manter o quadro de pessoal e o ritmo das fábricas nas unidades do Ceará e da Bahia, garantindo que o atendimento à demanda atual não seja prejudicado pela postura mais precavida em relação ao futuro de longo prazo.

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Bitcoin (BTC) a US$ 80 mil e a pergunta que não quer calar: para que lado vai a maior criptomoeda do mundo agora?

5 de Maio de 2026, 15:16

O bitcoin ultrapassou a marca de US$ 80 mil ontem (4), atingindo o preço mais alto desde o final de janeiro e uma recuperação de 35% em relação à mínima recente de US$ 60 mil. E a seguir, apresento os fatores que impulsionam essa valorização.

O primeiro deles são as entradas de capital em ETFs de bitcoin. Os ETFs de bitcoin à vista registraram entradas líquidas de aproximadamente US$ 2 bilhões em abril — o mês mais forte desde outubro de 2025. Analistas consideram isso um sinal claro de renovado interesse institucional.

Outro ponto é o progresso CLARITY ACT. O projeto viu um possível acordo sobre o rendimento da stablecoin na semana passada, o que aumenta as chances de aprovação. Uma votação formal do projeto de lei pode ocorrer esta semana, e os participantes do Polymarket agora acreditam que há 64% de chance do Clarity Act se tornar lei em 2026.

A Strategy segue comprando bitcoins. A empresa agora detém 818 mil moedas, ou 3,8% da oferta total. Ao todo, a companhia aumentou sua participação em 13% desde a mínima de US$ 60 mil em janeiro, principalmente com a venda de STRC, que oferece um rendimento de 11,5%.

Por fim, as máximas históricas do mercado de ações favoreceram as criptomoedas. Os mercados de ações estão em um momento de grande apetite por risco, o que provavelmente dá aos investidores de bitcoin alguma confiança para investir a longo prazo.

Vale ressaltar que, nenhum desses fatores estava presente há quatro anos, quando o bitcoin falhou no reteste da média móvel simples de 200 dias em março de 2022. Portanto, a pergunta de um trilhão de dólares agora é:

Esses fatores serão fortes o suficiente para fazer com que desta vez seja diferente?

Conforme mencionado acima, parece que os grupos de pressão das criptomoedas e do setor financeiro tradicional estão próximos de um acordo em relação ao rendimento das stablecoins sob Clarity Act.

Os senadores Tillis (republicano da Carolina do Norte) e Alsobrooks (democrata de Maryland) divulgaram na sexta-feira (1) o texto de compromisso do projeto de lei.

Ele proíbe o rendimento de stablecoins ociosas. Ou seja, não há pagamentos de juros para quem compra e mantém. Ao mesmo tempo, o texto preserva as recompensas para stablecoins usadas em determinadas atividades. Isto significa que, recompensas para quem compra e usa são aprovadas.

Grandes grupos do setor de criptomoedas, como Coinbase e Circle, apoiaram o texto revisado e pediram ao Comitê Bancário do Senado que desse início à fase de votação. O lobby bancário do setor financeiro tradicional (TradFi) mostrou-se menos entusiasmado. Segundo eles, que o projeto de lei estava na direção certa, mas ainda pecava em detalhes importantes.

A questão do rendimento das stablecoins tem sido o principal obstáculo para a aprovação do Clarity Act. Os bancos argumentam que o rendimento das stablecoins provocará uma fuga de depósitos do sistema bancário. As empresas de criptomoedas, por sua vez, afirmam que é economicamente justo para os depositantes, está dentro dos direitos da empresa e é necessário para a competitividade geral.

Com a questão do rendimento perto de ser resolvida, analistas acreditam que uma votação no Senado pode ocorrer antes do recesso de agosto. Nesse cronograma, o Clarity Act poderia ser promulgado até o final do ano. Isso representaria a legislação mais significativa sobre criptomoedas nos EUA até o momento.

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Variações semanais (27/04/26 a 04/05/26)

₿ Bitcoin (BTC): US$ 80.178 | Var. +8,05%

♦ Ethereum (ETH): US$ 2.387| Var. +7,18%

🟠 Dominância Bitcoin: 61,24% | Var. +0,96%

🌐 Valor total do mercado cripto: US$2,66t | Var. +2,7%

💵 Valor de mercado de stablecoins: US$ 322,512b | Var. +0,64%

📊 Valor total travado (TVL) em DeFi: US$ 85,857b | Var +0,74%

* dados referentes ao fechamento em 04/05/26


Tópicos da semana

– Tether reporta lucro de US$ 1,04 bilhão no 1º tri e atinge buffer recorde de US$ 8,23 bilhões:

O relatório de atestação do 1º trimestre de 2026 da Tether apontou um lucro líquido de US$ 1,04 bilhão e um buffer de reservas excedentes recorde de US$ 8,23 bilhões. Ou seja, um ritmo mais moderado em comparação aos mais de US$ 10 bilhões de lucro anual reportados em 2025. A composição das reservas em 31 de março incluía US$ 141 bilhões em títulos do Tesouro dos EUA, cerca de US$ 20 bilhões em ouro físico e aproximadamente US$ 7 bilhões em bitcoin, dando suporte a US$ 183 bilhões em passivos de USDT. O relatório da BDO é uma atestação pontual (snapshot), e não uma auditoria financeira completa.

– As 17 páginas da BlackRock:

A BlackRock enviou uma carta de 17 páginas no último dia do prazo de 60 dias do Office of the Comptroller of the Currency. Na correspondência a companhia se opunha ao limite proposto de 20% para ativos de reserva tokenizados de emissores de stablecoins no âmbito do GENIUS Act. Segundo a gestora, essa restrição afetaria diretamente produtos como o BUIDL, que hoje lastreia mais de 90% do USDtb da Ethena e do JupUSD da Jupiter, além de solicitar que ETFs de Treasuries sejam reconhecidos como reservas elegíveis e que títulos do Tesouro de taxa flutuante de dois anos sejam incluídos na lista de ativos permitidos, argumentando que os riscos reais das reservas estão relacionados à liquidez, duração e qualidade de crédito, e não ao fato de serem ou não tokenizadas.

A Coinbase, em parceria com a Superstate, vai lançar o Coinbase Stablecoin Yield Fund (CUSHY) no segundo trimestre de 2026:

Voltado para investidores institucionais e focado em estratégias de crédito denominadas em stablecoins por meio de uma classe de cotas tokenizada na plataforma FundOS. Este será o primeiro fundo externo emitido nessa infraestrutura. A estrutura regulada do veículo é uma resposta direta ao CLARITY Act, que proíbe rendimentos de stablecoins equivalentes a juros de depósitos, mas permite incentivos via fundos regulados. O fato de a Coinbase ter apoiado publicamente a legislação um dia antes do anúncio reforça o alinhamento entre o avanço regulatório e o lançamento do produto.


Bitcoin é mesmo reserva de valor… ou o mercado inteiro está errado?

Neste episódio do Crypto Never Sleeps, recebemos Samir Kerbage e Gerson Junior, da Hashdex, para uma conversa profunda sobre o futuro do mercado cripto. Assista aqui:


Aviso obrigatório: este conteúdo é apenas informativo e tem como objetivo compartilhar insights e análises sobre o mercado. Não constitui recomendação de investimento, e qualquer decisão financeira deve ser feita com base em sua própria análise e, preferencialmente, com o apoio de profissionais qualificados.

O post Bitcoin (BTC) a US$ 80 mil e a pergunta que não quer calar: para que lado vai a maior criptomoeda do mundo agora? apareceu primeiro em Empiricus.

Como esta incorporadora de SP usa a locação para financiar o próprio negócio

5 de Maio de 2026, 06:00

Comprar o terreno, lançar o projeto, vender as unidades e entregar as chaves aos compradores. De forma simplificada, é possível resumir a estratégia tradicional de incorporação imobiliária nesses quatro pilares.

A Meta Incorporadora, no entanto, adota uma abordagem diferente: cerca de 20% das unidades de cada projeto continuam sob a propriedade da construtora, que mantém os apartamentos em uma carteira interna de locação e revenda que financia parte do custo do próprio negócio.

A tese da Meta conta com a valorização de seus imóveis, focados no alto padrão. “Um de nossos empreendimentos teve valorização de 80% no preço do metro quadrado em dois anos, entre lançamento e entrega. E esperamos que o preço, atualmente em R$ 24 mil/m², passe para R$ 30mil/m² até o próximo ano”, afirmou o CEO Alexandre Souza Lima em entrevista à Bloomberg Línea.

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Lima começou a carreira no mercado imobiliário com construção para terceiros. Na pessoa física, investia em imóveis com o objetivo de ter uma renda constante com venda e aluguel das unidades. Quando fundou a Meta, como incorporadora boutique, em 2009, a lógica do investidor foi aplicada também na pessoa jurídica.

“O nome Meta vem desse plano em ter um determinado volume de receita recorrente, de locação que nos permitisse ter a tranquilidade para pagar os custos da empresa”, disse. O fundador afirma que o percentual de receita gerado com a iniciativa é relevante, mas não abre os números.

A Meta conta hoje com 120 unidades em seu portfólio, tanto para locação quanto para venda. “A maior parte das empresas de incorporação tem um negócio financeiro e a incorporação é um meio [para a geração de caixa]. Nós não somos assim: focamos no imóvel”, afirmou.

No negócio tradicional de incorporação, o uso de capital de terceiros, seja via alavancagem ou abertura de capital, é uma ferramenta comum para impulsionar o crescimento do negócio e maximizar o retorno.

Ao optar por manter parte das unidades para aluguel, a Meta alonga o fluxo de caixa do projeto e reduz a velocidade de retorno do capital investido. É uma estratégia conservadora, que perde para os pares em ciclos de forte alta do mercado, quando os imóveis são vendidos rápido e a preços crescentes, maximizando a Taxa Interna de Retorno (TIR) – um dos principais indicadores observados no mercado imobiliário.

“Muitos acreditam que essa estratégia não faz sentido, já que nossa TIR com certeza é muito menor que a de outras incorporadoras quando o vento está favorável. Mas preferimos olhar também para outros indicadores, como a valorização dos nossos imóveis”, disse.

A valorização é um aspecto observado de perto também pelos compradores de unidades da Meta, já que metade dos clientes compram os apartamentos como investimento. “Estamos muito otimistas este ano porque, com a redução de juros, o imóvel deve ter ainda maior protagonismo como tese de investimento”, afirmou.

O valor geral de vendas (VGV) acumulado da incorporadora alcançou R$ 550 milhões em 2025. A expectativa é de alcançar R$ 700 milhões este ano. O montante deve vir de um único projeto, que é o grande foco da incorporadora em 2026.

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Batizado “The Club”, o empreendimento terá 43.000 m² de área construída, dividido entre torre residencial de 42 andares, área de lazer de 3.300 m² e outros 2.000 m² destinados a lojas. As unidades variam desde metragens menores, de 23 m², até maiores de 284 m².

Lançado em 2025, este é o quarto empreendimento da empresa no Jardim Guedala, bairro de alto padrão vizinho ao Morumbi, em São Paulo, que abriga a sede da Meta e se tornou o principal foco de crescimento da incorporadora. “É um bairro com boas escolas, hospitais, arborizado, que é possível caminhar a pé e com um preço bem mais barato que o Itaim Bibi. Por isso investimos tanto aqui”, disse.

O próximo passo da Meta é o lançamento de um clube, também no Jardim Guedala, que seja próximo aos empreendimentos já lançados na região e funcione como uma área extra de lazer para os clientes da incorporadora. Quem compra o imóvel tem direito a um título do espaço, e terá acesso por um preço melhor que eventuais associados externos.

Os clubes de alto padrão na cidade ganharam força com o lançamento de dois clubes de surf ao estilo praia, às margens da Marginal Pinheiros: o São Paulo Surf Club, da JHSF, e o Beyond The Club, de BTG Pactual Asset Management, KSM Realty, Realty Properties – ambos atrelados a projetos residenciais de luxo.

O espaço da Meta será focado em atividades como tênis e pickleball, com quadras internas e externas.

A expectativa de lançamento do clube é para o segundo semestre deste ano, com operação liderada pela própria Meta, em sua primeira incursão no universo de serviços. “Será um negócio complementar à incorporação”, afirmou o CEO.

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Projeção do empreendimento The Club, da Meta Incorporadora: prédio tem VGV estimado em R$ 700 milhões (Foto: Divulgação)

Queda da patente do Ozempic exige rigor sobre genéricos, diz VP da Novo Nordisk

1 de Maio de 2026, 08:08

A Novo Nordisk (NVO), fabricante de medicamentos para obesidade e diabetes, alertou sobre os riscos da possível entrada de produtos de qualidade inferior após o vencimento, em vários países do mundo, de suas patentes de tratamentos à base de semaglutida, o composto ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy.

O vencimento da patente da empresa dinamarquesa Novo Nordisk sobre a semaglutida em países como o Brasil, a Índia ou o Canadá pode ter efeitos diretos sobre os preços, o acesso e os padrões de qualidade, em meio a um boom na demanda global por tratamentos para a obesidade e o diabetes.

“É algo comum no setor (o vencimento da patente). Investimos, vendemos, a patente expira e aí começa outro ciclo”, disse Valney Suzuki, vice-presidente da área de Negócios para a América do Sul, América Central e Caribe da farmacêutica Novo Nordisk, à Bloomberg Línea.

Segundo o executivo, o principal desafio que se apresenta é a capacidade dos sistemas regulatórios de garantir a segurança dos novos produtos que entram no mercado desses países.

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“Os órgãos reguladores precisam ter muito bom senso ao decidir se aprovam ou não a entrada dessas moléculas”, observou Suzuki.

De acordo com sua experiência, existem agências reguladoras que aplicam padrões rigorosos e exigem evidências clínicas sólidas antes de autorizar um medicamento.

“Já vi, inclusive, agências em todo o mundo que recusaram a aprovação de genéricos da semaglutida por falta de dados clínicos”, afirmou o executivo.

No entanto, também existem “agências que são um pouco mais superficiais e que, de forma apressada, permitem a entrada de produtos genéricos, talvez sem tanto rigor”.

“Portanto, é importante compreender a relevância do medicamento original, que, no caso da semaglutida, conta com dados de mais de 30 milhões de pacientes”, afirmou Valney Suzuki. “Realizamos dezenas de estudos clínicos. Com isso, temos a certeza de poder atestar a eficácia do produto”.

Entre os aspectos positivos do vencimento da patente, Suzuki destacou que a entrada de medicamentos genéricos nos mercados pode ampliar o acesso aos mesmos.

O executivo explicou que, em alguns casos, a entrada de medicamentos genéricos levou a uma nova segmentação do mercado e a um reajuste nos modelos de preços para os pacientes.

Leia mais: Mounjaro desponta no Brasil enquanto queda de patente do Ozempic acirra concorrência

No entanto, ele observou que também existem terapias nas quais a chegada dos genéricos não teve um impacto significativo.

A Bloomberg informou que pelo menos uma dúzia de grandes empresas farmacêuticas indianas planejava lançar versões genéricas dos bem-sucedidos medicamentos para emagrecer da Novo Nordisk assim que a patente expirasse, em março.

Por exemplo, a Natco Pharma fabricou uma injeção de semaglutida, o princípio ativo do Ozempic e do Wegovy.

Seu dispositivo em forma de caneta custa cerca de 4.500 rúpias por mês (cerca de US$ 47,82 atualmente).

Em comparação, a caneta Wegovy da Novo tem um preço inicial de aproximadamente 10.480 rúpias (US$ 111) na Índia e cerca de US$ 199 nos Estados Unidos no modelo de pagamento direto.

Mercado de produtos falsificados

Valney Suzuki, vice-presidente da empresa na América do Sul, comentou que o vencimento de patentes é comum e que o grande desafio é a capacidade dos órgãos reguladores em garantir a segurança dos novos produtos.

Suzuki também alertou sobre o crescimento do mercado ilegal de medicamentos falsificados, como o Ozempic e outros tratamentos à base de semaglutida.

Ele destacou que alguns agentes têm se aproveitado da grande necessidade e vulnerabilidade dos pacientes para introduzir produtos falsificados no mercado.

Ele indicou que esse fenômeno tem múltiplas origens, que vão desde redes sofisticadas de falsificação até imitações mais rudimentares.

E alertou que essa situação já resultou até mesmo em internações hospitalares, o que representa um problema de saúde pública.

Por isso, recomendou aos pacientes que adquirissem os medicamentos exclusivamente por meio de canais comerciais autorizados e aprovados pelas agências reguladoras locais.

“Não procure soluções milagrosas na internet com preços muito diferentes, pois pode não se tratar de um produto original e devidamente testado”, afirmou.

O mais recente estudo clínico da Novo Nordisk, chamado STEP UP, mostrou que os pacientes em tratamento alcançaram uma perda média de peso de 21%, e que um em cada três alcançou reduções de até 25%.

“Ao conter a obesidade, você converte uma pandemia e uma série de outras doenças que têm um impacto muito oneroso no sistema de saúde e no bolso da população, além de causar muitas faltas no trabalho”, afirmou o executivo da Novo Nordisk.

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Alta demanda na América Latina

O debate sobre os medicamentos para a obesidade e o diabetes ocorre em meio a um forte aumento da demanda na região.

Nos últimos 12 meses, encerrados em fevereiro, a empresa vendeu aproximadamente 2,16 milhões de canetas para o tratamento da obesidade, incluindo Wegovy e Saxenda, na América Latina, excluindo o Brasil e o México.

De acordo com a Novo Nordisk, a América Latina tem registrado taxas de crescimento de dois dígitos nas terapias para obesidade e diabetes, impulsionadas pela alta prevalência dessas doenças.

Suzuki explicou que esse dinamismo transformou a região em um dos mercados de maior crescimento global para a empresa, tendo o Brasil e o México como principais centros, mas com avanços significativos também em países como Colômbia, Chile e Argentina.

“Aqui na América Latina, infelizmente, o que não nos enche de orgulho é a prevalência da diabetes. Quando se trata de obesidade ou sobrepeso, chamam muito a nossa atenção, por exemplo, países como a Argentina e o Chile, que apresentam uma prevalência em torno de 70%”, observou.

O aumento da demanda por esses produtos provocou, na época, episódios de escassez em várias partes do mundo, incluindo a América Latina, quando a oferta não conseguiu acompanhar o crescimento do consumo.

“Hoje a situação é diferente. A Novo Nordisk, após um investimento maciço, tem estoque e abastecimento para toda a América Latina. Não estamos mais com falta de produto. Há um estoque muito bem distribuído na região”, disse ele.

Leia mais: Adeus, injeções? Pílula para perda de peso da Eli Lilly obtém aprovação nos EUA

Panamá: centro logístico regional

Diante do “boom” regional desses produtos, o Panamá se consolida como peça-chave na estratégia de distribuição regional da Novo Nordisk.

A empresa está implementando um novo centro logístico no país para centralizar o abastecimento para a América Latina, em resposta ao aumento de até 145% nos volumes de alguns produtos.

“O que estamos fazendo é investir em um centro logístico no Panamá para a América Latina, o que nos garante agilidade e maior fluidez”, afirmou. “Iniciamos a fase de implementação este ano e a ideia é que esteja pronto o mais rápido possível.”

Segundo Suzuki, atualmente cada país deve realizar suas importações diretamente das fábricas localizadas nos Estados Unidos, no Brasil, na Europa e na Ásia.

O executivo explicou que, nesse contexto, é mais eficiente criar um centro logístico que centralize as solicitações.

O modelo busca melhorar o planejamento, otimizar os processos e acelerar a entrega dos medicamentos a diferentes países da região.

“A criação de um centro regional permite ‘um planejamento mais preciso e uma entrega mais rápida aos países’”, explicou ele.

O centro logístico pretende aproveitar a posição estratégica do Panamá como centro de conexões aéreas e marítimas, bem como sua conectividade regional.

Na região, a empresa conta com cerca de 1.400 funcionários diretos, sem contar com o pessoal dedicado à fabricação.

No ano passado, no âmbito de uma reestruturação global, a empresa reduziu cerca de 10% de seu quadro de funcionários na América Latina, em linha com o que ocorreu em outras regiões, contou Valney Suzuki.

Leia mais: Genéricos de Ozempic chegam à Índia por US$ 14 ao mês após queda de patente

Acesso aos produtos

O executivo explicou que a empresa mantém conversas com governos, seguradoras e sistemas de saúde para ampliar o acesso aos tratamentos. “Nos reunimos, conversamos e tentamos chegar a acordos sustentáveis para que essa população tenha acesso”.

No ano passado, por exemplo, executivos da Novo Nordisk e de sua concorrente Eli Lilly (LLY) chegaram a um acordo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para reduzir os preços dos medicamentos que contêm GLP-1 para perda de peso em programas de saúde como o Medicare e o Medicaid.

Suzuki destacou que existem programas de apoio aos pacientes que incluem educação em saúde (com foco em alimentação e na promoção de um estilo de vida saudável), acompanhamento clínico e descontos que podem chegar a 50%, dependendo do país.

No entanto, ele afirmou que os preços variam significativamente de acordo com a regulamentação local, já que alguns mercados operam sob controles estatais, enquanto outros têm esquemas mais flexíveis.

Na América Latina, a empresa está em fase de preparação regulatória para o lançamento de novas soluções à base de semaglutida, especialmente na sua versão oral para o tratamento da obesidade.

A Novo Nordisk explicou que o processo ainda se encontra em uma fase preliminar de aprovação regulatória em cada país.

Assim que essas autorizações forem obtidas, a empresa dará início às negociações de acesso com os sistemas de saúde para definir sua inclusão nos planos públicos.

“Estamos abertos a dialogar com todos os governos; o processo regulatório já está em andamento”, afirmou ele.

A empresa não descarta a possibilidade de a região ser incluída nos planos de lançamento, embora ainda não haja datas definidas, já que tudo depende do andamento dos processos regulatórios em cada mercado.

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Vencimento da patente pode afetar preços, acesso e qualidade dos tratamentos em um momento de alta demanda global (Foto: Bloomberg)

MSD Saúde Animal busca reduzir perdas reprodutivas no gado com nova vacina no Brasil

30 de Abril de 2026, 18:56

A americana MSD Saúde Animal, controlada pela farmacêutica MSD, aposta em uma nova vacina para mitigar perdas reprodutivas na pecuária brasileira, em um momento de maior pressão por produtividade no campo.

A companhia anunciou nesta semana o lançamento da Bovilis Vista 5 L5 no país, com foco em doenças que afetam prenhez e natalidade do rebanho.

A formulação inclui antígenos contra o sorovar hardjo bovis, associado a infertilidade e abortos, além de cobertura contra agentes como a diarreia viral bovina (BVDV tipos 1 e 2), uma das doenças que mais afetam os animais durante a gestação, o herpesvírus bovino tipo 1 (IBR), vírus respiratórios e a leptospirose.

A vacina é de dose única e oferece cobertura por até 12 meses — um diferencial frente a outras vacinas que exigem reforço.

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“A cada R$ 1 investido na Bovilis Vista 5 L5, o produtor tem R$ 18 de retorno [em pecuária de corte]”, disse Laura Villarreal, diretora da unidade da MSD Saúde Animal, à Bloomberg Línea. Segundo ela, no leite, “esse retorno pode chegar a mais de R$ 27”, considerando os impactos na reprodução e na produtividade.

“Existem diversos estudos publicados em revistas científicas que comprovam a eficiência da Bovilis Vista 5 L5 na proteção clínica das fêmeas vacinadas, associada à redução da replicação viral e, consequentemente, da transmissão entre os animais, além da proteção fetal durante toda a gestação, evitando perdas gestacionais. A vacina auxilia na geração de bezerros mais saudáveis e produtivos”, afirmou.

A vacina já foi utilizada em mais de 20 países, com cerca de 78 milhões de doses comercializadas, e integra a estratégia da companhia de ampliar o portfólio voltado à produtividade e ao uso de tecnologia na pecuária.

Leia também: MSD Saúde Animal mira maior uso de dados para ‘ouvir’ os bovinos e elevar eficiência

Na América Latina, além do Brasil, o produto está disponível no México, na Colômbia, no Equador e na América Central.

A empresa afirma que o produto deve ganhar relevância dentro da linha Bovilis no Brasil, embora não detalhe metas de participação de mercado.

“Nosso objetivo é que seja um dos principais produtos do portfólio de bovinos”, disse a executiva.

A aposta em lançamentos faz parte da estratégia de crescimento da companhia: cerca de 50% da expansão da MSD Saúde Animal nos próximos anos deve vir de novos produtos, incluindo tanto ferramentas tecnológicas quanto soluções de sanidade.

Além disso, a regulamentação para a chegada de novos produtos é uma das principais dificuldades no país. A vacina bovilis já atende o mercado europeu e americano. No Brasil, a empresa informou que o processo de registro demorou 10 anos para ser concretizado.

A divisão de ruminantes — que inclui bovinos — é a principal fonte de receita da MSD Saúde Animal no Brasil e responde por 53% do total. Na sequência aparecem pets (23%), suínos (11%), aves (9%) e aquicultura (1%).

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Divisão de ruminantes da empresa é a principais fonte de receita da empresa no Brasil (Foto: Maira Erlich/Bloomberg)

Da mesada ao salário: NG.Cash estreia em consignado para capturar evolução da geração Z

30 de Abril de 2026, 09:00

A NG.Cash, fintech que opera uma carteira digital voltada para a geração Z no Brasil, decidiu inaugurar uma nova frente de negócios de crédito com uma oferta de um produto de crédito consignado.

O movimento marca uma transição estratégica na tese da companhia: a evolução de uma conta digital para adolescentes para uma plataforma financeira completa para jovens adultos.

Fundada em 2021 com foco inicial na creator economy e em clientes com menos de 18 anos, a startup agora acompanha o amadurecimento de sua base, que soma 8 milhões de usuários.

O lançamento do produto, chamado de Crédito CLT, ocorre em um momento em que uma parcela significativa desses clientes deixa a fase da “mesada digital” — foco da rodada de R$ 65 milhões liderada pela Monashees em 2023 — para ingressar formalmente no mercado de trabalho.

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Segundo Eduardo Nadelman, CPO e co-fundador da NG.Cash, a expansão do portfólio procura atender esses novos ciclos de vida.

“Estamos saindo do que chamamos de core banking para nos tornarmos uma plataforma financeira. Uma vez que o cliente tem a conta e transaciona conosco, queremos oferecer a oferta completa para garantir a principalidade", disse o executivo em entrevista à Bloomberg Línea.

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O consignado para a geração Z

Ao contrário dos embates que são fomentados nas redes sociais sobre os jovens trabalharem como CLT, a fintech pretende usar o seu histórico de dados para mostrar que há uma demanda entre os jovens profissionais.

O objetivo do Crédito CLT é oferecer uma alternativa de financiamento com taxas mais baixas e desconto direto em folha, focando em profissionais em início de carreira. Historicamente, esse público enfrenta dificuldades de acesso a crédito em bancos tradicionais devido à falta de um histórico financeiro robusto ou garantias reais.

“O novo produto vem para capturar boa parte do empréstimo pessoal, boa parte do consignado que está concentrado nos bancos e também para uma fatia que não existia de um segmento que não era atendido, exatamente por não ter uma oferta de empréstimo pessoal, dado que não tem tantas garantias”, afirmou Nadelman.

'Estamos saindo do que chamamos de core banking para nos tornarmos uma plataforma financeira'

A aposta da NG.Cash reside na assimetria de informações. Ao deter o histórico de consumo e comportamento financeiro desses jovens ao longo dos últimos cinco anos, a fintech acredita possuir modelos de risco que podem ser mais precisos do que os de grandes bancos, que muitas vezes só estabelecem contato com esse cliente após a formatura ou o primeiro emprego formal.

A ofensiva no crédito, que deve receber mais produtos ao longo dos meses, é sustentada por aportes de investidores.

Desde sua fundação, a NG.Cash captou mais de R$ 300 milhões. O fôlego mais recente veio de uma rodada Série B de US$ 26,5 milhões realizada em 2025, liderada pela NEA (New Enterprise Associates).

O cap table da fintech inclui ainda nomes como Quantum Light, Monashees e a16z (Andreessen Horowitz).

Para viabilizar a operação de crédito sem comprometer o caixa, a fintech utiliza uma estrutura de FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) no modelo warehouse.

“Estamos usando um FIDC que opera esse produto para começar a testar, onde também participamos do sucesso da operação. É uma questão de simplicidade para o início, enquanto estudamos as melhores formas de funding conforme escalamos", disse Nadelman.

Embora o produto esteja em fase de rollout com uma base limitada, a expectativa da companhia é ser mais agressiva na expansão até o meio de 2026. Os primeiros testes indicam um ticket médio entre R$ 4.000,00 e R$ 5.000,00, alinhado aos padrões de mercado para o segmento de entrada.

Experiência do usuário

O diferencial competitivo que a NG.Cash tenta imprimir no Crédito CLT é a experiência de uso (UX). Enquanto o mercado de consignado tradicional é frequentemente associado a processos burocráticos, a fintech aposta em uma jornada digital no próprio aplicativo.

A estratégia de originação é proprietária. “Trabalhamos um mix de fazer algo fluido e simples, mas com as pausas necessárias para garantir que o cliente entenda as regras do produto, quanto vai pagar e as condições”, diz o CPO.

A startup, que afirma crescer a taxas de dois dígitos mensalmente, vê no crédito a ferramenta para monetizar a base de clientes construída desde a adolescência de seus usuários.

Antes do Crédito CLT, a única incursão da startup em produtos de aquisição de bens era o consórcio, que, embora não seja crédito puro, serviu como termômetro para a demanda da base por produtos de maior valor agregado. O consignado agora assume o papel de “pontapé inicial” na jornada de crédito da plataforma.

Um dos principais desafios para fintechs focadas em jovens é a manutenção da conta como principal no momento em que o usuário entra em grandes empresas, que muitas vezes possuem acordos de exclusividade para folha de pagamento com bancos incumbentes. No entanto, Nadelman minimiza o impacto imediato.

“Hoje isso impacta muito pouco porque as ofertas dos grandes bancos para esse público ainda são muito limitadas, tanto em política de crédito quanto na forma como os produtos são oferecidos”, afirma.

A estratégia da NG.Cash é de se antecipar a esse cenário, oferecendo produtos que o banco tradicional ainda não disponibiliza para o perfil de risco do jovem profissional.

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GOLD: Armadilha do FOMC ou Confirmação de Tendência Baixista?

29 de Abril de 2026, 09:23

GOLD: Armadilha do FOMC ou Confirmação de Tendência Baixista?

Gold OANDA:XAUUSD

Olá Traders,

O ouro encontra-se num ponto crítico neste momento. Após falhar em sustentar o momentum acima da zona dos 4,86x, começamos a ver sinais claros de fraqueza na estrutura bullish. A grande questão é: trata-se apenas de uma correção ou do início de uma nova fase baixista?

Vamos analisar.

1. Estrutura de Mercado – Mudança Baixista Confirmada 🐻

Nos timeframes H4 e D1, o cenário mudou claramente:

CHoCH (Change of Character): Após a fase de distribuição na zona dos 4,86x, o preço mostrou uma mudança clara de comportamento — primeiro sinal de alerta para os compradores.
BOS (Break of Structure): A formação de mínimos mais baixos confirma o controlo por parte dos vendedores.
Volume Profile: Existe um High Volume Node (HVN) relevante entre 4,78x – 4,80x. O preço a negociar abaixo da área de valor indica aceitação em níveis mais baixos — sinal claro de dominância bearish.

2. Zona-Chave – Fair Value Gap (FVG) 🎯

A principal zona de interesse está em 4,65x – 4,68x:

Desequilíbrio: Representa uma ineficiência de preço ainda não preenchida.
Confluência: Alinha-se com uma estrutura anterior (BOS → resistência).
Cenário: Espera-se um pullback até esta zona, uma varredura de liquidez e continuação da queda.

É aqui que o smart money normalmente volta a posicionar-se.

3. Catalisadores Macro – FOMC & Geopolítica 🏛️⚓

A análise técnica aponta para vendas, mas os fundamentais serão o gatilho:

FOMC & Powell: Um discurso mais hawkish sobre inflação pode fortalecer o dólar e pressionar ainda mais o ouro.
Tensões Geopolíticas: A situação no Estreito de Ormuz mantém o petróleo em alta. Embora a inflação possa favorecer o ouro, a força atual do USD está a dominar.

4. Plano de Trading – Setup com Alto RR 📝

Não prevemos — reagimos:

Zona de Venda: 4,65x – 4,68x
(Aguardar confirmação em timeframes baixos – CHoCH em M5–M15)
Stop Loss: 4,70x
Take Profit 1: 4,51x
Take Profit 2: 4,46x
Risco/Retorno: ~1:3.5+
⚠️ Dicas Importantes
Sem FOMO: Se o preço cair sem tocar na zona, mantenha a disciplina. Não persiga o mercado.
Caça à Liquidez: Esteja atento a “stop hunts” antes e durante a volatilidade do FOMC.

Conclusão:
Estamos perante uma armadilha clássica do FOMC ou o início de um novo movimento baixista rumo aos 4,46x?

Qual é a sua opinião?

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#Gold #XAUUSD #SMC #ICT #Trading #FOMC #AnáliseTécnica #PriceAction

Would you like a zombie app? Friendster and Vine are back from the dead.

30 de Abril de 2026, 15:20
Divine and Friendster apps

DiVine; Friendster; Rebecca Zisser/Business Insider

  • Two internet relics are rising from the dead this week: Friendster and Vine.
  • DiVine, backed by Jack Dorsey, launched a decentralized version of the short-form video app, Vine.
  • Friendster, an early social network, is back with a new founder and a different experience.

It's time to welcome back two social networks we once loved: Friendster and Vine.

After shutting down in the 2010s, the two social media platforms are rising from the dead this week.

Both of the apps, however, are Frankenstein versions of their predecessors. Neither is being resurrected by its original founders, and the app design and experiences differ from the original platforms.

Nostalgia for a simpler internet, especially for those who remember the early days with rose-colored glasses, is partially fueling this resurgence.

Evan Henshaw-Plath — who goes by Rabble — is the early Twitter employee behind the Vine reboot, DiVine.

He said that "people look back" at the era of social media before everything got so darn big. People not only miss the features and feel of these old apps, but also that time period.

"It's very telling that in the beginning of the year, people were looking back to 2016," he said, referring to a social media trend of people romanticizing that year.

Vine officially shut down in 2017 after being acquired by Twitter in 2012, paving the way for the rise of TikTok and other short-form feeds.

Its remake, DiVine, revived hundreds of thousands of old Vine videos from digital archives. Users can post new Vine-style six-second videos. The content must be filmed directly within the app, and DiVine has a firm anti-AI-slop stance. The project is also decentralized and built on Nostr, an open-source protocol not owned by a single company.

DiVine is funded by And Other Stuff, a nonprofit that received a $10 million grant from Jack Dorsey.

Divine app
DiVine's interface.

Screenshot/Google Play/Divine

Meanwhile, Friendster, a social network that predated Myspace and Facebook, was rebuilt by startup founder Mike Carson as a no-frills mobile social app for your real-life friends. For example, users can only add new friends by tapping their iPhones in person. (So far, I have a grand total of one friend: Business Insider's Katie Notopoulos, who told me she was an OG Friendster fan.)

Carson told Business Insider that he paid about $30,000 for the Friendster domain and trademark.

After being overtaken by the rise of Myspace and then later Facebook, Friendster rebranded as a gaming company in 2011. By 2015, it shut down its website.

The new app — which doesn't resemble the former version much other than its shared name — quickly jumped to No. 12 in Apple's App Store social networking category on Thursday.

Unlike DiVine, the new Friendster doesn't have access to any of the prior version's data or content.

Friendster app
Friendster 2.0 is a mobile app rather than a website.

Screenshot/Apple App Store/Friendster

What's old is new again on the internet

I'm not old enough to be on the original Friendster, but I remember the Vine days well. I'm also not alone in feeling nostalgic for the earlier days of the internet (or particularly, the 2010s).

Carson wrote in a Medium post this week that while today's social networks "foster a lot of negativity," he remembers the original days of Friendster as "a positive and enjoyable experience."

DiVine and Friendster aren't the only internet relics that have been resurrected recently.

Last year, Digg, once a rival to Reddit, was revived by its original cofounder, Kevin Rose, and Alexis Ohanian (a cofounder of Reddit). In March, however, the company said it was downsizing its team and rethinking its strategy.

Building any new social platform is an uphill battle, even if you have a recognizable name from a previous era.

People are loyal to the platforms they've already dug their heels into, and getting them to migrate can be challenging, Digg's CEO Justin Mezzell wrote in a letter shared to the platform's website.

Friendster and DiVine could face similar challenges.

What's abundantly clear is that there's an appetite among founders to build alternative social platforms — especially those that strike a nostalgic chord. Newer startups, like Perfectly Imperfect or Cosmos, are leveraging nostalgia to build platforms that feel reminiscent of Tumblr.

The big question: Can they actually build a community?

Tech founders can build new spaces, or reimagine old ones, but getting users to stay, return, and create a culture is what gives an app life (or breathes life back into one).

"It is not the software, it is not the founder, it is not the team," Henshaw-Plath said. "It is the community of users that makes these things work."

Read the original article on Business Insider

Mãe e filha brasileiras são mortas em ataque israelense no Líbano

27 de Abril de 2026, 22:46

O Ministério das Relações Exteriores confirmou na noite desta segunda-feira, 27, a morte de uma mulher e um menino de 11 anos brasileiros, mãe e filho, em um ataque das forças de defesa de Israel ao Líbano. Além dos dois, o pai da família, de nacionalidade libanesa, também faleceu.

Outro filho do casal, também brasileiro, está hospitalizado, mas o Itamaraty não forneceu mais detalhes sobre a idade ou o estado de saúde dele. A família estava em casa, no distrito de Bint Jeil, no sul do Líbano, no momento do bombardeio israelense.

Em nota oficial, o ministério afirmou que o ataque constitui mais uma violação ao cessar-fogo da guerra que opõe Israel e Estados Unidos ao Irã e lembrou que essas violações já resultaram na morte de dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, de uma jornalista e de dois soldados franceses da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil).

O Itamaraty pediu paz e condenou os ataques realizados durante o cessar-fogo, seja por Israel ou pela milícia radical xiita Hezbollah, assim como as demolições de casas e outras estruturas civis realizadas no Líbano por forças israelenses.

A pasta também informou que está em contato com a família dos brasileiros falecidos para prestar assistência, incluindo para o filho hospitalizado.

Em teoria, Israel e Hezbollah estão em um cessar-fogo, iniciado em 17 de abril e que expiraria no domingo, 26, mas foi estendido por mais três semanas, segundo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na prática, porém, os dois lados continuam a se atacar mutuamente.

Um levantamento realizado pela Agence France-Presse (AFP), com base em dados do Ministério da Saúde do Líbano, mostrou que pelo menos 36 pessoas morreram em ataques israelenses desde o início do cessar-fogo.

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Cármen Lúcia propõe criar ‘brigadas eleitorais’ para candidatas mulheres nas eleições

27 de Abril de 2026, 21:08
Cármen Lúcia STF

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), propôs, já para as eleições de 2026, a criação de brigadas eleitorais para segurança de candidatas mulheres. A declaração ocorreu durante aula magna da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) na última sexta-feira, 24, com o tema “Violência contra a mulher: desafios contemporâneos e caminhos para o enfrentamento”.

Na ocasião, a ministra afirmou que a iniciativa seria direcionada a situações de risco iminente, funcionando como um mecanismo de resposta rápida para prevenir episódios de violência durante a campanha e o pleito.

“Que nós criemos também brigadas eleitorais para as candidatas mulheres, porque, se a gente não criar, vamos ter cada vez mais violência sendo praticada”, declarou a ministra.

Ela explicou que a proposta funcionaria de forma semelhante à Patrulha Maria da Penha, serviço especializado da Polícia Militar ou da Guarda Municipal que fiscaliza o cumprimento de medidas protetivas de urgência para mulheres vítimas de violência doméstica. O programa realiza visitas periódicas, oferece atendimento humanizado e atua na prevenção e na redução da reincidência de agressões.

“Estou propondo até pela minha experiência como presidente das eleições de 2024, que a gente comece criando, como temos a brigada Maria da Penha, que são brigadas que são chamadas quando a mulher esteja passando por uma situação de violência e acione imediatamente para evitar o pior desfecho”, afirmou.

Cármen Lúcia esteve na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições municipais de 2024. Ela antecipou para o dia 14 deste mês sua saída do cargo, que será assumido pelo ministro Nunes Marques.

“A eleição (de 2024) deu certo. Os eleitores foram votar, não fizeram o que tinham que votar e à noite eu dei o resultado, acabou a conversa. Nós queremos a paz democrática, a paz que é o equilíbrio no movimento com respeito a todos os direitos”, disse ainda a ministra.

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Resultado da Dupla Sena 2950: OS NÚMEROS FORAM SORTEADOS; veja as dezenas dos dois sorteios de hoje (27)

27 de Abril de 2026, 21:00

Na noite desta segunda-feira (27), a Caixa Econômica Federal realizou o sorteio do concurso 2950 da Dupla Sena. O evento, que aconteceu no Espaço da Sorte, em São Paulo, ofereceu um prêmio estimado em R$ 1,8 milhão aos apostadores que acertaram as seis dezenas de um dos dois sorteios realizados.

A extração ocorreu por volta das 21h (horário de Brasília) e contou com transmissão ao vivo pelo canal oficial da Caixa no YouTube. Assim, a instituição permitiu que o público de todo o país acompanhasse o sorteio em tempo real.

Números sorteados no concurso 2950 da Dupla Sena

Primeiro sorteio  49 – 02 – 26 – 12 – 09 – 48
Segundo sorteio  30 – 47 – 28 – 49 – 05 – 42

Encerrada a extração das dezenas, a instituição responsável dá início ao processo de apuração para identificar as apostas vencedoras. Os detalhes em relação aos vencedores e os valores de cada faixa de premiação serão publicados logo após a conferência dos bilhetes. O resultado poderá ser consultado no portal oficial da Loterias Caixa.

Saiba como participar da Dupla Sena

Para concorrer aos prêmios da Dupla Sena, o jogador deve selecionar entre 6 e 15 dezenas em um volante que contém 50 números disponíveis. As apostas podem ser registradas presencialmente em qualquer casa lotérica espalhada pelo país. Além disso, os jogos podem ser registrados pela loja digital da Caixa.

Valores das apostas na Dupla Sena

Para participar da modalidade, o valor inicial de um jogo mínimo, com seis marcações, é de R$ 3,00. Para aqueles que desejam aumentar as chances com a aposta máxima de 15 palpites, o valor chega a R$ 15.015,00, de acordo com os dados oficiais da Caixa. É importante ressaltar que esses preços são atuais e podem sofrer reajustes pela instituição.

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Além disso, vale destacar que a participação é estritamente permitida para maiores de 18 anos, conforme a legislação brasileira que proíbe menores de idade em jogos de azar no Brasil.

Colaborou: Kawan Novais.

Golden domes, historic statues, and nods to state flags: Photos show what the capitol looks like in every state

Connecticut State Capitol in Hartford.
The Connecticut state capitol.

Faina Gurevich/Shutterstock

  • Every US state has a capitol that houses its state legislature.
  • Many state capitols are domed buildings similar to the US Capitol, but others are more unique.
  • Maryland's State House is the oldest capitol in continuous legislative use in the US.

A state's capitol can tell you a lot about its history.

State capitols house each state's legislative branch of government, executive offices, and other administrative and ceremonial spaces. While their function may be the same across all 50 states, their architectural designs vary.

Many state capitols feature references to their locations, like the Kansas State Capitol is topped by Ad Astra, a statue representing a Kansa (Kaw) warrior, while the New Hampshire State House, built largely from locally quarried granite, nods to the state's "Granite State" identity.

Some buildings date back to the founding of the United States. Maryland's State House in Annapolis, completed in 1779, is the oldest one in continuous use as a legislative center.

Every capitol has a unique look and distinct origin. Here's what the capitol looks like in every state.

Montgomery, Alabama
alabama capitol building
UNITED STATES - MARCH 15: Capitol building, Montgomery, Alabama

Carol M. Highsmith/Buyenlarge/Getty Images

Alabama's capitol served as the first capital of the Confederacy, and there's a brass star on one of the porticos marking the spot where Jefferson Davis was sworn in as its president, according to the Alabama Historical Commission.

The building that stands today was constructed in 1851, after a fire burned down the original building in 1849, according to the Alabama Historical Commission.

One of the more famous parts of the capitol grounds is the Avenue of Flags. It has the flag of every state, plus a native rock from each state at the base of its flag. It was dedicated in 1968, according to Exploring Montgomery.

Juneau, Alaska
Alaska's capitol in Juneau.
Alaska's capitol in Juneau.

Leamus/iStock/Getty Images Plus

The Alaska State Capitol, completed in 1931, doesn't look much different from any other office building in Juneau, save for the marble columns. According to Alaska's official website, it is one of the few state capitols that do not feature a dome.

As The New York Times reported in 1981, neither the building nor the location was popular with locals — both were chosen because of cost concerns shaping both construction and relocations. Voters approved a measure in the 1970s to move the capitol, but the effort ultimately failed.

As recently as 2022, Alaskan senators sponsored a bill to move the capital, this time to Willow, reported Alaska Public Media, but for now, Juneau remains the Last Frontier's capital city.

Phoenix, Arizona
arizona capitol building
PHOENIX ARIZONA, Replica of Liberty Bell in front of Arizona State Capitol Building at sunrise.

Visions of America/Universal Images Group/Getty Images

Arizona's capitol was dedicated in 1901. It stopped being the home of the legislative branches of government in 1960, and by 1978, all government officials had been moved to other buildings nearby in an area called the Capitol Complex.

The original building was then officially converted into a museum open to the public.

Little Rock, Arkansas
arkansas capitol building
Arkansas State Capitol building front entrance in Little Rock.

Don & Melinda Crawford/Education Images/Universal Images Group/Getty Images

Arkansas' capitol took 16 years to complete. Construction lasted from 1899 to 1915, and the building was originally designed by architect George R. Mann, with later revisions by Cass Gilbert, according to the Encyclopedia of Arkansas.

This building replaced the State House, which is now the Old State House Museum, according to Arkansas Heritage.

Sacramento, California
california capitol building
SACRAMENTO, CA - OCTOBER 9: The California state Capitol building is shown October 9, 2003 in downtown Sacramento, California. Actor Arnold Schwarzenegger won in his bid to replace California Gov. Gray Davis, who was recalled in a special election October 7.

David Paul Morris/Getty Images

The building was constructed between 1860 and 1874, and designed by Reuben S. Clark. It has been listed as a California Historical Landmark since 1974, according to the Historic State Capitol Commission.

Its design was based on the US Capitol in Washington, DC, among other well-known American buildings, according to the State of California Capitol Museum.

The California State Capitol is located inside the 40-acre Capitol Park, which contains trees from around the world, a World Peace Rose Garden, and the Civil War Memorial Grove.

Denver, Colorado
Colorado's capitol in Denver.
Colorado's capitol in Denver.

4nadia/Getty Images/iStock

The Colorado Capitol, which was completed in 1901, was also designed to look like the US Capitol, but with a Colorado twist: The dome is covered in real gold leaf donated by gold miners to reference the Colorado Gold Rush from 1858 to 1861, according to the Colorado General Assembly.

Hartford, Connecticut
connecticut capitol building
Connecticut State Capitol. The building houses the Connecticut General Assembly; the upper house, the State Senate, and lower house, the House of Representatives, as well as the offices of the Governor and Lieutenant Governor.

Rolf Schulten/ullstein bild/Getty Images

The current Connecticut State Capitol is actually the third capitol the state has had since the American Revolution. This one, designed by Richard M. Upjohn, opened in 1879, according to Connecticut's official state website.

The golden dome is surrounded by six pairs of statues representing agriculture, commerce, education and law, force and war, science and justice, and music, according to the State Capitol Preservation & Restoration Commission.

Dover, Delaware
delaware capitol building
The Legislative Hall in Dover, Delaware, USA, circa 1960.

Harvey Meston/Archive Photos/Getty Images

The Delaware Legislative Hall was dedicated in 1933 and replaced the Old State House, which is opposite the Hall on the capitol mall. It was designed in the Colonial Revival style by E. William Martin, according to Delaware's official state website.

Washington, DC
us capitol building
WASHINGTON - JUNE 5: The U.S. Capitol is shown June 5, 2003 in Washington, DC. Both houses of the U.S. Congress, the U.S. Senate and the U.S. House of Representatives meet in the Capitol.

Stefan Zaklin/Getty Images

The United States Capitol is located on Capitol Hill in DC. It was in construction for decades, partially destroyed in 1814, and then finally finished in 1829, according to Architect of the Capitol. The famous, gigantic dome was later added during an expansive addition in 1855, designed by Thomas U. Walter.

Atop the dome sits the "Statue of Freedom," a 19-foot statue of a woman wearing a battle helmet, holding a sheathed sword in one hand, and a laurel wreath and shield in the other. She's been there since 1863, according to Architect of the Capitol.

Tallahassee, Florida
florida capitol building
TALLAHASSEE, FL - NOVEMBER 10: A view of the Florida State Capitol building on November 10, 2018 in Tallahassee, Florida. Three close midtern election races for governor, senator, and agriculture commissioner are expected to be recounted in Florida.

Mark Wallheiser/Getty Images

The current capitol, also called the New Capitol, is located directly in front of the original — together, they form the Capitol Complex. The New Capitol was built in 1977 by architect Edward Durell Stone and the firm of Reynolds, Smith, and Hills, according to the Florida Capitol website.

The website reports the building was designed in an "international style to reflect a modern Florida," and includes a 22-story central tower.

The Old Capitol still stands, and it was restored to its original 1902 glory in the '80s. Currently, the building is the Florida Historic Capitol Museum.

Atlanta, Georgia
georgia state capitol
Sunlight gleams on the golden dome of the Georgia State Capitol building in Atlanta, Georgia.

Kevin Fleming/Corbis/VCG/Getty Images

Georgia's capitol was finished in 1889 and designed by Willoughby J. Edbrooke and Franklin P. Burnham, according to the city of Atlanta's website. It sits on the site of the former Atlanta City Hall/Fulton County Courthouse, which was there from 1854 to 1994.

According to the city, it's one of 43 National Historic Landmarks in the state.

Honolulu, Hawaii
hawaii capitol building
Hawaii State Capitol. The Capitol building houses the Hawaii State Legislature (Senate and House of Representatives) and the offices of the Governor and Lieutenant Governo

Rolf Schulten/ullstein bild/Getty Images

At the dedication of the Hawaiian capitol in 1969, then-Governor John A. Burns explained the design of the building, the Honolulu Star Advertiser reported.

"In this great State Capitol there are no doors at the grand entrances which open toward the mountains and toward the sea," he said. "There is no roof or dome to separate its vast inner court from the heavens and from the same eternal stars which guided the first voyagers to the primeval beauty of these shores."

The building is also surrounded by a reflecting pool meant to symbolize the Pacific Ocean, which surrounds the chain of 137 recognized islands that make up Hawaii, according to the State of Hawaii.

Boise, Idaho
idaho state capitol building
The Idaho State Capitol building in Boise home of the government of the state of Idaho

Education Images/Universal Images Group/Getty Images

Idaho's capitol was designed by architects J.E. Tourtellotte and Charles Hummel, and was constructed between 1905 and 1920. According to Idaho's Capitol Commission, it's the only capitol in the US that is heated by geothermal water. It comes from a spring 3,000 feet underground.

Springfield, Illinois
illinois state capitol
SPRINGFIELD, IL - APRIL 9: The Illinois State Capitol building stands among empty streets in Springfield, Illinois on April 9, 2020

Daniel Acker for The Washington Post/Getty Images

According to a pamphlet by the Illinois Secretary of State's office, the current capitol (the state's sixth) was completed in 1888, 20 years after crews broke ground. At the time of its construction, the limestone dome was illuminated by 144 gas jets. However, the carbon emitted by those jets eventually turned the dome black.

It took 100 years, but it was finally cleaned in 1986.

Indianapolis, Indiana
indiana capitol building
State capitol building in downtown Indianapolis Indiana on a sunny spring morning, Indianapolis is the capital city of Indiana and is located in the center of the state with the capitol building located downtown.

Education Images/Universal Images Group/Getty Images

According to the Indiana Department of Administration, Indiana's capitol was completed in 1888, and is home to all executive offices, the Indiana State Senate, the Indiana House of Representatives, and the Indiana State Supreme Court, among others. It was constructed with Indiana limestone.

Des Moines, Iowa
iowa capitol building
UNITED STATES - AUGUST 28: Capitol building, Des Moines, Iowa

Carol M. Highsmith/Buyenlarge/Getty Images

The large golden dome is 23 carats, and the entire building is 275 feet tall, according to a visitor's guide. It's been re-gilded four times since its construction in 1886.

Overall, Iowa's capitol has a total of five domes, making it the only capitol in the US with five.

Topeka, Kansas
kansas capitol building
State Capitol of Kansas, Topeka

Joe Sohm/Visions of America/Universal Images Group/Getty Images

Kansas' capitol dome is topped with a statue called "Ad astra" (Latin for "to the stars"), which is part of the state's motto, "ad astra per aspera" ("to the stars through difficulties"), according to the Kansas Historical Society.

The statue itself is a bronze depiction of a warrior from the Kansa tribe (also known as the Kaw Nation or Kanza), who call Kansas home and gave the state its name.

The entire building took 37 years to construct, also according to the Kansas Historical Society, from 1866 to 1903. 

Frankfort, Kentucky
kentucky capitol building
FRANKFORT, KY - APRIL 2: Thousands of public school teachers and their supporters protest against a pension reform bill at the Kentucky State Capitol April 2, 2018 in Frankfort, Kentucky. The teachers are calling for higher wages and are demanding that Kentucky Gov. Matt Bevin veto a bill that overhauls their pension plan.

Bill Pugliano/Getty Images

Kentucky's capitol was designed by Frank Mills Andrews, according to Kentucky's official state website. There are also statues lining the front portico that represent Kentucky, the central figure, with Progress, History, Plenty, Law, Art, and Labor as her "attendants," according to the state website.

The current building is the fourth capitol in the state, and it was completed in 1910.

Baton Rouge, Louisiana
louisiana capitol building
The capitol of Louisiana, seat of government, is a building of 34 floors and 135 meters high, which makes it the highest capitol of the United States. It is also the highest building of Louisiana. Its style is connected with that of the old New York skyscrapers. This new capitol was built between 1930 and 1932.

David LEFRANC/Gamma-Rapho/Getty Images

The Louisiana Capitol is just one of nine capitols in the US that doesn't feature a dome — and at 450 feet tall (or 34 floors), it's also the tallest capitol in the country, according to Louisiana's House of Representatives.

It was dedicated in 1932, without the person who had spearheaded the effort to build it, Senator Huey P. Long, a controversial figure in Louisiana's history, as reported by Encyclopedia Britannica.

Augusta, Maine
maine capitol buildings
Staff photo by Joe Phelan -- For slide show about the Statehouse in Augusta.

Joe Phelan/Portland Press Herald/Getty Images

The capital of Maine was originally Portland when the state broke away from Massachusetts in 1820. But when Mainers asked for a more centrally located capital city, Augusta was chosen in 1827, according to the Maine State Legislature. The building was completed by 1832.

The State House's dome is topped with a female figure of Wisdom, which was designed by sculptor W. Clark Noble of Gardiner, a town 6 miles from Augusta.

Annapolis, Maryland
maryland capitol building
Maryland State House, state capitol building, Annapolis, Maryland, exterior view.

Education Images/Universal Images Group/Getty Images

Maryland's State House is the oldest capitol in continuous legislative use in the US, built in 1779, according to its official website. It's also the only state capitol to have once served as the US capitol when the Continental Congress met there from 1783 to 1784, according to the website.

Boston, Massachusetts
massachusetts state house
The Old State House for the Commonwealth of Massachusetts, State Capitol Building, Boston, Mass.

Joe Sohm/Visions of America/Universal Images Group/Getty Images

The Massachusetts State House, built in 1789, originally had a wooden dome, but Paul Revere's own company was responsible for covering it in copper in 1802, CBS News reported.

And the land it was built on? It used to be owned by none other than John Hancock, who was Massachusetts' first elected governor.

Lansing, Michigan
michigan state capitol
August 1970. Lansing, Michigan. Exterior view of the Michigan State Capitol building in Lansing.

Bettman/Getty Images

The floors of Michigan's capitol, which was dedicated in 1879, are made of limestone and have visible fossils in them, as you can see on the capitol's official website.

St. Paul, Minnesota
minnesota capitol building
ST. PAUL, MN - OCTOBER 15: Minnesota State Capitol Building in St. Paul, Minnesota on October 15, 2018.

Raymond Boyd/Getty Images

According to Explore Minnesota, the state's capitol is the second-largest self-supporting marble dome in the world, only behind St. Peter's Basilica in Rome.

Architect Cass Gilbert insisted on using Georgia marble for the dome, according to the Minnesota Historical Society. Some were critical of using out-of-state materials, so as a compromise, the contractor leased the quarry in Georgia and imported the rough marble so Minnesotans could do the work in-state.

It took nine years, but was completed in 1905.

Jackson, Mississippi
mississippi capitol building
Protesters (L) gather outside the Mississippi State Capitol building during the state legislature's historic vote to change the Mississippi flag in Jackson, Mississippi on June 28, 2020. - Lawmakers in Mississippi voted on June 28 to remove the Confederate battle standard from the state flag, after nationwide protests drew renewed attention to symbols of the United States' racist past.

RORY DOYLE/AFP/Getty Images

Designed by architect Theodore Link and constructed between 1901 and 1903, Mississippi's state capitol was built on the site of an old state penitentiary, according to the state capitol's official website. The building spans 171,000 square feet and features 4,750 original electric light fixtures, as well as an 8-foot statue of an eagle on the top of its dome.

Jefferson City, Missouri
GettyImages 515395544
8/31/1970- Jefferson City, MO- ORIGINAL CAPTION READS: Exterior views of the Missouri State Capitol building, include the surrounding trees and lawn.

Bettman/Getty Images

Missouri's state capitol was completed in 1917, according to its official website. Ceres, the goddess of grain, sits at the top of its dome.

In addition to Missouri's state legislature, the 500,000-square-foot building houses the Missouri State Museum with exhibits about the state's history and natural resources.

Helena, Montana
montana state capitol
Montana State Capitol building Helena Montana

Education Images/Universal Images Group/Getty Images

The main building of Montana's state capitol was completed in 1902, and its two wings were added in 1911 and 1912, according to the Montana Historical Society. Inside, the building features works of art such as the mural "Lewis and Clark Meeting Indians at Ross' Hole," painted by Charles M. Russell in 1912.

Lincoln, Nebraska
nebraska capitol building
tate capitol building in Lincoln Nebraska on a sunny spring day and emphasizing the building’s tall central tower and dome, Lincoln, the capital city of Nebraska, is located in the southeastern part of the state along Interstate-80. The state legislature in Nebraska is the only unicameral legislature among all of the states.

Education Images/Universal Images Group/Getty Images

Nebraska's state capitol was designed by architect Bertram Grosvenor Goodhue and completed in 1932, according to its official website. The 400-foot tower is topped with a 19-foot bronze statue called "The Sower."

It is the only state legislature to be unicameral, meaning it only has one chamber.

Carson City, Nevada
nevada state capitol
State Capitol of Nevada, Carson City

Joe Sohm/Visions of America/Universal Images Group/Getty Images

Nevada's state capitol was built from 1870 to 1871 out of sandstone sourced from a quarry belonging to Abe Curry, the founder of Carson City, according to Travel Nevada. It features a silver-colored dome, a nod to Nevada's nickname as "the silver state."

Concord, New Hampshire
new hampshire capitol
State Capitol of New Hampshire, Concord

Joe Sohm/Visions of America/Universal Images Group/Getty Images

The New Hampshire State House was constructed between 1816 and 1819 with locally sourced granite from Rattlesnake Hill in Concord, according to the New Hampshire Division of Historical Resources.

In 1818, a wooden sculpture of an eagle painted with gold was installed on top of the capitol dome. It was replaced with a copper replica in 1957, but the original sculpture can be viewed on display inside the capitol, according to EverGreene, the architecture firm that restored the State House's gold-plated dome.

Trenton, New Jersey
new jersey capitol building
TRENTON, NJ - JUNE 24: New Jersey State Capitol Building, New Jersey Flags Fly at Half Staff in Honor of Actor James Gandolfini on June 24, 2013 in Trenton, New Jersey.Gandolfini passed away on June 19, 2013 at the age of 51 while on vacation in Rome, Italy.

Bobby Bank/WireImage/Getty Images

After Maryland, New Jersey State House is the second-oldest capitol still in use, completed in 1792, according to the state of New Jersey's official website. Much of the original building, designed by architect Jonathan Doane, was destroyed in a fire in 1885.

Architect Lewis Broome restored the capitol and added a cast-iron dome plated with copper and gold and featuring the Latin phrase "Fiat Justitia Ruat Coelum," meaning  "There must be justice even though the heavens fall."

Santa Fe, New Mexico
new mexico capitol building
SANTA FE, NM - FEBRUARY 10, 2012: The New Mexico State Capitol in Santa Fe, known as the Roundhouse, is the only round capitol building in the U.S.

Robert Alexander/Archive Photos/Getty Images

New Mexico's capitol, known as the Roundhouse, is the only round capitol in the US, according to Santa Fe's official tourist website. Architect Willard C. Kruger modeled the design after the Zia sun symbol, which he also incorporated into the capitol rotunda skylight. The symbol is also part of New Mexico's state flag.

Albany, New York
new york state capitol building
ALBANY, NEW YORK, UNITED STATES - 2018/10/09: New York State Capitol Building.

John Greim/LightRocket/Getty Images

When New York's state capitol in Albany was finally finished after 32 years in 1899, it was at a cost of $25 million, making it one of the most expensive government projects in the US. In 2013, The New York Times reported the figure was equivalent to more than half a billion dollars today.

Inside the granite building, visitors can find 25 murals by William deLeftwich Dodge in the Governor's Reception Room.

Raleigh, North Carolina
The capitol building in Raleigh, North Carolina
Law enforcement stand guard outside of the state capitol building in downtown Raleigh, North Carolina, on January 17, 2021, during a nationwide protest called by anti-government and far-right groups supporting US President Donald Trump and his claim of electoral fraud in the November 3 presidential election. - The FBI warned authorities in all 50 states to prepare for armed protests at state capitals in the days leading up to the January 20 presidential inauguration of President-elect Joe Biden.

LOGAN CYRUS/AFP via Getty Images

Completed in 1840, North Carolina's 3-story capitol includes a copper dome, according to the National Park Service.

Bismarck, North Dakota
north dakota capitol building
Photo taken August 18, 2013 shows the state Capitol building of North Dakota at Bismarck

KAREN BLEIER/AFP/Getty Images

North Dakota's state capitol is the tallest building in the state at 241 feet and 8 inches tall, according to the official government website. The Art-Deco structure is nicknamed the "Skyscraper on the Prairie," according to the Society of Architecture Historians.

Columbus, Ohio
ohio capitol building
Aerial of Capitol Building, Downtown Columbus, Ohio, USA

Jumping Rocks/Universal Images Group/Getty Images

Construction of the Ohio Statehouse took over 20 years, from 1839 to 1861, according to its official website. Much of the work was done by prisoners at Ohio Penitentiary, some of whom left graffiti on the walls that was uncovered during restoration work, the website says. Built in the Greek-Revival architecture style out of Columbus limestone, the Statehouse is a designated National Historic Landmark.

Oklahoma City, Oklahoma
oklahoma capitol building
The Oklahoma State Capitol building was built in 1917. The beautiful dome was added in recent years. When the state erected the building it lacked the funding to build the planned dome, and therefore it went without for decades. Oklahoma City has been the state capital since 1910; Guthrie was the capital of Oklahoma from 1890 to 1910.

Jordan McAlister/Getty Images

Built in 1917, the dome on Oklahoma's capitol was added more recently, in 2002, according to the Oklahoma Historical Society — it was left out of the original construction due to costs. The grounds of Oklahoma's capitol also had active oil rigs until 1986. The building was added to the National Register of Historic Places in 1976.

Salem, Oregon
Oregon's state capitol building in Salem.
Oregon's state capitol building in Salem.

Education Images/Universal Images Group via Getty Images

Oregon's Art Deco capitol is made of white Vermont marble with a gold statue of an "Oregon Pioneer" atop the dome, according to the capitol's official website. In-person guided tours are paused due to construction.

Harrisburg, Pennsylvania
pennsylvania capitol building
HARRISBURG, PENNSYLVANIA, UNITED STATES - 2015/10/06: Pennsylvania State capitol building

John Greim/LightRocket/Getty Images

Pennsylvania's capitol, designed by architect Joseph Huston, cost $13 million to build when it was completed in 1906, which would be over $403 million today, according to the Bureau of Labor Statistics.

The building's 272-foot dome is decorated with green glazed terra cotta tile, according to the capitol's official website.

Providence, Rhode Island
rhode island capitol building
Rhode Island, Providence, State House, State Capitol.

Education Images/Universal Images Group/Getty Images

The Rhode Island State House, built between 1895 and 1904, features the fourth-largest freestanding marble dome in the world, according to the Rhode Island Restoration Committee's official website. It has been listed on the National Register of Historic Places since 1970.

Columbia, South Carolina
south carolina capitol building
An exterior view of the South Carolina State House, Columbia - construction work first began in 1851 and was completed in 1907, it was designated a national historic landmark in 1976 for its significance in the post-civil war reconstruction era.

Epics/Getty Images

The construction of the South Carolina State House began in 1854, but halted due to the Civil War. The building still features cannonball marks from when the Union army captured Columbia in 1865, according to Discover South Carolina. The State House was finally completed in 1903, and it was designated as a National Historic Landmark in 1976, according to the South Carolina Department of Archives and History.

A portrait of state senator Clementa Pinckney, who was killed in the 2015 shooting at Charleston's Mother Emanuel AME Church, hangs in the Senate Gallery.

Pierre, South Dakota
south dakota
State capitol building in downtown Pierre in central South Dakota, The state capital city of South Dakota is Pierre in the center of the state on the shores of the Missouri River with the capitol building located downtown in this small city of about 14,000 people.

Education Images/Universal Images Group/Getty Images

South Dakota's state capitol was constructed between 1905 and 1910, not long after South Dakota became a US state in 1889, according to the South Dakota Bureau of Administration. An annex was added in 1932. The Neoclassical building features scagliola plaster columns, war memorials, and stained-glass windows, according to Travel South Dakota.

Nashville, Tennessee
tennessee capitol building
NASHVILLE - MAY 25: Tennessee State Capitol Building, as photographed from The Rivers Of Tennessee Fountain grounds at Bicentennial Capitol Mall State Park in Nashville, Tennessee on May 25, 2016. (

Raymond Boyd/Getty Images

The Tennessee State Capitol opened in 1859. The architect, William Strickland, died during its construction in 1854 and was buried on the capitol grounds along with President James K. Polk and first lady Sarah Childress Polk, according to the Tennessee State Museum.

Austin, Texas
texas capitol building
The Texas State Capitol building in Austin, Texas

James Leynse/Corbis/Getty Images

Completed in 1888, the Texas State Capitol dome is topped with a statue of Libertas, the goddess of liberty, according to the official website for the Texas House of Representatives. It stands 14 feet taller than the US Capitol.

Salt Lake City, Utah
utah capitol building
The Utah State Capitol building in Salt Lake City.

Universal Images Group/Getty Images

Utah's State Capitol was designed by architect Richard K.A. Kletting and was completed in 1916, according to its official website. The rotunda features bronze and marble statues of Native American leaders, LDS pioneers, and US presidents such as Abraham Lincoln, according to its website.

Montpelier, Vermont
vermont capitol building
Vermont capitol building in Montpelier.

MyLoupe/Universal Images Group/Getty Images

The Vermont State House, designed in the Greek Revival architecture style, dates back to 1857, according to the National Park Service. A statue of Ceres, the goddess of agriculture, adorns the top of the dome.

Richmond, Virginia
virginia capitol building
RICHMOND, VIRGINIA - JANUARY 20: Thousands of gun rights advocates attend a rally organized by The Virginia Citizens Defense League on Capitol Square at the State Capitol building January 20, 2020 in Richmond, Virginia. During elections last year, Virginia Governor Ralph Northam promised to enact sweeping gun control laws in 2020, including limiting handgun purchase to one per month, banning military-style weapons and silencers, allowing localities to ban guns in public spaces and enacting a 'red flag' law so authorities can temporarily seize weapons from someone deemed a threat. While event organizers have asked supporters to show up un-armed, militias and other extremist groups from across the country plan to attend the rally and show their support for gun rights.

Chip Somodevilla/Getty Images

Thomas Jefferson designed Virginia's state capitol to look like the ancient Roman temple of Maison Carée, according to the Virginia General Assembly's official website. The building also features a bronze statue of Jefferson, who is depicted holding the capitol's architectural blueprints.

Olympia, Washington
washington state capitol
Washington State Capitol Legislative Building and blooming cherry trees in Olympia, Washington.

Greg Vaughn /VW PICS/Universal Images Group via Getty Images

The Washington State Legislative Building features the tallest freestanding masonry dome in North America at 287 feet, according to the Washington State Department of Enterprise Services. Designed by Walter Wilder and Harry White, it was completed in 1928.

Charleston, West Virginia
west virginia capitol building
CHARLESTON, WV -JUNE 26: The State Capitol building in Charleston is actually taller than the U.S. Capitol in Washington, D.C. -Charleston is the destination for the traveler who enjoys food, music, nature and rural culture in a mid-size city.

Michael S. Williamson/The Washington Post/Getty Images

West Virginia's capitol, designed by Cass Gilbert, took eight years and almost $10 million to construct before its completion in 1932, according to its official website. The dome stands at 293 feet tall — 5 feet higher than the US Capitol in Washington, DC.

Madison, Wisconsin
wisconsin state capitol
MADISON, WI - MARCH 12: Thousands of demonstrators protest outside the Wisconsin State Capitol March 12, 2011 in Madison, Wisconsin. Organizers were expecting 200 thousand participants to attend the rally to voice their opposition to Governor Scott Walker's budget repair bill which essentially eliminated collective bargaining rights for state workers.

Scott Olson/Getty Images

Wisconsin's state capitol features the only granite dome in the US, according to Travel Wisconsin. On top of the dome, a gilded bronze statue by Daniel Chester French is aptly named "Wisconsin."

Cheyenne, Wyoming
wyoming state capitol building
386423 02: The Wyoming State Capitol building is seen March 6, 2001 in Cheyenne, Wy. Wyoming lawmakers passed the Insurance Coverage for Diabetes Act which requires health policies to cover diabetes supplies, equipment and education.

Michael Smith/Newsmakers/Getty Images

Wyoming's state capitol, constructed between 1886 and 1890, was built in the Renaissance Revival architecture style, according to the Wyoming Department of Administration and Information. It is one of 20 state capitols designated as a National Historic Landmark, according to the National Park Service.

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Santander aposta em ‘gamificação’ de benefícios em meio à disputa pela alta renda

27 de Abril de 2026, 17:42

O Santander Brasil (SANB11) decidiu apostar em um novo programa de relacionamento, em uma iniciativa do banco que busca reforçar sua estratégia para a alta renda.

Apresentado nesta nesta segunda-feira (27), o Santander Rewards começa a ser disponibilizado gradualmente no mês de maio e propõe uma jornada de “gamificação” na relação bancária, que recompensa o grau de relacionamento do cliente com o banco.

O programa vai incrementar o acúmulo de pontos Esfera, plataforma de recompensas. Os clientes que concentram mais produtos e serviços no Santander – como uso de cartão de crédito, recebimento de salário, investimentos, débito automático e compartilhamento de dados via Open Finance – poderão acumular até 50% mais pontos do que na pontuação base.

Assine as newsletters da Bloomberg Líneae receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail.

O foco está nos clientes do Santander Select, segmento de alta renda do banco. Esse público ganhou protagonismo não apenas na estratégia do Santander, mas em todo o sistema financeiro, especialmente após a alta da inadimplência entre consumidores de menor renda no pós-pandemia.

Diante desse cenário, os bancos intensificaram a disputa pela alta renda, reforçando programas de benefícios e propostas de valor para atrair e fidelizar essa base. Segundo Geraldo Rodrigues Neto, diretor do segmento de pessoa física do Santander, a instituição ainda carecia de uma oferta mais estruturada para esse público, apesar de já perseguir esse objetivo há alguns anos.

“A percepção de valor e de benefício que entregávamos ao nosso cliente era inferior ao que é oferecido por alguns dos nossos concorrentes. É o momento de virar essa página e repensar a maneira como a gente constrói valor em relação a todos os nossos clientes”, afirmou o executivo durante evento de lançamento do programa.

Leia também: Santander Brasil vai transferir sede para novo ‘campus’ em São Paulo a partir de 2028

Gustavo Santos, responsável por cartões e conta corrente de pessoa física no banco, reconheceu que o mercado de benefícios caminhou para uma lógica de commodity nos últimos anos, com bancos copiando uns aos outros em termos de salas VIP, programas de pontos e coberturas de seguro.

A proposta do Rewards, segundo ele, é sair dessa disputa por benefícios pontuais e entrar no dia a dia do cliente.

“Benefício não é só sobre uma sala VIP no momento em que se viaja. É sobre uma rotina de benefícios que a gente dá todos os dias”, disse.

A adesão ao programa é gratuita e feita pelo aplicativo. Ao entrar, o cliente descobre em qual nível já se enquadra com base em seu histórico de relacionamento do mês anterior — parte da base deve ingressar diretamente em níveis mais altos.

O Santander Rewards organiza os clientes em quatro níveis, calculados mensalmente a partir de comportamentos financeiros traduzidos em “passos”. Quem atingir o nível máximo poderá chegar a 5,25 pontos por dólar gasto no cartão Unique ou no Unlimited Prime – partindo de uma base de 1,5 pontos por dólar para o cartão Elite.

Plataforma global e integração digital

O Santander Rewards integra uma estratégia global do Grupo Santander, lançada simultaneamente no Brasil, Espanha, Chile e México.

As versões variam: os mercados latinos apostam mais nos programas de fidelidade, enquanto a matriz europeia irá explorar modelos de assinatura inspirados em plataformas como a inglesa Revolut.

“Não obrigatoriamente com programas que são iguais, mas que têm um objetivo claro de convergência no médio prazo”, afirmou Rodrigues Neto.

A expectativa é que o modelo seja implementado globalmente em todos os países onde o Santander tem atuação ao longo de 2027.

O banco também sinalizou que o programa evoluirá além dos pontos. A lógica dos níveis deverá ser aplicada futuramente a taxas de crédito imobiliário, acesso a experiências exclusivas – como ingressos para shows e espaços na Fórmula 1, territórios escolhidos pelo banco para fortalecer a marca nos segmentos premium.

A plataforma Esfera, hoje em ambiente separado, será integrada ao aplicativo principal do Santander ao longo dos próximos meses.

O banco também usará dados de Open Finance e informações do Banco Central para personalizar as conversas sobre evolução de nível, permitindo que gerentes e canais digitais indiquem ao cliente o que falta para avançar na classificação.

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Atual sede do Santander Brasil em São Paulo, no Complexo JK: banco anunciou programa de relacionamento com aceleração de pontos. (Foto: Divulgação/Santander Brasil)

Why is Melania Trump going after Kimmel on X? The numbers make it clear.

27 de Abril de 2026, 15:36
Melania and Donald Trump at the White House Correspondents' dinner, April 2026
Melania Trump went after Jimmy Kimmel using Truth Social, the platform her husband owns. But she made sure to post on Elon Musk's X, too.

Kevin Mazur/Getty Images for OP

  • Donald Trump owns his own social media company.
  • But Truth Social isn't where to go if you want a lot of people to see you attack Jimmy Kimmel.
  • So Melania Trump made sure her demand that ABC do something about Kimmel appeared on Elon Musk's X, too.

Melania Trump says ABC should "take a stand" over Jimmy Kimmel, because she doesn't like a joke the talk show host made last week.

First things first: The first lady calling on a media company to do something about its employee because she doesn't like what that employee said is a bad thing. It's an attempt to use the power of the White House to silence speech that the White House doesn't like.

And it's just as worrisome as it was last September, when Brendan Carr, Trump's pick to head the Federal Communications Commission, told ABC owner Disney to "take action, frankly, on Kimmel" because Kimmel had made a joke about Trump supporters and Charlie Kirk. Disney suspended Kimmel for a few days and then reinstated him after public outcry.

There is a difference between Carr's demand and Melania Trump's demand on Monday, since Carr is a regulator with direct oversight over parts of Disney's business, and Melania Trump doesn't have any formal power over … anything. But she's still using the power of the White House to try to control speech, and that should alarm anyone with any common sense. (I've asked her office for comment.)

Let's see how new Disney CEO Josh D'Amaro responds to this one.

Much less important, but still interesting to me: The first lady's choice of platform to make her demand/threat. Melania Trump used Elon Musk's X, the site formally known as Twitter, to post her thoughts on Monday, using both her official First Lady of the United States account and her own personal account.

Kimmel’s hateful and violent rhetoric is intended to divide our country. His monologue about my family isn’t comedy- his words are corrosive and deepens the political sickness within America.

People like Kimmel shouldn’t have the opportunity to enter our homes each evening to…

— First Lady Melania Trump (@FLOTUS) April 27, 2026

Trump also posted the same statement on Truth Social, the social media site owned by her husband. But that one seemed obligatory. Not in the way it's literally obligatory for Donald Trump to post at least some of his thoughts on his own social platform before he puts them anywhere else. But in the way you're supposed to tell your significant other you think they make the best pasta, when what you really crave is Olive Garden.

The numbers make it clear why Melania Trump chose to use X to make a splash: Her post on that platform has 230,000 likes, and that number is skyrocketing. Her Truth Social post has 6,500 likes and is traveling at a much more leisurely pace.

All of which is a reminder that while Truth Social is the Trump-owned Twitter alternative Donald Trump uses, it remains a minor-at-best platform. One that won't tell you how many users it has, and one that managed to lose more than $700 million on revenue of $3.7 million in 2025.

None of that is news, nor does it seem to matter to Trump, who still owns a company worth nearly $3 billion, even after a stock plunge and the departure of its CEO — perhaps because the company's current plan is to merge with a nuclear fusion company.

It also doesn't matter where Donald Trump truths or posts or spouts off — he's the president of the United States, so just about anything he says that's noteworthy gets instantly transmitted through the global media ecosystem. Like what happened on Monday afternoon, where he piggybacked on his wife's post and explicitly called on Disney and ABC to fire Kimmel.

But for the rest of us — including the first lady of the United States — where you post a message matters. Which is why she's using the one that helped her husband get into the White House in the first place.

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Como Apple, Google e Amazon sufocaram uma lei antimonopólio na Califórnia

27 de Abril de 2026, 12:46

Apple, Google e Amazon derrubaram em pouco mais de um mês uma proposta de lei na Califórnia que poderia obrigá-las a parar de privilegiar seus próprios produtos em detrimento dos concorrentes — como fazem na App Store, no Google Search e nos resultados de marketplace da Amazon. A ofensiva, capitaneada pela Câmara de Comércio do estado e pelo grupo setorial Chamber of Progress, enterrou o chamado Based Act antes mesmo de ele ganhar tração legislativa.

O projeto havia nascido de uma aliança incomum entre defensores da “little tech” — liderados pela aceleradora Y Combinator e o vasto ecossistema de startups que ela apoia — e grupos de defesa do consumidor. Foi patrocinado pelo senador estadual Scott Wiener, democrata de São Francisco e uma das principais vozes em regulação de tecnologia na Califórnia, que o modelou a partir das normas antitruste europeias que as grandes empresas resistem há anos.

“Eles absolutamente inundaram o Capitólio de lobistas para atacar o projeto e espalhar desinformação”, disse Wiener, que concorre a uma vaga no Congresso federal. “Foi uma maré de lobbying, e estávamos em clara desvantagem”.

Diferente do Brasil, o exercício do lobbying é legalizado nos Estados Unidos.

A ofensiva avassaladora evidencia a poderosa máquina de influência que as maiores empresas de tecnologia do mundo montaram para barrar projetos que ameacem seus negócios — em especial no estado mais populoso dos EUA, onde novas leis podem forçar mudanças de alcance nacional ou global.

O Based Act se assemelhava às regulações antitruste europeias que as empresas resistem há anos e que podem custar dezenas de bilhões de dólares anuais ao setor, segundo algumas estimativas. Só nos últimos dois anos, a Comissão Europeia aplicou mais de US$ 7 bilhões em multas às grandes empresas de tecnologia.

“As empresas estão muito preocupadas que essas regulações não cheguem aos Estados Unidos”, disse Joseph Coniglio, pesquisador antitruste do think tank Information Technology and Innovation Foundation, financiado pelo setor. “Isso arriscaria mudar fundamentalmente a forma como elas operam na economia digital.”

Minutos depois de Wiener começar a apresentar o projeto, em 18 de março — antes mesmo de terminar seu discurso —, a Chamber of Progress já havia divulgado uma nota atacando a proposta.

O grupo, do qual fazem parte o Google (Alphabet), a Amazon e a Apple, mobilizou ligações de eleitores para os gabinetes dos parlamentares, argumentando que o projeto poderia degradar produtos populares como o Google Search e a App Store da Apple. O grupo veiculou anúncios afirmando que a lei tornaria os resultados de busca “menos úteis”, as entregas “mais lentas” e os celulares “menos seguros”.

A Y Combinator e outros tentaram, sem sucesso, contrariar essa narrativa. Argumentaram que as empresas estavam exagerando os impactos sobre seus negócios e disseminando inverdades sobre os custos potenciais para os consumidores.

Escolha de novo CEO da Apple indica preocupação maior com aparelhos como o iPhone
Lançamento da Apple, iPhone 17 – Foto: Getty Images

Não foi a primeira vez que as grandes empresas derrotaram o movimento da “little tech“. Por dois anos, Google, Apple, Amazon e Meta formaram uma frente unida e gastaram mais de US$ 100 milhões em lobbying e publicidade para enterrar o American Innovation and Choice Online Act — um projeto federal bipartidário semelhante ao Based Act — em 2022. Empresas menores como Yelp, DuckDuckGo e Proton AG apoiaram ambos os projetos.

Quando o Based Act de Wiener emergiu, a rede de grupos e lobistas das grandes empresas de tecnologia reaproveitou parte do material utilizado para derrubar a legislação federal e se opor às regulações europeias. Cinco diferentes organizações setoriais ligadas à big tech trabalharam contra o projeto — uma frente inusualmente coesa para grupos que, nos últimos anos, haviam se dividido em diversas questões.

As próprias empresas também intervieram diretamente, um passo raro para um projeto estadual em fase tão inicial. Kent Walker, presidente de assuntos globais do Google, afirmou que o projeto era “ainda pior” do que regulações similares aprovadas pela União Europeia. O setor chegou a mobilizar lobistas da indústria aérea contra o texto, alegando que ele poderia prejudicar a capacidade do Google de direcionar tráfego para os sites das companhias.

Uma das principais testemunhas a depor contra o projeto — uma residente da Califórnia que disse que a medida poderia prejudicar seu pequeno negócio — era apoiada pelo Connected Commerce Council, grupo financiado pelas grandes empresas de tecnologia.

O pequeno empresário Jerick Sobie afirmou, em entrevista, que o Connected Commerce Council — que recebe recursos da Amazon e do Google — o informou sobre o projeto e pediu que testemunhasse. O grupo reembolsou suas despesas. Sobie disse que enxerga o financiamento como um “mal necessário”, já que pequenas empresas geralmente não têm recursos para fazer lobbying.

O Connected Commerce Council, o Google e a Amazon não responderam a pedidos de comentário.

O projeto foi rejeitado em 20 de abril, após derrota em votação numa comissão legislativa dedicada a privacidade — aprovado na semana anterior pela comissão presidida pelo próprio Wiener.

Tela de celular com ícones de apps: Facebook, Amazon, Netflix, Google.
Ícones do aplicativo Facebook, do aplicativo Amazon.com, do aplicativo Netflix Inc. e do aplicativo Google, uma unidade da Alphabet, aparecem em um smartphone iPhone da Apple nesta fotografia organizada em Londres, Reino Unido. Foto: Jason Alden/Bloomberg

O senador estadual Christopher Cabaldon, democrata que preside a comissão de privacidade, ressaltou a importância do setor de tecnologia para a Califórnia.

“Muitas pessoas trabalham ali, há uma grande arrecadação de impostos, comunidades inteiras fundadas sobre esse setor”, disse Cabaldon em entrevista. “Nossa missão é proteger a privacidade e os consumidores, mas também levar em conta — como fazemos com Hollywood ou com a indústria vinícola no meu distrito — a tecnologia como uma indústria fundamental da Califórnia.”

Cabaldon, porém, tem vínculos com a Chamber of Progress por meio da organização política democrata NewDEAL. Diversas pessoas ligadas à NewDEAL, incluindo sua fundadora Helen Milby, integram o conselho consultivo da Chamber of Progress. Cabaldon recusou-se a comentar sobre a entidade.

Após a votação, Ben Golombek, dirigente da Câmara de Comércio da Califórnia, celebrou o resultado em mensagem interna, descrevendo-o como um “verdadeiro trabalho de equipe” para derrotar o projeto, segundo uma cópia do e-mail obtida pela reportagem. Golombek pediu que os destinatários “agradecessem” aos parlamentares que votaram contra.

“A Câmara de Comércio da Califórnia se opôs ao Projeto de Lei 1074 por entender que ele prejudicaria empresas de todos os portes e os consumidores californianos”, disse a entidade em nota. “Como é prática de outras organizações de representação, a CalChamber rotineiramente elogia legisladores que compartilham nossas posições.”

Golombek encerrou sua mensagem pedindo aos aliados que permanecessem “vigilantes”, observando que Wiener é “incansável” e poderia tentar ressuscitar a proposta pela via da Assembleia Estadual. Wiener é favorito para conquistar a cadeira no Congresso federal deixada vaga pela ex-presidente da Câmara Nancy Pelosi.

Perguntado se tentaria retomar o projeto por meio de manobras legislativas, Wiener respondeu: “Aguardem.”

Como Apple, Google e Amazon sufocaram uma lei antimonopólio na Califórnia

27 de Abril de 2026, 12:46

Apple, Google e Amazon derrubaram em pouco mais de um mês uma proposta de lei na Califórnia que poderia obrigá-las a parar de privilegiar seus próprios produtos em detrimento dos concorrentes — como fazem na App Store, no Google Search e nos resultados de marketplace da Amazon. A ofensiva, capitaneada pela Câmara de Comércio do estado e pelo grupo setorial Chamber of Progress, enterrou o chamado Based Act antes mesmo de ele ganhar tração legislativa.

O projeto havia nascido de uma aliança incomum entre defensores da “little tech” — liderados pela aceleradora Y Combinator e o vasto ecossistema de startups que ela apoia — e grupos de defesa do consumidor. Foi patrocinado pelo senador estadual Scott Wiener, democrata de São Francisco e uma das principais vozes em regulação de tecnologia na Califórnia, que o modelou a partir das normas antitruste europeias que as grandes empresas resistem há anos.

“Eles absolutamente inundaram o Capitólio de lobistas para atacar o projeto e espalhar desinformação”, disse Wiener, que concorre a uma vaga no Congresso federal. “Foi uma maré de lobbying, e estávamos em clara desvantagem”.

Diferente do Brasil, o exercício do lobbying é legalizado nos Estados Unidos.

A ofensiva avassaladora evidencia a poderosa máquina de influência que as maiores empresas de tecnologia do mundo montaram para barrar projetos que ameacem seus negócios — em especial no estado mais populoso dos EUA, onde novas leis podem forçar mudanças de alcance nacional ou global.

O Based Act se assemelhava às regulações antitruste europeias que as empresas resistem há anos e que podem custar dezenas de bilhões de dólares anuais ao setor, segundo algumas estimativas. Só nos últimos dois anos, a Comissão Europeia aplicou mais de US$ 7 bilhões em multas às grandes empresas de tecnologia.

“As empresas estão muito preocupadas que essas regulações não cheguem aos Estados Unidos”, disse Joseph Coniglio, pesquisador antitruste do think tank Information Technology and Innovation Foundation, financiado pelo setor. “Isso arriscaria mudar fundamentalmente a forma como elas operam na economia digital.”

Minutos depois de Wiener começar a apresentar o projeto, em 18 de março — antes mesmo de terminar seu discurso —, a Chamber of Progress já havia divulgado uma nota atacando a proposta.

O grupo, do qual fazem parte o Google (Alphabet), a Amazon e a Apple, mobilizou ligações de eleitores para os gabinetes dos parlamentares, argumentando que o projeto poderia degradar produtos populares como o Google Search e a App Store da Apple. O grupo veiculou anúncios afirmando que a lei tornaria os resultados de busca “menos úteis”, as entregas “mais lentas” e os celulares “menos seguros”.

A Y Combinator e outros tentaram, sem sucesso, contrariar essa narrativa. Argumentaram que as empresas estavam exagerando os impactos sobre seus negócios e disseminando inverdades sobre os custos potenciais para os consumidores.

Escolha de novo CEO da Apple indica preocupação maior com aparelhos como o iPhone
Lançamento da Apple, iPhone 17 – Foto: Getty Images

Não foi a primeira vez que as grandes empresas derrotaram o movimento da “little tech“. Por dois anos, Google, Apple, Amazon e Meta formaram uma frente unida e gastaram mais de US$ 100 milhões em lobbying e publicidade para enterrar o American Innovation and Choice Online Act — um projeto federal bipartidário semelhante ao Based Act — em 2022. Empresas menores como Yelp, DuckDuckGo e Proton AG apoiaram ambos os projetos.

Quando o Based Act de Wiener emergiu, a rede de grupos e lobistas das grandes empresas de tecnologia reaproveitou parte do material utilizado para derrubar a legislação federal e se opor às regulações europeias. Cinco diferentes organizações setoriais ligadas à big tech trabalharam contra o projeto — uma frente inusualmente coesa para grupos que, nos últimos anos, haviam se dividido em diversas questões.

As próprias empresas também intervieram diretamente, um passo raro para um projeto estadual em fase tão inicial. Kent Walker, presidente de assuntos globais do Google, afirmou que o projeto era “ainda pior” do que regulações similares aprovadas pela União Europeia. O setor chegou a mobilizar lobistas da indústria aérea contra o texto, alegando que ele poderia prejudicar a capacidade do Google de direcionar tráfego para os sites das companhias.

Uma das principais testemunhas a depor contra o projeto — uma residente da Califórnia que disse que a medida poderia prejudicar seu pequeno negócio — era apoiada pelo Connected Commerce Council, grupo financiado pelas grandes empresas de tecnologia.

O pequeno empresário Jerick Sobie afirmou, em entrevista, que o Connected Commerce Council — que recebe recursos da Amazon e do Google — o informou sobre o projeto e pediu que testemunhasse. O grupo reembolsou suas despesas. Sobie disse que enxerga o financiamento como um “mal necessário”, já que pequenas empresas geralmente não têm recursos para fazer lobbying.

O Connected Commerce Council, o Google e a Amazon não responderam a pedidos de comentário.

O projeto foi rejeitado em 20 de abril, após derrota em votação numa comissão legislativa dedicada a privacidade — aprovado na semana anterior pela comissão presidida pelo próprio Wiener.

Tela de celular com ícones de apps: Facebook, Amazon, Netflix, Google.
Ícones do aplicativo Facebook, do aplicativo Amazon.com, do aplicativo Netflix Inc. e do aplicativo Google, uma unidade da Alphabet, aparecem em um smartphone iPhone da Apple nesta fotografia organizada em Londres, Reino Unido. Foto: Jason Alden/Bloomberg

O senador estadual Christopher Cabaldon, democrata que preside a comissão de privacidade, ressaltou a importância do setor de tecnologia para a Califórnia.

“Muitas pessoas trabalham ali, há uma grande arrecadação de impostos, comunidades inteiras fundadas sobre esse setor”, disse Cabaldon em entrevista. “Nossa missão é proteger a privacidade e os consumidores, mas também levar em conta — como fazemos com Hollywood ou com a indústria vinícola no meu distrito — a tecnologia como uma indústria fundamental da Califórnia.”

Cabaldon, porém, tem vínculos com a Chamber of Progress por meio da organização política democrata NewDEAL. Diversas pessoas ligadas à NewDEAL, incluindo sua fundadora Helen Milby, integram o conselho consultivo da Chamber of Progress. Cabaldon recusou-se a comentar sobre a entidade.

Após a votação, Ben Golombek, dirigente da Câmara de Comércio da Califórnia, celebrou o resultado em mensagem interna, descrevendo-o como um “verdadeiro trabalho de equipe” para derrotar o projeto, segundo uma cópia do e-mail obtida pela reportagem. Golombek pediu que os destinatários “agradecessem” aos parlamentares que votaram contra.

“A Câmara de Comércio da Califórnia se opôs ao Projeto de Lei 1074 por entender que ele prejudicaria empresas de todos os portes e os consumidores californianos”, disse a entidade em nota. “Como é prática de outras organizações de representação, a CalChamber rotineiramente elogia legisladores que compartilham nossas posições.”

Golombek encerrou sua mensagem pedindo aos aliados que permanecessem “vigilantes”, observando que Wiener é “incansável” e poderia tentar ressuscitar a proposta pela via da Assembleia Estadual. Wiener é favorito para conquistar a cadeira no Congresso federal deixada vaga pela ex-presidente da Câmara Nancy Pelosi.

Perguntado se tentaria retomar o projeto por meio de manobras legislativas, Wiener respondeu: “Aguardem.”

Nubank investirá R$ 45 bilhões no Brasil em 2026 e mira licença bancária

27 de Abril de 2026, 12:32

O Nubank (NU) destinará cerca de R$ 45 bilhões ao mercado brasileiro ao longo de 2026 – volume duas vezes maior do que era investido no país há dois anos, de acordo com anúncio feito pela fintech nesta segunda-feira (27).

O Brasil é a maior operação da Nu Holdings, com 87% dos 130 milhões de clientes do grupo, que atua também no México e na Colômbia.

A fintech anunciou que os recursos serão divididos em quatro frentes: desenvolvimento de plataformas de crédito com inteligência artificial, lançamento de novos produtos, expansão de escritórios e equipes pelo país e reforço da base de capital.

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O Nubank não detalhou o montante destinado a cada frente, mas o banco digital já havia anunciado, em janeiro deste ano, um investimento de R$ 2,5 bilhões ao longo de cinco anos em escritórios para ampliar a capacidade do trabalho presencial.

Leia também: Nubank assume naming rights do estádio do Palmeiras e avança em estratégia nos esportes

“Estamos chegando aos 13 anos de operação no Brasil como a maior instituição financeira privada em número de clientes, com escala para continuar transformando o mercado e responsabilidade para fazê-lo de forma sustentável”, disse Livia Chanes, CEO do Nubank Brasil, em nota.

A companhia também trabalha para obter uma licença bancária no Brasil ainda em 2026 e ingressou na Febraban no mês passado, segundo a CEO.

Expansão física e fim do trabalho remoto

A fatia destinada à infraestrutura de escritórios acompanha uma mudança no modelo de trabalho da fintech.

Em novembro de 2025, o Nubank anunciou um novo modelo híbrido de trabalho, que entra em vigor em julho de 2026 e prevê que cerca de 70% dos funcionários passem a comparecer ao escritório dois dias por semana.

Para acomodar esse retorno ao presencial, dois novos prédios serão ocupados no bairro de Pinheiros, em São Paulo. O Capote 210, edifício de 20 andares, abrirá a partir de abril deste ano como espaço de inovação, com um Research Lab voltado à cocriação de produtos com clientes.

A partir de 2027, o Cyrela Corporate, na Rua Oscar Freire, projetado pelo estúdio italiano Pininfarina, receberá os funcionários em 35 mil m² com capacidade para mais de 3 mil pessoas.

Com as duas adições, o bairro concentrará quatro endereços da empresa e mais de 5.700 estações de trabalho — mais de cinco vezes a capacidade atual na região.

Fora da capital paulista, serão inaugurados espaços em Campinas, no Bresco Viracopos, com 9.150 m², no Rio de Janeiro, com 6.870 m² em cinco andares do Vista Mauá, e em Belo Horizonte, com local ainda a ser definido, todos até o segundo semestre de 2026.

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Companhia não detalhou o montante destinado a cada frente, mas o banco já havia anunciado, em janeiro deste ano, um investimento de R$ 2,5 bilhões ao longo de cinco anos em escritórios

4 Tesla owners react to their FSD dreams getting crushed: 'It feels like a bait and switch'

27 de Abril de 2026, 12:00
Tesla Model 3
As far back as 2016, Tesla said all its vehicles have hardware capable of supporting unsupervised Full Self-Driving.

Bloomberg/Getty Images

  • Bought a Tesla before 2023? Bad news: your car won't be able to drive itself.
  • Elon Musk said last week that vehicles with previous-gen tech can't support full autonomy.
  • Longtime Tesla owners told Business Insider they felt let down by the company's announcement.

For years, Tesla sold its EVs with the promise of an autonomous future. Now, some owners face being left behind.

On Tesla's earnings call last Wednesday, Elon Musk said that Tesla vehicles shipped before 2023 — which are equipped with a previous-gen Hardware 3 computer — would not be able to achieve fully unsupervised Full Self-Driving (FSD).

"I wish it were otherwise, but Hardware 3 simply does not have the capability to achieve unsupervised FSD," said Musk.

The billionaire said that Tesla would offer Hardware 3 owners the choice of a "discounted trade-in" or a physical replacement of their car's computer and cameras at "micro factories" in major cities.

The announcement is a major blow for longtime Tesla owners, who paid thousands of dollars and have been waiting for years under the impression that their vehicles have the tech necessary to achieve fully autonomous driving.

As far back as 2016, Tesla stated in marketing materials that all its vehicles had the necessary hardware for "full self-driving capability at a safety level substantially greater than that of a human driver."

Elon Musk holding a microphone in front of a Tesla.
Elon Musk is known for his ambitious predictions about self-driving cars, some of which haven't panned out.

Christian Marquardt/Getty Images

In a 2019 tweet, Musk said that all Tesla vehicles produced since 2016 had the right hardware for FSD or were "trivially upgradeable."

"It feels like a bait and switch at this point," Andrew Apperley, who bought a used 2018 Model 3 with FSD for $53,000 in 2023, told Business Insider.

"They kind of shot themselves in the foot by saying that this is going to come, and then it never does," Apperley said, adding that he felt like Hardware 3 customers would find it hard to trust Tesla and Musk's promises in the future after waiting in vain for unsupervised FSD.

Tesla did not respond to a request for comment from Business Insider.

Autonomy angst

Rick Flashman, who paid $10,000 for FSD when he bought his Model 3 in 2022, told Business Insider that, despite receiving increasingly generous trade-in offers from Tesla, he was not interested in swapping out his EV for a vehicle with up-to-date hardware.

"My car's in great shape. It's got 73,000 miles, it's driving perfectly, so I have no reason to upgrade it," Flashman said.

The Florida resident said that FSD was one of the main reasons he bought a Tesla, adding that he uses it for "over 90%" of his driving.

Hardware 3 vehicles in the US run a more limited version of FSD, with Tesla planning to release a "lite" variant of FSD version 14 for older vehicles in June.

Despite his car's limited capabilities, Flashman said he was well satisfied with the tech and is happy to wait for the overhaul Musk promised on Wednesday.

"It might take another year, but I'm one of the ones who's just waiting it out," he said.

"I wish it were sooner, obviously. But I don't feel like I was ripped off," Flashman added.

Rick Flashman
Rick Flashman with his Tesla Model 3.

Rick Flashman

Matt Simmons, a Tesla owner who bought his Model 3 Performance in 2019, told Business Insider he added FSD for an extra $6,000 because he was curious about the hype. Seven years later, he says he rarely uses the feature.

"It kind of sucks, if I'm being honest," said Simmons, who said he doesn't use FSD on highway trips because of issues with the software's speed control.

Simmons said that he was not surprised by Musk's comments, pointing to the Tesla CEO's track record of making ambitious predictions for self-driving cars have often failed to fully pan out.

"We realize we're being strung along at this point," Simmons said.

The Pittsburgh resident described his Tesla as "long paid for" and said he had no intention of trading it in for a more advanced model.

"That would mean I'd have to buy another Tesla," said Simmons, who said he was hoping that rival EV maker Rivian would offer a similar deal for disenfranchised FSD owners.

Backlash goes global

Some Hardware 3 owners are done waiting for the software they paid thousands of dollars for years ago.

Tesla is already facing several lawsuits in the US from owners who say they were misled by the company's FSD marketing, and the backlash is starting to go global.

Earlier this month, Tesla finally received the green light to launch FSD in the Netherlands, marking the tech's debut in Europe after a yearlong campaign to woo regulators.

However, the rollout in the Netherlands excluded Hardware 3 owners, prompting Mischa Sigtermans, an executive at Amsterdam-based Ryde Ventures, to start a website to gather European Tesla owners for potential legal action.

Mischa Sigtermans Tesla
Mischa Sigtermans with his Tesla Model 3.

Mischa Sigtermans

Nearly 4,000 verified Tesla owners have now signed up to Sigtermans' website.

The Model 3 owner, who paid 6,400 euros ($7,530) for FSD in 2019, told Business Insider that Musk's comments confirmed many owners' worst fears, and said that the proposed solution of a discounted trade-in would simply make owners "pay for the same broken promise twice."

"Musk said out loud what many of us have been saying for months, if not years," said Sigtermans. "The admission is there, the solution isn't."

Read the original article on Business Insider

Jain Global to return billions to investors in a surprise deal with Millennium

Composite image of Jain Global's Bobby Jain and Millennium's Izzy Englander

Patrick McMullan via Getty Images

  • Jain Global is pivoting to manage money exclusively for Millennium, its founder's former employer.
  • Jain Global will return about $6 billion to investors.
  • The deal gives Jain Global access to Millennium's resources to accelerate its growth.

In a surprise move, one of the largest hedge fund launches in recent memory is returning money to its investors and striking a deal to invest exclusively for industry titan Millennium Management.

Nearly two years after launching with $5.3 billion in commitments from high-profile investors, including the sovereign wealth funds Abu Dhabi Investment Authority and GIC, Bobby Jain's multistrategy firm, Jain Global, is making a major pivot. The firm will now only manage money for a single client — Jain's former employer, Millennium — according to an internal memo seen by Business Insider and sources with direct knowledge of the deal.

Jain Global, which has six offices and over 400 employees — half of whom are investment professionals — will retain its independence while gaining access to Millennium's platform and resources in a deal that's expected to close in the coming months, according to the memo.

"Under the proposed agreement, Millennium will have exclusive access to the full investment capacity of Jain Global's multi-strategy business," the memo from president and chief operating officer Ajay Nagpal reads. "Jain Global will remain an independent firm, retaining its own investment processes, operating model and talent base."

The deal, which was first reported by Bloomberg, is expected to close in the third quarter, one of the sources said. Representatives for Millennium and Jain declined to comment.

A buzzy hedge fund launch hit by big costs

Jain Global launched in 2024 with enormous ambitions, creating a multistrategy giant from scratch. It manages $6 billion across seven business lines and trades a sweeping array of strategies and asset classes. It has struggled to deliver returns for investors almost from the get-go, under the weight of hefty startup costs.

Jain Global has gained $1.3 billion in gross revenue since inception, according to an investor familiar with the figures. But investors, including bank wealth management platforms and university endowments like UTIMCO, have seen only a fraction of that amount.

Jain gained just 0.5% in six months of trading in 2024. In 2025, its first full year of trading, it produced a net return of 3.7%, trailing its peers as pass-through expenses ate into gross returns in the mid-teens, Business Insider first reported. Multistrat peers delivered double-digit gains each of the last two years on average, according to a benchmark from industry research firm PivotalPath.

Singapore's sovereign wealth fund GIC requested to redeem $250 million earlier this year.

Why its swapping investors for Millennium

Part of the deal rationale is accelerating Jain's growth while helping mitigate some of its costs, unlocking what both parties believe is a promising investment foundation. Jain plans to hire 15 additional portfolio managers by year's end, a person familiar with the matter said.

"The way we have structured our business, our processes, our risk — it all rhymes with Millennium's. That makes this as smooth a transition as possible," Jain, who was co-CIO of Millennium from 2016 to 2022, told staff on an internal call Monday, according to a person familiar with the matter.

"For Jain Global, this partnership unlocks the full platform advantages of Millennium, including our infrastructure, resources and stable longer-term capital structure," the Millennium memo says. "We collectively believe this partnership will materially accelerate Jain Global's growth while reinforcing the attributes which have contributed to its early success."

Millennium, one of the world's largest hedge funds at $84 billion in assets under management, has in recent becomes one of the most significant backers of external hedge fund talent, seeding experienced investors with capital, often through separately managed accounts.

A deal with the size and structure proposed with Jain is more rare, echoing its arrangement with WorldQuant, Igor Tulchinsky's systematic spin-out.

Jain was down 2.7% this year through March, but had clawed back in April to a 0.6% gain, Business Insider has learned. A Jain spokesman declined to comment on company performance.

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Continue comprando na faixa de US$ 4.690 a US$ 4.710

27 de Abril de 2026, 09:31

Continue comprando na faixa de US$ 4.690 a US$ 4.710

Gold OANDA:XAUUSD

Continue comprando na faixa de US$ 4.690 a US$ 4.710

O ouro a US$ 4.700 é crucial! A batalha decisiva desta semana é a reunião do Fed (com gráfico preciso)

Minha recomendação do fim de semana sobre a "zona de compra de fundo entre US$ 4.685 e US$ 4.695" foi perfeitamente executada! Os preços do ouro se recuperaram rapidamente após atingirem a mínima de US$ 4.676 pela manhã e estão atualmente em US$ 4.709 — aqueles que seguiram meu conselho já ganharam mais de 200 pontos de lucro flutuante, mais de US$ 2.000 por lote.

Se você ainda não entrou no mercado, não se apresse, o verdadeiro espetáculo está apenas começando.

O foco desta semana está na reunião do Fed sobre a taxa de juros e na incerteza das negociações EUA-Irã; a volatilidade do mercado está prestes a explodir.

Abaixo está o gráfico atualizado em tempo real:

I. Notícias: Três eventos importantes determinarão o destino

1. A maior variável de hoje: Um ponto de virada nas negociações EUA-Irã?

O Irã acaba de apresentar aos EUA, por meio de intermediários, um plano de negociação em três etapas. A primeira etapa concentra-se no "fim completo da guerra". No entanto, simultaneamente, Trump ordenou o lançamento de minas terrestres no Estreito de Ormuz, e as duas partes permanecem em impasse.

Minha interpretação: Este ambiente de mercado de "luta durante a negociação" é o mais difícil, e o ouro aguarda um sinal claro. A queda do preço do ouro para US$ 4.676 durante a sessão de negociação asiática é a melhor prova disso — alguns estavam vendendo e outros comprando.

2. Notícias importantes desta semana: A reunião sobre a taxa de juros do Federal Reserve (quarta-feira). O mercado, em geral, aposta que as taxas de juros permanecerão inalteradas (em torno de 4,5%). Dois pontos-chave merecem atenção:

A última coletiva de imprensa de Powell: Seu discurso será mais agressivo ou mais moderado?

Sucessor de Warsh: Que sinais as audiências trarão?

Minha previsão: As expectativas do mercado para cortes nas taxas de juros atingiram o fundo do poço; O pior cenário possível pode já ter sido precificado pelo mercado. Se Powell suavizar sua posição, os preços do ouro se recuperarão acentuadamente!

3. Fundos: As instituições estão aumentando discretamente suas participações?

O ETF SPDR Gold caiu por quatro dias consecutivos na semana passada, mas vale ressaltar que a queda de preço não foi significativa. Isso indica que, durante a liquidação do ETF, alguém absorveu a pressão vendedora, algo que os investidores de varejo não conseguiram fazer.

II. Análise Técnica: A reversão de tendência ocorreu! (Atualizações em tempo real)

Sinais de 4 horas:

RSI: Recuperou de 40 na última sexta-feira para cerca de 45, o momentum está se fortalecendo.

MACD: Um padrão de cruz dourada está se formando (as linhas rápida e lenta estão prestes a se cruzar).

Padrão de Candlestick: O candlestick de hoje mostra uma longa sombra inferior e uma vela de alta, basicamente confirmando o padrão "Estrela da Manhã".

Novo nível de suporte: 4685-4695. O segundo recuo de hoje confirmou esse nível, elevando-o de "suporte fraco" para "suporte forte".

Nível de preço chave: 4720. Uma quebra acima desse nível indicaria que os ursos desistiram.

Primeiro nível de resistência: 4740-4745. A média móvel de 4 horas e a máxima da semana passada formam resistência.

Segundo nível de resistência (alvo de rompimento): 4765-4780. Uma quebra acima desse nível terá como alvo 4880.

Minha análise técnica: O nível de preço de 4676 no início da manhã foi a "posição de ouro" de hoje.

O processo de formação de fundo está completo e estamos atualmente em uma fase de recuperação, mas uma quebra abaixo de 4745 é necessária para confirmar uma reversão.

Na segunda-feira, pode haver consolidação na faixa de 4690-4740.

Aguarde pacientemente o desempenho do mercado após a abertura do mercado americano.

Estratégia Principal: Estabelecer posições de compra em áreas de suporte (relação risco-recompensa ideal)

Compra 1: 4690-4700 (Comprar em um pullback, não esperar por preços mais baixos)

Compra 2: 4680-4685 (Posição leve, proteção contra rompimento)

Stop Loss: 4675 (Uma quebra abaixo de 4675 indica que esta estratégia falhou)

Take Profit 1: 4735

Take Profit 2: 4760 (Apostar em um rompimento)

Sessão de Negociação Asiática (Fim): Após uma queda acentuada para 4676, ocorreu uma recuperação em forma de V, validando a eficácia do nível de suporte de 4685. ✅

Sessão de Negociação Europeia: A faixa de negociação é de 4695-4725. Observar principalmente e aumentar as posições próximas a 4695.

Sessão de Negociação Americana: Determinar a direção; uma quebra acima de 4720 indica uma posição de compra; Uma queda abaixo de 4690 exige extrema cautela.

Em relação ao desempenho do mercado hoje, declaro solenemente:

4676 é a mínima desta semana!

Aqueles que compraram a 5400, mas venderam com prejuízo a 4600, jamais entenderão o verdadeiro significado de "seja ganancioso quando os outros estão com medo".

Enquanto isso, meus seguidores compraram com sucesso na mínima de 4685.

O alerta mais oportuno online: a queda repentina para 4676 no início da manhã — a maioria dos investidores de varejo entrou em pânico, mas eu já havia avisado que esta era uma "oportunidade de ouro".

Uma abordagem pragmática, rejeitando conversa fiada: todas as estratégias são precisas até os níveis de preço; nunca recorra a truques como "compre na baixa, venda na alta".

Curta e siga, e eu trarei a vocês todos os últimos acontecimentos nos mercados relacionados ao Fed esta semana!

Veja quantas pessoas entraram a 4685!

O Que Surge Quando a Ordem Mundial Cai?

27 de Abril de 2026, 08:49

O Que Surge Quando a Ordem Mundial Cai?

Os eventos catastróficos do início de 2026 redesenharam o mapa de segurança global da noite para o dia. Uma campanha coordenada de ataques aéreos dos EUA e de Israel contra o Irão em 28 de fevereiro, que culminou no assassinato do Líder Supremo Ali Khamenei, desencadeou uma devastadora barragem de retaliação de drones e mísseis balísticos em bases aliadas no Bahrein, Jordânia, Kuwait, Catar e Arábia Saudita, enquanto as forças navais do Irão fecharam o Estreito de Ormuz. O choque energético resultante elevou o petróleo Brent para lá dos 120 dólares por barril, paralisou as exportações globais de GNL e empurrou o mundo para a estagflação. O conflito também expôs uma verdade estrutural sobre a guerra moderna: plataformas tripuladas e instalações de radar estáticas são criticamente vulneráveis ​​a sistemas autônomos baratos e em enxame. Esta revelação acelerou os cronogramas de aquisições de defesa em todas as grandes potências militares.

A Leidos Holdings entrou neste ambiente estruturalmente preparada para o aumento. Reportando 17,2 mil milhões de dólares em receitas anualizadas e negociando a apenas 1,17 vezes as vendas, a avaliação da empresa parecia subestimada num cenário em que metade das nações estava a expandir os orçamentos de defesa e o Pentágono procurava um suplemento de emergência de 200 mil milhões de dólares. Dois programas cristalizaram a vantagem da empresa: um contrato de quase 1,2 mil milhões de dólares para lançadores de defesa aérea móvel IFPC Inc 2, entregues dois meses antes do prazo, e a designação oficial pela Força Aérea de seu pequeno míssil de cruzeiro AGM-190A, capaz de atingir alvos além de 400 milhas náuticas a partir de uma plataforma C-130. Ambos os marcos validaram a tese da Leidos de que a próxima geração de guerra pertence a sistemas autônomos, modulares e com capacidade de ataque à distância.

A profundidade tecnológica da empresa estende-se muito além do hardware. Uma parceria com a Havoc integrou a coordenação de frota multidomínio na arquitetura marítima LAVA da Leidos, permitindo que um único operador governe formações sincronizadas de drones aéreos, de superfície e submarinos em ambientes eletronicamente contestados, com um exercício de validação de frota crucial no quarto trimestre de 2026 posicionado como um catalisador de avaliação crítico. Na frente de IA e segurança cibernética, colaborações com a Dropzone AI e OpenAI implantaram sistemas de agentes em Centros de Operações de Segurança federais classificados, reduzindo o tempo de resposta a ameaças em 90%, enquanto milhares de engenheiros da Leidos aproveitam o ChatGPT internamente para comprimir os ciclos de design. Uma taxa de concessão de patentes de 97,4% no USPTO em 1.207 registos globais, frequentemente citados pela IBM e Microsoft, confirma que essas inovações estão ancoradas por um dos mais formidáveis ​​portfólios de propriedade intelectual no setor de defesa.

Estrategicamente, a Leidos está a executar uma transição decisiva de empreiteira de hardware para arquiteta de defesa digital de atuação pura. A joint venture de abril de 2026 com a Analogic, descarregando a sua divisão de triagem de segurança em aeroportos de 625 milhões de dólares e 1.500 funcionários, elimina as obrigações de fabricação de capital intensivo e redireciona a liquidez para o seu mandato NorthStar 2030. Esse mandato abrange um contrato de modernização da US Air Force Cloud One de 454,9 milhões de dólares, integrando Amazon, Azure, Google e Oracle num ecossistema de nuvem militar unificado; a aquisição do ENTRUST Solutions Group para resiliência de infraestrutura crítica; e o aprofundamento da implantação de IA em agências federais. À medida que os ministérios da defesa globais correm para reconstruir infraestruturas militares destruídas, a Leidos já não está apenas a cumprir contratos; está a tornar-se a arquitetura fundamental sobre a qual a defesa digital soberana é construída.

[XAU/USD] A zona de 4.670 pode segurar a pressão de queda?

27 de Abril de 2026, 06:30

[XAU/USD] A zona de 4.670 pode segurar a pressão de queda?

Gold OANDA:XAUUSD

Visão do mercado:

O ouro (XAU/USD) está atualmente em um estado “duplo”. Por um lado, as tensões geopolíticas no Estreito de Ormuz e no Líbano aumentam a demanda por ativos de refúgio. Por outro lado, o mercado está extremamente cauteloso antes da reunião do FOMC amanhã. Estamos vendo apenas um pullback dentro de uma tendência de baixa ou o início de uma reversão?

1. Estrutura de mercado & narrativa (Perspectiva SMC)

Estrutura de mercado:
A tendência mudou de alta para baixa após a forte queda no dia 18. Um CHoCH (Change of Character) foi confirmado, e o preço agora se move dentro de uma estrutura de Lower High – Lower Low (LH–LL).

Narrativa Smart Money:
O movimento até ~4.880 parece um clássico liquidity grab, capturando liquidez para atrair compradores e prendê-los, seguido por uma fase de distribuição e depois markdown. A Fair Value Gap (FVG) entre 4.680–4.710 é agora uma zona crítica.

2. Níveis importantes (Zonas de interesse)

Supply / Resistência (zona de venda): 4.720 – 4.735
Possível Order Block (OB) com forte rejeição e alto volume.
Liquidez premium (alvo de alta): 4.780 – 4.790
Área onde provavelmente estão os stop-loss dos vendedores.
Demand / Suporte (zona decisiva): 4.670 – 4.680
Confluência de FVG e fundo anterior — zona chave para compradores.

3. Cenários de trading

Cenário principal (alta probabilidade):
O preço varre a liquidez em 4.680 → forma uma pequena reversão de estrutura → mira a liquidez em 4.780 – 4.790.

Cenário alternativo (continuação de queda):
Rompimento forte abaixo de 4.670 com deslocamento claro (velas grandes). Nesse caso, priorizar “Sell the rip” com alvo em 4.640 – 4.620.

⚠️ Nota:
Evite colocar ordens limit diretamente nas zonas. Aguarde confirmação no M15/M5 (liquidity sweep + CHoCH + entrada em FVG) para otimizar a relação risco/retorno (R:R ≥ 1:3).

Aviso:
Esta é uma análise pessoal, não uma recomendação de investimento. O mercado é volátil—gerencie seu risco com disciplina.

Você está pensando em comprar em 4.670 ou prefere esperar para vender em 4.780? Deixe sua opinião nos comentários 👇

#XAUUSD #Gold #SMC #TradingView #FOMC #MarketStructure #SmartMoneyConcepts

No maior empregador privado do país, o fim da escala 6×1 entrou no radar. E não é má notícia

27 de Abril de 2026, 06:00

O Grupo GPS cresceu oferecendo uma solução que se tornou cada vez mais atraente para grandes empresas brasileiras: assumir a gestão de atividades como limpeza, segurança e alimentação e, não menos importante, encargos trabalhistas e processos que a relação de emprego costuma deixar pelo caminho. Tornou-se assim o maior empregador privado do Brasil.

Com origem em Salvador, a empresa pouco conhecida do público mas com presença nacional por meio dos cerca de 5 mil clientes corporativos começou a ganhar corpo nas mãos de Carlos Nascimento Pedreira e José Caetano de Lacerda, ex-executivos da Odebrecht, e se especializou em atender e carregar nas contas o que outras preferem terceirizar.

A reforma trabalhista de 2017, que ampliou o escopo legal da terceirização no Brasil, deu combustível ao modelo. Hoje, o GPS conta com mais de 185 mil funcionários, faturamento líquido de R$ 17,3 bilhões e operações que vão das plataformas da Petrobras em alto-mar à limpeza e à segurança da B3, que opera a principal bolsa de valores do Brasil. É o maior grupo em terceirização do país.

Agora, uma nova mudança trabalhista entra no radar da companhia: o fim da escala 6×1, que permite uma jornada com seis dias seguidos de trabalho antes de uma folga.

A Câmara dos Deputados criou uma comissão especial para debater o mérito das propostas de lei que acabam com a escala, e o governo Lula enviou ao Congresso um projeto de lei com urgência constitucional para fixar a jornada em 40 horas semanais, em vez das 44 horas atuais.

A Confederação Nacional da Indústria estima que o teto pode elevar a folha das empresas brasileiras em 50%, de R$ 178,2 bilhões para R$ 267,2 bilhões por ano, com peso maior sobre setores intensivos de mão de obra e de margem de lucro estreita.

Os segmentos com maior dependência do regime 6×1 estão no varejo: supermercados, redes de farmácias e shoppings, que operam com turnos rotativos e horários estendidos.

Projeções de entidades de classe à parte, o maior empregador privado do país tem uma experiência de muitos anos de operações e de gestão financeira sobre como empresas de diferentes setores reagem ao aumento do custo do trabalho e do impacto de diferentes escalas.

E já dimensiona o potencial impacto. Segundo o vice-presidente de operações do GPS, Gustavo Otto, perto de 9 mil colaboradores — cerca de 5% do total — trabalham na escala 6×1, concentrados em limpeza de aeroportos e estações ferroviárias.

A receita direta do varejo, por sua vez, representa cerca de 6% do faturamento. São clientes que devem passar por uma revisão mais intensa de sua estrutura de pessoal com o fim da escala 6×1 — o que pode influenciar o volume e o formato dos serviços terceirizados que contratam.

Para analistas do BTG Pactual que acompanham o GPS, a mudança deve ser encarada menos como disrupção estrutural e mais como um evento extraordinário de renegociação, pois os contratos já contêm cláusulas que permitem repasse automático de custos em caso de mudança nas leis.

É o mesmo mecanismo que a empresa usa todo ano para repassar os reajustes das convenções coletivas, conta a diretora de Relações com Investidores do GPS, Marita Bernhoeft, em entrevista ao InvestNews. Quando a periculosidade foi incluída nos contratos de vigilância, por exemplo, o custo subiu cerca de 30%. E o GPS conseguiu repassar aos clientes.

O principal risco de curto prazo, segundo os analistas, não é compressão de margem, mas ajuste de escopo: ao receber uma fatura mais alta, clientes podem decidir reduzir a frequência do serviço ou o número de funcionários alocados.

Há um segundo risco menos discutido no mercado: a escassez de mão de obra.

Se clientes corporativos precisarem contratar mais trabalhadores para compensar a redução de jornada — mantendo o mesmo nível de serviço com equipes maiores —, o mercado pode enfrentar um aumento súbito de demanda por perfis operacionais em um curto intervalo de tempo.

Escassez de mão de obra já é um risco monitorado no setor, especialmente em funções de baixa qualificação. Uma redução estrutural na jornada por funcionário pode intensificar esse quadro, elevar os custos de contratação e dificultar a mobilização de novos contratos.

Marita Bernhoeft, diretora de relações com investidores do grupo GPS
Marita Bernhoeft, diretora de Relações com Investidores do grupo GPS (Foto: Divulgação)

Uma das respostas possíveis é automação. Diante de mão de obra mais cara e menos disponível, tanto clientes quanto prestadores tendem a acelerar investimentos em equipamentos mais eficientes, sistemas digitais de gestão de equipes e ferramentas de supervisão com suporte tecnológico.

Para operadores com escala e capacidade de investimento, como o GPS, isso representa uma vantagem relativa sobre concorrentes menores e menos capitalizados.

Ferramentas de IA têm sido usadas em treinamento e para avaliação de um quadro que cresceu em cinco anos de 50 mil para os citados mais de 185 mil funcionários.

Outro exemplo e caso de uso nessa frente é o uso de IA para fazer a gestão de riscos de passivo trabalhista.

A empresa recebe cerca de 1.200 novas ações trabalhistas por mês. E desenvolveu um sistema que cruza os dados de cada novo processo com o histórico do colaborador e aciona um modelo de linguagem que resume o caso, sugere defesa e analisa os pleitos à luz da convenção coletiva.

O foco é reduzir o estoque de ações em fase de execução — as mais caras têm ticket médio até dez vezes maior que acordos em estágios iniciais. Em 2025, o estoque caiu de 2.200 para 1.200 casos.

Compensação em produtividade

A administração do grupo também acredita que a mudança nas regras trabalhistas pode até surtir efeito positivo em termos de produtividade.

Em razão do desgaste físico causado, a escala 6×1 gera índices altos de absenteísmo (ausências, atrasos etc.) e de rotatividade, além de falhas no cumprimento de níveis de serviço, o que resulta em glosas – descontos aplicados pelo cliente quando as metas não são atingidas.

Essas observações foram feitas em recente teleconferência de resultados do grupo.

O racional nesse caso é que uma escala mais equilibrada tende a melhorar a qualidade da entrega — e, na margem, a rentabilidade desses contratos.

Dados do Caged (cadastro do governo sobre o emprego formal no país) compilados pela Fecomercio reforçam a tese sobre a rotatividade elevada de mão de obra no setor de serviços. Hoje, um funcionário fica 6,8 meses a menos no mesmo emprego do que há cinco anos.

Os analistas do BTG também enxergam a potencial mudança regulatória como um fator estrutural que pode estimular ainda mais a terceirização. Isso porque a maior complexidade trabalhista e os custos de conformidade com a lei mais altos tendem justamente a levar mais empresas a delegar a gestão de mão de obra — e os riscos envolvidos — para grupos especializados.

Consolidação como estratégia

O Grupo GPS surgiu em 1962, em Salvador, como Predial Higienização. Nos anos 1990, Carlos Nascimento Pedreira, um executivo da Odebrecht, assumiu a gestão e convidou o colega José Caetano de Lacerda como sócio. A dupla expandiu o negócio para segurança privada e outras capitais.

Hoje, a base de acionistas inclui Marcelo Hampshire, fundador da Ecopolo (uma das primeiras aquisições do grupo, em 2003); o CEO, Luis Martinez; e as gestoras Sharp, Squadra e Valora. No total, os acionistas mais relevantes detêm 52,36%. O restante está em negociação no mercado.

chart visualization

O diferencial não é o serviço em si, que acaba sendo padronizado, mas o modelo de gestão, segundo investidores ouvidos pelo InvestNews.

O GPS opera o que chama de “empresariamento”: cada gerente de contrato tem autonomia e é responsabilizado pelo resultado de sua operação. “Ajuda no engajamento”, diz Bernhoeft.

A capacidade de replicar a gestão tornou possível ao GPS se tornar um “comprador em série”. Já são 56 aquisições, a maioria após o IPO na B3 em abril de 2021.

Apesar de tantas aquisições, o mercado de terceirização ainda é muito pulverizado no Brasil.

O GPS estima que sua fatia de mercado passou de 5%. Os cinco maiores players somam perto de 10%. Mais de 100 mil empresas dividem os 90% restantes — regionais, familiares, sem sistemas. É um cenário ideal para a tese de consolidação em um mercado que movimenta R$ 328 bilhões por ano.

As mudanças provocadas pelo fim da escala 6×1, caso ela seja de fato aprovada no Congresso, tendem a acelerar esse processo de consolidação, segundo especialistas no setor.

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O maior negócio do GPS se deu em 2024: a aquisição da GRSA, com R$ 3,3 bilhões em receita bruta e 24 mil funcionários. O negócio demandou o ano de 2025 para integração e readequação das métricas de endividamento. Agora, com isso endereçado, o GPS decidiu retomar as compras.

A meta para 2026 é adquirir empresas que tragam de R$ 1,5 bilhão a R$ 2,5 bilhões em receita bruta — distribuída em várias de pequeno e médio porte. Há dez alvos em fase final de negociação, com receita combinada de R$ 2 bilhões, concentrados em limpeza e segurança.

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Tudo certo e nada resolvido no Oriente Médio: mesmo assim, mercados (e Bitcoin) avançam

26 de Abril de 2026, 15:00

O conflito no Oriente Médio ainda não foi resolvido. O Estreito de Ormuz segue operando bem abaixo do norma, e o alívio geopolítico permanece incompleto. Mesmo assim, os mercados avançaram nos últimos dias. 

Por baixo do ruído, dois movimentos estão moldando o que acontece com o Bitcoin: a liquidez global voltou a se expandir, impulsionada pela queda dos juros reais, e o capital institucional não parou de comprar – nem nos momentos de maior estresse. 

Nesta edição, analisamos esses dois vetores, e o que eles significam para o seu portfólio.

Tudo certo, nada resolvido na guerra no Oriente Médio

Donald Trump prorrogou o cessar-fogo com o Irã por prazo indefinido e, no papel, o cenário-base de normalização gradual segue como o mais plausível, o suficiente para sustentar o bom humor dos mercados. Ainda assim, a evolução diplomática ainda não se traduziu plenamente na prática. 

Desde o início do conflito, o fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz — responsável por cerca de um quinto do petróleo global — saiu de algo próximo de 100 navios por dia para níveis próximos de zero e, desde então, apesar dos últimos avanços, a recuperação foi apenas marginal. A trégua não se traduziu em retomada do tráfego. 

Fonte: BTG Pactual

Cada semana adicional com Ormuz operando abaixo do normal aumenta a probabilidade de que um choque inicialmente temporário assuma um caráter mais duradouro. Nesse contexto, o prêmio de risco em energia permanece elevado, a visibilidade de médio prazo segue reduzida, e o equilíbrio do mercado continua frágil. Enquanto o fluxo não apresentar melhora relevante, qualquer leitura de alívio geopolítico permanece incompleta. 

Apesar disso, os mercados voltaram a avançar rapidamente, reflexo de uma dinâmica de rotação. 

O que move os mercados no momento? 

As bolsas dos Estados Unidos já superaram os níveis anteriores ao conflito, e voltaram a alcançar novas máximas históricas. Os spreads de crédito recuaram, e empresas com maior alavancagem — normalmente as primeiras a sofrer quando a liquidez aperta — passaram a subir de forma consistente. Quando esse tipo de ativo performa, temos um sinal de que a liquidez está expandindo, um terreno fértil para ativos de risco. 

Boa parte dessa leitura passa pela própria aritmética dos juros nos EUA. O choque de energia mantém a inflação pressionada na margem, e isso vem sendo incorporado nas expectativas. Em um cenário mais tradicional, esse movimento seria suficiente para gerar preocupação com aperto monetário adicional. Mas não é o que está acontecendo. 

A inflação sobe, mas não o bastante para deslocar de forma relevante a trajetória esperada de juros nominais. O resultado dessa combinação aparece não no headline, mas na variável intermediária: os juros reais. 

Com inflação implícita mais alta e juros nominais relativamente estáveis, o juro real recua. E essa compressão funciona, na prática, como um afrouxamento indireto das condições financeiras. Não há corte formal por parte do Federal Reserve (Banco Central dos EUA), mas o efeito econômico se aproxima disso, e a taxa de desconto dos ativos diminui. 

Isso altera o jogo. Com a queda dos juros reais, a renda fixa perde atratividade relativa. Não porque deixou de render, mas porque rende menos em termos reais, abrindo espaço para outros ativos. Nesse contexto, o Bitcoin acaba se beneficiando

A divulgação dos últimos dados macro reforça essa leitura. Os indicadores de atividade vieram acima do esperado, com destaque para o consumo das famílias americanas, que segue resiliente e afasta, ao menos por ora, o risco de uma desaceleração mais brusca. Com crescimento ainda sustentado e o crédito funcionando, o incentivo para posições defensivas diminui, e o capital volta a avançar ao longo da curva de risco. 

A leitura, portanto, é de um regime construtivo, com espaço para continuidade do movimento. Ao mesmo tempo, esse avanço se apoia em pilares que não são totalmente sólidos, o que exige cautela e reforça que o processo dificilmente será linear. 

O mercado não reage apenas ao nível das variáveis, mas à forma como elas evoluem ao longo do tempo. Em períodos mais estáveis, os preços tendem a oscilar dentro de faixas relativamente bem definidas. Quando essa dinâmica se rompe — como nas sequências recentes de alta — o que entra em jogo não é apenas a direção, mas a possibilidade de mudança de regime. 

Em cenários mais sensíveis, como o atual, estratégias capazes de identificar a rotação de fluxos e agir de forma tática ganham ainda mais relevância. Para quem busca capturar esse movimento de forma automática e sem custo, existe uma solução que já mencionamos na última edição — e que vem entregando cerca de 15% de performance adicional em relação ao BTC.

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Comprando Bitcoin ao som dos canhões 

À medida que o Bitcoin retoma a alta, o fluxo que sustenta esse movimento é, em grande medida, institucional. Foram os institucionais que absorveram a volatilidade ao longo das semanas mais difíceis do conflito sem recuar, e eles é quem respondem pela maior parte da performance de preço que nos trouxe até aqui. 

Strategy, maior detentora corporativa de Bitcoin do mundo, reportou, em 20 de abril, uma posição de 815.061 BTC em tesouraria. Desde o início de março, a empresa adicionou mais de 94 mil BTC — acelerando a acumulação justamente no período de maior ruído geopolítico. Não é um caso isolado: as chamadas Digital Asset Treasuries, empresas que adotaram o Bitcoin como reserva estratégica de balanço, somam agora 49 instituições ao redor do mundo, com cerca de 5,7% de toda a oferta circulante do ativo, reforçando seu papel como fonte estrutural. 

Os ETFs de Bitcoin à vista seguem nessa mesma linha. O saldo líquido de entradas desde o começo de março já passa de US$ 3,5 bilhões, e vem ficando ainda mais robusto em abril. 

Fonte: Farside

Além disso, grandes bancos passaram a estruturar produtos próprios para oferecer exposição ao Bitcoin diretamente aos seus clientes. Isso confirma que a demanda existe e foi validada, e que a distribuição, que coloca o ativo nas mãos do investidor final, está mudando de forma relevante. Quando o Bitcoin passa a ser acessível dentro da plataforma do próprio banco do cliente, sem que ele precise migrar para uma corretora especializada, o alcance potencial da demanda cresce, impulsionado pela escala e capilaridade dessas instituições. 

O Morgan Stanley foi o primeiro a dar esse passo: em 8 de abril, lançou o MSBT, o primeiro produto cripto de uma gestora afiliada a banco nos Estados Unidos, e o lançamento rapidamente se tornou o mais bem-sucedido nesse formato na história da instituição. Dias depois, o Goldman Sachs protocolou na SEC o seu próprio ETF ligado ao Bitcoin. 

Ambos os movimentos reforçam a institucionalização do setor e fortalecem o médio/longo prazo. No conjunto da obra, seguimos com prospectos positivos, ainda que com ressalvas, dada a fragilidade do momento atual.

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De Valderrama a Messi: a influência da América Latina na principal liga de futebol dos EUA

26 de Abril de 2026, 12:00

Em 1996, dois anos depois de a Colômbia ter sido eliminada prematuramente da Copa do Mundo de futebol nos Estados Unidos, apesar de ser uma das seleções favoritas, Carlos “El Pibe” Valderrama foi apresentado como jogador do Tampa Bay Mutiny, da recém-criada Major League Soccer (MLS).

A contratação dele, juntamente com a de outros jogadores latino-americanos na primeira temporada da história da MLS, tinha um objetivo: impulsionar o crescimento dessa liga, atraindo o público de língua espanhola nos Estados Unidos.

“O público de língua espanhola foi muito importante porque sabíamos que já havia paixão pelo esporte e pelo futebol nessa comunidade; por isso, contratamos jogadores de renome, como Valderrama, colocando-os para jogar em cidades importantes como Miami”, afirma o vice-presidente executivo e diretor de Negócios da MLS, Camilo Durana, em entrevista à Bloomberg Línea.

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As contratações do mexicano Jorge Campos e do salvadorenho Mauricio Cienfuegos, pelo Los Angeles Galaxy; do colombiano Leonel Álvarez, pelo Dallas Burn; e do boliviano Marco ‘El Diablo’ Etcheverry, pelo D.C. United, também fizeram parte dessa aposta.

Naquela época, a MLS contava com dez times que disputavam partidas em estádios de futebol americano com pouca audiência, já que esse é o esporte mais popular nos Estados Unidos.

“A estratégia era levar jogadores de futebol famosos para comunidades onde sabíamos que havia pessoas originárias de seus países”, acrescenta Durana. E funcionou: em grande parte, a liga cresceu graças a isso.

Três décadas depois, a MLS conta com 30 clubes dos Estados Unidos e do Canadá, 27 dos quais possuem estádio próprio, após um investimento que ultrapassa US$ 11 bilhões. Além disso, a liga conta com jogadores de 78 países, sendo a liga mais diversificada do mundo.

Os latino-americanos, é claro, continuam sendo protagonistas dentro e fora de campo, com nomes de destaque como Lionel Messi, Luis Suárez e James Rodríguez.

Apenas Messi ganha entre US$ 70 e US$ 80 milhões por ano no Inter de Miami, revelou recentemente o proprietário do time, Jorge Mas. Mas seu talento e o marketing em torno dele valem a pena: aos 38 anos, ele ajudou o clube a conquistar pela primeira vez a MLS Cup e se tornou o jogador com as camisetas mais vendidas da liga por três anos consecutivos até 2025.

“Os países mais representados em nossa liga, entre os 78 que têm jogadores na MLS, são os Estados Unidos e o Canadá, mas também a Argentina, o Brasil, o México e a Colômbia”, diz Durana. “Crescer na América Latina é nossa prioridade”.

Leia mais: Ronaldo compra cobertura de US$ 8 milhões em Miami, ‘capital do futebol’ nos EUA

Um fator fundamental para o crescimento da MLS tem sido a criação de clubes e identidades que reflitam a comunidade, na qual o público de língua espanhola não poderia ficar de fora.

“A distribuição da população hispânica varia muito dependendo da cidade: em Los Angeles, por exemplo, representa quase 50% da população, e tanto em Dallas quanto em Houston a situação é muito semelhante”, comenta Durana. “Se você for aos estádios em Los Angeles, ouve-se muito espanhol, enquanto em cidades como Minnesota, onde James foi contratado, a população hispânica é menor; então, jogadores como ele dão ao clube a oportunidade de se aproximar e estabelecer mais contato com essa comunidade”.

Camilo Durana, vice-presidente executivo e diretor de negócios da MLS. (Foto: Divulgação/MLS)

Concorrência com a Premier League

Há uma década, com contratações de peso como a do brasileiro Hulk, do argentino Carlos Tévez e do colombiano Jackson Martínez, o futebol chinês parecia estar se posicionando no cenário internacional, mas não conseguiu.

Por outro lado, a MLS começou a atrair não apenas jogadores latino-americanos, mas também de outras partes do mundo, como comprovam o atacante sul-coreano Son Heung-min e o goleiro francês Hugo Lloris. Em breve, Antoine Griezmann, o maior artilheiro da história do Atlético de Madrid, também chegará para se juntar ao Orlando City SC.

Durana aprofunda-se no segredo do crescimento e do sucesso da MLS: “Tudo começa com um grupo de proprietários comprometidos com a liga a longo prazo, não com o objetivo de obter um retorno financeiro imediato, mas sim de torná-la sustentável. Temos proprietários com muitos recursos, que poderiam gastar mais com jogadores, mas a ideia é que o negócio sustente esses investimentos; por isso, nos dedicamos a construir estádios que nos ajudem a sustentar o negócio e a vender patrocínios”.

O dirigente destaca que a MLS continua focada no mercado interno, sem deixar de lado sua internacionalização.

Os jogos da liga são assistidos sem restrições em mais de 100 países graças a um acordo de transmissão com a Apple TV; no entanto, a produção televisiva de todas as partidas é centralizada pela MLS, seguindo o exemplo da Premier League, o que garante maior “controle” e “qualidade” no conteúdo oferecido ao público.

A MLS também alterará seu calendário em 2027, alinhando-o com o futebol internacional e permitindo que a liga participe das principais janelas de transferências, um aspecto fundamental para continuar atraindo superestrelas e exportando jovens talentos.

Durana afirma que a MLS pretende competir com a Premier League, mas sem definir um prazo: “Não nos colocamos esse tipo de pressão; fazemos tudo na hora certa, para não colocar em risco o futuro da liga”.

Leia mais: De volta às raízes: Messi compra clube de futebol catalão nos arredores de Barcelona

A Copa do Mundo de 2026 deve impulsionar a MLS

A MLS, que surgiu como uma exigência da FIFA para que os Estados Unidos pudessem sediar a Copa do Mundo de 1994, disponibilizará 13 sedes da Copa do Mundo e mais de 15 centros de treinamento para a edição de 2026. Além disso, espera que 40 de seus jogadores representem suas seleções.

Durana prevê que a Copa do Mundo traga mais “energia” e “impulso” à MLS, abrindo novas oportunidades de negócios.

“Se conseguirmos aumentar a base de fãs, isso impulsiona o negócio e nos permite justificar mais investimentos, além de atrair mais jogadores que decidam escolher a liga como o próximo passo em suas carreiras. As empresas que investem na Copa do Mundo para aproveitar o interesse no torneio buscarão, posteriormente, outras oportunidades conosco”.

Camilo Durana.

O dirigente, que reconhece o legado da Copa do Mundo de 1994 no lançamento da MLS, acredita que a base, a infraestrutura e o investimento da liga neste momento permitirão que o legado deixado pela edição de 2026 seja “ainda maior”.

Além disso, ele não descarta a possibilidade de a MLS contratar um dos destaques do Mundial: “Temos flexibilidade (...) a figura do ‘jogador-franquia’ nos permite contratar quem quisermos. A cada dia, mais jogadores de alto nível das ligas europeias entram em contato e manifestam interesse em vir para cá em algum momento”.

Do colombiano Carlos ‘El Pibe’ Valderrama a Lionel Messi, campeão da MLS Cup em 2025, os jogadores e torcedores da América Latina têm sido fundamentais para o crescimento da liga. (Foto: Inter de Miami)

Resultado da Timemania 2384: 4 bilhetes recebem R$ 53 mil, mesmo após ninguém vencer o grande prêmio

26 de Abril de 2026, 15:30

A Caixa Econômica Federal sorteou as dezenas do concurso 2384 da Timemania na noite deste sábado (25). Como ninguém acertou a combinação principal, o prêmio estimado em R$ 21,5 milhões acumulou. Apesar disso, a modalidade distribuiu prêmios para diversos apostadores nas faixas secundárias.

Confira os detalhes do concurso 2384 da Timemania

Dezenas sorteadas: 14 – 26 – 29 – 47 – 66 – 74 – 79;

Time do Coração: Sport (PE).

Prêmio acumulou de novo

De acordo com os dados do site Loterias Caixa, ninguém acertou a faixa principal do sorteio realizado no último sábado (25). Com isso, o prêmio acumulou e a estimativa para o próximo concurso subiu para R$ 22 milhões.

Distribuição de recompensas da Timemania

Apesar de ninguém ter acertado as sete dezenas sorteadas, a modalidade premiou vários apostadores nas faixas secundárias e no Time do Coração. Confira os detalhes da divisão:

  • 6 acertos: 4 apostas receberam R$ 53.012,93;
  • 5 acertos: 221 apostas receberam R$ 1.370,72;
  • 4 acertos: 3.812 apostas receberam R$ 10,50;
  • 3 acertos: 34.515 apostas receberam R$ 3,50;
  • Time do Coração: 11.194 jogadores ganharam R$ 8,50.

Saiba como funciona a Timemania

Para participar da modalidade, o apostador escolhe 10 números entre os 80 disponíveis e indica um Time do Coração, de acordo com a loja digital da Caixa. Os prêmios são distribuídos para quem acerta de três a sete dezenas ou o clube sorteado no concurso.

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Além de premiar os jogadores, parte da arrecadação é destinada aos clubes participantes, conforme a legislação brasileira. Essa medida reforça que esta loteria é uma das modalidades preferidas para os apaixonados pelo futebol brasileiro. Vale destacar que, atualmente, o preço para jogar é de R$ 3,50.

Próximo sorteio da loteria

O concurso seguinte da Timemania, de nª 2385, será realizado na terça-feira (28), no Espaço da Sorte, em São Paulo (SP). Vale ressaltar que as extrações da modalidade ocorrem três vezes por semana, sempre às terças, quintas e sábados, conforme o cronograma oficial da Caixa. As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) do dia do sorteio.

Colaborou: Kawan Novais.

Resultado da Quina 7010: ninguém leva o grande prêmio, mas apostas recebem R$ 10.183,67

26 de Abril de 2026, 14:24

O prêmio principal da Quina voltou a acumular após o sorteio realizado no último sábado (25). Nenhuma aposta cravou as cinco dezenas da sorte nesta edição, que estava com um valor estimado em R$ 1,3 milhão. Os números foram extraídos pela Caixa Econômica Federal no Espaço da Sorte, na capital paulista, e o evento foi transmitido em tempo real pelo canal oficial da instituição no YouTube.

Números sorteados na Quina 7010

  • 05 – 31 – 32 – 35 – 47.

Detalhes da premiação desta edição

Apesar de ninguém ter levado o prêmio máximo, vários apostadores foram contemplados nas demais categorias da modalidade. Por exemplo, a faixa de quatro acertos foi a que concentrou os maiores valores do concurso 7010, premiando dezenas de apostadores. Confira o resultado completo, segundo a publicação da Caixa:

  • 4 acertos: 31 apostas ganhadoras receberam o prêmio de R$ 10.183,67 cada;
  • 3 acertos: 3.199 bilhetes contemplados ganharam o valor de R$ 93,98 cada;
  • 2 acertos: 70.047 jogos contemplados com R$ 4,29 cada.

Saiba como apostar na Quina

Para participar, o jogador deve escolher de 5 a 15 números entre os 80 disponíveis no volante, conforme o site Loterias Caixa. Além da escolha manual no bilhete, o apostador conta com duas ferramentas que podem facilitar o jogo:

  • Surpresinha: o próprio sistema define os números de forma aleatória;
  • Teimosinha: permite repetir a mesma aposta por vários concursos consecutivos.

Distribuição dos valores premiados

Do total arrecadado na Quina, o prêmio bruto corresponde a 43,79%. Segundo dados da instituição, a distribuição desse montante é organizada entre as categorias de acerto da seguinte forma:

  • 35% para quem acerta 5 números;
  • 15% para os acertadores de 4 números;
  • 10% para quem alcança 3 números;
  • 10% para os acertadores de 2 números.

Jogue com responsabilidade

A Caixa promove o programa ‘Jogo Responsável’ no site das loterias para reforçar que os jogos devem ser, acima de tudo, um meio de entretenimento. Para manter uma relação consciente com as apostas, a organização sugere as seguintes dicas ao jogador:

  • Aposte para se divertir e não como forma de fuga;
  • Evite tentar recuperar as perdas;
  • Nunca utilizar dinheiro emprestado para jogar;
  • Manter amigos e familiares cientes dos hábitos de aposta.

Colaborou: Kawan Novais.

Resultado da Mega-Sena 3000: apostas faturam R$ 64 mil, mesmo sem ganhadores na faixa principal

26 de Abril de 2026, 13:41

A Caixa Econômica Federal sorteou o concurso 3000 da Mega-Sena na noite de sábado (25). Como ninguém acertou as seis dezenas, o prêmio principal acumulou. Por outro lado, diversos apostadores que acertaram cinco números foram recompensados com um prêmio individual de aproximadamente R$ 64 mil.

O sorteio aconteceu no Espaço da Sorte, em São Paulo (SP), por volta das 21h. Toda a operação foi transmitida ao vivo pelo canal oficial da Caixa no YouTube, permitindo que muitos interessados de todo o país acompanhassem a extração das dezenas em tempo real.

Números sorteados na Mega-Sena 3000

  • 22 – 23 – 36 – 40 – 52 – 60.

Ganhadores na segunda faixa

De acordo com os dados da Caixa, a segunda faixa de premiação contemplou 65 apostas que acertaram cinco das seis dezenas sorteadas. Com esse resultado, cada bilhete premiado recebeu o valor de R$ 64.627,76. Os bilhetes vencedores foram registrados por diversas cidades do Brasil, como Curitiba, no Paraná, Natal, no Rio Grande do Norte, Americana, em São Paulo, e Belo Horizonte, Minas Gerais.

Possibilidades na Mega-Sena

As chances de ganhar na modalidade variam conforme o número de dezenas apostadas. Segundo dados da Caixa, quanto mais números no volante, maior a probabilidade de acerto. Em uma aposta mínima, composta por seis marcações, a chance de cravar a sena é de 1 em 50.063.860. Já para quem faz a aposta máxima de 20 palpites, essa possibilidade sobe para 1 em 1.292.

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Nas outras faixas de premiação, as probabilidades também mudam. Com a aposta mínima, a chance de acertar a quina é de 1 em 154.518, enquanto a de fazer a quadra é de 1 em 2.332. Atualmente, o valor do menor jogo desta loteria tem o preço de R$ 6,00, conforme o site Loterias Caixa.

Prazo para saque

Os ganhadores da Mega-Sena têm até 90 dias corridos após o sorteio para retirar o prêmio. Caso o valor não seja sacado dentro desse período, a quantia é repassada completamente ao Tesouro Nacional para aplicação no Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), programa de apoio social ao ensino superior.

Colaborou: Kawan Novais.

Resultado da Lotofácil 3670: 624 apostas acertam 14 números e recebem R$ 1.783,53 cada uma

26 de Abril de 2026, 12:26

A Lotofácil teve o sorteio do concurso 3670 realizado no sábado (25), na sede do Espaço da Sorte, em São Paulo (SP). A extração movimentou um valor estimado em R$ 10 milhões e o resultado da modalidade apontou que cinco apostas dividiram o prêmio principal em R$ 1.841.193,63. No entanto, diversos jogadores também foram contemplados com valores menores.

Como de costume, o procedimento começou por volta das 21h, no horário de Brasília. Além disso, o evento contou com transmissão simultânea pelo canal oficial da Caixa no YouTube, permitindo que muitos interessados acompanhassem a revelação dos números em tempo real.

Números sorteados na Lotofácil 3670

01 – 02 – 03 – 05 – 06 – 10 – 11 – 14 – 15 – 17 – 18 – 19 – 21 – 23 – 24.

Premiação na segunda faixa da loteria

Na segunda faixa de premiação, 624 apostas foram contempladas com R$ 1.783,53 após acertarem 14 dezenas. De acordo com a Caixa, os bilhetes premiados foram registrados em diversas cidades pelo país. Além disso, os ganhadores utilizaram diversas modalidades de apostas, como os bolões e o uso da ‘Teimosinha’, ferramenta que permite utilizar o mesmo bilhete por concursos consecutivos.

Probabilidades do prêmio secundário

Na Lotofácil, as chances de ganhar o prêmio secundário dependem de quantos números o apostador marca no volante, de acordo com a Caixa. Um jogo simples, de 15 dezenas, tem uma probabilidade de 1 em 21.792 de levar o prêmio máximo. Já para quem faz a aposta máxima de 20 números, a chance sobe para 1 em 17.

Como funciona a Lotofácil

O volante da modalidade conta com 25 dezenas e permite que o participante escolha entre 15 e 20 números. Segundo a loja digital da instituição financeira, quanto mais números forem marcados, maior o custo da aposta. Atualmente, o valor de uma aposta simples custa R$ 3,50, enquanto que o maior jogo possível chega ao preço de R$ 54.264,00.

Quando será o próximo sorteio?

A Lotofácil tem sorteios diários, realizados de segunda a sábado, conforme o calendário oficial da Caixa. Com isso, o próximo concurso de nº 3671 acontece nesta segunda-feira (27), por volta das 21h (horário de Brasília). Agora, o prêmio não acumulado está avaliado em R$ 2 milhões.

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Colaborou: Kawan Novais.

Some startups are tokenmaxxing. Others tell us it's a 'stupid' trend that will die out.

Hassan Ismail, Brennan Lupyrypa, and Kavitta Ghai are pictured.
Startups take different strategies with token spending, from hard budgets to minimum quotas.

Hassan Ismail; Brennan Lupyrypa; Kavitta Ghai

  • Tokenmaxxing is all the rage in Big Tech. For startups, the trend is opening up debate.
  • Some founders told Business Insider that they spent big on tokens; others used capped subscription plans.
  • One founder called tokenmaxxing "extremely stupid." Another said: "You've got to spend money to make money."

Kavitta Ghai wants her startup's engineers to spend more tokens.

The 29-year-old cofounder of Nectir started setting minimum quotas for Claude Code use. First it was at least $100 in tokens a week, then $200. Now, the expectation is that her engineers each spend a couple thousand in AI tokens a month.

The strategy has been successful, Ghai said. Some of Nectir's senior engineers were previously skeptical of AI coding tools; now, they call it their "army of coders," she said.

But she doesn't think Nectir is "tokenmaxxing," the buzzword du jour for techies racing to spend as much as they can. "We don't really play into the Silicon Valley trends," Ghai said. "We live in our own world, and we're competing against ourselves."

Across Big Tech, engineers are racing to spend as many tokens as possible. A token is a measure of AI compute. The more tokens burned, the more the engineer employs AI tools. Employees at Meta reportedly competed on a token leaderboard before it was taken down.

What of the little guy? Startups are an edge case: relatively tiny teams that want to be on the cutting edge of tech but might not have the same money to spend. Some startup leaders told Business Insider that big token bills helped them succeed. Others scoffed at the idea, preferring to stick to the lower-cost subscriptions.

The startups spending big on tokens

Aron Solberg doesn't want the competition of a token leaderboard — but he does want the mindset behind it.

The 44-year-old cofounder of Risotto sees token spending as a "force multiplier" for a small team. The company uses OpenAI and Anthropic's models, and said it spends $4,000-5,000 per month on tokens. Six months ago, Risotto says he spent one-tenth of that sum.

"It's trending up a lot," Solberg said.

"There's an old adage that rings true," he said, whether it was for hiring new employees or spending liberally on tokens: "You've got to spend money to make money."

Risotto cofounder Aron Solberg is pictured.
Aron Solberg called AI coding a "force multiplier."

Risotto

Quang Hoang is similarly spending big. He wrote in an email that his startup, Vybe, has an "unlimited credit policy" and was thinking about minimum quotas.

Investors are also incentivizing spending — and might foot the bill.

Hoang tells founders he invests in to allocate "at least their salary amount to tokens." (Nvidia CEO Jensen Huang made headlines last month for saying he would be "deeply alarmed" if one of his $500,000 engineers did not consume at least $250,000 of tokens.)

Accelerators like Y Combinator offer free token credits to their participants. "At YC, we let our engineers let it rip," CEO Garry Tan wrote on X. Those credits help some founders to spend big. These founders aren't tokenmaxxers, but do believe that there are productivity benefits.

Traverse cofounder Lance Yan believed in Tan's message: "We usually just let it rip." The 19-year-old said he uses the best models with the maximum effort, not worrying about the costs. Between his Claude Max subscription and the credits that offered by YC, he can spend big without hitting a limit.

He's not a fan of rationing tokens. "That's stupid," he said. "You're just harming your own startup."

26-year-old Boris Skurikhin said that the YC credits helped his startup Docket get off the ground. He's mostly run through them now, except for the models he uses less frequently.

Skurikhin said he noticed a 10x increase in productivity in his own work when he used the tools. "It is expensive to build with tokens," he said, but "not as expensive as having another engineer."

Many of these startups are in the AI game, after all. Nectir's Ghai said that token spending instilled "AI literacy" — something that's especially important, given their product.

"The team itself needs to be the best versed at it first, before we try to go sell it to anyone else," she said.

Docket cofounder Boris Skurikhin is pictured.
Boris Skurikhin credited Y Combinator's free tokens for his productivity gains.

Boris Skurikhin

The startups saying no to tokenmaxxing

Rishabh Sambare wishes he could spend more on tokens.

The 23-year-old cofounder of Gale prefers to build with Zed, an AI IDE similar to Cursor, but can't stomach the company's usage-based pricing. The subscription deals from OpenAI and Anthropic are so deeply subsidized that he uses them instead.

"It sucks, because I hate their products," he said, calling Zed "more polished and less buggy between releases."

Sambare is Gale's only engineer, though the company often has 2-3 interns. He hasn't hit a rate limit, but one of his interns has. They got him a second subscription, he said; it was still far cheaper.

These subscriptions — sending $100 to $200 to Anthropic for its "Max" tiers or $100 to OpenAI for its "Pro" plan in exchange for a stable of discounted tokens — were popular among the founders I spoke to. Hassan Ismail, the 24-year-old founder of Argos Research, said the Claude Max subscription was a "no-brainer," and that all five team members have a $200 a month subscription.

Others were more philosophically opposed to the trend. Weave's Brennan Lupyrypa didn't mince his words: "It's extremely stupid for any company to be tokenmaxxing."

Weave is still spending big on tokens because it doesn't want to "kneecap" its engineers, its 25-year-old founding engineer said. The company set up a notification for when an engineer hit $500 in token spending a month; Lupyrypa said most hit it within two weeks.

But Weave doesn't incentivize the spending itself, which Lupyrypa said was the wrong proxy. He predicted the downfall of tokenmaxxing within the next three months. "CFOs won't be happy," he said.

Still, some tokenmaxxers hold strong. I asked Risotto's Solberg about these token-hesitant founders. He said that they likely hadn't found their product-market fit yet.

"It makes complete sense to spend a lot of money on tokens, because you know that the growth is coming soon after," Solberg said. "If you're a venture-backed business, that's what you signed up for."

Read the original article on Business Insider

XAUUSD | Distribuição e Setup de Venda em 4,791

26 de Abril de 2026, 05:53

XAUUSD | Distribuição e Setup de Venda em 4,791

Gold OANDA:XAUUSD

1. Perspectiva Macroeconômica

O mercado de ouro está atualmente preso entre duas forças opostas:

Lado Altista (impulsionado por notícias):
O otimismo em relação a uma possível paz no Oriente Médio (por meio de esforços diplomáticos no Paquistão) levou a uma queda de 3,50% no petróleo WTI. Isso reduz as preocupações com a inflação e apoia uma recuperação moderada do ouro no curto prazo.

Lado Baixista (dados reais):
O índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan caiu para o nível mais baixo desde 1978 (49,8), enquanto as expectativas de inflação de longo prazo continuam subindo. Isso indica um enfraquecimento da economia dos EUA e pode forçar o Fed a manter as taxas de juros elevadas até 2026.

👉 Conclusão Macro:
O atual movimento de alta no ouro parece ser uma reação de curto prazo a notícias geopolíticas. Se as negociações não resultarem em avanços concretos (como já ocorreu anteriormente), isso pode se tornar o “isco” perfeito, atraindo compradores enquanto o Smart Money distribui posições em níveis mais altos.

2. Confluência Técnica (Abordagem SMC)

Combinamos a incerteza macro com a estrutura de mercado no H3 para identificar uma possível zona de reversão:

Zona 4,791 – Onde “notícias encontram liquidez”
Nesse nível, traders de varejo, influenciados por notícias positivas, podem interpretar o movimento como continuação de um breakout.

Lógica SMC:

Distribuição:
Uma sequência de topos descendentes indica que os vendedores estão gradualmente assumindo o controle.
Inducement (indução):
A consolidação em torno de 4,726 cria expectativas altistas. O Smart Money pode empurrar o preço até 4,791 para:
Capturar liquidez do lado comprador (ativar stop loss de vendedores)
Executar grandes ordens de venda
Fase de Markdown (objetivo):
Após a coleta de liquidez, o mercado provavelmente entrará em uma forte tendência de queda em direção a 4,600 – 4,590

3. Plano de Trading

Disciplina é fundamental.

Zona de Interesse (POI): 4,791 (zona premium ideal)
Condições de Entrada:
O preço atinge 4,791 e realiza um liquidity sweep
Aguardar confirmação em timeframes menores (M5/M15):
CHoCH baixista (Change of Character)
Ou forte deslocamento bearish
Entrada:
Apenas após confirmação
Stop Loss (SL):
Acima do topo do sweep (~4,810 – 4,820)
Take Profit (TP):
TP1: 4,633
TP2: 4,598

4. Resumo de Confluência

Fator Macro: Expectativas de paz criam uma armadilha “Buy the News”
Estrutura H3: Topos descendentes → viés baixista
Rendimento US10Y: Leve queda enfraquece o USD temporariamente → empurra o ouro para uma zona ideal de venda
Estratégia: Vender na rejeição de preço em 4,791
⚠️ Aviso de Risco

Se o preço romper e fechar fortemente acima de 4,820 sem sinais de rejeição, este cenário baixista será invalidado.

Nesse caso, o mercado confirma um breakout real, e o viés deve mudar para altista.

Qual é a sua opinião?
Os dados do PIB e a decisão de juros do Fed na próxima semana serão o catalisador para um sweep de liquidez antes de uma queda?

Compartilhe sua visão — vamos analisar juntos.

#XAUUSD #Ouro #SMC #ICT #Forex #TradingView #AnaliseTecnica #SmartMoney

Tem Mega-Sena hoje (25): R$ 100 MILHÕES EM JOGO; saiba o preço para participar do sorteio milionário

25 de Abril de 2026, 11:32

A Mega-Sena sorteia na noite deste sábado (25) o concurso 3000, com um valor que pode transformar um novo apostador em milionário. O prêmio principal está estimado em R$ 100 milhões, quantia que chega acumulada após ninguém acertar as seis dezenas na última extração realizada pela Caixa Econômica Federal.

Onde realizar a aposta

Os interessados em concorrer ao próximo sorteio da Mega-Sena podem registrar os jogos presencialmente, em qualquer casa lotérica credenciada pelo país, ou de forma digital, através do site oficial Loterias Caixa ou do aplicativo disponível para sistemas Android e iOS.

Chances de ganhar o grande prêmio

Segundo dados oficiais da Caixa, a probabilidade de um apostador cravar as 6 dezenas com um jogo simples, com seis marcações, é de uma em 50.063.860. Por outro lado, ao optar pela aposta máxima de 20 números, as chances de vitória passam para uma em 1.292.

Custo para jogar na Mega-Sena

O valor para concorrer na modalidade varia conforme a quantidade de dezenas selecionadas. A aposta mínima custa R$ 6,00, enquanto o maior jogo possível tem o preço de R$ 232.560,00. Vale ressaltar que os preços são tabelados pela Caixa e podem sofrer reajustes a qualquer momento. Confira a tabela com os valores de cada modalidade abaixo, de acordo com a loja digital da instituição:

Marcações no bilhete Valor da aposta
6 R$ 6,00
7 R$ 42,00
8 R$ 168,00
9 R$ 504,00
10 R$ 1.260,00
11 R$ 2.772,00
12 R$ 5.544,00
13 R$ 10.296,00
14 R$ 18.018,00
15 R$ 30.030,00
16 R$ 48.048,00
17 R$ 74.256,00
18 R$ 111.384,00
19 R$ 162.792,00
20 R$ 232.560,00

Saiba como acompanhar o concurso 3000

Os apostadores da Mega-Sena podem acompanhar a extração deste sábado em tempo real por meio do canal oficial da Caixa no YouTube. Logo após o encerramento, a cobertura completa com as dezenas reveladas estará disponível no E-Investidor.

Aposte com responsabilidade

A instituição responsável possui uma plataforma dedicada ao ‘Jogo Responsável’, oferecendo dicas importantes para que as apostas sejam uma forma de entretenimento consciente. Entre as recomendações fundamentais, estão em destaque a orientação de nunca utilizar dinheiro emprestado para jogar e o alerta para não tentar recuperar perdas financeiras com novos jogos.

Colaborou: Kawan Novais.

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Resultado da Quina 7009: NÃO HOUVE VENCEDOR! Prêmio acumula e vai a R$ 1,3 milhão

25 de Abril de 2026, 11:05

A Caixa Econômica Federal realizou, na noite da última sexta-feira (24), mais um sorteio da Quina. O evento, que aconteceu no Espaço da Sorte, em São Paulo, contou com transmissão ao vivo pelo YouTube por volta das 21h (horário de Brasília). O concurso 7009 chegou com o prêmio principal acumulado em R$ 600 mil.

Números sorteados no concurso 7009 da Quina

  • 03 – 20 – 23 – 26 – 42.

Esta edição da Quina terminou sem vencedores na principal faixa, segundo os detalhes publicados pela Caixa. O valor máximo acumulou novamente e a estimativa é de R$ 1,3 milhão para a próxima rodada.

Bilhetes premiados em cada faixa

Apesar de o prêmio principal não ter saído, diversas apostas foram contempladas nas faixas secundárias. Confira o resultado completo da gratificação do concurso 7009, conforme divulgado pela instituição responsável no site Loterias Caixa:

  • 5 acertos: não houve vencedores;
  • 4 acertos: 55 apostas premiadas com R$ 4.788,64;
  • 3 acertos: 3.459 ganhadores receberam R$ 72,51 cada;
  • 2 acertos: 67.364  apostas levaram R$ 3,72.

Entenda a divisão da loteria

Com base nas regras da Caixa, o montante destinado aos ganhadores é distribuído entre as quatro categorias de acerto, conforme os valores abaixo:

Quantidade de acertos Porcentagem do valor
5 acertos 35% do prêmio
4 acertos 15% do prêmio
3 acertos 10% do prêmio
2 acertos 10% do prêmio

Atenção ao prazo para resgate de prêmios

O direito ao prêmio é encerrado 90 dias após a realização do sorteio. Se o apostador não resgatar a recompensa dentro desse período, o dinheiro é destinado automaticamente ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES.

O bilhete da Quina

Para concorrer na modalidade, o jogador deve selecionar de 5 a 15 números em um volante com 80 dezenas disponíveis. Além da escolha do próprio jogador, a Caixa oferece ferramentas que facilitam o jogo, como a ‘Surpresinha’, direcionada para quem prefere que o sistema escolha os números de forma aleatória, ou a ‘Teimosinha’, que permite o apostador manter o mesmo jogo por concursos consecutivos.

O preço inicial da aposta é de R$ 3,00, para uma aposta de cinco palpites. Porém, o valor sobe conforme mais dezenas são adicionadas ao bilhete, de acordo com a loja digital da organização.

Colaborou: Kawan Novais.

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Banqueiro oferece mansão avaliada em quase R$ 25 mi em troca de ações da Anthropic

25 de Abril de 2026, 10:48

A corrida por ações da Anthropic está tão frenética nas últimas semanas que o banqueiro Storm Duncan, fundador do banco de investimentos focado em tecnologia Ignatious, resolveu adotar uma tática inusitada.

Duncan decidiu oferecer sua mansão em Marin County, na Califórnia, avaliada em quase R$ 25 milhões, em troca de ações da companhia, segundo o Business Insider.

A oferta vem após o valuation da Anthropic chegar a US$ 1 trilhão, motivada por investidores que ficaram impressionados com o crescimento de receita após o lançamento do assistente de IA Claude.

A propriedade, que tem mais de 50 mil metros quadrados, tem uma piscina de borda infinita com vista para São Francisco e um spa completo. Além disso, segundo Duncan, está a “20 minutos dos escritórios da Anthropic na cidade.”

Com a oferta de troca, o empresário espera chamar a atenção de funcionários da empresa que têm ações para vender. Ele afirma que já teve diversas propostas e insiste que a proposta é real.

Questionado sobre o motivo de ele não simplesmente comprar ações, ele explica que, como um investidor pequeno, ele jamais seria capaz de conseguir os papéis diretamente.

Duncan já têm ações da Anthropic que ele adquiriu em 2024, quando era muito mais fácil de consegui-las. Ele reforça que agora gostaria de reforçar seu portfólio depois de ficar impressionado com os resultados da ferramenta de IA Claude.

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The 5 best Nicholas Sparks books — and 5 you can skip

25 de Abril de 2026, 10:37
Nicholas Sparks
Nicholas Sparks has written 24 novels.

Rosdiana Ciaravolo/Getty Images

  • Nicholas Sparks is, without a doubt, the king of romance novels.
  • Sparks has released 24 books, and 11 have been adapted into movies.
  • "The Notebook," "Dear John," and "A Walk To Remember" are among his best.

Any romance reader knows Nicholas Sparks isn't just an author — he's practically a genre of his own: the kind that promises sweeping love stories, emotional gut-punches, and at least one moment that will have you staring at the page in disbelief.

The American writer has spent decades dominating bestseller lists with stories that blend heartfelt devotion with inevitable heartbreak.

From "The Notebook" to "A Walk to Remember," his books have become cultural staples, many of which have made the jump from page to screen with massive success.

But are they all unforgettable masterpieces? Not exactly.

Here are five of the best Nicholas Sparks novels and five you can skip. First: his must-read books.

5. 'The Longest Ride'
"The Longest Ride" book cover by Nicholas Sparks.
"The Longest Ride."

Grand Central Publishing

A Nicholas Sparks must-read is "The Longest Ride," which follows two interconnected love stories: Ira Levinson, an elderly man reflecting on his lifelong love for his late wife, Ruth, and Sophia Danko, a college student who falls for Luke Collins, a professional bull rider. As Sophia and Luke navigate their own relationship and the obstacles in their path, Ira's memories unfold alongside theirs, revealing parallels between the two couples.

The New York Times bestseller, released in 2013, deftly weaves these two love stories together, creating a feeling that is deeply personal. The contrast between Ira and Ruth's enduring, decadeslong relationship and Sophia and Luke's more immediate, uncertain romance adds emotional depth and complexity.

The book shows how love can evolve over time through loss and amid difficult choices. There's also something moving about how art, memory, and sacrifice tie everything together, giving the novel a more reflective, lasting impact.

If you love the book as I do, the movie — released in 2015 and starring Clint Eastwood and Britt Robertson — is equally good.

"The Longest Ride" had a modest box-office performance, grossing about $63 million worldwide against a $34 million budget, making it a mild financial success but not a major hit, according to Box Office Mojo.

Plus, who doesn't want to stare at Scott Eastwood in a cowboy hat?

4. 'The Last Song'
Liam Hemsworth and Miley Cyrus on the book cover for "The Last Song."
"The Last Song."

Grand Central Publishing

"The Last Song" is another Nicholas Sparks classic that balances romance with a deeper, more emotional story about family, forgiveness, and growing up.

The New York Times bestseller, released in 2009, follows Ronnie Miller, a rebellious teenager sent to spend the summer with her estranged father in a small beach town. Initially resistant, Ronnie slowly begins to reconnect with him through their shared love of music while also forming a relationship with a local boy, Will. As the summer unfolds, secrets are revealed, and relationships deepen, leading Ronnie to confront difficult truths about love, family, and loss.

Ronnie's journey feels especially real — she's not instantly likable, but watching her slowly open up, reconnect with her father, and find love makes the story more meaningful. It's not just about the relationship; it's about healing and second chances, giving it a different kind of emotional weight than a typical romance. The mix of love, music, and loss made it a story that really stayed with me.

The movie, released in 2010, stands out because it brings the story's emotion to life, with Miley Cyrus and Liam Hemsworth. Their on-screen chemistry feels genuine, especially given their real-life relationship that followed (but eventually ended).

"The Last Song" was a box-office success, earning about $89 million worldwide against a $20 million budget, driven largely by strong domestic performance, per Box Office Mojo data.

3. 'Dear John'
"Dear John" book cover by Nicholas Sparks
"Dear John."

Grand Central Publishing

"Dear John" is another of my favorites by Sparks because it captures that specific kind of love that feels intense, real, and a little bit out of reach. The New York Times bestseller was released in 2006.

The story follows John Tyree, a soldier on leave, who falls in love with Savannah Curtis, a college student, during a brief summer together. As John returns to the Army, the two maintain their relationship through letters, navigating the challenges of distance and changing life circumstances.

Over time, their love is tested by duty, personal growth, and unexpected choices, turning their story into a bittersweet exploration of what it means to love someone even when life pulls you in different directions.

This feels like a realistic story: John and Savannah's relationship is affected by distance, timing, and real-life responsibilities.

There's something especially emotional about the way their connection unfolds through letters, giving their love story a sense of intimacy and longing. It's not a perfect or easy romance, and that's part of why it resonates — it shows how love can be powerful even when it doesn't work out the way you hope.

The "Dear John" movie keeps the book's emotional heart, while making the romance feel more like Channing Tatum and Amanda Seyfried brought the characters to life. Seeing their story play out in the 2010 film adds another layer to the longing and heartbreak, making the film hit just as hard as the novel.

The "Dear John" movie earned about $115 million worldwide against a $25 million budget, per Box Office Mojo, driven by a strong opening weekend despite mixed reviews.

2. 'A Walk To Remember'
"A Walk to Remember" by Nicholas Sparks.
"A Walk to Remember."

Grand Central Publishing

"A Walk to Remember" is another Sparks staple, released in 1999. It tells a simple, heartfelt story that somehow hits incredibly hard.

The New York Times bestseller follows Landon Carter, a popular but aimless high school senior, whose life takes an unexpected turn when he's forced to participate in a school play and ends up spending time with Jamie Sullivan, the quiet, deeply religious daughter of the town's minister.

As their relationship grows, Landon begins to see the world and himself differently through Jamie's kindness, faith, and unwavering sense of purpose.

What starts as an unlikely connection develops into a profound love story, ultimately revealing deeper truths about compassion, sacrifice, and the lasting impact one person can have on another.

It doesn't rely on grand twists — it's the emotional buildup and inevitability of the ending that really stayed with me. It's one of those books that feels tender and honest, and it lingers long after you finish.

Not only is the book one to remember, but so is the film, which was released in 2002.

Mandy Moore and Shane West bring Jamie and Landon to life in a way that highlights their growth and chemistry, making their relationship feel authentic. These roles couldn't have been cast better.

According to Box Office Mojo, "A Walk to Remember" earned about $47.5 million worldwide against a $11.8 million budget.

If you haven't read the book or seen the movie, I'd highly recommend it. Don't forget the tissues.

1. 'The Notebook'
Book cover of Nicholas Sparks' "The Notebook."
"The Notebook."

Grand Central Publishing

"The Notebook" is, hands down, my favorite Nicholas Sparks book. Who doesn't love Noah and Allie's love story?

"The Notebook" was released in 1996. The two young lovers from very different backgrounds fall deeply in love one summer in North Carolina. When life pulls them apart, years pass, and they build separate lives, but their connection never fully fades.

The New York Times bestseller is framed by an older Noah reading their story to Allie in a nursing home, a level of devotion hard to top, turning the novel into something not just about falling in love, but about choosing it again and again.

The love between Noah and Allie feels both idealized and grounded, spanning years, obstacles, and, ultimately, memory loss, making it more powerful than a typical love story. I really admired Noah's strength and patience.

The movie adaptation of "The Notebook" is one of those rare cases where the film is just as good as the book.

It captures the same sweeping romance and emotional depth, while adding a layer of intensity through Ryan Gosling and Rachel McAdams' unforgettable chemistry.

Iconic moments like the rain-soaked reunion bring the story to life in a way that feels just as powerful as it does on the page.

The movie, which earned about $118 million worldwide against a $29 million budget, doesn't just complement the novel — it stands right alongside it.

Here's the first book you can skip: 'Nights in Rodanthe.'
"Nights in Rodanthe" book cover by Nicolas Sparks.
"Nights in Rodanthe."

Grand Central Publishing

In my opinion, "Nights in Rodanthe" is worth skipping because it feels less emotionally developed than Sparks's stronger novels.

I know some Sparks fans love this one, but "Nights in Rodanthe" didn't fully hold my attention. The New York Times bestseller felt a bit thin, with a romance that unfolds too quickly to feel deeply immersive or memorable.

The book "Nights in Rodanthe " was published in 2002, and a film adaptation was released in 2008, starring Richard Gere and Diane Lane.

Adrienne and Paul's relationship never quite reaches the emotional depth of Sparks' more layered love stories, which made it harder for me to fully invest in their connection. While the novel includes his signature themes of longing and heartbreak, I think it ultimately lacks the lasting impact that defines his best work.

'Dreamland'
"Dreamland" book cover by Nicholas Sparks.
"Dreamland."

Random House

"Dreamland," one of Sparks' more recent novels and a New York Times bestseller released in 2022, follows two intertwining storylines — a man navigating a complicated relationship and a single father trying to protect his young son — as it explores themes of love, risk, and second chances.

To me, "Dreamland" felt more scattered than cohesive, juggling multiple storylines without fully developing any of them. While it touches on heavier themes, the emotional payoff didn't land as well for me as in Sparks' best novels, which made it hard for me to stay invested.

Compared to his more focused, deeply romantic stories, this one feels less memorable and a bit uneven overall.

'The Wish'
"The Wish" book cover by Nicholas Sparks.
"The Wish."

Grand Central Publishing

"The Wish," which came out in 2021, follows Maggie Dawes, a successful photographer, as she reflects on a life-changing teenage romance and the choices that shaped her future, moving between her past and present to explore love, loss, and second chances.

Yes, the New York Times bestseller has the elements of romance and reflection you'd expect, but the story can feel predictable, and the emotional moments didn't hit me as hard as in his stronger novels.

In my opinion, compared to his best work, it lacks that lasting impact that really stays with you.

'Counting Miracles'
"Counting Miracles" book cover by Nicholas Sparks.
"Counting Miracles."

Random House

The next Nicholas Sparks book I'd skip is one of his newer books that came out in 2024, "Counting Miracles."

The New York Times bestseller follows a group of characters whose lives intersect as they grapple with love, loss, and the idea of fate, ultimately exploring how small, unexpected moments can shape a life.

I felt like "Counting Miracles" tried a little too hard to be emotional, without the depth that makes Sparks' best books stand out. Rather than being moving and uplifting, the story and characters felt pretty predictable, which made it harder for me to stay interested or really connect with it.

It just wasn't my favorite, to be honest.

'The Return'
"The Return" book cover by Nicholas Sparks.
"The Return."

Grand Central Publishing

My final skip goes to "The Return," released in 2020. The book follows Trevor Benson, a wounded Army doctor who returns home to North Carolina after his grandfather's death.

While adjusting to a quieter life, he becomes involved with a local sheriff's deputy, Natalie, and forms an unexpected bond with a young girl named Callie, who may hold answers about his grandfather's past. As Trevor navigates love and unanswered questions, the story explores themes of healing, trust, and second chances.

The New York Times bestseller feels less emotionally gripping and more predictable than Nicholas Sparks' strongest novels. While it has all the familiar elements — romance, mystery, and personal growth — it doesn't quite come together in a way that feels fresh or especially memorable, which made it hard for me to stay fully invested.

Ultimately, this story didn't give me the chills like "The Notebook" or "A Walk To Remember" did.

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Reação do governo Lula atingiu 2 policiais dos EUA; entenda crise diplomática

25 de Abril de 2026, 10:16

A reação do governo Lula à expulsão do delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo de Carvalho do território americano acabou atingindo dois funcionários do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. Ambos atuavam no Brasil.

O governo brasileiro expulsou do País o adido civil Michael William Myers. Ele atuava na área de segurança e havia sido credenciado por meio da embaixada americana desde setembro de 2024, em Brasília. Além disso, a PF barrou temporariamente um segundo agente policial, cuja identidade não foi revelada.

As medidas, somadas, significariam uma escalada diplomática na crise e poderiam ser vistas em Washington como uma retaliação além da “reciprocidade” pregada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por isso, geraram apreensão no Itamaraty.

O Ministério das Relações Exteriores defendeu que o governo Lula deveria responder à decisão americana com recriprocidade “na forma e no conteúdo”. Com dois punidos, porém, o lado brasileiro agravaria o caso.

Com a expulsão oficializada, a Polícia Federal, então, decidiu recuar e restituir as credenciais de um agente policial americano, antes suspensas. A decisão da PF era administrativa e portanto, passível de revisão, como ocorreu.

“São duas coisas. Eu cortei temporariamente o acesso de um funcionário dos EUA à PF, até o MRE definir qual medida adotaria”, disse o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. “A segunda situação foi a determinação que Michael saia do Brasil, o que ocorreu hoje.”

Na prática, a suspensão de credenciais significava a barrar o acesso dele à sede da PF e sistemas da corporação, algo que ocorreu com Marcelo Ivo em Miami, onde desempenhava a função de oficial de ligação junto ao ICE, a polícia de imigração dos EUA.

O governo Donald Trump determinou que ele fosse expulso do país, embora estivesse prestes a ser substituído pela delegada Tatiana Alves Torres, nomeada em março.

Lotado em Miami, Flórida, Marcelo Ivo foi acusado pelo Departamento de Estado de tentar “manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos”.

O comunicado do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, publicado no X e republicado pela Embaixada dos EUA, falava que, naquela data, “pedimos que o funcionário brasileiro envolvido deixe o nosso país”.

O delegado Marcelo Ivo atuava em cooperação policial e forneceu informações ao ICE sobre o ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) também delegado de carreira da PF.

Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo Jair Bolsonaro, Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão na trama golpista, escapou para a Flórida com passaporte diplomático – que foi cancelado posteriormente – e era considerado foragido da Justiça brasileira. Ramagem foi preso por causa do seu status migratório. Ele relatou, ao ser solto depois de dois dias detido, que entrou no país com visto válido e solicitou asilo político.

O Departamento de Estado comunicou publicamente a expulsão por meio de um tuíte na segunda-feira, dia 20, enquanto as principais autoridades do governo Lula, inclusive o presidente, estavam em viagem na Europa.

O tom e o teor da publicação, além da celebração de bolsonaristas radicados nos EUA, levaram integrantes do governo Lula a uma leitura de que o assunto fora politizado, após apelos de oposicionistas junto a uma ala do Departamento de Estado hostil a Lula.

A reação brasileira começou a ser decidida na terça-feira, dia 21. Na Alemanha, o presidente Lula, o chanceler Mauro Vieira e o delegado Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, discutiram o caso e deram entrevistas, manifestando “surpresa” e citando a “reciprocidade”.

A suspensão das credenciais de um agente americano, cuja identidade não foi revelada, ocorreu primeiro, segundo integrantes da PF. Ele continua no País, no entanto.

Em paralelo, autoridades diplomáticas conduziam, por determinação vinda da Europa, a crise para a aplicação de reciprocidade imediata, com o aval do presidente.

Na tarde de terça-feira, 21, o diretor do Departamento de América do Norte do Itamaraty, Cristiano Figueroa, convocou em Brasília para uma queixa a ministra-conselheira da Embaixada americana no Brasil, Kimberly Kelly. Na conversa, ela deixou claro que Marcelo Ivo de Carvalho de fato havia sido expulso dos EUA. E na mesma oportunidade foi avisada que o governo Lula então responderia na mesma moeda.

Figueroa reclamou do tratamento sumário e do desrespeito ao acordo entre os países para troca de oficiais de ligação, um memorando de entendimento que previa conversas entre as partes.

O Itamaraty, porém, decidiu aguardar 24 horas para comunicar a decisão publicamente, um gesto para expor diferença no tratamento e a boa praxe diplomática em relação à condução dos americanos.

O MRE também usou uma publicação no X, divulgada na tarde do dia 22, quarta-feira, para comunicar a expulsão de um representante do governo americano (Michael Myers), após a informação verbal à embaixada. E pediu a saída imediata do país, o que ocorreu com Marcelo Ivo.

Ainda não está claro quais serão todas as consequências da crise e se o acordo de cooperação terá ou não continuidade. O governo brasileiro, por meio de manifestações públicas de Lula e de Andrei Rodrigues, disse que as partes precisam conversar e que esperam que a cooperação prossiga.

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Resultado da Lotofácil 3669: NINGUÉM CRAVOU AS 15 DEZENAS! Prêmio acumulou para R$ 10 milhões

25 de Abril de 2026, 09:52

O concurso 3669 da Lotofácil terminou sem vencedores na faixa principal. O sorteio realizado pela Caixa Econômica Federal na noite de sexta-feira (24) tinha um prêmio de R$ 2 milhões, mas o valor acumulou após nenhuma aposta cravar as 15 dezenas extraídas.

Números sorteados no concurso 3669 da Lotofácil

  • 02 – 03 – 04 – 05 – 08 – 09 – 10 – 11 – 12 – 15 – 16 – 17 – 22 – 23 – 24.

Vencedores nas faixas secundárias

Apesar de o grande prêmio ter acumulado, diversos apostadores garantiram valores nas faixas secundárias. De acordo com os detalhes divulgados pela Caixa, assim foi a distribuição de recompensas do concurso 3669:

  • 14 acertos: 227 apostas premiadas com R$ 1.760,21;
  • 13 acertos: 7.061 ganhadores, recebendo R$ 35,00 cada;
  • 12 acertos: 8.7461 apostas levaram R$ 14,00;
  • 11 acertos: 48.3871 ganhadores receberam R$ 7,00.

Grande prêmio acumulado para o próximo sorteio

Com o prêmio principal acumulado, o valor para o próximo concurso da Lotofácil está estimado em R$ 10 milhões. As apostas já podem ser registradas em qualquer casa lotérica credenciada ou por meio do canal digital da Caixa.

As extrações da modalidade acontecem seis vezes por semana, de segunda-feira a sábado, exceto em feriados nacionais. Seguindo o cronograma oficial da instituição responsável, o próximo sorteio da loteria será realizado neste sábado (25), pelo concurso 3670, com transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube.

Quais são as chances de ganhar a recompensa principal?

A probabilidade de cravar os 15 números da Lotofácil depende da quantidade de dezenas marcadas no volante, segundo dados da Caixa. Enquanto uma aposta simples, composta por 15 escolhas, oferece 1 chance em 3.268.760, o jogo máximo, com 20 números, tem a probabilidade de 1 em 211. Vale destacar que o preço da aposta aumenta proporcionalmente ao volume de dezenas selecionadas no bilhete.

Saiba como jogar na Lotofácil

Para jogar na Lotofácil, o jogador deve escolher de 15 a 20 números entre os 25 disponíveis no volante. Os jogos podem ser registrados presencialmente em qualquer casa lotérica do país. É importante lembrar que, conforme a legislação brasileira, a participação em apostas e jogos de loterias é proibida para menores de 18 anos.

Colaborou: Kawan Novais.

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TAP amplia voos no Brasil e lança rota inédita para a Europa no verão

25 de Abril de 2026, 09:30
Avião da TAP

Quem já está planejando as férias de inverno e vai para o exterior, poderá contar com uma novidade este ano. A TAP Air Portugal vai ampliar a oferta de voos entre o Brasil e a Europa no verão europeu, período de maior demanda por viagens ao continente. A companhia passará a operar 99 frequências semanais, três a mais do que no ano passado, com conexões concentradas em seus hubs de Lisboa e Porto.

O reforço vem acompanhado de uma distribuição mais ampla da malha no Brasil. São Paulo segue como principal porta de saída, com cerca de 21 voos semanais, seguido por Rio de Janeiro (11) e Recife (12). Também aparecem na programação Fortaleza (7), Salvador (6), Brasília e Belo Horizonte (7 cada), além de operações em Belém, Manaus e Natal.

No Sul, a companhia aposta em expansão. A novidade é a estreia da rota Curitiba-Europa a partir de 2 de julho, enquanto Florianópolis e Porto Alegre passam a contar com quatro voos semanais cada. Há ainda ligações diretas de Porto para São Paulo e Rio de Janeiro, ampliando as alternativas além de Lisboa.

Na prática, o aumento de frequências melhora a flexibilidade de horários e amplia o acesso a mais de 50 destinos europeus conectados pela companhia. A estratégia reforça a presença da TAP no mercado brasileiro, um dos principais para a empresa.

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Nada de iPhone: Febre entre crianças nos EUA agora é telefone fixo ‘retrô’ de US$ 100

25 de Abril de 2026, 09:03

Quando os dois filhos de Justin Finn, que estão no ensino fundamental, chegam em casa, eles não ligam a TV nem pegam um iPad. Em vez disso, vão direto para o telefone — não um smartphone, mas um telefone fixo. As chamadas chegam em um aparelho cor creme chamado Tin Can, um dispositivo inspirado em telefones fixos, com conexão Wi-Fi, que custa US$ 100 e viralizou nos últimos doze meses.

“Não é incomum o telefone começar a tocar poucos minutos depois”, conta Finn. “Existe um entusiasmo real em torno dele que não vimos com muitas outras novidades dentro de casa.”

Desde o lançamento, em abril de 2025, o aparelho de estilo retrô se tornou um sucesso, com centenas de milhares de unidades vendidas, principalmente graças à recomendação boca a boca, segundo a empresa.

Isso apesar de um marketing limitado e de um volume relativamente pequeno de captação, incluindo US$ 3,5 milhões durante o verão e uma rodada seed de US$ 12 milhões em dezembro, liderada pela Greylock Partners.

Aposta no básico

O Tin Can é conectado à tomada e inclui viva-voz, botões de discagem rápida e secretária eletrônica. O telefone, que também é vendido em várias cores vibrantes, permite fazer chamadas gratuitas entre aparelhos Tin Can e para serviços de emergência.

Os usuários também podem pagar US$ 10 por mês para ligar e receber chamadas de números externos aprovados pelos pais. O dispositivo está disponível nos Estados Unidos e no Canadá.

O Tin Can encontrou boa receptividade em um momento em que pais, educadores e legisladores buscam alternativas ao uso constante de telas. Países ao redor do mundo estudam restringir redes sociais para jovens após a Austrália aprovar uma proibição para menores de 16 anos.

Nos EUA, por sua vez, Meta e o Google, da Alphabet, perderam no mês passado um caso judicial emblemático em Los Angeles, movido por uma jovem de 20 anos que afirmou que o vício nessas plataformas alimentou problemas de saúde mental.

A família Finn recebeu o Tin Can gratuitamente como parte de uma iniciativa liderada por pais na Nativity Parish School, nos arredores de Kansas City — uma entre um número crescente de escolas que estão distribuindo o dispositivo a alunos na tentativa de conter a dependência de redes sociais desde cedo.

Escolas e pais entram na onda

Pedidos de escolas estão entre os segmentos de mercado que mais crescem para o Tin Can, segundo a empresa sediada em Seattle. A startup afirmou à Bloomberg News que tem visto uma “demanda avassaladora” por parte de instituições de ensino, com milhares de administradores nos EUA considerando compras em massa e coordenando como integrar suas comunidades à rede.

Na Nativity Parish School, cerca de 95% das famílias do jardim de infância ao quinto ano aderiram. Os alunos sabem para quem ligar anotando números em um diretório de papel — uma referência a como as pessoas faziam no século passado quando queriam telefonar para alguém.

Tracy Foster, mãe de dois alunos da escola, liderou a iniciativa.

“Para muitas pessoas, é difícil manter as crianças longe dos smartphones na prática, mas programas como esse dão mais ferramentas para que sintam que conseguem fazer isso”, afirmou. Tracy acrescentou que é mais fácil adiar o uso de smartphones para um grupo inteiro do que apenas para uma ou outra criança.

Foster afirmou que desde então recebeu mais de cem pedidos de pais interessados em replicar o programa em suas próprias escolas.

Em todo o país, a St. James’ Episcopal School, em Los Angeles, planeja distribuir um Tin Can para cada uma de suas 220 famílias na saída das aulas. A expectativa é que os alunos usem os aparelhos durante as longas férias de verão.

“Queremos que nossos alunos continuem conectados entre si e usem essa opção em vez de mensagens em grupo ou outras formas de contato que podem, às vezes, gerar sentimentos ruins ou fazer alguém se sentir excluído”, disse Jules Leyser, diretor de desenvolvimento e comunicação da escola.

O CEO Chet Kittleson, de 38 anos, fundou a Tin Can há cerca de um ano e meio em resposta à ansiedade que sentia ao organizar encontros pós-escola para seus filhos. Crescendo nos anos 1990, ele percebeu, o telefone fixo era sua rede social.

Ele acredita que a forma como as crianças se comunicam hoje — por mensagens de texto ou chamadas de vídeo — prejudica o desenvolvimento de habilidades de comunicação. Todos deveriam saber “lidar com o silêncio de uma maneira significativamente diferente”, disse, referindo-se às pausas naturais em conversas por voz.

Finn afirmou que percebeu rapidamente avanços significativos no comportamento dos filhos. “Eles são mais cuidadosos ao falar, melhores ouvintes e, no geral, mais confiantes”, disse. No entanto, seu filho do jardim de infância aprendeu da forma difícil que o número de emergência 911 funciona no Tin Can, o que resultou em uma visita surpresa à porta da família.

Kittleson atribui o sucesso inicial do Tin Can ao boca a boca e a uma crescente desconfiança em relação aos smartphones, combinada com a nostalgia de pais da geração X e dos millennials.

“Poderíamos ter criado um dispositivo moderno com aparência infantilizada”, disse Kittleson. “Mas eu queria algo imediatamente reconhecível para o comprador — o pai ou a mãe —, algo intuitivo que lembrasse uma infância mais simples, porque é isso que todos estamos buscando. Isso ajudou muito no nosso crescimento rápido.”

Segundo ele, o maior desafio agora é acompanhar o crescimento acelerado, contratar rapidamente, investir em infraestrutura e manter um serviço confiável que consiga escalar. Após um pico de instalações no dia de Natal, a empresa enfrentou falhas nos servidores e pediu desculpas pela instabilidade.

“Nosso trabalho é entregar um produto e um serviço realmente bons e confiáveis”, disse. “Acho que vamos conseguir – e chegar lá de forma sustentável”.

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Housi mira R$ 6 bilhões em lançamentos em nova vertical voltada para saúde

25 de Abril de 2026, 09:00

Se até a Ambev já entendeu que o consumidor quer ser mais saudável, o mercado imobiliário não ficaria de fora. Depois de ver crescer 67% em 2025 o volume de cervejas zero álcool, sem glúten e de baixa caloria, a dona de marcas como Michelob Ultra, Corona Zero e Stella Artois Pure Gold surfa a onda das “escolhas balanceadas”. Agora, é a vez da Housi tentar capturar esse mesmo movimento no setor imobiliário: a proptech criou uma vertical de wellness e projeta lançar até R$ 6 bilhões em VGV nos próximos cinco anos.

Leia mais em: https://exame.com/mercado-imobiliario/housi-mira-r-6-bilhoes-em-lancamentos-em-nova-vertical-voltada-para-saude/

Warren Buffett devia só US$ 7 em impostos aos 14 anos — veja sua 1ª declaração

25 de Abril de 2026, 07:45

Warren Buffett, que hoje tem um patrimônio avaliado em US$ 143 bilhões e já foi o homem mais rico do mundo, já ganhou meros centavos como entregador de jornais na adolescência.

O “Oráculo de Omaha” apresentou sua primeira declaração de imposto de renda em 1944, quando tinha apenas 14 anos, por seus ganhos entregando jornais em Washington, D.C.. Ele devia apenas US$ 7 em impostos federais, de acordo com a declaração de duas páginas que compartilhou com o PBS NewsHour, em 2017. Veja a declaração original de imposto de 1944 de Warren Buffett via PBS NewsHour.

Naquele ano, ele ganhou US$ 592,50, pouco acima do limite exigido na época para declarar renda bruta de US$ 500 ou mais. Hoje, seus ganhos seriam equivalentes a US$ 11.244,32, e seus impostos seriam de US$ 132,84, segundo dados de inflação do CPI (Índice de Preços ao Consumidor dos EUA).

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Isso está muito distante dos US$ 26,8 bilhões que Buffett disse que sua empresa, a Berkshire Hathaway, pagou em impostos em 2024, de acordo com sua carta anual aos acionistas. Foi o maior pagamento já feito ao governo dos EUA até então.

Mas Buffett nunca pagou seus impostos com ressentimento. Pelo contrário, há muito tempo ele argumenta que não paga impostos suficientes. Antes de Buffett assumir o controle da empresa em 1965, ele disse que a Berkshire “não pagava um centavo de imposto de renda”, o que chamou de “um constrangimento”.

“Esse tipo de comportamento econômico pode ser compreensível para startups glamorosas, mas é um sinal amarelo piscante quando acontece em um respeitável pilar da indústria americana”, escreveu Buffett na carta aos acionistas.

Warren Buffett começou como entregador de jornais

Buffett nasceu em 30 de agosto de 1930, em Omaha, único filho homem de Howard e Leila Buffett (ele tem duas irmãs). Seu pai, Howard Buffett, era corretor de ações e posteriormente serviu por quatro mandatos como congressista dos EUA, sendo uma influência inicial no fascínio de Warren por negócios e mercados. Quando Howard foi eleito para o Congresso, a família se mudou para Washington, D.C., onde o jovem Warren encontrou trabalho entregando jornais.

Buffett entregava edições matutinas e vespertinas do The Washington Post e do extinto Washington Times-Herald, trabalhando em uma rota que passava pelas casas de seis senadores e um juiz da Suprema Corte, contou ele à PBS.

Em 1944, ele ganhou US$ 364 com essa rota. Buffett, que começou a investir aos 11 anos, também ganhou US$ 228 em juros e dividendos naquele ano, após comprar três ações preferenciais da Cities Service. Isso elevou sua renda total naquele ano para US$ 592,50.

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De acordo com as regras do IRS na época, qualquer cidadão dos EUA, incluindo menores de idade, que ganhasse US$ 500 ou mais era obrigado a declarar, e ele pagou apenas US$ 7 em impostos.

As deduções fiscais de um Buffett de 14 anos

Como qualquer adulto faria, Buffett garantiu deduzir suas despesas comerciais naquele ano em sua declaração de imposto. Ele anexou uma nota manuscrita documentando duas despesas: US$ 10 para conserto de relógio e US$ 35 para custos diversos com bicicleta. Buffett usava ambos religiosamente em sua rota matinal de entrega de jornais.

Ao deduzir esses custos, ele reduziu sua renda tributável como qualquer empreendedor experiente ou trabalhador de “bicos” faria — mas ele tinha apenas 14 anos.

“Eu paguei imposto de renda federal todos os anos desde 1944”, disse Buffett em uma declaração de 2016 respondendo a questionamentos sobre seu histórico fiscal. “Embora, sendo um iniciante lento, eu devesse apenas US$ 7 em impostos naquele ano.”

De entregador de jornais a bilionário

A rota de jornais foi apenas um dos primeiros empreendimentos de Buffett.Aos 15 anos, ele já havia ganho US$ 2.000 com entregas e usou US$ 1.200 para comprar uma fazenda em seu estado natal, Nebraska, de acordo com sua biografia de 2008, The Snowball, de Alice Schroeder. Buffett também teria um acordo de divisão de lucros com o agricultor.

Ele e um amigo mais tarde compraram uma máquina de pinball usada por US$ 25, colocaram-na em uma barbearia e, em poucos meses, tinham máquinas operando em três locais em Washington, D.C. Eles venderam a operação por US$ 1.200.

“[Eu] construí um pequeno império com isso”, disse ele a Bill Gates durante uma visita a uma loja de doces em Omaha, na reunião anual de acionistas da Berkshire Hathaway em 2018.

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Quando se formou na faculdade, Buffett havia acumulado US$ 9.800 em economias. Ele estudou com o lendário investidor de valor Benjamin Graham na Columbia Business School, lançou sua própria parceria de investimentos em 1956 e assumiu o controle de uma fabricante têxtil em dificuldades, a Berkshire Hathaway, em meados dos anos 1960 — transformando-a em uma das empresas mais valiosas do mundo. Buffett se aposentou como CEO da Berkshire Hathaway no final de 2025, mas ainda possui uma fortuna de US$ 143 bilhões.

O garoto que pagou US$ 7 cresceu dizendo que não pagava o suficiente

A trajetória da relação de Buffett com o fisco é, segundo ele próprio, peculiar. O homem que documentava meticulosamente seus consertos de bicicleta aos 14 anos tornou-se, décadas depois, uma das vozes mais proeminentes a argumentar que pessoas como ele são pouco tributadas.

Ele já destacou que paga uma taxa efetiva de imposto menor do que sua secretária de longa data, Debbie Bosanek.

“Debbie trabalha tão duro quanto eu e paga o dobro da taxa que eu pago”, disse ele à ABC News em 2012. “Acho isso ultrajante.”

O contraste ficou tão conhecido que o então presidente Barack Obama propôs o que ficou conhecido como “Buffett Rule”, que exigiria que indivíduos que ganham mais de US$ 1 milhão por ano pagassem pelo menos 30% de sua renda em impostos. O projeto foi bloqueado por uma obstrução republicana em 2012.

Buffett continuou defendendo essa ideia publicamente. Na reunião anual de acionistas da Berkshire Hathaway de 2024, ele previu que impostos mais altos eram “bastante prováveis”, citando a política fiscal, e criticou outras empresas por examinarem constantemente o código tributário em busca das menores brechas.

“Eles podem decidir que, em algum momento, não querem que o déficit fiscal seja tão grande, porque isso tem consequências importantes”, disse Buffett em 2024. “E podem não querer reduzir muito os gastos, e podem decidir que vão pegar uma parcela maior do que ganhamos, e nós vamos pagar.”

Esta história foi originalmente apresentada em Fortune.com e foi traduzido com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial. Saiba mais em nossa Política de IA. 

O Sphere, espaço imersivo em Las Vegas, se torna a arena de maior faturamento do mundo

25 de Abril de 2026, 06:00

À medida que os acordes de “Sigma Oasis” ecoavam no último sábado à noite, parecia para os 17.600 fãs do Phish que eles estavam dentro de um ovo. A casca se quebrava, e eles eram pássaros nascendo e ganhando voo.

Eles estavam no Sphere, em Las Vegas — ou simplesmente “Sphere”, como fãs e seu proprietário o chamam.

O espaço, que criou um novo tipo de entretenimento ao vivo, tornou-se a arena de maior faturamento do mundo, com US$ 379 milhões em receitas e 1,7 milhão de ingressos vendidos no ano passado, segundo a Pollstar.

Quando foi inaugurado, há três anos, reunia todos os sinais de um desastre iminente.

O Sphere foi concluído em 2023 por US$ 2,3 bilhões — quase US$ 1 bilhão acima do orçamento e com anos de atraso. O projeto foi idealizado por James Dolan, figura constante nos holofotes por seu império esportivo e de entretenimento, que inclui o New York Knicks, o New York Rangers e o Madison Square Garden.

Exportar o conceito

Hoje, a Sphere Entertainment planeja levar o conceito do Sphere para Abu Dhabi e para uma segunda unidade nos EUA, menor, com cerca de 6 mil lugares, prevista para o National Harbor, em Maryland, nos arredores de Washington, D.C. Executivos também avaliam outras cidades para novas unidades. Dolan já afirmou que a empresa pode tocar cinco ou seis projetos simultaneamente e pretende expandir “basicamente o máximo possível”.

O Sphere encontrou uma fórmula de sucesso inesperada: um espaço com tecnologia de ponta combinado com bandas cujos vocalistas acumulam décadas de grandes sucessos conhecidos pelo público. Assim, consegue atrair tanto fãs da mesma geração dos artistas — como Bono, do U2 — quanto jovens curiosos por experiências “retrô”.

A agenda é preenchida com residências de artistas consagrados, que podem durar dias, semanas ou meses, combinando atrações populares com espetáculos visuais grandiosos que levam meses para serem produzidos.

Entre eles estão Eagles, Kenny Chesney e Backstreet Boys. Durante o dia, antes dos shows, a arena também exibe experiências como O Mágico de Oz, remasterizado para dar ao público a sensação de caminhar ao lado de Dorothy na estrada de tijolos amarelos.

A ideia do Sphere surgiu em 2016, a partir de um esboço simples de Dolan — um círculo com uma pessoa dentro. Ele encarregou sua equipe de transformar o conceito em realidade.

A construção começou em 2018, com orçamento inicial de US$ 1,2 bilhão. No meio do processo, a pandemia de Covid-19 interrompeu as obras e colocou em dúvida o futuro de grandes espaços de entretenimento ao vivo.

Durante a construção, executivos e observadores tiveram dificuldade para definir o projeto. A revista Rolling Stone o descreveu como um “local de shows insano”, enquanto um executivo disse que seria como um “planetário multiplicado por 10”.

Havia dúvidas: artistas estariam dispostos a investir milhões em produções para o Sphere e convencer fãs a viajar até o deserto? E o espetáculo tecnológico não acabaria ofuscando os próprios artistas?

A resposta começou com o U2. A banda irlandesa, conhecida por seus shows tecnológicos, aceitou inaugurar o espaço antes mesmo de sua conclusão.

A residência do U2, iniciada em setembro de 2023, foi um sucesso e contou com 40 apresentações. Desde então, outras residências apostaram na nostalgia e em públicos com maior poder aquisitivo, como Dead & Company, além de Phish, Eagles e Backstreet Boys. Para este ano, estão previstos nomes como No Doubt, Metallica e Carín León.

“Estamos apenas arranhando a superfície”, disse Josephine Vaccarello, executiva da Sphere Entertainment. “Cada artista que chega tenta superar o anterior.”

A arena também aposta em experiências imersivas. Para recriar O Mágico de Oz, Dolan recorreu a engenheiros de IA do Google em um projeto de US$ 100 milhões. Em uma cena, maçãs caem do teto; em outra, folhas giram como em um tornado.

Entre agosto e janeiro, o filme gerou mais de US$ 260 milhões em vendas de ingressos.

O sucesso acompanha uma tendência maior da indústria musical, em que grandes turnês — como a de Taylor Swift — movimentam economias inteiras e mostram que fãs estão dispostos a viajar para experiências únicas.

Após prejuízo inicial, a Sphere Entertainment registrou lucro líquido de US$ 33,4 milhões no último ano, revertendo perdas de US$ 325 milhões no período anterior. As ações também dispararam.

Os ingressos para shows no Sphere variam de algumas centenas a milhares de dólares. O preço médio de revenda neste ano é de US$ 521, segundo a SeatGeek — acima dos US$ 415 do ano passado. Entre os mais caros estão os shows do Phish, seguidos por U2 e Eagles.

Para artistas, o espaço também abre novas possibilidades criativas. O DJ Illenium, por exemplo, produziu um álbum pensado especificamente para o ambiente visual da arena.

Para fãs como Jeff Stein, músico de São Francisco, a experiência redefine o padrão de espetáculos. “Lembra quando o IMAX surgiu e não entregou tudo o que prometia?”, disse. “O Sphere é o que aquilo deveria ter sido.”

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NFL no Rio: Baltimore Ravens será o rival do Dallas Cowboys no Maracanã

24 de Abril de 2026, 21:16

A NFL confirmou nesta sexta-feira (24) o confronto que será realizado no Brasil na temporada de 2026. O duelo entre Dallas Cowboys e Baltimore Ravens está previsto para acontecer em 27 de setembro, às 17h25 (horário de Brasília), no Rio de Janeiro, com o Maracanã como palco da partida.

A escolha das equipes coloca frente a frente uma das marcas mais valiosas do esporte mundial e um time altamente competitivo nos últimos anos.

Os Cowboys são considerados a franquia mais valiosa do planeta, enquanto os Ravens chegam com protagonismo esportivo, liderados pelo quarterback Lamar Jackson, eleito duas vezes o jogador mais valioso (MVP) da NFL.

Jogo inédito no Rio

A edição de 2026 será a primeira da NFL no Rio de Janeiro. Nos anos anteriores, os jogos realizados no Brasil aconteceram em São Paulo, na Neo Química Arena (antiga Arena Corinthians). Em 2024, o confronto foi entre Philadelphia Eagles e Green Bay Packers. Em 2025, Los Angeles Chargers e Kansas City Chiefs protagonizaram a partida.

A mudança de cidade amplia a estratégia da liga de consolidar o mercado brasileiro como destino recorrente para jogos internacionais. A escolha do Maracanã também indica uma aposta em estádios de maior capacidade para atender à demanda crescente por ingressos.

A realização de jogos fora dos Estados Unidos faz parte do plano da NFL de ampliar sua base global de fãs e receitas. O Brasil entrou nesse circuito recentemente e já aparece como mercado prioritário, com sucessivas edições confirmadas.

“Investidora oficial”

Como acontece desde o primeiro jogo da NFL no Brasil, a XP será patrocinadora do duelo no Maracanã. A companhia mantém uma relação próxima com a liga desde 2023, quando fechou parceria exclusiva com a NFL no mercado financeiro brasileiro e se tornou a principal patrocinadora do NFL São Paulo Game.

O jogo realizado em 6 de setembro de 2024, na Neo Química Arena, marcou a estreia de uma partida de temporada regular da liga no país, movimentou cerca de R$ 340 milhões e ajudou a aproximar a NFL de uma base estimada em mais de 35 milhões de fãs no Brasil.

Além dos jogos, a empresa também patrocina o NFL in Brasa, evento realizado na ARCA, em São Paulo, com shows, ativações de futebol americano — como desafios de field goal, quarterback e flag football — e transmissão oficial do Super Bowl, reunindo milhares de torcedores em experiências pensadas para o público brasileiro.

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Nova tabela do IR 2026: quanto a Receita morde do seu salário?

24 de Abril de 2026, 20:41

A forma de calcular o Imposto de Renda 2026 não mudou, mas isso não significa que o impacto no bolso do contribuinte permaneça estático. Ajustes recentes na tabela, especialmente na faixa de isenção, que passou a R$ 2.428,80, continuam influenciando o quanto, de fato, cada trabalhador entrega ao Fisco mês a mês.

O IR no Brasil segue um modelo progressivo. Em vez de aplicar uma única alíquota sobre toda a renda, o sistema divide o salário em “pedaços”, que são tributados separadamente conforme avançam nas faixas. Na prática, isso evita saltos bruscos de tributação, mas não impede que aumentos salariais levem o contribuinte a pagar mais imposto ao ultrapassar determinados limites.

O cálculo não começa diretamente no salário bruto. Antes, entram descontos obrigatórios, como a contribuição ao INSS, e também a possibilidade do desconto simplificado, que reduz automaticamente a base de cálculo. É sobre esse valor final que a tabela do IR é aplicada.

A estrutura atual segue organizada em cinco faixas, com alíquotas que variam de 0% a 27,5%, além de parcelas fixas de dedução que ajudam a ajustar o valor final devido. Veja como funciona:

Faixa Renda Mensal (R$) Alíquota Dedução (R$)
Faixa 1 Até 2.428,80 Isento 0,00
Faixa 2 De 2.428,81 até 2.826,65 7,5% 182,16
Faixa 3 De 2.826,66 até 3.751,05 15% 394,16
Faixa 4 De 3.751,06 até 4.664,68 22,5% 675,49
Faixa 5 Acima de 4.664,68 27,5% 908,73

Embora a alíquota máxima seja de 27,5%, poucos contribuintes pagam esse percentual sobre toda a renda. Em cada faixa só incide imposto sobre a parcela correspondente do salário. É justamente esse mecanismo que reduz a chamada “alíquota efetiva”, ou seja, o percentual real pago no fim das contas.

Para entender melhor, considere um trabalhador com renda mensal de R$ 4 mil em rendimentos tributáveis. Após o desconto automático de R$ 607,20 (criado pelo governo para alcançar quem ganhava até R$ 3.036), a base de cálculo cai para R$ 3.392,80. Esse valor se enquadra na terceira faixa, mas o imposto é distribuído entre diferentes níveis da tabela:

Faixa Parcela na faixa (R$) Alíquota Imposto pago (R$)
1 Até 2.428,80 Isento 0,00
2 397,85 7,5% 29,84
3 566,15 15% 84,92
4 0,00 22,5% 0,00
5 0,00 27,5% 0,00
Total 3.392,80 Alíquota efetiva: 2,86% 114,76

Fonte: Receita Federal

Nesse caso, apesar de o contribuinte estar na faixa de 15%, o imposto total pago representa apenas 2,86% da renda tributável. Isso acontece porque grande parte do salário ainda está nas faixas inferiores, com alíquotas menores ou até isentas.

Outra forma de fazer essa conta é aplicar diretamente a alíquota cheia da faixa correspondente sobre a base de cálculo e, depois, subtrair a parcela de dedução indicada na tabela. Esse método chega ao mesmo resultado final, mas com menos etapas.

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Veja os valores de dedução atualmente aplicáveis:

Faixa Dedução (R$)
Faixa 1 0,00
Faixa 2 182,16
Faixa 3 394,16
Faixa 4 675,49
Faixa 5 908,73

Mesmo com essa lógica mais equilibrada, a tabela do Imposto de Renda ainda recebe críticas. Ao longo dos anos, nem sempre os valores foram corrigidos integralmente pela inflação. Na prática, isso pode fazer com que trabalhadores que tiveram apenas reajustes salariais para recompor perdas acabem migrando para faixas mais altas, e, consequentemente, pagando mais imposto.

No fim das contas, entender quanto a Receita “morde” do salário vai além de olhar a alíquota nominal. O valor efetivo depende de uma combinação de renda, descontos, modelo de cálculo e até o tipo de declaração escolhido. Ainda assim, conhecer a tabela e suas regras é o primeiro passo para evitar surpresas e organizar melhor o orçamento.

Bandeira amarela na tarifa de energia em maio contraria parte do mercado, mas não altera IPCA, diz Terra Investimentos

24 de Abril de 2026, 20:12

A equipe da Terra Investimentos informou que manteve suas projeções para a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) após o anúncio da bandeira amarela para as tarifas de energia, nesta sexta-feira (24)

“A decisão veio em linha com nossa premissa, mas contraria parte do mercado que contava com manutenção da bandeira verde em maio“, afirmam os economistas da instituição, que calculam impacto de 11 pontos-base no IPCA de maio, cuja estimativa é de 0,53%.

“Contamos com aumento da bandeira tarifária nos meses seguintes, com bandeira vermelha 2 em junho e vermelha 1 em dezembro”, observam.

A expectativa para o IPCA de abril é de 0,67%; para maio, de 0,53% e para junho, de 0,54%. Para o fim de 2026, a Terra Investimentos espera índice de 5,2% e para o fim de 2027, de 4,2%.

Mudança na tarifa de energia

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica aos consumidores os custos da geração de energia no País e visa atenuar os impactos nos orçamentos das distribuidoras de energia.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a decisão de acionar a bandeira amarela se relaciona ao volume de chuva abaixo da média nos reservatórios. Em consequência, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Como o Estadão/Broadcast mostrou, a possibilidade de El Niño no segundo semestre deste ano, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste do País, reforça essa perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.

Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) – valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.

Desde janeiro, estava em vigor a bandeira tarifária verde.

*Com informações de Estadão Conteúdo

B3 vê avanço em regra que limita mercado preditivo e prepara estreia de contratos

24 de Abril de 2026, 19:59

O Conselho Monetário Nacional (CMN) publicou nesta sexta-feira (24) uma resolução que proíbe o funcionamento dos chamados mercados preditivos (prediction markets, em inglês) para esportes, eleições e outros eventos reais. A resolução, no entanto, não deve impactar a B3, que planeja lançar contratos referenciados no Ibovespa, dólar e bitcoin na segunda-feira (27).

Em nota ao E-Investidor, a B3 afirmou que o CMN deu um passo relevante ao reconhecer os mercados preditivos e atribuir à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) competência para coibir operações irregulares no País. “Estamos diante de um mercado disruptivo e é extremamente importante para o País que ele se desenvolva em ambiente seguro e regulado”, destacou a bolsa brasileira.

Em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a legislação brasileira só permite apostas em eventos esportivos reais e jogos on-line com regras definidas. “A gente não vai ter aqui previsão de chuva ou de morte de uma determinada celebridade como possibilidade de ser encarada como derivativo regular no Brasil”, exemplificou o ministro.

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No mercado de previsões, os usuários negociam contratos binários (com duas opções) que pagam um valor se o evento de fato ocorrer e zero se não ocorrer. O preço flutua conforme novas informações aparecem.

Nos Estados Unidos, esse segmento tem crescido, mas enfrentado disputas legais. Estados – que têm autonomia para autorizar e regular apostas no país – vêm contestando os mercados preditivos, argumentando que as plataformas deveriam seguir as mesmas regras aplicáveis às empresas tradicionais de bets.

Sobre a B3, o secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Regis Dudena, afirmou que os prestadores de serviços de derivativos continuarão aptos a operar no Brasil, desde que cumpram as regras vigentes. “Toda empresa que se preparou para ofertar derivativos precisa seguir fazendo o que sempre foi exigido para atuar no Brasil: cumprir a lei. A nova resolução orienta a CVM a restringir esses contratos a ativos de natureza econômica e financeira”, disse durante a coletiva.

Segundo Dudena, o desenvolvimento de um mercado de derivativos com lastro econômico-financeiro permanece preservado pela regulação. Uma vez registrado o prestador de serviços e os contratos na CVM, a empresa poderá operar normalmente. “Empresas sérias, que sempre cumpriram as leis no Brasil, como a B3, devem ter tranquilidade para continuar oferecendo um serviço economicamente relevante e amparado pela legislação”, afirmou.

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O secretário fez, porém, uma ressalva: caso a empresa pensasse em ofertar produtos que extrapolassem o caráter financeiro, como contratos vinculados a temas não econômicos, não poderá mais fazê-lo, por invadir a competência de outras áreas.

B3 prepara lançamento de contratos de eventos

No início de março, a B3 anunciou que lançaria no dia 27 de abril contratos de eventos associados ao Ibovespa, dólar e bitcoin. Os instrumentos serão definidos a partir do comportamento de variáveis do mercado, como o fechamento do dólar no dia. Nesses produtos, o investidor negocia a probabilidade de ocorrência do evento por meio do preço do contrato, que varia de R$ 0 a R$ 100.

Embora sejam semelhantes aos contratos de opções tradicionais, os contratos de eventos se diferenciam pelo pagamento fixo, potencial de ganho conhecido no início da operação e risco limitado para compradores e vendedores, já que o produto não permite alavancagem, ou seja, o investidor não pode perder mais do que aplicou.

Veja os contratos que serão disponibilizados pela B3:

  • Contrato de Evento sobre Futuro Míni de Ibovespa B3 (ticker: BWI);
  • Contrato de Evento sobre Índice Bovespa B3 (ticker: BBV);
  • Contrato de Evento sobre Futuro Mini de Dólar (ticker: BWD);
  • Contrato de Evento sobre Dólar à Vista (ticker: BDO);
  • Contrato de Evento sobre Futuro de Bitcoin (ticker: BBI);
  • Contrato de Evento sobre Bitcoin à Vista (ticker: BBC).

Os novos produtos foram autorizados pela CVM inicialmente para negociação exclusiva por investidores profissionais (com mais de R$ 10 milhões alocados em ativos financeiros ou certificação técnica emitida pela autarquia). Mas a Bolsa quer avançar além desse público.

“Entendemos que essa limitação apenas a investidores profissionais gera uma restrição aos investidores pessoa física, que têm muito interesse nesse perfil de produto”, afirmou Luiz Masagão, vice-presidente de Produtos e Clientes da bolsa brasileira, em conversa com jornalistas no início de março.

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A B3 ainda trabalha para conseguir a mesma liberação para contratos ligados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e ao Produto Interno Bruto (PIB).

Extensão do cessar-fogo e disputa em Ormuz: o que marcou a semana na guerra no Irã

24 de Abril de 2026, 19:30

O conflito no Oriente Médio que envolve diretamente Irã, Estados Unidos, Israel e Líbano completou oito semanas nesta sexta-feira (24) e ainda não dá sinais claros de estar perto do fim.

A semana foi marcada sobretudo pela extensão do cessar-fogo nas duas frentes de batalha — nos ataques que envolvem o Irã e no confronto entre Israel e Líbano. Na terça-feira (21), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a prorrogação da trégua com o Irã até que uma nova proposta seja apresentada pelas autoridades iranianas e as discussões sejam concluídas.

A medida foi recebida com ceticismo em Teerã. O assessor do presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, Mohammad Baqer Qalibaf, classificou o anúncio como uma “manobra para ganhar tempo”. Um vídeo produzido por inteligência artificial também ironizou a trégua.

Já na quinta-feira (23), Trump anunciou a decisão de estender o cessar-fogo entre Israel e Líbano após uma reunião de representantes dos dois países na Casa Branca.

Mesmo assim, os ataques nunca cessaram completamente. Nesta semana, por exemplo, Israel interceptou mísseis iranianos lançados contra Tel Aviv ao mesmo tempo em que atacou infraestruturas iranianas.

O país também segue mirando e invadindo áreas no sul do Líbano. O país árabe chegou a acusar Israel de crime de guerra após bombardeios matarem uma jornalista libanesa.

Com isso, a extensão do cessar-fogo foi considerada “sem sentido” pelo Hezbollah, segundo declarou o parlamentar Ali Fayyad, representante do grupo.

Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz segue no centro do conflito, e as hostilidades continuam na passagem. Ao longo da semana, o Irã intensificou o controle na região e apreendeu e atacou navios estrangeiros.

Por outro lado, os Estados Unidos afirmam que não encerrarão o bloqueio naval enquanto a guerra não terminar. O país também apreendeu petroleiros iranianos que tentaram cruzar o estreito.

Sanções econômicas

Ao longo da semana, Washington também impôs novas sanções econômicas relacionadas ao Irã. Na terça-feira (21), anunciou embargos a indivíduos e empresas ligados ao comércio e a viagens aéreas.

Já nesta sexta, os EUA divulgaram novas sanções que incluem o congelamento de US$ 344 milhões em criptomoedas.

Possibilidade de acordo

Diante do quadro, a percepção ao longo da semana é de que a possibilidade de um acordo de paz entre Irã e Estados Unidos foi se distanciando. “Não me apresse”, disse Donald Trump na quinta-feira (23), ao ser questionado por jornalistas sobre o tema.

Da mesma forma, o Irã afirma não ter pressa para fechar um acordo e sustenta que seu regime está totalmente estável, segundo autoridades ouvidas pela rede de TV americana NBC News.

Ainda assim, nesta sexta-feira (24) um novo movimento dos dois países reacendeu esperanças de um possível fim da guerra: a CNN noticiou que o enviado especial Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner, serão novamente enviados ao Paquistão para conversas. Do outro lado, o chanceler iraniano, Abbas Araqchi, também irá ao país mediador para tratar do conflito.

Números da guerra

  • Mais de 50 mil residências foram destruídas ou danificadas no Líbano desde o início da guerra;
  • O país contabiliza ao menos 2.294 mortes;
  • No Irã, ao menos 3.375 pessoas morreram;
  • Os EUA já gastaram entre US$ 28 bilhões e US$ 35 bilhões na guerra, o equivalente a pouco menos de US$ 1 bilhão por dia, segundo estimativas de grupos independentes.

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Aneel anuncia bandeira amarela em maio, 1º mês com o adicional na conta de luz em 2026

24 de Abril de 2026, 19:03

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira, 24, bandeira tarifária amarela para o mês de maio, com cobrança de taxa adicional na conta de luz, pela primeira vez neste ano. Desde janeiro, estava em vigor a bandeira tarifária verde.

Conforme o órgão, a decisão de acionar a bandeira amarela se relaciona ao volume de chuva abaixo da média nos reservatórios. Em consequência, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Como o Estadão/Broadcast mostrou, a possibilidade de El Niño no segundo semestre deste ano, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste do País, reforça essa perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.

Como é definida a bandeira tarifária

Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) – valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica aos consumidores os custos da geração de energia no País e visa atenuar os impactos nos orçamentos das distribuidoras de energia.

Antes, o custo da energia em momentos de mais dificuldades para geração era repassado às tarifas apenas no reajuste anual de cada empresa, com incidência de juros. No modelo atual, os recursos são cobrados e transferidos às distribuidoras mensalmente por meio da “conta Bandeiras”.

Aneel anuncia bandeira amarela em maio, 1º mês com o adicional na conta de luz no ano

24 de Abril de 2026, 18:48

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira, 24, bandeira tarifária amarela para o mês de maio, com cobrança de taxa adicional na conta de luz, pela primeira vez neste ano. Desde janeiro, estava em vigor a bandeira tarifária verde.

Conforme o órgão, a decisão de acionar a bandeira amarela se relaciona ao volume de chuva abaixo da média nos reservatórios. Em consequência, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Como o Estadão/Broadcast mostrou, a possibilidade de El Niño no segundo semestre deste ano, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste do País, reforça essa perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.

Como é definida a bandeira tarifária

Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) – valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica aos consumidores os custos da geração de energia no País e visa atenuar os impactos nos orçamentos das distribuidoras de energia.

Antes, o custo da energia em momentos de mais dificuldades para geração era repassado às tarifas apenas no reajuste anual de cada empresa, com incidência de juros. No modelo atual, os recursos são cobrados e transferidos às distribuidoras mensalmente por meio da “conta Bandeiras”.

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Motta cria comissão sobre fim da 6×1: veja cotados para presidência e relatoria

24 de Abril de 2026, 18:31

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), determinou nesta sexta-feira a criação da comissão especial que irá analisar o mérito da proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6×1. A instalação do colegiado, conforme já afirmado pelo próprio Motta, deve ocorrer na próxima semana.

A criação da comissão especial marca o avanço da principal proposta em discussão no Congresso sobre a redução da jornada de trabalho em um momento em que a paternidade da mudança está em disputa, especialmente depois do envio pelo Executivo de um projeto de lei sobre o mesmo tema.

A definição do relator e do presidente da comissão ainda está em aberto e deve ser fechada após negociações entre lideranças partidárias. Nos bastidores, parlamentares avaliam que há tendência de manutenção do atual relator da admissibilidade na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o deputado Paulo Azi (União Brasil-BA).

Na quinta-feira, Motta também fez referência ao nome do deputado e presidente do Solidariedade, Paulinho da Força (SP), como alguém que estaria cotado a assumir a relatoria da matéria, dada a sua familiaridade com o tema e atuação no meio sindical. O martelo, contudo, ainda não foi batido.

A comissão especial será responsável por discutir o conteúdo da proposta antes de seu envio ao plenário, o que, pela expectativa de Motta, deve ocorrer até o final de maio, apesar de haver divergência entre deputados sobre a capacidade da Casa analisar com tanta rapidez uma matéria complexa como o fim da escala 6×1.

Diferentemente da CCJ, que analisou apenas a constitucionalidade do texto, o novo colegiado deverá se debruçar sobre pontos sensíveis da medida, como o modelo de jornada a ser adotado, possíveis regras de transição e mecanismos para mitigar impactos sobre o setor produtivo.

A PEC reúne diferentes iniciativas que tratam da reorganização da jornada de trabalho, incluindo propostas que preveem a redução gradual da carga semanal e a adoção de novos formatos de escala. Entre as alternativas em debate estão modelos como a jornada de 40 horas semanais e a escala 5×2, que vêm ganhando força nas discussões e é apoiado pelo governo Lula (PT).

A tramitação ocorre em meio a um impasse com a gestão petista, que enviou ao Congresso um projeto de lei com pedido de urgência para tratar do tema. Devido à urgência, a Câmara teria até 45 dias para analisar o PL antes que travasse a pauta. Apesar disso, a PEC tem se consolidado como o principal caminho na Câmara, com apoio mais amplo entre os parlamentares.

Com a instalação da comissão especial, a expectativa é de intensificação do debate nas próximas semanas, com a realização de audiências públicas e a participação de representantes do governo, trabalhadores e setor empresarial.

Fecomércio RJ aponta ‘açodamento’

A proposta de acabar com a escala de seis dias de trabalho e um de folga, com limite de 44 horas semanais, enfrenta resistências em setores empresariais, principalmente dos setores de comércio e serviços, que são intensivos em mão de obra.

Hoje, a Fecomércio RJ divulgou uma nota em que critica o que chama de “condução açodada do debate acerca do fim da escala 6×1 no Congresso Nacional, sem a devida ponderação técnica sobre seus relevantes desdobramentos econômicos, jurídicos e sociais”.

A entidade argumenta que o tema exige “análise qualificada, lastreada em dados” e menciona estudos da FGV que indicariam alta de 17,2% no custo médio do trabalho com a redução de jornada salarial sem redução de trabalho, o que demandaria a necessidade de “reestruturação operacional” das empresas.

O texto também argumenta que há também uma questão constitucional a ser examinada. A Fecomércio RJ considera que a Constituição já autoriza flexibilização da jornada de trabalho a partir de acordos coletivos entre empregado e empresas, o que já reduziu a jornada média no país para 39 horas.

“Significa que a redução da jornada não apenas é possível, como já é uma realidade, construída de forma gradual, negociada e compatível com as especificidades de cada setor econômico”, diz nota. “Não se trata de negar avanços. Trata-se de afirmar que eles devem ocorrer no ambiente adequado: a negociação coletiva. A discussão sobre jornada deve avançar, mas sem açodamento.”

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Google investirá até US$40 bilhões na Anthropic

24 de Abril de 2026, 17:25

A Alphabet (GOGL34), controladora do Google, investirá até US$40 bilhões na Anthropic, aprofundando parceria com a startup de inteligência artificial que também é sua rival no setor.

A Anthropic disse nesta sexta-feira que o Google se comprometeu a investir US$10 bilhões agora em dinheiro, dando à Anthropic um valor de mercado de US$350 bilhões, e investirá mais US$30 bilhões se a empresa criadora do chatbot Claude cumprir metas de desempenho.

O anúncio da Alphabet ocorre poucos dias depois que a Amazon disse que investirá até US$25 bilhões na Anthropic, que conseguiu se destacar no concorrido setor de IA ao concentrar o treinamento de seus modelos em ferramentas de programação de software.

A receita anualizada da Anthropic ultrapassou US$ 30 bilhões este mês, acima dos cerca de US$ 9 bilhões no final de 2025.

A startup levantou US$ 30 bilhões em uma rodada de financiamento em fevereiro que a avaliou em US$380 bilhões.

A forte demanda pela família de modelos de IA Claude levou a Anthropic a assinar vários acordos importantes recentemente para adquirir mais capacidade de computação.

No início deste mês, a empresa acertou acordos plurianuais com a fabricante de chips Broadcom e com a empresa de infraestrutura de computação em nuvem CoreWeave, e também deve garantir quase 1 gigawatt de capacidade por meio dos chips da Amazon até o final do ano.

No ano passado, a Anthropic disse que investiria US$50 bilhões na construção de data centers nos EUA para garantir a infraestrutura de implantação e treinamento de seus modelos.

No início deste ano, uma série de lançamentos de plug-ins para o agente Cowork da Anthropic provocou uma venda brutal de ações de empresas de software no mundo, uma vez que investidores avaliaram o potencial disruptivo das ferramentas de IA da empresa.

Brasil é motor de crescimento global da H&M, diz CEO ao inaugurar primeira loja no Rio

24 de Abril de 2026, 15:46

Menos de um ano após a inauguração da primeira loja da H&M no país, em São Paulo, o Brasil já se consolidou como um importante impulsionador global para a varejista sueca de moda.

Segundo o CEO global, Daniel Ervér, parte da estratégia da empresa para reconquistar a confiança dos investidores e voltar a crescer com resiliência passa pela América Latina e pela abertura de novas lojas, como a primeira do Rio de Janeiro, que será inaugurada neste sábado (25).

“O Brasil é um importante motor de crescimento”, disse Ervér, em entrevista à Bloomberg Línea por vídeo durante uma visita ao Rio para abrir a nova loja.

“Temos nos concentrado em fortalecer a nossa oferta ao cliente, além de consolidar a resiliência financeira da empresa para construir uma base sólida. Estamos trabalhando para construir as alavancas de crescimento para o futuro, e uma delas será o Brasil.”

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A avaliação do CEO resume anos de análise antes da entrada no país e a velocidade com que a empresa decidiu acelerar a expansão depois de confirmar a receptividade do consumidor brasileiro.

Segundo ele, a varejista passou anos vendo o Brasil como uma oportunidade em razão do mercado com mais de 200 milhões de habitantes e do interesse local por moda.

“Além disso, há uma infraestrutura robusta para o varejo com shoppings centers de grande porte, mas também é um mercado complexo, com forte concorrência e um consumidor exigente”, disse Ervér.

Leia também: Na Riachuelo, megafábrica em Natal vira pilar da estratégia para recuperar as margens

A H&M abriu sua primeira loja no Brasil em agosto de 2025, no Shopping Iguatemi, em São Paulo, e acumulou quatro unidades nos primeiros meses de operação. Outras cinco lojas pelo país estão com contratos assinados para 2026, incluindo outra no Rio, uma em Sorocaba e a primeira em Porto Alegre.

Daniel Ervér: Varejista passou anos vendo o Brasil como uma oportunidade em razão do mercado com mais de 200 milhões de habitantes e do interesse local por moda (Foto: Erika Gerdemark/Bloomberg)

O CEO alega que a empresa tem uma estratégia de expansão progressiva no país e busca ativamente outras localizações para as lojas em cidades que considera importantes, como Belo Horizonte e Brasília, além de expandir para o norte e sul de Rio e São Paulo.

O ritmo de expansão é determinado pela capacidade de encontrar esses locais estratégicos em um mercado varejista maduro e competitivo, disse.

Para Ervér, a abertura no Rio cumpre uma função além da expansão comercial. “O Rio é um marco importante para catalisar o reconhecimento da marca no Brasil”, disse o CEO. “A abertura física impulsiona as vendas digitais, e os dois canais se reforçam mutuamente.”

Essa dinâmica entre loja física e e-commerce foi descrita pelo executivo como um modelo que o Brasil ajudou a consolidar. A entrada simultânea nos dois canais, a adoção imediata do Pix como forma de pagamento e o início de produção local em algumas categorias foram classificados internamente como estratégias inéditas para a rede.

“A forma como chegamos ao Brasil com o avanço multicanal é muito interessante. Estamos muito curiosos para conhecer o consumidor local e encontrar uma maneira de construir a campanha de lançamento, também explorando a cultura local, sendo respeitosos e curiosos sobre ela, e vendo como isso ressoa na comunidade. Acho que esse é realmente um modelo de como entrar em novos mercados”, disse Ervér.

Recuperação global

No plano global, Ervér reconheceu que a H&M está em uma jornada de longo prazo para recuperar o crescimento de receita.

A margem operacional da empresa subiu de 7,4% para 8,1% no ano fiscal de 2025 e alcançou 8,4% nos últimos 12 meses encerrados em fevereiro de 2026 — mas as vendas em moedas locais cresceram apenas 2% no ano e recuaram 1% no primeiro trimestre de 2026.

Leia também: H&M já foi a maior empresa da Suécia. Hoje tenta mostrar a investidores que tem futuro

“O ponto de partida da recuperação foi garantir que a oferta ao cliente seja realmente competitiva e que a empresa tenha resiliência financeira para investir”, disse Ervér. “Agora meu foco é começar a acelerar o crescimento. É uma jornada lógica, passo a passo.”

O CEO foi cuidadoso também ao falar sobre a meta de crescimento anual de ao menos 10%. “É uma jornada de longo prazo. Quero fazer cada etapa com qualidade.”

O cenário geopolítico, Ervér admite, traz imprevisibilidade para as cadeias de suprimentos globais, o que piora com as guerras e as tarifas. O planejamento por cenários, disse, tornou-se parte central da gestão.

Mas o CEO alerta contra a leitura automática de que incerteza macroeconômica equivale a queda no consumo. “Fomos cautelosos demais em relação ao consumidor americano no segundo semestre de 2025. Ele se mostrou mais resiliente do que esperávamos.”

Expansão na América Latina

A América Latina como um todo integra o plano de crescimento da empresa, segundo o CEO. A H&M opera no Chile há dez anos, deve abrir uma loja no Paraguai ainda em 2025 e anunciou recentemente a entrada na Argentina para 2027.

No caso brasileiro, a empresa diz adaptar seu modelo de negócios e sortimento para o mercado brasileiro considerando as particularidades locais e a concorrência.

Leia também: De ‘loja-modelo’ a colaboração global: os bastidores da entrada da H&M no Brasil

A H&M percebeu que a parte mais apreciada de seu sortimento pelos clientes brasileiros é a coleção de moda feminina, o que é um diferencial competitivo.

Além disso, eles oferecem uma ampla gama de produtos em outras categorias como lingerie, moda praia e sportswear, construídos sobre a base de oferecer moda atual com bom custo-benefício.

Segundo o CEO, a entrada no Brasil se deu também com consciência da forte concorrência local e internacional no país, com players como Zara e C&A.

A empresa busca se diferenciar oferecendo moda atual e valor, e a recepção positiva dos clientes em São Paulo indica que há espaço para a H&M encontrar seu diferencial para o consumidor brasileiro.

O CEO reconheceu que o mercado global de vestuário é “brutalmente competitivo”, mas argumentou que, com menos de 2% de participação no mercado global, há espaço para crescer se a empresa entregar o que promete.

“O mercado é muito fragmentado. Se fizermos bem o que devemos fazer, a oportunidade está lá.”

Apesar da empolgação declarada com o mercado brasileiro, o CEO apontou desafios enfrentados pela empresa na entrada no país. Segundo ele, uma questão importante logo no início do trabalho foi a inversão das estações do ano por conta da mudança de hemisfério.

Isso exige uma adaptação do sortimento e das opções para serem relevantes no mercado, considerando, por exemplo, períodos mais longos de verão e as adaptações sazonais necessárias.

A empresa estabeleceu uma joint venture com o Grupo Dorben, que possui mais conhecimento do mercado brasileiro. Segundo o CEO, essa parceria é crucial para navegar pelas complexidades locais, desde soluções tecnológicas e negociações de terrenos até a identificação dos contatos e redes certas para entrar no mercado.

“O Brasil é um mercado de varejo maduro, com forte concorrência local e internacional, e encontrar os melhores espaços é um trabalho contínuo”, disse. “Mas o que vimos em São Paulo nesses primeiros meses nos dá confiança para seguir em frente.”

© PETER WREDE

Fachada da loja da H&M no Shopping Rio Sul, a primeira inaugurada no Rio de Janeiro (Foto: Divulgação)

Governo barra derivativos de eleições e esportes e trava corrida dos ‘prediction markets’ no país

24 de Abril de 2026, 15:23

O governo brasileiro deu um passo para proibir mercados de previsão atrelados a eleições e eventos esportivos, endurecendo regras sobre uma prática em expansão que vem sendo alvo de escrutínio global.

Em resolução publicada nesta sexta-feira (24), o Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão máximo responsável por definir as diretrizes da política monetária, de crédito e cambial do país, proibiu a oferta e negociação de derivativos cujos ativos subjacentes estejam ligados a eventos esportivos, jogos online e “eventos reais ou virtuais de natureza política, eleitoral, social, cultural ou de entretenimento”.

A medida também veta contratos baseados em temas que não representem uma referência econômica ou financeira clara, a ser definida pelo regulador do mercado de capitais no país.

A decisão ocorre em meio a planos da B3 de entrar no crescente mercado de “prediction markets”, que vêm sendo analisados com mais cautela por autoridades, especialmente por preocupações com uso de informação privilegiada.

A bolsa já confirmou o lançamento, em 27 de abril, de seis novos contratos ligados ao índice Ibovespa, ao real e ao Bitcoin, e vinha estudando expandir a oferta para incluir contratos baseados em eventos.

Entre as possibilidades avaliadas estavam produtos vinculados a eleições. A B3 chegou a buscar parecer jurídico sobre a viabilidade de contratos atrelados a resultados eleitorais.

Esses instrumentos poderiam ser lançados antes das eleições presidenciais de outubro, com foco na disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flavio Bolsonaro, segundo pesquisas recentes que indicam uma disputa acirrada.

A nova resolução, no entanto, barra esse tipo de prática.

Ao proibir explicitamente derivativos ligados a eventos políticos e não financeiros, o Conselho Monetário Nacional (CMN) praticamente encerra a discussão que vinha se formando no mercado sobre até que ponto esses instrumentos poderiam ser enquadrados como derivativos financeiros legítimos ou como uma forma de aposta disfarçada.

O conselho também atribuiu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a responsabilidade de regulamentar os detalhes adicionais e fiscalizar o cumprimento das novas regras.

Polymarket e Kalshi

O governo anunciou ainda que bloqueou o acesso à Polymarket e a cerca de duas dezenas de outras plataformas de mercados de previsão e afirmou que elas não estavam em conformidade com as leis federais de apostas – mais conhecidas como bets.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse a repórteres em Brasília na sexta-feira (24) que 28 empresas foram bloqueadas por oferecer o que o governo considerou “apostas ilegais”.

Durigan apresentou a medida como parte de um esforço mais amplo para proteger as economias dos brasileiros e enfrentar o aumento do endividamento das famílias, algo que o presidente Lula atribui, em parte, às apostas online – embora muitas sejam legalizadas.

Daniele Cardoso, responsável pelo setor de apostas no Ministério da Fazenda, confirmou que a Polymarket foi bloqueada. A Kalshi, outra plataforma popular fundada pela brasileira Luana Lopes Lara, também apareceu fora do ar no Brasil, embora Cardoso não tenha confirmado se ela está entre as plataformas interditadas.

A Polymarket não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Um porta-voz da Kalshi disse que a empresa está revisando a resolução.

Debate sobre mercados de previsão

Uma reportagem publicada em março pelo InvestNews expôs as narrativas que envolvem a discussão no Brasil, ao levantar uma questão divide reguladores, bolsas e agentes do mercado: afinal, “prediction markets” são instrumentos financeiros legítimos, úteis para precificação de risco e formação de expectativas, ou apenas uma forma sofisticada de aposta?

Nos Estados Unidos, plataformas como a Kalshi e a Polymarket funcionam como bolsas de eventos em que contratos binários refletem probabilidades implícitas de acontecimentos futuros.

O preço desses contratos emerge da negociação entre participantes e passa a representar a percepção coletiva de probabilidade de um evento ocorrer, sem que uma casa de apostas defina as odds.

O ponto central do debate era justamente a fronteira entre essas duas leituras: de um lado, a visão de que se trata de derivativos e instrumentos de hedge sobre riscos reais; de outro, a interpretação de que, quando ligados a eventos não financeiros como eleições ou esportes, esses mercados se aproximam estruturalmente de apostas.

Com a decisão do CMN, esse espaço de ambiguidade regulatória perde força no Brasil.

Ao proibir explicitamente derivativos vinculados a eventos políticos e não financeiros, o regulador encerra, na prática, a tentativa de enquadrar esses contratos como instrumentos financeiros tradicionais no país, e sinaliza que, ao menos por ora, eles não terão espaço dentro do sistema financeiro formal brasileiro.

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Governo barra derivativos de eleições e esportes e trava corrida dos ‘prediction markets’ no país

24 de Abril de 2026, 15:23

O governo brasileiro deu um passo para proibir mercados de previsão atrelados a eleições e eventos esportivos, endurecendo regras sobre uma prática em expansão que vem sendo alvo de escrutínio global.

Em resolução publicada nesta sexta-feira (24), o Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão máximo responsável por definir as diretrizes da política monetária, de crédito e cambial do país, proibiu a oferta e negociação de derivativos cujos ativos subjacentes estejam ligados a eventos esportivos, jogos online e “eventos reais ou virtuais de natureza política, eleitoral, social, cultural ou de entretenimento”.

A medida também veta contratos baseados em temas que não representem uma referência econômica ou financeira clara, a ser definida pelo regulador do mercado de capitais no país.

A decisão ocorre em meio a planos da B3 de entrar no crescente mercado de “prediction markets”, que vêm sendo analisados com mais cautela por autoridades, especialmente por preocupações com uso de informação privilegiada.

A bolsa já confirmou o lançamento, em 27 de abril, de seis novos contratos ligados ao índice Ibovespa, ao real e ao Bitcoin, e vinha estudando expandir a oferta para incluir contratos baseados em eventos.

Entre as possibilidades avaliadas estavam produtos vinculados a eleições. A B3 chegou a buscar parecer jurídico sobre a viabilidade de contratos atrelados a resultados eleitorais.

Esses instrumentos poderiam ser lançados antes das eleições presidenciais de outubro, com foco na disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flavio Bolsonaro, segundo pesquisas recentes que indicam uma disputa acirrada.

A nova resolução, no entanto, barra esse tipo de prática.

Ao proibir explicitamente derivativos ligados a eventos políticos e não financeiros, o Conselho Monetário Nacional (CMN) praticamente encerra a discussão que vinha se formando no mercado sobre até que ponto esses instrumentos poderiam ser enquadrados como derivativos financeiros legítimos ou como uma forma de aposta disfarçada.

O conselho também atribuiu à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a responsabilidade de regulamentar os detalhes adicionais e fiscalizar o cumprimento das novas regras.

Polymarket e Kalshi

O governo anunciou ainda que bloqueou o acesso à Polymarket e a cerca de duas dezenas de outras plataformas de mercados de previsão e afirmou que elas não estavam em conformidade com as leis federais de apostas – mais conhecidas como bets.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse a repórteres em Brasília na sexta-feira (24) que 28 empresas foram bloqueadas por oferecer o que o governo considerou “apostas ilegais”.

Durigan apresentou a medida como parte de um esforço mais amplo para proteger as economias dos brasileiros e enfrentar o aumento do endividamento das famílias, algo que o presidente Lula atribui, em parte, às apostas online – embora muitas sejam legalizadas.

Daniele Cardoso, responsável pelo setor de apostas no Ministério da Fazenda, confirmou que a Polymarket foi bloqueada. A Kalshi, outra plataforma popular fundada pela brasileira Luana Lopes Lara, também apareceu fora do ar no Brasil, embora Cardoso não tenha confirmado se ela está entre as plataformas interditadas.

A Polymarket não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Um porta-voz da Kalshi disse que a empresa está revisando a resolução.

Debate sobre mercados de previsão

Uma reportagem publicada em março pelo InvestNews expôs as narrativas que envolvem a discussão no Brasil, ao levantar uma questão divide reguladores, bolsas e agentes do mercado: afinal, “prediction markets” são instrumentos financeiros legítimos, úteis para precificação de risco e formação de expectativas, ou apenas uma forma sofisticada de aposta?

Nos Estados Unidos, plataformas como a Kalshi e a Polymarket funcionam como bolsas de eventos em que contratos binários refletem probabilidades implícitas de acontecimentos futuros.

O preço desses contratos emerge da negociação entre participantes e passa a representar a percepção coletiva de probabilidade de um evento ocorrer, sem que uma casa de apostas defina as odds.

O ponto central do debate era justamente a fronteira entre essas duas leituras: de um lado, a visão de que se trata de derivativos e instrumentos de hedge sobre riscos reais; de outro, a interpretação de que, quando ligados a eventos não financeiros como eleições ou esportes, esses mercados se aproximam estruturalmente de apostas.

Com a decisão do CMN, esse espaço de ambiguidade regulatória perde força no Brasil.

Ao proibir explicitamente derivativos vinculados a eventos políticos e não financeiros, o regulador encerra, na prática, a tentativa de enquadrar esses contratos como instrumentos financeiros tradicionais no país, e sinaliza que, ao menos por ora, eles não terão espaço dentro do sistema financeiro formal brasileiro.

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What we know about the secret White House bunker — and the 'massive' military complex beneath Trump's new ballroom

24 de Abril de 2026, 12:52
The Presidential Emergency Operations Center on September 11, 2001.
Inside the Presidential Emergency Operations Center.

The White House/Getty Images

  • The Presidential Emergency Operations Center was first built for FDR during World War II in 1942.
  • The PEOC served as a command center in the aftermath of September 11.
  • Trump confirmed the construction of a new military complex beneath the planned White House ballroom.

When people see the White House for the first time in person, they often remark that it looks small from the outside.

Matt Costello, chief education officer and director of the David M. Rubenstein National Center for White House History, told Business Insider that appearances can be deceiving.

"There's a lot more to the White House than meets the eye," he said. "It has six floors, about 55,000 square feet. There are two sub-basements underneath the house that were part of the Truman renovation. And then, of course, you've got the Presidential Emergency Operations Center. So there's a bigger apparatus, so to speak, for the president and their safety and security than you might expect when you first see it."

The existence of a secure facility beneath the White House, known as the Presidential Emergency Operations Center, the PEOC, or simply the "White House bunker," is something of an open secret, inspiring portrayals in film and TV such as "White House Down" and "24." However, details about its protective and operational capabilities remain classified.

The PEOC has undergone various expansions and transformations through different White House renovations, including the ongoing construction of President Donald Trump's new ballroom where the East Wing once stood.

"I would imagine, like many White House spaces, it's evolved and changed, and it's been updated to have the most advanced telecommunication systems, secure lines, everything that a president or vice president or first family or Cabinet members might need in the event of some kind of national catastrophe or emergency," Costello said. "It is considered the safest place to go on the White House grounds."

Here's what we do know about the PEOC.

The first iteration of the Presidential Emergency Operations Center was built in 1942 to protect President Franklin D. Roosevelt during World War II.
FDR during World War II.
From the Oval Office of the White House, US President Franklin D. Roosevelt speaks to the world on February 23, 1942, over one of the most elaborate radio hookups ever prepared for a "fireside chat." In the speech, he warns that the United States, scorning a "turtle policy" of "not sticking our necks out, will carry the war to the enemy." Here, the President is shown as he points to a map to emphasize a point.

Bettmann Archive/Getty Images

After the attack on Pearl Harbor in 1941, a temporary bomb shelter was built in the Treasury Department in 1941.

When Roosevelt expanded the East Wing and added a second story in 1942, a new presidential bomb shelter was built beneath it. It featured a bedroom and bathroom, as well as ventilation masks, food, and communications equipment, all fortified behind concrete walls.

"The best time to construct something underground is when you're building something above ground, especially when it comes to the White House," Costello said.

During these White House renovations, Roosevelt also converted a cloakroom in the East Wing into a movie theater.

The bunker was expanded as part of President Harry Truman's extensive White House renovations from 1948 to 1952.
The White House during the Truman renovation.
Several men pose amid partially demolished walls, rubble and steel girders in the lower corridor of the White House, photographed during President Truman's White House Reconstruction, Washington, District of Columbia, February 14, 1950.

Smith Collection/Gado/Getty Images

The four-year, $5.7 million renovation was required to reinforce the entire White House structure, which had begun to sag into the ground. The Trumans temporarily moved to Blair House as workers hollowed out the White House.

"When they do the Truman renovation, where they essentially gut the inside of the house and then rebuild it from the inside out with concrete and steel, they really are fortifying the White House to serve as a bomb shelter," Costello said.

As the world entered the age of nuclear weapons, the PEOC was also expanded and updated during this renovation.

"As there are these wider changes around the world, they impact how presidential security is revisited, reassessed, and then adapted as needed," Costello said.

The PEOC largely remained a theoretical precaution until the terrorist attacks of September 11, 2001.
Vice President Dick Cheney and senior staff responded to the September 11 terrorist attacks in the Presidential Emergency Operations Center.
Vice President Dick Cheney and senior staff responded to the September 11 terrorist attacks in the Presidential Emergency Operations Center.

National Archives

When the first plane hit, Cheney turned on the news in his office at the White House. After the second plane hit, his lead Secret Service agent burst in to escort him to the PEOC, Cheney said in an interview with the American Enterprise Institute in 2011.

Cheney said the Secret Service agent "put one hand on the back of my belt, one hand on my shoulder," and "literally propelled me out of my office."

Cheney was joined in the PEOC by staff members, including National Security Advisor Condoleezza Rice, Transportation Secretary Norman Mineta, and Presidential Counselor Karen Hughes. He advised President George W. Bush, who was in Florida at the time, not to return to Washington, DC, marking the first time in US history that the continuity of government operations plan was implemented.

The PEOC served as a command center in the aftermath of the attacks.
Vice President Dick Cheney with senior staff in the Presidential Emergency Operations Center on September 11, 2001.
Vice President Dick Cheney with senior staff in the Presidential Emergency Operations Center on September 11, 2001.

National Archives

Rare photos of the PEOC on September 11 were released by the National Archives in 2014 as part of a Freedom of Information Act request, offering a glimpse inside the top-secret space.

"As far as I'm aware of, I think those are the only publicly released ones, and they were publicly released because they were forced to be released," Costello said of the images.

The photos showed a conference room with phones, video call capabilities, television screens playing news reports, world clocks, and a map of the United States.

Former first lady Laura Bush wrote about her time in the PEOC on September 11 in her White House memoir, "Spoken from the Heart."
George W. Bush and Laura Bush in the White House bunker.
President George W. Bush and Mrs. Laura Bush talk with Vice President Dick Cheney and National Security Adviser Condoleezza Rice Tuesday, September 11, 2001, in the President's Emergency Operations Center. Photo by Eric Draper, Courtesy of the George W. Bush Presidential Library/Getty Images

Eric Draper, Courtesy of the George W. Bush Presidential Library/Getty Images

"I was hustled inside and downstairs through a pair of big steel doors that closed behind me with a loud hiss, forming an airtight seal," she wrote in "Spoken from the Heart" of her experience on September 11.

"I was now in one of the unfinished subterranean hallways underneath the White House, heading for the PEOC, the Presidential Emergency Operations Center, built for President Franklin Roosevelt during World War II. We walked along old tile floors with pipes hanging from the ceiling and all kinds of mechanical equipment."

Upon returning to Washington, DC, on September 11, President George W. Bush was brought to the PEOC.
President George W. Bush in the White House bunker.
After addressing the nation Tuesday, Sept. 11, 2001, President George W. Bush meets with his National Security Council in the Presidential Emergency Operations Center of the White House. Photo by

Eric Draper, Courtesy of the George W. Bush Presidential Library/Getty Images

Laura Bush wrote in her memoir that George W. Bush arrived at the PEOC at 7:10 p.m. on September 11.

When the Secret Service suggested that she and her husband spend the night in the secure bunker, Laura Bush wrote that they declined because the foldout bed "looked like it had been installed when FDR was president."

In 2020, President Donald Trump was reportedly rushed to the bunker as demonstrators protested the killing of George Floyd outside the White House.
Police outside the White House.
Police officers hold a perimeter near the White House as demonstrators gather to protest the killing of George Floyd on June 1, 2020 in Washington, DC. - Police fired tear gas outside the White House late Sunday as anti-racism protestors again took to the streets to voice fury at police brutality, and major US cities were put under curfew to suppress rioting.With the Trump administration branding instigators of six nights of rioting as domestic terrorists, there were more confrontations between protestors and police and fresh outbreaks of looting. Local US leaders appealed to citizens to give constructive outlet to their rage over the death of an unarmed black man in Minneapolis, while night-time curfews were imposed in cities including Washington, Los Angeles and Houston. (Photo by Olivier DOULIERY / AFP) (Photo by OLIVIER DOULIERY/AFP via Getty Images)

OLIVIER DOULIERY/AFP via Getty Images

It was widely reported that Trump was taken to the PEOC as a precaution when protesters breached temporary fences outside the White House. Trump told Fox News Radio that he had visited the bunker to inspect it, not to take shelter there.

"I was there for a tiny, short little period of time," Trump said. "They said it would be a good time to go down and take a look because maybe sometime you're going to need it."

When Trump returned to the White House in 2025, he demolished the East Wing and began building a new ballroom, leaving the future of the PEOC below uncertain.
Donald Trump holds a rendering of the new White House ballroom.
WASHINGTON, DC - OCTOBER 22, 2025: U.S. President Donald Trump speaks holding a photos of the new ballroom during a meeting with NATO Secretary General Mark Rutte in the Oval Office of the White House in Washington, DC on October 22, 2025.

Salwan Georges/The Washington Post via Getty Images

The White House announced that the new ballroom would measure 90,000 square feet, seat around 1,000 people, and serve as a "much-needed and exquisite addition." Trump and other "patriot donors" will fund the $400 million project, the White House said.

Trump confirmed that a "massive" new military complex was under construction beneath the ballroom after the National Trust for Historic Preservation filed a lawsuit to halt the project.
White House ballroom renovations.
WASHINGTON, DC - APRIL 17: Construction cranes are seen, from the Washington Monument, on the site of the former East Wing of the White House on April 17, 2026 in Washington, DC. A federal judge released a revised order on Thursday blocking the Trump administration from above-ground construction work on the proposed White House ballroom. The ruling does make an allowance for above-ground construction in order to cover and protect national security facilities. (Photo by Anna Moneymaker/Getty Images)

Anna Moneymaker/Getty Images

The National Trust for Historic Preservation's lawsuit alleged that Trump had no legal authority to demolish the East Wing and replace it with a ballroom.

In March, a federal judge's ruling halted above-ground construction until Congress approves the project, but allowed work related to "the safety and security of the White House" to continue.

Trump then confirmed what the lawsuit had alluded to: a new and improved PEOC was in the works.

"The military is building a big complex under the ballroom, which has come out recently because of a stupid lawsuit that was filed," he told reporters on board Air Force One on March 29.

He added that the ballroom would essentially function as a "shed" for the secure facility below.

"We have bio defense all over," he told reporters on March 31. "We have secure telecommunications and communications all over. We have bomb shelters that we're building. We have a hospital and very major medical facilities that we're building. We have all of these things, so that's called: I'm allowed to continue building as necessary."

A federal appeals court allowed construction to continue temporarily while it reviews the case more closely, with a formal hearing scheduled for June 5.

Read the original article on Business Insider

Inside Miami's billionaire rush: Every major company and CEO that has recently relocated — and who might be next

Split image of Howard Schultz, Jeff Bezos, and Mark Zuckerberg
Starbucks' former CEO Howard Schultz, and Jeff Bezos have recently relocated to Miami, while figures like Mark Zuckerberg have recently purchased property in the city.

Pier Marco Tacca/Getty Images/Alexander Tamargo/Getty Images for America Business Forum/Jeff Bottari/Zuffa LLC

  • Tax proposals in California and New York are pushing billionaires to Florida.
  • Aside from the tax benefits, lifestyle perks are also fueling the trend.
  • Mark Zuckerberg, Larry Page, and Sergey Brin have all recently purchased homes in the city.

Move aside, Wall Street and Silicon Valley: Miami is vying to be the new epicenter of US business, tech, and wealth.

The city has long been seen as a gateway to Latin America and the Caribbean, but recent developments in its business landscape are helping turn it into a larger American business hub.

Finance firms, tech companies, and consumer brands have expanded their presence in the city, from opening new offices to relocating headquarters.

And their executives have joined the wave.

Ken Griffin recorded Miami-Dade County's first-ever nine-figure home sale after Citadel announced its relocation in 2022; Jeff Bezos spent $147 million on two Indian Creek homes after leaving Seattle for Miami; and Palantir CEO Alex Karp quietly bought a $46 million mansion on the Venetian Islands ahead of the company's headquarters shift to Aventura.

This comes as states like New York and California are considering or proposing policies aimed at increasing the taxation of the ultrawealthy. This includes California's proposed Billionaire Tax Act, which would impose a one-time 5% tax on the net worth of California residents and certain trusts worth at least $1 billion, and New York's pied-à-terre tax bill, which would impose an added tax on certain non-primary New York City homes, including second homes owned by people whose primary residence is elsewhere.

But beyond the tax benefits, the ultrawealthy are flocking to Miami for the lifestyle.

"You can't beat the lifestyle," Manny Varas, a luxury homebuilder who works with billionaire clients in South Florida, told Business Insider.

Varas, who has built and renovated homes for the likes of Jennifer Lopez, Lil Wayne, and the Bezos family, said that the city's "pro-work and creative environment," as well as its culinary, hospitality, arts, and events scene, are among the biggest drivers of billionaires' decisions to move to Miami over other tax-friendly states.

Some of these leaders have officially announced they or their companies will be moving to the Sunshine State, while others have quietly snapped up property in the city in recent months, signaling a potential expansion of their presence there. While some have cited business interests, others have publicly shared factors such as family proximity and Miami's culture.

Here are some of the most notable people and companies that have recently relocated or bought up property in Miami.

Ken Griffin
Ken Griffin, chief executive officer and founder of Citadel Advisors LLC, during the America Business Forum in Miami, Florida, US, on Wednesday, Nov. 5, 2025.

Bloomberg/Getty Images

Leading Miami's billionaire migration is Ken Griffin. In June 2022, Citadel and Citadel Securities announced they would move their global headquarters from Chicago to Miami.

In April 2022, an entity tied to Citadel paid a then-record $363 million for a waterfront Brickell office development site.

Citadel now lists Miami as its global headquarters, and its new Brickell location is expected to have 1.2 million square feet of office space, according to its plans.

Meanwhile, Griffin purchased the $107 million, 4-acre Adrienne Arsht Estate in Coconut Grove in 2022, setting a Miami-Dade record at the time and becoming the first nine-figure home sale in the county's history.

While Citadel's permanent Brickell tower is still in development, Griffin has been one of the biggest figures betting on Miami as the next center of US commerce.

The company told Business Insider that the city was home to about 400 Citadel-affiliated employees, including some senior executives.

Jeff Bezos
Blue Origin CEO Jeff Bezos speaks onstage ahead of US Defense Secretary Pete Hegseth at Blue Origin in Cape Canaveral, Florida, on February 2, 2026.

Miguel J. Rodriguez Carrillo / AFP via Getty Images

In 2023, the Amazon founder announced via an Instagram post that he was leaving Seattle for Miami

That fall, Bezos bought neighboring mansions in Miami's Indian Creek Island for $79 million and $68 million, in what was one of the highest-profile moves in Miami's billionaire era.

Bezos cited Blue Origin's operations in Cape Canaveral, Florida, and his parents' relocation back to the city as reasons for his return to Miami, where he attended high school.

Peter Thiel
APRIL 7: Peter Thiel, co-founder of PayPal, Palantir Technologies, and Founders Fund, holds hundred dollar bills as he speaks during the Bitcoin 2022 Conference at Miami Beach Convention Center on April 7, 2022 in Miami, Florida. The worlds largest bitcoin conference runs from April 6-9, expecting over 30,000 people in

Marco Bello/Getty Images

On December 31, 2025, Thiel Capital — Peter Thiel's private investment firm — announced that it had opened a Wynwood office, saying the space would complement its Los Angeles operations.

The firm also said Thiel has maintained a personal residence in Miami since 2020, when he purchased an $18 million mansion in Miami's Venetian Islands.

In 2024, Thiel moved his voter registration to Florida, further formalizing his move to the state.

Michael Ferro
Michael Ferro, chairman and chief executive officer of Merrick Ventures LLC, speaks at the annual Milken Institute Global Conference in Beverly Hills, California, U.S., on Monday, May 2, 2016

Bloomberg/Getty Images

In March 2025, Michael Ferro Jr., chairman of the private equity firm Merrick Ventures, bought a 2.5-acre estate on Star Island for $120 million, setting what was then a record for a home sale in Miami-Dade County.

He also moved Merrick Ventures to Florida. The investment firm Ferro, founded in 2007 and previously based in Chicago, is now described on its website as a Florida-based private equity company focused on technology.

FC Barcelona
Ronald Araujo of FC Barcelona lifts the Spanish Super Cup following their side's victory in the Spanish Super Cup Final between FC Barcelona and Real Madrid at King Abdullah Sports City Hall Stadium on January 11, 2026 in Jeddah, Saudi Arabia.

Yasser Bakhsh/Getty Images

Along with Miami's influx of billionaires, the city has also become the American capital of soccer, with international figures like Lionel Messi and David Beckham investing in the sport's presence there.

In April 2025, FC Barcelona announced it would relocate its North American division's commercial offices from New York to Miami's One Biscayne Tower after receiving an incentive grant from the Miami Downtown Development Authority, an autonomous city agency focused on economic and business development.

Galderma
Cetaphil products skincare brand

Alex Tai/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

Galderma, the parent company behind brands like Cetaphil and Differin, announced in June 2025 that it would establish its new US headquarters in Miami's Brickell neighborhood. The company said it expects roughly 150 employees to be based there by 2028.

The skincare company cited the concentration of med spas and dermatology clinics in the Miami metro area, the rapid growth of aesthetic procedures in the region, and the size of the Miami Health District as drivers behind the move.

Playboy
Ben Kohn, chief executive officer of Playboy Enterprises Inc., sits for a photograph during the grand opening of the Playboy Club in New York, U.S., on Wednesday, Sept. 12, 2018.

Bloomberg/Getty Images

In August 2025, Playboy announced it would relocate its global headquarters from Los Angeles to Miami Beach. At the same time, it announced plans for a new Playboy Club in Miami Beach and new content studios in the city.

The company hopes to open its offices by September 2026.

"Miami Beach is among the most dynamic and culturally influential cities in the country, making it the ideal home for Playboy's next chapter," Ben Kohn, CEO of Playboy Inc., said in the statement.

MSC Cruises
The Panamanian-flagged cruise ship MSC Fantasia remains moored in the port of Montevideo on February 7, 2026.

Ivanna INFANTOZZI / AFP via Getty Images

In January, MSC Group's cruise division opened its new North American headquarters in downtown Miami.

The 130,000-square-foot office, located near PortMiami, is a roughly $100 million investment that will house more than 400 employees across MSC entities under one roof, MSC said in its announcement.

Palantir
CEO of Palantir Technologies Alex Karp speaks during the World Economic Forum (WEF) annual meeting in Davos on January 20, 2026.

Fabrice COFFRINI / AFP via Getty Images

In February, Palantir announced it had moved its headquarters to Miami.

Regulatory filings placed the company's principal executive office at 19505 Biscayne Boulevard in Aventura, about 17 miles north of downtown Miami.

The address, which is also home to an Industrious coworking space, is located across from the sprawling Aventura Mall and sits above a Sweetgreen, a Starbucks, and a Lego store.

Months before, CEO Alex Karp quietly bought a $46 million mansion in Miami's Venetian Islands.

Howard Schultz
Former Starbucks CEO Howard Schultz testifies before the Senate Health, Education, Labor, and Pensions Committee in the Dirksen Senate Office Building on Capitol Hill on March 29, 2023 in Washington, DC.

Anna Moneymaker/Getty Images

In March, former Starbucks CEO Howard Schultz said in a LinkedIn post that he and his wife were leaving Seattle for Florida after more than four decades in the city. He wrote that they had moved to Miami for their "next adventure together."

The announcement followed Schultz's purchase of a $44 million penthouse at the Four Seasons Private Residences, a waterfront residential tower in Surfside.

The executive, who had long-established ties in Seattle — the city where the coffee chain was founded — is one of the newest neighbors in Miami's high-profile circles.

Mark Zuckerberg
Meta CEO Mark Zuckerberg walks through the U.S. Capitol following a meeting with Senate Majority Leader John Thune (R-SD) in Washington, DC on March 26, 2026.

Nathan Posner/Anadolu via Getty Images

While the social media tycoon has not formally announced a relocation to Miami, Mark Zuckerberg made Miami history in March when he and his wife, Priscilla Chan, purchased a $170 million property on the appropriately nicknamed "Billionaire's Bunker," Indian Creek Island — the most expensive home sale in Miami-Dade County's history.

The still-under-construction property spans about 2 acres on the exclusive island, where Zuckerberg will be neighbors with Jeff Bezos, Ivanka Trump, and other notable figures.

Google's Larry Page and Sergey Brin
Larry Page (L) and Sergey Brin (R), the co-founders of Google, at a press event where Google and T-Mobile announced the first Android powered cellphone, the T-Mobile G1.

James Leynse/Corbis via Getty Images

Google co-founders Larry Page and Sergey Brin have both made major moves into South Florida's luxury real-estate market in recent months.

Page, who has long been based in Palo Alto, California, spent roughly $173.4 million on two Coconut Grove properties — including a 4.5-acre waterfront compound on Biscayne Bay — in December and January.

In March, Brin, who has also been a longtime California resident based in the Bay Area, purchased the former Allison Island home of LVMH CEO Michael Burke for $51 million.

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Por que as ações da Intel estão se aproximando dos níveis da era da bolha pontocom

24 de Abril de 2026, 08:48

As ações da Intel estão a caminho de atingir seu maior nível histórico, impulsionadas por uma projeção de receitas que superou amplamente as expectativas de Wall Street e reforçou a confiança no processo de recuperação da fabricante de chips.

A companhia informou que espera faturar entre US$ 13,8 bilhões e US$ 14,8 bilhões no trimestre encerrado em junho. O número ficou bem acima da estimativa média de analistas, de cerca de US$ 13 bilhões, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Com o anúncio, os papéis da empresa chegaram a subir até 31% no pré-mercado na sexta-feira, abrindo caminho para superar o pico registrado há cerca de 26 anos, durante a era da bolha pontocom. As ações já acumulavam alta de 81% no ano antes da divulgação do balanço.

Reestruturação

O otimismo do mercado reflete a percepção de que o CEO Lip-Bu Tan está avançando em seu plano de reestruturação, focado em reposicionar a Intel para se beneficiar da crescente demanda por infraestrutura de inteligência artificial.

Investimentos estratégicos realizados no ano passado ajudaram a reforçar o balanço da companhia, enquanto a gestão agora busca melhorar eficiência operacional e capacidade produtiva.

“Todos estão começando a direcionar pedidos para a Intel, e acho que estamos nos estágios iniciais disso”, disse Thomas Hayes, presidente da Great Hill Capital e investidor da empresa, à Bloomberg TV. “Passamos de um cenário de desânimo para euforia em um curto período de tempo.”

O avanço também reflete o impacto do crescimento da demanda por chips de data centers voltados a aplicações de IA. Segundo a empresa, há forte procura pelos processadores Xeon, usados em servidores, que voltaram ao centro da estratégia da Intel em meio à corrida global por infraestrutura de inteligência artificial.

Em entrevista, Tan afirmou que a empresa teve um “resultado sólido” e que a demanda por processadores segue acelerando. No entanto, ele destacou que a Intel ainda enfrenta limitações de capacidade produtiva.

“Há uma demanda enorme. Estamos trabalhando muito para entregar, mas ainda estamos aquém porque a demanda continua crescendo”, afirmou.

A companhia também afirmou que está lidando com a escassez de chips de memória que afeta a indústria de PCs e servidores, o que tem pressionado a produção global de dispositivos.

Outro ponto de destaque foi o reforço do balanço financeiro por meio de investimentos externos. A Intel chegou a recomprar participação em uma fábrica na Irlanda que havia sido vendida anteriormente para levantar capital, movimento visto pelo mercado como sinal de confiança na retomada.

No campo estratégico, a empresa também ganhou atenção após declarações do CEO da Tesla, Elon Musk, indicando que poderá utilizar tecnologia da Intel em um projeto de fabricação de chips próprio.

Em termos financeiros, a Intel projeta lucro ajustado de cerca de 20 centavos por ação no segundo trimestre, acima da estimativa de 9 centavos do mercado. No primeiro trimestre, a receita subiu 7%, para US$ 13,6 bilhões, também acima das projeções.

Apesar da melhora recente, a empresa ainda enfrenta desafios para recuperar sua antiga posição dominante no setor de semicondutores, especialmente na corrida por chips de inteligência artificial, hoje liderada pela Nvidia.

“Hoje a Intel é uma empresa fundamentalmente diferente”, disse Tan. “A conversa deixou de ser sobre sobrevivência e passou a ser sobre a velocidade com que conseguimos ampliar capacidade e atender à demanda.”

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O crescimento da One com mix para a classe média

24 de Abril de 2026, 07:07

Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

A incorporadora One trabalha para garantir a oferta de produtos para a classe média mesmo em um cenário de escassez de terrenos em bairros privilegiados. A meta da empresa é atingir um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 2,5 bilhões em 2026.

Ao converter edifícios comerciais -- que já não atendem mais às exigências do mercado de escritórios -- em prédios de apartamentos compactos, a One pretende aumentar a oferta de produtos entre R$ 450 mil e R$ 500 mil.

“A One está bem preparada para navegar no cenário turbulento à frente. Buscamos controlar os custos e o valor do terreno para que o preço final não saia do alvo. Temos a preocupação de oferecer um produto acessível”, disse o vice-presidente da One Innovation, Paulo Petrin, em entrevista à Bloomberg Línea.

O executivo relata que, em 2025, a companhia concentrou lançamentos no último trimestre. Para 2026, a One deve começar a lançar novos empreendimentos em maio. A expectativa é que a empresa encerre o primeiro trimestre com cerca de R$ 410 milhões em vendas. Para o consolidado do ano, o VGV deve alcançar entre R$ 2,3 bilhões e R$ 2,5 bilhões.

⇒ Leia a reportagem: Com mix para a classe média, incorporadora One projeta vendas de R$ 2,5 bi em 2026

Fachada de empreendimento da One na Vila Nova Conceição, em São Paulo (Foto: Divulgação)

No radar dos mercados

O Nasdaq 100 caminha para a quarta alta semanal consecutiva nesta sexta-feira (24), com ações de tecnologia liderando os ganhos após um guidance acima do esperado da Intel, cujos papéis saltaram 25% no pré-mercado.

- Entre cortes e saídas. A Meta e a Microsoft planejam cortes que podem afetar até 23 mil empregos. A Meta prevê demitir cerca de 8 mil funcionários e deixar de preencher outras 6 mil vagas, enquanto a Microsoft passou a oferecer saídas voluntárias, segundo uma fonte ouvida pela Bloomberg News.

- Yara supera projeções. A empresa reportou Ebitda de US$ 896 milhões no 1º trimestre, avanço de 40% em relação ao ano anterior e acima das estimativas. O impulso veio da alta dos preços de fertilizantes diante do conflito no Oriente Médio e do bloqueio do Estreito de Ormuz.ㅤ

- Intel projeta novo guidance. A companhia estima receita de até US$ 14,8 bilhões no trimestre encerrado em junho, acima das estimativas dos analistas, impulsionada pela forte demanda por chips para inteligência artificial. O crescimento reflete o plano de retomada do CEO Lip-Bu Tan.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas ontem (23/04): Dow Jones Industrials (-0,36%), S&P 500 (-0,41%), Nasdaq Composite (-0,89%), Stoxx 600 (+0,05%), Ibovespa (-0,78%)
LEIA + Siga a trilha dos mercados para conhecer as variáveis que orientaram os investidores →

🗓️ Agenda: Os eventos e indicadores em destaque hoje e na semana →

Destaques da Bloomberg Línea:

Estrangeiros colocam R$ 65 bi na bolsa, atingem recorde, e brasileiros ficam à margem

CEOs de petrolíferas pressionam presidente da Venezuela por garantias a investimentos

Serra Verde vai multiplicar a produção de terras raras após compra pela USA Rare Earth

• Também é importante: A estratégia ‘pés descalços’ da Lovable: sem roadmap fixo, planos mudam a cada 15 horas | De seguros rurais a consórcios: o plano do BB para ‘virar a página’ da crise do agro

• Opinião Bloomberg: Troca de CEO na Apple reforça foco em hardware em detrimento da corrida global por IA

• Para não ficar de fora: Exclusividade catalã: importadora foca em impulsionar vinho espanhol de luxo no Brasil

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Com mix para a classe média, incorporadora One projeta vendas de R$ 2,5 bi em 2026

24 de Abril de 2026, 06:00

A incorporadora One trabalha para garantir a oferta de produtos para a classe média mesmo em um cenário de escassez de terrenos em bairros privilegiados. A meta da empresa é atingir um valor geral de bendas (VGV) de R$ 2,5 bilhões em 2026.

Ao converter edifícios comerciais -- que já não atendem mais às exigências do mercado de escritórios -- em prédios de apartamentos compactos, a One pretende aumentar a oferta de produtos entre R$ 450 mil e R$ 500 mil.

“A One está bem preparada para navegar no cenário turbulento à frente. Buscamos controlar os custos e o valor do terreno para que o preço final não saia do alvo. Temos a preocupação de oferecer um produto acessível”, disse o vice-presidente da One Innovation, Paulo Petrin, em entrevista à Bloomberg Línea.

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O executivo relata que, em 2025, a companhia concentrou lançamentos no último trimestre. Para 2026, a One deve começar a lançar novos empreendimentos em maio. A expectativa é que a empresa encerre o primeiro trimestre com cerca de R$ 410 milhões em vendas. Para o consolidado do ano, o VGV deve alcançar entre R$ 2,3 bilhões e R$ 2,5 bilhões.

Leia mais: De terrenos à formação de corretores: as apostas da nova geração da Coelho da Fonseca

Petrin afirma que, para enfrentar a escassez de terrenos em bairros bem localizados, a One tem optado por converter prédios antigos, incluindo a mudança de uso, como a transformação de edifícios comerciais. “Muitos prédios envelheceram e já não são mais adequados. Com isso, acabaram ficando vazios.”

Se o reaproveitamento não é possível, o executivo conta que o prédio é derrubado, andar por andar. “Em alguns casos, a conta fazia mais sentido, pois o terreno permite mais área construída.”

A história da One começou em 2013, com a construção de apartamentos compactos em São Paulo, com unidades de um e dois dormitórios. “Por serem acessíveis em regiões boas da cidade, atingimos diversos públicos como pequenos investidores, porque nossos produtos são muito líquidos”, diz.

Vice-presidente da One Innovation, Paulo Petrin:

O principal público da One, segundo Petrin, busca financiamentos em bancos tradicionais para viabilizar de 60% a 70% do valor do imóvel. “O financiamento é importante no nosso mercado. Mas quando você sai desse valor e passa de R$ 1 milhão, a liquidez é menor”, destaca.

Desafios à frente

“Começamos o ano muito animados, mas fatores que fogem ao radar, como a guerra [no Irã], que impacta os preços das commodities e insumos, vão elevar os nossos custos”, aponta Petrin.

Neste contexto, ele explica que o mercado imobiliário vem sendo impactado. “A demanda está reprimida, precisamos melhorar muito as condições macroeconômicas”, diz.

Outra incerteza que surge neste cenário é um conjunto de questionamentos ao Plano Diretor de São Paulo, que estabelece as diretrizes para construções na cidade. Segundo Petrin, com o documento discutido por dez anos e aprovado em 2024, houve um incremento da área construída permitida dos terrenos, o que ajudou a impulsionar o mercado imobiliário.

“Precisamos que o Plano Diretor, que já foi aprovado, seja respeitado. Isso trouxe um aproveitamento maior dos terrenos e houve uma oferta maior de moradia na cidade. Porém, quanto mais restritivas as regras, mais caro ficará para morar.”

Apesar das incertezas, o executivo garante que a One terá fôlego para honrar com os compromissos na esteira da incorporadora. A empresa conta com investimentos do fundo soberano de Singapura, o GIC.

“Somos uma empresa muito bem estruturada, temos como acionista o GIC, que diferentemente de outros fundos, visa o longo prazo”, observa Petrin.

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Fachada de empreendimento da One na Vila Nova Conceição, em São Paulo. (Foto: Empresa/Divulgação)

Lógica Central de Alta

23 de Abril de 2026, 22:50

Lógica Central de Alta

Gold OANDA:XAUUSD

# Lógica Central de Alta
📊 1. Tecnicamente sobrevendido, recuperação iminente (Fator Técnico de Alta Mais Forte)
Os preços do ouro despencaram US$ 181 (3,7%) em relação à sua máxima de US$ 4.889, com uma queda em um único dia superior a 3% em 21 de abril. O RSI diário/de 4 horas caiu para o nível crítico de sobrevenda de 30, e o RSI de 1 hora está profundamente sobrevendido em 28. Padrões históricos confirmam que, após uma queda em um único dia superior a 3%, há 88% de probabilidade de recuperação em 48 horas, com uma faixa de recuperação de US$ 40 a US$ 60; uma cruz dourada do RSI abaixo de 30 indica uma probabilidade de 92% de recuperação. Atualmente, o preço em US$ 4.708 está nos estágios finais de formação de fundo sobrevendido, e o nível de US$ 4.700 foi testado três vezes sem rompimento, com forte pressão compradora. Uma recuperação técnica é iminente, com 4750 como a primeira meta de recuperação.

🏦 2. Compras de Bancos Centrais Oferecem Forte Suporte; Níveis de 4700 Representam um "Poço de Ouro" (Suporte Principal de Médio Prazo)
95% dos bancos centrais globais planejam aumentar suas reservas de ouro até 2026. China, Índia e Turquia têm comprado contra a tendência, aumentando suas compras à medida que os preços caem. A faixa de 4650-4700 representa a linha de custo de médio a longo prazo para bancos centrais e instituições globais. Se o preço romper abaixo de 4700, fundos de compra passiva e de busca por barganhas entrarão em massa, formando um forte suporte de compra. Dados históricos mostram que, desde 2025, toda vez que o preço do ouro tocou a faixa de 4650-4700, houve uma recuperação de US$ 50-80. Atualmente, 4708 está próximo da linha de custo, com potencial de queda extremamente limitado, tornando uma formação de fundo e uma recuperação altamente prováveis.

📈 3. Expectativas de dados econômicos fracos nos EUA podem aumentar as expectativas de corte de juros (catalisador macroeconômico positivo)
O consenso do mercado é que o PIB dos EUA no primeiro trimestre desacelerará significativamente para +1,0% (valor anterior de +2,5%) e os pedidos iniciais de seguro-desemprego subirão para 215.000 (emprego enfraquecido). Se os dados atenderem ou ficarem aquém das expectativas, isso fortalecerá diretamente as expectativas de uma recessão econômica nos EUA, forçará um ressurgimento das expectativas de um corte de juros do Fed, fará com que o dólar e os títulos do Tesouro dos EUA subam e depois caiam e reduzirá as taxas de juros reais — todos fatores positivos para uma recuperação do ouro. Historicamente, quando o crescimento do PIB desacelera em mais de 1 ponto percentual, a probabilidade de uma recuperação do ouro é de 85%, com uma magnitude de US$ 30 a US$ 50. Dada a fraqueza esperada nesses dados, a probabilidade de ser um fator positivo para o ouro é alta.

De seguros rurais a consórcios: o plano do BB para ‘virar a página' da crise do agro

23 de Abril de 2026, 12:43

O Banco do Brasil (BBAS3) abriu o BB Day 2026, evento para investidores e analistas de mercado, com o diagnóstico de que 2025 foi “o ano mais desafiador da história recente do banco”, segundo o CFO Geovanne Tobias.

O lucro anual do BB caiu 45,4% em 2025, impactado principalmente pelo aumento do risco de crédito com a ampliação das provisões.

O volume trimestral de provisões praticamente triplicou na comparação com a média dos últimos 11 anos, que girava em torno de R$ 5 bilhões. O custo do risco saltou de 2,5% em 2014 para 5,1% em 2025.

“Sem dúvida alguma foi um ano completamente fora da curva”, disse o CFO. “Passar por 2025 exigiu da nossa administração muita transparência”.

O grande vilão dos resultados do BB foi o agronegócio – segmento que já foi fortaleza do banco e representa um terço de sua carteira de crédito. Apenas no último trimestre de 2025, R$ 10 bilhões dos R$ 18 bilhões de provisões totais vieram desse segmento.

Tobias listou uma combinação de fatores que prejudicaram os resultados do agro: conflito Rússia-Ucrânia e seus reflexos nas commodities agrícolas, a alavancagem excessiva do produtor rural, inflação de custos, Selic elevada, queda no preço da soja em 2023 e os eventos climáticos severos no Rio Grande do Sul em 2024.

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A solução de curto prazo foi suspender o guidance apresentado para 2025 e reformular toda a esteira de cobrança e exigência de garantias, passando a priorizar a alienação fiduciária no lugar do penhor e da hipoteca, que são instrumentos historicamente mais utilizados na carteira rural.

O BB também reforçou a aposta em outras linhas de crédito, além de diminuir a perspectiva de apetite no agronegócio. O guidance para 2026 tem projeção de crescimento zero da carteira de agro no ponto médio do guidance (projeção), que vai de -2,0% a +2,0%.

Leia também: Banco do Brasil prevê ‘freio′ no crédito para o agro para elevar rentabilidade em 2026

Conglomerado como estratégia

Ainda é cedo, no entanto, para projetar como será a recuperação da carteira agro. Até lá, o Banco do Brasil espera usar seu conglomerado como estratégia para manter a rentabilidade apesar dos desafios de crédito.

Tobias reforçou que a instituição opera como um conglomerado com mais de 80 empresas, e que foi essa estrutura que permitiu sustentar retorno sobre patrimônio de dois dígitos mesmo em meio à crise de crédito.

“Estamos falando de um banco que vai muito além de financiar a agricultura”, afirmou.

“As empresas do grupo vem somando 52% do resultado. Essa estratégia foi fundamental para criar essa musculatura para que o conglomerado do Banco do Brasil enfrentasse 2025″.

Entre as empresas do grupo estão a BB Seguridade, líder em seguros rurais com 62% de participação de mercado e com posições relevantes em previdência e capitalização; a BB Consórcios, que hoje administra R$ 150 bilhões em carteira e 1,7 milhão de cotas ativas; e o BV, atualmente maior financiador de veículos do país.

O Banco do Brasil conta ainda parceria com o UBS no mercado de capitais, uma joint venture que já gerou R$ 1 trilhão em volume desde seu lançamento em 2020, e a BB Asset Management, que é atualmente a maior gestora de investimentos do Brasil com R$ 1,8 trilhão sob gestão.

No segmento de meios de pagamento, o banco concluiu o fechamento de capital da Cielo em 2024, junto ao Bradesco, que também é controlador da empresa. A bandeira Elo, a plataforma de benefícios Alelo e a empresa de fidelidade Livelo completam o ecossistema.

O CFO reforçou ainda que o BB pretende avançar na internacionalização. O banco lançou o PIX na Argentina via Banco Patagônia em março de 2026 e agora pretende replicar a experiência nos Estados Unidos, onde o BB Américas mantém mais de US$ 3 bilhões em ativos, sendo cerca de US$ 2 bilhões em financiamentos imobiliários para brasileiros na Flórida.

O CFO destacou também o programa de venture capital do BB, com investimentos em 51 startups entre fintechs, agritechs, govtechs e finanças verdes, que conta com capital investido superior a R$ 500 milhões.

“Apesar de termos enfrentado o maior desafio da história do Banco do Brasil nesses últimos 20 anos, nós acreditamos na capacidade do BB continuar gerando resultados sustentáveis no médio e longo prazo, dado toda essa estratégia de conglomerado que nós implementamos”, afirmou.

A próxima etapa anunciada é a criação de uma diretoria estatutária dedicada exclusivamente à gestão das participações estratégicas do conglomerado.

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© Christopher Dilts

Estrutura com mais de 80 empresas respondeu por mais da metade do resultado e ajudou a amortecer impacto da crise no agro (Foto: Christopher Dilts/Bloomberg)

Êxodo de empreendedores do Brasil para o Vale do Silício impõe desafio a fundos de VC

23 de Abril de 2026, 06:00

O apresentador Luciano Huck encerrou sua participação recente em um painel do evento Brazil At Silicon Valley com um apelo: “Come back”, disse ele — ou “voltem para casa”.

O pedido foi feito à plateia e aos jovens brasileiros que estudam em universidades como Stanford e Berkeley, nos Estados Unidos, e que organizaram a conferência no início de abril na Califórnia. Huck foi aplaudido efusivamente.

O comentário reflete uma mudança que começa a se impor no ecossistema de tecnologia brasileiro, com consequências para o mercado de venture capital e os fundos que operam no Brasil.

Depois de um longo período no qual “mantra” das startups fundadas por brasileiros era construir soluções locais para problemas locais, agora o eixo parece se deslocar na direção do Vale do Silício.

Um novo grupo de empreendedores tem preferido fundar e construir suas empresas de tecnologia a partir dos Estados Unidos, onde seus negócios já nascem com ambições globais.

Gestores de diferentes gerações ouvidos pela Bloomberg Línea em conversas durante o evento reconheceram a mudança e concordaram em um ponto: a concentração de cérebros, capital e ambição na Califórnia voltou a ser um ímã para o empreendedorismo de alto impacto, forçando os fundos de venture capital brasileiros a repensarem seus próprios papéis.

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Muitos empreendedores brasileiros, especialmente de segunda ou terceira viagem, estão arrumando as malas para empreender fora do Brasil.

“Percebemos isso e não é de agora, mas esse movimento ganhou um novo ritmo nos últimos seis meses, com muitos empreendedores falando que estão se mudando para o Vale e que irão construir o seu próximo negócio nos Estados Unidos”, afirma Renato Valente, cofundador da Iporanga Ventures.

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O movimento não se limita a fundadores brasileiros e também ocorre com profissionais de outros países da região. Mas é uma mudança significativa para um mercado que, nos últimos 20 anos, foi o berço de unicórnios como Nubank, QuintoAndar, C6 Bank, Loft, Nuvemshop, Creditas, Loggi e CloudWalk, entre outros.

Segundo Valente, da Iporanga, a gestora acompanha o movimento de perto. Mas o mandato de seu fundo atual a obriga a avaliar qual é o papel do mercado brasileiro dentro da tese do negócio no momento em que faz a avaliação de uma startup para investir.

“Queremos que esses empreendedores, pelo menos, voltem para o Brasil em algum momento. Não precisa ser no dia zero, pode ser talvez um pouco mais para frente, mas a tese da startup precisa incluir o Brasil”, diz.

A migração impõe um desafio para gestoras de venture capital do Brasil ou que investem em startups da América Latina. Numa disputa global, os fundos americanos dispõem de muito mais capital. E as gestoras brasileiras temem se tornar apenas mais um fundo no cap table, perdendo relevância ao longo do tempo em sua contribuição para as startups do portfólio.

Ricardo Duarte, cofundador da Beacon Founders, classifica a situação como uma “diluição do poder local”. Em outras palavras: o prestígio acumulado de grandes fundos brasileiros já não garante a mesma vantagem quando a partida é jogada no Vale do Silício.

Ele aponta que existe uma espécie de hierarquia. Um investimento por parte de um fundo “Tier 1” americano, como a Sequoia, garante rodadas subsequentes de forma quase automática para uma startup.

Fundos brasileiros, por outro lado, precisam provar um valor operacional muito maior para manter o mesmo nível de influência no cap table de uma startup que nasce global.

“É uma mudança gigante no modelo de negócio dos fundos”, afirma Duarte. “Precisamos ver como o mercado irá se comportar neste novo cenário, que ainda não está estabelecido.”

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O movimento mais contundente nesse sentido foi feito pela Monashees, conforme antecipado pela Bloomberg Línea. O fundo de investimento brasileiro abriu um escritório em São Francisco, nos Estados Unidos, e contratou um PhD do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) para liderar iniciativas de IA.

Segundo as fontes ouvidas pela Bloomberg Línea, a ideia do novo escritório americano é ampliar a presença no eixo mais relevante para inovação nas Américas e garantir acesso direto ao ecossistema de IA da costa oeste e a fundadores latino-americanos.

Há também quem seja mais pragmático. Daniel Chalfon, sócio da Astella Investimentos, ressalta que o Brasil ainda possui uma vasta quantidade de problemas — e, consequentemente, de oportunidades —, o que justifica o foco no mercado doméstico.

“Hoje, uns 70% do que fazemos no momento são investimentos em soluções que vão resolver grandes problemas no Brasil, provavelmente com baixa chance de internacionalização”, afirma.

Uma segunda vertente nos aportes inclui negócios com potencial de ir para fora, caso das startups BotCity e Birdie.ai. “Talvez o Brasil possa ser um bom proxy para construir um produto, já que encontra uma diversidade grande e depois pode-se escalar.”

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O investidor reconhece a tendência dos “empreendedores globais”, mas questiona a capacidade de fundos brasileiros competirem diretamente no Vale do Silício, frente a nomes como Sequoia e Andreessen Horowitz.

Ele lembra, por exemplo, que Luana Lara, brasileira cofundadora da Kalshi, plataforma de mercado de previsão de eventos reais, não recorreu a nenhum fundo nacional para transformar em um negócio que hoje ostenta o valuation de US$ 11 bilhões.

“Do nosso lado, estamos atentos, observando e pesquisando, mas não iremos abrir uma Astella aqui nos Estados Unidos, não estamos procurando um sócio aqui, nada disso. Podemos fazer um investimento de tempo e orçamento para estar mais presentes e capturar conhecimento”, diz. “Essa é uma tese ainda não provada, mas acho que é o nosso papel tomar esse risco.”

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São Francisco: Califórnia voltou a ser um ímã para o empreendedorismo brasileiro de alto impacto. (Foto: David Paul Morris/Bloomberg)

Ibovespa hoje: Trump anuncia prorrogação do cessar-fogo no Oriente Médio, mas Estreito de Ormuz segue pressionado; veja destaques do dia

22 de Abril de 2026, 10:04

Donald Trump anunciou a prorrogação por prazo indeterminado do cessar-fogo com o Irã, em uma tentativa de preservar o canal diplomático e evitar a retomada imediata das hostilidades. Apesar da extensão da trégua, os Estados Unidos mantiveram o bloqueio naval aos portos iranianos e seguiram pressionando o Estreito de Ormuz, corredor estratégico para o fluxo global de petróleo.

O Irã, por sua vez, sinaliza disposição para retornar às negociações, mas condiciona avanços concretos a algum relaxamento dessas restrições. Dessa forma, embora a reação inicial dos mercados tenha sido positiva, permanece a leitura de que o conflito continua sem solução definitiva e ainda sujeito a novos episódios de instabilidade.

· 00:52 — Orçamento limitado

No Brasil, antes do anúncio de prorrogação do cessar-fogo, os mercados em Nova York passaram o dia reagindo ao impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã, movimento que também influenciou os ativos brasileiros mesmo durante o feriado local. O ETF iShares MSCI Brazil ETF (EWZ) recuou 1,22%, acompanhando perdas em ADRs relevantes, como Vale S.A., refletindo uma postura mais cautelosa por parte dos investidores globais.

Na direção oposta, Petrobras avançou cerca de 2%, beneficiada pela manutenção do petróleo próximo de US$ 100 por barril. O mercado ainda assimila a possibilidade de um choque de oferta mais persistente no setor de energia, o que pode gerar pressões adicionais sobre a inflação. Soma-se a isso o debate climático envolvendo o fenômeno El Niño, que também pode impactar preços no segundo semestre. Ainda assim, a trajetória-base segue apontando para continuidade do ciclo de cortes de juros no Brasil, embora possivelmente em ritmo mais moderado, como já sugerido pelo Banco Central do Brasil e pelo Boletim Focus.

Hoje, inclusive, começa o período de silêncio do Banco Central antes da próxima reunião de política monetária, na qual a expectativa predominante é de redução de 25 pontos-base na taxa Selic. Em um segundo momento, eventuais sinalizações eleitorais ou avanços fiscais poderiam abrir espaço para cortes adicionais.

Nesse contexto, a equipe econômica ligada a Flávio Bolsonaro discute um ajuste fiscal, como indicado pela Folha de S.Paulo, equivalente a 2 pontos do PIB, cerca de metade dos 4 pontos do PIB que parte dos especialistas considera necessários para estabilizar a dívida pública.

Entre as propostas estão mudanças nos pisos constitucionais de saúde e educação e alterações nas regras de reajuste de benefícios previdenciários e assistenciais. Estimativas mencionam economia potencial de até R$ 1,9 trilhão em dez anos, o que poderia aliviar a percepção de risco e contribuir para a queda dos juros longos, embora dependa de mudanças constitucionais e enfrente elevada resistência política.

Ao mesmo tempo, o Brasil ganha relevância estratégica no setor energético: com o petróleo em patamares elevados, a América do Sul poderia adicionar 2,1 milhões de barris diários até 2035, com destaque para Brasil, Guiana e Suriname. Trata-se de uma janela de oportunidade relevante para a região em um mundo que segue demandando segurança energética.

· 01:48 — Falou ao Congresso

Nos Estados Unidos, a combinação entre o alívio geopolítico no Oriente Médio e a divulgação de indicadores domésticos ainda consistentes ajudou a preservar o apetite por risco, levando o S&P 500 a renovar máximas recentes em meio à temporada de resultados corporativos.

Parte importante desse movimento reflete a percepção de que a economia americana segue crescendo, sem sinais evidentes de recessão no horizonte imediato, ao mesmo tempo em que a inflação, embora ainda resistente, deixou de mostrar deterioração adicional na margem. Ainda assim, o mercado parece já ter incorporado boa parte desse cenário mais favorável aos preços dos ativos, o que torna os próximos passos cada vez mais dependentes da agenda macroeconômica.

No campo da política monetária, os holofotes se voltaram para Kevin Warsh, indicado para liderar o Federal Reserve. Em audiência no Senado, Warsh procurou enfatizar sua independência em relação a Donald Trump e adotou um tom relativamente mais brando ao tratar da inflação, chegando inclusive a defender uma revisão das métricas utilizadas pelo banco central americano.

Na prática, o mercado interpretou sua postura como marginalmente mais dovish — isto é, mais inclinada a admitir cortes de juros no futuro — embora permaneçam dúvidas relevantes sobre sua autonomia e sobre eventual influência política em sua condução. Para as bolsas, qualquer sinalização de um Fed menos restritivo tende a favorecer especialmente empresas de tecnologia e setores mais sensíveis aos juros, ainda que a preservação da credibilidade institucional continue sendo elemento central dessa discussão.

Já os dados de vendas no varejo reforçaram a percepção de que o consumidor americano segue resiliente. O indicador cheio avançou 1,7% no mês, impulsionado em parte pela alta dos preços da gasolina, enquanto o núcleo também surpreendeu positivamente, revelando força disseminada entre diferentes segmentos do consumo.

O resultado sugere que a demanda das famílias continua oferecendo importante sustentação para a economia, beneficiada por um mercado de trabalho robusto, restituições de impostos e condições financeiras ainda administráveis.

Para a política monetária, contudo, isso traz um dilema: uma atividade mais firme reduz a urgência de cortes imediatos de juros. Para as ações, o efeito líquido permanece positivo no curto prazo, já que crescimento e lucros continuam prevalecendo, mas a atual temporada de resultados será decisiva para confirmar se o otimismo se sustenta.

· 02:36 — Para onde foi o acordo?

Donald Trump anunciou a prorrogação por prazo indefinido do cessar-fogo com o Irã, mesmo após o fracasso de uma nova rodada de negociações, ao mesmo tempo em que manteve o bloqueio no Estreito de Ormuz.

O episódio reforça a ambiguidade que marca o atual momento geopolítico: de um lado, Washington preserva canais diplomáticos e evita o rompimento total das conversas; de outro, continua recorrendo à pressão militar e econômica como instrumento para extrair concessões. Teerã, por sua vez, também sinaliza disposição para negociar, desde que haja algum alívio no bloqueio e redução do tom hostil por parte dos Estados Unidos.

Enquanto isso, o conflito já avança para sua oitava semana, mantendo relevantes os riscos para os preços de energia, para a dinâmica inflacionária e para o crescimento global. Ainda assim, Wall Street reagiu com relativa serenidade, sugerindo que parcela importante dos investidores segue apostando em algum tipo de distensão gradual mais à frente.

Apesar dessa resiliência observada nos mercados financeiros, a situação no terreno permanece sensível. Petroleiros ligados ao Irã continuam buscando formas de contornar as restrições americanas, embarcações foram alvo de ataques no Estreito de Ormuz e o petróleo voltou a superar a marca de US$ 100 por barril.

Em paralelo, a tensão regional ganhou um novo foco após Israel acusar o Hezbollah de violar o cessar-fogo no sul do Líbano, reacendendo o risco de abertura de uma segunda frente de conflito. Em resumo, a trégua permanece existente no plano formal, mas ainda distante de uma solução definitiva. O cenário mais provável continua sendo o de avanços limitados, recuos recorrentes e elevada volatilidade, embora cresçam gradualmente as chances de alguma acomodação mais consistente no médio prazo.

· 03:24 — Saída de um gigante

A Apple se prepara para uma transição relevante, com a saída de Tim Cook do comando da companhia e a ascensão de John Ternus, atual chefe de engenharia de hardware. A mudança simboliza o encerramento de um ciclo histórico: sob a liderança de Cook, a empresa ampliou de forma notável seu ecossistema, fortaleceu receitas recorrentes e consolidou-se como um dos maiores grupos de tecnologia do mundo, alcançando valor de mercado na casa dos trilhões de dólares.

Agora, o desafio da nova liderança será conduzir a Apple em um ambiente cada vez mais dominado pela inteligência artificial, justamente em um momento em que o mercado cobra da companhia uma resposta mais ambiciosa e competitiva nessa frente. Por isso, a transição será acompanhada de perto pelos investidores, especialmente à luz dos próximos resultados trimestrais e das eventuais novidades estratégicas em IA ao longo dos próximos meses.

· 04:19 — Onde está a Revolução Verde?

A chamada Revolução Verde ampliou fortemente a produção global de alimentos no século XX, mas também criou uma dependência estrutural de fertilizantes industriais, especialmente os nitrogenados, como ureia e nitrato de amônio. Como muitos desses insumos são produzidos a partir do gás natural, a agricultura moderna passou a depender diretamente da oferta de hidrocarbonetos.

Com a recente disparada dos preços de petróleo e gás em meio ao conflito entre EUA, Israel e Irã, além das interrupções no comércio global de fertilizantes, essa fragilidade voltou a ficar evidente. Os reflexos já aparecem nos preços: energia, alimentos e fertilizantes subiram de forma relevante, aumentando o risco de insegurança alimentar, sobretudo em países mais vulneráveis da África e da Ásia.

Ao mesmo tempo, o Oriente Médio tornou-se peça central dessa engrenagem. Grandes estatais de energia da região, como Saudi Aramco e Adnoc, usaram receitas bilionárias do petróleo para avançar na cadeia química e se transformar em importantes fornecedoras de amônia, matéria-prima essencial para fertilizantes.

Hoje, cerca de 30% das exportações globais de amônia saem do Oriente Médio, com forte dependência de países como Índia e Marrocos. Em outras palavras, parte relevante da produção de alimentos no Sul global depende diretamente da estabilidade geopolítica e energética do Golfo Pérsico, o que mostra como conflitos regionais podem rapidamente se transformar em pressão inflacionária e risco social no mundo.

· 05:05 — Parceria estratégica

A Amazon aprofundou de forma relevante sua parceria estratégica com a Anthropic, startup responsável pelo modelo de inteligência artificial Claude, ao anunciar um novo investimento de US$ 5 bilhões, montante que pode alcançar até US$ 20 bilhões ao longo do tempo. O movimento reforça a intensidade da disputa global pela liderança em IA e fortalece o posicionamento da AWS, divisão de computação em nuvem da companhia.

Em contrapartida ao capital e à infraestrutura disponibilizados pela Amazon, a Anthropic se comprometeu a consumir mais de US$ 100 bilhões em tecnologias da AWS nos próximos dez anos, incluindo chips proprietários Trainium, processadores Graviton e ampla capacidade de data centers. Além disso, clientes da AWS passarão a acessar a plataforma Claude diretamente dentro do ecossistema da Amazon, simplificando a adoção corporativa e ampliando a integração comercial.

Os números operacionais também impressionam. A Anthropic informou que sua receita anualizada já supera US$ 30 bilhões, evidenciando a velocidade com que a demanda por soluções de inteligência artificial vem se expandindo. Embora desafios naturais de infraestrutura, escalabilidade e capacidade acompanhem esse crescimento, o anúncio reforça que a corrida pela IA permanece em plena aceleração — e que a Amazon segue muito bem posicionada para capturar valor em múltiplas frentes: nuvem, chips proprietários, softwares corporativos e serviços.

Trata-se de um desenvolvimento estrategicamente relevante, pois consolida a Amazon não apenas como participante desse ciclo, mas como uma das principais plataformas habilitadoras da revolução tecnológica em curso. Em um ambiente no qual a demanda por processamento, armazenamento e modelos avançados tende a continuar crescendo, a companhia reúne escala, capacidade de investimento e ativos únicos para se beneficiar desse movimento por muitos anos.

Por isso, seguimos com visão construtiva para as BDRs AMZO34, como uma forma eficiente de exposição a uma das líderes globais da transformação impulsionada pela inteligência artificial.

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Ibovespa rumo aos 200k pontos

12 de Abril de 2026, 18:38

Terça-feira, faremos mais uma atualização mensal comentando nossa posicionamento macro, renda fixa e ações. Eu, Diogo Carneiro, head de produtos e Max Bohm, head de ações no nosso canal Nomos no Youtube. Entre no link e ative o sininho.

O real vive momento favorável.

O dólar abaixo de R$ 5,10, os R$ 50 bilhões de fluxo estrangeiro acumulados na B3 em 2026 e o Brasil como maior destino de capital externo entre os emergentes.

O pano de fundo é a combinação de dois fatores que raramente aparecem juntos. De um lado, o dólar enfraquece por ruídos institucionais nos EUA: dúvidas sobre a independência do Fed, volatilidade política, fiscal estressado e um presidente que explicitamente prefere o câmbio mais fraco.

De outro, o Brasil reúne um perfil difícil de encontrar em outros emergentes: superávit comercial, intensivo em commodities, exportadores de petróleo, juros reais entre os mais altos do mundo e distância segura dos focos de conflito geopolítico.

A guerra não foi um percalço no fluxo estrangeiro. Em março ainda registramos fluxo positivo, ainda que em menor intensidade. Com o cessar-fogo, a lógica que vinha sendo construída vai ganhar impulso. Os analistas internacionais voltaram a olhar para o Brasil. O resultado aparece no câmbio antes da bolsa, justamente porque a exposição ao petróleo no Ibovespa amortece o rali relativo dos índices de renda variável.

Há, porém, um elemento que separa a apreciação atual daquela de 2022. Naquela vez, o real subia porque as commodities subiam com a invasão da Ucrânia. Agora, o movimento é diferente. O dólar que cede ante emergentes em geral, e o real que lidera dentro desse grupo pela soma do fluxo positivo com a desvalorização acumulada desde a pandemia.

Nossos modelos de fair value apontam para algo entre R$ 4,50 e R$ 5,00, intervalo que o câmbio começa a explorar pela primeira vez em anos. O argumento de desvalorização encontrou catalisadores suficientes.


Agenda da semana (13 a 17 de abril)

O Ibovespa encerrou a semana em alta de 4,9% em reais e 7,8% em dólares, fechando aos 197.325 pontos, renovando máximas históricas e se aproximando da marca de 200.000 pontos.

A semana traz dados relevantes de atividade na China: PIB do 1º trimestre, produção industrial, vendas varejistas e desemprego de março. Na Europa, saem o CPI da Zona do Euro (março) e o PIB do Reino Unido (fevereiro). Nos EUA, destaque para o PPI de março e o relatório mensal da IEA.

No Brasil, o foco recai sobre indicadores de atividade. As vendas varejistas devem subir pelo segundo mês seguido (+1,0% no varejo ampliado), sustentadas pelo mercado de trabalho aquecido e maior concessão de crédito. Serviços devem crescer 0,5%. O IBC Br deve avançar 0,3%.

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Rentabilidade das principais classes


De olho nos gráficos

Ibovespa [IBOV]

O Ibovespa mantém trajetória de alta e renovou máximas históricas ao longo da semana, operando próximo dos 197 mil pontos e se aproximando do patamar de 200 mil pontos. Segundo Filipe Borges, analista técnico da NMS Research, o movimento ainda pode se estender. “Vejo espaço para o índice buscar entre 205 mil e 210 mil pontos”, afirma. Ele pondera, no entanto, que a região dos 200 mil pontos pode funcionar como resistência de curto prazo. “Esse nível tem um peso mais psicológico do que técnico, com investidores aguardando para realizar lucros”, diz. O suporte mais relevante, de acordo com o analista, está em 180,6 mil pontos.

Azzas [AZZA3]

As ações da Azzas intensificaram o movimento de queda e registraram recuo de cerca de 10% na sessão, com rompimento de mínimas recentes. Borges aponta que o ativo segue pressionado no curto prazo. “O próximo alvo está em R$ 19,26, mas o movimento principal pode levar o papel para a faixa entre R$ 16,60 e R$ 14”, afirma. Para o analista, o cenário ainda não indica reversão. “Não vejo ponto de compra no momento. Para quem está vendido, a recomendação é manter a posição diante da probabilidade de novas quedas”, acrescenta.

Itaú [ITUB4]

O Itaú Unibanco segue em tendência de alta após o alívio recente no cenário externo, sustentando-se próximo das máximas em torno de R$ 46,35. Borges projeta continuidade do movimento. “O próximo alvo está em R$ 49,15, com suporte relevante abaixo de R$ 42,13”, afirma. Ele destaca que o setor bancário pode se beneficiar de medidas em discussão pelo governo. “A liberação do FGTS para quitação de dívidas tende a reduzir a inadimplência, o que melhora os resultados dos bancos e favorece a valorização das ações”, diz.

Casas Bahia [BHIA3]

Já os papéis da Casas Bahia apresentam sinais de fraqueza, com formação de topos descendentes e perda de força compradora. Segundo Borges, o ativo pode entrar em um ciclo mais acentuado de queda. “Os compradores não conseguem mais sustentar o preço, e o fluxo vem diminuindo”, afirma. Ele alerta para o rompimento de suporte em R$ 2,65. “Abaixo desse nível, o papel pode buscar entre R$ 1,80 e R$ 1,20”, diz. O analista recomenda cautela aos investidores. “Para quem está posicionado, faz sentido avaliar a saída e migrar para ativos com melhor tendência no curto prazo”, conclui.

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Este setor pode destravar US$ 22 bilhões em lucros anuais, segundo o Morgan Stanley; veja qual

22 de Abril de 2026, 12:15

Ferramentas avançadas de inteligência artificial (IA) podem ajudar a reduzir os custos de desenvolvimento de videogames pela metade e potencialmente liberar cerca de US$ 22 bilhões (R$ 110 bilhões, na cotação atual) em lucros anuais para fabricantes de jogos em todo o mundo, disseram analistas do Morgan Stanley.

A adoção de ferramentas de IA para automatizar tarefas como a criação de ambientes de jogos, a geração de diálogos e o teste de software poderia ajudar a encurtar os prazos de produção e reduzir os custos, ajudando a aumentar as margens ao longo do tempo, apontou a corretora.

No entanto, acrescentou, é improvável que os ganhos sejam distribuídos uniformemente pelo ecossistema de jogos.

A corretora de Wall Street estima que os gastos do consumidor global com videogames totalizarão US$ 275 bilhões este ano, com cerca de 20%, ou cerca de US$ 55 bilhões, a serem reinvestidos no desenvolvimento e nas operações de jogos.

Normalmente caro e trabalhoso, o desenvolvimento de jogos pode se tornar mais enxuto, pois a IA permite equipes menores e melhorias mais rápidas após o lançamento, acrescentou o Morgan Stanley.

A magnitude do desenvolvimento de jogos modernos é ilustrada pelo Grand Theft Auto VI, da Take-Two Interactive (T1TW34), um dos títulos mais esperados do setor, que está em desenvolvimento desde aproximadamente 2018 — cinco anos após o lançamento de GTA V.

Atualmente, o lançamento está previsto para novembro de 2026, após vários adiamentos.

“Vimos o valor se concentrando em plataformas e descobertas em escala, especialmente entre empresas com dados proprietários, propriedade intelectual e operações ao vivo”, afirmou a corretora. “Os maiores beneficiários podem ser aqueles que controlam a distribuição, os dados e o engajamento.”

O Morgan Stanley acrescentou que plataformas de jogos e operadoras, incluindo a Tencent, a Sony e a Roblox, poderiam ser as principais beneficiárias, enquanto grandes editoras como a Take-Two, a Electronic Arts e a Ubisoft, que possuem escala suficiente para implementar IA em vários títulos, também poderiam se beneficiar.

Por outro lado, empresas com franquias mais fracas, como a Playtika e a Netmarble , poderão enfrentar uma pressão maior, pois a IA reduz o custo de produção de jogos de médio porte, o que gera mais concorrência.

“Mecanismos de jogos como o Unity e o Unreal Engine enfrentam um resultado mais binário: adaptar-se ou sofrer interrupções”, disse a corretora.

Além da economia de custos, a IA poderia aumentar as receitas, mantendo os jogos atraentes por mais tempo, aumentando os gastos com conteúdo adicional, compras no jogo e assinaturas.

Em vez de depender principalmente de novos lançamentos, as editoras poderiam mudar o foco para atualizar as franquias existentes por meio de conteúdo orientado por IA, amortecendo o impacto financeiro, disse a corretora.

A Leão construiu um império do chá no Brasil. Agora planeja dobrar de tamanho

20 de Abril de 2026, 06:00

Controlada pela Coca-Cola desde 2007, a Leão Alimentos e Bebidas vê espaço para dobrar de tamanho até o fim da década, de olho no aumento do consumo de chás, o carro-chefe da empresa fundada há 125 anos em Curitiba.

A marca líder no mercado brasileiro iniciou um ciclo de investimentos em capex de R$ 100 milhões até 2030, sendo 60% destinados à modernização de equipamentos e 40% à ampliação da capacidade produtiva.

O novo investimento é aplicado depois de a empresa investir R$ 60 milhões nos últimos quatro anos na mesma estrutura.

“O Brasil tem um grande mercado promissor ainda a se desenvolver”, disse o CEO Marcelo Corrêa em entrevista à Bloomberg Línea.

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O principal vetor de crescimento dos últimos anos foi um produto lançado em 2019: o chá de preparo em água gelada, que acumulou expansão de 127% entre 2020 e 2025.

A linha permite o preparo em garrafas com água fria, sem necessidade de infusão quente, e reposicionou o chá como bebida de consumo fora do lar.

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As ervas utilizadas passam por tratamento microbiológico diferenciado que substitui a etapa térmica tradicional. A inovação figura entre os produtos que compõem os 40% do Ebitda atribuídos a novos produtos.

A linha de chá gelado chega ao mercado num momento em que outras categorias de bebidas percebem a mesma tendência. O Starbucks, por exemplo, expandiu recentemente sua oferta de cafés gelados no Brasil, sinalizando que as novas gerações migram para formatos frios independentemente da bebida.

Para a Leão, a vantagem competitiva está nos atributos que o chá carrega por si só.

“Hoje os jovens procuram saudabilidade, naturalidade, procuram o faça-você-mesmo. A gente não fala só de cafeína, a gente fala também de cafeína, mas a gente fala de relaxamento, de diferentes funcionalidades, de diferentes atribuições, inclusive refrescância”, disse Corrêa.

Marcelo Corrêa, CEO da Leão, na unidade fabril no Paraná.

Em 2025, a Leão lançou 11 produtos, incluindo a entrada no mercado de erva-mate verde com chimarrão e tereré. Para 2026, o foco declarado é consolidar esses lançamentos e ampliar a presença no mercado internacional, além de desenvolver estratégias B2B.

Novos lançamentos funcionais dependem de regulamentação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e não têm prazo definido.

Quase 70% de market share

A Leão detém 68,5% de participação em volume no mercado brasileiro de chás por infusão, segundo dados da Nielsen citados pela companhia.

O número representa um avanço de cinco pontos percentuais desde 2021, quando a participação era de 63,5%, e consolida uma trajetória de oito anos consecutivos de crescimento a dois dígitos num mercado que, apesar do avanço, ainda consome 24 xícaras de chá por habitante por ano, contra 1.200 do Uruguai e 500 da Argentina.

O contraste com os vizinhos sul-americanos revela a dimensão da oportunidade. O Brasil saiu de 16,5 xícaras per capita em 2016 para 24 em 2025, um crescimento de 45% em menos de uma década.

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Ainda assim, opera em menos de 2% do patamar uruguaio e muito abaixo da média mundial de 250 xícaras por habitante. Países como Turquia (1.300), Irlanda (900) e Reino Unido (800) ilustram o teto possível.

O domínio de mercado da Leão não elimina a pressão competitiva. Nas gôndolas dos supermercados brasileiros, a marca divide espaço com a Dr. Oetker no segmento intermediário, com a Twinings no premium e com marcas próprias de redes varejistas.

Gôndola de chás em supermercado de São Paulo: Twinings, Dr. Oetker e Leão disputam espaço nas prateleiras. A líder de mercado convive com concorrentes que apostam em blends e sabores para conquistar o consumidor brasileiro

A rede Dia Supermercados aposta em duas linhas de chá de marca própria, a Chámeguin, com clássicos como camomila e hortelã, e Cochichá, com blends de ervas e frutas. A produção fica a cargo da Herboflora, de Machado (MG). O Dia pratica preços até 20% abaixo da Leão nas versões básicas, constatou a reportagem em loja na zona oeste de São Paulo.

“A estratégia da marca própria do Dia é atrair consumidores que buscam produtos com bom custo-benefício, mas exigem qualidade”, afirmou o CEO Fabio Farina, em nota.

Outra concorrente é a Maratá, com presença concentrada no Norte e Nordeste. A empresa foi adquirida em 2024 pela JDE Peet’s, multinacional holandesa dona das marcas Pilão e Caboclo.

Ainda assim, a Leão é quatro vezes maior do que o segundo colocado em valor, segundo Corrêa, o CEO da marca. O dado, porém, não apaga o desafio maior: disputar atenção num país onde o café é a bebida de referência.

“O hábito de consumo de chá no Brasil não está vinculado ao clima, até porque se o clima fosse, nós não beberíamos café em pleno verão”, disse Corrêa.

Erva-mate para exportação

A aposta de longo prazo fora do Brasil está na erva-mate, produto com 85% do plantio mundial concentrado no sul do país.

A empresa opera há 18 meses em seis mercados externos (Estados Unidos, Canadá, Espanha, Portugal, Japão e Oriente Médio) e as exportações já representam aproximadamente 5% do faturamento.

O mercado americano é o mais representativo, impulsionado pela concentração de brasileiros residentes nos Estados Unidos.

A estratégia não compete com as ervas tradicionais de cada mercado, mas aposta na novidade da erva-mate como produto brasileiro ainda desconhecido fora do cone sul, um caminho que o açaí e o guaraná percorreram antes.

Leia mais: Café gelado cai no gosto de jovens e impulsiona as vendas de cafeterias

“É um produto brasileiro tal qual o açaí, o guaraná da Amazônia. São produtos que a gente pode dizer que são proprietários do nosso Brasil”, afirmou Corrêa.

Japão e Oriente Médio são apontados como mercados de maior potencial de longo prazo, por já terem o hábito de consumo de chá consolidado.

Norte e Nordeste como nova fronteira

No mercado doméstico, a próxima fronteira está nas regiões historicamente mais frias para o chá. Norte e Nordeste crescem acima de 20% ao ano em volume e valor nos últimos seis anos, segundo dados Nielsen, mas ainda representam apenas 15% da receita total da empresa. Sul e Sudeste concentram cerca de 40%.

A assimetria é reveladora: as regiões com menor penetração histórica crescem no ritmo mais acelerado. O consumo per capita regional gira em torno de três xícaras por habitante por ano, o que indica que o desenvolvimento do hábito, e não a disputa por share em mercados maduros, é o principal motor de crescimento disponível nos próximos anos.

Fundada em Curitiba em 1901, a Leão opera de forma ininterrupta desde então. A família fundadora não tem participação remanescente desde a aquisição pela Coca-Cola.

Fazer parte do sistema da gigante americana confere à empresa padrões internacionais de produção e políticas corporativas globais, segundo o CEO.

Sobre fusões e aquisições, Corrêa foi cauteloso em meio a um setor em movimento. A General Mills vendeu recentemente suas operações no Brasil para a Três Corações.

“A gente observa o mercado sempre”, disse, sem confirmar negociações em curso. “O que falta construir são os próximos 100 anos”.

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Vista aérea da unidade fabril da Leão em Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba (PR): empresa opera duas fábricas no Paraná e planeja investir R$ 100 milhões até 2030. (Foto: Divulgação/Leão)

Marca colombiana aposta na Espanha como ‘trampolim’ para o café premium na Europa

18 de Abril de 2026, 10:05

A marca colombiana Juan Valdez lançou na Espanha uma edição limitada de café premium em parceria com a estilista espanhola Ágatha Ruiz de la Prada.

A coleção inclui xícaras com estampas da designer — corações, formas geométricas e cores vibrantes — e café 100% colombiano em embalagem assinada.

A colaboração faz parte da estratégia da marca de reforçar sua presença no mercado europeu combinando produto e identidade cultural.

Para a Juan Valdez, unir o café colombiano ao nome de uma das figuras mais reconhecidas da moda espanhola é uma forma de ampliar seu alcance além do público habitual de cafeterias premium.

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A colaboração, concebida como uma edição especial, une a origem do café colombiano a um dos universos criativos mais reconhecíveis da moda espanhola.

O resultado é uma proposta que apela à experiência: não apenas tomar café, mas interagir com uma narrativa visual e emocional construída em torno dele.

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O lançamento acontece em um momento em que a Espanha ganha relevância dentro da expansão internacional da companhia.

“A Espanha é um mercado-chave dentro da nossa estratégia na Europa, com um crescimento de 55% nas vendas no último ano”, afirmou Virginia Donado, CEO da marca no país, em declarações à Bloomberg Línea.

Para a empresa, o mercado espanhol funciona como uma ponte para a Europa, impulsionado pela afinidade cultural com a América Latina e por um consumidor cada vez mais receptivo a propostas que combinam produto e experiência.

Essa mudança no padrão de consumo é central na estratégia. “Mais de 70% das decisões no setor de hospitalidade são influenciadas pela experiência e pelo ambiente”, explicou Donado, que descreve uma virada em direção a um modelo no qual o café deixa de ser apenas uma bebida para se tornar um elemento cultural e social.

Nesse contexto, a parceria com a estilista espanhola não é um fato isolado, mas parte de uma aposta por conectar com novos públicos por meio da indústria criativa.

A Espanha, com sua forte tradição em design e estilo de vida, torna-se assim um laboratório para esse tipo de iniciativa.

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O crescimento da Juan Valdez no país europeu se apoia em um modelo multicanal que combina lojas físicas — onde se concentra a experiência de marca — com um canal digital em expansão, que cresceu mais de 45% no último ano, impulsionado pela venda de café embalado.

A médio prazo, a companhia projeta chegar a até 140 lojas na Espanha nos próximos seis anos, consolidando uma base operacional para sua expansão pelo restante da Europa. Em paralelo, a aliança com o Grupo Lux busca reforçar sua capacidade logística e comercial na região.

Além da expansão física, a estratégia mira competir em um mercado europeu altamente sensível a preço por outro caminho: o valor. “Não entramos na guerra de preços, mas na construção de valor”, afirmou Donado, destacando o peso da origem, da qualidade e do impacto social do café colombiano.

Iniciativas como o programa Mulheres Cafeicultoras, que já beneficiou mais de 1.000 produtoras na Colômbia, integram esse discurso, no qual a marca busca se diferenciar não só pelo produto, mas pela sua história.

Para a companhia, esse tipo de colaboração também reflete uma transformação mais ampla na indústria cafeeira latino-americana: a passagem de exportar matéria-prima para exportar marca, experiência e conteúdo cultural.

Nesse percurso, a Espanha não atua apenas como mercado, mas como vitrine — um espaço onde o café colombiano se apresenta não só como origem, mas como proposta estética e cultural capaz de competir no segmento premium global.

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Quiosque da Juan Valdez, na Colômbia: rede prevê abrir até 140 lojas na Espanha. (Foto: Esteban Vanegas/Bloomberg)

Gigante italiana mira doces caseiros para ser ‘one stop shop’ da confeitaria no Brasil

17 de Abril de 2026, 06:00

Quando executivos do Irca Group chegam ao Brasil para conhecer o mercado local, o VP Plínio Freitas tem um ritual: leva-os a uma loja da Chocolândia, em São Paulo, um dos grandes varejos de ingredientes para confeitaria espalhados pelo país, e deixa a cena falar por si.

“A gente normalmente tem que trazer o pessoal lá de fora para mostrar, porque só explicando eles não conseguem entender”, disse Freitas, vice-presidente Latam da gigante italiana da confeitaria em entrevista à Bloomberg Línea.

O que esses visitantes encontram é um mercado que, apesar de ser um dos maiores do mundo, tem uma caraterística muito mais difusa e ligada à produção doméstica de doces do que o que se vê em outros países. É neste home baking que a empresa aposta ao iniciar sua aposta no Brasil.

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A multinacional italiana fundada em 1919 diz ter faturamento de cerca de € 1,5 bilhão ao ano e iniciou em 2025 a montar sua operação estruturada no Brasil, o que se formalizou no início deste ano.

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O investimento inicial é de aproximadamente € 1 milhão aplicados na montagem de equipe comercial, estrutura logística e adaptação de produtos para o mercado local. A preparação levou quase um ano — tempo necessário para abertura de empresa, organização de importação e seleção de portfólio.

O ponto de entrada escolhido pelo Irca diz muito sobre como a empresa lê o Brasil. A companhia é, por natureza, um negócio B2B, e fornece ingredientes para profissionais, nunca para o consumidor final. Mas o Brasil tem uma camada intermediária que não se enquadra facilmente nessa lógica.

“No Brasil, existe esse mercado informal que a gente chama de home baking, que é um profissional caseiro. Fica ali na zona cinzenta”, disse Freitas.

Esse segmento é formado por confeiteiros, chocolateiros e produtores de brigadeiros e outros doces que operam a partir de casa ou em pequena escala. É ele, na leitura do Irca, simultaneamente o mais imediato e o mais volumoso.

A divisão de esforços, neste primeiro momento, é de aproximadamente 60% voltada a esses produtores caseiros e 40% à indústria. “No momento a gente focou bastante no home baking, até porque é um trabalho com um prazo um pouco mais curto. Você vai para a gôndola, faz um trabalho e já começa a ter o giro”, explicou Freitas.

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A estratégia de ativação combina marketing digital com presença física. A empresa já realizou degustações e demonstrações em lojas em Campinas e em São Paulo, e organizou um evento de apresentação para chefs, confeiteiros e distribuidores. O primeiro cliente B2B de maior porte confirmado é a rede de gelaterias Bacio di Latte.

Grupo Irca fornece produtos para o preparo de sorvetes italianos (Foto: Divulgação)

Posicionamento local

Para esta fase inicial, o Irca selecionou 50 itens de um portfólio global de mais de 5.000 produtos. A seleção priorizou quatro categorias.

A principal é a linha de recheios e coberturas (nociola, pistache, caramelo e praliné, entre outras) que representa o núcleo histórico da empresa. A segunda é especializada em frutas cristalizadas, com foco no mercado de panetone. A terceira é voltada para sorveterias italianas, segmento em expansão no Brasil. A quarta é focada em decorações de chocolate prontas para aplicação.

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“Queremos nos posicionar como one stop shop para confeitaria, para chocolateria, gelateria. Tudo o que esses profissionais precisarem, a gente é capaz de fornecer”, disse Freitas.

Segundo ele, entretanto, nenhum produto no país é tão importante quanto o brigadeiro.

Entre os ingredientes em que a empresa aposta no curto prazo está o pistache, cuja popularidade Freitas avalia como duradoura. “A gente acredita que não vai ser apenas uma modinha. Vai estabilizar num patamar alto”, disse.

A empresa tem a maior fábrica de pistache da Europa, localizada na Sicília, e traz ao Brasil desde pastas puras até cremes prontos para aplicação.

A adaptação para o mercado brasileiro, contudo, começou antes mesmo da chegada dos produtos. Na Europa, recheios são vendidos normalmente em embalagens de 5 quilos. No Brasil, o perfil do setor exigiu formatos menores. “A gente comprou máquinas na Itália para atender essa demanda do Brasil especificamente”, disse Freitas. Embalagens de 1 quilo ou menos passam a ser o padrão para a operação local.

Apesar dessa ligação com a produção caseira, o posicionamento da marca no Brasil é voltado ao mercado premium. Por ser produto importado, o preço será mais alto do que o de concorrentes locais, mas a empresa lida com esse obstáculo apostando em um consumo aspiracional.

“Pode ser que nosso produto em 20 centavos o custo de produção de uma pequena empresa, mas sua margem pode aumentar em 50 centavos”, disse Freitas. Para o home baker que vende brigadeiros ou ovos chocolate de comer com colher, usar um ingrediente italiano de origem reconhecida permite cobrar mais pelo produto final, segundo ele.

“É premium, mas não é exorbitante, super caro e não acessível. E realmente traz valor para quem utiliza o produto”, afirmou Freitas.

No segmento industrial, o ciclo para se consolidar no mercado local é mais longo e mais burocrático. O grupo já mapeou alvos como Cacau Show, Kopenhagen, Ofner e Bauducco como potenciais clientes. Globalmente, a empresa já fornece para a Unilever na divisão de sorvetes e trabalhou com a Franui no lançamento de uma linha de sorvetes na Europa.

A ambição é replicar esse modelo no Brasil, mas Freitas reconhece que esse trabalho “leva mais tempo” e é “mais burocrático”.

Apesar de começar devagar, a meta para a operação brasileira é que fique entre as três maiores do grupo no mundo.

“O caminho para chegar lá combina crescimento orgânico nos primeiros três anos com a possibilidade de movimentos estruturais posteriores. “O Irca cresceu muito com aquisições. Tem um pouco disso no nosso DNA. Então uma eventual aquisição no Brasil também pode ser uma possibilidade razoável”, disse.

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Multinacional fundada em 1919 tem faturamento de cerca de € 1,5 bilhão ao ano e estreou sua operação estruturada no Brasil neste ano

Transfero aposta em rede de orquestração para unificar pagamentos globais e blockchains

16 de Abril de 2026, 09:00

Fintech de ativos digitais, a Transfero está em um momento de transformação estratégica. O mais recente movimento da empresa, que construiu a sua reputação como fornecedora de infraestrutura cripto, agora é se posicionar como orquestradora de múltiplas blockchains e redes de pagamento com o lançamento da Transfero Payment Network (TPN).

O sistema foi criado para conectar múltiplas infraestruturas, como Pix, Swift, Circle Payments Network, t0 Network, Ripple e Fireblocks Network. E inclui ainda stablecoins, bancos locais e internacionais e provedores de liquidez.

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Emissora do BRZ, stablecoin lastreada em moeda fiduciária e atrelada ao real brasileiro na América Latina, a Transfero opera como um BaaS (Banking as a Service) no estilo cripto e oferece um portfólio de ativos digitais, que inclui emissão, conversão cambial (FX), custódia, compliance e soluções de entrada e saída (on e off-ramp).

O investimento na criação da TPN procura mexer num problema clássico do mercado cripto: a fragmentação.

A stablecoin BRZ da Transfero, por exemplo, funciona em 16 blockchains diferentes. Essa dispersão, que antes era uma desvantagem operacional, virou matéria-prima para um novo produto.

“Isso me incomodava porque para eu fazer um projeto eu tive que fragmentar em 16 outras tecnologias, o que não é usual”, afirma Claudio Just, sócio-fundador e CEO da Transfero desde julho passado, quando substituiu Marlyson Silva, também sócio-fundador e hoje presidente do grupo Transfero. “Agora, a TPN funciona com a coordenação de todas essas outras networks que existem.”

Quatro redes já estão operacionais, de acordo com o executivo. A CPN (Circle Payments Network) da Circle, a t-0 Network, da Tether, e as redes da Ripple e da Swift. O objetivo é adicionar mais três até o final do ano, chegando a sete redes coordenadas.

O sistema começa a rodar em transferências internacionais feitas a partir e para o Brasil, escalando na sequência por outros mercados. “Começamos a oferecer ao mercado, à princípio, uma perna Brasil para fora e vice-versa, mas a ideia é ampliar para as nossas estruturas na Europa, Estados Unidos, Ásia e outras regiões”, diz.

No desenho da plataforma, construída com inteligência algorítmica, a tecnologia fará a avaliação em tempo real de variáveis como custo, velocidade, liquidez e disponibilidade das redes o melhor caminho para o fluxo financeiro.

A intenção, segundo o executivo, é que as redes disputem dentro da TPN, buscando oferecer os melhores atributos em termos de melhor preço, tempo de liquidação e mais lugares para pagar.

No modelo atual, fragmentado, as transferências respondem em torno de 30% da receita total da Transfero, que ficou em US$ 12 milhões em 2025. A expectativa é que o produto contribua para elevar a receita de pagamentos em torno de 200% no longo prazo.

“O crescimento vai ser muito mais baseado nas trilhas que eu estarei operando. A Ásia, por exemplo, é um mercado onde tenho um crescimento de faturamento da Transfero, a partir da operação da infraestrutura e a TPN é uma das partes disso. É um mercado bilionário”, diz o CEO.

Questionado sobre a potencial redução de custos nas transações para os clientes, Just afirmou que a, como a empresa ainda está em testes para a entrada de novas redes, ainda é cedo para apresentar números.

“Em velocidade, é muito mais rápido; custo, dependendo do que for operação, sim, é mais barata, mas a eficiência de ter o controle de ponta a ponta que é o mais importante”, comentou.

“Toda vez que alguém faz um câmbio ou manda uma stablecoin, tem que ter o liquidante de um lado e ter a infraestrutura, e as camadas não são 100 % complementares. O que nós estamos tentando entregar para o mercado são todas camadas em uma só”, disse.

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O sistema foi criado para conectar múltiplas infraestruturas, como Pix, Swift, Circle Payments Network, t0 Network, Ripple e Fireblocks Network. E inclui ainda stablecoins, bancos locais e internacionais e provedores de liquidez. (Foto: Christopher Pike/Bloomberg)

Para Vitacon, a Augusta é a nova Rebouças

15 de Abril de 2026, 07:21

Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

A incorporadora que não comprou terreno na Rua Augusta, em São Paulo, está prestes a perder a janela de oportunidade.

É essa a avaliação de Ariel Frankel, CEO da Vitacon, que atua no segmento de studios para alta renda e que está com quatro terrenos na via. A estimativa é que 80% das opções de áreas disponíveis já estejam comprometidas com projetos em andamento.

“A rua já está bem formatada para a mudança, que deve ficar mais visível conforme os prédios sejam entregues. [Antes] era uma via de passagem, que está se transformando na nova grande potência nobre da cidade”, afirmou Frankel em entrevista à Bloomberg Línea.

A expectativa do executivo é que a região tenha potencial de valorização semelhante ao que aconteceu na Avenida Rebouças após a mudança do Plano Diretor em 2014, o que permitiu maiores construções com incentivo a diversos usos, de residencial a serviços.

Já a Augusta foi incluída em uma revisão do mapa da Lei de Zoneamento em 2024, o que aumentou o potencial construtivo.

A Vitacon já tinha um empreendimento lançado na região antes da mudança no zoneamento. Com a alteração, a incorporadora aumentou a aposta na via, com outros três lançamentos no pipeline de 2026.

⇒ Leia a reportagem: ‘Efeito Rebouças’: Vitacon aposta na Augusta como novo eixo nobre de São Paulo

Empreendimento da Vitacon na Rua Augusta, em São Paulo (SP): incorporadora tem um prédio entregue e outros três lançamentos na região

No radar dos mercados

Os futuros das ações dos EUA operam perto da estabilidade nesta quarta-feira (15), enquanto investidores aguardam a confirmação de uma nova rodada de negociações no Oriente Médio. O petróleo WTI sobe mais de 1%.ㅤ

- Conflito desafia BCs. O ministro da Fazenda do Brasil, Dario Durigan, disse em entrevista à Bloomberg News que uma guerra prolongada no Irã poderia forçar os bancos centrais a agir para conter a inflação. No Brasil, cortes na Selic seguem cautelosos e dependem do impacto do conflito sobre a inflação e as expectativas.ㅤ

- Crise no luxo. As vendas da Gucci caíram 8% no 1º trimestre, quase o dobro do esperado, pressionadas pela guerra no Oriente Médio, que afetou o turismo e derrubou receitas na região. Apesar de mudanças na liderança e estratégia, investidores aguardam sinais de recuperação da principal marca do grupo.ㅤ

- Futuro da guerra. O presidente dos EUA disse que o fim do conflito com o Irã está próximo e que pode não ser necessário estender o cessar-fogo de duas semanas negociado após quase seis semanas de combates. “Poderia terminar de qualquer maneira, mas acho que um acordo é preferível”, disse ele à ABC News.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas ontem (14/04): Dow Jones Industrials (+0,66%), S&P 500 (+1,18%), Nasdaq Composite (+1,96%), Stoxx 600 (+0,99%), Ibovespa (+0,33%)
LEIA + Siga a trilha dos mercados para conhecer as variáveis que orientaram os investidores →

🗓️ Agenda: Os eventos e indicadores em destaque hoje e na semana →

Destaques da Bloomberg Línea:

JHSF paga US$ 160 mi pelo antigo Conrad de Punta del Este e reforça aposta no Uruguai

Fundo saudita amplia participação para 20% na Sadia Halal, joint venture com a MBRF

Copa do Mundo impulsiona mercado imobiliário em Miami com alta demanda latina

• Também é importante: Fabricante do Ozempic fecha parceria com a OpenAI para acelerar pesquisa de remédios| Credores da Raízen pedem até 90% da empresa em troca de dívida, dizem fontes

• Opinião Bloomberg: Bloqueio de Ormuz por Trump pode levar os EUA a uma guerra longa sem enfraquecer o Irã

• Para não ficar de fora: Menu de até R$ 3 mil: como é jantar no 1º restaurante três estrelas Michelin em SP

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‘Efeito Rebouças’: Vitacon aposta na Augusta como novo eixo nobre de São Paulo

15 de Abril de 2026, 06:00

A incorporadora que não comprou terreno na Rua Augusta, em São Paulo, está prestes a perder a janela de oportunidade. É essa a avaliação de Ariel Frankel, CEO da Vitacon, que atua no segmento de studios para alta renda e que está com quatro terrenos na via. A estimativa é que 80% das opções de terrenos disponíveis já estejam comprometidas com projetos em andamento.

“A rua já está bem formatada para a mudança, que deve ficar mais visível conforme os prédios sejam entregues. [Antes] era uma via de passagem, que está se transformando na nova grande potência nobre da cidade”, afirmou Frankel em entrevista à Bloomberg Línea.

A expectativa do executivo é que a região tenha potencial de valorização semelhante ao que aconteceu na Avenida Rebouças após a mudança do Plano Diretor em 2014. A avenida foi enquadrada como Zona Corredor (ZCOR), o que permitiu maiores construções com incentivo a diversos usos, de residencial a serviços.

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O movimento ganhou força nos últimos cinco anos, especialmente com a consolidação da Rebouças como novo polo corporativo da cidade, aproveitando a proximidade com a Avenida Faria Lima.

O maior exemplo da mudança veio no primeiro semestre de 2025, quando a Amazon locou 39.000 metros quadrados no edifício corporativo Biosquare, que está em construção e fica a uma quadra da Rebouças.

Já a Augusta foi incluída em uma revisão do mapa da Lei de Zoneamento em 2024, que aumentou o potencial construtivo da rua, incluindo trechos como Zonas de Corredor e Zonas Eixo de Estruturação da Transformação Urbana (ZEUs).

A mudança acelerou a valorização do metro quadrado dos terrenos na via. O preço passou de uma média de R$ 34.191/m² em 2020 para R$ 42.700/m² em 2025, um ganho de 4,5% nos cálculos da consultoria Binswanger. No alto padrão, as negociações já ultrapassam o preço de R$ 60.000/m².

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A Vitacon já tinha um empreendimento lançado na região antes da mudança no zoneamento. Com a alteração, a incorporadora aumentou a aposta na via, com outros três lançamentos no pipeline de 2026.

“Vimos o valor dos nossos imóveis na Rebouças dobrar nos últimos cinco anos. Para a Augusta – e no nosso negócio, de forma geral –, buscamos produzir imóveis bem abaixo do custo de mercado para que o cliente possa surfar essa valorização também", disse.

Atualmente 70% dos compradores de imóveis da Vitacon são investidores que buscam retorno com a revenda dos apartamentos ou com a locação. Na região dos Jardins, onde está localizada a Rua Augusta, o preço médio de aluguel subiu 6% em 12 meses segundo os dados mais recentes do FipeZAP, para R$ 17.354 /m².

A Vitacon projeta 13 lançamentos no acumulado de 2026, com R$ 1,8 bilhão em valor geral de vendas (VGV) para este ano – crescimento de 28,6% frente ao ano passado.

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Questionamentos em habitação social

Em paralelo à aposta na região da Rua Augusta, a Vitacon tem sido alvo de questionamentos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Habitação Social. Instaurada no segundo semestre de 2025, a CPI investiga irregularidades nas vendas de moradias populares em São Paulo.

Embora não seja seu produto principal, a Vitacon incluiu unidades de Habitações de Interesse Social (HIS) em seus empreendimentos localizados em zonas de maior adensamento.

A prática permite que as incorporadoras ampliem o potencial construtivo dos terrenos, viabilizando projetos maiores.

Essa tipologia representa cerca de 20% das unidades nos empreendimentos em que são aplicadas, mas Frankel estima que elas totalizem menos de 5% do portfólio total da empresa.

A CPI investiga se a venda das habitações sociais da Vitacon e de outras incorporadoras foi feita a investidores que não estavam enquadrados nas regras do modelo ou que alugavam os apartamentos sem seguir as restrições impostas a unidades HIS.

A legislação proíbe, por exemplo, a locação de curta temporada (short stay) – carro-chefe da Housi, spin-off da Vitacon que atua na operação de condomínios e oferece gestão completa dos imóveis para locação.

Frankel afirmou que a Vitacon seguiu com as normas exigidas em todas as vendas. Atualmente não há uma fiscalização sobre a locação do apartamento após a comercialização o que, em sua visão, deveria ficar a cargo da prefeitura.

“Vemos com bons olhos a regularização [do mercado]. Quem tem mais experiência com esse tipo de produto vai implantar as alterações rapidamente – esse deve ser o nosso caso", afirmou.

O CEO da Vitacon destacou ainda que a empresa não pretende eliminar as unidades HIS de seus empreendimentos. “Não teremos uma redução. É um complemento ao nosso mix, que equilibra nossos produtos.”

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© Vitacon (Divulgação)

Empreendimento da Vitacon na Rua Augusta, em São Paulo (SP): incorporadora tem um prédio entregue e outros três lançamentos na região

‘Banco’ da Totvs com o Itaú, Techfin quer ampliar oferta de serviços financeiros no ERP

14 de Abril de 2026, 06:00

A Totvs tem ampliado sua aposta em serviços financeiros e caminha para transformar a Techfin, sua joint-venture com o Itaú Unibanco, cada vez mais em um banco digital para pequenas e médias empresas, integrado com suas soluções de tecnologia.

O braço financeiro da companhia de software de gestão (ERP), formado em 2023, se tornou sua terceira maior unidade de negócio, com uma oferta que vai de crédito para capital de giro e antecipação de recebíveis a serviços de pagamentos.

O plano agora é lançar novos produtos e serviços, incluindo uma conta digital, com a visão de que isso pode ajudar a atrair mais clientes - principalmente pequenas e médias empresas - que já fazem parte da base da Totvs (TOTS3).

“Este ano tem sido um marco transformacional porque nós, de fato, integramos três produtos importantes de crédito dentro do Proteus [sistema de ERP da Totvs]. Isso é muito disruptivo, não existe precedente hoje disso que estamos fazendo”, disse Mauro Wulkan, CEO da TechFin ERP Finance, em entrevista à Bloomberg Línea. “É o início deste banco dentro do ERP”.

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A proposta é de que, após a integração de produtos como capital de giro, antecipação de recebíveis e maior prazo, novos produtos sejam lançados para ampliar as ofertas aos clientes da Totvs, com uma jornada que nasce conciliada. Além disso, outros softwares da companhia também passarão por processos semelhantes.

Leia também: Mercado Pago reforça aposta em PMEs com maior apetite ao crédito e plataforma unificada

“Começamos agora a contar um pouco mais profundamente para os nossos clientes. Obviamente, estamos testando algumas coisas ainda e começa, de fato, a escalar essa operação de crédito dentro do ERP”, disse Wulkan.

A Techfin reúne dois núcleos de negócios. Os produtos mais tradicionais são oriundos da Supplier, fintech de crédito B2B adquirida pela Totvs em 2019, quando a companhia decidiu investir na tese financeira sob comando do CEO Dennis Herszkowicz. E o segundo é o núcleo de embedded finance, em construção já dentro da Totvs para usar a base de clientes e oferecer outros serviços.

A joint-venture da Totvs com o Itaú fechou o último trimestre de 2025 com carteira líquida de crédito em R$ 2,49 bilhões e produção de crédito de R$ 3,4 bilhões. Ao longo de todo o ano, a originação atingiu R$ 13,2 bilhões e a receita líquida de crédito chegou a R$ 350,2 milhões, alta de 13,9% na comparação com 2024.

Empresas com receita entre R$ 100 milhões e R$ 1 bi no foco

A expansão do negócio deve se dar por análise de propensão ao uso, mais do que focar em determinadas indústrias, segundo os executivos.

A partir dos dados de gestão, a Totvs vai procurar identificar os clientes que estão nos momentos mais propícios para as ofertas. Empresas com receita entre R$ 100 milhões e R$ 1 bilhão são o perfil preferencial, embora a companhia diga que toda a sua base de clientes pode se beneficiar dos novos serviços.

Leia também: CEO da Totvs mira expansão na própria base e espera segundo semestre de 2025 ‘saudável’

O argumento principal para atrair a clientela para o “banco da Totvs” é a integração que, no fim do dia, pode elevar a produtividade e eficiência.

Dennis Herszkowicz,  CEO da Totvs: a conta digital é um tipo de produto muito importante para gerar algum grau de principalidade com o cliente

“O nosso produto de pagamentos é igual ao dos outros. O Pix, por exemplo, não tem diferença, o processo é o mesmo, mas pelo fato dele ser integrado e conciliado, gera essa economia em processos e em pessoas, benefício que se transforma em resultado para a companhia”, disse o CEO.

Na esteira de produtos, a Techfin tem um cronograma de lançamentos. Ainda neste semestre, a conta digital deve ser apresentada, seguida por um produto de rendimento de saldo até o final do ano e uma linha de hot money, empréstimos de curto prazo para cobrir necessidades imediatas de caixa.

“A conta digital é um tipo de produto muito importante para gerar algum grau de principalidade com o cliente”, afirmou Herszkowicz.

“Esse vínculo com a conta digital, seja com pagamento de tributo, aplicação financeira, seja com uma taxa de juros competitiva, quando falta dinheiro nessa conta digital, faz com que o empresário nos veja como um meio para essa principalidade e nos dê uma fatia relevante no relacionamento bancário dele”, disse Herszkowicz.

Leia também: Totvs compra Linx por R$ 3,05 bi com ‘desconto’ de 50% e ganha força no varejo

De acordo com o CEO, ter um portfólio completo de um banco que serve pequenas e médias empresas leva tempo. A oferta de cartões, por exemplo, não está no horizonte de curto prazo.

A estratégia da companhia é de composição, com a ambição de reunir em torno de 80% dos produtos mais demandados às instituições bancárias. Por isso, serviços de crédito e pagamentos, que carregam uma certa recorrência, puxam a movimentação.

Segundo números da companhia, o mercado endereçável é 30 vezes maior do que o de software de gestão, o que demonstra o potencial do negócio. Herszkowicz afirma, no entanto, que não tem nenhum planejamento para que a Techfin se torne a segunda maior ou a vertical mais importante da Totvs.

“Eu não teria nenhum problema que a TechFin fosse maior do que gestão, mas ela precisa trabalhar para chegar lá e a área de continua trabalhando para avançar”, diz. “Nós deixamos o mercado decidir se ela será segunda ou a terceira.”

Os esforços atuais também serão direcionados para Linx. A empresa voltada para soluções de varejo foi adquirida pela Totvs da Stone no ano passado em transação de R$ 3,05 bilhões, que, para além das cifras, marcou o desfecho de um “namoro” de longo prazo. O negócio foi concluído no início de março, depois das aprovações de órgãos reguladores.

De acordo com Wulkan, que é co-fundador da Supplier, hoje há apenas “um festival de ideias” de como as ofertas poderiam ser inseridas no negócio.

“Nós temos dúvida zero que temos oportunidades. O varejo é um dos setores que mais precisa de serviço bancário, seja pelo tamanho, seja pelo dinamismo. Um dos motivos de comprar a Linx, não é o principal, mas certamente é um motivo, é exatamente o cross-sell que a gente pode fazer com a Techfin”, disse Herszkowicz.

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Techfin fechou o último trimestre de 2025 com carteira líquida de crédito em R$ 2,49 bilhões. (Foto: Divulgação/Totvs)

Mercado Pago reforça aposta em PMEs com maior apetite ao crédito e plataforma unificada

9 de Abril de 2026, 15:25

Em meio à disputa acirrada no e-commerce latino-americano, o Mercado Pago, banco digital do Mercado Livre, reforça sua aposta em pequenas e médias empresas com o lançamento da Conta Negócio.

A plataforma unifica soluções já existentes e introduz novos benefícios para o segmento de PMEs – que abrange os vendedores do Mercado Livre e é considerado uma das principais alavancas em sua estratégia de crescimento.

“O segmento de PMEs é um dos mais dinâmicos e estratégicos da economia brasileira e queremos ser protagonistas dessa jornada”, afirmou Daniel Davanço, diretor sênior de PMEs da companhia no Brasil, durante entrevista coletiva.

A solução foi lançada no Brasil nesta quinta-feira (9) e a expectativa é de expansão para os outros países da região.

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Uma das principais alavancas da conta é a concessão de crédito, um dos principais desafios de crescimento para os pequenos empreendedores.

O Mercado Pago já oferece ao menos uma solução de crédito em até três meses de uso para 9 a cada 10 empreendedores que apresentem faturamento mensal acima de R$ 10 mil.

Segundo um levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostrou que em 2025 apenas 4 em cada 10 empreendedores conseguiam os empréstimos que buscavam.

O maior apetite se justifica, segundo o executivo, pelo relacionamento de 20 anos com esse perfil de clientes – o banco digital foi criado inicialmente para atender os vendedores do Mercado Livre. Davanço afirma que análise de concessão usa mais de 2 mil variáveis e dados de Open Finance para calibrar as ofertas por perfil de cliente.

A companhia não abre guidance de crescimento para o segmento PMEs, mas Davanço reforçou que é uma área prioritária para a estratégia do banco.

“A Conta Negócio libera uma oferta de crédito para um volume maior de empreendedores. Estamos crescendo a taxas muito aceleradas nesse segmento”, afirmou.

A carteira de crédito para pequenas e médias empresas do Mercado Pago no Brasil cresceu 40% em 2025 em base anual, para R$ 11 bilhões. A carteira de crédito total do grupo avançou para US$ 12,5 bilhões no quarto trimestre do ano passado, uma alta anual de 90%.

Leia também: Reformas de Milei acirram batalha entre bancos e fintechs na América Latina

Mudanças na prática

A Conta Negócio integra os serviços já oferecidos para PMEs em uma única interface no aplicativo do Mercado Pago, e conta com benefícios extras para expandir a base, atualmente em 9 milhões de empreendedores.

Em adquirência, o dinheiro das vendas não passa por taxas adicionais de antecipação e irá contar com tarifas regressivas conforme o volume transacionado. O portfólio inclui maquininhas Point, solução via celular (Point Tap), links de pagamento e QR Code.

No pilar financeiro, os “cofrinhos” rendem até 120% do CDI com liquidez imediata – benefício que antes era restrito a alguns usuários e agora é garantido a todos os correntistas da Conta Negócio.

E o software de gestão, que custava R$ 79 mensais, passa a ser gratuito para o segmento, com emissão de notas fiscais, controle de estoque e PDV integrado.

A Conta Negócio está sendo lançada no Brasil e ainda está em análise para outros países. O serviço é gratuito, sem teto de faturamento e vale para qualquer PJ. No entanto, os benefícios plenos, como o rendimento turbinado e o software sem custo, ficam restritos a quem fatura acima de R$ 10 mil por mês.

Os clientes PJ serão migrados automaticamente para a nova interface, enquanto os novos usuários poderão optar pela conta ao abrir seu cadastro.

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Plataforma unifica soluções já existentes e introduz novos benefícios para vendedores (Foto: Divulgação/Mercado Livre)

MSD Saúde Animal mira maior uso de dados para ‘ouvir’ os bovinos e elevar eficiência

9 de Abril de 2026, 09:25

A pecuária brasileira passa por um momento de transição de um modelo baseado na intuição do produtor para outro guiado por dados. Essa mudança, que pode redefinir a forma de produzir proteína, também deve impulsionar o negócio de tecnologia da MSD Saúde Animal no país.

Essa é a leitura da diretora da Unidade de Negócios de Ruminantes (que inclui bovinos) da MSD Saúde Animal, Laura Villarreal.

Nesse sentido, a empresa tem apostado no crescimento da demanda por dispositivos de identificação e monitoramento de animais, capazes de indicar se eles estão ruminando, em cio ou prestes a adoecer.

“Os dados e a tecnologia estão ajudando a tomar as melhores decisões na pecuária. Já não é mais um negócio em que você espera o final do ciclo. Você sabe exatamente o que está acontecendo todo dia”, disse Villarreal em entrevista à Bloomberg Línea.

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A divisão de Ruminantes respondeu por 53% da receita da operação de saúde animal da companhia no Brasil em 2025, seguida por pets, com 23%, suínos (11%), aves (9%) e aquicultura (1%).

Em 2024, o crescimento da área de Ruminantes foi de 4% e, em 2025, de 1%. Para este ano, porém, a expectativa é de aceleração, com alta projetada de 8%, puxada por biológicos e prevenção, que é o core da companhia. Mas o crescimento também passa pela tecnologia.

Leia também: Além da vacina: MSD Saúde Animal quer avançar em prevenção e ‘falar’ com os bichos

Apesar de exercer um papel central na estratégia da divisão, a tecnologia ainda responde por cerca de 10% da receita da unidade no Brasil, explica a executiva.

A divisão do negócio segue equilibrada entre corte e leite, com participação próxima de 50% para cada segmento.

A empresa vê espaço para ampliar essa participação à medida que o produtor passa a adotar ferramentas de monitoramento e análise de dados no manejo, com foco em maior previsibilidade no dia a dia da operação.

“O olhar do produtor continua sendo importante, mas a gente não vai esperar até o final para ver se a operação rendeu resultado econômico. Nós conseguimos ver isso todo dia e fazer mudanças de rota à medida que avançamos. O dado permite tomar a melhor decisão”, disse a executiva, que está à frente da unidade de ruminantes no Brasil desde janeiro de 2022.

Tecnologia avança, puxada pelo leite

A base de uso dessas tecnologias cresceu de forma acelerada nos últimos anos, conta a executiva.

Segundo dados relativos ao gado de leite pela plataforma da empresa SenseHub, o número de animais monitorados pela tecnologia da empresa passou de cerca de 8.000 em 2019 para mais de 165.000 atualmente, com meta de superar 230.000 até o fim deste ano. Segundo a empresa, parte dessa projeção já foi contratada.

O número de fazendas de clientes avançou de 39 para mais de 900 propriedades pagantes no período. O modelo é baseado em assinatura - a empresa não divulga o valor mensal para contratar o serviço.

O monitoramento mais intensivo ainda está concentrado no gado leiteiro, enquanto a identificação animal tem uso mais disseminado entre corte e leite.

“Você deixa de olhar a média do lote e passa a olhar indivíduo por indivíduo. Você sabe se o animal está ruminando, se entrou em cio, se a produção aumentou ou caiu. Isso muda toda a lógica da pecuária”, disse.

A adoção de tecnologia entre a pecuária de corte e a de leite, porém, ainda é díspar, explica a executiva.

“O pecuarista, assim como o veterinário, não quer perder tempo e tende a ir direto na solução mais simples. No gado de corte, isso passa por identificar o animal e coletar dados. No leite, estamos um pouco mais avançados, com monitoramento de comportamento e outros indicadores.”

Dos animais de corte no Brasil, cerca de 30% já são identificados — e, dentro desse universo, aproximadamente 70% utilizam soluções da linha Allflex, da empresa. No país, a tecnologia funciona como uma espécie de brinco eletrônico que permite identificar individualmente os animais.

Mais à frente, essa mesma tecnologia deve incorporar novas funcionalidades, como a capacidade de indicar sinais de doença antes da manifestação clínica e mais em linha com os atributos já existentes na tecnologia para gado de leite.

Essa solução da companhia para a pecuária já foi lançada nos Estados Unidos e deve chegar ao México em breve. Para o Brasil, porém, ainda não há previsão.

Segundo a executiva, outro desafio é adaptar as tecnologias às condições locais, já que o país tem características climáticas e produtivas específicas.

“Um produto que funciona hoje em outros mercados, como o México, nem sempre é o mais adequado para o Brasil, que é um país tropical. Por isso, só trazemos essa tecnologia quando temos segurança de que ela está adaptada às condições da pecuária brasileira.”

Estrutura do setor

A expansão dessas tecnologias ocorre em um mercado altamente pulverizado, em que pequenos e médios produtores ainda representam uma fatia relevante do negócio, conta.

Segundo a executiva, o Brasil tem cerca de 2,6 milhões de propriedades pecuárias, das quais aproximadamente 2,4 milhões possuem menos de 500 animais.

“Só cerca de 2% das fazendas têm alta tecnologia e grande volume de animais. O restante precisa de mais acompanhamento, mais suporte técnico, mais presença no campo”, disse.

Para atender essa base, a MSD mantém mais de 220 profissionais dedicados à pecuária no país, com foco em suporte técnico e implementação das soluções.

Segundo a executiva, o desafio é fazer com que o produtor, já acostumado a uma forma mais intuitiva de trabalhar, dê o primeiro passo na adoção dessas ferramentas.

“O difícil não é comprar a tecnologia. O difícil é dar o primeiro passo. O produtor vai ter que entrar. A diferença é quando ele decide entrar”, afirmou.

Dados no centro da estratégia

A companhia projeta que a tecnologia terá papel crescente no avanço do negócio. Segundo Villarreal, cerca de 25% do crescimento da unidade até 2030 deve vir dessas soluções, considerando a receita total.

A estratégia combina esse avanço com o portfólio tradicional de saúde animal.

“Já somos referência em controle de doenças, produtividade e bem-estar animal. O que queremos agora é ser referência na geração de dados para que o produtor tome as melhores decisões”, disse.

Outro fator que tende a impulsionar a adoção tecnológica é o avanço da regulação. A obrigatoriedade de identificação individual de bovinos e búfalos a partir de 2033 deve ampliar a demanda por soluções de rastreabilidade .

A portaria do Ministério da Agricultura nº 1.331, de 21 de julho de 2025, estabelece que, a partir de 1º de janeiro de 2033, será vedada a movimentação, em território nacional, de qualquer bovino ou búfalo que não esteja individualmente identificado e cadastrado no sistema, conforme os padrões do PNIB.

Essa identificação avança atualmente justamente por meio dos brincos eletrônicos.

“Na pecuária, antes desse momento de tecnologia, ainda se admitiam alguns erros porque se olhava a média do lote. Agora isso acabou. É indivíduo por indivíduo. Isso vai dar uma vantagem competitiva importante para o Brasil”, afirmou Villarreal.

Segundo a executiva, entre um e três lançamentos devem chegar ao Brasil ainda neste ano, todos com foco em prevenção. A companhia também prepara a chegada de uma vacina com foco em sanidade animal.

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O avanço da Liv Up em marmita caseira

9 de Abril de 2026, 07:11

Este é o Breakfast - o seu primeiro gole de notícias. Uma seleção da Bloomberg Línea com os temas de destaque no mundo dos negócios e das finanças. Bom dia!

Quando Victor Santos saiu da faculdade e começou a trabalhar como analista no mercado financeiro, ele tinha um problema rotineiro: queria se alimentar bem em meio a uma agenda intensa, mas montar as próprias marmitas tomava tempo demais e o que via no mercado não parecia bom o suficiente.

“Essa dor não podia ser só minha”, disse Santos, CEO e cofundador da foodtech Liv Up em entrevista à Bloomberg Línea. Ali mesmo ele começou a estudar o setor de comidas prontas como uma opção de empreendedorismo. Isso foi em 2014, e a solução que ele encontrou para si mesmo virou um negócio em ascensão.

O mercado que ele mirava é amplo e inclui o setor de alimentação fora do lar, que movimenta cerca de R$ 450 bilhões por ano no país, segundo ele, e o segmento de pratos prontos congelados, que gira em torno de R$ 10 bilhões anuais, dominado historicamente por ultraprocessados.

Uma década depois, a aposta da Liv Up em marmitas de comida caseira congelada fatura R$ 270 milhões, cresceu 70% em 2025 e projeta chegar a R$ 1 bilhão antes de 2030.

⇒ Leia a reportagem: Liv Up cresce 70% em um ano com marmita caseira e mira faturamento de R$ 1 bi

No radar dos mercados

As ações globais operam em queda nesta quinta-feira (9), à medida que o otimismo em torno do cessar-fogo entre EUA e Irã diminuiu após Teerã alertar que alguns termos do acordo haviam sido violados.ㅤ

- A visão da BlackRock sobre lucros. Helen Jewell, diretora global de investimentos da BlackRock, disse que as expectativas de lucros devem ser revistas para baixo devido ao impacto inflacionário da guerra no Oriente Médio. “O mercado está subestimando o nível de inflação”, disse em entrevista à Bloomberg News.ㅤ

- Novo patamar para o petróleo? O Goldman Sachs estima que o petróleo Brent pode superar o patamar de US$ 100 por barril se o Estreito de Ormuz permanecer fechado por mais um mês. Se a trégua entre EUA e Irã se mantiver e o fluxo for normalizado, o petróleo deve ficar na faixa de US$ 80–82 por barril.ㅤ

- Mercedes sob pressão. As vendas globais da montadora caíram 6% no primeiro trimestre, puxadas por um recuo de 27% na China, onde marcas locais ganham espaço no segmento de luxo. Na Europa, as vendas de elétricos cresceram, impulsionadas pelo novo CLA, parte da ofensiva de lançamentos da empresa.

→ Leia a matéria completa sobre o que guia os mercados hoje

🔘 As bolsas ontem (08/04): Dow Jones Industrials (+2,85%), S&P 500 (+2,51%), Nasdaq Composite (+2,80%), Stoxx 600 (+3,88%), Ibovespa (+2,09%)
LEIA + Siga a trilha dos mercados para conhecer as variáveis que orientaram os investidores →

🗓️ Agenda: Os eventos e indicadores em destaque hoje e na semana →

Destaques da Bloomberg Línea:

‘Insider trading’? Apostas sobre cessar-fogo no Irã elevam pressão sobre plataformas

Mosaic vai paralisar fábricas de fertilizantes no Brasil após disparada do enxofre

Sobem ou descem? Ata do Fed aponta cenários opostos para juros diante da guerra no Irã

• Também é importante: Acordo do BTG Pactual para comprar o Digimais tem o apoio do FGC, segundo fontes | Com crédito em alta, argentinos se endividam para pagar contas, carros e até festas

• Opinião Bloomberg: Guerra altera status de Ormuz e impõe novo equilíbrio no comércio global de energia

• Para não ficar de fora: Anthropic, dona do Claude, começa a montar estrutura no Brasil, dizem fontes

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Ibovespa hoje: mercados sob pressão com reviravoltas no conflito no Oriente Médio; o que esperar nesta segunda-feira (20)?

20 de Abril de 2026, 10:01

Os mercados iniciam a semana novamente sob pressão, após mais um fim de semana marcado por mensagens contraditórias e reviravoltas no conflito entre Estados Unidos e Irã, um retrato bastante fiel do vai e vem que já se esperava nas tentativas de negociação. Na sexta-feira, declarações mais otimistas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz e sobre possíveis avanços diplomáticos ajudaram a impulsionar os ativos de risco.

No entanto, esse alívio se mostrou rapidamente frágil diante de novos episódios de tensão, como ataques a embarcações, a apreensão de um navio iraniano pelos Estados Unidos e a retomada de restrições no estreito por parte de Teerã. Em termos práticos, isso reforça a leitura de que o processo de distensão tende a continuar sendo marcado por avanços parciais, recuos frequentes e elevada instabilidade, sem uma trajetória linear de normalização. Esse ambiente mantém a volatilidade elevada tanto nos preços do petróleo quanto nos mercados globais de forma mais ampla.

· 00:52 — Uma trégua imperfeita

Após um fim de semana marcado por forte deterioração geopolítica, os mercados iniciam a semana novamente sob pressão. O ataque da Marinha dos Estados Unidos a um navio cargueiro de bandeira iraniana no Golfo de Omã elevou de forma relevante as tensões com Teerã e recolocou em xeque a viabilidade de futuras negociações entre os dois países. Em paralelo, o Irã voltou a restringir o tráfego no Estreito de Ormuz, sob a alegação de que o bloqueio americano a embarcações ligadas ao país violava os termos do cessar-fogo. O reflexo foi imediato: petróleo e gás natural voltaram a disparar, enquanto as bolsas globais passaram a operar em tom mais defensivo, sinalizando um retorno claro da aversão a risco.

O pano de fundo, portanto, permanece extremamente frágil. Donald Trump retomou o tom de ameaça, indicando a possibilidade de novas ações militares caso as negociações fracassem, ao passo que o governo iraniano afirma não enxergar, neste momento, uma perspectiva clara para um acordo. Há expectativa em torno de uma eventual rodada de conversas no Paquistão, mas as mensagens contraditórias emitidas por ambos os lados apenas reforçam o grau de incerteza. Em termos práticos, o mercado volta a reprecificar o risco geopolítico, a inflação implícita e os possíveis impactos sobre as cadeias globais de energia, desmontando parte relevante do otimismo que havia começado a se formar ao fim da semana anterior.

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· 01:43 — A pausa é no calendário, não no risco

No Brasil, a semana será encurtada pelo feriado de amanhã, terça-feira (21 de abril), fator que tende a reduzir a liquidez dos próximos pregões e, consequentemente, aumentar a cautela dos investidores nesta segunda-feira. Em um ambiente global ainda marcado por forte volatilidade e sucessivas reviravoltas geopolíticas, é natural que parte do mercado prefira posições mais defensivas antes do fechamento prolongado (tem gente que não quer dormir comprada até quarta-feira).

Na agenda, os investidores começam a direcionar atenção para a próxima decisão de juros, marcada para o dia 29 de abril. A minha expectativa segue sendo de continuidade do ciclo de cortes da Selic, seguindo com ritmo mais moderado, com redução de 25 pontos-base, em uma trajetória ainda condicionada pelos impactos externos, especialmente os efeitos da crise no Oriente Médio sobre inflação de longo prazo e percepção de risco.

Ao mesmo tempo, Brasília volta a ganhar protagonismo. O governo prepara um pacote de medidas voltado ao enfrentamento do endividamento de famílias e empresas, com foco especial em pequenos e médios negócios e em novas linhas de crédito para o setor produtivo.

No campo político, também avança o debate em torno do fim da escala 6×1, tema que ganhou espaço recente na agenda pública por conta do calendário eleitoral. Em paralelo, pesquisas de opinião divulgadas nas últimas semanas vêm indicando desgaste do governo em diferentes regiões e segmentos relevantes do eleitorado, inclusive em bases historicamente mais favoráveis, como destacado em matéria do jornal O Globo.

Se essa tendência persistir, como elucidado também pelo levantamento da Paraná Pesquisas, o cenário eleitoral tende a se mostrar mais competitivo adiante para a oposição, elemento que o mercado acompanha de perto por seus potenciais reflexos sobre expectativas econômicas, agenda fiscal (tema caro para os investidores locais) e trajetória dos ativos locais.

· 02:37 — Agenda intensa

Wall Street inicia a semana diante de uma agenda intensa, combinando balanços corporativos, indicadores macroeconômicos e novos desdobramentos geopolíticos, um conjunto de fatores que deve continuar definindo o tom dos mercados nos próximos dias.

A temporada de resultados começa a ganhar tração e pode ser decisiva para sustentar o rali observado nas últimas semanas. Até aqui, aproximadamente 88% das empresas do S&P 500 que já divulgaram seus números superaram as estimativas do mercado, um desempenho superior à média histórica.

Ainda assim, os testes mais relevantes estão logo adiante, com a divulgação dos resultados de gigantes como Tesla, Intel e outras empresas de tecnologia, que têm peso importante na direção dos índices. No campo macroeconômico, os investidores também acompanharão com atenção dados como vendas no varejo nos Estados Unidos, índices de atividade (PMIs), indicadores de confiança do consumidor e discursos de dirigentes do Federal Reserve, além da audiência de Kevin Warsh, o próximo Chair do Fed, no Congresso.

· 03:29 — Reembolso de grande proporção

O governo Trump iniciou o processamento dos pedidos de reembolso relacionados a tarifas consideradas inconstitucionais pela Suprema Corte, em um processo que deve ocorrer de forma gradual e que pode resultar na devolução de até US$ 127 bilhões a importadores americanos. Embora isso represente um alívio potencial para parte das empresas afetadas, é importante destacar que os reembolsos não serão automáticos: dependerão de solicitações formais e podem levar um tempo considerável até sua conclusão. Nesse intervalo, inclusive, já surgem agentes financeiros interessados em comprar esses créditos, tratando-os como uma nova frente de oportunidade.

Ao mesmo tempo, cresce a incerteza em torno da política comercial americana para os próximos meses: a Casa Branca dá sinais de que não pretende abandonar sua agenda protecionista, preparando novas tarifas para substituir parte das medidas que foram derrubadas judicialmente. A possibilidade de novas tarifas contra a China segue no radar, enquanto a renegociação do acordo comercial entre EUA, México e Canadá deve ganhar relevância até julho. Em outras palavras, mesmo com a devolução de recursos a algumas empresas, o pano de fundo permanece marcado por volatilidade, disputas estratégicas e potenciais impactos relevantes sobre cadeias globais de produção, custos corporativos e planejamento de investimentos.

· 04:18 — Uma pequena corrida para um robô, mas um grande salto para…

A tecnologia continua avançando em ritmo notável, e os desenvolvimentos recentes na China ajudam a dar concretude a essa transformação. Em uma meia maratona realizada em Pequim, um robô humanoide autônomo superou corredores humanos e estabeleceu um novo marco, evidenciando o grau de evolução já alcançado pela combinação entre robótica, sensores e inteligência artificial. Mais do que um episódio curioso, esse tipo de demonstração aponta para algo mais profundo: estamos entrando em uma nova etapa da automação, em que as máquinas deixam de se limitar à execução de tarefas repetitivas e passam a incorporar atributos como mobilidade, autonomia e capacidade de adaptação. Uma verdadeira revolução para a robótica.

Esse movimento tem implicações que vão muito além do campo experimental. À medida que robôs se tornam mais sofisticados e integrados à inteligência artificial, abre-se espaço para ganhos relevantes de eficiência, redução de custos e aumento de produtividade em setores como indústria, logística, saúde e serviços. Em outras palavras, a mudança tecnológica em curso não está mais restrita ao software ou ao processamento de dados: ela começa a ganhar corpo também no mundo físico, algo aguardado há anos. E isso reforça a percepção de que a combinação entre robótica e IA tende a se consolidar como um dos vetores mais transformadores da década.

· 05:06 — Agenda pró-cripto

A agenda pró-cripto de Donald Trump vem avançando em um ritmo mais lento do que o mercado imaginava inicialmente, o que ajuda a explicar parte da correção recente do Bitcoin desde sua posse. No centro das atenções está o chamado “Clarity Act”, projeto que busca estabelecer regras mais objetivas para o setor e transferir uma parcela relevante da supervisão regulatória para a CFTC. Essa mudança é vista como positiva, na medida em que pode ampliar a participação de investidores institucionais e facilitar o lançamento de novos produtos financeiros ligados a ativos digitais.

Embora o avanço desse processo ainda enfrente obstáculos políticos, calendário legislativo apertado e disputas entre bancos tradicionais e empresas do universo cripto, o ambiente regulatório continua evoluindo. Em paralelo, a SEC deve anunciar nas próximas semanas medidas de flexibilização e programas piloto que podem aproximar ainda mais o mercado cripto do sistema tradicional, incluindo iniciativas ligadas à negociação de ativos em blockchain e a novas estruturas de mercado.

Em outras palavras, embora o curto prazo ainda seja marcado por ruídos e volatilidade, os vetores estruturais permanecem favoráveis ao segmento. Maior clareza regulatória, avanço da adoção institucional e a integração crescente entre ativos digitais e o sistema financeiro tradicional tendem a fortalecer essa classe de ativos ao longo do tempo. Nesse contexto, soluções diversificadas como o ETF Empiricus Teva Criptomoedas Top 20 (CRPT11) ganham destaque como uma forma eficiente de capturar esse potencial, ao oferecer exposição ampla ao mercado cripto por meio de um único ativo negociado em bolsa.

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Itaú (ITUB4), B3 (B3SA3), Gerdau (GGBR4) e mais: quem deve brilhar nos resultados do 1T26? Analista revela suas expectativas

20 de Abril de 2026, 07:30

Toda temporada de resultados traz consigo uma carga de expectativas dos investidores e analistas. Seja o lucro acima ou abaixo do esperado, uma variação de Ebitda não prevista ou um anúncio de dividendos “gordos”, sempre há oportunidade para os acionistas colherem bons frutos de acordo com seu posicionamento.

Para este primeiro trimestre de 2026 (1T26), há uma divisão grande entre quem pode performar bem ou quem já não se espera grandes números. Isso porque, apesar do Ibovespa estar navegando bem no período, existem vários fatores externos que puxam algumas empresas “para baixo”, enquanto alavancam o desempenho de outras.

Segundo o analista de ações da Empiricus Research, Ruy Hungria, os resultados do 1T26 ainda devem vir pressionados por juros elevados, próximo do que foi visto no 4T25. “O ambiente que deve continuar mostrando os diferenciais competitivos das companhias melhores posicionadas em cada setor”, comenta o analista.

Além disso, desde o dia 28 de fevereiro, o mercado financeiro vem acompanhando com atenção a escalada nos preços do petróleo, impulsionada pelas tensões envolvendo o conflito no Oriente Médio — e que trazem reflexos nas companhias brasileiras associadas à commodity.

A seguir, você confere a opinião do analista sobre o que esperar de alguns dos principais setores do mercado financeiro:

PETR4, VALE3 e GGBR4: blue chips vão brilhar no 1T26?

Entre os possíveis destaques positivos do 1T 2026, Hungriadestaca as companhias ligadas à escalada do petróleo,  “principalmente Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR4), bem como distribuidoras de combustíveis que também seguem sendo ajudadas pela melhoria setorial após a operação Carbono Oculto”.

  • RELEMBRE: A operação Carbono Oculto foi uma operação da Receita Federal e do Ministério Público do Estado de São Paulo. O objetivo era atuar contra esquemas de fraudes e lavagem de dinheiro ligado ao setor de combustíveis.

No segmento de Mineração e Siderurgia, vale mencionar um ambiente ainda muito difícil para siderúrgicas, especialmente as com maior foco no Brasil, por conta dos elevados níveis de importação de aço chinês.

Segundo Hungria, a Gerdau (GGBR4) deve se sair melhor no relativo, dada a maior exposição ao mercado norte-americano. Enquanto isso, a Vale (VALE3) tende a ser ajudada pelas melhorias operacionais na divisão de metais básicos. 

Bancos no 1T26

O atual patamar de juros permanece pressionando as instituições financeiras brasileiras, tornando o panorama difícil para o crédito.

Contudo, “Itaú (ITUB4) e BTG Pactual (BPAC11)devem continuar apresentando resultados melhores que outros incumbentes, como Bradesco (BBDC4), Santander (SANB11) e principalmente Banco do Brasil (BBSA3), que deve seguir pressionado por perdas no agro”, afirma o analista.

Ainda no segmento financeiro, Hungria também chama a atenção para a B3 (B3SA3) que, assim como no 4T25, deve continuar se beneficiando do forte fluxo gringo. Para comparação, 62,1% do volume negociado na bolsa brasileira em março foi de capital estrangeiro. Além disso, o primeiro trimestre atingiu a melhor marca de capital externo desde 2022, somando um saldo líquido de R$ 53,8 milhões (ante R$ 65,3 milhões).

Utilities e telecom: ‘números devem vir sólidos’

Para o analista, outro setor que deve apresentar números sólidos de maneira geral é o de Utilities, “por depender pouco da atividade e dos juros e porque preços de energia elevados e recentes investimentos em saneamento devem ajudar.”

Há apenas uma ressalva: “a exceção fica para geradoras com foco em energia solar e eólica, que seguem sofrendo com as restrições de operação”, afirma Hungria. As restrições mencionadas pelo analista se referem ao curtailment, limitações de aproveitamento de energia renovável nas redes, de forma a desperdiçar energia limpa e prejudicar os geradores e os usuários dessas fontes.

Na mesma linha de Utilities, o analista afirma que as companhias de telecomunicações também devem reportar números sólidos, mostrando continuidade no crescimento apesar dos juros.

  • VEJA MAIS: Confira o calendário com as datas de divulgação dos resultados trimestrais de mais de 150 empresas brasileiras; clique aqui

Varejo, construtoras e agro: detratores à vista

Por outro lado, Hungria alerta que o ambiente macroeconômico deve continuar pesando sobre o varejo no 1T26, no mesmo ritmo do 4T25, especialmente em companhias que dependam mais de crédito e estejam expostas a clientes de menor poder aquisitivo.

As exceções, segundo o analista, são as varejistas farmacêuticas, alavancadas pelos remédios de emagrecimento, assim como alguns players que têm se destacado independente do contexto macro, como Track & Field (TFCO4) e Smartfit (SMFT3), por exemplo.

Já no setor das construtoras, as prévias já reportadas no início deste mês de abril começam a mostrar desaceleração no volume de vendas e de lançamentos de empreendimentos.

Entretanto, Hungria ressalta que os números dos players mais focados no segmento Minha Casa Minha Vida mostram que essas companhias devem continuar mais resilientes, especialmente quando comparadas as do média-alta renda.

Por fim, empresas vinculadas ao agronegócio também devem trazer números aquém do potencial, puxada pelos baixos preços dos grãos, como a soja e o milho.

Temporada de balanços do 1T26: quais ações comprar e vender?

Agora que você já está atualizado sobre as expectativas para as empresas brasileiras no 1T26, é hora de olhar para a carteira de ações com atenção para entender o como se posicionar.

Com a divulgação gradual dos balanços, ajustar a carteira manualmente pode ser trabalhoso e até ineficiente. Por isso, uma alternativa interessante pode ser investir de forma automatizada.

Pensando nisso, algumas das ações mais promissoras deste momento foram selecionadas para a carteira Empiricus Top Picks. O portfólio é formado por 10 ações de alto potencial, escolhidas com base em análise criteriosa de fundamentos e perspectivas para os próximos meses. 

Mas o diferencial não está apenas na seleção. Está na forma de investir. Isso porque a carteira está disponível em formato automatizado dentro da plataforma do BTG Pactual.

Na prática, isso significa que você pode investir em todo o portfólio com poucos cliques e acompanhar o rebalanceamento e a execução das ordens de forma integrada.

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