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Petróleo brent fecha estável e WTI recua com temores de escalada do conflito no Oriente Médio

30 de Abril de 2026, 16:53

O petróleo fechou sem direção única nesta quinta-feira, 30, enquanto investidores avaliam as negociações entre EUA e Irã e acompanham as tensões envolvendo os dois países e Israel no Oriente Médio. Durante a madrugada, porém, o Brent para entrega em junho chegou a disparar mais de 7%, para perto de US$ 126 por barril, nível não visto desde 2022.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para junho fechou em queda de 1,69% (US$ 1,81), a US$ 105,07 o barril.

Já o Brent para o mesmo mês fechou em leve queda (US$ 0,04), a US$ 110,40 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

Investidores reagiram à informação do Axios de que o presidente dos EUA, Donald Trump, receberá nesta quinta um briefing do Comando Central americano (Centcom) sobre novos planos para uma possível ação militar no Irã.

Já o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quinta que o país pode “ser obrigado em breve a voltar a atuar no Irã”. O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o Irã está seguindo a estratégia da Coreia do Norte para obter armas nucleares, construindo um “escudo” de mísseis.

No Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei afirmou que o país protegerá seus programas nuclear e de mísseis. A posição foi endossada pelo presidente Masoud Pezeshkian, que classificou como “intolerável” a manutenção do bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos ao país.

O analista do Price Futures Group, Phil Flynn, alerta que apesar do petróleo ter subido com a guerra no Irã, os desdobramentos do conflito estão remodelando ativamente o cenário energético global, principalmente com a saída dos Emirados Árabes Unidos da Opep. “Quando a poeira baixar e as exportações forem retomadas, os Emirados Árabes Unidos terão liberdade para aumentar a produção fora das cotas do cartel”, afirma.

O embaixador do Brasil em Abu Dhabi, Sidney Romeiro, avalia que a saída dos Emirados Árabes da Opep já vinha sendo gestada, mas foi precipitada pela guerra e, principalmente, pela retaliação iraniana a alvos no país vizinho.

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5 pontos para entender a saída dos Emirados da OPEP

30 de Abril de 2026, 16:40

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram na última terça-feira (28), que deixarão a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) a partir de 1º de maio.

A decisão foi comunicada em meio ao agravamento da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, em um momento de forte tensão no mercado global de energia. A medida surpreendeu pelo prazo curto e pelo peso estratégico do país dentro do grupo.

Leia também: Dólar avança com tensão global e incerteza sobre bloqueio em Ormuz

A saída representa uma mudança relevante no equilíbrio político e econômico da organização, tradicionalmente liderada pela Arábia Saudita.

1. O que motivou a decisão

Os Emirados informaram que a medida busca priorizar seus interesses nacionais. Nos bastidores, a decisão ocorre em meio ao ambiente de instabilidade causado pelo conflito com o Irã e por divergências internas dentro da OPEP.

Segundo o portal Aljazeera, Abu Dhabi vinha se distanciando de posições defendidas por outros integrantes do grupo, especialmente da Arábia Saudita.

O país também ampliou sua atuação regional e reforçou relações estratégicas com Washington e Tel Aviv nos últimos anos.

2. Por que o prazo curto chamou atenção

O anúncio estabeleceu a saída oficial para 1º de maio, poucos dias após a comunicação pública. Em mercados internacionais, mudanças desse porte costumam ser negociadas com maior antecedência.

O curto intervalo aumentou a leitura de que os Emirados buscavam uma ruptura rápida diante do cenário atual.

A pressa indica interesse em agir com liberdade antes de novas decisões coletivas sobre cortes ou aumentos de produção.

3. O papel dos Estados Unidos na região

Os Emirados Árabes Unidos mantêm parceria militar e econômica próxima com os Estados Unidos. Ao mesmo tempo, a guerra contra o Irã elevou o valor estratégico dos aliados americanos no Golfo.

O governo emiradense considera sua relação com Washington peça central para ampliar influência regional e garantir proteção em meio ao conflito. Esse alinhamento pode ter pesado na escolha por uma postura mais independente da OPEP.

4. A busca por autonomia comercial

Os Emirados estão entre os poucos produtores com capacidade de ampliar rapidamente a extração de petróleo. Isso significa que o país pode aproveitar momentos de preços altos para vender mais barris ao mercado internacional.

Dentro da OPEP, porém, decisões dependem de cotas coletivas. Fora do bloco, Abu Dhabi ganha maior liberdade para definir ritmo de produção, exportações e acordos comerciais conforme seus próprios interesses.

5. O impacto político dentro da OPEP

A saída enfraquece a imagem de unidade da organização em um momento delicado. Segundo o The New York Times, antes mesmo do anúncio os países da OPEP respondiam por pouco mais de um quarto da produção global de petróleo. Sem os Emirados, essa participação tende a cair ainda mais.

Além da perda de volume, o grupo deixa de contar com um membro de grande capacidade produtiva e influência regional.

O movimento também pode estimular novos questionamentos internos sobre liderança saudita e divisão de interesses entre os integrantes.

Leia também: Reunião entre Israel e Líbano em Washington pode definir o futuro do cessar-fogo com o Irã

Mesmo após a saída dos Emirados, a OPEP seguirá relevante no mercado global. No entanto, a decisão expõe fissuras internas justamente quando a guerra no Oriente Médio pressiona preços e ameaça rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz.

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EUA: PIB mostra que investimento empresarial está em alta, diz conselheiro da Casa Branca

30 de Abril de 2026, 16:27

O conselheiro econômico da Casa Branca, Peter Navarro, afirmou que o relatório publicado nesta quinta (30) com os números sobre o Produto Interno Bruto (PIB) americano mostram que o investimento empresarial está em alta. A declaração ocorreu em publicação no X. “O setor privado está se reconstruindo. A economia de Trump está crescendo. Esta é a fase de investimento da retomada industrial do ‘America First'”, escreveu na postagem.

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Trump e EUA estão sendo “humilhados” pelo Irã, diz chanceler alemão

27 de Abril de 2026, 19:57
Friedrich Merz e Donald Trump durante um encontro na casa branca.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, e o presidente estadunidense Donald Trump, em encontro na Casa Branca. Foto: Samuel Corum/Sipa/Bloomberg

Friedrich Merz, chanceler da Alemanha, criticou as negociações em andamento entre os Estados Unidos e o Irã, afirmando que a administração Trump está sendo “enganada” por Teerã.

De acordo com Merz, os negociadores dos EUA estão sendo enrolados pelos iranianos, que têm evitado discussões significativas enquanto mantêm os EUA em uma posição desconfortável.

Os comentários de Merz surgem em meio ao fracasso das negociações em Islamabad, onde o vice-presidente dos EUA, JD Vance, liderou a delegação americana. Apesar da presença dos membros do governo americano, Merz afirmou que as habilidades de negociação do Irã ficaram evidentes quando a delegação dos EUA deixou Islamabad sem resultados concretos.

“Os iranianos são obviamente muito habilidosos nas negociações”, comentou Merz. “Ou melhor, eles são muito habilidosos em não negociar, permitindo que os americanos viajem até Islamabad e saiam novamente sem resultados.”

Essa avaliação contrasta fortemente com a retórica do próprio Trump. Em entrevista à Fox News, o presidente dos EUA se vangloriou de ter todas as cartas nas negociações. “Temos todas as cartas”, afirmou Trump, acrescentando que o Irã poderia ou ligar para os EUA ou ir até eles.

Imagem ilustrativa.
O chanceler alemão, Friedrich Merz. Foto: Michele Tantussi/Getty Images

As declarações de Merz provavelmente irão aumentar as tensões entre os EUA e seus aliados da OTAN, que já foram críticos da forma como Trump tem lidado com a diplomacia internacional. O líder alemão está frustrado com o que vê como uma abordagem diplomática ineficaz dos EUA, que corre o risco de sofrer mais humilhação por parte do Irã, especialmente considerando a situação militar em curso na região.

“Os iranianos têm manobrado os EUA com maestria para um beco sem saída”, disse Merz. “Uma nação inteira está sendo humilhada pela liderança iraniana, especialmente pelos chamados Guardas Revolucionários.”

A crítica de Merz também destaca a crescente preocupação na Europa sobre a estabilidade da política externa dos EUA e seu impacto na segurança global. Com a pressão crescente para resolver a questão nuclear iraniana e garantir a paz na região, muitos líderes europeus sentem que o governo Trump não está cumprindo suas responsabilidades diplomáticas.

Atentados com arma de fogo contra presidentes nos EUA são comuns: relembre casos

27 de Abril de 2026, 17:25

Atentado contra o presidente norte-americano Donald Trump neste sábado (25) está longe de ser caso isolado na história da política nacional dos Estados Unidos, um país em que ataques com armas de fogo são, infelizmente, cotidianos. Leia em TVT News quais presidentes foram mortos ou sofreram tentativas de assassinato com armas de fogo nos EUA.

Presidentes dos EUA que foram mortos por armas de fogo

No total, 4 presidentes em exercício foram mortos na história política dos Estados Unidos da América, entre eles estão: Abraham Lincoln (1865), James Garfield (1881), William McKinley (1901) e John F. Kennedy (1963). Além desses nomes, 2 presidentes em exercício foram feridos com balka de fogo, são eles, Ronald Reagan (1981) e Donald Trump (2024). Além desses casos, muitos outros sofreraram atentatados e não saíram feridos. Continue lendo para descobrir.

Abraham Licoln

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Abraham Lincoln morreu baleado por arma de fogo em atentado – Foto: Reprodução

1865 – O primeiro presidente a ser baleado e morrer nos Estados Unidos foi Abraham Lincoln. Ele estava no Teatro Ford, quando um ator conhecido da peça que Lincoln assistiria, John Wilkes Booth, mirou e atirou em sua nuca. Booth simpatizava com os confederados e o motivo do crime seria o posicionamento do presidente. O atirador era contrário à abolição da escravidão e fugiu da cena após o crime. Ele foi capturado apenas semanas depois, na Virgínia, e foi baleado. Theodor Rossevelt, em 1912, também foi baleado em um atentaado, mas na época ele estava em campanha de reeleição e não era mais presidente desde 1909.

James Garfield

1881 – O 20º presidente dos EUA, James Garfield, estava em uma estação de trem em Washington, em julho, quando o Charles Guiteau atirou contra ele. Ele morreu devido aos ferimentos meses depois por infecção generalizada, em setembro, em Nova Jersey. O atirador era um ex-apoiador que estava furioso por não ter conseguido um emprego na administração de Garfield. Guiteau foi condenado e enforcado em menos de um ano.

William McKinley

1901 – William McKinley estava em uma fila para a Exposição Pan-Americana de Buffalo quando foi baleado com dois tiros por Leon Czolgosz, um anarquista. McKinley morreu 8 dias após o ataque. O ex-presidente assassinado foi homenageado por Trump, que queria rebatizar montanha mais alta da América do Norte com seu nome. A montanha havia deixado de ter seu nome durante o governo Obama por pressão dos povos originários da região, que queriam renomear o local de acordo com seus próprios termos.

McKinley foi conhecido por políticas economicas protecionistas, com altas tarifas para produtos importados e pela expansão do imperialismo americano no Pacífico e no Caribe.

John F. Kennedy

1963 – Um dos casos mais conhecidos de presidentes norte-americanos mortos durante exercício do mandato presidencial é o de John F. Kennedy. Seu assassino era um fuzileiro naval de elite, que abandonou o serviço em 1859, quando viajou para a então União Soviética.

Seu nome era Lee Harvey Oswald e após não conseguir se tornar um cidadão na U.S. ele retornou ao país norte-americano, onde se tornou um grande crítico à administração de Kennedy. Oswald foi contra a política de Kennedy de integrar racialmente as escolas do sul, com fim de pôr um fim à segregação.

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Foto do presidente Kennedy na limusine em Dallas, Texas, na Main Street, minutos antes do assassinato. Também na limusine presidencial estão Jackie Kennedy, o governador do Texas, John Connally, e sua esposa, Nellie. Foto: Walt Cisco, Dallas Morning News / Wikimedia Commons

Kennedy foi morto em novembro, enquanto era conduzido em um desfile em uma limusine aberta. Oswald foi preso e morto na delegacia de polícia de Dallas. No mesmo ano, o assassino de Kennedy já havia tentado atirar e matar um anticomunista declarado, o ex-general do exército dos EUA Edwin Walker.

Presidentes dos EUA que foram feridos em atentados com armas de fogo

Entre os presidentes em exercício que foram feridos durante atentados temos o atual presidente dos EUA, Donald Trump. Trump já foi alvo de outras duas tentativas de assassinato além do atentado deste sábado (25). Em julho de 2024, uma bala raspou em sua orelha enquanto discursava em Butler. Em setembro do mesmo ano, Trump sofreu outra tentativa de assassinato, mas não saiu ferido.

Desde 1981, nenhum presidente havia sido ferido em um ataque. Antes de Trump, apenas Ronald Reagan, quem foi gravemente ferido do lado de fora do Hilton, em Washington, após discursar. Seu secretário de imprensa, James Brady, ficou gravemente ferido e mais tarde tornou-se um ativista pelo controle de armas.

O atirador de Reagan, John Hinckley, passou décadas em uma instituição mental. Ele foi liberado em 2022.

Não foram feridos com armas de fogo

Arma falhou – Em 1835, pré-Guerra Civil, o 7º presidente em exercício, Andrew Jackson, foi alvo de tiros em funeral no Capitólio. O atirador chegou a disprar duas vezes, mas arma não funcionou.

Matou a pessoa errada – Em 1933, Franklin D. Roosevelt, um assassino disparou contral ele em Miami. Tratava-se de Guiseppe Zangara, que, errando o alvo, acabou matando o prefeito de Chicago, Anton Cermak. Zangara morreu na cadeira elétrica.

Muito barulho e bala que não deu em nada – Em 1950, o presidente que assumiu após Roosevelt, Harry Truman, sofreu tentativa de assassinato de dois membros do PRNP (Partido Republicano de Porto Rico). O partido tinha como principal objetivo a independência de Porto Rico dos Estados Unidos. Segundo o National Archives dos Estados Unidos, a motivação dos atiradores se deu por conta de relatos sobre represálias militares norte-americanas contra nacionalistas na cidade natal de Torresola e Jayuya em 1850.

Após Truman adormecer, os atiradores estavam preparados nos arredores da Casa Branca. Um dos atiradore, Collazo, se aproximou sorrateiramente do policial da Casa, Donald Birdzelll, e puxou o gatilho, mas sua inexperiência entregou o plano. A arma não disparou mas fez um estalo ruidoso. Apenas um segundo puxão garantiu a bala no joelho do policial. O disparo alertou outros agentes, que rapidamente repreenderam os atiradores.

Ufa! Escapou duas vezes – Em 1975, o presidente Gerald Ford enfrentou duas tentativas de assassinato. Nesse ano, uma seguidora da seita Charles Manson tinha como objetivo matar o presidente, mas foi impedida antes que pudesse atirar em Ford em Sacramento.

A “Família Manson” foi uma seita apocalíptica liderada por Charles Manson na Califórnia no final dos anos 60 e era composta, sobretudo, por jovens. Manson se passava por uma figura messiânica e manipulava seus seguidores para cometerem assissinatos.

Semanas depois, outra mulher tentou atirar em Ford em São Francisco, mas errou porque uma pedestre a segurou.

Disparos em vão – Em 2011, um homem de Idaho foi acusado de tentativa de assassinato de Barack Obama ao disparar tiros contra a Casa Branca em 2011. O atirador se chamava Oscar Ramira Ortega-Hernandez e, na época, tinha 21 anos. Ele havia realizado disparos com um fuzil de assalto, quebrando a janela da resiência presidencial, mas Obama sequer estava na casa na ocasião.

Em 1994, um homem também foi acusado de assassinar o presidente Bill Clinton após atirar contra a Casa Branca, mas a avaliação policial preliminar foi que o disparador, Durán, não tentou matar o presidente e foi indicionado por danificação intencional de edifício público e porte ilegal de arma.

Atentado de granada

Em 2005, o presidente George W. Bush, enfrentou uma tentativa de assassinato fracassada por um homem com uma granada enquanto visitava o país da Geórgia, ex república soviética. O crime não foi nem em solo norte-americano, nem envolve arma de fogo.

Outras tentativas de assassinato: candidatos à presidência

1912 – O ex-presidente Theodore Roosevelt estava em campanha presidencial em 1912, mas já não ocupava o cargo desde 1909. Ele foi baleado a caminho de um discurso em Milwaukee. Roosevelt disse cópia dobrada de seu discurso de 50 páginas retardou a bala, que permaneceu em seu corpo pelo resto de sua vida. Mesmo após ser baleado ele discursou.

1972 – O governador do Alabama, George Wallace, segregacionista que concorria à presidência pela terceira vez foi baleado após evento de campanha perto de Washington. O tiro paralisou seu corpo da cintura para baixo.

***Informações da CNN dos EUA e do National Archives

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Merz diz ver os EUA sendo ‘humilhados’ na guerra contra o Irã

27 de Abril de 2026, 12:30
Chanceler federal alemão avalia que o Irã se mostrou mais resiliente do que o esperado e que falta aos Estados Unidos uma estratégia para sair da guerra

VÍDEO: Roberto Justus surpreende ao elogiar Lula e criticar Bolsonaro

26 de Abril de 2026, 16:29
Roberto Justus em um PodCast – Foto: Reprodução

Roberto Justus, empresário e apresentador, se posicionou de maneira firme contra a possibilidade de Jair Bolsonaro voltar ao poder. O empresário, conhecido por sua trajetória no mercado publicitário e como apresentador de reality shows afirmou que não gostaria de ver o ex-presidente de volta à presidência, criticando a postura de Bolsonaro após a derrota eleitoral.

Justus mencionou a decisão de Bolsonaro de não passar a faixa presidencial e sua ida aos Estados Unidos como atitudes que o decepcionaram. Para ele, essas atitudes contribuíram são incompatíveis com o papel de um líder. Comparando Bolsonaro com Lula, disse que o atual presidente do Brasil é um exemplo.

Além de sua carreira como apresentador, Justus tem se destacado no mundo dos negócios.

Ele é o CEO da SteelCorp, uma construtech que fabrica estruturas industrializadas para construção de casas e prédios.

Recentemente, a empresa inaugurou uma megafábrica de 16.000 m² em Cajamar, no estado de São Paulo, com o objetivo de ampliar a produção de casas populares, especialmente voltadas para o programa Minha Casa Minha Vida. Essa aposta no setor imobiliário reflete a visão de Justus sobre o potencial do mercado de Light Steel Frame, uma técnica de construção mais eficiente e com menor impacto ambiental.

A decisão de investir na SteelCorp surge em meio a um período de turbulência no mercado político e econômico, com Justus ainda refletindo sobre as implicações do governo Bolsonaro na economia.

No entanto, sua atuação no mercado imobiliário está focada em oferecer soluções para o déficit habitacional no Brasil, especialmente com a utilização do sistema LSF, que promete ser mais rápido e sustentável do que as construções convencionais.

🚨VEJA: Roberto Justus diz que não quer Bolsonaro de volta e critica postura após derrota

O empresário Roberto Justus afirmou que não gostaria de ver Jair Bolsonaro novamente no poder. Segundo ele, o ex-presidente “pisou na bola” ao não saber lidar com a derrota eleitoral,… pic.twitter.com/7F1C2NnFjB

— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) April 26, 2026

Acordo de Caiado com EUA ameaça controle constitucional sobre o subsolo goiano

26 de Abril de 2026, 15:55
Ronaldo Caiado – Foto: Reprodução

O acordo firmado entre o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e potências estrangeiras como os Estados Unidos e o Japão, está colocando em risco a constitucionalidade sobre a gestão dos recursos minerais no estado. Goiás, em sua tentativa de negociar diretamente o subsolo com essas nações, esbarra em uma barreira jurídica: a Constituição Federal estabelece que os recursos minerais pertencem à União, e não aos estados. Esse impasse gerou um cenário de tensão política e jurídica, com a discussão envolvendo as implicações de um acordo internacional com repercussões em terras raras.

Em um momento onde o mundo disputa o controle das terras raras, o estado de Goiás se tornou um foco geopolítico ao tentar firmar acordos que permitem a exploração mineral diretamente com países estrangeiros. A ideia de “romper o ciclo de exportador de matéria-prima”, promovida por Caiado, tem gerado controvérsias, já que a Constituição é clara ao definir que a exploração mineral é uma competência exclusiva da União. A negociação, portanto, parece ir contra a legislação, trazendo questionamentos sobre sua viabilidade jurídica.

No centro da discussão está a venda da Mina Serra Verde, em Minaçu, que foi adquirida por um consórcio americano por US$ 2,8 bilhões. O Tribunal de Justiça de Goiás, no entanto, já havia reiterado, em decisões anteriores, que os recursos minerais pertencem à União e que o proprietário da terra não pode reivindicar compensação com base no valor do minério. Isso levanta a questão: se nem o proprietário da terra pode dispor do subsolo, como um estado pode negociar com um país estrangeiro a exploração desses recursos?

Mineração Serra Verde, em Minaçu (GO) – Foto: Divulgação/Mineração Serra Verde

Esse movimento também gerou reações políticas, com parlamentares do PSOL acionando a Procuradoria-Geral da República para questionar a legalidade do acordo de Caiado. Eles alegam que a negociação pode configurar uma invasão de competência da União, que detém o controle sobre os recursos minerais. No cenário estadual, a deputada Bia de Lima defendeu maior participação de Goiás nos royalties da mineração, destacando a disputa política sobre a distribuição dos ganhos do setor.

Porém, especialistas em direito constitucional alertam para os vícios legais presentes na ação. Ao tentar criar um “puxadinho regulatório”, Goiás instituiu a Lei estadual 23.597/25 e a Autoridade Estadual de Minerais Críticos, mas isso configura uma antinomia jurídica, pois um estado não tem autoridade para criar uma estrutura paralela à Agência Nacional de Mineração (ANM). Isso coloca em xeque a legitimidade da negociação e a segurança jurídica das empresas envolvidas.

A polêmica sobre o acordo também envolve questões geopolíticas mais amplas, como o impacto ambiental e a exportação de empregos. Goiás se arrisca a continuar sendo um mero exportador de minério bruto, enquanto o refino e o beneficiamento, mais lucrativos e tecnológicos, ficariam nas mãos dos EUA e Japão. Além disso, o compartilhamento de dados geológicos com os americanos levanta preocupações sobre a segurança nacional, dado o valor estratégico dessas informações em um momento de guerra tecnológica com a China.

O que se sabe sobre os disparos no jantar de gala com Trump

26 de Abril de 2026, 15:08

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outros participantes do jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado em um hotel de Washington, foram retirados às pressas na noite de sábado após ouvirem disparos.

Veja, a seguir, o que se sabe sobre o ocorrido:

– O que aconteceu no jantar de gala? –

Disparos foram ouvidos após o discurso de boas-vindas durante o jantar de gala no Hotel Washington Hilton, segundo jornalistas da AFP e outras testemunhas.

Equipes de segurança, com armas em punho, posicionaram-se no palco onde Donald Trump estava sentado com sua esposa Melania, o vice-presidente JD Vance e outras autoridades, que foram rapidamente retiradas.

Centenas de convidados, vestidos com roupas de gala no salão de baile, abrigaram-se sob as mesas e, posteriormente, dirigiram-se ao saguão do hotel e, em seguida, para a área externa. O evento foi suspenso.

As autoridades informaram que nenhum dignitário ou convidado ficou ferido.

Leia também: Líderes mundiais reagem a ataque a tiros em jantar com Trump nos EUA

– Como os disparos ocorreram? –

Segundo as autoridades, um “atirador solitário” forçou a passagem por um posto de segurança no saguão do hotel, bem em frente ao salão de baile onde o jantar estava sendo realizado, por volta das 20h36 (21h36 no horário de Brasília).

Trump compartilhou imagens em sua plataforma Truth Social que parecem mostrar o suspeito atravessando o posto de segurança rapidamente antes de ser contido por policiais.

“Ele estava armado com uma espingarda, uma pistola e várias facas”, disse o chefe interino do Departamento de Polícia Metropolitana, Jeffery Carroll, a repórteres.

Os policiais trocaram tiros com o suspeito e o “neutralizaram”.

Um agente uniformizado do Serviço Secreto foi atingido em seu colete à prova de balas e levado ao hospital, mas está bem de saúde, disse Carroll.

O suspeito não foi atingido por disparos, mas foi levado a um hospital para avaliação. Ele está sob custódia e deve comparecer a um tribunal federal na segunda-feira.

Um fuzil e cartuchos de munição foram encontrados no local, disse o diretor do FBI, Kash Patel, acrescentando que o FBI estava colhendo depoimentos de testemunhas como parte da investigação.

Leia também: Engenheiro e desenvolvedor de games: quem é o suspeito do ataque em jantar com Trump

– Quem é o suspeito? –

Trump divulgou fotos do detido, sem camisa e algemado, deitado de bruços em um tapete no que parece ser o saguão do Hilton.

As autoridades ainda não confirmaram publicamente sua identidade, mas, segundo a imprensa americana, trata-se de um homem de 31 anos chamado Cole Tomas Allen, natural de Torrance, Califórnia.

Um fotógrafo da AFP viu agentes do FBI do lado de fora de uma residência nessa cidade na noite de sábado.

O perfil do LinkedIn de “Cole Allen”, cuja foto parece coincidir com a divulgada por Trump, o descreve como engenheiro mecânico, técnico de informática, desenvolvedor de videogames e professor.

Com base em informações preliminares, “acreditamos que ele era um dos hóspedes do hotel”, disse Carroll a repórteres.

O detido é considerado o único suspeito neste caso.

Ele enfrenta atualmente duas acusações: uso de arma de fogo na prática de um crime violento e agressão a um agente federal com arma perigosa, afirmou a procuradora federal Jeanine Pirro.

Mais acusações podem ser apresentadas conforme a investigação avança.

“Minha impressão é que ele agiu sozinho”, disse Trump, acrescentando que a motivação do suspeito ainda não foi estabelecida, mas que acredita que ele esteja “doente”.

Leia também: Hotel onde ocorreu tiroteio em jantar com Trump já foi cenário de ataque a outro presidente dos EUA

– Houve falhas de segurança? –

Surgiram questionamentos sobre as medidas de segurança na recepção e sobre como uma arma entrou no hotel.

Participantes do evento indicaram que havia um detector de metais instalado na entrada do salão de baile, mas que não havia nenhuma verificação de segurança antes ou na própria entrada do hotel.

Trump inicialmente afirmou que aquele não era “um prédio particularmente seguro”, mas depois alegou que o atirador não conseguiu entrar no salão de baile onde o evento estava sendo realizado, que era “muito, muito seguro”.

O posto de segurança que o suspeito tentou ultrapassar estava localizado “bem na entrada do salão de baile”, afirmaram as autoridades.

“Graças ao fato de os agentes naquele posto de segurança terem feito seu trabalho, ninguém ficou ferido”, enfatizou Pirro.

“Vamos analisar as imagens de segurança de todo o hotel para determinar como a arma entrou, como chegou aqui”, acrescentou Carroll.

Segundo Trump, os serviços de segurança fizeram “um trabalho muito melhor do que em Butler”, local onde ele foi alvo de uma tentativa de assassinato em 2024 durante um comício de campanha no estado da Pensilvânia.

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Flávio Bolsonaro se manifesta após tiroteio em evento de Trump

26 de Abril de 2026, 14:32
Flávio Bolsonaro – Foto: Reprodução/YouTube/Pânico Jovem Pan

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu, neste domingo (26), ao ataque a tiros que ocorreu durante o jantar de correspondentes da Casa Branca, em Washington, no qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua esposa, Melania Trump, estavam presentes. O tiroteio, que forçou a evacuação do evento, também resultou em um ferido entre os agentes do Serviço Secreto. Em sua manifestação, Flávio Bolsonaro expressou seu apoio a Trump e aos participantes do evento, mencionando que tem orado pelo presidente e pela sua família.

“Coloco nas minhas orações o Presidente Donald Trump, a primeira-dama Melania Trump e todos que estiveram no jantar em Washington. Tentar tirar a vida de quem pensa diferente usando balas ou facas não cabe numa democracia. Que Deus nos proteja desse tipo de violência lá ou aqui no Brasil”, escreveu Flávio Bolsonaro na rede social X.

Coloco nas minhas orações o Presidente Donald Trump, a primeira-dama Melania Trump e todos que estiveram no jantar em Washington.

Tentar tira a vida de quem pensa diferente usando balas ou facas não cabe numa democracia.

Que Deus nos proteja desse tipo de violência lá ou aqui… pic.twitter.com/5PPRvrVfrN

— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) April 26, 2026

O ataque aconteceu na noite de sábado (25) no Washington Hilton, onde a Associação de Correspondentes da Casa Branca realizava o tradicional evento. A suspeita de envolvimento no ataque é de Cole Tomas Allen, de 31 anos, residente da Califórnia e professor. Após o ocorrido, as autoridades detiveram rapidamente Allen, que deve comparecer ao tribunal nesta segunda-feira (29), conforme anunciou a procuradora dos EUA, Jeanine Pirro.

Os detalhes sobre os motivos de Allen ainda estão sendo investigados, mas o tiroteio gerou grande comoção, especialmente por envolver figuras públicas de alto escalão dos Estados Unidos. A situação foi controlada rapidamente, mas o evento, que reúne jornalistas e políticos, deixou um clima de insegurança.

O ataque à vida do presidente Trump e seus aliados, bem como o ambiente de crescente violência, faz com que Flávio Bolsonaro se preocupe com a segurança tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Sua manifestação aponta para uma preocupação generalizada sobre a violência política e a necessidade de proteção nas democracias.

Flávio Bolsonaro, que também é pré-candidato à presidência, utilizou o ataque para reafirmar sua posição contra a violência e defender a proteção de todas as pessoas, independentemente de suas opiniões políticas. A declaração do senador não apenas expressa apoio a Trump, mas também destaca o desafio da violência que afeta países em todo o mundo.

VÍDEO: Presente no jantar, chefe do UFC diz que atentado contra Trump foi “incrível”

26 de Abril de 2026, 14:22
Dana White na Casa Branca durante tentativa de atentado contra Trump. Foto: Reprodução

No último sábado (25) Dana White estava presente no tradicional Jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca, em Washington, quando disparos de arma de fogo interromperam o evento. O presidente do UFC tem paixão por adrenalina.

Durante o caos, White, conhecido por seu apoio a Donald Trump, relatou aos jornalistas que se recusou a seguir a instrução dos agentes de segurança para se abaixar, preferindo “aproveitar cada minuto” do momento tenso. Para ele, a situação foi “incrível” e “uma experiência louca e única.”

“Começou a ficar barulhento, mesas sendo viradas, carros correndo com armas gritando para abaixar. Eu não abaixei, foi incrível para c***. Eu literalmente aproveitei cada minuto. Foi uma experiência louca e única”, relatou White, que estava posicionado bem em frente à mesa de Trump.

Dana White do UFC, acostumado com pancadaria e confusão, deu um breve relato para jornalistas na saída do Hilton Hotel sobre o tiroteio no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca:

"Mesas sendo viradas, caras correndo com armas. Foi FODA! Foi de tirar o fôlego!”. https://t.co/7KXrXmrSIb pic.twitter.com/ubNYYPuT8Y

— Área Militar (@areamilitarof) April 26, 2026

O incidente teve início quando tiros foram disparados durante o evento, que reunia importantes autoridades políticas e jornalistas. Trump, acompanhado da primeira-dama Melania, foi retirado do salão imediatamente pelos agentes do Serviço Secreto, após o som dos disparos.

A operação de emergência envolveu a evacuação do presidente e de outros convidados, com a rápida chegada de agentes armados que tomaram o controle do ambiente. Segundo o FBI, um suspeito foi detido, identificado como Cole Tomas Allen, um homem de 31 anos da Califórnia.

Trump, em coletiva após o incidente, descreveu o ocorrido como um momento “chocante” e, embora não tenha se referido diretamente ao suspeito, indicou que ele se tratava de “um lobo solitário”. O presidente também elogiou o trabalho rápido do Serviço Secreto e das forças policiais.

“Foi muito rápido. O desempenho da polícia foi muito bom”, comentou Trump. O FBI, em declaração oficial, informou que o suspeito foi preso e enfrenta acusações graves, incluindo porte de arma de fogo durante um crime violento e agressão a um agente federal.

O procurador-geral do Distrito de Columbia, Todd Blanche, afirmou que novas acusações podem ser apresentadas nos próximos dias. O incidente, que gerou pânico entre os convidados, também trouxe à tona preocupações sobre os protocolos de segurança em eventos de alto nível.

Imagens de câmeras de segurança revelaram que o suspeito, após ser identificado pelo Serviço Secreto, disparou antes de ser imobilizado. Testemunhas que estavam no local relataram um clima de total desordem e pânico, com agentes de segurança posicionados em vários pontos com armas longas, ordenando que os presentes se abaixassem e corresse para áreas mais seguras.

O evento, que ocorre anualmente e é considerado um dos principais jantares políticos dos Estados Unidos, foi interrompido por completo. No entanto, após o incidente, as festas pós-evento, incluindo a da revista ‘Time’ na residência do embaixador suíço, foram confirmadas e seguiram com alguns ajustes no cronograma.

Trump defende construção de Salão de Baile seguro após ataque em jantar de correspondentes

26 de Abril de 2026, 13:53

O presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu que a tentativa de ataque no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca é “exatamente a razão” pela qual as Forças Armadas, o Serviço Secreto, as Forças Policiais e presidentes vêm exigindo a construção de “um grande e seguro Salão de Baile”, em publicação na Truth Social.

“Este evento jamais teria ocorrido se o Salão de Baile, de nível militar ultrassecreto, estivesse atualmente em construção na Casa Branca. A construção não pode ser rápida o suficiente!”, escreveu.

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O projeto do Salão de Baile mencionado foi apresentado por Trump no ano passado. Porém, no fim de março deste ano, um juiz federal determinou que o governo Trump suspendesse a construção do local que tinha projeção de custo de US$ 400 milhões, proibindo o avanço das obras sem aprovação do Congresso. Na época, Trump criticou a medida.

Após a situação de ontem, Trump ressaltou que o projeto do salão possui “todos os recursos de segurança de mais alto nível disponíveis”, ressaltou que não há cômodos acima que permitam a entrada de pessoas sem autorização e está localizado “dentro dos portões do edifício mais seguro do mundo”.

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“O ridículo processo judicial referente ao Salão de Baile deve ser arquivado imediatamente. Nada deve interferir em sua construção, que está dentro do orçamento e substancialmente adiantada em relação ao cronograma!!!”, acrescentou na postagem.

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Trump usa atentado e falha de segurança para pressionar por salão bilionário na Casa Branca

26 de Abril de 2026, 13:47
A área onde Trump quer construir seu salão de festas na Casa Branca Imagem: reprodução

Após um incidente de segurança envolvendo um homem armado durante o jantar dos correspondentes da Casa Branca, o presidente Donald Trump voltou a defender com força a construção de um novo e controverso salão de eventos dentro do complexo da Casa Branca.

Segundo Trump, o episódio reforça a necessidade de acelerar a obra, avaliada em US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões), que incluiria sistemas avançados de segurança. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que o incidente “nunca teria acontecido” se o “salão militar ultrassecreto” já estivesse pronto. “Não pode ser construído rápido o suficiente!”, escreveu.

O tema também foi abordado em entrevista ao programa “The Sunday Briefing”, da Fox News, na qual Trump criticou as condições de segurança do hotel onde ocorreu o episódio.

O projeto do salão, no entanto, enfrenta uma batalha judicial que tem atrasado repetidamente seu andamento. Há pouco mais de uma semana, o juiz federal Richard J. Leon determinou a suspensão das obras acima do solo. Segundo ele, o presidente estaria tentando contornar decisões anteriores ao classificar o projeto como uma questão de segurança nacional.

Na decisão, o magistrado foi direto: adicionar itens como vidros à prova de balas — já presentes em outras áreas da Casa Branca — não isenta o projeto das restrições legais. “Segurança nacional não é um cheque em branco para realizar atividades que seriam ilegais”, escreveu na decisão.

O plano prevê um salão de aproximadamente 8.300 metros quadrados, a ser construído no local onde ficava a Ala Leste. Trump afirma que a obra será financiada por doações privadas, mas não divulgou a lista completa de doadores — embora o New York Times tenha identificado alguns nomes.

Ex-empresário do setor imobiliário, Trump tem tentado acelerar a construção sem ampla revisão pública. Em sua publicação mais recente, voltou a atacar a ação judicial que tenta barrar o projeto, classificando-a como uma “campanha ridícula” movida por “uma mulher passeando com seu cachorro”, que, segundo ele, não teria legitimidade para processar.
Ele também afirmou que o processo “deve ser abandonado imediatamente” e que “nada deveria interferir” na continuidade da obra.

As declarações ocorreram poucas horas depois de Trump ser retirado às pressas do palco do hotel Washington Hilton por agentes do Serviço Secreto, durante o evento. Segundo relatos, não havia detectores de metal nas entradas principais, e o perímetro de segurança mais rigoroso só começava próximo ao salão principal.

Um vídeo divulgado por Trump mostra o suspeito armado correndo além do ponto de checagem antes de ser detido, sem conseguir acessar o evento.

“Não é um prédio particularmente seguro”, disse, voltando a defender seu projeto. “Precisamos de vidro à prova de balas. Precisamos do salão.”

Trump diz que suspeito de disparos em jantar de imprensa escreveu manifesto anticristão

26 de Abril de 2026, 13:22

O presidente americano, Donald Trump, afirmou neste domingo (26) que o suspeito armado, que tentou invadir um jantar de gala ao qual o presidente compareceu, escreveu um manifesto anticristão.

“Esse cara é um doente”, disse Trump à Fox News. “Quando você lê o manifesto dele, vê que ele odeia os cristãos”.

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“A irmã ou o irmão dele estava reclamando disso. Eles chegaram até a reclamar com as autoridades policiais. Ele era um sujeito muito perturbado”, acrescentou.

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Namorar está ficando caro demais para jovens adultos, aponta pesquisa

26 de Abril de 2026, 12:39

Para muitos jovens nos Estados Unidos, namorar está se tornando uma questão tão financeira quanto romântica. Metade dos americanos solteiros afirmou que está saindo menos para encontros ou optando por atividades mais baratas devido ao aumento dos custos, segundo o BMO Real Financial Progress Index 2026, do BMO Financial Group. O banco ouviu 2.501 adultos entre o fim de dezembro e janeiro.

Além disso, 48% dos adultos da geração Z e 40% dos millennials entrevistados disseram que o alto custo de namorar atrapalha o alcance de suas metas financeiras. Um único encontro custa, em média, US$ 205 para adultos da geração Z e US$ 252 para millennials, segundo o BMO.

Quase metade dos solteiros, 47%, afirmou que namorar simplesmente não vale o gasto, de acordo com a pesquisa.

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Essa é apenas mais uma das pressões relacionadas ao custo de vida atualmente. Consumidores enfrentam preços mais altos para itens essenciais do dia a dia, como gasolina, alimentos, moradia e seguro de saúde — reflexo de uma combinação de fatores, incluindo choques no setor de energia ligados à guerra em curso com o Irã e às políticas tarifárias do presidente Donald Trump.

“Estamos vendo que há um aumento no custo de vida, e isso está reduzindo a frequência com que as pessoas saem para encontros e a forma como enxergam o namoro”, disse à CNBC Sabrina Romanoff, psicóloga clínica. “As pessoas estão jantando menos fora e há uma menor tolerância para encontros considerados de maior risco.”

Custos fazem as pessoas namorarem de forma mais “defensiva”

Para a geração Z, o custo de namorar pode se acumular rapidamente.

O americano típico da geração Z foi a cerca de nove encontros no último ano, segundo dados do BMO. Isso representa um gasto anual aproximado de US$ 1.845. O valor inclui despesas anteriores ao encontro, como transporte e cuidados pessoais, além do que é gasto durante o próprio encontro.

Com base em dados do Bureau of Labor Statistics para trabalhadores em tempo integral, isso equivale a cerca de 3% a 5% da renda anual mediana de pessoas entre 16 e 34 anos.

Romanoff afirmou que o aumento dos custos faz com que as pessoas namorem de maneira “muito mais defensiva”. “Elas assumem menos riscos e menos conexões são formadas.”

Essa dinâmica aparece na forma como jovens descrevem os primeiros encontros.

David Kuang, estudante de 21 anos da Universidade Columbia, disse que a economia do namoro pode fazer cada saída parecer uma aposta.

“Há uma chance muito maior de simplesmente não haver conexão”, afirmou. “E aí lá se vão US$ 40 do jantar pelo ralo com alguém com quem talvez você nunca mais fale.”

Leo Gabriel, de 22 anos, que vive em Nova York, também disse que tenta manter os primeiros encontros acessíveis.

“Eu provavelmente gastaria entre US$ 45 e US$ 50”, disse. “É o suficiente para não comprometer o orçamento.”

No geral, Gabriel afirmou que reserva entre US$ 150 e US$ 200 por mês para encontros.

“Por que eu gastaria US$ 100 com alguém com quem talvez eu nem tenha afinidade?”, acrescentou.

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Encontrar um encontro também pode ser caro

O custo do próprio encontro é apenas parte da equação. Para milhões de usuários, encontrar alguém significa pagar pelos aplicativos. O Pew Research Center constatou, em 2022, que 35% dos usuários de aplicativos de relacionamento já pagaram por uma das plataformas. Pesquisa da Morgan Stanley apontou que o usuário pagante médio gastou cerca de US$ 19 por mês em 2023.

“Muitos desses aplicativos funcionam com o que chamamos de estratégia ‘freemium’”, explicou Pinar Yildirim, professora associada da Wharton que estuda a economia das plataformas online. “Embora você possa se cadastrar gratuitamente, para aproveitar alguns dos recursos mais desejáveis pode ser necessário pagar uma assinatura.”

Esse modelo ganhou importância à medida que os americanos mudaram a forma de conhecer parceiros. Um estudo amplamente citado, publicado em 2019 por pesquisadores da Universidade Stanford e da Universidade do Novo México, constatou que, do fim da Segunda Guerra Mundial até 2013, a forma mais comum de casais heterossexuais se conhecerem nos Estados Unidos era por meio de amigos. Hoje, o principal caminho é o ambiente online.

“Uma das coisas que os aplicativos e plataformas de relacionamento online trouxeram para nossas vidas foi um leque maior de pessoas”, afirmou Yildirim. “Eles tendem, em geral, a ampliar o nosso universo de possíveis parceiros.”

No entanto, ela acrescentou que isso também pode ser “um pouco enganoso”. Uma abundância de candidatos pode sobrecarregar os usuários e reduzir as chances de que uma interação evolua para algo significativo.

“Mesmo que você esteja vendo e potencialmente iniciando conversas com muitos tipos diferentes de pessoas, e em grande número, é muito provável que nada avance além dessas conversas iniciais nos aplicativos”, disse.

Especialistas afirmam que isso pode ajudar a explicar por que muitos usuários optam por planos pagos. “É um sistema de ‘pague para participar’”, disse Romanoff. “Se você tem dinheiro, talvez consiga um parceiro ou tenha mais sucesso nos aplicativos.”

Gabriel contou que assinou o Hinge por um período porque as atualizações pagas, que ele descreveu como uma forma de “gamificação”, eram eficazes.

“Psicologicamente, funciona”, disse. “Você pensa: ‘Ah, você só vai ser visto por X pessoas por dia. Mas, se pagar um pouco mais, pode ser visto por mais gente.’”

Os valores cobrados pelas versões pagas variam, e defensores dos consumidores afirmam que a precificação nem sempre é transparente.

Um porta-voz do Match Group — empresa controladora do Match.com, OkCupid, Tinder, Hinge e outros sites de relacionamento — afirmou à CNBC por e-mail que “a grande maioria” dos usuários utiliza versões gratuitas. “As assinaturas são opcionais e oferecem ferramentas adicionais para quem busca mais controle ou uma experiência mais eficiente, mas não são necessárias para ter sucesso ou criar conexões significativas”, disse.

A Bumble Inc., responsável por aplicativos como Bumble Date e Badoo, informou à CNBC que busca oferecer uma versão gratuita “segura e de alta qualidade”. “Há inúmeros casais que se encontraram dessa forma”, afirmou um porta-voz em comunicado por e-mail. “Nossos recursos pagos atendem àqueles que procuram uma experiência mais personalizada.”

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Hotel onde ocorreu tiroteio em jantar com Trump já foi cenário de ataque a outro presidente dos EUA

26 de Abril de 2026, 12:11

O hotel Washington Hilton, nos Estados Unidos, onde tiros interromperam na noite de sábado (25) um jantar de gala com a presença do presidente Donald Trump, já foi palco de um atentado contra um presidente americano. Há 45 anos, Ronald Reagan foi baleado ao deixar o local após um discurso.

Em 30 de março de 1981, Reagan foi atingido por John Hinckley, de 26 anos, ao deixar uma palestra e caminhar em direção à limusine presidencial. Ele ficou gravemente ferido. À época, autoridades afirmaram que o esquema de “proteção em múltiplas camadas” funcionou como previsto.

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Após o episódio, o hotel passou por mudanças estruturais para aumentar a segurança em eventos com a presença do presidente, incluindo a criação de uma garagem protegida para a limusine oficial, com acesso exclusivo por elevador e escada até uma suíte reservada.

O espaço é tradicionalmente utilizado em eventos que reúnem autoridades, empresários, jornalistas e celebridades. Pessoas costumam se hospedar ou ocupar o bar do lobby para acompanhar de perto a movimentação de convidados ilustres.

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Na noite deste sábado, o jantar que celebra a liberdade de imprensa foi interrompido por disparos. Convidados se jogaram no chão, e o presidente Donald Trump foi retirado do local pela equipe de segurança. Não houve feridos.

O suspeito foi detido e identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, de Torrance, Califórnia. Segundo autoridades, ele estava armado com uma espingarda, uma pistola e diversas facas. A suspeita é de que ele tenha conseguido ultrapassar a camada mais externa de segurança por estar hospedado no hotel.

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Araghchi, do Irã, encontra sultão de Omã e discute esforços de mediação para encerrar guerra

26 de Abril de 2026, 11:30

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, encontrou hoje o sultão de Omã, Haitham bin Tariq Al Said, no Palácio Al Barakah, em Mascate, de acordo com informações enviadas via Telegram. Durante a reunião, foram realizadas consultas sobre a situação na região, bem como sobre esforços de mediação e iniciativas diplomáticas destinadas para encerrar a guerra em curso.

A agência Oman News disse que Araghchi ouviu as opiniões do sultão sobre formas de avançar os esforços de paz, de modo a aumentar as perspectivas de alcançar “soluções políticas sustentáveis” e a mitigar as repercussões das crises regionais sobre os povos da região, em publicação no X.

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Na ocasião, Al Said ressaltou a importância de priorizar a linguagem do diálogo e da diplomacia na resolução de questões pendentes, contribuindo assim para o reforço das bases de uma paz duradoura, enquanto Araghchi expressou apreço de Teerã pelas posições firmes de Omã em apoio aos esforços de diálogo e ao reforço das iniciativas para alcançar a segurança e a estabilidade em toda a região.

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Irã: Guarda Revolucionária diz que país está gerando ‘receita sem precedente’ em Ormuz

26 de Abril de 2026, 11:00

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) afirmou que o Irã está gerando receitas sem precedentes no Estreito de Ormuz. Em mensagem enviada em seu canal oficial no Telegram, a organização disse que o país persa transformou a importante rota marítima em uma “alavanca econômica” desde o início do conflito no Oriente Médio.

“Aproveitando-se das condições criadas pela guerra e pelas interrupções no tráfego marítimo, o Irã transformou o Estreito de Ormuz em uma alavanca econômica e está usando sua posição geopolítica para impor novas condições a navios e compradores de energia”, escreveu, sem fornecer mais detalhes.

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O estreito tem sido um ponto central nas negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio e, de acordo com o monitoramento da Bloomberg, o tráfego no local permanece “praticamente paralisado”, sem que o Irã ou os EUA demonstrem qualquer sinal de que irão aliviar o bloqueio ao tráfego marítimo.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o sultão de Omã, Haitham bin Tariq Al Said, discutiram e trocaram opiniões sobre questões relacionadas à segurança do tráfego no Estreito de Ormuz, após um encontro em Mascate neste domingo.

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PF nomeia substituta para posto nos EUA em meio a crise diplomática

25 de Abril de 2026, 09:54
Troca de delegado já estava prevista, mas ocorre sob tensão após expulsão de servidor brasileiro e reação do governo Lula

Justiça suspende ordem de Trump que barra pedido de asilo de imigrantes que entraram ilegalmente nos EUA

25 de Abril de 2026, 09:50

Um tribunal federal de apelações bloqueou nesta sexta-feira (24) uma ordem presidencial de Donald Trump que proíbe que pessoas que entraram ilegalmente pela fronteira mexicana apresentem um pedido de asilo nos Estados Unidos.

Essa proibição consta em uma proclamação do presidente americano desde o primeiro dia de seu mandato, na qual afirmou que a situação na fronteira sul dos Estados Unidos constituía “uma invasão” devido ao fluxo de pessoas sem documentação que tentavam entrar.

Um juiz federal em Washington havia suspendido sua aplicação, ao considerar em julho que apenas a Lei de Imigração e Nacionalidade rege os procedimentos de expulsão.

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“Nada na Lei de Imigração e Nacionalidade nem na Constituição confere ao presidente ou a seus representantes os poderes exorbitantes invocados na proclamação e nas diretrizes sobre sua aplicação”, havia escrito.

Um tribunal de apelações de Washington confirmou nesta sexta-feira esse entendimento.

“O Congresso aprovou a lei sobre o asilo (…) com o objetivo de oferecer a todos os estrangeiros ‘fisicamente presentes’ nos Estados Unidos o direito de solicitar asilo e de ter seu pedido analisado individualmente”, destaca o tribunal de apelações.

Se o governo deseja modificar esse sistema, “deve apresentar seus argumentos ao único poder habilitado para emendar a Lei de Imigração e Nacionalidade: o Congresso”, prossegue.

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Treze pessoas que afirmavam fugir de perseguições no Afeganistão, Equador, Cuba, Egito, Brasil, Turquia e Peru, assim como três ONGs de defesa dos direitos dos imigrantes, recorreram do caso.

Seis delas já haviam sido expulsas com base nessa proclamação, havia indicado o juiz.

Trump transformou o combate à imigração ilegal em uma prioridade absoluta, mencionando uma “invasão” dos Estados Unidos por “criminosos vindos do exterior”.

Esse programa de expulsões em massa tem sido alvo de numerosas disputas judiciais em diferentes instâncias.

O governo Trump pode solicitar uma nova revisão desse caso ou recorrer diretamente à Suprema Corte.

O tribunal máximo já analisou recentemente um caso separado, sobre o direito de pedir asilo antes de pisar em solo americano, uma vez que o solicitante chega a um ponto de passagem legal na fronteira. Essa ação ainda aguarda decisão.

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Irã descarta encontro com negociadores dos EUA no Paquistão, apesar da chegada de enviados de Trump a Islamabad

25 de Abril de 2026, 08:45

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se neste sábado com o chefe das Forças Armadas do Paquistão, Asim Munir, segundo comunicado da embaixada iraniana em Islamabad. A visita ocorre em meio à incerteza sobre uma possível segunda rodada de negociações diretas entre Teerã e Washington.

Um alto funcionário iraniano afirmou que não há planos para encontros com os representantes norte-americanos que desembarcaram no Paquistão.

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“Nenhuma reunião está prevista entre Irã e EUA. As observações iranianas serão transmitidas ao Paquistão”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, em publicação na rede X na noite de sexta-feira.

Na mesma data, a Casa Branca confirmou que os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner viajariam a Islamabad para conversas diretas. Segundo a porta-voz Karoline Leavitt, os iranianos haviam solicitado um encontro presencial, atendendo a pedido do presidente Donald Trump. “Esperamos que seja uma conversa produtiva e que avance em direção a um acordo”, disse Leavitt à Fox News.

O vice-presidente JD Vance, que liderou a primeira rodada de negociações há duas semanas, não participará desta etapa. Trump, em entrevista à Reuters, afirmou que o Irã deverá “apresentar uma proposta”, mas disse desconhecer os detalhes.

Araghchi, por sua vez, destacou que está em uma “gira estratégica” por Islamabad, Mascate e Moscou para coordenar posições bilaterais e regionais. As conversas no Paquistão, segundo Leavitt, serão mediadas pelo governo local.

Pressão econômica e bloqueio naval

A primeira rodada de negociações terminou sem acordo. Desde então, tensões se intensificaram no Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo, onde os EUA impuseram um bloqueio naval em resposta a ameaças iranianas. Trump reiterou que não suspenderá o bloqueio até que haja um acordo.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou que Washington não renovará a autorização excepcional para compra de petróleo iraniano em alto-mar. “Não há petróleo saindo”, afirmou, prevendo que Teerã terá de reduzir a produção nos próximos dias. A medida também se estende ao petróleo russo. Além disso, os EUA sancionaram a refinaria chinesa Hengli Petrochemical por adquirir petróleo iraniano.

Cessar-fogo frágil

As tensões colocam em risco o cessar-fogo anunciado em 7 de abril, após ameaças de Trump de que “toda a civilização iraniana morrerá” sem acordo. Apesar disso, o presidente prorrogou unilateralmente a trégua nesta semana. A guerra, iniciada em 28 de fevereiro, havia sido projetada para durar até seis semanas, mas já ultrapassou esse prazo. O governo agora insiste que a operação “Epic Fury” alcançou resultados militares decisivos em poucas semanas, segundo o secretário de Defesa Pete Hegseth.

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“Bonitão”: policial que fazia segurança de jogadores é preso nos EUA por esquema com traficante

24 de Abril de 2026, 20:42
Luciano de Lima, o 'Bonitão', sério, olhando para a câmera
Luciano de Lima, o ‘Bonitão’ – Reprodução

O policial penal Luciano de Lima Fagundes Pinheiro, conhecido como Bonitão, foi preso nesta sexta-feira (24) nos Estados Unidos. Ele estava foragido da Operação Anomalia e era procurado desde março. Com informações do g1.

A prisão foi feita por agentes da DEA, agência antidrogas do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, após troca de informações com a Polícia Federal no Rio de Janeiro. Luciano deve passar por audiência de custódia na Justiça americana, que vai avaliar medidas como a deportação para o Brasil.

Bonitão estava incluído na Difusão Vermelha da Interpol. Ele é suspeito de atuar para tentar atrasar a extradição de Gerel Lusiano Palm, traficante internacional de drogas preso no Rio em 2021.

PRISÃO "BONITÃO" | Policial penal é preso durante operação nos Estados Unidos. #sbtrio2 #sbt #noticias pic.twitter.com/0bIv1R7Glv

— SBT Rio (@sbtrio) April 24, 2026

A Operação Anomalia foi deflagrada no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II. A investigação mira um núcleo suspeito de negociar vantagens indevidas e vender influência para favorecer interesses de Gerel Palm, condenado por homicídio na Holanda e investigado pela DEA por tráfico internacional.

Luciano é servidor da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio, mas já esteve cedido a outros órgãos estaduais e federais. No início da década de 2010, atuou como segurança de jogadores de futebol, principalmente atletas brasileiros que jogavam na Rússia.

Em 2014, ele foi preso na Maré, apontado como informante do traficante Marcelo das Dores, o Menor P. Segundo a investigação da época, ele seria elo entre Menor P e Antonio Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha. Luciano foi condenado, cumpriu pena e obteve reabilitação criminal na Justiça.

O policial penal também foi alvo de investigação da Seap em 2021, após uma apuração sobre visitas ao empresário Glaidson Acácio, o “Faraó dos Bitcoins”, em período de quarentena no presídio. À época, ele negou ter visitado Glaidson.

Depois, Luciano foi nomeado na Assembleia Legislativa do Rio e também esteve cedido ao gabinete do deputado Dr. Luizinho (PP), em Brasília, até fevereiro de 2025. Na primeira fase da Operação Anomalia, em 9 de março, foram expedidos quatro mandados de prisão pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Terras raras não são farelo de soja

24 de Abril de 2026, 18:28
Não se trata de panaceia de um projeto nacional, mas sua entrega ao capital estrangeiro tende a reafirmar a posição do Brasil como economia primário-exportadora

Confira as fotos do lado oculto da Lua e do pôr da Terra

7 de Abril de 2026, 17:23

Na manhã desta terça-feira (7), a Nasa revelou novos registros da missão Artemis II, que completa hoje seu sexto dia de jornada lunar. O destaque da divulgação é a imagem do “pôr da Terra”, capturada pela perspectiva dos quatro astronautas ao atravessarem o lado oculto da Lua. Hoje também é o prazo final que Trump deu ao Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz, caso prazo não seja respeitado “uma civilização inteira morrerá nesta noite”. Leia em TVT News.

O lado oculto da Lua: Trump ameaça tomar Irã nesta noite; internautas se encantam com fotografias da missão Artemis II

Desde o começo da missão Artemis II, a Nasa vem divulgando fotografias de “turismo” do espaço que estão circulando pelas redes sociais. Como forma de propaganda da missão, as imagens servem para receber apoio do público. No site da agência, a viagem é transmitida ao vivo 24 horas seguidas. As atualizações sempre em tom de exaltação.

Em suas redes sociais, Donald Trump, Nasa e a Casa Branca compartilharam como colaboradores a “primeira imagem” registrada do lado oculto da lua:

A fotografia desse ângulo foi divulgada como a primeira já realizada em tom de exaltação e de conquista, mas não é bem assim como eles contam.

Desde o programa Apollo, nas décadas de 1960 e 1970, exploradores robóticos já mapearam o lado oculto da Lua.

Em 2023, a Índia enviou a sonda Chandrayaan-3 e capturou imagens detalhadas da mesma região. Por olhos humanos, a Nasa pode ter feito o primeiro registro do lado oculto da Lua, mas está longe de ser um feito verdadeiramente inédito.

Foto do lado oculto da Lua feita em 2023 por uma câmera da sonda Chandrayaan-3, da Índia – Foto: Divulgação

O lado oculto da Lua: “Uma civilização inteira morrerá nesta noite”, declarou Trump nesta segunda

A tensão da guerra com o Irã atingiu o ápice nesta terça-feira (7), prazo final de um ultimato de 48 horas imposto pelos Estados Unidos para a reabertura do Estreito de Ormuz.

Em uma postagem que gerou alarme internacional por seu caráter extremado, Trump afirmou em sua rede social que “uma civilização inteira morrerá nesta noite”, sinalizando um descarte das vias diplomáticas tradicionais em favor de uma retórica de aniquilação.

O prazo de Trump vai até 21 horas deta terça.

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Veja imagens da missão Artemis II

A astronauta Christina Koch observa a Terra a partir da nave Orion na Missão Artemis II (imagem feita com um iPhone 17 Pro Max) – NASA/ Divulgação
Uma imagem feita no quarto dia da missão Artemis 2 mostra a bacia Orientale na borda direita do disco lunar na Missão Artemis II – NASA/Divulgação
Lado oculto da lua capturada da Orion enquanto a Terra submerge além do horizonte lunar – NASA/Divulgação

Como as imagens são feitas

Esta é a primeira vez que câmeras digitais são levadas tão longe. Junto aos 4 astronautas estão 32 câmeras e dispositivos, 15 instalados na nave e 17 operados manualmente.

Conforme detalhado pela Nasa, a tripulação utiliza equipamentos fotográficos com cerca de uma década de mercado, a exemplo da Nikon D5, complementados por câmeras GoPro e smartphones. Para quem deseja conferir as especificações técnicas, o álbum da missão na plataforma Flickr detalha qual dispositivo foi o responsável por cada registro publicado.

Entenda: Nikon D5 lançada em 2016 vai ao espaço, fotógrafo explica:

Fase de regresso

Agora, a Artemis II entra em fase de regresso. Depois de completar a volta em torno da Lua, a espaçonave Orion acionou os motores rumo à Terra e deixará a órbita lunar nesta terça (7). O feito consolida o retorno dos voos tripulados ao espaço profundo, algo que não ocorria desde o fim do programa Apollo, em 1972.

Artemis II bate recorde de distância percorrida por seres humanos no espaço

A missão Artemis II, da NASA, entrou para a história nesta segunda-feira (6) ao estabelecer um novo recorde de distância percorrida por seres humanos no espaço. A bordo da cápsula Orion, quatro astronautas ultrapassaram a marca registrada pela missão Apollo 13, de 1970, e se tornaram os humanos que mais se afastaram da Terra. Leia em TVT News.

De acordo com dados divulgados pela agência espacial e confirmados por veículos internacionais, a tripulação atingiu cerca de 252 mil milhas (aproximadamente 406 mil quilômetros) de distância do planeta, superando o recorde anterior de 248 mil milhas. Esse marco foi alcançado durante o sobrevoo da face oculta da Lua, momento em que a nave também entrou em um período temporário de blackout de comunicações com a Terra.

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Aliados de Trump rompem após ameaça de ‘erradicar civilização’

7 de Abril de 2026, 17:07
A ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de erradicar “toda uma civilização” caso o Irã não aceite um acordo envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz provocou forte reação política no país e expôs divisões até entre seus apoiadores mais fiéis. As informações são do jornal britânico The Guardian. Segundo a reportagem, aliados […]

Trump põe militares dos EUA num dilema: desobedecer ordens ou cometer crimes de guerra

7 de Abril de 2026, 16:58
Trump cercado de militares dos EUA

À medida que o conflito com o Irã se intensifica, as recentes ameaças do presidente Donald Trump de bombardear a infraestrutura civil do país levantaram um dilema crítico para os oficiais militares dos EUA: devem eles obedecer às ordens ou se recusar, correndo o risco de cometer crimes de guerra?

Em uma ameaça abjeta, Trump disse publicamente que o Irã teria até um prazo estipulado para reabrir o Estreito de Ormuz, uma rota vital para o transporte de petróleo, ou enfrentaria as consequências. Sua ordem envolvia bombardeios nas usinas de energia e pontes do Irã, levando especialistas jurídicos a concluir que tais ações indubitavelmente constituiriam crimes de guerra.

Segundo o Guardian, Margaret Donovan e Rachel VanLandingham, ex-oficiais da Judge Advocate General (JAG), expressaram grande preocupação, explicando que as ordens de Trump entram em conflito direto com décadas de treinamento legal militar. “Tais declarações retóricas — se seguidas — equivaleriam aos crimes de guerra mais graves”, escreveram no site Just Security.

O Judge Advocate General (JAG) é um corpo de militares que atuam como advogados dentro das Forças Armadas dos Estados Unidos. Eles são responsáveis por fornecer assessoria jurídica para os militares, representando os interesses do governo em questões legais, tanto no âmbito penal quanto civil. Além disso, eles também atuam em processos de justiça militar, oferecendo serviços jurídicos aos comandantes e aos soldados, incluindo defesa em tribunais militares e aconselhamento sobre as leis da guerra.

Cada ramo das Forças Armadas dos EUA possui sua própria divisão JAG, como o Exército, a Marinha, a Força Aérea e os Fuzileiros Navais. O cargo de Judge Advocate General é ocupado por um oficial de alta patente que supervisiona todo o sistema jurídico dentro de um ramo das Forças Armadas, enquanto os JAG officers (ou oficiais JAG) atuam em diversas funções legais, incluindo como promotores, defensores e conselheiros legais.

As ameaças de Trump de destruição em massa, incluindo bombardear o Irã “de volta à Idade da Pedra”, e a ordem do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, para “não dar abrigo, sem misericórdia”, distanciaram ainda mais as ações militares dos EUA dos padrões legais e morais que tradicionalmente governaram a conduta militar. À medida que essas ações colocam os soldados em uma posição de potencialmente cometer atrocidades, o dilema entre obedecer ordens ilegais ou enfrentar consequências legais se torna cada vez mais presente.

Historicamente, membros do Exército resistiram a ordens consideradas ilegais, citando precedentes como a recusa dos soldados dos EUA em participar no Massacre de My Lai durante a Guerra do Vietnã. Mas, como observou a professora de ciência política Charli Carpenter, situações em que os soldados precisam desobedecer ordens “manifestamente ilegais” nem sempre são claras no campo de batalha.

O comportamento e as palavras de Trump levantaram alarmes sobre o risco de escalada, particularmente em relação às armas nucleares. O presidente dos EUA tem autoridade exclusiva para lançar ataques nucleares, mas o protocolo para tais ações exige a participação de oficiais militares. Caso Trump emita tal ordem, caberá aos envolvidos na cadeia de comando considerá-la ilegal e possivelmente impedi-la — uma perspectiva que parece cada vez mais tênue à medida que Trump continua a purgar o exército de pessoal que possa resistir às suas diretrizes.

Nos últimos dias, Trump amplificou suas ameaças, avisando que o Irã poderia ser “destruído” em uma única noite, e sugerindo que a destruição do país seria iminente, a menos que o Irã cumprisse suas exigências.

 

Por que o ultimato de Trump ao Irã esbarra em limites militares e riscos estratégicos

7 de Abril de 2026, 16:52
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou drasticamente o tom contra o Irã ao ameaçar destruir grande parte da infraestrutura civil do país caso não haja um acordo até o prazo estipulado por Washington. No entanto, especialistas militares avaliam que as ameaças enfrentam sérias limitações práticas — e podem não surtir o efeito desejado.

Trump afirmou que poderia destruir “todas as pontes” e usinas de energia do Irã em poucas horas. Depois, intensificou o discurso, dizendo que “uma civilização inteira morrerá” se não houver acordo. Analistas ouvidos pela BBC classificam a retórica como sem precedentes — e alertam que atacar infraestrutura civil poderia configurar crime de guerra.

Apesar da gravidade das declarações, ex-integrantes do Departamento de Defesa dos EUA apontam que a execução de um ataque dessa magnitude é inviável no prazo mencionado. O Irã, com território vasto e milhares de alvos potenciais, não poderia ter toda sua infraestrutura destruída em questão de horas.

“Seria uma tarefa hercúlea — e ainda resta a dúvida se teria o efeito estratégico desejado”, disse um ex-alto funcionário da defesa americana.

Alvos mais prováveis: energia e petróleo

Especialistas afirmam que um ataque amplo ao setor energético é mais plausível do que a destruição total de pontes. Grande parte da infraestrutura de energia iraniana está concentrada nas províncias costeiras de Bushehr, Khuzestan e Hormozgan, ao longo do Golfo Pérsico.

Um ponto-chave é a Kharg Island, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do país. Segundo o vice-presidente JD Vance, ataques aéreos já atingiram alvos militares na região.

A estratégia, segundo analistas, seria sufocar economicamente o regime iraniano, reduzindo sua capacidade de exportar petróleo e operar no Estreito de Omuz, rota vital para o comércio global de energia.

Estreito de Omuz. Foto: Divulgação

Pressão pode não funcionar

Mesmo com ataques intensificados, não há garantia de que o Irã cederá rapidamente. Autoridades americanas e iranianas voltaram a dialogar diretamente, mas continuam distantes em temas centrais como o programa nuclear, o setor petrolífero e o controle do estreito de Ormuz.

Analistas destacam que o regime iraniano já enfrenta apagões frequentes e dificuldades estruturais no setor energético — o que reduz o impacto de novas ofensivas como ferramenta de pressão interna.

Além disso, interromper ainda mais o fluxo de petróleo pode gerar efeitos colaterais globais, elevando preços e agravando a instabilidade econômica internacional.

Escalada com resultados incertos

Para especialistas, o governo Trump pode estar superestimando o impacto de uma escalada militar. Após semanas de conflito, o Irã demonstrou resistência significativa e disposição para prolongar o confronto.

“O regime encara essa guerra como uma luta existencial”, afirmou um ex-funcionário do Departamento de Defesa dos EUA.

Nesse cenário, a ameaça de destruição em larga escala pode ter mais efeito retórico do que prático — e corre o risco de ampliar o conflito sem garantir avanços diplomáticos.

Últimas notícias da guerra no Oriente Médio em 7 de abril

7 de Abril de 2026, 14:58

Acompanhe as últimas atualizações sobre a guerra no Oriente Médio nesta terça-feira, 7 de abril, com a apuração da TVT News e informações da AFP na região.

Últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio

  • Prazo para aceitar o acordo de cessar-fogo termina às 21h nesta terça e mundo teme ataque nuclear
  • Trump adverte que “uma civilização inteira morrerá” nesta terça-feira se o Irã não cumprir o ultimato.
  • 25ª Emenda da Constituição dos EUA: Trump tem saúde mental questionada
  • Irã está preparado para ‘todos os cenários’ diante das ameaças de Trump, diz vice-presidente
  • Exército israelense alerta iranianos para evitarem viagens de trem, até terça-feira à noite, por “segurança”
  • Irã ameaça privar os EUA e seus aliados de petróleo e gás “por anos”
  • EUA tentam conter rumores sobre eventual ataque nuclear ao Irã
  • Agência de Notícias Mehr do Irã relata ataques à Ilha de Khark, fundamental para a indústria petrolífera
  • Irã sofre novos ataques poucas horas antes do fim do ultimato de Trump
  • Irã adverte que sua resposta se estenderá além da região se os EUA “ultrapassarem as linhas vermelhas”
  • Com o prazo para aceitar o acordo de cessar-fogo termina nesta terça, embaixador iraniano no Kwait diz aos países da região que é preciso evitar uma tragédia
  • Ataques atingem planta petroquímica na Arábia Saudita

Preço do Petróleo Brent hoje

Qual o preço do petróleo hoje


Últimas notícias sobre a guerra no Oriente Médio

Confira as principais atualizações sobre a guerra entre EUA e Israel contra o Irã

Mercado do petróleo aguarda com atenção ultimato de Trump ao Irã

Os preços do petróleo fecharam com resultados mistos nesta terça-feira (7), horas antes de expirar o ultimato do presidente americano, Donald Trump, ao Irã.

25ª Emenda da Constituição dos EUA: Trump tem saúde mental questionada

Trump tem saúde mental questionada por suas ameaças apocalípticas ao Irã. Donald Trump não é exatamente alheio a uma linguagem provocadora. No entanto, sua ameaça de aniquilar a civilização iraniana, juntamente com outros comentários intimidatórios recentes, levaram seus críticos a questionar a saúde mental do presidente e evocar a 25ª Emenda da Constituição dos EUA

Trump adverte que “uma civilização inteira morrerá” nesta terça-feira se o Irã não cumprir o ultimato

O presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu que “uma civilização inteira morrerá” no Irã nesta terça-feira se o regime não aceitar os termos do ultimato.

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Reprodução do post de Donad Trump ameaça acabar com uma civilização se Irã não acatar ultimato

Irã está preparado para ‘todos os cenários’ diante das ameaças de Trump, diz vice-presidente

Da AFP em Teerã, Irã

O Irã está preparado para todas as possibilidades no contexto da guerra com os Estados Unidos e Israel, afirmou o primeiro vice-presidente, Mohammad Reza Aref, após as ameaças do presidente americano, Donald Trump, de aniquilar uma “civilização inteira”.

“A segurança nacional e a sustentabilidade das infraestruturas são objeto de cálculos precisos. O governo finalizou em detalhe as medidas necessárias para todos os cenários. Nenhuma ameaça escapa à nossa preparação e aos nossos serviços de inteligência”, declarou Aref em uma mensagem no X.

Papa qualifica como ‘inaceitável’ ameaça de Trump contra todo o povo iraniano

O papa Leão XIV qualificou como “inaceitável”, nesta terça-feira (7), a ameaça do presidente americano, Donald Trump, de eliminar toda a civilização iraniana se Teerã não respeitar seu ultimato, esta noite, para reabrir o Estreito de Ormuz.

“Hoje (…) foi feita esta ameaça contra todo o povo do Irã, e isto é realmente inaceitável. Certamente, há questões de direito internacional, mas muito mais que isso, trata-se de uma questão moral”, disse o papa aos jornalistas, ao deixar sua residência de Castel Gandolfo, perto de Roma, rumo ao Vaticano.

Trump diz que iranianos são “animais” e por isso um ataque a usinas de eletricidade e pontes não pode ser chamado de crime de guerra

Nesta segunda (6), Trump demonstrou não estar preocupado em estar cometendo ou não crimes de guerra e, ao ser questionado sobre violar a Convenção de Genebra, o presidente dos Estados Unidos chamou os iranianos de animais.

Para Trump, o Irã deve ser tomado em único dia a partir de hoje.

Irã critica ameaça de Trump como “irresponsável” na ONU

O embaixador do Irã nas Nações Unidas criticou na terça-feira as ameaças extremas de Donald Trump contra seu país, após o presidente ter alertado que, se Teerã não aceitar…

Preços do petróleo disparam

Os preços do petróleo subiram na terça-feira após o novo ultimato do presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz.

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O Estreito de Ormuz está localizado entre o sul do Irã e o norte dos Emirados Árabes Unidos e Omã e é a principal rota de exportação de petróleo dos países do Golfo. Imagem: Wikimedia Commons

Irã ameaça privar EUA e aliados de petróleo e gás “por anos”

A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), o exército do Irã, ameaçou, nesta terça-feira, com ações contra infraestruturas que “privarão os Estados Unidos e seus aliados de petróleo e gás da região por anos”.

“Até agora, demonstramos grande contenção em um espírito de boa vizinhança, mas essas reservas agora estão suspensas”, alertou a IRGC em um comunicado transmitido pela televisão estatal. “Se o exército terrorista dos EUA cruzar as linhas vermelhas, nossa resposta se estenderá além da região”, acrescentaram.

Agência de Notícias Mehr do Irã relata ataques à Ilha de Khark, fundamental para a indústria petrolífera

Agência de Notícias Mehr do Irã relata ataques à Ilha de Khark, fundamental para a indústria petrolífera

Exército israelense lamenta danos causados ​​a sinagoga no Irã por bombardeio

O exército israelense afirmou na terça-feira que lamenta os danos causados ​​a uma sinagoga em Teerã por um bombardeio que, segundo alegou, tinha objetivos militares.

Novos ataques contra o Irã poucas horas antes do fim do ultimato de Trump

O Irã sofreu novos ataques nesta terça-feira (7), que deixaram 18 mortos, poucas horas antes do fim do ultimato anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaça destruir instalações civis do país se um acordo não for alcançado para a reabertura do Estreito de Ormuz.

Irã adverte que sua resposta se estenderá além da região se os EUA “ultrapassarem as linhas vermelhas”

O Irã alerta que sua resposta se estenderá além da região se os EUA “ultrapassarem as linhas vermelhas”.

A empresa italiana ENI descobre um importante campo de gás natural na costa do Egito

O Egito e a gigante italiana de energia ENI anunciaram na terça-feira uma descoberta “significativa” de gás natural na costa do país norte-africano.

Exército israelense alerta iranianos para evitarem viagens de trem até terça-feira à noite por “segurança”

O exército israelense alertou os iranianos na manhã de terça-feira para que evitassem viagens de trem até as 17h30 GMT, em uma mensagem publicada na rede social X que prenuncia futuros ataques à rede ferroviária da República Islâmica.

“Prezados cidadãos, para sua segurança, pedimos que se abstenham de usar trens ou viajar de trem em todo o país a partir de agora até as 21h, horário do Irã”, escreveu o exército israelense em sua conta em língua persa. “Sua presença em trens e perto dos trilhos coloca suas vidas em risco”, acrescentou a mensagem.

Embaixador iraniano no Kuwait insta os países do Golfo a evitarem “tragédia” após ultimato de Trump

O embaixador do Irã no Kuwait, na terça-feira, instou os países do Golfo a encontrarem uma maneira de evitar uma “tragédia”, visto que o prazo estabelecido por Donald Trump para que Teerã aceite o acordo de cessa-fogo acaba hoje.

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Esta imagem de satélite, divulgada pela 2026 Planet Labs PBC em 1º de março de 2026, mostra uma coluna de fumaça subindo em Dubai após um ataque com projéteis. (Foto: AFP) / USO RESTRITO A FINS EDITORIAIS

Ataques atingem planta petroquímica na Arábia Saudita

Ataques noturnos contra a Arábia Saudita atingiram um complexo petroquímico localizado em uma extensa zona industrial na cidade de Jubail, no leste do país, informou uma fonte no local à AFP nesta terça-feira, horas depois de instalações semelhantes terem sido bombardeadas no Irã.

“Um ataque causou um incêndio nas instalações da SABIC em Jubail. O som das explosões foi muito alto”, disse a fonte, referindo-se à Corporação Saudita de Indústrias Básicas (SABIC).

Jubail, no leste da Arábia Saudita, abriga um dos maiores centros industriais do mundo, produzindo aço, gasolina, produtos petroquímicos, óleos lubrificantes e fertilizantes químicos.

Ataques aéreos destroem sinagoga na capital do Irã, segundo a mídia local

Uma sinagoga em Teerã foi “completamente destruída” por ataques aéreos israelenses e americanos na madrugada de terça-feira, informou a agência de notícias Mehr.

Ataques no consulado israelense em Istambul

Um dos atacantes foi morto e dois ficaram feridos em um tiroteio ocorrido na terça-feira em frente ao consulado israelense em Istambul. Dois policiais também sofreram ferimentos leves.

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Lula defende o Pix após críticas em relatório comercial dos Estados Unidos

3 de Abril de 2026, 07:28
Presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert / PR
Por Andreia Verdélio – Agência Brasil  O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu, nesta quinta-feira (2), críticas ao sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, o Pix, feitas em um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos. Em evento em Salvador (BA), Lula afirmou que o Pix deve ser aprimorado para atender às necessidades […]

VÍDEO – Trump diz que CIA o informou que o novo líder supremo do Irã é gay

26 de Março de 2026, 22:10
Mojtaba Khamenei e Donald Trump em montagem de duas fotos
Mojtaba Khamenei e Donald Trump – Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (26) que a CIA lhe informou que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, é gay. A declaração foi feita durante entrevista ao apresentador Jesse Watters, da Fox News. Ao ser questionado, Trump respondeu: “Bem, eles disseram isso, mas não sei se foram só eles. Acho que muita gente está dizendo isso. O que lhe dá uma má vantagem inicial naquele país.”

O presidente não apresentou evidências para a informação atribuída à CIA. No Irã, relações entre pessoas do mesmo sexo são consideradas ilegais sob a legislação baseada na sharia. Antes da entrevista, o New York Post já havia noticiado que Trump teria sido informado sobre o tema. O presidente também havia levantado dúvidas sobre a situação de Mojtaba após ataques militares recentes.

Mojtaba Khamenei foi anunciado como líder supremo do Irã em 8 de março, após a morte de seu pai, Ali Khamenei, em ataques realizados por Estados Unidos e Israel no início da guerra, em 28 de fevereiro. A escolha foi feita pela Assembleia de Peritos, órgão composto por 88 clérigos responsáveis por definir a liderança do país desde a Revolução Islâmica de 1979. Aos 56 anos, Mojtaba ocupava posição intermediária no clero e mantinha influência nos bastidores do regime.

Em entrevista para a Fox News, Donald Trump confirma que ouviu relatos da CIA de que o novo líder supremo do Irã é homossexual.

Código Penal Islâmico do Irã pune a homossexualidade com pena de morte. pic.twitter.com/RVxE3rk3XT

— Sam Pancher (@SamPancher) March 26, 2026

O novo líder tem ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica e com a força paramilitar Basij. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã já deixou mais de 1.750 civis mortos no território iraniano, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registra ao menos 13 mortes de militares americanos em ataques relacionados ao confronto.

Além do Irã, ações militares atingiram países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. Autoridades iranianas afirmam que os ataques têm como alvo interesses dos Estados Unidos e de Israel nessas nações. O confronto também alcançou o Líbano, onde o grupo Hezbollah realizou ofensivas contra Israel.

Após a escolha de Mojtaba Khamenei, Donald Trump declarou que considera a decisão um “grande erro”. O presidente afirmou que deveria participar do processo e classificou o novo líder como “inaceitável” para a condução do país.

Aprovação de Trump despenca para 36% após ataques ao Irã, revela pesquisa

24 de Março de 2026, 16:00
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Divulgação

A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu para 36%, o nível mais baixo desde seu retorno à Casa Branca. A pesquisa Reuters/Ipsos, realizada ao longo de quatro dias e publicada nesta quarta-feira (24), revelou que a queda no apoio popular ocorre em meio ao aumento dos preços dos combustíveis e à crescente desaprovação da guerra contra o Irã, que foi iniciada pelo governo del.

Em comparação com a pesquisa anterior, a aprovação passou de 40% para 36%. O levantamento associou essa piora à alta nos preços dos combustíveis, impulsionada pelos ataques coordenados entre os EUA e Israel ao Irã no final de fevereiro.

Com os preços da gasolina subindo, o eleitorado demonstrou insatisfação com a gestão do presidente, especialmente no que se refere ao custo de vida e ao impacto econômico da guerra.

A pesquisa também indicou que, apesar da queda na aprovação geral, Trump ainda mantém um forte apoio entre os eleitores republicanos, embora tenha perdido parte da confiança do partido, especialmente no tema da inflação.

A pesquisa destacou que apenas 25% dos entrevistados aprovam a forma como Trump está lidando com o custo de vida, um dos pontos centrais de sua campanha para a reeleição em 2024.

O dado é um reflexo do descontentamento crescente, com 34% dos eleitores republicanos desaprovando sua condução da economia e 20% expressando insatisfação com sua administração de questões relacionadas ao custo de vida.

Donald Trump anunciando o “tarifaço” em 2025. Foto: Divulgação

Esses números representam um aumento significativo em relação à pesquisa da semana anterior, que indicava uma desaprovação de 27%. Outro fator que contribuiu para a queda na popularidade de Trump foi a guerra no Irã. A pesquisa mostrou uma mudança significativa na opinião pública sobre os ataques dos EUA ao país.

A aprovação dos ataques caiu de 37% para 35%, enquanto a desaprovação subiu de 59% para 61%. A pesquisa feita após os primeiros ataques indicava uma maior indecisão entre os eleitores, mas, na pesquisa mais recente, a taxa de indecisão desapareceu, com 5% dos entrevistados se recusando a responder.

Apesar da queda na aprovação de Trump, os dados indicam que a desaceleração em sua popularidade não está afetando diretamente a corrida para as eleições de meio de mandato, que ocorrerão em novembro.

Segundo o levantamento, 38% dos eleitores registrados consideram os republicanos mais capazes de cuidar da economia, enquanto 34% apontaram os democratas como a melhor opção.

Isso sugere que, embora a aprovação do presidente esteja em declínio, os aliados republicanos ainda têm um apoio considerável entre os eleitores, especialmente nas questões econômicas. A pesquisa foi realizada online e entrevistou 1.272 adultos nos Estados Unidos, com uma margem de erro de 3 pontos percentuais.

Presidente de Cuba afirma que país se prepara para possível ofensiva dos EUA

23 de Março de 2026, 07:43
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou que o país está se organizando para enfrentar uma eventual ofensiva dos Estados Unidos. A afirmação foi feita a ativistas estrangeiros que levaram ajuda humanitária à ilha na última sexta-feira (20). Durante um evento de solidariedade em Havana, Díaz-Canel mencionou o presidente americano, Donald Trump, ao dizer que, […]

Trump anuncia envio de agentes do ICE para aeroportos a partir desta segunda

22 de Março de 2026, 11:48
trump, petróleo, Pronunciamento de Trump. AFP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que enviará agentes do ICE (Agência de Imigração e Alfândega dos EUA) a partir desta segunda-feira (23) para “auxiliar” os funcionários da TSA (Administração de Segurança de Transportes) nos aeroportos americanos. “Na segunda-feira, o ICE irá aos aeroportos para ajudar nossos maravilhosos agentes da TSA que permaneceram […]

Governo Trump suspende sanções contra petróleo iraniano por 30 dias para tentar conter preços

21 de Março de 2026, 20:03
Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: reprodução

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (20) uma isenção de sanções por 30 dias para a compra de petróleo do Irã no mar. A medida, divulgada pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent, busca aliviar a pressão no fornecimento global de energia em meio à guerra envolvendo EUA, Israel e Irã.

Segundo o Departamento do Tesouro, a licença permite a comercialização de petróleo bruto iraniano e derivados embarcados entre 20 de março e 19 de abril. Esta é a terceira flexibilização de sanções em cerca de duas semanas, após medidas semelhantes envolvendo também o petróleo russo.

Barris de petróleo para exportação. Foto: reprodução

De acordo com Bessent, a liberação deve colocar cerca de 140 milhões de barris no mercado internacional, ampliando a oferta e reduzindo pressões nos preços. “Ao desbloquear temporariamente esse suprimento existente para o mundo, os Estados Unidos […] ajudam a aliviar as pressões temporárias sobre o suprimento”, afirmou.

O secretário destacou ainda o caráter estratégico da decisão. “Em essência, estaremos usando os barris iranianos contra Teerã para manter o preço baixo enquanto continuamos a operação Fúria Épica”, disse.

Presidente do Irã pede que Israel e EUA encerrem ataques para fim da guerra

21 de Março de 2026, 18:40
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste sábado (21) que é necessária uma “cessação imediata” do que classificou como agressão de Israel e dos Estados Unidos para conter a guerra e evitar a ampliação do conflito regional. A declaração foi divulgada pela embaixada iraniana na Índia. Mais cedo, Pezeshkian conversou por telefone com o […]

Trump pediu para adiar por um mês visita à China por causa da guerra no Oriente Médio

Por:AFP
16 de Março de 2026, 21:55
Trump planejava visitar a China de 31 de março a 2 de abril para recompor as relações e prolongar a trégua comercial entre Estados Unidos e China

Juiz bloqueia investigação contra presidente do Fed enquanto Trump volta a pressionar por corte imediato de juros

16 de Março de 2026, 14:16
Federal Reserve, juros, fed
A relação entre o governo dos Estados Unidos e o Federal Reserve (Fed) voltou ao centro do debate político e econômico após duas decisões recentes envolvendo o presidente da instituição, Jerome Powell, e o presidente americano, Donald Trump. Na última sexta-feira (13), o juiz federal James Boasberg decidiu bloquear intimações emitidas em uma investigação criminal […]

Crítico de Israel, Tucker Carlson diz que CIA o espionou e prepara ação contra ele

15 de Março de 2026, 16:56
Tucker Carlson e Donald Trump

O comentarista conservador Tucker Carlson, apoiador histórico de Donald Trump, afirmou que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos pode estar preparando um processo criminal contra ele após suas críticas à guerra contra o Irã. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais no sábado (15).

Segundo Carlson, a CIA estaria elaborando um encaminhamento criminal para o Departamento de Justiça com base em um suposto crime relacionado a contatos que ele teria mantido com pessoas no Irã antes do início do conflito.

O ex-apresentador da Fox News disse que investigadores teriam analisado suas mensagens de texto e que a possível acusação envolveria a lei que regula a atuação de agentes estrangeiros.

Ele afirmou que a investigação poderia estar ligada à Lei de Registro de Agentes Estrangeiros (Foreign Agents Registration Act), que exige que pessoas que atuam politicamente em nome de interesses estrangeiros registrem oficialmente suas atividades junto ao governo americano.

Carlson, no entanto, não apresentou provas de que exista de fato uma investigação em andamento. O Departamento de Justiça e a CIA foram procurados por veículos de imprensa, mas não comentaram o caso.

O comentarista disse não acreditar que o caso avance. Ele não atua como agente de nenhum governo estrangeiro e nunca recebeu dinheiro de autoridades de outros países. Carlson afirmou que seu trabalho envolve conversar com diferentes fontes ao redor do mundo para entender acontecimentos internacionais e que não pretende deixar de fazer isso.

As declarações ocorrem após uma série de críticas feitas por Carlson à ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Irã. Em entrevista recente, ele classificou a guerra como “absolutamente repugnante e maligna”, posição que gerou reação direta do presidente Donald Trump. É também crítico contumaz de Israel e do lobby sionista nos Estados Unidos.

Apenas uma semana após o presidente Trump ter expulsado Tucker Carlson do movimento MAGA, Carlson fez um vídeo dizendo que será processado criminalmente pela CIA sob a acusação de ser um agente estrangeiro trabalhando para o Irã. pic.twitter.com/rfbIJc3eqY

— Hoje no Mundo Militar (@hoje_no) March 15, 2026

Em entrevista ao jornalista Jonathan Karl, Trump afirmou que Carlson “perdeu o rumo” e disse que o comentarista não representa o movimento MAGA. O presidente declarou que o slogan “América Em Primeiro Lugar” não se aplica ao apresentador e afirmou que ele não teria compreensão suficiente sobre a estratégia do governo.

De acordo com o New York Times, Carlson havia manifestado oposição ao conflito em reuniões realizadas na Casa Branca nas semanas anteriores ao início da operação militar, lançada em 28 de fevereiro. Esteve três vezes com Trump, tentando demovê-lo da ideia de atacar o Irã.

Carlson também havia criticado ataques anteriores contra o Irã, realizados em 2025, quando o governo americano anunciou a destruição de instalações nucleares iranianas.

Governo Trump ameaça censurar emissoras dos EUA por cobertura da guerra no Irã

15 de Março de 2026, 15:29
Prédio da Comissão Federal de Comunicação (FCC), em Washington. Foto: Divulgação

O presidente da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC), Brendan Carr, tomou uma posição firme contra as emissoras de televisão dos EUA, ameaçando revogar suas licenças devido ao que ele considera um viés nas coberturas da guerra no Irã. A declaração dele, feita no sábado (14), veio no contexto de um confronto crescente entre os Estados Unidos e o Irã.

Ele acusou as emissoras de “divulgarem boatos e distorções de notícias”, orientando-as a “corrigir o rumo antes da renovação de suas licenças”. Ele afirmou: “As emissoras devem operar em prol do interesse público e perderão suas licenças se não o fizerem.”

O presidente da FCC, que tem se mostrado cada vez mais crítico da mídia desde que assumiu o cargo durante o governo Trump, defendeu que as redes de comunicação devem se alinhar com os interesses do governo e não veicular notícias que possam minar o esforço militar dos EUA.

Ele também compartilhou uma postagem do presidente Donald Trump no Truth Social, na qual o republicano criticava a cobertura da mídia sobre o ataque a cinco aviões de reabastecimento americanos na Arábia Saudita.

Trump considerou a manchete do ‘The Wall Street Journal’ sobre o incidente “intencionalmente enganosa”, acusando a mídia de querer que os EUA perdessem a guerra. A publicação do jornal não respondeu prontamente a solicitações de comentário sobre a crítica dele.

Em um tom semelhante ao de Carr, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, também expressou insatisfação com a cobertura da guerra pelo canal ‘CNN’ durante uma coletiva de imprensa na sexta-feira (13).

Hegseth fez referência ao bilionário David Ellison, dono da Paramount Skydance, que busca adquirir a Warner Bros. Discovery por US$ 111 bilhões. Se concretizado, esse negócio colocaria a CNN sob o controle dele, que é conhecido por suas afinidades com a ala conservadora da mídia e também por ter uma relação amigável com Trump.

O comportamento dele, que lidera a FCC desde 2017, vem gerando controvérsias. Especialistas em regulamentação da mídia alertam que a revogação de licenças é um processo complexo e custoso, e que a lei federal proíbe explicitamente o uso de regulamentações para censurar a imprensa.

O presidente da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC), Brendan Carr. Foto: Divulgação

No entanto, Carr tem levantado frequentemente a possibilidade de restringir as licenças das emissoras que, em sua visão, não atendem ao interesse público ou que transmitem informações que ele considera prejudiciais aos objetivos do governo. Parlamentares democratas e defensores da liberdade de expressão reagiram com críticas severas à postura dele.

A senadora Elizabeth Warren (Massachusetts) qualificou a ameaça do presidente do FCC como “típica de um manual autoritário”, enquanto o senador Mark Kelly (Arizona) enfatizou que “quando nossa nação está em guerra, é crucial que a imprensa seja livre para noticiar sem interferência do governo”.

Para eles, a ação dele configura uma violação direta da Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que garante a liberdade de imprensa. A Fundação para os Direitos Individuais e a Expressão, uma organização que defende os direitos da imprensa, classificou a postura dele como “chocante e perigosa”.

Em comunicado, a entidade afirmou que o presidente da FCC tem se mostrado disposto a intimidar e ameaçar a imprensa livre de maneira descarada, algo que consideram uma ameaça à democracia.

Carr tem mostrado uma abordagem agressiva em relação à mídia nos últimos anos. O programa ‘Jimmy Kimmel Live!’ foi retirado temporariamente do ar após ele questionar alguns comentários do apresentador da ABC, e o ‘The View’, talk show político da emissora, foi alvo de críticas, com a FCC sugerindo investigações sobre seu conteúdo.

Em 2023, Stephen Colbert também criticou Carr, apontando que a CBS havia impedido a exibição de uma entrevista com um candidato democrata devido a novas regras da FCC sobre igualdade de tempo de antena para candidatos políticos.

A retórica do governo Trump contra a imprensa está ocorrendo em um momento delicado para a guerra no Irã, com pesquisas mostrando que o apoio popular à intervenção militar dos EUA está em queda. Além disso, o governo enfrenta dificuldades em impedir que o Irã bloqueie rotas petrolíferas essenciais, em meio à alta dos preços globais do petróleo.

Assessor de Trump veio sondar intervenção e Forças Armadas sabem disso, diz especialista militar

13 de Março de 2026, 17:58
Darren Beattie e Donald Trump

O historiador e professor titular da UFRJ, Francisco Carlos Teixeira, o Chico Teixeira, comentou em entrevista ao DCMTV que militares brasileiros têm discutido nos bastidores a possibilidade de uma intervenção dos Estados Unidos no Brasil.

Segundo ele, esse seria hoje o principal tema de preocupação dentro das Forças Armadas, mais relevante do que a narrativa divulgada por parte da imprensa sobre pressões relacionadas aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. A visita barrada do emissário extremista do governo Trump, Darren Beattie, é muito mais que provocação, diz ele. Beattie é conselheiro sênior para políticas sobre o Brasil do Departamento de Estado.

Na conversa, Teixeira criticou a alegação de Merval Pereira na GloboNews, segundo o qual Lula estaria sendo alertado por militares sobre a crise no Supremo Tribunal Federal, e afirmou que a tese de que militares estariam tentando salvar patentes de oficiais condenados não representa o centro do debate dentro da caserna. Ele também falou do Irã e das disputas envolvendo Estados Unidos, China e a política externa brasileira.

O comando militar e a possibilidade de golpe

Eu acho que aí tem pontos para a gente tentar esclarecer. Foi o Merval que trouxe a questão de que os militares estariam aproveitando a situação de relativo enfraquecimento, de crise, no STF, em decorrência do caso Master, para pressionar e salvar patentes daqueles condenados pela tentativa frustrada de golpe do Estado. Então, tudo partiu do Merval. A Andréia Sadi pegou carona e requentou a notícia. Daí, decorrem duas coisas. Primeiro, estão ocorrendo consultas entre a Presidência da República e os militares nesse momento? Houve, de fato, reuniões? Sim, tem havido reuniões, tem havido contatos, tem havido um certo cuidado e pressão. O tema é salvar os militares condenados? Não.

As reuniões e as conversas que têm tido tem sido fundamentalmente, não exclusivamente, sobre outra coisa que está gerando uma situação de apreensão e desconforto muito grande nas Forças Armadas, que é a hipótese cada vez mais concreta de uma intervenção americana. Essa é a questão. A questão do STF entrou subsidiariamente na conversa. Quais são os sinais de uma possível intervenção americana aí? Em primeiro lugar, o relatório feito pela Segurança Nacional americana para a Presidência da República apontando a presença de uma grande empresa chinesa minerando terras raras na Bahia. Em segundo lugar, a presença de uma pretensa base militar chinesa na Paraíba. Em terceiro lugar, a questão de declaração do PCC e do CV como organizações terroristas internacionais que colocam em risco a segurança dos Estados Unidos. E, portanto, os Estados Unidos teriam todo o direito de agir sem inclusive nenhuma consulta com as autoridades brasileiras.

Em quarto lugar, a chegada das tropas americanas no Paraguai, inclusive na fronteira, cuidando da questão do narcotráfico. E, por fim, um quinto ponto, um relatório que circula requentado também, muito requentado, na Polícia Federal, apontando a presença de terroristas islâmicos em Foz do Iguaçu. Esse relatório que, vira e volta, ele é retirado e ele foi encomendado claramente pelas autoridades de Israel, do Mossad, à Polícia Federal. Eles têm um monte de convênios e um monte de atos de cooperação, inclusive de treinamento e inteligência. E o Mossad não se conforma da existência dessas 40 mil pessoas de origem palestina existentes na Foz do Iguaçu, alguns deles na lista de procurados por Israel.

Como o governo brasileiro avisou a Israel que não aceitam no território brasileiro o programa de assassinatos de lideranças, que Israel continua colocando em prática, o Brasil avisou que isso não pode ocorrer aqui, então eles devolveram a bola fazendo um relatório a partir de uma comissão composta pela Argentina, Paraguai, Brasil e Estados Unidos. Os Estados Unidos pediram para participar dessa comissão de segurança na fronteira brasileira lá em Foz do Iguaçu. E aí eles responderam dizendo que existe atividade nítida do Hezbollah no Brasil. E isso coloca em risco empresas, pessoas, cidadãos dos Estados Unidos tanto no Brasil quanto no Paraguai e na Argentina.

Também o Milei colocou na gaveta aqueles atentados terroristas feitos contra a AMIA, a Associação Mutualista Israel e Argentina, e contra a Embaixada de Israel em Buenos Aires, acusando o Irã e o Hezbollah de serem os autores e de terem guarida em Foz do Iguaçu. Isso é uma mentira feita pelos grupos de inteligência da Argentina, que são profundamente antissemitas. Os atentados foram feitos por grupos nazistas que se reproduzem na polícia e na segurança argentina. Como o negócio ficou muito quente, eles acusaram o Irã de ser autor desses atentados. O que a gente vê aqui é que a gente está numa situação muito tensa de relações internacionais, onde ficou muito claro que Trump já quer encerrar a guerra no Irã, porque não saiu como ele esperava, e ele quer fazer novamente uma outra guerra onde ele possa aparecer como campeão invicto, e isso seria Cuba.

Mas um grande problema para uma invasão de Cuba, ou uma operação cirúrgica em Cuba, é qual a situação do Brasil. Eles conseguiram o José Antonio Kast, no Chile, o presidente do Paraguai, o Pena, o presidente Milei da Argentina e o Fernandes da Bolívia. Então eles precisam que o Brasil abandone Cuba. Estão fazendo uma pressão imensa sobre o Brasil para que o Brasil aceite a mudança de regime em Cuba, coisa que não é aceitável para nós. Não aceitando, eles desenvolveram então a possibilidade de uma intervenção direta no Brasil. É esse o quadro, essa a grande preocupação. O que foi falado sobre o STF foi de que a crise institucional desenvolvida pelo caso Master ajuda a mostrar para fora, para os americanos, que as instituições brasileiras estão em crise e que é preciso uma intervenção para evitar que o Brasil vire um esconderijo do terrorismo, seja criminoso, narcotraficante, narcoterrorismo, como eles dizem, seja do terrorismo do Hezbollah.

O representante de Trump no Brasil

Esse senhor Darren Beattie é um anticomunista notório, militante, uma das cabeças mais importantes do movimento ultraconservador americano e que não foi à toa que foi nomeado para esse cargo de subsecretário de Estado para a América do Sul, com ênfase em Brasil. Ele é um especialista em Brasil, ele conhece a história do PT, a história do Lula, e não foi à toa que ele foi nomeado para isso. E a primeira coisa que ele quis fazer foi uma visita a Bolsonaro na prisão, onde ele iria receber, evidentemente, o relatório das probabilidades, todas elas fantasiosas de derrubar o governo brasileiro num ano eleitoral.

Então é isso que está acontecendo. Essa proposta trazida pelo Merval é uma tentativa de colocar mais fogo na fogueira, colocar mais combustível aí para dizer que nós estamos paralisados. E vocês vejam que há mais de dez dias não tem nenhum assunto na Rede Globo, a não ser que as instituições estão paralisadas, o Supremo não funciona, a corrupção chegou ao cargo dos ministros, aquela coisa toda, para justificar, então, a intervenção que será uma intervenção militar no Brasil.

Celso Amorim avisou

Há dez dias, o conselheiro de política externa do Brasil, o embaixador Celso Amorim, fez uma declaração numa aula magna na UFRJ, de que a situação era muito perigosa. A imprensa acabou dizendo: “Ah, Celso Amorim tá apavorado, tá não sei o quê”. O embaixador Celso Amorim é um homem extremamente experiente e frio e tranquilo. E, além de tudo, muito gentil também. Quando ele vem a público e diz que a situação é muito grave, é porque ela é. E quando Lula declara para um chefe de estado estrangeiro que foi humilhado pelo Trump, que é o Ramaphosa, da África do Sul, que precisamos de uma proteção coletiva, de uma defesa coletiva, ele não está falando da América Latina nem da América do Sul, ele tá falando do BRICS, no âmbito do BRICS, porque não tem sentido uma defesa comum na África do Sul fora do âmbito do BRICS. Então, nós estamos aqui perante uma escalada muito grande da política intervencionista norte-americana.

EUA querem Cuba, Venezuela, Paraguai e Brasil

Trump declarou que, na verdade, Cuba seria resolvida pelo [Secretário de estado] Marco Rubio, que é cubano e que faz coisas maravilhosas, segundo ele, e que Rubio poderia, inclusive, assumir o governo de Cuba. Esse momento que vivemos hoje não tem precedente. Eu acho que a gente, inclusive, tem que abandonar essa ideia de precedentes e de ressignificação. Têm pessoas falando em Doutrina Trump, tem gente falado em política de terceira bandeira, essa coisa toda. Não, isso é inteiramente novo, é uma etapa diferenciada, como diria a direita, o novo sempre vem e nem sempre é para melhor.

Nesse caso, estamos assistindo uma dinamitação completa da ordem mundial, uma total paralisia da ONU, a substituição da OEA, da ONU, do pan-americanismo, por outras políticas de intervenção direta nesse sentido. Não nos ajuda ficar falando de Doutrina Monroe. Só para você ter uma ideia, a Doutrina Monroe foi formulada em 1823, quando os potências reunidas anteriormente no Congresso de Viena, de 1815, se constituíram numa espécie de polícia internacional para acabar com os regimes independentistas da América Hispânica e da América Portuguesa, foi essa a visão. Além disso, os russos já estavam quase em Los Angeles, já estavam quase chegando em Los Angeles, eles tinham avançado por uma uma tripazinha que desce pelo litoral do Canadá e tinham chegado até Bodega Bay, nas imediações de Los Angeles.

Isso foi antes da guerra civil americana, antes da industrialização dos Estados Unidos, antes de se constituir, classicamente, a política imperialista das potências do capitalismo avançado. Então, comparar essas coisas não fecha nesse sentido. O que a gente vê aqui é o mais alto imperialismo, que é uma etapa muito superior do desenvolvimento capitalista, que não corresponde a 1820, não é isso que funciona nesse sentido.

O que a gente está vendo aqui é um mega, um ultra imperialismo novo, baseado no poder tecnológico das armas, e baseado nos interesses das grandes companhias de alta tecnologia, sejam elas espaciais, aeronáuticas, tecnológicas, cibernéticas, que estão agora formando o núcleo central desse capitalismo ultra desenvolvido, tecnologicamente, nesse sentido. Eu estou falando isso, agora, porque as coisas tendem a ir para trás, em vez de ir para a frente. As pessoas estão falando em Doutrina Donroe, como se fosse um corolário. Não, é outra coisa. Não existiu imperialismo como Lenin, como Rosa Luxemburgo definiram, em 1820. Aquilo era quase mercantilismo, era outra coisa. Agora não, a gente está vendo um ultra imperialismo com muito poder.

Os EUA são um império em decadência?

Eu diria uma coisa também, que talvez contrarie muito os nossos ouvintes. O Panamá expulsou todas as empresas chinesas que estavam lá. O México expulsou os chineses também. A Claudia Sheinbaum fica falando, fazendo aqueles discursos muito bons, mas ela tirou todas as montadoras chinesas que estavam no México. Ela fez o que o Trump pediu. Ela apanhou cidadãos mexicanos, os chefes dos cartéis, e entregou aos Estados Unidos, para serem julgados nos Estados Unidos. Então, tudo que o Trump está pedindo, ela está fazendo, porque ela sabe que a capacidade de intervenção é grande.

A exigência sobre a Groenlândia, tudo isso é uma etapa nova desse ultraimperialismo que a gente está vendo aí. E isso nos diz que aquilo que muitos de nós, à esquerda, falamos, que os Estados Unidos são uma potência em decadência, não é mais do que desejo da gente. Isso não é mapa de uma potência em decadência. Uma potência que pode gastar bilhões em uma semana para atacar o Irã, não é uma potência em decadência. Ah, se isso vai dar certo, é outra coisa. Ninguém adivinha na história. Nem o Trump. Se vai dar certo ou não é outra coisa. Mas a ideia de uma potência em decadência é extremamente perigosa para a gente hoje. Porque pode dar um conforto que é absolutamente irreal.

Quem está ganhado a guerra com o Irã?

Eu tenho a impressão de que a gente pode variar a tática, mas não muda a estratégia. Nós vemos que, na verdade, as críticas ao Trump são poucas, não são abundantes. Eu estava vendo a CNN americana,  e uma pesquisa diz que 81% da população de Israel apoia Netanyahu. E 67% da população americana apoia Trump no ataque ao Irã. Não é pouco. Pode ser que tenha pessoas que não apoiam a forma como ele age, a questão Epstein etc. Mas, na guerra do Irã, ele tem maioria. Na guerra do Irã, ele conseguiu construir o Irã como uma potência do mal, nesse sentido. A gente não está vendo, como vimos, por exemplo, na guerra de Iraque, com milhares de pessoas nas ruas, nos Estados Unidos, protestando contra a guerra.

Isso não está acontecendo. Aconteceu quando houve várias políticas, por exemplo, da expulsão de estrangeiros. Na questão do ICE, da expulsão de estrangeiros, ele recuou. Também tem uma coisa aí muito estranha, todo mundo montou nesse slogan, que é um slogan dos democratas americanos, do Partido Democrata, que é que o Trump sempre amarela. Onde que ele amarela? Onde está o Maduro? Onde está o Khamenei? Quer dizer, se eu sou dirigente em Cuba hoje, eu estou olhando o que aconteceu na Venezuela e no Irã, e não acreditando nos liberais americanos que dizem que o Trump sempre amarela.

Nenhuma potência reagirá

China e Índia, no passado, foram à guerra. Foi terrível para que a coisa não escalasse. Temos uma guerra em curso hoje entre Afeganistão e Paquistão que paralisa inteiramente a China. A Índia tinha desenvolvido todo um objetivo de transformar o Afeganistão talibã numa profundidade estratégica dela para enfrentar o Paquistão. Agora ela vai ser atropelada. E o Paquistão está bombardeando Cabul. A situação não é fácil. Também tem um outro errinho aí de análise, penso eu, que é a ideia de que no Alasca houve no encontro do Putin com o Trump uma redivisão do mundo.

O Trump ficaria com as Américas, o Putin ficaria com a Eurásia e a China ficaria com o Sul global e a África. Isso não aconteceu. Quer dizer, o Trump está agindo no Japão, está agindo na Índia, está agindo no Irã, está agindo na Venezuela, vai agir em Cuba. E o que a gente vê claramente é uma política global, ultraimperialista do Trump, no qual ele quer de qualquer maneira colocar em prática uma coisa que os neoconservadores americanos vinham falando desde Bush filho, que é quando os Estados Unidos olharem para trás, eles usam a expressão “no second place”, não há segundo lugar. A potência próxima deles estaria em terceiro, quarto ou quinto lugar. Não haveria mais.

A política deles agora é de que não tenha ninguém, nem aliado, nem inimigo. O segundo e terceiro lugar vão estar vagos. Quem vier vai vir lá atrás,  muito mal colocado. Para isso é preciso cercar a China. Quando você ataca Venezuela e Irã, você está assumindo a torneira energética da China. Quando você retira as companhias chinesas do canal do Panamá, você está fechando áreas geopolíticas para a China. Quando você quer ocupar a Groenlândia, você está tentando colocar a mão na passagem do norte e evitar que a China possa utilizar isso a seu contento. Na verdade, a gente vê claramente uma grande luta de grandes potências pela hegemonia mundial. Não pela hegemonia nas Américas, é a hegemonia mundial.

Trump e Lula

Os buracos no poderio militar americano

A indústria de transformação nos Estados Unidos envelheceu, claramente. Durante um longo tempo, se colocou as indústrias fora dos Estados Unidos, no México, em Taiwan, na Coreia do Sul, etc. Em algum momento, as cadeias foram até para dentro da China popular. A indústria de transformação envelheceu. Em compensação, a alta tecnologia, a pesquisa tecnológica foi muito à frente. Desde a internet, a gente só vê por causa da pesquisa tecnológica americana, a internet é uma invenção dos Estados Unidos. Foi Al Gore que transformou de sistema militar em sistema civil. Ordenou e possibilitou isso. Ela é muito avançada. Além disso, a política de tarifas econômicas agora colocada em prática, principalmente o aumento do preço do petróleo, favorecem os Estados Unidos. Os Estados Unidos arrecadaram milhões e milhões com as tarifas. A Suprema Corte derrubou. O que ele fez? Estabeleceu uma nova tarifa igual para todo mundo. Hoje tem uma tarifa para todo mundo, inclusive quem não conhece agora tem. Inclusive à revelia dos acordos que ele tinha feito antes. E isso gera dinheiro.

E os Estados Unidos também são o maior produtor de gás petróleo do mundo. Quando ele briga pelo petróleo no Irã ou na Venezuela, ele não briga pelo petróleo para ele consumir. Ele é autossuficiente no petróleo. Ele briga pelo petróleo por duas razões. Para as empresas americanas terem o monopólio da exploração, do refino e da distribuição e, portanto, ganharem dinheiro vendendo esse petróleo para os outros. E em segundo lugar, para dizer quem pode ter ou não ter petróleo. Em 1940, os Estados Unidos decretaram um bloqueio contra o Japão, não permitiu que o Japão comprasse mais petróleo, minérios, borracha e sucata. Parava a indústria japonesa.

Quando o Japão decide atacar os Estados Unidos, um ataque preventivo, segundo eles, claramente é porque já tinha. Quando você corta o petróleo, o aço, a sucata de um país altamente colonizado como já era o Japão, você está fazendo uma declaração de guerra. Isso é uma declaração de guerra. Não pode. Imagina, nós somos altamente dependentes do trigo. O Brasil não produz trigo que seja necessário para a população, para o consumo da população brasileira. Se os Estados Unidos chegam e dizem assim, olha, bloqueamos o trigo, vocês não podem mais comprar e trigo… Como eles fazem em Cuba, até com remédios. É um ato de guerra, é um ato de agressão. O que nós estamos vendo agora, claramente, é que os Estados Unidos têm interesse pelo petróleo para manter o monopólio das suas empresas e para utilizar isso como arma de guerra contra concorrentes.

Lula com Trump nos EUA

Está se discutindo muito a ida de Lula em abril aos Estados Unidos. Isso parece um erro, um erro, né? Quer dizer, nós não temos nenhum rascunho de declaração, de acordo, de pauta comum, de cinco ou seis ou sete pontos sobre a ordem mundial já acordados nos Estados Unidos, né? Lula iria para a Casa Branca com as mãos vazias, sem saber o que poderia acontecer naquele salão com Marco Rubio de um lado, [o secretário de Defesa] Pete Hegseth do outro e Trump no meio. Vou falar uma coisa que eu acho que a gente tem que entender, senão vão me chamar de elitista, né? As duas pessoas que foram humilhadas na Casa Branca pelo Trump foram Zelensky e Ramaphosa. Falam inglês fluentemente e podiam reagir na hora e dizer “não sei, não conheço, não acho” etc. O Lula não tem essa vantagem, ele precisa de intérpretes. Que precisam de tempo. E eles próprios não dão tempo de resposta, né? Ficaria o Lula tentando entender o que está sendo dito, esperando a tradução e já os jornais do mundo inteiro gravando e transmitindo o esporro que o Lula vai levar no ano eleitoral.

Imagina o que isso vai virar de cortes na campanha eleitoral… Então, é muito desaconselhável, profundamente desaconselhável, que o Lula vá agora em abril. É absolutamente desaconselhável sem existir um rascunho de declaração final, já pronto e comprometido que isso possa aparecer. Além de tudo, Viaro, tem uma outra coisa. A gente não sabe o que que vai acontecer no Irã. A situação no Irã está se complicando, né? Porque se esperava alguma coisa de perfil venezuelano e o Irã está mostrando força e resiliência nesse sentido. Não sabemos o que os americanos podem fazer. O Trump pode dizer assim: “Eu ganhei a guerra, pronto, acabou. E ir embora”. Mas ele pode piorar muito a situação lá. O que vai acontecer para a figura do Lula, a figura mundial do Lula, se o Lula está na Casa Branca quando acontecer um ataque ainda mais brutal ao Irã? Não teremos a ideia de que o Lula concordou. O Lula vai poder, dentro da Casa Branca, dizer que está acontecendo um novo genocídio no Irã? Não é aconselhável, enquanto essa guerra durar, sem um memorando previamente acordado entre as partes, que Lula faça essa viagem.

Puxa-saco de Trump, presidente do Paraguai apoia enquadrar PCC e CV como terroristas

13 de Março de 2026, 17:32
Santiago Peña e Donald Trump. Foto: Evan Vucci/AFP

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, aliado e puxa-saco de Donald Trump, afirmou que apoia a possibilidade de os Estados Unidos classificarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Em entrevista ao Valor Econômico, ele disse que o próprio país  adotou essa medida recentemente e que a decisão permitiu ampliar o uso das forças de segurança no combate ao crime organizado.

“A opinião do Paraguai é favorável, por isso tomamos a decisão no ano passado de designar essas duas organizações como grupos criminosos”, disse Peña. Ele alegou que a presença dessas facções no país era motivo de preocupação e justificou a medida adotada pelo governo paraguaio.

“Tínhamos uma presença muito ativa de ambas as organizações no território paraguaio e essa designação nos ajudou a poder utilizar de maneira mais efetiva as forças de segurança e as forças militares”, prosseguiu. O presidente disse que o combate ao crime organizado seguirá como prioridade.

“Nós estamos enfrentando o crime organizado. Nós estamos enfrentando e temos uma posição firme e que vamos continuar lutando contra as organizações criminais, tanto nacionais como internacionais”, acrescentou.

Pichações do CV e PCC em disputa territorial. Foto: reprodução

Peña é politicamente alinhado e próximo de Trump. Ele já defendeu, por exemplo, que os países da América Latina se aliem aos Estados Unidos e se afastem da China. “Quando a nova estratégia de segurança nacional foi divulgada e começaram a falar sobre revitalizar a Doutrina Monroe, acho que é uma boa ideia”, disse ele à Bloomberg no mês passado.

O Paraguai foi um dos primeiros países a apoiar e aceitar o convite para o Conselho de Paz do republicano, iniciativa anunciada no Fórum de Davos, em janeiro. Peña também disse ser favorável à militarização da fronteira com as Forças Armadas americanas.

Nesta semana, a Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou um acordo com os Estados Unidos que autoriza a presença de militares americanos no país. Foram 53 votos favoráveis, 8 contrários e 4 abstenções, depois de o Senado já ter dado seu aval.

O SOFA (Status of Forces Agreement), como ficou conhecido o tratado, tem o objetivo de combater o crime organizado e o narcotráfico na região. O documento foi assinado em dezembro pelos governos de Santiago Peña, do Paraguai, e Donald Trump, dos EUA.

Com a medida, militares, civis do Departamento de Defesa dos EUA, assim como contratantes americanos, poderão realizar visitas temporárias, treinamentos, exercícios e outras atividades no Paraguai.

Lula deve rejeitar plano de Trump para enviar estrangeiros presos ao Brasil

13 de Março de 2026, 17:20
Os presidentes Lula e Trump conversando. Foto: Divulgação

O governo do presidente Lula avalia, segundo reportagem do G1, rejeitar a proposta dos Estados Unidos para que o Brasil receba em presídios nacionais estrangeiros capturados em território norte-americano. A sugestão foi feita pelo governo de Donald Trump durante negociações sobre uma “cooperação” no combate ao crime organizado internacional.

Segundo diplomatas envolvidos nas conversas, a proposta dos EUA inclui medidas consideradas sensíveis pelo governo brasileiro. Entre elas, a transferência de presos estrangeiros para o sistema prisional do Brasil, o compartilhamento de dados biométricos de refugiados e a apresentação de um plano específico para combater facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

Fontes do governo afirmam que o Brasil tende a rejeitar os pontos centrais da proposta. Interlocutores do Palácio do Planalto argumentam que a legislação brasileira não prevê a possibilidade de manter presos estrangeiros enviados por outros países, como ocorre em acordos firmados pelos Estados Unidos com nações da América Central.

Outro ponto considerado problemático é o pedido de compartilhamento de dados biométricos de estrangeiros e solicitantes de refúgio. Integrantes do governo avaliam que a medida pode violar a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), além de gerar questionamentos jurídicos sobre privacidade e direitos individuais.

Muro com inscrições do PCC, maior facção criminosa do país. Foto: Divulgação

Diplomatas também destacam que, na proposta, não há menção à classificação das facções brasileiras como organizações terroristas, o que reduz o alcance jurídico das medidas sugeridas por Washington. Ainda assim, o governo entende que o país já possui instrumentos próprios para combater o crime organizado, inclusive com cooperação internacional em andamento.

As negociações fazem parte de um diálogo iniciado pelo próprio governo brasileiro. No ano passado, Lula conversou por telefone com Donald Trump e defendeu maior integração entre os dois países para enfrentar organizações criminosas que atuam além das fronteiras nacionais.

Segundo o Palácio do Planalto, o presidente citou operações recentes realizadas pela Polícia Federal para “asfixiar” financeiramente facções, incluindo investigações sobre o setor de combustíveis e lavagem de dinheiro com conexões no exterior. Trump, de acordo com o governo brasileiro, manifestou “total disposição” para ampliar a cooperação bilateral.

Assessor de Trump deu informações falsas ao Itamaraty; entenda

13 de Março de 2026, 16:24
O assessor sênior do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Darren Beattie. Foto: Divulgação

O Ministério das Relações Exteriores confirmou nesta sexta-feira (13) a revogação do visto concedido ao assessor sênior do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Darren Beattie, integrante do governo de Donald Trump.

Segundo o Itamaraty, a decisão foi tomada após a identificação de irregularidades nas informações apresentadas pelo norte-americano ao solicitar entrada no Brasil. De acordo com a pasta, o pedido de visto continha dados incompletos e inconsistentes sobre o objetivo da viagem.

“O Itamaraty confirma a revogação do visto, tendo em conta a omissão e falseamento de informações relevantes quanto ao motivo da visita por ocasião da solicitação do visto, em Washington. Trata-se de princípio legal suficiente para a denegação de visto, de acordo com a legislação nacional e internacional”, informou o ministério em nota oficial.

A visita de Beattie havia gerado controvérsia após vir à tona que ele pretendia se reunir com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena na unidade militar conhecida como Papudinha, em Brasília, após condenação por tentativa de golpe de Estado. O encontro chegou a ser solicitado ao Supremo Tribunal Federal pela defesa do ex-presidente.

O ministro Alexandre de Moraes chegou a pedir esclarecimentos ao Itamaraty sobre a viagem do assessor norte-americano. Inicialmente, havia autorização para a visita, mas a decisão foi revista depois que o governo brasileiro informou que o visto havia sido concedido apenas para compromisso privado e que não havia agenda diplomática oficial prevista.

O ministro Alexandre de Moraes. Foto: Divulgação

Além do encontro com Bolsonaro, também foi informado que o assessor pretendia conversar com o deputado Sóstenes Cavalcante, líder da oposição na Câmara. A possibilidade de reuniões políticas levou integrantes do governo a interpretarem a viagem como tentativa de interferência em assuntos internos do país.

O presidente Lula comentou o caso e afirmou que o norte-americano não poderia entrar no Brasil enquanto houvesse restrições a autoridades brasileiras nos Estados Unidos. “Aquele cara americano que disse que vinha para cá para visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde que está bloqueado”, declarou.

Com a revogação do visto, Darren Beattie fica impedido de entrar no território brasileiro. O Itamaraty afirmou que a decisão segue normas legais aplicadas em casos de inconsistência nas informações fornecidas durante o pedido de entrada, medida prevista tanto na legislação brasileira quanto em regras internacionais.

Brasil rejeita pedido de Trump para ser prisão para deportados

13 de Março de 2026, 15:55
Imigrantes deportados dos EUA enfrentam torturas em prisão de El Salvador
O governo brasileiro não irá receber deportados estrangeiros que tenham sido capturados nos EUA. A proposta fazia parte de um documento enviado pela Casa Branca ao Brasil, como parte de um futuro acordo para a aproximação entre os dois países. Depois de uma crise profunda na relação bilateral, em 2025, os presidentes Luiz Inácio Lula […]

EUA permite temporariamente venda de parte do petróleo russo

Por:AFP
12 de Março de 2026, 21:42
O Tesouro norte-americano emitiu uma licença que autoriza a venda de petróleo bruto russo e de produtos petrolíferos

Guerra no Oriente Médio em 12 de março: últimos acontecimentos do conflito

12 de Março de 2026, 17:45

Confira as atualizações sobre a guerra no Oriente Médio, com as últimas notícias de hoje, 12 de março, na TVT News.

O que acontece na guerra no Oriente Médio em 12 de março

  • Brasil anuncia medidas para proteger consumidores diante da instabilidade dos preços do petróleo
  • Redução drástica da produção de petróleo: países do Golfo reduziram a produção de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris diários
  • Preço do petróleo volta a subir: barril de Brent superou US$ 100
  • Forças Armadas americanas “não estão preparadas para para escoltar navios em Ormuz
  • Israel anuncia ataque contra instalação do Irã que desenvolveria armas nucleares
  • Ataque dos drones: Irã ataca países do golfo com drones
  • Israel aproveita guerra para atacar o Líbano: ministro da defesa israelense ordena que exército se prepare para expandir operações no Líbano
  • Deslocamentos forçados: mais de 3 milhões de deslocados no Irã desde o início da guerra
  • Senhor das armas: Pentágono afirma que campanha contra o Irã custou US$ 11.300 milhões em uma semana

Últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio



Estes são os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio:

Preço do petróleo: Barril de Brent volta a superar US$ 100

O barril de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial de petróleo, voltou a superar a barreira dos 100 dólares, apesar da liberação, na véspera, de enormes reservas para evitar uma escassez mundial.

A Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou uma liberação recorde de reservas estratégicas de petróleo para estabilizar os mercados.

Preço do Petróleo Brent

Quantas pessoas poderia alimentar? Pentágono afirma que campanha contra o Irã custou US$ 11.300 milhões em uma semana

A primeira semana da guerra contra o Irã custou aos Estados Unidos mais de 11.300 milhões de dólares, segundo informações do Pentágono no Congresso

– Navio com bandeira das Ilhas Marshall atacado –

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que atacou um navio com bandeira das Ilhas Marshall, que segundo Teerã pertenceria aos Estados Unidos, na parte norte do Golfo  após “ignorar e não atender as advertências”.

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– Israel anuncia ataques “em larga escala” no Irã –

O Exército israelense anunciou ataques “em larga escala” contra infraestruturas no Irã, no 13º dia da guerra desencadeada pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra a República Islâmica.

– Redução drástica da produção de petróleo –

Os países do Golfo reduziram a produção de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris diários diante do bloqueio do Estreito de Ormuz pela guerra no Oriente Médio, o que representa “a maior perturbação” de fornecimento da história, informou a Agência Internacional de Energia (AIE).

“Reduções importantes da oferta” foram registradas, em particular, no Iraque, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e na Arábia Saudita, todos alvo de ataques de represália do Irã.

Guerra no Oriente Médio, 11 de março: as últimas notícias sobre a guerra
Esta foto divulgada pela Marinha Real Tailandesa em 11 de março de 2026 mostra fumaça saindo do navio cargueiro tailandês ‘Mayuree Naree’ próximo ao Estreito de Ormuz após um ataque. Um navio cargueiro tailandês que navegava no Estreito de Ormuz foi atacado em 11 de março, informou a Marinha Tailandesa. (Foto: Divulgação / MARINHA REAL TAILANDESA / AFP) /

– Base militar italiana atacada no Iraque –

Um ataque contra uma base italiana no Curdistão iraquiano provocou danos, mas não deixou feridos, informaram as autoridades italianas.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, condenou o ataque e explicou que a base “fica dentro de um complexo que inclui bases de outros países, sobretudo dos Estados Unidos”, portanto não é possível saber ao certo quem era o alvo.

– Ataques de drones contra países do Golfo –

Vários drones iranianos atingiram o aeroporto internacional do Kuwait, provocando “danos materiais”, informaram as autoridades.

Também foi registrado um “incidente menor com drones” em um edifício em Dubai, depois que os aparelhos foram interceptados “com sucesso”, segundo o governo local.

– Um morto após ataque contra dois petroleiros –

Um ataque contra dois petroleiros a quase 50 quilômetros do Iraque matou pelo menos um integrante da tripulação, de nacionalidade indiana. Trinta e oito foram resgatados.

– Porta-contêineres atingido –

Um navio porta-contêineres foi atingido por um “projétil desconhecido” na costa dos Emirados Árabes Unidos, o que provocou um “pequeno incêndio” a bordo, informou a agência marítima britânica (UKMTO). Toda a tripulação está a salvo, indicou o capitão.

– Ataque contra depósitos de petróleo no Bahrein –

O Ministério do Interior do Bahrein pediu aos moradores de várias localidades que permaneçam em suas casas após um ataque, atribuído ao Irã, contra depósitos de combustíveis em Muharraq.

– Riade neutraliza drone que se aproximava das embaixadas –

O Ministério da Defesa saudita anunciou que derrubou um drone que se aproximava de um bairro da capital, Riade, onde se encontram as embaixadas estrangeiras.

O Ministério da Defesa do Kuwait também informou que suas defesas aéreas interceptaram várias aeronaves não tripuladas, enquanto o Irã lançava ataques contra os países do Golfo ricos em petróleo.

– Sete mortos em ataque em Beirute –

O Líbano afirmou que um ataque israelense contra uma zona costeira do centro de Beirute deixou ao menos sete mortos na manhã de quinta-feira.

O Hezbollah anunciou que havia atacado uma base de inteligência militar israelense em Glilot, subúrbio de Tel Aviv, “com uma série de mísseis avançados”.

O Exército israelense afirmou que lançou “uma ampla onda de ataques contra infraestruturas terroristas do Hezbollah em todo o Líbano”.

– Um morto em ataque contra petroleiros no Iraque –

Um ataque contra petroleiros perto do Iraque matou um tripulante. Farhan Al Fartousi, da Companhia Geral de Portos do Iraque, declarou que um membro da tripulação de um petroleiro faleceu e 38 foram resgatados até o momento.

– EUA libera reservas estratégicas –

O governo dos Estados Unidos vai liberar progressivamente 172 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas, como parte de um esforço conjunto dos países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) para limitar as consequências econômicas da guerra no Oriente Médio.

© Agence France-Presse

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Proposta dos EUA sobre PCC e CV reacende debate militar na América Latina

11 de Março de 2026, 15:46
trump
Por Cleber Lourenço A proposta discutida por aliados de Donald Trump de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas reacendeu o debate sobre o papel das Forças Armadas na segurança da América Latina e sobre o grau de dependência militar em relação aos Estados Unidos. Hoje, […]

Países ricos aprovam maior liberação de reservas de petróleo da história

11 de Março de 2026, 15:12
A Agência Internacional de Energia (AIE) aprovou nesta quarta (11) a liberação de 400 milhões de barris de petróleo de reservas estratégicas, a maior operação desse tipo já coordenada pela instituição. Com sede em Paris, a agência coordena ações conjuntas entre países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para estabilizar o mercado […]

Resistência do Irã pressiona Estados Unidos a encerrarem guerra

10 de Março de 2026, 16:39

A capacidade de resistência da República Islâmica do Irã e as retaliações contra aliados dos Estados Unidos (EUA) no Golfo Pérsico, assim como os impactos sobre o comércio do petróleo, estão pressionando a Casa Branca a encerrar o conflito sem alcançar o objetivo de “mudança de regime” em Teerã. Essa é avaliação de especialistas consultados pela Agência Brasil. Leia em TVT News.

O cientista político e especialista em geopolítica Ali Ramos destacou que o Irã conseguiu afetar o sistema de radares dos EUA no Oriente Médio e impôs perdas importantes à cadeia do petróleo global. 

“Os EUA não têm como derrubar o governo iraniano sem invasão terrestre, o que traria baixas gigantescas. A topografia do Irã inviabiliza qualquer ação rápida. Os EUA simplesmente entraram num atoleiro e Trump não sabe como sair”, avalia o especialista em defesa e estudos sobre a Ásia.

Os radares dos EUA no Oriente Médio afetados por Teerã eram responsáveis pela interceptação dos mísseis iranianos. Há relatos de radares atingidos no Kuwait, Catar, Arábia Saudita, Bahrein e Emirados Árabes Unidos, segundo análise de imagens de satélites e vídeos do jornal New York Times.

“Toda essa cobertura satelital e de radar faz com que os EUA tenham olhos no terreno. Com isso degradado, as baixas aumentam, o tempo do alerta [contra mísseis do Irã] em Israel diminui. Por isso, agora tem vídeo de mísseis entrando toda hora em Israel, que os interceptadores não conseguem mais barrar”, completou.

Aliados de Washington no Golfo passaram a pedir o fim do conflito, como o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar, Majed al-Ansari.

“Chegar rapidamente à mesa de negociações e suspender os ataques serviria aos interesses dos povos da região, bem como à paz e segurança internacionais, além de fortalecer a estabilidade econômica global”, disse al-Ansari, de acordo com Al Jazzera.

Sem troca de regime

O professor de relações internacionais do Ibmec São Paulo (SP) Alexandre Pires ponderou à Agência Brasil que os EUA esperavam conseguir uma troca de regime rápida por meio do assassinato do líder Supremo Ali Khamenei.

“O Irã tem apresentado uma resiliência muito mais forte do que se esperava. Inclusive, escolhendo uma liderança suprema sem nenhum tipo de negociação, e que dá um sinal de que o regime vai continuar na mesma linha que já seguia com o Khamenei”, comentou. 

Pires acrescentou que a pressão sobre os mercados do petróleo, que levou o presidente estadunidense Donald Trump a relaxar as sanções contra a Rússia para aliviar os preços no mercado global, tem preocupado os aliados de Trump no mundo e internamente, com o preço do combustível aumentando nos EUA.

“Ainda que tenha sido dito no início que duraria quatro, cinco semanas, obviamente que esse não era o tempo que os EUA queriam. Isso vai fazendo com que os EUA mudem talvez o foco atual de uma guerra completa, de ter que ficar o tempo necessário até você ter uma troca das lideranças”, completou.

Donald Trump disse nesta terca-feira, em entrevista à Fox News, que não ficou feliz com a escolha do novo líder Supremo so Irã, mas que “é possível” que venha a negociar com Teerã.

Israel

Para o especialista do Ibmec SP Alexandre Pires, Israel deve resistir a encerrar o conflito uma vez que quer aproveitar o máximo para enfraquecer o Irã.

“Há um certo sinal de divisão nos dois aliados. Isso não foi tornado público, mas há um sinal de falas contraditórias de um lado e de outro”, disse.  

Para Pires, o Irã conseguiu afetar a cadeia do petróleo ao bloquear o canal comercial do Golfo Pérsico, Estreito de Ormuz e Golfo de Oman.  

“Isso faz com que tentem forçar um recuo ou uma negociação americana-israelense em razão da pressão feita pela comunidade internacional sobre Israel e EUA com relação à cadeia energética mundial”, completou.

Em entrevista nesta terça-feira (10), o ministro das relações exteriores de Israel, Gideon Saar, disse que o país não quer uma guerra sem fim.

“Consultaremos nossos amigos americanos quando acharmos que é o momento certo para isso. Não estamos buscando uma guerra sem fim”, disse Saar a repórteres em Jerusalém, segundo noticiou o jornal israelense The Times of Israel.

Repercussões regionais

Uma das dificuldades para encerrar a guerra, na avaliação do cientista político Ali Ramos, é porque a manutenção do regime no Irã representaria uma derrota para Casa Branca.  

“O Irã vai ser o primeiro país da história que atacou tantas bases dos EUA ao mesmo tempo e sobreviveu. É por isso o desespero do Trump. Os países da região não vão mais confiar nos EUA no médio e longo prazo enquanto garantidor da sua segurança”, disse.

Ramos argumenta que a guerra contra o Irã deve modificar a arquitetura de poder e segurança do Oriente Médio ao mostrar que as bases dos EUA na região não poderiam defender os países aliados da Casa Branca.  

“Isso já estava acontecendo, os Emirados Árabes Unidos já firmaram um pacto de defesa com a Índia, a Arábia Saudita com o Paquistão”, completou.

Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

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Guerra no Oriente Médio, 10 de março: últimos acontecimentos

10 de Março de 2026, 16:15

Confira as atualizações sobre a Guerra no Oriente Médio com a TVT News.

Últimos acontecimentos da Guerra no Oriente Médio

  • Preço do petróleo brent cai após declarações de Trump
  • Pentágono promete que terça-feira será o dia mais intenso de ataques no Irã
  • Do outro lado, chefe de segurança do Irã fala para Trump tomar cuidado para não ser eliminado
  • Israel bombardeia a região de Tiro, no Líbano
  • Explosões acontecem em Teerã e Doha
  • Guerra provocou deslocamento de mais de 100.000 pessoas no Líbano em um dia

10 de março: últimas notícias sobre a Guerra no Oriente Médio

Confira, a seguir, os acontecimentos mais recentes da guerra no Oriente Médio

Fake News: Marinha dos EUA não escoltou petroleiro no Estreito de Ormuz

A Marina dos Estados Unidos não escoltou nenhum petroleiro no estreito de Ormuz, afirmou a porta-voz da Casa Blanca, depois que o secretário de Energia afirmou o contrário e depois apagou a publicação.

“Posso afirmar que a Marina dos Estados Unidos não escoltou nem um petroleiro ou um navio no momento, embora, claro seja uma opção”, disse a porta-voz, Karoline Leavitt, na sala da imprensa.

O Irã também refutou a afirmação do secretário de Energia, Chris Wright.

– Irã ataca alvos em Israel –

O Irã afirmou nesta terça-feira (10) que “as forças terrestres do exército, utilizando drones de ataque, atingiram um centro militar em Haifa e o centro de recepção de informações de satélites espiões” em Israel.

– “Olho por olho” –

O presidente do Parlamento iraniano, o influente Mohammad Bagher Ghalibaf, prometeu uma resposta “olho por olho, dente por dente” a qualquer ataque contra a infraestrutura do país.

“Que o inimigo saiba que, faça o que fizer, haverá sem dúvida uma resposta proporcional e imediata”, escreveu no X.

– 30 detidos por espionagem no Irã –

Trinta pessoas foram detidas no Irã por suposta espionagem, entre elas um estrangeiro, cuja nacionalidade não foi revelada, que “espionava para dois países do Golfo, em nome do inimigo americano-sionista”, anunciou o Ministério da Inteligência iraniano.

– Reservas estratégicas –

A Agência Internacional de Energia (AIE) convocou uma “reunião extraordinária” de seus países-membros para avaliar se estão recorrendo às reservas estratégicas para conter a alta dos preços do petróleo.

Chefe do Pentágono diz que terça-feira será o dia ‘mais intenso’ de ataques contra o Irã

O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, afirmou que os ataques contra o Irã se intensificarão nesta terça-feira (10), com os bombardeios mais fortes desde o início da guerra, há 10 dias.

“Hoje será novamente o nosso dia mais intenso de ataques dentro do Irã”, declarou Hegseth em uma coletiva de imprensa no Pentágono.

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Outro lado: Irá diz para Trump: “Cuidado para não ser eliminado!”

O chefe do Conselho Superior de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou que não tem medo das “ameaças vazias” de Donald Trump, que prometeu atacar Teerã “de maneira muito dura” se o regime iraniano bloquear o tráfego de petróleo pelo Estreito de Ormuz.

“O Irã não se assusta com suas ameaças vazias. Outros, mais poderosos do que você, tentaram eliminar a nação iraniana e não conseguiram. Cuidado para você não ser eliminado!”, publicou Larijani na rede social X.

Confira o preço atualizado do barril de petróleo brent

Qual o preço petróleo brent:

– Queda da cotação do petróleo –

O petróleo caiu 10% nesta terça-feira no comércio matinal asiático, depois de Donald Trump afirmar que a guerra contra o Irã terminará “muito em breve”.

Depois de ter sido negociado na segunda-feira a mais de 100 dólares por barril, o West Texas Intermediate (WTI) e o Brent do mar do Norte oscilavam entre 80 e 90 dólares.

– Explosões em Doha –

Jornalistas da AFP ouviram explosões em Doha, capital do Catar, onde as autoridades relataram a interceptação de um míssil e pediram aos moradores que permaneçam em casa, longe das janelas.

O Ministério das Relações Exteriores do Catar denunciou os ataques contra a “infraestrutura civil” e rejeitou “qualquer justificativa” apresentada pelo Irã.

– Novos bombardeios sobre Teerã –

Um jornalista da AFP relatou fortes explosões no centro de Teerã nesta terça-feira. A imprensa iraniana noticiou detonações em vários pontos da capital.

O Exército israelense anunciou em um comunicado que lançou uma nova “onda de bombardeios” contra o Irã.

– Israel bombardeia a região de Tiro, no Líbano –

O Exército israelense bombardeou as imediações da cidade costeira de Tiro, no sul do Líbano, após alertar que atacaria infraestruturas do Hezbollah na região e em Sidon, informou a imprensa estatal.

– Consequências “catastróficas” no mercado de petróleo –

O presidente e CEO da empresa saudita Aramco, Amin H. Nasser, advertiu que “quanto mais tempo durar” a guerra, “mais catastróficas serão as consequências para os mercados mundiais de petróleo e mais drásticas as consequências para a economia global”.

O governo do Catar alertou que os ataques contra infraestruturas de energia estabelecem “um precedente perigoso” e “terão consequências em todo o mundo”.

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Um barril de petróleo com a marca da gigante petrolífera americana Exxon Mobil (Foto de Gaizka IROZ / AFP)

– Cruz Vermelha pede mais de 50 milhões de dólares –

A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC) pediu nesta terça-feira mais de 50 milhões de dólares (258 milhões de reais) para que o Crescente Vermelho iraniano possa auxiliar “cinco milhões de pessoas em 30 províncias” afetadas pela guerra.

– “Ainda não terminamos” –

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque do país está “quebrando os ossos” do poder iraniano. Mas “ainda não terminamos”, advertiu.

– Alerta em Jerusalém –

As sirenes antiaéreas foram acionadas na manhã de terça-feira em Jerusalém após um alerta de mísseis iranianos, informaram jornalistas da AFP.

– Mísseis Patriot na Turquia –

O Ministério da Defesa turco anunciou a instalação de um sistema de defesa antiaérea Patriot no centro do país, um dia após a interceptação pela Otan de um segundo míssil lançado do território do Irã e direcionado contra seu espaço aéreo.

– Paquistão escoltará navios mercantes –

Navios militares paquistaneses escoltarão navios mercantes “para garantir um fluxo ininterrupto do abastecimento energético nacional e a segurança das rotas marítimas”, afirmou o Exército do país asiático.

– Tempo necessário –

O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o país está preparado para continuar com os ataques de mísseis “pelo tempo que for necessário” e descartou dialogar com Washington para acabar com a guerra.

– Irã ataca países do Golfo –

Os Emirados Árabes Unidos afirmaram que interceptaram um ataque iraniano com drones e mísseis.

Arábia Saudita e Kuwait também anunciaram a interceptação de vários drones. O Bahrein informou duas mortes em um ataque iraniano que atingiu um prédio residencial em Manama, a capital do país.

– Hostilidades no Iraque –

Quatro combatentes do grupo pró-iraniano Kataeb Imam Ali morreram nesta terça-feira em um ataque aéreo atribuído aos Estados Unidos no norte do Iraque, informou a facção armada.

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico iraniano, afirmou que atacou uma base americana na região do Curdistão iraquiano.

– Síria denuncia disparos do Hezbollah –

O Exército da Síria denunciou disparos de artilharia realizados pelo Hezbollah contra seu território, em plena guerra entre Israel e o movimento xiita libanês pró-iraniano.

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Governo Trump prepara classificação de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas

8 de Março de 2026, 20:25
Donald Trump durante reunião do gabinete na Casa Branca, entre o secretário de Estado Marco Rubio (esq.) e o secretário de Defesa Pete Hegseth

O governo Trump deve anunciar nos próximos dias a classificação das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras. A medida está em fase final de tramitação dentro da administração norte-americana, relata a colunista Mariana Sanches, do UOL. 

De acordo com informações confirmadas por fontes ligadas ao governo em Washington, a documentação sobre os dois grupos já foi concluída no Departamento de Estado. O material passou por diferentes agências do governo e recebeu parecer favorável antes de seguir para as etapas finais do processo.

O procedimento segue o mesmo modelo adotado anteriormente pela gestão Trump em relação a organizações criminosas da América Latina, como o Cartel de Jalisco, no México, e o Tren de Aragua, da Venezuela. Após a análise final do secretário de Estado Marco Rubio, a documentação deverá ser enviada ao Congresso dos Estados Unidos e posteriormente publicada no Registro Federal.

A etapa final do processo pode levar cerca de duas semanas. Somente após essa publicação a classificação das facções como Organizações Terroristas Estrangeiras passará a ter efeito legal dentro do sistema norte-americano.

A designação como grupo terrorista implica uma série de sanções. Entre elas estão o congelamento de ativos de integrantes das organizações nos Estados Unidos, restrições ao acesso ao sistema financeiro norte-americano e a proibição de qualquer forma de apoio material, incluindo fornecimento de armas por cidadãos ou empresas dos EUA.

A medida também amplia restrições migratórias contra pessoas associadas às organizações e pode gerar riscos legais adicionais para empresas que atuam em regiões onde essas facções operam. Essas empresas podem ficar sujeitas a sanções do Departamento do Tesouro, por meio do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).

Dentro da administração Trump, o tema vinha sendo discutido há meses. Entre os integrantes do governo que atuaram na pauta estão o subsecretário de Estado para o Hemisfério Ocidental, Christopher Landau, o secretário adjunto interino para Assuntos Educacionais e Culturais, Darren Beattie, e o conselheiro sênior para assuntos hemisféricos Ricardo Pita. A iniciativa também conta com apoio da diretora do Escritório de Políticas Nacionais de Controle de Drogas, Sarah Carter.

A discussão ganhou força em meio à prioridade dada pelo governo norte-americano ao combate ao narcotráfico nas Américas. O tema foi abordado em um encontro realizado em Miami com líderes políticos conservadores da América Latina, evento chamado de Shield of the Americas.

Segundo relatos de bastidores, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) também atuou para impulsionar a proposta. Ele teria pedido aos presidentes Javier Milei, da Argentina, e Nayib Bukele, de El Salvador, apoio para que o governo norte-americano avance na classificação das facções brasileiras como organizações terroristas.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem manifestado oposição à medida em diferentes conversas com autoridades dos Estados Unidos. A posição brasileira se baseia no argumento de que PCC e Comando Vermelho são organizações criminosas voltadas ao lucro ilícito e não possuem motivações políticas ou ideológicas que caracterizem terrorismo.

Outro ponto levantado pelo governo brasileiro é o receio de que a classificação possa afetar a soberania nacional no tratamento de questões de segurança pública. Autoridades brasileiras avaliam que a medida poderia abrir espaço para maior atuação externa dos Estados Unidos em temas ligados ao combate ao crime organizado.

O rosto que a guerra esconde

8 de Março de 2026, 12:31
Nas últimas semanas, tornamo-nos telespectadores atônitos de um espetáculo que nenhuma ficção ousaria roteirizar. Vídeos e mais vídeos, numa cascata ininterrupta de imagens da guerra contra o Irã, invadem nossas telas com a brutalidade de quem arranca uma porta sem bater. Caixões enfileirados de meninas em Minab, colunas de fumaça sobre Teerã, rostos desfigurados pelo […]
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