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Hadassa Viagens amplia atuação e lança nova experiência ao público

11 de Setembro de 2026, 12:00

O turismo internacional ganha um novo espaço na televisão brasileira. A Hadassa Viagens estreia neste domingo, 13 de setembro, das 15h às 15h30, o Show de Prêmios Hadassa, programa de televisão que reúne viagens, entretenimento, experiências turísticas e grandes premiações para espectadores de diferentes regiões do país. Apresentado pelo empresário Jean Patrick Garcia Baleche, CEO do Grupo Hadassa Viagens, o programa marca uma nova etapa da empresa, que amplia sua presença para além da operação turística e passa a investir também em conteúdo televisivo como ferramenta de relacionamento e aproximação com o público. A estreia ocorre após a empresa divulgar, em 6 de setembro, os cinco primeiros contemplados da BackTrip, iniciativa de cupons premiados ligada ao ecossistema da companhia. Os ganhadores são de São Paulo, Maceió, Goiás, Campinas e São José do Rio Preto e receberam viagens para Europa, Israel e Chile, além de um cruzeiro e uma Eurotrip por três países. A partir de 13 de setembro, novas premiações serão realizadas dentro da programação prevista para o projeto, que deve permanecer em atividade por até um ano. Além das viagens nacionais e internacionais, a iniciativa prevê outros prêmios, incluindo veículos elétricos, produtos de tecnologia e brindes. Turismo e entretenimento na televisão O Show de Prêmios Hadassa foi desenvolvido com a proposta de transformar o universo das viagens em entretenimento para a televisão. Durante as edições, o público poderá conhecer destinos, acompanhar experiências de viajantes, descobrir novidades do mercado turístico e participar das ações promovidas pela empresa. Destinos do Oriente Médio, Europa, Estados Unidos e América do Sul estarão entre os destaques da programação, aproximando os espectadores de diferentes culturas e possibilidades de viagem. A estratégia também reforça o movimento de expansão da Hadassa Viagens. Com 18 anos de atuação no segmento, a empresa informa já ter embarcado mais de 1,35 milhão de passageiros para destinos nos cinco continentes e reunir mais de 750 mil clientes em seu ecossistema. A chegada à televisão representa, portanto, uma nova frente de comunicação para uma companhia que construiu sua trajetória especialmente no turismo internacional. Para Jean Patrick Garcia Baleche, a televisão permite estabelecer uma relação ainda mais próxima com o consumidor e apresentar o turismo de uma maneira acessível e dinâmica. "Queremos levar para dentro da casa dos brasileiros um pouco da experiência de conhecer o mundo. O programa reúne entretenimento, destinos, oportunidades e premiações, criando uma conexão diferente entre o público e o turismo", afirma o empresário. Cupons ampliam experiência dos clientes Uma das iniciativas apresentadas pela empresa é a BackTrip, modalidade de cupons que oferece benefícios aos clientes e participação nas premiações promovidas pela companhia. Segundo a Hadassa Viagens, a cada dez unidades adquiridas, o cliente pode obter descontos entre R$ 300 e R$ 750 para utilizar na compra de viagens oferecidas pela operadora, além da possibilidade de ser contemplado nas campanhas de premiação. A proposta busca integrar benefício comercial, experiência de viagem e entretenimento. Os primeiros contemplados demonstram também o alcance geográfico da iniciativa, com participantes de diferentes cidades e estados brasileiros. A expectativa da companhia é ampliar essa participação nacional conforme o programa avance e novas edições sejam transmitidas. Nova fase da Hadassa Viagens A estreia do programa de televisão integra uma estratégia de diversificação da presença institucional da Hadassa. A empresa pretende utilizar o espaço televisivo não apenas para apresentar seus produtos, mas também para divulgar destinos e mostrar diferentes experiências relacionadas ao turismo internacional. O formato permite trabalhar informação e entretenimento em uma mesma atração, apresentando possibilidades de roteiros e experiências para brasileiros interessados em viajar pelo mundo. A televisão também amplia o alcance de uma estratégia que até então estava concentrada principalmente no relacionamento direto com clientes e na operação de viagens. Com o novo programa, a empresa passa a ocupar um espaço nacional de comunicação, levando sua experiência no setor turístico para uma audiência mais ampla. Experiência para quem deseja conhecer o mundo O Show de Prêmios Hadassa nasce com a proposta de aproximar os brasileiros de destinos internacionais e mostrar que uma viagem começa muito antes do embarque. Conhecer culturas, descobrir lugares, planejar roteiros e acompanhar experiências também fazem parte desse processo. A combinação de turismo, entretenimento, participação do público e premiações será a base das edições da atração. Para a Hadassa Viagens, o lançamento representa ainda a oportunidade de estabelecer uma nova conexão com consumidores de diferentes regiões do Brasil e apresentar o turismo internacional de maneira mais próxima da rotina das famílias. Com estreia marcada para domingo, 13 de setembro, das 15h às 15h30 na TV, o programa inaugura uma nova etapa da trajetória da empresa e reforça a aposta do Grupo Hadassa na integração entre turismo, comunicação e entretenimento.

Anthropic diz que grupo no Iêmen usou Claude para desenvolver três tipos de armas teleguiadas

11 de Setembro de 2026, 11:26

Uma célula no Iêmen usou o Claude, inteligência artificial (IA) da Anthropic, para tentar desenvolver armas teleguiadas, informou a empresa americana nesta quinta-feira, enquanto os rebeldes Houthis lançam uma grande ofensiva no país. O GLOBO no Mundo: receba as notícias internacionais direto no seu celular Quer morar fora? Ferramenta do GLOBO reúne informações sobre custo e qualidade de vida, salários, vistos, oportunidades e características de 36 países A Anthropic não revelou a identidade da célula. O grupo é provavelmente ligado aos Houthis, insurgentes apoiados pelo Irã que controlam grande parte do norte do Iêmen, incluindo a capital, Sanaa. "Identificamos uma célula maliciosa baseada no norte do Iêmen que estava conduzindo três programas de desenvolvimento de armas", afirmou a Anthropic em um relatório que detalha como interrompeu operações ilegais originárias de diversos países. Os projetos incluíam um foguete guiado com uma calculadora de voo semelhante a um smartphone e sistema de orientação automática, um míssil balístico com alcance superior a 2.000 km e um projétil equipado com um “planador hipersônico”, segundo o relatório. Initial plugin text A célula utilizou o Claude para substituir uma equipe de engenheiros especializados no desenvolvimento de softwares de orientação, navegação e controle de armas. Escalada no Iêmen: confronto entre Houthis e tropas do governo deixa mais de 300 mortos Segundo a empresa, o grupo chegou a realizar um teste de lançamento de um foguete guiado, mas a tentativa fracassou. — Não temos evidências que indiquem que eles tenham conseguido implantar um dispositivo operacional — enfatizou a Anthropic.

Participação de jovens no empréstimo vai de 1,8% para 13,3%

11 de Setembro de 2026, 11:26

Os brasileiros de 26 a 45 anos ainda concentram a maior parte das contratações de empréstimo pessoal. No entanto, foi entre os jovens de 18 a 25 anos que o Índice Juros Baixos de Empréstimo (IJBE) registrou a maior mudança de participação entre janeiro de 2025 e março de 2026. Em janeiro de 2025, os jovens de 18 a 25 anos representavam 1,8% dos contratos de empréstimo pessoal realizados pela plataforma da Juros Baixos. Em março de 2026, essa participação chegou a 13,3%, a maior alta entre as faixas etárias analisadas. Nos demais grupos, as mudanças foram mais moderadas. Os brasileiros de 55 a 65 anos permaneceram próximos de 10% dos contratos, enquanto os consumidores com mais de 65 anos oscilaram entre 2% e 3%. Apesar da menor participação, esse último grupo solicitou empréstimos de maior valor, e essa diferença entre as faixas etárias evidencia a mudança na participação dos consumidores mais jovens ao longo do período. Valor médio pedido cai 26% no período O avanço dos jovens ocorreu em um mercado em que o valor médio solicitado também mudou. Ao longo da série analisada pelo IJBE, o valor médio pedido caiu 26%, indicando uma maior participação de solicitações para necessidades financeiras de menor valor. Ao mesmo tempo, algumas modalidades de crédito apresentaram aumento no ticket médio. No empréstimo com celular em garantia, a alta foi de 24%. Já no empréstimo sem garantia, chegou a 43%, segundo o IJBE Q1/2026. Consumidor amplia a comparação antes de contratar Os dados também mostram que a comparação passou a fazer parte da jornada de contratação. Em média, são realizadas 2,56 simulações para cada empréstimo pessoal contratado na plataforma. O comportamento aparece entre diferentes faixas etárias e indica que o consumidor tende a pesquisar alternativas antes de escolher uma oferta para dar continuidade. Na avaliação da empresa, esse comportamento reflete uma mudança na forma como o consumidor busca crédito. A digitalização da jornada, a oferta de diferentes modalidades de empréstimo e as necessidades do orçamento cotidiano também ajudam a explicar esse movimento. "A geração que cresceu com o smartphone na mão também espera uma experiência digital quando precisa de empréstimo. Processos mais simples, opções adequadas ao valor buscado e a possibilidade de comparar ofertas de um jeito prático passam a ter um peso cada vez maior nessa jornada", afirma Arthur Bonzi, cofundador e COO da Juros Baixos. Sobre o IJBE O IJBE (Índice Juros Baixos de Empréstimo) é o indicador trimestral da Juros Baixos sobre o comportamento do mercado de crédito no Brasil. Construído com dados de mais de 10 milhões de pedidos processados pela plataforma, ele acompanha o volume de solicitações, perfil de contratação, aprovação, valores solicitados, distribuição geográfica e principais motivações dos consumidores. Os relatórios são publicados trimestralmente e têm acesso público e gratuito. Para mais informações entre em contato com a empresa: redacao@jurosbaixos.com.br

Márcio Local leva o samba soul brasileiro ao mundo e emplaca música no Globoplay

11 de Setembro de 2026, 11:02

Nascido e criado em Realengo, no Rio de Janeiro, o cantor e compositor Márcio Local construiu uma trajetória musical que atravessa fronteiras, unindo samba, soul e outras referências da música negra brasileira. Sua carreira o levou de palcos nacionais a apresentações em cidades como Washington, Londres, Paris e Abu Dhabi, com reconhecimento internacional e presença em produções de alcance global. A formação musical do artista é marcada pela influência de nomes como Jorge Ben Jor, Tim Maia, Banda Black Rio, Carlos Dafé e Trio Mocotó. Esse repertório moldou um trabalho que dialoga com samba, soul, funk e rap, resultando em uma sonoridade que conquista públicos dentro e fora do Brasil. O álbum "Samba Sem Nenhum Problema" marcou um ponto de virada na projeção internacional de Márcio Local. O disco despertou o interesse de figuras da indústria musical, como Armando Pittigliani e o produtor Mario Caldato Jr., o que abriu caminho para o lançamento de seu trabalho nos Estados Unidos pelo selo Luaka Bop, fundado por David Byrne. A partir dessa visibilidade, o músico expandiu sua presença para palcos internacionais de peso. O Kennedy Center, em Washington, e o GlobalFest, em Nova York, receberam suas apresentações. O artista também passou pelo WOMAD Festival e levou sua música a Londres, Paris e Abu Dhabi. Em 2009, o álbum "Adventures in Samba Soul" foi destacado pela imprensa americana. A obra de Márcio Local também encontrou espaço em produções de grande alcance. A faixa "Soul do Samba" integrou a trilha sonora do game "FIFA Soccer 2010", levando seu trabalho a jogadores no mundo inteiro. Mais recentemente, uma de suas composições passou a fazer parte da produção "O Último Animal", disponível no Globoplay. Com uma carreira consolidada entre Brasil e o cenário internacional, Márcio Local mantém como pilar de seu trabalho a fusão entre ritmos brasileiros e referências contemporâneas da música negra, uma assinatura que segue conquistando espaço em novas plataformas e representando a riqueza da música brasileira lá fora. Instagram: @marciolocal.artista

Quase 70% das dicas de dieta no TikTok e no Instagram são enganosas, mostra novo estudo

11 de Setembro de 2026, 10:25

Gosta de ver dicas e truques para emagrecer no TikTok e no Instagram? O que aprendeu até agora nas redes sociais, com pessoas que não são profissionais da saúde, pode estar baseado em afirmações enganosas, como mostra um novo estudo. Tabagismo na infância: Primeiro cigarro de menino indonésio que fumava 40 unidades por dia aos 2 anos foi oferecido pelo pai Viralizou: Influenciadora que comia grandes quantidades de comida em vídeos morre aos 24 anos após complicações de saúde na China Pesquisadores analisaram 300 vídeos com hashtags populares e descobriram que ao menos 68% de todo o conteúdo estudado apresentava mentiras ou informações fraudulentas. Os erros observados nesse tipo de conteúdo enganoso provinha de influenciadores falando sobre nutrição sem qualquer tipo de credencial acadêmica. As hashtags analisadas foram #healthylifestyle (estilo de vida saudável, traduzido do inglês), #nutrition (nutrição) e #cleaneating (alimentação limpa) entre 25 e 27 de maio de 2025, no TikTok e no Instagram. Ao menos 36% dos vídeos promoveram um padrão alimentar específico e 67% enfatizaram a alimentação "limpa" ou "saudável" como mensagem central. Suplementos ou os chamados superalimentos apareceram em cerca de 75% dos vídeos, e aproximadamente metade transformou a alimentação saudável em uma espécie de tendência de estilo de vida. O Instagram mostrou um padrão de preferência por conteúdos focando na objetificação do corpo, pois o tema apareceu em 78% dos vídeos analisados da rede, em comparação com 48% no TikTok. O Instagram também deu mais zoom em partes específicas do corpo e foi muito mais propenso a mostrar pessoas com corpos magros e musculosos, 70,7% das vezes contra 47,3% no TikTok. Além disso, a rede social também apresentava uma maior tendência a mostrar vídeos sobre treinamento de força como forma de mudar o físico. Enquanto o TikTok tendeu para exercícios aeróbicos e enquadrou a saúde em termos de bem-estar mais geral. A partir disso, a equipe buscou nos vídeos sinais de ortorexia nervosa, uma condição caracterizada por uma obsessão doentia por consumir apenas alimentos considerados “puros” ou “limpos”, regras alimentares rígidas e angústia quando essas regras são quebradas. Por outro lado, os conteúdos compartilhados por profissionais qualificados mostraram credibilidade. Segundo o estudo, 45,5% do conteúdo publicado por pessoas com credenciais era preciso, em comparação com apenas 4,7% do conteúdo de influenciadores não qualificados. Os resultados foram publicados na revista científica Journal of Technology in Behavioral Science. Redes impactam nas decisões sobre saúde Outro estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) afirma que mais de 1 em cada 5 usuários ainda relata tomar decisões relacionadas à saúde com base no que vê nas redes sociais. Quase 80% dos usuários acreditam que as informações de saúde nas redes sociais são falsas ou enganosas. Apesar dessa desconfiança generalizada, os dados apontam que a tendência é mais acentuada entre adultos com mais de 65 anos e latinos. A interação com a saúde não se limitou ao consumo de conteúdo — cerca de 85% dos usuários disseram ter publicado ou compartilhado informações pessoais e gerais sobre saúde nas redes sociais. Embora alguns criadores de conteúdo sejam realmente qualificados, outros simplesmente soam convincentes o suficiente para se passarem por especialistas. Com o conteúdo gerado por inteligência artificial inundando os feeds, evitar esses conselhos está se tornando cada vez mais difícil. Diferentemente dos canais de saúde tradicionais, essas plataformas geralmente carecem de uma revisão editorial rigorosa, o que facilita a disseminação de informações incorretas.

PGR diz que Eduardo Bolsonaro 'orientou' gestão de recursos do Dark Horse nos EUA e chama de 'aporte ilícito' repasses de Vorcaro ao filme

11 de Setembro de 2026, 10:11

A Procuradoria-Geral da República afirmou que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) "orientou" a gestão recursos do filme "Dark Horse" nos Estados Unidos e chamou de "aporte ilícito" o dinheiro enviado por Daniel Vorcaro ao projeto audiovisual. As declarações do PGR, Paulo Gonet, constam nos autos do caso Master, cujo sigilo de Justiça foi retirado na noite desta quinta-feira. "A representação conclui que as coincidências entre os valores previstos no contrato de financiamento e as remessas internacionais identificadas na análise financeira, somadas às comunicações extraídas do aparelho celular d e DANIEL VORCARO, constituem indícios relevantes de que as pessoas jurídicas referidas foram utilizadas para operacionalizar aportes ilícitos destinados ao filme", diz a manifestação, datada de julho de 2026. A manifestação da PGR chegou a destacar mensagens enviadas pelo ex-deputado federal sobre os recursos para o filme: "O ideal seria haver os recursos já nos EUA. Que dos EUA para o EUA é tranquilo. Se a empresa brasileira a enviar aos EUA não tiver aquele grande orçamento que mencionamos como exemplo, será problemático, vai ser necessário fazer as remessas aos poucos e isto tardaria cerca de 6 meses, calculamos", escreveu a Thiago Miranda, que seria a ponte entre Eduardo e Vorcaro. "Meu receio é que você seja solicito, bom coração, mas tenha essa dificuldade. Solução: enviar o máximo possível ainda neste sistema atual, como o remetente atual e etc. Será que conseguimos? Nos dá amanhã um feedback desta sua reunião de hoje a noite, por favor?", completou. Segundo a PGR, Eduardo Bolsonaro coordenou a administração do dinheiro nos Estados Unidos, país onde ele mora desde março de 2025. Desde então, ele vem fazendo uma campanha junto à Casa Branca para articular ações que possam pressionar o Supremo a tirar o ex-presidente Jair Bolsonaro da prisão domiciliar. "A autoridade policial levanta a hipótese de que EDUARDO BOLSONARO orientou a gestão dos recursos em solo estrangeiro", diz a PGR, referindo-se a uma mensagem de captura de tela atribuída a Eduardo na qual ele aparece tratando sobre o envio de dinheiro nos Estados Unidos. Em concordância com o pedido da PF, Gonet defendeu a abertura de um inquérito específico para investigar o financiamento do Dark Horse e o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidente da República, e do seu irmão Eduardo Bolsonaro. O pedido foi atendido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, que abriu o processo para apurar os crimes de "lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção". Tanto o presidenciável como o ex-deputado negam as irregularidades. No pedido, a PGR também pede que seja feita uma lista de propostas legislativas "apresentadas" ou "endossadas" por Flávio Bolsonaro. A ideia de Gonet era avaliar se o parlamentar atuou de alguma forma a favor do Master no Congresso Nacional. Nas palavras do PGR, se houve uma "lógica de causa e efeito no negócio cinematográfico". "O apanhado de achados mostra que, efetivamente, as investigações estão no seu momento inicial, carecendo de aprofundamento, igualmente e sobretudo, no que toca à prática de ato típico da função parlamentar que possa ser atribuída, numa lógica de causa e efeito, ao negócio cinematográfico mencionado", diz o texto. A manifestação ainda destacou que Flávio chegou a conversar com Vorcaro um dia antes de ele ser preso pela primeira vez, em 17 de novembro de 2025. “Irmão, estou e estarei contigo sempre, não tem meia conversa entre a gente. Só preciso que me dê uma luz! Abs!”, disse o banqueiro. Esse diálogo foi revelado pelo portal Intercept e confirmado pelo GLOBO, em junho.

Comitê pede que governo federal retire apoio ao Projeto Natureza da CMPC

9 de Setembro de 2026, 18:05

O Comitê Técnico de Análise Crítica do EIA-RIMA do Projeto Natureza, que reúne organizações, pesquisadores, entidades socioambientais e representantes da sociedade civil, encaminhou ao governo federal uma carta em que pede a revisão do apoio institucional ao empreendimento da CMPC previsto para Barra do Ribeiro, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A manifestação ocorre às vésperas da assinatura do contrato para implantação de um terminal da empresa no Porto de Rio Grande, prevista para esta sexta-feira (11).

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Comitê faz alerta sobre efeitos de vapor da CMPC em Guaíba
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Na carta, o grupo sustenta que ainda existem questões ambientais, sociais, econômicas e jurídicas sem resposta no processo de licenciamento conduzido pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). O documento também questiona compromissos assumidos pelo governo do Rio Grande do Sul com a empresa antes da conclusão do licenciamento e sustenta que decisões políticas ou econômicas não deveriam antecipar uma eventual autorização para a implantação do empreendimento.

O Projeto Natureza prevê a instalação de uma nova fábrica de celulose da CMPC na Fazenda Barba Negra, em Barra do Ribeiro. O empreendimento é anunciado pela empresa como um investimento de cerca de R$ 27 bilhões e envolve, além da unidade industrial, estruturas logísticas e portuárias.

Um dos principais pontos levantados pelo comitê é o impacto sobre o Guaíba. Segundo a carta, a fábrica deverá consumir cerca de 288 milhões de litros de água por dia e lançar aproximadamente 242 milhões de litros de efluentes diariamente no manancial. O documento afirma ainda que o ponto previsto para o lançamento ficaria a pouco mais de seis quilômetros de duas adutoras utilizadas pelo Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) para o abastecimento de Porto Alegre.

O grupo também sustenta que os efluentes previstos teriam carga orgânica e poderiam conter compostos organoclorados, citando dioxinas e furanos. A carta afirma que substâncias desse tipo já teriam sido identificadas em sedimentos associados à operação da CMPC em Guaíba e manifesta preocupação com possíveis efeitos sobre organismos aquáticos, pesca e populações que dependem do ambiente.

A manifestação relaciona ainda o empreendimento ao estado atual do Guaíba após as enchentes de 2024. Segundo o comitê, pesquisas recentes do Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH) da UFRGS indicariam que a qualidade da água ainda não teria retornado às condições anteriores ao desastre climático. O documento defende que, diante desse cenário, a prioridade deveria ser a recuperação da qualidade do manancial, e não a ampliação da pressão sobre o sistema.

Outro eixo central da carta é a consulta prévia, livre e informada às comunidades indígenas potencialmente atingidas pelo empreendimento. O comitê defende que essa etapa ainda não foi cumprida de forma adequada.

O processo de licenciamento já havia suscitado uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF) para a suspensão da liberação. Em março, o MPF apontou a existência de pelo menos oito aldeias Mbyá Guarani na área de influência direta e outras 18 na área de influência indireta do empreendimento.

A assinatura do contrato para o terminal em Rio Grande integra a estrutura logística do Projeto Natureza. O terminal da CMPC no Porto de Rio Grande prevê a cessão de uma área de 412 mil metros quadrados, com investimento estimado em cerca de R$ 1,3 bilhão.

A assinatura do contrato está mantida para esta sexta-feira (11). A empresa não confirmou se o ato será realizado na unidade da CMPC em Guaíba. A licença prévia do terminal foi emitida pela Fepam em junho. Já o licenciamento da fábrica de celulose em Barra do Ribeiro permanece em análise. Na carta enviada ao governo federal, o comitê questiona justamente o avanço de compromissos relacionados ao projeto enquanto a viabilidade ambiental da fábrica ainda não foi formalmente concluída.

Para as entidades, esse processo cria uma situação de potencial irreversibilidade e reduz o espaço para que o licenciamento cumpra sua função de avaliar a viabilidade ambiental do empreendimento antes de sua implantação.

A reportagem do Sul21 entrou em contato com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos para confirmar a eventual vinda da chefe da pasta, Esther Dweck, para a cerimônia nessa sexta-feira (11), mas não recebeu retorno até o fechamento dessa reportagem. A CMPC não quis se manifestar sobre as críticas ao projeto Natureza apresentadas na carta.

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Fiscalização do CMS identifica problemas em unidades de saúde da Capital sob nova gestão

Por:Sul 21
9 de Setembro de 2026, 14:15

O Conselho Municipal de Saúde de Porto Alegre (CMS/POA) apresentou, durante plenária nesta quinta-feira (3), os resultados de fiscalizações realizadas em unidades de saúde das regiões Norte e Leste da Capital. As visitas tiveram como objetivo conhecer diretamente as condições de funcionamento dos serviços, a composição das equipes e, especialmente, os impactos da mudança de gestão das unidades para o Instituto de Apoio à Gestão (IAG).

Leia a cobertura do Sul21 sobre a transição das unidades de saúde para a gestão do IAG

Entre os locais visitados estão as unidades de saúde Santa Rosa, Ramos, Chácara da Fumaça e Mapa. Estiveram presentes conselheiros municipais e representantes dos Conselhos Locais de Saúde. Durante as visitas, a comitiva encontrou um cenário marcado por problemas na estrutura e no atendimento das unidades.

Na US Santa Rosa, visitada em 14 de agosto, duas semanas após o início da atuação do IAG, foram identificadas apenas três equipes de Saúde da Família. A unidade atende uma população oficialmente estimada em cerca de 13 mil pessoas, embora trabalhadores e comunidade avaliem que o número real seja maior.

Além disso, os três médicos que atuavam anteriormente na unidade deixaram o serviço, o que exigiu a adaptação da nova equipe aos fluxos de trabalho e aos sistemas de atendimento. Na primeira semana após a mudança, uma médica do programa Mais Médicos permaneceu no local para auxiliar na continuidade dos atendimentos.

A fiscalização também constatou a ausência de um técnico de enfermagem na composição prevista da equipe, além da falta, naquele momento, de uma escala de trabalho com a identificação dos profissionais. Segundo a unidade, a situação ocorreu em razão do processo recente de troca da gestão para o IAG.

Um dos principais problemas constatados, no entanto, está relacionado à estrutura física da US Santa Rosa. A construção de uma nova unidade é uma reivindicação antiga da comunidade e consta entre as demandas do CMS desde 2007.

Na US Ramos, também foram identificadas mudanças na composição e no funcionamento do serviço. O horário de atendimento, anteriormente das 7h às 22h, passou a ser das 7h às 19h. O número de equipes de Saúde da Família também foi reduzido de cinco para quatro.

Na Ramos, a transição de gestão também foi considerada difícil. Segundo os relatos apresentados, onze profissionais deixaram a unidade e somente dez foram repostos, que demandam tempo para aprender sistemas e processos.

Na US Chácara da Fumaça, a população atendida é de aproximadamente 30 mil pessoas, com cerca de 14 mil cadastradas. A unidade funciona das 7h às 22h e conta com cinco equipes de Saúde da Família, embora tenham sido registradas mudanças recentes na composição dos profissionais.

A fiscalização constatou a falta de um técnico de enfermagem e registrou a saída de profissionais após o início da nova gestão, entre eles uma médica, um auxiliar de Saúde Bucal, um farmacêutico e dois auxiliares de farmácia. A comunidade da Chácara da Fumaça também aguarda a construção de uma nova unidade de saúde.

Entre as dificuldades apontadas pela equipe estão a falta de alguns insumos, dificuldades para acesso a exames e problemas relacionados ao acesso da população aos serviços de referência. Também foi destacada a existência de uma demanda significativa de saúde mental nas escolas da região, que não estaria sendo suficientemente absorvida pelos serviços.

Na US Mapa, os conselheiros encontraram uma unidade relativamente nova, com condições de acessibilidade para cadeirantes. A fiscalização verificou a disponibilidade de medicamentos e vacinas, identificação visual da unidade, relação dos trabalhadores exposta no mural e informações sobre as reuniões do Conselho Local de Saúde.

Entretanto, durante a visita também foram identificadas vacâncias e mudanças recentes na composição da equipe, uma tônica da nova gestão.

“Para o controle social, a mudança de profissionais não representa apenas a substituição de postos de trabalho. Ela também pode interromper vínculos construídos entre trabalhadores e comunidade e exige novo período de adaptação e aprendizagem dos profissionais que chegam”, destaca o Conselho Municipal.

Durante as visitas, os relatos colhidos pelos representantes do CMS é de condições cada vez mais difíceis para desenvolver o trabalho por parte dos profissionais da saúde. Os problemas principais são sobrecarga, falta de equipe, dificuldades estruturais e perda de capacidade de resposta às necessidades da população.

Entenda o caso
Foto: Marcelo Pires/Sul21

A discussão sobre a gestão das unidades de saúde de Porto Alegre pelo IAG é um assunto que vem se arrastando desde a metade do ano. Em junho, o CMS emitiu uma uma nota pública em que repudiava a contratação do Instituto. A organização de Londrina, no Paraná, havia vencido um edital para assumir a gestão de 67 US das regiões Leste e Norte da Capital.

O processo é uma terceirização da Atenção Básica na Capital. O IAG tomou o lugar deixado pelas duas maiores operadoras de postos de saúde da cidade, a Santa Casa de Porto Alegre e a Rede de Saúde Divina Providência, que rescindiram o contrato para a operação das unidades em janeiro devido a questões financeiras.

Desde que o IAG passou a administrar as unidades, denúncias de redução de salários, corte de equipe e substituição de profissionais passaram a se acumular. No início de julho, o começo das atividades do Instituto em Porto Alegre foi marcado por instabilidade para trabalhadores e pacientes.

Sobre salários, o diretor-executivo do Instituto, Juan Monastério, justificou a redução em razão do orçamento proposto pela Prefeitura de Porto Alegre no edital que contratou a instituição. Ainda, afirmou “não há grande diferença” nos pagamentos. “O salário é R$ 19 mil. Para R$ 22 mil, R$ 23 mil, não há uma grande diferença”, disse Monastério em entrevista à Rádio Gaúcha.

A falta de contratos, uniforme, equipamento de proteção individual e de pagamento de vale-transporte e vale-alimentação também foram algumas das reclamações feitas por funcionários. Tanto a SMS quanto o IAG admitiram falhas na transição.

Fora da esfera da Saúde, segundo apuração do Correio do Povo, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS) verificou que o IAG descumpriu obrigações contratuais firmadas com a Prefeitura de Tramandaí em outro serviço realizado com uma administração municipal gaúcha.

A investigação apontou que o Instituto teria superfaturado pagamentos e não alocou profissionais em alguns postos de saúde do município. Ainda, o IAG teria empregado apenas parte dos recursos, apesar da Prefeitura ter disponibilizado os valores na sua totalidade.

Alguns sindicatos buscaram a via judicial para tentar interromper a gestão dos serviços de saúde pelo IAG. A medida foi confirmada pelo Sindisaúde-RS, Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) e Sindicato dos Odontologistas do Estado do Rio Grande do Sul (SOERGS).

Contudo, no dia 13 de julho, a Justiça negou pedido do Simers, que defendia a suspensão provisória do contrato entre o Município de Porto Alegre e o Instituto de Apoio à Gestão Pública. O Simers contestava a vitória do IAG no edital de chamamento público e levanta potenciais prejuízos à saúde de Porto Alegre.

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Barbeira nudista se inspira em Kim Kardashian e cria biquíni com 'pelos pubianos'

10 de Setembro de 2026, 01:30

À primeira vista, parecia apenas mais um biquíni. O detalhe, no entanto, fazia com que os olhares demorassem mais do que o habitual: a peça criada pela influenciadora Daniella Motta, de 21 anos, traz uma aplicação que imita pelos pubianos. A brincadeira, inspirada por uma tendência que ganhou visibilidade após um lançamento da marca de Kim Kardashian, foi levada por ela para um contexto ainda mais inusitado: a piscina de um hotel em Florianópolis. Influenciadora que abriu barbearia nudista contrata segurança após ameaças: 'Tive que mudar de endereço' Confira: Dona de barbearia nudista rebate ataques após postar funcionária de avental com carteira de trabalho Dona de uma barbearia nudista na cidade, Daniella já está acostumada a lidar com a nudez de maneira menos convencional. Ao se deparar com a estética que reproduz pelos do corpo em peças de roupa, enxergou uma possibilidade de adaptá-la ao próprio universo. Em vez de reproduzir a referência original, criou uma versão de biquíni. "Eu já lido com a nudez de uma forma muito natural, então achei interessante transformar aquela ideia em algo que tivesse mais relação comigo e com o meu dia a dia", conta. Inspirada em Kim Kardashian, barbeira nudista cria biquíni brasileiro com 'pelos pubianos' Divulgação CO Assessoria Foi na piscina que a experiência ganhou uma dimensão que ela não havia previsto. Algumas pessoas passaram a observar a peça por mais tempo, aparentemente tentando descobrir se o efeito fazia parte do biquíni ou se era, de fato, uma característica do corpo da influenciadora. O que começou como uma experiência divertida acabou produzindo também uma sensação menos confortável. Daniella percebeu que, em determinados momentos, a curiosidade alheia ultrapassava o limite do simples olhar. "Teve gente que ficou encarando de um jeito que começou a me deixar desconfortável. Em alguns momentos, eu me senti até invadida pelo olhar das pessoas, porque dava para perceber que elas estavam tentando entender o que estavam vendo", relata. Barbeira nudista se inspira em Kim Kardashian e cria versão brasileira de biquíni com 'pelos pubianos' Divulgação | CO Assessoria Ainda assim, a reação serviu para mostrar justamente o efeito que ela pretendia provocar: por alguns instantes, a peça confundia a fronteira entre o que era tecido e o que parecia ser parte do corpo. "Eu sabia que ia chamar atenção, mas não imaginei que as pessoas fossem olhar tanto e tentar descobrir se aquilo era realmente meu. Foi justamente aí que percebi o quanto a peça causava estranhamento", diz Daniella.

Elevar teto de MEIs distorce programa e alimenta o rombo da Previdência

10 de Setembro de 2026, 00:09

Apresentado pelo governo ao Congresso em junho, um Projeto de Lei prevê elevar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e para R$ 140 mil em 2028. Ainda que a tramitação não tenha avançado, a equipe econômica já incluiu na proposta orçamentária do ano que vem uma estimativa de renúncia fiscal de mais R$ 1,6 bilhão, totalizando R$ 13,1 bilhões para o programa. Ao prever essa medida no Orçamento, não será preciso apresentar compensação caso a ampliação do teto seja aprovada. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Novos iPhones chegam ao Brasil na mesma data dos EUA pela primeira vez

10 de Setembro de 2026, 00:00

Pela primeira vez, a Apple vai colocar o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max à venda no Brasil simultaneamente aos Estados Unidos. A pré-venda dos dois modelos começa nesta sexta-feira, 12 de setembro, às 9h (horário de Brasília), e os aparelhos chegam às lojas na sexta-feira seguinte, 18 de setembro. O Brasil está entre os mais de 65 países e regiões incluídos na primeira onda de lançamento da nova geração. Análise: iPhone dobrável marca estreia de John Ternus e nova fase da Apple Frisson e segurança reforçada: os bastidores do lançamento dos novos iPhones da Apple Já o iPhone Duo, primeiro celular dobrável da Apple, terá um calendário diferente. O aparelho, que tem formato semelhante ao de um passaporte quando fechado e abre para revelar uma tela de 7,6 polegadas, terá pré-venda no Brasil a partir de 16 de outubro, às 9h, e começará a ser vendido em 23 de outubro. Nos Estados Unidos, o cronograma será o mesmo: pré-venda em 16 de outubro e chegada às lojas em 23 de outubro. A estratégia representa uma mudança em relação a anos anteriores, já que o Brasil nunca estava entre os primeiros mercados a receber os novos iPhones. Agora, os modelos mais avançados da linha chegam ao país praticamente junto com o mercado americano. O iPhone 18 Pro começa em R$ 11.999 no Brasil (contra R$ 11.499 do iPhone 17 Pro) , enquanto o 18 Pro Max parte de R$ 12.999 (contra R$ 12.499 da versão anterior). Já o Duo terá preço inicial de R$ 21.999, podendo chegar a R$ 30.999 na versão de 2 TB.

Samsung e Motorola aproveitam lançamento do iPhone Duo para provocar Apple nas redes

10 de Setembro de 2026, 00:00

O lançamento do iPhone Duo, primeiro celular dobrável da Apple, não movimentou apenas os fãs da marca. Poucos minutos após o anúncio feito no Apple Park, concorrentes aproveitaram o momento para entrar na conversa e, claro, provocar a empresa sediada em Cupertino. Análise: iPhone dobrável marca estreia de John Ternus e nova fase da Apple Frisson e segurança reforçada: os bastidores do lançamento dos novos iPhones da Apple A Samsung foi uma das primeiras a reagir. Em publicações nas redes sociais, a fabricante sul-coreana lembrou que já atua há anos no mercado de smartphones dobráveis e aproveitou para destacar a espessura reduzida de seus aparelhos. A mensagem foi clara: a Apple finalmente chegou a uma categoria que a rival ajuda a construir há várias gerações. Enquanto Apple celebra iPhone Duo, rivais como Samsung aproveitam para provocar nas redes Reprodução 
O Z Fold 8 da Samsung tem peso de 201 gramas, menor que os 254 gramas do Duo. O modelo da coreana tem espessura de 9,7 mm fechado, contra 11,3 mm da Apple. Quando está aberto, o modelo da Samsung tem espessura de 4,5 mm, contra 5,2 mm da Apple. Enquanto Apple celebra iPhone Duo, rivais como Motorola aproveitam para provocar nas redes Reprodução A Motorola também entrou na disputa. Em uma postagem no Instagram, a empresa fez referência ao conceito de “legado”, numa alusão ao histórico da marca com celulares dobráveis da linha Razr. A fabricante vem apostando fortemente no segmento e aproveitou a enorme atenção gerada pelo evento da Apple para reforçar sua própria trajetória. iPhone Duo: celular dobrável da Apple vai custar a partir de R$ 22 mil A estratégia não é nova. A cada lançamento importante do iPhone, fabricantes rivais costumam usar as redes sociais como uma espécie de “segunda tela” do evento, transformando a apresentação da Apple em oportunidade de marketing. Foi assim quando a Apple eliminou o carregador da caixa e abandonou a entrada para fones de ouvido. Desta vez, o alvo foi o iPhone Duo, aparelho que marca a entrada da Apple no segmento de dobráveis. O modelo tem tela interna de 7,6 polegadas, formato semelhante a um passaporte e preços que chegam a R$ 31 mil no Brasil.

Muito melhor? iPhone 18 Pro e Pro Max: sete novidades que você precisa saber sobre o novo celular da Apple

10 de Setembro de 2026, 00:00

A Apple apresentou ontem, em Cupertino, na Califórnia, os novos iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max, que chegam ao mercado com mudanças importantes em câmera, processamento e bateria. Entre as novidades está uma tecnologia inédita nos celulares da companhia: a câmera principal passa a ter abertura variável, permitindo controlar fisicamente a quantidade de luz que entra no sensor. Análise: iPhone dobrável marca estreia de John Ternus e nova fase da Apple Frisson e segurança reforçada: os bastidores do lançamento dos novos iPhones da Apple Os novos aparelhos também são os primeiros iPhones equipados com o A20 Pro, processador fabricado em tecnologia de 2 nanômetros, uma nova geração do sistema de refrigeração para sustentar o desempenho em tarefas pesadas, como jogos, edição de vídeo e inteligência artificial. Os novos Pro também chegam com o iOS 27 e a nova Siri AI, que passa a usar modelos mais avançados de inteligência artificial. Confira algumas das principais novidades: Câmera com abertura variável Pela primeira vez em um iPhone, a abertura da lente pode ser ajustada no iPhone 18 Pro e 18 Pro Max Bruno Rosa Uma das principais mudanças está na câmera principal de 48 megapixels. Pela primeira vez em um iPhone, a abertura da lente pode ser ajustada. O sistema oferece quatro posições. Na prática, isso permite controlar melhor a quantidade de luz que chega ao sensor. Em ambientes escuros, o iPhone pode abrir mais a lente para captar mais luz. Em situações de muita luminosidade, pode fechá-la para controlar a exposição. iPhone 18 Pro: novo celular da Apple chega 18,9% mais caro; veja valores A tecnologia também amplia as possibilidades para quem fotografa manualmente, aproximando o iPhone de recursos encontrados em câmeras profissionais. A Apple acrescentou ainda controles que permitem ajustar abertura, velocidade do obturador e balanço de branco, além de um histograma (para controlar o nível de exposição). Chip A20 Pro de 2 nanômetros O novo processador A20 Pro é fabricado em processo de 2 nanômetros, uma tecnologia que permite concentrar mais transistores em uma área menor e aumentar a eficiência do chip. Quanto menor o número mais potente. Segundo a Apple, a central de processamento (GPU) pode ser até 40% mais rápida que a do A19 Pro, enquanto a largura de banda da memória (para rodar as tarefas) aumentou 50%. iOS 27: Novo sistema do iPhone já tem data de lançamento; veja aparelhos compatíveis O ganho permite que tarefas de inteligência artificial sejam executadas diretamente no aparelho. O novo Neural Engine (como a Apple chama a rede neural) também tem o dobro da capacidade de processamento de IA em relação à geração anterior, segundo a Apple. Apple lança novo chip a20 Pro para iPhone 18 Pro Bruno Rosa Bateria com 45 horas de vídeo A bateria também recebeu uma das maiores atualizações da história do iPhone. No iPhone 18 Pro, a Apple promete até 36 horas de reprodução de vídeo nos modelos exclusivamente com eSIM. No 18 Pro Max, chega a 45 horas. No Pro Max, a Apple diz que cinco minutos de carregamento com fio podem proporcionar aproximadamente sete horas adicionais de reprodução de vídeo. O Pro também pode chegar a 50% de carga em cerca de 15 minutos. Galerias Relacionadas Parte do ganho vem do próprio chip, mais eficiente, mas a Apple também aproveitou o espaço interno dos aparelhos para aumentar a capacidade das baterias. Nos modelos sem entrada para chip físico, o espaço anteriormente ocupado pelo SIM pode ser utilizado pela bateria. Sistema de Resfriamento Para evitar que o celular perca desempenho quando é submetido a tarefas intensas, a Apple redesenhou o sistema de refrigeração para evitar o superaquecimento. Os novos aparelhos utilizam uma câmara de vapor com três vezes mais área de superfície que a geração anterior. iPhone 17 Pro é aposentado: veja modelos que saíram de linha Segundo a Apple, o conjunto pode proporcionar até 40% mais desempenho sustentado. Na prática, isso significa que o aparelho consegue manter o desempenho elevado por mais tempo em atividades como jogos, edição de vídeos e processamento de inteligência artificial. Apple apresenta as novas baterias, de maior duração Bruno Rosa Dynamic Island ficou menor A Dynamic Island (na parte superior da tela) também foi redesenhada. A área ocupada na tela ficou menor, ao mesmo tempo em que passou a apresentar mais informações. O novo sistema consegue mostrar até três atividades ao vivo simultaneamente, mantendo o Face ID para desbloqueio e autenticação de pagamentos e aplicativos. Apple usa modem próprio C2 Outra mudança importante está escondida dentro do aparelho. O iPhone 18 Pro estreia o C2, novo modem celular desenvolvido pela própria Apple. Segundo a empresa, ele oferece uploads mais rápidos que a geração anterior e consome 15% menos energia. Apple lança celular dobrável por R$ 22 mil, Iphone 18 Pro, novos relógios e fones O componente também traz melhorias baseadas em inteligência artificial para a qualidade e a estabilidade da conexão e passa a oferecer suporte a ondas milimétricas (que permite conexão em ambientes fechados) nos Estados Unidos. Memória interna A novidade está no 18 Pro, que pela primeira vez passa a ter a opção de 2 TB de memória, recurso antes disponíveis no Pro Max.

Veja o que é #FATO ou #FAKE na sabatina de William Siri ao GLOBO, Extra, Valor e CBN

9 de Setembro de 2026, 19:18

O candidato ao governo do Rio pelo PSOL, William Siri, foi entrevistado nesta quarta-feira (9) pelo GLOBO, Extra, Valor e CBN. Conduzida pelos apresentadores da CBN Rio Bianca Santos e Leandro Resende; pelo editor de Política dos jornais GLOBO e Extra, Thiago Prado; pelo colunista Bernardo Mello Franco e por Francisco Góes, chefe da sucursal do Valor no Rio, a entrevista começou às 10h30 e teve 1h30 de duração. Em sabatina, William Siri cita 'confusão' na esquerda com apoio de Lula a Paes, e chama Ruas de 'pupilo' de Castro Leia também: Siri defende proibição de helicópteros da polícia em operações no Rio: ‘É aterrorizante para as famílias’ A série foi aberta nesta terça-feira com o deputado estadual Douglas Ruas (PL). Anthony Garotinho (Republicanos) será sabatinado na quinta-feira. Eduardo Paes (PSD) fecha a programação, na sexta. Cada entrevista terá uma hora e meia de duração. A programação é a seguinte: 8 de setembro (terça-feira) - Douglas Ruas (PL) - leia a checagem 9 de setembro (quarta-feira) - William Siri (Psol) 10 de setembro (quinta-feira) - Anthony Garotinho (Republicanos) 11 de setembro (sexta-feira) - Eduardo Paes (PSD) A equipe do Fato ou Fake checou as principais declarações de William Siri. Leia: “Faltam pouco mais de três semanas para a eleição. A gente está na rua, com essa militância muito aguerrida. Essa oscilação [de 3% para 1% nas intenções de voto] acho que está dentro da margem de erro.” É fato g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Na pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto, William Siri tinha 3% das intenções de voto. O levantamento ouviu 1.302 eleitores e tinha margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos. Após nova rodada da pesquisa, divulgada em 8 de setembro, Siri apareceu com 1%. Foram novamente entrevistados 1.302 eleitores, com margem de erro de três pontos percentuais. A diferença entre os dois levantamentos foi, portanto, de dois pontos percentuais, inferior à margem de erro informada pela pesquisa. Assim, os números não permitem afirmar, isoladamente, que houve uma queda efetiva do candidato na pesquisa. “Há uma epidemia, muitos policiais estão se suicidando. Foram 55 policiais que morreram [suicidaram] no ano passado.” É fake g1 A declaração é #FAKE. Veja por quê: Segundo o Instituto de Segurança Pública (ISP), sete policiais se suicidaram no Rio em 2025 — quatro militares e três civis. O número caiu pela metade em relação a 2024, quando foram registrados 14 casos. Os 55 casos não correspondem a suicídios. Esse número aparece em dados sobre o total de policiais mortos no estado: em 2024, foram 55 mortes, das quais 28 por letalidade violenta, 13 por acidentes e 14 por suicídio. Em 2025, o ISP registrou 69 policiais mortos, sendo 51 por letalidade violenta, 11 em acidentes e sete por suicídio. Procurada, a assessoria do candidato admitiu o equívoco. “[Eduardo Paes] em 2024, aumentou de 2 anos para 6 anos as contratações, na cidade do Rio de Janeiro, depois das eleições do primeiro turno, e depois jogou bomba nos professores.” Não é bem assim g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: Quando era prefeito do Rio de Janeiro, em 2024, Eduardo Paes enviou um projeto à Câmara de Vereadores (PL 2584) que ampliou o prazo para contratos temporários, sem concurso público, feitos pela Prefeitura. O tempo máximo desses contratos era de três anos e subiu para seis após a aprovação do projeto pelos vereadores. A aprovação motivou um protesto de professores em novembro de 2024. Os manifestantes ocuparam o plenário da Câmara de Vereadores, e o protesto foi encerrado pacificamente. Em dezembro, no entanto, os professores voltaram a protestar contra um novo projeto de Paes, o Projeto de Lei Complementar 186, que alterava a carga horária, a licença especial e a gestão do período de férias dos professores. O protesto foi dispersado com uso de bombas de gás lacrimogêneo pela Polícia Militar, que é subordinada ao governo do Estado e não à Prefeitura. “O saneamento básico também faz parte de uma política absurda que fizeram, desse mesmo grupo criminoso de Cláudio Castro, de Rodrigo Bacelar e cia, que vendeu a Cedae e está hoje piorando a vida da sociedade.” Não é bem assim g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) leiloou quatro lotes de serviço de saneamento básico para a iniciativa privada em 2021 no início da gestão Cláudio Castro. O leilão arrecadou, em três dos quatro lotes em disputa, R$ 22,7 bilhões em outorgas, valor 114% maior que os mínimos previstos no edital. Mas a empresa não foi totalmente privatizada. A captação e tratamento da água ainda é feita pela empresa estatal. O que foi cedido à iniciativa privada foi a exploração dos serviços de água e esgotamento sanitário, por 35 anos. As concessionárias compram água do Estado para distribuir para a população. Depois da operação, supostos erros e inconsistências nos dados de cobertura de água e esgoto usados no edital de concessão foram alvo de questionamento. Um acordo de R$ 900 milhões entre a Cedae e as concessionárias foi posteriormente suspenso pelo Tribunal de Contas do Rio (TCE-RJ) e em abertura de inquérito pelo Ministério Público do Estado (MPRJ) para investigar se houve prejuízo aos cofres públicos. “O PSOL votou de forma unânime para que mantivesse a prisão de Rodrigo Bacellar [ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio]. Agora, uma parte do PSD, do Eduardo Paes, votou para ele sair da prisão. A boa parte, quase a maioria, basicamente a maioria do PL, votou para ele sair da prisão.” É fato g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Em 8 de dezembro de 2025, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) decidiu revogar a prisão do então presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União Brasil), suspeito de vazar informação de operação contra o aliado e ex-deputado TH Joias, ligado ao Comando Vermelho (CV). 65 deputados estavam presentes na sessão, três, ausentes e um estava licenciado. Foram 42 votos “sim”, a favor da revogação, 21 votos “não”, para manter a prisão, e duas abstenções. Os cinco deputados do PSOL apoiaram, de forma unânime, a manutenção da prisão. Entre os deputados do PSD, um estava ausente, dois votaram “sim”, pela revogação, e três, “não”. Já entre os 18 deputados do PL, a maioria votou “sim”. Foram 14 votos pela revogação, três contrários e uma abstenção. “O pior salário do Brasil para os educadores estaduais está no Rio de Janeiro. A gente sequer paga o piso nacional.” Não é bem assim g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: Segundo o levantamento Planos de Carreira e Remuneração do Magistério das Redes Públicas Estaduais 2025, do Movimento Profissão Docente, o estado do Rio de Janeiro apresentava o salário inicial mais baixo de professores estaduais do país, estabelecido em R$ 4.867,77. Divulgada em 3 de março deste ano, a pesquisa elaborou um ranking com dados dos salários estaduais da categoria nos 26 estados e no Distrito Federal. Os três últimos são Piauí (R$ 4.984,17), Minas Gerais (R$ 4.867,97) e, na pior posição, Rio. No entanto, o valor pago no estado era exatamente o mesmo do piso nacional determinado pelo Ministério da Educação (MEC) para 2025. “O TH Joias ele está preso hoje porque os drones, as armas quem negociava e quem vendia era o deputado estadual… o Thiago Rangel… é um crime perfeito, porque eles organizam o crime no dia a dia e a possibilidade de ter uma educação de qualidade para a nossa juventude (...) o Thiago Rangel retirou R$ 1 bilhão da educação (...) Quem vendeu drone?! Thiago Ragel.” Não é bem assim g1 #NÃOÉBEMASSIM. Veja por quê: TH Joias está preso desde setembro de 2025, investigado por suspeita de intermediar a compra e venda de armas para o Comando Vermelho. A PF também apontou a negociação de equipamentos antidrones pelo grupo investigado. Ao contrário do que disse o candidato, as investigações citadas não apontam Thiago Rangel como responsável pela negociação ou venda de drones e armas. Thiago Rangel foi preso em maio de 2026, na quarta fase da Operação Unha e Carne, que apurou suspeitas de fraudes, peculato, fraude a licitações e lavagem de dinheiro envolvendo a Secretaria Estadual de Educação. “Nós temos, na história do Rio de Janeiro, a maior apreensão de fuzis foi aonde? Foi no aeroporto.” É fato g1 A declaração é #FATO. Veja por quê: Em junho de 2017, a Polícia Civil do Rio apreendeu 60 fuzis no terminal de cargas do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão. As armas, enviadas de Miami, estavam escondidas em contêineres junto com aquecedores de piscina. A apreensão é a maior já registrada no estado. Em 2025, o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também afirmou, em audiência no Senado, que a maior apreensão de fuzis da história realizada pela PF ocorreu no Galeão. Participaram da checagem: Anna Júlia Steckelberg, Clara Simão, Lucas Guimarães, Luiza Calegari e Mel Trindade.

Ferros-velhos são interditados por comércio de peças irregulares em Saquarema

9 de Setembro de 2026, 17:49

Dois ferros-velhos localizados em Saquarema, na Região dos Lagos, foram interditados nesta quarta-feira, durante a Operação Desmonte, coordenada pelo Detran RJ em cooperação com a Polícia Militar e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea). A ação fechou estabelecimentos que vendiam peças irregulares no distrito de Vilatur e no bairro Bicuíba. Entre os itens ilegais que foram apreendidos, havia um motor com numeração apagada — prática criminosa comumente utilizada para dificultar a identificação de veículos roubados. 'Estão traumatizados': Filhos de 6 e 7 anos acham corpo de mãe vítima de feminicídio, em Caxias Tesoureira do tráfico: Mulher ligada a Fernandinho Beira-Mar é presa por suspeita de ser contadora do traficante Um quintal com centenas de carcaças de carros, motores, cilindros de gás automotivo e até ruínas de um barco de luxo. Tudo sobre terra batida, deixando o solo em risco de contaminação. Este é o cenário do ferro-velho de Viatur, que funcionava sem autorização em um terreno amplo da Estrada da Caixa D’Água. Foi lá que os agentes da operação encontraram o motor raspado, que estava junto de outras peças não etiquetadas. O proprietário do espaço foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos sob suspeita de receptação. O comércio também foi autuado por potencial risco ambiental, uma vez que funcionava em um terreno vulnerável ao lançamento de poluentes no solo. Todo o material foi apreendido e encaminhado para empresas de reciclagem. No outro ferro-velho interditado, em Bicuíba, o panorama é semelhante. A loja ilegal funcionava em um barranco, num terreno de terra, e também contava com uma vastidão de peças sem registro do Detran. Os itens foram apreendidos e serão reciclados. Alguns dos materiais estavam lançando óleo e dejetos no solo. Sendo assim, o espaço também foi autuado por descumprir as normas ambientais do Inea. Segundo o Detran, a operação visa fiscalizar o comércio de peças automotivas com o objetivo de credenciar os comerciantes, cadastrar o material vendido e trazer segurança ao consumidor final de peças automotivas usadas, mostrando a procedência e legalidade das mesmas. Initial plugin text

Envelhecimento da população acelera a saúde preventiva

9 de Setembro de 2026, 17:37

A população brasileira vive mais e envelhece em ritmo acelerado. A expectativa de vida ao nascer chegou a 76,6 anos em 2024, ante 71,1 anos em 2000, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo intervalo, a proporção de pessoas com 60 anos ou mais quase dobrou, de 8,7% para 15,6% da população, o equivalente a 33 milhões de brasileiros. A transição demográfica deve se aprofundar nas próximas décadas. Projeções do IBGE indicam que a população para de crescer em 2041 e que, até 2070, cerca de 37,8% dos habitantes terão 60 anos ou mais, o correspondente a 75,3 milhões de pessoas. O avanço da longevidade desloca a atenção da população do tratamento de doenças para a prevenção. O movimento se reflete na economia. O mercado brasileiro de bem-estar foi avaliado em US$ 91,3 bilhões em 2025 e deve alcançar US$ 222,4 bilhões até 2034, com expansão média de 10,4% ao ano, de acordo com levantamento do setor. O país figura entre os maiores mercados consumidores de bem-estar do mundo. Entre os segmentos de maior crescimento está o de suplementos alimentares, que avançou 18% ao ano entre 2020 e 2026 e atingiu faturamento de R$ 22 bilhões, o que coloca o Brasil na terceira posição global em expansão de demanda. O comportamento acompanha uma mudança de lógica: aumento de exames preventivos, acompanhamento contínuo e suplementação, em vez do foco exclusivo no tratamento após o adoecimento. Do tratamento à prevenção A reorganização do consumo em torno da saúde amplia o espaço de marcas que reúnem produtos de bem-estar em um mesmo ambiente. É o caso da First, marca de distribuição de produtos de saúde e bem-estar, que agrega itens ligados a nutrição e cuidado pessoal. A presença desse tipo de canal acompanha a procura por hábitos de prevenção. A busca por saúde deixou de ser uma reação à doença e passou a fazer parte da rotina de consumo das famílias, afirma Odirlei Schuster, presidente da Gfi Hub, grupo do qual a First faz parte. Um mercado puxado pela idade O perfil demográfico reforça a tendência. A população com mais de 60 anos deve dobrar até 2040 e alcançar cerca de 57 milhões de pessoas, segundo projeções demográficas. O grupo pressiona a demanda por produtos e serviços voltados ao envelhecimento saudável, da nutrição ao acompanhamento médico contínuo. O aumento da longevidade cria uma demanda constante por prevenção, que passa a acompanhar a pessoa por mais tempo, afirma Schuster. Com a expectativa de vida em alta e cerca de um em cada seis brasileiros já na terceira idade, a prevenção tende a ocupar espaço crescente no orçamento das famílias. O envelhecimento da população, antes tratado sobretudo como desafio da previdência e da saúde pública, consolida-se também como um dos principais vetores de consumo da próxima década.

Upskilling e reskilling ganham espaço nas estratégias de RH

9 de Setembro de 2026, 17:28

O avanço de tecnologias como inteligência artificial e automação tem alterado o conjunto de competências exigidas dos profissionais em ritmo acelerado. Segundo o Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, se a força de trabalho global fosse composta por cem pessoas, 59 precisariam passar por algum tipo de qualificação até 2030, seja para aprimorar habilidades já existentes, seja para migrar para funções totalmente novas. Nesse cenário, dois conceitos ganham espaço nas discussões de recursos humanos: upskilling e reskilling. O upskilling consiste em aprofundar competências dentro de uma função que já existe na empresa, preparando o colaborador para lidar com novas ferramentas ou demandas dentro da mesma área. Já o reskilling envolve o desenvolvimento de habilidades diferentes das que o profissional já domina, geralmente voltadas para uma nova função ou para mudanças estruturais no negócio. O upskilling é ideal quando queremos aprimorar competências para uma função que já existe. O reskilling faz mais sentido quando precisamos preparar o colaborador para uma nova função ou para mudanças mais profundas no negócio, explica Joyce Guedes, head comercial do eduhub. A ausência de programas voltados a esses dois formatos de capacitação pode custar caro às organizações. De acordo com levantamento da consultoria Gallup, empresas que priorizam o desenvolvimento de seus colaboradores registram até 23% mais lucratividade e conseguem reduzir em 21% a taxa de rotatividade de funcionários. Um estudo global do LinkedIn, por sua vez, mostrou que 94% dos profissionais permaneceriam por mais tempo em companhias que oferecem programas consistentes de aprendizagem. Deixar de investir no desenvolvimento dos colaboradores também tem um custo. Além do risco de perder bons profissionais, a empresa pode acabar buscando no mercado competências que poderia ter desenvolvido internamente, afirma Guedes. Capacitação contínua como estratégia para reter talentos Para além do impacto financeiro, a falta de qualificação contínua também afeta o clima organizacional. Quando os colaboradores não enxergam oportunidades de crescimento, tendem a se sentir estagnados, o que compromete o engajamento das equipes. Nesse contexto, cultivar uma cultura de aprendizado contínuo passa a ser tratado como estratégia de negócio, e não apenas como benefício isolado. Empresas mudam o tempo todo, e as competências precisam acompanhar esse movimento. Quando aprender faz parte da cultura, os colaboradores conseguem se adaptar mais rápido e a empresa fica mais preparada para os próximos desafios, pontua Amanda Galindo, head de marketing do eduhub. Colocar upskilling e reskilling em prática, no entanto, esbarra em um desafio recorrente: encontrar opções de cursos e instituições compatíveis com a realidade de cada colaborador e com o orçamento da empresa. É nesse ponto que entram as plataformas de benefícios educacionais corporativos, que reúnem parceiros de diferentes áreas e níveis de ensino em um único ambiente. É justamente aí que o eduhub entra: reunimos mais de 15 mil opções de cursos, escolas e faculdades, em diferentes áreas e níveis de formação, permitindo que cada colaborador encontre a capacitação mais adequada ao seu momento profissional e às necessidades da empresa, diz Guedes. Conforme Galindo, a escala da rede de parceiros é um dos fatores que viabiliza a adoção dessas estratégias por empresas de diferentes portes. O eduhub entrega escala ao desenvolvimento profissional ao reunir mais de 15 mil opções de cursos e faculdades, em diferentes áreas e níveis de formação, com descontos de até 85% nas mensalidades. Entre nossos parceiros estão instituições como Anhanguera, Estácio, Ânima, CNA, ESPM, FIAP, Anhembi Morumbi e Wizard, o que amplia as possibilidades para diferentes perfis e necessidades de desenvolvimento dentro de uma mesma empresa, detalha. Medir o retorno desse tipo de investimento também tem se tornado prioridade para os departamentos de RH. Entre os indicadores mais observados estão a taxa de retenção de talentos, o preenchimento de vagas internas por meio de promoções e a redução de custos com contratações externas. Desenvolver pessoas também é uma estratégia de negócio. Quando a empresa consegue reter talentos, preencher posições internamente e ter equipes mais preparadas, o retorno do investimento em educação se torna claro, avalia Guedes. À medida que o mercado de trabalho segue em transformação, a combinação entre upskilling e reskilling tende a se consolidar como parte da rotina de gestão de pessoas, e não apenas como resposta pontual a mudanças tecnológicas. Empresas que estruturam esse tipo de programa de forma contínua tendem a construir equipes mais preparadas para lidar com as próximas etapas de seus negócios. Para mais informações, basta acessar: https://www.eduhub.com.br/

Mais de 3 milhões de pessoas com benefícios federais são bloqueados em bets

Por:Sul 21
21 de Agosto de 2026, 17:50

Da Agência Brasil*

Mais de 3 milhões de beneficiários de programas sociais federais, como o Bolsa Família, já foram impedidos de abrir ou manter contas em sites autorizados a explorar, no Brasil, as apostas de quota fixa, as chamadas bets.

Segundo a Secretaria de Comunicação Social (Secom), da Presidência da República, o bloqueio se tornou possível graças a uma funcionalidade do Sistema de Gestão de Apostas (Sigap), implementada em outubro de 2025.

Entre os impedidos, estão beneficiários dos seguintes programas:

  • Bolsa Família;
  • Benefício de Prestação Continuada (BPC);
  • Fundo de Financiamento Infantil (Fies);
  • programas de renegociação de dívidas, como o Desenrola Brasil.

O Módulo Impedidos foi desenvolvido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), atendendo a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em novembro de 2024, o STF determinou que o governo federal adotasse medidas para impedir o uso de recursos de programas sociais em apostas on-line, para evitar “impactos negativos sobre o orçamento das famílias e a saúde mental, especialmente de pessoas em situação de vulnerabilidade”.

O Sigap é uma plataforma tecnológica que permite a regulação, o monitoramento e a fiscalização do mercado de apostas no país. Capaz de processar cerca de 500 milhões de registros diários, o sistema já acumula mais de 5 milhões de arquivos operacionais em sua base de dados.

Segundo a Secom, é a partir das informações reunidas pelo Sigap que as empresas licenciadas identificam os usuários impedidos de se cadastrar ou de manter uma conta já cadastrada nas plataformas de apostas. A verificação automática é feita em tempo real, no âmbito do Módulo Impedidos, por cruzamento entre o CPF e outras informações fornecidas pelo usuário.

Quando o impedimento é identificado em conta já existente, a plataforma tem até três dias para encerrá-la e devolver ao usuário todo o saldo disponível. A decisão de negar cadastro ou encerrar conta é da própria operadora.

Não há intervenção manual nesse processo e o bloqueio não gera nenhuma outra penalidade ao usuário ou às empresas.

*Com informações da Secretaria de Comunicação Social (Secom), da Presidência da República.

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As últimas horas de Hayden Panettiere: como atriz foi encontrada, o que autópsia revelou e suas últimas mensagens

18 de Agosto de 2026, 08:19

A morte inesperada de Hayden Panettiere, aos 36 anos e a apenas cinco dias de completar 37, chocou Hollywood. Enquanto familiares, amigos e colegas começaram a lamentar publicamente sua perda, novos detalhes surgiram sobre as últimas horas da atriz, conhecida por seus papéis em Heroes e Nashville. Entre as informações divulgadas estão a forma como ela foi encontrada, a ligação de emergência que mobilizou os serviços de emergência e os primeiros resultados da investigação que tenta determinar o que aconteceu. Pai da filha de Hayden Panettiere lamenta morte da atriz: 'Foi parte importante da minha vida' Emergência médica e ajuda de amigo: o que se sabe da morte de Hayden Panettiere, de 'Heroes', aos 36 anos Segundo a revista People, a autópsia de Panettiere foi concluída pelo escritório do legista do condado de Greenville, na Carolina do Sul, onde a atriz morreu. "A autópsia não revelou sinais de trauma que pudessem ter contribuído para sua morte. A causa e a forma da morte ainda dependem de novas investigações e análises. Esta investigação permanece em andamento. Nenhum outro detalhe está disponível neste momento", diz o comunicado oficial divulgado por Mike Ellis, o patologista forense que realizou a autópsia. A chamada de emergência Panettiere morreu neste domingo (16). Conforme confirmado por um porta-voz do Departamento de Polícia de Greenville ao Daily Mail, por volta das 13h51, no horário local, policiais, acompanhados por equipes de emergência, foram até o Judson Mill Lofts após receberem um chamado sobre uma mulher inconsciente. “Ao chegarem ao local, os médicos prestaram os primeiros socorros; no entanto, a pessoa, posteriormente identificada como Hayden Panettiere, foi declarada morta no local”, disse o porta-voz da polícia ao veículo de imprensa britânico. Ele também confirmou que um conhecido da atriz fez a ligação para o 911. A informação também foi confirmada pela polícia à People. Segundo o TMZ, os serviços de emergência tentaram reanimar Panettiere usando suporte avançado de vida cardíaca. Além da ressuscitação cardiopulmonar (RCP), o procedimento incluiu, segundo relatos, medicamentos específicos, assistência respiratória e monitoramento da frequência cardíaca. No entanto, os esforços não tiveram sucesso, e a atriz foi declarada morta às 14h32. Segundo uma gravação de áudio da central de emergência obtida pela revista People, durante a operação, os funcionários mencionaram uma “overdose” e uma “parada cardíaca”. Questionada pela revista sobre essa informação, uma representante da atriz respondeu: “Não tenho mais informações no momento, mas parece ser esse o caso”. No entanto, ainda não foi oficialmente determinado que a causa da morte foi uma overdose. A investigação permanece a cargo do Departamento de Polícia de Greenville e do escritório do legista do condado. “A investigação preliminar não indicou quaisquer indícios de envolvimento de terceiros ou circunstâncias suspeitas”, disse um porta-voz da polícia à revista People. Detalhes também começaram a surgir sobre os dias que antecederam sua morte. Segundo o TMZ, Panettiere havia reclamado recentemente de dores nas costas. Também foi revelado que a atriz viajou de Los Angeles para o sul dos Estados Unidos com Brian Hickerson, com quem tinha um relacionamento bastante conturbado, apenas um dia antes de falecer. Até o momento, nenhum desses eventos foi oficialmente relacionado à sua morte. A família confirmou o falecimento dela em um comunicado divulgado por seus representantes. “É com profunda tristeza que compartilhamos o falecimento trágico de nossa amada Hayden”, disse seu pai, Skip Panettiere. Eles também pediram privacidade durante este período de luto. Morte de Hayden Panettiere: representante fala de possível overdose e polícia revela novos detalhes; entenda Sua última publicação: “Bons tempos e bons amigos” A última publicação de Panettiere no Instagram começou a se encher de mensagens de despedida. Em 27 de julho, três semanas antes de sua morte, a atriz havia compartilhado uma fotografia em preto e branco com o fotógrafo e diretor Randall Slavin. “Bons tempos e bons amigos”, escreveu ela ao lado da imagem de sua última publicação. Após saber de sua morte, Slavin compartilhou a foto novamente em seus stories e escreveu: “Que a paz esteja com você, H. Confira: Initial plugin text Entre aqueles que comentaram na publicação para se despedir estava Selma Blair. “Eu te amo. Não vá. Não vá. Por favor. Por favor”, escreveu a atriz abaixo da imagem. Enquanto isso, Melissa Barrera, que dividiu a franquia Pânico com Panettiere, escreveu em seus stories: “Descanse em paz, doce Hayden”. “Espero deixar o mundo um lugar melhor” Sua morte ocorreu em um momento em que a atriz havia falado publicamente mais uma vez sobre alguns dos capítulos mais difíceis de sua vida, mas também sobre sua recuperação e os projetos que desejava concluir. Em maio, ela publicou sua autobiografia, This Is Me: A Reckoning, na qual abordou suas lutas contra o vício, a depressão pós-parto que sofreu após o nascimento de sua filha Kaya, os tratamentos pelos quais passou e o impacto da morte de seu irmão mais novo, Jansen, que faleceu inesperadamente aos 28 anos em fevereiro de 2023. Em uma entrevista recente, Panettiere relembrou a decisão de deixar Kaya, agora com 11 anos, morar com o pai, o ex-boxeador ucraniano Wladimir Klitschko, enquanto ela se recuperava. “Não foi uma decisão que tomei de ânimo leve, nem uma decisão que eu queria tomar”, explicou. “Eu estava passando por um momento muito difícil da minha vida. Eu sabia que precisava colocá-la em primeiro lugar para poder receber a ajuda necessária e ser a mãe que ela precisava que eu fosse”, disse à revista People. A atriz também falou sobre sua situação atual. “Sou resiliente e estou em constante evolução”, afirmou. “Estou me esforçando e fazendo o melhor que posso.” Apenas alguns meses antes de sua morte, Panettiere também explicou o que esperava fazer no futuro. Durante um evento organizado pela Book Soup no Harmony Gold Theater, em Los Angeles, em 26 de maio, para marcar o lançamento de suas memórias, ela falou sobre o impacto de discutir publicamente seus problemas de saúde mental. “Muitas pessoas entraram em contato comigo, tanto dentro quanto fora da indústria, e compartilharam suas histórias comigo. Elas disseram: 'Por você ter falado sobre sua saúde mental, você me deu coragem para ser honesto sobre a minha e buscar ajuda, e você salvou minha vida'”, relembrou ela. Para Panettiere, essas experiências acabaram dando sentido ao compartilhamento de alguns dos momentos mais dolorosos de sua vida. “E eu pensei: vale a pena. Espero poder deixar o mundo melhor do que o encontrei”, disse ela. Naquela mesma reunião, perguntaram-lhe o que ela queria fazer depois de uma carreira que começou quando ainda era criança. Sua resposta foi imediata: “Tenho uma longa lista”. “Adoraria dirigir”, afirmou, acrescentando: “Quero muito dirigir e ser aquela pessoa que cria um ambiente seguro para os atores e poder dizer a eles: 'Esta é a experiência que vocês devem ter'”.

Taiwan promete dar cerca de R$ 1,6 mil a cada pessoa após boom da inteligência artificial; entenda

18 de Agosto de 2026, 06:25

O presidente de Taiwan, William Lai Ching-te, anunciou que pretende distribuir 10 mil dólares taiwaneses em dinheiro para cada pessoa em 2027, em uma tentativa de compartilhar com a população os ganhos do forte crescimento econômico impulsionado pela inteligência artificial e pela indústria de semicondutores. O valor equivale a cerca de R$ 1,6 mil. O fôlego das compras em sites asiáticos após salto com fim da ‘taxa das blusinhas’ A proposta faz parte do projeto de orçamento do governo central para o próximo ano e prevê a destinação de 235,7 bilhões de dólares taiwaneses para financiar os pagamentos. Lai afirmou que o objetivo é permitir que o chamado "dividendo da IA" seja compartilhado por toda a população. O plano ainda depende da aprovação do Parlamento, onde a oposição detém maioria. — Como utilizar esses 10 mil dólares cabe a cada pessoa e a cada família — afirmou Lai. Segundo o presidente, o dinheiro poderá ser usado para despesas como educação dos filhos, cuidados com idosos e custos domésticos ou simplesmente para aumentar o consumo e movimentar o comércio local. O anúncio ocorre em meio a uma aceleração expressiva da economia taiwanesa. A previsão oficial para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 foi elevada para 11,05%, o que, se confirmado, representará o melhor resultado do país em 39 anos. No primeiro semestre, a economia avançou 14,15%, desempenho mais forte para o período em cinco décadas. O desempenho é atribuído principalmente ao aumento da demanda global por inteligência artificial, computação de alto desempenho e serviços em nuvem. Taiwan ocupa posição central nessa cadeia por abrigar empresas como a TSMC, maior fabricante mundial de semicondutores avançados, além da Foxconn, uma das maiores produtoras de eletrônicos e servidores destinados à IA. Lai afirmou que o governo pretende incluir os pagamentos sem elevar a dívida pública. O orçamento prevê equilíbrio entre receitas e despesas, mesmo depois da inclusão da nova despesa. Taiwan já havia adotado uma medida semelhante em 2025, quando distribuiu 10 mil dólares taiwaneses em dinheiro em meio aos efeitos da inflação e das tarifas americanas. Na ocasião, cidadãos taiwaneses, residentes estrangeiros permanentes e determinados cônjuges estrangeiros puderam receber o benefício. As regras de elegibilidade para o novo pagamento ainda não foram detalhadas. A iniciativa, porém, também entrou no debate político. O Kuomintang (KMT), principal partido de oposição, criticou a decisão e acusou o governo de mudar de posição sobre o pagamento direto à população.

Lula de chapéu: aliados imitam presidente e passam a usar adereço para demonstrar alinhamento

18 de Agosto de 2026, 05:02

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiram aderir ao hábito de usar chapéu panamá, que o petista tenta tornar um símbolo da sua campanha deste ano. Mas enquanto o chefe do Palácio do Planalto admite que passou a utilizar o adereço, presente até mesmo na foto de urna, por motivos de saúde, pessoas próximas a ele aderiram ao item como forma de demonstrar estar alinhado à imagem do presidente. Lula tem usado chapéu panamá desde que retirou um câncer de pele, em abril, por recomendação médica. Após o procedimento, ficou com um curativo e fez 15 sessões de radioterapia. O presidente adotou o adereço para evitar sol no local do procedimento. O mandatário tem uma coleção de chapéus e tem usado no Palácio do Planalto, em eventos externos e já gravou peças de campanha com o acessório. O ex-ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que busca uma vaga ao Senado pelo PSD do Mato Grosso, foi um dos que usaram um chapéu de modelo semelhante no lançamento da sua candidatura no domingo. — Vou usar em ocasiões especiais, grandes eventos — disse Fávaro. Tentando uma vaga ao Senado pelo Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta (PT-RS) também foi de chapéu a um almoço com ex-prefeitos de Porto Alegre na última semana. — Usei em homenagem ao presidente — afirmou Pimenta. Já o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência Marcio Macêdo fez uma montagem nas redes sociais para lançar sua candidatura a deputado federal pelo Sergipe com uma série de fotos em que destaca o acessório. Na publicação, ele escreveu: "Com Lula na cabeça e no coração". No evento de lançamento da campanha de Lula, na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, os ministros de Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, e o Secretário de Assuntos Jurídicos, Marcelo Weick, estavam de chapéu. Amigo de Lula e candidato a deputado estadual por São Paulo, Emídio de Souza (PT-SP) também foi ao ato de chapéu. O Prerrogativas, grupo de juristas que apoiam Lula e é coordenado pelo advogado Marco Aurélio de Carvalho, e do setorial jurídico do PT, produziu uma leva do acessório com uma inscrição personalizada 'Juristas com Lula', que tem distribuído a apoiadores. Ao discursar, Lula afirmou que estava usando o chapéu por recomendações médicas, mas que tiraria rapidamente no ato em referência ao público. — Eu quero dizer que estou de chapéu, primeiro porque eu gosto de chapéu, mas hoje é porque eu fiz radioterapia na cabeça para cuidar de um câncer de pele e não posso tomar sol na cabeça. Mas eu quero dizer para vocês que eu vou ousar (arriscar) a minha saúde e vou tirar o chapéu para todos vocês — afirmou o presidente. Pela primeira vez em sua carreira política, Lula decidiu posar para a foto que aparece na urna eletrônica para o eleitor de chapéu panamá. O GLOBO mostrou que aliados temem questionamentos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até esta segunda-feira, a campanha não havia recebido pedidos de contestações. Na foto de urna e no evento de lançamento da campanha, Lula usou o adereço da marca Marcatto, de estilo shantung social, indicado para sol e ocasiões diurnas. O adereço é feito de um material conhecido como palha shantung, produto sintético feito de fibra de celulose, considerado leve e macio. No site da marca, a peça é vendida a R$ 289. É incomum candidatos registrarem fotos de urna com o adereço, mas a campanha levantou outros casos, na hipótese de questionamentos jurídicos. Em 2022, o TSE considerou que boné é adereço cultural de uma pessoa e autorizou que o candidato a deputado federal Douglas Belchior (PT-SP) utilize o item em sua foto de urna. Na época, o caso chegou ao TSE por meio de um recurso apresentado pela defesa do então candidato. Quando apresentou o seu registro de candidatura, Belchior juntou ao processo uma foto em que aparece ostentando um boné de aba reta. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, no entanto, barrou o uso do chapéu, por entender que se tratava de um mero "elemento cênico". Ao analisar o caso, o TSE apontou que em que pese a avaliação feita pelo tribunal regional entre "adorno e indumentária", o uso do boné pelo candidato, "neste caso específico, não atrapalha a visualização do seu rosto nem dificulta o seu reconhecimento pelo eleitor", o que atende aos requisitos previstos nas regras das fotografias dos candidatos prevista pela Justiça Eleitoral.

Um dia após indicar desistência, Túlio Gadelha lança candidatura ao Senado em chapa de Raquel Lyra

13 de Agosto de 2026, 22:33

O deputado federal Túlio Gadelha (PSD) oficializou nesta quinta-feira a candidatura ao Senado na chapa da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD). O lançamento da postulação ocorreu um dia após Gadelha indicar internamente que iria abandonar a disputa pela Casa Legislativa, segundo apurou o GLOBO. O parlamentar nega que tenha ameaçado desistir do pleito. Pernambuco: Justiça determina remoção de post com imagem falsa de governadora apoiadora de Lula abraçada com Flávio Bolsonaro Flávio Bolsonaro e Missão: Entenda como funciona a filiação aos partidos no TSE e como teria ocorrido a fraude Na noite desta quinta-feira, Gadelha anunciou que a ex-deputada estadual e professora petrolinense Dulci Amorim (PSD) será a primeira suplente, enquanto o cacique Marcelo Pankararu (Avante), de Tacaratu, ocupará a segunda suplência. Interlocutores do Palácio do Campo das Princesas afirmam, sob reserva, que Gadelha indicou na quarta-feira que deixaria a disputa após o ex-secretário de Mobilidade André Teixeira ter recusado a suplência. A participação de Teixeira era tratada como um pressuposto pelo deputado para se lançar ao Senado. O posicionamento surpreendeu a governadora. A situação foi pacificada no mesmo dia, quando Gadelha se reuniu com Lyra e disse que manteria a candidatura à Casa Legislativa. A estratégia visa consolidar a capilaridade política do deputado para uma candidatura à prefeitura do Recife em 2028. Em evento de lançamento da candidatura, Gadelha afirmou que em momento algum retirou ou ameaçou retirar a candidatura. O deputado disse também que escolha dos suplentes está relacionada à construção de um projeto político baseado na participação e na diversidade. — Dulci e Marcelo não estão aqui apenas para ocupar uma posição na chapa. Eles vão participar da construção e ajudar a levar adiante pautas que são fundamentais para Pernambuco. Queremos um mandato aberto, democrático e conectado com as pessoas, que dialogue com todas as regiões e que seja parceiro do trabalho que vem sendo desenvolvido pela governadora Raquel Lyra. A nossa missão é levar para Brasília as prioridades do estado e construir soluções de forma coletiva. Além de Gadelha, a chapa de Lyra tem o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) como postulante ao Senado.

Rally Forrageiras usa tecnologia para reduzir o impacto da estiagem sobre a pecuária

13 de Agosto de 2026, 18:20

Foi dada a largada no Rally Forrageiras, uma expedição que busca ampliar a adoção de tecnologias capazes de reduzir os impactos das estiagens sobre a pecuária, aumentando a produtividade e a segurança alimentar dos rebanhos. A iniciativa percorrerá os estados do Nordeste e Norte de Minas Gerais, entre agosto e novembro deste ano, com uma etapa em cada estado. O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, comandou o lançamento, que aconteceu no início de agosto, em Baixa Grande (BA). “O que nos interessa é preparar o produtor para caso uma grande seca aconteça. Eu tive a ideia dentro da CNA e começamos a bolar que nós tínhamos de fazer experimentos com forrageiras e outros tipos de alimentos para que o Semiárido pudesse ter uma pecuária sustentável”, explicou o presidente da CNA. João Martins, presidente da CNA Amanda Tropicana Hoje já temos boas forrageiras resistentes para o Semiárido, mas ainda existem muitas outras que podem ser pesquisadas. Precisamos continuar investindo em pesquisa para ampliar as opções disponíveis aos produtores Cerca de mil produtores rurais participaram do encontro e tiveram acesso aos resultados dos últimos dez anos de pesquisas do projeto “Forrageiras para o Semiárido”. Foi apresentado um cardápio forrageiro e algumas recomendações, como a criação de reserva estratégica de alimentos. Assim, o rebanho se mantém saudável mesmo em condições extremas de seca, como a prevista recentemente para o super El Niño. Cerca de mil produtores rurais participaram do lançamento do Rally Forrageiras na Bahia Amanda Tropicana Forrageiras são plantas utilizadas na alimentação dos animais, como gramíneas, palmas forrageiras e leguminosas arbóreas. O programa focou nas espécies que melhor se adaptaram às condições climáticas da região. O projeto “Forrageiras para o Semiárido” foi criado em 2017 e envolveu a CNA, o Instituto CNA, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), as Federações estaduais de agricultura e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O rally marca uma nova fase do projeto, voltada à transferência de tecnologia e à adoção das soluções pelos produtores rurais. Mistura da silagem com ração à base de milho, sorgo e ureia Amanda Tropicana Silagem e palha do milho: pesquisa de nutrientes aumentou a produção do leite Amanda Tropicana “Hoje alcançamos diversos tipos de procedimentos para dar sustentação ao longo do ano e evitar uma curva de produção em sanfona: a produção aumenta e, quando chega a seca, diminui. Mas a pesquisa é algo constante. Hoje nós temos um cenário e amanhã temos outro. Há dez anos não se falava em super El Niño. Agora temos a previsão de uma super seca. Quer dizer que nós temos que fazer com que a pesquisa continue para ampliar as opções disponíveis aos produtores”, avaliou João Martins. Onde tudo começou A escolha de Baixa Grande (BA) para o lançamento do Rally das Forrageiras não foi por acaso. A cidade sediou a primeira Unidade de Referência Tecnológica (URT) do projeto “Forrageiras para o Semiárido”. Nessas URTs as tecnologias são avaliadas em condições reais de produção, permitindo que os pesquisadores acompanhem o desempenho das espécies forrageiras, validem práticas de manejo e gerem recomendações. Na primeira fase, o projeto avaliou 30 espécies forrageiras, composta por gramíneas anuais e perenes, palma forrageira e arbóreas leguminosas. Depois analisou o comportamento das forrageiras durante o pastejo. Agora, o foco é ampliar a adoção, pelos produtores, das metodologias desenvolvidas ao longo desses dez anos. Pesquisas foram realizadas nas terras do empresário do agronegócio José Américo, em Baixa Grande (BA), que aplicou os resultados em sua fazenda de gado de corte Amanda Tropicana Os resultados obtidos nas URTs demonstram que não existe uma única solução para todo o Semiárido. O desempenho das espécies varia conforme o clima, o solo e o manejo adotado. Em Baixa Grande, por exemplo, as pesquisas foram feitas na propriedade do produtor José Américo, e os capins que se destacaram foram o Piatã em primeiro lugar em produtividade, seguido do Massai e depois Paiaguás. Já o Buffel Aridus foi o mais resiliente. Antes mesmo dos resultados oficiais, os achados já estavam sendo aplicados na fazenda de gado de corte do produtor. “A gente já vem usufruindo antes mesmo de eles difundirem os resultados. O produtor precisa sair do modelo tradicional. Na pecuária a gente precisa de genética boa e de bons animais, mas você também precisa de reserva alimentar estratégica para alimentar o rebanho em períodos difíceis. Acredito que quem investe em tecnologia pode até fazer da crise uma oportunidade”, contou Américo. Desdobramentos do projeto O “Forrageiras para o Semiárido” envolveu mais de dez mil pessoas. Produtores rurais, pesquisadores, técnicos e estudantes atuaram na implementação de 27 URTs e na análise de 30 espécies forrageiras ao longo de dez anos. A coordenadora do projeto, Alenilda Carvalho, explicou que já foi possível ver o impacto positivo da alimentação adequada para os rebanhos. Alenilda Carvalho, coordenadora do projeto “Forrageiras para o Semiárido” Amanda Tropicana “Durante o estudo, nós prospectamos que os animais teriam um ganho médio diário de 600 g/dia, mas nós ultrapassamos e chegamos a 800 g/dia. É um grande rendimento para a pecuária de corte, com animais que em onze meses já estão saindo para o abate. Animais que entraram no sistema com 200kg/ peso vivo e chegaram aos 500kg/ peso vivo. A operação pagou o custo de produção, o investimento feito e ainda sobrou um caixa para o produtor”, disse. Na etapa atual da pesquisa, concomitante à disseminação dos primeiros resultados e aplicabilidade, produtos à base de moléculas de carbono estão sendo testados por meio de nanotecnologia. Trata-se de uma adubação que fornece nutrientes diretamente às folhas, com a ideia de estimular a produtividade e aumentar a capacidade nutricional da planta. Palma Orelha de Elefante Mexicana: 240 toneladas de matéria verde por hectare em um ano Amanda Tropicana “Hoje nós somos pioneiros na adubação foliar na palma. A Palma Orelha de Elefante Mexicana chega a produzir 240 toneladas de matéria verde por hectare em um ano. Mas se a gente consegue um acréscimo de 40% dessa matéria verde, a gente aumenta a produtividade sem aumentar a área. Isso é um ganho significativo para o produtor, porque significa que a gente também pode aumentar o número de animais sem precisar onerar no aumento de área”, explicou a coordenadora do projeto. ‘Depois do conhecimento, não morreu uma vaca de fome’ Atendido pelo Senar desde 2009, o produtor rural José Santos Souza chegou ao “Forrageiras para o Semiárido” há dois anos, por meio do Sindicato Rural do Município de Miguel Calmon (BA). O conhecimento acumulado, o auxílio dos técnicos do Senar e o que aprendeu no projeto já lhe rendem frutos — ou melhor, leite. Seu Souza, como é conhecido, viu sua produção passar de 40 litros/dia, com 14 vacas, para 441 litros/dia, com 21 vacas em lactação. Produtor atendido pelo Senar, hoje ele fornece leite para a cooperativa local de maneira formal. O produtor rural José Santos Souza viu sua produção passar de 40 litros/dia, com 14 vacas, para 441 litros/dia, com 21 vacas em lactação com o uso dos nutrientes descobertos na pesquisa Amanda Tropicana “Para chegar a essa quantidade, a gente tem que buscar conhecimento. Não é combater a seca, é conviver com a seca. Eu tenho 100 toneladas de alimentos armazenados para o rebanho e vou produzir mais. Consigo passar bem pelo período de seca por uns oito meses ou até um ano. Depois do conhecimento, não morreu uma vaca de fome aqui”, afirmou Seu Souza. Hoje ele produz palma forrageira em quatro hectares da Fazenda Várzea de Baraúna. Também trabalha com silagem para utilizar no tempo de estiagem, usa capins adaptados, pastagens rotacionadas e concentrado produzido na própria fazenda. Seu Souza destaca que não cultiva gramíneas sem antes realizar calagem, para corrigir a acidez do solo, porque aprendeu que um solo degradado não produz bom alimento para os animais. O vice-presidente da CNA e presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia, Humberto Miranda Amanda Tropicana Palma usada no triturador misturada à silagem e à ração para garantir hidratação ao rebanho no período de seca Amanda Tropicana O vice-presidente da CNA e presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia, Humberto Miranda, explicou que só no estado da Bahia são 14 milhões de hectares de áreas degradadas, ou seja, de pastos que não estão em perfeitas condições para alimentar os animais. Ele acrescenta que o “Forrageiras para o Semiárido” tem também a finalidade de recuperar essas áreas, ensinando a outros produtores rurais a plantar de maneira adequada e sustentável. “O projeto vem exatamente da necessidade somada à oportunidade de se produzir cada vez mais na mesma área”, analisou Miranda. “Dia de Campo” será replicado nos outros estados do Nordeste e no Norte de Minas Gerais, com conteúdos adaptados a cada região Amanda Tropicana A rota do Rally das Forrageiras O “Dia de Campo” de Baixa Grande (BA) será replicado nos outros estados do Nordeste e no Norte de Minas Gerais. No entanto, os conteúdos técnicos serão adaptados às características de cada região e as respectivas cadeias produtivas. Além disso, o Senar vai promover a capacitação de 20 instrutores, dois por estado, para atuar como multiplicadores de conhecimento. No evento, os produtores encontram diferentes estações onde são apresentados os resultados da pesquisa e demonstrações de inovações tecnológicas. Durante a programação, a Carreta Agro pelo Brasil estará presente fortalecendo a iniciativa com vídeos imersivos sobre a evolução da agropecuária e outros recursos audiovisuais. Os produtores interessados também terão acesso à “Trilha de Aprendizagem Forrageiras” com seis cursos à distância e seis cartilhas disponíveis no Senar Play. No “Dia de Campo” é distribuído o “Guia de Bolso: Forrageiras para o Semiárido - Pecuária Sustentável”, que também está na plataforma on-line. “O sol que nós temos, a luminosidade, a estabilidade de clima, é tudo que o mundo quer para produzir. Os países frios não conseguem alcançar os resultados do Brasil. A gente tem que aprender com a experiência da nossa vida, mas associar isso à ciência e tecnologia. Não podemos fechar os olhos para isso”, alertou Humberto Miranda sobre a importância do Rally das Forrageiras para os produtores rurais. Confira as próximas paradas: * 11/08 – Nossa Senhora da Glória/SE – Gado de Leite * 17/08 – Monteirópolis/AL – Gado de Leite * 25/09 – Venturosa/PE – Gado de Leite * 20/10 – Angicos/RN – Ovinos * 28/10 – Montes Claros/MG – Gado de Corte * 06/11 – Paulistana/PI – Ovinos * 13/11 – Colinas/MA – Gado de Corte * 19/11 – Assunção/PB – Ovinos * 27/11 – Ibaretama/CE – Gado de Leite

Palestinos são orientados a deixar casas em vilas sitiadas por colonos na Cisjordânia; embaixador dos EUA critica cerco

13 de Agosto de 2026, 17:30

Cerca de uma dúzia de famílias palestinas foram obrigadas a deixar suas propriedades em uma vila na Cisjordânia ocupada durante uma operação militar israelense para retirada de colonos — que, por sua vez, mantinham moradores sitiados em três casas da região desde domingo. A operação desta quinta-feira ocorreu após o embaixador americano em Israel, Mike Huckabee, um firme defensor dos assentamentos israelenses na região, classificar como “terrorismo” o cerco imposto por colonos, que chegaram a cortar o acesso a energia e alimentos. Entenda: Palestina grávida de seis meses perde bebê após ficar retida em posto de controle israelense, dizem paramédicos Contexto: Israel lança ofensiva na Cisjordânia após confrontos deixarem quatro palestinos e dois israelenses mortos “As ações daqueles que cometeram esse horrível ato de terrorismo com o objetivo de intimidar e assediar essa família são repugnantes”, escreveu Huckabee no X, em resposta a críticas sobre a reação de Washington. “Não há desculpa para um comportamento tão próprio de arruaceiros”, acrescentou. Suas declarações são especialmente marcantes porque Huckabee, pastor evangélico e figura próxima ao movimento de colonos, já apoiou os assentamentos israelenses na Cisjordânia. Desde domingo, colonos israelenses mantêm várias casas palestinas cercadas em Qusra, perto de Nablus, no norte da Cisjordânia, um território ocupado por Israel desde 1967. Entre as propriedades afetadas está a de um cidadão americano. O Exército israelense enviou tropas para a região na quarta-feira e retirou uma barraca instalada pelos colonos, mas testemunhas afirmaram que eles permaneceram no local e continuaram o bloqueio. Quer morar fora? Guia reúne informações sobre 36 países, como vistos, salários, custo de vida e segurança Posteriormente, as Forças Armadas anunciaram o envio de um novo batalhão para tentar restabelecer a ordem. O prefeito de Qusra, Abdel Azim Wadi, disse à BBC que sua vila havia sido declarada uma zona militar fechada, e que as forças israelenses estavam usando algumas das casas desocupadas como alojamentos. Os militares israelenses disseram que o objetivo era “proteger os moradores”. Um porta-voz israelense disse à rede britânica que a ação dos colonos era “deplorável” e “inaceitável” e que o governo prenderia os responsáveis. — O Exército israelense está agindo contra isso, estamos investigando e vamos prender os responsáveis e processá-los — disse David Mencer. ‘Posto militar’ Das três casas das famílias sitiadas em Qusra, pertencentes às famílias Abu Ridi e Hassan, os moradores de duas foram orientados a sair nesta quinta-feira, publicou a BBC. Em outras partes da vila, moradores de outras 11 casas também receberam ordens do Exército para deixar suas propriedades. Um deles foi Qaher Odeh, que disse que mais de 20 soldados entraram em sua casa pela manhã. Eles saíram mais tarde, mas voltaram e disseram a ele e ao irmão que estavam em um posto militar. — Nós saímos e continuamos caminhando em direção à parte mais baixa do bairro. Pouco depois, eles isolaram toda a área — disse Odeh. — Havia pessoas sendo obrigadas a sair de suas casas. Muitas pessoas. Entenda: Promotores israelenses acusam colono pela morte de ativista palestino que participou de filme ganhador do Oscar Vídeos compartilhados na madrugada desta quinta mostraram uma dúzia de veículos das forças de segurança israelenses, incluindo uma escavadeira. Em imagens posteriores, gravadas durante o dia, havia uma longa fila de forças de segurança israelenses na estrada que leva à vila palestina. As Forças Armadas de Israel disseram ter “desmantelado dois postos avançados ilegais”, acrescentando que detiveram um israelense. Confronto com a polícia A situação em Qusra começou no domingo, quando colonos bloquearam a estrada que levava aos portões das famílias palestinas e cortaram o fornecimento de energia elétrica e água. Os primeiros soldados que chegaram ao local rezaram com os colonos — um ato pelo qual os militares israelenses disseram posteriormente que eles seriam punidos. Na quarta-feira, uma tentativa das forças de segurança israelenses de retirar os colonos levou a confrontos com um grupo maior. Imagens de câmeras de segurança mostraram confrontos entre soldados israelenses e policiais de fronteira e uma grande multidão de colonos. As forças de segurança usaram gás lacrimogêneo e granadas de efeito moral. Em outras imagens, as forças parecem ter confiscado a cobertura sob a qual os colonos estavam abrigados. Alerta ONU: População da Cisjordânia enfrenta os maiores deslocamentos em massa desde 1967 O prefeito de Qusra, Abdul Azim Wadi, disse à AFP que o Exército havia se retirado de oito casas que havia ocupado na manhã desta quinta-feira e que “todos os moradores que haviam sido evacuados retornaram para suas casas”. Horas depois, porém, colonos ainda estavam na região. Tropas israelenses também permaneciam na cidade e disseram aos moradores que ficariam até domingo. Não está claro o objetivo dos colonos. No passado, colonos expulsaram palestinos de suas casas e tomaram suas propriedades, buscando esvaziar a região de seus moradores palestinos. Embora os assentamentos sejam considerados ilegais segundo o direito internacional, o governo israelense promoveu sua rápida expansão nos últimos tempos. O caso é o mais recente a chamar atenção para a relativa impunidade dos colonos e para a dificuldade das forças de Israel em lidar com o aumento da violência. Também à BBC, o prefeito de Qusra disse anteriormente que moradores locais haviam identificado “um padrão claro e contínuo de ataques contra Qusra”. No mês passado, uma mesquita recém-construída foi incendiada, e pichações em hebraico foram feitas nas proximidades. Em julho, colonos também cercaram uma casa palestina na vila de Jalud, perto de Qusra, por mais de duas semanas. Depois disso, os proprietários fugiram e os colonos tomaram a propriedade, onde permanecem até hoje. ‘Fracasso e fraqueza’ A ação do Exército contra os colonos ocorre no mesmo dia em que uma série de autoridades israelenses, incluindo o ministro da Defesa, Israel Katz, comemorava a reabertura de outro assentamento, em Ganim, no norte da Cisjordânia. O assentamento havia sido desmantelado há mais de 20 anos como parte de um plano de retirada do então governo, que pretendia reduzir os conflitos ao deixar áreas palestinas. — Aqui é a Terra de Israel. Aqui, vamos ficar para sempre — disse Katz durante a cerimônia de reabertura, na qual dezenas de famílias se preparavam para se mudar para novas casas. Escalada: Israel aprova orçamento de R$ 2,2 bilhões para 34 novos assentamentos na Cisjordânia ocupada O governo do premier Benjamin Netanyahu autorizou a reconstrução do assentamento enquanto busca mobilizar sua base de extrema direita antes das eleições de 27 de outubro, que, segundo as pesquisas, estão acirradas. Gadi Eisenkot, que surgiu como o principal adversário de Netanyahu nas eleições, classificou os acontecimentos em Qusra como “outra grave expressão do fracasso e da fraqueza” do governo. Segundo dados da ONU, 76 palestinos — incluindo 18 crianças e adolescentes — foram mortos na Cisjordânia neste ano por forças israelenses ou colonos. Ao mesmo tempo, três israelenses, incluindo um civil, foram mortos em confrontos com palestinos e em um suposto ataque de atropelamento cometido por um palestino na Cisjordânia. Desde janeiro de 2023, 127 comunidades palestinas na Cisjordânia sofreram deslocamento total ou parcial, incluindo 47 que foram completamente deslocadas, afetando mais de 6.390 palestinos, segundo a ONU. A organização registrou que, em 2026, cerca de 3,8 mil palestinos, quase metade deles menores, foram deslocados devido à violência de colonos, demolições e despejos. Nesta quinta, o Escritório de Direitos Humanos do órgão pediu às autoridades israelenses que agissem “imediatamente” contra os colonos, acrescentando, em comunicado: “Essas ações criminosas dos colonos, apoiadas ou toleradas por Israel, a potência ocupante, estão tornando a vida insuportável para essas famílias palestinas e têm claramente como objetivo forçá-las a deixar suas casas e suas terras”, escreveram. Já a porta-voz de política externa da União Europeia (UE), Anitta Hipper, pediu a Israel que tome “medidas concretas para impedir a violência dos colonos”. A violência contra palestinos cometida por colonos israelenses na Cisjordânia aumentou drasticamente desde o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, a partir da Faixa de Gaza. Mais de 500 mil israelenses vivem em assentamentos na Cisjordânia, entre cerca de 3 milhões de palestinos que vivem no território. (Com AFP)

Kalil diz que é 'invenção' briga com Lula: 'Só não quis compor com o PT'

13 de Agosto de 2026, 17:16

Alexandre Kalil (PDT), candidato ao governo de Minas Gerais, afirmou na sabatina da UOL/Folha que nunca rompeu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Kalil também justificou a presença do PSDB em sua aliança e o apoio da chapa à candidatura de Aécio Neves ao Senado, apesar dos ataques que fez ao deputado no passado. Eleições: Veja quando será o primeiro debate para presidente em 2026 Flávio Bolsonaro e Missão: entenda como funciona a filiação aos partidos no TSE e como teria ocorrido a fraude Segundo Kalil, a suposta desavença com Lula teria sido criada por terceiros. Ele disse que o presidente havia prometido, durante a campanha de 2022, trabalhar para superar a polarização política no país. O candidato do PDT afirmou que apenas optou por não fazer uma composição eleitoral com o PT, o que, em sua avaliação, não pode ser interpretado como uma briga. "Nunca briguei, desrespeitei e critiquei o presidente Lula", declarou. Sobre a eleição presidencial, Kalil preferiu não revelar qual candidato pretende apoiar. Disse considerar inadequado expor seu voto por estar concorrendo ao governo de Minas e ressaltou que "o voto é secreto". O ex-prefeito de Belo Horizonte contou, porém, que votou em Lula pela primeira vez em 2022. Antes disso, em 2015, havia escolhido Aécio. Ao falar sobre o deputado tucano, Kalil afirmou que não guarda ressentimentos. Ele reconheceu as críticas que fez contra Aécio durante a disputa pela prefeitura de Belo Horizonte, período em que, segundo seu relato, acreditava que o então adversário tentava tirá-lo do cargo. "Eu estava com uma raiva louca", afirmou. Agora, Kalil disse que o PSDB foi o primeiro partido a integrar sua aliança e que não impôs exigências, além de reivindicar uma vaga para o Senado. Aécio, entretanto, anunciou no início de agosto que não disputará a eleição deste ano. Kalil também descartou a possibilidade de rever o contrato de privatização da Copasa caso seja eleito. Entre os motivos citados está a preocupação com a insegurança jurídica. O candidato questionou, ao mesmo tempo, a própria necessidade de privatizar a companhia de saneamento, lembrando que a empresa já repassava milhões de reais anualmente aos cofres estaduais. Em relação à Cemig, a posição apresentada foi diferente. Kalil afirmou que não permitirá a privatização da companhia de energia durante um eventual governo. A venda da estatal é defendida pelo ex-governador Romeu Zema. "Querem privatizar a Cemig, que dá um cheque anual de R$ 4 bilhões", disse o candidato. Kalil também criticou a administração de Zema ao citar os recursos pagos pela Vale após a tragédia de Brumadinho, em janeiro de 2019. Para ele, o governo mineiro teria passado anos dependendo dos recursos extraordinários relacionados ao desastre. O candidato afirmou que o estado obteve uma suspensão do pagamento da dívida e, posteriormente, utilizou os valores recebidos da mineradora como parte de seu orçamento. O ex-prefeito ainda atacou o comportamento público de Zema e afirmou que o ex-governador teria deixado de lado a "liturgia do cargo". Como exemplo, mencionou um vídeo publicado nas redes sociais em que Zema aparece comendo uma banana com casca. Para Kalil, atitudes desse tipo acabam desrespeitando tanto a posição ocupada pelo político quanto os mineiros. Questionado sobre Cleitinho (Republicanos), outro concorrente ao governo mineiro, Kalil adotou um tom mais elogioso, embora tenha deixado claro que não votaria nele em um eventual segundo turno. A principal diferença entre os dois, segundo o candidato do PDT, seria a experiência administrativa. "O que tenho de diferente do Cleitinho é que eu governei", afirmou. Kalil também disse se distinguir de outros políticos que, segundo ele, procuraram desqualificar Cleitinho. O senador republicano lidera as pesquisas de intenção de voto para o governo de Minas e teve sua candidatura confirmada na semana anterior, depois de um período de incertezas envolvendo sua permanência no Republicanos. Em determinado momento, o partido chegou a anunciar que não lançaria o senador à disputa.

Matthew McConaughey recusou 'The Last of Us' para o personagem Joel, vivido por Pedro Pascal: 'Não era para mim'

13 de Agosto de 2026, 16:52

Há personagens da ficção que é difícil pensar em ser vivido por outro artista. Pedro Pascal deu a cara de Joel Miller, na adaptação do jogo de "The Last of Us" como série da HBO. O protagonista quase foi vivido por Matthew McConaughey, contou o ator em entrevista ao podcast “Happy Sad Confused”, no episódio publicado nesta quinta-feira (13), no YouTube. McConaughey confirmou que foi ele quem recusou o papel, afirmando que não era para ele "naquele momento”. Pedro Pascal revela qual profissão teria seguido se não fosse ator: 'Eu me apaixonaria por alguns pacientes' Um ano de planejamento e 900 m: Fotógrafo brasileiro conta bastidores de fotos do eclipse com piloto O ator disse que, na época, estava concentrado em outros trabalhos no momento em que recebeu o convite de Craig Mazin, cocriador da série. — Eu não estava realmente atuando naquela época — disse o ator no podcast. — Foi quando eu estava escrevendo mais e buscando papéis de liderança na vida. Foi muito bom. Eu estava empolgado. Corrijam-me se eu estiver errado, eu não sou um grande telespectador, mas conseguimos um feito e tanto com "True Detective" numa época em que séries não eram algo que atores como eu ou Woody Harrelson topariam fazer. Aquela série foi um sucesso estrondoso. "The Last of Us" foi muito boa, mas não era para mim naquele momento. 'Assombrado para sempre': Desenvolvedor recria jogo de Pokemón com IA da Anthropic e viraliza por resultado Também em entrevsita ao podcast “Happy Sad Confused”, ocorrida em junho de 2023, Craig Mazin confirmou que conversou com McConaughey sobre o papel. O personagem Joel Miller vive em um mundo devastado por um apocalipse de um fungo. Diante da perda da filha, se vê sem motivação para continuar a viver, o que muda ao conhecer Ellie (vivida por Bella Ramsey), uma jovem imune, com quem cria um laço afetivo e decide compartilhar a sobrevivência. — Pedro estava em nossa lista desde o início, mas nos disseram que ele estava indisponível. Então, quando estávamos falando sobre a série, recebi uma ligação do seu agente [McConaughey] — lembrou Craig Mazin, há três anos. — Matthew McConaughey é um ator incrível. Tenho certeza de que teria sido ótimo, mas teria sido diferente, e gosto do que fizemos, então o que posso dizer, acho que funcionou. Por "The Last Of Us", Pedro Pascal recebeu uma indicação ao Emmy de melhor ator em série dramática. A produção também foi indicada a melhor série dramática. A série foi adaptada do jogo homônimo. Lançada em 2023, ganhou a segunda temporada em 2025 que, inicialmente, deveria contemplar o jogo "The Last of Us Parte II". Com o extenso material, Craig Mazin confirmou, em entrevista ao site Collider, no ano passado, que uma terceira temporada se faz necessária, o que amplia o tempo de produção, uma vez que tem previsão de lançamento para o próximo ano, 2027. Mas o cocriador já revelou que, para arrematar o enredo, uma quarta temporada se faz necessária, ainda sem confirmação oficial. O comprometimento com a série por anos, o que era uma possibilidade, apesar da despedido do perosnagem na segunda temporada, também foi um fator decisivo para McConaughey em declinar do papel do protagonista, como confirmou: — Não sei o que teria acontecido comigo naquela época — disse o ator. — A primeira coisa que me veio à mente foi "Rivals". Era algo muito específico. É apenas um filme. Uma série, você precisa considerar se quer que ela tenha sucesso, pois é algo que você fará por anos e anos a fio. Será que eu quero que seja assim, que seja um sucesso? Assista a participação de Matthew McConaughey no podcast:

Após aprovação de projeto, ministro da Fazenda diz que orçamento da saúde crescerá de forma ‘sustentável e controlada’

13 de Agosto de 2026, 16:44

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quinta-feira que o orçamento da saúde crescerá de forma “sustentável” e “controlada”, após a aprovação pelo Congresso Nacional de um projeto que trata da desoneração de combustíveis no qual foram incluídos novos dispositivos para conter vinculações do Orçamento em momentos de déficit nas contas públicas. O texto foi negociado com o governo. Na prática, em acordo entre a cúpula do Congresso e o governo, este projeto amplia gastos em 2026, estendendo a desoneração também ao etanol e a outros produtos. Mas, em troca, cria gatilhos que, nas contas da equipe econômica, permitirão uma contenção de despesas de R$ 10 bilhões em 2027 e darão início a um ajuste estrutural que vai reduzir a rigidez do Orçamento. Analistas estimam, por exemplo, que esses gatilhos podem reduzir em R$ 8 bilhões os gastos vinculados para a Saúde em 2027, liberando esses recursos para uma contenção de despesas ou para serem usados em outras finalidades. — O crescimento é sustentável, controlado e com garantia de crescimento para honrar com os nossos compromissos sociais. É estranho porque muitos dos compromissos que me pedem, com controle fiscal e com seriedade, o que a gente consegue entregar é esse equilíbrio de crescimento, manutenção dos compromisso, com controle de gastos obrigatórios — disse Durigan. Em contrapartida ao aumento de gastos de 2026, o governo incluiu no projeto aprovado nesta quinta-feira no Congresso novos gatilhos para contenção de despesas que passam a valer já no ano que vem. Pela nova regra, sempre que houver projeção de déficit fiscal primário no relatório do governo que antecede o envio do projeto de lei orçamentária anual, dois gatilhos serão acionados. Um dos gatilhos afeta diretamente o piso constitucional da Saúde. A Constituição prevê que 15% da Receita Corrente Líquida da União devem ser aplicadas na Saúde. O novo gatilho institui que, no cálculo da Receita Corrente Líquida, deixe de ser considerada a arrecadação do governo com a venda de petróleo e gás. Ou seja, sempre que houver previsão de déficit primário, a RCL será menor. Assim, quando a receita for reduzida, os gastos com Saúde vão crescer menos. — (O PLP) não tem prejuízo às medidas de saúde e educação que foram ampliadas e fortalecidas nesse governo — disse o ministro. — O orçamento de saúde e educação foi atualizado por esse governo em aproximadamente de R$ 100 bilhões por ano. E para o ano que vem o que garantimos é um aumento ainda maior, para além dos R$ 100 bilhões, e mais orçamento na saúde.

Veja quando será o primeiro debate para presidente em 2026

13 de Agosto de 2026, 16:40

O primeiro debate na TV aberta com os candidatos à presidência será realizado no dia 23 de agosto, domingo, às 20h pela TV Band. Os presidenciáveis se encontrarão em São Paulo, nos estúdios da emissora. Implante de cabelo, perda de peso e renovação do guarda-roupa: candidatos apostam em mudanças de visual antes da eleição Flávio Bolsonaro e Missão: entenda como funciona a filiação aos partidos no TSE e como teria ocorrido a fraude Segundo a TV Band, o presidente Lula (PT) ainda não confirmou presença no debate. Na mesma linha, o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), também não disse se comparecerá aos estúdios da emissora. Inicialmente, a discussão seria realizada neste domingo, dia 16 de agosto, mas foi remarcada para se encaixar na agenda de Lula. A campanha do presidente afirmou que não poderia comparecer no dia, devido ao evento de lançamento oficial da candidatura do petista, em São Bernardo do Campo (SP). A emissora afirmou que, mesmo se tiver ausências de candidatos, realizará o debate no dia e horário previstos. O programa será realizado em parceria com a TV Cultura, a Jovem Pan e a TV Gazeta. O debate também será transmitido no YouTube da Band, no aplicativo Bandplay, no site da emissora e nas rádios Bandeirantes e BandNews FM. Os eleitores também poderão assistir a transmissão por meio dos canais de YouTube dos canais parceiros. *Estagiária sob supervisão de Cibelle Brito

Nunes Marques restabelece filiação de Flávio ao PL e libera registro de candidatura

13 de Agosto de 2026, 15:45

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira o restabelecimento imediato da filiação de Flávio Bolsonaro ao PL e liberou o sistema da Justiça Eleitoral para que o senador possa registrar sua candidatura à Presidência da República. A decisão ocorre horas depois de uma alteração indevida no cadastro partidário impedir a campanha de formalizar a candidatura. Nunes Marques atendeu integralmente ao pedido de tutela de urgência apresentado pela defesa de Flávio. O ministro determinou que o vínculo com o PL seja restabelecido desde 30 de novembro de 2021, data da filiação original do senador, e que seja excluído o registro que o vinculava ao partido Missão. Também ordenou a liberação imediata do Sistema Candex, usado para processar os pedidos de registro de candidatura. Na decisão, o ministro afirma que Flávio era filiado de forma ininterrupta ao PL desde 2021 e que, entre a noite de quarta-feira e a manhã desta quinta, um novo registro foi inserido no Sistema de Filiação Partidária (FILIA) sem manifestação de vontade do senador. A alteração provocou automaticamente sua desfiliação do PL e inviabilizou o pedido de registro da candidatura. Nunes Marques afirmou que a filiação partidária é uma condição de elegibilidade e não pode ser retirada por uma ação alheia à vontade do candidato. "A filiação partidária constitui condição de elegibilidade [...] e pressuposto para o exercício do direito de ser votado, não podendo ser suprimida por ato de terceiro estranho à vontade do filiado, sob pena de comprometer, por via oblíqua, o núcleo essencial da capacidade eleitoral passiva", escreveu. O ministro considerou que os documentos apresentados comprovam que Flávio mantinha vínculo regular com o PL e que, poucas horas depois, o sistema passou a apontar o cancelamento dessa filiação e a inclusão simultânea do senador nos quadros do Missão, "sem que o requerente tenha, em qualquer momento, manifestado vontade nesse sentido". Nunes Marques também recorreu ao contexto da disputa presidencial para afastar, nesta análise inicial, a hipótese de uma mudança voluntária de partido. Nunes Marques destacou que Flávio é publicamente candidato do PL ao Planalto e que o Missão já tem Renan Santos como candidato à Presidência. "O Partido Missão, por sua vez, já possui candidato próprio e assumido ao mesmo cargo, circunstância que torna inverossímil a alegação de que o requerente teria migrado voluntariamente para agremiação que já anuncia a disputa à Presidência com outro nome", afirmou. Para o ministro, a "incompatibilidade entre o perfil público" de Flávio e o registro no Missão é um indício adicional de que a mudança não correspondeu à vontade do senador. Nunes Marques apontou ainda "risco de dano de difícil reparação" diante da proximidade do fim do prazo para registro das candidaturas, já que a ausência de regularização poderia inviabilizar, na prática, sua participação na eleição. Além de regularizar a situação partidária, Nunes Marques determinou que o TSE preserve imediatamente os registros de acesso e os logs do Sistema FILIA relacionados à alteração. O ministro também mandou encaminhar o caso à Polícia Federal e requisitou a abertura de inquérito para apurar "a autoria, as circunstâncias e o contexto" do lançamento. A decisão permite que a campanha retome o registro da candidatura antes do encerramento do prazo da Justiça Eleitoral, neste sábado, dia 15. Defesa apontou alteração em intervalo de menos de 11 horas Na petição apresentada ao TSE, a defesa de Flávio sustentou que o senador era filiado ininterruptamente ao PL desde novembro de 2021 e apresentou uma certidão emitida às 23h17 de quarta-feira que ainda mostrava vínculo "regular e exclusivo" com a legenda. Os advogados destacaram que a mudança ocorreu em um intervalo inferior a 11 horas e a dois dias do fim do prazo para registro das candidaturas. Segundo a petição, "alguém, sem qualquer manifestação de vontade de Flávio Bolsonaro", inseriu a nova filiação, produzindo o efeito automático de cancelar seu vínculo com o PL. "A gravidade da situação dispensa maiores digressões. Trata-se de alteração de registro público, comprovada documentalmente, com o efeito prático de excluir de disputa presidencial, à revelia de sua vontade, pré-candidato regularmente filiado há quase cinco anos", afirmou a defesa. A petição argumentou ainda que resolução do próprio TSE exige manifestação expressa do filiado para a desfiliação e permite a reversão do cancelamento por determinação judicial. A defesa afirmou que Flávio não autorizou a mudança e havia sido regularmente escolhido pelo PL para disputar a Presidência. Entenda o caso A alteração foi descoberta nesta quinta-feira, quando integrantes da campanha de Flávio tentaram registrar no TSE a candidatura do senador à Presidência. Ao acessar os sistemas da Justiça Eleitoral, o PL constatou que Flávio aparecia como filiado ao Missão, partido presidido por Renan Santos, que também concorre ao Palácio do Planalto. Com a mudança, o vínculo do senador com o PL havia sido automaticamente encerrado, impedindo o processamento do registro da candidatura. A certidão de filiação partidária passou a indicar que Flávio havia se desfiliado do PL no dia 12 e ingressado no Missão na mesma data. O TSE informou que seu sistema não havia sido hackeado e que a inclusão da nova filiação havia sido realizada por meio de credenciais partidárias. O Missão, por sua vez, afirmou também ter sido vítima de fraude. Em nota, a legenda disse que seu sistema identificou a filiação irregular e tentou cancelá-la no mesmo dia, mas que a operação foi rejeitada pelo TSE. O partido afirmou ainda que o gabinete de Flávio havia sido avisado sobre uma tentativa de filiação desde o último dia 2 e que os e-mails enviados foram abertos, mas não respondidos. Segundo a legenda, a filiação utilizou um email oficial associado a dados falsos de CPF "123456789" e o endereço inventado da "Rua dos Bandidos" e "Bairro Miliciano". Segundo um documento produzido pela "equipe de tecnologia" do Missão, uma terceira pessoa não identificada utilizou o email institucional de Flávio no Senado para fazer o cadastro no partido e confirmar a inscrição no sistema do TSE. Além dos dados falsos de CPF e endereço, o formulário trazia informação errada sobre a data de nascimento do senador. O número de telefone do gabinete e o email institucional estavam corretos. O Missão diz que enviou sete mensagens ao email de Flávio desde o dia 2 de agosto — nenhum deles obteve resposta. A legenda disse que pretende entregar à Polícia Federal e ao TSE o relatório com logs, e-mails e endereços IP para tentar identificar o responsável. O partido também afirmou que não tinha interesse em receber Flávio em seus quadros por divergências políticas e ideológicas. Flávio reagiu ao episódio afirmando que havia sido alvo de uma tentativa de impedir sua candidatura. — Vocês viram que fraudaram minha filiação partidária. O sistema vai tentar de tudo para me parar, mas não vai conseguir, não, porque Deus está no comando. Tenho uma má notícia para vocês que só sabem jogar sujo: não funcionou e nem vai funcionar. O Brasil vai vencer — disse o senador.

R$ 4,9 bi para campanhas em 2026: entenda como funciona o fundo eleitoral

11 de Julho de 2026, 09:26

Em ano de eleições, um dos temas que tomam conta da pauta é o fundo eleitoral, o chamado “fundão”. Os 30 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) receberão, somados, R$ 4,9 bilhões em recursos públicos para as campanhas das eleições de 2026. Mas como funciona esse sistema? O Sul21 te explica.

O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) foi criado em 2017 após a proibição de doações eleitorais por empresas. Hoje, o fundo eleitoral é constituído por recursos públicos previstos no Orçamento da União e com valor definido em consenso entre as esferas envolvidas. Desde então, se tornou uma das principais fontes de custeio das campanhas eleitorais no país.

Marcelo Gayardi, advogado especialista em Direito Eleitoral, explica que a distribuição é feita da seguinte forma:

  • 48% proporcionalmente ao número de representantes eleitos para a Câmara dos Deputados na última eleição geral (considerando a representação atual do partido na Câmara);
  • 35% proporcionalmente ao número de representantes eleitos para a Câmara dos Deputados nos 4 anos anteriores, desconsiderando as mudanças de legenda;
  • 15% proporcionalmente ao número de senadores eleitos nos 4 anos anteriores;
  • 2% proporcionalmente ao número de representantes eleitos para a Câmara dos Deputados nos 4 anos anteriores, com distribuição entre os partidos que não atingiram a cláusula de barreira, mas têm ao menos um deputado federal eleito.

Com esse modelo de divisão, o Partido Liberal (PL) é a sigla com a maior fatia para 2026, recebendo em torno de R$ 881 milhões. Em seguida aparecem o Partido dos Trabalhadores (PT), com R$ 615 milhões, e o União Brasil, com cerca de R$ 526 milhões. Juntas, as três legendas concentram quase 40% do montante distribuído pelo fundo eleitoral.

Confira a lista dos repasses por partido:

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Gayardi avalia que a tendência é de estabilidade dos valores do fundo eleitoral. O total, de R$ 4,9 bilhões, está congelado desde 2022, somente com uma correção de cerca de R$ 60 milhões para as eleições municipais de 2024.

Em 2018, o FEFC tinha “apenas” R$ 1,7 bilhão à disposição, menos da metade do total disponibilizado quatro anos depois. Gayardi diz que o valor não cobriu todos os custos e forçou as candidaturas a captarem recursos. Com isso, segundo o advogado, abriu-se a janela para os megarricos doarem grandes quantias para seus candidatos preferidos. Porém, Gayardi indica que era o começo da introdução do fundo na política, uma época em que era “tudo mato”.

Hoje, mesmo sem uma lei efetiva ou em desenvolvimento que regulamente o limite do fundo, o advogado prevê que o teto de gastos orçamentário irá restringir o crescimento exponencial, como visto entre 2018 e 2022. “Não há sistema perfeito, mas entendo que esse mecanismo vigente auxilia o interesse público”, complementa.

O fundo eleitoral, algumas vezes, é confundido com o Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, o fundo partidário. Este último corresponde ao recurso usado para as despesas cotidianas dos partidos. Ele é composto por multas e penalidades eleitorais, e por recursos financeiros destinados por lei. Ainda, as legendas podem receber doações de pessoas físicas.

No fundo eleitoral, as despesas são limitadas a questões relacionadas à campanha. Produção de material gráfico, impulsionamento de conteúdo na internet, contratação de pessoal, serviços de comunicação e outros gastos são permitidos.

Além disso, a Justiça Eleitoral fiscaliza a aplicação dos recursos e analisa posteriormente as prestações de contas. O descumprimento das normas pode resultar em devolução de valores ao Tesouro Nacional, desaprovação das contas e outras sanções previstas na legislação eleitoral.

Após o recebimento dos recursos, cabe às direções partidárias definir como será feita a distribuição interna entre candidaturas e federações. Em alguns episódios, essa divisão intrapartidária causa rachas e discussões dentro dos partidos.

 

Deputada federal Erika Hilton (PSOL). Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

No final de junho, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) criticou abertamente a divisão de recursos feita pela direção do seu partido, citando, nominalmente, a pré-candidata gaúcha ao Senado, Manuela d’Ávila. Em publicação nas redes sociais, Erika disse estar “chocada e decepcionada” com os valores repassados a ela e outros candidatos, especialmente candidaturas com ajustes por gênero, raça e para pessoas com deficiência (PCD).

“O PSOL precisa cumprir os acordos que fez conosco. E não está cumprindo. Está rasgando nossos combinados e praticamente nos inviabilizando”, afirmou a parlamentar.

“Hoje, Juliano Medeiros, presidente da Federação PSOL-Rede, em sua primeira candidatura, teria exatamente a mesma prioridade que eu. Manuela d’Ávila, que acabou de chegar ao partido, tem previsão de receber mais que o dobro. Respeito a trajetória deles e adoraria vê-los eleitos, mas isso é o privilégio branco e cis se sobrepondo tudo: os acordos feitos conosco, cálculos eleitorais sérios… A inteligência política passou longe”, complementou Erika Hilton.

Marcelo Gayardi diz que esse tipo de decisão parte das direções partidárias. “O partido tem que ter autonomia de estratégia. Não tem muito o que fazer e não cabe legislar sobre isso”, afirma.

Fiscalização
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A fiscalização do uso do fundo eleitoral é feita em múltiplas camadas, com participação do TSE e do Ministério Público Eleitoral (MPE). No portal DivulgaCandContas, o TSE disponibiliza a relação de candidatos, receitas e despesas em tempo real.

O principal meio de controle é o Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE), por onde transitam todas as informações financeiras da campanha. Cada candidatura, desde deputado estadual até vice-presidente e presidente, tem que abrir um CNPJ e ter uma tesouraria. A tesouraria, obrigatoriamente, deve lançar receitas e custos no sistema.

Os gastos tem que estar documentados, seja com contratos, notas fiscais ou outros. Marcelo Gayardi chama a atenção para um ponto importante dessa etapa da transparência, que é a “materialidade da despesa”. Ele explica que a candidatura não deve apenas apresentar documentos, mas ter provas materiais que esse recurso está sendo empregado.

Marcelo Gayardi exemplifica com um gasto tradicional de períodos eleitorais: panfletos. Se um candidato manda fazer mil panfletos em uma gráfica, a campanha deve registrar o pedido (especificações, quantidade, fornecedor, qualidade do material, etc.), a nota fiscal, fotos do recebimento do material e imagens desses panfletos sendo distribuídos na rua.

Ao final da campanha, um advogado, junto à tesouraria, assina um documento que confirma a legalidade e a transparência de todos os gastos apresentados ao SPCE. Todo dinheiro não utilizado volta ao Tesouro Nacional.

“O fundo eleitoral representa um avanço inegável em termos de transparência e controle em comparação com o modelo anterior de financiamento empresarial, que era opaco e propenso a abusos de poder econômico”, observa o advogado. “Hoje, todo recurso público destinado a campanhas é rastreável, sujeito a prestação de contas e passível de sanção. Esse ganho de accountability não deve ser minimizado”.

Ainda assim, Gayardi afirma que a fiscalização tem dificuldades para verificar a efetiva prestação de serviços e combater o “caixa dois”. Além disso, o volume de contas a serem analisadas em um curto período sobrecarrega a Justiça Eleitoral. Mas o advogado é otimista para essas eleições. Ele acredita que o rigor na prestação de contas será maior do que nos últimos anos devido ao avanço das Inteligências Artificiais, que facilitam o trabalho de verificação. “O caminho não vai ser o humano, vai ser a tecnologia mesmo”, comenta.

Representatividade eleitoral ou a pluralidade política?
Foto: Lucas Azeredo/Sul21

Um dos desafios da legislação eleitoral é a diversidade nas candidaturas. Existem, hoje, regras que tentam garantir a presença de grupos diferentes na política, e elas têm se tornado mais rigorosas nos últimos anos, observa Gayardi.

Para as mulheres, já está previsto o mínimo de 30% de candidaturas, recursos e tempo de propaganda para as candidatas. Ou seja, não basta lançar 30% de candidatas mulheres, é obrigatório destinar a elas, no mínimo, 30% dos recursos públicos de campanha.

O percentual é o mesmo para candidaturas de pessoas negras. Os partidos devem destinar no mínimo 30% dos recursos tanto do fundo eleitoral quanto do fundo partidário a essas chapas, proporcionalmente ao número de candidatos negros lançados pela legenda. As candidaturas indígenas seguem uma lógica similar para a destinação de recursos.

Um grupo que está de fora da legislação eleitoral é a comunidade LGBTQI+. Segundo Gayardi, não há, até o momento, uma regra específica que estabeleça percentual mínimo de recursos para candidaturas LGBTQI+, nem uma proposição legislativa avançada sobre o tema.

“A proteção existente decorre de princípios constitucionais (dignidade da pessoa humana, não discriminação) e de decisões pontuais do TSE, mas sem obrigatoriedade vinculante de destinação orçamentária”, informa o advogado.

Outra questão que surge com a divulgação da divisão de recursos é a possibilidade de dar mais poder aos partidos que têm dominância no campo. Para Marcelo, o modelo atual, ainda que proporcional e representativo da vontade popular, “reproduz e amplia a vantagem dos partidos já consolidados”, criando um ciclo de “retroalimentação”.

“A justiça da distribuição depende do critério que se adota: se é a representatividade eleitoral ou a pluralidade política. O sistema atual claramente privilegia o primeiro”, comenta.

Para o advogado, o ponto mais sensível é que a cláusula de barreira exige um mínimo de votos ou de deputados para garantir acesso pleno aos recursos do fundo. Por si só, isso já exclui as legendas menores do fundo eleitoral, o que, na sua opinião, aprofunda a “concentração nos grandes centros de poder”.

“A partir do momento que tu cria uma regra que privilegia quem é grande, se está fazendo uma ‘seleção natural’”, complementa.

Porém, Marcelo Gayardi entende que o sistema atual enfrenta, objetivamente, a pulverização de legendas que favorece a fragmentação ideológica e facilita o “fisiologismo” — a política das trocas de favores. Os maiores partidos tendem a apresentar candidaturas majoritárias que demandam grandes recursos, e ainda precisam garantir estrutura para seus eleitos e potenciais candidatos para manter ou ampliar sua representatividade. Isso faz com que, na prática, a distribuição dos recursos aos seus filiados atingir valores bem inferiores aos alcançados pelas legendas que possuem menos representantes.

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Morre cantor e compositor Peppino di Capri, do sucesso 'Champagne', aos 86 anos

11 de Julho de 2026, 09:05

O cantor e compositor italiano Peppino di Capri, famoso por interpretar sucessos como "Roberta" e "Champagne", morreu na manhã deste sábado (11), na ilha de Capri. O anúncio do seu falecimento foi divulgado nas redes sociais. A causa da morte não foi divulgada, embora o cantor estivesse afastado por uma doença. Poeta e cardeal: Pela primeira vez um autor do programa principal da Flip vai celebrar uma missa em Paraty Clima de Copa: Descubra livros sobre futebol que se destacaram no 1º semestre A informação da morte foi confirmada pela família do artista à agência de notícias italiana Ansa. Peppino será sepultado no domingo, às 17h (horário local), na Igreja de Santo Stefano, próxima da Piazzetta de Capri, uma das praças mais famosas da ilha. Em um post simples, a conta pessoal do cantor no Instagram publicou a foto de Peppino, nome artístico de Giuseppe Faiella, com a legenda "Ciao" — tchau, em italiano. O cantor completaria 87 anos no próximo dia 27. Initial plugin text O artista deixa três filhos: Arrigo, conhecido como Igor, fruto de seu primeiro casamento com Roberta, além de Edoardo e Dario, ambos do casamento com Giuliana Gagliardia. Seis décadas de carreira Misturando rock, twist e tradição napolitana, Peppino é um dos principais nomes da música italiana. Ao longo de mais de 60 anos de carreira, coleciona sucessos como "Champagne", "Roberta", "E mo e mo", "Let's Twist Again", "St. Tropez Twist", "Nessuno al Mondo", "Voce", "Amare di Meno" e "Il sognatore". 'Farmar aura': Por que a gíria inspira campeonatos entre jovens em todo o país? É também consagrado no Festival de Sanremo: esteve presente em 15 edições do evento, embora tenha conquistado o primeiro lugar apenas duas vezes. A primeira, em 1973, com a música "Un Grande Amore e Niente Più", e em 1976, com "Non Lo Faccia Più". Também venceu o último festival de Canção Napolitana com "Me Chiamme Ammore". Giuseppe Faiella nasceu em Capri, no dia 27 de julho de 1939. Criado em uma família de músicos, desde cedo demonstrou talento para a arte. Começou a tocar piano ainda criança e, com quatro anos, já se apresentava para soldados americanos na ilha. Foi alçado ao posto de estrela da música italiana em 1958, com o lançamento de seu primeiro sucesso, "Malatia". A música foi feita ao lado da banda Rockers. Na década de 1960, o auge da sua carreira, chegou a dividir o palco com os Beatles durante a turnê italiana da banda britânica, em 1965. Em 2018, celebrou 60 anos de trajetória na música e, em 2023, foi laureado com o Prêmio de Carreira durante o Festival de Sanremo. Um ano depois, porém, viria a perder a esposa Giuliana, às vésperas de seus 80º aniversário. A arte de Peppino também foi eternizada nas telas. Em 2025, foi lançada a cinebiografia 'Champagne", dirigida por Cinzia TH Torrini e estrelada por Francesco Del Gaudio. Sua última aparição nos palcos aconteceu há cerca de um ano, durante uma noite em sua homenagem, quando cantou com a banda Capri Rockers, liderada por seu filho Edoardo.

Prefeitura anuncia construção de terminal em Campo Grande; também estão previstas obras em Bangu e Realengo

11 de Julho de 2026, 07:00

A prefeitura anunciará neste sábado a construção do Novo Terminal Intermodal de Campo Grande, na Zona Oeste. Segundo o prefeito Eduardo Cavaliere, há ainda a previsão de se criar outros terminais na região: um em Bangu e outro com a expansão do Parque Susana Naspolini, em Realengo. Ônibus do Rio: Segunda fase da licitação engloba Zona Oeste, Vila Isabel e Ilha do Governador: 'É o fim da Paranapuan' Cúpula do IPM presa: 'Rio chegou ao fundo do poço e descobriu que ainda havia uma caixa de gordura', diz juiz sobre desvio de verbas públicas O anúncio foi feito durante lançamento da segunda fase da licitação dos ônibus do Rio, que abarca Bangu, Campo Grande, Guaratiba e Santa Cruz, na Zona Oeste, além da Ilha do Governador e de Vila Isabel, na Zona Norte. Cavaliere afirmou que, com a melhora da qualidade do serviço, é esperado um aumento de demanda de passageiros. Com isso, a criação dos novos terminais será uma forma, segundo ele, de melhorar a experiência dos usuários. Quer reduzir número de secretarias: Desembargador Ricardo Couto estima ter mais 60 dias no governo e quer cortar ao menos R$ 5 bilhões de gastos Outro terminal na Zona Oeste também foi anunciado no ano passado: o de Santa Cruz, que já tem 60% das obras concluídas, de acordo com o prefeito. Campo Grande, atualmente, conta com uma rodoviária, local ocupado por diversas linhas de ônibus, além de uma estação do BRT. O espaço, no entanto, não abriga a totalidade de linhas do bairro: muitas acabam fazendo ponto final próximo ao muro da estação de trem Operação do MPRJ: Presidente de autarquia do Governo do Estado é preso em operação sobre desvio de R$ 86 milhões Initial plugin text

Longe das telas: clubes de leitura conquistam cariocas e transformam livros em encontros

11 de Julho de 2026, 06:00

Imaginar pessoas reunidas ao redor de uma mesa, com livros abertos, páginas marcadas e uma conversa que não termina em uma tela de celular pode parecer, nos dias de hoje, uma cena improvável. Em uma época em que notificações disputam a atenção a todo instante e muitas relações passam pela mediação de um aparelho, há quem escolha caminhar na contramão: reservar algumas horas para desconectar, ler e descobrir o que outras pessoas têm a dizer sobre aquelas mesmas páginas. Afinal, quem nunca terminou um livro e sentiu vontade de conversar sobre a história ou saber se alguém enxergou aquela narrativa de uma maneira completamente diferente? 'Nunca vimos isso no inverno': moradores relatam explosão de mosquitos em Copacabana e noites sem dormir em pleno inverno 'O fogo levou tudo': sobreviventes relembram tragédia que marcou o Morro Azul É nesse desejo de troca que os clubes de leitura ganham espaço. Livrarias, cafés, restaurantes e iniciativas independentes passaram a reunir leitores de diferentes idades e perfis em torno de um objetivo comum: compartilhar histórias, conhecer novos autores e ampliar os sentidos de uma mesma obra. Na Janela Livraria, os clubes de leitura nasceram junto com a proposta do espaço de transformar os livros em ponto de encontro. De acordo com a sócia-fundadora, Martha Ribas, a ideia sempre foi aproximar leitores por meio da conversa. — A Janela nasceu com a ideia de promover encontros em torno do livro. Mais do que uma livraria, somos um movimento para incentivar a leitura e essa troca em torno dos livros e dos debates contemporâneos — explica. A pandemia acabou impulsionando esse movimento. Os encontros migraram para o ambiente virtual e, com a retomada das atividades presenciais, revelaram um desejo crescente pelo convívio. — As pessoas em casa tiveram mais tempo para ler e também se comunicavam muito virtualmente, fazendo esses encontros cada um em suas casas. Quando voltamos ao presencial, elas queriam muito se encontrar pessoalmente. Então focamos nesse desenho presencial, que sempre foi nosso objetivo, fazer as pessoas se encontrarem na vida real, olho no olho — completa Martha. Memória urbana viva: Aplicativo une tecnologia, turismo e patrimônio para traçar um mapa com histórias de endereços cariocas Encontros & Leitura. Bianca Ramoneda (ao fundo), escritora e roteirista, é mediadora há dois anos do evento na Janela Livraria, na unidade da Gávea Divulgação/Janela Livraria Neste segundo semestre, a Janela reúne uma programação com oito clubes distribuídos entre as unidades da Gávea, do Jardim Botânico e de Laranjeiras. Os encontros têm formatos variados, passando por literatura africana, latino-americana, fotografia, escrita, psicanálise e clássicos da literatura brasileira. As inscrições custam R$ 120 mensais ou R$ 300 trimestrais. A exceção é o “Divã na Janela”, com valor de R$ 150 mensal ou R$ 400 trimestral. Os participantes recebem ainda 20% de desconto na compra dos livros indicados. Estudantes dos ensinos médio e superior e quem participa de dois ou mais clubes também têm desconto de 20% na inscrição. Entre a filosofia e a ancestralidade Entre as diferentes propostas da Janela está o Clube de Leitura Orixás e Literaturas Africanas, realizado em Laranjeiras. Mediado pelo professor e pesquisador de pós-doutorado em Filosofia da UFRJ Rogério Ataíde e pelo professor da PUC Alexandre Santos, especialista em literaturas africanas, o grupo promove um diálogo entre filosofia, ancestralidade e literatura. Ataíde, que também é babalaô, conduz a reflexão filosófica a partir dos orixás, enquanto Santos aproxima essas discussões das obras de autores africanos. — Eu pego essas divindades como mecanismos de pensamento, desenvolvo conceitualmente algumas questões, e aí vem o Alexandre, que conhece demais das literaturas africanas, trazendo autores diferentes, que criam condições de diálogo sobre as temáticas que levanto — conta Ataíde. Para o pesquisador, a leitura compartilhada representa uma pausa necessária em um cotidiano marcado pela velocidade. — A gente vive um momento da história da humanidade em que tudo é muito urgente, tudo é muito rápido. Os clubes de leitura podem cumprir um papel muito importante, que é parar sem pressa, olhar para as letras de um livro, segurar um livro na mão, sentir o peso, o cheiro do papel, criar condições de intimidade com essa leitura — afirma. Sarau Epoché. Idealizado pelo poeta e jornalista Igor Calazans no Capitu Café Divulgação/Capitú Café Festival: Santa Teresa celebra o inverno com roteiro gastronômico, música e cultura Além de incentivar a leitura, Ataíde acredita que o grupo contribui para ampliar o conhecimento sobre a cultura africana e combater a intolerância religiosa. — Tenho a preocupação, como pesquisador e como sacerdote, de falar dessas divindades, da complexidade e da sofisticação que elas sugerem. Um trabalho como esse também contribui para combater a intolerância religiosa e a violência que ela produz — diz. Além desse grupo, a Janela oferece clubes dedicados às literaturas latino-americana e brasileira, fotografia, escrita, psicanálise e à leitura compartilhada de “Grande sertão: veredas”. Segundo Martha Ribas, a diversidade das propostas atrai leitores de perfis variados. — A graça é juntar gente diferente. Tem gente que lê muito, tem quem lê pouco, tem gente que vai para poder ler mais. A ideia dos encontros é convidar os leitores a entrar nesse mundo e realizar trocas — afirma Martha. Na unidade da Gávea, um dos eventos é o Encontros & Leituras, mediado pela escritora, roteirista e apresentadora Bianca Ramoneda. Criado durante a pandemia, inicialmente em formato virtual, o clube ganhou uma versão presencial com a abertura da unidade e completou dois anos de atividades. Para Bianca, a principal diferença entre ler sozinho e participar de um grupo está justamente na possibilidade de ampliar a percepção sobre uma obra. — É a possibilidade de ter a nossa leitura iluminada por um outro ponto de vista. Não existe uma verdade, mas múltiplas percepções e ambiguidades. A gente aprende junta a ouvir e debater com respeito. É um exercício de democracia que vai muito além de gostar ou não de um livro — afirma Bianca. A mediadora procura criar encontros em que os participantes possam compartilhar impressões sem a obrigação de demonstrar conhecimento técnico ou fazer análises acadêmicas. — Busco despertar nos participantes que eles se sintam tocados e motivados para trocar impressões e sensibilidades, sem ter que “falar bonito”, sem ter que performar. Não estamos ali em uma rede social, tendo que aparentar nada. Livros são vozes de pessoas como nós. A troca verdadeira só existe num espaço de afeto e confiança — explica. Novo projeto: Lenine lança 'Eita' após 11 anos sem disco e transforma intimidade, memória e família em espetáculo multimídia Livraria Alento. Três clubes para adultos e um para crianças Divulgação/Livraria Alento O movimento também ganhou força em outros espaços da cidade. Na Livraria Alento, no Flamengo, quatro clubes gratuitos reúnem leitores de diferentes idades: o Insubmissas, o Clube do Livro Pequeno, o Giro de Leitura e o infantil Alentinho. A participação é aberta ao público, com contribuição voluntária para ajudar na manutenção das atividades. O primeiro grupo criado foi o Insubmissas. Inicialmente voltado à leitura de autoras publicadas por editoras independentes, o clube ampliou a proposta ao longo do tempo para discutir obras que abordam a ruptura com padrões sociais. Segundo Isabella Benevides, sócia da livraria, a mudança acompanhou os interesses dos próprios participantes. — A gente manteve o nome Insubmissas porque ele tem tudo a ver com a proposta do clube, que é ler livros que falam sobre insubmissão a padrões sociais. Agora também lemos autores homens e livros de grandes editoras, além das independentes — explica Isabella. A diversidade do público é um dos aspectos que mais chamam a atenção da livreira. Pessoas de diferentes idades chegam aos encontros com repertórios distintos. — Às vezes você tem um ponto de vista e o pessoal mostra outro que você não tinha pensado. É muito bom porque você vê a história com outro olhar quando encontra um grupo e conversa — afirma. Para Isabella, os encontros também funcionam como espaços de acolhimento, já que as histórias despertam conversas que ultrapassam a literatura. — Falamos sobre a história, mas também acabamos falando um pouco sobre nossas experiências, nossas opiniões. Compartilhar isso é muito bom. Os clubes acabam sendo também um espaço de conforto — diz. A Alento abriga ainda o Clube do Livro Pequeno, cuja curadoria é feita pelos próprios participantes; o Giro de Leitura, dedicado a autoras brasileiras contemporâneas; e o Alentinho, voltado a crianças de 0 a 7 anos, com mediação de leitura e atividades lúdicas. — É um projeto que criamos em conjunto com a Aurora da Leitura. Tem uma curadoria cuidadosa para trazer livros que agreguem às crianças. Elas participam, têm a mediação da leitura e também brincadeiras relacionadas ao tema — conta Isabella. A experiência de ler em grupo também transforma a relação dos próprios participantes com os livros. Mediadora do Clube Insubmissas, Litza Godoy começou como frequentadora dos encontros e, depois de alguns anos, passou a conduzir as discussões ao lado de Cláudia Lamego. Para ela, a leitura compartilhada amplia os sentidos de uma obra. — O livro cresce quando é lido junto, fica muito mais cheio de camadas de interpretação. Às vezes eu não gosto de um livro e, depois do debate, termino gostando mais pelas coisas que as pessoas trazem. O clube também aproxima leitores de obras que talvez eles não escolhessem sozinhos — afirma Litza. Entre os participantes, os clubes também podem transformar a relação com a leitura e com o próprio cotidiano. O fisioterapeuta Leonardo Vinote conta que o grupo ampliou sua relação com os livros e com pessoas de diferentes trajetórias. — Estou me sentindo mais inteligente com as leituras, mais aberto a conversar com pessoas diferentes e a enxergar outras formas de ver a vida — relata. Menu farto e renovado: restaurantes recém-abertos ou reformados movimentam cena gastronômica da Zona Sul Rodrigo Condessa. Morador da Zona Sul criou clube da leitura on-line para recuperar o hábito de ler Arquivo pessoal Para Elaine Bittencourt, a literatura ganhou um significado especial durante o luto pela perda da mãe. No Insubmissas, ela encontrou uma forma de transformar uma experiência solitária em troca coletiva. — Os livros me ajudaram a atravessar um dos momentos mais difíceis da minha vida. O clube ampliou meu repertório, trouxe novos olhares e mostrou que um livro não termina na última página, ele continua nas conversas e nos encontros que provoca — conta. Espaços de reflexão e convivência No Capitu Café, no Cosme Velho, a literatura também virou motivo para reunir pessoas. O espaço promove encontros gratuitos com projetos como Tragos Y Ideas; Conversa com o Eleitor; Dia do Machado, com o professor Oswaldo Martins; Prosa com Poetas, com Georgia Annes; Projeto de Literatura, com Maria Eugenia; Terças Literárias, com Isis Proença; Projeto Mano a Mano, com Mano Melo e Cristina Bethencourt; e o Sarau Epoché, com Igor Calanzans. — Esse é um espaço que une cultura e gastronomia. É o lugar onde Machado de Assis morou por 25 anos. Os encontros foram surgindo gradualmente com lançamentos de livros e a procura por parte de escritores que queriam fazer encontros literários aqui. Hoje, temos dez encontros literários, semanais ou mensais — diz Victor Ferreira, gerente de comunicação. A proposta é manter a literatura como centro das conversas. A participação é gratuita, sem taxa de inscrição. Outra iniciativa que une livros e convivência é o Entre Tragos e Páginas, novo clube de leitura do coletivo Tragos y Ideas. A estreia, marcada para o próximo dia 26, teve as vagas esgotadas na pré-venda e precisou ser transferida para a Vinoteca do Visconde, em Botafogo. Criado por Shantell Da Silva, o coletivo busca tirar as pessoas das telas e promover encontros sobre cultura, comportamento e temas contemporâneos. No clube, o livro funciona como ponto de partida para conversas sobre questões que atravessam a vida dos participantes. O primeiro encontro terá como tema “Tudo sobre o amor”, de Bell Hooks, com mediação de Jaqueline Souza, bebida de boas-vindas e momentos de compartilhamento de trechos e debates. O ingresso custa R$ 40, sem incluir o livro. Para Shantell, o diferencial está em transformar a leitura em espaço de troca e reflexão. — Mais do que um clube do livro, conectamos o que está nas páginas com o que vivemos fora delas, criando um espaço de troca genuína, reflexão e pertencimento. Esgotar as vagas antes da abertura geral mostrou que essa ideia faz sentido — afirma. Tragos Y Ideas fará o seu primeiro evento no Rio Divulgação A busca por criar espaços de convivência também aparece no clube idealizado por Rodrigo Condessa. Morador da Zona Sul, engenheiro de formação e criador de conteúdo nas redes sociais, ele formou o grupo a partir de uma necessidade pessoal: recuperar o hábito da leitura em meio à rotina dividida entre internet, trabalho e a chegada do filho. A iniciativa reuniu pessoas que também queriam voltar a ler ou simplesmente conversar sobre livros. O projeto já passou por três turmas e hoje reúne cerca de 70 pessoas em um grupo de WhatsApp. Os encontros acontecem, em média, a cada três semanas, com debates de até duas horas, seguindo o ritmo de leitura definido pela própria turma. A proposta inicial de Condessa era abordar temas ligados à masculinidade e ao feminismo, mas os participantes passaram a escolher obras variadas, como “A cabeça do santo”, de Socorro Acioli; o já citado “Tudo sobre o amor”; e “Torto arado”, de Itamar Vieira Júnior. — Tem muita gente que não conseguia ler e está conseguindo ler agora. Tem pessoas passando por problemas pessoais, e os encontros ajudam também — afirma. Na terça-feira, o Quilombo Ferreira Diniz, na Glória, recebe uma edição especial do Clube da Leitura, coletivo promovido por amantes da escrita e da leitura de narrativas curtas. O encontro, com entrada franca, marca a retomada da programação presencial itinerante do grupo, que existe desde 2007 e nasceu no sebo e livraria Baratos da Ribeiro, em Copacabana. Leitura une crianças em oficinas no Morro Azul Livros, desenhos e brincadeiras com as palavras se transformam em ferramentas para estimular a criatividade, a imaginação e o pensamento crítico de crianças do Morro Azul, no Flamengo. Essa é a proposta da Roda de Leitura, iniciativa promovida pela ONG carioca Instituto de Medicina e Cidadania (IMC), em parceria com o Sesi/Firjan, que reúne mensalmente participantes de 5 a 13 anos em oficinas gratuitas voltadas ao universo da literatura. Os encontros têm duração de uma hora e meia e combinam leitura de textos literários com atividades de escrita, desenho e criação coletiva. A proposta é incentivar a expressão, a autonomia, a empatia e a reflexão por meio das histórias. Desde o início do projeto, em julho de 2025, já foram realizados seis encontros, que abordaram temas como sonhos, imaginação, neologismos, rimas, meio ambiente, reciclagem, respeito às diferenças e a importância de saber perguntar. A próxima oficina está marcada para 4 de agosto. Coordenadora do projeto, a mestre em Literatura Inglesa e doutora em Linguística Aplicada Sonia Zyngier explica que a iniciativa nasceu da vontade de ampliar as ações de cidadania desenvolvidas pelo instituto. — Achei que, além do atendimento médico e psicológico, a parte de cidadania poderia ser desenvolvida junto às crianças do Morro Azul. Há um ano, demos início às Rodinhas de Leitura. A leitura é uma atividade que vai muito além da compreensão de uma história. Pode ser transformada em um momento em que a criança interpreta e busca compreender o mundo e o seu entorno por meio de perguntas, da expressão de opinião e da emoção — diz. As oficinas são realizadas uma vez por mês, das 14h30 às 16h, na Indústria do Conhecimento do Sesi/Firjan, no Morro Azul. Este mês, o IMC completa dez anos de atuação. Ao longo desse período, a ONG contabiliza cerca de 30 mil atendimentos voluntários nas áreas de medicina, psicologia, nutrição e fisioterapia para moradores do Morro Azul, Parque da Cidade e Tavares Bastos. A instituição também mantém uma parceria com a Escola Dom Cipriano Chagas, em Botafogo, onde oferece atendimento médico gratuito, e inaugurou uma biblioteca na Associação de Moradores do Morro Azul. Quem tiver interesse em participar do projeto pode acessar a página do IMC (medicinaecidadania.org.br) e fazer um cadastro ou ligar para os telefones 96447-1849 e 98075-7950. O instituto fica localizado na Rua Conde de Lages 44, na Glória. Initial plugin text

Clima de Copa: descubra livros sobre futebol que se destacaram no 1º semestre

11 de Julho de 2026, 04:30

A Copa do Mundo não mexeu só com o coração do torcedor brasileiro, que ainda tenta se recuperar a vergonhosa derrota da seleção canarinho pelos bárbaros noruegueses. O mercado editorial também andou obcecado por futebol. Tanto que na lista de 50 destaques literários deste primeiro semestre de 2026 elaborada pelo GLOBO não faltam livros sobre o esporte que, como bem notou Nelson Rodrigues, nos deu a expressão mais bem-acabada da brasilidade. Ruth Rocha: 'É chato ficar velha. Mas acho graça em tudo' Endividamento e ascensão e queda das tiranias: Confira livros sobre política e economia que se destacaram no 1º semestre Inclusive, um dos grandes lançamentos do período foi “As Copas de Nelson Rodrigues”, box que recupera, em três volumes, 150 colunas do camisa 10 da crônica brasileira (142 delas inéditas em livro e publicadas originalmente no GLOBO). O ludopédio se esgueirou pelos mais diversos gêneros literários. É o fio condutor do romance “As regras”, de Lilian Sais, no qual a narradora enlutada revisita a relação com pai por meio de memórias relacionadas ao esporte, da orgulhosa campanha do tetra, em 1994, à Copa do Catar, em 2022. E é o tema de “Futebol lado B”, bem-humorado almanaque do jornalista Ariel Palacios que enfileira curiosidades sobre o esporte mais popular do planeta (sabia que Shakespeare já falava do esporte “bretão” em “Rei Lear”, 250 anos antes da oficialização do jogo?). Confira abaixo livros sobre futebol entre os 50 destaques literários do primeiro semestre: “As Copas de Nelson Rodrigues” Autor: Nelson Rodrigues. Editora: Nova Fronteira. Organização: Caco Coelho. Páginas: 632. Preço: R$ 199,00. Dividido em três volumes, o box recupera 150 colunas do camisa 10 da crônica brasileira (142 delas inéditas em livro) publicadas entre as Copas de 1958 e 1970. Desse montante, 120 foram publicadas no GLOBO e agora saem em livro com as ilustrações originais de Marcelo Monteiro, funcionário mais antigo do jornal, que segue na prancheta, aos 91 anos. Com sua verve inigualável, o “anjo pornográfico” comentava jogos, exaltava o futebol-arte como expressão mais bem-acabada da nacionalidade e combatia ferozmente “o velho e sinistro derrotismo brasileiro” (outra manifestação do que ele chamou de “complexo de vira-lata”). “As regras” Autora: Lilian Sais. Editora: DBA. Páginas: 144. Preço: R$ 76,90. “Estou perdendo algo e não sei o que é”, diz a narradora deste romance que encerra a “tetralogia da perda” à qual a autora se dedicou após a morte do pai. Entrelaçando luto, memória e futebol, Lilian Sais revisita a relação com o pai por meio de lembranças relacionadas ao esporte, da orgulhosa campanha do tetra, em 1994, à Copa do Catar, em 2022. Movendo-se entre o ensaio, a poesia e a autoficção, “As regras” investiga as lacunas da memória e questiona se é possível rever as regras do jogo quando quem nos dava assistência e vibrava com nossos gols já partiu. “Cavalo” Autor: Agustín Lucas. Editora: Cambalache. Tradução: Luís Reyes Gil. Páginas: 80. Preço: R$ 62,00. Longe dos grandes estádios e do estrelato, este romance (escrito por um ex-zagueiro uruguaio) acompanha a trajetória de um jogador de futebol que percorre clubes e países em busca de um novo contrato. Da segunda divisão da Guatemala a sucessivos recomeços, a narrativa revela a rotina precária de quem vive entre promessas frustradas, dirigentes oportunistas, companheiros improváveis e deslocamentos constantes. Com humor melancólico e atenção aos detalhes do cotidiano, o livro retrata a errância, a solidão e os pequenos gestos que mantêm viva a esperança. “Futebol lado B” Autor: Ariel Palacios. Editora: Globo Livros. Páginas: 312. Preço: R$ 74,90. Neste bem-humorado almanaque, o jornalista “hermano” enfileira curiosidades sobre o esporte mais popular do planeta. Conta que Lamartine Babo compôs os hinos dos quatro grandes clubes cariocas (e também de times menos populares da cidade, como Bangu e Madureira), apresenta um estádio na Eslováquia onde os jogos são interrompidos quando um trem cruza os gramados e argumenta que Shakespeare, que viveu e compôs sua obra três séculos antes da invenção do ludopédio, fala de futebol em “Rei Lear”. “Libertadores da América” Autor: Alejandro Droznes. Editora: Pinard. Páginas: 256. Preço: R$ 99,90. Para o autor argentino, a Copa Libertadores da América não passa de um pretexto para explorar a geografia, a memória e a identidade de diferentes cantos do continente. Conduzido pelo torneio, o cronista-viajante perambula por dez cidades, como São Paulo, Caracas e Assunção, e bate papo com jornalistas esportivos, torcedores e dirigentes de clubes. Enquanto desbrava cada localidade, ele se esforça para encontrar os rastros daqueles que deram nome ao campeonato (de San Martín a Simón Bolívar) e entender por que nosso passado insiste em se esgueirar no presente. “Saudades do que nunca fomos” Autor: Fabio Luis Barbosa dos Santos. Editora: Elefante. Páginas: 150. Preço: R$ 66,00 Em vez de separar futebol e política, como reza o ditado popular, o autor mostra como a história do esporte acompanha as transformações econômicas, sociais e culturais do Brasil, país onde o jogo inventado por operários britânicos ganhou estatuto de arte. Ao discutir temas como mercantilização do esporte, comércio internacional de jogadores, globalização e perda de identidade do futebol brasileiro, o livro propõe uma reflexão sobre por que o jogo mudou — e por que sua reinvenção depende também das mudanças fora de campo.

Os pequenos rituais relatados por quem não tem problema para dormir que ajudam a ter uma boa noite de sono

11 de Julho de 2026, 04:30

Às vezes, as recomendações sobre sono parecem uma lista interminável do que não fazer. Não tome café depois das 14h. Evite o celular por pelo menos 30 minutos antes de dormir. Nunca durma até mais tarde. Saiba mais: 6 dicas simples de psicólogos para turbinar relacionamentos mais longos Ataque de cobra: Homem recebe 54 doses de soro antiofídico após picada de cascavel e esgota estoques de hospital nos EUA Mas uma coisa são as regras; outra é a vida real. Queríamos entender como as pessoas realmente passam os últimos momentos do dia. Sabe-se que manter uma rotina noturna consistente — com horários regulares para dormir e atividades relaxantes, como meditação e exercícios de respiração — pode melhorar a qualidade do sono. Recentemente, pedimos aos leitores que contassem quais são seus hábitos antes de dormir. Mais de 1.100 pessoas responderam. Alguns dos relatos de que mais gostamos revelaram pequenos prazeres, momentos de carinho com parceiros (ou plantas), hobbies reconfortantes e maneiras de se despedir do dia e deixar o amanhã um pouco mais fácil. A seguir, eles foram levemente editados para maior clareza e concisão. Gosto de polir as bancadas de granito da cozinha com um produto de limpeza com cheiro de maçã verde. Há algo terapêutico em ver o líquido espalhando-se pela pedra e sentir o aroma de maçãs verdes frescas. É como se isso completasse o meu dia. — ART ROSALES, 55 anos, Ventura, Califórnia Todas as noites procuro um novo vídeo de ASMR para pegar no sono. Tenho vergonha de admitir que, na maioria das noites, adormeço ouvindo mulheres que nunca conheci falando bobagens ou fingindo que estão fazendo minha maquiagem? Sim. Isso funciona para desligar meu cérebro? Também sim! — MELANIE LOVELL, 47 anos, Lynnfield, Massachusetts Treinei meu cérebro para usar sudoku como forma de acalmar minha ansiedade e adormecer. Faço isso há tanto tempo que basta pensar nos números de um a nove para começar a sentir sono. — MARISSA DICKSON, 45 anos, Orlando, Flórida Depois de me preparar para dormir, caminho pela casa conversando com minhas plantas. Vejo se precisam de água, se têm brotos novos ou se precisam de um pouco de adubo. Muitas vezes compartilho com elas minhas preocupações ou esperanças para o dia seguinte. Isso me ajuda a encontrar paz antes de deitar. — BILLY FARRELL, 34 anos, Anchorage, Alasca Meu marido e eu ouvimos audiolivros antes de dormir. Como eles funcionam melhor para mim (durmo quase instantaneamente), ele faz um resumo da história da noite anterior e pergunta se eu me lembro. Eu digo que sim. Nós dois sabemos que isso não é verdade. — MICHALA WHITMORE, 30 anos, Pueblo, Colorado Recentemente ganhei dois livros sobre origami. Tentar fazer uma nova dobradura na cama todas as noites, antes de apagar a luz, é divertido, recompensador e me ajuda a relaxar. — CHRISTINA, 62 anos, Toronto Sou mãe solo de uma adolescente, e nosso ritual é preparar chá. O apito da chaleira é o sinal para ela começar a se preparar para dormir. Levo a caneca até o quarto dela e cada uma vai para sua própria cama. Eu leio enquanto tomo meu chá; ela escreve no diário ou faz desenhos enquanto toma o dela. A casa, de alguma forma, fica mais aconchegante e silenciosa. — ANNE SEATON, 58 anos, Seattle Coloco minha máscara de luz vermelha e assisto a episódios antigos de Love It or List It. O estresse do dia desaparece enquanto ouço Hilary Farr dizer aos proprietários que o orçamento deles é pequeno demais. — BEN KRAMER, 38 anos, Nova York Configuro o fuso horário do meu notebook para o dos Açores, assim consigo resolver as edições do dia seguinte dos jogos Connections, Wordle e Strands antes de dormir. — CATHERINE BURNS, 61 anos, Okemos, Michigan Faço a postura de ioga "pernas na parede" por 15 minutos. É impressionante como ela alivia a tensão nas pernas e nas costas, e sinto meu corpo inteiro relaxar. — ANDREA KULSRUD, 46 anos, Carmel, Indiana Meu marido e eu montamos um quebra-cabeça de 1.500 peças (temos uma mesa especial, giratória e com gavetas para separar as peças) enquanto assistimos a Antiques Roadshow. — SARAH LERNER, 32 anos, Durham, Carolina do Norte Durante cerca de 20 minutos, todas as noites, minha família e eu caminhamos "o círculo": um percurso que passa pela sala de estar, sala de jantar e cozinha, depois atravessa o hall de entrada e volta à sala. É uma espécie de meditação em movimento que ajuda a dissipar qualquer pensamento persistente que possa atrapalhar uma boa noite de sono. — BOZ KILLEBREW, 53 anos, Oregon, Wisconsin Deixo a cafeteira preparada para passar o café da manhã. Comecei esse ritual depois de um dia em que, ainda sonolento, coloquei farinha no lugar do café. — DAVID BLAIR, 59 anos, Condado de Wood, Virgínia Ocidental Às vezes leio um livro de receitas na cama para ter ideias do que cozinhar durante a semana. — RANDALL READE, 64 anos, Washington, D.C. Quase todas as noites, pouco antes de dormir, toco violão clássico. O instrumento vibra contra o peito enquanto toco. O som e a experiência são íntimos e relaxantes. — MICHAEL NEVERISKY, 68 anos, Amherst, New Hampshire Faço palavras cruzadas, depois apago as luzes e ligo Law & Order com o temporizador para desligar sozinho. As temporadas de 1 a 11 funcionam; as mais recentes parecem não ter o mesmo efeito. — GAIL NOREN, 57 anos, Alexandria, Virgínia Pouco antes de praticamente desabar na cama, faço um rápido exercício físico, medito por alguns minutos e tomo um banho frio. Depois, já deitado, passo mentalmente por cada parte do corpo, tentando diminuir os batimentos cardíacos, reduzir a temperatura corporal e permanecer o máximo possível naquele espaço curioso entre estar acordado e sonhando. — TOMMY VINH BUI, 40 anos, Los Angeles Quando apago a luz, olho para o relógio digital. Se ele marca, por exemplo, 22h38, fecho os olhos e, começando pelo número um, procuro todos os divisores de 1.038. Estranhamente, isso me acalma. — GRANT BRENNA, 66 anos, Richardson, Texas Depois de dar boa-noite ao meu marido e ao cachorro e deixá-los dormindo em outro quarto, passo uma loção de magnésio nos pés, faço minha lição do Duolingo, abro meu aplicativo de meditação e, claro, vou ao banheiro uma última vez. — BRANDY STRAND, 52 anos, Big Lake, Minnesota Coloco o celular do outro lado do quarto pelo menos uma hora antes de dormir. Depois escrevo à mão o que chamo de meu "3-2-1 noturno": três coisas pelas quais sou grato, duas coisas pelas quais estou ansioso no dia seguinte e uma coisa que aprendi naquele dia. — WYNNE BOLIEK, 37 anos, Greenville, Carolina do Sul Meu companheiro e eu nos deitamos um de frente para o outro, damos as mãos e olhamos nos olhos. Depois compartilhamos algo sobre o nosso dia, como estamos nos sentindo ou simplesmente dizemos algo que amamos um no outro. É um momento profundamente acolhedor e relaxante, que sempre desperta aquela sensação boa que tive na primeira vez em que disse a ela que a amava. — ANDREW DUNAKIN, 56 anos, Wyndmoor, Pensilvânia.

Projeto “Imparáveis” de Michelle Bolsonaro tem lançamento antecipado após racha com Flávio

11 de Julho de 2026, 04:00

O perfil “Imparáveis”, idealizado por Michelle Bolsonaro e sua equipe para as redes sociais, teve seu lançamento antecipado em oito meses. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Dino bloqueia R$ 119 milhões de Valdemar Costa Neto por suspeitas em emendas

Por:Sul 21
10 de Julho de 2026, 15:48

Da Agência Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (10) o bloqueio de R$ 119 milhões em bens que estão em nome do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

A decisão é um desdobramento da Operação Transparência, na qual a Polícia Federal (PF) investiga desvios de emendas.

Na decisão, Dino apontou a suspeita de que Valdemar pode ter feito indicações irregulares de emendas mesmo sem mandato. Valdemar é ex-deputado federal.

“Consoante atestam diálogos em aplicativos de mensagens e numerosas planilhas compartilhadas entre os investigados, Valdemar Costa Neto, sem exercer mandato parlamentar, parece ter atuado, até muito recentemente, como mandante do (re)direcionamento de valores públicos”, afirmou Dino.

De acordo com as investigações, as indicações irregulares de emendas ocorriam por meio de funcionários da Câmara.

A PF apupou que funcionários da liderança do PL entravam em contato com uma servidora responsável pelo registro das emendas e solicitava a inclusão das indicações de recursos em nome de Valdemar.

Em uma mensagem descoberta pelos investigadores, Garigham Amarante Pinto, apontado como interlocutor direto de Valdemar, procurou a servidora Mariângela Fialek para saber se as indicações foram formalizadas.

“No dia seguinte (26/08/2025), Garigham cobra a Mariâgela: ‘Fechou o valor do Pres Valdemar?’, uma provável referência ao presidente do PL. Mariângela responde: ‘Se puder trocar tudo turismo ótimo’. Em resposta a essa mensagem, Garigham diz: “24 milhões tá bom”, diz trecho da investigação.

Emendas

De acordo com o material apurado pela PF, foram registradas 21 emendas em nome de Valdemar, que totalizam R$ 119 milhões, valor bloqueado pelo STF para garantir o ressarcimento em caso de condenação.

Os valores foram registrados entre os anos de 2024, 2025 e 2026.

A emenda com maior valor foi R$ 24 milhões, destinada ao município de Porto Seguro (BA). Em seguida, aparecem duas emendas de R$ 15,8 milhões e R$ 11 milhões para Suzano (SP).

Os municípios de Mogi das Cruzes (SP), Rio de Janeiro, Caraguatatuba (SP) e Dom Eliseu (PA) também receberam indicações de emendas do presidente do PL.

Dino

Na decisão em que determinou o bloqueio dos bens de Costa Neto, o ministro Flávio Dino ressaltou que o ex-deputado não tem direito à indicação de emendas.

“A espantosa ascendência que alguns servidores da Câmara dos Deputados parecem atribuir ao investigado Valdemar Costa Neto contrasta com a ausência de título jurídico que lhe permita dispor do orçamento público, sejam quais forem os valores, sejam quais forem os seus destinatários”, afirmou o ministro.

A Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de imprensa do PL e aguarda retorno. O espaço está aberto para manifestação.

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Atef Abu Saif e seu diário de sobrevivência na Faixa de Gaza (Coluna da Appoa)

Por:Sul 21
23 de Junho de 2026, 09:35

Manuela Sampaio de Mattos (*)

“Nossa vida é uma trégua, Said”.

Atef Abu Saif

Em um contexto de massacre e limpeza étnica, o que pode querer dizer o desejo enunciado de estar acordado quando morrer? “Quero estar acordado quando morrer: diário do genocídio em Gaza” é o título de um dos livros de Atef Abu Saif, palestino, autor de cinco romances, dois livros de contos e de ensaios políticos, e ex Ministro da Cultura da Autoridade Nacional Palestina, função exercida até 2024.

A instigante frase do título endereçada aos leitores e, por que não dizer, ao mundo, insiste como interrogação perturbadora ao percorrermos as entradas do diário de Saif. Ele foi escrito durante os primeiros 85 dias de sobrevivência à ofensiva israelense na Faixa de Gaza, iniciada em outubro de 2023. Residente em Ramallah, capital administrativa da Palestina, localizada na Cisjordânia e a 15 km de Jerusalém, ele cumpria uma agenda de trabalho quando do início da “guerra”. Na ocasião, estava acompanhado de seu filho Yasser, com quem lutou obstinadamente contra a morte. 

A cadência da chegada do sono em direção ao ciclo de dormir, sonhar, acordar e despertar é um dos ritmos junto aos quais Saif se detém em seu diário, para narrar algo que cumpre função de circunscrição de sanidade diante do horror que escalava diariamente. Embora um dia se assemelhasse muito ao outro no que tange à continuidade de bombardeios, destruição, mortes e luta pela sobrevivência, a marcação do tempo, dos ritmos, protege alguma coisa que escapa à devastação resultante do estado de trauma contínuo. Traçar a diferença entre dormir e acordar, por exemplo, permite reestabelecer o intervalo entre as sensações de fusão da percepção corporal e a materialidade dos destroços, desenhando uma certa borda capaz de proteger um tanto de integridade subjetiva. Ocorre que dormir, na situação na qual se encontra Saif, não é mais algo com o que se pode contar, digamos assim, como um componente natural da fisiologia humana. 

A grande maioria dos ataques aconteciam à noite, portanto, o barulho ensurdecedor dos mísseis se torna o som ao redor. Entregar-se ao dormir pode significar não ter a chance de entender, “desperto”, a arquitetura dos ataques, o funcionamento das armas letais, o tempo que leva entre um clarão, o estouro e os desabamentos. Ver um míssil é também um sinal de que se está vivo. Com o decorrer dos dias, o som dos estrondos vai se naturalizando, dando lugar ao sono como ferramenta de sobrevivência. No terceiro dia dos ataques, escreveu:

Faço um esforço consciente para dormir, para descansar quando posso. Na guerra, você fica simultaneamente exausto e entediado na maior parte do tempo, tendo de lutar a cada momento para permanecer vivo. Mas nada muda. Sempre penso na época em que levei um tiro quando era criança, na Primeira Intifada, e como minha mãe me disse que eu realmente morri por alguns minutos, antes de ser trazido de volta. Sinto algum conforto com o pensamento de que quiçá desta vez eu possa fazer o mesmo, voltar dos mortos. O simples fato de eu estar pensando em sobrevivência é prova de que sobrevivi até agora. 

Os primeiros minutos depois de acordar costumava ser um momento de muita angústia, pois era quando recebiam as notícias pelo celular. Depois de um tempo, acordar também passou a ser um momento de felicidade, pois, nesta fresta do tempo da catástrofe, se davam conta de que ainda estavam vivos. Ambivalências, contradições, absurdos, são, prima facie, a tônica da realidade da guerra. “Um homem nada na praia e a guerra estoura. É como uma contradição. Então tento desenvolver isso [no livro]”, diz Saif em entrevista ao Metrópoles. Nadando na praia era o que ele estava fazendo quando tudo começou e, de repente, se viu colocando 7 a 10 pessoas em seu carro para fugirem dos ataques.

A contagem dos dias é diferente na guerra. Eles passam a ser contados a partir do início dos ataques. A cada dia, Saif costumava iniciar a escrita do diário contando da noite anterior, de como se abrigaram e fizeram para dormir, quando possível. Em seguida inicia o inventário das mortes, dos números gerais quando tinham eletricidade e notícias, bem como das mortes testemunhadas nas proximidades. É impossível entender, para quem está lendo, o absurdo que é ter tanta, mas tanta força para juntar tantos e tantos corpos, membros mutilados, e reconstituir alguma unidade a partir de uma montagem lúgubre que dá as condições mínimas de reconhecimento dos mortos. Muitas vezes, a sequência narrativa de Saif vai na via do que se sabe ou se imagina dos últimos momentos de vida daquelas pessoas. Poder ler a posição em que estavam os corpos, identificar a peça da casa em que estavam e os objetos circundantes, parece ajudar a reintegrar a dignidade dos mortos que tiveram seus corpos violados de todas as formas possíveis e impossíveis. 

Toda a família que estava na casa do meu primo Hatem morreu quando uma bomba a atingiu. Somente Wissam, minha sobrinha de 23 anos, e sua irmã Widad sobreviveram para manter a história da família, para contar o que aconteceu, e relatar seus últimos momentos, as últimas risadas, os últimos abraços. Alguém tem de provar para nós que não é possível dar um fim à vida. A vida é uma dádiva, e quem quer que a tenha dado para nós vai protege-la. Isso não é uma prece, já que nenhuma prece é capaz de mudar o destino. É um sentimento meu, um sentimento que me arrebata de tempos em tempos. Eu o senti ontem à noite, visitando Wissam no hospital, quando vi de relance no corredor uma menina que, no meio da multidão e de todo o caos, estava quieta fazendo a lição de casa. 

Escrever é também, para Said, uma espécie de prova de realidade que indica se ele está ou não está vivo. Apesar de os pensamentos serem focados em um constante e infernal agora, a escrita convoca uma relação com a temporalidade de uma outra forma, demarca um lugar em que os tempos se encontram. Escreve ao mesmo tempo para o presente, o passado e o futuro. Escreve para lembrar do que já fez para sobreviver e chegar até aqui, para registrar os nomes dos mortos, dos vivos, para cunhar a memória de quem viveu a Nakba em 1948 e agora resiste a uma segunda Nakba. Escrever é também um endereçamento para o futuro, para manter acesa nem que seja uma pequena esperança de futuro de uma Palestina viva como um lugar, uma ideia, um mapa:

Quando vislumbro o futuro desta cidade, se é que tem algum, me sinto compelido a continuar escrevendo. Por meio da escrita, podemos manter vivos os lugares, podemos depositar nossas lembranças das ruas agora em ruínas, das casas agora arrasadas. Podemos impedir que sejam esquecidas, e também criar um mapa de como devem ser reconstruídas, exatamente como era, onde quer que isso termine. 

Bait Lahia, Bait Hanun, Cidade de Gaza, Jabalia, Uádi Gaza, Rua Saftawi, bairro Saftawi, Hospital Al-Chifa, cidade de Nazla, Rua Jalaa, Rodovia Salah Al-Din (a “Nova Rodovia Nakba”), Hospital Indonésio, Hospital Europeu, Khan Yunis, Hospital Nasser, Rafah. Nomes dos lugares que conhecemos, página a página, como mapas portadores e guardiões de uma ancestralidade interditada em terra aos palestinos, mas não em memória.

No 46° dia, Saif começou sua peregrinação para o sul da Faixa de Gaza, na companhia de Yasser e de seus sogros, conforme orientação do Exército israelense. A decisão de deixar a hara em que nasceu e cresceu, seu bairro Jabalia, foi tomada neste dia em diálogo com seu pai, que decidiu ficar e o estimulou a partir. A narrativa desses dias prévios à decisão, bem como do dia da partida é, para mim, uma das partes mais lancinantes do livro. Foi surpreendente me deparar com a ideia de que o encontro com as tropas do exército, com as pessoas em carne e osso, de alguma forma poderia ser pior do que “se defender” dos ataques pelos mísseis. O nível de exposição sem defesas à humilhação a que foram e ainda são submetidos é simplesmente inacreditável, repugnante, inaceitável. Nenhum desses adjetivos é capaz de se aproximar do nível de abjeção e incredulidade que é encontrar no olhar do outro a sanha pela dominação, pela humilhação e pela destruição.

Não podemos mais ficar aqui, decidimos. Os projéteis das duas últimas noites estavam tão próximos que não apenas vi a luz e ouvi o estrondo de suas explosões como também os vi voando bem perto da minha janela. Os israelenses estão mais próximos a cada minuto. A maioria das regiões externas do campo está sob ocupação total. Durante a noite, as tropas marcharam, vindas do norte, e se aproximaram ainda mais. Nossa rua foi alvo de bombardeios contínuos dos tanques. Não preguei os olhos, em momento algum. “Quero estar acordado quando morrer”, disse a Muhammad. “Quero ver acontecer.”

À medida em que minha leitura avança nos registros de Saif sobre a escalada dos bombardeios e do extermínio, vou lembrando dos momentos em que lia e assistia àquelas notícias, que via aquelas fotos dos hospitais em chamas, daquela mãe aos prantos segurando o cadáver de seu filho, da fome. Lampejos de memória e de dor ressurgem por debaixo do manto da anestesia, fazendo lembrar também que isso não acabou. Isso me leva a pensar que, qualquer um, a qualquer tempo, em qualquer canto do mundo, pode acordar do sono anestésico e se situar como testemunha na corrente humanitária que repudia esses acontecimentos, levando adiante uma palavra que seja a respeito desse horror ainda em curso. Suportar o despertar, o desejo de se manter acordado, de sustentar o olhar e querer ver o que está acontecendo, insistir na abertura do campo da palavra. Quem sabe um dia, poder falar dos sonhos. É pouco, muito pouco, quase nada, mas falar da atrocidade que é o genocídio na Palestina é uma escolha e, como diz Saif, quando se tem uma escolha, pode ser tudo o que se tem.

(*) Psicanalista, membro da Associação Psicanalítica de Porto Alegre (Appoa) e doutora em Filosofia pela PUCRS.

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As opiniões emitidas nos artigos publicados no espaço de opinião expressam a posição de seu autor e não necessariamente representam o pensamento editorial do Sul21.

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Imposto de Renda: Brasileiros se queixam de demora para sair da malha fina e receber restituição; vejo o que fazer

23 de Junho de 2026, 09:16

Contribuintes que tiveram a declaração do Imposto de Renda retida na malha fina relatam uma espera que se estende por anos até a conclusão da análise pela Receita Federal. Enquanto aguardam, muitos ficam sem acesso a valores de restituição que poderiam aliviar o orçamento familiar. Como funciona a fila da restituição do Imposto de Renda? Saiba como consultar o lote de pagamento Dinheiro de vota: Receita abre consulta do segundo lote de restituição. Veja como consultar Neste ano, 44.393.571 contribuintes entregaram a IRPF. Desse total, 4,97% foram retidos em malha fina — o equivalente a cerca de 2,2 milhões de declarações. Entre os contribuintes que enfrentam essa situação está o médico aposentado Francisco José Lisboa, de 77 anos. Ele conta que cai na malha fina desde 2023, em razão de divergências relacionadas ao pagamento de pensão alimentícia e à adesão a um plano de saúde empresarial. Portador de cardiopatia grave, Francisco afirma que apresentou recurso administrativo em 2024, mas, até hoje, não houve uma decisão da Receita Federal. No ano seguinte, quando caiu novamente na retenção e foi convocado a comparecer presencialmente ao órgão para apresentar documentos que esclarecessem as inconsistências. Initial plugin text Após enfrentar cerca de quatro horas de deslocamento até uma unidade da Receita Federal no Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro, recebeu a informação de que toda a documentação já constava no sistema e que não havia nenhuma providência adicional a ser tomada além de aguardar a análise. Neste ano, o aposentado optou por utilizar a declaração pré-preenchida, mas encontrou divergências entre os rendimentos tributáveis informados pela Receita e aqueles constantes em seus informes de rendimentos. Diante da inconsistência, decidiu preencher a declaração da forma tradicional. O documento ainda está em processamento, mas ele acredita que cairá novamente na malha fina. Processada, fila de restituição, em análise: entenda o status da sua declaração do Imposto de Renda 2026 — Ainda não saiu o resultado desse ano, mas tenho certeza de que vou cair de novo. É sempre a mesma coisa. Já tenho 77 anos e acredito que não vou ter tempo para recuperar esse dinheiro — afirma o idoso. Procurada, a Receita Federal informou que não há prazo médio para a conclusão das análises quando um contribuinte cai na malha. O órgão frisou que tem até cinco anos para fazer essa análise e que, normalmente, "o tempo é significativamente inferior a esse limite legal". Mandado de segurança O advogado tributarista Eduardo Lustosa, sócio do escritório LLH Advogados, afirma que situações como a de Francisco são frequentes entre seus clientes. Segundo ele, o primeiro passo para quem cai na malha fina é apresentar recurso administrativo. Caso a Receita Federal não se manifeste em até 360 dias após a abertura do recurso, o especialista recomenda que o contribuinte entre com mandado de segurança — um instrumento jurídico utilizado para proteger um direito líquido e certo diante de ato ou omissão do poder público. Com ele, o cidadão, representado por um advogado, pode solicitar uma liminar que, caso aprovada por um juiz, obrigue o órgão a proferir uma decisão da análise em um prazo pré-determinado. — O mandado de segurança pode ser ajuizado de forma gratuita na Justiça Federal de cada estado, ou seja, no Juízo Comum. Mas, lembrando que o contribuinte precisa estar representado por um advogado — explica o especialista. Segundo Lustosa, a tabela de honorários da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) sugere o valor de R$ 4 mil para esse tipo de ação. Na prática, porém, os honorários costumam girar em torno de R$ 5 mil em estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, podendo variar conforme a complexidade do caso e o valor da restituição envolvida. Defensoria e juizado especial Para os contribuintes que não têm condições de arcar com os custos de um advogado particular, o tributarista recomenda procurar a Defensoria Pública da União (DPU). O atendimento é destinado a pessoas que comprovem hipossuficiência. Além deste meio, o advogado acrescenta que também é possível abrir o processo no Juizado Especial Federal, onde não é necessária a contratação de um advogado para ajuizar uma causa, sendo o único requisito exigido pela lei que o valor da causa seja de, no máximo, 60 salários mínimos (R$ 97.260,00). No Juizado Especial Federal não há custos iniciais para entrar com o processo. Porém, se o cidadão tiver uma sentença desfavorável e decidir recorrer à segunda instância, caso o seu recurso não seja acolhido, neste caso ele precisará pagar os custos processuais e os honorários de sucumbência. Eduardo Lustosa ratifica que o mandado de segurança só pode ser ajuizado perante o Juízo Federal Comum, uma vez que a lei do Juizado Especial veda este tipo de ação. Porém, de acordo com ele, existem outras modalidades de ações judiciais que possuem o mesmo efeito do mandado de segurança, tal como a Ação de Obrigação de Fazer, em que o juiz determina que a Receita Federal faça a análise da malha fina do contribuinte. *Estagiária sob supervisão de Danielle Nogueira Initial plugin text

Ronaldo volta a desmentir frase sobre Messi e revela bastidor em conversa com Romário: 'Inventaram a entrevista'

23 de Junho de 2026, 08:41

Uma declaração atribuída a Ronaldo Nazário durante a Copa do Mundo voltou a ser assunto após o ex-atacante revelar, em entrevista ao também ex-jogador Romário, que jamais disse que Lionel Messi é o maior jogador da história do futebol. O tema surgiu quando Romário questionou diretamente o amigo sobre a repercussão da frase atribuída a ele por um veículo espanhol. — Que por#@ é essa de Messi melhor da história? — perguntou Romário. Initial plugin text Ronaldo respondeu afirmando que ficou tão surpreso quanto o público ao ver as declarações circulando pela imprensa e pelas redes sociais. — Eu não estava entendendo o que estava acontecendo. Falamos com as pessoas da imprensa para entender de onde estava saindo isso. Foi uma entrevista que o Mundo Deportivo, de Barcelona, inventou e distribuiu como se fosse minha. Com minhas aspas — afirmou o Fenômeno. A polêmica ganhou força durante a Copa do Mundo após Messi ultrapassar Ronaldo na lista dos maiores artilheiros da história do torneio. Na ocasião, diversos veículos repercutiram uma suposta entrevista ao jornal espanhol Mundo Deportivo em que o brasileiro teria afirmado que o argentino era o maior jogador de todos os tempos. Entre as frases atribuídas a Ronaldo estava uma declaração que dizia que "era hora de o mundo parar de se esconder e aceitar o fato de que Messi é o melhor jogador de todos os tempos". Pouco depois da repercussão, a assessoria do ex-atacante negou oficialmente a entrevista e informou que Ronaldo jamais havia conversado com o veículo espanhol. Apesar de rejeitar a autoria das declarações, o campeão mundial de 1994 e 2002 nunca escondeu a admiração por Messi. Após ser ultrapassado pelo argentino na artilharia histórica das Copas do Mundo, Ronaldo gravou uma mensagem parabenizando o camisa 10 da Argentina. — Se tem alguém que merece passar e ter esse título de artilheiro de todas as Copas de todos os tempos, acho que o Messi é o cara perfeito para estar ali — declarou .

Brasileiro será novo CEO global da Heineken; saiba quem é

23 de Junho de 2026, 07:55

A Heineken nomeou o brasileiro Rafael Oliveira como seu novo CEO global, em um movimento inédito na empresa. A cervejaria holandesa, uma das maiores do mundo, enfrenta uma queda na demanda e tenta dar uma guinada na gestão. É a primeira vez, em seus 87 anos como empresa de capital aberto, com ações negociadas em Bolsa, que a Heineken recruta para CEO um executivo de fora dos quadros da companhia. Com Copa do Mundo: Ações de fabricantes de cerveja, como Budweiser e Heineken, devem ganhar impulso Brasileiro bebe menos cerveja: Indústria cria novos sabores Oliveira, de 51 anos, era CEO da JDE Peet’s, empresa de café e chá que é dona do Brasil das marcas Pilão e L'Or, e vai assumir a liderança da Heineken em 1º de outubro. Ele ficará no cargo por um período limitado de quatro anos, informou em comunicado o Conselho de Administração da Heineken. Após o anúncio, as ações da Heineken chegaram a subir até 3,2% na Bolsa de Amsterdã. Rafael Oliveira, novo CEO da Heineken Divulgação/JDE Peet's A Heineken é controlada pela família De Carvalho-Heineken, que detém a participação majoritária da empresa e ocupa cinco dos oito assentos no conselho da holding. Oliveira será o segundo não-holandês a comandar a empresa em sua História. O executivo brasileiro ficou menos de dois anos no cargo de CEO da holandesa JDE Peet's, empresa que foi comprada pela gigante americana Keurig Dr Pepper em agosto de 2025. Currículo internacional Oliveira ingressou na empresa de café JDE Peet’s como CEO em 2024 e estava na linha sucessória para comandar a nova gigante do setor, a Global Coffee, que está sendo criada após a aquisição do grupo pela Keurig Dr Pepper em uma operação de € 16 bilhões (US$ 18,3 bilhões ou R$ 94 bilhões). O drible no 'estádio limpo': Marcas 'censuradas' na Copa do Mundo fazem piadas com regra da Fifa; veja Antes da JDE Peet’s, Oliveira passou uma década na Kraft Heinz, onde ascendeu ao cargo de presidente dos mercados internacionais. Nessa função, foi responsável por um portfólio superior a US$ 7 bilhões distribuído pela Europa, África, Ásia-Pacífico e América Latina. Oliveira também trabalhou durante 10 anos no Goldman Sachs, atuando como diretor executivo da divisão de títulos e valores mobiliários no Reino Unido e da unidade de mercados emergentes em Hong Kong. Ele iniciou sua carreira no Brasil, trabalhando no Banco Icatu e no Banco BBA-Creditanstalt. Graduado em Economia, tem MBA pela Universidade de Chicago. Nova gestão na Heineken O Conselho de Administração da Heineken escolheu o executivo por unanimidade, destacando sua “combinação única de visão estratégica, experiência operacional e perspicácia financeira”, segundo comunicado da empresa. Ele traz uma perspectiva nova que deverá revitalizar a Heineken”, acrescentou a companhia. Capital: Heineken e Spaten travam disputa bilionária por mercado ‘premium’ do Nordeste A reformulação da gestão da Heineken ocorre após a saída do ex-CEO Dolf van den Brink no fim de maio, depois de seis anos no comando e mais de 28 anos de atuação na empresa. A companhia enfrenta vendas fracas à medida que as pessoas reduzem o consumo de álcool e consumidores com orçamento apertado limitam seus gastos. Em abril, a empresa informou uma queda no volume de vendas de cerveja no primeiro trimestre, à medida que a demanda enfraqueceu em mercados estratégicos da Europa e das Américas. A Heineken tem ficado atrás de concorrentes do setor, como Anheuser-Busch InBev e Carlsberg, na recuperação dos negócios após a desaceleração observada no período pós-pandemia. Entenda: Novo enigma no mercado de cerveja A Heineken está atualmente implementando um programa de redução de custos que inclui o corte de cerca de 7% de sua força de trabalho global. A empresa já declarou estar otimista em relação à demanda por cerveja em mercados emergentes, como Vietnã e África do Sul, onde populações mais jovens e o aumento da renda têm impulsionado as vendas. De acordo com relatório dos analistas Edward Mundy e Sebastian Hickman, da Jefferies, Oliveira tem um histórico comprovado de “transformar estratégia em resultados financeiros mensuráveis”. Quanto vale a Farm? Entenda por que ações do Azzas 2154 dispararam após contratação de banco para avaliar a grife “Esperamos que isso reforce uma cultura de alto desempenho na Heineken, com foco em simplificação, alocação mais eficiente de recursos” e na execução do plano da empresa para alcançar até € 500 milhões em economias anuais de produtividade, disseram. Separadamente, a Keurig Dr Pepper informou que iniciou a busca por um novo CEO para sua divisão de café. Pamela Patsley, presidente do conselho de administração da KDP e do comitê de nomeação e governança da companhia, liderará o processo de seleção.

Champeta x soukous: rivais em campo, Colômbia e RD Congo se reconhecem na música

23 de Junho de 2026, 07:33

Colômbia e República Democrática do Congo estão distantes no mapa cerca de 10 mil quilômetros, separadas pelo território brasileiro e pelo Oceano Atlântico. A lonjura — e a logística complexa de viajar entre os países, que não têm voos diretos entre si — não impediu que os rivais na Copa do Mundo compartilhassem semelhanças numa de suas principais manifestações culturais: a música dos soukous (pronuncia-se “sukus”) congoleses e da champeta colombiana. A influência da RD Congo na música do país latino se deu ainda na década de 1960. Conta a história que discos do gênero congolês chegaram à Colômbia levados por marinheiros que desembarcavam nos portos de Cartagena e Barranquilla. O som dançante dos soukous — também conhecido como rumba zairense, em referência ao Zaire, nome da RD Congo entre as décadas de 1970 e 1990, durante a ditadura de Mobutu Sese Seko — começou a ser tocado nas cidades costeiras nos picós, os gigantes sistemas de som da região, móveis e coloridos para representar cada um dos picoteros, como são chamados os DJs por lá. A competição era grande. Pesquisadores contam que era comum que os picoteros retirassem os rótulos dos discos de vinil para dificultar a identificação dos artistas. Mas havia uma outra dificuldade: o idioma. Os colombianos não entendiam o que os artistas congoleses — cantando não apenas em francês, mas também em línguas nativas como o lingala e o kikongo — falavam nas músicas. Sem conseguir traduzir, eles passaram a compor letras próprias, em espanhol, até que surgiu um gênero próprio colombiano: a champeta. Tecladista e baterista do Rappa e membro do Afrika Gumbe, projeto de músicas em iorubá, Marcelo Lobato dá um passo atrás e lembra que a influência da RD Congo no gênero musical colombiano é fruto de uma “viagem de ida e volta”. Isso porque, diz ele, a rumba congolesa é fruto de uma contribuição direta de gêneros afro-cubanos, como o son e a rumba. — Os colombianos desenvolveram uma versão deles, de identidade própria. Misturaram também música black, cânticos indígenas, arranjos com flautas, acordeon e até influências europeias — explica. Sucesso com Shakira Tanto no soukous quanto na champeta, fazem parte do som guitarras e vozes sobrepostas, baixo bem marcado e percussão. As letras abordam principalmente histórias de amor e temas do cotidiano de bairros populares. — São ritmos muito particulares. São como relógios suíços com swing. Tudo encaixadinho numa sincronia perfeita — elogia Lobato. Nomes clássicos da época para conhecer a champeta são El Sayayin, Mr. Black e Louis Towers. Já do lado do soukous congolês, estão Franco Luambo, Papa Wemba, Nico Kasanda e M’bilia Bel. Mais recentemente, em 2020, a champeta ganhou destaque internacional quando Shakira levou o gênero colombiano para o palco do Super Bowl. Junto com um balé, ela dançou “Icha”, de Syran Mbenza com Diblo e Lokassa Ya Mbongo. Segundo o jornal El País, a música era conhecida como “El Sebastián” e ganhou fama pelo picotero Syran Mbenza, de Barranquilla, no fim dos anos 1980. A apresentação de Shakira acabou ganhando as redes sociais e virou “desafio” de dança, o #champetachallange, que somou mais de 125 mil publicações no TikTok. Semelhanças musicais à parte, as seleções de Colômbia e RD Congo se enfrentam hoje, em Guadalajara, no México, de olho na segunda fase da competição. Se os colombianos vêm de uma vitória na estreia sobre o Uzbequistão, por 3 a 1, os congoleses chegam embalados, em busca dos primeiros três pontos, após o celebrado empate com Portugal, em 1 a 1. O resultado, inesperado, deu aos congoleses o primeiro ponto na história das Copas. O país já havia disputado o Mundial em 1974, com o nome de Zaire. Na ocasião, perdeu os três jogos da primeira fase e não marcou gols.

Comitê faz alerta sobre efeitos de vapor da CMPC em Guaíba

Por:Sul 21
22 de Junho de 2026, 19:27

O Comitê de Análise e Questionamento do EIA-RIMA do Projeto Natureza, empreendimento da empresa de celulose CMPC, fez um alerta nesta segunda-feira (22) sobre o lançamento de vapor que foi observado no domingo (21), em Guaíba. Um registro fotográfico compartilhado pelo Comitê mostra a movimentação intensa de vapor que chega a formar uma nuvem que se espalha por todo o território da instalação da empresa na Região Metropolitana e segue avançando.

Conforme o Comitê, que é composto por entidades de preservação do ambiente natural, técnicos, especialistas e ativistas, a chamada nuvem extraordinária pode ser causada por um processo de despressurização, o que pode ocasionar “poluição térmica e provável combinação com substâncias químicas de potencial tóxico”. “Embora as emissões de vapor possam fazer parte de procedimentos operacionais em sistemas de caldeiras, nossa avaliação aponta que eventos extremos de despressurização requerem atenção devido não somente à geração de ruído intenso, mas à poluição térmica e provável combinação com substâncias químicas de potencial tóxico, utilizadas no tratamento da água industrial e que são liberadas nestas gigantes nuvens de vapor”, afirma a nota.

O Comitê também traz relatos de moradores sobre a ocorrência de ruídos altos em função do processo. A nota cobra mais transparência da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) sobre os possíveis riscos à população de processos com uso de substâncias tóxicas que poderiam estar contidas no jato.

“Na operação de caldeiras de alta pressão, a água utilizada no processo requer rigorosos tratamentos de desmineralização e controle de corrosão. Entre os produtos tradicionalmente empregados nestas indústrias estão os sequestrantes de oxigênio, como o caso da hidrazina e do sulfito de sódio, além de compostos alcalinizantes e anticorrosivos, como a morfolina. Essas substâncias, frequentemente utilizadas nestes processos, possuem reconhecidos riscos toxicológicos e ambientais, principalmente quando manipuladas inadequadamente ou liberadas para o meio ambiente, podendo ser este o caso. A hidrazina é considerada altamente tóxica e potencialmente carcinogênica, além de apresentar elevada toxicidade para organismos aquáticos. O sulfito de sódio pode liberar dióxido de enxofre, um gás irritante associado ao agravamento de doenças respiratórias, especialmente em pessoas com asma. Já a morfolina é classificada como substância corrosiva, capaz de provocar irritações severas em contato com a pele, olhos e sistema respiratório”, completa a nota.

Os ativistas ainda alertam para riscos de efeitos colaterais de eventos com vapores como o registrado em Guaíba, que podem alterar drasticamente as condições ambientais para os animais, assim como aumento da umidade atmosférica do inverno, associado com aumento de doenças respiratórias. Por meio da nota, o Comitê ainda chama a atenção para os possíveis efeitos da instalação de uma nova fábrica da CMPC Celulose, do chamado Projeto Natureza, também no Estado, dessa vez em Barra do Ribeiro.

A CMPC Celulose foi procurada pela reportagem do Sul21, mas, até o fechamento dessa matéria, não havia se manifestado sobre o incidente.

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Financiamento é o grande gargalo da pesquisa gaúcha, aponta Rafael Roesler

22 de Junho de 2026, 18:33

Embora o Rio Grande do Sul esteja na liderança em rankings nacionais de números de pesquisadores e de pesquisas com maior impacto, o financiamento que o Estado reserva para a pesquisa científica e acadêmica é um dos mais baixos do País. O diagnóstico é do professor titular do Departamento de Farmacologia da Ufrgs, Rafael Roesler, que está no segundo mandato como diretor técnico-científico do Conselho Técnico Administrativo (CTA) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs).

A Fapergs é a principal agência de fomento à pesquisa científica e à inovação tecnológica do RS, uma fundação pública da administração estadual. Conforme o diretor, o setor nunca recebeu os recursos previstos em legislação, o que, para ele, denota um problema sistêmico de baixo financiamento para estudos no RS.

No entanto, mesmo com poucos recursos, ele ressalta que os pesquisadores gaúchos são protagonistas em momentos de crise como nas enchentes de 2024, quando diversos especialistas de universidades gaúchas se mobilizaram para oferecer diagnósticos e soluções para diminuir os impactos das cheias.

O professor é o convidado do encontro promovido pelo Grupo de Trabalho de Ciência e Tecnologia da Adufrgs-Sindical e palestra, nessa segunda-feira (22), na sede da entidade. Nessa entrevista ao Sul21, o professor ainda defende que o Brasil precisa aprender com os modelos de financiamento de pesquisa de países como China e Coreia do Sul, que conseguiram usar a inovação local para impulsionar a economia.

Confira:

Sul21: O que falta para o Brasil se destacar?

Rafael Roesler: Há várias carências crônicas e várias instabilidades crônicas. E entra na questão do financiamento, que é o principal fator que determina se as coisas vão acontecer ou não. Temos, em nível federal, as principais agências de fomento: o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que é fomento mais à pesquisa, incluindo a pesquisa básica; a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que é mais para a formação de pessoas, com bolsas de pós-graduação; e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que é voltada para grandes infraestruturas de pesquisa e de inovação, inclusive inovação nas empresas, onde é necessário esse fomento público também. Temos que enxergar a atividade de pesquisa científica vinculada à inovação tecnológica, a atuação das universidades, das empresas, dos institutos de pesquisa, do poder público, da sociedade civil, idealmente como atores articulados em torno de um projeto de desenvolvimento socioeconômico do país.

Sul21: Quais os exemplos estrangeiros que podem ser apropriados pelo Brasil?

Roesler:  Todos os países que conseguiram um desenvolvimento soberano, uma economia avançada e socialmente justa, baseada em pesquisa científica na base da economia, articularam esses atores todos. Precisamos dessa articulação com o poder público coordenando esse processo e dando a diretriz, principalmente o governo federal, com as agências públicas dos estados, os laboratórios nacionais públicos, as universidades de todas as matizes e características de gestão, e também com a indústria nacional. Vale enfatizar ainda a participação da geração de start ups nacionais, pequenas empresas de alta densidade tecnológica, que diversificam a economia, com alto conteúdo científico, para que projetem a economia para um modelo baseado em tecnologia mais sustentável e mais avançado. Esses agentes podem trabalhar de forma harmoniosa e benéfica para a sociedade. E o critério é estar inserido num projeto de desenvolvimento nacional. Tem sido assim a experiência de todos os países que conseguiram dar um salto a partir de uma posição de capitalismo periférico. Como a Coreia do Sul, que se tornou uma economia de maior produtividade e maior renda, capaz de prestar serviços sociais mais generosos. Outro grande modelo que temos agora é a China.

Sul21: E como está o RS nesse cenário?

Roesler: O Rio Grande do Sul tem um sistema acadêmico, científico e tecnológico muito rico. As universidades comunitárias têm um papel fundamental nisso. Temos os institutos federais, as unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), sete universidades federais sediadas no estado, parques tecnológicos, incubadoras de ponta. É um estado muito rico e muito competitivo para captação desses recursos federais que existem. O Rio Grande do Sul tem a maior densidade de pesquisadores ativos profissionalmente por habitante, a maior densidade de publicações científicas por habitante no Brasil e a maior qualidade de produção científica no Brasil medida pelo impacto. Também tem a maior formação de doutores no Brasil e a maior formação de pós-graduação. Se analisarmos a produção conforme as métricas por habitante. o Rio Grande do Sul lidera tudo isso no país, mais até do que São Paulo, que tem um financiamento muitíssimo maior. Agora, o nosso financiamento é muito baixo. A gente tem um problema crônico de subfinanciamento, que é um dos orçamentos mais baixos do Brasil.

Rafael Roesler é diretor-técnico da Fapergs

Sul21: Qual o orçamento da Fapergs?

Roesler: Quando começa o ano, o orçamento base da Fapergs, que é destinado na lei de orçamentária da Assembleia, historicamente, fica em torno de R$ 30 milhões. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) fica em torno de R$ 1,5 bilhão a R$ 2 bilhões. Rio de Janeiro e Minas Gerais praticam orçamento de R$ 700 a R$ 900 milhões por ano. Todos os outros estados da região Sul e Sudeste e a maior parte dos estados do Nordeste e do Norte recebem mais financiamento estadual do que o Rio Grande do Sul. Temos conseguido algumas suplementações importantes nos últimos anos, graças ao esforço de vários agentes, da própria Fapergs, da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia e do Governo do Estado. Com isso, tem executado orçamento na casa de R$ 100 milhões, mas isso são suplementações que são incertas, que não estão organicamente incluídas ainda no orçamento que é aprovado pela Assembleia na lei orçamentária. E esse é o grande gargalo aqui para o Estado em termos de política estadual, de ciência, tecnologia e inovação.

Sul21: Há um contraste entre esses dados de liderança nas pesquisas. O que está faltando para o orçamento reconhecer a extensão da pesquisa?

Roesler: Temos conversado com muitos deputados e o Governo do Estado, que conhecem essa realidade. O Tribunal de Contas do Estado todo ano aponta o Governo do Estado por causa dessa deficiência. Temos uma lei na constituição que diz que 1,5% da arrecadação líquida de impostos do estado deveria vir para pesquisa científica, principalmente para Fapergs. Isso nunca foi cumprido. Nunca chegou perto de ser cumprido. E não é que os agentes desconhecem a situação. Pois estamos em todos os fóruns comunicando, isso é público. Parece que é um problema estrutural, todos os governos falam que o RS é um estado financeiramente complicado. Pessoalmente, penso que é uma questão de priorização, porque há competição pelo orçamento público por diferentes demandas. Tem que haver um entendimento de que o financiamento em pesquisa gera lá na frente um crescimento econômico que compensa esse financiamento pelos benefícios sociais. Mas é um problema crônico histórico do Estado. Existe esse clichê de que a culpa é dos pesquisadores que não sabem se comunicar com a sociedade. Mas discordo, tem muito canal de divulgação científica hoje em dia, tem muitos comunicadores bons e todos os caminhos para conhecer o que é feito. É realmente um problema político e de modelo econômico.

Sul21: Professor, durante as enchentes de 2024, os órgãos de pesquisa do RS foram muito acionados. Como o senhor avalia esse momento?

Roesler: Naquela época, imediatamente quando ocorreu a enchente, a posição da Fapergs foi de acionar a comunidade científica acadêmica do Rio Grande do Sul, porque ela queria muito oferecer especialistas e centros de pesquisa dessa área que são de ponta, que teriam soluções e diagnósticos. E precisam de espaço para conseguirem aprimorar, trabalhar e serem ouvidos. E foi assim na covid-19 também, na hora em que a gente precisa da informação apurada, do conteúdo real com substância e do parecer técnico real, onde é que o Jornal Nacional veio fazer a transmissão? Foi no Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Ufrgs, veio para a universidade federal. Na covid-19 também, as pessoas foram procurar informação de qualidade dentro da universidade federal. É ali que está o conhecimento, e principalmente o conhecimento de qualidade. Então após as enchentes fizemos um movimento para construir um grande programa de apoio à pesquisa, para resiliência, prevenção e resposta a desastres climáticos.

Sul21: Como foi essa articulação?

Roesler: Pesquisamos muito a experiência internacional, o que as agências de fomento americanas fizeram nos Estados Unidos em resposta ao furacão Katrina em New Orleans. Estudamos o que o Japão faz em questão de pesquisa científica na resposta aos terremotos e tsunamis. Pesquisamos o sistema científico internacional de tsunami da Indonésia e usamos isso como modelo para construção de um edital. Conseguimos viabilizar esse edital com o apoio do Governo do Estado e dos recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), que o Governo Federal disponibilizou na época para o RS. E lançamos um edital de R$ 45 milhões para desastres climáticos. Esse foi o maior, mas houve outros editais também acessórios a esse e outros em paralelo. Então lançamos uma série de programas para tentar manter os jovens talentos científicos no estado, não fazer eles desistirem do estado por causa daquilo, para tentar estimular a pesquisa nessa área, dando a prioridade para a própria comunidade acadêmica e científica gaúcha, não para agentes externos. E para apoiar as pequenas empresas tecnológicas que precisavam de apoio para continuar no estado. Fizemos vários programas e editais. E houve uma resposta muito boa. Então, houve uma ativação da comunidade científica em resposta a esse processo climático.

Sul21: O uso da Inteligência Artificial (IA) em pesquisas e no ambiente acadêmico traz preocupações para o senhor?

Roesler: Não sou especialista nessa área, mas, como todo mundo, estou muito perplexo com a rapidez que vem sendo utilizada. A IA claramente apresenta enormes oportunidades, é uma mudança irreversível na maneira como nós fazemos as coisas e apresenta também ameaças. Espero que a gente consiga construir um modelo brasileiro de IA, onde não fiquemos subalternos tecnologicamente, nem subalternos do ponto de vista de entrega da informação estratégica brasileira para essas grandes corporações internacionais. Deveríamos ter uma discussão mais profunda sobre o que está havendo, para criar um modelo brasileiro de governança, que nos fornecesse segurança e um uso benéfico para a sociedade brasileira.

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SUS precisa de financiamento, gestão e respeito aos trabalhadores (Coluna da ASERGHC)

Por:Sul 21
17 de Junho de 2026, 08:00

ASERGHC (*)

Mais de 70% da população brasileira depende diretamente do Sistema Único de Saúde. Esse dado deveria orientar qualquer debate sério sobre os desafios da saúde no Brasil. Estamos falando do sistema que garante atendimento, vacinação, urgência, emergência, consultas, exames, cirurgias e cuidado cotidiano para a maioria do povo brasileiro.

O SUS é uma das maiores conquistas sociais do país. Mas nenhuma conquista se sustenta apenas com discurso.

Não existe SUS forte com subfinanciamento permanente. A saúde pública deixa de ser tratada como direito quando o orçamento aparece sempre como obstáculo, e não como instrumento para garantir cuidado à população.

O debate sobre a saúde costuma falar em filas, falta de leitos, demora em exames e cirurgias, dificuldade de acesso e falta de profissionais. Tudo isso é verdade. Mas esses problemas são resultado de escolhas políticas, de modelos de gestão e de uma lógica fiscal que insiste em adaptar as necessidades da população ao tamanho do orçamento disponível.

A pergunta deveria ser outra: quanto custa garantir saúde pública de verdade para um país como o Brasil?

No lugar dessa pergunta, o que se impõe é a lógica do ajuste fiscal. O governo federal anunciou novo bloqueio bilionário de despesas no Orçamento de 2026 para cumprir as regras fiscais. A Saúde também aparece entre as áreas atingidas. Na prática, o recado é conhecido por quem vive o SUS diariamente: o direito é universal, mas o financiamento segue limitado.

Essa contradição tem consequência concreta. Aparece quando o usuário espera meses por um exame ou tem uma cirurgia adiada. Aparece quando faltam trabalhadores em uma escala. Aparece quando a enfermagem é remanejada para tapar buracos da gestão. Aparece quando trabalhadores adoecem e depois são tratados como se o problema fosse individual, e não resultado de um ambiente de trabalho cada vez mais desorganizado e adoecedor.

O GHC deveria ser referência de fortalecimento do SUS. Pela sua história, pelo seu tamanho e pelo papel que ocupa na rede pública, deveria ser exemplo de gestão técnica, democrática, transparente e comprometida com trabalhadores e usuários. Mas o que se vê hoje é uma instituição pressionada por problemas internos graves, enquanto a direção assume novas responsabilidades fora da sua base original.

A gestão do Hospital Federal de Bonsucesso, no Rio de Janeiro, e do Hospital de Pronto-Socorro de Pelotas é apresentada como expansão da capacidade pública. Mas é preciso perguntar: com qual estrutura? Com qual planejamento? Com qual modelo de gestão? Com qual participação dos trabalhadores?

Não se trata de negar a importância de ampliar o atendimento à população. O SUS precisa crescer e responder às demandas reprimidas. Mas expansão sem base sólida não é fortalecimento. Pode ser apenas vitrine. Quando uma instituição não resolve problemas estruturais dentro das suas próprias unidades, assumir novas frentes de gestão pode significar mais improviso e mais distanciamento entre a direção e a realidade concreta do trabalho.

No lugar de anúncios grandiosos, o SUS precisa de serviços funcionando, equipes completas e valorizadas, processos organizados, chefias qualificadas, orçamento suficiente e respeito aos trabalhadores.

O problema central do GHC é a falta de gestão. As trabalhadoras e os trabalhadores sabem disso porque vivem essa realidade na prática. Sabem o que significa entrar em um plantão com equipe reduzida. Sabem o que significa ser deslocado sem critério. Sabem o que significa acumular tarefas que não fazem parte da sua função. Sabem o que significa ver a assistência ser comprometida por decisões tomadas por indicados políticos sem qualificação técnica.

A solução passa por financiamento adequado do SUS, valorização dos quadros de carreira e enfrentamento da precarização do trabalho. Passa também por reduzir o peso das indicações políticas, profissionalizar a gestão e democratizar as decisões.

Não se administra hospital público apenas com cargos de confiança assim como não é possível organizar uma rede complexa com improviso. Não se fortalece o SUS tratando trabalhadores como peça substituível em uma engrenagem desregulada. O GHC precisa enfrentar o adoecimento dos trabalhadores, os remanejamentos abusivos, a falta de dimensionamento adequado, a ausência de uma política efetiva de saúde do trabalhador e a fragmentação dos processos de trabalho. Precisa ouvir quem trabalha nos hospitais todos os dias.

Antes de vender soluções para fora, a direção precisa responder às denúncias de dentro.

Os desafios do SUS não serão resolvidos com expansão desordenada, bloqueio de recursos e gestão distante da realidade. Serão enfrentados com financiamento público adequado, gestão profissional, participação dos trabalhadores e compromisso real com a população.

O SUS que defendemos precisa ser universal, público, financiado e democrático. E o GHC que precisamos não é um laboratório de improvisos, nem uma plataforma de expansão para gestores. É uma instituição pública forte, comprometida com os usuários e capaz de cuidar sem adoecer quem cuida.

(*) Associação dos Servidores do Grupo Hospitalar Conceição

§§§

As opiniões emitidas nos artigos publicados no espaço de opinião expressam a posição de seu autor e não necessariamente representam o pensamento editorial do Sul21.

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Trump chega a 2º dia do encontro de líderes do G7 e dispara: 'Eu sou o chefe'; veja vídeo

17 de Junho de 2026, 07:48

Ao início de uma sessão de trabalho programada para discutir o "relançamento do crescimento econômico equilibrado" durante o encontro do G7 na França, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou aos demais líderes reunidos aos pés dos Alpes franceses que ele "é o chefe", nesta quarta-feira — em um momento em que a participação americana em assuntos europeus e a aliança com aliados ocidentais são motivos de tensões internas no grupo. No G7: Trump celebra memorando com Irã e promete solução para a Ucrânia, mas ceticismo segue presente Análise: EUA e Rússia interpretaram mal Irã e Ucrânia antes de atacá-los O momento da chegada de Trump foi capturado em vídeo e compartilhado por contas ligadas à Casa Branca nas redes sociais. A sessão de trabalho estava prestes a começar e outros líderes mundiais já estavam posicionados, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando Trump chegou à sala e disparou: "Eu sou o chefe". Initial plugin text A declaração provocou algumas risadas, enquanto o presidente americano se acomodava à direita do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron. Trump o cumprimentou e perguntou se o inglês de Macron estava em dia. Geralmente avesso a formatos multilaterais como o G7, Trump tem feito algumas concessões, tendo inclusive demonstrado concordância em ratificar uma declaração conjunta sobre a guerra na Ucrânia, pedindo maior pressão sobre a Rússia — embora, na véspera, tenha afirmado que a disputa em território europeu não era um assunto americano. (Com AFP)

Jeremy Clarkson: Estrela da TV britânica, apresentador revela quadro 'agressivo' de câncer em série do Prime Video; entenda

17 de Junho de 2026, 07:00

O apresentador britânico Jeremy Clarkson, que se tornou uma estrela mundial por conduzir o programa "Top Gear", da BBC, revelou que foi diagnosticado com câncer de próstata. A notícia foi anunciada em um episódio da nova temporada de sua série “Clarkson’s Farm”, lançado nesta quarta-feira no Prime Video. Não está claro exatamente quando as imagens foram gravadas, mas as filmagens foram feitas entre 2024 e 2025. 'Várzea — Onde nasce o futebol' e 'Eu vou te encontrar': as estreias no streaming na semana de 14/6 a 20/6; veja trailers Esta Copa do Mundo é uma piada: humoristas investem em programas especiais focados no mundial Clarkson, de 66 anos, aparece contando sobre o diagnóstico a Kaleb Cooper e Charlie Ireland, nomes recorrentes do programa, que ficaram visivelmente abalados com a notícia. O ex-apresentador de “Top Gear” não esclareceu em que estágio o câncer foi diagnosticado, mas descreveu a doença como “agressiva” e disse que uma parte de sua próstata foi removida como parte do tratamento. "Eu desapareci na outra semana, fiz uma biópsia, e é câncer, e é agressivo, mas está muito no início", disse Clarkson. "Prometo que vou ficar bem", afirmou aos dois, dizendo ainda que ficaria fora de ação “por um tempo”. O episódio, último da temporada, termina com Clarkson em um leito de hospital após o tratamento. Copa do Mundo 2026: entre séries e filmes, confira as novidades do streaming sobre futebol "Começamos a quinta temporada comigo em um leito de hospital, e aqui estamos no fim da quinta temporada e estou de volta ao leito de hospital", diz. "Parte do tratamento saiu um pouco do esperado, digamos assim, então vou ficar aqui por um tempo. Estou em jejum absoluto, não sei o que vai acontecer". Na noite de terça-feira, poucas horas antes do lançamento dos dois episódios finais, Clarkson publicou um vídeo no Instagram alertando os fãs de que eles seriam “difíceis de assistir”. "Normalmente tentamos manter o programa bucólico, encantador e alegre. Mas os dois episódios finais que estreiam no meio da madrugada desta noite não são nada disso, realmente", disse. "São difíceis de assistir. São muito, muito difíceis". Hélio de La Peña: Humorista cria documentário para defender mil gols de Pelé, refutados pela FIFA Quem é Jeremy Clarkson? Um dos nomes mais conhecidos da televisão britânica, Clarkson ganhou fama à frente de uma fase de grande sucesso do programa automobilístico “Top Gear”, da BBC, entre 2002 e 2015. Ao lado dos coapresentadores Richard Hammond e James May, passou depois a comandar outro programa de carros na Amazon, “The Grand Tour”. Em 2021, lançou “Clarkson’s Farm”, que acompanha suas tentativas de administrar a própria fazenda no norte do Reino Unido. A produção se tornou um grande sucesso e está atualmente em sua quinta temporada. Clarkson também apresenta a versão britânica do game show “"Quem Quer ser um Milionário".

Princesa consorte da Noruega passa por transplante de pulmão com sucesso, diz Palácio Real

17 de Junho de 2026, 05:31

A princesa consorte da Noruega, Mette-Marit, foi submetida com sucesso a um transplante de pulmão, anunciou nesta quarta-feira o Palácio Real. Ilha de Epstein vira febre nas redes, e influenciadores invadem cenário de escândalo em busca de conteúdo #É FAKE: Jeffrey Epstein foi visto dirigindo carro na Flórida? — Até o momento, o transplante pulmonar foi bem-sucedido — afirmou Arnt Fiane, chefe do departamento de cirurgia torácica do Hospital Nacional de Oslo. A princesa, de 52 anos, foi diagnosticada em 2018 com uma forma rara de fibrose pulmonar, doença que pode exigir transplante quando o quadro clínico se agrava. A informação sobre a cirurgia foi divulgada dois dias depois de um tribunal de Oslo condenar Marius Borg Høiby, filho de Mette-Marit de um relacionamento anterior, a quatro anos de prisão por dois estupros. Nos últimos meses, o estado de saúde da princesa se deteriorou significativamente, levando à redução de seus compromissos oficiais. Recuperação deve durar várias semanas — Estamos muito felizes por tudo ter corrido bem até agora — disse Are Holm, chefe do serviço de pneumologia do Hospital Nacional: — Assim como todos os demais pacientes recém-transplantados, a princesa consorte permanecerá hospitalizada (...) por várias semanas. Trata-se de um procedimento padrão destinado a ajustar a medicação, lidar com possíveis complicações e garantir a reabilitação. Segundo o Palácio Real, o príncipe herdeiro Haakon, marido de Mette-Marit e futuro rei da Noruega, reduzirá sua agenda de compromissos para permanecer ao lado da esposa durante o período de recuperação.

Tributar rendas financeiras, estabilizar o câmbio e investir mais: os recados do coordenador do programa do PT

17 de Junho de 2026, 05:02

O programa de governo do PT para um eventual novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prevê aprofundar a estratégia: "Pobre no Orçamento e Rico no Imposto de Renda". Apesar de no governo atual já ter sido instituída a taxação de 10% para os mais ricos, a ideia é avançar no processo de tributação das camadas mais abastadas. Nesse sentido, os rendimentos financeiros entram na mira, indicou o coordenador de programa de governo do partido, Sérgio Gabrielli, em entrevista ao GLOBO. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.

Dieese aponta falhas e custo superestimado em leilão de escolas estaduais

16 de Junho de 2026, 14:51

Em coletiva na manhã desta terça-feira (16), o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apresentou um estudo técnico que avalia as Parcerias Público-Privadas (PPPs) da Educação propostas pelo Governo do Estado. A análise elaborada pelo Dieese identificou uma série de inconsistências na modelagem econômico-financeira utilizada para justificar as parcerias. Entre os principais pontos do estudo estão a superestimação de custos, fragilidades na demonstração da suposta economia para o Estado e alta proteção financeira à futura concessionária.

A proposta do governo de Eduardo Leite (PSD) prevê que as empresas vencedoras do leilão na B3, em São Paulo, atuem na reforma e adequação de 98 escolas, com contratos de até 25 anos. São estimados R$ 4,5 bilhões às empresas privadas. O leilão está marcado para 26 de junho.

Serviços de limpeza, merenda e vigilância também estão incluídos na parceria, que vai abranger os ensinos fundamental e médio. Ou seja: quase tudo vai ser parceirizado, menos a atividade-fim das escolas, que é a pedagogia. Como o Sul21 mostrou em 2024, a iniciativa é criticada por trabalhadores e especialistas em educação que enxergam a escola como um ecossistema movido por todos os alunos, professores e funcionários que exercem as mais diversas funções no ambiente escolar.

A suposta vantagem econômica das PPPs para o Estado não foi demonstrada suficientemente, segundo a economista e técnica do Dieese, Anelise Manganelli. Os cálculos oficiais do governo projetam economia de apenas 0,81% do valor total do contrato. Seriam menos de R$ 1.000 por escola poupados do orçamento do Rio Grande do Sul, como informa a economista.

Anelise Manganelli, economista e técnica do Dieese. Foto: Joni Oliveira/CPERS Sindicato

Outro ponto destacado é o impacto orçamentário do projeto. Embora atenda apenas 4,2% da rede estadual, a PPP prevê um gasto médio anual por unidade quase cinco vezes superior ao atualmente destinado às escolas estaduais. O gasto médio anual por escola estadual é de R$ 417 mil. Uma escola parceirizada subiria o valor das contas para quase R$ 2 milhões de reais (4,7 vezes mais caro).

Além das questões financeiras, a fiscalização do funcionamento adequado do projeto é um problema. No contrato consta que a fiscalização será privada. Serão agentes privados contratados pela empresa vencedora e a conta paga pelo Piratini. “O fracasso do agente fiscalizador é uma vantagem para o concessionário”, complementa Anelise.

“Está na lei das PPPs ter que demonstrar que há uma vantagem econômica, que há uma sustentabilidade no projeto, que há eficiência na utilização dos recursos. E o que nós fizemos, olhando os dados detalhados, foi verificar que essa demonstração da vantajosidade não acontece”, comenta Anelise Manganelli. “Não há justificativa plausível”.

A vantagem econômica, na verdade, é da empresa que vencer o edital de concessão. O Dieese estima um lucro líquido de R$ 527 milhões para a concessionária ao final dos 25 anos. E a empresa está “altamente blindada” pelo contrato, diz Anelise. A modelagem do projeto usa o Fundo de Participação dos Estados, um recurso previsível e estável, como garantia financeira. Ainda, a vencedora do leilão poderá pedir reequilíbrio das contas se o custo ficar acima do esperado.

“A concessão vem com uma roupagem dita pelo governo que seria dividir riscos e a gente não encontrou isso durante todo o processo. A todo momento, o ônus está vinculado ao poder concedente, que vai ser o Estado que contrata essa concessão”, explica a economista.

O Dieese também acusa o Governo do Estado, na análise feita pelo Departamento, de superestimar os custos da contratação pública para fazer com que o modelo via PPP se torne mais atrativa. “Eles superestimaram custos. A gente observou valores que não descrevem a realidade para materiais e serviços. Por exemplo, ar-condicionado, bebedouros, manutenção de áreas verdes, tudo com valores superestimados”, afirma Anelise.

“Isso fez com que, na modelagem econômica, artificialmente, a PPP pudesse ser mais barata, porque a contratação tradicional estaria superestimada”, destaca.

‘Hora de defender a escola pública’
Rosane Zan, presidente do Cpers. Foto: Joni Oliveira/CPERS Sindicato

Desde o anúncio do projeto das PPPs da Educação, professores, estudantes e organizações representativas de categorias foram às ruas contra a proposta. No começo de maio, centenas de pessoas se reuniram em frente à Escola Estadual Medianeira em Porto Alegre — uma das 98 instituições selecionadas — em manifestação contra a venda da escola.

Na quinta-feira (11), foi a vez dos estudantes das escolas estaduais Jerônimo de Albuquerque, Madre Maria Selima e Paulo da Gama, todas da Capital, trocarem a sala de aula pelas ruas. As três escolas estão na lista das que serão leiloadas. A ideia era fazer uma “aula pública” com os alunos no Viaduto São Jorge, no bairro Partenon, em protesto.

Para Rosane Zan, presidente do Cpers, que promoveu a coletiva com o Dieese, o cidadão necessita entender que a pressão contra a venda das escolas tem que ser um “movimento com toda a sociedade gaúcha”. “Se tu está entregando hoje 98 escolas, daqui a pouco são as 2.300 escolas”, salienta. “Essa revolta não pode ser somente das 98 escolas, mas de todas as escolas da rede estadual, dos 497 municípios”.

“A educação não pode ser tratada como oportunidade de negócio. A educação pública não pode ser transformada em um contrato financeiro de 25 anos. Não somos contra investir nas escolas, somos contra pagar mais para investir menos”, diz a presidente do sindicato.

“É o mercado financeiro que está em jogo para abocanhar uma fatia do que é público e que deveria ser investimento”, complementa Rosane. “Por que entregar essas 98 escolas?”, provoca.

Rosane afirma que as ações do Cpers não se limitarão aos atos na rua. Além de já ter procurado o Tribunal de Contas do Estado sobre a situação anteriormente, Zan confirma que buscará a via jurídica com Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, usando as informações do levantamento do Dieese.

Na esfera nacional, procurará o STF, junto à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). O objetivo é impedir o que define como “tiro no pé” do governo de Eduardo Leite. Segundo a presidente do Cpers, essas ações na Justiça são “passos para tentar barrar — e barrar — esse ataque [contra a educação]”. “Agora é a hora de defender a escola pública”, destaca.

Ao final da coletiva, Rosane Zan afirmou: “Nós vamos barrar essa ação”.

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Governo lança Tela Brasil: streaming público estreia com mais de 550 obras

Por:Sul 21
31 de Maio de 2026, 14:44

Da Agência Brasil 

O governo lançou oficialmente neste sábado (30) a plataforma Tela Brasil, o streaming público e gratuito de audiovisual brasileiro. A iniciativa tem o objetivo de democratizar o acesso da população à cultura brasileira, a partir da ampliação do alcance da produção nacional.

A plataforma coordenada pelo Ministério da Cultura e desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Alagoas vai disponibilizar filmes brasileiros sob demanda, com acesso integrado ao site Gov.br.

No lançamento do streaming, na Cidade das Artes, na zona Oeste do Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que a plataforma é uma ferramenta de soberania cultural para que os brasileiros conheçam a si mesmos.

“[A Tela Brasil} vai contribuir para a elevação da compreensão de um país chamado Brasil. Por que nós somos assim? Por que nós fazemos assim?”

O presidente também criticou o excesso de conteúdos estrangeiros nas telas do país, que ele considera de baixa qualidade.

“A quantidade de enlatados de má qualidade que a gente é obrigado a assistir toda noite, porque não tem outra coisa para a gente ver. O que não permite que a juventude brasileira tenha acesso à plenitude da cultura brasileira”, lamentou Lula.

O presidente também chamou a atenção para o desconhecimento sobre o peso econômico e a quantidade de empregos gerados pelo setor cultural brasileiro para o desenvolvimento econômico e profissional.

“O mais importante é a gente conhecer o nosso país por dentro, conhecer a nossa cultura, a razão das coisas que fizeram a gente chegar onde nós chegamos”, disse Lula.

Por fim, o presidente fez a conexão com outras políticas públicas de sua gestão, como o recém-lançado MEC Livros, que já conta com o acervo de mais de 25 mil livros. Ele destacou que o acesso à cultura, agora, faz parte da política de habitação do governo. “Todo o conjunto habitacional que a gente entregar, nesse país, vai ter uma biblioteca para que a pessoa tenha acesso à cultura.”

O projeto contou com um investimento de R$ 9 milhões entre 2024 e 2025. Segundo o governo, o valor garantiu o licenciamento de um catálogo diversificado, desenvolvimento tecnológico próprio e ferramentas completas de acessibilidade.

Histórias ainda não contadas

Presente no lançamento, a ministra da Cultura, Margareth Menezes disse que a motivação de criar a plataforma foi fazer com que o povo brasileiro tenha acesso ao direito cultural.

“Na questão do audiovisual, nós temos um gargalo ainda muito grande na questão da distribuição. Como fazer o povo ter acesso a tudo o que se produz, às coisas que são importantes, que referenciam o nosso país?

Ela destacou que o audiovisual agrega todas as outras artes como a música, o desenho. “Todo mundo trabalha e tem essa representatividade. A nossa diversidade está no que a gente produz, só que o povo não tinha acesso.”

Em sintonia com o discurso do presidente Lula, a ministra celebrou a soberania, a miscigenação e a necessidade de resgatar o protagonismo das figuras históricas do país.

“O povo que se conhece, o povo que se vê, ele se fortalece, porque nossas histórias são lindas. Temos os povos originários, os povos africanos, os povos europeus, as pessoas que construíram esse país, as histórias que nunca foram contadas.”

Acervo da nova plataforma

O acervo inaugural une conteúdos financiados pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), obras guardadas por instituições do Sistema MinC, como a Cinemateca Brasileira, o Centro Técnico Audiovisual (CTAv), a Funarte e a Fundação Cultural Palmares.

O foco é a diversidade, englobando o cinema negro, o cinema indígena, produções dirigidas por mulheres, e temas urgentes como justiça climática e sustentabilidade.

A Tela Brasil já chega com acervo que cobre desde clássicos históricos de 1910 até produções contemporâneas, de 2025.

Ao todo, a plataforma inicia com 555 obras audiovisuais brasileiras, divididas em:

  • 267 curtas-metragens;
  • 139 longas-metragens;
  • 85 médias-metragens ou telefilmes;
  • 64 obras seriadas.

Entre elas: A Hora da Estrela, de Suzana Amaral; Xica da Silva, de Cacá Diegues; Central do Brasil, de Walter Salles; e Cidade de Deus, de Fernando Meirelles.

Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), de Glauber Rocha; Carandiru (2003), de Hector Babenco; e Olga (2004), de Jayme Monjardim, são outras obras de destaque.

O catálogo inicial inclui 19 títulos que já representaram o Brasil na disputa pelo Oscar ao longo da história.

Entre as categorias listadas pelo Ministério da Cultura estão obras para a infância, juventude, de artes e de brasilidade.

Na parte de diversidade cultural, entrou a categoria Africanidades, que reúne obras audiovisuais que narram trajetórias, memórias e experiências da população negra no Brasil, entrelaçando ancestralidade e contemporaneidade.

Acessibilidade é outro ponto central do projeto: todos os títulos selecionados via edital público contam com audiodescrição, legendagem descritiva e interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

“Importante destacar que tem pesquisa no meio sobre acessibilidade. São obras com três recursos de acessibilidade, que envolvem também discussão sobre preservação e memória. Há soluções tecnológicas e soluções jurídicas sobre regulamentação. É política pública baseada em pesquisa e evidência”, disse a professora Luciana Peixoto Santa Rita, que participou do projeto pela UFAL.

Perfis de utilização

Para começar a navegar, o usuário precisa de uma conta ativa no sistema de login único do governo federal, o Gov.br. A plataforma tem duas formas de navegação:

Perfil Cidadão: qualquer pessoa pode acessar de forma individual e gratuita a filmes, séries e documentários organizados por gêneros, formatos e categorias, além de criar uma lista de favoritos.

Perfil Direcionado: criado especialmente para exibições coletivas e sem fins comerciais em salas de aula, cineclubes, pontos de cultura, bibliotecas e museus de todo o país.

Numa primeira fase, a plataforma funciona diretamente no navegador de computadores (com opção de transmissão para Smart TVs). Os aplicativos para celulares (Android e iOS) serão disponibilizados em um prazo de 30 dias.

Parcerias

Durante o evento, também foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Ministério da Cultura (MinC) e a TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para expandir a oferta, a circulação de conteúdos e a integração das políticas públicas para o audiovisual brasileiro.

A Tela Brasil foi desenvolvida com tecnologia brasileira, pelo Ministério da Cultura (MinC) com o apoio da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

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Lambança do MME no Leilão de Reserva de Capacidade (por Heitor Scalambrini Costa)

Por:Sul 21
31 de Maio de 2026, 08:24

Heitor Scalambrini Costa (*)

“Só a participação cidadã é capaz de mudar um país”
Herbert de Souza/Betinho (sociólogo e ativista dos direitos humanos)

O Ministério de Minas e Energia (MME) é o órgão responsável no governo federal pela formulação e implementação de políticas nacionais para os setores de energia elétrica, combustíveis (petróleo, gás natural, biocombustíveis), mineração e geologia. Sua função principal é garantir a segurança energética com um abastecimento seguro, contribuindo para um desenvolvimento socioeconômico e ambiental, com aproveitamento sustentável dos recursos energéticos e minerais do país. Diante do desafio dos tempos atuais, com as mudanças climáticas, não é só garantir energia, com qualquer fonte energética, mas com aquelas geradas pelas renováveis (sol, ventos, água, biomassa).

No caso da política energética brasileira, entre os grandes problemas existentes está a elevada tarifa elétrica paga pelo consumidor, mesmo que 85% da matriz elétrica seja composta por fontes renováveis, o que significa mais baratas do que qualquer alternativa fóssil. Segundo relatório da Agência Internacional para as Energias Renováveis (IRENA), divulgado em julho de 2025, o Brasil aparece entre os países com menor custo de geração de energia renovável do mundo, sem dúvida, uma grande vantagem comparativa do país. Todavia, a conta de luz é uma das despesas mais importantes para os brasileiros, do que é para consumidores de países desenvolvidos. Segundo relatório do Instituto de Estudos Socioeconômicos (INESC) para famílias de baixa renda, ela pode comprometer até metade do orçamento, muitas vezes competindo diretamente com a alimentação e saúde.

Diante do atual cenário uma das medidas mais polêmica recentemente tomada pelo MME, com a justificativa oficial de ser uma “ferramenta estratégica para assegurar que haja energia disponível no futuro, principalmente em períodos de maior demanda, fortalecendo a confiabilidade do sistema elétrico brasileiro”, foi promover o 20 Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap 2026), nos dias 18 e 20 de março/2026, para a contratação de termelétricas a combustíveis fósseis: gás natural, carvão mineral, diesel e óleo combustível. Desde 2021 não se tinha este tipo de leilão, que teve uma contratação recorde de 19 GigaWatts (GW).

Na prática, as escolhas energéticas do LRCap 2026 criarão uma maior dependência de combustíveis fósseis, para a geração de energia elétrica. Historicamente, a matriz elétrica brasileira foi majoritariamente baseada em hidroeletricidade, e atualmente conta com participação expressiva de energia solar, eólica, etanol, biomassa, biometano e biodiesel. Assim, com diversidade e complementaridade, é que deve continuar aumentando a participação das fontes renováveis; e não dependendo mais de fontes de origem fóssil.

Os problemas com este leilão começaram mesmo antes de sua realização. O Tribunal de Contas da União (TCU) através da AudElétrica, Auditoria Especializada em Energia Elétrica e Nuclear, já tinha identificado vários problemas, suspeitas, falhas e fragilidades no edital. Mas mesmo assim o leilão foi realizado.

Ao serem divulgados os preços tetos, a “insatisfação do mercado”, (a insatisfação do consumidor não é levada em conta), gritou mais alto, e mostrou a poderosa influência que exercem os lobistas do setor de energia fóssil nos círculos de poder. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sucumbiu, e na véspera do certame, acabou aprovando um reajuste de até 80%, atendendo o que era pleiteado pelo mercado.

O governo havia definido preço-teto de R$ 1,6 milhão/MW.ano para usinas térmicas novas a gás natural, e reajustou para R$ 2,9 milhões/MW.ano. Para as térmicas existentes a gás natural e carvão, o teto foi reajustado de R$ 1,12 milhão/MW.ano para R$ 2,25 milhões/MW.ano. Os valores tetos limitam quanto o governo pode pagar pela contratação de capacidade.

Foram as termelétricas a gás natural (novas e existentes) as protagonistas, que do total contratado de 19 GW, 90 eram usinas a gás, correspondendo a 15, 2 GW (9 GW de usinas novas). Tornando assim a geração de energia elétrica mais suja, com mais emissões de gases de efeito estufa (GEE’s), agravando o enfrentamento às mudanças climáticas. Além de tornar as tarifas mais onerosas para o consumidor, visto que as fontes fósseis são mais caras que as fontes renováveis.

Vários foram os questionamentos, suspeitas de irregularidades e críticas ao leilão. Não somente pela súbita e inesperada elevação dos valores tetos da disputa, sem justificativa técnica-econômica; mas também pelo próprio modelo adotado de leilão em 2 etapas, além do grande montante de potência contratada, representando uma receita para as empresas ao longo dos 15 anos de contrato de R$ 515,7 bilhões, mas que pode ultrapassar R$ 800 bilhões. Estes valores serão pagos pelo consumidor quando as usinas estiverem efetivamente funcionando.

A judicialização do certame era previsível, o que acabou acontecendo. A contratação de usinas termelétricas fósseis foi questionada, na justiça e administrativamente. O imbróglio causado pelo MME neste episódio teve como desfecho, finalmente, a homologação do leilão, com entregas previstas a partir do segundo semestre de 2026.

A realização do leilão de capacidade, com uma potência recorde correspondente a mais de uma Itaipu (14 GW), aconteceu em um contexto inverossímil do setor de energia. O crescimento exponencial, e desordenado da geração solar e eólica, não foi acompanhado da infraestrutura necessária para transportar a energia até sua distribuição. Assim, o Nordeste Brasileiro, onde se encontram instaladas as grandes usinas solares e eólicas, passou a conviver com a situação de cortar ou reduzir intencionalmente a geração de energia de fontes renováveis ordenado pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). Tecnicamente conhecido como “curtailment”, ocorre por conta do forte desequilíbrio estrutural entre a alta produção de energia elétrica renovável e a capacidade limitada de escoamento e consumo. Resumindo, o ritmo de instalação destas fontes de energia cresceu mais rápido que as linhas de transmissão ou do consumo, resultando em grande desperdício de energia, descartada e não injetada na rede.  O que se verifica é que quantidades entre 20 a 25% de toda potência solar e eólica de grandes instalações (corresponde a 55 GW) estão sendo desperdiçadas. Ou seja, temos energia, mas não temos linhas de transmissão para seu aproveitamento pelo sistema elétrico nacional. Esta irracionalidade no planejamento, levou as empresas geradoras a exigirem ressarcimento, pois produziram, mas não faturaram.

As polêmicas decisões que cercam a atuação do MME ocorrem muito em função do déficit democrático existente no setor energético, provocado a repetição de inúmeros problemas causados, principalmente pelos interesses lobistas que dominam o MME, em proveito de alguns, e contrários à maioria da população, que vive o drama de ver suas contas de energia aumentarem, ano a ano, em muitos casos bem acima da inflação.

Não existe um debate democrático sobre a questão energética no país. Não existe espaço público para a sociedade civil expressar suas opiniões, suas propostas. As chamadas “audiências públicas”, acabam sendo dirigidas, e inócuas no sentido de contribuir para a melhoria das propostas, na direção dos interesses majoritários da sociedade.

Exige-se mais democracia, mais participação, mais transparência em um setor estratégico, que insiste em não discutir com a sociedade as decisões que toma.

A realização desta malfadada contratação de energia a partir de fontes fósseis, foi um grande retrocesso, ao lado do recente desmonte da legislação de proteção ambiental votada pelos “nobres” deputados da extrema-direita, do centrão, e do agronegócio. As três propostas aprovadas são devastadoras para o meio ambiente, e estão nos projetos de lei: PL 364/2019, PL 5900/2025 e o PL 2564/2025.

(*) Professor associado aposentado da Universidade Federal de Pernambuco, graduado em Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP/SP), mestrado em Ciências e Tecnologias Nucleares na Universidade Federal de Pernambuco (DEN/UFPE) e doutorado em Energética, na Universidade de Marselha/Aix – Centro de Estudos de Cadarache/Comissariado de   Energia Atômica (CEA)-França.

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Com apoio de Leite, Gabriel Souza (MDB) lança pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Sul

Por:Sul 21
30 de Maio de 2026, 17:11

O vice-governador Gabriel Souza (MDB) lançou oficialmente neste sábado a sua pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Sul, que representará a continuidade do governo de Eduardo Leite (PSD). Em evento realizado em Porto Alegre, MDB e PSD lançaram as composições majoritárias da chapa 100% Rio Grande, que também terá os apoios de União Brasil, Federação Renovação Solidária e AGIR e terá Ernani Polo (PSD) como candidato a vice-governador e Germano Rigotto (MDB) e Frederico Antunes (PSD) na disputa ao Senado.

De acordo com MDB, mais de 7 mil pessoas participaram do lançamento da chapa, que ocorreu em uma casa de eventos nas proximidades do Aeroporto Internacional Salgado Filho e foi marcado pelo lançamento do jingle “100% Rio Grande”. “A gauchada tá unida pro Rio Grande acontecer. Não temos presidente de estimação. Nossa alma é o Rio Grande e o gaúcho é o patrão”, diz um dos trechos da música, que crítica a chamada “radicalização política”.

Em sua fala no evento, Gabriel Souza afirmou a chapa não está reunida em torno de um nome, mas de uma proposta. “É um projeto que acredita na responsabilidade com as contas públicas, na liberdade para produzir, no cuidado com as pessoas e na preparação do Estado para os desafios do futuro. O Rio Grande voltou a ter rumo e capacidade de realizar. Agora queremos seguir evoluindo, com diálogo, experiência e os pés no chão”, afirmou.

 

Gabriel encabeçará chapa que terá Ernani Polo (à direita do governador Leite) como vice, Germano Rigotto (dir.) e Frederico Antunes (esq.) ao Senado, e Ronaldo Caiado para a presidência | Foto: Gustavo Mansur

Na mesma linha, o pré-candidato a vice-governador Ernani Polo destacou a construção suprapartidária. “Todos os dias recebo ligações e mensagens de lideranças de outros partidos dizendo que estão conosco nesta caminhada. Por tudo que o governo fez, por tudo que o governo está fazendo e principalmente por aquilo que nós queremos fazer”, afirmou.

Governador do Rio Grande do Sul de 2003 a 2007, abordou temas que entende como relevantes para a disputa ao Senado, como a rediscussão da dívida do Estado com a União, a transição da reforma tributária, políticas de valorização das mulheres e incentivo aos jovens. Já Frederico Antunes pontuou que a coligação defenderá o legado de 8 anos do governador Eduardo Leite. “É um projeto que já transformou para melhor nosso Estado, e isso fica evidente quando mais de 7 mil pessoas se reúnem no mesmo evento. A presença de pelo menos 500 pessoas da Fronteira demonstra que essa mobilização é de todas as regiões”, afirmou.

A polarização nacional também foi abordada por Leite, que afirmou que a chapa não foi construída para servir a projetos nacionais ou ser extensão de disputa presidencial. “É uma candidatura que nasce dos interesses dos gaúchos, comprometida com a continuidade das transformações”, disse.

O ato contou ainda com a participação do pré-candidato à presidência Ronaldo Caiado(PSD), que ressaltou a importância da parceria entre os governos estadual e federal para enfrentar desafios e impulsionar o desenvolvimento do Rio Grande do Sul. “O futuro governador do Rio Grande do Sul está aqui. Gabriel reúne preparo, experiência e integridade, construiu sua trajetória na vida pública com trabalho e seriedade e conhece profundamente os desafios do Estado”, disse.

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Nota pública sobre o Apagão do Judiciário (por Sindjus-RS)

Por:Sul 21
21 de Maio de 2026, 10:21

Sindjus-RS (*)

A Campanha por Valorização Salarial do Sindjus está na rua. Nesta quinta-feira (21) acontece a paralisação de uma hora, chamada de Apagão do Judiciário. Esta não é a primeira ação da campanha e nem será a última.

Após ter tentado diversos meios para estabelecer uma negociação institucional com a presidência do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, porém sem sucesso em obter uma resposta concreta da atual administração, o Sindjus-RS entende que é o momento de dar visibilidade e de mostrar a força da categoria, para que as suas reivindicações também sejam atendidas.

A presidência do TJRS se disse surpreendida com os atos da semana passada, com a convocação para o Apagão desta semana e “não ter recebido nenhuma pauta de reivindicações”. A verdadeira surpresa, porém, está nos fatos concretos: em 26 de março, já com a pauta da categoria em mãos, o Sindicato a entregou ao presidente, desembargador Eduardo Uhlein, durante a primeira audiência entre as partes. Posteriormente, no dia 30 de março, também foi entregue a pauta de reivindicações da Assembleia Geral, que originou o processo SEI nº 8.2026.0139/001569-1, que acompanha a tramitação interna do tema no TJRS.

Ou seja, a pauta da categoria foi entregue diretamente ao presidente do Tribunal, o desembargador Eduardo Uhlein.

Ao negar esse recebimento, a presidência do TJRS comunica o descaso com que trata as demandas de sua maior força de trabalho, além da negligência com a informação pública e com os profissionais de imprensa ao omitir os fatos de forma deliberada.

Vale ressaltar que a audiência com o TJRS da próxima quarta-feira, dia 27, só foi convocada pela presidência após a divulgação da agenda de lutas do Sindicato, que está sendo publicizada desde o começo de maio.

Sabemos que esses são os 100 primeiros dias de gestão, mas cabe recapitular que neste mesmo período os juízes e desembargadores tiveram diversas demandas financeiras atendidas. Inclusive, chama atenção que no breve espaço de tempo, entre um ato e outro da categoria (atos do dia 14 e o Apagão do Judiciário convocado para esta quinta-feira, 21), a presidência tenha encontrado tempo na agenda e recursos no orçamento para acolher mais uma pauta remuneratória da magistratura.

Assim, reiteramos a convocação de toda a categoria para paralisar as atividades nesta quinta-feira (21), entre 13h e 14h, e participar não só do Apagão do Judiciário, mas também do Assembleia-Ato dia 27 de maio, às 10h, em frente ao TJ, para acompanhar a audiência que deve apresentar respostas para as pautas já entregues oficialmente, não reapresentá-las.

A nossa mobilização é para avançarmos no diálogo, e não retroceder.

(*) Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado do Rio Grande do Sul 

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‘Brasil não abre mão de sua soberania’, diz Lula sobre terras raras

Por:Sul 21
18 de Maio de 2026, 15:17

Da Agência Brasil

O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (18) que o Brasil não vai abrir mão de sua soberania para exploração de minerais críticos e terras raras existentes no país.

Durante evento realizado em Campinas, no interior de São Paulo, Lula destacou que outros países poderão se associar ao Brasil para explorar esses recursos, dentro do território brasileiro.

“Não temos preferência por ninguém. Pode vir chinês, alemão, francês, japonês, americano. Pode vir quem quiser. Desde que tenham consciência de que o Brasil não abre mão de sua soberania para dizer que os minerais críticos e as terras raras são nossas e que queremos explorá-la aqui dentro”, disse o presidente.

Em seu discurso, Lula também destacou que pesquisadores brasileiros, especialmente do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), poderão ajudar a fazer um estudo sobre esses recursos do país.

“Se a gente for fazer esse estudo só cavando buraco, isso vai demorar muito. A gente vai ter que contar com inteligência e a ciência e o conhecimento de vocês para dar um salto de qualidade, e ver se, em um curto espaço de tempo, a gente faça que o Trump [presidente dos EUA] deixe de brigar com o Xi Jinping [presidente da China] e venha se associar a nós para explorar isso aqui”, disse ele.

Supermicroscópio

O discurso do presidente foi feito na cerimônia de inauguração de quatro linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, uma espécie de supermicroscópio do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas.

As novas linhas de luz síncroton devem ampliar a capacidade de pesquisa do país em áreas como saúde, energia, agricultura, clima e nanotecnologia. As novas linhas são chamadas de Tatu, Sapucaia, Quati e Sapê.

O investimento é de R$ 800 milhões, por meio do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

“Para fazer um investimento como esse, a gente não tem que perguntar quanto custa. Qualquer quantidade de milhões que colocarmos é muito pequeno diante da quantidade de milhões que isso aqui vai render para o futuro do país e para o futuro da sociedade brasileira”, comentou o presidente.

“Não me convença com discurso, me convença com projeto. Se o projeto for factível, se ele tiver começo, meio e fim, não haverá problema em arrumar dinheiro e aprovar qualquer projeto desse país. E esse projeto aqui é um projeto que pode dar ao Brasil uma respeitabilidade mundial para que nenhum ser humano do mundo ache que o Brasil é inferior”, reforçou.

Para a ministra de Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos, a inauguração das novas linhas podem representar um salto tecnológico para o país.

“O que celebramos aqui vai muito além das novas linhas do Sirius ou do avanço das obras do Orion [um complexo para pesquisas avançadas em patógenos]. Essa é a prova de que o Brasil pode ocupar o lugar de liderança científica, tecnológica e industrial no mundo”, disse a ministra.

“O CNPEM ajudou a romper essa lógica de dependência e mostrou que conhecimento também é soberania. Antes do Sirius, pesquisadores brasileiros dependiam de laboratórios estrangeiros para realizar estudos avançados em materiais, proteínas e vírus e tecnologias estratégicas. Isso atrasava pesquisavas e limitava o conhecimento e a capacidade do Brasil em produzir conhecimento em áreas fundamentais”, acrescentou Luciana Santos.

As linhas

A Tatu, primeira linha em uma fonte de luz de quarta geração a operar na faixa dos terahertz, permitirá investigar fenômenos em materiais quânticos, sistemas nanofotônicos e biomoléculas, capazes de analisar estruturas em escala nanométrica. Essa linha vai contribuir para avanços na área de telecomunicações, computação e processamento de dados baseado em luz.

Já a linha Sapucaia é voltada para estudos com nanopartículas, proteínas, polímeros, catalisadores, medicamentos, fluidos humanos e terapias.

A Quati, por sua vez, vai permitir investigações avançadas em materiais para as indústrias petroquímica e farmacêutica, além de pesquisas em terras raras e minerais críticos.

Por fim, a linha Sapê pretende desenvolver materiais avançados, com aplicações em energia, saúde e infraestrutura, bem como em materiais supercondutores e semicondutores, estes últimos importantes para o desenvolvimento de novos chips para a indústria eletrônica.

Luz síncroton e Sirius

A luz síncrotron é um tipo de radiação eletromagnética extremamente brilhante que se estende por um amplo espectro, isto é, ela é composta por diversos tipos de luz, desde o infravermelho, passando pela luz visível e pela radiação ultravioleta e chegando aos raios X.

Com o uso dessa luz especial é possível penetrar a matéria e revelar características de sua estrutura molecular e atômica para a investigação de todo tipo de material.

Já o acelerador de partículas Sirius é uma imensa máquina capaz de analisar estruturas em escala atômica, ou seja, consegue revelar detalhes das estruturas dos átomos e apoiar pesquisas avançadas em diferentes áreas do conhecimento.

Esse equipamento é considerado a maior e mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil e uma das mais avançadas fontes de luz síncrotron do mundo.

“O Sirius colocou o país em outro patamar científico e tecnológico. O Brasil passou a integrar um grupo extremamente restrito e seleto de países que dominam tecnologia de fontes de luz síncrotron de quarta geração. O Sirius é a mais complexa infraestrutura científica já construída no Brasil e abriga um dos mais maiores aceleradores de elétrons no mundo o que nos permite desenvolver pesquisas em medicamentos, semicondutores, baterias e minerais estratégicos”, explicou a ministra da Ciência e Tecnologia.

Inovação em saúde

Além da inauguração dessas quatro novas linhas, Lula e o ministro em exercício da Saúde, Adriano Massuda, acompanharam o lançamento da pedra fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde.

O programa, que será realizado inicialmente pelo CNPEM, foi desenvolvido com o objetivo de fortalecer a soberania tecnológica nacional na área da saúde.

A iniciativa visa ampliar o desenvolvimento nacional de tecnologias estratégicas voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), como biomoléculas, biossensores, dispositivos médicos e novos diagnósticos.

Esse programa, diz o governo, pretende contribuir para reduzir a dependência de tecnologias importadas e fortalecer a capacidade nacional de desenvolver soluções em saúde alinhadas às necessidades do SUS e da população brasileira.

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