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PT recruta 50 mil “porta-vozes do Lula” para guerra digital contra bolsonarismo

Lula discursa em ato político do PT em Salvador
O presidente Lula, em evento do Partido dos Trabalhadores (PT). Foto: Rafaela Araújo/Folhapress

O PT comemorou a inscrição de mais de 50 mil pessoas como “porta-vozes” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais, em uma iniciativa voltada a ampliar a presença digital da pré-campanha de reeleição e responder ao bolsonarismo na internet.

A plataforma foi lançada em 9 de junho para mobilizar simpatizantes a produzir e compartilhar conteúdos favoráveis ao governo. O partido quer atuar com força especial no WhatsApp, apontado como um dos principais terrenos da disputa política digital.

A pré-campanha celebrou o marco de 50 mil inscritos e estabeleceu uma meta mais alta: chegar a meio milhão de apoiadores nas redes até o início dos programas eleitorais no rádio e na TV.

Éden Valadares, secretário de Comunicação do PT e idealizador da plataforma, disse que a proposta é transformar apoiadores em produtores de conteúdo local. “Nosso convite é para que esses simpatizantes abram a câmara, gravem, postem com seu sotaque, na sua comunidade, e a partir da sua realidade, os feitos do governo do presidente Lula”, afirmou.

Edinho Silva afirmou que foi um erro do PT não assinar a CPI do Banco Master
O presidente do PT, Edinho Silva, durante o aniversário de 46 anos do Partido dos Trabalhadores. Foto: Divulgação/PT Brasil

A direção petista quer dar mais unidade ao discurso durante a pré-campanha eleitoral. Em discursos, o presidente do PT, Edinho Silva, defendeu que a militância atue com mais força nas redes sociais, e não apenas nas ruas.

Os inscritos já começaram a receber missões para produzir ou compartilhar materiais sobre temas considerados prioritários pela estratégia de comunicação da campanha. A orientação mira assuntos de maior circulação e maior impacto político no ambiente digital.

O partido também pretende usar a rede de porta-vozes no combate à desinformação. A atuação desses apoiadores deve envolver respostas a conteúdos bolsonaristas e difusão de mensagens alinhadas ao governo Lula.

A plataforma funciona como uma ferramenta de mobilização da pré-campanha antes do período de propaganda eleitoral no rádio e na TV, etapa em que o PT espera chegar com uma base digital organizada e mais numerosa.

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Alô, Brasil! Precisamos falar da Noruega (por Adriano Skrebsky Reinheimer)

Adriano Skrebsky Reinheimer  (*)

Há quase uma década, um artigo detalhado circulou pelas redes sociais brasileiras exaltando o modelo norueguês de desenvolvimento. O texto, escrito em 2016, destacava  algo que soava como heresia aos ouvidos liberais da época. A Noruega, um dos países mais prósperos do mundo, não devia seu sucesso ao livre mercado desregulado, mas, sim, à presença massiva do Estado em setores estratégicos, a um generoso sistema de bem-estar social e a políticas agressivas de conteúdo local e industrialização a partir do  petróleo. 

Passados dez anos, os números tornaram esse contraste ainda mais gritante e incômodo. Enquanto a capital da Noruega, Oslo, comemora indicadores socioeconômicos que beiram a fantasia, o Brasil ainda luta para se reerguer do desmonte promovido entre 2016 e 2022 pelos golpistas do lavajatismo de toga. Logo, o grito de “Alô, Brasil” nunca foi tão necessário. 

É sabido que o debate econômico do século 20 foi marcado por duas visões  antagônicas. De um lado, John Maynard Keynes defendia, com argumentos teóricos e estudos de  casos, que o capitalismo, deixado à própria sorte, tende a crises cíclicas e ao desemprego  crônico, exigindo a intervenção estatal para sustentar a demanda, garantir o pleno  emprego e prover uma rede de proteção social que permita ao cidadão viver sem o medo  permanente da miséria, o chamado Estado de Bem-Estar Social. Do outro, Milton Friedman e a Escola de Chicago advogavam o Estado Mínimo, no qual o governo deveria se limitar a poucas funções essenciais, deixando que a mão invisível do mercado alocasse recursos com máxima eficiência. Uma alucinação ultraliberal. 

O que a experiência norueguesa demonstra, de forma cristalina e irrefutável, é a falência  prática do mito friedmaniano e a validação histórica do modelo keynesiano de bem-estar  social quando aplicado com seriedade institucional. 

Posto isso, tem-se que um dos pilares mais sólidos do sucesso nórdico é o tamanho e a eficiência de sua máquina pública. Dados oficiais do Statistics Norway de 2025 revelam que cerca 33,5% de todos os empregos na Noruega estão no setor público. 

São mais de um milhão de noruegueses dedicados a prover saúde, educação e infraestrutura de ponta. Esse número não é um desvio burocrático, mas uma política de Estado estável que reflete a decisão consciente de uma sociedade de que certos serviços não podem ser mercantilizados. 

A presença estatal não se limita ao funcionalismo dos serviços essenciais. Lá, o governo controla diretamente as gigantes de infraestrutura como a Statnett e a Statkraft, além de manter o controle acionário da Equinor, a antiga Statoil, da Telenor e do maior banco do país, o DNB

A diferença crucial para o Brasil é que esse gigantismo é sinônimo de eficiência e transparência radical, na qual a renda de qualquer cidadão é informação pública desde 1814, e não de aparelhamento político ou corrupção. 

Portanto, no campo do petróleo, a comparação entre a sabedoria keynesiana norueguesa e o desastre liberal brasileiro é particularmente dolorosa. 

Em 2025, o Fundo Soberano Norueguês atingiu a marca impressionante de 1,7 trilhão de euros, consolidando-se como a maior poupança coletiva do planeta. A lógica norueguesa é simples, o petróleo é da nação, não de um grupo de acionistas privados. 

A criação da Petoro, 100% estatal para gerir a participação do Estado nos campos petrolíferos, e o controle estatal absoluto sobre a Equinor garantiram que as décadas de vacas gordas financiassem o futuro, não apenas o consumo presente. 

Os indicadores colhidos em 2026 falam por si: PIB per capita superior a 95 mil dólares, IDH de 0,970 e Índice de Gini de apenas 25,3. A carga tributária de 40,6% do PIB é  devolvida integralmente à população na forma de serviços públicos de excelência, exatamente como preconizava Keynes. 

Ora, o que aconteceu no Brasil a partir do golpe parlamentar de 2016 foi um desastre  estratégico com uma requintada crueldade ideológica. O processo que destituiu a  presidenta Dilma Rousseff sob o pretexto frágil das “pedaladas fiscais” abriu as portas  para uma agenda radical de desnacionalização do setor de óleo e gás. 

A Operação Lava-Jato, conduzida por uma gangue paranaense, desempenhou um papel  complementar devastador. Ao criminalizar a engenharia pesada nacional e demonizar  qualquer relação entre Estado e iniciativa privada, a força-tarefa de Curitiba criou o  ambiente perfeito para que a Petrobras fosse tratada como uma empresa maldita a ser  desmontada. 

Na sequência, o governo Jair, sob a batuta de um filhote da Escola de Chicago, um tal de Guedes, implementou dogmaticamente a cartilha do Estado Mínimo que Milton Friedman aplaudiria. Venderam-se refinarias, gasodutos, distribuidoras e campos de  petróleo a preço de banana.

A política de Conteúdo Local, que obrigava as petroleiras a contratar fornecedores brasileiros, exatamente como a Noruega fez nos anos 1970 para criar seu cluster offshore, foi demonizada e extinta. 

O resultado foi devastador e a Petrobras, que entre 2012 e 2015 investia mais de 40 bilhões de dólares por ano em plataformas e refinarias, viu esse número despencar para  menos de 14 bilhões, passando-se a pagar dividendos recordes e destruindo a  capacidade industrial do país. 

Prontamente, faz-se fundamental não atribuir ao atual governo a responsabilidade por essa herança maldita. Quem assumiu o Planalto em 2023 encontrou uma terra arrasada e  contratos draconianos assinados durante o período de desmonte. Modificar unilateralmente essas regras implicaria em ações bilionárias em cortes internacionais de  arbitragem. 

E não bastam decretos presidenciais ou a vontade do Executivo para reverter esse  cenário; é necessária uma recomposição profunda das forças que ocupam o Congresso  Nacional, hoje dominado por uma coalizão ultraconservadora, o Centrão fisiológico, que reúne a bancada evangélica pentecostal, a bancada militar/segurança pública e a  poderosa bancada do agronegócio. 

Infelizmente, para essa maioria parlamentar que aí está, a Noruega é uma abstração  distante, uma “utopia socialista” que não merece estudo ou emulação. O que lhes interessa é a manutenção do status quo que financia suas campanhas e perpetua seu poder. 

Nessa conjuntura, as eleições de 2026 assumem uma importância histórica que  transcende a disputa partidária cotidiana. Não se trata apenas de escolher um presidente  da República, mas de redefinir completamente a correlação de forças que define os  rumos do país. 

A reconstrução nacional passa, obrigatoriamente, pela eleição de governadores, deputados estaduais comprometidos com a industrialização de seus estados e com a  defesa das empresas públicas municipais e estaduais. Passa pela eleição de deputados federais e senadores que compreendam que a soberania energética não é uma pauta “ideológica”, mas uma questão de sobrevivência nacional e de projeto de futuro. E passa, evidentemente, pela reeleição de um presidente que tenha coragem de enfrentar o  ”rentismo” e o “colonialismo econômico” que nos foram impostos. 

Assim, a Noruega nos mostra que soberania não é um conceito vazio, mas a capacidade e um país de ditar as regras do jogo para as multinacionais que querem explorar suas riquezas, de cobrar 78% de imposto sobre o lucro extraordinário do petróleo e ainda assim ser considerado o melhor lugar do mundo para se fazer negócios. 

A transição energética não precisa ser um pesadelo de perdas e desemprego, como muitas vezes nos fazem temer. A própria Noruega, mesmo tendo construído sua riqueza com petróleo, lidera hoje o mundo em adoção de veículos elétricos e investe  maciçamente em energia renovável, provando que é possível sair dos fósseis sem abrir  mão do desenvolvimento, da justiça social e da soberania nacional. 

O caminho é árduo, mas não impossível: exige planejamento, visão de futuro e a  coragem de transformar a riqueza de hoje na infraestrutura do amanhã. 

O mesmo fetiche privatista que entregou o petróleo nacional a preço de banana também explica o desastre ambiental e social da privatização do saneamento básico no Brasil.  Onde, sob a desculpa da “eficiência”, assistimos à interrupção de obras, ao aumento  abusivo de tarifas e à exclusão de milhões do acesso à água tratada e ao esgotamento  sanitário. 

Basta olhar para o triste espetáculo em Porto Alegre, onde, desde 2016, governantes  insistem em entregar o DMAE para o “mercado”, ignorando que a gestão pública e  comunitária da água é questão de soberania, saúde e dignidade, não de lucro imediato  de acionista. 

Alô, Brasil, enquanto tratarmos nosso pré-sal como uma maldição a ser terceirizada, e não como uma alavanca de desenvolvimento nos moldes do keynesianismo nórdico, e enquanto não elegermos um Congresso que permita reescrever os contratos abusivos  herdados do período 2016-2022, de Temer e Bozo, seguiremos sendo o país do futuro  que nunca chega. 

A urna eletrônica de 2026 é o instrumento para retomarmos as rédeas do nosso destino. Que saibamos usá-la com a sabedoria norueguesa e a coragem que o momento exige. 

(*) Engenheiro Civil, Servidor Público

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Fotos com Trump, como a de Flávio Bolsonaro, são comercializadas por até US$ 500 mil

Flávio Bolsonaro Trump
O pré-candidato a presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Reprodução/X (@FlavioBolsonaro)

O senador Flávio Bolsonaro conseguiu na tarde desta terça-feira (26) aquilo que parecia ser o principal objetivo de sua viagem aos Estados Unidos: um retrato ao lado do presidente norte-americano Donald Trump.

A agenda, no entanto, esteve longe de representar uma reunião diplomática robusta ou um encontro político de grande densidade. Segundo relatos de jornalistas brasileiros em Washington, a passagem dos irmãos Bolsonaro pela Casa Branca foi extremamente rápida, durando cerca de dez minutos.

A correspondente da GloboNews Raquel Krähenbühl descreveu a sequência de forma quase burocrática: entrada de Flávio e Eduardo Bolsonaro, entrega de documentos a assessores, registro de imagens e saída. Já o correspondente da BandNews, Eduardo Barão, afirmou que toda a agenda teria levado aproximadamente dez minutos.

O registro foi feito dentro principal gabinete presidencial. Num outro clique, aparecem o lobista Paulo Figueiredo e seu comparsa Eduardo.

Trata-se de uma tentativa de mudar de assunto. Flávio atravessa uma crise após a repercussão de sua relação íntima com o banqueiro Daniel Vorcaro, tema que passou a dominar o noticiário político.

O episódio também expõe uma realidade conhecida nos bastidores da política americana: o acesso a Trump é um ativo financeiro, instrumento de marketing político e é comercializado. Pagou, levou.

Nos Estados Unidos, reuniões rápidas, fotos e momentos privados com o ex-presidente são associados a pacotes de arrecadação milionários destinados a financiar organizações conservadoras e campanhas republicanas. A manobra se chama photo op, contração de photo opportunity.

Um dos exemplos mais explícitos veio à tona recentemente através de um e-mail obtido pela newsletter Popular Information. A mensagem revelava que empresários e grandes doadores conservadores receberam uma proposta para participar de uma experiência VIP com Trump mediante doação de US$ 500 mil ao comitê político da organização de extrema-direita Turning Point USA, TPUSA. O pacote colocava preço na fotografia.

O TPUSA foi fundada pelo ativista fascista Charlie Kirk, assassinado durante uma palestra na Universidade do Vale de Utah, em Orem, em novembro. O ex-presidente Jair Bolsonaro participou, em fevereiro de 2023, do evento “Power to the People” (“Poder ao Povo”) em Miami, organizado pelo grupo. Foi saudado por Kirk como um “lutador contra o marxismo”.

Segundo o convite obtido pelo Popular Information, os participantes teriam direito a voo fretado até Phoenix, no Arizona, hospedagem, acesso especial ao comício intitulado “Build the Red Wall” (“Construa a Parede Vermelha”), tour privado pela sede da organização — e, principalmente, um encontro reservado com Trump seguido por uma sessão de fotos.

“Essa experiência incluirá participação em uma breve conversa com o presidente, seguida por uma oportunidade de fotografia”, dizia o e-mail enviado pelo executivo de relações públicas Sinan Kanatsiz.

Embora o evento de Trump em Phoenix fosse aberto gratuitamente ao público, o verdadeiro produto vendido nos bastidores era o acesso exclusivo ao presidente. O mesmo que se passou com Flávio e seu bando.

O ecossistema trumpista transformou esse tipo de acesso em produto de luxo. De acordo com o Popular Information, a oferta circulava de forma reservada entre empresários e aliados políticos selecionados.

No rodapé do convite havia inclusive um aviso em letras maiúsculas: “ESTE E-MAIL É APENAS PARA USO DO DESTINATÁRIO E NÃO DEVE SER COMPARTILHADO — CONFIDENCIAL”.

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OnlyFans: a foto que expõe o amor bandido de Flávio Bolsonaro e Alcolumbre

Davi Alcolumbre abraça Flávio Bolsonaro durante sessão do Congresso para derrubar veto presidencial ao PL da Dosimetria. Foto: Gabriela Biló/Folhapress

É mais explícito que qualquer coisa do OnlyFans. O abraço entre Davi Alcolumbre e Flávio Bolsonaro, capturado pela talentosa fotógrafa Gabriela Biló, expõe um método. É o retrato de um contubérnio, a fusão pragmática entre o centrão, que controla o processo, e o bolsonarismo, que pauta o objetivo.

O Congresso derrubou, com folga, o veto de Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria: 318 deputados e 49 senadores. Resultado: virou lei um conjunto de mudanças que reduz penas, flexibiliza progressões e altera a resposta penal aos crimes de golpe de Estado e de abolição violenta da ordem democrática.

O efeito político é imediato. O novo cálculo de penas beneficia diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro e alcança também os condenados pelos atos de 8 de janeiro. Ao mesmo tempo, a decisão amplia impactos para além da política, atingindo centenas de milhares de casos no sistema penal.

Mas o que a foto captura não é o texto da lei. É o arranjo que a tornou possível.

Davi Alcolumbre em fevereiro de 2025, ao comemorar vitória na eleição para a presidência da Casa. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Alcolumbre preside, pauta, organiza e limpa o caminho. Isola a votação, negocia a agenda, administra resistências e entrega o resultado. Do outro lado, o bolsonarismo adere disciplinado: não cria ruído, não tensiona outras frentes, concentra energia no que interessa. O encontro desses dois vetores produz eficiência. É isso que se vê no placar e é isso que o abraço consagra.

A cena dispensa teatralidade. O gesto é direto, quase íntimo, mas ocorre em público, sob as luzes do plenário. É um sinal interno transformado em mensagem externa: há coordenação, há confiança operacional, há divisão de tarefas.

Enquanto isso, o governo assiste a mais um revés relevante no Legislativo, na sequência de derrotas recentes. A assimetria fica evidente: quem controla o rito controla o desfecho.

O mérito da fotografia de Gabriela Biló está em revelar esse mecanismo sem uma única palavra. O país discute a dosimetria; a imagem mostra quem dosou o poder.

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“Toupeira cega”: ofensa a Jair Renan aumenta o racha entre Nikolas e o clã Bolsonaro

Nikolas Ferreira segue em embates com a família Bolsonaro, e o alvo da vez foi Jair Renan
O deputado federal, Nikolas Ferreira. Foto: Wallace Martins/Estadão Contéudo

A nova troca de ataques entre Nikolas Ferreira e Jair Renan Bolsonaro abriu mais um capítulo do desgaste interno no bolsonarismo. Nesta sexta-feira (24), o deputado mineiro chamou o vereador de Balneário Camboriú de “toupeira cega” após uma discussão no X, em meio à pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro no PL.

A confusão começou quando o influenciador bolsonarista Junior Japa ironizou um vídeo de Nikolas em Minas Gerais e insinuou que ele teria “sentido” críticas recentes, além de sugerir troca de apoio por emendas. Nikolas reagiu dizendo que mandaria “emenda” para internar os críticos “num hospício”; Jair Renan entrou na conversa com o meme “Galvão?”, seguido pela resposta “Sentiu”.

Foi nesse ponto que Nikolas publicou o print da interação e escreveu que, se somada, a “capacidade cognitiva” de Jair Renan e do influenciador “não alcança a de uma toupeira cega”. O ataque virou o sinal mais recente de um mal-estar que já vinha crescendo no entorno de Flávio Bolsonaro por causa da atuação considerada tímida de Nikolas na campanha.

Nos bastidores, aliados dos Bolsonaro passaram a monitorar as redes do deputado e a reclamar que ele menciona pouco o nome de Flávio. Nikolas respondeu dizendo sofrer “ataques unilaterais” e acusou integrantes do grupo de se acharem “mais Bolsonaro do que o próprio Bolsonaro”, o que transformou uma briga de rede social em sintoma de corrosão política mais ampla.

Se juntar a capacidade cognitiva dessa dupla não alcança a de uma toupeira cega. pic.twitter.com/F8voYWiHcC

— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) April 24, 2026

A tensão atual se soma ao embate que Nikolas já havia travado com Eduardo Bolsonaro no início do mês. Depois de um “kkk” publicado pelo mineiro em resposta a críticas, Eduardo acusou o deputado de desrespeitar sua família, de usar o algoritmo das redes para dar visibilidade a adversários do bolsonarismo e de não apoiar Flávio de forma consistente.

O conflito também atravessou a própria família Bolsonaro. Enquanto Carlos e Jair Renan se alinharam com Eduardo nas redes, Michelle adotou uma posição ambígua e chegou a publicar vídeo de Nikolas no mesmo dia do embate, num gesto lido como sinal de apoio ao parlamentar mineiro; em paralelo, Carlos passou a pressionar filiados do PL com um “levantamento” de quem não divulga a candidatura de Flávio.

Flávio tentou atuar como bombeiro e pediu “racionalidade” e pacificação, afirmando que esse tipo de confronto “não é inteligente” e que não há vencedor em guerra interna. O problema é que a repetição desses episódios mostra que a campanha depende cada vez mais de apagar incêndios entre aliados e parentes, e menos de consolidar uma linha única de discurso.

Na reta para a eleição de outubro, a sequência de choques públicos fragiliza o PL porque dispersa a militância, embaralha a autoridade do clã e obriga Flávio Bolsonaro a arbitrar disputas domésticas em vez de ampliar sua frente eleitoral. Aliados do senador já trataram a briga entre Eduardo e Nikolas como fator de risco e de “potencial catastrófico”, sobretudo porque Minas Gerais é vista como peça estratégica e o apoio de Nikolas segue considerado central nesse tabuleiro.

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Michelle toma protagonismo de Flávio após caso Master e internação de Bolsonaro; entenda

Michelle Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto, presidente do PL. Foto: reprodução

O avanço das investigações sobre o Banco Master no Distrito Federal e a nova internação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) provocaram uma mudança no comando do bolsonarismo. Com o desgaste do entorno do governador Ibaneis Rocha (MDB) e a perda do principal eixo de articulação da direita local, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro passou a ocupar espaço central nas decisões políticas, interferindo diretamente na definição de candidaturas para 2026.

O movimento, de acordo com informações do Globo, a colocou em rota de colisão com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que até então conduzia a estratégia nacional do grupo no posto de pré-candidato à Presidência.

A crise foi agravada pelas revelações envolvendo o Banco Master e sua relação com decisões do governo do DF, especialmente no caso do BRB. O cenário piorou após a divulgação de um contrato de R$ 38 milhões firmado pelo escritório de advocacia de Ibaneis com um fundo ligado à Reag, investigada pela Polícia Federal.

Em resposta, o Partido Liberal protocolou pedido de CPI na Câmara Legislativa, rompendo na prática com o governador, que era aliado e articulava candidatura ao Senado.

Sem Ibaneis como referência política, parlamentares passaram a buscar Michelle diretamente, consolidando seu protagonismo. Ela passou a dialogar com pré-candidatos e a influenciar decisões eleitorais, enquanto Flávio mantinha a articulação nacional focada em alianças mais amplas.

No DF, a divergência ficou evidente: Michelle defendeu uma chapa ao Senado com seu nome e o da deputada Bia Kicis, além de apoiar Celina Leão ao governo local. “A Michelle se manifestou publicamente já várias vezes, desde o meu pré-lançamento no dia 11 de novembro, como pelas redes sociais dela várias vezes. Vamos ter agendas em breve, depois da internação do ex-presidente”, afirmou a deputada Bia Kicis (PL-DF).

Já aliados de Flávio passaram a defender o nome do senador Izalci Lucas (PL-DF) como alternativa de centro-direita. A proposta foi rejeitada por aliados de Michelle.

“Até agora nada apareceu diretamente ligado a ela e acho que ela tem chances reais de ser eleita. Izalci é muito preparado, bom parlamentar, mas Celina é a melhor opção. Celina já passou pelo Executivo antes. Celina será nossa governadora”, disse a ex-ministra e senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

O senador Flávio Bolsonaro. Foto: AFP

O protagonismo de Michelle foi reforçado por uma carta de Jair Bolsonaro, na qual ele pediu que aliados parassem de pressioná-la e indicou que ela deveria assumir papel mais ativo. A possibilidade de prisão domiciliar do ex-presidente também é vista como fator que pode ampliar ainda mais sua influência política.

Enquanto Michelle passou a atuar diretamente na articulação política e no entorno pessoal de Bolsonaro, controlando agendas e acesso, Flávio manteve interlocução institucional e chegou a se reunir com o ministro Alexandre de Moraes para tratar da situação do pai. Michelle, por sua vez, acionou aliados como Tarcísio de Freitas para reforçar o pleito.

O conflito também se espalhou para outros estados. No Ceará, Flávio tentou viabilizar aliança com Ciro Gomes (PSDB-CE), enquanto Michelle se posicionou contra o acordo, alinhada a nomes mais conservadores. Em Minas Gerais e São Paulo, divergências sobre alianças e composição de chapas reforçam a disputa interna.

Apesar do cenário de tensão, o discurso público ainda é de unidade. “Quando o presidente Bolsonaro fez a escolha, automaticamente teve outra pessoa que preferia ter outra escolha. Mas como a gente tem um líder, a gente tem que seguir o líder. E daí já está tudo resolvido, 100% dos apoiadores do presidente Bolsonaro estão com o Flávio Bolsonaro”, disse o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB).

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Tiago Santineli é levado à delegacia em BH após “cristãos” bolsonaristas atacarem seu show

Tiago Santineli “EXORCIZANDO” os “cristãos bolsonaristas” que foram lacrar na porta do show dele 🤣 pic.twitter.com/ihwpszEudZ

— Lázaro Rosa 🇧🇷 (@lazarorosa25) March 21, 2026

No sábado (20), “cristãos” bolsonaristas assediaram e realizaram uma vigília durante o show de Tiago Santineli em Belo Horizonte. Ao final da apresentação, o comediante foi levado à delegacia pela polícia por reagir de maneira humorada aos ataques, em mais um episódio de censura e intimidação de artistas por parte de grupos ligados ao extremismo.

Os “patriotas” se dizem defensores da “liberdade de expressão”, mas, na prática, tentam silenciar um humorista por meio de ameaças e tumulto por causa do espetáculo e suas posições políticas.

Pouco antes de seu show, Santineli publicou um vídeo de tom claramente humorístico, “exorcizando” os fascistas que tentavam causar confusão na porta da casa de shows.

“No final, os deputados não conseguiram cancelar meu show. Na prática, só deram ainda mais visibilidade (valeu pela publicidade, inclusive). Do lado de fora, um grupo de cristãos tentou tumultuar, encenar protesto e até transformar a porta do teatro em um palco improvisado de moralismo”, escreveu Santineli em sua redes.

“No fim das contas, virou espetáculo paralelo: gritaria, provocação e muita contradição. Enquanto isso, o show aconteceu e com casa cheia. Se a ideia era me calar, saiu pela culatra. Aqui não cola intimidação. Obrigado pela divulgação e até o próximo em BH”.

Santineli também fez uma piada sobre os bolsonaristas: “Precisam arrumar emprego URGENTEMENTE”.

fui fazer meu show em BH, os cristãos tentaram cancelar, não conseguiram e foram lá fazer barraco. precisam arrumar emprego URGENTEMENTE kkkkkkkkkkk

um shows sobre UMBANDA! não era o show Anticristo, era um show sobre religiões de matriz africana. é só racismo religioso apenas. pic.twitter.com/N3a7CZ59iH

— DEUS 🇻🇪 (@tiagosantineli) March 22, 2026

O show de Santineli não tinha como tema o anticristo, conforme alegado pelos fanáticos, mas falava sobre as religiões de matriz africana, especificamente a umbanda. A reação desses bandos, além de racismo religioso, evidenciou o contexto de censura que persiste contra artistas que fazem críticas a pautas ultra-reacionárias.

A polícia levou o humorista para a delegacia, e o rapper Djonga apareceu para defendê-lo publicamente. Mais uma vez, o bolsonarismo atenta contra a liberdade de expressão e artística no Brasil, em mais um episódio de intolerância e tentativa de silenciamento de vozes dissonantes.

🚨URGENTE – Thiago Santinelli foi preso em flagrante em Belo Horizonte após agredir ativistas católicos que protestavam contra seu show pic.twitter.com/7Q6DPXqHtb

— SPACE LIBERDADE  (@NewsLiberdade) March 22, 2026

🚨URGENTE – Thiago Santinelli foi preso em flagrante em Belo Horizonte após agredir ativistas católicos que protestavam contra seu show pic.twitter.com/7Q6DPXqHtb

— SPACE LIBERDADE  (@NewsLiberdade) March 22, 2026

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Jornalões aplicam harmonização para que o filho fique diferente do pai. Por Moisés Mendes

Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Foto: Sérgio Lima/Poder360

Os jornalões estão limpando a barra de Flávio Bolsonaro, como admitiu até a ombudsman da Folha, e daqui a pouco irão tratá-lo de forma carinhosa. Mesmo que diminutivos geralmente sejam problemáticos para políticos, ele pode virar um Flavinho sem sobrenome.

Flávio precisa, na repaginada, de mudanças que suavizem seu perfil. Como sugeriu a colunista Raquel Landim, em fevereiro, na capa do Estadão: “E se Flávio Bolsonaro tivesse um Paulo Guedes de saias?”

Os Bolsonaros são a expressão da brutalização da política brasileira. É preciso torná-los mais femininos. Raquel imagina uma mulher mandando na Fazenda e oferece a ideia de graça para o filho ungido.

Vários colunistas liberais, entre os quais Joel Pinheiro da Fonseca, Demétrio Magnoli e Elio Gaspari, têm certeza de que o filho não é igual ao pai.

É preciso livrá-lo dos estigmas e apresentar, não a perna cabeluda, mas a coxa depilada do fascismo. A surpreendente exceção é Merval Pereira, que já prevê com a ascensão de Flávio uma nova tentativa de golpe.

Qualquer um desses liberais colaboracionistas pode acrescentar sugestões liberalizantes a Flávio, incluindo uma pessoa trans na Casa Civil, um carnavalesco na cultura e um negro de esquerda nos direitos humanos.

Podem contribuir para o que Alexandra Moraes, a ombudsman da Folha, denunciou no próprio jornal, no domingo, com o alerta de que o sobrenome Bolsonaro está desparecendo dos títulos das notícias.

Alexandra nos indica que a Folha pode estar na dianteira de um plano para que daqui a pouco Flávio seja o Flavinho. Mudam a roupa, vendem a imagem de moderado e chamam mulheres para perto. Porque a maioria do eleitorado feminino o rejeita.

Suavizar o perfil de Flávio é hoje tarefa muito mais entregue às corporações de mídia do que aos marqueteiros da extrema direita. Folha, Globo e Estadão se encarregam da harmonização. O novo bolsonarismo é humanizado por fora, porque por dentro é complicado.

Manchete de Raquel Landim no Estadão. Foto: Reprodução

Um sujeito com o carisma de um brócolis começa a se apresentar como negociador que conversa com todo mundo, como dançarino de palco, que se revelou performático em comício em Rondônia, e como figura de projeção internacional que já fez várias viagens curtas e longas.

Flávio Bolsonaro precisa ser assimilado como o sapo a ser engolido pelos jornalões e pela velha direita. Mas precisa fazer concessões que o tornem uma figura menos bruta e por isso também menos associada à imagem e semelhança do grande chefão preso.

A retirada do sobrenome tem, além de fazer a faxina, a pretensão de testar um nome que se basta sozinho. Flávio será tratado como um Fernando Henrique, que no fim virou FH ou FHC.

Não podemos duvidar que também ele vire uma sigla e que as próximas manchetes o tratem como FB, como tratavam ACM e um dia trataram JK. Flávio Bolsonaro é um homem em reconstrução, em que tudo que já usava só vale para o seu eleitorado raiz.

O resto da direita à la Valdemar Victor Frankstein Costa Neto merece uma criatura com bons modos à mesa, mesmo que sua estrutura, sua essência e sua alma continuem sendo tudo o que carrega do DNA do pai.

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Bolsonaro deve ser mantido bem vivo. Por Moisés Mendes

O ex-presidente, Jair Bolsonaro

Bolsonaro será protagonista da eleição, onde estiver, ainda vivo, na cadeia ou em casa, ou já morto e cremado. A velha direita, a Globo e as esquerdas não conseguiram se livrar do chefe da organização criminosa.

É incômodo para todos. Nunca um doente preso teve tanta influência nos destinos do país. Se ressuscitar amanhã e andar, Bolsonaro será um super-Deus da extrema direita.

Se ficar penando em casa, será visto como o líder que se submete ao flagelo de continuar vivo para salvar seu povo. Se morrer, será martirizado e a eleição pode virar uma nova confusão.

E aí se apresenta a dúvida que consome Alexandre de Moraes, o fascismo, o governo, Lula e a direita antiga: como lidar com Bolsonaro agora, se ele é mais do que um estorvo?

O filho Flávio fez um alerta inspirado nos gestos dos grandes humanistas: “Estão brincando com a vida do meu pai. Não dá mais para ficar com essa postura de achar que isso aqui é algum tipo de frescura, ou ficar com essa paranoia de que ele pode fugir”.

Flávio avisa que Bolsonaro não está fazendo mi-mi-mi e pede que ele deixe a Papudinha. O filho exige prisão “domiciliar humanitária em casa, onde ele pode ter cuidado permanente da família”.

É onde Bolsonaro pode ter, como acrescenta Flávio, cuidado permanente de um técnico de enfermagem. Bolsonaro pode ter em casa carinho, afeto e suporte como se continuasse no hospital.

Poderá dispor do que é decisivo para um paciente com problemas respiratórios. Terá muitos tubos de oxigênio. Porque é do que ele mais irá precisar. Ar, para continuar vivendo com suas deficiências pulmonares.

Flávio durante entrevista sobre a internação de seu pai, Jair Bolsonaro. Foto: reprodução

Bolsonaro não pode morrer com falta de ar. Não pode faltar nada a Bolsonaro, porque qualquer passo em falso de Moraes agora pode oferecer ao bolsonarismo o que muitos torcem para que aconteça, dentro inclusive das facções de extrema direita.

Os que imaginavam a viabilização de uma terceira via acreditavam que Bolsonaro condenado e preso deixaria de ser o que ainda é. Está preso, está doente e sai da cama à noite cambaleando. Mas está vivo. É preciso mantê-lo vivo.

Se o candidato ungido por Bolsonaro, que quase foi Tarcísio, fosse outro, é possível que as pesquisas indicassem um bolsonarismo competitivo. Mesmo sem o sobrenome da família.

Porque Bolsonaro ainda inspira, lidera e comanda. Tombaram todas as previsões em contrário, que o consideravam um morto político.

Caiado, Ratinho, Eduardo Leite e Zema não são nada no cenário em que o filho brilha. Uma figura que nunca foi citada como possível herdeiro, que não aparecia nas pesquisas, que não tem carisma, que não sabe falar e até ontem era apenas o operador financeiro da família.

Flávio parou de pé porque o pai disse: é ele. Esse pai está mal e deve ser protegido. A primeira providência hoje, a mais urgente, é não deixá-lo morrer.

É preciso mantê-lo vivo. Não por piedade, mas pelo que é determinado pelos cálculos políticos de quem ainda aposta na salvação da democracia. Depois da eleição, Bolsonaro estará liberado para morrer várias vezes.

(O autor desse artigo teve familiares próximos, amigos e vizinhos que morreram enquanto Bolsonaro debochava dos que sentiam falta de ar e lhes negava vacina e oxigênio.)

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Globo tenta se livrar de Flávio Bolsonaro. Por Moisés Mendes

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) andando, sério
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) – Reprodução

Recebi, quase ao mesmo tempo, na noite dessa quinta-feira, mensagens de whats com o mesmo conteúdo: estão batendo no Flávio Bolsonaro na Globonews.

E estavam mesmo. Natuza Nery, Miriam Leitão, Merval Pereira, Flávia Oliveira e Thomas Traumann.

A #CentralGloboNews está no ar. Acompanhe a melhor resenha da política brasileira com @NatuzaNery e um timaço de comentaristas: @flaviaol, @miriamleitao, @mervalpereira e @traumann.

➡ Assista na #GloboNews: https://t.co/bFwcwLpLU9 pic.twitter.com/KpysyYKdwr

— GloboNews (@GloboNews) March 13, 2026

Todos dizendo uma obviedade: que Flávio Bolsonaro não convence como bolsonarista moderado.

Surpreendeu, na GloboNews, uma bancada unânime, principalmente pela presença de Merval.

Merval pode estar dizendo que a Globo aposta em Ratinho Júnior, que será o candidato do PSD, segundo o próprio Merval.

Manchete do colunista Merval Pereira sobre Flávio Bolsonaro, no Globo. Foto: Reprodução

O jornalista chegou a dizer que o pai tentou e que Flávio também pode tentar um golpe.

A pauta da roda de conversa era provocativa para o padrão Globo: Flávio moderado? Fizeram a pergunta, assim formulada e fixada numa tarja na TV, para baterem no filho ungido.

A melhor intervenção foi a de Flávia, que se apresentou como carioca que nasceu e sempre morou no Rio e conhece o radicalismo de toda a família, inclusive o de Flávio.

(Esclareço que as posições categóricas de Flávia e Miriam não surpreendem. Só faltou as duas definirem Flávio como um farsante que até agora não apresentou nenhuma ideia.

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