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Ator de “Dança com Lobos” pega prisão perpétua por série de abusos sexuais contra indígenas

27 de Abril de 2026, 22:46
O ator Nathan Chasing Horse em audiência no tribunal
Nathan Chasing Horse em audiência no tribunal. Foto: Las Vegas Review-Journal/TNS

O ator Nathan Chasing Horse, conhecido pelo filme “Dança com Lobos”, foi condenado à prisão perpétua por abusos sexuais contra mulheres e meninas indígenas nos Estados Unidos. A sentença foi definida nesta segunda-feira (27) pela juíza Jessica Peterson, em Nevada.

Nathan já havia sido considerado culpado por 13 acusações, a maioria ligada a crimes sexuais contra três vítimas. Uma delas tinha 14 anos quando os abusos começaram, de acordo com a acusação aceita pelo tribunal.

A decisão prevê que o ator cumpra ao menos 37 anos de prisão antes de poder pedir liberdade condicional. Durante o julgamento, vítimas e familiares relataram traumas provocados pelos crimes e afirmaram que ele explorava sua posição de líder espiritual em comunidades indígenas.

Nathan Chasing Horse foi preso por abusar mulheres indígenas
O ator Nathan Chasing Horse no filme “Dança com lobos”. Foto: Reprodução

A acusação sustentou que Nathan usou essa influência para manipular mulheres e meninas durante anos. O caso ganhou repercussão nos Estados Unidos por envolver crimes cometidos contra vítimas indígenas e por atingir um ator associado a um dos filmes mais conhecidos de Hollywood sobre povos originários.

O ator negou as acusações e classificou a condenação como um erro judicial. A defesa tentou obter um novo julgamento, mas o pedido não impediu a sentença anunciada em Nevada.

Nathan foi preso em 2023, após investigações que apontaram denúncias em diferentes jurisdições. Ele ainda responde a processos no Canadá, incluindo acusações nas províncias de Colúmbia Britânica e Alberta.

Cantora negacionista receberá R$ 2,7 milhões da prefeitura de Florianópolis por show

27 de Abril de 2026, 21:38
A cantora britânica Joss Stone durante um show.
A cantora britânica Joss Stone. Foto: Mauricio Santana/Getty Images

A cantora britânica Joss Stone voltou a questionar a vacinação infantil às vésperas de um show em Florianópolis, marcado para maio, na avenida Beira-Mar Norte. A apresentação terá custo de R$ 2,7 milhões aos cofres públicos, segundo dados do contrato da prefeitura.

Em publicação nas redes sociais, a artista afirmou que pais não deveriam vacinar bebês “sem questionar”. “Acho que dar vacinas aos bebês sem questionar é difícil para qualquer pai. Fé cega não é apropriada aqui”, disse, em conteúdo da série “Happy Mummy Mondays”.

A fala reforçou o histórico negacionista da cantora. No vídeo, Joss Stone defendeu que pais façam suas “próprias pesquisas” sobre imunizantes, expressão recorrente em discursos usados para desacreditar vacinas.

https://www.youtube.com/shorts/l8eqeAm6wUw?feature=share

A repercussão cresceu porque a cantora será paga com dinheiro público para se apresentar na capital catarinense. O valor previsto inclui estrutura, segurança, som, logística e demais custos do evento.

Não é a primeira vez que Joss Stone coloca vacinas sob suspeita. Em 2022, após contrair Covid-19 mesmo vacinada, ela atacou o imunizante em entrevista à PopMatters: “Essa porcaria não funciona”. Na mesma conversa, afirmou: “A vacinação, eu não sei se funciona. Certamente não funcionou para nós.”

A declaração ignorava o papel central das vacinas contra a Covid-19: reduzir casos graves, internações e mortes, não impedir todas as infecções. Desde a pandemia, autoridades sanitárias reiteram que pessoas vacinadas ainda podem se infectar, mas seguem mais protegidas contra desfechos graves.

Em depoimento, tenente-coronel que matou esposa disse ter “testosterona de jovem”

27 de Abril de 2026, 21:26
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, ao lado de sua esposa, Gisele Alves Santana
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto e a soldada e sua esposa, Gisele Alves Santana. Foto: Reprodução

O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, acusado de matar a mulher, a soldado Gisele Alves Santana, de 32, alegou em depoimento ter nível de testosterona equivalente ao de um jovem entre 16 e 21 anos. A declaração foi dada ao tratar da pressão por relações sexuais apontada no inquérito.

Segundo o relato, o oficial citou exames feitos no fim de janeiro que teriam indicado testosterona em 939. Ele afirmou que o índice foi alcançado “sem reposição hormonal”. O Metrópoles também informou que o militar falou em libido “altíssima” durante depoimento à Polícia Civil.

Mensagens extraídas do celular de Gisele mostram que Geraldo tratava a vida sexual do casal como contrapartida pelo fato de pagar despesas do apartamento onde os dois moravam, no Brás, em São Paulo. “Eu contribuo com o dinheiro, sou o provedor. Você contribui com carinho, atenção, amor e sexo”, escreveu ele em uma das conversas analisadas pela polícia.

Gisele rejeitou a cobrança e respondeu que não aceitava trocar sexo por moradia. “Por mim, separamos. Não vou trocar sexo por moradia. Ponto final”, afirmou em mensagem citada na investigação. Para a polícia, as conversas indicam desgaste no relacionamento e pressão do oficial contra a vítima.

A soldado morreu em 18 de fevereiro, dentro do apartamento do casal, com um tiro na cabeça. A primeira versão apresentada por Geraldo foi a de suicídio, mas a investigação mudou de rumo após perícias apontarem sinais incompatíveis com essa hipótese.

Laudos indicaram que a cena do crime foi alterada e que Gisele apresentava sinais de esganadura e luta corporal antes do disparo fatal. O laudo sexológico apontou indícios de relação sexual em período próximo à morte, contrariando a versão do tenente-coronel de que o casal não mantinha relação conjugal.

Geraldo Leite Rosa Neto está preso preventivamente e responde por feminicídio e fraude processual. A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo abriu procedimento que pode levar à expulsão do oficial da corporação.

“Mercador de Fumaça”: Operação da PF investiga esquema de venda de sentenças no DF

25 de Abril de 2026, 08:25
PF segue com a Operação Mercador de Fumaça 2, e levou a busca e apreensao no DF.
Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou na quinta-feira (23) a Operação Mercador de Fumaça 2 para investigar uma associação criminosa suspeita de prometer decisões favoráveis no Judiciário em troca de pagamento. Na ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão no Distrito Federal.

Segundo a PF, o grupo atuava na captação de pessoas com processos judiciais em andamento e dizia ter acesso a autoridades capazes de influenciar o resultado dessas ações. A promessa era usada para induzir os alvos ao pagamento de dinheiro sob a alegação de interferência em decisões da Justiça.

A investigação trata o caso como exploração de prestígio no âmbito do Poder Judiciário. Em termos práticos, a suspeita é de que os investigados vendiam uma suposta ponte com autoridades para obter vantagem financeira de pessoas em situação de fragilidade processual.

A operação foi realizada pela PF no Distrito Federal e foi apresentada como desdobramento das apurações sobre essa rede de intermediação ilícita. Até agora, a corporação não informou nomes dos alvos nem detalhou valores envolvidos no esquema.

O foco da ofensiva, segundo a Polícia Federal, é desmontar a atuação do grupo e reunir provas sobre a oferta fraudulenta de influência em decisões judiciais. O caso segue sob investigação.

A posição da PGR sobre a nova cirurgia de Jair Bolsonaro

24 de Abril de 2026, 20:57
Após liberação por parte da PGR para cirurgia de Bolsonaro, cabe a Moraes os próximos passos.
O procurador geral da república Paulo Gonet, e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Foto: Antonio Augusto/Secom/MPF

A Procuradoria-Geral da República informou nesta sexta-feira (24) que não se opõe ao pedido de Jair Bolsonaro para realizar uma cirurgia no ombro direito. A decisão final, porém, continua nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Na manifestação enviada ao Supremo, Paulo Gonet afirmou que, diante das informações médicas apresentadas pela defesa, “não se vislumbra óbice” ao acolhimento do pedido. O parecer menciona que Bolsonaro relata dores recorrentes e intermitentes no ombro direito, tanto em repouso quanto nos movimentos do braço.

O pedido da defesa foi apresentado ao STF com solicitação de urgência e prevê cirurgia por artroscopia para reparar lesões no manguito rotador e problemas associados no ombro direito. Os advogados também pediram que eventual autorização cubra as etapas do tratamento, do pré-operatório à reabilitação.

PGR liberou para que se realize a cirurgia de Bolsonaro no ombro direito
O ex-presidente Jair Bolsonaro, tossindo em evento durante isolamento social da pandemia. Foto: Reprodução

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, após receber alta hospitalar em Brasília. A medida foi autorizada por Moraes por 90 dias, depois de manifestação favorável da própria PGR, no contexto da execução da pena imposta ao ex-presidente.

Segundo apuração da CNN, a tendência é que Moraes autorize o procedimento no hospital DF Star, em Brasília. O ministro, no entanto, ainda não definiu prazo para decidir nem a data de eventual cirurgia.

“Toupeira cega”: ofensa a Jair Renan aumenta o racha entre Nikolas e o clã Bolsonaro

24 de Abril de 2026, 20:18
Nikolas Ferreira segue em embates com a família Bolsonaro, e o alvo da vez foi Jair Renan
O deputado federal, Nikolas Ferreira. Foto: Wallace Martins/Estadão Contéudo

A nova troca de ataques entre Nikolas Ferreira e Jair Renan Bolsonaro abriu mais um capítulo do desgaste interno no bolsonarismo. Nesta sexta-feira (24), o deputado mineiro chamou o vereador de Balneário Camboriú de “toupeira cega” após uma discussão no X, em meio à pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro no PL.

A confusão começou quando o influenciador bolsonarista Junior Japa ironizou um vídeo de Nikolas em Minas Gerais e insinuou que ele teria “sentido” críticas recentes, além de sugerir troca de apoio por emendas. Nikolas reagiu dizendo que mandaria “emenda” para internar os críticos “num hospício”; Jair Renan entrou na conversa com o meme “Galvão?”, seguido pela resposta “Sentiu”.

Foi nesse ponto que Nikolas publicou o print da interação e escreveu que, se somada, a “capacidade cognitiva” de Jair Renan e do influenciador “não alcança a de uma toupeira cega”. O ataque virou o sinal mais recente de um mal-estar que já vinha crescendo no entorno de Flávio Bolsonaro por causa da atuação considerada tímida de Nikolas na campanha.

Nos bastidores, aliados dos Bolsonaro passaram a monitorar as redes do deputado e a reclamar que ele menciona pouco o nome de Flávio. Nikolas respondeu dizendo sofrer “ataques unilaterais” e acusou integrantes do grupo de se acharem “mais Bolsonaro do que o próprio Bolsonaro”, o que transformou uma briga de rede social em sintoma de corrosão política mais ampla.

Se juntar a capacidade cognitiva dessa dupla não alcança a de uma toupeira cega. pic.twitter.com/F8voYWiHcC

— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) April 24, 2026

A tensão atual se soma ao embate que Nikolas já havia travado com Eduardo Bolsonaro no início do mês. Depois de um “kkk” publicado pelo mineiro em resposta a críticas, Eduardo acusou o deputado de desrespeitar sua família, de usar o algoritmo das redes para dar visibilidade a adversários do bolsonarismo e de não apoiar Flávio de forma consistente.

O conflito também atravessou a própria família Bolsonaro. Enquanto Carlos e Jair Renan se alinharam com Eduardo nas redes, Michelle adotou uma posição ambígua e chegou a publicar vídeo de Nikolas no mesmo dia do embate, num gesto lido como sinal de apoio ao parlamentar mineiro; em paralelo, Carlos passou a pressionar filiados do PL com um “levantamento” de quem não divulga a candidatura de Flávio.

Flávio tentou atuar como bombeiro e pediu “racionalidade” e pacificação, afirmando que esse tipo de confronto “não é inteligente” e que não há vencedor em guerra interna. O problema é que a repetição desses episódios mostra que a campanha depende cada vez mais de apagar incêndios entre aliados e parentes, e menos de consolidar uma linha única de discurso.

Na reta para a eleição de outubro, a sequência de choques públicos fragiliza o PL porque dispersa a militância, embaralha a autoridade do clã e obriga Flávio Bolsonaro a arbitrar disputas domésticas em vez de ampliar sua frente eleitoral. Aliados do senador já trataram a briga entre Eduardo e Nikolas como fator de risco e de “potencial catastrófico”, sobretudo porque Minas Gerais é vista como peça estratégica e o apoio de Nikolas segue considerado central nesse tabuleiro.

A reação de Janja após aliado de Trump chamar brasileiras de “put*s” e “raça maldita”

24 de Abril de 2026, 19:31
Janja mostrou-se indignada com as de conselheiro de Trump, Paolo Zampolli, sobre brasileiras.
A socióloga e primeira-dama brasileira, Rosângela da Silva. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, reagiu nesta sexta-feira (24) às declarações de Paolo Zampolli, enviado especial para parcerias globais do governo Donald Trump, e afirmou ser “impossível não se indignar” com o ataque feito às mulheres brasileiras.

“Dizer que somos uma ‘raça maldita’ e ‘programadas para causar confusão’ não nos diminui. Pois sabemos muito bem quem somos e temos muito orgulho de quem nos tornamos diariamente”, escreveu Janja em seu Instagram. Ela também afirmou que as brasileiras rompem “diariamente, ciclos de violência e de silenciamento” e reforçou a reação contra o machismo, a misoginia, o feminicídio e outras formas de violência.

A manifestação ocorreu depois de Zampolli dar entrevista à emissora italiana RAI. Ao comentar a ex-companheira Amanda Ungaro, ele afirmou que mulheres brasileiras seriam “programadas para causar confusão”.

 

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Um post compartilhado por Janja Silva (@janjalula)

Na mesma conversa, o aliado de Trump agravou o tom e chamou brasileiras de “putas” e de “raça maldita”, o que ampliou a repercussão do caso no Brasil.

Zampolli foi casado por cerca de 20 anos com Amanda Ungaro, que o acusa de agressão física, psicológica e sexual. Ele nega as acusações.

O Ministério das Mulheres também repudiou as falas e afirmou que misoginia “não constitui opinião”, classificando esse tipo de manifestação como discurso de ódio e incitação à violência.

Em entrevista concedida a Rai3 Report, Zampolli, expert de política externa de Trump, a MULHER BRASILEIRA É:
Zampolli:” Ah Lidia, eu sei lá… é uma dessas PUTAS BRASILEIRAS , essas RAÇAS BASTARDAS BRASILEIRAS QUE SÃO TODAS IGUAIS. Aquela (sic) estávamos juntos, eu trepava (sic)… pic.twitter.com/qG6tsEkF0E

— Prof.Marco Antonio Villa (@VillaMarcovilla) April 18, 2026

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