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Bolsa Família rouba protagonismo da crise do STF nas redes sociais

18 de Setembro de 2026, 21:20
Bolsa Família
Foto: Gabriel Cabral/Folhapress

O anúncio do reajuste do Bolsa Família conseguiu deslocar parte da atenção das redes sociais que estava concentrada na crise do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo análise de um relatório do Instituto Democracia em Xeque publicada pela jornalista Míriam Leitão, do Globo. O levantamento indica que o programa social superou o debate sobre o Supremo em engajamento pouco mais de 24 horas depois do anúncio.

Entre quinta-feira (17) e esta sexta-feira (18), até as 17h, o reajuste acumulou 341,3 mil publicações e 4,7 milhões de interações. O pico ocorreu no dia do anúncio, quando o volume ultrapassou 23 mil publicações por hora no fim do dia. Nesta sexta, a discussão continuava aquecida, com cerca de 10 mil posts por hora.

O dado não significa que o Bolsa Família tenha produzido mais publicações que a crise do Supremo. Segundo a análise divulgada por Míriam Leitão, o STF ainda registrava maior volume de posts no período comparado. O movimento ocorreu no engajamento: a pauta do reajuste avançou rapidamente e ultrapassou as interações registradas pelo debate sobre a Corte.

Em um recorte de 24 horas, foram contabilizadas 254.610 menções ao reajuste, com pico de 21,7 mil publicações por hora. Segundo o Instituto Democracia em Xeque, o número de menções superou a soma registrada pelo caso Lulinha em 30 de julho, pela repercussão envolvendo Jaques Wagner em 18 de junho e pelo embate público entre Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro em 24 de junho.

Plenário STF
Foto: Alejandro Zambrana/STF

O instituto classifica o reajuste como um dos temas de maior repercussão no debate digital brasileiro em 2026 e como o quarto assunto de maior repercussão em setembro. A movimentação ocorreu logo após o governo anunciar reajuste de cerca de 15% no Bolsa Família, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691.

O benefício médio deverá subir de R$ 675 para R$ 777. Nesta sexta-feira, o ministro Gilmar Mendes, do STF, validou o reajuste de 15,04% e afastou violação às regras eleitorais, ao considerar que o decreto atualiza monetariamente uma política pública já existente, sem criar benefício ou ampliar o universo de beneficiários.

Os dados do relatório medem publicações e interações nas redes sociais. Eles mostram uma mudança rápida no centro do debate digital, mas não permitem concluir, isoladamente, que o reajuste tenha produzido mudança nas intenções de voto ou qualquer efeito eleitoral específico.

Lula reitera desejo de acabar com as bets: “Não é jogo, é vício”

18 de Setembro de 2026, 21:04
Lula Haddad
O presidente Lula e o candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) durante ato em Guarulhos (SP). Foto: Eduardo Knapp/Folhapress

O presidente Lula afirmou nesta sexta-feira (18), durante ato em Guarulhos, na Grande São Paulo, que pretende acabar com as bets no Brasil. “Se depender da minha vontade pessoal, eu vou acabar com as bets neste país”, declarou, sob aplausos. Em seguida, classificou as plataformas como “a coisa mais horrorosa” que já viu e como “uma loucura da nação”. A manifestação ocorre em meio à discussão no governo sobre novas restrições ao setor.

No discurso, Lula relatou o caso de uma mulher que, segundo ele, perdeu o filho de 26 anos após o jovem acumular dívidas com apostas. O presidente comparou a dependência provocada pela jogatina à devastação causada pelo crack e afirmou que apostadores podem comprometer renda que não possuem na expectativa de ganhar dinheiro. “Não é jogo, é vício, é ludopatia”, disse.

Lula também afirmou que R$ 62 bilhões foram destinados às bets e colocou a perda de arrecadação em segundo plano diante do impacto social que atribui às apostas. “A gente pode perder o imposto. O que eu não posso perder é a vida dos pobres jogando”, declarou. Na quinta-feira (17), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia usado a mesma ordem de grandeza ao afirmar que cerca de R$ 62 bilhões saem das famílias para as plataformas e que o governo estuda formas de reduzir esse impacto.

O presidente dedicou parte do discurso à reação dos clubes de futebol. Entidades e equipes da Série A se mobilizaram contra possíveis restrições mais duras às empresas de apostas, hoje responsáveis por uma parcela relevante dos patrocínios esportivos. Lula lembrou que o Brasil conquistou as Copas de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002 antes da atual expansão das casas de apostas e ironizou: “Depois que apareceram as bets, não ganhou mais nada”.

Rapaz, o Lula quer acabar com as bets mesmo! Comparou o vício ao crack e disse que vai conversar com os times brasileiros.

“É a coisa mais horrorosa que vi na vida. Não posso perder a vida das pessoas jogando. O Brasil era campeão antes das bets, depois nunca mais.” pic.twitter.com/1iMXzKLM1k

— Bruno Guzzo® (@brunoguzzo) September 18, 2026

Ele também rejeitou a tese de que medidas contra as empresas provocariam o colapso do futebol brasileiro. “Esse negócio de que se acabar com as bets vai acabar com o futebol é uma balela”, afirmou. Na sequência, elevou o tom: “A gente vai acabar com as bets, e a gente vai acabar com a lavagem de dinheiro, com a safadeza e com a roubalheira”. Investigações recentes da Polícia Federal e do Ministério Público apuram casos específicos de lavagem de dinheiro relacionados a operadores de apostas, o que não significa que a acusação alcance indistintamente todas as empresas do setor.

Lula encerrou esse trecho dizendo que pretende conversar com os clubes, mas afirmou que a resistência das empresas não mudará sua posição pessoal. “Os donos das bets não vão querer que eu acabe. Mas eu não sou dono de bets, eu sou o Presidente da República deste país e vou acabar com as bets”, declarou. O discurso amplia uma ofensiva que Lula já vinha fazendo contra o setor: em abril, ele afirmou ao DCM, Brasil 247 e Fórum que as bets estavam “assaltando o povo”.

Apesar da declaração categórica de Lula, uma proibição ainda não está definida. O governo discute uma medida para proibir jogos de cassino online e impor novas restrições às apostas esportivas, mas o desenho final não foi anunciado. Durigan afirmou na quinta-feira que não havia decisão tomada e que qualquer nova medida seria apresentada ofici

Datafolha: apesar de personagens bolsonaristas, 34% associam Caso Master à esquerda

18 de Setembro de 2026, 20:47
Banco Master Daniel Vorcaro
Foto: Amanda Perobelli/Reuters

Um em cada três brasileiros acredita que a maioria dos políticos envolvidos no Caso Master é de esquerda, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (18). São 34% nessa avaliação, contra 27% que apontam a direita, 10% que citam o centro e 13% que dizem que há políticos de todos os campos. Outros 16% não souberam responder.

A percepção do eleitor atinge um limite, no entanto. Quando se observa a relação de políticos que apareceram, direta ou indiretamente, nas apurações e reportagens sobre Daniel Vorcaro, há uma concentração expressiva de nomes da direita e do centro-direita. Levantamentos publicados ao longo do ano listaram figuras como Ciro Nogueira, Cláudio Castro, Antônio Rueda, Jair e Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Nikolas Ferreira, Hugo Motta e Ibaneis Rocha.

Um dos casos mais avançados é o de Ciro Nogueira, presidente do Progressistas e ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro. A Polícia Federal investiga a relação do senador com Vorcaro e afirma que o banqueiro bancou viagens internacionais, hospedagens e outras despesas do parlamentar, aonde, documentos apreendidos levaram os investigadores a classificar a relação entre os dois como estratégica para interesses do Master no Congresso. A defesa do senador nega participação em qualquer atividade ilícita.

Datafolha
Foto: Arte/DCM

Nikolas Ferreira, deputado do PL e um dos principais nomes do bolsonarismo, também aparece nas mensagens do ex-banqueiro. Vorcaro afirmou em conversa privada que havia bancado os voos do parlamentar, que utilizou um jato ligado ao empresário durante a campanha de 2022. Posteriormente, Nikolas admitiu contatos com Vorcaro e pediu ajuda para uma questão envolvendo um ativo minerário de um ex-assessor. O deputado nega ter recebido dinheiro do banqueiro ou cometido irregularidades.

Documentos da Polícia Federal também apontam Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, como interlocutor direto de Vorcaro nas tratativas para financiar “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. O senador pediu recursos ao ex-banqueiro, participou de reuniões e cobrou parcelas destinadas ao projeto. A PF registrou encontro entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro antes das cobranças por novos pagamentos.

O resultado contrasta a uma pesquisa do Datafolha de abril, em que 38% dos entrevistados atribuíam maior envolvimento à esquerda e apenas 20% à direita. Agora, a esquerda caiu para 34%, enquanto a direita subiu para 27%, reduzindo a distância de 18 para somente sete pontos percentuais.

Datafolha: 78% têm orgulho de ser brasileiros, mas 53% temem o futuro

18 de Setembro de 2026, 20:30
Lula Brasil
Bandeirão do Brasil foi exibido em ato de campanha do presidente Lula em Ceilândia (DF). Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

A maioria dos brasileiros afirma sentir mais orgulho do que vergonha de sua nacionalidade, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (18). Para 78% dos entrevistados, o orgulho prevalece, enquanto 20% dizem sentir mais vergonha. Outras respostas somaram 1%, e 2% não souberam responder.

O instituto também mediu sentimentos dos entrevistados quando pensam no Brasil atualmente. Nesse recorte, 53% afirmaram se sentir tranquilos, contra 43% que relataram raiva. Ao mesmo tempo, 53% disseram estar desanimados e 45%, animados.

O medo aparece com força quando a pergunta se volta para o futuro. Cinquenta e três por cento afirmaram sentir medo, diante de 45% que manifestaram confiança. Já 51% disseram estar tristes, enquanto 45% se declararam felizes.

Datafolha
Foto: Arte/DCM

A insegurança foi o sentimento mais disseminado entre os itens pesquisados: 64% disseram se sentir inseguros ao pensar no Brasil de hoje, contra 34% que se consideram seguros. Apesar disso, a esperança ainda supera o medo em outra pergunta do levantamento: 55% afirmaram ter mais esperança do que medo e 44% responderam o contrário.

A partir das respostas, o Datafolha dividiu os entrevistados em três grupos. Os otimistas chegaram a 43%, contra 37% de pessimistas e 20% de hesitantes. Em março, os otimistas eram 35%, enquanto os pessimistas representavam 47%, indicando uma mudança relevante no humor captado pelo instituto.

A pesquisa foi realizada às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial, em uma rodada na qual Lula aparece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, mas os dois permanecem em empate técnico. O Datafolha ouviu 2.001 pessoas em 125 municípios entre terça-feira (15) e quinta-feira (17). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

STF enfrenta desconfiança recorde de 48%, aponta Datafolha

18 de Setembro de 2026, 20:30
Plenário STF
Foto: Alejandro Zambrana/STF

A desconfiança dos brasileiros no Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu o maior patamar da série histórica do Datafolha, iniciada em 2012. Segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (18), 48% dos entrevistados dizem não confiar na Corte.

O resultado também coloca o Supremo, pela primeira vez, numericamente acima de outras instituições avaliadas pelo instituto em desconfiança. A Presidência da República registra 42%, enquanto Congresso e partidos políticos aparecem com 45% cada.

A deterioração ocorreu em poucos meses. Em março, 43% afirmavam desconfiar do STF. Na rodada atual, 14% dizem confiar muito na Corte e 35% afirmam confiar um pouco. Na pesquisa anterior, esses percentuais eram de 16% e 38%, respectivamente.

Datafolha
Foto: Arte/DCM

O levantamento foi realizado durante a crise aberta no Supremo em torno do Caso Master, que expôs conflitos entre ministros sobre as investigações envolvendo Daniel Vorcaro e integrantes da Corte. Na última semana, o plenário protagonizou uma sessão marcada por confrontos entre André Mendonça e outros ministros durante a discussão sobre as apurações.

O desgaste específico do STF é maior que o registrado para o Poder Judiciário em seu conjunto. Nesse caso, 38% dizem não confiar, 43% afirmam confiar um pouco e 17%, muito. Em março, a desconfiança no Judiciário era de 36%.

O Datafolha ouviu 2.001 pessoas em 125 municípios entre terça-feira (15) e quinta-feira (17). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento foi encomendado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-04029/2026.

Sob cerco dos EUA, Cuba sofre novo apagão nacional e milhões ficam sem luz

18 de Setembro de 2026, 20:27

 

Cuba apagão
Senhora descansa na porta da própria casa em meio a apagão que afeta Cuba. Foto: Ramon Espinosa – 18/09/2026/AP

Cuba sofreu nesta sexta-feira (18) mais um apagão nacional após o colapso de seu sistema elétrico, deixando milhões de pessoas sem energia. Segundo a Associated Press, o Ministério de Energia e Minas informou que começou a ativar protocolos de recuperação do serviço depois que a rede caiu em diferentes regiões da ilha.

Segundo as autoridades cubanas, a falha começou em linhas de transmissão na região oeste e provocou o colapso do sistema até a província de Matanzas. Na sequência, a parte oriental da ilha foi desconectada. O jornal estatal Granma informou ainda que condições meteorológicas instáveis agravaram a situação. Ao anoitecer, apenas 5% dos consumidores de Havana tinham recuperado a eletricidade.

A dimensão da crise elétrica cubana não pode ser separada do cerco econômico e energético imposto pelos Estados Unidos, com os colapsos da rede se tornando mais frequentes nos últimos dois anos e que vem se agravando desde janeiro, quando Washington intensificou o bloqueio de combustível com o objetivo declarado de pressionar por uma mudança política na ilha.

Donald Trump iniciou 2026 ameaçando impor tarifas a países que fornecessem petróleo a Cuba. Em maio, o governo estadunidense ampliou as sanções para atingir pessoas e empresas ligadas a setores como energia, mineração, finanças e segurança. Em junho, Washington incluiu nas restrições a estatal petrolífera Unión Cuba-Petróleo, a Cupet.

Cuba apagão
Foto: Ricardo Arduengo – 16/09/2026/Reuters

O cerco continuou avançando. No início de setembro, os Estados Unidos sancionaram o Banco Exterior de Cuba e outras estruturas financeiras e econômicas. Na quinta-feira (17), apenas um dia antes do novo apagão, Washington anunciou outra rodada contra oito entidades e três dirigentes ligados à exploração de níquel e ao complexo militar-industrial cubano. A ofensiva se soma a outras sanções aplicadas pelo governo Trump ao longo do ano.

As restrições atingem justamente a capacidade de Cuba de importar o combustível necessário às usinas termelétricas e peças para uma infraestrutura envelhecida. O bloqueio estadunidense não explica sozinho a falha de transmissão desta sexta-feira, mas amplia seus efeitos e reduz a capacidade do país de recuperar e modernizar a rede. É nesse ponto que a política predatória de Washington deixa de ser uma disputa diplomática abstrata e se materializa na rotina da população cubana.

Mesmo quando a rede nacional funciona, moradores enfrentam cortes que podem superar 30 horas consecutivas. A combinação entre apagões e cerco energético já provocou limitações no transporte, redução da jornada de trabalho, cancelamentos de voos e impactos sobre os serviços de saúde. Cozinhar, bombear água e manter internet e telefonia também se tornam tarefas incertas em uma ilha submetida há décadas ao bloqueio estadunidense.

Filho de Fux defende fundador de empresa que repassou R$ 5 mi ao Iter de Mendonça

18 de Setembro de 2026, 19:47
Luiz Fux Rodrigo Fux
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux e o filho Rodrigo Fux. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi contratado para defender o empresário Lucas Kallas, indiciado pela Polícia Federal sob acusação de crime ambiental. Kallas é fundador e acionista da Cedro Participações, empresa que repassou milhões de reais ao Iter, instituto criado pelo ministro André Mendonça. A informação é da coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

A PF indiciou Kallas em junho e o acusa de participar de mineração ilegal na Serra do Curral, na região de Belo Horizonte. A defesa sustenta que o empresário já não comandava a mineradora investigada quando os fatos ocorreram. Um mês depois do indiciamento, ele deixou o comando da Cedro Participações.

A mesma empresa está no centro de outro episódio que envolve um ministro do Supremo. A Cedro repassou R$ 5 milhões ao Iter para bancar custos operacionais e iniciais da entidade. O contrato firmado em 2024 previa R$ 5,9 milhões e foi estruturado como mútuo conversível, modalidade que poderia permitir a transformação do crédito em participação societária.

Lucas Kallas
Lucas Kallas, fundador da Cedro Participações. Foto: Divulgação/Nunna audiovisual

Victor Godoy, CEO do Iter e ex-ministro da Educação de Jair Bolsonaro, afirmou que o dinheiro foi usado na fase inicial do instituto. Segundo ele, a entidade buscava um parceiro e não queria receber doações. O Iter iniciou a devolução antecipada dos recursos depois de decidir se transformar em uma sociedade sem fins lucrativos.

Interlocutores de Rodrigo Fux e de Kallas afirmaram à Folha que a relação entre os dois é estritamente profissional, que eles não são amigos e que mal se conhecem. A reportagem não aponta participação de Luiz Fux na contratação do filho nem atribui a André Mendonça qualquer envolvimento no processo ambiental contra Kallas.

Rodrigo Fux também apareceu recentemente em outro capítulo da crise envolvendo integrantes do Supremo e Daniel Vorcaro. Mensagens apreendidas pela PF no celular do ex-banqueiro mostram contatos entre Vorcaro e o filho de Fux entre 2024 e 2025, período em que os dois se tratavam como “irmão”. Esse material integra outro conjunto de fatos e não demonstra relação com a defesa de Kallas.

Ex-dono da Reag diz em delação que fundos ocultaram propina de Vorcaro a autoridades

9 de Setembro de 2026, 23:51
João Carlos Mansur Reag
O fundador da Reag, João Carlos Mansur. Foto: Gabriela Biló/Folhapress

João Carlos Mansur, fundador e ex-dono da Reag Investimentos, afirmou em delação premiada fechada com a Procuradoria-Geral da República que fundos administrados pela gestora foram usados para ocultar pagamentos de propina feitos por Daniel Vorcaro a autoridades públicas. O acordo foi enviado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, e ainda aguarda validação. Com informações da Folha de S.Paulo.

Segundo pessoas que conhecem o conteúdo da colaboração, Mansur descreveu como a Reag e seus fundos teriam participado das operações do Banco Master e apontou pessoas que atuavam como laranjas de Vorcaro. As autoridades que teriam recebido os pagamentos mencionados na delação não foram identificadas publicamente na reportagem.

O relato é um avanço em relação ao conteúdo conhecido até agora. Quando Mansur apresentou a proposta de delação à PGR, os 17 anexos eram descritos principalmente como um mapa das operações financeiras de Vorcaro. Posteriormente, ele também afirmou saber onde estariam cerca de R$ 20 bilhões atribuídos ao banqueiro, incluindo ativos registrados por meio de laranjas e fundos.

A colaboração agora fechada também detalha onde foram parar recursos enviados ao exterior e como eles poderiam ser recuperados. Segundo investigadores citados pela Folha, uma parcela relevante do dinheiro ligado ao esquema do Master está em empresas offshore. Mansur se comprometeu ainda a pagar multa de R$ 40 milhões como parte do acordo.

Banco Master Daniel Vorcaro
Pessoas saindo do prédio do Banco Master no dia de sua liquidação. Foto: Amanda Perobelli/Reuters

As suspeitas de pagamentos ilícitos envolvendo estruturas da Reag não começam com a nova delação. A Polícia Federal já apontava Mansur como suspeito de usar fundos da gestora para ocultar, por meio de imóveis, uma suposta propina destinada a Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. Essa é uma linha investigativa da PF e não significa que o ex-dirigente tenha sido condenado por esses fatos.

Mansur negociava uma colaboração desde o fim de 2025. As primeiras tratativas ocorreram com órgãos do Ministério Público em São Paulo e não avançaram. A negociação com a PGR começou em fevereiro e foi concluída em agosto. A PF participou da fase inicial das conversas mais recentes, mas deixou as tratativas antes do fechamento.

A delação de Mansur se soma à colaboração de Antônio Carlos Freixo Júnior, o Mineiro, apontado como operador financeiro próximo a Vorcaro e responsável por remessas que chegaram ao circuito de financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. Investigadores avaliam que os dois acordos reduzem o espaço para uma eventual nova proposta de colaboração do próprio Vorcaro. A defesa do banqueiro afirma que não teve acesso aos anexos de Mansur e, por isso, não pode se manifestar sobre as acusações.

Condenado por fraude, ex-ministro da ditadura é grande doador de Flávio Bolsonaro

9 de Setembro de 2026, 23:45
Ângelo Calmon de Sá
O ex-ministro da ditadura militar, Ângelo Calmon de Sá. Foto: Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem

O ex-ministro Ângelo Calmon de Sá, banqueiro condenado por fraude e integrante de dois governos durante e logo após a ditadura militar, aparece entre os maiores doadores privados associados à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Aos 91 anos, ele destinou R$ 400 mil à Direção Nacional do PL, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral analisados pela Folha de S.Paulo.

O dinheiro não foi transferido diretamente para a conta de Flávio Bolsonaro, mas para a direção nacional da legenda que financia sua candidatura. No levantamento da Folha, Calmon de Sá aparece como o terceiro maior doador pessoa física ligado à campanha, atrás de Fernando de Castro Marques, da União Química, e Erasmo Carlos Battistella, da Be8, que destinaram R$ 500 mil cada.

A relação financeira do banqueiro com o partido não começou nesta eleição. Em 2024, Calmon de Sá já havia destinado R$ 300 mil ao PL, em três repasses registrados como contribuições para a manutenção da legenda.

Flávio Bolsonaro
O candidato a presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Divulgação/Vitor Salles

O empresário presidiu o Banco do Brasil durante a ditadura de Emílio Garrastazu Médici e foi ministro da Indústria e Comércio de Ernesto Geisel entre 1977 e 1979. Anos mais tarde, Fernando Collor o nomeou ministro do Desenvolvimento Regional. Depois das passagens pelo governo, Calmon de Sá voltou ao comando do Banco Econômico, instituição que entrou em intervenção do Banco Central em 1995 e foi liquidada no ano seguinte.

Durante a crise do banco, o BC descobriu o episódio conhecido como “pasta rosa”, envolvendo US$ 2,4 milhões destinados a candidaturas nas eleições de 1990. À época, doações empresariais eram proibidas, e a investigação apontou o uso de registros de pagamentos por serviços fictícios para encobrir as transferências.

Em 2007, Calmon de Sá foi condenado pela Justiça Federal a 13 anos e quatro meses de prisão em regime fechado. Na sentença citada pela Folha, o juiz o classificou como principal estrategista das irregularidades e como destinatário de recursos captados no exterior e desviados para o banco. A reportagem afirma que não há registros de que a pena tenha sido cumprida; a defesa apresentou ao longo dos anos recursos e pedidos de habeas corpus, inclusive com alegações de prescrição.

A contribuição ocorre enquanto Flávio Bolsonaro concentra os maiores gastos da eleição presidencial. A campanha do candidato do PL já declarou R$ 49,5 milhões em despesas, e R$ 42 milhões de sua arrecadação vieram do Fundo Eleitoral repassado pela própria legenda.

Em ofensiva contra imigrantes, governo Trump enviam criança brasileira ao Haiti

9 de Setembro de 2026, 23:33
Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Joyce N. Boghosian/Casa Branca

Os Estados Unidos deportaram para o Haiti uma criança brasileira nascida em 2021, em um dos primeiros efeitos sobre famílias da ofensiva do governo Donald Trump contra o programa de proteção humanitária destinado a haitianos. O menino foi enviado em 27 de agosto junto com os pais, ambos haitianos, e os irmãos. Com informações da Folha de S.Paulo.

A família vivia em Nova York e era beneficiária do Status de Proteção Temporária, o TPS, mecanismo que autorizava haitianos a permanecer e trabalhar legalmente nos Estados Unidos diante da situação de emergência em seu país. Depois que perdeu a proteção no fim de julho, tentou seguir para o Canadá para pedir asilo, mas foi detida e devolvida às autoridades estadunidenses.

Já sob custódia do ICE, a agência de imigração dos Estados Unidos, a família acabou enviada ao Haiti. O menino brasileiro viajou com um irmão mais novo, nascido nos Estados Unidos, outro mais velho, nascido no Haiti, e os pais. Os EUA normalmente oferecem às famílias a possibilidade de seguir juntas para o país de origem dos adultos, evitando a separação entre pais e filhos.

A política que abriu caminho para o caso foi autorizada pela Suprema Corte dos Estados Unidos em junho, quando a maioria conservadora permitiu que Trump encerrasse a proteção temporária contra deportação de haitianos. Em julho, o ICE já preparava uma operação voltada aos imigrantes atingidos pelo fim do TPS. Cerca de 330 mil haitianos estavam abrangidos pela proteção.

ICE
Protestos contra a agência de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, em Nova Iorque, no começo de 2026. Foto: Eduardo Munoz/Reuters

A situação se torna especialmente grave pelo destino das famílias. Entre 80% e 90% de Porto Príncipe está sob domínio de gangues armadas, mais de 1,4 milhão de pessoas foram deslocadas de suas casas pela violência e 5,8 milhões enfrentam insegurança alimentar. Os voos de deportação dos Estados Unidos para o Haiti, antes mensais, passaram a ser programados semanalmente.

No mesmo avião havia outra criança nascida no Brasil, uma menina de 2015. Nesse caso, o pai haitiano havia aderido ao programa de retorno voluntário do ICE, e a família posteriormente procurou a Embaixada do Brasil em Porto Príncipe para tentar obter vistos de reunião familiar e vir ao país. O procedimento ainda estava em andamento.

Casos envolvendo filhos brasileiros de haitianos podem se repetir. Muitas famílias passaram anos no Brasil depois do terremoto de 2010 antes de migrarem para os Estados Unidos, já com filhos nascidos em território brasileiro. Com o fim do TPS e a ampliação dos voos para o Haiti, organizações que acompanham a crise preveem a chegada de mais crianças brasileiras ao país caribenho.

VÍDEO: Grupo é expulso de Uber após falar em atropelar Lula e chama motorista de “pobre”

9 de Setembro de 2026, 23:30
Uber
Grupo de passageiros foi expulso de Uber. Foto: Reprodução

Um grupo de passageiros usou a palavra “pobre” para ofender um motorista da Uber depois de relatar que havia sido expulso do veículo. Segundo os próprios envolvidos, a corrida foi interrompida após um deles dizer que atropelaria o presidente Lula. A reação registrada em vídeo inclui deboche contra o trabalhador por prestar o serviço em um feriado.

Um passageiro usa a posse de um automóvel e a necessidade de trabalhar como motivos para diminuir o motorista. “Pelo menos o meu carro não é alugado e não tenho que trabalhar no feriado, pobre”, afirma.

Ao contar o episódio, uma mulher diz que o motorista mandou os passageiros deixarem o carro logo após a fala contra Lula. Ela relata que o grupo inicialmente pensou se tratar de uma brincadeira e que um homem chamado Rodrigo, apontado pelos companheiros como autor do comentário, ficou sem reação diante da exigência.

Homem diz que ATROPELARIA o Presidente Lula dentro do carro de aplicativo e motorista EXPULSA ele do carro.

“Ainda bem que ele mandou eu descer, imagina andar com uma desgraça dessas […] Pelo menos o meu carro não é alugado e não tenho q trabalhar no feriado, pobre.” pic.twitter.com/ZdYVVo7YS2

— UpdateCharts (@updatecharts) September 9, 2026

A mesma passageira minimiza a referência a atropelar o presidente, dizendo que o amigo havia feito apenas um comentário. Em seguida, atribui a reação do condutor à irritação por trabalhar no feriado.

Segundo o homem, o motivo de precisar pedir um Uber surgiu após o seu carro apresentar um problema no dia anterior e as oficinas estavam fechadas. Segundo ele, só seria possível retirar o veículo no dia seguinte. Enquanto dependia do serviço, ridicularizou quem trabalhava para oferecê-lo.

Em disputa por influência, Carlos Bolsonaro critica campanha de Flávio e mira economista aliada

9 de Setembro de 2026, 23:25
Flávio Carlos Bolsonaro
O candidato a presidência, Flávio Bolsonaro (PL) e o irmão, Carlos Bolsonaro. Foto: Adriano Machado/Reuters

A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro voltou a enfrentar uma disputa interna aberta entre a ala ideológica do bolsonarismo e o grupo que ganhou espaço na formulação econômica da candidatura. Carlos Bolsonaro cobrou publicamente que o irmão reconheça que seu crescimento eleitoral está ligado a Jair Bolsonaro e alertou contra integrantes do entorno que, em sua avaliação, podem afastá-lo da base. Segundo a Folha de S.Paulo, aliados de Carlos apontam Daniella Marques, conselheira econômica da campanha, como um dos principais alvos da crítica.

“Flávio precisa entender que seu crescimento e sua eleição se devem ao seu pai”, escreveu Carlos Bolsonaro. Em outro trecho, afirmou que quem tentar conduzir o candidato por outro caminho “o afasta de sua base e o torna refém pós-eleitoral”. O irmão não citou Daniella nominalmente, mas interlocutores disseram à Folha que a mensagem era dirigida, entre outros nomes, à ex-presidente da Caixa.

Daniella vem ampliando sua influência na campanha, com participação em atos, lives, viagens e elaboração do programa econômico. A ala mais radical do bolsonarismo considera que ela deveria permanecer em uma função técnica e de bastidor e reclama que passou a ocupar espaço político e a dar ordens. Eduardo Bolsonaro compartilha a resistência à economista, segundo pessoas próximas a ele ouvidas pelo jornal.

Um dos principais pontos de atrito é a defesa de cortes de gastos. Flávio Bolsonaro já prometeu um “tesouraço” caso chegue ao Planalto, e Daniella passou a ser identificada internamente com a proposta. Para integrantes da ala ideológica, colocar o ajuste fiscal no centro da campanha pode afastar eleitores que dependem de políticas sociais em um país de renda baixa.

Flávio precisa entender que seu crescimento e sua eleição se devem ao seu pai, à rejeição à covardia, aos desmandos e às revelações do modus operandi de determinados setores do Judiciário e à ruína, tanto econômica quanto social, que Lula vem trazendo ao país.

Qualquer um de seu…

— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) September 8, 2026

A crítica ganhou um componente histórico dentro do próprio bolsonarismo. Integrantes desse grupo atribuem à política econômica de Paulo Guedes, de quem Daniella foi uma das principais auxiliares, parte da responsabilidade pela derrota de Jair Bolsonaro em 2022. Eles defendem que Flávio Bolsonaro se comprometa com a manutenção de programas sociais e priorize temas como segurança pública, emprego e o legado político do pai.

As divergências já haviam aparecido em outras pautas. Daniella criticou a proposta de acabar com a escala 6×1 e defendeu maior liberdade para ampliar a jornada de trabalho. Ela também ganhou protagonismo na tentativa de aproximar Flávio Bolsonaro do eleitorado feminino e do mercado financeiro, dois movimentos vistos com desconfiança por setores mais ideológicos da família e da base.

A nova disputa ocorre justamente quando Flávio Bolsonaro melhora seu desempenho nas pesquisas e passa a enxergar uma possibilidade concreta de vitória. Para aliados do candidato, a alta nas sondagens também intensificou a briga por espaço e influência. Já a ala radical sustenta que o crescimento não autoriza uma mudança de identidade: quer uma campanha mais emocional, centrada em Jair Bolsonaro e nas bandeiras antissistema que consolidaram o bolsonarismo.

Lula chama de “vira-latas” quem ergue bandeira dos EUA em atos políticos

9 de Setembro de 2026, 23:05
Lula Trump Boneco
Boneco inflável de Trump segurando o presidente Lula com roupa de presidiário foi exibido no último ato bolsonarista de 7 de setembro na Paulista. Foto: Bruno Santos/Folhapress

O presidente Lula chamou de “vira-latas” e “traidores da pátria” brasileiros que levam bandeiras dos Estados Unidos para manifestações políticas no país. A declaração foi feita nesta quarta-feira (9), durante comício da campanha à reeleição em Teresina, no Piauí, dois dias depois de um ato convocado por Flávio Bolsonaro na Avenida Paulista exibir símbolos estadunidenses e homenagens a Donald Trump.

“Eu tenho muito orgulho da minha bandeira. Aqueles que só carregam a bandeira do Brasil e vão para comício com bandeira americana são vira-latas, são traidores da pátria, que não têm nenhum compromisso com este país”, afirmou Lula. O presidente não citou nominalmente Flávio Bolsonaro nem a manifestação da Paulista nesse trecho do discurso.

A referência ocorre depois de bolsonaristas erguerem um boneco inflável gigante de Trump durante o ato de 7 de Setembro. A figura do presidente estadunidense aparecia segurando uma representação de Lula vestido como presidiário. A manifestação também teve cartazes em inglês e acessórios ligados ao movimento MAGA. O evento foi convocado por Flávio Bolsonaro.

Lula também dirigiu o discurso diretamente ao presidente dos Estados Unidos. “O Trump que se meta no país dele. Aqui é um problema de nós, brasileiros”, afirmou. Na sequência, disse que seu governo reagirá caso Washington tente interferir no processo eleitoral: “Que não venham os americanos querer influir nas nossas eleições. Se eles vierem se meter aqui, a gente vai derrotá-los”.

🗳️ ELEIÇÕES | Lula critica bandeiras dos EUA em atos políticos: “Traidores da pátria” pic.twitter.com/vyw2gVdloL

— Metrópoles (@Metropoles) September 10, 2026

O confronto em torno da soberania já ocupa espaço central na disputa presidencial. No próprio 7 de Setembro, Lula contrapôs sua defesa da soberania à ofensiva de Flávio Bolsonaro contra o STF. A campanha petista também passou a explorar declarações e gestos da família Bolsonaro em relação aos Estados Unidos para acusar o grupo de colocar interesses estrangeiros acima dos nacionais.

Em Teresina, Lula vinculou esse discurso à sua motivação para continuar na política. Disse que acorda diariamente para defender educação, alimentação, emprego e renda e afirmou que “não são os anos que envelhecem a pessoa”, mas a falta de uma causa. Ao falar das bandeiras, reafirmou ter orgulho tanto do verde e amarelo do Brasil quanto do vermelho do PT, antes de atacar quem utiliza símbolos estadunidenses em atos políticos.

Novos depoimentos detalham espancamento de aluno acusado de nazismo na UFRJ

9 de Setembro de 2026, 22:56
nazismo UFRJ
Aluno de história foi agredido por estudantes por suposta apologia ao nazismo na UFRJ. Foto: Reprodução

Uma professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro afirmou à Polícia Civil que não presenciou qualquer manifestação de apologia ao nazismo durante a aula que antecedeu o espancamento do estudante de História Diego Costa da Silva Araújo no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS). A docente declarou ainda que aquele era seu terceiro contato com a turma e que até então não havia identificado problemas envolvendo Diego ou os outros estudantes. A informação consta de reportagem do Estadão reproduzida pelo UOL.

O relato se soma aos depoimentos de dois vigilantes que trabalhavam no prédio naquela noite. Os seguranças disseram à polícia que não viram Diego proferir ofensas raciais ou xingar colegas. Um deles afirmou que o estudante apenas repetia que não era nazista e tentava se defender. Outro declarou que Diego “em momento algum falou nada” e somente buscava se proteger das agressões.

As versões são relevantes porque o estudante de Direito Deivid Lima, que entrou na sala e deu voz de prisão a Diego, afirma ter sido agredido e alvo de injúria racial durante a confusão. Deivid diz que foi chamado de “macaco”. Diego nega tanto a acusação de racismo quanto a de apologia ao nazismo e afirma que não atacou os colegas.

Alunos da @ufrj do Centro do Rio, agrediram um estudante do curso de História, que foi para a aula usando símbolos atribuídos ao nazismo. O aluno vestia uma camiseta da banda britânica Death in June, que faz referência ao facismo e nazismo, e um botton com uma suastica. pic.twitter.com/qH48KECJTV

— Informe RJO (@InformeRJO) August 27, 2026

Diego foi agredido por um grupo de estudantes em 25 de agosto, depois de comparecer à aula usando uma camiseta da banda britânica Death in June. A peça exibia uma caveira semelhante à Totenkopf, símbolo utilizado por unidades da SS nazista. Ao mesmo tempo, o estudante usava um broche com uma suástica cortada por um sinal vermelho de proibição. Ele sustenta que a combinação tinha caráter antinazista e diz estudar fascismo e nazismo academicamente.

Um terceiro vigilante não acompanhou o início do episódio. Segundo seu depoimento, ele estava no refeitório quando ouviu gritos e, ao chegar ao saguão, viu uma multidão empurrando e agredindo Diego até a área externa do prédio. A professora e os vigilantes também relataram que não havia gestores do IFCS presentes para administrar a crise naquele momento. Procurada sobre essas versões, a UFRJ ainda não havia se manifestado até a publicação da reportagem.

Depois do episódio, o IFCS anunciou medidas para disciplinar situações semelhantes. As orientações tratam de tentativa de prisão em flagrante realizada por particulares, presença de pessoas que não pertencem às turmas dentro das salas, gravação de imagens e fluxo de acionamento das autoridades universitárias. A Polícia Civil continua apurando as acusações feitas pelos envolvidos e as agressões registradas durante a confusão.

OAB pede que Gonet seja afastado de ação no STF sobre mensagens de Vorcaro

9 de Setembro de 2026, 22:51
OAB
Foto: Raul Spinassé/CFOAB

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que Paulo Gonet não atue como chefe do Ministério Público no processo que analisa mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro. A entidade quer que outro integrante do MP assuma essa função porque o próprio procurador-geral da República foi chamado a prestar esclarecimentos sobre fatos incluídos no material. Com informações do Estadão.

A medida não é um pedido para retirar Gonet do comando da PGR. A OAB afirma que a providência tem caráter “estritamente processual e preventivo” e não representa uma conclusão sobre a conduta do procurador-geral. O objetivo declarado é evitar que ele ocupe simultaneamente a posição de autoridade chamada a se explicar e de representante do Ministério Público no julgamento dos mesmos fatos.

Fachin determinou que Gonet prestasse esclarecimentos, inclusive sobre medidas adotadas no exercício do controle externo da atividade policial. O presidente do Supremo também marcou para terça-feira (15) uma sessão extraordinária do plenário para discutir o relatório da Polícia Federal que reuniu mensagens de Vorcaro e autoridades.

O documento registra conversas em que Vorcaro tratava de caminhos para tentar impedir o avanço da Operação Compliance Zero. Em uma delas, o banqueiro pergunta se seria possível “reverter isso com Paulo ou Andrei?”. Investigadores interpretaram “Paulo” como uma referência a Gonet. O relatório também reúne contatos do procurador-geral com Vorcaro, alguns intermediados pelo advogado Ciro Soares.

Paulo Gonet
O procurador-geral da República, Paulo Gonet. Foto: Victor Piemonte/STF

As relações descritas nas mensagens já provocaram uma série de questionamentos sobre a atuação da PGR no caso Master. Gonet e familiares aparecem diversas vezes no material analisado pela PF, embora a existência das referências, por si só, não comprove irregularidade. O procurador-geral nega ter mantido relação financeira, contratual ou profissional com Vorcaro.

Antes do pedido da OAB, Gonet havia defendido o arquivamento do relatório sob o argumento de que André Mendonça determinou sua produção de maneira ilegal. Fachin suspendeu temporariamente a tramitação da Petição 16.662, aberta de ofício por Mendonça após a entrega do documento policial.

A Ordem também pediu que sejam instaurados os procedimentos necessários para apurar eventuais crimes relacionados ao conjunto de fatos. Nesse ponto, a entidade não individualizou acusações contra Gonet, Moraes ou Mendonça. O pedido agora será analisado no contexto das medidas adotadas por Fachin para concentrar na Presidência do STF os desdobramentos da crise.

Janja manda indireta a Michelle e diz que Lula é o “verdadeiro ungido de Deus”

9 de Setembro de 2026, 22:47
Janja
A primeira-dama Janja Lula da Silva. Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

A primeira-dama Janja da Silva chamou o presidente Lula de “verdadeiro ungido de Deus” nesta quarta-feira (9), durante comício da campanha à reeleição em Teresina, no Piauí. A expressão apareceu em um trecho no qual ela enumerava políticas sociais do governo e, logo depois, abriu uma defesa dos direitos das mulheres e da democracia.

Janja citou investimentos em educação, cultura e economia e afirmou que o governo ampliou oportunidades para crianças, jovens, mulheres e idosos. “Esse é o verdadeiro ungido de Deus. Esse sim é o homem que quer que todos tenham uma vida digna”, declarou diante dos apoiadores.

Na sequência, a primeira-dama colocou as mulheres no centro de sua defesa do governo. “O presidente Lula voltou e colocou as mulheres na centralidade das políticas públicas. Porque quando as mulheres avançam, o Brasil avança junto”, afirmou. Ela então mudou o tom para fazer um alerta sobre a preservação das conquistas obtidas.

Janja fala que Lula é o “único ungido de Deus” e exalta o papel das mulheres na campanha do Presidente. pic.twitter.com/7ZfsQUDDLW

— deok (@lauricadeok) September 10, 2026

“Mas é importante lembrar: nenhuma conquista está garantida para sempre. Direitos precisam ser defendidos, a democracia precisa ser cuidada diariamente, e nós, mulheres, somos a sua guardiã”, disse Janja. A primeira-dama pediu ainda que as mulheres escolham “todos os dias” o futuro que desejam construir para si e suas famílias.

A expressão religiosa utilizada por Janja aparece em meio a uma campanha em que referências à fé também ganharam peso no campo bolsonarista. André Mendonça, ministro do Supremo indicado por Jair Bolsonaro após a promessa de uma escolha “terrivelmente evangélica”, vem recebendo manifestações públicas de apoio de lideranças religiosas. Michelle Bolsonaro chegou a chamá-lo de “escolhido e ungido do Senhor” durante a atual crise no STF. A coincidência de linguagem dá contexto político à fala, mas Janja não citou Mendonça nesse trecho nem afirmou estar respondendo ao ministro ou a seus apoiadores.

No mesmo comício, Janja também atacou a família Bolsonaro e afirmou que ela não possui projeto para o Nordeste. A primeira-dama disse que, “se dependesse dos Bolsonaro, os nordestinos estavam comendo capim” e associou o governo anterior às filas por ossos, ao abandono e ao medo. O discurso reuniu, assim, três linhas da campanha de Lula: defesa das políticas sociais, mobilização das mulheres em torno da democracia e confronto com o legado de Jair Bolsonaro.

Lula chama Zema de “comedor de banana com casca” e rebate discurso sobre dívida

21 de Agosto de 2026, 23:48
Lula
O presidente e candidato a reeleição, Lula (PT). Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

Lula elevou o tom contra Romeu Zema (Novo) durante uma passagem por Minas Gerais. Ao defender a renegociação da dívida estadual, o presidente chamou o ex-governador e candidato à Presidência de “comedor de banana com casca” e prometeu transformar 2026 no “ano da verdade”.

As declarações ocorreram durante uma agenda em Governador Valadares. Lula acusou seus adversários de mentir sobre as contas mineiras, criticou a falta de negociação durante o governo Jair Bolsonaro e afirmou que Zema fez demagogia com a dívida herdada pelo estado.

A provocação recupera uma cena criada pelo próprio político do Novo. Em fevereiro de 2025, Zema publicou um vídeo comendo uma banana com casca para atacar Lula por causa do preço dos alimentos. A encenação usada contra o governo federal agora virou apelido nas mãos do presidente.

A dívida mineira foi renegociada por meio do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados, o Propag. Dados divulgados pelo governo de Minas mostram que um saldo de R$ 179,3 bilhões foi refinanciado por 360 meses. Após oferecer ativos para amortizar 20% do débito, o estado passou a ter correção pelo IPCA e juros reais de 0% ao ano.

🇧🇷 Lula defende Fernando Pimentel e diz que o ex-governador de Minas não conseguia pagar servidores nem fornecedores porque tinha de honrar a dívida do estado.

O presidente afirmou ter aconselhado Pimentel a “se defender” dos ataques do sucessor, que governou o estado por quase… pic.twitter.com/tLeksYYPPg

— Eixo Político (@eixopolitico) August 21, 2026

O acordo também obriga Minas a fazer aportes anuais equivalentes a 1% do saldo devedor no Fundo de Equalização Federativa e a investir outro 1% em áreas estratégicas, como educação, saneamento, habitação, transportes e segurança. Lula afirmou que a renegociação permitirá ao estado economizar cerca de R$ 6 bilhões por ano.

A agenda também serviu para apresentar obras federais. Lula e o ministro dos Transportes, George Santoro, vistoriaram a duplicação da Ponte do São Raimundo, sobre o Rio Doce. Segundo o Ministério dos Transportes, o conjunto de intervenções recebe R$ 309 milhões, gera 2 mil empregos e inclui uma nova ponte de 477 metros, com entrega prevista para o fim do ano.

No estado em que derrotou Bolsonaro por apenas 0,4 ponto percentual em 2022, Lula tenta transformar renegociação de dívidas e obras de infraestrutura em contraste com o discurso da direita. Depois de Governador Valadares, ele seguiu para um comício em Belo Horizonte ao lado de Patrus Ananias, candidato do PT ao governo mineiro.

O aliado de Tarcísio que rejeita o bolsonarismo

21 de Agosto de 2026, 23:34
Tarcísio
Em Santos, Tarcísio participa do lançamento da candidatura Paulo Alexandre Barbosa. Foto: André Luiz Salibi/UOL

O lançamento da campanha à reeleição de Paulo Alexandre Barbosa (PSD-SP) expôs uma fissura no grupo político reunido em torno do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O deputado federal rejeitou o rótulo de bolsonarista e anunciou que votará em Ronaldo Caiado (PSD) para presidente.

De acordo com reportagem do UOL, Paulo Alexandre respondeu “jamais” ao ser questionado se se considerava bolsonarista. Na saída do evento realizado em Santos, ele afirmou que Caiado receberá seu apoio e seu voto.

A escolha contraria a posição de Tarcísio, que declarou apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). O governador participou do lançamento, mas não mencionou o senador em seu discurso. Jair Bolsonaro também não foi citado nas falas acompanhadas pela reportagem.

Paulo Alexandre procurou separar sua proximidade com Tarcísio de qualquer adesão ideológica. Disse admirar o equilíbrio, a moderação e as entregas administrativas do governador e resumiu sua posição: “Eu não discuto ideologia, eu discuto metodologia”.

Caiado
O candidato a presidência, Ronaldo Caiado (PSD). Foto: Gabriel Pinheiro/CNI

O ato ocorreu nos Arcos do Valongo, no Centro Histórico de Santos, e reuniu Tarcísio, o candidato ao Senado André do Prado (PL), o prefeito Rogério Santos (Republicanos) e outras lideranças da Baixada Santista. Os discursos se concentraram em obras como o túnel Santos-Guarujá e em investimentos estaduais em habitação, saneamento e saúde.

Ex-prefeito de Santos por dois mandatos, Paulo Alexandre deixou o PSDB em março, após 25 anos de filiação, e migrou para o PSD. O movimento acompanhou o esvaziamento tucano na Baixada: o partido, que conquistou sete das nove prefeituras da região em 2016, não elegeu nenhum prefeito em 2024.

O episódio expõe um limite do projeto eleitoral de Tarcísio. O governador consegue reunir antigos tucanos e setores de centro-direita em torno de sua gestão, mas essa aproximação não produz apoio automático ao bolsonarismo nem à candidatura de Flávio Bolsonaro. Em Santos, um de seus principais aliados fez questão de separar as duas coisas.

O recado de Lula a Trump em telefonema: “Não queremos interferência no Brasil”

21 de Agosto de 2026, 23:30
Encontre de Lula e Trump nos Estados Unidos é confirmado para esta quinta-feira pela Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e o presidente do Brasil, Lula, em encontro de outubro de 2025. Foto: Daniel Torok/Casa Branca

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter deixado uma linha vermelha para Donald Trump: o Brasil aceita cooperação contra o crime organizado, mas não tutela estrangeira.

Durante comício na Praça da Estação, em Belo Horizonte, nesta sexta-feira (21), Lula relatou o teor da conversa mantida horas antes com o presidente dos Estados Unidos. “Nós queremos trabalhar juntos. O que nós não queremos é interferência no Brasil”, disse.

O telefonema durou 1h20. Lula contestou as justificativas usadas pelos Estados Unidos para impor novas tarifas aos produtos brasileiros e classificou as acusações como infundadas. Trump defendeu a preservação dos vínculos comerciais e propôs a retomada das reuniões entre representantes dos dois governos.

No campo da segurança, Lula reafirmou que o Brasil pretende cooperar com os Estados Unidos no combate ao crime organizado. O presidente, porém, rejeitou a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas e argumentou que o país possui instrumentos próprios para enfrentar as facções sem abrir espaço para ingerência externa.

➡️ Lula revela o que conversou com Trump: “Não queremos interferência no Brasil” pic.twitter.com/kvLtIa170T

— Metrópoles (@Metropoles) August 22, 2026

No comício, Lula afirmou que Trump reconheceu os argumentos apresentados pelo governo brasileiro. Segundo o petista, o secretário de Comércio estadunidense já procurou seu equivalente no Brasil e uma reunião foi marcada. Até a noite desta sexta, a Casa Branca não havia divulgado um relato detalhado próprio sobre o telefonema.

As guerras também entraram na conversa. Lula contou ter sugerido que Trump convidasse Vladimir Putin e Xi Jinping para seu clube de golfe na Flórida. “Convida os caras pra tua casa. Toma um trago”, disse, ao defender negociações para encerrar os conflitos internacionais.

O presidente encerrou o relato com uma defesa da soberania nacional. “Se a gente não se respeitar, ninguém respeita a gente”, afirmou. A conversa diplomática, descrita oficialmente como cordial, tornou-se no palanque um recado contra qualquer tentativa de tutela sobre o Brasil.

Aliados de Lula comandarão relatorias das PECs da escala 6×1 e da Segurança

21 de Agosto de 2026, 23:26
Ilustrativa
O fim da escala 6×1 é um dos principais debates neste ano eleitoral. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Duas propostas prioritárias do governo Lula avançaram no Senado nesta sexta-feira (21): as PECs do fim da escala 6×1 e da Segurança Pública ganharam relatores na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), acertou os nomes com Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Omar Aziz (PSD-AM) ficará responsável pela proposta trabalhista, enquanto Rogério Carvalho (PT-SE) conduzirá a PEC da Segurança. Conforme informações do blog do Valdo Cruz, no g1.

A definição não significa que os textos já estejam aprovados. Os relatores ainda precisam apresentar seus pareceres e submetê-los à CCJ. Otto avaliará os cronogramas para saber se as votações poderão ocorrer no esforço concentrado previsto para o fim de agosto e o início de setembro.

A proposta que acaba com a escala 6×1 foi aprovada em dois turnos pela Câmara. O texto prevê dois dias de descanso remunerado por semana e redução da jornada de 44 para 42 horas dois meses depois da eventual promulgação. Após mais 12 meses, o limite cairá para 40 horas, sem redução salarial.

Omar Aziz 6x1
O senador Omar Aziz (PSD-AM). Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Omar Aziz afirmou que conversará com líderes partidários antes de apresentar seu plano de trabalho. O senador defendeu que o debate considere não apenas as 44 horas formais de serviço, mas também o tempo gasto pelos trabalhadores no deslocamento entre casa e emprego.

A PEC da Segurança amplia a integração entre União, estados e municípios, estabelece atribuição constitucional da Polícia Federal no combate a facções e milícias de alcance interestadual ou internacional e permite que a Polícia Rodoviária Federal atue também em ferrovias e hidrovias. As polícias estaduais continuam subordinadas aos governadores.

As matérias ficaram paradas durante meses e avançaram após Lula e Alcolumbre retomarem o diálogo. Os dois relatores são aliados do presidente, mas o calendário eleitoral ainda pode dificultar a conclusão das votações. Para serem promulgadas sem retornar à Câmara, as PECs precisam passar sem alterações por dois turnos no Senado, com pelo menos 49 votos favoráveis em cada um.

Pentágono afasta cúpula de jornal militar em ofensiva contra a independência editorial

21 de Agosto de 2026, 23:21
Stars and Stripes
Foram demitidos, o editor Max D. Lederer Jr., o editor-chefe Erik Slavin e a repórter Lara Korte. Foto: Divulgação/Stars and Stripes

O Pentágono abriu o processo de demissão de dois dos principais dirigentes do Stars and Stripes e de uma repórter que cobre o Oriente Médio. O jornal é voltado às Forças Armadas estadunidenses e possui uma tradição de independência editorial apesar de seu vínculo financeiro com o governo.

Segundo reportagem do próprio Stars and Stripes, os avisos atingiram o editor-chefe Erik Slavin, o publisher Max D. Lederer Jr. e a correspondente Lara Korte.

A CBS News informou que Slavin e Lederer receberam cinco dias para recorrer. A justificativa mencionada para os desligamentos foi insubordinação. O Departamento de Defesa não apresentou publicamente uma explicação detalhada.

Slavin afirmou que o aviso citou uma entrevista concedida à CBS na qual ele disse que a censura de notícias destinadas aos militares seria uma “linha vermelha”. Na mesma reportagem, Korte declarou que trabalhava para o Stars and Stripes, e não para o Pentágono, uma administração ou um formulador de políticas.

Pentágono
O Pentágono. Foto: Joshua Roberts/Reuters

Lederer havia anunciado que deixaria o cargo em 30 de setembro, depois de mais de três décadas no jornal. Ele afirmou que sua compreensão sobre a missão do veículo diferia de maneira fundamental da direção pretendida pela liderança do Departamento de Defesa.

A crise se aprofundou ao longo de 2026. Um plano divulgado em março ampliou a supervisão do Pentágono, restringiu o uso de agências de notícias, proibiu quadrinhos e determinou que o conteúdo fosse compatível com a “boa ordem e disciplina” militar.

Em abril, o Pentágono também afastou Jacqueline Smith, ombudsman encarregada de fiscalizar a independência editorial do jornal. Smith havia criticado as novas restrições e posteriormente acionou o governo na Justiça, alegando violação da Primeira Emenda.

O capitão da Marinha William Urban, instalado recentemente como representante militar junto ao publisher, publicou uma carta em que prometeu preservar o jornalismo independente e ampliar a presença digital do veículo. O texto, porém, não respondeu diretamente às demissões.

Após novo Datafolha, agregador mostra cenário consolidado do 1º turno

21 de Agosto de 2026, 23:11
Lula
O presidente e candidato a reeleição, Lula (PT). Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

O presidente Lula (PT) aparece com 40,2% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33,3% de Flávio Bolsonaro (PL), segundo o agregador de pesquisas do UOL. A distância entre os dois é de 6,9 pontos percentuais.

Os números foram atualizados nesta sexta-feira (21), após a divulgação da nova rodada do Datafolha. O agregador não é uma pesquisa realizada pelo UOL: trata-se de uma ferramenta que combina diferentes levantamentos eleitorais.

Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4,7%, seguido por Renan Santos (Missão), com 4,1%, e Romeu Zema (Novo), com 2,9%. Os índices correspondem aos cinco candidatos exibidos na atualização do modelo.

Na simulação de segundo turno, Lula registra 46,1%, enquanto Flávio tem 42,5%. A vantagem do petista nesse confronto é de 3,6 pontos percentuais.

agregador do uol

A metodologia do agregador considera pesquisas nacionais estimuladas, registradas no Tribunal Superior Eleitoral desde janeiro de 2026 e realizadas com pelo menos mil entrevistados.

Cada levantamento recebe um peso de acordo com sua recência, o tamanho da amostra, a forma de coleta, o custo por entrevistado e a consistência histórica do instituto responsável. Por isso, os resultados não representam uma média aritmética simples.

Como o agregador reúne pesquisas diferentes, ele não possui amostra nem margem de erro próprias. Sua função é oferecer uma leitura mais ampla do cenário e reduzir o impacto de oscilações isoladas de um único levantamento.

“Você é adulta”: climão marca entrevista de Gabriela e Regina Duarte

21 de Agosto de 2026, 22:53
Regina Duarte
As atrizes Regina Duarte e Gabriela Duarte. Foto: Reprodução

A volta de Regina e Gabriela Duarte aos palcos produziu um climão fora de cena. Depois de tentar conter a mãe durante uma entrevista, Gabriela disparou: “Para de querer responder!” e concluiu: “Você é adulta.”

O encontro ocorreu no Teatro BDO Jaraguá, em São Paulo, durante a divulgação de “A Filha da…”, primeira peça das duas juntas em duas décadas. Segundo a Folha de S.Paulo, a conversa começou tranquila, mas ficou progressivamente tensa quando o entrevistador abordou a passagem de Regina pelo governo de Jair Bolsonaro. Um integrante da equipe chegou a pedir que a gravação fosse encerrada.

O atrito apareceu logo na pergunta sobre um possível custo pessoal da entrada de Regina na vida pública. Enquanto a atriz insistia em responder, Gabriela tentava interrompê-la e defendia que a conversa voltasse ao espetáculo. “Não, mãe”, repetiu a filha. Regina, porém, afirmou que não sofrera custo algum e decretou: “Morreu esse assunto.”

A temperatura aumentou quando o jornalista perguntou se Regina mantinha por Flávio Bolsonaro a admiração que já manifestara pelo ex-presidente. Antes que ela respondesse, Gabriela interveio: “Você não vai responder isso.” Regina recusou-se a revelar seu voto, mas continuou discutindo a pergunta enquanto a filha tentava encerrar o tema.

Regina Duarte e a filha, a também atriz Gabriela Duarte, estão sobre o palco numa atmosfera de tensão. Os nervos parecem à flor da pele. O mal-estar, porém, nada tem a ver com “A Filha da…”, que estreia na capital paulista na próxima quinta-feira (27) e marca a primeira vez em… pic.twitter.com/nVucoYDVI4

— Folha de S.Paulo (@folha) August 21, 2026

O ponto mais tenso veio quando Regina foi questionada sobre a possibilidade de aceitar novamente um cargo público. A atriz respondeu que “definitivamente” não aceitaria. Gabriela então pediu que ela parasse de tentar responder. “Mas eu não aguento, minha filha!”, retrucou Regina. “Não, mas então aguenta. Você é adulta”, rebateu Gabriela.

Pouco depois, uma pessoa da equipe avisou que todos já estavam atrasados, e a conversa foi encerrada. O desfecho contrastou com o motivo oficial do encontro: promover uma comédia na qual as duas interpretam mãe e filha envolvidas numa tentativa absurda de esconder uma morte. O climão real acabou roubando a cena.

Meses antes, Gabriela havia explicado seu afastamento profissional da mãe e afirmado que não se sentia obrigada a compartilhar as mesmas ideias de Regina. .

Lula prepara desafio a Flávio Bolsonaro; saiba qual

21 de Agosto de 2026, 22:44
Lula
O presidente e candidato a reeleição, Lula (PT). Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

A campanha do presidente Lula prepara uma cobrança direta a Flávio Bolsonaro: desafiar o senador a abrir o sigilo bancário. A iniciativa faria parte de uma ofensiva para responder à exploração eleitoral das denúncias envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

A estratégia foi revelada pela colunista Carla Araújo, do UOL. Segundo ela, Lula deve abordar o assunto nos próximos dias, e a campanha pretende argumentar que Lulinha já colocou seus dados bancários à disposição, enquanto Flávio não.

O contra-ataque também deve retomar o caso Dark Horse, projeto de cinebiografia de Jair Bolsonaro que envolveu negociações com o banqueiro Daniel Vorcaro. Flávio tenta tratar o episódio como assunto encerrado, enquanto o PT pretende recolocá-lo no centro da campanha. Lula já classificou a relação entre o senador e Vorcaro como um “caso de polícia”.

Flávio Bolsonaro
O candidato a presidência, Flávio Bolsonaro (PL). Foto: Divulgação/Vittor Sales

Carla Araújo relatou que integrantes do governo consideraram negativas as últimas semanas, marcadas pelo noticiário sobre Lulinha e Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente. Apesar do desgaste, a campanha já teria preparado sua resposta e pretende intensificar o confronto nas redes sociais.

Parte dos aliados ainda trabalha com a possibilidade de Lula vencer no primeiro turno. Uma fonte próxima ao presidente resumiu essa avaliação com a pergunta: “Quem disse que teremos segundo turno?”. A campanha aposta que a propaganda no rádio e na televisão poderá ampliar sua vantagem.

A maioria dos interlocutores, porém, considera que a disputa continuará apertada. A ofensiva contra Flávio busca impedir que as denúncias contra Lulinha dominem o debate e, ao mesmo tempo, obrigar o adversário a responder sobre suas próprias relações financeiras.

Flávio Bolsonaro oficializa candidatura com patrimônio 370% maior que em 2018

13 de Agosto de 2026, 22:34
Flávio Bolsonaro e sua próspera franquia da Kopenhagen. Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou patrimônio de R$ 8.186.555,83 ao registrar seu pedido de candidatura à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O valor representa um crescimento nominal de 370% em relação aos R$ 1.741.758,15 informados em 2018, quando foi eleito senador pelo Rio de Janeiro. O registro para a eleição de 2026 aparece no sistema como “aguardando julgamento”.

No recorte das quatro últimas eleições disputadas pelo filho mais velho de Jair Bolsonaro, o patrimônio declarado aumentou mais de onze vezes. Flávio informou R$ 714 mil em 2014; R$ 1,45 milhão em 2016; R$ 1,75 milhão em 2018; e R$ 8,2 milhão em 2026. Entre a primeira e a última declaração da série, a alta foi de 1.045,9%, uma diferença de R$ 7.472.161,14.

Na eleição de 2018, o total subiu 19,8% em relação a 2016, para R$ 1.741.758,15. Flávio declarou um apartamento de R$ 917.038,09 e uma sala comercial de R$ 150 mil, ambos na Barra da Tijuca; R$ 558.220,06 em aplicações; um Volvo avaliado em R$ 66,5 mil; e metade da Bolsotini Chocolates e Café.

As operações financeiras e imobiliárias realizadas durante seus mandatos na Assembleia Legislativa do Rio posteriormente entraram no debate sobre o caso da “rachadinha” em seu antigo gabinete. A investigação foi encerrada depois que STF e STJ anularam provas, sem julgamento do mérito das suspeitas.

 

O salto mais expressivo aparece agora. Dos R$ 8,186 milhões declarados em 2026, R$ 6.226.043,80 correspondem à casa de Flávio no Lago Sul, em Brasília. O imóvel representa 76% de todo o patrimônio informado.

O senador também declarou R$ 1.090.520,47 em um fundo multimercado, R$ 568.730,23 em diferentes bancos, R$ 133 mil em um veículo, R$ 103.746,23 em poupança e outros R$ 64.515,10 em aplicações e participações empresariais. Em 2024, Flávio desembolsou R$ 3,4 milhões para quitar o financiamento da mansão.

Um mês antes do registro, o ex-deputado Julian Lemos, antigo aliado da família Bolsonaro, afirmou que a fortuna de Flávio poderia chegar a R$ 700 milhões, no entanto, Lemos não apresentou documentos que sustentassem a estimativa. A ficha entregue ao TSE coloca o patrimônio declarado muito abaixo dessa cifra.

Embaixador de Trump acusa colonos israelenses de terrorismo na Cisjordânia

13 de Agosto de 2026, 21:47
Mike Huckabee Trump Israel
O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee. Foto: Daniel Torok/Casa Branca

O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, chamou de “terroristas israelenses” os colonos que mantiveram moradores de três casas palestinas cercados em Qusra, na Cisjordânia ocupada. A expressão veio de um aliado de Donald Trump conhecido pela defesa dos assentamentos e foi acompanhada de outra definição: “ato de terror”. Horas depois, o próprio Huckabee começou a reduzir o alcance da condenação. Com informações da AP.

Durante cinco noites, colonos bloquearam as saídas dos imóveis, cortaram água e eletricidade e impediram que as famílias circulassem com segurança, enquanto diminuíam os estoques de alimentos e água potável. Qusai Abu Rida permaneceu em uma das casas com o filho adolescente e recorreu à água de um poço. Forças israelenses chegaram a intervir, mas os colonos voltaram. Nesta quinta-feira (13), o Exército afirmou ter desmontado dois postos ilegais e detido um israelense.

Huckabee afirmou que a embaixada americana pedira a atuação do Exército e da polícia de Israel. Disse que os responsáveis eram “terroristas israelenses”, classificou o cerco como “ato de terror” e chamou a intimidação contra a família de “comportamento de bandidos”. Também negou que Washington e a representação diplomática tivessem ignorado o caso.

This is another lie. @usembassyjlm has been VERY involved & the IDF & Israel Police have gone at our request to remove the Israeli terrorists doing this. The actions of those doing this to this family’s home is criminal. The WH hasn’t “intervened” because we have kept DC… https://t.co/qrfnCYcOtB

— Ambassador Mike Huckabee (@GovMikeHuckabee) August 13, 2026

Menos de quatro horas depois, porém, os “terroristas” passaram a ser descritos pelo embaixador como “invasores ilegais”. À tarde, Huckabee foi além: escreveu que os colonos “não são o problema” na região que chamou de “Judeia e Samaria” e usou o rótulo “unsettlers” — algo como “descolonos” — para apresentar os autores do cerco como uma pequena minoria desvinculada do movimento. Em seguida, cobrou da imprensa uma cobertura “equilibrada”.

Para sustentar essa distinção, Huckabee compartilhou uma reportagem do Jerusalem Post com condenações de líderes de assentamentos. Yisrael Ganz disse que a violência em Qusra “não é o nosso caminho”, enquanto Shai Alon afirmou que os agressores causam danos irreversíveis a Israel e ao movimento. O mesmo Ganz, no entanto, defendeu a continuidade da expansão israelense na Cisjordânia e pediu a revogação dos Acordos de Oslo.

"Settlers" are not the problem in Judea/Samaria. "Unsettlers" are. Very small minority who do great damage to Palestinian families & to Israel. Real settlers like Ysrael Ganz, Governor of Judea/Samaria condemn the actions of the few. Let's hope the media gives attention to this…

— Ambassador Mike Huckabee (@GovMikeHuckabee) August 13, 2026

Qusra registra mais ataques de colonos do que qualquer outra comunidade da Cisjordânia em 2026, segundo a ONU. Autoridades palestinas contabilizam 1.476 ataques desde janeiro. O cerco tampouco é um episódio isolado para Washington, já que em julho, colonos israelenses armados cercaram o deputado americano Ro Khanna por cerca de 90 minutos. O episódio integra um quadro mais amplo de violência de colonos judeus contra palestinos na Cisjordânia ocupada.

Janones acusa Flávio Bolsonaro de forjar filiação fake para atacar Justiça Eleitoral

13 de Agosto de 2026, 21:14
Janones
O deputado federal, André Janones (REDE-MG). Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados

O deputado federal André Janones (Avante-MG) acusou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ter encenado a própria filiação ao Partido Missão para descredibilizar a Justiça Eleitoral. Em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira (13), Janones disse que o senador teria pago alguém para incluí-lo em outra legenda, mas não apresentou provas da acusação.

A declaração foi feita após Flávio aparecer como filiado ao Missão no sistema da Justiça Eleitoral, o que impediu inicialmente o registro de sua candidatura à Presidência pelo PL. Janones afirmou que o episódio repetiria, segundo sua versão, a estratégia usada pela família Bolsonaro após a facada contra Jair Bolsonaro em 2018.

O TSE informou que a filiação não foi resultado de ataque ao sistema eleitoral. Segundo o tribunal, o registro foi feito por alguém que tinha credenciais do Partido Missão para efetivar filiações, e não por uma invasão à plataforma da Justiça Eleitoral.

Todo mundo sabe o que aconteceu. O próprio Flávio pagou alguém pra filiar ele em outro partido para tentar tentar descredibilizar a justiça eleitoral. Seguiram o mesmo roteiro da facada forjada em 2018 pra eleger Bolsonaro. Só que dessa vez deu ruim pra eles. Isso é só uma…

— André Janones (@AndreJanonesMG) August 13, 2026

A filiação de Flávio ao PL foi retomada pelo TSE após a checagem do caso, permitindo que o senador voltasse a constar na legenda pela qual pretende disputar a Presidência. A informação do tribunal, no entanto, não identifica quem usou as credenciais do Missão nem atribui a operação a Flávio Bolsonaro.

Ao final, Janones afirmou que jogará “com todas as armas” para “exterminar esses vermes”.

Tarcísio abre investigação após PM perseguir motorista de Haddad

13 de Agosto de 2026, 21:07
Tarcísio Haddad
Os candidatos ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos). Foto: Renato Pizzutto/Band

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou nesta quinta-feira (13) a abertura de um inquérito policial para apurar a denúncia de que o motorista de Fernando Haddad (PT) teria sido perseguido por uma viatura da Polícia Militar após deixar o candidato em casa.

Tarcísio afirmou que o caso será tratado “tecnicamente” e que a apuração reunirá imagens de mais de 40 câmeras para reconstruir o trajeto do motorista. O governador disse ainda que o funcionário será chamado a prestar esclarecimentos formais durante o inquérito.

Haddad relatou que o motorista foi seguido de forma ostensiva e intimidatória por policiais na noite de terça-feira (11). Segundo a versão inicial apresentada à PM, ele teria entrado em um hotel durante o trajeto para se afastar da viatura.

➡️ Tarcísio diz que vai abrir inquérito para apurar episódio de Haddad com PM pic.twitter.com/ahma5VlB60

— Metrópoles (@Metropoles) August 13, 2026

O inquérito deverá reunir as imagens já levantadas pela polícia, o depoimento formal do motorista e outros elementos sobre o trajeto percorrido depois que ele deixou Haddad em casa. A investigação foi anunciada após o caso ganhar repercussão durante a disputa pelo Governo de São Paulo.

Na quarta-feira (12), o PT apresentou uma Notícia de Fato à Procuradoria Regional Eleitoral e pediu a abertura de um Procedimento Preparatório Eleitoral para investigar o episódio.

Datafolha aponta Ciro Gomes com 52% no Ceará, 19 pontos à frente de Elmano

13 de Agosto de 2026, 20:15
Elmano de Freitas Ciro Gomes
Os candidatos ao governo do Ceará, Elmano de Freitas (PT) e Ciro Gomes (PSDB). Foto: Fco Fontenele/O POVO/Eduardo Anizelli/Folhapress

Ciro Gomes (PSDB) lidera a disputa pelo Governo do Ceará com 52% das intenções de voto, contra 33% do governador Elmano de Freitas (PT), que busca a reeleição, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (13). A vantagem do ex-governador é de 19 pontos percentuais no cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores.

Pedro Brito (Novo), Delegado Huggo (Missão) e Danilo Soares (Democrata) marcaram 1% cada. Serley Leal (UP) e Zé Batista (PSTU) não pontuaram; brancos, nulos ou nenhum somaram 7%, e 4% não souberam responder. Pedro Brito deixou a disputa após o registro do levantamento, e o Novo lançou Vera Lúcia como candidata ao governo.

Na pesquisa espontânea, Ciro foi citado por 28% dos entrevistados e Elmano por 20%, enquanto 43% disseram não saber em quem votar. Camilo Santana (PT), que não é candidato, apareceu com 2%. O dado mostra que os dois principais nomes já concentram as lembranças do eleitorado, mas que a corrida ainda tem espaço para disputa.

Em uma simulação de segundo turno, Ciro venceu Elmano por 55% a 37%. Brancos e nulos foram 5%, e 3% não souberam responder. A pesquisa ouviu 1.022 eleitores em 51 municípios cearenses entre segunda-feira (10) e quarta (12), tem margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

O levantamento também aponta maior rejeição a Elmano: 35% disseram que não votariam no petista de jeito nenhum. Ciro foi rejeitado por 21%. Delegado Huggo marcou 19%, Zé Batista, 18%, Pedro Brito, 17%, Danilo Soares, 15%, e Serley Leal, 11%.

Moro se irrita com bloqueio e pede retirada de carretas tombadas em “outro horário”

13 de Agosto de 2026, 19:50
Moro
O candidato ao governo do Paraná, Sérgio Moro (PL). Foto: Reprodução

O senador Sergio Moro (PL-PR) virou alvo de ironias nesta quinta-feira (13) depois de sugerir que a retirada de carretas que, segundo ele, estavam tombadas na BR-277 poderia ser realizada em outro horário. A declaração foi gravada enquanto o parlamentar estava parado na praça de pedágio de São Luiz do Purunã, no Paraná.

No vídeo publicado na quarta-feira (12), Moro afirmou que o trânsito estava interrompido havia mais de 40 minutos e reclamou da falta de informações aos motoristas. O senador disse que carretas tombadas aparentemente estavam sendo retiradas da pista.

“Poderiam fazer talvez em outro horário. Poderiam manter uma via desobstruída ou passagem alternativa”, declarou. Moro também afirmou que o congestionamento era quilométrico e encerrou a gravação com uma provocação a adversários políticos, dizendo não dispor de dinheiro para viajar de helicóptero.

Posto de pedágio em São Luiz do Purunã, no Paraná, tudo parado há mais de 40 minutos.

Sem informação adequada. Aparentemente, carretas tombadas sendo retiradas da pista. Poderiam fazer talvez em outro horário. Poderiam manter uma via desobstruída ou passagem alternativa.

Muita… pic.twitter.com/nuuTeYkRkR

— Sergio Moro (@SF_Moro) August 12, 2026

A praça de São Luiz do Purunã fica no km 140 da BR-277, no município de Balsa Nova, e faz parte do trecho administrado pela Via Araucária.

Depois de reclamar da falta de informação, sugerir a liberação de uma faixa e dizer que não tinha dinheiro para viajar de helicóptero, Moro ofereceu sua contribuição à engenharia de tráfego: a retirada das carretas poderia ficar para outro horário.

Internautas sugeriram, em tom de piada, a criação do “Agendamento Nacional de Acidentes e Destombamentos (ANAD)” para ironizar Moro, que tratou uma situação de urgência como se ela pudesse esperar um momento mais conveniente.

Juiz vê liberdade de expressão e nega remoção de post contra Renan Santos

6 de Junho de 2026, 17:19
Renan Santos
O pré-candidato a presidência, Renan Santos. Foto: Divulgação/Luiz Rebelato

A Justiça de São Paulo negou um pedido de Renan Santos, líder do MBL e pré-candidato à Presidência pelo Missão, para que plataformas como X e Instagram removessem uma publicação feita por JR Freitas, líder de motoboys e pré-candidato a deputado estadual pelo PSol.

No post, Freitas publicou trecho de um boletim de ocorrência em que uma mulher relata ter sido vítima de assédio por Renan. O dirigente do MBL nega a acusação e afirma ter sido absolvido no caso. Nos autos, ele apresentou certidões para demonstrar que não possui antecedentes criminais.

Renan alegou à Justiça que era alvo de uma campanha de difamação. Também afirmou que Freitas teria omitido deliberadamente a informação de que ele foi absolvido e divulgado documento que, segundo a defesa, era sigiloso.

Olha o B.O aberto contra o candidato do MBL a presidência da República. Segundo o Renan Santos, isso é invenção da cabeça da garota. pic.twitter.com/PbP6xVTQME

— JR Freitas (@jrfreitasofc_) April 5, 2026

O juiz Fabio Evangelista de Moura, da 45ª Vara Cível de São Paulo, rejeitou o pedido. Na decisão, o magistrado afirmou que a retirada de manifestações em redes sociais é uma medida excepcional e só deve ocorrer diante de clara violação de direitos.

O magistrado também entendeu que a publicação do boletim de ocorrência, por si só, não significa imputação direta de crime ao líder do MBL. Ele ressaltou que Renan, por ser figura pública, tem esfera de proteção à intimidade e à vida privada mais limitada, sem perder proteção contra conteúdos evidentemente falsos.

JR Freitas ganhou projeção em São Paulo durante a disputa sobre a regulamentação do serviço de mototáxi. Ele liderou mobilizações de entregadores e motoboys e atuou como interlocutor da categoria em debates com o governo federal sobre trabalho por aplicativo.

Em maio, Freitas participou de evento com Lula no lançamento de uma linha de crédito para motoristas de aplicativo. O motoboy é apontado como uma das apostas do PSol para a disputa à Assembleia Legislativa de São Paulo.

Alexandre Frota se oferece para pagar multa de jornalista perseguido por Zambelli

6 de Junho de 2026, 16:46
Zambelli
Carla Zambelli e o jornalista Luan Araújo. Foto: Reprodução

Alexandre Frota, ex-deputado federal e atual vereador em Cotia, se ofereceu para pagar a multa de R$ 2.216,30 imposta ao jornalista Luan Araújo, condenado pela Justiça de São Paulo por difamação contra Carla Zambelli. A oferta foi feita após a pena pecuniária ser convertida em prisão pelo juiz José Fernando Steinberg.

Luan foi perseguido por Carla Zambelli em outubro de 2022, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial, quando a então deputada federal sacou e apontou uma arma em sua direção em São Paulo. Depois do episódio, o jornalista publicou um texto relatando o caso e criticando a bolsonarista.

Em uma postagem de Luan sobre a conversão da multa em pena privativa de liberdade, Frota comentou: “Vamos pagar a multa. Se quiser, pede ao advogado para me ligar”.

A defesa de Luan afirmou que pedirá habeas corpus na segunda-feira (8). O advogado Renan Bohus disse que já havia informado à Justiça que o jornalista não tem condições financeiras de pagar o valor integral da multa e havia requerido o parcelamento da obrigação.

Print da mensagem de Frota a Luan Foto: Reprodução

Em nota, a defesa afirmou que causa estranheza o indeferimento do pedido e a conversão da sanção em prisão, mesmo diante da alegação de incapacidade econômica. “Entendemos que a pobreza não pode ser tratada como motivo para encarceramento”, diz o texto.

Carla Zambelli foi condenada pelo STF a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo no episódio envolvendo Luan. A ex-deputada também responde a processo de extradição na Itália relacionado a essa condenação.

No mês passado, Zambelli deixou a prisão na Itália após a Justiça do país anular sua extradição ao Brasil no processo em que foi condenada por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça. Ela estava presa desde julho de 2025 em um presídio nos arredores de Roma.

Brasil manterá cooperação com EUA contra crime após decisão sobre PCC e CV

6 de Junho de 2026, 15:15
PCC CV
O presidente Lula em encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo brasileiro deve manter a cooperação já existente com os Estados Unidos no combate ao crime organizado após a decisão de Donald Trump de classificar o PCC e CV como organizações terroristas. Nos bastidores, integrantes do Palácio do Planalto também descartam a possibilidade de uma ação militar estadunidense em território brasileiro em ano eleitoral.

Segundo o Valor, a avaliação no governo Lula é que a designação tem mais peso político do que efeitos práticos no enfrentamento às facções. Interlocutores do Planalto afirmam que Brasil e Estados Unidos já mantêm cooperação ampla em investigações, troca de informações e combate a redes criminosas.

Na leitura desses integrantes do governo, a medida não decorre de uma mudança recente no cenário de segurança pública nem de algum fato novo que justificasse alteração na atuação conjunta entre os dois países. A decisão foi oficializada nesta sexta-feira (5) pelo governo Trump.

A principal preocupação do Planalto está nos efeitos indiretos da classificação. Como a designação enquadra as facções no escopo da legislação antiterrorismo estadunidense, ela pode ampliar o espaço para iniciativas unilaterais dos Estados Unidos em temas de segurança e sistema financeiro internacional.

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Distribuição do PCC (azul) e do CV (vermelho) no território brasileiro em 2025. Foto: Divulgação/Fórum Nacional de Segurança Pública

Na prática, interlocutores do governo avaliam que a medida aumenta a vulnerabilidade do Brasil a pressões externas sem gerar ganhos concretos no combate ao crime organizado. A preocupação envolve possíveis sanções, restrições financeiras e impactos sobre empresas ou instituições que venham a ser associadas a pessoas ligadas às facções.

Mesmo assim, a hipótese de ação militar dos Estados Unidos no Brasil é tratada como remota. A avaliação no Planalto é que não há justificativa concreta para uma iniciativa desse tipo e que uma operação dessa natureza criaria uma crise diplomática em meio ao calendário eleitoral.

O governo Lula deve insistir na linha de cooperação policial e judicial, sem aceitar efeitos automáticos da classificação feita por Washington sobre a legislação brasileira. A posição interna é que facções criminosas devem continuar sendo enfrentadas com inteligência, investigação financeira, controle de fronteiras e integração entre autoridades, não por enquadramento externo imposto por outro país.

Marinha alerta para soberania e defesa da “Amazônia Azul” em campanha

6 de Junho de 2026, 14:47
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Marinheiros recebem o presidente Lula em visita ao Complexo Naval de Itaguaí (RJ), em 2023. Foto: Ricardo Stuckert/PR

A Marinha lançou uma campanha institucional com foco na defesa da soberania nacional em meio a cortes no orçamento das Forças Armadas. O vídeo, divulgado para marcar o Dia da Marinha, comemorado em 11 de junho, afirma que o cenário geopolítico exige “capacidades navais compatíveis com a proteção da soberania nacional”.

A peça tem como eixo a Amazônia Azul, área marítima sob jurisdição brasileira que concentra rotas comerciais, estruturas de exploração de petróleo, cabos submarinos, recursos biológicos e minerais. A Marinha afirma que 97% das importações e exportações do Brasil passam pelo mar e pelos portos.

O Alto Comando da Marinha avalia que a população ainda conhece pouco o papel da Força na proteção do mar territorial e das riquezas ligadas ao Atlântico Sul. O vídeo institucional apresenta equipamentos como o navio-aeródromo Atlântico, fragatas da classe Tamandaré e submarinos da classe Riachuelo.

A campanha também ocorre em momento de restrição orçamentária. O governo determinou contenção de R$ 31,3 bilhões para cumprir a meta fiscal, e o Ministério da Defesa foi a pasta mais atingida, com R$ 4,4 bilhões retidos. A manutenção de projetos estratégicos, como o Programa de Submarinos, virou prioridade no comando da Marinha.

O ministro da Defesa, José Múcio, afirmou nesta semana que a frota das Forças Armadas vem envelhecendo. “Daqui a pouco vai ter marinheiro sem navio, aviador sem avião e soldado do Exército sem equipamento para lutar”, disse ele, ao defender investimentos na área.

Oficiais ouvidos pelo Correio também associam o alerta de soberania ao cenário internacional. A pressão do governo Donald Trump por negociações envolvendo petróleo, terras raras e tarifas sobre produtos brasileiros acendeu preocupação entre militares sobre a proteção de recursos estratégicos.

A Marinha afirma que fortalecer a consciência marítima da sociedade é parte da defesa nacional. O vice-almirante Vagner Belarmino de Oliveira, diretor do Centro de Comunicação Estratégica da Força, disse que a segurança energética, parte da economia e infraestruturas relevantes dependem da estabilidade do ambiente marítimo.

Flávio Bolsonaro perde força no Sudeste e acende alerta no PL

6 de Junho de 2026, 13:20
Flávio Bolsonaro
O senador e pré-candidato a presidência, Flávio Bolsonaro. Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

A queda de Flávio Bolsonaro nas pesquisas no Sudeste virou motivo de preocupação entre aliados do Zero Um. A avaliação no entorno do pré-candidato do PL é que um nome enfraquecido na disputa presidencial terá dificuldade para impulsionar palanques estaduais em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os três maiores colégios eleitorais do país.

Segundo a Coluna do Estadão, pesquisa Atlas/Bloomberg mostrou que Flávio Bolsonaro caiu de 41,2% para 30,7% no Sudeste entre abril e maio. No mesmo período, Lula avançou na região, considerada estratégica para qualquer candidatura presidencial.

O Rio de Janeiro é apontado como um dos principais focos de tensão. O estado é o berço político da família Bolsonaro, mas o palanque local do PL é descrito por bolsonaristas como “totalmente bagunçado”. O candidato ao governo é Douglas Ruas, que ainda busca se tornar conhecido e carrega o desgaste de ter integrado a gestão Cláudio Castro.

Castro desistiu de disputar o Senado após ser atingido por duas operações da Polícia Federal. As investigações apontaram relações entre o ex-governador e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, caso que já provocou danos políticos à pré-campanha de Flávio Bolsonaro.

Jair Bolsonaro deve definir nos próximos dias quem substituirá Castro na composição ao Senado. Entre os nomes avaliados estão Sóstenes Cavalcante, Carlos Jordy e Carlos Portinho. A escolha é tratada como peça central para tentar reorganizar o palanque fluminense.

Em Minas Gerais, a situação também é indefinida. O senador Cleitinho, do Republicanos, lidera pesquisas recentes, mas ainda não confirmou se será candidato ao governo. Um aliado de Flávio Bolsonaro disse ao Estadão que Cleitinho “só sabe ser pedra, não sabe ser vidraça”, em referência ao risco de ele não sustentar uma candidatura majoritária.

A preocupação da direita é que a perda de força de Flávio Bolsonaro no Sudeste reduza sua capacidade de organizar alianças e transferir votos. A região concentra estados decisivos e, no caso do Rio, expõe um problema adicional: a família Bolsonaro enfrenta desgaste justamente em seu principal território político.

“Tariflávio”: Esquerda domina debate do tarifaço e encurrala Flávio Bolsonaro nas redes

6 de Junho de 2026, 13:13
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O pré-candidato ao entreguismo, “Tariflávio” Bolsonaro. Foto: Reprodução

A narrativa do “Tariflávio” dominou o debate nas redes sociais sobre o tarifaço dos Estados Unidos e a ofensiva contra o Pix, ampliando a pressão sobre a pré-campanha de Flávio Bolsonaro. Segundo dados do Instituto Democracia em Xeque, as menções que atribuem culpa ao senador pelas tarifas foram quase dez vezes maiores que as que responsabilizam Lula.

O relatório aponta que a narrativa do tarifaço ou “Tariflávio” concentrou 563,1 mil publicações e 4,7 milhões de interações. A tentativa de atribuir a culpa a Lula alcançou 58,9 mil publicações e 606,4 mil interações.

Para os pesquisadores, a diferença mostra que a responsabilização da família Bolsonaro engajou com mais força a conversa pública. A associação reuniu três elementos: a tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos, o ataque ao Pix e a aproximação entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump, lida por críticos como uma ação contra interesses nacionais.

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Gráfico mostra o número de publicações com os termos “Tariflávio” e “Culpa do Lula”. Foto: Instituto Democracia em Xeque

A crise ganhou novo fôlego após Eduardo Bolsonaro falar sobre o Zelle, sistema de transferências dos Estados Unidos, em entrevista à TMC News. Questionado sobre se o Pix estava ameaçado, ele afirmou que o Brasil poderia levar o Zelle à mesa de negociação com os estadunidenses.

“Agora, os EUA têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, como, por exemplo, o Zelle, que é o Pix dos EUA. Então dá para você ir a uma mesa de negociação com os americanos com bons argumentos. Dá para você sentar, dá para negociar”, declarou Eduardo Bolsonaro.

🚨VEJA – Eduardo Bolsonaro diz que os EUA tem o Zelle e afirma que então da para ir para negociação com bons argumentos

"Os EUA têm mecanismos muito semelhantes ao Pix, por exemplo o Zelle (…) Então dá pra você ir pra uma mesa de negociação com com bons argumentos” pic.twitter.com/KMNbv91Gqk

— SPACE LIBERDADE  (@NewsLiberdade) June 3, 2026

A declaração foi criticada por quem entendeu que o ex-deputado sugeria flexibilizar o Pix diante da pressão de Washington. No dia seguinte, Eduardo Bolsonaro tentou se explicar e afirmou que citou o Zelle para argumentar aos Estados Unidos que não haveria problema no Pix, já que os estadunidenses também têm plataformas semelhantes.

A fala gerou incômodo dentro do próprio PL. Uma pessoa da cúpula do partido disse ao Estadão que a declaração foi um “desastre”. Outra pessoa ligada à campanha avaliou que o comentário “pode atrapalhar muito” se não for bem explicado.

Flávio Bolsonaro já vinha tentando se defender do tarifaço anunciado poucos dias após seu encontro com Trump na Casa Branca. Depois da fala do irmão, o senador passou a defender publicamente o Pix e afirmou que o sistema “é do Brasil” e “é do Bolsonaro”, por ter sido implementado durante o governo Jair Bolsonaro.

Vorcaro servia “chocolates mágicos” a poderosos em festas sob mira da PF

6 de Junho de 2026, 12:41
chocolate mágico
Imagem ilustrativa gerada com Inteligência Artificial. Foto: Reprodução

A Polícia Federal encontrou elementos que indicam um repasse de R$ 22 milhões de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a um parente de um figurão da República. Segundo a coluna Radar, da Veja, o novo negócio é mantido sob sigilo para não prejudicar a investigação.

A apuração ocorre dentro do caso Master, que investiga pagamentos milionários de Vorcaro a figuras ligadas ao Judiciário. O inquérito também mira o uso de festas, viagens e eventos privados como parte de um suposto esquema de lobby e corrupção.

As festas organizadas por Vorcaro para políticos, modelos internacionais e autoridades da República incluíam “presentinhos” aos convidados. Entre eles, segundo a revista, estavam chocolates em formato de coração e cogumelos mágicos triturados.

Celulares de Daniel Vorcaro serão enviados para os Estados Unidos e Israel, para recuperar mensagens
O ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Foto: Victor Moriyama/Bloomberg

Não se sabe quem recebeu os presentes nem quais autoridades participaram dos eventos citados. Também não informa a identidade do parente que teria recebido os R$ 22 milhões nem o nome do “figurão da República” ligado ao novo repasse sob apuração.

O caso Master já havia revelado a proximidade de Vorcaro com integrantes da política, do Judiciário e do mercado financeiro. As investigações tentam mapear se pagamentos, eventos de luxo e relações pessoais foram usados para obter influência e proteção institucional.

O Banco Master virou alvo de apurações após suspeitas sobre operações financeiras, repasses e relações com autoridades. A Polícia Federal também investiga se recursos ligados ao grupo foram usados em contratos e articulações políticas.

Trump volta a publicar imagem de IA com o próprio rosto no Monte Rushmore

31 de Maio de 2026, 20:52
Trump zombou de garota que tem o sonho de jogar vôlei
O presidente Donald Trump, em Mar-a-Lago. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Donald Trump voltou a publicar imagens feitas com inteligência artificial em que aparece com o rosto esculpido no Monte Rushmore, monumento localizado na Dakota do Sul, nos Estados Unidos. As montagens foram compartilhadas em seu perfil no Truth Social e que circularam nas redes sociais.

Nas imagens, Trump aparece ao lado de Abraham Lincoln, um dos quatro ex-presidentes representados no memorial. Atualmente, o Monte Rushmore reúne os rostos de George Washington, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Lincoln.

Trump Rushimore
Publicações de Donald Trump em sua rede social. Foto: Reprodução

O desejo de Trump de ver seu rosto no Monte Rushmore não é novo. Segundo o Poder360, o tema já circulava desde seu primeiro mandato, entre 2017 e 2021. Kristi Noem, hoje secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos, chegou a presenteá-lo com uma maquete do monumento incluindo sua imagem.

A ideia também teve tentativa formal no Congresso dos Estados Unidos. Em 2025, a deputada republicana Anna Paulina Luna apresentou um projeto de lei para incluir Trump no memorial, sob o argumento de que ele teria deixado um legado duradouro ao país.

O Serviço Nacional de Parques rejeitou a expansão do monumento por risco de instabilidade geológica nas rochas. Mesmo assim, Trump já havia publicado outra versão da imagem no início de maio e voltou agora a divulgar montagens semelhantes.

VÍDEO – Ato falho: Flávio Bolsonaro diz que foi à Casa Branca a convite “do presidente Lula”

26 de Maio de 2026, 22:06
Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acompanhado de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, e de Paulo Figueiredo. Foto: Reprodução

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cometeu um ato falho durante entrevista a jornalistas em Washington, nesta terça-feira (26), ao dizer que foi à Casa Branca a convite do “presidente Lula”. O senador se corrigiu segundos depois e afirmou que o convite teria partido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Mais uma vez, foi um convite oficial do presidente Lula, ele tava ali com dois assessores dele… do presidente Trump, desculpa, o presidente Trump estava com dois assessores dele”, disse Flávio Bolsonaro. A fala ocorreu depois do encontro com Trump e da divulgação de fotos do senador no Salão Oval.

Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro criticou Lula diversas vezes e afirmou que pediu a Trump para classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O governo brasileiro se opõe à medida por avaliar que ela poderia abrir margem para interferência estrangeira no território nacional.

O encontro foi articulado por Eduardo Bolsonaro junto à ala ideológica do governo Trump. Segundo o blog do Valdo Cruz, Flávio Bolsonaro pretendia tratar da classificação de facções como terroristas e da liberdade de expressão nas redes sociais no Brasil, pauta comum entre bolsonaristas e aliados do republicano.

"Foi um convite oficial do presidente Lula…" 🤣 pic.twitter.com/iiVgXMlpRa

— Cesar Calejon (@cesarcalejon1) May 26, 2026

Na coletiva, o senador também afirmou que prometeu incluir o Brasil no chamado Escudo das Américas, uma coalizão criada pelos Estados Unidos com países latino-americanos para combater crime organizado e interferências estrangeiras. Flávio Bolsonaro disse ainda ter conversado com Trump sobre tarifas e terras raras.

Apesar de Flávio Bolsonaro afirmar que a comitiva ficou cerca de uma hora e meia na Casa Branca e passou “bastante tempo” reunida com Trump, fontes ouvidas pelo g1 relataram que o encontro foi rápido. Segundo integrantes da comitiva, documentos foram entregues a assessores da Casa Branca e, em seguida, Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo entraram no Salão Oval apenas para tirar uma foto com Trump.

A viagem ocorreu em meio à tentativa da pré-campanha de Flávio Bolsonaro de produzir uma agenda positiva após o desgaste provocado pelo caso “Dark Horse”. A relação do senador com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afetou seu desempenho no Datafolha: Lula ampliou de três para nove pontos a vantagem no primeiro turno e abriu quatro pontos no segundo.

Tarcísio rifa Flávio Bolsonaro sobre caso Vorcaro: “Muitas questões para ele explicar”

26 de Maio de 2026, 21:56
Tarcísio de Freitas Flávio Bolsonaro
O pré-candidato a presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas. Foto: Danilo Verpa/Folhapress

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (26) que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem “muitas questões” a explicar sobre sua relação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A declaração foi dada durante coletiva na entrega da primeira etapa da Estação de Tratamento de Esgoto de Perus, na Zona Norte da capital paulista.

Ao comentar o caso, Tarcísio de Freitas disse que a população acompanha o escândalo envolvendo o Banco Master e que o episódio exige explicações. “Como eu falei, eu acho que tem muitas questões que ele mesmo precisa explicar. A população está vendo esse escândalo do Banco Master, que é uma coisa que agride a sociedade como um todo. Isso deixa a sociedade em alerta e aí tudo tem que ser muito bem explicado”, afirmou.

A fala ocorre após a revelação de que Flávio Bolsonaro se reuniu com Daniel Vorcaro depois da primeira prisão do banqueiro. Segundo o senador, o encontro teve como objetivo “botar um ponto final” na questão do financiamento de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro. A Polícia Federal deve apurar se a visita ocorreu para cobrar dinheiro ligado à produção.

Flávio Bolsonaro admitiu na semana passada que esteve com Vorcaro após a soltura do banqueiro, que passou a usar tornozeleira eletrônica. O encontro ocorreu no dia seguinte à decisão do TRF-1 que liberou o dono do Banco Master, em novembro de 2025.

▶️COBROU: Tarcísio cobra explicações de Flávio Bolsonaro sobre ligação com banqueiro investigado

O governador de São Paulo afirmou que Flávio Bolsonaro precisa esclarecer muitas questões sobre sua relação com Daniel Vorcaro, investigado por fraudes no Banco Master, dizendo que o… pic.twitter.com/KvgEXcnq2i

— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) May 26, 2026

Tarcísio de Freitas negou afastamento político de Flávio Bolsonaro e desejou sucesso ao aliado na viagem aos Estados Unidos. O governador disse que o senador é pré-candidato à Presidência e que considera “extremamente saudável” conversar com chefes de Estado e lideranças internacionais.

Questionado sobre a ausência em agendas conjuntas com Flávio Bolsonaro nas últimas semanas, Tarcísio de Freitas afirmou que está concentrado no governo paulista. “É porque eu tenho uma agenda de governador. Veja, eu estou governando o estado. Quando é que eu vou pensar em eleição? No período da campanha”, disse.

O caso “Dark Horse” entrou no centro da crise da pré-campanha de Flávio Bolsonaro após reportagens apontarem que Daniel Vorcaro financiou a cinebiografia de Jair Bolsonaro. O banqueiro chegou a repassar cerca de R$ 61 milhões ao projeto antes de ser preso.

Correspondentes desmentem Flávio Bolsonaro e relatam reunião rápida com Trump

26 de Maio de 2026, 21:38
Flávio Bolsonaro Trump
O pré-candidato a presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Reprodução/X (@FlavioBolsonaro)

O encontro de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com Donald Trump na Casa Branca passou a ser marcado por versões diferentes sobre a duração e o conteúdo da conversa. O senador afirmou, em coletiva, que chegou ao local às 15h e saiu às 16h40. A jornalista Raquel Krähenbühl, da GloboNews, relatou que a passagem foi rápida: entrada de Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, entrega de documentos a assessores, foto e saída. O correspondente da Rádio BandNews Eduardo Barão disse que a agenda durou cerca de dez minutos.

A visita ocorreu nesta terça-feira (26), em Washington, no momento em que aliados tentam construir uma pauta positiva para Flávio Bolsonaro após o desgaste provocado pelo caso “Dark Horse”. O governo dos Estados Unidos não havia confirmado oficialmente reunião de Trump com o senador.

Na coletiva, Flávio Bolsonaro negou que a ida à Casa Branca tivesse relação com a crise aberta pela revelação do pedido de dinheiro feito a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro. O senador também disse ser favorável à abertura de uma CPI sobre o caso.

Flávio Bolsonaro afirmou que não pediu endosso de Trump à sua pré-candidatura à Presidência, mas disse ter mostrado pesquisas eleitorais e declarado ao republicano acreditar em vitória em 2026. A fala reforçou a tentativa de projetar a visita como demonstração de prestígio internacional.

Diferente de outras fontes, Flavio disse que ficou bastante tempo com Trump (mas não declarou quanto tempo).

Flavio contou que pediu que Trump declare facções criminosas – PCC/ CV – como grupos terroristas e que o presidente ficou de avaliar o pedido dele. pic.twitter.com/Pk42YOtX2n

— Raquel Krähenbühl (@Rkrahenbuhl) May 26, 2026

O pedido para que os Estados Unidos classifiquem PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas apareceu como um dos temas tratados na reunião, mas ficou em segundo plano diante da disputa sobre a duração real do encontro. Flávio Bolsonaro afirmou que levou o assunto a Trump e acusou Lula de atuar no sentido contrário.

Na mesma fala, o senador atacou o Itamaraty e a Embaixada do Brasil em Washington por não cederem espaço para a coletiva. Chamou a negativa de “gesto pequeno, mesquinho e revelador” e acusou a diplomacia brasileira de “aparelhamento ideológico” no governo Lula.

Paulo Figueiredo também sustentou a versão de que o encontro durou cerca de uma hora e quarenta minutos. Segundo ele, a comitiva entregou mais de dez camisas da seleção brasileira a Trump e a familiares do presidente dos Estados Unidos. Ele e Flávio Bolsonaro afirmaram ainda que Trump perguntou sobre Jair Bolsonaro durante a reunião.

Ator de “Dança com Lobos” pega prisão perpétua por série de abusos sexuais contra indígenas

27 de Abril de 2026, 22:46
O ator Nathan Chasing Horse em audiência no tribunal
Nathan Chasing Horse em audiência no tribunal. Foto: Las Vegas Review-Journal/TNS

O ator Nathan Chasing Horse, conhecido pelo filme “Dança com Lobos”, foi condenado à prisão perpétua por abusos sexuais contra mulheres e meninas indígenas nos Estados Unidos. A sentença foi definida nesta segunda-feira (27) pela juíza Jessica Peterson, em Nevada.

Nathan já havia sido considerado culpado por 13 acusações, a maioria ligada a crimes sexuais contra três vítimas. Uma delas tinha 14 anos quando os abusos começaram, de acordo com a acusação aceita pelo tribunal.

A decisão prevê que o ator cumpra ao menos 37 anos de prisão antes de poder pedir liberdade condicional. Durante o julgamento, vítimas e familiares relataram traumas provocados pelos crimes e afirmaram que ele explorava sua posição de líder espiritual em comunidades indígenas.

Nathan Chasing Horse foi preso por abusar mulheres indígenas
O ator Nathan Chasing Horse no filme “Dança com lobos”. Foto: Reprodução

A acusação sustentou que Nathan usou essa influência para manipular mulheres e meninas durante anos. O caso ganhou repercussão nos Estados Unidos por envolver crimes cometidos contra vítimas indígenas e por atingir um ator associado a um dos filmes mais conhecidos de Hollywood sobre povos originários.

O ator negou as acusações e classificou a condenação como um erro judicial. A defesa tentou obter um novo julgamento, mas o pedido não impediu a sentença anunciada em Nevada.

Nathan foi preso em 2023, após investigações que apontaram denúncias em diferentes jurisdições. Ele ainda responde a processos no Canadá, incluindo acusações nas províncias de Colúmbia Britânica e Alberta.

Cantora negacionista receberá R$ 2,7 milhões da prefeitura de Florianópolis por show

27 de Abril de 2026, 21:38
A cantora britânica Joss Stone durante um show.
A cantora britânica Joss Stone. Foto: Mauricio Santana/Getty Images

A cantora britânica Joss Stone voltou a questionar a vacinação infantil às vésperas de um show em Florianópolis, marcado para maio, na avenida Beira-Mar Norte. A apresentação terá custo de R$ 2,7 milhões aos cofres públicos, segundo dados do contrato da prefeitura.

Em publicação nas redes sociais, a artista afirmou que pais não deveriam vacinar bebês “sem questionar”. “Acho que dar vacinas aos bebês sem questionar é difícil para qualquer pai. Fé cega não é apropriada aqui”, disse, em conteúdo da série “Happy Mummy Mondays”.

A fala reforçou o histórico negacionista da cantora. No vídeo, Joss Stone defendeu que pais façam suas “próprias pesquisas” sobre imunizantes, expressão recorrente em discursos usados para desacreditar vacinas.

https://www.youtube.com/shorts/l8eqeAm6wUw?feature=share

A repercussão cresceu porque a cantora será paga com dinheiro público para se apresentar na capital catarinense. O valor previsto inclui estrutura, segurança, som, logística e demais custos do evento.

Não é a primeira vez que Joss Stone coloca vacinas sob suspeita. Em 2022, após contrair Covid-19 mesmo vacinada, ela atacou o imunizante em entrevista à PopMatters: “Essa porcaria não funciona”. Na mesma conversa, afirmou: “A vacinação, eu não sei se funciona. Certamente não funcionou para nós.”

A declaração ignorava o papel central das vacinas contra a Covid-19: reduzir casos graves, internações e mortes, não impedir todas as infecções. Desde a pandemia, autoridades sanitárias reiteram que pessoas vacinadas ainda podem se infectar, mas seguem mais protegidas contra desfechos graves.

Em depoimento, tenente-coronel que matou esposa disse ter “testosterona de jovem”

27 de Abril de 2026, 21:26
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, ao lado de sua esposa, Gisele Alves Santana
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto e a soldada e sua esposa, Gisele Alves Santana. Foto: Reprodução

O tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, acusado de matar a mulher, a soldado Gisele Alves Santana, de 32, alegou em depoimento ter nível de testosterona equivalente ao de um jovem entre 16 e 21 anos. A declaração foi dada ao tratar da pressão por relações sexuais apontada no inquérito.

Segundo o relato, o oficial citou exames feitos no fim de janeiro que teriam indicado testosterona em 939. Ele afirmou que o índice foi alcançado “sem reposição hormonal”. O Metrópoles também informou que o militar falou em libido “altíssima” durante depoimento à Polícia Civil.

Mensagens extraídas do celular de Gisele mostram que Geraldo tratava a vida sexual do casal como contrapartida pelo fato de pagar despesas do apartamento onde os dois moravam, no Brás, em São Paulo. “Eu contribuo com o dinheiro, sou o provedor. Você contribui com carinho, atenção, amor e sexo”, escreveu ele em uma das conversas analisadas pela polícia.

Gisele rejeitou a cobrança e respondeu que não aceitava trocar sexo por moradia. “Por mim, separamos. Não vou trocar sexo por moradia. Ponto final”, afirmou em mensagem citada na investigação. Para a polícia, as conversas indicam desgaste no relacionamento e pressão do oficial contra a vítima.

A soldado morreu em 18 de fevereiro, dentro do apartamento do casal, com um tiro na cabeça. A primeira versão apresentada por Geraldo foi a de suicídio, mas a investigação mudou de rumo após perícias apontarem sinais incompatíveis com essa hipótese.

Laudos indicaram que a cena do crime foi alterada e que Gisele apresentava sinais de esganadura e luta corporal antes do disparo fatal. O laudo sexológico apontou indícios de relação sexual em período próximo à morte, contrariando a versão do tenente-coronel de que o casal não mantinha relação conjugal.

Geraldo Leite Rosa Neto está preso preventivamente e responde por feminicídio e fraude processual. A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo abriu procedimento que pode levar à expulsão do oficial da corporação.

“Mercador de Fumaça”: Operação da PF investiga esquema de venda de sentenças no DF

25 de Abril de 2026, 08:25
PF segue com a Operação Mercador de Fumaça 2, e levou a busca e apreensao no DF.
Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou na quinta-feira (23) a Operação Mercador de Fumaça 2 para investigar uma associação criminosa suspeita de prometer decisões favoráveis no Judiciário em troca de pagamento. Na ação, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão no Distrito Federal.

Segundo a PF, o grupo atuava na captação de pessoas com processos judiciais em andamento e dizia ter acesso a autoridades capazes de influenciar o resultado dessas ações. A promessa era usada para induzir os alvos ao pagamento de dinheiro sob a alegação de interferência em decisões da Justiça.

A investigação trata o caso como exploração de prestígio no âmbito do Poder Judiciário. Em termos práticos, a suspeita é de que os investigados vendiam uma suposta ponte com autoridades para obter vantagem financeira de pessoas em situação de fragilidade processual.

A operação foi realizada pela PF no Distrito Federal e foi apresentada como desdobramento das apurações sobre essa rede de intermediação ilícita. Até agora, a corporação não informou nomes dos alvos nem detalhou valores envolvidos no esquema.

O foco da ofensiva, segundo a Polícia Federal, é desmontar a atuação do grupo e reunir provas sobre a oferta fraudulenta de influência em decisões judiciais. O caso segue sob investigação.

A posição da PGR sobre a nova cirurgia de Jair Bolsonaro

24 de Abril de 2026, 20:57
Após liberação por parte da PGR para cirurgia de Bolsonaro, cabe a Moraes os próximos passos.
O procurador geral da república Paulo Gonet, e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Foto: Antonio Augusto/Secom/MPF

A Procuradoria-Geral da República informou nesta sexta-feira (24) que não se opõe ao pedido de Jair Bolsonaro para realizar uma cirurgia no ombro direito. A decisão final, porém, continua nas mãos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Na manifestação enviada ao Supremo, Paulo Gonet afirmou que, diante das informações médicas apresentadas pela defesa, “não se vislumbra óbice” ao acolhimento do pedido. O parecer menciona que Bolsonaro relata dores recorrentes e intermitentes no ombro direito, tanto em repouso quanto nos movimentos do braço.

O pedido da defesa foi apresentado ao STF com solicitação de urgência e prevê cirurgia por artroscopia para reparar lesões no manguito rotador e problemas associados no ombro direito. Os advogados também pediram que eventual autorização cubra as etapas do tratamento, do pré-operatório à reabilitação.

PGR liberou para que se realize a cirurgia de Bolsonaro no ombro direito
O ex-presidente Jair Bolsonaro, tossindo em evento durante isolamento social da pandemia. Foto: Reprodução

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, após receber alta hospitalar em Brasília. A medida foi autorizada por Moraes por 90 dias, depois de manifestação favorável da própria PGR, no contexto da execução da pena imposta ao ex-presidente.

Segundo apuração da CNN, a tendência é que Moraes autorize o procedimento no hospital DF Star, em Brasília. O ministro, no entanto, ainda não definiu prazo para decidir nem a data de eventual cirurgia.

“Toupeira cega”: ofensa a Jair Renan aumenta o racha entre Nikolas e o clã Bolsonaro

24 de Abril de 2026, 20:18
Nikolas Ferreira segue em embates com a família Bolsonaro, e o alvo da vez foi Jair Renan
O deputado federal, Nikolas Ferreira. Foto: Wallace Martins/Estadão Contéudo

A nova troca de ataques entre Nikolas Ferreira e Jair Renan Bolsonaro abriu mais um capítulo do desgaste interno no bolsonarismo. Nesta sexta-feira (24), o deputado mineiro chamou o vereador de Balneário Camboriú de “toupeira cega” após uma discussão no X, em meio à pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro no PL.

A confusão começou quando o influenciador bolsonarista Junior Japa ironizou um vídeo de Nikolas em Minas Gerais e insinuou que ele teria “sentido” críticas recentes, além de sugerir troca de apoio por emendas. Nikolas reagiu dizendo que mandaria “emenda” para internar os críticos “num hospício”; Jair Renan entrou na conversa com o meme “Galvão?”, seguido pela resposta “Sentiu”.

Foi nesse ponto que Nikolas publicou o print da interação e escreveu que, se somada, a “capacidade cognitiva” de Jair Renan e do influenciador “não alcança a de uma toupeira cega”. O ataque virou o sinal mais recente de um mal-estar que já vinha crescendo no entorno de Flávio Bolsonaro por causa da atuação considerada tímida de Nikolas na campanha.

Nos bastidores, aliados dos Bolsonaro passaram a monitorar as redes do deputado e a reclamar que ele menciona pouco o nome de Flávio. Nikolas respondeu dizendo sofrer “ataques unilaterais” e acusou integrantes do grupo de se acharem “mais Bolsonaro do que o próprio Bolsonaro”, o que transformou uma briga de rede social em sintoma de corrosão política mais ampla.

Se juntar a capacidade cognitiva dessa dupla não alcança a de uma toupeira cega. pic.twitter.com/F8voYWiHcC

— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) April 24, 2026

A tensão atual se soma ao embate que Nikolas já havia travado com Eduardo Bolsonaro no início do mês. Depois de um “kkk” publicado pelo mineiro em resposta a críticas, Eduardo acusou o deputado de desrespeitar sua família, de usar o algoritmo das redes para dar visibilidade a adversários do bolsonarismo e de não apoiar Flávio de forma consistente.

O conflito também atravessou a própria família Bolsonaro. Enquanto Carlos e Jair Renan se alinharam com Eduardo nas redes, Michelle adotou uma posição ambígua e chegou a publicar vídeo de Nikolas no mesmo dia do embate, num gesto lido como sinal de apoio ao parlamentar mineiro; em paralelo, Carlos passou a pressionar filiados do PL com um “levantamento” de quem não divulga a candidatura de Flávio.

Flávio tentou atuar como bombeiro e pediu “racionalidade” e pacificação, afirmando que esse tipo de confronto “não é inteligente” e que não há vencedor em guerra interna. O problema é que a repetição desses episódios mostra que a campanha depende cada vez mais de apagar incêndios entre aliados e parentes, e menos de consolidar uma linha única de discurso.

Na reta para a eleição de outubro, a sequência de choques públicos fragiliza o PL porque dispersa a militância, embaralha a autoridade do clã e obriga Flávio Bolsonaro a arbitrar disputas domésticas em vez de ampliar sua frente eleitoral. Aliados do senador já trataram a briga entre Eduardo e Nikolas como fator de risco e de “potencial catastrófico”, sobretudo porque Minas Gerais é vista como peça estratégica e o apoio de Nikolas segue considerado central nesse tabuleiro.

A reação de Janja após aliado de Trump chamar brasileiras de “put*s” e “raça maldita”

24 de Abril de 2026, 19:31
Janja mostrou-se indignada com as de conselheiro de Trump, Paolo Zampolli, sobre brasileiras.
A socióloga e primeira-dama brasileira, Rosângela da Silva. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, reagiu nesta sexta-feira (24) às declarações de Paolo Zampolli, enviado especial para parcerias globais do governo Donald Trump, e afirmou ser “impossível não se indignar” com o ataque feito às mulheres brasileiras.

“Dizer que somos uma ‘raça maldita’ e ‘programadas para causar confusão’ não nos diminui. Pois sabemos muito bem quem somos e temos muito orgulho de quem nos tornamos diariamente”, escreveu Janja em seu Instagram. Ela também afirmou que as brasileiras rompem “diariamente, ciclos de violência e de silenciamento” e reforçou a reação contra o machismo, a misoginia, o feminicídio e outras formas de violência.

A manifestação ocorreu depois de Zampolli dar entrevista à emissora italiana RAI. Ao comentar a ex-companheira Amanda Ungaro, ele afirmou que mulheres brasileiras seriam “programadas para causar confusão”.

 

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Na mesma conversa, o aliado de Trump agravou o tom e chamou brasileiras de “putas” e de “raça maldita”, o que ampliou a repercussão do caso no Brasil.

Zampolli foi casado por cerca de 20 anos com Amanda Ungaro, que o acusa de agressão física, psicológica e sexual. Ele nega as acusações.

O Ministério das Mulheres também repudiou as falas e afirmou que misoginia “não constitui opinião”, classificando esse tipo de manifestação como discurso de ódio e incitação à violência.

Em entrevista concedida a Rai3 Report, Zampolli, expert de política externa de Trump, a MULHER BRASILEIRA É:
Zampolli:” Ah Lidia, eu sei lá… é uma dessas PUTAS BRASILEIRAS , essas RAÇAS BASTARDAS BRASILEIRAS QUE SÃO TODAS IGUAIS. Aquela (sic) estávamos juntos, eu trepava (sic)… pic.twitter.com/qG6tsEkF0E

— Prof.Marco Antonio Villa (@VillaMarcovilla) April 18, 2026

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