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Received today — 19 de Maio de 2026Negócios

PIB (real) do Japão cresce 0,5% no 1º trimestre e supera previsões

18 de Maio de 2026, 22:54

A economia do Japão continuou a se expandir durante o primeiro trimestre de 2026, reforçando o argumento para um novo aumento da taxa de juros, à medida que o conflito no Oriente Médio eleva os riscos de inflação.

O Produto Interno Bruto (PIB) real cresceu 0,5% no período de janeiro a março em relação ao trimestre anterior, mostraram nesta terça-feira, 19, dados preliminares do governo.

Isso se compara à expansão de 0,2% registrada no trimestre de outubro a dezembro e ao crescimento de 0,4% esperado em uma pesquisa com economistas realizada pela provedora de dados Quick.

A economia cresceu 2,1% em termos anualizados durante o primeiro trimestre.

Os resultados sólidos provavelmente aumentarão as expectativas de um aumento de juros em breve pelo Banco do Japão.

Muitos economistas e investidores esperam que o banco central eleve sua taxa básica para 1,0%, de 0,75%, em sua próxima reunião, apesar do risco de que as pressões de preços possam desestimular os gastos das famílias e comprimir as margens corporativas, desacelerando a atividade econômica.

Isso deixa o banco central em uma posição difícil. Manter as taxas de juros inalteradas para proteger a economia pode alimentar uma maior fraqueza da moeda e acelerar a inflação. Por outro lado, aumentar os juros de forma mais agressiva para controlar custos e proteger o iene traz o risco de sufocar o crescimento econômico.

Os dados de terça-feira mostraram que a recuperação da demanda interna permanece gradual e frágil. A incerteza geopolítica contínua e os custos mais altos de combustível podem, em breve, começar a pressionar as finanças e prejudicar o sentimento de famílias e empresas.

O consumo privado avançou 0,3% no primeiro trimestre, após ficar estável nos três meses anteriores. O investimento em capital cresceu 0,3%, bem abaixo da expansão de 1,4% no trimestre anterior.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast

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Governo anuncia fim da ‘taxa das blusinhas’; compras internacionais de até U$ 50 não pagarão imposto federal

12 de Maio de 2026, 19:11

O Governo Federal anunciou nesta terça-feira (12) o fim da cobrança do imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”.

De acordo com Rogério Ceron, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, a mudança passa a valer a partir desta quarta-feira (13), quando compras internacionais de até US$ 50 deixarão de pagar imposto de importação.

“Nós comunicamos que depois de três anos em que nós conseguimos praticamente eliminar, conseguimos combater o contrabando, regularizar o setor, nós podemos dar um passo adiante”, anunciou Ceron.

A alteração foi feita por meio de uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e será publicada no Diário Oficial da União.

Apesar do corte no tributo federal, ainda segue em vigor a taxação de 17% do imposto estadual ICMS sobre esses produtos.

‘Taxa das blusinhas’

A chamada “taxa das blusinhas” estava em vigor desde 2024, quando o governo aprovou a cobrança de um imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.

Apesar do nome, a taxa valia para os mais diversos produtos, desde roupas e acessórios até produtos eletrônicos de lojas online.

Em ano eleitoral, o governo vinha sendo pressionado para reverter essa taxação agora.

A possibilidade da suspensão da taxa das blusinhas chegou a impactar varejistas nacionais na Bolsa em alguns momentos, com investidores prevendo uma maior pressão concorrencial no setor que já tem competição elevada.

De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento (MPO), Bruno Moretti, tanto a Medida Provisória, quanto a portaria do Ministério da Fazenda que zera as taxas federais seguem para publicação no Diário Oficial ainda nesta terça.

“O que importa mesmo é que são produtos de consumo popular. Os números mostram que a maior parte das compras é de pequeno valor. Então, o que o senhor [presidente Lula] está fazendo é retirar impostos federais do consumo popular, do consumo das pessoas mais pobres”, destacou Moretti.

Fim do alimento sabor chocolate? Quando começa a valer a nova lei que obriga clareza sobre percentual de cacau nas embalagens

12 de Maio de 2026, 18:41

A nova regra do setor de produção de alimentos é clara: todos os produtos da indústria de chocolates comercializados no Brasil deverão apresentar claramente na embalagem o percentual mínimo de cacau em sua composição.

A medida abrange todos os produtos que contêm cacau, independentemente de serem nacionais ou importados.

A Lei nº 15.404/2026 estabeleceu o prazo de um ano para a indústria se adaptar às novas exigências. Como a medida acaba de ser publicada no Diário Oficial da União, ela passará a vigorar plenamente a partir de maio de 2027.

A legislação também obriga que o informe da porcentagem da fruta deve seguir um formato específico. A informação deverá aparecer na parte da frente da embalagem, ocupando no mínimo 15% da área, com destaque suficiente para facilitar a leitura.

Pela nova lei, a figura do chocolate “meio amargo” deixa de existir. Apesar de ser vendido como um produto diferente do chocolate ao leite, ambos costumam ter a mesma proporção de cacau em sua composição.

Na prática, o objetivo da norma é evitar que o consumidor compre gato por lebre — ou “alimento sabor chocolate” no lugar de chocolate.

Isso porque, no decorrer dos últimos anos, diversas marcas passaram a anunciar que seus produtos eram feitos de cacau, mas, na realidade, eram majoritariamente compostos por outros ingredientes. A rotulagem como “sabor” chocolate também é outra estratégia considerada ludibriante.

O novo formato

A porcentagem do cacau deverá ser apresentada no formato “Contém X% de cacau”, de acordo com os seguintes percentuais:

  • Cacau em pó: mínimo de 10% de manteiga de cacau;
  • Chocolate em pó: mínimo de 32% de sólidos totais de cacau;
  • Chocolate ao leite: no mínimo 25% de sólidos totais de cacau e 14% de sólidos totais de leite ou derivados;
  • Chocolate branco: no mínimo 20% de manteiga de cacau e 14% de sólidos totais de leite.
  • Achocolatado ou cobertura: mínimo de 15% de sólidos de cacau ou 15% de manteiga de cacau.

Todas as composições diferentes dessas explicitadas na lei não poderão ser consideradas chocolate.

A lei também proíbe artimanhas que possam induzir o consumidor ao erro, como utilizar imagens, cores ou expressões o famoso “sabor chocolate” em produtos que não seguem aos critérios para serem considerados chocolates.

O que é chocolate?

Para entender o sentido dessa nova regulamentação, é preciso saber mais sobre a lógica por trás da composição dos chocolates e como o cacau é produzido.

Após a colheita do cacau, a fruta passa por um processo industrial de separação entre a massa e a manteiga. É nesse momento também que o cacau em pó é produzido.

Com isso esclarecido, para um produto ser de fato chocolate, a lei obriga que ele deve conter no mínimo 35% de cacau (massa e manteiga). Dessa porcentagem, no mínimo 18% devem ser da manteiga de cacau e no máximo 5% de outras gorduras vegetais.

Antes na norma, além de que não possuía regras específicas para cada tipo de produto, era preciso o mínimo de 25% de cacau para ser considerado chocolate.

Ela também cria a nomenclatura de chocolate doce, abrangendo chocolates ao leite, branco e achocolatado. O critério é possuir 25% de cacau, sendo pelo menos 18% de manteiga.

Marcas que tiverem produtos com percentual de cacau menor do que os exigidos terão que mudar as comunicações para chamá-los de achocolatados, chocolates fantasia, chocolates compostos, coberturas sabor chocolate ou coberturas sabor chocolate branco.

Ainda assim, há a exigência de pelo menos 15% de cacau nesses produtos, seja com massa ou manteiga.

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Brasil é excluído da lista da União Europeia para venda de carnes para o bloco

12 de Maio de 2026, 17:17

O Brasil não consta da lista de países autorizados a fornecer produtos de origem animal à União Europeia, o que representa um risco comercial para o maior exportador mundial de carne bovina.

A União Europeia publicou na terça-feira (12) uma versão atualizada da lista de países que cumprem suas normas contra o uso excessivo de antimicrobianos em animais destinados à produção de alimentos. O Brasil não foi incluído.

A lista destina-se atualmente a fins informativos e não tem efeitos legais. No entanto, será “formalmente adotada” nos próximos dias, afirmou a Comissão Europeia em comunicado em seu site, acrescentando que as regras sobre importações entrarão em vigor a partir de 3 de setembro.

“De acordo com as normas da UE, o uso de antimicrobianos em animais de criação para fins de crescimento ou produção não é permitido, nem os animais podem ser tratados com antimicrobianos reservados para infecções humanas”, afirmou a Comissão Europeia.

O Ministério da Agricultura do Brasil e a Comissão Europeia não responderam de imediato ao pedido de comentários.

A União Europeia e o Brasil são importantes parceiros comerciais. No entanto, as exportações de carne bovina para o bloco representaram apenas 4% do total das exportações brasileiras de carne bovina no primeiro trimestre de 2026, segundo dados do Ministério da Agricultura.

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Amargo mel, fogo gelado e caos organizado

6 de Maio de 2026, 13:00

A esta altura dos acontecimentos, acho que já podemos afirmar que o prazo para o término da Guerra do Irã sempre foi incognoscível.

Com certeza, não eram apenas as quatro semanas que haviam sido indicadas originalmente por Trump.

Por outro lado, memorando de uma página, não tem cara de ser uma guerra infinita.

Arrisco dizer que essa guerra está justamente entre terminar daqui a alguns dias ou daqui a alguns anos. E por isso me permito a licença poética de chamá-la de imprevisível.

Porque, em termos práticos, dentro dos gatilhos temporais que regem os mercados, a diferença entre esperar dois dias e esperar dois anos gera consequências completamente díspares.

Assim, somos obrigados a fazer algo indigesto, quase insalubre, que é o duro exercício de fazer coabitar em nossas mentes dois cenários – o rápido e o devagar – que se combinam em um oxímoro.

Nada é mais útil para o trabalho de um financista do que conviver com a contradição. E, também, nada pode ser mais enlouquecedor para um ser humano.

Imagine você se apaixonar por alguém que lhe desperta o amor mais puro seguido do ódio mais sanguíneo, a propensão a estar junto logo então substituída pela mais completa aversão; e assim sucessivamente, por décadas e décadas, entre tapas e beijos.

A evolução não nos forneceu meios para lidar bem com os opostos simultâneos, não somos bons nisso; preferimos a definição de um ou outro.

Como exemplo didático, considere o seguinte desafio simples de lógica:

Nelson está olhando para Ana, e Ana está olhando para Renzo. Nelson é casado, mas Renzo é solteiro. Podemos dizer que é o caso de que uma pessoa casada está olhando para uma pessoa solteira?

  1. Sim.
  2. Não.
  3. Isso não pode ser determinado apenas com o enunciado.

(Se quiser um tempinho para pensar, segure a leitura até aqui, pois o spoiler vem logo abaixo).

A alternativa correta é “A” (Sim), mas a vasta maioria dos respondentes escolhe a letra “C”, supondo automaticamente que a falta de informação sobre o estado civil de Ana impossibilita cravar uma resposta honesta.

Todavia, se pensássemos direto em termos de probabilidades, convivendo com a contradição, enxergaríamos dois cenários possíveis:

  • Nelson (casado) -> Ana (casada) – > Renzo (solteiro).

Ou:

  • Nelson (casado) -> Ana (solteira) -> Renzo (solteiro).


Note que, em ambos os cenários, existe uma pessoa casada olhando para uma pessoa solteira.

Se você não acertou desta vez, fique tranquilo. Até mesmo pessoas de altíssima pontuação em testes de QI têm dificuldade de ponderar cenários pré-convergência.

Felizmente, o investidor inteligente não precisa ficar comprometido com o mercado, e também não precisa ficar à espreita. Basta fazer como a Ana que, casada ou solteira, continua participando do jogo.

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Governo pede suspensão de leilão de terminal em Santos

25 de Abril de 2026, 08:48

O Ministério de Portos e Aeroportos solicitou à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a suspensão imediata do processo de arrendamento do Tecon Santos 10 (STS-10), no Porto de Santos (SP), destinado à movimentação e armazenagem de contêineres e carga geral.

A decisão ocorre após sucessivos adiamentos do processo.

Segundo o Ministério, o “aperfeiçoamento” do formato de competição do leilão ainda está em debate junto à Casa Civil. Por isso, a necessidade de interrupção do processo.

“Nesse sentido, em observância aos princípios da cautela administrativa, da boa governança, da transparência e da segurança do processo decisório, mostra-se recomendável solicitar a essa Antaq o sobrestamento do processo encaminhado por esta Secretaria”, afirmou o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, em ofício enviado à Antaq e obtido pelo Estadão/Broadcast.

A secretaria pediu que a agência interrompa a análise e devolva os autos ao Ministério, para permitir a reavaliação das premissas e dos parâmetros do arrendamento, antes de eventual retomada do cronograma licitatório.

Estratégico

Na prática, o pedido interrompe a tramitação na Antaq e tende a postergar o calendário do certame, já que a retomada dependerá de nova manifestação do poder concedente com as diretrizes revisadas e, eventualmente, a atualização de estudos e minutas.

O cronograma inicial previa que o leilão do Tecon10 acontecesse em janeiro, mas o prazo foi sendo estendido em meio a questionamentos sobre restrições a participantes na disputa.

O terminal é considerado estratégico, já que vai ampliar em 50% a capacidade de movimentação de contêineres do Porto de Santos, o maior da América Latina.

De um lado, empresas que defendem que o edital estabeleça restrições concorrenciais, impedindo, em uma primeira etapa, a participação de companhias já atuantes no Porto de Santos.

De outro, as operadoras que já atuam lá sustentam que o leilão não deve impor restrições à concorrência, mas sim exigir o desinvestimento da vencedora que já possua terminais no Porto, caso venha a arrematar o ativo.

Bandeira amarela na tarifa de energia em maio contraria parte do mercado, mas não altera IPCA, diz Terra Investimentos

24 de Abril de 2026, 20:12

A equipe da Terra Investimentos informou que manteve suas projeções para a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) após o anúncio da bandeira amarela para as tarifas de energia, nesta sexta-feira (24)

“A decisão veio em linha com nossa premissa, mas contraria parte do mercado que contava com manutenção da bandeira verde em maio“, afirmam os economistas da instituição, que calculam impacto de 11 pontos-base no IPCA de maio, cuja estimativa é de 0,53%.

“Contamos com aumento da bandeira tarifária nos meses seguintes, com bandeira vermelha 2 em junho e vermelha 1 em dezembro”, observam.

A expectativa para o IPCA de abril é de 0,67%; para maio, de 0,53% e para junho, de 0,54%. Para o fim de 2026, a Terra Investimentos espera índice de 5,2% e para o fim de 2027, de 4,2%.

Mudança na tarifa de energia

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica aos consumidores os custos da geração de energia no País e visa atenuar os impactos nos orçamentos das distribuidoras de energia.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a decisão de acionar a bandeira amarela se relaciona ao volume de chuva abaixo da média nos reservatórios. Em consequência, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Como o Estadão/Broadcast mostrou, a possibilidade de El Niño no segundo semestre deste ano, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste do País, reforça essa perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.

Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) – valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.

Desde janeiro, estava em vigor a bandeira tarifária verde.

*Com informações de Estadão Conteúdo

Aneel anuncia bandeira amarela em maio, 1º mês com o adicional na conta de luz em 2026

24 de Abril de 2026, 19:03

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira, 24, bandeira tarifária amarela para o mês de maio, com cobrança de taxa adicional na conta de luz, pela primeira vez neste ano. Desde janeiro, estava em vigor a bandeira tarifária verde.

Conforme o órgão, a decisão de acionar a bandeira amarela se relaciona ao volume de chuva abaixo da média nos reservatórios. Em consequência, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Como o Estadão/Broadcast mostrou, a possibilidade de El Niño no segundo semestre deste ano, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste do País, reforça essa perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.

Como é definida a bandeira tarifária

Além do risco hidrológico (GSF), gatilho para o acionamento das bandeiras mais caras, outro fator de peso é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) – valor calculado para a energia a ser produzida em determinado período.

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias indica aos consumidores os custos da geração de energia no País e visa atenuar os impactos nos orçamentos das distribuidoras de energia.

Antes, o custo da energia em momentos de mais dificuldades para geração era repassado às tarifas apenas no reajuste anual de cada empresa, com incidência de juros. No modelo atual, os recursos são cobrados e transferidos às distribuidoras mensalmente por meio da “conta Bandeiras”.

Brasil eleva mistura de etanol na gasolina para 32% para conter alta de preços

24 de Abril de 2026, 17:26

O Brasil está adotando medidas para aumentar o uso de etanol na gasolina em uma tentativa de conter os impactos da alta dos custos dos combustíveis, à medida que a guerra no Oriente Médio se prolonga.

O segundo maior produtor mundial de biocombustível está avançando com planos para uma nova exigência de mistura obrigatória de 32% de etanol na gasolina, segundo comunicado do Ministério de Minas e Energia nesta sexta-feira (24). O percentual atual é de 30%, e a ampla oferta de biocombustível, somada aos preços baixos, ajuda a aliviar a pressão sobre os combustíveis nos postos brasileiros.

“A medida tem potencial para reduzir a necessidade de importação de gasolina em aproximadamente 500 milhões de litros por mês”, afirmou o comunicado. “Com isso, o Brasil fortalece sua soberania energética e avança rumo à autossuficiência em gasolina, eliminando importações do combustível.”

A iniciativa faz parte de um conjunto de ações destinadas a proteger os consumidores dos impactos econômicos do conflito no Oriente Médio e ocorre enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca a reeleição em cerca de seis meses.

Imposto sobre combustível

Autoridades disseram na quinta-feira que o governo também pedirá ao Congresso autorização para usar receitas extraordinárias ligadas ao petróleo para reduzir impostos sobre combustíveis como gasolina, diesel, etanol e biodiesel. Isso ocorre após uma série de cortes de tributos e subsídios para diesel, gás de cozinha e combustível de aviação, além de linhas de crédito para companhias aéreas afetadas pelos custos mais altos.

O Brasil há muito tempo usa o etanol como instrumento em choques de preços de energia, com motores movidos exclusivamente a etanol produzidos desde o fim da década de 1970 ajudando a reduzir a dependência de importações de gasolina. Mais recentemente, uma lei de biocombustíveis sob o governo Lula estabeleceu a meta de atingir uma mistura de até 35% no futuro próximo, ainda dependendo de testes técnicos.

A implementação final da nova mistura ainda depende de aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que deve, em grande parte, seguir a recomendação do Ministério de Minas e Energia.

Fatura da guerra no Irã vai chegar na conta de luz dos brasileiros

24 de Abril de 2026, 15:09

Além de todos os problemas causados no setor produtivo brasileiro e global, a alta recente nos preços internacionais do petróleo e do gás natural pode pressionar os custos de geração de energia no País, com efeitos que tendem a chegar ao bolso do consumidor. A advertência é da consultoria Thymos Energia, que divulgou um estudo […]

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De painéis solares a carros elétricos: como a China se beneficia da crise do petróleo com a guerra

24 de Abril de 2026, 12:07

Com a pressão da Guerra do Irã sobre o mercado de petróleo, diferentes indústrias e países passaram a buscar um plano B como fonte de energia. E um dos beneficiados tem sido o setor de painéis solares. As exportações da China, principal fornecedora global, dobraram em março.

Foram 68 gigawatts em capacidade de equipamentos para geração solar embarcados no mês, segundo dados de exportação analisados pelo think tank internacional Ember. Para comparar: em termos de escala, isso equivale a seis usinas hidrelétricas de Belo Monte, no Pará. Ou praticamente toda a capacidade solar instalada na Espanha.

Cinquenta países bateram seus recordes de importação de painéis chineses em março. E outros sessenta alcançaram o maior nível em pelo menos seis meses. 

Na Ásia, a Malásia ampliou as importações em 384%, e a Índia, em 141%. Na África, Nigéria, Quênia e Etiópia superaram pela primeira vez a marca do equivalente a 1 GW importado em um único mês. Ao mesmo tempo, países como Japão e Austrália, além da União Europeia, também registraram volumes recordes. 

Desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã no fim fevereiro, o fluxo de navios vem sendo limitado no Estreito de Ormuz, o que compromete o escoamento de petróleo do Golfo Pérsico. Por ali passam cerca de 20 milhões de barris por dia, algo como 25% do comércio marítimo global.

Estimativas de bancos e consultorias indicam que entre 13 milhões e 14,5 milhões de barris por dia ficaram fora do mercado em abril, seja por restrições logísticas ou por cortes preventivos de produção.

Diante de tantas limitações, o barril do tipo Brent já acumula alta superior a 20% desde fevereiro e voltou a ser negociado acima de US$ 100 por barril. 

Com a busca global por alternativas ao combustível, não foram apenas os painéis solares que ganharam tração nas exportações chinesas.

O país também ampliou os embarques de baterias e veículos elétricos, de marcas como a BYD. Juntos, as exportações desses três segmentos avançaram 70% em março na comparação anual e 38% frente a fevereiro. 

As baterias puxaram em valor: foram US$ 10 bilhões exportados em março, alta de 44% em relação a fevereiro, com demanda forte especialmente de União Europeia, Austrália e Índia.

No Brasil

Os dados da Ember não detalham o papel do Brasil nas exportações chinesas de painéis solares em março. Ainda assim, o movimento tem impacto direto no mercado local: mais de 90% dos módulos fotovoltaicos usados no país vêm da China.

Em 2025, esses produtos foram o quarto item chinês mais importado pelo Brasil, somando US$ 1,5 bilhão e 990 mil toneladas.

Na última década, a presença de painéis solares avançou de forma meteórica no sistema elétrico brasileiro. Hoje, o país tem quase 4 milhões de sistemas espalhados por telhados e fazendas. Em 2015, eram apenas 600.

A fonte já responde por cerca de 23% da capacidade instalada brasileira, ante pouco mais de 2% em 2019.

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Ana Paula Renault, vencedora do BBB26, embolsa o maior prêmio da história do reality graças a uma campanha de marketing

22 de Abril de 2026, 12:08

Ana Paula Renault, campeã do BBB 26, levará para casa R$ 5,7 milhões, maior prêmio da história do reality da Globo. Na última edição, o montante era R$ 2,7 milhões.

Essa valorização não se deu do dia para a noite — e nem pela inflação no Brasil, que apesar de subir, não dobrou nos últimos 365 dias.

Na realidade, o aumento no valor do prêmio foi devido a uma campanha de marketing do Mercado Pago, instituição financeira do Grupo Mercado Livre.

‘Tudo em DobBBro’ para Ana Paula

Inicialmente, o prêmio seria o mesmo de 2025. No entanto, logo na estreia do BBB 26, foi anunciado que o valor seria o dobro do ano anterior, ou seja, R$ 5,4 milhões.

A diferença para o valor final, R$ 5,7 milhões, é resultado de uma outra campanha de marketing da mesma instituição. Ele foi possível graças aos rendimentos gerados no Cofrinho Mercado Pago ao longo dos 100 dias de programa.

Pela maior parte do reality, o dinheiro rendia em 120% do CDI. Entre 3 de março e 3 de abril, o prêmio estava rendendo em 140% do CDI. No final, o montante incorporado foi de R$ 268.712,17.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

Empiricus Megatendências: nova carteira visa capturar temas que moldam a economia global; conheça gratuitamente

18 de Abril de 2026, 09:00

A Empiricus acaba de lançar uma nova carteira com acesso gratuito para os investidores que desejam estar posicionados nos principais temas que moldam a economia global: a Empiricus Megatendências.  

O portfólio é comandado pelo analista macroeconômico da casa, Matheus Spiess. Segundo ele, o objetivo é identificar e capturar vetores de transformação tecnológicas, geopolíticas ou econômicas de longo prazo. 

Para viabilizar a abordagem, a carteira investe em fundos de índice (ETFs) e certificados de ETFs (BDRs de ETFs) listados na Bolsa brasileira, o que permite acessar a uma exposição diversificada de forma simplificada, eficiente e com maior praticidade no acompanhamento.  

O objetivo do produto é gerar um retorno, em reais, superior ao IDCOTS +2%. Esse índice representa o rendimento dos títulos públicos de curto prazo dos Estados Unidos — considerados uma referência global de retorno alternativo — mais um prêmio de 2%.  

“Vale destacar que a estratégia não está restrita a uma única classe de ativos. Isso permite a busca por oportunidades em diferentes mercados ao redor do mundo, sempre com o objetivo de gerar retorno absoluto. Nesse contexto, a utilização da taxa livre de risco americana acrescida de um prêmio faz sentido, pois está alinhada ao caráter global da estratégia e à taxa mínima de atratividade implícita nas teses exploradas”, explica Spiess.

Carteira também está disponível de forma automatizada 

Além de o investidor poder acessar a carteira de maneira gratuita e fazer os investimentos por conta própria, o novo portfólio também está disponível no modelo automatizado

Nessa modalidade, a execução, os rebalanceamentos e os ajustes passam a ser conduzidos de maneira automática. Assim, cabe ao investidor apenas investir o valor desejado e depois acompanhar os resultados, sem precisar fazer manualmente as alterações propostas pelo analista Matheus Spiess.  

QUERO CONHECER A CARTEIRA AUTOMATIZADA EMPIRICUS MEGATENDÊNCIAS

Spoiler: veja algumas das tendências da carteira de abril

Entre as escolhas do analista para a carteira, está o ETF de commodities CMDB11. O fundo tem como objetivo replicar o desempenho do Índice Teva Ações Commodities Brasil.  

Spiess explica que o objetivo do investimento é capturar o ciclo de commodities, que tende a ser favorecido em ambientes de inflação mais alta, crescimento global ou choques de oferta, como ocorre em cenários geopolíticos mais tensos, como é o caso. 

“Por concentrar empresas exportadoras e geradoras de caixa, o ETF também pode se beneficiar de movimentos de valorização do dólar e de alta nos preços internacionais das matérias-primas, funcionando como uma espécie de proteção natural em momentos de estresse”, complementa o analista. 

Outra tendência identifica por Spiess e levada à nova carteira é a de aumento dos gastos militares impulsionado pelo ambiente geopolítico fragmentado e pela crescente rivalidade entre grandes potencias, especialmente entre EUA e China.  

“Esse movimento tende a sustentar receitas e margens das empresas do setor ao longo do tempo, já que grande parte de seus contratos está atrelada a orçamentos públicos e programas de longo prazo. 

Em um cenário que muitos já descrevem como uma ‘nova Guerra Fria’, com expansão de investimentos militares e tecnológicos, o setor deixa de ser apenas uma aposta cíclica e passa a configurar uma tese estrutural de longo prazo”, afirma o analista.  

Neste contexto, a recomendação é BAER39, BDR listado na B3 que replica o desempenho do iShares U.S. Aerospace & Defense, fundo internacional gerido pela BlackRock que investe em um portfólio de empresas americanas do setor aeroespacial e de defesa – como fabricantes de aeronaves, sistemas militares e tecnologia de segurança.  

É claro que as duas tendências acima não são as únicas que compõem a carteira. O analista compilou investimentos que vão de inteligência artificial até o Urânio, passando pela Argentina de Javier Milei. 

Grátis: veja a carteira Empiricus Megatendências completa

A boa notícia é que a carteira pode ser acessada de maneira gratuita no BTG Content, plataforma de conteúdos do BTG Pactual.  

Para isso, basta se cadastrar neste link. Através dele, você também terá a opção de realizar o investimento na carteira automatizada, em que todas as alterações propostas por Spiess são feitas sem que o investidor precise fazer nada. 

Além da carteira de Megatendências, no Content você encontrará outros portfólios com diferentes temáticas e conteúdos que podem ajudar a fazer os melhores investimentos. 

Para acessar a carteira e o BTG Content, basta clicar aqui ou no link abaixo e fazer seu cadastro gratuito na plataforma.  

Bons investimentos! 

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Por que a China está apostando em pets, brinquedos e hobbies para reaquecer o consumo

11 de Abril de 2026, 17:21

A próxima ofensiva da China para estimular o consumo está ficando mais pessoal.

Durante anos, os esforços de Pequim para reaquecer os gastos se concentraram em categorias tradicionais de maior valor, como carros e eletrodomésticos. Agora, as autoridades estão sinalizando algo diferente. Um plano recente para impulsionar o consumo passou a promover gastos “baseados em interesses”, em categorias como pets, anime e brinquedos da moda.

Isso faz parte de uma mudança mais ampla para criar novos motores de demanda, num momento em que exportações e investimentos já não têm a mesma força de antes.

Isso importa porque sugere que a China não está apenas tentando fazer as famílias gastarem mais. O país está tentando direcionar esse gasto para categorias ligadas a estilo de vida, que geram consumo recorrente, têm apelo emocional e são mais fáceis de escalar por meio de marca, propriedade intelectual e experiências presenciais.

“O boom da economia emocional é um resultado inevitável do nosso tempo. Ele reflete uma mudança profunda na lógica do consumo, que deixa de ser centrada no produto para ser centrada nas pessoas, com os consumidores mais jovens se afastando das ‘necessidades práticas’ e se aproximando da ‘satisfação emocional’”, disse Yuan Shuai, diretor-adjunto do departamento de investimentos do Instituto de Pesquisa em Desenvolvimento Urbano da China.

Essa mudança já é grande o suficiente para aparecer em pesquisas de mercado. A chamada economia emocional da China atingiu cerca de 2,3 trilhões de yuans (US$ 335 bilhões) em 2025 e deve superar 4,5 trilhões de yuans até 2029, segundo a iiMedia Research. O mesmo relatório diz que os consumidores estão pagando cada vez mais não apenas pela função de um produto, mas também por ressonância emocional, identidade e conforto psicológico.

Não é que os consumidores chineses tenham, de repente, ficado obcecados por brinquedos fofos ou por pets supermimados. O ponto é que fandom, companhia, autoexpressão e experiências imersivas estão se tornando partes mais estruturadas da história do consumo.

Na prática, a China está tentando transformar os gastos com hobbies em uma indústria. Isso cria um novo tipo de vencedor no setor de consumo.

O exemplo mais óbvio é a Pop Mart International Group, cujos personagens colecionáveis ajudaram a transformar o gasto emocional em uma tese de investimento em bolsa. Mas a oportunidade é maior do que uma única empresa.

Negócios capazes de converter afeto em compras recorrentes — por meio de propriedade intelectual de personagens, licenciamento, eventos, assinaturas, acessórios e renovação constante de produtos — podem estar mais bem posicionados do que marcas ainda dependentes de transações pontuais.

Um relatório do governo divulgado em novembro sobre essa política destacou apoio oficial não apenas a pets e brinquedos, mas também ao desenvolvimento de produtos ligados às mudanças no estilo de vida dos consumidores.

Os pets talvez sejam um dos exemplos mais claros. Um cachorro ou um gato não é uma compra única. Ele gera uma longa cadeia de gastos com alimentação, banho e tosa, saúde, roupas, brinquedos, hospedagem e serviços. Do ponto de vista do consumo, isso significa demanda recorrente. Do ponto de vista do investidor, parece bem mais atraente do que apostar numa recuperação dos gastos discricionários de maior valor, ainda atrelados ao mercado imobiliário.

“Eu corto refeições em restaurantes antes de parar de comprar coisas para o meu gato”, disse Li Wen, uma trabalhadora de tecnologia de 29 anos, em Xangai. “Não parece um luxo. Parece uma forma de deixar a vida cotidiana um pouco melhor.”

A mesma lógica vale para produtos ligados a animação e brinquedos da moda. De fora, esses itens podem parecer supérfluos, mas fazem parte de um ecossistema mais amplo de vínculo afetivo que pode ser monetizado. Um personagem bem-sucedido pode vender bonecos, chaveiros, roupas, snacks, ingressos para eventos e produtos de marcas parceiras. Isso ajuda a explicar por que shoppings e áreas comerciais na China estão apostando cada vez mais em lojas temporárias, exposições e varejo temático para transformar entusiasmo online em fluxo de consumidores nas lojas físicas.

Há também uma razão estratégica mais profunda para que Pequim goste dessa tendência. O consumo baseado em interesses depende menos da riqueza gerada por imóveis financiados por dívida e é politicamente menos delicado do que o luxo ostensivo.

Ele combina com o humor atual da política econômica: apoiar a demanda doméstica, incentivar marcas locais, desenvolver serviços e cultivar novas categorias de consumo sem recorrer a mais um velho estímulo ao setor imobiliário.

A Reuters informou que as autoridades querem que o consumo represente uma parcela maior do PIB nos próximos cinco anos e que sua contribuição para o crescimento econômico aumente de forma constante até 2030.

Nada disso significa que toda tendência ligada a hobbies seja uma aposta segura. O consumo emocional pode ser volátil, passageiro e muito influenciado pelo hype das redes sociais. Reportagem do China Daily sobre a economia emocional também trouxe alertas de estudiosos e comentaristas de que o valor emocional é difícil de medir de forma consistente, o que abre espaço para distorções de preço, compras por impulso e excessos especulativos.

Por isso, os investidores deveriam se concentrar menos no item colecionável mais quente do momento e mais em quais empresas conseguem construir ecossistemas duradouros em torno do vínculo afetivo do consumidor. A questão central não é se os chineses vão continuar comprando coisas que os façam se sentir bem. As evidências indicam cada vez mais que sim. A pergunta é quais empresas conseguem transformar esse sentimento em receita recorrente.

A nova linguagem de consumo adotada por Pequim dá uma pista. O futuro do consumo na China pode não ser liderado apenas por geladeiras e sedãs. Ele também pode ser moldado por empresas que aprendam a vender identidade, conforto, fandom e diversão em escala.

Mercado de petróleo está refém de uma corrida frenética por barris

11 de Abril de 2026, 13:08

Enquanto os investidores se concentraram no frágil cessar-fogo iraniano esta semana, uma busca desesperada por cargas tomou conta do mercado de petróleo, com negociantes e refinarias vasculhando o globo atrás de suprimentos disponíveis para entrega imediata.

No Mar do Norte, o mercado físico de petróleo mais importante do mundo, os traders apresentaram 40 lances de compra por cargas nesta semana, dos quais apenas quatro foram atendidos por ofertas de venda.

Cargas para entrega nas próximas semanas trocaram de mãos a preços sem precedentes, acima de US$ 140 o barril. Em outros lugares, as refinarias têm buscado suprimentos em regiões cada vez mais distantes, resultando em uma série de transações incomuns e prêmios exorbitantes para qualquer petróleo que esteja pronto para embarque agora.

Operadores afirmam que os movimentos de pânico nos principais mercados físicos globais demonstram a escala da escassez de óleo bruto que será sentida nas próximas semanas, à medida que a interrupção dos suprimentos do Oriente Médio deixa um vácuo crescente.

A disparada dos preços sinaliza que algumas refinarias europeias provavelmente precisarão seguir o exemplo das asiáticas e reduzir a produção — uma medida que pode ajudar a equilibrar o mercado de petróleo bruto, mas que agravaria a escassez de produtos vitais, como diesel e combustível de aviação.

“Há simplesmente uma falta de óleo bruto”, afirmou Neil Crosby, chefe de pesquisa da Sparta Commodities AS. “O Brent físico está um caos e subiu demais. Nesse ritmo, até as refinarias europeias terão que reduzir a utilização, talvez já no próximo mês.”

Contraste entre Papel e Realidade

O frenesi no comércio físico contrasta com o mercado de futuros, onde o petróleo para entrega em junho caiu 13% esta semana, fechando em cerca de US$ 95 o barril, impulsionado pelo otimismo em relação ao cessar-fogo.

Houve alguns sinais precoces de aumento da atividade no Estreito de Ormuz no fim de semana, com dois superpetroleiros chineses e um grego atravessando a via, mas o tráfego ainda permanece muito abaixo dos níveis anteriores à guerra. Mesmo que as negociações deste fim de semana levem à retomada dos fluxos normais pelo estreito, é improvável que o alívio chegue a tempo de evitar um colapso. O petróleo do Golfo leva semanas para chegar às refinarias na Ásia e na Europa.

“As últimas cargas que transitaram pelo Estreito de Ormuz antes do conflito estão chegando agora aos seus destinos. É aqui que o mercado de papel encontra a realidade física, e o hiato de 40 dias nos fluxos globais de energia fica verdadeiramente exposto”, disse Sultan al Jaber, CEO da Abu Dhabi National Oil, em uma postagem no LinkedIn na quinta-feira.

Prêmios Recordes

Esse vácuo pode ser visto no prêmio que as refinarias estão dispostas a pagar para garantir cargas disponíveis no curto prazo. Operadores de algumas refinarias asiáticas, falando sob condição de anonimato, disseram que não estão mais focados no preço, mas simplesmente buscando garantir barris onde quer que possam para assegurar a segurança energética.

O Dated Brent — a referência mais importante no mercado físico, usada para precificar milhões de barris por dia — atingiu o recorde de US$ 144 o barril antes do cessar-fogo desta semana, superando as máximas de 2008, mesmo com os futuros permanecendo bem abaixo de seus níveis recordes.

Até sexta-feira, o preço havia caído para US$ 126 o barril, ainda assim mais de US$ 30 acima dos futuros do Brent para entrega em junho. Enquanto isso, tradings como Trafigura Group e Gunvor Group ofereciam lances de mais de US$ 22 o barril acima do Dated Brent para cargas no Mar do Norte com entrega entre o final de abril e o início de maio. Suprimentos da Nigéria para carregamento no próximo mês chegaram a ser oferecidos com ágio de US$ 25 por barril sobre a referência, comparado a menos de US$ 3 antes do início da guerra com o Irã.

Estreito de Ormuz: Superpetroleiros voltam a circular e sinalizam alívio no mercado global

11 de Abril de 2026, 12:40

Dois superpetroleiros chineses carregados com óleo bruto pareceram transitar pelo Estreito de Ormuz horas após um navio grego atravessar a via. O movimento sinaliza um aumento significativo no tráfego de petróleo dias após o anúncio de um frágil cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã.

Se os três navios completarem a travessia neste sábado (11) — uma jornada que leva cerca de oito horas —, este será o dia de maior saída de petróleo por Ormuz desde que a guerra paralisou quase todo o tráfego na região no início de março.

Nenhuma das embarcações transporta petróleo iraniano ou possui ligações diretas óbvias com o país. Desde o início do conflito, a vasta maioria do petróleo que deixou a região teve como origem a República Islâmica.

A reabertura de Ormuz é crítica para o comércio global de energia, pois seu fechamento resultou na perda de milhões de barris de oferta para os mercados mundiais. Uma retomada aliviaria a pressão sobre os mercados físicos, que estão cada vez mais apertados globalmente. EUA e Irã devem realizar negociações de paz em Islamabad nos próximos dias.

Os dois superpetroleiros chineses seriam os primeiros da nação asiática observados retirando barris da região — um benefício para Pequim, mas que ressalta como o país também foi pressionado pelo conflito.

Em termos de fluxo, as saídas são significativas, mas ainda estão longe dos níveis de tempos de paz. Juntos, os três navios têm capacidade de transporte de cerca de 6 milhões de barris. Somado a isso, o Irã exportou a uma taxa de 1,7 milhão de barris por dia no mês passado. Isso implicaria cerca de metade da taxa normal de embarques pela via — e apenas por um único dia.

Há também um terceiro navio chinês que não emitiu sinais neste sábado, mas que aguardava próximo aos outros dois antes de iniciarem a saída do Golfo Pérsico.

O navio grego sinalizava destino a Malaca, na Malásia, cujos meios de comunicação informaram na sexta-feira uma permissão para a partida dos cargueiros do país. Malaca também serve como ponto de passagem para navios que se dirigem a outras partes da Ásia. O Irã afirmou que as embarcações estão autorizadas a navegar pela via, mas que devem obter permissão para isso.

Os dois superpetroleiros chineses são o Cospearl Lake e o He Rong Hai. O grego é o Serifos. Chamadas para os operadores dos navios fora do horário comercial não foram atendidas ou retornadas de imediato. O Serifos e o He Rong Hai carregaram seus suprimentos na Arábia Saudita, enquanto o Cospearl Lake carregou no Iraque, mostram os dados de rastreamento.

Todos os três parecem ter seguido uma rota ao norte pelo estreito, conforme exigido por Teerã. Esse caminho passa por águas iranianas e ao longo das costas das ilhas Qeshm e Larak, afastando-se das rotas tradicionais de navegação de Ormuz que margeiam a costa sul da hidrovia.

Além deles, dois contratorpedeiros de mísseis guiados da Marinha dos EUA atravessaram o Estreito de Ormuz, de acordo com três funcionários americanos ouvidos pelo jornal Wall Street Journal, marcando a primeira vez que embarcações do país transitaram pela via desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

Não foram relatados problemas, e a operação foi descrita como uma missão de navegação livre. Os navios não escoltavam embarcações comerciais, disseram as autoridades.

Quase todo o tráfego pela via, que normalmente movimenta cerca de um quinto do petróleo mundial e uma parcela semelhante de gás natural liquefeito (GNL), foi interrompido logo no primeiro dia da guerra.

Embora o rastreamento digital de navios possa estar sujeito a manipulações, os sinais das três embarcações parecem consistentes com movimentos reais de navegação.

Renova dribla corte de energia renovável com aposta em data center de R$ 1 bi para minerar criptomoedas

10 de Abril de 2026, 18:02

Os cortes forçados da geração de energia solar e eólica centralizada por parte do Organizador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para não comprometer a rede, conhecidos pelo termo curtailment, estão obrigando as empresas de energia a buscarem alternativas para amenizar os prejuízos – que chegaram a R$ 6,5 bilhões no ano passado para as 1.500 […]

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Novo subsídio ao gás de cozinha não chegará aos consumidores, dizem revendedores

7 de Abril de 2026, 17:47

A nova iniciativa do governo federal para subsidiar o gás de cozinha (GLP) importado pelo Brasil, anunciada na véspera, não chegará aos consumidores e também não resolve os problemas que podem inviabilizar o programa Gás do Povo, que oferece botijões gratuitos para cerca de 50 milhões de pessoas, disse a associação de revendedores de GLP Abragás.

Os revendedores de gás liquefeito de petróleo (GLP) pedem que o governo faça de forma célere uma correção dos preços de referência para o pagamento do subsídio aos botijões do Gás do Povo, pois os valores estariam abaixo do necessário para remunerar as suas atividades. No programa subsidiado, o produto é entregue aos beneficiários sem custos.

O problema de defasagem do preço de referência do programa, que já era uma crítica recorrente nos últimos meses, foi agravado pelo aumento dos custos dos revendedores, principalmente pela disparada dos preços do próprio GLP e do diesel diante da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã, que restringiu a oferta global de petróleo e seus derivados.

O Brasil tem um histórico de subsídio ao gás de cozinha para os brasileiros mais pobres, mas o governo Lula expandiu o programa com o Gás do Povo, triplicando seu alcance para quase um quarto da população brasileira no fim de 2025.

“O Governo Federal parece não entender o recado das revendas, que estão pedindo reposicionamento urgente dos valores pagos às revendas pelo programa para efetuar a entrega do botijão de gás aos beneficiários, e já manifestaram o desejo de abandonar o Programa Gás do Povo”, afirmou a Abragás, que representa mais de 60 mil revendedores de GLP do país, em nota divulgada nesta terça-feira.

“O setor está fazendo um papel essencial para o sucesso do programa, mas com resultados negativos, não há lógica para continuar a parceria, enquanto apenas as distribuidoras colhem os resultados financeiros.”

Para a Abragás, a subvenção proposta na segunda-feira pelo governo federal para a importação de GLP “não será repassada às revendas e tampouco chegará aos consumidores como o governo espera”, pois poderá ficar represada em elos anteriores da cadeia.

O governo ainda não detalhou as regras do programa nem se ele poderá ter efeitos retroativos, uma vez que os impactos da guerra no Oriente Médio já chegaram ao mercado brasileiro.

A nova medida do governo prevê o pagamento de R$850 por tonelada de GLP importado, com dotação de R$330 milhões, com o objetivo de equalizar o preço do produto importado ao nacional e reduzir os efeitos da alta internacional, segundo informou em nota.

“Na prática, o subsídio pode representar cerca de 30% do valor do produto na saída das refinarias, contribuindo para preservar o acesso das famílias ao gás de cozinha”, disse o governo.

Procurado, o Ministério de Minas e Energia não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.

O Brasil não é autossuficiente na produção de GLP e importa cerca de 20% do volume consumido atualmente. A Petrobras é a principal ofertante do produto no país, mas refinarias e unidades de processamento de gás natural (UPGNs) privadas também vendem o produto.

A Petrobras tem mantido seus preços em contratos tradicionais sem reajustes desde o fim de 2024 e, desde então, tem recorrido a leilões cada vez mais frequentes para completar a oferta, como forma de recuperar custos com a importação, segundo agentes do mercado e especialistas.

Mas o governo tentou cancelar a realização do último leilão da petroleira, em 31 de março, que negociou cerca de 70 mil toneladas de GLP, com fortes ágios, em sete polos de venda da companhia. Em um dos polos, na Refinaria Duque de Caxias (Reduc/RJ), a companhia chegou a registrar um ágio de mais de 100% na comercialização do produto, disse uma pessoa a par do leilão.

A realização do leilão acabou culminando na demissão do diretor-executivo de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Claudio Schlosser, na segunda-feira, e a reguladora ANP está investigando o certame por suspeitas de prática de preços com ágios elevados, possivelmente acima dos Preços de Paridade de Importação (PPI).

Enel pode perder a concessão em São Paulo. Veja os próximos passos do processo do governo

7 de Abril de 2026, 17:35

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu, nesta terça-feira (7), instaurar um processo de caducidade contra a Enel SP, em um movimento que pode levar ao encerramento do contrato de concessão da distribuidora na Grande São Paulo.

A medida foi adotada após a Aneel identificar falhas recorrentes na prestação do serviço, com destaque para o desempenho da empresa em eventos climáticos extremos entre 2023 e 2025. Segundo a decisão, a concessionária não conseguiu atingir padrões considerados adequados, mantendo níveis elevados de interrupções prolongadas e tempo de resposta acima do esperado.

Com a abertura do processo, a Enel terá prazo para apresentar defesa antes que a Aneel conclua sua análise e decida se recomenda a caducidade ao Ministério de Minas e Energia (MME), responsável pela decisão final sobre o contrato.

Procurada pelo InvestNews, a Enel, em nota, afirmou que seguirá trabalhando para demonstrar, em todas as instâncias, que cumpre todos os indicadores previstos no contrato de concessão e no plano de recuperação apresentado em 2024 à Aneel.

Cronologia do caso

As reclamações em relação à Enel começaram em 2023, após uma série de apagões recorrentes na Grande São Paulo expor falhas no restabelecimento do serviço prestado.

  • Nov/2023: ventos fortes derrubam árvores e cabos e milhares de imóveis ficam dias sem luz após o temporal;
  • 2024 (ao longo do ano): novos apagões combinam impacto de chuvas com falhas na infraestrutura, incluindo problemas em rede subterrânea e interrupções prolongadas;
  • Out/2024: temporal derruba a rede em larga escala e milhões de imóveis ficam sem energia e normalização leva dias em parte da cidade;
  • No mesmo período, a Aneel intensifica fiscalização e aplica multas e cobra plano de recuperação após falhas no atendimento;
  • Dez/2024: novo temporal derruba árvores sobre a rede e deixa centenas de milhares de clientes sem luz;
  • Dez/2025: ventos fortes causam apagão que atinge mais de 4,4 milhões de imóveis e restabelecimento ocorre de forma gradual;
  • No mesmo período, o Governo Federal pede à Aneel abertura de processo para avaliar rompimento do contrato após sequência de falhas;
  • Fev/2026: área técnica da Aneel recomenda caducidade com base no histórico de interrupções e Enel contesta e atribui falhas à intensidade dos temporais;
  • Mar/2026: empresa recorre à Justiça e consegue suspender o processo e decisão posterior libera retomada da análise;
  • Abr/2026: Aneel abre processo de caducidade e concede 30 dias para defesa antes de possível decisão do governo.

Enel: o que é o processo de caducidade?

A caducidade é um instrumento jurídico que permite o encerramento antecipado de contratos de concessão quando há descumprimento de obrigações, de acordo com a lei Nº 8.987/1995.

No setor elétrico, isso ocorre quando a concessionária não atende aos padrões de qualidade e continuidade exigidos pela regulação e pelos órgãos competentes.

Com a instauração do processo administrativo, a Enel será avaliada pela Aneel após a empresa apresentar sua defesa. O processo poderá ser arquivado ou encaminhado para análise do MME.

Na prática, a pasta responsável decidirá se a Enel perderá o direito de exploração do serviço previsto no contrato de concessão.

Aneel x Enel: quais os próximos passos

Com a instauração do processo administrativo de caducidade, a Enel terá 30 dias para apresentar sua defesa.

Após esse prazo, a agência analisará os argumentos apresentados pela concessionária e decidirá se recomenda ou não o fim do contrato ao Ministério de Minas e Energia, que tem a competência para a decisão final.

O que muda para a Enel a partir de agora?

A Enel continua responsável pelo fornecimento de energia elétrica em São Paulo, mas passa a operar com o contrato sob avaliação.

A Aneel também determinou a suspensão da análise de renovação da concessão, o que impede a prorrogação do contrato enquanto o processo estiver em curso.

Além disso, a decisão reforça o acompanhamento regulatório sobre a operação da distribuidora, especialmente em relação ao cumprimento de metas de qualidade e atendimento.

O contrato da Enel será rescindido em São Paulo?

Não há rescisão automática no contrato de concessão da Enel. Mesmo em caso de caducidade, a saída não ocorreria de forma imediata.

  • A abertura do processo é uma etapa inicial que pode ou não resultar no encerramento da concessão.

Caso o entendimento seja de que houve descumprimento das obrigações contratuais, o contrato pode ser encerrado. Caso contrário, a concessão permanece vigente.

Por se trata de um serviço essencial, o fornecimento de energia precisa ser mantido durante a transição. O prazo para qualquer transição não é fixo, mas a continuidade do serviço é preservada até a definição de uma nova gestão.

Nesse caso, o governo federal pode assumir temporariamente a operação ou definir um novo operador.

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Roubini: Brasil pode sofrer mais com riscos internos do que com guerra no Oriente Médio

7 de Abril de 2026, 17:15

Em meio à escalada de tensões no Oriente Médio e aos temores de um novo choque global de energia, o economista Nouriel Roubini fez um alerta que desloca o foco do investidor brasileiro: o principal risco para o país pode não estar no cenário externo, mas dentro de casa.

Segundo Roubini, embora o conflito envolvendo o Irã tenha potencial para gerar inflação global e desaceleração econômica, os efeitos sobre o Brasil tendem a ser mais moderados quando comparados a outras regiões. Ainda assim, isso não significa imunidade.

“O que acontece dentro do Brasil pode ter mais impacto do que a própria guerra”, afirmou durante evento do Bradesco BBI, o 12º Brazil Investment Forum, realizado em São Paulo.

A fala vem em um contexto de análise mais ampla sobre os efeitos do choque energético global. Com a possibilidade de interrupções no fornecimento de petróleo no Golfo Pérsico, o economista vê um cenário típico de pressão inflacionária combinada com perda de crescimento, uma dinâmica que remete, ainda que com diferenças, aos episódios de estagflação do passado.

Ganhos externos, dores internas

No caso brasileiro, há um fator de amortecimento importante, já que o país é exportador líquido de energia. Em um cenário de petróleo mais caro, isso tende a favorecer a balança comercial e gerar ganhos de termos de troca.

No entanto, Roubini pondera que o encarecimento da energia se espalha por toda a economia, pressionando custos de produção e reduzindo o poder de compra das famílias. O resultado é um ambiente de inflação mais alta combinado com crescimento mais fraco, ainda que em menor intensidade do que em economias mais dependentes de importação de energia, como as asiáticas.

Em outras palavras, mesmo que o Brasil esteja entre os “beneficiados” pelo choque, há um custo macroeconômico inevitável.

O verdadeiro ponto de atenção

É nesse contexto que o economista desloca o debate para dentro do país. Para ele, os desdobramentos da política doméstica, especialmente em um ano eleitoral, tendem a ser mais determinantes para o rumo da economia brasileira do que o próprio conflito internacional.

“Seja Lula ou o filho do Bolsonaro, isso trará implicações para as políticas fiscais, para a forma como o país vai estruturar reformas e para o crescimento econômico”, explica.

Roubini destaca que o Brasil entra em um período sensível, com eleições presidenciais no horizonte e incertezas sobre a condução da política fiscal, reformas estruturais e estratégias de crescimento.

Embora reconheça a importância institucional do Banco Central independente, ele alerta para um risco conhecido em economias emergentes, a chamada dominância fiscal. Nesse cenário, pressões sobre as contas públicas podem acabar influenciando a política monetária, elevando o risco de inflação persistente ao longo do tempo.

“Pode haver uma situação em que, no futuro, haja uma dominância fiscal, em que o déficit fica tão alto que a tentação para monetizá-lo [com política monetária] cresce”, diz o economista.

A combinação de incerteza política com fragilidade fiscal, portanto, pode amplificar os efeitos de qualquer choque externo, ou até superá-los.

A leitura de Roubini sugere uma inversão na forma de analisar riscos. Em vez de concentrar a atenção apenas na geopolítica global, investidores deveriam olhar com mais cuidado para o ambiente doméstico.

Isso porque, mesmo em um cenário de guerra prolongada e petróleo elevado, o Brasil parte de uma posição relativamente mais confortável do ponto de vista energético. Já os riscos internos, ligados à política econômica e à credibilidade fiscal, permanecem como variáveis abertas.

Vitória de Pirro? Processo de “desligar a tomada” da Enel em São Paulo pode levar dois anos

7 de Abril de 2026, 17:13

Numa decisão histórica, a diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou, na terça-feira, 7 de abril, por unanimidade de seus cinco integrantes, recomendar ao Ministério das Minas e Energia (MME) a caducidade da concessão da Enel em São Paulo. Na prática, a agência reguladora recomendou ao MME romper o contrato de concessão da […]

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“Se Trump vacilar, as coisas vão piorar muito”, diz Roubini sobre guerra dos EUA com Irã

7 de Abril de 2026, 15:38

O mundo – e os mercados – torcem para que a guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã termine o quanto antes, para colocar fim à pressão sobre o preço do petróleo. Mas o economista Nouriel Roubini avalia que a situação ainda vai piorar antes de melhorar. Com a ameaça de Donald Trump […]

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Trump reitera ameaça de destruir o Irã. ‘Uma civilização inteira morrerá esta noite’

7 de Abril de 2026, 10:12

O presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou seu ultimato para que o Irã aceite um acordo de cessar-fogo ou enfrente uma grande escalada militar, enquanto ambos os lados mantêm ataques na sexta semana de guerra.

Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser recuperada. Não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”, disse Trump em uma postagem nas redes sociais na terça-feira (7). “Talvez algo revolucionariamente maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE? Vamos descobrir esta noite.”

Os comentários vieram enquanto os EUA e Israel mantinham bombardeios contra o Irã — incluindo ataques ao polo exportador de petróleo da Ilha de Kharg — enquanto a República Islâmica disparava mísseis através do Golfo Pérsico. Trump ameaçou destruir usinas de energia, pontes e outras infraestruturas iranianas caso não haja acordo até as 20h (horário do leste dos EUA).

Falando em Budapeste, o vice-presidente JD Vance disse estar confiante de que o Irã dará uma resposta até lá.

Crime de guerra

As Nações Unidas alertaram que ataques indiscriminados a infraestrutura civil podem constituir crime de guerra. Trump afirmou não estar “nem um pouco” preocupado com essa possibilidade.

O mais recente ultimato marca um momento crítico no conflito, que já matou mais de 5.200 pessoas — a maioria no Irã e no Líbano — e atingiu instalações de energia em toda a região. O presidente começou a impor prazos em 21 de março para forçar o Irã a reabrir o estratégico Estreito de Ormuz, tendo prorrogado o prazo diversas vezes, mas disse na segunda-feira que é “altamente improvável” que volte a fazê-lo.

A liberdade de navegação pelo estreito deve fazer parte de qualquer acordo, afirmou Trump.

A agência semioficial iraniana Mehr informou que explosões foram ouvidas na Ilha de Kharg, principal centro de exportação de petróleo do país.

A Fox News relatou que os EUA atingiram bunkers, uma estação de radar e depósitos de munição, além de um impacto não intencional nos cais da ilha. Duas pessoas morreram em um ataque EUA-Israel a uma ponte ferroviária próxima à cidade iraniana de Kashan, segundo a agência estatal Nour News.

Israel se prepara para a possibilidade de que os combates continuem por várias semanas e, na terça-feira, alertou iranianos a não utilizarem a rede ferroviária até as 21h no horário local — um tipo de aviso que costuma anteceder ataques a áreas civis.

Petróleo

O petróleo reduziu ganhos à medida que investidores hesitam diante do prazo imposto por Trump, com o risco de escalada sendo parcialmente compensado por sinais de cessar-fogo. O Brent era negociado ligeiramente acima de US$ 110 por barril em Londres.

Trump afirmou na segunda-feira que as negociações com o Irã estão “indo bem” e que a reabertura do estreito é “uma prioridade muito grande”.

“Precisamos de um acordo aceitável para mim, e parte disso será garantir o livre fluxo de petróleo e de tudo mais”, disse.

O militar norte-americano poderia destruir “todas as pontes do Irã”, acrescentou. Usinas seriam deixadas “em chamas, explodindo e sem nunca mais poderem ser usadas”.

O Irã alertou que responderia a uma escalada desse tipo intensificando seus próprios ataques à infraestrutura energética no Golfo — o que poderia agravar a crise global de combustíveis e ampliar os danos à economia mundial.

A República Islâmica lançou sete mísseis balísticos e vários drones contra a Arábia Saudita durante a madrugada de terça-feira, e destroços de interceptações caíram nas proximidades de instalações energéticas, segundo o reino. Uma ponte importante que liga Bahrein e Arábia Saudita foi temporariamente fechada como precaução.

As Forças de Defesa de Israel relataram três ondas de mísseis iranianos desde a meia-noite, mirando diversos pontos em Tel Aviv e cidades vizinhas.

Israel aprovou novas missões contra o Irã para as próximas três semanas, se necessário, segundo um porta-voz militar. O país também trava uma guerra paralela no Líbano contra o grupo Hezbollah, apoiado por Teerã, e atacou alvos em Beirute na segunda-feira.

O principal diplomata de Singapura alertou que o impacto econômico do conflito pode piorar e que os investidores ainda não ajustaram totalmente suas expectativas. “Tenho certeza de que os mercados não estão precificando completamente o pior cenário”, disse o chanceler Vivian Balakrishnan à Bloomberg Television.

Trump tem enfrentado dificuldades para encontrar uma saída para o conflito, que se torna cada vez mais impopular entre os americanos, com o preço médio da gasolina acima de US$ 4 por galão. Ele afirmou que JD Vance participa das negociações de cessar-fogo, junto com o enviado especial Steve Witkoff, embora Teerã tenha rejeitado uma proposta na segunda-feira.

“Posso dizer que temos um participante ativo e disposto do outro lado”, disse Trump. “Eles estão negociando, acreditamos, de boa-fé — vamos descobrir.”

O Irã pediu o fim permanente da guerra, esforços de reconstrução e o levantamento de sanções, além de protocolos para garantir a navegação segura pelo Estreito de Ormuz, segundo a agência estatal IRNA.

A ofensiva iraniana contra EUA e Israel não será afetada pelas ameaças de Trump, disse um porta-voz militar, citado pela mídia estatal.

Teerã afirmou que só permitirá a normalização do tráfego no estreito após ser compensado pelos danos da guerra.

A República Islâmica reduziu quase a zero o fluxo pelo Estreito de Ormuz — por onde normalmente passa cerca de um quinto das exportações globais de petróleo e gás natural liquefeito.

Dois navios carregados com GNL do Catar chegaram a deixar o Golfo Pérsico na segunda-feira, mas fizeram retorno poucas horas depois após terem a passagem negada por autoridades iranianas, segundo traders.

Teerã tem permitido apenas um fluxo limitado de embarcações na via marítima, que também utiliza para suas próprias exportações de petróleo.

Trump lamentou que gostaria de utilizar o petróleo iraniano para os EUA, mas afirmou que a opinião pública americana pressiona pelo fim do conflito.

“Sou um homem de negócios antes de tudo”, disse. “E já disse: por que não usamos isso? Ao vencedor, os despojos? Mas não temos isso.”

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Preço do botijão “explode”, ameaça programa Gás do Povo e abre crise política em Brasília

2 de Abril de 2026, 18:16

A exemplo do diesel, a volatilidade dos preços do gás liquefeito de petróleo (GLP) causada pela guerra no Oriente Médio abriu na quinta-feira, 2 de abril, uma crise política para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O episódio ameaça colocar em risco o fornecimento de gás de cozinha das distribuidoras e revendedoras à […]

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Governo faz reajustes em benefícios para servidores federais; veja os novos valores

26 de Março de 2026, 20:43

O governo federal anunciou nesta quinta-feira, 26, o reajuste de benefícios destinados aos servidores públicos federais, incluindo auxílio alimentação, auxílio pré-escolar e assistência à saúde suplementar.

Leia mais em: https://exame.com/economia/governo-faz-reajustes-em-beneficios-para-servidores-federais-veja-os-novos-valores/

Governo corta mais uma parte das tarifas de importação que haviam sido elevadas neste ano

26 de Março de 2026, 20:38

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou uma nova rodada de cortes de Imposto de Importação nesta quinta-feira, revertendo, entre outros pontos, mais uma parte das elevações de tarifas promovidas mais cedo neste ano para bens de capital e de informática.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), 970 bens de capital, informática e telecomunicações terão tarifas zeradas. Desse total, 779 tiveram concessão ou renovação do benefício em decisão que o MDIC classificou como rotineira.

O restante diz respeito ao aumento de tarifas promovido neste ano para mais de 1200 itens. Após reduzir a zero, em fevereiro, a cobrança sobre 105 desses produtos, o MDIC agora fez o corte para outros 191 itens. A decisão foi antecipada pela Reuters.

A concessão foi feita após pedido de empresas que alegam não haver produção nacional equivalente para os produtos afetados. As solicitações serão analisadas pelo governo em um prazo de até quatro meses, e o benefício poderá ser mantido após comprovação de ausência de equivalente no mercado doméstico.

O prazo para que as empresas façam pedidos fica aberto até 30 de março. Portanto, ainda há possibilidade de nova decisão do governo sobre outros itens.

Também na reunião do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) desta quinta-feira o MDIC disse que foram zeradas tarifas de medicamentos usados em tratamentos de diabetes, Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia; fungicidas e inseticidas para controle de pragas na agricultura; insumos para indústria têxtil; lúpulo para fabricação de cerveja; e produtos usados em nutrição hospitalar.

Governo reduz tarifa de importação de quase mil produtos, incluindo remédios e bens de informática

26 de Março de 2026, 20:18

O Gecex-Camex (Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior) decidiu nesta quinta-feira, 26, reduzir a tarifa de importação de quase mil produtos diante da ausência de produção nacional ou da oferta insuficiente no mercado interno.

Leia mais em: https://exame.com/economia/governo-reduz-tarifa-de-importacao-de-quase-mil-produtos-incluindo-remedios-e-bens-de-informatica/

Trump vai assinar o dólar e encerrar 165 anos de tradição nas cédulas mais famosas do mundo

26 de Março de 2026, 20:08

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (26) que a assinatura do presidente Donald Trump passará a figurar nas cédulas de dólar, um feito inédito para um presidente americano em exercício.

As primeiras notas de US$ 100 com o nome de Trump e do secretário do Tesouro, Scott Bessent, serão impressas em junho. As cédulas de outros valores virão nos meses seguintes.

A decisão rompe uma convenção tão antiga quanto o próprio papel-moeda americano.

Desde 1861, quando o governo federal começou a emitir suas próprias cédulas, o dinheiro dos Estados Unidos carrega duas assinaturas: a do secretário do Tesouro e a do tesoureiro nacional. São dois cargos técnicos, não políticos. No Brasil, a lógica é semelhante: assinam as cédulas do real o ministro da Fazenda e o presidente do Banco Central.

Ao manter o presidente fora das cédulas, os Estados Unidos estabeleceram uma separação simbólica entre o chefe de Estado e o dinheiro que circula em seu nome. A legislação que rege a impressão das cédulas permite retratos apenas de indivíduos falecidos, e as assinaturas sempre pertenceram a funcionários do Tesouro, nunca ao ocupante da Casa Branca.

Trump rompe uma tradição de 34 ocupantes do cargo que assinaram cédulas ao longo de 165 anos. O Tesouro justificou a mudança como homenagem ao 250º aniversário da independência dos Estados Unidos, celebrado neste 4 de Julho.

Personificação

O gesto se insere num padrão mais amplo do novo governo Trump. A troca de assinaturas é a mais recente de uma série de iniciativas do presidente para estampar o nome do presidente em edifícios, instituições, programas governamentais, navios de guerra e moedas, como lembrou o The Wall Street Journal.

O Kennedy Center, um dos principais espaços culturais de Washington, criado como memorial ao presidente assassinado John F. Kennedy, passou a carregar também o nome de Trump. O Instituto da Paz dos Estados Unidos foi renomeado.

Um painel federal aprovou o desenho de uma moeda de ouro comemorativa com o rosto do presidente, algo que, por tradição, só ocorre após a morte do homenageado. A exceção mais próxima é Calvin Coolidge, que apareceu numa moeda em 1926, no 150º aniversário do país.

Em seu primeiro mandato, entre 2017 e 2021, Trump já havia testado o recurso: assinou pessoalmente os cheques de auxílio emergencial distribuídos aos americanos durante a pandemia de covid-19. A diferença agora é de escala e permanência.

Uma cédula de dólar circula, em média, por anos, dentro e fora dos Estados Unidos, e carrega consigo o peso simbólico da maior economia do mundo.

BC prevê uso de contas-salário em operações de Pix Automático a partir de julho

26 de Março de 2026, 19:39

O Banco Central informou nesta quinta-feira, 26, que prevê que, a partir de julho, será possível usar também contas-salário para realizar operações de Pix Automático. Atualmente, somente contas correntes e de pagamento podem iniciar operações na modalidade.

A novidade foi um dos temas da 28ª reunião plenária do Fórum Pix, realizada quinta. O encontro técnico entre a autoridade monetária e os participantes do arranjo de pagamento instantâneo tem como objetivo discutir a agenda de trabalho em andamento, o planejamento para os próximos meses e as ações finalizadas.

Segundo o BC, o uso de conta-salário em operações de Pix Automático integra a agenda evolutiva do arranjo de pagamento a ser desenvolvida no primeiro semestre de 2026.

Em nota, a autarquia detalhou que, com a novidade, nos casos em que o usuário final recebedor dessas transações for pessoa jurídica ou entidade não autorizada a funcionar pelo BC, deverá ser observada exclusivamente a regulamentação específica que disciplina o Pix Automático. Essa determinação, porém, não se aplica a casos em que a autorização de débito e crédito envolva a mesma instituição, em conformidade com resoluções publicadas em setembro do ano passado.

O Fórum Pix desta quinta também debateu iniciativas em estudo para prevenir o mau uso de mensagens no envio de transações. Um grupo de trabalho foi formado para tratar dessa questão e deve apresentar uma proposta até 30 de junho. As sugestões serão avaliadas e, se aprovadas, serão regulamentadas pelo BC.

“Uma das prioridades para 2026 diz respeito ao campo descrição do serviço, onde o usuário do Pix deveria usar o espaço para registrar o que foi pago ou passar alguma informação objetiva para quem recebeu o valor”, afirma a autarquia. “A equipe técnica do BC tem observado que esse campo, em algumas ocasiões, vem sendo utilizado de maneira indevida pelos usuários. Foram identificadas mensagens ofensivas, intimidatórias e/ou ameaçadoras, em operações quase sempre de valores irrisórios.”

Governo diz que abastecimento de diesel está garantido até abril: 'Não há risco'

26 de Março de 2026, 18:39

O secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Renato Dutra, afirmou nesta quinta-feira, 26, que não há risco de desabastecimento de diesel no país, mesmo diante das tensões internacionais.

Leia mais em: https://exame.com/economia/governo-diz-que-abastecimento-de-diesel-esta-garantido-ate-abril-nao-ha-risco/

Seleções campeãs do mundo: todos os vencedores da Copa até 2022

26 de Março de 2026, 18:08

Você sabia que apenas oito países já venceram a Copa em 22 edições desde que ela foi criada? As seleções de futebol masculino campeãs do mundo representam somente dois continentes. O time vencedor da Copa no Catar, a Argentina, que derrotou a França nos pênaltis na final, pertence a um desses continentes.

A seguir, confira quem foram os vencedores da Copa até o momento e quais deles tiveram a oportunidade de ganhar mais de uma vez, como o Brasil. Se você ama futebol, é hora de refrescar a memória!


Confira:

Quais são as seleções campeãs do mundo?

Em países em que o futebol é um esporte popular, participar do torneio vira questão de honra. Nesse quesito, o Brasil fez a lição de casa, porque, além de estar entre os campeões da Copa do Mundo, é o único país que participou de todas as edições

As seleções campeãs do mundo são:

  • Uruguai 
  • Itália
  • Alemanha 
  • Brasil 
  • Inglaterra
  • Argentina 
  • França 
  • Espanha

Confira, agora, qual foi o placar das partidas que definiram os vencedores da Copa e algumas curiosidades:

1930

O Uruguai sediou a primeira Copa do  Mundo e as 18 partidas foram feitas somente na capital Montevidéu. O time uruguaio foi à final contra a Argentina e venceu os vizinhos por 4 a 2. No dia seguinte, foi feriado no país para celebrar a conquista do título no primeiro campeonato. 

1934 

A Itália sediou a segunda Copa do Mundo e também se tornou campeã em casa, vencendo a antiga Tchecoslováquia (atual República Tcheca e Eslováquia) na prorrogação por 2 a 1. Os jogos foram transmitidos ao vivo pelo rádio para 12 países. 

O campeão Uruguai não disputou a Copa em retaliação à Itália, por ter se recusado a viajar e participar da primeira edição.

1938

A Itália se tornou bicampeã ao vencer a Hungria por 4 a 2. O Brasil foi o terceiro colocado. Pela primeira vez, um país asiático participou da Copa: as Índias Orientais Holandesas (Indonésia).

1950

Depois de um intervalo com as copas de 1942 e 1946 canceladas por causa da Segunda Guerra Mundial, a retomada foi no Brasil.

Jogando em casa, a equipe brasileira conseguiu chegar até a final, que foi disputada no Maracanã, no Rio de Janeiro, considerado o maior estádio do mundo na época. No entanto, o Uruguai conseguiu virar o jogo e se tornou bicampeão por 2 a 1.

1954

A Copa de 1954 marca o retorno da Alemanha, dessa vez como Alemanha Ocidental, à Copa desde o final da Segunda Guerra. Mesmo não sendo a favorita, os alemães venceram a Hungria de virada, por 3 a 2, marcando o gol da vitória já no fim da partida.

1958

A Copa de 1958 tinha uma dupla invencível de atacantes: Pelé e Garrincha, que levaram o Brasil à final, que venceu a anfitriã dos jogos, a Suécia, por 5 a 2. O Brasil foi o primeiro país a conquistar o título em um continente diferente

1962

Mais uma vez na final, o Brasil venceu a Tchecoslováquia por 3 a 1 na Copa no Chile. Garrincha estava suspenso da partida por conta de um cartão vermelho na semifinal. Mas até o presidente do Chile, Jorge Alessandri, solicitou que o atacante brilhasse na final e o pedido foi aceito.

1966

A Inglaterra venceu a Alemanha Ocidental por 4 a 2 na prorrogação. A Rainha Elizabeth II estava no estádio em Wembley e presenciou o país conquistar seu primeiro e único título até o momento.

1970

O Brasil se tornou tricampeão, vencendo a Itália por 4 a 1. O time brasileiro se consagrou no futebol mundial com jogadores como Pelé, Rivelino, Tostão e Carlos Alberto.

1974

A Alemanha Ocidental venceu a Holanda em casa por 2 a 1. A Copa foi marcada pela atuação marcante do jogador holandês Johan Cruyff e do alemão Franz Beckenbauer. 

1978

Em sua segunda final consecutiva, a Holanda perdeu novamente, desta vez para a dona da casa, a Argentina. Passaram-se 48 anos desde a primeira Copa do Mundo até que os argentinos levassem o título por 3 a 1.

1982

Depois de  uma semifinal disputada nos pênaltis entre Alemanha Ocidental e França, a seleção alemã venceu, mas não conquistou a taça Jules Rimet. A Itália venceu os alemães por 3 a 1 e se igualou ao Brasil com o tricampeonato na Copa da Espanha.

1986

A Copa do México foi do argentino Diego Maradona, que estava no auge de sua carreira e contribuiu para vencer a Alemanha Ocidental. A Argentina conquistou o título pela segunda vez.

1990

Alemanha e Argentina se enfrentaram novamente em uma final, mas dessa vez os alemães levaram a melhor por 1 a 0. O gol decisivo foi de um pênalti faltando menos de cinco minutos para terminar a partida.

1994

A final clássica entre Brasil e Itália, decidida nos pênaltis. O chute para fora do gol do italiano Roberto Baggio entregou o título ao Brasil, que conquistou o primeiro tetracampeonato entre os vencedores da Copa.

1998

Depois de um tetra, a expectativa sobre a seleção brasileira caiu por terra. Apesar do Brasil chegar à final com a França, a vitória foi de 3 a 0 para os franceses.

2002

Realizada pela primeira vez na Ásia e em dois países ao mesmo tempo, a Copa da Coreia do Sul e do Japão marcou também a vitória do Brasil pela quinta vez. A seleção brasileira venceu a Alemanha por 2 a 0.

2006

Com semifinais e uma final composta apenas de países europeus, a Itália venceu a França nos pênaltis e se consagrou tetracampeã. 

2010

Pela primeira vez a ser realizada no continente africano, a Copa na África do Sul também teve um estreante entre as seleções campeãs do mundo. A Espanha, que até então nunca havia passado das quartas de final, venceu a Holanda por 1 a 0 na prorrogação.

2014

Na segunda Copa do Mundo no Brasil, a final ficou entre a Alemanha e a Argentina. A partida foi decidida só na prorrogação, que deu vitória aos alemães por 1 a 0, sendo a primeira seleção europeia a ganhar o torneio no continente americano. 

2018

A França conquistou o bicampeonato na final contra a Croácia, vencendo por 4 a 2. O francês Kylian Mbappe foi o segundo jogador mais novo a disputar uma final, com 19 anos. 

O mais novo, até o momento, continua a ser o brasileiro Pelé, que jogou a final de 1958, na Suécia, com apenas 17 anos.

2022

A Argentina levou o tricampeonato na Copa do Catar, encerrando um jejum de 36 anos sem título, ao derrotar a França nos pênaltis. A partida encerrou em 3 a 3, na prorrogação.

Países que mais venceram a Copa do Mundo

Entre as oito seleções campeãs do mundo, somente seis conquistaram o título mais de uma vez. O Brasil é o único pentacampeão até o momento, enquanto Alemanha e Itália somam quatro vitórias cada.

O ranking dos países vencedores da Copa são:

  • Brasil: 5 vitórias
  • Itália: 4 vitórias
  • Alemanha: 4 vitórias
  • Argentina: 3 vitórias
  • Uruguai: 2 vitórias
  • França: 2 vitórias
  • Inglaterra: 1 vitória
  • Espanha: 1 vitória

A Alemanha participou das Copas de 1934 e 1938 como uma única seleção. Depois da Segunda Guerra, o país voltou a disputar o torneio somente em 1954, porém como Alemanha Odicental

A Federação Internacional do Futebol (FIFA), que é o órgão responsável pela realização da Copa, atribuiu as vitórias da antiga Alemanha Ocidental à atual seleção alemã. 

De todos os campeões da Copa do Mundo, somente a Itália não vai disputar o torneio no Catar este ano. Esta será a segunda edição que a seleção italiana não se classifica para o campeonato.

Países que nunca participaram da Copa do Mundo

A FIFA reconhece mais de 200 nações que podem ou não disputar o torneio. Cabe a cada uma escolher se candidatar para participar das eliminatórias e tentar se classificar para o torneio principal.

Alguns dos países que mais tentaram participar, mas nunca conseguiram são Luxemburgo, Curaçao, Zâmbia, Malta, Síria e Venezuela. Todos eles já se inscreveram em mais de dez edições do torneio.

Fundos imobiliários (FIIs) podem chegar a 30 milhões de investidores em até 15 anos, diz Sidney Angulo

26 de Março de 2026, 18:01

A indústria de fundos imobiliários no Brasil deve continuar ampliando sua base de investidores ao longo de 2026. A estimativa é de entrada de 400 mil a 500 mil de novos cotistas neste ano.

Em uma perspectiva mais longa, de 10 a 15 anos, o número total pode alcançar a marca de 30 milhões de investidores, segundo projeção feita por Sidney Angulo, sócio do E-business Park e um dos maiores investidores de fundos imobiliários na pessoa física do país, durante participação no FIIs Experience 2026, evento realizado nesta quinta-feira (26), em São Paulo.

Atualmente, os fundos imobiliários possuem aproximadamente 3,07 milhões de cotistas na B3. Em janeiro de 2025, eram 2,78 milhões.

Além disso, o patrimônio total do setor sob custódia atingiu R$ 200 bilhões no início de 2026, um recorde para a indústria, de acordo com dados da bolsa de valores.

“Se eu fizer uma análise um pouquinho mais estrutural do que está acontecendo, R$ 200 bilhões e 3 milhões de investidores, para o tamanho do Brasil, é nada”, afirmou Angulo.

“Nós vamos chegar, em 10 a 15 anos, a 30 milhões. Este ano deve crescer de 400 mil a 500 mil. E eu acho mesmo”, prosseguiu.

“Imóvel é renda”

Durante sua participação, o executivo, que, atualmente, detém cerca de 300 mil metros quadrados (m²) em propriedades na capital paulista, destacou o caráter duradouro dos investimentos em imóveis, em contraste com eventos de curto prazo. “Guerra é notícia que acaba. Imóvel é renda. E é para sempre.”

Nesse sentido, comparou a estratégia adotada por grandes instituições financeiras, que, segundo ele mantêm parte relevante de seus ativos atrelada ao segmento imobiliário. “Os bancos constroem o patrimônio deles em imóveis. O investidor inteligente faz o mesmo.”

Democratização

Angulo também pontuou o avanço da democratização do acesso ao mercado imobiliário, pontuando que, hoje, pessoas físicas conseguem participar de grandes empreendimentos por meio dos FIIs — algo que não era viável para gerações anteriores.

“Antigamente, as cidades, os prédios, as propriedades eram de um único grande dono. Com o tempo, isso foi se dividindo, mas, até algumas décadas atrás, pouca gente podia ter acesso”, afirmou.

“Há 10 a 15 anos apareceram os fundos imobiliários. Essa figura de você pegar um prédio e poder ‘picar’ ele, isso é fantástico”, disse.

Guerra no Oriente Médio, petróleo em alta e mercados em alerta: onde investir agora? Analista explica cenário e faz recomendação

25 de Março de 2026, 16:38

Quem acompanha as notícias globais, certamente está ciente da guerra no Oriente Médio e da consequente alta dos preços do petróleo. Também deve ouvir falar bastante do estreito de Ormuz e do sentimento de receio que toma os mercados – desde as bolsas até as criptomoedas.

Porém, os pontos de conexão entre todos esses nomes e, especialmente, o que esperar da economia e dos investimentos em períodos de conflito, não são facilmente compreendidos por todo mundo.

Pensando nisso, Matheus Spiess, analista de macroeconomia da Empiricus Research, traz um “aulão” para explicar, de forma simples e clara, o que está acontecendo no mundo agora – e onde investir. Confira:

Abaixo, trazemos os principais pontos abordados no vídeo.

Estreito de Ormuz: o ‘ponto de estrangulamento’ da economia mundial?

Os receios econômicos mundiais começam pelo Estreito de Ormuz: uma passagem que, em seu menor ponto, possui cerca de 33km entre os Emirados Árabes Unidos e o Irã. É por lá que 20% do petróleo comercializado no mundo inteiro é escoado.

Ormuz é um dos oito principais choke points (“pontos de estrangulamento”, em português) do comércio marítimo global. Dentre os outros, estão nomes como os canais do Panamá e de Suez.

Desde o início do conflito, o Irã alega que o estreito está fechado, o que nunca aconteceu de forma formal, mas sim por meio de ameaças aos navios que ousassem atravessá-lo.

“O que existe é um fechamento na prática: as ameaças do Irã, e os barcos se recusando a atravessar – e as seguradoras das embarcações também falando que não é para atravessar”, afirma Spiess.

E por que é de interesse do Irã manter a passagem fechada? Bom, a explicação é simples: o Irã é militarmente inferior aos seus adversários no conflito. Com isso, o que resta é usar Ormuz como estratégia de guerra, atingindo diretamente toda a economia ocidental.

“Eles querem aumentar o custo econômico para o Ocidente o máximo possível, porque é o que resta para eles. Do lado militar, os EUA têm superioridade”, afirma Spiess.

Com o fechamento do estreito atingindo em cheio, especialmente, o escoamento do petróleo, a escassez leva o preço do barril às alturas – e todo o ocidente pode, literalmente, pagar a conta.

Irã pode ter motivos para normalizar funcionamento do estreito de Ormuz em breve, segundo analista

Segundo Spiess, para o Irã, o interesse de aumentar os custos econômicos para o restante do mundo pode ser de curto prazo – porque o próprio país é dependente do funcionamento normal da passagem.

“Falamos muito do que sai do estreito, mas pouco do que entra”, afirma Spiess. No caso, Ormuz é a principal porta de entrada de comida para o Irã, considerando que a produção local é escassa.

Manter o estreito fechado por muito tempo gera o risco de uma crise humanitária na região, o que não estaria nos melhores interesses do governo.

Um dos principais aliados econômicos do Irã, a China, também tem interesse na reabertura do estreito.

O que o mercado quer que aconteça no futuro próximo?

O mercado, no meio do fogo cruzado, não gosta de incertezas. Para muito além da alta do petróleo, isso é o que também tem gerado estresse nos ativos de risco globais.

Inicialmente, os EUA anunciaram que o conflito tinha prazo para acabar: cerca de 5 semanas. Porém, esse prazo está próximo de terminar – e não há sinais de arrefecimento. “A falta de perspectiva para o final de um conflito é o que incomoda o mercado”, afirma Spiess.

Para o analista, uma normalização do estreito de Ormuz é uma das principais expectativas do mercado no momento. Sendo o encerramento do conflito, claro, como cenário ideal.

Porém, Spiess comenta que nem o fim da guerra seria suficiente para que tudo volte a ser como era antes, pelo menos no curto prazo.

“Não basta só encerrar, porque começaremos a ter um legado desse conflito. Vai demorar muito mais tempo para termos uma situação normalizada”, afirma.

Estados Unidos também têm seus motivos para não continuarem guerra no Oriente Médio

O analista traz alguns pontos, em especial, que podem influenciar os EUA a encerrarem a guerra eventualmente.

  • Custos do conflito

Os EUA já gastaram mais de US$ 20 bilhões com esse conflito – e somam cerca de US$ 39 trilhões de dívida até o momento.

“O fiscal americano, que já está problemático, está piorando ainda mais por conta do conflito”, afirma. Somadas às contas públicas, um outro fator vem para exercer ainda mais pressão:

  • Inflação

“Se você impede que haja o tráfego de petróleo, isso encarece o petróleo e seus derivados. Consequentemente, o combustível na bomba fica mais caro, e então precisamos de reajustes de preços. O medo de inflação é muito grande, porque se há mais inflação, precisamos de mais juros”, afirma Spiess.

Esse é o “efeito dominó” mais temido pelos mercados. O que começa com a alta do petróleo, pode “acabar desaguando em outros segmentos”, como transportes, fertilizantes e alimentos, segundo o analista.

“Todo mundo tem medo disso [inflação], inclusive o próprio Donald Trump”, afirma o analista. Especialmente porque 2026 é ano de midterms – as “eleições de meio de mandato” nos EUA.

  • Eleições de meio de mandato nos EUA

Segundo Spiess, não parece ser de interesse de Donald Trump chegar às eleições de meio de mandato (midterms), no mês de novembro, com uma economia norte-americana fragilizada.

Nesse caso, o encerramento da guerra seria um fator aliado: “Se o conflito acabar o quanto antes, os preços podem normalizar, e a pressão esperada para a inflação seria minimizada”, afirma.

Uma recomendação de investimento para se expor ao xadrez geopolítico do momento

Spiess explica que, após um conflito que afeta diretamente a cadeia de suprimentos mundial, empresas e indústrias são obrigadas a se reorganizarem em forma de novos investimentos.

Esse boom de capex implica em um boom de inflação que, consequentemente, traz um “playbook” clássico na reação dos mercados: a compra de ativos de proteção, como o ouro, e também de commodities.

Historicamente, commodities agrícolas tendem a entrar em rali após períodos de disrupção nos preços do petróleo.

Hoje, os preços ainda não estão acompanhando a última alta do barril, o que cria “uma tese muito interessante” ligada à possível valorização que esses ativos podem capturar no futuro próximo.

Com isso, para o analista, esse é um bom momento para o investidor se posicionar em ativos ligados ao setor: sua principal recomendação é o ETF CMDB11, que replica a performance de ações de empresas brasileiras produtoras e exportadoras de commodities.

“Estruturalmente, acredito que as commodities estão entrando em um bull market, para além de um ou outro conflito”, conclui.

Clique no vídeo abaixo para assistir a aula na íntegra e, assim, ouvir mais sobre a tese de investimento, além de todos os principais pontos abordados:

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Investimentos para jovens: por onde começar a investir na bolsa de valores?

25 de Março de 2026, 15:46

É comum que pais investidores estimulem e procurem as melhores oportunidades para que seus filhos possam investir na adolescência, sob boas orientações.

Olhando no longo prazo, ensinar o jovem a investir e lidar com finanças é uma medida educativa interessante. Além de aprender o valor do dinheiro, ela também pode vir a colher bons frutos no futuro.

É sempre bom lembrar que, para começar a investir antes dos 18 anos, menores de idade devem estar sempre sob supervisão dos responsáveis.

Qual é a carteira recomendada para que os jovens invistam na bolsa de valores?

Na visão do analista da Empiricus Research, Ruy Hungria, começar a investir na infância ou adolescência – sob orientação dos pais – pode trazer ganhos desde cedo.

“Nunca é tarde para começar, mas quanto antes qualquer pessoa começar a investir, melhor, pois ela conseguirá potencializar o efeito de juros sobre juros que os investimentos proporcionam e mais cedo conseguirá atingir sua liberdade financeira”, afirma Hungria.

Na hora de escolher os investimentos, o analista explica que tudo vai depender do valor disponível e do perfil do investidor, ou de seus responsáveis, para gerenciar o patrimônio.

“A classe de ativos dependerá do apetite por risco de cada um. Quem está no início da trajetória e tem foco maior em construção de patrimônio, é importante ter uma exposição maior a ações de empresas boas e com capacidade comprovada de crescimento”, indica o analista.

Nesse aspecto, Hungria aponta a carteira “As Melhores Ações da Bolsa” como uma boa alternativa.

“As Melhores Ações da Bolsa” são um bom passo inicial, segundo analista

O sucesso da série “As Melhores Ações da Bolsa” da Empiricus Research não é de hoje. Esta carteira é especialmente focada em empresas “compounders” da Bolsa brasileira, que entregam bons resultados sistematicamente. Atualmente, ela conta com 10 ações nacionais que combinam solidez e potencial de valorização em diversos setores, como:

  • Energia;
  • Financeiro;
  • Saúde;
  • Serviços;
  • Bem-estar.

A alocação em diferentes segmentos permite a redução do chamado “risco diversificável” de mercado. Para investidores jovens, esse tipo de alocação é interessante, pois ele tende a ser mitigado na mescla de empresas cujos desempenhos estão pouco correlacionados.

Por exemplo, se uma carteira conta com apenas empresas de logística e o preço dos combustíveis sobe drasticamente, a tendência é que todas elas sejam prejudicadas. Por outro lado, empresas de petróleo, tendem a lucrar mais com a venda de combustíveis a preços elevados.

Assim, se um portfólio hipotético investir tanto em uma empresa de logística como em uma petroleira, a tendência é a de que haja um equilíbrio e as perdas são diluídas.

QUERO CONHECER A LISTA COM ‘AS MELHORES AÇÕES DA BOLSA’

Jovens podem investir em small caps? Entenda como as ações iniciantes se encaixam nesse perfil de investidor

Na visão do analista Ruy Hungria, uma outra opção que pode ser interessante para investir ainda jovem são as small caps, ações de empresas com um valor de mercado relativamente baixo, geralmente negociadas por menos de R$ 2 bilhões no Brasil.

São papéis de empresas menores e menos conhecidas, com potencial de alta relevante por ainda não serem muito “notadas”. Porém, conforme ressalta o analista, elas também apresentam maior risco.

Na Empiricus, Hungria também lidera a carteira “Microcap Alert” focada nesses ativos, e reforça a mensagem: deve-se investir uma parte bem menor do portfólio nesses ativos. No histórico do portfólio, desde sua criação em julho de 2014, o portfólio já valorizou 539,39%, o equivalente a multiplicar um investimento em mais de 6 vezes.

Ou seja, se um adolescente tivesse começado a investir aos 15 anos, cerca de R$ 1 mil na época, atualmente já teria consolidado uma valorização de pelo menos R$ 6.390 – além de possíveis dividendos e eventuais aumentos de posição na carteira.

A boa notícia é que se você ficou interessado em conhecer de perto a carteira das “Melhores Ações da Bolsa” e/ou de “Microcap Alert”, as duas estão disponíveis em um “combo” só. Veja os detalhes a seguir de como acessar.

Empricus+: 11 assinaturas para investir a partir de agora e diversificar o patrimônio

O novo produto estilo “streaming” da Empiricus chega ao mercado com a proposta de multiplicar as oportunidades de diversificação de patrimônio para todos os seus assinantes.

Dessa forma, com um único acesso, você poderá explorar as principais recomendações de investimento dos analistas. São portfólios de ações, fundos de investimento, renda fixa e trading, para todos os tipos de estratégias com as classes de ativos, incluindo as carteiras de “As Melhores Ações da Bolsa” e a “Microcap Alert”

O Empiricus+ atualmente oferece duas opções de planos aos investidores:

  • Assinatura mensal com o valor de R$ 19,90. Nesse plano, você pode parar a assinatura a qualquer momento; ou
  • Um pacote de assinatura anual por 12x de R$ 14,90, que corresponde a 30% de desconto no valor do plano.

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Governo oferece R$ 15 bilhões a empresas afetadas por tarifas e Guerra no Oriente Médio

25 de Março de 2026, 14:10

O Brasil lançou um novo programa para oferecer financiamento a empresas que enfrentam dificuldades devido ao impacto das tarifas dos Estados Unidos e da guerra no Oriente Médio.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou nesta quarta-feira uma medida provisória que oferece R$ 15 bilhões em crédito para ajudar empresas afetadas por razões geopolíticas e instabilidade internacional, como a guerra no Oriente Médio e medidas tarifárias impostas pelo governo do Estados Unidos.

Uma ampla gama de empresas pode se qualificar, desde exportadores do setor industrial atingidos por tarifas até produtores de fertilizantes, considerados essenciais para reduzir a dependência do Brasil em relação às importações, interrompidas pela guerra.

A medida, noticiada inicialmente pelo jornal O Globo, marca uma nova fase do programa Brasil Soberano, lançado no ano passado após o presidente americano Donald Trump ter imposto tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras para os EUA.

Na época, o programa fazia parte de uma resposta mais ampla de Lula que ajudou a impulsionar sua popularidade. Agora, o líder de esquerda está lutando para conter o aumento dos custos dos combustíveis e as interrupções na oferta de fertilizantes, que ameaçam elevar a inflação e gerar insatisfação entre caminhoneiros, agricultores e empresários.

Os recursos serão direcionados para capital de giro, aquisição de bens de capital e investimentos voltados à adaptação da produção, ampliação da capacidade produtiva e investimentos em inovação tecnológica. Os recursos virão de superávits financeiros do Tesouro, do fundo garantidor de exportações e de outras fontes orçamentárias. 

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Governo Trump libera TotalEnergies de investir US$ 1 bilhão em energia eólica

24 de Março de 2026, 14:53

O governo Donald Trump liberou a TotalEnergies e seus parceiros de contratos de cerca de US$ 1 bilhão em projetos de energia eólica offshore, permitindo que a gigante francesa redirecione esses recursos para investimentos em petróleo e gás natural nos Estados Unidos.

Pelo acordo, a empresa não está mais comprometida a desenvolver parques eólicos nas costas de Nova York, Nova Jersey e Carolina do Norte, disse o secretário do Interior, Doug Burgum, durante a conferência CERAWeek, em Houston.

Reverter políticas climáticas

Em troca dos novos investimentos em combustíveis fósseis, os EUA vão reembolsar a TotalEnergies “dólar por dólar” até o valor pago originalmente pelos contratos, segundo comunicado do Departamento do Interior.

A ofensiva do presidente Donald Trump contra a energia eólica offshore faz parte de um esforço mais amplo para reverter políticas climáticas da era Biden e reforçar o apoio aos combustíveis fósseis. Tentativas de barrar a construção de cinco parques eólicos no mar, porém, têm enfrentado reveses na Justiça nos últimos meses.

O CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanne, afirmou que a empresa vai “acelerar” os investimentos em gás natural liquefeito (GNL) nos EUA. Segundo ele, o acordo não altera o compromisso da companhia com a energia eólica em outros países.

A empresa disse ainda que estudos indicam que projetos de eólica offshore nos EUA — ao contrário da Europa — são caros e podem encarecer a energia para os consumidores.

A TotalEnergies, já a maior exportadora de GNL dos EUA, pretende reinvestir os valores reembolsados para financiar o projeto Rio Grande LNG, no Texas, e outras atividades de petróleo e gás no país.

“Esses investimentos vão ajudar a fornecer GNL necessário para a Europa e gás para o desenvolvimento de data centers nos EUA”, disse Pouyanne.

A unidade Attentive Energy, da TotalEnergies, havia obtido licença para desenvolver mais de 3 gigawatts de energia eólica offshore entre Nova York e Nova Jersey — suficiente para abastecer mais de 1 milhão de residências. O contrato, concedido em 2022, custou US$ 795 milhões.

Posteriormente, a empresa vendeu uma participação de 44% no projeto por US$ 420 milhões para investidores, incluindo a Macquarie Group. A Total também havia obtido outro contrato, de 1 gigawatt, na costa da Carolina do Norte, por US$ 160 milhões.

As discussões sobre a desistência dos contratos foram noticiadas anteriormente pelo New York Times.

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Minha Casa Minha Vida passa a atender famílias com renda até R$ 13 mil mensais

24 de Março de 2026, 13:25

O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida ganhou novos teto salarial e valor máximo de imóvel que pode ser financiado dentro das taxas subsidiadas. Todas as quatro faixas foram reajustadas e o limite máximo de renda familiar mensal passou de R$ 12 mil para R$ 13 mil.

As mudanças foram aprovadas pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nesta terça-feira (24).

Com as alterações, a Faixa 1 passa a atender famílias com renda mensal até R$ 3,5 mil. Na regra antiga, o teto era de R$ 2.850.

Já a Faixa 2 passou de R$ 4.700 para até R$ 5 mil, enquanto a Faixa 3 avançou de R$ 8,6 mil para R$ 9,6 mil.

O mesmo incremento foi aplicado ao teto da Faixa 4, voltada à classe média. O limite subiu R$ 1 mil para R$ 13 mil.

Os valores máximos de imóveis que podem ser financiados no programa também subiu. A Faixa 3 teve um incremento de R$ 50 mil. Esse segmento vai atender aquisições de residências de até R$ 400 mil.

Na Faixa 4, o limite subiu R$ 100 mil e agora as famílias poderão comprar imóveis com valor de até R$ 600 mil.

A última grande mudança do programa ocorreu em abril do ano passado. Foi justamente a criação da Faixa 4 para atender famílias de classe média, que acabaram excluídas do crédito imobiliário no atual cenário de juros altos.

As taxas dos empréstimos não mudaram. A Faixa 1 continua com juros de até 4,25% ao ano. Na Faixa 2, as taxas vão até 7%, enquanto na 3, os custos podem alcançar 8,16% anuais. A Faixa 4 tem taxas de até 10,5% ao ano.

Lula sanciona lei que permite venda de medicamentos em áreas de farmácias em supermercados

23 de Março de 2026, 07:53

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que autoriza a venda de medicamentos em farmácias e drogarias instaladas em supermercados. O texto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU).

“É permitida a instalação de farmácia ou drogaria na área de venda de supermercados, desde que em ambiente físico delimitado, segregado e exclusivo para a atividade farmacêutica, independente dos demais setores do supermercado, operada diretamente, sob mesma identidade fiscal, ou mediante contrato com farmácia ou drogaria licenciada e registrada nos órgãos competentes, observadas as exigências legais, sanitárias e técnicas aplicáveis, inclusive quanto a dimensionamento físico, estrutura de consultórios farmacêuticos, recebimento, armazenamento, controle de temperatura, ventilação, iluminação e umidade, rastreabilidade, dispensação, assistência e cuidados farmacêutico”, diz a lei.

Guerra do Irã estressa os mercados; Ibovespa em dólar cai hoje (23)

23 de Março de 2026, 07:12

 Os mercados globais operam em queda nesta segunda-feira (23), pressionados pela escalada das tensões entre Irã e os Estados Unidos, em meio à troca de ameaças entre Teerã e o presidente Donald Trump.

O conflito na região entra em sua quarta semana em um cenário considerado crítico, à beira de uma escalada mais intensa. Durante o fim de semana, a crise se intensificou: no sábado, o presidente norte-americano declarou que, caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado por 48 horas, poderá ordenar ataques à infraestrutura energética iraniana.

Em resposta, Teerã lançou novos ataques, após prometer retaliação às ameaças de Washington, elevando ainda mais o nível de tensão entre as duas potências.

No mercado de commodities, os preços do petróleo seguem em alta, refletindo o risco de interrupções no fornecimento global. O movimento intensifica preocupações com um possível efeito cascata sobre a inflação global.

Mercado brasileiro

 Por aqui, os investidores aguardam a divulgação do Relatório Focus, o primeiro após o corte de 0,25 ponto percentual da Selic pelo Copom na última reunião. Na temporada de balanços do quarto trimestre, o destaque vai para os dados da Movida (MOVI3).

  • Ibovespa: No último pregão, o Ibovespa (IBOV) terminou as negociações com queda de 2,25%, aos 176.219,40 pontos. Na semana, o Ibovespa recuou 0,81%.
  • Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,3092, com alta de 1,79%. Apesar da forte valorização de hoje, o dólar acumulou queda de 0,13% ante o real na semana.
  •  O iShares MSCI Brazil (EWZ) — principal ETF brasileiro negociado em Nova York — sobe 0,05% no pré-market, cotado a US$ 36,52.

Mercados internacionais

 Na Ásia, as bolsas fecharam em baixa. Na Europa, os principais índices também operam no negativo, enquanto os futuros de Nova York indicam abertura em queda.

  • Petróleo: Os preços do petróleo avançam.
  • Criptomoedas: O mercado cripto está em baixa. O bitcoin (BTC) cai 0,6%, negociado em torno de US$ 68 mil. O ethereum (ETH) recua 1,9%, cotado a US$ 2 mil.

Agenda: Veja a programação para hoje

Indicadores

  • 7h – Zona do euro – Balança comercial

Lula

  • O presidente não tem compromissos agendados para hoje

Dario Durigan

  • A agenda do ministro não foi divulgada

Gabriel Galípolo

  • 11h – ​Reunião com Luiz Antonio Guariente, Auditor do Instituto dos Auditores Internos do Brasil (IIA Brasil)
  • 15h30 – ​Reunião com Deputado Federal Rodrigo Rollemberg (PSB/DF)

Confira os mercados nesta manhã

Bolsas asiáticas

  • Tóquio/Nikkei: -3,68%
  • Hong Kong/Hang Seng: -3,54%
  • China/Xangai: -3,63%

Bolsas europeias (mercado aberto)

  • Londres/FTSE100: -2,13%
  • Frankfurt/DAX: -2,06%
  • Paris/CAC 40: -1,91%

Wall Street (mercado futuro)

  • Nasdaq: -0,70%
  • S&P 500: -0,63%
  • Dow Jones: -0,49%

Commodities

  • Petróleo/Brent: +2,33%, a US$ 108,87 barril
  • Petróleo/WTI: +1,18%, a US$ 99,37 barril
  • Ouro:  -6,92%, a US$ 4.292,90 por onça-troy

Criptomoedas

  • Bitcoin (BTC): -0,6%, a US$ 68.309,24
  • Ethereum (ETH): -1,9%, a US$ 2.044,57

Agenda: Ata do Copom e prévia da inflação podem redefinir apostas para a Selic; confira os indicadores desta semana

22 de Março de 2026, 12:00

A semana deve funcionar como um teste direto para o cenário traçado pelo Banco Central após o corte da taxa Selic, com a agenda doméstica concentrando os principais gatilhos para o mercado.

O destaque absoluto fica para a quinta-feira (26), quando serão divulgados o IPCA-15 e o Relatório Trimestral de Inflação (RTI). A prévia da inflação é vista como o principal termômetro da semana e pode reforçar (ou colocar em dúvida) a continuidade do ciclo de cortes de juros. Já o RTI deve trazer mais detalhes sobre as projeções e o balanço de riscos da autoridade monetária.

Antes disso, na terça-feira (24), a ata do Copom ajuda a calibrar as expectativas ao detalhar o racional da decisão recente e sinalizar os próximos passos da política monetária.

A semana começa com o Boletim Focus na segunda-feira (23), importante para medir eventuais mudanças nas projeções do mercado, enquanto a sexta-feira (27) traz a taxa de desemprego, indicador relevante para avaliar o ritmo da atividade econômica.

No exterior, a agenda também traz pontos relevantes, especialmente nos Estados Unidos. Os dados de atividade, como os PMIs de indústria e serviços, ajudam a medir o fôlego da economia, enquanto os números do mercado de trabalho seguem no radar por sua influência nas decisões do Federal Reserve.

Além disso, indicadores como a confiança do consumidor e as expectativas de inflação da Universidade de Michigan devem oferecer pistas sobre o comportamento das famílias e a ancoragem inflacionária. Discursos de dirigentes do Fed ao longo da semana também podem ajustar as apostas do mercado para os juros.

Na Europa, os PMIs e a inflação do Reino Unido ajudam a mapear o ritmo de atividade em meio a um cenário ainda frágil, enquanto falas de autoridades do Banco Central Europeu podem sinalizar os próximos passos da política monetária na região.

Mesmo assim, em um ambiente de incertezas globais, a dinâmica doméstica, especialmente a inflação, tende a seguir como principal vetor para os mercados locais.

Confira a agenda de indicadores entre 23 e 29 de março (horário de Brasília):

Brasil

  • Segunda-feira (23)
    8h25 – Boletim Focus
  • Terça-feira (24)
    8h00 – Ata do Copom
  • Quarta-feira (25)
    8h00 – Confiança do Consumidor FGV
    14h30 – Fluxo Cambial Estrangeiro
  • Quinta-feira (26)
    8h00 – Relatório Trimestral de Inflação
    9h00 – IPCA-15
    9h00 – Reunião do CMN
  • Sexta-feira (27)
    8h30 – Investimento Estrangeiro Direto
    8h30 – Transações Correntes
    9h00 – Taxa de Desemprego

Estados Unidos

  • Segunda-feira (23)
    11h00 – Gastos com Construção
  • Terça-feira (24)
    9h15 – Relatório ADP
    10h45 – PMI Industrial
    10h45 – PMI de Serviços
    10h45 – PMI Composto
    19h30 – Discurso de Michael Barr (Fed)
  • Quinta-feira (26)
    9h30 – Pedidos iniciais de seguro-desemprego
    9h30 – Pedidos contínuos de seguro-desemprego
    17h30 – Balanço do Federal Reserve
    20h10 – Discurso de Michael Barr (Fed)
  • Sexta-feira (27)
    9h30 – Estoques do Varejo
    11h00 – Confiança do Consumidor
    11h00 – Expectativas de inflação
    12h30 – Discurso de Mary Daly (Fed)

Zona do Euro

  • Terça-feira (24)
    6h00 – PMI Industrial
    6h00 – PMI de Serviços
    6h00 – PMI Composto
  • Quarta-feira (25)
    5h45 – Discurso de Christine Lagarde (BCE)

Reino Unido

  • Terça-feira (24)
    6h30 – PMI de Serviços
    6h30 – PMI Composto
  • Quarta-feira (25)
    4h00 – CPI
    4h00 – PPI
  • Sexta-feira (27)
    4h00 – Vendas no Varejo
    4h00 – Núcleo de Varejo

Japão

  • Segunda-feira (23)
    8h00 – Relatório Mensal do BoJ
    20h30 – CPI
    21h30 – PMI de Serviços
  • Terça-feira (24)
    20h50 – Ata de Política Monetária
  • Quinta-feira (26)
    2h00 – CPI

IR 2026: Período para declaração começa amanhã (23); veja prazo e datas de restituição

22 de Março de 2026, 10:55

A época de prestar contas à Receita Federal chegou. Na segunda-feira (23), às 8h, começa o período de declarações do Imposto de Renda 2026, com um período mais curto do que em anos anteriores. O prazo para declarar encerra em 29 de maio, às 23h59.

A expectativa da Receita é receber cerca de 44 milhões de declarações neste ano. Vale destacar que o Programa Gerador da Declaração (PGD) já está disponível para download desde o dia 20 de março.

O PGD pode ser baixado neste link. Além disso, o contribuinte pode preencher a declaração pela internet, pelo site Meu Imposto de Renda, ou pelo celular e tablet, usando o aplicativo da Receita Federal, disponível para sistemas Android e iOS.

A declaração pré-preenchida do Imposto de Renda Pessoa Física 2026, referente ao ano-base 2025, pode ser acessada desde o início do período de entrega.

Quem precisa declarar o IR 2026

  • Quem recebeu, em 2025, rendimentos tributáveis sujeitos ao ajuste anual acima de R$ 35.584, como salários, pró-labore, aluguéis, aposentadorias e pensões;
  • Quem recebeu, em 2025, rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil, incluindo aplicações financeiras, doações, heranças, partilha de divórcio, meações, indenizações, pensões alimentícias, dividendos e juros sobre capital próprio;
  • Quem obteve, em 2025, receita bruta anual da atividade rural superior a R$ 177.920;
  • Quem possuía, em 31 de dezembro de 2025, bens e direitos, inclusive terra nua, com valor total acima de R$ 800 mil;
  • Quem teve, em qualquer mês de 2025, ganho de capital na venda de bens ou direitos, sujeito à incidência de imposto, como na venda de imóveis ou criptomoedas;
  • Quem realizou, em 2025, operações de alienação de ativos negociados em bolsa, com valor total acima de R$ 40 mil ou que tenham gerado ganho líquido sujeito a imposto;
  • Quem obteve lucro na venda de imóveis residenciais em 2025, mas se enquadrou em situações de isenção total ou parcial de imposto sobre ganho de capital;
  • Quem pretende compensar prejuízos da atividade rural ou de operações em bolsa;
  • Quem optou por declarar bens, direitos e obrigações de entidades controladas no exterior como se fossem de propriedade direta (offshore transparente);
  • Quem era titular, em 31 de dezembro, de trusts ou contratos semelhantes regidos por leis estrangeiras;
  • Quem recebeu do exterior, em 2025, rendimentos de aplicações financeiras, lucros e dividendos;
  • Quem pretende compensar prejuízos de aplicações financeiras no exterior;
  • Quem se tornou residente no Brasil em qualquer mês de 2025 e estava nessa condição em 31 de dezembro, mesmo que não se enquadre em outros critérios de obrigatoriedade.

Restituição do Imposto de Renda

Uma das mudanças no Imposto de Renda em 2026 é a redução no número de lotes de restituição, que passaram de cinco para apenas quatro parcelas mensais, pagas entre maio e agosto.

Calendário de Restituição 2026:

  • 1º Lote: 29 de maio (Prioridades legais).
  • 2º Lote: 30 de junho.
  • 3º Lote: 31 de julho.
  • 4º Lote: 31 de agosto.

*Com Seu Dinheiro

O sucesso industrial da China virou um problema diplomático. E Pequim sabe disso

22 de Março de 2026, 09:34

O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, prometeu responder às preocupações de parceiros comerciais com o grande superávit da China, num sinal de que Pequim teme que o tema prejudique suas relações com mais países durante a trégua com os Estados Unidos na disputa tarifária.

“Levamos a sério as preocupações de nossos parceiros comerciais e estamos prontos para trabalhar com todas as partes para promover um desenvolvimento saudável e equilibrado do comércio”, disse Li em um discurso de abertura no Fórum de Desenvolvimento da China, em Pequim, no domingo (22).

“Também vamos ampliar ainda mais o acesso ao mercado no setor de serviços e aumentar as importações de produtos médicos e de saúde, tecnologias digitais e serviços de baixo carbono, para oferecer mais oportunidades de negócios a empresas estrangeiras”, acrescentou.

A China registrou no ano passado um superávit comercial recorde de US$ 1,2 trilhão, e as exportações seguiram em forte alta nos dois primeiros meses deste ano, ampliando a preocupação em vários países com o futuro de suas próprias indústrias.

Estados Unidos e China travaram uma grande guerra comercial em 2025, que foi colocada em pausa com uma trégua de um ano acertada pelo presidente Donald Trump e pelo líder chinês Xi Jinping em outubro. Em dezembro, o presidente francês, Emmanuel Macron, alertou que a União Europeia poderia ser forçada a adotar “medidas fortes” contra a China, incluindo possíveis tarifas, se Pequim não enfrentar o desequilíbrio comercial crescente com o bloco.

As autoridades chinesas já tomaram algumas medidas para aliviar as tensões comerciais, entre elas a redução de incentivos tributários à exportação para centenas de produtos, como células solares e baterias.

Essa força industrial, porém, convive com uma economia fragilizada pelo consumo doméstico fraco. Setores como o de energia solar também sofrem com excesso de capacidade e concorrência acirrada nos preços.

Li afirmou que, “nos últimos anos, fizemos progressos positivos no enfrentamento da competição de estilo involutivo”.

Falando no mesmo fórum, o presidente do Banco do Povo da China, Pan Gongsheng, defendeu o superávit em conta corrente do país, dizendo que ele “é alocado entre diferentes regiões e setores do mundo por meio do investimento externo de empresas chinesas e dos bancos”.

Li Qiang, o premiê Chinês. Foto: Bloomberg

Segundo ele, esse superávit “tem sustentado o crescimento econômico global e a estabilidade financeira”.

O Fórum de Desenvolvimento da China foi criado em 2000 com apoio do então premiê Zhu Rongji. O evento costuma ocorrer logo após o encerramento das duas principais reuniões políticas anuais do país e atrai CEOs de grandes corporações, que conversam com autoridades sobre as prioridades econômicas e de política pública de Pequim.

No domingo, o CEO da Apple, Tim Cook, elogiou as inovações de desenvolvedores chineses e a automação das fábricas no país. Os comentários vieram dias depois de o principal jornal do Partido Comunista criticar a fabricante do iPhone por práticas monopolistas.

Neste ano, nenhum executivo japonês apareceu na lista oficial de participantes. As relações entre Pequim e Tóquio se deterioraram depois que a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sugeriu que as Forças Armadas do país poderiam ser mobilizadas no caso de uma invasão chinesa de Taiwan.

O número 2 do Fundo Monetário Internacional, Dan Katz, afirmou no fórum que Pequim “pode fazer mais para estimular o consumo e a demanda doméstica — especialmente por serviços — elevando a renda das famílias e reduzindo os incentivos à poupança por precaução”.

Isso exigiria, segundo ele, “deslocar recursos hoje destinados a subsídios industriais e infraestrutura para programas de proteção social e para a estabilização do setor imobiliário, de modo a dar aos cidadãos confiança para gastar mais e poupar menos”.

Também significaria transferir parte da carga tributária das famílias de classe média para as mais ricas e reduzir isenções concedidas a empresas, acrescentou Katz.

A guerra no Irã também amplia os riscos para a economia chinesa. Custos mais altos de combustíveis e matérias-primas podem pressionar ainda mais as margens de lucro da indústria.

Li não mencionou diretamente o conflito, mas disse que “o desenvolvimento de alguns focos de tensão é profundamente preocupante”.

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Trump dá ultimato ao Irã e ameaça bombardear usinas se Hormuz não reabrir

22 de Março de 2026, 09:13

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu ao Irã um prazo de dois dias para reabrir o Estreito de Hormuz ou ver suas usinas de energia serem bombardeadas, elevando o tom de uma guerra que, já em sua quarta semana, não mostra sinais de desescalada.

Trump, num indicativo da pressão que enfrenta para conter a disparada dos preços do petróleo, disse que o Irã precisa “abrir totalmente, sem ameaças” a via marítima vital para o fluxo global de energia. Ele deu ao país 48 horas “a partir deste exato momento”, em uma postagem na Truth Social publicada no fim da noite de sábado (21).

Os militares iranianos responderam dizendo que vão mirar “toda a infraestrutura de energia, tecnologia da informação e dessalinização pertencente aos EUA e ao regime israelense na região” caso a infraestrutura de combustíveis e energia do Irã seja atacada, segundo a agência semioficial Tasnim. A TV estatal iraniana publicou relatos semelhantes.

A retórica indica que nenhum dos lados está disposto a recuar. A guerra — iniciada com ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã em 28 de fevereiro — já desencadeou uma crise inédita no fornecimento de petróleo e gás. As ameaças mais recentes vieram depois de uma semana de ataques pesados contra infraestrutura energética crucial no Oriente Médio, aprofundando o risco de efeitos mais duradouros sobre a economia global.

Os fluxos de petróleo e gás provavelmente levarão tempo para voltar ao normal mesmo depois da reabertura do Estreito de Hormuz, já que muitos locais de produção foram danificados. Os bloqueios também estão provocando escassez de fertilizantes e nutrientes agrícolas, o que eleva a perspectiva de disrupções graves na produção de alimentos.

Estados Unidos e Israel continuaram, no domingo, a atacar alvos no Irã, que por sua vez segue lançando mísseis e drones contra Israel e países árabes do Golfo.

Mais de 4 mil pessoas morreram em toda a região, segundo governos e organizações não governamentais, sendo mais de três quartos das vítimas no Irã. No Líbano, onde Israel intensificou a ofensiva contra militantes do Hezbollah apoiados por Teerã, o número de mortos já supera 1 mil. Dezenas de pessoas morreram em Israel e em países árabes.

Os ataques com mísseis iranianos contra Israel se intensificaram nos últimos dias. No sábado, cerca de 115 pessoas ficaram feridas nas cidades de Arad e Dimona, no sul do país — esta última conhecida por dar nome a uma instalação de pesquisa nuclear nas proximidades. A mídia iraniana afirmou que o ataque foi uma retaliação a uma ofensiva contra a instalação nuclear de Natanz.

“Esta é uma noite muito difícil na luta pelo nosso futuro”, disse o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acrescentando que estava reforçando as equipes de resgate nas áreas atingidas.

Donald Trump está com terno escuro e gravata vermelha, e aponta para à esquerda

Falando no domingo, Netanyahu pediu que líderes de outros países se juntem à guerra e afirmou que alguns já começam a dar sinais nessa direção. “Fico feliz em dizer que consigo ver alguns deles começando a se mover nessa direção”, afirmou.

A nova ameaça de Trump ao Irã veio um dia depois de ele dizer que estava pensando em “reduzir” as operações militares e que a responsabilidade por vigiar Hormuz caberia a outros países. Isso exemplifica os sinais contraditórios enviados pelo presidente ao longo da guerra, deixando governos e mercados correndo para acompanhar os desdobramentos.

O tráfego por Hormuz — por onde normalmente passa cerca de um quinto da oferta mundial de petróleo e gás natural liquefeito — praticamente parou desde o início da guerra. O barril do Brent disparou para mais de US$ 112, o maior nível em quase quatro anos. Também subiram os preços da gasolina nos Estados Unidos, dos fertilizantes e de vários metais transportados por Hormuz.

Autoridades iranianas relutam até mesmo em discutir a reabertura do estreito, enquanto concentram esforços em sobreviver à ofensiva de EUA e Israel, segundo uma pessoa envolvida em contatos diretos e de alto nível com Teerã.

Alguns países, no entanto, vêm encontrando formas de fazer cargas atravessarem o corredor. A Marinha iraniana escoltou um navio-tanque indiano de gás natural liquefeito pelo estreito após articulação diplomática de Nova Déli. O Irã afirmou que a passagem está aberta a todos, exceto embarcações ligadas a países inimigos.

Até agora, Estados Unidos e Israel evitaram em grande parte atacar usinas de energia e instalações de água do Irã. Israel chegou a bombardear depósitos de combustível em Teerã duas semanas atrás, provocando nuvens de chuva ácida e atraindo críticas veladas dos Estados Unidos, que avaliaram a ação como um erro estratégico capaz de voltar a população iraniana contra a ofensiva.

Israel e Estados Unidos falaram em mudança de regime nos primeiros dias da guerra, mas agora enfatizam objetivos mais limitados, como destruir as capacidades nuclear e de mísseis do Irã. O regime iraniano não parece perto de colapsar, e autoridades vêm se reagrupando em torno das lideranças remanescentes, segundo avaliações de inteligência ocidentais e pessoas familiarizadas com o assunto.

O Irã tem cerca de 100 usinas termelétricas a gás natural em operação, segundo dados compilados pela Bloomberg. Entre as maiores estão a usina de Damavand, perto de Teerã; a de Ramin, ao norte de Ahvaz, no oeste do país; e a de Kerman, em Chatroud, no sudeste.

Os ativos energéticos do Oriente Médio vêm entrando cada vez mais no centro do conflito à medida que os ataques se ampliam. Israel bombardeou o campo de gás de South Pars na quarta-feira passada, e o Irã retaliou com ataques contra a maior instalação de gás natural liquefeito do mundo, no Catar, além de outros ativos energéticos no Golfo.

Os preços do petróleo em Londres subiram mais de 50% desde o início da guerra, reacendendo temores de inflação global. A disparada dos preços — especialmente da gasolina — traz riscos políticos para Trump dentro dos Estados Unidos, faltando apenas oito meses para as eleições legislativas de meio de mandato.

Os Estados Unidos estão produzindo volumes recordes de petróleo e gás no mercado doméstico, mas regiões como Europa, China e Japão dependem mais dos recursos energéticos do Oriente Médio.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou no sábado que a campanha conjunta será intensificada de forma significativa, um dia depois de Teerã lançar mísseis balísticos contra a base militar conjunta de EUA e Reino Unido em Diego Garcia — a quase 4 mil quilômetros do Irã.

A base não sofreu danos, segundo uma pessoa a par do assunto que falou sob condição de anonimato. Ainda assim, o ataque demonstrou uma capacidade que vai além do que se sabia até então sobre o arsenal iraniano.

Os esforços de Trump para mobilizar aliados dos Estados Unidos na reabertura do estreito ao tráfego comercial em larga escala têm sido, em grande medida, rejeitados. Em resposta, o presidente americano atacou verbalmente membros da Otan, chamando-os de “covardes” por não aderirem à operação.

Guerra no Oriente Médio ameaça fertilizantes usados na soja

21 de Março de 2026, 13:15

A guerra no Oriente Médio provocou grandes disrupções na oferta global de nutrientes agrícolas à base de nitrogênio. Agora, uma ameaça potencialmente maior começa a surgir em outra frente importante do mercado de fertilizantes.

Desde o início do conflito, o foco tem estado na ureia, um fertilizante nitrogenado fundamental para culturas como o milho. Os preços do insumo dispararam à medida que a guerra bloqueia embarques pelo Estreito de Hormuz, levando produtores rurais a correr atrás de abastecimento. O que tem passado mais despercebido em meio ao caos é o risco para os fertilizantes fosfatados — essenciais para lavouras como a soja, uma das bases da produção mundial de alimentos.

O Oriente Médio responde por apenas cerca de um quinto do comércio global de três produtos-chave de fosfato, segundo o The Fertilizer Institute. Mas quase metade da oferta mundial de enxofre — que é transformado em ácido sulfúrico, insumo usado no processamento de fertilizantes fosfatados — vem de países do Oriente Médio vulneráveis a interrupções no Estreito de Hormuz.

Os efeitos ao longo da cadeia podem começar a se tornar “exponenciais” se o conflito durar muito mais tempo, à medida que os produtores consumirem seus estoques já existentes de enxofre e ácido sulfúrico, disse Andy Hemphill, analista do mercado de ácido sulfúrico na plataforma de preços de commodities ICIS.

Isso é uma má notícia para a oferta global de alimentos, que depende do fosfato para sustentar o crescimento de tudo, de soja a batata. O conflito já alimenta preocupações com inflação e segurança alimentar. Também representa uma nova ameaça aos agricultores americanos, que já vinham enfrentando anos de custos de produção elevados. Quase 80% do fósforo usado nos Estados Unidos é aplicado em lavouras de soja e milho, que depois são transformadas tanto em ração animal quanto em combustível.

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Fertilizantes: a estratégia da Petrobras para reduzir a dependência externa do agro. petrobras fertilizantes agro

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Mesmo antes da guerra, a oferta tanto de fosfato quanto de enxofre já estava apertada. Os preços do enxofre haviam disparado para níveis recordes, impulsionados em parte pela demanda da indústria de mineração, que usa ácido sulfúrico para extrair metais como cobre e níquel. As exportações russas foram limitadas pela guerra na Ucrânia e por uma proibição de exportações, enquanto a China reduziu os embarques de fosfato para priorizar o consumo doméstico.

A política comercial dos Estados Unidos adicionou mais pressão. Tarifas impostas em 2023 sobre o fosfato do Marrocos — ainda em vigor — e tarifas mais amplas implementadas no ano passado pelo presidente Donald Trump limitaram as importações.

“O fosfato já tinha problemas de sobra antes mesmo de a guerra começar. A guerra apenas piorou uma situação que já era ruim”, disse Josh Linville, vice-presidente da área de fertilizantes da corretora StoneX Group. “Eu diria até que ele está quase em situação pior do que a ureia e os nitrogenados hoje.”

Houve esforços para recompor estoques, especialmente de fosfato, depois que fertilizantes foram poupados de algumas tarifas no fim do ano passado, disse Veronica Nigh, economista-chefe do The Fertilizer Institute. Mas, segundo ela, o verdadeiro desafio está na oferta de enxofre. O conflito em Israel já havia elevado tanto os preços do insumo que parte da produção de fosfato acabou sendo paralisada.

Ilustração: João Brito

“O enxofre é usado em muitas coisas e, se estivermos num cenário de oferta restrita, fertilizantes podem não ser o primeiro destino desse enxofre”, disse Nigh. “Pode ser um problema mais prolongado.”

Os contratos de enxofre em Tampa — uma referência importante nos EUA, com liquidação trimestral — atingiram preço recorde no fim de janeiro, segundo dados da Bloomberg Green Markets desde 2012. Já os preços em Nova Orleans do fosfato diamônico, o fertilizante fosfatado mais usado do mundo, estão no maior nível em quase quatro meses.

Os produtores de fertilizantes tendem a ficar pressionados, já que compradores concorrentes, especialmente mineradoras, conseguem pagar mais, disse Faraz Ahmed, diretor da trading Montage Commodities, sediada nos Emirados Árabes Unidos. O impacto sobre os preços dos fertilizantes fosfatados pode aparecer já em abril, quando a Índia costuma aumentar as compras para sua produção doméstica — um movimento que pode empurrar o mercado para um “modo de pânico”, afirmou.

A situação reforça, nos Estados Unidos, os apelos por mais estabilidade nesse mercado. Os agricultores dependem de três grandes famílias de fertilizantes: nitrogenados, fosfatados e potássicos. Apenas esta última, majoritariamente abastecida pelo Canadá e aplicada junto com fosfato em lavouras de soja, está relativamente protegida do atual choque global de oferta.

Entidades do setor agrícola pressionam o governo americano a suspender as tarifas sobre fertilizantes do Marrocos, país que detém as maiores reservas mundiais de rocha fosfática. O argumento é que os preços elevados e os riscos geopolíticos já reduziram a necessidade de medidas protecionistas.

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Essas tarifas — impostas em 2021, depois que a Mosaic, da Flórida, pediu ao Departamento de Comércio uma investigação — estão atualmente em revisão. A American Farm Bureau Federation pediu a Trump a suspensão temporária dessas taxas, enquanto uma coalizão com alguns dos maiores grupos agrícolas dos EUA solicitou na semana passada que a Mosaic e a JR Simplot retirassem seu apoio à manutenção das tarifas. Em 17 de março, as empresas enviaram cartas ao Departamento de Comércio informando que pretendem participar da revisão conduzida pelo órgão.

Enquanto isso, o problema de acessibilidade já reduz a demanda. David Delaney, CEO da produtora de fosfato Itafos, afirmou esperar uma queda de cerca de 20% no uso de fosfato nos Estados Unidos nos 12 meses encerrados em junho. As restrições de oferta podem aprofundar esse recuo — especialmente se os agricultores plantarem mais soja no lugar de milho, para escapar dos altos custos dos fertilizantes nitrogenados.

“Vai continuar apertado na primavera, no verão e no outono”, disse Delaney. “Com um corte de 20%, talvez haja produto suficiente para atravessar a primavera. Mas a gente termina a temporada com os estoques completamente zerados.”

Solução para restrição de oferta de combustíveis é reajuste da Petrobras, dizem fontes do setor

20 de Março de 2026, 18:35

A solução para a atual crise de restrição de oferta de combustíveis no Brasil seria um reajuste de preços pela Petrobras (PETR4), para que se abra novamente uma janela de importação e mais agentes tenham segurança de trazer o produto do exterior e remunerar suas atividades, afirmaram fontes diversas do setor de distribuição à Reuters.

“Enquanto a Petrobras não equalizar seus preços aos dos importados e mantiver a prática de não atender pedidos adicionais e suspender leilões — mesmo que estes cheguem a negociar produtos, em alguns casos, a até R$2,50 por litro acima do preço de lista — a situação tende a se agravar”, disse uma fonte do setor, na condição de anonimato.

Com sua produção, a Petrobras responde por mais de 50% do consumo de diesel no país, com aproximadamente 20% vindo das refinarias privadas e o restante da importação, realizada por uma série de players, entre grandes e pequenos — e pela própria estatal.

Por isso a importância de equiparar as cotações do país, que estão defasadas em mais de 70% em relação ao produto no exterior, para viabilizar as compras externas, e a retomada dos leilões, que incluem o produto importado pela Petrobras, disseram as fontes.

Na véspera, a agência reguladora ANP pediu que a Petrobras retome leilões de combustíveis, que foram interrompidos repentinamente no início da semana, após o sindicato Sindicom, que representa as distribuidoras nacionais Raízen, Vibra e Ipiranga, apontar riscos ao abastecimento em carta enviada à autarquia e ao governo. A associação Brasilcom, que representa mais de 40 distribuidoras regionais, também manifestou preocupação com o abastecimento, fazendo coro contra a ausência de paridade com o diesel importado.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, justificou a jornalistas na semana passada que a parada foi para reavaliar estoques, sem dar detalhes, e a companhia ainda não indicou se as concorrências serão retomadas.

Questionada sobre o pedido da ANP, a Petrobras afirmou que analisaria o assunto, mas destacou que continua entregando ao mercado todo o volume de combustíveis produzidos em suas refinarias, que estão operando em carga máxima. A petroleira relatou também que tem ampliado e antecipado entregas às distribuidoras, fornecendo volumes cerca de 15% superiores aos montantes acordados no início do mês.

A paralisação das ofertas extras de diesel pela petroleira em leilões, que estavam sendo negociadas entre R$1,80 e R$2,00 por litro acima do preço de referência das refinarias da própria companhia, segundo entidades do setor, ocorre enquanto o governo busca meios para evitar o impacto ao consumidor, em meio a um ano importante de eleições.

O governo cortou tributos federais sobre os combustíveis e lançou um programa de subsídio ao diesel. Agora, tem feito pressão sobre os Estados, para que eles reduzam o ICMS sobre os combustíveis, enquanto tem conseguido evitar uma greve de caminhoneiros.

“Se o governo quer salvar os caminhoneiros, pode reativar o cartão do caminhoneiro, ao invés de pressionar Estados a perder ICMS, ameaçar agentes privados com tabela de preços”, disse uma outra fonte de uma distribuidora. “Tabelar fretes mais altos como estão fazendo vira preço no final… vai impactar até o diesel, a gasolina, o etanol.”

As medidas do governo, segundo fontes e especialistas, buscam endereçar impactos ao consumidor, mas não atenuam as restrições à oferta, já sentidas pelo mercado, e muito menos os riscos ao desabastecimento nacional.

Procurada para comentar as afirmações das pessoas integrantes do mercado de combustíveis, a Petrobras não comentou o assunto imediatamente.

Inexorável

Mas, segundo fontes do mercado, o impacto da disparada recente dos preços do petróleo no mercado externo chega ao consumidor brasileiro de qualquer forma, mesmo que atenuado por algumas medidas do governo, uma vez que o Brasil não é autossuficiente na produção de combustíveis.

Além disso, regras do mercado impedem que empresas comprem produtos no exterior e vendam com prejuízo em benefício do governo federal e da sociedade, sem serem remuneradas por isso. Até mesmo a Petrobras, uma empresa de capital misto, não pode tomar prejuízo para abastecer o mercado, pois há regras que a impedem em seu estatuto e por ter ações negociadas na Bolsa de Nova York, sob risco dos membros de sua diretoria serem acionados na Justiça.

Prova disso, segundo agentes do mercado, é que a Petrobras reduziu a oferta de diesel dentro do permitido em contratos e por preços bem abaixo da paridade de importação, e estava vendendo os volumes excedentes nos leilões, a valores mais altos.

“A pauta do governo é o preço, e o governo vai ter que entender que existe a mão do mercado internacional que ele não consegue controlar. O preço é o que o mercado internacional fala, o preço é o que a Petrobras ganha quando ela vende no leilão”, disse a fonte de uma outra distribuidora, na condição de anonimato.

“O que resolve esse problema é a Petrobras praticar a paridade de preço internacional”, acrescentou, pontuando que só assim empresas que trabalham no mercado spot no Brasil poderão voltar a trazer cargas do exterior.

Segundo as fontes, as grandes distribuidoras nacionais, que têm contratos e compromissos com rede embandeirada, têm condições e importarão volumes adicionais, garantindo o abastecimento de seus clientes, inclusive sob pena de multa, apesar de forte risco nessas operações.

“Porque, se no meio do caminho de trazer esses navios (do exterior), o Trump abraçar o aiatolá, acabar a guerra, liberar o Estreito de Ormuz e o barril voltar para US$60, a gente vai tomar um prejuízo de hedge na cabeça”, disse a pessoa.

Entretanto, os fornecedores menores, que atuam apenas quando a janela de importação está aberta, ficam sem opção para atender ao mercado, em uma situação que tem causado restrição de oferta pelo Brasil, principalmente em regiões que dependem de produto importado.

Preço do diesel sobe 20,6% entre final de fevereiro e 2ª semana de março, aponta ANP

20 de Março de 2026, 18:26

O preço do diesel subiu 20,6% na segunda semana de março comparada à semana de 22 a 28 de fevereiro, para R$ 7,65 o litro, segundo levantamento nos postos de abastecimento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgado em novo horário nesta sexta-feira, 20, em meio a um cenário de preços elevados dos derivados de petróleo por causa do conflito no Oriente Médio. Normalmente, a divulgação ocorre na sexta-feira, às 18h.

Somente na semana após o reajuste da Petrobras, de 15 a 21 de março, o combustível que depende de importações subiu 6,6% ante a semana anterior.

A gasolina teve menor pressão, fechando a segunda semana de março em alta de 5,89% contra o final de fevereiro e de 2,9% contra a primeira semana do mês, a R$ 6,65 por litro.

Já o gás de cozinha ficou praticamente estável em todas as comparações, fechando a segunda semana de março ao preço de R$ 109,91 o botijão de 13 quilos de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), ante R$ 109,87 o botijão no final de fevereiro e R$ 109,89 na semana passada.

Fundo imobiliário aprova compra de R$ 339 milhões em galpões logísticos; veja detalhes

20 de Março de 2026, 08:34

O fundo imobiliário Invista Brazilian Business Park (IBBP11) informou que seus cotistas aprovaram a compra de cinco imóveis logísticos pertencentes ao XP Industrial (XPIN11), em uma operação de aproximadamente R$ 339,1 milhões.

A decisão foi tomada em assembleia geral extraordinária encerrada na última terça-feira (17), com participação de cerca de 55% das cotas emitidas pelo FII. Das manifestações recebidas, 54,6% foram favoráveis às matérias da ordem do dia.

Os empreendimentos que serão adquiridos estão localizados nos estados de São Paulo e Minas Gerais, em cidades como Atibaia (SP), Jarinu (SP) e Extrema (MG), e somam dezenas de milhares de metros quadrados (m²) de área bruta locável (ABL).

O valor individual dos imóveis varia entre aproximadamente R$ 36,9 milhões a R$ 90,7 milhões. Confira:

Imóvel Localização ABL (m²) Valor (R$)
Condomínio Barão de Mauá Atibaia (SP) 17.907,61 36.936.785,34
Brazilian Business Park – Gaia Air Jarinu (SP) 31.719,44 90.698.570,53
Brazilian Business Park – Gaia Terra Jarinu (SP) 34.507,60 89.323.432,98
Centro Empresarial Atibaia Atibaia (SP) 21.453,63 66.695.792,15
Condomínio Extrema Extrema (MG) 35.749,64 55.464.237,14
Total 141.337,92 ≈ 339,1 milhões

Um ponto relevante da operação é a existência de conflito de interesses, já que os dois fundos imobiliários envolvidos, IBBP11 e XPIN11, possuem a mesma administradora, a Vórtx Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. Por esse motivo, a transação precisou ser submetida à aprovação.

Novas emissões

Além da aquisição dos imóveis, os cotistas do Invista Brazilian Business Park também deram aval para a realização de novas captações.

Uma delas será a quinta emissão de cotas ordinárias, que será destinada exclusivamente a investidores profissionais e sem direito de preferência.

Já a outra será a segunda emissão de papéis seniores, voltada ao mesmo público, que poderão ser emitidos com deságio de 15% sobre o valor unitário da cota sênior.

Fundo imobiliário de logística anuncia troca de nome na B3; IFIX registra terceira queda consecutiva

20 de Março de 2026, 07:56

O fundo imobiliário GGR Covepi Renda (GGRC11) anunciou, por meio de fato relevante, que vai alterar seu nome de pregão na B3, passando de FII GGRCOVEP para FII GGR ZAG.

Segundo o comunicado divulgado ao mercado, a mudança será implementada em até cinco dias úteis contados a partir dessa quinta-feira (19).

Além disso, o veículo passou a se chamar oficialmente Zagros Renda Imobiliária, substituindo a denominação anterior (GGR Covepi Renda).

Apesar das alterações, o fundo informou que seu ticker de negociação na bolsa de valores continuará sendo GGRC11.

Também não haverá mudanças na estrutura, política de investimentos ou demais características do FII.

A administradora e a gestora do veículo afirmaram que o ajuste é apenas nominativo, sem impacto direto para os seus mais de 310 mil cotistas.

Desempenho do IFIX

IFIX, índice que reúne os principais FIIs negociados na B3, encerrou a quinta-feira (19) em queda de 0,11%, aos 3.864,05 pontos, no terceiro recuo consecutivo.

Agora, o indicador apresenta perda de 1,23% no acumulado de março. No ano de 2026, porém, mantém valorização de 2,35%.

Destaques do último pregão (19)

O PMIS11 (Paramis Hedge Fund) liderou as altas do dia, avançando 2,47% e encerrando a sessão cotado a R$ 8,29. Em seguida, o KORE11 (Kinea Oportunidades RE) subiu 1,60%, para R$ 76,20, enquanto o LIFE11 (Life Capital Partners) avançou 1,47%, a R$ 8,98.

Ticker Variação (%) Último (R$)
PMIS11 +2,47% 8,29
KORE11 +1,60% 76,20
LIFE11 +1,47% 8,98
XPML11 +1,28% 108,17
PORD11 +1,07% 8,49

Já o OUJP11 (Ourinvest JPP) liderou as perdas do dia, recuando 4,60% e encerrando a sessão cotado a R$ 84,99. Em seguida, o TGAR11 (TG Ativo Real) caiu 2,73%, para R$ 71,34, enquanto o URPR11 (Urca Prime Renda) recuou 2,18%, a R$ 35,50.

Ticker Variação (%) Último (R$)
OUJP11 -4,60% 84,99
TGAR11 -2,73% 71,34
URPR11 -2,18% 35,50
KISU11 -1,96% 7,00
VINO11 -1,94% 5,06

De diretor no Whatsapp a substituto de Haddad: quem é Dario Durigan, novo ministro da Fazenda

20 de Março de 2026, 06:00

O secretário-executivo Dario Durigan assumirá o comando do Ministério da Fazenda até o fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após a saída de Fernando Haddad para disputar o governo de São Paulo.

Leia mais em: https://exame.com/economia/de-diretor-no-whatsapp-a-substituto-de-haddad-quem-e-dario-durigan-novo-ministro-da-fazenda/

Não é só petróleo: guerra no Irã desorganiza cadeias globais e pressiona inflação

19 de Março de 2026, 19:18

A guerra no Irã não está afetando apenas o petróleo. O conflito já desencadeou uma desorganização nas cadeias globais de suprimento que atinge setores como tecnologia, medicamentos e agricultura – e tende a se agravar quanto mais durar.

Navios petroleiros à deriva no Golfo Pérsico podem ser o símbolo mais visível do impacto econômico da guerra, mas os efeitos começam a se espalhar para áreas menos óbvias, afetando agricultores americanos, fabricantes de chips na Ásia e produtores de medicamentos na Europa. 

O conflito provocou um choque nas cadeias de suprimento que vem pressionando a economia global e elevando a inflação. Os Estados Unidos, até agora, parecem relativamente protegidos, em parte por conta de sua forte produção doméstica de energia e químicos. Embora os preços da gasolina tenham subido, não há filas em postos como na crise energética dos anos 1970.

Ainda assim, o economista Mark Zandi, da Moody’s, afirmou nesta semana que a guerra, combinada com o enfraquecimento do mercado de trabalho americano, elevou a probabilidade de uma recessão no próximo ano para um nível “desconfortavelmente alto” de 49%.

O restante do mundo enfrenta uma situação mais difícil. O maior impacto, em termos financeiros, vem da energia. A guerra interrompeu o acesso a cerca de 20% do petróleo global e a volumes semelhantes de gás natural liquefeito que normalmente passam pelo Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao restante do mundo. Desde o início do conflito, o preço do petróleo subiu cerca de 50%.

Inflação em risco

Mas os efeitos sobre outras commodities começam a causar problemas relevantes. A ureia, fertilizante essencial, e o hélio, usado na produção de microchips, estão em falta. O alumínio, que já enfrentava déficit antes da guerra, está se tornando ainda mais escasso e caro com a redução da produção no Oriente Médio.

Alguns desses insumos foram diretamente afetados por ataques – instalações no Catar que produzem hélio, enxofre e gás natural liquefeito foram atingidas e podem ficar fora de operação por anos.

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“Grande parte das pessoas está focada no mercado de energia, mas o impacto é muito mais amplo”, disse Chris Tang, professor da Universidade da Califórnia em Los Angeles. “As pessoas estão apenas começando a perceber isso.”

O impacto final sobre a economia global depende da duração da guerra, segundo economistas e especialistas em cadeias de suprimento.

Uma resolução rápida – em três a cinco semanas – elevaria a inflação, mas teria efeito limitado sobre o crescimento global. Já em um cenário mais prolongado, os riscos aumentam. 

Caso o Irã consiga bloquear o Estreito de Ormuz por meses e o petróleo permaneça acima de US$ 100, o crescimento global pode ser reduzido em cerca de 1 ponto percentual neste ano, segundo estimativas de economistas.

Outros problemas

Algumas regiões enfrentam riscos mais severos e podem entrar em recessão mais rapidamente. Ásia e Europa são as mais expostas no curto prazo. Historicamente, cerca de 80% do petróleo e do gás natural que passam pelo Estreito de Ormuz têm como destino a Ásia.

Na região, governos já adotam medidas emergenciais. A Índia enfrenta escassez de gás usado para cozinhar e abastecer fábricas, e limitou o consumo industrial. Restaurantes chegaram a fechar por falta de combustível. 

O Sri Lanka declarou feriados semanais para economizar energia, enquanto Bangladesh antecipou o fechamento de universidades e o Paquistão restringiu o uso de combustíveis por empresas.

Setores afetados

A crise também começa a afetar setores específicos. Na indústria de tecnologia, empresas de semicondutores na Coreia do Sul e em Taiwan enfrentam risco de escassez de hélio, gás essencial para a produção de chips.

O mercado de alumínio também foi afetado. Produtores no Oriente Médio, responsáveis por cerca de 9% da produção global, enfrentam dificuldades para exportar. Com a oferta reduzida, os preços tendem a subir, impactando produtos que vão de automóveis a painéis solares.

Na agricultura, o impacto é imediato. Os preços da ureia subiram mais de 30% desde o início da guerra, elevando o custo de produção para agricultores. Nos Estados Unidos, produtores de milho já enfrentam anos consecutivos de dificuldades financeiras, e a alta de custos pode pressionar ainda mais os preços dos alimentos.

Até mesmo a cadeia de suprimentos de medicamentos começa a sofrer. O Oriente Médio funciona como um hub logístico importante para a distribuição de remédios entre a Ásia e a Europa. 

Com aeroportos fechados, empresas farmacêuticas estão sendo forçadas a buscar rotas alternativas, elevando custos e aumentando o risco de interrupções no fornecimento de medicamentos críticos.

Os efeitos completos da crise ainda não apareceram. O transporte marítimo entre o Oriente Médio e a Ásia leva cerca de duas semanas, e o conflito começou há pouco mais de duas semanas.

Ou seja, o impacto pode se intensificar nas próximas semanas, dependendo da duração do bloqueio no Estreito de Ormuz. “O tempo é o inimigo para o cenário macroeconômico”, disse Joyce Chang, do JPMorgan.

Mesmo com uma eventual resolução do conflito, analistas já esperam mudanças duradouras nas cadeias globais de suprimento, com maior diversificação de fornecedores e menor dependência do Oriente Médio.

Fed decide juros na quarta: relembre os últimos dados da economia dos EUA antes da reunião

17 de Março de 2026, 07:30

Com a decisão de juros do Federal Reserve marcada para 18 de março, o mercado chega à chamada Super Quarta olhando para um mosaico de dados recentes da economia dos Estados Unidos. O retrato que emerge mistura inflação ainda resistente, mercado de trabalho resiliente e sinais de desaceleração na atividade.

Nas últimas semanas, indicadores importantes como payroll, Jolts, CPI, PCE e PIB ajudaram a calibrar as apostas sobre os próximos passos da política monetária. A expectativa é de manutenção da taxa de juros no atual patamar de 3,50% – 3,75%.

Mercado de trabalho: forte, mas com sinais mistos

O relatório Jolts, divulgado nesta sexta-feira (13), mostrou alta inesperada das vagas de emprego em aberto. O número chegou a 6,946 milhões em janeiro, aumento de 396 mil posições em relação ao mês anterior e acima das projeções de 6,70 milhões.

A taxa de vagas abertas subiu para 4,2%, ante 4,0% em dezembro. O dado sugere que a demanda por trabalhadores segue firme, mesmo com juros elevados.

Por outro lado, o payroll, principal termômetro do mercado de trabalho norte-americano e olhado de perto pelo Fed, trouxe uma leitura bem diferente. O relatório de fevereiro mostrou corte de 92 mil empregos, contrariando a expectativa de criação de 55 mil vagas.

Inflação ainda acima da meta

Do lado dos preços, os indicadores continuam mostrando pressões inflacionárias persistentes.

O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE), medida de inflação preferida do Fed, subiu 0,3% em janeiro, enquanto o núcleo avançou 0,4% no mês.

No acumulado de 12 meses, o índice registrou alta de 2,8%, com o núcleo em 3,1%, ambos acima da meta de 2% perseguida pelo banco central americano.

Já o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) mostrou alta de 0,3% em fevereiro, em linha com as expectativas do mercado. Em 12 meses, a inflação ao consumidor soma 2,4%, ainda acima da meta, mas indicando alguma desaceleração frente aos picos recentes.

Economia desacelera

Enquanto inflação e mercado de trabalho seguem relativamente resilientes, a atividade econômica começa a mostrar perda de ritmo.

A segunda estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA, realizada pelo Escritório de Análises Econômicas do Departamento de Comércio, mostrou que a economia cresceu a uma taxa anualizada de 0,7% no quarto trimestre, revisão para baixo em relação aos 1,4% divulgados inicialmente.

O dado representa uma desaceleração relevante em relação ao crescimento de 4,4% registrado no terceiro trimestre.

Uma guerra no meio do caminho

Além dos indicadores recentes da economia, o cenário internacional também passou a pesar no radar do Federal Reserve.

Apesar das medidas adotadas por grandes economias para liberar reservas estratégicas de petróleo, o preço do Brent voltou a subir e superou US$ 100 por barril.

A alta ocorre em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, com ataques iranianos contra a navegação no estratégico Estreito de Ormuz e o fechamento de parte da infraestrutura petrolífera na região. O estreito é uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.

O avanço do conflito já começa a aparecer em alguns preços da economia americana. O valor da gasolina subiu para quase US$ 3,60 por galão, ante menos de US$ 3 antes do início das ofensivas, pressionando o custo de vida.

Outros custos financeiros também reagiram. As taxas das hipotecas de 30 anos nos Estados Unidos avançaram para 6,11%, ante 6% na semana anterior, segundo dados da Freddie Mac. Os rendimentos de diversos títulos da dívida do governo americano também subiram desde o início dos ataques.

A escalada dos preços de energia adiciona um novo elemento ao debate sobre inflação nos Estados Unidos, justamente em um momento em que os indicadores ainda mostram os preços acima da meta de 2% perseguida pelo Fed.

Choque inflacionário pode mudar planos do Copom; Ibovespa em dólar cai hoje (17)

17 de Março de 2026, 07:25

Nesta terça-feira (17), o Banco Central inicia o primeiro dia da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em um cenário de tensão geopolítica, disparada dos preços do petróleo e riscos de choque inflacionário, fatores que podem alterar os planos para a Selic.

A autoridade monetária já havia sinalizado que estava pronta para iniciar o ciclo de afrouxamento monetário em março. No entanto, a guerra no Irã tem levado o mercado a revisar o ritmo dos cortes: nos últimos dias, expectativas de redução de 0,50 ponto percentual deram lugar a projeções de 0,25 pp.

O mercado de opções do Copom, medido pela B3, reflete essa mudança, com o corte de 0,25 pp ganhando força, mas com a possibilidade de manutenção da taxa básica de juros entrando no radar dos investidores.

Mercado brasileiro

No cenário corporativo, serão divulgados os balanços do quarto trimestre de 2025 da EcoRodovias e da Taesa. Além disso, investidores repercutem o pagamento de R$ 583,6 milhões em juros sobre capital próprio da Sabesp (SBSP3) e de R$ 1,3 bilhão da Itaúsa (ITSA4).

  • Ibovespa: No último pregão, o Ibovespa (IBOV) terminou as negociações com alta de 1,25%, aos 179.875,44 pontos.
  • Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,2298, com queda de 1,63%.
  •  O iShares MSCI Brazil (EWZ) — principal ETF brasileiro negociado em Nova York — cai 0,19% no pré-market, cotado a US$ 36,46.

Mercados internacionais

Lá fora, o mercado acompanha de perto o desenrolar da guerra e a alta dos preços do petróleo. Entre as notícias corporativas, Jensen Huang, fundador e CEO da Nvidia, projeta uma receita de US$ 1 trilhão com chips de inteligência artificial entre 2025 e 2027.

Nos mercados asiáticos, as bolsas fecharam mistas. Na Europa, os principais índices operam em alta, enquanto os futuros de Nova York apontam para uma abertura negativa.

  • Petróleo: Os preços do petróleo avançam, com o tipo Brent no patamar de US$ 100 o barril.
  • Criptomoedas: O mercado cripto avança. O bitcoin (BTC) sobe 1,4%, negociado em torno de US$ 74 mil. O ethereum (ETH) avança 3,1%, cotado a US$ 2,3 mil.

Agenda: Veja a programação para hoje

Indicadores

  • 08h – Brasil – IGP-10
  • 11h – EUA – Vendas pendentes de imóveis

Lula

  • 09h – Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira
  • 11h – Ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck
  • 15h30 – Encontro com o atleta Cristian Ribera, medalhista de prata nos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, e delegação
  • 16h30 – Ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira
  • 17h30 – Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Vice-Presidente da República Geraldo Alckmin

Fernando Haddad

  • A agenda do ministro não foi divulgada

Gabriel Galípolo

  • 10h – ​Participa da primeira sessão da Reunião do Copom – Análise de Conjuntura
  • 14h – ​Participa da primeira sessão da Reunião do Copom – Análise de Conjuntura

Confira os mercados nesta manhã

Bolsas asiáticas

  • Tóquio/Nikkei: -0,22%
  • Hong Kong/Hang Seng: +0,13%
  • China/Xangai: -0,85%

Bolsas europeias (mercado aberto)

  • Londres/FTSE100: +0,48%
  • Frankfurt/DAX: -0,04%
  • Paris/CAC 40: +0,48%

Wall Street (mercado futuro)

  • Nasdaq: -0,19%
  • S&P 500: -0,13%
  • Dow Jones: -0,03%

Commodities

  • Petróleo/Brent: +3,31%, a US$ 103,50 barril
  • Petróleo/WTI: +3,89%, a US$ 96,07 barril
  • Ouro:  +0,20%, a US$ 5.011,44 por onça-troy

Criptomoedas

  • Bitcoin (BTC): +1,4%, a US$ 74.293,46
  • Ethereum (ETH): +3,1%, a US$ 2.325,04

Lotofácil 3637 tem três ganhadores; Mega-Sena pode pagar R$ 105 milhões hoje

17 de Março de 2026, 07:11

Três apostas vão rachar o prêmio principal da Lotofácil 3637, cujos números foram sorteados na noite de segunda-feira (16). Os ganhadores cravaram em cheio as dezenas 03, 04, 06, 07, 08, 09, 10, 11, 12, 16, 17, 20, 21, 22 e 25.

De acordo com a Caixa Econômica Federal, os sortudos são das cidades de Bom Despacho (MG), Lago da Pedra (MA) e Salvador (BA). Cada um dos vencedores terá direito a prêmio individual de R$ 697.625,52.

Só deu Lotofácil

A Lotofácil brilhou sozinha no primeiro sorteio da semana. Todas as demais modalidades lotéricas sorteadas na segunda-feira ficaram empacadas.

A Quina, por exemplo, está acumulada há quatro sorteios. Ontem, ninguém acertou as dezenas 06, 18, 43, 56 e 63, válidas pelo concurso 6977 da modalidade. Diante disso, o prêmio em disputa na próxima rodada é estimado em R$ 10,5 milhões.

Na Lotomania, a estimativa de premiação alcança agora R$ 5 milhões depois de ninguém cravar as dezenas sorteadas para o concurso 2900. Os números foram 04, 11, 14, 26, 27, 29, 30, 35, 40, 41, 43, 58, 62, 64, 83, 90, 92, 95, 96 e 98.

Já o prêmio acumulado na Dupla Sena subiu para R$ 5,4 milhões depois de ninguém acertar em cheio a sequência válida pelo primeiro sorteio do concurso 2937. Os números sorteados foram 04, 10, 15, 21, 30 e 50. No segundo sorteio da modalidade, ninguém acertou as dezenas 02, 12, 15, 23, 35 e 48.

Vale lembrar que os sorteios regulares da Dupla Sena serão suspensos a partir da sexta-feira. Isso porque a Dupla de Páscoa está se aproximando.

Por fim, a Super Sete 823 também não teve ganhadores. Ninguém cravou a sequência 6, 7, 5, 6, 1, 4 e 4. Diante disso, o prêmio em disputa aumentou para R$ 3,8 milhões.

Mega-Sena salta aos olhos

O calendário regular das loterias da Caixa prossegue nesta terça-feira (17) com cinco sorteios. Destaque para o prêmio de R$ 105 milhões em jogo na Mega-Sena.

Além da Lotofácil e da Quina, que têm rodadas diárias, correrão também a Timemania e a Dia de Sorte.

Os prêmios em jogo estão nos seguintes valores:

  • Mega-Sena 2985: R$ 105 milhões;
  • Timemania 2368: R$ 11,7 milhões;
  • Quina 6978: R$ 10,5 milhões;
  • Dia de Sorte 1189: R$ 3,2 milhões; e
  • Lotofácil 3638: R$ 2 milhões.

O início dos sorteios está previsto para as 21h.

Corte na Selic: com guerra, mercado se divide sobre queda dos juros

17 de Março de 2026, 06:01

A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que acontece entre hoje e quarta-feira, 18, tende a marcar o início do ciclo de queda da taxa básica de juros, a Selic, no Brasil — mas a intensidade desse primeiro movimento passou a dividir o mercado financeiro após a escalada do conflito no Oriente Médio e o salto nos preços do petróleo.

Leia mais em: https://exame.com/economia/corte-na-selic-com-guerra-mercado-se-divide-sobre-juros/

Dólar deve se aproximar de R$ 4,90, diz economista-chefe do Banco Pine

17 de Março de 2026, 06:01

Para Cristiano Oliveira, economista-chefe do Banco Pine, a cotação do dólar frente ao real poderá cair ainda mais nos próximos meses e atingir a faixa de R$ 4,90.

Leia mais em: https://exame.com/economia/dolar-deve-se-aproximar-de-r-490-diz-economista-chefe-do-banco-pine/

Alta do diesel já afeta exportações de soja do Brasil

16 de Março de 2026, 18:51

A alta de preços de combustível gerada pela guerra no Oriente Médio tem prejudicado os exportadores do Brasil, que depende fortemente de caminhões movidos a diesel para o transporte de produtos. 

O Brasil está no no pico das exportações de soja, seu principal produto agrícola de exportação. O incremento nos preços do diesel está elevando o custo de transporte da soja até os terminais de exportação, além de aumentar as pressões inflacionárias de forma mais ampla.

Diversas empresas de comércio de commodities agrícolas paralisaram ofertas de compra de soja no mercado local na última semana em meio a medo de uma alta acentuada nos custos de frete, segundo analistas e corretores. O diesel representa uma parcela importante do custo de comercialização de soja, e a ausência de instrumentos de hedge que protejam contra elevações bruscas pode expor os traders a prejuízos.

Algumas das maiores companhias de comercialização de soja estiveram menos ativas no mercado brasileiro recentemente, uma vez que os riscos de frete se somaram a preocupações sanitárias que atingiram exportações para a China, disse João Henrique Teodoro, consultor de mercado na Patria Agronegócios. 

Os problemas ocorrem em um período particularmente sensível para a agricultura brasileira, uma vez que o país é o principal fornecedor de soja para a China nessa época do ano. Uma guerra prolongada, e contínua volatilidade nos fretes, poderia criar gargalos logísticos, eventualmente levando importadores a buscar outros fornecedores como os Estados Unidos ou a Argentina. 

“As companhias precisam de uma forma de planejamento, e dependendo de quanto tempo isso levar, podemos ver complicações na logística,” disse Adriano Gomes, analista de mercado da AgRural. 

Agora, empresas de transporte podem começar a cobrar taxas de emergência por conta da guerra, disse Silvio Kasnodzei, presidente de um sindicato que representa transportadoras no estado do Paraná. O governo brasileiro anunciou uma redução em impostos federais pra proteger consumidores da alta do petróleo, mas as transportadoras acreditam que o movimento foi insuficiente pra aliviar a incerteza, disse Kasnodzei.

Enquanto nos Estados Unidos as barcaças tem um papel significativo no transporte de longa distância da soja para exportação, no Brasil um estudo da Universidade de São Paulo apontou que 55% da soja depende de caminhões para chegar aos portos. Volumes movimentados por estrada tiveram um crescimento em anos recentes, uma vez que investimentos em ferrovias ou hidrovias não acompanharam o ritmo de crescimento da produção agrícola. 

Ao firmarem negócios de compra pra soja no Brasil, traders que compram cargas para serem entregues nos próximos meses ficam expostos à flutuações no custo de frete, disse Rodrigo Gonçalves, diretor-executivo da empresa de soluções logísticas goFlux. Se uma empresa negociando soja para maio for confrontada com aumentos no custo de frete, aquilo que antes seria uma transação lucrativa termina se transformando em prejuízo, disse ele.

Mão com bico de combustível amarelo abastecendo carro vermelho.

Isso ocorre num momento de custos já elevados para o frete de commodities agrícolas, devido a alta demanda nessa época do ano. Os custos de transporte por caminhão chegaram a um pico por conta de chuvas que forçaram os produtores rurais a acelerarem a colheita, fazendo o setor movimentar volumes grandes em um curto período de tempo. Más condições nas estradas também levaram a prazos mais longos do que o usual em algumas rotas durante o mês de fevereiro.

Embora os preços de combustível no Brasil sejam influenciados pela política da Petrobras, os caminhoneiros viram preços se elevarem no interior do país antes mesmo de a empresa implementar um aumento oficialmente.

Nos primeiros oito dias de março, o preço do diesel vendido pelas distribuidoras a postos de combustivel subiu cerca de 8%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). O preço da Petrobras não havia sido alterado no período, mas a companhia anunciou na última sexta-feira que iria elevar o custo aos distribuidores.

Custos de seguro para navios cruzarem o Estreito de Ormuz disparam após ataques a embarcações

16 de Março de 2026, 16:27

Ainda é possível contratar seguro para navios que navegam pelo Estreito de Ormuz, embora a um custo muito elevado, segundo pessoas envolvidas nesse mercado.

O custo da cobertura saltou para cerca de 5% do valor da embarcação, aproximadamente cinco vezes o nível observado nos primeiros dias da guerra com o Irã — e muito acima das frações de ponto percentual típicas de períodos com pouca tensão. As fontes pediram anonimato por se tratar de informações privadas. Isso significa que segurar um petroleiro avaliado em US$ 100 milhões pode custar cerca de US$ 5 milhões.

Embora as tarifas sejam altas, o fato de ainda haver seguro disponível indica que a cobertura continua sendo oferecida para o pequeno número de embarcações que tenta cruzar essa via marítima crucial, responsável normalmente por cerca de um quinto dos embarques globais de petróleo e gás natural liquefeito. A grande questão é se os armadores estarão dispostos a correr o risco, diante das preocupações com segurança.

Questionado sobre por que os Estados Unidos não poderiam reabrir imediatamente o Estreito de Ormuz caso os navios iranianos responsáveis pela colocação de minas fossem destruídos, o presidente Donald Trump afirmou na segunda-feira que é necessário que as embarcações estejam dispostas a atravessar a rota para que as operações normais sejam retomadas.

Os detalhes de um plano para que a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos ajude a garantir o seguro de petroleiros ainda não estão claros. Os EUA anunciaram um programa de resseguro de US$ 20 bilhões para ajudar a restabelecer o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz. Seguradoras demonstraram interesse em colaborar com a agência para oferecer esse resseguro, disse um funcionário da instituição na semana passada. A tentativa do presidente Donald Trump de convencer aliados a ajudar na segurança da rota, porém, tem encontrado resistência

Até agora, a maioria das cotações de seguro tem sido oferecida para navios com ligações com China, India ou Pakistan, disse uma das fontes. Seguradoras do mercado de London insistem que a cobertura continua disponível para embarcações no Oriente Médio e que isso não é um fator que impeça o comércio de entrada e saída da região.

O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido estima que ao menos 20 navios estiveram envolvidos em incidentes de segurança desde 1º de março no Golfo Pérsico e áreas próximas. O caso mais recente ocorreu em 12 de março, quando um navio porta-contêineres foi atingido, provocando um incêndio.


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Justiça cria novas regras para recuperação judicial entre produtores rurais; veja mudanças

16 de Março de 2026, 14:05

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou novas diretrizes para orientar a tramitação de processos de recuperação judicial e falência envolvendo produtores rurais em todo o país. As regras estão no Provimento nº 216 e passam a orientar juízes de primeira instância sobre como analisar pedidos apresentados por empresários rurais, pessoas físicas ou jurídicas.

A medida surge em meio ao aumento de recuperações judiciais no agronegócio e busca padronizar decisões judiciais, reforçar a segurança jurídica e evitar o uso indevido do mecanismo.

Entre as mudanças, o provimento estabelece critérios mais claros para comprovar a atividade rural, amplia mecanismos de fiscalização antes da aceitação do pedido e define com mais precisão quais dívidas podem ou não ser incluídas na recuperação judicial.

Comprovação da atividade rural

Uma das principais exigências é a comprovação de que o produtor exerce atividade rural há mais de dois anos — requisito já previsto na Lei nº 11.101/2005, que regula recuperações judiciais e falências.

No caso de produtores pessoa física, a comprovação deverá ser feita por meio de documentos como:

  • Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR);
  • Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF);
  • balanço patrimonial elaborado por contador habilitado.

Quando se tratar de pessoa jurídica, a comprovação deverá ocorrer por meio da Escrituração Contábil Fiscal (ECF) ou outro registro contábil equivalente.

As informações financeiras deverão seguir padrões contábeis formais e regime de competência.

Perícia antes de aceitar o processo

O provimento também permite que o juiz determine uma constatação prévia antes de decidir se aceita o pedido de recuperação judicial.

Nesse procedimento, um profissional indicado pelo magistrado poderá avaliar:

  • se o produtor realmente exerce atividade rural;
  • se a comarca escolhida corresponde ao principal estabelecimento do devedor;
  • as condições operacionais da atividade;
  • a existência de garantias sobre safras ou animais;
  • a perspectiva de produção no ciclo agrícola em curso.

A análise poderá incluir visitas à propriedade, uso de fotografias, mapas e imagens de satélite.

Caso sejam identificados indícios de fraude ou inconsistências na documentação, o pedido pode ser indeferido.

Relatórios sobre a safra

Durante o processo de recuperação judicial, o administrador judicial deverá incluir nos relatórios mensais informações específicas sobre a atividade rural.

Entre os dados exigidos estão:

  • estágio do ciclo produtivo;
  • insumos utilizados;
  • cronograma das atividades;
  • riscos que possam afetar a produção.

Além disso, até 20 dias antes do início da colheita, poderá ser solicitado um laudo técnico com estimativas de produtividade, condições fitossanitárias e viabilidade de comercialização da safra.

Dívidas que não entram na recuperação judicial

O provimento também esclarece quais créditos não se submetem aos efeitos da recuperação judicial.

Entre eles estão:

  • operações vinculadas à Cédula de Produto Rural (CPR) com liquidação física, inclusive operações de barter com insumos;
  • financiamentos contraídos para compra de propriedade rural nos três anos anteriores ao pedido;
  • recursos de crédito rural controlado que tenham sido renegociados com instituições financeiras;
  • patrimônio rural em afetação vinculado a títulos como a Cédula Imobiliária Rural.

Também permanecem fora da recuperação judicial créditos garantidos por alienação fiduciária ou arrendamento mercantil, preservando os direitos de propriedade dos credores.

Plano especial para pequenos produtores

Produtores com dívidas de até R$ 4,8 milhões poderão utilizar o chamado plano especial de recuperação judicial, previsto na legislação, que simplifica o processo.

O provimento também permite o parcelamento das custas processuais, desde que solicitado pelo produtor na petição inicial.

Atuação do Ministério Público

Nos processos envolvendo produtores rurais, o Ministério Público deverá atuar como fiscal da ordem jurídica e ser ouvido antes da homologação de planos de recuperação judicial ou extrajudicial.

Segundo o CNJ, as novas diretrizes buscam orientar magistrados em um tema considerado complexo e com impacto relevante para o agronegócio e para o sistema de crédito rural.

Subsídio ao diesel: ANP deve divulgar preço de referência nesta semana

16 de Março de 2026, 13:41

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deve definir ainda nesta semana os preços de referência que vão orientar a política de subvenção do governo para produtores e importadores de diesel, disse nesta segunda-feira (16) o diretor-geral da autarquia, Artur Watt.

A expectativa é de que o tema seja aprovado em reuniões extraordinárias da diretoria da ANP, acrescentou.

Segundo Watt, esse preço de referência servirá como parâmetro para o mercado, uma vez que a Medida Provisória que trata do assunto tem efeitos retroativos à data de sua publicação.

“A subvenção já está em vigor. Fixamos o preço, e ele retroage. Divulgar esse valor ajuda o mercado a entender que, para se beneficiar da subvenção, é necessário manter o preço dentro do limite estabelecido”, afirmou Watt durante evento na sede da Firjan.

O programa prevê um subsídio de R$ 0,32 por litro para as empresas que aderirem.

A subvenção, juntamente com a redução dos tributos PIS/Cofins, foi anunciada pelo governo para conter o impacto da alta do petróleo Brent, causada pela guerra entre EUA e Israel contra o Irã.

A ANP poderá revisar o preço de referência sempre que considerar necessário para atender aos “interesses do consumidor”.

“O próprio anúncio da MP já sinaliza ao mercado que os preços devem seguir um patamar reduzido, compatível com a subvenção”, completou Watt.

Guerra no Irã ameaça levar economias do Golfo à pior crise desde 1990

15 de Março de 2026, 18:17

A guerra com o Irã pode provocar impactos importantes nas maiores economias do Golfo, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar, caso o conflito se prolongue.

Leia mais em: https://exame.com/economia/guerra-no-ira-ameaca-levar-economias-do-golfo-a-pior-crise-desde-1990/

Brasil tem a mesma meta de inflação que os vizinhos — mas os juros mais altos da região; entenda por quê

15 de Março de 2026, 12:06

O Brasil convive com a mesma meta de inflação que seus pares emergentes latinos – México, Colômbia e Chile – mas mantém as maiores taxas de juros, ainda que esteja à beira de um processo de flexibilização monetária.

Questões históricas, estruturais e de curto prazo da economia brasileira ajudam a explicar o juro elevado, mas economistas consultados pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) ainda colocam em debate a sustentabilidade do alvo de inflação em 3% no desenho do País.

Em evento do BTG Pactual no mês passado, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu que a meta de inflação do Brasil é compatível com a dos seus pares, mas questionou a necessidade de taxas de juros tão elevadas no País, em 15% ao ano, quando comparado a México (7%), Colômbia (10,25%) e Chile (4,5%).

Uma economia com a maior pressão de dívida pública entre seus pares, uma taxa de juro neutra historicamente elevada, e expectativas de inflação – tanto corrente quanto futuras – ainda desancoradas ajudam a explicar o porquê de uma taxa de juros nominal em 15% no Brasil, segundo os analistas, que defendem um maior esforço no controle das contas públicas.

Mesmo que o nível do juro seja o maior entre os seus pares, o economista para América Latina do Citi, Ernesto Revilla, considera que o BC brasileiro tem tido mais sucesso entre seus pares na missão de atingir a meta de 3%. No horizonte relevante, no terceiro trimestre de 2027, o BCB projeta inflação em 3,2%.

“México e Colômbia, por exemplo, podem ter a mesma meta, mas os bancos centrais desses países estão relutantes em realmente reduzir a inflação até a meta. Diria que o BCB é mais respeitado por sua comunicação e análise técnica quando comparado aos bancos centrais do México e Colômbia”, avalia.

Em fevereiro, o Diretório Nacional do PT aprovou uma resolução em que defendia a revisão da meta de inflação, de 3%, “compatibilizando-a com crescimento econômico, geração de empregos de qualidade”.

O debate sobre uma eventual mudança na meta em um momento em que as expectativas de inflação estão desancoradas, porém, não seria a melhor ideia, segundo os economistas.

“Nunca é uma boa ideia discutir isso quando você está acima da meta, porque parece que está mudando as regras do jogo”, diz Revilla.

Ele reconhece, porém, que é um tema que vale a pena ser revisitado após um processo de ganho de credibilidade.

Na mesma linha, o professor do Insper Marcelo Kfoury Moinhos considera que a meta de 3% no País é “ambiciosa” e concorda que uma mudança seria “contraproducente”.

Mas ele pondera que, ainda que o alvo fosse maior – de 4%, por exemplo, a dinâmica nos juros não seria tão diferente. “Vimos que a desaceleração da economia foi pequena frente ao nível do juro, por exemplo”, disse.

O problema é fiscal

Ex-diretor de Política Econômica do BC e professor da Fundação Getulio Vargas, Sérgio Werlang, defende há tempos uma meta de inflação maior para o desenho da economia brasileira, mas pondera que isso só será possível com um ajuste do lado fiscal.

Werlang lembra que os pares latinos não têm o mesmo grau de indexação de gastos frente ao Orçamento brasileiro. “Se esses países conseguem conviver com uma meta de 3%, o Brasil talvez precise conviver com uma meta um pouco mais alta”, afirma.

Uma reforma na estrutura de gastos públicos deve ser o principal desafio a ser enfrentado para novos desenhos da inflação no Brasil, segundo o economista-chefe do Banco BV, Roberto Padovani.

Ele também chama atenção para o momento atual, em que o BC passa por um processo de consolidação da credibilidade. “Quando alcançar o alvo de 3% e ancorar as expectativas, vale a pena o debate estrutural para uma eventual mudança”, acrescenta.

Kfoury, do Insper, ainda considera que a potência da política monetária, sozinha, têm se mostrado insuficiente para uma ancoragem das expectativas de inflação. “Uma hipótese é a má coordenação com a política fiscal. É como estar com o acelerador em um pé e o freio no outro – o carro derrapa.”

Barril a US$ 120? Analistas esperam mais altas no petróleo após ataques à ilha de Kharg

15 de Março de 2026, 12:04

A semana do petróleo começa às 20h deste domingo – com a abertura das negociações do Brent, às 23h de Londres. Será a primeira sessão após o ataque americano ao principal hub de exportação iraniano, que vem operando apesar do conflito. Na sexta (13), o barril fechou a US$ 103.

Forças americanas atingiram alvos militares na estratégica Ilha de Kharg e ameaçou estender os ataques à infraestrutura de energia caso Teerã continue bloqueando o Estreito de Ormuz – a estreita passagem que liga o Golfo Pérsico ao resto do mundo.

Kharg é uma ilha a 25 km da costa iraniana. Ela serve como um hub de exportação porque o mar profundo ao redor da massa de terra é bom para receber superpetroleiros, que não navegam em águas rasas. O petróleo chega do continente via oleodutos e daí flui para os berços de atracação do lugar.

E mesmo com a guerra em andamento o Irã continua exportando petróleo, principalmente para a China – navios chineses e, claro, iranianos, têm passagem liberada pelo estreito de Ormuz. Seguem, portanto, indo e voltando à ilha de Kharg. Também foram identificados recentemente dois navios com destino à Índia, carregados de gás liquefeito de petróleo (GLP), e um petroleiro grego.

Caso esse fluxo pare também, o suprimento global de petróleo sofrerá mais uma baixa. Até agora, cortes nos países árabes já reduziram o output global em 10%.

O Irã afirmou que ataques à infraestrutura de petróleo em Kharg provocarão retaliação contra instalações de energia ligadas aos EUA na região.

Nos Emirados Árabes, as operações de carregamento no porto de Fujairah – outro hub estratégico – foram interrompidas após um ataque de drone nas primeiras horas de sábado (14), bloqueando os embarques pela única rota de exportação do país que não passa por Ormuz (fica de cara para o Oceano Índico, fora do Golfo). As atividades foram retomadas no domingo (15).

“Não acho que os mercados vão reagir bem aos últimos desdobramentos”, disse Tim Waterer, analista-chefe de mercado da KCM Trade. “Espero mais um início de semana tenso, com o destino da Ilha de Kharg ainda incerto, dada sua importância para o fornecimento global de energia.”

O Brent subiu 11% na semana passada, chegando a bater US$ 119,50 o barril, antes de fechar um pouco acima de US$ 103. Foi a semana mais volátil para o marcador europeu desde que os contratos futuros começaram a ser negociados, em 1988.

“Seguimos em disparada na rodovia, na faixa da esquerda, sem nenhum sinal de quando vamos conseguir pegar a saída”, disse Stephen Schork, fundador da Schork Group, com sede em Radnor, Pensilvânia, acrescentando que não ficaria surpreso de ver o petróleo abrir acima de US$ 117 o barril — “ou até além disso.”

Giovanni Staunovo, analista de commodities do UBS, concorda: “Com o fluxo de petróleo por Ormuz ainda restrito, o caminho de menor resistência para os preços do petróleo segue sendo o de alta”.

Para o Brasil, duas consequências diretas. De um lado, somos grandes exportadores de petróleo – e, obviamente, nenhum cliente que compra daqui precisa passar pelo Estreito de Ormuz.

Petrobras sobe 13% desde o início do conflito. Prio, 10%. Petroreconcavo vem mais atrás, com 5%. A exceção é a Brava Energia, que cai 4% no mesmo intervalo – ela vinha subindo também, mas entregou os pontos após divulgar um balanço mal visto pelo mercado na quinta (12).

Por outro lado, o país sofre com a alta nos preços internacionais do diesel, já que 25% do consumo nacional depende de importações.

O gargalo

O mercado global de petróleo foi jogado ao caos. A Agência Internacional de Energia alertou que a interrupção no abastecimento é sem precedentes, e os países-membros concordaram na semana passada em liberar 400 milhões de barris de reservas de emergência para tentar conter a alta dos preços.

O número pode impressionar, mas equivale a apenas quatro dias do consumo global.

Com o fechamento efetivo de Ormuz cortando as exportações marítimas dos demais países do Golfo, os tanques de armazenamento da região foram enchendo, forçando alguns produtores a reduzir a extração. A Arábia Saudita, o peso-pesado da região, vem aumentando o fluxo por um oleoduto que cruza o país até o litoral do Mar Vermelho, o que pode permitir exportações de cerca de 5 milhões de barris por dia.

A Ilha de Kharg é uma instalação vital para Teerã, pois por ela passa a maior parte das exportações de petróleo bruto do país. Ao anunciar o ataque, Trump disse que as instalações militares do local foram “destruídas por completo”. A agência de notícias estatal iraniana Fars informou que as exportações seguem normalmente após o ataque.

Agenda: Decisões de juros esquentam mercados enquanto conflito no Oriente Médio segue no radar; confira os indicadores desta semana

15 de Março de 2026, 12:00

A semana de 15 a 20 de março promete ser movimentada para os mercados globais – não que eles já não estejam. No centro das atenções está a chamada Super Quarta, quando Brasil e Estados Unidos divulgam suas decisões de política monetária, em um momento de elevada incerteza no cenário internacional.

Por aqui, a expectativa gira em torno do início do ciclo de afrouxamento monetário. A Taxa Selic permanece em 15% ao ano desde junho de 2025, nível considerado bastante restritivo, e após a última reunião do Banco Central o mercado passou a projetar que os primeiros cortes poderiam começar já em março.

Assim, nesta quarta-feira (18), os investidores acompanham de perto a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O pano de fundo, no entanto, ganhou novos elementos de cautela: a escalada do conflito no Oriente Médio elevou os preços do petróleo e reacendeu dúvidas sobre possíveis pressões inflacionárias globais.

Além da decisão de juros, a agenda também traz dados relevantes. Na segunda-feira (16), será divulgado o IBC-Br de janeiro, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), que pode oferecer pistas sobre o ritmo de crescimento da economia no início do ano. Já na terça-feira (17), o mercado acompanha o IGP-10 de março, indicador que ajuda a antecipar movimentos de preços na economia.

Nos Estados Unidos, a Super Quarta também concentra as atenções com a decisão de juros do Federal Reserve. Mais do que a manutenção ou não da taxa, investidores estarão atentos ao tom do comunicado e às sinalizações sobre os próximos passos da política monetária, em um cenário de inflação ainda resiliente e com novas pressões vindas do petróleo.

Na Ásia, o destaque fica para o Banco do Japão (BoJ), que também anuncia sua decisão de política monetária ao longo da semana. O mercado acompanha de perto qualquer indicação sobre o processo de normalização da política monetária no país, após anos de estímulos e juros extremamente baixos.

Ainda na região, a China divulga uma bateria de indicadores de atividade referentes a fevereiro, incluindo produção industrial, vendas no varejo, investimento em ativos fixos e taxa de desemprego. Os dados são importantes para avaliar o ritmo de recuperação da segunda maior economia do mundo e seus possíveis impactos sobre o comércio e a demanda global por commodities.

Na Europa, a agenda também reserva indicadores relevantes. Na zona do euro, serão divulgados dados como o núcleo do índice de preços ao consumidor (CPI), além de números de atividade, como a produção na construção civil e a balança comercial.

Já no Reino Unido, investidores seguem atentos aos sinais da economia e ao cenário inflacionário, que continuam influenciando as expectativas para a trajetória da política monetária do país.

Confira a agenda de indicadores entre 15 e 20 de março (horário de Brasília):

Brasil

  • Segunda-feira (16)
    8h00 – IBC-Br – Atividade econômica (% m/m) – jan/26
    8h25 – Boletim Focus
  • Terça-feira (17)
    8h00 – IGP-10
  • Quarta-feira (18)
    18h30 – Decisão do Copom – Taxa Selic

Estados Unidos

  • Segunda-feira (16)
    10h15 – Produção Industrial
  • Quarta-feira (18)
    9h30 – Núcleo do PPI
    9h30 – Pedidos de Bens de Capitais
    15h00 – Decisão de juros do FOMC
  • Quinta-feira (19)
    11h00 – Vendas de Novas Casas
    11h00 – Concessões de Alvarás

Zona do Euro

  • Quarta-feira (18)
    7h00 – Núcleo do CPI
  • Quinta-feira (19)
    7h00 – Atividade na Construção Civil
    9h15 – Decisão de juros
  • Sexta-feira (20)
    7h00 – Conta Corrente
    7h00 – Balança Comercial

China 

  • Domingo (15)
    22h30 – Preços de Imóveis
    23h00 – Vendas no Varejo
    23h00 – Produção Industrial
    23h00 – Taxa de Desemprego
    23h00 – Investimento em Ativos Fixos
    23h00 – Coletiva de imprensa do Departamento Nacional de Estatísticas

Japão

  • Terça-feira (17)
    20h50 – Balança Comercial
  • Quarta-feira (18)
    23h30 – Declaração de Política Monetária do Banco do Japão
  • Quinta-feira (19)
    00h00 – Decisão de juros do Banco do Japão
    01h30 – Produção Industrial
    03h30 – Coletiva de imprensa do Banco do Japão
  • Sexta-feira (20)
    – Feriado: Equinócio da Primavera (mercados fechados)

Na expectativa de novo encontro entre Trump e Xi, EUA e China começam negociações comerciai

15 de Março de 2026, 10:48

Representantes de Pequim e Washington iniciaram negociações econômicas e comerciais neste domingo (15), em Paris, informou a agência estatal chinesa Xinhua.

As reuniões, lideradas pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e pelo vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng, devem abrir caminho para a visita de Estado do presidente norte-americano, Donald Trump, a Pequim para se reunir com o líder chinês Xi Jinping dentro de cerca de duas semanas.

A Casa Branca afirmou que Trump viajará à China de 31 de março a 2 de abril, embora Pequim ainda não tenha confirmado oficialmente.

Bessent disse na quinta-feira (12) que sua equipe continuará a apresentar resultados que coloquem os agricultores, trabalhadores e empresas dos Estados Unidos em primeiro lugar. O Ministério do Comércio da China afirmou na sexta-feira que os dois lados discutirão “questões comerciais e econômicas de interesse mútuo”.

A visita de Trump à China será a primeira de um presidente americano desde que ele esteve no país em seu primeiro mandato, em 2017. Ela ocorrerá cinco meses depois de os dois líderes se reunirem na cidade sul-coreana de Busan e concordarem com uma trégua de um ano na guerra comercial, que havia levado tarifas retaliatórias de ambos os lados a subir temporariamente para três dígitos antes de serem reduzidas.

Trump pede que outros países enviem navios de guerra para reabrir o Estreito de Ormuz

14 de Março de 2026, 13:32

Donald Trump, intensificou os apelos para a reabertura do vital Estreito de Ormuz, afirmando “ter esperança” de que que navios de guerra de outros países também serão enviados à região para garantir a passagem de petroleiros.

Seus comentários, no Truth Social, vieram horas depois de ele ordenar ataques a instalações militares na Ilha de Kharg, de onde o Irã exporta quase todo o seu petróleo, escalando um conflito no Oriente Médio que dura duas semanas e não dá sinais de arrefecimento.

O presidente afirmou que as instalações militares na ilha do Golfo Pérsico foram “destruídas por completo”, acrescentando que optou por não atacar a infraestrutura petrolífera “por uma questão de decência”. Ele ameaçou fazer exatamente isso caso o Irã “tome qualquer atitude para interferir na passagem livre e segura de navios pelo Estreito de Ormuz.”

“Muitos países, especialmente os afetados pela tentativa do Irã de fechar o Estreito de Ormuz, enviarão navios de guerra em conjunto com os Estados Unidos da América para manter o Estreito aberto e seguro”, escreveu em sua publicação mais recente. Ele deu poucos detalhes além de expressar a esperança de que China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido também enviem navios de guerra.

Trump declarou que, embora as forças militares do Irã estivessem “já 100% destruídas”, era “fácil” para Teerã continuar ameaçando navios com drones, minas e mísseis de curto alcance. Os EUA, disse ele, irão “bombardear pesado” o litoral iraniano para tentar conter essas ameaças.

Quase ao mesmo tempo, o chanceler iraniano Abbas Araghchi afirmou que o estreito — por onde normalmente passa cerca de um quinto do suprimento mundial de petróleo — estava fechado apenas para navios de “países inimigos”.

Durante a noite e ao longo do sábado, Israel e os EUA continuaram atacando o Irã, que por sua vez seguiu bombardeando países árabes do Golfo.

O Irã, claramente inferior em poderio militar frente aos EUA e a Israel, está atacando países vizinhos, além de rotas marítimas e instalações de energia, numa tentativa de semear o caos na região e nos mercados de petróleo e gás — esperando pressionar Trump a encerrar os combates. O presidente americano enfrenta críticas internas à medida que os preços da gasolina disparam, com muitos opositores alegando que ele subestimou a resposta e a resiliência do Irã.

A incerteza sobre a duração da guerra cresce diante dos sinais contraditórios de Trump e da contínua resistência iraniana. Na sexta-feira, o presidente disse que os EUA manteriam sua campanha “pelo tempo que for necessário” e sinalizou que a Marinha americana começaria em breve a escortar navios pelo Estreito de Ormuz — uma mudança de tom em relação a declarações anteriores de que os objetivos militares americanos estavam “praticamente cumpridos.”

No sábado, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, elogiou o ataque a Kharg e afirmou que a guerra está entrando em sua “fase de vitória”, acrescentando que os combates durarão “o tempo que for preciso.”

Ataque nos Emirados

Nos Emirados Árabes Unidos, as operações no estratégico porto petrolífero de Fujairah, no Golfo de Omã, foram suspensas após um ataque de drone e um incêndio na manhã de sábado, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

O carregamento de petróleo bruto e derivados em Fujairah, localizado logo fora do Estreito de Ormuz, foi interrompido por precaução enquanto os danos são avaliados, de acordo com as fontes, que pediram anonimato por não estarem autorizadas a falar com a imprensa.

Fujairah é um importante hub de exportação tanto de petróleo bruto quanto de combustíveis, e ganhou relevância ainda maior para os Emirados e para os mercados globais por ser um dos poucos pontos de escoamento de petróleo do Golfo que contorna Ormuz.

O barril de petróleo fechou a US$ 103 na sexta-feira (13), atingindo seu nível mais alto desde 2022. Arábia Saudita, Iraque, EAU e Kuwait tiveram de reduzir a produção de petróleo bruto em razão do fechamento de fato de Ormuz, enquanto o Catar suspendeu as operações de gás natural liquefeito — sendo um dos três maiores fornecedores mundiais do combustível.

Dois petroleiros estavam atracados na Ilha de Kharg horas após o ataque americano às instalações militares, segundo o Tankertrackers.com, empresa especializada em monitoramento de embarcações. A mídia estatal iraniana afirmou que as exportações continuam normalmente.

Ainda assim, o Irã advertiu que atacará instalações de petróleo e energia ligadas aos EUA no Oriente Médio caso sua própria infraestrutura petroleira seja atingida. A mídia iraniana informou que todos os trabalhadores da indústria do petróleo na ilha — situada a cerca de 25 quilômetros do continente — estão sãos e salvos.

“Todas as instalações de petróleo, econômicas e energéticas pertencentes a empresas petrolíferas na região que sejam parcialmente de propriedade dos Estados Unidos ou que cooperem com os Estados Unidos serão imediatamente destruídas e reduzidas a cinzas” caso os ativos energéticos e econômicos do Irã sejam atacados, noticiou a agência Fars News, citando o comando central militar do país.

O veículo informou que mais de 15 explosões sacudiram a Ilha de Kharg, com alvos incluindo sistemas de defesa antiaérea, uma base naval, a torre de controle do aeroporto e um hangar de helicópteros — sem especificar a extensão dos danos.

Os militares americanos afirmaram ter destruído infraestruturas de armazenamento de mísseis e minas navais.

Nos dias anteriores aos ataques americano-israelenses, o Irã acelerou as exportações a partir de Kharg para níveis próximos ao recorde, acima de 3 milhões de barris por dia — quase o triplo do ritmo habitual —, segundo analistas do JPMorgan Chase, incluindo Natasha Kaneva, em nota de pesquisa.

Um ataque às instalações petrolíferas de Kharg “interromperia imediatamente a maior parte das exportações de petróleo bruto do Irã, provavelmente desencadeando uma retaliação severa no Estreito de Ormuz ou contra a infraestrutura energética regional”, avaliaram os analistas do JPMorgan.

Por Arsalan Shahla

Brasil importa um quarto do diesel que consome. E lá fora a alta já é de 50%

14 de Março de 2026, 12:57

Desde o início da guerra, há 15 dias, o diesel no mercado internacional sobe 50% – ainda mais do que os 42% do petróleo. E boa parte do diesel que abastece os caminhões brasileiros vem de fora. 

O Brasil, apesar de ser um grande exportador de petróleo, não tem capacidade de refino para atender a demanda interna por diesel. As importações suprem 25% do nosso consumo.

Daí as altas nos postos. De acordo com a ANP, o preço médio do diesel nos postos subiu 12% na última semana. E dados do sistema de monitoramento TruckPag,levantados pelo Valor, mostram um acréscimo de 18,75% desde o dia 27 de fevereiro, o último antes da eclosão do conflito. 

Foi nesse contexto que a Petrobras anunciou na sexta (13) o primeiro reajuste do diesel em refinarias após 312 dias: alta de R$ 0,38 por litro, ou 11,6%, com o preço passando de R$ 3,27 para R$ 3,65 a partir deste sábado (14).

O reajuste, de qualquer forma, não cobre nem de longe a defasagem ante o preço internacional. Para isso, o preço teria de subir a R$ 5,61 por litro, de acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). 

Essa diferença é central para entender como a guerra pesa no mercado brasileiro. Quando a cotação internacional dispara, os importadores passa a trazer diesel a um custo muito mais alto que o da Petrobras – a estatal controla 84% do nosso parque de refino. 

Isso aumenta a pressão sobre a Petrobras para abastecer o mercado. A estatal chegou a rejeitar pedidos extras de diesel. O aumento no preço, então, é uma forma de tentar conter a demanda e evitar uma crise de abastecimento.

O governo busca amortecer o choque de forma indireta. Na quinta (12), o Brasil zerou tributos federais sobre o diesel e anunciou uma subvenção para produtores e importadores, numa tentativa de conter o avanço dos preços domésticos.

Em grande parte porque altas no diesel significam altas no frete, o que afeta basicamente todos os setores da economia e joga a inflação para cima. 

Mas enquanto não houver um cessar-fogo no Irã qualquer medida será como enxugar gelo. O barril fechou ontem (13) acima de US$ 100 pelo segundo dia consecutivo – o que não acontecia desde 2022, com a invasão da Ucrânia. Cortesia do fechamento do Estreito de Ormuz. O bloqueio da passagem marítima de apenas 3,7 km de largura entre Irã e Omã tira de circulação 20 milhões de barris por dia. Um quinto do suprimento global. 

Na gasolina, o efeito para o Brasil é menor. Importamos entre 6% e 7%, apenas. E a frota de carros flex, que roda com etanol, dá um refresco para a demanda do derivado de petróleo. Com o diesel, porém, não há escapatória. A alta nos preços internacionais bate por aqui de forma automática, como o preço nas bombas deixa claro.

PIB dos EUA avança 0,7% em revisão do 4º tri, mas dá sinais de desaceleração

13 de Março de 2026, 15:00

O PIB dos Estados Unidos para o último trimestre de 2025 foi revisado significativamente para baixo nesta sexta-feira, 13, em razão de uma desaceleração nos gastos do consumidor, do governo e de investimento, segundo dados oficiais.

Leia mais em: https://exame.com/economia/pib-dos-eua-avanca-07-em-revisao-do-4o-tri-mas-da-sinais-de-desaceleracao/

Guerreiras do K-Pop: animação da Netflix impulsiona nova onda de turismo na Coreia do Sul

13 de Março de 2026, 14:59

A moradora de Honolulu Christine Kim foi uma das primeiras a entrar na tendência de viagens inspiradas por Guerreiras do K-Pop. Para ser justo, sua viagem para Seoul com o marido e os filhos já estava planejada antes mesmo de o filme da Netflix estrear, em junho de 2025.

O plano, pelo menos inicialmente, era visitar os avós. Mas então Rumi, Zoey e Mira, protagonistas do longa, viraram ídolos da filha de 5 anos de Kim — e o roteiro da viagem foi reescrito em tempo real. Quando visitaram um jimjilbang, ou spa coreano, e a N Seoul Tower — cenário do show final dos rivais Saja Boys no filme — a viagem da família virou motivo de orgulho.

“Minha filha parecia totalmente chocada ao descobrir que os lugares do filme eram reais”, disse Kim por mensagem. “Ela ficou tão animada que ficou sem palavras.”

Não foi só a filha que entrou no clima cultural. “Comprei para meu filho um hanbok preto e um gat [roupa tradicional e chapéu] para ele se vestir como um Saja Boy no Halloween”, lembra Kim. “E quando fomos à Nike Store Myeongdong, minha filha fez uma camiseta com um pássaro pega por causa de um personagem de Guerreiras do K-Pop.”

No fim de 2025, Guerreiras do K-Pop continuava sendo o filme original mais assistido da história da Netflix, com mais de 500 milhões de visualizações. Caso você não tenha crianças pequenas ou de alguma forma tenha escapado do fenômeno, o musical de ação animado produzido pela Sony Pictures Animation acompanha Huntrix, um grupo feminino de K-pop cujos sucessos nas paradas ajudam a derrotar demônios que ameaçam a humanidade.

Se foi um sucesso crítico e comercial que ninguém esperava, como a animadora coreano-canadense Maggie Kang disse recentemente em entrevista à Bloomberg, agora também está se tornando um catalisador inesperado para o turismo.

De acordo com dados da Trip.com, nos três meses após o lançamento do filme, as reservas globais de voos para a Coreia do Sul aumentaram 25% em relação ao mesmo período do ano anterior. (As estatísticas não identificam exatamente os motivos das viagens.

Onda coreana

Afinal, a Coreia do Sul já vinha se consolidando como destino turístico entre viajantes internacionais. Ainda assim, há razões para acreditar que Guerreiras do K-Pop tenha contribuído para esse aumento. O fenômeno cultural conhecido como Hallyu, ou onda coreana, vem impulsionando a popularidade global da cultura do país e sua ligação com o turismo.

O grupo BTS tem sido um dos principais símbolos da Hallyu desde 2018, atraindo centenas de milhares de fãs para Seul em seus shows. O filme Parasite, vencedor do Oscar, e a série Squid Game também ajudaram após seus lançamentos, em 2019 e 2021. O grupo Blackpink teve sucesso internacional semelhante. A popularidade de vídeos sobre cuidados com a pele coreanos — consumidos principalmente no TikTok pela Geração Z — também inspirou muitas viagens de longa distância. A influência de Guerreiras do K-Pop se soma a tudo isso.

Em julho de 2025, mês seguinte ao lançamento da música Golden no Spotify, 1,36 milhão de viajantes internacionais visitaram Seul, segundo o governo da cidade — 23,1% a mais que no ano anterior. O aumento imediato foi atribuído a turistas da China, Japan, Taiwan e dos United States, com autoridades dizendo que as viagens foram “impulsionadas pela febre de Guerreiras do K-Pop”, possivelmente refletindo como o filme primeiro se tornou popular na região antes de ganhar projeção global.

A tendência continuou nos meses seguintes, ajudando a Coreia do Sul a registrar um recorde de 18,9 milhões de turistas estrangeiros em 2025, segundo dados do órgão de turismo do país.

Esse aumento pode durar além do pico inicial de popularidade do filme, já que a temporada de premiações mantém o longa em evidência. Em 11 de janeiro, Guerreiras do K-Pop venceu o Golden Globe Awards nas categorias de melhor animação e melhor canção original. Também ganhou melhor música escrita para mídia visual no Grammy Awards de 2026 e dominou o Annie Awards, conquistando todos os 10 prêmios possíveis. Agora é apontado como favorito para ganhar dois troféus no Academy Awards em 15 de março. Em 12 de março, a Netflix confirmou que uma sequência está em desenvolvimento.

Como viagens internacionais costumam levar tempo para serem planejadas e estatísticas de turismo geralmente são divulgadas trimestralmente ou semestralmente, os efeitos de Guerreiras do K-Pop sobre o turismo ainda estão apenas começando a aparecer.

Neil Hassall, que administra o grupo do Facebook South Korea Travel Tips and Planning, diz que os fãs do filme impulsionaram a popularidade da comunidade de uma forma que ele não via desde Round 6. Em junho de 2025, o grupo tinha 65 mil membros; em janeiro de 2026, esse número quase dobrou para 120 mil.

Em Seul, o Bukchon Hanok Village — bairro de casas tradicionais onde os personagens Rumi e Jinu se encontram pela primeira vez — tornou-se um destino obrigatório para fãs, além de entusiastas de arquitetura e história. O local virou cenário de um dos passeios mais populares da cidade no Trip.com. As buscas pelo Museu Nacional da Coreia também cresceram 34% desde o lançamento do filme, já que fãs visitam a loja do museu para comprar produtos relacionados.

A plataforma de turismo coreana Creatrip, que ajuda visitantes estrangeiros a reservar restaurantes, serviços de beleza coreanos e aluguel de hanbok, também se beneficiou da popularidade de Guerreiras do K-Pop. As reservas para jimjilbangs e serviços de esfoliação tradicional vistos no filme aumentaram 115% no verão após o lançamento, em comparação com a primavera anterior. No mesmo período do ano anterior, o crescimento havia sido de apenas 17%.

Clínicas médicas focadas em acupuntura, ventosaterapia e medicina herbal chamada hanyak — que a personagem Rumi tenta usar para curar sua voz — registraram aumento de 409% nas reservas em 2025, segundo a Creatrip.

Dados do site de reservas de excursões GetYourGuide mostram crescimento semelhante. Reservas de passeios para locais mostrados no filme — como o Gyeongbokgung Palace, o Lotte World Tower, a N Seoul Tower e o Bukchon Hanok Village — cresceram mais de 350% em 2025 em relação ao ano anterior.

Cafés pop-up, encontros com personagens no bairro de Seongsu-dong e outras experiências ligadas ao filme começaram a surgir para aproveitar o momento. A médica Irina Ishak, baseada em Kuala Lumpur, levou a família a um desses eventos em dezembro e considera a visita um dos pontos altos da viagem.

“As crianças conhecem todos os personagens e momentos do filme”, disse. “O pop-up tinha três andares com cenários e recortes dos personagens para tirar fotos em cada canto. Havia até áreas interativas, como procurar a pegada de um gato Derpy que brilha no escuro usando uma lanterna. As crianças adoraram.”

Para Haemin Yim, CEO da Creatrip, o entusiasmo em torno de Guerreiras do K-Pop é diferente de qualquer outra onda turística ligada à Hallyu. No passado, quem viajava por causa do K-pop queria assistir a shows, visitar agências de artistas e ir a cafés ligados ao fandom. O apelo do filme entre públicos de língua inglesa — como turistas dos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Austrália — ampliou muito o alcance global e o interesse por aspectos da cultura coreana que vão além da música.

“Cada grande elemento cultural mostrado no filme — hanbok, jimjilbang, gimbap, samgyetang, dança K-pop e medicina tradicional — é algo que um turista pode reservar e experimentar diretamente na Coreia. O filme funciona basicamente como uma vitrine de 90 minutos da vida cotidiana coreana, vista por 500 milhões de pessoas”, diz.

O fenômeno faz parte da tendência conhecida como set-jetting, quando pessoas planejam viagens para lugares que viram em filmes ou séries. A vila de Hallstatt, na Austria, tornou-se símbolo de turismo excessivo depois que visitantes descobriram que inspirou o reino de Arendelle no filme Frozen. Já Encanto impulsionou o turismo para a região cafeeira da Colombia.

Em Seul, porém, o fenômeno de Guerreiras do K-Pop ainda não gerou preocupações com turismo excessivo — e talvez nem venha a gerar. Diferentemente de outros casos, os fãs do filme têm muitas maneiras de viver a experiência, visitando diferentes lugares e atividades culturais.

Para Christine Kim, a mãe de Honolulu, o filme também representa algo mais amplo.

“A arte é linda, a música é ótima e ele preencheu um vazio”, diz. “Não existem muitos filmes com super-heroínas.”

Petrobras aumenta o diesel em 11,6%, mas defasagem segue alta  

13 de Março de 2026, 13:31

A Petrobras anunciou o primeiro aumento do diesel em suas refinarias depois de 312 dias sem alteração. A partir de sábado (14), o litro sobe R$ 0,38, de R$ 3,27 para R$ 3,65. Uma alta de 11,6%.

O reajuste vem num momento de escassez de petróleo. A produção mundial já foi cortada em 10%, por conta do bloqueio ao estreito de Ormuz, e o barril passou dos US$ 100 pela primeira vez desde 2022.

Isso elevou o preço do diesel no mercado global, obviamente. De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o litro do diesel nas refinarias teria de subir a R$ 5,61 para entrar em paridade com o preço internacional.

A defasagem do diesel, portanto, está agora em 54%. Na gasolina, de acordo com a entidade, ela é de 43%.

Não custa lembrar: o preço dos combustíveis na refinarias é livre. Só que a Petrobras tem 84% da capacidade brasileira de refino, então é ela quem determina, na prática, o valor de mercado.

Usando dosagens para evitar o risco de uma aposta “certa”

11 de Março de 2026, 13:00

Na edição da semana passada, falamos sobre a necessidade de carregar uma posição não só conjuntural, mas também estrutural em pegs de oil & gas, inclusive como instrumento de hedge.

Desde então, o barril de petróleo disparou +16%, flertando com a barreira dos US$ 100 – o que torna o argumento meio que autoevidente.

As dúvidas que eu tenho recebido agora são de natureza um pouco diferente: até onde vai essa esticada?

Porque aqueles raros investidores que tinham algum tipo de exposição a O&G em seus portfólios viram o peso disso disparar nas últimas semanas. Naturalmente, portanto, começam a pensar em vender uma parte para comprar outros ativos de qualidade que despencaram.

Essa é uma manobra tática que me parece fazer muito sentido em sua concepção lógica e empírica, já que provavelmente estamos falando de condições transitórias. Em alguma medida, o mundo tenderia a retomar ao menos parte de sua normalidade entre o fim de abril e maio.

Porém, neste caso, a dosagem correta da manobra tática talvez seja mais importante do que a manobra em si.

Zerar a alocação em petróleo e comprar tudo em quality definitivamente não soa como uma boa ideia neste momento.

Por outro lado, esse é um plano que pode ser (bem) executado “na margem” – ou seja, um pedacinho por vez.

Só para ilustrar com exemplo concreto: conversei na segunda-feira com um investidor gringo que estava vendendo 5% de sua posição em O&G para comprar ações que, nas palavras dele, “quase nunca dão chance de entrada”, como Blackstone (BX:US) e Blackrock (BLK:US).

Se o petróleo continuar subindo e o quality continuar caindo, ele disse que pretende fazer mais 5% dessa rotação, visando ao longo prazo. E assim por diante.

De qualquer forma, faria isso até atingir um piso estrutural, pois gosta de manter o hedge e ainda tem sérias dúvidas sobre o tamanho da caixa de Pandora que foi aberta pela Guerra do Irã.

Assim, é como se ele estivesse apostando simultaneamente nas duas pontas: na esperança da guerra acabar relativamente rápido, e também no ceticismo quanto a uma solução simples para o conflito corrente.

No mercado financeiro, nem sempre precisamos escolher apenas um lado “certo” do trade. Usando dosagens e opcionalidades em nosso favor, podemos ampliar nossos graus de exposição, mitigando riscos e capturando upsides aparentemente contraditórios.

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Chevron pede mais desregulação de Milei para destravar Vaca Muerta

11 de Março de 2026, 11:37

A Chevron diz que o presidente Javier Milei deve tomar mais medidas para desregulamentar a economia da Argentina e liberar os investidores dos controles de capital para que possam aproveitar ao máximo o crescente boom do xisto no país.

“Temos observado o progresso que o governo Milei tem feito em relação a impostos e à reforma trabalhista, e depois removendo restrições de capital”, disse Mark Nelson, vice-presidente de petróleo da Chevron, em entrevista em Nova York, nos bastidores de uma conferência sobre a Argentina. “Agora, eles estão onde precisam estar para garantir que Vaca Muerta compita dólar por dólar com o Permian? Está no caminho. Mas ainda há mais a ser feito”.

Para se aproximar dos custos da Bacia do Permian, nos Estados Unidos, Javier Milei está ampliando um programa para atrair investimentos estrangeiros, que agora inclui novos projetos de óleo de xisto.

Mark Nelson disse esperar que a Chevron solicite os chamados benefícios do RIGI (Regime de Incentivo para Grandes Investimentos, programa do governo argentino que concede incentivos fiscais, cambiais e regulatórios para grandes projetos) para dois de seus blocos menos desenvolvidos na formação de xisto da Patagônia, acrescentou.

Nelson vê Milei continuando a melhorar o ambiente de negócios para empresas como a Chevron, mas enfatizou a necessidade de a Argentina, uma economia historicamente volátil com uma política de fortes oscilações, permanecer nesse caminho.

“Quando se trata dos fundamentos, a Argentina está em vantagem”, disse Nelson, em referência à qualidade da rocha de xisto, “desde que as medidas políticas adotadas hoje sejam duradouras”.

O desenvolvimento da bacia de Vaca Muerta percorreu um longo caminho desde que a Chevron se tornou a primeira investidora estrangeira na região, em 2013. Hoje, produz quase 600.000 barris de petróleo bruto por dia, uma boa parte proveniente de uma joint venture da Chevron chamada Loma Campana.

Nas condições atuais, a Chevron planeja triplicar a produção na bacia entre agora e 2035, disse Nelson. Atualmente, a empresa produz cerca de 74.000 barris por dia.

Nelson afirmou que, em seus dois blocos relativamente pouco desenvolvidos — Trapial e Narambuena — a Chevron espera solicitar adesão ao principal programa de incentivo a investidores de Milei, o RIGI, que oferece isenções fiscais e outros incentivos favoráveis ​​aos negócios. Isso reduziria a diferença de custos em relação à bacia do Permian, que ainda é maior do que a Chevron gostaria, de 35%.

O RIGI também protege as empresas de futuros controles de capital. Milei tem flexibilizado os controles — e, em particular para a Chevron, garantiu que benefícios concedidos em 2013 finalmente fossem implementados.

“O ritmo de melhora torna mais fácil para investidores de longo prazo dizerem: ‘sim, estou disposto a dar mais um passo’”, acrescentou Nelson. “Sei que eles farão mais melhorias, e é por isso que a Chevron acredita na Argentina”.

Agenda: Inflação no Brasil e nos EUA concentra atenções antes de decisões de juros; confira agenda da semana

8 de Março de 2026, 12:00

Antes da Super Quarta marcada para o dia 18 de março – dia que reunirá as decisões de juros dos Estados Unidos e do Brasil – os investidores irão receber os dados de inflação em ambos os países, o que ajudará a calibrar as exceptivas para as decisões que serão tomadas em meio um conflito geopolítico que assombra os mercados.

Por aqui, o dado de inflação, medido pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), será disponibilizado na quinta-feira (12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número será olhado com cautela, uma vez que o IPCA-15 de fevereiro, que é a prévia da inflação, veio acima do esperado.

Na semana ainda será divulgado o Boletim Focus, na segunda-feira (9), vendas no varejo na quarta-feira (11), acompanhado do crescimento do setor de serviços, na sexta-feira (13).

Já nos Estados Unidos, o Índice de Preços de Consumo Pessoal (PCE, na sigla em inglês), medida de inflação preferida do Fed, sai apenas na sexta-feira (13), acompanhado do Relatório JOLTS. Além disso, no início da semana o mercado acompanha a variação semanal de empregos ADP na terça-feira (10) e a balança comercial na quinta-feira (12).

Na Zona do Euro, o foco fica com a reunião do Eurogrupo na segunda-feira (9), e na Inglaterra, na sexta-feira (13), o Produto Interno Bruto (PIB).

Do lado Oriental do globo, Japão também divulga o PIB, na segunda. China compartilha com os investidores no domingo (8) o IPC e o Índice de Preços ao Produtor (PPI), já a terça-feira (10) é dia de balança comercial.

Confira a agenda de indicadores entre 9 a 14 de março (horário de Brasília):

Brasil

  • Segunda-feira (9)
    8h25 – Boletim Focus
  • Quarta-feira (11)
    9h00 – Vendas no Varejo
    14h30 – Fluxo Cambial Estrangeiro
  • Quinta-feira (12)
    9h00 – IPCA
  • Sexta-feira (13)
    9h00 – Crescimento do Setor de Serviços

Estados Unidos

  • Terça-feira (10)
    9h15 – Variação semanal de empregos ADP
    11h00 – Vendas de Casas Usadas
    17h30 – Estoques de Petróleo Bruto – API
  • Quarta-feira (11)
    9h30 – IPC
    9h30 – Discurso de Bowman, membro do FOMC
    11h30 – Estoques de Petróleo Bruto
    15h00 – Balanço Orçamentário Federal
  • Quinta-feira (12)
    9h30 – Pedidos Iniciais por Seguro-Desemprego
    9h30 – Balança Comercial
    9h30 – Construção de Novas Casas
    12h00 – Discurso de Bowman, membro do FOMC
    17h30 – Balanço Patrimonial do Federal Reserve
  • Sexta-feira (13)
    9h30 – Índice de preços PCE
    9h30 – Pedidos de Bens Duráveis
    11h00 – Relatório JOLTS

Zona do Euro

  • Segunda-feira (9)
    7h00 – Encontro do Eurogrupo
  • Sexta-feira (13)
    7h00 – Produção Industrial

Inglaterra

  • Segunda-feira (9)
    21h01 – Vendas no Varejo do BRC
  • Quinta-feira (12)
    6h30 – Discurso de Andrew Bailey, presidente do Banco da Inglaterra
  • Sexta-feira (13)
    4h00 – PIB
    4h00 – Produção Industrial
    4h00 – Balança Comercial

Japão

  • Domingo (8)
    20h50 – Transações Correntes
  • Segunda-feira (9)
    20h30 – Gastos Domésticos (mensal)
    20h50 – PIB

China

  • Domingo (8)
    22h30 – IPC
    22h30 – Índice de Preços ao Produtor (PPI)
  • Terça-feira (10)
    0h00 – Balança Comercial
  • Sábado (14)
    6h00 – Novos Empréstimos

Haddad é o ‘Júnior Baiano’ da economia e Brasil está perdendo o trem da IA, diz Walter Maciel, da AZ Quest

8 de Março de 2026, 09:07

A inteligência artificial é a maior revolução tecnológica de toda a história, capaz de trazer ganhos imediatos, e o Brasil tinha chances de surfar esta onda como polo fornecedor de infraestrutura e energia limpa. Mas “a gente conseguiu tornar isso tudo inviável”, afirma Walter Maciel, CEO da AZ Quest, que tem R$ 40 bilhões sob gestão.

Ciente de que a IA deve acabar com boa parte da economia de serviços, os EUA já estão buscando se reindustrializar e atrair investimentos para o país, afirmou Maciel.

“A Micron está construindo uma planta de US$ 100 bilhões no estado de Nova York, em Syracuse. A TSMC, que é a empresa de Taiwan que faz todos os chips hoje que a Nvidia usa, está fazendo uma fábrica de US$ 65 bilhões no Arizona. Cada uma dessas fábricas acaba trazendo 30, 40, 50 mil empregos diretos e indiretos”, estima o gestor, acrescentando que a IA deve transformar, não destruir a economia.

E, enquanto os Estados Unidos estão fazendo esse movimento, o Brasil está “colocando os maiores impostos do mundo em computadores”, critica ele, que comparou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a um zagueiro famoso por sua força física e entradas violentas em campo.

“Haddad é o Júnior Baiano da economia”, disse Maciel, arrancando risos e palmas de uma plateia composta majoritariamente por assessores de investimento. “Ele pega todo mundo. Pega o pobre, pega o rico, pega a empresa, pega o assalariado, o empregador…”

A fala aconteceu no painel Visão de Mundo, em evento da Blue3 Investimentos para seu time neste sábado (7), em Ribeirão Preto (SP).

“Diferente do Brasil, os Estados Unidos não têm só agenda de governo, têm agenda de Estado, que independe do presidente, olhando para o longo prazo, como deveria ser o Brasil.”

Como ganhar com a IA

Diferentemente de outros momentos disruptivos na história, como Revolução Industrial ou a bolha da internet, em que os investimentos demoraram muito para trazer  produtividade e retorno para empresas e países, com a IA é diferente, avalia Maciel.

“A gente já viu nos Estados Unidos sinais muito claros de que essa tecnologia já está trazendo retorno para as empresas que sabem implementar – e para os próprios Estados Unidos.”

Em meio a tantas empresas disputando espaço no desenvolvimento da IA, não é possível saber qual sairá ganhando. Nesse cenário, aponta ele, a melhor saída na hora de investir é olhar para a infraestrutura necessária para esse desenvolvimento.

“Na infraestrutura, você não está apostando em para qual destino o trem vai; você está apostando no trilho. E o trem vai ter que passar por trilho de qualquer jeito.” Ele cita como exemplos a questão da energia, de data centers, redes de transmissão e semicondutores.

A IA vai roubar o seu emprego?

Muitas pessoas acreditam que a IA vai tirar empregos e quebrar negócios, mas, na visão do gestor, essa tecnologia irá “gerar milhões de outros empregos e gerar vários outros negócios”.

“Quem tem que estar com medo é quem não gera valor agregado. O cara que não gera valor agregado vai ser desempregado ao longo do tempo. E isso já está acontecendo. O cara que vai lá fazer um PowerPoint, mais dois anos esse ‘troço’ acabou. O cara que vai buscar dentro do escritório de advocacia um processo jurídico, daqui a dois anos já não tem mais emprego.”

Além disso, ao mesmo tempo em que a AI está destruindo negócios, como softwares, também está gerando uma demanda de investimentos em fábricas, que geram empregos diretos e indiretos, afirmou Maciel.

“O que você tem que prestar atenção não é se a AI vai tirar o seu emprego, mas se o que você faz é visível, se o que você faz é real. Se você realmente traz valor, você não tem que ter medo. Ao contrário, você vai usar esse troço como uma alavanca”, disse ele. “Evidentemente, fazendo um paralelo, o encanador hoje está muito mais protegido do que o escriturário.”

Maciel também cita um estudo recente divulgado pelo Bank of America, que apontou que a inteligência artificial consegue replicar 71% das estratégias que são implementadas pelos gerentes de portfólio financeiro ao redor do mundo. “Onde está o alfa? Nos 29% que eles não conseguem fazer.” É aí que entra o trabalho do bom gestor, afirma ele.

* A jornalista viajou a convite da Blue3 Investimentos.

Jeff Bezos, ex-CEO da Amazon, abre o jogo sobre como é uma reunião perfeita para ele

8 de Março de 2026, 09:00

Enquanto muitos ficam nervosos na hora de preparar uma reunião no trabalho, o fundador da Amazon, Jeff Bezos, diz ter descoberto a fórmula perfeita. Durante sua gestão, a Amazon se tornou uma das 7 magníficas, as big techs mais relevantes do mercado de investimento.

Mesmo após ter deixado o cargo de CEO da big tech, Bezos segue defendendo as regras que aplica em suas reuniões.

A preparação é essencial para o bilionário da tecnologia — e nada de copiar e colar modelos e PowerPoints, essas apresentações são proibidas. Antes do encontro, Bezos prepara um dcumento objetivo de seis páginas, que fala sobre o que será discutido.

Para ele, essa é a fórmula perfeita para uma boa reunião.

“Não sigo um cronograma rígido. Minhas reuniões costumam durar mais do que eu planejo, porque acredito em explorar possibilidades”, disse ele em um episódio do Lex Fridman Podcast.

Bezos é direto e reto na hora de reunião

Propor ideias para o chefe é o maior pesadelo de muitos, afinal, ninguém quer parecer tolo em frente de quem paga seu salário. Por isso, o bilionário acredita que ao pedir um membro da equipe elaborar um memorando de seis páginas da reunião, ele poderá saber a opinião genuína dessa pessoa sobre o que foi abordado.

“O autor do memorando precisa se expor. Precisa colocar todos os seus pensamentos ali e precisa começar falando”, afirmou Bezos.

“Isso é ótimo porque faz com que a pessoa realmente capriche e permite que você veja suas ideias reais — elas não se perdem sem querer no meio de uma grande apresentação de PowerPoint.”

Ainda, o bilionário permite que os funcionários conduzam as reuniões. O objetivo dele é incentivar que a equipe fale o que realmente pensa sem que sejam influenciados pela opinião dele.

E o mais curioso: pensando em ouvir a opinião sincera de todos, ele gosta que o funcionário mais júnior comece falando. Na opinião de Bezos, escutar o que alguém que respeitamos tenha a dizer pode influenciar diretamente nossa opinião — ele quer individualidade.

“Se eu falar primeiro, até participantes muito determinados, altamente inteligentes e com ótimo discernimento vão pensar: ‘Bem, se Jeff pensa isso, talvez eu esteja errado’”, ele explicou. “Se você é a pessoa mais sênior na sala, fale por último.”

Para o fundador da Amazon, improdutividade e insegurança são sinônimos

Para evitar encontros improdutivos, Bezos dá o benefício da dúvida às ideias mais cabulosas, mesmo que os dados não as comprovem.

A intuição é valiosa para ele, mesmo quando faltam evidências. Nesses casos, ele recomenda que a pessoa investigue a fundo esse insight. Na visão dele, ainda que os números não confirmem o palpite, é provável que o funcionário esteja certo.

“Quando os dados e os relatos não concordam, geralmente os relatos estão certos (…) E isso não significa que você simplesmente siga cegamente os relatos. Significa que você deve examinar os dados. Normalmente, o problema é que você não está medindo a coisa certa”, disse o bilionário.

Mercado de crédito privado tem muito espaço para crescer no Brasil e problemas recentes são marginais, diz gestor da Jive Mauá

7 de Março de 2026, 14:35

Problemas recentes com papéis emitidos por empresas como Braskem e Ambipar, além de CDBs do Banco Master, deixaram clientes estressados e, muitas vezes, em situação de atrito com seus assessores de investimentos, segundo Leone Cabral, sócio-fundador e diretor institucional da Blue3 Investimentos, que falou em evento da empresa para assessores neste sábado (7), em Ribeirão Preto (SP).

Segundo ele, é nesses momentos de estresse, porém, que surgem as grandes oportunidades. “É no estresse que se faz dinheiro de verdade”, afirmou, após lembrar que atuou como assessor de investimentos por 18 anos.

Cabral questionou, então, Samer Serham, sócio e CIO da Jive Mauá, sobre essas oportunidades. Serham lembrou que, há muitos anos, o mercado de capitais de renda fixa e crédito privado no Brasil era muito restrito e as emissões de debêntures incentivadas, na época, se limitavam à Vale e à Petrobras, na casa de menos de R$ 100 bilhões por ano.

“É um mercado que cresceu muito naturalmente”, afirmou. “Problemas marginais vão acontecer, mas eles precisam entender o que é um todo desse mercado”, disse, acrescentando que hoje esse mercado gira em torno de R$ 4 trilhões a R$ 5 trilhões por ano.

E ainda há muito espaço para crescer, na visão do gestor, tanto no mercado líquido quanto no estruturado. “Para chegar perto do que é um país desenvolvido, que é ter 1x a 1,5x o PIB em crédito, a gente está muito, muito, muito, muito longe.”

Mercado de CRIs sem saturação, para CEO da XP Asset

Leone Cabral, da Blue3 Investimentos, questionou Leandro Bousquet, CEO da XP Asset, especificamente sobre o segmento de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). “A demanda é crescente”, disse ele, apontando que alguns assessores temem que este mercado esteja saturado. “Está saturado ou tem muita oportunidade ainda?”, questionou.

Para Bousquet, não há saturação no mercado de CRIs. Ele explicou que o mercado imobiliário no Brasil historicamente teve como fonte de financiamento o sistema de poupança e o financiamento habitacional. Porém, nos últimos anos, os poupadores têm buscado opções mais atrativas que a poupança.

“E o que tem acontecido nos últimos anos? Até muito em função de vocês [referindo-se aos assessores], o volume de investimentos em poupança tem caído a uma média de R$ 50 bilhões por ano.”

Em contrapartida, apontou, o volume médio de emissão de CRIs nos últimos quatro anos tem crescido R$ 40 bilhões a R$ 60 bilhões por ano.

“Então, tem saturação de CRIs? Não, muito pelo contrário. Os CRIs estão simplesmente substituindo o funding que viria da poupança, e de uma maneira muito mais bem estruturada, porque você está oferecendo casamento de prazo.”

* A jornalista viajou a convite da Blue3 Investimentos.

XP Asset: desafio da gestora no médio prazo é crescer no exterior, diz novo CEO

7 de Março de 2026, 14:08

O objetivo e o desafio da XP Asset Management no médio prazo é ampliar sua grade de produtos no exterior, afirma o novo CEO da gestora, Leandro Bousquet. A afirmação foi feita em um evento da Blue3 Investimentos para assessores realizado neste sábado (7) em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Bousquet assumiu a cadeira na última segunda-feira (2), após ter deixado a chefia de real state e crédito da Vinci Compass em meados de 2025 e cumprido uma quarentena profissional.

“A gente já começou a montar uma grade de produtos offshore, a gente quer ampliar essa grade”, disse ele sobre a asset, que tem atualmente R$ 255 bilhões sob gestão. “Agora em março, estamos triplicando de tamanho o nosso escritório em Miami.”

Segundo Bousquet, o objetivo é “oferecer para os clientes brasileiros a melhor oferta de produtos offshore com a nossa curadoria”.

Ainda sobre seu novo cargo, o executivo afirmou que seu objetivo é buscar “de forma obsessiva” o melhor retorno para os investidores. “Estou há uma semana no cargo e, quando olho para a empresa, vejo que precisamos entregar mais performance aos clientes.”

Segundo o gestor, para se conseguir performance, são necessários três pilares principais:

  1. Pessoas;
  2. Processos (“À medida que você vai crescendo, você tem que garantir que o processo de investimento seja respeitado, principalmente para investimentos líquidos, estruturados.”);
  3. Produtos (“Ter os produtos adequados para o que cliente quer.”).

Segundo ele, numa asset muito grande, como a sua atual, é um grande desafio remunerar os times objetivamente de acordo com seus resultados para atrair os melhores profissionais.

A discussão central sobre a remuneração dos assessores de investimento gira em torno da transição do modelo de comissão por produto para o fee fixo, buscando maior transparência, alinhamento de interesses e redução de conflitos de interesse entre a empresa e o cliente. A XP Investimentos adota atualmente um modelo híbrido.

* A jornalista viajou a convite da Blue3 Investimentos

O ouro ficou para trás? Bancos centrais freiam compras, mas guerra mantém metal em evidência

7 de Março de 2026, 12:12

As compras de ouro por bancos centrais globais perderam força no início do ano, pressionadas pela volatilidade nos preços do metal. Mas a escalada da guerra entre Irã e EUA no Oriente Médio ainda mantém a commodity em evidência como grande alternativa de acumulação de reservas ao longo de 2026.

O banco central da China, um importante referencial quando o assunto é a troca de reservas em dólar pelo metal, comprou mais ouro em fevereiro, estendendo sua sequência de compras para 16 meses.

O volume de ouro detido pelo Banco do Povo da China aumentou em 30 mil onças-troy (0,93 tonelada) no mês passado, chegando a 74,22 milhões de onças (2.308 toneladas), segundo dados divulgados no sábado (7). A compra estende a rodada mais recente de acumulação que começou em novembro de 2024.

O movimento do metal precioso nos últimos dias tem respondido a uma queda de braço entre forças distintas. As baixas mais recentes respondem ao fato de que os investidores costumam aproveitar situações de forte estresse não apenas para comprar o metal, mas para usá-lo como forma de fazer caixa, por meio da venda da commodity.

É basicamente levantar recursos para investir em títulos públicos considerados mais seguros para cada país. Esse movimento já vinha acontecendo conforme o ouro atingia recordes, momento em que embolsar o que já foi ganho é uma estratégia melhor.

Mas, em um segundo momento, depois de recuar recentemente, o ouro superou novamente a marca dos US$ 5 mil por onça, respondendo à volta da clássica procura por ativos mais diversificados e que funcionam como reserva de valor.

A redução de compras de ouro por bancos centrais no mundo consta em nota divulgada nesta semana pelo World Gold Council, entidade financiada por produtores do metal. As compras líquidas, lideradas por países da Ásia Central e do Leste Asiático, somaram cinco toneladas em janeiro, em comparação com a média de 27 toneladas nos 12 meses anteriores.

Mas a trajetória para 2026 tende a seguir positiva para o metal enquanto os conflitos durarem. “Os preços voláteis do ouro e a temporada de feriados podem ter levado alguns bancos centrais a fazer uma pausa”, escreveu Marissa Salim, analista do World Gold Council, em relatório. “Mas as tensões geopolíticas, que mostram poucos sinais de diminuir, provavelmente manterão a acumulação ao longo de 2026 e além.”

Mercado de petróleo entra em fase crítica e redefine vencedores no setor de energia

7 de Março de 2026, 09:41

A guerra com o Irã elevou os preços do petróleo em 27% desde que começou, com o benchmark internacional ultrapassando US$ 90 na sexta-feira (6) pela primeira vez desde 2024. A maior parte desses ganhos ocorreu por causa do receio de que a demanda global começaria a superar a oferta, mesmo com os produtores de petróleo mantendo a produção nas mesmas taxas que antes da guerra. Isso está começando a mudar.

O mercado de petróleo entrou em um novo estágio de crise: a oferta está começando a desaparecer, ameaçando uma escassez que poderia rapidamente levar os preços acima de US$100 por barril. O Irã está ampliando seus ataques na região, e a infraestrutura de petróleo está entre os alvos.

O Iraque disse que está reduzindo mais da metade de sua produção e o Kuwait foi forçado a fazer o mesmo depois que seus tanques de armazenamento de petróleo atingiram o limite, de acordo com uma reportagem publicada na sexta-feira no The Wall Street Journal.

Esses países não conseguem exportar petróleo porque o Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, foi efetivamente bloqueado devido à guerra. Cerca de 20% do petróleo mundial é transportado através desse estreito.

“O cenário energético de pesadelo está chegando”, escreveu na sexta-feira o economista da Capital Economics David Oxley, que acredita que uma interrupção prolongada no estreito resultará em petróleo a US$ 100 por barril. Isso também elevaria ainda mais os preços da gasolina, depois de já terem subido 34 centavos por galão na última semana.

Os produtores vinham conseguindo manter o fluxo de petróleo e armazenar qualquer excesso em tanques em terra ou em navios no mar. Não mais. Cerca de 1,5 milhão de barris por dia de petróleo estão fora de operação no Iraque, segundo Natasha Kaneva, chefe de estratégia global de commodities do J.P. Morgan.

Kaneva diz que o Kuwait reduziu a produção de suas refinarias em 600 mil barris por dia, retirando barris que normalmente seriam exportados. Para colocar isso em contexto, a oferta global total de petróleo é de cerca de 107 milhões de barris por dia, mas pequenas mudanças na produção têm grande impacto nos preços.

Além disso, apenas cerca de 78 milhões de barris são petróleo bruto, a fonte dos combustíveis que mantém o mundo funcionando (grande parte do restante são líquidos de gás natural, que são usados principalmente na produção de produtos químicos).

Os cortes de produção no Oriente Médio derrubam uma suposição fundamental que os operadores do setor de petróleo tinham antes da guerra.

A maioria dos analistas acreditava que o Irã não atacaria a infraestrutura regional de petróleo e nem bloquearia o estreito. Se as exportações de petróleo fossem interrompidas, isso prejudicaria sua própria receita e suas relações de longo prazo com potências regionais como a Arábia Saudita.

Claramente, agora todas as apostas estão suspensas. O Irã está ampliando seus ataques na região, e a infraestrutura de petróleo está entre os alvos.

“O regime iraniano está lutando por sua sobrevivência”, escreveu Robin Brooks, pesquisador sênior da Brookings Institution. “Como não tem esperança de se igualar militarmente aos Estados Unidos e Israel, sua única estratégia é elevar os preços do petróleo o máximo possível, na esperança de que a opinião pública nos Estados Unidos se volte contra esta guerra.”

As ações de empresas de petróleo não subiram de forma generalizada com a escalada da guerra. As grandes petrolíferas – algumas das quais têm operações no Oriente Médio – registraram ganhos modestos ou nenhum ganho.

Entre as grandes empresas, a francesa Total Energies parece ter a maior produção no Oriente Médio, e suas ações na verdade têm caído. A ExxonMobil estava ligeiramente em queda na semana, embora tivesse subido fortemente para novos recordes em antecipação à guerra. A principal empresa de serviços petrolíferos SLB, que opera no Oriente Médio, caiu quase 9%.

Os grandes vencedores no setor de energia incluem as refinarias, que se beneficiaram da escassez global de combustíveis. Navios-tanque estrangeiros não conseguem chegar aos seus destinos por causa da guerra, e refinarias asiáticas começaram a limitar suas próprias exportações para garantir que haja oferta doméstica suficiente.

Além disso, compradores estão pagando mais por combustível de processadores americanos, elevando as margens. As ações da refinaria americana Valero Energy, por exemplo, subiram 10%.

Entre os produtores de petróleo, empresas de shale – petróleo extraído de rochas de xisto, formações rochosas muito compactas – dos Estados Unidos têm subido na bolsa devido à sua presumida segurança. Os produtores de shale podem entrar para compensar parte da produção perdida no Oriente Médio, embora poucos tenham se comprometido com isso até agora.

A partir daqui, a situação pode se tornar muito mais drástica. A Arábia Saudita tem mais capacidade de armazenamento do que o Kuwait, mas sua capacidade disponível também pode começar a se esgotar.

“Estamos em contagem regressiva para a próxima onda de paralisações de produção, impulsionadas por gargalos nas exportações e restrições nas refinarias”, escreveu Kaneva.

“Na trajetória atual, interrupções de cerca de 1,5 milhão de barris por dia podem subir para cerca de 3 milhões até o fim de semana; até o final da próxima semana, os cortes podem ultrapassar 4 milhões e potencialmente se aproximar de 6 milhões se o armazenamento de produtos refinados atingir a capacidade.”

No caso de a oferta desses produtores maiores do Golfo ser interrompida, os preços poderiam subir mais US$ 30 por barril, estima Kaneva. Há precedentes para que subam ainda mais. Nos primeiros dias do ataque da Rússia contra a Ucrânia, os preços saltaram para US$ 127.

Argumenta-se que esta guerra é mais perigosa para o mercado de petróleo do que a russa. Em 2022, a produção russa continuou fluindo. Desta vez, as torneiras estão começando a ser fechadas.

Tombo do Ibovespa, conflito no Irã e dividendos da Petrobras (PETR4): o que bombou na semana

7 de Março de 2026, 09:28

O derretimento de 5% do Ibovespa na semana com a aversão a risco, diante do conflito no Oriente Médio, e o anúncio do pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) de R$ 8,1 bilhões pela Petrobras (PETR4) foram o centro das atenções entre os leitores.

Entre os temas mais lidos aqui no Money Times, estão também a ação que pode ser beneficiada pelo conflito no Irã, segundo o BTG Pactual, e a data de divulgação das regras para o Imposto de Renda (IR) de 2026. Confira o que mais ganhou destaque nos últimos dias:

Ibovespa tomba 5% na semana

Diante do sentimento de aversão a risco, com a escalada de tensão no conflito dos Estados Unidos e Israel com o Irã, o Ibovespa, o principal índice da bolsa brasileira, caiu 5% nesta semana.

Um dos destaques positivos na bolsa, porém, foi a Petrobras (PETR4), com as ações ordinárias e preferenciais fechando em alta de 5% nesta sexta-feira (6), entre as maiores altas do índice, em reação ao balanço do quarto trimestre (4T25), ao anúncio de dividendos e à disparada do petróleo.

Petrobras (PETR4) paga R$ 8,1 bilhões de JCP

Na quinta-feira (5), a Petrobras (PETR4) informou que seu conselho de administração aprovou o encaminhamento à assembleia de acionistas da proposta de distribuição de R$ 8,1 bilhões em remuneração aos acionistas, referentes ao quarto trimestre de 2025.

A proposta será analisada na Assembleia Geral Ordinária (AGO) marcada para 16 de abril de 2026.

Caso a proposta seja aprovada, os proventos serão pagos em duas parcelas, ambas na forma de juros sobre capital próprio: R$ 0,31311454 por ação em 20 de maio de 2026; R$ 0,31311454 por ação em 22 de junho de 2026.

Disparada do Brent pode beneficiar uma ação, segundo o BTG

Na semana, o petróleo Brent acumulou alta de 27%, superando os US$ 90 com o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas de transporte de petróleo bruto.

Nesse contexto, o BTG Pactual, recomenda a compra e preço-alvo de R$ 56 para a Prio (PRIO3), considerada a principal escolha do banco no setor. Segundo os analistas, apesar das discussões recentes sobre o grau de captura da alta do petróleo pela companhia, o papel tende a acompanhar o movimento do Brent.

O resultado do quarto trimestre de 2025 e o início da produção em Wahoo reforçam a tese, que ganha ainda mais força com preços mais elevados da commodity — ao menos nos mercados futuros.

Receita Federal anuncia regras em 16 de março

Receita Federal comunicou que a divulgação das normas para a Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda 2026 ocorrerá no dia 16 de março, às 10 horas, durante coletiva de imprensa.

O anúncio, que habitualmente acontece na primeira quinzena do mês, foi postergado para o início da segunda quinzena, o que deve resultar em um período menor para o envio do documento pelos contribuintes em comparação a anos anteriores.

Como o dia 15 de março cai em um domingo e a divulgação das regras está agendada para o dia 16 (segunda-feira), a expectativa é que o início das transmissões das declarações ocorra apenas a partir do dia 17 de março.

O encerramento do prazo de entrega está previsto para o dia 29 de maio, uma vez que os dias 30 e 31 de maio coincidem com o final de semana,. Essa configuração resultará em menos tempo para preencher e transmitir a declaração do que o registrado em 2025.

XP aumenta projeção do Ibovespa

XP Investimentos revisou o preço-alvo do Ibovespa para 196 mil pontos, aumentando a projeção anterior de 190 mil, ao levar em conta o início do ciclo de cortes de juros e revisões positivas de preço-alvo de ações pelos analistas.

Durante o mês de fevereiro, o fluxo de capital estrangeiro para fora dos Estados Unidos se manteve. Além das tensões geopolíticas que envolveram o presidente dos EUA, Donald Trump, a insegurança sobre uma bolha de IA criou um cenário favorável aos mercados emergentes, incluindo o Brasil.

Ao longo do mês o Ibovespa atingiu máximas históricas, com um forte rali, que a XP acredita que pode “persistir no curto prazo”. Ainda assim, os analistas ressaltam a possibilidade de que os investidores migrem para um “trade de convergência, buscando nomes e setores que ficaram para trás”.

‘Eu não acho que mercado aposta na reeleição’: As mensagens e as considerações de Paulo Guedes

6 de Março de 2026, 21:19

Paulo Guedes, ex-ministro da Economia do Governo Bolsonaro, passou os quatro últimos anos, quando saiu do governo, quase calado. Foram raríssimas as entrevistas e poucos os eventos que o então ‘posto do Ipiranga’ de Bolsonaro participou. Mas, em evento de Fami Capital, o economista resolveu falar (e por uma hora).

Em suas falas, Guedes teceu considerações sobre o complicado momento geopolítico que vive o mundo no momento. Para ele, a mensagem é clara: estamos sob uma nova fase da ordem político-econômica, que possui efeitos, inclusive, no Brasil.

“O mundo está em desordem. E, nesse contexto, surge uma reação conservadora, com avanço de forças de centro-direita. E o Brasil? O que eu acho que está acontecendo aqui? Na minha visão, o Brasil está começando a se parecer um pouco com o Chile em determinado momento político”.

Para ele, as economias enfrentam uma espécie de tsunami de conservadorismo no mundo, resultado de um desgaste muito grande do establishment.

“Os conservadores dão um passo à frente e assumem o volante. Os liberais? Bom, os liberais vão para o banco de trás. Sabe aquela ideia de eficiência econômica? Aquela história de que tudo deve ser guiado pelo mercado e pelo marketing, algo que seria sempre positivo para a espécie humana? Acabou um pouco essa lógica”.

Aliança entre conversadores e liberais

Guedes voltou a repetir um mantra antigo que guiou a campanha de Bolsonaro nas eleições de 2018: a união entre conservadores e liberais, que ele acredita que irá se renovar

“No começo eu vi muita disputa, muita briga entre esses grupos. Mas eles perceberam rapidamente que precisam estar juntos“, afirmou.

O ex-ministro também citou o candidato Flávio Bolsonaro. Ele confirmou que dará  “total apoio”.

“Então você já vê movimentos de aproximação. O Romeu Zema, o Ronaldo Caiado e o Ratinho Júnior, por exemplo, já tiraram foto juntos em vários momentos. O Tarcísio de Freitas também deve estar nesse mesmo campo”.

Ainda segundo Guedes, os mercados começam a perceber esse movimento.

“Eu frequento o mercado financeiro há muitos anos, e tem um padrão que se repete: o dinheiro começa a entrar, a bolsa sobe, sobe mais um pouco, o dólar fica mais calmo”

Isso significa que o mercado está apostando na reeleição Lula? Para Guedes, é um sonoro não.

Aluguel de galpões pode subir até 40% e beneficiar FIIs, diz BTG; Mercado Livre lidera ocupação

5 de Março de 2026, 11:47

O mercado brasileiro de galpões logísticos vive um ciclo de forte expansão: nos últimos 11 anos, a área bruta locável (ABL) do setor saltou de 23 milhões para 53 milhões de metros quadrados (m²), um crescimento de cerca de 130%, segundo relatório do BTG Pactual.

No mesmo período, os preços pedidos de aluguel avançaram 43%, enquanto a taxa de vacância caiu de 12,9% para 7,1%, chegando a um dos níveis mais baixos da série histórica.

Para o banco, porém, o movimento não terminou. A combinação de demanda elevada e oferta limitada ainda pode abrir espaço para novos avanços. E um dos principais motores é o e-commerce.

E-commerce: o motorzinho

O relatório mostrou que a indústria de galpões passou por diferentes ciclos ao longo da última década. A partir de 2018, após a crise econômica entre 2014 e 2017, quando preços e ocupação foram pressionados, o mercado iniciou uma forte recuperação.

Esse movimento ganhou força principalmente durante a pandemia de covid-19, quando o crescimento do comércio eletrônico (e-commerce) elevou a necessidade de centros de distribuição.

Para se ter uma ideia, em 2020 o segmento registrou absorção líquida de cerca de 2,5 milhões de metros quadrados, o maior nível desde 2014 e bem acima da média histórica anual, de aproximadamente 1,2 milhão.

Paralelamente, os valores dos aluguéis recuaram naquele período, saindo de R$ 18,9/m², no 4T17, para R$ 18,2/m², no 2T21, num movimento que, segundo o BTG, contribuiu para o avanço da demanda e para a redução da vacância nos trimestres seguintes.

Desde então, o setor logístico se mantém aquecido, com absorção média anual de 3,1 milhões de metros quadrados e aumento relevante nos preços das locações, que, atualmente, giram em torno de R$ 28,4/m².

“As transformações nos hábitos de consumo, associadas à tendência de entregas cada vez mais rápidas no varejo on-line, levaram empresas a assumir maior protagonismo nas ocupações, tanto em empreendimentos a mercado quanto em projetos construídos sob medida”, explicaram os analistas do banco no documento.

Mercado Livre lidera ocupação de galpões

De acordo com o relatório, entre os inquilinos, companhias de varejo, indústria e operadores logísticos concentram justamente a maior parte das áreas alugadas.

No ranking de empresas, o destaque é o Mercado Livre, responsável por cerca de 6,7% da ABL total nacional, com aproximadamente 3 milhões de metros quadrados ocupados e distribuídos em 84 imóveis.

Isso é mais que o dobro da área alugada pela segunda colocada, a Shopee, que tem 1,2 milhão de metros quadrados ocupados em 103 galpões diferentes.

Mesmo com esses números, as duas companhias seguem avançando com projetos built-to-suit (BTS) — quando o ativo é construído sob medida para atender às necessidades do locatário  — para ampliar a presença logística no país.

Ocupantes do Mercado Logístico brasileiro (Imagem: divulgação BTG)
Ocupantes do mercado logístico brasileiro (Imagem: divulgação BTG)

Alto padrão domina o mercado

O relatório também aponta outra mudança relevante no setor: a evolução da qualidade dos imóveis.

Na última década, os galpões logísticos de alto padrão, que são chamados de classe A+, ganharam espaço de forma consistente:

  • Em 2014, representavam 61,9% do estoque;
  • Em 2021, 68,6%;
  • Em 2025, 74,6%.

Segundo a análise, a maior parte dos empreendimentos em desenvolvimento também pertence a essa categoria, indicando que a qualificação deve continuar nos próximos anos.

Galpões Brasil – Classificação dos empreendimentos por região
Galpões no Brasil – classificação dos empreendimentos por região (Imagem: divulgação BTG)

As regiões que devem crescer mais

Hoje, o estoque de galpões logísticos no Brasil soma cerca de 53 milhões de metros quadrados, com forte concentração no Sudeste, que segue como o principal polo do país.

Por outro lado, o BTG destaca que o crescimento mais acelerado deve ocorrer em outras regiões, com projeções de expansão de ABL de até 80% no Sul e 74% no Nordeste nos próximos anos — percentual que pode ser ainda maior à medida que novos projetos avancem.

“O estoque atual é majoritariamente composto por ativos de alto padrão, participação que tende a continuar crescendo, dado que a maior parte dos empreendimentos em construção está concentrada na classe A+”, afirmou o banco.

“A região Sul deve se destacar como uma das principais beneficiadas desse movimento de qualificação, uma vez que concentra um volume relevante de projetos A+ em desenvolvimento”, acrescentou.

Aluguel pode subir até 40%

Mesmo após as altas recentes, o banco também avalia que ainda existe espaço para novos reajustes nos aluguéis.     

Isso porque o custo de construção e de capital segue elevado, o que tem limitado o lançamento de imóveis. Com menos oferta, e demanda alta, os preços tendem a continuar subindo.

Dependendo da região, o relatório estima que seria plausível um ajuste potencial de até 40% no preço médio pedido.

Fundos imobiliários (FIIs) podem se beneficiar

Para o BTG, esse cenário tende a favorecer especialmente os fundos imobiliários (FIIs) que investem no segmento logístico.

Com contratos passando por revisões periódicas, há a expectativa de aumento da receita de locação nas próximas janelas, o que pode aumentar os dividendos distribuídos aos cotistas.

Além disso, muitos fundos do setor ainda negociam com desconto em relação ao valor patrimonial (P/VP) e ao custo de reposição dos ativos, o que pode abrir espaço para uma reprecificação da indústria.

Contratos secretos de petróleo de Maduro atraem atenção dos Estados Unidos

5 de Março de 2026, 11:47

A Venezuela e os Estados Unidos examinam dezenas de contratos confidenciais de petróleo assinados durante o regime do líder deposto, Nicolás Maduro, de acordo com pessoas familiarizadas com a situação.

Os acordos, concebidos como um meio de contornar as sanções dos EUA para financiar o regime socialista, envolviam campos de petróleo em todo o país, disseram as fontes.

Os acordos conhecidos como contratos de participação produtiva permitiam que investidores bombeassem e comercializassem petróleo bruto, mantendo seus nomes em segredo para evitar represálias econômicas por parte dos EUA, disseram as pessoas, que pediram anonimato por se tratar de assunto confidencial.

Os contratos também permitiam que o governo trabalhasse com empresas privadas, apesar das restrições legais à venda de petróleo por entidades não estatais.

Agora, sob pressão do governo Trump, o governo venezuelano está auditando as empresas envolvidas, enquanto autoridades americanas inspecionam a documentação de exportação, disseram as fontes. As investigações podem desacelerar qualquer recuperação do setor petrolífero venezuelano, especialmente se fizerem com que outras empresas relutem em assinar novos contratos para perfuração de petróleo bruto.

“Há muitas preocupações sobre como esses contratos foram concedidos”, disse Juan Fernández, ex-executivo da estatal petrolífera PDVSA que agora assessora a líder da oposição, María Corina Machado, em política petrolífera. “Mas, por outro lado, se eles estão produzindo barris de petróleo atualmente, precisamos desses barris. Portanto, precisamos equilibrar como vamos lidar com isso”. 

Também não está claro se a Venezuela resistirá ao apelo dos EUA. Na terça-feira, a Petróleos de Venezuela (PDVSA) anunciou que havia assinado contratos de fornecimento com empresas que comercializam petróleo bruto e produtos refinados destinados aos EUA, poucos dias após a presidente interina, Delcy Rodríguez, pedir que os acordos firmados durante o governo de Maduro “sejam respeitados”.

A PDVSA e o Ministério da Informação não responderam a pedidos de comentários.

A PDVSA não publicou uma lista oficial das empresas que detêm contratos assinados antes da captura de Maduro pelas forças dos EUA, em 3 de janeiro.

Rodriguez tem afirmado que havia um total de 31 desses acordos. Apenas alguns, de fato, bombeiam e comercializam petróleo, de acordo com documentos analisados ​​pela Bloomberg. Oito deles produziam juntos, em média, 210.000 barris por dia em meados de fevereiro.

Muitos dos contratos cobrem partes da prolífica região do Lago Maracaibo e da Faixa do Orinoco. Os contratos foram uma iniciativa da PDVSA para preencher o vazio deixado quando os produtores ocidentais tiveram ativos retirados durante uma campanha de nacionalização, ou que posteriormente foram pressionados a deixar o país sob pressão dos EUA.

A guerra com o Irã tem destacado o valor geopolítico da produção de petróleo na América Latina, que fica próxima tanto da Europa quanto dos EUA e que não depende de rotas comerciais que atravessem a zona de conflito.

A Venezuela é única na região por possuir vastas quantidades de campos petrolíferos ainda pouco desenvolvidos que poderiam gerar um aumento sustentado da produção na próxima década. Muitos outros produtores de petróleo bruto na região estão em declínio ou atingirão o pico de produção até meados da década de 2030, sem grandes novas descobertas.

“O petróleo bruto pesado venezuelano, que pode abastecer as refinarias da Costa do Golfo nos EUA, torna-se ainda mais estratégico e valioso”, disse Theodore Kahn, diretor da Control Risks, em Bogotá. “Temos eleições legislativas se aproximando e Trump não quer que os preços da gasolina aumentem nos EUA”.

Também há joint ventures com entidades russas e chinesas, países que Trump quer afastar da Venezuela, que agora estão incertas.

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Conflito no Oriente Médio traz dúvidas ao BC e exige ‘serenidade’, segundo Nilton David

5 de Março de 2026, 11:44

O diretor de política monetária do Banco Central do Brasil, Nilton David, afirmou nesta quinta-feira (5) que a autoridade monetária deve agir com cautela diante do aumento das incertezas globais, especialmente após a escalada das tensões no Oriente Médio.

Segundo ele, a postura do BC exige “serenidade”, mas isso não significa falta de ação. “Serenidade não significa inação, significa tirar emoção do tratamento dos dados”, afirmou durante participação na Latam Macro Conference 2026, evento organizado pelo Goldman Sachs, em São Paulo.

Nilton destacou que o conflito no Oriente Médio traz dúvidas relevantes para o cenário econômico, principalmente por causa dos possíveis impactos do petróleo sobre a inflação. “É natural pensar que quando o petróleo sobe há pressão inflacionária, mas por quanto tempo? Não sabemos a duração”, disse.

Para o diretor, caso o choque geopolítico tivesse ocorrido há alguns meses, o ambiente seria mais complexo para a condução da política monetária.

No momento, ele avalia que já é possível observar uma inflexão da atividade econômica, com o nível de atividade retornando ao seu potencial. Ainda assim, o cenário exige cautela na interpretação dos dados e no ritmo das decisões, disse.

Nilton também relembrou que, após a queda da volatilidade do real e dos juros em dezembro, houve questionamentos sobre a comunicação do BC. Em janeiro, porém, segundo ele, os dados passaram a evoluir de forma mais próxima do esperado, reforçando a percepção de que o próximo movimento da autoridade monetária seria apenas de “calibração”.

“É um processo de calibração, não é um processo de afrouxamento da política monetária. A busca aqui não é a taxa de juro neutro”, afirmou. “Esse processo de calibração passa por terminar em ponto restritivo.”

Segundo ele, o próprio BC entende que o ambiente de mercado deve ficar mais volátil ao longo deste ano por causa das eleições presidenciais, o que tende a reduzir a eficácia da política monetária. Nesse contexto, a “camada extra de juros” aplicada até agora pela autoridade monetária deve ajudar a lidar com esse cenário.

“Com tudo isso posto, o Comitê decidiu que o processo de calibração deve começar na próxima reunião, e por isso que é uma calibração, a gente está vendo até onde a gente pode ir”, disse.

Em janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano, mas sinalizou a intenção de iniciar o processo de corte dos juros neste mês.

No mercado, a principal dúvida agora é o tamanho desse corte. Com o aumento das incertezas globais após o início da guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã, investidores reduziram as apostas em uma queda de 0,50 pontos percentuais e passaram a elevar as posições em um corte menor, de 0,25 p.p.

Durante sua fala, David afirmou que não pode antecipar a decisão do Copom, acrescentando que os acontecimentos envolvendo o Irã são relevantes, mas cercados de incertezas

*Com informações da Broadcast

Pedidos de auxílio-desemprego nos EUA ficam estáveis; demissões caem 55% em fevereiro

5 de Março de 2026, 11:29

O número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego permaneceu inalterado na semana passada, enquanto as demissões caíram, em consonância com condições de estabilidade do mercado de trabalho.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego ficaram estáveis em 213.000, em dado ajustado sazonalmente, na semana encerrada em 28 de fevereiro, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (5). Economistas consultados pela Reuters previam 215.000 pedidos para a última semana.

mercado de trabalho está se recuperando após tropeçar no ano passado em meio ao que os economistas chamaram de incerteza decorrente das tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que aplicou sob uma lei destinada a ser usada em emergências nacionais.

Desde então, as tarifas de importação foram derrubadas pela Suprema Corte dos Estados Unidos. Trump respondeu à decisão impondo uma tarifa global de 10% e, posteriormente, anunciou que ela aumentará para 15%.

Os economistas estão otimistas de que o mercado de trabalho recuperará o ímpeto este ano, à medida que os cortes de impostos estimulam a demanda.

Um relatório separado divulgado nesta quinta-feira pela empresa global de recolocação Challenger, Gray & Christmas mostrou que os empregadores sediados nos EUA anunciaram 48.307 cortes de pessoal em fevereiro, uma queda de 55% em relação a janeiro e de 72% ante o ano anterior. Os planos de contratação aumentaram 140% em relação a janeiro, mas caíram 63% em comparação com fevereiro do ano passado.

A contratação moderada significa que algumas pessoas que perderam seus empregos estão passando por longos períodos de desemprego.

Como baixar o app que conta as calorias do seu prato com uma simples foto e deixou o fundador virar milionário

5 de Março de 2026, 11:16

Possivelmente, o maior luxo da década é a saúde. Conseguir se manter saudável em um mundo acelerado não é fácil. Pensando em impressionar garotas na faculdade, um jovem nos Estados Unidos desenvolveu um aplicativo que utiliza inteligência artificial para contar as calorias de um prato com uma foto — e assim, se tornou um milionário com apenas 19 anos.

O “Cal AI” foi criado por Zach Yadegari com a ajuda de um colega de escola, Henry Langmack. Pouco depois, um outro aplicativo de nutrição e saúde, o MyFitnessPal, comprou a empresa de Yadegari, que tem uma equipe de 30 pessoas e gerou US$ 40 milhões em receita anual em 2025.

O valor da transação não foi divulgado, mas estima-se que o faturamento da startup deve alcançar a marca de US$ 50 milhões neste ano.

O Jimmy Neutron milionário da Gen Z?

O estudante começou a ler e escrever aos 7 anos de idade, quase quando também começou a programar. No mesmo ano, a mãe de Yadegari enviou o menino para um acampamento de férias voltado ao ensino de programação.

O garoto gostou da experiência e passou a dedicar seu tempo para aprender mais com vídeos de tutorias de código no YouTube.

O Cal AI não foi sua primeira criação. Antes, ele desenvolveu um site chamado “Totally Science”, que permitia estudantes acessarem jogos online enquanto utilizam as redes de internet da escola, que bloqueavam esse tipo de conteúdo.

Em 2024, o site foi vendido em 2024 por US$ 100 mil, segundo a CNBC.

O que o aplicativo faz e como baixar

O Cal AI está disponível tanto na Google Play Store, para usuários de Android, quanto na Apple Store, para quem tem iPhone. Depois de instalado no aparelho, basta preencher alguns dados, como altura, peso e idade.

Com as informações, o próprio sistema estima a quantidade de carboidratos, gordura e proteína diária que a pessoa deve consumir para alcançar o objetivo escolhido.

Por fim, é só tirar foto da refeição e o aplicativo contabiliza os números sozinho. Segundo os fundadores, a precisão dos dados é de 90%.

Para utilizar as funções, é preciso pagar. No Brasil, a anuidade sai por R$ 189,99. Mas quem quiser testar a tecnologia pode usufruir de um período gratuito de teste.

Navegação entra em colapso no Estreito de Ormuz

4 de Março de 2026, 14:35

O tráfego pelo estratégico Estreito de Ormuz praticamente paralisou em meio à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Apenas dois navios graneleiros e um pequeno porta-contêineres foram vistos atravessando a hidrovia na terça-feira (3). Todos estavam saindo do Golfo Pérsico, e não entrando.

O estreito mergulhou em uma espécie de “névoa digital”. Interferências de sinal e a desativação generalizada de transponders de posição dificultaram o rastreamento por satélite e tornaram mais complexo monitorar o tráfego na via marítima. Ainda assim, entender o que — se é que algo — está se movimentando é crucial para avaliar o impacto do conflito sobre os mercados de petróleo, gás e outras commodities.

Os países do Golfo Pérsico são fundamentais para o fornecimento global de petróleo bruto, combustíveis, gás natural e insumos para fertilizantes. Quase toda a produção da região precisa passar por Ormuz, tornando-o um gargalo estratégico para cerca de um quinto da oferta global de petróleo e gás natural liquefeito, além de metade do comércio marítimo mundial de enxofre.

O fechamento efetivo da hidrovia já está levando países como o Iraque a interromper parte da produção, contribuindo para uma alta de 14% nos preços do petróleo desde o fim de semana e elevando o gás natural ao nível mais alto desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. A situação também deixou traders de enxofre em busca de fontes alternativas de suprimento para as indústrias de fertilizantes e processamento de níquel.

Queda de 95%

Dados de rastreamento de navios compilados pela Bloomberg mostram que o tráfego despencou mais de 95%, com grandes petroleiros e navios de gás natural liquefeito evitando a rota. As poucas embarcações ainda em movimento estão deixando o Golfo com os transponders de localização desligados — uma prática comum em zonas de conflito.

Apenas sete embarcações cruzaram a região na segunda-feira, segundo dados de rastreamento, ante mais de 100 na sexta-feira — um dia antes de Estados Unidos e Israel lançarem a Operação Epic Fury. Na terça-feira, o número caiu para três.

As poucas travessias que continuaram ocorreram principalmente com navios deixando o Golfo Pérsico à medida que o conflito se intensificava e as embarcações recebiam comunicados informando que a passagem estava proibida.

Como os navios podem navegar sem sinais de AIS até estarem bem distantes de Ormuz, os sinais automáticos de posição foram compilados em uma ampla área que abrange o Golfo de Omã, o Mar da Arábia e o Mar Vermelho para identificar embarcações que possam ter saído ou entrado no Golfo Pérsico.

Quando possíveis travessias são identificadas, os históricos de sinal são analisados para determinar se o movimento parece genuíno ou resultado de spoofing — quando interferências eletrônicas falsificam a posição aparente de um navio.

Esse tipo de atividade se tornou generalizado na região de Ormuz desde o início do conflito, com sinais de embarcações provavelmente afetados por uma guerra eletrônica mais ampla.

Algumas travessias podem não ter sido detectadas caso os transponders não tenham sido religados. Petroleiros ligados ao Irã frequentemente partem do Golfo Pérsico sem transmitir sinais de AIS até alcançarem o Estreito de Malaca, cerca de 10 dias após passarem por Fujairah. Outras embarcações podem estar adotando táticas semelhantes e não aparecerão nas telas de rastreamento por vários dias.

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Tarifas de Trump devem subir a 15% nesta semana, diz secretário do Tesouro dos EUA

4 de Março de 2026, 13:51

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que o plano do presidente dos EUA, Donald Trump, de aumentar a alíquota da tarifa ampla de 10% para 15% será provavelmente concluído nesta semana.

“Isso provavelmente acontecerá em algum momento desta semana”, disse Bessent na quarta-feira à CNBC, em resposta a uma pergunta sobre quando o aumento para 15% seria implementado.

Os comentários de Bessent oferecem a indicação mais clara até agora sobre quando os EUA irão cumprir a promessa de Trump de elevar as tarifas. No mês passado, Trump impôs uma taxa universal de 10% depois que a Suprema Corte do país invalidou a maior parte de seu regime tarifário anterior, e logo em seguida ameaçou aumentar a alíquota para 15%.

O governo, no entanto, deixou a taxa de 10% entrar em vigor sem aumentá-la imediatamente. O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, sugeriu na semana passada que a taxa mais alta não seria universal. A União Europeia espera não estar sujeita à tarifa de 15%, em virtude do seu pacto comercial-quadro com Washington, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

Bessent, em entrevista à CNBC, não especificou a quais parceiros comerciais a tarifa mais alta se aplicaria. Ele observou que a autorização para as novas tarifas permite que elas permaneçam em vigor por apenas 150 dias sem a aprovação do Congresso. Durante esse período, ele afirmou que funcionários do governo usariam outros poderes legais para restabelecer o regime tarifário vigente antes da decisão da Suprema Corte.

“Acredito firmemente que as alíquotas das tarifas irão retornar aos seus níveis anteriores dentro de cinco meses”, disse Bessent. “Elas são de movimentação muito mais lenta, mas mais robustas”, afirmou, referindo-se às chamadas tarifas da Seção 301 e da Seção 232, que devem substituir as tarifas invalidadas implementadas sob uma lei de emergência.

Os futuros das bolsas em Nova York apagaram os ganhos após o comentário de Bessent sobre o aumento da tarifa, embora o S&P 500 tenha avançado após a abertura do pregão em Nova York.

Petróleo

O secretário do Tesouro americano também minimizou os riscos para o mercado de petróleo decorrentes da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, afirmando que há ampla oferta global da commodity e que o governo Trump irá tomar medidas para apoiar o setor.

“Eu encorajaria a todos a ignorar o ruído e ver para onde estamos caminhando depois disso em termos de mercados de petróleo bruto — os mercados de petróleo bruto estão muito bem abastecidos”, disse Bessent. “Há centenas de milhões de barris armazenados em alto-mar, longe do Golfo. Mas, mais importante ainda, temos uma série de anúncios que faremos.”

Ele mencionou o plano previamente anunciado para que o governo dos EUA oferecesse seguro para navios de carga de petróleo quando apropriado, e para que a marinha americana garantisse a travessia segura pelo Estreito de Ormuz.

Bessent destacou a vulnerabilidade da China a qualquer interrupção no fornecimento de petróleo do Golfo Pérsico, afirmando que mais de 50% da energia do país provém dessa região.

“Eles provavelmente estavam comprando 95% do petróleo bruto iraniano. Obviamente, isso está suspenso agora”, disse ele.

Questionado sobre o comentário de Trump na terça-feira, quando foi perguntado sobre a possibilidade de um embargo comercial à Espanha e se o secretário do Tesouro seria responsável por isso, Bessent disse que “seria um esforço conjunto”. Ele não comentou especificamente se tal sanção será implementada.

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O dinheiro que vai pra Cuba: sob pressão dos EUA, regime comunista amplia parcerias com setor privado

4 de Março de 2026, 12:59

Cuba autorizou empresas privadas a fazerem parcerias com empresas estatais, um passo cauteloso para afrouxar seu controle sobre a economia, enquanto Havana luta para fornecer serviços básicos sob intensa pressão de Washington.

De acordo com novas regulamentações publicadas nesta terça-feira (3), o incipiente setor privado da ilha poderá fechar acordos com entidades estatais em “qualquer área legal”, exceto educação, saúde e defesa. No entanto, as regras permitem que os braços comerciais desses setores celebrem contratos, o que significa que as empresas poderão trabalhar com a GAESA, o poderoso conglomerado empresarial militar que controla grande parte da economia.

A nova lei também concede ampla liberdade às joint ventures para decidir quantos funcionários terão, definir salários e importar e exportar mercadorias diretamente. Esses arranjos são reconhecidos desde 2021, mas nunca foram regulamentados. Céticos, contudo, devem recomendar cautela até que fique claro que as regras estão funcionando e que o governo comece a aprovar propostas.

O governo de Cuba enfrenta uma crise existencial à medida que a administração de Donald Trump corta os suprimentos de combustível da ilha. Os EUA, na esperança de romper o controle do regime comunista sobre a política e a economia, também buscam encerrar as brigadas médicas estrangeiras do país — uma importante fonte de divisas.

Embora os EUA tenham emitido novas diretrizes permitindo que empresas privadas cubanas importem seu próprio combustível, os volumes envolvidos representam uma fração do que a ilha necessita. As usinas termelétricas do país requerem cerca de 100 mil barris de petróleo por dia para atender à demanda, e a produção doméstica responde por apenas dois quintos desse total.

No início desta semana, o presidente Miguel Díaz-Canel disse aos legisladores que mudanças “urgentes” eram necessárias na economia, incluindo dar ao setor privado e aos municípios individuais “mais autonomia” — o reconhecimento de que a economia controlada pelo Estado está falhando.

Cuba culpa as políticas de Washington por tê-la levado à beira do colapso. As Nações Unidas e outras entidades alertaram que a ilha de 10 milhões de habitantes está à beira de uma crise humanitária, à medida que serviços básicos — de eletricidade à coleta de lixo — entram em colapso.

O secretário de Estado Marco Rubio mantém conversas com representantes cubanos, segundo pessoas familiarizadas com o assunto, enquanto o governo Trump avança para tornar a ilha mais dependente dos EUA para suprimentos.

Autoridades em Havana e Washington, no entanto, parecem estar cooperando na investigação de um tiroteio fatal — entre forças de segurança e um grupo de cubanos que viviam nos EUA — a bordo de uma lancha registrada na Flórida, na costa norte da ilha. Os seis sobreviventes do incidente foram acusados de terrorismo na terça-feira.

Fim da escala 6×1 pode atrapalhar seus negócios? Entenda como você pode aumentar o seu faturamento, mesmo com as possíveis mudanças

4 de Março de 2026, 11:38

A PEC para o fim da escala 6×1 está atualmente nas mãos do Congresso. Enquanto aguarda-se novas deliberações sobre o projeto, os brasileiros levam o debate para o cotidiano. Alguns empreendedores temem que a redução da jornada diminua os níveis de produtividade, assim como elevem as despesas com funcionários.

Por outro lado, há também quem defenda o fim da escala 6×1, em vista de um equilíbrio maior entre vida profissional e pessoal, além de benefícios para a saúde com a redução da carga horária.

Diante da possibilidade de mudanças, uma coisa é certa: este é um bom momento para revisar as estratégias do negócio. O empreendedor que se antecipa, calcula cenários e ajusta sua operação vai estar mais preparado para as transformações estruturais ou conjunturais que podem vir a acontecer.

Uma forma de se preparar para diversos cenários é contar com boas orientações, de quem navega nesse mercado há mais tempo e já atravessou diferentes ciclos econômicos.

É nesse contexto que se destaca Carol Paiffer. Empresária, ela integra o quadro societário de mais de 114 empresas. Além disso, é reconhecida como uma das principais investidoras do país, com foco em startups e negócios de alto potencial de crescimento.

Ao longo de mais de vinte anos de carreira, ela acompanhou empresas de variados portes e setores. Desde 2020, Carol é uma das investidoras do Shark Tank Brasil. No programa, ela participou de seis temporadas desenvolvendo um olhar criterioso para identificar empresas lucrativas, escaláveis e competitivas.

Agora, ela quer ir além. Com um novo projeto em parceria com a Empiricus, o Impulso CNPJ, Carol quer ajudar empreendedores a montarem negócios de governança estruturada e rentabilidade em seu melhor potencial, preparados para quaisquer mudanças, inclusive na escala de trabalho.

Vantagens e desvantagens da escala 6×1 para empreendedores

Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a redução da carga semanal para 36 horas, pode gerar impacto financeiro alto no comércio brasileiro.

Um estudo da CNC aponta para um custo adicional de R$ 122,4 bilhões ao ano, e uma elevação da folha salarial do setor em 21%.

Por outro lado, especialistas do assunto apontam que a jornada 6×1 ainda é o vestígio de um atraso e de que traria impactos positivos à qualidade de vida e produtividade dos trabalhadores.

A redução da carga de trabalho, também poderia trazer efeitos positivos para os empreendedores. Por exemplo, o aumento da produtividade de funcionários mais descansados, maior retenção de talentos e estímulos à inovação e tecnologia.

A 9ª edição da Pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, do Sebrae, indicou que a maioria dos empreendedores consultados enxergam que os impactos do fim da jornada 6×1 serão positivos ou neutros no negócio.

Mas o ponto é que, não são todos os empreendedores que sabem identificar e quantificar os impactos do possível fim da escala 6×1 no negócio.

Neste momento, é importante entender como evitar que a carga horária reduzida tenha impactos negativos no seu negócio. Saber como usar as vantagens da nova jornada de trabalho para impulsionar a sua empresa pode ser fundamental.

Este é um dos objetivos do Impulso CNPJ. Em um ano com possíveis mudanças estruturais no mercado de trabalho, muitos feriados, Copa do Mundo e eleições, ter um plano sólido é a ponte que pode fazer o seu negócio atravessar todo esse cenário com crescimento.

E a sua empresa pode ser recrutada para esse projeto.

Impulso CNPJ:  inscrições para empresários em novo projeto de aceleração começam na próxima segunda (9)

Em meio aos debates sobre a jornada 6×1, vale lembrar que, independentemente do rumo da PEC, negócios bem estruturados tendem a se adaptar melhor.

Assim, em parceria com a Empiricus Research, o Impulso CNPJ traz uma abordagem 360º. O protocolo combina estratégia, visão financeira e posicionamento de mercado, voltado para aqueles que querem fortalecer suas empresas.

O programa vai selecionar um grupo exclusivo de empreendedores e acompanhada de mentores e empresários experientes, Carol Paiffer vai aplicar o exato protocolo utilizado nas startups que investe.

Entre as etapas Paiffer vai ajudar o empreendedor:

  • Entender como aumentar faturamento, margem e lucratividade;
  • Identificar avenidas de crescimento;
  • Formular um plano de expansão consistente;
  • Ajudar empresários a saírem do operacional para focar no estratégico e dedicarem tempo para a vida pessoal.

Mais do que um curso de formação tradicional, trata-se da metodologia da Shark Tank School, iniciativa oficial ligada ao ecossistema do programa que se tornou referência nacional em empreendedorismo.

O projeto terá início no dia 9 de março, às 19 horas. Nesta data, Paiffer vai apresentar todos os detalhes sobre o Impulso CNPJ e depois liberar as inscrições para os interessados.

Para participar do evento online e gratuito para saber mais, é só clicar no botão abaixo:

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Polícia Federal prende Daniel Vorcaro, do Banco Master, em nova fase de operação da Justiça

4 de Março de 2026, 08:14

A Polícia Federal prendeu nesta manhã de quarta-feira (4) o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A detenção faz parte da 3ª fase da Operação Compliance Zero.

Segundo nota da Polícia Federal, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Trata-se da primeira medida autorizada pelo ministro André Medonça desde que ele assumiu a relatoria do caso em substituição ao ministro Dias Toffoli.

As investigações contaram com o apoio do Banco Central.

Segundo a PF, a operação investiga possíveis práticas de crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa.

Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões. O objetivo é “interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas”.

A Operação Compliance Zero foi deflagrada inicialmente em novembro de 2025 relacionada a investigações sobre as suspeitas de prática de crimes envolvendo o Banco Master e o BRB, como a criação de carteiras de crédito fictícias para inflar o patrimônio do banco de Daniel Vorcaro e ocultar perdas e passivos que não teriam condições de serem honrados.

Em ato relacionado à operação, o Banco Central decretou a liquidação do Master depois de meses de investigação com o objetivo declarado de mitigar riscos de contágio das perdas ao sistema financeiro nacional.

Na ocasião, Vorcaro chegou a ser detido no aeroporto internacional de São Paulo antes de embarque para o exterior, mas foi solto dez dias depois com habeas corpus do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

Efeito Master: Banco Central libera R$ 30 bilhões em compulsório para bancos recomporem o FGC

3 de Março de 2026, 20:02

O Banco Central editou nesta terça-feira (3) a Resolução BCB nº 551, que cria uma espécie de compensação contábil para evitar que a recomposição do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) drene liquidez do sistema bancário. A estimativa do BC é que a medida libere até R$ 30 bilhões em 2026.

O contexto é o seguinte: em fevereiro, o FGC obrigou todos os bancos associados a antecipar contribuições mensais para recompor o caixa do fundo, esvaziado após o pagamento de R$ 51,8 bilhões em garantias a depositantes de instituições ligadas ao banco Master — incluindo o Will Bank e o Banco Pleno, liquidados na sequência. Se os bancos simplesmente tirassem esse dinheiro de suas operações para depositar no FGC, o efeito prático seria um aperto de liquidez no sistema, algo que o BC quer evitar num momento de juros já elevados.

A solução foi permitir que cada banco desconte do compulsório — a reserva obrigatória que toda instituição financeira mantém depositada no BC — o valor exato que antecipar ao FGC. Em termos simples: o dinheiro que o banco já tinha parado no BC é redirecionado ao fundo, em vez de sair do caixa operacional. Para o sistema como um todo, o volume de recursos em circulação não muda — é o que o BC chama de “neutralizar o efeito da antecipação ao FGC na liquidez do sistema bancário”.

A resolução ainda dá aos bancos a liberdade de escolher de qual compulsório fazer a dedução — se do que incide sobre depósitos à vista ou sobre depósitos a prazo. A distinção importa porque a composição de passivos varia muito entre instituições: bancos de varejo com grande base de conta corrente podem preferir deduzir do compulsório à vista, enquanto bancos mais dependentes de CDBs podem optar pelo de depósitos a prazo. Na avaliação do BC, essa flexibilidade “amplia a efetividade do instrumento e potencializa seu alcance”.

O alívio é temporário. À medida que cada parcela antecipada ao FGC vence, o compulsório correspondente é recomposto. O efeito líquido, portanto, é o de um colchão rotativo: libera agora, recolhe depois — exatamente a função que o compulsório já deveria cumprir em situações de estresse.

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Trump diz que vai cortar comércio com Espanha após país negar uso de bases para atacar Irã

3 de Março de 2026, 18:19

Donald Trump disse que vai “cortar todo o comércio com a Espanha” após o país negar acesso às suas bases militares para sua campanha de bombardeio contra o Irã, o que provocou uma forte reprimenda de Madri de que o presidente dos Estados Unidos deve respeitar os acordos comerciais internacionais.

“Eu disse ao Scott para cortar todos os negócios com a Espanha,” disse Trump na terça-feira (3) durante uma reunião na Casa Branca, referindo-se ao Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.

Trump não explicou como planejava cumprir essa ameaça, que pode se mostrar particularmente difícil, dado que os EUA têm um relacionamento comercial com a União Europeia mais ampla.

Mais tarde, ele sugeriu que tinha o poder de impor um embargo total a bens do país, embora não tenha indicado explicitamente que planejava fazê-lo.

Se a administração Trump deseja revisar sua relação comercial com a Espanha, deve fazê-lo respeitando a autonomia das empresas privadas, o direito internacional e os acordos bilaterais entre a UE e os EUA, disse um funcionário do governo espanhol em resposta ao comentário de Trump.

A Espanha tem os recursos necessários para conter impactos potenciais e apoiar setores que podem ser afetados por uma proibição comercial, afirmou o funcionário.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, deve fazer uma declaração na quarta-feira (4) às 9h no horário de Madri.

Em uma entrevista em janeiro ao New York Times, Trump disse que não “precisa de direito internacional.” Ele então acrescentou que isso depende da definição de direito internacional.

“A Espanha não tem absolutamente nada de que precisamos, exceto por grandes pessoas,” disse Trump na terça-feira. “Eles têm grandes pessoas, mas não têm uma liderança grande.”

Impacto na bolsa

O comentário de Trump na terça-feira veio após o fechamento da Bolsa de Madri. O ETF iShares MSCI Espanha caía 5,7% às 18h32 em Madri, após reduzir uma queda anterior que havia chegado a 6,8%, enquanto as ações europeias eram atingidas por preocupações com a inflação ao longo da sessão.

No domingo (1), Sánchez disse que a operação dos EUA e de Israel equivalia a uma “intervenção militar injustificada e perigosa fora do direito internacional.”

O governo em Madri alertou Washington de que os EUA não poderiam usar as duas bases militares no sul do país para apoiar a operação, argumentando que tal envolvimento estaria fora do tratado que rege as instalações.

“Queremos ações militares sempre sob a carta das Nações Unidas e sob esforço coletivo,” disse o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, em uma entrevista à Bloomberg Television na terça-feira. “Um mundo baseado em regras previsíveis é melhor do que um mundo em que a força é a única regra.”

Trump expressou repetidamente frustração com Sánchez por rejeitar seu apelo para que os aliados da OTAN aumentassem os gastos com defesa para o equivalente a 5% do Produto Interno Bruto. Em outubro passado, o presidente dos EUA disse que a Espanha deveria receber uma “punição comercial” pela discordância.

“Eu poderia amanhã parar — ou hoje, ainda melhor — tudo que tem a ver com a Espanha, todos os negócios que têm a ver com a Espanha, ter o direito de parar, embargos, fazer o que eu quiser com isso,” continuou Trump. “E podemos fazer isso com a Espanha.”

Bessent, na reunião, afirmou sua crença de que Trump tinha a capacidade legal de embargar bens espanhóis, sem dizer se ele seguiria esse caminho.

“O anúncio poderia ter um efeito no sentimento do mercado mais do que em números macro, embora, se a ameaça avançar, seria ruim para as exportações de vinho e azeite para os EUA,” disse Ricardo Gil, vice-chefe de investimentos da Trea Asset Management. “Do lado político, isso é um golpe para a credibilidade do governo.”

O chanceler alemão Friedrich Merz, que estava na reunião da Casa Branca com Trump, interveio para apoiar o apelo do presidente para que Madri aumentasse seus gastos com defesa.

“Estamos tentando convencer a Espanha a alcançar” a meta de gastos da OTAN, disse Merz enquanto se sentava ao lado de Trump durante sua visita à Casa Branca.

“A Espanha é a única que não está disposta a aceitar isso, e estamos tentando convencê-los de que isso faz parte da nossa segurança comum, que todos devemos cumprir com esses números.”

Trump também criticou o Reino Unido por bloqueá-lo de usar uma base militar na ilha de Diego Garcia para realizar ataques ao Irã, dizendo que estava “surpreso” enquanto se absteve de fazer uma ameaça comercial semelhante.

“Esta não é a era de Churchill. Eu vou dizer, o Reino Unido tem sido muito, muito não cooperativo com aquela ilha estúpida que eles têm,” disse Trump.

O Supremo Tribunal dos EUA derrubou no mês passado o alegado direito de Trump de usar uma lei de poderes de emergência para impor suas chamadas tarifas recíprocas ao redor do mundo. Ele anunciou uma nova taxa global de 10%, que depois ameaçou aumentar para 15%.

A equipe de Trump disse que as tarifas continuarão sendo centrais em sua política comercial, reiterando planos de lançar uma série de investigações em cronogramas acelerados que lhe permitam impor unilateralmente direitos — tudo com o objetivo de reconstruir o regime tarifário que a decisão do tribunal mais alto dos EUA efetivamente destruiu.

Após decisão da Suprema Corte, China ganha vantagem antes de cúpula com Trump

22 de Fevereiro de 2026, 11:06

O presidente chinês Xi Jinping chega à mesa de negociação com Donald Trump em posição mais forte, depois que o líder americano perdeu a capacidade de elevar tarifas rapidamente por quase qualquer motivo.

Semanas antes de Trump desembarcar em Pequim, em 31 de março – a primeira visita de um presidente americano desde 2017 – a Suprema Corte dos EUA invalidou as tarifas emergenciais amplas impostas pelo republicano, um dos principais instrumentos de pressão sobre a China.

A decisão eliminou as tarifas adicionais do segundo mandato de Trump contra Pequim e deixou a China sujeita à mesma taxa global de 15% aplicada aos aliados dos Estados Unidos – tarifa que expira em 150 dias.

A remoção da ameaça de tarifas que no ano passado chegaram a 145% dificulta a pressão de Trump por compras maiores de soja, aeronaves da Boeing e petróleo. Também o deixa sem um instrumento-chave caso negociadores chineses façam novas exigências em troca da retomada do fluxo regular de terras raras — minerais estratégicos para a indústria americana.

“Essa decisão da Suprema Corte coloca a China em posição muito mais forte de negociação”, afirmou Wu Xinbo, diretor do Centro de Estudos Americanos da Universidade Fudan. 

Ele citou o exemplo do compromisso chinês de comprar cerca de 25 milhões de toneladas de soja, condicionado às negociações tarifárias anteriores. “Se essas tarifas agora são consideradas ilegais, a ‘carta da soja’ volta para a mão da China.”

A equipe de Xi deve pressionar com mais força por:

  • Acesso a semicondutores avançados;
  • Retirada de restrições comerciais a empresas chinesas;
  • Redução do apoio dos EUA a Taiwan.

Embora a decisão da Suprema Corte americana represente um ganho para Pequim, autoridades chinesas têm sido cautelosas na reação pública.

Cartas na manga

A decisão não impede Trump de usar outros instrumentos legais para impor tarifas, como as Seções 301, 232 e 122 da Lei de Comércio.

A tarifa global de 15% foi aplicada com base na Seção 122, que permite taxas por até 150 dias sem aprovação do Congresso. Já as Seções 301 e 232 permitem tarifas unilaterais, mas exigem investigações que podem levar meses.

A China ainda enfrenta investigação sob a Seção 301 por descumprimento do acordo comercial da “Fase Um”, firmado no primeiro mandato de Trump — o que pode servir como plano alternativo de pressão.

Efeito prático

Com os mercados chineses fechados pelo Ano Novo Lunar, investidores podem reagir positivamente à notícia quando as bolsas reabrirem. Empresas exportadoras chinesas podem acelerar embarques aos EUA enquanto as tarifas permanecem mais baixas, antes de eventuais novas mudanças.

“O governo americano provavelmente buscará alternativas para manter tarifas elevadas sobre a China”, disse Zhiwei Zhang, economista-chefe da Pinpoint Asset Management. “Mas isso pode levar tempo. Nesse intervalo, empresas podem antecipar exportações.”

A decisão da Suprema Corte remove também a tarifa de 10% vinculada à crise do fentanil e as chamadas tarifas “recíprocas”, reduzindo um dos principais pontos de atrito entre Washington e Pequim.

Nos últimos meses, os dois lados já haviam flexibilizado algumas restrições de segurança nacional. Houve acordo sobre as operações do TikTok nos EUA e liberação da venda de chips Nvidia H200 à China.

Ainda assim, Trump já mostrou disposição para ameaçar novas tarifas antes de encontros importantes – como fez antes da última cúpula com Xi.

Trump intensifica embate com Suprema Corte e eleva tarifa global para 15%

21 de Fevereiro de 2026, 14:13

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (21) que aumentará de 10% para 15% a tarifa global anunciada na véspera, em reação à decisão da Suprema Corte que considerou ilegal o mecanismo anterior usado por ele para impor taxas comerciais.

“Eu, como presidente dos Estados Unidos da América, estarei, com efeito imediato, elevando a tarifa mundial de 10% para o nível plenamente permitido e legalmente testado de 15%”, escreveu Trump em uma rede social, acrescentando que muitos países vinham “explorando” os EUA há décadas.

Horas após a decisão da Suprema Corte na sexta-feira (20), Trump havia imposto uma tarifa global de 10% sobre bens importados, numa tentativa de preservar sua agenda comercial.

A nova tarifa-base está sendo aplicada com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que permite ao presidente impor tarifas por até 150 dias sem aprovação do Congresso. Obter esse aval pode ser difícil, já que democratas e alguns republicanos têm resistido a partes da política comercial do presidente.

A tarifa de 10% anunciada na sexta-feira estava programada para entrar em vigor no dia 24 de fevereiro, à 0h01 (horário de Washington). Trump fará o discurso do Estado da União ao Congresso naquela noite. A publicação deste sábado, porém, não detalha o cronograma para a entrada em vigor da tarifa de 15%.

Na sexta-feira, a Suprema Corte decidiu por 6 votos a 3 que Trump agiu ilegalmente ao utilizar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) para justificar suas chamadas “tarifas recíprocas”. Em abril, ele havia usado esse instrumento para impor tarifas entre 10% e 50% a dezenas de parceiros comerciais.

A Casa Branca e o escritório do Representante Comercial dos EUA não comentaram imediatamente.

E o Brasil?

Para o Brasil, o impacto imediato depende de um detalhe crucial: se as isenções anunciadas na sexta-feira – que incluíam carne bovina, laranjas e minerais críticos – serão mantidas também após a elevação da tarifa-base para 15%. 

Se forem preservadas, os principais itens da pauta exportadora brasileira aos EUA continuam protegidos, ao menos no curto prazo. Caso contrário, a escalada pode reacender a tensão comercial justamente em um momento em que os americanos vinham recuando de sobretaxas anteriores, sob pressão da inflação de alimentos.

Além disso, o Brasil segue sob investigação na Seção 301 por supostas práticas comerciais desleais – um instrumento mais duradouro e potencialmente mais agressivo que a Seção 122. Ou seja: mesmo que a tarifa de 15% tenha prazo de até 150 dias, o risco estrutural para as exportações brasileiras continua na mesa.

Vale e Embraer se aproximam do influente Grupo Adani em nova ofensiva brasileira na Índia

21 de Fevereiro de 2026, 12:54

O grupo indiano Adani, maior operador portuário da Índia e um dos conglomerados mais influentes da Ásia, assinou neste sábado (21) dois memorandos de entendimento com empresas brasileiras – Vale e Embraer – ampliando a presença do Brasil em setores considerados estratégicos para o crescimento indiano.

De um lado, a Vale fechou parceria com a Adani Ports e a estatal indiana NMDC para desenvolver um complexo integrado de minério de ferro no Porto de Gangavaram, na costa leste da Índia. De outro, a Embraer assinou memorando para instalar uma linha de montagem final do jato regional E175 no país, em parceria com a Adani Defence & Aerospace.

Os acordos foram firmados durante o Fórum Empresarial Índia–Brasil, em Nova Déli, na visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país. A aproximação empresarial ocorre em meio à tentativa de ampliar o fluxo comercial entre os dois países.

O comércio bilateral Brasil–Índia gira hoje em torno de US$ 15 bilhões por ano, e os governos estabeleceram a meta de elevá-lo para US$ 20 bilhões até 2030. Lula afirmou a jornalistas que o volume pode superar essa marca e alcançar US$ 30 bilhões até o fim da década, caso os dois lados acelerem os acordos.

E os acordos com Vale e Embraer colocam o conglomerado liderado por Gautam Adani no centro dos objetivos comerciais entre Brasil e Índia.

Minério

De acordo com a revista exame, o CEO da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou que a Índia pode repetir a trajetória de expansão industrial observada na China nos anos 2000, quando o país se tornou o principal destino do minério brasileiro.

No ano passado, a Vale exportou 10 milhões de toneladas de minério de ferro para a Índia. O volume ainda é pequeno diante das vendas à China, mas vem crescendo. Segundo Pimenta, a Índia produz atualmente cerca de 150 milhões de toneladas de aço por ano e pode ultrapassar 300 milhões na próxima década.

Lula e Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, durante visita oficial do presidente do Brasil
Lula e Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, durante visita oficial do presidente do Brasil (Prakash Singh/Bloomberg)

O acordo com a Adani prevê a criação de uma estrutura de mistura de minério dentro de uma Zona Econômica Especial (SEZ) no Porto de Gangavaram, na costa leste da Índia. A estratégia é misturar minério brasileiro de alto teor com minério local, oferecendo uma solução mais eficiente às siderúrgicas indianas.

O projeto também inclui infraestrutura capaz de receber navios do tipo Valemax – embarcações com capacidade para até 400 mil toneladas, amplamente utilizadas pela Vale. Com isso, a capacidade do porto pode chegar a 75 milhões de toneladas por ano.

Aviões

Na frente aeronáutica, a Embraer assinou um memorando ampliado com a Adani Defence & Aerospace para estruturar a produção do jato regional E175 na Índia, dentro do programa indiano de aeronaves de transporte regional. O anúncio já havia sido feio no mês passado.

A Índia é um dos mercados de aviação que mais crescem no mundo e deve demandar ao menos 500 aeronaves na faixa de 80 a 146 assentos nos próximos 20 anos, segundo estimativas do governo indiano.

O plano é que a montagem ocorra na Índia, com participação da indústria local na cadeia de suprimentos, em linha com a política industrial do governo de Nova Déli, que busca fortalecer a autossuficiência em setores estratégicos.

O Grupo Adani

Fundado por Gautam Adani, o conglomerado se consolidou como o maior operador portuário da Índia e expandiu sua atuação para aeroportos, energia, defesa, cimento, mineração e infraestrutura.

O grupo controla o Aeroporto Internacional de Mumbai, administra diversos portos ao longo da costa indiana e tem planos ambiciosos em energia renovável, com investimentos anunciados de até US$ 70 bilhões no setor.

Vale e Embraer se aproximam do influente Grupo Adani em nova ofensiva brasileira na Índia

21 de Fevereiro de 2026, 12:54

O grupo indiano Adani, maior operador portuário da Índia e um dos conglomerados mais influentes da Ásia, assinou neste sábado (21) dois memorandos de entendimento com empresas brasileiras – Vale e Embraer – ampliando a presença do Brasil em setores considerados estratégicos para o crescimento indiano.

De um lado, a Vale fechou parceria com a Adani Ports e a estatal indiana NMDC para desenvolver um complexo integrado de minério de ferro no Porto de Gangavaram, na costa leste da Índia. De outro, a Embraer assinou memorando para instalar uma linha de montagem final do jato regional E175 no país, em parceria com a Adani Defence & Aerospace.

Os acordos foram firmados durante o Fórum Empresarial Índia–Brasil, em Nova Déli, na visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país. A aproximação empresarial ocorre em meio à tentativa de ampliar o fluxo comercial entre os dois países.

O comércio bilateral Brasil–Índia gira hoje em torno de US$ 15 bilhões por ano, e os governos estabeleceram a meta de elevá-lo para US$ 20 bilhões até 2030. Lula afirmou a jornalistas que o volume pode superar essa marca e alcançar US$ 30 bilhões até o fim da década, caso os dois lados acelerem os acordos.

E os acordos com Vale e Embraer colocam o conglomerado liderado por Gautam Adani no centro dos objetivos comerciais entre Brasil e Índia.

Minério

De acordo com a revista exame, o CEO da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou que a Índia pode repetir a trajetória de expansão industrial observada na China nos anos 2000, quando o país se tornou o principal destino do minério brasileiro.

No ano passado, a Vale exportou 10 milhões de toneladas de minério de ferro para a Índia. O volume ainda é pequeno diante das vendas à China, mas vem crescendo. Segundo Pimenta, a Índia produz atualmente cerca de 150 milhões de toneladas de aço por ano e pode ultrapassar 300 milhões na próxima década.

Lula e Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, durante visita oficial do presidente do Brasil
Lula e Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, durante visita oficial do presidente do Brasil (Prakash Singh/Bloomberg)

O acordo com a Adani prevê a criação de uma estrutura de mistura de minério dentro de uma Zona Econômica Especial (SEZ) no Porto de Gangavaram, na costa leste da Índia. A estratégia é misturar minério brasileiro de alto teor com minério local, oferecendo uma solução mais eficiente às siderúrgicas indianas.

O projeto também inclui infraestrutura capaz de receber navios do tipo Valemax – embarcações com capacidade para até 400 mil toneladas, amplamente utilizadas pela Vale. Com isso, a capacidade do porto pode chegar a 75 milhões de toneladas por ano.

Aviões

Na frente aeronáutica, a Embraer assinou um memorando ampliado com a Adani Defence & Aerospace para estruturar a produção do jato regional E175 na Índia, dentro do programa indiano de aeronaves de transporte regional. O anúncio já havia sido feio no mês passado.

A Índia é um dos mercados de aviação que mais crescem no mundo e deve demandar ao menos 500 aeronaves na faixa de 80 a 146 assentos nos próximos 20 anos, segundo estimativas do governo indiano.

O plano é que a montagem ocorra na Índia, com participação da indústria local na cadeia de suprimentos, em linha com a política industrial do governo de Nova Déli, que busca fortalecer a autossuficiência em setores estratégicos.

O Grupo Adani

Fundado por Gautam Adani, o conglomerado se consolidou como o maior operador portuário da Índia e expandiu sua atuação para aeroportos, energia, defesa, cimento, mineração e infraestrutura.

O grupo controla o Aeroporto Internacional de Mumbai, administra diversos portos ao longo da costa indiana e tem planos ambiciosos em energia renovável, com investimentos anunciados de até US$ 70 bilhões no setor.

Brasil e Índia firmam acordo sobre terras raras e ampliam parceria comercial

21 de Fevereiro de 2026, 08:57

Brasil e Índia firmaram neste sábado (21) um acordo para cooperação em minerais críticos, com foco no processamento de terras raras. O objetivo é reforçar o acesso a insumos estratégicos em um momento de transformação nas cadeias globais.

“O acordo ajudará a moldar uma cadeia de suprimentos nova e resiliente”, disse o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Nova Délhi.

O Brasil abriga a segunda maior reserva de terras raras do mundo e surge como alternativa para a Índia reduzir sua dependência da China – especialmente em setores como veículos elétricos, painéis solares, smartphones e equipamentos de defesa, incluindo motores de jatos e mísseis guiados.

O movimento ocorre pouco depois de a Índia aderir à iniciativa Pax Silica, liderada pelos Estados Unidos, voltada à construção de cadeias mais resilientes em semicondutores, inteligência artificial e minerais críticos.

A concentração da oferta desses insumos na China tem gerado preocupação crescente, sobretudo em economias emergentes que dependem de materiais essenciais para manufatura avançada e tecnologia militar.

Além de diversificar fornecedores, Brasil e Índia querem avançar no processamento dos minerais – e não apenas permanecer como exportadores de matéria-prima. Hoje, a China domina tanto a extração quanto o refino, enquanto países como os Estados Unidos buscam acelerar parcerias alternativas.

“A ampliação dos investimentos e da cooperação em energias renováveis e minerais críticos está no centro do acordo pioneiro que assinamos hoje”, afirmou Lula.

A aproximação também tem dimensão comercial. As trocas bilaterais superaram US$ 15 bilhões em 2025, e os dois países estabeleceram a meta de elevar o comércio a US$ 20 bilhões até 2030. O Brasil é atualmente o principal parceiro comercial da Índia na América Latina.

A relação ganhou novo impulso após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impor tarifas de 50% sobre produtos de ambos os países. No caso da Índia, a alíquota foi reduzida para 18% após a assinatura de um acordo comercial neste mês.

O cenário voltou a mudar na sexta-feira (20), quando a Suprema Corte dos EUA derrubou parte das tarifas implementadas por Trump no ano passado. Em resposta, o presidente anunciou uma tarifa global de 10% sobre bens importados — ampliando a incerteza no comércio internacional.

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Derrubada das tarifas de Trump abre disputa por até US$ 170 bilhões em reembolsos

20 de Fevereiro de 2026, 15:27

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou as tarifas globais impostas por Donald Trump deixou em aberto uma questão central: quem terá direito a reaver os valores já pagos.

A indefinição dá início a uma possível batalha judicial prolongada entre importadores, varejistas e o governo americano para recuperar até US$ 170 bilhões arrecadados com as tarifas impostas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).

Na sexta-feira, por 6 votos a 3, a Suprema Corte decidiu que Trump não tinha autoridade legal para usar a lei de emergência para impor as sobretaxas.

Reembolsos ainda indefinidos

Apesar de considerar ilegal o uso da IEEPA para criar tarifas, a Corte não determinou se as empresas têm direito automático a reembolsos nem como esse processo deve ocorrer. A definição ficará a cargo do Tribunal de Comércio Internacional dos EUA, onde o caso volta a tramitar.

“O tribunal não diz nada hoje sobre se, e como, o governo deve devolver os bilhões arrecadados”, escreveu o ministro Brett Kavanaugh em voto dissidente. Ele afirmou que o processo de ressarcimento provavelmente será “uma bagunça”.

Até 14 de dezembro, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) havia arrecadado cerca de US$ 170 bilhões com tarifas aplicadas sob a IEEPA.

Mais de 1.500 empresas já entraram com ações judiciais para garantir posição na fila de eventuais reembolsos, segundo levantamento da Bloomberg.

Impacto

Varejistas e empresas do setor de vestuário estão entre os mais atentos à decisão, já que as tarifas elevaram significativamente os custos de produtos importados da China, Vietnã e outros países asiáticos.

A Lululemon, por exemplo, afirmou em dezembro que suas margens seriam pressionadas principalmente pelas tarifas. Analistas avaliam que a decisão pode melhorar expectativas de lucro se as empresas já tiverem incorporado custos elevados às projeções.

“Se as companhias já embutiram custos muito altos de tarifas, pode haver algum espaço para revisão positiva”, disse Neil Saunders, da GlobalData.

Ainda assim, especialistas alertam que a decisão não elimina a incerteza comercial. “A decisão traz algum alívio no curto prazo, mas não remove a instabilidade da política comercial”, afirmou Zak Stambor, da Emarketer.

Disputa pode levar anos

O governo já sinalizou que não contestará a autoridade da Justiça para recalcular tarifas, mas deixou em aberto a possibilidade de restringir quem terá direito a receber valores de volta.

Advogados afirmam que o tribunal pode consolidar os milhares de processos em um único procedimento coletivo, como ocorreu após a Suprema Corte derrubar um imposto portuário em 1998 — caso que envolveu cerca de US$ 750 milhões, valor muito inferior ao atual.

Até o fim de 2025, mais de 300 mil importadores haviam pago as tarifas contestadas, segundo o governo.

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que o governo tem caixa suficiente para efetuar devoluções, mas indicou que o processo pode levar meses ou até mais de um ano.

Há ainda debate sobre se empresas que repassaram os custos ao consumidor deveriam receber reembolso integral.

“Costco, que está processando o governo, vai devolver o dinheiro aos clientes?”, questionou Bessent em entrevista à Reuters.

Executivos dizem que a prioridade agora é organizar documentação para eventual pedido de restituição. Corretores aduaneiros e advogados alertam que o governo pode exigir comprovação detalhada de cada importação.

No fim das contas, analistas acreditam que o impacto prático pode ser limitado.

“As empresas podem melhorar margens no curto prazo, mas não devem receber uma enxurrada de caixa nem reduzir preços de forma significativa”, disse Joe Feldman, da Telsey Advisory Group. “O que vai acontecer na prática talvez não mude tanto assim.”

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