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PGR defende que Mendonça relate pedido de investigação sobre filme Dark Horse

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), seja o responsável por analisar o pedido de investigação relacionado ao financiamento do filme Dark Horse, produção que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Leia em TVT News.

O parecer foi apresentado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e enviado ao ministro Alexandre de Moraes, que havia solicitado manifestação do órgão antes de decidir sobre o caso.

A controvérsia gira em torno de um pedido apresentado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que solicitou a ampliação das investigações envolvendo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para incluir fatos relacionados ao financiamento do longa-metragem.

Segundo o parlamentar, há indícios de conexão entre os recursos destinados ao filme Dark Horse e a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Após receber o parecer da PGR, Alexandre de Moraes encaminhou a questão ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. Caberá agora ao chefe da Corte decidir se o caso permanecerá sob a relatoria de Moraes, será transferido para André Mendonça ou se haverá um novo sorteio para definir o ministro responsável.

PGR vê conexão com investigações já conduzidas por Mendonça

No parecer encaminhado ao Supremo, Paulo Gonet argumenta que os fatos mencionados por Lindbergh Farias possuem ligação com investigações já existentes envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo o procurador-geral, esse conjunto de apurações já tramita sob a supervisão de André Mendonça, o que justificaria a redistribuição do pedido para o gabinete do ministro.

“O episódio a que se refere a representação, entretanto, já é objeto de procedimento próprio na Suprema Corte, que tramita sob a supervisão do eminente ministro André Mendonça”, escreveu Gonet.

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André Mendonça, ministro do STF – Foto: Fellipe Sampaio/STF

A manifestação da PGR não analisa o mérito das acusações apresentadas pelo parlamentar petista nem se posiciona sobre eventual abertura de investigação. O parecer trata exclusivamente da definição de competência dentro do STF.

A avaliação da Procuradoria é que a conexão entre os fatos apontados por Lindbergh e as investigações já existentes recomenda a concentração dos procedimentos sob uma mesma relatoria.

Pedido surgiu após revelação de conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro

O pedido apresentado por Lindbergh Farias foi protocolado após a divulgação de conversas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, e o banqueiro Daniel Vorcaro.

As mensagens vieram à tona após reportagens revelarem que Flávio buscou recursos junto a Vorcaro para custear a produção do filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.

Com base nessas informações, Lindbergh sustentou que os recursos poderiam ter relação com a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e com iniciativas internacionais voltadas à defesa da anistia do ex-presidente.

O deputado pediu que Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro fossem incluídos nas investigações conduzidas por Moraes sobre a atuação de Eduardo Bolsonaro no exterior.

Segundo o parlamentar, seria necessário apurar se o dinheiro destinado ao longa-metragem Dark Horse foi efetivamente utilizado apenas para a produção audiovisual ou se parte dos recursos teve outras finalidades.

Relação com o caso envolvendo Eduardo Bolsonaro

A solicitação foi apresentada no âmbito do inquérito que investigou a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

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André Porciúncula, Eduardo Bolsonaro e ex-auxiliar de Mario Frias na Secretaria de Cultura do governo Jair Bolsonaro – Foto: Reprodução

Na semana passada, o ex-deputado foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. O caso foi relatado por Alexandre de Moraes.

Ao protocolar o pedido de ampliação das investigações, Lindbergh Farias argumentou que existiria uma ligação entre o financiamento do filme e as ações desenvolvidas por Eduardo no exterior.

Segundo o parlamentar, os recursos poderiam ter sido empregados para custear a permanência do ex-deputado fora do Brasil ou para financiar iniciativas relacionadas à campanha internacional por sanções e tarifas em defesa da anistia de Jair Bolsonaro.

As suspeitas foram mencionadas também em documentos da Polícia Federal citados durante a tramitação do caso.

Flávio Bolsonaro recebeu milhões do Master para “Dark Horse”, filme sobre seu pai

Após a divulgação das conversas com Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro negou qualquer prática irregular.

O senador afirmou que o contato com o banqueiro teve como objetivo exclusivo buscar recursos privados para viabilizar a produção cinematográfica.

Segundo ele, não houve negociação de vantagens indevidas nem utilização dos valores para fins distintos daqueles relacionados ao filme Dark Horse.

A equipe do parlamentar também comentou o parecer apresentado pela Procuradoria-Geral da República.

Em nota enviada à imprensa, os assessores destacaram que a manifestação de Paulo Gonet sustenta a redistribuição do processo para André Mendonça.

“O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, apresentou manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) defendendo que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado incompetente para conduzir o julgamento relacionado ao caso Dark Horse.

No parecer, Gonet sustenta que o processo deve ser redistribuído ao ministro André Mendonça, apontado como prevento para analisar a matéria”, afirmou a equipe de Flávio Bolsonaro.

Eduardo Bolsonaro também rebate suspeitas sobre dinheiro de Dark Horse

Eduardo Bolsonaro igualmente rejeitou as hipóteses levantadas sobre eventual utilização de recursos ligados ao filme para sua permanência nos Estados Unidos.

O ex-deputado classificou as suspeitas como “toscas” e argumentou que sua situação migratória impediria o recebimento de valores dessa natureza.

Após a divulgação das conversas envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, também veio à tona a participação de Eduardo como produtor-executivo do filme.

A produção de Dark Horse ganhou repercussão nacional depois que reportagens revelaram a busca de financiamento para viabilizar as gravações da obra.

O que é o caso Dark Horse

O filme Dark Horse é uma cinebiografia que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A produção passou a ocupar espaço no debate político após a divulgação de mensagens que indicariam uma tentativa de captação de recursos junto ao empresário Daniel Vorcaro.

O banqueiro está preso em decorrência das investigações relacionadas ao chamado caso Master, conjunto de apurações que já tramita sob relatoria de André Mendonça no STF.

Foi justamente essa conexão que levou a Procuradoria-Geral da República a defender que o novo pedido seja analisado pelo mesmo ministro.

Na avaliação do órgão, a existência de elementos comuns entre os procedimentos recomenda a concentração dos casos sob uma única relatoria, evitando decisões conflitantes e permitindo uma análise integrada dos fatos.

Fachin decidirá futuro do processo

Com o parecer da PGR nos autos, Alexandre de Moraes optou por não decidir sozinho sobre a definição do relator.

O ministro encaminhou a questão ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que deverá analisar os argumentos apresentados e definir o destino do procedimento.

Entre as possibilidades estão a manutenção do caso com Moraes, a transferência para André Mendonça ou a realização de um sorteio para indicar outro integrante da Corte.

A decisão será importante para determinar os próximos passos do pedido apresentado por Lindbergh Farias e para definir qual gabinete ficará responsável por avaliar a abertura ou não de uma investigação sobre os recursos destinados ao filme Dark Horse.

Até que essa definição ocorra, não há deliberação do STF sobre o mérito das acusações nem sobre eventual responsabilização dos envolvidos.

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Copa do Mundo hoje: agenda de jogos desta terça (23); veja horários, onde assistir e escalações

A segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 prossegue nesta terça-feira (23) com quatro partidas do grupo K e L e que podem definir o futuro do torneio. Com grande nomes do futebol mundial, esta terça terá Cr7, Modric, Kane e Luis Díaz em campo. Leia tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.

A programação do dia abre às 14h com um dos confrontos mais esperados, Portugal e Uzbequistão pelo grupo K. Após empate com o Congo, o Portugal de Cr7 busca sua primeira vitória na Copa do Mundo 2026 em meio a rumores de desgate interno, que resultou em críticas dos torcedores, que criticam a nova geração por diminuir a importância do craque de 41 anos.

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O dia se encerra com mais um confronto do grupo de Portugal, com a Colômbia de Luis Díaz e James Rodrigues contra a República Democrática do Confgo, que conquistou o empate contra a seleção portuguesa. Os dois confrontos do grupo K são decisivos para definir ao menos um dos classificados. Até agora, quem se classifica é a Colômbia e a República Dermocrática do Congo. Nem Portugal ou Uzbesquistão passam para o mata-mata na atual tabela.

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No período da tarde, teremos dois confrontos do grupo L, com Inglaterra enfrentando Gana às 17h e Panamá e Croácia às 20h.

Na primeira rodada, assistimos a uma das partidas mais emocionantes do torneio que foi o enfrentamento da Inglaterra de Kane e da Croácia de Modric com o placar de 4 X 2 para a seleção inglesa, que agora busca sua segunda vitória para se classificar para a fase mata-mata. Para a Croácia, por outro lado, a partida de hoje é fundamental para a permanência no torneio.

Gana já tem seus 3 pontos, após a vitória contra o Panamá, que está pendurado e corre risco de eliminação junto com a seleção da Croácia. Ou seja, ambos precisam pontuar nessa rodada.

Agenda completa com os jogos de hoje e onde assistir

Portugal Portugal × Uzbequistão Uzbequistão
🕒 Horário: 14h
📺 Onde assistir: CazéTV
📍 Houston • Grupo K
Inglaterra Inglaterra × Gana Gana
🕔 Horário: 17h
📺 Onde assistir: CazéTV
📍 Boston • Grupo L
Panamá Panamá × Croácia Croácia
🕗 Horário: 20h
📺 Onde assistir: CazéTV
📍 Toronto • Grupo L
Colômbia Colômbia × RD Congo República Democrática do Congo
🕚 Horário: 23h
📺 Onde assistir: CazéTV
📍 Guadalajara • Grupo K

Portugal x Uzbequistão

Portugal entra em campo nesta terça-feira (23), às 14h (de Brasília), no NRG Stadium, em Houston, pressionado após o empate por 1 a 1 com a República Democrática do Congo na estreia da Copa do Mundo de 2026. O resultado deixou a seleção portuguesa apenas na terceira colocação do Grupo K, atrás de Colômbia e RD Congo, e aumentou a necessidade de uma vitória para manter vivo o objetivo de avançar às oitavas de final.

A equipe comandada por Roberto Martínez sabe que um tropeço pode complicar bastante a situação na chave. Além dos três pontos, um triunfo por boa diferença de gols pode ser importante nos critérios de desempate, especialmente porque a Colômbia venceu o Uzbequistão por 3 a 1 na primeira rodada.

Portugal

A principal atração da seleção portuguesa continua sendo Cristiano Ronaldo. Aos 41 anos, o atacante disputa sua sexta Copa do Mundo e segue como referência técnica e simbólica da equipe. Apesar da expectativa, o camisa 7 teve atuação discreta diante da RD Congo e não marcou na estreia.

Após o empate, Portugal passou a conviver com especulações sobre um possível desgaste interno envolvendo Cristiano Ronaldo e integrantes mais jovens do elenco. As discussões ganharam força depois de uma declaração do meio-campista João Neves, que afirmou que o atacante é “mais um” dentro do grupo, embora tenha reconhecido a importância histórica do jogador para o futebol português.

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HOUSTON, 18 de junho de 2026 (Xinhua) — Cristiano Ronaldo, de Portugal, reage durante a partida do Grupo K entre Portugal e a República Democrática do Congo (RDC) na Copa do Mundo da FIFA de 2026, no Estádio de Houston, em Houston, Estados Unidos, em 17 de junho de 2026. (Xinhua/Xiao Yijiu) (Foto de Xiao Yijiu / Xinhua via AFP)

Cristiano respondeu às especulações de forma pública. Em uma publicação nas redes sociais, destacou que a estreia ficou abaixo do esperado, mas pediu concentração para a sequência da competição. Em outro post, compartilhou uma imagem ao lado dos companheiros e escreveu: “Sempre unidos”.

O lateral Diogo Dalot também saiu em defesa do capitão. “Todos sabem a capacidade que o Cristiano traz para a equipe, são mais de 20 anos de história pela seleção. A confiança que ele passa para a gente sempre foi a mesma. Enquanto ele representar a seleção vai estar sempre preparado para jogar”, afirmou.

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Já o técnico Roberto Martínez destacou que a equipe precisa criar mais oportunidades para aproveitar melhor as características do atacante. Segundo o treinador, a experiência de Cristiano Ronaldo dentro da área segue sendo um ativo importante para Portugal.

A tendência é que Roberto Martínez promova mudanças. O zagueiro Rúben Dias deve retornar ao time titular após recuperação física. No setor ofensivo, João Félix aparece como opção para atuar ao lado de Cristiano Ronaldo.

Provável escalação de Portugal: Diogo Costa; João Cancelo, Rúben Dias, Renato Veiga (ou Gonçalo Inácio) e Nuno Mendes; Vitinha, João Neves e Bruno Fernandes; João Félix, Rafael Leão (ou Pedro Neto) e Cristiano Ronaldo.

Uzbequistão

O Uzbequistão faz sua primeira participação em uma Copa do Mundo e chega para a segunda rodada tentando reagir após a derrota por 3 a 1 para a Colômbia.

Apesar do resultado negativo, a equipe asiática conseguiu marcar seu primeiro gol nesta edição do torneio com Abbosbek Fayzullaev, um dos destaques do elenco. O atacante Eldor Shomurodov também concentra boa parte das expectativas ofensivas da seleção comandada pelo italiano Fabio Cannavaro.

O treinador deve promover uma alteração na equipe, com a entrada de Odiljon Khamrobekov no lugar de Urunov.

Provável escalação do Uzbequistão: Utkir Yusupov; Abdukodir Khusanov, Jasurbek Urozov e Abdurauf Abdullaev; Bekzod Karimov, Aleksandr Mozgovoy, Otabek Shukurov e Farrukh Sayfiev; Abbosbek Fayzullaev e Odiljon Khamrobekov; Eldor Shomurodov.

Inglaterra x Gana

Às 17h, pelo Grupo L, Inglaterra e Gana se enfrentam no Gillette Stadium, em Boston. O confronto reúne duas seleções que venceram na estreia e que podem dar um passo importante rumo à classificação para a fase eliminatória.

A Inglaterra lidera a chave graças à vitória por 4 a 2 sobre a Croácia. Já Gana conquistou três pontos ao derrotar o Panamá por 1 a 0.

Inglaterra

A equipe dirigida por Thomas Tuchel protagonizou um dos jogos mais movimentados da primeira rodada. A vitória sobre a Croácia contou com grande atuação de Harry Kane, autor de dois gols.

O atacante chegou a dez gols em Copas do Mundo e igualou Gary Lineker como maior artilheiro da história da Inglaterra em Mundiais. Além disso, tornou-se o jogador inglês com mais gols marcados em cobranças de pênalti na competição.

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Harry Kane no vídepclipe “Dai Dai” de Shakira, música oficial da Copa – Reprodução

Ao lado de Kane, a seleção inglesa conta com atletas que vivem grande momento, como Jude Bellingham, Marcus Rashford e Declan Rice. O desempenho ofensivo da estreia reforçou o favoritismo inglês para avançar em primeiro lugar no grupo.

Provável escalação da Inglaterra: Jordan Pickford; Reece James, Ezri Konsa, John Stones e Nico O’Reilly; Elliot Anderson e Declan Rice; Noni Madueke, Jude Bellingham e Anthony Gordon; Harry Kane.

Gana

A seleção ganesa chega embalada pela vitória sobre o Panamá. O gol decisivo foi marcado pelo volante Caleb Yirenkyi aos 49 minutos do segundo tempo, resultado que colocou os africanos na disputa direta pela liderança do Grupo L.

O técnico Thomas Christiansen deve manter a base da equipe que venceu na estreia. A principal atenção recai sobre Yirenkyi, que está pendurado e precisará evitar cartões para não desfalcar a equipe em um possível confronto decisivo.

Vice-capitão de Gana está em liberdade após pagar fiança. Ele sofre 5 acusações de estupro e 1 de violência sexual

Na primeira rodada, um dos seus jogadores, Thomas Partney, não pode jogar. O motivo? Partiney, o ex-Arsenal, sofre 5 acusaões de estupro e uma de agressão sexual. Em agosto de 2025, ele obteve liberdade após pagar fiança.

No momento, ele aguarda o fim do julgamento e se diz inocente. No Canadá, onde foi o jogo de estreia, ele teve o visto negado por causa do processo e das acusações. A segunda rodada, no entanto, será nos EUA e Partney, o vice-capitão da equipe poderá jogar.

Provável escalação de Gana: Benjamin Asare; Maxime Senaya, Jonas Adjetey, Jonathan Opoku e Gideon Mensah; Ernest Nuamah, Caleb Yirenkyi, Ebenezer Owusu e Kamaldeen Sulemana; Jordan Ayew; Antoine Semenyo.

Panamá x Croácia

Às 20h, no BMO Field, em Toronto, Panamá e Croácia disputam um confronto que pode definir o futuro das duas seleções na Copa do Mundo.

Derrotadas na estreia, ambas entram em campo sob pressão. Dependendo dos resultados da rodada, quem perder pode ficar muito próximo da eliminação.

Panamá

O Panamá mostrou competitividade diante de Gana, mas acabou derrotado por 1 a 0. Mesmo com mais posse de bola e maior número de finalizações, a equipe não conseguiu transformar o volume de jogo em gols.

Agora, os panamenhos buscam a primeira vitória de sua história em Copas do Mundo para seguir sonhando com a classificação.

Provável escalação do Panamá: Orlando Mosquera; César Blackman, José Córdoba e Jiovany Ramos; Amir Murillo, Cristian Martínez, Carlos Harvey e Andrés Andrade; Yoel Bárcenas, José Luis Rodríguez e Cecilio Waterman.

Croácia

A Croácia chega pressionada após perder por 4 a 2 para a Inglaterra em uma das partidas mais emocionantes da primeira rodada.

A seleção tem histórico recente expressivo em Copas do Mundo. Foi vice-campeã em 2018, terminou em terceiro lugar em 2022 e também alcançou o terceiro posto em 1998.

O principal nome continua sendo Luka Modric. Aos 40 anos, o meio-campista disputa sua sexta Copa do Mundo. Contra a Inglaterra, teve atuação abaixo do esperado, cometeu o pênalti que originou o primeiro gol adversário e acabou substituído no segundo tempo.

Modric chega ao torneio mundial aos 41 anos – Reprodução/Redes sociais

Maior jogador em número de partidas pela seleção croata, com 199 jogos, Modric busca liderar a reação da equipe em um duelo considerado decisivo.

Provável escalação da Croácia: Dominik Livaković; Josip Stanišić, Josip Šutalo, Duje Ćaleta-Car e Joško Gvardiol; Luka Modrić e Mateo Kovačić; Petar Sučić, Martin Baturina e Ivan Perišić; Ante Budimir.

Colômbia x República Democrática do Congo

Fechando a programação do dia, Colômbia e República Democrática do Congo se enfrentam às 23h, em Guadalajara, no México, em partida que vale a liderança do Grupo K.

A Colômbia chega com três pontos após derrotar o Uzbequistão por 3 a 1. Já a RD Congo conquistou um resultado histórico ao empatar com Portugal.

Colômbia

A seleção colombiana começou a Copa em alta. O triunfo sobre o Uzbequistão confirmou o bom momento da equipe dirigida por Néstor Lorenzo e colocou os sul-americanos na liderança da chave.

O ataque liderado por Luis Díaz segue como principal esperança da torcida. Ao lado dele, James Rodríguez continua sendo uma das referências técnicas do grupo, responsável pela organização ofensiva e pela experiência em grandes competições.

Luis Diaz, jogador da Colômbia – Foto: Reprodução/Redes sociais

Com mais uma vitória, a Colômbia pode encaminhar a classificação para as oitavas de final com uma rodada de antecedência.

Provável escalação da Colômbia: Camilo Vargas; Daniel Muñoz, Davinson Sánchez, Jhon Lucumí, Johan Mojica; Jefferson Lerma, Gustavo Puerta, Jhon Arias, James Rodríguez, Luis Díaz e Luis Suárez.

República Democrática do Congo

A RD Congo foi uma das histórias mais marcantes da primeira rodada. Além de conquistar um empate diante de Portugal, a seleção marcou seu primeiro gol em uma Copa do Mundo.

O atacante Yoane Wissa entrou para a história ao balançar as redes diante dos portugueses e garantir o resultado que colocou os congoleses na segunda colocação do grupo.

Yoane Wissa com a camisa do time francês Lorient – Foto: Reprodução/Redes Sociais

Após retornar ao Mundial depois de 52 anos, a equipe dirigida por Sébastien Desabre busca manter a boa campanha e se aproximar de uma classificação histórica para o mata-mata.

A tendência é que o treinador repita a base que enfrentou Portugal.

Provável escalação da RD Congo: Lionel Mpasi Nzau; Wan-Bissaka, Chancel Mbemba, Axel Tuanzebe, Steve Kapuadi e Arthur Masuaku; Noah Mukau, Samuel Moutoussamy e Edo Kayembe; Cédric Bakambu e Yoane Wissa.

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Governo Lula traz pacote para melhoria de infraestrutura nas periferias do RJ

O Ministério das Cidades anunciou hoje (22) no Rio de Janeiro (RJ) ações para a melhoria de infraestrutura urbana e qualidade de vida nas periferias. A agenda teve participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro das Cidades, Vladimir Lima, e da ministra da Casa Civil, Miriam Belchior. Leia mais em TVT News.

O evento anuncia atos e medidas que somam R$ 702,9 milhões em recursos federais para urbanização de favelas na capital do estado, além da autorização para início das obras do PAC Jardim Maravilha, em Guaratiba.

As iniciativas integram o Novo PAC Periferia Viva – Urbanização de Favelas e o FGTS – Programa Pró-Moradia/Periferia Viva e contemplam três das maiores comunidades do Rio de Janeiro: Favela da Maré, Complexo do Alemão e Rocinha.

As ações têm como objetivo ampliar o acesso à infraestrutura urbana, promover inclusão social e garantir mais dignidade e qualidade de vida para a população das periferias.

Ações integram Novo PAC Periferia Viva

Na Favela da Maré, serão assinados documentos entre o Governo do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Prefeitura do Rio de Janeiro para viabilizar a fase 1 das intervenções do Novo PAC Periferia Viva.

Entre as ações previstas estão a construção do Parque Linear da Maré, na Vila dos Pinheiros, e a implantação de um Ecoponto. O parque ocupará área atualmente degradada e utilizada para descarte irregular de resíduos às margens da Baía de Guanabara. 

A Autorização do Início da Obra representa os primeiros R$ 8,5 milhões em investimentos do Novo PAC Periferia Viva na comunidade. Consideradas as etapas seguintes, os investimentos na Maré deverão alcançar R$ 170 milhões. 

A comunidade também celebrará a conclusão do Programa CEP para Todos. Todo o Complexo da Maré passa a contar com CEP por logradouro, com a criação de 434 novos códigos de endereçamento postal internos. O trabalho envolveu a verificação de 887 logradouros, incluindo avenidas, travessas, becos e vielas, além da atualização de 225 nomes e da identificação oficial do Bairro Maré junto aos Correios. 

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de anúncio de investimentos do Governo Federal para Periferias, Favelas e Comunidades Urbanas do Rio de Janeiro, no Jardim Maravilha – RJ.



Foto: Ricardo Stuckert / PR

No Complexo do Alemão, será assinado o Contrato da Operação do FGTS – Programa Pró-Moradia/Periferia Viva, que prevê obras de infraestrutura urbana, incluindo implantação de redes de esgoto sanitário e abastecimento de água, rede elétrica e iluminação pública, pavimentação, drenagem, construção de praças e ações de regularização fundiária. 

Também será inaugurado o Posto Territorial Periferia Viva, instalado em imóvel localizado no interior da comunidade e equipado para apoiar a implementação das ações do programa. O Governo do Brasil vai liberar R$ 200 milhões e viabilizar um investimento total no Complexo do Alemão de R$ 210,5 milhões com a contrapartida da Prefeitura do Rio. 

A agenda prevê ainda a assinatura do contrato de financiamento para a urbanização da Rocinha, firmado entre o Ministério das Cidades, a Prefeitura do Rio de Janeiro e a Caixa Econômica Federal. O projeto contará com R$ 350 milhões em investimentos, dos quais R$ 332,9 milhões serão financiados pelo Governo do Brasil e R$ 17,5 milhões correspondem à contrapartida da Prefeitura do Rio, responsável pela execução. 

Baseada no Plano Diretor da Rocinha, a intervenção reúne ações integradas nas áreas de infraestrutura urbana, mobilidade, meio ambiente e qualidade de vida, abrangendo aproximadamente 280 mil metros quadrados da comunidade. A expectativa é beneficiar diretamente cerca de 10 mil famílias que vivem no entorno das obras. 

A agenda também inclui a assinatura do termo que autoriza o início das obras do PAC Jardim Maravilha, em Guaratiba. Com investimento do Governo do Brasil por meio do Novo PAC, as intervenções incluem a construção de um dique, reservatórios para retenção das águas das chuvas, obras de drenagem, urbanização e implantação de pavimentação e passeios, melhorando a mobilidade e a acessibilidade. O projeto beneficiará cerca de 30 mil moradores da região e reforçará a proteção do bairro contra enchentes. 

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Dia de São João é 24 de junho: dia de Brasil x Escócia

O Dia de São João, a mais tradicional das festas juninas, é 24 de junho, quarta-feira. E em 2026 a data tem um ingrediente a mais para animar as quadrilhas, fogueiras e festas: a festa de São João 2026 é dia de jogo do Brasil na Copa do Mundo.

Sim, em 2026, o Dia de São João coincide exatamente com o terceiro compromisso da Seleção Brasileira na fase de grupos da Copa do Mundo. Mesmo sendo dia de jogo do Brasil na Copa do Mundo, o Dia de São João não é feriado nacional, mas várias cidades e estados, principalmente no nordeste, consideram a data como feriado local. Confira em TVT News onde o Dia de São João é feriado e onde assitir ao jogo Brasil x Escócia.

Dia de São João é feriado?

Mesmo sendo dia de jogo do Brasil, o Dia de São João (24 de junho) não é um feriado nacional no Brasil, mas garante folga em diversas cidades e estados por meio de leis locais. A data é feriado principalmente na região Nordeste e em municípios que têm São João Batista como padroeiro.

Veja como a folga funciona pelo país:

Feriados estaduais no dia de São João

Em dois estados brasileiros, a data é um feriado estadual, o que significa que todas as cidades desses estados têm folga oficial:

  • Alagoas
  • Pernambuco

Capitais com feriado nunicipal no dia 24 de junho

Pelo menos cinco capitais do Nordeste decretam feriado no dia 24 de junho:

  • Aracaju (SE)
  • João Pessoa (PB)
  • Salvador (BA)
  • Maceió (AL) (também amparada pela lei estadual)
  • Recife (PE) (também amparada pela lei estadual)

Outras cidades em que 24 de junho é feriado

Municípios que são grandes epicentros das festas juninas também costumam parar as atividades. Alguns exemplos famosos incluem:

  • Paraíba: Campina Grande.
  • Bahia: Feira de Santana, Senhor do Bonfim, Cruz das Almas, Amargosa, Ibicuí e Jequié.

Cidades Fora do Nordeste

Nas demais regiões do país, o feriado costuma ocorrer estritamente em cidades onde São João Batista é o padroeiro local. Alguns exemplos são:

  • Rio de Janeiro: Niterói e Itaboraí.
  • São Paulo: Barueri, São João da Boa Vista e São João das Duas Pontes

Importante: Nas cidades onde não há lei estabelecendo o feriado, prefeituras e governos estaduais podem decretar ponto facultativo. Quando isso acontece, a folga é garantida apenas para os servidores públicos. No setor privado, a decisão de liberar ou não os funcionários cabe exclusivamente ao empregador, sem obrigação de pagamento em dobro em caso de trabalho.

Brasil x Escócia: onde assistir

A partida entre Brasil e Escócia ocorre nesta quarta-feira, dia 24 de junho, no Estádio de Miami, na Flórida, Estados Unidos.

O confronto é válido pela terceira rodada do Grupo C do Mundial e está agendado para começar às 19h (horário de Brasília). Por se tratar do encerramento da primeira etapa da competição, o resultado define os caminhos e os cruzamentos da equipe brasileira nas fases eliminatórias subsequentes.

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Neymar está à disposição para o jogo contra a Escócia. Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Confira onde assistir Brasil x Escócia:

  • Sinal aberto de televisã: TV Globo e SBT.
  • Canais por assinatura: o SporTV realiza a cobertura completa.
  • Streaming: as opções incluem o serviço Globoplay, o canal getv no YouTube e as transmissões da CazéTV, acessível de forma gratuita no YouTube.

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Por que 24 de junho é Dia de São João?

O dia 24 de junho foi escolhido por marcar, segundo a tradição cristã, o nascimento de João Batista. Ao contrário de outros santos, cuja data comemorativa coincide com a morte, São João é celebrado por seu nascimento. Por isso, nas bandeiras de festas juninas, a figura que aparece de São João é a de um menino.

João Batista é figura central no Novo Testamento por ter batizado Jesus Cristo e anunciado a chegada do Messias. O culto a João Batista acontece desde os primeiros séculos da era cristã.

A data de 24 de junho coincide com o solstício de junho, período em que antigas culturas acendiam fogueiras para afastar maus espíritos e celebrar a colheita.

24 de junho é Dia de São João, sinônimo de festa junina
Festa de São João se tornou sinônimo das festas juninas Foto: Alexandre Barbosa

Originalmente, povos do continente europeu realizavam festividades em meados de junho para marcar a chegada do solstício de verão no hemisfério norte.

Esses rituais estavam profundamente conectados com a agricultura, representando o período de colheitas e pedidos de fertilidade para a terra, elementos fundamentais para a sobrevivência dos trabalhadores camponeses da época.

Com a expansão do cristianismo durante a Idade Média, a Igreja Católica operou um processo de apropriação dessas manifestações camponesas. A Igreja buscou sobrepor as comemorações agrícolas à narrativa dos santos bíblicos.

Segundo a tradição cristã baseada nos relatos do Evangelho, João Batista nasceu exatamente seis meses antes de Jesus Cristo. Como o Natal ficou estabelecido em dezembro, o nascimento de João foi fixado em junho.

Ao chegar ao Brasil por meio da colonização portuguesa, essa data absorveu novas influências das culturas indígena e africana, transformando-se em uma síntese da diversidade que caracteriza a cultura popular do nosso país, com forte apelo econômico e social por todo o Brasil

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O São João de Nóis Tudim comemora 10 anos em 2026 com mais de 350 horas de programação cultural. Foto: Divulgação/CTN

24 de junho é Dia de São João Batista ou São João Evangelista?

A data de 24 de junho refere-se a São João Batista, e não a São João Evangelista. Embora os dois sejam figuras importantes do cristianismo e compartilhem o mesmo nome, têm biografias e papéis diferentes. João Batista foi o profeta que antecedeu Jesus, enquanto João Evangelista é um dos apóstolos e autor de um dos evangelhos canônicos. A festa junina homenageia o primeiro.

Qual a origem da fogueira de São João?

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24 de junho é noite de acender a fogueira de São João. Foto: Típica Festa Junina em Andradas (MG) / Alexandre Barbosa

A fogueira é um dos símbolos mais marcantes das festas juninas. Sua origem remete à tradição bíblica de Isabel, mãe de João Batista, que teria acendido uma fogueira para avisar Maria sobre o nascimento de seu filho.

Com o tempo, o gesto tornou-se ritual, sendo incorporado às celebrações cristãs e populares, com diferentes significados conforme a região do país.

A tradição também tem sincretismo com as tradições pagãs: 24 de junho coincide com o solstício de junho, quando culturas antigas da Europa acendiam fogueiras para afastar maus espíritos e celebrar o período da colheita.

Por que as festas juninas também são chamadas de festas de São João?

As festas juninas são assim chamadas porque junho concentra a celebração de três santos populares: Santo Antônio (13), São João (24) e São Pedro (29). Dentre eles, São João é o que mais mobiliza festas, por isso o termo “festa de São João” se tornou sinônimo de festa junina. A data coincide com o solstício de inverno e festividades agrícolas de origem europeia, adaptadas ao Brasil.

Onde ver as festas de São João?

Se você quiser assistir as festas do Dia de São João, a TVT e a EBC transmitem as festas juninas do Nordeste.

A TVT vai exibir o São João da Bahia em parceria com a TVE Bahia.

Como sintonizar e acompanhar

Você pode assistir à programação da TVT pelos seguintes canais e plataformas:

  • Na Grande São Paulo: Sintonize o canal aberto 44.1.
  • Parabólica Digital: Canal 555.
  • Internet: Além das transimissões pela TV, você pode ver os programas da TVT no Canal oficial da TVT no YouTube.

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Lula tem 49,3% contra 36,8% de Flávio Bolsonaro no 2° turno, diz pesquisa CNT/MDA

A 168ª Pesquisa CNT de Opinião, divulgada nesta terça, 16, aponta cenário favorável para o presidente Lula, tanto na avaliação de seu governo quanto na corrida eleitoral de 2026. Os dados revelam que a aprovação pessoal de Lula e a avaliação positiva de sua gestão superam os índices negativos, refletindo o otimismo da população com o futuro do país.

No campo político, a disputa permanece polarizada com Flávio Bolsonaro, mas Lula mantém a liderança isolada em todos os cenários, enquanto outros nomes da direita continuam sem consolidação nacional. Leia detalhes da pesquisa CNT/MDA com a TVT News.

Fonte: Confederação Nacional do Transporte

Resumo da Pesquisa CNT/MDA:

  • Avaliação e expectativas: A percepção positiva sobre o governo Lula e sua aprovação pessoal superam as avaliações negativas. A população também tem expectativas de melhora para os próximos seis meses em áreas como emprego, renda, saúde, educação e segurança.
  • Cenário eleitoral: A disputa presidencial continua polarizada entre Lula e Flávio Bolsonaro, mas houve uma redução na adesão ao bolsonarismo. Lula lidera em todos os cenários (espontâneo, estimulado e 2º turno) e avançou nas intenções de voto em comparação ao mês de abril.
  • Terceira via: Cerca de 36% dos eleitores não desejam votar nem em Lula nem em Flávio Bolsonaro, indicando espaço para uma alternativa. No entanto, esses candidatos perdem para Lula com desvantagem no segundo turno.
  • Temas conjunturais: Há ampla aprovação para a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos e apoio à classificação de organizações criminosas como terroristas. Contudo, a maioria rejeita a operação de forças de segurança americanas no Brasil.
  • Jovens no mercado: Metade dos entrevistados acredita que a falta de emprego ou estudo entre os jovens se deve ao desinteresse, à falta de motivação e ao uso excessivo de internet e redes sociais.

Lula vence Flávio Bolsonaro no 2º turno

Em uma simulação direta de segundo turno entre os dois principais polos políticos do país, o presidente Lula lidera com 49,3% das intenções de voto, contra 36,8% do senador Flávio Bolsonaro. Votos brancos e nulos somam 11,2%, enquanto 2,7% dos eleitores se dizem indecisos.

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Pesquisa CNT/MDA de 16 de junho de 2026, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04256/2026

Evolução das intenções de voto

A análise da evolução mostra um crescimento consolidado de Lula. O atual presidente passou de 45% das intenções de voto em abril de 2026 para 49% em junho do mesmo ano. Já Flávio Bolsonaro, que havia registrado 40% no levantamento anterior, oscilou negativamente e agora marca 37%.

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Pesquisa CNT/MDA de 16 de junho de 2026, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04256/2026

Cenário contra Romeu Zema

Quando testado contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, o atual presidente também vence com ampla vantagem. Lula atinge 48,8% da preferência do eleitorado, enquanto Zema marca 31,6%. Brancos e nulos chegam a 14,6% e indecisos são 5,0%.

Vantagem de Lula sobre Ronaldo Caiado

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também foi testado em um possível segundo turno contra o petista. Nesse cenário, Lula aparece com 48,4% das intenções de voto, superando Caiado, que registra 32,2%. Os que votariam em branco ou nulo representam 14,3%, e 5,1% estão indecisos.

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Pesquisa CNT/MDA de 16 de junho de 2026, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04256/2026

Disputa contra Renan Santos

A pesquisa CNT/MDA simulou ainda um embate entre Lula e Renan Santos. O resultado aponta o atual presidente com 49,3% dos votos, enquanto Renan Santos fica com 28,0%. A parcela de brancos e nulos sobe para 17,2%, e indecisos somam 5,6%.

Cenários contra Augusto Cury, Joaquim Barbosa e Michel Temer

A liderança de Lula se mantém sólida frente a outros nomes cogitados. Contra Augusto Cury, Lula vence por 49,2% a 28,4%. Em uma disputa com o ex-ministro Joaquim Barbosa, o placar é de 47,5% para Lula contra 28,9% para Barbosa. Já contra o ex-presidente Michel Temer, Lula atinge 49,5% das intenções, enquanto Temer soma 24,9%.

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Pesquisa CNT/MDA de 16 de junho de 2026, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04256/2026

Potencial de voto de Lula e Flávio Bolsonaro

A pesquisa mediu o teto eleitoral dos principais nomes. O presidente Lula possui o maior potencial de voto: 52,9% dos eleitores afirmam que votariam nele com certeza (38,7%) ou poderiam votar (14,2%). Sua rejeição é de 45,7%. Por outro lado, Flávio Bolsonaro tem um potencial de voto de 39,6%, somando os que votariam com certeza (24,3%) e os que poderiam votar (15,3%). A rejeição de Flávio, que diz não votar nele de jeito nenhum, é de 56,5%.

Intenção de voto no 1º turno

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula lidera isolado com 41,8% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, que marca 28,2%. Bem distantes, aparecem Ronaldo Caiado (4,0%), Romeu Zema (2,8%), Joaquim Barbosa (2,3%), Renan Santos (2,0%), Michel Temer (1,9%) e Augusto Cury (1,8%). Brancos e nulos são 7,0% e indecisos somam 7,9%.

Grau de conhecimento e pesquisa espontânea

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos eleitores, Lula é o mais lembrado e lidera com 34,6%. O número de indecisos é expressivo e atinge 32,4%. Flávio Bolsonaro aparece em seguida, com 19,8% das menções.

Quem tem mais potencial de voto

Comparando todos os nomes testados no levantamento, Lula lidera o potencial de voto total com 52,9%. Flávio Bolsonaro é o segundo mais forte neste quesito (39,6%), seguido por Ronaldo Caiado (25,3%), Romeu Zema (23,6%), Michel Temer (23,5%), Joaquim Barbosa (23,4%), Augusto Cury (20,9%) e Renan Santos (16,8%).

Evolução da avaliação do governo

A gestão do presidente Lula apresenta uma trajetória de melhora, com percepção positiva superior à negativa. A avaliação positiva do governo (ótimo e bom) subiu para 35,3% em junho de 2026, enquanto a avaliação regular marca 29,2%. A parcela que considera o governo ruim ou péssimo caiu e é de 34,3%. Desde abril, a avaliação positiva oscilou de 32% para 35%, e a negativa recuou de 37% para 34%.

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Avaliação positiva do governo aumentou. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Metodologia da pesquisa

A 168ª Pesquisa CNT de Opinião, realizada pelo Instituto MDA, entrevistou 2.002 pessoas de forma presencial (domiciliar e ponto de fluxo) entre os dias 10 e 14 de junho de 2026. O levantamento possui margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04256/2026.

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Presidente Lula discursa no G7 e fala em solidariedade internacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da reunião ampliada do G7, em Évian, na França, e fez um apelo pela reconstrução da solidariedade internacional diante do agravamento das desigualdades, da crise climática e dos conflitos armados.

Em sua fala, Lula criticou o modelo econômico baseado na austeridade e na desregulamentação, defendeu maior protagonismo do Sul Global e cobrou compromisso efetivo dos países ricos com o financiamento ao desenvolvimento. Confira como foi o Lula na reunião do G7 com a TVT News.

Resumo do discurso de Lula no G7

  • Criticou o neoliberalismo e a austeridade fiscal como respostas insuficientes às crises globais;
  • Denunciou o aumento da desigualdade entre países ricos e pobres;
  • De frente com Trump, Cobrou recursos para cumprir a Agenda 2030 e os compromissos climáticos;
  • Alertou para a redução da ajuda internacional e seus impactos sociais;
  • Defendeu reformas no sistema financeiro internacional;
  • Apresentou iniciativas brasileiras contra a fome e em defesa das florestas;
  • Reivindicou respeito à soberania dos Estados;
  • Pediu democratização do acesso à inteligência artificial e à tecnologia.

Lula critica neoliberalismo e austeridade

Lula afirmou que o mundo permaneceu “aprisionado em dogmas” que defendem a desregulamentação dos mercados, o Estado mínimo e a austeridade fiscal como fins em si mesmos. Segundo ele, essas políticas contribuíram para aprofundar a desigualdade econômica e alimentar a crise política que afeta as democracias contemporâneas.

Presidente denuncia desigualdade entre Norte e Sul Global

O presidente destacou que a distância entre a prosperidade dos países desenvolvidos e a realidade vivida por bilhões de pessoas no Sul Global continua crescendo. Lula ressaltou que a extrema concentração de riqueza é resultado de décadas de políticas favoráveis aos mais ricos e afirmou que o avanço da desigualdade coloca em risco os compromissos internacionais de desenvolvimento.

Cobrança por justiça climática e financiamento

Ao abordar a crise climática, Lula afirmou que a COP-30 evidenciou novamente a diferença entre promessas e ações concretas. Ele defendeu a ampliação do financiamento climático para pelo menos US$ 1,3 trilhão anuais, condição necessária para acelerar a implementação do Acordo de Paris e proteger as populações mais vulneráveis.

Redução da ajuda internacional afeta milhões

O presidente chamou atenção para a queda histórica da Ajuda Oficial ao Desenvolvimento e para os cortes em organismos multilaterais. Segundo Lula, a redução dos recursos impacta diretamente a vida das pessoas, ampliando a fome, a evasão escolar, a vulnerabilidade das mulheres e a exposição de comunidades a doenças evitáveis.

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião ampliada do G7 sobre o tema “Firmar novas parcerias e reconstruir a solidariedade internacional”, em Évian-les-Bains – França. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Reforma financeira para combater desigualdades

Lula afirmou que os países em desenvolvimento não podem continuar sendo obrigados a escolher entre honrar dívidas e garantir direitos básicos à população. Para ele, o problema central não é a escassez de recursos, mas a ausência de vontade política para implementar soluções já conhecidas.

Brasil apresenta iniciativas de cooperação

O presidente destacou ações lideradas pelo Brasil, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre e a Aliança Global contra a Fome. Também citou o apoio ao Painel Internacional sobre Desigualdade, proposto pela presidência sul-africana do G20, como instrumento para orientar políticas coordenadas.

Combate ao crime com respeito à soberania

Lula defendeu o fortalecimento da cooperação internacional no enfrentamento ao crime organizado, ao narcotráfico, à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas. Ao mesmo tempo, ressaltou que esse esforço deve respeitar a soberania dos Estados e priorizar o diálogo institucional.

Tecnologia e inteligência artificial devem reduzir desigualdades

Ao final do discurso, Lula alertou que a inteligência artificial e as transições energética e digital não podem reproduzir padrões históricos de concentração de riqueza. O presidente defendeu transferência de tecnologia, industrialização e participação dos países detentores de minerais críticos nas etapas de maior valor agregado das cadeias produtivas.

Confira o discurso completo do presidente Lula no G7

Discurso lido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reunião ampliada do G7 sobre o tema “Firmar novas parcerias e reconstruir a solidariedade internacional”, em Évian (França), em 16 de junho de 2026

Agradeço ao presidente Macron pelo convite para participar deste segmento ampliado em Évian.

Ainda em 2003, uma das minhas primeiras tarefas como presidente do Brasil foi participar da Cúpula do então-G8 nesta bela cidade.

Desde aquele ano estive em outras nove cúpulas do G8 ou G7.

Em todas elas nos defrontamos com crises e desafios que afetam milhões de pessoas ao redor do mundo. 

Mas em nenhuma conseguimos construir respostas coletivas e duradouras. 

Ficamos aprisionados em dogmas que defendem desregulamentação de mercados, Estado mínimo e austeridade fiscal como fins em si mesmos. 

O neoliberalismo agravou a desigualdade econômica e a crise política que hoje assolam as democracias. 

Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas. 

A distância que separa a prosperidade de Évian da realidade enfrentada por bilhões de pessoas no Sul Global não está diminuindo.

Nos últimos anos, a desigualdade entre países ricos e pobres tem aumentado.

O primeiro trilionário do mundo é mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial.

A extrema concentração de riqueza decorre de décadas de políticas pró-bilionários.

Caminhamos na contramão da Agenda 2030.

Faltam 4 trilhões de dólares por ano para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. 

A COP-30 voltou a evidenciar a distância entre os compromissos assumidos pelos países desenvolvidos e os recursos efetivamente mobilizados para cumpri-los. 

Para acelerar a implementação do Acordo de Paris, é preciso ampliar o financiamento climático para, pelo menos, um trilhão e trezentos bilhões de dólares.

Os desafios se multiplicam, mas a solidariedade internacional encolhe.

No ano passado, registramos queda histórica de 23% na Ajuda Oficial ao Desenvolvimento.

O Programa Mundial de Alimentos perdeu cerca de 40% de seu financiamento. 

A Organização Mundial da Saúde e o UNICEF reduziram seus orçamentos em mais de 20%. 

Não são cifras abstratas. 

Elas impactam diretamente o cotidiano dos habitantes de países em desenvolvimento.

São milhões de pessoas sem acesso à alimentação adequada; crianças sem frequentar a escola; mulheres privadas de proteção; e comunidades vulneráveis diante de doenças que podem ser prevenidas.

Guerras e conflitos também continuam desviando o foco da agenda do desenvolvimento. 

Os gastos militares anuais somam quase 3 trilhões de dólares.

Nossa tarefa é corrigir as desigualdades de um sistema que produz riqueza em abundância, mas que distribui oportunidades de forma profundamente assimétrica.

O mundo em desenvolvimento transfere 1,4 trilhão de dólares por ano em serviço da dívida, valor sete vezes superior à ajuda recebida dos países ricos. 

A Conferência de Sevilha sobre Financiamento para o Desenvolvimento apontou para a direção correta.

Embora a contribuição do setor privado seja bem-vinda, a Ajuda Oficial ao Desenvolvimento segue sendo responsabilidade primordial dos estados. 

Precisamos de um sistema financeiro no qual os países não sejam obrigados a escolher entre pagar credores e alimentar suas crianças.

Está claro que o desafio não é administrar a escassez.

O déficit que enfrentamos é de implementação e de vontade política.

Não faltam boas ideias.

Mecanismos inovadores como a troca de dívida por ação climática ou investimentos sociais podem contribuir para ampliar o espaço fiscal dos países mais vulneráveis. 

O Brasil tem dado a sua contribuição.

O Fundo Florestas Tropicais para Sempre vai canalizar investimentos para a conservação desse bioma e de seus habitantes.

A Aliança Global contra a Fome possibilita compartilhar experiências e auxiliar a implementação de políticas públicas eficazes na redução das desigualdades.

O estabelecimento do Painel Internacional sobre Desigualdade, proposto pela presidência sul-africana do G20, apoiará com dados e evidências a formulação de respostas coordenadas a esse desafio. 

Outros temas, como o combate aos crimes transnacionais, também devem fazer parte da agenda de desenvolvimento.

Um deles, é o desafio do crime organizado, que aterroriza comunidades e desvia recursos públicos que deveriam ser direcionados para a construção de escolas, hospitais e estradas.

Esse esforço deve levar em conta do respeito à soberania dos Estados.

A Declaração de Líderes do G7 sobre o Combate ao Tráfico de Drogas é um passo positivo.

Mas o enfrentamento ao narcotráfico não pode ser dissociado de outros ilícitos como a lavagem de dinheiro e o tráfico de armas. 

Valorizar o diálogo e a cooperação institucional, inclusive por meio da INTERPOL, contribuirá para a localização de ativos e indivíduos vinculados a essas atividades criminosas.

Outro desafio que não pode permanecer excluído do debate sobre parcerias para o desenvolvimento é o acesso a tecnologias de ponta, como a Inteligência Artificial.

As transições energética e digital não podem reproduzir padrões históricos que concentram benefícios econômicos em poucos atores.

Os países detentores de minerais críticos devem participar das etapas de maior valor agregado da cadeia, por meio da industrialização, da transferência de tecnologia e da formação de capacidades, conforme suas necessidades nacionais.

Muito obrigado.

Reprodução do discurso enviada pelo Palácio do Planalto

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Pesquisa Futura/Apex: 2º turno Lula tem 48,1% e Flávio 42,9%

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente em diferentes cenários de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (16) pelo instituto Futura/Apex. O levantamento indica vantagem de Lula em disputas contra nomes da oposição, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo). Leia em TVT News.

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 12 de junho de 2026, com 2.000 entrevistados em todo o país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

No principal cenário de segundo turno testado pelo instituto, Lula registra 48,1% das intenções de voto em uma eventual disputa contra Flávio Bolsonaro, que alcança 42,9%. Neste recorte, os eleitores que afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos somam 7,2%, enquanto 1,8% disseram não saber ou preferiram não responder.

Os números da Futura mostram uma diferença de 5,2 pontos percentuais entre os dois candidatos. Considerando a margem de erro da pesquisa, o resultado aponta um cenário de vantagem para o atual presidente na simulação realizada pelo instituto.

Evolução da pesquisa Futura/Apex no quadro Lula X Flávio Bolsonaro em possível segundo turno

Lula também lidera contra Caiado e Zema

O levantamento da Futura/Apex também avaliou outros cenários de segundo turno. Em uma eventual disputa contra Ronaldo Caiado, Lula aparece com 45% das intenções de voto, enquanto o ex-governador de Goiás registra 36,3%.

Nesse cenário, o percentual de eleitores que afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos chega a 14,1%. Já os indecisos representam 4,6% dos entrevistados.

A vantagem do presidente é ainda maior quando o adversário é Romeu Zema. Segundo a pesquisa, Lula alcança 48,5% das intenções de voto, contra 34,9% do ex-governador mineiro.

Entre os entrevistados, 13,3% afirmaram optar por voto branco, nulo ou nenhum dos nomes apresentados, enquanto 3,3% não souberam responder.

Os resultados indicam que Lula mantém desempenho superior ao dos adversários testados pelo instituto nos cenários divulgados nesta rodada da pesquisa.

Instituto simulou diferentes disputas

Além dos confrontos entre Lula e os principais nomes da oposição, a Futura/Apex avaliou outros cenários de segundo turno envolvendo lideranças políticas que vêm sendo mencionadas para a corrida presidencial.

Entre os nomes testados pelo levantamento estão Renan Santos (Missão), Michelle Bolsonaro (PL), Tereza Cristina (PP), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Flávio Bolsonaro (PL) e Fernando Haddad (PT), entre outros.

O estudo também simulou disputas sem a participação de Lula, incluindo cenários entre candidatos da direita e do campo conservador. Nas disputas, Flávio saiu na liderança contra Zema e Caiado. O candidato do PL apenas perde no segundo turno para o petista.

Os dados divulgados nesta terça-feira reforçam a centralidade do atual presidente no debate eleitoral para 2026. Mesmo diante de diferentes adversários, Lula aparece liderando todas as simulações de segundo turno apresentadas pelo instituto.

Lula x Michelle Bolsonaro

A pesquisa Futura/Apex investigou o possível cenário de segundo turno entre Lula e Michelle Bolsonaro.

Em maio, Michelle aparecia com 41,6% na pesquisa contra 47,9% de Lula. Nesta nova rodade de junho, no entanto, a vantagem do atual presidente diminuiu, mas dentro da margem de erro o cenário continuou praticamente igual.

Em junho, 48% dos entrevistados disseram que em um segundo turno entre Lula e Michelle, votariam no petista. Já 42,4%, escolheriam a ex primeira-dama.

Evolução do segundo turno entre Michelle Bolsonaro e Lula da Apex – Fonte: Futura/Apex

Lula X Tereza Cristina

A pesquisa também simulou enfrentamento entre Lula e Tereza Cristina, em que o petista reuniu 48,5% das intenções de voto e Cristina 29,2%.

Lula X Renan Santos

Contra Renan Santos o cenário é parecido. Lula apresenta 48,3% das intenções de votos, enquanto Renan Santos apresenta 30,8%.

Metodologia

A pesquisa Futura/Apex ouviu 2.000 pessoas entre os dias 8 e 12 de junho de 2026.

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Segundo o instituto, os cenários apresentados são simulações eleitorais realizadas a partir dos nomes incluídos no levantamento e representam um retrato da opinião dos entrevistados no período da coleta de dados.

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Copa do Mundo: agenda de jogos deste sábado (13); horários, onde assistir

A Copa do Mundo de 2026 segue neste sábado (13) com quatro partidas pela fase de grupos. O principal destaque para o público brasileiro é a estreia da Seleção comandada por Carlo Ancelotti diante do Marrocos, às 19h (horário de Brasília), em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Leia tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.

O primeiro final de semana da Copa do Mundo 2026 terá como destaque a estreia da Seleção Brasileira contra o Marrocos neste sábado às 19 horas (horário de Brasília), no MetLife Stadium (New York New Jersey Stadium).

Além do confronto do Brasil, o dia terá Austrália x Turquia, Catar x Suíça e Haiti x Escócia. As partidas movimentam três grupos diferentes da competição e ajudam a definir os primeiros cenários da disputa por vagas na fase eliminatória.

Austrália Austrália × Turquia Turquia

Grupo: D

Horário: 01h

Local: BC Place (Vancouver Stadium), Vancouver (CAN)

Onde assistir: Globo, SporTV, Globoplay e CazéTV

Catar Catar × Suíça Suíça

Grupo: B

Horário: 16h

Local: Levi’s Stadium, Santa Clara (EUA)

Onde assistir: CazéTV e FIFA+

Brasil Brasil × Marrocos Marrocos

Grupo: C

Horário: 19h

Local: MetLife Stadium, Nova Jersey (EUA)

Onde assistir: Globo, SBT, SporTV, Globoplay, CazéTV, N Sports e ge.globo

Haiti Haiti × Escócia Escócia

Grupo: C

Horário: 22h

Local: Gillette Stadium, Foxborough (EUA)

Onde assistir: CazéTV e FIFA+

Veja os grupos da Copa

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Grupos da Copa do Mundo FIFA 2026

Austrália x Turquia

Grupo D

  • Horário: 1h (de Brasília)
  • Local: BC Place, em Vancouver
  • Onde assistir: Globo, SporTV, Globoplay e CazéTV

Austrália

A Austrália garantiu classificação direta ao terminar em segundo lugar em seu grupo das Eliminatórias Asiáticas. A equipe comandada por Tony Popovic aposta na experiência do goleiro Maty Ryan e em uma geração renovada: 17 jogadores disputam uma Copa do Mundo pela primeira vez.

A provável escalação australiana tem:

Maty Ryan; Alessandro Circati, Harry Souttar e Cameron Burgess; Jacob Italiano, Aiden O’Neill, Jackson Irvine, Jordan Bos, Connor Metcalfe e Cristian Volpato; Mohamed Touré.

Turquia

A Turquia retorna a uma Copa do Mundo após 24 anos de ausência. Sob o comando do italiano Vincenzo Montella, os turcos chegam embalados por uma geração que reúne jogadores de destaque nos principais campeonatos europeus.

Entre os principais nomes estão:

  • Hakan Çalhanoğlu, referência técnica da equipe;
  • Arda Güler, jovem talento do Real Madrid;
  • Kenan Yıldız, atacante da Juventus.

A provável escalação turca é:

Mert Günok; Zeki Çelik, Çağlar Söyüncü, Abdülkerim Bardakçı e Ferdi Kadıoğlu; Salih Özcan, Hakan Çalhanoğlu, Arda Güler, Orkun Kökçü e Kenan Yıldız; Barış Alper Yılmaz.

Catar x Suíça

Grupo B

  • Horário: 16h
  • Local: Levi’s Stadium, Santa Clara
  • Onde assistir: CazéTV e FIFA+

Catar

O Catar busca recuperar a confiança após uma sequência difícil de resultados.

Nas últimas cinco partidas, a seleção catariana não venceu nenhuma vez, acumulando dois empates e três derrotas. Entre os resultados recentes estão o empate sem gols contra El Salvador e derrotas para Irlanda e Tunísia.

Suíça

A Suíça chega em situação diferente.

A equipe comandada por Murat Yakin soma uma vitória, três empates e apenas uma derrota nos últimos cinco compromissos. Entre os destaques do elenco está Breel Embolo, que superou problemas burocráticos relacionados ao visto e está à disposição para a estreia.

O histórico recente entre as duas seleções é pequeno. O único confronto registrado ocorreu em 2018, quando o Catar venceu por 1 a 0.

Brasil x Marrocos

Grupo C

  • Horário: 19h
  • Local: MetLife Stadium, Nova Jersey
  • Onde assistir: Globo, SBT, SporTV, Globoplay, CazéTV, N Sports e ge.globo

Estreia do Brasil

A estreia do Brasil concentra grande parte das atenções deste sábado.

A partida marca o primeiro jogo de Copa do Mundo sob comando de Carlo Ancelotti, primeiro treinador estrangeiro a dirigir a Seleção Brasileira desde 1925.

O Brasil tenta encerrar um jejum de 24 anos sem conquistar o Mundial e chega ao torneio após amistosos que apresentaram momentos distintos.

Empates e derrotas diante de adversários mais fortes geraram questionamentos, mas vitórias posteriores sobre Croácia, Panamá e Egito ajudaram a aumentar a confiança da equipe.

Neymar está fora da estreia

A principal ausência brasileira será Neymar.

O atacante segue em recuperação de uma lesão na panturrilha sofrida ainda quando defendia o Santos e foi descartado para o duelo diante dos marroquinos.

A expectativa da comissão técnica é contar com o camisa 10 nas próximas partidas da fase de grupos.

Vinicius Júnior lidera ataque brasileiro

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Sem Neymar, a responsabilidade ofensiva aumenta para Vinicius Júnior.

O atacante do Real Madrid chega à Copa após uma temporada de destaque na Europa, somando:

  • 22 gols;
  • 10 assistências;
  • 32 participações diretas em gols.

A provável escalação brasileira tem:

Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Matheus Cunha e Vinicius Júnior.

Marrocos quer repetir campanha histórica

O adversário brasileiro chega com credenciais importantes.

Na Copa do Mundo de 2022, Marrocos surpreendeu o planeta ao alcançar as semifinais, terminando entre as quatro melhores seleções da competição.

Hoje, os marroquinos ocupam posição de destaque no ranking da Fifa e contam com atletas que atuam nos principais clubes europeus.

Achraf Hakimi

Hakimi é campeão da Champion League de 2026 pelo PSG em final c ontra o inglês Arsenal – Foto: Reprodução/redes

Recém-campeão da Liga dos Campeões pelo Paris Saint-Germain, Hakimi é considerado um dos melhores laterais do futebol mundial.

Sua capacidade de apoiar o ataque pode gerar um duelo interessante justamente contra Vinicius Júnior.

Yassine Bounou

O goleiro Bono foi um dos protagonistas da campanha histórica de 2022.

Naquela edição, defendeu pênaltis decisivos e ajudou Marrocos a eliminar seleções tradicionais.

Brahim Díaz

Nascido na Espanha e defensor da seleção marroquina desde 2024, o meia do Real Madrid chega como principal articulador ofensivo.

Foi artilheiro da Copa Africana de Nações de 2025.

Ismael Saibari

O jogador do PSV vive grande valorização no mercado europeu e aparece como uma das principais apostas da seleção africana.

Ayyoub Bouaddi

Com apenas 18 anos, o meio-campista do Lille escolheu defender Marrocos em vez da França e é visto como uma das promessas da nova geração.

Haiti x Escócia

Grupo C

  • Horário: 22h
  • Local: Gillette Stadium, em Boston
  • Onde assistir: CazéTV

O último jogo do sábado fecha a primeira rodada do Grupo C.

Haiti

O Haiti retorna ao maior torneio do futebol mundial após décadas longe da competição.

O técnico Sébastien Migné liderou um processo de reconstrução baseado na integração de atletas que atuam em ligas europeias, aumentando a competitividade da seleção caribenha.

Escócia

Do outro lado está uma Escócia que chega embalada pela campanha nas Eliminatórias Europeias.

Sob comando de Steve Clarke, os escoceses buscam mostrar uma equipe mais ofensiva e capaz de competir em igualdade com adversários tradicionais.

O resultado desta partida poderá influenciar diretamente o cenário do grupo do Brasil.

O que está em jogo neste fim de semana

A primeira rodada costuma ser determinante para as pretensões das seleções.

Uma vitória logo na estreia pode encaminhar a classificação para a próxima fase, enquanto um tropeço aumenta a pressão para os jogos seguintes.

No caso do Brasil, o desafio diante de Marrocos representa um dos confrontos mais equilibrados desta etapa inicial do torneio. O adversário africano ocupa posição de destaque no ranking mundial e conta com uma geração experiente, acostumada a disputar grandes competições.

Já partidas como Austrália x Turquia e Catar x Suíça podem indicar quais seleções chegam em condições de surpreender na disputa por vagas nas fases eliminatórias.

Para os torcedores, o sábado oferece uma programação diversificada, com equipes de quatro continentes diferentes em campo e a expectativa pela estreia da Seleção Brasileira na busca pelo hexacampeonato.

Como funciona a fase de grupos da Copa do Mundo 2026

As 48 seleções foram divididas em 12 grupos com quatro equipes cada.

Cada seleção enfrenta os outros integrantes de sua chave em turno único. Ao final das três rodadas:

  • Os dois melhores colocados de cada grupo avançam;
  • Os oito melhores terceiros colocados também seguem na competição;
  • A partir daí começa a fase eliminatória.

O modelo amplia as oportunidades para seleções consideradas emergentes no futebol mundial, como Haiti,

VEJA GUIA COMPLETO DA COPA DO MUNDO 2026 DA TVT NEWS

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Panini lança atualização das figurinhas da Copa do Mundo com Neymar e outros convocados

A Panini anunciou o lançamento do “Update Set”, pacote de atualização do álbum oficial da Copa do Mundo de 2026 que inclui 120 novas figurinhas com jogadores convocados para o Mundial após o fechamento da versão original da coleção. Entre os destaques está o atacante Neymar, que passa a integrar oficialmente o álbum ao lado de nomes como o goleiro alemão Manuel Neuer e o zagueiro espanhol Pau Cubarsí. Saiba mais na TVT News.

O kit já está em pré-venda no site da editora italiana e custa R$ 119,90. O conjunto é formado por seis cartelas com 20 figurinhas cada, totalizando 120 cromos. Segundo a Panini, a iniciativa busca atualizar a coleção com atletas que garantiram vaga nas listas finais das seleções classificadas para a Copa do Mundo de 2026, mas que não haviam sido incluídos na primeira edição do álbum.

Do total de figurinhas do pacote, 118 correspondem a jogadores convocados que ficaram de fora da coleção original. A atualização permite que os colecionadores substituam atletas que acabaram não sendo chamados para o torneio por nomes que efetivamente disputarão a competição.

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Além de Neymar, o pacote traz outros brasileiros que não estavam na versão inicial do álbum, como o goleiro Weverton, o lateral Alex Sandro e o atacante Igor Thiago. Eles entram no lugar de jogadores que apareciam na coleção original, mas acabaram fora da convocação final da Seleção Brasileira.

Álbum de figurinhas é sucesso

O lançamento ocorre em meio ao sucesso comercial do álbum da Copa de 2026, que já entrou para a história como o maior de todos os Mundiais. A coleção possui 980 figurinhas, superando com folga as 670 da edição do Catar, em 2022, e as 270 da Copa do México, em 1970.

Um levantamento divulgado pela CBN apontou que a Panini acertou 746 dos 864 jogadores retratados na versão original do álbum, o equivalente a 86,34% dos atletas efetivamente convocados pelas 48 seleções participantes. No caso da Seleção Brasileira, o índice de acerto foi de 72%, considerado o pior desempenho da editora em quatro décadas.

Com a chegada do Update Set, os colecionadores terão a oportunidade de deixar o álbum alinhado às listas oficiais das seleções. Diferentemente das figurinhas vendidas em pacotes tradicionais, os novos cromos não estarão disponíveis em bancas de jornal nem nos serviços de entrega. A única forma de obtê-los será por meio da compra do kit complementar.

O lançamento também reacendeu discussões sobre o custo de completar a coleção. Considerando apenas o álbum simples, vendido por R$ 24,90, e a compra hipotética de figurinhas sem repetições, o gasto mínimo seria pouco superior a R$ 1 mil. Na prática, porém, a presença de cromos repetidos eleva significativamente esse valor.

Cálculos baseados na chamada “série harmônica”, conceito matemático utilizado para estimar o esforço necessário para completar conjuntos aleatórios, indicam que um colecionador que tente finalizar sozinho um álbum de 980 espaços precisaria adquirir, em média, cerca de 7.316 figurinhas. Somando o valor do álbum e do kit de atualização, o custo total poderia ultrapassar R$ 7,4 mil.

Apesar dos números expressivos, a tradição de colecionar figurinhas continua mobilizando fãs de futebol ao redor do mundo. Às vésperas da Copa de 2026, encontros de troca reúnem milhares de pessoas e reforçam um hábito que atravessa gerações, agora impulsionado pela possibilidade de atualizar a coleção com os jogadores que estarão em campo no maior Mundial da história.

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Filme “Dark horse” teve gasto de R$ 75 milhões, revela produtora; menor que o valor pedido por Flávio a Vorcaro

A cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), intitulada Dark Horse, teve um custo declarado de pouco mais de R$ 75 milhões, segundo documentos anexados a uma investigação que apura suspeitas de desvio de recursos públicos. A informação foi revelada pelo portal Metrópoles e consta em uma perícia privada contratada pela própria produtora responsável pelo longa-metragem. Leia em TVT News.

O documento amplia as discussões em torno do financiamento da produção e lança novos questionamentos sobre a participação do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e sobre a atuação de integrantes da família Bolsonaro nas negociações relacionadas ao projeto.

Segundo a documentação, a produtora Go Up Entertainment declarou gastos totais de US$ 13,3 milhões, valor equivalente a pouco mais de R$ 75 milhões. A empresa é comandada por Karina Ferreira da Gama, também representante do Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade investigada em um inquérito que apura supostos desvios de recursos de um contrato de R$ 108 milhões firmado com a Prefeitura de São Paulo.

A perícia foi anexada ao processo em que o ICB é alvo de investigação. Karina Ferreira da Gama também foi alvo de uma operação da Polícia Civil realizada em 1º de junho.

Gastos declarados no Brasil e nos Estados Unidos

De acordo com a documentação obtida pelo Metrópoles, a produtora informou que R$ 54,2 milhões foram gastos nos Estados Unidos e outros R$ 20,9 milhões no Brasil.

Embora o filme conte com nomes conhecidos do cinema norte-americano, como Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro, parte significativa das gravações ocorreu em cidades brasileiras, entre elas São Paulo.

A perícia aponta ainda que o orçamento inicialmente aprovado para a produção era de US$ 16 milhões, valor equivalente a aproximadamente R$ 89,7 milhões. Mesmo assim, a cifra declarada oficialmente permanece abaixo dos montantes que teriam sido discutidos em negociações envolvendo Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro.

Áudios revelam preocupação de Flávio Bolsonaro com dinheiro prometido por Vorcaro

O caso ganhou nova dimensão após reportagens revelarem diálogos envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro.

Segundo informações divulgadas anteriormente pelo The Intercept Brasil, conversas obtidas pela reportagem mostram discussões sobre possíveis formas de financiamento do filme.

Em um dos cenários debatidos, o valor previsto para a produção chegaria a US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões na cotação utilizada à época. O montante seria pago por meio de parcelas sucessivas.

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“Há indícios de que esse braço armado possua mais integrantes, alguns deles ainda não presos”, afirmou o relator. Foto: Reprodução

Posteriormente, Flávio Bolsonaro enviou uma mensagem de áudio a Daniel Vorcaro demonstrando preocupação com atrasos nos pagamentos relacionados ao projeto cinematográfico.

Eu fico sem graça de ficar te cobrando, está em um momento muito decisivo aqui do filme. Tem muita parcela para trás, está todo mundo tenso, e eu fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou para o filme, né?”, afirmou o senador.

Na mesma gravação, Flávio menciona a preocupação com compromissos assumidos junto a integrantes do elenco internacional.

Imagina a gente dando calote no Jim Caviezel, num Cyrus, os caras, pô, renomadíssimos do cinema americano, mundial. Pô, ia ser muito ruim”, disse.

O parlamentar confirmou posteriormente a autenticidade do áudio divulgado pela imprensa. Flávio Bolsonaro, porém, sustenta que os recursos destinados ao filme tiveram origem legal e não envolveram contrapartidas.

Valor divulgado pela produtora é inferior aos R$ 134 milhões que foram negociados entre Flávio e Vorcaro

De acordo com os documentos analisados, o valor efetivamente repassado para a produção teria sido menor do que aquele mencionado nas negociações.

Segundo a perícia anexada ao processo, Daniel Vorcaro teria destinado US$ 10,6 milhões ao projeto por meio da empresa Entrepay. O valor corresponde a aproximadamente R$ 61 milhões.

O documento afirma que a origem dos recursos analisados seria privada.

Quanto à origem dos recursos financeiros, a perícia constatou que os ingressos vinculados ao projeto possuem origem privada, comprovada por contratos de investimento, extratos bancários, documentos de remessa e demais registros financeiros disponibilizados para análise”, registra o relatório elaborado pelo Instituto de Perícia Investigativa (IPI).

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“Esse é o mais importante disparado”, escreveu o banqueiro preso, após cobrança de Flávio. Foto: Agência Brasil

Apesar da conclusão apresentada pela perícia contratada pela produtora, o caso continua cercado de questionamentos devido ao contexto das investigações envolvendo o Banco Master e seu controlador.

Documentos revelados pelo The Intercept, no entanto, mostram rota financeira de $24 milhões de dólares, o que correspondia a aproximadamente R$ 134 milhões na cotação cambial do período.

Os documentos contábeis detalham tanto o fluxo de aportes previstos pelo Banco Master quanto as quantias que entraram efetivamente nas contas de um fundo de investimentos sediado no exterior e diretamente vinculado à gestão de “Dark Horse”.

Isto significa que, ou a produtora omitiu o recebimento de parte do valor, ou o restante do dinheiro enviado pelo Banco Master para a família Bolsonaro teria outros fins que não fossem, de fato, a produção da obra cinematrográfica.

Leia mais:

Operação investiga suposta fraude bilionária

Daniel Vorcaro tornou-se alvo da Operação Compliance Zero, investigação que apura uma suposta fraude bilionária no mercado financeiro.

O banqueiro chegou a ser preso no âmbito da operação, que investiga movimentações financeiras consideradas suspeitas por autoridades responsáveis pelo caso.

A revelação de que recursos ligados a Vorcaro foram utilizados para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro trouxe novos elementos para o debate político e jurídico em torno da produção.

A proximidade entre integrantes da família Bolsonaro e o empresário passou a ser observada com maior atenção após a divulgação dos áudios e documentos.

O caso também ocorre em um momento de intensa movimentação política dentro do campo bolsonarista.

Relação com a família Bolsonaro amplia repercussão

A participação de Flávio Bolsonaro nas tratativas relacionadas ao financiamento do filme colocou o senador no centro da controvérsia.

Além de ser um dos principais aliados políticos do pai, Flávio é pré-candidato à presidência da República.

As revelações mostram que o parlamentar acompanhava de perto a situação financeira do projeto e mantinha interlocução direta com Daniel Vorcaro sobre os pagamentos.

PF investiga possível ligação com estadia de Eduardo Bolsonaro nos EUA

Outro desdobramento do caso envolve o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Segundo informações divulgadas recentemente, a Polícia Federal passou a investigar se recursos enviados por Daniel Vorcaro por meio do fundo Heavengate Development podem ter sido utilizados para custear despesas relacionadas à permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

Até o momento, não há conclusão oficial das investigações.

A apuração busca verificar a destinação dos recursos e se houve utilização para finalidades diferentes daquelas apresentadas nos contratos relacionados à produção cinematográfica.

O avanço das investigações poderá esclarecer o caminho percorrido pelo dinheiro e o papel desempenhado por diferentes agentes envolvidos no financiamento do projeto.

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Entregadores de app podem financiar novas motos elétricas

Governo Lula lança programa para ajudar entregadores de aplicativo no financiamento de novas motos ou bicicletas elétricas. O financiamento tem prazo de pagamento em até 48 meses e possibilidade de descontos das montadoras para trabalhadores que usam moto ou bicicleta como instrumento de renda. Entenda como vai funcionar o Move Brasil – Entregadores e Motoapp com a TVT News.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira, 12 de junho, no Palácio do Planalto, o Move Brasil – Entregadores e Moto app, programa de financiamento especial voltado a profissionais que trabalham com entregas de mercadorias, transporte de passageiros ou transporte de cargas por meio de aplicativos ou com vínculo celetista.

A iniciativa tem como objetivo facilitar a aquisição de bicicletas elétricas, motonetas, ciclomotores, motos elétricas e motos flex, montados ou produzidos no Brasil. O programa busca renovar a frota, ampliar a produtividade e a segurança dos trabalhadores e contribuir para a descarbonização da mobilidade urbana.

Poderão participar entregadores ciclistas e motociclistas cadastrados em plataformas de aplicativo há pelo menos seis meses e que tenham realizado, no mínimo, 100 corridas ou entregas. Também poderão acessar o programa ciclistas, motofretistas e mototaxistas profissionais com carteira assinada há pelo menos seis meses na mesma empresa.

Para os veículos que exigem habilitação, será necessário possuir Carteira Nacional de Habilitação na categoria “A”.

O Move Brasil – Entregadores e Motoapp permitirá o financiamento de um veículo por beneficiário, e os trabalhadores terão dois meses para começar a pagar e prazo de financiamento de até 48 meses.

O seguro prestamista, proteção que ajuda a quitar a dívida em caso de imprevistos graves com o trabalhador, também poderá ser financiado. A linha contará com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

As condições financeiras serão diferenciadas para homens e mulheres. Para homens, a taxa será de 12,5% ao ano, equivalente a 0,99% ao mês. Para mulheres, será de 11,5% ao ano, equivalente a 0,91% ao mês. Em uma simulação para operação de R$ 21 mil, a prestação ficaria em cerca de R$ 552.

Entre os itens financiáveis estão:

  • motocicletas, motonetas e ciclomotores flex de até 160 cilindradas produzidos no país;
  • bicicletas e veículos autopropelidos elétricos de até 1.000 watts; e
  • motos, motonetas e ciclomotores elétricos de até 7.500 watts, desde que produzidos no Brasil ou vinculados a projeto de investimento para produção nacional.

Os veículos deverão ser zero-quilômetro.

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante anúncio de linha de crédito para financiamento de motos para trabalhadores de aplicativos, no Palácio do Planalto, em Brasília – DF. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Confira como foi o evento de lançamento do Move Brasil Entregadores

Como fazer o cadastro no Move Brasil – Entregadores e Moto app

A aprovação do cadastro no programa confirma que o profissional atende aos requisitos de participação, mas não garante automaticamente o financiamento, que ficará sujeito à análise de crédito dos bancos. 

As montadoras também poderão oferecer descontos na aquisição dos veículos. A medida combina crédito, apoio dos bancos federais e participação do setor produtivo para reduzir o custo final aos trabalhadores e fortalecer a produção nacional.

Qual é a plataforma do Move Brasil?

 A adesão será feita por meio da plataforma oficial gov.br/movebrasil, com autorização do profissional para compartilhamento de dados necessários à verificação dos requisitos do programa.

O portal de cadastramento será aberto nesta sexta-feira, 12 de junho, mesma data de edição da medida provisória, do decreto e da resolução do FIIS que estruturam o programa.

Após o cadastro, o trabalhador será informado se atende às condições de participação. A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação poderão procurar a CAIXA, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento.

Empresas também podem financar motos novas?

O programa também tem uma linha voltada a empresas, com financiamento para expansão da infraestrutura de recarga e troca de baterias de motos elétricas. A medida busca apoiar soluções de mobilidade urbana mais sustentáveis, com redução de emissões e da poluição sonora nos centros urbanos.

A linha para pessoas jurídicas poderá financiar itens como baterias, postos de troca e sistemas de recarga de motos elétricas, além de capital de giro associado, limitado a 30% do valor dos investimentos. O valor disponível é de R$ 70 milhões. As condições finais serão definidas em portaria do Ministério da Fazenda.

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Poderão participar entregadores ciclistas e motociclistas cadastrados em plataformas de aplicativo há pelo menos seis meses e que tenham realizado, no mínimo, 100 corridas ou entregas. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Como participar do Move Brasil – Entregadores e Motoapp

Veja as etapas para participar do programa para financiar uma moto elétrica nova:

1. Cadastro e consentimento

A primeira etapa é a adesão ao programa por meio da plataforma oficial gov.br/movebrasil. Ao se cadastrar, o profissional autoriza o compartilhamento dos seus dados para verificar se atende aos requisitos do programa.

2. Confirmação da participação

Após o cadastro, o profissional será informado, na plataforma, se atende aos requisitos para participar do programa.

Podem participar entregadores ciclistas e motociclistas cadastrados em plataformas de aplicativo há pelo menos seis meses e com, no mínimo, 100 corridas ou entregas realizadas. Também são elegíveis ciclistas, motofretistas e mototaxistas profissionais com carteira assinada há pelo menos seis meses na mesma empresa.

Para financiar veículos que exigem habilitação, será necessário possuir CNH categoria “A”.

A aprovação do cadastro não garante acesso à linha de financiamento. A contratação estará sujeita à análise de crédito dos bancos.

3. Solicitação do financiamento

A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação de participação poderão procurar a CAIXA, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento.

Cada beneficiário poderá financiar um veículo: bicicletas elétricas, motonetas, ciclomotores, motos elétricas e motos flex, conforme as regras do programa. O veículo deverá ser zero-quilômetro e atender aos critérios de produção nacional ou projeto de investimento para produção no país.

Com informações do Palácio do Planalto e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Pela plataforma, entregadoresm podem se cadastar para financiar moto em até 48x. Reprodução / Governo Federal

Tire suas dúvidas sobre o Move Brasil app

Ainda com dúvidas sobre o Move Brasil, programa para financiar motos? O Governo Federal preparou uma página para você consultar tudo sobre chance para trocar sua moto ou bicicleta elétrica.

A TVT News selecionou as principais dúvidas para você:

Quem pode participar do programa?
Profissionais de APPs: ao menos 6 meses de cadastro na plataforma e, no mínimo, 100 corridas ou entregas realizadas.

Profissionais celetistas: ciclistas, motofretistas e mototaxis profissionais, com contratos celetistas (CLT) que tenham carteira assinada há, pelo menos, 6 meses na mesma empresa.
É preciso ter Carteira de Habilitação categoria “A” (moto).
Como conseguir financiar motos e bicicletas elétricas
O acesso ao programa é dividido em 3 etapas:

Cadastro: A primeira delas é o cadastro, a partir do dia 15 de junho, por meio da plataforma gov.br/movebrasil.

Confirmação: Até 5 dias úteis após o cadastro na plataforma gov.br, o motociclista é informado se está apto ou não a participar do programa Move Brasil – Entregadores e Motoapp.

Compra da moto e financiamento: a partir de 13 de julho, os profissionais que receberam a confirmação de participação no programa podem procurar as instituições financeiras participantes do programa para análises de crédito e de avaliação de viabilidade de concessão do financiamento.
Posso financiar motos de até qual valor?
Não há definição de um valor máximo para as motocicletas.

O programa permite a compra de:

* Ciclomotores, motonetas e motocicletas flex até 160 cilindradas produzidas no País Motos flex;
* Ciclomotores, motonetas, motocicletas e bicicletas elétricas até 7.500W produzidas no País ou com projeto de investimento para produção nacional;
* Bicicletas elétricas até 1.000 W.

Leia também sobre apoio do governo federal ao trabalhador

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Advogado de Eduardo Bolsonaro recebeu milhões de dólares do Banco Master

Uma nova investigação jornalística do site The Intercept Brasil trouxe a público provas materiais que expõem as engrenagens financeiras por trás de Dark Horse (Azarão), o longa-metragem biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O veículo de imprensa obteve acesso exclusivo a planilhas de desembolso, minutas de contratos, registros financeiros e comprovantes bancários internacionais que permitem reconstituir a trilha do dinheiro utilizado para financiar a produção audiovisual em território norte-americano. Leia em TVT News.

Os arquivos revelam uma operação projetada no valor total de quase 24 milhões de dólares, o que correspondia a aproximadamente R$ 134 milhões na cotação cambial do período.

Os documentos contábeis detalham tanto o fluxo de aportes previstos pelo Banco Master quanto as quantias que entraram efetivamente nas contas de um fundo de investimentos sediado no exterior e diretamente vinculado à gestão da obra cinematográfica.

O cronograma do financiamento: planilha “Funding Schedule”

O primeiro documento de destaque obtido pela equipe de reportagem é uma planilha gerencial intitulada “Funding Schedule” (Cronograma de Financiamento). O arquivo funcionava como o mapa de controle das transferências e dividia o montante total da operação em 14 desembolsos sucessivos, planejados para ocorrer entre os meses de janeiro de 2025 e janeiro de 2026.

Cronograma compartilhado em troca de mensagens detalha pagamentos previstos e concretizados pelo Banco Master (Foto: Reprodução)

A planilha mostra as datas dos pagamentos e os valores a serem pagos

As linhas da tabela mostram que as duas parcelas iniciais foram fixadas em 2 milhões de dólares cada. Embora o planejamento original previsse os pagamentos para os dias 20 e 25 de janeiro de 2025, os registros internos da planilha provam que a liquidação efetiva aconteceu em 13 de fevereiro e em 24 de março daquele ano.

As 12 parcelas subsequentes foram estabelecidas no patamar fixo de 1,66 milhão de dólares cada.

Desse bloco secundário, a primeira cota foi remetida em 24 de março, duas outras parcelas foram compensadas em 25 de abril e uma quarta foi efetuada no dia 29 de maio.

Ao término das anotações contidas no documento, a soma de valores recebidos pelo Master atingia a marca de 10,6 milhões de dólares.

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Reprodução da matéria do The Intercept Brasil que traz planilha e comprovante bancário mostram como Vorcaro enviou dinheiro aos EUA para financiar Dark Horse

Cruzamento de informações: planilha e mensagens trocadas entre Vorcaro e empresário do filme

A planilha é complementada por mensagens trocadas em dispositivos eletrônicos.

No dia 7 de agosto de 2025, o empresário Thiago Miranda encaminhou o arquivo a Daniel Vorcaro, acionista controlador do Banco Master, anexando um alerta sobre a inadimplência dos repasses:

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Mensagens obtidas pelo jornal The Intercept – Reprodução

“Duas em atraso e está para vencer a terceira agora em agosto”.

A resposta enviada por Vorcaro foi direta e indicou a continuidade dos fluxos:

“Segunda fazemos duas”.

A planilha mostra que pagamentos do Master ocorrem até o mês de maio, mas mensagens mostram que eles continuaram em agosto

O diálogo sugere às autoridades que novos pagamentos foram autorizados no período, o que aponta que o montante final destinado ao projeto pode ter superado os 10,6 milhões de dólares computados na tabela.

A fiscalização interna dos repasses já vinha sendo monitorada de perto por Vorcaro meses antes.

Em 12 de março de 2025, o banqueiro do Master remeteu uma cópia do cronograma ao pastor Fabiano Zettel, seu cunhado e apontado nas investigações como operador financeiro do grupo.

Nas mensagens anexas, Vorcaro determinou textualmente: “precisa me ajudar controlar isso” e “tem que pagar a segunda e a terceira”.

Em resposta imediata, Zettel assegurou o andamento das cobranças junto aos parceiros comerciais:

“Vou pra cima do Mineiro. Passei o fluxo pra ele. Achei que ele tava fazendo”.

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Mensagens obtidas pelo jornal The Intercept – Reprodução

As investigações policiais e os cruzamentos de dados do jornal indicam que o codinome “Mineiro” refere-se a Antônio Carlos Freixo Júnior, executivo com trânsito operacional na empresa Entre Investimentos e Participações Ltda, responsável por executar as remessas internacionais.

A quebra dos dados telefônicos confirmou que o contato de Freixo estava registrado diretamente no telefone celular de Vorcaro sob o apelido citado.

Extrato oficial mostra que Master enviou dinheiro a advogado de Eduardo Bolsonaro

A prova documental que revela, de fato, que houve transação financeira internacional para o financiamento do filme “Dark Horse” é o comprovante de liquidação emitido pela rede SWIFT (Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication), a plataforma bancária global que processa transferências entre instituições de diferentes países.

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Comprovante de transferência mostra que 2 milhões de dólares foram transferidos pela Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate. As marcações em preto foram inseridas pelo Intercept para não expor códigos e informações técnicas da operação bancária (Foto: Reprodução)

Comprovante atesta envio de 2 milhões de dólares

Datado de 13 de fevereiro de 2025, o extrato oficial atesta a remessa de 2 milhões de dólares para a conta do Havengate Development Fund LP, um fundo de investimentos gerido por Paulo Calixto, advogado do deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Conforme a descrição do documento oficial de câmbio, o polo remetente da dinheirama foi a empresa Entre Investimentos e Participações Ltda.

A liquidação física dos valores foi processada no Brasil por intermédio das estruturas do Banco BS2 e teve como destino final uma conta bancária do fundo Havengate mantida junto à instituição norte-americana JPMorgan Chase Bank.

O papel timbrado do SWIFT contém todos os dados regulamentares de controle, incluindo os códigos internacionais de identificação bancária, dados das agências, números de referência de compensação e as chaves de liquidação exigidas pelo sistema financeiro global.

O surgimento da Entre Investimentos e Participações Ltda no topo do comprovante bancário desvelou a engenharia financeira montada para contornar entraves burocráticos internos.

O histórico de mensagens de 5 de fevereiro de 2025 aponta que Fabiano Zettel avisou Daniel Vorcaro que o departamento de câmbio do próprio Banco Master estava gerando óbices técnicos e impondo restrições para chancelar a remessa financeira direcionada ao filme de Jair Bolsonaro.

Diante do travamento burocrático, o banqueiro do Master e o operador discutiram alternativas viáveis e optaram por canalizar a operação por meio da estrutura corporativa da Entre Investimentos.

“Filme!”, escreveu cunhado de Vorcaro após sucesso das transações

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As marcações em preto no comprovante de transferência foram inseridas pelo Intercept para não expor códigos e informações técnicas da operação bancária (Foto: Reprodução)

A consumação do plano foi festejada dias depois. Em 14 de fevereiro, exatamente 24 horas após o processamento bancário da primeira parcela de US$ 2 milhões no JPMorgan Chase Bank, Zettel enviou a cópia digital do comprovante SWIFT a Vorcaro com uma breve celebração escrita: “Filme!”.

Apesar de as defesas da Entre Investimentos e de Daniel Vorcaro negarem formalmente a existência de vínculos de controle, participações societárias mútuas ou acordos de governança corporativa, os documentos vazados e as apurações judiciais em andamento reveladas pelos jornais O Estado de S. Paulo e Metrópoles apontam para uma íntima coordenação operacional entre as empresas e o banqueiro.

O outro lado

O jornal The Intercept Brasil buscou colher os esclarecimentos de Paulo Calixto, Thiago Miranda e Antônio Carlos Freixo Júnior, bem como das equipes de defesa jurídica de Fabiano Zettel e Daniel Vorcaro, que cumprem ordens de prisão preventiva emitidas pela Justiça. Nenhuma das defesas enviou manifestações formais até o fechamento da reportagem.

Em nota oficial encaminhada à imprensa, o Grupo Entre limitou-se a declarar que “realiza suas operações em conformidade com as normas e regulamentações aplicáveis ao setor financeiro”.

A companhia acrescentou em seu texto institucional que possui um firme “compromisso com a integridade, a transparência e o cumprimento” da legislação nacional, colocando-se “à disposição das autoridades competentes sempre que necessário” para prestar esclarecimentos sobre suas movimentações financeiras.

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Saiba como pressionar senadores para votar o fim da escala 6×1

Participe da pressão popular para que os deputados votem o fim da escala 6×1. Saiba como assinar a mobilização popular com a TVT News.

Mobilização pressiona senadores pelo fim da escala 6×1

A pressão deu certo na primeira luta pelo fim da escala 6×1. Depois da vitória na Câmara dos Deputados, a campanha “Brasil Quer Mais Tempo” intensificou a pressão sobre parlamentares para acelerar a votação das propostas que tratam do fim da escala 6×1.

A mobilização reúne trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais em defesa da redução da jornada semanal sem redução salarial.

Clique aqui para participar da Campanha Brasil Quer Mais Tempo

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Parlamentares que defendem o fim da escala 6×1 na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Foto: Lula Marques /Agência Brasil.

O que é a campanha Brasil Quer Mais Tempo

A iniciativa funciona como uma força-tarefa digital e presencial para pressionar os senadores a apoiarem a PEC 221/2019 e outras propostas relacionadas à redução da jornada de trabalho. A campanha incentiva trabalhadores a enviarem mensagens aos parlamentares e acompanharem o posicionamento de cada bancada.

Aponte o celular para o QR Code e faça parte da campanha pelo fim da escala 6×1

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TVT e a Rede de Mobilização Fim da 6×1 Já! te convidam para essa ação urgente

Como votar na plataforma da campanha pelo fim da escala 6×1

  1. Acesse o site oficial da campanha Brasil Quer Mais Tempo – https://brasilquermaistempo.com.br/
  2. Clique na opção para participar da mobilização.
  3. Informe seus dados básicos, como nome e estado.

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Depois da vitória na Câmara, a pressão agora é no Senado pelo fim da escala 6×1. Imagem: Campanha O Brasil Quer Mais Tempo

Como funciona a votação da PEC do fim da escala 6×1

O fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário foram aprovados em dois turnos na Câmara dos Deputados, com votações expressivas (472 votos a favor no 1° turno e 469 no 2° turno).

O próximo passo é a tramitação no Senado, onde a PEC deverá passar pelo mesmo ritual: ser apreciada em comissão e depois votada em plenário.

Para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) no Senado Federal, são necessários 49 votos favoráveis, o equivalente a \(3/5\) do total de 81 senadores.

Além desse quórum qualificado, a tramitação exige a aprovaçaõ em dois turnos.

O que está em debate no Congresso

A discussão envolve a PEC 221/2019, a PEC 8/2025 e o PL 1838/2026. As propostas tratam da redução da jornada semanal e da reorganização das escalas de trabalho.

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Fim da escala 6×1 em debate na Câmara dos Deputados. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Disputa política no Senado pode atrasar votação

O debate enfrenta resistência de setores do Centrão e da direita, que apresentaram emendas e regras de transição para adiar mudanças na jornada de trabalho

Fim da escala 6×1 é possível: tire suas dúvidas sobre o tema

tomando conta do Brasil.

O que é o fim da escala 6×1?

O debate sobre o fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para folgar apenas um — está no centro da discussão nacional.

A proposta é uma bandeira histórica da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais, que apontam ganhos concretos:

  • Melhoria na qualidade de vida
  • Redução do adoecimento e do absenteísmo
  • Aumento da produtividade
  • Estímulo ao consumo
  • Possível geração de novos empregos

Levantamento da Nexus, Pesquisa e Inteligência de Dados, mostra que 73% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1, desde que não haja redução salarial. Ou seja: a sociedade entende que trabalhar para viver é diferente de viver para trabalhar.

Quais os impactos do fim da escala 6×1?

De acordo com nota técnica do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), o impacto econômico do fima da escala 6×1 é mínimo:

  • Na indústria e no comércio, o custo operacional adicional seria inferior a 1%.
  • redução da jornada para 40 horas semanais elevaria o custo do trabalho celetista em média 7,84%, mas, considerando o peso da mão de obra no custo total dos setores, o impacto se dilui.
  • Mesmo em setores com alta dependência de mão de obra, como vigilância e limpeza, o impacto é administrável e pode ser enfrentado com políticas de transição.

O próprio Ipea destaca que aumento de custo do trabalho não significa automaticamente queda na produção ou aumento do desemprego.

Um estudo do Dieese, encomendado pela Contraf-CUT, aponta que a implementação da jornada de quatro dias, entre os bancários que hoje realizam a jornada média de 37 horas semanais, teria o potencial de criar mais de 108 mil vagas no setor, ou 25% do total de vagas que existem atualmente.

“O fim da escala 6×1 pode gerar mais empregos e garantir ao trabalhador tempo para estudar, cuidar da saúde e ter lazer”, afirmou o secretário-geral da CUT, Renato Zulato

Para ele, reduzir jornadas exaustivas é uma medida concreta para abrir vagas e permitir que trabalhadores tenham tempo para qualificação e convivência familiar. “Não se trata apenas de tecnologia, mas de qualidade de vida”, afirmou, ao defender mudanças estruturais.

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Argumentos contra o fim da escala 6×1 lembram a retórica das elites escravocratas contra a abolição. Foto: Letycia Bond/Agência Brasil

Já um estudo divulgado em 2024 pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) apontou que a Inteligência Artificial (IA) afetará 60% dos empregos em todo o mundo: metade de forma positiva e metade de forma negativa, ou seja, eliminando a participação humana em vários setores.

Renato Zulato também alertou para os impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho. Segundo ele, a transformação digital já altera rotinas produtivas e pode ampliar desigualdades se não houver políticas públicas de qualificação.

“Estamos vivendo a era da inteligência artificial. Se não houver reflexão e políticas de inclusão, parte da população será excluída dos novos processos produtivos e sociais”, disse o secretário geral da CUT.

É possível acabar com a escala 6×1?

Pesquisa da Unicamp corrobora visão do governo Lula, que defende modernização das relações de trabalho como parte da agenda de desenvolvimento social e econômico.

Fim da escala 6×1: estudo aponta que redução da jornada pode gerar 4,5 milhões de empregos

Um levantamento da economista Marilane Teixeira, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mostra que a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas, com o fim da escala 6×1, tem potencial de gerar até 4,5 milhões de novos empregos no Brasil e elevar em cerca de 4% os níveis de produtividade no país.

O estudo faz parte do Dossiê 6×1, documento elaborado por 63 autores — entre professores, pesquisadores, auditores fiscais do Trabalho e representantes sindicais — que reúne 37 artigos sobre os impactos econômicos e sociais da medida.

A conclusão central do dossiê é direta: o Brasil está pronto para trabalhar menos. O diagnóstico contraria projeções pessimistas do mercado e derruba o argumento de que a mudança poderia provocar queda no PIB ou agravar a insolvência das empresas.

“Não vai ser agora, com avanços tecnológicos, num contexto de pleno emprego, com crescimento econômico e o nível de tecnologia que temos, que não vai ser possível no Brasil reduzir para 40 horas”, afirma Marilane Teixeira.

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Marcha dos Trabalhadores com Centrais Sindicais em Brasília pede fim da escala 6×1 nesta quarta (15) – Foto: Ricardo Weber/TVT

O que os dados mostram sobre o fim da escala 6×1

Com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE, o dossiê revela que aproximadamente 21 milhões de trabalhadores brasileiros cumprem jornada superior às 44 horas previstas na CLT. Outros 76,3% das pessoas ocupadas no país trabalham mais de 40 horas por semana — o que derruba a narrativa de que o brasileiro trabalha pouco.

A pesquisadora também chama atenção para os custos humanos da sobrecarga: em 2024, o Brasil registrou meio milhão de afastamentos por doenças psicossociais decorrentes de condições desfavoráveis no trabalho — apenas no emprego formal.

A redução da jornada atingiria diretamente 76 milhões de trabalhadores caso a escala 4×3 seja adotada, e beneficiaria cerca de 45 milhões na hipótese de migração para a jornada de 40 horas semanais em escala 5×2. 

Ipea diz que é possível acabar com a escala 6×1

O estudo da Unicamp se soma a outras análises que sustentam tecnicamente a posição do governo. Uma nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), publicada em fevereiro de 2026, concluiu que os custos da redução da jornada para 40 horas seriam comparáveis aos de reajustes históricos do salário mínimo — medidas que não geraram desemprego. Nos grandes setores empregadores, como indústria e comércio, o impacto no custo operacional seria inferior a 1%.

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Mobilização pelo fim da escala 6×1. Fotos: Paulo Pinto/Agência Brasil e Tomaz Silva/Agência Brasil

Pesquisa Sebrae diz que 51% dos empreendedores acreditam que não haverá impacto com fim da 6×1

O estudo do Sebrae revela que 51% dos proprietários de micro e pequenas empresas, além de microempreendedores individuais (MEI), acreditam que fim da escala 6×1 não afetará seus negócios. Já 11% acreditam que a medida impactará positivamente seus negócios.

De acordo com a 12ª edição da Pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae, cresceu o número de empreendedores que avaliam que o fim da escala 6×1 não trará impactos negativos para o funcionamento de suas empresas.

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Empreendedores acreditam que fim da escala 6×1 não irá afetar seus negócios – Fonte: Sebrae

Este índice demonstra um avanço em relação ao levantamento anterior, feito em 2024, quando 47% dos entrevistados compartilhavam dessa visão. O levantamento atual foi realizado entre os dias 19 de fevereiro e 18 de março de 2026, contando com a participação de 8.273 respondentes de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal.

Menos empreendedores enxergam proposta de forma negativa

A pesquisa também aponta uma redução na resistência à proposta.

O grupo de empreendedores que visualiza um impacto negativo na mudança recuou de 32% em 2024 para 27% em 2026. Em contrapartida, a parcela que acredita em benefícios reais com o fim da escala 6×1 subiu de 9% para 11%.

Perfil de empreendedores ouvidos

Dentro dos segmentos específicos de atuação, a Economia Criativa lidera a percepção de ganhos com a nova jornada, com 24% de respostas positivas. Na sequência, aparecem os setores de Logística e Transporte (17%) e a Indústria Alimentícia (16%). Outros ramos como academias, beleza e agronegócio também figuram entre os que não preveem prejuízos em suas atividades operacionais.

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Festas juninas agitam São Paulo e região em junho; veja onde aproveitar

Junho chegou e com ele trouxe bandeirinhas, forró, quentão e uma longa programação de festas juninas espalhadas por São Paulo e região metropolitana. Entre grandes eventos gratuitos em parques e centros culturais até quermesses tradicionais organizadas por paróquias, os arraiás vão movimentar diferentes bairros da capital e cidades do ABC Paulista ao longo das próximas semanas. Veja os detalhes na TVT News.

Entre os destaques está o São João promovido no Parque Villa-Lobos, na Zona Oeste da capital. O evento recria o clima das vilas nordestinas com fogueira cenográfica, casinhas decoradas e apresentações culturais. A programação acontece nos finais de semana até 21 de junho, sempre a partir das 10h, com entrada gratuita mediante retirada antecipada de ingressos pela Sympla.

Outro tradicional ponto de encontro junino é o Memorial da América Latina, na Barra Funda. A festa reúne mais de 80 barracas gastronômicas com pratos típicos à base de milho, apresentações de quadrilhas e shows de forró e sertanejo. O festival principal ocorre nos dias 20 e 21 de junho, mas o espaço também receberá uma segunda etapa do arraial em julho.

CTN celebra 10 anos de São João

O CTN – Centro de Tradições Nordestinas promove uma das maiores festas juninas da cidade. O “São João de Nóis Tudim” comemora 10 anos em 2026 com mais de 350 horas de programação cultural, quadrilhas, parque de diversões e restaurantes com culinária típica dos nove estados nordestinos.

O arraial acontece entre 29 de maio e 26 de julho, sempre às sextas, sábados e domingos. A entrada é gratuita, mas comidas, bebidas e brinquedos são cobrados à parte.

Já em Pinheiros, o Largo da Batata recebe o “Arraial do Largo da Batata” nos dias 6 e 7 de junho. O evento reúne shows de forró, apresentações de quadrilhas e barracas de comidas típicas com preços populares. A programação é gratuita e pet-friendly.

No circuito cultural da cidade, a Pina Contemporânea recebe a terceira edição da “Pina Junina”, com apresentações musicais, bingo cultural e espetáculo do Balé Popular Cordão da Terra. O evento ocorre no dia 6 de junho, das 12h às 18h, com entrada gratuita.

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Quermesses mantêm tradição nos bairros paulistanos

As tradicionais festas organizadas por igrejas também seguem como parte importante do calendário junino paulistano. No Brás, a Paróquia São Vito Mártir realiza a 108ª Festa de São Vito, conhecida pela forte influência italiana e pelas receitas típicas preparadas pelas “Mammas”. O evento acontece aos sábados e domingos até 12 de julho.

Na região central, a Paróquia Nossa Senhora da Consolação promove sua tradicional festa junina ao lado da Praça Roosevelt, com brincadeiras, pescaria, comidas típicas e shows ao vivo em diversos finais de semana de junho.

No Tatuapé, a Paróquia Nossa Senhora da Conceição transforma a Praça Silvio Romero em um grande arraial familiar, com música ao vivo e barracas tradicionais. A programação segue até 29 de junho.

ABC Paulista também entra no clima

Na região metropolitana, Santo André recebe o “Arraiá Rock” no Largo dos Padeiros, em Paranapiacaba. O evento mistura tradição junina com apresentações de bandas de rock e decoração temática inspirada na Copa do Mundo de 2026. A festa ocorre nos finais de semana de 6, 7, 13 e 14 de junho, com entrada gratuita.

Em São Bernardo do Campo, a tradicional Quermesse do Rudge Ramos ocupa a Praça São João Batista até 19 de julho. Considerada uma das mais populares do ABC Paulista, a festa reúne barracas de comidas típicas, bingo beneficente e atrações voltadas para famílias de toda a região.

Serviço: festas juninas e quermesses em São Paulo e região

Parque Villa-Lobos

  • Datas: Finais de semana de 23 de maio a 21 de junho (incluindo os dias 4, 5, 6, 7, 13, 14, 20 e 21 de junho).
  • Horário: A partir das 10h.
  • Onde: Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 2001 – Alto de Pinheiros
  • Ingressos: Entrada gratuita, mas com necessidade de resgate antecipado de ingressos via Sympla (sujeito a lotação).

Memorial da América Latina

  • Datas: 20 e 21 de junho (com uma “parte 2” (Arraial no Memorial) agendada para 19, 20, 26 e 27 de julho).
  • Horário: Das 11h às 21h.
  • Onde: Av. Mário de Andrade, 664 – Barra Funda
  • Ingressos: Entrada gratuita.

CTN – Centro de Tradições Nordestinas

  • Datas: De 29 de maio a 26 de julho (às sextas, sábados e domingos).
  • Horário: Sextas das 19h às 02h; sábados das 11h às 04h; domingos e feriados das 11h às 22h.
  • Onde: R. Jacofer, 615 – Limão
  • Ingressos: Entrada gratuita (consumo de alimentos, bebidas e brinquedos cobrados à parte).

Largo da Batata

  • Datas: 6 e 7 de junho.
  • Horário: Das 11h às 22h.
  • Onde: Av. Brig. Faria Lima, S/N – Pinheiros
  • Ingressos: Entrada gratuita (evento pet-friendly).

Pina Junina

  • Datas: 6 de junho (sábado).
  • Horário: Das 12h às 18h.
  • Onde: Pinacoteca de São Paulo, Praça da Luz, 2 – Luz
  • Ingressos: Entrada gratuita.

Paróquia São Vito Mártir

  • Datas: De 30 de maio a 12 de julho (sábados e domingos).
  • Horário: A partir das 19h.
  • Onde: R. Polignano A Mare, 53 – Brás
  • Ingressos: Entrada para a praça de alimentação custa R$ 15 (comprada na bilheteria local). Os convites para a Cantina interna devem ser adquiridos via Ticket360.

Paróquia Nossa Senhora da Consolação

  • Datas: Dias 5, 6, 13, 14, 20, 21, 27 e 28 de junho.
  • Horário: A partir das 17h.
  • Onde: R. da Consolação, 585 – Consolação
  • Ingressos: Entrada gratuita.

Paróquia Nossa Senhora da Conceição

  • Datas: De 30 de maio a 29 de junho (sábados e domingos).
  • Horário: Das 17h às 23h (sábados) e das 17h às 22h (domingos).
  • Onde: Pça. Sílvio Romero – Tatuapé
  • Ingressos: Entrada gratuita.

Arraiá Rock Paranapiacaba

  • Datas: Finais de semana de 6, 7, 13 e 14 de junho.
  • Horário: Programação diurna e vespertina (recomenda-se ir cedo devido à neblina e ao estacionamento limitado na vila).
  • Onde: Largo dos Padeiros – Paranapiacaba, Santo André
  • Ingressos: Aberto ao público / Entrada gratuita.

Paróquia São João Batista

  • Datas: De 9 de maio a 19 de julho (às sextas, sábados e domingos).
  • Horário: A partir das 18h.
  • Onde: Praça São João Batista, 01 – Rudge Ramos
  • Ingressos: Entrada gratuita.

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Enem 2026: prazo de inscrição é ampliado até 12 de junho

O Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ampliaram o prazo de inscrição para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026. Agora, os interessados têm até 12 de junho para se inscrever na Página do Participante .

O novo prazo também contempla os pedidos de atendimento especializado e de tratamento por nome social. A prorrogação não altera as datas de aplicação do exame, que permanece marcado para os dias 8 e 15 de novembro, em todo o país.

Confira o novo cronograma do Enem

  • Inscrições: de 25 de maio a 12 de junho;
  • Pagamento da taxa de inscrição: até 17 de junho;
  • Solicitação de atendimento especializado e nome social: de 25 de maio a 12 de junho;
  • Resultado do atendimento especializado: 26 de junho;
  • Recurso do atendimento especializado: de 29 de junho a 3 de julho;
  • Resultado do recurso: 10 de julho;
  • Aplicação das provas: 8 e 15 de novembro.

Concluintes – Até o dia 12 de junho, os estudantes concluintes do ensino médio da rede pública terão de acessar a Página do Participante para confirmar a participação no Enem e complementar informações, como o município de realização das provas, a língua estrangeira escolhida e, se necessário, a solicitação de recursos de acessibilidade.

Os demais participantes que tiveram a isenção da taxa de inscrição aprovada também deverão realizar a inscrição no exame.

Já para os estudantes não isentos, a taxa de inscrição continua no valor de R$ 85 e pode ser paga por boleto (gerado na Página do Participante), Pix, cartão de crédito e débito em conta corrente ou poupança (a depender da instituição financeira). Agora, o prazo para fazer o pagamento da taxa vai até o dia 17 de junho.

No edital do Enem 2026, é possível conferir todas as regras da edição, como o cronograma, os procedimentos para atendimento especializado e as demais orientações aos participantes.

Pé-de-Meia – Os participantes do Pé-de-Meia que concluírem o ensino médio em 2026 e participarem dos dois dias de prova do Enem receberão um incentivo adicional de R$ 200. O pagamento do incentivo extra será efetuado após a confirmação da conclusão da etapa de ensino, na mesma conta bancária utilizada para o recebimento das demais parcelas do programa.

Certificação – Para utilizar o exame para obter o Certificado de Conclusão do Ensino Médio ou a Declaração Parcial de Proficiência, o interessado deverá indicar essa opção no momento da inscrição. De acordo com o edital, podem solicitar a certificação os participantes que tiverem 18 anos completos até o primeiro dia de aplicação das provas e que não sejam concluintes nem egressos do ensino médio.

Participantes ganharam uma semana a mais para garantir participação no exame que é a maior porta de acesso à educação superior. Prazo para fazer o pagamento da taxa vai até 17/6

Atendimento especializado – Os participantes que necessitam de atendimento especializado devem fazer a solicitação no momento da inscrição. O atendimento é voltado para pessoas com as seguintes condições: baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, auditiva, intelectual e surdez, surdocegueira, dislexia, discalculia, déficit de atenção, transtorno do espectro autista (TEA), gestantes, lactantes, diabéticos, idosos e estudantes em classe hospitalar ou com outra condição específica.

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Estudantes no primeiro dia de aplicação do Enem, quando foi feita a prova de redação. Fotos: Luis Fortes/MEC

Nome social – Travestis, transexuais ou transgêneros receberão esse tratamento automaticamente, de acordo com os dados cadastrados na Receita Federal. Nesse contexto, antes de se inscrever, o participante deverá verificar seu cadastro na Receita Federal e, se for o caso, atualizá-lo.

Orientações – O portal do Inep conta com uma página na qual é possível encontrar as principais orientações para os participantes do Enem. Há também uma seção destinada às perguntas frequentes sobre o exame. Com isso, os interessados podem conferir os questionamentos mais comuns e os respectivos esclarecimentos.

O que é o Enem 

Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Exame Nacional do Ensino Médio tornou-se a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) , do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) .

Instituições de ensino públicas e privadas também utilizam o Enem para selecionar estudantes, como critério único ou complementar de seleção. Os resultados individuais do Enem podem, ainda, ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

Acesse o edital de prorrogação das inscrições no Enem

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Moisés Selerges lança pré-candidatura a deputado federal pelo PT

“Parem a linha. Parem a linha.” O áudio, que resgata a atmosfera das greves históricas no ABC e das grandes manifestações no Estádio da Vila Euclides, foi a senha para o início do evento de lançamento da pré-candidatura de Moisés Selerges a deputado federal pelo PT-SP, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Entre as autoridades presentes para apoiar a pré-candidatura estavam os ministros Luiz Marinho (Trabalho e Emprego) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência). Leia em TVT News.

O ato, realizado três dias após a aprovação na Câmara dos Deputados do fim da escala 6 x 1 e da redução da jornada para 40 horas semanais — uma das lutas históricas de Moisés — marcou também a apresentação do projeto da Bancada dos Trabalhadores e Trabalhadoras, grupo de parlamentares que representará a classe trabalhadora na Câmara dos Deputados.

Selerges será o líder da iniciativa, que tem como um de seus objetivos a criação da Frente Parlamentar dos Trabalhadores em Brasília e a articulação para que a iniciativa se replique nas assembleias estaduais.

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O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC foi transformado na Vila Euclides das greves operárias. Foto: Leandro Paiva

Em seu discurso, Moisés Selerges ressaltou a importância de ampliar a participação da classe trabalhadora na política nacional. “Precisamos ter uma bancada organizada de parlamentares que represente e defenda os direitos daqueles que dão duro todo dia para gerar a riqueza desse Brasil. Bancos, fazendeiros, empresários têm a sua bancada. Agora chegou a nossa vez”, defendeu o pré-candidato.

O evento, que lotou o auditório do solo sagrado da classe trabalhadora, oSindicato dos Metalúrgicos do ABC, contou com a presença dos ministros
Luiz Marinho e Guilherme Boulos

Moisés reforçou que a Bancada será um espaço de escuta, debate e defesa de direitos, garantindo que as decisões em Brasília reflitam a realidade do trabalho brasileiro.

O manifesto da Bancada, que será formada por deputados de diversos partidos progressistas, reforça a ideia de que sua atuação será construída coletivamente, com base nas necessidades reais de quem trabalha. Entre os compromissos do documento estão a proteção social para trabalhadores de plataformas, a garantia de aposentadoria digna, inclusive para donas de casa, jornadas de trabalho justas e políticas de incentivo aos pequenos e médios empreendedores.

“Queremos que a produtividade da tecnologia reverta em benefício para quem trabalha, e não apenas em lucro para quem explora”, destacou Selerges.

Além da criação da Bancada, o pré-candidato tem como projetos a isenção do Imposto de Renda sobre a Participação nos Lucros e Resultados, a regulamentação do trabalho por aplicativos e políticas de apoio a pequenos e médios empreendedores.

Com bom humor, Moisés relembrou o episódio que foi decisivo para a construção da sua pré-candidatura. “O presidente Lula pediu que o Luiz Marinho seguisse no governo para ajudar na sua reeleição. Aí o Marinho perguntou a ele quem seria o candidato. O presidente virou para ele e disse: ‘O menino do Sindicato’. O ministro então questionou: ‘Mas o Moisés se elege?’. A resposta do presidente Lula resolveu a questão: ‘Ele se chama Selerges. Ele tem eleição no nome’”, completou sorrindo.

Moisés é liderança da futura bancada dos trabalhadores, afirma Boulos

Guilherme Boulos reforçou a relevância da iniciativa e o papel fundamental que Moisés terá no projeto: “Não vejo hoje ninguém mais capaz do que o Moisés para ser o líder dessa Bancada. Ele é hoje a liderança mais representativa do novo sindicalismo brasileiro e o cara certo para conduzir esse projeto, que colocará o trabalhador em pé de igualdade com os grupos que hoje controlam a Câmara dos Deputados”, disse.

O ministro Luiz Marinho destacou a importância de líderes sindicais como Selerges para a renovação da representação política no País e na Câmara dos Deputados. “Moisés conhece de perto a realidade dos trabalhadores do ABC e do Brasil. Por isso é a pessoa certa para liderar a Bancada dos Trabalhadores. Uma das missões será a redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais”, afirmou Marinho.

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Moisés Selerges ressaltou a importância de ampliar a participação da classe trabalhadora na política nacional. Foto: Leandro Paiva

O evento contou ainda com a presença de parlamentares como os deputados estaduais Barba, Luiz Fernando, Maurici e Rômulo Fernandez; vereadores da capital e de municípios do ABC, da Baixada Santista e do interior do estado; e lideranças sindicais de diversas entidades, como Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Químicos, Papeleiros, Petroleiros e Servidores Municipais de várias cidades da região, entre outras.

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Tela Brasil vai levar cinema nacional gratuito para todo o país

O governo Lula lança oficialmente neste sábado (30) a Tela Brasil, a nova plataforma pública de streaming voltada exclusivamente para produções audiovisuais nacionais. A estreia acontece durante o evento Rio2C, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, e oferece acesso gratuito, sem anúncios e sem cobrança de assinatura para assistir filmes, séries e documentários nacionais. Saiba mais na TVT News.

Descrita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como a “Netflix brasileira”, a plataforma foi criada pelo Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria do Audiovisual (SAv), com o objetivo de democratizar o acesso à cultura, ampliar a circulação do cinema nacional e fortalecer o mercado audiovisual brasileiro.

O catálogo inicial reúne mais de 500 obras, entre longas, curtas, médias-metragens, documentários e séries. Entre os títulos disponíveis estão clássicos do cinema brasileiro, como Deus e o Diabo na Terra do Sol, Xica da Silva e A Hora da Estrela, além de sucessos contemporâneos como Carandiru, Olga e produções indicadas ao Oscar, como O Quatrilho e O Que É Isso, Companheiro?. O acervo também inclui produções independentes que circularam apenas em festivais e mostras culturais, ampliando o acesso do público a obras pouco conhecidas do grande circuito comercial e fortalecendo a diversidade regional e temática do audiovisual brasileiro.

As produções disponíveis na plataforma fazem parte de acervos da Cinemateca Brasileira, do Centro Técnico Audiovisual (CTAv), da Funarte, da Fundação Palmares e também de obras financiadas pelo Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).

Tecnologia desenvolvida por universidade pública

Um dos principais diferenciais da Tela Brasil é o fato de a plataforma ter sido desenvolvida integralmente por uma instituição pública. A tecnologia foi criada pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), por meio do Núcleo de Excelência em Tecnologias Sociais (NEES), sem participação de empresas privadas.

Segundo o governo federal, cerca de 80 profissionais, entre pesquisadores, técnicos e estudantes de diferentes regiões do país, participaram do desenvolvimento do sistema, que segue as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A plataforma não fará rastreamento comportamental dos usuários para fins comerciais e também não exibirá publicidade.

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Acesso pelo gov.br

O acesso à Tela Brasil será feito exclusivamente por meio da conta gov.br. Neste primeiro momento, o serviço estará disponível apenas na versão web, mas aplicativos para Android e iOS devem ser lançados nas próximas semanas.

O governo também confirmou compatibilidade futura com Smart TVs, Chromecast e Apple TV.

A diretora de Preservação e Difusão Audiovisual do MinC, Daniela Fernandes, afirmou que a plataforma foi pensada para ampliar o contato da população com o cinema brasileiro.

“A Tela Brasil foi pensada prioritariamente como uma política de formação de público para o cinema brasileiro. A gente escolhe aquilo que conhece, então disponibilizar filmes brasileiros nas diferentes janelas também fortalece o mercado”, declarou.

Foco em acessibilidade e inclusão

A Tela Brasil também aposta em recursos de acessibilidade. Mais de 300 obras já contam com audiodescrição, legendagem descritiva e tradução para Libras.

Além disso, a interface foi desenvolvida seguindo as diretrizes internacionais WCAG 2.2 AA, consideradas referência global em acessibilidade digital.

O projeto ainda prevê a criação de perfis específicos para escolas, cineclubes, pontos de cultura e unidades socioeducativas, permitindo sessões coletivas e curadorias pedagógicas.

A expectativa do Ministério da Cultura é que a plataforma continue ampliando o catálogo e desenvolvendo ferramentas para regiões com baixa conectividade à internet, tornando a plataforma Tela Brasil uma política pública permanente de preservação e difusão do audiovisual brasileiro.

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Leo Dias apagou matéria sobre Dark Horse após bronca de Vorcaro

O avanço da série “Vaza Flávio”, publicada pelo The Intercept Brasil, adicionou um novo capítulo à crise envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Desta vez, mensagens obtidas pelo veículo apontam que o banqueiro Daniel Vorcaro pressionou diretamente integrantes do Portal Leo Dias para remover uma reportagem sobre o longa-metragem ainda em agosto de 2025, quando a existência da produção não havia sido oficialmente divulgada. Saiba mais na TVT News.

Segundo a reportagem do Intercept, a matéria foi publicada em 1º de agosto de 2025 e retirada do ar cerca de uma hora depois, após reclamações de Vorcaro ao empresário Thiago Miranda, sócio do portal e apontado como articulador financeiro das negociações envolvendo o filme. As mensagens reforçam suspeitas sobre o grau de envolvimento do banqueiro na produção audiovisual e sugerem uma tentativa de controle sobre a divulgação pública do projeto.

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Mensagens mostram irritação de Vorcaro

De acordo com os diálogos revelados, Vorcaro enviou mensagem a Thiago Miranda às 12h07 daquele dia demonstrando incômodo com a publicação da reportagem.

“Achei que divulgar que tá fazendo o filme muito ruim, não acha?”, escreveu o banqueiro.

Miranda respondeu concordando com a crítica e afirmou que iria “entender” o que havia acontecido. Em seguida, declarou que “tinham combinado de não divulgar nada” e disse que falaria com “Mário”, numa aparente referência ao deputado federal Mario Frias, produtor-executivo e roteirista do longa.

As mensagens também indicam que o senador Flávio Bolsonaro participou das tratativas para conter a repercussão da notícia. Em um dos trechos divulgados, Thiago Miranda afirma a Vorcaro que havia conversado “com Mário e Flávio” e garante que a matéria seria apagada.

Leo Dias Dark Horse Vorcaro

Pouco depois, Miranda confirma que o conteúdo havia sido retirado do ar. Na sequência, escreve ao banqueiro: “Flavio disse que vai te dar uma ligada também”.

A troca de mensagens reforça uma das principais linhas de apuração em torno do caso: a existência de uma articulação política, empresarial e midiática em torno do projeto cinematográfico, cuja produção vem sendo alvo de investigações da Polícia Federal, do Ministério Público e do Supremo Tribunal Federal.

Reportagem antecipava detalhes do filme

Mesmo retirada do ar, a publicação original acabou preservada por usuários em sistemas de arquivamento da internet. Segundo o Intercept, o texto trazia detalhes inéditos sobre “Dark Horse”, descrevendo o filme como uma narrativa heroica da trajetória política de Bolsonaro.

A reportagem afirmava que o ex-presidente seria retratado como “um homem corajoso e determinado”, impulsionado à política pela “decepção com os rumos do país”. Também citava nomes ligados à produção internacional do longa, como o diretor Cyrus Nowrasteh, o produtor Michael Davis e a diretora de elenco Ricki G. Maslar.

O texto ainda revelava que já havia atores escalados para interpretar os filhos de Bolsonaro — Flávio, Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro — além da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Naquele momento, porém, não havia qualquer menção pública sobre os recursos milionários destinados ao projeto nem sobre a participação de Vorcaro como principal financiador.

Intercept liga Vorcaro ao financiamento do longa

As novas revelações se somam a reportagens anteriores do Intercept que apontam que Flávio Bolsonaro negociou cerca de R$ 134 milhões com Daniel Vorcaro para financiar o filme. Parte desses recursos teria sido transferida ao fundo offshore Havengate Development Fund LP, sediado no Texas e administrado por pessoas ligadas ao entorno de Eduardo Bolsonaro.

A produção do longa passou a ser investigada após a divulgação de áudios em que Flávio cobrava repasses financeiros de Vorcaro. Em uma das gravações reveladas anteriormente, o senador demonstrava preocupação com atrasos nos pagamentos relacionados ao filme.

A crise política se agravou depois que vieram à tona suspeitas de que parte dos recursos destinados à produção poderia ter sido usada para custear despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde ele vive desde 2025.

Flávio nega irregularidades e afirma que todo o dinheiro foi utilizado exclusivamente na produção cinematográfica.

Portal Leo Dias diz que retirou texto por “dúvidas internas”

Por meio de nota enviada ao Intercept, o Portal Leo Dias afirmou que a retirada da reportagem ocorreu por “dúvidas internas sobre a apuração”.

Segundo a manifestação atribuída à advogada Hallyne Marques, o conteúdo teria sido recebido de uma fonte, mas acabou removido porque a equipe não estava “100% convicta” das informações publicadas.

A nota informa ainda que a decisão passou por Thiago Miranda, então CEO do portal.

O veículo voltou a tratar do tema apenas em dezembro de 2025, quando imagens das gravações do filme começaram a circular nas redes sociais e a crise envolvendo o Banco Master já havia levado à primeira prisão de Vorcaro.

Caso amplia desgaste político do bolsonarismo

A nova reportagem aprofunda o desgaste político da família Bolsonaro e amplia questionamentos sobre a rede de relações empresariais, financeiras e midiáticas montada em torno do filme “Dark Horse”.

Nos bastidores do Partido Liberal, aliados já vinham demonstrando preocupação com as sucessivas contradições públicas envolvendo o caso. Integrantes do partido criticam a falta de coordenação na estratégia de comunicação adotada após os vazamentos.

Enquanto isso, a PF avalia abrir um inquérito específico para investigar o financiamento da produção cinematográfica, incluindo possíveis crimes financeiros, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e uso de estruturas offshore para movimentação internacional de recursos.

O caso também chegou ao Tribunal de Contas da União e ao STF, onde o ministro Flávio Dino determinou apurações preliminares sobre possíveis vínculos entre emendas parlamentares e entidades relacionadas à produção do filme.

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História do 1º de Maio no Brasil: lutas, conquistas e resistência da classe trabalhadora

O Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio, é uma data marcada por manifestações, greves, comícios e celebrações em defesa dos direitos da classe trabalhadora. Leia em TVT News.

No Brasil, a história do 1º de Maio é também a história da organização popular, da mobilização sindical e da resistência contra regimes autoritários e políticas que atacam direitos sociais e trabalhistas. Desde o fim do século XIX, passando pela Era Vargas, a ditadura militar e o período democrático, a data sempre refletiu o grau de organização e consciência da classe trabalhadora brasileira.

As origens do 1º de Maio

A data remonta às greves de 1886 nos Estados Unidos, quando trabalhadores de Chicago entraram em greve exigindo a jornada de oito horas. A repressão violenta culminou no episódio conhecido como Massacre de Haymarket, no qual dezenas de operários foram feridos e assassinados e líderes sindicais condenados à morte. Três anos depois, em 1889, a Segunda Internacional Socialista decidiu transformar o 1º de maio em uma data mundial de homenagem à luta dos trabalhadores.

No Brasil, a primeira manifestação do 1º de Maio ocorreu em 1891, em Santos (SP), organizada por trabalhadores anarquistas. A comemoração foi dispersada pela polícia, mas marcou o início de uma tradição de mobilização que se fortaleceria nas décadas seguintes.

Segundo registros históricos, houve uma concentração na região portuária, com discursos sobre a exploração do trabalho, a necessidade de união entre os trabalhadores e a defesa da jornada de oito horas diárias.

A mobilização, no entanto, foi vista com desconfiança e reprimida pelas autoridades locais. A polícia dispersou os manifestantes, e parte da imprensa da época tratou o evento com hostilidade, caracterizando-o como “subversivo” ou “estrangeiro”.

No ano seguinte, trabalhadores gauchos realizaram a primeira comemoração do 1° de Maio em praça pública de uma capital no Brasil. Organizada por imigrantes europeus, principalmente alemães e italianos, e por operários locais ligados ao anarquismo e ao socialismo, a comemoração teve um caráter político e reivindicatório, inspirado diretamente pelas lutas operárias internacionais e pela tradição do movimento sindical europeu.

O evento incluiu discursos públicos, reuniões em sociedades operárias e até manifestações culturais, como recitais e saraus, que exaltavam a dignidade do trabalho e denunciavam as condições de exploração enfrentadas pelos trabalhadores urbanos. Entre as principais bandeiras do ato estavam a redução da jornada de trabalho para oito horas, a proibição do trabalho infantil e o direito à organização sindical. Mesmo sendo pacífico, o ato foi vigiado de perto pelas autoridades locais, que já demonstravam preocupação com o avanço das ideias socialistas entre os trabalhadores da capital gaúcha.

O 1º de Maio na República Velha: protagonismo anarquista e repressão

No início do século 20, o Brasil vivia um intenso processo de industrialização e crescimento urbano. As más condições de trabalho — com jornadas de 12 a 14 horas, ausência de direitos e salários irrisórios — motivaram greves e a fundação de sindicatos. Influenciados por ideais anarquistas e socialistas, os trabalhadores passaram a utilizar o 1º de Maio como dia de protesto, não de celebração.

Entre as manifestações mais marcantes da época está a greve geral de 1917, iniciada em São Paulo, em julho, e que se espalhou por outras capitais, como Rio de Janeiro e Porto Alegre. Organizada por sindicatos livres, associações de classe e imprensa operária, a paralisação conquistou aumento de salários e libertação de presos políticos.

Em todo o país, a greve geral envolveu 50 mil operários, e durou uma semana. Naquela época o país enfrentava carestia, alta do custo de vida e salários defasados. O Estado, no entanto, respondeu com repressão sistemática. Muitos sindicatos foram fechados, líderes presos ou deportados. A elite política via com desconfiança qualquer mobilização operária que ameaçasse a “ordem social”. A grande greve de 1917 teve 200 mortos, incluindo operários e policiais, segundos documentos do Arquivo do Senado Federal.

Em 1924, o 1º de Maio é oficializado como feriado

A oficialização do 1º de Maio como feriado nacional no Brasil ocorreu em 1924, durante o governo do presidente Arthur Bernardes (1922–1926), e representou uma virada importante na relação do Estado com o movimento operário.

A data entrou no calendário oficial para celebrar a “confraternidade universal das classes operárias” e os “mártires do trabalho”. Documentos da época guardados no Arquivo do Senado, em Brasília, revelam que, ao oficializar o Dia do Trabalhador há cem anos, Bernardes teve como objetivo domesticar a data.

Para o governo, a data não deveria ser de reivindicação, mas de festa. Na mensagem presidencial que enviou ao Congresso Nacional no início de 1925, Bernardes agradeceu a aprovação da lei do Dia do Trabalhador e disse que a substituição da luta pelos festejos já era uma salutar tendência: “A significação que essa data passou a ter nestes últimos tempos, consagrando-se não mais a protestos subversivos, mas à glorificação do trabalho ordeiro e útil, justifica plenamente o vosso ato”.

A lei foi sancionada em setembro de 1924. Embora o Brasil fosse majoritariamente agrário, as maiores cidades do país já tinham um número considerável de fábricas, principalmente de tecidos, móveis e alimentos.

Ao transformar o 1º de Maio em um feriado oficial, o Estado buscava esvaziar seu conteúdo revolucionário e simbólico, apropriando-se da comemoração e tirando-a das mãos dos movimentos radicais. A data deixava de ser apenas um momento de protesto operário para se tornar uma celebração “legal” e “nacional”.

A recepção do decreto de 1924 foi ambígua. Por um lado, setores mais moderados do movimento sindical viram na medida um avanço — o reconhecimento do trabalhador como ator importante na sociedade. Por outro, correntes mais combativas, como os anarquistas e os comunistas, denunciaram a tentativa do governo de “roubar” uma data que era construída pela luta de base.

Mesmo com o feriado oficial, muitas manifestações operárias continuaram sendo reprimidas nos anos seguintes, especialmente quando incluíam críticas ao sistema político ou reivindicações salariais.

1º de Maio
Documento original da lei que em 1924 tornou o 1º de maio feriado Fonte: Arquivo do Senado

A Era Vargas: o 1º de Maio como instrumento de propaganda

Com a Revolução de 1930 e a ascensão de Getúlio Vargas ao poder, o 1º de Maio passou a ser institucionalizado. Em 1925, a data foi oficialmente reconhecida como feriado nacional, mas foi durante o Estado Novo (1937-1945) que o governo utilizou o 1º de Maio como instrumento de propaganda trabalhista.

Vargas buscava legitimar o projeto de um Estado interventor, que conciliava capital e trabalho sob sua tutela, induzindo o desenvolvimento. Nesse contexto, o 1º de Maio passou a ser comemorado com festas cívicas, discursos oficiais e anúncios de medidas populares. Foi em 1º de maio de 1940, por exemplo, que Vargas anunciou a criação do salário mínimo, uma das conquistas mais emblemáticas da legislação trabalhista.

Em A celebração do 1º de Maio de 1943 entrou para a história como um dos momentos mais emblemáticos do trabalhismo no Brasil. Em ato simbólico e político, Vargas, anunciou a promulgação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) — um marco na legislação brasileira que unificou e sistematizou os direitos trabalhistas então dispersos em decretos e leis avulsas.

O evento foi realizado em um grande comício no Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro, e contou com forte aparato de propaganda oficial. O local, lotado de trabalhadores convocados por sindicatos controlados pelo Estado, foi o palco escolhido para reforçar a imagem de Vargas como o “Pai dos Pobres” e patrono do trabalhador brasileiro.

1º de Maio
Com Vargas, CLT e subordinação ao Estado. Foto: Arquivo Nacional

Durante seu discurso, Vargas exaltou o papel do Estado como garantidor da justiça social e se apresentou como defensor da harmonia entre capital e trabalho. “A Consolidação das Leis do Trabalho constitui o monumento jurídico da Era Vargas”, afirmou o presidente diante de milhares de pessoas. “Nenhuma organização social subsiste sem disciplina, e nenhuma disciplina se impõe sem autoridade”, acrescentou, justificando o controle estatal sobre os sindicatos e o regime corporativista que marcava sua política trabalhista.

A CLT, segundo ele, era uma “carta de alforria” moderna, que elevaria a dignidade do trabalhador ao status de cidadão pleno, ainda que subordinado à estrutura hierárquica do Estado Novo.

Apesar do caráter autoritário do regime, a CLT representou conquistas concretas para os trabalhadores. O novo código consolidava direitos como férias remuneradas, jornada de oito horas, regulamentação do trabalho feminino e infantil, carteira profissional obrigatória, proteção ao salário, normas de segurança e medicina do trabalho, e direito a descanso semanal.

Ditadura militar: repressão e resistência

Com o golpe civil-militar de 1964, o movimento sindical sofreu nova onda de repressão. As centrais sindicais foram dissolvidas, e os sindicatos foram colocados sob rígido controle do Estado. A data de 1º de Maio voltou a ser apropriada por governos autoritários, com discursos ufanistas, desfiles militares e presença obrigatória de trabalhadores.

Apesar da repressão, a resistência crescia nas fábricas, nas periferias e nas igrejas. Durante os anos 1970, o movimento sindical começou a se rearticular a partir das oposições sindicais, especialmente no ABC paulista, berço de importantes greves operárias entre 1978 e 1980.

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Presidente Lula em assembleia para decisão sobre a greve geral de 1980. Foto: Acervo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Em 1979, metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, entraram em greve exigindo 78% de reajuste salarial. Assembleias lotaram o estádio da Vila Euclides e, apesar da greve ser declarada ilegal, o movimento persistiu.  A mais marcante dessas assembleias foi a de 1ºde maio daquele ano com 150 mil trabalhadores liderados por uma pessoa que mudaria a história desse país: Luiz Inácio Lula da Silva. Lula propôs uma trégua. A greve terminou com um reajuste de 63% e o sindicato retomou sua gestão. Nascia o embrião do novo sindicalismo brasileiro.

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Foto: Acervo do Sindicato dos Metalúrgicos

A criação da CUT e a redemocratização

Em 1983, nasce a Central Única dos Trabalhadores (CUT), fruto do acúmulo de experiências das lutas dos anos anteriores. A CUT surgiu como alternativa democrática e autônoma frente ao sindicalismo pelego. Desde então, tornou-se protagonista das manifestações de 1º de Maio, articulando categorias diversas, como professores, bancários, servidores públicos, trabalhadores rurais e operários industriais.

Em mais de 40 anos, a CUT promove atos do dia do trabalhador que reúnem intervenções artísticas, políticas e de lideranças sindicais para proporcionar ao trabalhador conteúdo para reflexões sobre a sua importância na sociedade e, consequentemente, sobre seus direitos.

No contexto da redemocratização, o 1º de Maio se consolidou como data de luta por melhores salários, reforma agrária, liberdade sindical e democracia plena. Um marco foi o comício do Pacaembu, em 1984, organizado pela CUT e outras entidades, em meio à campanha pelas Diretas Já. O ato reuniu dezenas de milhares de trabalhadores em defesa do voto direto e da volta do Estado de Direito.

Os anos 1990: neoliberalismo e resistência

Durante os governos de Collor e FHC, a classe trabalhadora enfrentou ofensivas neoliberais com privatizações, flexibilização de direitos e aumento do desemprego. O 1º de Maio foi marcado por protestos contra as reformas trabalhistas e previdenciárias, a criminalização de greves e os ataques às estatais.

Nesse período, a CUT ampliou sua base, passando a disputar espaço com outras centrais, mas manteve protagonismo em pautas como o salário mínimo digno, a valorização do serviço público e a organização de campanhas salariais unificadas.

1º de Maio
1º de Maio de 1997 em São Bernado do Campo. Foto: Roberto Parizotti/CUT

1º de Maio nos anos 2000: mobilizações e críticas

Com a chegada de Lula à presidência em 2003, parte da militância sindical esperava avanços nas políticas públicas e maior valorização do trabalho. De fato, houve ganhos importantes, como a política de valorização do salário mínimo, a ampliação de direitos previdenciários e o crescimento do emprego formal.

No entanto, a CUT continuou sendo crítica quando necessário — como nas negociações sobre reforma sindical, terceirização e flexibilização da CLT. Os atos de 1º de Maio passaram a incluir temas como igualdade racial, direitos das mulheres, combate à homofobia e democratização da mídia.

Em 2006, por exemplo, a CUT realizou o 1º de Maio Unificado Nacional em São Paulo, com o lema “Trabalho decente, já!”, reunindo diversas centrais e movimentos sociais.

A década de 2010: golpes e retrocessos

A partir de 2015, com a intensificação da crise política, os atos de 1º de Maio voltaram a ganhar contornos de resistência mais intensa. Em 2016, após o impeachment de Dilma Rousseff — considerado um golpe pela CUT e outras entidades — o 1º de Maio foi marcado por protestos contra o governo de Michel Temer e sua agenda de desmonte de direitos.

Um dos momentos mais emblemáticos foi o 1º de Maio de 2017, quando milhões de trabalhadores saíram às ruas contra a reforma trabalhista que acabaria sendo aprovada no Congresso. Em várias capitais, sindicatos organizaram atos, paralisações e bloqueios, com forte presença da CUT e da Frente Brasil Popular.

Anos recentes: pandemia, Bolsonaro e a retomada da esperança

Durante a pandemia de Covid-19, os atos de 1º de Maio foram virtuais ou com público reduzido, mas a luta não cessou. A CUT teve papel crucial na defesa do auxílio emergencial, na denúncia das condições precárias de trabalho de entregadores de app e na luta por vacina para todos.

Com a eleição de Jair Bolsonaro, as centrais intensificaram a resistência. O 1º de Maio de 2021 teve como lema “vida, emprego, democracia e vacina para todos”, unificando diversas entidades. Em 2022, a CUT denunciou os ataques às urnas eletrônicas e defendeu a democracia diante das ameaças golpistas.

Com o retorno de Lula à presidência em 2023, os atos de 1º de Maio voltaram às ruas. A CUT participou da organização do comício em São Paulo com o tema “Emprego, renda, direitos e democracia”. As pautas incluíram a revogação da reforma trabalhista de 2017, valorização do salário mínimo, combate à fome e justiça fiscal.

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Festa do 1º de Maio de 2025 contou com mais de 70 mil pessoas. Foto: 1º de Maio no ABC/SP. Crédito: Dino Santos

Nos últimos anos, novas categorias ganharam visibilidade, como os trabalhadores por aplicativos e os entregadores, que protagonizaram mobilizações próprias, como o Breque dos Apps em 2020.

A luta das mulheres, dos negros e das populações LGBTQIA+ também ocupa cada vez mais espaço no 1º de Maio, denunciando as desigualdades estruturais do mundo do trabalho.

Com informações da CUT e Agência Senado

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1º de maio terá tarifa zero em São Bernardo

O feriado de 1º de maio em São Bernardo do Campo contará com tarifa zero nos ônibus municipais durante todo o dia. A gratuidade, válida para as linhas operadas pela BR7 Mobilidade, visa facilitar o deslocamento da população para as atividades comemorativas e políticas na região. Receba as informações sobre as comemorações do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora na TVT News.

O principal ponto de concentração será o Paço Municipal, que recebe a tradicional Festa do Dia do Trabalhador e Trabalhadora, organizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em conjunto com outras 23 entidades sindicais da região.

A estrutura para o evento já está montada no Paço Municipal para recepcionar o público a partir das 9h. Na edição de 2025, a mobilização reuniu mais de 70 mil pessoas, número que serve de base para o planejamento da segurança e organização deste ano.

Como chegar no evento do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora

Acesso pela linha 10-Tuquesa

Para quem virá da capital, é possível acessar a linha 10-Duquesa que conecta o ABC Paulista pela estação Palmeiras Barra Funda (Linha Vermelha), Luz (Linha Azul/Amarela), Brás (Linha Vermelha) ou Tamanduateí (Linha Verde).

A estação mais próxima ao evento é de Santo André (Celso Daniel). De lá, é possível pegar os ônibus EMTU 287, 286, 238, 196 ou 285. Para esses ônibus o passe-livre não conta. O transporte gratuito será válido apenas para os ônibus municipais.

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Linha 10-Turquesa para chegar ao ABC
Desça na estação Celso Daniel Santo André e pegue o ônibus para o Paço Municipal no terminal

Pautas sindicais e luta por direitos

Sob o tema “Nossa luta transforma vidas”, o ato deste ano une 24 sindicatos do ABC Paulista em torno de reivindicações estruturais para a classe trabalhadora. As entidades priorizam o debate sobre a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e a defesa do fim da escala 6×1. Outro ponto central da mobilização é a demanda pela isenção de Imposto de Renda sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Além das questões econômicas diretas, o movimento sindical incluiu pautas sociais urgentes no manifesto do 1º de maio. Estão entre as bandeiras do evento o combate ao feminicídio e a garantia de igualdade salarial entre homens e mulheres. Wellington Messias Damasceno, diretor administrador dos Metalúrgicos do ABC, afirma que as pautas buscam mais dignidade e a construção de um país mais justo, com direitos garantidos para todos.

Programação cultural e atrações confirmadas

A Festa do Dia do Trabalhador mescla as manifestações políticas com uma extensa agenda cultural ao longo de todo o feriado. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC confirmou nomes de destaque no cenário nacional para compor o festival de música no Paço Municipal. Entre as principais atrações estão:

  • Glória Groove;
  • MC IG;
  • Filho do Piseiro.

O evento também contará com apresentações de diversos grupos e artistas locais, abrangendo gêneros como samba e piseiro. Estão confirmados o Grupo Intimistas, Grupo Entre Elas, Marquinhos Sensação, Alex Rocha, Gordinho da Pisada, Kadu do Piseiro, Grupo SP5, Grupo Razão, Hyaguinho Vaqueiro, Don Ernesto, Samba de Luz e Samba e Amigos.

Solidariedade e acesso ao evento

O acesso à Festa do Dia do Trabalhador será realizado por meio de entrada solidária. A organização solicita que o público contribua com 2 kg de alimentos não perecíveis. Os mantimentos arrecadados serão destinados a ações sociais desenvolvidas na região do ABC.

A prefeitura de São Bernardo do Campo reiterou que a tarifa zero nos coletivos é uma medida para garantir que o trabalhador e a trabalhadora possam participar das atividades culturais e políticas sem o ônus do transporte. A operação gratuita abrange todas as linhas municipais, garantindo a mobilidade urbana desde as primeiras horas da manhã do feriado.


SERVIÇO


📍 Data: 1º de maio
📍 Horário: a partir das 9h
📍 Local: Paço Municipal de São Bernardo do Campo
📍 Entrada: 2 kg de alimentos não perecíveis

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Gloria Groove, MC IG e Filho do Piseiro fazem show em SBC no 1° de maio

O Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, no 1° de maio, será comemorado com um grande show no Paço Municipal de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Entre os principais artistas do show de 1° de maio estão Gloria Groove, MC IG e Filho do Piseiro. Leia mais sobre o show de 1° de maio com a TVT News.

Gloria Groove e MC IG comandam show do 1º de Maio no ABC em megaevento com pauta pelo fim da escala 6×1

Artistas como Gloria Groove, MC IG, Filho do Piseiro, Grupo Intimistas, Grupo Entre Elas, Marquinhos Sensação, Grupo SP5, Grupo Razão, Don Ernesto, Samba de Luz, Samba da Praça, Alex Rocha, o Gordinho da Pisada, Kadu do Piseiro e Hyaguinho Vaqueiro estarão presentes no tradicional show do 1° de maio no ABC.

Confir as principais atrações dos shows no próximo dia 1º de maio (sexta-feira), a partir das 9h, no Paço Municipal de São Bernardo do Campo.

Show de Gloria Groove gratuito em SBC no 1° de maio

Nascido Daniel Garcia, a multiartista paulistana Gloria Groove teve contato com a arte desde muito cedo, destacando-se inicialmente como cantora mirim e dubladora profissional. A partir de 2016, sua persona drag queen ganhou vida e quebrou paradigmas na indústria fonográfica nacional.

Misturando pop, R&B, rap e funk com uma potência e técnica vocal irretocáveis, a “Lady Leste” superou barreiras e tornou-se uma das vozes mais respeitadas, ouvidas e influentes da música brasileira moderna.

Gloria Groove acumula uma vasta lista de megahits que marcaram o país nos últimos anos, como “A Queda”, “Vermelho”, “Bumbum de Ouro”, “Coisa Boa” e a recente febre das rodas de pagode do projeto Serenata da GG, “Nosso Primeiro Beijo”.

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Gloria Groove faz show em SBC com ingressos solidário no dia 1° de maio. Foto: Redes Sociais

Show do MC IG gratuito em SBC no 1° de maio

Guilherme Sérgio Ramos de Souza, amplamente conhecido como MC IG, é cria da Vila Medeiros, Zona Norte de São Paulo. Iniciou sua caminhada no funk em 2015 e, degrau por degrau, firmou-se como um dos maiores pilares da vertente paulista do gênero. C

om rimas que narram as vivências, a superação e o dia a dia da juventude de periferia, IG virou um verdadeiro fenômeno nas plataformas de áudio, ditando o ritmo da cena urbana nacional e figurando constantemente no topo dos rankings da Billboard Brasil.

Com bilhões de reproduções acumuladas, MC IG é a voz por trás de sucessos avassaladores como “3 Dias Virados”, “Faz Completo, Chefe” e do projeto cypher “Let’s Go 4” — que passou meses no topo do Spotify Brasil em 2023.

Show gratutito do Filho do Piseiro em SBC

Representando o ritmo contagiante que dominou o Brasil, o cantor amazonense Filho do Piseiro é a mais nova sensação viral da internet. Ele começou do zero: para realizar o sonho da música, chegou a tocar violão e cantar de improviso no frigorífico onde trabalhava.

Com muito carisma, autenticidade e letras bem-humoradas, ele conquistou o público, acumulando rapidamente milhões de reproduções em seus perfis e ganhando até elogios de grandes personalidades, como a cantora Juliette.

O artista faz sucesso com músicas que grudam na cabeça instantaneamente, com destaque para a febre “Raparigas” e o hit “Meu Pai Paga Minha Faculdade”.

Fim da escala 6×1 é uma das principais lutas do 1° de maio

O tradicional Dia do Trabalhador e da Trabalhadora reafirma a força da mobilização popular e da unidade do movimento sindical.

Com o tema “Nossa luta transforma vidas”, o ato também será orientado por bandeiras centrais e urgentes para os brasileiros:

“Essas bandeiras traduzem necessidades urgentes de quem vive do trabalho. São pautas que apontam para mais dignidade, menos desigualdade e um país mais justo, com direitos garantidos. Por isso, é fundamental fazer do 1º de Maio uma grande festa popular: um momento de união, consciência e valorização da luta coletiva da classe trabalhadora”, afirma Wellington Messias Damasceno, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

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Fim da escala 6×1 é uma das principais pautas da classe trabalhadora. Foto: Dino Santos

Além das fundamentais falas políticas, a programação cultural promete agitar São Bernardo com muita diversidade. Entre as atrações confirmadas para levantar o público, estão grandes nomes da música atual que dialogam com diferentes públicos e vertentes populares.

Cultura e solidariedade de mãos dadas

O show do 1° de maio reforça o caráter profundamente solidário e de apoio às comunidades da região. O acesso à festa será por meio do ingresso solidário, mediante a doação de 2 quilos de alimentos não perecíveis, direcionados a instituições parceiras.

Além dos três gigantes nacionais, o evento enaltecerá artistas regionais e muito pagode com os talentos de Grupo Intimistas, Grupo Entre Elas, Marquinhos Sensação, Grupo SP5, Grupo Razão, Don Ernesto, Samba de Luz, Samba da Praça, Alex Rocha, o Gordinho da Pisada, Kadu do Piseiro e Hyaguinho Vaqueiro.

Serviço

EVENTO DO 1º DE MAIO NO ABC

  • Local: Paço Municipal – Praça Samuel Sabatini, Centro, São Bernardo do Campo – SP.
  • Data: Sexta-feira, 1º de maio de 2026
  • Horário: A partir das 9h

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Cartaz do show de 1° de maio

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Do brigadeiro ao cinema lotado: curta sobre a escala 6×1 traz denúncia social

Um curta-metragem nascido fora dos grandes estúdios e viabilizado pela venda de brigadeiros transforma a dura realidade da escala de trabalho 6×1 em um relato comovente. Me desculpa, Nathan, originalmente concebido como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), ultrapassa o caráter acadêmico como um potente manifesto social dentro do cinema independente. Saiba os detalhes na TVT News.

A obra acompanha a rotina de Thamires, uma jovem mãe solo que enfrenta a exaustão de trabalhar seis dias por semana para garantir a sobrevivência da família. Com apenas um dia livre, insuficiente para suprir as demandas afetivas e domésticas, a personagem simboliza uma realidade comum a milhões de brasileiros. O título do filme, que remete a um pedido de desculpas ao filho, sintetiza o conflito central: a culpa individual diante de uma estrutura que limita o direito ao convívio familiar.

Potência criativa

Sem acesso a financiamentos tradicionais, a equipe optou por um modelo de produção baseado no chamado “cinema de guerrilha”. Rifas, contribuições informais e, principalmente, a venda de brigadeiros foram essenciais para tirar o projeto do papel. A estratégia, além de viabilizar o filme, reforçou a própria mensagem da história: a luta cotidiana pela sobrevivência.

A estética da produção acompanha essa proposta. Com fotografia marcada por enquadramentos fechados e iluminação que demonstra o desgaste físico e emocional da protagonista, o filme constrói uma atmosfera de sufocamento. Já a montagem acelera a percepção do tempo, destacando a repetição e o cansaço de uma rotina sem pausas.

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Denúncia social e identificação do público

Mais do que uma história individual, Me desculpa, Nathan é um retrato coletivo da precarização do trabalho. A escala 6×1 é apresentada não apenas como uma jornada laboral, mas como um sistema que impacta diretamente os vínculos afetivos, especialmente em contextos de vulnerabilidade social.

A recepção calorosa, que reuniu cerca de 100 pessoas em uma única sessão de estreia, mostrou que o filme dialoga com experiências reais e urgentes, que ampliam o debate sobre condições de trabalho no país.

Cinema como ferramenta de mobilização

O curta evidencia não só a importância da luta pelo fim da escala 6×1, mas o papel do cinema independente como espaço de resistência e visibilidade. Ao humanizar estatísticas e dar rosto a uma questão estrutural, a produção enfatiza a força narrativa de histórias que nascem à margem da indústria.

Assista ao curta-metragem

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Mulheres ganham 21,3% a menos que homens no setor privado, aponta relatório

A desigualdade salarial entre homens e mulheres segue como um dos principais desafios no mundo do trabalho no Brasil. Dados do 5º Relatório de Transparência Salarial indicam que, apesar do aumento da participação feminina no mercado — com crescimento de 11% —, as mulheres ainda recebem, em média, 21,3% a menos que os homens no setor privado. Leia em TVT News.

5º Relatório de Transparência Salarial aponta crescimento de 11% de mulheres no mercado de trabalho

O 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado nesta segunda, 27 de abril, aponta que as mulheres recebem, em média, 21,3% a menos que os homens no setor privado com 100 ou mais empregados.

💰 Desigualdade salarial

100%

Homens

78,7%

Mulheres

Diferença de 21,3%

Apesar de a desigualdade salarial não ter apresentado redução em relação ao relatório divulgado em 2023 (primeiro ano de vigência da legislação), a participação feminina cresceu 11% no mercado de trabalho, com ampliação das oportunidades para mulheres negras e pardas.

Os dados têm como base a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e abrangem cerca de 53,5 mil estabelecimentos com 100 ou mais empregados. Segundo o levantamento, o salário médio é de R$ 4.594,89, enquanto o salário contratual mediano é de R$ 2.295,36.

O estudo mostra aumento da presença feminina no mercado de trabalho. O número de mulheres empregadas cresceu 11%, passando de 7,2 milhões para 8 milhões — um acréscimo de 800 mil trabalhadoras. Entre mulheres negras (pretas e pardas), o crescimento foi de 29%, passando de 3,2 milhões para 4,2 milhões, o que representa mais 1 milhão de ocupadas.

Desigualdade salarial é estrutural

👩

Mulheres
Menor remuneração média

⚖

Desigualdade
Persistente mesmo com qualificação

📉

21,3%
Diferença salarial média

Mais mulheres negras no mercado de trabalho

Também houve aumento no número de estabelecimentos com pelo menos 10% de mulheres negras, que chegou a 21.759, crescimento de 3,6% em relação a 2023.

📉 Desigualdade aumentou levemente

Salário mediano

2023: 13,7%

Atual: 14,3%


Rendimento médio

2023: 20,7%

Atual: 21,3%

📊 Tendência de estabilidade com leve alta

A massa de rendimentos das mulheres subiu de 33,7% para 35,2%. Ainda assim, para alcançar participação equivalente à presença feminina no emprego (41,4%), seria necessário um acréscimo de R$ 95,5 bilhões nos rendimentos.

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O relatório aponta avanços em políticas internas das empresas entre 2023 e 2025., como, por exemplo, aumento na oferta de jornada flexível. Foto: Adonis Guerra / SMABC

“Aumentar a massa em 10,6% teria impacto no consumo das famílias e diminuiria a diferença de rendimentos entre homens e mulheres, mas isso representa custo para as empresas, o que as torna mais resistentes a promover essas mudanças”, ressalta a Subsecretaria de Estatística e Estudos do Trabalho do MTE.

Apesar dos avanços no emprego, a desigualdade salarial aumentou levemente; do ponto de vista estatístico, trata-se de estabilidade. Em 2023, as mulheres recebiam 13,7% a menos no salário mediano de contratação; agora, a diferença é de 14,3%. No rendimento médio, a diferença passou de 20,7% para 21,3%.

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Os setores com maiores parcelas de contratação são os serviços de alimentação (17,8%),. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por outro lado, cresceu o número de estabelecimentos com menor desigualdade. Aqueles com até 5% de diferença no salário mediano aumentaram 3,8%, chegando a cerca de 30 mil. Já os com até 5% de diferença no rendimento médio cresceram 4,3%, totalizando 17,4 mil.

O relatório também aponta avanços em políticas internas das empresas entre 2023 e 2025. Houve aumento na oferta de jornada flexível (de 40,6% para 53,9%) e de auxílio-creche (de 22,9% para 38,4%). Também cresceram as licenças-maternidade e paternidade estendidas (de 20% para 29,9%), além da adoção de planos de cargos e salários (de 55,5% para 66,8%) e de metas de produção (de 63,8% para 75,7%).

📋 Políticas de igualdade avançam

🕒 Jornada flexível
40,6% → 53,9%
👶 Auxílio-creche
22,9% → 38,4%
👨‍👩‍👧 Licenças estendidas
20% → 29,9%
📊 Plano de carreira
55,5% → 66,8%
🎯 Metas formais
63,8% → 75,7%

A proporção de empresas que afirmam promover mulheres também aumentou, passando de 38,8% para 48,7%. Já as ações de contratação de mulheres com deficiência, LGBTQIA+ e chefes de família permaneceram relativamente estáveis.

Por outro lado, houve crescimento na contratação de mulheres indígenas, de 8,2% em 2023 para 11,2% em 2025, e de mulheres vítimas de violência, de 5,5% para 10,5%.

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Houve crescimento na contratação de mulheres indígenas, de 8,2% em 2023 para 11,2% em 2025. Neiriane Taerik, de 25 anos, a primeira presidente mulher da Associação Indígena da Aldeia Barranco Vermelho (ASIBV), está à frente do grupo de mulheres indígenas que trabalham com o beneficiamento da castanha-do-pará, apoiadas pelo projeto Biodiverso, na Terra Indígena Erikpatsa, do Povo Rikbaktsa. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O levantamento indica que 7% dos estabelecimentos afirmam contratar mulheres em situação de violência, com maior concentração nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Os setores com maiores parcelas de contratação são os serviços de alimentação (17,8%), as atividades de vigilância e segurança (16,2%), os serviços de reparação e manutenção de equipamentos (13,6%) e os serviços para edifícios e paisagismo (13,1%).

🌍 Impactos da desigualdade

📉 Menor renda
👶 Impacto familiar
🏠 Vulnerabilidade
📊 Desigualdade estrutural

Os estados com menor desigualdade são Acre (91,9%), Piauí (92,1%), Distrito Federal (91,2%), Ceará (90,5%), Pernambuco (89,3%), Alagoas (88,8%) e Amapá (86,9%). Os com maior desigualdade salarial são Espírito Santo (70,7%), Rio de Janeiro (71,2%) e Paraná (71,3%).

Conheça a lei sobre igualdade salarial entre homens e mulheres

A Lei nº 14.611, sancionada em 3 de julho de 2023, reforça a igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre homens e mulheres, alterando o artigo 461 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Empresas com 100 ou mais empregados devem adotar medidas para garantir essa igualdade, incluindo a promoção da transparência salarial, a fiscalização contra a discriminação, o estabelecimento de canais de denúncia, a implementação de programas de diversidade e inclusão e o apoio à capacitação de mulheres. A lei é uma iniciativa do governo federal, conduzida pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pelo Ministério das Mulheres.

Acesse aqui os dados do Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios.

O que é a Lei da Igualdade Salarial (Lei nº 14.611/2023)

Embora não seja exclusivamente voltada à violência, a política é considerada eixo preventivo.

A lei tornou obrigatória a equiparação salarial entre homens e mulheres que exercem funções idênticas.

Regras principais:

  • Empresas com 100 ou mais empregados devem publicar relatórios semestrais de transparência salarial;
  • Multa de 3% da folha de pagamentos (limitada a 100 salários-mínimos) em caso de descumprimento;
  • Empresas têm 90 dias para apresentar plano de ação caso seja identificada desigualdade.

Ministro do Trabalho destaca ações do governo Lula no combate à desigualdade salarial

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destaa as ações que o Governo Lula vem executando para defender histórica demanda de igualdade salarial entre homens e mulheres no Brasil.

Marinho centrou sua fala na Lei nº 14.611, sancionada em 2023 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tornou obrigatória a igualdade salarial entre homens e mulheres que exerçam a mesma função. A norma também obriga empresas com 100 ou mais empregados a publicar relatórios semestrais de transparência salarial, como forma de monitorar e expor eventuais discrepâncias.

“O que justifica que o homem ganhe mais que a mulher? Por que a mulher branca justifica que ganha mais que a mulher negra ou a mulher indígena, se têm a mesma produtividade, a mesma qualificação, o mesmo retorno para aquela empresa naquela função? Função igual, salário igual é uma necessidade”, afirmou o ministro.

Além da exigência de relatórios semestrais, o Ministério do Trabalho e Emprego realiza o monitoramento permanente das práticas salariais em parceria com o Ministério das Mulheres, com o objetivo de fomentar uma cultura de transparência e justiça nas relações trabalhistas.

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Trabalhadora doméstica: desigualdades marcam realidade de 5,6 milhões no Brasil

Dia 27 de abril é o Dia Nacional da Trabalhadora Doméstica e dados do DIEESE mostram que o trabalho doméstico permanece fortemente marcado por desigualdades de gênero e raça, além de apresentar baixos rendimentos, alta informalidade e dificuldades de acesso a direitos trabalhistas. Leia sobre o Dia da Trabalhadora Doméstica com a TVT News.

Dia Nacional da Trabalhadora Doméstica: dados mostram o fosso social da categoria

De acordo com levantamento baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), o Brasil contava, no quarto trimestre de 2025, com cerca de 5,6 milhões de pessoas ocupadas no trabalho doméstico. Desse total, 92% eram mulheres . A predominância feminina escancara a histórica divisão sexual do trabalho, que atribuiu às mulheres as atividades de cuidado e manutenção dos lares.

Trabalho doméstico no Brasil

👩🏽‍🔧

5,6 milhões
de pessoas ocupadas

♀

92%
são mulheres

✊🏿

68%
são negras

O trabalho doméstico reflete desigualdades de gênero e raça no Brasil

O recorte racial evidencia ainda mais a desigualdade: 68% das trabalhadoras domésticas são negras . Entre as mulheres negras ocupadas, uma em cada sete atua no trabalho doméstico, o que corresponde a 14,5% desse grupo . Os números refletem o impacto de processos históricos, como a escravidão e a exclusão social, na configuração atual do mercado de trabalho.

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Mais da metade das trabalhadoras domésticas não concluiu a educação básica, aponta DIEESE

O trabalho doméstico no Brasil continua sendo um retrato das desigualdades estruturais que atravessam o mercado de trabalho. Dados recentes mostram que a atividade permanece fortemente marcada por recortes de gênero e raça, além de apresentar baixos rendimentos, alta informalidade e dificuldades de acesso a direitos trabalhistas.

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Fonte: DIEESE

Trabalho doméstico no Brasil é feminino e negro

A trabalhadora doméstica no Brasil tem um perfil bem definido: mulher e, majoritariamente, negra. Segundo os dados, 68% das profissionais do setor são negras, evidenciando como o trabalho doméstico ainda está ligado a desigualdades raciais históricas.

Entre as mulheres negras ocupadas, uma em cada sete atua como trabalhadora doméstica. Esse dado revela como o legado da escravidão e da exclusão social ainda influencia a inserção dessa população no mercado de trabalho.

Essa concentração não é aleatória. Ela reflete a dificuldade de acesso a oportunidades mais valorizadas, além de desigualdades no acesso à educação e à qualificação profissional.

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A trabalhadora trabalhadora doméstica ganha 59% menos do que outras mulheres ocupadas. Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias

Trabalhadora doméstica recebe menos e sustenta famílias

Mesmo sendo essencial para o funcionamento da sociedade, o trabalho doméstico é um dos mais desvalorizados economicamente.

Em média, a trabalhadora doméstica ganha 59% menos do que outras mulheres ocupadas. Na prática, isso significa uma perda mensal de cerca de R$ 1.932 e mais de R$ 23 mil ao longo de um ano.

Apesar disso, essas mulheres desempenham um papel central na economia familiar: 58% são chefes de domicílio. Ou seja, mesmo com renda menor, são responsáveis pelo sustento de suas casas.

Desigualdade de renda

💰

-59%

Trabalhadoras domésticas ganham menos que outras mulheres

R$ 1.932

a menos por mês

R$ 23 mil

a menos por ano

Mesmo com menor renda, 58% são chefes de família

Informalidade ainda é regra no trabalho doméstico

A ampliação de direitos trabalhistas nos últimos anos não foi suficiente para transformar a realidade da maioria das trabalhadoras domésticas.

Hoje, 76% delas trabalham sem carteira assinada. Além disso, 65% não contribuem para a Previdência Social.

Na prática, isso significa ausência de direitos como férias remuneradas, 13º salário e FGTS, além de insegurança em relação à aposentadoria e benefícios sociais.

A informalidade permanece como um dos principais desafios da categoria, revelando limites na efetivação das leis existentes.

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Fonte: DIEESE
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Fonte: DIEESE

Perfil da categoria mostra envelhecimento e mudança no trabalho

Outro aspecto que chama atenção é o envelhecimento da categoria. Mais da metade das trabalhadoras domésticas tem 45 anos ou mais, enquanto a presença de jovens é menor em comparação com outras ocupações.

Esse dado pode indicar tanto a permanência prolongada na atividade quanto a dificuldade de inserção em outros setores do mercado de trabalho.

Além disso, o modelo de contratação também está mudando. O número de mensalistas caiu, enquanto o de diaristas cresceu, indicando maior flexibilização — e, ao mesmo tempo, menor estabilidade.

Perfil etário

👵🏽

56%

têm 45 anos ou mais

Apenas 12% têm menos de 30 anos

Baixa escolaridade limita oportunidades

A escolaridade é outro fator que ajuda a explicar a desigualdade no trabalho doméstico.

Mais da metade das trabalhadoras não concluiu a educação básica, e 39% não terminaram o ensino fundamental. Esse cenário reduz as possibilidades de acesso a empregos com melhores salários e condições.

A falta de acesso à educação de qualidade ao longo da vida acaba reforçando o ciclo de desigualdade, mantendo essas mulheres em ocupações precarizadas.

Educação

📚

59%

não concluíram a educação básica

39%

não terminaram o ensino fundamental

Pobreza atinge parcela significativa das trabalhadoras domésticas

Os impactos dessa estrutura desigual aparecem de forma direta nas condições de vida.

Em 2024, cerca de 25% das trabalhadoras domésticas estavam em situação de pobreza, incluindo 6% em extrema pobreza.

Esse dado evidencia que, mesmo trabalhando, uma parcela significativa dessas mulheres não consegue garantir renda suficiente para uma vida digna.

Forma de trabalho

🏠

53%

mensalistas

🧹

47%

diaristas

Crescimento das diaristas indica menor estabilidade

Desafios para a valorização da trabalhadora doméstica

O cenário aponta para a necessidade de políticas públicas que enfrentem as desigualdades estruturais do setor.

Entre os principais desafios estão:

  • reduzir a informalidade
  • ampliar o acesso à Previdência
  • garantir cumprimento de direitos trabalhistas
  • investir em educação e qualificação
  • combater desigualdades de gênero e raça

A história do trabalho doméstico no Brasil mostra que os avanços conquistados até aqui foram resultado da organização coletiva das trabalhadoras. O fortalecimento dessas mobilizações segue sendo fundamental para ampliar direitos e melhorar as condições de trabalho.

27 de abril: Dia Nacional da Trabalhadora Doméstica

O 27 de abril é reconhecido como o Dia Nacional da Trabalhadora Doméstica, uma data que busca dar visibilidade às condições de trabalho dessa categoria e reforçar a importância da garantia de direitos. Mais do que uma homenagem, o dia também cumpre um papel político ao chamar atenção para a necessidade de valorização ddas trabalhadores domésticas.

Qual a história de Laudelina de Campos Melo

A luta por direitos das trabalhadoras domésticas no Brasil está profundamente ligada à trajetória de Laudelina de Campos Melo, uma das principais lideranças da categoria no país.

Nascida em 1904, Laudelina foi uma mulher negra que dedicou sua vida à organização das trabalhadoras domésticas. Em um contexto marcado por forte discriminação racial e de gênero, ela atuou na construção de espaços de mobilização e reivindicação de direitos.

Na década de 1930, Laudelina fundou associações voltadas à defesa das trabalhadoras domésticas, buscando melhores condições de trabalho e reconhecimento profissional. Sua atuação foi fundamental para dar visibilidade à categoria e para fortalecer a luta por direitos trabalhistas.

A história de Laudelina evidencia como a organização coletiva foi — e continua sendo — um instrumento essencial para enfrentar a precarização do trabalho doméstico.

Qual a história da Associação de Empregadas Domésticas de Santos, considerada o primeiro sindicato da categoria no Brasil

A materialização da visão política de Laudelina de Campos Melo ocorreu na cidade litorânea de Santos, no estado de São Paulo, no ano de 1936. Foi lá que ela fundou a Associação de Empregadas Domésticas de Santos, a primeira entidade de classe focada exclusivamente na organização e na defesa dos direitos dessa categoria no Brasil.

A fundação da Associação foi um ato de extrema ousadia. Em 1936, a elite brasileira, que ainda carregava os vícios do período escravocrata recém-abolido, não aceitava que as mulheres que limpavam suas casas e criavam seus filhos tivessem qualquer tipo de direito reivindicado. Essa realidade parece não ter se alterado no século XXI.

A entidade criada por Laudelina funcionava como um ponto de apoio fundamental: oferecia assistência jurídica, acolhimento para mulheres vítimas de violência patronal, espaços de alfabetização e, acima de tudo, um ambiente de formação de consciência política.

Infelizmente, a existência formal da Associação de Santos foi interrompida de maneira abrupta. Com a instauração do Estado Novo em 1937, a ditadura varguista proibiu o funcionamento de diversas organizações civis e sindicais independentes.

A entidade foi fechada compulsoriamente, mas o impacto ideológico de sua criação jamais foi apagado. O pioneirismo da Associação de Empregadas Domésticas de Santos abriu os caminhos para a retomada do movimento nas décadas seguintes, influenciando diretamente a criação de novos sindicatos nos anos 1960 e 1980.

O espírito de resistência forjado em Santos foi determinante para a organização da categoria durante a Assembleia Nacional Constituinte de 1988, que garantiu os primeiros direitos básicos, e mais tarde, na histórica aprovação da Emenda Constitucional 72, a PEC das Domésticas.

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Motta cria comissão para analisar PEC da redução da escala 6X1

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), publicou nesta sexta-feira (24) ato criando a comissão especial para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que trata da redução da jornada de trabalho no país. O texto teve a admissibilidade aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na quarta-feira (22). Saiba mais na TVT News.

A CCJ só analisa se os textos estão aderentes à Constituição Federal. O mérito caberá à comissão especial.

A comissão será composta de 37 membros titulares e de igual número de suplentes. Pelo regimento, o colegiado terá o prazo de até 40 sessões para proferir seu parecer.

Os membros analisarão duas propostas de redução na jornada de trabalho. A primeira, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais. A transição se daria ao longo de dez anos.

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A outra proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.

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Fim da escala 6×1 é uma das principais pautas da classe trabalhadora. Foto: Dino Santos

Na prática, as PECs acabam com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1). Se aprovadas na comissão especial, irão depois para votação no plenário.

As duas propostas ganharam força com o movimento “Vida Além do Trabalho”, que busca o fim da escala 6×1 para melhorar a saúde mental e a qualidade de vida dos trabalhadores. A admissão das propostas foi aprovada por unanimidade em votação simbólica.

Quando a PEC for à votação no plenário, será exigido um quórum de três quintos dos votos dos deputados, o que corresponde a 308 parlamentares, em dois turnos.

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Comissão vai analisar duas propostas de redução na jornada de trabalho. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Proposta do governo

Como essa tramitação pode se estender por meses e diante da tentativa da oposição de barrar a PEC, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, enviou ao Congresso, na semana passada, um projeto de lei (PL) com urgência constitucional para acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.

O PL com urgência precisa ser votado em até 45 dias ou tranca a pauta do plenário da Câmara.

Luciano Nascimento – Repórter da Agência Brasil

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Novas regras do Minha Casa, Minha Vida entram em vigor nesta quarta; veja mudanças

Entram em vigor nesta quarta-feira (22) as novas diretrizes do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com mudanças que ampliam o acesso ao financiamento imobiliário e reduzem custos para milhares de famílias. As alterações foram aprovadas por unanimidade pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e têm como foco a inclusão de mais brasileiros no programa. Saiba os detalhes na TVT News.

Novos limites de renda ampliam acesso

A principal mudança do Minha Casa, Minha Vida é a elevação dos tetos de renda mensal em todas as faixas. Com isso, famílias que antes ficavam de fora ou eram enquadradas em categorias com juros mais altos passam a ter acesso a condições mais vantajosas.

  • Faixa 1 agora contempla renda de até R$ 3.200;
  • Faixa 2 contempla renda de até R$ 5.000;
  • Faixa 3 contempla renda de até R$ 9.600;
  • Faixa 4 contempla renda de até R$ 13 mil.

Teto dos imóveis sobe e acompanha mercado

Os limites de valor dos imóveis também foram reajustados, especialmente nas faixas superiores. Na Faixa 3, o teto subiu para R$ 400 mil, enquanto na Faixa 4 passou a R$ 600 mil.

Para as faixas de menor renda, os valores permanecem entre R$ 210 mil e R$ 275 mil, dependendo da localidade. A medida busca acompanhar a valorização do mercado imobiliário e ampliar as opções de compra.

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Juros menores e impacto direto nas famílias

As mudanças têm impacto direto nas taxas de juros. Com o novo enquadramento, muitas famílias passam a pagar menos pelo financiamento. Em alguns casos, a taxa pode cair de 8,16% para cerca de 7% ao ano.

A estimativa do governo Lula é de que pelo menos 87,5 mil famílias sejam beneficiadas pelas novas regras do Minha Casa, Minha Vida com redução de juros, além da inclusão de cerca de 39,5 mil novos participantes nas faixas 3 e 4.

O pacote prevê um impacto financeiro relevante: cerca de R$ 3,6 bilhões em crédito habitacional e R$ 500 milhões em subsídios.

O financiamento será operado principalmente pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil, com recursos do FGTS e aporte de aproximadamente R$ 31 bilhões do Fundo Social.

Garantias ao comprador são reforçadas

No campo jurídico, uma decisão da Justiça Federal reforçou a proteção ao consumidor. Compradores de imóveis pelo programa terão até cinco anos para solicitar indenizações por defeitos na construção.

O prazo começa a contar a partir do registro da reclamação no canal “De Olho na Qualidade”, da Caixa, desde que o problema seja identificado dentro do período de garantia do imóvel.

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Fim da escala 6×1 será votado nesta quarta

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados pautou para esta quarta-feira (22) a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de trabalho 6×1. O avanço da proposta ocorre após o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), rejeitar a PL do governo federal. Leia em TVT News.

A proposta pelo fim da escala 6×1, de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), ganhou tração nas redes sociais e nas ruas sob o movimento “Vida Além do Trabalho” (VAT). O texto propõe a redução da jornada máxima semanal de 44 para 36 horas, mantendo o limite diário de oito horas.

O que a votação definirá nesta quarta?

Em movimento que reforça a autonomia do Legislativo, Hugo Motta sinalizou que a Câmara seguirá o cronograma das PECs já em tramitação, preterindo o Projeto de Lei (PL 1838/26) enviado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A votação pelo fim da escala 6×1 desta quarta-feira foca na admissibilidade da proposta. Isso significa que a CCJ não julgará o mérito (se a ideia é boa ou ruim economicamente), mas sim se o texto respeita a Constituição e não fere cláusulas pétreas, que são dispositivos da Constituição Federal brasileira de 1988 que não podem ser abolidos ou alterados.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) é a relatora na comissão e já apresentou parecer favorável, argumentando que a proposta pelo fim da jornada 6×1 é constitucional e atende a anseios sociais contemporâneos.

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Votação da PEC que acaba com escala 6×1 será neste 22 de abril – Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O apoio de Hugo Motta é visto como um divisor de águas. Embora o presidente da Câmara tenha um perfil mais conservador e ligado ao setor produtivo, a pressão popular e o desejo de não travar pautas de grande apelo social e o envio da PL de Lula sobre fim da escala 6×1 influenciaram a decisão de pautar o tema.

Pontos de Tensão

Apesar do apoio inicial para que a PEC pelo fim da 6×1 “ande”, a proposta enfrenta resistência de setores empresariais e de parlamentares de centro e direita.

A direita e a elite empresarial argumentam que a mudança pode elevar os custos trabalhistas e causar inflação, especialmente nos setores de serviços e comércio.

Há também debates sobre se a redução para 36 horas deveria ser imediata ou gradual, e se haveria flexibilidade para diferentes categorias profissionais.

    Próximos Passos

    Se aprovada na CCJ hoje, a PEC não vira lei imediatamente. Ela seguirá para uma Comissão Especial, em que o mérito será discutido a fundo e o texto poderá sofrer alterações (substitutivos). Somente após essa fase é que a proposta irá ao Plenário da Câmara, onde precisará de 308 votos em dois turnos antes de seguir para o Senado.

    A sessão na CCJ promete ser marcada por intensos debates entre a base governista, que abraçou a causa, e a oposição, que tenta mediar os interesses do setor econômico.

    O que propõem as PECs que põem fim à escala 6×1

    As PECs buscam alterar a Constituição Federal, que hoje estabelece jornada máxima de 44 horas semanais. Por isso, são consideradas mudanças mais estruturais e difíceis de reverter.

    A PEC 221/19 propõe reduzir a jornada para 36 horas semanais, mantendo 8 horas diárias, sem definir uma escala específica. A organização da jornada ficaria a cargo de negociação coletiva. O texto prevê um período de transição longo, de até 10 anos.

    Já a PEC 8/25 também fixa a jornada em 36 horas semanais, mas determina a adoção da escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três de descanso). Nesse caso, a implementação seria mais rápida, em até 360 dias após a promulgação.

    PL do Governo Lula é jogada para escanteio

    Embora o Palácio do Planalto tenha encaminhado um Projeto de Lei sobre o tema na última terça-feira (14), Hugo Motta afirmou que a Câmara não pretende, no momento, designar um relator para o texto de Lula.

    “O projeto [do Planalto] chegou ontem, mas vamos seguir o cronograma da PEC”, declarou Motta.

    Segundo o parlamentar, a decisão visa garantir que a entrega da redução da jornada ao país ocorra de forma “responsável” e “sem atropelo”, aguardando a saída do texto da CCJ para a criação de uma comissão especial.

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    Disputa Política

    A preferência pela PEC em detrimento do PL envolve fatores técnicos e políticos estratégicos:

    Por alterarem a Constituição, as PECs promovem mudanças estruturais mais difíceis de serem revertidas no futuro do que um Projeto de Lei comum.

    Ao manter o foco nas propostas dos deputados, Motta sinaliza independência frente às iniciativas do Poder Executivo.

    Diferente dos Projetos de Lei, as PECs, se aprovadas pela Câmara e pelo Senado (em dois turnos com quórum qualificado), são promulgadas diretamente pelo Congresso Nacional, não dependendo de sanção presidencial.

    A aprovação da medida é vista como uma oportunidade para Hugo Motta construir um “legado” à frente da presidência da Câmara, aproveitando a forte mobilização social em torno do tema.

    Apesar da nova proposta do governo, lideranças da Câmara indicam que ainda não há convergência entre os textos. Qualquer ajuste futuro dependerá de negociações entre os líderes partidários e o relator que vier a ser designado para a comissão especial.

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    Quase 8 milhões de famílias aptas não recebem desconto na conta de luz

    Apesar de terem direito à Tarifa Social de Energia Elétrica, cerca de 7,9 milhões de famílias brasileiras ainda não conseguem acessar o benefício que reduz o valor da conta de luz. A estimativa, baseada em dados da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL e do Ministério de Minas e Energia, aponta falhas estruturais no sistema que deveria garantir o desconto automático. Mais informações em TVT News.

    A exclusão de milhões de famílias ocorre por uma combinação de fatores. Entre os principais estão falhas no cruzamento de dados entre sistemas, inconsistências nos endereços cadastrados, informações desatualizadas no Cadastro Único, falta de busca ativa por parte das prefeituras e ausência de padronização nas bases de dados.

    Também pesam dificuldades enfrentadas pelos próprios beneficiários, como baixa familiaridade com ferramentas digitais e distância dos postos de atendimento presencial.

    Atualmente, o programa atende cerca de 16,4 milhões de famílias. Caso todas fossem contempladas, esse número poderia chegar a 24,3 milhões — um aumento superior a 40%, segundo o MME.

    Mudanças no modelo de gratuidade na conta de luz

    Reformulada recentemente, a tarifa social passou a garantir isenção total para consumo de até 80 kWh por mês. Acima desse limite, não há desconto. No modelo anterior, o benefício era concedido de forma escalonada.

    A ampliação do programa é considerada estratégica pelo governo federal, inclusive com potencial impacto social.

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    Estima-se que 7,9 milhões de famílias ainda não têm acesso ao desconto na conta de luz, mesmo que estejam inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Segundo o Ministério de Minas e Energia, a diferença entre o número atual de beneficiários e o potencial total decorre, em parte, de revisões periódicas no CadÚnico e de mudanças nas condições socioeconômicas das famílias.

    O sistema depende do cruzamento de informações entre CadÚnico, Aneel e distribuidoras de energia — e qualquer divergência já é o suficiente para impedir a adesão automática.

    Em municípios mais vulneráveis, há diversas fragilidades na gestão cadastral, devido a falta de estrutura para atualização de dados e busca ativa de beneficiários.

    Além disso, processos muito burocráticos como atualização cadastral, envio de documentos e acompanhamento de notificações dificultam o acesso, especialmente para idosos, pessoas com deficiência e famílias com menor inclusão digital.

    O acesso à tarifa social é um direito garantido por lei e deve ser concedido automaticamente pelas distribuidoras sempre que os critérios forem atendidos, mas na prática, limitações tecnológicas ainda comprometem o processo.

    Em nota, a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica informou que as empresas realizam campanhas de orientação e busca ativa para identificar famílias elegíveis. Ressaltou, no entanto, que a atualização do CadÚnico — requisito essencial para manter o benefício — é de responsabilidade dos próprios cidadãos, que devem procurar os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS).

    Segundo a entidade, o setor segue comprometido em aprimorar a política pública e ampliar o acesso ao benefício para famílias de baixa renda.

    Já o Governo Federal implementou neste ano o programa Luz de Todos que, além de reforçar direitos já garantidos, como a gratuidade na tarifa de energia elétrica para famílias de baixa renda, com consumo mensal de até 80 kWh, também tem promovido busca ativa, enviando mensagens via WhatsApp e notificações via aplicativo Gov.br.

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    Confira as fotos do lado oculto da Lua e do pôr da Terra

    Na manhã desta terça-feira (7), a Nasa revelou novos registros da missão Artemis II, que completa hoje seu sexto dia de jornada lunar. O destaque da divulgação é a imagem do “pôr da Terra”, capturada pela perspectiva dos quatro astronautas ao atravessarem o lado oculto da Lua. Hoje também é o prazo final que Trump deu ao Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz, caso prazo não seja respeitado “uma civilização inteira morrerá nesta noite”. Leia em TVT News.

    O lado oculto da Lua: Trump ameaça tomar Irã nesta noite; internautas se encantam com fotografias da missão Artemis II

    Desde o começo da missão Artemis II, a Nasa vem divulgando fotografias de “turismo” do espaço que estão circulando pelas redes sociais. Como forma de propaganda da missão, as imagens servem para receber apoio do público. No site da agência, a viagem é transmitida ao vivo 24 horas seguidas. As atualizações sempre em tom de exaltação.

    Em suas redes sociais, Donald Trump, Nasa e a Casa Branca compartilharam como colaboradores a “primeira imagem” registrada do lado oculto da lua:

    A fotografia desse ângulo foi divulgada como a primeira já realizada em tom de exaltação e de conquista, mas não é bem assim como eles contam.

    Desde o programa Apollo, nas décadas de 1960 e 1970, exploradores robóticos já mapearam o lado oculto da Lua.

    Em 2023, a Índia enviou a sonda Chandrayaan-3 e capturou imagens detalhadas da mesma região. Por olhos humanos, a Nasa pode ter feito o primeiro registro do lado oculto da Lua, mas está longe de ser um feito verdadeiramente inédito.

    Foto do lado oculto da Lua feita em 2023 por uma câmera da sonda Chandrayaan-3, da Índia – Foto: Divulgação

    O lado oculto da Lua: “Uma civilização inteira morrerá nesta noite”, declarou Trump nesta segunda

    A tensão da guerra com o Irã atingiu o ápice nesta terça-feira (7), prazo final de um ultimato de 48 horas imposto pelos Estados Unidos para a reabertura do Estreito de Ormuz.

    Em uma postagem que gerou alarme internacional por seu caráter extremado, Trump afirmou em sua rede social que “uma civilização inteira morrerá nesta noite”, sinalizando um descarte das vias diplomáticas tradicionais em favor de uma retórica de aniquilação.

    O prazo de Trump vai até 21 horas deta terça.

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    Veja imagens da missão Artemis II

    A astronauta Christina Koch observa a Terra a partir da nave Orion na Missão Artemis II (imagem feita com um iPhone 17 Pro Max) – NASA/ Divulgação
    Uma imagem feita no quarto dia da missão Artemis 2 mostra a bacia Orientale na borda direita do disco lunar na Missão Artemis II – NASA/Divulgação
    Lado oculto da lua capturada da Orion enquanto a Terra submerge além do horizonte lunar – NASA/Divulgação

    Como as imagens são feitas

    Esta é a primeira vez que câmeras digitais são levadas tão longe. Junto aos 4 astronautas estão 32 câmeras e dispositivos, 15 instalados na nave e 17 operados manualmente.

    Conforme detalhado pela Nasa, a tripulação utiliza equipamentos fotográficos com cerca de uma década de mercado, a exemplo da Nikon D5, complementados por câmeras GoPro e smartphones. Para quem deseja conferir as especificações técnicas, o álbum da missão na plataforma Flickr detalha qual dispositivo foi o responsável por cada registro publicado.

    Entenda: Nikon D5 lançada em 2016 vai ao espaço, fotógrafo explica:

    Fase de regresso

    Agora, a Artemis II entra em fase de regresso. Depois de completar a volta em torno da Lua, a espaçonave Orion acionou os motores rumo à Terra e deixará a órbita lunar nesta terça (7). O feito consolida o retorno dos voos tripulados ao espaço profundo, algo que não ocorria desde o fim do programa Apollo, em 1972.

    Artemis II bate recorde de distância percorrida por seres humanos no espaço

    A missão Artemis II, da NASA, entrou para a história nesta segunda-feira (6) ao estabelecer um novo recorde de distância percorrida por seres humanos no espaço. A bordo da cápsula Orion, quatro astronautas ultrapassaram a marca registrada pela missão Apollo 13, de 1970, e se tornaram os humanos que mais se afastaram da Terra. Leia em TVT News.

    De acordo com dados divulgados pela agência espacial e confirmados por veículos internacionais, a tripulação atingiu cerca de 252 mil milhas (aproximadamente 406 mil quilômetros) de distância do planeta, superando o recorde anterior de 248 mil milhas. Esse marco foi alcançado durante o sobrevoo da face oculta da Lua, momento em que a nave também entrou em um período temporário de blackout de comunicações com a Terra.

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    Lula em Anápolis: “Não tem investimento melhor do que colocar dinheiro para salvar vidas”

    O presidente Lula visitou o complexo industrial da Brainfarma, em Anápolis (GO), nesta quinta-feira, 26 de março, e ressaltou a importância de investir na indústria da saúde para ampliar a produção de medicamentos e garantir o acesso da população. No local, será produzida a escopolamina, ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) do medicamento Buscopan e, com isso, o Brasil será o primeiro país da América Latina a produzir este IFA. Leia em TVT News.

    Para o presidente Lula, o crescimento da indústria farmacêutica no país é motivo de orgulho. “Eu estou muito orgulhoso de saber que o Brasil está crescendo muito na indústria da saúde, crescendo muito”, declarou.

    Com investimento total de R$ 250 milhões e apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o projeto em Anápolis integra as diretrizes da Nova Indústria Brasil e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, com foco na internalização de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) essenciais. A visita do presidente reforça a política pública conduzida pelo Governo do Brasil na área de saúde, que impacta diretamente não apenas o setor, mas a indústria nacional, a geração de empregos e as exportações.

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    “Muita gente acha que isso é gastar muito dinheiro. Não tem limite de investimento melhor do que você colocar dinheiro para salvar a vida de homens, mulheres e crianças nesse país”, afirmou Lula.

    Os investimentos na internalização de IFAs fazem parte de uma estratégia inserida em um projeto de soberania sanitária e industrial, alinhado às prioridades do Governo do Brasil. O Projeto IFA Brasileiro trabalha para posicionar o país como líder global na produção de um insumo farmacêutico essencial, hoje concentrado no exterior.

    Após 2026, a Brainfarma será a maior produtora mundial do Butilbrometo de Escopolamina. Com isso, o país deixará de ser apenas importador e passará a ser exportador de insumo farmacêutico de alto valor agregado, com potencial de exportar para a Europa, México, Oriente Médio e Ásia.

    Durante a visita, o presidente Lula citou o programa Farmácia Popular, que aumentou o acesso da população a medicamentos. “Nós criamos o Farmácia Popular garantindo o direito humanitário de que todo mundo tem o direito de ter o remédio para salvar sua vida. E se a pessoa não pode comprar, o Estado tem obrigação de fazer com que essas pessoas tenham o direito. O Farmácia Popular é uma coisa extraordinária que já garante 41 remédios de uso contínuo para que as pessoas possam sobreviver”, explicou.

    SOBERANIA — O presidente ressaltou, ainda, que o governo busca parcerias com outros países para trazer tecnologias e conhecimento para o Brasil. “Onde tiver expertise para trazer, a gente vai trazer, a gente quer fazer associação, parceria, quer produzir as coisas aqui e vender para o mundo porque tudo isso chama-se soberania nacional. Tomar conta da saúde do povo é uma coisa extraordinária”, disse Lula.

    SEGURANÇA NACIONAL EM SAÚDE – Com a produção da escopolamina em Anápolis, o Brasil pavimenta um caminho para deixar de depender integralmente de importações para um IFA crítico utilizado em medicamentos amplamente consumidos no SUS e no varejo. Com o encerramento da produção na Alemanha em 2026, há um risco real de desabastecimento global, algo que o projeto da Brainfarma se antecipa.

    CADEIA PRODUTIVA – O fortalecimento de uma cadeia produtiva 100% nacional, do cultivo agrícola à síntese farmacêutica, é uma estratégia diretamente alinhada com a política industrial do Governo do Brasil, que reforça a internalização de IFAs estratégicos, como previsto nas diretrizes de reindustrialização, da Nova Indústria Brasil, e do fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.

    IMPORTAÇÃO — O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, explicou que o setor de saúde corresponde hoje ao segundo maior déficit da balança comercial, com cerca de 60% dos insumos ainda importados. Com os investimentos e os efeitos da reforma tributária, os custos para a exportação serão reduzidos.

    “É um setor estratégico e hoje é um grande passo. A Hypera, ao invés de importar IFA, o insumo farmacêutico ativo, ela vai exportar o IFA. De importador passaremos para exportador. Um grande investimento. O BNDES tem uma participação importante, a reforma tributária vai ajudar muito porque ela vai desonerar totalmente investimento, desonerar totalmente exportação e zerar o imposto”, destacou.

    ACESSO A MEDICAMENTOS — Alexandre Padilha, ministro da Saúde, destacou as políticas públicas de acesso a medicamentos, como o Farmácia Popular, que levam ao fortalecimento da indústria farmacêutica nacional. “A gente só consegue estar aqui no maior complexo de produção de medicamentos da América Latina, porque o Brasil tem uma coisa muito forte e importante, que gera a demanda para que eles possam produzir os medicamentos, que é o compromisso de que toda pessoa no Brasil tenha direito ao acesso aos medicamentos pelo Sistema Único de Saúde”, disse o ministro. 

    “Em 2025, nós fechamos com 27 milhões de brasileiros e brasileiras que pegam todo mês o remédio do Farmácia Popular para ter a garantia do seu tratamento. E isso gera essa demanda, isso dá coragem para empresários brasileiros ousados”, completou o ministro.

    IMPACTO ECONÔMICO E SOCIAL – Os investimentos da Brainfarma no Brasil totalizam R$ 450 milhões, sendo R$ 250 milhões aplicados diretamente na unidade fabril em expansão em Anápolis, dos quais R$ 107 milhões são de aportes do BNDES. O complexo terá capacidade produtiva de 30 toneladas do insumo farmacêutico ativo, o equivalente a 150 milhões de medicamentos. Serão gerados mais de 500 empregos diretos e indiretos, com forte impacto regional em Goiás, em um momento que consolida Anápolis como hub farmacêutico nacional, com domínio de tecnologia de ponta. A iniciativa representa, ainda, transferência de tecnologia, conhecimento, capacitação técnica e fortalecimento da base de inovação industrial brasileira.

    GERAÇÃO DE EMPREGO — O presidente do Grupo Hypera – Brainfarma, Breno Oliveira, afirmou que a empresa emprega 6 mil funcionários atualmente. Serão gerados mais de 500 empregos diretos e indiretos, com forte impacto regional em Goiás, em um momento que consolida Anápolis como hub farmacêutico nacional, com domínio de tecnologia de ponta.

    Oliveira também ressaltou que o projeto irá ampliar a produção nacional com foco em reduzir a dependência externas por insumos. “Vamos ser o maior exportador de IFA do Brasil, de acordo com as políticas, com o objetivo de reduzir a dependência de insumos farmacêuticos e contribuir também para a redução do déficit de balança comercial de insumos farmacêuticos, que a gente sabe que é um grande desafio aqui para o Brasil”, afirmou.

    VACINAÇÃO — Ainda em Anápolis, o presidente Lula recebeu a dose da vacina contra a Influenza, marcando o início da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. A Campanha Nacional começa no próximo sábado, 28 de março, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste.

    Via Planalto

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    ONU define escravização de africanos como o mais grave crime contra a humanidade

    A Assembleia Geral da ONU declarou nesta quarta-feira, 25 de março, o tráfico de escravos africanos como “o crime mais grave contra a humanidade”. Leia em TVT News

    A declaração da ONU aponta importância de se abordar injustiças históricas afetando os africanos e pessoas de ascendência africana, prevê pedido de desculpas pelo tráfico de escravos e um fundo de reparações; Portugal foi o único país de Língua Portuguesa que se absteve na votação.

    ONU declara tráfico de escravos o crime mais grave contra a humanidade

    A Assembleia Geral da ONU adotou nesta quarta-feira uma resolução para o reconhecimento do tráfico transatlântico de escravos como “o crime mais grave contra a humanidade”. 

    A votação final teve 123 Estados-membros a favor, três contra e 52 abstenções, incluindo Portugal.

    Declaração aponta importância de se abordar injustiças históricas afetando os africanos e pessoas de ascendência africana, prevê pedido de desculpas pelo tráfico de escravos e um fundo de reparações.

    Extrema direita internacional: apenas Estados Unidos, Israel e Argentina votaram na ONU contra uma resolução, aprovada nesta quarta-feira (25), que declara que o tráfico de escravizados africanos foi o crime mais grave contra a humanidade.

    No resultado, os restantes países lusófonos registraram votos favoráveis, sendo que Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Moçambique copatrocinaram o texto defendido por Timor-Leste. 

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    Vergonha da extrema-direita internacional: Israel, EUA e Argentina votaram contra a declaração. Vários países europeus, Austrália e Canadá se abstiveram. Imagem: Reprodução / ONU News

    Escravização foi “ruptura profunda na história humana”

    Pela decisão, os Estados-membros da organização devem considerar a apresentação de desculpas pelo tráfico de escravos e contribuir para um fundo de reparações para o fenômeno histórico ocorrido desde o Século XV.

    O documento destaca ainda que o tráfico de africanos escravizados em larga escala marcou uma ruptura profunda na história humana, cujas consequências se estenderam por séculos e continentes.

    A declaração ressalta a importância de se abordar as injustiças históricas que afetam os africanos e as pessoas de ascendência africana de uma maneira que sejam promovidos a justiça, os direitos humanos, a dignidade e a reparação.

    Rumo à reparação das injustiças históricas 

    O documento também enfatiza “que as reivindicações por reparações representam um passo concreto rumo à reparação das injustiças históricas contra os africanos e as pessoas de ascendência africana”.

    Nesse sentido, a resolução também solicita que de forma pronta e desimpedida seja feita a restituição de bens culturais, objetos de arte, monumentos, peças de museu, artefatos, manuscritos e documentos, e arquivos nacionais.

    O documento enfatiza o valor espiritual, histórico, cultural ou de outra natureza para os países de origem, sem ônus, e insta ao fortalecimento da cooperação internacional em relação às reparações por quaisquer danos causados.

    O texto defende que essa medida conduz à promoção da cultura nacional e ao pleno exercício dos direitos culturais pelas gerações presentes e futuras.

    AGORA: Assembleia Geral da #ONU adota resolução para o reconhecimento do tráfico transatlântico de escravos como “o crime mais grave contra a humanidade”. Resultado da votação:
    A favor – 123
    Abstenções – 52
    Contra 03 pic.twitter.com/s3Cq9blMPW

    — ONU News Português (@ONUNews) March 25, 2026

    Famílias despedaçadas

    A proposta foi apresentada pelo presidente do Gana, John Mahama, um dos países mais afetados pelo tipo de comércio e liderou a apresentação do texto. 

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    Cais do Valongo, principal porto de entrada de escravizados nas Américas é reconhecido como Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil

    No evento discursaram a presidente da Assembleia Geral, Annalena Baerbock, que lembrou o trabalho escravo em campos de cana-de-açúcar nos Estados Unidos, plantações de café em colônias sob controle europeu nos atuais Brasil, Barbados e a Jamaica, e dezenas de lugares.

    Além de famílias despedaçadas, frisou que enfrentar essas injustiças é um imperativo moral, enraizado em uma responsabilidade coletiva de confrontar os erros do passado e moldar um futuro mais justo.

    Ela disse que é imperioso partilhar histórias, que demanda ação para desafiar discriminações há muito enraizadas, despertar a consciência e impulsionar a construção de sociedades mais justas e inclusivas.

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    A proposta foi apresentada pelo presidente do Gana, John Mahama, um dos países mais afetados pelo tipo de comércio e liderou a apresentação do texto. Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Moçambique copatrocinaram o texto defendido por Timor-Leste. Foto: ONU News

    Vítimas do comércio transatlântico

    E um imperativo que clama por uma autorreflexão franca até dolorosa e por responsabilização. Ela saudou a adoção da resolução por demonstrar que a ONU não se esquiva de conversas ou temas difíceis, mas enfrenta dilemas morais.

    Já o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, disse que o mundo que se anseia, enraizado na liberdade, na igualdade e na justiça, está ao alcance. 

    Com informações da ONU News

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    Escolas terão conteúdos de prevenção à violência contra mulher

    Os ministérios da Educação (MEC) e das Mulheres assinaram, nesta quarta-feira (25), em Brasília, a portaria de regulamentação da Lei Maria da Penha Vai à Escola (nº 14.164/2021, para incluir conteúdo sobre a prevenção a todas as formas de violência contra crianças, adolescentes e mulheres nos currículos da educação básica. Confira mais em TVT News.

    A lei determina que a produção de material didático relativo aos direitos humanos e à prevenção da violência contra a mulher deve ser adequada a cada nível de ensino.

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    O ministro da Educação, Camilo Santana, defendeu que é preciso começar a discussão sobre a prevenção à violência contra as mulheres, com as crianças e jovens estudantes dentro das escolas brasileiras.

    Para Santana, a nova geração será formada com base no respeito, na equidade e na justiça. “Estamos afirmando um projeto de país. Um Brasil onde meninas podem estar sem medo, onde mulheres podem ocupar todos os espaços e onde o conhecimento seja instrumento de libertação e não de exclusão.”

    “Não há futuro possível sem a garantia plena de direitos para meninas e mulheres. A educação é o caminho mais poderoso para transformar essa realidade”, disse o ministro da Educação, Camilo Santana.

    Instituições públicas

    Durante a cerimônia Educação pelo Fim da Violência, na Universidade de Brasília, foi assinado o Protocolo de Intenções para Prevenção e Enfrentamento da Violência contra as Mulheres e Acolhimento nas instituições públicas de ensino superior e Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

    O documento estabelece orientações para que instituições de ensino públicas não sejam omissas em eventuais situações de violência de gênero no ambiente acadêmico.

    A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, classificou como importantes as medidas de proteção às meninas e mulheres, no âmbito da educação, porque vão do ensino básico ao superior. Ela citou o pedagogo Paulo Freire. “A educação não transforma o mundo. A educação muda as pessoas e as pessoas transformam o mundo.”

    A ministra ainda defendeu que os currículos e os planos pedagógicos de cada curso de graduação e de pós-graduação abordem conteúdos de combate e enfrentamento de todo tipo de violência contra as mulheres.

    “Imagine daqui a 4, 5, 6 anos, como sairão os profissionais que atuarão em todos os lugares, como unidades básicas de saúde, escolas, Cras [Centro de Referência de Assistência Social], Creas [Centro de Referência Especializado de Assistência Social]. Isso vale para todas as profissões deste país.”

    O ministro Camilo Santana explicou que o documento simboliza uma construção coletiva que nasce a partir da escuta, da ciência e da experiência das instituições de ensino.

    “Reafirmamos que nossas universidades, institutos federais e redes de ensino são espaços de produção de conhecimento, mas também devem ser espaços seguros, acolhedores e livres de qualquer forma de violência ou discriminação”, enfatizou.

    Santana anunciou que lançará, em breve, um edital para apoiar a criação de cuidotecas nas universidades federais. “São espaços de cuidado e acolhimento para crianças que permitirão que mães, estudantes, professoras e trabalhadoras possam estudar, trabalhar e permanecer na universidade com dignidade.”

    Mulheres Mil

    No conjunto de ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra as mulheres, os dois ministérios assinaram o acordo de cooperação técnica para a ampliação de vagas do Programa Mulheres Mil, coordenado pelo MEC.

    A política pública tem a missão de elevar a escolaridade de mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

    O programa também tem o objetivo promover a inclusão socioprodutiva e a autonomia das mulheres por meio de cursos de qualificação profissional.

    Os presentes ainda assistiram ao trailer do filme Mulheres Mil, produzido pela pasta. A obra retrata o impacto do programa na vida de cinco mulheres, suas famílias e comunidade.

    As iniciativas integram as ações do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em fevereiro.

    Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

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    Criança diz a Lula que um “mundo mágico” se abriu ao aprender a ler

    O texto saiu em alto e bom som. “Araguatins (TO), 23 de março de 2026”. Começava assim a carta da menina Maria Angellyna Amorim, alfabetizada em 2025. A carta foi lida por Maria Angellyna para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e para o ministro da Educação, Camilo Santana, em evento nesta segunda (23), em Brasília. Saiba mais em TVT News.

    No palco e ao microfone, a menina que hoje faz o terceiro ano do ensino fundamental dizia que um “mundo mágico” se abriu diante dela e de seus colegas.

    “Agora conseguimos ler livros e escrever diferentes tipos de textos, como histórias, bilhetes e poemas”.

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    A menina estava orgulhosa porque a escola na qual estuda, São Vicente Ferrer,  foi uma das 4.872 unidades de ensino que receberam a condecoração do selo nacional Compromisso com a Educação do governo federal.

    “Quando lemos, sentimos que viajamos para outros mundos. As histórias nos fazem sonhar, imaginar e aprender coisas novas”, disse a garota, feliz em cada sílaba. Conforme foi anunciado por Lula e por Camilo Santana, o País tem agora 66% das crianças alfabetizadas em idade certa, tal como a menina de Araguatins. 

    Sonhos de professora

    No evento, a professora alfabetizadora Maria Alice Alves, da rede municipal de Domingos Mourão (PI), disse que entra em sala de aula carregando sonhos.

    “Não apenas os meus, mas o de cada criança que senta diante de mim com um lápis na mão e um mundo inteiro por descobrir”, afirmou. 

    A docente afirmou que alfabetizar é muito mais do que ensinar a ler e a escrever. “É abrir caminhos, é construir sonhos, é criar possibilidades. A educação transforma vidas. E quando esse compromisso é assumido com seriedade, sentimos que estamos no rumo certo”. 

    Domingos Mourão tem mais de 80% de crianças alfabetizadas, uma meta que o Brasil tem para 2030. 

    Chão da escola

    A secretária de educação básica do Ministério da Educação, Katia Schweickardt, faz coro ao que a menina falava. “É no chão da escola que o Brasil começa a mudar”. 

    Katia defende que a transformação educacional requer cooperação entre União, estados e municípios. “Nós não aceitamos mais um Brasil em que o lugar onde a criança nasce define se ela vai aprender ou não”, disse a secretária de educação básica. 

    Luiz Cláudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil

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    Lula defende criação de reserva estratégica de combustíveis

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta sexta-feira (20), a necessidade de o país criar uma reserva estratégica de combustíveis, para regular preços e garantir abastecimento em caso de instabilidade internacional. Saiba mais em TVT News.

    “Eu falei para a Magda [Chambriard, presidente da Petrobras]: isso não é uma coisa rápida, é uma coisa que leva tempo, mas é uma coisa estratégica que a Petrobras e o governo têm que pensar”, disse, em evento de anúncio de investimentos da empresa em Minas Gerais.

    Lula criticou a escalada do conflito no Oriente Médio, especialmente na região do Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa do petróleo mundial.

    “Nós precisamos, ao longo do tempo, construir um estoque regulador, para a gente não ser vítima do que está acontecendo hoje. E se essa guerra durar 30 dias, durar 40 dias? E se o Irã não deixar sair nenhum barril de petróleo do Estreito de Ormuz? E se os Estados Unidos resolverem estourar o Estreito de Ormuz, a crise vai ser pior”, acrescentou.

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    Soberania

    O Brasil não possui reservas estratégicas de petróleo, mas conta com estoques operacionais de combustíveis para garantir que não haja desabastecimento nos postos entre a chegada de um navio importado ou o processamento em uma refinaria.

    O país ainda depende de importações para cerca de 30% do diesel consumido, o que aumenta a vulnerabilidade em momentos de crise global.

    Para Lula, mesmo custando “muito caro”, as reservas garantiriam a soberania do país e a proteção contra a especulação no mercado em momentos de crise. O presidente citou como exemplo a manutenção das reservas brasileiras em moeda estrangeira, que chegaram a US$ 364,4 bilhões em janeiro deste ano.

    “Graças a essa reserva que nós começamos a fazer a 2005, até hoje o Brasil enfrenta todas as crises mundiais sem se abalar. Nós temos muita verdinha [dólar] […], e eu não posso mexer na reserva porque ela garante a soberania desse país”, disse.

    O presidente ainda afirmou que vai fazer os investimentos necessários na melhoria ou até construção de novas refinarias, e “trabalhar estrategicamente” em um plano de produção e estoque de combustíveis.

    “Certamente, os Estados Unidos têm estoque para uns 30 dias. Como eles vivem em guerra, eles têm que ter estoque. Certamente, a China tem estoque. Certamente, a Rússia tem estoque”, argumentou Lula.

     

    Betim (MG), 20/03/2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita às instalações da Regap, no Distrito Industrial Paulo Camilo Sul. Foto: Ricardo Stuckert/PR. Combustíveis
    Lula durante visita às instalações da Regap, no Distrito Industrial Paulo Camilo Sul. Foto: Ricardo Stuckert/PR

    Investimentos

    A Petrobras anunciou, nesta sexta-feira, investimentos de R$ 9 bilhões na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, Minas Gerais. O presidente Lula lembrou que a refinaria esteve em processo de desinvestimento no governo passado e estava produzindo apenas 60% de sua capacidade.

    Hoje, a Regap opera com 98% da capacidade, com o processamento e refino de 170 mil barris de petróleo por dia. Com investimento de R$ 3,8 bilhões, a previsão é produzir 200 mil barris por dia até o fim de 2027. E para os próximos cinco anos, a produção deve chegar a 240 mil barris por dia, com R$ 5,2 bilhões investidos.

    Durante o evento, Lula ainda inaugurou uma usina fotovoltaica que deve reduzir em 20% o gasto de energia da Regap. O projeto foi realizado com recursos do Fundo de Descarbonização da Petrobras, criado para apoiar ações de descarbonização das operações da companhia.

    “As iniciativas fortalecem a capacidade de produção de combustíveis da refinaria, promovem a transição energética, geram postos de trabalho e asseguram a confiabilidade operacional da unidade”, destacou o governo federal.

    Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

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    Haddad deixa ministério e confirma pré-candidatura ao governo de São Paulo

    Em um café com jornalistas realizado nesta sexta-feira, em São Paulo, o pré-candidato ao governo do estado, Fernando Haddad, comentou sua decisão de deixar o Ministério da Economia para disputar a eleição deste ano contra o atual governador, Tarcísio de Freitas. Confira mais em TVT News.

    Sua candidatura, embora esperada, ainda gerava dúvidas diante das especulações de que o vice-presidente, Geraldo Alckmin, poderia ser o nome apoiado pelo presidente Lula em São Paulo. Esse, aliás, foi o tema mais recorrente entre as perguntas dos jornalistas presentes.

    Fernando Haddad iniciou a conversa destacando que já não está mais à frente do Ministério da Economia e que a decisão foi publicada na manhã desta sexta-feira no Diário Oficial da União.

    Após o anúncio, Haddad afirmou que o encontro com jornalistas é importante para garantir que a população tenha acesso a informações corretas e para aprimorar a relação com a imprensa. Ele também destacou que a campanha de 2022 foi elogiada pelo alto nível do debate e disse que pretende manter esse padrão em 2026, sem calúnias ou desinformação.

    A primeira pergunta tratou da escolha do vice para a chapa em São Paulo. Haddad afirmou que ainda não iniciou uma rodada de conversas com lideranças políticas, o que deve ocorrer nos próximos dias. “Ainda não fiz as conversas que pretendo ter com Márcio França, Caio França, Geraldo Alckmin, Tabata Amaral, Guilherme Boulos, Erika Hilton, Juliano Medeiros e Marina Silva”, disse.

    Segundo ele, diversos encontros já estavam pré-agendados, mas foram adiados. “Muitas pessoas queriam já ter conversado comigo, e eu pedi um pouco de paciência”, afirmou. Haddad acrescentou que pretende alinhar sua posição dentro do governo antes de avançar no diálogo político. “Quero me acertar internamente, conversar primeiro com Lula e aprofundar qual é a melhor posição, onde posso ser mais útil.”

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    Pré-candidato ao governo de SP, Fernando Haddad, em coletiva com jornalistas na capital. Foto: Elizeu Fundão/ TVT News.

    Ao abrir a rodada de perguntas, o primeiro questionamento foi sobre a crise no preço dos combustíveis. Apesar da decisão do governo de zerar impostos federais, como PIS/Cofins sobre o diesel, para evitar uma paralisação de caminhoneiros — que vem sendo anunciada nas últimas semanas —, boa parte dos estados se recusou a fazer o mesmo em relação ao ICMS, o que poderia atenuar a alta provocada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

    Haddad afirmou que o governo do presidente Lula acertou ao zerar impostos sobre combustíveis em meio a um cenário de conflitos. Segundo ele, o mundo vive um momento “dramático”, com uma guerra que afeta não apenas o comércio de combustíveis, mas também a circulação de outros bens e serviços.

    Ele ressaltou que o aumento promovido pela Petrobras atingiu apenas o diesel e que não há justificativa para reajustes em outros combustíveis, como a gasolina. “Não há razão para aumento nem de gasolina nem de diesel, já que foi compensado pelas medidas que o governo tomou”, disse.

    De acordo com o ex-ministro, cabe agora aos órgãos de fiscalização coibir abusos. “Agora cabe aos órgãos de fiscalização impedir, na forma da lei, a abusividade de preços. É o que compete ao governo neste momento”, afirmou.

    Ele também comentou a relação com os estados e criticou medidas adotadas anteriormente. “Afastamos qualquer possibilidade de medida semelhante à que Bolsonaro tomou em 2022, quando retirou recursos dos governadores ao zerar o ICMS por lei federal”, afirmou.

    Questionado sobre a equipe de campanha e quem deve contribuir para a elaboração de sua plataforma eleitoral em 2026, Haddad disse que ainda não definiu nomes, mas ressaltou que São Paulo reúne profissionais qualificados para colaborar com o plano.

    “Não falta interesse e inteligência em São Paulo. Nas comunidades, nas favelas, na universidade, na classe artística e científica há gente da melhor qualidade pensando em soluções para os problemas que enfrentamos”, afirmou.

    Embate com Tarcísio de Freitas

    Ao comentar a disputa política em São Paulo, Haddad afirmou que não vê mais uma vantagem consolidada de seu principal adversário, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

    Questionado sobre as estratégias para enfrentar a preferência de parte do eleitorado pelo atual governador, disse ter mudado de avaliação. “Não acho isso. Já pensei assim, mas agora vejo muitas vulnerabilidades e uma falta de encantamento em São Paulo com o destino do estado e até com a própria gestão”, afirmou.

    Para Haddad, os últimos quatro anos da gestão de Tarcísio deixaram marcas de retrocesso em diversas áreas. Como candidato, disse que pretende conduzir um debate de alto nível.

    “Vou me basear sempre em dados, em informações de vocês e em dados oficiais para fazer um diagnóstico do que o estado está perdendo e do potencial que tem para superar suas dificuldades, especialmente nas áreas de segurança e educação. Estou muito preocupado com o que tenho visto”, afirmou.

    Segurança pública como tema central da campanha

    Questionado sobre o aumento dos casos de feminicídio em São Paulo — que registra alta desde o início da série histórica, em 2018, passando de 253 casos em 2024 para 270 em 2025, um crescimento de 6,7%, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP) —, Haddad fez uma crítica direta a Tarcísio.

    Segundo ele, o governador prometeu, em 2022, ampliar os investimentos no combate à violência de gênero, mas reduziu significativamente os recursos destinados à área no orçamento de 2026.

    Apoio de Lula na campanha em São Paulo

    Ao ser questionado sobre a participação do presidente Lula na campanha, Haddad afirmou que, diferentemente de 2022, o comitê eleitoral do presidente não será sediado em São Paulo, o que pode dificultar a logística conjunta. Ainda assim, disse esperar que Lula visite o estado e que, nessas ocasiões, possam dividir o palanque.

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    Download IRPF 2026: Receita Federal libera programa para declaração do imposto; confira como baixar

    A Receita federal antecipa liberação do programa do IRPF 2026 para download. Leia em TVT News como faezer o dowload do imposto de renda 2026.

    Download do Imposto de Renda 2026

    A Receita Federal antecipou a liberação do Programa Gerador da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (PGD IRPF 2026), permitindo que contribuintes iniciem o preenchimento antes do prazo inicialmente previsto.

    O download do programa do IRPF estava programada para ocorrer nesta sexta-feira (20), às 8h, mas foi liberada ainda na quinta-feira (19), por volta das 18h, após a conclusão antecipada dos testes finais e validação das versões para diferentes plataformas.

    Contribuinte pode preencher a declaração do IR

    Com a medida, os contribuintes já podem baixar o programa e começar a organizar as informações necessárias para a declaração do Imposto de Renda.

    Segundo a área técnica da Receita, a antecipação foi possível graças a melhorias nos processos internos e à integração entre as equipes responsáveis pelo desenvolvimento e validação do sistema.

    O objetivo, de acordo com o órgão, é oferecer um serviço mais ágil, estável e acessível ao cidadão.

    Calendário do imposto de renda

    • Início: 23 de março de 2026.
    • Fim: 29 de maio de 2026.
    • Quem deve declarar: Rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00.
    • Multa por atraso: Mínimo de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.
    • Restituições: Pagas em quatro lotes (maio a agosto de 2026)

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    Deve declarar IR quem recebeu rendimentos superiores a R$ 35.584 em 2025. Foto: Arte/Agência Brasil

    Apesar da liberação antecipada do programa, o calendário oficial de entrega das declarações permanece inalterado. O envio começa no dia 23 de março.

    O prazo final para a entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 (ano-base 2025) é 29 de maio de 2026.

    A possibilidade de preenchimento prévio pode beneficiar especialmente contribuintes que não utilizam a declaração pré-preenchida e desejam reunir documentos com mais calma.

    Restituição do imposto de renda

    A Receita também destaca que iniciar o preenchimento com antecedência pode ajudar quem busca receber a restituição nos primeiros lotes, já que a ordem de envio é um dos critérios considerados.

    O programa já está disponível para download no site oficial da Receita Federal.

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    Resultado 3ª chamada lista de espera da Fuvest

    Confira o resultado da terceira chamada da lista de espera da Fuvest. Veja também os resultados da terceira chamada do Enem-USP. Estas são as últimas chamadas da lista de espera da USP em 2026. Leia em TVT News.

    Fuvest divulga a 3ª convocação da Lista de Espera do Vestibular 2026

    A Fuvest divulga às 12h, no seu site, a 3ª, e última, convocação da Lista de Espera do Vestibular 2026 e do ENEM-USP.

    Todos os convocados deverão realizar a pré-matrícula virtual entre as 8h de 18 de março e as 12h de 19 de março pelo link https://uspdigital.usp.br/jupiterweb/graduacaoMatriculaIngressante .

    Também será necessário realizar outra etapa: a efetivação da matrícula virtual, que deverá ser feita entre as 8h de 23 de março e as 12h de 25 de março.

    Caso a efetivação da matrícula não seja realizada, o candidato perderá a vaga na Universidade de São Paulo.

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    Trote na Faculdade de Saúde Pública. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

    Prepare-se para o próximo vestibular com os simulados da Fuvest

    Dias 26 de abril e 26 de jullho haverá simulado para Fuvest, com prova de redação

    Quando serão os simulados da Fuvest

    Além do simulado marcado para 26 de abril, que seguirá o novo formato da prova, com 80 questões de conhecimentos gerais, a FUVEST anuncia a realização de outro simulado no dia 26 de julho.

    A novidade da edição será realização de uma redação narrativa, além das 80 questões de conhecimentos gerais.

    Segundo a FUVEST, no vestibular do ano passado, 80% dos candidatos optaram pela proposta de redação no formato de dissertação e apenas 20% pela narrativa. A intenção é estimular o domínio de textos narrativos da redação no processo seletivo e, eventualmente, equilibrar essa porcentagem.

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    Caloura participa das atividades de integração entre bixos e veteranos no primeiro dia de matrícula no Instituto de Relações Internacionais (IRI). Foto: Marcos Santos/USP Imagens

    A taxa de inscrição de ambos os simulados é de R$ 100,00, valor único para todos os participantes, independentemente da escola de origem. As inscrições para o simulado de 26 de abril permanecerão abertas até as 12h de 31 de março.

    Vale lembrar que os simulados têm caráter exclusivamente preparatório.

    “A participação não garante inscrição, não substitui e não gera qualquer tipo de vantagem ou bonificação no Vestibular 2027, cuja inscrição deverá ser realizada posteriormente, em período e condições próprias”, alerta, em nota, a Fuvest. 

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    Prova da Fuvest 2025 – segunda fase. Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

    Novo formato com 80 questões

    O simulado seguirá a estrutura atualizada da primeira fase: serão 80 questões de múltipla escolha, dez a menos do que as 90 aplicadas em anos anteriores. Cada item terá cinco alternativas, com apenas uma resposta correta.

    A prova terá duração total de cinco horas. Os portões serão abertos às 12h e fechados rigorosamente às 13h, horário de início do exame, que se estende até as 18h.

    As questões serão inéditas, elaboradas pelas bancas da Fuvest, com base no programa do Vestibular 2027, alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O conteúdo abrange disciplinas como Arte, Biologia, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia, História, Inglês, Matemática, Língua Portuguesa, Química e Sociologia, além da possibilidade de abordagens interdisciplinares.

    Leituras obrigatórias do vestibular

    O simulado também contempla a lista de nove obras literárias exigidas para o ciclo do vestibular 2027. Entre as autoras presentes estão Clarice Lispector, Paulina Chiziane e Conceição Evaristo, cujos livros integram o conteúdo programático da avaliação.

    Aplicação do simulado em 11 cidades

    A prova será realizada presencialmente nos municípios de Bauru, Campinas, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santo André, São Carlos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo e Sorocaba.

    No dia do exame, será obrigatória a apresentação de documento original com foto e caneta esferográfica azul ou preta. Lápis, borracha, apontador, régua transparente, água e alimentos leves são permitidos. O uso de celulares, relógios e quaisquer aparelhos eletrônicos está proibido.

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    Estudantes realizaram as provas da primeira fase do vestibular da Fuvest. Foto: Marcos Santos/USP Imagen

    Outras informações sobre o vestibular da USP

    Vestibular 2026 –  https://www.fuvest.br/vestibular-da-usp

    ENEM-USP – https://www.fuvest.br/enem-usp

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    Brasil e Bolívia assinam acordos estratégicos em energia, comércio e segurança na fronteira

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta segunda-feira (16), em Brasília, o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. O encontro, que ocorreu no Palácio do Planalto, foi marcado pela assinatura de acordos estratégicos para os dois países. Confira mais em TVT News.

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    O primeiro ato trata de ações para a interconexão elétrica entre Brasil e Bolívia, com o objetivo de fortalecer a integração eletroenergética entre os dois países, além da construção de linhas de transmissão e de outras obras de infraestrutura do setor.

    O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também esteve presente e assinou o acordo, que deve contar ainda com maior apoio à produção de biocombustíveis e outros recursos renováveis. Com isso, o Brasil pretende garantir mais segurança energética e diversificação de fontes de fornecimento na região.

    A medida também é vista como estratégica para encontrar saídas para a crise causada pela escalada da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, que gerou uma crise na distribuição de petróleo — parte do qual passa por território iraniano — e que já tem impacto significativo no comércio mundial e no preço do frete.

    O presidente Lula, em declaração à imprensa, destacou que as relações comerciais entre Brasil e Bolívia enfraqueceram ao longo dos anos. Apesar de o Brasil ser o segundo maior parceiro comercial da Bolívia, de 2013 até 2025 o intercâmbio econômico entre os dois países caiu de 5,5 bilhões de dólares para 2,6 bilhões — uma redução de cerca de 52,7%.

    O governo brasileiro, portanto, busca agora recuperar essas perdas com a ampliação da cooperação também para a exportação de commodities. Durante o evento, o presidente Lula também anunciou a expansão do comércio de alimentos, lácteos, material genético, sementes, frutas, algodão, cana-de-açúcar e soja, com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, além da criação do Sistema Brasileiro de Crédito à Exportação, aprovado na semana passada pelo Congresso Nacional do Brasil.

    Com isso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terá mais condições e instrumentos mais modernos para o financiamento às exportações de bens e serviços, abrindo espaço para maior atuação e competitividade internacional das empresas brasileiras e para a geração de empregos.

    Durante a cerimônia, os dois líderes também assinaram um Memorando de Entendimento sobre Cooperação Turística, que tem como objetivo promover a cooperação turística e o intercâmbio de informações entre Brasil e Bolívia. No documento, os países devem, entre outras medidas, aumentar os investimentos e fortalecer a oferta turística.

    O terceiro acordo ganhou destaque diante do momento em que a América Latina se encontra, com ameaças externas promovidas pelos Estados Unidos em torno da segurança pública, incluindo a possibilidade de o governo americano classificar as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

    O presidente Lula declarou que, a partir desse acordo, espera maior “coordenação para prevenir e punir o tráfico de drogas e de pessoas, contrabando, roubo de veículos, lavagem de dinheiro, mineração ilegal e crimes ambientais”.

    Com a participação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, Lula e Rodrigo Paz assinaram o acordo com propostas para o combate ao crime organizado nos dois lados da fronteira. Brasil e Bolívia possuem 3.423 km de fronteira terrestre; a maior parte, cerca de 2.609 km, é dividida por rios, como o Rio Mamoré e o Rio Guaporé, importantes vias que têm sido utilizadas para o escoamento de minérios provenientes de extração ilegal, além de outros crimes, como o tráfico de drogas, armas e pessoas.

    Ao final do encontro, Lula destacou que os últimos anos foram críticos para a política boliviana, com a destituição do ex-presidente Evo Morales, acusado de fraudar as eleições presidenciais daquele ano, além de tentativas de golpe de Estado promovidas por militares contra seu sucessor, Luis Arce, em 2024.

    Rodrigo Paz, de direita, integra o Partido Democrata Cristão da Bolívia e possui uma plataforma política que, embora alinhada com anseios mais conservadores da sociedade boliviana, também é considerada moderada em setores econômicos e sociais. Dessa forma, Lula busca se aproximar de lideranças de diferentes espectros políticos, a fim de fortalecer a unidade do Mercosul.

    Confira a íntegra da Declaração do presidente Lula à imprensa por ocasião da visita de Estado do presidente da Bolívia.

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    Tabata cobra investigação até o fim no escândalo do Banco Master e defende CPI

    A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) afirmou que o escândalo envolvendo o Banco Master pode entrar em uma nova fase com a possibilidade de acordos de delação premiada entre investigados. Em entrevista ao Jornal TVT News Primeira Edição, a parlamentar defendeu que as investigações avancem “até o fim” e reiterou a necessidade de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados para apurar responsabilidades. Leia em TVT News.

    Segundo informações divulgadas pelo jornalista Lauro Jardim, negociações para acordos de colaboração com a Justiça devem começar ainda nesta semana. Nos bastidores da investigação, investigados ligados ao banco disputariam quem irá colaborar primeiro com as autoridades para obter benefícios legais.

    A movimentação ganhou força após decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que manteve a prisão preventiva do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como figura central do esquema investigado. Além dele, outros investigados — entre ex-dirigentes do banco, operadores financeiros e integrantes do sistema de supervisão bancária — também são apontados como possíveis colaboradores.

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    Para Tabata Amaral, a manutenção da prisão aumentou a pressão sobre os investigados e pode acelerar revelações. “Essa vai ser uma semana bastante tensa em Brasília, e eu acho bom que seja assim”, afirmou a deputada. Segundo ela, havia receio de que o caso fosse abafado caso Vorcaro fosse libertado.

    “Existia um receio de que se colocassem panos quentes. Pelo que ele sabe e pelas pessoas que pode arrastar junto, havia uma preocupação de que, se fosse solto, ele não entregaria ninguém. Se permanece preso, começa a haver essa tensão toda que estamos vendo”, disse.

    Pressão por investigação

    Durante a entrevista, a parlamentar defendeu que o caso seja investigado sem restrições políticas. Para ela, o histórico brasileiro mostra que grandes escândalos muitas vezes terminam sem responsabilização.

    “O Brasil tem tantos exemplos de grandes escândalos que não dão em nada justamente porque envolvem muita gente. Enquanto a gente não tiver coragem de ir atrás de quem é desonesto, corrupto e criminoso, vai continuar esse sentimento na população de que não dá para confiar na democracia”, afirmou.

    Tabata Amaral Banco Master

    Segundo Tabata, o caso não deve ser reduzido a disputas partidárias. “É confortável pensar que um escândalo está restrito a um partido ou a um governo, mas não está. Quanto mais puxar esse fio da meada, infelizmente vamos ver gente de diferentes governos e diferentes níveis”, disse.

    A deputada também citou possíveis impactos do caso em administrações estaduais, municipais e em diferentes esferas de poder. “Infelizmente podemos ver envolvimento que vai do Judiciário ao Legislativo, passando pelo Executivo.”

    Tabata defende CPI

    Tabata Amaral confirmou que assinou pedidos para instalação de uma CPI sobre o escândalo do Banco Master na Câmara dos Deputados. Para ela, a comissão seria um instrumento importante para garantir que as investigações não sejam interrompidas.

    “CPI não é o melhor instrumento — o melhor instrumento é um Judiciário independente e o trabalho sério da Polícia Federal — mas ela ajuda a garantir que não se coloquem panos quentes”, afirmou.

    A parlamentar destacou que a comissão pode funcionar como mecanismo de fiscalização pública. “A partir do momento em que a população, os parlamentares e a imprensa acompanham o que está acontecendo, fica muito mais difícil tentar colocar tudo de volta na caixinha.”

    Ao mesmo tempo, a deputada elogiou o trabalho da Polícia Federal na investigação do caso. Segundo ela, a atuação da corporação tem sido “independente e corajosa”.

    “Vale reconhecer que a Polícia Federal está tendo essa atuação independente no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Quando comparamos com o governo de Jair Bolsonaro, havia um estrangulamento da Polícia Federal”, afirmou.

    Banco Master: corrupção e disputa política

    Ao longo da entrevista, Tabata também criticou a polarização política no debate sobre corrupção e afirmou que o combate a irregularidades não deve ser monopolizado por um campo ideológico.

    “Segurança pública não é tema de direita e combate à corrupção não é tema de direita. Mas se a gente não fala sobre isso, deixa que o outro lado use o tema e muitas vezes esconda os próprios problemas”, declarou.

    A deputada reconheceu que, até o momento, grande parte das acusações relacionadas ao Banco Master envolve políticos ligados à direita, mas afirmou que as investigações devem alcançar todos os responsáveis.

    “Pelo que a gente conhece, a maioria está localizada na direita e na extrema direita, mas também há acusações envolvendo pessoas da esquerda. A investigação precisa ir até o fim”, disse.

    Embate nas redes

    A parlamentar também comentou a disputa política nas redes sociais e o embate com o deputado Nicolas Ferreira (PL-MG), citado em reportagens sobre o uso de um jatinho pertencente a Daniel Vorcaro.

    Segundo Tabata, ela cobrou explicações públicas após a revelação do episódio. “Quando saiu a notícia de que ele tinha andado no jatinho do Vorcaro, fui uma das primeiras a questionar. Fiz vídeo, cobrei explicação.”

    Ela afirma que recebeu ataques nas redes sociais após o posicionamento, mas disse que considera necessário enfrentar politicamente o tema. “Não dou sossego. Combate à corrupção precisa ser feito de forma transparente.”

    Para a deputada, o avanço das investigações pode revelar novos desdobramentos e ampliar a compreensão sobre o funcionamento do esquema.

    “Quando o dinheiro vai para a corrupção, ele falta para políticas públicas. Mas pior que isso é quando a população perde a confiança nas lideranças políticas. Sem confiança, fica muito mais difícil fazer qualquer transformação no país”, concluiu.

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    Imposto de Renda terá restituição automática para pequenos contribuintes

    Contribuintes que tiveram pequenos valores de Imposto de Renda (IR) retidos na fonte e não fizerem a declaração receberão automaticamente a restituição. A novidade foi anunciada nesta segunda-feira (16) pela Receita Federal durante o anúncio de regras da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026. Leia em TVT News.

    Ainda como projeto-piloto, o chamado Lote Especial de Restituição Automática de 2025 – Cashback IRPF será pago em 15 de julho.

    “Muita gente tem direito à restituição e nem sabe”, afirmou o Secretário Especial da Receita Federal do Brasil Robinson Barreirinhas.

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    Segundo ele, se trata, por exemplo, de um trabalhador de renda menor, que é isento de fazer a declaração, mas que, por alguma razão teve uma retenção em um determinado mês por receber um pouco a mais da fonte pagadora.
     

    “Mas ele não é obrigado a prestar declaração e nem lembra disso, e não recebe a restituição”, reforçou. “Então, temos um piloto este ano para começar a dar a restituição automaticamente”, acrescentou.

    O prazo para entrega da declaração do IRPF 2026, ano-calendário de 2025, começa na próxima segunda-feira (23) e vai até 29 de maio.

    Entre outros critérios, devem apresentar a declaração os contribuintes residentes no Brasil que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584 em 2025.

    Sobre a nova faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês, apesar de a medida ter entrado em vigor em 1º de janeiro, a mudança não terá impacto na declaração entregue em 2026. Isso ocorre porque a declaração deste ano se refere aos rendimentos obtidos em 2025.

    Assim, a nova faixa de isenção só terá efeito prático na declaração a ser apresentada em 2027. E estar isento do pagamento mensal do imposto não significa automaticamente estar dispensado de prestar contas ao Fisco, pois a obrigação de declarar depende também de outros critérios, como patrimônio, investimentos e operações financeiras.

    Calendário

    As restituições do IR serão pagas em quatro lotes, sendo o primeiro em 29 de maio.

    Confira, a seguir, o calendário completo de pagamento de restituições:

    • primeiro lote em 29 de maio de 2026;
    • segundo lote em 30 de junho de 2026;
    • terceiro lote em 31 de julho de 2026;
    • quarto lote em 28 de agosto de 2026.

    Tira-dúvidas

    No ar desde 2023, a série Tira-Dúvidas do IR, da Radioagência Nacional, terá 22 episódios em 2026. Os áudios serão exibidos pela Rádio Nacional e estarão disponíveis na Radioagência Nacional e Agência Brasil. De hoje até o último dia da declaração, os veículos publicam episódios às segundas e sextas-feiras. 

    Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil

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    Vencedores Oscar 2026: acompanhe ao vivo com a TVT News

    Hoje é dia de Copa do Mundo no Brasil. A torcida brasileira estará diante da televisão para torcer pelos representantes brasileiros no Oscar 2026. Confira os vencedores do Oscar 2026 com a TVT News.

    Oscar 2026 onde assistir

    Qual horário do Oscar

    • O Oscar 2026 será transmitido ao vivo no Brasil no domingo, 15 de março, a partir das 21h (horário de Brasília).
    • Tapete vermelho do Oscar começa às 18h30

    Onde assistir Oscar 2026

    Para assistir ao Oscar 2026, as opções incluem a TV Globo (TV aberta), Globoplay (streaming gratuito), canal TNT (TV paga) e HBO Max (streaming).

    • Cobertura em tempo real: site TVT News
    • TV Aberta: TV Globo (após o Fantástico).
    • TV Fechada: TNT.
    • Streaming: Globoplay (sinal aberto) e HBO Max (sinal da TNT).

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    Grupo carnavalesco Pitombeiras, em Recife, onde se passa o filme indicado ao Oscar “O Agente Secreto” que concorre a quatro Oscars: melhor filme, melhor filme internacional, melhor ator e melhor elenco. (Foto de Diego Nigro / AFP)


    Brasil vive momento histórico

    O cinema brasileiro chega ao Oscar 2026 em um de seus momentos mais importantes. O filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, conquistou quatro indicações, igualando o recorde nacional alcançado por Cidade de Deus.

    O longa concorre nas seguintes categorias:

    • Melhor Filme
    • Melhor Filme Internacional
    • Melhor Ator, com Wagner Moura
    • Melhor Seleção de Elenco

    A indicação de Moura é histórica: ele se tornou o primeiro brasileiro indicado ao prêmio de Melhor Ator. Na disputa, o ator enfrenta nomes de peso como Timothée Chalamet, Leonardo DiCaprio e Michael B. Jordan.

    Entre os dez concorrentes ao prêmio principal da Academia Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, organizadora da premiação, é também o longa de menor orçamento, um detalhe que torna sua trajetória ainda mais simbólica.

    Além disso, o diretor de fotografia brasileiro Adolpho Veloso também recebeu uma indicação por seu trabalho no filme Sonhos de Trem.

    Confira a lista completa de indicações ao Oscar 2026

    Melhor Filme

    • O Agente Secreto
    • Bugonia
    • F1
    • Frankenstein
    • Hamnet
    • Marty Supreme
    • Pecadores
    • Sonhos de Trem
    • Uma Batalha Após a Outra
    • Valor Sentimental

    Melhor Direção

    • Chloe Zhao, por Hamnet
    • Joachim Trier, por Valor Sentimental
    • Josh Safdie, por Marty Supreme
    • Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra
    • Ryan Coogler, por Pecadores

    Melhor Ator

    • Wagner Moura, por O Agente Secreto
    • Timothy Chalamet, por Marty Supreme
    • Leonardo Di Caprio, por Uma Batalha Após a Outra
    • Ethan Hawke, por Blue Moon
    • Michael B Jordan, por Pecadores

    Melhor Atriz

    • Jessie Buckley, por Hamnet
    • Rose Byrne, por Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria
    • Renata Reinsve, por Valor Sentimental
    • Kate Hudson, por Song Sung Blue: Um sonho a dois
    • Emma Stone, por Bugonia

    Ator Coadjuvante

    • Benicio Del Toro, por Uma Batalha Após a Outra
    • Jacob Elordi, por Frankenstein
    • Delroy Lindo, por Pecadores
    • Sean Penn, por Uma Batalha Após a Outra
    • Stellan Skarsgård, por Valor Sentimental

    Atriz Coadjuvante

    • Elle Fanning, por Valor Sentimental
    • Inga Ibsdotter Lilleaas, por Valor Sentimental
    • Amy Madigan, por A Hora do Mal
    • Wunmi Mosaku, por Pecadores
    • Teyana Taylor, por Uma Batalha Após a Outra

    Roteiro Original

    • Blue Moon
    • Foi Apenas Um Acidente
    • Marty Supreme
    • Valor Sentimental
    • Pecadores

    Roteiro Adaptado

    • Bugonia
    • Frankenstein
    • Hamnet
    • Uma Batalha Após a Outra
    • Sonhos de Trem

    Seleção de Elenco

    • O Agente Secreto
    • Hamnet
    • Marty Supreme
    • Pecadores
    • Uma Batalha Após a Outra

    Melhor Animação

    • Arco
    • Elio
    • Guerreiras do K-Pop
    • A Pequena Amélie
    • Zootopia 2

    Design de Produção

    • Frankenstein
    • Hamnet
    • Marty Supreme
    • Uma Batalha Após a Outra
    • Pecadores

    Melhor Fotografia

    • Frankenstein
    • Marty Supreme
    • Uma Batalha Após a Outra
    • Pecadores
    • Sonhos de Trem

    Figurino

    • Avatar: Fogo e Cinzas
    • Hamnet
    • Frankenstein
    • Pecadores
    • Marty Supreme

    Edição

    • F1
    • Marty Supreme
    • Uma Batalha Após a Outra
    • Pecadores
    • Valor Sentimental

    Maquiagem e Cabelo

    • Kokuho
    • Frankenstein
    • Pecadores
    • Coração de Lutador: The Smashing Machine
    • A Meia-Irmã Feia

    Som

    • F1
    • Frankenstein
    • Uma Batalha Após a Outra
    • Pecadores
    • Sirāt

    Efeitos Visuais

    • Avatar: Fogo e Cinzas
    • F1
    • Jurassic World: Recomeço
    • O Ônibus Perdido
    • Pecadores

    Trilha Sonora Original

    • Bugonia
    • Frankenstein
    • Hamnet
    • Uma Batalha Após a Outra
    • Pecadores

    Canção Original

    • Dear Me, de Diane Warren: Relentless
    • Golden, de Guerreiras do K-Pop
    • I Lied to You, de Pecadores
    • Sweet Dreams of Joy, de Viva Verdi!
    • Train Dreams, de Sonhos de Trem

    Melhor Documentário

    • The Alabama Solution
    • Come See Me In The Good Light
    • Mr Nobody Against Putin
    • Perfect Neighbour
    • Cutting Through Rocks

    Melhor Filme Internacional

    • O Agente Secreto, do Brasil
    • Foi Apenas Um Acidente, da França
    • Valor Sentimental, da Noruega
    • Sirāt, da Espanha
    • A voz de Hind Rajab, da Tunísia

    Curta-metragem de Animação

    • Butterfly
    • Forever Green
    • The Girl Who Cried Pearls
    • Retirement Plan
    • The Three Sisters

    Curta-documentário

    • All The Empty Rooms
    • Armed Only With A Camera
    • Children No More
    • Perfectly A Strangeness
    • The Devil Is Busy

    Curta-metragem com Atores

    • Butchers Stain
    • A Friend Of Dorothy
    • The Singers
    • Two People Exchanging Saliva
    • Jane Austen’s Period Drama

    São Paulo (SP), 28/10/2025 - Entrevista coletiva com o elenco do filme O Agente Secreto, no hotel Renaissance. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
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    Elenco do filme O Agente Secreto, que já ultrapassou 2,4 milhões de espectadores – Foto Paulo Pinto/Agência Brasil

    Leia mais sobre o Oscar 2026 na TVT News

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    Brasil quer o fim da escala 6×1, mostra Datafolha

    Pesquisa Datafolha divulgada em 14 de março diz que apoio ao fim da escala 6×1 cresce e chega a 71% dos brasileiros. Em novembro de 2024, 64% eram a favor da redução da jornada. Leia em TVT News.

    O que diz a pesquisa Datafolha sobre apoio ao fim da escala 6×1

    • 71% dos brasileiros apoiam a redução da jornada de trabalho
    • Mulheres e jovens são os maiores apoiadores do fim da escala 6×1
    • Jovens de 16 a 24 anos compõem o grupo com maior índice de aprovação (83%)
    • Fim da escala 6×1 tem 55% de apoio entre os idosos com 60 anos ou mais.

    Fim da escala 6×1 tem apoio de 71% dos brasileiros, mostra pesquisa Datafolha

    Levantamento aponta crescimento do apoio popular ao fim da escala 6×1 e indica que maioria da população defende mudanças na jornada de trabalho

    Uma pesquisa do instituto Datafolha aponta crescimento no apoio ao fim da escala 6×1 no Brasil. Segundo o levantamento, 71% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1, modelo de jornada em que o trabalhador atua seis dias seguidos e tem apenas um dia de descanso semanal.

    O índice representa avanço em relação ao levantamento anterior do Datafolha, realizado em dezembro de 2024, quando 64% dos entrevistados defendiam o fim da escala 6×1. A nova pesquisa indica que a pauta da redução da jornada de trabalho vem ganhando força no debate público.

    Entre os entrevistados, 27% disseram ser contra o fim da escala 6×1, enquanto 3% afirmaram não saber opinar sobre o tema.

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    Protesto pelo fim da escala 6×1. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

    A pesquisa foi realizada entre 3 e 5 de março, com 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 137 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

    Fim da escala 6×1 ganha apoio entre brasileiros

    Os dados do levantamento mostram que sete em cada dez brasileiros apoiam o fim da escala 6×1, indicando que a discussão sobre mudanças na jornada de trabalho tem ampliado adesão na sociedade.

    A escala 6×1 é comum em setores como comércio, serviços e parte da indústria. Nesse modelo, trabalhadores cumprem seis dias consecutivos de trabalho antes de ter um dia de descanso.

    O debate sobre o fim da escala 6×1 também aparece em propostas que discutem a redução da jornada semanal de trabalho no país. Atualmente, a Constituição estabelece limite de 44 horas semanais, mas projetos em discussão sugerem diminuir esse teto para 40 horas ou menos, sem redução de salário.

    Fim da escala 6×1 divide opiniões sobre impactos econômicos

    Apesar do apoio majoritário ao fim da escala 6×1, o levantamento aponta que os brasileiros têm opiniões divididas sobre possíveis efeitos da mudança na economia.

    Quando questionados sobre o impacto da redução da jornada para empresas e atividade econômica, 39% afirmam que os efeitos seriam positivos, enquanto outros 39% acreditam que o impacto poderia ser negativo.

    Há ainda uma parcela da população que avalia que a mudança teria pouco efeito na economia ou não soube responder.

    Especialistas apontam que a redução da jornada de trabalho é tema presente em debates internacionais sobre produtividade, organização do trabalho e qualidade de vida.

    Fim da escala 6×1 é visto como avanço para qualidade de vida

    A pesquisa também investigou como os brasileiros avaliam os possíveis efeitos do fim da escala 6×1 na vida cotidiana dos trabalhadores.

    Segundo o levantamento, 76% dos entrevistados acreditam que a redução da jornada teria efeito positivo na qualidade de vida. A percepção está relacionada ao aumento do tempo disponível para descanso, convivência familiar e atividades pessoais.

    Quando a pergunta trata do impacto direto na própria vida, 68% afirmam que o fim da escala 6×1 seria positivo para sua rotina.

    O levantamento ainda mostra que parte da população relata dificuldade para equilibrar trabalho e descanso. Entre os entrevistados que trabalham seis ou sete dias por semana, 59% afirmam não ter tempo suficiente para descansar.

    Fim da escala 6×1 tem maior apoio entre jovens e mulheres

    Os resultados também indicam diferenças de opinião entre grupos da população. O apoio ao fim da escala 6×1 é mais elevado entre mulheres, com 77% favoráveis, enquanto entre os homens o índice é de 64%.

    Entre os jovens de 16 a 24 anos, o apoio chega a 83%, um dos percentuais mais altos registrados pela pesquisa. Já entre pessoas com 60 anos ou mais, o índice de apoio é menor, mas ainda majoritário.

    O levantamento também aponta diferenças conforme posição política dos entrevistados. Entre pessoas que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2022, 82% apoiam o fim da escala 6×1. Entre eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro, o índice de apoio é de 55%.

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    Pesquisa mostra que mulheres são as mais favoráveis ao fim da escala 6×1. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Fim da escala 6×1 está em debate no Congresso

    O tema do fim da escala 6×1 ganhou visibilidade nos últimos anos com mobilizações de trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais que defendem mudanças na jornada semanal.

    No Congresso Nacional, parlamentares discutem propostas que tratam da reorganização do tempo de trabalho no Brasil. Entre as ideias apresentadas estão projetos que sugerem redução da jornada semanal para 40 horas ou menos, mantendo os salários.

    A pesquisa Datafolha indica que a discussão sobre o fim da escala 6×1 tende a permanecer presente no debate público, diante do crescimento do apoio popular à mudança no modelo de jornada.

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    Erika Hilton e o presidente do Sindcato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges. Fim da escala 6×1 é demanda histórica da classe trabalhadora. Foto: Adonis Guerra

    Fim da escala 6×1 é possível: tire suas dúvidas sobre o tema

    O que é o fim da escala 6×1?

    O debate sobre o fim da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para folgar apenas um — está no centro da discussão nacional.

    A proposta é uma bandeira histórica da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e demais centrais sindicais, que apontam ganhos concretos:

    • Melhoria na qualidade de vida
    • Redução do adoecimento e do absenteísmo
    • Aumento da produtividade
    • Estímulo ao consumo
    • Possível geração de novos empregos

    Levantamento da Nexus, Pesquisa e Inteligência de Dados, mostra que 73% dos brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1, desde que não haja redução salarial. Ou seja: a sociedade entende que trabalhar para viver é diferente de viver para trabalhar.

    Quais os impactos do fim da escala 6×1?

    De acordo com nota técnica do Institto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea), o impacto econômico do fima da escala 6×1 é mínimo:

    • Na indústria e no comércio, o custo operacional adicional seria inferior a 1%.
    • redução da jornada para 40 horas semanais elevaria o custo do trabalho celetista em média 7,84%, mas, considerando o peso da mão de obra no custo total dos setores, o impacto se dilui.
    • Mesmo em setores com alta dependência de mão de obra, como vigilância e limpeza, o impacto é administrável e pode ser enfrentado com políticas de transição.

    O próprio Ipea destaca que aumento de custo do trabalho não significa automaticamente queda na produção ou aumento do desemprego.

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    Um estudo do Dieese, encomendado pela Contraf-CUT, aponta que a implementação da jornada de quatro dias, entre os bancários que hoje realizam a jornada média de 37 horas semanais, teria o potencial de criar mais de 108 mil vagas no setor, ou 25% do total de vagas que existem atualmente.

    “O fim da escala 6×1 pode gerar mais empregos e garantir ao trabalhador tempo para estudar, cuidar da saúde e ter lazer”, afirmou o secretário-geral da CUT, Renato Zulato

    Para ele, reduzir jornadas exaustivas é uma medida concreta para abrir vagas e permitir que trabalhadores tenham tempo para qualificação e convivência familiar. “Não se trata apenas de tecnologia, mas de qualidade de vida”, afirmou, ao defender mudanças estruturais.

    Já um estudo divulgado em 2024 pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) apontou que a Inteligência Artificial (IA) afetará 60% dos empregos em todo o mundo: metade de forma positiva e metade de forma negativa, ou seja, eliminando a participação humana em vários setores.

    Renato Zulato também alertou para os impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho. Segundo ele, a transformação digital já altera rotinas produtivas e pode ampliar desigualdades se não houver políticas públicas de qualificação.

    “Estamos vivendo a era da inteligência artificial. Se não houver reflexão e políticas de inclusão, parte da população será excluída dos novos processos produtivos e sociais”, disse o secretário geral da CUT.

    É possível acabar com a escala 6×1?

    Pesquisa da Unicamp corrobora visão do governo Lula, que defende modernização das relações de trabalho como parte da agenda de desenvolvimento social e econômico.

    Fim da escala 6×1: estudo aponta que redução da jornada pode gerar 4,5 milhões de empregos

    Um levantamento da economista Marilane Teixeira, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mostra que a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas, com o fim da escala 6×1, tem potencial de gerar até 4,5 milhões de novos empregos no Brasil e elevar em cerca de 4% os níveis de produtividade no país. S

    O estudo faz parte do Dossiê 6×1, documento elaborado por 63 autores — entre professores, pesquisadores, auditores fiscais do Trabalho e representantes sindicais — que reúne 37 artigos sobre os impactos econômicos e sociais da medida.

    A conclusão central do dossiê é direta: o Brasil está pronto para trabalhar menos. O diagnóstico contraria projeções pessimistas do mercado e derruba o argumento de que a mudança poderia provocar queda no PIB ou agravar a insolvência das empresas.

    “Não vai ser agora, com avanços tecnológicos, num contexto de pleno emprego, com crescimento econômico e o nível de tecnologia que temos, que não vai ser possível no Brasil reduzir para 40 horas”, afirma Marilane Teixeira.

    O que os dados mostram sobre o fim da escala 6×1

    Com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do IBGE, o dossiê revela que aproximadamente 21 milhões de trabalhadores brasileiros cumprem jornada superior às 44 horas previstas na CLT. Outros 76,3% das pessoas ocupadas no país trabalham mais de 40 horas por semana — o que derruba a narrativa de que o brasileiro trabalha pouco.

    A pesquisadora também chama atenção para os custos humanos da sobrecarga: em 2024, o Brasil registrou meio milhão de afastamentos por doenças psicossociais decorrentes de condições desfavoráveis no trabalho — apenas no emprego formal.

    A redução da jornada atingiria diretamente 76 milhões de trabalhadores caso a escala 4×3 seja adotada, e beneficiaria cerca de 45 milhões na hipótese de migração para a jornada de 40 horas semanais em escala 5×2. 

    Ipea diz que é possível acabar com a escala 6×1

    O estudo da Unicamp se soma a outras análises que sustentam tecnicamente a posição do governo.

    Uma nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), publicada em fevereiro de 2026, concluiu que os custos da redução da jornada para 40 horas seriam comparáveis aos de reajustes históricos do salário mínimo — medidas que não geraram desemprego. Nos grandes setores empregadores, como indústria e comércio, o impacto no custo operacional seria inferior a 1%.

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    UFABC entregará título honorífico a “Pepe” Mujica

    O Conselho Universitário da UFABC entregará o título de Doutor Honoris Causa (in memorian) ao ex-presidente do Uruguai José Alberto “Pepe” Mujica. O ato ocorrerá em sessão solene no Campus São Bernardo do Campo em 19 de março, às 14 horas. A cerimônia terá como convidada Lucia Toplansky, companheira de vida e luta de José Mujica, ex-guerrilheira tupamara, senadora e vice-presidente do Uruguai (2017-2020). A presença do presidente Lula como padrinho da homenagem está em confirmação. Leia em TVT News.

    O acesso ao auditório exige inscrição prévia em virtude dos protocolos de segurança para as autoridades presentes. Portanto, interessados em acompanhar o evento de forma presencial devem registrar o interesse por meio de formulário on-line que ficará aberto das 10h de sexta-feira (13) até as 18h de segunda-feira (16).

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    Haverá pelo menos 100 assentos para a comunidade universitária, distribuídos de forma equilibrada entre técnicos-administrativos (25), docentes (25) e estudantes (25 de graduação e 25 de pós-graduação). O preenchimento das vagas respeitará a ordem de inscrição e eventuais assentos remanescentes serão remanejados, respeitando a ordem dos inscritos pelo formulário.

    A concessão da honraria foi aprovada pelo colegiado em junho do ano passado. A proposta foi encaminhada pela Associação dos Docentes da Universidade Federal do ABC (ADUFABC), pelo Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais do ABC (SinTUFABC) e contou com ratificação da Reitoria da Universidade.

    O texto deliberativo destaca que trata-se de homenagem a um personagem da atualidade que representa valores como democracia, diversidade, consciência ética e integração internacional/regional. O ex-presidente faleceu em 13 de maio de 2025, aos 89 anos, em Montevidéu.

    Pepe Mujica Honoris Causa in memoriam

    Entrega de título de Doutor Honoris Causa (in memorian) ao ex-presidente do Uruguai José Alberto “Pepe” Mujica

    19 de março, quinta-feira – 14h

    UFABC – Campus São Bernardo do Campo

    Bloco Beta – Auditório 001

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    Acesso negado: Moraes nega visita de assessor de Trump ao Bolsonaro

    Sem reunião golpista na Papudinha. O ministro do STF, Alexandre de Moraes, negou a visita do assessor de Donald Trump, Darren Beattie, ao ex-presidente inelegível e preso, Jair Bolsonaro. Mais cedo, o chanceler Mauro Vieira havia alertado que a visita era uma inteferência nos assuntos brasileiros. Leia em TVT News

    Moraes nega visita de assessor de Trump a Bolsonaro na Papudinha

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (12) o pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro para receber a visita de Darren Beattie, assessor do governo dos Estados Unidos, na prisão.

    Na decisão, Moraes disse que a visita do assessor do presidente Donald Trump não foi comunicada à diplomacia brasileira e não está inserida na agenda oficial que será cumprida no Brasil.

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    “A realização da visita de Darren Beattie, requerida nestes autos pela Defesa de Jair Messias Bolsonaro, não está inserida no contexto diplomático que autorizou a concessão do visto e seu ingresso no território brasileiro, além de não ter sido comunicada, previamente, às autoridades diplomáticas brasileiras, o que, inclusive poderia ensejar a reanálise do visto concedido”, decidiu o ministro.

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    Darren Beattie já falou em “censura e perseguição” a Bolsonaro. Foto: Departamento de Estado dos EUA/Divulgação

    Mauro Vieira alertou que visita de assessor de Trump seria ingerência nos assuntos brasileiros

    Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, informou a Moraes que a visita a Bolsonaro pode configurar “indevida ingerência” em assuntos internos do Brasil.

    Segundo Vieira, a embaixada do Estados Unidos no Brasil informou ao governo brasileiro que Darren Beattie vem ao Brasil para participar do Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos, que será realizado em São Paulo, na próxima quarta-feira (18).

    O chanceler acrescentou ainda que a representação norte-americana não mencionou eventuais visitas fora da agenda oficial.

    No início desta semana, a defesa de Bolsonaro pediu que a visita seja realizada na próxima segunda-feira (16), no período da manhã, ou na terça-feira (17), datas em que o assessor estará em visita oficial ao Brasil. A entrada de um tradutor na prisão também foi solicitada.

    Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses prisão na ação penal da trama golpista e cumpre pena no 19° Batalhão da Polícia Militar, localizado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

    O local é conhecido como Papudinha e é destinado a presos especiais, como policiais, advogados e juízes. 

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    “Evitar que os efeitos das guerras cheguem ao povo brasileiro”, diz Lula

    O Governo do Brasil anunciou nesta quinta-feira, 12 de março, um pacote emergencial para proteger a população brasileira da alta internacional do petróleo e reduzir a pressão sobre o preço do diesel no país. O pacote inclui zeragem das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, subvenção ao combustível, imposto regulatório sobre exportações de petróleo e novas regras para reforçar a fiscalização no mercado de combustíveis. Leia em TVT News.

    “Eu estou com os meus ministros para anunciar medidas de proteção ao povo consumidor brasileiro. Medidas que vão fazer com que o governo brasileiro extinga a cobrança do PIS e do Cofins, que vão fazer com que a gente cobre imposto de exportação do petróleo para garantir subvenção para evitar o aumento do preço”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante coletiva de imprensa no Palácio do Planalto. 

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    As ações buscam mitigar os impactos do cenário internacional marcado pela forte volatilidade de preço do petróleo, decorrente do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã e das tensões no entorno do Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo.  

    Ao editar essas medidas, o Governo do Brasil atua para evitar que a população brasileira, os caminhoneiros e os setores produtivos arquem sozinhos com o custo de uma crise externa. A iniciativa também busca conter pressões inflacionárias, especialmente sobre alimentos, fretes e bens essenciais que dependem diretamente do transporte rodoviário.

    Medidas anunciadas por Lula

    IMPOSTO ZERADO — Lula assinou o Decreto nº 12.875/2026, que zera as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, eliminando os únicos tributos federais cobrados sobre o combustível. O impacto estimado é de redução de R$ 0,32 por litro. “Estamos dizendo em alto e bom som que estamos fazendo um sacrifício enorme aqui, uma engenharia econômica, para evitar que os efeitos da irresponsabilidade das guerras cheguem ao povo brasileiro”, afirmou Lula.

    SUBVENÇÃO — O presidente também assinou a Medida Provisória nº 1.340/2026, que prevê o pagamento de R$ 0,32 por litro a produtores e importadores de diesel, que deverão repassar esse valor. Somadas, as medidas previstas no decreto e na MP têm o objetivo de gerar um alívio de R$ 0,64 por litro, para conter a pressão de custos ao longo da cadeia e criar condições para que esse efeito chegue à população nas bombas dos postos. 

    “Nós vamos fazer tudo o que for possível e, quem sabe, esperar até a boa vontade dos governadores dos estados, que podem reduzir um pouco o ICMS também no preço do combustível, naquilo que for possível cada estado fazer, para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro. Não chegando ao bolso do caminhoneiro, não vai chegar ao prato de feijão, da salada de alface, da cebola e a comida que o povo mais come”, registrou o Lula.

    MEDIDAS TEMPORÁRIAS — O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que as medidas têm caráter emergencial e não interferem na política de preços da Petrobras. “Essas são medidas temporárias, que têm a ver com o estado de guerra que nós estamos vivendo, sem previsibilidade de solução de curtíssimo prazo. Todos estamos trabalhando no sentido de reivindicar a paz, reivindicar que os organismos internacionais atuem no sentido de buscar a paz”, disse o ministro.

    Segundo Haddad, o objetivo é reduzir o impacto do cenário externo sobre a economia brasileira. “Com essas medidas, o fortalecimento da ANP, da fiscalização e com as medidas econômicas tomadas, nós vamos conseguir lograr êxito em, tanto quanto possível, não permitir que os efeitos da guerra afetem o dia a dia do brasileiro, o dia a dia da brasileira”, completou Haddad.

    IMPOSTO DE EXPORTAÇÃO — A MP também prevê o Imposto de Exportação sobre o petróleo para aumentar o refino brasileiro e garantir o abastecimento interno. A renda excedente obtida em função do aumento de preço do petróleo no mercado internacional será compartilhada com a sociedade brasileira.

    FISCALIZAÇÃO — A Medida Provisória amplia ainda instrumentos de atuação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para combater práticas lesivas ao consumidor, como o aumento abusivo de preços e a retenção especulativa de estoques com a finalidade de provocar escassez ou a venda do produto por valores mais altos.

    TRANSPARÊNCIA — Outro decreto assinado pelo presidente determina que os postos de combustíveis adotem sinalização clara e visível ao consumidor, informando a redução dos tributos federais e do preço em função da subvenção. 

    O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que as medidas adotadas pelo governo vão fortalecer o monitoramento e a fiscalização do mercado de combustíveis no país. “Vamos criar condições para aperfeiçoar o trabalho de monitoramento e de fiscalização dos órgãos de controle brasileiros, dar mais ferramentas e instrumentos para a ANP poder acompanhar, monitorar a prática de preços no Brasil, e também dar mais instrumentos para os órgãos de defesa do consumidor terem referências objetivas para que eles possam atuar”, destacou Rui Costa. 

    O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ressaltou que as medidas também contribuem para enfrentar distorções na cadeia de distribuição e comercialização de combustíveis. “Um dos setores mais difíceis que temos enfrentado, em especial com a Fazenda e com a coordenação da Casa Civil, é combater a especulação de preço na cadeia dos combustíveis, que é tão fundamental na formação de preço final, em especial dos alimentos”, afirmou.

    IMPACTO — O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias, destacou alguns pontos essenciais sobre as medidas anunciadas pelo governo. Ele explicou que o impacto da redução do preço do diesel fica ainda maior porque o Brasil usa a mistura B15, ou seja, 15% de biodiesel misturado ao diesel. “Isso faz com que o impacto dessas medidas de hoje seja ainda maior para a proteção do consumidor e do setor”, disse.

    Ele também reforçou que o imposto sobre exportação tem caráter regulatório. “Há incidência desse imposto de exportação, que é de caráter meramente regulatório. Ele não tem caráter arrecadatório. É apenas para fomentar a produção nacional, que não é pouco, é muito, e segundo, garantir o abastecimento do mercado interno”, destacou o secretário-executivo.

    Via Planalto

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    Erika Hilton é eleita presidente da Comissão da Mulher na Câmara

    A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi eleita nesta quarta-feira (11) presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Com a escolha, a parlamentar se torna a primeira mulher trans a comandar o colegiado desde a criação da comissão, marco histórico para a representação política de mulheres e da população LGBTQIA+ no Congresso Nacional. Leia em TVT News.

    A eleição ocorreu após negociações entre partidos e enfrentou resistência de setores da oposição, especialmente do Partido Liberal, que tentou articular um boicote à indicação do PSOL para presidir o colegiado. Apesar disso, Hilton reuniu apoio de partidos da base progressista e foi confirmada no cargo em votação entre os integrantes da comissão.

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    A presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher é considerada estratégica no debate de políticas públicas voltadas à igualdade de gênero, combate à violência contra mulheres e ampliação de direitos. O colegiado analisa projetos de lei e promove audiências públicas sobre temas relacionados à condição das mulheres no país.

    Após a eleição, parlamentares do PSOL e de legendas aliadas celebraram o resultado e destacaram o caráter simbólico e político da escolha.

    A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) afirmou que a eleição representa um avanço na luta por direitos e diversidade no Parlamento. “A presidência da Comissão da Mulher nas mãos da Erika Hilton é uma vitória histórica. É o reconhecimento de uma trajetória de luta e da necessidade de ampliar as vozes que defendem os direitos das mulheres no Congresso”, declarou a parlamentar.

    Também do PSOL, a deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG), que presidia anteriormente o colegiado, celebrou a continuidade da condução da comissão por uma parlamentar comprometida com a pauta feminista e de direitos humanos. Segundo ela, a eleição de Hilton “representa a força das mulheres diversas que ocupam a política e seguem lutando contra a violência, o racismo e o machismo”.

    A deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) também comemorou a escolha e afirmou que a presença de Hilton na presidência fortalece a defesa de políticas públicas inclusivas. “É um marco para o Brasil ver uma mulher trans presidir a Comissão da Mulher. Isso demonstra que a luta por igualdade e justiça está avançando dentro do Congresso”, disse.

    Aliados de outros partidos também se manifestaram em apoio à eleição. A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirmou que a escolha representa um passo importante para o fortalecimento das pautas feministas. “Erika é uma parlamentar combativa e comprometida com os direitos humanos. Sua eleição amplia a representatividade e reforça o compromisso do Parlamento com a igualdade”, declarou.

    Durante a votação, setores conservadores criticaram a indicação e tentaram obstruir o processo, mas não conseguiram impedir a formação de maioria favorável à deputada do PSOL. A disputa refletiu a polarização política em torno de temas ligados aos direitos das mulheres e da população LGBTQIA+ no Congresso.

    Trajetória de Erika Hilton

    Erika Hilton Comissão da Mulher
    Erika pretende ampliar o debate sobre políticas públicas voltadas às mulheres em sua diversidade. Foto: Adonis Guerra/SMABC

    Eleita deputada federal por São Paulo nas eleições de 2022, Erika Hilton foi a primeira mulher trans negra a conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Antes disso, ganhou projeção nacional ao ser eleita vereadora em São Paulo em 2020, quando se tornou uma das parlamentares mais votadas do país naquele pleito municipal.

    No Congresso, Hilton tem atuação voltada à defesa dos direitos humanos, ao combate à violência de gênero e à promoção de políticas de inclusão social. Entre suas pautas está também a proposta de emenda constitucional que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, tema que ganhou destaque no debate público sobre direitos trabalhistas.

    Ao assumir a presidência da comissão, a deputada afirmou que pretende ampliar o debate sobre políticas públicas voltadas às mulheres em sua diversidade, incluindo mulheres negras, indígenas, periféricas e LGBTQIA+. A parlamentar também pretende priorizar projetos relacionados ao enfrentamento do feminicídio e à ampliação de políticas de proteção às vítimas de violência.

    Segundo aliados, a expectativa é que a comissão atue como espaço de articulação para propostas legislativas que ampliem direitos e enfrentem desigualdades estruturais no país. O colegiado também deve promover audiências públicas e debates sobre temas como mercado de trabalho, saúde da mulher e combate à violência de gênero.

    Para parlamentares da base progressista, a eleição de Erika Hilton representa não apenas uma mudança administrativa na comissão, mas um símbolo de transformação na política brasileira. Ao assumir o comando do colegiado, a deputada passa a ocupar um dos principais espaços institucionais de discussão sobre políticas para mulheres no Congresso Nacional, reforçando o papel da diversidade na representação política.

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    Lula lidera no 1º turno, mas empata com Flávio no 2º, diz Quaest

    Uma nova pesquisa eleitoral divulgada nesta quarta-feira (11) pelo instituto Genial/Quaest indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera todos os cenários testados de primeiro turno para a eleição presidencial de 2026. No entanto, o levantamento também aponta um cenário mais competitivo na etapa decisiva da disputa: em uma simulação de segundo turno, Lula aparece numericamente empatado com o senador Flávio Bolsonaro. Leia em TVT News.

    A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em todo o país entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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    Lula lidera cenários de primeiro turno

    Nos cenários de primeiro turno testados pelo instituto, Lula aparece na liderança em todas as simulações, variando aproximadamente entre 35% e 41% das intenções de voto, dependendo da configuração de candidatos apresentada aos entrevistados.

    Em um dos cenários mais amplos, que reúne diversos nomes da direita e do centro, os números são os seguintes:

    • Lula (PT): 36%
    • Flávio Bolsonaro (PL): 23%
    • Tarcísio de Freitas (Republicanos): 9%
    • Ratinho Júnior (PSD): 7%
    • Ronaldo Caiado (União Brasil): 3%
    • Romeu Zema (Novo): 2%
    • Renan Santos (Missão): 1%
    • Aldo Rebelo (DC): 1%
    • Indecisos: 7%
    • Branco/nulo/não votariam: 11%

    Em outro cenário, sem o nome de Tarcísio de Freitas, a distância entre Lula e Flávio Bolsonaro diminui:

    • Lula: 35%
    • Flávio Bolsonaro: 26%
    • Ratinho Júnior: 9%
    • Ronaldo Caiado: 4%
    • Romeu Zema: 3%
    • Renan Santos: 1%
    • Aldo Rebelo: 2%
    • Indecisos: 8%
    • Branco/nulo/não votariam: 12%

    Há ainda cenários em que Lula alcança cerca de 39% ou 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro oscila entre 23% e 27%, mantendo-se como principal adversário do presidente. Nos mesmos cenários, governadores como Ratinho Júnior, Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem com percentuais mais baixos, geralmente abaixo de dois dígitos.

    Lula Flávio Quaest

    Os números indicam que Lula mantém vantagem consistente no primeiro turno, enquanto o senador bolsonarista se consolida como o nome mais competitivo da direita no momento.

    Empate no segundo turno

    Apesar da liderança do presidente na primeira etapa da disputa, a pesquisa revela um cenário mais apertado em uma eventual segunda rodada eleitoral.

    Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, os dois aparecem com 41% das intenções de voto cada.

    O levantamento mostra ainda:

    • Lula: 41%
    • Flávio Bolsonaro: 41%
    • Indecisos: 2%
    • Branco/nulo/não votariam: 16%
    Lula Flávio Quaest

    O resultado indica um empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa e representa uma redução da vantagem que Lula tinha sobre o senador em levantamentos anteriores.

    Outros cenários de segundo turno também foram testados em pesquisas recentes do instituto. Neles, Lula aparece à frente de outros nomes da direita, como Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, mantendo vantagem que varia de cerca de 10 a mais de 12 pontos percentuais dependendo do adversário.

    Avaliação do governo

    O levantamento também mediu a avaliação do governo federal.

    Segundo a pesquisa, a opinião pública sobre a gestão Lula permanece dividida:

    • 44% aprovam o governo
    • 51% desaprovam
    • 5% não sabem ou não responderam
    Lula Flávio Quaest

    Já a avaliação qualitativa da gestão apresenta a seguinte distribuição:

    • 31% consideram o governo positivo
    • 25% avaliam como regular
    • 31% classificam como negativo
    • 1% não respondeu

    Os números indicam que a desaprovação supera numericamente a aprovação, embora a diferença permaneça próxima da margem de erro.

    Economia pesa na avaliação

    A percepção da situação econômica do país aparece como um dos fatores centrais para a avaliação do governo.

    De acordo com o levantamento, 48% dos entrevistados afirmam que a economia piorou nos últimos 12 meses. Uma parcela menor diz perceber melhora ou estabilidade no período.

    Lula Flávio Quaest

    A percepção negativa da economia tem impacto direto na avaliação do governo e pode influenciar o comportamento eleitoral nos próximos meses.

    Violência lidera preocupações

    Quando questionados sobre o principal problema do país, os entrevistados apontaram a violência como a maior preocupação nacional.

    Segundo a pesquisa:

    • 27% citam a violência como principal problema
    • a corrupção aparece em segundo lugar entre as preocupações
    Lula Flávio Quaest

    Outros temas, como economia, desemprego e saúde, também aparecem entre as respostas, mas com percentuais menores.

    Polarização segue forte

    O levantamento também investigou percepções políticas sobre os principais nomes da disputa.

    Segundo a pesquisa, 46% dos entrevistados consideram Lula um político radical. Entre os eleitores, 45% dizem o mesmo sobre Flávio Bolsonaro.

    Já quando questionados sobre qual cenário gera maior temor político, os entrevistados se dividiram praticamente ao meio:

    • 43% dizem ter mais medo de Lula continuar no poder
    • 42% afirmam temer mais a volta da família Bolsonaro ao governo

    Os números indicam que a polarização política segue estruturando o cenário eleitoral brasileiro, mantendo níveis elevados de rejeição e mobilização nos dois campos políticos.

    Disputa ainda aberta

    Mesmo com a liderança nos cenários de primeiro turno, o empate com Flávio Bolsonaro na simulação de segundo turno sugere uma eleição potencialmente mais equilibrada do que em levantamentos anteriores.

    O cenário também reflete a fragmentação do campo conservador, que ainda discute possíveis candidaturas alternativas como Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior, Romeu Zema e Ronaldo Caiado.

    Com mais de um ano e meio até as eleições de 2026, analistas apontam que o quadro eleitoral ainda pode sofrer mudanças relevantes, especialmente diante do desempenho da economia, da avaliação do governo e da definição das alianças políticas que irão disputar o Palácio do Planalto.

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    Guerra no Oriente Médio, 10 de março: últimos acontecimentos

    Confira as atualizações sobre a Guerra no Oriente Médio com a TVT News.

    Últimos acontecimentos da Guerra no Oriente Médio

    • Preço do petróleo brent cai após declarações de Trump
    • Pentágono promete que terça-feira será o dia mais intenso de ataques no Irã
    • Do outro lado, chefe de segurança do Irã fala para Trump tomar cuidado para não ser eliminado
    • Israel bombardeia a região de Tiro, no Líbano
    • Explosões acontecem em Teerã e Doha
    • Guerra provocou deslocamento de mais de 100.000 pessoas no Líbano em um dia

    10 de março: últimas notícias sobre a Guerra no Oriente Médio

    Confira, a seguir, os acontecimentos mais recentes da guerra no Oriente Médio

    Fake News: Marinha dos EUA não escoltou petroleiro no Estreito de Ormuz

    A Marina dos Estados Unidos não escoltou nenhum petroleiro no estreito de Ormuz, afirmou a porta-voz da Casa Blanca, depois que o secretário de Energia afirmou o contrário e depois apagou a publicação.

    “Posso afirmar que a Marina dos Estados Unidos não escoltou nem um petroleiro ou um navio no momento, embora, claro seja uma opção”, disse a porta-voz, Karoline Leavitt, na sala da imprensa.

    O Irã também refutou a afirmação do secretário de Energia, Chris Wright.

    – Irã ataca alvos em Israel –

    O Irã afirmou nesta terça-feira (10) que “as forças terrestres do exército, utilizando drones de ataque, atingiram um centro militar em Haifa e o centro de recepção de informações de satélites espiões” em Israel.

    – “Olho por olho” –

    O presidente do Parlamento iraniano, o influente Mohammad Bagher Ghalibaf, prometeu uma resposta “olho por olho, dente por dente” a qualquer ataque contra a infraestrutura do país.

    “Que o inimigo saiba que, faça o que fizer, haverá sem dúvida uma resposta proporcional e imediata”, escreveu no X.

    – 30 detidos por espionagem no Irã –

    Trinta pessoas foram detidas no Irã por suposta espionagem, entre elas um estrangeiro, cuja nacionalidade não foi revelada, que “espionava para dois países do Golfo, em nome do inimigo americano-sionista”, anunciou o Ministério da Inteligência iraniano.

    – Reservas estratégicas –

    A Agência Internacional de Energia (AIE) convocou uma “reunião extraordinária” de seus países-membros para avaliar se estão recorrendo às reservas estratégicas para conter a alta dos preços do petróleo.

    Chefe do Pentágono diz que terça-feira será o dia ‘mais intenso’ de ataques contra o Irã

    O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, afirmou que os ataques contra o Irã se intensificarão nesta terça-feira (10), com os bombardeios mais fortes desde o início da guerra, há 10 dias.

    “Hoje será novamente o nosso dia mais intenso de ataques dentro do Irã”, declarou Hegseth em uma coletiva de imprensa no Pentágono.

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    Outro lado: Irá diz para Trump: “Cuidado para não ser eliminado!”

    O chefe do Conselho Superior de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou que não tem medo das “ameaças vazias” de Donald Trump, que prometeu atacar Teerã “de maneira muito dura” se o regime iraniano bloquear o tráfego de petróleo pelo Estreito de Ormuz.

    “O Irã não se assusta com suas ameaças vazias. Outros, mais poderosos do que você, tentaram eliminar a nação iraniana e não conseguiram. Cuidado para você não ser eliminado!”, publicou Larijani na rede social X.

    Confira o preço atualizado do barril de petróleo brent

    Qual o preço petróleo brent:

    – Queda da cotação do petróleo –

    O petróleo caiu 10% nesta terça-feira no comércio matinal asiático, depois de Donald Trump afirmar que a guerra contra o Irã terminará “muito em breve”.

    Depois de ter sido negociado na segunda-feira a mais de 100 dólares por barril, o West Texas Intermediate (WTI) e o Brent do mar do Norte oscilavam entre 80 e 90 dólares.

    – Explosões em Doha –

    Jornalistas da AFP ouviram explosões em Doha, capital do Catar, onde as autoridades relataram a interceptação de um míssil e pediram aos moradores que permaneçam em casa, longe das janelas.

    O Ministério das Relações Exteriores do Catar denunciou os ataques contra a “infraestrutura civil” e rejeitou “qualquer justificativa” apresentada pelo Irã.

    – Novos bombardeios sobre Teerã –

    Um jornalista da AFP relatou fortes explosões no centro de Teerã nesta terça-feira. A imprensa iraniana noticiou detonações em vários pontos da capital.

    O Exército israelense anunciou em um comunicado que lançou uma nova “onda de bombardeios” contra o Irã.

    – Israel bombardeia a região de Tiro, no Líbano –

    O Exército israelense bombardeou as imediações da cidade costeira de Tiro, no sul do Líbano, após alertar que atacaria infraestruturas do Hezbollah na região e em Sidon, informou a imprensa estatal.

    – Consequências “catastróficas” no mercado de petróleo –

    O presidente e CEO da empresa saudita Aramco, Amin H. Nasser, advertiu que “quanto mais tempo durar” a guerra, “mais catastróficas serão as consequências para os mercados mundiais de petróleo e mais drásticas as consequências para a economia global”.

    O governo do Catar alertou que os ataques contra infraestruturas de energia estabelecem “um precedente perigoso” e “terão consequências em todo o mundo”.

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    Um barril de petróleo com a marca da gigante petrolífera americana Exxon Mobil (Foto de Gaizka IROZ / AFP)

    – Cruz Vermelha pede mais de 50 milhões de dólares –

    A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC) pediu nesta terça-feira mais de 50 milhões de dólares (258 milhões de reais) para que o Crescente Vermelho iraniano possa auxiliar “cinco milhões de pessoas em 30 províncias” afetadas pela guerra.

    – “Ainda não terminamos” –

    O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque do país está “quebrando os ossos” do poder iraniano. Mas “ainda não terminamos”, advertiu.

    – Alerta em Jerusalém –

    As sirenes antiaéreas foram acionadas na manhã de terça-feira em Jerusalém após um alerta de mísseis iranianos, informaram jornalistas da AFP.

    – Mísseis Patriot na Turquia –

    O Ministério da Defesa turco anunciou a instalação de um sistema de defesa antiaérea Patriot no centro do país, um dia após a interceptação pela Otan de um segundo míssil lançado do território do Irã e direcionado contra seu espaço aéreo.

    – Paquistão escoltará navios mercantes –

    Navios militares paquistaneses escoltarão navios mercantes “para garantir um fluxo ininterrupto do abastecimento energético nacional e a segurança das rotas marítimas”, afirmou o Exército do país asiático.

    – Tempo necessário –

    O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o país está preparado para continuar com os ataques de mísseis “pelo tempo que for necessário” e descartou dialogar com Washington para acabar com a guerra.

    – Irã ataca países do Golfo –

    Os Emirados Árabes Unidos afirmaram que interceptaram um ataque iraniano com drones e mísseis.

    Arábia Saudita e Kuwait também anunciaram a interceptação de vários drones. O Bahrein informou duas mortes em um ataque iraniano que atingiu um prédio residencial em Manama, a capital do país.

    – Hostilidades no Iraque –

    Quatro combatentes do grupo pró-iraniano Kataeb Imam Ali morreram nesta terça-feira em um ataque aéreo atribuído aos Estados Unidos no norte do Iraque, informou a facção armada.

    A Guarda Revolucionária, o exército ideológico iraniano, afirmou que atacou uma base americana na região do Curdistão iraquiano.

    – Síria denuncia disparos do Hezbollah –

    O Exército da Síria denunciou disparos de artilharia realizados pelo Hezbollah contra seu território, em plena guerra entre Israel e o movimento xiita libanês pró-iraniano.

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    Petrobras diz que pode reduzir impacto da alta do petróleo no Brasil

    A Petrobras informou que pode reduzir o impacto da alta do petróleo no Brasil ao mesmo tempo que mantém a rentabilidade da companhia. Leia em TVT News.

    “Em um cenário em que guerras e tensões geopolíticas ampliam a volatilidade do mercado internacional de energia, a Petrobras reafirma seu compromisso com a mitigação desses efeitos sobre o Brasil”, disse a estatal, em nota encaminhada à Agência Brasil.

    A Petrobras acrescentou que é possível reduzir os efeitos da inflação global em decorrência da alta do petróleo porque a empresa passou a considerar, em sua estratégia comercial, “as melhores condições de refino e logística”.

    “O que nos permite promover períodos de estabilidade nos preços ao mesmo tempo que resguarda a nossa rentabilidade de maneira sustentável. Essa abordagem reduz a transmissão imediata das variações internacionais para o mercado brasileiro”, diz o comunicado.  

    A Petrobras acrescentou que, por questões concorrenciais, não pode antecipar decisões, mas que segue comprometida com atuação “responsável, equilibrada e transparente para a sociedade brasileira”.

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    Alta do petróleo

    A guerra no Irã, e o fechamento do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, por onde trafegam cerca de 25% do petróleo mundial, tem elevado o preço do barril no mercado global, chegando a US$ 120 na segunda-feira (9).

    Porém, após o presidente Donald Trump, dos Estados Unidos (EUA), afirmar que a guerra estaria próxima do fim, os preços voltaram a cair, e hoje o barril Brent é comercializado abaixo dos USS 100, porém ainda acima dos cerca de US$ 70, valor médio antes do conflito.

    Após o fechamento dos mercados, Trump voltou a ameaçar o Irã ontem com ataques “vinte vezes mais forte” que “tornarão praticamente impossível a reconstrução do Irã como nação” caso Teerã continue bloqueando o Estreito de Ormuz.

    Política de preços 

    A diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo (Ineep), Ticiana Álvares, destaca que a capacidade da Petrobras de mitigar, ao menos em parte, os efeito da alta do petróleo é possível porque a companhia abandonou, em 2023, a política de paridade do preço internacional (PPI). Essa política determinava a revenda de acordo com os preços globais.

    “A política da Petrobras acompanhava 100% a trajetória dos preços internacionais. Essa política modificou e agora leva em consideração fatores internos, que é essa margem de manobra que a Petrobras tem”, disse a especialista.

    Apesar dessa margem de manobra, Ticiana acrescentou que a ação da Petrobras tem efeito limitado e temporário, em especial, porque o Brasil ainda é um grande importador de derivados, como gasolina e diesel, além de ter refinarias privatizadas.  

    “A refinaria da Bahia, a Rlam, foi privatizada. Logo, você tem menos mecanismos de segurar o preço dessas refinarias que foram privatizadas do que, por exemplo, a Petrobras tem”, finalizou.

    Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil

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    8 de março, Dia da Mulher: conheça a origem da data e mulheres que marcaram a história

    O Dia da Mulher é muito mais do que um momento para presentes ou frases de efeito. Trata-se de um marco político fundamental para o calendário das lutas sociais em todo o mundo. No 8 de março, os movimentos sociais, sindicatos e coletivos feministas reafirmam a necessidade de combater o patriarcado, a desigualdade salarial e a violência de gênero que ainda assola a sociedade.

    Ao rememorar o 8 de março, Dia da Mulher, é essencial resgatar a raiz revolucionária desta data. Longe de ser um dia para impulsionar o comércio, o 8 de março nasceu no chão de fábrica, nas assembleias operárias e nas ruas, impulsionado por mulheres que exigiam trabalho digno.

    A TVT News preparou um material especial para explicar a origem do 8 de março como Dia da Mulher e destacar figuras importantes na construção da resistência feminina na América Latina.

    Quem é essa mulher? Conheça mulheres históricas da América Latina

    Por que 8 de março é o Dia da Mulher?

    A escolha do 8 de março como o Dia da Mulher não foi aleatória, mas fruto de um processo de organização da classe trabalhadora. No início do século XX, as condições de trabalho eram desumanas, com jornadas exaustivas e salários miseráveis, especialmente para as operárias da indústria têxtil.

    Até hoje, são as mulheres as que mais sentem os efeitos das longas jornadas de trabalho que se multiplicam com a economia do cuidado. Por isso, as mulheres estão engajadas na luta contra a escala 6×1.

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    Protesto pelo fim da escala 6×1. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

    O 8 de março serve como um lembrete anual da capacidade de mobilização das trabalhadoras. É um dia para evidenciar que as conquistas democráticas, como o direito ao voto e à licença-maternidade, não foram concessões, mas vitórias arrancadas com muita organização e enfrentamento.

    O Dia da Mulher é, portanto, um instrumento de conscientização política e de denúncia contra as opressões.

    Qual a origem da data de 8 de março como Dia Internacional da Mulher

    Há uma série de acontecimentos que tornaram o 8 de março o Dia das Mulheres.

    A ideia de um dia dedicado às mulheres surgiu em um contexto de intensas manifestações por melhores condições de trabalho, direito ao voto e fim da discriminação.

    Acompanhe a linha do tempo do Dia da Mulher:

    • 1908: Um marco importante foi a marcha de cerca de 15 mil trabalhadoras têxteis em Nova York, que foram às ruas exigindo a redução da jornada de trabalho (que chegava a 16 horas diárias), melhores salários e o direito ao voto .
    • 1909: Inspirado por essas mobilizações, o Partido Socialista da América celebrou o primeiro Dia Nacional das Mulheres em 28 de fevereiro .
    • 1910: O passo decisivo para a internacionalização da data foi dado pela ativista alemã Clara Zetkin. Durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, em Copenhague (Dinamarca), ela propôs a criação de um Dia Internacional da Mulher anual. A ideia era unificar a luta das mulheres ao redor do mundo por direitos, mas nenhuma data específica foi definida na ocasião .
    • 1911: Como resultado, o primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 19 de março em países como Alemanha, Suíça e Dinamarca .
    • 1975: A Organização das Nações Unidas (ONU) oficializou o 8 de março como o Dia Internacional das Mulheres, durante o Ano Internacional da Mulher, dando à data um reconhecimento global.

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    Por que 8 de março é o Dia da Mulher: o incêndio na Triangle Shirtwaist (1911)

    Um evento trágico em Nova York reforçou a urgência da luta.

    • Em 25 de março de 1911, um incêndio na fábrica Triangle Shirtwaist matou 146 trabalhadores, a maioria mulheres imigrantes (judias e italianas).
    • A tragédia expôs as condições precárias de trabalho e impulsionou a legislação trabalhista nos EUA, tornando-se um símbolo central nas manifestações operárias.

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    Saída dos ônibus com mulheres de São Paulo para participar da Marcha das Mulheres Negras em Brasília. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

    Por que 8 de março é o Dia da Mulher: a greve de 1917 na Rússia

    Em 8 de março de 1917 (que corresponde a 23 de fevereiro no calendário juliano, então em uso na Rússia), milhares de operárias russas saíram às ruas de Petrogrado (atual São Petersburgo) em um protesto histórico.

    Elas reivindicavam “Pão e Paz“: pão para suas famílias famintas e o fim da participação da Rússia na Primeira Guerra Mundial, além de melhores condições de vida e trabalho 

    Contudo, foi a oficialização pela Internacional Socialista e, posteriormente, o reconhecimento pela ONU em 1975, que consolidaram o 8 de março como o Dia Internacional da Mulher, uma data de memória e resistência operária.

    Por que 8 de março é o Dia da Mulher? A oficialização pela ONU

    O Dia da Mulher, comemorado em 8 de março, surgiu a partir das mobilizações de trabalhadoras por melhores condições de trabalho, igualdade salarial e participação política.

    Com o passar do tempo, a data ganhou dimensão internacional. Movimentos sociais e organizações feministas utilizam o Dia da Mulher para debater políticas públicas, denunciar violências e promover ações voltadas à igualdade entre homens e mulheres.

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    Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, durante Reunião de Alto Nível na 80ª Assembleia Geral da ONU, ao fundo a ex-presidenta do Chile Michele Bachelet. A Conferência é uma iniciativa do Ministério das Mulheres. Foto: Gov.br

    Em 1975, a Organização das Nações Unidas oficializou o 8 de março como Dia Internacional da Mulher. Desde então, a data passou a ser reconhecida mundialmente como um momento de reflexão sobre igualdade de direitos e enfrentamento das violências contra mulheres.

    Quem é essa mulher? Conheça mulheres que marcaram a história da América Latina

    A história oficial muitas vezes apaga ou secundariza a participação feminina nos processos poíticos e culturais.

    No entanto, a América Latina foi forjada pelo sangue, suor e inteligência de mulheres que pegaram em armas, organizaram quilombos, escreveram manifestos e desafiaram ditaduras.

    Para a TVT News, o Dia da Mulher é o momento para corrigir essas injustiças históricas. A seguir, conheça perfis de lutadoras que dedicaram suas vidas à causa da liberdade e da justiça social no continente latino-americano

    Mulheres na história da América Latina: Anita Garibaldi

    Conhecida como a “Heroína de Dois Mundos”, Anita Garibaldi rompeu com todos os padrões esperados para uma mulher do século XIX. Nascida no sul do Brasil, ela não se limitou ao papel doméstico, pegando em armas ao lado de Giuseppe Garibaldi durante a Revolução Farroupilha. Sua bravura nos campos de batalha e sua habilidade estratégica a tornaram uma lenda viva ainda durante sua curta existência.

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    Anita e Giuseppe Garibaldi, combatentes em defesa da liberdade. Imagem: Wikimedia Commons /Arte Rebeca de Ávila

    Anita participou ativamente de combates no Brasil, no Uruguai e na Itália, defendendo ideais republicanos. Sua trajetória é marcada pela coragem física e pela convicção política, enfrentando exércitos imperiais e as dificuldades de uma vida em constante deslocamento. Ela representa a mulher que não aceita a submissão e que luta, ombro a ombro, pela autodeterminação dos povos.

    Mulheres na história da América Latina: Maria Felipa

    Maria Felipa de Oliveira é um símbolo da independência do Brasil na Bahia. Marisqueira, negra e liderança natural na Ilha de Itaparica, ela organizou um grupo de vigilância e resistência contra as tropas portuguesas em 1823. A história oral conta que Maria Felipa liderou um grupo de mulheres que, usando galhos de cansanção (uma planta urticante), surraram os soldados portugueses, além de incendiar embarcações inimigas.

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    Monumento na cidade de Salvador, Bahia, Brasil, em homenagem à Maria Felipa. Foto: SouDiana /Wikimedia Commons

    Sua figura destaca o protagonismo das mulheres negras e pobres na construção da soberania nacional, muitas vezes ignorado pelos livros didáticos tradicionais. Maria Felipa encarna a astúcia popular e a força coletiva, provando que a independência do Brasil teve rosto feminino, negro e nordestino.

    Mulheres na história da América Latina: Juana Azurduy

    Juana Azurduy foi uma das mais importantes líderes militares na luta pela independência da América do Sul. Nascida no que hoje é a Bolívia, ela assumiu o comando de tropas guerrilheiras contra o domínio espanhol no Alto Peru. Juana perdeu o marido e quatro filhos na guerra, mas nunca abandonou o front, chegando a comandar um exército de indígenas e mestiços leais à causa da libertação.

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    Museo Histórico Nacional – Juana Azurduy. Óleo sobre tela. Autor desconocido / Wikimedia Commons

    Reconhecida postumamente com patentes de general na Argentina e na Bolívia, Juana Azurduy simboliza a entrega total à causa anticolonial. Sua vida nos lembra que a independência latino-americana foi conquistada com a participação direta de mulheres que desafiaram não apenas o império espanhol, mas também as normas de gênero de sua época.

    Mulheres na história da América Latina: Manuela Sáenz

    Equatoriana de nascimento, Manuela Sáenz foi muito mais do que a companheira de Simón Bolívar; foi uma ativista revolucionária com méritos próprios. Conhecida como a “Libertadora do Libertador” por ter salvo a vida de Bolívar em um atentado em Bogotá, Manuela atuou na espionagem, na logística e no financiamento da causa patriota. Ela vestia uniforme militar, montava a cavalo e participava das decisões estratégicas.

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    Manuela Sáenz, por César Augusto Villacrés (ca. 1910). Fondo pictórico del Museo Nacional de Quito.

    Após a morte de Bolívar, Manuela sofreu perseguição e exílio, terminando seus dias no litoral peruano. Sua reabilitação histórica é recente e necessária, posicionando-a como uma intelectual e estrategista política que compreendia a complexidade da integração latino-americana e a necessidade de romper definitivamente com a metrópole.

    Mulheres na história da América Latina: Patrícia Galvão

    Patrícia Galvão, a Pagu, foi uma mulher à frente de seu tempo, ícone do Modernismo brasileiro e militante comunista fervorosa. Jornalista, desenhista e escritora, Pagu denunciou as desigualdades sociais em obras como “Parque Industrial”, considerado o primeiro romance proletário brasileiro. Sua militância no Partido Comunista a levou ao cárcere diversas vezes durante a Era Vargas, onde sofreu torturas, mas manteve sua integridade ideológica.

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    Pagu desafiou a moral burguesa de todas as formas, tanto em sua vida pessoal quanto em sua produção artística e política. Ela é um exemplo de intelectual engajada, que colocou seu talento a serviço da denúncia das condições da classe operária e da emancipação feminina, pagando um alto preço pessoal por suas escolhas ousadas.

    Mulheres na história da América Latina: Olga Benário

    A trajetória de Olga Benário Prestes é marcada pela tragédia e pelo heroísmo antifascista. Militante comunista alemã de origem judaica, veio ao Brasil para fazer a segurança de Luís Carlos Prestes. Após o fracasso do levante comunista de 1935, foi presa pelo governo de Getúlio Vargas. Mesmo grávida, foi deportada para a Alemanha nazista, em um ato de colaboracionismo que mancha a história brasileira.

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    Olga Benario-Prestes, em 1942. Fonte: Wikimedia Commons

    Olga deu à luz sua filha, Anita Leocádia, em um campo de concentração antes de ser assassinada na câmara de gás em Bernburg. Sua história é um alerta permanente sobre os perigos do autoritarismo e do fascismo. Olga tornou-se um símbolo internacional de resistência.

    Mulheres na história da América Latina: Gabriela Mistral

    Gabriela Mistral, poeta e educadora chilena, foi a primeira pessoa latino-americana a receber o Prêmio Nobel de Literatura, em 1945. Sua obra é profundamente marcada pela defesa da educação pública, pelos direitos das crianças e pela valorização da identidade mestiça e indígena do continente. Gabriela atuou na reforma educacional do México pós-revolucionário, a convite de José Vasconcelos, levando sua visão humanista para as escolas rurais.

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    A chilena Gabriela Mistral. Fonte: Wikimedia Commons

    Além de sua vasta produção literária, Mistral foi uma diplomata e intelectual que pensou a América Latina de forma integrada. Ela defendia que o ensino deveria ser uma ferramenta de libertação social, acessível aos mais pobres. Sua voz poética nunca se desvinculou de seu compromisso ético com os desfavorecidos e com a justiça social.

    Mulheres na história da América Latina: Antonieta de Barros

    Antonieta de Barros foi uma pioneira absoluta na política brasileira. Filha de ex-escravizada, professora e jornalista, foi a primeira mulher negra a ser eleita deputada estadual no Brasil, em Santa Catarina, no ano de 1934. Sua atuação parlamentar foi centrada na defesa da educação como direito de todos e na valorização do magistério, além de lutar contra o racismo estrutural e a discriminação de gênero.

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    Fonte: Instituto Históerico e Geográfico de Santa Catarina

    Foi Antonieta quem criou o Dia do Professor em seu estado, data que depois se tornaria nacional. Sua presença em um espaço de poder, majoritariamente branco e masculino na década de 1930, foi um ato revolucionário. Ela utilizou a tribuna e a imprensa para exigir cidadania plena para a população negra e para as mulheres, deixando um legado de luta pela democratização do ensino.

    Mulheres na história da América Latina: Clara Charf

    Clara Charf foi um exemplo de vida dedicada à militância de esquerda e aos direitos das mulheres. Viúva de Carlos Marighella, principal líder da resistência armada contra a ditadura militar, Clara viveu na clandestinidade e no exílio, atuando incansavelmente na denúncia das violações de direitos humanos no Brasil.

    Após a anistia, continuou sua atuação política, focando especialmente nas questões de gênero e na paz mundial.

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    Ativista Clara Charf. Foto: Memórias da Ditadura/Reprodução

    Fundadora da Associação Mulheres pela Paz, Clara manteve acesa a memória de Marighella e de todos os combatentes que tombaram lutando pela democracia. Sua biografia atravessa décadas de história política brasileira, sempre do lado dos oprimidos. Ela nos ensina que a militância é um compromisso vitalício e que a luta por um mundo mais justo não tem data para acabar.

    Mulheres na história da América Latina: Maria Lúcia Petit

    Maria Lúcia Petit foi uma militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) que integrou a Guerrilha do Araguaia. Jovem idealista, mudou-se para a região do Bico do Papagaio para organizar os camponeses e resistir ao regime militar. Em 1972, foi morta em combate pelas Forças Armadas. Por décadas, sua família lutou pelo direito de localizar seus restos mortais e sepultá-la dignamente.

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    Maria Lucia Petit. Foto: Wikimedia Commons

    A identificação de sua ossada, nos anos 1990, foi um marco na busca pelos desaparecidos políticos do Araguaia. Maria Lúcia representa a juventude que sacrificou a própria vida sonhando com um Brasil livre da tirania. Sua memória é preservada como denúncia da brutalidade do Estado durante os anos de chumbo.

    Mulheres na história da América Latina: Lélia Gonzalez

    Lélia Gonzalez foi uma intelectual, política e antropóloga brasileira fundamental para o pensamento feminista negro. Ela cunhou o conceito de “Amefricanidade”, propondo uma leitura da cultura e da história das Américas a partir da contribuição indígena e africana. Lélia foi uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado (MNU), atuando diretamente contra o mito da democracia racial.

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    A brasileira Lélia Gonzalez | Crédito: Acervo Família Lélia Gonzalez

    Sua crítica era afiada: ela apontava como o feminismo tradicional muitas vezes ignorava a realidade das mulheres negras e pobres. Para Lélia, a luta contra o sexismo era inseparável da luta contra o racismo e o capitalismo. Seu pensamento segue atualíssimo, oferecendo ferramentas teóricas para compreendermos as hierarquias sociais brasileiras e a importância de um feminismo interseccional.

    Mulheres na história da América Latina: Zuzu Angel

    Zuleika Angel Jones, conhecida como Zuzu Angel, transformou sua dor em denúncia internacional. Estilista de renome, ela iniciou uma busca incessante por seu filho, Stuart Angel, militante político torturado e assassinado pela ditadura militar. Zuzu utilizou sua moda para protestar: estampou anjos feridos, tanques de guerra e grades em suas coleções, levando a brutalidade do regime brasileiro para as passarelas de Nova York.

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    Zuzu Angel durante o lançamento de sua coleção em Nova York, 1972. Foto: Fundo Correio da Manhã.

    Sua coragem em confrontar os generais e expor os crimes do Estado brasileiro incomodou o regime. Zuzu morreu em um acidente de carro suspeito no Rio de Janeiro, em 1976, hoje reconhecido como um atentado perpetrado pelos agentes da repressão. Ela é um símbolo da força materna que se converte em luta política por verdade e justiça.

    Mulheres na história da América Latina: Clementina de Jesus

    Clementina de Jesus, a “Quelé”, foi a voz ancestral que conectou o Brasil moderno às suas raízes africanas profundas. Descoberta para o grande público já idosa, depois de uma vida inteira trabalhando como doméstica, Clementina trouxe em seu canto os vissungos (cantos de trabalho), corimás e sambas rurais que guardava na memória. Ela não foi apenas uma cantora, mas uma guardiã de saberes orais.

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    Imagem do Fundo Correio da Manhã.

    Sua presença na música popular brasileira foi um ato de afirmação da estética e da cultura negra. Sua voz rouca e potente narrava a história de resistência do povo negro pós-abolição. Clementina nos lembra que a cultura é também um campo de disputa e que a memória do povo pobre é um patrimônio inestimável.

    Mulheres na história da América Latina: Maria Conceição Tavares

    A economista Maria da Conceição Tavares, portuguesa radicada no Brasil, foi uma das vozes mais lúcidas e combativas do pensamento econômico nacional.

    Professora da Unicamp e da UFRJ, e ex-deputada pelo PT, Conceição formou gerações de economistas com uma visão crítica ao neoliberalismo e à financeirização da economia. Sua defesa intransigente do desenvolvimento nacional e da distribuição de renda marcou época.

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    A economista Maria da Conceição Tavares. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

    Conhecida por sua oratória apaixonada e por não ter papas na língua, ela denunciava a desigualdade brasileira como uma vergonha histórica. Para Conceição Tavares, a economia não podia ser uma ciência fria de números, mas devia servir ao bem-estar da população. Seu legado permanece vivo na defesa da soberania nacional e dos direitos dos trabalhadores contra a austeridade fiscal.

    Mulheres na história da América Latina: Violeta Parra

    Violeta Parra foi a alma da música folclórica chilena e a precursora da “Nueva Canción Chilena”. Pesquisadora incansável, viajou pelos rincões do Chile recuperando canções, ritmos e tradições camponesas que estavam sendo esquecidas. Sua obra é uma fusão de arte e compromisso social, denunciando as injustiças sofridas pelos trabalhadores rurais e mineiros.

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    Gabriela Mistral e Violeta Parra | Obra da artista e cenógrafa Macarena Ahumada; praça central (pátio) do Centro Cultural Gabriela Mistral (GAM), em Santiago, Chile. / Foto: Wikimedia Commons

    Ela pode ser considerada a mãe da música latino-americana.

    Com músicas como “Gracias a la Vida” e “Volver a los 17”, Violeta transcendeu fronteiras. Sua arte era profundamente política, servindo de inspiração para movimentos de esquerda em toda a América Latina. Ela provou que a cultura popular é uma ferramenta poderosa de identidade e resistência contra a hegemonia cultural estrangeira.

    Mulheres na história da América Latina: Dulce Maia

    Dulce Maia foi a primeira mulher a ser banida do Brasil pela ditadura militar, trocada, junto com outros presos políticos, pelo embaixador japonês sequestrado em 1970. Militante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), Dulce sofreu torturas brutais nos porões da Operação Bandeirante (Oban), mas nunca entregou seus companheiros. Sua resistência física e psicológica tornou-se lendária entre a militância.

    Após o banimento, viveu no exílio em diversos países, continuando a denunciar o regime brasileiro. O retorno ao Brasil com a anistia marcou a continuidade de sua militância pelos direitos humanos. A história de Dulce Maia é um testemunho da violência de gênero específica aplicada contra as mulheres guerrilheiras, que eram punidas duplamente: por sua oposição política e por desafiarem o papel de submissão feminina.

    Mulheres na história da América Latina: Mercedes Sosa

    Mercedes Sosa, “La Negra”, foi a voz que unificou a América Latina em torno da esperança e da luta democrática. Cantora argentina, sofreu perseguição e censura durante a ditadura militar em seu país, sendo obrigada a se exilar. Sua interpretação de canções como “Sólo le pido a Dios” e “Canción con todos” tornou-se hino de resistência em todo o continente.

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    Retrato da cantora argentina Mercedes Sosa por Annemarie Heinrich.

    Se Violeta Parra era a mãe, Mercedes Sosa foi a madrinha da música latino-americana.

    Mercedes usou seu imenso talento para dar visibilidade aos compositores engajados e às dores do povo latino-americano. Ela cantou com os estudantes, com os trabalhadores e com as Mães da Praça de Maio. Sua arte era um abraço solidário que atravessava fronteiras, lembrando que a luta por liberdade na América Latina é uma causa comum a todos os nossos povos.

    Mulheres na história da América Latina: Margarida Maria Alves

    “É melhor morrer na luta do que morrer de fome”. A frase de Margarida Maria Alves ecoa até hoje como lema das trabalhadoras rurais. Líder sindical na Paraíba, ela foi a primeira mulher a presidir o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Alagoa Grande. Margarida lutou incansavelmente pelos direitos trabalhistas no campo, como carteira assinada, jornada de oito horas e férias, enfrentando a fúria dos latifundiários e usineiros.

    Assassinada em 1983 na porta de sua casa, na frente de sua família, a mando de proprietários de terra, Margarida tornou-se semente. Sua morte inspirou a “Marcha das Margaridas”, a maior mobilização de mulheres do campo, da floresta e das águas da América Latina, que ocorre periodicamente em Brasília exigindo reforma agrária e fim da violência no campo.

    Mulheres na história da América Latina: Irmã Dorothy Stang

    A missionária norte-americana naturalizada brasileira, Irmã Dorothy Stang, dedicou sua vida à defesa da Amazônia e dos povos da floresta. Atuando em Anapu, no Pará, ela lutou pela implantação de Projetos de Desenvolvimento Sustentável (PDS), batendo de frente com grileiros, madeireiros ilegais e fazendeiros que destruíam a mata e oprimiam os pequenos agricultores.

    Aos 73 anos, em 2005, foi brutalmente assassinada com seis tiros a mando de fazendeiros da região. Sua morte expôs ao mundo a sangrenta disputa pela terra no Brasil e a impunidade que protege os mandantes de crimes ambientais e agrários. Ela é mártir da luta socioambiental.

    Mulheres na história da América Latina: Marielle Franco

    Marielle Franco, socióloga, cria da Maré e vereadora do Rio de Janeiro pelo PSOL, representava a renovação da política com a cara da mulher negra, favelada e LGBTQIAPN+.

    A atuação parlamentar de Marielle era voltada para a defesa dos direitos humanos, a fiscalização da violência policial e o apoio às minorias. Em 14 de março de 2018, Marielle e seu motorista Anderson Gomes foram executados em uma emboscada política que chocou o mundo.

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    Manter o nome de Marielle vivo é um ato de justiça, ressalta Luyara Franco, filha da vereadora. Foto: Bernardo Guerreiro/Mídia Ninja

    O assassinato de Marielle foi uma tentativa de silenciar as pautas que ela defendia, mas gerou o efeito oposto: multiplicou sua voz em milhares de outras mulheres que ocuparam a política. A pergunta “Quem mandou matar Marielle?” tornou-se um grito por justiça e contra a atuação das milícias no Estado. Marielle é hoje um símbolo global de resistência política e defesa da democracia.

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    Familiares de Marielle e Anderson acompanharam o julgamento: Foto: Gustavo Moreno/STF

    Em março de 2026, a pergunta “Quem mandou matar Marielle?” foi respondida com a condenação dos mandantes do assassinato.

    Dia da Mulher em 2026: o combate ao feminicídio

    Chegamos ao Dia da Mulher em 2026 com a urgência de estancar a sangria do feminicídio. Apesar dos avanços legislativos e da tipificação do crime, os números continuam alarmantes, refletindo uma cultura machista que enxerga a mulher como propriedade.

    O combate a essa violência exige mais do que leis; exige orçamento público para casas de abrigo, delegacias especializadas funcionando 24 horas e programas de educação que desconstruam a masculinidade tóxica desde a base.

    O Brasil na luta contra o feminicídio

    O Brasil segue enfrentando o desafio de proteger suas mulheres. Neste 8 de março, os movimentos de mulheres reivindicam que o Estado assuma sua responsabilidade integral. Não basta punir o agressor; é preciso evitar a morte.

    Isso passa pela autonomia econômica das mulheres e por uma rede de apoio psicossocial robusta. A luta contra o feminicídio é a luta pelo direito mais básico de todos: o direito à vida.

    A TVT News reafirma seu compromisso em dar visibilidade a essa pauta todos os dias do ano.

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    Presença de mulheres cresce na base dos Metalúrgicos do ABC

    A presença das mulheres na indústria metalúrgica do ABC vem crescendo ao longo dos últimos anos. Estudo elaborado pela subseção do DIEESE do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC mostra que a base da categoria conta atualmente com 12,9 mil metalúrgicas, ampliando a participação feminina no setor. Leia em TVT News.

    Em 2006, eram 11,6 mil trabalhadoras, o que representava 12,7% da base metalúrgica. Em 2024, as mulheres passaram a representar 18,3% da categoria, demonstrando um avanço gradual da presença feminina na indústria da região. Outro dado que reforça essa tendência é a entrada de novas trabalhadoras no setor.

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    Além disso, o estudo mostra que as mulheres estão presentes em diferentes áreas da produção industrial e também em funções técnicas dentro das empresas do setor.

    A ampliação da presença feminina é significativa em um setor tradicionalmente marcado pela predominância masculina. No conjunto da indústria metalúrgica da base do sindicato, quase 13 mil mulheres participam hoje diretamente da atividade produtiva nas fábricas do ABC, contribuindo para a dinâmica industrial de uma das regiões mais importantes do país para o setor automotivo e metalúrgico.

    Mulheres: avanços e desafios

    Apesar do crescimento da presença feminina na categoria, o estudo aponta que ainda há desafios importantes relacionados à igualdade salarial e às oportunidades dentro da indústria metalúrgica.

    Para a diretora executiva do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Andrea Ferreira, o avanço da presença feminina nas fábricas mostra uma mudança importante no perfil da categoria, mas também reforça a necessidade de seguir ampliando políticas de igualdade no setor. “O aumento da participação das mulheres na indústria metalúrgica é um avanço importante para a categoria. As metalúrgicas estão cada vez mais presentes nas fábricas, na produção e nas áreas técnicas. O desafio agora é continuar ampliando esse espaço, garantindo igualdade de oportunidades, valorização profissional e condições de trabalho cada vez mais justas para as trabalhadoras”, afirma Andrea Ferreira.

    O levantamento integra as iniciativas do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC voltadas a fortalecer a participação feminina na categoria e ampliar o debate sobre igualdade de oportunidades dentro da indústria.

    Via SMABC

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    “Sicário” de Vorcaro tem morte encefálica após tentativa de suicídio

    Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como operador de ações violentas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, teve o protocolo de morte encefálica iniciado após uma tentativa de suicídio dentro da Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte. Saiba os detalhes na TVT News.

    O caso ocorreu na noite de quarta-feira (4), poucas horas depois da prisão de Mourão durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, investigação que apura fraudes financeiras bilionárias relacionadas ao Banco Master. O suspeito foi encontrado desacordado na cela e recebeu atendimento imediato de policiais federais, que iniciaram manobras de reanimação até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

    Mourão foi levado em estado gravíssimo ao Hospital João XXIII, onde permanece em unidade de terapia intensiva. Por volta das 21h45, a equipe médica iniciou o protocolo para confirmação de morte cerebral.

    Segundo a Polícia Federal, toda a movimentação na carceragem foi registrada por câmeras de segurança, sem pontos cegos, e as imagens foram enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF). A corporação também abriu procedimento administrativo interno para apurar as circunstâncias da tentativa de suicídio sob custódia.

    Executor de Vorcaro

    De acordo com as investigações, Mourão atuava como braço executor de Vorcaro em práticas de intimidação e violência contra pessoas consideradas adversárias do grupo financeiro.

    Relatórios da PF indicam que ele comandava uma estrutura informal chamada “A Turma”, responsável por monitorar, vigiar e coagir opositores. Pelos serviços, segundo os investigadores, Mourão receberia cerca de R$ 1 milhão por mês.

    A apuração também aponta que o grupo utilizava credenciais de terceiros para acessar sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até de agências internacionais.

    Histórico criminal

    Antes mesmo da operação atual, Mourão já respondia na Justiça de Minas Gerais desde 2021 por suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ele era investigado por participação em um esquema de investimentos fraudulentos que teria causado prejuízos a diversos investidores.

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    Planos de agressão

    Mensagens interceptadas pelos investigadores revelam planos de agressões físicas contra críticos do grupo. Entre os episódios citados está um plano para atacar o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo. A ideia seria simular um assalto para “quebrar todos os dentes” do jornalista após reportagens consideradas negativas para o banco.

    Há ainda registros de ameaças contra funcionários e ex-colaboradores ligados ao banqueiro. Em um dos diálogos, Vorcaro teria ordenado a Mourão que localizasse o endereço de uma ex-empregada identificada como Monique para intimidá-la.

    Investigação sobre o Banco Master

    A Operação Compliance Zero investiga um esquema de fraudes financeiras que envolveria concessão de créditos fictícios e movimentações suspeitas ligadas ao Banco Master. O banqueiro Daniel Vorcaro é apontado pela investigação como líder da organização criminosa.

    Entre os pontos analisados pela Polícia Federal está também a tentativa de aquisição do Banco Regional de Brasília (BRB), operação que, segundo os investigadores, teria ocorrido em meio a práticas sob suspeita.

    As defesas de Mourão e Vorcaro negam irregularidades. Os advogados do banqueiro afirmam que ele sempre colaborou com as autoridades e confiam no esclarecimento do caso.

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    Aprovada licença-paternidade de 20 dias; veja regras e quando começa a valer

    O Senado aprovou na quarta-feira (4) o projeto de lei que amplia a licença-paternidade no Brasil e estabelece novas regras para o benefício. O texto prevê que o afastamento, atualmente de cinco dias, passe a chegar a até 20 dias de forma progressiva nos próximos anos. A proposta segue agora para sanção do presidente Lula. Saiba os detalhes na TVT News.

    O projeto regulamenta um direito previsto na Constituição de 1988, que até hoje era aplicado de forma provisória. A mudança também responde a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que em 2023 apontou omissão do Congresso Nacional na regulamentação da licença-paternidade.

    Ampliação será gradual até 2030

    O texto aprovado estabelece um cronograma para a ampliação do período de afastamento. A ideia é implementar a mudança gradualmente para reduzir o impacto financeiro imediato.

    O calendário previsto é o seguinte:

    • 2027 e 2028: licença de 10 dias
    • 2029: licença de 15 dias
    • 2030 em diante: licença de 20 dias

    A última etapa, porém, dependerá do cumprimento da meta fiscal do governo federal em 2028. Caso o objetivo não seja atingido, o aumento final poderá ser adiado por um ano.

    Criação do salário-paternidade

    A proposta também cria oficialmente o salário-paternidade, um benefício previdenciário semelhante ao salário-maternidade.

    Na prática, o trabalhador continuará recebendo a remuneração normalmente durante o período de afastamento. A empresa fará o pagamento ao funcionário e depois poderá solicitar reembolso à Previdência Social por meio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

    Micro e pequenas empresas também terão direito ao ressarcimento.

    Segundo estimativas do governo, o custo do benefício deve chegar a cerca de R$ 3,3 bilhões em 2027, podendo atingir R$ 5,44 bilhões por ano quando a licença de 20 dias estiver totalmente implementada.

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    Estabilidade e regras especiais

    O projeto amplia a proteção aos trabalhadores e estabelece regras para situações específicas.

    Entre os principais pontos estão:

    • Estabilidade no emprego: o trabalhador não poderá ser demitido sem justa causa durante a licença e até 30 dias após o retorno;
    • Adoção: pais adotantes ou responsáveis com guarda judicial também terão direito ao benefício;
    • Falecimento da mãe: o pai poderá ter até 120 dias de licença, equivalente ao período da licença-maternidade;
    • Filhos com deficiência: o período de afastamento será ampliado em um terço;
    • Violência doméstica: o benefício poderá ser suspenso ou negado por decisão judicial caso haja provas de violência familiar ou abandono material.

    Impacto social e no mercado de trabalho

    Segundo os parlamentares favoráveis ao projeto, a medida ajuda a reduzir a desigualdade de gênero no mercado de trabalho e fortalece o vínculo familiar nos primeiros dias de vida da criança.

    O texto mantém ainda o programa Empresa Cidadã, que permite às empresas oferecer 15 dias adicionais de licença para pais que trabalham em companhias participantes da iniciativa.

    Após sanção pelo governo, a nova lei começará a valer a partir de 1º de janeiro de 2027.

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    6° dia de guerra: últimos acontecimentos no conflito do Oriente Médio

    Confira os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio com a TVT News.

    Últimos acontecimentos do 6° dia de guerra no Oriente Médio

    • Guarda Revolucionária afirma que lançou mísseis contra o aeroporto internacional de Israel (Aeroporto de Ben Gurion)
    • Drones do Irã atacam Azerbaijão
    • Relatos de explosões no Catar, Bahrein e Arábia Saudita
    • Navio de guerra do Irã segue para o Sri Lanka
    • China suspende exportação de gasolina
    • Beirute segue sob ataque de Israel
    • Número de mortos no Irã desde o início dos ataques subiu para 1.230, de acordo com uma agência de notícias oficial.

    Últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio


    Acompanhe os acontecimentos mais recentes da guerra no Oriente Médio

    Israel volta a atacar Beirute e suas tropas avançam no sul do Líbano

    Israel lançou novos ataques aéreos contra o Líbano pelo quarto dia consecutivo nesta quinta-feira (5), enquanto seu Exército avançava em várias cidades fronteiriças no sul do país.

    Reforços europeus ao Chipre

    Espanha e Itália anunciaram nesta quinta-feira que enviarão recursos navais ao Chipre, quatro dias após um ataque de drones iranianos contra a base britânica de Akrotiri, na ilha do Mediterrâneo.

    Os reforços navais serão adicionados aos navios de guerra enviados pela França e pela Grécia, e aos que o Reino Unido ainda deve enviar. O ministro da Defesa britânico, John Healey, visita a ilha nesta quinta-feira.

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    Estreito de Ormuz segue fechado, petróleo segue em alta

    As Bolsas de Seul e Tóquio registraram altas expressivas nesta quinta-feira (5), após quedas acentuadas nos dias anteriores devido ao impacto da guerra no Oriente Médio, enquanto o petróleo seguia em alta, à espera de uma solução para a guerra.

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    O Estreito de Ormuz está localizado entre o sul do Irã e o norte dos Emirados Árabes Unidos e Omã e é a principal rota de exportação de petróleo dos países do Golfo. Imagem: Wikimedia Commons

    Irã reivindica ataque ao aeroporto Ben Gurion

    A Guarda Revolucionária afirmou que lançou mísseis contra o aeroporto internacional Ben Gurion, perto de Tel Aviv, e contra uma base aérea israelense situada no mesmo local.

    Azerbaijão atingido

    Duas pessoas ficaram feridas nesta quinta-feira no exclave azerbaijano de Nakhichevan, após o impacto de dois drones disparados do Irã contra um aeroporto e as imediações de uma escola, segundo as autoridades.

    Irã envia outro navio ao Sri Lanka

    Um segundo navio de guerra iraniano segue para o Sri Lanka, no Oceano Índico, um dia após um submarino americano torpedear uma fragata iraniana, informou o ministro cingalês da Comunicação, Nalinda Jayatissa.

    O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, acusou o governo dos Estados Unidos de cometer uma “atrocidade” ao afundar o navio de guerra e advertiu que o país “lamentará amargamente” o precedente criado.

    O Sri Lanka afirmou que recuperou os corpos de 84 marinheiros do navio. Quase 30 tripulantes foram resgatados com ferimentos graves e dezenas continuam desaparecidos.

    Explosões no Catar, Bahrein e Arábia Saudita

    O Catar é alvo de um “ataque com mísseis” que seus sistemas de defesa “tentam interceptar”, anunciou o Ministério da Defesa pouco após fortes explosões na capital, Doha. Jornalistas da AFP também ouviram explosões na capital do Bahrein, Manama.

    Na Arábia Saudita, três mísseis e vários drones foram interceptados, indicou o Ministério da Defesa no X.

    Em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, seis trabalhadores estrangeiros ficaram feridos em uma área industrial devido à queda dos destroços de um drone interceptado, informaram as autoridades locais.

    EUA pedem a Israel para seguir “até o fim”

    O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que seu homólogo americano, Pete Hegseth, o instou a prosseguir com a operação “até o fim”.

    “O secretário de Defesa disse: ‘Sigam em frente até o fim, estamos com vocês'”, afirmou Katz, segundo um comunicado do gabinete do ministro israelense.

    Irã acusa EUA e Israel de ataques “deliberados” contra civis

    O Irã acusou Estados Unidos e Israel de ataques “deliberados” contra áreas civis.

    “Nosso povo está sendo brutalmente massacrado enquanto os agressores miram deliberadamente áreas civis e qualquer lugar que acreditam que provocará o máximo sofrimento e perdas humanas”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baqai, no X.

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    Nesta foto aérea divulgada pelo Centro de Imprensa Iraniano, pessoas em luto cavam sepulturas durante o funeral de crianças mortas em um ataque a uma escola primária na província de Hormozgan, em Minab, Irã, em 3 de março de 2026. A mídia iraniana noticiou centenas de vítimas iranianas, inclusive em uma escola feminina. A guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã se espalhou pelo Oriente Médio, ameaçando mergulhar a economia global no caos, com o Líbano e os exportadores de energia do Golfo arrastados para o conflito. (Foto: Centro de Imprensa Iraniano / AFP) / XGTY / USO RESTRITO A FINS EDITORIAIS

    Ataques em Teerã

    O Exército israelense lançou outra série de ataques “em larga escala” contra Teerã. Os alvos eram “as infraestruturas do regime” iraniano, segundo um comunicado militar.

    A agência de notícias iraniana Tasnim relatou várias explosões na capital.

    Internet cortada

    O corte de internet no Irã já dura cinco dias. “A conectividade permanece em torno de 1% do nível habitual”, informou o site especializado em cibersegurança NetBlocks.

    Suposta morte de líder do Hamas

    A agência estatal de notícias libanesa ANI afirmou que um ataque israelense matou um chefe do movimento islamista Hamas em um campo de refugiados palestinos no norte do Líbano.

    Wasim Atallah al Ali e sua esposa morreram quando “um drone inimigo atacou sua residência” no campo de Beddawi, perto de Trípoli, durante a noite, informou a ANI, que o descreveu como um alto comandante do Hamas.

    Guerra no Oriente Médoi é teste para a economia mundial, diz FMI

    O conflito no Oriente Médio está colocando “mais uma vez à prova” a resiliência econômica mundial, afirmou a diretora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva

    “Se o conflito se prolongar, é evidente que poderia afetar os preços mundiais da energia, a confiança dos mercados, o crescimento e a inflação, além de representar novas exigências aos líderes políticos em todo o mundo”, declarou.

    China determina suspensão das exportações de gasolina

    A China pediu às suas principais refinarias que suspendam as exportações de diesel e gasolina porque a guerra representa um risco de escassez de abastecimento, informou a agência Bloomberg.

    Explosão de petroleiro no Kuwait –

    Um petroleiro foi atingido por uma “grande explosão” perto do Kuwait, o que provocou um vazamento de combustível, informou a agência britânica de segurança marítima UKMTO.

    Beirute, atingida mais uma vez

    O leste e o sul de Beirute, redutos do movimento pró-iraniano Hezbollah, foram alvos de novos ataques aéreos na madrugada de quinta-feira.

    A agência de notícias libanesa ANI afirmou que seis membros de duas famílias morreram em ataques aéreos no sul do país: um prefeito e sua esposa na região de Nabatiye e um casal e seus dois filhos em uma localidade vizinha.

    © Agence France-Presse

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    Petrobras deve fechar 2025 com lucro acima de R$ 120 bilhões

    A Petrobras deve encerrar 2025 com lucro líquido superior a R$ 120 bilhões, segundo estimativas do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). De acordo com o Boletim nº 34 da entidade, divulgado em março, a companhia poderá fechar o ano com resultado próximo de R$ 125,5 bilhões, após registrar lucro projetado de R$ 31,1 bilhões no quarto trimestre. Leia em TVT News.

    O documento aponta que, no 4º trimestre de 2025 (4T25), a estatal deve apresentar receita líquida de R$ 121,9 bilhões, EBITDA ajustado de R$ 65,5 bilhões e distribuição de dividendos da ordem de R$ 8,4 bilhões. A empresa divulga oficialmente seus resultados financeiros do período em 5 de março.

    Caso confirmados os números, será o quarto trimestre consecutivo de lucro líquido da Petrobras, após o prejuízo de R$ 17 bilhões registrado no quarto trimestre de 2024. No acumulado dos três primeiros trimestres de 2025, a companhia já havia somado R$ 94,5 bilhões em lucro líquido, o que sustenta a projeção de um resultado anual robusto.

    Estimativa balanço Petrobras

    Segundo o Ineep, o desempenho positivo está diretamente relacionado ao aumento da produção e ao comportamento das vendas no mercado interno. A produção total de óleo, líquidos de gás natural (LGN) e gás natural cresceu 18,3% na comparação com o mesmo período de 2024. O avanço foi garantido, principalmente, pela entrada em operação de oito novos poços produtores no trimestre no polígono do pré-sal — totalizando 33 novos poços ao longo de 2025.

    Além disso, houve incremento de 0,7% nas vendas de derivados no mercado interno, com destaque para os derivados médios, como diesel e querosene de aviação (QAV), além da gasolina. Esse movimento contribuiu para sustentar a receita, mesmo diante da queda nos preços médios dos derivados comercializados pela companhia.

    As estimativas indicam que o preço médio dos derivados caiu 4,2% em 12 meses, passando de R$ 484,5 por barril no 4T24 para R$ 464,2 por barril no 4T25. Ainda assim, o aumento do volume produzido e vendido compensou a retração nos preços, preservando margens operacionais relevantes. A margem de lucro líquido projetada para o trimestre é de 26%.

    O boletim também destaca que o resultado do 4T25 foi impactado por itens não recorrentes. Entre eles, o pagamento de R$ 6,97 bilhões pelos direitos e obrigações da União nos campos de Mero e Atapu, no Leilão de Áreas Não Contratadas realizado pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), além de R$ 1,54 bilhão referente ao Acordo de Equalização de Gastos e Volumes (AEGV), decorrente do Acordo de Individualização da Produção (AIP) da jazida compartilhada de Jubarte, no pré-sal.

    Mesmo com esses desembolsos extraordinários, a companhia deve manter geração operacional de caixa expressiva. A projeção para recursos gerados pelas atividades operacionais é de R$ 52,1 bilhões no trimestre, enquanto o fluxo de caixa livre estimado é de R$ 18,6 bilhões.

    No campo dos investimentos, o Ineep ressalta que, até o terceiro trimestre de 2025, a Petrobras aplicou R$ 73,1 bilhões na aquisição de ativos imobilizados e intangíveis, montante 35,5% superior ao registrado no mesmo período de 2024. O dado indica retomada consistente do ciclo de investimentos, especialmente nas áreas de exploração e produção.

    Já a política de remuneração aos acionistas mostra trajetória distinta da observada no ano anterior. No terceiro trimestre de 2025, a distribuição de dividendos foi de R$ 12,16 bilhões, alta de 40,4% frente ao segundo trimestre. Contudo, no acumulado até o 3T25, os pagamentos totalizaram R$ 32,54 bilhões — recuo de 49,2% em comparação aos R$ 64,05 bilhões distribuídos no mesmo intervalo de 2024.

    Para o Ineep, os números consolidam um cenário de forte geração de resultados pela estatal, ancorado na expansão da produção no pré-sal, no desempenho do mercado interno e na recomposição dos investimentos. Se confirmadas as projeções, 2025 poderá se tornar um dos anos mais lucrativos da história recente da companhia, reforçando seu papel estratégico na economia brasileira e na cadeia de petróleo e gás.

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    Lula faz apelo à paz, condena corrida armamentista e critica ONU

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo, nesta quarta-feira (4), para que líderes globais busquem a paz em meio ao cenário recente de guerras e que priorizem o combate à fome no lugar de gastos com armamentos. Leia em TVT News.

    “Se pegássemos o dinheiro que foi gasto, no ano passado, em armamentos, em conflitos – o equivalente a US$ 2,7 trilhões – e dividíssemos entre os 630 milhões de seres humanos que, no planeta, passam fome, daria pra ter distribuído US$ 4.285 para cada pessoa. Vocês percebem que não precisaria ter fome no mundo se houvesse o bom senso dos governantes?”, disse o presidente. 

    Durante a abertura da 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe, Lula destacou que a região é “a única zona de paz no mundo”.

    “Aqui no Brasil, temos a opção de não possuir armas nucleares na nossa Constituição. Há muito tempo, a gente chegou à conclusão de que aquele ditado que diz que quem quer paz se prepara para a guerra é para quem quer fazer guerra. Nós queremos paz porque a paz é a única possibilidade de fazer com que a humanidade avance.”

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    Conselho de Segurança

    Em sua fala, Lula fez um apelo direto aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU): França, Inglaterra, Rússia, China e Estados Unidos.

    “Se esses senhores, que coordenam o Conselho de Segurança como membros permanentes da ONU, se preocupassem com essa questão da fome neste instante ao invés de ficarem discutindo, como agora está se discutindo na Europa, o fortalecimento do armamento dos países, investimentos na defesa.”

    “Está todo mundo pensando que vão se agravar os conflitos. E todo mundo quer mais armas, todo mundo quer mais bomba atômica, todo mundo quer mais drone, todo mundo quer aviões de caça cada vez mais caros. E tudo isso não é feito para construir ou para produzir alimentos. Isso é feito para destruir e para diminuir a produção de alimentos ou destruir aquilo que já está plantado.”

    Faixa de Gaza

    Em seu discurso, Lula também criticou a criação, por parte do governo estadunidense de Donald Trump, do chamado Conselho de Paz, voltado para a reconstrução da Faixa de Gaza.

    “Compensou destruir Gaza, matando a quantidade de mulheres e crianças que mataram, para agora aparecerem com pompa, criando um conselho para dizer: ‘Vamos reconstruir Gaza’? Aí aparece como se fosse um resort, para passar férias no lugar onde estão os cadáveres das mulheres e das crianças que morreram.”

    “Muitas vezes, a gente fica impassível. E, se a gente não gritar, não falar, não se mexer, nada acontece”, disse. “A fome não é por um problema de intempéries, não é porque tem excesso de frio e excesso de calor. A fome só existe porque existe uma coisa chamada excesso de irresponsabilidade naqueles que são eleitos para ter responsabilidade”, completou.

    Nações Unidas

    Ao final do pronunciamento, Lula agradeceu o que chamou de “papel extraordinário” que a FAO, segundo ele, mantém como instituição das Nações Unidas. “A ONU está ficando desacreditada. A ONU não está cumprindo aquilo que está escrito na sua carta de criação, em 1945”.

    “A ONU está cedendo ao fatalismo dos senhores das guerras e não tem espaço para senhores da paz. Por que a ONU já não convocou uma conferência mundial para discutir esses conflitos?”, questionou o presidente.

    “Vocês acham normal o presidente Trump ficar, todo dia, dizendo: ‘Tenho o maior navio do mundo, tenho o maior exército do mundo’. Por que ele não fala: ‘Tenho a maior capacidade de produção de alimento do mundo, tenho como distribuir alimento’. Não era muito mais simples? E soaria melhor aos nossos ouvidos”, concluiu.

    Brasília (DF), 04/03/2026 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Diretor-Geral da FAO, Qu Dongyu, participam da cerimônia de abertura da 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe (LARC39), no Palácio Itamaraty. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
    Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Diretor-Geral da FAO, Qu Dongyu, participam da cerimônia de abertura da 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe (LARC39), no Palácio Itamaraty. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

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    Feminicídio aumenta 96% no estado de SP, em quatro anos

    O número de vítimas de feminicídio no estado de São Paulo aumentou 96,4% em 2025, na comparação com 2021. No ano passado foram 270 mulheres mortas, ante 136 vítimas em 2021. Leia em TVT News.

    Considerando os estados da Região Sudeste, 41% das mortes aconteceram em São Paulo. O levantamento é do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e foi divulgado nesta quarta-feira (4).

    “O caso de São Paulo chama mais atenção pelo fato de ser um número muito grande em termos quantitativos, de 136 feminicídios para 270. Praticamente duplicou em 4 anos o número de feminicídios aqui no estado. E é um estado que já tinha uma consistência em relação à qualidade do registro da informação [no período analisado]”, disse Samira Bueno, diretora executiva do FBSP.

    Diante disso, Samira afirma que há uma preocupação em relação à violência contra a mulher no estado. “Tem vários casos recentes [que ganharam visibilidade nos últimos meses], o que a gente está vendo na imprensa é, de algum modo, o que está se traduzindo nas estatísticas”, acrescentou.

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    Brasil

    Em todo o país, no mesmo período de comparação, houve um crescimento de 14,5% nos registros de vítimas de feminicídios. Só em 2025, foram 1.568 mulheres vítimas de feminicídio no Brasil.

    Em 2022, na comparação com 2021, a alta foi de 7,6%. Na sequência, em 2023 e em 2024, na comparação com o ano imediatamente anterior, o crescimento ficou na ordem de 1% ao ano. No entanto, em 2025, observou-se um novo salto, dessa vez de 4,7% em um ano.

    O FBSP avalia que essa inflexão mais recente rompe a estabilidade relativa – ainda que em patamar elevado – que perdurou nos anos de 2022, 2023 e 2024 e sinaliza um agravamento que não pode ser atribuído apenas ao aprimoramento dos registros desse tipo de crime.

    feminicídio
    Em 2025, novo salto de 4,7% em um ano em casos de feminicídio. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

    Violência urbana X violência doméstica

    Segundo a entidade, a evolução das taxas de outros crimes contra mulheres, como ameaça, perseguição, violência psicológica, lesão corporal, estupro e tentativa de feminicídio, também vêm aumentando de forma consistente nos últimos anos, em todo país.

    Os dados mostram que a redução das mortes de mulheres em contextos típicos da violência urbana (como conflitos armados, disputas em contexto de tráfico de drogas e vitimização difusa) ocorre em paralelo ao aumento da letalidade em contextos domésticos, familiares e afetivos.

    “O crescimento dos feminicídios revela a persistência, e em certa medida o recrudescimento, da violência baseada em gênero no espaço privado”, diz a análise.

    O fórum de segurança pública explica que, diferentemente da violência urbana, mais sensível a políticas de segurança pública tradicionais, a violência doméstica é fortemente influenciada por fatores estruturais como desigualdades de gênero, padrões culturais de dominação masculina, controle coercitivo e fragilidades na rede de proteção.

    “O aumento da letalidade nesse contexto sugere dificuldades em interromper trajetórias de violência já conhecidas pelas instituições e aponta para limites na capacidade de prevenção, proteção e resposta do Estado antes que a violência alcance seu desfecho fatal”, avalia a entidade.

    Medidas protetivas

    Dos casos sobre os quais havia informação, 148 mulheres (13,1%) tinham Medida Protetiva de Urgência quando foram mortas. A análise desse elemento contempla 1.127 feminicídios em 16 unidades da federação.

    Na avaliação do FBSP, o contingente expressivo de mulheres assassinadas mesmo após ter pedido socorro ao sistema de Justiça, mostra que a medida é insuficiente. 

    “A concessão da medida protetiva, embora fundamental, não tem sido suficiente para impedir a letalidade em parcela relevante dos casos, o que impõe reflexão sobre monitoramento, fiscalização e integração da rede de proteção.”

    A diretora executiva do fórum destaca que o Brasil tem uma das melhores legislações de proteção à mulher do mundo e, atualmente, a maior pena do Código Penal é para o feminicídio.

    No entanto, Samira avalia que a solução não passa por mudar a legislação, mas fazer com que as leis sejam implementadas. 

    “As forças de segurança falharam em proteger essas mulheres [que tinham medida protetiva] nesses casos. Então o problema não é a lei, o problema é que a gente muitas vezes não tem os recursos necessários para que as forças de segurança façam esse trabalho.”

    A fiscalização da medida protetiva de urgência, explica Samira, é uma tarefa dos executivos – seja com guardas municipais, seja com polícias militares –, a quem cabe garantir que as mulheres sejam protegidas após decisão judicial que estabeleça alguma medida protetiva, como o impedimento de aproximação do agressor.

    Em 2026 a Lei Maria da Penha completa 20 anos. Desde que foi implementada, o Brasil consolidou avanços no plano normativo de enfrentamento à violência de gênero, avalia o Fórum.

    Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

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    Fim da escala 6×1: Lula propõe negociação entre patrões, empregados e governo

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs, na noite desta terça-feira (3), que a proposta de lei para o fim da escala 6×1 seja construída, em conjunto, por empregados, patrões e o governo. Leia em TVT News.

    A declaração de Lula ocorreu na abertura da Segunda Conferência do Trabalho, que ocorre na capital paulista até o próximo dia 5, no Anhembi.

    Segundo o presidente, para os trabalhadores, será mais vantajoso realizar um acordo com a classe empresarial antes de o Congresso apreciar o fim da escala 6×1.

    “É melhor vocês construírem negociando do que vocês terem que engolir uma coisa aberta [vinda do Congresso], e depois ter de recorrer à Justiça do Trabalho”, disse.

    “Tanto será melhor para nós se o que sair for o resultado de um acordo pelo fim da escala 6×1 entre os empresários, os trabalhadores e o governo”, acrescentou.

    O presidente disse ainda que o governo não irá “pender para um lado” nas discussões.

    “Não iremos prejudicar os trabalhadores. E também não queremos contribuir com o prejuízo da economia brasileira. Nós queremos contribuir para, de forma bem pensada, bem harmonizada, encontrar uma solução”, disse.

    O encontro, no Anhembi, visa, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, estabelecer diretrizes para a promoção do trabalho decente no Brasil e fortalecer o diálogo social e a construção coletiva de políticas públicas.

    Bruno Bocchini – Repórter da Agência Brasil

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    PF aponta que Vorcaro planejou agressão para calar jornalista de O Globo

    A terceira fase da Operação Compliance Zero revelou uma possível tentativa de violência contra a imprensa brasileira. Segundo a Polícia Federal, o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, teria ordenado a agressão física do jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo, com o objetivo de silenciá-lo. Saiba os detalhes na TVT News.

    A prisão preventiva de Vorcaro foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (4), após representação da Polícia Federal. As investigações apontam que o banqueiro mantinha uma estrutura clandestina de monitoramento e intimidação chamada “A Turma”, usada para coagir opositores, autoridades e profissionais da imprensa.

    Plano para simular assalto e agredir jornalista

    De acordo com mensagens interceptadas pela PF, Vorcaro determinou que o jornalista fosse seguido e espancado, simulando um assalto. Em uma das conversas atribuídas ao banqueiro, ele afirma: “Quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”.

    Para o ministro André Mendonça, a intenção era clara: forjar um crime comum para “calar a voz da imprensa” e intimidar críticas ao grupo financeiro. A execução da ação teria sido delegada a Luiz Phillipi Mourão, apelidado de “Sicário”, apontado como coordenador operacional da estrutura.

    Segundo a investigação, o grupo realizava levantamentos sobre a rotina de alvos, acessava ilegalmente sistemas restritos e articulava ações de coação. A PF sustenta que a organização recebia cerca de R$ 1 milhão por mês para financiar suas atividades.

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    Ataque direto à liberdade de imprensa

    Em nota, O Globo repudiou as ameaças contra seu colunista e afirmou que não se deixará intimidar. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) classificou o episódio como um “ataque inaceitável à liberdade de expressão”.

    Além do plano contra o jornalista, as investigações descrevem ameaças a funcionários e tentativas de monitoramento de autoridades públicas, indicando, de acordo com a PF, a existência de uma milícia privada voltada à obstrução de justiça e proteção de interesses financeiros.

    A defesa de Daniel Vorcaro nega irregularidades e afirma que o banqueiro não teria atuado para obstruir investigações. A apuração segue sob supervisão do STF.

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    Assassinato de líder do Irã não vai provocar colapso do regime, diz historiadora

    O assassinato do líder supremo do Irã, Aiatolá Khamenei, em meio a negociações diplomáticas representa uma escalada grave, imprevisível e de consequências incertas para o Oriente Médio. A avaliação é da historiadora Samira Adel Osman, professora de História da Ásia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e pesquisadora do Irã, em entrevista ao Jornal TVT News Primeira Edição. Leia em TVT News.

    Para ela, o ataque promovido pelos Estados Unidos — anunciado sob justificativas que classificou como “invenções” e “fanfarronices” — surpreendeu não apenas pela violência, mas pelo timing. “Isso aconteceu justamente no momento em que as negociações estavam em curso. Talvez o ataque surpresa tenha chocado ainda mais”, afirmou.

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    Samira foi enfática ao classificar o episódio como assassinato. “Não há outro nome”, disse, ressaltando o peso simbólico da liderança suprema não apenas para o Estado iraniano, mas para os xiitas em diferentes países. Segundo a historiadora, trata-se de uma autoridade religiosa com estatura comparável à de um papa para os católicos, guardadas as diferenças institucionais entre islamismo e cristianismo.

    Apesar da gravidade do episódio, ela rechaça a ideia de que a morte do líder provoque colapso institucional. “O Irã tem uma estrutura de poder bem estabelecida, que não se limita ao líder supremo e não acaba com a Presidência”, explicou. Há, segundo ela, múltiplas camadas de poder — incluindo assembleias, conselhos religiosos e estruturas militares — capazes de reorganizar rapidamente o comando do país.

    Guarda Revolucionária como pilar

    No centro dessa engrenagem está a Guarda Revolucionária Iraniana. Para Samira, trata-se do principal pilar político, militar, ideológico e moral do regime instaurado após a Revolução de 1979.

    “A ideia de que se mata o líder e tudo desmorona, como um castelo de cartas, revela desconhecimento da estrutura iraniana”, afirmou. A Guarda, segundo ela, não atua apenas na proteção militar ou nos programas estratégicos, mas como guardiã dos princípios fundadores da República Islâmica.

    A historiadora destacou que essa força não se restringe às grandes cidades. Sua capilaridade territorial permite presença em áreas periféricas e rurais, consolidando vínculos sociais e políticos que dificultam qualquer mudança abrupta de regime. “Seria necessário algo muito mais profundo do que a morte de um líder para desmontar essa estrutura”, avaliou.

    Ela também considera improvável qualquer “virada de lado” da Guarda, como chegou a sugerir o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Ideologicamente, é a parte mais estruturada do poder. Não é algo que se desfaça por intervenção externa ou promessa de recomposição política”, afirmou.

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    Uma pessoa segura uma foto do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, que foi morto em ataques conjuntos dos EUA e de Israel, enquanto pessoas lamentam sua morte em uma praça em Teerã, em 1º de março de 2026. O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã desde 1989 e inimigo declarado do Ocidente, foi morto no primeiro ataque de uma ofensiva massiva dos EUA e de Israel que se estendeu por um segundo dia, em 1º de março, enquanto as duas potências buscam derrubar a república islâmica. (Foto de ATTA KENARE / AFP)

    Preconceito e “orientalismo”

    Samira criticou duramente a cobertura da mídia ocidental e brasileira sobre o conflito. Para ela, há uma leitura marcada por preconceitos históricos contra o mundo islâmico, que desumanizam sociedades inteiras e naturalizam ações violentas.

    Ao comentar editoriais que relativizam o assassinato, a professora comparou a situação à hipótese de execução de um papa. “Imagine se o papa fosse assassinado e a reação fosse de ligeireza”, disse.

    A análise dialoga com o conceito de “orientalismo” formulado por Edward Said. Segundo Samira, a construção histórica do Islã como ameaça permanente — associada a fanatismo, terrorismo e radicalismo — alimenta uma narrativa que legitima intervenções e guerras.

    Ela lembrou que, ao longo das últimas décadas, aliados e inimigos dos Estados Unidos variaram conforme interesses estratégicos, citando como exemplos o Iraque de Saddam Hussein e o Talibã no Afeganistão. “Depende da conjuntura e dos interesses imperialistas”, afirmou.

    No contexto pós-Guerra Fria, acrescentou, a dissolução da União Soviética eliminou o antigo antagonista ideológico. “Era preciso um novo inimigo. A ameaça vermelha foi substituída pela ameaça verde”, disse, em referência à cor associada ao Islã.

    Emirados e alianças frágeis

    Questionada sobre a posição dos países do Golfo, como os Emirados Árabes Unidos, Samira avaliou que se trata de construções políticas e econômicas frágeis, sustentadas por interesses estratégicos e financeiros.

    Ela apontou que a recente corrida de milionários por jatinhos privados para deixar Dubai após bombardeios ilustra o caráter artificial dessas formações estatais. “Se o país não existe como pátria para seu cidadão, a relação é instrumental”, observou.

    Ainda assim, ponderou que a dinâmica regional é complexa e que qualquer desagregação dependerá de mudanças conjunturais profundas.

    Cenário imprevisível no Irã

    A historiadora evitou fazer prognósticos categóricos sobre os próximos passos do conflito. “Não consigo fazer futurologia. Estamos todos impactados”, afirmou, relatando inclusive conversas recentes com colegas iranianos pouco antes da notícia do assassinato.

    Para ela, o risco maior é a escalada sem controle. “Neste caso, não se pode ter nenhuma previsão sobre qual será o próximo passo dos Estados Unidos”, disse.

    Ao final, reiterou que o Irã não pode ser simplificado como uma ditadura homogênea. “Há eleições, há disputas internas, há complexidade institucional”, afirmou, defendendo que análises apressadas apenas reforçam estigmas e impedem a compreensão efetiva do cenário geopolítico.

    Diante da centralidade da Guarda Revolucionária e da estrutura multicamadas do poder iraniano, Samira conclui que a aposta em desestabilização rápida tende ao fracasso. “Não me surpreenderia se, daqui a alguns dias, se anunciasse que acabou. Porque não é simples desmontar essa engrenagem”, afirmou.

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    Bahia e Vitória vão a campo no final de semana com transmissão da TVT

    A TVT transmite neste fim de semana dois confrontos decisivos da 9ª e última rodada da primeira fase do Campeonato Baiano 2026, em parceria com a TVE Bahia. As partidas colocam em campo quatro equipes tradicionais do futebol estadual e encerram a etapa classificatória da competição, com cenários distintos para cada clube. Leia em TVT News.

    No sábado (21), o já rebaixado Atlético de Alagoinhas enfrenta o classificado Esporte Clube Bahia, às 20h, no Estádio de Pituaçu, em Salvador. A transmissão começa às 19h30. Inicialmente previsto para outro horário, o duelo sofreu alteração na tabela e marca o retorno do Bahia a Pituaçu após três anos sem atuar no estádio.

    A partida opõe equipes em situações opostas na tabela. O Atlético de Alagoinhas entra em campo já matematicamente rebaixado para a Série B do estadual e cumpre tabela na rodada final. Ainda assim, o clube busca encerrar sua participação com dignidade diante de um dos principais times do estado. Do outro lado, o Bahia já assegurou vaga na fase semifinal e utiliza o confronto para ajustar a equipe e manter o ritmo competitivo antes do mata-mata.

    O retorno a Pituaçu também adiciona simbolismo ao jogo. O estádio, que já foi palco de momentos importantes do futebol baiano, volta a receber uma partida do Bahia em contexto oficial, reforçando sua relevância na infraestrutura esportiva da capital.

    No domingo (22), às 16h, é a vez do Esporte Clube Vitória entrar em campo diante do Galícia Esporte Clube, no Estádio Manoel Barradas, conhecido como Barradão, em Salvador. A transmissão terá início às 15h30.

    O Vitória chega à última rodada intensificando os treinamentos e buscando consolidar sua posição na tabela. A comissão técnica tem aproveitado a semana para ajustar o sistema tático e aprimorar a preparação física do elenco, ciente da importância do confronto para a definição dos classificados. Já o Galícia encara o duelo como oportunidade de fechar sua campanha na primeira fase com desempenho consistente diante de um dos favoritos ao título.

    As duas partidas terão exibição da TVT em São Paulo, pelo canal 44.1, ampliando o alcance do Campeonato Baiano para o público paulista. Também será possível acompanhar os jogos ao vivo pelo YouTube da TVE Bahia, garantindo acesso nacional à rodada decisiva.

    A cobertura reforça a parceria entre a TVT e a TVE Bahia na valorização do futebol regional e na difusão das competições estaduais para além das fronteiras locais. Ao transmitir os confrontos da rodada final, as emissoras contribuem para dar visibilidade aos clubes baianos e ampliar o debate esportivo, aproximando torcedores de diferentes regiões do país.

    Com cenários definidos para alguns e indefinidos para outros, a 9ª rodada promete emoções distintas em Salvador. Entre despedidas, preparação para o mata-mata e busca por afirmação, o fim de semana marca o encerramento da primeira fase do Campeonato Baiano com transmissão ao vivo para todo o Brasil.

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    Nova ferramenta do governo promove educação financeira a famílias inscritas no CadÚnico

    As pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e demais brasileiros e brasileiras podem contar agora com uma ferramenta educativa que utiliza a linguagem do futebol para promover educação financeira. O jogo Bate-Bola Financeiro, lançado nesta segunda-feira (9) pelo Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), é voltado para todas as idades e propõe uma experiência simples, interativa e divertida para ensinar conceitos básicos de organização financeira, controle de gastos, planejamento e noções voltadas a pequenos negócios. Leia mais na TVT News.

    A iniciativa integra a parceria do MDS com a Visa e conta também com o apoio da Caixa Econômica Federal, no âmbito do programa Acredita no Primeiro Passo. A cada pergunta respondida corretamente, o time avança em campo até marcar o gol. Em caso de erro, o jogador tem novas chances de aprender e seguir na partida. As fases são divididas em níveis fácil, médio e difícil, permitindo uma aprendizagem gradual.

    Acesse o jogo

    O Bate-Bola Financeiro pode ser acessado gratuitamente pelo celular ou pelo computador: mds.batebolafinanceiro.com.br. Em poucos minutos, o usuário já começa a jogar e aprender, unindo diversão, conhecimento e cidadania financeira.

    O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, destacou o uso do futebol como estratégia para ampliar o alcance das ações de educação financeira, especialmente entre famílias em situação de vulnerabilidade social. “Já trabalhamos com formação financeira desde 2023, mas a linguagem do futebol é um trunfo para democratizar esse conhecimento, com qualificação, apoio técnico e financiamento a esses empreendedores”, afirmou.

    Dias ressaltou ainda que o objetivo da iniciativa é ampliar o número de pequenos empreendedores e empreendedoras inscritos no Bolsa Família e no CadÚnico. Segundo ele, a ferramenta dialoga diretamente com a realidade de milhões de famílias beneficiárias do Bolsa Família e do CadÚnico que já empreendem ou desejam iniciar um pequeno negócio. “Essa parceria é para formar pequenos empreendedores e empreendedoras, principalmente mulheres do Bolsa Família e do Cadastro Único. Por meio do programa Acredita, apoiamos com qualificação, assistência técnica e também com garantia de financiamento com taxas adequadas para que as pessoas possam superar a pobreza”.

    Educação financeira

    O secretário de Inclusão Socioeconômica do MDS, Luiz Carlos Everton, destacou a importância da educação financeira como fator decisivo para a sustentabilidade dos pequenos negócios. “A Visa se tornou um grande parceiro do ministério ao aderir ao programa Acredita no Primeiro Passo. Eles estão oferecendo capacitação e formação financeira aos empreendedores do Cadastro Único. É uma das capacitações mais importantes, porque muitos pequenos negócios fracassam justamente pela falta de formação financeira”, explicou. De acordo com o secretário, o lançamento do jogo amplia o alcance dessas ações formativas ao utilizar uma plataforma digital baseada em jogos, inspirada no clima da Copa do Mundo.

    Marco

    Para o presidente da Visa do Brasil, Rodrigo Cury, o lançamento do Bate-Bola Financeiro representa mais um marco na parceria iniciada em março de 2025 com o MDS. “É uma grande honra estarmos juntos aqui hoje para celebrar mais um importante passo nessa parceria, com o lançamento do jogo Bate-Bola Financeiro. Temos o compromisso de usar inovação e tecnologia para impulsionar a inclusão financeira e o empreendedorismo, que são motores reais de desenvolvimento social e econômico”, destacou.

    Educação, capacitação e suporte

    Cury enfatizou ainda que inclusão financeira vai além do acesso ao crédito. “Não é apenas abrir uma conta ou ter acesso ao crédito. Significa oferecer educação, capacitação e suporte para que pequenos empreendedores e trabalhadores autônomos possam planejar, crescer e se sustentar com autonomia. O Brasil é uma potência empreendedora”, afirmou.

    Acredita no Primeiro Passo

    O Acredita no Primeiro Passo é um programa do Governo do Brasil voltado à inclusão socioeconômica de famílias inscritas no Cadastro Único. A iniciativa reúne qualificação profissional, educação financeira, assistência técnica e acesso facilitado ao crédito produtivo, com o objetivo de apoiar a geração de renda, fortalecer pequenos negócios e ampliar as oportunidades de autonomia econômica.  O programa atua em parceria com instituições financeiras, empresas e organizações da sociedade civil, ampliando o acesso da população em situação de vulnerabilidade a ferramentas concretas para superar a pobreza e construir trajetórias sustentáveis de desenvolvimento.

    Com Secom

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    Motta quer votar PEC do fim da escala 6×1 até maio

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (10) que pretende incluir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 — regime em que o trabalhador cumpre seis dias trabalhados e apenas um de descanso — na pauta de votações ainda nos próximos meses, com expectativa de votação em plenário até maio de 2026. Leia em TVT News.

    A declaração reforça a movimentação recente do Legislativo para destravar uma das principais pautas trabalhistas em tramitação no Congresso Nacional. Na segunda-feira (9), Motta encaminhou à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara uma versão unificada da PEC que trata do fim da escala, consolidando duas propostas originárias de parlamentares de diferentes espectros políticos — a PEC 8/25, de iniciativa da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), e a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

    Em suas redes sociais, Motta destacou a abertura de um “debate amplo” sobre o tema, que tem gerado intensas discussões entre trabalhadores, empregadores e representantes sindicais. “Vamos ouvir todos os setores com equilíbrio e responsabilidade para entregar a melhor lei para os brasileiros”, escreveu o presidente da Câmara, enfatizando a importância de amadurecer a proposta antes da votação.

    Participei, agora pela manhã, do evento CEO Conference, organizado pelo @BTGPactual. Na ocasião, reforcei as prioridades da Câmara dos Deputados para 2026. A PEC da redução da jornada de trabalho 6×1 é uma destas agendas.

    A tramitação via Proposta de Emenda Constitucional é, ao…

    — Hugo Motta (@HugoMottaPB) February 10, 2026

    Tramitação do fim da escala 6×1

    Com o envio à CCJ, a PEC do fim da escala 6×1 entra na fase de análise de admissibilidade constitucional — etapa em que os deputados da comissão verificam se a proposta atende aos requisitos formais e pode seguir para os demais trâmites legislativos. Caso a CCJ a aprove, o texto ainda precisa passar por uma comissão especial, onde ocorrerá o debate mais detalhado e possíveis ajustes, antes de ir a votação em dois turnos no Plenário da Câmara. Só depois disso a proposta segue para apreciação no Senado.

    Motta afirmou, em declarações à imprensa, que a previsão de votação no plenário até maio é um marco temporal desejado pelo Legislativo para apresentar uma posição do Parlamento sobre o tema antes de comprometer a agenda legislativa do segundo semestre e o calendário eleitoral. “Temos a consciência de que, com o avanço tecnológico e com tudo que temos hoje como ferramenta de trabalho, a discussão sobre redução de jornada se tornou inadiável”, declarou o presidente da Câmara ao comentar o cronograma.

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    “Vamos ouvir todos os setores e entregar a melhor lei para os brasileiros”, disse Motta. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

    A pauta do fim da escala 6×1 ganhou relevância no início de 2026 também após o envio da mensagem presidencial ao Congresso Nacional, na qual o governo federal sinalizou a prioridade de avançar na redução da jornada de trabalho sem redução de salários — uma bandeira defendida pela base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    A medida tem sido defendida como uma resposta às demandas por qualidade de vida e condições de trabalho mais dignas, especialmente por organizações sindicais e movimentos sociais, que vêm organizado campanhas públicas e mobilizações nas redes sociais em favor da PEC. Por outro lado, representantes do setor empresarial e de alguns sindicatos patronais alertam para potenciais impactos econômicos e operacionais, principalmente para pequenos e médios negócios que operam com escalas de trabalho contínuas.

    A tramitação de uma PEC exige maioria qualificada (três quintos dos votos) em dois turnos nas duas casas do Congresso, um patamar mais elevado que o de projetos de lei ordinários, o que torna o consenso político um elemento crucial para o êxito da proposta. Além disso, diversas versões da proposta e propostas alternativas, incluindo modelos que preveem transição mais gradual ou flexibilização por setor econômico, seguem em debate entre parlamentares e especialistas em direito do trabalho.

    Críticos da tramitação observam que, apesar da movimentação recente, a agenda legislativa é extensa e há desafios logísticos e políticos para garantir o cumprimento da meta de votação em maio — uma pressão que se soma à necessidade de articulação entre lideranças partidárias para assegurar os votos suficientes nas etapas seguintes.

    Enquanto a CCJ não fixa data para análise da admissibilidade, a proposta segue como um dos temas centrais no início do ano legislativo no Congresso. A expectativa oficial é de que o debate seja ampliado nas próximas semanas, com audiências públicas, consultas setoriais e manifestações de entidades representativas, num processo que visa construir um texto final que contemple diferentes interesses sem comprometer direitos fundamentais dos trabalhadores.

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