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BC prevê liberar contas-salário no Pix Automático a partir de julho

26 de Março de 2026, 23:03

O Banco Central informou que prevê que, a partir de julho, será possível usar também contas-salário para realizar operações de Pix automático. Atualmente, somente contas correntes e de pagamento podem iniciar operações na modalidade.

A novidade foi um dos temas da 28ª reunião plenária do Fórum Pix, realizada nesta quinta-feira (26). O encontro técnico entre a autoridade monetária e os participantes do arranjo de pagamento instantâneo tem como objetivo discutir a agenda de trabalho em andamento, o planejamento para os próximos meses e as ações finalizadas.

Segundo o BC, o uso de conta-salário em operações de Pix Automático integra a agenda evolutiva do arranjo de pagamento a ser desenvolvida no primeiro semestre de 2026.

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Em nota, a autarquia detalhou que, com a novidade, nos casos em que o usuário final recebedor dessas transações for pessoa jurídica ou entidade não autorizada a funcionar pelo BC, deverá ser observada exclusivamente a regulamentação específica que disciplina o Pix Automático. Essa determinação, porém, não se aplica a casos em que a autorização de débito e crédito envolva a mesma instituição, em conformidade com resoluções publicadas em setembro do ano passado.

O Fórum Pix desta quinta também debateu iniciativas em estudo para prevenir o mau uso de mensagens no envio de transações. Um grupo de trabalho foi formado para tratar dessa questão e deve apresentar uma proposta até 30 de junho. As sugestões serão avaliadas e, se aprovadas, serão regulamentadas pelo BC.

“Uma das prioridades para 2026 diz respeito ao campo descrição do serviço, onde o usuário do Pix deveria usar o espaço para registrar o que foi pago ou passar alguma informação objetiva para quem recebeu o valor”, afirma a autarquia. “A equipe técnica do BC tem observado que esse campo, em algumas ocasiões, vem sendo utilizado de maneira indevida pelos usuários. Foram identificadas mensagens ofensivas, intimidatórias e/ou ameaçadoras, em operações quase sempre de valores irrisórios.”

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Bets superam juros e crédito e viram principal motor do endividamento das famílias

26 de Março de 2026, 22:38

As apostas esportivas online passaram a pesar mais sobre o endividamento das famílias brasileiras do que fatores tradicionalmente associados à alta da dívida, como juros ao consumidor e expansão do crédito. A conclusão é de um estudo do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (IBEVAR), em parceria com a FIA Business School.

O levantamento analisou o período entre dezembro de 2011 e dezembro de 2025 e concluiu que, após a popularização das bets no Brasil, esse mercado passou a exercer o maior impacto individual sobre a aceleração da dívida das famílias. Segundo os pesquisadores, o efeito das apostas foi mais forte do que o dos juros e do crédito, inclusive quando os dois fatores tradicionais são considerados juntos.

O estudo mostra que a entrada das bets na rotina do brasileiro virou um novo fator de pressão sobre o orçamento doméstico. Até então, o endividamento era explicado principalmente pelo custo do dinheiro e pelo aumento da oferta de crédito. Com a expansão das apostas, porém, esse quadro mudou.

Os autores do estudo afirmam que, ao longo da série histórica, havia uma leve tendência de desaceleração no crescimento da dívida das famílias. Esse movimento, no entanto, perdeu força com a disseminação das apostas esportivas online a partir de 2019, após a legalização do setor em 2018 e antes mesmo da regulamentação definitiva, que só veio em 2023.

Para chegar a essa conclusão, o estudo cruzou dados do Banco Central e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com métricas de interesse por apostas obtidas a partir de processamento de linguagem natural em redes sociais. O modelo foi construído para separar o peso de cada variável e identificar o que realmente passou a impulsionar o endividamento.

Além dos dados brasileiros, o trabalho cita evidências dos Estados Unidos para reforçar o alerta. Após a liberação das apostas esportivas no país, pesquisas apontaram aumento persistente no volume apostado, redução da poupança e queda nos investimentos financeiros. Em média, cada dólar gasto em apostas retirou quase o mesmo valor de aplicações no mercado, além de provocar redução de cerca de 14% nos aportes líquidos em corretoras.

Segundo o estudo, os efeitos negativos tendem a se concentrar nas famílias mais vulneráveis. Entre os sinais observados estão a alta do endividamento no cartão de crédito, redução do crédito disponível, piora no pagamento de faturas e maior uso do cheque especial. Para os autores, o padrão sugere que parte dos recursos antes destinados à poupança ou ao consumo está sendo desviada para uma atividade de retorno esperado negativo.

Na avaliação do IBEVAR e da FIA, juros altos e crédito continuam relevantes para explicar a dinâmica da dívida das famílias, mas as bets passaram a funcionar como um novo vetor estrutural de pressão financeira. Além disso, a expansão acelerada desse mercado deixou de ser apenas uma questão regulatória e passou a ter implicações macroeconômicas, com potencial de ampliar a fragilidade financeira das famílias no médio e no longo prazo.

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Transformação, escala e autonomia marcam o 2º dia do Congresso da Indústria em São Paulo

26 de Março de 2026, 21:01

Diversificar a indústria, transformar pesquisa em escala e ampliar a capacidade de resposta do país a desafios estratégicos foram alguns dos temas que marcaram o segundo dia do Congresso de Inovação da Indústria, realizado nesta quinta-feira (26), em São Paulo.

Promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Sebrae, o encontro reuniu empresários, pesquisadores e executivos de grandes companhias para discutir como o Brasil pode ganhar competitividade em um cenário de mudanças tecnológicas aceleradas, pressão por eficiência e busca por novos modelos de crescimento.

Um dos pontos centrais do debate foi a necessidade de ampliar o horizonte da indústria brasileira para além de seus setores mais consolidados. Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o vice-presidente da Firjan, Antonio Carlos Vilela, afirmou que o Rio de Janeiro precisa transformar seu potencial industrial em uma estratégia efetiva de crescimento, sem ficar restrito à força do petróleo e do gás. “Nós não somos só óleo e gás”, disse Vilela.

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Segundo ele, o estado reúne oportunidades em áreas como indústria criativa, energia, baixo carbono, metalmecânica e complexo da saúde, mas esse potencial precisa ser convertido em ação coordenada entre setor produtivo, universidades e poder público.

“Não existe desenvolvimento sem todos os atores estarem comprometidos com aquilo. A gente quer se juntar força com os outros atores”, afirmou.

A vice-presidente de Sustentabilidade da Natura, Ana Costa, levou ao evento a visão de que inovação e competitividade passam, cada vez mais, por um olhar integrado entre modelo de negócio, colaboração e sustentabilidade. Segundo ela, esse movimento já está incorporado à cultura da empresa e aparece em frentes como bioeconomia, economia circular e parcerias com outras companhias. “A inovação, quando é coletiva, é muito mais potente”, disse.

Para Ana, a sustentabilidade não deve ser tratada como custo adicional, mas como uma alavanca de resiliência e geração de valor. “Eu não vejo isso como custo, eu vejo isso, sim, como investimento”, defendeu. “Esse é o tipo de coisa que não tem patente, que deve ser de interesse público.”

Autonomia, tecnologia e aplicação prática

A agenda da inovação também apareceu associada à capacidade de resposta do país em áreas estratégicas. A pesquisadora da Fiocruz Margareth Dalcomo afirmou que a experiência da pandemia da Covid-19 reforçou a importância de fortalecer a produção nacional e reduzir a dependência externa em momentos críticos.

“É preciso que nós consigamos alcançar autonomia”, disse. 

Na avaliação dela, esse esforço exige uma indústria mais conectada às necessidades reais do país, especialmente em contextos de emergência. “A autonomia exige da indústria grande sensibilidade para nos ouvir o que é necessário ter, o que a indústria deve produzir e o que ela deve ter em situações contingenciais de emergência”, afirmou.

Na área de logística, a gerente de inovação da Wilson Sons, Simone Prado, apresentou um exemplo de transformação digital aplicada a uma operação tradicionalmente pesada. Segundo ela, a companhia desenvolveu uma ferramenta para monitorar rebocadores em todo o país e apoiar, em tempo real, a segurança das embarcações e das manobras.

“A gente consegue monitorar 80 rebocadores ao longo do Brasil inteiro com 26 antenas proprietárias que a gente tem”, disse.

Simone afirmou que a solução já vem trazendo ganhos concretos para a empresa, inclusive em áreas como eficiência operacional e descarbonização. “A gente já vê muitos resultados.”

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Além da executiva, a sócia-proprietária da Nilo By Lysis, Ana Maria da Silva, mostrou como uma inovação nascida da pesquisa científica pode ganhar escala industrial e impacto social. A empresa desenvolveu uma proteína a partir de vísceras de peixe e frango, usada em um sorvete de alto valor nutricional voltado a pacientes oncológicos, crianças e idosos.

Segundo Ana Maria, o próximo passo é buscar grandes parceiros da indústria para ampliar a produção e distribuir o produto em maior escala. “Para aumentar a nossa produção, nós estamos buscando parceiros, grandes indústrias que trabalham com sorvete”, afirmou.

Ela disse ainda que a ambição da empresa é levar o produto a um público mais amplo, inclusive fora do país.“A gente tem essa ambição também de exportar para que esse produto chegue para todo paciente oncológico que precisa.”

Ao longo do segundo dia do congresso, as falas convergiram para a mensagem de que inovação deixou de ser um diferencial periférico e passou a ocupar o centro da disputa por competitividade, crescimento e capacidade de resposta da indústria brasileira.

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Lemann Collaborative é lançada no Brasil para impulsionar políticas públicas; projeto será liderado por vencedores do Nobel

25 de Março de 2026, 20:11

A Fundação Lemann lançou nesta quarta-feira (25), na Pinacoteca de São Paulo, o Lemann Collaborative, parceria internacional que traz ao Brasil a participação dos vencedores do Prêmio Nobel de Economia de 2019, Esther Duflo e Abhijit Banerjee, com foco no uso de evidências para aprimorar políticas públicas e enfrentar desafios estruturais do país.

A iniciativa reúne a fundação, a Universidade de Zurique e o J-PAL em uma estrutura voltada à produção de conhecimento, formação de lideranças e conexão entre pesquisa acadêmica e formulação de políticas públicas. O projeto se soma à rede internacional de parcerias acadêmicas da fundação e marca mais um passo da estratégia de aproximar o Brasil de centros globais de excelência.

O lançamento marcou a apresentação pública de uma iniciativa que pretende fortalecer a ponte entre pesquisa, formação e desenho de soluções para áreas como educação, desenvolvimento e gestão pública.

Jorge Paulo Lemann, fundador da Fundação Lemann, participou da inauguração da parceria, que nasce sob o guarda-chuva da estratégia internacional da instituição de conectar o Brasil a universidades e centros de pesquisa de ponta.

No evento, o empresário afirmou que a experiência de formação no exterior influenciou a estratégia da fundação de aproximar o Brasil de centros internacionais de excelência.

“Eu tive a oportunidade de estudar no exterior e de conhecer outros mundos e outras formas de pensar. Por isso nosso esforço para melhorar a educação no Brasil inclui incentivos para que outras pessoas possam ter acesso à informação que vem de fora”, disse.

Lemann também relacionou essa visão à construção de uma rede internacional de formação de brasileiros em universidades de referência.

“Nossos centros de estudos em universidades como Stanford, Harvard, Columbia e Oxford formam muitos brasileiros. Esperamos que eles possam voltar ao Brasil para formar novos talentos, compartilhar conhecimento e ajudar na busca de soluções para os problemas nacionais”, afirmou.

Ao comentar o avanço tecnológico em outros países, o empresário também ressaltou a importância de buscar aprendizado em polos globais de inovação. “Não tenho nenhuma formação técnica. Sinto uma falta enorme nesse mundo em que a tecnologia vai ser um fator muito importante”, disse. “Se eu fosse mais jovem, eu ia passar um ano no Vale do Silício ou em Israel ou qualquer lugar que está bem avançado tecnologicamente.”

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Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, a vencedora do Nobel Esther Duflo afirmou que o objetivo da iniciativa é elevar o nível da formulação de políticas públicas no país e ampliar o acesso de pesquisadores e gestores brasileiros a ferramentas, métodos e experiências de referência internacional.

“O objetivo é realmente a excelência na formulação de políticas e, para isso, precisamos contar com grandes profissionais que tenham acesso às melhores ferramentas”, disse a economista.

Segundo Esther, o Brasil já conta com quadros qualificados na academia e no setor público, mas pode avançar ainda mais ao se conectar com pesquisas, programas e iniciativas testadas em outros contextos. “Você tem ótimas pessoas no governo e na academia. E eles precisam ser expostos a ideias de pesquisa de outros lugares, resultados de programas e iniciativas que funcionaram em outros países ou de fato no Brasil”, afirmou.

A economista também indicou que a proposta não nasce restrita a um único tema, embora tenha afinidade natural com agendas ligadas à pobreza, à educação e ao meio ambiente. Entre os exemplos estão a educação infantil e projetos ligados à Amazônia e aos impactos das mudanças climáticas.

Abhijit Banerjee afirmou que o novo centro pretende dar um passo além da produção acadêmica e ajudar a formar uma nova geração de pesquisadores e formuladores de políticas públicas mais conectados às evidências.

“A cooperação Lemann, como nós a visualizamos, tem a intenção de ser um novo avanço nesta batalha contra a pobreza mundial”, disse o economista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

Segundo Banerjee, a proposta não é apenas produzir pesquisa, mas colocá-la em posição mais central dentro da formação de jovens estudiosos e decisores. “Uma coisa é dizer que nós fazemos pesquisa, outra coisa é dizer que agora nós vamos criar uma nova turma de formuladores de políticas, pesquisadores e jovens estudiosos que trabalham em conjunto”, afirmou.

Na avaliação dele, a iniciativa também pode ampliar a capacidade de o Brasil transformar conhecimento global em ferramenta prática para a tomada de decisão. “O que nós estamos tentando fazer é trazer a visão global, o corpo global de conhecimento, e transformá-lo em uma ferramenta para os tomadores de decisões”, disse. “Treinar os decisores a usar as evidências, mas também treinar a nós para sermos responsivos a eles.”

O CEO da Fundação Lemann, Denis Mizne, afirmou que a parceria reforça uma estratégia de longo prazo voltada à construção de capacidade institucional no país. “O papel de uma fundação sem fins lucrativos tem que ser pensar ao longo prazo e construir capacidade, ajudar o Brasil a ter mais e mais capacidade de enfrentar seus problemas”, disse.

Segundo Mizne, a iniciativa acelera pontes acadêmicas e amplia as possibilidades de formação de brasileiros em contato com centros internacionais de excelência. “Ao fazer parcerias com algumas das melhores universidades do mundo, colocando o Brasil no centro, a gente acelera essas pontes acadêmicas, a gente dá oportunidade de formar brasileiros, de levar brasileiros para lá, de trazer conhecimento de ponta para cá.”

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A vice-presidente de Relações Institucionais da Fundação Lemann, Daniela Caldeirinha, afirmou que o lançamento reforça a missão da instituição de conectar produção de conhecimento e melhoria das políticas públicas. “É muito importante que a gente tenha parcerias como essa em que centros de excelência, de produção de pesquisa, de conhecimento, de evidências estejam a serviço de políticas públicas que sejam pautadas por essas evidências e que, portanto, possam melhorar a qualidade de vida das nossas pessoas.”

O Lemann Collaborative nasce em um momento em que a discussão sobre políticas públicas baseadas em evidências ganha espaço tanto no meio acadêmico quanto entre gestores e formuladores de políticas.

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Petróleo fecha em alta com guerra no Oriente Médio e Brent volta aos US$ 100

24 de Março de 2026, 16:23

O petróleo fechou em forte alta nesta terça-feira (24) e recuperou parte das perdas da véspera, em meio à continuidade dos ataques entre Israel e Irã e à incerteza sobre possíveis negociações envolvendo os Estados Unidos.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio avançou 4,79% (US$ 4,22), a US$ 92,35 o barril.

Já o Brent para junho subiu 4,49% (US$ 4,22), a US$ 100,23 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, voltando ao patamar de US$ 100 após recuar cerca de 10% na segunda-feira (23).

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O movimento reflete a volatilidade do mercado diante de informações conflitantes sobre os rumos da guerra no Oriente Médio e a possibilidade de um acordo diplomático.

Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a suspensão da ofensiva contra o Irã por cinco dias, citando avanços diplomáticos. Ao mesmo tempo, segundo a mídia americana, o governo planeja enviar 3 mil soldados para apoiar operações na região.

Do lado iraniano, o regime segue cético em relação às intenções dos EUA. Segundo o The Wall Street Journal, autoridades temem que negociações presenciais possam resultar em uma tentativa de assassinato de Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do parlamento do país.

Já o príncipe Mohammed bin Salman, da Arábia Saudita, tem pressionado Trump a manter a ofensiva contra o Irã, de acordo com o The New York Times.

Para o analista da Oanda Elior Manier, ainda há incerteza sobre a profundidade e a efetividade das negociações, especialmente no curto prazo. “A situação deve ficar mais clara ao longo desta semana”, afirmou.

Os investidores também monitoram o risco de interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Segundo a Bloomberg, o Irã passou a cobrar taxas de trânsito de até US$ 2 milhões para algumas embarcações comerciais, embora afirme que a medida se aplica apenas a navios ligados a aliados dos Estados Unidos.

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Dois navios-tanque de gás com bandeira da Índia atravessaram a região sem incidentes e devem chegar ao destino ainda nesta semana.

Com a oferta mais apertada, o CEO da Shell, Wael Sawan, afirmou que a escassez de combustíveis deve se intensificar em abril. Países do sul da Ásia já enfrentam dificuldades, e, segundo ele, o norte asiático e a Europa podem ser os próximos a sentir os efeitos.

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Em ata, Copom diz que inflação pressionada exige política monetária contracionista

24 de Março de 2026, 16:12

O Comitê de Política Monetária (Copom) reiterou, na ata da reunião da última semana, que a inflação brasileira permanece pressionada pela demanda, o que exige a manutenção da taxa Selic em nível contracionista. Ao mesmo tempo, destacou que a política monetária já tem contribuído para um arrefecimento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

“As leituras recentes até o início dos conflitos no Oriente Médio indicavam algum arrefecimento da inflação, tanto no índice cheio quanto em aberturas e medidas subjacentes”, afirmou o colegiado.

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Na reunião, o Copom reduziu a Selic de 15% para 14,75% ao ano, no primeiro corte de juros em quase dois anos.

Segundo o comitê, a combinação entre um real mais apreciado e o alívio nos preços de commodities — antes dos ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã — vinha contribuindo para a desaceleração das inflações de bens industrializados e de alimentos.

Já a inflação de serviços, mais sensível à atividade econômica e à política monetária, segue resiliente, embora com sinais de moderação, em linha com a desaceleração da atividade doméstica.

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Geely ultrapassa BYD e assume liderança de vendas em 2026

22 de Março de 2026, 10:36

A Geely abriu 2026 à frente da BYD e assumiu a liderança em vendas na terra natal. A montadora somou 476,3 mil veículos vendidos, contra 400,2 mil da rival — uma diferença superior a 76 mil unidades já nos primeiros meses do ano.

O movimento chama atenção não apenas pelo volume, mas pelo contexto. Enquanto a Geely avança com um portfólio diversificado, a BYD atravessa um período de retração. Em fevereiro, a fabricante de elétricos vendeu 190,1 mil veículos, uma queda de 41% na comparação anual e o sexto recuo consecutivo. Um sinal claro de perda de tração.

Há, contudo, uma diferença metodológica nos números: a Geely considera todo o seu portfólio de veículos de passeio, incluindo modelos a combustão, híbridos e elétricos. Já a BYD reporta apenas veículos de nova energia (NEVs), categoria que, na prática, representa quase toda a sua operação desde que abandonou os motores puramente a combustão em 2022.

Mesmo assim, a vantagem da BYD no segmento de eletrificados já não é confortável. A distância entre as chinesas encolheu rapidamente: em janeiro, chegou a apenas 0,3 ponto percentual. No acumulado de janeiro e fevereiro, a BYD liderou o varejo de NEVs com uma diferença de apenas 14,1 mil unidades em relação à Geely.

“One Geely”

Do lado da Geely, o avanço ocorreu em várias frentes. A companhia atribui o desempenho à estratégia “One Geely”, baseada em um portfólio mais amplo e integrado. Em janeiro, vendeu 124,2 mil veículos de nova energia, 134,4 mil veículos da linha a combustão, 28,8 mil unidades da Lynk & Co e 23,8 mil da Zeekr. No exterior, embarcou 60,5 mil veículos em janeiro e 60,8 mil em fevereiro. Ou seja, não foi um pico isolado, mas uma arrancada com escala e força também fora da China.

A virada, aliás, já vinha sendo construída desde 2025. No primeiro semestre do ano passado, a receita da Geely cresceu 27%, para 150,3 bilhões de yuans, enquanto as entregas avançaram 47%. Nesse período, a montadora reportou 1,409 milhão de veículos vendidos e mais de 725 mil NEVs.

Os números mais recentes da Geely mostram que essa pressão não só continuou como ficou mais desconfortável para a rival. A Geely fechou 2025 com pouco mais de 3 milhões de veículos vendidos, alta de 39%, e quase 1,7 milhão de NEVs, avanço de 90%. A BYD, por sua vez, encerrou o ano com 4,6 milhões de veículos vendidos — ainda em patamar superior, mas já mostrando perda de fôlego: o crescimento anual foi de 7,7%, o mais fraco em cinco anos.

Carros de passeio

E não para por aí. No varejo de veículos de passeio, a Geely emplacou 210 mil carros em janeiro, segundo dados da Associação de Carros de Passageiros da China (CPCA), e assumiu a liderança do mercado chinês. A BYD caiu para 94 mil unidades no mesmo recorte e ficou atrás da rival logo na largada do ano.

Em um mês em que as vendas no varejo do setor somaram 1,544 milhão de veículos — queda de 13,9% na comparação anual — a Geely foi o principal destaque.

No varejo, a BYD viu as vendas despencarem 53% em relação a janeiro do ano passado, para 94 mil unidades, segundo a CarNewsChina. No atacado, até conseguiu manter a vice-liderança, com 206 mil veículos repassados às concessionárias, mas ainda ficou bem atrás da Geely, que também liderou nesse recorte, com 270 mil unidades e leve alta anual de 1,3%.

A Geely entrou em 2026 com o discurso de crescimento já respaldado por escala— e já transforma a aproximação em ultrapassagem.

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Transferência de Vorcaro “não é uma sinalização, é a prova”, diz especialista sobre negociação para delação premiada

20 de Março de 2026, 21:34

A transferência de Daniel Vorcaro para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília é mais do que um movimento operacional no caso Banco Master. Para o Notável e comentarista jurídico do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Fabiano Rosa, a mudança já indica de forma concreta que as negociações para uma possível delação premiada estão em andamento.

“A mera ida à Polícia Federal não é uma sinalização, é a prova de que esse processo de negociação já está acontecendo”, afirmou Rosa.

Segundo ele, o procedimento segue etapas previstas na Lei 12.850, que trata de organizações criminosas. O primeiro passo ocorre quando o investigado, por meio da defesa, formaliza o interesse em colaborar. Se houver disposição da Polícia Federal ou do Ministério Público em avançar, começa uma fase reservada de negociação, protegida por sigilo legal.

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Rosa explicou que, nessa etapa, não são divulgados nem o conteúdo das conversas nem os termos em discussão. “Nós não vamos ter acesso às tratativas, nem aos termos da negociação, porque a lei proíbe que isso aconteça”, disse.

O especialista também rebateu a ideia de que uma delação possa ser construída de forma seletiva, deixando de fora pessoas ou operações relevantes. Ele lembrou que o colaborador renuncia ao direito ao silêncio e que a omissão deliberada de informações pode derrubar todo o acordo.

“Se essa informação dolosamente foi omitida, este é um fundamento para anulação da delação e a perda de todos os benefícios negociados”, afirmou.

Além da omissão proposital, Rosa ressaltou que mentir em delação também pode trazer consequências criminais. Segundo ele, caso o investigado invente fatos ou faça acusações falsas, isso pode levar à rescisão do acordo e até à imputação de um novo crime.

Na avaliação do comentarista, o desenho institucional do caso também reduz o risco de proteção indevida a terceiros. Como a negociação envolve tanto a Polícia Federal quanto o Ministério Público, ele vê um sistema de fiscalização mútua entre os dois órgãos.

Esse arranjo mostra o tamanho e a sensibilidade da investigação. “Vai haver um controle interno de um sobre o outro, um excesso sobre o outro”, disse o especialista, ao defender que a presença simultânea das duas autoridades reforça a credibilidade do processo.

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Rosa também destacou que uma delação, sozinha, não basta para sustentar eventual condenação. O depoimento do colaborador é central para indicar caminhos, personagens e fluxos da investigação, mas precisa ser acompanhado de elementos que deem sustentação ao relato.

Nesse contexto, documentos, registros, comprovantes de depósitos, passagens e outros materiais podem aumentar o peso da colaboração e fortalecer o trabalho dos investigadores. Rosa afirmou que, no caso de Vorcaro, já existe “farto material” apreendido e periciado pela PF, o que pode servir de base para cruzamento com eventual narrativa do ex-banqueiro.

“Toda documentação que ajude na comprovação fortalece o peso da delação premiada”, afirmou.

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Para ministro, “prejulgamento” e “frenesi” midiático remetem à Operação Lava Jato

20 de Março de 2026, 20:55

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes criticou o que classificou como “vazamentos seletivos” de dados sigilosos envolvendo Daniel Vorcaro no âmbito das investigações do caso Banco Master.

Em voto sobre a prisão do ex-banqueiro, o ministro afirmou ver semelhanças com práticas adotadas na Operação Lava Jato, como o que chamou de “frenesi midiático” e “prejulgamento” de investigados.

“Infelizmente, é possível enxergar no caso concreto tristes reminiscências dos métodos e expedientes lavajatistas que este Tribunal tem tido grande trabalho em coibir”, disse.

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Apesar das críticas, Gilmar votou para acompanhar o relator André Mendonça e manter a prisão de Daniel Vorcaro. O julgamento foi concluído nesta sexta-feira (20), com placar de 4 a 0 pela manutenção da medida. Gilmar foi o último a votar e consolidou a decisão unânime do colegiado. O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito e não participou da análise.

O ministro também citou reportagens que tiveram acesso a dados sigilosos extraídos do celular de Vorcaro, segundo ele, sem que essas informações tenham sido disponibilizadas integralmente ao próprio colegiado do STF.

Ao longo do voto, Gilmar alertou para o impacto da exposição pública em investigações em curso e afirmou que, em casos de grande repercussão, a análise jurídica pode acabar influenciada por pressões externas.

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“No julgamento de casos midiáticos ou rumorosos em geral, infelizmente não é incomum que a análise técnico-jurídica ceda às pressões estabelecidas pela mídia e pela opinião pública”, afirmou.

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Decisão de Gilmar sobre Tayayá abre caminho para empresas de Vorcaro tentarem anular quebras de sigilo

20 de Março de 2026, 20:30

A decisão do ministro Gilmar Mendes de anular a quebra de sigilo do fundo Arleen, usado pelo cunhado de Daniel Vorcaro para comprar a participação da empresa do ministro Dias Toffoli no resort Tayayá, abriu caminho para que outras empresas ligadas ao banqueiro tentem obter o mesmo benefício.

Duas dessas companhias tiveram os sigilos fiscal e telemático quebrados pela CPI do Crime Organizado e agora recorrem ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar estender a decisão e anular as medidas aprovadas pela comissão.

Antes de suspender a quebra de sigilo do fundo Arleen, nesta quinta-feira (19), Gilmar Mendes já havia acolhido, em 27 de fevereiro, um pedido da Maridt Participações — empresa da qual Dias Toffoli é apontado como sócio oculto — para impedir o acesso de senadores da CPI aos dados fiscais e telemáticos da companhia.

Inspirada nessas decisões, a Varajo Consultoria Empresarial Sociedade Unipessoal Ltda., ligada a Vorcaro, pediu a extensão da decisão que beneficiou o fundo Arleen.

O sigilo fiscal da Varajo havia sido quebrado pela CPI em 11 de março. O pedido foi protocolado poucas horas depois da decisão de Gilmar Mendes em favor do fundo.

Segundo a Polícia Federal, a Varajo é suspeita de ter estruturado uma “proposta de contratação simulada” envolvendo o ex-chefe de supervisão bancária do Banco Central Belline Santana e Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

“Os elementos colhidos indicam que Belline Santana recebeu proposta de contratação simulada por meio da empresa Varajo Consultoria Empresarial Sociedade Unipessoal Ltda., estruturada com a finalidade de justificar pagamentos relacionados aos serviços informais prestados ao controlador do Banco Master”, diz a decisão do ministro André Mendonça que autorizou a terceira fase da operação Compliance Zero, deflagrada em 4 de março.

“A proposta foi encaminhada por e-mail ao investigado e discutida em comunicações mantidas com integrantes do grupo, evidenciando a utilização de mecanismo contratual fictício para formalizar repasses financeiros associados às atividades desempenhadas. Pelos serviços prestados à estrutura criminosa, Belline recebia uma remuneração”, detalhou Mendonça.

Apontado como suspeito de ter sido cooptado por Vorcaro, Belline Santana teria retardado o envio de documentos à Polícia Federal que serviriam para deflagrar a primeira prisão do dono do Banco Master, em novembro do ano passado. Ele nega irregularidades.

Na petição apresentada a Gilmar Mendes, os advogados da Varajo argumentam que “a falta de rigor na delimitação temporal dos afastamentos de sigilo esbarra nos limites necessários à preservação de direitos e garantias fundamentais”.

A defesa também sustenta que a fundamentação usada para a criação da CPI do Crime Organizado está centrada em fatos ligados à atuação de “organizações e facções criminosas armadas que aterrorizam o cotidiano da população em geral”, e afirma que não haveria conexão da empresa com esse contexto.

Prime You também pede suspensão

Outra empresa que recorreu a Gilmar Mendes para tentar obter o mesmo benefício foi a Prime Aviation Participações e Serviços S.A., conhecida como Prime You. Na última quarta-feira (18), a CPI do Crime Organizado aprovou a quebra dos sigilos fiscal e telemático da companhia.

Vorcaro integrou a sociedade da empresa entre setembro de 2021 e setembro de 2025, período de quatro anos dentro dos 18 anos de atuação da companhia. Atualmente, ele não aparece mais como acionista.

Entre os sócios atuais da Prime You está Artur Martins Figueiredo, ex-integrante da gestora Trustee, empresa de Maurício Quadrado, que já foi sócio de Vorcaro no Banco Master.

A Prime You atua na estruturação e gestão de empresas criadas formalmente para deter bens de alto valor, como jatinhos, helicópteros e imóveis de luxo, que, na prática, pertencem a clientes que preferem não figurar como proprietários.

Na avaliação dos advogados da companhia, a quebra de sigilo aprovada pela CPI é ampla demais e pode atingir dados sensíveis de diversos terceiros.

“O afastamento do sigilo assim aprovado não é apenas amplo, mas é estruturalmente desproporcional e inevitavelmente alcançará informações sensíveis de inúmeros terceiros, clientes da Prime You, que com ela mantêm relações comerciais lícitas e regulares há quase duas décadas, sem que haja, especialmente quanto a eles, qualquer imputação individualizada ou justificativa concreta para tal devassa”, afirma a defesa.

Os advogados também destacam que a empresa atua desde 2008 no segmento de propriedade compartilhada, com modelo de aquisição fracionada e gestão de ativos como jatos executivos, helicópteros, barcos, imóveis e carros esportivos.

Investigações da Polícia Federal apontam que estruturas desse tipo teriam sido usadas para aquisição de bens de luxo atribuídos a Vorcaro. Entre eles está o Botanique Hotel & Spa, empreendimento de alto padrão cuja carta de vinhos chega a R$ 10 mil.

Segundo documentos apreendidos na Operação Compliance Zero, o hotel e outros ativos (como um helicóptero, uma mansão em Brasília, uma casa em Trancoso e uma aeronave) aparecem ligados a uma rede de empresas e fundos de investimento relacionados ao banqueiro.

Registros obtidos pelo Estadão indicam que o imóvel foi adquirido por meio dessa estrutura societária. Um contrato de gaveta mostra que Vorcaro chegou a oferecer R$ 100 milhões pelo hotel. Ex-funcionários relataram ao jornal que ele utilizava uma casa anexa ao empreendimento para encontros privados.

Decisões de Gilmar impulsionam pedidos

Ao anular a quebra de sigilo do fundo Arleen aprovada pela CPI do Crime Organizado, Gilmar Mendes afirmou que a medida autorizada pela comissão não configurava “ato ordinário de investigação”, mas uma providência de caráter excepcional.

“Parece evidente que os próprios integrantes da CPI tinham ciência a respeito da possibilidade de anulação de seus atos e, mesmo assim, decidiram prosseguir com a votação simbólica, sem discussão sobre os pressupostos da medida investigativa”, afirmou o ministro.

Em 27 de fevereiro, Gilmar já havia anulado a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da Maridt Participações, empresa que pertence ao ministro Dias Toffoli e a seus irmãos. A decisão foi tomada dois dias depois de a medida ser aprovada pela CPI.

Documentos obtidos pelo Estadão mostraram que foi por meio do fundo Arleen que Fabiano Zettel passou a ser sócio do resort Tayayá, com aportes de R$ 20 milhões no empreendimento. Até então, familiares de Toffoli apareciam como administradores do resort por meio da Maridt, da qual o próprio ministro admitiu participar como sócio anônimo.

Na decisão em que suspendeu a quebra de sigilo da Maridt, Gilmar afirmou que houve desvio de finalidade e abuso de poder por parte dos parlamentares, por se tratar de “circunstâncias desconexas ou alheias ao ato de instauração” da CPI.

Segundo o ministro, “a imposição de medidas restritivas só se justifica juridicamente quando guardam estrito nexo de pertinência com o objeto que legitimou a criação da Comissão”.

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Imprensa internacional repercute cancelamento de visto de assessor de Trump pelo Brasil

13 de Março de 2026, 17:31

A decisão do governo federal de revogar o visto do assessor do Departamento de Estado dos Estados Unidos Darren Beattie repercutiu na imprensa internacional.

Veículos como Reuters, Associated Press, The Guardian e Al Jazeera publicaram reportagens sobre o episódio, tratado como mais um capítulo de tensão diplomática entre Brasília e Washington.

Beattie havia sido nomeado pelo governo do presidente Donald Trump no mês passado para supervisionar a política dos Estados Unidos em relação ao Brasil. O cancelamento do visto ocorreu um dia depois do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes vetar a visita do assessor ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília.

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O episódio se soma a uma sequência recente de atritos entre os dois países. Em agosto de 2025, Washington cancelou vistos de autoridades brasileiras acusadas de vínculos com um programa de envio de médicos cubanos ao Brasil, entre elas o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A Reuters destacou que a própria nomeação de Beattie — descrito pela agência como um crítico declarado do governo brasileiro — já indicava que as relações entre os dois países “permanecem delicadas”, apesar de esforços recentes de reaproximação diplomática.

Segundo a agência, Moraes baseou sua decisão em documento do chanceler Mauro Vieira no qual o assessor americano havia informado que viria ao Brasil para participar de um fórum sobre minerais críticos e de reuniões com autoridades, sem mencionar a intenção de visitar Bolsonaro.

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A Associated Press tratou o episódio como uma medida de reciprocidade por parte do governo brasileiro, após o cancelamento de vistos de autoridades do País pelos Estados Unidos no ano passado.

Já o jornal britânico The Guardian destacou o perfil político de Beattie, descrito como aliado de linha dura de Trump e crítico frequente do governo Lula e do Judiciário brasileiro.

O Al Jazeera, por sua vez, ressaltou que a crise diplomática se agravou após a tentativa do assessor de visitar Bolsonaro na prisão, movimento que acabou barrado por Moraes na véspera da revogação do visto.

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Documentos sigilosos de Vorcaro já podem ser acessados por parlamentares, diz Viana

12 de Março de 2026, 23:00

Os documentos resultantes da quebra de sigilo do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, já podem ser consultados pelos parlamentares da CPMI do INSS. A liberação do acesso foi anunciada pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), durante reunião do colegiado nesta quinta-feira (12).

Segundo Viana, o material ficará disponível em uma sala-cofre instalada no Senado, preparada para garantir a proteção de informações consideradas sensíveis e evitar vazamentos.

Antes da liberação do acesso, senadores e deputados que integram a comissão visitaram o espaço onde os documentos serão consultados.

Os arquivos poderão ser analisados de segunda a sexta-feira, das 9h às 21h, e também aos sábados, das 9h às 17h. Ao todo, a sala tem sete computadores destinados à consulta do material e possui monitoramento 24 horas.

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Durante a reunião da CPMI, Viana explicou que o Senado já possui um sistema criptografado para consulta de documentos sigilosos, isolado da internet. No entanto, devido ao grande volume de dados, a comissão optou por adotar um modelo de acesso presencial semelhante ao utilizado em outras investigações parlamentares.

“Considerando que a documentação é volumosa, para dar ainda mais proteção aos dados pessoais sigilosos, determinei que o acesso seja feito por meio de sala de documentos, nos mesmos moldes da CPI dos atos de 8 de janeiro”, afirmou o senador.

Regras de acesso

O acesso ao material seguirá protocolos rígidos de segurança. Celulares e qualquer outro dispositivo eletrônico deverão ser deixados fora da sala.

Parlamentares e assessores credenciados poderão entrar apenas com papel e caneta, sendo proibido o uso de câmeras, pendrives ou equipamentos que permitam registrar ou copiar os documentos.

Antes de sair do local, quem consultar os arquivos deverá preencher manualmente um livro de registro, informando nome, horário de entrada e saída, motivo da consulta e assinatura.

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Também foi instalado um detector de metais na entrada da sala, e todos os visitantes, inclusive parlamentares, deverão passar pelo equipamento.

Segundo Viana, os vigilantes responsáveis pelo controle de acesso terão uma lista com os nomes dos integrantes da CPMI e dos assessores autorizados a entrar no espaço.

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Justiça bloqueia R$ 200 mil da Fictor Invest a pedido de investidora

12 de Março de 2026, 23:00

A Justiça do Paraná expediu uma ordem de bloqueio de R$ 200 mil contra a Fictor Invest em uma ação movida por uma investidora que pede a rescisão do contrato, a devolução do valor aplicado e indenização por danos morais.

O caso envolve uma empresa do Grupo Fictor, que tentou comprar o Banco Master um dia antes da instituição ser liquidada pelo Banco Central, em novembro do ano passado. Três meses depois, o grupo entrou com pedido de recuperação judicial.

A decisão foi proferida pela 23ª Vara Cível de Curitiba no último dia 10 de março e foi incluída no SISBAJUD, sistema eletrônico usado pela Justiça para bloquear valores diretamente em contas bancárias. A ordem foi emitida na modalidade conhecida como “teimosinha”, que realiza tentativas automáticas de bloqueio diariamente por até 30 dias.

A ação foi conduzida pelo escritório Stella Advocacia, que representa a investidora no caso.

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Segundo os autos obtidos pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, a autora afirma ter firmado com a empresa dois contratos de Sociedade em Conta de Participação (SCP), modalidade em que o investidor aporta recursos em um negócio e espera receber participação nos resultados. O valor total aplicado teria sido de R$ 200 mil, com promessa de rendimentos mensais.

A investidora afirma, porém, que os pagamentos foram interrompidos pouco tempo após a captação dos recursos.

Na decisão, a juíza Luciana Assad Luppi Ballalai apontou que existem indícios de probabilidade do direito da autora e risco de prejuízo, critérios previstos no Código de Processo Civil para a concessão de medidas urgentes.

A magistrada destacou ainda que um comunicado enviado pela própria empresa à investidora, informando a possibilidade de pedido de recuperação judicial, indicaria um cenário de crise financeira e possível insolvência, o que poderia comprometer a devolução do valor investido.

Além da tentativa de bloqueio de valores nas contas da empresa, a decisão prevê que, caso não haja dinheiro suficiente, poderá haver restrição de veículos registrados em nome da empresa por meio do RENAJUD, sistema que permite à Justiça localizar e bloquear veículos.

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A juíza, no entanto, negou neste momento o pedido para atingir bens pessoais do sócio administrador. Segundo o despacho, essa medida dependeria da abertura de um procedimento específico para desconsideração da personalidade jurídica, que permite atingir o patrimônio dos sócios em determinadas situações.

Procurado pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o Grupo Fictor não se pronunciou até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

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Trump: EUA atacou 28 navios iranianos

11 de Março de 2026, 16:48

As forças dos Estados Unidos atingiram 28 embarcações iranianas usadas para lançar minas navais, afirmou nesta quarta-feira (11) o presidente Donald Trump. Segundo ele, a ação ocorre enquanto o Irã tenta bloquear o tráfego de petróleo pelo estratégico Estreito de Ormuz em meio à guerra no Oriente Médio.

“Acertamos 28 embarcações de instalação de minas até este momento”, disse Trump a jornalistas durante uma viagem a Cincinnati, no estado de Ohio.

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A declaração foi feita um dia após os militares dos EUA informarem que 16 embarcações iranianas usadas para lançar minas haviam sido destruídas.

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de energia. Cerca de 20% do petróleo consumido globalmente passa pela região, o que faz com que qualquer ameaça à navegação tenha impacto imediato nos mercados internacionais de energia.

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Guerra contra o Irã está ‘quase concluída’, diz presidente da Câmara dos EUA

10 de Março de 2026, 16:54

O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, afirmou nesta terça-feira (10) que a operação no Irã é “propositadamente limitada em escopo e missão”. Em declarações à imprensa, Johnson disse acreditar que a missão “está sendo cumprida”. “Está quase concluída”, afirmou.

O republicano também classificou o aumento dos preços da gasolina nos EUA como um “problema temporário” e disse que levará “algumas semanas para os preços do combustível voltarem ao normal”.

Apesar das declarações de Mike Johnson, que foram na mesma linha de declarações recentes do presidente Donald Trump sobre a guerra estar quase concluída, o Exército do Irã afirmou nesta terça que atingiu um centro militar e um centro de inteligência em Israel. Em comunicado, a corporação disse ter “atacado, com o uso de drones destrutivos, um centro militar em Haifa e o centro de recebimento de informações de satélites espiões”.

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O local atacado “desempenha um papel fundamental na produção de armas e é de grande importância estratégica para fortalecer as capacidades de combate do inimigo”, acrescentou o comunicado, divulgado pela agência de notícias Tasnim.

Na segunda-feira (9), Trump afirmou que a guerra no Oriente Médio deve acabar logo, mas ressaltou, em entrevista à CBS News: “O fim só está claro para mim, para mais ninguém”. Em um posicionamento diferente, o Pentágono, centro militar americano, havia afirmado anteriormente que os Estados Unidos “mal começaram a lutar”.

US$ 5 bilhões em munições em dois dias

Uma estimativa enviada pelo Pentágono ao Congresso dos Estados Unidos indica que os dois primeiros dias de conflito com o Irã, na semana passada, custaram US$ 5 bilhões em munições aos cofres americanos.

O levantamento não parece incluir outras despesas relacionadas à guerra além de munições, segundo uma fonte ouvida pela AFP sob condição de anonimato. O valor total é maior do que estimativas anteriores de analistas externos, e espera-se que o montante diário varie.

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O governo Trump afirmou que pode solicitar fundos suplementares para a guerra ao Congresso, mas vários parlamentares insistiram que se recusariam a aprovar mais verbas para o Pentágono.

A lei anual de defesa destinou cerca de US$ 838 bilhões ao Pentágono no início deste ano, e o Departamento de Defesa dos EUA recebeu US$ 150 bilhões em fundos extras no ano passado como parte do pacote de grandes cortes de impostos de Trump, que se tornou lei.

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Tarcísio realiza procedimento no joelho em hospital de São Paulo

8 de Março de 2026, 20:36

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), passou neste domingo (8) por um procedimento médico no Hospital Vila Nova Star, na capital paulista, como parte do tratamento de uma artrose no joelho.

Segundo nota divulgada pelo governo do estado, o governador foi submetido a uma infiltração, procedimento utilizado para reduzir o processo inflamatório, aliviar a dor e melhorar a função da articulação.

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De acordo com o comunicado, o procedimento ocorreu sem intercorrências, com boa tolerância e evolução imediata considerada satisfatória.

O governo informou ainda que Tarcísio seguirá em acompanhamento médico e fisioterápico, com reavaliações clínicas periódicas para monitorar a evolução do quadro.

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Preço do petróleo dispara e ultrapassa US$ 100 por barril

8 de Março de 2026, 20:23

Os contratos futuros do petróleo voltaram a superar US$ 100 por barril neste domingo (8). O movimento foi impulsionado pela escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã, pela redução da produção em grandes países do Oriente Médio e pela nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã.

O barril do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, saltou cerca de 18%, chegando a US$ 108. Já o Brent avançou cerca de 16%, superando US$ 107.

Esta é a primeira vez desde 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, que os contratos voltam a ultrapassar o nível de US$ 100 por barril.

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A disparada ocorre em meio ao fechamento prolongado do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. Com o risco de ataques a petroleiros na região, embarcações passaram a evitar o trajeto, pressionando a logística e elevando o risco de restrição na oferta global.

Diante desse cenário, grandes produtores da Opep, como Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, anunciaram cortes ou ajustes na produção.

O Kuwait informou que reduziu preventivamente a produção e o refino de petróleo diante das ameaças à navegação na região.

No Iraque, a produção nos três principais campos petrolíferos do sul do país teria caído cerca de 70%, passando de 4,3 milhões para 1,3 milhão de barris por dia, segundo fontes da indústria.

A disparada do petróleo também impactou imediatamente os mercados financeiros. Os futuros do Dow Jones caíam cerca de 966 pontos, ou 2%, enquanto os contratos do S&P 500 e do Nasdaq 100 recuavam cerca de 1,6%.

Investidores temem que um petróleo acima de US$ 100 eleve os custos de energia e pressione a inflação, reduzindo o ritmo de crescimento da economia americana.

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A semana já havia sido turbulenta para Wall Street. O petróleo americano acumulou alta superior a 35% nos últimos dias, a maior valorização semanal desde que os contratos futuros começaram a ser negociados, em 1983.

Analistas avaliam que os mercados seguem sensíveis à evolução do conflito no Oriente Médio, já que ainda há grande incerteza sobre a duração da guerra e seus impactos sobre a oferta global de energia.

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Gilmar Mendes dá 72 horas para MPRJ explicar pagamentos de penduricalhos

8 de Março de 2026, 18:30

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinou neste domingo (8) que o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresente dados detalhados sobre os “penduricalhos” pagos aos servidores do órgão nos primeiros meses de 2026, sob pena de punição disciplinar. Ele deu prazo de 72 horas.

Segundo o magistrado, as justificativas enviadas pelo órgão são insuficientes para comprovar o cumprimento de decisões anteriores da Corte.

Gilmar também determinou a identificação da instituição financeira responsável pelas transferências e notificou o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para que tome as providências cabíveis.

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“As informações apresentadas pelo Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro não se revelam suficientes para examinar o fiel e efetivo cumprimento às decisões proferidas nestes autos”, afirmou Gilmar.

“Nesse sentido, sob pena de responsabilização administrativa disciplinar, determino o encaminhamento de informações completas e pormenorizadas”, acrescentou. O MPRJ deverá informar todos os pagamentos de “penduricalhos” pagos em janeiro e fevereiro de 2026, inclusive os retroativos. Também deverá indicar as datas em que os pagamentos foram autorizados.

Em 23 de fevereiro, Gilmar determinou a suspensão de pagamentos de “penduricalhos” a integrantes do Judiciário e do Ministério Público em todo o país que tenham como base leis estaduais, decisões internas e atos administrativos.

No caso da Justiça Federal e do Ministério Público da União, a ordem de Gilmar também prevê a interrupção de valores que não estejam amparados por lei aprovada pelo Congresso. Só poderão continuar a ser pagos verbas expressamente previstas na legislação federal.

Já no dia 27 de fevereiro, Gilmar requisitou informações do Procurador-Geral de Justiça do MPRJ, Antônio José Campos Moreira, após ver indícios de descumprimento da decisão.

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Ele requisitou explicações sobre a liberação de penduricalhos aos promotores e procuradores do órgão mesmo após liminares do decano e do ministro Flávio Dino proibindo a liberação das verbas. O Estadão/Broadcast apurou que os pagamentos giram em torno de R$ 270 mil para cada membro do órgão.

Ao determinar a suspensão de novos pegamos, Gilmar autorizou apenas a liberação de valores retroativos que já estavam programados para o período.

A decisão proferida neste domingo manda o MPRJ detalhar a programação financeira de pagamentos retroativos referentes aos meses de janeiro, fevereiro, março e abril de 2026. Também determinou a entrega de documentos que comprovem a programação financeira, “vedado o fornecimento de documentos produzidos posteriormente com a finalidade de justificar ou reconstruir a referida programação”.

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Filho de Ali Khamenei é nomeado novo líder supremo do Irã

8 de Março de 2026, 18:17

A Assembleia de Especialistas do Irã anunciou neste domingo (8) a nomeação de Mojtaba Khamenei, de 56 anos, como novo líder supremo do país, segundo informou a mídia estatal. Ele substituirá o pai, o aiatolá Ali Khamenei, que ocupava o cargo desde 1989.

Mais cedo, integrantes do órgão clerical responsável por escolher o sucessor já haviam indicado que a votação estava concluída, mas sem revelar o nome escolhido. A Assembleia afirmou que o candidato considerado mais apropriado havia sido aprovado pela maioria dos integrantes, e que o anúncio oficial seria feito mais tarde.

A sucessão ocorre após a morte de Ali Khamenei em 28 de fevereiro, em meio à escalada militar envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos. Pela Constituição iraniana, cabe à Assembleia de Especialistas selecionar o líder supremo quando o cargo fica vago.

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Mojtaba Khamenei já vinha sendo apontado como um dos principais nomes para assumir o posto. Ele é considerado um clérigo de linha dura e mantém um perfil discreto, evitando discursos públicos, sermões ou participação frequente em eventos políticos.

Apesar de nunca ter disputado eleições ou ocupado cargos públicos formais, Mojtaba é visto como uma figura influente no círculo mais próximo do pai e construiu relações próximas com a Guarda Revolucionária Islâmica. Durante a guerra Irã-Iraque, nos anos 1980, ele serviu no Batalhão Habib.

No campo religioso, Mojtaba possui o título de hojatoleslam, considerado um nível intermediário do clero xiita. Pela tradição do sistema político iraniano, o líder supremo costuma ser um aiatolá, embora o próprio Ali Khamenei também não tivesse esse título quando assumiu o cargo em 1989.

A sucessão ocorre em meio a um cenário de forte tensão regional. Neste domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o próximo líder supremo do Irã “não vai durar muito” se não obtiver aprovação de Washington.

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Datafolha: Tarcísio lidera corrida pelo governo de SP; Haddad pontua melhor que Alckmin e Tebet

8 de Março de 2026, 17:42

A pesquisa Datafolha divulgada neste domingo (8) mostra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) à frente na disputa para o governo de São Paulo. Ele é seguido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), cotado para a disputa.

Este é o primeiro levantamento realizado pelo instituto neste ano sobre a disputa estadual. Enquanto o governador tem garantida a tentativa de reeleição, o governo Lula ainda não decidiu qual será o nome que lançará à disputa, numa esperança de reter os votos conquistados em 2022 e ajudar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a garantir mais quatro anos no Palácio do Planalto.

Tarcísio aparece com 44% das intenções de voto contra 31% de Haddad, que melhor pontua contra o governador entre as opções ainda na mesa do governo Lula para a disputa. Na resposta estimulada e única, Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB), com 5%; e Felide D’Avila (Novo), com 3%, surgem bem atrás. Entre votos brancos, nulos ou nenhum, estão 11% das pessoas.

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Quando o candidato do governo Lula é o vice-presidente e ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSB), Tarcísio abre a vantagem e marca 46% contra 26%. Nesse caso, atrás vêm Paulo Serra (6%), Kataguiri (5%) e D’Avila (3%). Votos brancos, nulos ou nenhum somam 13%.

Numa terceira opção testada, Tarcísio abre 30 pontos porcentuais de vantagem contra a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), original do Mato Grosso do Sul: 49% a 19%. Depois vêm Paulo Serra (7%), Kataguiri (4%) e D’Avila (3%). Os votos brancos, nulos e nenhum chegam a 15%.

Por fim, num cenário com Haddad e o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte e também ex-governador paulista Márcio França (PSB) concorrendo juntos, Tarcísio aparece com 44%, Haddad, com 28%, e França, com 5%.

Nas menções espontâneas, isto é, quando o Datafolha não apresentou ao respondente nenhum candidato previamente, Tarcísio aparece disparado na frente, com 22% das menções, enquanto a maioria das pessoas (59%) não soube dizer um nome. Em seguida, a ordem das respostas foi: o atual governador (3%), Haddad (2%), Tebet (1%), vota no PT/candidato do PT (1%). Outros somam 4%, e brancos/nulos/nenhum, 8%.

Segundo turno e rejeição

Em um eventual segundo turno, Tarcísio bateria Haddad por 52% contra 37%, com 10% de votos brancos ou nulos, e 1% de indecisos. Quando Alckmin é o adversário, o governador de São Paulo vence por 50% contra 39%. Já com Tebet no duelo, Tarcísio sai vitorioso com mais folga: 58% contra 28%.

O instituto também perguntou aos paulistas em quais dos candidatos eles não votariam de jeito nenhum. O resultado foi o seguinte:

  • Fernando Haddad (38%)
  • Geraldo Alckmin (29%)
  • Simone Tebet (27%)
  • Kim Kataguiri (25%)
  • Tarcísio de Freitas (24%)
  • Márcio França (20%)
  • Paulo Serra (19%)
  • Felipe D’Avila (18%)
  • Votaria em qualquer um (3%)
  • Rejeita todos (3%)
  • Não sabem (3%)

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Avaliação do governo

A avaliação do governo Tarcísio melhorou desde abril de 2025, data do último levantamento. O índice de quem o considera ótimo ou bom passou de 41% para 45% nesse quase um ano.

Entre aqueles que consideram a gestão de São Paulo regular, a taxa oscilou de 33% para 31% nesse período. E a proporção de quem a avalia como ruim ou péssima oscilou de 22% para 20%.

Quando perguntadas se aprovam ou desaprovam o trabalho de Tarcísio como governador, 64% dizem que aprovam, enquanto 30% desaprovam, e 6% não souberam responder.

Os pesquisadores também perguntaram se os paulistas veem Tarcísio como aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre uma pena de 27 anos de prisão após ser condenado por tentativa de golpe de Estado: 69% responderam que sim, enxergam Tarcísio como aliado. Já 10% acham que o governador é aliado do presidente Lula. Para 3%, nenhum dos dois; para 1%, os dois; e 17% não souberam responder.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. O Datafolha ouviu 1.608 pessoas com 16 anos ou mais em 71 unicípios do Estado entre os dias 3 e 5 de março.

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Petrobras não vê risco para exportações de petróleo com guerra no Oriente Médio

8 de Março de 2026, 17:29

A guerra contra o Irã não deve afetar as exportações da Petrobras para mercados como Índia, China e Coreia do Sul. Segundo o diretor de Logística, Comercialização e Mercados da estatal, Claudio Romeo Schlosser, a maior parte do petróleo exportado pela companhia utiliza rotas que não passam por áreas ameaçadas pelo conflito.

“Não vejo risco à exportação de petróleo”, disse Schlosser na sexta-feira (6), durante coletiva de imprensa. De acordo com o executivo, o mesmo vale para embarques destinados à Europa, que seguem por rotas diferentes das regiões mais sensíveis da escalada militar no Oriente Médio.

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No caso das importações, Schlosser afirmou que a companhia também não identifica ameaças relevantes. A Petrobras importa para a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) um petróleo específico, o Árabe Leve, utilizado na produção de lubrificantes. Segundo ele, esse fornecimento pode ser feito por diferentes rotas e, preferencialmente, sai pelo Mediterrâneo, o que não deve comprometer o abastecimento.

O diretor relatou ainda que a Petrobras redirecionou uma carga de óleo combustível que seguiria para a região próxima ao Golfo Pérsico. O embarque foi enviado para Singapura, sem impacto comercial para a companhia. Segundo Schlosser, tratava-se de “uma carga só”, direcionada a um mercado com “liquidez bastante grande”.

Ele acrescentou que a empresa também não vê ameaças relevantes na frente de combustíveis. As exportações de gasolina seguem principalmente para a África e os Estados Unidos, em rotas fora da zona de conflito, enquanto a importação de diesel pela Petrobras não é significativa.

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A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que o cenário internacional segue marcado por forte volatilidade e que o preço do petróleo pode oscilar significativamente, com projeções que variam entre US$ 53 e US$ 180 por barril.

Magda comparou o momento atual ao início da pandemia de Covid-19, quando houve corrida da população aos supermercados diante do temor de falta de papel higiênico. Segundo ela, não há lógica econômica para uma disparada extraordinária no preço do botijão de gás de cozinha. “É especulação. Se todo mundo correr para comprar, vai aumentar o preço”, afirmou.

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Macron pede que Irã cesse imediatamente ataques contra o Oriente Médio

8 de Março de 2026, 16:41

O presidente da França, Emmanuel Macron, reforçou neste domingo (8) a necessidade de que o Irã “cesse imediatamente” os seus ataques contra os países da região do Oriente Médio. A mensagem foi publicada na rede social X (antigo Twitter).

O líder francês reforçou, ainda, a importância de reduzir a escalada militar e de preservar a estabilidade regional, enquanto a comunidade internacional acompanha com preocupação os recentes confrontos e trocas de ataques na região.

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O presidente francês manteve conversas telefônicas com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio às tensões crescentes entre os dois países.

As conversas acontecem em um momento delicado, marcado pelo aumento das tensões entre o Irã e outros países do Oriente Médio o que levanta temores de um conflito mais amplo. Macron segue liderando o único esforço diplomático para tentar interromper o conflito no Oriente Médio.

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Lulinha movimentou R$ 19 milhões em 4 anos, diz jornal

4 de Março de 2026, 22:45

Uma conta bancária do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, movimentou R$ 19,3 milhões entre 2022 e 2025, segundo informações obtidas com exclusividade pela coluna de Andreza Matais, do Metrópoles.

A conta analisada pertence à pessoa física de Lulinha e está registrada em uma agência do segmento Estilo do Banco do Brasil, em São Paulo.

De acordo com investigadores, os dados obtidos representam apenas parte do mapeamento financeiro envolvendo o filho do presidente Lula. A análise completa deve incluir outras contas bancárias, tanto em nome do empresário quanto de suas empresas.

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Segundo o Metrópoles, do total de R$ 19,3 milhões movimentados no período, cerca de R$ 9,66 milhões correspondem a créditos, enquanto o restante foi destinado a pagamentos e transferências para outras contas.

Pico de movimentação em 2024

Os dados da quebra de sigilo obtidos pela coluna indicam que o maior volume de transações ocorreu em 2024, segundo ano do atual governo Lula, quando a conta movimentou R$ 7,2 milhões.

Em 2025, o valor caiu para R$ 3,3 milhões. Já em 2026, até 30 de janeiro, a movimentação registrada foi de R$ 205.455,96.

As características das operações apontam que a conta funciona principalmente como conta de investimentos, já que grande parte dos créditos tem origem em rendimentos de aplicações financeiras, transferências de terceiros e repasses de empresas ligadas ao próprio Lulinha.

Entre as principais fontes de recursos identificadas estão empresas do próprio empresário, como a LLF Tech Participações, responsável por R$ 2,37 milhões em transferências, e a G4 Entretenimento e Tecnologia, que enviou cerca de R$ 772 mil no período analisado.

Lulinha é investigado sob suspeita de possível ligação com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Antunes é apontado como um dos principais investigados no escândalo conhecido como “Farra do INSS”, que envolve suspeitas de descontos ilegais aplicados sobre benefícios de aposentados. O caso foi revelado pelo próprio Metrópoles.

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Nos últimos dias, a defesa de Lulinha tem negado qualquer envolvimento dele com Antunes ou com os supostos descontos indevidos em aposentadorias.

Os advogados afirmam que o empresário prestará esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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Em conversa com namorada, Vorcaro disse que iria se encontrar com Alexandre de Moraes

4 de Março de 2026, 22:23

O banqueiro Daniel Vorcaro citou, em diálogos com sua namorada, que iria se encontrar com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em um dos trechos da conversa, o dono do Banco Master disse que chegou a fazer com ela uma chamada de vídeo exibindo a presença de Moraes.

A informação foi publicada inicialmente pelo site Metrópoles. O Estadão também teve acesso aos trechos da conversa, que foram armazenados na nuvem do aparelho celular do banqueiro. Procurado, Moraes não se manifestou.

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Em 19 de abril de 2025, Vorcaro diz a Martha Graeff: “To indo encontrar Alexandre Moraes aqui perto de casa”. Ela pergunta: “Como assim? Ele tá em Campos??? Ou foi pra te ver?”. Vorcaro, então, respondeu: “Ele tá passando feriado”.

Posteriormente, em 29 de abril de 2025, o banqueiro faz uma chamada de vídeo com a namorada. Após o encerramento do vídeo, ela lhe pergunta: “Quem era o primeiro cara?”. Vorcaro responde: “Alexandre Moraes”.

Em 24 de abril de 2024, o banqueiro contou a ela que tinha feito um discurso em um evento para ministros do STF e também do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Vorcaro não explica, porém, qual foi o evento e quais magistrados estariam presentes.

Nesta quarta-feira (4), Vorcaro foi preso na terceira fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades na gestão do banco, por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.

Segundo a Polícia Federal, o banqueiro faz parte de uma “organização criminosa” de “profissionais do crime”, chamada de “A Turma”, que usa violência e coação como uma “milícia privada”.

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“A atuação da organização criminosa não é pueril. Pelo contrário são profissionais do crime, que atuam de forma coordenada, com a captação ilícita de servidores públicos dos mais altos escalões da República, ao mesmo tempo que buscam influenciar a opinião pública contra os agentes do Estado envolvidos na investigação e desmantelamento do esquema criminoso multibilionário”, afirmou a PF ao ministro André Mendonça, reforçando que servidores da PF, do STF, do Ministério Público Federal e do Banco Central estavam em “risco concreto”.

A defesa de Vorcaro afirmou que o banqueiro colaborou “de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça”.

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Guerra, petróleo e bolsa: por que algumas ações estão subindo em meio ao conflito no Irã?

4 de Março de 2026, 22:18

A escalada do conflito no Oriente Médio voltou a mexer com os mercados globais e já começa a deixar marcas na bolsa brasileira. Desde o avanço das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã, ações ligadas ao petróleo e à cadeia de energia passaram a liderar as altas no Ibovespa, mesmo em um período de maior volatilidade para o mercado.

Um levantamento exclusivo feito pelo TradeMap, com cotações entre 27 de fevereiro e 4 de março, mostra que, enquanto o principal índice da bolsa recuou 1,81% no período, alguns papéis conseguiram avançar, com destaque para empresas diretamente expostas ao preço do petróleo ou à cadeia energética.

A maior alta foi registrada pela Braskem (BRKM5), que avançou 13,24% no período. Entre as companhias diretamente ligadas ao setor de óleo e gás, o desempenho também chamou atenção: Petrobras (PETR3) subiu 3,11%, PETR4 avançou 2,97%, PRIO3 ganhou 1,89% e RECV3 teve alta de 1,46%.

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Outras empresas do setor de energia também apareceram no campo positivo. Copel (CPLE3) subiu 1,98%, Auren (AURE3) avançou 1,52%, enquanto Vibra (VBBR3), da área de distribuição de combustíveis, teve alta de 1,27%.

Fonte: TradeMap

O movimento não é isolado. Em momentos de tensão geopolítica envolvendo regiões estratégicas para a produção ou logística de petróleo, investidores costumam recalibrar posições em direção a empresas que podem capturar a alta da commodity.

Segundo Rodrigo Rios, CEO da LR3 Investimentos, o conflito no Oriente Médio funciona como um amplificador de risco no mercado global. Em cenários assim, cresce a busca por proteção e ativos ligados a commodities energéticas entram no radar.

“A guerra no Oriente Médio aumenta a aversão ao risco e reforça a busca por ativos de proteção, como dólar e ouro”, afirma.

Para Felipe Sant’Anna, da Axia Investing, o petróleo se tornou um dos principais canais de transmissão da crise para os mercados. Caso a commodity pressione a inflação global, o impacto pode chegar até as expectativas de juros, o que amplia os efeitos sobre diferentes classes de ativos.

“O petróleo acaba sendo um dos principais canais de transmissão da crise para os mercados, porque pode pressionar a inflação e mexer com as expectativas de juros”, diz.

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O rali pode continuar?

Apesar do desempenho recente das empresas do setor, analistas evitam cravar que o movimento represente uma tendência estrutural.

Para Jayme Simão, CEO do Hub do Investidor, a alta da bolsa brasileira em 2026 foi puxada principalmente pela realocação global de capital para mercados emergentes. Nesse contexto, choques geopolíticos podem reduzir temporariamente a atratividade desses mercados.

Segundo ele, conflitos prolongados aumentam a incerteza global e fortalecem ativos considerados mais seguros, como o dólar.

“Em um cenário de guerra, emergentes acabam ficando um pouco menos atrativas e ativos como o dólar voltam a ter mais atratividade”, afirma.

Ao mesmo tempo, o fluxo internacional ainda segue relevante para a bolsa brasileira. Dados da consultoria Elos Ayta mostram que o investidor estrangeiro acumulou R$ 42,56 bilhões em entradas líquidas na bolsa brasileira em 2026 até fevereiro, superando o total registrado em todo o ano de 2025.

Esse fluxo ajuda a sustentar o mercado, mas também significa que mudanças no humor internacional podem alterar rapidamente o ritmo da bolsa.

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Lulinha pede a Dino que suspenda quebra de sigilo decretada pela CPMI do INSS

4 de Março de 2026, 22:16

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, pediu na tarde desta quarta-feira (4) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que estenda ao filho do presidente Lula os efeitos da decisão que suspendeu a quebra de sigilo bancário da empresária Roberta Luchsinger, investigada pela CPMI do INSS.

Lulinha, que também é alvo da CPMI, teve sigilo quebrado no dia 26 de fevereiro. Em uma mesma votação, parlamentares decidiram aprovar conjuntamente 87 medidas contra investigados.

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“Os fundamentos da concessão são todos aplicáveis a Fábio Luís, que também teve seu sigilo quebrado pela votação “em globo”, sem fundamentação concreta, específica e individualizada, o que é exigido em qualquer medida investigativa invasiva”, alega a defesa de Lulinha.

“Fábio seguirá colaborando proativamente com a investigação conduzida pelo Supremo Tribunal Federal, inclusive fornecendo de forma voluntária os documentos bancários e fiscais nos autos do procedimento adequado, sob a tutela do judiciário e a garantia do devido processo legal”, afirmou a defesa do filho do presidente, conduzida pelo advogado Guilherme Suguimori Santos.

Nesta quarta (4), Flávio Dino suspendeu a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresária Roberta Luchsinger, investigada pela CPMI do INSS. O ministro concordou com o argumento da defesa de Roberta e concluiu que houve violação do devido processo constitucional na votação da CPMI que aprovou, em 26 de fevereiro, 87 requerimentos de forma conjunta – entre eles, as quebras de sigilo.

O ministro determinou que, se os dados já estiverem disponibilizados, devem ser mantidos sob sigilo na presidência do Senado até o julgamento do mérito da ação pelo STF.

Na decisão, Dino ressaltou que as CPMIs têm poderes de autoridades judiciais, mas ponderou que é necessário fundamentar, de forma individualizada, medidas que violem dados sigilosos.

Para a defesa de Lulinha, a quebra de sigilo do filho do presidente ocorre em “ambiente intrinsecamente político, marcado por intensa exposição midiática e, em período pré-eleitoral, suscetível a usos indevidos”.

Ao suspender a quebra de sigilo bancário da empresária Roberta Luchsinger, o ministro Flávio Dino abriu espaço para que a decisão beneficiasse também o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

Já foi dado início à corrida para que dezenas de alvos da mesma decisão peçam para ser agraciados pelo mesmo despacho do ministro. Nesse rol de investigados atingidos pela mesma votação na CPMI, estão alvos de todas as bandeiras políticas. Além de Roberta e Lulinha, por exemplo, há empresas do grupo familiar do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincon, que tem longo histórico no Republicanos.

Em sete das nove páginas do despacho que beneficiou Roberta, Dino não discorreu sobre a situação individual da empresária. O ministro dedicou esse espaço, segundo ele, à ilegalidade de qualquer ato de investigação que tenha sido aprovado na mesma votação da Comissão Parlamentar de Inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que quebrou o sigilo de Roberta.

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Voo e hotel pagos pelo Careca do INSS

Lulinha disse a pessoas próximas que teve viagem e hospedagem em Portugal pagas pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, preso sob suspeita de corrupção de agentes públicos para manter o esquema bilionário de fraudes que lesou aposentados.

O filho do presidente afirmou ter viajado com Antunes para visitar uma fábrica de produção de cannabis com fins medicinais, mas negou ter fechado negócio ou ter recebido qualquer outro pagamento do lobista.

O advogado de Lulinha reforçou que ele não tem ligação com os esquemas do INSS. A defesa também diz que ele não foi sócio nem recebeu valores do Careca do INSS.

O nome de um foi conectado ao do outro quando um ex-funcionário do Careca do INSS afirmou à Polícia Federal que os dois eram sócios e que o lobista pagava R$ 300 mil mensais ao filho do presidente. As investigações também encontraram trocas de mensagens em que Careca providenciava pagamentos de R$ 300 mil ao “filho do rapaz”, que não é identificado nas conversas. A PF abriu investigação para apurar se o tal “filho do rapaz” é Lulinha.

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Caso Master ou guerra no Irã: o que realmente está movendo o mercado?

4 de Março de 2026, 21:17

A prisão do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na terceira fase da Operação Compliance Zero, reacendeu a atenção do mercado sobre o caso. Apesar disso, analistas ouvidos pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC avaliam que o impacto direto sobre a bolsa brasileira tende a ser limitado.

Segundo especialistas, boa parte do risco já foi precificada nos ativos após as primeiras revelações do caso. Agora, o foco dos investidores volta a se concentrar em outros fatores, especialmente o cenário internacional e a escalada da guerra no Oriente Médio.

Para Rodrigo Rios, CEO da LR3 Investimentos, o episódio não representa risco sistêmico para o sistema financeiro brasileiro. Segundo ele, o caso tende a gerar mais volatilidade de curto prazo do que um choque estrutural para o mercado.

“O sistema financeiro brasileiro é sólido e bem regulado. O episódio já foi em grande parte absorvido pelos investidores. O que permanece no radar não é exatamente um risco estrutural, e sim o impacto reputacional e o aumento pontual da percepção de risco”, afirmou.

Na avaliação do executivo, os principais vetores para a bolsa nas próximas sessões continuam sendo a trajetória dos juros no Brasil, o comportamento das commodities e o fluxo de capital estrangeiro.

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O peso das commodities continua relevante porque empresas ligadas a petróleo e minério têm participação importante no Ibovespa. Mudanças nas expectativas de juros também seguem afetando diretamente o valuation das empresas.

Para Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos da Axia Investing, houve reprecificação inicial em bancos e fintechs após a divulgação do caso, mas o mercado agora aguarda novos desdobramentos.

“Se não surgirem novos fatos, entendo que já está precificado. Mas se aparecerem novos títulos fraudulentos ou exposição de outros bancos, pode haver uma segunda onda de reprecificação dos ativos”, afirmou.

Segundo ele, o foco do mercado hoje se desloca cada vez mais para o cenário externo.

Guerra no Oriente Médio entra no radar

A escalada da guerra no Oriente Médio voltou a colocar o risco geopolítico no centro das decisões de investimento. Para analistas, o principal canal de transmissão para o mercado financeiro é o preço das commodities, especialmente o petróleo.

Sant’Anna afirma que a alta da commodity pode pressionar a inflação global e alterar expectativas sobre juros.

“O principal driver neste momento é a guerra no Oriente Médio e seus efeitos no preço das commodities. Uma alta do petróleo pode pressionar a inflação e alterar a precificação da taxa de juros”, disse.

O aumento da incerteza também tem provocado maior volatilidade nos mercados.

Segundo o especialista, o ambiente atual favorece movimentos de realização de lucro e oscilações mais intensas no curto prazo.

“Vamos ver mais volatilidade. Bolsa subindo 2%, caindo 2%. O investidor fica mais cauteloso e prefere realizar lucro diante de um cenário tão incerto.”

Investidor busca proteção em dólar, ouro e cripto

Em momentos de tensão geopolítica, ativos considerados de proteção costumam ganhar espaço nas carteiras.

Rios afirma que dólar e ouro voltam a aparecer com mais força nesses períodos, enquanto as criptomoedas também entram na estratégia de diversificação, embora com comportamento mais volátil.

Segundo Sant’Anna, o movimento recente mostra uma rotação de capital em busca de proteção.

“O dinheiro está se realizando em alguns ativos e correndo para dólar, ouro e até criptoativos em busca de proteção.”

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Vorcaro é transferido para o CDP de Guarulhos

Estrangeiro segue entrando na bolsa

Apesar do ambiente global mais incerto, o fluxo de capital estrangeiro segue positivo na bolsa brasileira em 2026.

Levantamento da Elos Ayta mostra que o investidor internacional já aportou R$ 42,56 bilhões na bolsa nos dois primeiros meses do ano, considerando ofertas de ações e negociações no mercado secundário.

Para efeito de comparação, o valor é equivalente ao valor de mercado da Raia Drogasil, atualmente em torno de R$ 41,8 bilhões.

O número também já supera todo o fluxo registrado em 2025, quando a entrada líquida foi de R$ 26,87 bilhões.

Segundo Einar Rivero, CEO da Elos Ayta, mesmo desconsiderando IPOs e follow-ons, o saldo permanece praticamente o mesmo, em R$ 42,41 bilhões, indicando que o movimento é sustentado principalmente por compras no mercado secundário.

O fluxo estrangeiro ajudou a impulsionar o Ibovespa. Em 2026, o índice já renovou 13 máximas históricas até fevereiro.

De acordo com Rivero, o movimento pode refletir uma reavaliação do risco Brasil por parte de investidores internacionais.

Entre os fatores que ajudam a explicar o retorno do capital externo estão juros reais elevados, valuation mais barato da bolsa brasileira e busca global por diversificação em mercados emergentes.

Para analistas, a continuidade desse fluxo será determinante para sustentar o desempenho da bolsa ao longo do ano.

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Shell pode assumir controle da Raízen após fracasso de negociações com a Cosan

4 de Março de 2026, 15:53

A Shell pode assumir um papel mais relevante na Raízen após o fracasso das negociações com a Cosan para uma capitalização conjunta da empresa, segundo fontes ouvidas pela Reuters.

A petroleira britânica está em contato com bancos e credores para discutir alternativas de recapitalização da companhia de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis, que enfrenta aumento da dívida e resultados pressionados nos últimos trimestres.

O CEO da Shell no Brasil, Cristiano Pinto da Costa, afirmou nesta terça-feira (3) que a companhia está comprometida em investir R$ 3,5 bilhões na Raízen. O aporte faz parte de um esforço para fortalecer a estrutura financeira da empresa após investimentos elevados e impactos climáticos negativos sobre as safras.

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A Raízen alertou em fevereiro para a existência de “incerteza significativa” sobre sua capacidade de continuar operando, diante do nível de endividamento e da sequência recente de prejuízos.

As negociações entre Shell e Cosan sobre um aporte conjunto vinham ocorrendo há meses, mas foram interrompidas nesta semana, segundo quatro pessoas familiarizadas com o tema.

Caso a capitalização ocorra apenas com recursos da Shell, a participação da Cosan na joint venture poderá ser diluída. O grau dessa diluição dependerá do volume de dívida que eventualmente será convertido em ações nas negociações com credores.

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Pix, 25 de março e etanol: entenda os alvos de investigação dos EUA contra o Brasil por práticas desleais

22 de Fevereiro de 2026, 09:30

A ordem executiva publicada pela Casa Branca após o revés judicial do tarifaço deixou claro que o governo Donald Trump pretende manter a pressão comercial por outros caminhos, e um deles é a Seção 301.

A ferramenta, conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), já sustenta uma investigação aberta contra o Brasil desde 2025 e, segundo autoridades americanas, segue em andamento mesmo após a decisão da Suprema Corte que limitou o uso da lei de emergência econômica (IEEPA) para impor tarifas amplas.

Leia também: O que vem depois de a Suprema Corte americana rejeitar as tarifas de Trump

A apuração lista uma série de temas que Washington considera potencialmente “irracionais” ou “discriminatórios” e que poderiam “onerar ou restringir” o comércio americano. Há espaço, ao fim do processo, para recomendações de medidas como tarifas retaliatórias ou outras restrições comerciais.

Pix e pagamentos digitais: o que os EUA estão olhando

No capítulo de serviços de pagamento eletrônico, o USTR afirma investigar práticas relacionadas a “serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo” e possíveis “vantagens” concedidas a esses sistemas. O texto não cita o Pix nominalmente em todos os documentos oficiais, mas o enquadramento é o mesmo que passou a ser associado ao sistema brasileiro em reportagens e análises desde a abertura do caso.

Do lado brasileiro, o governo já havia respondido formalmente a questionamentos do USTR sobre o tema de pagamentos eletrônicos, em documento enviado em 2025, ao tratar de “Brazilian government-developed electronic payment services”.

Pirataria e propriedade intelectual

Outro ponto sensível envolve propriedade intelectual. A investigação menciona a região da rua 25 de Março, em São Paulo, como exemplo de falhas na proteção e fiscalização de direitos de propriedade intelectual, citando o local como um dos grandes mercados de produtos falsificados.

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Etanol, tarifas “preferenciais” e desmatamento ilegal

A lista de temas também inclui:

  • Acesso ao mercado de etanol (o USTR cita barreiras e condições de acesso);
  • Tarifas “injustas” ou “preferenciais” (em que os EUA alegam que o Brasil aplicaria condições melhores a certos parceiros do que aos produtos americanos);
  • Desmatamento ilegal, tratado como elemento com impacto econômico e comercial no escopo da investigação.

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