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Received today — 19 de Maio de 2026Negócios

Christian Egan será o novo presidente da B3, diz jornal

18 de Maio de 2026, 23:17

O nome de Christian Egan deve ser anunciado nos próximos dias como o próximo presidente da B3. A informação é do jornal Valor Econômico. Egan foi anunciado como chefe da área corporate e do banco de investimento do Santander no Brasil há apenas dois meses.

Se se confirmar, o nome de Egan deve chegar como uma surpresa para o mercado. Isso porque acredita-se que o atual vice-presidente de produtos e clientes da B3, Luiz Masagão, seja o nome mais cotado para substituir Gilson Finkelsztain à frente da bolsa.

Fontes ouvidas pelo Valor Econômico afirmam que houve uma divisão interna no conselho da B3. Enquanto alguns eram favoráveis a Masagão para a sucessão, outros, incluindo o presidente do conselho, Caio Ibrahim David, foram resistentes a escolhê-lo para a liderança.

O jornal apurou ainda que o próprio Ibrahim David foi considerado para a função, mas posteriormente teria sido descartado por não ter tanto conhecimento técnico para o cargo. Também se considerou que debater sobre o nome no conselho seria conflituoso por ele presidir o colegiado.

Segundo o Valor, outro nome aventado foi o de Alexandre Bettamio, que teria declinado o convite para assumir a presidência da B3. Ele mora em Nova York há 12 anos e está voltando para o Brasil para ser co-chair de global corporate e investment banking do Bank of America (BofA).

O jornal procurou a B3 para comentar a sucessão, mas a bolsa afirmou que o processo ainda não foi concluído e segue sendo conduzido pelo conselho de administração da companhia, em linha com as melhores práticas de governança. A companhia reforçou seu compromisso com a transparência e disse que comunicará o nome oportunamente.

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Americanas vende lojas do Hortifruti Natural da Terra em SP para o Oba por R$ 69 milhões

13 de Maio de 2026, 20:30

A Americanas fechou um acordo para vender ao Oba Hortifruti os ativos usados na operação de dez lojas deficitárias da Hortifruti Natural da Terra, todas localizadas no estado de São Paulo.

O negócio foi anunciado nesta quarta-feira (13) pela rede varejista, que segue em recuperação judicial desde janeiro de 2023, e envolve a subsidiária HNT Comércio de Hortifrutigranjeiros. O preço de aquisição foi definido em R$ 69,3 milhões, sujeito a ajustes previstos em contrato.

A operação ainda depende do cumprimento de condições precedentes, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade. A transferência dos ativos será feita de forma gradual, conforme os termos acertados entre as empresas.

Pelo contrato, o Oba pagará R$ 10,4 milhões à vista na data de fechamento da transação. O restante será quitado em 24 parcelas mensais, iguais e sucessivas, corrigidas pela variação do CDI. A primeira parcela vence em até 30 dias após a conclusão da operação.

A venda não representa a saída completa da Americanas do negócio, mas reforça o movimento da companhia de rever ativos que estão em seu portfólio e reduzir operações deficitárias em meio ao processo de recuperação judicial.

No comunicado, a empresa afirma que a alienação foi feita no curso normal dos negócios e está autorizada pelo plano de recuperação.

A Hortifruti Natural da Terra entrou para o grupo Americanas em 2021, antes da revelação das inconsistências contábeis da ordem de mais de R$ 40 bilhões, muitas das quais sob suspeita de fraudes, que levaram a companhia à recuperação judicial.

Naquele momento pré-crise, a aquisição da Natural da Terra foi apresentada como parte de uma estratégia de expansão da Americanas para a categoria de alimentos frescos, um segmento com maior recorrência de compra e potencial de integração com o e-commerce.

A prioridade da Americanas, porém, mudou após a revelação do rombo bilionário e a entrada em recuperação judicial. A companhia passou a concentrar esforços na preservação de caixa, na renegociação com credores e na simplificação da estrutura operacional.

Para o Oba, o negócio amplia a sua presença em São Paulo, principal mercado do país e região em que redes de hortifruti e supermercados disputam consumidores de maior renda e tíquete médio mais alto.

O grupo já opera uma rede consolidada no segmento de frutas, legumes, verduras e produtos perecíveis, com posicionamento mais próximo do varejo alimentar especializado.

Governo adia medida que barra empréstimos rurais a áreas desmatadas

12 de Maio de 2026, 19:26

O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu, em reunião extraordinária nesta terça-feira (12), adiar a implementação de uma norma que proíbe a concessão de empréstimos rurais subsidiados a solicitantes com áreas desmatadas após julho de 2019.

Segundo a norma, os bancos seriam responsáveis ​​por verificar o cumprimento da exigência por meio de imagens de satélite, se estão de acordo com a legislação ambiental.

A norma havia entrado em vigor em abril para propriedades rurais com mais de quatro módulos fiscais. Agora, o prazo foi adiado para janeiro de 2027 para propriedades com mais de 15 módulos fiscais.

Para áreas entre quatro e 15 módulos fiscais, a exigência de verificação só entrará em vigor em julho do ano que vem, enquanto para propriedades menores, de até quatro módulos fiscais, a norma passará a vigorar em janeiro de 2028, em vez do prazo anterior de janeiro de 2027.

O adiamento aconteceu após o ministro da Agricultura, André de Paula, ter dito que prometera a produtores que trabalharia dentro do governo para que eles não fossem prejudicados injustamente, sem o direito de defesa, em caso de o sistema de verificação apontar algum falso positivo.

A postergação dos prazos acontece ainda pouco antes do anúncio do Plano Safra, o principal programa governamental de oferta de crédito, que inclui recursos com juros subsidiados pelo Tesouro.

Ibovespa recua aos 180 mil pontos com IPCA e queda da Petrobras (PETR4); dólar fecha a R$ 4,89

12 de Maio de 2026, 17:27

O Ibovespa (IBOV) encerrou a terça-feira (12) em queda, pela segunda sessão consecutiva, após os dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos

Os investidores acompanharam ainda o recuo da Petrobras após o balanço do primeiro trimestre de 2026 e a continuidade na escalada de tensões entre Irã e EUA.

Hoje, o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações em baixa de 0,86%, aos 180.342,33 pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 4,8954, com ligeira alta de 0,08%.

Por aqui, o mercado acompanhou os dados da inflação de abril, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi a maior para o mês desde 2022.

O IPCA registrou alta de 0,67%, o que representa desaceleração após avanço de 0,88% em março. O resultado veio em linha com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast.

No acumulado em 12 meses, a inflação acelerou de 4,14% em março para 4,39% em abril, ficando próximo do teto da meta inflacionária de 4,5% do Banco Central (BC).

Na avaliação da economista Claudia Moreno, do C6 Bank, as medidas do governo – como subsídios e redução de impostos – devem mitigar parte dos efeitos da alta do petróleo sobre a inflação brasileira no curto prazo. Ainda assim, ela afirma que combustíveis e alimentos já podem estar sendo impactados pelo conflito no Oriente Médio.

Além disso, “o mercado de trabalho aquecido junto com a perspectiva de desvalorização do real deve fazer com que os preços voltem a acelerar no segundo semestre”, diz Moreno. A projeção do C6 para o IPCA  de 2026 é de 4,8%, acima do intervalo de tolerância da meta, de 4,5%.

Altas e quedas do Ibovespa

No sentido contrário da véspera, a Petrobras (PETR3;PETR4) recuou após o balanço do primeiro trimestre e os dividendos virem abaixo do esperado pelo mercado, contrariando a alta do petróleo. PETR4 tombou 1,62% (R$ 45,68), enquanto PETR3 caiu 0,85% (R$ 50,38).

Segundo o time do Itaú BBA, liderado por Monique Martins Greco, o avanço do Brent ao longo de março “não foi totalmente refletido no trimestre”, já que existe uma defasagem entre o embarque do petróleo e o reconhecimento da receita na transferência de propriedade das cargas exportadas.

“Embora a frustração possa gerar pressão de curto prazo, a combinação de preços mais altos do petróleo e a realização das exportações em trânsito deve reverter esse efeito temporário, preparando um segundo trimestre mais forte”, escreveram os analistas.

Por outro lado, Vale (VALE3) conseguiu se recuperar no fim do pregão e subiu 0,37% (R$ 83,76), destoando da queda de 0,98% do minério de ferro, cotado a 812,5 yuans (US$ 119,57) a tonelada na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China. O avanço ocorreu após a mineradora divulgar suas projeções para 2026 e 2027.

Para o Safra, os números são positivos uma vez que o aumento na sensbilidade do fluxo de caixa livre das Soluções de Minério de Ferro não estava no cenário base do banco.

Adicionalmente, o banco avalia que isso ajuda a aliviar as preocupações do mercado em relação à perda de rentabilidade decorrente dos custos de caixa e do frete desde o início do conflito, algo que aparentemente pressionou as ações após o balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26).

A ponta negativa do índice foi encabeçada pela Natura (NATU3), que recuou 5,62%, a R$ 9,91, após o resultado do 1T26 ser considerado fraco pelos analistas do mercado.

Já a ponta positiva foi liderada pela Braskem (BRKM5), que disparou 29,02%, a R$ 11,87, depois de o JP Morgan realizar dupla elevação do papel. A recomendação passou de neutro para compra e o banco também subiu o preço-alvo de R$ 10,50 para R$ 15, com potencial de valorização de 63% ante o fechamento anterior (11).

Segundo o JP, a elevação do papel reflete a melhora nos fundamentos de mercado, oferta mais restrita e fortalecimento da governança após a reestruturação.

Exterior

Os índices de Wall Street fecharam sem direção única com a inflação pressionada, alta dos preços do petróleo e queda das ações de tecnologia.

No front econômico, o índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) dos EUA aumentou 0,6% em abril, depois de ter subido 0,9% em março, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho nesta terça-feira. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,6%, com as estimativas variando de 0,4% a 0,9%.

Mas nos 12 meses até abril, os preços ao consumidor avançaram 3,8%. Esse foi o maior aumento anual desde maio de 2023 e seguiu-se à alta de 3,3% em março, o que reforçou ainda mais as expectativas de que o Federal Reserve deve deixar a taxa de juros dos Estados Unidos inalterada por algum tempo.

Diante da recente escalada de tensões no Oriente Médio, o parlamentar iraniano Ebrahim Rezaei disse nesta terça-feira que o país pode enriquecer urânio a até 90% de pureza, um nível considerado grau de armamento, se o Irã for atacado novamente.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,11%, aos 49.760,56 pontos;
  • S&P 500: -0,16%, aos 7.400,97 pontos;
  • Nasdaq: -0,71%, aos 26.088,203 pontos.

Na Europa, os índices fecharam em forte queda com a tensão geopolítica e crise política no Reino Unido. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com recuo de 1,01%, aos 606,63 pontos.

Na Ásia, os principais índices encerram majoritariamente negativos. O índice de Nikkei, do Japão, encerrou com avanço de 0,52%, 62.742,57 pontos. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,22%, aos 26.347,91 pontos.

ANP propõe que leilões de petróleo e gás sejam realizados na B3 a partir de 2027

27 de Abril de 2026, 20:45
Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) (Foto: Saulo Cruz/MME)

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) avalia transferir para B3 os leilões da Oferta Permanente a partir de 2027. A ideia é focar em questões mais estratégicas das licitações – como a busca de novas áreas para oferta -, e deixar para a B3 a parte operacional da venda.

“O coração das nossas licitações continuará sendo conduzido pela ANP. E à B3 caberá dar a infraestrutura necessária à agência e às empresas licitantes”, explicou a diretora da ANP, Symone Araújo, na abertura do workshop “Novo Modelo de Licitação de E&P da ANP: Parceria com a B3”, realizado nesta segunda-feira, 27.

Estiveram presentes ao evento empresas que participam de rodadas de licitações de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural (E&P) da agência. O objetivo foi apresentar a proposta de novo modelo para as licitações, em parceria com a bolsa de valores, a B3, e ouvir sugestões e dúvidas do mercado.

Segundo Araújo, desta maneira a agência poderia se dedicar ao seu core business, que é enxergar as oportunidades, entender quais blocos devem ser colocados e em qual momento, assim como decidir se vai configurar a licitação mais para terra, mais regionalizada, mais para novas fronteiras ou mais para gás, por exemplo. “Nosso maior interesse é tornar nossas bem-sucedidas rodadas de licitações cada vez melhores”, acrescentou a diretora.

Para aplicar as alterações propostas, será necessário alterar os editais da Oferta Permanente, que passarão pelas etapas de consulta e audiência públicas, informou a ANP.

Entre as principais mudanças, destacou a agência, está o fato de toda a documentação ser entregue digitalmente, eliminando entregas em papel, como ocorre hoje. Além disso, os leilões poderão ocorrer tanto na sede da B3 quanto totalmente online.

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ANP propõe que leilões de petróleo e gás sejam realizados na B3 a partir de 2027

27 de Abril de 2026, 20:12

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) avalia transferir para B3 os leilões da Oferta Permanente a partir de 2027. A ideia é focar em questões mais estratégicas das licitações – como a busca de novas áreas para oferta -, e deixar para a B3 a parte operacional da venda.

“O coração das nossas licitações continuará sendo conduzido pela ANP. E à B3 caberá dar a infraestrutura necessária à agência e às empresas licitantes”, explicou a diretora da ANP, Symone Araújo, na abertura do workshop “Novo Modelo de Licitação de E&P da ANP: Parceria com a B3”, realizado nesta segunda-feira, 27.

Estiveram presentes ao evento empresas que participam de rodadas de licitações de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural (E&P) da agência. O objetivo foi apresentar a proposta de novo modelo para as licitações, em parceria com a bolsa de valores, a B3, e ouvir sugestões e dúvidas do mercado.

Segundo Araújo, desta maneira a agência poderia se dedicar ao seu core business, que é enxergar as oportunidades, entender quais blocos devem ser colocados e em qual momento, assim como decidir se vai configurar a licitação mais para terra, mais regionalizada, mais para novas fronteiras ou mais para gás, por exemplo. “Nosso maior interesse é tornar nossas bem-sucedidas rodadas de licitações cada vez melhores”, acrescentou a diretora.

Para aplicar as alterações propostas, será necessário alterar os editais da Oferta Permanente, que passarão pelas etapas de consulta e audiência públicas, informou a ANP.

Entre as principais mudanças, destacou a agência, está o fato de toda a documentação ser entregue digitalmente, eliminando entregas em papel, como ocorre hoje. Além disso, os leilões poderão ocorrer tanto na sede da B3 quanto totalmente online.

Juros futuros avançam na esteira dos Treasuries com impasse nas negociações EUA-Irã e Copom no radar

27 de Abril de 2026, 18:25

A curva de juros futuros encerrou as negociações desta segunda-feira (27) em alta, com avanço de mais de 10 pontos-base no vencimentos de médio e longo prazos, na esteira dos Estados Unidos após a tentativa frustrada de negociações entre Washington e Teerã.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, subiu 4 pontos-base e fechou a 14,135% ante 14,095% do ajuste anterior.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em alta, a 13,615% ante 13,470% do fechamento anterior – um avanço de 14 pontos-base.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia a 13,650% ante 13,540% do fechamento da última sexta-feira (24), alta de 11 pontos-base.

Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, registraram alta.

O yield do Treasury de dois anos – mais sensível a política monetária – terminou a 3,799% ante 3,776% do ajuste anterior.

Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – caiu a 4,340% ante 4,349% do fechamento anterior.

“As Treasuries sobem de forma relativamente paralela, refletindo a alta no preço do petróleo em meio ao impasse para resolução definitiva entre Irã e EUA”, destacou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

“Adicionalmente, o leilão de 2 anos de títulos do Tesouro americano emitido hoje apresentou leve ‘tail‘ (cauda), sinalizando demanda marginalmente mais fraca. Esse movimento é replicado na curva local, que segue o exterior de forma praticamente uniforme”, acrescentou Shahini.

O que mexeu com os DIs hoje?

Os investidores continuaram a precificar o cenário geopolítico na curva de juros futuros, após a tentativa frustrada de negociações entre Washington e Teerã no fim de semana.

Já na tarde de hoje, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o presidente norte-americano Donald Trump discutiu uma nova proposta iraniana para resolver a guerra com Teerã com seus principais assessores de segurança nacional nesta segunda-feira.

Ela ainda afirmou que o presidente quer que a hidrovia de trânsito de petróleo do Estreito de Ormuz seja aberta e que o Irã entregue seu urânio enriquecido.

“Eu não diria que eles estão considerando a possibilidade. Eu diria apenas que houve uma discussão esta manhã que eu não quero adiantar, e vocês ouvirão diretamente do presidente, tenho certeza, sobre esse assunto”, acrescentou Leavitt.

Expectativa para Selic

O Relatório Focus desta segunda-feira mostrou que a expectativa é de redução de 0,25 ponto percentual, de 14,75% para 14,50%, na Selic na próxima quarta-feira (29).

As ações do Copom negociadas na B3 precificavam 86,35% de probabilidade de corte de 25 pontos-base na próxima semana, contra 2,5% de chance de redução de 50 pontos-base, de acordo com a atualização mais recente, da última sexta-feira (24).

O Focus ainda apontou a mediana para o IPCA em 2026 aumentou pela sétima semana seguida, a 4,86%, de 4,80% antes.

*Com informações de Reuters

Bolsa brasileira não está mais barata, diz BofA

25 de Abril de 2026, 11:25

Para o Bank of America (BofA), as ações brasileiras não estão mais “baratas” em termos de valuation.

Nas contas do banco, o Ibovespa (IBOV) – principal índice da bolsa brasileira –, excluindo as commodities, está sendo negociado com um prêmio de 6% em relação à média histórica, mas ainda com desconto de 3% em relação aos mercados emergentes.

Apesar da avaliação, os estrategistas do BofA elevaram o preço-alvo para o IBOV para 210 mil pontos no fim deste ano, segundo relatório divulgado no último dia 22. A projeção anterior era de 180 mil pontos em dezembro.

O banco tem a preferência por empresas alavancadas com geração de caixa resiliente, financeiras e utilities com maior crescimento.

Bolsa brasileira e o fluxo estrangeiro

O Ibovespa acumula valorização de 18,4% desde janeiro, registrando 18 recordes nominais. O último foi registrado em 14 de abril, quando o índice encerrou o pregão aos 198.657,33 pontos.

Ainda de acordo com o BofA, os investidores estrangeiros continuam otimistas em relação ao real e às ações brasileiras.

“A recente abertura das taxas de juros locais criou uma assimetria em caso de um resultado eleitoral positivo ou de um cenário de desescalada da guerra”, destacaram os estrategistas.

Além disso, os ativos brasileiros continuam apresentando desempenho superior, com destaque renda variável e câmbio – o que tem levado parte do mercado a questionar se o Brasil estaria se comportando como um ativo quase livre de risco.

Na última semana, os gringos entraram com aproximadamente US$ 6 milhões (R$ 30 milhões) no mercado brasileiro atráves de fundos de ações, segundo o banco.

Esse movimento deve-se ao forte fluxo de capital para mercados emergentes. Excluindo a China, os estrangeiros injetaram US$ 1,4 bilhões entre os dias 20 e 24. Desde janeiro, as entradas chegaram a US$ 96 bilhões, o dobro do registrado em todo 2025.

Caixa Econômica Federal vai escolher novo presidente do conselho após gestão de Ceron

25 de Abril de 2026, 10:57

A Caixa Econômica Federal elegeu novos conselheiros e haverá agora uma reunião para escolher novo presidente do conselho de administração, informou o banco público em comunicado. Ainda não há data definida para a reunião.

O posto de presidente do conselho ficou vago após o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, ter concluído o mandato. Ele entrou no conselho da Caixa em março de 2023, então como secretário do Tesouro Nacional, e em maio daquele ano foi eleito presidente.

A conselheira Raquel Nadal Cesar Gonçalves responderá interinamente pelo cargo de presidente do conselho, segundo o comunicado.

A Caixa fez assembleia ontem, 24, onde foram eleitos os novos membros do conselho. O banco não informa os nomes no comunicado. Os conselheiros eleitos têm mandato até 2028.

Em fevereiro, Ceron descartou que a Caixa estivesse elaborando um pacote de medidas para socorrer o Banco de Brasília (BRB).

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BC anuncia que dealers poderão realizar operações compromissadas de venda de títulos públicos

25 de Abril de 2026, 10:20

As instituições credenciadas a operar como dealers com o Departamento de Operações do Mercado Aberto (Demab) poderão realizar nos dias úteis operações compromissadas de venda de títulos públicos a partir de 27 de abril, com livre movimentação, da carteira do Banco Central, informou a autarquia.

O horário das operações será das 10h30 às 16h30. O BC explicou ainda que no dia 24 de dezembro, caso seja um dia útil, e no último dia útil de cada ano, o horário de solicitação da operação será das 10h30 às 11h30.

Segundo o BC, a data de liquidação da venda será no próprio dia da contratação, enquanto a data de liquidação da recompra se dará no dia útil seguinte ao da contratação da venda.

Hapvida (HAPV3) lidera os ganhos do Ibovespa e C&A (CEAB3) é ação com pior desempenho; veja os destaques da semana

25 de Abril de 2026, 10:02

O Ibovespa (IBOV) engatou uma segunda semana consecutiva de perdas com incertezas sobre os conflitos no Oriente Médio.

O principal índice da bolsa brasileira acumulou perda de 2,55% na semana e encerrou a última sessão aos 190.745,02 pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) terminou a R$ 4,9982 e teve valorização de 0,30% ante o real no acumulado dos últimos cinco pregões.

Por aqui, o mercado continuou a concentrar as atenções nos efeitos do conflito no Oriente Médio e suas implicações na política monetária. Os preços do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, avançaram % na semana, encerrando a última sessão a US$ 99,13 o barril.

Entre os dados, l, o déficit em transações correntes totalizou US$ 6,036 bilhões em março, com o déficit acumulado em 12 meses totalizando o equivalente a 2,71% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados do Banco Central.

A expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas era de um saldo negativo de US$ 5,489 bilhões no mês. No mesmo período do ano anterior houve déficit de US$ 2,930 bilhões.

Na próxima semana, os investidores devem concentrar as atenções nas decisões de política monetária. No Brasil, a expectativa é um novo corte de 0,25 ponto percentual nos juros, levando a Selic para 14,50% ao ano. Já nos EUA, o mercado espera a manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

De olho no Oriente Médio

No início da semana, a tensão entre Estados Unidos e Irã aumentou após o novo fechamento do Estreito de Ormuz, afetando o fluxo global de petróleo.

Já na quinta-feira (23), Líbano e Israel fecharam mais um acordo temporário. Os dois países estenderam seu cessar-fogo por três semanas após uma reunião de alto nível na Casa Branca, segundo o presidente norte-americano, Donald Trump.

As expectativas de uma nova rodada de negociações entre Washington e Teerã ganharam força na reta final da semana. Na sexta-feira (24), a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse a jornalistas que Trump planejava mandar os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner para negociações com Araqchi em Islamabad, e a dupla partirá ao Paquistão na manhã deste sábado (25).

Sobe e desce do Ibovespa

A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Hapvida (HAPV3), que avançou por quatro sessões consecutivas e superou a cotação de R$ 14 pela primeira vez desde janeiro.

Na última quinta-feira, a companhia informou que os acionistas controladores passaram a deter 55,4% do capital social da empresa. Se forem excluídas em ações em tesouraria, a participação agregada dos acionistas corresponde a 58,62%.

Na visão de analistas, a movimentação da família fundadora é uma sinalização de alinhamento e confiança na companhia.

Confira a seguir as altas do Ibovespa entre 20 e 24 de abril:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
HAPV3Hapvida ON15,21%
USIM5Usiminas PNA5,55%
PETR3Petrobras ON3,88%
RECV3PetroReconcavo ON3,46%
PETR4Petrobras PN3,19%
SBSP3Sabesp ON2,15%
PRIO3PRIO ON1,57%
ENEV3Eneva ON1,52%
GGBR4Gerdau PN1,07%
VBBR3VIBRA energia ON0,27%

Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada por C&A (CEAB3), com pressão da curva de juros futuros em meio à incertezas quanto aos impactos da guerra no Irã na política monetária e consumo dos brasileiros.

Veja as quedas na semana:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
CEAB3C&A Modas ON-12,96%
YDUQ3Yduqs ON-10,33%
TOTS3Totvs ON-9,51%
COGN3Cogna ON-9,17%
DIRR3Direcional ON-8,12%
MBRF3MBRF ON-7,70%
LREN3Lojas Renner ON-7,45%
EMBJ3Embraer ON-7,33%
IRBR3IRB Re ON-7,10%
BBAS3Banco do Brasil ON-6,97%

Intel sobe 24% e supera pico da bolha da internet após projeção espetacular

24 de Abril de 2026, 19:12

As ações da Intel atingiram uma máxima histórica depois que a fabricante de chips apresentou uma projeção de vendas que superou em muito as expectativas de Wall Street, mostrando que finalmente está se beneficiando do boom de investimentos em IA.

A receita ficará entre US$ 13,8 bilhões e US$ 14,8 bilhões no trimestre de junho, afirmou a companhia em comunicado nesta quinta-feira. Analistas estimavam em média US$ 13 bilhões, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Leia mais: Intel surpreende em lucro e receita no 1ª tri e aponta guidance forte; ação salta 17%

A perspectiva otimista sugere que o CEO Lip-Bu Tan está avançando em uma recuperação antes considerada improvável. Depois de atrair grandes investimentos na Intel no ano passado — ajudando a fortalecer o balanço da empresa — ele agora está entregando a promessa de melhorar a operação.

Coletiva de Imprensa do CEO da Intel Corp., Lip-Bu Tan

O CEO Lip-Bu Tan disse que a Intel está trabalhando duro para atender a uma demanda crescente.

“Todo mundo está começando a direcionar pedidos para a Intel, e acho que ainda estamos nos estágios iniciais”, disse Thomas Hayes, presidente da Great Hill Capital e investidor da Intel, à Bloomberg Television. “Isso foi de desespero à euforia em um período de tempo muito curto.”

As ações da Intel dispararam 24%, para US$ 82,57, nas negociações desta sexta-feira em Nova York, alcançando uma máxima histórica pela primeira vez desde agosto de 2000.

O ganho percentual em um único dia foi o maior desde outubro de 1987 e levou a alta acumulada no ano para 124%.

O governo federal é um beneficiário notável dessa disparada. Em um acordo pouco convencional, intermediado pela Casa Branca em agosto, os EUA adquiriram uma participação avaliada em cerca de US$ 8,9 bilhões. O valor dessa posição agora cresceu aproximadamente quatro vezes, para cerca de US$ 36 bilhões.

Leia mais: Participação do governo dos EUA na Intel já subiu 300%, para US$ 36 bilhões

A necessidade de chips para data centers, que alimentem a enorme expansão da IA, está impulsionando a demanda pelos processadores de servidor Xeon, carro-chefe da Intel. Esse tipo de semicondutor generalista — a unidade central de processamento, ou CPU — voltou a ser foco de empresas que tentam transformar seus softwares de IA em serviços capazes de gerar receita.

O rali desta sexta-feira ajudou a impulsionar outras fabricantes de chips, inclusive companhias também focadas em CPUs, como Advanced Micro Devices Inc. e Arm Holdings Plc. As ações da AMD subiram 14%, enquanto os papéis da Arm avançaram 15%.

Em entrevista, Tan disse que a Intel entregou um “resultado sólido”, acima de suas próprias projeções. Ele espera que a forte demanda por processadores usados em sistemas de IA continue a crescer e afirmou que a empresa está “totalmente focada” em aumentar a produção em suas fábricas, que ainda não conseguem atender a todos os pedidos.

“Há uma demanda enorme”, disse Tan. “Estamos trabalhando muito duro com o nosso time para garantir que entreguemos, que consigamos atender essa demanda, mas ainda estamos em falta porque a demanda continua aumentando por parte dos clientes.”

Por enquanto, a Intel também conseguiu contornar outro desafio que a indústria de PCs enfrenta: a escassez de chips de memória.

A demanda explosiva por produtos para servidores atraiu os fornecedores de memória a se concentrarem nos processadores de alta velocidade usados nessas máquinas. Isso reduziu a produção de produtos padrão usados em celulares e computadores pessoais, o que significa que menos desses dispositivos de massa estão sendo fabricados e os preços estão subindo.

Além de avançar na produção, Tan restaurou o balanço da Intel por meio de investimentos externos — a ponto de a empresa recomprar parte de uma fábrica na Irlanda que havia sido obrigada a vender para levantar caixa.

A companhia agora se prepara para uma emissão de títulos de dívida para financiar essa recompra.

Essa aquisição foi vista pelos investidores como um sinal de confiança no futuro. Reforçando o otimismo, o CEO da Tesla, Elon Musk, afirmou na quarta-feira que usará tecnologia da Intel como parte de seu esforço para construir uma fábrica própria de chips. Tan preferiu não dar mais detalhes sobre o relacionamento.

© 2026 Bloomberg L.P.

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Juros futuros fecham em baixa à espera de negociações entre EUA e Irã

24 de Abril de 2026, 18:18

A curva de juros futuros encerrou as negociações desta sexta-feira (24) em queda na expectativa de negociações entre Estados Unidos e Irã, preços do petróleo Brent abaixo de US$ 100 o barril e precificação de corte na Selic na próxima semana.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, caiu 4 pontos-base e fechou a 14,095% ante 14,140% do ajuste anterior.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em baixa, a 13,470% ante 13,575% do fechamento anterior – um recuo de 10 pontos-base.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia a 13,540% ante 13,660% do fechamento da última quinta-feira (23), queda de 12 pontos-base.

Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, registraram perdas.

O yield do Treasury de dois anos – mais sensível a política monetária – terminou a 3,785% ante 3,825% do ajuste anterior.

Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – caiu a 4,306% ante 4,323% do fechamento anterior.

O que mexeu com os DIs hoje?

Os investidores continuaram a precificar o cenário geopolítico na curva de juros futuros, em meio a expectativa de uma nova rodada de negociações entre Washington e Teerã.

Hoje, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse a jornalistas que Trump planeja mandar os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner para negociações com o Irã em Islamabad, e a dupla partirá ao Paquistão na manhã deste sábado (25).

Leavitt ainda disse que o governo Trump viu “algum progresso” do lado iraniano nos últimos dias, sem entrar em detalhes.

Ainda em entrevista à Reuters, Trump afirmou que o país persa planeja fazer uma oferta com o objetivo de satisfazer as exigências dos EUA.

Expectativa para Selic

Na próxima semana, os investidores devem concentrar as atenções nas decisões de política monetária. Nos EUA, o mercado espera a manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

Já no Brasil, a expectativa é um novo corte de 0,25 ponto percentual nos juros, levando a Selic para 14,50% ao ano.

Na quarta-feira (22) – dado consolidado mais recente – as opções de Copom negociadas na B3 precificavam 84% de probabilidade de corte de 25 pontos-base na próxima semana, contra 7% de chance de redução de 50 pontos-base.

Em 6 de abril, um dia antes de EUA e Irã fecharem o cessar-fogo de duas semanas, depois prorrogado, os percentuais eram de 55% e 21,1%, respectivamente.

Mais do que a reunião da próxima semana do Copom, o mercado discute atualmente o que o colegiado fará na reunião seguinte, em junho.

“Tenho dúvidas se ele (o Copom) faz mais uma (redução) de 25 (pontos-base) ou se para por aí”, comentou o economista-chefe da Azimut Brasil Wealth Management, Gino Olivares. “Mesmo que o conflito no Oriente Médio acabe hoje, já se contratou um desequilíbrio econômico no mundo que vai durar alguns trimestres.”

*Com informações de Reuters

Wall Street fecha sem direção única; Nasdaq e S&P 500 batem novos recordes

24 de Abril de 2026, 17:16

Os índices de Wall Street fecharam sem direção única nesta sexta-feira (24) à espera das negociações entre Estados Unidos e Irã no Paquistão. Mesmo assim, o Nasdaq e o S&P 500 bateram novos recordes, impulsionados pelas ações de tecnologia.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,16%, aos 49.229,48 pontos;
  • S&P 500: +0,80%, aos 7.165,08 pontos – no maior nível nominal histórico;
  • Nasdaq: +1,63%, aos 24.836,59 pontos – no maior nível nominal histórico.

Na semana, os números também são mistos: o Dow Jones recuou 0,4%, enquanto S&P 500 subiu cerca de 0,6% e Nasdaq avançou 1,5%.

No fechamento, o VIX (CBOE Volatility Index), considerado um termômetro de risco dos mercados atrelado ao S&P 500, operava em queda de 3,57%, aos 18,62 pontos – o que é considerado como um “ambiente normal” no mercado.

Wall Street acompanha balanços e guerra

Os investidores acompanharam os desdobramentos da guerra entre Estados Unidos e Irã, com sinais de nova rodada de negociações neste fim de semana, e os balanços corporativos.

Durante a tarde, a Casa Branca anunciou a ida de Steve Witkoff e Jared Kushner ao Paquistão para negociações com o Irã trouxe certo alívio para os mercados. A operação dos EUA no país persa passou para a “fase diplomática”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

Mais cedo, a agência de notícias Associated Press informou, segundo dois funcionários paquistaneses, que o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, viaja para o Paquistão para negociações neste final de semana e deve chegar ainda nesta sexta-feira.

À Reuters, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã planeja fazer uma oferta para atender às exigências norte-americanas, em meio à expectativa de retomada das negociações no Paquistão.

“Eles estão fazendo uma oferta e teremos que ver o que acontece”, disse Trump durante entrevista por telefone, acrescentando desconhecer qual seria a oferta.

O presidente dos EUA afirmou ainda “não querer dizer” quais são os interlocutores dos EUA nas negociações, mas que estão “lidando com pessoas que estão no comando agora”.

Apesar dos acenos diplomáticos, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou novas sanções contra o Irã, incluindo o congelamento de US$ 344 milhões em criptomoedas.

Em publicação no X, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse que “continuará a degradar sistematicamente a capacidade de Teerã de gerar, movimentar e repatriar recursos”.

O S&P 500 subiu impulsionado pela disparada de 23% das ações da Intel, após balanço trimestral melhor do que o esperado pelo mercado.

Dados econômicos

No front econômico, a confiança do consumidor dos EUA caiu em abril para o menor nível da série, conforme a guerra com o Irã alimentou temores de inflação, mostrou uma pesquisa nesta sexta-feira.

A Pesquisa do Consumidor da Universidade de Michigan mostrou que seu Índice de Opinião do Consumidor caiu para uma leitura final de 49,8 neste mês, nível mais baixo já registrado para o dado mensal fechado.

Os economistas consultados pela Reuters haviam previsto o índice em 48,0. Ele estava em 53,3 em março.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

Octaciano Neto: ‘A relação entre Faria Lima e o agronegócio não tem volta e vai dominar o financiamento’

22 de Abril de 2026, 12:38

A aproximação entre a Faria Lima e o agronegócio brasileiro ainda está nos primeiros passos, mas caminha para se tornar a principal via de financiamento do setor. Essa é a avaliação de Octaciano Neto, fundador da Zera.ag. e ex-diretor de agronegócio do Grupo Suno, que vê um processo de aprendizado mútuo entre investidores e produtores rurais — e sem retorno possível.

Segundo ele, o estágio atual ainda é inicial, com desafios relevantes dos dois lados. No campo, há uma clara necessidade de evolução em governança e gestão.

“Muitos produtores ainda operam com baixa disciplina financeira, misturando contas pessoais com as da fazenda ou adotando práticas pouco estruturadas” comenta, apesar de ressaltar que há um movimento consistente de amadurecimento em curso.

Do lado do mercado financeiro, o aprendizado também está longe de completo.

“A análise do agronegócio ainda é, muitas vezes, feita com as mesmas ferramentas utilizadas para setores tradicionais, como energia ou saneamento. O agro exige lentes próprias, capazes de capturar suas especificidades, riscos e dinâmicas produtivas”, completa.

As barreiras entre o campo e o mercado de capitais

Esse descompasso ajuda a explicar por que grandes gestoras ainda evitam o crédito direto ao produtor rural.

Seja por percepção de risco elevado ou pela falta de familiaridade com o setor, o fato é que o agro ainda não conta com um ecossistema financeiro tão completo quanto outros segmentos, como imobiliário e infraestrutura — onde já existem “one stop shops” capazes de atender diferentes perfis de risco e operações.

Além disso, há um desafio comercial: é mais simples para gestores captar recursos com teses padronizadas, focadas em empresas com balanços auditados e perfis mais previsíveis, do que apresentar ao investidor operações pulverizadas no campo, muitas vezes ligadas a culturas ou regiões específicas.

Ainda assim, Octaciano é categórico: a conexão está apenas começando, mas é irreversível. No longo prazo, ele não tem dúvidas de que o mercado de capitais será protagonista no financiamento da agricultura brasileira, consolidando uma ponte definitiva entre a Faria Lima e o campo.

IRB(Re) (IRBR3) cai até 3% após números de fevereiro; Safra diz que resultado foi ‘decepcionante’

22 de Abril de 2026, 12:05

As ações do IRB(Re) (IRBR3) operam entre as maiores quedas do Ibovespa (IBOV) nesta quarta-feira (22) em reação a números mensais da companhia.

Por volta de 11h45 (horário de Brasília), IRBR3 tinha queda de 3,45%, a R$ 56,29, figurando como a quarta maior queda do IBOV. Acompanhe o Tempo Real.



Além da aversão a risco doméstica na retomada das negociações após feriado, as ações da resseguradora reagem a números de fevereiro.

Na última segunda-feira (20), a companhia reportou lucro líquido de R$ 11,5 milhões em fevereiro, abaixo dos R$ 30,2 milhões registrados no mesmo mês do ano passado.

Os prêmios emitidos aumentaram de R$ 185,9 milhões em fevereiro de 2025 para R$ 399,4 milhões, assim como os prêmios retidos – de R$ 97,1 milhões para R$ 205,6 milhões – e os prêmios ganhos – de R$ 227,2 milhões para R$ 265,5 milhões.

O resultado de “underwriting”, porém, ficou em R$ 19,8 milhões, contra os R$ 23,2 milhões registrados um ano antes.

O índice de sinistralidade do IRB(Re) passou de 63,9% para 73,6% na base anual.

O Safra clasificou o resultado como “negativo”. Os analistas Daniel Vaz, Maria Luisa Guedes e Rafael Nobre destacaram que o lucro líquido vem caindo desde dezembro, situando-se agora em R$ 460 milhões.

“Isso torna as projeções de consenso para 2026, atualmente em torno de R$ 600 milhões, uma meta difícil de ser alcançada, embora reconheçamos a volatilidade dos números mensais e um melhor desempenho de prêmios emitidos no início do ano”, escreveram em relatório divulgado.

Eles ainda consideraram o lucro líquido de R$ 29 milhões no acumulado no trimestre até fevereiro “decepcionante”.

O Safra mantém a recomendação neutra para IRBR3 com preço-alvo de R$ 61 em dezembro deste ano – o que representa um potencial de valorização de 5% sobre o preço de fechamento anterior. Na última segunda-feira (20), as ações encerraram o dia cotadas a R$ 58,30.

Recorde já é passado? Ibovespa entrou em tendência de queda e deve voltar aos 188 mil pontos, diz Itaú BBA

22 de Abril de 2026, 11:27

Depois de iniciar o mês de abril em forte valorização e renovando recordes históricos, o Ibovespa (IBOV) entrou em realização de lucros recentes. Essa é a avaliação, por ora, da análise técnica do Itaú BBA.

As perspectivas de avanço nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã seguem cercados de incertezas, o que mantém os investidores em região de cautela.

Em relatório, os analistas Fábio Perina e Lucas Piza afirmam, porém, que “ainda falta um impulso adicional para que o mercado, como um todo, fique mais confortável para novas altas”.

Além disso, os índices de Wall Street estão esticados e nas máximas históricas. Já no Brasil, o Ibovespa também opera próximo dos recordes nominais, mas os demais índices setoriais ainda não conseguiram superar as máximas de 2026, diz a equipe de análise técnica do banco.

“A renovação das máximas do ano pelos diferentes índices será um sinal mais claro dessa virada”, destacaram os analistas.

Agora nesse momento de realização de lucros recentes, o Ibovespa deve encontrar suportes em 188.100 e 184.300 pontos – nível em que a tendência volta a ser de alta no curto prazo.

Já em caso de retomada de ganhos, a máxima deixada em 199.354 pontos é o gatilho para a retomada do movimento de alta em busca da marca dos 200 mil pontos.

Sob olhar de médio prazo, a equipe de análise ténica estima que o próximo objetivo está em 250 mil pontos.

“Até lá, a recomendação é manter prudência na seleção dos ativos e uma alocação de risco adequada, atravessando um cenário que segue incerto — apesar do cessar-fogo temporário”, diz o relatório.

Nesta quarta-feira (22), o Ibovespa opera em queda. Por volta de 11h15, o IBOV caía 0,87%, aos 194.430,02 pontos.



Escassez de petróleo cria uma corrida desesperada e prêmios recordes no mercado

11 de Abril de 2026, 21:45

(Bloomberg) — Enquanto os investidores se concentraram no frágil cessar-fogo iraniano esta semana, uma busca desesperada por cargas tem ocorrido no mercado de petróleo, com negociantes e refinadores vasculhando o globo em busca de suprimentos disponíveis imediatamente.

No Mar do Norte, onde há o mercado físico de petróleo bruto mais importante do mundo, os negociantes enviaram 40 lances por cargas esta semana, dos quais apenas quatro foram atendidos por ofertas.

Cargas para entrega nas próximas semanas mudaram de mãos a preços sem precedentes, acima de US$ 140 por barril. Em outros lugares, os refinadores têm buscado suprimentos cada vez mais longe, levando a uma série de negociações incomuns e prêmios crescentes para qualquer petróleo que esteja pronto para ser enviado agora.

Operadores disseram que os movimentos de pânico nos principais mercados físicos de petróleo do mundo demonstraram a escala da escassez de bruto que deve ser sentida nas próximas semanas, à medida que a perda de suprimentos do Oriente Médio deixa uma lacuna crescente.

Os preços astronômicos sinalizam que alguns refinadores europeus provavelmente precisarão seguir os da Ásia e reduzir a produção, disseram eles — uma medida que pode ajudar a equilibrar o mercado de petróleo bruto, mas que aprofundaria a escassez de produtos vitais como diesel e combustível de aviação.

“Simplesmente há falta de petróleo bruto”, disse Neil Crosby, chefe de pesquisa da Sparta Commodities. “O Brent físico está uma bagunça e agora subiu demais. Nesse ritmo, até os refinadores europeus terão que reduzir a utilização, talvez já no próximo mês.”

O frenesi no comércio físico de petróleo contrasta com o mercado de futuros, onde o petróleo para entrega em junho caiu 13% esta semana para fechar em cerca de US$ 95 o barril, em meio ao otimismo sobre o cessar-fogo.

Houve alguns sinais precoces de aumento de atividade no Estreito de Ormuz no fim de semana, com dois superpetroleiros chineses e um da Grécia atravessando a via navegável, mas o tráfego ainda permanece bem abaixo dos níveis pré-guerra. Mesmo que as conversas deste fim de semana levem à retomada dos fluxos normais pelo estreito, é improvável que o alívio venha rápido o suficiente para evitar um aperto. Leva semanas para que o bruto do Golfo chegue às refinarias na Ásia e na Europa.

“As últimas cargas que transitaram pelo Estreito de Ormuz antes do conflito estão agora chegando aos seus destinos. É aqui que os mercados negociados no papel encontram a realidade física, e a lacuna de 40 dias nos fluxos globais de energia está verdadeiramente exposta”, disse Sultan al Jaber, CEO da Abu Dhabi National Oil, em uma postagem no LinkedIn na quinta-feira.

Essa lacuna pode ser vista no prêmio que os refinadores estão dispostos a pagar para garantir cargas de petróleo que estejam disponíveis no curto prazo. Operadores de algumas refinarias asiáticas, falando sob condição de anonimato, disseram que não estão mais focados no preço, e estão simplesmente buscando garantir barris de petróleo onde quer que possam para garantir a segurança energética.

Precificação

O Dated Brent — o benchmark mais importante no mercado físico de petróleo, usado para precificar milhões de barris por dia — atingiu o recorde de US$ 144 o barril antes do cessar-fogo esta semana, superando suas máximas de 2008, mesmo com os futuros permanecendo muito abaixo de seus níveis recordes.

Na sexta-feira, ele havia caído para US$ 126 o barril, ainda mais de US$ 30 acima dos futuros de Brent para entrega em junho, enquanto negociantes, incluindo os grupos Trafigura e Gunvor, estavam oferecendo mais de US$ 22 o barril acima do Dated Brent por cargas de petróleo no Mar do Norte para entrega no final de abril e início de maio.

Suprimentos da Nigéria para carregamento no próximo mês foram oferecidos a até US$ 25 por barril acima do benchmark, em comparação com menos de US$ 3 antes do início da guerra com o Irã.

Os países asiáticos, os mais dependentes do Estreito de Ormuz para suprimentos de petróleo bruto, foram além de suas fontes tradicionais para vasculhar o globo em busca de barris.

Refinadores japoneses lideraram uma corrida para comprar petróleo dos EUA, que está exportando em níveis recordes. Uma onda de compras por refinadores chineses elevou os carregamentos de petróleo de Vancouver, no Canadá, a um nível recorde este mês. E refinadores indianos têm aumentado as compras de petróleo da Venezuela. Na primeira semana de abril, os navios carregaram quase 6 milhões de barris para o país do sul da Ásia, o dobro dos volumes vistos no mesmo período de março.

O foco está nos barris disponíveis o mais rápido possível — e os refinadores estão dispostos a pagar pela prontidão. Refinadores japoneses reservaram navios menores do que o normal para suas compras de petróleo dos EUA, para que possam atravessar o Canal do Panamá e chegar ao Japão mais rapidamente.

No sábado, o presidente Donald Trump postou nas redes sociais sobre o “número massivo” de navios-petroleiros indo para os EUA para carregar seu petróleo. O Midland WTI em Houston, conhecido como MEH, subiu para um prêmio de quase US$ 4 o barril em relação ao benchmark dos EUA, cerca de quatro vezes o seu nível antes da guerra. Operadores disseram que o prêmio refletia o valor temporal do trânsito de cerca de cinco dias para Houston.

A enorme diferença entre o petróleo físico e os futuros é, em parte, um reflexo da mesma dinâmica, com os barris comandando um prêmio enorme quanto mais cedo puderem ser entregues — uma condição de mercado conhecida como retroação (backwardation).

O nível extremo de prêmios para o petróleo de entrega imediata está colocando uma pressão enorme no mercado, disseram operadores e analistas. Refinarias menores estão lutando com necessidades de financiamento muito maiores devido aos preços elevados, bem como o desafio de hedge em um mercado onde o petróleo físico que compram é muito mais caro do que os derivativos mais líquidos vinculados a ele.

“É um enorme pesadelo de gestão de risco de preço — no papel as margens são fantásticas, mas os fluxos de caixa reais de comprar uma carga e decidir refiná-la podem ser bem diferentes”, disse Roberto Ulivieri, consultor na Midhurst Downstream.

Como resultado, alguns refinadores estão começando a se afastar do mercado — e a consequência será uma redução em sua produção, apertando ainda mais os mercados de derivados de petróleo.

Os preços do combustível de aviação e do diesel já dispararam para níveis recordes ou quase recordes acima de US$ 200 o barril. No mercado de gasolina dos EUA, politicamente crucial, os estoques encolheram para o menor nível em quase 16 anos, de acordo com a Administração de Informação de Energia.

E conforme os compradores de petróleo descem sobre os EUA, analistas alertam que a escassez do mercado será sentida lá em seguida.

“Os mercados físicos não estão seguindo as redes sociais. Em vez disso, eles se fortaleceram implacavelmente conforme as interrupções se espalharam da Ásia para a bacia do Atlântico”, disse Amrita Sen, cofundadora da consultoria Energy Aspects. “Se os futuros não alcançarem as realidades físicas, as exportações dos EUA podem facilmente permanecer elevadas, se a disponibilidade de navios permitir, a ponto de não sobrar petróleo bruto suficiente para as refinarias dos EUA.”

© 2026 Bloomberg L.P.

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EUA dizem que hackers iranianos atacam sistemas de água e energia do país

7 de Abril de 2026, 19:03

O governo Trump alertou que hackers ligados ao Irã estão mirando infraestrutura crítica nos EUA, incluindo sistemas de água potável e o setor de energia.

Segundo comunicado conjunto divulgado nesta terça-feira pela Agência de Proteção Ambiental (EPA), pelo FBI e por outros órgãos, os ataques têm como alvo tecnologias usadas em sistemas de água e esgoto, além de instalações e serviços governamentais. O alerta não informou em quais regiões os ataques estão ocorrendo.

“O FBI e seus parceiros estão divulgando este aviso para garantir que as organizações estejam na melhor posição possível para se defender de investidas de agentes cibernéticos ligados ao Irã”, afirmou Brett Leatherman, diretor-assistente da divisão de cibersegurança do FBI, no comunicado.

De acordo com o texto, os ataques são semelhantes a ações anteriores do grupo CyberAv3ngers. A organização já havia mirado, em 2023, dispositivos de controle usados em sistemas de água e esgoto e, segundo o governo americano, tem vínculos com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.

Os ataques mais recentes têm como alvo “controladores lógicos” fabricados pela Rockwell Automation Inc., empresa sediada em Milwaukee. Em alguns casos, eles já provocaram “interrupções operacionais e prejuízos financeiros”, segundo o comunicado.

© 2026 Bloomberg L.P.

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Bolsas de NY fecham mistas com cautela amenizada por notícia sobre proposta sobre Irã

7 de Abril de 2026, 19:01

As bolsas em Nova York fecharam mistas nesta terça-feira, 7, ganhando fôlego na reta final do pregão, em meio a notícias que movimentaram a aproximação de um deadline determinado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã aceite um acordo. Segundo a Axios, a secretária de imprensa da Casa Branca Karoline Leavitt, afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, foi informado da proposta de cessar-fogo com o Irã, feita pelo Paquistão, e que “uma resposta virá”.

O Dow Jones fechou em baixa de 0,18%, aos 46.584,46 pontos. O S&P 500 ganhou 0,08%, aos 6.616,85 pontos, e o Nasdaq avançou 0 10%, aos 22.017,85 pontos.

O Paquistão propôs que os EUA adiem o prazo final para as negociações de paz com o Irã por mais duas semanas, enquanto solicitou que o Irã conceda a reabertura do Estreito de Ormuz pelo mesmo período.

A sessão transcorreu mais cedo sob a nuvem de incerteza, à medida que o relógio da contagem regressiva continuava a avançar. “A situação mantém-se fluida, com os dois lados continuando a trocar retórica belicista”, escreveu o estrategista de mercado sênior da NYSE, Michael Reinking. “Há também relatos contraditórios sobre os esforços diplomáticos e sobre se essas linhas de comunicação permanecem abertas ou não”, listou.

Mesmo com a aproximação do deadline, as ações de defesa não encontravam ímpeto adicional em NY. A Lockheed Martin caiu 1,6%, a RTX Corporation perdeu 0,25% e a Northrop Grumman caiu 0,76%.

Ativos do setor petrolífero ficaram instáveis diante da falta de convicção dos investidores sobre um direcional, mas a Chevron acabou subindo 1,4%, ampliando a alta em 2026 para 32,2%. A ExxonMobil ganhou 0,33%, após avanço de mais de 36% neste ano.

A Unitedhealth (9,37%) ajudou a limitar as perdas do Dow Jones. A operadora de saúde subiu após o governo dos EUA anunciar na segunda-feira que aumentará os pagamentos aos seguradores do Medicare. A Elevance Health avançou 3,09% e a CVS Health saltou 6,7avgo%.

A Broadcom marcou ganhos de 6,21% após informar que vai desenvolver e fornecer chips personalizados de inteligência artificial para o Google e capacidade computacional adicional para a Anthropic.

Entre os dados da economia americana, as encomendas de bens duráveis tiveram queda mais pronunciada do que a esperada em fevereiro.

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Embraer assina memorando de entendimento com Alada para explorar setor de defesa

7 de Abril de 2026, 18:52

A Embraer (EMBR3) e a Empresa de Projetos Aeroespaciais do Brasil (Alada) assinaram um memorando de entendimento para avaliação de oportunidades de negócios no mercado de defesa e segurança, segundo comunicado divulgado pela fabricante de aeronaves nesta terça-feira.

“A assinatura deste memorando identificará e explorará oportunidades potenciais no mercado de defesa, permitindo que países que necessitam de contratos entre governos acessem uma nova opção de negociação para a aquisição de produtos e soluções da Embraer”, disse Fabio Caparica, vice-presidente de Contratos da Embraer Defesa e Segurança.

A Alada foi designada pelo Ministério da Defesa como entidade autorizada a realizar aquisições entre governos em benefício da Base Industrial de Defesa, afirmou a Embraer no comunicado.

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Eleições ainda representam volatilidade passageira, não sinal estrutural para investimentos, dizem gestores

7 de Abril de 2026, 18:49

A seis meses do pleito presidencial, parte dos gestores reafirma uma postura de cautela, classificando as movimentações políticas atuais mais como volatilidade passageira do que como sinais estruturais para investimentos.

No 12º Fórum de Investimentos do Bradesco BBI, especialistas disseram que a ainda estão de fora das apostas eleitorais, com a leitura de que é cedo para traçar possíveis cenários.

Para os gestores convidados, o momento exige uma distinção rigorosa entre o “ruído”, que gera oscilações diárias de preços, e o “sinal”, que efetivamente embasa a tomada de decisão de longo prazo.

“Existe ainda muita incerteza sobre como vai se dar a disputa eleitoral até o momento da eleição. A gente não acredita em ‘treidar’, em negociar esses ruídos até a eleição”, afirmou Rodrigo Santoro, diretor de equities da Bradesco Asset Management.

A percepção dos gestores é de que o processo eleitoral, com debates e pesquisas de maior peso, só deve começar a partir de agosto ou setembro. Este será o momento de rever as estratégias de forma mais decisiva.

Oposição no páreo

Embora o cenário político brasileiro esteja fragmentado entre “esquerda” e “direita”, o que torna prognósticos definitivos precoces, os gestores estão otimistas com as mudanças de ares que as últimas pesquisas eleitorais trouxeram.

Houve uma dissipação do temor inicial de vitória garantida do atual governo petista. Atualmente, os dados indicam um fortalecimento da oposição, o que é lido de forma positiva pelos agentes financeiros.

Para Santoro, no atual xadrez eleitoral, a intenção de voto direta tem menos peso do que a taxa de rejeição, que surge como indicador mais relevante para o monitoramento dos gestores.

“Vai ser uma disputa apertada. Dificilmente a gente vai ter um cenário óbvio, o que nos obriga a ter cautela. Não dá para fazer uma aposta agora porque não é um cenário 80-20″, afirmou André Caldas, sócio e gestor de ações da Springs Capital.

Estatais não são mais o trade o eleitoral

Diferentemente de anos anteriores, em que ações de estatais como o Banco do Brasil (BBAS3) e a Petrobras (PETR4) eram trades óbvios, neste ano, essas empresas não estão apresentando descontos profundos para servirem como base de uma posição vitoriosa de um lado ou outro.

Diante desta mudança estrutural, para navegar esse período, o mercado tem priorizado três frentes de alocação:

  • Uso de Opções: Em vez de comprar ações diretamente, os gestores estão se valendo de Opções para fazer apostas direcionais com perda controlada e limitada ao custo da operação.
  • Dinheiro sobrando: A escolha por empresas com gestão sólida e, preferencialmente, com caixa líquido (mais dinheiro em caixa do que dívidas) também está no radar dos especialistas.
  • Bond Proxies e Energia: A exposição a empresas de energia e ativos que conseguem repassar a inflação ganhou mais força diante da guerra. É uma forma de se proteger caso o cenário macroeconômico global piore, pressionado pelos custos de energia.

Gestores veem Ibovespa descontado e dizem que guerra e eleições não tiram atratividade

7 de Abril de 2026, 18:29

Nem guerra nem eleições devem tirar a atratividade das ações brasileiras, embora possam gerar volatilidade. Essa é a avaliação de parte dos gestores de fundos, que veem o Ibovespa ainda descontado e com espaço para ganhos nos próximos meses.

No 12º Fórum de Investimentos do Bradesco BBI, Sara Delfim, sócia da Dahlia Capital, disse que o investidor local ainda é excessivamente pessimista com os ativos brasileiros.

“O [investidor] local está sempre em busca dos astros alinhados, do momento exato para entrar na Bolsa, mas não é assim que funciona”, afirmou a gestora. Para ela, sempre há espaço para posição em ações, o que muda de tempos em tempos é o tamanho dessa exposição.

Delfim defendeu no painel de fundos de ações que o Brasil está bem em relação a pares. Mesmo com os juros altos, as empresas estão se mostrando resilientes e conseguindo aumentar o lucro.

Até mesmo a questão da dívida pública, que é um tópico sempre presente entre os agentes financeiros, foi relativizado pela gestora. Ela afirmou que o endividamento público é um problema global, não exclusivo do Brasil.

“Mesmo com a guerra, nosso país exporta petróleo e não está tão exposto”, afirmou.

Para Delfim, o histórico do Ibovespa nos últimos anos fala por si. No acumulado dos últimos três anos (2023, 2024, 2025 e 2026 parcial), a Bolsa pagou mais do que o CDI — indicador que acompanha os juros e é benchmark para investimentos no país. O Ibovespa entregou 71,3% enquanto o CDI pagou 48,4%.

“A Bolsa não é sempre o patinho feio. Tem oportunidade. Você tem que estar posicionado, obviamente, com seletividade”, afirmou.

Freios para o Ibovespa?

No começo deste ano, o Ibovespa passou por um rali protagonizado por investidores estrangeiros que levou o índice de ações a superar os 200 mil pontos — um recorde bastante significativo.

Para os próximos meses, André Lion, sócio e gestor da Ibiuna Investimentos, espera a continuidade desse movimento dos estrangeiros, ainda que em menor volume.

Neste momento, o fluxo perdeu tração diante da aversão ao risco gerada pela guerra no Oriente Médio. No entanto, o gestor destaca como o estrangeiro não se prende ao juro local e nem à preocupação com a dívida pública.

A grande questão nesse momento é até quando a guerra vai durar e se serão realizados acordos.

“Tudo está completamente em aberto. O que a gente sabe é que o preço de energia subiu no mundo inteiro. Então, hoje, a discussão que a gente tem é sobre preço de energia e juros”, afirmou Lion.

Para ele e os demais gestores, a queda dos juros é um gatilho importante para os investidores locais, enquanto a guerra é importante para a retomada dos investidores estrangeiros.

Nesta terça (7) acaba o prazo que os Estados Unidos deram ao Irã para firmar um acordo de cessar-fogo. Em uma postagem nas redes sociais, o presidente Donald Trump afirmou que “uma civilização inteira morrerá” caso Teerã não aceite as propostas norte-americanas.

Do outro lado, a Guarda Revolucionária do Irã respondeu dizendo que um ataque relâmpago do Irã “remodelaria o planeta”, e acrescentou: “não teste a paciência que se tornou um furacão”.

Para André Caldas, sócio e gestor na Springs Capital, a disputa retórica é apenas ruído. O fato de o Irã já ter indicado que tem condições para um acordo indica que o país está disposto a negociar. O gestor vê o copo meio cheio e não acredita que a guerra se estenderá por mais de três meses.

Enquanto isso, a expectativa é de continuidade da queda dos juros. No entanto, apenas com uma resolução da guerra será possível ter mais clareza de até onde o Banco Central conseguirá ir.

Onde investir

Não são todas as ações e nem todos os setores que merecem espaço na carteira de investimentos. Embora as empresas estejam se mostrando resilientes, o ambiente ainda é de incerteza e volatilidade.

De modo geral, todos os gestores estão olhando para um setor: energia.

“No começo do ano estávamos falando em petróleo a US$ 60, a US$ 50. Agora, a discussão é em torno de US$ 80 a US$ 90. A gente já aumentou o investimento no setor de energia como um todo”, afirmou Lion.

Caldas também vê oportunidade nos títulos públicos indexados à inflação. No Tesouro Direto, é o Tesouro IPCA+, enquanto no jargão financeiro são as NTN-Bs.

Para ele, o prêmio desses títulos está muito alto por causa dos juros e da discussão sobre as contas públicas. No entanto, a expectativa atual é de queda dos juros e de mudança política nas eleições presidenciais.

“A grande oportunidade do momento são as NTN-Bs. A assimetria futura é de fechamento da taxa e isso vai refletir na Bolsa também, porque é muito upside”, disse.

Rodrigo Santoro, diretor de equities da Bradesco Asset Management, disse que a casa está posicionada em ações com bons balanços, mas que podem se beneficiar de juros menores. Além disso, a posição em caixa ainda é alta, diante da volatilidade maior dos últimos tempos.

Petróleo Brent cai mais de 6% no after market à espera de prazo de Trump para Irã

7 de Abril de 2026, 18:25

Após encerrar o pregão com sinais mistos, com ligeira queda para o contrato WTI e alta para o Brent, o petróleo passou a recuar com força durante o after market.

O otimismo nas negociações da commodity vieram do potencial aumento de prazo dos EUA para o Irã a pedido do Paquistão. Mais cedo, aumentavam as tensões com a aproximação do prazo estipulado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã aceite um cessar-fogo e realize a reabertura do Estreito de Ormuz.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio operava em queda de 1,84% (US$ 0,54), a US$ 110,34 o barril.

Já o Brent para junho caia 6,17% (US$ 0,50), a US$ 103 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

A commodity energética oscilou ao longo do pregão em meio aos relatos sobre as negociações Estados Unidos-Irã.

Segundo o New York Times, o Irã interrompeu as negociações com os EUA e informou ao Paquistão que não participará mais de conversas sobre um cessar-fogo. No pico da sessão, o petróleo WTI atingiu os US$ 117 e o Brent US$ 111 por barril, antes de perderem fôlego.

Trump intensificou ainda mais as ameaças contra o Irã nesta terça-feira ao afirmar que “uma civilização inteira morrerá esta noite”.

Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) alertou que poderá atingir infraestruturas energéticas e privar a região de petróleo e gás “por anos”.

Com a guerra já em sua sexta semana, o Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês) elevou sua projeção para o preço médio do petróleo Brent em 2026 para US$ 96 por barril e passou a estimar valor médio de US$ 76 em 2027, em virtude da guerra no Irã.

Já analistas do UBS avaliam que a recuperação da produção de petróleo aos níveis anteriores ao conflito deve levar mais tempo o que indica que os preços tendem a permanecer elevados por algum período.

Enquanto isso, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) informou que sua produção de petróleo despencou 25% em março, a maior queda em pelo menos quatro décadas, de acordo com um levantamento da Bloomberg.

Como a guerra no Irã afetou o mercado

AtivoPreço 27/02Preço 07/04Variação (%)
Petróleo Brent (US$)72,48109,27+50,8%
Petróleo WTI (US$)67,02112,95+68,5%
Ibovespa (pontos)188.787188.259-0,28%
PETR4 (R$)39,3348,52+23,4%
S&P 500 (pontos)6.878,886.616,84-3,8%

(com Estadão Conteúdo)

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Juros futuros invertem sinal e fecham em baixa com expectativa de negociações entre EUA e Irã

7 de Abril de 2026, 18:24

A curva de juros futuros inverteu a trajetória na reta final do pregão com expectativa de um acordo de cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã “de última hora” com mediação do Paquistão.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou a 14,145%, na mínima intradia, ante 14,170% do ajuste anterior. Mais cedo, a taxa chegou a subir mais de 11 pontos-base, registrando máxima a 14,280%.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou a 13,680%, ante 13,725% do fechamento anterior.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o pregão a 13,795%, no menor nível diário, ante 13,820% do fechamento da última segunda-feira (6).

Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, também inverteram o sinal nos últimos minutos do pregão e fecharam em queda.

O yield do Treasury de dois anos – mais sensível a política monetária – caiu a 3,800% ante 3,850% do ajuste anterior. Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – subia a 4,301% ante 4,335% do fechamento anterior.

De olho em acordo no Oriente Médio

Na tentativa de amenizar as tensões geopolíticas, o Pasquistão pediu para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estender o prazo de tratativas por duas semanas.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os “os esforços diplomáticos para uma resolução pacífica da guerra em curso no Oriente Médio estão progredindo de forma constante, firme e eficaz, com potencial para alcançar resultados substanciais em um futuro próximo”, em publicação na rede social X.

Sharif ainda sugeriu que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz “como um gesto de boa vontade” nessas duas semanas, como parte do cumprimento de um cessar-fogo entre os dois países nesse intervalo.

Em resposta, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavit, disse ao Axios que Trump informado da proposta e uma “resposta será dada.”

Vale lembrar que, pela manhã, o chefe da Casa Branca afirmou que “uma civilização morrerá hoje à noite” se um acordo com o Irã não fosse firmado até às 21h (horário de Brasília), em publicação na rede social Truth.

*Com informações de Estadão Conteúdo

Block trade com ações da Hapvida (HAPV3) movimenta quase R$ 200 milhões na B3

7 de Abril de 2026, 18:20

Um block trade com ações da Hapvida (HAPV3) movimentou R$ 199,1 milhões na B3 no final do pregão desta terça-feira (2), segundo informações da Agência Bovespa.

A operação envolveu a venda de 19.409.600 ações, o equivalente a 3,86% do valor de mercado da companhia.

O preço final foi fixado em R$ 10,26 por ação, o que corresponde a um desconto de 4,09% em relação ao fechamento do pregão da véspera.

Antes do leilão, HAPV3 caía 4,96%, a R$ 10,15. Após a operação, as ações da companhia encerraram o dia com queda de 3,93%, a R$ 10,26.



No acumulado do ano, os papéis da operadora de saúde recuam 30,5%.

Mudanças na Hapvida

Ontem (6), a Hapvida informou que Jorge Pinheiro deixará o comando da companhia após 27 anos para assumir uma posição no conselho de administração. A transição foi comunicada em carta ao mercado e ocorre após críticas recentes à governança da empresa pela Squadra Investimentos.

Na semana passada, a gestora divulgou uma carta na qual questiona a governança da companhia e defende a adoção do voto múltiplo na eleição do conselho.

No documento, a Squadra também critica decisões estratégicas da companhia, a integração após a fusão com a NotreDame Intermédica, a deterioração operacional e a remuneração da administração.

Até então, a gestora detinha 6,98% do capital votante da Hapvida e indicou três nomes para o colegiado, além de defender mudanças na composição do conselho.

Dólar hoje fecha estável a R$ 5,15 à espera de desfecho para ultimato de Trump ao Irã

7 de Abril de 2026, 17:47

Após exibir altas em diferentes momentos da sessão, o dólar fechou a terça-feira praticamente estável ante o real, após notícia de que a Casa Branca avalia uma proposta para estender o prazo dado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, para que o Irã aceite um acordo e reabra o Estreito de Ormuz.

Leia mais: Dólar Hoje: Confira a cotação e fechamento diário do dólar comercial

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista fechou com leve alta de 0,16%, aos R$5,1549. No ano, a divisa passou a acumular recuo de 6,09%.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,154
  • Venda: R$ 5,154

O que aconteceu do dólar hoje?

O ultimato dado ao Irã permeou os mercados globais nesta terça-feira, sem que surgisse uma solução até o momento para que o Estreito de Ormuz seja reaberto à navegação. O prazo dado originalmente por Trump para que um acordo seja fechado vai até 21h (pelo horário de Brasília).

Pela manhã, Trump reiterou as ameaças contra o Irã e disse que “uma civilização inteira morrerá esta noite” se não for alcançado um acordo. Em contrapartida, uma fonte iraniana afirmou que “toda a região e a Arábia Saudita cairão na escuridão total com os ataques de retaliação do Irã”.

Neste cenário, o dólar à vista atingiu a cotação máxima intradia de R$5,1738 (+0,53%) às 14h, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, como o peso chileno e o rand sul-africano.

No fim da sessão, no entanto, a notícia de que Trump foi informado sobre uma proposta do Paquistão para estender em duas semanas o prazo dado ao Irã trouxe certo alívio para os mercados globais de moedas. A Casa Branca prometeu uma resposta.

Em função disso, o dólar à vista se reaproximou da estabilidade ante o real, enquanto a divisa para maio, negociada até mais tarde na B3, desacelerou.

Como a guerra no Irã afetou o mercado

AtivoPreço 27/02Preço 07/04Variação (%)
Petróleo Brent (US$)72,48109,27+50,8%
Petróleo WTI (US$)67,02112,95+68,5%
Ibovespa (pontos)188.787188.259-0,28%
PETR4 (R$)39,3348,52+23,4%
S&P 500 (pontos)6.878,886.616,84-3,8%

(Com Reuters)

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UBS reduz preço-alvo do S&P 500 como efeito da recuperação lenta pós-guerra

7 de Abril de 2026, 17:39
O entusiasmo por elas está diminuindo à medida que o interesse pelo restante do S&P 500 aumenta. Fotógrafo: Cedric von Niederhausern/Bloomberg

Mesmo com as expectativas altas de fim próximo da guerra no Oriente Médio, a retomada dos fluxos de energia devem demorar mais. Para o UBS, a recuperação dos níveis pré-conflito poderá levar mais tempo, pressionando a economia. Em resposta a esse cenário, o banco decidiu reduzir as projeções de preço para o S&P 500.

Para junho de 2026, a projeção cai de 7.300 para 7.000. Para dezembro deste ano, recua de 7.700 para 7.500. Apesar da apreensão com o cenário, a estimativa de lucro por ação para 2026 permanece inalterada, de US$ 310, representando um crescimento de 11%.

As projeções também sugerem um potencial de valorização atrativo. Por esse motivo, o UBS manteve a visão Attractive (perspectiva positiva) para as ações dos Estados Unidos. De acordo com os analistas, os efeitos negativos da guerra deve diminuir nas próximas semanas, impulsionando as ações e provocando um crescimento saudável dos lucros.

Por outro lado, os cálculos mostram uma recuperação mais lenta da produção de petróleo aos níveis pré-conflito. Como efeito disso, o UBS acredita que os preços devem seguir altos, obstruindo o crescimento econômico e mantendo as pressões inflacionárias.

Essa dinâmica, conforme o banco, provavelmente atrasará novos cortes de juros pelo Federal Reserve. As novas estimativas dos analistas adiaram a possibilidade de corte para setembro e dezembro. “Embora não acreditemos que isso represente uma ameaça significativa à expansão econômica, implica um cenário macroeconômico um pouco menos favorável em relação às expectativas anteriores”, explicam.

Potencial de valorização

Mesmo com o atraso no afrouxamento monetário, o UBS espera um avanço nas ações. Esse movimento, de acordo com os economistas, será sustentado por uma combinação de crescimento sólido dos lucros, um FED ainda amplamente favorável, e a contínua adoção e monetização da inteligência artificial.

Outros fatores como a taxa de volatilidade, também representam um bom sinal. Em março, o índice VIX, que mede a volatilidade, fechou acima de 31, um valor maior do que 93% das observações históricas. Segundo o UBS, quando o VIX fechou acima desse nível, o S&P 500 apresentou retorno médio anual de 22% no ano seguinte.

De maneira geral, a nova estimativa considera uma desaceleração no conflito no Oriente Médio e depende da recuperação dos fluxos de energia para impulsionar os ganhos. Uma possível extensão não esperada da guerra, levando à redução do fluxo de petróleo, por exemplo, poderia pressionar esse resultado.

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Ibovespa ganha fôlego na reta final do pregão e fecha em leve alta; dólar sobe a R$ 5,15

7 de Abril de 2026, 17:23

O Ibovespa (IBOV) ganhou fôlego nos últimos minutos do pregão com expectativa de avanço nas negociações de última hora para um cessar-fogo no Oriente Médio.

Nesta terça-feira (7), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com leve alta de 0,05%, aos 188.258,91 pontos, na máxima intradia.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,1550, com alta de 0,16%.

Por aqui, os investidores dividiram as atenções com cenário eleitoral, novas medidas do governo para conter os preços dos combustíveis e dados econômicos.

Entre os dados, a balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 6,405 bilhões em março, segundo dados divulgados nesta terça-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O resultado de março ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro apontada na pesquisa Projeções Broadcast, de superávit comercial de US$ 7,55 bilhões, após saldo positivo de US$ 4,208 bilhões em fevereiro.

Na avaliação de Luiza Pinese, economista da XP, os efeitos do choque do petróleo decorrente do conflito no Oriente Médio devem se tornar mais evidentes nos próximos meses.

O MDIC também revisou as estimativas para 2026 e prevê saldo positivo de US$ 72,1 bilhões, próximo ao piso da projeção anterior, divulgada em janeiro.

Altas e quedas do Ibovespa

Entre as ações negociadas no Ibovespa, a Suzano (SUZB3) despencou 6,39% (R$ 46,43), pressionada pela revisão do Bank of America (BofA). O banco rebaixou a recomendação das ações de compra para neutra.

Além disso, a equipe de analistas cortou o preço-alvo para o fim de 2026 de R$ 82 para R$ 57.

SUZB3 também foi a ação mais negociada da B3 com 56,585 mil negócios e giro financeiro de R$ 2,122 bilhões.

A ponta negativa foi liderada por MRV (MVRE3), com queda de 9,45% (R$ 7,19), em reação à prévia operacional do primeiro trimestre deste ano (1T26).

Já a ponta positiva foi encabeçada por Braskem (BRKM5), que encerrou o pregão com alta de 7,26% (R$ 9,01), em recuperação das perdas da véspera. Ontem (6), os papéis caíram mais de 7%.

Exterior

Os índices de Wall Street tiveram mais um dia de perdas com novo ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Pela manhã, o chefe da Casa Branca disse que “toda a civilização morrerá hoje à noite” se um acordo com o Irã não for firmado, em publicação na rede social Truth. O prazo final de negociações imposto por Trump se encerra ainda hoje, às 21h (horário de Brasília).

No final da tarde, o Pasquistão pediu para Trump estender o prazo de tratativas por duas semanas. Em resposta, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavit, disse ao Axios que Trump informado da proposta e uma “resposta será dada.”

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,18%, aos 46.584,46 pontos;
  • S&P 500: +0,08%, aos 6.616,85 pontos;
  • Nasdaq: +0,10%, aos 22.017,84 pontos.

LEIA MAIS EM: Wall Street fecha sem direção única com expectativa de um cessar-fogo no Oriente Médio

Na Europa, os principais índices também encerraram em queda com incertezas sobre o conflito no Oriente Médio na retomada do feriado prolongado. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com baixa de 1,01%, aos 590,59 pontos.

Na Ásia, os índices tiveram uma sessão mista no primeiro dia de negociações da semana. O índice Nikkei, do Japão, ficou praticamente estável com alta de 0,03%, aos 52.429,56 pontos.

Wall Street fecha sem direção única com expectativa de um cessar-fogo no Oriente Médio

7 de Abril de 2026, 17:12

Os índices de Wall Street encerraram o pregão desta terça-feira (7) com a expectativa de um cessar-fogo no Oriente Médio após o Paquistão, mediador das negociações entre EUA e Irã, pedir o prolongamento do prazo de Trump.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,18%, aos 46.584,46 pontos;
  • S&P 500: +0,08%, aos 6.616,85 pontos;
  • Nasdaq: +0,10%, aos 22.017,84 pontos.

O VIX (CBOE Volatility Index), considerado um termômetro de risco dos mercados atrelado ao S&P 500, encerrou aos 25,74 pontos (+6,41%). O número na faixa de 25 a 30 pontos indica “turbulência” no mercado.

Novas ameaças de Trump ao Irã

Hoje pela manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom e disse que “toda a civilização morrerá hoje à noite” se um acordo com o Irã não for firmado, em publicação na rede social Truth.

Apesar do tom, a pressão para um acordo com o Irã já havia se intensificado nos últimos dias. No domingo (5), Trump emitiu uma ameaça repleto de palavrões, alertando o Irã de que estaria “vivendo no inferno” se o Estreito de Ormuz não fosse reaberto até esta terça-feira às 21h (horário de Brasília).

Também nesta terça-feira, o vice-presidente norte-americano, JD Vance, afirmou que a guerra com o Irã será concluída “muito em breve” e indicou que Washington ainda espera avanços diplomáticos até o prazo final imposto pelo presidente Donald Trump, às 21h (de Brasília).

No início da tarde, o New York Times noticiou que o Irã suspendeu as negociações com os EUA e também informou ao Paquistão, mediador das tratativas entre os dois países, que não participará de mais conversas sobre um cessar-fogo.

Já na reta final do pregão, o Pasquistão pediu para Trump estender o prazo de tratativas por duas semanas.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os “os esforços diplomáticos para uma resolução pacífica da guerra em curso no Oriente Médio estão progredindo de forma constante, firme e eficaz, com potencial para alcançar resultados substanciais em um futuro próximo”, em publicação na rede social X.

Sharif ainda sugeriu que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz “como um gesto de boa vontade” nessas duas semanas, como parte do cumprimento de um cessar-fogo entre os dois países nesse intervalo.

*Com informações de Reuters

Dólar tem leve alta a R$ 5,15 com ultimato de Trump ao Irã

7 de Abril de 2026, 17:08

O dólar à vista ganhou força ante o real, em uma sessão marcada pela expectativa de um acordo de paz no Oriente Médio após o ultimato do presidente norte-americano, Donald Trump.

Nesta terça-feira (7), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 5,1550, com leve alta de 0,17%.



O movimento destoou do desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com queda de 0,33%, aos 99,651 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

A escalada de tensões no Oriente Médio continuou a concentrar o foco dos investidores.

Pela manhã, presidente dos Estados Unidos elevou o tom contra o Irã e disse que “toda uma civilização morrerá hoje à noite” se um acordo de cessar-fogo não fosse firmado ainda hoje, em publicação na rede social Truth.

O vice-presidente norte-americano, JD Vance, também afirmou que a guerra com o Irã será concluída “muito em breve” e indicou que Washington ainda espera avanços diplomáticos até o prazo final imposto pelo presidente Donald Trump, às 21h (de Brasília).

No início da tarde, o New York Times noticiou que o Irã suspendeu as negociações com os EUA e também informou ao Paquistão, mediador das tratativas entre os dois países, que não participará de mais conversas sobre um cessar-fogo.

Já na reta final do pregão, o Pasquistão pediu para Trump estender o prazo de tratativas por duas semanas.

O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, disse que os “os esforços diplomáticos para uma resolução pacífica da guerra em curso no Oriente Médio estão progredindo de forma constante, firme e eficaz, com potencial para alcançar resultados substanciais em um futuro próximo”, em publicação na rede social X.

Dados locais

Em segundo plano, os investidores reagiram a dados domésticos. Entre eles, a balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 6,405 bilhões em março, segundo dados divulgados nesta terça-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O valor foi alcançado com exportações de US$ 31,603 bilhões e importações de US$ 25,199 bilhões.

O resultado de março ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro apontada na pesquisa Projeções Broadcast, de superávit comercial de US$ 7,55 bilhões, após saldo positivo de US$ 4,208 bilhões em fevereiro.

O MDIC também revisou as estimativas para 2026 e prevê saldo positivo de US$ 72,1 bilhões, próximo ao piso da projeção anterior, divulgada em janeiro.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

Açúcar bruto atinge máxima de 5 meses com retomada da alta do petróleo

26 de Março de 2026, 18:36

Os contratos futuros do açúcar bruto na bolsa ICE atingiram uma máxima de cinco meses nesta quinta-feira, com a retomada da alta dos preços do petróleo em meio à incerteza entre os investidores sobre as perspectivas do fim da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.

Um aumento sustentado nos preços do petróleo pode fazer com que as usinas de cana no maior produtor, o Brasil, e em outros países reduzam a produção de açúcar em favor do etanol.

O açúcar bruto subiu 0,32 centavo, ou 2,1%, a 15,87 centavos de dólar por libra-peso, depois de ter atingido uma máxima de cinco meses de 15,97 centavos mais cedo.

Sinais contraditórios emitidos anteriormente pelos EUA e pelo Irã sobre as negociações para acabar com a guerra no Oriente Médio deixaram os mercados nervosos, com as ações e títulos caindo em meio ao aumento do preço do petróleo.

O Brasil deve reduzir as exportações de açúcar na temporada 2026/27 em 14,2%, já que as usinas desviam a cana-de-açúcar para produzir etanol devido aos altos preços da energia, informou a consultoria Safras & Mercado na quinta-feira.

A AP commodities disse que, embora o açúcar esteja sob pressão devido aos modestos excedentes e à forte venda especulativa, é provável que surjam recuperações, mesmo que temporárias, dada a sensibilidade do adoçante aos riscos climáticos e a fatores ligados ao etanol.

A consultoria acrescentou que as posições vendidas dos especuladores, ou apostas na queda dos preços, são grandes, o que significa que há o risco de que muitos revertam o curso e apostem em ganhos de preços se suas posições permanecerem no vermelho por muito mais tempo.

O açúcar branco subiu 1,2%, para US$459,60 a tonelada.

Café

O café arábica caiu 8,45 centavos de dólar, ou 2,7%, para US$3,0765 por libra-peso, depois de ter atingido a máxima de sete semanas, de US$3,1950, na terça-feira.

A anomalia climática conhecida como El Niño deverá se desenvolver globalmente por volta do terceiro trimestre deste ano e deverá trazer secura e temperaturas mais altas até o início de 2027 para as áreas tropicais onde o café e o cacau são cultivados, informou a trader Sucafina.

O café robusta caiu 0,9%, para US$3.596 a tonelada.

Os negociantes do Vietnã, maior produtor de robusta, disseram que os agricultores não estão vendendo no momento e que aqueles que precisam cumprir contratos começaram a buscar grãos no Brasil e na Indonésia.

Cacau

O cacau em Londres fechou em alta de 28 libras, ou 1,2%, a 2.356 libras por tonelada.

O cacau está sob pressão da fraca demanda e de uma perspectiva geralmente favorável para as safras na África Ocidental, embora grande parte disso esteja precificada por enquanto.

O cacau em Nova York subiu 1%, para US$3.164 a tonelada, depois de cair 3,2% na quarta-feira.

Juros futuros mantêm trajetória de alta e voltam a superar 14% em todos os vencimentos

26 de Março de 2026, 18:17

A curva de juros futuros brasileira teve mais uma sessão de fortes ganhos, com as taxas voltando a superar 14% em todos os vencimentos, em meio à cautela com a guerra no Irã e choques inflacionários na economia global.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DIs) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou a 14,320% ante 14,105% do ajuste anterior. Mais cedo, a taxa bateu máxima a 14,360%, uma alta de 25 pontos-base.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, terminou a sessão a 14,085% ante 13,815% do fechamento anterior. Na máxima intradia, o DI subiu a 14,125%, alta de 31 pontos-base.

DI para janeiro de 2036, de longo prazo, encerrou o dia a 14,105% ante 13,980% do fechamento de ontem (23), após subir 16 pontos-base, a 14,130%, na máxima intradia.

O movimento também acompanhou o exterior. Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, também fecharam em alta, em meio às incertezas de duração da guerra no Oriente Médio e os preços de petróleo de volta ao nível de US$ 100 o barril.

O yield do Treasury de dois anos – mais sensível a política monetária – fechou próximo da estabilidade a 3,882% ante 3,881% do ajuste anterior. Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – subiu a 4,412% ante 4,328% da véspera.

Todos os olhos na inflação

As taxas de DIs reagiram a novos dados de inflação e perspectivas do Banco Central (BC) para a economia brasileira.

A prévia da inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), avançou 0,44% em março, puxada por Alimentação e Bebidas e Despesas Pessoais. A estimativa era de alta de 0,29% neste mês, de acordo com a mediana das projeções do Broadcast.

O IPCA-15 fechou o período de 12 meses com alta acumulada de 3,90% – dentro do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC), que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para cima ou para baixo.

Já o BC revisou para cima suas projeções de inflação no chamado horizonte relevante — o período em que o Comitê de Política Monetária (Copom) avalia os efeitos de sua política sobre a economia.

Segundo o Relatório de Política Monetária (RPM), a expectativa para o terceiro trimestre de 2027 subiu 0,1 ponto percentual, para 3,3%.

Entre os fatores de alta, estão a elevação do preço do petróleo e a revisão do hiato do produto, que indica atividade econômica acima da capacidade potencial. Por outro lado, a apreciação do real e a leve queda nas expectativas de mercado ajudaram a conter o avanço.

Na avaliação de economistas consultados pelo Money Times, o RPM veio em linha com a ata e o comunicado do Copom, reforçando o cenário de incertezas geopolíticas com o conflito no Oriente Médio e os riscos, tanto altistas quanto baixistas, que a guerra traz para a inflação.

Durante a coletiva, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, disse que o conservadorismo da política monetária em 2025 deu à autarquia “gordura” para poder analisar os desdobramentos da guerra no Oriente Médio.

Entre profissionais do mercado ouvidos pela Reuters, a avaliação é de que, no cenário atual, o BC caminha para cortar a Selic em apenas 25 pontos-base em abril – e não mais em 50 pontos-base, como os ativos estavam precificando anteriormente. A Selic está em 14,75% ao ano.

“O BC vai acelerar (os cortes da Selic) apenas em junho. Mas, claro, dependendo do cenário internacional”, avaliou o economista-chefe do Bmg, Flavio Serrano.

Na B3, as opções de Copom precificavam ontem (25) –– na atualização mais recente, 37,50% de chance de o Copom cortar a Selic em 50 pontos-base, para 14,25% ao ano. A probabilidade de redução de 25 pontos-base, para 14,50% a.a., era de 37% e a chance de manutenção em 17%.

Antes da guerra, os percentuais eram de 77,50% para corte de 50 pontos-base em abril, 20,04% para redução de 25 pontos-base e zero para manutenção.

Conflito no Irã

No 27º dia de conflito no Irã, o mercado continuou a monitorar os desdobramentos e aumentou a aversão a risco, com novas incertezas sobre a duração da guerra.

Pela manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Irã está desesperado por um acordo para pôr fim a quase quatro semanas de combates, mas que os negociadores iranianos são “estranhos”.

“Os negociadores iranianos são muito diferentes e ‘estranhos’. Eles estão ‘implorando’ para que façamos um acordo, o que deveriam estar fazendo, já que foram militarmente aniquilados, sem nenhuma chance de recuperação, e ainda assim declaram publicamente que estão apenas ‘analisando nossa proposta’”, disse Trump na Truth Social.

Na mesma publicação, o chefe da Casa Branca disse que o Irã deve “levar a sério” o acordo para pôr fim à guerra.

Até agora, autoridades do Irã têm negado as negociações para um cessar-fogo. Ontem (25), o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse que as “conversas indiretas” não equivalem a uma negociação.

Já no final da tarde, Trump anunciou que estava interrompendo os ataques às usinas de energia do Irã por 10 dias, até 6 de abril, a pedido do governo iraniano, e afirmou que as negociações com Teerã estão indo “muito bem”.

*Com informações de Reuters

Após petróleo, guerra no Oriente Médio ameaça disparar commodities agrícolas; veja onde investir

25 de Março de 2026, 20:36

A escalada da guerra entre EUA e Irã já incendiou as cotações de petróleo, e agora flerta com o próximo front: as commodities agrícolas. Com o risco de interrupção em cadeias logísticas e o encarecimento de insumos, o setor surge como a nova fronteira de um rali com contornos estruturais — e o investidor pode estar de cara com a oportunidade de bons retornos.

“Não é só uma ou outra commodity que está subindo, todas estão. A última que falta reagir são as agrícolas”, afirma Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

Na leitura dele, esse movimento não se explica apenas pela guerra no Irã, mas por uma mudança mais estrutural de cenário.

Ele avalia que o mundo pode estar à beira de um novo ciclo de alta das commodities, sustentado por fatores que vão além do curto prazo.

Tradicionalmente, commodities e dólar caminham em direções opostas: a moeda norte-americana mais forte costuma pressionar os preços das matérias-primas — e o inverso também é verdadeiro.

Spiess aposta em um cenário de enfraquecimento do dólar no horizonte estrutural, o que abriria espaço para uma valorização mais consistente das commodities.

“Episodicamente, o dólar pode se fortalecer, como vimos em março. Mas, estruturalmente, podemos estar perto de um novo ciclo em que o dólar volte para a média histórica”, afirma.

Por trás dessa visão está uma combinação de fatores macroeconômicos. Spiess cita o aumento da dívida dos Estados Unidos, o risco fiscal elevado e um movimento global de diversificação cambial.

Há também uma questão de posicionamento: na leitura dele, o dólar ficou “caro demais” desde a crise de 2008, enquanto commodities ficaram relativamente baratas.

Segundo Spiess, pode haver um movimento de busca estrutural por mais exposição em commodities.

O resultado, segundo o analista, é um ambiente propício para um novo ciclo de alta — com potencial de beneficiar países exportadores, como o Brasil.

Fertilizante mais caro, comida mais cara

O conflito, que já pressiona o petróleo e deve chegar às commodities agrícolas, também atinge um elo menos visível, mas igualmente estratégico: o mercado de fertilizantes, essencial para a produção de alimentos.

Nesta terça-feira (24), a Rússia anunciou a suspensão das exportações de fertilizantes por um mês, priorizando o abastecimento interno.

A medida se soma a um cenário de rotas marítimas alteradas, redução da produção no Golfo Pérsico e dificuldades no escoamento via Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um terço do comércio global desses insumos antes do conflito.

No Brasil, o efeito tende a ser direto: aproximadamente 40% dos fertilizantes usados no agronegócio passam pela região.

E o impacto nos preços já começou. A ureia, por exemplo, acumula alta de cerca de 50% desde o início da guerra, impulsionada também pelo encarecimento do gás natural — insumo essencial para sua produção.

Segundo Spiess, o efeito deve se espalhar rapidamente pela economia real. “Se o fertilizante ficar mais caro, os alimentos vão ficar mais caros. Então, há um medo inflacionário generalizado no Ocidente”, afirma.

Na avaliação dele, esse risco preocupa governos, inclusive nos envolvidos na guerra, como os Estados Unidos.

“Os governantes não querem isso para si, porque inflação acaba gerando impopularidade”, pontua.

Ele relembra que o próprio presidente norte-americano, Donald Trump, que neste ano passa por uma eleição de meio de mandato, deve se preocupar com a possível aceleração da inflação no país.

“Ele não pode se dar ao luxo de ver a popularidade cair ainda mais. Então, tem motivo para que o conflito acabe antes [da eleição]”, afirma Spiess.

Crise hídrica e risco de colapso no Oriente Médio

As preocupações não se limitam aos preços do petróleo, do fertilizante ou das commodities agrícolas. Segundo Spiess, há um risco estrutural mais grave se o conflito avançar sobre a infraestrutura da região.

“O Irã tem muito petróleo, mas não tem comida nem água em abundância. Grande parte do abastecimento passa pelo Estreito de Ormuz. Se isso for comprometido, você pode ter uma crise alimentar humanitária”, afirma.

Outro ponto crítico são as usinas de dessalinização existentes nas proximidades do Irã, essenciais para o abastecimento de água em diversos países do Oriente Médio.

Segundo Spiess, essas instalações não possuem proteção e um eventual ataque teria consequências imediatas.

“Se você ‘queimar’ essas estações, cidades inteiras, como a capital saudita, serão inviabilizadas”, alerta.

Apesar de, em tese, serem protegidas pelo direito internacional, ele pondera que esse tipo de regra vem perdendo força.

“Temos visto um enfraquecimento do direito internacional. As pessoas estão indo pela lei do mais forte. Então, o Irã, em um movimento de desespero, pode acabar atacando essas instalações”, afirma.

O que o investidor deve fazer diante desse cenário?

Spiess defende uma estratégia menos exposta à volatilidade direta das commodities e mais ancorada na geração de caixa.

A preferência, segundo o analista, é por empresas do setor, que conseguem capturar os ganhos do ciclo de alta com maior previsibilidade.

“Eu prefiro me expor a isso com fluxo de caixa em petróleo, por meio de ações do setor”, afirma.

Nessa leitura, o Brasil aparece bem posicionado. “O Brasil tem muito disso e pode se beneficiar. Se essa tese for verdadeira — e gente grande lá fora defende isso —, pode ser muito bom para os ativos brasileiros de maneira geral”, diz.

Entre as alternativas, o analista cita o ETF CMDB11, que permite acessar o tema de forma simples e diversificada.

“Você compra como se fosse uma ação e ganha exposição a empresas brasileiras de commodities”, explica.

Segundo Spiess, o produto reúne algumas vantagens: exposição ao fluxo de caixa gerado pelas commodities, forte presença em petróleo e gás (cerca de 40% da carteira), diversificação, baixo custo e boa liquidez — com prazos de resgate de cerca de dois dias.

Juros futuros fecham em ligeira queda com expectativa de cessar-fogo entre EUA e Irã

25 de Março de 2026, 18:41

A curva de juros futuros brasileira fechou em ligeira queda nesta quarta-feira (25), nos vencimentos de curto e médio prazos, diante de notícias sobre o envio de uma proposta dos Estados Unidos ao Irã sobre um possível cessar-fogo.

A informação ajudou a aliviar os preços do petróleo, com os contratos futuros do Brent para junho fechando abaixo dos US$ 100 o barril, e os temores inflacionários do mercado.

A taxa de Depósito Interfinanceiro (DIs) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou próximo da estabilidade a 14,105%, ante 14,160% do ajuste anterior.

A taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, terminou a sessão a 13,815%, vindo de 13,870% em relação ao fechamento anterior. Na máxima intradia, o DI subiu a 14,030%, alta de 26 pontos-base.

Já o DI para janeiro de 2036, de longo prazo, subiu de 13,935% ontem para 13,980% hoje.

O movimento dos DIs de curto e médio prazo acompanhou o exterior. Nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, também fecharam em queda, diante da moderação dos preços do petróleo e expectativas de um acordo de cessar-fogo.

O yield do Treasury de dois anos – mais sensível à política monetária – fechou a 3,887% ante 3,936% do ajuste anterior. Já o retorno do título de dez anos – referência global para decisões de investimento – recuou a 4,332%, ante 4,392% da véspera.

Expectativas para a Selic

O mercado aguarda maiores informações quanto às projeções do Banco Central (BC) para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no Relatório de Política Monetária (RPM), que será divulgado amanhã (26), às 8h.

Na ata do Comitê de Política Monetária (Copom) de março, as projeções para o IPCA subiram de 3,4% para 3,9% em 2026, enquanto as expectativas para o atual horizonte relevante do BC — o terceiro trimestre de 2027 — subiram de 3,2% em janeiro para 3,3%, ainda abaixo das expectativas do último Boletim Focus, de 3,8%, elevadas com o conflito no Oriente Médio.

Além disso, amanhã, às 9h, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga a prévia da inflação de março, que nesta leitura ainda não deve refletir a pressão altista na gasolina. Segundo a pesquisa Projeções Broadcast, o mercado espera desaceleração do IPCA-15, de 0,84% em fevereiro para 0,29% em março.

Cessar-fogo no Oriente Médio

Ontem (24), o presidente dos EUA, Donald Trump, havia afirmado que as negociações com o Irã estavam mostrando progresso e que as autoridades de Teerã tinham interesse em chegar a um acordo. O jornal The New York Times também noticiou que os Estados Unidos enviaram uma proposta para o Irã.

De acordo com autoridade sênior iraniana à Reuters, o Irã ainda está avaliando uma proposta dos EUA para acabar com a guerra no Oriente Médio, apesar de uma resposta inicial negativa, sinalizando que Teerã ainda não rejeitou a oferta categoricamente.

Publicamente, as autoridades iranianas rejeitaram a perspectiva de quaisquer negociações com o governo Trump. Mas um aparente atraso na entrega de uma resposta formal ao Paquistão, que levou uma proposta de 15 pontos em nome de Washington, pareceu indicar que algumas figuras em Teerã podem estar avaliando-a.

As informações da autoridade sênior iraniana, embora a resposta inicial tenha sido “não positiva”, pareceram contradizer uma reportagem da Press TV que citou uma autoridade não identificada dizendo que o Irã a havia rejeitado.

Hoje, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que, caso o Irã não aceite a derrota, os EUA atacarão o país com mais força.

*Com informações de Reuters

Governo brasileiro destinará até R$ 70 milhões para apoiar produtores de arroz

24 de Março de 2026, 16:20

O governo brasileiro destinará até R$ 70 milhões para programas de subvenção visando apoiar produtores de arroz que lidam com preços baixos do cereal, de acordo com nota do Ministério da Agricultura.

A subvenção será operacionalizada por meio do pagamento do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural ou sua Cooperativa (Pepro) e do Prêmio para o Escoamento de Produto (PEP), ofertados em leilões públicos a serem realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O Pepro visa complementar o valor recebido pela venda de um produto, de modo que ele atinja o valor do preço mínimo estabelecido pelo governo.

No caso do PEP, o comprador do arroz — uma usina de beneficiamento ou um comerciante de cereais — arremata o prêmio em leilão e paga o preço mínimo ao produtor rural.

Segundo publicação no Diário Oficial da União, o programa valerá para o arroz em casca da safra 2025/26.

Relação de troca entre fertilizantes e grãos atinge o pior patamar desde 2022; 2/3 dos insumos para 2026/2027 não foram adquiridos 

24 de Março de 2026, 16:19

As compras de fertilizantes para a safra 2026/2027 seguem atrasadas no Brasil em relação a anos anteriores. Cerca de 65% dos insumos ainda não foram adquiridos, e até mesmo o Mato Grosso — tradicionalmente mais antecipado — tem postergado as negociações diante dos preços elevados.

O conflito no Oriente Médio e as restrições da China aos embarques são os principais fatores por trás da alta dos fertilizantes, deteriorando significativamente a relação de troca com os grãos. Isso ocorre porque os insumos subiram de forma expressiva, enquanto as commodities agrícolas seguem em patamares mais baixos.

A relação de troca, inclusive, atingiu um dos piores níveis dos últimos anos, superando até mesmo 2022, quando os fertilizantes alcançaram preços recordes com o início da guerra entre Rússia e Ucrânia.

“A diferença é que, naquele momento, os grãos também estavam valorizados. Agora, temos o oposto: fertilizantes caros e commodities andando de lado”, explica Maísa Romanello, analista da Safras & Mercado.

No caso da ureia, a relação de troca chegou a 32 sacas de soja ou 59 sacas de milho por tonelada do fertilizante. Há um ano, eram necessárias 17 e 33 sacas, respectivamente.

Para o MAP, a proporção subiu para 39 sacas de soja ou 72 sacas de milho por tonelada, frente a 25 e 49 sacas no mesmo período do ano passado.

Já o sulfato de amônio, que vem ganhando espaço na adubação nitrogenada — com maior volume importado da China como alternativa à ureia — também registrou piora. A relação de troca passou de 8 para 12 sacas de soja por tonelada e de 15 para 23 sacas no caso do milho.

“Ainda há espaço para aguardar melhores condições de compra, mas existe o risco de a demanda ficar represada para o segundo semestre. Se isso acontecer e o conflito se prolongar, os preços podem subir ainda mais”, afirma Romanello.

Piora nos fertilizantes pressiona liquidez

Além disso, o cenário é agravado pelas restrições de crédito e pelo aumento do endividamento dos produtores, uma situação que se arrasta desde o ano passado.

No mercado interno, isso se reflete em baixa liquidez. Importadores evitam formar estoques elevados, com receio de não conseguir repassar os preços ao produtor.

“Surge, assim, o risco de destruição de demanda, caso os agricultores não consigam arcar com os custos de adubação”, diz a analista.

Diante desse contexto, o mercado opera praticamente sob demanda, sem grandes antecipações.

“Enquanto nitrogenados e fosfatados seguem pressionados, o cloreto de potássio não sofre impacto direto do conflito. O produto apresenta maior estabilidade de preços, com volumes relevantes chegando ao Brasil. Por isso, tem sido o fertilizante mais importado neste momento, permitindo algum planejamento antecipado por parte dos produtores”, explica Romanello.

Nesse caso, a relação de troca também piorou, ainda que de forma mais moderada: passou de 14 para 18 sacas de soja por tonelada e de 26 para 32 sacas no milho, diz o analista.

Com esse cenário, o custo total de adubação, segundo ele, deve ser significativamente mais alto em 2026, aumentando a preocupação com a formação de custos e a rentabilidade das lavouras.

Bolsas da Europa têm saldo positivo, apesar de incertezas sobre conflito no Irã

24 de Março de 2026, 16:09

Os índices europeus encerraram a sessão desta terça-feira (24) em alta, estendendo os ganhos do dia anterior, apesar das incertezas sobre a duração do conflito no Irã em meio a declarações conflitantes de autoridades iranianas e norte-americanas.

O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com alta de 0,43%, aos 579,28 pontos.

Entre os principais índices, o FTSE 100, de Londres, subiu 0,72%, aos 9.965,16 pontos; e o CAC 40, de Paris, fechou com alta de 0,23%, aos 7.743,92 pontos.

Apenas o DAX, de Frankfurt, encerrou com queda de 0,07%, aos 22.636,91 pontos, na contramão do desempenho dos principais índices da Europa.

O que movimentou os mercados europeus hoje?

As declarações controversas de autoridades iranianas e norte-americanas sobre negociações de um cessar-fogo concentrou as atençõs dos investidores.

Ontem (23), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington já havia tido “conversas muito, muito fortes” com Teerã mais de três semanas após o início da guerra.

O Irã, porém, negou publicamente a afirmação. Nesta terça-feira, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que nenhuma negociação para o fim da guerra no Oriente Médio ocorreu com os Estados Unidos e afirmou que a informação passada por Trump era fake news para acalmar o mercado financeiro.

Já no final desta tarde, o presidente Trump disse a repórteres que os Estados Unidos estão conversando com “as pessoas certas” no Irã para chegar a um acordo para acabar com as hostilidades, acrescentando que os iranianos querem muito chegar a um acordo.

Os analistas do Swissquote Bank mencionam que os comentários do mandatário norte-americano não foram capazes de acalmar os mercados por um período prolongado, dada a continuidade de ofensivas do lado iraniano.

A ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, ressaltou os riscos de um conflito prolongado, mas prometeu diálogo com bancos e supermercados para atenuar os possíveis impactos da guerra para os clientes.

No mesmo sentido, o economista-chefe do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Huw Pill, afirmou que o BC britânico está pronto para responder às possíveis pressões inflacionárias, caso seja necessário, para garantir estabilidade.

Para a Capital Economics, o conflito no Oriente Médio já está contribuindo significativamente para o aumento da inflação e a redução do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na zona do euro e no Reino Unido.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters

Sanepar (SAPR11) desaba com ‘água fria’ em dividendos

24 de Março de 2026, 15:56

A Sanepar (SAPR11) cai forte nesta terça-feira (24) após a agência regulatória do Paraná, a Agepar, propor destinar R$ 3,9 bilhões em precatórios aos usuários — e não à companhia, como o mercado esperava.

Por volta das 15h10, a ação recuava 6,53%, a R$ 41,92. Desde 2025, analistas projetavam que ao menos parte desse valor poderia ser distribuída na forma de dividendos.

Pela proposta, o montante será integralmente direcionado para investimentos não onerosos e/ou descontos nas faturas.

Segundo a agência, a medida busca promover a modicidade tarifária e altera a premissa anterior, que previa o compartilhamento de ganhos com a recuperação de créditos fiscais.

O precatório — que nada mais é do que uma dívida da União — é fruto de ação judicial movida contra o governo federal sobre imunidade tributária recíproca de IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica).

De acordo com o analista da Empiricus, Ruy Hungria, o mercado retira do preço das ações essa possibilidade, que representava cerca de 5% do valor do papel.

Já existia um direcionamento do regulador indicando que pelo menos 75% dos ganhos com a recuperação de créditos fiscais deveriam ser repassados para a modicidade tarifária (ou seja, aos consumidores).

Agora, porém, a nova proposta praticamente elimina a chance de que os 25% restantes — ou parte deles — fossem utilizados para pagamento de dividendos.

Notícia negativa

Para a Genial Investimentos, a proposta da Agepar é claramente negativa para a tese de investimento, na medida em que elimina — ao menos em uma análise preliminar — a possibilidade de captura de valor relevante pelos acionistas associada ao precatório.

‘Trata-se de uma reinterpretação regulatória relevante, ao direcionar integralmente o ganho extraordinário para a modicidade tarifária, o que reduz (ou elimina) o potencial de dividendos extraordinários’, afirma a casa.

Na visão da corretora, os preços de tela precificavam entre 25% e 50% do valor total do precatório como potencial dividendo extraordinário — equivalente a algo entre 14% e 28% do valor de mercado da companhia.

Ouro fecha queda com continuidade do conflito no Irã em foco

24 de Março de 2026, 15:29

O contrato futuro do ouro fechou queda nesta terça-feira (24), estendendo perdas da véspera, à medida que os investidores monitoram desdobramentos do conflito no Oriente Médio, bem como a veracidade do diálogo entre os EUA e o Irã para encerrar as hostilidades.

O mercado também acompanha a compra do metal precioso por bancos centrais e sinalizações sobre a trajetória de juros dos principais Bancos Centrais do mundo.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em queda de 0,12%, a US$ 4.402,00 por onça-troy.

Já a prata para maio teve alta de 0,31%, a US$ 69,569 por onça-troy.



Intensificação do conflito no Irã

O Irã lançou novas séries de mísseis contra Israel e países árabes do Golfo Pérsico nesta terça, um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer que as partes estavam envolvidas em um diálogo que poderia encerrar as tensões no Oriente Médio.

Diante do ambiente de elevada incerteza e dos riscos geopolíticos, o chefe global de bancos centrais do Conselho Mundial do Ouro (WGC), Shaokai Fan, afirmou que o papel do ouro como proteção deve incentivar os bancos centrais que estiveram ausentes do mercado a comprar o metal precioso este ano.

Ainda no noticiário do metal precioso, fontes disseram à Bloomberg que o banco central da Turquia prepara um conjunto de ferramentas para defender a lira da volatilidade cambial decorrente a guerra dos EUA e Israel contra o Irã, que inclui a possibilidade de utilizar suas vastas reservas de ouro.

Para o Saxo Bank, o impasse geopolítico segue desencadeando um amplo choque macroeconômico nos mercados globais, forçando os investidores a reavaliar simultaneamente a inflação, as taxas de juros, o crescimento e as condições de liquidez, o que tem pressionado o ouro, no geral. “O ouro está sendo vendido porque continua sendo um dos poucos ativos líquidos que ainda apresentam ganhos no último ano”, afirma.

De Assaí a RD: o que muda com a lei que permite farmácias dentro de supermercados

24 de Março de 2026, 15:03

Por décadas, comprar remédio e fazer compras foram atividades separadas no Brasil. A partir de agora, podem não ser mais. O governo federal publicou no Diário Oficial da União a lei que permite a instalação de farmácias e drogarias dentro das áreas de venda de supermercados — e o setor já se movimenta para ocupar esse espaço.

A medida abre uma nova frente de disputa num mercado que reúne cerca de 95 mil drogarias espalhadas pelo país e é dominado por poucos grandes grupos: os cinco maiores players detêm 32% do mercado nacional.

A lei não é uma liberação irrestrita. Para instalar uma farmácia dentro do supermercado, a rede precisará separar um espaço físico delimitado e exclusivo para a atividade farmacêutica. Ou seja, não vão ter medicamentos numa prateleira entre os cereais.

Também será obrigatória a presença de um farmacêutico habilitado durante todo o horário de funcionamento, o que representa custo fixo relevante. E as drogarias poderão contratar plataformas de e-commerce para entrega, desde que respeitada a regulamentação sanitária.

Atacarejo na linha de frente

O Assaí é um dos que está saindo na frente. Belmiro Gomes, CEO da rede de atacarejo, celebrou a sanção em publicação no LinkedIn. “Trata-se de uma evolução importante para o varejo alimentar e para o ambiente de negócios, mas, principalmente, de um avanço para o consumidor brasileiro”, disse Gomes. A empresa vai abrir 25 farmácias até julho dentro de suas unidades, o que reduz significativamente os custos de implantação.

O movimento do Assaí ilustra bem quem tem mais a ganhar num primeiro momento: grandes redes com lojas já instaladas, fluxo consolidado de clientes e caixa para bancar o investimento necessário.

Analistas do BTG Pactual estimam um investimento de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões por unidade — o suficiente para inibir redes regionais e supermercados menores, mas palatável para os grandes grupos.

Os seis maiores grupos de supermercados do Brasil registraram produtividade média de R$ 42 mil por metro quadrado em 2024, segundo levantamento do BTG Pactual com dados da ABRAS e do IBEVAR. As redes de farmácias listadas em bolsa operam com cerca de R$ 68 mil por metro quadrado — uma diferença de 60% quando se inclui a Raia Drogasil na conta.

Para um supermercado com área ociosa ou de baixa rentabilidade, instalar uma farmácia pode ser uma forma eficiente de melhorar o retorno por metro quadrado sem precisar abrir novas lojas.

As margens ajudam a contar essa história. Medicamentos sem prescrição e genéricos chegam a margens estimadas de 35% e 45%, respectivamente — categorias que o varejo alimentar raramente consegue alcançar.

Impacto gradual

Apesar do entusiasmo, os números sugerem cautela na leitura do tamanho da mudança. Das 95 mil drogarias em operação no Brasil, 23% já funcionam dentro de supermercados. E 21% dos supermercados associados à ABRAS — principalmente grandes redes — já têm farmácias na área de suas lojas.

Isso significa que, mesmo num cenário de adesão ampla, o crescimento líquido é modesto. Se 80% das lojas das 30 maiores redes do país adicionassem farmácias completas, a presença nacional de drogarias aumentaria apenas 3,7%. Considerando as 300 maiores redes, esse número subiria para 8% — relevante, mas longe de uma ruptura imediata.

Além do investimento, há outras restrições práticas, como infraestrutura específica, controle de temperatura, rastreabilidade de medicamentos e a necessidade de farmacêuticos disponíveis — uma limitação real fora dos grandes centros urbanos.

Os supermercados que avançarem terão dois caminhos: operar com marca própria, mantendo o controle mas assumindo os custos, ou firmar parcerias com redes de farmácias já estabelecidas, dividindo resultado mas reduzindo o risco.

Quem sente o vento contrário

Do outro lado da equação, a RD Saúde, dona de Raia e Drogasil, é a empresa com maior exposição ao novo cenário. Não pelo risco imediato — uma farmácia completa, com sortimento amplo e atendimento especializado, ainda é difícil de replicar num canto de supermercado. Mas pela sobreposição geográfica com os varejistas que mais devem avançar nesse modelo.

Segundo o BTG Pactual, 25% das lojas da RD estão a menos de 2 km de uma unidade do Assaí, e 60% dentro de um raio de 5 km. Com o Carrefour, a sobreposição é ainda maior: 49% das lojas da rede farmacêutica ficam a até 2 km de uma loja francesa, e 76% num raio de 5 km.

À medida que o modelo avança, a concorrência por conveniência vai se intensificar exatamente nos endereços onde a RD já opera.

De Assaí a RD: o que muda com a lei que permite farmácias dentro de supermercados

24 de Março de 2026, 15:03

Por décadas, comprar remédio e fazer compras foram atividades separadas no Brasil. A partir de agora, podem não ser mais. O governo federal publicou no Diário Oficial da União a lei que permite a instalação de farmácias e drogarias dentro das áreas de venda de supermercados — e o setor já se movimenta para ocupar esse espaço.

A medida abre uma nova frente de disputa num mercado que reúne cerca de 95 mil drogarias espalhadas pelo país e é dominado por poucos grandes grupos: os cinco maiores players detêm 32% do mercado nacional.

A lei não é uma liberação irrestrita. Para instalar uma farmácia dentro do supermercado, a rede precisará separar um espaço físico delimitado e exclusivo para a atividade farmacêutica. Ou seja, não vão ter medicamentos numa prateleira entre os cereais.

Também será obrigatória a presença de um farmacêutico habilitado durante todo o horário de funcionamento, o que representa custo fixo relevante. E as drogarias poderão contratar plataformas de e-commerce para entrega, desde que respeitada a regulamentação sanitária.

Atacarejo na linha de frente

O Assaí é um dos que está saindo na frente. Belmiro Gomes, CEO da rede de atacarejo, celebrou a sanção em publicação no LinkedIn. “Trata-se de uma evolução importante para o varejo alimentar e para o ambiente de negócios, mas, principalmente, de um avanço para o consumidor brasileiro”, disse Gomes. A empresa vai abrir 25 farmácias até julho dentro de suas unidades, o que reduz significativamente os custos de implantação.

O movimento do Assaí ilustra bem quem tem mais a ganhar num primeiro momento: grandes redes com lojas já instaladas, fluxo consolidado de clientes e caixa para bancar o investimento necessário.

Analistas do BTG Pactual estimam um investimento de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões por unidade — o suficiente para inibir redes regionais e supermercados menores, mas palatável para os grandes grupos.

Os seis maiores grupos de supermercados do Brasil registraram produtividade média de R$ 42 mil por metro quadrado em 2024, segundo levantamento do BTG Pactual com dados da ABRAS e do IBEVAR. As redes de farmácias listadas em bolsa operam com cerca de R$ 68 mil por metro quadrado — uma diferença de 60% quando se inclui a Raia Drogasil na conta.

Para um supermercado com área ociosa ou de baixa rentabilidade, instalar uma farmácia pode ser uma forma eficiente de melhorar o retorno por metro quadrado sem precisar abrir novas lojas.

As margens ajudam a contar essa história. Medicamentos sem prescrição e genéricos chegam a margens estimadas de 35% e 45%, respectivamente — categorias que o varejo alimentar raramente consegue alcançar.

Impacto gradual

Apesar do entusiasmo, os números sugerem cautela na leitura do tamanho da mudança. Das 95 mil drogarias em operação no Brasil, 23% já funcionam dentro de supermercados. E 21% dos supermercados associados à ABRAS — principalmente grandes redes — já têm farmácias na área de suas lojas.

Isso significa que, mesmo num cenário de adesão ampla, o crescimento líquido é modesto. Se 80% das lojas das 30 maiores redes do país adicionassem farmácias completas, a presença nacional de drogarias aumentaria apenas 3,7%. Considerando as 300 maiores redes, esse número subiria para 8% — relevante, mas longe de uma ruptura imediata.

Além do investimento, há outras restrições práticas, como infraestrutura específica, controle de temperatura, rastreabilidade de medicamentos e a necessidade de farmacêuticos disponíveis — uma limitação real fora dos grandes centros urbanos.

Os supermercados que avançarem terão dois caminhos: operar com marca própria, mantendo o controle mas assumindo os custos, ou firmar parcerias com redes de farmácias já estabelecidas, dividindo resultado mas reduzindo o risco.

Quem sente o vento contrário

Do outro lado da equação, a RD Saúde, dona de Raia e Drogasil, é a empresa com maior exposição ao novo cenário. Não pelo risco imediato — uma farmácia completa, com sortimento amplo e atendimento especializado, ainda é difícil de replicar num canto de supermercado. Mas pela sobreposição geográfica com os varejistas que mais devem avançar nesse modelo.

Segundo o BTG Pactual, 25% das lojas da RD estão a menos de 2 km de uma unidade do Assaí, e 60% dentro de um raio de 5 km. Com o Carrefour, a sobreposição é ainda maior: 49% das lojas da rede farmacêutica ficam a até 2 km de uma loja francesa, e 76% num raio de 5 km.

À medida que o modelo avança, a concorrência por conveniência vai se intensificar exatamente nos endereços onde a RD já opera.

“As margens para erro estão apertadas”: Volatilidade da guerra exige atenção dos investidores, segundo especialista

24 de Março de 2026, 15:02

O cenário internacional segue impactando os mercados, com as incertezas sobre a guerra no Oriente Médio impulsionando a volatilidade global e a retomada da alta do petróleo.

No Giro do Mercado desta terça-feira (24), a jornalista Paula Comassetto recebe Angelo Miloch, analista da Sacre Investimentos, para analisar os principais movimentos do mercado.

Os mercados devolvem parte do alívio observado ontem diante das incertezas sobre a guerra entre Estados Unidos e Irã. Embora o presidente Donald Trump tenha afirmado ter mantido conversas “muito produtivas” com o governo iraniano, Teerã negou qualquer negociação.

Nesta manhã, os preços do petróleo voltaram a subir, com o Brent a US$ 101 o barril, após queda de 10% na véspera. No Ibovespa, as petroleiras lideravam a ponta positiva.

Para Miloch, a euforia de ontem com o possível cessar-fogo foi exagerada. “Seria uma notícia excelente em termos de mundo, mas, particularmente, achei que a reação foi demais, até porque viemos de um Ibovespa que fechou na semana passada acumulando quatro semanas seguidas em queda”, afirmou.

As margens para erros dos investidores estão ficando muito apertadas. Com a volatilidade gerada pelas notícias, é preciso estar atento para não errar os passos”, completou a respeito da postura necessária para enfrentar esse momento.

No Brasil, o mercado acompanha a ata do Copom, que reforçou a mensagem de que os juros podem permanecer elevados por mais tempo diante das expectativas de inflação ainda desancoradas.

O analista da Sacre comenta que a decisão sobre os juros foi pressionada pelo cenário de guerra juntamente com a expectativa do mercado brasileiro por um corte, ao contrário da maioria dos bancos centrais internacionais que, na mesma época, optaram pela manutenção dos patamares de juros.

“O comitê trouxe uma calibração da taxa e não trouxe sinalização de novos cortes. A ata não trouxe uma orientação muito clara”, disse Miloch.

O especialista ainda comentou o impacto da retomada da alta do petróleo sobre as decisões monetárias no Brasil.

“Na minha visão, o preço do petróleo impacta menos as decisões do Banco Central, se comparado à geopolítica, porque o setor de combustíveis está dentro de uma parcela do IPCA que é controlável pelo governo”.

Ele lembrou que o Brasil é um grande produtor de petróleo e que, portanto, preços elevados desse recurso seriam benéficos para o país, já que há um volume significativo de exportações, o que contribuiria positivamente para o PIB. No entanto, ponderou que esse ganho poderia ser ofuscado pelo IPCA, que não tem apresentado queda e possui projeções próximas do teto. Acrescentou ainda que o preço do petróleo, por si só, não causa tanta preocupação, mas que o maior risco está no cenário macroeconômico, especialmente em relação à inflação e ao câmbio.

O cenário eleitoral também segue no radar após o governador do Paraná, Ratinho Junior, desistir de sua candidatura à Presidência. Além disso, uma nova pesquisa eleitoral da AtlasIntel prevista para hoje pode influenciar o comportamento dos ativos domésticos no fim do dia.

*Com supervisão de Vitor Azevedo

Bolsas da Ásia fecham em forte baixa com escalada da guerra no Oriente Médio

23 de Março de 2026, 06:58

As bolsas asiáticas fecharam em forte baixa nesta segunda-feira (22), em meio à escalada da guerra no Oriente Médio, que entrou na quarta semana.

No sábado (21), o presidente dos EUA, Donald Trump, deu ao Irã um ultimato de 48 horas para reabrir o Estreito de Ormuz, sob ameaça de ataques à infraestrutura de energia do país. Em resposta, Teerã ameaçou atingir a infraestrutura de energia e as instalações de dessalinização no Golfo caso Washington leve adiante o ultimato.

A intensificação das tensões no conflito impulsiona os preços do petróleo, que sobem entre 2% e 3% nesta madrugada.

Liderando as perdas na Ásia, o índice sul-coreano Kospi tombou 6,49% em Seul, a 5.405,75 pontos, enquanto o japonês Nikkei caiu 3,48% em Tóquio, a 51.515,49 pontos, na volta de um feriado no Japão, o Hang Seng amargou queda de 3,54% em Hong Kong, a 24.382,47 pontos, e o Taiex cedeu 2,45% em Taiwan, a 32.722,50 pontos.

Na China continental, as perdas também foram expressivas: de 3,63% do Xangai Composto – a maior desde abril de 2025 -, a 3.813,28 pontos, e de 4,19% do menos abrangente Shenzhen Composto, a 2.480,75 pontos.

Na semana passada, grandes bancos centrais, incluindo o Federal Reserve (Fed), o Banco do Japão (BoJ) e o Banco do Povo da China (PBoC), deixaram suas principais taxas de juros inalteradas, diante das incertezas sobre os efeitos da guerra na perspectiva global de inflação e crescimento.

Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no vermelho, com baixa de 0,74% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.365,90 pontos.

Tempo Real: Ibovespa reage ao primeiro Focus pós-corte da Selic

23 de Março de 2026, 06:00

Resumo: O Ibovespa (IBOV) acompanha a divulgação do Relatório Focus, o primeiro após o corte de 0,25 ponto percentual da Selic pelo Copom na última reunião. O documento traz a atualização das projeções de inflação e crescimento, servindo como termômetro do impacto do corte e das expectativas do mercado para a política monetária futura.

No exterior, os investidores acompanham os dados do Japão, com destaque para o CPI e o PMI de serviços e indústria.

Confira os principais temas do Ibovespa e dos mercados em tempo real:



Ameaça de Trump sobre Irã deve gerar aversão a risco e favorecer dólar, diz Michael Brown

23 de Março de 2026, 05:35

Os mercados globais estão se preparando para um início de semana avesso ao risco, diz o estrategista sênior de Pesquisa da Pepperstone, Michael Brown.

Os traders enfrentam um evento de risco significativo com o prazo de 48 horas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para reabrir o Estreito de Ormuz, afirma ele.

Isso manterá os investidores em alerta, sustentando a demanda por refúgios como o dólar americano, diz Brown. O risco de retaliação do Irã também preocupa os traders.

É impossível precificar um caminho concreto sobre como tudo isso evoluirá, então a preservação de capital provavelmente será a prioridade, afirma Brown.

Guerra no Irã impulsiona grãos, mas pressiona setor de carnes, diz BB Investimentos; uma ação pode avançar 82,2%

22 de Março de 2026, 10:00

As commodities agrícolas têm apresentado alta em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã.

De acordo com o BB Investimentos, as perspectivas para a soja e o milho são de crescimento para este mês, já para as carnes, os preços têm sido pressionados.

Em fevereiro, a soja teve bons resultados na bolsa de Chicago, com crescimento de 6,7% em comparação ao mês anterior. A alta partiu de perspectivas de maior consumo de grãos nos Estados Unidos, além da expectativa de exportação para a China, com a possível elevação do uso de óleo de soja para biocombustíveis.

Em março, a cotação da soja teve novas altas, após o início do conflito entre EUA e Irã. De acordo com o BB Investimentos, a cotação mais alta do petróleo influencia os valores das commodities agrícolas, “dado que a cotação dos biocombustíveis se correlaciona com a do petróleo”.

Já o milho, no mês passado, teve uma leve queda de 0,3% comparado a janeiro, devido a expectativa de redução do trade global dos EUA, com maior competição contra exportadores sul-americanos e pouco crescimento da demanda global. Todavia, a guerra também elevou a cotação do grão, que fechou a US$ 4,53 no dia 12 de março.

Pressão sobre os preços

No caso das carnes, as perspectivas a médio e longo prazo para o BB não são tão otimistas.

A carne bovina teve uma desaceleração no ritmo de abates, mas manteve um patamar de exportações elevado. Esse desequilíbrio tem pressionado os preços da arroba do boi gordo, que está sendo negociada em torno de R$ 350/@, segundo o banco.

Para a carne de frango e a carne suína, o cenário é semelhante: crescimento dos abates, mas níveis de exportação reduzidos, prejudicando a rentabilidade tanto no mercado internacional quanto no mercado doméstico.

A analista Georgia Jorge, que assina o relatório, indica uma expectativa de que esse cenário se mantenha nos próximos meses e impacte negativamente a lucratividade do setor ao longo de 2026.

Ainda assim, entre as recomendações, os frigoríficos foram destaque de fevereiro para o BB, com 3 recomendações de compra em Minerva Foods (BEEF3), JBS (JBSS32) e MBRF (MBRF3). Já em março, SLC Agrícola (SLCE3) fica em evidência, apontando para os melhores resultados nos preços dos grãos.

Veja todas as recomendações:

Empresa Ticker Cotação Mar (%) No ano (%) 12 meses (%) Preço-alvo 2026 Potencial (%) Recomendação
3Tentos TTEN3 15.02 -12.2 -8 4.8 20.8 38.5 Compra
Ambev ABEV3 15.1 -7.2 9 20.3 16 6 Neutra
Minerva BEEF3 4.39 -15.9 -23.8 -19.3 8 82.2 Compra
JBS JBSS32 79.34 -7.4 0.3 109 37.4 Compra
M. Dias Branco MDIA3 21.9 -6.4 -8.4 0.4 27.2 24.2 Neutra
Marfrig MBRF3 16.83 -18.6 -15.8 4.2 28.6 69.9 Compra
Ourofino OFSA3 27.5 12.2 19.6 29.3 24 -12.7 Neutra
SLC Agrícola SLCE3 18.09 9.8 26.8 18.7 18.4 1.7 Neutra
Boa Safra SOJA3 8.09 0.8 -10.5 -15.6 14.9 84.2 Neutra

Ibovespa tomba 2% com Petrobras (PETR4) e Wall Street em meio à escalada das tensões no Irã; dólar sobe a R$ 5,31

20 de Março de 2026, 17:31

O Ibovespa (IBOV) derreteu 4 mil pontos durante a sessão e zerou os ganhos da semana com a escalada da aversão a risco global, em meio a novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

Nesta sexta-feira (20), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 2,25%, aos 176.219,40 pontos. Na semana, o Ibovespa recuou 0,81%.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,3092, com alta de 1,79%. Apesar da forte valorização de hoje, o dólar acumulou queda de 0,13% ante o real na semana.

Por aqui, a cautela externa continuou a contaminar o mercado em dia de vencimento de opções. O risco de ingerência na Petrobras (PETR4) diante das medidas do governo para atenuar os efeitos da disparada do petróleo sobre os preços de energia também concentrou as atenções dos investidores.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a estatal poderá recomprar a Refinaria de Mataripe (antiga Refinaria Landulpho Alves – Rlam), na Bahia. “Vamos comprar de volta a refinaria na Bahia. Pode demorar um pouco, mas nós vamos”, disse Lula, ao lado da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante evento na refinaria da Petrobras em Minas Gerais (Regap).

Altas e quedas do Ibovespa

Apenas cinco ações fecharam em alta no Ibovespa: Prio (PRIO3), Yduqs (YDUQ3), Rede D’Or (RDOR3), Vivara (VIVA3) e Cemig (CMIG4).

Em destaque, as ações da Cemig (CMIG4) figuraram como a única alta nas primeiras duas horas do pregão. Na máxima intradia, CMIG4 subiu 3,53% (R$ 12,62), em reação aos números do balanço do quarto trimestre (4T25) e anúncio da distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) de R$ 658 milhões, com data “ex-direito” em 25 de março.  

Os papéis da elétrica fecharam com alta de 0,41%, a R$ 12,24.

Já a ponta negativa foi liderada por Braskem (BRKM5), que fechou em queda de 14,21%, a R$ 10,20. O movimento foi atribuído a uma realização de lucros recentes, com as mudanças do Regime Especial da Indústria Química (Reiq) já precificadas anteriormente. 

O benefício corresponde a créditos de PIS/Cofins, incidentes sobre as matérias-primas das indústrias química e petroquímica, passíveis de compensação com tributos federais.

Entre os pesos-pesados, Petrobras (PETR4;PETR3) caiu mais de 2%, em dia de alta nos preços do petróleo Brent no mercado internacional. O movimento de baixa foi acentuado após a publicação de uma Medida Provisória (MP) pelo governo federal que estabelece um subsídio ao diesel para mitigar os efeitos da alta das commodities no mercado global.

PETR4 fechou com queda de 2,37%, a R$ 45,67, sendo a ação mais negociada da B3. O papel teve 95,7 mil negócios e movimentou R$ 2,25 bilhões. PETR3 terminou o dia com baixa de 2,62%, a R$ 50,22.

Exterior 

Os índices de Wall Street encerraram a sessão em forte queda com as novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito no Irã.

No final da tarde, Trump, disse que “está no processo de resolver a situação no Irã”, mas sem mencionar uma perspectiva de cessar-fogo. “Não fazemos cessar-fogo quando estamos vencendo e o outro lado está destruído. […] Estamos muito adiantados no cronograma”, disse o presidente norte-americano.

Mais cedo, a CBS News informou que autoridades do Pentágono fizeram preparativos detalhados para a possível mobilização de forças terrestres dos Estados Unidos no Irã.

O mercado também manteve as apostas de manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) até dezembro deste ano.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,96%, aos 45.577,47 pontos;
  • S&P 500: -1,51%, aos 6.506,48 pontos; 
  • Nasdaq: -2,01%, aos 21.647,61 pontos.

Na Europa, os principais índices também encerraram em tom negativo, com o temor de um choque inflacionário com a escalada dos preços do petróleo no radar. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com queda de 1,78%, aos 573,28 pontos.

Na Ásia, os índices fecharam em queda. O índice Nikkei, do Japão, não operou em razão de feriado local e o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve recuo de 0,88%, aos 25.277,32 pontos. 

Por lá, o Banco da China (BPoC, na sigla em inglês) manteve os juros inalterados pela 10ª decisão consecutiva. A taxa primária de empréstimo de um ano (LPR) foi mantida em 3,0%, enquanto a LPR de cinco anos ficou inalterada em 3,5%.

Day trade: Compre Rumo (RAIL3) e venda Brava Energia (BRAV3) para ganhar até 1,43% hoje (20), segundo a Ágora

20 de Março de 2026, 09:23

A Rumo (RAIL3é uma das recomendações de compra em day trade da Ágora Investimentos para esta sexta-feira (20).

As ações da empresa fecharam a sessão da última quinta-feira (19) cotadas a R$ 16,19. O potencial de ganho é de 1,42% e o stop sugerido é de R$ 16,10.

COMPRA
Empresa Ticker Entrada (R$) Alvo (R$) Potencial de ganho Stop (R$) Stop %
Cyrela CYRE3 27,18 27,56 1,40% 26,98 -0,74%
Rumo RAIL3 16,23 16,46 1,42% 16,10 -0,80%
Copasa CSMG3 55,47 56,26 1,42% 55,03 -0,79%

Já a Brava Energia (BRAV3) é uma das ações indicadas para venda hoje, possibilitando retornos de até 1,43%. O stop sugerido é em R$ 17,57.

VENDA
Empresa Ticker Entrada (R$) Alvo (R$) Potencial de ganho Stop (R$) Stop (%)
Brava Energia BRAV3 17,43 17,18 1,43% 17,57 -0,80%
Suzano SUZB3 51,00 50,28 1,41% 51,41 -0,80%
Intelbras INTB3 14,33 14,13 1,40% 14,44 -0,77%

Lembre-se de que todo investimento envolve riscos e, portanto, não há garantia de retorno. Por isso, respeite os stops — pontos em que as perdas tornam-se intoleráveis e é melhor zerar as posições.

Metodologia de day trade da Ágora

As ações sugeridas para compra são de analistas gráficos, que usam uma metodologia que busca antecipar as tendências de curtíssimo prazo.

Operações aguardando ponto de entrada, válidas apenas para hoje. Valor do stop loss válido apenas após a operação ter dado entrada.

Os retornos são brutos, livre de corretagem e emolumentos. Caso o ativo abra com gap, atingindo o objetivo antes do preço de entrada, a operação é cancelada.

Santander (SANB11), Cemig (CMIG4), Lojas Renner (LREN3) e outros destaques desta sexta-feira (20)

20 de Março de 2026, 08:59

A dança das cadeiras entre os CEOS do Santander (SANB11) e B3 (B3SA3), o balanço referente ao quarto trimestre de 2025 da Cemig (CMIG3) e os juros sobre o capital próprio da  Lojas Renner (LREN3), são alguns dos destaques corporativos desta sexta-feira (20).

Confira os destaques corporativos de hoje

Mário Leão deixa Santander (SANB11) e CEO da B3 (B3SA3) assume

Duas gigantes da bolsas deverão contar novos CEOs em breve. Mário Leão, CEO do Santander (SANB11) que está no cargo desde 2022, deixará o posto. Em seu lugar, entrará Gilson Finkelsztain, CEO da B3 (B3SA3) desde 2017.

Em comunicado enviado ao mercado, a B3 confirmou que Finkelsztain não será mais CEO. De acordo com o comunicado, o executivo permanecerá no cargo no final do primeiro semestre de 2026.

“A decisão foi tomada de comum acordo entre o executivo e o conselho de administração, no contexto de um processo estruturado de sucessão, iniciado com a devida antecedência”, diz a nota.

Já o Santander também agradeceu Leão, que também irá ficar no cargo até junho.

Finkelsztain chegou a ficar próximo de uma cadeira no conselho de administração do Santander, função que exerceria simultaneamente ao comando da B3.

Lucro líquido da Cemig (CMIG3) cresce 88% e fica em R$ 1,88 bilhão no 4T25

Cemig (CMIG3) teve lucro líquido de R$ 1,88 bilhão no quarto trimestre de 2025, aumento de 88% sobre o desempenho de um ano antes, segundo balanço divulgado na noite de quinta-feira (19).

A companhia apurou um resultado operacional medido pelo Ebitda consolidado de R$ 2,95 bilhões, aumento de 53,9% sobre o quarto trimestre de 2024. A companhia disse que o acordo homologado pelo TRT resultou em um efeito positivo líquido de R$ 1,19 bilhão no Ebitda do trimestre e R$ 788,1 milhões no lucro.

A receita líquida do quarto trimestre cresceu 2,9% no período, para R$ 11,50 bilhões, segundo o balanço.

A Cemig, também na quinta-feira (19),  aprovou a distribuição de juros sobre o capital próprio (JCP) no valor total de R$ 657,957 milhões.

O valor bruto do provento corresponde a R$ 0,23000005834 por ação, contemplando os acionistas detentores de ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN).

Terão direito ao pagamento os investidores com posição acionária em 24 de março de 2026. A partir de 25 de março de 2026, os papéis da companhia passam a ser negociados na condição “ex-direitos”.

O pagamento será realizado em duas parcelas iguais: a primeira até 30 de junho de 2027 e a segunda até 30 de dezembro de 2027.

Lojas Renner (LREN3) aprova JCP de R$ 217,4 milhões

Lojas Renner (LREN3) aprovou o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) de R$ 217,4 milhões, informou a companhia em aviso aos acionistas divulgado na noite de quinta-feira (19).

O valor bruto corresponde a R$ 0,222698 por ação, considerando a base de 976,3 milhões de ações ordinárias, já excluídas as ações em tesouraria.

Terão direito ao provento os acionistas com posição em 24 de março de 2026. A partir de 25 de março de 2026, inclusive, os papéis da varejista passam a ser negociados na condição “ex-JCP”.

O pagamento será feito a partir de 14 de abril de 2026, sem atualização monetária. Como de praxe nesse tipo de remuneração, haverá incidência de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), conforme a legislação vigente, exceto para investidores imunes ou isentos que comprovarem essa condição dentro do prazo estabelecido pela companhia.

Riachuelo (RIAA3) desiste de oferta de ações que poderia captar R$ 400 milhões

Riachuelo (RIAA3) informou ao mercado a suspensão dos estudos para a realização de uma oferta pública subsequente de distribuição primária de ações (follow-on), tendo em vista a recente instabilidade do cenário geopolítico e consequente volatilidade do mercado de capitais.

Em fevereiro deste ano, a varejista confirmou que preparava uma operação que poderia levantar o valor inicial de R$ 400 milhões.

“A suspensão da potencial oferta não acarreta qualquer modificação no direcionamento de longo prazo da companhia, que permanece integralmente focada na execução de suas prioridades estratégicas, considerando a sua sólida estrutura financeira atual”, afirma a Riachuelo.

Os recursos da captação teriam como destino iniciativas de expansão e fortalecimento operacional, incluindo aceleração da abertura e reforma de lojas, investimentos em centros de distribuição e na indústria, expansão das operações da Midway Financeira e reforço do capital de giro.

Tupy (TUPY3) amplia prejuízo a R$ 626,5 milhões no 4T25

A Tupy (TUPY3) teve prejuízo líquido de R$ 626,5 milhões no quarto trimestre de 2025, bem acima da perda de R$ 97,7 milhões registrada um ano antes, divulgou nesta quarta-feira a multinacional brasileira do setor de metalurgia.

No material de divulgação do balanço, a companhia citou um impacto de R$ 544 milhões no resultado decorrente de iniciativas de reestruturação realizadas e provisionadas ao longo do ano baseadas na execução do projeto de desmobilização de capacidade, decorrentes de iniciativas de otimização da capacidade e de realocação da produção para linhas mais eficientes

De acordo com a Tupy, tais iniciativas contribuirão para o aumento das margens, da geração de caixa e do retorno sobre o capital investido (ROIC).

O resultado do quarto trimestre também mostrou queda de 12,4% nas receitas, para R$2,18 bilhões, refletindo, principalmente, o menor volume de vendas nas aplicações para veículos comerciais, segundo a companhia.

Grupo Panvel (PNVL3) tem alta de 35% no lucro do 4T25

Grupo Panvel (PNVL3) teve lucro líquido ajustado de R$ 45,2 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 35% na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo balanço publicado na quinta-feira (19).

A rede de varejo farmacêutico apurou resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$ 105 milhões no quarto trimestre, alta de 28%.

A empresa teve receita líquida de R$ 1,56 bilhão no período, um crescimento de 16,3% na comparação com o quarto trimestre de 2024.

O grupo atribui o resultado positivo ao crescimento das vendas no trimestre, impulsionado pelo ganho de produtividade das lojas.

ISA Energia (ISAE4): Conselho de administração aprova plano de conversão de ações

O conselho de administração da ISA Energia (ISAE4) aprovou a conversão de ações ordinárias em ações preferenciais da companhia, mostra fato relevante divulgado na noite de quinta-feira (19).

De acordo com o documento, a conversão das ações tem pelos acionistas tem início nesta sexta-feira (20) e poderá ocorrer até o dia 3 de abril, observando o limite individual de até 3% do capital social.

A elétrica disse ainda que a conversão está limitada ao percentual total de 5% do capital social da companhia.

O conselho também aprovou o pedido de conversão por parte do seu acionista Axia Energia (AXIA3) de cerca de 19,8 milhões de ações.

*Com informações da Reuters

Fundo imobiliário anuncia contrato com a Shopee após devolução de área pelo Banco Master; IFIX sobe

17 de Março de 2026, 07:44

O fundo imobiliário BGR B32 (BGRB11) anunciou, por meio de fato relevante, que renovou a locação com a Shopee referente à área de 6.174 metros quadrados (m²) que a empresa já ocupa no Edifício B32, localizado em São Paulo (SP).

Segundo o comunicado divulgado ao mercado, a aditivo prevê a prorrogação do contrato por mais cinco anos, levando o vencimento para 2031, com aumento de aproximadamente 21% no valor do aluguel.

Além disso, o FII também celebrou com a Shopee uma nova locação para uma área adicional de 9.824 m² no mesmo imóvel, também por cinco anos.

De acordo com a gestora do BGRB1, o novo contrato compensa totalmente o espaço devolvido pelo Banco Master em janeiro.

A instituição bancária, antes de ser liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central (BC), ocupava os pavimentos 12º, 14º, 15º, 29º e parte do 30º do edifício.

Ainda segundo o fato relevante, acordos de longo prazo ajudam a garantir estabilidade e previsibilidade de receita para o fundo.

Desempenho do IFIX 

IFIX, índice que reúne os principais FIIs negociados na bolsa de valores, encerrou a segunda-feira (16) em leve alta de 0,05%, aos 3.881,27 pontos, marcando o segundo avanço consecutivo.

Embora tenha ensaiado a recuperação, o indicador ainda registra queda de 0,79% no acumulado de março. No ano de 2026, contudo, mantém valorização de 2,81%.

Destaques do último pregão (16)

O Kinea Oportunidades (KORE11) liderou as altas do dia, avançando 2,00% e encerrando a sessão cotado a R$ 75,41.

Em seguida, o Tellus Rio Bravo Renda Logística (TRBL11) subiu 1,84%, para R$ 78,10, e o Ourinvest JPP (OUJP11) avançou 1,80%, a R$ 86,40.

Ticker Variação (%) Último (R$)
KORE11 +2,00% 75,41
TRBL11 +1,84% 78,10
OUJP11 +1,80% 86,40
GGRC11 +1,28% 10,25
TOPP11 +1,27% 74,94

Já o Vinci Offices (VINO11) liderou as perdas, recuando 2,86% e fechando a sessão a R$ 5,09. Depois, o Patria Escritórios (HGRE11) caiu 1,31%, para R$ 125,50, e o Valora CRI Índice de Preço (VGIP11) registrou baixa de 1,14%, a R$ 79,66.

Ticker Variação (%) Último (R$)
VINO11 -2,86% 5,09
HGRE11 -1,31% 125,50
VGIP11 -1,14% 79,66
SNCI11 -1,11% 89,00
CCME11 -0,68% 8,78

Bolsas da Ásia fecham mistas, mas ações de chips e autos sobem com anúncios da Nvidia

17 de Março de 2026, 06:49

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira (16), à medida que o petróleo segue firme acima de US$ 100 por barril em meio às incertezas do conflito no Oriente Médio, mas ações de semicondutores e montadoras subiram após uma série de anúncios da Nvidia, a gigante americana de chips de inteligência artificial.

O índice japonês Nikkei ficou praticamente estável em Tóquio, com baixa de 0,01%, a 53.700,39 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 1,63% em Seul, a 5.640,48 pontos, o Hang Seng subiu 0,13% em Hong Kong, a 25.868,54 pontos, e o Taiex registrou ganho de 1,48% em Taiwan, a 33.836,57 pontos.

Na China continental, o dia foi de perdas, de 0,85% do Xangai Composto, a 4.049,91 pontos, e de 1,87% do menos abrangente Shenzhen Composto, a 2.655,04 pontos.

O apetite por risco na Ásia é em boa parte limitado pela volatilidade do petróleo, que voltou a subir com força nesta madrugada em meio a temores persistentes sobre cortes na oferta resultantes da guerra dos EUA e Israel contra o Irã, que se espalhou para várias outras partes do Oriente Médio.

Anúncios feitos durante conferência anual da Nvidia, no entanto, impulsionaram ações de chips e do setor automotivo.

A Samsung Electronics avançou 2,76% em Seul e a TSMC avançou 1,69% em Taiwan, após a Nvidia prever que sua receita com chips de IA atingirá US$ 1 trilhão até 2027.

Entre montadoras, a Hyundai subiu 3,16% em Seul, a Geely saltou 4,55% em Hong Kong e a Nissan teve alta de 1,19% em Tóquio, após fecharem parcerias com a Nvidia para o desenvolvimento de tecnologias de direção autônoma.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou no azul hoje, com alta de 0,36% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.614,30 pontos, embora o banco central local tenha elevado seu juro básico pela segunda vez consecutiva.

Tempo Real: Ibovespa acompanha IGP-10 e início das reuniões de juros

17 de Março de 2026, 06:30

Resumo: O Ibovespa (IBOV) acompanha a divulgação do IGP-10. Na Europa, o índice de Percepção Econômica ZEW ajuda a medir o sentimento de investidores e analistas sobre a economia da região.

O dia também marca o início da primeira etapa das reuniões de política monetária do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil.

Confira os principais temas do Ibovespa e dos mercados em tempo real:



Itaú BBA vê oportunidade rara em peso-pesado da bolsa; potencial é de 50%

16 de Março de 2026, 12:44

Quando se fala em varejo, parte dos investidores e do mercado costuma virar a cara. Mas, quando o assunto é o Mercado Livre (MELI), a conversa é outra.

A companhia sempre figura entre as principais escolhas de gestores e analistas. Com o Itaú BBA não foi diferente. Os analistas até reduziram o preço-alvo, de US$ 2.600 para US$ 2.500, porém o valor ainda representa potencial de alta de 50% em relação ao último fechamento.

Os analistas argumentam que reduziram as estimativas para incorporar um período mais longo de margens de lucro operacional (EBIT) mais baixas.

A própria administração reiterou sua confiança em um nível de margem EBIT de aproximadamente 9%, patamar com o qual a MELI encerrou 2025 — sem alavancagem operacional em 2026, dado o nível de investimentos contínuos em frete grátis, cartão de crédito e comércio internacional.

Com isso em mente, o Itaú cortou a projeção de EBIT para 2026 em 13,8%, para US$ 3,5 bilhões (margem de 9,1%), e a de lucro líquido em 14,3%, para US$ 2,37 bilhões.

Para o primeiro trimestre de 2026, os analistas dizem que o nível típico de margem EBIT deverá ficar em torno de 9%.

Crescimento em primeiro lugar, qualidade depois

Um dos pontos que pesam contra a ação é o caminhão de dinheiro que o Mercado Livre gasta em investimentos.

Por outro lado, os resultados aparecem: os indicadores qualitativos e quantitativos sugerem que a execução está indo na direção certa, destaca o Itaú.

Ainda assim, investidores parecem pouco dispostos a pagar por essa melhora.

Desde janeiro, o mercado tem torcido o nariz para as techs por conta do alto investimento em tecnologia e das incertezas envolvendo inteligência artificial.

Os analistas do Itaú lembram que esses investimentos se traduzem em quedas nominais ano a ano no lucro operacional (EBIT) e no lucro por ação (EPS — earnings per share) para uma empresa negociada a um múltiplo preço/lucro (P/L) considerado elevado, de aproximadamente 36 vezes para 2026.

Outras varejistas negociam na faixa de 20 vezes.

A luz no fim do túnel?

A luz no fim do túnel, porém, parece próxima.

Após interagir recentemente com a empresa, os analistas dizem ver as projeções de compra e venda convergindo para um EBIT de aproximadamente US$ 3,5 bilhões (margem de 9%) para 2026.

Isso pode sinalizar que as revisões para baixo estão próximas do fim.

Poucas coisas são mais prejudiciais para uma ação do que revisões negativas persistentes nos lucros”, afirma o relatório.

Ainda segundo o Itaú BBA, olhando para frente, o segundo semestre de 2026 poderá marcar uma inflexão nas margens, com retomada da expansão ano a ano — o que naturalmente proporcionaria um alívio relevante.

Até lá, é provável que as ações permaneçam sob pressão, sem catalisadores claros no curto prazo. Assim, para fundos de hedge, a relação risco-retorno parece pouco atraente. Para investidores de longo prazo, talvez seja uma daquelas oportunidades que a MELI raramente oferece.”

Wall Street fecha em queda com petróleo acima dos US$ 100; S&P 500 atinge nova mínima do ano

13 de Março de 2026, 17:24

Os índices de Wall Street encerraram a sessão desta sexta-feira (13) em queda, diante da alta do petróleo acima dos US$ 100. Os dados de inflação e mercado de trabalho ficaram em segundo plano.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,26%, aos 46.558,47 pontos;
  • S&P 500: -0,61%, aos 6.632,19 pontos; 
  • Nasdaq: -0,93%, aos 22.105,35 pontos.

O S&P 500 atingiu uma nova mínima para 2026 no pregão de hoje e, na semana, acumulou queda de 1,6%. Com isso, o índice iniciou a primeira sequência de três semanas de perdas em cerca de um ano.

O Dow Jones caiu cerca de 2%, enquanto o Nasdaq recuou 1,3% no acumulado.

O que mexeu com Wall Street hoje?

O conflito no Irã, em seu 14º dia de combates, não mostrou sinais de arrefecimento. Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que cabe à ele decidir sobre o término da guerra. Trump prometeu que os EUA atingirão “com muita força na próxima semana” o Irã.

Os Estados Unidos ainda emitiram uma isenção de 30 dias para que os países comprem produtos petrolíferos russos sancionados que estão atualmente no mar, na esperança de aliviar os preços do petróleo e do gás impulsionados pela guerra que EUA e Israel estão travando contra o Irã.

Apesar disso, os contratos mais líquidos do petróleo Brent para maio fecharam com avanço de 2,67%, a US$ 103,14 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Na semana, a commodity acumulou alta de 11,27%.

Em segundo plano, o índice de preços de gastos com consumo (PCE, em inglês) registrou alta de 0,3% na passagem de dezembro para janeiro, ligeiramente abaixo do consenso do mercado, segundo a FactSet, de avanço de 0,4%.

A métrica é a mais utilizada pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) ao olhar para a inflação.

Já o núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, aumentou 0,4%. No comparativo anual, o índice subiu 2,8% e o núcleo 3,1% — ambos acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve.

Além disso, o Departamento de Trabalho dos EUA informou que as vagas de emprego em aberto nos Estados Unidos aumentaram em 396.000 em janeiro, a 6,946 mihões no último dia de janeiro.

As contratações, em contrapartida, foram fracas, o que é consistente com um mercado de trabalho estável.

Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, as apostas para a retomada no corte de juros pelo Fed migraram para outubro, após os dados do PCE e do Jolts divulgados nesta manhã. Antes, o mercado via chance maior de reduções nos juros em dezembro.

*Com informações de Reuters e CNBC

Ibovespa cai com Petrobras (PETR4) e aversão a risco em Wall Street; dólar sobe a R$ 5,31 e atinge maior nível desde janeiro

13 de Março de 2026, 17:17

O Ibovespa (IBOV) acompanhou a piora do humor dos investidores no exterior e as mudanças nas precificações de corte nos juros nos Estados Unidos e no Brasil, em meio a disparada dos preços do petróleo.

Nesta sexta-feira (13), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,91%, aos 177.653,31 pontos. Na semana, o Ibovespa acumulou perda de 0,95%. 

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,3163, com alta de 1,41%, no maior patamar desde janeiro. Na semana, o dólar teve valorização de 1,38% sobre o real.

Por aqui, os investidores ainda repercutiram o pacote de medidas do governo para conter os preços dos combustíveis, anunciado no dia anterior. Hoje, a Petrobras (PETR4) anunciou um reajuste de 11,6% no preço do litro do diesel para as refinarias – o que, nas contas do BCG Liquidez, cancelou o efeito baixista das medidas do governo no IPCA.

Os mercado também ajustou as apostas sobre a trajetória da taxa de juros brasileira, em meio a escalada das tensões geopolícias e possíveis impactos nos preços de energia.

Tanto as Opções do Copom da B3 quanto a curva a termo precificam, majoritariamente, um corte de 0,25 ponto percentual na Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom), de 15% para 14,75% ao ano, na próxima semana.

Antes da guerra no Irã, a aposta majoritária era de redução inicial de 0,50 ponto percentual.

As pesquisas eleitorais também continuaram no radar. Ainda na seara política, a Reuters noticiou que Fernando Haddad lançará a candidatura para o governo de São Paulo na próima quinta-feira (19).

Altas e quedas do Ibovespa

Em dia de forte aversão a risco, as ações cíclicas lideraram a ponta negativa do Ibovespa, com a abertura da curva de juros. Vivara (VIVA3) figurou enhtre as maiores perdas do pregão, acompanhada de Braskem (BRKM5),  CSN (CSNA3) ainda em reação aos balanços trimestrais e recentes notícias das companhias.

Em destaque, as ações da Petrobras (PETR4), um dos pesos-pesados do Ibovespa, também encerraram em tom negativo após o aumento nos preços do diesel. PETR3 fechou com queda de 0,10%, a R$ 49,60; PETR4 terminou o dia com perda de 0,53%, a R$ 44,76.

Apesar do reajuste, os analistas consideram que os preços praticados pela estatal seguem defasados na comparação a paridade de importação (PPI).

Segundo a Abicom, para alinhar totalmente os preços domésticos às referências internacionais, a Petrobras precisaria elevar o diesel em R$ 2,34 por litro, após mais de 300 dias sem reajustes. No caso da gasolina, a defasagem é de 43%, o que implicaria um aumento de R$ 1,10 por litro.

A expectativa, no entanto, é de que a estatal não repasse integralmente a volatilidade externa ao consumidor. Medidas anunciadas pelo governo nesta semana deram algum alívio à companhia, que já confirmou adesão ao programa de subvenção ao diesel.

Já a ponta positiva do Ibovespa foi liderada por BB Seguridade (BBSE3) e SLC Agrícola (SLCE3).

Exterior 

Os índices de Wall Street intensificaram as perdas na segunda parte do pregão, monitorando as tensões no Oriente Médio.

Os investidores também dividiram as atenções com novos dados de inflação nos Estados Unidos.

O índice de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), subiu 0,3% em janeiro, em linha com as expectativas. Na comparação anual, o índice apresentou um aumento de 2,8%, ligeiramente abaixo dos 2,9% previstos pelos economistas consultados pela Dow Jones. O dado é a principal referência de inflação para o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).

Com a escalada das tensões e dados de inflação em linha com o esperado, o mercado voltou a considerar setembro comoo mês mais provável para a retomada do ciclo de corte nos juros dos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano). Perto do fechamento, a probabilidade de corte no sétimo mês do ano era de 54,2%, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group. Na véspera, os traders observaram chance de redução dos juros apenas em dezembro.

Para a decisão da próxima semana, a probabilidade de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano é de 99,1%.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,26%, aos 46.558,47 pontos;
  • S&P 500: -0,61%, aos 6.632,19 pontos; 
  • Nasdaq: -0,93%, aos 22.105,35 pontos.

Na Europa, os principais índices também encerraram em tom negativo, ainda pressionados pelas incertezas geopolíticas. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com queda de 0,50%, aos 595,85 pontos.

Na Ásia, os índices tiveram mais uma sessão de perdas com os investidores incertos quanto à duração do fechamento do Estreito de Ormuz. O índice Nikkei, do Japão, caiu 1,16%, aos 53.819,61 pontos; enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,98%, aos 25.465,60 pontos. 

Dólar tem novo salto e fecha a R$ 5,31 com disparada do petróleo e precificação de corte menor na Selic

13 de Março de 2026, 17:05

O dólar repetiu o movimento de fortes ganhos da véspera e encerrou o pregão em alta. 

Nesta sexta-feira (13), o dólar à vista (USDBRL) terminou as negociações a R$ 5,3163, com ganho de 1,41%. 



  • LEIA MAIS: Comunidade de investidores Money Times reúne tudo o que você precisa saber sobre o mercado; cadastre-se

O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,73%, aos 100,466 pontos.

Na semana, o dólar teve valorização de 1,38% sobre o real.

O que mexeu com o dólar hoje?

As tensões no Oriente Médio deram gás para uma nova valorização do petróleo, com o barril Brent encerrando o dia cotado acima de US$ 100.

Hoje, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA escoltarão embarcações pelo Estreito de Ormuz, se necessário. Em entrevista à Fox News, o chefe da Casa Branca ainda declarou que as forças militares norte-americanas vão atacar o Irã  “com muita força na próxima semana”.

A declaração foi uma resposta ao Irã. Na véspera, o novo líder supremo Mojtaba Khamenei afirmou que o estreito deve permanecer fechado “como instrumento de pressão contra os EUA e Israel”.

Os investidores também dividiram as atenções com novos dados de inflação nos Estados Unidos.

O índice de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), subiu 0,3% em janeiro, em linha com as expectativas. Na comparação anual, o índice apresentou um aumento de 2,8%, ligeiramente abaixo dos 2,9% previstos pelos economistas consultados pela Dow Jones. O dado é a principal referência de inflação para o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).

Com a escalada das tensões e dados de inflação em linha com o esperado, o mercado voltou a considerar setembro como o mês mais provável para a retomada do ciclo de corte nos juros dos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano). Perto do fechamento, a probabilidade de corte no sétimo mês do ano era de 54,2%, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group. Na véspera, os traders observaram chance de redução dos juros apenas em dezembro.

Para a decisão da próxima semana, a probabilidade de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano é de 99,1%.

No Brasil, o mercado também ajustou as apostas de afrouxamento monetário. Tanto as Opções do Copom da B3 quanto a curva a termo precificam um corte de 0,25 ponto percentual na Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom), de 15% para 14,75% ao ano, na próxima semana. Antes da guerra no Irã, a aposta majoritária era de redução inicial de 0,50 ponto percentual.

Por aqui, o mercado ainda repercutiu o pacote de medidas do governo para conter os preços dos combustíveis, anunciado no dia anterior. As pesquisas eleitorais também continuaram no radar.

Pela manhã, o Banco Central vendeu, em dois leilões simultâneos, US$ 1 bilhão em moeda à vista e 20.000 contratos no valor de US$ 1 bilhão de swap cambial reverso – neste caso, uma operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro.

Ao fazer o “casadão”, o BC eleva a liquidez no mercado à vista em momentos de estresse como o atual, em que o dólar tem sido pressionado pelos desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O efeito das operações sobre as cotações do dólar é, na prática, nulo, já que o BC vendeu US$ 1 bilhão em uma ponta e comprou US$ 1 bilhão em outra.

*Com informações de Reuters

Dividendos: A elétrica com um dos maiores retornos da cobertura do Bradesco BBI

13 de Março de 2026, 17:00

O investidor que compra elétrica, muitas vezes, quer saber de dividendos. Nesse cardápio, a Axia, antiga Eletrobras, é uma boa opção, segundo analistas do Bradesco BBI.

Em relatório, os analistas elevaram o preço-alvo para o fim de 2026 a R$ 72,00 para AXIA3 (potencial de alta de 19%) e R$ 79,00 para AXIA6 (upside de 20%).

Segundo os analistas, os rendimentos totais (dividendos + recompra de ações) estão entre 7% e 8% em 2026 e 2027 — “entre os mais altos de nossa cobertura”.

Para o banco, apesar de a ação ter subido 82% em 12 meses, o papel ainda guarda potencial. A tese é que o mercado ainda precifica um preço de longo prazo próximo de R$ 210/MWh, nível que o BBI classifica como conservador diante da dinâmica estrutural da matriz brasileira.

Na atualização, os analistas incorporaram às projeções os resultados do quarto trimestre, o aumento do preço estrutural de energia para R$ 230/MWh a partir de 2027 e cerca de R$ 14 bilhões em créditos fiscais reconhecidos no trimestre, “que estimamos serem utilizados ao longo de aproximadamente 20 anos”.

Outro caminho para impulsionar os lucros da Eletrobras é a geração hidrelétrica descontratada, que segue como um dos melhores veículos para capturar a alta nos preços de energia. os ativos térmicos também se beneficiam da maior necessidade de despacho — com a Eneva sendo um destaque adicional.

Apesar disso, o BBI reconhece riscos ligados ao comportamento das chuvas, a eventuais revisões de demanda pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e aos efeitos do leilão de capacidade.

Mas vemos qualquer queda adicional de preços como limitada, dado o nível atual dos reservatórios, o efeito do El Niño sobre a demanda, ajustes metodológicos e a tendência de menor produção média de eólicas e solares nos últimos anos.”

Axia: Bradesco não é o único

O Bradesco não é o único a ver potencial da empresa. Na semana passada, analistas do Safra atualizaram o preço-alvo do papel ordinário (AXIA3) para R$ 73,10 e o das ações preferenciais classe B (AXIA6) para R$ 79,70, potencial de alta de 23%.

Para chegar a esses valores, o Safra incorporou no modelo os resultados do quarto trimestre e novas estimativas para a curva de preços de energia.

Após isso, o banco vê uma taxa interna de retorno ainda atrativa de 11,5% (acima dos pares).

O retorno de dividendos, um dos grandes chamarizes da empresa, deverá ser de 9% entre 2026 e 2028. A tendência, segundo o Safra, é que a alta dos preços continue. Por outro lado, a empresa aumentará os investimentos em transmissão.

“Acreditamos também que a companhia continuará crescendo com novas oportunidades (leilões de reserva de capacidade, transmissão, reforços etc.)”.

Brent fecha acima dos US$ 100 pelo 2º dia consecutivo; petróleo dispara mais de 11% na semana

13 de Março de 2026, 16:35

Os preços do petróleo encerraram o pregão desta sexta-feira (13) em alta, com a perspectiva de prolongamento do conflito no Oriente Médio no radar do mercado. Pelo segundo dia consecutivo, o Brent fechou acima dos US$ 100.

Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para maio fecharam com avanço de 2,67%, a US$ 103,14 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI), para abril, subiram 3,11%, a US$ 98,71 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.

Na semana, o Brent acumulou alta de 11,27%, enquanto o WTI subiu 8,59%.

Atenções voltadas ao Oriente Médio

O conflito no Irã, em seu 14º dia de combates, segue sem sinais de um cessar-fogo próximo.

Nesta sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que cabe a ele decidir sobre o término da guerra. Trump prometeu ainda que os EUA atingirão “com muita força na próxima semana” o Irã.

Após as falas do presidente dos EUA, os contratos futuros do petróleo Brent voltaram a operar acima dos US$ 100.

Na tentativa de aliviar os preços do petróleo e do gás, pressionados pela guerra com o Irã, os Estados Unidos emitiram uma isenção de 30 dias para que os países comprem produtos petrolíferos russos sancionados que estão atualmente no mar.

Além disso, Trump considera flexibilizar as regras da lei marítima Jones Act, que exigem que navios americanos transportem mercadorias entre portos domésticos, incluindo petróleo e gás, em um esforço para reduzir custos.

As medidas, no entanto, parecem não ter acalmado os ânimos dos mercados. Segundo a Capital Economics, os investidores veem um risco elevado de que os preços do petróleo sigam altos.

Hoje, o posicionamento dos investidores no mercado de opções aponta probabilidade de 20% de os preços da commodity atingirem ou ultrapassarem os US$ 100 o barril daqui a três meses, afirma.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

FIIs crescem no Brasil e ainda têm amplo potencial de expansão, diz Itaú BBA

13 de Março de 2026, 16:31

O início do ano foi marcante para o mercado de fundos imobiliários (FIIs), atingindo mais de 3 milhões de investidores, R$ 200 bilhões em patrimônio sob custódia e liquidez recorde, com volume médio diário próximo de R$ 537 milhões.

Para o Itaú BBA, os números representam “uma indústria mais popular e democrática e um mercado mais profundo, maduro e relevante dentro da B3”.

De acordo com os analistas Larissa Nappo e Fausto Menezes, o crescimento da base de investidores é explicado por fatores como a cultura do brasileiro de investir em imóveis, além de vantagens dos FIIs, como gestão profissional, diversificação, baixo valor de entrada e isenção de imposto de renda para pessoas físicas em muitos casos.

O relatório do Itaú aponta que o mercado também tem muito espaço para crescimento. Comparando com os Estados Unidos, “cerca de 50% da população investe em fundos imobiliários. No Brasil, esse número corresponde a aproximadamente 1,5% da população”.

Com os números recorde, outros desafios surgem para o mercado, como a necessidade de maior transparência e comunicação das gestoras. O objetivo desse desenvolvimento deve ser garantir o acesso homogêneo às informações sobre os fundos imobiliários.

O aumento da liquidez também melhora a experiência do investidor, facilitando a compra e venda das cotas e contribuindo para preços mais eficientes. Em 2026, o volume médio negociado ultrapassa R$ 400 milhões por dia, bem acima do registrado no ano anterior.

De acordo com os analistas, a maior liquidez torna o mercado mais equilibrado e beneficia diferentes segmentos de FIIs, com destaque recente para fundos de ativos financeiros e de galpões logísticos. Eles ainda reforçam que o setor imobiliário ainda tem espaço para que outros segmentos ganhem espaço no futuro.

O relatório ainda explica que os investidores devem se atentar a indicadores como dividend yield e P/VP, além da qualidade dos ativos e da gestão. Essas medidas são essenciais para novas aquisições de ativos e melhoras de rendimentos no futuro.

*Com supervisão de Renan Sousa. 

Bolsa barata, gringo de volta e juros em queda: A equação que pode destravar os IPOs no Brasil

13 de Março de 2026, 07:00

Durante quatro anos, o Brasil não sabia o que era um IPO (oferta pública inicial de ações). Trata-se da maior seca de aberturas de capital da história do mercado.

Nem mesmo em momentos de recessão econômica, como no período de Dilma Rousseff, o país ficou tanto tempo sem ver empresas ingressarem na bolsa. Pelo contrário: nos últimos anos, houve fechamento de capitais. Ao todo, 50 empresas deram adeus à B3.

Uma conjunção de fatores, como a disparada da taxa básica de juros, afastou o fluxo da renda variável. Embora o Ibovespa tenha subido 57% desde 2021, investidores — principalmente os locais — ficaram de fora dessa pernada, atraídos pelos gordos retornos da renda fixa.

Outro entrave para emperrar a janela foi o histórico das empresas que fizeram IPOs. Segundo um estudo da assessoria financeira Seneca Evercore, das 94 empresas que abriram capital desde 2024, apenas 17 ficaram no azul.

Mas, ao que parece, o jogo está para virar. A bolsa mudou a chavinha e disparou 30% em questão de meses. O rali continuou em janeiro e fevereiro, embora o conflito envolvendo o Irã tenha arrefecido um pouco esse movimento.

Enquanto isso, nos Estados Unidos duas fintechs brasileiras abriram capital. O PicPay (PICS) saiu no topo da faixa indicativa e levantou US$ 500 milhões. Parecia um sinal de que os investidores globais estavam famintos por Brasil.

No IPO seguinte, o da Agibank, houve uma mudança de tom. A própria ação do PicPay chegou a despencar 18% dias após a estreia, o que acendeu o sinal amarelo para o apetite do investidor estrangeiro.

Somado a isso, o temor de que as inteligências artificiais pudessem afetar as empresas trouxe pessimismo para as empresas de tech.

Isso acabou resvalando na fintech, que foi obrigada a cortar tanto a faixa indicativa quanto o número de ações ofertadas pela metade. Resultado: o que era para ser uma oferta de US$ 785 milhões acabou saindo por US$ 276 milhões.

Um indicativo de que a janela de IPOs está enferrujada? Não necessariamente.

Mercados diferentes

Segundo especialistas de bancos que conversaram com o Money Times, trata-se de mercados diferentes. A começar pelo perfil das empresas.

Enquanto a bolsa americana atrai mais techs, até o momento, no Brasil a expectativa é que empresas de saneamento e energia — consideradas mais seguras — deem o tom da nova janela.

Pelo menos três companhias mostraram interesse em dar as caras na bolsa: Aegea Saneamento, BRK Ambiental e Compass Gás & Energia.

fora foi uma situação bem específica. Eles tentaram pegar referência de investidores que investem naquele tipo de ativo, e muito investidor que é bastante orientado para tecnologia”, destaca André Moor, chefe do banco de investimento Bradesco BBI.

Ele recorda que surgiu um grande ceticismo em relação a companhias que podem ser mais facilmente disruptadas por inteligência artificial. Isso acabou prejudicando o processo.”

Quem estava olhando o PicPay e também analisando o Agibank acabou tendo que reformatar o deal. No fim das contas, foi meio que azar do Agibank, que pegou essa onda de rotação de portfólio nos Estados Unidos, com investidores reduzindo exposição a tecnologia.”

Mas isso não deveria fechar a janela, destaca ele. Aqui no Brasil, o apetite do investidor estrangeiro continua.

Gabriela Evans, diretora de renda variável do Santander, vai na mesma linha ao afirmar que o “impacto é menor”. Para ela, uma nova janela se abrindo. Apesar disso, a especialista destaca três pontos para que ela deslize com maior facilidade:

  • continuidade do fluxo internacional de recursos;
  • empresas de qualidade e com tamanho relevante;
  • histórias de investimento interessantes para quem está comprando.

Os investidores internacionais estão buscando novas oportunidades em mercados emergentes, e o Brasil hoje ainda se destaca por preço e risco — ou seja, valuations mais baixos e um risco percebido relativamente menor.”

Evans, por outro lado, diz que o investidor local será mais relutante em entrar na festa, pelo menos neste momento. Isso porque a taxa de juros ainda é bastante atrativa e os fundos de renda variável continuam enfrentando saques.

Ou seja, para participar de um IPO, o investidor local muitas vezes teria que vender um ativo que possui. Isso significa que a troca precisa valer muito a pena — seja pelo valuation, pelo setor, pelo potencial de crescimento ou pelo histórico da companhia.

O peso do Ibovespa

Anderson Brito, chefe do banco de investimento do UBS BB, lembra outro ponto: o peso do Ibovespa está mais concentrado em setores que não têm risco estrutural elevado com inteligência artificial.

Ou seja, o que poderia ser um ponto fraco do país vira um diferencial importante em meio a questionamentos sobre possíveis bolhas relacionadas à IA.

Se você olhar a composição do Ibovespa, cerca de 20% a 25% está em serviços financeiros, que, na média, tendem a ser positivamente impactados pela IA, principalmente pela melhoria do cost-to-incomeou seja, redução de custos e ganho de eficiência.”

Outros 20% estão em mineração, setor tradicional que também tende a ser positivamente impactado pela tecnologia.

Em seguida vêm petróleo, gás e combustíveis, que também têm uma dinâmica própria, inclusive relacionada à transição energética.

Utilidades públicas, como energia e saneamento, representam cerca de 11%. Quando você soma tudo isso, estamos falando de mais de 70% do principal índice do Brasil alocado em setores tradicionais ou em setores nos quais o risco estrutural de disrupção é bem menor.”

A conta do mercado é que até 10 empresas possam abrir capital no Brasil neste ano.

Guerra no Irã pode afetar IPOs?

De acordo com Moor, do Bradesco, a expectativa é que o conflito não atrapalhe a janela — desde que seja curto e fique restrito ao Irã, cenário considerado mais provável neste momento.

A gente não está vendo envolvimento direto da China nem da Rússia, por exemplo.”

Moor lembra, ainda, que o Brasil é uma economia relativamente fechada. Cerca de 70% do PIB é consumo doméstico.

As exportações representam algo perto de 30%, e uma parte relevante disso são commodities para a China.

Ninguém está sancionando o Brasil ou impedindo o país de vender para determinados mercados, então o impacto direto tende a ser neutro.”

O que pode acontecer é alguma pressão de curto prazo no câmbio e no preço do petróleo, gerando um pico inflacionário momentâneo. Mas o Banco Central sabe que, no longo prazo, essa pressão tende a cair.”

Preço importa

Virou quase um lugar-comum dizer que o Ibovespa está barato — mas é difícil ignorar o fato.

Mesmo com a valorização recente do mercado local, o Brasil ainda negocia a cerca de 10 a 10,5 vezes preço/lucro (P/L), segundo cálculos de analistas do UBS.

Para comparação:

  • o mercado mexicano negocia perto de 17 vezes;
  • o mercado americano negocia perto de 23 vezes.

Ou seja, ainda existe espaço para o mercado performar, principalmente em um ambiente em que a curva de juros comece a cair.

Hoje os juros estão perto de 15%, mas o consenso do Banco Central aponta para queda. As projeções caminham para 11,5%, com alguns economistas falando em 11% e outros, até em 10,5%.

Follow-ons tiram demanda?

Mas, se os IPOs ainda caminham devagar, os follow-ons (ofertas subsequentes de ações) seguem a todo vapor.

Neste ano, empresas como Pague Menos (PGMN3), Riachuelo (RIAA3) e Banco Pine (PINE4) foram ao mercado captar recursos. A joia da coroa, porém, deverá ser a privatização da Copasa. Essa demanda poderia tirar o apetite por IPOs?

Segundo Moor, em grande parte, trata-se de teses novas ou com poucas referências na bolsa.

Por isso, normalmente essas ofertas precisam trazer algum diferencial para o investidor. Ou a empresa apresenta um modelo de negócios melhor do que o de alguma referência listada, ou precisa sair com desconto em relação às comparáveis.”

Além disso, ele destaca que muitos follow-ons recentes são relativamente pequenos — ofertas de R$ 300 milhões a R$ 1 bilhão.

Considerando que, em janeiro, entraram cerca de R$ 74 bilhões de recursos estrangeiros no mercado brasileiro, essas ofertas acabam sendo pequenas em relação ao volume de capital disponível.”

E as eleições?

Quis o destino que a volta dos IPOs ocorra justamente em um período eleitoral, conhecido pela volatilidade. Mesmo assim, o investidor estrangeiro parece não estar muito preocupado com isso.

O que a gente tem escutado do investidor institucional internacional é que existe uma visão positiva para a bolsa brasileira, independentemente da eleição”, diz Brito, do UBS BB.

Mais importante, segundo ele, são os juros. Hoje a taxa ainda está elevada e pode terminar o ano entre 12% e 13%. O que os investidores observam muito mais é a curva média esperada, e não apenas a fotografia do DI hoje.”

O melhor cenário para o fim do ano seria algo próximo de 11,5%, e o mercado começa a caminhar nessa direção. Então, o investidor está olhando muito mais a tendência de queda da renda fixa do que o nível atual da taxa de juros.”

Tempo Real: Ibovespa atento ao PCE e disparada do petróleo

13 de Março de 2026, 06:30

Resumo: O Ibovespa (IBOV) aguarda o PCE dos EUA, indicador-chave de inflação que pode influenciar o ritmo de aperto monetário do Federal Reserve. No Reino Unido, saem o PIB, a balança comercial e a produção industrial, fornecendo leitura completa da economia britânica. Na Zona do Euro, o mercado observa a produção industrial.

Os investidores seguem acompanhando a guerra no Irã e a disparada do petróelo, que está no patamar de US$ 100 o barril.

Confira os principais temas do Ibovespa e dos mercados em tempo real:



Bolsas da Ásia fecham em baixa com temor renovado de guerra prolongada no Oriente Médio

13 de Março de 2026, 06:21

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta sexta-feira (13), após novo salto do petróleo, em meio a temores renovados de que um conflito prolongado no Oriente Médio afete os suprimentos de energia, comprometendo a perspectiva econômica global.

O índice japonês Nikkei caiu 1,16% em Tóquio, a 53.819,61 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 1,72% em Seul, a 5.487,24 pontos, o Hang Seng cedeu 0,98% em Hong Kong, a 25.465,60 pontos, e o Taiex registrou queda de 0,54% em Taiwan, a 33.400,32 pontos.

Na China continental, os mercados tiveram perdas semelhantes, de 0,82% do Xangai Composto, a 4.095,45 pontos, e de 0,88% do menos abrangente Shenzhen Composto, a 2.701,41 pontos.

O novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, disse em pronunciamento ontem que o Estreito de Ormuz, uma artéria vital para o comércio global de petróleo, deve permanecer fechado e que Teerã poderá abrir outras frentes na guerra com os Estados Unidos e Israel se o conflito persistir.

Neste quadro de incertezas, o petróleo manteve tendência de alta nesta madrugada, depois de saltar mais de 9% nos negócios de quinta-feira.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou levemente no vermelho: o S&P/ASX 200 caiu 0,14% em Sydney, a 8.617,10 pontos.

Wall Street fecha sem direção única após Trump reafirmar que guerra no Irã terminará ‘em breve’

11 de Março de 2026, 17:07

Os índices de Wall Street encerraram a sessão desta quarta-feira (11) sem direção única com expectativa de fim próximo da guerra no Irã e nova valorização do petróleo no mercado internacional. Os dados de inflação ficaram em segundo plano.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,61%, aos 47.417,27 pontos;
  • S&P 500: -0,08%, aos 6.775,80 pontos; 
  • Nasdaq: +0,08%, aos 22.716,13 pontos.

O que mexeu com Wall Street hoje?

O conflito no Irã entrou em seu 12º dia de combates com uma escalada nas tensões. Durante a madrugada, o comando militar iraniano atacou três navios no Golfo Pérsico.

O comando militar do país persa também afirmou que o mundo deve estar preparado para o petróleo atingir US$ 200 por barril. “Prepare-se para que o petróleo chegue a US$ 200 o barril porque o preço do petróleo depende da segurança regional que vocês desestabilizaram”, disse Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do comando militar do Irã, em comentários dirigidos aos Estados Unidos.

Até o momento, não houve nenhuma trégua em terra, nem qualquer sinal de que navios já podem navegar com segurança pelo Estreito de Ormuz – por onde 20% do petróleo do mundo é escoado em tempos de normalidade geopolítica – , na pior interrupção do fornecimento de energia desde os choques do petróleo da década de 1970.

Hoje, os contratos futuros do Brent, com vencimento em maio, fecharam com alta de 4,76%, a US$ 91,98 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Por outro lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que as forças militares atingiram 28 minas no Irã, horas depóis de reafirmar que “praticamente não há mais nada” para atacar no Irã e que a guerra naquele país terminará “em breve”. “Pequenas coisas aqui e ali. Quando eu quiser que isso acabe, vai acabar”, declarou Trump em entrevista ao site Axios.

O presidente também disse que não está preocupado com ataques apoiados pelo Irã em solo norte-americano. A declaração foi feita a jornalistas na Casa Branca e após o FBI alertar para a possibilidade de drones iranianos atingirem a costa oeste dos EUA, segundo a ABC News.

Além disso, a Agência Internacional de Energia (AIE) liberou 400 milhões de barris de petróleo das reservas de 32 países-membros na tentativa de conter a alta nos preços de energia em meio a disparada recente dos preços do barril do óleo bruto.

Os dados macroeconômicos ficaram em segundo plano. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,3% no mês de fevereiro, segundo dados do Departamento do Trabalho do país. No acumulado de 12 meses, o CPI acumula alta de 2,4%.

Embora o dado não seja a referência inflacionária do Federal Reserve (Fed), o CPI ‘ajuda’ o mercado a calibrar as apostas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos. Agora os traders veem a retomada de ciclo de corte nos juros apenas em setembro, ante a expectativa anterior de julho, em temor dos impactos inflacionários da guerra no Irã atráves dos preços de energia.

Dólar fica estável a R$ 5,15 com incertezas sobre a guerra no Irã

11 de Março de 2026, 17:02

Depois de duas sessões de queda, o dólar recuperou o fôlego com a escalada das tensões no Oriente Médio. Dados de inflação nos Estados Unidos e cenário eleitoral no Brasil ficaram em segundo plano 

Nesta quarta-feira (11), o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão a R$ 5,1593, com leve alta de 0,03%. 



  • LEIA MAIS: Comunidade de investidores Money Times reúne tudo o que você precisa saber sobre o mercado; cadastre-se

O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com alta de 0,38%, aos 99.210 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

A guerra no Irã ganhou uma nova escalada nas tensões com ataques iranianos a três navios, durante a madrugada desta quarta-feira (11), no Golfo Pérsico.

O comando militar do país persa também afirmou que o mundo deve estar preparado para o petróleo atingir US$ 200 por barril. “Prepare-se para que o petróleo chegue a US$ 200 o barril porque o preço do petróleo depende da segurança regional que vocês desestabilizaram”, disse Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do comando militar do Irã, em comentários dirigidos aos Estados Unidos.

Até o momento, não houve nenhuma trégua em terra, nem qualquer sinal de que navios já podem navegar com segurança pelo Estreito de Ormuz – por onde 20% do petróleo do mundo é escoado em tempos de normalidade geopolítica – , na pior interrupção do fornecimento de energia desde os choques do petróleo da década de 1970.

Por outro lado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou que “praticamente não há mais nada” para atacar no Irã e que a guerra naquele país terminará “em breve”, em entrevista ao site Axios. “Pequenas coisas aqui e ali. Quando eu quiser que isso acabe, vai acabar”, declarou Trump.

Em segundo plano, os investidores acompanharam novos dados de inflação norte-americana. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,3% no mês de fevereiro, segundo dados do Departamento do Trabalho do país. No acumulado de 12 meses, o CPI acumula alta de 2,4%.

Embora o dado não seja a referência inflacionária do Federal Reserve (Fed), o CPI ‘ajuda’ o mercado a calibrar as apostas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos. Após o resultado, os traders adiaram a leitura de que o Fed vai retomar o ciclo de cortes nos juros de julho para setembro.

Para a próxima decisão de política monetária, que acontece na semana que vem, há 99,4% de chance de o BC manter os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group.

“O mercado vem ajustando as expectativas para a política monetária norte-americana com o mercado passando a precificar cerca de 30 pontos-base de cortes até o fim do ano” como consequências das preocupações sobre inflação em meio a disparada dos preços do petróleo, afirma Bruno Shahini, especialista de investimentos da Nomad.

Saída de dólares e cenário eleitoral

Segundo dados do Banco Central, o Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US $3,897 bilhões em março até o dia 6 – a primeira semana de conflitos no Irã.

Por aqui, o cenário eleitoral também movimentou o mercado de câmbio. As pesquisas de intenção de votos apontaram para um empate técnico entre os candidatos  Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

*Com informações de Reuters

Vale (VALE3): Como a guerra no Irã impacta a mineradora

11 de Março de 2026, 16:33

Para a Vale (VALE3), as implicações envolvendo a guerra no Irã giram principalmente em torno dos custos de combustível e de frete, que a mineradora disse monitorar de perto, de acordo com analistas do BTG Pactual.

A companhia opera com cerca de 75% de sua exposição a combustível protegida por hedge, política que já estava em vigor antes da guerra, o que ajuda a mitigar a volatilidade de curto prazo por meio de estruturas de collar de custo zero, disse o banco.

Como regra geral, a administração, de acordo com o banco, indicou que um movimento de US$ 10 por barril no preço do petróleo se traduziria em aproximadamente um aumento de US$ 1 por tonelada nos custos totais (em base anualizada).

A exposição ao frete também está amplamente protegida, com quase 100% dos volumes contratados, conforme analistas.

Do lado da oferta, eventuais interrupções envolvendo o Irã poderiam retirar cerca de 10 milhões de toneladas por ano (Mtpa) de material transportado por via marítima do mercado.

No entanto, o impacto final dependerá da duração do conflito e, mais importante, das implicações para a demanda global, acrescentou o banco.

O BTG segue recomendando a compra de Vale, com o preço-alvo de US$ 15, citando melhora nas perspectivas para cobre e níquel, boa geração de caixa mesmo com o minério perto de US$105/t e valuation ainda atrativo.

Ouro cai 1% com dólar forte e escalada das tensões no Irã

11 de Março de 2026, 16:03

O ouro, considerado um dos ativos mais seguros do mundo, encerrou a sessão desta quarta-feira (11) em forte queda, em meio a escalada das tensões no Irã e fortalecimento do dólar.

O contrato mais líquido do ouro, com vencimento em abril, fechou com recuo de 1,20%, a US$ 5.179,10 por onça-troy na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.



O que mexeu com o ouro?

Os investidores continuaram a monitorar a guerra no Irã e as possíveis consequências do conflito na inflação e trajetória dos juros dos Estados Unidos.

Hoje, o presidente norte-americano Donald Trump voltou a dizer que a guerra no Oriente Médio deve ser encerrada “em breve”, já que não há mais estruturas a serem atacadas.

O Irã, porém, intensificou a sua ofensiva. Durante a madrugada, o comando militar iraniano atacou mais três navios no Golfo Pérsico bloqueado, enquanto Teerã disparou contra Israel e alvos em toda a região. O país também disse que o mundo deveria estar preparado para que o petróleo atinja US$ 200 por barril.

O mercado acompanhou novos dados econômicos. Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,3% no mês de fevereiro, segundo dados do Departamento do Trabalho do país.

inflação norte-americana no acumulado dos últimos 12 meses soma 2,4%. Com isso, os preços ainda estão acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed).

Apesar de ser considerada a referência inflacionária pelo Fed, o mercado consolidou a aposta de corte nos juros pelo Fed a partir de julho. Para a próxima decisão de política monetária, que acontece na semana que vem, há 99,3% de chance de o BC manter os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group.

*Com informações de Estadão Conteúdo

Vale (VALE3) cita possíveis dividendos extraordinários, diz BofA; hora de comprar?

11 de Março de 2026, 15:53

A Vale (VALE3) indicou que pode distribuir dividendos extraordinários caso os preços atuais das commodities se mantenham, segundo relato do Bank of America (BofA) após uma reunião com o CEO da mineradora, Gustavo Pimenta.

De acordo com o banco, a administração da companhia afirmou que o cenário atual permitiria a entrega de retornos robustos aos acionistas. O minério de ferro é negociado acima dos US$ 100.

A instituição, no entanto, segue com recomendação neutra para o papel, que recuava 2% nesta quarta-feira (11), diante de uma maior aversão ao risco nos mercados globais.

Segundo o BofA, durante o encontro a Vale reiterou seu arcabouço financeiro disciplinado para alocação de capital. O banco relata que decisões sobre remuneração aos acionistas seguem condicionadas à manutenção da dívida líquida expandida próxima de US$ 15 bilhões, de um caixa mínimo em torno de US$ 5 bilhões e ao suporte adicional que pode vir da geração de caixa da Vale Base Metals (VBM).

O Bank of America também afirmou que a companhia destacou avanços no processo de destravar AUM restrito, com alguns investidores removendo limitações e esforços em andamento para ampliar ainda mais o universo de capital disponível.

Ainda segundo o BofA, o cobre permanece no centro da estratégia de crescimento da Vale. O banco relata que a administração reafirmou confiança de que a VBM alcance 700 mil toneladas por ano de produção de cobre até 2035.

A vantagem de um IPO e outras oportunidades para a Vale

De acordo com o BofA, com o ativo apresentando bom desempenho, ganhando escala por meio de investimentos de baixo capex e sem restrições de financiamento no momento, um eventual IPO da VBM é visto pela companhia principalmente como uma forma de financiar uma possível grande transação futura.

No campo das oportunidades de expansão, o Bank of America disse que a empresa destacou maior convicção no potencial de Carajás, onde os gastos com exploração triplicaram. Já o projeto Hu’u segue tecnicamente desafiador, e a mineradora busca um parceiro para avançar com o ativo.

Em níquel, segundo o banco, os esforços de curto prazo estão concentrados na redução de custos para fortalecer o negócio e melhorar a rentabilidade.

Demanda por minério

O Bank of America também relatou que a Vale vê demanda saudável por minério de ferro. De acordo com o banco, a companhia acredita que a produção de aço bruto na China ficou estável ou ligeiramente acima do nível do ano anterior em 2025.

Os estoques portuários estão mais elevados, ainda segundo o Bank of America, principalmente devido a materiais menos líquidos e de menor teor, além de alguma atividade de blending nos portos.

O banco acrescenta que a Vale ressaltou que a demanda por seu portfólio permanece sólida, sustentada pela oferta limitada de produtos como o BRBF e pelo aumento dos prêmios à medida que o teor médio do minério global diminui.

A Europa, segundo o relato do Bank of America, continua apresentando desempenho melhor que o esperado, enquanto a Índia segue como um mercado relevante de crescimento no longo prazo — com cerca de 10 milhões de toneladas vendidas ao país no último ano.

Dólar engata 2º dia de perdas e fecha a R$ com possível fim do conflito no Irã no radar

10 de Março de 2026, 17:03

O dólar engatou o segundo dia de perdas consecutivas com a melhora no apetite ao risco externo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizar o fim do conflito no Irã nos próximos dias. 

Nesta terça-feira (10), o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão a R$ 5,1575, com queda de 0,13%. 



  • LEIA MAIS: Comunidade de investidores Money Times reúne tudo o que você precisa saber sobre o mercado; cadastre-se

O movimento acompanhou o desempenho da moeda no exterior. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com baixa de 0,26%, aos 98,912 pontos.

O que mexeu com o dólar hoje?

A expectativa de cessar-fogo no Irã melhorou o apetite ao risco dos investidores e o dólar, considerado um dos ativos de proteção, manteve a trajetória de queda.

Nesta terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pode negociar com o Irã, dependendo das condições, em entrevista à Fox News.

Questionado sobre a possibilidade de diálogo com líderes iranianos, Trump afirmou que há sinais de que Teerã deseja conversar. “Estou ouvindo que eles querem muito conversar”.

Na véspera, o chefe da Casa Branca já havia afirmado que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída”.

Em reação, os preços do petróleo Brent, referência para o mercado global, tombaram mais de 10% ao longo do pregão e voltaram a operar abaixo de US$ 90 o barril.

“A sinalização [de Trump] levou a uma forte correção nos preços do petróleo, o que ajudou a reduzir os temores de um choque energético prolongado e de pressões inflacionárias globais. Com isso, a parte da demanda defensiva por dólar perdeu força”, afirmou Bruno Shahini. especialista de investimentos da Nomad.

No Brasil, o real também foi favorecido pela entrada de fluxo estrangeiro.

*Com informações de Reuters

Petróleo tomba 11% com expectativa de conflito de curta duração

10 de Março de 2026, 16:52

Após três sessões consecutivas de forte alta, o petróleo fechou em queda de 11% nesta terça-feira (10), diante das expectativas de um conflito de curta duração pelo mercado.

Na segunda-feira (9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou que a guerra deve encerrar em breve e que o plano dos EUA está adiantado em relação ao cronograma inicial de quatro a cinco semanas de conflito.

O Brent para maio recuou 11,2%, a US$ 87,80 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE). Já o West Texas Intermediate (WTI) para abri caiu 11,9%, a US$ 83,45 o barril.

Em reunião hoje, os ministros de Energia do G7 não chegaram a um consenso quanto à liberação das reservas estratégicas de petróleo e, em vez disso, pediram à Agência Internacional de Energia (AIE) que avalie a situação antes de agir.

A AIE disse estar convocando uma reunião extraordinária de seus países membros nesta terça-feira.

Os integrantes devem “avaliar a segurança atual do fornecimento e as condições do mercado para orientar uma decisão subsequente sobre disponibilizar ou não os estoques de emergência dos países da AIE para o mercado”, afirmou o diretor executivo da AIE, Fatih Birol.

O petróleo chegou a aprofundar as quedas após as falas de Birol, diante da expectativa de que a entidade discuta a liberação de petróleo com países que integram a AIE.

Na avaliação do Scotiabank, a bola da vez para acabar com a guerra está nas mãos de Trump, visto que a negociação diplomática seria uma forma de finalizar o conflito e potencialmente estabilizar os mercados de energia.

O banco aponta ainda que, ao considerar a infraestrutura energética do Golfo, que não sofreu danos graves, é esperada uma rápida moderação nos preços da commodity.

*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo

Vale (VALE3) tem mais valor a destravar, diz Itaú BBA; entenda

10 de Março de 2026, 16:29

O Itaú BBA afirmou que ainda vê valor adicional a ser destravado nas ações da Vale (VALE3), após reunião com executivos da mineradora. Em relatório desta terça-feira (10), o banco destacou perspectivas positivas para o minério de ferro, o crescimento da divisão de metais básicos e uma estratégia disciplinada de alocação de capital.

A instituição tem um preço-alvo de US$ 19,50 para as ADRs, o que representa um potencial de alta de 27%, com recomendação outperform — equivalente a compra. Por volta das 16h, as ações da companhia na B3 subiam 1,8%, a R$ 80,65, impulsionadas pelo fluxo estrangeiro e após perdas em pregões recentes.

Segundo o Itaú BBA, durante uma mesa-redonda com o CEO Gustavo Pimenta e o diretor de relações com investidores Thiago Lofiego, a companhia falou das alternativas para continuar destravando valor para os acionistas, além de temas como um possível IPO da divisão de metais básicos e decisões de capital.

O banco destacou que a Vale Base Metals (VBM) está bem posicionada para capturar valor com uma base operacional competitiva e crescimento orgânico. No entanto, ressaltou que um eventual IPO da divisão não é um objetivo em si, já que a mineradora não espera uma reprecificação relevante apenas com esse movimento.

Ainda assim, a empresa pretende manter a divisão de metais básicos “pronta para IPO”, caso surja uma oportunidade favorável, segundo o banco.

O Itaú BBA também afirmou que o crescimento da VBM deve ser majoritariamente financiado com recursos próprios, com investimentos estimados em US$ 5 bilhões até 2035, sendo cerca de US$ 3 bilhões até 2030.

Vale vê espaço para aumento de produção, diz BBA

De acordo com o BBA, a Vale vê espaço para elevar a produção de cobre de cerca de 380 mil toneladas por ano atualmente para 700 mil toneladas até 2035. Já o negócio de níquel apresenta dinâmica mais desafiadora, e a companhia continua avaliando alternativas estratégicas.

Em relação ao minério de ferro, o banco disse manter uma visão construtiva para o curto e o longo prazo. A produção global de aço segue resiliente mesmo com a desaceleração da China, enquanto a queda no teor de alguns contratos favorece produtos de maior qualidade, como os da Vale, destacou.

Para o longo prazo, o Itaú BBA destaca o aumento da demanda por minério transportado por via marítima em regiões como a Índia, onde a Vale deve vender cerca de 10 milhões de toneladas em 2025, além da redução estrutural da indústria, estimada em cerca de 3% ao ano, que tende a favorecer produtores mais competitivos.

Frete e impacto da guerra

O BBA também apontou que a mineradora ampliou sua exposição de longo prazo ao frete, aumentando o volume de contratos de transporte além do nível histórico de cerca de 80% das necessidades logísticas.

A companhia, disseram os analistas, citou um impacto negativo estimado de US$ 2 a US$ 2,5 por tonelada decorrente da alta de cerca de US$ 20 por barril no Brent em meio ao conflito no Oriente Médio – foi mais do que compensado por uma elevação de aproximadamente US$ 5 por tonelada no preço do minério de ferro desde o início das tensões.

O Itaú BBA destacou também que a estratégia de alocação de capital da Vale segue focada em crescimento orgânico e projetos de alto retorno, enquanto fusões e aquisições só devem ocorrer se forem estrategicamente sólidas e geradoras de valor.

O banco ainda citou que os trabalhos de recuperação nas operações de Fábrica e Viga estão praticamente concluídos e que o impacto nos volumes de produção de 2026 deve ser limitado.

Bolsas da Europa sobem mais de 1% com melhora do apetite ao risco após falas de Trump

10 de Março de 2026, 16:17

Os índices europeus terminaram a sessão desta terça-feira (10) em forte recuperação das perdas recentes com a expectativa de que os Estados Unidos devem encerrar a guerra no Irã em breve.

O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com alta de 1,88%, aos 606,12 pontos. Na véspera, o índice encerrou no menor nível em mais de dois meses.

Entre os principais índices, o DAX, de Frankfurt, subiu 2,39%, aos 23.968,63 pontos; o FTSE 100, de Londres, teve avanço de 1,59%, aos 10.412,24 pontos; e o CAC 40, de Paris, fechou com 1,79%, aos 8.057,36 pontos.

O que movimentou os mercados europeus hoje?

As tensões geopolíticas continuam no centro das atenções dos investidores, mas a aversão a risco diminuiu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Ontem (9), o chefe da Casa Branca declarou, em entrevista à CBS News, que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída”.

Já nesta terça-feira, o presidente norte-americano disse que que pode negociar com o Irã, dependendo das condições, em entrevista à Fox News.

Questionado sobre a possibilidade de diálogo com líderes iranianos, Trump afirmou que há sinais de que Teerã deseja conversar. “Estou ouvindo que eles querem muito conversar”.

“É possível, depende dos termos, possível, apenas possível… Sabe, nós meio que não precisamos mais conversar, se você realmente pensar sobre isso, mas é possível”, acrescentou.

As declarações reduziram a pressão sobre os preços do petróleo. O barril do Brent, referência para o mercado global, chegou a cair mais de 10% após as falas de Trump e voltou a ser cotado abaixo de US$ 90.

Ainda assim, o Danske Bank recomenda “otimismo cauteloso” ao avaliar as falas e ressalta que o mercado precisa ver a retomada efetiva do tráfego no Estreito de Ormuz para reduzir de forma sustentada a pressão nos mercados de energia.

Já o ING alertou que o apetite por risco pode continuar no curto prazo, mas recomendou cautela diante da incerteza geopolítica.

O recuo do petróleo reduz custos de combustível e tende a diminuir preocupações de choques inflacionárias. Neste cenário, companhias aéreas se recuperaram de perdas recentes, como a Lufthansa, que avançou cerca de 8%, enquanto em Paris a Air France-KLM subiu perto de 4%.

*Com informações de CNBC, Estadão Conteúdo e Reuters

Mercado ganha fôlego com possível fim da guerra; veja o que esperar de Ibovespa, petróleo e dólar no Giro do Mercado

10 de Março de 2026, 16:15

Nesta terça-feira (10), os ativos globais mostram sinais de acomodação, após a forte aversão ao risco que impactou os mercados nas últimas semanas. A sinalização do possível encerramento da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã impulsionou a recuperação das bolsas após as perdas recentes.

No Giro do Mercado desta terça-feira, a jornalista Paula Comassetto conversa com o Lucas Costa, analista técnico do BTG Pactual, sobre os principais destaques que movimentam os mercados no Brasil e no exterior.

Nesta manhã, o mercado apresentou um alívio após as quedas da última semana, com incertezas sobre o preço do petróleo e a duração da guerra no Oriente Médio.

“Nos últimos anos, o mercado americano era o mais atrativo para os investidores, mas nos últimos meses aconteceu uma rotação global para países emergentes. Outra mudança veio com o aumento das tensões geopolíticas, o que incentivou a fuga de fluxo e a busca por ativos mais seguros”, explicou Costa.

Outro destaque do dia é a decisão dos ministros de Energia do G7 sobre a liberação conjunta de 300 milhões a 400 milhões de barris de petróleo. A esse respeito, o especialista do BTG afirmou que “hoje o que vemos são as reações da fala do Trump e essas notícias que saíram. Eu costumo trabalhar com alguns níveis de preço que são referências. Entre US$ 76 e US$ 78 é a expectativa de suporte a curto prazo”.

Hoje, o dólar apresentava movimento lateral em relação aos principais pares desenvolvidos, enquanto subia frente ao real. De acordo com Castro, o suporte técnico da moeda americana está em R$ 5, R$ 4,90 e R$ 4,85. Já as resistências são próximas de R$ 5,28, enquanto a média móvel de 200 dias é R$ 5,39.

No cenário doméstico, o Ibovespa (IBOV) subia na manhã desta terça. “Quando olhamos para a tendência de longo e médio prazo, a expectativa é de alta. O Ibov teve uma alta muito forte desde 2025, o que faz com que a visão fique um pouco distorcida. Mesmo com a queda da semana passada, não chegamos próximo da média móvel de 21 semanas”, afirmou o especialista do BTG.

Segundo Castro, ainda que o índice caísse até o patamar de 171 mil pontos, “tecnicamente ele ainda estaria em tendência de alta”.

No mundo corporativo, o GPA (PCAR3) anunciou um pedido de recuperação extrajudicial após firmar acordo com credores que representam R$ 2,1 bilhões em dívidas, com adesão de 46% dos créditos afetados.

*Com supervisão de Renan Sousa.

Petróleo dispara 15% e supera US$ 106 com nomeação de novo líder do Irã

8 de Março de 2026, 20:10

Os preços do petróleo dispararam neste domingo (8) e ultrapassaram US$ 106 por barril, em meio à escalada da guerra envolvendo o Irã e temores de impactos sobre a produção e o transporte da commodity.

O movimento ganhou novo fôlego após a mídia estatal iraniana informar que Mojtaba Khamenei foi nomeado novo líder supremo do país, sucedendo seu pai, Ali Khamenei.

Esta é a primeira vez em quatro anos que o barril é negociado acima de US$ 100.

Por volta das 19h30 (horário de Brasília), o petróleo West Texas Intermediate crude oil (WTI) para abril avançava 17,47%, a US$ 106,60 o barril, enquanto o Brent crude oil para maio subia 14,86%, a US$ 106,34.

Segundo a mídia estatal iraniana, Mojtaba, de 56 anos, vinha sendo apontado desde as primeiras horas do dia como possível sucessor. Considerado um nome de linha-dura, ele ganhou influência após ajudar a organizar a repressão aos protestos da chamada “Onda Verde”, em 2009, ligados às eleições contestadas que mantiveram Mahmoud Ahmadinejad no poder.

O presidente Donald Trump afirmou ao canal ABC News que poderia haver novas retaliações caso o nome escolhido não tivesse aprovação prévia de Washington. “Se não tiver nossa aprovação, não vai durar muito tempo”, disse. Questionado se aprovaria alguém com ligações ao antigo regime, Trump respondeu que poderia apoiar “um bom líder”.

Israel já afirmou que qualquer novo líder iraniano poderá se tornar alvo militar.

*Com Estadão Conteúdo

Carteira internacional da Empiricus passa por ajustes após resultados das empresas; veja novas recomendações

8 de Março de 2026, 10:00

Para o mês de março, em meio a conflitos globais e volatilidade nas bolsas ao redor do mundo, a Empiricus Research apresentou alterações na sua carteira recomendada de ações internacionais. A relação de ações indicadas é formada por Brazilian Depositary Receipts (BDRs).

Alphabet (GOOGL),  Visa e Microsoft (MSFT34) tiveram suas posições aumentadas. As duas primeiras subiram para o peso 15%, enquanto a última dobrou o seu espaço, saindo de 5% em fevereiro, para 10% neste mês.

Já as ações da Amazon,  Berkshire Hathaway (BERK34) e TSMC (TSMC34) foram reduzidas. As duas primeiras saíram de 15% para 10%, já a terceira perdeu metade do espaço de fevereiro, saindo de 10% para 5%.

De acordo com o relatório, a nova formatação da carteira foi realizada a partir da análise dos resultados do quarto trimestre de 2025 divulgado em fevereiro pelas companhias.

O analista Enzo Pacheco, que assina a carteira, explicou que o aumento de espaço da Alphabet aproveita o enfraquecimento da ação, visando ainda um potencial de crescimento consistente da plataforma de nuvem Google Cloud e da aceleração do ciclo de Inteligência Artificial.

Apesar dos riscos competitivos entre ferramentas de pesquisa e de regulamentações sobre publicidade, a Alphabet ainda possui uma diversificação de receitas advindas de assinaturas pagas, que contrapõem possíveis impactos negativos.

Sobre a valorização da Visa, o relatório afirma que a tese se sustenta após a companhia divulgar resultados “acima das expectativas, com crescimento de receita e lucro acima dos 10% pelo terceiro trimestre consecutivo”. Para a Empiricus, o preço de negociação do papel segue atrativo em um bom ponto de entrada

No caso da Microsoft, Pacheco enxerga boas perspectivas para a empresa, após recente desvalorização desde a divulgação dos resultados. “Entendo esse momento como uma oportunidade para aumentarmos a posição a um preço mais favorável”, conclui.

Já entre as baixas, a perda e espaço da TSMC foi justificada pela aposta em teses de mercado mais favorável, uma vez que a ação foi valorizada recentemente. Apesar da redução, a análise ainda ressalta a aposta em companhias no mercado de semicondutores, que avalia como “essencial”.

A queda da Berkshire Hathaway e da Amazon seguem a mesma lógica, segundo a Empiricus.

Para a Berkshire, a redução aconteceu antes da divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025, prevendo uma possível reação negativa do mercado que considera a recente mudança de CEO no início de janeiro, quando a companhia finalizou a gestão de Warren Buffett e Greg Abel assumiu o cargo.

Ainda assim, Pacheco ressalta que a Empiricus mantém a exposição em teses de tecnologia, ainda que com a ressalva sobre o sentimento negativo sobre o setor. Segundo o relatório, a casa busca a diversificação na carteira.

As 10 melhores ações internacionais para investir em março:

Empresa BDR Ação (EUA) Peso (%)
Alphabet GOGL34 GOOGL 15
Novo Nordisk N1VO34 NVO 15
Visa VISA34 V 15
Amazon AMZO34 AMZN 10
Berkshire Hathaway BERK34 BRK/B 10
Coinbase C2OI34 COIN 10
Microsoft MSFT34 MSFT 10
Alibaba BABA34 BABA 5
Baidu BIDU34 BIDU 5
Taiwan Semiconductor (TSMC) TSMC34 TSM 5

*Com supervisão de Juliana Américo

Petrobras (PETR4): Petróleo pode turbinar retorno de dividendos — mas tudo depende de um fator

8 de Março de 2026, 09:56

O petróleo teve a maior alta semanal desde a década de 80 impulsionado pela guerra no Irã. Até o começo do ano, a commodity parecia estabilizada em US$ 60 em um momento de oferta elevada e demanda menos aquecida. Mas agora, tudo mudou. De acordo com especialistas, uma guerra prolongada pode deixar os preços altos por boas semanas.

Nesse caso, os mercados estão de olho em como as petrolíferas podem surfar nessa disparada, principalmente a Petrobras (PETR4), maior e empresa mais procurada por investidores. A boa notícias, segundo cálculos do Bradesco BBI, é que companhia pode ver o seu retorno de dividendos alcançar até 12,5% com a disparada dos preços.

Porém, tudo vai depender do grau de repasse aos preços. Desde que mudou a política de preços, o repasse à gasolina não é feito de maneira automática. No cálculo, é considerado outros fatores, como o preço do dólar.

Até quinta-feira o desconto do diesel da Petrobras em relação ao produto importado havia atingido cerca de 30%, a maior defasagem desde 2022, apontou o Goldman Sachs em nota aos clientes.

Petrobras: Dividendos extraordinários no radar?

Depois de anunciar R$ 8,1 bilhões em proventos, investidores tentaram entender se o patamar pode se repetir — e a diretoria reforçou que a companhia não gosta de carregar caixa “sobrando”: se enxergar um nível elevado e sem necessidade para financiar projetos, prefere devolver ao acionista.

“Reforço que nossa estratégia é gerar valor no longo prazo, conciliando investimentos e projetos de alto retorno com nossa política de dividendos”, disse o diretor financeiro (CFO), Fernando Melgarejo, ao apresentar o balanço e a proposta de distribuição.

Em meio à alta do petróleo por causa do conflito no Oriente Médio, Melgarejo admitiu que pode haver espaço para dividendos extraordinários se o caixa ficar acima do necessário.

“Se a gente entender que temos um nível elevado de caixa, a gente adoraria… fazer uma distribuição de dividendos extraordinários, desde que a gente tenha certeza que não há impacto na financiabilidade dos nossos projetos”, afirmou.

Outras petrolíferas

Mas o Bradesco não se limitou a analisar a Petrobras. Segundo os analistas, com o petróleo nas alturas, os maiores benefícios recaem sobre empresas mais alavancadas e com fluxo de caixa mais concentrado no curto prazo, como a Brava (BRAV3).

“A maior assimetria aparece em BRAV3, cujo desempenho recente não reflete integralmente o nível atual da curva futura, onde estimamos potencial de valorização adicional caso os preços do petróleo permaneçam acima dos patamares embutidos nas projeções atuais”.

Por outro lado, nomes de menor sensibilidade marginal —como PRIO (PRIO3), devido à duração mais curta de geração de caixa —tendem a capturar menor variação percentual.

 

Braskem (BRKM5) lidera os ganhos do Ibovespa e CSN (CSAN3) é ação com pior desempenho; veja os destaques da semana

7 de Março de 2026, 10:01

O Ibovespa (IBOV) engatou a segunda semana consecutiva de perdas e começou o mês de março em tom negativo com a escalada das tensões geopolíticas. A temporada de balanços e dados locais ficaram em segundo plano.

O principal índice da bolsa brasileira acumulou desvalorização de 5% na semana e encerrou a última sessão aos 179,4 mil pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) terminou a R$ 5,2438 e teve avanço de 2,14% ante o real no acumulado na semana.

O cenário externo ‘roubou as atenções’. No último sábado (28), os Estados Unidos em conjunto com Israel atacaram o Irã, com a confirmação da morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e o fechamento do Estreito de Ormuz, controlado pelo país persa – sendo uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

Em reação, os preços do petróleo Brent dispararam 27% nesta semana, sem qualquer expectativa de retomada do trágefo no Estreito e tratativas de um cessar-fogo.

Ontem (6), o presidente dos Estados Unidos Donald Trump exigiu a “rendição incondicional” do Irã. Os comentários foram realizados horas depois de o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, anunciar que “alguns países “haviam iniciado os esforços de mediação, um dos primeiros sinais de qualquer iniciativa diplomática para encerrar o conflito.

Com a escalada das tensões e disparada do petróleo, o mercado brasileiro passou a precificar um corte de 0,25 ponto percentual na Selic na próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Desde janeiro, a aposta majoritária era de redução de 0,50 ponto percentual na reunião deste mês, com a sinalização de início de afrouxamento monetário pelo BC.

Os dados, por sua vez, ficaram sem segundo plano. Entre eles, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2025 (4T25). O crescimento econômico acumulado em 2025 foi de 2,3%, em linha com o esperado.

Já o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrou a criação de 112.334 vagas formais de trabalho em janeiro, acima do esperado pelos economistas. Segundo a Reuters, a expectativa era de criação de 92 mil postos de trabalho com carteira assinada no mês.

Sobe e desce do Ibovespa

A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Braskem (BRKM5). Na sexta-feira (6), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a transferência do controle da petroquímica para a gestora IG4 Capital, que pertencia à Novonor (ex-Odebrecht).

O destaque, porém, foi Petrobras (PETR4), um dos pesos-pesados do principal índice da bolsa brasileira.

Os papéis PETR3 e PETR4 subiram 7% na semana, com ganhos acumulados apenas no último pregão, em reação ao balanço do quarto trimestre (4T25), ao anúncio de dividendos e à disparada do petróleo.

Entre outubro e novembro, a petroleira registrou lucro líquido de R$ 15,6 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 16,9 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior. Na comparação com o terceiro trimestre, porém, o resultado representa uma queda significativa frente aos R$ 32,8 bilhões apurados.

A companhia também anunciou a distribuição de R$ 8,1 bilhões em dividendos referentes ao período e acenou, durante a teleconferência de resultados, a retomada do pagamento de dividendos extraordinários.

Com a forte movimentação, a estatal superou R$ 580,1 milhões em valor de mercado pela primeira vez na história durante o pregão

A ‘turbulência’ geopolítica na primeira semana de março fez com que apenas oito ações encerrassem em alta, das 85 que compõem a carteira teórica do Ibovespa.

Confira a seguir as altas do Ibovespa entre 2 e 6 de março: 

CÓDIGO NOME VARIAÇÃO SEMANAL
BRKM5 Braskem PN 30,34%
PRIO3 PRIO ON 8,99%
PETR3 Petrobras ON 7,14%
PETR4 Petrobras PN 7,07%
BRAV3 Brava Energia ON 5,85%
RECV3 PetroReconcavo ON 4,46%
UGPA3 Ultrapar ON 2,44%
VBBR3 VIBRA energia ON 2,14%

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Já a ponta negativa foi encabeçada por CSN (CSNA3)Segundo notícias, a companhia avançou em negociações e caminha para concluir empréstimo com um grupo de bancos, linha que tem as ações da CSN Cimentos entre as garantias.

O montante envolvido varia de US$ 1,35 bilhão a US$ 1,5 bilhão. O valor final ainda depende de discussões que acontecem em torno dos termos do empréstimo, envolvendo juros e mais garantias, disseram pessoas a par das conversas. Uma delas afirmou que a perspectiva para a conclusão do empréstimo em março é positiva.

Veja as maiores quedas na semana:

CÓDIGO NOME VARIAÇÃO SEMANAL
CSNA3 CSN ON -16,59%
BEEF3 Minerva ON -13,79%
EMBJ3 Embraer ON -13,29%
RAIZ4 Raízen ON -12,70%
MBRF3 MBRF ON -12,62%
ASAI3 Assaí ON -12,31%
CSAN3 Cosan ON -11,13%
VALE3 Vale ON -10,86%
YDUQ3 Yduqs ON -10,55%
RENT4 Localiza PN -10,55%

Quais ações internacionais comprar em março? Empiricus revela carteira recomendada com Alphabet (GOGL34), Microsoft (MSFT34) e mais

7 de Março de 2026, 10:00

A carteira recomendada de ações internacionais da Empiricus Research passou por algumas mudanças táticas voltadas para o mês de março.

A seleção mensal, assinada por Enzo Pacheco, analista da casa, traz ativos que ainda carregam potencial de valorização para investidores que se posicionarem agora, mesmo em um cenário geopolítico delicado e maior sentimento de aversão ao risco nos mercados.

Certezas de um lado, incertezas de outro: o contexto econômico que envolve as bolsas globais

A primeira semana do mês de março trouxe a grande escalada dos conflitos no Oriente Médio, protagonizados pelos Estados Unidos, Israel e Irã.

As primeiras notícias do conflito trataram de derrubar ativos de risco ao redor do mundo, deixando diversos índices (desde na bolsa norte-americana até nas asiáticas, e inclusive o Ibovespa, no Brasil) no vermelho.

Isso porque, em cenários de total incerteza como esse, muitos investidores optam por migrar parte de seus portfólios para ativos de proteção, como o ouro.

Porém, Enzo Pacheco, analista de ações internacionais da Empiricus Research, defende que é essencial que o investidor mantenha algum nível de exposição às bolsas internacionais – especialmente a norte-americana – independentemente do cenário.

Os Estados Unidos seguem sendo a casa das teses de investimento de maior relevância no mercado, como as big techs e outras empresas ligadas à inteligência artificial (IA).

Dito isso, para Pacheco, este é um “momento técnico”, que não diz respeito a zerar posições, mas sim aumentar a exposição a três ações bastante específicas, reveladas em relatório da última segunda-feira (2).

Por que Alphabet (GOGL34), Microsoft (MSFT34) e Visa (VISA34) são apostas para buscar lucros em março?

Segundo Enzo Pacheco, a estratégia para o mês de março é aumentar a exposição em três teses de alta qualidade que estão descontadas atualmente e, assim, buscar valorizações assertivas: Alphabet (GOGL34), Microsoft (MSFT34) e Visa (VISA34).

  • Alphabet (Nasdaq: GOOG; B3: GOGL34)

A Alphabet, holding do Google, acumula queda de cerca de 9% em suas ações na Nasdaq nos últimos 30 dias. Para Pacheco, essa é uma oportunidade de compra.

“Aproveitamos o enfraquecimento recente do papel, que interrompeu o forte momentum de alta observado ao longo de quase todo o ano de 2025. Mesmo com a queda recente, a companhia mantém crescimento consistente em Google Cloud, forte geração de caixa e posição dominante em busca e publicidade digital, além de estar bem-posicionada para capturar a expansão de IA”, afirma o analista.

  • Microsoft (Nasdaq: MSFT; B3: MSFT34)

A Microsoft, bastante conhecida do grande público, viu suas ações sofrerem uma derrocada na bolsa norte-americana desde o dia 28 de janeiro, data em que divulgou seus últimos resultados trimestrais. Porém, já ensaiam uma recuperação – o que reforça que a tese não perdeu sua qualidade:

“Apesar da reação de mercado [aos resultados trimestrais], a empresa segue com ótimos fundamentos e perspectivas. Por isso, entendo esse momento como uma oportunidade para aumentarmos a posição a um preço mais favorável”, afirma Pacheco.

  • Visa (NYSE: V; B3: VISA34)

No caso da Visa, também amplamente conhecida, o valuation dos papéis também não acompanhou os bons resultados divulgados no 4º trimestre de 2025, segundo o analista:

“A companhia divulgou mais um resultado acima das expectativas, com crescimento de receita e lucro acima dos 10% pelo terceiro trimestre consecutivo. Ainda assim, o papel segue sendo negociado por um múltiplo preço/lucro projetado próximo das mínimas dos últimos cinco anos – patamar que se demonstrou um bom ponto de entrada do ativo nesse ínterim”.

Porém, apesar de serem os destaques do mês, as ações não são as únicas recomendações de compra de Enzo Pacheco. Na carteira de ações internacionais, elas estão acompanhadas de outros 7 nomes de peso, que representam diversos setores da economia global – uns mais defensivos, outros mais cíclicos – em nome da diversificação.

Gratuito: acesse carteira completa com as 10 ações internacionais mais promissoras de março

A Empiricus está liberando, como cortesia para todos os leitores desse texto, o acesso à carteira recomendada das 10 ações internacionais mais promissoras do mês.

Além dos nomes citados, você pode conhecer outras empresas, como:

  • Uma gigante da tecnologia chinesa;
  • Uma empresa de Taiwan, apelidada de “a maior empresa mais desconhecida do mundo;
  • Uma farmacêutica da Dinamarca, cujos produtos têm dominado as prateleiras mundo afora.

Vale lembrar que, apesar de serem ativos estrangeiros, os papéis recomendados podem ser comprados na própria bolsa brasileira, por meio de BDRs.

Para acessar o relatório, basta clicar no botão abaixo e seguir as instruções na tela. Lembrando que é totalmente gratuito:

CONHEÇA AS AÇÕES INTERNACIONAIS MAIS PROMISSORAS DE MARÇO

Safra atualiza Axia (AXIA3;AXIA6) e calcula dividendos; veja se vale a pena

5 de Março de 2026, 12:09

A Axia (AXIA3; AXIA6) é uma das grandes vencedoras da bolsa. Após uma série de contratempos, como problemas com o governo, a empresa deu um salto na bolsa e não para de subir. Nos últimos 12 meses, a disparada foi de 97%. No ano, acumula alta de 19%. Para o Banco Safra, a ação pode subir ainda mais.

Os analistas atualizaram o preço-alvo do papel ordinário (AXIA3) para R$ 73,10 e o das ações preferenciais classe B (AXIA6) para R$ 79,70, potencial de alta de 23%. Para chegar a esses valores, o Safra incorporou no modelo os resultados do quarto trimestre e novas estimativas para a curva de preços de energia.

Após isso, o banco vê uma taxa interna de retorno ainda atrativa de 11,5% (acima dos pares).

O retorno de dividendos, um dos grandes chamarizes da empresa, deverá ser de 9% entre 2026 e 2028. A tendência, segundo o Safra, é que a alta dos preços continue. Por outro lado, a empresa aumentará os investimentos em transmissão.

“Acreditamos também que a companhia continuará crescendo com novas oportunidades (leilões de reserva de capacidade, transmissão, reforços etc.)”.

Mais dividendos?

Apontada como uma potencial máquina de dividendos da bolsa, o Safra diz que os preços mais elevados sustentarão os gordos proventos.

Nos cálculos dos analistas, a Axia está positivamente exposta a esse movimento, já que, em média, 17%–33% de seu balanço energético estará disponível para trading em 2026–27.

“Como a maior parte da capacidade é hídrica, a energia está sendo despachada em horários de alto preço spot, suprindo demanda de pico e compensando a queda da solar no fim da tarde. A expectativa de preços spot maiores em 2026 (média de R$ 350/MWh) deve elevar a geração de caixa”.

Além disso, a alavancagem-alvo de 3,0x–4,25x dívida líquida/EBITDA, junto à maior geração de caixa, deve implicar dividendos maiores.

Como foram os resultados da Axia?

A Axia Energia reportou  lucro líquido ajustado de R$ 1,25 bilhão, alta de 141% sobre o mesmo período de 2024, em meio a menor volume de provisões e menor despesa de IR/CS.

A dinâmica mais do que compensou a menor contribuição da geração após a venda de térmicas, de acordo com o balanço divulgado pela antiga Eletrobras.

Apesar do crescimento expressivo na comparação anual da última linha, o resultado — sobretudo em receita e Ebitda frente ao consenso — ficou abaixo das estimativas de parte do mercado.

O principal fator foi o volume de energia vendida menor do que o modelado pelas casas.

Para o UBS BB, “o número ficou abaixo do esperado principalmente decorrente de um volume de energia vendida inferior às nossas estimativas”. Ainda assim, o time liderado por Giuliano Ajeje ponderou que “o crescimento sequencial continua sólido”, indicando que o desvio foi mais pontual do que estrutural.

China ou retenção? BTG vê incerteza na alta do boi, mas já projeta margens menores para frigoríficos

5 de Março de 2026, 11:40

Desde o começo de 2026, os preços do boi subiram 10% em reais e 14% em dólares. Para o BTG Pactual, é difícil dizer se a recente alta nos preços do gado reflete sinais iniciais de retenção de vacas para abate, uma corrida para antecipar embarques para a China diante de uma cota mais apertada em comparação com os volumes exportados no ano passado, ou uma combinação desses dois fatores.

Segundo Thiago Duarte e Guilherme Guttilla, se a retenção ganhar força a partir de agora, apostar em uma reversão significativa de preços parece uma decisão difícil.

“Isso deve resultar em um ambiente de margens mais pressionado para frigoríficos, e por isso projetamos queda nas margens em 2026 em relação a 2025”, explicam.

De acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o abate de bovinos atingiu 42,7 milhões de cabeças em 2025, alta de 7,6% ano contra ano, com crescimento de 13% apenas no 4º trimestre.

Ao mesmo tempo, os preços de bezerros subiram de forma agressiva, fortalecendo o incentivo para os pecuaristas iniciarem a retenção de vacas.

O que é o ciclo do boi?

Embora pareça complexo, o ciclo pecuário é essencialmente determinado pela oferta de gado. Os preços tendem a se mover de forma inversa à proporção de vacas abatidas — ou seja, quanto menor o abate de fêmeas, maior tende a ser o preço do boi.

Quando menos fêmeas são enviadas aos frigoríficos, a oferta de animais para abate diminui, pressionando os preços para cima. Quando ocorre o contrário, com maior envio de vacas para o abate, a oferta aumenta e os preços geralmente recuam.

Nos últimos anos, a oferta atingiu níveis historicamente elevados, o que pressionou os preços do gado para baixo até meados de 2024. Desde então, porém, os preços voltaram a subir — um movimento que chama atenção porque o ritmo de abate continua forte.

Além disso, um ambiente favorável para exportações, puxado pelos Estados Unidos e pela China, provavelmente ajudou a sustentar a disposição dos frigoríficos em pagar mais pelo gado, mesmo com a recente valorização dos preços.

Ibovespa abre em queda de olho no conflito no Oriente Médio; 5 coisas para saber antes de investir hoje (5)

5 de Março de 2026, 10:30

A incerteza quanto à duração no conflito no Irã deve seguir como ponto focal dos mercados internacionais, influenciando o Ibovespa (IBOV), que começa o dia em queda.

Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em queda de 0,44%, aos 184.551,33 pontos. 



O dólar à vista opera em alta ante o real e acompanha o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda norte-americana subia a R$ 5,2455 (+0,51%).

O DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, voltou a subir aos 98,924 pontos.

Radar do Mercado: 

Day trade: 

5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (5)

1 – Conflito no Oriente Médio

Apesar de na véspera o New York Times ter noticiado o contato entre agentes do Ministério da Inteligência do Irã e a CIA para negociações sobre um possível fim da guerra no Oriente Médio na quarta-feira (4), a tensão deu uma nova escalada nesta manhã.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atingido um petroleiro norte-americano na parte norte do Golfo e que o navio estava em chamas. A Guarda disse, em comunicado divulgado pela mídia estatal, que, em tempo de guerra, a passagem pelo Estreito de Ormuz estaria sob o controle da República Islâmica.

As defesas aéreas da Otan destruíram um míssil balístico iraniano disparado contra a Turquia na quarta-feira, disse a Turquia, marcando a primeira vez que o membro da aliança que faz fronteira com a Ásia foi envolvido no conflito do Oriente Médio e aumentando a possibilidade de uma grande expansão envolvendo seus aliados do bloco.

O Estado-Maior das Forças Armadas iranianas, no entanto, negou hoje ter disparado mísseis contra a Turquia, afirmando que a República Islâmica respeita a soberania da “amiga” Turquia, de acordo com um comunicado divulgado pela mídia iraniana.

Ainda nesta manhã, Israel lançou uma grande onda de ataques contra Teerã, visando atingir infraestrutura pertencente às autoridades iranianas, depois que mísseis iranianos levaram milhões de israelenses a correr para abrigos antiaéreos.

Autoridades em Washington estão céticas quanto à possibilidade de o Irã ou o governo de Donald Trump estarem realmente dispostos a uma “saída”, pelo menos no curto prazo.

2 – Petróleo em alta

Os preços do petróleo sobem nesta quinta-feira, prolongando um rali, uma vez que a escalada da guerra entre os EUA e Israel com o Irã interrompeu o abastecimento e o transporte, levando alguns dos principais produtores a reduzir a produção.

O petróleo Brent subia 2,05%, para US$83,07 por barril às 10h25 (horário de Brasília), a quinta sessão de ganhos. O petróleo West Texas Intermediate dos EUA subiu 2,89%, para US$ 76,82.

Duas refinarias de petróleo na China e na Índia fecharam suas unidades de petróleo bruto após a interrupção no abastecimento, já que ambos os países dependem das importações de petróleo bruto do Oriente Médio.

Como resultado da perspectiva de menor oferta nos mercados de combustíveis, os futuros do diesel europeu atingiram seu nível mais alto desde outubro de 2022, a US$ 1.130.

3 – Taxa de desemprego estável

taxa de desemprego brasileira ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, mantendo-se estável em relação ao trimestre móvel de agosto a outubro de 2025, quando também havia marcado 5,4%.

Segundo os dados divulgados pelo IBGE, a população desocupada somou 5,9 milhões de pessoas.

Já na comparação anual, houve recuo de 1,1 ponto percentual, frente aos 6,5% registrados entre novembro de 2024 e janeiro de 2025, sendo 1,2 milhão de pessoas a menos em busca de trabalho.

Já a população ocupada alcançou 102,7 milhões, mantendo estabilidade frente ao trimestre anterior e registrando alta de 1,7% em um ano, com a criação de 1,7 milhão de ocupações.

nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas empregadas dentro da população em idade de trabalhar, ficou em 58,7%, praticamente estável no trimestre e 0,5 ponto percentual acima do observado um ano antes.

4 – Caso Banco Master

Novos desdobramentos do caso Banco Master vieram à tona ontem na terceira fase da Operação Compliance Zero. Pela manhã, o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi preso, com suspeito de comandar uma estrutura privada de vigilância e coerção, denominada “A Turma”, voltada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos da instituição financeira.

Ontem, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o ‘Sicário’, responsável pela execução de atividades voltadas à obtenção de informações sigilosas e ao monitoramento de pessoas, que incluía agredir o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, se suicidou na prisão e entrou em protocolo de morte cerebral.

A Polícia Federal encontrou no telefone de Vorcaro diálogos com o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e ordens do empresário para pagamento a uma pessoa de nome “Ciro”. Por ora, não há uma investigação formal instaurada contra o senador.

5 – Pesquisa Datafolha

Hoje, os investidores também devem acompanhar com atenção a primeira pesquisa Datafolha do ano voltada às eleições de 2026, com cenários da disputa à presidência e aos governo estaduais.

O levantamento trará o nome do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, contra o atual governador paulista, Tarcísio de Freitas, para o cargo do Executivo estadual.

*Com informações de Reuters

Tchau, Direcional (DIRR3): construtora dá lugar à ação que pode surfar queda da Selic e turbinar dividendos

5 de Março de 2026, 10:00

A Carteira de Dividendos da Empiricus fechou fevereiro com valorização de 9,7%, desempenho 142% acima do registado pelo Ibovespa (4%) no mesmo período. Segundo Ruy Hungria, analista responsável pelo portfólio, além da seleção criteriosa dos ativos, o cenário externo também contribuiu para o resultado positivo.

Com o dólar em trajetória de enfraquecimento e o aumento das tensões geopolíticas no radar, investidores estrangeiros voltaram a direcionar recursos para mercados emergentes. Só nos dois primeiros meses do ano, o fluxo de capital vindo de fora já soma cerca de R$ 40 bilhões no Brasil.

Contudo, com a virada do mês e o impacto dos conflitos no Oriente Médio no cenário macroeconômico, as ações domésticas vão precisar de mais impulso que apenas o fluxo gringo para continuar subindo.

Assim, março começa com uma mudança importante na carteira de dividendos da casa. Depois de subir +17% em fevereiro, Direcional (DIRR3) deixará o portfólio. Segundo Hungria, a saída da ação faz parte de uma movimentação para capturar um dos principais gatilhos da bolsa em 2026.

Essa ação pode se beneficiar do início do ciclo de corte de juros

Março marca o início de um dos grandes gatilhos para o mercado em 2026, o ciclo de cortes da Selic. Segundo projeções do Focus, a expectativa é de que o Banco Central eleve a taxa para algo próximo de 12% a.a. até o fim do ano.

Nesse sentido, a saída da Direcional da carteira não tem relação com perda de qualidade: trata-se de um ajuste fino para capturar melhor o novo momento macroeconômico.

Isso porque o novo papel recomendado na carteira foi escolhido justamente pela “maior sensibilidade ao ciclo de corte de juros”, aponta Hungria.

Trata-se de uma companhia também do setor de construção civil, com forte presença no segmento de média e alta renda – característica que contribui para a sua qualidade operacional acima da média e demanda resiliente.

A incorporadora combina disciplina financeira, controle rigoroso de custos e foco em praças onde possui maior expertise operacional. Ruy ainda destaca sua estrutura de capital defensiva como um fator importante da tese, pois, mesmo sendo de um setor cíclico, isso a deixa preparada tanto para capturar a queda dos juros, quanto para atravessar cenários mais desafiadores.

Nesse sentido, a escolha da ação é um posicionamento para capturar a alavancagem operacional que pode surgir com a queda dos juros, e também uma escolha mais defensiva “em um cenário de desaceleração mais forte”, pontua Hungria.

Além disso, a ação segue descontada em relação aos pares.

Atualmente, a incorporadora negocia a 5,7 vezes o Preço sobre Lucro (P/L) estimado para 2026. Ou seja, há espaço para ganhar tanto com a valorização do preço, quanto com dividendos.

Segundo o analista, a ação tem um dividend yield estimado de 5,4% para 2026, um patamar atrativo para quem busca renda combinada com potencial de valorização.

Por esses motivos, o analista acredita que a ação é uma boa “substituta” para a Direcional (DIRR3) na Carteira de Dividendos deste mês. Contudo, ela não é a única que carrega esse tipo de potencial no momento.

GRÁTIS: CONHEÇA A AÇÃO QUE PODE SE BENEFICIAR DO CORTE DA SELIC

Veja a carteira completa de dividendos recomendada pela Empiricus para março

Apesar do desempenho positivo das ações brasileiras nos dois primeiros meses de 2026, os analistas da Empiricus apontam que o atual patamar do índice está em linha com a média histórica, e deixando espaço para novas reprecificações.

Ou seja, ainda há espaço para as ações domésticas subirem, impulsionadas por outros gatilhos no radar, além do corte da Selic:

  • Possíveis mudanças no ciclo político-econômico; e
  • Manutenção do fluxo de capital estrangeiro.

Nesse contexto, ações do setor de construção não são as únicas que podem se beneficiar. Os especialistas da casa apontam outros sete papéis, de diferentes segmentos, que podem entregar valorização e dividendos aos investidores neste momento.

A boa notícia é que você pode ter acesso ao portfólio completo de forma gratuita. Isso porque a Empiricus está liberando como cortesia a Carteira de Dividendos de março.

Além dos nomes e tickers de cada recomendação, o relatório detalha as teses, os riscos, os múltiplos e o potencial de cada ativo. Para liberar o seu acesso agora mesmo, basta clicar no botão abaixo:

GRATUITO: ACESSE A CARTEIRA DE DIVIDENDOS DA EMPIRICUS PARA MARÇO

GPA contrata escritório Munhoz Advogados para reestruturação de dívida

3 de Março de 2026, 17:39

A Cia. Brasileira de Distribuição, a rede de supermercados brasileira conhecida como GPA, contratou o escritório Munhoz Advogados, especializado em reestruturação de dívidas, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

O objetivo é negociar de forma ordenada com os credores e, eventualmente, até realizar uma reestruturação extrajudicial, disse uma das fontes, que pediu anonimato porque a informação não é pública.

Um porta-voz do GPA negou qualquer discussão sobre pedido de proteção contra falência. O escritório Munhoz Advogados se recusou a comentar.

Empresas de varejo no Brasil, como supermercados, têm sido afetadas por taxas de juros de dois dígitos e altos níveis de endividamento.

O GPA, que tem enfrentado dificuldades para recuperar seu negócio principal de alimentos, informou em fevereiro que a gestão está tomando medidas para mitigar riscos associados a grandes vencimentos de dívida previstos para 2026.

“Isso inclui negociações para estender os vencimentos da dívida financeira, reduzir custos e despesas financeiras, e monetizar créditos tributários”, disse a empresa nas notas explicativas do resultado do quarto trimestre.

O índice de dívida líquida sobre EBITDA — uma medida de alavancagem — saltou para 2,4 vezes no final de 2025, ante 1,6 vez no ano anterior. A dívida líquida passou para R$ 2,08 bilhões (US$ 395 milhões), ante R$ 1,39 bilhão em 2024.

Em janeiro, a rede de supermercados contratou a consultoria Alvarez & Marsal para implementar seu plano de eficiência, segundo registro de valores mobiliários.

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GPA contrata escritório Munhoz Advogados para reestruturação de dívida

3 de Março de 2026, 17:39

A Cia. Brasileira de Distribuição, a rede de supermercados brasileira conhecida como GPA, contratou o escritório Munhoz Advogados, especializado em reestruturação de dívidas, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

O objetivo é negociar de forma ordenada com os credores e, eventualmente, até realizar uma reestruturação extrajudicial, disse uma das fontes, que pediu anonimato porque a informação não é pública.

Um porta-voz do GPA negou qualquer discussão sobre pedido de proteção contra falência. O escritório Munhoz Advogados se recusou a comentar.

Empresas de varejo no Brasil, como supermercados, têm sido afetadas por taxas de juros de dois dígitos e altos níveis de endividamento.

O GPA, que tem enfrentado dificuldades para recuperar seu negócio principal de alimentos, informou em fevereiro que a gestão está tomando medidas para mitigar riscos associados a grandes vencimentos de dívida previstos para 2026.

“Isso inclui negociações para estender os vencimentos da dívida financeira, reduzir custos e despesas financeiras, e monetizar créditos tributários”, disse a empresa nas notas explicativas do resultado do quarto trimestre.

O índice de dívida líquida sobre EBITDA — uma medida de alavancagem — saltou para 2,4 vezes no final de 2025, ante 1,6 vez no ano anterior. A dívida líquida passou para R$ 2,08 bilhões (US$ 395 milhões), ante R$ 1,39 bilhão em 2024.

Em janeiro, a rede de supermercados contratou a consultoria Alvarez & Marsal para implementar seu plano de eficiência, segundo registro de valores mobiliários.

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Amigão, Mateus, BH… supermercados regionais já respondem por 70% do faturamento entre os maiores do setor

30 de Outubro de 2025, 06:00

Em abril de 2024, quando o empresário Pedro Lourenço apareceu no noticiário esportivo como o comprador do Cruzeiro, seu nome surgiu como uma novidade para grande parte do país. Mas não para os mineiros.

Pedrinho BH, como é mais conhecido, ficou bilionário com seus supermercados. É o fundador da rede Supermercados BH, que já estampava como patrocinador não só a camisa do Cruzeiro, seu time do coração, mas também a dos rivais Atlético Mineiro e América. Uma política da boa vizinhança importante para uma varejista que lidera as vendas no Estado. São 395 lojas espalhadas por Minas e, mais recentemente, Espírito Santo.

Com um faturamento que supera os R$ 21 bilhões anuais, o grupo, fundado em 1996 ainda como uma mercearia, já é a 4ª rede em faturamento no país, à frente do GPA, dono das tradicionais bandeiras Pão de Açúcar e Extra.

O grupo é só um retrato de um movimento maior no varejo alimentar. Pela contabilidade da Abras (associação que representa o setor), 69% do faturamento dos supermercados brasileiros vem de grupos regionais. Há 10 anos, as redes locais respondiam por apenas 19% do bolo.

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As contas acima se restringem aos 20 grupos que mais faturam, mas desenham perfeitamente um fenômeno: o da nova geografia dos supermercados, com as mega redes perdendo espaço para regionais, como Grupo Mateus, do Nordeste, e o próprio Supermercados BH. Em faturamento, as duas estão atrás apenas de Carrefour e Assaí.

Ronaldo Fenômeno vende SAF do Cruzeiro a Pedro Lourenço, o Pedrinho BH, em abril de 2024

O Grupo Mateus, aliás, é um caso emblemático de super-regional. A empresa criada por Ilson Mateus no Maranhão chegou à bolsa em outubro de 2020 com status de “joia garimpada no Nordeste”, nas palavras do time da XP.

Com uma estratégia de expansão bem-sucedida, o grupo concentrou seus esforços no Nordeste para virar o líder na região. E agora ensaia um avanço mais relevante também no Norte — já chegou a 70 lojas no Pará. No total, são 271.

Grupo Mateus
Foto: Divulgação

A presença forte com diferentes formatos de lojas (varejo e atacado), é apontada por analistas como uma pedra no sapato das líderes, as nacionais Carrefour e Assaí.

Mas até o Mateus sentiu o peso que tem uma bandeira local no varejo alimentar: para crescer mais rapidamente em Pernambuco, Alagoas e Paraíba foi preciso se juntar a outro regional, o pernambucano Novo Atacarejo. Em junho deste ano concluiu a fusão com o grupo, do qual passou a ter 51%.

Tese de investimento

A força do varejo regional nos supermercados virou tese de investimento até para uma gestora de fundos. Há quatro anos, o Patria Investimentos colocou em operação a Plurix, uma empresa que controla uma série de marcas regionais como a Paraná Supermercados e a Boa, que atua no interior paulista.

No ranking divulgado neste ano, saltou nove posições em relação à lista do ano passado e hoje ocupa a 11ª colocação entre as maiores varejistas alimentares do Brasil. São 170 lojas e, de acordo com a companhia, existem “conversas avançadas” para mais aquisições nos próximos meses.

“Há dois anos, a Plurix faturava R$ 3,5 bilhões. Neste ano, devemos fechar em R$ 10 bilhões. É uma tese bem-sucedida”, diz Jorge Faiçal em entrevista ao InvestNews. CEO da rede desde agosto de 2023, o executivo é íntimo do setor. Foi CEO do GPA, dono do Pão de Açúcar e do Extra, e diretor, por anos, da operação brasileira do Walmart e do Carrefour.

A estratégia da Plurix tem respaldo no que boa parte dos especialistas no varejo alimentar atestaram nos últimos anos: os grupos regionais podem ser mais fortes do que grandes cadeias nacionais. Um exemplo disso foi a saída do Carrefour de Belo Horizonte, em 2023.

Naquele período, o grupo francês entregou 16 lojas ao grupo DMA, dono das redes EPA, Mineirão e Brasil Atacarejo. Todas marcas regionais. Antes disso, em 2021, já vinha operando as lojas sob a marca do também mineiro Supernosso. Em todo o Estado a quantidade de hipermercados com a marca Carrefour não chega a 10 unidades.

“Os vencedores do varejo alimentar são os regionais. Eles conhecem os hábitos locais, decidem rápido e atuam onde a concorrência é menos acirrada”, diz Faiçal.

Alberto Serrentino, especialista em varejo e fundador da Varese Retail, completa: “Os regionais têm um mix de produtos mais talhado para cada mercado específico”.

A Plurix, de qualquer forma, também retrata o outro lado desse fenômeno: o da consolidação de pequenos grupos em redes mais robustas, ainda que regionais.

“Muitas empresas sabem que, organicamente, não vão conseguir crescer o suficiente para poder ser competitivas, outras têm dívidas ou questões sucessórias. A perenidade depende de uma incorporação, depende da venda pra quem tem mais bala pra poder fazer as expansões necessárias. É aí que entramos”, prossegue Faiçal.

A grande expansão

Além da Paraná e da Boa, a Plurix reúne uma porção de marcas de supermercados que os moradores de cidades do interior de São Paulo, Paraná ou de Santa Catarina conhecem bem: Superpão, Avenida, Compre Mais, Empório Dom Olívio e Amigão.

Desde o início da operação, em 2021, a holding fez 12 aquisições. A mais recente, em 2024, foi a da Amigão, uma rede com 65 lojas espalhadas pelo interior de São Paulo e do Paraná, e que adicionou R$ 4 bilhões ao faturamento.

O formato é o do supermercado de bairro, com lojas de até 2.000 m², e ancorado em perecíveis e frescos, o que garante frequência. “Nosso cliente vai quase duas vezes por semana”, diz Faiçal.

Jorge Faiçal: CEO da Plurix diz que companhia tem conversas avançadas para novas aquisições

O fundo de R$ 2,7 bilhões que o Patria usou para montar a Plurix ainda tem cerca de 10% do dinheiro disponível, o que garante caixa para mais compras. Segundo o executivo, há conversas avançadas com mais redes.

LEIA MAIS: Dívida ‘quase zero’ e orgulho caipira: a receita bilionária da Savegnago Supermercados

A holding, diz Faiçal, prioriza expandir onde já opera, com o objetivo de ganhar densidade e escala regional. No radar, estão a macro-região de Campinas/Jundiaí, o oeste paulista (na região de Presidente Prudente) e Araçatuba.

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Outra característica da Plurix é manter os sócios-fundadores dos supermercados como minoritários, atuando na gestão. “Quero a inteligência local. O time de cada praça sabe o que vende, a peça de açougue que o cliente prefere, a dinâmica do hortifruti, a sazonalidade da padaria”, diz Faiçal.

Ganhos de escala

Se você é dono de um supermercado regional independente não terá poder de barganha com os fornecedores, por não ter como comprar em volumes comparáveis aos de uma rede. É aí que o Patria coloca sua tese com a Plurix à prova. A holding centraliza caixa, estratégia e, claro, ganhos de escala.

É pela Plurix que acontecem as negociações nacionais com grandes indústrias, como Ambev, Unilever, Nestlé, e de serviços, como taxas de cartão. O back-office e os sistemas de software também são centralizados na operação da holding em São Paulo, bem como a gestão do e-commerce de todas as empresas do grupo e um programa de fidelidade único, o Mais Amigo, que já tem mais de 5 milhões de cadastrados.

O desafio, no fim das contas, é ganhar escala sem pasteurizar a rede, de modo que cada bandeira mantenha a personalidade de negócio local. Há um limite além do qual isso não seria mais possível? É exatamente isso que as redes regionais estão testando.

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