A permanência do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo acima de US$ 100 complicam a trajetória de queda dos juros no mundo, afirmou Armando Castelar, economista e pesquisador da FGV IBRE.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Castelar disse que o choque energético altera projeções de inflação e deve levar bancos centrais a manter uma postura mais cautelosa.
“A tendência em todo lugar é não mexer nos juros ou reduzir muito menos do que se pensava. O petróleo subindo hoje de novo, com bancos falando em US$ 120, mostra que não há uma volta ao patamar anterior. Esse cenário complica a vida do nosso Banco Central, pois a inflação resiste a cair e o Focus já prevê a Selic em 13% no final do ano”, afirmou.
Segundo o economista, a percepção inicial de uma guerra curta foi substituída por um cenário de incerteza mais prolongada, com impacto direto sobre o mercado futuro de energia e insumos.
“Havia uma visão de que se repetiria o que ocorreu na Venezuela, algo muito rápido, mas o fato de estarmos há dois meses no conflito mostra que não. A tendência é que o Irã mantenha o controle e restrinja não só petróleo, mas fertilizantes e gás natural, tornando o choque sobre a inflação bem mais duradouro”, disse.
Para o Brasil, Castelar avalia que o efeito da alta do petróleo é ambíguo. Como exportador líquido da commodity, o país pode ter ganhos nas contas externas, mas a pressão sobre combustíveis, fertilizantes e outros produtos reduz o espaço para queda da Selic.
“O Brasil é um exportador líquido de petróleo, então as contas públicas e a balança ganham com a alta. Por outro lado, isso bate nos preços de fertilizantes e outros produtos relevantes, o que reduz o espaço para o Banco Central cortar juros e afeta famílias e empresas já endividadas”, afirmou.
Em relação ao cenário macroeconômico, o pesquisador prevê crescimento moderado do PIB em 2026 e câmbio relativamente estável, apesar da volatilidade externa.
“A previsão do PIB é de um crescimento na faixa de 1,7% a 1,8%, muito concentrado no primeiro trimestre. O dólar deve gravitar em torno de R$ 5,00, o que é razoável, mas a taxa Selic deve permanecer elevada para conter a projeção de inflação, que já subiu de 4% para 4,86% este ano”, disse.
Castelar afirmou ainda que o desfecho do conflito pode ser influenciado por pressões políticas nos Estados Unidos, mas avaliou que os efeitos econômicos devem persistir mesmo em caso de redução das hostilidades.
“O presidente americano possivelmente vai declarar vitória em breve por conta das eleições de novembro, mas o mercado já acusa que o efeito será persistente. Teremos um ano de juros parados nos EUA e possivelmente altas na União Europeia para lidar com esse novo paradigma energético”, afirmou.
Fumaça após ataque israelense no Líbano neste domingo (26). Reprodução
O Itamaraty confirmou nesta segunda-feira (27) a morte de uma menina brasileira de 11 anos, da mãe dela, também brasileira, e do pai, libanês, após um ataque israelense no sul do Líbano.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, a família estava em casa, no distrito de Bint Jeil, quando ocorreu o bombardeio. Um dos filhos do casal, irmão da criança morta, foi levado ao hospital.
O governo brasileiro disse ter recebido a notícia “com consternação e pesar” e atribuiu as mortes a um ataque das Forças de Defesa de Israel.
A ofensiva ocorreu no domingo (26), mesmo com um cessar-fogo em vigor entre Israel e o Hezbollah, grupo libanês apoiado pelo Irã. O acordo havia sido prorrogado até a segunda quinzena de maio.
De acordo com o Exército israelense, os ataques foram realizados após “repetidas violações do cessar-fogo por parte do Hezbollah”. A ofensiva foi precedida por alerta de evacuação em cidades e vilarejos do sul libanês.
O Brasil tem defendido a saída imediata das tropas israelenses do Líbano e a extensão do cessar-fogo à região, com garantia da soberania libanesa.
governo brasileiro tomou conhecimento, com consternação e pesar, das mortes, em 26/4, de criança brasileira, de 11 anos, de sua mãe, também brasileira, e de seu pai libanês, vítimas de ataque das Forças de Defesa de Israel. Outro filho do casal, igualmente brasileiro, encontra-se hospitalizado. A família encontrava-se em sua residência, no distrito de Bint Jeil, no Sul do Líbano, no momento do bombardeio.
Esse ataque constitui mais um exemplo das reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo anunciado em 16 de abril, as quais já resultaram na morte de dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, assim como de uma jornalista e de dois integrantes franceses da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL).
Ao expressar sinceras condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah. Condena, ainda, as demolições sistemáticas de residências e de outras estruturas civis no sul do Líbano, levadas a efeito, ao longo das últimas semanas, pelas forças israelenses, e a persistência do deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses.
Nesse contexto, o Brasil exorta as partes ao cumprimento integral dos termos da Resolução 1701 (2006) do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que estabeleceu os termos do cessar-fogo que encerrou a guerra de 2006, e à imediata cessação das hostilidades, com a retirada completa das forças israelenses do território libanês.
A Embaixada do Brasil em Beirute está em contato com a família dos brasileiros falecidos para prestar assistência consular, incluindo para o filho hospitalizado.
Chanceler federal alemão avalia que o Irã se mostrou mais resiliente do que o esperado e que falta aos Estados Unidos uma estratégia para sair da guerra
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, encontrou hoje o sultão de Omã, Haitham bin Tariq Al Said, no Palácio Al Barakah, em Mascate, de acordo com informações enviadas via Telegram. Durante a reunião, foram realizadas consultas sobre a situação na região, bem como sobre esforços de mediação e iniciativas diplomáticas destinadas para encerrar a guerra em curso.
A agência Oman News disse que Araghchi ouviu as opiniões do sultão sobre formas de avançar os esforços de paz, de modo a aumentar as perspectivas de alcançar “soluções políticas sustentáveis” e a mitigar as repercussões das crises regionais sobre os povos da região, em publicação no X.
Na ocasião, Al Said ressaltou a importância de priorizar a linguagem do diálogo e da diplomacia na resolução de questões pendentes, contribuindo assim para o reforço das bases de uma paz duradoura, enquanto Araghchi expressou apreço de Teerã pelas posições firmes de Omã em apoio aos esforços de diálogo e ao reforço das iniciativas para alcançar a segurança e a estabilidade em toda a região.
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) afirmou que o Irã está gerando receitas sem precedentes no Estreito de Ormuz. Em mensagem enviada em seu canal oficial no Telegram, a organização disse que o país persa transformou a importante rota marítima em uma “alavanca econômica” desde o início do conflito no Oriente Médio.
“Aproveitando-se das condições criadas pela guerra e pelas interrupções no tráfego marítimo, o Irã transformou o Estreito de Ormuz em uma alavanca econômica e está usando sua posição geopolítica para impor novas condições a navios e compradores de energia”, escreveu, sem fornecer mais detalhes.
O estreito tem sido um ponto central nas negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio e, de acordo com o monitoramento da Bloomberg, o tráfego no local permanece “praticamente paralisado”, sem que o Irã ou os EUA demonstrem qualquer sinal de que irão aliviar o bloqueio ao tráfego marítimo.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o sultão de Omã, Haitham bin Tariq Al Said, discutiram e trocaram opiniões sobre questões relacionadas à segurança do tráfego no Estreito de Ormuz, após um encontro em Mascate neste domingo.
Jair e Eduardo Bolsonaro com Marco Rubio. Foto: reprodução
Principal interlocutor de Eduardo Bolsonaro no governo de Donald Trump, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ficará fora da nova rodada de negociações com o Irã no Paquistão, em mais um sinal de que a diplomacia da Casa Branca tem sido conduzida por nomes próximos ao presidente, e não pelo secretário de Estado.
Segundo o New York Times, a delegação estadunidense enviada a Islamabad será liderada por Steve Witkoff e Jared Kushner, enquanto Rubio permanecerá em Washington.
A ausência chama atenção porque, tradicionalmente, secretários de Estado lideram as principais tarefas diplomáticas dos EUA, de tratados de controle de armas a negociações no Oriente Médio. Como exemplo, quando Barack Obama negociou o acordo nuclear com o Irã, há mais de uma década, o principal articulador foi John Kerry, então secretário de Estado, que se reuniu com seu equivalente iraniano em pelo menos 18 dias ao longo de 20 meses de conversas.
Rubio, por outro lado, não participou da última reunião entre EUA e Irã neste mês, nem de encontros realizados no último ano em Genebra e Doha. Também ficou fora de delegações enviadas ao exterior para tratar da guerra na Ucrânia e do conflito em Gaza. Mesmo em meio a crises no Oriente Médio, ele não visita a região desde uma breve passagem por Israel em outubro passado.
Parte da explicação está no acúmulo de funções. Além de comandar o Departamento de Estado, Rubio atua como conselheiro de segurança nacional de Trump, combinação rara em Washington. Ele é o primeiro a ocupar os dois postos simultaneamente desde Henry Kissinger, nos anos 1970.
Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA. Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP
Segundo analistas, o duplo cargo aumenta sua influência junto a Trump, mas reduz sua presença nas frentes diplomáticas externas. Emma Ashford, do Stimson Center, afirmou que “Rubio claramente prefere ficar perto de Trump”.
Ela também disse ver prejuízo para a diplomacia estadunidense: “Acho que é em detrimento de todo o Departamento de Estado e da capacidade dos Estados Unidos de conduzir a diplomacia em geral que, na prática, temos o cargo de secretário de Estado vago”.
O Departamento de Estado rejeita essa avaliação. Tommy Pigott, porta-voz da pasta, afirmou que “qualquer um que tente retratar a coordenação próxima do secretário Rubio com a Casa Branca e outras agências como algo negativo não poderia estar mais errado”. Segundo ele, “agora temos um Conselho de Segurança Nacional e um Departamento de Estado totalmente sincronizados, um objetivo que escapou de administrações anteriores por décadas”.
Rubio também defende o arranjo. Em entrevista ao jornal Politico, disse que vai ao Departamento de Estado “quase todos os dias”. “Em muitos casos, você acaba estando nas mesmas reuniões ou nos mesmos lugares; há apenas uma pessoa a menos ali, se você pensar bem”, afirmou sobre o acúmulo de cargos.
“Muitas pessoas viriam a Washington, por exemplo, para reuniões, e gostariam de se encontrar com o conselheiro de segurança nacional e depois comigo como secretário de Estado. Agora elas podem fazer as duas coisas em uma reunião”.
Veteranos da segurança nacional, porém, veem riscos na combinação. Matthew Waxman, que atuou no Conselho de Segurança Nacional, no Departamento de Estado e no Pentágono durante o governo George W. Bush, afirmou: “Em geral, é um erro combinar essas funções”.
“Dito isso, não é necessariamente ruim que um Rubio com duplo papel esteja tão fora de cena agora”, acrescentou. “Especialmente enquanto tanta atenção está focada na diplomacia de corda bamba com o Irã, alguém precisa gerenciar a política externa do resto do mundo.”
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, reuniu-se neste sábado com o chefe das Forças Armadas do Paquistão, Asim Munir, segundo comunicado da embaixada iraniana em Islamabad. A visita ocorre em meio à incerteza sobre uma possível segunda rodada de negociações diretas entre Teerã e Washington.
Um alto funcionário iraniano afirmou que não há planos para encontros com os representantes norte-americanos que desembarcaram no Paquistão.
“Nenhuma reunião está prevista entre Irã e EUA. As observações iranianas serão transmitidas ao Paquistão”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, em publicação na rede X na noite de sexta-feira.
Na mesma data, a Casa Branca confirmou que os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner viajariam a Islamabad para conversas diretas. Segundo a porta-voz Karoline Leavitt, os iranianos haviam solicitado um encontro presencial, atendendo a pedido do presidente Donald Trump. “Esperamos que seja uma conversa produtiva e que avance em direção a um acordo”, disse Leavitt à Fox News.
O vice-presidente JD Vance, que liderou a primeira rodada de negociações há duas semanas, não participará desta etapa. Trump, em entrevista à Reuters, afirmou que o Irã deverá “apresentar uma proposta”, mas disse desconhecer os detalhes.
Araghchi, por sua vez, destacou que está em uma “gira estratégica” por Islamabad, Mascate e Moscou para coordenar posições bilaterais e regionais. As conversas no Paquistão, segundo Leavitt, serão mediadas pelo governo local.
Pressão econômica e bloqueio naval
A primeira rodada de negociações terminou sem acordo. Desde então, tensões se intensificaram no Estreito de Ormuz, rota crucial para o transporte de petróleo, onde os EUA impuseram um bloqueio naval em resposta a ameaças iranianas. Trump reiterou que não suspenderá o bloqueio até que haja um acordo.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, declarou que Washington não renovará a autorização excepcional para compra de petróleo iraniano em alto-mar. “Não há petróleo saindo”, afirmou, prevendo que Teerã terá de reduzir a produção nos próximos dias. A medida também se estende ao petróleo russo. Além disso, os EUA sancionaram a refinaria chinesa Hengli Petrochemical por adquirir petróleo iraniano.
Cessar-fogo frágil
As tensões colocam em risco o cessar-fogo anunciado em 7 de abril, após ameaças de Trump de que “toda a civilização iraniana morrerá” sem acordo. Apesar disso, o presidente prorrogou unilateralmente a trégua nesta semana. A guerra, iniciada em 28 de fevereiro, havia sido projetada para durar até seis semanas, mas já ultrapassou esse prazo. O governo agora insiste que a operação “Epic Fury” alcançou resultados militares decisivos em poucas semanas, segundo o secretário de Defesa Pete Hegseth.
Países do Oriente Médio registraram nesta terça-feira (7) uma nova série de ataques atribuídos ao Irã, segundo informações do G1. Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos afirmaram ter sido alvo de mísseis e drones lançados a partir de Teerã poucas horas antes do fim do prazo estipulado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para […]
Míssil iraniano atravessa o espaço aéreo de Israel em meio à escalada de tensões entre Teerã, Tel Aviv e Washington. Foto: Divulgação
Nesta terça-feira (7), diversos países do Oriente Médio foram alvos de uma série de ataques provenientes do Irã. Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos confirmaram o lançamento de mísseis e drones de Teerã, poucos antes do fim do prazo dado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã fechasse um acordo favorável a Washington.
Em Bagdá, no Iraque, instalações americanas localizadas nas proximidades do aeroporto também foram atingidas. De acordo com informações da Reuters, explosões foram ouvidas em Doha, capital do Catar, onde autoridades locais afirmaram ter interceptado com sucesso um ataque de mísseis.
As tensões se intensificaram ainda mais quando o Ministério do Interior do Bahrein anunciou que sirenes foram ativadas em todo o território, alertando a população para a situação de emergência. O ministério pediu aos cidadãos e residentes que se dirigissem aos locais mais seguros.
Similarmente, os Emirados Árabes Unidos também dispararam sirenes de alerta, informando que estavam combatendo mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones iranianos. Além disso, o Irã emitiu um aviso alertando para a designação de várias áreas no Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita como zonas militares.
A medida entraria em vigor às 23h, horário de Teerã (16h30 em Brasília). O regime do Kuwait, por sua vez, instaurou um toque de recolher em todo o país, recomendando que os moradores saíssem de casa apenas em casos de extrema necessidade.
O ataque não se limitou aos países do Golfo Pérsico. O Irã também continuou seus lançamentos de mísseis contra o território israelense. Em resposta, Israel atacou o Irã, resultando na morte do chefe da Inteligência da Guarda Revolucionária Iraniana.
O representante iraniano na ONU, Amir-Saeid Iravani, fez duras críticas à retórica do presidente Donald Trump, acusando-o de incitar crimes de guerra e potencial genocídio.
Em uma declaração durante uma sessão do Conselho de Segurança sobre o Estreito de Ormuz, ele pediu à comunidade internacional que condenasse as ameaças dele antes que a situação se deteriorasse ainda mais. Iravani afirmou que, se as ameaças de Trump se concretizarem, o Irã não ficaria inerte.
O enviado afirmou que Teerã tomaria medidas de autodefesa e ações proporcionais para responder às ameaças. Durante uma postagem na rede social Truth Social, Trump alertou que “uma civilização inteira morrerá nesta noite” caso o Irã não reabra o Estreito de Ormuz, um ponto estratégico fundamental para o comércio de petróleo.
O presidente dos EUA, Donald Trump. Foto: Divulgação
Nesta terça-feira (7), Amir-Saeid Iravani, enviado do Irã na ONU, afirmou que Teerã não ficará inerte caso o presidente dos EUA, Donald Trump, leve adiante suas ameaças. Em uma reunião do Conselho de Segurança, Iravani acusou Trump de incitar crimes de guerra ao afirmar que “toda uma civilização morrerá” se o Irã não fechar um acordo.
Segundo o representante iraniano, tais palavras podem configurar genocídio. O diplomata destacou que o Irã não ficará de braços cruzados diante das ameaças de Trump e que tomará ações imediatas e proporcionais para se defender.
“O Irã não ficará de braços cruzados diante de crimes de guerra tão graves. Exercerá, sem hesitação, seu direito inerente de autodefesa e tomará medidas recíprocas imediatas e proporcionais”, disse ele.
Ele pediu à comunidade internacional que se posicione contra essa retórica antes que seja tarde demais. A resposta de Teerã foi imediata, com a declaração de que diversas infraestruturas da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Bahrein seriam alvos, pedindo a civis que evitassem essas áreas.
Trump, por sua vez, intensificou as ameaças. Em uma postagem no Truth Social, o presidente dos EUA declarou que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, ao referir-se ao prazo final para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz. A declaração foi feita após várias autoridades iranianas mostrarem sinais claros de que não pretendem ceder.
“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE? Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim. Deus abençoe o grande povo do Irã!”, afirmou.
Postagem de Trump no Truth Social. Foto: Divulgação
O Irã bloqueou parcialmente o estreito desde o ataque dos EUA e Israel ao seu território em 28 de fevereiro, o que gerou um aumento nos preços do petróleo. O prazo dado por Trump para que o Irã reabra a passagem encerra nesta terça-feira, às 21h, horário de Brasília.
O clima em Teerã é de extrema tensão. Antes da postagem de Trump, o governo iraniano havia apelado para a formação de correntes humanas por toda a população, com o intuito de proteger instalações de energia e outros ativos do país.
Segundo Alireza Rahimi, do Conselho Supremo da Juventude, a medida visa proteger as usinas de energia que são vitais para o país. “As usinas de energia são nossos ativos e capital nacional”.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, já havia afirmado que milhões de iranianos estão “prontos para se sacrificar” pelo país. “Mais de 14 milhões de iranianos valentes já declararam, até este momento, estar prontos para sacrificar suas vidas em defesa do Irã. Eu também tenho sido, sou e continuarei sendo alguém disposto a dar a vida pelo Irã”, afirmou Pezeshkian em publicação no X.
O ambos os países rejeitou uma proposta de cessar-fogo do Paquistão, preferindo negociar uma solução definitiva para o conflito, ao invés de uma pausa temporária. A proposta paquistanesa sugeria que o cessar-fogo entrasse em vigor imediatamente, com um prazo de 15 a 20 dias para um acordo mais amplo, o que foi rejeitado pelas autoridades iranianas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Divulgação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou drasticamente o tom contra o Irã ao ameaçar destruir grande parte da infraestrutura civil do país caso não haja um acordo até o prazo estipulado por Washington. No entanto, especialistas militares avaliam que as ameaças enfrentam sérias limitações práticas — e podem não surtir o efeito desejado.
Trump afirmou que poderia destruir “todas as pontes” e usinas de energia do Irã em poucas horas. Depois, intensificou o discurso, dizendo que “uma civilização inteira morrerá” se não houver acordo. Analistas ouvidos pela BBC classificam a retórica como sem precedentes — e alertam que atacar infraestrutura civil poderia configurar crime de guerra.
Apesar da gravidade das declarações, ex-integrantes do Departamento de Defesa dos EUA apontam que a execução de um ataque dessa magnitude é inviável no prazo mencionado. O Irã, com território vasto e milhares de alvos potenciais, não poderia ter toda sua infraestrutura destruída em questão de horas.
“Seria uma tarefa hercúlea — e ainda resta a dúvida se teria o efeito estratégico desejado”, disse um ex-alto funcionário da defesa americana.
Alvos mais prováveis: energia e petróleo
Especialistas afirmam que um ataque amplo ao setor energético é mais plausível do que a destruição total de pontes. Grande parte da infraestrutura de energia iraniana está concentrada nas províncias costeiras de Bushehr, Khuzestan e Hormozgan, ao longo do Golfo Pérsico.
Um ponto-chave é a Kharg Island, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do país. Segundo o vice-presidente JD Vance, ataques aéreos já atingiram alvos militares na região.
A estratégia, segundo analistas, seria sufocar economicamente o regime iraniano, reduzindo sua capacidade de exportar petróleo e operar no Estreito de Omuz, rota vital para o comércio global de energia.
Estreito de Omuz. Foto: Divulgação
Pressão pode não funcionar
Mesmo com ataques intensificados, não há garantia de que o Irã cederá rapidamente. Autoridades americanas e iranianas voltaram a dialogar diretamente, mas continuam distantes em temas centrais como o programa nuclear, o setor petrolífero e o controle do estreito de Ormuz.
Analistas destacam que o regime iraniano já enfrenta apagões frequentes e dificuldades estruturais no setor energético — o que reduz o impacto de novas ofensivas como ferramenta de pressão interna.
Além disso, interromper ainda mais o fluxo de petróleo pode gerar efeitos colaterais globais, elevando preços e agravando a instabilidade econômica internacional.
Escalada com resultados incertos
Para especialistas, o governo Trump pode estar superestimando o impacto de uma escalada militar. Após semanas de conflito, o Irã demonstrou resistência significativa e disposição para prolongar o confronto.
“O regime encara essa guerra como uma luta existencial”, afirmou um ex-funcionário do Departamento de Defesa dos EUA.
Nesse cenário, a ameaça de destruição em larga escala pode ter mais efeito retórico do que prático — e corre o risco de ampliar o conflito sem garantir avanços diplomáticos.
O papa Leão XIV fez duras críticas às recentes ameaças contra o povo iraniano durante uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (7). Para ele, as ameaças são “inaceitáveis”, e ele destacou que ataques à infraestrutura civil, como pontes e usinas de energia, são claras violações do direito internacional.
O pontífice reagiu às declarações do presidente dos EUA Donald Trump, que afirmou em uma rede social que “uma civilização inteira morrerá” na noite de terça-feira, caso o Irã não atenda às exigências de reabertura do Estreito de Ormuz.
Durante a coletiva, o papa reiterou seu apelo pela paz no Oriente Médio e pediu que cidadãos de todo o mundo pressionassem seus representantes políticos para pôr fim à guerra.
Ele enfatizou que, além das questões legais, essa é uma questão de moralidade, pois são vidas humanas que estão em jogo, incluindo as de crianças. O pontífice, que tem intensificado suas críticas ao conflito, já havia afirmado, em 29 de março, que Deus não escutaria as orações de líderes que fomentam a guerra.
O presidente dos EUA Donald Trump. Foto: Divulgação
Em relação às declarações de Trump, Leão XIV expressou preocupação com as implicações dessas ameaças, afirmando que, além das questões jurídicas, há um profundo dilema moral envolvido.
Para ele, qualquer ação que tenha como alvo a população civil, especialmente em tempos de guerra, é uma violação dos princípios fundamentais do direito internacional e dos direitos humanos.
Trump, por sua vez, manteve o tom agressivo nas redes sociais. O presidente dos EUA, em postagem feita horas antes do prazo final dado ao Irã, declarou que o ataque planejado seria um dos momentos mais significativos da história mundial.
“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma mudança de regime completa e total, em que mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, quem sabe?”, afirmou Trump.
Em resposta ao ultimato de 48 horas estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — que exige a reabertura do Estreito de Ormuz até as 21h, horário de Brasília, desta terça-feira (7) —, iranianos foram às ruas na província de Fars, sudoeste do país, para formar uma corrente humana em torno da usina termoelétrica […]
Em resposta ao ultimato de 48 horas estabelecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — que exige a reabertura do Estreito de Ormuz até as 21h, horário de Brasília, desta terça-feira (7) —, iranianos foram às ruas na província de Fars, sudoeste do país, para formar uma corrente humana em torno da usina termoelétrica de Kazeroon.
Prazo para aceitar o acordo de cessar-fogo termina às 21h nesta terça e mundo teme ataque nuclear
Trump adverte que “uma civilização inteira morrerá” nesta terça-feira se o Irã não cumprir o ultimato.
25ª Emenda da Constituição dos EUA: Trump tem saúde mental questionada
Irã está preparado para ‘todos os cenários’ diante das ameaças de Trump, diz vice-presidente
Exército israelense alerta iranianos para evitarem viagens de trem, até terça-feira à noite, por “segurança”
Irã ameaça privar os EUA e seus aliados de petróleo e gás “por anos”
EUA tentam conter rumores sobre eventual ataque nuclear ao Irã
Agência de Notícias Mehr do Irã relata ataques à Ilha de Khark, fundamental para a indústria petrolífera
Irã sofre novos ataques poucas horas antes do fim do ultimato de Trump
Irã adverte que sua resposta se estenderá além da região se os EUA “ultrapassarem as linhas vermelhas”
Com o prazo para aceitar o acordo de cessar-fogo termina nesta terça, embaixador iraniano no Kwait diz aos países da região que é preciso evitar uma tragédia
Ataques atingem planta petroquímica na Arábia Saudita
Confira as principais atualizações sobre a guerra entre EUA e Israel contra o Irã
Mercado do petróleo aguarda com atenção ultimato de Trump ao Irã
Os preços do petróleo fecharam com resultados mistos nesta terça-feira (7), horas antes de expirar o ultimato do presidente americano, Donald Trump, ao Irã.
25ª Emenda da Constituição dos EUA: Trump tem saúde mental questionada
Trump tem saúde mental questionada por suas ameaças apocalípticas ao Irã. Donald Trump não é exatamente alheio a uma linguagem provocadora. No entanto, sua ameaça de aniquilar a civilização iraniana, juntamente com outros comentários intimidatórios recentes, levaram seus críticos a questionar a saúde mental do presidente e evocar a 25ª Emenda da Constituição dos EUA
Trump adverte que “uma civilização inteira morrerá” nesta terça-feira se o Irã não cumprir o ultimato
O presidente dos EUA, Donald Trump, advertiu que “uma civilização inteira morrerá” no Irã nesta terça-feira se o regime não aceitar os termos do ultimato.
Reprodução do post de Donad Trump ameaça acabar com uma civilização se Irã não acatar ultimato
Irã está preparado para ‘todos os cenários’ diante das ameaças de Trump, diz vice-presidente
Da AFP em Teerã, Irã
O Irã está preparado para todas as possibilidades no contexto da guerra com os Estados Unidos e Israel, afirmou o primeiro vice-presidente, Mohammad Reza Aref, após as ameaças do presidente americano, Donald Trump, de aniquilar uma “civilização inteira”.
“A segurança nacional e a sustentabilidade das infraestruturas são objeto de cálculos precisos. O governo finalizou em detalhe as medidas necessárias para todos os cenários. Nenhuma ameaça escapa à nossa preparação e aos nossos serviços de inteligência”, declarou Aref em uma mensagem no X.
Papa qualifica como ‘inaceitável’ ameaça de Trump contra todo o povo iraniano
O papa Leão XIV qualificou como “inaceitável”, nesta terça-feira (7), a ameaça do presidente americano, Donald Trump, de eliminar toda a civilização iraniana se Teerã não respeitar seu ultimato, esta noite, para reabrir o Estreito de Ormuz.
“Hoje (…) foi feita esta ameaça contra todo o povo do Irã, e isto é realmente inaceitável. Certamente, há questões de direito internacional, mas muito mais que isso, trata-se de uma questão moral”, disse o papa aos jornalistas, ao deixar sua residência de Castel Gandolfo, perto de Roma, rumo ao Vaticano.
Trump diz que iranianos são “animais” e por isso um ataque a usinas de eletricidade e pontes não pode ser chamado de crime de guerra
Nesta segunda (6), Trump demonstrou não estar preocupado em estar cometendo ou não crimes de guerra e, ao ser questionado sobre violar a Convenção de Genebra, o presidente dos Estados Unidos chamou os iranianos de animais.
Para Trump, o Irã deve ser tomado em único dia a partir de hoje.
Irã critica ameaça de Trump como “irresponsável” na ONU
O embaixador do Irã nas Nações Unidas criticou na terça-feira as ameaças extremas de Donald Trump contra seu país, após o presidente ter alertado que, se Teerã não aceitar…
Preços do petróleo disparam
Os preços do petróleo subiram na terça-feira após o novo ultimato do presidente dos EUA, Donald Trump, para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz.
O Estreito de Ormuz está localizado entre o sul do Irã e o norte dos Emirados Árabes Unidos e Omã e é a principal rota de exportação de petróleo dos países do Golfo. Imagem: Wikimedia Commons
Irã ameaça privar EUA e aliados de petróleo e gás “por anos”
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), o exército do Irã, ameaçou, nesta terça-feira, com ações contra infraestruturas que “privarão os Estados Unidos e seus aliados de petróleo e gás da região por anos”.
“Até agora, demonstramos grande contenção em um espírito de boa vizinhança, mas essas reservas agora estão suspensas”, alertou a IRGC em um comunicado transmitido pela televisão estatal. “Se o exército terrorista dos EUA cruzar as linhas vermelhas, nossa resposta se estenderá além da região”, acrescentaram.
Agência de Notícias Mehr do Irã relata ataques à Ilha de Khark, fundamental para a indústria petrolífera
Agência de Notícias Mehr do Irã relata ataques à Ilha de Khark, fundamental para a indústria petrolífera
Exército israelense lamenta danos causados a sinagoga no Irã por bombardeio
O exército israelense afirmou na terça-feira que lamenta os danos causados a uma sinagoga em Teerã por um bombardeio que, segundo alegou, tinha objetivos militares.
Novos ataques contra o Irã poucas horas antes do fim do ultimato de Trump
O Irã sofreu novos ataques nesta terça-feira (7), que deixaram 18 mortos, poucas horas antes do fim do ultimato anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaça destruir instalações civis do país se um acordo não for alcançado para a reabertura do Estreito de Ormuz.
Irã adverte que sua resposta se estenderá além da região se os EUA “ultrapassarem as linhas vermelhas”
O Irã alerta que sua resposta se estenderá além da região se os EUA “ultrapassarem as linhas vermelhas”.
A empresa italiana ENI descobre um importante campo de gás natural na costa do Egito
O Egito e a gigante italiana de energia ENI anunciaram na terça-feira uma descoberta “significativa” de gás natural na costa do país norte-africano.
Exército israelense alerta iranianos para evitarem viagens de trem até terça-feira à noite por “segurança”
O exército israelense alertou os iranianos na manhã de terça-feira para que evitassem viagens de trem até as 17h30 GMT, em uma mensagem publicada na rede social X que prenuncia futuros ataques à rede ferroviária da República Islâmica.
“Prezados cidadãos, para sua segurança, pedimos que se abstenham de usar trens ou viajar de trem em todo o país a partir de agora até as 21h, horário do Irã”, escreveu o exército israelense em sua conta em língua persa. “Sua presença em trens e perto dos trilhos coloca suas vidas em risco”, acrescentou a mensagem.
Embaixador iraniano no Kuwait insta os países do Golfo a evitarem “tragédia” após ultimato de Trump
O embaixador do Irã no Kuwait, na terça-feira, instou os países do Golfo a encontrarem uma maneira de evitar uma “tragédia”, visto que o prazo estabelecido por Donald Trump para que Teerã aceite o acordo de cessa-fogo acaba hoje.
Esta imagem de satélite, divulgada pela 2026 Planet Labs PBC em 1º de março de 2026, mostra uma coluna de fumaça subindo em Dubai após um ataque com projéteis. (Foto: AFP) / USO RESTRITO A FINS EDITORIAIS
Ataques atingem planta petroquímica na Arábia Saudita
Ataques noturnos contra a Arábia Saudita atingiram um complexo petroquímico localizado em uma extensa zona industrial na cidade de Jubail, no leste do país, informou uma fonte no local à AFP nesta terça-feira, horas depois de instalações semelhantes terem sido bombardeadas no Irã.
“Um ataque causou um incêndio nas instalações da SABIC em Jubail. O som das explosões foi muito alto”, disse a fonte, referindo-se à Corporação Saudita de Indústrias Básicas (SABIC).
Jubail, no leste da Arábia Saudita, abriga um dos maiores centros industriais do mundo, produzindo aço, gasolina, produtos petroquímicos, óleos lubrificantes e fertilizantes químicos.
Ataques aéreos destroem sinagoga na capital do Irã, segundo a mídia local
Uma sinagoga em Teerã foi “completamente destruída” por ataques aéreos israelenses e americanos na madrugada de terça-feira, informou a agência de notícias Mehr.
Ataques no consulado israelense em Istambul
Um dos atacantes foi morto e dois ficaram feridos em um tiroteio ocorrido na terça-feira em frente ao consulado israelense em Istambul. Dois policiais também sofreram ferimentos leves.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (26) que a CIA lhe informou que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, é gay. A declaração foi feita durante entrevista ao apresentador Jesse Watters, da Fox News. Ao ser questionado, Trump respondeu: “Bem, eles disseram isso, mas não sei se foram só eles. Acho que muita gente está dizendo isso. O que lhe dá uma má vantagem inicial naquele país.”
O presidente não apresentou evidências para a informação atribuída à CIA. No Irã, relações entre pessoas do mesmo sexo são consideradas ilegais sob a legislação baseada na sharia. Antes da entrevista, o New York Post já havia noticiado que Trump teria sido informado sobre o tema. O presidente também havia levantado dúvidas sobre a situação de Mojtaba após ataques militares recentes.
Mojtaba Khamenei foi anunciado como líder supremo do Irã em 8 de março, após a morte de seu pai, Ali Khamenei, em ataques realizados por Estados Unidos e Israel no início da guerra, em 28 de fevereiro. A escolha foi feita pela Assembleia de Peritos, órgão composto por 88 clérigos responsáveis por definir a liderança do país desde a Revolução Islâmica de 1979. Aos 56 anos, Mojtaba ocupava posição intermediária no clero e mantinha influência nos bastidores do regime.
Em entrevista para a Fox News, Donald Trump confirma que ouviu relatos da CIA de que o novo líder supremo do Irã é homossexual.
O novo líder tem ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica e com a força paramilitar Basij. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã já deixou mais de 1.750 civis mortos no território iraniano, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos. A Casa Branca registra ao menos 13 mortes de militares americanos em ataques relacionados ao confronto.
Além do Irã, ações militares atingiram países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. Autoridades iranianas afirmam que os ataques têm como alvo interesses dos Estados Unidos e de Israel nessas nações. O confronto também alcançou o Líbano, onde o grupo Hezbollah realizou ofensivas contra Israel.
Após a escolha de Mojtaba Khamenei, Donald Trump declarou que considera a decisão um “grande erro”. O presidente afirmou que deveria participar do processo e classificou o novo líder como “inaceitável” para a condução do país.
A agência de inteligência de Israel, o Mossad, apresentou um plano para provocar a queda do governo do Irã por meio de operações combinadas com agitação interna, segundo reportagem do New York Times. A proposta teria sido usada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para convencer o presidente Donald Trump de que seria possível derrubar a República Islâmica com rapidez.
De acordo com o jornal, o chefe do Mossad, David Barnea, apresentou o plano dias antes do início da guerra. A estratégia previa a eliminação de lideranças iranianas, seguida de uma série de operações de inteligência destinadas a estimular uma revolta popular. A avaliação era de que isso poderia levar a um levante em larga escala e à queda do regime.
Em janeiro, episódios de violência ocorridos nos dias 8 e 9 no Irã, que deixaram cerca de 3 mil mortos, foram incorporados a essa narrativa. Esses eventos foram apresentados como protestos pró-democracia no Ocidente, mas eram parte de um cenário utilizado para sustentar a viabilidade de uma mudança de regime.
A leitura atribuída ao Mossad era de que esses episódios funcionariam como um indicativo de que a sociedade iraniana poderia reagir a uma ofensiva militar.
Os acontecimentos de janeiro foram levados a Trump como uma espécie de “prévia” de uma possível insurreição mais ampla. A avaliação era de que ataques direcionados contra a liderança iraniana poderiam desencadear um colapso imediato do governo, com apoio interno. Parte de autoridades americanas e da inteligência israelense, no entanto, expressou dúvidas sobre essa hipótese.
No início do conflito, o discurso público de Trump refletiu essa expectativa. Em declaração em vídeo, ele afirmou que a população iraniana deveria assumir o controle do país ao fim das operações. “Finalmente, ao grande e orgulhoso povo do Irã, digo esta noite que a hora da sua liberdade está próxima… quando terminarmos, assumam o controle do seu governo. Ele será de vocês”, disse.
THIS IS HILARIOUS 😭😭
“Iran 🇮🇷 wanted to make me their Supreme leader but i refused and said no thanks”
A hipótese de mudança de regime, porém, perdeu força rapidamente. Menos de duas semanas após o início da guerra, senadores americanos afirmaram que a derrubada do governo iraniano não fazia parte dos objetivos da operação e que não havia um plano estruturado nesse sentido.
Avaliações da CIA indicam que o regime iraniano não deve cair, mesmo diante dos ataques. Segundo a agência, a morte de lideranças poderia resultar na ascensão de um governo mais radical. A inteligência israelense também avalia que o governo foi enfraquecido, mas segue no poder.
Com o avanço do conflito e a ausência de um desfecho rápido, avaliações iniciais passaram a ser revistas. Segundo o próprio relatório citado pelo New York Times, a crença de que Israel e Estados Unidos poderiam estimular uma revolta ampla foi uma falha central no planejamento da guerra.
Autoridades militares americanas alertaram que a população não sairia às ruas sob bombardeio, e analistas consideraram baixa a probabilidade de um levante.
Trump e Netanyahu dizem que 'destruíram' e 'degradaram' programa de mísseis balísticos e drones do Irã. Continuidade de ataques retaliatórios pelo regime sugere o contrário
O que aconteceu em 25 de março na guerra no Oriente Médio
Irã afirmou que os “navios não hostis” podem transitar pelo Estreito de Ormuz
Marinha iraniana afirma que lançou mísseis contra porta-aviões americano
Reino Unido receberá negociações para tentar reabrir Ormuz
Presidente do Parlamento iraniano adverte que ‘inimigos se preparam para ocupar uma ilha’ no Golfo
Trump ‘desencadeará o inferno’ se Irã não fizer acordo, diz Casa Branca
TV diz que Irã rejeitou proposta dos Estados Unidos
Os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio
Acompanhe os acontecimentos mais recentes da guerra no Oriente Médio:
Presidente do Parlamento iraniano adverte que ‘inimigos se preparam para ocupar uma ilha’ no Golfo
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad-Bagher Ghalibaf, advertiu nesta quarta-feira (25) que os “inimigos” da república islâmica estão se preparando para invadir uma de suas ilhas no Golfo, com a ajuda de um país da região.
“Segundo os serviços de inteligência, os inimigos do Irã estão se preparando para ocupar uma das ilhas iranianas com o apoio de um Estado regional”, escreveu Ghalibaf no X, sem especificar qual.
Se isso acontecer, “todas as infraestruturas vitais desse Estado regional serão alvo de ataques incessantes”, advertiu.
Trump ‘desencadeará o inferno’ se Irã não fizer acordo, diz Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “vai desencadear o inferno” contra o Irã se Teerã não aceitar um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio, advertiu a Casa Branca nesta quarta-feira (25).
“Se o Irã não aceitar a realidade do momento atual, se não entender que foi derrotado militarmente e que continuará sendo, o presidente Trump garantirá que receba golpes mais duros do que quaisquer que já tenha recebido antes”, declarou a secretária de Imprensa, Karoline Leavitt, em uma coletiva.
“O presidente Trump não está blefando e está preparado para desencadear o inferno. O Irã não deve se enganar novamente”, acrescentou.
TV diz que Irã rejeitou proposta dos Estados Unidos –
A televisão estatal iraniana, citando uma fonte não identificada, afirmou que o Irã rejeitou o plano de paz proposto pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra que já dura quase um mês.
“A guerra terminará quando o Irã decidir que ela termina, e não quando Trump decidir”, acrescentou a Press TV, o canal estatal em inglês.
– TV diz que Irã rejeitou proposta dos Estados Unidos –
A televisão estatal iraniana, citando uma fonte não identificada, afirmou que o Irã rejeitou o plano de paz proposto pelos Estados Unidos para pôr fim à guerra que já dura quase um mês.
“A guerra terminará quando o Irã decidir que ela termina, e não quando Trump decidir”, acrescentou a Press TV, o canal estatal em inglês.
– Advertência da ONU sobre o Líbano –
O “modelo de Gaza”, devastada pela guerra entre Israel e Hamas, “não deve ser replicado no Líbano”, pediu o secretário-geral da ONU, António Guterres, alarmado com uma guerra “fora de controle” no Oriente Médio.
– Alemanha critica a política de Trump –
O ministro das Finanças alemão, Lars Klingbeil, criticou a “má política” do presidente dos EUA, Donald Trump, em relação ao Irã, alegando que “ela tem um impacto direto no bolso dos cidadãos”.
Ele acrescentou que isso é agravado pelos lucros de “certas empresas” petrolíferas. Algo “vergonhoso, desleal e, de certa forma, antipatriótico”, insistiu.
– “A pior crise industrial” da história –
A guerra poderá desencadear “a pior crise industrial” da história, alertou o presidente da Câmara de Comércio Internacional, John Denton, nesta quarta-feira, em Camarões.
– Rússia desaloja parcialmente uma usina nuclear iraniana atacada –
O grupo Rosatom anunciou a retirada de 163 russos que trabalhavam na usina nuclear de Bushehr, no sul do Irã, após a agência atômica iraniana ter relatado um ataque que atingiu as instalações, mas que não causou danos.
Segundo a empresa, dezenas de funcionários permanecem na usina.
– Paquistão envia plano dos EUA ao Irã para encerrar a guerra –
As propostas dos Estados Unidos para acabar com a guerra no Irã foram enviadas a Teerã por mediadores paquistaneses, indicaram nesta quarta-feira à AFP duas fontes de alto escalão em Islamabad.
– “Reparações” por bombardeios iranianos no Golfo –
O Conselho de Direitos Humanos da ONU condenou os “ataques atrozes” do Irã contra seus vizinhos do Golfo e pediu uma “reparação” completa e rápida para todas as vítimas dos bombardeios.
Marinha iraniana afirma que lançou mísseis contra porta-aviões americano
A Marinha iraniana afirmou, nesta quarta-feira (25), que lançou mísseis de cruzeiro contra o porta-aviões americano Abraham Lincoln
Reino Unido receberá negociações para tentar reabrir Ormuz
O Reino Unido e a França copresidirão uma reunião esta semana com cerca de 30 países dispostos a participar na segurança do Estreito de Ormuz, que se encontra obstruído durante o atual conflito com o Irã.
– Irã nega negociações com EUA –
O embaixador iraniano no Paquistão afirmou nesta quarta-feira que não houve negociações “diretas ou indiretas” com os Estados Unidos, apesar da declaração do presidente Donald Trump sobre conversações em curso para encerrar a guerra.
– Sete soldados mortos em ataque no Iraque –
Pelo menos sete soldados morreram no Iraque em um ataque aéreo contra uma base militar localizada no oeste do país. A mesma base já havia sido atacada na terça-feira em um bombardeio que deixou 15 mortos e que tinha como alvo as forças da Hashd al Shaabi, uma coalizão de ex-paramilitares que inclui grupos pró-Irã.
Grupos armados pró-Irã reivindicaram ataques contra interesses americanos no Iraque e em outros países. Os mesmos grupos foram alvos de bombardeios, inclusive em posições vinculadas ao Estado.
Um membro das Forças Hashed al-Shaabi do Iraque está em frente a uma faixa com a imagem do falecido líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, na Praça Tahrir, em Bagdá, em 12 de março de 2026. Ataques aéreos mataram pelo menos nove combatentes apoiados pelo Irã no Iraque em 12 de março, perto da fronteira entre o Iraque e a Síria, disseram à AFP dois altos funcionários da segurança. O Iraque foi imediatamente arrastado para a guerra no Oriente Médio, desencadeada quando os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro. (Foto de AHMAD AL-RUBAYE / AFP)
– Premiê da Espanha cita cenário “muito pior” que no Iraque em 2003 –
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que o atual cenário bélico no Oriente Médio é “muito pior” e com “um potencial de impacto muito mais amplo” do que a guerra do Iraque em 2003.
– Israel afirma que atacou centros de produção de mísseis no Irã –
O Exército israelense anunciou que atacou, nos últimos dias, dois locais de produção de mísseis de cruzeiro navais em Teerã, supervisionados pelo Ministério da Defesa iraniano.
– Empresa chinesa Cosco voltará a enviar mercadorias ao Golfo –
A empresa estatal chinesa de navegação Cosco, uma das maiores do mundo, anunciou a retomada do envio de contêineres de mercadorias a alguns países do Golfo, após três semanas de suspensão devido à guerra no Oriente Médio.
– AIE “preparada” para uma nova liberação de reservas de petróleo –
O diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que está “preparado” para aplicar uma nova liberação de reservas de petróleo “quando for necessário”.
A declaração foi uma resposta a um pedido da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, de “preparação para implementar” uma operação coordenada do tipo, durante uma reunião em Tóquio.
– Combates no sul do Líbano –
O Exército israelense anunciou que “desmantelou centros de comando” do Hezbollah e um depósito de armas no sul do Líbano, além de ter matado vários combatentes do movimento pró-iraniano.
O Hezbollah anunciou que atacou um tanque e soldados israelenses perto da fronteira e lançou uma “chuva de foguetes” na direção de Kiryat Shmona, norte de Israel.
As sirenes de alerta foram acionadas na cidade, perto da fronteira libanesa. As autoridades israelenses não relataram vítimas.
– Irã ataca Israel e países do Golfo –
A Guarda Revolucionária iraniana anunciou que lançou mísseis e drones contra o norte e o centro de Israel, incluindo Tel Aviv, assim como contra duas bases militares utilizadas pelos Estados Unidos no Kuwait, uma no Bahrein e outra na Jordânia.
Um incêndio foi registrado no aeroporto internacional do Kuwait, depois que um tanque de combustível foi atingido por drones, segundo as autoridades, que não relataram feridos.
– Nove mortos em ataques israelenses no Líbano –
Pelo menos nove pessoas morreram em três ataques aéreos israelenses contra localidades do sul do Líbano, uma região considerada um reduto do movimento pró-iraniano Hezbollah, segundo a agência oficial de notícias libanesa ANI.
O Exército de Israel havia pedido aos moradores que abandonassem os bairros da periferia sul de Beirute, diante dos bombardeios iminentes.
– Petróleo em queda –
O preço do barril de petróleo de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial, recuava 3,8%, a 100,54 dólares. A cotação do West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado americano, cedia 3,1%, a 89,46 dólares.
– EUA enviam plano ao Irã para encerrar a guerra –
Os Estados Unidos enviaram ao Irã um plano de 15 pontos para acabar com a guerra, que poderia incluir limites severos ao seu programa nuclear e a reabertura do Estreito de Ormuz, segundo informações da imprensa.
A imprensa destacou que, entre os 15 pontos do documento, cinco se referem ao programa nuclear iraniano, outros exigem o abandono do apoio a grupos armados na região, como o Hezbollah ou o Hamas, e um tópico insiste que o Estreito de Ormuz deve permanecer aberto à navegação.
– Teerã flexibiliza controle de Ormuz –
O Irã afirmou que os “navios não hostis” podem transitar pelo Estreito de Ormuz desde que respeitem as normas de segurança e proteção, segundo um comunicado enviado à Organização Marítima Internacional (OMI).
– Irã relata ataque contra usina nuclear e AIEA pede moderação –
A agência de energia atômica do Irã informou na noite desta terça-feira que a usina nuclear de Bushehr, no sul do país, foi atingida por um ataque que não causou danos, e acusou os Estados Unidos e Israel de serem os responsáveis.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) fez um “apelo à máxima moderação, para evitar riscos à segurança nuclear durante o conflito”.
Fumaça na Embaixada dos EUA na Cidade do Kuwait após ataque iraniano. Foto: AFP
O Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou um alerta mundial orientando cidadãos americanos a reforçarem as medidas de cautela, com atenção especial ao Oriente Médio. A mensagem foi divulgada pelo Travel State Gov e cita riscos de segurança, possíveis transtornos em viagens e ameaças a instalações e interesses dos EUA fora do território americano.
No comunicado, o governo americano afirmou: “Alerta mundial: o Departamento de Estado aconselha os americanos em todo o mundo, especialmente no Oriente Médio, a redobrarem a cautela. Os americanos no exterior devem seguir as orientações contidas nos alertas de segurança emitidos pela embaixada ou consulado dos EUA mais próximo”. O texto também informa que “fechamentos periódicos do espaço aéreo podem causar transtornos em viagens”.
A publicação ainda acrescenta que “instalações diplomáticas americanas, inclusive fora do Oriente Médio, têm sido alvo de ataques” e que “grupos que apoiam o Irã podem atacar outros interesses americanos no exterior ou locais associados aos Estados Unidos e/ou a americanos em todo o mundo”.
Worldwide Caution: The Department of State advises Americans worldwide, and especially in the Middle East, to exercise increased caution. Americans abroad should follow the guidance in security alerts issued by the nearest U.S. embassy or consulate. Periodic airspace closures… pic.twitter.com/mX0ULIEzLv
A lista inclui Bahrein, Egito, Irã, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen. O comunicado também orienta a saída de cidadãos americanos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza.
A recomendação foi divulgada em meio à escalada militar no Oriente Médio. Após o anúncio da morte de Ali Khamenei, o confronto se intensificou. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país considera a reação aos ataques de Israel e dos Estados Unidos um “direito e dever legítimo”.
Em resposta, Donald Trump ameaçou retaliar qualquer nova ação iraniana e declarou: “é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista”. Na véspera, ele já havia dito que os ataques contra o Irã continuariam “ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!”.
BREAKING: Trump:
Iran just stated that they are going to hit very hard today, harder than they have ever been hit before.
THEY BETTER NOT DO THAT, HOWEVER, BECAUSE IF THEY DO, WE WILL HIT THEM WITH A FORCE THAT HAS NEVER BEEN SEEN BEFORE! pic.twitter.com/YUV7J8qNnv
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Divulgação/Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou neste sábado (21) “atingir e obliterar” usinas de energia do Irã caso Teerã não reabra o Estreito de Ormuz dentro de 48 horas.
“Se o Irã não ABRIR COMPLETAMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz dentro de 48 HORAS a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América irão atingir e obliterar suas várias USINAS DE ENERGIA, COMEÇANDO PELA MAIOR!”, escreveu Trump em sua rede Truth Social.
A declaração representa uma escalada no tom adotado pelo presidente, que anteriormente já havia sugerido a possibilidade de atacar a infraestrutura iraniana, embora com ressalvas sobre o impacto na reconstrução do país.
Ao mesmo tempo, reconhece implicitamente que o fechamento do estreito — uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo — dá ao Irã um poder significativo de pressão.
A nova fala ocorre um dia após Trump afirmar que os Estados Unidos consideravam “reduzir gradualmente” suas operações militares no Oriente Médio. Questionado sobre um plano para restabelecer o tráfego no Estreito de Ormuz, ele respondeu que, “em certo momento, ele se abrirá por conta própria”.
Também acontece após Trump dizer, na quinta-feira, que pediu ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que suspendesse ataques contra instalações iranianas de petróleo e gás.
Apesar disso, a alta nos preços da gasolina dentro dos EUA tem pressionado o governo, que tenta evitar um fechamento prolongado da via marítima. Nos bastidores, autoridades americanas reconhecem que reabrir o estreito é um desafio sem solução clara.
Trump afirmou ainda que o Irã deseja negociar, mas disse não ter interesse em um acordo, alegando que seus objetivos já teriam sido alcançados “semanas antes do previsto” e que os EUA teriam “varrido o Irã do mapa”.
“A liderança deles acabou, sua Marinha e sua Força Aérea estão destruídas, eles não têm defesa alguma — e querem fazer um acordo. Eu não!”, declarou.
“Você não faz cessar-fogo quando está literalmente obliterando o outro lado. Eles não têm Marinha, não têm Força Aérea, não têm equipamentos, radares ou defesa antiaérea. E seus líderes foram eliminados em todos os níveis. Não estamos procurando isso”, completou.
Agora — de Donald Trump, sobre a guerra contra o regime islâmico no Irã: “… eu não quero fazer um cessar-fogo. Sabe, você não faz um cessar-fogo quando está literalmente obliterando o outro lado.” pic.twitter.com/o21usH5CoU
O presidente dos EUA, Donald Trump afirmou que está considerando uma “redução gradual” das operações no Irã, mas muitos dos seus objetivos militares iniciais ainda não foram alcançados. Desde o início do que ele chamou de “excursão” ao Irã, Washington tem sido dominada por uma pergunta persistente: quando o presidente decidirá encerrar a operação, mesmo com uma parte significativa dos seus objetivos ainda inacabados?
Na sexta-feira, durante uma viagem à Flórida, Trump esboçou um possível caminho para essa saída, mas não está claro se ele realmente tomará essa decisão. Além disso, os sinais indicam que os efeitos dessa incursão podem ultrapassar o interesse imediato do presidente: o preço da gasolina aumentou, a infraestrutura ao longo do Golfo Pérsico está severamente danificada, e a teocracia iraniana, embora golpeada, continua se mantendo firme. Aliados dos EUA, inicialmente relutantes, agora enfrentam a tarefa de patrulhar águas mais hostis.
As mensagens de Trump têm sido oscilantes, diz David E. Sanger no New York Times. Sanger cobre o governo Trump e temas de segurança nacional. Com mais de quatro décadas no Times, é autor de quatro livros sobre política externa e acompanhou cinco presidentes americanos.
Os críticos de Trump, escreve Sanger, afirmam que isso é evidência de que ele entrou no conflito sem uma estratégia clara, enquanto seus apoiadores defendem que isso é uma “estratégia inteligente”. Com a intensificação dos ataques americanos e israelenses, Trump afirmou que não tem interesse em um cessar-fogo, alegando que os Estados Unidos estavam “obliterando” os estoques de mísseis, a marinha, a força aérea e a base industrial de defesa do Irã.
No entanto, horas depois, talvez sensível à crescente apreensão de sua base republicana, escreveu em sua rede social: “Estamos muito próximos de atingir nossos objetivos, ao mesmo tempo em que consideramos reduzir nossos grandes esforços militares no Oriente Médio”.
Sua formulação mais recente de objetivos omite pontos anteriormente centrais. Não há menção à derrota da Guarda Revolucionária Islâmica, que ainda mantém o poder, nem a Mojtaba Khamenei, sucessor de seu pai. Além disso, a promessa de “libertar” o povo iraniano foi retirada de suas falas, levantando dúvidas sobre o compromisso dos EUA com a mudança política no Irã.
Trump também passou a redefinir seus objetivos em relação ao programa nuclear iraniano. Em vez de exigir a remoção total do material nuclear, ele agora afirma que seu objetivo é “nunca permitir que o Irã sequer se aproxime da capacidade nuclear”, mantendo os EUA sempre prontos para uma reação “rápida e contundente”. Essencialmente, a situação permanece a mesma de quando os EUA destruíram o programa nuclear iraniano em junho do ano passado, com instalações sob vigilância constante de satélites dos EUA.
O presidente também passou a exigir que os aliados, que haviam sido excluídos das deliberações iniciais, patrulhassem o Estreito de Ormuz e outras áreas estratégicas, com o apoio logístico dos EUA. Isso representa uma mudança na doutrina americana para o Oriente Médio, transferindo a responsabilidade para outros países.
No início do conflito, Trump acreditava que a capitulação do Irã seria rápida. No entanto, a recusa iraniana em se render foi uma surpresa, assim como a crise nos mercados de energia. O governo dos EUA teve que intervir, liberando estoques da Reserva Estratégica de Petróleo e permitindo o envio de petróleo russo e iraniano, o que acabou favorecendo adversários em guerra com a Ucrânia e com os próprios americanos.
Além disso, o Irã tem utilizado o caos nos mercados como uma ferramenta crucial para pressionar os EUA. No sábado, Teerã advertiu que poderia incendiar outras instalações no Oriente Médio. O país parece ter em torno de 3.000 minas marítimas, parte das quais já foi destruída, e forças americanas estão se concentrando em neutralizar embarcações iranianas que atacam petroleiros aliados dos EUA.
A necessidade de aliados também se tornou evidente. Trump inicialmente acreditava que a guerra seria breve, mas a vigilância do estreito e de outros pontos estratégicos mostrou que a tarefa seria mais longa do que esperava. Uma outra surpresa foi a falta de um levante entre a Guarda Revolucionária ou a população iraniana, o que contradizia as previsões de deserções em diversos níveis, segundo autoridades de inteligência.
Esse cenário ainda pode evoluir, pois as guerras não são decididas em poucas semanas. No entanto, Trump ingressou no conflito após uma sequência de vitórias rápidas, como o bombardeio das principais instalações nucleares do Irã, e uma operação bem-sucedida que resultou na captura de Nicolás Maduro em Caracas. Apesar disso, o Irã mostrou ser um adversário mais resiliente do que Trump inicialmente subestimou, lembra Sanger.
Por Agência Brasil A Organização Marítima Internacional (OMI) anunciou que deseja criar um corredor humanitário no Estreito de Ormuz para retirar os navios presos no Golfo Pérsico devido ao conflito no Médio Oriente. “Estou pronto para começar a trabalhar imediatamente nas negociações destinadas a estabelecer um corredor humanitário para evacuar todos os navios e marítimos […]
A Fórmula 1 cancelou as corridas do Bahrein e da Arábia Saudita que estavam previstas para abril de 2026. A decisão foi tomada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) após o agravamento da guerra no Oriente Médio, que elevou os riscos de segurança para equipes, pilotos e trabalhadores envolvidos na organização das provas. Leia em TVT News
Fórmula 1 cancela GPs do Bahrein e da Arábia Saudita por conflitos no Oriente Médio
A organização da Fórmula 1 anunciou uma mudança drástica no calendário da temporada 2026. Devido ao agravamento das tensões e aos conflitos no Oriente Médio, os Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita, que estavam previstos para o mês de abril, foram oficialmente cancelados.
Escalada de tensões motiva o cancelamento na Fórmula 1
A crescente instabilidade geopolítica na região forçou a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e a direção da Fórmula 1 a tomarem uma medida severa, porém necessária. Realizar competições esportivas de grande porte no Oriente Médio sob as atuais circunstâncias representaria um risco de segurança inaceitável.
Em nota, a organização do campeonato destacou que vinha monitorando a situação de perto com consultorias de segurança internacionais, mas a rápida deterioração do cenário não deixou outra alternativa além da suspensão imediata das provas nos circuitos de Sakhir e Jidá.
O GP do Bahrein, que seria a quarta etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, estava marcado para o circuito de Sakhir. A prova acabou retirada do calendário depois que a organização da categoria avaliou que a situação na região poderia comprometer a segurança do evento.
A corrida da Arábia Saudita, prevista para acontecer uma semana após o GP do Bahrein, também foi retirada do calendário por causa da instabilidade regional.
A etapa seria realizada no circuito urbano de Jeddah e representaria a quinta prova da temporada. Com a decisão da FIA, o campeonato sofrerá uma pausa de várias semanas após o GP do Japão, que ocorre no fim de março, retomando apenas no início de maio com o GP de Miami, nos Estados Unidos
Uma coluna de fumaça se eleva de um incêndio em andamento perto do Aeroporto Internacional de Dubai, em Dubai, em 16 de março de 2026. Os voos estavam sendo retomados gradualmente no aeroporto de Dubai em 16 de março, anteriormente o mais movimentado do mundo para voos internacionais, segundo informou a operadora do aeroporto, após um “incidente relacionado a drones” ter provocado um incêndio em um tanque de combustível nas proximidades, enquanto o Irã mantinha seus ataques no Golfo. (Foto: AFP)
Qual o impacto no calendário da Fórmula 1 em 2026?
Com a retirada repentina destas duas corridas em abril, o calendário mundial da F1 sofrerá uma pausa inesperada. A Liberty Media, detentora dos direitos comerciais da categoria, agora avalia os próximos passos.
Ainda não há confirmação se haverá uma tentativa de realocar as provas para a reta final do ano — caso os conflitos no Oriente Médio se estabilizem — ou se a temporada de 2026 terminará com um número reduzido de etapas. Essa indefinição afeta diretamente a logística das equipes, o cronograma de atualizações dos carros e a acirrada disputa por pontos nos campeonatos de pilotos e construtores.
A região do Golfo se tornou parte importante do calendário da Fórmula 1 nas últimas décadas, recebendo diversas etapas da temporada. Mesmo com a retirada das corridas de abril, outras provas previstas no Oriente Médio seguem mantidas no calendário de 2026, como o GP do Catar e o GP de Abu Dhabi, programados para o final do campeonato
O comentarista conservador Tucker Carlson, apoiador histórico de Donald Trump, afirmou que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos pode estar preparando um processo criminal contra ele após suas críticas à guerra contra o Irã. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais no sábado (15).
Segundo Carlson, a CIA estaria elaborando um encaminhamento criminal para o Departamento de Justiça com base em um suposto crime relacionado a contatos que ele teria mantido com pessoas no Irã antes do início do conflito.
O ex-apresentador da Fox News disse que investigadores teriam analisado suas mensagens de texto e que a possível acusação envolveria a lei que regula a atuação de agentes estrangeiros.
Ele afirmou que a investigação poderia estar ligada à Lei de Registro de Agentes Estrangeiros (Foreign Agents Registration Act), que exige que pessoas que atuam politicamente em nome de interesses estrangeiros registrem oficialmente suas atividades junto ao governo americano.
Carlson, no entanto, não apresentou provas de que exista de fato uma investigação em andamento. O Departamento de Justiça e a CIA foram procurados por veículos de imprensa, mas não comentaram o caso.
O comentarista disse não acreditar que o caso avance. Ele não atua como agente de nenhum governo estrangeiro e nunca recebeu dinheiro de autoridades de outros países. Carlson afirmou que seu trabalho envolve conversar com diferentes fontes ao redor do mundo para entender acontecimentos internacionais e que não pretende deixar de fazer isso.
As declarações ocorrem após uma série de críticas feitas por Carlson à ofensiva militar dos Estados Unidos contra o Irã. Em entrevista recente, ele classificou a guerra como “absolutamente repugnante e maligna”, posição que gerou reação direta do presidente Donald Trump. É também crítico contumaz de Israel e do lobby sionista nos Estados Unidos.
Apenas uma semana após o presidente Trump ter expulsado Tucker Carlson do movimento MAGA, Carlson fez um vídeo dizendo que será processado criminalmente pela CIA sob a acusação de ser um agente estrangeiro trabalhando para o Irã. pic.twitter.com/rfbIJc3eqY
Em entrevista ao jornalista Jonathan Karl, Trump afirmou que Carlson “perdeu o rumo” e disse que o comentarista não representa o movimento MAGA. O presidente declarou que o slogan “América Em Primeiro Lugar” não se aplica ao apresentador e afirmou que ele não teria compreensão suficiente sobre a estratégia do governo.
De acordo com o New York Times, Carlson havia manifestado oposição ao conflito em reuniões realizadas na Casa Branca nas semanas anteriores ao início da operação militar, lançada em 28 de fevereiro. Esteve três vezes com Trump, tentando demovê-lo da ideia de atacar o Irã.
Carlson também havia criticado ataques anteriores contra o Irã, realizados em 2025, quando o governo americano anunciou a destruição de instalações nucleares iranianas.
Por Tabitha Ramalho – Brasil de Fato | Opera Mundi O chefe da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), Alireza Tangsiri, respondeu às alegações de Donald Trump de que “muitos países” enviarão navios de guerra para manter o Estreito de Ormuz aberto, afirmando que a rota “ainda não foi fechada militarmente e está […]
O ataque israelense a Teerã em 2 de março de 2026. Foto: Divulgação
Diferente de conflitos anteriores, como a guerra entre Irã e Israel em junho de 2025 ou os combates entre Israel e Hamas, a atual Guerra no Irã extrapolou as fronteiras dos países diretamente envolvidos, se espalhando rapidamente pelo Oriente Médio.
Os combates, que entraram na terceira semana em março de 2026, começaram em 28 de fevereiro com bombardeios conjuntos dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, um ataque que resultou na morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei. A ofensiva atingiu alvos militares e civis, incluindo uma escola com estudantes.
Em resposta, o Irã iniciou ataques retaliatórios não apenas contra Israel, mas também contra embaixadas e bases americanas localizadas em países vizinhos, além de alvos civis, como prédios que supostamente abrigariam funcionários americanos.
A intensificação das hostilidades arrastou mais países para o conflito, com o Hezbollah, do Líbano, retomando os ataques a Israel, ampliando a dimensão da guerra para o território libanês, incluindo a capital Beirute.
O Irã, que vinha sendo pressionado politicamente, havia aberto negociações com os Estados Unidos para um acordo que limitasse seu programa nuclear. No entanto, o ataque conjunto de EUA e Israel contra o Irã, em fevereiro, deflagrou uma guerra que agora afeta vários países da região, com consequências econômicas e políticas significativas.
O Irã respondeu fechando o estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte de petróleo, e iniciou ataques contra navios que tentavam sair do Golfo Pérsico. Além dos Estados Unidos e Israel, outros países estão diretamente envolvidos na guerra, como o Líbano, o Emirados Árabes Unidos, o Catar e o Bahrein.
O Líbano foi novamente arrastado para o conflito devido aos ataques do Hezbollah contra Israel, com as forças israelenses realizando bombardeios pesados nas regiões do sul e do vale do Bekaa, além de Beirute. O número de mortos no Líbano devido aos ataques israelenses já ultrapassou 700.
Os Emirados Árabes Unidos, um dos maiores aliados dos EUA na região, também foram alvo de drones suicidas iranianos, com mais de 800 ataques registrados até março de 2026. Dubai, em particular, foi atingida em alvos estratégicos, como o hotel Palm Jumeirah e o Burj al-Khalifa, o edifício mais alto do mundo.
🇦🇪🇮🇷 Uma das torres mais altas de Dubai está em chamas após ser atingida por um drone kamikaze.
O Irã está realizando com frequência missões de assassinatos seletivos contra autoridades militares e agentes de inteligência dos EUA que operam nos países do Golfo. pic.twitter.com/Ufcbh7qhld
O Catar, apesar de ter boas relações com o Irã, foi afetado pelos ataques iranianos. O país, que abriga a maior base aérea americana da região, teve sua produção de gás natural interrompida após a destruição de duas de suas instalações.
Além disso, a Força Aérea catari abateu dois caças iranianos em uma tentativa de se defender contra os ataques. Outros países do Golfo, como o Bahrein e Omã, também estão sendo impactados pelos ataques iranianos.
O Bahrein, aliado dos EUA e de maioria xiita, mas controlado por uma família real sunita, tem sido alvo frequente de drones iranianos, atingindo não apenas instalações militares americanas, mas também alvos civis. Omã, por outro lado, tem procurado manter sua neutralidade e atuado como mediador, mas também foi afetado, com a presença de bases americanas no país sendo atacada.
A Arábia Saudita, que mantém laços históricos com os Estados Unidos, também foi alvo de ataques iranianos, incluindo a embaixada americana e a refinaria de Ras Tanura, uma das maiores do mundo, que é essencial para a indústria petrolífera saudita.
A Jordânia, outro país da região com estreitas relações com potências orientais, tem visto seu espaço aéreo ser frequentemente violado por mísseis direcionados a Israel. No entanto, houve poucos ataques a bases americanas em seu território, se comparado aos seus vizinhos.
O Iraque, que abriga uma grande quantidade de bases americanas, tem sido um dos países mais atacados, especialmente em áreas como Bagdá e Erbil, no norte, onde há uma forte presença curda, hostil ao Irã. Outros países, embora não diretamente envolvidos, têm participado de forma marginal na guerra.
O Sri Lanka, por exemplo, viu um submarino americano afundar um navio militar iraniano, enquanto a Turquia utilizou baterias antiaéreas da Otan para derrubar mísseis iranianos. A ilha de Chipre, que abriga uma grande base militar britânica, também foi atacada por drones, com especulações de que o Hezbollah tenha sido o responsável.
Drones suicidas iranianos também atacaram um aeroporto e áreas civis no Azerbaijão, país vizinho ao Irã e grande produtor de petróleo. Autoridades de Baku afirmam estar considerando uma retaliação.
A França e o Reino Unido, embora cautelosos em se envolver diretamente no conflito, estão monitorando a situação de perto. O Reino Unido autorizou o uso de bases aéreas britânicas pelos EUA, enquanto a França enviou um porta-aviões para a região, embora sem participação ativa em missões militares.
Estes são os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio:
Preço do petróleo acima dos 100 dólares
Os preços do barril de petróleo permaneciam estáveis nesta sexta-feira (13) em torno de 100 dólares, enquanto as Bolsas asiáticas e europeias registravam quedas, depois que o Irã prometeu atacar mais recursos petrolíferos no Oriente Médio.
Os Grandes Prêmios de Fórmula 1 do Bahrein e da Arábia Saudita serão cancelados ou adiados devido à guerra no Oriente Médio, indicou à AFP uma fonte.
O GP do Bahrein está programado para o fim de semana de 10 a 12 de abril, enquanto o da Arábia Saudita deveria ser realizado uma semana depois.
– Fortes explosões em Teerã –
Potentes explosões sacudiram na noite desta sexta-feira (13) a capital iraniana, informou um jornalista da AFP.
– US$ 10 milhões –
Os Estados Unidos ofereceram uma recompensa de 10 milhões de dólares (R$ 52,5 milhões) por informações sobre o paradeiro do guia supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, e de outros altos funcionários desse país.
“Essas pessoas dirigem e controlam vários elementos do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, que planeja, organiza e executa atos de terrorismo em todo o mundo”, afirmou o Departamento de Estado.
– Bolsas em queda, petróleo em torno de US$ 100 –
Os preços do barril de petróleo estão ligeiramente acima dos 100 dólares e as bolsas recuaram na segunda semana de conflito.
– 7.600 bombardeios no Irã –
Israel afirmou que realizou 7.600 bombardeios no Irã desde o início da guerra em 28 de fevereiro e 1.100 no Líbano, onde o exército israelense conduz desde 2 de março uma campanha contra o movimento islamista Hezbollah, aliado de Teerã.
– 111 drones –
A Guarda Revolucionária do Irã indicou, por sua vez, que derrubou 111 drones inimigos “de diferentes tipos” desde o início da guerra desencadeada por ataques dos Estados Unidos e de Israel.
– “Longo confronto” –
O chefe do Hezbollah, Naim Qasem, afirmou que seu grupo está preparado para um “longo confronto” com Israel.
“Esta é uma batalha existencial, não uma batalha limitada ou simples”, afirmou, antes de acrescentar que não permitirá que Israel “erradique” seu movimento.
– Mais de 700 mortos no Líbano –
O número de mortos pelos ataques de Israel contra o Líbano chegou a 773, incluindo 103 crianças, e os feridos já somam 1.933, informou o Ministério da Saúde.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo para reunir 325 milhões de dólares em ajuda humanitária para apoiar o Líbano na crise de deslocados provocada pela guerra.
– Explosões em Tel Aviv –
Várias explosões sacudiram nesta sexta-feira Tel Aviv, no centro de Israel, onde soaram as sirenes de alerta, informaram jornalistas da AFP depois de o exército israelense indicar disparos de mísseis a partir do Irã.
As explosões foram ouvidas até Jerusalém, a cerca de 70 quilômetros de Tel Aviv.
– Manter-se fora da guerra –
“Manter nosso país longe dessa fogueira é nossa principal prioridade”, afirmou o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.
“Estamos agindo com prudência contra complôs, armadilhas e provocações que buscam arrastar nosso país para a guerra”, disse, defendendo respostas “apropriadas e prudentes”.
– Putin está ajudando “um pouco” o Irã –
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acredita que seu par russo, Vladimir Putin, está ajudando o Irã na guerra contra os Estados Unidos e Israel.
“Acho que ele pode estar ajudando um pouco, sim, suponho. E provavelmente pensa que nós estamos ajudando a Ucrânia, não é?”, disse Trump em uma entrevista à Fox News Radio.
– Khamenei “ferido e provavelmente desfigurado” –
O novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, está “ferido e provavelmente desfigurado”, declarou o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, em coletiva de imprensa.
“Sabemos que o novo suposto — e não tão supremo — líder está ferido e provavelmente desfigurado”, afirmou.
– Trump: o regime iraniano cairá “mas talvez não imediatamente” –
O presidente dos Estados Unidos espera que o povo iraniano se levante para substituir o governo após os ataques militares americanos e israelenses, mas não acredita que isso ocorrerá imediatamente.
“Realmente acho que é um grande obstáculo a ser superado para pessoas que não têm armas. Acho que é um obstáculo muito grande… Vai acontecer, mas talvez não imediatamente”, disse Trump à Fox News Radio.
– Irã promete dar “uma lição memorável” aos EUA e a Israel –
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, assegurou que seu país “dará uma lição memorável” aos Estados Unidos e a Israel após a ofensiva conjunta dos dois países contra a república islâmica, que desencadeou uma guerra no Oriente Médio.
Brasil, Colômbia e México pedem cessar-fogo no Oriente Médio
Brasil, Colômbia e México emitem declaração conjunta e pedem por saída diplomática para guerra no Oriente Médio.
Leia a Declaração Conjunta de Brasil, Colômbia e México:
Declaração Conjunta de Brasil, Colômbia e México em favor de cessar-fogo no Oriente Médio e de apoio a uma saída diplomática na região
República Federativa do Brasil, a República da Colômbia e os Estados Unidos Mexicanos reiteram a necessidade de que as divergências entre Estados sejam resolvidas por meio da diplomacia internacional, em consonância com os princípios da solução pacífica das controvérsias.
Nesse sentido, consideramos indispensável que, no atual conflito no Oriente Médio, seja declarado um cessar-fogo imediato, a fim de abrir espaços efetivos para o diálogo e a negociação.
Expressamos nossa disposição de contribuir para os processos de paz que gerem confiança, a fim de avançar rumo a uma solução política e negociada do conflito.
– Explosões em larga escala no centro de Teerã –
Explosões em larga escala abalaram o centro de Teerã, informou a televisão pública. Os ataques atingiram uma área próxima de onde acontecia uma manifestação pró-governo.
O Exército israelense afirmou que os moradores deveriam abandonar dois bairros do centro de Teerã antes dos ataques.
– Dois drones atingem campo de petróleo no Iraque –
Dois drones caíram perto de um importante campo de petróleo no sul do Iraque, informaram funcionários do Ministério do Petróleo.
“Dois drones atingiram torres de comunicação próximas ao campo de petróleo de Majnoon, sem provocar vítimas ou danos materiais”, declarou um funcionário à AFP.
– Irã repatria vítimas de ataque americano no Sri Lanka –
Os corpos de 84 marinheiros iranianos mortos quando sua fragata foi afundada há nove dias por um submarino americano na costa do Sri Lanka serão repatriados nesta sexta-feira, informou o Ministério das Relações Exteriores cingalês.
– Bolsas em queda –
A guerra no Oriente Médio continua impactando os mercados, que fecharam em queda na Ásia e abriram no vermelho na Europa.
A Bolsa de Tóquio registrou queda de 1,2%, Hong Kong de 0,9% e Xangai de 0,8%, enquanto nas primeiras negociações europeias Paris perdia 1,06%, Frankfurt 0,97%, Londres 0,75% e Milão 1,04%.
Por sua vez, os preços do petróleo permaneciam estáveis, ao redor dos 100 dólares. Às 8h30 GMT (5h30 de Brasília), o barril de Brent subia 2,04%, a 102,51 dólares, e o WTI ganhava 1,97%, a 97,62 dólares.
Barril de petróleo. Dos 10 maiores produtores de petróleo, sete estão envolvidos em guerra. Foto de Alimurat Üral / Pexels
– Irã promete resposta “mais forte” que em janeiro em caso de protestos –
A Guarda Revolucionária do Irã advertiu que qualquer nova manifestação contra o governo enfrentará uma resposta “mais dura” do que em janeiro, quando milhares de pessoas morreram durante a repressão a protestos contra o regime.
– Dois mortos em ataque de drone em Omã –
Duas pessoas morreram após o impacto de um drone no norte de Omã, informou a imprensa estatal, enquanto o Irã prossegue com os ataques de retaliação em todo o Oriente Médio.
“Dois drones caíram na província de Sohar. Um deles caiu na zona industrial de Al Awahi, provocou as mortes de dois trabalhadores estrangeiros e deixou vários feridos. O segundo caiu em uma área aberta sem provocar vítimas”, informou a agência de notícias estatal do país.
– Arábia Saudita intercepta drones –
O Ministério da Defesa saudita anunciou que derrubou um drone que tinha como alvo o bairro diplomático da capital, Riade. Durante a manhã, o governo local informou ter “interceptado e destruído” 45 aeronaves não tripuladas.
– 200 alvos no Irã –
O Exército israelense anunciou que atacou mais de 200 alvos no oeste e no centro do Irã em apenas um dia. Caças executaram “20 ataques em larga escala” que tiveram como alvos “lançadores de mísseis balísticos, sistemas de defesa e centros de produção de armas”.
– Sirenes em base turca usada pela Otan –
Sirenes de alerta foram ouvidas nesta sexta-feira na base aérea de Incirlik, uma instalação crucial da Otan com a presença de tropas americanas no sudeste da Turquia, informou a agência estatal de notícias do país, Anadolu.
– Ataque israelense em Beirute –
O Exército israelense anunciou que atacou um integrante do movimento libanês pró-iraniano Hezbollah “na região de Beirute”, sem revelar mais detalhes.
– Explosões em Dubai –
Explosões sacudiram prédios de Dubai e uma densa nuvem de fumaça era observada nesta sexta-feira no emirado, segundo jornalistas da AFP. Segundo o Escritório de Imprensa de Dubai, “os destroços de uma interceptação bem-sucedida (provocaram) um incidente menor na fachada de um prédio no centro do emirado”, sem deixar feridos.
– Grupo armado pró-iraniano atacará “interesses franceses” –
O grupo armado iraquiano pró-iraniano Ashab Alkahf anunciou que atacará “todos os interesses franceses no Iraque e na região” após o envio ao Mediterrâneo oriental do porta-aviões Charles de Gaulle.
– Primeira vítima no Exército francês –
Um suboficial francês morreu “durante um ataque” na região de Erbil, no Curdistão iraquiano, anunciou o presidente Emmanuel Macron no X. Esta é a primeira baixa registrada no Exército francês na guerra do Oriente Médio.
Sexta, 13 de março: petróleo permanece estável ao redor de 100 dólares; Bolsas em queda
Os preços do barril de petróleo permaneciam estáveis nesta sexta-feira (13) em torno de 100 dólares, enquanto as Bolsas asiáticas e europeias registravam quedas, depois que o Irã prometeu atacar mais recursos petrolíferos no Oriente Médio.
Quinta, 12 de março: barril de Brent volta a superar US$ 100
O barril de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial de petróleo, voltou a superar a barreira dos 100 dólares, apesar da liberação, na véspera, de enormes reservas para evitar uma escassez mundial.
A Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou uma liberação recorde de reservas estratégicas de petróleo para estabilizar os mercados.
Redução drástica da produção de petróleo
Os países do Golfo reduziram a produção de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris diários diante do bloqueio do Estreito de Ormuz pela guerra no Oriente Médio, o que representa “a maior perturbação” de fornecimento da história, informou a Agência Internacional de Energia (AIE).
“Reduções importantes da oferta” foram registradas, em particular, no Iraque, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e na Arábia Saudita, todos alvo de ataques de represália do Irã.
Quarta, 11 de março: petróleo opera em alta e Bolsas asiáticas em queda com incerteza provocada pela guerra no Oriente Médio
Os preços do petróleo voltaram a subir nesta quarta-feira (11) e as Bolsas europeias e asiáticas registraram quedas, em um cenário de incerteza persistente provocada pela guerra no Oriente Médio.
“Os acontecimentos vinculados à guerra no Irã continuam acelerando e são muito difíceis de prever”, destacou Andreas Lipkow, analista da CMC Market.
Às 9h40 GMT (6h40 de Brasília), o barril de West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado americano, avançava 5,91%, a 88,38 dólares. O Brent do Mar do Norte, referência europeia, subia 5,05%, a 92,23 dólares.
Nas Bolsas de Valores, os principais índices europeus abriram o dia em terreno negativo: Paris recuava 0,63%, Frankfurt 1,15%, Londres 0,73%, Madri 0,71% e Milão 0,75%.
Na Ásia, Hong Kong perdeu 0,2% e Xangai 0,3%. Tóquio, por sua vez, fechou a sessão em alta de 1,4%.
O mercado se movimenta ao ritmo da guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro com os bombardeios de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã e as posteriores represálias de Teerã contra vários países da região.
Na terça-feira, as Bolsas registraram altas expressivas e as cotações do petróleo caíram depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na segunda-feira que o conflito terminaria “em breve”.
Desde o início do conflito, os preços do petróleo operam em alta e se aproximaram dos 120 dólares por barril no início da semana, devido às perturbações no Estreito de Ormuz, por onde, em períodos normais, transita 20% da produção mundial.
Esta foto divulgada pela Marinha Real Tailandesa em 11 de março de 2026 mostra fumaça saindo do navio cargueiro tailandês ‘Mayuree Naree’ próximo ao Estreito de Ormuz após um ataque. Um navio cargueiro tailandês que navegava no Estreito de Ormuz foi atacado em 11 de março, e 20 tripulantes foram resgatados até o momento, informou a Marinha Tailandesa. (Foto: Divulgação / MARINHA REAL TAILANDESA / AFP) / -USO RESTRITO A FINS EDITORIAIS-
– Reservas estratégicas –
“O presidente Trump tentou acalmar os mercados, mas os investidores esperam agora evidências concretas e um retorno à calma no Estreito de Ormuz”, disse John Plassard, diretor de estratégia de investimentos no Cité Gestion Private Bank.
O cenário, no entanto, continua incerto: vários navios foram atacados com projéteis nas últimas horas.
O mercado também aguarda o anúncio da Agência Internacional de Energia (AIE), que, segundo o Wall Street Journal, planeja sua maior liberação de reservas de petróleo bruto para acalmar os mercados.
Os ministros de Energia do G7 afirmaram, em um comunicado conjunto, que estão “dispostos” a adotar “todas as medidas necessárias”, incluindo recorrer às reservas estratégicas, em coordenação com a AIE.
Os chefes de Estado e de Governo das sete economias mais industrializadas do planeta debaterão o tema à tarde.
A injeção de petróleo no mercado seria superior aos 182 milhões de barris que os países membros da AIE disponibilizaram ao mercado em 2022, após a invasão russa da Ucrânia, segundo o WSJ.
O planeta consome quase 100 milhões de barris de petróleo por dia. Os membros da AIE dispõem de “mais de 1,2 bilhão de barris em reservas públicas de emergência, além de cerca de 600 milhões de barris adicionais em reservas industriais”, segundo a agência.
No mercado cambial, o dólar permanecia estável (‑0,03%, a 1,1614 dólar por euro).
O programa 'Recompensas por Justiça' do Departamento de Estado oferece dinheiro em troca de informações que levem à captura ou ao julgamento de indivíduos procurados.
Com a escalada do conflito no Oriente Médio e seus efeitos sobre o mercado global de energia, a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda divulgou nesta sexta-feira (13) um relatório com diferentes cenários para a economia brasileira caso o preço do petróleo continue subindo. O documento analisa como a variação no valor do […]
Donald Trump, presidente dos EUA, e Motjaba Khamenei, novo líder do Irã. Foto: reprodução
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou acreditar que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, está “vivo, mas danificado” após o ataque que matou parte de sua família, incluindo seu pai e antecessor, Ali Khamenei. A declaração foi feita durante entrevista ao programa “The Brian Kilmeade Show”, da Fox News, exibida na noite de quinta-feira (12).
“Acho que ele provavelmente está (vivo). Acho que ele está danificado, mas acho que ele provavelmente está vivo de alguma forma, sabe?”, disse Trump na entrevista divulgada pela emissora.
Mojtaba, de 56 anos, ficou ferido no mesmo ataque que matou sua mãe, sua esposa e seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, em 28 de fevereiro. A ofensiva foi realizada de forma coordenada por Estados Unidos e Israel contra Teerã e acabou desencadeando uma guerra regional que vem se intensificando desde então. Após rumores sobre o estado de saúde do novo líder iraniano, o filho do presidente da República Islâmica afirmou na quarta-feira que Mojtaba está “são e salvo”.
Desde que foi escolhido para suceder o pai como líder supremo do Irã no último domingo, Mojtaba Khamenei não apareceu publicamente. Seu primeiro pronunciamento no cargo foi divulgado apenas na quinta-feira e lido por um apresentador de televisão estatal.
Ali Khamenei, assassinado em ataque dos EUA e de Israel. Foto: reprodução
Na mensagem, o novo líder indicou que o Irã poderá ampliar medidas de pressão contra os adversários, citando inclusive o impacto sobre rotas estratégicas do petróleo. Segundo ele, iniciativas como o controle do Estreito de Ormuz podem “pressionar o inimigo” e provocar aumento nos preços internacionais da commodity.
Logo após o pronunciamento, o governo iraniano anunciou uma nova ofensiva contra Israel. Vídeos divulgados em um canal oficial no Telegram mostram o lançamento de mísseis acompanhado do lema “Labbaik, ó Khamenei”, expressão que significa “Atendemos ao chamado, ó Khamenei”.
O conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel chegou ao 14º dia e já provocou ataques diários entre as forças militares dos países. Enquanto tropas estadunidenses e israelenses realizam ofensivas em território iraniano, Teerã tem respondido com ataques retaliatórios contra Israel e bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio.
A escalada militar ampliou o alcance do confronto na região e aumentou a tensão internacional, enquanto lideranças políticas acompanham com atenção os desdobramentos da guerra e o impacto da mudança no comando do regime iraniano.
O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC). Foto: Divulgação/ Metrópoles
O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do Irã (IRGC) afirmou nesta quinta-feira (12) que poderá atacar instalações de petróleo e gás no Oriente Médio associadas aos Estados Unidos caso as estruturas energéticas do país sejam alvo de ataques.
O porta-voz do IRGC, Ebrahim Zolfaghari, afirmou que qualquer ação contra instalações energéticas iranianas provocará resposta militar. Segundo ele, “o menor ataque às infraestruturas de energias e portos do Irã resultará em uma resposta esmagadora e devastadora de nossa parte”.
Na mesma declaração, o representante militar também mencionou possíveis alvos na região. “Em caso de tal agressão, todas as infraestruturas de petróleo e gás da região, nas quais os Estados Unidos e seus aliados ocidentais têm interesses, serão incendiadas e destruídas”, disse.
Wzorowa ochrona i reprezentacja interesów narodowych własnego narodu.
Ebrahim Zolfaghari, oficjalny rzecznik irańskiego centrum Chatam al-Anbija przekazuje wiadomość Donaldowi T.
„Jeśli nasze instalacje energetyczne staną się celem ataku, zniszczymy wszystkie obiekty gazowe i… pic.twitter.com/GfsPlBuRoe
Desde o início da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, ataques têm sido registrados em diferentes pontos do Golfo Pérsico. Países da região que abrigam bases militares norte-americanas também passaram a ser alvos de operações com mísseis e drones.
Instalações petrolíferas já foram atingidas durante os confrontos, enquanto alguns países produtores do Golfo interromperam temporariamente parte da produção por questões de segurança. A tensão também afetou o transporte de petróleo na região.
O cenário inclui ainda o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. Nos últimos dias, o preço do barril do tipo Brent ultrapassou a marca de US$ 100 em meio à instabilidade no mercado internacional.
Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: Annabelle Gordon/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (13) que o país está “destruindo totalmente” o regime do Irã em meio à escalada militar no Oriente Médio. Em publicação nas redes sociais durante a madrugada, o líder estadunidense também prometeu novos ataques e intensificou o tom contra o governo iraniano.
Trump declarou que os Estados Unidos têm superioridade militar no conflito e afirmou que as forças iranianas foram fortemente atingidas.
“Estamos destruindo totalmente o regime terrorista do Irã — militarmente, economicamente e de outras formas. (…) A Marinha do Irã acabou, sua Força Aérea não existe mais; mísseis, drones e todo o resto estão sendo dizimados, e seus líderes foram varridos da face da Terra. Temos um poder de fogo incomparável, munição ilimitada e muito tempo — vejam o que acontecerá hoje com esses canalhas desequilibrados”, afirmou Trump.
Em outra republicano, o presidente também disse que considera uma “honra”matar autoridades iranianas e voltou a defender a ofensiva militar contra o país: “Eles vêm matando pessoas inocentes em todo o mundo há 47 anos, e agora eu, como o 47º presidente dos Estados Unidos da América, estou matando eles. Que grande honra é fazer isso”.
Publicação de Donald Trump. Foto: reprodução
A guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã chegou ao 14º dia nesta sexta-feira. Desde o início da ofensiva, forças estadunidenses e israelenses realizam ataques diários em território iraniano e já atingiram milhares de alvos militares e estratégicos.
O governo iraniano, por sua vez, tem respondido com ataques contra Israel e bases militares dos Estados Unidos em diferentes pontos do Oriente Médio. A escalada militar ampliou o alcance do conflito e aumentou a tensão em diversos países da região.
Entre os desdobramentos mais recentes da guerra está a mudança na liderança do regime iraniano. Após a morte do líder supremo Ali Khamenei durante os ataques, o país anunciou a escolha de seu filho, Mojtaba Khamenei, como sucessor.
Em sua primeira manifestação pública, Mojtaba afirmou que o Irã seguirá resistindo ao avanço militar dos adversários e indicou a possibilidade de ampliação do confronto. Em mensagem divulgada em seu canal oficial no Telegram, ele pediu que a população permaneça mobilizada e declarou que o país continuará enfrentando o que chamou de inimigo.
“Também foram realizados estudos sobre a abertura de outras frentes nas quais o inimigo tem pouca experiência e será severamente vulnerável, e sua ativação será realizada se a guerra continuar e de acordo com os interesses”, disse.
Outro ponto de tensão é o fechamento do Estreito de Ormuz, bloqueado desde 28 de fevereiro após o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano.
Estes são os últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio:
Preço do petróleo: Barril de Brent volta a superar US$ 100
O barril de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial de petróleo, voltou a superar a barreira dos 100 dólares, apesar da liberação, na véspera, de enormes reservas para evitar uma escassez mundial.
A Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou uma liberação recorde de reservas estratégicas de petróleo para estabilizar os mercados.
Quantas pessoas poderia alimentar? Pentágono afirma que campanha contra o Irã custou US$ 11.300 milhões em uma semana
A primeira semana da guerra contra o Irã custou aos Estados Unidos mais de 11.300 milhões de dólares, segundo informações do Pentágono no Congresso
– Navio com bandeira das Ilhas Marshall atacado –
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que atacou um navio com bandeira das Ilhas Marshall, que segundo Teerã pertenceria aos Estados Unidos, na parte norte do Golfo após “ignorar e não atender as advertências”.
– Israel anuncia ataques “em larga escala” no Irã –
O Exército israelense anunciou ataques “em larga escala” contra infraestruturas no Irã, no 13º dia da guerra desencadeada pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra a República Islâmica.
– Redução drástica da produção de petróleo –
Os países do Golfo reduziram a produção de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris diários diante do bloqueio do Estreito de Ormuz pela guerra no Oriente Médio, o que representa “a maior perturbação” de fornecimento da história, informou a Agência Internacional de Energia (AIE).
“Reduções importantes da oferta” foram registradas, em particular, no Iraque, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e na Arábia Saudita, todos alvo de ataques de represália do Irã.
Esta foto divulgada pela Marinha Real Tailandesa em 11 de março de 2026 mostra fumaça saindo do navio cargueiro tailandês ‘Mayuree Naree’ próximo ao Estreito de Ormuz após um ataque. Um navio cargueiro tailandês que navegava no Estreito de Ormuz foi atacado em 11 de março, informou a Marinha Tailandesa. (Foto: Divulgação / MARINHA REAL TAILANDESA / AFP) /
– Base militar italiana atacada no Iraque –
Um ataque contra uma base italiana no Curdistão iraquiano provocou danos, mas não deixou feridos, informaram as autoridades italianas.
O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, condenou o ataque e explicou que a base “fica dentro de um complexo que inclui bases de outros países, sobretudo dos Estados Unidos”, portanto não é possível saber ao certo quem era o alvo.
– Ataques de drones contra países do Golfo –
Vários drones iranianos atingiram o aeroporto internacional do Kuwait, provocando “danos materiais”, informaram as autoridades.
Também foi registrado um “incidente menor com drones” em um edifício em Dubai, depois que os aparelhos foram interceptados “com sucesso”, segundo o governo local.
– Um morto após ataque contra dois petroleiros –
Um ataque contra dois petroleiros a quase 50 quilômetros do Iraque matou pelo menos um integrante da tripulação, de nacionalidade indiana. Trinta e oito foram resgatados.
– Porta-contêineres atingido –
Um navio porta-contêineres foi atingido por um “projétil desconhecido” na costa dos Emirados Árabes Unidos, o que provocou um “pequeno incêndio” a bordo, informou a agência marítima britânica (UKMTO). Toda a tripulação está a salvo, indicou o capitão.
– Ataque contra depósitos de petróleo no Bahrein –
O Ministério do Interior do Bahrein pediu aos moradores de várias localidades que permaneçam em suas casas após um ataque, atribuído ao Irã, contra depósitos de combustíveis em Muharraq.
– Riade neutraliza drone que se aproximava das embaixadas –
O Ministério da Defesa saudita anunciou que derrubou um drone que se aproximava de um bairro da capital, Riade, onde se encontram as embaixadas estrangeiras.
O Ministério da Defesa do Kuwait também informou que suas defesas aéreas interceptaram várias aeronaves não tripuladas, enquanto o Irã lançava ataques contra os países do Golfo ricos em petróleo.
– Sete mortos em ataque em Beirute –
O Líbano afirmou que um ataque israelense contra uma zona costeira do centro de Beirute deixou ao menos sete mortos na manhã de quinta-feira.
O Hezbollah anunciou que havia atacado uma base de inteligência militar israelense em Glilot, subúrbio de Tel Aviv, “com uma série de mísseis avançados”.
O Exército israelense afirmou que lançou “uma ampla onda de ataques contra infraestruturas terroristas do Hezbollah em todo o Líbano”.
– Um morto em ataque contra petroleiros no Iraque –
Um ataque contra petroleiros perto do Iraque matou um tripulante. Farhan Al Fartousi, da Companhia Geral de Portos do Iraque, declarou que um membro da tripulação de um petroleiro faleceu e 38 foram resgatados até o momento.
– EUA libera reservas estratégicas –
O governo dos Estados Unidos vai liberar progressivamente 172 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas, como parte de um esforço conjunto dos países membros da Agência Internacional de Energia (AIE) para limitar as consequências econômicas da guerra no Oriente Médio.
O barril de West Texas Intermediate (WTI), referência para o mercado americano, avançava 5,91%, a 88,38 dólares. O Brent do Mar do Norte, referência europeia, subia 5,05%, a 92,23 dólares.
Irã alerta que guerra poderá ser longa e ‘destruir’ a economia mundial
O Irã atacou, nesta quarta-feira (11), vários navios no Estreito de Ormuz, essencial para o transporte de petróleo, e assegurou que está preparado para uma guerra longa que “destruirá” a economia mundial.
Pouco depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu que o conflito terminará “em breve” e que “praticamente não resta nada para atacar no Irã”, cuja população está há 12 dias sob bombas.
Em Teerã, capital iraniana, os habitantes “estão se acostumando a viver apesar de tudo e a se adaptar, o melhor que podem, a esta situação”, disse um morador à AFP.
“Depositamos nossa fé em Deus. Por enquanto, há comida nas lojas”, afirmou com certa resignação Mahvash, residente de 70 anos.
A guerra iniciada em 28 de fevereiro com o ataque dos Estados Unidos e de Israel que matou o líder supremo iraniano mergulhou o Oriente Médio e o mercado petrolífero no caos.
O fechamento, na prática, do Estreito de Ormuz e os ataques iranianos às monarquias petrolíferas do Golfo dispararam o preço do petróleo, que se aproximou dos 120 dólares nesta semana, antes de recuar.
Em uma tentativa, por ora pouco bem-sucedida, de conter a alta dos preços, a Agência Internacional de Energia anunciou que seus países-membros liberariam 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas, um recorde.
Mas o Irã também ameaçou os “centros econômicos e bancos” que considera vinculados aos interesses americanos e israelenses, o que levou o Citi e a consultoria Deloitte a evacuar seus escritórios em Dubai.
Os Estados Unidos e Israel “devem considerar a possibilidade de se verem envolvidos em uma guerra de desgaste de longo prazo que destruirá toda a economia americana e a economia mundial”, declarou Ali Fadavi, assessor do comandante-chefe da Guarda Revolucionária.
– EUA menciona possíveis ataques a portos civis iranianos –
O comando militar dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom) advertiu nesta quarta-feira (11) os civis iranianos para que se mantenham afastados dos portos do Estreito de Ormuz que, segundo Washington, são utilizados por Teerã para fins militares.
O Irã respondeu que, caso seus portos sejam atacados por Israel e pelos Estados Unidos, atingiria portos em países do Oriente Médio.
– Novo líder supremo ferido –
O embaixador iraniano em Londres declarou que Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo, foi ferido no ataque que matou seu pai.
“Ele também estava lá e foi ferido no bombardeio”, disse Alireza Salarian ao jornal britânico The Guardian. “Ouvi dizer que sofreu ferimentos nas pernas, mão e braço… Acredito que esteja no hospital”, enfatizou.
Enquanto isso, o filho do presidente da república islâmica, Youssef Pezeshkian, anunciou que o sucessor do aiatolá Ali Khamenei estava “são e salvo”.
– Liberação de 400 milhões de barris –
Os 32 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) decidiram por unanimidade liberar 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas para o mercado, a maior liberação da história da instituição, anunciou a AIE.
– “Guerra de desgaste” –
A Guarda Revolucionária do Irã alertou para a possibilidade de uma “guerra de desgaste de longo prazo que destruirá toda a economia americana e a economia mundial”, disse um assessor do comandante-em-chefe do exército ideológico iraniano à televisão estatal.
– Suíça fecha sua embaixada no Irã –
A Suíça fechou temporariamente sua embaixada em Teerã, mas mantém uma “linha de comunicação” aberta entre Estados Unidos e Irã. Por décadas, a Suíça desempenhou um papel fundamental na manutenção de um contato diplomático entre Washington e Teerã.
– Hackers iranianos reivindicam ciberataque contra grupos americanos –
Um grupo de piratas informáticos ligado ao Irã reivindicou nesta quarta-feira dois ciberataques contra grupos americanos: o fornecedor de equipamentos médicos Stryker e a plataforma de pagamentos digitais Verifone.
Em uma conta no X associada a esse grupo chamado Handala Hack, os autores justificam o ataque pelos vínculos entre a Stryker e Israel, já que o grupo industrial adquiriu em 2019 uma empresa israelense.
– Macron não tem confirmação do deslocamento de minas em Ormuz –
O presidente da França, Emmanuel Macron, assegurou nesta quarta-feira que não tinha “confirmação, nem por parte de serviços aliados nem por parte de nossos próprios serviços” de inteligência sobre o uso de minas navais pelo Irã no Estreito de Ormuz.
O presidente afirmou que as capacidades militares do Irã “não foram reduzidas a zero” pelos ataques dos Estados Unidos e de Israel.
– Número de mortos no Líbano sobe para 634 –
O Líbano anunciou nesta quarta-feira que o número de mortos em 10 dias de combates entre Israel e o Hezbollah no contexto da guerra no Oriente Médio chegou a 634, e que mais de 800 mil pessoas se registraram como deslocadas.
Em números atualizados, o ministro da Saúde, Rakan Nassereddine, detalhou em uma coletiva de imprensa que o número de mortos incluía 91 crianças, acrescentando que mais de 1.500 pessoas ficaram feridas.
– Diversas empresas ocidentais fecham escritórios –
O grupo financeiro americano Citi e a consultoria britânica Deloitte pediram a seus funcionários que evacuassem seus escritórios em Dubai depois que o Irã ameaçou atacar bancos ligados aos Estados Unidos e a Israel no Oriente Médio. Outra consultoria britânica, a PwC, anunciou o fechamento de seus escritórios em vários países do Golfo como medida de precaução.
– “Não há mais nada para atacar”
Donald Trump afirmou que “praticamente não há mais nada para atacar” no Irã e que o conflito terminará “em breve”, em entrevista por telefone ao site de notícias Axios. “Assim que eu quiser que isso pare, vai parar”, acrescentou o presidente americano.
– Ataques em países do Golfo –
Mas todas as atenções continuam voltadas para o Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo bruto e do gás natural liquefeito (GNL) mundial.
O Irã anunciou ter atacado um porta-contêineres com bandeira da Libéria e um graneleiro tailandês que entraram no estreito “após ignorar os alertas das forças navais” da Guarda Revolucionária.
A marinha de Omã resgatou 20 tripulantes e outros três continuam desaparecidos. As imagens divulgadas pela marinha tailandesa mostram uma coluna de fumaça preta saindo do navio.
Analistas acreditam que o fechamento prolongado do estreito, por onde também circula um terço dos fertilizantes usados na produção mundial de alimentos, teria um efeito devastador na economia global, especialmente na Ásia e na Europa.
O presidente da França, Emmanuel Macron, instou os líderes do G7 a agir para restabelecer a navegação no estreito “o mais rápido possível”, enquanto a ONU pediu a todas as partes que permitam o trânsito de ajuda humanitária.
O Irã está ampliando as consequências econômicas da guerra para os aliados dos Estados Unidos no Golfo. Vários drones caíram perto do aeroporto de Dubai e outras embarcações atingiram tanques de combustível em um porto omanense.
O impacto econômico está pressionando Trump, criticado por seus rivais por ter iniciado uma guerra sem se preparar para as consequências.
No entanto, nesta quarta-feira ele disse que “assim que [ele] quiser que pare” a guerra, “vai parar”, e que quase não há mais o que atacar no Irã, em declarações ao site de notícias Axios.
Também afirmou aos jornalistas que “verão uma grande segurança” para os petroleiros no Estreito de Ormuz, mas não explicou como pretende garantir isso.
– Bola de fogo em Beirute –
Em Israel, o ministro da Defesa, Israel Katz, indicou que a operação “continuará sem qualquer limite de tempo, enquanto for necessário”.
O governo israelense afirma ter lançado uma nova “onda de ataques em grande escala” por todo o Irã e contra alvos do Hezbollah na capital libanesa, Beirute, transformada em outra frente da guerra.
Os ataques israelenses atingiram um prédio de apartamentos no centro da cidade, o segundo ataque ao coração da capital desde o início da guerra.
Quando o ataque aconteceu, “corri de quarto em quarto, tirei minha mulher e minha filha dos cômodos e as escondi atrás de um muro, depois veio o segundo ataque”, contou Fawzi Asmar, dono de uma padaria na rua onde ocorreu o bombardeio.
Os ataques de Israel e dos Estados Unidos acontecem semanas depois de as autoridades iranianas terem reprimido protestos em massa contra o governo.
“Todas as nossas forças também estão prontas, com o dedo no gatilho, preparadas para defender sua revolução”, disse o chefe da polícia nacional, Ahmad Reza Radan, alertando contra qualquer tipo de dissidência, em declarações à emissora estatal IRIB.
Os Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra em 28 de fevereiro com um ataque que matou o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
Seu filho Mojtaba Khamenei foi nomeado seu sucessor, embora ainda não tenha aparecido em público e, segundo alguns meios, tenha ficado ferido no mesmo ataque em que seu pai morreu.
Porém, segundo escreveu no Telegram Yousef Pezeshkian, filho do presidente iraniano, Mojtaba Khamenei “está são e salvo”.
O Ministério da Saúde do Irã declarou em 8 de março que mais de 1.200 pessoas morreram nos ataques dos Estados Unidos e de Israel, e que mais de 10 mil civis ficaram feridos.
A AFP não pôde verificar os números de forma independente.
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Navios atacados em Ormuz
Pelo menos quatro navios foram atacados nesta quarta-feira na região do Estreito de Ormuz, uma rota marítima vital para o petróleo e o gás. A agência marítima britânica UKMTO registrou 14 incidentes contra embarcações na área desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.
Um navio cargueiro tailandês que navegava no Estreito de Ormuz foi atacado em 11 de março, e 20 tripulantes foram resgatados até o momento, informou a Marinha da Tailândia. (Foto: Divulgação / MARINHA REAL DA TAILANDESA / AFP)
O Exército do Irã considera navios israelenses, americanos e de seus aliados ‘alvos legítimos’ em Ormuz
O Exército do Irã afirmou nesta quarta-feira (11) que qualquer navio pertencente aos Estados Unidos, Israel ou a seus aliados que atravesse o estratégico Estreito de Ormuz é considerado um alvo legítimo de guerra.
– Advertência de Erdogan –
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, pediu o fim da guerra no Oriente Médio “antes que devaste toda a região”.
Se o conflito persistir, “haverá mais perdas de vidas e bens, e o custo para a economia global aumentará ainda mais” acrescentou.
Em seu balanço mais recente, o governo libanês informa que 570 pessoas morreram nos bombardeios israelenses, incluindo 86 crianças.
O movimento pró-iraniano Hezbollah arrastou o país para a guerra regional em 2 de março ao lançar mísseis contra Israel.
– Novo líder iraniano “são e salvo” –
O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, está “são e salvo”, apesar de ter sofrido ferimentos no ataque que matou seu pai e antecessor, o aiatolá Ali Khamenei, no primeiro dia da ofensiva de Israel e dos Estados Unidos em 28 de fevereiro, afirmou o filho do presidente da República Islâmica, Yusef Pezeshkian.
Segundo o jornal The New York Times, que cita três fontes do governo iraniano, o novo líder, de 56 anos, teria ferimentos sobretudo nas pernas, mas está a salvo em um local de segurança máxima, embora com possibilidades de comunicação limitadas.
– Drones atingem o aeroporto de Dubai –
Drones caíram perto do aeroporto de Dubai e deixaram quatro feridos, mas o tráfego aéreo não foi interrompido, informou o governo da cidade dos Emirados Árabes Unidos.
– Ataque contra Beirute –
Um ataque israelense atingiu nesta quarta-feira o centro de Beirute pela segunda vez desde o início da guerra, informou a agência de notícias estatal libanesa.
Israel também voltou a bombardear os subúrbios do sul de Beirute, reduto do grupo pró-iraniano Hezbollah.
– Explosões em Doha –
Várias explosões foram ouvidas em Doha, capital do Catar, informaram jornalistas da AFP.
O Ministério do Interior catari anunciou um “nível elevado de ameaça à segurança” e recomendou que a população evite sair de casa e permaneça longe das janelas.
– Manifestantes “inimigos” –
Qualquer manifestante contrário às autoridades será tratado como “inimigo”, advertiu o chefe da polícia iraniana, Ahmad Reza Radan, dois meses após a violenta repressão de um movimento de protesto. Washington pediu aos iranianos que tomem o poder.
– Reservas estratégicas –
Os ministros da Energia do G7 afirmaram que estão “dispostos” a adotar “todas as medidas necessárias” em um contexto de forte instabilidade dos preços do petróleo.
A Agência Internacional de Energia (AIE) propôs recorrer às reservas estratégicas de petróleo, uma medida sem precedentes que será anunciada nesta quarta-feira para conter a disparada dos preços, segundo o Wall Street Journal.
– Irã reivindica ataques em larga escala –
O Irã executou a onda de ataques “mais violenta e contundente” desde o início da guerra, direcionada principalmente contra alvos americanos e israelenses, segundo a emissora estatal Irib.
A Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica, afirmou que atacou a base americana de Arifjan, no Kuwait, informaram as agências de notícias iranianas Mehr e Fars.
– Projéteis contra Israel –
O Exército israelense anunciou a detecção de uma nova onda de mísseis lançados do Irã. Jornalistas da AFP ouviram sirenes de alerta antiaéreo em Jerusalém e o som de explosões à distância. A emissora israelense Channel 12 informou que várias pessoas ficaram feridas nas imediações de Tel Aviv.
– Arábia Saudita no alvo –
O Ministério da Defesa saudita informou a interceptação de sete mísseis balísticos, incluindo seis que tinham como alvo a base aérea ‘Prince Sultan’, perto de Riade, que abriga militares americanos.
O ministério também anunciou a neutralização de quase 15 drones, sete deles direcionados contra o gigantesco campo de petróleo de Shaybah, na fronteira com os Emirados Árabes Unidos.
– Jogadoras iranianas refugiadas na Austrália –
Uma das jogadoras da seleção de futebol iraniana que havia solicitado e obtido asilo na Austrália mudou de ideia, anunciaram as autoridades australianas nesta quarta-feira.
Pelo menos sete integrantes da seleção feminina do Irã receberam asilo na Austrália depois que se recusaram, no início de março, a cantar o hino nacional durante uma partida em Sydney contra a Coreia do Sul, pela Copa da Ásia.
– Embarcações iranianas de instalação de minas destruídas –
O Exército americano anunciou a destruição de 16 embarcações iranianas de instalação de minas “perto do Estreito de Ormuz”.
Trump ameaçou Teerã com grandes “consequências militares” caso minas sejam instaladas no estreito.
– Explosões em Teerã –
Jornalistas da AFP em Teerã ouviram novas detonações durante a madrugada de quarta‑feira.
As explosões foram ouvidas na zona norte e oeste da capital iraniana, já abalada por impactos nas primeiras horas do dia. O Exército israelense reivindicou uma nova onda de ataques contra a cidade.
Por Brasil de Fato O Irã não participará da Copa do Mundo de futebol masculino, a ser disputada em Estados Unidos, México e Canadá entre junho e julho deste ano. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (11) pelo ministro dos Esportes iraniano, Ahmad Donjamali. “Considerando que este regime corrupto assassinou nosso líder, em hipótese alguma […]
“O presidente americano escreveu dois tuítes para pedir que fosse concedido asilo político aos nossos jogadores (…), e que se a Austrália não o fizesse, ele faria. Ele fez 160 mártires ao matar nossas crianças em Minab e agora está sequestrando nossas meninas. Como podemos ser otimistas nessas condições em relação à Copa do Mundo nos Estados Unidos?”, declarou Taj na televisão estatal, referindo-se a um suposto bombardeio contra uma escola na cidade de Minab no começo da guerra, cuja responsabilidade o ir atribuiu a Israel e aos Estados Unidos.
“Se a Copa acontecesse nessas condições, quem em sã consciência mandaria sua seleção nacional para um lugar assim?”, acrescentou o dirigente.
O Irã tem agendado dois dos seus três jogos da fase de grupos do Mundial em Los Angeles, contra Bélgica e Nova Zelândia, e um em Seattle, contra o Egito.
O Irã foi o segundo país da Ásia a se classificar para a Copa do Mundo da FIFA de 2026. Foto: FIFA
A Austrália concedeu também a cinco jogadoras da seleção iraniana feminina que foram chamadas de “traidoras” pelo regime de Teerã depois de terem se recusado a cantar o hino nacional antes de um jogo da Copa da Ásia, que acontece no país da Oceania, em meio à guerra no Oriente Médio desde o início da intervenção de Israel e Estados Unidos no Irã no dia 28 de fevereiro.
Essa decisão foi motivada pelo risco de os atletas serem perseguidos ao retornarem, anunciou nesta terça-feira o ministro do Interior australiano, Tony Burke.
As jogadoras se concentraram em silêncio durante a execução do hino do Irã antes da estreia contra a Coreia do Sul, dois dias depois do início da guerra. Nos dois jogos seguintes na competição, elas cantaram o hino.
Essa atitude foi interpretada como um ato de rebeldia, e um apresentador da televisão estatal chamou as jogadoras de “traidoras em tempos de guerra”.
Várias pessoas pediram à Austrália que garantisse a segurança das iranianas, incluindo o presidente americano, Donald Trump.
“Já estão cuidando de cinco delas, e as demais seguirão o mesmo caminho. Alguns, no entanto, sentem que devem retornar [ao Irã] porque temem pela segurança de suas famílias”, disse Trump na segunda-feira, após uma conversa com o primeiro-ministro australiano.
Na semana passada, o presidente da FFIRI já havia levantado dúvidas sobre a participação do Irã na Copa do Mundo, que será disputada de 11 de junho a 19 de julho.
Qual horário dos jogos do Brasil na Copa do Mundo 2026
Os jogos do Brasil no caminho para o Hexa já são conhecidos. Brasil abre a participação na Copa do Mundo 2026 contra Marrocos em Nova Jersey em 13/6.
Jogos do Brasil na Copa do Mundo
Data
Horário
Dia da semana
Local
Jogo
13 de junho
19h
Sábado
New Jersey – Estádio MetLife
Brasil x Marrocos
19 de junho
22h
Sexta
Filadélfia – Lincoln Financial Field
Brasil x Haiti
24 de junho
19h
Quarta
Miami – Estádio Hard Rock
Brasil x Escócia
Veja locais e horários dos jogos do Brasil na Copa do Mundo 2026
A Seleção Brasileira já conhece o caminho que percorrerá na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. A estreia será no dia 13 de junho, contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 19h (horário de Brasília). Será o primeiro passo do time comandado por Carlo Ancelotti na busca pelo hexacampeonato.
Na segunda rodada, o Brasil volta a campo no dia 19 de junho, quando encara o Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, às 22h (horário de Brasília). Já o encerramento da primeira fase está marcado para o dia 24 de junho, contra a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami, também às 19h (horário de Brasília).
Horários dos jogos do Brasil na Copa do Mundo; Arte: TVT News, com apoio de IA
Conseguindo a classificação para a fase de 16 avos de final, a seleção vai enfrentar um adversário do Grupo F (Holanda, Japão, Tunísia e Europa B – Ucrânia, Suécia, Albânia ou Polônia) no dia 29 de junho. O jogo será em Houston se o Brasil fechar em primeiro a fase de grupos. Ficando em segundo, o time nacional jogará em Monterrey.
Jogos da Copa do Mundo
A tabela completa do torneio foi divulgada em evento na tarde deste sábado (06) comandado pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, com participação dos ex-jogadores Ronaldo,Totti, Stoichkov e Lalas. A cerimônia ocorreu no Hilton Capital Hotel em Washington (Estados Unidos).
A Copa do Mundo 2026 será realizada entre 11 de junho e 19 de julho de 2026 com a sede compartilhada em 16 cidades divididas entre México, Estados Unidos e Canadá. Os grupos foram definidos nesta sexta-feira (5) em sorteio no Kennedy Center, em Washington (Estados Unidos).
A Copa do Mundo de 2026 reunirá 48 seleções e terá o total de 104 jogos. O jogo de abertura, entre México e África do Sul, será disputado no dia 11 de junho de 2026, no Estádio Azteca, na Cidade do México (México). Já a grande decisão está programada para o dia 19 de julho de 2026, no MetLife Stadium, em Nova Jersey (Estados Unidos).
Quais são os grupos da Copa do Mundo 2026
Confira os grupos da Copa de 2026 completos:
Grupo A: México, Coreia do Sul, África do Sul e Europa D (República Tcheca, Irlanda, Dinamarca ou Macedônia do Norte).
Grupo B: Canadá, Suíça, Catar e Europa A (Itália, Irlanda do Norte, País de Gales e Bósnia).
Grupo C: Brasil, Marrocos, Escócia e Haiti
Grupo D: Estados Unidos, Austrália, Paraguai e Europa C (Turquia, Romênia, Eslováquia ou Kosovo)
Grupo E: Alemanha, Equador, Costa do Marfim e Curaçau
Grupo F: Holanda, Japão, Tunísia e Europa B (Ucrânia, Suécia, Polônia ou Albânia)
Grupo G: Bélgica, Irã, Egito e Nova Zelândia.
Grupo H: Espanha, Uruguai, Arábia Saudita e Cabo Verde.
Grupo I: França, Senegal, Noruega e Intercontinental 2 (Bolívia, Suriname ou Iraque).
Grupo J: Argentina, Áustria, Argélia e Jordânia.
Grupo K: Portugal, Colômbia, Uzbequistão e Intercontinental 1 (RD Congo, Jamaica ou Nova Caledônia).
Grupo L: Inglaterra, Croácia, Panamá e Gana.
Qual o caminho do Brasil na Copa do Mundo?
Adversários do Brasil na Fase de Grupos
1ª rodada – 13 de junho (sábado) – Brasil x Marrocos
2ª rodada – 19 de junho (sexta-feira) – Brasil x Haiti
3ª rodada – 24 de junho (quarta-feira) – Escócia x Brasil
Preço do petróleo brent cai após declarações de Trump
Pentágono promete que terça-feira será o dia mais intenso de ataques no Irã
Do outro lado, chefe de segurança do Irã fala para Trump tomar cuidado para não ser eliminado
Israel bombardeia a região de Tiro, no Líbano
Explosões acontecem em Teerã e Doha
Guerra provocou deslocamento de mais de 100.000 pessoas no Líbano em um dia
10 de março: últimas notícias sobre a Guerra no Oriente Médio
Confira, a seguir, os acontecimentos mais recentes da guerra no Oriente Médio
Fake News: Marinha dos EUA não escoltou petroleiro no Estreito de Ormuz
A Marina dos Estados Unidos não escoltou nenhum petroleiro no estreito de Ormuz, afirmou a porta-voz da Casa Blanca, depois que o secretário de Energia afirmou o contrário e depois apagou a publicação.
“Posso afirmar que a Marina dos Estados Unidos não escoltou nem um petroleiro ou um navio no momento, embora, claro seja uma opção”, disse a porta-voz, Karoline Leavitt, na sala da imprensa.
O Irã também refutou a afirmação do secretário de Energia, Chris Wright.
– Irã ataca alvos em Israel –
O Irã afirmou nesta terça-feira (10) que “as forças terrestres do exército, utilizando drones de ataque, atingiram um centro militar em Haifa e o centro de recepção de informações de satélites espiões” em Israel.
– “Olho por olho” –
O presidente do Parlamento iraniano, o influente Mohammad Bagher Ghalibaf, prometeu uma resposta “olho por olho, dente por dente” a qualquer ataque contra a infraestrutura do país.
“Que o inimigo saiba que, faça o que fizer, haverá sem dúvida uma resposta proporcional e imediata”, escreveu no X.
– 30 detidos por espionagem no Irã –
Trinta pessoas foram detidas no Irã por suposta espionagem, entre elas um estrangeiro, cuja nacionalidade não foi revelada, que “espionava para dois países do Golfo, em nome do inimigo americano-sionista”, anunciou o Ministério da Inteligência iraniano.
– Reservas estratégicas –
A Agência Internacional de Energia (AIE) convocou uma “reunião extraordinária” de seus países-membros para avaliar se estão recorrendo às reservas estratégicas para conter a alta dos preços do petróleo.
Chefe do Pentágono diz que terça-feira será o dia ‘mais intenso’ de ataques contra o Irã
O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, afirmou que os ataques contra o Irã se intensificarão nesta terça-feira (10), com os bombardeios mais fortes desde o início da guerra, há 10 dias.
“Hoje será novamente o nosso dia mais intenso de ataques dentro do Irã”, declarou Hegseth em uma coletiva de imprensa no Pentágono.
Outro lado: Irá diz para Trump: “Cuidado para não ser eliminado!”
O chefe do Conselho Superior de Segurança do Irã, Ali Larijani, afirmou que não tem medo das “ameaças vazias” de Donald Trump, que prometeu atacar Teerã “de maneira muito dura” se o regime iraniano bloquear o tráfego de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
“O Irã não se assusta com suas ameaças vazias. Outros, mais poderosos do que você, tentaram eliminar a nação iraniana e não conseguiram. Cuidado para você não ser eliminado!”, publicou Larijani na rede social X.
Confira o preço atualizado do barril de petróleo brent
O petróleo caiu 10% nesta terça-feira no comércio matinal asiático, depois de Donald Trump afirmar que a guerra contra o Irã terminará “muito em breve”.
Depois de ter sido negociado na segunda-feira a mais de 100 dólares por barril, o West Texas Intermediate (WTI) e o Brent do mar do Norte oscilavam entre 80 e 90 dólares.
– Explosões em Doha –
Jornalistas da AFP ouviram explosões em Doha, capital do Catar, onde as autoridades relataram a interceptação de um míssil e pediram aos moradores que permaneçam em casa, longe das janelas.
O Ministério das Relações Exteriores do Catar denunciou os ataques contra a “infraestrutura civil” e rejeitou “qualquer justificativa” apresentada pelo Irã.
– Novos bombardeios sobre Teerã –
Um jornalista da AFP relatou fortes explosões no centro de Teerã nesta terça-feira. A imprensa iraniana noticiou detonações em vários pontos da capital.
O Exército israelense anunciou em um comunicado que lançou uma nova “onda de bombardeios” contra o Irã.
– Israel bombardeia a região de Tiro, no Líbano –
O Exército israelense bombardeou as imediações da cidade costeira de Tiro, no sul do Líbano, após alertar que atacaria infraestruturas do Hezbollah na região e em Sidon, informou a imprensa estatal.
– Consequências “catastróficas” no mercado de petróleo –
O presidente e CEO da empresa saudita Aramco, Amin H. Nasser, advertiu que “quanto mais tempo durar” a guerra, “mais catastróficas serão as consequências para os mercados mundiais de petróleo e mais drásticas as consequências para a economia global”.
O governo do Catar alertou que os ataques contra infraestruturas de energia estabelecem “um precedente perigoso” e “terão consequências em todo o mundo”.
Um barril de petróleo com a marca da gigante petrolífera americana Exxon Mobil (Foto de Gaizka IROZ / AFP)
– Cruz Vermelha pede mais de 50 milhões de dólares –
A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC) pediu nesta terça-feira mais de 50 milhões de dólares (258 milhões de reais) para que o Crescente Vermelho iraniano possa auxiliar “cinco milhões de pessoas em 30 províncias” afetadas pela guerra.
– “Ainda não terminamos” –
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque do país está “quebrando os ossos” do poder iraniano. Mas “ainda não terminamos”, advertiu.
– Alerta em Jerusalém –
As sirenes antiaéreas foram acionadas na manhã de terça-feira em Jerusalém após um alerta de mísseis iranianos, informaram jornalistas da AFP.
– Mísseis Patriot na Turquia –
O Ministério da Defesa turco anunciou a instalação de um sistema de defesa antiaérea Patriot no centro do país, um dia após a interceptação pela Otan de um segundo míssil lançado do território do Irã e direcionado contra seu espaço aéreo.
– Paquistão escoltará navios mercantes –
Navios militares paquistaneses escoltarão navios mercantes “para garantir um fluxo ininterrupto do abastecimento energético nacional e a segurança das rotas marítimas”, afirmou o Exército do país asiático.
– Tempo necessário –
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que o país está preparado para continuar com os ataques de mísseis “pelo tempo que for necessário” e descartou dialogar com Washington para acabar com a guerra.
– Irã ataca países do Golfo –
Os Emirados Árabes Unidos afirmaram que interceptaram um ataque iraniano com drones e mísseis.
Arábia Saudita e Kuwait também anunciaram a interceptação de vários drones. O Bahrein informou duas mortes em um ataque iraniano que atingiu um prédio residencial em Manama, a capital do país.
– Hostilidades no Iraque –
Quatro combatentes do grupo pró-iraniano Kataeb Imam Ali morreram nesta terça-feira em um ataque aéreo atribuído aos Estados Unidos no norte do Iraque, informou a facção armada.
A Guarda Revolucionária, o exército ideológico iraniano, afirmou que atacou uma base americana na região do Curdistão iraquiano.
– Síria denuncia disparos do Hezbollah –
O Exército da Síria denunciou disparos de artilharia realizados pelo Hezbollah contra seu território, em plena guerra entre Israel e o movimento xiita libanês pró-iraniano.
Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. Foto: Reprodução / Divulgação
O clérigo Mojtaba Khamenei foi anunciado neste domingo (8) como novo líder supremo do Irã. A informação foi divulgada pela imprensa estatal iraniana após a morte de seu pai, Ali Khamenei, que ocupava o posto máximo do país desde 1989. O aiatolá morreu no sábado (28) depois de um ataque aéreo realizado pelos Estados Unidos e Israel contra sua residência oficial.
Com a decisão, ele se torna o terceiro líder supremo desde a criação da República Islâmica do Irã, instaurada após a Revolução de 1979. O primeiro a ocupar o cargo foi Ruhollah Khomeini, fundador do regime, que permaneceu na posição até sua morte em 1989. Na sequência, Ali Khamenei assumiu o posto e permaneceu nele por décadas.
O novo líder foi escolhido pela Assembleia de Especialistas, órgão composto por 88 clérigos eleitos em 2024 e responsável pela nomeação do líder supremo do país. Apesar de os membros do colegiado serem eleitos, o processo passa por filtros institucionais ligados ao próprio sistema político iraniano.
Na prática, os integrantes da Assembleia precisam ser aprovados por estruturas influenciadas pelo líder supremo e por aliados políticos do regime. Esse modelo faz com que a composição do órgão esteja alinhada ao núcleo de poder estabelecido no país desde a revolução islâmica.
Mojtaba Khamenei é o segundo filho de Ali Khamenei e há anos era mencionado como possível sucessor do pai. Mesmo mantendo atuação discreta ao longo da carreira religiosa e política, ele era apontado por analistas como uma figura influente nos bastidores do poder iraniano.
Diferentemente de outros líderes religiosos de alto escalão do país, Mojtaba não possui o título de aiatolá, considerado o grau máximo da hierarquia religiosa no islamismo xiita. Situação semelhante ocorreu com seu pai, que também não possuía essa posição quando foi escolhido líder supremo em 1989. Na ocasião, a Constituição iraniana precisou ser alterada para permitir sua nomeação.
Mojtaba Khamenei durante um protesto que marca o Dia de Al-Quds (Dia de Jerusalém). Foto: Divulgação
Durante parte de sua trajetória política, Mojtaba demonstrou apoio à presidência de Mahmoud Ahmadinejad, que governou o Irã entre 2005 e 2013. Ele também foi associado à repressão aos protestos realizados em 2009, quando manifestações questionaram supostas fraudes nas eleições presidenciais.
A possibilidade de sucessão familiar sempre gerou críticas dentro e fora do país, já que a Revolução Islâmica de 1979 teve como um de seus princípios o fim do poder hereditário no Irã. Ainda assim, a escalada militar iniciada no sábado (28) alterou o cenário político e reduziu o peso desse debate no momento atual.
Mojtaba também é visto como próximo da Guarda Revolucionária, força militar considerada uma das instituições mais influentes do regime iraniano. Na terça-feira (3), Estados Unidos e Israel atingiram o prédio da Assembleia de Especialistas na cidade de Qom. Não havia confirmação sobre a presença de integrantes do colegiado no local no momento do ataque.
Após essa ofensiva, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que todas as pessoas consideradas por seu governo para assumir o comando do Irã após o fim da guerra “estão mortas”. O republicano não detalhou quem seriam esses nomes nem as circunstâncias em que teriam morrido.
No dia seguinte à morte de Ali Khamenei, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian anunciou a criação de uma junta provisória para conduzir o país. O grupo incluía o aiatolá Alireza Arafi como líder supremo interino e o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei.
Incêndio em depósito de combustível em Teerã, capital do Irã. Foto: Redes sociais via Reuters
Um ataque israelense a um depósito de combustível em Teerã, capital do Irã, deixou quatro mortos e provocou um incêndio de grandes proporções neste domingo (8). As Forças Armadas de Israel assumiram a autoria da ofensiva e afirmaram que a ação teve como alvo instalações ligadas ao armazenamento de petróleo e derivados na cidade.
De acordo com informações divulgadas por agências internacionais, quatro depósitos de petróleo e um centro logístico de produtos petrolíferos foram atingidos durante a noite de sábado (7) para domingo (8) em Teerã e em áreas próximas. A ofensiva também foi relatada por agências estatais iranianas.
O ataque danificou parte da rede de abastecimento da capital iraniana e levou à interrupção temporária da distribuição de combustível. O governador de Teerã, Mohammad Sadegh Motamedian, afirmou à agência oficial IRNA que a situação está “sendo resolvida”, embora moradores tenham enfrentado dificuldades para abastecer veículos e outros meios de transporte.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o incêndio de grandes proporções no local atingido. A agência Reuters confirmou a autenticidade do vídeo ao verificar sua localização com base no traçado das ruas, além de postes de energia e árvores que correspondem a imagens de arquivo e de satélite da região.
❗ATENÇÃO
🇮🇱🇺🇲💥🇮🇷 Pela primeira vez desde o início dos ataques contra o Irã, Israel e EUA atacaram a infraestrutura de combustível do país. As Imagens mostram incêndios de grandes proporções em Teerã em decorrência dos ataques contra locais de armazenamento e produção de… pic.twitter.com/R4JtG5eQwL
— Notícias e Guerras (@NoticiaeGuerra) March 8, 2026
A Reuters também informou que nenhuma versão anterior do vídeo havia sido encontrada online antes deste domingo, o que reforça a verificação do material. As imagens rapidamente ganharam repercussão nas redes sociais e foram amplamente compartilhadas.
O ataque ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que já começa a produzir efeitos fora da região. Em Bangladesh, por exemplo, o governo anunciou neste domingo o início do racionamento de combustível após dificuldades de abastecimento relacionadas à guerra, o que provocou grandes congestionamentos em postos de gasolina no país.
Masoud Pezeshkian, presidente do Irã. Foto: reprodução
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste sábado (7) que o país não aceitará as exigências de rendição feitas por Israel e pelos Estados Unidos, em meio à escalada da guerra no Oriente Médio. Em discurso transmitido pela televisão estatal, o líder iraniano respondeu diretamente às declarações do presidente estadunidense Donald Trump.
Segundo Pezeshkian, a ideia de rendição total imposta por Washington não será aceita por Teerã. “Um sonho que eles deveriam levar para o túmulo”, declarou o presidente iraniano ao comentar a exigência feita pelo governo dos Estados Unidos.
Na sexta-feira (6), Trump afirmou que qualquer acordo dependeria de uma rendição completa do Irã. Em publicação em sua rede social, o presidente estadunidense escreveu: “Depois disso, e da seleção de um líder ou líderes excelentes e aceitáveis, nós, muitos de nossos maravilhosos e corajosos aliados e parceiros, trabalharemos incansavelmente para trazer o Irã de volta da beira da destruição, tornando-o economicamente maior, melhor e mais forte do que nunca”.
Pezeshkian integra um conselho interino de liderança que passou a governar o Irã após a morte do aiatolá Ali Khamenei, que ocupava o posto de líder supremo do país. O presidente também tentou reduzir a tensão com países vizinhos, após ataques realizados nos últimos dias.
Durante o discurso, ele pediu desculpas pelos impactos das operações militares na região. “Devo pedir desculpas em meu próprio nome e em nome do Irã aos países vizinhos que foram atacados pelo Irã”, afirmou.
URGENTE!! O Presidente iraniano Masoud Pezeshkian, disse que foi aprovado o fim dos ataques!
“Ontem, o Conselho de Liderança Temporária aprovou que não haverá mais ataques a países vizinhos nem lançamentos de mísseis, a menos que um ataque contra o Irã parta desses países”. pic.twitter.com/9b4OzZCpkX
Pezeshkian também indicou que o governo civil enfrenta dificuldades para controlar totalmente as ações militares no conflito. A Guarda Revolucionária, responsável pelo controle de mísseis balísticos utilizados nos ataques contra Israel e outros alvos, respondia diretamente a Khamenei.
O presidente iraniano defendeu que as forças armadas evitem novos ataques contra países da região. “De agora em diante, eles (as Forças Armadas) não devem atacar países vizinhos nem disparar mísseis contra eles, a menos que sejamos atacados por esses países. Acho que devemos resolver isso por meio da diplomacia”.
Horas após o pronunciamento, novos ataques foram registrados no Golfo Pérsico. Uma ofensiva interrompeu voos no Aeroporto Internacional de Dubai, atingiu uma instalação petrolífera na Arábia Saudita e obrigou moradores a buscar abrigo repetidamente no Bahrein.
Israel também anunciou uma nova onda de bombardeios contra Teerã, em resposta aos ataques iranianos. Entre os alvos atingidos está o aeroporto de Mehrabad, considerado um dos mais movimentados da capital iraniana.
Grupo de turistas paranaenses que está em Dubai. Foto: Cristina Strik
Um grupo de turistas paranaenses conseguiu deixar Dubai neste sábado (7) após passar vários dias isolado em um transatlântico devido à escalada do conflito no Oriente Médio. Os passageiros estavam impedidos de desembarcar desde o sábado (28), quando ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra o Irã elevaram o nível de alerta na região.
Segundo os relatos, o grupo estava em um cruzeiro internacional quando recebeu a orientação da tripulação para retornar imediatamente ao navio durante um passeio na cidade. Pouco depois, turistas ouviram explosões e viram fumaça na região portuária de Dubai.
A guia de turismo Cristina Strik informou que os passageiros conseguiram sair da cidade em um voo neste sábado. O trajeto inclui uma conexão em Barcelona, na Espanha, antes do retorno ao Brasil. Ela afirmou que o grupo deixou a região com sensação de alívio após os dias de incerteza.
Turistas registraram a fumaça que surgiu em Dubai após ouvir barulho no céu e grande estrondo. Foto: Carla Albuquerque
Durante o período em que ficaram no navio, os turistas disseram que estavam relativamente seguros, já que a embarcação não era alvo dos ataques. No entanto, momentos de tensão ocorreram no aeroporto durante a saída, quando alertas de mísseis foram registrados.
O grupo é formado principalmente por moradores das cidades de Londrina e Assaí, no norte do Paraná. A viagem havia começado no dia 19 de fevereiro e incluía paradas em Doha, no Catar, e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
Com a intensificação do conflito, diversos países da região fecharam o espaço aéreo, incluindo Israel, Irã, Catar, Síria, Iraque, Kuwait, Bahrein, Omã e Emirados Árabes Unidos. A medida dificultou a saída de turistas estrangeiros e deixou o grupo sem previsão de retorno ao Brasil por vários dias.
Região lida com níveis crescentes de violência dentro das fronteiras nacionais, enquanto sistemas políticos e relações comunitárias são colocados à prova
Últimos acontecimentos do 6° dia de guerra no Oriente Médio
Guarda Revolucionária afirma que lançou mísseis contra o aeroporto internacional de Israel (Aeroporto de Ben Gurion)
Drones do Irã atacam Azerbaijão
Relatos de explosões no Catar, Bahrein e Arábia Saudita
Navio de guerra do Irã segue para o Sri Lanka
China suspende exportação de gasolina
Beirute segue sob ataque de Israel
Número de mortos no Irã desde o início dos ataques subiu para 1.230, de acordo com uma agência de notícias oficial.
Últimos acontecimentos da guerra no Oriente Médio
Acompanhe os acontecimentos mais recentes da guerra no Oriente Médio
Israel volta a atacar Beirute e suas tropas avançam no sul do Líbano
Israel lançou novos ataques aéreos contra o Líbano pelo quarto dia consecutivo nesta quinta-feira (5), enquanto seu Exército avançava em várias cidades fronteiriças no sul do país.
Reforços europeus ao Chipre
Espanha e Itália anunciaram nesta quinta-feira que enviarão recursos navais ao Chipre, quatro dias após um ataque de drones iranianos contra a base britânica de Akrotiri, na ilha do Mediterrâneo.
Os reforços navais serão adicionados aos navios de guerra enviados pela França e pela Grécia, e aos que o Reino Unido ainda deve enviar. O ministro da Defesa britânico, John Healey, visita a ilha nesta quinta-feira.
Estreito de Ormuz segue fechado, petróleo segue em alta
As Bolsas de Seul e Tóquio registraram altas expressivas nesta quinta-feira (5), após quedas acentuadas nos dias anteriores devido ao impacto da guerra no Oriente Médio, enquanto o petróleo seguia em alta, à espera de uma solução para a guerra.
O Estreito de Ormuz está localizado entre o sul do Irã e o norte dos Emirados Árabes Unidos e Omã e é a principal rota de exportação de petróleo dos países do Golfo. Imagem: Wikimedia Commons
Irã reivindica ataque ao aeroporto Ben Gurion
A Guarda Revolucionária afirmou que lançou mísseis contra o aeroporto internacional Ben Gurion, perto de Tel Aviv, e contra uma base aérea israelense situada no mesmo local.
Azerbaijão atingido
Duas pessoas ficaram feridas nesta quinta-feira no exclave azerbaijano de Nakhichevan, após o impacto de dois drones disparados do Irã contra um aeroporto e as imediações de uma escola, segundo as autoridades.
Irã envia outro navio ao Sri Lanka
Um segundo navio de guerra iraniano segue para o Sri Lanka, no Oceano Índico, um dia após um submarino americano torpedear uma fragata iraniana, informou o ministro cingalês da Comunicação, Nalinda Jayatissa.
O chanceler do Irã, Abbas Araghchi, acusou o governo dos Estados Unidos de cometer uma “atrocidade” ao afundar o navio de guerra e advertiu que o país “lamentará amargamente” o precedente criado.
O Sri Lanka afirmou que recuperou os corpos de 84 marinheiros do navio. Quase 30 tripulantes foram resgatados com ferimentos graves e dezenas continuam desaparecidos.
Explosões no Catar, Bahrein e Arábia Saudita
O Catar é alvo de um “ataque com mísseis” que seus sistemas de defesa “tentam interceptar”, anunciou o Ministério da Defesa pouco após fortes explosões na capital, Doha. Jornalistas da AFP também ouviram explosões na capital do Bahrein, Manama.
Na Arábia Saudita, três mísseis e vários drones foram interceptados, indicou o Ministério da Defesa no X.
Em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, seis trabalhadores estrangeiros ficaram feridos em uma área industrial devido à queda dos destroços de um drone interceptado, informaram as autoridades locais.
EUA pedem a Israel para seguir “até o fim”
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que seu homólogo americano, Pete Hegseth, o instou a prosseguir com a operação “até o fim”.
“O secretário de Defesa disse: ‘Sigam em frente até o fim, estamos com vocês'”, afirmou Katz, segundo um comunicado do gabinete do ministro israelense.
Irã acusa EUA e Israel de ataques “deliberados” contra civis
O Irã acusou Estados Unidos e Israel de ataques “deliberados” contra áreas civis.
“Nosso povo está sendo brutalmente massacrado enquanto os agressores miram deliberadamente áreas civis e qualquer lugar que acreditam que provocará o máximo sofrimento e perdas humanas”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baqai, no X.
Nesta foto aérea divulgada pelo Centro de Imprensa Iraniano, pessoas em luto cavam sepulturas durante o funeral de crianças mortas em um ataque a uma escola primária na província de Hormozgan, em Minab, Irã, em 3 de março de 2026. A mídia iraniana noticiou centenas de vítimas iranianas, inclusive em uma escola feminina. A guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã se espalhou pelo Oriente Médio, ameaçando mergulhar a economia global no caos, com o Líbano e os exportadores de energia do Golfo arrastados para o conflito. (Foto: Centro de Imprensa Iraniano / AFP) / XGTY / USO RESTRITO A FINS EDITORIAIS
Ataques em Teerã
O Exército israelense lançou outra série de ataques “em larga escala” contra Teerã. Os alvos eram “as infraestruturas do regime” iraniano, segundo um comunicado militar.
A agência de notícias iraniana Tasnim relatou várias explosões na capital.
Internet cortada
O corte de internet no Irã já dura cinco dias. “A conectividade permanece em torno de 1% do nível habitual”, informou o site especializado em cibersegurança NetBlocks.
Suposta morte de líder do Hamas
A agência estatal de notícias libanesa ANI afirmou que um ataque israelense matou um chefe do movimento islamista Hamas em um campo de refugiados palestinos no norte do Líbano.
Wasim Atallah al Ali e sua esposa morreram quando “um drone inimigo atacou sua residência” no campo de Beddawi, perto de Trípoli, durante a noite, informou a ANI, que o descreveu como um alto comandante do Hamas.
Guerra no Oriente Médoi é teste para a economia mundial, diz FMI
O conflito no Oriente Médio está colocando “mais uma vez à prova” a resiliência econômica mundial, afirmou a diretora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva
“Se o conflito se prolongar, é evidente que poderia afetar os preços mundiais da energia, a confiança dos mercados, o crescimento e a inflação, além de representar novas exigências aos líderes políticos em todo o mundo”, declarou.
China determina suspensão das exportações de gasolina
A China pediu às suas principais refinarias que suspendam as exportações de diesel e gasolina porque a guerra representa um risco de escassez de abastecimento, informou a agência Bloomberg.
Explosão de petroleiro no Kuwait –
Um petroleiro foi atingido por uma “grande explosão” perto do Kuwait, o que provocou um vazamento de combustível, informou a agência britânica de segurança marítima UKMTO.
Beirute, atingida mais uma vez
O leste e o sul de Beirute, redutos do movimento pró-iraniano Hezbollah, foram alvos de novos ataques aéreos na madrugada de quinta-feira.
A agência de notícias libanesa ANI afirmou que seis membros de duas famílias morreram em ataques aéreos no sul do país: um prefeito e sua esposa na região de Nabatiye e um casal e seus dois filhos em uma localidade vizinha.
Sirenes soaram nas principais cidades do Oriente Médio uma vez mais na madrugada desta quinta-feira. O governo de Israel anunciou que iniciou uma nova ofensiva de mísseis e drones contra posições estratégicas no Irã, assim como contra o Hezbollah, no Líbano. O governo de Teerã retaliou, obrigando residentes de Tel Aviv e Jerusalém a buscarem […]
A Casa Branca afirmou nesta quarta-feira (4) que a Espanha teria concordado em cooperar com os Estados Unidos na guerra contra o Irã. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa pela porta-voz do governo norte-americano, Karoline Leavitt.
Durante a entrevista, Leavitt afirmou que o país europeu teria aceitado colaborar com operações militares conduzidas por Washington. “Com relação à Espanha, acho que eles ouviram a mensagem do presidente ontem alta e claramente, e, pelo que entendi, eles concordaram em cooperar com os militares dos EUA, e sei que os militares dos EUA estão coordenando com seus homólogos na Espanha”, afirmou.
Minutos depois, o ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, disse que a posição do país não mudou. “A posição do governo espanhol relativamente à guerra no Médio Oriente e aos bombardeamentos no Irã, relativamente à utilização das nossas bases, não se alterou nem uma vírgula”, declarou o ministro.
📺 TV en DIRECTO | La portavoz de la Casa Blanca, Karoline Leavitt: “España se ha mostrado de acuerdo en cooperar militarmente en las últimas horas” https://t.co/vWHgYQdKTgpic.twitter.com/ibWopA8WLm
Após as declarações, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, afirmou que o país não participará do conflito. “Não vamos ser cúmplices de algo que é ruim para o mundo e que também é contrário aos nossos valores e interesses, simplesmente pelo medo das represálias de alguns. Devemos aprender com a história e não podemos jogar roleta russa com o destino de milhões de pessoas”, disse.
Daquelas declarações que entram para a história
Pedro Sanchez, primeiro-ministro da Espanha, se recusou a ceder bases para os EUA usarem na guerra.
Foi ameaçado por Trump
E deu essa resposta :
” Não seremos cúmplices de algo que é ruim para o mundo” pic.twitter.com/knc9PUdjZ0
“A Espanha não tem absolutamente nada de que precisamos… vamos cortar todo o comércio com a Espanha. Não queremos nada ver com a Espanha“, disse Trump depois do primeiro-ministro se recusar a usar bases militares para atacar o Irã.
Trump está CORTANDO todo comércio com a Espanha depois que o primeiro-ministro disse para NÃO usar bases militares para atacar o Irã.
“A Espanha não tem absolutamente nada de que precisamos… vamos cortar TODO o comércio com a Espanha. Não queremos NADA a ver com a Espanha.” pic.twitter.com/lbue1ByOjM
Por Paula Laboissière – Agência Brasil O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo, nesta quarta-feira (4), para que líderes globais busquem a paz em meio ao cenário recente de guerras e que priorizem o combate à fome no lugar de gastos com armamentos. “Se pegássemos o dinheiro que foi gasto, no ano passado, […]
O presidente Lula pediu nesta quarta (4) que líderes mundiais busquem soluções pacíficas diante da guerra no Oriente Médio e priorizem o combate à fome. A declaração foi dada durante a Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe, realizada em Brasília.
Durante o discurso, Lula criticou o aumento dos gastos militares no mundo e afirmou que recursos destinados à produção de armas não ajudam a resolver problemas sociais. Segundo ele, investimentos em armamentos acabam ampliando tensões internacionais em vez de enfrentar desafios como a insegurança alimentar.
O presidente afirmou que o volume global de gastos militares para ilustrar o argumento. Segundo Lula, os cerca de US$ 2 trilhões (cerca de R$ 10,4 trilhões) destinados a conflitos no último ano poderiam ter impacto direto no combate à fome. “Não precisaria ter fome no mundo, se tivesse bom senso entre os governantes”, afirmou.
Lula também direcionou críticas à atuação da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança. Para o presidente, a entidade tem perdido credibilidade ao não conseguir cumprir plenamente o papel de promover a paz entre os países.
Segundo ele, a organização estaria se afastando de sua missão original. Lula afirmou que a ONU está “cedendo ao fatalismo” ao permitir que interesses ligados a conflitos ganhem espaço em detrimento de iniciativas voltadas à cooperação internacional e à solução pacífica de crises.
O presidente também criticou a ausência de uma articulação internacional mais forte para buscar uma saída diplomática para o conflito no Oriente Médio. Para Lula, a comunidade internacional deveria mobilizar esforços mais consistentes para interromper a escalada de violência.
Ao comentar propostas ligadas à reconstrução de Gaza, Lula fez críticas ao chamado Conselho de Paz defendido por Donald Trump.
“Compensou destruir Gaza, matando a quantidade de mulheres que mataram, crianças, para agora aparecerem com pompa, criando um conselho para dizer, vamos reconstruir Gaza? Aí, aparece como se fosse um resort, para melhorar e passar a férias no lugar que estão os cadáveres das mulheres e das crianças que morreram”, prosseguiu.
Em seguida, acrescentou: “E, muitas vezes, a gente fica impassível. E se a gente não gritar, se a gente não falar, se a gente não se mexer, nada acontece”.
Ali Khamenei, líder supremo do Irã assassinado por Israel e EUA. Foto: reprodução
O funeral de Estado do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, terá início na noite desta quarta-feira (4), segundo anúncio da agência estatal Irna. O aiatolá, que governou o país por quase quatro décadas, morreu no sábado (28) durante ataques atribuídos a forças de Israel e dos Estados Unidos, episódio que ampliou a tensão no Oriente Médio e desencadeou reações opostas dentro e fora do país.
De acordo com comunicado citado pela agência iraniana, a cerimônia começará às 22h no horário local (15h30 em Brasília), quando a população poderá prestar as últimas homenagens ao líder religioso na Grande Mesquita Imã Khomeini, em Teerã.
“A partir das 22h00 de quarta-feira (15h30 de Brasília), os fiéis poderão prestar uma última homenagem ao corpo do guia mártir da nação, visitando a Grande Mesquita Imã Khomeini, em Teerã”, informou a Irna, citando o Conselho Islâmico para a Coordenação do Desenvolvimento.
Khamenei tinha 86 anos e será enterrado em Mashhad, cidade sagrada localizada no nordeste do Irã, onde nasceu. O funeral de Estado deve se estender por três dias e reunir autoridades religiosas e políticas do país, além de milhares de apoiadores.
A morte do líder supremo provocou manifestações contrastantes no Irã. Em algumas regiões, multidões vestidas de preto saíram às ruas para lamentar a morte do aiatolá e demonstrar apoio ao regime. No centro de Teerã, manifestantes carregavam fotos do líder e entoavam palavras de ordem como “morte à América” e “morte a Israel”.
Multidão lota praça em Teerã para homenagear Ali Khamenei — Foto: ATTA KENARE / AFP
Em meio à crise, a Assembleia de Especialistas teria escolhido Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã, segundo a emissora Iran International, que citou fontes ligadas ao regime. Filho mais velho de Ali Khamenei, Mojtaba tem 65 anos e, embora nunca tenha ocupado cargos políticos de grande visibilidade, é considerado influente dentro do aparato de poder iraniano.
Durante anos, Mojtaba atuou nos bastidores coordenando o gabinete do pai e estabelecendo relações dentro da estrutura da Guarda Revolucionária. Ele tem proximidade com Hossein Taib, ex-chefe da inteligência da organização, com quem mantém relações desde a guerra entre Irã e Iraque.
Apontado há anos como possível sucessor de Ali Khamenei, Mojtaba era visto como rival político do ex-presidente Ebrahim Raisi, morto em 2024. Dentro da hierarquia religiosa xiita, ele possui credenciais clericais consideradas mais fortes que as de Raisi, sendo descrito por meios iranianos como aiatolá.
O professor Arash Azizi, da Universidade Clemson, afirmou em 2024 que a ascensão de Mojtaba deixou de ser apenas uma hipótese. “Quando começaram a falar dele como sucessor, em 2009, achei que fosse boato. Agora está claro que ele se tornou uma figura importante, apesar de permanecer praticamente invisível ao público”, disse.
No sistema político iraniano, o líder supremo ocupa a posição mais poderosa do país. Ele atua como chefe de Estado, comandante das Forças Armadas e autoridade religiosa máxima, acima inclusive do presidente da República. O cargo se baseia no princípio do Velayat-e Faqih, segundo o qual um jurista islâmico deve governar a sociedade para garantir a aplicação da lei islâmica.
Israel Katz, ministro da Defesa de Israel. Foto: Attila Kisbenedek/AFP
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou nesta quarta-feira (4) que qualquer sucessor do líder supremo do Irã será tratado como alvo militar. A declaração ocorre após a morte do aiatolá Ali Khamenei, atingido durante bombardeios realizados no sábado (28) por forças de Israel em conjunto com os Estados Unidos, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.
Segundo comunicado divulgado pelo gabinete de Katz, o governo israelense considera que a liderança do regime iraniano continuará sendo um alvo prioritário das forças armadas do país. “Qualquer líder nomeado pelo regime terrorista iraniano será um alvo inequívoco para eliminação”, afirmou Katz.
“O primeiro-ministro e eu ordenamos que as forças armadas se preparem para agir por todos os meios necessários para cumprir essa missão”, acrescentou.
O novo líder supremo do Irã deve ser escolhido pela Assembleia dos Peritos, órgão responsável por definir a liderança religiosa e política do país. Até que a sucessão seja formalizada, o aiatolá Alireza Arafi foi designado como líder supremo interino.
Na terça-feira (3), o Exército de Israel afirmou ter atacado o prédio da Assembleia dos Peritos, responsável justamente pela escolha do líder supremo iraniano. De acordo com informações divulgadas pela imprensa israelense e por uma agência estatal iraniana, o ataque teria atingido o local onde se reúnem os clérigos responsáveis pela sucessão.
Terrifying scenes from Tehran this evening as US-Israeli Axis seem determined to make Tehran look like Gaza. European Politicians + Media were silent about the Genocide in Gaza, they’re silent again as Western Imperialism + Zionism commit War Crimes in Iran…
Com base em fontes do governo israelense, o jornal The Jerusalem Post informou que os 88 aiatolás que compõem a assembleia estariam presentes no momento do ataque, embora não haja confirmação oficial sobre vítimas entre os religiosos. O governo iraniano não comentou o possível bombardeio.
A morte de Ali Khamenei ocorreu durante ataques conjuntos realizados por Israel e pelos Estados Unidos no sábado. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que o líder iraniano não conseguiu escapar das ações de inteligência conduzidas pelos dois países.
“Khamenei, uma das pessoas mais malignas da história, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários”, escreveu Trump.
O governo iraniano reagiu com duras críticas. O ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, classificou o assassinato do líder religioso como um “crime religioso” e afirmou que o ataque terá consequências. Ele também declarou que os Estados Unidos traíram o processo diplomático ao atacar o Irã durante negociações sobre armamentos nucleares.
Em meio à crise, a Assembleia de Especialistas teria escolhido Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã, segundo a emissora Iran International, que citou fontes ligadas ao regime. Filho mais velho de Ali Khamenei, Mojtaba tem 65 anos e, embora nunca tenha ocupado cargos políticos de grande visibilidade, é considerado influente dentro do aparato de poder iraniano.
Mojtaba Khamenei. Foto: Divulgação
Durante anos, Mojtaba atuou nos bastidores coordenando o gabinete do pai e estabelecendo relações dentro da estrutura da Guarda Revolucionária. Ele tem proximidade com Hossein Taib, ex-chefe da inteligência da organização, com quem mantém relações desde a guerra entre Irã e Iraque.
Apontado há anos como possível sucessor de Ali Khamenei, Mojtaba era visto como rival político do ex-presidente Ebrahim Raisi, morto em 2024. Dentro da hierarquia religiosa xiita, ele possui credenciais clericais consideradas mais fortes que as de Raisi, sendo descrito por meios iranianos como aiatolá.
O professor Arash Azizi, da Universidade Clemson, afirmou em 2024 que a ascensão de Mojtaba deixou de ser apenas uma hipótese. “Quando começaram a falar dele como sucessor, em 2009, achei que fosse boato. Agora está claro que ele se tornou uma figura importante, apesar de permanecer praticamente invisível ao público”, disse.
No sistema político iraniano, o líder supremo ocupa a posição mais poderosa do país. Ele atua como chefe de Estado, comandante das Forças Armadas e autoridade religiosa máxima, acima inclusive do presidente da República. O cargo se baseia no princípio do Velayat-e Faqih, segundo o qual um jurista islâmico deve governar a sociedade para garantir a aplicação da lei islâmica.
Chalé da Praça XV, no centro de Porto Alegre. Foto: Luciano Lanes/PMPA
Dois amigos bebem cerveja sem álcool no Chalé da Praça XV, no centro de Porto Alegre, onde tomaram porres inesquecíveis nos anos da ditadura. Um ainda repete que o fascismo não passará, e o outro tem certeza de que eles passaram e continuarão passando.
Passam no mundo todo, diz o amigo pessimista, que foi líder estudantil e comunista tardio e hoje não é mais nada. Esse, o pessimista, faz balanços terríveis da conjuntura toda vez que os dois se encontram.
A conversa é sobre cenários mundiais, porque se for sobre o Brasil qualquer debate vai parar em Michelle e Malafaia, e aí ninguém aguenta.
O amigo otimista, que foi da Libelu, do PT e do PSOL e hoje simpatiza com a UP por influência de um neto, diz que ‘eles’ podem até matar todos os aiatolás, mas que em Cuba não passarão, porque tentaram várias vezes e falharam. Cuba vai resistir, diz ele.
O pessimista retruca. Passaram no Iraque, passaram no Afeganistão, passaram na Síria, passam por onde querem. Passam por cima do Irã. Sempre disseram que eles não passariam em Gaza, porque o Hamas não iria deixar.
Destroços em Gaza, região palestina destruída por Israel. Foto: Maher Alabed/NRC
O Hamas não conseguiu conter a matança neonazista. Mas eles não teriam a petulância de atacar o Hezbollah. Porque entram em Gaza, mas no sul do Líbano eles não entrariam. Com o Hezbollah o furo seria mais embaixo.
Entraram e mataram quem queriam matar. Pararam de matar quando quiseram. Mataram sete líderes do Hezbollah dentro do Líbano. O amigo pessimista conta nos dedos: um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete. E pede mais uma cerveja sem álcool.
Mataram e ficou por isso mesmo. E agora se preparam para ocupar as terras do Líbano, aproveitando os pretextos da guerra contra o Irã. Vão acabar com o Hezbollah e se adonar do Líbano.
Mas com o Irã eles não iriam se meter, porque o Irã terá logo armas nucleares, talvez daqui a alguns meses. Mas eles mataram o general Suleiman, alto chefe da segurança do Irã, que foi cercado e morto por drones no Iraque.
Nuvem de fumaça após ataque no Irã. Foto: Reprodução
Poderiam até matar um líder iraniano em Bagdá, mas de Teerã eles não chegariam perto. Eles chegaram e mataram dois chefes da Guarda Revolucionária, dentro de Teerã. O pessimista vai falando e chega a se exaltar com próprio relato de tanta desgraça.
Mataram um chefe do Hamas dentro do Irã. Invadiram o espaço iraniano com aviões e largaram as bombas em instalações nucleares. Largaram mais de uma vez, no ano passado. Atacaram, foram embora e voltaram a atacar de novo. Atacaram três usinas.
Mas o Irã iria reagir com força nunca vista. E então o Irã atacou bases americanas no Catar. E não atacou mais nada, diz o pessimista, com a arrogância de quem está vencendo o debate.
O amigo ainda otimista diz que vizinhos árabes não podem ser assim tão covardes diante dos ataques aos povos amigos ou pelo menos vizinhos.
Por que nenhum poderoso do mundo árabe ou não árabe defendeu Gaza com determinação?, pergunta o pessimista. O outro finge que a pergunta não foi feita. Mas responde: porque os árabes poderosos, quase todos, são amigos dos americanos.
E seguem os dois tomando cerveja sem álcool e comendo bolinho de bacalhau, até que o amigo pessimista diz que a invasão da Venezuela pelos Estados Unidos foi para mostrar que eles fazem o que bem entendem.
O amigo otimista admite que o sequestro de Maduro havia sido de fato um duro golpe. Pegaram Maduro como se fosse um sabiá distraído. Mas o chavismo irá se reorganizar sem Maduro.
O amigo pessimista lembra, enquanto o outro escuta, quieto, que a Europa toda comemorou até a possibilidade de ascensão de Maria Corina ao poder.
Maria Corina em discurso. Foto: REUTERS/Gaby Oraa/File Photo
O amigo otimista rebate, como se esse fosse seu único argumento disponível ali naquele momento, mas meio sem força na voz, que Maria Corina foi rejeitada pelo próprio Trump. E que já esqueceram Maria Corina.
E o pessimista contra-ataca: mas esse é o teu consolo? É o que te resta diante do próximo ataque, que pode ser a Cuba ou à Colômbia?
Eles acabaram com Ali Khamenei e meia dúzia de aiatolás no primeiro dia da guerra e vão acabar com o Irã e depois partirão pra cima dos cubanos. Talvez só não se metam com o Putin.
O amigo otimista ergue os ombros, no seu jeito de expressar desprezo pela ideia alheia desde o movimento estudantil, e pede outra cerveja, mas agora com álcool. O pessimista provoca, em voz baixa e olhando para o lado, com um ar meio blasé: e a China?
Mesmo pouco dependente do petróleo do Golfo, país deve sofrer efeitos da pressão inflacionária causada pelo conflito. Na diplomacia, analistas recomendam que país mantenha postura neutra
Donald Trump, presidente dos EUA, e Pedro Sanchez, primeiro-ministro da Espanha. Foto: reprodução
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou nesta quarta-feira (4) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está “brincando de roleta russa” com o destino de milhões de pessoas ao ampliar a guerra contra o Irã. A declaração ocorreu em pronunciamento televisionado após o líder estadunidense ameaçar cortar relações comerciais com a Espanha devido à posição do país diante do conflito no Oriente Médio.
A tensão entre os dois aliados da Otan aumentou depois que o governo espanhol proibiu aeronaves militares dos Estados Unidos de utilizarem bases aéreas e navais no sul da Espanha para lançar ataques contra o Irã. A decisão foi tomada após Sánchez classificar os bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel como imprudentes e ilegais.
Em seu discurso, o premiê espanhol criticou diretamente a estratégia militar adotada por Washington. “É assim que começam as grandes catástrofes da humanidade. Você não pode brincar de roleta russa com o destino de milhões”, disse Sánchez a Trump.
“Ingenuo es creer que practicar un seguidismo ciego y servil es una forma de liderar”🤔
“No vamos a ser cómplices de algo que es malo para el mundo, contrario a nuestros valores e intereses por miedo a las represalias de uno”🌍🇪🇸
🗣Pedro Sánchez, claro mensaje a Trump.#LaHora4Mpic.twitter.com/qgEyoMYA0L
Ele também reforçou que o a Espanha não pretende apoiar a ofensiva contra o Irã apenas por receio de retaliações políticas ou econômicas. “A posição do governo espanhol pode ser resumida em quatro palavras: ‘Não à guerra’ (no a la guerra, em seu idioma). Não vamos ser cúmplices de algo que é ruim para o mundo nem contrário aos nossos valores e interesses simplesmente para evitar represálias de alguém”, afirmou.
La posición del Gobierno de España ante esta coyuntura es clara y consistente. La misma que hemos mantenido en Ucrania y Gaza.
No a la quiebra de un derecho internacional que nos protege a todos, especialmente a la población civil.
Sánchez argumentou que experiências passadas, como a Guerra do Iraque, demonstram os riscos de intervenções militares desse tipo. Segundo ele, conflitos desse porte costumam provocar efeitos colaterais graves, como o crescimento do terrorismo jihadista e o aumento dos preços da energia, além de gerar instabilidade internacional prolongada.
A Comissão Europeia saiu em defesa da Espanha e declarou que está “pronta” para proteger os interesses da União Europeia diante das ameaças comerciais feitas por Washington.
As declarações de Sánchez ocorreram após Donald Trump anunciar, na terça-feira (3), que pretende cortar todas as relações comerciais com a Espanha. O presidente norte-estadunidense criticou a decisão espanhola de impedir o uso de suas bases militares no ataque ao Irã.
“A Espanha tem sido terrível. Na verdade, eu disse ao Scott [Bessnet, secretário do Tesouro] para cortar todas as relações com a Espanha. A Espanha chegou a dizer que não podemos usar as bases deles. E tudo bem. Podemos usar a base deles se quisermos. Podemos simplesmente entrar voando e usá-la. Ninguém vai nos dizer que não podemos usá-la”, declarou Trump durante entrevista na Casa Branca.
Na mesma ocasião, o presidente dos Estados Unidos comentou os bombardeios recentes contra o Irã, incluindo um ataque ao prédio da Assembleia dos Peritos, órgão responsável por escolher o líder supremo do país.
“Tudo foi destruído no Irã. Estamos muito bem. Hoje houve outro ataque à nova liderança. O pior cenário é que alguém tão ruim quanto o anterior assuma o poder. Gostaríamos de ver alguém lá que seja melhor”, disse.
Trump também acusou o governo iraniano de atacar civis durante a escalada militar. “O Irã está atacando países que não têm nada a ver com o que está acontecendo. Está atingindo apenas instalações civis”, afirmou.
A escalada de tensões também provocou reações de autoridades iranianas. Um general da Guarda Revolucionária advertiu que novos bombardeios poderão desencadear ataques a infraestruturas econômicas em toda a região.
“Dizemos ao inimigo que, se decidir atacar nossos principais centros, nós atacaremos todos os centros econômicos da região”, afirmou o general Ebrahim Jabari.
Ele também citou impactos no mercado de energia e no comércio global. “Fechamos o estreito de Ormuz. Atualmente, o preço do petróleo passa dos 80 dólares e em breve atingirá os 200 dólares”, acrescentou, segundo a agência de notícias Isna.
Nuvem de fumaça após ataque no Irã. Foto: Reprodução
O comandante do Comando Central dos Estados Unidos, Brad Cooper, afirmou nesta terça-feira (3) que forças americanas destruíram 17 navios iranianos, incluindo um submarino, e atingiram quase 2.000 alvos no território do Irã desde o início da ofensiva militar. A declaração foi divulgada em vídeo publicado nas redes sociais. Até o momento, o governo iraniano não comentou as informações.
Segundo Cooper, “não há um único navio iraniano em operação no Golfo Árabe, no Estreito de Ormuz ou no Golfo de Omã”. O comandante também declarou que o Irã lançou mais de 500 mísseis balísticos e mais de 2.000 drones em ataques de retaliação contra forças e aliados dos Estados Unidos na região. “Já atingimos quase 2 mil alvos com mais de 2 mil munições. Degradamos severamente as defesas aéreas do Irã e destruímos centenas de mísseis balísticos, lançadores e drones iranianos”, disse.
De acordo com o militar, a operação conta com mais de 50 mil soldados, cerca de 200 aeronaves de combate, dois porta-aviões e bombardeiros estratégicos. Ele afirmou que os ataques estão ocorrendo “24 horas por dia, sete dias por semana”, com ações realizadas por forças navais, aéreas, espaciais e operações no ciberespaço.
CENTCOM: released official statement from Admiral Brad Cooper on operation Epic Fury pic.twitter.com/WFxHQpztDP
Cooper declarou ainda que as forças americanas estão “focadas em abater tudo o que possa atirar contra nós”. Segundo ele, a ofensiva destruiu centenas de mísseis balísticos, lançadores e drones iranianos, além de atingir sistemas de defesa aérea do país.
O comandante também informou que os Estados Unidos utilizaram um novo tipo de míssil contra um alvo no Irã. De acordo com reportagem do jornal norte-americano “The New York Times”, o armamento pode ultrapassar 500 km/h e seu uso teria sido limitado anteriormente pelo Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF), que deixou de vigorar nos últimos anos.
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que “praticamente tudo” das instalações militares iranianas foi destruído durante a ofensiva conduzida em conjunto com Israel. O republicano também declarou que era “tarde demais” para negociações com Teerã e enviou uma carta ao Congresso norte-americano para apresentar as justificativas do ataque.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram nesta quarta-feira (4) que iniciaram “ataques em larga escala contra alvos do regime terrorista iraniano em Teerã”, intensificando a ofensiva militar iniciada no sábado no contexto da escalada de confrontos no Oriente Médio. Segundo o Exército israelense, esta é a décima onda de bombardeios desde o início do conflito mais recente.
Em comunicado divulgado pela manhã, as IDF informaram que ataques realizados durante a madrugada tiveram como alvo centros de comando ligados às forças de segurança interna do Irã e à milícia Basij, organização paramilitar associada ao regime iraniano. As operações fazem parte da estratégia israelense de atingir estruturas consideradas essenciais para o comando político e militar do país.
Moradores da capital iraniana relataram momentos de tensão durante os bombardeios. “Eles atacaram com bastante força na noite passada, foi uma noite ruim”, disse um residente do norte de Teerã à CNN. “Não sei exatamente onde atingiram, mas parecia que podíamos ouvir explosões ao nosso redor”.
Terrifying scenes from Tehran this evening as US-Israeli Axis seem determined to make Tehran look like Gaza. European Politicians + Media were silent about the Genocide in Gaza, they’re silent again as Western Imperialism + Zionism commit War Crimes in Iran…
O morador afirmou ainda que pensou em deixar a cidade diante da intensidade dos ataques. “Mas também não sabemos onde estão os alvos militares, então é difícil dizer onde seria seguro”, declarou.
A mídia estatal iraniana confirmou que explosões foram registradas em diversas regiões do país na manhã de quarta-feira. Uma imagem geolocalizada pela CNN mostra uma grande coluna de fumaça escura nas proximidades da cidade de Isfahan, indicando possíveis danos provocados pelos bombardeios.
Na terça-feira (3), as forças israelenses também atacaram o prédio da Assembleia dos Peritos do Irã, órgão responsável por escolher o líder supremo do país. Segundo fontes israelenses, os 88 aiatolás que compõem a assembleia estariam reunidos no local no momento da ofensiva, embora não haja confirmação oficial sobre vítimas entre os religiosos.
A imprensa iraniana relatou que o edifício foi “arrasado” durante o ataque e que o prédio localizado em Qom, onde os clérigos se reúnem para decisões políticas, sofreu destruição parcial. A Assembleia dos Peritos é considerada uma das instituições mais importantes do sistema político iraniano desde a Revolução de 1979, quando os aiatolás assumiram o poder.
O papel do órgão é selecionar o líder supremo do país, figura central na estrutura política e religiosa do Irã. O bombardeio ao local integra uma série de ataques israelenses contra instalações estratégicas do regime iraniano.
Entre os alvos citados por Israel estão o complexo presidencial em Teerã e a sede do Conselho Supremo de Segurança Nacional, dois centros considerados fundamentais para a tomada de decisões políticas e militares do país. Segundo as IDF, essas instalações funcionariam como “complexos de liderança do regime terrorista iraniano”.
O Exército israelense afirmou que a destruição desses locais pode enfraquecer a capacidade de comando e controle do governo iraniano. Os bombardeios também atingiram instalações onde autoridades avaliavam temas sensíveis, como o programa nuclear iraniano.
Catar suspende todas as competições esportivas e Finalíssima pode ser afetada
Da AFP em Doha, Catar
A Federação de Futebol do Catar (QFA) anunciou no domingo (1º) a suspensão de todas as suas competições devido ao conflito no Oriente Médio, sem especificar se a Finalíssima entre Argentina e Espanha ainda ocorrerá na data prevista de 27 de março.
A QFA “anuncia o adiamento de todos os seus torneios, competições e partidas, com efeito imediato e até novo aviso”, anunciou a federação em sua conta oficial no Twitter neste domingo.
“As novas datas para a retomada das competições serão anunciadas oportunamente pelos canais oficiais da federação”, acrescentou a QFA.
O comunicado não menciona especificamente a Finalíssima, marcada para o dia 27 de março no Estádio Lusail, perto de Doha, entre os atuais campeões da Copa América e da Eurocopa, a Argentina de Lionel Messi e a Espanha de Lamine Yamal.
A Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) explicou que no sábado convocou “um comitê de crise para estabelecer medidas de apoio aos profissionais do futebol que trabalham e residem nos diversos países do Oriente Médio envolvidos no conflito armado que começou nas últimas horas”, mas não ofereceu mais detalhes sobre a realização ou não da Finalíssima.
O anúncio da QFA surge poucas horas depois de a Confederação Asiática de Futebol (AFC) ter anunciado o adiamento de todos os jogos das copas da Ásia agendados para domingo e segunda-feira no Oriente Médio, incluindo a Liga dos Campeões, devido aos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã.
Agentes da Defesa Civil libanesa inspecionam danos na vila de Houch el-Rafqa, no Vale do Bekaa, após ataque aéreo de Israel. Foto: AFP
As tensões no Oriente Médio aumentaram desde essa ação no sábado, que resultou na morte do Líder Supremo da República Islâmica, o Aiatolá Ali Khamenei, e levou o Irã a responder com ataques de mísseis contra vários países da região.
Miami e Londres podem ser alternativas ao Catar para receber a Finalíssima
Com toda a instabilidade no Oriente Mèdio, em que vários países na região são alvos de ataques com mísseis, entre eles o Catar, a realização da Finalíssima está em risco. A competição de jogo único entre Espanha (seleção campeã europeia em 2024) e a Argentina (campeã sul-americana em 2024) está agendada para 27 de março, no Estádio Lusail.
Assim, a CONMEBOL e a UEFA – organizadores do jogo – pensam em mudá-la de local, até porque o espaço aéreo do país está fechado. Deste modo, de acordo com a o jornal ‘Marca’, Miami e Londres são apontadas como as alternativas mais sólidas, até para minimizar perdas financeiras, evitando que a competição deixe de se realizar.
Segundo o Marca, Miami seria uma opção viável porque irá sediar jogos da Copa do Mundo de 2026 e esta partida poderia servir como teste. Por outro lado, Londres já recebeu a Finalíssima de 2022, quando a Argentina venceu a Itália. Em favor de Londres está o fato de ser um destino mais próximo para a grande maioria dos jogadores de ambas as seleções, que jogam em clubes europeus.