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Gigantes da saúde ganham força para subir preços após consolidação, diz BTG

A consolidação no setor de saúde no Brasil mudou a dinâmica competitiva do segmento. Com maior concentração, grandes players do setor, incluindo a Bradsaúde, passaram a ter mais poder de precificação, deixando de ser tomadores de preços para se tornarem formadores, avalia o BTG Pactual.

Em relatório, os analistas Samuel Alves e Maria Resende destacam que esse cenário tende a sustentar reajustes mais consistentes nos planos de saúde e reduzir a probabilidade de deterioração da sinistralidade (MLR) ao longo do tempo.

Além disso, os analistas destacam que, embora o índice de sinistralidade atual esteja ligeiramente abaixo da média histórica, o desvio não é significativo. Parte dessa melhora pode ser estrutural, refletindo ganhos de eficiência após ajustes feitos pelas operadoras nos últimos anos, como maior controle de fraudes, uso de coparticipação, redes mais restritas e políticas de reembolso mais rigorosas. Esses fatores contribuem para um modelo mais equilibrado e disciplinado.

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Por fim, o BTG avalia que os principais riscos para a sinistralidade não são estruturais, mas macroeconômicos, como aumento do desemprego ou perda de renda, que podem elevar o uso dos planos e dificultar repasses de preços. Ainda assim, o banco vê a Bradsaúde como uma plataforma sólida, bem capitalizada e com potencial de reprecificação das ações, reforçando uma leitura construtiva para o ativo mesmo sem indicar preço-alvo ou recomendação no relatório.

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Spotify abraça mundo fitness em parceria com a Peloton e amplia estratégia de diversificação

O Spotify começou a oferecer aulas de exercícios da Peloton Interactive para assinantes premium, na primeira grande incursão da pioneira em streaming de música no conteúdo fitness.

A nova parceria trará playlists selecionadas e acesso a um catálogo de mais de 1.400 conteúdos sob demanda, sem anúncios, de alguns dos instrutores de bem-estar mais populares da Peloton, segundo informou a Spotify em comunicado nesta segunda-feira (27).

“Por quase duas décadas, o Spotify tem sido a trilha sonora dos treinos do mundo”, disse Roman Wasenmüller, vice-presidente e chefe global de podcasts, no comunicado. “Hoje, estamos expandindo o Spotify para se tornar um verdadeiro companheiro diário de bem-estar.”

A entrada de vez no universo fitness marca mais um pilar na crescente seleção de conteúdo do Spotify, à medida que a empresa avança para ir muito além de seus primeiros dias como plataforma de streaming de música e busca se tornar um serviço multimídia abrangente.

A empresa sueca também oferece podcasts, audiolivros e recentemente vem investindo em vídeo.

Para a Peloton, por sua vez, o acordo ajudará a ampliar seu alcance global e expandir além de seu núcleo de equipamentos de fitness conectados para uso doméstico, como parte de uma estratégia mais ampla de recuperação.

A Peloton atualmente opera em apenas seis países, mas a parceria expandirá significativamente sua presença para a maioria dos mais de 180 mercados onde o Spotify está disponível.

Os investidores da Peloton comemoraram a notícia, fazendo as ações subirem até 11% nas negociações do pré-mercado em Nova York. As ações do Spotify permaneceram praticamente inalteradas.

O Spotify, que tem 290 milhões de assinantes pagos, aumentou o preço de suas assinaturas premium nos Estados Unidos para US$ 13 em fevereiro. No Brasil, esse preço no plano individual está em R$ 23,90 – e para R$ 40,90 no plano familiar.

A Bloomberg havia informado anteriormente que o Spotify buscava investir em conteúdo relacionado a fitness sob seus dois novos CEOs, Gustav Söderström e Alex Norström.

“Estamos vendo as pessoas fazerem exercícios com o Spotify de repente”, disse Söderström à Bloomberg no final do ano passado. As pessoas sempre criaram playlists para suas corridas, afirmou ele, mas “nunca assistiram ao Spotify fazendo yoga na frente delas, então isso acaba abrindo uma oportunidade muito grande e interessante para nós.”

A nova biblioteca de conteúdo contará com uma variedade de aulas da Peloton, incluindo treinamento de força, yoga, meditação, pilates e barre, disponíveis em inglês, espanhol e alemão.

Novos instrutores e categorias serão introduzidos ao longo do tempo, disse a Peloton em seu próprio comunicado.

A parceria faz parte de um esforço mais amplo da Peloton para alcançar novos segmentos de clientes. A empresa revelou recentemente uma nova bicicleta e uma esteira projetadas para academias comerciais e está desenvolvendo modelos de esteira mais baratos.

A Peloton também explora novas iniciativas de marketing, como direcionar pessoas que utilizam medicamentos para perda de peso da classe GLP-1 – como Ozempic e Mounjaro -, além de intensificar seus investimentos em treinamento de força.

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A nova obsessão da Faria Lima: CEOs disputam quem dorme mais e melhor

Se antes, nos bastidores dos eventos corporativos na Faria Lima, os CEOs se conectavam falando de performance no esporte – pace na corrida, ritmo no triatlo, carga no treino -, agora o assunto é o desempenho na cama. Mas não é isso que você imaginou… O descanso entrou no centro da pesquisa de alto desempenho […]

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Na Alliança Saúde, CEO renuncia e reforça momento conturbado

Em mais um movimento que reforça que suas operações inspiram cada vez mais cuidados, a Alliança Saúde anunciou na manhã de sexta-feira, 24 de abril, que Ricardo Sartim, CEO da empresa de medicina diagnóstica, está deixando a companhia, dona de marcas como CDB e Multilab. Além de CEO, o executivo ocupava interinamente o posto de […]

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CEO da Alliança renuncia ao cargo em meio à reestruturação da companhia

A Alliança Saúde anunciou mudanças relevantes em sua liderança após a renúncia do CEO, CFO interino e membro do conselho, Ricardo de Magalhães Sartim, que deixou todos os cargos por motivos pessoais.

A saída foi comunicada ao mercado nesta sexta-feira (24). A companhia informou que já iniciou o processo de sucessão para as posições ocupadas pelo executivo, que vinha concentrando funções no comando financeiro e estratégico da empresa.

Sartim também integrava o Conselho de Administração. Em comunicado, a Alliança agradeceu sua atuação e destacou as contribuições prestadas durante o período em que esteve à frente da gestão.

Na mesma data, o Conselho de Administração aprovou a eleição de João de Saint Brisson Paes de Carvalho como novo membro independente do colegiado. O mandato vai até a primeira assembleia geral a ser realizada após 19 de março de 2026. Segundo a companhia, o executivo possui experiência em administração, finanças e governança corporativa, com passagem por conselhos de administração e fiscais de diversas empresas.

Com as mudanças, o Conselho de Administração passa a ser composto por José Luiz Mendes Ramos Júnior (presidente), Thalis Leon de Ávila Saint Yves e João de Saint Brisson Paes de Carvalho, ambos conselheiros independentes.

O que está acontecendo com a empresa?

As mudanças ocorrem em meio a um momento delicado para a companhia. Recentemente, a Alliança informou ao mercado que ajuizou uma ação cautelar em caráter antecedente na Comarca de São Paulo, suspendendo cobranças e execuções, ao mesmo tempo em que iniciou um procedimento de mediação com credores.

As medidas fazem parte de um esforço para reorganizar a estrutura financeira e criar condições mais estáveis para negociações. A dívida líquida da empresa somava cerca de R$ 500 milhões ao fim de setembro, segundo o último resultado divulgado.

De acordo com a companhia, a ação tem caráter transitório e busca garantir um ambiente de negociação equilibrado, sem impacto na continuidade das operações. Esse tipo de instrumento jurídico permite proteção temporária enquanto a empresa negocia suas obrigações, com respaldo na Lei de Recuperação Judicial e no Código de Processo Civil.

Apesar do cenário financeiro, a Alliança afirma que suas operações seguem normalmente, com funcionamento regular de clínicas e canais digitais.

O movimento ocorre após uma série de mudanças no controle da empresa. No início de março, o fundo Tessai, ligado à Geribá Investimentos, assumiu o controle da companhia com 59,84% do capital, após execução de garantias relacionadas a participações anteriormente ligadas ao empresário Nelson Tanure.

A troca de controle abriu espaço para mudanças na governança. Poucos dias depois, Isabella Corrêa renunciou à presidência do conselho de administração, intensificando o processo de reestruturação.

A Fitch Ratings rebaixou o rating da Alliança para CCC+, citando preocupações com vencimentos de cerca de R$ 155 milhões em 2026 e um nível de caixa considerado insuficiente para cobrir obrigações de curto prazo.

A companhia afirma que segue implementando medidas para fortalecer sua estrutura financeira e operacional, com foco em eficiência, ajuste de capital e sustentabilidade no médio e longo prazo, e que continuará informando o mercado sobre novos desdobramentos.

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CEO da Alliança renuncia ao cargo em meio à reestruturação da companhia

A Alliança Saúde anunciou mudanças relevantes em sua liderança após a renúncia do CEO, CFO interino e membro do conselho, Ricardo de Magalhães Sartim, que deixou todos os cargos por motivos pessoais.

A saída foi comunicada ao mercado nesta sexta-feira (24). A companhia informou que já iniciou o processo de sucessão para as posições ocupadas pelo executivo, que vinha concentrando funções no comando financeiro e estratégico da empresa.

Sartim também integrava o Conselho de Administração. Em comunicado, a Alliança agradeceu sua atuação e destacou as contribuições prestadas durante o período em que esteve à frente da gestão.

Na mesma data, o Conselho de Administração aprovou a eleição de João de Saint Brisson Paes de Carvalho como novo membro independente do colegiado. O mandato vai até a primeira assembleia geral a ser realizada após 19 de março de 2026. Segundo a companhia, o executivo possui experiência em administração, finanças e governança corporativa, com passagem por conselhos de administração e fiscais de diversas empresas.

Com as mudanças, o Conselho de Administração passa a ser composto por José Luiz Mendes Ramos Júnior (presidente), Thalis Leon de Ávila Saint Yves e João de Saint Brisson Paes de Carvalho, ambos conselheiros independentes.

O que está acontecendo com a empresa?

As mudanças ocorrem em meio a um momento delicado para a companhia. Recentemente, a Alliança informou ao mercado que ajuizou uma ação cautelar em caráter antecedente na Comarca de São Paulo, suspendendo cobranças e execuções, ao mesmo tempo em que iniciou um procedimento de mediação com credores.

As medidas fazem parte de um esforço para reorganizar a estrutura financeira e criar condições mais estáveis para negociações. A dívida líquida da empresa somava cerca de R$ 500 milhões ao fim de setembro, segundo o último resultado divulgado.

De acordo com a companhia, a ação tem caráter transitório e busca garantir um ambiente de negociação equilibrado, sem impacto na continuidade das operações. Esse tipo de instrumento jurídico permite proteção temporária enquanto a empresa negocia suas obrigações, com respaldo na Lei de Recuperação Judicial e no Código de Processo Civil.

Apesar do cenário financeiro, a Alliança afirma que suas operações seguem normalmente, com funcionamento regular de clínicas e canais digitais.

O movimento ocorre após uma série de mudanças no controle da empresa. No início de março, o fundo Tessai, ligado à Geribá Investimentos, assumiu o controle da companhia com 59,84% do capital, após execução de garantias relacionadas a participações anteriormente ligadas ao empresário Nelson Tanure.

A troca de controle abriu espaço para mudanças na governança. Poucos dias depois, Isabella Corrêa renunciou à presidência do conselho de administração, intensificando o processo de reestruturação.

A Fitch Ratings rebaixou o rating da Alliança para CCC+, citando preocupações com vencimentos de cerca de R$ 155 milhões em 2026 e um nível de caixa considerado insuficiente para cobrir obrigações de curto prazo.

A companhia afirma que segue implementando medidas para fortalecer sua estrutura financeira e operacional, com foco em eficiência, ajuste de capital e sustentabilidade no médio e longo prazo, e que continuará informando o mercado sobre novos desdobramentos.

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Família Pinheiro, controladora da Hapvida, amplia participação antes de eleição do conselho

A família Pinheiro, controladora da Hapvida, voltou a aumentar sua participação na companhia de planos de saúde. Segundo comunicado divulgado na manhã desta sexta-feira (24), o grupo passou a deter 55,4% do capital social – ou 58,6% ao desconsiderar as ações em tesouraria. 

O movimento envolve não só ações compradas diretamente mas também posições via empréstimo de ações, derivativos e direitos sobre papéis.

No próximo dia 30, a empresa realiza assembleia de acionistas para eleger a composição do conselho de administração – e a gestora Squadra, com perto de 7% do capital, tenta emplacar três nomes.

O avanço consolida a posição da família em um momento de pressão sobre a companhia, com resultados mais fracos e crescente desconfiança do mercado.

A família tem ampliado recorrentemente sua fatia na empresa nas últimas semanas. No início de abril, os controladores já haviam elevado sua fatia para cerca de 50% do capital. Até o fim de março, esse percentual girava em torno de 40%. 

Considerando apenas as ações com direito a voto, a participação atual é menor, de 47,3%, já que parte da exposição está em instrumentos financeiros que não dão poder de voto.

Família Pinheiro

Entre os acionistas que comunicaram o aumento de participação estão Jorge Pinheiro Koren de Lima, atual CEO da Hapvida, além de outros membros da família e holdings ligadas ao grupo controlador. 

Jorge Pinheiro está em processo de transição no comando da Hapvida: após 27 anos como CEO, ele deixará o cargo em 30 de abril e assumirá a presidência do conselho.

As mudanças acontecem em meio à tentativa de reverter a forte queda de valor da companhia nos últimos anos.

Após a fusão com a NotreDame Intermédica, em 2021, a companhia cresceu, mas não conseguiu recuperar margens e lucratividade no ritmo esperado. No 4º trimestre de 2025, o lucro líquido ajustado caiu 64,9%, para R$ 180,6 milhões.

Desde 2021, no auge, as ações da companhia cederam mais de 95%. 

No início de março, a gestora Squadra, uma acionista relevante da companhia, com cerca de 7% do capital votante, enviou uma carta cobrando mudanças no conselho e na condução da empresa. 

A gestora critica problemas de governança, alocação de capital e execução. E defende que a Hapvida avalie vender operações no Sul e Sudeste, em boa parte ativos herdados da NotreDame Intermédica.

Como mostrou o InvestNews, a crise financeira e de governança já afeta as operações da companhia. Médicos em São Paulo relatam que passaram a reduzir a carga horária por medo de calote – no último mês, já houve atrasos nos pagamentos.

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SulAmérica avança no Brasil profundo para chegar aos R$ 35 bilhões de receita

raquel reis ceo sulamérica saúde

Responsável por quase 60% da receita da Rede D’Or em 2025, a SulAmérica definiu a avenida de crescimento para chegar a R$ 35 bilhões de faturamento em 2026. E o caminho passa por planos regionalizados, fora do eixo tradicional, como São Paulo e Rio de Janeiro, com menor custo, mas também com menor margem para […]

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Genética pode influenciar a eficácia de canetas emagrecedoras, diz pesquisa

Uma nova pesquisa indica que mutações em dois genes específicos, responsáveis por regular a fome e o processamento de alimentos, influenciam a eficácia de tratamentos contra a obesidade com fármacos como o Mounjaro e o Wegovy, popularmente chamados de “canetas emagrecedoras”. Indivíduos que possuem essas alterações genéticas tendem a apresentar uma redução de medidas mais acentuada.

Os dados foram divulgados na última quarta-feira (8) na revista científica Nature, mostrando uma compreensão única na diferença entre os resultados clínicos: enquanto uns emagrecem drasticamente, outros podem sofrer com reações adversas severas, a exemplo de vômitos e enjoos.

A pesquisa foi feita pelo departamento de Instituto de Pesquisa 23andMe, empresa de coleta genética. “O estudo demonstra o incrível poder da nossa comunidade de pesquisa colaborativa para promover o conhecimento científico sobre a variação genética humana”, disse Adam Auton, vice-presidente de Genética Humana do Instituto de Pesquisa 23andMe e um dos autores do estudo, em comunicado à imprensa.

A investigação, que cruzou dados de DNA com as experiências dos usuários, trouxe descobertas fundamentais sobre o impacto do perfil genético no resultado desses tratamentos:

  • Eficácia no emagrecimento: Foi detectada uma mutação específica no gene GLP1R, uma troca mínima na sua sequência que altera a proteína produzida, capaz de potencializar significativamente o efeito das substâncias.
  • Enjoos e mal-estar: A pesquisa estabeleceu conexões entre alterações nos genes GIPR e GLP1R e o surgimento de episódios de vômito ou náusea em quem utiliza essas terapias.
  • Reações por tipo de remédio: Cientistas notaram que os efeitos adversos ligados ao gene GIPR ocorrem apenas com a tirzepatida (encontrada no Mounjaro e no Zepbound), sem atingir quem faz uso da semaglutida (presente no Ozempic e no Wegovy).

Segundo o estudo, profissionais de saúde destacam que o sucesso dessas terapias não depende apenas da genética, mesmo que ela tenha seu peso; fatores como a idade, o sexo e o histórico étnico do indivíduo também moldam os resultados.

No Reino Unido, as estatísticas apontam que o consumo de canetas emagrecedoras alcançou a marca de 1,6 milhão de usuários no último ano, e a tendência é que esse volume se torne ainda maior.

O acesso a esses produtos ocorre majoritariamente pelo mercado privado, sendo os principais canais as plataformas online. Já o NHS, órgão público de saúde britânico, limita a oferta de remédios como Mounjaro e Wegovy a casos muito específicos, atendendo apenas uma parcela reduzida de obesos que possuem doenças associadas.

Testes clínicos

Vale frisar que as taxas de redução de massa corporal apresentam variações conforme o medicamento utilizado. De acordo com testes clínicos, o uso de tirzepatida (princípio ativo do Mounjaro) resulta em um decréscimo médio de 20%, enquanto a semaglutida (presente no Wegovy e no Ozempic) promove uma baixa de aproximadamente 14%.

Na pesquisa publicada recentemente, mais de 15 mil pacientes tiveram acompanhamento durante oito meses enquanto utilizavam os medicamentos, e os cientistas chegaram a uma perda média de peso total de 11,7%.

Apesar do número, o desempenho foi heterogêneo: houve casos de eliminação de até 30% da massa inicial, contrastando com usuários que tiveram pouco ou nenhum resultado prático.

Além de fazer o tratamento com as canetas emagrecedoras, os participantes também adquiriam testes genéticos da 23andMe, que cruzar milhões de informações genéticas. A partir daí, os cientistas conseguiram traçar um perfil que mostra como certas variações no organismo facilitam ou dificultam o emagrecimento durante o tratamento.

“O estudo identificou uma variante genética associada à perda de peso, que também está ligada à ocorrência de náusea”, afirmou Ruth Loos, professora da Universidade de Copenhague, em comentários sobre a pesquisa.

Segundo ela, essa marca genética está ligada a dois resultados simultâneos: uma maior redução de quilos e, ao mesmo tempo, a sensação de enjoo.

Além disso, a pesquisa também apontou que outra variante ligada ao efeitos colaterais, como de vômitos e enjoos, em quem se trata com tirzepatida. Esse fator pode fazer com que cerca de 1% dos pacientes sofram com crises severas de vômito, um índice quase 15 vezes superior ao que se vê normalmente.

É importante ressaltar que as conclusões desse estudo ainda não foram confirmadas por outros trabalhos científicos, o que é um passo necessário para validar os dados.

Em pesquisas feitas anteriormente, cientistas descobriram que o público feminino tem uma probabilidade duas vezes maior de eliminar 15% da massa corporal com o Mounjaro do que o masculino. Outros perfis que costumam apresentar melhores resultados no emagrecimento são os mais jovens e pessoas de etnia branca ou asiática, embora a ciência ainda não saiba explicar o porquê.

Fatores práticos, como o tempo de tratamento, a dosagem escolhida e o tipo de fármaco, também interferem diretamente no sucesso da terapia. No futuro, a ideia é que o cruzamento do mapa genético com o histórico do paciente permita definir o remédio ideal para cada caso, dentro do conceito de medicina de precisão.

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Acionistas aprovam fusão da Odontoprev com Bradesco Saúde e avançam na criação da Bradsaúde

A Odontoprev informou que aprovou, em assembleia geral extraordinária realizada na última segunda-feira (6), todas as matérias relacionadas à combinação de negócios com a Bradesco Saúde. A operação envolve a incorporação das ações da Bradesco Saúde pela Odontoprev, além da transferência da carteira de planos odontológicos e de ativos e passivos operacionais da companhia para a Mediservice Operadora de Planos de Saúde.

Segundo fato relevante, a aprovação da incorporação de ações garante direito de recesso aos acionistas dissidentes, ou seja, aqueles que não concordarem com a operação poderão sair da companhia, vendendo suas ações de volta à empresa e recebendo o valor correspondente em dinheiro, com prazos e procedimentos a serem divulgados oportunamente.

A companhia destacou ainda que todas as condições precedentes já foram cumpridas, incluindo as autorizações da Agência Nacional de Saúde Suplementar, obtidas em 30 de março e 2 de abril. A eficácia da incorporação está prevista para 30 de abril de 2026, sujeita à homologação final pelos conselhos de administração, devendo ocorrer antes mesmo do encerramento do prazo para exercício do direito de retirada.

Bradsaúde

A aprovação ocorre no contexto da reestruturação anunciada no fim de fevereiro pelo Banco Bradesco, que prevê a criação da Bradsaúde, nova holding que concentrará os ativos de saúde do grupo. A companhia nasce com receita combinada de cerca de R$ 52 bilhões, mais de 13 milhões de beneficiários, aproximadamente 3.600 leitos hospitalares e 35 clínicas, considerando os dados consolidados de 2025.

Como parte da reorganização, a Odontoprev será alçada ao papel de consolidadora do ecossistema de saúde do Bradesco, passando a controlar a totalidade dos negócios do grupo no segmento e simplificando a estrutura societária. Na prática, a operação configura um “IPO reverso”, no qual a nova estrutura acessa o mercado por meio da empresa já listada na B3.

A cisão parcial dos ativos foi avaliada pela KPMG em R$ 16,1 bilhões. Com a operação, o Bradesco receberá mais de 2,3 bilhões de ações da companhia combinada, passando a deter cerca de 91,35% do capital total e votante, enquanto os atuais acionistas da Odontoprev ficarão com aproximadamente 8,65%. A troca implica uma avaliação equivalente a cerca de 18,65% do ecossistema de saúde do grupo após a conclusão.

Após a consolidação, a Bradsaúde reunirá diferentes frentes do negócio, incluindo planos de saúde e odontológicos, hospitais, clínicas de atenção primária e oncológicas, serviços médicos, healthtechs e investimentos em laboratórios e centros de diagnóstico. A estrutura integrará ativos como Bradesco Saúde, Odontoprev, Mediservice, Atlântica Hospitais, Orizon, a rede de clínicas Meu Doutor Novamed, Croma Oncologia e operações de diagnóstico.

Por fim, a Odontoprev informou que está formalizando junto à B3 a alteração de seu ticker para “SAUD3”, em data a ser divulgada após a conclusão da operação, mantendo o mercado informado sobre os próximos desdobramentos.

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Essa healthtech está reinventando o cuidado com a saúde nas empresas

O modelo tradicional de assistência médica no Brasil tem uma lógica conhecida. Diante de qualquer queixa, mesmo as mais simples, o paciente quase sempre recorre ao hospital. O resultado aparece, principalmente, nos custos cada vez mais altos dos planos de saúde e consequentemente para as empresas. Nos últimos anos, porém, a tecnologia começou a provocar […]

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NeuralMed renova pitch e renasce com novo nome

healthtech

Os sinais de que a operação da NeuralMed inspirava sérios cuidados vieram em junho de 2025. Na época, a startup chegou ao pior momento da sua história, iniciada em 2018, ao computar uma receita recorrente mensal abaixo de R$ 100 mil e uma carteira de apenas oito clientes. Esses indicadores não condiziam com a tese […]

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Alexandre de Moraes concede prisão domiciliar a Jair Bolsonaro após parecer favorável da PGR

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu conceder nesta terça-feira prisão domiciliar em caráter humanitário ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que vem cumprindo pena de 27 anos de prisão em regime fechado por tentativa de golpe de Estado e quatro outros crimes. Segundo o portal UOL, a autorização vale por 90 dias para uma nova reavaliação.

A decisão de Moraes ocorreu após parecer favorável à medida do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e em meio a forte pressão de familiares e aliados do ex-presidente, além de apelos nos bastidores de alguns ministros do STF, segundo fontes que acompanharam as tratativas nos últimos meses.

A ordem de Moraes ocorreu no momento em que o magistrado tem sido alvo de questionamentos após a revelação de que o escritório de advocacia da esposa dele teve um contrato com o Banco Master, instituição financeira liquidada e que teve seu dirigente máximo, Daniel Vorcaro, preso preventivamente. Vorcaro poderá firmar uma delação premiada com potencial de atingir autoridades dos Três Poderes.

Em seu parecer, Gonet apontou que o estado de saúde de Bolsonaro “demanda a atenção constante e atenta que o ambiente familiar, mas não o sistema prisional em vigor, está apto para propiciar”. Ele destacou que o ex-presidente deve passar por reavaliações periódicas.

A defesa de Bolsonaro havia feito um novo pedido de prisão domiciliar após ele ter sido internado no dia 13 de março no Hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de pneumonia bacteriana decorrente de um episódio de broncoaspiração. A defesa, com base em relatório médico, alega que o ex-presidente corre risco de vida.

Por ordem de Moraes, Bolsonaro foi preso preventivamente em novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília após tentar violar uma tornozeleira eletrônica enquanto estava em prisão domiciliar. Pouco depois essa prisão foi convertida em definitiva para que ele pudesse cumprir pena pela condenação por golpe de Estado.

Durante todo esse período, o ex-presidente — que fez 71 anos no sábado — teve intercorrências de saúde que o levaram ao hospital. Ele está internado desde o dia 13 de março no hospital DF Star, em Brasília

Nesta segunda-feira (23), Bolsonaro deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e segue em tratamento de uma pneumonia bacteriana sem previsão de alta hospitalar, disse boletim médico divulgado nesta terça-feira.

“Devido a melhora clínica, paciente recebeu alta da unidade de terapia intensiva no dia de ontem. No momento segue com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico e fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta hospitalar”, informa o boletim.

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Lula sanciona lei que permite venda de medicamentos em áreas de farmácias em supermercados

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que autoriza a venda de medicamentos em farmácias e drogarias instaladas em supermercados. O texto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU).

“É permitida a instalação de farmácia ou drogaria na área de venda de supermercados, desde que em ambiente físico delimitado, segregado e exclusivo para a atividade farmacêutica, independente dos demais setores do supermercado, operada diretamente, sob mesma identidade fiscal, ou mediante contrato com farmácia ou drogaria licenciada e registrada nos órgãos competentes, observadas as exigências legais, sanitárias e técnicas aplicáveis, inclusive quanto a dimensionamento físico, estrutura de consultórios farmacêuticos, recebimento, armazenamento, controle de temperatura, ventilação, iluminação e umidade, rastreabilidade, dispensação, assistência e cuidados farmacêutico”, diz a lei.

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O que brasileiros gastam a mais em Portugal por não conhecer o sistema

Ao fazer a mudança para Portugal, muitos brasileiros pagam mais caro por serviços básicos. Não necessariamente porque os preços sejam mais altos, ou pelo fato de as contas serem em euro, mas porque o funcionamento de algumas coisas é diferente do que estamos acostumados.

Existem pequenos macetes que só aprendemos depois de alguns meses vivendo em terras lusas. Alguns aprendi depois que o gasto pesou no meu orçamento. Outros descobri com amigos que tomaram decisões na pressa da chegada e até hoje não conseguiram reverter a situação.

Em geral, eu diria que encontrar onde morar é um dos principais desafios. Primeiro porque conseguir um contrato de arrendamento, como eles chamam o aluguel, tende a ser difícil para quem acabou de chegar, especialmente se os rendimentos de trabalho estão no Brasil ou quando não há um fiador local.

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Quando fui buscar um lugar para morar, tive bastante dificuldade. O mercado imobiliário em Portugal, principalmente em Lisboa, está cada vez mais aquecido, como contei neste outro artigo. Cada anúncio de imóvel com um ou dois quartos recebe dezenas de visitantes disputando a atenção dos proprietários.

Os corretores ficam responsáveis por filtrar os possíveis inquilinos e, nesse processo, a preferência costuma ser para quem já tem histórico no país ou nacionalidade portuguesa. Para outros imigrantes, a situação pode ser ainda mais difícil. Presenciei uma paquistanesa que fingiu ser portuguesa para conseguir conhecer um imóvel porque sequer estava conseguindo agendar visitas.

Na prática, esse processo acaba empurrando as pessoas para arranjos informais com os proprietários. O problema é que aceitar um quarto ou apartamento em subarrendamento, ou sem contrato, pode trazer riscos. Sem um contrato formal, o morador pode ser obrigado a sair rapidamente ou receber um pedido de caução para formalizar a situação depois, gerando pagamentos extras que não estavam previstos. Quando isso acontece sem uma reserva financeira, há quem acabe recorrendo até a crédito para resolver o problema.

Falando em contratos, eles também podem ser uma armadilha. Nos planos de internet, TV e academias, a fidelização é bastante comum no país, às vezes por 12 ou 24 meses. Quem assina o contrato sem prestar atenção pode acabar preso a mensalidades que poderiam ser evitadas.

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E pode confiar que existem alternativas sem fidelização em academias e também em operadoras móveis mais baratas. Neste outro artigo contei um pouco sobre como escolher boas opções. Quando achar que não há alternativas sem fidelização, vale parar e pesquisar um pouco mais. Elas existem.

Pequenos truques que fazem diferença no orçamento

Outro detalhe pouco conhecido aparece nas contas de energia. Em Portugal, a fatura não depende apenas do consumo de eletricidade. Existe a chamada potência contratada, que define quanta energia pode ser usada ao mesmo tempo na casa e influencia a parte fixa da conta mensal. Muitos contratos são feitos com uma potência maior do que o necessário para apartamentos pequenos e, na hora de alugar, a transferência de titularidade é feita sem alterar essa potência. Na prática, isso significa pagar todos os meses por uma capacidade que talvez nunca seja usada. Para quem quer comparar preços, existe inclusive um comparador oficial de tarifas de energia da ERSE, o regulador do setor.

No supermercado, alguns truques também fazem diferença no orçamento mensal. As grandes redes trabalham com campanhas promocionais frequentes, seja por meio de cashback ou com vales para compras futuras.

No Pingo Doce, por exemplo, há uma campanha mensal, normalmente perto do fim do mês, em que a cada 100 euros em compras o cliente recebe um vale de 20 euros para combustível e outros 20 euros para gastar no próprio supermercado na semana seguinte. Na prática, quem gastou 100 euros recebe 40 euros em benefícios para usar depois.

Já o Continente costuma oferecer cupons que devolvem parte do valor da compra em saldo para usar depois, que podem chegar a 15% do valor total da compra. Quem não usa os aplicativos ou não acompanha essas promoções acaba simplesmente pagando mais caro pela mesma compra.

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Na saúde, outra diferença importante aparece na forma como funcionam os seguros. Ao contrário do Brasil, os planos em Portugal trabalham com coparticipação. Isso significa que cada consulta ou exame tem um valor adicional a ser pago e não costuma ser barato. A diferença entre seguradoras pode ser grande, dependendo da tabela negociada para consultas e exames. Portanto, peça a tabela antes de assinar o contrato e entenda quanto você vai pagar por cada atendimento, exame, ida à emergência ou internação.

Agora, uma boa notícia. Para procedimentos sem urgência, o Serviço Nacional de Saúde costuma funcionar bem para marcações e exames, embora o tempo de espera possa variar. Fiz algumas marcações que demoraram cerca de três meses, mas não paguei pela consulta e os exames também foram realizados sem custo, em um caso inclusive de um dia para o outro. Em situações de emergência, porém, a história é diferente. Por isso, ter um seguro pode evitar gastos inesperados.

Outro ponto que pode pesar no orçamento de quem acabou de chegar é o transporte. Aplicativos como Uber e Bolt funcionam muito bem e costumam ter preços acessíveis em comparação com outros países da Europa. Mas o sistema de mobilidade nas cidades portuguesas foi pensado principalmente para quem utiliza o transporte público com passe mensal.

Em Lisboa, por exemplo, o passe Navegante dá acesso aos 18 municípios da Área Metropolitana de Lisboa, seja por metrô, trem, ônibus ou elétricos, por 40 euros por mês. É um valor que compensa rapidamente para quem se desloca com frequência, algo que muita gente só percebe depois de já ter gastado bastante com corridas individuais.

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Com o tempo, esses detalhes deixam de ser surpresa. Aprende-se qual supermercado tem as melhores campanhas, qual operadora vale a pena e qual potência de energia realmente faz sentido para a casa ou apartamento. Os aplicativos entram na rotina, os contratos passam a ser assinados com mais cuidado e algumas decisões deixam de ser tomadas na pressa.

O problema é que quase ninguém chega sabendo disso. Nos primeiros meses, essa curva de aprendizado costuma aparecer direto na fatura do fim do mês. É um custo silencioso de adaptação por desconhecimento. Quanto antes essas regras ficam claras, mais fácil fica evitar gastos desnecessários!

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Como baixar o app que conta as calorias do seu prato com uma simples foto e deixou o fundador virar milionário

Possivelmente, o maior luxo da década é a saúde. Conseguir se manter saudável em um mundo acelerado não é fácil. Pensando em impressionar garotas na faculdade, um jovem nos Estados Unidos desenvolveu um aplicativo que utiliza inteligência artificial para contar as calorias de um prato com uma foto — e assim, se tornou um milionário com apenas 19 anos.

O “Cal AI” foi criado por Zach Yadegari com a ajuda de um colega de escola, Henry Langmack. Pouco depois, um outro aplicativo de nutrição e saúde, o MyFitnessPal, comprou a empresa de Yadegari, que tem uma equipe de 30 pessoas e gerou US$ 40 milhões em receita anual em 2025.

O valor da transação não foi divulgado, mas estima-se que o faturamento da startup deve alcançar a marca de US$ 50 milhões neste ano.

O Jimmy Neutron milionário da Gen Z?

O estudante começou a ler e escrever aos 7 anos de idade, quase quando também começou a programar. No mesmo ano, a mãe de Yadegari enviou o menino para um acampamento de férias voltado ao ensino de programação.

O garoto gostou da experiência e passou a dedicar seu tempo para aprender mais com vídeos de tutorias de código no YouTube.

O Cal AI não foi sua primeira criação. Antes, ele desenvolveu um site chamado “Totally Science”, que permitia estudantes acessarem jogos online enquanto utilizam as redes de internet da escola, que bloqueavam esse tipo de conteúdo.

Em 2024, o site foi vendido em 2024 por US$ 100 mil, segundo a CNBC.

O que o aplicativo faz e como baixar

O Cal AI está disponível tanto na Google Play Store, para usuários de Android, quanto na Apple Store, para quem tem iPhone. Depois de instalado no aparelho, basta preencher alguns dados, como altura, peso e idade.

Com as informações, o próprio sistema estima a quantidade de carboidratos, gordura e proteína diária que a pessoa deve consumir para alcançar o objetivo escolhido.

Por fim, é só tirar foto da refeição e o aplicativo contabiliza os números sozinho. Segundo os fundadores, a precisão dos dados é de 90%.

Para utilizar as funções, é preciso pagar. No Brasil, a anuidade sai por R$ 189,99. Mas quem quiser testar a tecnologia pode usufruir de um período gratuito de teste.

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Novo Nordisk, fabricante do Wegovy, mostra apetite por negócios no setor de perda de peso

A Novo Nordisk voltou ao mercado em busca de aquisições para fortalecer seu portfólio de obesidade, após perder a biotech americana Metsera em uma disputa de ofertas com a Pfizer no fim do ano passado.

“Estamos no mercado para negócios grandes ou pequenos”, disse o diretor-presidente Mike Doustdar em entrevista durante a Conferência de Saúde do JPMorgan, em San Francisco. “Desde que seja complementar aos nossos próprios ativos, podemos fazer aquisições muito grandes, muito grandes mesmo, mas precisa valer a pena e ser muito melhor do que o que já temos.”

A Novo tenta uma recuperação após perder a confiança de muitos investidores em 2025. Apesar de ter sido pioneira no mercado de medicamentos contra a obesidade, a empresa dinamarquesa tem enfrentado dificuldades para competir com a Eli Lilly e viu seu pipeline de novos medicamentos ficar aquém das expectativas.

“A Novo tem um balanço sólido e um poder de fogo significativo para realizar fusões e aquisições se a oportunidade certa surgir”, disse Michael Shah, analista da Bloomberg Intelligence. “Dito isso, poucas empresas oferecem um portfólio tão amplo em obesidade quanto a Metsera.”

Aquisições de grande porte provavelmente trariam sobreposição com o portfólio atual da Novo e exigiriam a venda de ativos, acrescentou Shah, o que torna acordos de licenciamento e aquisições complementares (bolt-on) uma abordagem mais provável.

Uma peça-chave da estratégia de Doustdar é uma versão oral do blockbuster injetável Wegovy, da Novo, que começou a ser vendida neste mês nos Estados Unidos. A demanda pelo comprimido tem sido boa, embora ainda seja cedo, disse ele em entrevista à Bloomberg TV.

A Novo saiu na frente da Lilly ao lançar o comprimido, embora a farmacêutica americana planeje começar a vender um produto concorrente a partir do segundo trimestre.

As ações da Novo subiram 18% neste ano até o fechamento de terça-feira, impulsionadas pelo otimismo em torno do comprimido. Na quarta-feira, os papéis ficaram praticamente estáveis em Copenhague.

“Vamos acompanhar de perto como a Novo vai alavancar sua vantagem de pioneira”, afirmou o analista da BMO Capital Markets Evan David Seigerman em nota. “Apreciamos a abordagem da empresa para navegar em um mercado cada vez mais competitivo e aguardamos atualizações sobre o lançamento do Wegovy em comprimido para validação estratégica.”

Chegando com força

Doustdar levou toda a sua equipe executiva à conferência do JPMorgan, uma mudança em relação à estratégia adotada pela empresa em anos anteriores. Segundo ele, a ideia era que todos estivessem presentes para se reunir com potenciais parceiros.

“Há muita coisa que não é inventada dentro da minha própria casa”, disse ele. “Precisamos ser humildes ao analisar, avaliar e, possivelmente, seguir adiante com isso.”

A Novo abandonou a disputa acirrada pela Metsera em novembro, depois que a Pfizer ofereceu até US$ 10 bilhões pela startup de medicamentos contra a obesidade. Doustdar afirmou que costuma ser questionado sobre até onde estaria disposto a ir em busca da próxima grande aposta.

“Não existe um valor específico”, disse ele em uma apresentação na conferência. “Pode ser 20, pode ser 30, pode ser 40. Podemos pagar, mas precisa valer a pena.”

A Novo também segue tentando combater versões manipuladas mais baratas de seu blockbuster contra a obesidade, o Wegovy. A empresa afirma que até 1,5 milhão de pacientes ainda utilizam medicamentos GLP-1 manipulados.

Doustdar disse que está pedindo paciência aos investidores na conferência enquanto busca construir crescimento de volume para compensar os cortes de preços dos medicamentos contra a obesidade que negociou no ano passado com o governo dos EUA. Segundo ele, os cortes terão impacto imediato, enquanto a Novo precisará de tempo para expandir o mercado e alcançar mais pacientes.

“Esta é uma redução de preço muito grande”, afirmou. “Isso terá um impacto significativo.”

Além das cópias manipuladas, a Novo enfrentará, pela primeira vez neste ano, genéricos licenciados da semaglutida, o principal ingrediente do Ozempic e do Wegovy. A barreira à entrada de genéricos caiu neste mês no Canadá, e as patentes devem expirar na China, no Brasil e na Índia a partir de março.

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Sanofi compra fabricante de vacinas Dynavax por US$ 2,2 bilhões

A farmacêutica Sanofi fechou um acordo para comprar a especialista em vacinas Dynavax Technologies por US$ 2,2 bilhões, pago em dinheiro, recorrendo a aquisições numa tentativa de deixar para trás contratempos no pipeline.

A farmacêutica francesa anunciou a aquisição na quarta-feira, 24. Pouco antes, havia informado que a agência reguladora dos Estados Unidos (FDA) se recusou a aprovar seu candidato a medicamento tolebrutinib para o tratamento de esclerose múltipla.

Com as incertezas sobre tarifas nos EUA e precificação de medicamentos ficando em segundo plano depois de a Sanofi se juntar a outras farmacêuticas na rodada mais recente de acordos do setor com o governo Trump, investidores têm avaliado com atenção o desempenho dos medicamentos que a empresa tem em desenvolvimento.

A Sanofi tem feito aquisições para renovar seu portfólio de remédios e vacinas, após alguns medicamentos experimentais não atingirem seus objetivos em estudos clínicos ou serem rejeitados por reguladores.

No início do ano, a Sanofi recebeu um ganho extraordinário de 10 bilhões de euros (US$ 11,80 bilhões) com a venda de uma participação de controle no negócio de saúde do consumidor Opella e, desde então, vem fazendo uma sequência de compras.

O acordo pela Dynavax, sediada em Emeryville, na Califórnia, marca a quinta aquisição da Sanofi neste ano, após a compra da empresa de biotecnologia em imunologia Blueprint Medicines por até US$ 9,5 bilhões e outros três negócios menores.

A Sanofi pretende lançar uma oferta pública de aquisição de US$ 15,50 por ação, em dinheiro, para comprar todas as ações da Dynavax, com aprovação unânime do conselho da empresa-alvo, noticiou o Wall Street Journal.

A Sanofi afirmou que a aquisição adiciona ao seu pipeline uma vacina contra hepatite B aprovada nos EUA, um candidato a vacina contra herpes-zóster em estudos clínicos nas fases inicial e intermediária, além de outros projetos em desenvolvimento — fortalecendo o portfólio de imunização do grupo.

A farmacêutica francesa gerou mais de um terço de suas vendas nos primeiros nove meses do ano com um único produto: o medicamento “blockbuster” Dupixent, desenvolvido em parceria com a Regeneron Pharmaceuticals.

A Sanofi também tem um negócio relevante de vacinas, que inclui imunizantes contra gripe, Covid-19 e vírus sincicial respiratório (VSR), entre outras doenças. No começo deste ano, a companhia comprou a desenvolvedora de vacinas Vicebio por até US$ 1,6 bilhão, mas também sofreu um revés quando um estudo de uma vacina contra doença por E. coli, feita com a Johnson & Johnson, foi interrompido por eficácia insuficiente.

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Hapvida perto de mínimas históricas com onda de rebaixamentos

As ações da Hapvida estão próximas das mínimas históricas após um resultado abaixo do esperado na semana passada ter desencadeado uma onda de rebaixamentos para a operadora de saúde.

O UBS BB foi o banco mais recente a rebaixar a recomendação da ação esta semana, reduzindo-a de compra para neutra e cortando o preço-alvo de R$ 55 para R$ 21. O resultado abaixo do esperado desencadeou um mergulho de 42% nas ações. Os papéis da empresa registraram a pior sessão da história em 13 de novembro, com a empresa perdendo mais de R$ 7,7 bilhões em valor de mercado desde então.

Analistas de bancos como JPMorgan, Citi, Banco Safra e Banco do Brasil rebaixaram a Hapvida na última semana, após os resultados trimestrais ficarem amplamente abaixo das estimativas, com custos médicos mais altos, maior concorrência e dinâmica de preços pressionando ainda mais as margens. A empresa agora tem sete recomendações de compra e sete de manutenção, com o número de analistas otimistas no nível mais baixo desde que a empresa abriu capital há sete anos, de acordo com dados compilados pela Bloomberg. E a perspectiva continua desafiadora.

“A Hapvida apresentou um conjunto muito fraco de resultados no 3T25, ficando bem abaixo do consenso e desencadeando uma forte venda das ações”, afirmou o analista Ricardo Boiati, do Banco Safra, em nota: “A ausência de metas de margem, seja de curto ou longo prazo, deixa o mercado praticamente no escuro quanto ao caminho da recuperação e ao equilíbrio de longo prazo.”

O analista do UBS BB André Salles afirmou que as margens da Hapvida devem permanecer sob pressão nos próximos dois anos devido ao crescimento da base de beneficiários abaixo do esperado e aos modestos aumentos de preços.

O Citi também revisou as estimativas para os próximos dois anos, reduzindo as previsões de lucros em 46% e 40% para 2026 e 2027, respectivamente, ao mesmo tempo em que cortou drasticamente o preço-alvo das ação de R$ 57 para R$ 23.

“A combinação de uma piora na receita líquida no curto prazo e a contínua recuperação de custos e despesas aumentou o risco para nossa tese de margem, que deve levar muito mais tempo para se materializar”, afirmou o analista Leandro Bastos, do Citi, em uma nota aos clientes. O banco rebaixou a recomendação da ação para neutra. “A visibilidade dos resultados permanece próxima de zero neste momento.”

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Oncoclínicas aprova aumento de capital social de R$ 1,4 bilhão

A Oncoclínicas informou em fato relevante nesta terça-feira (18) que o conselho de administração aprovou a homologação de um aumento de capital social avaliado em R$ 1,4 bilhão. O InvestNews antecipou que o volume que seria captado pela companhia ficaria entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,5 bilhão e seria composto quase que totalmente pela conversão de títulos de dívidas.

A empresa autorizou a emissão de 471.514.866 novas ações ordinárias ao preço de R$ 3,00 por ação. Com a homologação, o capital social da Oncoclínicas passa de R$ 3.147.024.825,52 para R$ 4.561.569.423,52, agora dividido em 1.132.929.494 ações ordinárias.

Com o anúncio, a líder no setor de tratamento oncológico no Brasil começa a desenhar o que será o futuro da companhia. A Oncoclínicas buscava formas de reduzir seu endividamento. No terceiro trimestre deste ano, encerrado em setembro, a companhia registrou um prejuízo líquido de R$ 1,88 bilhão, revertendo lucro líquido de R$ 3,1 milhões obtido em igual período do ano anterior. A receita líquida (de R$ 1,4 bilhão) para o período também registrou decréscimo, sendo 13,6% inferior na passagem anual.

O Grupo Oncoclínicas oferece serviços integrados como quimioterapia, radioterapia e diagnósticos. A empresa cresceu nos últimos anos por meio de aquisições e parcerias, consolidando sua presença em um segmento de alta demanda.

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Assembleia da Oncoclínicas aprova aumento de capital de R$ 2 bilhões

Oncoclinicas
Foto: Adobe Stock Photo

A rede hospitalar Oncoclínicas informou nesta quarta-feira (8) que aprova o aumento do capital social da empresa durante a Assembleia Geral Extraordinária. O montante aprovado para o aumento de capital pode atingir até R$ 2.000.000.001, por meio da subscrição privada de até 666.666.667 novas ações ordinárias, com o preço de emissão fixado em R$ 3,00 por ação.

Além disso, aprova-se a alteração no estatuto social da Oncoclínicas, que amplia o limite do capital autorizado da companhia de 1.300.000.000 para 3.500.000.000 de ações ordinárias. A empresa também divulga um aviso aos acionistas com detalhes sobre o aumento de capital, incluindo procedimentos e prazos para o exercício do direito de preferência e subscrição das novas ações.

Caso ocorra a subscrição mínima, o capital social da Companhia passará a ser de R$ 4.147.024.827,52 , dividido em 994.747.962 ações ordinárias. Caso o aumento de capital seja totalmente subscrito, o capital social passará a ser de R$ 5.147.024.826,52, dividido em até 1.328.081.295 ações ordinárias.

O aumento de capital de cerca de R$ 2 bilhões será feito em um modelo que contará com a conversão de títulos de dívidas em equity e new money. É certo que o Banco Master, detentor de 15% da companhia, será diluído no processo. Ainda não há clareza, no entanto, se o fundo Centaurus e o Goldman Sachs participarão da rodada. 

Busca por reestruturação

O estado geral da Oncoclínicas hoje em nada se parece com o diagnóstico feito por analistas em 2021, quando a estreia da empresa na B3 entusiasmou investidores. Na operação, a empresa levantou R$ 3,6 bilhões.

A tese que convenceu o mercado que tratava-se de um bom negócio tem a ver com o envelhecimento da população e a evolução dos métodos oncológicos no país: as pessoas vão viver mais, portanto a incidência de casos oncológicos vai aumentar, e existe tratamento a ser oferecido para esses pacientes.

Desde então, a empresa viu sua ação despencar mais de 80% e o endividamento disparar com a aposta em hospitais gerais, o que demandava maior contato com as operadoras de planos de saúde.

Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.

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