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FGTS aprova aumento no teto de renda e financiamento do Minha Casa, Minha Vida

24 de Março de 2026, 14:48
Residências do programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”. Foto: Divulgação

O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) aprovou, nesta terça-feira (24), modificações importantes no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com o objetivo de ampliar o acesso à casa própria para um maior número de famílias.

As alterações incluem a elevação do limite de renda das faixas de classificação e a ampliação dos valores máximos de financiamento de imóveis, com impacto direto na economia e no mercado imobiliário.

Com as mudanças, o limite de renda mensal da faixa 1 do MCMV passou de R$ 2.850 para R$ 3.200. A faixa 2 também teve reajuste, de R$ 4.700 para R$ 5.000, e a faixa 3, que agora apresenta limites de R$ 9.600, foi ajustada de R$ 8.600.

A faixa 4, voltada para a classe média, criou um aumento considerável, de R$ 12 mil para R$ 13 mil, com a expectativa de beneficiar um número expressivo de famílias. Além do aumento no teto de renda, o programa também contará com uma nova taxa de juros.

Para a faixa 1, a taxa de financiamento será de 4,50%, inferior aos 4,75% anteriores. Essa medida deve beneficiar cerca de 87,5 mil famílias que estavam acima do limite de renda anterior, mas ainda se enquadram no programa. A medida foi antecipada pelo ministro das Cidades, Jader Filho, durante entrevista à Folha de S. Paulo no final de janeiro.

O aumento nos valores dos imóveis também gerou impacto. Para a faixa 3, o limite de preço dos imóveis passou de R$ 350 mil para R$ 400 mil, com um reajuste de 14%. Já na faixa 4, houve um aumento mais expressivo de 20%, com os valores sendo elevados de R$ 500 mil para R$ 600 mil.

Essas mudanças visam permitir que mais famílias de classe média possam acessar o benefício do programa, principalmente diante da escassez de recursos e da alta nos juros. A ampliação da faixa 3 do programa permitirá a inclusão de 31,3 mil novas famílias no MCMV, enquanto na faixa 4 a expectativa é de que 8,2 mil famílias sejam beneficiadas.

As mudanças nas faixas 3 e 4 serão financiadas com recursos do Fundo Social, que atualmente conta com R$ 31 bilhões alocados para o programa. A previsão é que esses recursos comecem a ser utilizados no segundo semestre deste ano.

Imóveis em construção pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”. Foto: Divulgação

O Minha Casa, Minha Vida, que foi uma das principais vitórias da gestão petista, continua sendo uma das principais bandeiras de campanha em ano eleitoral. O governo federal, em uma tentativa de alavancar a compra de imóveis pela classe média, usou R$ 15 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal no ano passado para dar mais fôlego ao programa.

Esse esforço é visto como essencial para driblar a alta nos juros e a escassez de crédito, especialmente diante da crise econômica que o país atravessa. O programa também ganhou destaque com a introdução da faixa voltada para a classe média, que passou a ser vista como uma medida crucial para enfrentar a falta de acesso da população de renda média ao mercado imobiliário.

Além disso, o governo se comprometeu a utilizar recursos do FGTS para garantir condições acessíveis de financiamento à casa própria, com o objetivo de aquecer o setor. A aprovação das mudanças no MCMV, o Conselho Curador também aprovou a retomada do Programa FGTS-Saúde.

Esse programa permite que recursos do fundo sejam usados para financiar entidades filantrópicas de saúde que atuam de forma complementar ao SUS (Sistema Único de Saúde). A medida visa ampliar o apoio a hospitais filantrópicos, que representam uma parcela significativa da rede de atendimento à população, oferecendo mais de 190 mil leitos e cerca de 25% dos hospitais do Brasil.

A medida foi bem recebida por representantes do governo, como o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que destacou a importância das entidades filantrópicas para o SUS. Segundo ele “muitos territórios têm dependência imensa das filantrópicas, e temos que trabalhar para elas tenham condições de prestar bom serviço”. Contudo, a proposta gerou controvérsias, com representantes do setor privado, como a Confederação Nacional do Comércio (CNC), criticando a utilização do FGTS.

Por fim, o Conselho Curador também aprovou a inclusão de cooperativas como mutuárias do Programa Pró-Transporte, que visa financiar melhorias no transporte público urbano. Essa medida tem como objetivo atender áreas periféricas não atendidas por linhas principais e renovar a frota de veículos de transporte coletivo, proporcionando um sistema mais eficiente e acessível para a população.

Finnair fecha maior encomenda de sua história com a Embraer por até 46 aeronaves

23 de Março de 2026, 07:11

A Embraer anunciou nesta segunda-feira (23) um acordo com a Finnair para o fornecimento de até 46 aeronaves comerciais do modelo E195-E2, em um dos maiores investimentos dos 102 anos de história da companhia aérea finlandesa. O contrato, que já entra no backlog da Embraer no primeiro trimestre de 2026, inclui 18 pedidos firmes, 16 opções e 12 direitos de compra.

O negócio consolida a posição da fabricante brasileira no mercado de jatos comerciais de até 150 assentos, segmento em que a Embraer é líder mundial. Para a Finnair, a encomenda representa a aposta mais ambiciosa da empresa em décadas, com entregas programadas para começar no segundo semestre de 2027.

Nenhuma das duas empresas comentou os valores do negócio, que pode variar de acordo com a negociação, pacote de serviços incluídos, manutenção e configuração das aeronaves, mas, de acordo com negociações anteriores, o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC estima que o negócio pode chegar a US$ 4,2 bilhões (R$ 22,3 bilhões).

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Maior aposta em mais de um século

O CEO da Finnair, Turkka Kuusisto, classificou o acordo como um passo determinante para os planos da companhia. “Este é um dos maiores investimentos da história de 102 anos da Finnair”, afirmou o executivo, destacando que os novos jatos vão permitir à empresa fortalecer sua malha europeia e aproveitar oportunidades de crescimento no mercado.

As aeronaves serão configuradas com 134 assentos e substituirão modelos mais antigos da frota da Finnair, incluindo os E190s de geração anterior operados pela companhia.

Embraer reforça backlog global

Do lado brasileiro, o presidente da divisão de aviação comercial da Embraer, Arjan Meijer, ressaltou o valor econômico do acordo. “A combinação de eficiência, conforto e confiabilidade do E195-E2 gera valor concreto”, disse o executivo, citando menor consumo de combustível e economia operacional como diferenciais do modelo.

O pedido será registrado no backlog referente ao primeiro trimestre de 2026, reforçando os números da fabricante sediada em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Fundada em 1969, a Embraer já entregou mais de 9 mil aeronaves e é a maior exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil.

E195-E2 lidera segmento regional

O E195-E2 é o jato corredor único mais silencioso disponível no mercado e consome até 35% menos combustível do que os E190s de geração anterior. A aeronave, que não possui assentos centrais, reforça a competitividade da Embraer frente a concorrentes no segmento de aviação regional de médio porte.

A Finnair, membro da aliança oneworld e eleita 15 vezes seguidas a melhor companhia aérea do Norte da Europa no prêmio Skytrax, opera rotas entre a Ásia, América do Norte e Europa com base em Helsinque.

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Caminhoneiros: estado de greve continua, mas entidades apoiam MP do governo

20 de Março de 2026, 08:30

Horas após a assembleia realizada em Santos (SP) decidir não iniciar uma paralisação nacional e dar prazo de sete dias ao governo federal, entidades ligadas aos caminhoneiros divulgaram notas em apoio à Medida Provisória nº 1.343/2026 e afirmaram que o estado de greve está mantido até a conclusão das negociações sobre pontos da pauta da categoria ainda pendentes.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, confirmou que receberá representantes dos caminhoneiros na semana que vem, em mais uma etapa das tratativas abertas após a publicação da medida.

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A decisão tomada na sede do Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam), em Santos, não encerrou o movimento mas transferiu para a próxima semana uma nova avaliação sobre eventual paralisação.

“Está mantido o estado de greve”, disse José Roberto Stringasci, presidente da Associação Nacional de Transporte no Brasil (ANTB). Segundo ele, a maioria dos participantes da assembleia queria parar, mas aceitou aguardar mais sete dias. “Se em sete dias o governo não resolver a situação e não der um sinal positivo para as pautas, eles vão parar”, afirmou.

Em nota divulgada à noite, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) afirmou que a paralisação nacional está, “por enquanto, suspensa” e atribuiu a decisão à publicação da MP nº 1.343/2026. O presidente da entidade, Paulo João Estausia, o Paulinho do Transporte, disse que os caminhoneiros agiram com “maturidade, responsabilidade e coerência” ao evitar a paralisação. A confederação informou ainda que continuará negociando com o governo outras pautas da categoria, que poderão ser apresentadas por meio de emendas à medida provisória.

A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) também informou, em nota, que a greve geral está suspensa até nova reunião com o governo na semana que vem. A entidade relacionou a decisão às medidas publicadas nos dias 12 e 19 de março sobre diesel, frete e fiscalização do piso mínimo. Segundo a associação, a suspensão do movimento está condicionada ao avanço das negociações e ao atendimento das reivindicações ainda pendentes.

O presidente do Sindicam, Luciano Santos de Carvalho, indicou durante a assembleia que a avaliação das lideranças foi a de manter a negociação aberta após a publicação da MP. “Para nós, o piso mínimo é dignidade e qualidade de vida para os caminhoneiros. Se subir o diesel, agora, com as regras dessa MP, o frete subirá também”, afirmou.

Publicada em edição extra do Diário Oficial da União, a MP nº 1.343/2026 torna obrigatório o registro de todas as operações de transporte pelo Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), o que permitirá à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) cruzar os valores pagos com o piso mínimo do frete rodoviário.

O texto prevê multas de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por operação para empresas que descumprirem a tabela. Em caso de reincidência, a empresa poderá ter o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) suspenso cautelarmente ou a autorização cancelada por até dois anos. O governo também publicou o Decreto nº 12.883/2026, com diretrizes para a definição do preço de referência do diesel.

Em Santa Catarina, onde caminhoneiros ligados à Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga (ANTC) haviam anunciado paralisação a partir do meio-dia de ontem, o presidente da entidade, Sérgio Pereira, informou no fim da tarde a desmobilização do movimento. Antes disso, a Justiça Federal proibiu bloqueios nas BRs 101 e 470 e nos acessos ao complexo portuário de Itajaí e Navegantes, com multa de R$ 10 mil por pessoa física e R$ 100 mil por pessoa jurídica em caso de descumprimento.

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Petrobras adere a subvenção federal ao diesel e preserva política de preços

13 de Março de 2026, 07:34

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, nesta quinta-feira (12), a adesão da companhia à subvenção econômica à comercialização de óleo diesel de uso rodoviário no território nacional. A medida foi instituída pela Medida Provisória nº 1.340, assinada no mesmo dia pelo governo federal.

A decisão foi tomada com base no caráter facultativo do programa e no potencial benefício adicional que a adesão pode representar para a empresa. Segundo a companhia, a participação no mecanismo é compatível com seus interesses.

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Adesão condicionada à ANP

A assinatura efetiva do termo de adesão, no entanto, está condicionada à publicação e análise dos instrumentos regulatórios pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A regulamentação envolve especialmente a definição do preço de referência, item necessário para a operacionalização da subvenção. Enquanto a ANP não concluir esse processo, a adesão permanece pendente de formalização.

Política de preços preservada

A Petrobras reafirmou que mantém sua política comercial independente. A companhia leva em conta a participação no mercado, a otimização dos ativos de refino e a rentabilidade de forma sustentável — sem repassar aos preços internos a volatilidade das cotações internacionais e da taxa de câmbio.

A adesão ao programa de subvenção, segundo a empresa, preserva essa flexibilidade. A Petrobras afirmou seguir comprometida com uma atuação responsável, equilibrada e transparente na condução de sua política de preços.

Petrobras e mercado de diesel

O diesel de uso rodoviário ocupa posição de destaque na matriz de consumo de combustíveis do país, sendo o principal insumo do transporte de cargas. A subvenção econômica prevista na MP 1.340 busca criar um mecanismo de amortecimento entre as oscilações do mercado internacional e os preços praticados internamente.

Para a Petrobras, o programa representa uma janela de benefício adicional sem comprometer a autonomia na gestão de seus ativos de refino e na definição de sua rentabilidade.

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Regulamentação de trabalho por aplicativo deve ser votada em abril

Por:Sul 21
10 de Março de 2026, 16:45

Da Agência Brasil

O projeto de lei complementar que regulamenta o trabalho de entregadores e motoristas por aplicativos pode ser votado no plenário da Câmara dos Deputados até o início de abril.

A previsão foi dada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, nesta terça-feira (10), após reunião na residência oficial da Presidência da Câmara.

Motta disse que o objetivo principal é construir uma legislação equilibrada que proteja os autônomos e garanta o funcionamento das plataformas.

“Que consigamos entregar ao país uma condição de estes trabalhadores terem as suas garantias, terem condições mais dignas de trabalho e que isso não venha incidir no aumento do custo para os consumidores”, explicou.

Atualmente, no Brasil, o governo federal estima que existem aproximadamente 2,2 milhões de trabalhadores de plataformas digitais como Uber, 99 Táxi, IFood e InDrive.

Taxa básica

O impasse na tramitação do PLP está em relação ao pagamento da taxa básica do serviço e do adicional pela distância percorrida para o transporte de passageiros e para a entrega de bens.

O governo federal entende que o valor mínimo do serviço deve ser de R$ 10, somado a R$ 2,50 por quilômetro rodado.

O relator da matéria na Comissão Especial da Câmara, deputado federal Augusto Coutinho (Republicanos-PE), confirma que este é o único ponto de divergência na regulamentação do trabalho de entregadores por aplicativo.

“R$10, em São Paulo, no Rio ou em Brasília não é igual a R$10 no interior de Pernambuco, onde o ticket de um lanche é muito inferior ao daqui. Isso pode inviabilizar esse serviço na ponta”, avaliou.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, disse que irá buscar o diálogo para tentar incorporar o valor ao relatório final da comissão especial da Câmara.

“Para o governo existem pontos que são muito caros. Um deles, que é uma demanda dos entregadores de aplicativos, dos motoqueiros, é uma taxa mínima de R$ 10, com adicional de R$ 2,50 por quilômetro rodado. Se não for, o governo pretende apresentar como uma emenda [ao texto na votação].

Boulos enfatiza a necessidade urgente de regulamentação da questão. “Do jeito que está só interessa às grandes plataformas e não aos trabalhadores. Hoje, você pega o motorista de Uber, a plataforma fica com 50% de taxa de retenção, isso não é razoável”, disse.

Consenso para motoristas

Segundo Coutinho, durante a reunião houve o entendimento entre as partes de que não haverá valor mínimo da corrida para os motoristas de aplicativos.

“Porque 25% das corridas no Brasil são cobradas menos de R$ 8,50. Na nossa proposta, já entendemos que isso é uma matéria que podia ser retirada do texto e ficaria somente o problema com os entregadores”, explicou o relator.

Segurança mínima

Na visão do relator, o projeto traz avanços para o trabalhador do ponto de vista previdenciário, pois o projeto não isentará os profissionais autônomos da contribuição mensal à Previdência Social. “Não existe no Brasil nenhum trabalhador que pague a Previdência para ter o agasalho social pelo quanto eles [motoristas e entregadores por aplicativo] vão pagar”, disse o parlamentar.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, reconheceu que o projeto de lei, de fato, representa uma segurança mínima e que poderá ser atualizado a cada ano para mudar a realidade atual de ausência total de direitos.

“O pior dos mundos é a situação em que estamos. Esse é o pior dos mundos para o empregador e para o motorista. [É preciso] ter uma lei que estabeleça uma segurança mínima para, a partir daí, os trabalhadores, o próprio Parlamento, o governo procurarem reavaliar, avançar mais à frente para ver se está adequada ou se precisa de aperfeiçoamento”, avalia o ministro.

Andamento

O presidente Hugo Motta disse que as negociações estão em andamento para apresentar uma proposta final do relatório que será apresentado na Comissão Especial para ser aprovado, seguindo para votação do texto ao plenário.

O deputado relator Augusto Coutinho adiantou que a Comissão Especial, sob a presidência do deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), representantes do Executivo e do Legislativo devem se reunir nesta quarta-feira (11) para tratar do tema e tentar chegar a um entendimento.

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Inflação de automóveis leves usados mantém trajetória de alta

7 de Março de 2026, 10:20

O IBV Auto, índice do banco BV que mede a variação dos preços dos automóveis leves usados em todo o país, avançou 0,55% em fevereiro, dando continuidade a uma trajetória de alta registrada em janeiro (+0,90%), melhor desempenho para o mês desde 2022. No acumulado de 12 meses até fevereiro, o indicador registra alta de 6,60%, reforçando o aquecimento do mercado de usados.

O comportamento do índice indica que o mercado não só mantém a trajetória de alta, como também demonstra maior força e resiliência, sinalizando um possível reaquecimento da atividade econômica, explica o economista-chefe do banco BV, Roberto Padovani.

“Ainda que a inflação de fevereiro seja mais branda que a observada no mês anterior, temos ainda um cenário de franca aceleração dos preços em doze meses, que chega a 6,60% e representa o maior nível desde março de 2023. Mais do que apenas pela alta da inflação do automóvel usado, chama a atenção o ritmo de aceleração, já que o registrado até dezembro foi de 5,31%.

Se outros indicadores de atividade econômica neste primeiro trimestre também confirmarem um quadro de reaquecimento da atividade econômica, isto vai requerer atenção por parte do Banco Central, que se encontra às vésperas do início de um ciclo de cortes de juros”.

O resultado registrado pelo IBV Auto no primeiro bimestre foge da sazonalidade típica do setor, que costuma ser menos movimentado, com ritmo de vendas mais comedido em comparação aos outros meses do ano.

Além disso, em uma conjuntura em que os preços dos automóveis zero quilômetro estão pressionados, é esperado que parte dos compradores migre para o mercado de usados, em um movimento que contribui para o fortalecimento dessa dinâmica.

“A maior alta de preços para fevereiro desde 2022, somada ao avanço já observado em janeiro, reforça o aquecimento do mercado de veículos usados neste início de ano, que costuma apresentar resultados mais tímidos. Mesmo em um ambiente de Selic elevada, o setor segue bastante dinâmico em 2026, com repasses consistentes de preços sustentados por uma demanda resiliente“, observa Jamil Ganan, vice-presidente de Varejo do banco BV

Destaques por região

A região Centro-Oeste se destacou ao registrar a maior variação frente ao mês anterior (0,77%), com maior contribuição dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul

No acumulado de 12 meses, a região Norte lidera a alta dos preços, com destaque para Rondônia (+7,67%), Amazonas (+7,63%) e Tocantins (+7,49%). Apesar do avanço no mês, a inflação de usados desacelerou em relação a janeiro (+0,90%). O Chevrolet Ônix apresentou a maior alta, de 2,06%, seguido por Toyota Corolla (+1,69%) e Volkswagen Gol (+0,56%). Na contramão, o Toyota Hilux SW4 pressionou o índice para baixo, com recuo de 3,30%, seguido por Volkswagen T-Cross (-0,96%) e Nissan Kicks (-0,89%).

Elétricos e Híbridos

Este ano, o IBV Auto passou a incluir veículos elétricos e híbridos da safra de 2023, sempre considerando os preços efetivos de cada venda, não os preços de anúncio.

Os modelos elétricos lançados em 2023 acumulam desvalorização de 45,1% até fevereiro de 2026, movimento influenciado também pela queda nos preços dos veículos elétricos novos, em um cenário de maior concorrência e estratégias comerciais mais agressivas das montadoras com maior participação neste mercado. No mesmo período, os híbridos de 2023 registraram desvalorização média de 26,4%, enquanto os automóveis a combustão comparáveis recuaram 21,6%.

Já os elétricos lançados em 2022, registram desvalorização de 48,4% até fevereiro de 2026, enquanto a desvalorização média dos híbridos do mesmo ano girou em torno de 21,1% até fevereiro deste ano. No mesmo período, a desvalorização média dos automóveis a combustão foi de 13,4% nos modelos equivalentes.

Os automóveis do ano-modelo 2021 registraram, inicialmente, valorização em relação ao preço de zero quilômetro, refletindo a forte inflação dos veículos novos no período pós-pandemia. Em fevereiro deste ano, a desvalorização média da cesta de híbridos estava em 18,3%, enquanto os modelos a combustão comparáveis apresentaram recuo mais moderado, de 5,8%.

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Metodologia IBV Auto

O IBV Auto é um indicador desenvolvido para medir, com precisão e base metodológica robusta, a variação de preços de automóveis leves usados no Brasil. O índice reflete as tendências de valor de mercado a partir de um volume expressivo de transações reais.

A metodologia incorpora critérios rigorosos de amostragem, ajustes por depreciação e agrupamento técnico de modelos, permitindo acompanhar mensalmente a dinâmica dos preços por região e tipo de propulsão: combustão, híbrido ou elétrico

A ponderação é realizada com base no valor total das negociações (volume * preço): quanto maior o preço e mais comercializado for um determinado modelo e ano, maior será o peso do veículo na cesta que compõe o indicador.

O índice utiliza o ano de 2019 como base histórica inicial, fixando o indicador nacional em 100, para permitir comparações ao longo do tempo até o mês mais recente de 2025. Nos índices regionais, a base é ajustada de acordo com a diferença média de preços em relação ao mercado nacional naquele ano. Isso garante que a série reflita com precisão a evolução dos preços e as diferenças regionais, oferecendo uma leitura mais apurada do mercado de usados.

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