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VÍDEO: Valdemar revela que Moro barrou sua convocação à CPI do Crime Organizado

22 de Março de 2026, 22:47
O analista político Eduardo Gayer, a jornalista Basília Rodrigues, Valdemar Costa Neto, presidente do PL e a repórter Soane Guerreiro no SBT News. Reprodução

Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, afirmou no programa “Sala de Imprensa”, do SBT News, que o senador Sérgio Moro, recém-filiado ao Partido Liberal, disse ter votado contra sua convocação à CPI do Crime Organizado. Segundo Valdemar, o ex-juiz afirmou: “Eu queria te convocar lá para você falar e tal” e, em seguida, acrescentou: “Não te convocamos, graças ao meu voto. Foi 6 a 5”.

A declaração foi dada após pergunta da repórter Soane Guerreiro sobre eventual articulação com integrantes da comissão. Valdemar relatou que se reuniu com Moro na véspera e disse que o senador o abordou antes do início da reunião para falar sobre o requerimento de convocação. Ao relembrar a conversa, afirmou ter reagido com surpresa: “Que CPI? Do crime organizado? Eu? Mas o quê?”.

No mesmo relato, Valdemar disse que Moro mencionou uma tentativa posterior de nova deliberação sobre o caso. Segundo o dirigente, o senador afirmou: “Ainda bem que o Magno Malta ficou lá, porque depois que eles saíram, acabou a reunião, eles quiseram fazer outra reunião para tentar fazer uma outra convocação ilegal contra mim e o Magno não deixou”

🚨URGENTE – Valdemar conta que Sérgio Moro lhe afirmou que ele só não foi convocado para a CPI do Crime Organizado graças a seu voto de minerva

“Não te convocamos graças ao meu voto. Foi 6×5, viu Valdemar?!”, disse Moro. pic.twitter.com/9nggzOAUiG

— SPACE LIBERDADE  (@NewsLiberdade) March 22, 2026

No mesmo relato, o político disse que Moro ainda afirmou que houve uma tentativa posterior de nova deliberação sobre o caso. Segundo ele, o senador declarou: “Ainda bem que o Magno Malta ficou lá, porque depois que eles saíram, acabou a reunião, eles quiseram fazer outra reunião para tentar fazer uma outra convocação ilegal contra mim e o Magno não deixou”.

Costa Neto também declarou que sua relação com Moro já havia sido atravessada por um processo anterior movido em contexto eleitoral. Segundo ele, um senador do PL pediu a abertura da ação, e o episódio deixou Moro contrariado. Valdemar afirmou ainda que aliados sugeriram a retirada do processo, mas ele recusou.

CPMI do INSS: Presidente cita “garotas de programa” e confirma “vídeo íntimos” no celular de Vorcaro

17 de Março de 2026, 00:50
O senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS. Reprodução/YouTube TV Cultura

Durante sua participação no programa “Roda Viva”, da TV Cultura, nesta segunda-feira (16), o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, confirmou a existência de vídeos íntimos no celular de Daniel Vorcaro: “Eu tomei conhecimento da existência desses vídeos”, afirmou o parlamentar, referindo-se a registros particulares e de conteúdo íntimo de pessoas que supostamente participaram de festas com Vorcaro, incluindo, segundo ele, “garotas de programa” contratadas para os eventos.

Raquel Landim, do SBT News, questionou o senador sobre a decisão do ministro André Mendonça, que proibiu o acesso à sala cofre onde estão armazenados dados sigilosos de Vorcaro.Viana explicou que essa medida visava impedir o vazamento dos vídeos, algo que poderia prejudicar a investigação e fortalecer a defesa do empresário. “Se esses dados vazam, a defesa de Vorcaro fica muito mais forte”, afirmou o senador, reforçando a gravidade da situação.

Ele ainda ressaltou a importância da preservação das provas, especialmente considerando a envolvência de membros da Justiça no caso, como apontado pelo Supremo Tribunal Federal. “Isso é muito grave”, disse Viana, destacando a necessidade de tomar medidas para proteger a integridade da investigação.

🚨 NO RODA VIVA: Carlos Viana diz que celular de Daniel Vorcaro tem “vários vídeos íntimos”

Durante participação no Roda Viva, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, afirmou que há “vários vídeos íntimos” entre os arquivos encontrados no celular do… pic.twitter.com/kMR6p4QY3x

— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) March 17, 2026

O senador criticou a falta de ação por parte dos parlamentares em relação aos vazamentos de imagens de dentro da sala cofre e afirmou que o Senado tomará as providências necessárias.

Em relação ao conteúdo dos vídeos, o senador esclareceu que, embora o conteúdo íntimo seja claro, isso não está diretamente relacionado à investigação da CPMI. “Isso não tem nada a ver com a investigação, e o vazamento só prejudica a credibilidade do trabalho”, concluiu Viana.

X de Musk recebe multa milionária por resposta incompreensível à Justiça Eleitoral

8 de Março de 2026, 20:49
Rede X, do bilionário Elon Musk. Foto: reprodução

A Justiça Eleitoral aplicou multa de R$ 1,6 milhão à rede social X após considerar descumprida uma ordem judicial de fornecimento de informações sobre perfis envolvidos em propaganda eleitoral negativa. O caso ocorreu no Rio de Janeiro em processo relacionado às eleições de 2022.

A ação foi apresentada por Marcelo Freixo, que disputou o governo do estado naquele ano. Ele solicitou a identificação dos responsáveis por publicações na plataforma. O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro determinou que a empresa fornecesse, em até 48 horas, dados técnicos que permitiriam identificar os usuários.

Entre as informações solicitadas estava a chamada “porta lógica”, um identificador de conexão que, combinado com o endereço IP, permite localizar de forma precisa o responsável por determinado acesso à internet. A decisão previa multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento.

Fachada do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. Reprodução

A plataforma enviou dados dentro do prazo estabelecido, porém as informações foram apresentadas em língua estrangeira e com termos técnicos que dificultaram a compreensão. Além disso, não houve indicação da porta lógica solicitada.

Os advogados de Freixo continuaram solicitando os dados necessários no processo. A plataforma voltou a se manifestar apenas 163 dias depois, quando apresentou as informações em português e organizadas de forma compreensível.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro considerou que o cumprimento efetivo da decisão ocorreu somente quando as informações permitiram identificar os responsáveis pelas publicações. Com isso, o período de 163 dias foi contabilizado para aplicação da multa.

Inicialmente, o valor acumulado chegou a R$ 16,3 milhões. O tribunal reduziu a multa diária para R$ 30 mil, o que levou o total para R$ 4,8 milhões.

A rede X recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral para tentar afastar a penalidade ou reduzir o valor. Relator do caso, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva manteve a aplicação da multa, citando o artigo 192 do Código de Processo Civil, que estabelece o uso obrigatório da língua portuguesa nos atos processuais.

Na decisão, o ministro afirmou que a legislação admite documentos em língua estrangeira quando o conteúdo é compreensível e não causa prejuízo às partes. No caso analisado, o tribunal considerou que a forma como os dados foram apresentados exigiu novas solicitações no processo.

Cueva determinou nova redução do valor da penalidade. A multa diária foi fixada em R$ 10 mil, totalizando R$ 1,6 milhão.

Gilmar Mendes dá 72 horas para MP do Rio explicar pagamento de penduricalhos

8 de Março de 2026, 20:03
Gilmar Mendes, ministro do STF. Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes determinou neste domingo (8) que o Ministério Público do Rio de Janeiro apresente esclarecimentos em até 72 horas sobre o pagamento de verbas indenizatórias, conhecidas como “penduricalhos”. O ministro é relator de uma ação que questiona esse tipo de pagamento no Judiciário e no Ministério Público.

A decisão foi tomada após o magistrado considerar insuficientes as informações enviadas anteriormente pelo procurador-geral do estado. Gilmar solicitou dados adicionais para verificar se as determinações já fixadas pelo Supremo estão sendo cumpridas.

O Ministério Público deverá detalhar como estão sendo realizados os pagamentos das verbas indenizatórias. Entre as informações solicitadas estão eventuais valores retroativos pagos entre janeiro e fevereiro, as datas de autorização dessas despesas e o momento em que as ordens de pagamento foram encaminhadas à instituição financeira.

O ministro também mencionou que, em decisão anterior, proferida em domingo (23), foi proibido o pagamento imediato de valores retroativos relacionados a esse tipo de verba. Posteriormente, em quarta-feira (26), foi autorizada apenas a quitação de valores que já estivessem regularmente programados para o período correspondente.

Fachada da sede do Ministério Público do Rio de Janeiro. Reprodução

Na decisão, Gilmar Mendes estabeleceu que verbas de caráter indenizatório somente podem ser pagas a integrantes do Judiciário e do Ministério Público quando estiverem previstas em lei aprovada pelo Congresso Nacional. A determinação também define que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) devem apenas regulamentar benefícios que já tenham base legal definida.

Por meio de liminar, o ministro estabeleceu prazo de 60 dias para que tribunais e Ministérios Públicos estaduais interrompam pagamentos desse tipo fundamentados em legislações estaduais. Também determinou prazo de 45 dias para suspender verbas instituídas por decisões administrativas ou atos normativos secundários.

Gilmar afirmou na decisão que pagamentos feitos após esses prazos, em desacordo com as determinações do STF, poderão ser considerados ato atentatório à dignidade da Justiça e poderão ser apurados nas esferas administrativa, disciplinar e penal.

A decisão também menciona que eventuais valores pagos de forma irregular podem gerar obrigação de devolução, além da apuração das responsabilidades administrativas e legais envolvidas.

Senador “viaja no tempo” e descreve reunião com Bolsonaro que ainda não ocorreu

7 de Março de 2026, 09:48

Um vídeo gravado pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT) relatando uma conversa com Jair Bolsonaro (PL) vazou nas redes sociais antes mesmo de o encontro acontecer. Na gravação, o parlamentar afirma ter se reunido com o ex-presidente e diz que recebeu apoio político para projetos eleitorais no Mato Grosso.

Segundo a publicação, Fagundes deve visitar Bolsonaro neste sábado (7) na prisão, em Brasília. O objetivo do encontro seria pedir o aval do ex-presidente para disputar o governo do Mato Grosso nas próximas eleições.

No vídeo que circulou nas redes, o senador afirma: “No sábado, estive pessoalmente com o presidente Bolsonaro e levei o abraço dos mato-grossenses”. Na mesma fala, ele cita a possibilidade de uma chapa com Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência e seu próprio nome como candidato ao governo estadual.

A gravação chamou atenção por descrever a conversa como se já tivesse ocorrido, mesmo antes da visita prevista. O conteúdo acabou sendo divulgado publicamente e repercutiu em ambientes políticos e nas redes sociais.

Nos bastidores do partido, a situação ocorre em meio a debates sobre a estratégia eleitoral no Mato Grosso. A direção nacional do PL defende uma aliança com o atual vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Pivetta deve assumir o governo do estado no próximo mês após a renúncia prevista do governador Mauro Mendes (União Brasil). A expectativa é que ele dispute a reeleição no cargo, o que pode influenciar as negociações políticas dentro da base aliada.

 

Embaixador da Argélia é investigado por tentativa de agressão contra motorista em Brasília

7 de Março de 2026, 09:34
Fachada da embaixada da Argélia em Brasília. Reprodução

O embaixador da Argélia no Brasil, Abdelaziz Benali Cherif, é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) após um motorista da embaixada denunciar uma tentativa de agressão ocorrida dentro da missão diplomática. O funcionário Ulysses Souza de Araujo afirma que o diplomata partiu para cima dele durante uma discussão, sendo contido por dois colegas.

Segundo o relato do motorista divulgados pelo Metrópoles, o episódio ocorreu em 2 de fevereiro, quando ele informou ao embaixador que precisaria sair para uma consulta médica relacionada a um diagnóstico recente de câncer. Mesmo após ser avisado previamente sobre o compromisso, Cherif teria proibido a saída do funcionário.

De acordo com a ocorrência registrada, Ulysses deixou as chaves do veículo oficial na mesa do embaixador e informou que iria à consulta por se tratar de um direito trabalhista. Nesse momento, o diplomata teria se exaltado e tentado agredi-lo fisicamente, sendo contido por dois diplomatas presentes no local.

 

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O motorista, que trabalha na embaixada há 25 anos, também denunciou o caso ao Ministério Público do Trabalho (MPT), alegando ter sofrido assédio moral, advertências e suspensão após o episódio. Ele afirma que o ambiente de trabalho teria se tornado hostil e que funcionários seriam frequentemente submetidos a ameaças e humilhações.

Após a confusão, Ulysses relata que recebeu advertências por suposta falta de respeito ao embaixador e chegou a ser suspenso. Durante um período de afastamento médico de dez dias, a embaixada teria emitido novas advertências por abandono de emprego e determinado o retorno imediato ao trabalho.

A defesa do motorista entrou com pedido de rescisão indireta do contrato de trabalho, alegando faltas graves por parte da missão diplomática. Procurada pela reportagem, a Embaixada da Argélia não se manifestou até a publicação. O caso segue sob investigação da polícia e também é analisado na esfera trabalhista.

Musa da música “Carolina” diz que canção não é de Seu Jorge

7 de Março de 2026, 08:53
A advogada Carolina Corrêa, inspiração da música Carolina, e o cantor e compositor Seu Jorge. Fotomontagem

A advogada Carolina Corrêa, inspiração da música Carolina, afirmou que a canção não foi composta por Seu Jorge, mas pelo baterista e compositor Ricardo Garcia. Segundo ela, a música foi escrita no início dos anos 2000 durante o relacionamento com Garcia e acabou sendo gravada pelo cantor no álbum Samba Esporte Fino, lançado em 2001. As informações são do Metrópoles.

De acordo com Carolina e Ricardo Garcia, as composições já estavam prontas quando Seu Jorge foi convidado apenas para interpretá-las em um projeto musical que também envolvia o produtor Kiko Freitas.

Além de Carolina, os compositores afirmam que outras cinco músicas — Tive Razão, Gafieira S. A., Chega no Suingue, She Will e Não Tem — teriam sido registradas posteriormente apenas em nome do cantor.

Ricardo afirma que a situação veio à tona em 2001, quando a música Carolina apareceu em um programa de televisão com créditos atribuídos somente a Seu Jorge. Segundo ele, após verificar os registros, os compositores entraram com ação judicial em 2003 para discutir a autoria das obras.

A 18ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu recentemente que o processo deve prosseguir para análise de provas e depoimentos.

Especialistas em direito autoral explicam que a legislação brasileira garante proteção à obra desde o momento da criação, independentemente de registro formal. Caso seja comprovada a autoria original, os compositores podem pedir correção dos créditos, reconhecimento da autoria e eventual indenização. Procurada pela reportagem, a equipe de Seu Jorge não respondeu até a publicação.

Justiça dos EUA condena paquistanês acusado de planejar morte de Donald Trump

7 de Março de 2026, 08:45
Asif Merchant foi julgado no Tribunal Distrital Federal do Brooklyn Imagem: Divulgação

Um tribunal federal dos Estados Unidos condenou o paquistanês Asif Merchant por planejar o assassinato do presidente Donald Trump. O julgamento ocorreu no Tribunal Distrital Federal do Brooklyn, em Nova York, após investigação do Departamento de Justiça americano.

Segundo os procuradores, Merchant tentou recrutar pessoas dentro dos Estados Unidos para executar o plano. Além de Trump, outros políticos americanos também teriam sido citados como possíveis alvos durante as conversas investigadas.

De acordo com a acusação, o plano teria sido motivado como retaliação à morte do general iraniano Qassem Soleimani, morto em janeiro de 2020 durante uma operação militar autorizada por Trump em seu primeiro mandato como presidente dos Estados Unidos.

Réu viajou para a cidade de Nova Iorque para contratar assassinos de aluguel. Ilustração: Reuters/Jane Rosenberg

Durante o julgamento, a defesa alegou que Merchant teria sido forçado a participar da conspiração. Os procuradores federais contestaram essa versão e afirmaram ao tribunal que não havia provas que sustentassem a tese de coação ou coerção.

O próprio Merchant afirmou que não recebeu ordens para matar uma pessoa específica. Segundo ele, um contato iraniano mencionou três nomes em conversas realizadas em Teerã: Donald Trump, Joe Biden e Nikki Haley.

Merchant foi preso em 12 de julho de 2024 quando se preparava para deixar os Estados Unidos. A detenção ocorreu um dia antes do atentado contra Trump durante um comício na Pensilvânia. Investigadores afirmaram não ter encontrado ligação entre Merchant e Thomas Crooks, autor do ataque contra o então candidato republicano.

“Sicário” dizia preferir morrer a ser preso e conheceu Vorcaro através de cunhado pastor

7 de Março de 2026, 08:05
Luiz Phillipi Machado Moraes Mourão, o Sicário. Foto: reprodução

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” do banqueiro Daniel Vorcaro, morreu após atentar contra a própria vida enquanto estava sob custódia da Polícia Federal em Belo Horizonte. Ele havia sido preso na quarta-feira (4) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. A morte foi confirmada oficialmente após a conclusão do protocolo de morte cerebral.

Segundo relatos obtidos pela reportagem do Estadão, Mourão demonstrava nos últimos anos forte temor de voltar à prisão. Pessoas que conviveram com ele afirmaram que o investigado dizia preferir morrer a ser preso novamente. Aos 43 anos, ele tinha uma longa ficha policial e era conhecido em Belo Horizonte pelo apelido de “Mexerica”.

A aproximação com Daniel Vorcaro ocorreu por meio do empresário Fabiano Zettel, amigo da família do banqueiro e frequentador da Igreja Batista da Lagoinha. A relação se fortaleceu após Zettel se casar, em 2017, com Natália Vorcaro, irmã do ex-presidente do Banco Master. Segundo a Polícia Federal, Mourão passou a integrar o círculo de confiança do banqueiro.

O pastor da Lagoinha Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Foto: reprodução

As investigações indicam que ele coordenava um grupo chamado “A Turma”, descrito pela PF como uma milícia privada usada para intimidar adversários e monitorar pessoas de interesse do grupo. Mensagens encontradas no celular de Vorcaro mostram ordens direcionadas ao “Sicário” para pressionar funcionários e desafetos ligados às investigações.

De acordo com a Polícia Federal, o grupo também realizava coleta de informações sigilosas e monitoramento de autoridades. Investigadores afirmam que Mourão montou uma rede de inteligência em Belo Horizonte, incluindo hackers e informantes que buscavam dados sobre rotinas e encontros de figuras consideradas estratégicas pelo grupo investigado.

Antes de se aproximar de Vorcaro, Mourão já havia sido preso e investigado em outros casos. Em 2020, ele foi detido em Confins em um inquérito sobre pirâmide financeira, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Relatórios do Coaf indicam que empresas ligadas a ele movimentaram mais de R$ 28 milhões entre 2018 e 2021. Parte dessas companhias teve as atividades suspensas por decisão do ministro André Mendonça (STF).

Eleições 2026: A nova pesquisa Datafolha para a corrida presidencial

7 de Março de 2026, 07:45
Presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro

Uma nova pesquisa do instituto Datafolha sobre a disputa pela Presidência da República será divulgada neste sábado (7). O levantamento apresenta dados sobre intenção de voto, rejeição e grau de conhecimento dos pré-candidatos na corrida eleitoral.

O estudo também inclui cenários simulados de segundo turno entre os principais nomes que já se movimentam para a eleição de 2026. A pesquisa mostra a posição dos candidatos no momento em que os entrevistados foram consultados.

No levantamento anterior, divulgado em dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecia com 51% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que registrava 36%.

Em outro cenário testado pelo instituto, Lula tinha 47% das intenções de voto em uma disputa contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que marcava 42%.

Os governadores Eduardo Leite (RS), Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Jr. (PR), e o presidente do PSD, Gilberto Kassab. Foto: Reprodução

Além desses nomes, governadores também aparecem entre os possíveis candidatos ao Palácio do Planalto. Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, Ratinho Junior, do Paraná, e Ronaldo Caiado, de Goiás, buscam a indicação do PSD.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, é pré-candidato pelo partido Novo. Outros nomes também anunciaram intenção de disputar a Presidência.

Entre eles estão o ex-ministro Aldo Rebelo, da Democracia Cristã, e Renan Santos, do partido Missão. Ambos declararam publicamente a intenção de concorrer ao cargo.

Segundo o Datafolha, pesquisas eleitorais registram a opinião dos entrevistados no período em que o levantamento é realizado. O resultado corresponde a um retrato do momento da coleta de dados.

Os dados divulgados neste sábado (7) devem atualizar o cenário da corrida presidencial e apresentar novos indicadores sobre intenção de voto e rejeição entre os possíveis candidatos ao Palácio do Planalto.

Guerra no Irã suspende viagem de Lula aos EUA prevista para março

7 de Março de 2026, 07:33
Donald Trump e Lula. Foto: reprodução

A viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aos Estados Unidos, prevista para a segunda quinzena de março, foi suspensa em razão da guerra no Irã. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (6) pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que participaria da agenda presidencial no país. Com informações do Estadão.

Segundo o ministro, a visita fazia parte das negociações entre Brasil e Estados Unidos relacionadas às tarifas comerciais impostas pelo governo do presidente Donald Trump. O tema vinha sendo tratado entre autoridades dos dois países nas últimas semanas.

Fávaro afirmou que havia sido convidado por Lula para integrar a comitiva presidencial na viagem a Washington. No entanto, a agenda internacional foi interrompida após o agravamento do conflito envolvendo o Irã.

“A gente está em plena negociação por conta das tarifas impostas nos Estados Unidos, apesar de já ter reduzido. Temos ainda muitos assuntos a serem tratados com os Estados Unidos de interesse comum. (O presidente) me pediu para que acompanhasse essa viagem, que deveria ser na segunda quinzena de março, mas em função da guerra essa agenda foi suspensa”, declarou o ministro.

Carlos Fávaro, ministro da Agricultura. Foto: reprodução

O titular da Agricultura comentou o tema ao ser questionado sobre o prazo para deixar o cargo no governo federal. Ele deve se descompatibilizar da função para disputar a reeleição ao Senado por Mato Grosso.

A legislação eleitoral estabelece que ministros que pretendem concorrer nas eleições devem deixar o cargo até o início de abril. No caso de Fávaro, o prazo máximo para a saída do ministério é nesta sexta-feira (4).

O ministro afirmou que aguardava a definição do presidente Lula sobre a viagem antes de formalizar a saída do cargo. Com a suspensão da agenda internacional, a decisão sobre a descompatibilização passa a depender apenas da definição do presidente.

“Não sei exatamente (a data). Eu estou aguardando a decisão do presidente Lula, que tinha me pedido para fazer mais uma viagem internacional com ele, aos Estados Unidos”, afirmou.

Integrantes do governo admitem, reservadamente, a possibilidade de que a reunião entre Lula e Donald Trump em Washington seja remarcada. A hipótese considerada por auxiliares é que a viagem possa ocorrer em abril, dependendo da evolução do conflito no Oriente Médio.

PF encaminha ao STF vídeos da ação suicida de aliado de Vorcaro

4 de Março de 2026, 23:19
“Sicário”, parceiro de Vorcaro que se matou dentro de cela da PF em MG. Reprodução

A Polícia Federal informou que enviará ao gabinete do ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal (STF), os registros em vídeo que mostram a dinâmica da tentativa de suicídio de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”. O material reúne imagens captadas no local onde ele estava custodiado na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais.

Mourão foi preso nesta quarta-feira (4) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, investigação relacionada ao Banco Master. Segundo a Polícia Federal, ele atentou contra a própria vida enquanto permanecia sob custódia da corporação na unidade da PF em Minas Gerais.

Fachada da Superintendência da Polícia Federal em MG, onde ‘Sicário’ atentou contra a própria vida. Reprodução

De acordo com a corporação, policiais federais que estavam no local prestaram socorro imediato ao investigado assim que tomaram conhecimento da situação. Os agentes iniciaram procedimentos de reanimação e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A equipe médica deu continuidade ao atendimento no local e, posteriormente, o custodiado foi encaminhado à rede hospitalar para avaliação e tratamento. Mourão foi levado ao Hospital João XXIII, em Belo Horizonte.

A Polícia Federal informou ainda que os registros em vídeo enviados ao STF mostram a sequência dos acontecimentos envolvendo o custodiado dentro da unidade policial. O material foi encaminhado ao gabinete do ministro relator responsável pelo caso no Supremo.

Segundo a corporação, será instaurado procedimento apuratório para esclarecer as circunstâncias do ocorrido. A investigação interna deverá analisar os registros e demais elementos relacionados ao episódio.

Relatório do Senado dos EUA cita a existência de uma base chinesa no Brasil

4 de Março de 2026, 19:48
Laboratório Conjunto China-Brasil para Radioastronomia Tecnologia, na Serra do Urubu (PB). Reprodução

Um relatório elaborado por um comitê do Senado dos Estados Unidos sobre o Partido Comunista Chinês afirma que a China possui ou utiliza uma rede de instalações espaciais na América Latina. Entre os locais citados está uma estação situada no Brasil.

O documento menciona o Laboratório Conjunto China-Brasil para Radioastronomia Tecnologia, localizado na Serra do Urubu, e sugere que o centro poderia integrar uma rede estratégica vinculada ao sistema de defesa da China.

A peça também cita estruturas semelhantes em países como Argentina, Venezuela, Bolívia e Chile. Segundo os parlamentares americanos, essas instalações são apresentadas como projetos civis ou científicos, mas teriam capacidade de aplicação tanto civil quanto militar

Entre as instalações citadas aparece a chamada “Tucano Ground Station”, que, segundo o relatório, estaria localizada na região de Salvador, na Bahia. O texto não apresenta endereço nem coordenadas da estrutura, indicando apenas que se trata de uma estação ligada a atividades de comunicação com satélites e suporte a operações espaciais.

O relatório afirma que a estação seria resultado de um acordo firmado em 2020 entre a startup brasileira Alya Nanosatellites e a empresa chinesa Beijing Tianlian Space Technology. A companhia chinesa está ligada à Academia Chinesa de Tecnologia Espacial e à estatal China Aerospace Science and Technology Corporation, organizações centrais do programa espacial do país asiático.

De acordo com o documento, a função oficial da estação envolve comunicação de voz e dados entre satélites e a Terra, incluindo missões tripuladas e satélites de observação. O relatório também menciona que a infraestrutura permitiria ampliar o rastreamento de objetos em órbita e a troca de dados operacionais entre as empresas envolvidas.

Os congressistas americanos afirmam que a interligação de antenas e redes poderia ampliar a cobertura de órbitas polares e equatoriais. Segundo o relatório, esse tipo de estrutura poderia ser utilizado para monitoramento espacial, acompanhamento de satélites e coleta de dados relacionados a atividades em órbita.

Bases chinesas na América do Sul, de acordo com o Comitê Seleto sobre o Partido Comunista Chinês da Câmara dos Representantes dos EUA. Foto: Reprodução

O documento também menciona um memorando firmado entre a Alya Nanosatellites e o Departamento de Ciência e Tecnologia da Força Aérea Brasileira. De acordo com o relatório, o acordo envolveria treinamento de militares em simulação orbital e uso de antenas da FAB como apoio técnico à estação.

Especialistas consultados afirmam que não há comprovação pública de uso militar da instalação mencionada no relatório. O próprio documento reconhece que as estruturas citadas são apresentadas oficialmente como projetos civis ou científicos.

A Alya Space informou que atua em conformidade com normas brasileiras e internacionais e que suas atividades são voltadas a projetos civis e comerciais. A empresa afirmou ainda que trabalha com licenças da Anatel e da União Internacional de Telecomunicações para o desenvolvimento de uma constelação de satélites voltada a monitoramento ambiental e análise territorial.

O Ministério da Defesa deve prestar esclarecimentos à Câmara dos Deputados sobre a estrutura mencionada no relatório. Um requerimento de informações foi aprovado na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Casa por iniciativa do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP).

VÍDEO – Repórter da Globo diz a Lula que ele queria “receber criminosos” e é desmentido

22 de Fevereiro de 2026, 13:13
O repórter Tiago Eltz na entrevista coletiva do presidente Lula, em Nova Delhi. Reprodução

Durante a entrevista do presidente Lula concedida em Nova Delhi, o mandatário brasileiro rebateu a interpretação apresentada pelo jornalista Tiago Eltz, da TV Globo, sobre uma declaração relacionada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A divergência surgiu em torno do uso da palavra “receber” ao tratar de investigados brasileiros no exterior.

Ao formular a pergunta, o repórter afirmou que Lula teria mencionado a possibilidade de “receber criminosos no Brasil” ou pessoas que cometessem crimes em território americano. O presidente interrompeu e contestou o entendimento.

“Não, você não ouviu isso aqui”, respondeu Lula. Em seguida, reforçou: “Se eu aceito que você faça a pergunta do jeito que você está fazendo, dá a impressão que eu falei isso. Eu não falei isso”.

Eltz insistiu no esclarecimento e citou que Lula teria falado em “receber criminosos de combustíveis”. O presidente voltou a corrigir o ponto central da interpretação.

“Não, não. Nós queremos prendê-los. Eu não quero recebê-los, eu quero prendê-los”, declarou Lula, diferenciando recebimento de prisão e responsabilização judicial.

 

Após o ajuste, Lula explicou o contexto mencionado. Segundo o presidente, autoridades brasileiras bloquearam 250 milhões de litros de gasolina em cinco navios e compartilharam informações com os Estados Unidos sobre um investigado que reside em Miami.

“Nós mandamos pro presidente Trump a fotografia da casa dele, o nome dele e nós queremos essa pessoa no Brasil”, afirmou. “É para combater o crime organizado. Então nos entregue os nossos bandidos”.

Na sequência, Lula disse que já discutiu propostas de cooperação bilateral com Trump por telefone. O presidente citou iniciativas voltadas ao combate ao narcotráfico, tráfico de armas e lavagem de dinheiro.

Serviço Secreto mata homem que tentou invadir propriedade de Trump na Flórida

22 de Fevereiro de 2026, 11:44
Imagem aérea do resort de Mar-a-Lago nesta sexta-feira (31) — Foto: NBC


Um homem foi morto a tiros após tentar acessar o perímetro de segurança de Mar-a-Lago, propriedade de Donald Trump, em West Palm Beach, na Flórida, neste domingo (22).

De acordo com o United States Secret Service, o suspeito foi descrito como um jovem na casa dos 20 anos. Ele teria realizado uma entrada não autorizada na área protegida da residência.

O órgão informou que agentes federais e um deputado do Palm Beach County Sheriff’s Office efetuaram disparos durante a ocorrência. O homem foi atingido no local.

O incidente ocorreu por volta da 1h30 da madrugada. As autoridades não divulgaram a identidade do suspeito até o momento.

Donald Trump encontra-se em Washington e não estava na propriedade quando o episódio foi registrado.

Mar-a-Lago é utilizada como residência e resort privado. A área possui amplo esquema de segurança permanente.

Em comunicado publicado na rede social X, o Serviço Secreto confirmou a ação e relatou a violação do perímetro seguro.

As circunstâncias detalhadas do caso ainda não foram esclarecidas. A investigação segue sob responsabilidade das autoridades competentes.

🚨 BREAKING: The US Secret Service SHOT AND KlLLED an armed intruder who penetrated the secure perimeter at Mar-a-Lago this morning

The man in his 20s was carrying a shotgun and a fuel can.

MORE leftist vioIence!

When are the Democrats going to turn down their rhetoric??! pic.twitter.com/f4PF2E8qvK

— Nick Sortor (@nicksortor) February 22, 2026

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