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Hassett: Pentágono estima que conflito no Irã vai durar mais 4 a 6 semanas

15 de Março de 2026, 19:22

Agora em sua terceira semana, a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã deve levar entre quatro a seis semanas para ser concluída, de acordo com previsões do Pentágono, afirmou neste domingo (15) o diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, Kevin Hassett.

Em entrevista à CBS News, Hassett disse que até sábado (14), o departamento de defesa norte-americano acreditava que levaria de quatro a seis semanas para “completar a missão”, e que os EUA “estão adiantados”. “Esperamos que a economia global tenha um grande choque positivo assim que isso acabar“, previu o principal assessor econômico do governo Trump.

Segundo Hassett, as estimativas do Pentágono são de que os ataques ao Irã tenham custado cerca de US$ 12 bilhões (cerca de R$ 63,6 bilhões, na cotação atual) até o momento.

Também durante entrevista ao mesmo canal hoje, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, questionado sobre quanto tempo o conflito iria se estender, respondeu que, na pior hipótese, “serão semanas, e não meses”. Também avaliou que o cenário iria melhorar bastante após o encerramento da guerra. “Teremos um período temporário de preços de energia elevados, mas não será longo. No pior cenário, são semanas, e não meses”, disse.

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Wright e Hassett, assim como outros altos funcionários da administração Trump, têm tentado controlar o ânimo dos americanos em meio à escalada dos preços de energia, defendendo que o objetivo de eliminar a ameaça do Irã à estabilidade do Oriente Médio vai valer a pena.

“Por 47 anos, o Irã travou guerra contra os EUA e, ao longo desses 47 anos, eles tentaram minar o desenvolvimento energético e a infraestrutura energética de todos os seus vizinhos, como estão fazendo agora, e é hora de pôr um fim nisso”, declarou Wright.

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CPI do INSS: André Mendonça libera ex-presidente da Contag para não ir ou ficar em silêncio

15 de Março de 2026, 17:39

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou Aristides Veras dos Santos, ex-presidente da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares), para não ir à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS no Congresso Nacional.

O magistrado também deu a ele a opção de comparecer à CPI, mas ficar em silêncio.

O depoimento de Santos estava marcado para esta segunda-feira (16). Ele foi convocado na condução de investigado pela comissão. A Contag é uma das entidades investigadas por descontos ilegais em aposentadorias e pensões de beneficiários do INSS.

A confederação arrecadou aproximadamente R$ 2 bilhões em descontos associativos aplicados sobre benefícios do INSS. A Polícia Federal e o Ministério Público apontaram fraudes nas operações, e a CPI aprovou a convocação do ex-dirigente da entidade.

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Santos é acusado de ter solicitado o desbloqueio em massa de 34.487 descontos associativos para a Previdência Social. O INSS liberou os descontos em um único lote em novembro de 2023, contrariando parecer da Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS, órgão de assessoria jurídica do órgão.

Neste domingo (15), Mendonça afastou a obrigatoriedade de comparecimento do sindicalista na CPI, deixando a cargo dele a decisão de ir ou não ao colegiado para prestar depoimento. Se comparecer, ele poderá ficar em silêncio.

Segundo a decisão “há jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, no sentido de que o direito de um investigado à não autoincriminação abrange a faculdade de comparecer ou não ao ato.”

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AIE: Estoques de reservas de petróleo de Europa e Américas serão liberado no fim de março

15 de Março de 2026, 16:55

Depois de anunciar nesta semana a maior liberação da história de barris de petróleo de suas reservas estratégicas, a Agência Internacional de Energia (AIE) informou hoje um cronograma para a disponibilização da oferta extra aos mercados.

Os 400 milhões de barris são uma resposta às interrupções causadas pelo conflito no Oriente Médio, aponta a AIE em comunicado.

Segundo a agência, planos de implementação individuais das liberações dos países integrantes foram submetidos ao órgão. E, de acordo com eles, os estoques de países membros da AIE na Ásia e na Oceania estarão disponíveis “imediatamente”. Já os estoques nações nas Américas e Europa vão liberar reservas a partir do final de março.

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Até agora, diz a AIE, os países das Américas se comprometeram a liberar 196,1 milhões de barris, ante 108,6 milhões vindos da Ásia e Oceania e 107,5 milhões do continente europeu.

“A guerra no Oriente Médio está criando a maior interrupção de fornecimento na história do mercado global de petróleo. Esta ação coletiva de emergência, de longe a maior já realizada, fornece uma reserva significativa e bem-vinda”, diz a agência na nota, destacando, no entanto, que o fator mais importante para garantir fluxos estáveis é a retomada do trânsito regular pelo Estreito de Ormuz.

“Mecanismos adequados de seguro e proteção física para as embarcações são fundamentais para a retomada dos fluxos”, reforçou a entidade.

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Bolsas de NY fecham em baixa com aversão a riscos por guerra e terminam semana em queda

13 de Março de 2026, 18:00

As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta sexta-feira (13), encerrando uma semana com queda para os principais índices, marcada pela aversão a riscos. A continuidade da guerra no Oriente Médio amplia perspectivas de um petróleo em disparada por mais tempo, o que reflete temores pela atividade global.

A inflação mais alta também gera expectativas por uma política mais restritiva pelo Federal Reserve (Fed), com as projeções para novos cortes de juros sendo postergadas. Na próxima semana, o banco central tem reunião de política marcada, na qual é amplamente esperada uma decisão pela manutenção das taxas.

O Dow Jones fechou em baixa de 0,25%, aos 46.559,83 pontos. O S&P 500 terminou com queda de 0,61%, aos 6.632,21 pontos, e o Nasdaq encerrou com recuo de 0,93%, aos 22.105,36 pontos. Na semana, o Dow caiu quase 2%, o S&P perdeu 1,6% e o Nasdaq recuou 1,26%.

“O S&P 500 está menos de 5% abaixo do seu pico de janeiro – o que significa que, apesar da combinação de notícias negativas – o conflito com o Irã, a alta dos preços da energia, a diminuição das expectativas de cortes de juros pelo Fed, a ansiedade em relação à inteligência artificial (IA) e a pressão sobre o crédito privado – a correção permanece relativamente pequena”, aponta o Swissquote.

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Por sua vez, o banco aponta que é improvável que a perspectiva pessimista se reverta até que as tensões no Oriente Médio diminuam significativamente.

O Barclays ajustou nesta sexta sua previsão para novos cortes de juros pelo Fed, postergando os cortes projetados de junho para setembro e de dezembro de 2026 para março de 2027. Assim, o banco espera que o BC americano realize apenas um corte de 25 pontos-base (pb) este ano e outro no próximo.

A mudança reflete principalmente uma revisão para cima da perspectiva para o índice de preços de gastos com consumo (PCE).

Entre destaques negativos, a Adobe tombou 8% após o CEO da empresa de software, Shantanu Narayen, renunciar apesar de balanço trimestral melhor do que o esperado, enquanto a varejista do setor de beleza Ulta Beauty amargou queda de 14,2%, também em reação a resultados corporativos.

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Dólar salta 1,37% com tensão da guerra e expectativa para o Copom

13 de Março de 2026, 17:33

O dólar comercial encerrou esta sexta-feira (13) com uma valorização expressiva de 1,37%. A moeda atingiu a cotação de R$ 5,314 para a venda.

É a primeira vez que o dólar fecha acima de R$ 5,30 desde 21 de janeiro. A divisa oscilou entre a mínima de R$ 5,216 e a máxima de R$ 5,324. A busca global por ativos de segurança impulsionou o índice DXY acima dos 100 pontos.

Bruno Shahini, especialista da Nomad, avalia que o cenário externo permanece marcado por incertezas geopolíticas significativas. Ele destaca que o petróleo orbitando os US$ 100 (cerca de R$ 530, na cotação atual) reforça a volatilidade internacional.

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“O mercado passou a reduzir as apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve”, afirma o analista. Ele explica que essa reprecificação monetária fortalece a divisa americana globalmente. O especialista ressalta a forte busca por proteção financeira em moedas fortes.

O Banco Central realizou uma intervenção direta com leilões de US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) no mercado à vista. Houve também operações de swap cambial para ampliar a liquidez local. O volume de serviços no país cresceu 0,3% em janeiro e superou as projeções.

A curva de juros doméstica acompanhou a abertura das taxas dos Treasuries nos Estados Unidos. O mercado monitora o risco de um novo choque inflacionário vindo do setor de combustíveis.

Os EUA abriram investigações comerciais contra o Brasil e outros 59 mercados internacionais. O governo americano avalia possíveis práticas de concorrência desleal em diversos setores industriais. No setor de energia, a suspensão de sanções ao petróleo russo gerou preocupações na Europa.

A interceptação de mísseis iranianos pela Otan reforçou o clima de alerta militar na Turquia. A defasagem nos preços do diesel pela Petrobras atingiu o nível crítico de 72%.

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Ibovespa fecha no patamar de 177 mil com guerra e Selic no radar

13 de Março de 2026, 17:04

O Ibovespa fechou a sessão desta sexta-feira (13) em queda de 0,91%, aos 177.653,31 pontos, registrando um recuo de 1.631,18 pontos.

O índice chegou a ensaiar uma recuperação pela manhã, tocando o patamar de 180 mil pontos, mas perdeu fôlego diante da persistente aversão ao risco no exterior e de dados domésticos que pressionam a curva de juros.

Com o resultado, o mercado brasileiro consolidou uma semana de forte volatilidade e perdas acumuladas, voltando aos níveis observados no final de janeiro.

O cenário internacional permanece dominado pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio. A interceptação de um míssil balístico iraniano pela Otan no Mediterrâneo e a postura firme do governo dos Estados Unidos elevaram o prêmio de risco.

Embora o petróleo tenha operado com leve correção, o Brent segue orbitando a faixa de US$ 100 (cerca de R$ 530, na cotação atual), o que realimenta os temores de um choque inflacionário global.

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Somou-se a isso a revisão para baixo do PIB dos EUA, que cresceu apenas 0,7% no quarto trimestre de 2025, frustrando a expectativa de 1,8% e sugerindo uma economia mais frágil sob pressão de juros altos.

Internamente, o setor de serviços surpreendeu positivamente com alta de 0,3% em janeiro, superando a projeção de 0,1%. O dado, contudo, é recebido com cautela pelo mercado financeiro, pois reforça o argumento de uma economia aquecida que dificulta a convergência da inflação.

Esse cenário, somado à reunião extraordinária do CMN e à participação de Gabriel Galípolo, aumentou a percepção de que o Copom terá pouco espaço para cortes agressivos na Selic na próxima semana, com o mercado já precificando uma redução de apenas 0,25 ponto percentual.

No campo político e institucional, a pesquisa Realtime/Bigdata em Minas Gerais mostrou um empate técnico entre o presidente Lula (35%) e o senador Flávio Bolsonaro (31%) para 2026, adicionando ruído eleitoral ao radar dos investidores.

No noticiário corporativo, a Petrobras aprovou a adesão ao programa de subvenção ao diesel, enquanto o mercado digeria o impacto da nova taxa de 12% sobre exportações de óleo cru, que pode custar até R$ 12,5 bilhões anuais à estatal.

Desempenho das ações

O pregão desta sexta-feira encerrou com o setor de agronegócio e seguros sustentando o campo positivo, apesar da volatilidade generalizada observada no índice.

A SLC Agrícola (+2,51%) liderou as valorizações do dia, mantendo uma trajetória de recuperação consistente e consolidando-se no topo das maiores altas.

Logo em seguida, a BB Seguridade (+1,98%) e também registrou ganhos relevantes, beneficiada por um fluxo de investidores que buscam ativos mais defensivos em momentos de incerteza no mercado.

Por outro lado, os setores petroquímico e de siderurgia enfrentaram uma forte pressão vendedora, resultando em recuos acentuados nas cotações.

A Braskem (-6,97%) protagonizou a queda mais expressiva da sessão, devolvendo parte dos ganhos recentes após novos ajustes de expectativas por parte dos analistas.

A CSN (-6,23%) e a Hapvida (-6,17%) também figuraram entre os destaques negativos, pressionadas pelo cenário de juros elevados e pela oscilação nos preços das commodities metálicas no mercado internacional.

Dólar

O dólar comercial encerrou a sessão de hoje em alta de 1,37%, cotado a R$ 5,314. A moeda atingiu a máxima de R$ 5,324, mesmo após uma intervenção direta do Banco Central, que realizou um leilão de venda de US$ 1 bilhão (R$ 5,3 bilhões) no mercado à vista para conter a volatilidade excessiva.

O especialista em investimentos da Nomad, Bruno Shahini, destaca que o movimento reflete uma mudança profunda nas apostas globais.

“O dólar operou em alta refletindo as incertezas geopolíticas e uma reprecificação das expectativas monetárias nos EUA. No mercado de Fed Funds, os investidores reduziram drasticamente as apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve para 2026. Além disso, os rendimentos dos Treasuries de longo prazo avançam pelo quarto pregão consecutivo, o que pressiona as curvas globais e dá força ao índice DXY, que opera acima dos 100 pontos”, analisa Shahini.

Análise

O Gemini disse

O especialista David Martins, diretor de investimentos da Brazil Wealth, afirmou que a incerteza sobre a duração do conflito entre Israel, EUA e Irã forçou os investidores a desmontarem posições em ativos voláteis antes de um final de semana “totalmente imprevisível”.

  • Juros e Super Quarta: David destacou que a dinâmica para a próxima semana mudou drasticamente. A probabilidade de manutenção dos juros nos EUA subiu para 99%. No Brasil, a aposta em um corte de 50 bips (0,50 ponto percentual) perdeu força para 25 bips, com chances crescentes de manutenção da Selic devido ao risco inflacionário.
  • Petróleo e Inflação: David alertou que o patamar pressiona os custos de combustíveis e querosene de aviação, impactando diretamente setores como o aéreo e o varejo, além de forçar a curva de juros para cima em diversos vértices.
  • Fuga de Capital e Dólar: O diretor explicou que o investidor estrangeiro, que aportou volumes recordes em janeiro e fevereiro, está agora buscando previsibilidade e comprando moeda americana para se proteger da volatilidade intrínseca aos países emergentes.
  • Ações e Setores: Embora a Petrobras tenha “surfado” a alta da commodity, papéis como Vale e Embraer sofreram correções. David ressaltou que as Small Caps e empresas alavancadas (varejo e construção) são as que mais “apanham” com o estresse na curva de juros, já que o custo financeiro elevado sufoca suas operações.

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Presidente da Petrobras defende estratégia de preços após reajuste do diesel: ‘acionistas estão contentes’

13 de Março de 2026, 16:57

Em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (13), a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, detalhou o aumento de R$ 0,38 por litro do diesel vendido às distribuidoras. O movimento ocorre em um cenário de forte escalada do petróleo Brent, que saltou de US$ 60 (cerca de R$ 312, na cotação atual) para US$ 100 (R$ 520) devido a conflitos geopolíticos.

Chambriard enfatizou que, apesar do reajuste, a estatal mantém sua política de preços, que completa quase um ano sem alterações no diesel. “Nossa estratégia de formação de preços está funcionando. O pilar fundamental é não repassar a volatilidade internacional ao mercado doméstico”, afirmou a executiva.

A presidente da estatal destacou a “conjugação de esforços” com o governo federal para proteger o consumidor. Enquanto a Petrobras onera o produto em 38 centavos, a medida provisória do governo desonera 32 centavos via PIS/Cofins.

O resultado prático é que, na bomba, o impacto será mínimo. Chambriard foi enfática ao cobrar uma contrapartida das unidades federativas: “O governo federal fez sua parte. Zerou o PIS/Cofins do diesel e mitigou o aumento. Temos que aplaudir. Mas o grande tributo sobre o combustível é o ICMS”.

Atualmente, o tributo estadual representa cerca de 19% do valor final do diesel.

Investimentos e dividendos em alta

Sobre a nova taxação de 12% sobre a exportação de petróleo, a presidente tranquilizou os acionistas. Ela explicou que a valorização do barril no mercado global compensa amplamente o novo imposto temporário.

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“A cotação compensa o imposto em muito. O aumento do preço do petróleo é bom para os dividendos”, explicou. Segundo ela, mesmo com a alíquota, a receita por barril exportado (cerca de US$ 88R$ 457,60) é significativamente superior aos US$ 60 registrados anteriormente.

“Nossos acionistas estão contentes, sejam governamentais ou privados”, reiterou.

Relação com o mercado e abastecimento

A Petrobras também rebateu as queixas de importadores sobre uma suposta defasagem que impediria a entrada de produto no país. Para a companhia, não há motivos técnicos para falta de combustível, uma vez que a estatal adiou manutenções nas refinarias de Replan e Repar para garantir a oferta.

Chambriard levantou a suspeita de retenção especulativa por parte de terceiros: “Há reclamações de falta de diesel e supomos que existam agentes retendo estoques para ampliar margem. A Petrobras não está falhando em nada e não está retendo nada.”

O diretor de Logística, Cláudio Schlosser, complementou explicando que a empresa está operando em capacidade máxima (97%) e que qualquer déficit pontual deveria ter sido planejado pelos distribuidores ainda em janeiro.

Ele revelou que cargas de importação foram desviadas de maneira oportuna para outros países por agentes privados em busca de margens maiores, e reforçou que a obrigação de fiscalizar o abastecimento e coibir práticas abusivas cabe à ANP (Agência Nacional do Petróleo).

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Ibovespa sobe com força da Petrobras e alívio no varejo após dados de inflação

11 de Março de 2026, 17:07

O Ibovespa fechou a sessão desta quarta-feira (11) em leve alta de 0,28%, aos 183.969,35 pontos, garantindo uma valorização de 522,35 pontos. O desempenho do índice brasileiro foi marcado por uma lateralização ao longo do dia, conseguindo se descolar do sinal negativo das bolsas de Nova York.

A sustentação do indicador veio, majoritariamente, do peso das commodities, que compensaram a cautela global com o cenário geopolítico e os novos dados de inflação nos Estados Unidos.

O foco dos investidores internacionais esteve voltado para o CPI (índice de preços ao consumidor) norte-americano, que registrou alta de 0,3% em fevereiro, vindo exatamente em linha com as expectativas. Apesar de não trazer surpresas negativas, o dado reforçou a percepção de que o Federal Reserve terá pouco espaço para cortes agressivos de juros no curto prazo, especialmente com o petróleo pressionado.

Nicolas Gass, estrategista da GT Capital, observa que o cenário foi de cautela: “Se não fosse pela Petrobras e por outras empresas ligadas ao setor, provavelmente estaríamos vendo o Ibovespa em queda. O principal fator que influencia o mercado são as tensões envolvendo a guerra e todos os desdobramentos desse conflito”.

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A dinâmica do petróleo segue ditada pelo fechamento do Estreito de Ormuz, que continua impactando o fluxo global de transporte. Como resposta, os 32 países-membros da Agência Internacional de Energia (AIE) concordaram, de forma unânime, em liberar 400 milhões de barris de reservas emergenciais. A medida visa atenuar a escalada da commodity, que chegou a tocar os US$ 119 (cerca de R$ 618, na cotação atual) recentemente e agora busca estabilização.

No cenário doméstico, a força da economia real apareceu nas vendas do varejo, que subiram 0,4% em janeiro, superando as projeções e trazendo um viés positivo para o crescimento do PIB no início de 2026.

Entretanto, o mercado corporativo lidou com notícias densas no setor de consumo e infraestrutura. A Raízen e o Grupo Pão de Açúcar oficializaram pedidos de recuperação extrajudicial, levantando discussões sobre reestruturação de dívidas bilionárias.

Sobre a Raízen, Gass pontua que o processo busca evitar medidas drásticas contra credores: “Uma das principais alternativas seria a conversão de parte da dívida em equity, ou seja, transformar dívida em ações. Isso reduz o passivo e dá mais fôlego para a companhia sem precisar aplicar um corte severo sobre os investidores”.

Desempenho das ações

As petroleiras foram as grandes protagonistas do pregão, servindo como porto seguro para o índice. A PETR3 liderou as altas com avanço de 5,04%, enquanto a PETR4 subiu 4,40%, impulsionadas pela valorização do barril e pela expectativa de margens mais folgadas.

Outros destaques positivos incluíram a CURY3, com alta de 3,83%, e a LREN3, que subiu 3,09% após os dados de varejo melhores que o esperado.

Na ponta oposta, o setor de varejo alimentar e logística sofreu com os anúncios de reestruturação. A RAIZ4 despencou 3,85%, refletindo o desconforto dos investidores com o endividamento da companhia. O PCAR3 caiu 4,15%, também impactado pelo movimento de recuperação extrajudicial do setor. A MBRF3 perdeu 4,01% e a ALOS3 encerrou em baixa de 2,49%.

Dólar

O dólar comercial encerrou a sessão de hoje em estabilidade, com leve variação positiva de 0,04%, cotado a R$ 5,159.

A moeda operou em um intervalo estreito, com máxima de R$ 5,183 e mínima de R$ 5,147, refletindo o “compasso de espera” dos mercados globais diante da ausência de novos fatos bombásticos sobre o conflito no Oriente Médio.

Bruno Shahini, especialista da Nomad, explica que a sustentação da divisa em patamares elevados deve-se à busca global por proteção. “A alta do dólar frente ao real reflete o ambiente de maior cautela internacional. O mercado vem ajustando as expectativas para a política monetária americana, com redução das apostas de cortes de juros pelo Federal Reserve. Isso se reflete na abertura das taxas longas dos Treasuries, contribuindo para sustentar o dólar globalmente”, afirma o especialista.

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Petróleo fecha em alta de 4%, com navegação no Estreito de Ormuz em foco e dados da Opep e AIE

11 de Março de 2026, 16:35

O petróleo fechou em alta de 4% nesta quarta-feira (11), em mais um pregão marcado pelo conflito no Oriente Médio. A tensão na região mantém o mercado em alerta, diante das preocupações com a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.

Investidores também repercutiram o relatório da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sobre as perspectivas de demanda e o anúncio da Agência Internacional de Energia (AIE) de que pretende contribuir para estabilizar o mercado energético.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em alta de 4,55% (US$ 3,80), a US$ 87,25 (cerca de R$ 453,70, na cotação atual) o barril. Já o Brent para maio subiu 4,76% (US$ 4,18), a US$ 91,98 (R$ 478,30) o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

O petróleo voltou a subir, após despencar mais de 10% na sessão anterior, com a continuidade da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Navios petroleiros foram atacados perto do Estreito de Ormuz nesta quarta-feira, com o governo em Teerã reivindicando a autoria de pelo menos um desses ataques.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a dizer nesta quarta que a guerra acabaria “em breve”, mas fontes disseram à Axios que Washington e Tel-Aviv se preparam para mais duas semanas de ataques.

Para Benjamin Cohen, do Macquarie Group, a elevação do preço do barril ainda não se tornou um fator limitante para que os EUA recuem no conflito. “Os americanos devem manter o combate, e os preços do petróleo tendem a permanecer altos – ainda que voláteis – até que os confrontos terminem, possivelmente no fim do mês”, projeta.

Em relatório, a Fitch alertou que um cenário de alta persistente do petróleo pode ser negativo para o crescimento econômico global.

Mais cedo, a AIE informou que seus 32 países-membros concordaram em liberar 400 milhões de barris de petróleo de reservas emergenciais para o mercado. Já a Opep projetou aumento na oferta global de 600 mil barris por dia (bpd) em 2026, apesar das limitações no Oriente Médio. O cartel ainda reafirmou sua previsão para o crescimento da demanda global pela commodity este ano, em 1,4 milhão de bpd.

Já nos EUA, os estoques semanais de petróleo subiram acima das previsões, mas os derivados – como gasolina e destilados – tiveram queda intensa.

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Embaixada dos EUA no Iraque alerta que Irã pode atacar petrolíferas americanas no país

11 de Março de 2026, 16:15

A embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, no Iraque alertou na quarta-feira (11) que o Irã e grupos armados iraquianos apoiados por Teerã podem ter como alvo instalações petrolíferas de propriedade dos EUA no Iraque.

O Irã e milícias terroristas alinhadas ao Irã podem estar planejando atacar a infraestrutura de petróleo e energia de propriedade dos EUA no Iraque“, disse a embaixada em comunicado divulgado pela emissora X.

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Diversos campos e instalações petrolíferas no Iraque foram atingidos por drones desde o início da guerra no Oriente Médio.

Confira o comunicado da embaixada na íntegra

“O Irã e milícias terroristas alinhadas ao Irã podem estar planejando ataques contra infraestrutura de petróleo e energia de propriedade dos EUA no Iraque. Milícias terroristas alinhadas ao Irã também atacaram hotéis frequentados por americanos em todo o Iraque, incluindo a Região do Curdistão Iraquiano (RCI).

O Irã e grupos terroristas alinhados ao Irã continuam a representar uma ameaça significativa à segurança pública. Os cidadãos americanos são aconselhados a permanecerem vigilantes, manterem um perfil discreto e evitarem áreas que possam torná-los alvos. Reunir-se em áreas associadas aos Estados Unidos ou com grupos de outros cidadãos americanos pode colocá-los em risco. Houve ataques contra cidadãos americanos e interesses dos EUA no Iraque, e os americanos correm o risco de sequestro. Empresas americanas, hotéis frequentados por estrangeiros e outras instalações no Iraque, incluindo aquelas com laços com os EUA, foram atacadas. Instalações de infraestrutura crítica em todo o Iraque também foram alvo de ataques.

Estamos monitorando de perto a situação e nos comprometemos a fornecer informações e assistência oportunas aos cidadãos americanos. Nossa maior prioridade é a sua segurança. Estamos empenhados em compartilhar informações atualizadas para que você possa tomar decisões conscientes sobre a sua segurança.

Cidadãos americanos no Iraque são fortemente encorajados a reavaliar sua situação de segurança pessoal. Para muitos, deixar o Iraque assim que for seguro fazê-lo é a melhor opção. Os americanos que optarem por não deixar o país devem permanecer vigilantes, manter um perfil discreto e estar preparados para se abrigar em um local seguro por longos períodos. Mantenham um estoque de alimentos, água, medicamentos e outros itens essenciais.”

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Líbano confirma que ao menos 8 pessoas morreram em ataque israelense no sul do país

11 de Março de 2026, 15:58

O Líbano informou que um ataque israelense no sul do país matou oito pessoas nesta quarta-feira (11), e a mídia oficial afirmou que o ataque teve como alvo um prédio que abrigava famílias desabrigadas.

O ataque israelense à cidade de Tibnin, no distrito de Bint Jbeil, resultou em um balanço inicial de oito mortos“, disse um comunicado do Ministério da Saúde.

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A Agência Nacional de Notícias estatal informou que o número de vítimas incluía cinco membros de uma mesma família.

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Petróleo fecha em tombo de 11% com relato de liberação do Estreito de Ormuz e maior oferta da commodity

10 de Março de 2026, 17:01

O petróleo fechou em tombo de 11% nesta terça-feira (10), depois de três sessões consecutivas em disparada. Investidores ponderaram relatos de trânsito marítimo no Estreito de Ormuz e de que haverá uma maior oferta da commodity no mercado global pela Agência Internacional de Energia (AIE), apesar da limitação da produção de países do Golfo Pérsico diante do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em queda de 11,9% (US$ 11,32), a US$ 83,45 (cerca de R$ 431,44, na cotação atual) o barril. Já o Brent para maio caiu 11,2% (US$ 11,16), a US$ 87,80 (R$ 453,93) o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).

O petróleo aprofundou a queda pela tarde, com o WTI chegando a operar no patamar de US$ 76 (R$ 392,92) por barril, após o diretor executivo da AIE, Fatih Birol, anunciar nesta terça uma reunião para avaliar a atual segurança do abastecimento. A expectativa é de que a entidade discuta a liberação de petróleo das reservas estratégicas de alguns países.

A commodity perdeu ímpeto depois das declarações da segunda-feira do presidente dos EUA, Donald Trump, de que a guerra contra o Irã estava “perto do fim”.

O analista do Price Futures Group, Phil Flynn, frisa que os relatos de travessia de alguns navios no Estreito de Ormuz está provocando a maior reversão nos preços de petróleo “da história”. “Mais de 20 embarcações comerciais supostamente conseguiram transitar pelo estreito na última semana usando táticas de furtividade”, afirma ele. “Apesar desses desafios, há indícios de que muitos outros navios possam tentar a travessia à medida que a situação evolui”.

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O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou nesta terça que a Marinha norte-americana já teria realizado uma escolta de um petroleiro pelo Estreito de Ormuz. A postagem, no entanto, foi apagada logo em seguida e desmentida pela Casa Branca.

Já o Irã informou que suas forças militares estão preparadas para um eventual confronto com os EUA na região.

Em relação à produção de petróleo, a Bloomberg informou que os países do Golfo Pérsico reduziram sua produção em até 6,7 milhões de barris por dia (bpd), o que corresponde a 6% do fornecimento global. Também há relatos de uma eventual suspensão de algumas sanções do petróleo russo após uma ligação entre de Donald Trump e o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

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Ouro fecha em alta acima de 2% com possível Fed mais brando com sinal de guerra rápida

10 de Março de 2026, 16:19

O contrato mais líquido do ouro fechou em alta acima de 2% nesta terça-feira (10), colocando o metal de volta no nível acima dos US$ 5.200 (cerca de R$ 26.780, na cotação atual) a onça-troy.

Desde a disparada dos preços do petróleo no começo da semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma série de comentários apontando um fim rápido para a guerra do Irã, o que levou a um tombo nos preços do barril.

A perspectiva de política menos apertada para lidar com a inflação por parte do Federal Reserve (Fed) impulsionou o metal.

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Como resultado, o dólar, moeda na qual o ouro é cotado, recuou, também favorecendo a commodity.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em alta de 2,71%, a US$ 5.242,1 (R$ 26.996,81) por onça-troy. Já a prata para março teve alta de 6%, a US$ 89,59 (R$ 461,39) por onça-troy. “O ouro está recuperando terreno após Trump sinalizar um fim iminente para a guerra no Irã“, afirmam analistas do Commerzbank.

“Isso pode ser explicado principalmente por uma queda nas expectativas de aumento das taxas de juros, que haviam subido anteriormente devido a temores de consequências inflacionárias decorrentes do aumento dos preços da energia”, avaliam. “Se as tensões aumentarem novamente, presume-se que os preços do petróleo subirão e farão com que as taxas de juros voltem a ser mantidas”, disse o economista-chefe da ADM Investor Services, Marc Ostwald.

Em outro contexto, o banco central da China adicionou ouro às suas reservas internacionais pelo 16º mês consecutivo em fevereiro, elevando suas reservas totais para 74,2 milhões de onças.

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Bolsas da Europa fecham em alta sob melhora do apetite por risco após falas de Trump sobre Irã

10 de Março de 2026, 16:04

As bolsas da Europa fecharam em alta nesta terça-feira (10), recuperando parte das perdas recentes, em meio à melhora do apetite por risco global após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicar a possibilidade de um fim próximo da guerra no Oriente Médio.

O movimento ajudou a aliviar temores de um choque prolongado nos preços de energia e levou a forte queda do petróleo, o que favoreceu principalmente ações sensíveis a custos de combustível, como as de companhias aéreas.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,59%, a 10.412,24 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 2,25%, a 23.935,32 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,79%, a 8.057,36 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 2,67%, a 45.201,69 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 3,04%, a 17.443,60 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 1,67%, a 9.023,78 pontos. As cotações são preliminares.

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O petróleo tombou mais de 10% após Trump afirmar que o conflito com o Irã pode estar “muito próximo do fim“, o que melhorou o humor dos mercados. Ainda assim, o Danske Bank recomenda “otimismo cauteloso” ao avaliar as falas e ressalta que o mercado precisa ver a retomada efetiva do tráfego no Estreito de Ormuz para reduzir de forma sustentada a pressão nos mercados de energia.

Já o ING alertou que o apetite por risco pode continuar no curto prazo, mas recomendou cautela diante da incerteza geopolítica.

O recuo do petróleo reduz custos de combustível e tende a diminuir preocupações de choques inflacionários. Neste cenário, companhias aéreas se recuperaram de perdas recentes, como a Lufthansa, que avançou cerca de 8%, enquanto em Paris a Air France-KLM subiu perto de 4%.

Entre setores, defesa (+1,8%), tecnologia (+2,8%) e recursos básicos (+4,1%) tiveram ganhos robustos, este último em linha com o rali de commodities metálicas conforme investidores também digeriam dados da balança comercial da China.

Em Frankfurt, a Volkswagen ganhou cerca de 2,8% após prever melhora da margem operacional. Na contramão, a suíça Lindt despencou mais de 8% após reduzir sua projeção de crescimento de vendas para 2026.

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Ultrapar tem queda anual de 71% no lucro líquido no quarto trimestre

4 de Março de 2026, 22:28

A Ultrapar apresentou lucro líquido de R$ 256 milhões no quarto trimestre, uma queda de 71% sobre o que foi visto no mesmo período anterior. Segundo a companhia, o número de agora inclui o efeito negativo de R$ 183 milhões da baixa de ativos, principalmente da navegação costeira, que teve a venda concluída em novembro.

Ao mesmo tempo, o resultado de um ano antes inclui o efeito positivo de R$ 711 milhões de créditos fiscais extraordinários e um efeito pontual negativo de R$ 124 milhões de imposto de renda diferido. “Excluindo-se os efeitos extraordinários mencionados, o lucro líquido teria sido R$ 439 milhões, crescimento de 49%, refletindo o resultado operacional recorde do período, apesar da maior depreciação e amortização e do pior resultado financeiro”, afirma a companhia.

O Ebitda Ajustado recorrente foi de R$ 1,745 bilhões, com alta de 36% sobre o mesmo período anterior, com destaque para os melhores resultados da Ipiranga e da Ultragaz e consolidação do resultado da Hidrovias. Já o Ebitda ajustado, sem o ajuste de recorrência, foi de R$ 1,562 bilhão, com queda de 34%. A Receita Líquida de R$ 37,973 bilhões, por sua vez, teve alta de 7% ante o visto um ano antes. A companhia avalia que o montante reflete principalmente o maior faturamento da Ipiranga e a consolidação da Hidrovias.

A Ultrapar encerrou o quarto trimestre com dívida líquida de R$ 12,148 bilhões e alavancagem 1,7 vez, praticamente estável em relação aos R$ 12,043 bilhões registrados no trimestre anterior. No mesmo período anterior, a dívida líquida era de R$ 7,756 bilhões, com alavancagem de 1,4 vez.

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“A manutenção da alavancagem e do patamar de dívida líquida em relação ao terceiro trimestre ocorreu mesmo após o pagamento antecipado de R$ 1,087 bilhão em dividendos em dezembro. Excluindo esse efeito, a alavancagem teria sido 1,5 vez“, diz a companhia.

O resultado financeiro, por sua vez, teve despesa de R$ 556 milhões, R$ 221 milhões superior ao visto no quarto trimestre anterior. A companhia avalia que a despesa é explicada principalmente pela maior dívida líquida em função da consolidação da Hidrovias; maior CDI e efeito pontual negativo de marcação a mercado de -R$ 164 milhões no quarto trimestre. Em 2025, a despesa financeira totalizou R$ 1,168 bilhão, R$ 236 milhões superior frente ao ano anterior.

A empresa somou investimentos de R$ 826 milhões no quarto trimestre, com alta de 6% sobre o mesmo período do ano anterior. Em 2025, a Ultrapar investiu R$ 2,5 bilhões, sendo 50% destinados à expansão de seus negócios e 50% à manutenção e outros investimentos.

“O total de investimentos realizados em 2025 permaneceu em linha com o plano previamente divulgado, mesmo após inclusão dos investimentos da Hidrovias, que não estava prevista e acrescentou R$ 235 milhões no realizado em 2025. Desconsiderando esse efeito, os investimentos totais de 2025 seriam de R$ 2,307 bilhões, ante R$ 2,542 bilhões do plano, resultado dos esforços contínuos de priorização e otimização, bem como faseamento de alguns projetos, principalmente relacionados aos terminais da Ultracargo e investimentos em tecnologia na Ipiranga“, afirma a Ultrapar.

Anual

A Ultrapar apresentou lucro líquido de R$ 2,542 bilhões em 2025, 1% acima do registrado anteriormente. O Ebitda ajustado foi de R$ 6,767 bilhões, avanço de 2% na mesma base de comparação, enquanto a receita líquida somou de R$ 142,478 bilhões, alta de 7% sobre o ano anterior.

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Caixa Econômica lucra R$ 2,8 bilhões no 4º trimestre, com tombo de quase 40%

4 de Março de 2026, 22:20

A Caixa Econômica Federal registrou lucro líquido recorrente de R$ 2,8 bilhões no quarto trimestre do ano passado, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (4). O montante representa uma queda de 39,6% na comparação com o mesmo período de 2024 e de 26,5% ante o terceiro trimestre de 2025.

Em 2025, o lucro foi de R$ 15,5 bilhões, alta de 10,4% ante 2024. A margem financeira, que reflete os ganhos com operações que rendem juros, somou R$ 17,543 bilhões no quarto trimestre, 7,4% maior que em igual intervalo do ano passado.

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O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) recorrente da Caixa ficou em 10,67%, 0,24 ponto porcentual maior do que o observado no quarto trimestre de 2024.

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Com R$ 42,56 bilhões, fluxo estrangeiro na Bolsa brasileira já supera todo o ano anterior

4 de Março de 2026, 21:36

A bolsa brasileira atravessa uma mudança de escala sem precedentes em 2026, impulsionada por um apetite externo que desafia as métricas históricas de curto prazo. Em apenas dois meses, o volume líquido injetado por estrangeiros na Bolsa brasileira atingiu R$ 42,56 bilhões (US$ 8,6 bilhões), cifra que supera com folga o valor de mercado integral de algumas gigantes na bolsa como a Raia Drogasil, hoje ao redor de R$ 41,8 bilhões. Os dados são da Elos Ayta Consultoria.

Entrada líquida mensal de recursos de investidores na Bolsa brasileira (em bilhões de reais)

Fonte: Elos Ayta Consultoria

O fenômeno marca uma reprecificação estrutural de risco, sinalizando que o capital internacional não está apenas realizando ajustes técnicos, mas “comprando” o Brasil em uma velocidade agressiva.

Ritmo de aceleração e quebra de recordes

A intensidade do movimento fica clara ao notar que o acumulado de janeiro e fevereiro já representa 158% do fluxo total registrado em todo o ano de 2025. Enquanto janeiro isolado trouxe o maior aporte mensal desde o início de 2022, fevereiro manteve o vigor com R$ 16,09 bilhões em entradas, mesmo com o calendário reduzido pelo Carnaval.

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Essa avalanche de recursos reflete diretamente no painel de cotações: o Ibovespa já renovou sua máxima histórica em 13 ocasiões distintas somente neste início de ano. O cenário atual sugere uma convergência de fatores fundamentais:

  • Valuation Atrativo: O fechamento do gap de valorização entre mercados emergentes e desenvolvidos.
  • Diferencial de Juros: A busca por prêmios elevados em um ambiente de carry trade favorável.
  • Liquidez Global: A migração de capital para ativos de maior risco em busca de diversificação estratégica.

Comparativo histórico e o “Modo Turbo”

Diferente de ciclos anteriores, a força de 2026 não depende de aberturas de capital (IPOs) ou ofertas subsequentes.

O fluxo é predominantemente de mercado secundário, focado na compra líquida de papéis já listados, o que demonstra confiança na resiliência das empresas atuais.

Para efeito de comparação, o saldo atual já flerta com o total anual de 2023, restando ainda dez meses de negociações pela frente.

Se compararmos a movimentação financeira, as compras externas em fevereiro saltaram quase 40% em relação ao mesmo período do ano passado.

Esse salto operacional indica que o investidor estrangeiro está operando em um novo patamar de volume, consolidando 2026 como um potencial desafiante ao recorde absoluto de 2022.

Para dimensionar a magnitude dessa invasão de capital, basta notar que o saldo de janeiro atingiu R$ 26,47 bilhões, superando o valor total de uma gigante como a Klabin. No mês seguinte, o aporte de R$ 16,09 bilhões em fevereiro foi suficiente para “comprar” uma Comgás inteira.

Esse desempenho coloca o primeiro mês de 2026 como o ápice mensal de aportes desde o início de 2022, consolidando um bimestre de vigor raramente visto na última década.

A força desse movimento reside na sua essência operacional, já que o resultado praticamente não depende de novas ofertas de ações. Mesmo excluindo IPOs e follow-ons, o montante acumulado de R$ 42,41 bilhões já encosta no balanço de todo o ano de 2023.

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Apagão no lado oeste de Cuba deixa milhões de pessoas sem energia

4 de Março de 2026, 21:30

Um apagão atingiu a metade oeste de Cuba na quarta-feira (4), deixando milhões de pessoas em Havana e arredores sem energia elétrica, no mais recente corte de energia que afetar a ilha em meio à luta contra reservas de petróleo cada vez menores e uma rede elétrica precária.

A retomada das operações na maior usina termelétrica de Cuba, que havia sido desligada anteriormente e provocado a interrupção no fornecimento de energia, poderia levar pelo menos 72 horas, informou a emissora estatal Radio Rebelde citando um funcionário do setor energético.

A empresa estatal de energia elétrica informou na plataforma social X que o apagão afetou moradores desde a cidade de Pinar del Rio, no oeste do país, até a cidade de Camagüey, na região central.

No final da tarde, o governo informou que as equipes haviam restabelecido a energia para 2,5% de Havana, ou cerca de 21.100 clientes, observando que os esforços eram graduais e condicionados às condições do sistema.

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“Confiamos na experiência e no esforço dos eletricistas para superar essa situação no menor tempo possível”, escreveu o primeiro-ministro Manuel Marrero Cruz no X.

Entretanto, o Ministro da Energia e Minas, Vicente de la O Levy, afirmou anteriormente que uma das centrais elétricas afetadas pela interrupção já estava em funcionamento. “Estamos trabalhando para restabelecer o Sistema Elétrico Nacional em meio a uma complexa situação energética“, escreveu no X.

A mídia estatal informou que a interrupção no fornecimento de energia foi causada pela paralisação da usina termelétrica Antonio Guiteras, a leste de Havana, devido a um vazamento em sua caldeira.

Cuba enfrenta dificuldades com a diminuição de suas reservas de petróleo após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela no início de janeiro, uma ação que interrompeu o fornecimento de petróleo essencial para o país sul-americano. Mais tarde naquele mês, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor tarifas a qualquer país que vendesse ou fornecesse petróleo a Cuba.

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‘Sicário’ de Vorcaro se mata após ser preso pela Polícia Federal em Minas

4 de Março de 2026, 21:06

Preso nesta quarta-feira (4) pela Polícia Federal na terceira fase da Operação Compliance Zero, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário” de Daniel Vorcaro, se suicidou enquanto estava sob custódia dos federais na Superintendência Regional do órgão em Minas Gerais. A informação foi divulgada pela própria corporação.

Ele chegou a receber atendimento e foi levado ao hospital, mas não resistiu.

“Ao tomarem conhecimento da situação, policiais federais que estavam no local prestaram socorro imediato, iniciando procedimentos de reanimação e acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A equipe médica deu continuidade ao atendimento no local, e o custodiado será encaminhado a rede hospitalar para avaliação e para atendimento médico”, disse a PF em nota mais cedo.

Duas pessoas com conhecimento do assunto disseram ao Estadão que Luiz Phillipi Machado de Moraes teria se enforcado usando a própria camiseta.

Significado

Do latim “Sicarius“, homem da adaga, o apelido “Sicário” não era apenas simbólico para Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, responsável pela obtenção de informações sigilosas, monitoramento de adversários e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses de Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo o relatório, Vorcaro teria solicitado a “Sicário” que o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, fosse agredido e tivesse “todos os dentes quebrados” em um assalto forjado.

Nesta quarta-feira (4), no momento da prisão de Vorcaro, o banqueiro afirmou que jamais teve intenção de intimidar ou ameaçar jornalistas e que as mensagens atribuídas a ele foram retiradas de contexto. (Leia a íntegra abaixo.)

De acordo com a PF, o “Sicário” teria acessado indevidamente sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até de organismos internacionais, como o FBI e a Interpol, para monitorar adversários e desafetos do banqueiro.

Intimidação

Para os investigadores, mensagens interceptadas indicam que Vorcaro acionava Luiz Phillipi para monitorar e intimidar funcionários que se opunham às suas ordens e vontades.

Em um dos diálogos, o banqueiro relata que estaria sendo ameaçado por uma funcionária e ordenou que Sicário “moesse essa vagabunda”.

Em outro bate-papo no WhatsApp, Mourão se oferece para mobilizar “A Turma“, estrutura usada para coleta de informações, a fim de constranger um empregado que teria feito uma gravação indesejada de Vorcaro.

As conversas incluem ainda troca de dados pessoais e pedidos para “levantar tudo” sobre dois funcionários, incluindo um chef de cozinha.

Para a Polícia Federal, há fortes indícios de que Mourão recebia R$ 1 milhão de Daniel Vorcaro por intermédio do cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel, que se apresentou aos federais nesta quarta-feira (4) após não ser localizado nos endereços alvo de busca.

Em nota, a defesa de Zettel afirmou que ele “está à inteira disposição das autoridades”.

Nas mensagens de WhatsApp trocadas entre “Sicário” e Vorcaro, o operador pede que Zettel deposite o dinheiro prometido.

“Bom dia. O Fabiano não mandou este mês e a turma está perguntando. Dá uma olhada com ele por favor. Obrigado”, disse “Sicário“.

Ao ser indagado por Vorcaro sobre os dados para o pagamento e sobre o valor exato, Mourão respondeu: “Ele (Zettel) manda o mensal e eu divido entre a turma. Mando pra eles. 400 divido entre 6. Os meninos mando 75 pra cada, o meu. O DCM e mais dois editores. É este o mensal. Ele manda 1 e quando você manda bônus eu divido entre os meninos e a turma”, explicou “Sicário“.

Em outro diálogo, dessa vez entre Ana Cláudia – funcionária do banqueiro – e Vorcaro, a secretária pergunta:

“Vai ser 1 mm como normalmente?”

“Sim.”

Em seguida, Ana Cláudia faz a transferência bancária e junta o comprovante de pagamento de R$ 1 milhão na conta indicada por Mourão.

As investigações indicam que Vorcaro “manteve relação contratual com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, responsável pela coordenação de atividades voltadas à obtenção de informações, monitoramento de pessoas e levantamento de dados considerados relevantes para os interesses do grupo”.

“Nesse contexto, foram identificadas tratativas relativas à execução dessas atividades e à mobilização de equipes responsáveis pela extração e coleta dos dados de interesse do grupo criminoso”, diz o relatório da Polícia Federal.

Sobre a tentativa de suicídio de “Sicário“, a Polícia Federal informou o ocorrido ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, e entregará os registros em vídeo que demonstram a dinâmica do ocorrido.

A corporação afirmou que será aberto “procedimento apuratório para esclarecer as circunstâncias do fato”.

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Bolsas de NY deixam de lado incertezas causadas pela guerra no Oriente Médio

4 de Março de 2026, 20:51

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta quarta-feira (4), deixando de lado os temores inflacionários ligados ao conflito no Oriente Médio, graças a dados econômicos melhores do que o esperado nos Estados Unidos.

O Dow Jones ganhou 0,49%, o Nasdaq aumentou 1,29% e o índice ampliado S&P 500 avançou 0,78%. Nos dias anteriores, os índices haviam encerrado em números negativos.

“As reações imediatas dos mercados às vezes são brutais, mas frequentemente de curta duração”, afirmou George Smith, da LPL Financial.

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Depois de dois dias de fortes altas, os preços do petróleo se estabilizaram nesta quarta-feira. Para Jack Ablin, da Cresset, “múltiplos fatores” explicam a boa saúde da bolsa americana. Ele destacou a produção de petróleo nos Estados Unidos, que é superior a 13 milhões de barris por dia.

“O que significa que os preços do petróleo podem aumentar, mas não haverá escassez”, disse à AFP. O presidente Donald Trump declarou na terça-feira (3) que a Marinha americana poderia escoltar petroleiros “se fosse necessário” pelo estreito de Ormuz. Ao mesmo tempo, “os investidores tomaram nota” de indicadores econômicos “que lhes deram tranquilidade”, observou Ablin.

O setor privado nos Estados Unidos gerou 63 mil postos de trabalho em fevereiro, segundo a pesquisa periódica da ADP/Stanford, superando as previsões do mercado.

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Senado aprova acordo entre Mercosul e União Europeia

4 de Março de 2026, 20:51

O plenário do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (4), por votação simbólica, o relatório da senadora Tereza Cristina (PP-MS), pela aprovação do projeto que ratifica o acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE). O texto foi aprovado pela Câmara no dia 25 de fevereiro e segue para promulgação. Antes de chegar ao plenário da Câmara, o projeto foi aprovado pela Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul).

A relatora, que foi ministra da Agricultura no governo Jair Bolsonaro, argumentou que o acordo representa uma oportunidade estratégica para o Brasil e que, apesar de não ser perfeito, o texto é positivo e trará medidas concretas ao País.

Acordo Comercial Provisório entre o Mercosul e a União Europeia não é um acordo perfeito. Não o é porque, por definição, acordos perfeitos não existem. … Mesmo imperfeito, o acordo é positivo para o Brasil e capaz de gerar benefícios concretos à população. No momento atual, entendo que ele não apenas é desejável – é necessário“, escreveu a senadora no relatório.

Tereza Cristina afirmou que uma redução de receita tributária inicial será compensada pelos negócios feitos entre os dois blocos. “Está estimada uma redução da arrecadação com tributos federais vinculados à importação de R$ 683 milhões em 2026, R$ 2,5 bilhões em 2027 e R$ 3,7 bilhões em 2028. Essa redução de receita certamente será compensada com o maior dinamismo econômico brasileiro decorrente da ampliação do acesso ao mercado europeu e novos investimentos possibilitados pelo Acordo”.

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que o acordo foi construído a várias mãos: “Pela importância, pelo significado histórico para o Brasil, para a relação comercial do Brasil com a União Europeia. Uma importância estratégica para o Brasil, inclusive, neste momento delicado para as relações internacionais”, falou.

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O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, também elogiou o acordo: “Enquanto algumas nações acham que o caminho para redesenhar a ordem geopolítica global é por meio das armas, estamos construindo um redesenho por meio do diálogo e a partir das cooperações”, disse.

Por demanda do Congresso e do agronegócio brasileiro, o Poder Executivo publicou na tarde desta quarta-feira (4) o decreto que regulamenta a investigação e a aplicação de medidas de salvaguardas bilaterais previstas em acordos de livre comércio ou que contemplem preferência tarifária. O decreto não se restringe ao acordo do Mercosul com a União Europeia, mas sinaliza para o setor privado que o País está pronto para atuar com segurança jurídica no comércio com os europeus.

As salvaguardas poderão ser aplicadas em caráter provisório ou definitivo, em casos de aumento na importação de produtos “em quantidade e em condições tais que causem ou ameacem causar um prejuízo grave à indústria doméstica”.

O texto prevê que as medidas de salvaguardas serão aplicadas somente após o início das investigações, conduzidas pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), com base nas recomendações contidas em parecer emitido pelo Departamento de Defesa Comercial da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

A investigação destinada a determinar a existência de prejuízo grave ou ameaça de prejuízo grave deverá demonstrar a existência de nexo causal entre o aumento das importações do produto em condições preferenciais e o prejuízo grave ou a ameaça de prejuízo grave à indústria doméstica.

Finalizada a análise pelo Congresso, um decreto legislativo vai atestar a conclusão do processo no Legislativo brasileiro. Depois, um outro decreto presidencial irá concluir a internalização do acordo no Brasil, procedendo-se à notificação à Comissão Europeia.

Do outro lado do oceano, na sexta-feira (27 de fevereiro), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sinalizou disposição em aplicar provisoriamente o acordo comercial com o Mercosul. A ideia é que ainda neste mês de março sejam formalizadas as notificações da conclusão dos procedimentos pelos países do Mercosul à Comissão Europeia. A partir daí, a comissão notificará membros do bloco sul-americano da vigência provisória.

Segundo estimativas do MDIC, o acordo Mercosul-UE terá um efeito positivo de 0,34% (R$ 37 bilhões) sobre o PIB brasileiro, com aumento de 0,76% no investimento (R$ 13,6 bilhões) e redução de 0,56% no nível de preços ao consumidor. Também é projetado um aumento de 0,42% nos salários reais, além de um impacto de 2,46% (R$ 42,1 bilhões) sobre as importações totais e de 2,65% (R$ 52,1 bilhões) sobre as exportações totais.

As empresas brasileiras que exportam hoje para a União Europeia respondem por 3 milhões de empregos no Brasil no ano. A corrente de comércio Brasil-União Europeia teve um recorde de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 520 bilhões, na cotação atual) no ano passado, com um ligeiro déficit para o Brasil, mas com um volume de comércio relevante.

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Senado dos EUA rejeita proposta de limitar ataques de Trump ao Irã

4 de Março de 2026, 19:53

Uma resolução visando limitar os poderes de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, na guerra contra o Irã foi rejeitada nesta quarta-feira (4) no Senado americano, devido ao apoio robusto da maioria republicana para a operação dos EUA e Israel.

No final de janeiro, antes mesmo do início do conflito, o senador democrata Tim Kaine havia introduzido uma resolução para “ordenar a retirada das forças armadas americanas das hostilidades contra a República Islâmica do Irã que não foram autorizadas pelo Congresso”.

Porém, sua iniciativa foi rejeitada com 53 votos contra e 47 a favor. O democrata John Fetterman, que apoia a guerra, votou contra, enquanto o republicano Rand Paul foi o único de seu partido a votar a favor.

Diante de um presidente que expandiu o domínio do poder executivo sobre o legislativo desde seu retorno à Casa Branca em janeiro de 2025, Tim Kaine, ao lado de muitos outros parlamentares democratas, afirmava querer reafirmar a autoridade do Congresso, o único habilitado pela Constituição americana a declarar guerra.

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“Os americanos querem que o presidente Trump baixe os preços, não que nos arraste para guerras desnecessárias e eternas”, declarou o senador da Virgínia em um comunicado na terça-feira (3), que denuncia desde sábado (28 de fevereiro) um conflito lançado de maneira “ilegal” pelo republicano.

Após um briefing de segurança nacional classificado entre os senadores e o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, Tim Kaine assegurou à AFP que nenhuma prova foi apresentada pelo governo sobre a existência de uma “ameaça iminente” do Irã contra os EUA.

Essa questão de “ameaça iminente” está no centro do debate sobre a legalidade do início do conflito por Donald Trump. Pois, embora o Congresso seja o único habilitado a declarar guerra, uma lei de 1973 permite ao presidente lançar uma intervenção militar limitada para responder a uma situação de emergência criada por um ataque contra os EUA.

Em seu vídeo anunciando a operação no sábado (28), Donald Trump mencionou justamente uma ameaça “iminente” representada pelo Irã, mas não convenceu a oposição democrata.

Na Câmara dos Representantes, uma resolução semelhante à de Tim Kaine deve ser submetida a votação na quinta-feira (5), mas um fracasso também é esperado.

“A ideia de retirarmos esse poder de nosso comandante-chefe, o presidente, de terminar o trabalho é uma perspectiva assustadora para mim”, afirmou o presidente republicano da Câmara, Mike Johnson. “É perigoso, e espero – e acredito – que tenhamos vozes suficientes para rejeitar isso”, acrescentou à imprensa no Capitólio.

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‘Irã rejeitou o caminho da paz’, afirma Casa Branca

4 de Março de 2026, 16:25

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, detalhou nesta terça-feira (3) de março os avanços da Operação Epic Fury, ofensiva militar lançada pelo governo dos Estados Unidos contra o Irã.

Em coletiva de imprensa, Leavitt afirmou que o regime terrorista iraniano está sendo absolutamente derrubado sob a liderança de Donald Trump, encerrando quase cinco décadas de o que classificou como “tolerância e apoio” ao país.

“Os líderes terroristas do Irã estão pagando pelos seus crimes contra a América e estão pagando com sangue”, declarou Leavitt, reforçando que a missão visa extinguir permanentemente as ambições nucleares de Teerã.

Redução drástica da capacidade ofensiva e o fim da marinha iraniana

A porta-voz destacou que um dos principais êxitos da operação até o momento é a neutralização das capacidades de ataque do regime. Segundo o relatório oficial, as forças americanas já atingiram mais de 2.000 alvos, destruindo centenas de mísseis balísticos, lançadores e drones.

O anúncio mais enfático, contudo, referiu-se à aniquilação das forças navais iranianas, incluindo a destruição de um submarino de alta tecnologia.

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“Até agora, destruímos mais de 20 naves iranianas. Não há um único navio iraniano a caminho no Golfo Arábico, no Estreito de Ormuz ou no Golfo de Omã”, afirmou a porta-voz. Leavitt explicou que o domínio sobre o espaço aéreo deve ser total nas próximas horas, permitindo que os militares estadunidenses prossigam com o desmonte da indústria bélica local.

Apoio internacional e o papel da Espanha

Durante a coletiva, Leavitt ressaltou que a administração Trump tem mantido contato direto com aliados globais e regionais para coordenar os esforços de guerra e a segurança de civis. A porta-voz confirmou que diversas nações estão contribuindo com suas capacidades de combate, citando especificamente que a Espanha concordou em apoiar os EUA nesta missão, unindo-se aos parceiros árabes e muçulmanos que buscam estabilidade no Oriente Médio.

“Muitos parceiros regionais estão contribuindo com suas capacidades de combate para proteger as bases americanas e garantir o sucesso desta missão justa”, observou.

Petróleo e a proteção do Estreito de Ormuz

Sobre os impactos econômicos da guerra, especialmente no que tange aos preços dos combustíveis, a Casa Branca assegurou que possui um plano para manter a estabilidade dos mercados.

Questionada sobre a segurança da navegação comercial na região, a porta-voz informou que o Departamento de Defesa e o Departamento de Energia estão calculando cronogramas para garantir o fluxo de energia global através de rotas estratégicas.

“Se e quando necessário, a Marinha dos Estados Unidos fornecerá assistência para escoltar navios petroleiros através do Estreito de Ormuz”, garantiu Leavitt.

Ela reiterou que a economia americana é robusta o suficiente para suportar os impactos temporários do conflito, enquanto a Marinha assegura que o setor petrolífero não sofra interrupções catastróficas.

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Ouro fecha em alta com aversão ao risco crescente por conflito no Oriente Médio

4 de Março de 2026, 16:10

O ouro fechou em alta nesta quarta-feira (4), à medida que o andamento do conflito no Oriente Médio deu força a ativos de refúgio, enquanto uma pausa na alta do dólar americano também deu suporte aos ganhos dos metais preciosos.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou em alta de 0,21%, a US$ 5.134,7 (cerca de R$ 26.700,44, na cotação atual) por onça-troy. Já a prata para maio teve queda de 0,34%, a US$ 82,63 (R$ 429,68) por onça-troy.

Pela manhã, o ouro chegou a subir mais de 1% à medida que a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã avança ao seu quinto dia. As informações acerca dos desdobramentos do conflito ainda permanecem opacas, com o Irã classificando como “totalmente falsa” uma reportagem do jornal The New York Times em que se afirmava que Teerã estaria buscando contato com Washington para discutir os termos do fim do conflito.

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Outro ponto de incerteza reside no Estreito de Ormuz. A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) afirmou que tem o “controle total” do trecho, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo e gás do mundo. Um navio com a bandeira de Malta foi atingido por um projétil nesta quarta-feira na região.

Na terça-feira (3), o presidente dos EUA, Donald Trump, havia dito que a Marinha norte-americana escoltaria navios-tanque no Estreito de Ormuz, caso seja necessário.

Para analistas da LMAX, os mercados globais estão avessos ao risco devido ao crescimento do conflito, o que impulsiona ativos de refúgio como o ouro e o dólar. “Tudo isso enquanto sinais econômicos mistos da China, Japão e os próximos dados dos EUA e da zona do euro adicionam camadas de incerteza”, avaliam.

Entre os dados, o PMI de serviços nos EUA apresentou resultados mistos nesta quarta-feira, com os dados do S&P Global abaixo das previsões, enquanto os números do ISM vieram acima das expectativas. Já a ADP mostrou dados de emprego maior do que as estimativas.

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Bolsas da Europa fecham em alta e se recuperam com informações sobre EUA-Irã

4 de Março de 2026, 16:04

As bolsas europeias fecharam em alta nesta quarta-feira (4), em recuperação às perdas registradas nas últimas duas sessões, enquanto investidores ponderam desdobramentos sobre o conflito entre os Estados Unidos e o Irã no Oriente Médio.

O mercado também monitora indicadores da saúde econômica europeia e aguarda a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE).

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,80%, a 10.567,65 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,79%, a 24.216,26 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,79%, a 8.167,73 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,95%, a 45.336,88 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 2,56%, a 17.498,80 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 0,59%, a 8.931,27 pontos. As cotações são preliminares.

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A informação publicada pelo The New York Times de que agentes do Ministério da Inteligência do Irã entraram em contato indiretamente com a CIA alimentou o apetite por risco, mas a declaração posterior do país persa de que a notícia era “totalmente falsa” arrefeceu o ânimo.

Diante da alta incerteza geopolítica, a União Europeia (UE) alertou sobre a forte alta dos preços do gás, embora não planeje adotar uma resposta emergencial imediata.

Na contramão, a sinalização de Kaja Kallas de que a Europa deve investir em defesa deu suporte ao setor, que subiu 2,59%. A Maersk recuou 1,96% após suspender cargas para o Oriente Médio. Dentre outros destaques, a Adidas tombou 3%, depois de decepcionar com guidance, o que limitou os ganhos da Puma, que recuou 0,7%.

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Submarino dos EUA afunda navio de guerra iraniano na costa do Sri Lanka

4 de Março de 2026, 15:25

Um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano ao largo da costa do Sri Lanka, no oceano Índico, informou o Pentágono nesta quarta-feira (4), no quinto dia de uma guerra no Oriente Médio que continua se expandindo.

As autoridades do Sri Lanka informaram ter recuperado os corpos de 87 marinheiros iranianos.

Após incendiar a região com ataques contra Israel e posições americanas no Golfo, o Irã atacou, nesta quarta-feira, grupos opositores no Curdistão iraquiano e lançou um míssil interceptado pela Otan quando ameaçava a Turquia.

Os ataques às monarquias petrolíferas do Golfo e a situação no estratégico Estreito de Ormuz, que Teerã afirma controlar, fizeram disparar os preços dos hidrocarbonetos.

“Guerra injusta”

O Iraque também foi envolvido na crise: o Irã atacou na vizinha região do Curdistão iraquiano grupos de oposição curdos armados e hostis à república islâmica. Um combatente morreu, segundo um porta-voz do Partido da Liberdade do Curdistão (PAK).

A principal autoridade xiita do Iraque, o grande aiatolá Ali Sistani, nascido no Irã, denunciou uma “guerra injusta” travada contra o país e pediu que todos os Estados “empreguem todos os esforços para pôr fim a ela”.

As defesas da Otan também foram ativadas para interceptar um míssil disparado do Irã que ameaçava a Turquia. Um alto funcionário turco afirmou, no entanto, que o alvo provavelmente era uma base militar no Chipre, já atingida por um ataque iraniano no início da semana.

Além disso, o Exército iraniano ameaçou atacar embaixadas israelenses em todo o mundo caso Israel atinja a missão em Teerã no Líbano.

“Dormimos com medo”

Pelo quinto dia, os bombardeios continuaram contra Teerã e outras partes do Irã. Na capital, com 10 milhões de habitantes, parte da população permanece confinada ou fugiu.

“Dormimos no chão, com a cabeça protegida à mesma distância das janelas do quarto e da sala, para ficar a salvo caso as ondas de choque quebrem os vidros”, contou Amir, de 50 anos.

Situação semelhante ocorre em outras regiões do país, onde o Exército americano afirma ter atingido mais de dois mil alvos em uma campanha de escala maior do que a invasão de 2003 ao Iraque de Saddam Hussein.

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“Dormimos com medo e acordamos estressados. A situação é bastante horrível”, disse à AFP uma mulher chamada Sanaz, que chegou recentemente à Turquia após fugir de sua cidade, Tabriz, no noroeste do país.

A agência oficial iraniana Irna afirma que 1.045 pessoas, entre civis e militares, morreram desde o início da ofensiva no sábado (28 de fevereiro).

As autoridades iranianas procuram um sucessor para o líder supremo Ali Hosseini Khamenei, morto no sábado no início da ofensiva. Um funeral de Estado estava previsto em Teerã nesta quarta-feira, mas foi adiado devido aos bombardeios incessantes contra a cidade.

Israel advertiu que quem for escolhido se tornará “um alvo”. O ministro da Defesa, Israel Katz, prometeu matá-lo “independentemente de seu nome ou de onde se esconda”.

Estreito de Ormuz “sob controle”

As autoridades iranianas afirmam estar preparadas para continuar a guerra, com possíveis impactos no comércio mundial, especialmente por causa dos ataques a infraestruturas energéticas do Golfo e do fechamento de fato do estreito de Ormuz.

A Guarda Revolucionária, o Exército ideológico do regime iraniano, havia advertido no início do conflito que nenhum navio deveria entrar nesse estreito que dá acesso ao Golfo Pérsico. Nesta quarta-feira, afirmou que a passagem está “sob controle total da Marinha da república islâmica“.

Nesse ponto estratégico, por onde transitam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, o tráfego de petroleiros caiu 90% em uma semana, informou a empresa de análise Kpler.

Israel avança no Líbano

Israel também prossegue sua ofensiva no Líbano, país envolvido no conflito após o movimento pró-iraniano Hezbollah atacar o território israelense.

O Exército israelense atacou o setor do palácio presidencial perto de Beirute e outras áreas ao sul da capital, além de redutos do Hezbollah. Também lançou operações terrestres e avançou sobre vários vilarejos no sul do país.

No total, mais de 50 pessoas morreram e mais de 58 mil foram deslocadas, segundo as autoridades libanesas.

Os Estados Unidos pediram a seus cidadãos que deixem a região se conseguirem encontrar voos comerciais, o que se tornou quase impossível devido a cancelamentos em massa.

A operação já deixou seis mortos nas forças armadas americanas. O Pentágono identificou quatro deles, atingidos por drones no Kuwait.

Em Israel, onde as sirenes soaram várias vezes nesta quarta-feira, dez pessoas morreram em ataques iranianos, segundo os serviços de emergência.

Nos países do Golfo, os bombardeios iranianos deixaram 13 mortos, entre eles uma menina de 11 anos atingida por estilhaços no Kuwait.

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