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Bolsas europeias fecham em queda após sinais mistos na economia e no cenário geopolítico

21 de Maio de 2026, 15:54

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda nesta quinta-feira (21), pressionadas pela volatilidade do petróleo e pela cautela em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã. O humor dos mercados também foi afetado por indicadores fracos de atividade na Europa e por expectativas de juros mais altos nos EUA após a ata do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) reforçar preocupações com a inflação.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,11%, a 10.443,47 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,33%, a 24.656,76 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,39%, a 8.086,00 pontos. Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,03%, a 49.168,70 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,16%, a 18.022,60 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,22%, a 9.227,99 pontos. As cotações são preliminares.

O mercado reagiu a notícias conflitantes sobre as negociações nucleares entre EUA e Irã. O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, teria ordenado que o urânio enriquecido próximo ao grau militar permanecesse no país, aumentando temores sobre um eventual fracasso diplomático. Mais tarde, uma autoridade iraniana negou a informação.

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No campo macroeconômico, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro caiu para 47,5 em maio, menor nível em 31 meses, enquanto o PMI do Reino Unido recuou para 48,5. A S&P Global afirmou que os dados apontam para contração de 0,2% da economia da zona do euro no segundo trimestre.

Entre as ações, a Ubisoft despencou mais de 5% em Paris após adiar metas de lucratividade e geração de caixa. Em Londres, BT Group caiu cerca de 5% após queda de receita anual, enquanto easyJet registrou leve alta de 0,6%, após flertar com território negativo em boa parte do pregão, após alertar para incertezas na demanda e maiores custos ligados ao conflito no Oriente Médio.

Na ponta positiva, ações do setor espacial avançaram, com Eutelsat saltando cerca de 20% e acumulando forte valorização na semana, em meio à expectativa pela abertura de capital da SpaceX. Encontrando suporte na alta do petróleo, a Shell subiu perto de 0,6% e a TotalEnergies teve alta de 0,8%.

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Petróleo despenca 11% após fala de Trump sobre guerra no Irã; entenda

10 de Março de 2026, 14:30
O presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Foto: Divulgação

O preço do petróleo caiu drasticamente nesta terça-feira (10), com uma redução significativa nos contratos futuros do barril Brent e do WTI. A queda veio após declarações do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que afirmou que “a guerra no Irã poderia estar ‘próxima de seu fim'”.

A notícia foi interpretada pelos investidores como um sinal de alívio, especialmente em relação aos bloqueios no estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo no mundo. A passagem segura de petroleiros por essa região, vital para o comércio global, foi seriamente afetada pelo conflito no Oriente Médio.

A guerra no Irã havia causado uma série de bloqueios no estreito de Ormuz, por onde trafega 20% da produção mundial de petróleo e gás. A expectativa do mercado era que, com o possível fim da guerra, países produtores da região, como a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Qatar, poderiam retomar a produção paralisada.

O barril Brent, que serve como referência mundial, viu uma queda de 11%, sendo cotado a US$ 87,35 (R$ 451,21). Às 12h10, o contrato de maio estava sendo negociado a US$ 88,50 (R$ 457,15), o que representa uma desvalorização de 10,55% em relação ao fechamento do dia anterior. Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate) também registrou queda, sendo vendido a US$ 83,97 (R$ 433,74), uma desvalorização de 11,39%.

O alívio no mercado ocorreu um dia após o petróleo ter superado os US$ 119 por barril, o maior valor registrado desde julho de 2022. Na segunda-feira (9), o petróleo Brent havia atingido o pico de US$ 119,46. A forte alta foi seguida por uma queda abrupta nesta terça-feira, refletindo as incertezas e a volatilidade do mercado de energia global.

Em entrevista na segunda-feira (9), Trump expressou otimismo, afirmando que “a guerra contra o Irã estava ‘próxima do fim'” e que os Estados Unidos estavam “muito à frente” das expectativas.

Suvro Sarkar, líder da equipe do setor de energia do DBS Bank, falou sobre o comentário do republicano: “Claramente, os comentários de Trump sobre uma guerra de curta duração acalmaram os mercados. Embora tenha havido uma reação exagerada para o lado positivo ontem, achamos que há uma reação exagerada para o lado negativo hoje”

Ele ainda sugeriu que o mercado estava subestimando os riscos do petróleo Brent nesse nível de preço. “Os tipos Murban e Dubai ainda estão bem acima de US$ 100 por barril, portanto, praticamente nada mudou em termos de realidades básicas”, avalia ele.

Petroleiro ancorado aguardando autorização para navegar pelo estreito de Ormuz. Foto: Divulgação

A resposta do Irã não tardou. O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica afirmou que, caso os ataques dos EUA e de Israel continuem, o país tomará medidas severas, incluindo impedir que “qualquer litro de petróleo seja exportado da região”. A declaração foi emitida pela mídia estatal iraniana e reforçou a tensão no mercado.

Apesar das expectativas de normalização, os preços do petróleo continuam sob pressão. Trump também está considerando opções como aliviar as sanções contra a Rússia e liberar estoques emergenciais de petróleo bruto, medidas que visam conter a alta dos preços globais do petróleo.

Essas opções, segundo fontes do mercado, são parte de um pacote destinado a aliviar a pressão sobre os preços. A possibilidade de os países do G7 utilizarem suas reservas estratégicas de petróleo para combater a alta também está sendo discutida. No entanto, os membros do grupo ainda não se comprometeram com a liberação dessas reservas.

“As discussões em torno da flexibilização das sanções contra o petróleo russo, os comentários de Donald Trump sugerindo que o conflito poderia eventualmente diminuir e a possibilidade de os países do G7 utilizarem as reservas estratégicas de petróleo apontaram para a mesma mensagem —que os barris de petróleo continuarão de alguma forma a chegar ao mercado”, afirmou Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova.

As declarações de Trump não impactaram apenas o mercado de petróleo. Bolsas de valores ao redor do mundo reagiram positivamente, com os índices europeus subindo mais de 2% e os maiores mercados asiáticos registrando ganhos de até 5,35%, como foi o caso de Seul.

A recuperação nas bolsas foi acompanhada por uma valorização no ouro e no bitcoin, ativos que geralmente são considerados refugos seguros em tempos de incerteza. Na Europa, o Euro STOXX 600, principal índice da União Europeia, subiu 2,87%, com ganhos expressivos também em Frankfurt (2,63%), Londres (1,78%), Paris (2,18%), Madri (2,94%) e Milão (2,83%).

Nos Estados Unidos, os índices também apresentaram alta, com a Nasdaq subindo 0,55%, a Dow Jones 0,38% e a S&P 500 registrando uma valorização de 0,36%. Além disso, o preço do ouro subiu 2,45%, alcançando US$ 5.228,59 (R$ 27,01 mil), enquanto o bitcoin teve uma alta de 3,36%, cotado a US$ 71,49 mil (R$ 369,31 mil).

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