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Estatal de correios italiana torna-se controladora indireta da TIM Brasil (TIMS3)

18 de Setembro de 2026, 19:50

A TIM (TIMS3) anunciou nesta sexta-feira que a empresa estatal de correios da Itália Poste Italiane tornou-se controladora indireta do grupo brasileiro de telecomunicações como resultado de uma oferta pelas ações da Telecom Italia.

A Poste Italiane, que já tinha 20% de participação na Telecom Italia, controladora direta da TIM, assegurou na semana passada, fatia de 66,6% na companhia, em uma oferta pelas ações avaliada em cerca de 13 bilhões de euros.

“Em decorrência dessa aquisição originária de controle por meio de oferta pública, a Poste Italiane tornou-se a acionista controladora da TI (Telecom Italia) e, consequentemente, a acionista controladora indireta da TIM Brasil”, afirmou a companhia brasileira em fato relevante.

TOTVS (TOTS3) aprova pagamento de JCP; veja valores

18 de Setembro de 2026, 19:46

A TOTVS (TOTS3) aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) de R$ 0,15 por ação, conforme decisão do Conselho de Administração em reunião realizada nesta quinta-feira (18).

O montante bruto total do provento será de aproximadamente R$ 85 milhões. Segundo a companhia, os JCP serão imputados aos dividendos obrigatórios referentes ao exercício.

Terão direito ao pagamento os acionistas que estiverem posicionados em ações da TOTVS em 23 de setembro de 2026. A partir de 24 de setembro, os papéis passarão a ser negociados “ex-JCP”, ou seja, sem direito ao provento.

O pagamento está previsto para 8 de outubro de 2026, sem incidência de correção monetária ou remuneração.

O valor do JCP estará sujeito à retenção de Imposto de Renda na Fonte (IRRF), conforme a legislação aplicável. Acionistas isentos ou imunes deverão enviar a documentação que comprove essa condição à companhia até 5 de outubro para não sofrerem a retenção.

O crédito será realizado em conta corrente e domicílio bancário cadastrados junto ao Banco Itaú Unibanco. Acionistas com cadastro incompleto ou desatualizado deverão regularizar as informações para receber o provento.

Boa Safra (SOJA3) reelege CEO e renova diretoria por dois anos

18 de Setembro de 2026, 19:08

O conselho de administração da Boa Safra (SOJA3) aprovou a reeleição de Marino Stefani Colpo como diretor-presidente da companhia para um novo mandato de dois anos. A decisão foi tomada por unanimidade em reunião realizada em 16 de setembro.

A empresa também renovou, pelo mesmo período, os mandatos dos demais integrantes da diretoria. Felipe Pereira Marques permanece como diretor financeiro e de relações com investidores, enquanto Glaube de Sousa Caldas segue à frente da diretoria de produção.

Humberto Pimenta Martins Filho foi reconduzido ao cargo de diretor comercial. Já Patrícia Regina Baceti permanece responsável pelas diretorias de administração e controle e de tecnologia e inovação.

Os mandatos são contados a partir da data da reunião. Segundo a ata, a posse dos executivos ocorrerá mediante a assinatura dos respectivos termos.

Fleury (FLRY3) antecipa pagamento de R$ 217,8 milhões em JCP; veja a nova data

18 de Setembro de 2026, 19:06

O Fleury (FLRY3) antecipou para 28 de setembro o pagamento de R$ 217,8 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP), informou a companhia nesta sexta-feira (18). Anteriormente, os proventos seriam pagos em 2 de outubro.

A distribuição, aprovada em 6 de agosto, corresponde ao valor bruto de R$ 0,40073265756 por ação, desconsideradas as ações em tesouraria.

Terão direito ao recebimento os acionistas com posição na companhia no fechamento do pregão de 11 de agosto de 2026. As ações são negociadas na condição de “ex-JCP” desde 12 de agosto.

Segundo o comunicado, os valores estarão sujeitos à retenção de Imposto de Renda na fonte à alíquota de 17,5%, ressalvados os acionistas comprovadamente isentos ou imunes e aqueles sujeitos a alíquotas diferentes previstas na legislação.

As demais condições da distribuição permanecem inalteradas. O valor líquido dos JCP será imputado aos dividendos referentes ao exercício de 2026.

Porto (PSSA3) aprova R$ 333,4 milhões em JCP; veja quem tem direito

18 de Setembro de 2026, 18:27

O conselho de administração da Porto (PSSA3) aprovou nesta sexta-feira (18) a distribuição de R$ 333,43 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP), referentes ao terceiro trimestre de 2026.

O montante corresponde ao valor preliminar de R$ 0,52065720703 bruto por ação, ou R$ 0,42996563103 líquido, após a retenção de 17,5% de Imposto de Renda, ressalvadas as exceções tributárias.

Terão direito aos proventos os acionistas com posição na companhia ao fim do pregão de 23 de setembro de 2026. A partir de 24 de setembro, as ações serão negociadas “ex-JCP”, sem direito ao recebimento.

O pagamento será realizado até 30 de abril de 2027, em data ainda a ser definida pela administração e deliberada na assembleia geral ordinária de 2027.

Segundo a Porto Seguro, os valores por ação poderão variar em razão de movimentações no programa de recompra até a data de corte. Caso haja alteração, a companhia comunicará os novos valores ao mercado.

Os proventos serão imputados ao dividendo mínimo obrigatório do exercício de 2026. A declaração está sujeita à ratificação pela assembleia geral ordinária de 2027.

Fitch eleva rating da Embraer (EMBJ3) de IDR para BBB, com perspectiva estável

9 de Setembro de 2026, 19:08

A Fitch elevou a classificação de risco da Embraer (EMBJ3), com o rating de IDR passando para BBB e perspectiva estável, citando principalmente a posição de liquidez considerada robusta. Segundo a agência, a companhia combina histórico de geração positiva de fluxo de caixa livre (FCF), flexibilidade financeira e acesso a mercados de crédito no Brasil e no exterior, o que dá suporte à capacidade de cumprir compromissos e atravessar ciclos do setor.

No comunicado, a Fitch detalha que, em 30 de junho de 2026, a Embraer tinha dívida de US$ 2,5 bilhões, com títulos não garantidos transfronteiriços representando 65% do total, além de dívida da Eve de US$ 312 milhões, equivalente a 12%. Na mesma data, o caixa disponível da Embraer somava US$ 2,0 bilhões, excluindo a Eve (US$ 403 milhões), montante que, de acordo com a agência, é suficiente para cobrir as amortizações da dívida até pelo menos 2035.

A liquidez também é apoiada por uma linha de crédito rotativa (RCF) de US$ 1,0 bilhão com vencimento em 2029. A Fitch afirma esperar que a empresa mantenha disciplina na gestão de liquidez, com atuação proativa na administração de passivos para limitar a exposição ao risco de refinanciamento. A agência acrescenta que cerca de 90% do caixa, equivalentes e investimentos financeiros da Embraer estavam denominados em dólares em 30 de junho de 2026, e que uma parcela relevante desses recursos é mantida no exterior.

Squadra vende ações do Inter (INBR32); confira

9 de Setembro de 2026, 18:55

A Squadra Investimentos reduziu sua participação acionária no Inter (INBR32) para 4,93%, mostra documento enviado ao mercado nesta quarta-feira (9).

Segundo comunicado, a gestora passou a deter 16 milhões valores mobiliários.

De acordo com a gestora, a participação não tem como objetivo alterar a composição do controle acionário nem a estrutura administrativa da companhia.

As apostas da Squadra

Enquanto diminui sua participação no Inter, a gestora vê outro banco interessante: o Nubank. Em carta semestral, a gestora diz que a sofisticação dos modelos do Nubank tem permitido ampliar a carteira sem uma deterioração equivalente na qualidade dos ativos. Mesmo diante do aumento da inadimplência, a fintech segue apresentando desempenho superior à média do mercado.

Squadra considera Hapvida (HAPV3) o ‘maior erro de sua história’ e vê oportunidade em outras quatro ações – Money Times

A inteligência artificial também pode ajudar o banco a avançar sobre clientes de renda média e alta, público tradicionalmente atendido por instituições com estruturas mais caras e maior contato humano.

Um dos projetos nessa frente é o chamado “AI Private Banker”, uma espécie de gerente virtual capaz de oferecer atendimento e recomendações mais personalizados.

A aposta também passa pela expansão internacional. Para a Squadra, o desempenho no México representa uma primeira demonstração de que o modelo do banco digital consegue ser exportado. Depois de dificuldades e adaptações nos primeiros anos, a companhia construiu uma franquia relevante de depósitos e passou a ampliar a carteira de crédito com uma relação considerada atrativa entre risco e retorno.

Já a entrada nos Estados Unidos, recebida com ceticismo por parte do mercado, é vista como uma opção de crescimento que praticamente não está embutida no preço da ação.

O Nubank deve começar pelo cartão de crédito voltado ao público de massa e, posteriormente, tentar repetir a trajetória brasileira, acrescentando depósitos e outros produtos até se tornar o principal banco de seus clientes.

Com Seu Dinheiro

BR Partners (BRBI11) faz aumento de capital de R$ 30 mi; veja para onde vai dinheiro

9 de Setembro de 2026, 18:25

A BR Partners (BRBI11) vai fazer um aporte de R$ 30 milhões no Banco BR Partners, sua subsidiária, mostra comunicado ao mercado enviado ao mercado nesta quarta-feira (9).

Segundo o banco, o valor será utilizado para “reforçar a estrutura de capital do Banco BR Partners e suportar o desenvolvimento de suas atividades”.

Uma fonte ouvida pelo Money Times diz que se trata apenas de um aumento de capital e de uma transação entre companhias irmãs.

Cenário da BR Partners

No segundo trimestre de 2026, a empresa lucrou R$ 35,1 milhões, queda de 7,0% na comparação trimestral e de 22,4% em relação ao 2T25.

Em relatório publicado em julho, a XP havia dito que o cenário de juros cada vez mais desafiador continuava sendo o principal obstáculo para a tese de investimento, provavelmente atrasando a recuperação da atividade nos mercados de capitais e, consequentemente, da trajetória de lucros da companhia.

Mesmo tendo cortado o preço-alvo na ocasião, a corretora vê a ação como barata.

“Nossa visão construtiva é baseada na forte cultura corporativa da companhia, na disciplina de custos e no balanço significativamente fortalecido após o IPO e as subsequentes captações de capital, que ampliaram suas capacidades de produtos e fortaleceram sua capacidade de atender uma base de clientes mais ampla e diversificada”.

JBS (JBSS32) mira controle total da Pilgrim’s Pride e sobe em NY; Safra vê movimento com bons olhos

19 de Agosto de 2026, 12:04

As ações da JBS (JBSS32) avançam 3,77%, a US$ 14,16, na Bolsa de Nova York nesta quarta-feira (19), por volta das 10h38 no horário local (11h38 em Brasília), após a companhia apresentar uma proposta para adquirir a fatia restante da Pilgrim’s Pride (PPC) que ainda está nas mãos de acionistas minoritários.

A JBS, que atualmente controla cerca de 82% da Pilgrim’s Pride, apresentou uma proposta não vinculante para incorporar os 18% restantes da companhia por meio de uma troca de ações.

Pelos termos apresentados, os acionistas minoritários da Pilgrim’s receberiam 2,086 ações Classe A da JBS para cada ação da PPC. A relação de troca foi calculada considerando os preços de fechamento de terça-feira (18), de US$ 13,66 para a JBS e US$ 28,49 para a Pilgrim’s Pride.

Caso a operação seja concluída, a PPC deixará de ter suas ações negociadas na Nasdaq e passará a ser uma subsidiária integral da JBS.

Segundo a companhia, a operação tem como objetivo simplificar a estrutura societária do grupo, eliminar custos relacionados à manutenção da Pilgrim’s Pride como uma empresa independente de capital aberto e oferecer aos atuais minoritários da PPC maior liquidez por meio das ações da JBS.

Safra vê operação como positiva

Para o Safra, que mantém recomendação neutra para a JBS e preço-alvo de US$ 15 por ação, a proposta é positiva para a companhia brasileira e pode encerrar um capítulo de sua reestruturação societária a uma avaliação considerada razoável.

O banco destaca que a oferta não embute prêmio financeiro para os acionistas da Pilgrim’s Pride. Pelos preços de fechamento de terça-feira, as 2,086 ações da JBS oferecidas equivalem a US$ 28,49, exatamente o valor de uma ação da PPC.

Apesar disso, o Safra lembra que a JBS negocia atualmente a 6,2 vezes a relação entre valor da firma e Ebitda (EV/Ebitda) dos últimos 12 meses, um prêmio de 11% em relação às 5,6 vezes da Pilgrim’s Pride, considerando os números em US GAAP.

Na avaliação dos analistas, o prêmio aparentemente limitado oferecido aos minoritários pode ser compensado pela exposição a uma companhia significativamente maior e mais diversificada, além da maior liquidez de negociação das ações da JBS.

O Safra também pondera que o Ebitda dos últimos 12 meses das duas empresas está pressionado por fatores específicos. No caso da JBS, pesam as margens próximas das mínimas do ciclo no negócio de carne bovina nos Estados Unidos. Já a Pilgrim’s Pride enfrenta custos de reestruturação e ineficiências operacionais consideradas transitórias.

Sem impacto sobre a alavancagem

Do ponto de vista da JBS, a incorporação integral da Pilgrim’s Pride pode trazer ganhos adicionais de eficiência e aumentar a liquidez das próprias ações da companhia, segundo o Safra.

Outro ponto considerado favorável é a estrutura da transação. Como a proposta prevê exclusivamente uma troca de ações, a JBS não precisaria desembolsar caixa para comprar os minoritários da PPC, nem haveria pressão adicional sobre sua alavancagem financeira.

A proposta, no entanto, ainda precisa superar algumas etapas. Como a JBS já controla aproximadamente 82% da Pilgrim’s Pride, a transação será analisada por um comitê especial formado por membros independentes do conselho de administração da PPC.

Além disso, será necessária a aprovação da chamada “maioria da minoria”: a maioria dos votos dos acionistas da Pilgrim’s Pride que não possuem vínculo com a JBS. A operação não exige aprovação dos acionistas da companhia brasileira.

Esta não é a primeira tentativa da JBS de assumir o controle integral da Pilgrim’s Pride. Em agosto de 2021, a brasileira apresentou uma proposta semelhante para adquirir as ações que ainda não possuía, mas as partes não chegaram a um acordo na ocasião.

Nem tudo são flores: temporada do 2T26 supera expectativas, mas Itaú BBA recomenda cautela

19 de Agosto de 2026, 11:57

A temporada de resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26) terminou com números acima das expectativas para boa parte das empresas acompanhadas pelo Itaú BBA. Ainda assim, o banco avalia que o cenário segue misto e recomenda cautela aos investidores, diante da reação das ações após os balanços e do risco de novas revisões negativas nas estimativas do mercado.

Entre as empresas do Ibovespa (IBOV), o lucro líquido superou as projeções em 8,2%, enquanto o Ebitda ficou 2,5% acima do esperado e a receita avançou 2,4% em relação ao consenso. Quando excluídas as empresas de commodities, porém, a surpresa positiva foi mais moderada: o lucro ficou 3,4% acima das estimativas, o Ebitda superou as previsões em 0,5% e a receita veio 0,9% acima do projetado.

Na avaliação do Itaú BBA, os resultados foram moderadamente positivos. Do total de empresas analisadas, 35,3% tiveram desempenho classificado como positivo, 43,4% ficaram em linha com as expectativas e 21,3% decepcionaram o mercado.

Além disso, 44,8% das companhias cobertas pelo banco entregaram lucro líquido acima das projeções, enquanto 28,4% vieram em linha e 26,9% reportaram resultados inferiores ao esperado.

Entre os setores, o destaque ficou com bens de capital, que registrou Ebitda 11,9% acima das estimativas, lucro líquido 18,8% superior ao projetado e receita 6,4% maior que o esperado. Os segmentos de transportes e logística e petróleo e gás também apresentaram desempenho considerado positivo pelos analistas.

Na outra ponta, consumo e varejo foi o principal destaque negativo da temporada. O lucro líquido das empresas do setor ficou 18,5% abaixo das expectativas no 2T26 e recuou 10,7% na comparação anual.

Outro ponto destacado pelo Itaú BBA foi a melhora da estrutura financeira das companhias. A alavancagem corporativa, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, caiu para 1,7 vez, ante 1,9 vez no período anterior e abaixo da média histórica de dez anos, de 2,4 vezes.

Para o longo prazo, o banco segue construtivo com a trajetória dos lucros das empresas do Ibovespa e projeta crescimento anual composto de 15% entre 2025 e 2028.

As companhias domésticas aparecem entre os principais motores dessa expansão, com expectativa de alta de 27,3% no lucro líquido em 2026. Já para o setor financeiro, a previsão é de crescimento de 18,2%.

Apesar das perspectivas favoráveis para os resultados corporativos, o Itaú BBA ressalta que o cenário para as revisões de lucros ainda inspira cautela. Enquanto as empresas de commodities tiveram aumento de 36,3% nas projeções de lucro para os próximos 12 meses, impulsionadas principalmente pelo setor de petróleo, as estimativas para as instituições financeiras recuaram 8,2%.

*Com supervisão de Juliana Américo

O segredo por trás da nova aposta da Vibra Energia (VBBR3)? Um diesel que reduziu gastos da Vale

19 de Agosto de 2026, 11:46

A Vibra Energia (VBBR3) está apostando na ampliação das vendas de diesel com maior valor agregado para a mineração, com a oferta de um combustível que também oferece maior rendimento por quilômetro rodado, já testado em operações da mineradora Vale (VALE3), disse um executivo à Reuters.

O movimento junto a um setor no qual detém quase 60% de participação de mercado integra uma estratégia mais ampla que visa elevar a rentabilidade e a fidelização de grandes consumidores de sua divisão de negócios corporativos (B2B), incluindo outras indústrias.

A iniciativa inclui o lançamento nesta semana de um diesel premium chamado Supera Plus, desenvolvido para operações de mineração e testado pela Vale Base Metals (VBM), subsidiária de metais básicos da mineradora Vale.

Em entrevista à Reuters, o vice-presidente executivo de B2B da Vibra, Juliano Prado, afirmou que o novo diesel permitiu reduzir em cerca de 5% o consumo de combustível em operações da mineradora, além de gerar ganhos operacionais relacionados à manutenção dos equipamentos e redução de emissões.

“A gente deixa de discutir o diesel como uma commodity e passa a ter um produto que agrega valor adicional em relação ao que a concorrência tem”, afirmou Prado.

Segundo a Vibra, o Supera Plus passa a ocupar o topo da linha de diesel da companhia, acima das versões comum e aditivada, e o primeiro desenvolvido especificamente para a mineração, segmento que utiliza maquinários pesados e que opera em condições severas.

Segundo a Vibra, o teor do biodiesel no Supera Plus continua sendo o exigido pela regulação, mas a empresa seleciona biodiesel de qualidade superior, com menos contaminantes e maior estabilidade. Além disso, o produto inclui aumentadores de cetano, para melhorar a eficiência da queima, inibidores de corrosão, para proteger as partes metálicas do maquinário, e inibidores de oxidação, para fazer com que esse diesel não degrade na operação.

O objetivo inicial do Supera Plus, de acordo com Prado, não é ampliar a fatia de mercado no setor mineral, mas aprofundar o relacionamento com clientes já atendidos e aumentar a rentabilidade dos contratos.

“A gente não está lançando esse produto para ganhar ‘market share’. A gente faz isso para criar mais valor na relação que já existe. O ganho de participação pode vir como consequência”, afirmou.

Começando pela mineração

Embora a mineração tenha sido escolhida como primeiro segmento para a comercialização do produto devido à intensidade do consumo de combustível e ao elevado custo de paradas não programadas de equipamentos, a Vibra vê a iniciativa como uma plataforma para expandir a oferta de combustíveis premium.

“O Supera Plus começa na mineração, mas ele vai ser transversal para as diversas indústrias que nós temos”, disse Prado.

Segundo ele, a nova solução poderá ser expandida para outros setores como agronegócio, indústria e logística, nos quais ganhos de eficiência operacional também podem gerar redução relevante de custos para os clientes.

A companhia vende anualmente cerca de 1,7 milhão de metros cúbicos de diesel para o setor mineral, volume equivalente a aproximadamente 20% das vendas do combustível no segmento B2B. Entre os clientes estão Vale, Gerdau, Alcoa, Mineração Rio do Norte e Jacobina, disse Prado.

Aposta em produtos premium

Os testes realizados pela Vale Base Metals serviram de base para a estratégia. De acordo com a Vibra, na mina de Salobo, no Pará, o Supera Plus proporcionou redução de cerca de 5% no consumo, com uma economia anual estimada em R$9,27 milhões. A empresa também registrou redução de 40% nas obstruções de filtros e ganhos relacionados à manutenção dos equipamentos.

Em Onça Puma, também no Pará, a Vibra afirmou que houve redução de 6% no consumo de combustível nas operações de transporte de minério, além de ampliação do intervalo entre trocas de filtros, de 250 para 500 horas.

No segundo trimestre, a área B2B da Vibra registrou um Ebitda ajustado de R$1,7 bilhão, alta de 142% ante o mesmo período do ano passado. A margem Ebitda ajustada do segmento alcançou R$531 por metro cúbico vendido, também avanço de 142% na mesma comparação.

A companhia atribui o desempenho à estratégia de qualificação do mix, com aumento da participação de produtos de maior valor agregado, como combustíveis aditivados, além da expansão da base de clientes.

Entre abril e junho, a Vibra assinou mais de 100 novos contratos de fornecimento e elevou para 30% a participação de produtos aditivados no volume total de diesel vendido pelo segmento B2B, conforme informou anteriormente.

Itaú BBA mantém aposta em BDR com potencial de valorização de 28%

19 de Agosto de 2026, 11:17

A Aura Minerals (AURA33) segue como uma das principais apostas do Itaú BBA no setor de mineração, mesmo após um primeiro semestre abaixo das expectativas.

Em relatório após reunião com o CEO Rodrigo Barbosa e a diretora de RI, Natasha Utescher, o banco manteve recomendação de outperform (compra) para as ações e elevou o preço-alvo para o fim de 2027 para US$ 98 por ação da AUGO e R$ 169 por BDR da AURA33.

A nova estimativa representa um potencial de valorização de cerca de 29%, segundo o banco. Apesar de ter reduzido as projeções de produção para 2026 e adotado uma visão mais conservadora para o preço do ouro no curto prazo, o BBA segue otimista com a capacidade da companhia de entregar crescimento e ganhos operacionais nos próximos anos.

Recuperação operacional no radar

Para os analistas, o principal gatilho para as ações da Aura será a recuperação operacional esperada para o segundo semestre de 2026, especialmente após resultados mais fracos em minas como MSG e Apoena.

No caso da MSG, a companhia priorizou investimentos em desenvolvimento subterrâneo, renovação de frota e melhorias de infraestrutura, o que pressionou temporariamente volumes, teor de minério e custos. Já em Apoena, a exploração de áreas com menor teor durante o desenvolvimento da cava Nosde também afetou a produção.

“Estamos mais otimistas com o desempenho do segundo semestre”, afirmam os analistas. A expectativa é de melhora sequencial em MSG, Apoena e Borborema, além de maior processamento em Almas e contribuição relevante de Aranzazu, beneficiada pelos preços elevados do cobre.

O BBA projeta produção de 364 mil onças equivalentes de ouro (koz) em 2026, avançando para 420 mil koz em 2027 e 497 mil koz em 2028.

Ouro perde força, mas cenário segue favorável

O banco também revisou para baixo suas estimativas para o preço do ouro entre 2026 e 2028. A projeção passou para US$ 4.400 por onça em cada um desses anos, ante estimativas anteriores entre US$ 4.500 e US$ 5.000.

A mudança reflete a recente correção da commodity, influenciada por juros reais mais altos nos Estados Unidos, fortalecimento do dólar e menor apetite dos investidores.

Ainda assim, o Itaú BBA mantém visão positiva para o médio e longo prazo. Segundo os analistas, fatores como compras contínuas de ouro por bancos centrais, diversificação de reservas internacionais, preocupações fiscais e riscos geopolíticos continuam sustentando os preços em patamares historicamente elevados.

Valuation ainda atrativo

Mesmo após a valorização recente dos papéis, o banco avalia que a Aura continua negociando a níveis atrativos em comparação aos pares globais.

A instituição destaca que a mineradora combina crescimento relevante de produção, retornos elevados sobre o capital investido, balanço desalavancado e potencial de remuneração aos acionistas.

A projeção é que o lucro operacional medido pelo EBITDA alcance US$ 959 milhões em 2026, subindo para US$ 1,16 bilhão em 2027 e US$ 1,45 bilhão em 2028.

“O pacote de crescimento continua atrativo, mas a execução passa a ser o principal fator para destravar valor”, diz o relatório. Na visão do Itaú BBA, caso a Aura consiga cumprir as metas de expansão e recuperação operacional, as ações podem reduzir o desconto em relação às grandes mineradoras do setor.

Bom pra cachorro: Petz Cobasi (AUAU3) vê lucro líquido ajustado crescer para R$ 70,3 milhões no 2T26

13 de Agosto de 2026, 19:34

O Grupo Petz Cobasi (AUAU3) registrou lucro líquido ajustado de R$ 70,3 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), crescimento de 8,4% ante igual período do ano anterior.

Sem ajustes, o lucro líquido alcançou R$ 100,4 milhões, avanço anual de 43,5%. O resultado foi favorecido pelo reconhecimento de R$ 52,9 milhões em créditos tributários referentes a exercícios anteriores.

Já o Ebitda (métrica do mercado para avaliar a geração de caixa de uma empresa) ajustado somou R$ 186,7 milhões, alta de 11% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada avançou 0,3 ponto porcentual (p.p.), para 10,6%, refletindo o crescimento das vendas e a diluição das despesas operacionais.

A receita líquida, por sua vez, atingiu R$ 1,7 bilhão, aumento de 7,9%. Já a receita bruta totalizou R$ 2,108 bilhões, avanço de 7,8%, impulsionada principalmente pelo aumento dos volumes.

“Em um cenário de inflação interna acumulada próxima de 1% a 2% e ausência de reajustes de preços pela indústria, esse resultado representa crescimento real”, afirmou o presidente do grupo, Paulo Nassar.

O resultado financeiro foi positivo em R$ 1,2 milhão, ante receita financeira líquida de R$ 1,5 milhão um ano antes. Segundo a companhia, o desempenho refletiu sua posição de caixa líquido.



Outras linhas do Petz Cobasi (AUAU3)

As vendas mesmas lojas cresceram 7,1% no trimestre. Na Petz, o indicador avançou 7,4%, enquanto na Cobasi aumentou 6,6%.

O canal digital registrou vendas de R$ 855,6 milhões, alta anual de 9,2%, e passou a representar 40,6% da receita bruta, crescimento de 0,5 p.p. ante o segundo trimestre de 2025. No canal físico, as vendas aumentaram 7,4%, para R$ 1,2 bilhão.

A receita bruta de serviços avançou 29%, para R$ 47,6 milhões. Enquanto isso, a participação das marcas próprias alcançou 14,4% das vendas da Petz e 9,5% das vendas da Cobasi, altas de 1,5 p.p. e 3,1 p.p., respectivamente.

O grupo encerrou junho com caixa líquido de R$ 286,1 milhões, aumento de 80,5% em relação ao fim do primeiro trimestre, mesmo após o pagamento de R$ 26 milhões em dividendos.

Os investimentos totalizaram R$ 34 milhões, queda anual de 31,5%, diante do menor ritmo de abertura de lojas e da redução dos aportes em reformas, manutenção e logística.

A empresa destaca no release que as comparações com 2025 consideram números pro forma gerenciais e não auditados, que simulam Petz e Cobasi como uma única operação.

MBRF (MRFG3): alavancagem sobe a 3,41x, mas empresa espera redução no 2º semestre

13 de Agosto de 2026, 19:00

A MBRF espera iniciar uma trajetória de redução da alavancagem financeira no segundo semestre, após o indicador atingir 3,41 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda no segundo trimestre. Segundo o CFO da companhia, José Ignacio Scoceria, a manutenção do nível de alavancagem no trimestre, apesar da expansão do Ebitda, foi provocada principalmente pelo consumo de capital de giro.

“Temos, como companhia, condições para gradualmente ir trazendo a alavancagem para baixo”, afirmou Scoceria em conversa com jornalistas. Segundo ele, a MBRF consumiu cerca de R$ 1,2 bilhão em capital de giro no segundo trimestre, o que pressionou a geração de caixa e impediu uma redução do indicador.

A dívida líquida da MBRF encerrou junho em R$ 45 bilhões, alta de 2,4% em relação ao primeiro trimestre, enquanto a alavancagem passou de 3,37 vezes para 3,41 vezes no período. Estoques pressionam capital de giro O principal impacto sobre o capital de giro veio da dinâmica dos estoques, especialmente em razão do conflito no Oriente Médio.

O aumento do prazo para abastecimento da região exigiu que a companhia mantivesse volumes maiores de produtos em trânsito. Segundo Scoceria, a estratégia permitiu à MBRF abastecer a região e obter “uma rentabilidade muito boa”, mas teve impacto no ciclo de caixa da companhia.

O executivo também citou o aumento da produção do portfólio de comemorativos e ajustes nos prazos de pagamento a fornecedores como fatores que pressionaram o capital de giro no trimestre. Apesar disso, Scoceria considera que o movimento é pontual e sazonal e espera observar redução desse capital no segundo semestre. “Esse capital de giro vai retornar na segunda metade do ano”, afirmou.

A expectativa, portanto, é de que a recuperação do capital de giro permita à companhia retomar a trajetória de desalavancagem.

MBRF vê dívida sob controle

O CEO da MBRF, Miguel Gularte, afirmou que a companhia está confortável com o atual nível de endividamento diante das circunstâncias do negócio, mas reforçou que a redução da alavancagem continua entre as prioridades da gestão.

“Desalavancar a companhia faz parte da nossa disciplina e da forma que fazemos gestão da companhia”, disse. Segundo Gularte, a manutenção de estoques elevados no Oriente Médio é uma contingência necessária diante do aumento do prazo para abastecimento da região. Em contrapartida, a estratégia contribuiu para uma forte melhora da rentabilidade no mercado. “A rentabilidade no Oriente Médio [dobrou] do que o ano anterior”, afirmou o executivo.

*Com informações do Broadcast

Yduqs (YDUQ3) tem queda de 54% no lucro líquido ajustado no 2T26 e resultado fica abaixo do esperado

13 de Agosto de 2026, 18:34

A Yduqs (YDUQ3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 14 milhões, queda de 54,2% em relação ao mesmo período de 2025. Sem ajustes, a empresa teve prejuízo de R$ 15 milhão no período.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia somou R$ 400,2 milhões no 2T26, alta de 1,6% na base anual. A margem Ebitda ajustada passou de 28,6% para 28,7%.

Os números ficaram abaixo das estimativas de analistas, que esperavam, em média, lucro líquido de R$29 milhões e Ebitda de R$408 milhões, segundo dados da LSEG.

A receita líquida ficou em R$ 1,392 bilhão, avanço de 1% frente aos R$ 1,378 bilhão registrados no mesmo período do ano passado. Com ajustes, excluindo o efeito da queda na receita DIS, a receita somou R$ 1,415 bilhão, aumento de 2,6% na mesma base comparativa.

Segundo a companhia, o desempenho foi sustentado pelo Idomed e pelo Ibmec, cujas receitas cresceram 7,4% e 12,5%, respectivamente. Já Estácio & Wyden teve queda de 2,2%, com avanço de 38,2% na receita do ensino semipresencial compensado por recuos de 1,2% no presencial e de 15,2% no digital.

A dívida líquida, excluindo o efeito do IFRS 16, ficou em R$ 2,908 bilhões no período, queda de 1,9% ante os R$ 2,964 bilhões registrados um ano antes.

A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida ex-IFRS 16 e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, caiu de 1,66x no 2T25 para 1,55x no 2T26.

Base de alunos

A base consolidada de alunos da Yduqs ficou em 1,419 milhão no 2T26, queda de 0,9% em relação aos 1,432 milhões de alunos registrados no 2T25.

A composição, porém, mostra uma mudança importante no perfil da base.

No ensino presencial, considerando Estácio & Wyden, Idomed e Ibmec, a base total avançou 19,1%, de 319,1 mil para 380 mil alunos. Na graduação, a base presencial tradicional recuou 3,6%, de 211,8 mil para 204 mil; enquanto o formato semipresencial saltou 66,6%, de 99,2 mil para 165,3 mil alunos. Já o

No ensino à distância, a base de alunos caiu 6,9%, de 1,092 milhão para 1,016 milhão de alunos. A graduação foi a principal responsável pelo recuo, com queda de 18,3%, de 542,1 mil para 443 mil alunos.

A companhia atribui a redução às restrições do novo marco regulatório, que impede a captação de novos alunos em EAD em cursos de Engenharia, Saúde e Licenciaturas, além da migração de estudantes para o formato semipresencial.

*Conteúdo em atualização

Após balanço, BTG Pactual eleva participação no Méliuz (CASH3) para 10,5%

13 de Agosto de 2026, 18:21

O Méliuz (CASH3) informou ao mercado na noite desta quinta-feira (13) que recebeu um comunicado do BTG Pactual sobre o aumento de sua participação acionária na companhia.

Segundo o documento, o banco e suas subsidiárias passaram a deter aproximadamente 10,96 milhões de ações ordinárias do Méliuz, o equivalente a cerca de 10,51% do capital social da empresa.

De acordo com o portal de relações com os investidores, o BTG possuía uma participação acionária de 6.987.120 ações, o equivalente a 6,707% do capital acionário da empresa, antes da nova aquisição.

O movimento acontece uma semana após a publicação dos resultados referentes ao segundo trimestre de 2026 (2T26).

A empresa reportou um prejuízo líquido consolidado de R$ 22,4 milhões, revertendo o lucro de R$ 7,6 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. Os números foram pressionados por um impacto contábil negativo de R$ 32,1 milhões relacionado à carteira de bitcoin (BTC) da companhia.

Desconsiderando esse efeito, o lucro líquido ajustado somou R$ 9,7 milhões, o que representa uma alta de 14% na comparação anual. Junto com o release de resultados, o Méliuz também anunciou a criação de um novo programa de recompra de ações de até 8,1 milhões de papéis, equivalente a 10% do free float da companhia.

Outros dados do Méliuz (CASH3)

No comunicado, o BTG destacou que a participação adquirida tem como objetivo apenas a realização de operações financeiras.

O banco também afirmou que não pretende alterar a estrutura de controle ou a administração da companhia, nem busca atingir qualquer percentual específico de participação acionária.

Além da posição acionária, a instituição financeira informou possuir instrumentos derivativos com liquidação exclusivamente financeira referenciados em ações da companhia.

Esses contratos conferem ao banco uma exposição vendida de aproximadamente 8,48 milhões de ações, correspondente a cerca de 8,14% do total de papéis emitidos pelo Méliuz.

MBRF (MBRF3): lucro cai 19% no 2T26, para R$ 69 milhões

13 de Agosto de 2026, 18:20

A MBRF (MBRF3) registrou lucro líquido de R$ 69 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 19% em relação ao mesmo período do ano passado.

A companhia vendeu 1,969 milhão de toneladas no trimestre, alta de 1,5% em relação ao segundo trimestre de 2025. Desse total, 1,253 milhão de toneladas foram destinadas ao mercado interno, queda de 3,1% na comparação anual, enquanto 716 mil toneladas foram vendidas no mercado externo, avanço de 10,8%.

A receita no mercado doméstico somou R$ 28,010 bilhões, crescimento de 0,4%. Já a receita proveniente das vendas externas alcançou R$ 12,711 bilhões, alta de 16,5% ante o segundo trimestre do ano passado.

Resultado financeiro

No resultado consolidado, a MBRF registrou resultado financeiro líquido negativo de R$ 1,776 bilhão no segundo trimestre, uma piora de 23% em relação ao resultado negativo de R$ 1,443 bilhão registrado um ano antes. Segundo a companhia, a deterioração ocorreu principalmente em função do aumento das despesas com juros.

A dívida líquida consolidada encerrou junho em R$ 45 bilhões, alta de 2,4% ante o trimestre anterior e de 19,7% na comparação anual. Com isso, a alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, passou de 3,37 vezes no primeiro trimestre para 3,41 vezes no segundo trimestre. Um ano antes, o indicador estava em 2,74 vezes.

Caixa e capital de giro

A geração operacional de caixa da MBRF somou R$ 2,168 bilhões no segundo trimestre, enquanto os investimentos alcançaram R$ 1,411 bilhão. O consumo de caixa no período foi de R$ 864 milhões.

Segundo a empresa, a pressão sobre o capital de giro ocorreu principalmente pelo aumento dos estoques e dos ativos biológicos, pela ocupação dos confinamentos na operação de bovinos da América do Sul, pelo início da formação de estoques para a campanha de produtos comemorativos e por ajustes nos prazos médios de pagamento a fornecedores.

Expectativas para o segundo semestre

Para o segundo semestre, o CFO da MBRF, José Ignacio Scoceria, afirmou que a companhia pretende concentrar esforços na melhoria dos indicadores de capital de giro.

“No 2º semestre, estamos concentrando nossos esforços em uma melhora dos indicadores de capital de giro com foco nas rubricas de estoques e fornecedores, com o objetivo de impulsionar a geração de caixa da companhia”, disse o executivo.G.

Nubank (ROXO34): Lucro dispara 49% e chega a US$ 1 bi pela primeira vez na história; ação salta 10%

13 de Agosto de 2026, 18:10

O Nubank (ROXO34) apurou lucro líquido de US$ 1 bilhão no segundo trimestre de 2026, alta de 49% em relação ao mesmo período de 2025, mostra balanço divulgado nesta quinta-feira (13).

O banco, que era conhecido por ‘não dar lucro’, superou o bilhão pela primeira vez em sua história.

A cifra também ficou acima da expectativa dos analistas consultados pela Bloomberg, de US$ 991 milhões.

O aumento do lucro foi impulsionado por receita maior e por uma melhora na margem financeira líquida ajustada ao risco, disse à Reuters o diretor financeiro Rob Livingston, que assumiu o cargo no mês passado.

Na parte de rentabilidade, o roxinho fez a lição de casa. O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) subiu 4,8 pontos percentuais, para 33%. Bem acima dos bancões, como o Itaú (ITUB4), na casa dos 24%.

No trimestre, a alta foi de 3,7 pontos percentuais. Os analistas esperavam, em média, ROE de 30%.

O resultado já faz preço na ação. Em Nova York, o papel dispara 10% no after-market.

O Nubank vem de um período de ceticismo do mercado em meio à alta da inadimplência e dos investimentos, principalmente em outros países, como os Estados Unidos. E, ao que parece, os números serviram para espantar esses fantasmas.

A temida inadimplência

Com a piora da economia, a inadimplência virou a nova ‘tara’ dos investidores. E, nesse aspecto, não houve piora significativa.

A inadimplência de longo prazo, acima de 90 dias, subiu 0,3 ponto percentual, para 6,9%. Segundo o Nubank, a alta foi puxada, principalmente, pela migração sazonal dos atrasos iniciais registrados no primeiro trimestre.

Já a inadimplência de curto prazo, de 15 a 90 dias, teve alta de 0,3 ponto percentual, para 4,8%, mas apresentou queda de 0,2 ponto percentual no trimestre.

‘A maior parte dessa melhora veio da sazonalidade, parcialmente compensada pela expansão deliberada em segmentos de maior risco e maior retorno’, destaca o roxinho.

Outro ponto positivo foi o custo de crédito, que caiu 9% no trimestre, para US$ 1,7 bilhão, ‘principalmente em função da melhora sazonal normalmente observada nos atrasos iniciais durante o segundo trimestre’. Por outro lado, o número saltou 60% na comparação anual.

O banco também viu suas despesas operacionais subirem US$ 258,1 milhões, para US$ 806,2 milhões no segundo trimestre, alta de 47,1%.

Livingston disse à Reuters que o Nubank foi beneficiado pelo programa Desenrola de refinanciamento de dívidas para pessoas físicas lançado pelo governo federal este ano.

Porém, ele acrescentou que a tendência de melhora existiria mesmo sem o programa, dada a sazonalidade e o fato de que a adesão ao Desenrola representou apenas 5% do custo total de crédito do banco.

Receitas sobem e carteira também

Do lado das receitas, outra evolução: a receita financeira líquida de juros (NII) chegou a US$ 3,7 bilhões, alta de 9%, enquanto a receita total foi a US$ 5,8 bilhões, avanço de 39%, superando os US$ 5,60 bilhões esperados pelo consenso da Visible Alpha.

A carteira de crédito total subiu 37% no ano e 5% no trimestre, para US$ 39,4 bilhões. Desse montante, US$ 26 bilhões são de cartões de crédito, US$ 10,3 bilhões de crédito sem garantia e US$ 3,1 bilhões de crédito com garantia.

O Brasil encerrou o período com US$ 36,4 bilhões, o México, com US$ 5,7 bilhões, e a Colômbia, com US$ 3,3 bilhões.

No país da América do Norte, o Nubank explica que os depósitos caíram modestamente novamente neste trimestre, como parte da estratégia deliberada de otimização da captação, ‘que melhora o custo de financiamento ao mesmo tempo que mantém ampla liquidez’.

Número de clientes aumenta

No Brasil, o Nu alcançou quase 118 milhões de clientes, alta de 13%. ‘O Nu já atende a maior parte do segmento de mass market e é o principal banco de uma parcela significativa desses clientes.’

No México, o Nubank já é o maior banco digital do país. Segundo o roxinho, o Nu atende 16,5% da população adulta do México, percentual comparável ao do Brasil em 2020.

Porém, a monetização ocorre mais cedo, com ARPAC (receita média por cliente ativo) de US$ 12,3, ante US$ 5,6 no Brasil no mesmo estágio.

BNDES aprova R$ 96,2 milhões para nova planta de biodiesel do Grupo Potencial

21 de Julho de 2026, 15:29

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 96,2 milhões para uma nova planta industrial de biodiesel do Grupo Potencial, em Lapa, no Paraná. Em nota, o BNDES afirmou que a indústria pretende ampliar a oferta de combustíveis renováveis e contribuir para a transição energética no Brasil.

“O projeto aprovado pelo BNDES auxilia o processo de descarbonização da matriz energética e de transportes no país, com volume total de carbono capturado estimado em 782,2 mil toneladas de CO2 por ano”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, na nota.

Do montante, R$ 76,9 milhões são provenientes do Fundo Clima, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e operado pelo BNDES. Os outros R$ 19,2 milhões serão disponibilizados pelo Finem, que possui uma linha específica para produção de alimentos e biocombustíveis.

O financiamento aprovado pelo BNDES faz parte do investimento total de R$ 230 milhões que será feito pelo Grupo Potencial. A nova unidade, segundo o BNDES, terá capacidade para produzir até 120 toneladas por dia de glicerina bruta e até 1,2 mil toneladas diárias de biodiesel, além de 110 toneladas por dia de óleo sintético.

Com o novo aporte, o Grupo Potencial alcança capacidade de 3,3 mil toneladas por dia. A nova planta será integrada ao complexo industrial da companhia, em Lapa (PR), que já possui outras duas unidades de produção de biodiesel, duas de refino de glicerina e uma de glicerólise.

O BNDES destacou ainda que, além do impacto econômico, o investimento fortalece a política nacional de descarbonização da matriz energética, já que o biodiesel é produzido a partir de matérias-primas renováveis, como óleo de soja, girassol, mamona, babaçu e outras oleaginosas, além de gorduras animais.

Santander (SANB11) aprova R$ 2 bilhões em JCP; veja quem tem direito

10 de Julho de 2026, 18:57

O conselho de administração do Santander (SANB11) aprovou nesta sexta-feira (10) a distribuição de R$ 2 bilhões em juros sobre o capital próprio (JCP), conforme fato relevante divulgado na CVM.

O montante bruto corresponde a R$ 0,25461 por ação ordinária, R$ 0,28007 por ação preferencial e R$ 0,53469 por unit.

Após a incidência de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), os valores líquidos ficam em R$ 0,210058 por ação ordinária, R$ 0,23106 por ação preferencial e R$ 0,44112 por unit, exceto para acionistas imunes ou isentos.

Terão direito ao pagamento os investidores posicionados na base acionária do banco ao fim do pregão de 21 de julho de 2026. A partir de 22 de julho, as ações passarão a ser negociadas na condição de “ex-JCP”.

O pagamento dos proventos será realizado a partir de 6 de agosto de 2026, sem atualização monetária.

Segundo o banco, os juros sobre o capital próprio serão integralmente imputados aos dividendos obrigatórios referentes ao exercício social de 2026. A distribuição ainda será submetida à ratificação da Assembleia Geral Ordinária que deverá ocorrer até 30 de abril de 2027.

Alupar (ALUP11), B3 (B3SA3), Totvs (TOTS3) e mais 6 empresas pagam dividendos nesta semana; veja o calendário

5 de Julho de 2026, 12:00

As empresas listadas na B3 iniciam a semana com uma nova rodada de distribuição de proventos. Na segunda-feira (7), ficam ‘com’ as ações da Alupar (ALUP11), da B3 (B3SA3) e da Blaü (BLAU3).

Na terça-feira (8), é a vez da Rede D’Or (RDOR3) e da Equatorial Pará (EQPA3; EQPA5; EQPA6). Já na quinta-feira (10), entram na lista JHSF (JHSF3) e TOTVS (TOTS3).

Entre os destaques, a B3 distribuirá três parcelas de juros sobre o capital próprio (JCP), enquanto a Alupar e a Equatorial Pará pagam dividendos.

Confira na tabela acima as datas-com, os valores por ação e as datas de pagamento de cada provento.

Data de pagamentoEmpresaTickerTipoValor por ação/cotaData-com
07/julAluparALUP11DividendosR$ 0,2114/05/2026
07/julAluparALUP3DividendosR$ 0,0714/05/2026
07/julAluparALUP4DividendosR$ 0,0714/05/2026
07/julB3B3SA3JCPR$ 0,07125/06/2026
07/julB3B3SA3JCPR$ 0,1425/06/2026
07/julB3B3SA3JCPR$ 0,7802/01/2026
07/julBlaüBLAU3JCPR$ 0,07625/06/2026
08/julRede D’OrRDOR3JCPR$ 0,1825/06/2026
08/julEquatorial ParáEQPA3DividendosR$ 0,31725/06/2026
08/julEquatorial ParáEQPA5DividendosR$ 0,31725/06/2026
08/julEquatorial ParáEQPA6DividendosR$ 0,31725/06/2026
10/julJHSFJHSFDividendosR$ 0,06901/07/2026
10/julTOTVSTOTS3JCPR$ 0,1815/06/2026

*Datas e valores sujeitos a eventuais alterações das empresas

Rede D’Or (RDOR3), Raízen (RAIZ4), 3Tentos (TTEN3) e outros destaques desta terça (23)

23 de Junho de 2026, 10:23

O processo de aquisição da Raízen (RAIZ4), a aprovação de JCP da Rede D’Or (RDOR3) e os novos investimentos da 3tentos (TTEN3) são alguns dos destaques corporativos desta terça-feira (23).

Confira o Radar do Mercado:

Raízen (RAIZ4): IG4 busca assumir controle da companhia até março de 2027

A gestora de private equity IG4 busca finalizar uma potencial aquisição do controle da produtora de açúcar e etanol Raízen (RAIZ4) até o final de março de 2027, condicionada à aprovação dos credores a sua oferta de compra, disseram executivos da IG4 em entrevista à Reuters.

A IG4, que recentemente se tornou co-controladora da petroquímica Braskem (BRKM5), juntamente com a Petrobras, agora quer adquirir o controle da Raízen, que há pouco tempo fechou um acordo de reestruturação de dívida de R$ 65 bilhões com credores locais e internacionais, a maior recuperação extrajudicial da história do país.

Rede D’Or (RDOR3) aprova R$ 400 milhões em JCP

A Rede D’Or (RDOR3) aprovou a distribuição de R$ 400 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP). O valor bruto corresponde a R$ 0,18320141504 por ação ordinária da companhia.

Segundo a empresa, a aprovação ocorreu em reunião do conselho de administração e ainda será submetida à ratificação da assembleia geral ordinária que analisará as contas do exercício de 2026. O montante será imputado aos dividendos obrigatórios referentes ao exercício social deste ano.

Terão direito ao provento os investidores com posição acionária na companhia ao final do pregão de 25 de junho de 2026. A partir de 26 de junho, as ações da Rede D’Or passarão a ser negociadas na condição “ex-JCP”.

O pagamento está previsto para 8 de julho de 2026.

3Tentos (TTEN3) abre lojas e promete nova indústria de etanol de milho

Em seu Investor Day, a 3tentos (TTEN3) anunciou um pacote de investimentos que inclui a abertura de novas lojas em importantes regiões agrícolas do país e o avanço de projetos industriais no interior do Pará, entre eles uma nova planta de etanol de milho.

Segundo comunicado enviado ao mercado, a companhia inaugurou oito lojas nos estados de Goiás, Pará, Tocantins e Minas Gerais. As novas unidades fazem parte da estratégia de expansão da empresa em fronteiras agrícolas consideradas estratégicas para o crescimento do agronegócio brasileiro.

Em Rio Verde (GO), um dos principais polos do agronegócio nacional, a nova operação terá potencial para atender cerca de 1,6 milhão de hectares, com foco nas culturas de soja, milho e sorgo.

MRV (MRVE3) vende empreendimentos no Texas por US$ 139 milhões e reduz dívida

A MRV&Co (MRVE3) anunciou a venda dos empreendimentos legados Ten Oaks e Rayzor Ranch, localizados no Texas, Estados Unidos, por US$ 139 milhões (R$ 716 milhões). A liquidação da operação está prevista para julho de 2026 e conta com um depósito não recuperável de US$ 12 milhões como garantia.

Segundo a companhia, a transação reduz o endividamento líquido consolidado da MRV&CO em US$ 87 milhões (R$ 448 milhões), o equivalente a uma queda de 7,5%. Além disso, haverá redução de US$ 46 milhões (R$ 237 milhões) em participações de minoritários.

Espaçolaser (ESPA3) anuncia oferta secundária do Fundo Magnólia

A Espaçolaser (ESPA3) protocolou pedido de registro de oferta pública secundária de ações, que terá como vendedor o Fundo Magnólia e pode movimentar até R$ 37,2 milhões.

A operação prevê uma oferta de até 6.106.557 ações ordinárias e a precificação dos papéis será fixada após a conclusão do procedimento de coleta de intenções de investimento.

Considerando o preço de fechamento das ações da empresa em 19 de junho, de R$ 6,10, citado no fato relevante, a oferta pode movimentar entre R$ 10,6 milhões, considerando a quantidade mínima de ações, e R$ 37,2 milhões, considerando a totalidade das ações.

Uber vai começar a excluir dezenas de carros das categorias Black e Comfort

A Uber mudou as regras do jogo para os motoristas de aplicativo e vai ser mais seletiva em relação aos carros autorizados a atender as categorias Comfort e Black.

A nova lista de veículos aceitos nessas categorias passará a valer a partir de 11 de janeiro de 2027.

De acordo com a Uber, a intenção é “aprimorar a experiência do usuário” nas categorias em questão.

As categorias Comfort e Black propõem uma viagem mais confortável, de acordo com as preferências do cliente. Ao mesmo tempo, elas tendem a gerar maior retorno monetário por corrida, comparadas ao Uber X, por exemplo.

Heineken anuncia brasileiro Rafael Oliveira como CEO global

A Heineken, segunda maior cervejaria do mundo, anunciou o brasileiro Rafael Oliveira como novo presidente-executivo global da empresa. Com início previsto em 1º de outubro, Oliveira assume a vaga aberta após a renúncia de Dolf van den Brink do cargo em janeiro deste ano, devido a vendas em queda e investidores insatisfeitos.

Para assumir a vaga na cervejaria holandesa, Rafael Oliveira deixa o cargo de CEO da JDE Peet’s, maior empresa do mundo exclusivamente dedicada a café e chá, onde atuava como presidente-executivo global desde 2024.

Segundo comunicado divulgado pela Heineken, o conselho de supervisão indicará “Rafa Oliveira” para liderar a companhia por um período de quatro anos, em decisão que será tomada durante uma Assembleia Geral Extraordinária de Acionistas a ser realizada em 5 de agosto.

A disparada da Farm Rio: de um stand numa feira cultural a uma marca avaliada em até R$ 5,5 bi

Tudo começou com um stand na Babilônia Feira Hype, um evento cultural oficial do Rio de Janeiro, no ano de 1997. Foi lá que a contadora Kátia Barros e seu amigo Marcello Bastos começaram a compartilhar suas criações no mercado de moda independente, focadas em estampas vibrantes e na estética da vida carioca. Nascia, assim, a Farm Rio.

Hoje, a marca conta com mais de 100 lojas no Brasil e presença em cidades como Nova York, Los Angeles, Paris e Londres.

Nos últimos dias, a marca entrou no radar do mercado com um potencial de avaliação de R$ 5,5 bilhões, nos cálculos de analistas do JP Morgan, em meio a uma potencial venda que pode destravar um valor expressivo para a Azzas 2154 (AZZA3), atual detentora da marca.

*Com informações da Reuters

*Com supervisão de Juliana Américo

OranjeBTC (OBTC3) eleva caixa de bitcoin (BTC) em meio a queda de preços com compra de US$ 1,15 milhão

23 de Junho de 2026, 09:12

A OranjeBTC (OBTC3) informou ao mercado na última segunda-feira (22) a aquisição de 18 unidades debitcoin (BTC) por aproximadamente US$ 1,15 milhão.

Com isso, a maior Bitcoin Treasury da América Latina detém 3.822 bitcoins em tesouraria, em um montante avaliado em aproximadamente US$ 239 milhões, nas cotações atuais.

“Nesta semana, mantivemos nossa disciplina de alocação de capital focada na expansão contínua das nossas reservas. Em um ambiente de preço relativamente estável para o Bitcoin, adicionamos 18 Bitcoin à nossa tesouraria, utilizando o saldo em caixa proveniente dos empréstimos-ponte já realizados referentes à nossa 3ª emissão de debêntures”, diz o comunicado da empresa.



Como resultado, o BTC Yield Bruto semanal avançou 0,47%, elevando o BTC Yield Bruto do trimestre para 10,49% e o BTC Yield Bruto de 2026 para 10,70%.

Vale lembrar que o Bitcoin Yield é o aumento da quantidade de BTC atribuída a cada ação da empresa ao longo do tempo.

Do mesmo modo, a empresa não fez nenhuma recompra de ações no mesmo intervalo analisado, que vai da segunda-feira da semana passada, dia 15, até o último domingo (21).

Cosan (CSAN3) conclui pré-pagamentos de R$ 2,8 bilhões e avança na redução da dívida

19 de Junho de 2026, 18:46

A Cosan (CSAN3) informou nesta sexta-feira (19) a conclusão de operações de gestão de passivos financeiros dentro de sua estratégia de redução do endividamento.

A companhia realizou o resgate antecipado total da 1ª série da 11ª emissão de debêntures, encerrado em 16 de junho de 2026, e também finalizou ofertas de aquisição facultativa envolvendo debêntures da 5ª emissão e notas comerciais da 1ª série da 4ª emissão.

No total, os pré-pagamentos somaram aproximadamente R$ 2,8 bilhões. Na 5ª emissão de debêntures, foram adquiridos 569.428 títulos de um total de 681.353 em circulação. Já na 1ª série da 4ª emissão de notas comerciais, houve resgate integral de 550.000 títulos. Na 1ª série da 11ª emissão de debêntures, também ocorreu resgate integral de 1.500.000 títulos.

A companhia afirmou que as operações reforçam o compromisso com disciplina financeira e fazem parte da estratégia de otimização da estrutura de capital, com redução do endividamento e das amortizações previstas para 2028, além do alongamento do prazo médio da dívida.

Com as transações realizadas ao longo do primeiro trimestre de 2026, a Cosan já acumula cerca de R$ 8,8 bilhões em pré-pagamentos de passivos financeiros.

A empresa informou ainda que segue avaliando novas alternativas para gestão de passivos e otimização da estrutura de capital.

Petrobras (PETR4) aprova investimento de US$ 1,2 bilhão em planta de bioQAV e diesel renovável na RPBC

19 de Junho de 2026, 18:21

A Petrobras (PETR4) aprovou a decisão final de investimentos (FID) do projeto RPBC Biorrefino, que prevê a implantação de uma planta dedicada à produção de bioquerosene de aviação (bioQAV) e diesel renovável na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão (SP).

O investimento estimado é de aproximadamente US$ 1,2 bilhão.

Com a aprovação, a companhia avança para a fase final de contratação e assinatura dos contratos, com previsão de início das obras até o final de 2026. O projeto já está previsto no Plano de Negócios 2026-2030 e foi incluído na Carteira em Implantação Base, considerando as condições de financiabilidade da estatal.

A nova unidade terá capacidade de produção de até 15 mil barris por dia (bpd) de combustíveis renováveis, incluindo bioQAV e diesel renovável, com entrada em operação estimada para 2030.

Segundo a Petrobras, o projeto está alinhado à estratégia de liderança na transição energética e aos compromissos globais do setor de aviação, incluindo a regulação Corsia (Carbon Offsetting and Reduction Scheme for International Aviation) e a Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024).

Azzas 2154 (AZZA3) confirma que contratou Morgan Stanley para ‘assessoria’ que pode virar venda bilionária de Farm Rio

19 de Junho de 2026, 17:39

A Azzas 2154 (AZZA3) confirmou a contratação do Morgan Stanley para assessorar a avaliação de alternativas estratégicas envolvendo os ativos relacionados à marca “Farm Rio”, “com o objetivo de destravar valor dessa marca”, mostra documento enviado ao mercado nesta sexta-feira (19).

Mais cedo, o Neofeed informou que a companhia contratou o banco para vender a marca feminina.

Ainda de acordo com o site, o negócio envolve cerca de US$ 1 bilhão, o equivalente a R$ 5,1 bilhões no câmbio atual – valor acima do valor de mercado da companhia, de R$ 3,2 bilhões.

A transação é considerada uma maneira de destravar valor em uma companhia que está depreciada mais pelas desavenças dos sócios do que pelos ativos.

Com a notícia, a ação disparou 9% em segundos. De todas as formas, a empresa disse que não há qualquer decisão tomada, operação aprovada, estrutura definida, proposta formal, instrumento vinculante celebrado ou definição acerca da efetiva implementação de qualquer eventual operação, tampouco sobre seus potenciais termos, condições, ativos envolvidos, cronograma ou viabilidade.

Disputa entre Jatahy e Birman

Por trás dessa possível operação, pode ser estar uma disputa entre os sócios. Em maio, a varejista tornou pública uma série de demandas societárias envolvendo os empresários Roberto Luiz Jatahy Gonçalves e Alexandre Café Birman, relacionadas à estrutura organizacional das unidades de vestuário feminino e masculino da companhia.

Em comunicado ao mercado, a Azzas 2154 afirmou que os processos decorrem de divergências sobre gestão e governança da empresa formada pela combinação de negócios entre os grupos Arezzo e Soma, concluída em 2024.

Entre as ações divulgadas, Roberto Jatahy ajuizou, em 8 de maio, uma medida cautelar na 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

O executivo pediu a manutenção da estrutura organizacional vigente antes de 22 de abril, além da preservação de seu cargo como Chief Brand Officer e da responsabilidade pela gestão das unidades de vestuário feminino e masculino.

WEG (WEGE3), Moura Dubeux (MDNE3), Petrobras (PETR4) e outros destaques corporativos desta quarta (17)

17 de Junho de 2026, 09:29

O pagamento de JCP da WEG (WEGE3), o programa de recompra de ações da Moura Dubeux (MDNE3) e o subsídio ao diesel da Petrobras (PETR4) são alguns dos destaques corporativos desta quarta-feira (17)

Confira os destaques de hoje:

WEG (WEGE3) aprova pagamento de R$ 438 milhões em juros sobre capital próprio

A WEG (WEGE3) aprovou a distribuição de R$ 438,1 milhões em juros sobre capital próprio (JCP), informou a companhia em comunicado ao mercado nesta terça-feira (16).

O valor corresponde a R$ 0,10 por ação. Terão direito ao provento os acionistas com posição acionária em 19 de junho de 2026. A partir de 22 de junho, os papéis passarão a ser negociados na condição “ex-JCP”.

O pagamento está previsto para 10 de março de 2027. Após o desconto de 17,5% de imposto de renda na fonte, o valor líquido será de aproximadamente R$ 0,09 por ação.

Acionistas que comprovarem até 19 de junho de 2026, junto ao Banco Bradesco, a condição de imunes ou dispensados da retenção do imposto receberão o valor integral do provento, conforme a legislação vigente.

Moura Dubeux (MDNE3) cria programa de recompra de até 1,36 milhão de ações

A Moura Dubeux (MDNE3) aprovou nesta terça-feira (16) um novo programa de recompra de ações que permitirá à companhia adquirir até 1,36 milhão de papéis ordinários em circulação, equivalente a cerca de 2% do total de ações disponíveis no mercado.

O programa terá duração de 18 meses, com início em 16 de junho de 2026 e término em 16 de dezembro de 2027.

Segundo a empresa, o programa tem como objetivo maximizar a geração de valor para os acionistas. As ações recompradas poderão permanecer em tesouraria, ser posteriormente canceladas ou alienadas, além de serem utilizadas para atender obrigações relacionadas ao plano de remuneração baseado em ações da companhia.

ANP aprova pagamento de R$740 mi à Petrobras (PETR4) referente à 1ª fase do subsídio ao diesel

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou o pagamento à Petrobras (PETR4) de aproximadamente R$ 740 milhões referente ao primeiro período do programa de subvenção econômica à comercialização de diesel, de 12 de março a 31 de março, segundo documento da autarquia visto pela Reuters.

A aprovação ocorreu na segunda-feira, após a agência apurar e verificar a conformidade do valor a ser pago pela União no âmbito do programa, criado pelo governo federal para reduzir os impactos da alta do petróleo e de seus derivados com a guerra dos Estados Unidos contra o Irã.

A Petrobras havia registrado no balanço financeiro do primeiro trimestre o valor de R$741 milhões como contas a receber relativas ao primeiro período de apuração da subvenção econômica à comercialização de diesel, em março.

Estrela (ESTR3): Justiça aceita pedido e companhia entra em recuperação judicial

A tradicional fabricante de brinquedos Estrela (ESTR3) informou nesta terça-feira (16) que teve aprovado pela Justiça o processamento de seu pedido de recuperação judicial, juntamente com outras sete empresas que integram seu grupo.

Segundo fato relevante divulgado pela companhia, a decisão foi proferida em 15 de junho pelo Juízo da 1ª Vara Cível da Comarca de Três Pontas (MG), que reconheceu o cumprimento dos requisitos previstos na Lei de Recuperação Judicial e Falências (Lei nº 11.101/2005).

De acordo com a Estrela, o objetivo do processo é promover uma reorganização financeira e operacional das empresas do grupo, buscando preservar as atividades, fortalecer a estrutura econômico-financeira e garantir a continuidade dos negócios.

Assessorando credores, Moelis e Journey recebem proposta da IG4 pelo controle da Raízen (RAIZ4)

O banco de investimentos independente Moelis & Company e a consultoria financeira Journey Capital, assessores dos credores da produtora de açúcar e etanol Raízen (RAIZ4), receberam ofertas não vinculantes da gestora de private equity IG4 na noite de segunda-feira (15) para adquirir créditos e o controle da empresa, de acordo com três pessoas familiarizadas com o assunto.

Duas delas, entretanto, alertaram que qualquer acordo ainda está longe de ser certo, sendo que uma acrescentou que os credores dificilmente chegarão a uma decisão em breve.

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Ainda, uma das três pessoas disse que os credores aceitaram a proposta da Raízen de converter dívida em participação acionária por ser a melhor alternativa disponível naquele momento, mas que prefeririam não permanecer como acionistas.

HSBC aposta em crescimento no Brasil mesmo após provisões ligadas a Raízen e GPA, diz CEO

O HSBC Brasil aposta no ritmo recente de crescimento de suas receitas para ganhar relevância no resultado global do grupo, afirmou o presidente-executivo (CEO) da instituição, Alexandre Guião.

“Nós queremos ser top 10. Queremos continuar crescendo para ser um país cada vez mais relevante [no grupo]”, disse o executivo em entrevista à Reuters, citando que a operação brasileira já figura no top 20 do HSBC, que está presente em 55 países.

Ele não definiu um prazo para tal ascensão, mas destacou que nos primeiros cinco meses de 2026 o banco já registra um crescimento de 39% na receita, após fechar 2025 com aumento de 20% ante 2024, que já havia registrado uma alta de 12% frente a 2023.

Supermercados Dia encerram recuperação judicial antes do prazo e miram expansão no Brasil

A rede de supermercados Dia anunciou nesta terça-feira (16) o encerramento de seu processo de recuperação judicial, pouco mais de dois anos após o pedido de proteção contra credores. A conclusão foi homologada pela Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo após a empresa comprovar o cumprimento integral das obrigações previstas no plano de reestruturação.

O fim da supervisão judicial ocorreu antes do prazo inicialmente previsto, que era outubro deste ano. Segundo a companhia, a antecipação foi possível após o cumprimento de 100% das metas e compromissos estabelecidos no processo de recuperação.

Em comunicado, o CEO do Dia no Brasil, Fabio Farina, afirmou que a conclusão da recuperação judicial marca o início de um novo ciclo para a varejista. “O encerramento da recuperação judicial representa a conclusão de uma importante etapa da transformação do Dia”, frisou.

BYD acelera investimento em produção de baterias no Brasil para carros e armazenamento de energia

A fabricante chinesa de veículos elétricos BYD está ampliando a produção de baterias no Brasil, disse um alto executivo à Reuters, com foco na fabricação local para seus carros elétricos ao mesmo tempo em que se prepara para investir cerca de R$ 500 milhões em sistemas de armazenamento para dar suporte à rede elétrica nacional.

A nova capacidade de fabricação no segmento de veículos faz parte de um esforço mais amplo para atingir 50% de conteúdo nacional em seus carros fabricados no Brasil até o início de 2027, disse o vice-presidente sênior da BYD Alexandre Baldy.

“Nós estamos localizando, trazendo conteúdo local, para que consigamos de fato nos tornar uma fabricante brasileira”, disse disse Baldy. “A bateria é mais um dos itens, um importante componente”.

Conselho da Telefônica Brasil (VIVT3) aprova incorporação da FiBrasil

O conselho de administração da Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, aprovou a proposta de incorporação da subsidiária FiBrasil e convocação de Assembleia Geral Extraordinária da companhia para o dia 1 de julho de 2026 para deliberar o assunto, mostra fato relevante divulgado ao mercado na noite de terça-feira (16).

A FiBrasil atua com serviços de telecomunicações, abrangendo a disponibilização de infraestrutura de rede neutra de fibra óptica no atacado. Em maio deste ano, a Telefônica já havia anunciado a aquisição de 100% do capital social da empresa, consolidando integralmente a subsidiária em sua estrutura societária.

O plano prevê a absorção total do patrimônio líquido da FiBrasil, avaliado em cerca de R$ 812,6 milhões, pela Telefônica Brasil.

Engie Brasil (EGIE3) detalha acordo sobre participação na Jirau financiado por aumento de capital de R$ 5,74 bi

A Engie Brasil (EGIE3) detalhou, em um documento apresentado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite de terça-feira (16), os termos de um acordo para adquirir uma participação de 40% na usina hidrelétrica de Jirau de seu acionista controlador, a Engie Brasil Participações, parte da francesa Engie.

A empresa informou que o negócio será financiado por um aumento de capital de cerca de R$ 5,74 bilhões por meio de uma oferta de ações vinculada à aportação do ativo.

A oferta de ações poderá arrecadar até R$ 8,36 bilhões, incluindo uma alocação adicional, informou a empresa.

Com vendas em queda, Pizza Hut é vendida por US$ 2,7 bilhões

A gigante do setor de fast-food Yum Brands fechou um acordo nesta terça-feira (16) para a venda da rede Pizza Hut por US$ 2,7 bilhões. O movimento foi motivado pela desaceleração das vendas da Pizza Hut nos últimos anos, que vinha registrando um desempenho inferior ao de outras redes do grupo, como KFC e Taco Bell.

O negócio recebeu o aval do conselho de administração e deve ser oficialmente concluído no terceiro trimestre deste ano.

Ações da BMW caem ao menor nível desde 2020 após alerta sobre lucros

As ações da montadora alemã de luxo BMW recuavam cerca de 7% na bolsa de valores de Frankfurt, na Alemanha, após a empresa ter divulgado, na noite de terça-feira (16), um alerta sobre os lucros que, segundo alguns analistas, poderia indicar uma reformulação estratégica mais ampla, incluindo cortes de capacidade na Europa.

A BMW atribuiu a culpa à prolongada fraqueza na China, o maior mercado automotivo do mundo, e ao impacto da guerra no Irã sobre os preços e o ânimo dos consumidores.

Analistas do Deutsche Bank e da Jefferies afirmaram que a revisão para baixo nas perspectivas foi significativamente maior do que o esperado.

*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo

*Com supervisão de Maria Carolina Abe

Cosan (CSAN3) anuncia venda de 41 mil hectares da Radar por R$ 1,85 bilhão e cita desalavancagem

17 de Junho de 2026, 09:26

A Cosan (CSAN3) informou ao mercado que receberá cerca de R$ 586 milhões com a venda de parte do portfólio agrícola do Grupo Radar, em um negócio de R$ 1,85 bilhão que envolve 41.214 hectares em Mato Grosso.

De acordo com o fato relevante divulgado nesta quarta-feira (17), o Grupo Radar firmou, por meio de algumas de suas subsidiárias, detentoras de propriedades agrícolas que contam com investimentos por parte da Cosan, compromisso para venda de parte das propriedades do seu portfólio.

Os imóveis correspondem a 12% do portfólio total de propriedades agrícolas detido pela Radar, localizados no Estado do Mato Grosso, compreendem uma área total de 41.214 hectares e são destinados ao cultivo de soja, milho e algodão.

O preço total ofertado pelos imóveis é de R$ 1,85 bilhão, sendo aproximadamente R$ 586 milhões referentes à participação da Cosan.

“Este movimento está alinhado à estratégia de desinvestimentos, redução da alavancagem e simplificação de portfólio da Cosan”, diz o documento.

Vale destacar que a conclusão da operação fica condicionada a certas condições precedentes usuais para esse tipo de operação.

A Cosan enfrenta desafios de redução da alavancagem da estrutura da holding, que sofreu com a alta dos juros. Recentemente, recebeu um aporte de R$ 10 bilhões do BTG Pactual, da gestora Perfin Investimentos e da família Ometto, fundadora da companhia.

Além disso, a companhia está nos holofotes em meio à reestruturação da Raízen (RAIZ4), uma joint venture entre a Cosan e a Shell.

Retorno aos acionistas? Small cap da bolsa aprova programa de recompra de ações; veja o objetivo

17 de Junho de 2026, 08:50

A Pague Menos (PGMN3), uma small cap da bolsa, informou ao mercado a realização de um novo programa de recompra de até 7 milhões de ações, após aprovação do conselho de administração, mostra fato relevante enviado ao mercado na noite de terça-feira (16).

A aprovação de um programa de recompra pode ter diversas motivações, entre elas a crença pela empresa de que as ações estão baratas, a distribuição de ações aos executivos como bônus sem a emissão de novos papéis e a geração de valor ao acionista.

De acordo com o comunicado da Pague Menos, a aquisição das ações tem como objetivo entrega aos seus funcionários e administradores, no âmbito do plano de ações restritas da companhia, ou manutenção em tesouraria e posterior cancelamento ou venda no mercado.

As ações mantidas em tesouraria por uma empresa representam uma retirada desses papéis do mercado por opção da mesma. O objetivo costuma ser uma melhoria na estrutura de capital, redução do número de ações em circulação, utilização em negociações ou investimentos futuros, entre outros.

O programa de recompra da Pague Menos entrou em vigor em 16 de junho de 2026 e terá duração de até 6 meses, com término em 16 de dezembro de 2026.

O momento da Pague Menos

Em 2026, ano em que a empresa completa seus 45 anos, os números do primeiro trimestre mostraram um salto de 325,6% no lucro líquido, que chegou a R$ 55,6 milhões.

Jonas Marques, CEO da companhia, observa que o ano começou no positivo, sustentado por um forte crescimento operacional, desalavancagem, expansão do digital e o GLP-1 como um vetor de crescimento.

A companhia registrou no período de janeiro a março lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 204,7 milhões, um avanço de 36,1%. A margem Ebitda ajustada ficou em 4,9%, um avanço de 0,8 ponto percentual na comparação anual.

Marques recorda que quando chegou à liderança do Pague Menos, recebeu um pedido muito claro: a redução da alavancagem da companhia. À época, em 2023, o índice medido pela dívida líquida sobre o Ebitda estava próximo de 4 vezes.

A companhia reduziu sua alavancagem para 1,9 vezes no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 0,9 vez em relação ao mesmo período do ano anterior, concretizando um patamar que o CEO vinha perseguindo.

HSBC aposta em crescimento no Brasil mesmo após provisões ligadas a Raízen e GPA, diz CEO; entenda

17 de Junho de 2026, 08:47

O HSBC Brasil aposta no ritmo recente de crescimento de suas receitas para ganhar relevância no resultado global do grupo, afirmou o presidente-executivo (CEO) da instituição, Alexandre Guião.

“Nós queremos ser top 10. Queremos continuar crescendo para ser um país cada vez mais relevante [no grupo]”, disse o executivo em entrevista à Reuters, citando que a operação brasileira já figura no top 20 do HSBC, que está presente em 55 países.

Ele não definiu um prazo para tal ascensão, mas destacou que nos primeiros cinco meses de 2026 o banco já registra um crescimento de 39% na receita, após fechar 2025 com aumento de 20% ante 2024, que já havia registrado uma alta de 12% frente a 2023.

Guião ressaltou, ainda, que essa expansão é significativamente maior quando consideradas as operações originadas no Brasil, mas contabilizadas no exterior.

“Nós estamos com um crescimento super forte”, afirmou. Em 2025, o HSBC Brasil teve lucro líquido de R$ 216,2 milhões, alta de 30,4% ante o ano anterior.

Desde a venda da operação de varejo no país, concluída em 2016, o HSBC se reposicionou no Brasil e hoje é uma instituição focada no atacado, que atende cerca de 800 grupos econômicos, a maioria multinacionais.

O banco tem concentrado esforços em atender grandes empresas com presença internacional e conectar fluxos financeiros entre países, usufruindo da “globalidade” da operação.

Internamente, as áreas de pagamentos e tesouraria têm sido as principais responsáveis pelo avanço da receita, refletindo a demanda de multinacionais por soluções integradas entre diferentes países.

O banco tem apostado em customização para competir com instituições maiores no país, incluindo projetos como soluções de conciliação financeira automatizada.

Guião destacou a relevância do fluxo comercial entre Brasil e Ásia, especialmente com a China, para a expansão das receitas. Nesse eixo, citou que o Brasil já figura entre os 10 maiores mercados do HSBC em termos de receita.

Apesar do desempenho, o executivo destacou desafios no cenário brasileiro, sobretudo os juros elevados e o risco fiscal, fatores que impactam o crédito corporativo.

Raízen e GPA

Além disso, o HSBC Brasil precisou registrar no balanço deste ano provisões relacionadas a operações com a produtora de açúcar e etanol Raízen e a varejista GPA, que buscaram acordo com credores para reestruturação de suas dívidas.

Guião disse que esses casos recentes levaram o banco a reforçar a cautela na concessão de crédito, mas ressaltou que o banco continua apostando no crescimento.

Ele apontou que setores como infraestrutura, energia e o agronegócio seguem com boas oportunidades, mas também destacou projetos ligados à transição energética, lembrando que o HSBC tem metas globais ambiciosas de financiamento nessa área.

Ela participou de duas megafusões no setor de shoppings e conta o que fez a integração dar certo

13 de Junho de 2026, 10:00

Fusões costumam ser anunciadas com promessas de sinergias bilionárias, ganhos de escala e criação de valor para os acionistas. Na prática, porém, muitas acabam enfrentando dificuldades para integrar equipes, alinhar culturas e transformar projeções em resultados. Algumas até acabam em “divórcio”.

Daniella Guanabara conhece bem esse desafio.

Atual diretora financeira e de relações com investidores da Allos (ALOS3), ela participou das duas operações que deram origem à companhia: primeiro, a fusão entre Aliansce e Sonae Sierra Brasil e, depois, a união entre Aliansce Sonae e brMalls, que criou a maior plataforma de shopping centers do país. Em ambas, ocupou uma função central no processo de integração.

“Eu fui o que a gente chama de IMO nas duas fusões, que é a pessoa que é o integrador”, afirma ela. “A gente tem que fazer a conexão entre os dois mundos, trabalhar junto com a consultoria para fazer acontecer.” A executiva participou do programa Money Minds, do Money Times. Assista aqui ou abaixo à íntegra da entrevista.

Na avaliação dela, o principal fator por trás do sucesso da integração mais recente foi justamente a experiência acumulada na anterior. “O grande segredo, por incrível que pareça, foi ter feito uma fusão antes”, afirma.

Aprender fazendo

Quando Aliansce Sonae e brMalls anunciaram sua união, o mercado recebeu a operação com cautela. Fusões costumam ser vistas como eventos de risco e nem sempre entregam os resultados prometidos.

Três anos e meio depois, Guanabara avalia que a empresa conseguiu superar essa desconfiança.

“Todos os trimestres desde a fusão foram trimestres com crescimento de resultado. Acho que a gente já se consolidou como uma empresa pós-fusão”, diz.

Segundo ela, a integração da primeira operação serviu como uma espécie de treinamento para a segunda.

“O tamanho era maior, mas o passo um, dois e três que você vai fazer é muito parecido”, afirma. “A gente se preparou muito para fazer essa segunda integração.”

A importância das lideranças seniores

Um dos principais aprendizados da executiva envolve a escolha das pessoas responsáveis pela integração.

Na visão dela, delegar essa missão para equipes muito juniores é um erro comum.

“Uma das dicas que eu dou é ter pessoas sêniores coordenadas”, afirma. “Não adianta você botar uma equipe que não esteja acostumada a lidar com a principal liderança da empresa, porque você vai ter que dizer não para muita gente.”

A razão é simples: processos de integração exigem decisões difíceis, revisão de estruturas, definição de prioridades e, muitas vezes, conflitos entre áreas.

“E essas pessoas vão ter que te respeitar porque você é a pessoa da integração”, acrescenta.

Para Guanabara, integração não é um trabalho paralelo. É uma atividade que exige dedicação exclusiva durante um longo período.

“Tem que ter uma dedicação imensa. É um percentual de tempo relevante que você vai investir numa integração”, afirma.

O trabalho começa antes da aprovação

Outro aprendizado veio da preparação.

Mesmo antes da aprovação definitiva da fusão entre Aliansce Sonae e brMalls pelos acionistas e pelo Cade, a companhia começou a organizar diversos aspectos da futura integração.

Durante aproximadamente seis meses, equipes das duas empresas trabalharam para uniformizar indicadores operacionais e financeiros, definir métricas comuns e preparar a futura companhia.

“Durante seis meses trabalhamos com equipe sênior para tentar uniformizar todos os KPIs financeiros e operacionais”, conta.

O resultado apareceu já no primeiro balanço após a conclusão da operação.

Segundo a executiva, a companhia conseguiu divulgar números consolidados acompanhados de bases históricas comparáveis, reduzindo incertezas para investidores e analistas.

“A gente deu muita transparência para o mercado”, afirma.

O desafio mais difícil: cultura

Se a integração de processos e sistemas pode ser planejada, a integração cultural costuma ser mais complexa.

E, para Guanabara, este foi o maior desafio de todo o processo.

“Essa pergunta é ótima e é o grande desafio”, responde ao ser questionada sobre a criação de sinergias entre equipes de origens diferentes.

A solução encontrada pela empresa foi mudar o foco da discussão.

Em vez de concentrar a atenção nas diferenças entre as organizações, a integração passou a girar em torno de um objetivo comum.

“Quando você compara o ponto de partida, em geral uma parte pensa de um jeito e outra parte pensa de outro. Aí tem divergência”, afirma. “Então trocamos a pergunta: o que você imagina que essa empresa vai ser daqui a cinco anos?”

Segundo ela, quando as pessoas começaram a discutir ambições futuras, as convergências apareceram com mais facilidade.

“Eu quero ser a melhor empresa de shopping do Brasil. Eu quero ter a melhor experiência para o consumidor. Eu quero resultados crescentes”, exemplifica.

Foi desse exercício que nasceu o que a executiva chama de “cultura Allos”.

“Quando você começa a perguntar onde as pessoas querem chegar, a convergência é muito maior do que no ponto de partida”, afirma. “E daí você começa a criar uma nova cultura.”

Raízen (RAIZ4) protocola plano de recuperação extrajudicial para dívida de R$ 64,7 bi

6 de Junho de 2026, 09:33

A Raízen (RAIZ4) submeteu, nesta sexta-feira (5), à 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo, o Plano de Recuperação Extrajudicial para reestruturar a dívida de R$ 64,7 bilhões da companhia.

Através da publicação de Fato Relevante, a empresa anunciou a adesão de 75,45% dos credores ao plano, como já havia adiantado a apuração do Estadão/Broadcast. Todos os grupos de credores, isto é, detentores de títulos internacionais, títulos locais e bancos, apoiaram a proposta.

A expectativa era de que o documento fosse protocolado na Justiça entre esta sexta-feira, 5, e a segunda-feira, 8.

Entre as principais medidas do plano está a injeção de capital de R$ 3,5 bilhões pela Shell, além da possibilidade de aporte adicional de R$ 500 milhões pela Aguassanta Participações, ligada à família do empresário Rubens Ometto, acionista controlador da Cosan S.A..

O plano também prevê a conversão de 45% da dívida reestruturada em participação acionária e a substituição, refinanciamento ou aditamento dos 55% restantes por meio de novos títulos de dívida.

A empresa informou ainda que pretende avançar com desinvestimentos e reorganizações societárias para fortalecer a estrutura financeira da companhia.

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Petrobras (PETR4) reduz em 9,59% preço do diesel para distribuidoras

31 de Maio de 2026, 19:33

A Petrobras (PETR3;PETR4) anunciou neste domingo uma redução de 9,59% no litro do diesel A para as distribuidoras, o que levará o litro do combustível para R$3,30 ante os atuais R$3,65 a partir de segunda-feira.

Em nota, a estatal disse que a redução se deveu à subvenção ao diesel anunciada pelo governo federal. No sábado, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prorrogou medidas para tentar conter a alta dos preços dos combustíveis em meio à continuidade da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.

Entre as medidas anunciadas no sábado estava uma subvenção de R$1,12 para o diesel rodoviário em substituição a duas outras subvenções que venceriam neste domingo.

Na nota em que anunciou a redução para as distribuidoras, a Petrobras disse que está avaliando os termos da nova subvenção.

“Qualquer decisão da companhia sobre esse tema será tempestivamente divulgada ao mercado nacional”, afirmou na nota.

Pouco após o início da guerra, deflagrada em 28 de fevereiro, a Petrobras elevou, em meados de março, o preço do diesel A em suas refinarias em 11,6%, ou R$0,38 o litro, para uma média de R$3,65 por litro, em movimento que atenuava a defasagem do valor da estatal em relação ao mercado internacional, após a disparada do preço do petróleo em função do conflito.

A guerra levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passava 20% do fluxo global de petróleo antes do conflito, gerando uma alta nos preços internacionais da commodity.

‘Sell in May’: maio é o pior mês do ano do Ibovespa em 3 anos, mas será que é hora de ‘ir embora’?

31 de Maio de 2026, 14:00

O velho ditado de Wall Street, “sell in May and go away” parece ter funcionado para o mercado brasileiro dessa vez. Pressionado por uma inflação mais persistente, ruídos políticos e um cenário externo adverso, o Ibovespa deve encerrar maio com queda próxima de 6%.

A não ser que haja uma grande virada antes do fechamento desta sexta-feira (29), esta será a maior baixa mensal do índice Ibovespa desde 2023, e o mercado já olha para o que pode esperar da bolsa em junho.

Quais fatores puxaram o Ibovespa pra baixo?

Conforme observa Ruy Hungria, analista de ações da Empiricus Research, quem seguiu à risca o “velho mandamento” do mercado financeiro certamente se deu muito melhor do que quem insistiu com ações brasileiras na carteira no mês.

Isso porque o resultado do Ibovespa foi impactado por uma combinação de fatores que, para Hungria, têm servido como “um grande teste para a tese de investimento no país”.

Em menos de um mês, ele lista alguns pontos que impactarem o desempenho:

  • Duas leituras ruins de IPCA e IPCA-15, o principal termômetro da inflação brasileira e sua prévia, divulgados pelo IBGE no início e final de maio;
  • Revisões negativas para inflação e Selic no Boletim Focus;
  • Ruídos políticos relevantes, como pesquisas eleitorais e as discussões sobre o fim da escala 6×1 (com impactos potenciais em custos para diversas empresas listadas);
  • Resultados muito fortes das empresas de tecnologia, majoritariamente internacionais, que voltaram a ganhar atratividade relativa frente a companhias de países emergentes, especialmente em um contexto de guerra;
  • Forte saída do fluxo estrangeiro da bolsa de valores.

Além disso tudo, a pressão e indecisão sobre um possível acordo para o fim do conflito entre Estados Unidos e Irã, que impacta no preço do petróleo e gera inflação em diversos segmentos da economia, também fizeram “peso” na queda do índice.

Diante de todos esses fatores, Hungria acredita que “o retrato não é muito inspirador, e é nesses momentos que precisamos recorrer aos fundamentos e lembrar que ações não são pedaços de papel com valores arbitrários”.

Apesar do impacto do humor do mercado influenciando movimentos diários, o analista acha importante manter o foco nas empresas por trás de cada ticker. “São companhias que oferecem aos seus sócios uma participação nos lucros e – no caso das compounders – em seus ambiciosos projetos de crescimento”, afirma.

Em relatório em sua carteira de ações, o analista mostra como, mesmo em um contexto difícil, a maior parte das empresas recomendadas entregou resultados bastante dignos no 1T26.

Claro que o analista sabe que não é possível esperar um “grande alívio” no mercado enquanto não houver um sinal mais assertivo sobre o fim do conflito no Oriente Médio – que deve devolver o fluxo gringo aos mercados emergentes.

“Nesse meio tempo, seguimos com empresas que continuam fazendo a lição de casa e se posicionando para capturar em cheio uma eventual virada. No fim das contas, vender em maio pode até ter feito sentido neste ano. Mas eu não ficaria longe por muito tempo”, completa.

Para junho, o analista Ruy Hungria explica que as expectativas ainda estão muito concentradas no andamento da guerra.

“Se o conflito se encerrar o mercado vira rápido, o petróleo deve cair, expectativa de inflação volta a cair, com ajustes para baixo na expectativa da taxa Selic e o fluxo de investidores estrangeiros retorna”, lista Hungria.

Diante do horizonte no curto prazo ainda desafiador, o analista ressalta que os fundamentos de muitas empresas permanecem sólidos. É com essa ótica que ele elabora as carteiras recomendadas pela Empiricus Research – e que você pode ver como acessar abaixo.

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Bradesco (BBDC3;BBDC4), Allos (ALOS3) e mais outras 2 empresas pagam dividendos nesta semana; veja o calendário

31 de Maio de 2026, 13:00

Na semana de 1º a 5 de junho, quatro companhias da bolsa brasileira pagam dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) aos seus acionistas.

Na segunda-feira (2), o Bradesco (BBDC3;BBDC4) realiza pagamento de dividendos no valor de R$ 0,017, com data de corte de 4 de maio deste ano.

Também na segunda-feira, a Allos (ALOS3) paga dividendos de R$ 0,0291, tendo como base os acionistas posicionados em 19 de maio de 2026.

Confira todas as empresas e as datas do pagamento de dividendos:

EmpresaTickerTipo de proventoValor bruto por açãoData de pagamentoData de corte
BradescoBBDC3JCP0,01701/06/202604/05/2026
BradescoBBDC4JCP0,01701/06/202604/05/2026
BanestesBEES3JCP0,02801/06/202604/05/2026
BanestesBEES4JCP0,02801/06/202604/05/2026
Allos ALOS3Dividendo0,29102/06/202619/05/2026
Aliança BahiaPEAB3Dividendo0,52503/06/202618/05/2026
Aliança BahiaPEAB4Dividendo0,57803/06/202618/05/2026

*Datas e valores sujeitos a eventuais alterações das empresas

Irani (RANI3) inicia nova fase de crescimento e BTG reforça recomendação de compra; veja motivos

31 de Maio de 2026, 11:57

O BTG Pactual vê com bons olhos a transição do plano de investimentos da Irani (RANI3), anunciada na última semana. Durante o Investor Day, a companhia apresentou a etapa final do ciclo Gaia (Gaia XII) e a aprovação estratégica de sua próxima fase de investimentos, chamada Neos.

A equipe de analistas do banco avalia que o evento evidenciou a capacidade estrutural da companhia de gerar valor no longo prazo, com um retorno total anualizado ao acionista de 16% desde o IPO, um desempenho fora da curva.

“Mais importante, o histórico de execução do projeto Gaia dentro do prazo e do orçamento deve reforçar a confiança do mercado para este novo ciclo de alocação de capital. Diferentemente do Gaia, que teve forte foco em eficiência e otimização de ativos, a plataforma Neos será voltada para o crescimento orgânico”, diz o banco.

A ambição da Irani envolve dobrar sua participação no mercado de embalagens de papelão ondulado, saindo de aproximadamente 4% para 8% ao longo da próxima década.

Para o BTG, ainda que um plano de expansão mais ambicioso naturalmente envolva um perfil de risco superior ao do Gaia, é positivo o compromisso da administração com uma implementação gradual ao longo de vários anos.

Os analistas chamam atenção para o compromisso da Irani de manter a alavancagem abaixo de 2,5 vezes, o que traz conforto ao mercado de que sua política de distribuição de dividendos, com payout de 50%, deverá ser preservada durante todo o ciclo.

Vale destacar que os projetos do Neos ainda dependem de aprovação formal do conselho de administração e serão reavaliados de forma dinâmica conforme a evolução das condições de mercado.

“Continuamos vendo a Irani como uma operadora altamente resiliente e confiável, com baixa volatilidade nos resultados e sólido histórico de execução. Negociando a 4,8 vezes EV/Ebitda e oferecendo um retorno ao acionista atrativo entre 10% e 11%, reiteramos nossa recomendação de Compra”, dizem os analistas.

Plataforma Neos

A Irani avalia três projetos a serem potencialmente executados até 2034, dentro do novo ciclo de investimento.

O primeiro deles é a construção de uma nova planta de embalagens sustentáveis (papelão
ondulado), sendo a terceira planta de embalagens da companhia, com capacidade de conversão de 120 mil toneladas por ano, localizada na região sudeste do Estado de São Paulo ou sul de Minas Gerais.

Somado a isso, está na mesa a construção de uma nova planta de embalagens sustentáveis (papelão ondulado), sendo a quarta planta de embalagens da Irani, com capacidade de conversão de 120 mil toneladas por ano, em localidade ainda a ser definida.

Por fim, a companhia mira a construção de nova máquina de papel reciclado, voltada à produção de papéis rígidos para conversão em embalagens sustentáveis (papelão ondulado) com capacidade de 132 mil toneladas por ano, a ser integrada à terceira planta de embalagens.

Até o final deste ano, a diretoria pretende submeter para aprovação do conselho de administração proposta relacionada à implantação de uma das novas plantas de embalagem.

Projeto Gaia XII

O projeto Gaia XII prevê investimentos no montante de R$ 514 milhões (capex bruto), sendo R$ 61 milhões em impostos creditáveis, resultando em capex líquido de R$ 453 milhões, mostra o documento divulgado pela Irani.

A iniciativa tem como principais objetivos:

  • Aumento da capacidade produtiva, com incremento estimado de aproximadamente 36 mil toneladas/ano, representando expansão de 60% em relação à produção atual da unidade;
  • Melhoria da qualidade e da performance dos papéis produzidos, com impactos positivos na operação de embalagens na Unidade de Indaiatuba -SP, responsável pela conversão dos papéis;
  • Ganhos de eficiência operacional, incluindo redução de custos com vapor e energia;
  • Avanços em sustentabilidade, com maior reciclagem de aparas, redução no consumo específico de água e efluentes e diminuição das emissões de gases de efeito estufa.

O projeto contempla a substituição da atual caldeira de gás natural por uma nova caldeira de biomassa, alinhada ao plano de descarbonização, com potencial de redução de aproximadamente 87,6% nas emissões de CO₂ equivalente (11.867 mil tCO2e / ano) associadas ao processo, resultando na redução nos custos com energia.

“O projeto possui taxa interna de retorno (TIR) superior ao custo médio ponderado de capital (WACC), refletindo disciplina na alocação de capital e geração de valor para os acionistas”, destaca a companhia.

B3 dá mais prazo para Raízen (RAIZ4) resolver condição de penny stock

31 de Maio de 2026, 09:53

A Raízen (RAIZ4) ganhou um fôlego para resolver sua atual condição de penny stock, que simboliza a deterioração na companhia bolsa. De acordo com comunicado enviado ao mercado na noite de sexta-feira (29), a B3 estendeu para 8 de julho de 2026 o prazo para apresentação do cronograma e procedimentos que devem ser adotados para o reenquadramento das ações ao valor mínimo exigido.

As regras da B3 preveem que companhias com ações abaixo de R$ 1 por mais de 30 pregões consecutivos precisam apresentar um plano para lidar com a situação.

Atualmente, os papéis da Raízen operam em torno da faixa de R$ 0,36, acumulando queda de aproximadamente 55% em 2026.

A decisão da B3 ocorre em meio às negociações do plano de recuperação extrajudicial da companhia.

O momento da Raízen

A Raízen divulgou na quinta-feira (28) detalhes da sua proposta de reestruturação financeira negociada com credores, incluindo um dos pontos mais sensíveis do plano: a conversão de 45% da dívida reestruturada em ações da companhia ao preço de R$ 0,25 por papel.

O tema aparece nos materiais compartilhados pela companhia com grupos de credores financeiros no âmbito da recuperação extrajudicial e divulgados posteriormente ao mercado por meio de um processo de “blowout”, mecanismo utilizado para tornar públicas informações compartilhadas durante negociações privadas.

Segundo o documento, “45% da dívida total reestruturada” será convertida em ações da Raízen ao preço de R$ 0,25 por ação. Os credores receberão units compostas por uma ação ordinária (ON) e uma preferencial (PN).

Os materiais mostram que a dívida total da companhia soma R$ 75,3 bilhões, dos quais R$ 65,4 bilhões estão sujeitos à recuperação extrajudicial. Na prática, isso significa que cerca de R$ 29,4 bilhões poderão ser convertidos em ações da companhia ao preço de R$ 0,25.

Na avaliação de fontes do mercado, esse trecho ajuda a explicar a forte pressão recente sobre as ações da companhia, já que o plano implica potencial diluição relevante para os atuais acionistas. Às 11h, os papéis preferenciais da empresa caíam 19,05%, a R$ 0,34.

Além da conversão da dívida em equity, a proposta também prevê um aporte de R$ 3,5 bilhões pela Shell no fechamento da operação, também ao preço de R$ 0,25 por ação. O material cita ainda um potencial aporte adicional de R$ 500 milhões por um veículo controlado pela Aguassanta Investimentos.

Os outros 55% da dívida reestruturada seriam convertidos em novos instrumentos financeiros vinculados às operações de Raízen Energia e Raízen Combustíveis.

Fabricante de anéis inteligentes, Oura Ring entra com pedido confidencial de IPO nos EUA

21 de Maio de 2026, 17:30

A empresa finlandesa Oura Ring anunciou nesta quinta-feira, 21, que submeteu confidencialmente um rascunho de declaração de registro à Securities & Exchange Commission (SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos) referente à oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de suas ações ordinárias.

O número de ações a serem oferecidas e a faixa de preço da oferta proposta ainda não foram definidos, informou a startup em comunicado.

A oferta pública inicial deverá ocorrer após a conclusão do processo de revisão da SEC, sujeita às condições de mercado e outras condições.

A Oura Ring distribui anéis inteligentes que monitoram continuamente mais de 50 métricas de saúde, beneficiando tanto indivíduos quanto milhares de equipes de pesquisa, profissionais de saúde e organizações. A empresa foi fundada na Finlândia em 2013.

Wine está com até 80% de desconto em vinhos; veja como aproveitar

21 de Maio de 2026, 17:19

A Wine iniciou sua campanha de ‘Imposto Zero‘ com descontos que chegam a 80% em vinhos do portfólio e ações promocionais tanto no digital quanto nas lojas físicas. A iniciativa aproveita o período do Dia Livre de Impostos, celebrado em 28 de maio, e do Dia Nacional do Contribuinte, em 25 de maio.

As ofertas começaram oficialmente às 19h de segunda-feira (19) no e-commerce e no aplicativo da marca, com preços reduzidos em diferentes rótulos nacionais e importados.

Entre as ações previstas estão a venda de vinhos por R$ 1, mediante valor mínimo de compra, além da promoção ‘Vinho do Dia’, em que algumas garrafas passam a custar o mesmo valor da data correspondente no calendário — no dia 20, por exemplo, haverá opções por R$ 20.

A campanha segue até 31 de maio e também inclui condições especiais para novos assinantes do Clube Wine. Segundo a empresa, os planos de assinatura terão descontos de até 40%, além de brindes como taças, garrafas extras e bolsas personalizadas.

Entre os rótulos anunciados com preços promocionais estão:

  • Metropolitano D.O. Valle Central Cabernet Sauvignon 2024: R$ 29,90
  • Piranha D.O.C. Vinho Verde 2025: R$ 39,90
  • Partridge Reserva Edição Limitada Petit Verdot 2023: R$ 47,90
  • Carpineto D.O.C.G. Chianti Classico 2022: R$ 139,90

Nas lojas físicas, a varejista também prepara uma programação especial a partir desta semana, com horário estendido, degustações e happy hour diário. Clientes que fizerem compras acima de R$ 599 poderão participar de uma roleta com brindes e descontos extras.

Outra novidade da campanha é o chamado ‘Impostômetro’, sistema que promete devolver em cashback parte dos tributos pagos em compras de vinho feitas até mesmo em outros estabelecimentos.

Para participar, o consumidor precisa cadastrar a nota fiscal no site da ação, e o valor correspondente a cerca de 30% da compra será convertido em crédito no aplicativo da Wine.

Segundo Gabriel Benz, diretor B2C da Wine, a proposta é chamar atenção para o peso da carga tributária sobre o consumo de vinhos no Brasil e ampliar o acesso dos consumidores aos produtos da categoria.

Taesa (TAEE11) vira ‘compra’ após aquisição de ativos, diz BB Investimentos

21 de Maio de 2026, 17:06

O BB Investimentos (BB-BI) elevou a recomendação das units da Taesa (TAEE11) de neutra para compra após o anúncio da aquisição de cinco ativos operacionais de transmissão atualmente controlados pela Energisa. Na avaliação da instituição, a operação acelera a expansão da companhia e aumenta o potencial de valorização dos papéis.

A instituição estima que, considerando margem Ebitda de 90% para os ativos adquiridos e custo médio de capital de 8,8%, a aquisição adiciona valor presente líquido de R$ 622,5 milhões para a Taesa. Na visão do BB Investimentos, isso equivale a R$ 1,81 por unit TAEE11 e adiciona 4,2% ao potencial de valorização anteriormente estimado.

A Taesa informou nesta quinta-feira (21) a celebração de contrato para compra dos ativos por R$ 2,3 bilhões, valor que inclui dívida líquida consolidada de R$ 748 milhões dos empreendimentos adquiridos. As concessões adquiridas somam Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 291 milhões, o equivalente a um acréscimo de 6,5% sobre a RAP consolidada atual da companhia.

Histórico de expansão volta ao radar

O BB Investimentos afirmou que a transação marca a retomada da estratégia histórica de crescimento da Taesa por meio de aquisições. Segundo a casa, a operação permite expansão com ativos já operacionais e geradores de caixa, além de abrir espaço para futuras melhorias, reforços e captura de sinergias.

Mesmo sem incorporar integralmente o valor adicional estimado ao preço-alvo da companhia, o BB Investimentos afirmou que a recente queda das ações, somada ao incremento do potencial de valorização após a transação, justificou a mudança de recomendação para compra.

O preço-alvo para a Taesa é de R$ 42,60, o que representa um potencial de valorização de 10,5%. As ações da companhia encerram o dia praticamente de lado, na faixa de R$ 38,57, apesar da transação anunciada.

A conclusão da operação ainda depende de aprovações do Cade, Aneel, credores e acionistas em assembleia extraordinária que ainda será convocada.

Goldman eleva Usiminas (USIM5) para compra e vê ação mais beneficiada por alta do aço no Brasil

21 de Maio de 2026, 16:28

O Goldman Sachs elevou a recomendação da Usiminas (USIM5) de neutra para compra, com preço-alvo de R$ 10,50, ante R$ 6,60 anteriormente, ao avaliar que a companhia está “totalmente exposta” à melhora na dinâmica de oferta e demanda do aço no Brasil.

Às 16h10, as ações da Usiminas subiam 1,35%, a R$ 9,74.

Segundo o time liderado por Marcio Farid, a siderúrgica tem alta alavancagem operacional ao preço do aço: a cada alta de 1% nos preços realizados, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Usiminas tende a crescer cerca de 8%, acima de CSN (CSNA3) e Gerdau (GGBR4).

O banco afirma que a combinação de barreiras comerciais mais efetivas no Brasil, alta dos custos globais e fretes mais caros deve sustentar novos reajustes de preços no setor. As importações de aço plano caíram 42% em abril, enquanto a participação da China recuou de 69% para 46%.

“Os últimos anos tiveram pressão significativa de margens e perda de participação de mercado na indústria brasileira de aço”, dizem os analistas. “Acreditamos que essa tendência será revertida por menores importações e preços mais altos, e vemos a Usiminas como uma das principais beneficiárias.”

O Goldman espera mais dois reajustes de preços no segundo semestre, além dos dois já anunciados neste ano, de 7% em janeiro e 5% em abril. Com isso, revisou para cima as estimativas de Ebitda da Usiminas em 39% para 2026, 58% para 2027 e 70% para 2028.

O banco projeta Ebitda de R$ 2,9 bilhões em 2026 e R$ 4 bilhões em 2027, com lucro líquido de R$ 1,9 bilhão e R$ 2,4 bilhões, respectivamente. As estimativas ficam de 13% a 30% acima do consenso de mercado.

A Usiminas também poderia se beneficiar de um maior pagamento de juros sobre capital próprio, segundo o Goldman, reduzindo sua base tributável e elevando o retorno ao acionista. Esse cenário, porém, não faz parte da projeção-base do banco.

Entre os riscos, os analistas citam uma eventual retomada mais forte das exportações chinesas, custos acima do esperado, necessidade de investimentos maiores na mineração e resultados mais fracos da unidade de minério de ferro.

Embraer (EMBJ3) chega a cair 25% após o 1T26, mas BTG mantém otimismo e recomenda compra; veja motivos

21 de Maio de 2026, 16:20

Apesar do sentimento de frustração que se instaurou após os números do primeiro trimestre de 2026 (1T26) da Embraer (EMBR3), o BTG Pactual espera uma recuperação e tem visão otimista para a fabricante de aeronaves brasileira.

Do ponto de vista operacional, a equipe de analistas liderada por Lucas Marquiori destaca que a principal crítica recaiu sobre as margens, que ficaram abaixo das expectativas, especialmente nas divisões de aviação comercial e executiva.

A Embraer atribuiu o desempenho abaixo do esperado a fatores como impactos tarifários, mix de clientes/produtos e aumento nos custos de logística.

“O mercado não pareceu convencido e o papel entrou em um movimento negativo, com queda de cerca de 25% desde a divulgação dos resultados do 1T26”, pontua o BTG.

Na leitura do banco, outros fatores macroeconômicos, como a volatilidade no conflito do Oriente Médio e seu impacto nos preços do petróleo, e as negociações de cessar-fogo na Ucrânia, que contribuíram para a compressão dos múltiplos de empresas de defesa, também tiveram papel secundário nessa queda.

“Sabemos que a tese de investimento da Embraer em 2026 tem mais a ver com execução do que com crescimento da carteira de pedidos (catalisador recorrente nos últimos anos), mas o book atual é sólido o suficiente para sustentar um desempenho robusto ao longo do ano.

Tendo em vista a pressão estrutural do setor de aviação e a perspectiva de uma trajetória crescente de lucros, os analistas veem as ações Embraer com uma boa relação risco/retorno nos níveis atuais.

Derating injustificado

Desde o início da guerra em 28 de fevereiro, o BTG observa uma redução dos múltiplos no setor aeronáutico amplo, de companhias aéreas a montadoras.

Na visão do banco, o movimento refletiu a elevação dos preços internacionais de combustível de aviação, o que levou o mercado a questionar se os
fundamentos do setor de transporte aéreo poderiam ser estruturalmente afetados.

Por outro lado, as empresas de defesa permaneceram resilientes no geral, com o ambiente reforçando a tendência de alta nos orçamentos globais de defesa, especialmente na Europa.

O BTG vê o backlog (carteira de pedidos) da Embraer crescente de US$ 32 bilhões reportado no 1T26
como evidência de demanda forte, assegurando volumes de produção por aproximadamente quatro anos e maior nível de confiança do ponto de vista de pedidos.

“Diante disso, continuamos esperando lucros robustos no curto prazo, com opcionalidade de captação de pedidos acima do esperado movendo as ações”, dizem os analistas.

1T26 da Embraer

A Embraer reportou lucro líquido ajustado de R$ 145,4 milhões referente ao primeiro trimestre de 2026 (1T26), excluindo itens extraordinários de -R$ 29,4 milhões referentes aos resultados da Eve.

A cifra representa uma redução no lucro ante os R$ 299,9 milhões registrados no mesmo período de 2025 e R$ 522,7 milhões do trimestre imediatamente anterior.

A companhia decidiu, a partir de 2026, deixar de classificar os impostos diferidos como item extraordinário pois seu impacto a longo prazo é próximo de zero e, consequentemente, ajustou os resultados comparáveis de 2025 apresentados para uma comparação justa, conforme o documento.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), que mede o desempenho operacional, ficou em R$ 749,4 milhões, acima dos R$ 631 milhões reportados no mesmo período do ano anterior.

Já a margem Ebitda ajustada permaneceu estável na comparação anual, em 9,9%.

No caso do lucro antes de juros e impostos (Ebit) ajustado, a companhia registrou R$ 488,6 milhões, com margem Ebit de ajustada crescendo para 6,4%.

No período de janeiro a março deste ano, as receitas líquidas da fabricante brasileira de aeronaves totalizaram R$ 7,6 bilhões, superando os R$ 6,4 bilhões reportados no primeiro trimestre de 2025, um aumento de 18%.

BNDES tem lucro de R$ 3,1 bilhões no 1º trimestre, alta de 17%

12 de Maio de 2026, 20:23

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) teve lucro líquido 17% maior no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, a R$3,1 bilhões, afirmou a instituição de fomento nesta terça-feira.

O banco encerrou o período de janeiro a março com R$995 bilhões em ativos totais, com uma carteira de crédito 14% maior, a R$678,2 bilhões, segundo a instituição.

Enquanto isso, as participações societárias do banco somaram R$110,3 bilhões, crescimento de 27,7% “pela valorização dos investimentos em empresas não coligadas” sobre o final do ano passado, disse o banco.

Petrobras, JBS, Axia Energia e Copel seguem como principais empresas investidas pelo BNDES.

O banco afirmou que as aprovações de crédito somaram R$45,7 bilhões nos três primeiros meses do ano, aumento de 37% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Já os desembolsos do banco atingiram R$36,2 bilhões no trimestre, aumento de 44%.

Enquanto isso, as consultas de interessados em créditos do BNDES corresponderam a um volume de R$84,4 bilhões, uma expansão de 65% sobre o primeiro trimestre do ano passado.

O banco afirmou que para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) as aprovações de crédito no período somaram R$29 bilhões, o que representa um aumento de 120% em relação a um ano antes.

“O BNDES tem uma estratégia muito clara, que vem sendo implementada desde 2023, voltada para o crescimento regional, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, para que a gente possa diminuir a assimetria que ainda existe”, disse a diretora Maria Fernanda Coelho, durante entrevista a jornalistas.

Minerais críticos

Na entrevista, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disse que o banco já recebeu 56 pedidos de financiamento a projetos de terras raras, no Brasil, perfazendo uma demanda total de R$50 bilhões.

Os projetos estão em análise pelo banco, que avalia a qualidade dos projetos, consistências e garantias, afirmou, no momento em que o banco está renovando sua carteira de participações societárias, deixando setores mais tradicionais para financiar áreas inovadoras e estratégicas.

“Se queremos negociar terras raras, ter parcerias e ter soberania, temos que ter capacidade de investimento e impulsionar esse segmento”, afirmou Mercadante, apontando que o Brasil tem a segunda maior reserva mundial desses minerais, atrás apenas da China.

Um projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e, agora, será apreciado pelo Senado. A proposta prevê incentivos para exploração, processamento e reciclagem de terras raras e outros minerais usados em tecnologias, baterias e equipamentos eletrônicos. O texto cria um fundo garantidor de R$ 2 bilhões e incentivos fiscais de até R$ 5 bilhões para o setor.

Cury (CURY3) apresenta lucro líquido de R$ 302,9 milhões no 1T26, alta de 42%

12 de Maio de 2026, 19:35

A Cury (CURY3), uma das maiores construtoras do Minha Casa Minha Vida, apresentou lucro líquido de R$ 302,9 milhões no primeiro trimestre de 2026, montante 41,9% maior do que no mesmo período de 2025.

A melhora no lucro decorre principalmente do ciclo de mais lançamentos e vendas de imóveis, com subida de preços e manutenção de custos sob controle. Essa equação ajudou a aumentar a receita e diluir despesas. No começo deste ano, os apartamentos foram vendidos a R$ 325,4 mil, em média, 5% mais na comparação com um ano antes.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 411,4 milhões, aumento de 42,9% na comparação anual. A margem Ebitda foi a 25,5%, subida de 1,8 de ponto porcentual (p.p.).

A receita operacional líquida somou R$ 1,613 bilhão, crescimento de 32,6%, e recorde para a empresa.

A linha de equivalência patrimonial (que apura os resultados oriundos de empreendimentos feitos em sociedade) gerou um ganho de R$ 2,3 milhões, o triplo na comparação anual.

A margem bruta atingiu a marca de 39,0%, estável na comparação anual. A margem bruta ajustada foi a 39,3%, aumento de 0,1 p.p. Já a margem que estima o resultado dos exercícios futuros foi a 42,9%, queda de 0,4 p.p.

As despesas gerais e administrativas somaram R$ 64,9 milhões, alta de 28,8%. Por sua vez, as despesas comerciais foram de R$ 119,1 milhões, avanço de 12,1%.

A Cury reportou ainda uma despesa de R$ 44,8 milhões na linha de ‘outros’, que foi 12,8% maior na comparação anual.

O resultado financeiro (saldo entre receitas e despesas de natureza financeiras) gerou despesa de R$ 10,7 milhões, valor 26,2% menor.

A companhia reportou geração de caixa de R$ 93,4 milhões, completando 28 trimestres consecutivos de geração de caixa operacional.

Assim, encerrou o trimestre com caixa líquido de R$ 406,9 milhões, 28,8% a mais que no último trimestre do ano passado.

Em sua apresentação de resultados, a direção da Cury afirmou que o começo do ano foi impulsionado pela demanda aquecida por imóveis combinada com a eficiência da empresa na produção das moradias. Como resultado, as vendas líquidas totalizaram 2,3 bilhões, volume recorde.

A construtora destacou que o segundo trimestre começou forte em vendas, já considerando os ajustes recentes no Minha Casa Minha Vida (MCMV), que aumentaram o poder de compra da população, bem como o público identificável pelo programa.

PagBank (PAGS34): Lucro sobe 4% e chega a R$ 575 mi no 1T26, abaixo do esperado

12 de Maio de 2026, 18:34

O banco digital PagBank (PAGS34) teve lucro líquido recorrente de R$ 575 milhões no primeiro trimestre, avanço de 4% na comparação com o mesmo período de 2025, segundo balanço divulgado nesta terça-feira.

Analistas, em média, esperavam lucro líquido de R$580 milhões para o banco do grupo UOL, segundo dados da LSEG.

A receita líquida somou R$ 3,3 bilhões no primeiro trimestre, representando um ganho de 6% na comparação anual, tendo como impulso a aceleração da plataforma de banking, disse a empresa.

Já o indicador de rentabilidade ROAE do PagBank avançou para 15,8%, subindo 80 pontos básicos em relação ao ano anterior.

O banco encerrou o trimestre com uma base de 34 milhões de clientes, número 6% maior que o visto ano passado. Por conta disso, o volume de cash-in, que soma as entradas de recursos nas contas digitais em adição ao volume na adquirência, totalizou R$ 81 bilhões no período, alta de 11% no ano.

Os depósitos somaram R$ 42 bilhões, avanço de 23% na base anual. A carteira de crédito ficou em R$ 5 bilhões, o que representa um aumento de 36% ano a ano, informou a instituição financeira. O aumento percentual supera levemente o guidance de expansão da carteira que a companhia tinha projetado para o ano, de 25% a 35%.

“Sabemos navegar em ambientes com alto grau de instabilidade e incerteza”, disse Gustavo Sechin, diretor financeiro do PagBank, em entrevista coletiva com jornalistas, comentando os números da instituição em meio ao atual cenário macroeconômico doméstico.

Nesse contexto, o banco elevou sua perspectiva para o nível em que a taxa Selic estará no final do ano. “Estamos olhando para um número provavelmente mais próximo de 13,50%”, disse Carlos Maud, CEO do PagBank.

Desenrola

Ainda avaliando o cenário macroeconômico, a instituição financeira vê como positivo o Novo Desenrola lançado pelo governo federal para renegociação de dívidas, mas não enxerga grandes impactos positivos ou negativos na empresa.

“Vemos com bons olhos, até porque estamos com quase toda a população economicamente ativa com algum tipo de apontamento negativo de crédito, e o crédito para o Brasil é muito relevante para impulsionar o consumo. Mas, para nós, ele (Desenrola) tem baixa relevância, até porque o nosso portfólio é pequeno”, destacou o CEO. “O Desenrola 1 pegou um pedaço maior que o Desenrola 2 para a gente.”

No início do mês, o governo lançou o Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas para famílias, micro e pequenas empresas e agricultores familiares, prevendo utilizar até R$ 15 bilhões em garantias da União para viabilizar juros mais baixos aos devedores, com um impacto fiscal de até R$ 5 bilhões.

O PagBank também vê pouco impacto das altas taxas da inadimplência no país em seu negócio.

“Esses grandes movimentos de inadimplência são menos importantes para gente porque ainda estamos muito no começo da nossa jornada aqui. O elemento macroeconômico ainda não tem poder de pressionar o nosso portfólio, dado que a gente tem R$5 bilhões de carteira de crédito”, destacou o CEO.

Em fevereiro, o Banco Central informou que a taxa de inadimplência em recursos livres aumentou para 5,5%, de 5,3% em janeiro, marcando o nível mais alto desde agosto de 2017. Em 12 meses, o indicador subiu 1,0 ponto percentual.

JBS (JBSS32): Lucro cai 55,8% no 1T26 com desafios nos EUA apesar de avanço em bovinos no Brasil

12 de Maio de 2026, 18:31

A JBS (JBSS32), maior produtora global de carnes, relatou nesta terça-feira (12) uma queda de 55,8% no lucro líquido para US$ 221 milhões, com a força das operações brasileiras não sendo suficientes para compensar margens negativas da unidade norte-americana de proteína bovina, a maior do grupo.

Os destaques positivos ficaram por conta da JBS Brasil, apoiada pela forte demanda global por carne bovina, e da unidade brasileira Seara, de processados e carnes suína e de aves, que teve desempenho consistente nos mercados locais e internacionais, disse a empresa.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado somou US$1,13 bilhão, queda de 26% ante o mesmo período do ano passado, enquanto a receita líquida avançou 11% na mesma comparação, para US$21,61 bilhões.

A unidade de carne bovina da América do Norte, que respondeu por cerca de um terço da receita da companhia no período, registrou Ebitda ajustado negativo em US$267 milhões, uma piora em relação ao mesmo período do ano passado (US$100 milhões negativos), enquanto as margens foram negativas em 3,7%.

Ainda na América do Norte, uma parada programada de cerca de duas semanas em três fábricas da Pilgrim’s Pride, para obras de ampliação e mudança de “mix” de produtos de frango, afetou o resultado da unidade, segundo a companhia.

Assaí (ASAI3) tem queda de 47% no lucro no 1T26, a R$ 86 milhões

27 de Abril de 2026, 19:47

A rede de atacarejo Assaí (ASAI3) teve lucro líquido de R$ 86 milhões no primeiro trimestre, queda de 46,7% sobre o resultado obtido um ano antes, segundo balanço divulgado nesta segunda-feira.

A companhia teve resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$ 1,025 bilhão, praticamente estável sobre o desempenho do primeiro trimestre do ano passado.

A empresa apurou receita líquida de R$ 18,64 bilhões de janeiro ao final de março, praticamente estável antes os três primeiros meses de 2025.

Analistas, em média, esperavam que o Assaí mostrasse Ebitda de R$1,39 bilhão e receita líquida de R$18,95 bilhões, segundo dados recolhidos pela LSEG.

A companhia afirmou que, incluídos novos créditos de PIS/Cofins, o lucro líquido do primeiro trimestre foi de R$367 milhões.

Trimestre com ‘fatores adversos’

Em release de resultados, o Assaí disse que o primeiro trimestre foi marcado por um “conjunto de fatores adversos que, somados, representaram um desafio incomum para quem atende principalmente as famílias de menor renda”.

“Vivemos uma deflação simultânea em commodities essenciais da nossa cesta: arroz, feijão, açúcar, óleo de soja, farinha de trigo e leite UHT apresentaram queda média de 12% no trimestre. Para quem acompanha o setor há décadas, é inédito ver deflação simultânea dessa magnitude nesse grupo de produtos”, disse.

Ao mesmo tempo, acrescentou, o endividamento das famílias atingiu recordes históricos. “Isso se traduz diretamente em menor capacidade de consumo nas classes C, D e E (exatamente o público em maior volume nas nossas lojas)”, afirmou a empresa. “O topo da pirâmide de renda segue consumindo, mas a base está pressionada”.

“Diante de tudo isso, manter a margem Ebitda estável é consequência de disciplina. Significa gestão eficiente de preços, maturação das lojas abertas nos últimos anos, expansão dos serviços em loja, controle rigoroso de despesas abaixo da inflação e ganho de market share”, disse.

*Com informações da Reuters

Gerdau (GGBR4): Lucro cresce 34% na base anual e companhia anuncia dividendos

27 de Abril de 2026, 19:26

A Gerdau (GGBR4) registrou lucro líquido ajustado de R$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 33,8% em relação ao mesmo período do ano passado, e anunciou a distribuição de R$ 106 milhões em dividendos.

A receita líquida somou R$ 16,7 bilhões, queda de 3,8% na comparação anual, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) ajustado atingiu R$ 3 bilhões, avanço de 23,3%, com margem de 17,7%.

O desempenho operacional, segundo a companhia, foi sustentado principalmente pela América do Norte, que representou 75% do Ebitda ajustado consolidado no trimestre.

“O primeiro trimestre transcorreu em um cenário global volátil e desafiador, marcado por tensões geopolíticas que impactaram os mercados de commodities e as cadeias globais de suprimentos. Mesmo nesse contexto, registramos um Ebitda ajustado consolidado de R$ 3 bilhões no trimestre, com recuperação sequencial em todas as operações da companhia”, diz a Gerdau no documento publicado na noite desta segunda-feira (27).

No Brasil, a operação seguiu como o principal ponto de pressão. A receita líquida caiu 16,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025, para R$ 6,3 bilhões, refletindo a combinação de menores volumesde venda e preços ainda pressionados.

As vendas totais recuaram 7,5% na comparação anual, para 1,3 milhão de toneladas, com queda de 4,0% no mercado interno e de 18,1% nas exportações.

A companhia atribuiu o desempenho mais fraco no país a uma sazonalidade mais intensa no início do ano e ao avanço das importações chinesas especialmente em aços planos.

Segundo a Gerdau, as importações de aço no Brasil somaram 1,7 milhão de toneladas no trimestre, alta de 4% na comparação anual e de 32% ante o quarto trimestre, enquanto a penetração de importados em aços planos chegou a 34% em fevereiro, o maior patamar da série histórica.

“Além de uma sazonalidade maior do que a tipicamente apresentada no início do ano, níveis elevados de importações — especialmente de aços planos — afetaram os volumes de vendas no mercado interno e mantiveram os preços ainda sob pressão.”

Do lado dos custos, houve algum alívio na comparação trimestral, mas ainda insuficiente para recompor totalmente a rentabilidade brasileira. O custo das vendas no Brasil caiu 13,8% ante o quarto trimestre, para R$ 6,1 bilhões, explicado principalmente pelo menor volume de vendas e pela redução dos custos após paradas programadas de manutenção realizadas no fim de 2025. Na comparação anual, o custo recuou 9,6%, também refletindo controle de custos fixos, ganhos de produtividade e a base mais elevada do ano anterior, marcada pela parada da planta de Ouro Branco.

Mesmo assim, a pressão sobre preços e volumes pesou sobre o resultado. O EBITDA ajustado do Brasil ficou em R$ 578 milhões, queda de 47,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025, com margem de 9,2%, ante 14,6% um ano antes. Na comparação com o quarto trimestre, porém, houve alta de 13,3%, em linha com a melhora de custos após as paradas de manutenção.

“Mesmo diante desse cenário, mantivemos o foco na gestão de custos e na competitividade das operações, encerrando o 1T26 com EBITDA ajustado de R$ 578 milhões, 13% superior ao 4T25.”

América do Norte “salva” Gerdau

Na América do Norte, o quadro foi o oposto. A receita líquida subiu 6,6% em um ano, para R$ 9,3 bilhões, com vendas de aço de 1,3 milhão de toneladas, alta de 3,8%. O Ebitda ajustado da região atingiu R$ 2,3 bilhões, avanço de 88,1% na comparação anual, com margem de 24,1%.

A empresa citou aumento de volumes, reajustes de preços, melhor mix de produtos e ganhos de eficiência. Além disso, a companhia vem se beneficiando das maiores tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por produzir no país.

“No período, o segmento América do Norte representou 75% do EBITDA ajustado consolidado, o que reforça a relevância da operação como pilar de resiliência para a companhia.”

O resultado financeiro foi negativo em R$ 319 milhões, piora de 4,3% frente ao primeiro trimestre de 2025, explicada pela redução das receitas financeiras e aumento das despesas financeiras. Já a dívida líquida encerrou março em R$ 8,2 bilhões, com alavancagem de 0,73 vez dívida líquida/Ebitda.

Além dos dividendos, a Metalúrgica Gerdau aprovou um novo programa de recompra de até 10 milhões de ações preferenciais (GOAU4), equivalente a 1,2% das ações preferenciais em circulação. A companhia também informou investimentos de R$ 1,1 bilhão em CAPEX no trimestre, 27% abaixo do quarto trimestre e equivalente a 23% do total previsto para 2026.

Os dividendos serão pagos em 9 de junho de 2026, com base na posição acionária de 13 de maio, passando a ser negociados na condição “ex-dividendos” a partir de 14 de maio. O valor aprovado é de R$ 0,18 por ação para a Gerdau e R$ 0,08 por ação para a Metalúrgica Gerdau.

Sabesp (SBSP3) propõe desdobramento de ações na proporção de 1 para 5

27 de Abril de 2026, 19:09

A Sabesp (SBSP3) anunciou que irá submeter à aprovação, em Assembleia Geral Extraordinária marcada para esta terça-feira (28), uma proposta de desdobramento de ações ordinárias na proporção de 1 para 5.

Caso a proposta seja aprovada, cada ação ordinária passará a representar cinco ações, sem qualquer alteração no valor do capital social da empresa.

No mercado brasileiro, as ações negociadas na B3 terão como data-base o dia 28 de abril de 2026, garantindo o direito ao desdobramento aos investidores com posição acionária nessa data. A partir de 29 de abril, os papéis passam a ser negociados já na condição “ex-desdobramento”.

O crédito das novas ações será realizado em 30 de abril, por meio da instituição escrituradora Itaú Unibanco, e estará refletido nas posições dos investidores na abertura do mercado de 4 de maio, informou a Sabesp.

Já no exterior, os American Depositary Receipts (ADRs) da Sabesp, negociados na New York Stock Exchange, seguirão cronograma próprio. A proporção entre ADR e ação ordinária permanecerá em 1 para 1, e os investidores receberão quatro ADRs adicionais para cada título existente. O direito aos novos ADRs será definido em 30 de abril, com distribuição prevista para 6 de maio, conduzida pelo banco depositário The Bank of New York Mellon. A negociação ex-desdobramento terá início em 7 de maio.

Durante o período entre 30 de abril e 7 de maio, os registros do banco depositário permanecerão fechados para operações de emissão e cancelamento entre os mercados brasileiro e norte-americano. Ainda assim, tanto as ações quanto os ADRs continuarão sendo negociados normalmente em seus respectivos ambientes.

A Sabesp destacou que o desdobramento não altera os direitos dos acionistas. As novas ações e ADRs manterão as mesmas garantias das atuais, incluindo participação em dividendos, juros sobre capital próprio e demais proventos que venham a ser distribuídos.

Petrobras (PETR4) amplia presença na Bacia de Campos com aquisição de fatia de Argonauta

27 de Abril de 2026, 18:48

A Petrobras (PETR4) anunciou na noite desta segunda-feira (27) a aquisição de 100% de uma porção do ring-fence do Campo de Argonauta, na Bacia de Campos, reforçando sua participação na jazida compartilhada de Jubarte e consolidando sua estratégia de focar em ativos de maior rentabilidade.

A operação envolve ativos atualmente detidos por Shell, ONGC e Brava (antiga Enauta), e prevê um desembolso total de R$ 700 milhões, além de US$ 150 milhões, com pagamentos divididos em três parcelas ao longo dos próximos anos.

Com a conclusão do negócio, a estatal passará a deter 98,11% da jazida de Jubarte, enquanto a União, representada pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), manterá 1,89% da participação.

A companhia destacou que a transação permite simplificar a gestão do ativo e encerrar negociações relacionadas à individualização da produção e eventuais equalizações com as demais empresas envolvidas, o que tende a reduzir complexidades operacionais.

“A aquisição apresenta condições econômico-financeiras atrativas, simplifica a gestão do ativo e está em consonância com o Plano de Negócios da Petrobras, fortalecendo nossa atuação na Bacia de Campos e maximizando valor com foco em ativos rentáveis”, diz o fato relevante.

O ring-fence, citado na operação, é uma delimitação técnica e contratual dentro de um campo de petróleo usada para separar direitos de exploração entre empresas. Na prática, funciona como uma “cerca” que define qual parte do reservatório pertence a cada operador — algo essencial em casos de jazidas compartilhadas, onde o petróleo pode se estender por diferentes áreas.

No caso de Argonauta e Jubarte, essa divisão evita que uma empresa produza além da sua participação e organiza a distribuição de receitas e responsabilidades entre os sócios.

Foco em ativos estratégicos

A área adquirida está integrada ao chamado Parque das Baleias, um dos principais polos de produção da Petrobras na Bacia de Campos. A região opera com quatro plataformas — P-57, P-58, FPSO Cidade de Anchieta e FPSO Maria Quitéria — e produz cerca de 210 mil barris de óleo por dia.

Apesar de a fatia adquirida representar apenas 0,86% da jazida compartilhada, o movimento reforça a estratégia da companhia de ampliar participação em ativos já operados, onde há maior previsibilidade operacional e ganhos de eficiência.

Na prática, esse tipo de operação costuma ser bem visto pelo mercado, já que aumenta o controle sobre campos maduros e reduz riscos de governança e conflitos entre sócios.

A conclusão da operação ainda depende do cumprimento de condições precedentes, incluindo aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Cogna (COGN3) aprova R$ 28,6 milhões em dividendos; veja valor por ação e datas

27 de Abril de 2026, 18:17

A Cogna Educação (COGN3) aprovou, em Assembleia Geral Ordinária realizada nesta segunda-feira (27), o pagamento de dividendos mínimos obrigatórios referentes a 2025.

O valor total é de cerca de R$ 28,6 milhões, equivalente a R$ 0,0143 por ação.

O pagamento será feito em parcela única no dia 29 de maio de 2026, sem correção ou juros.

Terão direito aos dividendos os acionistas com posição acionária ao fim do dia 27 de abril de 2026. A partir de 28 de abril, as ações passam a ser negociadas ex-dividendos.

Os valores serão creditados conforme os dados bancários informados ao escriturador, a Itaú Corretora de Valores. Investidores com cadastro incompleto precisarão atualizar as informações para receber.

O recebimento dos dividendos será isento de Imposto de Renda, de acordo com o artigo 10 da Lei nº 9.249, de 26 de dezembro de 1995.

A Cogna, no balanço mais recente, registrou lucro líquido de R$ 220 milhões no quarto trimestre de 2025, queda relevante em relação ao lucro de R$ 925,8 milhões no mesmo período de 2024.

Segundo a companhia, o resultado foi impactado por efeitos não recorrentes registrados no ano anterior, principalmente reversões de contingências tributárias relacionadas a processos de imposto de renda sobre ágio, anotadas na linha do resultado financeiro.

Embraer (EMBJ3) enfileira sexto recorde seguido em carteira de pedidos; veja números

27 de Abril de 2026, 17:57

A Embraer (EMBJ3) apurou US$ 32,1 bilhões em pedidos, o sexto recorde seguido, mostra documento enviado ao mercado nesta segunda-feira (27). Trata-se de um aumento de 2% em relação ao quarto trimestre e 22% em relação ao mesmo período do ano passado.

Ao todo, a companhia entregou 44 aeronaves, considerando todas as unidades de negócios. O resultado
representa um aumento de 47%, “apoiado pelo avanço das iniciativas de nivelamento da produção da companhia”.

As entregas corresponderam a aproximadamente 16% do ponto médio (248 aeronaves) das estimativas anuais de entregas para 2026 (entre 240 e 255 aeronaves) das unidades de aviação executiva e comercial combinadas, ficando quatro pontos percentuais acima da média histórica de 12% para o período, considerando os últimos cinco anos.

Embraer: Segmentos

Entre os aviões comerciais, a carteira chegou a US$ 15 bilhões no 1T26, crescimento de 50% em relação ao no trimestre e 3% superior ao quarto trimestre.

Entre os destaques, a Finnair, maior companhia aérea da Finlândia, realizou pedido de até 46 aeronaves E195‑E2, incluindo encomendas firmes, opções e direitos de compra.

“O acordo fortaleceu a presença da Embraer no mercado europeu e apoiou o papel do programa E2 na renovação de frotas, com foco em eficiência e flexibilidade operacional”, disse.

Já a aviação executiva registrou uma carteira de pedidos de US$ 7,6 bilhões, estável na comparação anual e trimestral.

A divisão entregou 29 aeronaves no trimestre, representando aumento de 26% em relação às 23 aeronaves entregues no 1T25.

Em defesa e segurança, a carteira de pedidos atingiu US$4,4 bilhões no 1T26, com crescimento de 5% na comparação anual e redução de 4% na comparação trimestral.

Entregas agradam

Do lado das entregas, a companhia entregou 47% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo a Embraer, foram entregues 44 aeronaves, sendo 10 da aviação comercial, com três delas do modelo E195-E2, a maior aeronave atualmente em produção pela Embraer nesse segmento.

O número veio significativamente acima das projeções de 31 aeronaves o BTG Pactual.

Na visão do banco, a combinação de um backlog (carteira de pedidos) recorde, tendência ainda sólida de pedidos e entregas mais fortes formam um conjunto de fatores que reduzem o risco no atual cenário macroeconômico e do conflito no Oriente Médio.

“Isso nos dá maior confiança para manter nossa visão positiva sobre a ação, especialmente nos níveis atuais de valuation”, afirmam os analistas do BTG.

O Itaú BBA avalia os números como levemente positivos para a ação, considerando que a companhia conseguiu superar as projeções da casa — que já eram mais otimistas — em meio a um período de alta incerteza e volatilidade, reforçando a confiança incorporada na carteira de pedidos.

Emae (EMAE4) diz que OPA proposta por Sabesp (SBSP3) será unificada, mas terá 2 etapas com valores distintos

27 de Abril de 2026, 17:39

A Oferta de aquisição de Ações (OPA) da Sabesp (SBSP3) pelos papéis da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) (EMAE4) vai ser unificada do ponto de vista regulatório, mas a operação como um todo envolve duas etapas complementares e valores distintos, esclareceu a empresa ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) nesta segunda-feira, 27.

Primeiro, vai ser feita uma oferta em dinheiro direcionada aos detentores de ações ordinárias (ON) remanescentes da Emae, ao preço de R$ 61,83 por ação – correspondente a 100% do valor pago pela Sabesp na transação que resultou na transferência do controle acionário da Emae, conforme comunicado divulgado pela companhia no sábado, 25.

Em um segundo momento, haverá uma etapa societária com a incorporação dos acionistas remanescentes, incluindo os detentores de ações preferenciais (PN), que passarão a deter ações da Sabesp por meio de uma relação de troca com valores ainda a definir.

A Sabesp pediu autorização na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para unificar a operação do ponto de vista regulatório, ainda que, na prática, signifique que ela fará duas OPAs: uma referente à compra do controle da Emae, no ano passado, e outra referente à incorporação do restante das ações da Emae.

No fim da noite de sexta-feira, 24, a Sabesp informou que avalia incorporar a totalidade das ações da Emae que ainda não possui. Em março, após comprar novas ações da Emae, a companhia de saneamento paulista passou a deter 79,31% do capital social e 98,07% do capital votante da Emae.

Controle sem 100%: por que a Ecopetrol não precisa fechar o capital da Brava Energia (BRAV3)

25 de Abril de 2026, 10:27

Na última quinta-feira (23), a Brava Energia (BRAV3) confirmou que recebeu carta da Ecopetrol referente à aquisição de ações detidas por determinados acionistas e que a colombiana pretende realizar uma oferta pública (OPA).

Em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a junior oil afirmou que a Ecopetrol adquiriu 26% do capital social da companhia por meio da compra de participações de acionistas vendedores – fundos da Somah Printemps Quantum Group, Jive Group e Yellowstone, além de outros acionistas que, individualmente, detinham participação inferior a 5% do capital social da empresa.

A operação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A colombiana ainda pretende lançar OPA voluntária ao preço de R$ 23 por ação para alcançar 51% de participação na petroleira brasileira.

Desde então, a pergunta recorrente entre os investidores é: a Ecopetrol não deveria fazer uma OPA por 100% das ações da Brava?

Para o analista Regis Cardoso, da XP, as partes envolvidas — especificamente a Ecopetrol e os acionistas vendedores da Brava — estruturaram a operação como formação de controle, e não como transferência de controle.

“Embora os vendedores sejam signatários do acordo de acionistas da Brava, eles não elegem formalmente a maioria do Conselho de Administração. Sob essa interpretação, não seria obrigatória uma OPA por 100% das ações”, explicou o analista, em relatório.

Cardoso ainda destaca que a colombiana limitou a intenção a 51% do capital votante, participação adicional que deve ser adquirida com uma OPA voluntária. “Percentual suficiente para consolidar o controle”, disse ele.

Caso a operação seja confirmada, a Brava Energia deve ter uma estrutura semelhante a da Isa Energia (ISAE3; ISAE4), que é listada no Brasil e controlada indiretamente pela Ecopetrol.

“Esperamos que a Brava permaneça listada no Brasil, ainda que com um acionista controlador claramente definido — a própria Ecopetrol, que é listada na Colômbia”, afirmou o analista da XP.

Sabesp (SBSP3) avalia incorporar totalidade das ações da EMAE

25 de Abril de 2026, 09:33

A Sabesp (SBSP3) avalia incorporar a totalidade das ações da EMAE (EMAE3) – Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A. –, ainda não detidas pela companhia, segundo o comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta sexta-feira (24).

Com a incorporação, que ainda precisa do aval dos órgãos de administração das empresas e seus acionistas, a EMAE será convertida em uma subsidiária integral da Sabesp.

Os acionistas receberão ações da Sabesp, com relação de troca a ser definida por comitês independentes.

“A incorporação de ações pretendida tem como objetivo a simplificação e otimização da estrutura societária das companhias, consolidando as suas bases acionárias em uma única companhia e reduzir custos operacionais”, diz a companhia de saneamento básico em comunicado.

Ainda de acordo com o documento, o estudo de viabilidade da operação inclui o levantamento das autorizações, condições e processos necessários para sua implementação, além da constituição de comitês independentes para negociação da relação de troca.

Hoje, a Sabesp detém 79,31% de participação na EMAE – sendo 70,09% de participação direta da Sabesp e 9,22% por meio do Oceania Fundo de Investimento em Ações.

No mês passado, a Sabesp adquiriu 100% das cotas do Oceania FIM por cerca de R$ 171,6 milhões, o que correspondia a 3,4 milhões de ações ordinárias da EMAE.

Em janeiro, a companhia paulista já havia concluído a compra de uma participação relevante na empresa ao adquirir cerca de 14,9 milhões de ações preferenciais da companhia junto à Axia Energia. Na ocasião, a operação representou aproximadamente 40% do capital total da EMAE e quase 67% das ações preferenciais da companhia.

Nvidia (NVDA) recupera valor de mercado acima de US$ 5 trilhões

25 de Abril de 2026, 08:27

A Nvidia (NVDA) recuperou o valor de mercado de US$ 5 trilhões após suas ações avançarem a patamar recorde nesta sexta-feira (24), em meio a um rali de companhias de chips na esteira de ganhos da Intel.

As ações NVDA da companhia subiram 4,2% (US$ 208,27) e adicionou mais de US$ 200 bilhões em valor de mercado, liderando o ranking como empresa mais valiosa do mundo, segundo o site Companies Market Cap.

O ranking das maiores empresas em capitalização de mercado traz ainda Alphabet, Apple, Microsoft e Amazon, todas norte-americanas. A TSMC, com sede em Taiwan, aparece em sexto lugar, com valor de mercado de US$ 2,09 trilhões.

O ímpeto da Nvidia e de outras empresas de semicondutores foi ajudado pela Intel. As ações da empresa escalaram quase 24%, após a divulgação de fortes resultados do primeiro trimestre. Os papéis já mais que dobraram de valor neste ano, acompanhando a melhora das perspectivas da empresa, com sua relação preço da ação em relação aos lucros projetados em um patamar recorde.

Para analistas do Banf of America (BofA) Securities, a Intel mostrou um trimestre sólido e perspectiva de aceleração da demanda e do poder de precificação em CPUs para servidores que impulsionam cargas de trabalho de inteligência artificial (IA) agêntica.

“Apesar do aumento da demanda por CPUs de servidor, os analistas do BofA observam que a rival AMD tem um produto para servidores mais forte e que variantes baseadas em ARM (NVDA Vera, AWS Graviton, Google Axion, ARM AGI) podem ganhar participação sobre os “x86”. A arquitetura x86 é uma família de conjuntos de instruções CISC para processadores, iniciada pela Intel com o 8086 em 1978.

Enjoei (ENJU3) aprova redução de capital de R$ 426 milhões e prevê restituição de R$ 0,20 por ação

24 de Abril de 2026, 19:36

O Enjoei (ENJU3) informou que sua Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária (AGOE) aprovou duas reduções de capital que, somadas, chegam a cerca de R$ 426 milhões.

A primeira medida envolve a redução de aproximadamente R$ 385 milhões para absorção de prejuízos acumulados referentes ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025. Com isso, o capital social da companhia foi reduzido de cerca de R$ 636 milhões para R$ 251 milhões, sem alteração no número de ações, que permanece em cerca de 205 milhões de papéis ordinários.

A segunda frente, de aproximadamente R$ 41 milhões, será destinada à restituição de capital aos acionistas, também sem cancelamento de ações. Essa operação ainda depende do prazo legal de 60 dias para eventual oposição de credores, que se encerra em 23 de junho de 2026.

Caso não haja contestações — ou após a regularização —, terão direito ao recebimento os investidores com posição acionária em 24 de junho de 2026. A partir de 25 de junho, os papéis passam a ser negociados “ex-direito” à restituição.

O valor estimado de devolução é de cerca de R$ 0,20 por ação, a ser pago em parcela única, em data ainda a ser definida pela administração. O montante pode sofrer ajustes caso haja mudança no número de ações em circulação até a data de corte.

Após a conclusão das duas operações, o capital social da Enjoei será reduzido para cerca de R$ 210 milhões, mantendo-se inalterada a quantidade de ações emitidas.

Google investirá até US$40 bilhões na Anthropic

24 de Abril de 2026, 17:25

A Alphabet (GOGL34), controladora do Google, investirá até US$40 bilhões na Anthropic, aprofundando parceria com a startup de inteligência artificial que também é sua rival no setor.

A Anthropic disse nesta sexta-feira que o Google se comprometeu a investir US$10 bilhões agora em dinheiro, dando à Anthropic um valor de mercado de US$350 bilhões, e investirá mais US$30 bilhões se a empresa criadora do chatbot Claude cumprir metas de desempenho.

O anúncio da Alphabet ocorre poucos dias depois que a Amazon disse que investirá até US$25 bilhões na Anthropic, que conseguiu se destacar no concorrido setor de IA ao concentrar o treinamento de seus modelos em ferramentas de programação de software.

A receita anualizada da Anthropic ultrapassou US$ 30 bilhões este mês, acima dos cerca de US$ 9 bilhões no final de 2025.

A startup levantou US$ 30 bilhões em uma rodada de financiamento em fevereiro que a avaliou em US$380 bilhões.

A forte demanda pela família de modelos de IA Claude levou a Anthropic a assinar vários acordos importantes recentemente para adquirir mais capacidade de computação.

No início deste mês, a empresa acertou acordos plurianuais com a fabricante de chips Broadcom e com a empresa de infraestrutura de computação em nuvem CoreWeave, e também deve garantir quase 1 gigawatt de capacidade por meio dos chips da Amazon até o final do ano.

No ano passado, a Anthropic disse que investiria US$50 bilhões na construção de data centers nos EUA para garantir a infraestrutura de implantação e treinamento de seus modelos.

No início deste ano, uma série de lançamentos de plug-ins para o agente Cowork da Anthropic provocou uma venda brutal de ações de empresas de software no mundo, uma vez que investidores avaliaram o potencial disruptivo das ferramentas de IA da empresa.

Braskem (BRKM5): Bradesco BBI rebaixa ação para venda e faz alerta para ‘situação insustentável’

22 de Abril de 2026, 12:16

O Bradesco BBI rebaixou a recomendação da Braskem (BRKM5) de neutra para venda, cortando também o preço-alvo pela metade, de R$ 8 para R$ 4, de olho em uma série de fatores que vem impactando negativamente a petroquímica.

Os analistas Vicente Falanga e Ricardo França recordam que a companhia reportou resultados muito fracos no quarto trimestre de 2025, refletindo o enfraquecimento da demanda no mercado químico brasileiro e o aperto adicional dos spreads estruturais.

O BBI revisou novamente para baixo as estimativas de resultados e esperam que a Braskem siga queimando caixa, em torno de US$ 1 bilhão até o fim de 2026 e cerca de US$ 600 milhões até o fim de 2027.

O desempenho operacional da Braskem tem sido impactado por um cenário global desfavorável ao setor petroquímico, marcado por margens mais apertadas e menor demanda em mercados estratégicos.

Na segunda-feira (20), a companhia divulgou ao mercado que a Novonor (ex-Odebrecht) e a NSP Investimentos assinaram contrato para vender o controle da petroquímica ao fundo de investimento em participação Shine I (Shine I FIP), assessorado pela IG4. O futuro dessa fatia da companhia está no radar há um tempo.

Na visão do Bradesco BBI, a expectativa de que o fundo IG4 assuma em breve o controle da companhia deve levar a decisões difíceis e potencialmente desfavoráveis aos acionistas nos níveis atuais de preço, com elevada probabilidade de algum tipo de reestruturação de capital, inclusive em vias extrajudiciais ou judiciais.

Por volta de 12h05 (horário de Brasília) desta quarta-feira (22), as ações BRKM5 caíam 1,22%, a R$ 8,87. Acompanhe o tempo real.



BBI acende sinal amarelo

O BBI diz que a Braskem deve ter algum alívio com a aprovação recente do projeto PRESIQ, as tarifas antidumping de PE (polietileno) contra produtos dos Estados Unidos e o aperto temporário da oferta global de químicos em função do conflito no Irã.

No entanto, os fundamentos operacionais do negócio e a estrutura de capital seguem bastante pressionados, na visão do BBI.

“Apesar da melhora relevante dos spreads químicos, projetamos consumo expressivo de capital de giro no primeiro semestre de 2026 e uma concentração de pagamentos de juros que pode levar o caixa a níveis perigosamente baixos ao fim do período, acendendo um sinal de alerta”, dizem os analistas.

Na visão da casa, mesmo em um cenário no qual a guerra sustente spreads elevados até o final de 2026, a análise de sensibilidade indica que a alavancagem poderia voltar a superar 10 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em 2027, caracterizando uma situação insustentável.

Este setor pode destravar US$ 22 bilhões em lucros anuais, segundo o Morgan Stanley; veja qual

22 de Abril de 2026, 12:15

Ferramentas avançadas de inteligência artificial (IA) podem ajudar a reduzir os custos de desenvolvimento de videogames pela metade e potencialmente liberar cerca de US$ 22 bilhões (R$ 110 bilhões, na cotação atual) em lucros anuais para fabricantes de jogos em todo o mundo, disseram analistas do Morgan Stanley.

A adoção de ferramentas de IA para automatizar tarefas como a criação de ambientes de jogos, a geração de diálogos e o teste de software poderia ajudar a encurtar os prazos de produção e reduzir os custos, ajudando a aumentar as margens ao longo do tempo, apontou a corretora.

No entanto, acrescentou, é improvável que os ganhos sejam distribuídos uniformemente pelo ecossistema de jogos.

A corretora de Wall Street estima que os gastos do consumidor global com videogames totalizarão US$ 275 bilhões este ano, com cerca de 20%, ou cerca de US$ 55 bilhões, a serem reinvestidos no desenvolvimento e nas operações de jogos.

Normalmente caro e trabalhoso, o desenvolvimento de jogos pode se tornar mais enxuto, pois a IA permite equipes menores e melhorias mais rápidas após o lançamento, acrescentou o Morgan Stanley.

A magnitude do desenvolvimento de jogos modernos é ilustrada pelo Grand Theft Auto VI, da Take-Two Interactive (T1TW34), um dos títulos mais esperados do setor, que está em desenvolvimento desde aproximadamente 2018 — cinco anos após o lançamento de GTA V.

Atualmente, o lançamento está previsto para novembro de 2026, após vários adiamentos.

“Vimos o valor se concentrando em plataformas e descobertas em escala, especialmente entre empresas com dados proprietários, propriedade intelectual e operações ao vivo”, afirmou a corretora. “Os maiores beneficiários podem ser aqueles que controlam a distribuição, os dados e o engajamento.”

O Morgan Stanley acrescentou que plataformas de jogos e operadoras, incluindo a Tencent, a Sony e a Roblox, poderiam ser as principais beneficiárias, enquanto grandes editoras como a Take-Two, a Electronic Arts e a Ubisoft, que possuem escala suficiente para implementar IA em vários títulos, também poderiam se beneficiar.

Por outro lado, empresas com franquias mais fracas, como a Playtika e a Netmarble , poderão enfrentar uma pressão maior, pois a IA reduz o custo de produção de jogos de médio porte, o que gera mais concorrência.

“Mecanismos de jogos como o Unity e o Unreal Engine enfrentam um resultado mais binário: adaptar-se ou sofrer interrupções”, disse a corretora.

Além da economia de custos, a IA poderia aumentar as receitas, mantendo os jogos atraentes por mais tempo, aumentando os gastos com conteúdo adicional, compras no jogo e assinaturas.

Em vez de depender principalmente de novos lançamentos, as editoras poderiam mudar o foco para atualizar as franquias existentes por meio de conteúdo orientado por IA, amortecendo o impacto financeiro, disse a corretora.

Embraer (EMBR3) fecha contrato de suporte para 25 E-Jets da canadense Jazz Aviation

22 de Abril de 2026, 11:59

A Embraer (EMBR3) e a Jazz Aviation, a maior companhia aérea regional do Canadá e principal operadora da Air Canada Express, anunciaram nesta quarta-feira (22) um acordo de suporte ao estoque de peças de reposição para a frota de E-Jets da Jazz Aviation.

Segundo a empresa brasileira, a companhia aérea opera 25 jatos E-175 e será a primeira cliente do programa Embraer Collaborative Inventory Planning (ECIP) no Canadá.

A solução prevê que a Embraer assuma a maior parte do investimento e a gestão dos materiais dos clientes, contribuindo para a redução do tempo de aeronaves em solo e para o aumento da eficiência operacional das companhias aéreas.

“O novo contrato demonstra o ritmo acelerado de crescimento da Embraer Serviços & Suporte na América do Norte, região que conta com a maior frota de E-Jets do mundo”, afirmou, em nota, Carlos Naufel, presidente e CEO da Embraer Serviços & Suporte.

O programa ECIP prevê que a maior parte do investimento em estoque é coberta pela Embraer, reduzindo substancialmente os custos para as companhias aéreas. Além disso, o preço anual fixo por peça permite maior previsibilidade orçamentária e contribui para o aumento da eficiência do inventário, com prazos de entrega pré-definidos vinculados a níveis de desempenho garantidos pela Embraer Serviços & Suporte.

Segundo a Embraer, a operação é orientada por dados, com recomendações semanais de pedidos baseadas no perfil de utilização do cliente e nos níveis de estoque, geradas por meio de um software avançado e da expertise da Embraer em planejamento, compartilhada de forma colaborativa.

Presidente da Jazz Aviation, Doug Clarke, disse que o programa vai permitir a redução do tempo em solo e oferecer um serviço consistente aos passageiros da Air Canada Express. “Este acordo com a Embraer é mais um passo importante para fortalecer a confiabilidade e a eficiência das operações com E-Jets em toda a América do Norte”, ressaltou o executivo.

Vale (VALE3) diz que continuará negociando com o governo contratos das ferrovias Carajás e Vitória-Minas

22 de Abril de 2026, 11:21

A Vale (VALE3) informou ao mercado, nesta quarta-feira (22), que vai continuar negociando com o governo mudanças nos contratos da Estrada de Ferro Carajás e da Estrada de Ferro Vitória-Minas, conforme aprovado por seu Conselho de Administração. As negociações estão sendo realizadas com o Ministério dos Transportes, a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e a Infra S.A..

De acordo com o comunicado, o ajuste nos contratos de concessão espera criar mais previsibilidade, segurança jurídica e clareza sobre as regras para os investimentos associados às concessões. A perspectiva da empresa é de melhor eficiência operacional a longo prazo.

As concessões dessas ferrovias foram renovadas em 2020, na gestão de Jair Bolsonaro, por um prazo até 2057. Porém, o governo atual passou a questionar os valores dessa renovação, avaliando que:

  • a base de ativos foi subestimada
  • e a Vale teria pago menos do que deveria pela prorrogação.

Isso levou, então, à abertura de um processo de repactuação em 2024.

O principal ponto em discussão é o pagamento adicional pela Vale, estimado em cerca de R$ 11 bilhões. Desse total, aproximadamente R$ 4 bilhões já foram quitados, enquanto o restante ainda depende de definição final no acordo.

Em paralelo, o governo busca garantir novos compromissos de investimento, com destaque para a conclusão da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO), considerada estratégica para a expansão da malha ferroviária nacional.

Embora os valores estejam próximos de um consenso, as negociações seguem difíceis em aspectos jurídicos e na delimitação das obrigações da empresa. A etapa final ainda prevê análise de órgãos reguladores e do Tribunal de Contas da União (TCU), antes da formalização definitiva.

* Com supervisão de Maria Carolina Abe

B3 (B3SA3) pagará R$ 372,5 milhões em juros sobre capital próprio

26 de Março de 2026, 20:30

O conselho de administração da B3 (B3SA3) aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) no valor total de R$ 372,5 milhões, equivalente a R$ 0,07434043 por ação, de acordo com documento desta quinta-feira (26).

O valor líquido será de R$ 0,06133086 por ação, já considerando a retenção de 17,5% de Imposto de Renda, exceto para acionistas com tributação diferenciada, segundo a operadora da bolsa brasileira.

O pagamento será realizado em 13 de abril de 2026, com base na posição acionária de 31 de março de 2026. As ações serão negociadas com direito ao provento até 31 de março, passando à condição “ex-JCP” a partir de 1º de abril.

O montante será imputado aos dividendos obrigatórios do exercício social de 2026, acrescentou a companhia.

De acordo com dados mais recentes divulgados pela companhia, a B3 registrou forte crescimento no volume negociado em ações em fevereiro de 2026, em um mês marcado por desempenho positivo do mercado brasileiro e entrada de capital estrangeiro.

O volume financeiro médio diário no mercado à vista atingiu R$ 37,3 bilhões, alta de 50,1% em relação a fevereiro de 2025 e avanço de 16,2% frente a janeiro.

Americanas (AMER3) não deve mais fazer fechamento massivo de lojas; quer usá-las como pontos de entrega

26 de Março de 2026, 19:20

A Americanas (AMER3) não deve mais realizar fechamentos massivos de lojas após o ciclo de reestruturação recente, segundo o presidente da companhia, Fernando Soares. A expectativa é de estabilização da base física, com eventuais ajustes pontuais dentro de um parque de cerca de 1.470 unidades.

A redução do número de lojas ao longo de 2025, que somou cerca de 300 unidades, teve impacto direto sobre a base de clientes da companhia no período. Segundo o executivo, a queda reflete esse movimento de reorganização e não uma deterioração estrutural da demanda. “Não conseguimos segurar esses clientes com a loja fechada”, afirmou.

Com o fim desse processo, a tendência é de normalização e posterior retomada da base de consumidores. A companhia já iniciou a abertura pontual de novas unidades e avalia que o número de clientes deve voltar a crescer nos próximos meses.

Atualmente, a Americanas opera em mais de 800 cidades e registra aproximadamente 95 milhões de visitas mensais, considerando lojas físicas, site e aplicativo. A base digital também inclui mais de 35 milhões de seguidores nas redes sociais.

Além da expansão física, a Americanas aposta na evolução do canal digital. Hoje, contudo, o digital representa apenas cerca de 4% das vendas totais.

Segundo Soares, o foco é elevar a frequência e o tíquete médio dos consumidores, mais do que a aquisição de novos clientes. Nesse contexto, iniciativas como o programa Cliente A tendem a ampliar o gasto e a recorrência nas lojas.

Pontos de entrega

A Americanas avalia que sua rede de lojas físicas pode ser utilizada como plataforma logística para parceiros, em um movimento que reforça o papel das unidades como hubs de distribuição dentro do novo modelo de negócios da companhia.

Segundo Soares, a capilaridade da empresa abre espaço para parcerias com plataformas digitais interessadas em ampliar sua presença no País.

“Será que algum marketplace não precisa de cerca de 1.500 pontos de entrega no Brasil? Eu acho que sim”, afirmou o executivo, durante teleconferência.

Soares destacou que a Americanas já tem avançado nesse modelo por meio de parcerias, citando a cooperação com o Magazine Luiza no marketplace, que permite maior integração operacional entre as plataformas.

O executivo ressaltou, no entanto, que novas parcerias devem seguir uma lógica centrada no cliente e na operação das lojas. “Tudo precisa passar por esse centro que escolhemos trabalhar, que é consumidor e a loja física”, disse.

No campo financeiro, Soares afirmou que a companhia mantém foco na expansão da massa de lucro, mais do que em ganhos pontuais de margem. “Aumentar preço é fácil, mas prejudica a competitividade”, afirmou o CEO.

Saída da recuperação judicial

A Americanas protocolou o pedido de saída da recuperação judicial e encerrou 2025 com indicadores que, segundo o presidente da companhia, Fernando Soares, refletem a conclusão de um ciclo de reestruturação operacional e financeira. A decisão ainda depende de aprovação judicial.

O CEO afirmou que o movimento foi sustentado por três fatores principais: o cumprimento das obrigações previstas no plano, a execução de uma ampla transformação do negócio e a melhora consistente dos resultados ao longo do ano.

“Não dá para negar que é um dia importante. Nós cumprimos as obrigações previstas no plano e temos segurança para avançar no pedido de saída da recuperação judicial”, disse.

A companhia terminou 2025 com caixa superior à dívida, voltou a registrar resultado líquido positivo e apresentou melhora operacional de R$ 770 milhões no período.

No campo estratégico, a Americanas promoveu uma mudança em seu modelo de negócios, com a loja física passando a ocupar o centro da operação. A estrutura, que antes separava as frentes digital e física, foi integrada, com convergência de estratégias e proposta de valor única ao consumidor.

Até 2022, a companhia operava com divisão mais equilibrada entre os canais, com 54% da receita proveniente do digital e 46% do físico. Em 2025, esse perfil foi invertido, com 95% da receita concentrada nas lojas físicas e apenas 5% no digital.

A empresa também revisou sua atuação no marketplace, reduziu a operação a parcerias estratégicas e desativou a Ame, sua fintech. “A loja física é o nosso negócio principal e o digital passa a complementar essa estratégia, oferecendo uma experiência omnicanal”, disse Soares.

O diretor financeiro da Americanas, Sebastien Durchon, avaliou que o pedido antecipado de saída da recuperação judicial representa um marco na conclusão do processo de reestruturação e sinaliza uma nova etapa para a companhia.

“A saída antecipada da recuperação judicial é um recado forte de confiança no futuro”, afirmou há pouco. A companhia acumulou mais de R$ 2 bilhões em melhorias operacionais no período e encerrou 2025 com posição de caixa superior à dívida, de acordo com o executivo.

Durchon destacou ainda que a execução do plano ocorreu dentro de um prazo considerado curto para esse tipo de processo, com a maior parte dos fornecedores paga à vista e avanço na reorganização da estrutura da companhia.

Para o executivo, o movimento também representa uma sinalização ao mercado e aos parceiros e clientes sobre o compromisso da Americanas com a reconstrução do negócio. “É uma declaração de compromisso da companhia com seus associados, clientes e fornecedores”, disse.

Hypera (HYPE3) aprova R$ 185 milhões em juros sobre capital próprio

26 de Março de 2026, 18:42

A Hypera (HYPE3) informou nesta quinta-feira (26) que o conselho de administração aprovou a distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) de R$ 185 milhões, equivalente a R$ 0,26304 por ação, com retenção de imposto de renda na fonte.

Terão direito aos proventos os acionistas com posição em 31 de março de 2026, incluindo as ações emitidas no aumento de capital. A partir de 1º de abril de 2026, os papéis passam a ser negociados “ex-JCP”.

O valor líquido será imputado aos dividendos obrigatórios relativos ao exercício de 2026, a serem deliberados na assembleia geral de 2027. O pagamento ocorrerá até o fim de 2027, em data ainda a ser definida, sem atualização monetária.

A companhia também informou que foram subscritas todas as ações do aumento de capital aprovado anteriormente, somando R$ 1,5 bilhão. Com a homologação prevista para 31 de março de 2026, o capital social passará a R$ 11,2 bilhões, dividido em 704 milhões de ações ordinárias.

A farmacêutica teve lucro líquido de operações continuadas de cerca de R$ 450 milhões no quarto trimestre de 2025, ligeiramente acima do esperado pelo mercado, impulsionada por base de comparação mais fraca com um ano antes.

Americanas (AMER3) pede fim da recuperação judicial e define venda da Uni.Co

25 de Março de 2026, 20:05

A Americanas (AMER3) informou nesta quarta-feira (25) que protocolou o pedido de encerramento de sua recuperação judicial após cumprir as obrigações previstas no plano aprovado. A solicitação foi apresentada ao Juízo da 4ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.

Segundo a companhia, foram cumpridas todas as obrigações com vencimento até dois anos após a homologação do Plano de Recuperação Judicial. O pedido também abrange as empresas B2W Digital Lux S.À.R.L, JSM Global S.À.R.L e ST Importações Ltda., que integram o Grupo Americanas.

A Americanas estava em recuperação judicial desde a revelação de uma fraude bilionária em 2023, que provocou forte crise financeira e de credibilidade na companhia. Desde então, a empresa fechou lojas, reduziu custos e vendeu ativos.

Venda da Uni.Co

Também nesta quarta, a companhia divulgou o resultado do processo competitivo para alienação judicial da UPI Uni.Co. Em audiência realizada na mesma vara, foram abertas as propostas apresentadas para a aquisição do ativo.

De acordo com a Americanas, além da proposta vinculante da Fan Store Entretenimento S.A. (“BandUP!”), apresentada na condição de “stalking horse”, foi submetida uma proposta concorrente da Solver Soluções Críticas Ltda., com preço base de R$ 155 milhões — acima dos R$ 152,9 milhões ofertados pela BandUP! — incluindo R$ 70 milhões à vista e o restante em cinco parcelas.

No entanto, o Juízo da Recuperação Judicial considerou a proposta da Solver inválida por não atender aos requisitos do edital. Com isso, a proposta da BandUP! foi declarada vencedora do processo competitivo, após manifestações favoráveis do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e da administração judicial.

A companhia informou que será celebrado contrato de compra e venda de ações com a BandUP!, sendo que o pagamento final e a conclusão da transferência da UPI Uni.Co ainda dependem do cumprimento de condições precedentes, incluindo aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Casas Bahia (BHIA3) conclui oferta de R$ 200 milhões em FIDC de risco sacado

25 de Março de 2026, 19:55

O Grupo Casas Bahia (BHIA3) informou nesta quarta-feira (25) a conclusão da oferta pública da segunda emissão de cotas do GCB Fornecedores Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), estruturado para otimizar a operação de risco sacado da companhia. A captação totalizou R$ 200 milhões e foi encerrada em 24 de março de 2026.

O montante foi dividido entre R$ 120 milhões em cotas sênior, R$ 40 milhões em cotas subordinadas mezanino e R$ 40 milhões em cotas subordinadas júnior. Com isso, considerando a primeira e a segunda emissão, o FIDC passa a ter volume total de R$ 755 milhões, sendo R$ 448 milhões em cotas sênior, R$ 153,5 milhões em mezanino e R$ 153,5 milhões em júnior.

O fundo conta com garantia de recebíveis de cartão de crédito não performados, provenientes de vendas no e-commerce e nas lojas físicas. As cotas sênior e mezanino foram integralmente distribuídas a investidores de mercado, com vencimento em 24 meses e amortizações a partir do 19º mês. Já as cotas subordinadas júnior foram totalmente integralizadas pela companhia, de acordo com comunicado.

As cotas sênior têm remuneração alvo de CDI + 4,5% ao ano, enquanto as cotas mezanino oferecem CDI + 7,25% ao ano, acrescentou a Casas Bahia. A gestão do FIDC é realizada pela Riza Crédito Estruturado, com distribuição, administração e custódia pela Oliveira Trust.

Segundo a companhia, a conclusão da operação está alinhada ao plano de transformação da estrutura de capital. Após a redução da alavancagem observada no quarto trimestre de 2025, a empresa afirma que avança para a fase de otimização da estrutura, com foco na diversificação das fontes de financiamento, redução de spreads e melhora do resultado financeiro e da geração de caixa.

Ser Educacional (SEER3) aprova R$ 61,1 milhões em dividendos e anuncia reversão de prejuízo

25 de Março de 2026, 19:46

A Ser Educacional (SEER3) informou nesta quarta-feira (25) que seu conselho de administração aprovou o pagamento de dividendos com base em lucros retidos do exercício social de 2025. O valor total será de R$ 61,1 milhões, equivalente a R$ 0,479 por ação.

Terão direito aos dividendos os acionistas com posição em 6 de abril de 2026. A partir de 7 de abril de 2026, as ações passarão a ser negociadas “ex-direito” aos proventos, acrescentou a companhia.

O pagamento será feito em duas parcelas iguais de R$ 30,6 milhões, correspondentes a R$ 0,239 por ação cada. A primeira parcela será paga em 30 de abril de 2026 e a segunda em 29 de maio de 2026.

A companhia destacou que o valor por ação poderá sofrer ajustes em função de eventuais alterações na quantidade de ações, como emissões ou operações com ações em tesouraria, incluindo exercícios de opções de compra.

Para fins fiscais, os dividendos são referentes ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2025.

Mais cedo, outras companhias anunciaram proventos: o Bradesco (BBDC4) aprovou R$ 3 bilhões em juros sobre capital próprio, a Porto (PSSA3) informou R$ 347 milhões, também em JCP, e JBS (JBSS32) comunicou o pagamento de US$ 1 por ação em dividendos.

Ser reverte prejuízo

Também nesta quarta, a Ser Educacional reportou lucro líquido ajustado de R$ 74,6 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo prejuízo de R$ 30,2 milhões anotado em igual intervalo do ano anterior. No acumulado do ano, a empresa registrou lucro de R$ 214,4 milhões, ante prejuízo de R$ 1,162 milhão um ano antes.

Com ajustes, o lucro da empresa foi de R$ 76,9 milhões, alta de 112,1% em relação ao observado um ano antes. Em 12 meses, o lucro ajustado da Ser foi de R$ 239,3 milhões, alta de 141,7%, na base anual de comparação.

O desempenho positivo foi impulsionado pelo crescimento da base de alunos de Ensino Híbrido e pela captação recorde em cursos de Medicina, após a expansão de vagas credenciadas. Além disso, a companhia focou na otimização operacional e disciplina financeira, o que resultou em forte geração de caixa e redução consistente do endividamento.

*Com Estadão Conteúdo

Equatorial propõe reduzir dividendo obrigatório para 1% e prevê direito de retirada a dissidentes

25 de Março de 2026, 19:10

A Equatorial (EQTL3) informou nesta quarta-feira (25) que seu conselho de administração aprovou a submissão à assembleia geral de uma proposta para reduzir o dividendo obrigatório previsto no estatuto social.

Caso aprovada, a distribuição mínima passará a ser de 1% do lucro líquido ajustado do exercício, observadas as determinações legais.

De acordo com a companhia, acionistas titulares de ações ordinárias que não votarem favoravelmente à proposta — seja por voto contrário, abstenção ou ausência — terão direito de retirada, com reembolso do valor de suas ações. Para exercer esse direito, será necessário comprovar a titularidade ininterrupta desde a data da aprovação até o efetivo pagamento.

O valor do reembolso será equivalente ao menor entre: (i) o valor econômico das ações, apurado por empresa especializada, e (ii) o valor patrimonial com base nas demonstrações financeiras relativas ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2025, que ainda serão submetidas à assembleia.

Segundo a Equatorial, a proposta tem como objetivo ampliar a flexibilidade da administração na gestão da alavancagem, especialmente em momentos que exijam preservação de caixa para financiar aquisições ou reequilibrar a estrutura de capital.

A companhia acrescentou que, caso a alavancagem permaneça em níveis adequados e não surjam novas oportunidades de investimento, poderá continuar distribuindo dividendos acima do mínimo.

Kepler Weber (KEPL3) reelege CEO após fracasso em venda para GPT

25 de Março de 2026, 18:43

O conselho de administração da Kepler Weber (KEPL3) aprovou a reeleição de Bernardo Nogueira para o cargo de diretor-presidente. O novo mandato terá duração de dois anos e começa em 4 de abril de 2026, conforme previsto no estatuto social da companhia.

A decisão ocorre poucas semanas após o fim das negociações para a venda do controle da empresa à americana Grain & Protein Technologies (GPT).

O processo, conhecido como Project Karnaval, foi encerrado no início de março depois que a Trígono Capital — maior acionista da Kepler Weber, com 15,3% do capital — não aderiu ao acordo de voto exigido pela potencial compradora para concluir a operação.

À frente da companhia desde 2022, Nogueira liderou a Kepler Weber em um ano mais desafiador em 2025. A empresa reportou receita líquida de R$ 1,49 bilhão, queda de 7,3% em relação a 2024.

O Ebitda somou R$ 231,9 milhões, recuo de 29,4%, com margem de 15,6%. Já o lucro líquido foi de R$ 156,3 milhões, retração de 21,5% na mesma base de comparação.

JBS (JBSS32) reporta lucro líquido de US$ 415 milhões no 4T25 e anuncia dividendos

25 de Março de 2026, 18:29

A JBS (JBSS32) reportou um lucro líquido de US$ 415 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), um aumento de US$ 2 milhões (0,48%) na comparação com o mesmo trimestre de 2024.

A receita líquida cresceu 15,47% no mesmo comparativo, saindo de US$ 19,974 bilhões para US$ 23,063 bilhões. No ano de 2025, a receita líquida totalizou US$ 86 bilhões no resultado de 2025, alta de 12% comparado com 2024 e um recorde histórico para companhia.

A companhia também comunicou que aprovou nesta quarta (25) o pagamento de US$ 1 por ação em dividendos, a serem pagos em 17 de junho de 2026. Terão direito aos proventos os acionistas com posição na companhia em 18 de maio de 2026.

A JBS no 4T25

Os principais motores desses resultados anuais foram as operações da Pilgrim’s Pride, JBS Austrália e Seara, que atuaram com forte expansão e geração de valor.

A solidez dos resultados ao longo de 2025 também se refletiu na evolução do retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), que foi de 25% nos últimos 12 meses. Comparado com o resultado consolidado de 2024, o indicador avançou 3,2 pontos percentuais.

O desempenho foi impulsionado pela expansão dos resultados operacionais, maior disciplina na alocação de recursos e foco em geração de valor para os acionistas. O lucro por ação (EPS, earning per share) registrou salto de 15% comparado com 2024 e fechou 2025 em US$ 1,89.

A alavancagem em dólar encerrou o ano em 2,39 vezes (contra 1,9x de 2024), em linha com a meta de longo prazo da companhia e estável em relação ao 3T25.

Em comunicado, JBS destacou que possui um confortável cronograma de amortizações, sem vencimentos relevantes de dívida previstos até 2031 e com um custo de dívida altamente competitivo, com cupons até 2032 posicionados abaixo das taxas dos Treasuries dos Estados Unidos.

“Encerrar 2025 com um crescimento de 15% na receita comprava a força e a resiliência da nossa plataforma diversificada, tanto em proteínas quanto em geografias. Ao mesmo tempo, o avanço de 15% no lucro reforça a consistência da nossa execução, sustentando margens robustas e a nossa capacidade de continuar gerando crescimento e valor para os acionistas”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS

JBS (JBSS32) anuncia pagamento de dividendos; veja valor por ação

25 de Março de 2026, 18:23

A JBS (JBSS32) aprovou nesta quarta (25) o pagamento de US$ 1 por ação em dividendos, a serem pagos em 17 de junho de 2026.

Terão direito aos proventos os acionistas com posição na companhia em 18 de maio de 2026.

Mais tarde, a companhia divulga seus resultados referentes ao quarto trimestre de 2025 (4T25).

JBS (JBSS32): Impacto da greve nos EUA dependerá da duração

O BTG Pactual enxerga um impacto limitado da greve de 3.800 trabalhadores na planta de carne bovina em Greeley, no Colorado, para a JBS. Segundo o sindicato que representa os funcionários, esta é a primeira greve de bovinos nos EUA em aproximadamente quatro décadas.

Na avaliação do banco, o efeito sobre a companhia dependerá principalmente da duração do movimento. A JBS já começou a redirecionar o gado para outras unidades, como a planta de Cactus, no Texas.

Casas Bahia (BHIA3) fecha nova parceria no e-commerce e começa a vender na Amazon

23 de Março de 2026, 07:59

A Casas Bahia (BHIA3) fechou uma parceria comercial com a Amazon para expandir a oferta de produtos disponíveis aos clientes da plataforma no Brasil, mostra fato relevante divulgado nesta segunda-feira (23).

Na prática, a partir de hoje, os produtos da varejista estarão disponíveis no e-commerce da Amazon. De acordo com a Casas Bahia, o movimento amplia o alcance digital e fortalece a estratégia omnicanal da companhia.

“Líder no varejo físico brasileiro nessas categorias, a Casas Bahia vem, nos últimos trimestres, consolidando também sua relevância no e-commerce, com crescimento de dois dígitos. Com a parceria, a companhia amplia sua presença em mais um importante canal de vendas, acelerando a expansão de sua atuação digital”, diz a empresa.

A parceria prevê ainda uma segunda fase, em que a logística da Casas Bahia passará por uma integração com a rede da Amazon, tornando os produtos da varejista elegíveis ao selo Prime, que oferece entrega grátis, entre outros benefícios, para os membros.

Não houve divulgação de detalhes financeiros sobre o acordo.

“Estamos expandindo nossos canais de distribuição mantendo o controle sobre sortimento, preço e, principalmente, a experiência do cliente, alavancando nossa logística como um diferencial competitivo estrutural”, afirma o CEO da Casas Bahia, Renato Franklin.

De acordo com Juliana Sztrajtman, presidente da Amazon Brasil, a parceria une a confiabilidade, conveniência e tecnologia da Amazon com o portfólio e a tradição que a Casas Bahia construiu por décadas.

“Isso facilita o acesso dos brasileiros aos produtos que desejam e precisam, reforçando nosso compromisso de oferecer a maior variedade de portfólio para os mais diversos perfis de consumidor”, diz a executiva.

Casas Bahia e Mercado Livre

A parceria com a Amazon marca a segunda entrada estratégica da Casas Bahia em plataformas de e-commerce. Em outubro de 2025, a companhia fechou parceria estratégia de longo prazo com o Mercado Livre (MELI34).

Dessa maneira, desde novembro do ano passado, os produtos das categorias core (principais) da Casas Bahia — eletrodomésticos, eletrônicos e móveis — estão disponíveis na plataforma do Mercado Livre.

Na acirrada “guerra do e-commerce”, que conta com cada vez mais iniciativas das gigantes do setor acirrando a concorrência, as parcerias entre os nomes visam, no caso da Casas Bahia, expandir o alcance e atrair novos consumidores, enquanto Amazon e Mercado Livre conseguem oferecer produtos de categorias que não são principais na plataforma — principalmente por questões logísticas.

Em conversas com o Money Times, a Casas Bahia já chegou a afirmar que não estava no horizonte se tornar um Mercado Livre ou Amazon, no sentido de oferecer uma pluralidade de produtos imensa, mas sim se tornar o especialista em eletroeletrônicos e móveis, foco que direcionou o processo de reestruturação da companhia.

O Mercado Livre tem grande presença no marketplace (3P), enquanto a parceria atua muito na frente de venda direta (1P).

Claro compra 73,01% da Desktop (DESK3) por R$ 2,414 bi

23 de Março de 2026, 05:51

A Claro Participações anunciou neste domingo (22), que sua controladora, a Claro NXT Telecomunicações S.A., comprou 73,01% do capital social da Desktop S.A. (DESK3), por R$ 2,414 bilhões, ou R$ 20,82 por ação ON, segundo fato relevante divulgado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

As negociações já se estendiam há alguns meses, enquanto as partes não haviam chegado a um consenso sobre o preço da transação e as condições para acertar um acordo, conforme apuração da Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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O documento indica que a fatia comprada pela Claro representa 84.684.273 ações ordinárias, vendidas por Makalu Brasil Partners I J, Denio Alves Lindo, Mucio Camargo de Assis Filho, Marcos Camargo de Assis e José Carlos Franco Júnior.

O preço de compra no âmbito da operação (a ser ajustado no fechamento) foi estipulado baseando-se em um Enterprise Value correspondente ao valor total da Desktop, de R$ 4 bilhões, e considerando o endividamento líquido da companhia em 30 de setembro de 2025, de R$ 1.585.250.620, resultando no preço base total de R$ 2.414.749.380 ou R$ 20,82 por ação.

Uma vez realizado o fechamento da operação, a Claro também se diz obrigada a realizar o protocolo, perante a CVM, do pedido de registro de uma oferta pública para a aquisição das ações de emissão da Desktop em função da alienação de controle da empresa. Na oferta de Tag Along será ofertado aos demais acionistas da Desktop um preço por ação, em reais, no mínimo, igual ao preço de aquisição.

A Claro informa que o fechamento da operação estará sujeito, dentre outras condições usuais a contratos dessa natureza, à prévia aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Ainda, deve ser realizada uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), na qual seja aprovada a alteração do Estatuto Social da Desktop para exclusão integral da seção que trata de ofertas públicas por atingimento de participações relevantes.

Azul (AZUL53), Americanas (AMER3), Equatorial (EQTL3) e outras empresas divulgam balanços do 4T25 nesta semana

22 de Março de 2026, 11:00

Aproximando-se da reta final, a temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 (4T25) tem mais uma semana com a divulgação dos resultados de grandes empresas da Bolsa, entre elas Azul (AZUL53), Americanas (AMER3) e Equatorial (EQTL3).

Ao longo da semana, nomes como Oi (OIBR3), JBS (JBSS32), Automob (AMOB3), Vamos (VAMO3) e Bradespar (BRAP4) também reportam seus números referentes ao período entre outubro e dezembro de 2025.

Azul e mais: veja as empresas que divulgam balanços nesta semana

A elaboração do calendário de resultados do quarto trimestre de 2025 teve como base as datas divulgadas pelas companhias e estão sujeitas a alteração. A realização de atualizações na tabela pode ocorrer para acompanhar eventuais mudanças.

Empresa Ticker Data Horário de divulgação Teleconferência
Movida MOVI3 23/03/26 Após o fechamento 24/03/2026, às 9h
Boa Safra SOJA3 24/03/26 Após o fechamento 25/03/26
Enjoei ENJU3 24/03/26 Após o fechamento 25/03/26
Automob AMOB3 24/03/26 Após o fechamento 25/03/2026, às 9h
Oi OIBR3 25/03/26 Após o fechamento 26/03/26
Americanas AMER3 25/03/26 Após o fechamento 26/03/2026, às 11h
Cruzeiro do Sul Educacional CSED3 25/03/26 Após o fechamento 26/03/2026, às 14h
JBS JBSS32 25/03/26 Após o fechamento 26/03/2026, às 9h
Ser Educacional SEER3 25/03/26 Após o fechamento 26/03/26
Equatorial EQTL3 25/03/26 Após o fechamento 26/03/26, às 14h
Petz PETZ3 26/03/26 Após o fechamento 27/03/2026, às 11h
Dasa DASA3 26/03/26 Após o fechamento 27/03/2026, às 14h
Vamos VAMO3 27/03/26 Após o fechamento 30/03/26
Azul AZUL4 27/03/26 Antes da abertura 27/03/2026, às 11h
Bradespar BRAP4 27/03/26 Não informado –

 

Vibra (VBBR3) dobra importação de diesel para abril e não deixará faltar produto em sua rede, diz CEO

20 de Março de 2026, 20:01

A Vibra Energia (VBBR3) dobrou o volume de importação de diesel para abril e não deixará faltar produto em sua rede de postos com bandeira Petrobras, informou o presidente da maior distribuidora do país, Ernesto Pousada, nesta sexta-feira, em entrevista à CNN Brasil.

A afirmação vem após o sindicato que representa as três distribuidoras nacionais Vibra, Raízen e Ipiranga ter apontado riscos ao abastecimento nacional, em carta enviada ao governo e à reguladora ANP, nesta semana, pedindo que a Petrobras retomasse leilões, em meio a um cenário indefinido de estoques e prazo curto para importações.

“Posso assegurar a esse consumidor, a essa população que está lá na ponta, nos postos Petrobras, nós estamos fazendo todos os esforços e teremos o diesel disponível”, disse Pousada, na entrevista, pontuando que os seus estoques estão mais baixos do que estavam, mas que a companhia está regularizando com compras externas.

A Vibra, ex-BR Distribuidora, foi privatizada em governos passados, mas mantém ainda o direito de usar a marca Petrobras até 2029. Depois disso, terá alguns anos para desembandeirar sua rede com a marca da petroleira estatal.

O executivo ponderou que houve redução no volume previsto de fornecimento pela Petrobras para o próximo mês, mas que a empresa buscou alternativas no mercado externo.

“Na cota de abril, nós recebemos um retorno da Petrobras do que seria possível atender menor do que a gente normalmente compra, e nós já imediatamente buscamos no mercado internacional e os navios já estão a caminho do Brasil.”

Ele acrescentou que há uma disrupção na cadeia global de fornecimentos, diante da escalada de conflitos no Oriente Médio, com a restrição de oferta por alguns países. Entretanto, disse que há produto disponível, embora um pouco mais difícil de encontrar.

“O preço, como eu falei, mais alto, mas nós temos condições e nós temos conseguido encontrar.”

Pousada reconheceu que a Petrobras tem feito “todos os esforços possíveis”.

“Hoje, tivemos uma ótima notícia: a Petrobras liberou um volume adicional de gasolina… a gente percebe que a Petrobras está trabalhando par e passo com o nosso time, estão conversando a todo momento… tenho certeza que vamos trabalhar juntos para recuperar esse volume de diesel pra frente.”

Fontes do setor de distribuição ouvidas pela Reuters nesta sexta-feira afirmaram que a solução para a atual crise de restrição de oferta de combustíveis no país seria um reajuste de preços pela Petrobras, para que se abra novamente uma janela de importação e mais agentes tenham segurança de trazer o produto do exterior e remunerar suas atividades.

A Petrobras atende atualmente a mais de 50% do consumo de diesel no país, com aproximadamente 20% vindo das refinarias privadas e o restante da importação, realizada por uma série de players, entre grandes e pequenos — e pela própria estatal.

Pousada também comentou que o programa de subvenção do governo federal anunciado para o diesel não cobre a diferença atual entre o custo do produto importado e o preço da Petrobras.

“A subvenção é de cerca de 32 centavos o litro. Hoje, a diferença… do importado versus o preço Petrobras é R$2,50 por litro”, declarou. “Ele não vai cobrir toda a diferença que hoje existe no preço do produto importado.”

Pousada acrescentou, porém, que entende o esforço com a situação fiscal do país e que a Vibra participará do programa.

Totvs (TOTS3) pagará R$ 104,2 milhões em juros sobre capital próprio

20 de Março de 2026, 19:22

A Totvs (TOTS3) informou nesta sexta-feira (20) que seu Conselho de Administração aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) no valor de R$ 0,18 por ação, totalizando aproximadamente R$ 104,2 milhões. O montante será imputado aos dividendos obrigatórios do exercício.

Terão direito ao provento os acionistas com posição acionária na data-base de 25 de março de 2026. A partir de 26 de março, inclusive, as ações passarão a ser negociadas na condição “ex-JCP”, informou a companhia.

O pagamento será realizado no dia 10 de abril de 2026, sem incidência de correção monetária ou remuneração adicional, por meio de crédito em conta corrente e domicílio bancário informados ao Banco Itaú Unibanco.

A Tovs destacou que acionistas com cadastro incompleto ou desatualizado precisarão regularizar seus dados junto às agências do banco para receber os valores. Já investidores que utilizam custódia fiduciária terão os créditos disponibilizados conforme os procedimentos da B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão.

O valor dos JCP estará sujeito à retenção de Imposto de Renda na fonte, conforme a legislação vigente. Acionistas isentos ou imunes deverão encaminhar a documentação comprobatória até 2 de abril de 2026 à sede da companhia, em São Paulo.

Recentemente, a Tovs anunciou que pretende intensificar os aportes em desenvolvimento, com um incremento adicional de cerca de R$ 75 milhões por ano nos próximos quatro anos, dentro de um total estimado de aproximadamente R$ 600 milhões no período.

Os recursos serão direcionados à evolução da base tecnológica que permitirá integrar agentes de inteligência artificial aos próprios ERPs, além da ampliação da infraestrutura em nuvem e da adaptação dos sistemas para novos modelos de monetização baseados no uso dessas funcionalidades.

Em decisão liminar, Justiça suspende licenciamento da Etapa 4 do Pré-Sal na Bacia de Santos

20 de Março de 2026, 19:01

O Ministério Público Federal (MPF) informou nesta sexta-feira, 20, que a Justiça Federal em Angra dos Reis (RJ) atendeu ao pedido da suspensão imediata da Licença Prévia (LP) emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a Etapa 4 do Polo Pré-Sal da Bacia de Santos, que prevê a instalação de dez plataformas e a perfuração de 132 poços.

Com a decisão liminar, a Petrobras está impedida de avançar com o empreendimento. Procurada, a estatal não se manifestou até a publicação deste texto.

O pedido do MPF faz parte de duas ações civis públicas apresentadas no fim do ano passado contra a Petrobras e órgãos federais envolvidos no processo de licenciamento. A alegação é que o processo conduzido pelo Ibama se deu de forma acelerada – em apenas 11 dias – e que havia “pendências técnicas relevantes”, como os estudos ambientais apresentados que não contemplaram pelo menos 25 impactos socioambientais.

Ao acolher o pedido do MPF, a Justiça determinou que a União, o Ibama, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) deverão apresentar, no prazo de 60 dias, um plano detalhado para a realização da consulta prévia às comunidades indígenas, quilombolas, caiçaras e pescadores artesanais do litoral sul fluminense.

Além da elaboração de um novo Estudo de Impacto Ambiental (EIA), MPF requer, no mérito das ações, a revisão dos planos de emergência para vazamentos de óleo e a condenação dos réus ao pagamento de R$ 5 milhões por danos morais coletivos, em razão das falhas e omissões no processo de licenciamento.

Santander (SANB11), Cemig (CMIG4), Lojas Renner (LREN3) e outros destaques desta sexta-feira (20)

20 de Março de 2026, 08:59

A dança das cadeiras entre os CEOS do Santander (SANB11) e B3 (B3SA3), o balanço referente ao quarto trimestre de 2025 da Cemig (CMIG3) e os juros sobre o capital próprio da  Lojas Renner (LREN3), são alguns dos destaques corporativos desta sexta-feira (20).

Confira os destaques corporativos de hoje

Mário Leão deixa Santander (SANB11) e CEO da B3 (B3SA3) assume

Duas gigantes da bolsas deverão contar novos CEOs em breve. Mário Leão, CEO do Santander (SANB11) que está no cargo desde 2022, deixará o posto. Em seu lugar, entrará Gilson Finkelsztain, CEO da B3 (B3SA3) desde 2017.

Em comunicado enviado ao mercado, a B3 confirmou que Finkelsztain não será mais CEO. De acordo com o comunicado, o executivo permanecerá no cargo no final do primeiro semestre de 2026.

“A decisão foi tomada de comum acordo entre o executivo e o conselho de administração, no contexto de um processo estruturado de sucessão, iniciado com a devida antecedência”, diz a nota.

Já o Santander também agradeceu Leão, que também irá ficar no cargo até junho.

Finkelsztain chegou a ficar próximo de uma cadeira no conselho de administração do Santander, função que exerceria simultaneamente ao comando da B3.

Lucro líquido da Cemig (CMIG3) cresce 88% e fica em R$ 1,88 bilhão no 4T25

A Cemig (CMIG3) teve lucro líquido de R$ 1,88 bilhão no quarto trimestre de 2025, aumento de 88% sobre o desempenho de um ano antes, segundo balanço divulgado na noite de quinta-feira (19).

A companhia apurou um resultado operacional medido pelo Ebitda consolidado de R$ 2,95 bilhões, aumento de 53,9% sobre o quarto trimestre de 2024. A companhia disse que o acordo homologado pelo TRT resultou em um efeito positivo líquido de R$ 1,19 bilhão no Ebitda do trimestre e R$ 788,1 milhões no lucro.

A receita líquida do quarto trimestre cresceu 2,9% no período, para R$ 11,50 bilhões, segundo o balanço.

A Cemig, também na quinta-feira (19),  aprovou a distribuição de juros sobre o capital próprio (JCP) no valor total de R$ 657,957 milhões.

O valor bruto do provento corresponde a R$ 0,23000005834 por ação, contemplando os acionistas detentores de ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN).

Terão direito ao pagamento os investidores com posição acionária em 24 de março de 2026. A partir de 25 de março de 2026, os papéis da companhia passam a ser negociados na condição “ex-direitos”.

O pagamento será realizado em duas parcelas iguais: a primeira até 30 de junho de 2027 e a segunda até 30 de dezembro de 2027.

Lojas Renner (LREN3) aprova JCP de R$ 217,4 milhões

A Lojas Renner (LREN3) aprovou o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) de R$ 217,4 milhões, informou a companhia em aviso aos acionistas divulgado na noite de quinta-feira (19).

O valor bruto corresponde a R$ 0,222698 por ação, considerando a base de 976,3 milhões de ações ordinárias, já excluídas as ações em tesouraria.

Terão direito ao provento os acionistas com posição em 24 de março de 2026. A partir de 25 de março de 2026, inclusive, os papéis da varejista passam a ser negociados na condição “ex-JCP”.

O pagamento será feito a partir de 14 de abril de 2026, sem atualização monetária. Como de praxe nesse tipo de remuneração, haverá incidência de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), conforme a legislação vigente, exceto para investidores imunes ou isentos que comprovarem essa condição dentro do prazo estabelecido pela companhia.

Riachuelo (RIAA3) desiste de oferta de ações que poderia captar R$ 400 milhões

A Riachuelo (RIAA3) informou ao mercado a suspensão dos estudos para a realização de uma oferta pública subsequente de distribuição primária de ações (follow-on), tendo em vista a recente instabilidade do cenário geopolítico e consequente volatilidade do mercado de capitais.

Em fevereiro deste ano, a varejista confirmou que preparava uma operação que poderia levantar o valor inicial de R$ 400 milhões.

“A suspensão da potencial oferta não acarreta qualquer modificação no direcionamento de longo prazo da companhia, que permanece integralmente focada na execução de suas prioridades estratégicas, considerando a sua sólida estrutura financeira atual”, afirma a Riachuelo.

Os recursos da captação teriam como destino iniciativas de expansão e fortalecimento operacional, incluindo aceleração da abertura e reforma de lojas, investimentos em centros de distribuição e na indústria, expansão das operações da Midway Financeira e reforço do capital de giro.

Tupy (TUPY3) amplia prejuízo a R$ 626,5 milhões no 4T25

A Tupy (TUPY3) teve prejuízo líquido de R$ 626,5 milhões no quarto trimestre de 2025, bem acima da perda de R$ 97,7 milhões registrada um ano antes, divulgou nesta quarta-feira a multinacional brasileira do setor de metalurgia.

No material de divulgação do balanço, a companhia citou um impacto de R$ 544 milhões no resultado decorrente de iniciativas de reestruturação realizadas e provisionadas ao longo do ano baseadas na execução do projeto de desmobilização de capacidade, decorrentes de iniciativas de otimização da capacidade e de realocação da produção para linhas mais eficientes

De acordo com a Tupy, tais iniciativas contribuirão para o aumento das margens, da geração de caixa e do retorno sobre o capital investido (ROIC).

O resultado do quarto trimestre também mostrou queda de 12,4% nas receitas, para R$2,18 bilhões, refletindo, principalmente, o menor volume de vendas nas aplicações para veículos comerciais, segundo a companhia.

Grupo Panvel (PNVL3) tem alta de 35% no lucro do 4T25

O Grupo Panvel (PNVL3) teve lucro líquido ajustado de R$ 45,2 milhões no quarto trimestre de 2025, alta de 35% na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo balanço publicado na quinta-feira (19).

A rede de varejo farmacêutico apurou resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$ 105 milhões no quarto trimestre, alta de 28%.

A empresa teve receita líquida de R$ 1,56 bilhão no período, um crescimento de 16,3% na comparação com o quarto trimestre de 2024.

O grupo atribui o resultado positivo ao crescimento das vendas no trimestre, impulsionado pelo ganho de produtividade das lojas.

ISA Energia (ISAE4): Conselho de administração aprova plano de conversão de ações

O conselho de administração da ISA Energia (ISAE4) aprovou a conversão de ações ordinárias em ações preferenciais da companhia, mostra fato relevante divulgado na noite de quinta-feira (19).

De acordo com o documento, a conversão das ações tem pelos acionistas tem início nesta sexta-feira (20) e poderá ocorrer até o dia 3 de abril, observando o limite individual de até 3% do capital social.

A elétrica disse ainda que a conversão está limitada ao percentual total de 5% do capital social da companhia.

O conselho também aprovou o pedido de conversão por parte do seu acionista Axia Energia (AXIA3) de cerca de 19,8 milhões de ações.

*Com informações da Reuters

ISA Energia (ISAE4): Conselho de administração aprova plano de conversão de ações

20 de Março de 2026, 08:53

O conselho de administração da ISA Energia (ISAE4) aprovou a conversão de ações ordinárias em ações preferenciais da companhia, mostra fato relevante divulgado na noite de quinta-feira (19).

De acordo com o documento, a conversão das ações tem pelos acionistas tem início nesta sexta-feira (20) e poderá ocorrer até o dia 3 de abril, observando o limite individual de até 3% do capital social.

A elétrica disse ainda que a conversão está limitada ao percentual total de 5% do capital social da companhia.

O conselho também aprovou o pedido de conversão por parte do seu acionista Axia Energia (AXIA3) de cerca de 19,8 milhões de ações.

4T25 da ISA Energia

A transmissora registrou um lucro líquido de R$ 482,7 milhões no quarto trimestre de 2025, 40,4% abaixo do apurado um ano antes.

Já o resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 854 milhões no período, alta de 7,5% no comparativo anual.

Com isso, a empresa fechou 2025 com uma queda de 21,7% do lucro líquido acumulado frente a 2024, para R$ 1,62 bilhão, enquanto o Ebitda reduziu 2,4%, para R$ 3,45 bilhões.

Segundo os executivos da ISA Energia, os números anuais foram afetados pelo maior custo da dívida, que aumentou para suportar os investimentos bilionários em ampliação e aperfeiçoamento do portfólio de linhas e subestações, além da redução do fluxo financeiro da indenização referente à Rede Básica Sistema Existente (RBSE).

*Com informações da Reuters

ISA Energia conclui descruzamento de participações na IE Madeira e IE Garanhuns com Axia Energia

20 de Março de 2026, 08:04

A transmissora ISA Energia (ISAE4) disse na noite de quinta-feira (29) que concluiu a assinatura do contrato de compra e venda de ações com a Axia Energia (AXIA3) para descruzamento das participações societárias na IE Madeira e na IE Garanhuns, conforme fato relevante.

A companhia disse que irá comprar participações acionárias detidas por Axia Energia e Axia Nordeste na IE Madeira que totalizam 49% da subsidiária e vender a participação acionária de 51% que detém na IE Garanhuns para a Axia Nordeste.

No âmbito do descruzamento de participações, a ISA pagará cerca de R$ 1,174 bilhão.

Após a conclusão da operação, a ISA passará a consolidar 100% da participação na IE Madeira.

A IE Madeira é uma transmissora composta por 2 subestações e 2.385km de linhas de transmissão em corrente contínua ao longo dos estados de Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo, com prazo de concessão até fevereiro de 2039.

Riachuelo (RIAA3) desiste de oferta de ações que poderia captar R$ 400 milhões; entenda o porquê

20 de Março de 2026, 08:00

A Riachuelo (RIAA3) informou ao mercado a suspensão dos estudos para a realização de uma oferta pública subsequente de distribuição primária de ações (follow-on), tendo em vista a recente instabilidade do cenário geopolítico e consequente volatilidade do mercado de capitais.

Em fevereiro deste ano, a varejista confirmou que preparava uma operação que poderia levantar o valor inicial de R$ 400 milhões.

“A suspensão da potencial oferta não acarreta qualquer modificação no direcionamento de longo prazo da companhia, que permanece integralmente focada na execução de suas prioridades estratégicas, considerando a sua sólida estrutura financeira atual”, afirma a Riachuelo.

Os recursos da captação teriam como destino iniciativas de expansão e fortalecimento operacional, incluindo aceleração da abertura e reforma de lojas, investimentos em centros de distribuição e na indústria, expansão das operações da Midway Financeira e reforço do capital de giro.

O 2026 da Riachuelo

Para 2026, a Riachuelo está com a expansão de lojas no radar. Em um ano voltado para expansão, a expectativa é de abrir entre 15 e 20 lojas.

O CFO da companhia, Miguel Cafruni, recorda que, em 2024, houve a abertura de apenas uma Riachuelo, localizada em Cascavel, no Paraná. Já em 2025, oito novas lojas foram abertas.

“Fizemos um estudo profundo, a nível Brasil, para identificar onde cabe uma Riachuelo […] Vimos um potencial de 150 a 200 lojas. Isso numa ambição, não é para amanhã e não é para o próximo ano, mas é ao longo dessa transformação e dessa trajetória”, disse em entrevista ao Money Times.

Segundo o executivo, ainda há muito o que capturar e foco em aperfeiçoar o modelo operacional na fábrica, localizada no Rio Grande do Norte.

Do lado da financeira, o foco está em expandi-la cada vez mais para além do apoio ao consumo no varejo, buscando consolidá-la com outros produtos que eventualmente gerem até mais retorno do que o próprio consumer finance.

Tenda (TEND3): A estratégia para zerar dívida, aumentar lucro e turbinar dividendos, segundo o CFO

17 de Março de 2026, 07:00

A construtora Tenda (TEND3), focada em habitação popular, pode ajustar suas projeções para 2026 caso o ritmo observado entre janeiro e fevereiro se mantenha, afirmou o CFO da companhia, Luiz Mauricio de Garcia, em entrevista ao Money Times. 

Segundo o executivo, as vendas brutas nos dois primeiros meses deste ano cresceram 27% em relação ao mesmo período de 2025, chegando a R$ 1 bilhão. “Se esse cenário se mantiver, provavelmente [o guidance será revisado para cima]”, disse. 

A companhia, inclusive, projeta alcançar um lucro líquido entre R$ 520 milhões e R$ 600 milhões em 2026, o que representa, no ponto médio da estimativa, um crescimento de cerca de 51% quando comparado com o lucro recorrente apurado em 2025. 

De acordo com Garcia, o desempenho mais robusto tem sido impulsionado por fatores operacionais, como melhorias na execução das obras, além do bom momento do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV) – eixo central da estratégia da empresa.  

Resultado forte e turnaround bem-sucedido

A Tenda já havia reportado números maiores no quarto trimestre de 2025 (4T25), quando o lucro líquido consolidado somou R$ 104,6 milhões, cerca de cinco vezes maior na comparação anual.  

A performance marcou a confirmação do chamado processo de reestruturação, conhecido no mercado como “turnaround”, que é voltado à recuperação da rentabilidade. 

“O número [do 4T25] foi consequência de um processo de reestruturação bem-sucedido que fizemos no pós-pandemia, além da força do mercado de habitação dentro do MCMV”, disse o CFO. 

A construtora, vale lembrar, enfrentou dificuldades entre 2021 e 2022 após acelerar o ritmo de lançamentos e apostar em um modelo de torres mais altas, se afastando do seu modelo tradicional de construção, inspirado em uma linha de montagem. 

Com a pandemia, obras foram atrasadas, enquanto os custos de construção aumentaram. Para se ter uma ideia, o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado pelo IBGE, disparou 18,65% em 2021. 

A alta pressionou os resultados e as margens da companhia, que chegou a reportar um prejuízo consolidado de R$ 547,3 milhões em 2022. 

Com o turnaround, porém, o movimento se inverteu, e a empresa registrou, em 2025, lucro líquido consolidado recorde de R$ 505,7 milhões. 

Não à toa, as ações TEND3 avançam mais de 110% na bolsa de valores (B3) no acumulado dos últimos 12 meses. Os papéis saíram de R$ 13,79, em março do ano passado, para os atuais R$ 29,37. 



O modelo de construção da Tenda 

Entre os fatores operacionais que ajudaram a melhorar as margens, para além do MCMV, está o modelo construtivo adotado pela companhia, que é baseado em formas de alumínio. 

Nesse sistema, moldes são feitos no formato das paredes e da estrutura do imóvel e o concreto é despejado dentro dessas formas. 

Na prática, o método segue uma lógica mais industrializada de construção, com montagem padronizada, o que reduz a necessidade de mão de obra, acelera o ritmo dos projetos e ajuda a diminuir gastos.  

Com isso, segundo o executivo, hoje a mão de obra representa cerca de 33% do custo de construção da Tenda, abaixo dos aproximadamente 45% observados em métodos tradicionais, como a alvenaria estrutural.  

“O resultado do 4T25 vem dos fatores que a gente colocou [reestruturação pós-pandemia e momento do MCMV] e, no lado de custo, a gente está sendo muito bem-sucedido nesse nosso modelo construtivo”, afirmou. 

“A forma de alumínio é quase como se fosse um sanduíche em que você concreta no meio. Isso simplifica e segue uma abordagem industrial. Essa metodologia navega melhor no ambiente de escassez e encarecimento de mão de obra, que tem sido o caso, já que o setor de construção civil no Brasil está muito aquecido.” 

Demanda estrutural por moradia 

A Tenda também vê a continuidade do cenário estruturalmente favorável para o segmento imobiliário no Brasil, impulsionado pela formação de novas famílias. 

O CFO lembrou, com base no último Censo Demográfico do IBGE, realizado em 2022, que o país forma cerca de 1,4 milhão de novas famílias por ano, enquanto os programas habitacionais, como o próprio MCMV, contratam pouco mais de 600 mil imóveis. “A demanda é muito maior do que a oferta”, afirmou. 

Questionado sobre possíveis impactos do cenário político, o executivo pontuou que a empresa não vê riscos relevantes à frente, mesmo em caso de alternância de governo nas eleições de outubro. 

De acordo com ele, o Minha Casa, Minha Vida já atravessou diferentes gestões desde sua criação, em 2009, e se consolidou como uma política de Estado. “Não é um tema que preocupa.” 

Lançamentos devem acelerar 

Diante desse cenário, Garcia contou que a construtora pretende acelerar os lançamentos ao longo de 2026, se beneficiando dos ajustes previstos no programa habitacional.  

No início de março, o Ministério das Cidades propôs aumentar o limite de renda familiar em todas as faixas do MCMV, além de elevar o teto do valor dos imóveis para as faixas 3 e 4. 

Para a Tenda, o ponto central da proposta é o reajuste na faixa 1, que concentra cerca de metade da sua base de clientes. Pelos termos propostos, o limite de renda dessa faixa subiria dos atuais R$ 2.850 para R$ 3.200.  

Para passar a vigorar, porém, os novos valores dependem de aprovação do Conselho Curador do FGTS, prevista para o dia 24 de março. 

Desafios da Alea 

Apesar da melhora nos resultados da operação principal, a Alea, frente de negócios do grupo voltada à construção de casas pré-fabricadas, segue pressionando os números consolidados.  

A subsidiária registrou prejuízo líquido de R$ 50,2 milhões no 4T25, enquanto no acumulado de 2025 totalizou R$ 130,4 milhões. 

De acordo com o CFO, o principal desafio da unidade está no custo das obras executadas nos canteiros, que tem ficado acima do esperado. 

“Hoje, a Alea tem um modelo em que metade do processo construtivo é feito dentro de uma fábrica e a outra metade é feita no canteiro. E o problema de desvio de custo, razão pela qual a margem dela está negativa, é justamente esse gasto das obras no canteiro, que está muito mais caro do que o previsto”, afirmou.   

Para corrigir a distorção, o executivo disse que o grupo decidiu verticalizar a mão de obra — estratégia já utilizada pelo negócio Tenda — e reduzir a dispersão geográfica dos projetos. 

“Em Ribeirão Preto, Campinas e Bauru [no interior de São Paulo], por exemplo, contratamos uma equipe na principal cidade e, quando essa equipe terminar uma obra, ela vai para outra, porque todas estão num raio de atuação pequeno”, explicou. 

“Antigamente não era assim. Antigamente era muito disperso. Então, com isso, a gente consegue ter uma produtividade maior no canteiro.” 

Dividendos até estão no radar, mas a prioridade é outra 

Ao ser perguntado sobre a distribuição de proventos, o CFO apontou que a remuneração aos acionistas também está no radar da construtora, embora não seja a prioridade no curto prazo. 

Ele ressaltou que a Tenda pretende aumentar o pagamento de dividendos no futuro — mas, primeiro, quer reduzir sua alavancagem financeira. 

Atualmente, a empresa tem cerca de R$ 266 milhões em dívida líquida. A título de comparação, em 2022, o valor era de R$ 799,9 milhões. 

“O objetivo da companhia é voltar a pagar acima do mínimo obrigatório [de 25% do lucro líquido ajustado]. Aliás, nós já fizemos isso no ano passado. Mas nosso objetivo é seguir desalavancando a operação. Uma vez que a dívida líquida chegue a zero, a Tenda deve ter um volume de pagamento de dividendos mais alto”, afirmou. 

Recomendações para Tenda (TEND3) 

De sete bancos e casas de análise consultados pelo TradeMap, seis têm recomendação de compra para a construtora e um, de manter.  

Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP e aumento de capital

17 de Março de 2026, 06:25

O conselho de administração da Sabesp (SBSP3) aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio a acionistas no valor bruto total de R$ 583,6 milhões, conforme fato relevante da empresa de saneamento básico nesta segunda-feira (16).

O montante, equivalente a R$ 0,829190381 por ação, será pago em 30 de abril de 2026. Terão direito aos proventos os acionistas que constarem na base acionária da companhia no final do pregão de 19 de março.

Na mesma reunião, o colegiado também aprovou aumento do capital social da companhia no valor de R$ 169,2 milhões, com a emissão de 19.948.906 novas ações ordinárias.

Segundo a Sabesp, considerando as novas emissões com o aumento de capital, o valor de JCP correspondente ao acionista será de R$ 0,806334335 por ação.

Os papéis, conforme o fato relevante, serão distribuídos aos acionistas da companhia na proporção de 0,02834562 novas ações ordinárias para cada ação ordinária de que forem titulares no dia 19 de março de 2026.

De acordo com a Sabesp, os lucros a serem capitalizados no aumento de capital se referem ao período de 2025.

Itaúsa (ITSA4) tem lucro líquido recorrente de R$ 4,45 bi no 4T25, alta de 21%

17 de Março de 2026, 06:10

A holding controladora do Itaú Unibanco, Itaúsa (ITSA4), anunciou um lucro líquido recorrente de R$ 4,45 bilhões no quarto trimestre de 2025, alta de 21% sobre o desempenho de um ano antes, mostra documento enviado ao mercado nesta segunda-feira (16).

No acumulado do ano, a Itaúsa fechou 2025 com lucro recorrente de R$ 16,5 bilhões, alta de 11% e maior lucro anual da série histórica.

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A companhia, que também tem investimentos em empresas como Motiva, Aegea, Alpargatas e Copa Energia, teve um retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio de 19,6% no último trimestre de 2025, ante 16,6% no mesmo período de 2024.

“O resultado recorrente proveniente das empresas investidas, refletido em nosso resultado em 2025, foi de R$ 17,6 bilhões, crescimento de 12% em relação ao ano anterior devido principalmente ao melhor resultado do Itaú Unibanco (+10%), além dos resultados crescentes do setor não financeiro (+42%) com destaque para Alpargatas, Aegea, NTS, Motiva e Copa Energia”, informou a empresa no comunicado.

Já as despesas administrativas totalizaram R$ 52 milhões no 4T25, aumento de 12% na comparação sazonal, reflexo maiores encargos relacionados ao incentivo de longo prazo e despesas com tecnologia.

Em mensagem de administração, Alfredo Setubal, CEO da Itaúsa, comemorou os resultados recordes no ano em que a holding completou 50 anos.

“Mesmo diante de um cenário macroeconômico marcado por juros elevados, reportamos resultados recordes e remuneração atrativa a nossos acionistas e avançamos de forma consistente em nossa estratégia como gestora de portfólio, combinando alocação de capital responsável, desempenho operacional robusto e governança sólida”.

Mais cedo nesta segunda-feira, a Itaúsa anunciou o pagamento de R$ 1,3 bilhão em juros sobre o capital próprio, sendo o valor por ação de R$ 0,116 (R$ 0,09 líquido).

Para ter direito ao provento, o acionista deve ter o papel em sua carteira no dia 19 de março de 2026. O pagamento ocorrerá até o dia 31 de agosto de 2026.

Sabesp (SBSP3) tem lucro líquido ajustado de R$ 1,9 bi no 4º trimestre de 2025

17 de Março de 2026, 05:39

A Sabesp (SBSP3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 1,9 bilhão no quarto trimestre de 2025. A cifra ficou estável em relação à registrada em igual intervalo de 2024.

Já o Ebitda ajustado da companhia somou R$ 3,4 bilhões, aumento de 13% na mesma base comparativa. Essa expansão reflete queda de custos de cerca de 10% e aumento de 3% em volume faturado, segundo a empresa.

A receita líquida ajustada cresceu 2,1%, somando R$ 5,7 bilhões. O CFO da Sabesp, Daniel Szlak, atribui o resultado à retirada de descontos para grandes clientes, assim como expansão da base de consumidores com o avanço da universalização.

“Parte desse crescimento é compensada pelo aumento da base de clientes com tarifas subsidiadas. Hoje, cerca de 20% dos consumidores residenciais têm acesso a esse tipo de tarifa, quase o dobro do observado um ano antes”, disse em entrevista à Broadcast.

O executivo destacou ainda os ganhos de eficiência, com reduções nas despesas gerais e administrativas e otimização de energia com migrações para o mercado livre.

Resultados anuais

No acumulado do ano, o lucro líquido ajustado da Sabesp subiu 22,1% em relação a 2024, atingindo R$ 6,3 bilhões.

“A companhia conseguiu reduzir custos em 13% no ano, o que contribuiu para melhorar o resultado final. Esse ganho de eficiência operacional ajudou a ampliar o lucro mesmo em um cenário de juros mais altos”, acrescentou Szlak.

O Ebitda atingiu R$ 13,2 bilhões em 12 meses, 16,6% acima do ano anterior. Enquanto isso, a receita líquida ajustada cresceu 2,2% em 2025, alcançando R$ 22,2 bilhões, impulsionada pelos novos consumidores atendidos no âmbito da universalização e um modesto aumento de consumo per capita.

Rede D’Or (RDOR3): Santander reduz preço-alvo, mas mantém recomendação de compra

16 de Março de 2026, 14:21

O Santander reduziu o preço-alvo da Rede D’Or (RDOR3) para o final de 2026 para R$ 51,00, ante R$ 55,50 anteriormente, mas manteve recomendação outperform (desempenho acima do mercado, equivalente à compra) para as ações da companhia.

Segundo os analistas Caio Moscardini e Eyzo Lima, a revisão reflete principalmente mudanças nas estimativas para os próximos anos e um custo de capital ligeiramente mais alto no modelo de valuation.

“O principal impacto na revisão do preço-alvo veio de estimativas menores para os próximos anos e de um leve aumento no custo de capital”, afirmaram.

Apesar do corte no valuation, o banco segue com visão positiva para a companhia. “A Rede D’Or tem ficado atrás do Ibovespa desde o início do ano, o que acreditamos ter criado um ponto de entrada interessante para investidores”, escreveram.

Revisão nas estimativas

O Santander reduziu suas projeções de lucro líquido ajustado em cerca de 7% para 2026 e 2027, refletindo principalmente o impacto do pagamento elevado de dividendos realizado pela companhia em 2025.

Além disso, o banco revisou algumas premissas operacionais para os principais segmentos da empresa.

No negócio hospitalar, os analistas mantiveram expectativa de crescimento da receita impulsionado pela maior complexidade dos procedimentos médicos realizados pela companhia. Por outro lado, reduziram a estimativa de abertura de novos leitos operacionais para 550 por ano, ante 600 anteriormente.

Também houve ajuste negativo nas margens, refletindo custos maiores com materiais e medicamentos observados no quarto trimestre de 2025 — pressão que pode continuar diante do crescimento do segmento de oncologia.

Já no segmento de seguros, ligado à SulAmérica, o Santander reduziu estimativas de receita e margens diante de um ambiente competitivo mais intenso. “Reduzimos nossas estimativas para o segmento de seguros devido a preços médios menores, que devem estimular o crescimento da base de clientes em um cenário mais competitivo”, afirmaram os analistas.

Tese positiva para a Rede D’Or segue intacta

Mesmo com o ajuste no preço-alvo, o Santander reiterou visão construtiva para a Rede D’Or e mantém a companhia entre suas principais apostas no setor de saúde.

Para o banco, a operadora hospitalar segue sustentada por fatores estruturais como crescimento orgânico da rede hospitalar, aumento da complexidade dos procedimentos e captura de sinergias com aquisições.

Além disso, os analistas veem espaço adicional de expansão geográfica para a companhia.

Em relatório recente, o Santander estimou que a Rede D’Or poderia expandir operações para 46 novas cidades, oportunidade que poderia gerar um valor presente líquido de cerca de R$ 17 bilhões.

Na avaliação do banco, parte relevante desse potencial poderia ser capturada por meio da joint venture Atlântica D’Or, da qual a Rede D’Or detém participação de 50,01%.

Sessão do TCU terá auditoria sobre participação do BNDESPar em empresas do Grupo EBX

16 de Março de 2026, 13:09

O Tribunal de Contas da União (TCU) votará em plenário na próxima quarta-feira, 18, uma auditoria sobre as participações acionárias do BNDESPar em cinco empresas do Grupo EBX. O detalhamento do processo ainda não é público.

Também será votado um processo de levantamento sobre a estrutura de contratações das empresas estatais do setor nuclear brasileiro.

Na sessão, será ainda detalhada a representação sobre possíveis irregularidades na fiscalização de contrato de compra e venda de energia no âmbito do Programa Prioritário de Termeletricidade (PPT).

Outro destaque é uma representação, com pedido de medida cautelar, sobre o comprometimento do Orçamento da União com as despesas vinculadas às obrigações assumidas do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS).

A pauta de quarta-feira pode ser alterada, com inclusão ou exclusão de processos.

Veja os destaques:

– Representação sobre suposto descumprimento de dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal, da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2014 e da Lei Orçamentária Anual de 2014.

– Representação em que se requer adoção de medida cautelar com vistas a evitar o comprometimento do Orçamento da União com as despesas vinculadas às obrigações assumidas do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS).

– Auditoria com o objetivo examinar as participações acionárias do BNDESPar nas cinco empresas do Grupo EBX.

– Representação acerca de possíveis irregularidades na execução do Programa Pé-de-Meia.

– Representação sobre possíveis irregularidades na fiscalização e no tratamento regulatório de contrato de compra e venda de energia celebrado no âmbito do Programa Prioritário de Termeletricidade (PPT).

– Levantamento sobre a estrutura de contratações das empresas estatais do setor nuclear brasileiro.

– Acompanhamento do projeto do túnel imerso entre os municípios de Santos e Guarujá.

– Auditoria com o objetivo de examinar o edital da obra de dragagem de aprofundamento e manutenção do canal de acesso ao Porto de Santos.

– Solicitação do Congresso em que se requer a realização de auditoria sobre a utilização de recursos de convênios e empréstimos internacionais em programas e contratos sob a esfera do Ministério das Cidades e do MME, atingidos pela Operação Rejeito, deflagrada pela PF.

– Auditoria de conformidade para avaliar as medidas adotadas pelo INSS e pela Dataprev em resposta a incidentes de segurança da informação ocorridos entre 2021 e 2023.

– Representação em que se requer a análise das causas da perturbação no Sistema Interligado Nacional (SIN) que, em 15/8/2023, afetou o fornecimento de energia elétrica em parte do país.

‘Smart Fit (SMFT3) é uma das maiores histórias de geração de valor da América Latina’

15 de Março de 2026, 14:00

O time de analistas do BTG Pactual, liderado por Carlos Sequeira, incluiu a Smart Fit (SMFT3) na carteira recomendada de small caps. Essa é “uma das maiores histórias de geração de valor da América Latina”, publicaram em relatório.

O portfólio considera empresas com valor de mercado ao redor dos R$ 15 bilhões e recomenda 10 companhias atualmente, considerando a rede de academias.

Neste texto, você pode saber o que levou à escolha da rede de academias, ter acesso à carteira na íntegra e saber quem saiu das recomendações.

Veja mais: A carteira recomendada de small caps do BTG Pactual acumula alta de 6.686%, muito acima dos 127,6% do SMLL no mesmo período, e você pode acessá-la aqui

Por que investir em SMFT3 agora

O time liderado por Sequeira acompanha a Smart Fit desde o IPO, em 2021, e vê a empresa “combinando expansão consistente de receita com alavancagem operacional”.

A tese de investimento está baseada em três aspectos:

  1. “Escala incomparável na América Latina”;
  2. Rentabilidade alta, com possibilidade de melhora por meio da alavancagem operacional;
  3. Atuação em um mercado fragmentado, que deixa espaço para consolidação.

Os analistas também destacam riscos de curto prazo, “como ambiente macro desafiador em algumas geografias, potencial canibalização e maior competição”.

Mesmo assim, os analistas do BTG Pactual acreditam no potencial de crescimento no longo prazo das ações SMFT3, ressaltam que se trata de “uma tese diferenciada na América Latina”, e têm visto a liquidez dos papéis melhorar nos últimos meses.

Confira: A Smart Fit integra uma seleção de 10 small caps escolhidas a dedo por profissionais do BTG Pactual; clique aqui para conhecer

A carteira que já subiu 6.686%

A carteira recomendada de small caps do BTG Pactual recebe atualizações mensais, e a adoção da Smart Fit faz parte dos ajustes mais recentes. Até fevereiro, o banco Inter ocupava o espaço que hoje é da rede de academias.

O portfólio teve alta de 3,7% no mês passado, frente ao desempenho de 1,9% do Índice Small Cap (SMLL), indicador da B3 para ações do tipo e referência adotada pela carteira remunerada.

O analista Carlos Sequeira está à frente da seleção de ativos desde julho de 2010. De lá até aqui, as ações acumulam alta de 6.686%, enquanto o SMLL avançou 127,6% no mesmo período e o Ibovespa (IBOV, o principal índice de ações da bolsa), 209,8%.

Os dados de rentabilidade apresentados aqui consideram o último preço de fechamento registrado em 2 de março.

Gráfico da rentabilidade acumulada pela carteira recomendada de small caps do BTG Pactual de julho de 2010 a fevereiro de 2025 em comparação a IBOV e SMLL

Uma das melhores características dessa carteira é a simplicidade para acessá-la e conhecer todo o portfólio na íntegra. Bata clicar no link abaixo e seguir as instruções:

CONHECER A CARTEIRA DE SMALL CAPS RECOMENDADA PELO BTG PACTUAL

DISCLAIMER: Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability).

Temporada de balanços do 4T25 tem sido decepcionante até agora, diz XP

15 de Março de 2026, 13:02

A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 (4T25) está caminhando para reta final com resultados aquém do esperado, na avaliação da XP.

Em relatório, os estrategistas Fernando Ferreira, Lucas Rosa e Raphael Figueredo afirmam que a proporção de “surpresas positivas” nos principais indicadores — como receita, Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e lucro líquido — caiu para os menores patamares da série histórica da corretora.

De acordo com a equipe, apenas 37% das empresas superaram as estimativas de lucro líquido, ante média histórica de 51%. Em relação ao Ebitda, 21% das companhias apresentaram resultados acima do esperado, contra uma média histórica de 42%.

“Para receita e Ebitda, boa parte da queda na proporção de surpresas positivas foi refletida em uma maior participação de resultados em linha com o esperado, que atingiu os níveis mais altos da nossa série histórica para ambos os indicadores”, diz o relatório.

Já na linha de receita, somente 27% das empresas registraram números acima das projeções, também abaixo da média histórica de 39%.

Na análise, os estrategistas consideraram os resultados de 71 empresas que estão dentro da cobertura da XP.

“Entendemos que esses números podem refletir o pico da desaceleração da atividade econômica doméstica, em grande medida decorrente do ambiente de juros elevados no Brasil”, afirmaram Ferreira, Rosa e Figueredo.

Apesar do desempenho fraco, os estrategistas mantêm uma visão mais construtiva para as empresas, considerando que o início do ciclo de afrouxamento monetário tende a criar um “pano de fundo mais favorável” para os lucros.

A expectativa do mercado é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduza a Selic em 0,25 ponto percentual na próxima quarta-feira (18), levando a taxa de juros de 15% para 14,75% ao ano.

A visão mais otimista também é sustentada pela expectativa de uma reaceleração da atividade econômica a partir do primeiro trimestre de 2026 (1T26), apoiada por maior estímulo fiscal.

Os melhores e piores do 4T25

Para a XP, o setor de papel e celulose tem sido o destaque positivo da temporada de balanços do 4T25 até agora.

Segundo os estrategistas, o setor vem apresentando fortes surpresas tanto na linha de receita quanto na de lucro, impulsionadas especialmente por “resultados sólidos” da Suzano (SUZB3).

O segmento também é uma exceção entre as commodities, cujas empresas têm apresentado um desempenho mais misto até o momento. Mineração e siderurgia, por exemplo, registraram 40% de surpresas positivas e 40% negativas.

Já entre as companhias de óleo e gás, 67% apresentaram resultados abaixo do esperado, embora a temporada de resultados ainda esteja em estágio inicial, destacam os estrategistas da XP.

Em termos de lucro, os destaques positivos vão para os setores de TMT (tecnologia, mídia e telecomunicações) e agronegócio.

O agro, porém, tem apresentado uma dinâmica mais negativa na linha de receita, com 60% das empresas ficando abaixo das estimativas e 80% abaixo das projeções de Ebitda.

Entre os setores de propriedades comerciais e utilidades públicas (utilities), as dinâmicas de resultados têm sido mais fracas, com a maioria das empresas registrando surpresas negativas.

Reação do mercado

No relatório, os estrategistas da XP também destacam que o mercado não tem mostrado uma reação muito forte à divulgação de resultados, em um contexto em que fatores macroeconômicos têm dominado os fundamentos micro.

Além disso, “a forte dispersão de reação entre surpresas positivas e negativas que observamos em trimestres anteriores não tem se repetido neste trimestre, já que as ações que entregaram surpresas negativas vêm apresentando reações mais positivas do que aquelas que entregaram surpresas positivas”, escreveram Fernando Ferreira, Lucas Rosa e Raphael Figueredo.

A equipe também considera que as revisões de lucros para os próximos trimestres seguem “sólidas”.

“As expectativas de lucros para os próximos trimestres têm permanecido amplamente estáveis até agora, apesar das decepções nesta temporada de resultados”, afirmaram.

Isso, segundo os estrategistas da XP, sugere que o mercado não está precificando um cenário micro persistentemente negativo para o Brasil.

Petrobras (PETR3;PETR4), Gerdau (GGBR3;GGBR4) e mais 2 empresas pagam dividendos nesta semana; veja o calendário

15 de Março de 2026, 13:00

Quatro companhias da bolsa brasileira pagam dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas entre os dias 16 a 20 de março. 

Na segunda-feira (16), a Unifique realiza pagamento de dividendos de R$ 0,078 para a ação ordinária (FIQE3), com 29 de dezembro de 2025 como data de corte. 

Já na quarta-feira (18), a Gerdau paga dividendos de R$ 0,1oo, tanto para a ação ordinária (GGBR3) quanto para a preferencial (GGBR4), com base nos acionistas de 10 de março de 2026.  

Na quinta-feira (19), a Metalúrgica Gerdau paga dividendos de R$ 0,050 para a ação ordinária (GOAU3) a para a preferencial (GOAU4), tendo também 10 de março de 2026 como data de corte.

E na sexta-feira (20), uma empresa faz pagamentos.  

  • Petrobras: dividendos de R$ 0,296 por ação ordinária (PETR3) e preferencial (PETR4), com base na posição de 22 de dezembro de 2025. 
  • Petrobras: JCP de R$ 0,175 por ação ordinária (PETR3) e preferencial (PETR4), considerando os acionistas de 22 de dezembro de 2025.

 

Empresa Ticker Tipo de provento Valor bruto por ação (R$) Data do pagamento Data de corte
Unifique FIQE3 Dividendo R$ 0,078 16/03/26 29/12/25
Gerdau GGBR3 Dividendo R$ 0,100 18/03/26 10/03/26
Gerdau GGBR4 Dividendo R$ 0,100 18/03/26 10/03/26
Metalúrgica Gerdau GOAU3 Dividendo R$ 0,050 19/03/26 10/03/26
Metarlúrgica Gerdau GOAU4 Dividendo R$ 0,050 19/03/26 10/03/25
Petrobras PETR3 Dividendo R$ 0,296 20/03/26 22/12/25
Petrobras PETR4 Dividendo R$ 0,296 20/03/26 22/12/25
Petrobras PETR3 JCP R$ 0,175 20/03/26 22/12/25
Petrobras PETR4 JCP R$ 0,175 20/03/26 22/12/25

*Datas e valores sujeitos a eventuais alterações das empresas 

Itaúsa (ITSA4), Natura (NATU3), Sabesp (SBSP3) e outras empresas divulgam balanços do 4T25 nesta semana

15 de Março de 2026, 11:00

A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 (4T25) ainda reserva duas semanas com relatórios de resultados de grandes empresas. No período entre 16 e 20 de março, alguns dos destaques são Itaúsa (ITSA4), Natura (NATU3) e Sabesp (SBSP3), que divulgam seus números já na segunda-feira (16).

Ao longo da semana, nomes como Minerva (BEEF3), MBRF (MBRF3), PetroReconcanvo (RECV3), Cyrela (CYRE3), Taesa (TAEE3) e Cemig (CMIG4) também reportam seus números referentes ao período entre outubro e dezembro de 2025.

Itaúsa e mais: veja as empresas que divulgam balanços nesta semana

A elaboração do calendário de resultados do quarto trimestre de 2025 teve como base as datas divulgadas pelas companhias e estão sujeitas à alteração. A realização de atualizações na tabela pode ocorrer para acompanhar eventuais mudanças.

Empresa Ticker Data Horário de divulgação Teleconferência
Itaúsa ITSA4 16/03/26 Após o fechamento 17/03/2026, às 10h
Natura NATU3 16/03/26 Após o fechamento 17/03/2026, às 9h
Sabesp SBSP3 16/03/26 Após o fechamento 17/03/2026, às 10h
EcoRodovias ECOR3 17/03/26 Após o fechamento 18/03/2026, às 11h
Taesa TAEE11 17/03/26 Após o fechamento 18/03/2026, às 11h
Minerva BEEF3 18/03/26 Após o fechamento 19/03/2026, às 9h
Petroreconcavo RECV3 18/03/26 Após o fechamento 19/03/2026, às 10h
Vivara VIVA3 18/03/26 Após o fechamento 19/03/2026, às 10h
CVC Brasil CVCB3 18/03/26 Após o fechamento 19/03/2026, às 10h
Mills MILS3 18/03/26 Após o fechamento 19/03/2026, às 14h
Positivo POSI3 18/03/26 Após o fechamento 19/03/2026, às 11h
MBRF MBRF3 18/03/26 Após o fechamento 19/03/2026, às 10h
Tupy TUPY3 19/03/26 Após o fechamento 20/03/2026, às 11h
Cemig CMIG4 19/03/26 Após o fechamento 20/03/2026, às 11h
Cyrela CYRE3 19/03/26 Após o fechamento 20/03/2026, às 11h
Unipar UNIP3 19/03/26 Após o fechamento 20/03/26, às 14h
Bemobi BMOB3 19/03/26 Após o fechamento 20/03/2026, às 9h30

 

PicPay e Banco Sofisa trazem novidades para a alta renda; veja

13 de Março de 2026, 17:56

O segmento de alta renda segue no radar das instituições financeiras digitais. PicPay e Banco Sofisa anunciaram novos benefícios voltados a esse público, que vão desde conectividade internacional até vantagens em serviços de delivery premium.

PicPay lança eSIM internacional para clientes Epic

O PicPay anunciou a entrada no mercado de conectividade global para competir no segmento de alta renda, movimento semelhante ao adotado por outras instituições digitais, como o Nubank.

Em parceria com a empresa internacional Gigs, o banco passa a oferecer um eSIM global gratuito com 10 GB de dados, válidos por um ano. O benefício é exclusivo para clientes do segmento Epic, voltado a usuários que buscam experiências premium e maior conveniência em viagens internacionais.

‘Ao oferecer conectividade internacional dentro da conta global para clientes Epic, ampliamos a proposta de valor do produto e entregamos uma experiência ainda mais completa para quem busca conveniência, liberdade e tecnologia’, afirma Pedro Romero, diretor executivo de Wallet e Banking do PicPay.

Segundo o banco, a tecnologia da Gigs permite conectar usuários a redes móveis internacionais diretamente pelo aplicativo, sem os custos e a complexidade de operar como uma empresa de telecomunicações.

Sofisa oferece cupom no iFood Gourmet

De olho no Dia do Consumidor, o Banco Sofisa lançou uma campanha para clientes dos cartões Visa Infinite e Platinum. Entre 13 e 15 de março, quem fizer compras a partir de R$ 100 na seção Gourmet iFood poderá receber um cupom de R$ 20.

Para clientes do cartão Sofisa Visa Infinite, o benefício é cumulativo com o cashback de 5% oferecido pelo banco para gastos em bares, restaurantes e delivery.

‘A iniciativa com o iFood para o Dia do Consumidor busca recompensar a fidelidade dos nossos clientes e unir a praticidade do delivery com uma vantagem financeira’, afirma André Jatene, superintendente executivo do Banco Sofisa.

Correios renegociaram 98,2% das dívidas com fornecedores, com economia de R$ 321 milhões

13 de Março de 2026, 17:54

A cúpula dos Correios avalia positivamente os primeiros resultados do plano de reestruturação da empresa, com o cumprimento das metas de receita e despesa. No momento, a avaliação é de que as medidas têm servido para dar folga ao caixa da estatal e manter a sua liquidez. A expectativa, no entanto, ainda é de que haja um prejuízo expressivo em 2026, a ser revertido apenas em 2027.

De janeiro até esta sexta-feira, 13, a empresa economizou R$ 321 milhões com a renegociação de 98,2% das suas dívidas com fornecedores e prestadores de serviços. Pelo processo, esses credores concordam em abrir mão de multas e juros para receber os valores. Parte desses pagamentos ainda é parcelada nominalmente, ou seja, sem o acréscimo de correções.

A negociação tem sido possível por causa dos R$ 12 bilhões obtidos pelos Correios por meio de um empréstimo com um consórcio de bancos com garantia da União, firmado no fim de 2025.

A estatal tenta se reestruturar após a maior crise da sua história, que levou a um prejuízo de R$ 6,057 bilhões de janeiro a setembro do ano passado. Em 2026, o governo estima um déficit primário de R$ 9,101 bilhões.

Para reforçar a liquidez, os Correios também conseguiram parcelar um total de R$ 1,2 bilhão em pagamentos de precatórios e impostos. Esses valores não são uma economia propriamente dita, porque ainda precisam ser pagos, mas o seu espalhamento no tempo alivia o caixa da companhia.

No curto prazo, a expectativa também é de turbinar o caixa por meio da venda de imóveis. Ainda este mês, os Correios planejam ofertar em leilão cerca de R$ 600 milhões em prédios de propriedade da companhia, especialmente em cidades médias e grandes. A tendência é que entre 20% e 40% da oferta seja vendida, até um total de R$ 120 milhões. O plano de reestruturação prevê, ao todo, a venda de R$ 1,5 bilhão em imóveis da empresa.

A estatal implementou ainda um plano de demissão voluntária (PDV) que tem como objetivo desligar até 10 mil funcionários. Ao todo, 500 já deixaram a empresa, e outros mil devem ser desligados até a próxima segunda-feira, 16.

A expectativa é que a meta total seja atingida este ano, à medida que ações como o fechamento de pontos físicos também estimulam os desligamentos. Os Correios já fecharam 127 pontos, ante uma meta de mil.

A direção dos Correios analisa, nos bastidores, que há três dimensões políticas a serem equilibradas dentro da companhia. A do governo, a dos trabalhadores e a da sociedade. Enquanto a estatal observa apoio do Executivo, tem tido dificuldades em convencer seus funcionários de que a reestruturação é um processo doloroso, mas necessário para a recuperação da empresa.

Apenas com uma revisão no plano de saúde dos empregados, o Postal Saúde, a empresa economizou cerca de R$ 70 milhões em janeiro. A expectativa é de que a economia total em 2026 fique entre R$ 500 milhões e R$ 700 milhões.

Números internos a que a reportagem teve acesso indicam que houve um salto, já em 2026, de 65% para 91% de entregas no prazo prometido. O ideal, para elevar as receitas, é de 97%.

Para tentar ganhar em qualidade de serviço, os Correios fizeram um processo seletivo para superintendentes, além de impor metas de economia para as unidades que chegam, ao todo, a R$ 1 bilhão ao ano.

Está em estudo ainda uma forma de recompensar os funcionários pelas metas atingidas, mas a falta de caixa dificulta que esses incentivos sejam feitos em dinheiro como em outras corporações. Por enquanto, os objetivos ajudam os trabalhadores da estatal a seguirem mais rapidamente na progressão de carreira.

Hypera (HYPE3) tem salto no lucro líquido do 4º tri e supera expectativas de analistas

13 de Março de 2026, 06:48

A farmacêutica Hypera (HYPE3) teve lucro líquido de operações continuadas de cerca de R$ 450 milhões no quarto trimestre de 2025, ligeiramente acima do esperado pelo mercado, impulsionada por base de comparação mais fraca com um ano antes, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (12).

O resultado foi bem acima do lucro líquido de R$ 79 milhões obtido pela empresa no quarto trimestre de 2024 e ficou próximo dos 454 milhões do terceiro trimestre do ano passado. Analistas, em média, esperavam que a companhia apresentasse lucro de R$ 395 milhões, segundo dados da LSEG.

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A companhia também apurou um resultado operacional medido pelo Ebitda de operações continuadas de R$ 748,4 milhões de outubro ao final de dezembro, ante expectativa média do mercado de R$ 731 milhões, também de acordo com a LSEG.

O resultado do período foi apoiado em parte por um crescimento de 48% na receita líquida ante o quarto trimestre de 2024, para R$ 2,24 bilhões, em meio a uma expansão de 7,4% da venda ao consumidor final do varejo farmacêutico, algo que seguindo a Hypera foi 0,5 ponto percentual “superior ao avanço do mercado de atuação”.

Enquanto isso, as despesas com marketing ficaram relativamente estáveis, recuando 0,7% no período, a R$ 381 milhões. Já as despesas com vendas cresceram 6,8%, para R$ 260 milhões.

O grupo ainda reduziu as despesas gerais e administrativas em 11,6% no quarto trimestre sobre um ano antes, para R$ 88 milhões.

Petrobras (PETR4) adere à subvenção econômica ao óleo diesel

13 de Março de 2026, 06:11

A Petrobras (PETR4) informou que o seu conselho de administração aprovou a adesão da estatal à subvenção econômica à comercialização de óleo diesel de uso rodoviário, de acordo com fato relevante na quinta-feira (12) à noite.

“Diante do caráter facultativo do programa e do potencial benefício adicional, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia”, acrescentou a petrolífera.

A decisão da Petrobras foi tomada horas depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a medida para zerar a cobrança de PIS/Cofins que incide sobre importação e comercialização do óleo diesel após a alta de preços do petróleo por causa da eclosão do conflito militar no Irã.

Segundo o Palácio do Planalto, o corte de PIS/Cofins representa uma redução de R$ 0,32 por litro do diesel nas refinarias, enquanto a subvenção representará outros R$ 0,32 por litro.

Alta do petróleo vai impactar preços de passagens aéreas, diz presidente da Gol (GOLL54)

13 de Março de 2026, 06:10

O presidente-executivo da companhia aérea Gol (GOLL54), Celso Ferrer, afirmou que o setor aéreo brasileiro tem recursos para enfrentar a alta do preço do petróleo gerada pela guerra no Oriente Médio e que repasses aos preços das passagens devem ocorrer.

“Tem muita volatilidade no mercado. No curtíssimo prazo a empresa está preparada para lidar com esses choques, que impactam todas as companhias que têm um certo nível de tolerância para absorção de custo”, disse Ferrer durante evento.

“Temos várias ferramentas, mas é natural ter algum repasse (para o preço das passagens)”, disse o executivo à Reuters.

No começo de março, a Petrobras elevou o preço do querosene de aviação em 9,4% diante da alta do barril do petróleo no mercado internacional gerada pelas tensões entre Estados Unidos e Irã.

Ferrer garantiu que a alta dos preços dos combustíveis não atrapalha o plano de expansão internacional da Gol, que usará o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, como hub para novos voos de longa distância.

“Isso não se confunde com nosso plano de longo prazo”, disse o executivo, afirmando que enquanto a Gol quer expandir o número de aviões da Airbus em sua frota, ainda tem 85 jatos da Boeing para receber nos próximos anos.

Energisa (ENGI11): Lucro líquido consolidado soma R$ 975 milhões no 4T25, queda de 54%

13 de Março de 2026, 05:59

O lucro líquido consolidado da Energisa (ENGI11) ficou em R$ 975,2 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 54% na comparação com igual período de 2024. Descontando ajustes, como o Valor Novo de Reposição (VNR) do segmento de distribuição, o lucro líquido societário da transmissão, efeitos não caixa e não recorrentes e adicionando o lucro regulatório do segmento de transmissão, o lucro líquido ajustado recorrente foi de R$ 806,4 milhões, 150,4% acima do reportado um ano antes.

No consolidado de 2025, o lucro líquido consolidado alcançou 3,14 bilhões, montante 32,3% menor que o anotado no exercício anterior. Descontando os ajustes, o resultado líquido recorrente cresceu 9,5%, para R$ 2,06 bilhões.

Pesou no desempenho trimestral a alta de 404,2% do resultado financeiro, que ficou negativo em R$ 957,6 milhões, ante os R$ 189,9 milhões anotados entre outubro e dezembro de 2024.

O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda) cresceu 11,9% no quarto trimestre, frente igual etapa de 2024, para R$ 2,013 bilhões. Pelo critério ajustado recorrente, o Ebitda chegou a R$ 2,326 bilhões, avanço de 21,7%. Já o Ebitda ajustado para critério de covenants, que considera receitas de acréscimos moratórios, subiu 11,5%, para R$ 2,12 bilhões.

A receita líquida ajustada somou R$ 7,92 bilhões nos últimos três meses de 2025, aumento de 4,3% em relação ao reportado entre outubro e dezembro do ano anterior.

A dívida líquida ajustada da Energisa alcançou R$ 32,829 bilhões ao fim de dezembro, acima dos R$ 29,2 bilhões anotados no encerramento de setembro. A alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado covenants 12 meses ficou em 3,6 vezes, acima dos 3,2 vezes do terceiro trimestre.

Já os investimentos somaram R$ 1,89 bilhão entre outubro e dezembro, queda de 7,5% frente a iguais meses do ano anterior. No consolidado de 2025, os investimentos totalizaram R$ 6,6 bilhões, alta anual de 2,3%.

Randon (RAPT4) tem prejuízo de R$ 231,3 mi no 4º tri

13 de Março de 2026, 05:47

A Randon (RAPT4) registrou prejuízo líquido de R$ 231 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo os lucros de R$ 118 milhões do mesmo período do ano anterior e de R$ 23 milhões no terceiro trimestre, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (12).

Segundo a fabricante de implementos rodoviários, o prejuízo se deu “diante da queda expressiva de mercado, do aumento das despesas financeiras e de um maior patamar de eventos não recorrentes”.

A empresa apurou um resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$ 330 milhões, queda de 21,3% na comparação com o quarto trimestre do ano anterior.

A receita líquida consolidada do período recuou 1,5% no período, para R$ 3,2 bilhões, segundo o balanço.

A alavancagem financeira líquida ficou em 4,72 vezes ante 2,89 vezes no quarto trimestre de 2024.

A empresa também divulgou nesta quinta-feira suas projeções para 2026. A companhia espera receita líquida consolidada entre R$ 12,5 bilhões e R$ 14 bilhões no ano, ante R$ 13,1 bilhões registrados em 2025. A margem Ebitda esperada é de 12,0% a 14,0% no ano. Em 2025, foi de 12,2%.

GPA (PCAR3) aponta Casas Bahia como ‘inflexível’ em cobrança de R$ 170 milhões que vence hoje

11 de Março de 2026, 16:43

O GPA (PCAR3) apontou a Casas Bahia como uma credora inflexível na cobrança de R$ 170 milhões, valor que a companhia afirma não ter condições de pagar sem interromper suas operações, mostra o pedido de recuperação extrajudicial entregue à Justiça. O documento indica ainda que a ausência de acordo sobre antigas obrigações contratuais de pagamento elevou a pressão sobre o caixa do GPA.

As ações do dono da bandeira Pão de Açúcar enfrentam mais um dia negativo no Ibovespa (IBOV) no pregão desta quarta-feira (11), com o mercado ainda digerindo o pedido de recuperação extrajudicial anunciado na véspera e aceito hoje pelo juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo.

Por volta de 16h10 (horário de Brasília), as ações PCAR3 caíam 2,26%, cotadas a R$ 2,59. Acompanhe o tempo real.



No pedido, o GPA aponta a evolução da carteira de contencioso como fator para a pressão do caixa no curto prazo.  Primeiro, com o aumento no custo anual de fianças e garantias para suspender os atos executivos nas contingências tributárias, que dobrou de R$ 125 milhões, em 2024, para R$ 250 milhões, em 2025.

“Segundo, o esgotamento das discussões judiciais a respeito de antigas obrigações contratuais de pagamento aumentou a pressão sobre o caixa da companhia”, diz o documento. O mais relevante desses casos é a cobrança que o GPA vem recebendo da Casas Bahia.

Em dezembro do ano passado, o GPA perdeu um processo arbitral relacionado a obrigações assumidas da antiga Globex (hoje Casas Bahia). Com isso, houve reconhecimento da obrigação de pagamento pelo GPA de aproximadamente R$ 170 milhões.

“Muito embora a companhia tenha tentado negociar tal pagamento, em especial à luz das dificuldades que vinha enfrentando, a Casas Bahia sempre se demonstrou inflexível, exigindo a quitação imediata. Em 27 de janeiro de 2026, a Casas Bahia ajuizou o cumprimento de sentença […] buscando a satisfação desse crédito. Após decisão do Juízo determinando o pagamento, o GPA tem prazo até dia 11 de março de 2026 para fazê-lo”, diz a petição.

O prazo mencionado vence nesta quarta-feira (11) e o GPA afirma não ter condições de realizar o pagamento sem interromper as suas operações, acrescentando que, sem a proteção legal do processo de recuperação extrajudicial, estaria sujeita a agravar significativamente a pressão sobre o seu caixa.

Os motivos da recuperação extrajudicial

No documento apresentado à Justiça, o Pão de Açúcar afirma que, embora conte com uma plataforma operacional robusta, escala relevante e presença consolidada no Brasil, o cenário de alta alavancagem e um “estrangulamento na liquidez de curto prazo” pressionam a companhia.

A expectativa é de que essas questões sejam solucionadas por meio do plano de recuperação extrajudicial.

Três fatores acumulados levaram ao cenário em que a varejista se encontra hoje, conforme a petição. O primeiro é o ambiente macroeconômico e setorial adverso, com os juros elevados (Selic em 15%) e aumento da pressão competitiva no segmento de atuação.

Somado a isso, está a concentração de vencimentos no curto prazo e obrigações contratuais de pagamento com valores significativos.

“Cada um desses fatores atua de maneira interdependente, intensificando a pressão sobre a liquidez e reforçando a necessidade de reequilíbrio financeiro, a despeito de os resultados operacionais serem positivos”, diz a empresa.

Tentativa de turnaround 

No final de 2021, o GPA já havia tentado engatar um turnaround na empresa, um processo que consiste em uma reestruturação profunda e estratégica para colocar a casa em ordem.

Logo de cara, a companhia decidiu encerrar a operação de hipermercados Extra com o fechamento das 100 lojas. Algumas foram vendidas, outras convertidas em “Pão de Açúcar”, ou fechadas em definitivo.

Entre 2022 e o primeiro semestre de 2025, o GPA direcionou seu foco para obter eficiência operacional, vendendo ativos e expandindo as operações nas lojas de proximidade, nas lojas “minuto”.

A partir do segundo semestre de 2025, a companhia reduziu o ritmo de abertura de novas lojas, anunciando um plano de redução de despesas e investimentos. Chegando em 2026, a reestruturação das obrigações financeiras da companhia ganhou ainda mais relevância.

“O passivo não-corrente atualizado da companhia é da ordem de R$ 4,5 bilhões e, caso não renegociados os termos e condições, a companhia teria que arcar neste ano com quase R$ 2,1 bilhões em despesas financeiras e outros R$ 370 milhões em obrigações contratuais, entre pagamento de juros, amortização de principal, multas, penalidades e outras estipulações contratuais”, diz o documento.

“Não é preciso de muito para concluir que a geração de caixa atual, da ordem de R$ 699 milhões, será insuficiente para arcar com todos esses pagamentos”, acrescenta.

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