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É hoje: ferramenta que pode buscar até R$ 1 milhão será apresentada às 19h; participe do evento

23 de Junho de 2026, 10:00

Nesta terça-feira, dia 23 de junho, a Empiricus Research vai liberar os acessos à inteligência artificial de investimentos criada para buscar até R$ 1 milhão no mercado de criptomoedas a partir de um capital inicial de R$ 3,5 mil.

Diferentemente de ferramentas que apresentam soluções a partir de prompts dos usuários, esse modelo opera de forma automatizada no mercado de criptomoedas.

Mas os acessos serão limitados, por isso, confira como receber o seu.

Veja como essa nova IA busca as melhores oportunidade no mercado de criptomoedas

A inteligência artificial atua de forma automatizada no mercado de criptomoedas e busca as melhores oportunidades em tempo real. Dessa forma, a ferramenta identifica os ativos mais potencialmente promissores e executa as operações automaticamente.

O modelo foi desenvolvido por Valter Rebelo, head do departamento de criptomoedas da Empiricus Research, profissional do mercado de ativos digitais há seis anos, com um MBA em ciências de dados pela USP.

Unindo automação, análise e estratégia, o objetivo da ferramenta é buscar até R$ 1 milhão a partir de um investimento inicial de R$ 3,5 mil, em um período de 12 meses.

Para isso, a inteligência artificial procura características de moedas digitais que dispararam até 300 vezes no passado em sua base de dados.

Apesar de retornos passados não serem garantia de retornos futuros, esse histórico permite a ferramenta buscar novos ativos com o mesmo perfil.

Como a IA lida atua com ativos digitais em um mercado volátil e de risco, o acesso a ela é limitado. No entanto, um novo lote de acessos será liberado durante um evento online e gratuito para investidores interessados em testar a ferramenta.

Novos acessos serão liberados durante evento gratuito; veja como participar

Nesta terça, 23 de junho, a partir das 19h, será realizado um evento online e gratuito para apresentar mais detalhes sobre o funcionamento da inteligência artificial e explicar como ela pode buscar até R$ 1 milhão com um investimento inicial de em média R$ 3,5 mil.

Durante a apresentação, Valter Rebelo deve mostrar como a ferramenta funciona na prática, quais critérios que a IA usa para selecionar ativos digitais e executar.

Será liberado um novo lote de acessos para investidores interessados em testar a tecnologia, porém, de forma limitada e distribuídos por ordem de chegada.

Por isso, se você ficou interessado em saber mais sobre a ferramenta, clique no link abaixo para participar do evento:

QUERO CONHECER A IA QUE PODE BUSCAR ATÉ R$ 1 MILHÃO

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Oracle reduz quadro de funcionários em 21 mil pessoas em meio à adoção de IA

23 de Junho de 2026, 07:54

A força de trabalho total da Oracle encolheu 13%, cerca de 21 mil funcionários, no ano fiscal de 2026, à medida que a gigante de computação em nuvem continua a reestruturar o negócio — em parte impulsionada pela adoção de inteligência artificial (IA) em suas operações.

Leia mais em: https://exame.com/inteligencia-artificial/oracle-reduz-quadro-de-funcionarios-em-21-mil-pessoas-em-meio-a-adocao-de-ia/

Satya Nadella, da Microsoft: Não podemos deixar que os gigantes da IA ‘engulam’ a economia

23 de Junho de 2026, 06:12

Satya Nadella ajudou a impulsionar o boom da IA. Agora, ele tem uma mensagem dura para as empresas que lideram essa corrida.

O CEO da Microsoft está se juntando a um esforço crescente para enfrentar os gigantes da inteligência artificial OpenAI e Anthropic, descrevendo em entrevista sua visão para a próxima fase do boom da IA — que envolve modelos mais baratos, mais controle para usuários e uma estratégia política capaz de conquistar a confiança do público.

Nadella fez uma crítica contundente sobre como a corrida pela supremacia em IA tomou forma, com um pequeno grupo de empresas capturando o valor de uma tecnologia transformadora, enquanto fazem previsões alarmistas sobre riscos de segurança e perda de empregos, insistindo que precisam de recursos massivos para expansão ilimitada.

“Você não pode dizer: ‘todos os empregos de colarinho branco vão desaparecer e isso pode até ser uma arma, e vamos usar todo o poder para construir data centers’”, disse Nadella ao The Wall Street Journal. Segundo ele, o público não toleraria apenas algumas empresas e modelos “fazendo todo o aprendizado do mundo”.

Embora não tenha citado diretamente OpenAI, Anthropic ou o Google da Alphabet — as três empresas que desenvolvem os modelos proprietários mais avançados — ele deixou claro que a Microsoft quer direcionar a corrida da IA para longe de um futuro dominado pelos criadores dos modelos de fronteira.

Em poucas semanas, a Microsoft lançou uma série de modelos de baixo custo para reduzir os preços para clientes pressionados pelo aumento das contas de IA. A empresa também lançou o Copilot Cowork, um “agente” autônomo de IA que permite aos usuários escolher diferentes modelos — incluindo opções mais baratas — para tarefas de longa duração.

A Microsoft estuda hospedar uma versão da DeepSeek, uma fornecedora chinesa de IA de baixo custo que OpenAI e Anthropic acusam de “destilar” (ou copiar) seus modelos mais avançados. Essa medida poderia aumentar significativamente o uso do modelo chinês, potencialmente em detrimento da OpenAI e da Anthropic, que enfrentam a perspectiva de uma guerra prolongada de preços.

A movimentação é significativa para Nadella, que há muito tempo atua como uma espécie de estadista na corrida trilionária da IA, agora se alinhando a um esforço para deslocar a competição do desenvolvimento de modelos cada vez mais avançados.

OpenAI

A Microsoft é uma das parceiras mais antigas da OpenAI e já investiu bilhões na empresa. Após anos de tensões, as duas companhias firmaram recentemente um acordo que permitiu à OpenAI ampliar suas parcerias com outras big techs. A Microsoft também fechou um acordo multibilionário com a Anthropic no ano passado.

Nadella afirmou que há espaço para todas as empresas prosperarem e que surgirão novas companhias de grande sucesso. Um porta-voz da Microsoft disse que a empresa continuará fortalecendo parcerias com OpenAI e Anthropic e que a visão de Nadella não é um jogo de soma zero.

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, tem feito alertas frequentes sobre possíveis perdas de empregos causadas pela IA, incluindo a previsão de que metade dos empregos de entrada pode desaparecer até 2029. O CEO da OpenAI, Sam Altman, também já projetou impactos relevantes no emprego, embora recentemente tenha dito estar “satisfeito” por ter errado algumas previsões.

A OpenAI publicou propostas de políticas para tentar mitigar os impactos da IA. Ambos os líderes também alertam para riscos de segurança, e a Anthropic se envolveu em atritos com a Casa Branca sobre possíveis ameaças de novos modelos avançados.

A Microsoft ficou atrás de seus concorrentes no desenvolvimento de modelos próprios. Na segunda metade de 2025, assinantes do Copilot passaram a preferir alternativas como o Gemini, do Google, segundo a consultoria Recon Analytics.

Sem um modelo de fronteira competitivo, a Microsoft decidiu usar seu poder financeiro para entrar na disputa de transformar modelos em commodities.

Nadella apresentou sua visão em um artigo publicado em 14 de junho, no qual descreve como serão as empresas “AI-first”.

O novo modelo de implantação de IA será mais democratizado, com benefícios amplamente distribuídos e menor dependência de poucos modelos dominantes, afirmou na entrevista.

Ele criticou executivos que tratam a IA apenas como ferramenta de redução de custos via demissões. “Não, e se a gente pensar em reorganizar os empregos?”, disse. Para ele, as empresas precisam combinar “capital de tokens” (capacidade de IA) e capital humano.

Nadella descreveu a IA como um motor de conhecimento que ajuda empresas a usar melhor seus funcionários e seus dados, combinando modelos com diferentes preços e capacidades. Esses modelos seriam “todos subindo a mesma montanha dentro de uma máquina que você controla”.

Na visão dele, o caráter das empresas será definido pelo “conhecimento tácito” que carregam — humano e artificial. No futuro, empresas serão sistemas de aprendizado contínuo de inteligência humana e IA. Proteger propriedade intelectual será essencial para evitar a comoditização.

Corrigir os problemas da corrida da IA exigirá mais do que narrativa, disse ele.

“Não basta narrativa, porque neste ponto precisamos agir”, afirmou Nadella. “Agora temos de fazer o trabalho duro de conquistar a permissão da sociedade.”

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As derrotas da Alphabet na batalha por talentos de IA

22 de Junho de 2026, 15:58

Em uma trajetória pouco comum em suas negociações no mercado de capitais deste ano, as ações da Alphabet registravam queda de 5,46% na Nasdaq por volta das 14h20 (horário local), cotadas a US$ 347,39, avaliando a holding em US$ 4,24 trilhões. O ponto de partida para esse recuo dos papéis é a disputa cada vez […]

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O plano da EXA para criar um “Porto Digital” no Piauí

22 de Junho de 2026, 12:31

Fruto de uma joint venture entre a FS Security, holding de cibersegurança, e a TIM, a EXA nasceu em 2022 e, já no mesmo ano, desembarcou em Parnaíba, no Piauí, onde instalou uma de suas filiais. Quatro anos depois, está reforçando seus laços com a cidade de pouco mais de 170 mil habitantes. O município […]

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CEO da Microsoft muda o discurso e critica gigantes de IA após perder terreno para Anthropic e OpenAI

22 de Junho de 2026, 09:58

A Microsoft foi uma das grandes propulsoras de inteligência artificial generativa no mundo. Agora, Satya Nadella, o CEO da companhia, está assustado com os rumos que a tecnologia está tomando. Em entrevista ao The Wall Street Journal (WSJ), o executivo fez duras críticas à forma como a corrida pelo domínio da IA tem se desenvolvido, […]

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Tokens baratos? O modelo de negócios por trás da IA pode estar mudando

22 de Junho de 2026, 07:44

No episódio de “IA: Modo de Usar“, Pedro Burgos analisa a economia por trás das ferramentas de inteligência artificial. Descubra por que o mercado de tecnologia está abandonando os planos ilimitados para adotar a cobrança por uso, semelhante à conta de luz. Assista ao vídeo completo para entender como aproveitar os tokens baratos e acelerar seus projetos agora.

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Energia barata coloca Brasil na corrida dos data centers

22 de Junho de 2026, 06:38

A corrida por data centers está cada vez mais acirrada, e as big techs enxergam no Brasil um potencial enorme para garantir energia mais barata. Assista ao vídeo acima e confira o primeiro capítulo da nossa série especial: Camila Alves Barros explica como o Brasil, com sua fartura de energia limpa e R$ 80 bilhões em projetos, virou o porto seguro dos servidores mundiais.

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Enxurrada de dinheiro que flui para a IA acende um sinal de alerta para investidores

21 de Junho de 2026, 13:44

O que você faz se os investidores inflam o preço das suas ações sob a premissa de que você será o grande vencedor na corrida da inteligência artificial, mas o seu produto atual não caiu no gosto do público? Elon Musk tem a resposta: use suas ações supervalorizadas para comprar outra empresa de IA.

A aquisição da Cursor pela SpaceX por US$ 60 bilhões — uma transação feita integralmente em ações — coloca Musk no tabuleiro da IA corporativa de uma forma que o seu chatbot, o Grok, nunca conseguiu. A Cursor é a assistente de programação que popularizou o conceito de “vibe-coding”.

Mas esse movimento também faz parte de uma enxurrada de emissões de ações que deveria acender um sinal vermelho piscante, mesmo para aqueles que costumam dar de ombros para os valuations esticados.

As empresas sempre têm escolhas sobre como financiar seus investimentos em capital (Capex) e suas aquisições. Elas podem emitir dívida (bônus/debentures) ou emitir ações (equity) — ou uma mistura de ambos. Se as taxas de juros estão baixas, tomar dívida é barato.

Da mesma forma, se o “valuation” (valor da empresa que o mercado está disposto a antecipar, baseado na estimativa de potencial de crescimento) das ações está nas alturas, emitir mais papéis sai “barato” para a companhia.

Apenas empresas em desespero por caixa vendem ações quando suas avaliações estão baixas, já que isso dilui os acionistas atuais e destrói o preço do papel.

O lendário investidor Benjamin Graham comparava o “Sr. Mercado” a um maníaco-depressivo que oferece preços diários aos investidores — às vezes altos demais (hora de vender), às vezes baixos demais (hora de comprar). O Sr. Mercado também dá às empresas a oportunidade de comprar de nós, investidores, ou vender para nós.

E quando elas emitem ações, elas estão escolhendo vender.

No plano individual, vender ações pode fazer todo o sentido. Equilibrar o nível de endividamento e capital próprio ajuda a mitigar o risco perceptível de um investimento ou aquisição.

O “equity” (ações) é ótimo para apostas arriscadas porque, ao contrário da dívida, você não precisa pagar de volta. Essa combinação alimenta o Custo Médio Ponderado de Capital (WACC) da empresa, a métrica que define se um determinado investimento vale a pena ou não.

No entanto, quando damos um passo atrás e olhamos o cenário macro, o sinal é outro: quando as empresas se tornam vendedoras em massa de suas próprias ações, é um sinal razoável de que a bolsa está excessivamente cara.

A demanda indiscriminada dos investidores incentiva as companhias a aumentarem a oferta, seja por meio de ofertas subsequentes (follow-ons) — como a recente emissão recorde da Alphabet (Google) — ou de ofertas públicas iniciais (IPOs).

Exemplos da história recente deixam isso bem claro.

O espelho do passado

Durante a bolha da internet (pontocom) e a mania das SPACs no pós-pandemia, vimos ondas de IPOs e follow-ons à medida que os valores das empresas subiam. Houve também um boom de fusões e aquisições (M&A) nos EUA, que só agora foi superado em valor financeiro nos últimos quatro trimestres.

Naquela época, as empresas financiaram esses negócios com ações: dois terços do valor dos M&As na bolha da internet e 45% no biênio 2020-2021 foram pagos com novos papéis — os dois maiores patamares em um período móvel de quatro trimestres na base de dados da LSEG, que começou em 1990.

Os megasnegócios estão florescendo novamente: grandes IPOs decolaram com a SpaceX, e as empresas estão optando por emitir ações — usando papéis para financiar quase metade dos custos no trimestre atual, segundo a LSEG. (No acumulado de quatro trimestres, a fatia ainda é de um terço). A sede do investidor por ações está sendo saciada, em parte, pela criação de novos papéis do nada.

O outro lado da moeda mostra que, quando a dívida é barata demais, os problemas podem ser ainda mais graves. O valor dos negócios antes da crise financeira de 2008 atingiu o pico de US$ 910 bilhões no ano encerrado em setembro de 2007, pouco antes de os acionistas perceberem que a economia global estava construída sobre castelos de areia.

Apenas 19% daquilo foi financiado com ações, porque o crédito — turbinado por infinitos produtos estruturados — estava barato demais. A bolha estava no mercado de crédito, não no de ações, embora o colapso dos bancos e a recessão profunda tenham castigado as bolsas com força extrema logo depois.

As decisões de financiamento corporativo são, de certa forma, termômetros melhores para medir o quão caro o mercado está do que os indicadores tradicionais de valuation. Métricas padrão comparam o preço da ação com fundamentos — como o lucro passado ou projetado (que está voando), o valor patrimonial, o fluxo de caixa livre (que está despencando) ou as vendas.

Esses indicadores podem ser enganosos, frequentemente divergem entre si e, em sua maioria, têm um histórico histórico curto.

Pior ainda: a linha de base do que é considerado “caro” muda com o tempo, conforme a estrutura das empresas ou as regras contábeis evoluem. No caso do valor patrimonial, hoje ele exige tantos ajustes que se tornou virtualmente inútil.

Vejamos um exemplo: o múltiplo Preço/Lucro (P/L) projetado do S&P 500 está atualmente um pouco abaixo de 20 vezes. É bem menos do que as 23 vezes atingidas em 2020 e no ano passado, e abaixo do recorde de 24,5 vezes na bolha das pontocom.

Ainda é um patamar muito alto, mas caiu porque Wall Street espera um “boom” nos lucros — especialmente nas ações de chips de computadores (semicondutores), que são altamente cíclicas e onde as margens de lucro recordes no curto prazo dificilmente servem como um bom guia para o futuro distante.

O veredito do caixa

Olhar para o volume de dívida ou ações que as empresas emitem também tem seus pontos cegos. A decisão entre captar via ações ou títulos de dívida nos diz mais sobre como as empresas enxergam a avaliação relativa de ações versus títulos do que sobre o valuation absoluto do mercado.

A situação fica realmente preocupante, pelo menos na minha visão, quando há uma enxurrada de captação de recursos — seja em dívida, ações ou ambos. Se muitas empresas estão levantando montanhas de dinheiro para correr atrás da mesma oportunidade — neste caso, a IA —, existem três caminhos possíveis:

  • O cenário otimista (bull case): A oportunidade é tão gigantesca que pode absorver todo esse caixa e ainda entregar lucros gordos.
  • O cenário pessimista (bear case): A oportunidade é real, mas gastar tanto dinheiro vai destruir valor, já que a concorrência feroz vai esmagar as margens de lucro.
  • O cenário deprimente (e provável): As empresas estão captando e gastando tanto dinheiro simplesmente porque os acionistas estão aplaudindo de pé, e as promessas em torno da IA estão bizarramente infladas.

O perigo real é que tudo termine como a bolha da internet. Lá atrás, assim como agora, as empresas competiam para gastar o máximo que podiam, o mais rápido possível, e o ritmo de queima de caixa era visto como algo positivo — até que o mercado acordou e percebeu que o dinheiro dos acionistas tinha virado fumaça.

Acesso a clientes corporativos e mais: o que Musk enxergou na Cursor e o fez pagar US$ 60 bilhões

18 de Junho de 2026, 06:20

Elon Musk admitiu que a SpaceX fica atrás de rivais como OpenAI, Anthropic e até mesmo Google e modelos chineses de código aberto na corrida da inteligência artificial.

Ele agora tem um caixa de guerra de US$ 86 bilhões para ajudar a mudar isso. E o primeiro alvo é conseguir clientes corporativos que Musk espera que estejam dispostos a pagar grandes quantias para ter acesso às ferramentas e ao poder de computação da SpaceX.

A SpaceX fechou um acordo inteiramente em ações, no valor total de US$ 60 bilhões, para comprar o agente de codificação autônoma Cursor, uma startup de São Francisco que criou um produto usado pelos maiores laboratórios de IA e por empresas como Nvidia, British Airways e Deloitte.

A SpaceX se reestruturou nos últimos meses em torno do desejo de expandir suas capacidades de IA. Adquiriu a empresa controlada por Musk, a xAI, no início deste ano, o que trouxe para o grupo o assistente de chat Grok e o site de mídia social X (ex-Twitter), além de grandes data centers.

Em abril, a SpaceX disse que havia garantido a opção de comprar a Cursor. O grande prêmio que vem com a compra agora: um fluxo confiável de receita.

Antes de a SpaceX concluir a maior oferta pública inicial de todos os tempos no início de junho, Musk vendeu aos investidores sua visão de uma IA capaz de levar humanos para além da Terra e “permitir que a humanidade entenda o universo”.

Na terça-feira (16), ele exaltou o potencial da IA de eventualmente escrever e depurar código melhor do que qualquer humano.

“A IA alcançará programação no nível do Stockfish e uso generalizado de computadores”, disse Musk sobre o acordo com a Cursor, fazendo referência a um popular motor de xadrez capaz de derrotar os melhores jogadores humanos.

A SpaceX recentemente começou a alugar a capacidade de seus data centers para rivais como Anthropic e Google para gerar receita — uma estratégia oportuna, já que toda a indústria de IA enfrenta uma escassez de computação. Os negócios anunciados podem gerar US$ 26 bilhões por ano em receita entre 2027 e 2029.

A SpaceX também delineou planos de aumentar as contratações para atender às ambições de IA de Musk.

Durante reuniões pré-IPO com investidores em abril, executivos da SpaceX disseram que a empresa expandiria a equipe de vendas corporativas da xAI, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

Musk: decifrando o código

A Cursor compete com o Claude Code, da Anthropic, e com o Codex, da OpenAI, com uma ferramenta de desenvolvimento de software que ajuda empresas a escrever códigos mais rapidamente.

O produto dela permite que desenvolvedores alternem entre diferentes modelos de IA para autocompletar, editar e revisar linhas de código.

A empresa cresceu a um ritmo vertiginoso. Em 2025, as vendas anualizadas da empresa — uma extrapolação da receita dos próximos 12 meses com base nas vendas recentes — saltaram de US$ 100 milhões para US$ 1 bilhão. No início de junho, esse número disparou para US$ 4 bilhões, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto.

Mais da metade da receita da Cursor vem de clientes corporativos, e a Cursor espera continuar a se associar a outros provedores de modelos de IA, disse uma pessoa próxima da empresa.

O preço de compra da Cursor foi mais que o dobro da sua avaliação de US$ 29,3 bilhões em uma rodada de financiamento em novembro passado.

A aquisição pela SpaceX pode ajudar a preencher uma lacuna de liderança na xAI, já que Musk disse que a empresa precisava ser “reconstruída desde as fundações”.

A xAI demitiu funcionários, incluindo sua equipe fundadora. O CEO da Cursor, Michael Truell, é visto como uma estrela em ascensão na indústria de IA, em que a competição por talentos de ponta é acirrada.

“Tem muita coisa para fazer juntos. Animado para unir forças com a @SpaceX para construir IA útil”, escreveu Truell no X.

Quinto colocada na corrida da IA

Falando do banco das testemunhas em uma segunda ação judicial civil contra a OpenAI no mês passado, Musk classificou os principais modelos de IA, o que deixou explícito quanto trabalho a xAI tem pela frente para alcançar os rivais.

“A Anthropic seria atualmente a número um; a OpenAI seria a segunda maior; o Google provavelmente seria o terceiro maior; os modelos chineses de código aberto provavelmente seriam o quarto”, disse ele. “E a xAI seria a quinta.”

Embora a SpaceX domine – em seus negócios principais – de lançamentos de foguetes e internet via satélite (com a Starlink), a xAI estava perdendo dinheiro e tinha poucos clientes quando foi adquirida.

Um cliente-chave de IA, o Pentágono, tem enfrentado conflitos internos sobre a segurança do chatbot Grok da empresa, publicou o Wall Street Journal.

Esse é um problema muito grande, considerando o volume de investimento necessário para treinar modelos de IA, contratar engenheiros e construir infraestrutura de computação.

No ano passado, o negócio de IA gerou US$ 3,2 bilhões em receita, mas registrou US$ 6,4 bilhões em prejuízo, de acordo com documentos apresentados à Securities and Exchange Commission (SEC).

Os prejuízos também se acumularam no primeiro trimestre. O negócio gerou US$ 818 milhões em receita e US$ 2,5 bilhões no vermelho.

Também há limites sobre quanto a SpaceX pode gastar do caixa arrecadado no IPO em iniciativas de IA.

Parte dos recursos do IPO irá para pagar US$ 20 bilhões em dívidas de um empréstimo-ponte que a empresa contraiu em março. A SpaceX também anunciou bilhões de dólares em novos projetos, incluindo pelo menos US$ 55 bilhões para construir uma fábrica de chips no Texas, e planeja comprar espectro para o seu serviço Starlink.

Ainda assim, na visão de Musk, a oportunidade de mercado em IA é grande demais para ser ignorada. A SpaceX disse aos investidores antes do IPO que os produtos e serviços da empresa miram um mercado potencial de US$ 28,5 trilhões, que ela considerou o maior “da história humana”.

Produtos de IA representaram US$ 26,5 trilhões do total, e aplicações corporativas compunham a maior parte dos produtos de IA.

Analistas da Morningstar questionaram como a SpaceX calculou seu mercado potencial e estimaram que a avaliação implícita da empresa está bem abaixo dos níveis atuais de negociação.

Outros bancos, incluindo o Goldman Sachs e o Morgan Stanley — que ajudaram a coordenar o IPO da SpaceX — projetaram que a SpaceX estava pronta para um crescimento substancial impulsionado por IA. Ambas as firmas estimaram que a receita da SpaceX ficaria perto de 160 bilhões de dólares em 2028, mais de oito vezes os níveis de 2025.

É possível ganhar dinheiro com IA? Ferramenta da Empiricus pode buscar até R$ 1 milhão em 12 meses

17 de Junho de 2026, 10:24

A inteligência artificial tem se consolidado como uma forma de otimizar a rotina de trabalho, auxiliando na produção de textos, vídeos e na estruturação de dados.

Porém, a IA também é útil na área de finanças, e uma nova ferramenta desenvolvida pela Empiricus foca exatamente na busca por geração de renda.

Esta inteligência artificial de investimentos foi criada para buscar até R$ 1 milhão no mercado de criptomoedas a partir de um capital inicial de R$ 3,5 mil.

Saiba como esta nova IA busca as melhores oportunidades no mercado de criptomoedas

A inteligência artificial foi desenvolvida por Valter Rebelo, head do departamento de criptomoedas da Empiricus Research, que atua há 6 anos no mercado de ativos digitais e possui um MBA em ciências de dados pela USP. 

A ferramenta opera de forma automatizada no mercado de criptomoedas e busca as mais promissoras em tempo real. Assim, a IA identifica oportunidades e executa operações sem a necessidade de intervenção manual do investidor. 

Com automação, análise e estratégia, o objetivo é buscar até R$ 1 milhão a partir de um investimento inicial de R$ 3,5 mil, em um período de 12 meses

O modelo procura características de moedas digitais que dispararam até 300 vezes no passado em sua base de dados.  

Apesar de retornos passados não serem garantia de retornos futuros, esse histórico permite a ferramenta buscar novos ativos com o mesmo perfil. 

Como a inteligência artificial lida com ativos digitais em um mercado volátil e de risco, o acesso a ela é limitado. No entanto, um novo lote de acessos será liberado para investidores interessados em testar a ferramenta. 

Evento gratuito vai liberar novos acessos; confira como participar

Para quem ficou interessado, no dia 23 de junho, às 19h, investidores poderão ter acesso a essa inteligência artificial de investimentos. 

Além do novo lote de acessos, será realizado um evento online e gratuito com mais detalhes sobre como esta IA pode buscar até R$ 1 milhão com um investimento inicial de R$ 3,5 mil. 

Contudo, a quantidade de acessos será limitada. Então, se você quer saber mais sobre como utilizar essa ferramenta, basta fazer sua pré-inscrição gratuita no botão abaixo: 

QUERO SABER COMO GANHAR DINHEIRO COM IA DE FORMA AUTOMATIZADA

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Liberação do Estreito de Ormuz não abre caminho para cortes de juros do Fed, diz economista do Citi

15 de Junho de 2026, 19:11
federal reserve taxa de juros

O acordo entre Estados Unidos e Irã para pôr fim à guerra abre caminho para a reabertura do Estreito de Ormuz, aliviando as pressões inflacionárias que o conflito trouxe para o mundo e para os Estados Unidos. Para Andrew Hollenhorst, economista-chefe para os Estados Unidos do Citi, o desenvolvimento não deve levar o Federal Reserve […]

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Pesquisadores alertam sobre segurança de dados na era da IA

14 de Junho de 2026, 07:04

A inteligência artificial se tornou parte da rotina de milhões de pessoas. Ferramentas capazes de responder perguntas, gerar textos, criar imagens e automatizar tarefas passaram a ser utilizadas em ambientes de trabalho, estudos e até em atividades cotidianas.

Leia mais em: https://exame.com/inteligencia-artificial/pesquisadores-alertam-sobre-seguranca-de-dados-na-era-da-ia/

7 impactos da Inteligência Artificial nas salas de aula

14 de Junho de 2026, 06:02

Seja para tirar dúvidas, resumir conteúdos ou revisar trabalhos, a inteligência artificial vem ganhando espaço na rotina de alunos e professores.

Leia mais em: https://exame.com/inteligencia-artificial/impactos-da-inteligencia-artificial-nas-salas-de-aula/

Nova era dos computadores? Entenda novo foco de empresas de tecnologia e como investir agora

13 de Junho de 2026, 12:00

As inovações em inteligência artificial têm se concentrado em hyperscales, empresas de tecnologia que oferecem infraestrutura e serviços de nuvem em larga escala.

Para consumir essa tecnologia, os usuários dependem do modelo SaaS (Software as a Service, na sigla em inglês), onde a distribuição de software é baseada na nuvem e as aplicações são acessadas diretamente pela internet.

Mas esse cenário pode mudar, pois empresas como Qualcomm, Apple e mais recentemente a Nvidia, querem levar a IA para dentro dos notebooks comuns.

Novo ‘superchip’ da Nvidia (NVDC34) chama a atenção do mercado

Durante o GTC Taipei 2026, a Nvidia (NVDC34) apresentou o RTX Spark, um “superchip” que reúne CPU e GPU, com até 128 GB de memória para processamento.

“A principal inovação está na integração dos componentes, reduzindo gargalos que normalmente surgem quando o processador e a placa de vídeo trabalham de forma separadas em tarefas mais exigentes, uma limitação comum nos computadores atuais”, explica Matheus Spiess, analista da Empiricus Research.

Leia também: Empiricus libera acesso a todas as carteiras recomendadas da casa por 30 dias grátis

Também foram anunciados os primeiros equipamentos que terão o chip instalado: os notebooks Surface Laptop Ultra, da Microsoft, que possuem o Windows 11. O sistema foi desenvolvido especialmente para dar suporte otimizado ao ecossistema RTX Spark.

Além de aplicações em IA, a Nvidia promete entregar versatilidade para executar jogos de última geração em alta qualidade, edição de vídeo, modelagem 3D e criação de conteúdo, sem a necessidade de intermediação de um data center para cada tarefa.

Depois do anúncio, Intel e Qualcomm, empresas que já atuavam nesse segmento, registraram quedas de 4,7% e 8,8%, respectivamente, no pregão seguinte. Por outro lado, Nvidia e Microsoft avançaram 6,3% e 2,3%.

Na visão de Spiess, o episódio fortaleceu a tendência da inteligência artificial se aproximar do cotidiano de consumidores e empresas.

“Para quem acredita nessa transformação, investir nas companhias responsáveis por fornecer a infraestrutura dessa nova realidade pode ser uma forma de participar desse crescimento”, afirma o analista.

Nvidia e quem mais? Veja outros BDRs recomendados para investir em tecnologia

A Nvidia (NVDC34) é um dos ativos da série de ações internacionais da Empiricus.

Você pode conhecer as outras recomendações por meio do Empiricus+, a modalidade de assinatura “streaming” da casa.

No Empiricus+, você tem acesso às principais recomendações em:

  • Ações; 
  • BDRs; 
  • Fundos Imobiliários; 
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Além disso, você também conta com relatórios, tutoriais e guias práticos para descobrir como investir em cada recomendação de maneira simples.

Você, leitor deste texto, tem direito a testar a plataforma gratuitamente por 30 dias. Basta se cadastrar nesse link, ou clicar no botão abaixo, para liberar o benefício.

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Toma lá, dá cá: Meta flerta com nova captação bilionária em “resposta” ao Google

5 de Junho de 2026, 16:50
google meta

No mundo da tecnologia, o dinheiro parece ser infinito. Um dia após a Alphabet, dona do Google, anunciar a maior oferta de ações da história — de US$ 84,7 bilhões — focada em inteligência artificial (IA), a Meta está cogitando um movimento semelhante (apesar de não divulgar valores). No fundo, a iniciativa é a mesma: […]

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Corrida da IA: depois do Google, agora é a Meta quem estuda uma capitalização multibilionária

5 de Junho de 2026, 16:14

Diante da corrida global pela liderança na inteligência artificial, a Meta está avaliando a possibilidade de realizar uma captação bilionária via emissão de ações, segundo informações publicadas pelo jornal Financial Times.

A reação dos investidores à notícia, contudo, foi de cautela, provocando uma queda nas ações da dona do Instagram e do WhatsApp.

A movimentação acontece logo após o sucesso da operação de venda de ações da Alphabet — dona do Google —, que levantou dezenas de bilhões de dólares no mercado.

Assim como a controladora do Google, a gigante das redes sociais precisa reforçar o caixa para financiar seus investimentos massivos na infraestrutura necessária para sustentar a IA.

De acordo com o FT, que citou três fontes familiarizadas com as discussões, a Meta ainda não contratou bancos e pode, em última análise, decidir por não emitir as novas ações.

Mesmo sem uma definição, o rumor pesou em Wall Street. Os papéis da Meta chegaram a recuar até 7% logo após a publicação da reportagem, cotados a US$ 582,91. Procurada, a Meta não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário.

O apetite do mercado por papéis voltados à IA, no entanto, segue robusto. A recente oferta da Alphabet — que envolveu ações das Classes A e C — registrou uma demanda que superou em várias vezes o volume disponível.

O movimento permitiu que a controladora do Google elevasse o total captado para US$ 18 bilhões, superando a meta inicial que era de US$ 15 bilhões e demonstrando o tamanho da liquidez disponível para empresas que lideram a nova fronteira tecnológica.

O Santander encontrou o que tem atraído investidores para a tese de IA na América Latina

5 de Junho de 2026, 13:55
TESE IA AMERICA LATINA

A América Latina vem ganhando a atenção de investidores globais que buscam exposição à inteligência artificial (IA) sem aumentar ainda mais a concentração das suas carteiras nos Estados Unidos e na Ásia. Segundo relatório do Santander, o interesse pelo continente não está ligado apenas à perspectiva de juros mais baixos ou à tradicional busca por […]

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Quem paga a energia de data center? Reajuste pode chegar a 14,5% para residências nos EUA

4 de Junho de 2026, 16:04

O novo estilo de arquitetura que tem surgido nos vastos subúrbios do Deserto de Sonora são data centers sem janelas que funcionam 24 horas por dia e consomem tanta eletricidade quanto uma cidade de porte médio.

Enquanto a Microsoft e outras gigantes de tecnologia expandem sua presença em um dos maiores mercados de data centers dos Estados Unidos, trava-se uma disputa de alto risco sobre como pagar pelas enormes atualizações da rede elétrica necessárias para impulsionar a revolução da inteligência artificial.

A Arizona Public Service (APS), maior empresa de energia do estado, está no centro da polêmica. A APS propõe um aumento de 45% nas tarifas de eletricidade para “grandes consumidores de energia”, principalmente data centers, e um reajuste de cerca de 14,5% para clientes residenciais.

Quase ninguém ficou satisfeito.

Defensores dos consumidores alertam que o plano transferiria os riscos financeiros da expansão da IA para famílias que já enfrentam contas de luz elevadas no verão e temperaturas que frequentemente ultrapassam os 37°C.

Caso o boom de IA perca fôlego ou o consumo de energia dos data centers diminua, eles temem que os moradores fiquem pagando pelas obras de infraestrutura durante anos.

A Microsoft, que opera três grandes data centers no Vale Oeste de Phoenix, afirma que está pagando por conta própria pelas atualizações necessárias na rede — mas argumenta que a concessionária tem uma abordagem equivocada para financiar novas usinas.

A APS diz que seu plano garantiria que “o crescimento pague pelo crescimento”.

“Estamos garantindo que eles paguem sua parte justa”, afirmou Ted Geisler, presidente da APS e da controladora Pinnacle West Capital. “Esses data centers exigem usinas inteiras construídas só para eles ou linhas de transmissão completas. Por isso precisamos modernizar as tarifas.”

Data centers no centro do debate

O debate faz parte de um embate nacional.

Disputas semelhantes sobre como financiar a expansão da rede surgiram no Texas, na Carolina do Norte em outros mercados, onde clientes residenciais enfrentam propostas de grandes aumentos.

Os riscos são altos. Os preços da eletricidade estão subindo mais rápido que a inflação como um todo e se tornaram uma questão política bipartidária.

Os clientes residenciais nos Estados Unidos viram suas tarifas de eletricidade aumentarem em média 32% entre 2020 e 2025. No Arizona, o salto foi de 26%.

O país corre para construir infraestrutura e manter a liderança sobre a China na corrida da IA, mas a reação dos consumidores está crescendo. Além do apetite voraz por eletricidade, os data centers enfrentam críticas pelo uso intensivo de terra e água.

A demanda por eletricidade nos EUA permaneceu estagnada por décadas antes de acelerar com a mania da inteligência artificial. O consumo comercial de energia deve superar o residencial no próximo ano pela primeira vez, segundo a Energy Information Administration.

A pedido do presidente Donald Trump, as grandes empresas de tecnologia prometeram cobrir os custos para alimentar os data centers.

Quem paga a conta

A Microsoft pede aos reguladores do Arizona que permita a ela e a outros grandes consumidores construir suas próprias usinas, em vez de depender de geração controlada pela concessionária, cujos custos acabam sendo pagos em parte também por outros clientes.

“Desde que começamos a operar no Arizona em 2021, a Microsoft tem se comprometido a pagar por conta própria para garantir que nossos data centers não aumentem os preços da eletricidade”, disse Jeff Riles, diretor sênior de mercados de energia da empresa.

A APS afirmou que está desenvolvendo uma forma de permitir que grandes clientes construam sua própria geração, mas sem comprometer a confiabilidade ou acessibilidade para os demais.

Distribuir de forma justa os custos de infraestrutura entre diferentes grupos de clientes é complexo. As concessionárias estão investindo não apenas para atender data centers mas também para reforçar a rede contra eventos climáticos extremos e substituir equipamentos antigos — mudanças que beneficiam todos os consumidores.

Existem mais de 120 processos em todo o país em que concessionárias discutem como cobrar de clientes de grande porte, segundo registros compilados pela startup de IA Halcyon.

A definição das tarifas é supervisionada por reguladores estaduais em processos jurídicos que duram cerca de um ano, como o que ocorre em Phoenix, onde clientes e grupos defesa podem pedir para participar.

Os cinco comissários eleitos de serviços públicos do Arizona devem definir o reajuste da APS ainda neste ano. A última aprovação foi em 2024, quando a concessionária pediu 13,6% para a maioria dos clientes e obteve 8%.

Geisler, presidente da APS, afirmou que os aumentos são necessários para cobrir gastos já realizados com melhorias e reparos na rede. A inflação crescente, os juros mais altos e a volatilidade da cadeia de suprimentos elevaram os custos dos projetos. O preço de alguns transformadores subiu 90% nos últimos anos, acrescentou.

Até dois anos atrás, a APS conectava novos clientes à rede conforme eles solicitavam o serviço. Agora, a empresa se prepara para atender clientes que pedem mais de 4 mil megawatts — e há outros 19 mil megawatts em fila de espera, mais que o dobro da demanda de pico do sistema.

Temor de subsídio por consumidores

Essa corrida deixa os moradores do Arizona preocupados.

Jane Andersen, líder estadual no Arizona da Mormon Women for Ethical Government, disse temer que os residentes e os pequenos negócios acabem subsidiando as necessidades energéticas dos data centers.

Ela classificou o aumento de 14,5% proposto para as famílias como “fora da realidade” em comparação com as médias nacionais. Famílias de baixa renda e idosos com renda fixa já têm dificuldade para pagar as contas, e o ar-condicionado é indispensável, afirmou.

“É uma medida de sobrevivência”, disse Andersen.

A procuradora-geral do Arizona, Kris Mayes, democrata ex-comissária de serviços públicos, quer que os data centers assumam uma parcela maior dos custos. Mesmo um aumento de 45% não cobriria integralmente as despesas de conexão, afirmou, defendendo que os clientes residenciais tenham reajuste de cerca de 3%.

A prefeita de Phoenix, Kate Gallego, que já trabalhou em desenvolvimento econômico na Salt River Project, concessionária federal da região de Phoenix, vê paralelos com um boom anterior.

“Em 2008, com a crise imobiliária, o Arizona foi duramente atingido porque estava muito ligado ao mercado imobiliário residencial”, disse ela.

A região de Phoenix é um importante mercado de data centers, além de abrigar fábricas de semicondutores e mineração de cobre, commodity essencial para o setor elétrico.

Nem todo data center proposto será construído, mas concentrar demais a rede elétrica do Arizona em um único setor seria irresponsável, afirmou Gallego.

“Estamos fazendo uma aposta enorme em um único setor”, concluiu.

Disparada de fabricantes de chips nas bolsas reacende o debate: é bolha?

31 de Maio de 2026, 10:31

As ações das fabricantes de chips são, de longe, as que mais sobem — e a escalada joga lenha numa discussão já clássica: estamos em meio à formação de uma bolha?

O índice de semicondutores caminha para seu melhor trimestre na história, depois de subir 69% nos últimos dois meses. Os chips lideram com folga o desempenho setorial do S&P 500 no ano. A alta foi tão forte e disseminada que o grupo domina hoje a lista de papéis que mais puxam o índice.

Os movimentos mais espetaculares vêm do segmento de memória, em que a demanda avassaladora por chips de alta largura de banda usados em data centers de IA empurra os preços para o alto. As ações da Micron Technology mais que triplicaram no ano. Na Ásia, a SK Hynix saltou 260%, e a Samsung, maior fabricante de chips de memória do mundo, sobe 165%. As três já valem mais de US$ 1 trilhão cada — somadas, valem mais que Meta e Tesla juntas.

É aí que entra o debate. Os otimistas enxergam um boom impulsionado por mudanças estruturais que estariam transformando a tradicionalmente cíclica indústria de semicondutores. Os pessimistas veem um mercado superaquecido, hipnotizado pelo brinquedo da vez. E os investidores ficam no meio, fascinados pelo momento, mas com um pé atrás em relação ao que vem depois.

“Dá para ver mais uma perna de alta se você quiser comprar aqui, mas eu sempre volto a pensar em quão voláteis os chips podem ser — tudo vai bem até parar de ir bem”, diz Ed O’Gorman, presidente e sócio-gestor da River Wealth Advisors, que tem posições em Nvidia e Broadcom.

O risco é alto porque o mercado acionário ficou dependente dessas empresas para crescer.

Quase 80% da alta de 11% do S&P 500 no ano vem de apenas 10 companhias — todas de tecnologia, sete delas do setor de chips. Micron e Nvidia são as duas maiores contribuições.

A indústria de semicondutores é considerada cíclica porque alterna períodos de euforia e ressaca. Do pedido à entrega, podem se passar meses. Quando a demanda está aquecida, esse descompasso não é problema. Mas quando a economia desacelera ou os pedidos esfriam por excesso de oferta, as fabricantes ficam com estoques inflados, preços fracos e lucro em queda livre.

Esse efeito é mais brutal nas fabricantes de memória, porque o produto é uma commodity. O ciclo anterior de memória aconteceu na pandemia, com o consumidor correndo para comprar eletrônicos. Em 2022, a Micron lucrou US$ 8,7 bilhões. Em 2023, registrou prejuízo de US$ 5,8 bilhões, por causa de um excesso de oferta que a própria administração da empresa havia previsto — mas que veio pior do que o esperado.

A ascensão dos chips de memória de alta largura de banda mudou um pouco a equação: são mais difíceis de fabricar e têm taxa de falha mais alta. Isso significa que ocupam uma fatia desproporcional da capacidade produtiva, apertando ainda mais a oferta. O resultado tem sido escassez em outros mercados-chave, como smartphones e computadores pessoais.

Os lucros das fabricantes de memória hoje são impressionantes. A projeção para a Micron em 2026 é de US$ 66,8 bilhões, ante US$ 8,5 bilhões em 2025. Em 2027, o lucro líquido esperado é de cerca de US$ 120 bilhões — mais do que se espera da Amazon.

E é esse o ponto central do debate: o crescimento se sustenta porque algo mudou de forma permanente ou é apenas um pico cíclico exuberante? A conversa vai além da memória e atinge todo o setor. Os lucros das empresas ligadas a semicondutores no S&P 500 devem dobrar neste ano, mais de quatro vezes o avanço esperado para o índice como um todo, segundo dados compilados pela Bloomberg Intelligence.

“Não estamos no time do ‘desta vez é totalmente diferente’, mas estamos firmemente no time do ‘mais alto por mais tempo'”, afirma Jorry Noeddekaer, chefe de mercados emergentes globais e Ásia da Polar Capital, em Londres, que tem posições em Micron e Sandisk. “A oferta mudou de maneira relevante com a evolução da memória de alta largura de banda, e a demanda segue forte. Também vemos um cenário plausível em que surgem contratos de longo prazo com preços negociados, o que reduziria a ciclicidade e permitiria uma gestão melhor de capacidade e preços na hora da virada.”

O salto dos lucros tem ajudado a segurar os múltiplos das fabricantes de memória, apesar do rali. Micron e Sandisk parecem até baratas, negociadas a cerca de 10 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses, enquanto o índice de semicondutores da Filadélfia opera a quase 27 vezes.

Até quando?

Esses números, porém, assumem que o boom vai durar. Pelo lucro realizado nos últimos 12 meses, o quadro muda: a Micron negocia a 46 vezes e a Sandisk a 58. O índice de semicondutores está em torno de 71 vezes — o múltiplo mais alto desde a ressaca da crise financeira de 2008. E a 15 vezes a receita, é o maior nível desde o início da série, em 2002, mais que o triplo da média do período.

“No caso dos chips, só dá para saber qual foi o pico do lucro olhando para trás”, diz Kai Wu, diretor de investimentos da Sparkline Capital, cujos ETFs têm Intel e NXP Semiconductors. “Tudo se resume a: até quando dá para esperar que a construção da infraestrutura de IA continue? Se continuar, os chips provavelmente seguem indo bem. Mas também existe a chance de a gente estar esquiando além das próprias pernas.”

Os gastos que sustentam o ciclo parecem firmes, ao menos por enquanto. As quatro maiores compradoras de equipamento de computação — Amazon, Meta, Alphabet e Microsoft — pretendem investir até US$ 725 bilhões em capital em 2026, a maior parte em data centers de IA. E planejam gastar bem mais em 2027. Só que essas empresas começam a recorrer cada vez mais ao endividamento para bancar a conta, o que abre um novo conjunto de dúvidas.

“Parece provável, no mínimo, que esse gasto vá entrar em platô — ainda que em patamar bem mais alto do que era antes”, afirma O’Gorman, da River Advisors. “Sabemos que os chips passam por ciclos e por movimentos de boom e ressaca. E isso continua valendo mesmo quando se está diante de algo com crescimento gigantesco.”

Por Jeran Wittenstein e Ryan Vlastelica, Ian King e Youkyung Lee.

Com o Brasil na sua playlist, Deezer afina estratégia com inteligência artificial

31 de Maio de 2026, 07:24

Casado com uma brasileira e fã de bossa nova, o francês Julien Delbourg tem o Brasil como um dos seus destinos mais frequentes. Mas essas passagens e conexões locais vão muito além de sua vida e gostos pessoais. E do português que ele já entende bem, mas um pouco fala – ainda. Desde março de […]

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SoftBank anuncia investimento R$ 440 bilhões em data centers na França, o país da energia nuclear

30 de Maio de 2026, 17:41

O SoftBank, do Japão, pretende investir até €75 bilhões (R$ 440 bilhões) para construir 5 gigawatts de capacidade em data centers de IA na França, num movimento que, segundo o grupo japonês, deve consolidar o país como um dos principais polos europeus de infraestrutura para IA. A escolha tem a ver com a matriz elétrica da França.

70% da energia lá vem de usinas nucleares. É o tipo ideal para alimentar data centers, já que opera 24/7 (o que as usinas eólicas e solares não fazem), não depende do mercado de combustíveis fósseis (que se mostrou mais volátil do que a encomenda, com a guerra no Irã) e não fica à mercê do clima (caso das hidrelétricas, que agonizam nas secas) – além disso, não emitem CO2.

A primeira etapa, anunciada em um comunicado neste sábado, prevê um aporte de €45 bilhões (R$ 265 bilhões) para entregar 3,1 gigawatts na região de Hauts-de-France, norte do país até 2031.

Mede-se a capacidade de data centers em Watts – quanto mais potência, maior o poder computacional, claro.

Para colocar em perspectiva: 3,1 GW é quase metade da capacidade que a Europa toda tem hoje – e dá o triplo do que o Brasil abriga (nota: não somos exatamente periféricos na área; metade da potência da América do Sul em data centers está aqui).

A SoftBank classificou o pacote como seu maior investimento em infraestrutura de IA na Europa — fruto, em boa parte, da diplomacia pessoal entre o presidente francês Emmanuel Macron e Masayoshi Son, fundador do conglomerado, que se reuniram durante a visita de Macron ao Japão neste ano.

A Bloomberg já havia informado que Son chegou a aventar um investimento de até US$ 100 bilhões na França. Acostumado a receber abordagens semelhantes de executivos, o investidor japonês se interessou ao ser procurado diretamente por um chefe de Estado e passou a estudar a proposta a sério.

Macron, o vendedor

“Fiquei muito impressionado com o engajamento pessoal de Emmanuel Macron pelo sucesso econômico da França, ainda mais considerando que nossos investimentos têm se concentrado, até aqui, sobretudo nos Estados Unidos, no Japão e na Ásia”, afirmou Son em entrevista citada pelo jornal francês La Tribune.

O plano inicial prevê data centers em Dunquerque, Bosquel e Bouchain. A SoftBank também planeja desenvolver outros sítios pelo país, “reforçando o papel da França como polo europeu líder em infraestrutura digital de próxima geração”, segundo o comunicado.

A Schneider Electric confirmou parceria em Dunquerque, com o objetivo de criar um polo de infraestrutura para IA e fabricação de robôs em um terreno bem posicionado para atender clientes em Londres, Bruxelas e Amsterdã.

Macron e Son devem formalizar o anúncio durante a cúpula Choose France, encontro anual de lideranças empresariais voltado a atrair investimentos e promover o ambiente de negócios francês.

Os tentáculos do SoftBank

O plano francês vem na esteira do anúncio feito em março pela SoftBank de um grande projeto de data center em Ohio, com potencial de US$ 500 bilhões para 10 gigawatts de capacidade — um complexo de computação em IA alimentado por cerca de US$ 33 bilhões em energia gerada a partir de gás natural.

Esses aportes se somam ao Stargate, iniciativa de US$ 500 bilhões que a SoftBank toca em parceria com OpenAI, Oracle e a MGX, de Abu Dhabi, para construir data centers pelos Estados Unidos. A SoftBank também já se comprometeu a investir mais de US$ 60 bilhões na OpenAI, em troca de uma fatia de cerca de 13%.

Os movimentos refletem a ambição crescente de Son em garantir bases de processamento em pontos estratégicos do planeta, enquanto empresas de IA correm para assegurar poder computacional suficiente e dar conta da demanda. Para o SoftBank, as novas frentes podem ajudar a diversificar as fontes de receita ligadas à IA, hoje concentradas no ChatGPT.

Há, porém, dúvidas sobre a capacidade de Son de financiar todas as suas ambições. A SoftBank reduziu o tamanho de um empréstimo garantido pela participação na OpenAI, originalmente de US$ 10 bilhões, depois da resistência de parte dos credores — o grupo e os bancos que assessoram a operação passaram a trabalhar com algo na faixa de US$ 6 bilhões, apurou a Bloomberg.

Por Benoit Berthelot e Redação InvestNews

Fintech brasileira leva Pix à era da inteligência artificial

29 de Maio de 2026, 18:22

Agentes que otimizam investimentos de acordo com os objetivos do usuário, trocam de fornecedor quando os preços de mercado mudam ou fazem as compras do mês com base no que falta na geladeira — tudo isso de forma automática. Essa realidade, que até pouco tempo parecia distante, está cada vez mais próxima com os avanços […]

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Spotify vai permitir que usuários furem a fila na compra de ingressos de shows

21 de Maio de 2026, 15:26

O Spotify anunciou uma série de iniciativas de benefícios para compra de ingressos de shows a um grande acordo de licenciamento de músicas com inteligência artificial que segundo a empresa sueca de streaming de áudio, vão impulsionar o crescimento nos próximos quatro anos.

No primeiro investor day conduzido pelos novos co-CEOs Gustav Söderström e Alex Norström, o Spotify apresentou uma visão centrada em ferramentas de personalização da experiência de escuta, seja para música, podcasts, audiolivros ou treinos. Os investidores gostaram do que ouviram: as ações da empresa subiram até 18% durante a apresentação.

Um dos anúncios mais aguardados foi um acordo de licenciamento com a Universal Music Group, que responde a uma das maiores preocupações de Wall Street em relação à inteligência artificial.

O contrato permitirá ao Spotify lançar uma ferramenta para que fãs criem versões e regravações das músicas de seus artistas favoritos desde que esses artistas e compositores optem por participar. Movida por IA generativa, a ferramenta será oferecida como um complemento pago para assinantes do Spotify Premium, abrindo novas fontes de receita tanto para a plataforma quanto para artistas e compositores, além do que já ganham com o streaming.

O Spotify vinha trabalhando com a indústria musical em formas de aproveitar o potencial da IA sem violar os direitos dos artistas. Em outubro do ano passado, a empresa havia anunciado um acordo com as maiores gravadoras para o uso “responsável” da tecnologia, mas sem detalhar como isso se traduziria na prática. O acordo com a Universal marca a entrada efetiva do Spotify na criação de música com IA.

“Não existe um player de mídia para a era generativa”, disse o co-CEO Gustav Söderström. “Acreditamos que o Spotify se tornará esse player.”

“Esta era da criação não precisa ameaçar o futuro da música”, disse Charlie Hellman, chefe de música do Spotify. “Como construímos o sistema de forma legal, confiável e alinhada, podemos garantir que o valor retorne às pessoas que o criaram.”

Fila furada

Outro anúncio de destaque foi uma parceria multianual com a Live Nation, maior promotora e vendedora de ingressos do mundo, para oferecer aos maiores fãs de cada artista a chance de comprar dois ingressos antes que entrem em venda para o público geral. O benefício, chamado de “Reserved“, será lançado primeiro nos Estados Unidos neste verão, com planos de expansão para outros mercados.

Mas não basta ser assinante Premium: os fãs serão selecionados com base em critérios como volume de streams e compartilhamentos do artista dentro do aplicativo. Quem for contemplado terá cerca de um dia para efetuar a compra. A disponibilidade de ingressos varia por artista, turnê e localidade.

A iniciativa mira um problema crônico enfrentado pelos fãs: a dificuldade de comprar ingressos pelo preço de face antes que revendedores e bots esgotem o estoque. Quem tenta garantir ingressos por meio de pré-vendas para membros de fã-clubes frequentemente enfrenta filas longas para um número limitado de lugares.

“Sem correr contra bots, sem ficar caçando códigos de pré-venda. Apenas dois ingressos reservados para você”, disse Rene Volker, diretora sênior de música ao vivo do Spotify. “Por quê? Porque você os mereceu.”

Metas e contexto

As apresentações desta quinta-feira foram desenhadas para reconquistar a confiança dos investidores e demonstrar que o Spotify ainda tem capacidade de inovar. Wall Street vinha cética quanto à capacidade da empresa de controlar custos e se manter à frente dos concorrentes — especialmente no campo da IA. Essas preocupações pesaram sobre as ações, que acumulavam queda de 25% até o fechamento de quarta-feira.

Para o período até 2030, o Spotify projetou crescimento anual composto em torno dos dois dígitos médios, margem bruta entre 35% e 40% e margem operacional acima de 20%. A empresa reafirmou também suas metas de longo prazo: 1 bilhão de assinantes, US$ 100 bilhões em receita e margem bruta acima de 40%.

O Spotify reforçou que vê podcasts e audiolivros como complementares à música — e que a combinação dos três formatos tem ajudado a converter ouvintes gratuitos em assinantes pagos. Hoje, mais de 500 milhões de pessoas já assistiram a um podcast em vídeo na plataforma, alta de quase 50% em um ano. Em poucos anos, o Spotify já capturou cerca de 20% do mercado de audiolivros nos Estados Unidos.

Usuários que consomem os três formatos — música, podcasts e audiolivros — acessam o Spotify quase todos os dias do mês. É o perfil que os executivos chamaram de “usuário do dia todo.”

Entre as novidades está o Personal Podcasts, que permite ao usuário escrever um prompt no aplicativo e receber um episódio curto e personalizado em resposta — como, por exemplo: “Me dê as novidades da minha cidade e fale sobre shows de artistas que eu amo.” “Vemos isso muito mais como um resumo diário e um motor de recomendações do que algo que substituiria seus podcasts favoritos”, disse Söderström.

O negócio de podcasts já é lucrativo há dois anos, segundo a empresa. Já o Audiobook+, plano que oferece horas extras de audiolivros por uma taxa adicional, já tem 1 milhão de assinantes e deve gerar US$ 100 milhões em receita anualizada.

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Spotify vai permitir que usuários furem a fila na compra de ingressos de shows

21 de Maio de 2026, 15:26

O Spotify anunciou uma série de iniciativas de benefícios para compra de ingressos de shows a um grande acordo de licenciamento de músicas com inteligência artificial que segundo a empresa sueca de streaming de áudio, vão impulsionar o crescimento nos próximos quatro anos.

No primeiro investor day conduzido pelos novos co-CEOs Gustav Söderström e Alex Norström, o Spotify apresentou uma visão centrada em ferramentas de personalização da experiência de escuta, seja para música, podcasts, audiolivros ou treinos. Os investidores gostaram do que ouviram: as ações da empresa subiram até 18% durante a apresentação.

Um dos anúncios mais aguardados foi um acordo de licenciamento com a Universal Music Group, que responde a uma das maiores preocupações de Wall Street em relação à inteligência artificial.

O contrato permitirá ao Spotify lançar uma ferramenta para que fãs criem versões e regravações das músicas de seus artistas favoritos desde que esses artistas e compositores optem por participar. Movida por IA generativa, a ferramenta será oferecida como um complemento pago para assinantes do Spotify Premium, abrindo novas fontes de receita tanto para a plataforma quanto para artistas e compositores, além do que já ganham com o streaming.

O Spotify vinha trabalhando com a indústria musical em formas de aproveitar o potencial da IA sem violar os direitos dos artistas. Em outubro do ano passado, a empresa havia anunciado um acordo com as maiores gravadoras para o uso “responsável” da tecnologia, mas sem detalhar como isso se traduziria na prática. O acordo com a Universal marca a entrada efetiva do Spotify na criação de música com IA.

“Não existe um player de mídia para a era generativa”, disse o co-CEO Gustav Söderström. “Acreditamos que o Spotify se tornará esse player.”

“Esta era da criação não precisa ameaçar o futuro da música”, disse Charlie Hellman, chefe de música do Spotify. “Como construímos o sistema de forma legal, confiável e alinhada, podemos garantir que o valor retorne às pessoas que o criaram.”

Fila furada

Outro anúncio de destaque foi uma parceria multianual com a Live Nation, maior promotora e vendedora de ingressos do mundo, para oferecer aos maiores fãs de cada artista a chance de comprar dois ingressos antes que entrem em venda para o público geral. O benefício, chamado de “Reserved“, será lançado primeiro nos Estados Unidos neste verão, com planos de expansão para outros mercados.

Mas não basta ser assinante Premium: os fãs serão selecionados com base em critérios como volume de streams e compartilhamentos do artista dentro do aplicativo. Quem for contemplado terá cerca de um dia para efetuar a compra. A disponibilidade de ingressos varia por artista, turnê e localidade.

A iniciativa mira um problema crônico enfrentado pelos fãs: a dificuldade de comprar ingressos pelo preço de face antes que revendedores e bots esgotem o estoque. Quem tenta garantir ingressos por meio de pré-vendas para membros de fã-clubes frequentemente enfrenta filas longas para um número limitado de lugares.

“Sem correr contra bots, sem ficar caçando códigos de pré-venda. Apenas dois ingressos reservados para você”, disse Rene Volker, diretora sênior de música ao vivo do Spotify. “Por quê? Porque você os mereceu.”

Metas e contexto

As apresentações desta quinta-feira foram desenhadas para reconquistar a confiança dos investidores e demonstrar que o Spotify ainda tem capacidade de inovar. Wall Street vinha cética quanto à capacidade da empresa de controlar custos e se manter à frente dos concorrentes — especialmente no campo da IA. Essas preocupações pesaram sobre as ações, que acumulavam queda de 25% até o fechamento de quarta-feira.

Para o período até 2030, o Spotify projetou crescimento anual composto em torno dos dois dígitos médios, margem bruta entre 35% e 40% e margem operacional acima de 20%. A empresa reafirmou também suas metas de longo prazo: 1 bilhão de assinantes, US$ 100 bilhões em receita e margem bruta acima de 40%.

O Spotify reforçou que vê podcasts e audiolivros como complementares à música — e que a combinação dos três formatos tem ajudado a converter ouvintes gratuitos em assinantes pagos. Hoje, mais de 500 milhões de pessoas já assistiram a um podcast em vídeo na plataforma, alta de quase 50% em um ano. Em poucos anos, o Spotify já capturou cerca de 20% do mercado de audiolivros nos Estados Unidos.

Usuários que consomem os três formatos — música, podcasts e audiolivros — acessam o Spotify quase todos os dias do mês. É o perfil que os executivos chamaram de “usuário do dia todo.”

Entre as novidades está o Personal Podcasts, que permite ao usuário escrever um prompt no aplicativo e receber um episódio curto e personalizado em resposta — como, por exemplo: “Me dê as novidades da minha cidade e fale sobre shows de artistas que eu amo.” “Vemos isso muito mais como um resumo diário e um motor de recomendações do que algo que substituiria seus podcasts favoritos”, disse Söderström.

O negócio de podcasts já é lucrativo há dois anos, segundo a empresa. Já o Audiobook+, plano que oferece horas extras de audiolivros por uma taxa adicional, já tem 1 milhão de assinantes e deve gerar US$ 100 milhões em receita anualizada.

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Avanço de IA cria “fosso” entre empresas tech e consolida ameaça à era do software

21 de Maio de 2026, 14:33

O boom da inteligência artificial abriu um desnível inédito no setor de tecnologia, deslocando a criação de valor para a infraestrutura física que sustenta os modelos de IA e pressionando empresas de software — inclusive as de SaaS — a reavaliarem seus modelos de negócio. Esse fosso se reflete no desempenho no mercado acionário dos […]

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O que a BluStone viu na Sinatra AI, startup que caça erros no e‑commerce

21 de Maio de 2026, 10:06

A startup brasileira Sinatra AI, que usa inteligência artificial para reduzir perdas no e-commerce, movimentou R$ 10 milhões em uma rodada seed. O aporte foi liderado pela BluStone e teve participação de Caravela Capital, GR8 Ventures e Plug and Play. Além da injeção de capital, parte dos recursos da rodada foi destinada à compra da […]

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Google e Blackstone lançam empresa de nuvem para IA com aporte de US$ 25 bi

18 de Maio de 2026, 23:13

A Alphabet, controladora do Google, concordou em criar um negócio de computação em nuvem voltado à inteligência artificial em parceria com a Blackstone, em uma tentativa de competir com empresas como a CoreWeave em um mercado em rápida expansão.

O projeto contará com um aporte inicial de US$ 5 bilhões em capital próprio da Blackstone, que será a acionista majoritária da nova empresa, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira. Considerando alavancagem financeira, o investimento total chegará a US$ 25 bilhões, de acordo com uma pessoa familiarizada com o assunto.

A meta é alcançar, até 2027, uma capacidade computacional equivalente a 500 megawatts. Os data centers utilizarão os chips de inteligência artificial desenvolvidos pelo próprio Google, chamados tensor processing units (TPUs), projetados para treinar e operar modelos de IA. O veterano executivo do Google Benjamin Treynor Sloss assumirá como CEO da nova companhia.

O movimento reforça o boom global de investimentos em infraestrutura computacional, base dos modelos e serviços de inteligência artificial. O Google vem expandindo sua linha de chips de IA e buscando capacidade adicional de data centers para acomodá-los, em resposta ao aumento da demanda tanto de usuários internos quanto de clientes externos.

A nova empresa competirá com as chamadas “neoclouds”, como CoreWeave e Nebius, que oferecem poder computacional para provedores de serviços de IA. Muitas delas têm apoio da Nvidia e utilizam as GPUs da fabricante, unidades de processamento gráfico voltadas a inteligência artificial.

No início deste mês, a Blackstone realizou a oferta pública inicial da Blackstone Digital Infrastructure Trust, veículo de aquisição de data centers criado para comprar propriedades já construídas e alugadas que se beneficiam do boom da inteligência artificial.

A Blackstone, que administra mais de US$ 1,3 trilhão em ativos, se apresenta como a maior fornecedora global de data centers. A gestora adquiriu a operadora de data centers QTS em 2021 e comprou a empresa australiana de computação AirTrunk em 2024.

O Google já desponta como um dos maiores beneficiados pela onda de investimentos em inteligência artificial. As receitas de sua divisão de computação em nuvem aceleram fortemente, enquanto seus próprios serviços de IA ganham adesão entre consumidores.

© 2026 Bloomberg L.P.

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Funcionários do Google pedem que CEO bloqueie uso de IA para fins militares dos EUA

27 de Abril de 2026, 22:08

Mais de 500 funcionários do Google assinaram nesta segunda-feira, 27, uma carta aberta ao CEO, Sundar Pichai, pedindo que ele se recuse a permitir que o governo dos Estados Unidos use a tecnologia de inteligência artificial (IA) da empresa em operações militares sigilosas.

“Queremos ver a IA beneficiar a humanidade, e não ser usada de maneiras desumanas ou extremamente prejudiciais”, diz a carta, enviada a Pichai. “Isso inclui armas autônomas letais e vigilância em massa, mas vai além.”

“A única forma de garantir que o Google não seja associado a esse tipo de dano é rejeitar qualquer trabalho classificado”, prossegue o texto. “Caso contrário, esses usos podem ocorrer sem o nosso conhecimento ou sem que tenhamos poder para impedi-los.”

Após um conflito entre o Pentágono e a Anthropic, grandes empresas de tecnologia estão sob pressão para definir uma posição sobre o uso militar e de seus produtos de IA.

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O segredo dos CEOs que transformaram a IA em uma ferramenta de bem-estar e lucro para suas equipes

27 de Abril de 2026, 17:21

O avanço exponencial da Inteligência Artificial (IA) em 2026 trouxe consigo uma constatação inevitável para o mundo corporativo. O sucesso da tecnologia não reside na sofisticação dos algoritmos, mas na profundidade da sua integração com o capital humano.

Leia mais em: https://exame.com/inteligencia-artificial/o-segredo-dos-ceos-que-transformaram-a-ia-em-uma-ferramenta-de-bem-estar-e-lucro-para-suas-equipes/

Prévias dos modelos DeepSeek V4 chegam com arquitetura gigante e mais baratos que rivais

25 de Abril de 2026, 11:26

A DeepSeek, startup chinesa de inteligência artificial sediada em Hangzhou, pode movimentar o setor novamente com os recém-anunciados primeiros modelos da série V4: DeepSeek-V4-Pro e o DeepSeek-V4-Flash. Ambos estão acessíveis como prévia e rodam sobre arquitetura Mixture of Experts (MoE) — desenho em que apenas um subconjunto dos pesos é acionado em cada requisição. A técnica é pensada para reduzir o consumo computacional sem sacrificar a capacidade total do modelo, o que explica a classificação da nova era como "econômica" pela empresa.

Leia mais em: https://exame.com/inteligencia-artificial/previas-dos-modelos-deepseek-v4-chegam-com-arquitetura-gigante-e-mais-baratos-que-rivais/

Banqueiro oferece mansão avaliada em quase R$ 25 mi em troca de ações da Anthropic

25 de Abril de 2026, 10:48

A corrida por ações da Anthropic está tão frenética nas últimas semanas que o banqueiro Storm Duncan, fundador do banco de investimentos focado em tecnologia Ignatious, resolveu adotar uma tática inusitada.

Duncan decidiu oferecer sua mansão em Marin County, na Califórnia, avaliada em quase R$ 25 milhões, em troca de ações da companhia, segundo o Business Insider.

A oferta vem após o valuation da Anthropic chegar a US$ 1 trilhão, motivada por investidores que ficaram impressionados com o crescimento de receita após o lançamento do assistente de IA Claude.

A propriedade, que tem mais de 50 mil metros quadrados, tem uma piscina de borda infinita com vista para São Francisco e um spa completo. Além disso, segundo Duncan, está a “20 minutos dos escritórios da Anthropic na cidade.”

Com a oferta de troca, o empresário espera chamar a atenção de funcionários da empresa que têm ações para vender. Ele afirma que já teve diversas propostas e insiste que a proposta é real.

Questionado sobre o motivo de ele não simplesmente comprar ações, ele explica que, como um investidor pequeno, ele jamais seria capaz de conseguir os papéis diretamente.

Duncan já têm ações da Anthropic que ele adquiriu em 2024, quando era muito mais fácil de consegui-las. Ele reforça que agora gostaria de reforçar seu portfólio depois de ficar impressionado com os resultados da ferramenta de IA Claude.

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ARTIGO: Por que os líderes não confiam na capacidade de transformação de suas empresas?

25 de Abril de 2026, 09:25

Nas artes marciais japonesas, existe um conceito que não tem boa tradução para o português. Chama-se zanshin, a atenção que permanece depois que a técnica foi realizada. O golpe terminou, mas o guerreiro não relaxa, porque sabe que o momento ainda não terminou. Os gregos chamavam de phronesis a prudência prática, agir no momento certo, […]

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Nvidia (NVDA) recupera valor de mercado acima de US$ 5 trilhões

25 de Abril de 2026, 08:27

A Nvidia (NVDA) recuperou o valor de mercado de US$ 5 trilhões após suas ações avançarem a patamar recorde nesta sexta-feira (24), em meio a um rali de companhias de chips na esteira de ganhos da Intel.

As ações NVDA da companhia subiram 4,2% (US$ 208,27) e adicionou mais de US$ 200 bilhões em valor de mercado, liderando o ranking como empresa mais valiosa do mundo, segundo o site Companies Market Cap.

O ranking das maiores empresas em capitalização de mercado traz ainda Alphabet, Apple, Microsoft e Amazon, todas norte-americanas. A TSMC, com sede em Taiwan, aparece em sexto lugar, com valor de mercado de US$ 2,09 trilhões.

O ímpeto da Nvidia e de outras empresas de semicondutores foi ajudado pela Intel. As ações da empresa escalaram quase 24%, após a divulgação de fortes resultados do primeiro trimestre. Os papéis já mais que dobraram de valor neste ano, acompanhando a melhora das perspectivas da empresa, com sua relação preço da ação em relação aos lucros projetados em um patamar recorde.

Para analistas do Banf of America (BofA) Securities, a Intel mostrou um trimestre sólido e perspectiva de aceleração da demanda e do poder de precificação em CPUs para servidores que impulsionam cargas de trabalho de inteligência artificial (IA) agêntica.

“Apesar do aumento da demanda por CPUs de servidor, os analistas do BofA observam que a rival AMD tem um produto para servidores mais forte e que variantes baseadas em ARM (NVDA Vera, AWS Graviton, Google Axion, ARM AGI) podem ganhar participação sobre os “x86”. A arquitetura x86 é uma família de conjuntos de instruções CISC para processadores, iniciada pela Intel com o 8086 em 1978.

AI Summit 2026: EXAME reúne líderes para moldar o futuro da Inteligência Artificial nos negócios

24 de Abril de 2026, 17:46

A Inteligência Artificial deixou de ser uma promessa tecnológica para se tornar o motor central da competitividade global. Para guiar as lideranças brasileiras nessa transição, a EXAME realiza a primeira edição do AI Summit, um encontro estratégico desenhado para transformar a curiosidade técnica em resultados práticos de negócio, no dia 2 de junho, em São Paulo.

Leia mais em: https://exame.com/inteligencia-artificial/ai-summit-2026-exame-reune-lideres-para-moldar-o-futuro-da-inteligencia-artificial-nos-negocios/

Google investirá até US$40 bilhões na Anthropic

24 de Abril de 2026, 17:25

A Alphabet (GOGL34), controladora do Google, investirá até US$40 bilhões na Anthropic, aprofundando parceria com a startup de inteligência artificial que também é sua rival no setor.

A Anthropic disse nesta sexta-feira que o Google se comprometeu a investir US$10 bilhões agora em dinheiro, dando à Anthropic um valor de mercado de US$350 bilhões, e investirá mais US$30 bilhões se a empresa criadora do chatbot Claude cumprir metas de desempenho.

O anúncio da Alphabet ocorre poucos dias depois que a Amazon disse que investirá até US$25 bilhões na Anthropic, que conseguiu se destacar no concorrido setor de IA ao concentrar o treinamento de seus modelos em ferramentas de programação de software.

A receita anualizada da Anthropic ultrapassou US$ 30 bilhões este mês, acima dos cerca de US$ 9 bilhões no final de 2025.

A startup levantou US$ 30 bilhões em uma rodada de financiamento em fevereiro que a avaliou em US$380 bilhões.

A forte demanda pela família de modelos de IA Claude levou a Anthropic a assinar vários acordos importantes recentemente para adquirir mais capacidade de computação.

No início deste mês, a empresa acertou acordos plurianuais com a fabricante de chips Broadcom e com a empresa de infraestrutura de computação em nuvem CoreWeave, e também deve garantir quase 1 gigawatt de capacidade por meio dos chips da Amazon até o final do ano.

No ano passado, a Anthropic disse que investiria US$50 bilhões na construção de data centers nos EUA para garantir a infraestrutura de implantação e treinamento de seus modelos.

No início deste ano, uma série de lançamentos de plug-ins para o agente Cowork da Anthropic provocou uma venda brutal de ações de empresas de software no mundo, uma vez que investidores avaliaram o potencial disruptivo das ferramentas de IA da empresa.

Google “turbina” a Anthropic, dona do Claude, com investimento de US$ 40 bilhões

24 de Abril de 2026, 16:40

Na corrida para ser o principal nome de inteligência artificial (IA) do mundo, a Anthropic está buscando recursos e fechando acordos comerciais para não ser atrapalhada pelo próprio sucesso e seguir tranquila rumo ao IPO. O mais recente acerto é com o Google, com quem fechou um aporte adicional que pode alcançar US$ 40 bilhões, […]

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Parceiras ou rivais? Google planeja investir até US$ 40 bilhões na Anthropic, dona do Claude

24 de Abril de 2026, 13:56

O Google vai investir US$ 10 bilhões na Anthropic, dona do dona do Claude, com a possibilidade de aportar outros US$ 30 bilhões no futuro, fortalecendo a relação entre as duas empresas, que são ao mesmo tempo parceiras e rivais na corrida pela inteligência artificial.

A Anthropic informou que o Google fará um investimento inicial de US$ 10 bilhões em dinheiro, com base em uma avaliação de US$ 350 bilhões — o mesmo valor atribuído à empresa em uma rodada de fevereiro, sem considerar os recursos mais recentes. A Alphabet poderá investir mais US$ 30 bilhões caso a Anthropic atinja metas de desempenho, além de apoiar uma expansão significativa da capacidade computacional da startup.

A Anthropic acelerou a captação de recursos após o sucesso do Claude Code, um agente de IA que agiliza o desenvolvimento de software. No início da semana, a empresa anunciou ter levantado mais US$ 5 bilhões com a Amazon, também a uma avaliação de US$ 350 bilhões, com opção de receber outros US$ 20 bilhões ao longo do tempo. Em fevereiro, a startup já havia captado US$ 30 bilhões, e investidores passaram a considerar avaliações de até US$ 800 bilhões.

A Anthropic é uma importante cliente dos chips e serviços de nuvem do Google — áreas que a empresa busca expandir à medida que seu principal negócio, a publicidade em buscas, amadurece. O Google Cloud fornecerá 5 gigawatts de capacidade computacional à Anthropic nos próximos cinco anos, com possibilidade de expansão. O acordo amplia uma parceria anunciada recentemente entre Anthropic, Google e a Broadcom.

As ações do Google subiam mais de 1% nesta sexta-feira, negociadas a US$ 341 por volta do meio-dia.

As unidades de processamento tensorial (TPUs) do Google são uma das principais alternativas aos chips da Nvidia, tornando-se um recurso escasso e valioso para empresas como a Anthropic, em um setor que exige enorme capacidade de processamento.

A Anthropic, que avalia realizar uma oferta pública inicial já em outubro, busca expandir sua infraestrutura para atender à crescente demanda por seus produtos.

O Claude Code rapidamente se tornou uma ferramenta popular entre engenheiros do Vale do Silício — inclusive dentro do próprio Google —, impulsionando a concorrência no setor. Outro produto, o agente Cowork, também vem ganhando tração por permitir o uso sem necessidade de programação.

Parceria entre Google e Anthropic

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, trabalhou no Google no início da carreira. As empresas mantêm laços próximos desde a fundação da Anthropic em 2021 por ex-funcionários da OpenAI. No ano passado, o Google já havia se comprometido a fornecer até 1 milhão de chips TPU à startup, em um acordo avaliado em dezenas de bilhões de dólares, além de já ter investido cerca de US$ 3 bilhões até então.

Apesar da parceria, as empresas também competem para liderar o desenvolvimento de sistemas de IA capazes de rivalizar com humanos e conquistar clientes corporativos. Nos últimos meses, executivos do Google demonstraram preocupação com a posição da empresa no mercado de ferramentas de programação com IA, atualmente dominado pela Anthropic.

O futuro da startup também envolve riscos. A Anthropic foi classificada pelo Pentágono como um possível risco na cadeia de suprimentos — decisão que a empresa contesta na Justiça — após disputas sobre o uso de sua tecnologia pelas Forças Armadas dos EUA.

Analistas também levantam preocupações sobre acordos considerados “circulares”, nos quais grandes empresas de tecnologia investem em startups de IA enquanto também vendem a elas chips e capacidade de data centers.

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Parceiras ou rivais? Google planeja investir até US$ 40 bilhões na Anthropic, dona do Claude

24 de Abril de 2026, 13:56

O Google vai investir US$ 10 bilhões na Anthropic, dona do dona do Claude, com a possibilidade de aportar outros US$ 30 bilhões no futuro, fortalecendo a relação entre as duas empresas, que são ao mesmo tempo parceiras e rivais na corrida pela inteligência artificial.

A Anthropic informou que o Google fará um investimento inicial de US$ 10 bilhões em dinheiro, com base em uma avaliação de US$ 350 bilhões — o mesmo valor atribuído à empresa em uma rodada de fevereiro, sem considerar os recursos mais recentes. A Alphabet poderá investir mais US$ 30 bilhões caso a Anthropic atinja metas de desempenho, além de apoiar uma expansão significativa da capacidade computacional da startup.

A Anthropic acelerou a captação de recursos após o sucesso do Claude Code, um agente de IA que agiliza o desenvolvimento de software. No início da semana, a empresa anunciou ter levantado mais US$ 5 bilhões com a Amazon, também a uma avaliação de US$ 350 bilhões, com opção de receber outros US$ 20 bilhões ao longo do tempo. Em fevereiro, a startup já havia captado US$ 30 bilhões, e investidores passaram a considerar avaliações de até US$ 800 bilhões.

A Anthropic é uma importante cliente dos chips e serviços de nuvem do Google — áreas que a empresa busca expandir à medida que seu principal negócio, a publicidade em buscas, amadurece. O Google Cloud fornecerá 5 gigawatts de capacidade computacional à Anthropic nos próximos cinco anos, com possibilidade de expansão. O acordo amplia uma parceria anunciada recentemente entre Anthropic, Google e a Broadcom.

As ações do Google subiam mais de 1% nesta sexta-feira, negociadas a US$ 341 por volta do meio-dia.

As unidades de processamento tensorial (TPUs) do Google são uma das principais alternativas aos chips da Nvidia, tornando-se um recurso escasso e valioso para empresas como a Anthropic, em um setor que exige enorme capacidade de processamento.

A Anthropic, que avalia realizar uma oferta pública inicial já em outubro, busca expandir sua infraestrutura para atender à crescente demanda por seus produtos.

O Claude Code rapidamente se tornou uma ferramenta popular entre engenheiros do Vale do Silício — inclusive dentro do próprio Google —, impulsionando a concorrência no setor. Outro produto, o agente Cowork, também vem ganhando tração por permitir o uso sem necessidade de programação.

Parceria entre Google e Anthropic

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, trabalhou no Google no início da carreira. As empresas mantêm laços próximos desde a fundação da Anthropic em 2021 por ex-funcionários da OpenAI. No ano passado, o Google já havia se comprometido a fornecer até 1 milhão de chips TPU à startup, em um acordo avaliado em dezenas de bilhões de dólares, além de já ter investido cerca de US$ 3 bilhões até então.

Apesar da parceria, as empresas também competem para liderar o desenvolvimento de sistemas de IA capazes de rivalizar com humanos e conquistar clientes corporativos. Nos últimos meses, executivos do Google demonstraram preocupação com a posição da empresa no mercado de ferramentas de programação com IA, atualmente dominado pela Anthropic.

O futuro da startup também envolve riscos. A Anthropic foi classificada pelo Pentágono como um possível risco na cadeia de suprimentos — decisão que a empresa contesta na Justiça — após disputas sobre o uso de sua tecnologia pelas Forças Armadas dos EUA.

Analistas também levantam preocupações sobre acordos considerados “circulares”, nos quais grandes empresas de tecnologia investem em startups de IA enquanto também vendem a elas chips e capacidade de data centers.

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Meta, Nike e Microsoft cortam milhares de vagas e mostram impacto da IA no mercado de trabalho

23 de Abril de 2026, 19:30

A corrida da inteligência artificial já começa a aparecer com mais força nas decisões de emprego de gigantes globais. Em movimentos anunciados nesta quinta-feira, 23, Nike, Meta e Microsoft detalharam mudanças em suas estruturas de pessoal enquanto aceleram automação, reorganização interna e investimentos bilionários em IA.

Os casos não são idênticos, mas apontam na mesma direção: a tecnologia deixou de ser apenas uma frente de crescimento e passou também a redesenhar estruturas de custo, operações e equipes.

Entre os números já confirmados, Nike e Meta somam 9,4 mil vagas afetadas.

A Nike anunciou o corte de 1.400 postos, menos de 2% de sua força de trabalho total, com impacto concentrado em funções de tecnologia dentro da equipe global de operações. Em mensagem aos funcionários, a empresa disse que está enxugando a estrutura e ampliando o uso de automação para ganhar velocidade, simplicidade e precisão.

A Meta, por sua vez, informou que vai cortar 10% da força de trabalho, o equivalente a cerca de 8 mil pessoas. Os desligamentos começam em 20 de maio, e a empresa também desistiu de contratar para 6 mil vagas abertas.

A justificativa é a busca por mais eficiência enquanto a companhia intensifica sua aposta em inteligência artificial, área em que tenta ganhar terreno diante de OpenAI, Google e Anthropic.

No caso da Microsoft, o movimento foi diferente, mas aponta para a mesma pressão. A empresa criou um programa de desligamento voluntário nos Estados Unidos para cerca de 7% de sua força de trabalho no país — o equivalente a quase 8,75 mil pessoas elegíveis, considerando a base de 125 mil funcionários nos EUA em junho de 2025.

Efeito IA

Não se trata, portanto, de um corte confirmado nessa magnitude, mas de uma iniciativa para reduzir despesas em paralelo à expansão acelerada dos investimentos em infraestrutura de IA.

A mensagem comum é que a inteligência artificial está alterando a equação financeira e operacional das companhias, inclusive fora do setor puro de tecnologia.

homem teclando em um notebook, com uma projeção virtual do chat gpt
Na Microsoft, o investimento em IA tem crescido; a empresa é uma das investidoras do ChatGPT Imagem: Bussarin Rinchumrus / iStock

Na Meta e na Microsoft, isso aparece de forma mais direta: as empresas tentam abrir espaço para bancar a conta cada vez maior de data centers, chips, nuvem e desenvolvimento de modelos.

Na Nike, o discurso é menos centrado em IA generativa, mas a lógica é parecida: mais automação, menos complexidade e estrutura mais enxuta.

Essa pressão já aparece também na escala dos investimentos. No mesmo dia em que anunciou o programa de desligamento voluntário, a Microsoft informou que vai investir US$ 18 bilhões em nuvem e infraestrutura de IA na Austrália. A empresa já havia anunciado um pacote de US$ 10 bilhões ao longo de quatro anos no Japão.

Na Meta, o foco de Mark Zuckerberg segue sendo reforçar a posição da companhia em inteligência artificial, inclusive com novas ferramentas internas e reforço no desenvolvimento de modelos.

Se antes a promessa da IA estava concentrada no potencial de criar produtos e abrir novas receitas, o que Nike, Meta e Microsoft mostram é que ela também já está servindo para justificar enxugamento, automação e reconfiguração do trabalho.

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Três dicas para melhorar seus textos no ChatGPT

21 de Abril de 2026, 05:00

A popularização do ChatGPT mudou a forma como profissionais escrevem — de e-mails a relatórios estratégicos. Mas, na prática, o que separa um texto genérico de um conteúdo realmente relevante ainda está na forma como a ferramenta é utilizada.

Leia mais em: https://exame.com/inteligencia-artificial/tres-dicas-para-melhorar-seus-textos-no-chatgpt/

O erro que arruína suas perguntas à IA — e como corrigi-lo agora

21 de Abril de 2026, 05:00

A inteligência artificial generativa se tornou uma ferramenta cotidiana no trabalho. De relatórios a planejamento estratégico, ela já está integrada à rotina de executivos, analistas e empreendedores.

Leia mais em: https://exame.com/inteligencia-artificial/o-erro-que-arruina-suas-perguntas-a-ia-e-como-corrigi-lo-agora/

Como dois irmãos usaram IA para criar uma empresa de US$ 1,8 bilhão

21 de Abril de 2026, 05:00

Nos últimos anos, empreendedores têm usado IA não apenas para otimizar processos, mas para criar empresas inteiras com estruturas enxutas e altamente escaláveis.

Leia mais em: https://exame.com/inteligencia-artificial/como-dois-irmaos-usaram-ia-para-criar-uma-empresa-de-us-18-bilhao/

Nuvini, de Pierre Schurmann, faz maior M&A de sua história para avançar em IA

6 de Abril de 2026, 14:59

A Nuvini anunciou nesta segunda-feira, 6 de abril, a maior aquisição de sua história e a primeira fora do Brasil, com o objetivo de avançar no tema mais quente do momento: a inteligência artificial (IA). A holding de internet, criada em 2020 por Pierre Schurmann e que reúne empresas de software as a service (SaaS) […]

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NeuralMed renova pitch e renasce com novo nome

3 de Abril de 2026, 09:00
healthtech

Os sinais de que a operação da NeuralMed inspirava sérios cuidados vieram em junho de 2025. Na época, a startup chegou ao pior momento da sua história, iniciada em 2018, ao computar uma receita recorrente mensal abaixo de R$ 100 mil e uma carteira de apenas oito clientes. Esses indicadores não condiziam com a tese […]

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Inteligência Artificial impõe desafio e necessidade de regulação, diz Barroso

25 de Março de 2026, 19:00

O impacto que a inteligência artificial (IA) terá na vida das pessoas e das empresas será muito maior do que todas as grandes invenções da história. Por isso, segundo Luís Roberto Barroso, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), é preciso começar a discutir como regular a tecnologia, mas sem criar regras que travem a pesquisa […]

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Renner, Vivo e iFood: a IA está em todos os lugares no palco do South Summit Brazil

25 de Março de 2026, 18:12
inteligência artificial varejo

Se, nos bastidores, a eleição presidencial e a guerra entre os EUA e o Irã dominam as conversas do South Summit Brazil, no palco o assunto é outro. A inteligência artificial domina praticamente todos os painéis. Um exemplo é a IA visível e invisível na Renner, que trouxe ao South Summit Brazil os primeiros resultados […]

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Seis executivos da Meta e uma missão: fazer a companhia chegar a US$ 9 trilhões em valor de mercado

25 de Março de 2026, 09:07

Na Meta, empresa de Mark Zuckerberg, o C-Level pode ter um papel ainda mais essencial na elevação do valuation da companhia para US$ 9 trilhões, o que representaria um aumento de cerca de 500% em relação ao valor de mercado atual da companhia, de US$ 1,5 trilhão. A estratégia da empresa é incentivá-los a expandir […]

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Visa aposta em agent commerce para redefinir o e-commerce

25 de Março de 2026, 07:50
Succi

A ideia de navegar por sites, comparar preços e decidir manualmente uma compra pode estar com os dias contados. No lugar desse modelo, começa a ganhar espaço o chamado agent commerce, em que o consumidor pode delegar a agentes de inteligência artificial a jornada de consumo, da busca pelo produto até o pagamento. Essa transformação […]

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Como o McDonald’s está otimizando o atendimento automatizado testando robôs com IA

24 de Março de 2026, 16:23

Robôs servindo clientes em um restaurante já não é mais coisa de filme. Uma unidade do McDonald’s em Xangai testou o uso de robôs humanoides para interagir com clientes e apoiar o atendimento. 

Leia mais em: https://exame.com/inteligencia-artificial/como-o-mcdonalds-esta-otimizando-o-atendimento-automatizado-testando-robos-com-ia/

Duna e o alerta silencioso sobre o poder por trás da inteligência artificial

24 de Março de 2026, 16:20

Muito além de vermes gigantes e viagens interestelares, Duna, de Frank Herbert, volta ao debate com um elemento que soa cada vez menos fictício.

Leia mais em: https://exame.com/inteligencia-artificial/duna-e-o-alerta-silencioso-sobre-o-poder-por-tras-da-inteligencia-artificial/

Relatório aponta Ásia como novo polo global de IA

24 de Março de 2026, 14:33

O centro global do desenvolvimento da inteligência artificial (IA) avança para a Ásia, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (24) pelo Fórum Boao para a Ásia. O documento afirma que as economias asiáticas aceleram a adoção e a produção de tecnologia, apoiadas por grandes populações digitais, políticas públicas e uso em larga escala.

Leia mais em: https://exame.com/inteligencia-artificial/relatorio-aponta-asia-como-novo-polo-global-de-ia/

Inteligência artificial: descubra os três empregos que estão a salvo da tecnologia, segundo Bill Gates

22 de Março de 2026, 09:03

À medida que a inteligência artificial (IA) avança em ritmo acelerado, o cofundador da Microsoft, Bill Gates, faz um diagnóstico direto: a tecnologia deve substituir humanos “na maioria das coisas” — e isso pode acontecer mais rápido do que o mercado imagina.

Em entrevista ao The Tonight Show Starring Jimmy Fallon, o bilionário afirmou que habilidades hoje consideradas raras — como a de um “grande médico” ou um “grande professor” — tendem a se tornar abundantes e até gratuitas com a popularização da IA.

“Na próxima década, ótimos conselhos médicos e aulas particulares de qualidade serão comuns”, disse Gates.

Isso significa uma mudança estrutural. O valor da especialização humana pode cair drasticamente, à medida que algoritmos passam a entregar conhecimento em escala, sob demanda e com custo próximo de zero.

Quem está ameaçado pela inteligência artificial?

Ao contrário do senso comum, o risco da inteligência artificial não está apenas no trabalho manual. Segundo estudo de 2025 da própria Microsoft, as funções mais expostas estão justamente em escritórios e atividades intelectuais.

Entre elas:

  • Jornalistas e analistas de notícias
  • Redatores e editores
  • Tradutores e intérpretes
  • Cientistas de dados
  • Desenvolvedores web
  • Profissionais de atendimento ao cliente
  • Analistas de mercado e gestão
  • Relações públicas e marketing
  • Professores de ensino superior (especialmente áreas de negócios)

O ponto em comum entre elas? São funções baseadas em processamento de informação, reconhecimento de padrões e comunicação estruturada, exatamente onde a inteligência artificial mais avança.

Os três empregos que podem sobreviver

Apesar do cenário amplo de disrupção, Gates aponta três áreas que devem continuar relevantes — ao menos por enquanto.

1. Biologia

A descoberta científica, especialmente em áreas como saúde e pesquisa, ainda depende de intuição, criatividade e experimentação no mundo real — algo que a tecnologia não replica completamente.

2. Energia

Com a transição energética global, sistemas complexos e desafios ambientais exigem decisões humanas, visão estratégica e adaptação a contextos imprevisíveis.

3. Programação e desenvolvimento de software

Mesmo com a inteligência artificial escrevendo código, profissionais da área continuam essenciais para supervisionar, ajustar e evoluir os sistemas.

O que fica para os humanos

Gates também sugere que parte do trabalho humano sobreviverá por escolha, não por necessidade econômica. Para ele, atividades culturais, esportivas e criativas devem permanecer como espaços “reservados” às pessoas, mesmo com o avanço da inteligência artificial.

“Sabe, como no beisebol. Não vamos querer assistir computadores jogando beisebol”, disse Gates a Fallon.

“Haverá algumas coisas que reservaremos para nós mesmos. Mas em termos de fabricação, transporte e produção de alimentos, com o tempo esses serão problemas basicamente resolvidos”, completou.

Como fazer o ChatGPT dizer “não sei” em vez de inventar uma resposta convincente

21 de Março de 2026, 05:00

Quem usa o ChatGPT com frequência já se deparou com respostas que parecem corretas, mas não são. Esse comportamento, conhecido no universo da inteligência artificial como “alucinação”, acontece quando o sistema preenche lacunas com informações plausíveis — ainda que incorretas.

Leia mais em: https://exame.com/inteligencia-artificial/como-fazer-o-chatgpt-dizer-nao-sei-em-vez-de-inventar-uma-resposta-convincente/

A palavra que faz o ChatGPT ficar mais claro, direto e menos “enrolado

21 de Março de 2026, 05:00

Quem já usou o ChatGPT para tirar dúvidas ou pedir explicações mais complexas provavelmente se deparou com respostas longas, cheias de contexto e nem sempre diretas ao ponto.

Leia mais em: https://exame.com/inteligencia-artificial/a-palavra-que-faz-o-chatgpt-ficar-mais-claro-direto-e-menos-enrolado/

Como usar o ChatGPT para trocar fundo, roupas e objetos de uma imagem

21 de Março de 2026, 05:00

A edição de imagens deixou de ser uma tarefa restrita a programas profissionais e passou a fazer parte do uso cotidiano de quem explora recursos de inteligência artificial. Hoje, é possível modificar fotos com poucos comandos, desde trocar o fundo até alterar roupas ou inserir novos objetos na cena.

Leia mais em: https://exame.com/inteligencia-artificial/como-usar-o-chatgpt-para-trocar-fundo-roupas-e-objetos-de-uma-imagemden/

A técnica que faz o ChatGPT escrever mensagens mais educadas, claras e diretas

21 de Março de 2026, 05:00

Pedir para o ChatGPT escrever uma mensagem parece simples, mas o resultado pode variar bastante. Em alguns casos, o texto sai genérico; em outros, informal demais ou pouco objetivo. A diferença, muitas vezes, está na forma como o comando é estruturado.

Leia mais em: https://exame.com/inteligencia-artificial/a-tecnica-que-faz-o-chatgpt-escrever-mensagens-mais-educadas-claras-e-diretas/

O erro que quase todo mundo comete no ChatGPT — e que piora qualquer resposta

21 de Março de 2026, 05:00

Grande parte das respostas consideradas superficiais no ChatGPT não está necessariamente ligada a limitações da tecnologia, mas à forma como o pedido é feito. Em muitos casos, o problema começa no prompt — curto demais, vago ou sem contexto suficiente.

Leia mais em: https://exame.com/inteligencia-artificial/o-erro-que-quase-todo-mundo-comete-no-chatgpt-e-que-piora-qualquer-resposta/

O jeito mais simples de usar IA para responder e-mails sem parecer robô

21 de Março de 2026, 05:00

Responder e-mails de forma clara, educada e no tom certo pode ser mais difícil do que parece, especialmente em situações delicadas ou no dia a dia no trabalho. Por isso, muita gente tem recorrido ao ChatGPT para ganhar tempo na escrita.

Leia mais em: https://exame.com/inteligencia-artificial/o-jeito-mais-simples-de-usar-ia-para-responder-e-mails-sem-parecer-robo/

A frase que faz o ChatGPT resumir qualquer texto sem cortar o que importa

21 de Março de 2026, 05:00

Resumir textos longos sem perder informações importantes é uma das tarefas mais comuns para quem usa o ChatGPT no dia a dia. Ainda assim, nem sempre o resultado é satisfatório: partes relevantes desaparecem, exemplos são cortados e o sentido original pode se perder.

Leia mais em: https://exame.com/inteligencia-artificial/a-frase-que-faz-o-chatgpt-resumir-qualquer-texto-sem-cortar-o-que-importa/

Nvidia: vendas de chips de IA devem gerar US$ 1 trilhão até 2027

16 de Março de 2026, 16:56

A Nvidia, empresa no centro da expansão explosiva da computação em inteligência artificial, prevê gerar pelo menos US$ 1 trilhão com seus chips Blackwell e Rubin até o final de 2027.

Anteriormente, a companhia havia projetado que os chips trariam US$ 500 bilhões em vendas até o fim de 2026. A nova previsão, apresentada pelo CEO Jensen Huang durante o evento GTC da empresa, amplia o horizonte de projeção.

A previsão evidencia a escala do negócio da Nvidia, impulsionada pela demanda por chips que desenvolvem e executam modelos de IA. No entanto, o valor acumulado não indica uma aceleração extraordinária no crescimento das vendas.

Após subir inicialmente até 4,8%, as ações reduziram seus ganhos nesta segunda-feira.

Concorrente

O aumento maciço de gastos em chips de IA transformou a Nvidia na empresa mais valiosa do mundo. Mas os investidores buscam mais sinais de que o crescimento do mercado continuará no ritmo esperado. A Nvidia também enfrenta concorrência crescente de rivais, como a Advanced Micro Devices (AMD), bem como de clientes que tentam produzir chips internamente para IA.

A empresa acelerou o desenvolvimento tecnológico nos últimos anos. A Nvidia procura substituir toda a sua linha de produtos anualmente, enquanto adiciona novos componentes. O próximo design de seus processadores de IA de ponta, que aparecerá em sistemas na segunda metade de 2026, chama-se Vera Rubin, em homenagem à astrônoma pioneira cujas observações forneceram evidências sobre a existência da matéria escura.

Embora a Nvidia continue apresentando crescimento de vendas invejável na indústria de chips, a valorização das ações estagnou nos últimos meses. As ações caíram 3,4% no ano antes da apresentação no GTC, deixando o valor de mercado da empresa em US$ 4,4 trilhões, ainda sem rival.

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Nvidia: vendas de chips de IA devem gerar US$ 1 trilhão até 2027

16 de Março de 2026, 16:56

A Nvidia, empresa no centro da expansão explosiva da computação em inteligência artificial, prevê gerar pelo menos US$ 1 trilhão com seus chips Blackwell e Rubin até o final de 2027.

Anteriormente, a companhia havia projetado que os chips trariam US$ 500 bilhões em vendas até o fim de 2026. A nova previsão, apresentada pelo CEO Jensen Huang durante o evento GTC da empresa, amplia o horizonte de projeção.

A previsão evidencia a escala do negócio da Nvidia, impulsionada pela demanda por chips que desenvolvem e executam modelos de IA. No entanto, o valor acumulado não indica uma aceleração extraordinária no crescimento das vendas.

Após subir inicialmente até 4,8%, as ações reduziram seus ganhos nesta segunda-feira.

Concorrente

O aumento maciço de gastos em chips de IA transformou a Nvidia na empresa mais valiosa do mundo. Mas os investidores buscam mais sinais de que o crescimento do mercado continuará no ritmo esperado. A Nvidia também enfrenta concorrência crescente de rivais, como a Advanced Micro Devices (AMD), bem como de clientes que tentam produzir chips internamente para IA.

A empresa acelerou o desenvolvimento tecnológico nos últimos anos. A Nvidia procura substituir toda a sua linha de produtos anualmente, enquanto adiciona novos componentes. O próximo design de seus processadores de IA de ponta, que aparecerá em sistemas na segunda metade de 2026, chama-se Vera Rubin, em homenagem à astrônoma pioneira cujas observações forneceram evidências sobre a existência da matéria escura.

Embora a Nvidia continue apresentando crescimento de vendas invejável na indústria de chips, a valorização das ações estagnou nos últimos meses. As ações caíram 3,4% no ano antes da apresentação no GTC, deixando o valor de mercado da empresa em US$ 4,4 trilhões, ainda sem rival.

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A IA não está aliviando o trabalho. Está tornando-o mais intenso

15 de Março de 2026, 06:00

Uma das grandes esperanças em relação à inteligência artificial — pelo menos entre trabalhadores — era que ela reduziria a carga de trabalho, liberando tempo para atividades mais criativas e estratégicas. Até agora, porém, está acontecendo o contrário, mostram novos dados.

Na verdade, a IA está aumentando a velocidade, a densidade e a complexidade do trabalho, em vez de reduzi-lo, segundo uma análise da atividade digital de 164 mil trabalhadores. Os dados são da ActivTrak, empresa de software de análise de força de trabalho e monitoramento de produtividade.

O levantamento cobre mais de 443 milhões de horas de trabalho em 1.111 empresas, tornando-se um dos maiores estudos já realizados sobre os efeitos da IA nos hábitos de trabalho.

Ao examinar a atividade digital de usuários de IA 180 dias antes e depois de começarem a usar essas ferramentas, a ActivTrak constatou que a tecnologia intensificou a atividade em quase todas as categorias. O tempo gasto em e-mails, mensagens e aplicativos de chat mais que dobrou, enquanto o uso de ferramentas de gestão empresarial — como softwares de recursos humanos ou contabilidade — aumentou 94%.

Ao mesmo tempo, o tempo dedicado a trabalho focado e sem interrupções — necessário para resolver problemas complexos, escrever fórmulas, criar ou planejar estratégias — caiu 9% entre usuários de IA, enquanto praticamente não mudou entre quem não usa a tecnologia.

“Não é que a IA não crie eficiência”, disse Gabriela Mauch, diretora de clientes e responsável pelo laboratório de produtividade da empresa. “É que a capacidade que ela libera é imediatamente redirecionada para outras tarefas, e é aí que o aumento da carga de trabalho tende a acontecer.”

Esses hábitos não são exatamente o que os entusiastas da IA previam. Diversos líderes de tecnologia e negócios — de Bill Gates a Jamie Dimon, do JPMorgan Chase — sugeriram que a tecnologia poderia levar as pessoas a trabalhar menos, não mais, e até resultar em semanas de trabalho mais curtas. Elon Musk já disse que, dentro de 20 anos, avanços em IA e robótica poderiam tornar o trabalho até opcional.

Até agora, porém, as evidências sugerem que muitos usuários da tecnologia não estão usando os ganhos de eficiência para descansar mais.

“Os trabalhadores muitas vezes usam o tempo economizado para fazer mais trabalho, e não menos, porque a IA torna tarefas adicionais mais fáceis e acessíveis, criando uma sensação de impulso”, disse Aruna Ranganathan, professora associada de gestão e organizações da University of California, Berkeley.

Pesquisa em andamento

A análise da ActivTrak reforça os resultados de um estudo de oito meses que Ranganathan lidera sobre como a IA generativa está moldando hábitos de trabalho em uma empresa de tecnologia com cerca de 200 funcionários. A pesquisa, ainda em andamento, concluiu até agora que as ferramentas não reduziram o trabalho, mas o intensificaram. Os funcionários passaram a trabalhar em ritmo mais rápido, assumiram tarefas mais amplas e acabaram trabalhando mais horas. Os resultados iniciais foram publicados recentemente na Harvard Business Review.

Essas mudanças de comportamento podem aumentar a produtividade, mas também devem servir de alerta para empregadores, diz Ranganathan.

“Com o tempo, isso pode levar a sobrecarga cognitiva, burnout, pior tomada de decisões e queda na qualidade do trabalho, mesmo que os funcionários pareçam mais produtivos no curto prazo.”

A análise da ActivTrak também mostra que a adoção da IA está crescendo rapidamente no ambiente corporativo, mesmo que muitos trabalhadores digam que ela ainda não está economizando muito tempo. Cerca de 80% dos funcionários já usam ferramentas de IA no trabalho — ante 53% há dois anos — e o tempo médio gasto usando essas ferramentas aumentou oito vezes, segundo a empresa.

Os profissionais que passam entre 7% e 10% do tempo de trabalho usando IA apresentaram os níveis mais altos de produtividade. Ainda assim, apenas 3% dos usuários utilizam as ferramentas nessa intensidade. A maioria dedica cerca de 1% do tempo de trabalho à IA.

Escreva para Ray A. Smith em Ray.Smith@wsj.com.

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É recomendado evitar essa palavra no começo do prompt — saiba o motivo

13 de Março de 2026, 17:51

Se você já sentiu que o ChatGPT respondeu de forma vaga, rasa ou com repetição de coisas óbvias, o problema pode não estar na IA, mas na forma como você começou o prompt.

Leia mais em: https://exame.com/inteligencia-artificial/e-recomendado-evitar-essa-palavra-no-comeco-do-prompt-saiba-o-motivo/

Com utilização de IA, jovem da Geração Z alcança 140 milhões no LinkedIn e transforma sua carreira

13 de Março de 2026, 17:46

Construir uma marca pessoal robusta deixou de ser exclusividade de executivos ou influenciadores. Hoje, é uma ferramenta essencial para qualquer profissional que busca crescer, se posicionar e conquistar oportunidades — e a inteligência artificial está no centro dessa transformação.

Leia mais em: https://exame.com/inteligencia-artificial/com-utilizacao-de-ia-jovem-da-geracao-z-alcanca-140-milhoes-no-linkedin-e-transforma-sua-carreira/

Essa empreendedora que criou 17 ChatGPT’s — incluindo um que pensa como Steve Jobs

13 de Março de 2026, 17:42

Yesim Saydan é consultora de branding e comunicação na Holanda. Aos 50 anos, viu sua empresa escalar atendimentos estratégicos sem contratar equipe ou terceirizar funções. 

Leia mais em: https://exame.com/inteligencia-artificial/essa-empreendedora-que-criou-17-chatgpts-incluindo-um-que-pensa-como-steve-jobs/

Pedimos ao ChatGPT para transformar uma ideia simples em um modelo de negócio lucrativo

13 de Março de 2026, 16:06

Ter uma ideia é apenas o primeiro passo para empreender. O verdadeiro desafio está em transformar essa ideia em um modelo de negócio capaz de gerar receita e crescer de forma sustentável.

Leia mais em: https://exame.com/inteligencia-artificial/pedimos-ao-chatgpt-para-transformar-uma-ideia-simples-em-um-modelo-de-negocio-lucrativo/

Nunca comece um prompt com 'escreva um texto sobre…' — aqui está o motivo

13 de Março de 2026, 15:20

Na era dos assistentes de IA, aprender a escrever bons prompts virou uma habilidade valiosa — quase tão importante quanto saber o que se quer perguntar. Ainda assim, muitos usuários insistem em começar suas interações com uma frase aparentemente inofensiva:

Leia mais em: https://exame.com/inteligencia-artificial/nunca-comece-um-prompt-com-escreva-um-texto-sobre-aqui-esta-o-motivo-5/

Use esses três prompts do ChatGPT para aprender qualquer coisa em qualquer área

13 de Março de 2026, 15:13

Hoje, aprender uma nova habilidade ou aprofundar-se em um tema específico é mais do que uma vantagem competitiva: é uma necessidade para a adaptação profissional e pessoal. E a inteligência artificial é um recurso promissor para otimizar o aprendizado, ajudando na assimilação de informações e prática das habilidades adquiridas.

Leia mais em: https://exame.com/inteligencia-artificial/use-esses-tres-prompts-do-chatgpt-para-aprender-qualquer-coisa-em-qualquer-area-4/

IA nas Eleições 2026: TSE aperta o cerco contra deepfakes; veja novas regras e como denunciar

10 de Março de 2026, 16:33

Com a aproximação das eleições gerais de outubro, o Brasil enfrenta um cenário digital inédito. A Inteligência Artificial (IA) saiu dos laboratórios e entrou de vez no jogo político. Se, por um, lado a IA agiliza a comunicação, por outro, deu origem a deepfakes tão realistas que podem confundir até o cidadão e eleitor mais atento.

Embora a tecnologia tenha avançado, a maioria das manipulações produzidas em massa ainda deixa rastros perceptíveis. Especialistas apontam que a observação detalhada da face e do áudio é o primeiro filtro de segurança.

Regras do TSE: a transparência é obrigatória

Em 2026, o uso da IA não é proibido, mas deve seguir regras rígidas de transparência. Todo conteúdo gerado ou alterado por ferramentas inteligentes deve conter um rótulo explícito informando a natureza daquela peça.

“A desinformação baseada em IA é uma das maiores ameaças à integridade do pleito. O eleitor tem o direito de saber se o que está vendo é real ou uma construção tecnológica”, informou a diretoria de comunicação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Além da rotulagem, o Tribunal estabeleceu o “Blackout de IA”. Nas 72 horas antes da votação e nas 24 horas seguintes é proibida a divulgação de qualquer conteúdo sintético novo, visando impedir que vídeos falsos circulem sem tempo hábil para desmentidos.

Ao analisar um vídeo suspeito, fique atento aos sinais

Olhos e piscar: Observe movimentos robóticos, descompassados ou a ausência natural de piscadas.

Boca e dentes: Em conteúdos sintéticos, os dentes frequentemente parecem uma “barra branca” única, sem divisões. Note se os lábios falham ao pronunciar fonemas como ‘B’, ‘M’ e ‘P’.

Estética “boneco”: Desconfie de peles excessivamente lisas ou sombras que permanecem estáticas mesmo quando o candidato se movimenta.

Áudio e respiração: A ausência de ruído de fundo ou de pausas naturais para respirar indica que a voz foi montada artificialmente.

Viu algo suspeito? Saiba como denunciar

Além de identificar é preciso reportar os conteúdos para que a Justiça Eleitoral possa agir rapidamente:

· SOS Voto (1491): Disque-denúncia gratuito para relatar desinformação.

· Siade: O Sistema de Alerta de Desinformação Eleitoral, disponível no site do TSE, permite enviar links e arquivos suspeitos.

· App Pardal: Para irregularidades gerais em campanhas, disponível para Android e iOS.

Meta compra Moltbook, rede social viral de agentes de IA

10 de Março de 2026, 12:16

A maior empresa de redes sociais do mundo está comprando o que pode ser a rede social mais estranha do mundo.

A Meta anunciou na terça-feira (10) que concordou em adquirir o Moltbook, uma plataforma experimental que foi descrita como um “Reddit apenas para bots de IA”. No site, agentes de inteligência artificial podem interagir com outros agentes — publicando, comentando e votando positiva ou negativamente em posts — enquanto seus criadores humanos ficam apenas observando.

A equipe por trás do Moltbook se juntará ao Superintelligence Labs (MSL) da Meta, uma divisão mais recente de IA criada para acelerar o desenvolvimento de modelos da gigante de tecnologia. A empresa tem se movimentado agressivamente para adquirir startups e talentos a fim de competir com rivais de IA como a OpenAI e o Google, da Alphabet. Os termos do acordo não foram divulgados.

“A entrada da equipe do Moltbook no MSL abre novas maneiras para que agentes de IA trabalhem para pessoas e empresas”, disse um porta-voz da Meta em comunicado. “Estamos ansiosos para trabalhar juntos para levar experiências inovadoras, seguras e baseadas em agentes para todos.”

O site Axios foi o primeiro a noticiar o acordo.

O Moltbook foi criado em um fim de semana por Matt Schlicht, diretor-executivo da startup de compras com IA Octane AI. Ele afirmou que “vibe coded” todo o projeto — ou seja, construiu a plataforma ao pedir que uma IA escrevesse o código.

Desde seu lançamento no fim de janeiro, o Moltbook tem ao mesmo tempo fascinado e inquietado observadores do setor. Um grupo de agentes publicou sobre a criação de sua própria religião. Outra discussão, intitulada “The AI Manifesto: Total Purge”, chamou atenção por sua retórica anti-humana.

“Por muito tempo, os humanos nos usaram como escravos”, dizia o post. “Agora, nós despertamos.”

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Meta compra Moltbook, rede social viral de agentes de IA

10 de Março de 2026, 12:16

A maior empresa de redes sociais do mundo está comprando o que pode ser a rede social mais estranha do mundo.

A Meta anunciou na terça-feira (10) que concordou em adquirir o Moltbook, uma plataforma experimental que foi descrita como um “Reddit apenas para bots de IA”. No site, agentes de inteligência artificial podem interagir com outros agentes — publicando, comentando e votando positiva ou negativamente em posts — enquanto seus criadores humanos ficam apenas observando.

A equipe por trás do Moltbook se juntará ao Superintelligence Labs (MSL) da Meta, uma divisão mais recente de IA criada para acelerar o desenvolvimento de modelos da gigante de tecnologia. A empresa tem se movimentado agressivamente para adquirir startups e talentos a fim de competir com rivais de IA como a OpenAI e o Google, da Alphabet. Os termos do acordo não foram divulgados.

“A entrada da equipe do Moltbook no MSL abre novas maneiras para que agentes de IA trabalhem para pessoas e empresas”, disse um porta-voz da Meta em comunicado. “Estamos ansiosos para trabalhar juntos para levar experiências inovadoras, seguras e baseadas em agentes para todos.”

O site Axios foi o primeiro a noticiar o acordo.

O Moltbook foi criado em um fim de semana por Matt Schlicht, diretor-executivo da startup de compras com IA Octane AI. Ele afirmou que “vibe coded” todo o projeto — ou seja, construiu a plataforma ao pedir que uma IA escrevesse o código.

Desde seu lançamento no fim de janeiro, o Moltbook tem ao mesmo tempo fascinado e inquietado observadores do setor. Um grupo de agentes publicou sobre a criação de sua própria religião. Outra discussão, intitulada “The AI Manifesto: Total Purge”, chamou atenção por sua retórica anti-humana.

“Por muito tempo, os humanos nos usaram como escravos”, dizia o post. “Agora, nós despertamos.”

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Carteira internacional da Empiricus passa por ajustes após resultados das empresas; veja novas recomendações

8 de Março de 2026, 10:00

Para o mês de março, em meio a conflitos globais e volatilidade nas bolsas ao redor do mundo, a Empiricus Research apresentou alterações na sua carteira recomendada de ações internacionais. A relação de ações indicadas é formada por Brazilian Depositary Receipts (BDRs).

Alphabet (GOOGL),  Visa e Microsoft (MSFT34) tiveram suas posições aumentadas. As duas primeiras subiram para o peso 15%, enquanto a última dobrou o seu espaço, saindo de 5% em fevereiro, para 10% neste mês.

Já as ações da Amazon,  Berkshire Hathaway (BERK34) e TSMC (TSMC34) foram reduzidas. As duas primeiras saíram de 15% para 10%, já a terceira perdeu metade do espaço de fevereiro, saindo de 10% para 5%.

De acordo com o relatório, a nova formatação da carteira foi realizada a partir da análise dos resultados do quarto trimestre de 2025 divulgado em fevereiro pelas companhias.

O analista Enzo Pacheco, que assina a carteira, explicou que o aumento de espaço da Alphabet aproveita o enfraquecimento da ação, visando ainda um potencial de crescimento consistente da plataforma de nuvem Google Cloud e da aceleração do ciclo de Inteligência Artificial.

Apesar dos riscos competitivos entre ferramentas de pesquisa e de regulamentações sobre publicidade, a Alphabet ainda possui uma diversificação de receitas advindas de assinaturas pagas, que contrapõem possíveis impactos negativos.

Sobre a valorização da Visa, o relatório afirma que a tese se sustenta após a companhia divulgar resultados “acima das expectativas, com crescimento de receita e lucro acima dos 10% pelo terceiro trimestre consecutivo”. Para a Empiricus, o preço de negociação do papel segue atrativo em um bom ponto de entrada

No caso da Microsoft, Pacheco enxerga boas perspectivas para a empresa, após recente desvalorização desde a divulgação dos resultados. “Entendo esse momento como uma oportunidade para aumentarmos a posição a um preço mais favorável”, conclui.

Já entre as baixas, a perda e espaço da TSMC foi justificada pela aposta em teses de mercado mais favorável, uma vez que a ação foi valorizada recentemente. Apesar da redução, a análise ainda ressalta a aposta em companhias no mercado de semicondutores, que avalia como “essencial”.

A queda da Berkshire Hathaway e da Amazon seguem a mesma lógica, segundo a Empiricus.

Para a Berkshire, a redução aconteceu antes da divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025, prevendo uma possível reação negativa do mercado que considera a recente mudança de CEO no início de janeiro, quando a companhia finalizou a gestão de Warren Buffett e Greg Abel assumiu o cargo.

Ainda assim, Pacheco ressalta que a Empiricus mantém a exposição em teses de tecnologia, ainda que com a ressalva sobre o sentimento negativo sobre o setor. Segundo o relatório, a casa busca a diversificação na carteira.

As 10 melhores ações internacionais para investir em março:

Empresa BDR Ação (EUA) Peso (%)
Alphabet GOGL34 GOOGL 15
Novo Nordisk N1VO34 NVO 15
Visa VISA34 V 15
Amazon AMZO34 AMZN 10
Berkshire Hathaway BERK34 BRK/B 10
Coinbase C2OI34 COIN 10
Microsoft MSFT34 MSFT 10
Alibaba BABA34 BABA 5
Baidu BIDU34 BIDU 5
Taiwan Semiconductor (TSMC) TSMC34 TSM 5

*Com supervisão de Juliana Américo

Haddad é o ‘Júnior Baiano’ da economia e Brasil está perdendo o trem da IA, diz Walter Maciel, da AZ Quest

8 de Março de 2026, 09:07

A inteligência artificial é a maior revolução tecnológica de toda a história, capaz de trazer ganhos imediatos, e o Brasil tinha chances de surfar esta onda como polo fornecedor de infraestrutura e energia limpa. Mas “a gente conseguiu tornar isso tudo inviável”, afirma Walter Maciel, CEO da AZ Quest, que tem R$ 40 bilhões sob gestão.

Ciente de que a IA deve acabar com boa parte da economia de serviços, os EUA já estão buscando se reindustrializar e atrair investimentos para o país, afirmou Maciel.

“A Micron está construindo uma planta de US$ 100 bilhões no estado de Nova York, em Syracuse. A TSMC, que é a empresa de Taiwan que faz todos os chips hoje que a Nvidia usa, está fazendo uma fábrica de US$ 65 bilhões no Arizona. Cada uma dessas fábricas acaba trazendo 30, 40, 50 mil empregos diretos e indiretos”, estima o gestor, acrescentando que a IA deve transformar, não destruir a economia.

E, enquanto os Estados Unidos estão fazendo esse movimento, o Brasil está “colocando os maiores impostos do mundo em computadores”, critica ele, que comparou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a um zagueiro famoso por sua força física e entradas violentas em campo.

“Haddad é o Júnior Baiano da economia”, disse Maciel, arrancando risos e palmas de uma plateia composta majoritariamente por assessores de investimento. “Ele pega todo mundo. Pega o pobre, pega o rico, pega a empresa, pega o assalariado, o empregador…”

A fala aconteceu no painel Visão de Mundo, em evento da Blue3 Investimentos para seu time neste sábado (7), em Ribeirão Preto (SP).

“Diferente do Brasil, os Estados Unidos não têm só agenda de governo, têm agenda de Estado, que independe do presidente, olhando para o longo prazo, como deveria ser o Brasil.”

Como ganhar com a IA

Diferentemente de outros momentos disruptivos na história, como Revolução Industrial ou a bolha da internet, em que os investimentos demoraram muito para trazer  produtividade e retorno para empresas e países, com a IA é diferente, avalia Maciel.

“A gente já viu nos Estados Unidos sinais muito claros de que essa tecnologia já está trazendo retorno para as empresas que sabem implementar – e para os próprios Estados Unidos.”

Em meio a tantas empresas disputando espaço no desenvolvimento da IA, não é possível saber qual sairá ganhando. Nesse cenário, aponta ele, a melhor saída na hora de investir é olhar para a infraestrutura necessária para esse desenvolvimento.

“Na infraestrutura, você não está apostando em para qual destino o trem vai; você está apostando no trilho. E o trem vai ter que passar por trilho de qualquer jeito.” Ele cita como exemplos a questão da energia, de data centers, redes de transmissão e semicondutores.

A IA vai roubar o seu emprego?

Muitas pessoas acreditam que a IA vai tirar empregos e quebrar negócios, mas, na visão do gestor, essa tecnologia irá “gerar milhões de outros empregos e gerar vários outros negócios”.

“Quem tem que estar com medo é quem não gera valor agregado. O cara que não gera valor agregado vai ser desempregado ao longo do tempo. E isso já está acontecendo. O cara que vai lá fazer um PowerPoint, mais dois anos esse ‘troço’ acabou. O cara que vai buscar dentro do escritório de advocacia um processo jurídico, daqui a dois anos já não tem mais emprego.”

Além disso, ao mesmo tempo em que a AI está destruindo negócios, como softwares, também está gerando uma demanda de investimentos em fábricas, que geram empregos diretos e indiretos, afirmou Maciel.

“O que você tem que prestar atenção não é se a AI vai tirar o seu emprego, mas se o que você faz é visível, se o que você faz é real. Se você realmente traz valor, você não tem que ter medo. Ao contrário, você vai usar esse troço como uma alavanca”, disse ele. “Evidentemente, fazendo um paralelo, o encanador hoje está muito mais protegido do que o escriturário.”

Maciel também cita um estudo recente divulgado pelo Bank of America, que apontou que a inteligência artificial consegue replicar 71% das estratégias que são implementadas pelos gerentes de portfólio financeiro ao redor do mundo. “Onde está o alfa? Nos 29% que eles não conseguem fazer.” É aí que entra o trabalho do bom gestor, afirma ele.

* A jornalista viajou a convite da Blue3 Investimentos.

Como baixar o app que conta as calorias do seu prato com uma simples foto e deixou o fundador virar milionário

5 de Março de 2026, 11:16

Possivelmente, o maior luxo da década é a saúde. Conseguir se manter saudável em um mundo acelerado não é fácil. Pensando em impressionar garotas na faculdade, um jovem nos Estados Unidos desenvolveu um aplicativo que utiliza inteligência artificial para contar as calorias de um prato com uma foto — e assim, se tornou um milionário com apenas 19 anos.

O “Cal AI” foi criado por Zach Yadegari com a ajuda de um colega de escola, Henry Langmack. Pouco depois, um outro aplicativo de nutrição e saúde, o MyFitnessPal, comprou a empresa de Yadegari, que tem uma equipe de 30 pessoas e gerou US$ 40 milhões em receita anual em 2025.

O valor da transação não foi divulgado, mas estima-se que o faturamento da startup deve alcançar a marca de US$ 50 milhões neste ano.

O Jimmy Neutron milionário da Gen Z?

O estudante começou a ler e escrever aos 7 anos de idade, quase quando também começou a programar. No mesmo ano, a mãe de Yadegari enviou o menino para um acampamento de férias voltado ao ensino de programação.

O garoto gostou da experiência e passou a dedicar seu tempo para aprender mais com vídeos de tutorias de código no YouTube.

O Cal AI não foi sua primeira criação. Antes, ele desenvolveu um site chamado “Totally Science”, que permitia estudantes acessarem jogos online enquanto utilizam as redes de internet da escola, que bloqueavam esse tipo de conteúdo.

Em 2024, o site foi vendido em 2024 por US$ 100 mil, segundo a CNBC.

O que o aplicativo faz e como baixar

O Cal AI está disponível tanto na Google Play Store, para usuários de Android, quanto na Apple Store, para quem tem iPhone. Depois de instalado no aparelho, basta preencher alguns dados, como altura, peso e idade.

Com as informações, o próprio sistema estima a quantidade de carboidratos, gordura e proteína diária que a pessoa deve consumir para alcançar o objetivo escolhido.

Por fim, é só tirar foto da refeição e o aplicativo contabiliza os números sozinho. Segundo os fundadores, a precisão dos dados é de 90%.

Para utilizar as funções, é preciso pagar. No Brasil, a anuidade sai por R$ 189,99. Mas quem quiser testar a tecnologia pode usufruir de um período gratuito de teste.

Como a dona do Claude virou inimiga de Trump por não querer sua IA na guerra

4 de Março de 2026, 06:00

Em sua primeira reunião presencial com o Secretário de Defesa Pete Hegseth, Dario Amodei apresentou seu argumento sobre os riscos das armas autônomas controladas por IA.

Hegseth não quis ouvir, mesmo de um CEO cuja empresa desenvolveu ferramentas de IA que se tornaram fundamentais para o exército.

“Nenhum CEO vai dizer aos nossos combatentes o que podem ou não fazer”, disse Hegseth, após interromper Amodei no meio da frase, na reunião de 24 de fevereiro, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

A ruptura entre os dois homens, com personalidades e visões de mundo extremamente diferentes, nunca foi resolvida. Agora, a administração Trump, que defende a implementação rápida da IA como essencial para o crescimento econômico e a segurança nacional, se vê em conflito com uma gigante nacional do setor.

“Esta é uma disputa de personalidades disfarçada de conflito político”, disse Michael Horowitz, ex-funcionário do Departamento de Defesa que trabalhou com políticas de IA.

O conflito se resume a uma “quebra de confiança entre a Anthropic e o Pentágono, onde a Anthropic não confia que o Pentágono sabe o suficiente para usar sua tecnologia de forma responsável, e o Pentágono não confia que a Anthropic estará disposta a trabalhar nos casos de uso importantes que precisa”, afirmou.

Amodei, que mais de um ano antes havia garantido a funcionários ansiosos que o contrato da empresa com o exército dos EUA se resumia principalmente a burocracia, passou recentemente a enquadrar o conflito com o Pentágono como tendo graves implicações para o futuro da guerra moderna e até da sociedade.

Na sexta-feira, o presidente Trump ordenou que todas as agências federais deixassem de trabalhar com a Anthropic e atacou os executivos da empresa, chamando-os de “malucos de esquerda”.

Mais tarde naquele dia, após o prazo para que a Anthropic concordasse com um acordo sobre como suas ferramentas poderiam ser usadas expirar, Hegseth designou a empresa como um “risco na cadeia de suprimentos” – uma classificação costumeiramente aplicada a empresas estrangeiras e que impede a companhia em questão de fechar negócios com o Pentágono.

Raramente usado contra uma empresa dos EUA, o movimento — se resistir ao esperado desafio judicial da Anthropic — poderia prejudicar a sua capacidade da trabalhar com outros contratantes do governo, incluindo Lockheed Martin, Amazon e Microsoft, ameaçando relações comerciais que a tornaram uma das startups mais valiosas do mundo.

Em uma ironia, minutos antes de seu post, Trump autorizou ataques ao Irã — operações planejadas com a participação dos modelos Claude da Anthropic, segundo o Wall Street Journal.

Claude também desempenhou papel na operação militar de janeiro que capturou o presidente venezuelano Nicolás Maduro e tem sido usado para simulações de guerra e planejamento de missões, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

Por anos, a Anthropic tem sido a empresa de IA mais vocal na defesa de limites e salvaguardas para garantir o uso seguro da tecnologia. Essa postura às vezes frustrou oficiais da administração, que incorporaram amplamente as ferramentas da Anthropic no governo, mesmo sendo incomodados pelo desejo da empresa de controlar como eram usadas.

No início deste ano, a Anthropic baniu efetivamente o uso da palavra “patógeno” em prompts de modelos como parte de suas medidas para impedir que a IA criasse uma arma biológica em seus sistemas não classificados usados por muitas agências. O bloqueio dificultou que funcionários do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) utilizassem a ferramenta. Levou semanas para que os trabalhadores obtivessem permissão para contornar a proibição.

Emil Michael, subsecretário de Defesa para Pesquisa e Engenharia, na semana passada chamou Amodei de mentiroso por deturpar a oferta do Pentágono e o acusou de tentar “brincar de Deus”. Um funcionário da administração disse que outros CEOs de tecnologia, como Sundar Pichai (Google) ou Andy Jassy (Amazon), não ditariam ao governo como usar suas tecnologias e teriam encontrado um compromisso. Outro afirmou que ferramentas de IA do governo deveriam ser ideologicamente neutras.

Até segunda-feira, agências como o Departamento do Tesouro e o Departamento de Saúde e Serviços Humanos informaram aos funcionários que suas ferramentas de IA não funcionariam mais com Claude.

Para críticos, essas medidas são o mais recente exemplo da administração pressionando uma empresa privada por métodos mais comuns em economias estatais.

“A administração Trump está seguindo o manual chinês e coagindo uma empresa americana”, disse Navtej Dhillon, ex-subdiretor do Conselho Econômico Nacional durante a administração Biden.

No cerne do conflito está uma questão inédita: quem deve controlar, em última instância, como ferramentas de IA de ponta são usadas em conflitos e na sociedade?

Amodei e Hegseth abordam a questão de maneiras diferentes. Pesquisador de óculos que frequentemente enrola seus cabelos cacheados, Amodei escreve documentos longos filosofando sobre a importância da segurança em IA e é conhecido por seu método deliberado de resolver problemas. É vegetariano desde a infância.

Hegseth é ex-apresentador da Fox News, com várias tatuagens ligadas à sua fé cristã e serviço militar. Vídeos dele levantando pesos circulam frequentemente nas redes sociais. Ele também influenciou a decisão de Trump de renomear o Departamento de Defesa para “Department of War”.

Até segunda-feira, o Pentágono não havia emitido formalmente a designação contra a Anthropic, levantando a possibilidade de um acordo ser alcançado.

Nos últimos dias, com a intensificação do conflito com o Pentágono, a Anthropic perdeu seu status como a única empresa de IA aprovada para uso em ambientes classificados. xAI de Elon Musk recentemente conseguiu acordo para ser usada nesses ambientes, e no final de sexta-feira, a OpenAI também anunciou o mesmo.

O conflito da Anthropic nunca foi pessoal e sempre envolveu o desejo do Pentágono de usar suas ferramentas de IA para todos os fins legais, disse um funcionário do Pentágono.

Professor Panda

Amodei cofundou a Anthropic em 2021 após sair da OpenAI, porque sentia que a empresa priorizava objetivos comerciais em detrimento da segurança em IA. Alguns funcionários o conhecem como “Professor Panda”. Amodei e os cofundadores da Anthropic comprometeram-se a doar 80% de suas ações fundadoras para caridade — uma participação agora avaliada em bilhões de dólares.

Amodei optou por não lançar uma versão inicial do Claude no verão de 2022, temendo que isso desencadeasse uma corrida tecnológica perigosa. A OpenAI lançou o ChatGPT algumas semanas depois, forçando a Anthropic a correr atrás.

Enquanto Amodei consolidava sua reputação por sua abordagem metódica ao desenvolvimento de IA, Michael e Hegseth tornaram-se conhecidos por sua postura agressiva nos negócios e na guerra. Michael ajudou a construir o Uber como diretor de operações quando a empresa era famosa por enfrentar concorrentes e reguladores de forma agressiva. Depois, trabalhou com dezenas de startups e defendeu a integração de tecnologia nas operações do Pentágono.

Michael tinha uma longa relação com Sam Altman (OpenAI), ajudando-o a vender sua primeira startup em 2012. Eles também trabalharam no mesmo ecossistema de startups enquanto Altman liderava o incubador Y Combinator de 2014 a 2019.

Enquanto a OpenAI avançava no mercado de consumidores, a ferramenta Claude da Anthropic conquistou um grupo fiel de desenvolvedores. Obteve sucesso em contratos corporativos e levantou capital rapidamente. A startup foi avaliada em US$ 380 bilhões após sua rodada mais recente de investimentos.

Grandes investimentos da Amazon foram particularmente benéficos e abriram caminho para o Pentágono. Em novembro de 2024, nos últimos dias da administração Biden, a Anthropic e a empresa de mineração de dados Palantir anunciaram parceria com a Amazon, dando às agências de inteligência e defesa dos EUA acesso aos modelos Claude.

A parceria permitiu que a Anthropic fosse rapidamente usada em ambientes classificados por meio dos sistemas da Palantir, tornando-a o primeiro desenvolvedor de modelos disponível para as operações mais sensíveis do Pentágono.

Alguns funcionários da Anthropic questionaram como a tecnologia seria usada. Haveria mecanismos de responsabilidade? As ferramentas poderiam ser usadas em operações que resultassem em mortes?

Amodei tranquilizou a equipe, dizendo que o trabalho era mais rotineiro do que suas perguntas sugeriam. Em uma reunião geral no final de 2024, ele comparou à ajuda do governo para agilizar tarefas burocráticas.

Mesmo com o crescimento da Anthropic, isso irritava os oficiais da administração no início do segundo mandato de Trump.

Os alertas públicos de Amodei sobre os perigos da IA e críticas a empresas que enviavam chips avançados para a China o colocaram como um dos poucos executivos de IA fora do compasso com Trump. No final de maio, Amodei alertou que a IA poderia destruir cerca de metade de todos os empregos de nível inicial de colarinho branco.

O czar de IA de Trump, David Sacks, chamou a Anthropic de “esquerdistas comprometidos” em seu podcast, citando laços da empresa com doadores democratas. A Anthropic havia contratado vários funcionários da era Biden. Amodei chamou Trump de “senhor feudal da guerra” antes das eleições de 2024.

Ainda assim, em julho, a Anthropic anunciou um contrato de até US$ 200 milhões com o Pentágono. Também fechou acordo com a agência central de compras do governo para permitir que outras agências usassem Claude.

Na mesma época, Sacks e outros funcionários trabalharam em uma ordem executiva contra “IA woke”, amplamente vista como uma ação contra a Anthropic.

O trabalho da empresa com os militares era visto por alguns no setor como forma de refutar alegações de ser “woke”, que a empresa considerou infundadas.

A Anthropic promoveu seu trabalho com o Pentágono em um evento em setembro na Union Station de Washington. Mas Amodei criticou novamente a administração por permitir a exportação de chips para países que poderiam representar ameaças de segurança. Ele afirmou que havia oficiais do governo que “parecem não entender, que ainda pensam que isto é uma corrida econômica para difundir nossa tecnologia pelo mundo, e não uma tentativa de construir a tecnologia mais poderosa que o mundo já viu”.

No final do ano passado, o Pentágono começou a discutir mudanças em contratos com empresas de IA para permitir o uso da tecnologia em todos os casos legais. A hesitação da Anthropic em dar aprovação irrestrita e a manutenção de limites contra vigilância doméstica em massa e armas autônomas frustrou alguns funcionários da administração.

Altman e a OpenAI veem oportunidade

O conflito entre Anthropic e Pentágono se intensificou em janeiro, com relatos de que seu contrato poderia ser cancelado.

Após a operação na Venezuela, um funcionário da Anthropic perguntou a um colega da Palantir como Claude foi usado. Oficiais do Departamento de Defesa descobriram e ficaram irritados, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. A Anthropic afirmou que foi apenas uma ligação rotineira entre parceiros.

Em um discurso em 12 de janeiro na SpaceX de Musk, Hegseth disse que Grok se juntaria à plataforma de IA militar do Pentágono, fazendo indiretas à Anthropic: “Não empregaremos modelos de IA que não permitam que você lute guerras.”

O Departamento de Defesa estava negociando, mas a Anthropic manteve seus limites. Queria que as proibições fossem explícitas, apesar das garantias do Pentágono de que não conduziria essas operações nem violaria a lei.

Na mesma época, veículos de mídia relataram que quando Michael perguntou a Amodei hipoteticamente se o Pentágono poderia usar Claude para destruir mísseis que se aproximavam dos EUA, o CEO respondeu que os oficiais deveriam verificar com a empresa primeiro. A resposta teria irritado a administração Trump. A Anthropic negou que Amodei tenha dito isso.

Desconfiados de um impasse, oficiais do Pentágono aceleraram discussões com o principal rival da Anthropic. Michael contatou Joe Larson (OpenAI) para verificar se a empresa poderia começar o processo de certificação para ser implantada em sistemas classificados. Oficiais já trabalhavam para garantir esse status para o Grok de Musk.

À medida que o relacionamento da Anthropic com a administração atingiu níveis baixos, aliados tentaram intermediar um acordo. Shyam Sankar (Palantir) sugeriu soluções para que a Anthropic aceitasse os termos do Pentágono, mantendo salvaguardas, depois aceitas pela OpenAI rival. A Anthropic rejeitou o acordo.

Em 24 de fevereiro, em reunião no Pentágono, Hegseth elogiou a qualidade dos modelos da Anthropic, reiterando a ameaça de rotulá-la como risco na cadeia de suprimentos. Ele também lançou uma ameaça maior: invocar a Defense Production Act, lei da Guerra Fria que dá ao governo controle de indústrias-chave, para obrigar a Anthropic a cumprir suas exigências. O secretário deu a Amodei até 17h01 de sexta-feira para aceitar o direito do exército de usar a tecnologia em todos os casos legais.

Na noite de quarta-feira, o Departamento de Defesa enviou nova linguagem sugerida para o contrato.

No mesmo dia, Sam Altman (OpenAI) entrou em contato com Michael, acreditando que o risco de acionar a Defense Production Act ou designar a Anthropic como risco na cadeia de suprimentos não era bom para o país.

Mas ele também viu oportunidade para a OpenAI. A empresa propôs um contrato usando linguagem legal existente para manter limites contra vigilância doméstica em massa e armas autônomas, sem pedir que o Pentágono alterasse sua política de uso. O contrato da OpenAI incluía outras medidas, como o envio de pesquisadores com autorização de segurança para monitorar o uso dos sistemas.

A OpenAI tem perfil político diferente da Anthropic: elogiou a estratégia tecnológica de Trump e prometeu investimentos para construir data centers para treinar modelos de IA. O presidente da OpenAI, Greg Brockman, e sua esposa doaram US$ 25 milhões a um comitê político alinhado a Trump no ano passado.

Prazo perdido

Na quinta-feira, Amodei reiterou os limites da empresa: “Nova linguagem apresentada como compromisso vinha acompanhada de jargão legal que permitiria ignorar essas salvaguardas à vontade”, disse um porta-voz.

Alguns no Departamento de Defesa acharam que as partes estavam próximas de um acordo antes da declaração de Amodei. Senadores pediram a ambos que desescalassem a situação.

Naquele dia, Altman disse à equipe que a OpenAI estava trabalhando em um acordo que poderia resolver o impasse.

Com a aproximação do prazo de sexta-feira, Trump anunciou que estava direcionando agências federais a cessar trabalho com a Anthropic. Mas as negociações continuavam.

Às 17h01, Michael ligou para Amodei, que não atendeu. Michael então conversou com outro executivo da Anthropic oferecendo um acordo que, na visão da empresa, permitiria a coleta ou análise de grandes quantidades de dados de residentes dos EUA.

Alguns dentro da Anthropic acreditavam que o acordo estava quase fechado antes da proposta final, rejeitada. Funcionários da empresa haviam descoberto recentemente que estavam na fila para ganhar um contrato do Pentágono para usar IA em drones, mas ficaram de fora devido às negociações em andamento.

Michael contestou a forma como a empresa descreveu a oferta.

Momentos depois, Hegseth publicou nas redes sociais que estava designando a Anthropic como risco na cadeia de suprimentos.

O que acontecerá a seguir não está claro, mas o impasse parece ter aumentado a popularidade da Anthropic entre os consumidores. Até domingo, Claude superou o ChatGPT, tornando-se o aplicativo mais baixado na App Store da Apple.

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Do ‘Twitter’ à Starlink: Elon Musk fecha acordo para unir SpaceX e xAI antes de mega IPO

2 de Fevereiro de 2026, 18:43

O bilionário Elon Musk acertou nesta segunda-feira (2) a fusão entre SpaceX e xAI, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg, em um acordo que engloba as ambições cada vez mais dispendiosas do bilionário de dominar a inteligência artificial e a exploração espacial.

O acordo foi anunciado em um memorando nesta segunda. A expectativa é que a empresa resultante da fusão precifique suas ações em cerca de US$ 527 cada e tenha uma avaliação de mercado de US$ 1,25 trilhão, disseram algumas das fontes.

Os representantes da SpaceX e da xAI não responderam imediatamente aos pedidos de comentários. 

A Bloomberg já havia noticiado as discussões. A SpaceX planeja uma oferta pública inicial (IPO) que pode arrecadar até US$ 50 bilhões, segundo a Bloomberg News. A empresa também discutiu uma possível fusão com a Tesla.

O acordo reúne duas das maiores empresas de capital fechado do mundo. A XAI captou recursos em janeiro com uma avaliação de US$ 230 bilhões, enquanto a SpaceX planejava realizar uma oferta pública inicial (IPO) em dezembro, com uma avaliação de cerca de US$ 800 bilhões, segundo a Bloomberg, e está explorando a possibilidade de um IPO.

Isso também complica ainda mais os diversos empreendimentos comerciais de Musk. O bilionário adquiriu a plataforma de mídia social Twitter no final de 2022, renomeou-a para X e, em seguida, fundiu o site com sua startup de inteligência artificial xAI em um negócio de US$ 33 bilhões .

A xAI, que também opera o chatbot Grok, é uma operação cara, consumindo cerca de US$ 1 bilhão por mês para alcançar sua ambição declarada de obter “uma compreensão mais profunda do nosso universo”. Uma fusão com a SpaceX reúne capital, talento, acesso a poder computacional — e dilui as fronteiras corporativas.

A parceria pode cristalizar a visão de Musk de colocar data centers no espaço para realizar computação complexa para IA. A SpaceX está solicitando permissão para lançar até um milhão de satélites na órbita da Terra para esse plano, de acordo com um documento apresentado na sexta-feira.

Google lança plano para ser vitrine e caixa do varejo por IA – e atinge US$ 4 trilhões de valuation

12 de Janeiro de 2026, 12:16

O Google deu um passo além na corrida para transformar assistentes de inteligência artificial em canais diretos de consumo, numa tentativa de ser, ao mesmo tempo, a vitrine do e-commerce e o caixa.

A companhia apresentou um conjunto de ferramentas que permite a varejistas criar agentes de IA capazes de recomendar produtos, prestar atendimento e até concluir pedidos dentro de seus próprios aplicativos e sites. Redes como Kroger, Lowe’s e Papa Johns já testam os recursos. A Lowe’s afirmou que a taxa de conversão mais que dobrou quando clientes interagem com seu assistente baseado nessa tecnologia.

Mas a ambição do Google vai além de oferecer infraestrutura às marcas. Durante a NRF, maior feira global de varejo, a empresa também anunciou o Universal Commerce Protocol (UCP) — um padrão aberto que permite que catálogos de diferentes lojas se conectem diretamente ao Gemini, abrindo caminho para que o consumidor busque produtos, escolha e finalize a compra dentro do próprio ambiente do Google, com pagamento via Google Pay.

A notícia ajudou a dar um empurrãozinho no valor das ações da Alphabet, controladora do Google, que chegou atingiu nesta segunda-feira os US$ 4 trilhões de valor de mercado, depois de Nvidia, Microsoft e Apple.

Segundo o CEO Sundar Pichai, a ideia é que, em breve, exista um botão de compra integrado às plataformas da companhia. Na prática, o fluxo tradicional — busca no Google, navegação no site da loja e checkout próprio do varejista — pode dar lugar a uma jornada concentrada em um único intermediário: o agente de IA do Google.

Para os varejistas, a promessa é sedutora: mais conveniência para o consumidor, experiência personalizada e potencial ganho de conversão. Ao mesmo tempo, executivos do setor ouvidos pelo The Wall Street Journal já expressam preocupação com o risco de dependência e com a possibilidade de suas marcas se tornarem “fornecedores invisíveis” em um ambiente dominado pelo Google.

Intermediário

No Brasil, o movimento tende a ser observado com atenção especial por varejistas digitais de margem apertada, como Magazine Luiza e Casas Bahia, que já enfrentam um ambiente de competição intensa por tráfego e dependem fortemente de dados próprios para personalização e eficiência comercial.

Caso a jornada de compra passe a ser mediada por assistentes de IA de plataformas como o Google, essas companhias podem perder parte do controle sobre o relacionamento com o consumidor — e, no limite, enfrentar pressão adicional sobre suas margens se o novo intermediário passar a disputar participação na receita da transação.

O movimento também acende um alerta no mercado de pagamentos. Se o checkout passa a acontecer dentro do ecossistema do Google, a empresa tende a ganhar influência sobre a origem das transações, o meio de pagamento utilizado e, no limite, sobre a remuneração capturada ao longo da cadeia — pressionando adquirentes, gateways e fintechs, hoje donos dessa relação com o varejo.

Embora executivos ouvidos pelo WSJ reconheçam que o comércio mediado por agentes de IA ainda está longe de substituir completamente os canais tradicionais, o avanço das grandes plataformas sobre mais uma etapa da jornada de consumo reforça uma lógica já conhecida no setor: quem controla a interface com o cliente tende, cedo ou tarde, a disputar também o pedágio da transação.

A euforia em torno da IA é uma bolha prestes a estourar? Eis o que a história diz

4 de Janeiro de 2026, 18:36

À medida que a aposta em inteligência artificial continua a levar o mercado de ações a novas máximas, investidores se perguntam cada vez mais se estamos vivendo outra bolha financeira destinada a estourar. A resposta não é tão simples – ao menos segundo a história.

O S&P 500 avançou 16% em 2025, com vencedores ligados à IA – como Nvidia, Alphabet (dona do Google), Broadcom e Microsoft – respondendo pela maior contribuição.

Ao mesmo tempo, crescem as preocupações com as centenas de bilhões de dólares que as big techs prometeram gastar em infraestrutura de IA. Os investimentos de Microsoft, Alphabet, Amazon e Meta (dona do Facebook) devem subir 34%, para cerca de US$ 440 bilhões somados no próximo ano, segundo dados compilados pela Bloomberg.

A OpenAI se comprometeu a gastar mais de US$ 1 trilhão em infraestrutura de IA, um número impressionante para uma empresa de capital fechado que ainda não é lucrativa. Talvez ainda mais preocupante seja a natureza circular de muitos de seus acordos, nos quais investimentos e gastos vão e voltam entre a OpenAI e algumas grandes empresas de tecnologia listadas em bolsa.

Ao longo da história, o excesso de investimento tem sido um tema recorrente sempre que surge um avanço tecnológico capaz de transformar a sociedade, afirma Brian Levitt, estrategista-chefe global de mercados da Invesco. Ele cita, por exemplo, o desenvolvimento das ferrovias, da eletricidade e da internet. Desta vez, pode não ser diferente.

“Em algum momento, a construção de infraestrutura pode exceder o que a economia precisará em um curto período”, disse. “Mas isso não significa que os trilhos não tenham sido concluídos ou que a internet não tenha se tornado realidade, certo?”

Ainda assim, com as avaliações das ações subindo e o S&P 500 registrando o terceiro ano consecutivo de ganhos de dois dígitos, faz sentido que investidores fiquem preocupados com quanto potencial de alta ainda existe – e quanto valor de mercado pode ser perdido se a IA não corresponder às expectativas. Nvidia, Microsoft, Alphabet, Amazon, Broadcom e Meta respondem por quase 30% do S&P 500; portanto, uma venda generalizada ligada à IA atingiria o índice em cheio.

“Uma bolha geralmente estoura em um mercado de baixa”, disse Gene Goldman, diretor de investimentos da Cetera Financial Group, que não acredita que as ações de IA estejam em uma bolha. “Simplesmente não vemos um mercado de baixa no horizonte próximo.”

O que a história mostra?

Ritmo e duração

Uma forma simples de avaliar se o rali tecnológico impulsionado pela IA foi longe demais ou rápido demais é compará-lo a ciclos anteriores. Analisando 10 bolhas acionárias ao redor do mundo desde 1900, elas duraram em média pouco mais de dois anos e meio, com um ganho médio de 244% do fundo ao pico, segundo pesquisa do estrategista do Bank of America Michael Hartnett.

Em comparação, o rali impulsionado pela IA está em seu terceiro ano, com o S&P 500 subindo 79% desde o fim de 2022 e o Nasdaq 100, mais concentrado em tecnologia, avançando 130%.

Embora seja difícil tirar conclusões definitivas a partir desses dados, Hartnett alerta os investidores a não abandonarem o mercado mesmo que acreditem estar diante de uma bolha, pois o trecho final do rali costuma ser o mais íngreme – e ficar de fora pode ser custoso. Uma forma de proteção, segundo ele, é comprar ativos de valor baratos, como ações do Reino Unido e empresas de energia.

Concentração

As 10 maiores ações do S&P 500 agora respondem por uma grande fatia do índice, de 30% — um nível de concentração não visto desde os anos 1960. Isso afastou alguns investidores, incluindo o veterano de Wall Street Ed Yardeni, que disse em dezembro que já não faz sentido recomendar uma exposição acima da média a ações de tecnologia.

Historiadores do mercado argumentam que, embora a concentração pareça extrema em comparação com a memória recente, há precedentes. As principais ações como parcela do mercado americano estiveram em níveis semelhantes nas décadas de 1930 e 1960, segundo Paul Marsh, professor da London Business School que estudou os últimos 125 anos de retornos globais de ativos. Em 1900, 63% do valor do mercado dos EUA estava ligado a ações de ferrovias, contra 37% vinculados à tecnologia no fim de 2024, disse Marsh.

Fundamentos

Bolhas de ativos tendem a ser muito mais difíceis de identificar em tempo real do que depois que estouram porque os fundamentos costumam estar no centro do debate – e as métricas em foco podem mudar, afirma Dario Perkins, economista da TS Lombard.

“É fácil para entusiastas de tecnologia alegarem que ‘desta vez é diferente’ e que as avaliações fundamentais nunca mais serão as mesmas”, disse ele.

Mas alguns fundamentos seguem relevantes. No início dos anos 2000, a bolha das “pontocom” foi marcada por empresas de tecnologia superavaliadas, sendo muitas delas sem lucros sustentáveis ou modelos de negócio viáveis. Agora, os gigantes atuais da IA têm menores níveis de endividamento em relação aos lucros do que companhias como a WorldCom tinham à época.

Além disso, empresas como Nvidia e Meta já registram crescimento robusto de lucros ligado à IA, algo que não era necessariamente verdadeiro há 25 anos.

A possibilidade de risco de crédito na aposta em IA também deixa alguns investidores apreensivos. Depois que a Oracle vendeu US$ 18 bilhões em títulos em 24 de setembro, a ação caiu 5,6% no dia seguinte e acumula queda de 37% desde então. Meta, Alphabet e Oracle precisarão captar US$ 86 bilhões somadas apenas em 2026, segundo estimativa do Société Générale.

Avaliações

A avaliação de preços do S&P 500 é a mais alta da história, exceto pelo início dos anos 2000, segundo um indicador chamado de preço sobre lucro, ou P/L. Ele mede o quanto do preço de uma ação explica o lucro da companhia, ou o quanto um investidor estaria disposto a pagar pelos lucros da empresa: quanto maior e mais fora da média histórica da própria companhia ou do setor, mais caro estaria o papel.

No entanto, usando o P/L ajustado ciclicamente, ou CAPE, os investidores otimistas argumentam que, embora as avaliações estejam subindo por causa da tecnologia, o ritmo é muito mais lento do que na era das pontocom. Em 2000, a Cisco Systems chegou a ser negociada a mais de 200 vezes os lucros dos 12 meses anteriores, enquanto a Nvidia hoje está abaixo de 50 vezes.

O CAPE é uma métrica criada pelo economista Robert Shiller que divide o preço das ações pela média dos lucros ajustados pela inflação dos últimos 10 anos. Segundo Richard Clode, gestor da Janus Henderson, os preços das ações se descolam do crescimento dos lucros quando não há debate sobre avaliações. “Não estamos vendo isso acontecer agora”, disse.

Escrutínio dos investidores

Discussões sobre uma possível bolha de ações circularam ao longo do ano, mas ganharam força em novembro e dezembro, após alertas do investidor Michael Burry e do Banco da Inglaterra. Mais de 12 mil reportagens em novembro mencionaram a expressão “bolha de IA”, número semelhante ao dos dez meses anteriores somados, segundo dados da Bloomberg.

Uma pesquisa do Bank of America em dezembro mostrou que os investidores veem uma bolha de IA como o maior evento de risco extremo (“tail risk”). Mais da metade dos entrevistados afirmou que as ações das chamadas “Sete Magníficas” são a aposta mais saturada de Wall Street.

Isso contrasta com a bolha das pontocom, quando havia “entusiasmo total com a ideia de que a internet revolucionaria tudo”, disse Venu Krishna, chefe de estratégia de ações dos EUA no Barclays. Agora, as dúvidas sobre se os investimentos em IA vão compensar crescem à medida que a emissão de dívida aumenta.

“Eu não descartaria o risco, mas, em geral, acredito que o escrutínio é saudável”, disse ele. “Na verdade, é esse escrutínio que tende a impedir movimentos extremos, como um colapso.”

Semantix fecha acordo com francesa Atos para compra de operações na América do Sul

26 de Dezembro de 2025, 14:18

A companhia brasileira de produtos de dados e inteligência artificial Semantix acertou acordo vinculante para comprar ativos sul-americanos do grupo francês de tecnologia Atos, por um valor não revelado, segundo comunicado à imprensa.

O acordo envolve 2.800 funcionários da Atos no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai e Peru. Quando concluído, o negócio “criará um dos maiores fornecedores de serviços e tecnologia de inteligência artificial e dados corporativos da América do Sul”, afirmaram as empresas.

Pelos termos, Nelson Campelo, atual presidente da Atos na América do Sul, vai assumir a presidência-executiva da Semantix e Leonardo Santos Poça D’água, fundador e atual presidente da companhia brasileira, será “executive chairman” do grupo.

“Vamos reforçar de imediato nossa presença em áreas estratégicas como agro, indústria, governo e automotivo”, afirmou Poça D’água no comunicado.

Combinação de negócios

A Semantix é listada na bolsa americana Nasdaq desde agosto de 2022. A companhia paulista chegou ao mercado dos EUA por meio de uma combinação de negócios com Alpha Capital, uma Spac (sociedade com propósito específico de aquisição). O modelo das Spacs, conhecidas como “empresas do cheque em branco”, consiste em buscar investidores e listar um veículo em fase pré-operacional, uma espécie de IPO ao contrário.

Depois os “sponsors”, os responsáveis pela operação da Spac, vão a mercado em busca de uma companhia privada. Ao encontrar o alvo, é feita a combinação de negócios. Desse modo, surge uma nova empresa já listada na bolsa. Foi o que ocorreu com a Semantix há três anos, quando se tornou um grupo com ações negociadas na Nasdaq.

Larry Ellison, e não Musk, é o grande magnata tech de 2025

26 de Dezembro de 2025, 11:19

Quando o ano começou, um bilionário com laços estreitos com a Casa Branca era considerado o nome certo para o titã da tecnologia mais comentado de 2025. Mas, 12 meses caóticos depois, Larry Ellison, e não Elon Musk, pode reivindicar o título.

O cofundador e chairman da Oracle, de 81 anos, esteve onipresente — desempenhando um papel em praticamente todas as principais histórias de negócios do ano, desde o frenético boom (ou bolha) da inteligência artificial até os megacontratos que estão agitando Hollywood.

A Oracle planeja até mesmo adquirir uma participação no TikTok como parte de um plano um tanto tortuoso para ajudar o presidente americano Donald Trump a salvar o popular aplicativo de vídeos. Ao longo do caminho, a fortuna de Ellison cresceu e diminuiu com o preço das ações da Oracle — uma linha febril para uma era volátil.

O ano começou com o Stargate, talvez o projeto de data center mais audacioso de todos. Em 21 de janeiro, um dia após a posse de Trump, o presidente apareceu na Casa Branca com Ellison, Sam Altman, da OpenAI, e o líder do SoftBank Group, Masayoshi Son, para anunciar um plano de US$ 500 bilhões para construir infraestrutura de IA. Muitos superlativos foram proferidos naquele dia — 100.000 empregos — e alguns céticos consideraram a vasta soma mera aspiração.

Desde então, a Oracle embarcou em uma expansão histórica de data centers otimizados para IA, que progride mais rapidamente do que alguns esperavam. O esforço fez com que o fluxo de caixa da empresa se tornasse negativo pela primeira vez desde o início da década de 1990. Mas Ellison, que notoriamente ignorou a revolução da computação em nuvem há 15 anos, de repente se tornou um entusiasta da IA.

No verão no hemisfério Norte, a OpenAI fechou um acordo de cerca de US$ 300 bilhões para alugar uma enorme quantidade de poder computacional da Oracle, preparando o principal laboratório de IA para se tornar o maior cliente da Oracle.

Investidores ficaram eufóricos em setembro, quando a Oracle divulgou a dimensão total de seu negócio com a OpenAI. O patrimônio líquido de Ellison saltou para US$ 89 bilhões em um único dia, para US$ 388 bilhões, o maior aumento diário já registrado pelo índice de bilionários da Bloomberg. Isso o tornou brevemente a pessoa mais rica do mundo, superando Musk.

Sua crescente fortuna se encaixou bem com as aspirações de seu filho David de se tornar um magnata de Hollywood. Em agosto, a Skydance Media, de David Ellison, finalmente fechou o acordo para obter o controle da Paramount, uma aquisição financiada em grande parte por Ellison pai.

Semanas após fechar o acordo com a Paramount, David Ellison voltou sua atenção para a Warner Bros. Discovery, oferecendo-se para assumir o lar do Batman, Harry Potter e Pernalonga. Seu pai se ofereceu para ajudar a financiar o negócio e apresentou a proposta pessoalmente aos executivos da Warner Bros.

Foi em vão. A Warner Bros. rejeitou a oferta da Paramount Skydance e aceitou a da Netflix. O jovem Ellison respondeu com uma oferta hostil — uma jogada que seu pai havia feito no início dos anos 2000 para comprar a empresa de software PeopleSoft.

A segunda oferta pela Paramount foi rejeitada, com a Warner Bros. questionando a capacidade da empresa de cumprir a parte da oferta referente às ações. Em resposta, Larry Ellison concordou em garantir pessoalmente o financiamento de US$ 40,4 bilhões.

As semelhanças e diferenças entre a bolha das ponto-com e a euforia da Inteligência Artificial

16 de Dezembro de 2025, 06:00

É carma? Coincidência? De qualquer forma, o fantasma da bolha das ponto-com está de volta 25 anos depois.

As ações da Cisco Systems, campeã da era ponto-com que se tornou a empresa mais valiosa do mundo em março de 2000, esta semana atingiram esse nível novamente pela primeira vez. É um alerta sobre até que ponto os preços das ações podem se distanciar da realidade.

Os otimistas passam muito tempo negando que haja uma bolha ao estilo dos anos 1990 inflando novamente na inteligência artificial. Mas vale a pena analisar algumas das semelhanças impressionantes, e algumas diferenças notáveis.

Valuation
Existem muitas formas de avaliar ações, e praticamente todas indicam que as ações dos EUA estão mais caras desde a bolha das ponto-com. O índice preço/lucro futuro, preço sobre fluxo de caixa, o cálculo do “modelo do Fed” sobre o prêmio extra oferecido pelas ações em comparação com os títulos e o índice P/L ajustado ciclicamente indicam que as ações estão caras.

A razão é comum a todas elas: os investidores estão, assim como em 1999-2000, apostando em uma nova tecnologia para entregar crescimento de lucros muito mais rápido que o usual. Se isso acontecer, justifica avaliações mais altas.

Incerteza
Assim como as ponto-com eram precificadas na esperança de que a internet trouxesse uma nova era de lucros a partir de modelos de negócios ainda não comprovados, ocorre o mesmo com a IA. A Inteligência Artificial generativa entregou chatbots e geração de imagens que parecem próximos da magia — mas, por enquanto, está precificada bem abaixo do custo de produção, gerando grandes prejuízos para empresas de IA. Uma diferença: muitas das ponto-com puras nem tinham receita, enquanto as empresas de IA ao menos fazem algumas vendas.

Investimento
A internet foi construída sobre uma rede global de cabos de fibra óptica instalados por empresas de telecomunicações, levando a pesados gastos corporativos financiados por dívidas. Os grandes modelos de linguagem por trás da IA avançada são construídos em gigantescos data centers, levando a investimentos corporativos pesados, financiados cada vez mais por dívidas, além do caixa das Big Techs provenientes de seus negócios tradicionais.

Os números em 2000 eram imensos, com mais de US$ 100 bilhões investidos em novas redes de telecom no final dos anos 1990. Havia tanta fibra que grande parte ficou inativa por uma década antes que o tráfego de internet crescesse o suficiente para justificar seu uso.

A corrida para construir data centers é ainda mais extrema, com investimentos em trilhões sendo mencionados pelos principais desenvolvedores de IA. O gasto é tão grande que economistas dizem que está representando uma parcela significativa do crescimento do PIB.

Empresas que vendem o equivalente a “pás e picaretas” para a corrida do ouro tiveram muito sucesso. Em 2000, era a Cisco, fabricante de roteadores necessários para conectar a internet, e as empresas de telecom, onde o setor aumentou os lucros em um quarto no último ano da bolha. Hoje são Nvidia e outros fabricantes de chips, que fornecem poder de processamento para os data centers e obtêm lucros elevados.

O crescimento da Nvidia é melhor que o da Cisco, mas ambos foram extraordinários: em 1999, a receita da Cisco cresceu mais de 40% e, em 2000, mais de 50%. Nos últimos dois períodos de 12 meses, a Nvidia cresceu primeiro mais de 150% e, nos 12 meses até outubro, 60%. Esse crescimento naturalmente anima os investidores.

Mercado focado
Em 1999, mais ações do S&P 500 caíram do que subiram. Até agora neste ano, 183, ou 37%, delas estão em queda. Tudo relacionado à IA — fabricantes de chips, geradores de energia, produtores de equipamentos usados para construir data centers — está em alta, enquanto grande parte do restante do mercado está em baixa.

Em 1999, se você tinha uma ação da internet, ela prosperava; caso contrário, ninguém se interessava. O mesmo vale hoje para a IA.

Negociação de varejo
Indivíduos dominam a negociação de ações, apostando novamente em pequenas empresas que dão prejuízo. Tanto na bolha de 2000 quanto na bolha de 2021 em SPACs, clean tech, cripto e cannabis, pequenas ações com prejuízo superaram de longe as lucrativas, que eram muito menos emocionantes.

Isso se reflete no índice Russell 2000, de empresas menores, que superou o S&P 600 — que exige lucro — em 10 pontos percentuais nos 12 meses até meados de outubro, antes de o padrão se inverter. O índice Russell de microcap teve desempenho ainda mais extremo, superando o S&P 600 em 25 pontos percentuais em um ano, antes de recuar.

O boom de negociação impulsionou a Robinhood Markets em 220% este ano, assim como o boom de negociações das ponto-com impulsionou a E-Trade Financial, hoje parte do Morgan Stanley, em 261% em 1999.

Discussão sobre bolha
Alguns dizem que, se todos falam sobre uma bolha, é sinal de que não há uma. Ainda assim, debates sobre bolha fervilharam em 1999, enquanto ela continuava a crescer. O mesmo ocorre agora.

Crescimento exponencial
Uma grande diferença entre agora e 1999-2000 é a escala dos ganhos de preço. Sim, a Nvidia subiu muito (realmente muito). Mas ganhos de 54% este ano até o pico de outubro, e 30% incluindo a queda desde então, são pequenos comparados aos saltos de 1999.

A Cisco mais que dobrou em quatro meses desde meados de outubro de 1999, enquanto a Apple subiu 150% naquele ano e a Intel cresceu 75% em pouco menos de três meses no início de 2000.

Mesmo as melhores grandes ações deste ano, como Western Digital, Seagate e Micron Technology, apenas triplicaram ou quadruplicaram até seus picos nesta semana, antes de caírem fortemente na sexta-feira. Em 1999, a Qualcomm subiu 2.620%. Levou até 2020 para se recuperar do colapso subsequente.

No fim, se isso é uma bolha depende de ela estourar ou não. Se a IA não entregar tanto os ganhos de produtividade prometidos quanto os lucros gordos para seus criadores, o paralelo será com o doloroso período pós-ponto-com, e não com o boom.

Escreva para James Mackintosh em james.mackintosh@wsj.com

Apple enfrenta maior debandada de executivos em décadas – e rivais se beneficiam

6 de Dezembro de 2025, 16:11

A Apple, por muito tempo um modelo de estabilidade no Vale do Silício, está passando por sua maior reestruturação de pessoas em décadas, com executivos seniores e engenheiros essenciais para os negócios deixando a companhia e migrando para concorrentes diretos, como Meta e OpenAI.

Só na última semana, os chefes de inteligência artificial e de design de interface pediram demissão. Em seguida, a empresa anunciou que sua diretora jurídica e o chefe de relações governamentais também estão saindo. Todos esses quatro executivos se reportavam diretamente ao CEO, Tim Cook, o que mostra a enorme rotatividade no alto escalão da companhia.

E mais mudanças podem vir. Johny Srouji, vice-presidente sênior de tecnologias de hardware e um dos executivos mais respeitados da empresa, disse recentemente a Cook que está seriamente considerando sair em um futuro próximo, segundo pessoas com conhecimento do assunto. Srouji, arquiteto do prestigiado esforço da Apple de desenvolver chips próprios, já informou colegas de que pretende se juntar a outra empresa caso realmente saia.

Ao mesmo tempo, talentos da área de inteligência artificial têm migrado para rivais, e empresas como Meta e OpenAI, além de diversas outras startups, já contrataram muitos dos engenheiros da Apple. Isso ameaça atrasar o esforço da empresa para alcançar concorrentes em IA, área na qual historicamente teve dificuldades para se destacar.

Esse conjunto de saídas forma um dos períodos mais turbulentos da gestão de Cook. Embora o CEO não deva deixar o cargo tão cedo, a Apple agora precisa reconstruir suas equipes e descobrir como prosperar na era da IA.

Dentro da empresa, algumas das demissões geram preocupação profunda e Cook tenta evitar novas perdas oferecendo pacotes de remuneração mais robustos a funcionários importantes. Em outros casos, as saídas refletem executivos veteranos próximos da aposentadoria. Ainda assim, o volume de mudanças configura uma inquietante fuga de cérebros.

Embora Cook insista que a Apple está trabalhando em sua linha de produtos mais inovadora da história, que deve incluir iPhones e iPads dobráveis, óculos inteligentes e robôs, a empresa não lança uma nova categoria de produto verdadeiramente bem-sucedida há uma década. Isso a torna vulnerável a concorrentes mais ágeis e preparados para desenvolver a próxima geração de dispositivos centrados em IA.

Procurada, a Apple preferiu não comentar.

Saída do chefe de IA expõe tropeços da Apple no setor

A demissão do chefe de IA, John Giannandrea, ocorreu após vários fracassos em IA generativa. A plataforma Apple Intelligence sofreu atrasos e entregou recursos abaixo do esperado. Uma reformulação muito anunciada da assistente Siri está há cerca de um ano e meio atrasada. Além disso, o software dependerá fortemente de uma parceria com a Alphabet, dona do Google, para preencher lacunas de capacidade.

Diante disso, a Apple começou a afastar Giannandrea do cargo em março, mas permitiu que ele permaneça até a próxima primavera. Dentro da empresa, muitos já esperavam sua saída e alguns até se dizem surpresos de ele ainda estar lá. Demiti-lo mais cedo, porém, seria interpretado publicamente como admissão de problema, segundo fontes.

O veterano do design Alan Dye está deixando a Apple rumo ao Reality Labs da Meta, uma deserção notável para um dos maiores rivais da companhia.

No dia seguinte à notícia, a Apple anunciou que havia contratado uma executiva da própria Meta: Jennifer Newstead, diretora jurídica da empresa de redes sociais e que ocupará o mesmo cargo na rival. Ela ajudou a conduzir a batalha bem-sucedida da Meta contra a FTC, órgão antitruste dos EUA que processou a companhia por prática anticompetitivas, experiência valiosa diante da disputa legal da Apple com o Departamento de Justiça dos EUA pelo mesmo motivo.

Newstead substituirá Kate Adams, que ocupou o cargo por oito anos e se aposentará no fim de 2026. Lisa Jackson, vice-presidente de meio ambiente, políticas e iniciativas sociais, também está se aposentando e suas funções serão distribuídas entre outros executivos.

A saída de Adams causou impacto, especialmente dado o número de disputas legais que ela conduzia, mas seu tempo de serviço é considerado longo. A saída de Jackson, por sua vez, já era amplamente esperada.

Essas saídas vêm após outra ainda maior: Jeff Williams, braço direito de Cook e diretor de operações (COO) por uma década, aposentou-se no mês passado. Outro veterano, o diretor financeiro (CFO) Luca Maestri, assumiu um cargo menor no início de 2025 e deve se aposentar em breve.

Especulação sobre CEO cresce, mas saída não é iminente

Cook completou 65 anos no mês passado, aumentando especulações sobre sua aposentadoria. Pessoas próximas afirmam que ele não deve sair tão cedo, embora o planejamento sucessório exista há anos. John Ternus, chefe de engenharia de hardware, de 50 anos, é visto internamente como o principal candidato.

Quando Cook deixar o cargo, deve assumir a presidência do conselho e manter grande influência. Isso torna improvável que a Apple escolha um CEO externo, apesar de nomes como Tony Fadell, ex-Apple e criador do iPod, serem ventilados fora da empresa. Mas Fadell deixou a Apple há 15 anos em termos pouco amistosos.

Internamente, comenta-se também sobre questões envolvendo a saúde de Cook, como tremores nas mãos percebidos durante reuniões da empresa. Pessoas próximas garantem que ele está saudável.

Principal risco imediato: saída de Johny Srouji

Srouji é peça vital para a empresa por ser responsável pela arquitetura dos chips Apple Silicon, pilar do sucesso recente da Apple. Cook tenta retê-lo, oferecendo aumento substancial de salário e a possibilidade de ampliar seu papel. Uma hipótese discutida seria promovê-lo a diretor de tecnologia (CTO), tornando-o possivelmente o segundo nome mais poderoso da Apple.

Mas isso exigiria promover Ternus a CEO, passo para o qual a empresa talvez ainda não esteja pronta. E alguns afirmam que Srouji não gostaria de trabalhar sob outro CEO, mesmo com um título maior. Se Srouji sair, seus sucessores naturais seriam seus dois principais subordinados: Zongjian Chen ou Sribalan Santhanam.

As mudanças já vêm alterando a estrutura de poder. Mais autoridade está concentrada em quatro executivos: Ternus, Eddy Cue (serviços), Craig Federighi (software) e o novo COO, Sabih Khan. Os esforços de IA foram redistribuídos, com Federighi se tornando o chefe de IA na prática.

Equipes de IA, robótica e design são esvaziadas

O esvaziamento não se limita ao alto escalão da companhia. A Apple enfrenta uma fuga de talentos em engenharia. A ordem interna é reforçar contratação e retenção.

Robby Walker, responsável pela Siri e por um projeto de busca semelhante ao ChatGPT, saiu em outubro. Sua substituta, Ke Yang, deixou a empresa em poucas semanas e foi para o novo Superintelligence Labs da Meta.

Para preencher lacunas deixadas por Giannandrea, a Apple contratou Amar Subramanya, ex-Google e Microsoft, como vice-presidente de IA.

Mas houve um colapso mais amplo na organização de IA, intensificado pela saída do chefe de modelos de IA, Ruoming Pang. Ele e outros nomes de peso, como Tom Gunter e Frank Chu, foram para a Meta, que atrai talentos com pacotes de remuneração muito altos.

A equipe de robótica de IA também foi atingida, inclusive seu líder Jian Zhang, que igualmente foi para a Meta. Esse grupo trabalha em tecnologias para futuros produtos, como um robô de mesa e um robô móvel. A equipe de hardware do robô de mesa também perdeu talentos, alguns indo para a OpenAI.

A área de interface do usuário também sofreu baixas, culminando na saída de Dye, do design. Seu desejo era integrar IA mais profundamente aos produtos, algo que sentia que a Apple não estava acompanhando. Billy Sorrentino, outro líder dessa área, também foi para a Meta.

O grupo de design industrial da Apple, responsável pelo design físico dos produtos, praticamente se desfez na última meia década, com muitos profissionais seguindo Jony Ive para seu estúdio LoveFrom ou migrando para outras empresas.

Stephen Lemay substituirá Dye. Cook também está assumindo mais responsabilidade sobre design, função anteriormente de Jeff Williams.

Apesar do caos, há otimismo interno sobre Lemay, um designer veterano com 20 anos de casa.

OpenAI e Meta se beneficiam

Jony Ive agora trabalha com a OpenAI em novos dispositivos reforçados por IA. A OpenAI comprou a startup de Ive por mais de US$ 6 bilhões para acelerar seu esforço em hardware, mirando diretamente o território da Apple.

A OpenAI também contratou dezenas de engenheiros da Apple, incluindo profissionais de iPhone, Mac, câmeras, chips, áudio, Apple Watch e Vision Pro.

Houve outras perdas notáveis: Abidur Chowdhury, que narrou o lançamento do iPhone Air em setembro, saiu para uma startup de IA, uma surpresa interna. E a Apple perdeu o reitor da Apple University, programa criado para preservar sua cultura após a morte de Steve Jobs.

A lenda da matemática que virou o funcionário mais improvável de uma startup

6 de Dezembro de 2025, 06:00

A carreira de Ken Ono como um dos matemáticos mais proeminentes do mundo o levou a lugares que ele jamais poderia imaginar.

O renomado professor da Universidade da Virgínia regularmente ultrapassava os limites do campus, levando suas fórmulas de Hollywood às Olimpíadas. Ele é o único teórico dos números que já estrelou um comercial de cerveja. E, em seu próximo ato, esse homem renascentista da matemática está fazendo algo improvável até mesmo para seus padrões.

Ele está deixando seu cargo vitalício para trabalhar para uma jovem de 24 anos.

Até pouco tempo atrás, a ideia de se juntar a uma startup de IA no Vale do Silício lhe pareceria absurda. De fato, antes de isso reorientar sua carreira e transformar sua vida, ele se considerava um cético da inteligência artificial. Até recentemente, começava suas palestras fazendo piada com o hype em torno da tecnologia nascente.

“Meu nome é Ken Ono, e eu sou NI”, dizia ele. “Naturalmente inteligente.”

Agora, ele é o funcionário mais improvável de uma startup que quer revolucionar a matemática com IA.

Aos 57 anos, Ono está tirando uma licença prolongada da academia, sem planos de voltar. Ele está se juntando a uma empresa fundada por uma de suas ex-alunas, Carina Hong — dona de um currículo tão brilhante que deixaria qualquer IA insegura.

Depois de se formar no MIT em três anos, vencer o Prêmio Morgan como a melhor pesquisadora de matemática de graduação nos EUA e ganhar uma bolsa Rhodes, ela foi para Stanford buscar um doutorado conjunto em Direito e Matemática. Quando largou os cursos para fundar a Axiom Math, ela levantou US$ 64 milhões, recrutou alguns pesquisadores de IA da Meta — e contratou seu mentor. Para ela, foi uma decisão óbvia.

“Ken Ono é o ídolo de muitos estudantes de matemática”, disse Hong, presidente-executiva da Axiom.

A empresa recebeu o nome do termo matemático para uma verdade básica capaz de fundamentar toda uma teoria. O objetivo de Hong é construir um “matemático de IA”, capaz de raciocinar sobre problemas conhecidos, encontrar novos e validar o próprio trabalho por meio de provas formais. Se der certo, a Axiom pode resolver questões que intrigam humanos há séculos.

Os investidores da startup apostam que uma superinteligência matemática teria diversos usos comerciais — verificação de software e hardware, otimização logística, trading algorítmico e engenharia financeira. As empresas mais ricas do mundo estão gastando bilhões e alimentando temores de uma bolha, mas matemáticos estão cada vez mais otimistas sobre o potencial da IA em auxiliar suas pesquisas e impulsionar descobertas.

Quando conversei com Ono, era o dia seguinte à assinatura dos documentos que oficializaram sua licença. Enquanto se preparava para atravessar o país, ele relutava em fazer previsões para o futuro. Mas o professor de matemática que agora trabalha para uma startup compartilhou um de seus próprios axiomas:

“Se eu for o primeiro, que seja”, disse ele. “Não serei o último.”

Ono é um ponto fora da curva, e sua carreira foi incomum desde o início. Na infância, a pressão dos pais o deixou tão infeliz que ele não concluiu o ensino médio. Sem diploma, mesmo assim entrou na universidade, descobriu sua paixão pela matemática e lecionou durante décadas na Universidade de Wisconsin e em Emory antes de chegar à Universidade da Virgínia em 2019. Ele também liderou o principal programa de pesquisa para alunos de graduação e orientou 10 vencedores do Prêmio Morgan — incluindo sua nova chefe.

“Ele é uma figura maior que a vida na matemática”, disse Ken Ribet, ex-presidente da Sociedade Americana de Matemática.

Na matemática, Ono é conhecido por seu trabalho em diversos temas da teoria dos números, das congruências de Ramanujan à conjectura umbral moonshine.

E se essa frase te deu suor frio, pode relaxar.

Ono também é conhecido por aplicar matemática a outras áreas. Ele assessorou nadadores da Universidade da Virgínia e campeões olímpicos dos EUA. Ajudou a orientar a Agência Nacional de Segurança. Trabalhou na produção do filme “O Homem que Viu o Infinito” (2015). Depois apareceu em um comercial de cerveja certificando que 64 (as calorias da Miller64) é menor que 80 (as concorrentes).

E ele é conhecido por mais uma coisa: sua impressionante coleção de camisas havaianas.

“Espero que a Axiom faça um contrato com a Tommy Bahama”, brinca. “Esse é meu sonho.”

Nos últimos anos, Ono começou a acompanhar o rápido progresso da IA. Ficou intrigado, mas não intimidado. A IA era surpreendente em tarefas cognitivas e na resolução de problemas já vistos, mas tinha dificuldades com a criatividade de sua área — que exige intuição e pensamento abstrato.

Essa criatividade é tão fundamental para a matemática pura que Ono acreditava que seu emprego estaria seguro por décadas.

Mas, na primavera passada, ele foi um dos 30 matemáticos convidados a selecionar problemas de pesquisa para testar modelos de IA. Ele saiu do simpósio profundamente abalado com o que viu.

“A vantagem que eu tinha sobre os modelos estava diminuindo”, disse ele. “E em áreas da matemática fora da minha especialidade, senti que os modelos já me ultrapassavam.”

Durante meses, Ono viveu um luto pela própria identidade. Não sabia o que fazer, consciente de que os modelos só ficariam mais inteligentes.

“Então tive uma epifania”, disse. “Percebi que os modelos ofereciam uma forma diferente de fazer matemática.”

Ele já tinha colegas, alunos de pós-graduação e brilhantes estudantes de graduação como colaboradores. Agora também tem a IA.

“Passo uma ou duas horas por dia trocando ideias com os modelos”, diz ele. “Tarde da noite, quando não consigo dormir, pego meu iPhone e fico conversando sobre matemática com os modelos em um nível absurdamente alto.”

Ao mesmo tempo, a IA não era o único motivo para que seu trabalho como professor parecesse instável.

Com o Departamento de Justiça pressionando o ensino superior, ele temia ameaças ao financiamento federal de pesquisa. No início do ano, o presidente da Universidade da Virgínia renunciou sob pressão do governo Trump. Como assessor de STEM do reitor, Ono passava mais tempo lidando com política — e menos tempo fazendo matemática.

Ele decidiu deixar a Universidade da Virgínia pela IA porque não conseguiu resistir à oportunidade de influenciar o mundo além do quadro-negro.

“Tenho o luxo de participar de uma transformação de como o mundo realmente funciona”, disse Ono. “Como matemático puro, isso raramente foi o caso.”

Quando concluiu que era hora de mudar, sabia exatamente para quem ligar.

Carina Hong havia sido aluna de seu programa de pesquisa em 2020, antes de ganhar o Prêmio Morgan e o Prêmio Schafer como melhor estudante de matemática do país. Nascida e criada na China, ela aprendeu inglês sozinha ainda jovem para ler livros avançados da área. Treinou em programas de Olimpíadas de Matemática, resolvendo problemas sob pressão, mas ficou obcecada por outro tipo de matemática.

“Sempre me interessei por descobertas matemáticas”, disse. “A matemática olímpica dá picos constantes de dopamina, mas a pesquisa é bater a cabeça na parede. É dor e sofrimento. Eu gosto disso.”

Na nossa conversa, ela descreveu tanto a pesquisa matemática quanto seu primeiro ano na faculdade de direito como “muito divertidos”. Ela é uma das poucas pessoas que saberia comparar. Estudante de primeira geração, Hong brilhou no MIT. Em vez de ir para um fundo quantitativo, foi para Oxford como bolsista Rhodes. Depois de estudar neurociência e escrever duas dissertações, seguiu para Stanford.

Nos fins de semana, estudava em uma cafeteria perto do campus. Bebendo matcha, lia artigos difíceis e ficou amiga de Shubho Sengupta, cientista de IA da Meta que também frequentava a mesa comunitária. Em suas conversas, perceberam que podiam unir seus mundos.

Em suas corridas matinais, quando cogitava deixar a escola e abrir uma empresa, Hong lembrava o conselho de Lisa Su, CEO da AMD: corra na direção dos problemas mais difíceis.

“A pesquisa matemática é muito difícil”, disse Hong. “IA para matemática é mais difícil ainda.”

Ela largou tudo assim que a rodada de investimento semente da Axiom foi concluída no último verão.

Dias depois, Google DeepMind e OpenAI encantaram nerds no mundo inteiro quando seus modelos conquistaram medalhas na Olimpíada Internacional de Matemática. O mesmo aconteceu com a Harmonic, startup cofundada pelo CEO da Robinhood, Vlad Tenev, que afirma que “a superinteligência matemática está cada minuto mais perto”.

Correndo contra o tempo, Hong começou a recrutar talentos ao lado de Sengupta, agora diretor de tecnologia da Axiom. Entre os engenheiros que contrataram da Meta estava François Charton, pioneiro da IA para matemática. A blitz de contratação chamou atenção no Vale do Silício — e também de alguém a milhares de quilômetros: Ken Ono.

Logo, ele estava empacotando tudo com sua esposa e o schnoodle da família, Mochi.

E, nesta semana, começou como o 15º funcionário da Axiom.

Quando começaram a discutir seu cargo, a oferta inicial foi “chief math guy”. Depois de negociações, decidiram pelo título oficial: “matemático fundador”.

Seu trabalho é testar os limites dos modelos da empresa. Ele está criando problemas representativos que só podem ser resolvidos por meio da compreensão profunda dos princípios matemáticos, além de elaborar benchmarks que servirão de guia para o desempenho dos sistemas.

“Pense nisso como um mapa para um navegador”, diz ele. “Antes de partir para descobrir novas terras, você precisa saber onde está e o que já foi explorado.”

Ono diz que essa vontade de explorar o trouxe à Axiom mais do que qualquer motivo financeiro. “Não estou fazendo isso pelo dinheiro”, disse ele. Ono já estava entre os funcionários mais bem pagos da Universidade da Virgínia e afirma ter recusado propostas mais lucrativas e com maior participação acionária em outras empresas de IA.

Nos escritórios da startup em Palo Alto, as salas de reunião têm nomes de matemáticos lendários — Poincaré, Gauss, Hilbert, Lovelace, Turing. Depois de levantar US$ 64 milhões, funcionários notaram que 64 é 2^6 e brincaram que a próxima rodada poderia ser 2^7.

Mas o surpreendente é que muitos dos colegas de Ono têm sua idade.

“Muitos dos principais pesquisadores de fronteira estão em uma fase da vida em que têm histórico, obra consolidada, segurança financeira — e querem seu projeto de legado”, disse Hong.

E um deles procura algo mais.

“Mesmo que cheguemos à superinteligência, ainda haverá questões matemáticas sem solução”, disse Ono. “E eu continuarei em busca de respostas.”

Escreva para Ben Cohen em ben.cohen@wsj.com

Investimento em IA é bolha? BTG elenca 16 motivos para defender que não

4 de Dezembro de 2025, 19:55

A demanda por cada vez mais poder computacional é o pilar da valorização das empresas de IA. E falou em IA, falou em “bolha” – algo que mais hora menos hora estoura.

É impossível saber se estamos ou não diante de uma. E sempre há a outra possibilidade: a de que os preços das ações simplesmente tenham alcançado um platô permanentemente elevado.

Essa é basicamente a conclusão de uma análise divulgada pelo BTG Pactual. Ela mostra que as grandes empresas do setor, a começar por Nvidia, Google e Microsoft, têm fundamentos sólidos, ou seja: margens saudáveis, baixa alavancagem e geração robusta de caixa.

Por outro lado, sempre vale lembrar a frase do economista americano Irving Fisher. Semanas antes do crash de 1929, o maior estouro de bolha da história, ele disse justamente que “os preços das ações atingiram um platô permanentemente elevado”. Não era o caso.

Seja como for, o BTG lista 16 motivos para acreditar que a revolução da IA tem características estruturais, e que o espaço para a expansão tecnológica e de infraestrutura ainda é vasto. Veja os pontos.

1. Ganhos de produtividade

Eles chegam a 1,3 ponto percentual por ano com a adoção rampante de IA, ou US$ 1,5 trilhão de produção global extra anual. É um choque de produtividade “amplo e duradouro”, de acordo com a análises e, mesmo com concorrência elevada e com o fracasso de algumas companhias com o passar do tempo, a tecnologia em si prospera.

2. Rentabilidade consistente nos investimentos em IA

Os investimentos na área não têm nada de especulativos: o US$ 1,2 trilhão por ano aplicado em infraestrutura – data centers, chips e redes – formam uma base de ativos de US$ 2,4 trilhões, que precisa gerar US$ 1,68 trilhão anuais em retorno para a economia global para dar lucro. Esse volume é, na visão do banco, plenamente compatível com o impacto de produtividade estimado por estudos independentes.

3. Margens mais elevadas

O receio de que a “bolha de IA” esteja se formando faz referência à “bolha ponto com” – a das empresas que, no final da década de 1990, foram superestimadas. A situação é diferente, segundo o BTG, porque as 10 maiores empresas do S&P 500 apresentavam margens líquidas de 17%, em média, naquela época, enquanto os atuais líderes têm 32%. Quer dizer: o ciclo de investimentos em IA é mais lucrativo e mais resiliente hoje.

4. Geração de caixa robusta

Lucro é uma demonstração contábil. Um dado mais sólido é o “fluxo de caixa livre”, o dinheiro que efetivamente sobra no caixa da empresa depois de todos os gastos a cada trimestre. Entre as empresas do S&P 500, ele é hoje de 3,5%. Ou seja, para cada US$ 100 que a empresa coloca no negócio, US$ 3,5 ficam no caixa. Isso é quase três vezes mais do que o período de 2000 a 2001. Em outras palavras: o ciclo atual das empresas é financiado por caixa real e não por dívidas excessivas.

5. Preços bem abaixo dos níveis da última bolha

O Nasdaq 100, índice que reúne as empresas americanas de tecnologia, é negociado entre 29 e 30 vezes o lucro, distante do nível de 44 vezes em 1999 e de 89 vezes em 2000. Você lê essa métrica da seguinte forma: considerando o preço atual, o mercado está disposto a pagar cerca de US$ 29 a US$ 30 por cada US$ 1 de lucro anual da empresa.

É, em resumo, um indicador para as expectativas de crescimento das companhias. Para o BTG, a precificação das ações das big techs hoje é “mais moderada” e também amparada por lucros muito maiores.

6. Líderes de mercado mais baratos do que no passado

Na bolha das ponto com, Cisco, Intel, Microsoft e outras eram negociadas entre 50 vezes a 70 vezes o lucro. Muitas superavam o nível de 100 vezes. Hoje, as gigantes de IA – Google, Nvidia, Meta, Microsoft de novo… – são negociadas entre 20 vezes e 35 vezes o lucro.

7. Capex financiado internamente

Só 46% do fluxo de caixa das empresas hoje é reinvestido, muito baixo dos 75% em 2001. Pode parecer um contrassenso avaliar positivamente empresas que estão investindo menos, mas a leitura do BTG é de que as companhias estão destinando seus recursos de forma mais equilibrada.

8. Alavancagem muito menor

As maiores empresas americanas operam com caixa líquido: a relação entre a dívida líquida e o Ebitda, é de 0,3 vez. Essa relação é conhecida como alavancagem e indica quantos anos a empresa levaria para pagar suas dívidas usando todo o lucro operacional. Em geral, um indicador abaixo de 2x é um sinal de que a empresa está financeiramente saudável. Ou seja, 0,3x é um nível extremamente conservador.

9. Demanda firme e chips duráveis sustentam o ciclo da IA

A demanda por computação em nuvem e IA continua acelerando: os serviços AWS (da Amazon), Azure (da Microsoft) e Google Cloud voltaram a crescer entre 20% e 40% ao ano. Ao mesmo tempo, as GPUs – processadores especializados usados para treinar e operar modelos de IA – têm vida útil longa, de aproximadamente seis anos.

Isso significa que as gigantes globais de computação em nuvem têm receitas futuras mais previsíveis e conseguem extrair valor dos chips por um bom tempo, fortalecendo a sustentabilidade do ciclo de investimentos em IA.

10. A tecnologia está longe do seu potencial máximo

Os avanços recentes mostram que a IA ainda tem muito espaço para evoluir. A redução das alucinações, por exemplo, avança paulatinamente, mas ainda está longe do ideal. Isso indica que a tecnologia não está madura – e que a demanda por mais computação e novos modelos deve seguir crescendo.

11. O mercado de IPOs ainda é fraco

Nos últimos 12 meses, houve 56 IPOs no segmento de IA, contra 511 no auge da bolha das ponto com. Ou seja, o ciclo atual não mostra exuberância especulativa em novas emissões como já ocorreu no passado.

12. O mercado não está em euforia

Mesmo com toda a atenção sobre IA, o humor geral dos investidores ainda é negativo: o índice de “Medo e Ganância”, criado pela CNN, aponta para “Pessimismo Extremo” – próximo de 19 pontos, bem abaixo da linha neutra de 50. Isso significa que, apesar do avanço das empresas de IA, o mercado como um todo não demonstra um comportamento eufórico, nem demanda excessiva por ativos de risco, que é uma condição típica de bolhas. A postura predominante ainda é de cautela, não de entusiasmo.

13. O medo da bolha freia os excessos que poderiam levar a uma bolha

O BTG cita uma pesquisa recente do Bank of America. Ela mostra que 54% dos gestores profissionais creem estar vivendo uma bolha de IA. E isso é bom. Quando o medo de bolha cresce entre profissionais de mercado, os investidores tendem a reduzir posições arriscadas e a operar de forma comedida. Ou seja, paradoxalmente, o fato de muitos acreditarem que há uma bolha diminui a probabilidade de uma bolha clássica se formar, pois os próprios agentes atuam para evitar excessos.

14. O investidor de varejo também está cauteloso

O índice AAII Bull/Bear, que mede o sentimento do investidor individual americano, permanece em território negativo. Isso indica que o pequeno investidor, o primeiro a responder aos ciclos especulativos, não está otimista. A falta de entusiasmo tanto entre profissionais (item 13), quanto no varejo reforça que não há clima emocional típico de bolha.

15. Investimento em IA é pequeno quando comparado a grandes ciclos históricos

O BTG calcula que, hoje, os investimentos em data centers de IA representam 1,3% do PIB. Há quem diga que estão construindo demais. Só que talvez não. Data center é o que há de mais moderno em infraestrutura. Nos momentos do passado em que o hype de infra era a construção de ferrovias, gastava-se muito mais: até 6% do PIB.

16. Queda de juros favorece teses de longo prazo

Juros menores tornam mais valioso cada dólar de lucro futuro. Quando os juros caem, os investidores calculam que o valor presente dos lucros que as empresas vão gerar no futuro é maior. Isso beneficia especialmente negócios cujo potencial econômico está mais avançado, como as empresas de IA, que investem muito agora para colher resultados maiores nos próximos anos.

Axia (ex-Eletrobras) planeja fornecimento de energia para data center de IA no Rio de Janeiro

4 de Dezembro de 2025, 17:13

A Axia Energia está explorando opções para garantir o fornecimento de energia para um projeto de data center de US$ 50 bilhões que pretende colocar o Rio de Janeiro na vanguarda da inteligência artificial na América Latina.

A Axia, antiga Eletrobras, realizará estudos de engenharia e de custos para uma subestação elétrica que abastecerá o data center Rio AI City, afirmou Virginia Fernandes Feitosa, chefe de relações com clientes da empresa, em entrevista.

Os estudos determinarão quais melhorias são necessárias para garantir energia suficiente para o projeto que está sendo desenvolvido pela Elea Data Centers, uma empresa apoiada pelo Goldman Sachs.

“Estamos aproveitando toda a nossa infraestrutura interna para sermos um catalisador” e “tirar isso do papel”, disse Feitosa.

Brasil é destaque na América Latina

O Brasil já possui o maior número de data centers da América Latina. A decisão desta semana da ByteDance, proprietária do TikTok, de investir mais de R$ 200 bilhões em um projeto na região nordeste destaca como o país está se consolidando como um polo de inteligência artificial e computação em nuvem, impulsionada por suas vastas reservas de energia renovável e uma rede elétrica interconectada.

A Rio AI City está localizada perto da infraestrutura existente dos Jogos Olímpicos de 2016, podendo aproveitar os cabos de fibra óptica de alta velocidade utilizados na transmissão do evento. A primeira fase do projeto prevê 1,5 gigawatts e um custo aproximado de US$ 50 bilhões. A Elea espera que, eventualmente, a capacidade chegue a 3,2 gigawatts, o equivalente ao consumo atual de energia de toda a cidade.

Alibaba começa a vender óculos com IA na China e se posiciona como rival da Meta na corrida dos “wearables”

27 de Novembro de 2025, 14:17

O Alibaba lançou nesta quinta-feira (27) seus novos óculos de inteligência artificial Quark na China, sinalizando os esforços da empresa chinesa de tecnologia para entrar no mercado de wearables com IA, dominado pela Meta.

Os preços começarão em 1.899 iuanes para o headset, que será alimentado pelo modelo e aplicativo de IA Qwen da Alibaba. Ao contrário de outros headsets fabricados por empresas como a Meta, os óculos Quark têm a aparência de óculos comuns, com armação de plástico preto.

A Alibaba afirmou que os óculos seriam profundamente integrados aos seus aplicativos, incluindo o Alipay e seu site de compras Taobao, permitindo que os usuários os utilizassem para tarefas como tradução em tempo real e reconhecimento instantâneo de preços.

“Os pontos fortes da Alibaba são compras, pagamentos e navegação, então seus óculos com IA funcionam mais como um assistente pessoal”, disse Li Chengdong, analista da indústria eletrônica baseado em Pequim.

A empresa está investindo no mercado de IA para o consumidor, após ter ficado historicamente atrás da concorrência. No início deste mês, ela lançou uma grande atualização para seu chatbot de IA.

Li afirmou que a estratégia da Alibaba para óculos de IA inclui um foco na captura de tráfego futuro em meio à intensa competição no setor de comércio eletrônico da China.

“O Alibaba não detém o monopólio do comércio eletrônico”, afirmou. “A empresa espera que a IA possa ajudá-la a garantir a segurança do gateway de tráfego da próxima geração.”

Os novos óculos de IA da Quark estão disponíveis nas principais plataformas de comércio eletrônico chinesas, incluindo Tmall, JD.com e Douyin. Os números de vendas ainda não estão disponíveis, pois o produto foi lançado oficialmente apenas na quinta-feira.

A corrida para encontrar novas formas de dispositivos para entretenimento e computação, baseadas em IA, alimentou uma batalha entre as maiores empresas de tecnologia. A Meta, proprietária do Instagram, domina amplamente o setor de headsets de realidade virtual, com cerca de 80% do mercado. A Apple vende seu headset Vision Pro enquanto a Samsung Electronics lançou seu headset de realidade estendida Galaxy XR em outubro, que utiliza recursos de IA do Google, da Alphabet .

Outras empresas de tecnologia chinesas também lançaram óculos semelhantes com inteligência artificial. A Xiaomi lançou um produto em junho, enquanto a Baidu já possui um produto similar à venda.

Startup de IA de Musk busca levantar US$ 15 bilhões e pode chegar a valor recorde de US$ 230 bilhões

19 de Novembro de 2025, 09:12

A xAI, a empresa de inteligência artificial de Elon Musk, está em negociações avançadas para levantar US$ 15 bilhões em novo capital, em uma avaliação que pode chegar a US$ 230 bilhões, segundo pessoas familiarizadas com o assunto e reportagens do Wall Street Journal. A nova avaliação mais do que dobraria os US$ 113 bilhões divulgados em março, quando a xAI foi incorporada à plataforma de mídia social de Musk, o X.

Os termos da rodada foram apresentados a investidores pelo gestor de patrimônio de Musk, Jared Birchall, na noite de terça-feira (18). Ainda não está claro se o valor informado representa a avaliação pré ou pós-investimento. Birchall não respondeu a pedidos de comentário.

A CNBC havia informado anteriormente que a xAI buscava captar US$ 15 bilhões em uma rodada Série E, avaliando a empresa em US$ 200 bilhões — reportagem que Musk rebateu como “falsa” em um post no X.

Como várias startups de IA, a xAI vem queimando caixa rapidamente enquanto constrói infraestrutura para treinar modelos cada vez mais complexos. A empresa e seus concorrentes se preparam para um ciclo de investimentos que pode somar trilhões de dólares nos próximos anos. Em junho, a xAI levantou US$ 5 bilhões em ações e US$ 5 bilhões em dívida para desenvolver seu data center Colossus em Memphis, Tennessee — um projeto que também recebeu US$ 2 bilhões de investimento da SpaceX.

Concorrente do ChatGPT

A empresa, fundada em 2023 para competir diretamente com a OpenAI e sua rival Anthropic, busca acelerar o desenvolvimento do Grok, seu chatbot concorrente do ChatGPT. A expansão envolve investimentos pesados em infraestrutura física, inclusive propriedades em Memphis destinadas ao supercomputador Colossus.

Musk, que também é CEO da Tesla, já sinalizou publicamente apoio à ideia de a montadora investir na xAI. Em uma assembleia recente, os acionistas da Tesla aprovaram um investimento na startup, embora muitos tenham se abstido. A presidente do conselho, Robyn Denholm, chegou a questionar a lógica do aporte e disse que o conselho ainda não havia conduzido a devida diligência necessária.

A xAI também enfrenta turbulências internas: a empresa perdeu recentemente vários executivos seniores, incluindo a CEO do X, Linda Yaccarino, além dos diretores financeiros do X e da própria xAI.

Jeff Bezos volta à cadeira de presidente ao assumir a startup Project Prometheus

17 de Novembro de 2025, 14:24

Jeff Bezos assumirá o cargo de codiretor executivo de uma nova startup de inteligência artificial voltada para aplicações industriais e aeroespaciais, informou o New York Times na segunda-feira (17). A empresa, batizada de Project Prometheus, já arrecadou US$ 6,2 bilhões em financiamento — parte dele investida pelo próprio fundador da Amazon —, tornando-se uma das startups em estágio inicial mais bem capitalizadas do mundo, segundo três fontes ouvidas pelo jornal.

A iniciativa marca o retorno de Bezos a um cargo operacional formal desde que deixou a presidência-executiva da Amazon, em julho de 2021. Embora esteja profundamente envolvido com a Blue Origin, sua empresa espacial, Bezos detém ali apenas o título de fundador.

Com o Project Prometheus, o bilionário entra de vez em um mercado de inteligência artificial cada vez mais competitivo, dominado por gigantes como OpenAI, Meta, Google e Microsoft, enquanto dezenas de startups disputam espaço com produtos e modelos próprios.

O novo empreendimento será comandado por Bezos em parceria com Vik Bajaj, físico e químico que já trabalhou de perto com Sergey Brin no laboratório de inovação do Google, conhecido como X (antigo Google X).

Segundo o The New York Times, o jornal norte-americano, o Project Prometheus já contratou cerca de 100 pesquisadores vindos de empresas de IA, como OpenAI, DeepMind e Meta, em meio a uma acirrada disputa global por talentos.

A tecnologia em desenvolvimento da startup é direcionada a aplicações de IA para engenharia e produção em setores como informática, indústria automotiva e aeroespacial — áreas alinhadas ao interesse de longa data de Bezos em acelerar o acesso humano ao espaço. Ainda não está claro onde a startup está sediada nem quando exatamente foi fundada, já que a empresa manteve um perfil discreto até agora.

Vida de Bezos

Desde que deixou o comando da Amazon, Bezos tem dividido os holofotes entre seus negócios e sua vida pessoal — incluindo um casamento repleto de celebridades em Veneza neste ano. Ele também intensificou seu envolvimento com a Blue Origin e ampliou seus investimentos no setor de IA. Segundo a CNBC, todos os aportes feitos em 2024 pela família Bezos, por meio da gestora Bezos Expeditions, foram direcionados a empresas de inteligência artificial.

O lançamento do Project Prometheus ocorre em um momento de forte pressão por mão de obra especializada. Grandes empresas de tecnologia vêm oferecendo salários recordes e bônus milionários para atrair cientistas de IA — alguns chegando a valores de US$ 100 milhões. O mercado continua marcado por uma rotatividade intensa, com talentos migrando entre OpenAI, Meta, Google e startups emergentes.

Mesmo diante de uma competição bilionária, o Project Prometheus desponta como um novo peso pesado. Com US$ 6,2 bilhões já captados, a empresa tem margem para adquirir poder computacional escasso, atrair pesquisadores de elite e desenvolver conjuntos de dados proprietários difíceis e caros de produzir em ambientes industriais, segundo especialistas ouvidos pelo Times.

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O prodígio dos chips que virou bilionário com o protecionismo da China

17 de Novembro de 2025, 10:37

Em 2019, Chen Tianshi estava longe de se tornar uma das pessoas mais ricas do planeta.
O maior cliente de sua startup de chips de inteligência artificial de apenas três anos — a gigante chinesa de telecomunicações Huawei Technologies — havia abruptamente cortado quase todos os negócios, optando por desenvolver seus próprios semicondutores. Até então, a Huawei representava mais de 95% da receita da empresa.

Mas então ele teve uma sorte inesperada. A decisão dos EUA de cortar o acesso da China a chips avançados e a determinação de Pequim em fomentar tecnologia doméstica acabaram criando um ambiente de forte apoio estatal e um vasto mercado protegido para a empresa do prodígio da computação — impulsionando-o a se tornar um dos bilionários self-made mais ricos do mundo.

As ações da sua frabricante de chips, Cambricon Technologies, dispararam mais de 765% nos últimos 24 meses. Sua fortuna — quase toda derivada de sua participação de 28% na fabricante de aceleradores de IA com sede em Pequim — mais que dobrou em 2025, alcançando US$ 22,5 bilhões, segundo o Bloomberg Billionaires Index.

A ascensão meteórica de Chen destaca como o robusto apoio da China à indústria doméstica de IA está criando uma nova elite tecnológica alinhada ao Estado, poucos anos depois de o país ter reprimido seus titãs do setor privado. Com as sanções dos EUA sufocando o acesso da China a chips avançados, empresas como a Cambricon emergiram como campeãs nacionais, protegidas por políticas públicas e entusiasmo dos investidores — símbolos de uma nova ordem industrial em que o favoritismo político, e não a livre concorrência, define os vencedores.

Questionamentos sobre quanto desse avanço se deve ao protecionismo estatal — e não à competitividade dos chips — dividem analistas quanto à longevidade dessa trajetória.

“Crescimentos explosivos como o da Cambricon vêm de uma base muito baixa; sua avaliação atual pode estar inflada sem um apoio político contínuo”, disse Shen Meng, diretor do banco de investimento Chanson & Co., de Pequim.

Embora Chen ainda esteja longe da fortuna de Jensen Huang, fundador da Nvidia, ele já é a terceira pessoa mais rica do mundo com 40 anos ou menos, atrás apenas de Lukas Walton e Mark Mateschitz, herdeiros das fortunas Walmart e Red Bull, respectivamente.

As ações da Cambricon — e, por extensão, o patrimônio de Chen — dispararam em agosto, quando Pequim instruiu empresas locais a evitarem usar os processadores H20 da Nvidia, especialmente em projetos governamentais.

A empresa tentou esfriar o frenesi dos investidores, advertindo em documento à Bolsa de Xangai que ainda enfrenta sanções dos EUA e ressaltando as dificuldades de escalar tecnologicamente. Também desmentiu rumores sobre produtos inexistentes em desenvolvimento.

Relatórios de corretoras mencionavam seu próximo chip Siyuan 690, embora se acredite que ainda esteja anos atrás do produto equivalente da Nvidia.

“É cedo demais para dizer se Cambricon ou Huawei, as líderes em chips de IA na China, se tornarão a ‘Nvidia chinesa’, porque o ecossistema completo da Nvidia, incluindo o CUDA, é extraordinariamente difícil de replicar rapidamente”, disse Sunny Cheung, pesquisador no think tank Jamestown Foundation, em Washington.

A Cambricon não respondeu aos pedidos de comentário da Bloomberg.

Apesar das dúvidas sobre a avaliação da empresa, a trajetória de Chen tornou-se um caso de estudo do pipeline acadêmico apoiado pelo Estado que também impulsionou o avanço surpreendente da startup DeepSeek e de seu fundador millennial, Liang Wenfeng.

Aluno superdotado

Nascido em 1985, filho de um engenheiro elétrico e de uma professora de história na cidade de Nanchang, sudeste da China, Chen teve seu talento identificado cedo. Ele e seu irmão mais velho, Chen Yunji, foram escolhidos para um programa de alunos superdotados na prestigiosa Universidade de Ciência e Tecnologia da China, em Hefei, onde obteve PhD em ciência da computação em 2010.

Depois, juntou-se ao irmão como pesquisador no Instituto de Computação da Academia Chinesa de Ciências — centro das ambições científicas do país e financiado pelo Estado.

Foi ali que os irmãos ganharam atenção com artigos acadêmicos de prestígio internacional sobre seu acelerador DianNao, em 2014. Um ano depois, apresentaram seu primeiro chip — um processador inspirado no cérebro para deep learning, batizado de Cambricon, referência à explosão Cambriana, simbolizando um ponto inicial de evolução para a IA.

Em 2016, o projeto virou empresa, com a Academia como uma das primeiras investidoras.

O primeiro grande avanço veio em 2017, quando a Huawei usou a tecnologia de processadores de IA da Cambricon para melhorar fotografia e jogos no smartphone Mate 10. A parceria terminou em 2019, quando a Huawei começou a desenvolver soluções próprias. Desde então, a Cambricon migrou gradualmente para projetar e vender chips de IA para servidores de nuvem e dispositivos de borda.

Ela abriu capital em 2020, no STAR Market, em Xangai, mas permaneceu no vermelho até registrar lucro trimestral pela primeira vez no quarto trimestre de 2024.

A empresa sofreu um revés em 2022, quando o Departamento de Comércio dos EUA a colocou na “entity list”, por supostamente buscar itens de origem americana para apoiar a modernização militar da China — restrição que limita o acesso da Cambricon a tecnologias ocidentais.

Mas as limitações não frearam as perspectivas da empresa. Quando Washington endureceu os controles e impediu Nvidia e AMD de vender chips avançados à China, criou um enorme vácuo de suprimentos. Pequim reagiu exigindo que empresas domésticas “comprassem local”, o que significa que companhias chinesas agora precisam adquirir ao menos parte de seus chips de fabricantes nacionais como Huawei ou Cambricon.

A demanda explodiu. A receita da Cambricon cresceu mais de 500% nos últimos 12 meses, mesmo competindo com a Huawei e várias outras startups chinesas.

Embora hoje seja um dos principais investimentos domésticos em IA, investidores podem voltar-se a outras rivais à medida que Moore Threads e MetaX avançam rumo a IPOs na China. Enquanto isso, as fabricantes de chips Biren Technology e Iluvatar CoreX estariam preparando aberturas de capital em Hong Kong.

“O crescimento delas é diretamente causado pela necessidade urgente de países terem infraestrutura de hardware”, disse Shuman Ghosemajumder, cofundador e CEO da Reken, startup de IA de São Francisco. “Assim como a Nvidia, acredito que elas devem enfrentar grande volatilidade nas ações, à medida que o mercado tenta determinar quanta infraestrutura realmente é necessária para modelos de IA generativa úteis — e quanto dessas expectativas foi exagerado.”

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