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Times | CNBC AMERICAN ANALYTICS: Diferença entre Flávio e Lula em SP chama atenção pelo histórico do estado, diz cientista político Leonardo Paz

13 de Agosto de 2026, 22:38

O cientista político e professor de Relações Internacionais do Ibmec Leonardo Paz analisou, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, os resultados da pesquisa Times | CNBC AMERICAN ANALYTICS, que mostra Flávio com 36% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33% de Lula.

Segundo o professor, a leitura leva em conta o histórico eleitoral paulista, onde candidatos do PT tradicionalmente enfrentam maior resistência.
“São Paulo tradicionalmente não vota muito no PT, o Lula sofre muito para pontuar lá”, disse.

Na avaliação de Paz, o fato de a distância entre os dois principais candidatos ser de apenas três pontos percentuais chama atenção justamente por esse contexto.

Leia também: DECISÃO 2026 – Flávio Bolsonaro lidera corrida presidencial em SP e aparece à frente de Lula no 2º turno, indica pesquisa AMERICAN ANALYTICS Times Brasil | CNBC

Tarcísio ainda não transfere todo o apoio para Flávio, avalia Paz

O cientista político também comparou o desempenho de Flávio Bolsonaro com a força eleitoral de Tarcísio de Freitas (Republicanos) no estado.

A pesquisa Times | CNBC AMERICAN ANALYTICS para o governo paulista mostra Tarcísio com 46% das intenções de voto, contra 29% de Fernando Haddad (PT).

Para Paz, a diferença entre os desempenhos sugere que o governador, apesar de ser aliado de Flávio, ainda não consegue transferir integralmente sua base eleitoral para o senador.

“O Tarcísio não está conseguindo carregar os seus votos todos para o Flávio Bolsonaro”, afirmou.

No segundo turno presidencial testado pela pesquisa, Flávio aparece com 46%, contra 41% de Lula. A vantagem numérica é de cinco pontos percentuais.

Nos demais confrontos, Lula registra 42% contra 36% de Renan Santos (Missão), 42% contra 37% de Romeu Zema (Novo) e empata em 41% com Ronaldo Caiado (PSD).

Relação com os EUA será desafio central

Além da leitura eleitoral, Paz afirmou que a relação com os Estados Unidos deve ser um dos principais desafios de política externa para quem assumir a Presidência em 2027.

“É o primeiro ponto: como é que o próximo presidente, seja Lula, seja Flávio Bolsonaro ou outro, vai lidar com os Estados Unidos”, afirmou.

O professor destacou que a relação bilateral atravessa um período de tensão e que o próximo governo terá de administrar questões comerciais, diplomáticas e políticas acumuladas nos últimos meses.

Na avaliação dele, uma eventual vitória de Lula poderia exigir uma reconstrução mais difícil do diálogo com Washington. Já uma vitória de Flávio Bolsonaro tenderia, segundo Paz, a encontrar um ambiente político mais favorável junto ao governo de Donald Trump, mas também poderia abrir discussões sobre quais concessões fariam parte de uma eventual negociação.

“Minha preocupação em relação ao Flávio é se ele vai realmente, para conseguir derrubar certas tarifas ou certas punições que o Brasil sofreu, entregar algo de fato em termos de negociação”, afirmou.

A avaliação é do cientista político e não representa uma conclusão sobre eventuais negociações futuras.

América Latina também entra no radar

Paz também apontou a América Latina como outro desafio relevante para o próximo governo.

No caso de uma reeleição de Lula, o professor destacou especialmente a relação com o presidente argentino Javier Milei, hoje marcada por divergências políticas.

Para ele, porém, interesses econômicos e comerciais podem levar a uma redução das tensões depois da eleição brasileira.

“Se o Lula ganha efetivamente, eu imagino que o Milei vai também baixar um pouco o perfil dele, até porque eventualmente ele precisa do Brasil”, disse.

Em uma eventual gestão Flávio Bolsonaro, Paz vê maior facilidade de diálogo político com governos de direita da região, mas disse não identificar, até agora, um projeto claro de integração regional associado a esse campo político.

“Eu não consigo ver, de certa maneira, nenhum grande projeto”, afirmou.

Leia também: Times | CNBC AMERICAN ANALYTICS: Economia e infraestrutura serão desafios centrais do próximo governo de SP, diz economista César Bergo

Governo Lula tem 55% de desaprovação em São Paulo

A pesquisa também mostra que 55% dos entrevistados em São Paulo desaprovam o governo Lula, enquanto 35% aprovam a administração federal. Outros 10% não souberam responder ou preferiram não opinar.

Na avaliação detalhada, 37% consideram o governo péssimo e 13%, ruim. Outros 20% classificam a gestão como regular, enquanto 16% avaliam como boa e 12%, ótima.

A pesquisa Times | CNBC AMERICAN ANALYTICS foi realizada entre os dias 4 e 8 de agosto de 2026 e ouviu 1.500 pessoas no estado de São Paulo. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob os números SP-03436/26 e BR-03025/26.

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Impasse no STF mantém socorro ao BRB travado; quatro caminhos podem definir futuro do banco

13 de Agosto de 2026, 21:49

Mais de dois meses depois do acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF), o socorro de até R$ 6,6 bilhões ao Banco de Brasília (BRB) continua sem solução definitiva.

A nova audiência conduzida nesta quinta-feira (13) pelo ministro Luiz Fux terminou sem destravar a operação. Permanecem dúvidas sobre as contas do banco, as garantias exigidas e quais instituições aceitariam assumir parte do risco.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) afirma que ainda precisa das demonstrações financeiras auditadas de 2025 e do primeiro semestre de 2026 para avaliar a situação do BRB e verificar se o valor solicitado é suficiente.

Ao mesmo tempo, o Banco do Brasil informou ao STF que nunca houve a constituição formal de um consórcio de bancos para garantir o empréstimo e que não possui mandato para assumir obrigações em nome de outras instituições.

A União também afastou a possibilidade de aval federal. Já o Ministério Público Federal afirmou que o acordo não permite obrigar o FGC a conceder assistência nem bancos a oferecer garantias.

Com essas travas ainda abertas, quatro caminhos concentram agora as discussões sobre o futuro do BRB.

1. Socorro com o FGC continua sendo o caminho principal

    A primeira alternativa continua sendo fazer funcionar a operação negociada desde maio.

    O Distrito Federal está autorizado a contratar até R$ 6,6 bilhões junto ao FGC e direcionar os recursos para a capitalização do BRB. O valor representa o teto da operação de crédito discutida e não deve ser tratado como uma medida definitiva do prejuízo do banco.

    Para o financiamento avançar, porém, o FGC precisa concluir sua avaliação financeira e uma estrutura de garantias precisa ser aceita pelos participantes.

    O problema é que o grupo de bancos que vinha sendo mencionado como possível fiador sequer chegou a ser formalmente constituído.

    Em petição ao STF, o Banco do Brasil afirmou que nunca houve um consórcio de bancos e que não representa outras instituições nas negociações.

    A audiência desta quinta não descartou o financiamento. Governo do Distrito Federal e demais envolvidos continuarão negociando ajustes capazes de tornar a operação viável.

    2. Modelo das garantias pode ser redesenhado

      Outra possibilidade é modificar a própria engenharia financeira do socorro.

      O Distrito Federal já defendeu reduzir ou eliminar a dependência de bancos privados como fiadores, utilizando outras estruturas de garantia para viabilizar a contratação junto ao FGC.

      A dificuldade está em encontrar um desenho que seja juridicamente seguro e aceito pelo fundo sem transferir o risco para a União.

      A Advocacia-Geral da União reiterou nesta quinta-feira que o governo federal não dará aval à operação.

      Também há questionamentos entre as instituições financeiras sobre a segurança das contragarantias oferecidas pelo Distrito Federal, especialmente sobre a possibilidade de execução desses recursos em caso de inadimplência.

      Fux sinalizou que o STF pode contribuir para dar segurança jurídica às negociações, mas deixou claro que o Judiciário não pretende obrigar instituições a assumir compromissos financeiros.

      3. GDF pode buscar outras fontes para capitalizar o banco

      O Distrito Federal também pode recorrer a patrimônio e outras estruturas financeiras para reforçar o capital do BRB.

      O banco trabalha com um aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões, que pode ser realizado em etapas à medida que os recursos forem efetivamente incorporados.

      A legislação distrital permite diferentes mecanismos, incluindo utilização e venda de ativos e outras formas de monetização patrimonial.

      Essas alternativas podem complementar o empréstimo do FGC ou diminuir a necessidade de recursos da operação.

      O principal obstáculo é o tempo. Transformar ativos em dinheiro exige avaliações, estruturação e compradores, o que torna difícil substituir rapidamente uma operação de crédito bilionária.

      Caso essas medidas não sejam suficientes, soluções mais profundas, como entrada de novos investidores ou uma reorganização societária, podem ganhar espaço.

      4. Banco Central aparece no cenário mais extremo

      Se as tentativas de capitalização não forem suficientes para recompor a situação patrimonial do BRB, o caso pode avançar para medidas de responsabilidade do Banco Central.

      Antes de uma eventual retirada de uma instituição do mercado, o regulador pode determinar soluções como aporte dos controladores, transferência de controle ou reorganização societária.

      Em situações mais graves, existem regimes como intervenção, Regime de Administração Especial Temporária (Raet) e liquidação extrajudicial.

      Caso Master está na origem da crise

      A necessidade de capitalização surgiu após a exposição do BRB às operações realizadas com o Banco Master.

      O banco estatal informou ter feito cerca de R$ 30 bilhões em negócios com o Master entre 2024 e 2025. A administração estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões em créditos adquiridos estejam ligados a ativos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação.

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      Lotofácil 3761: prêmio acumula em R$ 5 milhões; veja as dezenas sorteadas

      13 de Agosto de 2026, 21:40

      Nenhuma aposta acertou as 15 dezenas do concurso 3761 da Lotofácil, realizado nesta quinta-feira (13), no Espaço da Sorte, em São Paulo. Com isso, o prêmio principal acumulou e está estimado em R$ 5 milhões para o próximo sorteio, nesta sexta-feira (14).

      As dezenas sorteadas foram:

      01 – 03 – 06 – 09 – 12 – 13 – 14 – 15 – 16 – 17 – 18 – 21 – 23 – 24 – 25

      Rateio da Lotofácil

      Apesar de não haver ganhadores na faixa principal, 145 apostas acertaram 14 dezenas e vão receber R$ 2.361,37 cada.

      Na faixa de 13 acertos, 6.559 apostas foram premiadas com R$ 35 cada. Outros 87.526 jogos fizeram 12 pontos e vão receber R$ 14 por aposta.

      Já na faixa de 11 acertos, 491.326 apostas ganhadoras receberão R$ 7 cada.

      Próximo sorteio

      Com a ausência de acertadores das 15 dezenas, a estimativa de prêmio para o próximo concurso é de R$ 5 milhões.

      O próximo sorteio da Lotofácil será realizado nesta sexta-feira (14). Segundo os dados oficiais da Caixa, o valor acumulado para o próximo concurso é de R$ 1.632.976,07.

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      Mega-Sena acumula e prêmio chega a R$ 165 milhões; veja a data do próximo sorteio

      7 de Agosto de 2026, 08:56

      A Mega-Sena voltou a acumular após o concurso 3041, realizado na última quinta-feira (06). Nenhuma aposta acertou as seis dezenas sorteadas, e o prêmio principal subiu para R$ 165 milhões no próximo concurso.

      O novo sorteio acontece neste domingo, (09), e pode pagar um dos maiores prêmios da modalidade em 2026. As dezenas sorteadas foram 16, 21, 24, 31, 43 e 54.

      Leia também: Mega-Sena, Quina e Lotofácil: descubra quais loterias acumulam os maiores valores e como apostar

      Premiações menores

      Sem vencedores na faixa principal, a Mega-Sena premiou apostadores que acertaram cinco e quatro dezenas. Essa prática é comum e aumenta as chances dos apostadores de, ao menos, faturarem um montante menor:

      • 6 acertos: não houve ganhadores;
      • 5 acertos: 88 apostas ganhadoras, R$ 52.843,18 cada;
      • 4 acertos: 6.903 apostas ganhadoras, R$ 1.110,41 cada.

      Valores acumulados

      Além da estimativa de R$ 165 milhões para o próximo sorteio deste sábado, a Mega-Sena também registra outros valores acumulados para os demais concursos da modalidade:

      • Acumulado para o próximo concurso: aproximadamente R$ 147 milhões.
      • Acumulado para os concursos finais zero e cinco (3045): aproximadamente R$ 14,9 milhões.
      • Acumulado para o sorteio especial: aproximadamente R$ 44,8 milhões.

      Data e horário

      A Caixa realizará o próximo concurso da Mega-Sena neste domingo, (09), às 11h. As apostas podem ser feitas até as 22h (horário de Brasília), do dia anterior, em qualquer casa lotérica credenciada ou pelos canais digitais oficiais da Caixa. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6,00.

      Leia também: Mega-Sena ou +Milionária? Veja quais loterias têm os maiores prêmios e como apostar

      Como apostar na Mega-Sena

      A Mega-Sena oferece o maior prêmio das loterias da Caixa e paga milhões para quem acerta as seis dezenas sorteadas. Além das premiações especiais, a modalidade também acontece durante as semanas, o que aumenta a popularidade.

      O apostador deve escolher de 6 a 20 números entre os 60 disponíveis no volante da Mega-Sena. Quanto mais dezenas selecionar, maiores ficam as chances de ganhar, mas o valor da aposta também aumenta.

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      Investigações sobre Lulinha acirram tensão entre Mendonça e direção da PF; entenda

      7 de Agosto de 2026, 07:50

      A relação entre o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, atravessa um período de tensão por causa da condução de investigações sobre o Banco Master e as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

      Divergências sobre o acesso a informações, o andamento das apurações e os limites da atuação da PF ampliaram o desgaste entre o gabinete do ministro e a cúpula da corporação.

      O conflito ganhou um novo capítulo na quinta-feira (6), quando os vinte e sete superintendentes regionais da Polícia Federal divulgaram uma carta conjunta em apoio a Andrei. Os dirigentes reafirmaram o compromisso da instituição com a Constituição, a legalidade e o Estado Democrático de Direito e defenderam que as investigações sejam conduzidas com base nas provas e nos mecanismos previstos em lei.

      Leia também: PF divulga nota em defesa da direção-geral após tensão envolvendo investigações e STF

      Segundo o portal G1, a manifestação ocorreu após uma sequência de episódios de desconfiança entre integrantes da PF e pessoas próximas a Mendonça. Interlocutores do ministro suspeitam de eventual repasse de informações de investigações ao Palácio do Planalto, enquanto policiais demonstram preocupação com decisões judiciais que, na avaliação de integrantes da corporação, ampliariam o controle do Supremo sobre as apurações.

      Restrição à comunicação

      A tensão veio a público depois que Mendonça assumiu, em fevereiro, a relatoria dos inquéritos relacionados ao Banco Master, no lugar do ministro Dias Toffoli. Em uma de suas primeiras decisões, Mendonça determinou que os policiais responsáveis pelo caso não compartilhassem diretamente informações com superiores, incluindo Andrei. A medida foi interpretada pela cúpula da PF como uma restrição à comunicação interna da corporação.

      O desgaste também alcançou as investigações sobre as fraudes no INSS. A PF questionou determinações de Mendonça relacionadas ao compartilhamento de materiais obtidos durante as diligências.

      Na avaliação de investigadores, o acompanhamento judicial costuma ocorrer por meio de relatórios policiais, manifestações do Ministério Público e informações apresentadas pelas defesas. Andrei chegou a acionar a Advocacia-Geral da União (AGU) contra medidas que, segundo a corporação, ampliariam o controle judicial sobre a apuração.

      Lulinha amplia o conflito

      A situação se agravou após o surgimento de suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No fim de julho, a PF pediu ao STF a abertura de três investigações para apurar possíveis casos de tráfico de influência envolvendo o empresário em áreas como o Ministério da Saúde e a Dataprev.

      A PF também solicitou que os procedimentos fossem distribuídos por sorteio entre os ministros do Supremo, em vez de ficarem automaticamente sob a relatoria de Mendonça. A PGR concordou com o pedido. Dois dos inquéritos acabaram com Mendonça e um foi encaminhado ao ministro Flávio Dino, em um movimento que foi interpretado no entorno de Mendonça como uma tentativa de reduzir sua atuação sobre os casos.

      De acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo, Mendonça já teria avisado que Andrei poderá responder por obstrução de Justiça caso as investigações envolvendo Lulinha não sejam encaminhadas ao seu gabinete, sem passar por outras instâncias da PF.

      Diante da situação, Rodrigues acionou a AGU, mas, segundo o jornal, o chefe do órgão, Jorge Messias, não pretende entrar em confronto com Mendonça. Os dois são próximos, e Mendonça chegou a apoiar a indicação de Messias para uma vaga no STF, posteriormente rejeitada pelo plenário do Senado.

      Outros pontos de atrito

      A relação entre as partes também foi afetada pela mudança, em maio, da unidade responsável pelas investigações da Operação Sem Desconto. O caso passou da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários (DPrev) para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq). A PF afirmou que a alteração buscava dar mais eficiência ao trabalho e que a equipe de investigadores foi mantida.

      No caso Banco Master, delegados também demonstraram insatisfação com a demora para a autorização de uma operação contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), investigado por suspeitas relacionadas a um fundo de pensão que adquiriu ativos do banco.

      A busca e apreensão foi autorizada em maio, cerca de dois meses após o pedido da PF. Mais recentemente, Mendonça autorizou uma operação no escritório do advogado Willer Tomaz, no âmbito das apurações envolvendo o senador Weverton Rocha (PDT-MA). Ambos negam irregularidades.

      Superintendentes declaram poio a Andrei

      A carta divulgada pelos vinte e sete superintendentes não cita Mendonça nem faz referência direta às decisões do ministro. O documento, porém, foi publicado após meses de divergências entre a PF e o gabinete do magistrado e representa uma manifestação pública de apoio ao diretor-geral da corporação.

      O episódio adiciona um novo componente à disputa sobre a condução das investigações no STF. Enquanto o gabinete de Mendonça demonstra preocupação com a atuação da PF nos casos que envolvem Lulinha, a direção da corporação sustenta a necessidade de preservar a autonomia dos investigadores dentro dos limites estabelecidos pela legislação.

      Veja a íntegra da carta de apoio dos superintendentes

      “NOTA PÚBLICA DOS SUPERINTENDENTES REGIONAIS DA POLÍCIA FEDERAL

      Ao longo de seus 82 anos de história, a Polícia Federal consolidou-se como uma instituição de Estado comprometida com a Constituição da República, a legalidade, a imparcialidade e a defesa do Estado Democrático de Direito.

      A credibilidade construída perante a sociedade brasileira decorre da atuação técnica e independente de seus servidores, orientada exclusivamente pelos fatos, pelas provas e pelos mecanismos de controle previstos no ordenamento jurídico. A atividade investigativa da Polícia Federal não se submete a interesses políticos, ideológicos ou pessoais, mas ao estrito cumprimento da lei.

      Para o adequado exercício de sua missão constitucional, é indispensável a preservação da independência técnica das investigações e da autonomia administrativa necessária à gestão eficiente de seus recursos e prioridades institucionais.

      Tais garantias existem em benefício da sociedade e da correta aplicação da lei.

      O debate público e as críticas legítimas são próprios da democracia, mas não quando voltados ao enfraquecimento da credibilidade e da confiança que a sociedade deposita nas instituições republicanas.

      Nesse contexto, os 27 Superintendentes Regionais da Polícia Federal vêm a público reafirmar sua confiança na Direção da Polícia Federal e seu compromisso com a defesa da Constituição, da democracia, da legalidade e do interesse público, bem como com a preservação de uma Polícia Federal forte, técnica, independente e fiel à sua missão institucional.”

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      BTS, Madonna e Justin Bieber: veja quem são as atrações da final da Copa do Mundo 2026

      11 de Julho de 2026, 09:30

      A final da Copa do Mundo de 2026 terá uma novidade além da disputa pelo título mundial. Pela primeira vez, a decisão do torneio contará com um show musical durante o intervalo da partida, em um formato inspirado no tradicional espetáculo do Super Bowl, evento esportivo dos Estados Unidos conhecido pelas grandes apresentações.

      A partida está marcada para o próximo domingo, 19, e colocará frente a frente duas seleções que ainda serão definidas. Enquanto os times disputarão a taça mais importante do futebol mundial, o público acompanhará apresentações de alguns dos maiores nomes da música, como BTS, Madonna e Justin Bieber.

      Além das performances musicais, também segundo o Estadão, a celebração contará com a participação dos Muppets. Além disso, o evento será realizado em apoio ao Fifa Global Citizen Education Fund, iniciativa voltada para ampliar o acesso à educação e criar novas oportunidades para crianças.

      Leia também: Copa do Mundo: qual o valor de mercado de Espanha e Bélgica?

      Copa do Mundo terá show de intervalo pela primeira vez

      Até então, a Copa do Mundo não havia utilizado o intervalo da final para uma apresentação musical nos moldes adotados por grandes eventos esportivos. Dessa forma, a Fifa decidiu incluir o formato na edição de 2026, criando um momento dedicado ao entretenimento durante a partida decisiva.

      A proposta, portanto, segue uma referência do Super Bowl, que tradicionalmente reúne grandes artistas durante o intervalo da final da liga de futebol americano dos Estados Unidos. Dessa forma, a Copa do Mundo também terá uma atração semelhante em sua principal partida, ampliando a programação do evento além da disputa esportiva.

      Quem são os artistas confirmados

      O show do intervalo da final reunirá artistas de diferentes estilos e nacionalidades. Entre os nomes confirmados estão:

      • Justin Bieber
      • BTS
      • Madonna
      • Shakira
      • Coldplay
      • Burna Boy
      • Gustavo Dudamel
      • PS22 Chorus

      A apresentação terá curadoria de Chris Martin, vocalista do Coldplay, e contará com artistas reconhecidos mundialmente.

      Leia também: Copa do Mundo: veja a previsão da I.A. para as quartas de final

      BTS, Madonna e Justin Bieber são destaques da programação

      Entre os nomes anunciados, BTS, Madonna e Justin Bieber estão entre as atrações que mais chamaram atenção do público.

      O BTS se tornou um dos maiores grupos da música internacional nos últimos anos, levando o K-pop para diferentes países e conquistando milhões de fãs ao redor do mundo.

      Madonna, por outro lado, chega ao evento como uma das maiores referências da música pop. Com uma carreira de décadas, a cantora acumulou sucessos e apresentações marcantes ao longo da trajetória artística.

      Já Justin Bieber representa uma das principais estrelas do pop atual. O cantor canadense ganhou fama ainda jovem e construiu uma carreira com sucessos que alcançaram as principais paradas musicais internacionais.

      Leia também: França elimina o Marrocos e avança à semifinal da Copa do Mundo

      Final da Copa do Mundo ganha novo formato de encerramento

      Com a inclusão do show de intervalo, a final da Copa do Mundo de 2026 terá uma programação que vai além da partida pelo título. A Fifa aposta em uma combinação entre futebol e música para marcar o encerramento do torneio.

      Assim, a decisão que definirá o novo campeão da Copa do Mundo também será palco de uma apresentação com alguns dos artistas mais conhecidos do planeta.

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      PF aponta que Digimais copiou tática do Master de superavaliar ativos para esconder rombo e de se escorar no FGC

      23 de Junho de 2026, 09:59

      A Polícia Federal apontou que o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, replicou a mesma tática usada pelo Banco Master para superavaliar ativos e esconder a deterioração da carteira de crédito.

      Segundo a corporação, a instituição se aproveitou da confiança dos depositantes na proteção institucional do Fundo Garantidor de Crédito.

      A manobra teria ocorrido por meio da emissão de títulos com rentabilidade desproporcional aos indicadores de mercado. Conforme os investigadores, a estratégia mascarou o real estado financeiro do banco diante do mercado e do próprio Banco Central.

      Leia também: Fitch rebaixa rating do banco Digimais; PF investiga gestão e bloqueia R$ 670 milhões

      As informações constam de inquérito ao qual a coluna de Fausto Macedo, do Estadão, teve acesso.

      Venda ao BTG depende de aporte do FGC

      Diante da fragilidade identificada nos balanços, a solução encontrada pela direção do Digimais foi negociar a venda do controle societário ao Banco BTG Pactual. A operação, no entanto, está condicionada a uma injeção de recursos por parte do FGC.

      O valor necessário para viabilizar o negócio seria de R$ 7 bilhões, destinado a cobrir o déficit identificado na instituição. Para a PF, isso significa que o prejuízo gerado pela gestão do banco seria repassado em grande parte ao fundo garantidor.

      🔍 Fundo Garantidor de Crédito (FGC): entidade privada que protege depositantes de bancos em caso de falência ou liquidação, reembolsando valores até um limite estabelecido por instituição financeira e por CPF.

      Os federais classificam a movimentação como uma forma de transferir o risco da atividade bancária para fora da instituição. Segundo o documento, a estrutura permite que operadores e administradores do banco se isentem da obrigação de suportar o passivo resultante da própria gestão.

      Leia também: Digimais, banco do Edir Macedo, corre ‘risco real de quebra’, justificou a Fitch diante do corte do rating

      Investigadores apontam blindagem de patrimônio

      Ainda de acordo com a investigação, a movimentação cria uma dinâmica na qual os responsáveis pela insolvência repassam a integralidade do prejuízo ao sistema de proteção. Dessa forma, conseguem isolar o próprio patrimônio dos resultados da atividade que desempenharam.

      Caso a operação com o BTG não avance, a PF afirma que a liquidação do Digimais poderia ser decretada. Para os investigadores, o uso dos instrumentos de assistência financeira em casos como esse acaba favorecendo quem operou à margem da lei, o que vai contra o propósito do FGC de proteger as poupanças da população.

      Banco já orbitava o ecossistema Master

      O Digimais chegou a registrar exposição de aproximadamente R$ 600 milhões a carteiras de crédito do Banco Master, segundo a PF, após a liquidação da instituição comandada por Daniel Vorcaro. Esses ativos passaram a ser questionados quanto à qualidade, ao lastro e à regularidade documental.

      Procurado, o Digimais não se manifestou até a publicação deste texto.

      A reportagem de Times Brasil | CNBC também procurou o BTG Pactual para saber se o banco seguirá na compra do banco de Edir Macedo.

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      Copom e Fed decidem juros hoje com petróleo em queda e dólar instável; veja o que esperar

      17 de Junho de 2026, 08:08

      Nesta quarta-feira (17), Brasil e Estados Unidos decidem em conjunto o rumo de suas taxas básicas de juros em uma Superquarta marcada pelo recuo do petróleo e pela estreia de Kevin Warsh à frente do Federal Reserve.

      No Brasil, o mercado precifica um novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic, levando a taxa de 14,50% para 14,25% ao ano. Nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção dos juros na faixa entre 3,50% e 3,75%, com atenção voltada ao primeiro comunicado e à primeira entrevista coletiva de Warsh desde que assumiu o comando do Fed.

      Por volta das 7h35 (Brasília) desta quarta-feira, o barril do petróleo Brent, com vencimento em agosto, operava em leve alta de 0,18%, a US$ 79,08, nível próximo ao observado no início do conflito entre Irã e Israel. Segundo André Azevedo, especialista da mesa de operações do Grupo Multiplica, a atenção dos investidores brasileiros se concentra na decisão do Copom. Azevedo afirmou que o mercado segue precificando um corte de 0,25 ponto na Selic, em linha com a expectativa majoritária dos agentes econômicos, e que esse movimento representaria o encerramento do atual ciclo de flexibilização monetária, levando a taxa básica a 14,25% ao ano, seguido por uma pausa nas próximas reuniões.

      Leia também: Acordo Mercosul-UE ganha peso estratégico em meio à disputa entre EUA e China

      Inflação pressionada limita espaço do Copom

      Ainda conforme Azevedo, essa expectativa de corte ocorre mesmo diante de um cenário inflacionário pressionado. As leituras mais recentes apontam inflação próxima de 5,5% nos indicadores de núcleo, patamar acima do centro da meta do Banco Central, fixado em 3%. Esse descolamento segue como um dos principais pontos de atenção para a condução da política monetária nos próximos meses.

      A leitura é compartilhada por Rafael Cardoso, que projeta corte de 25 pontos base nesta reunião. Segundo Cardoso, o cenário já vinha sendo de cortes no ritmo de 25 em 25 pontos há algum tempo, depois de uma fase anterior ao conflito no Oriente Médio em que se discutia uma aceleração para 50 pontos. Cardoso reconhece que o quadro ficou mais complicado desde a última reunião, com inflação mais pressionada, piora das expectativas e atividade econômica resiliente, ainda que dentro do esperado.

      Mesmo com o avanço recente do entendimento entre Irã e Estados Unidos, que reduz parte da incerteza geopolítica, Cardoso descarta a hipótese de pausa no ciclo de cortes. Para ele, o Banco Central deve manter o ritmo de 25 pontos, mas pode usar o comunicado para sinalizar maior nível de incerteza, sem caracterizar de forma explícita o fim do ciclo. Cardoso resume que o BC deve preservar a porta aberta para a próxima reunião, ganhando os 45 dias seguintes para reavaliar o cenário.

      A avaliação tem amparo nos números do Boletim Focus mais recente. A projeção para o IPCA de 2026 subiu de 4,86% para 5,30%, 14ª semana consecutiva de alta nas expectativas e acima do teto da meta de inflação, de 4,5%. As estimativas para 2027 e 2028 também pioraram, de 4,00% para 4,10% e de 3,61% para 3,68%, respectivamente.

      O Goldman Sachs também espera redução de 0,25 ponto, mas com comunicação mais firme, podendo sugerir que a meta de inflação está difícil de ser alcançada caso o ciclo de cortes continue. Segundo o banco, existe uma chance de 40% de manutenção da taxa, dado o cenário desafiador da inflação.

      Leia também: Os fiascos que o Claude Fable acumulou em 96 horas expõem a Anthropic e Dario Amodei a um vexame sem precedentes

      Fed mantém juros e mercado observa estreia de Warsh

      Do lado americano, o Federal Open Market Committee (fomc) deve manter os juros estáveis na faixa entre 3,50% e 3,75%, decisão amplamente precificada pelo mercado. A atenção se volta ao Resumo de Projeções Econômicas, o chamado dot plot, e à primeira entrevista coletiva de Kevin Warsh como presidente do Federal Reserve, marcada para as 14h30 no horário de Washington, 15h30 no Brasil.

      Segundo análise do Bank of America, o dot plot de junho deve trazer uma mudança hawkish substancial, com três integrantes do comitê projetando altas de juros ainda em 2026. O banco avalia que Warsh não deve submeter sua própria projeção numérica, mas que, caso o faça, a tendência é de um viés mais dovish do que o restante do colegiado.

      🔍 Dot plot é o gráfico publicado pelo Federal Reserve a cada trimestre que mostra, de forma anônima, a projeção de cada um dos integrantes do comitê de política monetária para a trajetória dos juros americanos nos próximos anos. Cada participante marca um ponto indicando onde acredita que a taxa deve estar ao fim de cada período, e a mediana desses pontos costuma ser usada pelo mercado como sinal das intenções do Federal Reserve sobre futuros cortes ou altas de juros.

      Para Thiago Pedroso, analista da Criteria, a decisão de juros em si já está precificada tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, e a sinalização sobre os próximos passos será mais importante do que o número anunciado nesta quarta. Leonardo Costa, economista do ASA, pondera que parte dos riscos do cenário internacional já era conhecida antes da reunião, o que reduz o efeito surpresa sobre os mercados locais.

      Matthew Ryan, head de estratégia de mercado global da Ebury, destaca que o desacordo entre os membros votantes do FOMC sobre os próximos passos deve concentrar as atenções nesta quarta. Já Beto Saadia, economista-chefe da Nomos, acredita que Warsh deve adotar um tom simples e prudente em sua estreia, evitando viés direcional explícito e reforçando que as decisões futuras dependerão dos dados.

      Petróleo recua com acordo entre Irã e Estados Unidos

      O pano de fundo internacional que pressiona ambos os bancos centrais é o desfecho do conflito entre Irã e Estados Unidos. No último domingo (14), as duas nações chegaram a um acordo de paz que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do fluxo global de petróleo. A assinatura do memorando de entendimento está prevista para esta sexta-feira (19), em Genebra.

      O anúncio provocou recuo dos preços do petróleo nos últimos dias. Segundo a Agência Internacional de Energia, o choque de oferta provocado pela guerra erodiu a demanda global por petróleo, mas uma resolução duradoura do conflito pode provocar elevação expressiva do volume de oferta e gerar excedente relevante no mercado já em 2027. A IEA reduziu sua projeção de demanda global para 2026 para 1,1 milhão de barris por dia, queda de 700 mil barris por dia em relação à estimativa do mês anterior, depois que as entregas recuaram 5 milhões de barris por dia no segundo trimestre. Tech Times

      Pelo lado da oferta, a agência indica que a produção global deve cair 3,9 milhões de barris por dia em 2026, para 102,4 milhões de barris diários, antes de uma recuperação forte no ano seguinte. A entidade chama atenção para o que classifica como uma sobra significativa de petróleo em 2027, com a oferta projetada para crescer cerca de 8 milhões de barris por dia, superando com folga o avanço mais modesto esperado para a demanda mundial.

      Bolsas operam de lado à espera das decisões

      Na Europa, os principais índices de ações operavam perto da estabilidade na manhã desta quarta, em compasso de espera pela decisão do Fed e por detalhes adicionais do acordo entre Estados Unidos e Irã. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,25%, a 637,58 pontos, por volta das 6h40 (Brasília).

      Na agenda de indicadores, a inflação ao consumidor da zona do euro acelerou para 3,2% em maio, ante 3,0% em abril, segundo dado final divulgado pelo Eurostat, acima da meta de 2% do Banco Central Europeu. No Reino Unido, o CPI anual ficou estável em 2,8% em maio, levemente abaixo da expectativa de analistas, que previam alta para 3%.

      No Brasil, o IPC-Fipe, que mede a inflação na cidade de São Paulo, desacelerou para 0,42% na segunda quadrissemana de junho, após alta de 0,45% na primeira leitura do mês. Entre os componentes, alimentação, despesas pessoais e vestuário perderam força, enquanto habitação, saúde, educação e transportes mostraram comportamento misto.

      Nos Estados Unidos, os futuros de Wall Street indicavam abertura em alta antes da decisão do Fed, com o S&P 500 subindo 0,3% e o Nasdaq 100 avançando 0,9%, segundo dados de pré-mercado. Entre as ações de maior destaque, papéis ligados a semicondutores e tecnologia registravam ganhos, enquanto a montadora alemã BMW recuava quase 7% em Frankfurt após reduzir sua projeção de lucro anual, citando fraqueza no mercado chinês e o impacto da guerra no Oriente Médio sobre custos.

      Na China, o banco central do país anunciou nesta quarta medidas para estimular o uso internacional do yuan, incluindo um novo mecanismo de recompra para autoridades monetárias estrangeiras obterem liquidez na moeda chinesa. As iniciativas vieram um dia após indicadores fracos da economia chinesa, com queda nos gastos do consumidor pela primeira vez em mais de três anos.

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      Lobista recebeu R$ 22 mi em comissão para direcionar bilhões do Rioprevidência ao Banco Master

      31 de Maio de 2026, 21:34

      Lobista apontado pela Polícia Federal (PF) como principal articulador do esquema que desviou de bilhões de reais do fundo de pensão dos servidores do Rio de Janeiro teria recebido comissão de 0,6% sobre cada real aplicado pelo Rioprevidência no Banco Master. O percentual consta em decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que autorizou a oitava fase da Operação Compliance Zero na semana passada.

      Considerando o total de R$ 3,69 bilhões aplicado pelo Rioprevidência no Master, o operador, Ricardo Siqueira Rodrigues, teria recebido comissão superior a R$ 22 milhões.

      O pagamento veio à tona a partir de uma mensagem enviada por Siqueira a Daniel Vorcaro, fundador do Master. O texto foi recuperado pela PF no celular do ex-banqueiro. “Daniel, quero deixar registrado aqui meu agradecimento a toda a equipe q vc disponibilizou desde novembro”, escreveu Siqueira. “Atingimos a meta estabelecida em apenas 45 dias, o banco foi o segundo maior captador de LF [letra financeira] nesse período e temos um pipeline para o primeiro semestre já em reta final de mais de um bilhão.”

      A linguagem comercial da mensagem ilustra como a captação de recursos previdenciários públicos teria sido operada como campanha de vendas, com metas, prazo e remuneração definidos.

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      Segundo a PF, Siqueira atuava identificando oportunidades junto a fundos de previdência estaduais e aproximando Vorcaro de autoridades com poder de decisão sobre as aplicações. No caso do Rioprevidência, teria dito ao banqueiro que “resolveria os trâmites internos”, pendente apenas o “alinhamento político” — expressão que, segundo os investigadores, se referia ao ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL).

      A decisão aponta que Castro teria exercido papel politicamente relevante na viabilização dos aportes. Mendonça cita “sincronismo” entre os encontros do então governador com Vorcaro — custeados pelo banqueiro, inclusive no exterior — e os investimentos subsequentes do fundo. A investigação apura ainda se houve nomeação estratégica de dirigentes do Rioprevidência para facilitar as operações.

      Os recursos teriam sido aplicados em desacordo com as normas regulatórias e com a própria política de investimentos do fundo, segundo a decisão. O esquema incluía ainda a Planner Corretora de Valores, que teria atuado como intermediária para ampliar as taxas de corretagem e incrementar a remuneração dos operadores, e a empresa Mídias Promotora Ltda., usada para receber e distribuir os pagamentos.

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      Petrobras confirma redução no preço do diesel a partir desta segunda-feira

      31 de Maio de 2026, 20:11

      A Petrobras informou que aplicará, a partir de segunda-feira (1º), um desconto de R$ 0,3515 por litro no preço de venda do óleo diesel A, usado no transporte rodoviário. Com a medida, o preço médio cobrado pela estatal das distribuidoras cairá de R$ 3,65 para R$ 3,30 por litro.

      O desconto faz parte da subvenção econômica criada pelo governo federal.

      “Para o consumidor final, o desconto em valor equivalente ao da subvenção econômica concedida através da referida MP neutralizará a reoneração de PIS e Cofins que também ocorrerá a partir de 1.º de junho”, disse a Petrobras.

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      Novo auxílio ao diesel

      A Petrobras informou ainda que avalia os termos da nova subvenção anunciada pelo governo.

      Em medida provisória publicada no sábado (30), o governo criou um novo auxílio de R$ 1,12 por litro de óleo diesel para produtores e importadores do combustível.

      O novo mecanismo sucede os programas de auxílio adotados desde março, em meio aos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado internacional de energia.

      “Qualquer decisão da companhia sobre esse tema será tempestivamente divulgada ao mercado nacional”, informou a Petrobras.

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      O boom da proteína: como o consumidor fitness está transformando supermercados no Brasil

      26 de Maio de 2026, 23:59

      O mercado saudável deixou de ser um nicho e virou uma disputa estratégica entre marcas no varejo alimentar. Impulsionadas por um consumidor mais atento a saudabilidade, praticidade e funcionalidade, empresas consolidadas e nomes que antes estavam fora desse território aceleram lançamentos em proteínas, zero açúcar, zero lactose e produtos voltados ao bem-estar. 

      O movimento ganha força no setor supermercadista que faturou R$ 1,145 trilhão em 2025, respondeu por 9,02% do PIB nacional (Ranking ABRAS 2026)  e segue como um dos principais motores do consumo no país. Os dados foram apresentados durante a APAS Show 2026, feira organizada pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) e considerada o maior evento supermercadista do mundo. 

      Em entrevistas exclusivas concedidas no evento, executivos de empresas afirmaram que a nova corrida do setor não é apenas por vendas, mas por espaço na rotina de um consumidor cada vez mais preocupado com saúde e longevidade.

      A mudança de comportamento aparece diretamente nos números do consumo. Segundo a pesquisa apresentada na feira, 53% dos brasileiros reduziram a ingestão de açúcar, enquanto 49% passaram a aumentar o consumo de proteína e 45% ampliaram a ingestão de frutas e legumes. 

      O impacto já começa a remodelar as gôndolas dos supermercados: um terço do faturamento dos refrigerantes no país já vem das versões zero açúcar, enquanto categorias associadas à praticidade saudável, como frutas congeladas, cresceram 48,9% em volume entre janeiro e março de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior. 

      A tendência também acompanha um cenário mais amplo de transformação social, marcado pelo envelhecimento da população, maior preocupação com longevidade e avanço do mercado fitness no Brasil.

      Proteína vira prioridade da indústria

      A explosão da demanda por produtos proteicos se tornou um dos principais reflexos dessa transformação no consumo. Antes concentrada em marcas especializadas em suplementação, a categoria passou a atrair empresas tradicionais do setor alimentício, que enxergam no movimento uma oportunidade de crescimento em um mercado de alto valor agregado e consumo recorrente.

      No evento, a Aurora apresentou oficialmente sua entrada no segmento com a linha “AuroPro Whey”, apostando em bebidas lácteas com até 15 gramas de proteína por embalagem. Em entrevista exclusiva, Ricardo Chueiri, diretor de Mercado e Consumo da companhia, afirmou que a decisão veio após anos acompanhando a mudança nos hábitos alimentares dos consumidores.

      “A gente está percebendo essa tendência já há muitos anos”, disse o executivo. “O consumidor busca uma dieta mais saudável, com menos produtos processados e mais proteínas naturais.”

      Segundo Chueiri, a estratégia da empresa passa por utilizar a força de distribuição da Aurora, presente em mais de 120 mil pontos de venda no país, para acelerar a entrada em uma categoria que, segundo ele, cresce cerca de 20% ao ano. A companhia trabalha com um horizonte de consolidação de dois anos para a nova linha e já estuda ampliar o portfólio com outros produtos proteicos e funcionais.

      O movimento também representa uma tentativa de ampliar a percepção da marca além das categorias tradicionalmente associadas ao consumo cotidiano. “A Aurora não é só a marca de linguiça associada ao churrasco, é uma marca de alimentos”, afirmou Chueiri.

      Saúde vira ecossistema de consumo

      O avanço do mercado saudável também tem levado grandes marcas a ampliar atuação para além da suplementação tradicional, apostando em produtos que unem proteína, conveniência, indulgência e experiência de consumo. Durante a feira, executivos de empresas do setor afirmaram que a disputa pelo consumidor wellness passou a envolver diferentes momentos da rotina, do café da manhã ao pós-treino.

      Na Italac, a estratégia passa pela ampliação do portfólio proteico e pela aproximação com marcas já consolidadas no imaginário do consumidor. A companhia apresentou novas linhas funcionais e uma collab com a Hershey’s, unindo bebidas proteicas e sabores indulgentes em uma mesma proposta. Em entrevista exclusiva, Andréia Alvares, gerente de Marketing da empresa, afirmou que o crescimento da categoria acompanha uma mudança estrutural no comportamento do consumidor.

      “A proteína hoje é uma realidade e o público passou a buscar produtos que combinem saudabilidade, praticidade e sabor. O consumidor de proteína quer novidade, quer mais sabor e quer praticidade”, disse Andréia.

      A Piracanjuba segue um caminho semelhante, mas ampliando a estratégia para diferentes nichos de consumo. Além do fortalecimento da linha Paraforce, a companhia expandiu a parceria com a Milky Moo, lançando milkshakes proteicos e produtos voltados ao varejo de suplementação. Para Juliana Morato, gerente de comunicação e atendimento do grupo, o crescimento da categoria está diretamente ligado à incorporação da proteína na rotina do consumidor comum, e não apenas do público fitness.

      “A proteína veio com uma tendência que eu acho que já é o nosso novo normal”, afirmou. Segundo a Juliana, a empresa passou a desenvolver soluções para diferentes perfis de consumo, incluindo produtos voltados para pessoas 50+, diabéticos e consumidores que utilizam canetas emagrecedoras.

      A estratégia da Piracanjuba também envolve collabs como ferramenta para ampliar presença entre públicos mais jovens. “As collabs nos levam para o público que ainda não nos conhece”, disse a executiva. A empresa atualmente mantém parcerias com marcas como Milky Moo, Cacau Show e até licenciamentos ligados ao entretenimento e à música.

      Na Danone, o avanço da alimentação funcional é tratado como reflexo de uma mudança mais ampla no comportamento do consumidor. Em entrevista exclusiva, Marcelo Bronze, vice-presidente de Marketing da companhia, afirmou que o crescimento do mercado saudável vai além da busca por performance física.

      “O consumidor está mais informado, mais criterioso e quer produtos que entreguem benefícios reais, com respaldo científico e que se encaixem na rotina”, afirmou Marcelo.

      Segundo Bronze, a estratégia da empresa para manter YoPRO na liderança passa por investimento contínuo em inovação, ciência e expansão do portfólio para diferentes ocasiões de consumo. A avaliação da companhia é de que o mercado ainda possui espaço relevante para crescimento no Brasil, impulsionado pela consolidação de hábitos ligados à saúde, bem-estar e longevidade.

      O avanço das academias impulsiona o consumo wellness

      O crescimento do mercado saudável também acompanha a expansão acelerada do setor fitness no Brasil, que passou a funcionar como um dos principais motores da demanda por produtos funcionais, proteicos e ligados à saúde preventiva. A mudança de comportamento citada por executivos da indústria alimentícia aparece diretamente no avanço das academias, no fortalecimento da cultura de bem-estar e na consolidação do wellness como parte da rotina de consumo dos brasileiros.

      O Brasil já é o segundo país com maior número de academias no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Segundo dados do setor, o país possui mais de 30 mil unidades, embora a taxa de penetração ainda esteja abaixo de 5% da população, percentual distante dos mais de 20% observados em mercados maduros, como os países nórdicos e os EUA.

      Para Nelson Lins, fundador da Selfit Academias e da Face Doctor, o crescimento do setor reflete uma transformação cultural mais ampla, impulsionada pela busca por saúde preventiva, longevidade e qualidade de vida. “Hoje, é comum médicos prescreverem treinos para saúde e longevidade”, afirmou em entrevista ao Times Brasil- Licenciado exclusivo CNBC.

      Segundo o empresário, a preocupação com autocuidado deixou de ficar restrita às classes de maior renda e passou a atingir diferentes perfis de consumidores. “O nível de consciência do público melhorou nas classes A, B, C e D”, disse.

      O avanço da demanda também tem acelerado a expansão das grandes redes. A Smart Fit projeta abrir entre 330 e 350 academias em 2026, mantendo um ritmo de crescimento anual próximo de 17%. Já a Selfit soma mais de 260 unidades e afirma ter inaugurado academias a cada 48 horas no último trimestre.

      Para empresas do setor alimentício, esse crescimento ajuda a explicar por que produtos antes ligados apenas à suplementação esportiva passaram a ocupar espaço central no varejo tradicional. A alimentação funcional deixou de conversar apenas com atletas ou frequentadores assíduos de academia e passou a atingir consumidores interessados em energia, bem-estar, envelhecimento saudável e rotina equilibrada.

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      Setor produtivo leva a Alcolumbre pedido de adiamento da PEC 6×1

      26 de Maio de 2026, 23:00

      Entidades do setor produtivo pediram nesta terça-feira (26) ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), o adiamento da votação da PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6×1, sugerindo que o tema seja analisado apenas após as eleições de outubro. Segundo representantes, a proposta vem sendo usada como “bandeira eleitoral” pelo governo e por parlamentares. A PEC deve avançar na Câmara ainda nesta semana e, em seguida, seguirá para análise no Senado.

      O encontro reuniu entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Fiesp e a Abimaq.

      O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, criticou a condução do texto e afirmou que a proposta foi construída sem diálogo amplo com o setor produtivo. Ele disse que mudanças na jornada de trabalho deveriam ser negociadas caso a caso entre empresas e trabalhadores, considerando as diferenças entre os cerca de 2 mil segmentos da economia. Também cobrou estudos técnicos sobre os impactos da medida e defendeu que o debate ocorra “sem pressa” no Senado.

      “Da maneira que foi feita, ela PEC está fora da realidade brasileira, foi feita de forma irresponsável e só baseada em bandeira política. Não ouviu o setor nenhum … Foi tratada pelo governo brasileiro como bandeira eleitoral, em véspera da eleição, assim como o imposto da chamada blusinhas”, disse o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em entrevista coletiva a jornalistas, após o encontro.

      Skaf afirmou ainda ter pedido acesso aos estudos usados pela Câmara na construção do relatório e questionou a ausência de embasamento técnico. Segundo ele, Alcolumbre ouviu as preocupações do setor, mas não sinalizou decisão sobre o pedido de adiamento. Para o empresário, o debate poderia ser postergado por alguns meses sem prejuízo.

      A CNI também manifestou preocupação com os impactos econômicos da proposta. O presidente da entidade, Ricardo Alban, afirmou que a mudança na jornada poderia gerar aumento de custos e repasse de preços ao consumidor, com impacto estimado entre 6% e 8% na indústria.

      “Dois, três meses depois, após as eleições, os novos preços de repasse do custo vão estar nas prateleiras ou nos serviços. … Temos uma estimativa de que, para o setor industrial, isso pode representar um aumento de preço médio entre 6% e 8%”, disse.

      Alban também criticou o período de transição previsto no texto, que estabelece redução gradual da jornada em até 14 meses, e questionou a capacidade de adaptação das empresas em prazos mais curtos.

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      Rioprevidência expõe falha de governança em aportes no Banco Master

      26 de Maio de 2026, 22:50

      O Rioprevidência falhou em sua estrutura de governança ao aplicar mais de R$ 3 bilhões no Banco Master, afirmou Luís Garcia, sócio do Tax Group e especialista em governança e compliance.

      Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Garcia disse que um fundo previdenciário precisa ter perfil de risco conservador, especialmente por administrar recursos ligados à aposentadoria de servidores.

      “Um fundo previdenciário desse não é um fundo qualquer. Ele precisa ter um perfil de risco muito mais conservador do que os demais”, afirmou.

      Segundo o especialista, as aplicações feitas no Banco Master não encontram justificativa clara quando analisadas à luz da política de investimentos que deveria orientar o Rioprevidência.

      “Você não pode fazer qualquer tipo de investimento que tenha um perfil de risco consideravelmente alto, principalmente para quem está tratando de investimentos ligados à aposentadoria”, disse.

      Leia também: Diretor da Rioprevidência foi nomeado no mesmo dia do credenciamento do Master, diz PF

      Garcia afirmou que o ponto central da investigação é entender como aportes tão relevantes foram direcionados a uma instituição que já apresentava risco elevado.

      “O principal ponto é como você deixa um fundo dessa importância, com aportes tão substanciais, fazer investimentos numa instituição que já vinha com um perfil de risco muito elevado”, afirmou.

      Na avaliação dele, a governança do fundo não funcionou. Garcia citou a ausência de freios capazes de impedir a alocação de recursos em operações de risco, como auditoria independente, controles internos, conselho atuante e níveis de aprovação adequados.

      “O que faltou foi uma governança adequada, uma auditoria independente, um eventual conselho que poderia aprovar ou não esse tipo de investimento.”

      Questionado sobre o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), Garcia disse que ainda é preciso estabelecer materialidade entre decisões tomadas no fundo e eventual ligação política.

      Segundo ele, a investigação deve apurar se pessoas ligadas ao ex-governador tiveram participação nas decisões de investimento.

      “O que precisa ser feito agora é uma ligação de materialidade entre a decisão que foi tomada e a eventual ligação com o governador. Acho que carece ainda de investigação”, disse.

      Garcia afirmou que, mesmo em caso de proximidade política entre agentes públicos e dirigentes de instituições financeiras, os controles internos do fundo deveriam impedir decisões incompatíveis com sua política de risco.

      “Mesmo que houvesse uma relação, o fundo deveria ter uma série de controles institucionais para impedir que decisões de investimento dessa natureza fossem tomadas.”

      Sobre a relação entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, o especialista disse que a apuração aponta indícios de proximidade, mas que é preciso avançar na investigação para verificar eventual relação de causa e efeito.

      “Quando você tem um governador que eventualmente tem uma relação de proximidade, tem a capacidade de fazer eventuais nomeações, e um fundo de previdência que toma decisões de investimento com quem você tem proximidade, você acaba suspeitando que não são simples coincidências”, afirmou.

      Leia também: Caso Rioprevidência reacende debate sobre fragilidade da previdência pública

      Garcia disse ainda que eventuais alertas técnicos podem ter sido ignorados. Para ele, a própria política de investimentos do fundo deveria estabelecer travas para impedir concentração de risco em instituições com perfil inadequado.

      “Você tem que investir em instituições que têm rating muito elevado. Tem que ter níveis de aprovação muito importantes, conselho, auditoria externa”, disse.

      O especialista afirmou que os recursos de aposentados podem correr risco, principalmente diante do processo de liquidação e da possibilidade de insuficiência de ativos para ressarcimento.

      Segundo Garcia, parte dos valores pode não estar coberta pelo Fundo Garantidor de Créditos. Além disso, a recuperação dependerá da liquidação e da existência de ativos suficientes.

      “A gente não pode esquecer que uma das características da fraude do Banco Master foi a superestimação, a supervalorização de ativos. Eventualmente, todos aqueles ativos que existiam podem não existir ou estar superestimados e não ter capacidade de pagar aqueles recursos que iriam, no final das contas, para os aposentados”, disse.

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      Exclusivo CNBC: CEO da Ferrari diz que novo elétrico manterá “emoção” dos supercarros da marca

      26 de Maio de 2026, 22:04

      O CEO da Ferrari, Benedetto Vigna, afirmou em entrevista à CNBC Internacional que o primeiro modelo totalmente elétrico da montadora manterá a “emoção” característica dos supercarros da marca, mesmo sem o tradicional motor a combustão.

      A declaração ocorre em meio à repercussão do lançamento do novo veículo elétrico da companhia italiana e à reação negativa do mercado, com queda das ações da Ferrari após a apresentação do modelo.

      Segundo Vigna, o lançamento representa “um novo capítulo” na história da empresa. “Esperei por este dia por cinco anos”, afirmou o executivo, destacando que a Ferrari busca inovar sem abandonar a identidade construída pela marca ao longo das décadas.

      O CEO reconheceu que o novo modelo rompe com características tradicionais da fabricante, incluindo mudanças no design, maior espaço interno e configuração com cinco assentos. Ainda assim, afirmou que a estratégia busca equilibrar os desejos dos clientes históricos da Ferrari com a atração de novos consumidores.

      De acordo com Vigna, os veículos elétricos oferecem novas possibilidades de design devido ao tamanho reduzido dos motores em comparação aos modelos térmicos. Ele citou alterações estruturais no capô e o uso de materiais como alumínio e vidro como exemplos de soluções que poderão influenciar futuros modelos da montadora.

      O executivo também abordou uma das principais preocupações dos fãs da marca, o som do motor. Segundo ele, o novo veículo elétrico possui um som próprio desenvolvido para transmitir emoção ao motorista. “Cada motor tem seu próprio som. O importante é a emoção que ele transmite”, afirmou.

      Durante a entrevista, Vigna destacou ainda a colaboração da Ferrari com parceiros externos no desenvolvimento do projeto, defendendo o conceito de “inovação aberta” como parte da cultura histórica da empresa.

      O novo modelo elétrico terá preço inicial superior a 500 mil euros. Questionado sobre a rentabilidade do projeto, em um cenário em que veículos elétricos costumam operar com margens menores, o CEO afirmou que os investimentos foram feitos de forma “disciplinada” e alinhados aos padrões de lucratividade da companhia.

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      Delação Vorcaro: PGR se mantém nas negociações mas alerta defesa que proposta inicial é insuficiente

      21 de Maio de 2026, 16:13

      A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu manter aberta a negociação de delação premiada com Daniel Vorcaro, do Banco Master, mas avisou à defesa do banqueiro que a proposta apresentada até agora é insuficiente.

      A avaliação da Procuradoria é que o relato inicial tem lacunas relevantes e precisa ser complementado. Ainda assim, a equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet, decidiu dar espaço para que os advogados reformulem a proposta.

      Com isso, a negociação seguirá sem a participação da Polícia Federal (PF), que rejeitou o material apresentado pela defesa e deixou a mesa de tratativas.

      Leia também: PF rejeita delação de Daniel Vorcaro; defesa ainda mantém negociação com a PGR

      PF deixou a mesa de negociação

      A defesa de Vorcaro apresentou a proposta de colaboração no início deste mês, após 45 dias de trabalho. O banqueiro está preso desde março por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

      A PF avaliou que a proposta inicial não trazia elementos novos além do que a corporação já apura a partir da apreensão do primeiro celular de Vorcaro. Por esse motivo, os investigadores decidiram não avançar nas conversas.

      Na PGR, a leitura é diferente. A Procuradoria reconhece que há omissões importantes, mas avalia que alguns pontos podem ajudar no avanço das investigações. Integrantes do órgão também consideram que encerrar as tratativas de forma tão rápida poderia abrir margem para questionamentos sobre a condução do acordo.

      Pela legislação, uma colaboração premiada pode ser firmada apenas com o Ministério Público, sem a participação da Polícia Federal. A estratégia da defesa, agora, será tentar convencer Gonet a assinar o acordo.

      Leia também: Valor, prazo e provas frágeis: o que trava a delação de Daniel Vorcaro no caso Master

      Homologação no STF será etapa decisiva

      Mesmo que a PGR aceite negociar a delação, o acordo só terá validade e poderá gerar benefícios a Vorcaro depois de homologado pelo Judiciário.

      Esse ponto também deve ser um obstáculo. André Mendonça, relator do caso no STF, já avisou aos advogados que não homologaria uma colaboração com lacunas ou omissões.

      Após o recado do ministro, o advogado José Luís Oliveira Lima afirmou que recorreria ao colegiado do STF caso a delação fosse rejeitada, numa tentativa de levar a decisão à Turma.

      O episódio deteriorou a relação entre a defesa e o gabinete de Mendonça. O ministro tem dito que não pretende mais receber pessoalmente os advogados de Vorcaro.

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      Vendas de aço caem 10,8% em abril, aponta Inda

      21 de Maio de 2026, 14:44

      As vendas da rede de distribuição de aços planos associada ao Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda) contabilizaram queda de 10,8% quando comparadas ao desempenho de março, com o montante de 314 mil toneladas. Sobre o mesmo mês do ano passado, houve queda de 1%.

      Para maio de 2026, a expectativa da rede associada do Inda é de que as compras e vendas tenham uma alta de 10,0% quando comparados com o mês de abril. Assim, a expectativa para o acumulado de janeiro a maio é de queda de 1,1%?frente ao mesmo período de 2025.

      “Estamos caminhando para crescimento de 1% a 2% no ano”, afirmou o presidente do Inda, Carlos Jorge Loureiro.

      Já as importações encerraram o mês de abril com queda de 38,6% em relação ao mês anterior, com volume total de 166,6 mil toneladas. Na comparação com o mês correspondente de 2025, as importações registraram queda de 43,2%.

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      Loureiro afirmou, de forma conservadora, é possível esperar queda de 20% no ano de 2026 para as importações, mas que essa porcentagem de queda pode chegar a “30%. 35% ou 40%” em sua visão. Para ele, as importações de outros países não têm as mesmas facilidades logísticas que as chinesas e os preços também são mais altos.

      Em número absoluto, o estoque de abril obteve alta 1,7% em relação ao mês anterior, atingindo o montante de 1.157,6 mil toneladas. O giro de estoque fechou em 3,7 meses. Loureiro pontuou que, com a tendência de alta de preços, é possível esperar uma diminuição de estoques para frente.

      As compras do mês de abril registraram queda de 6,1% perante março, com volume total de 333 mil toneladas. Frente a abril do ano passado, houve alta de 4%.

      As exportações, por sua vez, tiveram alta de 74% em abril, frente ao mesmo mês de 2025, com 887,5 mil toneladas. Loureiro credita a alta a vendas para a Europa, que intensificou sua produção, na tentativa de diminuir importações chinesas.

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