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Datafolha: apesar de personagens bolsonaristas, 34% associam Caso Master à esquerda

18 de Setembro de 2026, 20:47
Banco Master Daniel Vorcaro
Foto: Amanda Perobelli/Reuters

Um em cada três brasileiros acredita que a maioria dos políticos envolvidos no Caso Master é de esquerda, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (18). São 34% nessa avaliação, contra 27% que apontam a direita, 10% que citam o centro e 13% que dizem que há políticos de todos os campos. Outros 16% não souberam responder.

A percepção do eleitor atinge um limite, no entanto. Quando se observa a relação de políticos que apareceram, direta ou indiretamente, nas apurações e reportagens sobre Daniel Vorcaro, há uma concentração expressiva de nomes da direita e do centro-direita. Levantamentos publicados ao longo do ano listaram figuras como Ciro Nogueira, Cláudio Castro, Antônio Rueda, Jair e Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Nikolas Ferreira, Hugo Motta e Ibaneis Rocha.

Um dos casos mais avançados é o de Ciro Nogueira, presidente do Progressistas e ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro. A Polícia Federal investiga a relação do senador com Vorcaro e afirma que o banqueiro bancou viagens internacionais, hospedagens e outras despesas do parlamentar, aonde, documentos apreendidos levaram os investigadores a classificar a relação entre os dois como estratégica para interesses do Master no Congresso. A defesa do senador nega participação em qualquer atividade ilícita.

Datafolha
Foto: Arte/DCM

Nikolas Ferreira, deputado do PL e um dos principais nomes do bolsonarismo, também aparece nas mensagens do ex-banqueiro. Vorcaro afirmou em conversa privada que havia bancado os voos do parlamentar, que utilizou um jato ligado ao empresário durante a campanha de 2022. Posteriormente, Nikolas admitiu contatos com Vorcaro e pediu ajuda para uma questão envolvendo um ativo minerário de um ex-assessor. O deputado nega ter recebido dinheiro do banqueiro ou cometido irregularidades.

Documentos da Polícia Federal também apontam Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, como interlocutor direto de Vorcaro nas tratativas para financiar “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro. O senador pediu recursos ao ex-banqueiro, participou de reuniões e cobrou parcelas destinadas ao projeto. A PF registrou encontro entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro antes das cobranças por novos pagamentos.

O resultado contrasta a uma pesquisa do Datafolha de abril, em que 38% dos entrevistados atribuíam maior envolvimento à esquerda e apenas 20% à direita. Agora, a esquerda caiu para 34%, enquanto a direita subiu para 27%, reduzindo a distância de 18 para somente sete pontos percentuais.

Datafolha: 78% têm orgulho de ser brasileiros, mas 53% temem o futuro

18 de Setembro de 2026, 20:30
Lula Brasil
Bandeirão do Brasil foi exibido em ato de campanha do presidente Lula em Ceilândia (DF). Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

A maioria dos brasileiros afirma sentir mais orgulho do que vergonha de sua nacionalidade, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (18). Para 78% dos entrevistados, o orgulho prevalece, enquanto 20% dizem sentir mais vergonha. Outras respostas somaram 1%, e 2% não souberam responder.

O instituto também mediu sentimentos dos entrevistados quando pensam no Brasil atualmente. Nesse recorte, 53% afirmaram se sentir tranquilos, contra 43% que relataram raiva. Ao mesmo tempo, 53% disseram estar desanimados e 45%, animados.

O medo aparece com força quando a pergunta se volta para o futuro. Cinquenta e três por cento afirmaram sentir medo, diante de 45% que manifestaram confiança. Já 51% disseram estar tristes, enquanto 45% se declararam felizes.

Datafolha
Foto: Arte/DCM

A insegurança foi o sentimento mais disseminado entre os itens pesquisados: 64% disseram se sentir inseguros ao pensar no Brasil de hoje, contra 34% que se consideram seguros. Apesar disso, a esperança ainda supera o medo em outra pergunta do levantamento: 55% afirmaram ter mais esperança do que medo e 44% responderam o contrário.

A partir das respostas, o Datafolha dividiu os entrevistados em três grupos. Os otimistas chegaram a 43%, contra 37% de pessimistas e 20% de hesitantes. Em março, os otimistas eram 35%, enquanto os pessimistas representavam 47%, indicando uma mudança relevante no humor captado pelo instituto.

A pesquisa foi realizada às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial, em uma rodada na qual Lula aparece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro, mas os dois permanecem em empate técnico. O Datafolha ouviu 2.001 pessoas em 125 municípios entre terça-feira (15) e quinta-feira (17). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

STF enfrenta desconfiança recorde de 48%, aponta Datafolha

18 de Setembro de 2026, 20:30
Plenário STF
Foto: Alejandro Zambrana/STF

A desconfiança dos brasileiros no Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu o maior patamar da série histórica do Datafolha, iniciada em 2012. Segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (18), 48% dos entrevistados dizem não confiar na Corte.

O resultado também coloca o Supremo, pela primeira vez, numericamente acima de outras instituições avaliadas pelo instituto em desconfiança. A Presidência da República registra 42%, enquanto Congresso e partidos políticos aparecem com 45% cada.

A deterioração ocorreu em poucos meses. Em março, 43% afirmavam desconfiar do STF. Na rodada atual, 14% dizem confiar muito na Corte e 35% afirmam confiar um pouco. Na pesquisa anterior, esses percentuais eram de 16% e 38%, respectivamente.

Datafolha
Foto: Arte/DCM

O levantamento foi realizado durante a crise aberta no Supremo em torno do Caso Master, que expôs conflitos entre ministros sobre as investigações envolvendo Daniel Vorcaro e integrantes da Corte. Na última semana, o plenário protagonizou uma sessão marcada por confrontos entre André Mendonça e outros ministros durante a discussão sobre as apurações.

O desgaste específico do STF é maior que o registrado para o Poder Judiciário em seu conjunto. Nesse caso, 38% dizem não confiar, 43% afirmam confiar um pouco e 17%, muito. Em março, a desconfiança no Judiciário era de 36%.

O Datafolha ouviu 2.001 pessoas em 125 municípios entre terça-feira (15) e quinta-feira (17). A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento foi encomendado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-04029/2026.

O tiro que sai pela culatra na estratégia de Flávio Bolsonaro contra Lula

22 de Agosto de 2026, 00:03

A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21) apontou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, tem rejeição numericamente superior à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), resultado que contraria uma das principais apostas de sua campanha. Com informações de O Globo.

O levantamento indica que 46% dos eleitores afirmam que não votariam em Flávio de jeito nenhum. No caso de Lula, 45% deram a mesma resposta.

A campanha do senador aposta na alta rejeição ao presidente para favorecer sua candidatura na disputa presidencial. Os novos índices deixam Flávio um ponto percentual acima de Lula nesse indicador.

A estratégia busca explorar o desgaste de Lula à frente do governo e transformar a resistência ao petista em votos para o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Gráfico feito com IA

PL aposta em queda da rejeição de Flávio Bolsonaro

Apesar do resultado, integrantes do PL destacam que a rejeição de Flávio caiu dois pontos percentuais. Aliados tratam esse movimento como uma “luz no fim do túnel” para a campanha.

A avaliação interna do partido é que o senador ainda pode reduzir a resistência ao seu nome ao longo da disputa, mesmo permanecendo numericamente acima de Lula na pesquisa.

Dirigentes do PL atribuem essa expectativa à combinação entre o antipetismo e o desgaste enfrentado por quem ocupa a Presidência da República.

Lula também registrou redução na rejeição entre julho e agosto, mas em ritmo menor: o índice do presidente caiu um ponto percentual no período.

Após novo Datafolha, agregador mostra cenário consolidado do 1º turno

21 de Agosto de 2026, 23:11
Lula
O presidente e candidato a reeleição, Lula (PT). Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

O presidente Lula (PT) aparece com 40,2% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33,3% de Flávio Bolsonaro (PL), segundo o agregador de pesquisas do UOL. A distância entre os dois é de 6,9 pontos percentuais.

Os números foram atualizados nesta sexta-feira (21), após a divulgação da nova rodada do Datafolha. O agregador não é uma pesquisa realizada pelo UOL: trata-se de uma ferramenta que combina diferentes levantamentos eleitorais.

Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4,7%, seguido por Renan Santos (Missão), com 4,1%, e Romeu Zema (Novo), com 2,9%. Os índices correspondem aos cinco candidatos exibidos na atualização do modelo.

Na simulação de segundo turno, Lula registra 46,1%, enquanto Flávio tem 42,5%. A vantagem do petista nesse confronto é de 3,6 pontos percentuais.

agregador do uol

A metodologia do agregador considera pesquisas nacionais estimuladas, registradas no Tribunal Superior Eleitoral desde janeiro de 2026 e realizadas com pelo menos mil entrevistados.

Cada levantamento recebe um peso de acordo com sua recência, o tamanho da amostra, a forma de coleta, o custo por entrevistado e a consistência histórica do instituto responsável. Por isso, os resultados não representam uma média aritmética simples.

Como o agregador reúne pesquisas diferentes, ele não possui amostra nem margem de erro próprias. Sua função é oferecer uma leitura mais ampla do cenário e reduzir o impacto de oscilações isoladas de um único levantamento.

Três em cada 10 eleitores escolhem candidato para barrar um rival, aponta Datafolha

21 de Agosto de 2026, 23:04
datafolha
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Três em cada dez eleitores afirmam que escolherão um candidato à Presidência em 2026 principalmente para impedir a vitória de outro concorrente, aponta pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21).

Para 61% dos entrevistados, a motivação principal são as propostas e o preparo do candidato escolhido. Outros 7% indicaram razões diferentes, enquanto 2% não souberam responder.

Entre os eleitores do presidente Lula (PT), 23% dizem que votariam para derrotar outro candidato e 68% apontam as propostas e o preparo como razão da escolha. A margem de erro nesse segmento é de três pontos percentuais.

No grupo que declara voto no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 35% têm como principal objetivo impedir a eleição de um adversário. Outros 56% consideram o candidato o mais preparado e com as melhores propostas. A margem de erro é de quatro pontos.

Lula
O presidente e candidato a reeleição, Lula (PT). Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

O voto para barrar um rival chega numericamente a 37% entre os eleitores de Romeu Zema (Novo), 31% entre os de Ronaldo Caiado (PSD) e 24% entre os de Renan Santos (Missão). As margens de erro desses segmentos são de 13, nove e 12 pontos percentuais, respectivamente.

O Datafolha também perguntou aos entrevistados se a escolha para presidente ainda poderia mudar. No total, 72% disseram estar totalmente decididos, 27% admitiram a possibilidade de trocar o voto e 1% não soube responder.

A proporção de eleitores totalmente decididos alcança 82% entre os que declaram voto em Lula. No eleitorado de Flávio Bolsonaro, 78% afirmam que a decisão já está tomada.

O instituto entrevistou 2.058 pessoas com 16 anos ou mais em 128 municípios entre terça-feira (18) e quarta-feira (19). A margem de erro da amostra total é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Encomendada pela TV Globo e pela Folha, a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04496/2026.

Datafolha aponta Ciro Gomes com 52% no Ceará, 19 pontos à frente de Elmano

13 de Agosto de 2026, 20:15
Elmano de Freitas Ciro Gomes
Os candidatos ao governo do Ceará, Elmano de Freitas (PT) e Ciro Gomes (PSDB). Foto: Fco Fontenele/O POVO/Eduardo Anizelli/Folhapress

Ciro Gomes (PSDB) lidera a disputa pelo Governo do Ceará com 52% das intenções de voto, contra 33% do governador Elmano de Freitas (PT), que busca a reeleição, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (13). A vantagem do ex-governador é de 19 pontos percentuais no cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores.

Pedro Brito (Novo), Delegado Huggo (Missão) e Danilo Soares (Democrata) marcaram 1% cada. Serley Leal (UP) e Zé Batista (PSTU) não pontuaram; brancos, nulos ou nenhum somaram 7%, e 4% não souberam responder. Pedro Brito deixou a disputa após o registro do levantamento, e o Novo lançou Vera Lúcia como candidata ao governo.

Na pesquisa espontânea, Ciro foi citado por 28% dos entrevistados e Elmano por 20%, enquanto 43% disseram não saber em quem votar. Camilo Santana (PT), que não é candidato, apareceu com 2%. O dado mostra que os dois principais nomes já concentram as lembranças do eleitorado, mas que a corrida ainda tem espaço para disputa.

Em uma simulação de segundo turno, Ciro venceu Elmano por 55% a 37%. Brancos e nulos foram 5%, e 3% não souberam responder. A pesquisa ouviu 1.022 eleitores em 51 municípios cearenses entre segunda-feira (10) e quarta (12), tem margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

O levantamento também aponta maior rejeição a Elmano: 35% disseram que não votariam no petista de jeito nenhum. Ciro foi rejeitado por 21%. Delegado Huggo marcou 19%, Zé Batista, 18%, Pedro Brito, 17%, Danilo Soares, 15%, e Serley Leal, 11%.

Alguém explica? Flávio Bolsonaro diz não entender por que mulheres preferem Lula

31 de Julho de 2026, 17:00
O senador Flávio Bolsonaro. Foto: reprodução

O pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) questionou nesta sexta-feira (31) as pesquisas que apontam maior preferência das mulheres por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e acusou o presidente de usar o governo federal para retaliar São Paulo. O senador participou de um café da manhã com vereadores na capital paulista.

Flávio afirmou não entender por que mulheres indicam maior apoio a Lula, apesar de associar pautas femininas à direita. “Parece que aquele que defende as mulheres está defendendo a pauta errada”, disse durante o encontro no QG de sua pré-campanha, na zona sul da cidade.

Nas últimas semanas, por exemplo, o blogueiro Paulo Figueiredo iniciou uma campanha para retroceder o direito feminino ao voto, alegando que apenas mulher casadas acertavam nas escolhas, mas por influencias dos seus maridos. Neto do ex-ditador João Figueiredo, o blogueiro é um dos principais aliados dos irmãos Bolsonaro.

Também pesa contra o senador a relação com sua madrasta, Michelle Bolsonaro. Apesar da trégua para confirmar sua candidatura à Presidência, a ex-primeira-dama gravou um vídeo de quase 30 minutos para expor o destrato dentro do âmbito familiar, o que reforçou a imagem misógina dentro do bolsonarismo.

Dados do Datafolha divulgados em 24 de julho indicam que 50% das mulheres não votariam em Flávio de jeito nenhum no primeiro turno. Para Lula, o índice nesse grupo é de 44%. As mulheres representam 52,84% do eleitorado brasileiro, e a rejeição total do senador chega a 48%, ante 46% do presidente.

IRONIA! Flávio Bolsonaro diz que não compreende porque as mulheres rejeitam ele, será mesmo que não compreende? Manda esse vídeo pra ele que ele passa a entender rapidinho quando vê a quantidade de bizarrice que seu pai disse e fez com mulheres. pic.twitter.com/M9mkrRUZii

— Eixo Noticias (@oeixooficial) July 31, 2026

Acusação envolve crédito para São Paulo

Flávio também disse que Lula se “vinga” de São Paulo por causa do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), ambos aliados de sua pré-candidatura. “A prefeitura, o governo do estado implorando para liberar um financiamento, que o estado e a cidade têm condições de pagar”, afirmou.

Sem detalhar quais operações de crédito estariam travadas, o senador acusou o Planalto de perseguir adversários. Nunes endossou a crítica e classificou como “perseguição política” a demora na liberação de uma operação de crédito de R$ 4 bilhões, que, segundo ele, aguarda aval desde abril.

Em março, Lula disse que o governo federal participa de todas as obras realizadas no estado. “Não estamos fazendo favor, é obrigação, mas queria que o governo estadual reconhecesse que metade vem deles e metade vem do governo federal”, declarou o presidente em agenda pública.

O encontro reuniu Tarcísio, Nunes e os pré-candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), além de vereadores de partidos de centro e direita. A estratégia de Flávio mira lideranças municipais com contato direto com o eleitorado paulista.

Ao falar sobre segurança e políticas de drogas, o senador atacou a esquerda e citou o programa “De Braços Abertos”, criado na gestão de Fernando Haddad (PT) na Prefeitura de São Paulo, entre 2013 e 2016. A iniciativa oferecia moradia, trabalho e cursos de capacitação a usuários de drogas na região da cracolândia; Flávio a chamou de “bolsa crack”.

São Paulo é o maior colégio eleitoral do país e concentra aliados importantes para o senador. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana apontou Flávio à frente de Lula em um eventual segundo turno no estado, por 40% a 35%; no primeiro turno, os dois aparecem tecnicamente empatados, com 34% e 30%, respectivamente.

Fatia de pessimistas com economia do Brasil cai de 35% para 26%, diz Datafolha

23 de Junho de 2026, 07:39
Serasa
Por Maeli Prado (Folhapress) – A expectativa dos brasileiros para a situação econômica do Brasil melhorou nos últimos três meses e meio, com aumento do otimismo e queda no pessimismo com o futuro, mostra pesquisa Datafolha. Entre os ouvidos, 36% consideram que a economia brasileira vai melhorar nos próximos meses, um avanço em relação aos 30% que […]

Jornalões aplicam harmonização para que o filho fique diferente do pai. Por Moisés Mendes

17 de Março de 2026, 07:30
Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Foto: Sérgio Lima/Poder360

Os jornalões estão limpando a barra de Flávio Bolsonaro, como admitiu até a ombudsman da Folha, e daqui a pouco irão tratá-lo de forma carinhosa. Mesmo que diminutivos geralmente sejam problemáticos para políticos, ele pode virar um Flavinho sem sobrenome.

Flávio precisa, na repaginada, de mudanças que suavizem seu perfil. Como sugeriu a colunista Raquel Landim, em fevereiro, na capa do Estadão: “E se Flávio Bolsonaro tivesse um Paulo Guedes de saias?”

Os Bolsonaros são a expressão da brutalização da política brasileira. É preciso torná-los mais femininos. Raquel imagina uma mulher mandando na Fazenda e oferece a ideia de graça para o filho ungido.

Vários colunistas liberais, entre os quais Joel Pinheiro da Fonseca, Demétrio Magnoli e Elio Gaspari, têm certeza de que o filho não é igual ao pai.

É preciso livrá-lo dos estigmas e apresentar, não a perna cabeluda, mas a coxa depilada do fascismo. A surpreendente exceção é Merval Pereira, que já prevê com a ascensão de Flávio uma nova tentativa de golpe.

Qualquer um desses liberais colaboracionistas pode acrescentar sugestões liberalizantes a Flávio, incluindo uma pessoa trans na Casa Civil, um carnavalesco na cultura e um negro de esquerda nos direitos humanos.

Podem contribuir para o que Alexandra Moraes, a ombudsman da Folha, denunciou no próprio jornal, no domingo, com o alerta de que o sobrenome Bolsonaro está desparecendo dos títulos das notícias.

Alexandra nos indica que a Folha pode estar na dianteira de um plano para que daqui a pouco Flávio seja o Flavinho. Mudam a roupa, vendem a imagem de moderado e chamam mulheres para perto. Porque a maioria do eleitorado feminino o rejeita.

Suavizar o perfil de Flávio é hoje tarefa muito mais entregue às corporações de mídia do que aos marqueteiros da extrema direita. Folha, Globo e Estadão se encarregam da harmonização. O novo bolsonarismo é humanizado por fora, porque por dentro é complicado.

Manchete de Raquel Landim no Estadão. Foto: Reprodução

Um sujeito com o carisma de um brócolis começa a se apresentar como negociador que conversa com todo mundo, como dançarino de palco, que se revelou performático em comício em Rondônia, e como figura de projeção internacional que já fez várias viagens curtas e longas.

Flávio Bolsonaro precisa ser assimilado como o sapo a ser engolido pelos jornalões e pela velha direita. Mas precisa fazer concessões que o tornem uma figura menos bruta e por isso também menos associada à imagem e semelhança do grande chefão preso.

A retirada do sobrenome tem, além de fazer a faxina, a pretensão de testar um nome que se basta sozinho. Flávio será tratado como um Fernando Henrique, que no fim virou FH ou FHC.

Não podemos duvidar que também ele vire uma sigla e que as próximas manchetes o tratem como FB, como tratavam ACM e um dia trataram JK. Flávio Bolsonaro é um homem em reconstrução, em que tudo que já usava só vale para o seu eleitorado raiz.

O resto da direita à la Valdemar Victor Frankstein Costa Neto merece uma criatura com bons modos à mesa, mesmo que sua estrutura, sua essência e sua alma continuem sendo tudo o que carrega do DNA do pai.

Haddad, Alckmin e Tebet lideram disputa pelo Senado, diz Datafolha

11 de Março de 2026, 14:23
Fernando Haddad, Geraldo Alckmin e Simone Tebet. Foto: Divulgação

Uma pesquisa recente realizada pelo Datafolha revela o cenário eleitoral para o Senado em São Paulo nas eleições de 2026, destacando os principais candidatos à disputa por duas vagas. O levantamento, feito entre os dias 3 e 5 de março, aponta os nomes de Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSB) e Simone Tebet (MDB) como os mais bem posicionados.

No primeiro cenário, em que ele não tem a companhia do vice-presidente, o ministro da Fazenda lidera a corrida com 30% das intenções de voto. A ministra do Planejamento ocupa o segundo lugar, com 25%, seguida de Márcio França (PSB) com 20%.

Outros nomes de destaque incluem Marina Silva (Rede) com 18%, e Guilherme Boulos (PSOL), com 14%, empatado com o deputado Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas. Neste cenário, a pesquisa mostra que o eleitorado paulista ainda demonstra um número significativo de indecisos.

Quatro por cento dos entrevistados não souberam escolher para a primeira vaga, enquanto 6% se mostraram indecisos sobre a segunda vaga. Além disso, 15% dos eleitores não souberam ou preferiram não escolher para a primeira vaga, e 21% para a segunda vaga.

Marina Silva e Guilherme Boulos. Foto: Divulgação

No segundo cenário, sem a participação de Haddad, Alckmin assume a liderança com 31% das intenções de voto. A pesquisa mostra um quadro mais equilibrado, com Tebet mantendo a segunda posição com 25%, seguida de Marina Silva, que alcança 21%. Márcio França, também do PSB, aparece com 20%.

Boulos mantém uma posição de destaque com 15%, enquanto Derrite e Ricardo Salles (Novo) empataram com 13%. Outros candidatos, como Paulinho da Força (Solidariedade) e Rosana Valle (PL), ficam bem atrás na pesquisa, com 9% e 6%, respectivamente.

A quantidade de votos em branco, nulos ou indecisos permanece alta, com 14% para a primeira vaga e 20% para a segunda vaga. A pesquisa foi realizada com 1.608 entrevistas distribuídas em 71 municípios do estado de São Paulo, com a participação de pessoas de 16 anos ou mais.

A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os números BR-06798/2026 e SP-04136/2026.

Eleições 2026: A nova pesquisa Datafolha para a corrida presidencial

7 de Março de 2026, 07:45
Presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro

Uma nova pesquisa do instituto Datafolha sobre a disputa pela Presidência da República será divulgada neste sábado (7). O levantamento apresenta dados sobre intenção de voto, rejeição e grau de conhecimento dos pré-candidatos na corrida eleitoral.

O estudo também inclui cenários simulados de segundo turno entre os principais nomes que já se movimentam para a eleição de 2026. A pesquisa mostra a posição dos candidatos no momento em que os entrevistados foram consultados.

No levantamento anterior, divulgado em dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecia com 51% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que registrava 36%.

Em outro cenário testado pelo instituto, Lula tinha 47% das intenções de voto em uma disputa contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que marcava 42%.

Os governadores Eduardo Leite (RS), Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Jr. (PR), e o presidente do PSD, Gilberto Kassab. Foto: Reprodução

Além desses nomes, governadores também aparecem entre os possíveis candidatos ao Palácio do Planalto. Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, Ratinho Junior, do Paraná, e Ronaldo Caiado, de Goiás, buscam a indicação do PSD.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, é pré-candidato pelo partido Novo. Outros nomes também anunciaram intenção de disputar a Presidência.

Entre eles estão o ex-ministro Aldo Rebelo, da Democracia Cristã, e Renan Santos, do partido Missão. Ambos declararam publicamente a intenção de concorrer ao cargo.

Segundo o Datafolha, pesquisas eleitorais registram a opinião dos entrevistados no período em que o levantamento é realizado. O resultado corresponde a um retrato do momento da coleta de dados.

Os dados divulgados neste sábado (7) devem atualizar o cenário da corrida presidencial e apresentar novos indicadores sobre intenção de voto e rejeição entre os possíveis candidatos ao Palácio do Planalto.

Duas manchetes contra o povo e uma sobre o filho assumindo a cadeira do pai. Por Moisés Mendes

22 de Fevereiro de 2026, 12:00
O presidente Lula

As manchetes de domingo dos três jornalões antecipam o que vem aí. São duas manchetes contra o povo e uma manchete de release de assessoria de campanha de Flávio.

Globo:
“Gasto com benefícios sociais dispara 500% e eleva pressão por revisão da política social”.

Essa é a linha de apoio da manchete: “Salto considera despesas de 2004 a 2025; Fazenda vê ineficiência, teme nó fiscal e defende unificação dos auxílios”.

Folha:
“Brasileiro trabalha menos que a média mundial”

A linha abaixo da manchete informa o seguinte: “País ocupa posições inferiores em classificações de esforço dadas a produtividade e a demografia de dezenas de nações”.

Estadão:
“Flávio Bolsonaro passa a ocupar a cadeira do pai na sede do PL para comandar a pré-campanha”.

A linha de apoio é essa: “Senador vai despachar do antigo gabinete de Jair Bolsonaro assim que voltar dos Estados Unidos, no que os aliados definem como nova fase do projeto eleitoral”.

As duas manchetes contra os trabalhadores e direitos da maioria (a da Folha contra o fim da escala 6X1) são complementadas com uma informação que pretende passar um gesto simbólico. O filho está assumindo a cadeira do pai, como nas monarquias.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo | Evaristo Sa/AFP

A manchete do Estadão sobre o filho era tão forçada e tão bolsonarista que ainda pela manhã o jornal a empurrou para baixo na tela e a transformou em chamada secundária com letrinhas miúdas.

Em destaque na capa, acima do título sobre a cadeira de Bolsonaro, o Estadão publicou uma chamada ‘séria’ sobre o programa do filho ungido:

“Privatizações, ferrovias e presídios: o que Flávio Bolsonaro já propôs em 8 áreas”

O jornalismo das corporações aderiu sem escrúpulos à candidatura bolsonarista. Enquanto aperta o cerco a Lula, a Alexandre de Moraes e ao Supremo.

O Estadão é, descaradamente, parte da campanha da extrema direita, e seus colunistas podem começar a despachar de salas ao lado do gabinete de Flávio em Brasília.

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