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Morre Robert Mueller, ex-FBI que investigou laços da campanha de Donald Trump com a Rússia

Robert S. Mueller III, o diretor do FBI que transformou a principal agência de aplicação da lei dos Estados Unidos em uma força de combate ao terrorismo após os ataques de 11 de setembro de 2001, e que mais tarde se tornou conselheiro especial encarregado de investigar os laços entre a Rússia e a campanha presidencial de Donald Trump, morreu aos 81 anos.

“Com profunda tristeza, estamos compartilhando a notícia de que Bob faleceu” na noite de sexta-feira (20), disse sua família em um comunicado. “Pedimos que a sua privacidade seja respeitada.”

No FBI, Mueller começou quase imediatamente a reformular a missão do órgão para atender às necessidades de aplicação da lei do século 21, iniciando seu mandato de 12 anos apenas uma semana antes dos ataques de 11 de setembro e servindo sob presidentes de ambos os partidos políticos. Ele foi nomeado pelo presidente republicano dos EUA, George W. Bush.

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O evento cataclísmico mudou instantaneamente a principal prioridade do FBI de resolver crimes domésticos para prevenir o terrorismo, uma mudança que impôs um padrão quase impossível a Mueller e ao restante do governo federal: prevenir 99 de cada 100 planos terroristas não era o suficiente.

Ele também foi conselheiro especial na investigação do Departamento de Justiça sobre se a campanha de Trump cooperou ilegalmente com a Rússia para influenciar o resultado da corrida presidencial de 2016.

Trump postou nas redes sociais sobre a morte de Mueller: “Robert Mueller acabou de morrer. Bom, estou feliz que ele esteja morto.”

O presidente dos EUA acrescentou: “Ele não pode mais machucar pessoas inocentes!”

O FBI não respondeu ao pedido de comentário.

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Fifa multa Federação Israelense de Futebol por ‘discriminação’

O Comitê Disciplinar da Fifa multou na quinta-feira (19) a Associação Israelense de Futebol (IFA) em 150.000 francos suíços (cerca de R$ 997.000 na cotação atual) por “violações graves e reiteradas” de suas obrigações no combate à discriminação.

A entidade israelense “deixou de adotar medidas concretas e transparentes contra comportamentos discriminatórios”, particularmente no que tange a atitudes racistas manifestadas por torcedores do Beitar Jerusalém e “tolerou mensagens politizadas e militaristas em contextos futebolísticos”, explicou a Fifa em um comunicado.

Sua decisão, detalhada ao longo de 40 páginas, enumera uma série de comportamentos racistas no futebol israelense, variando de cânticos referentes à pureza racial nas arquibancadas do Beitar a insultos dirigidos a jogadores árabes, assim como mensagens “militaristas” publicadas nas redes sociais por dirigentes de ligas profissionais e do Maccabi Netanya.

A Fifa considerou que as multas impostas pela IFA ao Beitar foram insuficientemente específicas, observando que não estavam expressamente vinculadas a incidentes racistas.

Também foi constatado que a IFA “não fez nenhuma declaração pública condenando o racismo, não lançou nenhuma campanha para combater a discriminação e não adotou medidas visando promover a inclusão de jogadores árabes ou palestinos“.

A Associação Israelense de Futebol deve pagar dois terços da multa “no prazo de 30 dias” e investir o restante “na implementação de um plano abrangente destinado a assegurar ações contra a discriminação”.

Além disso, em suas próximas três partidas internacionais disputadas em casa, Israel deve exibir uma faixa grande e altamente visível com os dizeres “O futebol une o mundo – Não à discriminação”, acrescentou a Fifa.

“Embora isso constitua um passo na direção certa, as conclusões não respondem plenamente à magnitude e à gravidade das violações observadas no pedido, que chegavam à incitação ao genocídio”, reagiu no Facebook a Federação Palestina.

Ao mesmo tempo, a Fifa decidiu “não tomar nenhuma medida” em relação aos clubes israelenses estabelecidos em assentamentos ilegais na Cisjordânia, rejeitando, assim, um pedido palestino que estava pendente há dois anos e que contava com o apoio de diversos especialistas das Nações Unidas.

A entidade máxima do futebol mundial optou por “não tomar nenhuma medida, tendo em vista que (…) o status jurídico final da Cisjordânia é uma questão não resolvida e extremamente complexa sob o direito internacional público”, anunciou em um comunicado.

“A Fifa deve continuar a promover o diálogo e oferecer mediação” entre as federações de futebol israelense e palestina, acrescentou o texto.

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Em encontro na Casa Branca, Trump e Takaichi discutem a guerra no Oriente Médio

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, procurou reafirmar a aliança com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o encontro dos dois chefes de Estado na Casa Branca, na quinta-feira (19). Mesmo com a recusa do governo japonês em ajudar Trump a liberar o Estreito de Ormuz, Takaichi disse que o Japão se opõe ao desenvolvimento do programa nuclear do Irã.

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“Mesmo contra esse pano de fundo, acredito firmemente que é apenas você, Donald, quem pode alcançar a paz em todo o mundo”, disse a primeira-ministra a Trump.

Durante a entrevista coletiva, Trump fez um comentário desagradável sobre o ataque do Japão a Pearl Harbor, em 1941. Ao ser questionado sobre por que os Estados Unidos não notificaram aliados antes dos ataques ao Irã, Trump respondeu: “Não contamos a ninguém sobre isso porque queríamos surpresa. Quem sabe mais sobre surpresa do que o Japão? Por que você não me contou sobre Pearl Harbor?“.

Trump disse aos repórteres que discutiu com Takaichi o nível de apoio do Japão à guerra contra o Irã. “Eles estão realmente se esforçando”, afirmou, sem dar detalhes.

Já Takaichi afirmou que ambos concordaram que garantir a segurança do Estreito de Ormuz era de extrema importância, mas que explicou a Trump as iniciativas que o Japão pode e não pode tomar, pela legislação do país.

Acordo nuclear

Takaichi e Trump assinaram um acordo de US$ 40 bilhões para a construção de reatores nucleares, informou a Casa Branca. A americana GE Vernova e a japonesa Hitachi devem construir reatores modulares pequenos avançados no Tennessee e no Alabama. O objetivo da iniciativa é ajudar a estabilizar os preços da eletricidade e ampliar a geração de energia nos Estados Unidos.

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Riachuelo suspende estudos sobre fazer nova oferta pública de ações

A Riachuelo decidiu suspender os estudos a respeito da realização de oferta pública subsequente de distribuição primária de ações ordinárias (follow-on) diante da recente instabilidade do cenário geopolítico e consequente volatilidade do mercado de capitais.

Segundo a companhia, em fato relevante, a suspensão da potencial oferta não traz qualquer modificação no direcionamento de longo prazo da Riachuelo, que afirma permanecer focada na execução de suas prioridades estratégicas, considerando a sua sólida estrutura financeira atual.

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Caminhoneiros: estado de greve continua, mas entidades apoiam MP do governo

Horas após a assembleia realizada em Santos (SP) decidir não iniciar uma paralisação nacional e dar prazo de sete dias ao governo federal, entidades ligadas aos caminhoneiros divulgaram notas em apoio à Medida Provisória nº 1.343/2026 e afirmaram que o estado de greve está mantido até a conclusão das negociações sobre pontos da pauta da categoria ainda pendentes.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, confirmou que receberá representantes dos caminhoneiros na semana que vem, em mais uma etapa das tratativas abertas após a publicação da medida.

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A decisão tomada na sede do Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam), em Santos, não encerrou o movimento mas transferiu para a próxima semana uma nova avaliação sobre eventual paralisação.

“Está mantido o estado de greve”, disse José Roberto Stringasci, presidente da Associação Nacional de Transporte no Brasil (ANTB). Segundo ele, a maioria dos participantes da assembleia queria parar, mas aceitou aguardar mais sete dias. “Se em sete dias o governo não resolver a situação e não der um sinal positivo para as pautas, eles vão parar”, afirmou.

Em nota divulgada à noite, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) afirmou que a paralisação nacional está, “por enquanto, suspensa” e atribuiu a decisão à publicação da MP nº 1.343/2026. O presidente da entidade, Paulo João Estausia, o Paulinho do Transporte, disse que os caminhoneiros agiram com “maturidade, responsabilidade e coerência” ao evitar a paralisação. A confederação informou ainda que continuará negociando com o governo outras pautas da categoria, que poderão ser apresentadas por meio de emendas à medida provisória.

A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) também informou, em nota, que a greve geral está suspensa até nova reunião com o governo na semana que vem. A entidade relacionou a decisão às medidas publicadas nos dias 12 e 19 de março sobre diesel, frete e fiscalização do piso mínimo. Segundo a associação, a suspensão do movimento está condicionada ao avanço das negociações e ao atendimento das reivindicações ainda pendentes.

O presidente do Sindicam, Luciano Santos de Carvalho, indicou durante a assembleia que a avaliação das lideranças foi a de manter a negociação aberta após a publicação da MP. “Para nós, o piso mínimo é dignidade e qualidade de vida para os caminhoneiros. Se subir o diesel, agora, com as regras dessa MP, o frete subirá também”, afirmou.

Publicada em edição extra do Diário Oficial da União, a MP nº 1.343/2026 torna obrigatório o registro de todas as operações de transporte pelo Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), o que permitirá à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) cruzar os valores pagos com o piso mínimo do frete rodoviário.

O texto prevê multas de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por operação para empresas que descumprirem a tabela. Em caso de reincidência, a empresa poderá ter o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) suspenso cautelarmente ou a autorização cancelada por até dois anos. O governo também publicou o Decreto nº 12.883/2026, com diretrizes para a definição do preço de referência do diesel.

Em Santa Catarina, onde caminhoneiros ligados à Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga (ANTC) haviam anunciado paralisação a partir do meio-dia de ontem, o presidente da entidade, Sérgio Pereira, informou no fim da tarde a desmobilização do movimento. Antes disso, a Justiça Federal proibiu bloqueios nas BRs 101 e 470 e nos acessos ao complexo portuário de Itajaí e Navegantes, com multa de R$ 10 mil por pessoa física e R$ 100 mil por pessoa jurídica em caso de descumprimento.

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Líderes europeus reagem à pressão de Trump por ajuda em Ormuz

Líderes europeus reagiram ao apelo do presidente Donald Trump para formar uma coalizão internacional destinada a garantir a segurança do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo e atualmente bloqueada pelo Irã. No sábado (14) Trump afirmou que pretendia reunir países como China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido para proteger a passagem.

“É lógico que aqueles que se beneficiam dessa rota ajudem a garantir que nada de ruim aconteça lá”, declarou Trump ao Financial Times. O republicano advertiu que a ausência de resposta ou uma recusa ao pedido seria “muito ruim para o futuro da Otan” e ameaçou adiar uma cúpula com o presidente chinês, Xi Jinping, caso Pequim não colabore na reabertura do estreito.

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Posição de outros países

O Reino Unido afirmou que trabalha com aliados em um plano para restabelecer a navegação, mas “não se deixará arrastar para uma guerra mais ampla”, afirmou o primeiro-ministro Keir Starmer. Segundo ele, o país busca “um plano coletivo viável” e a operação não seria conduzida pela Otan. Londres avalia, por exemplo, o uso de drones de detecção de minas já posicionados na região, o que poderia não envolver envio de navios de guerra britânicos.

Em conversa telefônica com Starmer no domingo (15) Trump reiterou a “a importância de reabrir o estreito de Ormuz”, informou Downing Street.

A Alemanha também rejeitou a ideia de uma mobilização da Aliança Atlântica. Segundo o porta-voz do governo, Stefan Kornelius, a guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã não está relacionada à Otan. “A Otan é uma aliança para a defesa do território” de seus membros e, na situação atual, “não existe mandato para mobilizar a Otan”, afirmou Kornelius, em coletiva de imprensa.

O ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, disse que o país não oferecerá “nenhuma participação militar“, embora possa “garantir, por via diplomática, a segurança do tráfego pelo Estreito de Ormuz”. “Esta guerra começou sem qualquer consulta prévia”, enfatizou.

Na Itália, o chanceler Antonio Tajani manifestou apoio ao reforço de missões navais da União Europeia no Mar Vermelho, mas considerou improvável estender essas operações ao Estreito de Ormuz. “Não creio que essas missões possam ser ampliadas para incluir o Estreito de Ormuz, especialmente porque se trata de missões de combate à pirataria e de defesa”, afirmou Tajani.

Em Bruxelas, a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, disse que o bloco discute possíveis medidas para manter a rota aberta, mas vários ministros pediram tempo antes de alterar o mandato da missão naval Aspides.

“Temos interesse em manter aberto o Estreito de Ormuz e, por isso, estamos discutindo o que podemos fazer a esse respeito do lado europeu”, disse Kallas, antes do início da reunião em Bruxelas nesta segunda-feira (16).

Outros países também se mostraram reticentes. O ministro da Defesa do Japão, Shinjiro Koizumi, afirmou ao Parlamento que o país não considera ordenar uma missão desse tipo “na atual situação do Irã”.

A primeira-ministra, Sanae Takaichi, declarou não ter recebido um pedido formal de Trump e ressaltou que o envio de forças ao exterior é politicamente sensível e juridicamente complexo em um país cuja Constituição renuncia à guerra.

“A questão é o que o Japão deve fazer por iniciativa própria e o que é possível dentro de nosso marco legal, em vez do que é solicitado pelos Estados Unidos”, disse ela ao parlamento. “Solicitamos a diversos setores de vários ministérios que discutam isso”, afirmou. (Com agências internacionais).

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Bessent minimiza possíveis impactos do conflito com Irã e diz estar ‘bem’ em relação a Ormuz

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, reiterou que o objetivo do presidente americano, Donald Trump, no conflito contra o Irã é destruir as capacidades nucleares de Teerã. Em entrevista à CNBC nesta segunda-feira (16), Bessent disse que a ação de Washington contra o país persa tem o objetivo de “frear” as ações “terroristas” iranianas ao redor do mundo.

Bessent minimizou os possíveis impactos do conflito no Oriente Médio e alegou que a mídia está querendo transformar a guerra deflagrada pelos EUA e Israel “em uma crise que não existe“.

Neste contexto, ele defendeu que as expectativas de inflação estão bem ancoradas e que quaisquer ações para lidar com os preços de petróleo dependem da duração da guerra.

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Estreito de Ormuz é peça chave

“Acreditamos que navios da China e da Índia saíram do Estreito de Ormuz, estamos observando um aumento no número de navios-tanque que atravessam a rota e acreditamos que outros devem seguir. Por enquanto, estamos bem em relação a Ormuz, estamos bem abastecidos de petróleo“, disse, ao mencionar que a maior parte do petróleo do Golfo Pérsico é destinada à Ásia.

Segundo cálculo do secretário, o déficit de petróleo situa-se entre 10 e 14 milhões de barris. Sobre o alívio dos EUA nas sanções para a Rússia, ele afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, poderia faturar ainda mais de o preço do petróleo subisse para US$ 150 o barril.

Bessent também disse que os EUA acreditam que o novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, está ferido e “com poucas funções“.

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Vídeos falsos sobre guerra no Oriente Médio se multiplicam no X apesar dos alertas

Vídeos falsos criados com inteligência artificial (IA) se multiplicam no X e mostram soldados americanos capturados pelo Irã, uma cidade israelense em ruínas ou embaixadas dos Estados Unidos em chamas, em uma onda de desinformação apesar de uma política mais rígida da plataforma para contê-la.

A guerra no Oriente Médio gerou uma avalanche de imagens criadas com IA que supera tudo o que foi visto em conflitos anteriores e frequentemente impede os usuários de distinguir o real do fictício, afirmam pesquisadores.

Na tentativa de proteger a “informação autêntica” durante conflitos, a rede de Elon Musk anunciou, na semana passada, que suspenderá por 90 dias do programa de remuneração os criadores que publicarem vídeos sobre a guerra sem avisar que foram gerados por IA.

Se continuarem publicando esse tipo de conteúdo, a suspensão será permanente, advertiu na plataforma a chefe de produto, Nikita Bier.

A nova política representa uma mudança importante para a rede social, criticada por se tornar um espaço propício à desinformação desde que Musk a comprou, em outubro de 2022, por 44 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 235 bilhões, na cotação da época).

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Mesmo assim, pesquisadores permanecem céticos.

“Os tópicos que monitoro ainda estão inundados de conteúdo sobre a guerra gerado por IA”, disse à AFP Joe Bodnar, do Instituto para o Diálogo Estratégico.

“Não parece que os criadores de conteúdo tenham sido dissuadidos de difundir imagens e vídeos enganosos sobre o conflito gerados por IA“, acrescentou.

Bodnar citou uma publicação de uma conta verificada, elegível para monetização, que compartilhou um vídeo feito com IA mostrando um suposto ataque iraniano “com capacidade nuclear” contra Israel.

– Incentivos para ‘fakes’ –

O X não respondeu uma pergunta da AFP sobre quantas contas tiveram a monetização suspensa desde o anúncio da nova política.

A rede global de verificação da AFP, do Brasil à Índia, identificou um fluxo constante de conteúdos falsos sobre a guerra no Oriente Médio gerados com IA, muitos publicados por contas pagas da plataforma.

Entre eles estão vídeos que mostram soldados americanos chorando dentro de uma embaixada bombardeada, militares capturados de joelhos ao lado de bandeiras iranianas ou uma frota de navios americanos destruída.

Esse fluxo de imagens fabricadas, misturadas a imagens reais do Oriente Médio, cresce mais rápido do que os verificadores conseguem identificá-las.

O próprio chatbot de IA do X, Grok, também agravou o problema ao responder de forma errada usuários que perguntavam se alguns conteúdos gerados por IA sobre a guerra eram reais.

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Pesquisadores também alertam que o modelo da plataforma – que permite às contas premium ganhar dinheiro com base no engajamento – ampliou os incentivos econômicos para conteúdos falsos ou sensacionalistas.

Uma conta premium que publicou um vídeo mostrando o arranha-céu Burj Khalifa, em Dubai, em chamas ignorou o pedido de Bier para identificar o conteúdo como obra de IA. O vídeo segue online e já ultrapassou dois milhões de visualizações.

‘Contramedida’

No mês passado, um relatório do Tech Transparency Project apontou que o X parecia lucrar com mais de duas dezenas de contas premium de funcionários do governo iraniano e de meios de comunicação estatais que difundiam propaganda, o que poderia violar as sanções americanas.

Posteriormente, a plataforma retirou a marca de verificação azul de algumas dessas contas, segundo o relatório.

Mesmo que a nova penalidade seja aplicada de forma rigorosa, muitos usuários que divulgam conteúdos gerados por IA não participam do programa de remuneração, observam pesquisadores.

Essas contas continuam sujeitas à verificação pelo sistema Community Notes, cuja eficácia tem sido questionada.

Um estudo do Instituto Democracia Digital para as Américas concluiu no ano passado que mais de 90% das Community Notes da plataforma nunca são publicadas.

“A política do X é uma contramedida razoável diante da desinformação viral sobre a guerra. Em princípio, reduz a estrutura de incentivos”, afirmou Alexios Mantzarlis, diretor da Security, Trust, and Safety Initiative da Cornell Tech.

Mas “é pouco provável que o X consiga garantir ao mesmo tempo alta precisão e uma grande retirada de conteúdos gerados por IA da rede por meio dessa política”, acrescentou.

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Polônia inicia investigação sobre tráfico humano ligada à rede de Jeffrey Epstein

O Gabinete Nacional do Ministério Público da Polônia informou nesta quarta-feira (11) que apura se mulheres — incluindo menores de idade — foram recrutadas na Polônia “por meio de engano quanto à verdadeira natureza de um possível trabalho no exterior”.

O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, afirmou no mês passado que autoridades estavam investigando possíveis ligações entre o falecido criminoso sexual norte-americano Jeffrey Epstein e a inteligência da Rússia, bem como quaisquer conexões que o desonrado financista pudesse ter com a Polônia.

Pouco depois, o ministro da Justiça, Waldemar Zurek, disse que o serviço secreto, promotores e a polícia estavam unindo esforços para investigar cúmplices poloneses ligados ao círculo de Jeffrey Epstein.

Promotores afirmaram suspeitar que os responsáveis “organizaram o transporte (das vítimas) para fora das fronteiras da República da Polônia e as transferiram para outras pessoas com o objetivo de exploração sexual”.

A Polônia também enviou pedidos de cooperação na investigação a dois países europeus que ainda não foram identificados.

O tráfico de pessoas é punido com até 20 anos de prisão na Polônia.

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Marinha da Tailândia diz que navio cargueiro foi atacado no Estreito de Ormuz

Um navio graneleiro tailandês que navegava pelo estratégico Estreito de Ormuz foi atacado nesta quarta-feira (11), e 20 tripulantes já foram resgatados, informou a marinha da Tailândia.

Fotos divulgadas pela Royal Thai Navy mostram uma densa fumaça preta saindo do casco e da superestrutura do navio Mayuree Naree, registrado na Tailândia, enquanto balsas salva-vidas flutuavam na água.

Segundo a marinha, a embarcação “foi atacada enquanto transitava pelo Estreito de Ormuz” após deixar o Khalifa Port, nos Emirados Árabes Unidos.

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“Os detalhes específicos e a causa do ataque estão atualmente sob investigação”, acrescentou o comunicado.

A marinha de Oman resgatou 20 marinheiros e “os esforços estão em andamento para resgatar os três tripulantes restantes”, informou.

O Irã lançou ataques contra países vizinhos exportadores de petróleo, ameaçando a navegação no Estreito de Ormuz e mergulhando a economia global de energia em uma crise.

Não ficou imediatamente claro se o incidente foi um dos três navios comerciais que o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido havia informado mais cedo, nesta quarta-feira (11) terem sido atingidos no Golfo.

Sites de rastreamento marítimo mostravam o Mayuree Naree próximo à costa de Oman, no Estreito de Ormuz, deslocando-se lentamente a pouco mais de um nó.

O cargueiro tem 178 metros de comprimento e desloca cerca de 30 mil toneladas, segundo os dados, e seguia para Kandla, na India.

A marinha tailandesa afirmou que o navio pertence à empresa de transporte tailandesa Precious Shipping.

A AFP procurou a companhia em Bangkok para comentar o caso, mas não recebeu resposta imediata.

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Petróleo, Ucrânia, Irã: o que a Rússia pode ganhar e perder com a guerra no Oriente Médio

Imersa na campanha na Ucrânia desde 2022, a Rússia pode sair ganhando com uma alta prolongada dos preços do petróleo, mas também pode perder um aliado estratégico de primeira ordem no Oriente Médio, como o Irã.

Alta do petróleo

Os preços dos hidrocarbonetos subiram, com fortes oscilações, desde que Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro.

Na segunda-feira (09), os preços do barril de WTI e o Brent do mar do Norte se aproximaram dos 120 dólares nos mercados asiáticos pela primeira vez desde que a Rússia lançou a ofensiva contra a Ucrânia em 2022, antes de baixar, nesta terça-feira (10), para uma faixa entre US$ 86 e US$ 90.

O preço do petróleo do Ural, índice de referência para o petróleo russo, aumentou 60%, alcançando 90 dólares o barril, uma boa notícia para a Rússia, importante exportador de petróleo e gás.

Cada aumento de US$ 11 o barril acima do nível estabelecido pela Rússia para seu orçamento – 59 dólares (R$ 307) – poderia gerar 28 bilhões de dólares (R$ 145,9 bilhões) suplementares até o fim do ano, reportou o jornal pró-Kremlin Izvestia.

O fechamento de fato do Estreito de Ormuz, por onde transitam 20% do petróleo mundial, e que afeta o fornecimento originado nos Estados produtores do Golfo, beneficia os suprimentos russos.

As importações indianas de petróleo russo são agora de aproximadamente 1,2 milhão de barris por dia, segundo Sumit Ritolia, da empresa de análises Kpler, muito acima da previsão de 800.000 a 850.000 barris antes do início da guerra no Oriente Médio.

No entanto, a Rússia gastou quantias colossais para financiar seu esforço de guerra na Ucrânia, ao mesmo tempo em que era afetada pela perda do mercado europeu.

Para compensar, seria necessário que os preços fossem mantidos em um nível elevado durante um período prolongado.

“A menos que os preços do petróleo se mantenham elevados por um período considerável de tempo e o rublo perca força consideravelmente, os problemas orçamentários do Kremlin vão continuar existindo”, declarou em um artigo Alexander Koliandre, pesquisador do Centro de Análise de Políticas Europeias (Cepa).

Embora a Rússia experimente um “aumento significativo” da demanda por hidrocarbonetos desde o início da guerra no Oriente Médio, segundo o Kremlin, segue encontrando problemas para vender seus produtos em outros mercados fora da Ásia.

A União Europeia, antes sua grande cliente, proibiu as importações marítimas de petróleo bruto russo em 2022.

Na segunda-feira (09), o presidente russo, Vladimir Putin, se mostrou disposto a fornecer hidrocarbonetos aos europeus se estes optarem por uma “colaboração durável e estável, longe das pressões políticas”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou com ele e apontou, sem dar detalhes, para a possibilidade de aliviar as sanções para esfriar o mercado petroleiro e evitar uma disparada duradoura dos preços. A Comissão Europeia informou, nesta terça-feira (10), que não é favorável a suspender as sanções ao petróleo russo.

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Um aliado enfraquecido?

A Rússia reforçou suas relações com o Irã desde o lançamento de sua ofensiva na Ucrânia. Os dois países intensificaram seus intercâmbios comerciais e Teerã forneceu a Moscou a valiosa tecnologia dos drones Shahed, que a Rússia agora produz maciçamente.

Em janeiro de 2025, Rússia e Irã assinaram um acordo de cooperação global segundo o qual os dois países se comprometem a lutar contra ameaças comuns.

Mas como ocorreu com seu aliado venezuelano, a Rússia não tem mais os meios para ajudar militarmente o Irã frente a Estados Unidos e Israel.

“A imagem da Rússia no Irã foi afetada, inevitavelmente”, avaliou, em declarações ao veículo Lenta, Ivan Bosharov, analista do Conselho russo de relações internacionais, segundo o qual esta impotência relativa “afeta a confiança” em relação a Moscou.

Consultado sobre isso, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, assegurou, na semana passada, que o Irã não tinha pedido ajuda militar à Rússia.

A mídia americana mencionou que a Rússia compartilha inteligência para ajudar o Irã a bombardear alvos.

“Mesmo que o regime iraniano consiga se manter, os combates vão acabar afetando os interesses russos e comprometem seus projetos na região”, assinalou Nikita Smagine, especialista do Carnegie Institute.

A Rússia planejava realizar muitos investimentos no Irã, entre eles uma usina nuclear de 25 bilhões de dólares (R$ 130 bilhões), cuja construção está prevista na região meridional de Hormozgan.

Longe da Ucrânia

A guerra no Oriente Médio diminuiu a atenção da comunidade internacional sobre a Ucrânia e ameaça criar uma escassez de recursos de defesa antiaérea para Kiev.

Antes do início dos bombardeios contra o Irã, Trump pressionou para encontrar uma saída diplomática para o conflito na Ucrânia, organizando várias rodadas de negociações infrutíferas.

Agora, “toda a atenção dos parceiros está em torno do Irã“, admitiu na segunda-feira (09) o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, ao anunciar o adiamento por prazo indeterminado de uma nova reunião.

O presidente ucraniano assegurou que “os russos estão tentando manipular a situação no Oriente Médio” a favor da sua “agressão”, e os acusou, inclusive, de querer fazer das represálias iranianas contra seus vizinhos do Golfo “uma segunda frente” de sua campanha contra a Ucrânia “e todo o Ocidente”.

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Inflação de automóveis leves usados mantém trajetória de alta

O IBV Auto, índice do banco BV que mede a variação dos preços dos automóveis leves usados em todo o país, avançou 0,55% em fevereiro, dando continuidade a uma trajetória de alta registrada em janeiro (+0,90%), melhor desempenho para o mês desde 2022. No acumulado de 12 meses até fevereiro, o indicador registra alta de 6,60%, reforçando o aquecimento do mercado de usados.

O comportamento do índice indica que o mercado não só mantém a trajetória de alta, como também demonstra maior força e resiliência, sinalizando um possível reaquecimento da atividade econômica, explica o economista-chefe do banco BV, Roberto Padovani.

“Ainda que a inflação de fevereiro seja mais branda que a observada no mês anterior, temos ainda um cenário de franca aceleração dos preços em doze meses, que chega a 6,60% e representa o maior nível desde março de 2023. Mais do que apenas pela alta da inflação do automóvel usado, chama a atenção o ritmo de aceleração, já que o registrado até dezembro foi de 5,31%.

Se outros indicadores de atividade econômica neste primeiro trimestre também confirmarem um quadro de reaquecimento da atividade econômica, isto vai requerer atenção por parte do Banco Central, que se encontra às vésperas do início de um ciclo de cortes de juros”.

O resultado registrado pelo IBV Auto no primeiro bimestre foge da sazonalidade típica do setor, que costuma ser menos movimentado, com ritmo de vendas mais comedido em comparação aos outros meses do ano.

Além disso, em uma conjuntura em que os preços dos automóveis zero quilômetro estão pressionados, é esperado que parte dos compradores migre para o mercado de usados, em um movimento que contribui para o fortalecimento dessa dinâmica.

“A maior alta de preços para fevereiro desde 2022, somada ao avanço já observado em janeiro, reforça o aquecimento do mercado de veículos usados neste início de ano, que costuma apresentar resultados mais tímidos. Mesmo em um ambiente de Selic elevada, o setor segue bastante dinâmico em 2026, com repasses consistentes de preços sustentados por uma demanda resiliente“, observa Jamil Ganan, vice-presidente de Varejo do banco BV

Destaques por região

A região Centro-Oeste se destacou ao registrar a maior variação frente ao mês anterior (0,77%), com maior contribuição dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul

No acumulado de 12 meses, a região Norte lidera a alta dos preços, com destaque para Rondônia (+7,67%), Amazonas (+7,63%) e Tocantins (+7,49%). Apesar do avanço no mês, a inflação de usados desacelerou em relação a janeiro (+0,90%). O Chevrolet Ônix apresentou a maior alta, de 2,06%, seguido por Toyota Corolla (+1,69%) e Volkswagen Gol (+0,56%). Na contramão, o Toyota Hilux SW4 pressionou o índice para baixo, com recuo de 3,30%, seguido por Volkswagen T-Cross (-0,96%) e Nissan Kicks (-0,89%).

Elétricos e Híbridos

Este ano, o IBV Auto passou a incluir veículos elétricos e híbridos da safra de 2023, sempre considerando os preços efetivos de cada venda, não os preços de anúncio.

Os modelos elétricos lançados em 2023 acumulam desvalorização de 45,1% até fevereiro de 2026, movimento influenciado também pela queda nos preços dos veículos elétricos novos, em um cenário de maior concorrência e estratégias comerciais mais agressivas das montadoras com maior participação neste mercado. No mesmo período, os híbridos de 2023 registraram desvalorização média de 26,4%, enquanto os automóveis a combustão comparáveis recuaram 21,6%.

Já os elétricos lançados em 2022, registram desvalorização de 48,4% até fevereiro de 2026, enquanto a desvalorização média dos híbridos do mesmo ano girou em torno de 21,1% até fevereiro deste ano. No mesmo período, a desvalorização média dos automóveis a combustão foi de 13,4% nos modelos equivalentes.

Os automóveis do ano-modelo 2021 registraram, inicialmente, valorização em relação ao preço de zero quilômetro, refletindo a forte inflação dos veículos novos no período pós-pandemia. Em fevereiro deste ano, a desvalorização média da cesta de híbridos estava em 18,3%, enquanto os modelos a combustão comparáveis apresentaram recuo mais moderado, de 5,8%.

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Metodologia IBV Auto

O IBV Auto é um indicador desenvolvido para medir, com precisão e base metodológica robusta, a variação de preços de automóveis leves usados no Brasil. O índice reflete as tendências de valor de mercado a partir de um volume expressivo de transações reais.

A metodologia incorpora critérios rigorosos de amostragem, ajustes por depreciação e agrupamento técnico de modelos, permitindo acompanhar mensalmente a dinâmica dos preços por região e tipo de propulsão: combustão, híbrido ou elétrico

A ponderação é realizada com base no valor total das negociações (volume * preço): quanto maior o preço e mais comercializado for um determinado modelo e ano, maior será o peso do veículo na cesta que compõe o indicador.

O índice utiliza o ano de 2019 como base histórica inicial, fixando o indicador nacional em 100, para permitir comparações ao longo do tempo até o mês mais recente de 2025. Nos índices regionais, a base é ajustada de acordo com a diferença média de preços em relação ao mercado nacional naquele ano. Isso garante que a série reflita com precisão a evolução dos preços e as diferenças regionais, oferecendo uma leitura mais apurada do mercado de usados.

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Irã acusa Israel e EUA de atingirem deliberadamente áreas civis

O Irã acusou Israel e os Estados Unidos nesta quinta-feira (05) de atingirem propositalmente áreas civis durante a guerra contra a república islâmica, iniciada há seis dias, dia 28 de fevereiro.

“Nossa população está sendo brutalmente massacrada enquanto os agressores miram intencionalmente áreas civis e qualquer local que acreditem causar o máximo possível de sofrimento e perda de vidas”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, em publicação na rede social X, (antigo Twitter).

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China deve revelar prioridades para próximos 5 anos em reunião política anual

O Congresso Nacional do Povo e seu órgão consultivo devem se reunir na quinta-feira (05) em Pequim, para apresentar a direção política e as metas econômicas da China para os próximos anos. O Congresso Nacional do Povo ratificará as novas leis aprovadas pela liderança do Partido Comunista Chinês e a votação costuma ser quase sempre unânime.

A Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, um órgão consultivo composto por membros da elite da sociedade chinesa, de empresários a atletas, também estará reunida, no encontro chamado de “Duas Sessões”.

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O Congresso Nacional do Povo é a ocasião em que o primeiro-ministro chinês anuncia a meta do Produto Interno Bruto (PIB) do país e outras metas econômicas para o ano. Este ano, observadores também aguardam detalhes sobre o 15º Plano Quinquenal, cujo rascunho foi divulgado pelo governo em outubro. Espera-se que ele se concentre no desenvolvimento tecnológico e na autossuficiência.

Espera-se também que o encontro ratifique uma nova lei que regulamenta as minorias étnicas da China. Embora a versão final ainda não tenha sido divulgada, especialistas afirmam que a versão pública mais recente se concentra na assimilação, reduzindo a autonomia dos grupos minoritários do país. Fonte: Associated Press.

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RD Saúde vende 4Bio Medicamentos para Health Ventures, do Grupo Profarma, por R$ 600 mi

A RD Saúde informou que fechou contrato com a Health Ventures, empresa do Grupo Profarma, para alienação da 4Bio Medicamentos (4Bio), uma subsidiária integral da empresa. O anúncio ocorreu nesta nesta terça-feira (03).

Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o valor da transação foi de R$ 600 milhões, incluindo a manutenção na empresa de um caixa líquido no fechamento de R$ 80 milhões, além de outros ajustes de capital de giro e de endividamento líquido usuais nesse tipo de transação.

De acordo com a empresa, o montante será pago em seis parcelas, sendo R$ 100 milhões na data da assinatura do fechamento da operação e cinco parcelas anuais de R$ 100 milhões corrigidas pelo CDI.

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Decisão favorável pelo STF

“Além disso, a RD Saúde mantém o direito ao reconhecimento de superveniência ativa estimada em R$ 120 milhões relativa ao diferencial de alíquotas do ICMS (Difal), que já possui decisão favorável no Supremo Tribunal Federal“, disse a RD Saúde.

A monetização, de acordo com o documento, ocorrerá mediante o levantamento dos depósitos judiciais, após o trânsito em julgado da decisão.

A RD Saúde informou, ainda, que a operação irá gerar um ganho de Imposto de Renda na companhia estimado em R$ 60 milhões.

Compra da 4Bio

Fundada em 2004 e com controle adquirido pela RD Saúde em 2015, a 4Bio atua na comercialização de medicamentos especiais e de alta complexidade para pacientes, profissionais da saúde, clínicas, hospitais e operadoras.

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“A RD Saúde adquiriu a 4Bio em 2015. Ao longo dos últimos 11 anos, sob a sua gestão, a 4Bio elevou sua receita anual de R$ 125 milhões para R$ 3,4 bilhões no 3T25 LTM, atingindo Ebitda IFRS-16 de R$ 85 milhões, tornando-se a líder no varejo de medicamentos especiais, com especial destaque no atendimento às operadoras de saúde“, diz a empresa.

“A 4Bio hoje não mais se insere na estratégia da RD Saúde, que vem reforçando o seu foco no varejo farmacêutico. Além disso, o mercado de medicamentos especiais passou por mudanças relevantes nos últimos anos, passando a ter dinâmica comercial e patamares de margens e de retorno mais próximos à distribuição farmacêutica do que ao varejo. Nesse contexto, a RD Saúde avalia que deixou de ser a proprietária natural do ativo.”

Segundo o comunicado, a venda da 4Bio ao Grupo Profarma reforça também a disciplina de alocação de capital da RD Saúde. “Com a alienação, a RD Saúde fortalece sua estrutura de capital, reduz despesas financeiras líquidas e incrementa a sua rentabilidade e o seu ROIC.”

A conclusão da operação está sujeita à aprovação da transação pelos acionistas da compradora, ao aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e ao cumprimento de condições precedentes.

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