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“Bala de festim”, diz defesa de Lulinha sobre acusações na farra do INSS

Lulinha, filho do presidente Lula. Foto: Alex Silva/Estadão Conteúdo

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula, afirmou que ele não tem qualquer vínculo com o esquema de desvios de aposentadorias do INSS. Segundo os advogados, ele se mudou para a Espanha antes do início das investigações e não recebeu pagamentos diretos ou indiretos relacionados ao esquema.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho disse que a quebra de sigilo bancário de Lulinha revelou movimentações financeiras “absolutamente regulares e lícitas”, com todas as transações devidamente declaradas ao Fisco.

“Se a oposição achava que tinha uma bala de prata para lançar contra o peito do governo, talvez agora ela perceba que tem diante de si uma bala de festim, porque os vazamentos são, de fato, reveladores. Revelam que o Fábio não tem nenhuma relação direta ou indireta com o INSS, não tem, nunca teve e jamais teria, que é o objeto desta investigação”, afirmou. Ele ainda apontou que “a defesa vai pedir inclusive o arquivamento dos autos”.

Em relação à movimentação financeira de Lulinha, o advogado explicou que ele recebeu dinheiro de suas empresas pela venda de participação acionária na Gamecorp, uma empresa de tecnologia. Ele também argumentou que Lulinha está voltado para “atividade privada” na Espanha e tem mantido um perfil distantes das questões relacionadas à administração pública brasileira.

A defesa esclareceu que a mudança para a Espanha foi decidida em 2023 e concretizada em 2024, antes das investigações.

O advogado Marco Aurélio de Carvalho. Foto: Divulgação

Marco Aurélio também abordou o envolvimento de Lulinha com o Careca do INSS em uma viagem a Portugal, que foi paga pelo empresário, mas afirmou que Lulinha não teve envolvimento com o negócio de fabricação de cannabis medicinal relacionado à viagem.

Segundo ele, o contrato entre Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, e Careca foi transparente e já foi devidamente tributado, afastando qualquer ligação ilícita com o empresário. O filho do presidente, de acordo com a defesa, foi acusado injustamente de ser o proprietário de um apartamento em São Paulo durante a Lava Jato, quando, na verdade, ele apenas pagava aluguel por um imóvel que não entregou.

O advogado também mencionou que o presidente Lula conversou com Lulinha sobre as investigações e incentivou-o a se defender publicamente, respeitando o princípio da presunção de inocência. Segundo o advogado, o petista foi claro ao afirmar que “ninguém pode estar acima da lei”, e o filho se comprometeu a colaborar com o STF.

Em relação a repasses financeiros entre Lulinha e o empresário Jonas Suassuna, a defesa esclareceu que os pagamentos foram de aluguel, não tendo relação com compra ou posse de bens. Segundo Marco Aurélio, o empresário paga aluguel de um apartamento que residia em São Paulo e que não foi entregue de acordo com o contrato. Ele reiterou que as movimentações financeiras, como os repasses ao empresário, estão completamente dentro da legalidade, com a documentação necessária.

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Governistas evitam desgaste com Alcolumbre após caso Lulinha e tentam preservar Messias

Por Carolina Linhares, Augusto Tenório e Fernanda Brigatti (Folhapress) – Mesmo após reveses provocados por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), senadores aliados ao governo Lula (PT) têm evitado criticar abertamente o presidente do Senado no momento que antecede votações importantes para o Palácio do Planalto, como a sabatina de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal […]
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Decisão de Dino pode criar precedente e suspender quebra de sigilo de Lulinha, diz cúpula da CPI

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Foto: Reprodução

A cúpula da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS avalia se a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que suspendeu a quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger, pode criar precedente para outros investigados. Entre os casos analisados está o de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula.

“A abrangência da decisão dá margem para dúvida. De qualquer forma, é um precedente para todos”, disse o relator da CPMI, Alfredo Gaspar (União-AL), ao g1. Parlamentares da comissão tentam entender se a suspensão determinada por Dino pode atingir também a decisão que autorizou a quebra de sigilos de Lulinha. As duas medidas foram aprovadas na mesma sessão da CPMI.

Senador Carlos Viana, presidente CPMI, e o deputado Alfredo Gaspar, relator. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Gaspar e o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), iniciaram uma análise jurídica do despacho do ministro do STF. O objetivo é avaliar se há espaço para contestar a decisão no próprio Supremo. Segundo o relator, a comissão já considera recorrer da decisão. “Está sendo feita a análise jurídica, mas haverá recurso”, prosseguiu.

Na terça (3), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já havia rejeitado um pedido da base governista para anular a quebra de sigilo de Lulinha aprovada pela CPMI em 26 de fevereiro.

A votação que autorizou a medida ocorreu em meio a um tumulto no plenário da comissão. Parlamentares governistas contestaram o resultado e afirmaram que havia mais votos contrários do que o contabilizado. Alcolumbre manteve a decisão ao argumentar que, com 31 parlamentares presentes, seriam necessários 16 votos para derrubar o requerimento, número que não foi alcançado.

A defesa de Lulinha já afirmou que vai acionar o STF para pedir a extensão da decisão que beneficiou a empresária. Segundo seus advogados, a determinação suspendeu todo o ato da CPMI, que quebrou os sigilos durante votação em “globo”.

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