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Grupo que define tática eleitoral do PT diz que Juliana deve liderar chapa no RS

Por:Sul 21
7 de Abril de 2026, 15:39

O Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do PT se reuniu nesta terça-feira (7) e divulgou uma resolução após o encontro. O documento diz que deve ser definida “uma tática eleitoral conjunta com o PDT, e demais partidos do campo democrático, sob a liderança da companheira Juliana Brizola, como expressão política dessa estratégia no Estado do Rio Grande do Sul”.

O texto também afirma que Edegar Pretto “é a liderança com maior legitimidade para essa construção”. Apesar da ambiguidade, a resolução foi interpretada como uma mensagem para que Pretto abra mão de sua candidatura, inclusive pelo próprio pré-candidato, que se manifestou a respeito do documento em suas redes sociais.

A resolução do GTE destaca a conjuntura internacional, com a ascensão do fascismo e as ameaças de intervenção estrangeira na América Latina. O texto diz que, neste contexto, a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o “eixo central” da tática política para 2026, porque teria papel estratégico nas disputas políticas no continente e em nível global.

Para buscar essa vitória eleitoral, prossegue o GTE, deve ser construído um “amplo campo democrático, liderado por uma aliança de centro-esquerda”. Assim, o grupo determina que “a tática política no Estado do Rio Grande do Sul deve estar alinhada à leitura nacional e internacional da conjuntura, com encaminhamentos coerentes e responsáveis, dando consequência a análise com ações que colaborem com essa imposição histórica. Não há nada mais importante que a reeleição do Presidente Lula”, ressalta o texto.

Diretório Estadual é soberano para decidir meu papel, diz Pretto

Edegar Pretto recebeu o documento do GTE do próprio presidente nacional do PT, Edinho Silva, conforme o pré-candidato relata em nota divulgada em suas redes sociais. O ex-presidente da Conab respondeu ao dirigente do partido que convocou o diretório estadual do PT para deliberar sobre o tema. “Quero tratar desse tema com a instância que me colocou na condição em que estou hoje. A instância partidária que definiu a tática eleitoral no Rio Grande do Sul é soberana para decidir o meu papel nas eleições deste ano”, afirmou.

Pretto também destacou que sua pré-candidatura “nunca foi um movimento pessoal” e que também não é exclusiva do PT. “Ela representa uma frente política que conhece o nosso estado e sabe qual é o melhor caminho para contribuirmos com a vitória do presidente Lula”.

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Eleição no RS: Derrotar Zucco com um programa de esquerda! (por Fortalecer o PSOL-RS)

Por:Sul 21
24 de Março de 2026, 07:57

Fortalecer o PSOL-RS (*) 

Nós, do Fortalecer o PSOL-RS, vemos com muita preocupação a atual situação de nosso Estado. Já tivemos a melhor educação do país, a melhor qualidade de vida; já fomos um dos estados com maior número de universidades, com menor número de pessoas em situação de rua; tínhamos uma indústria forte, estatais pujantes e uma agricultura diversa apoiada na pequena produção, sem veneno.

O movimento do PT Nacional de apoio a Juliana Brizola do PDT na cabeça da chapa ao Governo do Estado pode representar uma conta de soma zero.

Na nossa avaliação, na batalha para retomar um futuro promissor para o nosso Estado, não basta derrotar o projeto nefasto de Zucco. O que mais importa numa eleição, para a esquerda de verdade, é o PROGRAMA, a proposta de saída para a situação em que nosso Estado se encontra. Qual partido ou frente apresentará esta saída à sociedade, com prioridade para atendimento das demandas da maioria da população, da classe trabalhadora, um projeto de desenvolvimento sustentável para o RS.

Nesse sentido, o PDT – que ainda integra o Governo Leite, carrega o passivo negativo de um projeto de desmonte do Estado. De privatização da Ceee, Corsan, Ceitec, pedágios; de entrega da Educação Pública para Institutos e Fundações Privados, como Unibanco, Lemann, Gerdau – antítese da tradição defendida por Leonel Brizola. De política “zero” de Reforma Agrária. Um projeto ambiental que não é sustentável e vai na contramão do necessário para barrar a aceleração do calor extremo e suas consequências para nossa população, como a trágica enchente de 2024.

O Fortalecer o PSOL-RS vem a público reafirmar nosso apoio à indicação do nome de Edegar Pretto, do PT, para governador do RS, na Frente que o PSOL integra, nesse momento. Edegar sintetiza a possibilidade de liderar a aplicação de um Programa de “Fortalecimento do Estado à serviço de nosso Povo e não da elite empresarial e do agro”: Educação e Saúde públicas e de qualidade, “desprivatização” da educação e saúde com respeito e dignidade de seus trabalhadores, com as Universidades Públicas, UERGS e IFs construindo junto a SEDUC um projeto que reverta o quadro atual; restatização da Ceee, Corsan, Ceitec – investimento em pesquisa e tecnologia estatais; fortalecimento da Emater e políticas de apoio à agricultura familiar – produtora de alimentos saudáveis para maioria da população; fim dos pedágios e Tarifa Zero no transporte público, dentre outros.

Um programa que se oponha frontalmente ao defendido pela candidatura da extrema-direita (Zucco, PL-PP) e da direita (governo Leite), representantes do retrocesso civilizatório em nosso Rio Grande.

Caso se concretize essa nova aliança, o PSOL-RS deve se reunir e lançar candidatura própria ao Governo do Estado, com um programa real, para enfrentar as crises climática, econômica e social.

(*) Berna Menezes – Secretária Geral Nacional do PSOL; Mário Azeredo – Editor da Revista Linha Vermelha/PSOL; Neiva Lazzarotto – Executiva Estadual do PSOL RS; Gianfrancesco Santos dos Santos – Dirigente da Juventude do PSOL; e Matheus Vicente – Pres. PSOL Sapucaia e membro do Diretório Estadual do PSOL RS

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As opiniões emitidas nos artigos publicados no espaço de opinião expressam a posição de seu autor e não necessariamente representam o pensamento editorial do Sul21.

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Simone Tebet anuncia filiação ao PSB para concorrer ao Senado em São Paulo

Por:Sul 21
21 de Março de 2026, 14:45

A ministra do Planejamento e do Orçamento, Simone Tebet, anunciou neste sábado (21) que deixou para o MDB para ingressar o PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin. Pelo novo partido, Simone, 56, anos, deverá concorrer ao Senado por São Paulo, como já havia anunciado anteriormente.

A ministra, que deve deixar o cargo em breve para se dedicar à pré-campanha, anunciou a saída do MDB, partido pelo qual militou nas últimas três décadas, em mensagem nas redes sociais.

“Parto, mas não sem antes abraçar, carinhosamente, os companheiros que ficam. O MDB, casa que me abrigou e me permitiu servir ao Brasil por quase 30 anos, também serviu de moradia segura para os brasileiros democratas perseguidos durante a longa noite do arbítrio. Foram esses brasileiros que fizeram, para todos nós, um novo amanhecer. Brasileiros como os que refundaram o PSB, partido que agora me abraça, me acolhe e me convida a construir, juntos, o país dos nossos melhores sonhos. É a essa tarefa, nesta nova casa, que continuarei a dedicar as minhas melhores energias”, afirma a mensagem.

Por sua vez, o PSB publicou uma nota em que celebra a filiação da ministra. “Simone traz consigo uma combinação rara na vida pública brasileira: firmeza moral, experiência institucional, capacidade de dialogar com o Brasil real, coragem cívica e compromisso democrático. Advogada, professora, prefeita reeleita com 76% dos votos, vice-governadora, senadora, candidata à Presidência da República e ministra do Planejamento. Alguém que foi a primeira mulher a presidir a CCJ, a primeira a disputar a presidência do Senado em quase dois séculos de história, e que por três vezes consecutivas foi eleita a melhor parlamentar do país. Uma mulher que estudou os problemas do Brasil, enfrentou interesses poderosos e sustentou posições que exigiam coragem e independência política”, diz a nota.

O partido também confirmo que ela participará da disputa eleitoral deste ano pelo estado de São Paulo. “O melhor sinal disso é que alguém como Simone Tebet, podendo estar em muitos outros partidos, escolheu estar aqui, com a gente. São Paulo terá, com ela, uma liderança à altura do que se exige de quem pretende representar o Estado mais populoso do país. Uma mulher já testada pela vida pública e coroada pelo eleitorado. Consciente de que o Brasil precisa de menos espetáculo e mais substância, menos bravata e mais grandeza, menos cálculo miúdo e mais ambição”, afirma a nota.

Filha do ex-senador Ramez Tebet, Simone foi vice-governadora do Mato Grosso do Sul entre 2011 e 2014. Ela se elegeu senadora em 2014, para um mandato de oito anos. Em 2022, disputou à Presidência da República, ficando em terceiro lugar, atrás do presidente Lula e do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela é ministra do Planejamento desde o início do terceiro governo Lula.

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A esquerda e as eleições de 2026 (por Michel Goulart da Silva)

Por:Sul 21
14 de Março de 2026, 08:34

Michel Goulart da Silva (*) 

O tema das eleições vem ocupando parte importante dos debates políticos nacionais recentes. Embora os temas relacionados à corrupção ou à guerra tenham grande destaque, as eleições têm sido algo bastante destacado, na medida em que impacta de forma direta a vida das pessoas. Nesse contexto, a esquerda se vê em um dilema: apoiar ou não apoiar no primeiro turno a eleição de Lula.

Um aspecto a ser considerado passa pelo combate ao bolsonarismo. Embora enfraquecido, o provável candidato principal da direita deve ser um herdeiro político e biológico do antigo presidente, seu filho Flávio. Sua candidatura, para garantir o apoio de todo tipo de político fisiológicos, deve ter um perfil mais próximo ao Centrão, talvez secundarizando as pautas ideológicas do bolsonarismo, ainda que mantendo o discurso de combate à esquerda e às organizações dos trabalhadores. Nesse cenário, para a esquerda, coloca-se a tarefa de combater a extrema-direita, ainda que a direita esteja paulatinamente se voltando para setores conservadores com um perfil mais tradicional.

Outro aspecto passa pelo balanço que se faz sobre o governo Lula. Por um lado, o governo fez medida de interesses dos trabalhadores, como a questão do imposto de renda ou a recomposição do orçamento dos serviços públicos. Por outro lado, o governo seguiu nas privatizações, manteve uma relação amistosa com o imperialismo e, diante do tarifaço de Trump, teve como resposta ajudar os setores empresariais. Esses elementos colocam o governo diante de uma situação contraditória, em que não avançou em pautas necessárias para os trabalhadores, mas, ao mesmo tempo, fez algumas medidas que mitigaram sua situação de pobreza e exploração.

Um terceiro aspecto passa pela questão da unidade da esquerda. Não se faz referência aqui ao bloco entre PT, PSOL e PCdoB, que compõem o governo de união nacional com a burguesia e devem seguir em seu pacto de defesa da institucionalidade burguesa. Os três partidos de extrema-esquerda que possuem legenda – PSTU, PCB e UP – vem anunciando a possibilidade de lançar candidaturas próprias, mas, também, em especial organizações sem legenda, tem defendido a possibilidade de unificação desses setores em uma única candidatura. Uma eventual candidatura unificada desses setores poderia ser, em teoria, um polo de aglutinação, à esquerda do governo Lula, e uma possibilidade de articulação orgânica dos trabalhadores.

Portanto, para a esquerda, se colocam dois caminhos. Um primeiro, que passa pelo apoio à reeleição de Lula. Essa perspectiva se justifica principalmente por sua candidatura se constituir novamente em uma ferramenta para derrotar o bolsonarismo nas urnas e impedir o retorno de um governo centrado na destruição de direitos dos trabalhadores, como o foram Temer e Bolsonaro. Contudo, ao mesmo tempo, essa perspectiva se mostra limitada na medida em que o mandato de Lula não esteve voltado para o avanço de direitos dos trabalhadores, se limitando a um governo burguês que, no melhor dos cenários, recompôs a escassez que existia antes da destruição bolsonarista.

Um segundo caminho passa pela possibilidade de apoio a uma candidatura da extrema-esquerda. Por certo que essa candidatura defenderia um programa centrado nos interesses dos trabalhadores e poderia ser uma ferramenta no processo de organização da classe trabalhadora no sentido da transformação da sociedade. Contudo, essa candidatura não teria diálogo com amplos setores da classe, se limitando a angariar votos no setor que de antemão têm referência nesses partidos. Ademais, mesmo que se unissem diversas organizações em torno a uma candidatura, essa seria uma unidade de ocasião, sem uma perspectiva de organização estratégica, se mostrando mais como um aglomerado de brigas por picuinhas e disputas retóricas que nem mesmo a base desses grupos entende.

Portanto, a questão não pode ser respondida de forma simples, como uma mera opção de voto. O debate estratégico precede o eleitoral, colocando a necessidade de se apontar para um projeto construído coletivamente pela classe trabalhadora. O democrático-popular, dominante como estratégia na década de 1980, faliu diante da subida do PT ao governo central, em 2003. Outra perspectiva estratégica está em aberto, não tendo, até agora, conseguido superar os limites da democracia burguesa.

Os trabalhadores, por meio de suas organizações, devem construir uma alternativa que se expresse para além das eleições. O voto em uma candidatura ou outra se mostra apenas como a expressão tática da estratégia que os trabalhadores eventualmente coloquem em seu horizonte. Da forma como se faz o debate atual, com a ausência de um projeto estratégico construído de forma coletiva, defender o voto em Lula ou em uma candidatura da extrema-esquerda mostra apenas o oportunismo de setores que fingem levar a sério os interesses dos trabalhadores.

(*) Doutor em história pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e técnico-administrativo no Instituto Federal Catarinense (IFC). Autor do livro “Golpe e ditadura em Santa Catarina”

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PSB confirma apoio à pré-campanha de Edegar Pretto ao governo do RS

12 de Março de 2026, 19:16

Em reunião realizada nesta quinta-feira (12), em Porto Alegre, o PSB formalizou apoio à pré-candidatura de Edegar Pretto ao governo do Rio Grande do Sul. A confirmação ocorreu após encontro entre dirigentes do PSB e do PT, que contou também com a presença de Edegar.

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Presidente estadual do PSB, Beto Albuquerque afirmou que a decisão reforça o compromisso do partido com a democracia. “Nos somamos, em primeiro lugar, porque amamos a democracia. Este é o único caminho para lutarmos contra aquilo que faz mal para o nosso povo”, afirmou.

O ex-deputado também lembrou da aliança construída em nível nacional, que garantiu a vitória de Lula e Geraldo Alckmin na eleição presidencial de 2022.

“É uma honra contar com o PSB nessa caminhada que estamos iniciando com muita força”, agradeceu o pré-candidato Edegar Pretto.

Com a confirmação do PSB, passam a integrar a frente política PT, PSB, PSOL, PCdoB, PV e Rede Sustentabilidade.

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Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro ficam empatados em eventual segundo turno

Por:Sul 21
11 de Março de 2026, 16:46

Foi divulgada nesta quarta-feira (11) nova rodada de pesquisa Genial/Quaest com intenções de voto para as eleições presidenciais de 2026. O levantamento mostra empate numérico em um eventual segundo turno entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), ambos com 41% da preferência dos eleitores. O petista lidera os demais cenários de segundo turno e também as projeções de primeiro turno.

No levantamento anterior, realizado em fevereiro deste ano, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aparecia com 38% das intenções de voto em um segundo turno contra Lula e, portanto, teve um acréscimo de três pontos percentuais. O atual presidente, por sua vez, tinha 43% e caiu dois pontos percentuais, o que equivale à margem de erro da pesquisa.

Contra o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), Lula vence por 42% a 33%. Diante do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula tem 44% contra 34%. O atual presidente venceria também o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) por 44% a 32%; e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), por 42% a 26%.

A pesquisa testou sete cenários de primeiro turno. Lula lidera todos as projeções, com intenções de voto que variam entre 36% e 39%. Flávio Bolsonaro fica em segundo lugar em todos os cenários, pontuando entre 30% e 35%. Testado em dois cenários, Ratinho Jr. aparece com 7% em ambos. Ronaldo Caiado tem 4% também em duas projeções. Zema foi testado em quatro cenários e ficou com pontuações entre 2% e 3%. O governador gaúcho Eduardo Leite aparece com 3% nas duas projeções em que foi testado. Também foram incluídos na pesquisa os pré-candidatos Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC), que aparecem com intenções de voto que variam entre 1% e 2% em todos os cenários.

O levantamento mostrou também oscilação para cima, dentro da margem de erro, na desaprovação do Governo Lula, que passou de 49% para 51%. Já a aprovação oscilou para baixo, de 45% para 44%. O CEO da Quaest, Felipe Nunes, destaca que o saldo negativo de sete pontos percentuais é o pior resultado da gestão desde julho de 2025, antes do tarifaço promovido por Donald Trump. O cientista político destaca que cresceu o número de eleitores que declaram ter visto mais notícias negativas e também daqueles que acreditam que a economia piorou no último ano.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre os dias 6 e 9 de março. O nível de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e está registrada no TSE (BR-5809/2026).

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Cinemateca Capitólio terá sessão especial com transmissão ao vivo do Oscar 2026

Por:Sul 21
11 de Março de 2026, 16:01

No próximo domingo (15), às 21h, a Cinemateca Capitólio realiza uma sessão especial com transmissão ao vivo da cerimônia do Oscar, a principal premiação da indústria cinematográfica mundial. A entrada é gratuita e os ingressos serão distribuídos no local no mesmo dia.

A edição deste ano conta com forte presença brasileira na premiação. O filme “O Agente Secreto” recebeu quatro indicações: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (Wagner Moura) e Melhor Elenco. Além disso, o brasileiro Adolpho Veloso concorre ao prêmio de Melhor Fotografia pelo filme “Sonhos de Trem”. A retirada de ingressos (um por pessoa) ocorre a partir das 19h30 do dia 15.

No ano passado, a Cinemateca Capitólio também transmitiu a cerimônia do Oscar. O representante brasileiro “Ainda Estou Aqui” levou a estatueta de melhor filme internacional e também foi indicado nas categorias de Melhor Filme e Melhor Atriz (com Fernanda Torres).

Com informações da PMPA.

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Pesquisas eleitorais (por Althen Teixeira Filho)

Por:Sul 21
7 de Março de 2026, 08:48

Althen Teixeira Filho (*)

Um país governado por bancos, sempre terá dívidas.
A saúde governada por grandes farmacêuticas, nunca curará doenças.
Um Estado governado pela corrupção, nunca conhecerá a justiça.
Uma nação governada pela mídia financiada, nunca saberá a verdade.
(Desconheço o perspicaz autor)

Pesquisas eleitorais desenvolvidas com interesses de poder jamais serão isentas
(Reflexão do autor)

 

O mundo está, como nunca esteve, sob evidente e poderosa governança midiática que influencia, como nunca influenciou, nossas opiniões e condutas. Repetimos literalmente o que “comentaristas” noticiam, como também assumimos convictos as opiniões de outrem, mesmo as esdrúxulas, sem ao menos sabermos a verdade no seu todo. 

É uma toada encabrestada por alguns meios de comunicação, os quais sempre estabelecem e compelem como o Executivo deve executar ou como o Judiciário deve judiciar.

Enquanto isso, no Legislativo surgem os que pregam “religião” com palavras de ódio, exaltam a “fé” com mentiras, falam de “amor” pregando penas de morte, desfrutam do ócio com ótimos salários, juram “nacionalismo”, mas traem o Brasil, tudo para naufragarem sob ondas de ignorâncias, descalabros e idiotices, pagando a merecida pecha de ser um Legislativo golpista e o mais desqualificado e da história.

Tudo vale para manter o status quo e defender os interesses dos poderosos, que lhes pagam campanhas e mordomias.

Nos mais jovens, os meios digitais literalmente destroem convívios, realidade e cognições, enquanto adolescentes há muito embotados deixam de aprender e usufruir os reais benefícios da internet. Uns “patinam” nos vícios de joguinhos, vários em filminhos alienantes e inúmeros em opiniões de “influenciadores” imbecis. Mesmo estudantes universitários jogam no lixo oportunidades de aprendizagem e experiências ao se deixarem guiar pela “emburrecedora” e inadequadamente denominada “inteligência artificial” (IA). 

O irônico é o que o “combustível” que move esta máquina cibernética de alienação e desinformação vem dos devidos usuários, encharcados da dopamina que seus próprios sistemas nervosos produzem.

Perigosamente, é assim que já enfrentamos o importantíssimo processo eleitoral que se agiganta, cada vez mais soterrados e coagidos por pesquisas eleitorais que buscam influenciar (determinar) desde a intenção de votos, até quem devem ser os candidatos. 

Estas “pesquisas de intencionalidades” de voto (obviamente imprecisas) servem de tema para que vários comentaristas políticos expressem suas opiniões (obviamente imprecisas) e, disfarçadamente, justifiquem as razões (obviamente imprecisas) dos candidatos mostrarem esta ou aquela tendência (obviamente imprecisas). É um jogo de interesses, jogado de forma tão desonesta, acintosa, tendenciosa e aberta que a maioria participa sem sequer perceber que está sendo aliciado a votar nesse ou naquele larápio fantasiado de “candidato”.

Nesta toada, até as notícias de “esquerda” alardeiam enquetes que são encomendadas, financiadas, produzidas e reproduzidas por grandes conglomerados. Se por um lado são desenvolvidas para privilegiarem seus candidatos prediletos, por outro a mesma imprensa não aceita críticas ou sequer que se lancem dúvidas sobre as presumíveis veracidades dos resultados publicados.

Mas lembremo-nos do ditado: “Quem paga a banda, escolhe a música”!

Então, como atuar de forma ética e moralmente correta nesse processo já consolidado de pesquisas eleitorais? 

Para tal, sugere-se que “o nosso lado” faça seus próprios levantamentos, pensados e coordenados pelos “nossos” meios de comunicação, os quais são aqui entendidos como confiáveis e que estão bem mais próximos da vivência, dos sentimentos, das vontades e das necessidades da população em geral. Essas pesquisas expressariam de forma bem mais fidedigna os anseios da sociedade em geral, dos trabalhadores, dos cidadãos urbanos (inclusive periferias) e rurais (inclusive agricultura familiar, quilombolas, assentados e indígenas).

Por que não?

Este levantamento seria uma forma de transmitir confiança e uma visão mais ampla e fidedigna da “arena eleitoral” como um todo. Teríamos mais segurança e, psicologicamente importante, um número expressivo de pessoas descartariam um sentimento de frustração, de raiva e de tensão frente ao que surge de “pesquisas” absolutamente tendenciosas. 

Não é possível vermos tantos bandidos, criminosos, golpistas, vigaristas de “rachadinhas”, larápios, imbecis, entre muitos outros mentirosos, sempre surgindo com pontuações em pesquisas eleitorais. É importante nos contrapormos à imprensa financiada, ao sistema bancário, às “Faria Lima”, às grandes indústrias, às propagandas enganosas do agrocolonialismo, assim como aos falsos e riquíssimos “pastores”.

Mesmo frente às críticas de “esquerdismo” e “comunismo” que advirão, lembremo-nos que as atuais pesquisas escancaram o viés do “centrão”, da direita, da ultradireita e dos poderes instituídos já citados logo acima, indo alcançar, inclusive, o crime organizado.

Por incrível que pareça, não nos esqueçamos que milicianos já festejaram a eleição de deputados, senador, e até de um presidente da República que lhes admirava, enaltecia, defendia e empregava seus familiares, inclusive entregando-lhes medalhas dentro da prisão.

Fica o entendimento de que temos uma tarefa possível e importante a ser feita, sempre buscando o despertar de uma consciência coletiva, de uma ação civilizada e real, baseada no entendimento do gravíssimo momento político (mundial) que vivemos.

Mesmo com o Brasil de hoje tendo recuperado diversos valores organizacionais destruídos em passado recente, se os fanáticos voltarem a administrar nossa nação, enfrentaremos novo processo de desestruturação civilizatória, cultural, social e evolutiva. 

Será algo como ação do Talibã, o qual, por conta de sua incivilidade, sequestros, abuso de meninas, fanatismo e selvageria, matou indiscriminadamente e dinamitou patrimônios culturais no Afeganistão. Ou será algo como Trump, o qual, por conta de sua incivilidade, sequestros, “envolvimento” com meninas, fanatismo e selvageria, brinca de guerra jogando mísseis que matam crianças indiscriminadamente pelo mundo.

Existem pessoas que só sabem mentir, falsear, destruir e matar, mas jamais construir!

(*) Professor Titular do Instituto de Biologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)

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