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McDonald’s dará nome ao novo estádio do Chicago Fire nos Estados Unidos

13 de Maio de 2026, 09:30

O McDonald’s vai dar nome ao novo estádio do Chicago Fire Football Club, em sua primeira parceria de naming rights com um grande estádio profissional nos Estados Unidos. A arena, batizada de McDonald’s Park, tem inauguração prevista para 2028 e está sendo construída na região do South Loop, às margens do Rio Chicago, ao sul do centro financeiro da cidade.

O projeto é financiado pelo proprietário do clube, Joe Mansueto, fundador da empresa de pesquisa de investimentos Morningstar, e fica próximo ao distrito financeiro da cidade e à sede global da McDonald’s. O estádio substituirá o atual uso do Soldier Field pelo Chicago Fire.

Com capacidade para mais de 22 mil torcedores em jogos de futebol e até 31 mil em shows e eventos especiais, o McDonald’s Park foi concebido como um espaço multiuso e de uso contínuo, com programação ao longo de todo o ano. Além das partidas do Chicago Fire na Major League Soccer (MLS), o local deve receber shows, eventos culturais, festivais, conferências e iniciativas comunitárias.

Diferentemente de um estádio tradicional, o projeto prevê integração direta com a marca McDonald’s, incluindo a instalação de um restaurante flagship dentro da arena e experiências gastronômicas e interativas ligadas ao universo da empresa. A companhia também terá participação ativa no desenho de experiências para torcedores, com ativações de marca, elementos criativos e ações durante os jogos.

Segundo o McDonald’s, a iniciativa busca conectar esporte, alimentação, cultura e comunidade, reforçando a ideia de que o estádio será um espaço de convivência urbana e não apenas de eventos esportivos. Em comunicado, o CEO da empresa, Chris Kempczinski, afirmou que o objetivo é “construir um lugar que sirva alegria, gere impacto e seja projetado para futuras gerações”.

O acordo também reforça a aposta da companhia no crescimento do futebol nos Estados Unidos e em sua cidade de origem, em um momento em que Chicago enfrenta desafios de atratividade econômica após a saída de grandes empresas e debates sobre segurança pública.

No campo social, a parceria prevê uma forte expansão de iniciativas comunitárias. A partir de 2027, a McDonald’s será parceira principal do programa P.L.A.Y.S. (Participate, Learn, Achieve, Youth, Soccer), voltado ao ensino de futebol em escolas públicas de Chicago. O projeto deve crescer de 70 escolas para cerca de 140 escolas até a abertura do estádio e pode alcançar mais de 280 escolas no longo prazo, com foco em comunidades de baixa renda.

Pazes com Chicago

O estádio ficará em uma área de desenvolvimento urbano que inclui praças públicas e novos empreendimentos residenciais e comerciais, com o objetivo de impulsionar a economia local e criar um novo polo de atividades no South Loop. O McDonald’s não divulgou os termos financeiros detalhados do acordo.

O jornal americano Wall Street Journal destacou que o contrato, válido até 2040, marca uma reaproximação da McDonald’s com sua cidade de origem após um período de tensões.

Nos últimos anos, a empresa expressou preocupações com os rumos de Chicago. Em 2022, o CEO Chris Kempczinski criticou a falta de liderança no enfrentamento da criminalidade na cidade. “Há uma percepção geral de que nossa cidade está em crise”, afirmou em discurso no Economic Club of Chicago.

No ano passado, a companhia também se opôs a uma proposta de imposto empresarial apoiada pelo prefeito Brandon Johnson. Em um artigo publicado no Chicago Tribune, um executivo sênior afirmou que, embora Illinois faça parte da história da empresa desde o início, “no fim das contas, as corporações têm escolha sobre onde se estabelecer”.

O texto alimentou especulações no setor de que a McDonald’s poderia deixar Chicago, como já fizeram outras empresas. O conselho da cidade acabou rejeitando a proposta de imposto.

A McDonald’s tem suas origens em um restaurante fundado em San Bernardino, na Califórnia, e cresceu globalmente sob a liderança de Ray Kroc, que abriu uma unidade em um subúrbio de Chicago em 1955. A empresa foi sediada na cidade entre 1955 e 1971, quando se mudou para um subúrbio, e retornou ao centro de Chicago em 2018.

Segundo a reportagem do WSJ, os acordos de naming rights em estádios da MLS variam de dezenas de milhões a mais de US$ 100 milhões.

O Chicago Fire iniciou a busca por um parceiro de naming rights há cerca de seis meses, avaliando centenas de potenciais patrocinadores. O McDonald’s apareceu no topo da lista por sua presença local e valores compartilhados, segundo o presidente de operações comerciais do clube, Dave Baldwin.

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Azzas 2154: Jatahy vai à Justiça em nova disputa contra Birman

12 de Maio de 2026, 13:08

A Azzas 2154 informou nesta terça-feira (12) que foi surpreendida por um pedido judicial apresentado por Roberto Jatahy, acionista da companhia e responsável pela unidade de moda feminina do grupo.

Segundo a empresa, a ação diz respeito à gestão da unidade de moda masculina da companhia – área comandada pelo CEO Alexandre Birman.

A companhia não deu detalhes sobre o conteúdo do pedido judicial, mas afirmou que não espera impactos sobre a operação da companhia e que buscará acesso às informações da ação para avaliar as medidas cabíveis.

Segundo o jornal O Globo, Jatahy tenta barrar uma reorganização interna que tiraria a Reserva da estrutura sob sua influência dentro da Azzas.

Trata-se de um novo capítulo na relação conturbada entre Birman e Jatahy, que convivem com disputas internas sobre o poder na companhia.

A Azzas 2154 foi criada em 2024, a partir da fusão entre a Arezzo&Co, de Birman, e o Grupo Soma, de Jatahy, formando uma das maiores holdings de moda do país.

No ano passado, poucos meses após a conclusão da fusão, a companhia precisou lidar com especulações sobre um possível “divórcio” societário entre seus principais acionistas.

Em junho de 2025, os dois chegaram a um acordo e a empresa reestruturou sua governança.

JHSF compra terminal de aviação executiva em Miami e reforça expansão internacional

27 de Abril de 2026, 14:24

A JHSF anunciou, nesta segunda-feira (27), a aquisição do FBO (Fixed Base Operator) Embassair, um ativo de infraestrutura voltado ao atendimento de clientes de aviação executiva localizado no Opa-Locka Executive Airport, em Miami, nos Estados Unidos.

A operação, cujo valor não foi divulgado, foi realizada por meio do JHSF Capital FBOs Fund LP, fundo internacional recém-constituído e gerido pela JHSF Capital, que tem a própria companhia como investidora majoritária.

30 minutos de Miami

O terminal já está em operação e oferece uma plataforma integrada de serviços ininterruptos, com funcionamento 24 horas, incluindo abastecimento de combustíveis, serviços aeronáuticos e atendimento a passageiros, além de infraestrutura de hangares com potencial de expansão futura.

Localizado a cerca de 30 minutos do centro de Miami, o aeroporto foi escolhido por sua relevância no mercado de aviação executiva e por sua conexão com rotas internacionais frequentes a partir do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo, o que pode gerar sinergias operacionais para a companhia.

Há ainda a previsão de implementação de controle migratório no próprio terminal, por meio do U.S. Customs and Border Protection (CBP), órgão responsável pela imigração e alfândega nos Estados Unidos, o que deve elevar o nível de conveniência para voos internacionais ao permitir que passageiros realizem todo o processo no próprio local.

A aquisição está alinhada à estratégia da JHSF de ampliar sua presença internacional e fortalecer sua atuação em ativos de alto padrão com geração de receita recorrente. Nesse contexto, a operação em Miami representa mais um passo no processo de internacionalização da companhia.

Fasano no exterior

No começo deste mês, a JHSF anunciou no começo deste mês um acordo para adquirir 100% da Baluma, dona do complexo Enjoy Punta del Este, no Uruguai. O plano é transformar o ativo em um projeto multiuso de alto padrão, com shopping, hotel Fasano, cassino e unidades residenciais, aprofundando a presença do grupo no país, onde já atua há mais de 15 anos. A transação ainda depende de aprovações regulatórias e antitruste.

O movimento faz parte de uma estratégia mais ampla de crescimento da marca Fasano no exterior. Atualmente, a companhia tem dois hotéis fora do Brasil — em Punta del Este e Nova York — e outros projetos em desenvolvimento em destinos como Londres, Miami, Portugal, Itália (Sardenha) e novamente no Uruguai. Em fevereiro, a empresa também anunciou a compra de um edifício histórico em Milão para conversão em hotel.

Com um portfólio que inclui ainda shoppings, aeroporto executivo e empreendimentos residenciais e de lazer, a JHSF vem ampliando sua diversificação de receitas. No quarto trimestre de 2025, a área de Hospitalidade e Gastronomia respondeu por 17,8% do resultado operacional recorrente, enquanto shoppings lideraram com 40,1%, seguidos pelo aeroporto (21,4%) e pelos segmentos de residências e clubes (20,7%).

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A Gol passa por uma transformação profunda após sua recuperação judicial. Agora sob o controle da holding Abra, a companhia abandonou o modelo focado estrit...

JHSF compra terminal de aviação executiva em Miami e reforça expansão internacional

27 de Abril de 2026, 14:24

A JHSF anunciou, nesta segunda-feira (27), a aquisição do FBO (Fixed Base Operator) Embassair, um ativo de infraestrutura voltado ao atendimento de clientes de aviação executiva localizado no Opa-Locka Executive Airport, em Miami, nos Estados Unidos.

A operação, cujo valor não foi divulgado, foi realizada por meio do JHSF Capital FBOs Fund LP, fundo internacional recém-constituído e gerido pela JHSF Capital, que tem a própria companhia como investidora majoritária.

30 minutos de Miami

O terminal já está em operação e oferece uma plataforma integrada de serviços ininterruptos, com funcionamento 24 horas, incluindo abastecimento de combustíveis, serviços aeronáuticos e atendimento a passageiros, além de infraestrutura de hangares com potencial de expansão futura.

Localizado a cerca de 30 minutos do centro de Miami, o aeroporto foi escolhido por sua relevância no mercado de aviação executiva e por sua conexão com rotas internacionais frequentes a partir do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo, o que pode gerar sinergias operacionais para a companhia.

Há ainda a previsão de implementação de controle migratório no próprio terminal, por meio do U.S. Customs and Border Protection (CBP), órgão responsável pela imigração e alfândega nos Estados Unidos, o que deve elevar o nível de conveniência para voos internacionais ao permitir que passageiros realizem todo o processo no próprio local.

A aquisição está alinhada à estratégia da JHSF de ampliar sua presença internacional e fortalecer sua atuação em ativos de alto padrão com geração de receita recorrente. Nesse contexto, a operação em Miami representa mais um passo no processo de internacionalização da companhia.

Fasano no exterior

No começo deste mês, a JHSF anunciou no começo deste mês um acordo para adquirir 100% da Baluma, dona do complexo Enjoy Punta del Este, no Uruguai. O plano é transformar o ativo em um projeto multiuso de alto padrão, com shopping, hotel Fasano, cassino e unidades residenciais, aprofundando a presença do grupo no país, onde já atua há mais de 15 anos. A transação ainda depende de aprovações regulatórias e antitruste.

O movimento faz parte de uma estratégia mais ampla de crescimento da marca Fasano no exterior. Atualmente, a companhia tem dois hotéis fora do Brasil — em Punta del Este e Nova York — e outros projetos em desenvolvimento em destinos como Londres, Miami, Portugal, Itália (Sardenha) e novamente no Uruguai. Em fevereiro, a empresa também anunciou a compra de um edifício histórico em Milão para conversão em hotel.

Com um portfólio que inclui ainda shoppings, aeroporto executivo e empreendimentos residenciais e de lazer, a JHSF vem ampliando sua diversificação de receitas. No quarto trimestre de 2025, a área de Hospitalidade e Gastronomia respondeu por 17,8% do resultado operacional recorrente, enquanto shoppings lideraram com 40,1%, seguidos pelo aeroporto (21,4%) e pelos segmentos de residências e clubes (20,7%).

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A Gol passa por uma transformação profunda após sua recuperação judicial. Agora sob o controle da holding Abra, a companhia abandonou o modelo focado estrit...

Sócia da Raízen, Shell paga US$ 16,4 bilhões por petroleira canadense

27 de Abril de 2026, 12:24

A Shell, sócia da Cosan na Raízen, anunciou nesta segunda-feira (27) a compra da canadense ARC Resources num negócio avaliado em US$ 16,4 bilhões, incluindo a assunção de US$ 2,8 bilhões em dívida líquida. 

É a maior aquisição da petroleira britânica desde 2016, quando comprou a BG Group, e marca uma virada estratégica do grupo em direção ao Canadá, num momento em que a guerra entre Estados Unidos e Irã encareceu os ativos do Oriente Médio.

Pelos termos do acordo, os acionistas da ARC, sediada em Calgary, receberão CAD 32,80 por ação, sendo 75% em ações da Shell e 25% em dinheiro. O preço representa prêmio de 27% sobre o fechamento da ARC na bolsa de Toronto na sexta-feira (24) anterior à divulgação. O valor patrimonial da ARC ficou em US$ 13,6 bilhões.

A operação adiciona ao portfólio da Shell cerca de 370 mil barris de óleo equivalente por dia, dois bilhões de barris em reservas provadas e prováveis e 1,5 milhão de acres na bacia de Montney, formação de xisto que ocupa parte da Columbia Britânica e de Alberta.

Combinada aos 440 mil acres que a Shell já operava na região, a aquisição transforma a empresa em um dos maiores produtores de gás natural e líquidos da Montney. “Isto estabelece o Canadá como um heartland para a Shell”, disse o presidente-executivo Wael Sawan em comunicado, em referência aos núcleos operacionais estratégicos da empresa.

A produção total da Shell deve passar de uma taxa de crescimento anual de 1% para 4% até 2030 com a incorporação dos ativos.

Virada de chave

A movimentação representa uma virada da própria Shell em relação ao Canadá. Em 2017, a empresa havia se desfeito de boa parte de sua posição no país, vendendo ativos nas areias betuminosas de Alberta. 

Agora, faz o caminho inverso, sob a justificativa de que os recursos da Montney são “de baixa intensidade de carbono”, o que ajuda a empresa a reconciliar o crescimento da produção com seus compromissos de transição energética.

A integração com o LNG Canada, projeto de gás natural liquefeito da Columbia Britânica do qual a Shell é principal acionista, é peça central do racional do negócio. Os contratos da ARC já vinculam parte de sua produção de gás aos preços internacionais de LNG, o que cria sinergia direta com a infraestrutura existente da Shell. 

A empresa estima sinergias anuais de US$ 250 milhões em até um ano após o fechamento, previsto para o segundo semestre de 2026.

Analistas avaliam que a aquisição pode ser apenas o primeiro movimento de uma onda de M&A no setor de petróleo e gás. Os preços altos sustentados pela guerra elevaram o valor dos ativos e criaram janela para que companhias menores aceitem ser vendidas por valuations que antes pareciam inatingíveis.

“Acho que está na mesa para este ano”, disse Tim Rezvan, analista do KeyBanc Capital Markets, em entrevista à Barron’s na semana passada. Segundo ele, o que define o preço dos negócios é a curva de futuros de petróleo nos próximos meses, e essa curva subiu o suficiente para destravar o apetite vendedor.

No Brasil, outra conta

A operação contrasta com o cenário enfrentado pela Shell no Brasil, onde a empresa é sócia da Cosan na Raízen, maior produtora de biocombustíveis do país e que negocia neste momento a reestruturação de R$ 65 bilhões em dívidas. 

No fim de semana, a companhia apresentou aos credores uma contraproposta para captar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5 bilhões em capital novo, em cima dos R$ 4 bilhões já comprometidos por Shell e pelo bilionário Rubens Ometto, controlador da Cosan.

Os credores pediam aporte de R$ 8 bilhões dos atuais sócios para fechar o acordo.

Sócia da Raízen, Shell paga US$ 16,4 bilhões por petroleira canadense

27 de Abril de 2026, 12:24

A Shell, sócia da Cosan na Raízen, anunciou nesta segunda-feira (27) a compra da canadense ARC Resources num negócio avaliado em US$ 16,4 bilhões, incluindo a assunção de US$ 2,8 bilhões em dívida líquida. 

É a maior aquisição da petroleira britânica desde 2016, quando comprou a BG Group, e marca uma virada estratégica do grupo em direção ao Canadá, num momento em que a guerra entre Estados Unidos e Irã encareceu os ativos do Oriente Médio.

Pelos termos do acordo, os acionistas da ARC, sediada em Calgary, receberão CAD 32,80 por ação, sendo 75% em ações da Shell e 25% em dinheiro. O preço representa prêmio de 27% sobre o fechamento da ARC na bolsa de Toronto na sexta-feira (24) anterior à divulgação. O valor patrimonial da ARC ficou em US$ 13,6 bilhões.

A operação adiciona ao portfólio da Shell cerca de 370 mil barris de óleo equivalente por dia, dois bilhões de barris em reservas provadas e prováveis e 1,5 milhão de acres na bacia de Montney, formação de xisto que ocupa parte da Columbia Britânica e de Alberta.

Combinada aos 440 mil acres que a Shell já operava na região, a aquisição transforma a empresa em um dos maiores produtores de gás natural e líquidos da Montney. “Isto estabelece o Canadá como um heartland para a Shell”, disse o presidente-executivo Wael Sawan em comunicado, em referência aos núcleos operacionais estratégicos da empresa.

A produção total da Shell deve passar de uma taxa de crescimento anual de 1% para 4% até 2030 com a incorporação dos ativos.

Virada de chave

A movimentação representa uma virada da própria Shell em relação ao Canadá. Em 2017, a empresa havia se desfeito de boa parte de sua posição no país, vendendo ativos nas areias betuminosas de Alberta. 

Agora, faz o caminho inverso, sob a justificativa de que os recursos da Montney são “de baixa intensidade de carbono”, o que ajuda a empresa a reconciliar o crescimento da produção com seus compromissos de transição energética.

A integração com o LNG Canada, projeto de gás natural liquefeito da Columbia Britânica do qual a Shell é principal acionista, é peça central do racional do negócio. Os contratos da ARC já vinculam parte de sua produção de gás aos preços internacionais de LNG, o que cria sinergia direta com a infraestrutura existente da Shell. 

A empresa estima sinergias anuais de US$ 250 milhões em até um ano após o fechamento, previsto para o segundo semestre de 2026.

Analistas avaliam que a aquisição pode ser apenas o primeiro movimento de uma onda de M&A no setor de petróleo e gás. Os preços altos sustentados pela guerra elevaram o valor dos ativos e criaram janela para que companhias menores aceitem ser vendidas por valuations que antes pareciam inatingíveis.

“Acho que está na mesa para este ano”, disse Tim Rezvan, analista do KeyBanc Capital Markets, em entrevista à Barron’s na semana passada. Segundo ele, o que define o preço dos negócios é a curva de futuros de petróleo nos próximos meses, e essa curva subiu o suficiente para destravar o apetite vendedor.

No Brasil, outra conta

A operação contrasta com o cenário enfrentado pela Shell no Brasil, onde a empresa é sócia da Cosan na Raízen, maior produtora de biocombustíveis do país e que negocia neste momento a reestruturação de R$ 65 bilhões em dívidas. 

No fim de semana, a companhia apresentou aos credores uma contraproposta para captar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5 bilhões em capital novo, em cima dos R$ 4 bilhões já comprometidos por Shell e pelo bilionário Rubens Ometto, controlador da Cosan.

Os credores pediam aporte de R$ 8 bilhões dos atuais sócios para fechar o acordo.

Na Oncoclínicas, sócio da Latache deixa diretoria e indicado da Mak assume comando do conselho

26 de Abril de 2026, 20:01

A Oncoclínicas anunciou na noite deste domingo (26) a renúncia de Marcel Cecchi Vieira aos cargos de vice-presidente executivo, diretor financeiro e diretor de relações com investidores. 

Cecchi é sócio da gestora Latache, maior acionista da rede de tratamento oncológico, e ocupava as funções havia pouco mais de um mês.

Em paralelo, o conselho de administração nomeou Marcos Grodetzky como novo presidente do colegiado, num movimento que altera a correlação de forças dentro da companhia a quatro dias de uma assembleia decisiva.

A movimentação ocorre em meio à crise financeira que levou a Oncoclínicas a admitir, no balanço anual divulgado em 9 de abril, “incerteza relevante” sobre sua continuidade operacional. 

A empresa fechou 2025 com prejuízo de R$ 3,6 bilhões, 80% acima das perdas de 2024, e tenta há semanas obter waivers de cinco emissões de debêntures para evitar o vencimento antecipado de uma dívida de mais de R$ 4 bilhões.

Carlos Gil Moreira Ferreira, atual presidente e diretor médico da companhia, acumulará o cargo de vice-presidente executivo até a assembleia de 30 de abril. Isaac Quintino, diretor financeiro não estatutário, assume interinamente as funções de Cecchi.

Cecchi assumiu o comando financeiro em meados de março, em meio à renúncia surpresa de Camille Loyo Faria, ex-Americanas e ex-Oi, que durou pouco mais de um mês no cargo. 

Faria deixou o posto 48 horas depois da divulgação de um acordo não vinculante com Porto Seguro e Fleury para a venda parcial da Oncoclínicas. A operação acabou sendo abandonada por Porto e Fleury em 14 de abril, deixando a empresa em busca de uma nova alternativa para destravar sua dívida.

Marcos Grodetzky, ex-CFO da Cielo, é conselheiro independente da Oncoclínicas desde janeiro, quando foi indicado pelo Goldman Sachs, que já foi o principal acionista individual da companhia. Ele ganhou destaque nas últimas semanas ao votar contra o acordo com Porto e Fleury, ao lado do também independente Raul Rosenthal Ladeira de Matos.

A virada faz de Grodetzky figura alinhada à agenda da Mak Capital, hedge fund americano que detém 6,3% da empresa e que vem pressionando por uma reestruturação completa da governança. 

A gestora indicou Grodetzky e Rosenthal como dois dos quatro nomes que pretende eleger ao novo conselho na quinta-feira, ao lado de Mateus Bandeira, ex-CEO da Oi, e Ademar Vidal Neto.

A Mak, com US$ 1,7 bilhão sob gestão, ofereceu até R$ 500 milhões em capital novo desde março, mas condiciona o aporte à destituição do conselho atual

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Raízen aumenta oferta a credores, mas exige manutenção de Ometto no comando do conselho

26 de Abril de 2026, 13:42

A Raízen, empresa fundada por Rubens Ometto e controlada por Shell e Cosan, apresentou uma contraproposta a seus credores para avançar com seu plano de recuperação extrajudicial de R$ 65 bilhões. A oferta prevê mais recursos para um aumento de capital da empresa de açúcar e etanol. 

A companhia, que tem até o início de junho para ter aval da maioria dos detentores de sua dívida, não abre mão de manter Ometto na presidência do conselho de administração.

Na proposta apresentada na noite de sábado (25), a Raízen disse aos credores que está em conversas para captar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5 bilhões em capital novo, segundo fontes ouvidas pela Bloomberg

Embora o detalhe seja bem-vindo aos detentores de dívida, que haviam proposto que os atuais acionistas injetassem R$ 8 bilhões, a companhia rejeitou outras mudanças pedidas pelos credores, incluindo a perda do controle do conselho de administração.

O capital incluído na nova proposta da Raízen seria adicional aos R$ 4 bilhões que a Shell e o bilionário Rubens Ometto já se comprometeram a aportar na empresa de bioenergia, segundo as fontes, que pediram para não ser identificadas por se tratar de discussão privada. 

Não ficou claro de onde viria o dinheiro novo. A Cosan, conglomerado fundado por Ometto e que divide o controle da Raízen com a Shell, não está injetando recursos na empresa de combustíveis. 

O BTG Pactual e a gestora Perfin, que hoje são sócios de Ometto na Cosan, não querem se envolver.

A Raízen está resistindo a exigências dos credores de que os acionistas abram mão da maioria das cadeiras no conselho, ou de que executivos sejam responsabilizados por eventuais passivos que possam se materializar no futuro, segundo as fontes. 

Comitê de credores

A Raízen teria, no entanto, aceitado o pedido de criar um comitê de credores para acompanhar mais de perto a governança, segundo uma das pessoas.

Ometto ainda quer permanecer como presidente do conselho da Raízen, embora a empresa esteja ciente de que esse será um ponto de tensão com os detentores de dívida, segundo as fontes. 

Bancos credores e bondholders já haviam pedido, em propostas anteriores noticiadas pela Bloomberg, a saída do empresário do comando do colegiado. Raízen, Cosan e Ometto não quiseram comentar. A Shell não respondeu a pedido de comentário fora do horário comercial.

A companhia reiterou sua proposta de oferecer aos credores fatia de 70% num eventual debt-to-equity swap, mecanismo de troca de dívida por ações. A nova oferta, no entanto, não incorpora a sugestão dos bancos credores de que 30% dos recursos da venda dos ativos argentinos sejam destinados ao abatimento da dívida.

A Raízen vem negociando com os credores um acordo que evite a necessidade de pedir recuperação judicial, depois de protocolar pedido de recuperação extrajudicial em março. As partes correm contra um prazo legal: têm até 6 de junho para chegar a um acordo extrajudicial com adesão suficiente de bondholders e credores bancários.

Outrora a maior produtora de biocombustíveis do Brasil, a Raízen foi atingida pelos juros altos, por uma rodada pesada de investimentos que ainda não gerou retorno e por desafios operacionais nas divisões de açúcar e etanol, o que resultou numa sequência de balanços abaixo do esperado. 

Os tropeços corroeram o caixa e fizeram a dívida disparar. À medida que as conversas entre os acionistas para um socorro se arrastavam, os bonds da empresa despencaram para território de “distressed“. 

Quando a Raízen contratou assessores para reorganizar a estrutura de capital, as agências de rating tiraram a companhia do grau de investimento e a jogaram bem para dentro do território especulativo, aprofundando a queda dos papéis.

©2026 Bloomberg L.P.

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Petrobras e IG4 fecham acordo de acionistas na Braskem e preparam nova gestão

23 de Abril de 2026, 20:22

A Petrobras assinou nesta quinta-feira (23) um novo acordo de acionistas da Braskem com o Shine I FIP, fundo da IG4 Capital, formalizando a transição de controle da maior petroquímica da América Latina após anos de incerteza.

No mesmo ato, a estatal notificou a Novonor — ex-Odebrecht, em recuperação judicial — de que não exercerá os direitos de preferência e de tag along previstos no acordo anterior, liberando o caminho para a transferência das ações.

O novo pacto estabelece controle compartilhado entre Petrobras e o FIP. O acordo prevê consenso obrigatório em todas as deliberações do conselho de administração e da assembleia geral, além de direito igual de indicação de membros para o conselho e a diretoria estatutária pelas duas partes.

A Petrobras mantém sua participação de 36,1% no capital total da Braskem, equivalente a 47% do capital votante.

Do outro lado, o FIP Shine passará a deter 50,11% das ações ordinárias e 13,69% das ações preferenciais, representando cerca de 34,32% do capital total.

Em paralelo, as duas partes apresentarão proposta de um novo estatuto social para a Braskem.

Nova gestão já tem nomes

O plano é que um novo conselho e uma nova diretoria sejam eleitos já na assembleia de acionistas do dia 29 de abril. A tendência é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora, enquanto as diretorias de operação e comercial venham de indicações da Petrobras.

A presidência do conselho deverá ser indicada pela estatal — um dos nomes ventilados é o da atual CEO Magda Chambriard.

Helcio Tokeshi, futuro CEO da Braskem
Helcio Tokeshi, futuro CEO da Braskem (Ilustração: Daniela Arbex)

O novo CEO será Helcio Tokeshi, sócio da IG4, economista de formação e ex-secretário da Fazenda de São Paulo entre 2016 e 2018, com passagem pelo Banco Mundial. Mais recentemente, comandou a CLI, braço de logística portuária da gestora.

A diretoria financeira deverá ficar com Carlos Brandão, que liderou a Iguá Saneamento e foi CFO da Oi durante uma das maiores recuperações judiciais da história corporativa brasileira.

O tamanho do desafio

A nova gestão herda uma empresa sob forte pressão financeira. A dívida líquida da Braskem encerrou 2025 em US$ 7,5 bilhões, e o endividamento bruto corporativo soma US$ 9,4 bilhões.

Diante das dificuldades em honrar compromissos nos próximos meses, a tendência é que a empresa busque um acordo de suspensão de pagamentos (standstill) com a maioria dos credores, abrindo caminho para uma recuperação extrajudicial nos moldes da Raízen. Uma recuperação judicial ainda não está totalmente descartada.

A previsão é que a nova diretoria tome posse no fim de abril e já apresente um plano de reestruturação. Segundo fonte próxima à companhia, a mensagem aos credores é direta: “Nenhum credor vai levar a Braskem. Nem aqui no Brasil e nem no México.”

O contexto da operação

O contrato de compra judicial das ações foi firmado em 20 de abril entre o FIP Shine e a NSP Investimentos, subsidiária da Novonor. Todas as aprovações regulatórias necessárias já foram obtidas — antitruste do Brasil, México, Estados Unidos, União Europeia e o aval sob o Foreign Subsidies Regulation (FSR) da Comissão Europeia, concluído também em 20 de abril.

Restam pendentes as autorizações judiciais no âmbito da recuperação judicial da Novonor.

A IG4 também se comprometeu a lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) para comprar até a totalidade das ações ordinárias e preferenciais em circulação da Braskem.

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Meta, Nike e Microsoft cortam milhares de vagas e mostram impacto da IA no mercado de trabalho

23 de Abril de 2026, 19:30

A corrida da inteligência artificial já começa a aparecer com mais força nas decisões de emprego de gigantes globais. Em movimentos anunciados nesta quinta-feira, 23, Nike, Meta e Microsoft detalharam mudanças em suas estruturas de pessoal enquanto aceleram automação, reorganização interna e investimentos bilionários em IA.

Os casos não são idênticos, mas apontam na mesma direção: a tecnologia deixou de ser apenas uma frente de crescimento e passou também a redesenhar estruturas de custo, operações e equipes.

Entre os números já confirmados, Nike e Meta somam 9,4 mil vagas afetadas.

A Nike anunciou o corte de 1.400 postos, menos de 2% de sua força de trabalho total, com impacto concentrado em funções de tecnologia dentro da equipe global de operações. Em mensagem aos funcionários, a empresa disse que está enxugando a estrutura e ampliando o uso de automação para ganhar velocidade, simplicidade e precisão.

A Meta, por sua vez, informou que vai cortar 10% da força de trabalho, o equivalente a cerca de 8 mil pessoas. Os desligamentos começam em 20 de maio, e a empresa também desistiu de contratar para 6 mil vagas abertas.

A justificativa é a busca por mais eficiência enquanto a companhia intensifica sua aposta em inteligência artificial, área em que tenta ganhar terreno diante de OpenAI, Google e Anthropic.

No caso da Microsoft, o movimento foi diferente, mas aponta para a mesma pressão. A empresa criou um programa de desligamento voluntário nos Estados Unidos para cerca de 7% de sua força de trabalho no país — o equivalente a quase 8,75 mil pessoas elegíveis, considerando a base de 125 mil funcionários nos EUA em junho de 2025.

Efeito IA

Não se trata, portanto, de um corte confirmado nessa magnitude, mas de uma iniciativa para reduzir despesas em paralelo à expansão acelerada dos investimentos em infraestrutura de IA.

A mensagem comum é que a inteligência artificial está alterando a equação financeira e operacional das companhias, inclusive fora do setor puro de tecnologia.

homem teclando em um notebook, com uma projeção virtual do chat gpt
Na Microsoft, o investimento em IA tem crescido; a empresa é uma das investidoras do ChatGPT Imagem: Bussarin Rinchumrus / iStock

Na Meta e na Microsoft, isso aparece de forma mais direta: as empresas tentam abrir espaço para bancar a conta cada vez maior de data centers, chips, nuvem e desenvolvimento de modelos.

Na Nike, o discurso é menos centrado em IA generativa, mas a lógica é parecida: mais automação, menos complexidade e estrutura mais enxuta.

Essa pressão já aparece também na escala dos investimentos. No mesmo dia em que anunciou o programa de desligamento voluntário, a Microsoft informou que vai investir US$ 18 bilhões em nuvem e infraestrutura de IA na Austrália. A empresa já havia anunciado um pacote de US$ 10 bilhões ao longo de quatro anos no Japão.

Na Meta, o foco de Mark Zuckerberg segue sendo reforçar a posição da companhia em inteligência artificial, inclusive com novas ferramentas internas e reforço no desenvolvimento de modelos.

Se antes a promessa da IA estava concentrada no potencial de criar produtos e abrir novas receitas, o que Nike, Meta e Microsoft mostram é que ela também já está servindo para justificar enxugamento, automação e reconfiguração do trabalho.

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Polymarket busca novo aporte e pode valer US$ 15 bilhões

20 de Abril de 2026, 15:24

A Polymarket está buscando um novo aporte de US$ 400 milhões, segundo pessoas familiarizadas com as negociações, após ter captado US$ 600 milhões com avaliação de US$ 15 bilhões no mês passado.

O novo acordo elevaria o valor da startup de mercado de previsões, que era de US$ 9 bilhões no ano passado, quando a Intercontinental Exchange — controladora da Bolsa de Nova York — adquiriu uma participação de US$ 1 bilhão na Polymarket em um grande investimento. Ainda assim, a empresa agora vale menos do que sua principal concorrente, a Kalshi, que atingiu avaliação de US$ 22 bilhões em uma recente rodada de US$ 1 bilhão.

As plataformas de mercados de previsão têm registrado forte crescimento de volume negociado em contratos financeiros ligados a resultados de eventos como jogos esportivos, eleições e outros acontecimentos.

O investimento mais recente da ICE ocorreu após o grupo anunciar que planejava investir até US$ 2 bilhões na Polymarket. A ICE agora detém cerca de US$ 1,6 bilhão em participação e afirmou no mês passado que já “cumpriu suas obrigações” dentro do plano. Detalhes da captação foram divulgados inicialmente pelo The Information.

A Polymarket avalia se deve levantar os US$ 400 milhões adicionais com novos investidores mantendo a avaliação de US$ 15 bilhões — já incluindo o novo capital — ou esperar para buscar uma avaliação mais alta, segundo uma das fontes, que pediu anonimato.

A Polymarket e a ICE não comentaram.

Reguladores estaduais de jogos afirmam que os mercados de previsão deveriam ser regulados como apostas e tentam derrubá-los na Justiça. Já a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA (CFTC) defende que essas plataformas estão sob sua supervisão federal e podem operar nacionalmente.

A Polymarket está testando um novo aplicativo nos EUA, mas seu principal negócio ainda é uma plataforma internacional que não está disponível para clientes americanos.

Em março, o volume nominal negociado na Polymarket chegou a US$ 10,6 bilhões — seis vezes mais do que seis meses antes, segundo dados compilados por usuários no Dune Analytics.

Quem comanda a Polymarket

Fundada em 2020 por Shayne Coplan, a Polymarket nasceu da aposta de um jovem empreendedor do Upper West Side de Manhattan que abandonou a Universidade de Nova York para entrar no universo das criptomoedas e dos mercados de previsão. Coplan já havia tentado uma primeira startup no setor antes de criar a Polymarket, levantando cerca de US$ 4 milhões em uma rodada inicial com investidores como Naval Ravikant.

Desde o início, a visão era ambiciosa: transformar previsões em mercados globais onde qualquer pessoa pudesse apostar em eventos reais — de eleições a resultados esportivos — e, assim, “precificar a verdade”. Coplan chegou a afirmar a investidores que a empresa poderia se tornar um negócio de US$ 100 bilhões.

A trajetória, no entanto, foi marcada por forte tensão regulatória. A empresa enfrentou ações da Commodity Futures Trading Commission (CFTC), foi multada e obrigada a restringir o acesso de usuários nos Estados Unidos, além de operar sob suspeitas constantes de violar regras de apostas e de combate à lavagem de dinheiro. Mesmo assim, cresceu rapidamente com usuários contornando restrições por meio de criptomoedas e VPNs.

Em novembro de 2024, a Polymarket chegou ao auge da pressão regulatória quando o FBI realizou uma busca na residência de Coplan em Nova York, em meio a uma investigação federal sobre possíveis violações de leis financeiras. Meses depois, o caso foi arquivado, marcando uma reviravolta para a empresa.

A ascensão recente da plataforma impulsionada por forte crescimento de volume, entrada de investidores estratégicos e até a aproximação de figuras políticas e do setor financeiro tradicional contrasta com as controvérsias sobre anonimato, possível manipulação de mercados e a dificuldade de distinguir entre informação, aposta e especulação.

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USA Rare Earth compra Serra Verde, mineradora brasileira de terras raras, por US$ 2,8 bilhões

20 de Abril de 2026, 08:50

A USA Rare Earth, empresa americana de terras raras listada na Nasdaq, concordou em adquirir a Serra Verde, mineradora brasileira, em uma transação que envolve dinheiro e ações, ampliando uma série recente de negócios no setor.

A empresa americana informou nesta segunda-feira (20) que pagará US$ 300 milhões em dinheiro e emitirá cerca de 126,8 milhões de ações para comprar a Serra Verde, que possui uma grande mina de terras raras no Brasil. A proposta avalia a companhia em aproximadamente US$ 2,8 bilhões, segundo comunicado.

A transação, prevista para ser concluída no terceiro trimestre, ocorre em meio à corrida dos Estados Unidos e seus aliados para garantir fontes alternativas de terras raras — um mercado há muito dominado pela China. Esses minerais são usados em ímãs de alta potência aplicados em eletrônicos de consumo, automóveis e sistemas de defesa.

O Brasil detém as maiores reservas de terras raras fora da China, e a Serra Verde é atualmente a única produtora desses metais no país. Sua jazida de Pela Ema contém elementos de terras raras leves e pesadas, principalmente neodímio, praseodímio, térbio e disprósio, essenciais para a fabricação de ímãs utilizados em uma ampla gama de aplicações.

A recente onda de negociações destaca um movimento global para expandir a capacidade de produção de terras raras após a China ter ameaçado, no ano passado, paralisações industriais ao restringir exportações. Em janeiro, a Energy Fuels, dos EUA, fez uma oferta de US$ 299 milhões pela Australian Strategic Materials para construir uma cadeia de suprimentos integrada “da mina ao metal” para esses recursos críticos.

Da mina ao imã

A combinação entre a USA Rare Earth e a Serra Verde deve viabilizar a primeira cadeia integrada de terras raras “da mina ao ímã” fora da Ásia, reunindo ativos de mineração, separação, metalização e fabricação de ímãs nos Estados Unidos, no Brasil e em países aliados. A empresa combinada terá presença global, com operações também na Europa, incluindo França e Reino Unido.

A Serra Verde iniciou a produção comercial em sua mina e planta de processamento em 2024 e pretende elevar a produção anual para cerca de 6.500 toneladas métricas de óxidos de terras raras até o final do próximo ano. A companhia também avalia dobrar sua capacidade produtiva nos próximos quatro anos.

Como parte da estratégia, a empresa firmou um contrato de fornecimento de 15 anos para 100% da produção inicial com uma entidade apoiada por agências do governo dos EUA e capital privado. O acordo prevê preços mínimos garantidos para elementos críticos como disprósio e térbio, assegurando previsibilidade de receita e reduzindo riscos do projeto.

A Serra Verde também conta com um pacote de financiamento de US$ 565 milhões da U.S. International Development Finance Corporation (DFC), voltado à expansão e otimização das operações no Brasil, reforçando o apoio institucional dos EUA ao desenvolvimento de cadeias alternativas de terras raras fora da China.

A operação em Goiás produz um carbonato misto de terras raras (MREC), com alta concentração de elementos pesados, considerados mais escassos e estratégicos, como disprósio e térbio.

A mina é um “ativo único e o único produtor fora da Ásia capaz de fornecer, em escala, os quatro principais elementos de terras raras magnéticas”, afirmou a CEO da USA Rare Earth, Barbara Humpton em comunicado.

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Posso pagar despesas pessoais com dinheiro da PJ para ‘escapar’ do IR sobre dividendos?

10 de Abril de 2026, 16:18

A cobrança de Imposto de Renda sobre dividendos, que começou a valer na virada do ano, abalou estratégias clássicas de planejamento tributário dos empreendedores.

Para reduzir o pagamento de impostos, é comum que empresas remunerem seus sócios com a distribuição de dividendos, que era totalmente isenta de IR até o fim de 2025. Só que a coisa mudou. Agora, quem recebe dividendos acima de R$ 50 mil por mês precisa pagar uma alíquota de 10% de IR.

Com essa mudança, uma estratégia alternativa – e controversa – voltou a ser falada nas rodas de empresários e em discussões em redes sociais: pagar despesas pessoais dos sócios com o dinheiro da PJ. É o uso de parte do dinheiro que seria retirado como lucro (via dividendo) para pagar contas dos sócios, reduzindo a tributação direta.

Só que fica a pergunta: é legal e regular transferir despesas pessoais para a empresa? E vale a pena?

Em poucas palavras, a resposta é não. Pode render autuação da Receita Federal, cobrança retroativa de impostos não pagos, multa e juros – além da exclusão da empresa de regimes tributários vantajosos, como o Simples Nacional.

Qual o risco de incluir despesas pessoais na conta da empresa?

As despesas pessoais dos sócios não são despesas operacionais para a empresa, ressalta Pedro Bresciani, especialista em planejamento tributário no Utumi Advogados. A manutenção do negócio não depende desses gastos – que deveriam ser sempre cobertos com recursos próprios, como o pró-labore (que é o “salário” dos sócios) ou os dividendos que eles recebem.

Se a Receita Federal identificar que houve essa prática, pode desconsiderar os lançamentos e entender que houve irregularidades, como omissão de receita e distribuição disfarçada de lucros. Ou ainda enquadrá-los como pagamento sem causa ou doação da empresa para o sócio.

Em um pagamento sem causa (ou sem comprovação) a um sócio, por exemplo, a alíquota do Imposto de Renda que deve ser retido fonte é de 35% – o que provavelmente não é feito por quem decide transferir despesas pessoais para a PJ para “driblar” o fisco.

Já em uma doação da empresa para o sócio, há a incidência de Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), com alíquota de até 8%, a depender do estado.

No caso de uma autuação da Receita Federal, tributos como esses que não tenham sido recolhidos podem ser cobrados retroativamente, além da incidência de multa e juros. Fora isso, segundo Bresciani, os valores ainda poderiam ser tributados pelo Imposto de Renda Mínimo, com alíquota que vai até 10%.

Como as despesas dos sócios afetam o lucro da PJ?

A transferência de despesas pessoais para a PJ impacta os resultados das empresas e de seus sócios de maneiras diferentes, a depender do regime tributário em que se enquadram.

Para as empresas do regime do lucro real, os impostos devidos (IRPJ e CSLL, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) incidem diretamente sobre o seu lucro efetivo – ou seja, receitas menos despesas. Por isso, quanto maiores as despesas a serem deduzidas das receitas, menor o lucro. E menor também o imposto que a empresa terá de pagar.

Incluir despesas dos sócios nas contas de uma empresa do lucro real, portanto, acaba reduzindo os impostos devidos pela própria empresa.

Quando um caso como esse é identificado pela Receita Federal, ela pode cobrar os tributos (IRPJ e CSLL) que deixaram de ser pagos porque o lucro foi “artificialmente” menor, além de juros (taxa Selic) e uma multa significativa (de 75% a 100%, nos casos gerais) sobre esses valores.

Já no regime de lucro presumido, as despesas dos sócios incluídas nas contas da empresa não reduzem diretamente os tributos devidos por elas, como no lucro real. Isso porque o IRPJ e a CSLL são calculados a partir de uma margem de lucro fixa, estabelecida pela Receita Federal e aplicada sobre o faturamento da empresa. Essa margem varia segundo o setor de atuação e pode chegar a 32%.

No Simples Nacional, ocorre algo semelhante.

Os impostos devidos pela empresa – e pagos em uma única guia, chamada DAS – são calculados sobre o faturamento, e não sobre o lucro. Por isso, também nesse caso, incluir despesas dos sócios nas contas da empresa não reduzirá o valor pago pela PJ.

Porém, tanto no lucro presumido quanto no Simples Nacional, essa manobra diminui o lucro efetivo do negócio. E ele é a base para a distribuição de dividendos aos sócios.

Se, adotando essa prática, os sócios conseguirem manter os dividendos abaixo do limite de R$ 50 mil por mês, podem “escapar” de pagar o novo IR na sua pessoa física.

Se isso for identificado pela Receita Federal, a prática poderia ser caracterizada como pagamento sem causa, distribuição indireta de dividendos ou doação da empresa para o sócio. E, então, vale a mesma lógica: o Fisco cobra retroativamente os impostos que não foram pagos, aplica multa e cobra juros. Em casos graves, pode excluir a empresa do Simples Nacional.

Os riscos na prática

A pedido do InvestNews, Bresciani, no Utumi Advogados, simulou um caso prático. O advogado partiu de um exemplo fictício de empresa enquadrada no regime de lucro real em que os sócios pagaram despesas pessoais no valor de R$ 240 mil em um ano.

Entenda três possíveis formas como essa manobra pode ocasionar riscos e cobranças adicionais.

1) Os impostos da empresa

Em uma fiscalização da Receita Federal que identificasse esse procedimento, a transferência de despesas poderia ser desconsiderada. Na prática, isso faria com que o lucro efetivo da empresa aumentasse – nesse caso, justamente em R$ 240 mil. Sobre esse valor, incidiria a carga de IRPJ e CSLL (34%), gerando uma tributação adicional de R$ 81,6 mil.

Esse valor ainda viria com acréscimos. Em geral, aplica-se uma multa equivalente a 75% sobre o imposto devido, segundo Bresciani, além de juros pela taxa Selic. Nesse exemplo, a multa seria calculada sobre os R$ 81,6 mil: o montante seria de R$ 61,2 mil. Isso aumentaria o valor final a pagar para R$ 142,8 mil, além da variação da Selic até o pagamento ser realizado.

2) O pagamento sem causa aos sócios

A Receita Federal também poderia entender que houve um pagamento (ou uma entrega de recursos) aos sócios sem comprovação da causa. Se assim fosse, estabeleceria a cobrança de Imposto de Renda de 35% na fonte, alíquota aplicada a esse tipo de pagamento.

“Esse pagamento é feito com reajuste da base, o chamado ‘gross-up‘, que acaba elevando a carga efetiva da cobrança”, diz Bresciani. No fim das contas, aplicando essa regra, só o imposto retroativo somaria cerca de R$ 129 mil – com os cálculos relacionados. E sobre esse valor ainda poderia incidir a mesma multa de 75%, elevando o valor final para R$ 226 mil.

3) A distribuição disfarçada de dividendos

A Receita Federal também poderia entender que houve uma distribuição “disfarçada” de dividendos para evitar superar o limite oficial de R$ 50 mil por mês isentos de Imposto de Renda.

Se, por exemplo, o sócio recebeu oficialmente R$ 30 mil em dividendos no mês, mas a distribuição indireta de lucros foi de mais R$ 22 mil no mesmo mês, isso totalizaria R$ 52 mil em lucros distribuídos – sujeitos, portanto, à alíquota de 10%.

Identificando isso, a Receita Federal poderia cobrar o Imposto de Renda não pago, que nesse caso seria de R$ 5,2 mil (10% em cima dos R$ 52 mil), calcula Bresciani. Fora isso, a multa de 75% sobre esse valor geraria um montante de R$ 3,9 mil a mais, elevando o total devido para R$ 9,1 mil.

O que é confusão patrimonial

A não separação efetiva entre os bens, direitos e obrigações da pessoa jurídica e dos seus sócios ou administradores é considerada uma confusão patrimonial, também chamada de confusão fiscal.

Isso ocorre quando contas pessoais são pagas pela empresa ou vice-versa, violando a separação patrimonial. Um grande risco dessa prática é que ela abre brecha para que credores atinjam o patrimônio pessoal dos sócios para quitar eventuais dívidas da empresa.

Um sócio que usa um carro registrado em nome da empresa para fins pessoais, sem compensar a empresa por isso, por exemplo, está cometendo essa prática. O mesmo acontece se o sócio pagar contas pessoais com o cartão da empresa.

No  Descomplica PJ, uma cobertura especial do InvestNews voltada para esclarecer dúvidas de empreendores, você tem informação rápida e objetiva para tomar decisões com mais segurança e evitar erros que podem custar caro ao caixa da empresa. Se é dono ou dona de empresa e tem dúvidas sobre tributação, envie sua pergunta para redacao@investnews.com.br.

DEFIS: perdeu o prazo da declaração do Simples Nacional? Saiba como regularizar sua empresa

7 de Abril de 2026, 17:03

O prazo para as empresas do Simples Nacional entregarem a DEFIS – Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais – terminou na última quarta-feira, dia 31 de março. Para quem deixou passar, fica a dúvida: o que fazer agora para regularizar a situação da empresa?

A pergunta tem implicações especiais neste ano. Pela primeira vez, quem atrasou a entrega ou enviou uma DEFIS com erros terá de pagar multa de, no mínimo, R$ 200. Mas os valores podem chegar à casa de milhares de reais dependendo do tempo de atraso e do faturamento da empresa (explicamos mais abaixo como calcular caso a caso).

O InvestNews dá a largada nesta terça-feira (7) a sua nova cobertura sobre tributação de empresas com a resposta para essa questão – e para muitas outras. O Descomplica PJ estreia em um momento decisivo para quem empreende. Com a reforma tributária em andamento e mudanças já começando a redesenhar a rotina fiscal das empresas, entender o que está por vir virou questão de sobrevivência.

Aqui no Descomplica PJ, você tem informação rápida e objetiva para tomar decisões com mais segurança e evitar erros que podem custar caro ao caixa da empresa. Se é dono ou dona de empresa e tem dúvidas sobre como se preparar para esse novo cenário, envie sua pergunta para redacao@investnews.com.br. Acompanhando as reportagens, você se antecipa às mudanças e reduz o risco de ser pego de surpresa.

O que acontece com quem perdeu o prazo da DEFIS?

A DEFIS é uma declaração que informa à Receita Federal os dados econômicos e fiscais das empresas. É uma obrigação exigida das Microempresas (ME) e das Empresas de Pequeno Porte (EPP) inscritas no Simples Nacional, regime tributário simplificado que está completando 20 anos.

Para este ano há uma mudança importante, estabelecida em outubro de 2025 com a atualização das regras do Simples Nacional. Agora, deixar de entregar a DEFIS dentro do prazo dá multa.

Até o ano passado, o processo era era mais fácil – ou melhor, mais em conta. Não havia multa pelo envio da DEFIS fora do prazo. A “punição” para quem deixasse passar a data era outra: o empresário só poderia continuar a pagar os impostos mensais se a declaração do ano anterior tivesse sido entregue.

Ou seja, se perdesse o prazo, não poderia seguir pagando os impostos mensais obrigatórios e ficaria inadimplente com o Fisco.

É como se, uma vez perdido o prazo da DEFIS, em março de cada ano, o sistema em que os empreendedores informam o faturamento e emitem as guias de pagamento de impostos – o chamado PGDAS-D – “travasse”.

Quem deixou de apresentar a DEFIS na data certa poderá ser intimado pela Receita Federal a apresentá-la ou a prestar esclarecimentos, alerta Valdir de Oliveira Amorim, especialista da área de Imposto de Renda da IOB, plataforma com foco em legislação contábil, tributária e trabalhista. O mesmo vale para entregas com erros ou emissões.

Não há prazo mínimo nem máximo de atraso. Quem não enviou a declaração até 31 de março e deixou para 1º de abril já está sujeito a multas.

Qual é o valor da multa por atraso da DEFIS?

Mas qual é o tamanho da multa para quem atrasa a entrega da DEFIS, afinal? Funciona assim:

  • A multa por falta de entrega ou atraso é de 2% ao mês-calendário ou fração sobre o valor dos tributos informados na DEFIS, ainda que eles tenham sido integralmente pagos ao longo do ano.
  • Essa conta tem um limite: a multa pode chegar, no máximo, a 20% sobre os tributos. do total. Mas tem um detalhe: a multa mínima é de R$ 200.
  • No caso de erros ou omissões na DEFIS, a multa é de R$ 100 para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas.

Traduzindo o “juridiquês” de maneira prática com um exemplo. Imagine uma empresa do Simples Nacional que faturou R$ 3 milhões em 2025 e pagou R$ 300 mil em tributos ao longo do ano – para fins de cálculo, o cenário hipotético considerou uma carga tributária média de 10%.

A multa seria de R$ 6 mil se o envio da DEFIS atrasasse meros 15 dias. O valor corresponde a 2% aplicados sobre os R$ 300 mil pagos em imposto, que são a base de cálculo nesse caso.

Se em vez de 15 dias o empreendedor deixasse para enviar a DEFIS apenas em maio, com atraso de dois meses, a multa já subiria para R$ 12 mil. Isso porque a resolução do problema acabou passando para outro “mês-calendário” – que começa no dia 1° e termina no último dia do mês, diferente do “mês comercial”, que considera um período de 30 dias.

Há uma espécie de “bônus” para quem resolve logo a sua situação. Segundo a Receita Federal, as multas são reduzidas em 50% quando a declaração é apresentada espontaneamente – após o prazo oficial, mas antes de qualquer notificação por parte do fisco.

Mesmo assim, o valor mínimo da multa (de R$ 200) continua valendo. Ou seja, na prática, o “bônus” não se aplica se o valor da multa com desconto ficar abaixo de R$ 200.

Amorim, do IOB, destaca ainda que empresas do Simples Nacional com débitos tributários pendentes podem ser excluídas do regime, resultando na perda dos benefícios simplificados.

A Receita Federal costuma dar prazos (normalmente de 90 dias) para a regularização via pagamento ou parcelamento antes da exclusão definitiva do Simples, que ocorre em 1º de janeiro do ano seguinte.

Como regularizar a situação da empresa?

Se você perdeu o prazo e quer regularizar a situação da sua empresa, basta acessar o portal do Simples Nacional, no site da Receita Federal, com o certificado digital ou o código de acesso.

Busque por “Simples Serviços”, depois “Cálculo e Declaração” e, então, “PGDAS-D e DEFIS”. Nessa opção, você pode verificar o status das declarações por ano. Lá, a DEFIS pode ser preenchida e transmitida.

A multa por atraso na entrega é gerada automaticamente após a transmissão da declaração fora do prazo. O pagamento é realizado via DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais), emitido pelo próprio portal ou via e-CAC.

Para conferir se a pendência foi baixada, procure no menu a opção “Certidões e Situação Fiscal”.

Após a entrega da DEFIS, o sistema liberará a apuração do PGDAS-D (Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional – Declaratório) de março em diante. Esse sistema para optantes do Simples Nacional calcula os impostos unificados e gera o boleto (DAS) para pagamento.

O que exatamente é DEFIS e qual a diferença de IRPJ?

Embora ambas sejam obrigações fiscais anuais enviadas à Receita Federal, a DEFIS e o IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) têm características diferentes.

A DEFIS é exclusiva para empresas optantes pelo Simples Nacional e tem caráter informativo, reunindo dados como:

  • os ganhos de capital no ano anterior;
  • a identificação e o rendimento dos sócios;
  • a quantidade de empregados no início e no final do período da declaração;
  • a receita obtida com exportações;
  • o lucro contábil do ano anterior;
  • os tributos recolhidos;
  • entre outras.

No caso dessas empresas, o Imposto de Renda é recolhido previamente, todos os meses, por meio do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional). A alíquota paga nesse único boleto inclui tanto o IR quanto os outros impostos estaduais e municipais devidos por elas.

A DEFIS, aliás, substituiu a antiga DASN (Declaração Anual do Simples Nacional) em 2012 para as micro e pequenas empresas. Ainda há quem confunda os nomes, mas, atualmente, só quem continua a entregar a DASN são os microempreendedores individuais (MEI).

Já a declaração de IRPJ é uma outra conversa. Ela se aplica a empresas enquadradas em outros regimes tributários, como os chamados lucro presumido e lucro real. Nesse caso, a declaração de IRPJ tem como objetivo apurar o imposto efetivamente devido sobre os ganhos do ano e informá-los à Receita Federal.

Então, se houver algum valor a ser pago após a declaração, o recolhimento é feito por meio do DARF (Documento de Arrecadação da Receita Federal).

Na prática, a DEFIS funciona como um relatório de informações para a Receita e não gera pagamento direto de imposto. Enquanto isso, o IRPJ representa tanto a apuração quanto a obrigação de pagamento do tributo, o que se reflete diretamente no caixa da empresa.

DEFIS: perdeu o prazo da declaração do Simples Nacional? Saiba como regularizar sua empresa

7 de Abril de 2026, 17:03

O prazo para as empresas do Simples Nacional entregarem a DEFIS – Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais – terminou na última quarta-feira, dia 31 de março. Para quem deixou passar, fica a dúvida: o que fazer agora para regularizar a situação da empresa?

A pergunta tem implicações especiais neste ano. Pela primeira vez, quem atrasou a entrega ou enviou uma DEFIS com erros terá de pagar multa de, no mínimo, R$ 200. Mas os valores podem chegar à casa de milhares de reais dependendo do tempo de atraso e do faturamento da empresa (explicamos mais abaixo como calcular caso a caso).

O InvestNews dá a largada nesta terça-feira (7) a sua nova cobertura sobre tributação de empresas com a resposta para essa questão – e para muitas outras. O Descomplica PJ estreia em um momento decisivo para quem empreende. Com a reforma tributária em andamento e mudanças já começando a redesenhar a rotina fiscal das empresas, entender o que está por vir virou questão de sobrevivência.

Aqui no Descomplica PJ, você tem informação rápida e objetiva para tomar decisões com mais segurança e evitar erros que podem custar caro ao caixa da empresa. Se é dono ou dona de empresa e tem dúvidas sobre como se preparar para esse novo cenário, envie sua pergunta para redacao@investnews.com.br. Acompanhando as reportagens, você se antecipa às mudanças e reduz o risco de ser pego de surpresa.

O que acontece com quem perdeu o prazo da DEFIS?

A DEFIS é uma declaração que informa à Receita Federal os dados econômicos e fiscais das empresas. É uma obrigação exigida das Microempresas (ME) e das Empresas de Pequeno Porte (EPP) inscritas no Simples Nacional, regime tributário simplificado que está completando 20 anos.

Para este ano há uma mudança importante, estabelecida em outubro de 2025 com a atualização das regras do Simples Nacional. Agora, deixar de entregar a DEFIS dentro do prazo dá multa.

Até o ano passado, o processo era era mais fácil – ou melhor, mais em conta. Não havia multa pelo envio da DEFIS fora do prazo. A “punição” para quem deixasse passar a data era outra: o empresário só poderia continuar a pagar os impostos mensais se a declaração do ano anterior tivesse sido entregue.

Ou seja, se perdesse o prazo, não poderia seguir pagando os impostos mensais obrigatórios e ficaria inadimplente com o Fisco.

É como se, uma vez perdido o prazo da DEFIS, em março de cada ano, o sistema em que os empreendedores informam o faturamento e emitem as guias de pagamento de impostos – o chamado PGDAS-D – “travasse”.

Quem deixou de apresentar a DEFIS na data certa poderá ser intimado pela Receita Federal a apresentá-la ou a prestar esclarecimentos, alerta Valdir de Oliveira Amorim, especialista da área de Imposto de Renda da IOB, plataforma com foco em legislação contábil, tributária e trabalhista. O mesmo vale para entregas com erros ou emissões.

Não há prazo mínimo nem máximo de atraso. Quem não enviou a declaração até 31 de março e deixou para 1º de abril já está sujeito a multas.

Qual é o valor da multa por atraso da DEFIS?

Mas qual é o tamanho da multa para quem atrasa a entrega da DEFIS, afinal? Funciona assim:

  • A multa por falta de entrega ou atraso é de 2% ao mês-calendário ou fração sobre o valor dos tributos informados na DEFIS, ainda que eles tenham sido integralmente pagos ao longo do ano.
  • Essa conta tem um limite: a multa pode chegar, no máximo, a 20% sobre os tributos. do total. Mas tem um detalhe: a multa mínima é de R$ 200.
  • No caso de erros ou omissões na DEFIS, a multa é de R$ 100 para cada grupo de dez informações incorretas ou omitidas.

Traduzindo o “juridiquês” de maneira prática com um exemplo. Imagine uma empresa do Simples Nacional que faturou R$ 3 milhões em 2025 e pagou R$ 300 mil em tributos ao longo do ano – para fins de cálculo, o cenário hipotético considerou uma carga tributária média de 10%.

A multa seria de R$ 6 mil se o envio da DEFIS atrasasse meros 15 dias. O valor corresponde a 2% aplicados sobre os R$ 300 mil pagos em imposto, que são a base de cálculo nesse caso.

Se em vez de 15 dias o empreendedor deixasse para enviar a DEFIS apenas em maio, com atraso de dois meses, a multa já subiria para R$ 12 mil. Isso porque a resolução do problema acabou passando para outro “mês-calendário” – que começa no dia 1° e termina no último dia do mês, diferente do “mês comercial”, que considera um período de 30 dias.

Há uma espécie de “bônus” para quem resolve logo a sua situação. Segundo a Receita Federal, as multas são reduzidas em 50% quando a declaração é apresentada espontaneamente – após o prazo oficial, mas antes de qualquer notificação por parte do fisco.

Mesmo assim, o valor mínimo da multa (de R$ 200) continua valendo. Ou seja, na prática, o “bônus” não se aplica se o valor da multa com desconto ficar abaixo de R$ 200.

Amorim, do IOB, destaca ainda que empresas do Simples Nacional com débitos tributários pendentes podem ser excluídas do regime, resultando na perda dos benefícios simplificados.

A Receita Federal costuma dar prazos (normalmente de 90 dias) para a regularização via pagamento ou parcelamento antes da exclusão definitiva do Simples, que ocorre em 1º de janeiro do ano seguinte.

Como regularizar a situação da empresa?

Se você perdeu o prazo e quer regularizar a situação da sua empresa, basta acessar o portal do Simples Nacional, no site da Receita Federal, com o certificado digital ou o código de acesso.

Busque por “Simples Serviços”, depois “Cálculo e Declaração” e, então, “PGDAS-D e DEFIS”. Nessa opção, você pode verificar o status das declarações por ano. Lá, a DEFIS pode ser preenchida e transmitida.

A multa por atraso na entrega é gerada automaticamente após a transmissão da declaração fora do prazo. O pagamento é realizado via DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais), emitido pelo próprio portal ou via e-CAC.

Para conferir se a pendência foi baixada, procure no menu a opção “Certidões e Situação Fiscal”.

Após a entrega da DEFIS, o sistema liberará a apuração do PGDAS-D (Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional – Declaratório) de março em diante. Esse sistema para optantes do Simples Nacional calcula os impostos unificados e gera o boleto (DAS) para pagamento.

O que exatamente é DEFIS e qual a diferença de IRPJ?

Embora ambas sejam obrigações fiscais anuais enviadas à Receita Federal, a DEFIS e o IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) têm características diferentes.

A DEFIS é exclusiva para empresas optantes pelo Simples Nacional e tem caráter informativo, reunindo dados como:

  • os ganhos de capital no ano anterior;
  • a identificação e o rendimento dos sócios;
  • a quantidade de empregados no início e no final do período da declaração;
  • a receita obtida com exportações;
  • o lucro contábil do ano anterior;
  • os tributos recolhidos;
  • entre outras.

No caso dessas empresas, o Imposto de Renda é recolhido previamente, todos os meses, por meio do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional). A alíquota paga nesse único boleto inclui tanto o IR quanto os outros impostos estaduais e municipais devidos por elas.

A DEFIS, aliás, substituiu a antiga DASN (Declaração Anual do Simples Nacional) em 2012 para as micro e pequenas empresas. Ainda há quem confunda os nomes, mas, atualmente, só quem continua a entregar a DASN são os microempreendedores individuais (MEI).

Já a declaração de IRPJ é uma outra conversa. Ela se aplica a empresas enquadradas em outros regimes tributários, como os chamados lucro presumido e lucro real. Nesse caso, a declaração de IRPJ tem como objetivo apurar o imposto efetivamente devido sobre os ganhos do ano e informá-los à Receita Federal.

Então, se houver algum valor a ser pago após a declaração, o recolhimento é feito por meio do DARF (Documento de Arrecadação da Receita Federal).

Na prática, a DEFIS funciona como um relatório de informações para a Receita e não gera pagamento direto de imposto. Enquanto isso, o IRPJ representa tanto a apuração quanto a obrigação de pagamento do tributo, o que se reflete diretamente no caixa da empresa.

Bill Ackman faz oferta de US$ 60 bilhões pela gravadora Universal Music

7 de Abril de 2026, 09:15

O investidor ativista bilionário Bill Ackman propôs uma oferta pela Universal Music Group, avaliando a empresa em cerca de US$ 60 bilhões — mais uma tentativa de assumir a maior gravadora do mundo. A Universal Music reúne alguns dos maiores artistas do mundo, como Taylor Swift, Bad Bunny, The Beatles, Bob Dylan, Kendrick Lamar, Elton John, Coldplay e Billie Eilish. Ela é uma das “três grandes” gravadoras globais, ao lado da Warner Music e da Sony Music, com mais de 30% do mercado mundial de música gravada.

A gestora de Bill Ackman, a Pershing Square Capital Management, controla mais de 4,5% das ações da Universal Music, quer combinar a gravadora com a Pershing Square SPARC Holdings, um veículo de aquisição criado especificamente para essa operação. A nova empresa seria sediada em Nevada e transferiria sua listagem principal de Amsterdã para a Bolsa de Nova York.

O negócio, se aprovado, pode ser concluído até o fim do ano. Ackman afirmou que a transação avaliaria a Universal Music em €30,40 por ação (cerca de US$ 35,15), o que implicaria um valor superior a US$ 63 bilhões.

Os acionistas que aceitarem a proposta receberiam uma combinação de dinheiro e ações — incluindo €9,4 bilhões em caixa — podendo optar inclusive por receber tudo em dinheiro ou tudo em ações. Em alguns cenários, investidores poderiam receber até €22 por ação em dinheiro.

A operação também prevê o cancelamento de cerca de 17% das ações da empresa, o que reduziria o valor patrimonial para cerca de US$ 58 bilhões após os pagamentos em dinheiro. A estrutura depende de premissas como valorização futura das ações, aumento de lucros e mudanças no balanço, incluindo cerca de US$ 5,8 bilhões em nova dívida e a venda da participação na Spotify Technology SA por aproximadamente US$ 1,6 bilhão.

Ackman argumenta que a ação da Universal Music tem sido prejudicada por fatores não relacionados ao desempenho operacional do negócio musical e que poderiam ser resolvidos com a transação.

Entre os principais acionistas estão o bilionário francês Vincent Bolloré, a Vivendi e a Tencent Holdings, que juntos detêm participação relevante e poder de voto. A proposta exige aprovação de dois terços dos acionistas — o que pode ser um obstáculo importante.

As ações da Universal Music Group chegaram a subir cerca de 13%, para aproximadamente US$ 21, mas ainda permanecem bem abaixo da avaliação proposta por Ackman. O valor de mercado gira em torno de US$ 38 bilhões, pouco acima do preço de referência de cerca de US$ 20,00 na abertura de capital em 2021.

A empresa tem sede operacional em Santa Monica, nos EUA, e sede corporativa em Hilversum, na Holanda. Foi listada na Euronext Amsterdam em setembro de 2021 após ser desmembrada da Vivendi.

Taylor Swift tocando violão branco em palco com vestido preto cintilante e microfone.
Taylor Swift Photographer: Terry Wyatt/Getty Images

Ackman já tenta investir na Universal Music desde 2021, quando tentou usar o veículo Pershing Square Tontine Holdings para adquirir uma participação, mas abandonou o plano após resistência de reguladores e investidores. Posteriormente, comprou cerca de 10% da empresa via seu hedge fund, integrou o conselho e depois deixou o cargo em 2025.

O veículo Pershing Square SPARC Holdings, utilizado na nova proposta, foi aprovado pela U.S. Securities and Exchange Commission (órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos, equivalente à CVM no Brasil) em 2023 e funciona como uma alternativa aos SPACs tradicionais.

LEIA MAIS: Os shows estão cada vez mais caros. E agora é preciso também gastar com a viagem nos EUA

Diferentemente desses veículos, que captam recursos antes de definir uma empresa-alvo, o modelo SPARC permite que o investidor decida participar apenas depois que o negócio já foi identificado e estruturado, no caso, a aquisição da Universal Music Group, aumentando a transparência e reduzindo o risco para quem entra na operação.

Como parte do plano, Ackman também propôs um novo conselho de administração, incluindo Michael Ovitz, ex-presidente da The Walt Disney Company. Apesar do entusiasmo do investidor, analistas apontam que a aprovação depende fortemente do apoio dos principais acionistas, especialmente Bolloré e que, sem isso, a proposta pode não avançar.

Quem é Bill Ackman

Bill Ackman é um investidor bilionário americano e gestor de hedge funds conhecido por seu estilo ativista, no qual adquire participações relevantes em empresas para pressionar por mudanças estratégicas e destravar valor.

Fundador da Pershing Square Capital Management, ele ganhou notoriedade em Wall Street por apostas de alto impacto — tanto bem-sucedidas quanto controversas — e por seu envolvimento direto na gestão das companhias em que investe. Ao longo da carreira, Ackman se destacou por campanhas em empresas de grande porte e por sua disposição em assumir posições públicas firmes sobre governança e desempenho corporativo. Sua fortuna é estimada em cerca de US$ 8,5 bilhões em 2026, segundo o ranking Bloomberg Billionaires Index.

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InterCement sob nova direção: sai Camargo Corrêa, entra o argentino Marcelo Mindlin

6 de Abril de 2026, 20:07

A InterCement, terceira maior cimenteira do Brasil, concluiu nesta segunda-feira (6) a segunda etapa de sua recuperação judicial. O movimento formaliza uma virada de controle: a Mover (antiga Camargo Corrêa) saiu definitivamente do capital da empresa.

No lugar, quem assume o controle é um grupo de investidores internacionais liderado pelo empresário argentino Marcelo Mindlin, fundador e presidente da Pampa Energía.

Em entrevista à Bloomberg, Mindlin disse que o negócio foi uma “oportunidade única na vida de adquirir participações de mercado tão significativas no setor de cimento em dois países simultaneamente”.

“Agora, nossa equipe de gestão pode se dedicar a fazer os investimentos que não foram feitos devido à situação financeira”, completou.

A LATCEM, veículo ligado a Mindlin, a gestora americana Redwood e a chilena Moneda passaram a concentrar as maiores participações na companhia.

Agora, Mindlin assume a presidência do conselho de administração tanto da InterCement quanto da Loma Negra – a maior cimenteira da Argentina e controlada pela InterCement.

O CEO das duas empresas, Sergio Faifman, foi mantido no cargo.

Na Argentina, a Loma Negra domina 45% do mercado local, com nove fábricas e capacidade de 10,2 milhões de toneladas. No Brasil, a InterCement tem 13% de participação no mercado, com 10 fábricas em operação e capacidade instalada de 16,3 milhões de toneladas.

Gráfico de participação de mercado de cimentos no Brasil: Votorantim 35%, CSN 21%, InterCement 14%, Outros 30%.

Recuperação judicial

A InterCement entrou em recuperação judicial no fim de 2024 com uma dívida de quase R$ 10 bilhões.

O plano de recuperação havia sido aprovado pelos credores em outubro de 2025 e homologado pela Justiça em dezembro do mesmo ano.

O plano previa que os credores convertessem suas dívidas em ações da empresa. Com isso, a Mover seria retirada do capital e os credores assumiriam o controle da InterCement.

Credores que aderissem à troca passariam a ter participação e direito a voto na companhia. Já quem optasse por não converter ficaria sujeito a prazos mais longos, períodos de carência e descontos elevados — em alguns casos superiores a 60%.

O consórcio liderado por Mindlin, então, passou a comprar as dívidas da InterCement com bancos credores que não tinham interesse em se tornar acionistas.

Loma Negra

Neste negócio, o ativo que mais interessa a Marcelo Mindlin é a Loma Negra. A InterCement detém 52,1% da companhia, enquanto o restante das ações está em circulação no mercado.

Listada na Bolsa de Nova York, a empresa é considerada a principal joia do grupo e já despertou o interesse de grandes nomes no Brasil.

Entre eles, Benjamin Steinbruch, controlador da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que chegou a negociar a compra da InterCement até pouco antes do pedido de recuperação judicial.

O investidor argentino

Marcelo Mindlin nasceu em La Carlota, no interior de Córdoba, em 1964.

Mindlin construiu reputação com um estilo repetido à exaustão: comprar em momentos de crise e transformar ativos depreciados em plataformas de crescimento.

Foi assim em 2016, quando comprou a Petrobras Argentina por US$ 875 milhões em meio à recessão e transformou-a em pilar da Pampa. O mesmo também ocorreu com a construtora IECSA, da família Macri, rebatizada como SACDE, que passou a disputar obras estratégicas como o gasoduto de Vaca Muerta.

Agora, aplica a mesma lógica ao cimento: usar a estratégia “loan-to-own” — comprar dívida para converter em controle acionário — e assumir a InterCement, dona da Loma Negra na Argentina e com presença no Brasil.

A família Corrêa

Fundada em 1939 por Sebastião Camargo e Sylvio Brand Corrêa como empreiteira, a Camargo Corrêa logo diversificou-se para outros setores. O cimento, insumo natural de suas obras, ganhou corpo com a criação da Camargo Corrêa Cimentos nos anos 1970.

Sob o comando da família Camargo, a empresa se expandiu por nove países, com dezenas de fábricas e milhares de empregados e adotou o nome de InterCement.

Mas a crise que atingiu o grupo da família de Sebastião Camargo após a Lava Jato tornou suas dívidas impagáveis. Uma tentativa frustrada de abrir o capital da InterCement deflagrou uma crise ainda maior.

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Trump vai assinar o dólar e encerrar 165 anos de tradição nas cédulas mais famosas do mundo

26 de Março de 2026, 20:08

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (26) que a assinatura do presidente Donald Trump passará a figurar nas cédulas de dólar, um feito inédito para um presidente americano em exercício.

As primeiras notas de US$ 100 com o nome de Trump e do secretário do Tesouro, Scott Bessent, serão impressas em junho. As cédulas de outros valores virão nos meses seguintes.

A decisão rompe uma convenção tão antiga quanto o próprio papel-moeda americano.

Desde 1861, quando o governo federal começou a emitir suas próprias cédulas, o dinheiro dos Estados Unidos carrega duas assinaturas: a do secretário do Tesouro e a do tesoureiro nacional. São dois cargos técnicos, não políticos. No Brasil, a lógica é semelhante: assinam as cédulas do real o ministro da Fazenda e o presidente do Banco Central.

Ao manter o presidente fora das cédulas, os Estados Unidos estabeleceram uma separação simbólica entre o chefe de Estado e o dinheiro que circula em seu nome. A legislação que rege a impressão das cédulas permite retratos apenas de indivíduos falecidos, e as assinaturas sempre pertenceram a funcionários do Tesouro, nunca ao ocupante da Casa Branca.

Trump rompe uma tradição de 34 ocupantes do cargo que assinaram cédulas ao longo de 165 anos. O Tesouro justificou a mudança como homenagem ao 250º aniversário da independência dos Estados Unidos, celebrado neste 4 de Julho.

Personificação

O gesto se insere num padrão mais amplo do novo governo Trump. A troca de assinaturas é a mais recente de uma série de iniciativas do presidente para estampar o nome do presidente em edifícios, instituições, programas governamentais, navios de guerra e moedas, como lembrou o The Wall Street Journal.

O Kennedy Center, um dos principais espaços culturais de Washington, criado como memorial ao presidente assassinado John F. Kennedy, passou a carregar também o nome de Trump. O Instituto da Paz dos Estados Unidos foi renomeado.

Um painel federal aprovou o desenho de uma moeda de ouro comemorativa com o rosto do presidente, algo que, por tradição, só ocorre após a morte do homenageado. A exceção mais próxima é Calvin Coolidge, que apareceu numa moeda em 1926, no 150º aniversário do país.

Em seu primeiro mandato, entre 2017 e 2021, Trump já havia testado o recurso: assinou pessoalmente os cheques de auxílio emergencial distribuídos aos americanos durante a pandemia de covid-19. A diferença agora é de escala e permanência.

Uma cédula de dólar circula, em média, por anos, dentro e fora dos Estados Unidos, e carrega consigo o peso simbólico da maior economia do mundo.

Seleção brasileira: veja lista de convocados de Ancelotti para amistosos com França e Croácia

26 de Março de 2026, 18:11

O técnico Carlo Ancelotti divulgou a lista de jogadores convocados da Seleção Brasileira para os amistosos contra a Seleção Francesa de Futebol e a Seleção Croata de Futebol. As partidas fazem parte da preparação da equipe para os próximos compromissos internacionais e para o ciclo rumo à Copa do Mundo de 2026.

A convocação reúne atletas que atuam nas principais ligas da Europa, nomes consolidados da seleção e jovens que vêm ganhando espaço no futebol internacional. Entre os destaques estão Vinícius Júnior, Raphinha e o jovem atacante Endrick.

Veja abaixo a lista completa dos convocados.

Goleiros:

  • Alisson Becker – Liverpool
  • Bento Matheus Krepski – Al-Nassr
  • Ederson Moraes – Manchester City

(Alisson foi posteriormente cortado por lesão e substituído por Hugo Souza.)

Laterais

  • Wesley França – Roma
  • Alex Sandro – Flamengo
  • Douglas Santos – Zenit
  • Danilo Luiz da Silva – Flamengo

Zagueiros

  • Marquinhos – Paris Saint-Germain
  • Gabriel Magalhães – Arsenal
  • Bremer – Juventus
  • Roger Ibañez – Al-Ahli
  • Léo Pereira – Flamengo

Meio-campistas

  • Andrey Santos – Chelsea
  • Casemiro – Manchester United
  • Danilo Barbosa – Botafogo
  • Fabinho – Al-Ittihad
  • Gabriel Sara – Galatasaray

Atacantes

  • Endrick – Real Madrid
  • Igor Thiago – Brentford
  • Luiz Henrique – Zenit
  • Rayan Vitor Simplicio Rocha – Bournemouth
  • João Pedro – Brighton
  • Gabriel Martinelli – Arsenal
  • Matheus Cunha – Wolverhampton
  • Raphinha – Barcelona
  • Vinícius Júnior – Real Madrid

Novidades da convocação da seleção brasileira

A convocação de Carlo Ancelotti inclui alguns nomes que ganham espaço pela primeira vez ou retornam à seleção após boas temporadas em seus clubes. Entre as novidades estão Gabriel Sara, Igor Thiago, Rayan Vitor Simplicio Rocha e Léo Pereira.

Ao mesmo tempo, o treinador mantém a base com jogadores experientes como Casemiro, Marquinhos e Vinícius Júnior, considerados pilares da equipe.

Os amistosos contra França e Croácia servirão para testar formações, observar novos atletas e consolidar o grupo que deve disputar os próximos torneios internacionais.

Seleções campeãs do mundo: todos os vencedores da Copa até 2022

26 de Março de 2026, 18:08

Você sabia que apenas oito países já venceram a Copa em 22 edições desde que ela foi criada? As seleções de futebol masculino campeãs do mundo representam somente dois continentes. O time vencedor da Copa no Catar, a Argentina, que derrotou a França nos pênaltis na final, pertence a um desses continentes.

A seguir, confira quem foram os vencedores da Copa até o momento e quais deles tiveram a oportunidade de ganhar mais de uma vez, como o Brasil. Se você ama futebol, é hora de refrescar a memória!


Confira:

Quais são as seleções campeãs do mundo?

Em países em que o futebol é um esporte popular, participar do torneio vira questão de honra. Nesse quesito, o Brasil fez a lição de casa, porque, além de estar entre os campeões da Copa do Mundo, é o único país que participou de todas as edições

As seleções campeãs do mundo são:

  • Uruguai 
  • Itália
  • Alemanha 
  • Brasil 
  • Inglaterra
  • Argentina 
  • França 
  • Espanha

Confira, agora, qual foi o placar das partidas que definiram os vencedores da Copa e algumas curiosidades:

1930

O Uruguai sediou a primeira Copa do  Mundo e as 18 partidas foram feitas somente na capital Montevidéu. O time uruguaio foi à final contra a Argentina e venceu os vizinhos por 4 a 2. No dia seguinte, foi feriado no país para celebrar a conquista do título no primeiro campeonato. 

1934 

A Itália sediou a segunda Copa do Mundo e também se tornou campeã em casa, vencendo a antiga Tchecoslováquia (atual República Tcheca e Eslováquia) na prorrogação por 2 a 1. Os jogos foram transmitidos ao vivo pelo rádio para 12 países. 

O campeão Uruguai não disputou a Copa em retaliação à Itália, por ter se recusado a viajar e participar da primeira edição.

1938

A Itália se tornou bicampeã ao vencer a Hungria por 4 a 2. O Brasil foi o terceiro colocado. Pela primeira vez, um país asiático participou da Copa: as Índias Orientais Holandesas (Indonésia).

1950

Depois de um intervalo com as copas de 1942 e 1946 canceladas por causa da Segunda Guerra Mundial, a retomada foi no Brasil.

Jogando em casa, a equipe brasileira conseguiu chegar até a final, que foi disputada no Maracanã, no Rio de Janeiro, considerado o maior estádio do mundo na época. No entanto, o Uruguai conseguiu virar o jogo e se tornou bicampeão por 2 a 1.

1954

A Copa de 1954 marca o retorno da Alemanha, dessa vez como Alemanha Ocidental, à Copa desde o final da Segunda Guerra. Mesmo não sendo a favorita, os alemães venceram a Hungria de virada, por 3 a 2, marcando o gol da vitória já no fim da partida.

1958

A Copa de 1958 tinha uma dupla invencível de atacantes: Pelé e Garrincha, que levaram o Brasil à final, que venceu a anfitriã dos jogos, a Suécia, por 5 a 2. O Brasil foi o primeiro país a conquistar o título em um continente diferente

1962

Mais uma vez na final, o Brasil venceu a Tchecoslováquia por 3 a 1 na Copa no Chile. Garrincha estava suspenso da partida por conta de um cartão vermelho na semifinal. Mas até o presidente do Chile, Jorge Alessandri, solicitou que o atacante brilhasse na final e o pedido foi aceito.

1966

A Inglaterra venceu a Alemanha Ocidental por 4 a 2 na prorrogação. A Rainha Elizabeth II estava no estádio em Wembley e presenciou o país conquistar seu primeiro e único título até o momento.

1970

O Brasil se tornou tricampeão, vencendo a Itália por 4 a 1. O time brasileiro se consagrou no futebol mundial com jogadores como Pelé, Rivelino, Tostão e Carlos Alberto.

1974

A Alemanha Ocidental venceu a Holanda em casa por 2 a 1. A Copa foi marcada pela atuação marcante do jogador holandês Johan Cruyff e do alemão Franz Beckenbauer. 

1978

Em sua segunda final consecutiva, a Holanda perdeu novamente, desta vez para a dona da casa, a Argentina. Passaram-se 48 anos desde a primeira Copa do Mundo até que os argentinos levassem o título por 3 a 1.

1982

Depois de  uma semifinal disputada nos pênaltis entre Alemanha Ocidental e França, a seleção alemã venceu, mas não conquistou a taça Jules Rimet. A Itália venceu os alemães por 3 a 1 e se igualou ao Brasil com o tricampeonato na Copa da Espanha.

1986

A Copa do México foi do argentino Diego Maradona, que estava no auge de sua carreira e contribuiu para vencer a Alemanha Ocidental. A Argentina conquistou o título pela segunda vez.

1990

Alemanha e Argentina se enfrentaram novamente em uma final, mas dessa vez os alemães levaram a melhor por 1 a 0. O gol decisivo foi de um pênalti faltando menos de cinco minutos para terminar a partida.

1994

A final clássica entre Brasil e Itália, decidida nos pênaltis. O chute para fora do gol do italiano Roberto Baggio entregou o título ao Brasil, que conquistou o primeiro tetracampeonato entre os vencedores da Copa.

1998

Depois de um tetra, a expectativa sobre a seleção brasileira caiu por terra. Apesar do Brasil chegar à final com a França, a vitória foi de 3 a 0 para os franceses.

2002

Realizada pela primeira vez na Ásia e em dois países ao mesmo tempo, a Copa da Coreia do Sul e do Japão marcou também a vitória do Brasil pela quinta vez. A seleção brasileira venceu a Alemanha por 2 a 0.

2006

Com semifinais e uma final composta apenas de países europeus, a Itália venceu a França nos pênaltis e se consagrou tetracampeã. 

2010

Pela primeira vez a ser realizada no continente africano, a Copa na África do Sul também teve um estreante entre as seleções campeãs do mundo. A Espanha, que até então nunca havia passado das quartas de final, venceu a Holanda por 1 a 0 na prorrogação.

2014

Na segunda Copa do Mundo no Brasil, a final ficou entre a Alemanha e a Argentina. A partida foi decidida só na prorrogação, que deu vitória aos alemães por 1 a 0, sendo a primeira seleção europeia a ganhar o torneio no continente americano. 

2018

A França conquistou o bicampeonato na final contra a Croácia, vencendo por 4 a 2. O francês Kylian Mbappe foi o segundo jogador mais novo a disputar uma final, com 19 anos. 

O mais novo, até o momento, continua a ser o brasileiro Pelé, que jogou a final de 1958, na Suécia, com apenas 17 anos.

2022

A Argentina levou o tricampeonato na Copa do Catar, encerrando um jejum de 36 anos sem título, ao derrotar a França nos pênaltis. A partida encerrou em 3 a 3, na prorrogação.

Países que mais venceram a Copa do Mundo

Entre as oito seleções campeãs do mundo, somente seis conquistaram o título mais de uma vez. O Brasil é o único pentacampeão até o momento, enquanto Alemanha e Itália somam quatro vitórias cada.

O ranking dos países vencedores da Copa são:

  • Brasil: 5 vitórias
  • Itália: 4 vitórias
  • Alemanha: 4 vitórias
  • Argentina: 3 vitórias
  • Uruguai: 2 vitórias
  • França: 2 vitórias
  • Inglaterra: 1 vitória
  • Espanha: 1 vitória

A Alemanha participou das Copas de 1934 e 1938 como uma única seleção. Depois da Segunda Guerra, o país voltou a disputar o torneio somente em 1954, porém como Alemanha Odicental

A Federação Internacional do Futebol (FIFA), que é o órgão responsável pela realização da Copa, atribuiu as vitórias da antiga Alemanha Ocidental à atual seleção alemã. 

De todos os campeões da Copa do Mundo, somente a Itália não vai disputar o torneio no Catar este ano. Esta será a segunda edição que a seleção italiana não se classifica para o campeonato.

Países que nunca participaram da Copa do Mundo

A FIFA reconhece mais de 200 nações que podem ou não disputar o torneio. Cabe a cada uma escolher se candidatar para participar das eliminatórias e tentar se classificar para o torneio principal.

Alguns dos países que mais tentaram participar, mas nunca conseguiram são Luxemburgo, Curaçao, Zâmbia, Malta, Síria e Venezuela. Todos eles já se inscreveram em mais de dez edições do torneio.

Henkel compra marca de produtos para cabelo Olaplex em acordo de US$ 1,4 bilhão e reforça portfólio premium

26 de Março de 2026, 10:07

Henkel, multinacional alemã dona de marcas de consumo e produtos industriais como Schwarzkopf e Persil, anunciou a compra da Olaplex Holdings, empresa americana de cuidados capilares premium conhecida por tratamentos capilares baseados em tecnologia científica, por cerca de US$ 1,4 bilhão.

A companhia alemã pagará aproximadamente US$ 2,06 por ação, o que representa um prêmio de cerca de 55% em relação ao fechamento da véspera, embora ainda bem abaixo da avaliação de US$ 13,6 bilhões (US$ 21 por ação) no IPO da empresa em 2021.

As ações da Olaplex haviam fechado a US$ 1,33 em Nova York, dando à companhia valor de mercado de cerca de US$ 890 milhões. No pré-mercado, os papéis chegaram a subir mais de 50%, aproximando-se do valor da oferta.

A transação foi aprovada pelo conselho da Olaplex, e a gestora de private equity Advent International, acionista controladora, concordou em apoiar o negócio e deixará o investimento após a conclusão da operação. A empresa continuará operando sob a marca Olaplex, combinando sua forte presença direta ao consumidor na América do Norte com o alcance global da Henkel.

A Henkel vem acelerando aquisições em 2026. A companhia já comprou a marca norte-americana Not Your Mother’s, a empresa de revestimentos Stahl e tornou-se acionista majoritária da britânica Wetherby Laroc.

LEIA MAIS:

Segundo a empresa, a aquisição “marca mais um passo importante na estratégia de crescimento” e amplia o segmento de cuidados capilares como categoria central dentro da divisão de marcas de consumo. O movimento também busca dar escala e impulsionar o crescimento das unidades de adesivos e bens de consumo.

O negócio, que ainda depende de aprovações regulatórias, deve encerrar a trajetória da Olaplex como empresa listada, iniciada em 2021, quando uma onda de IPOs marcou o período da pandemia. Desde então, as ações da companhia despencaram diante da queda nas vendas e do aumento da concorrência.

A aquisição ocorre em meio a uma reorganização da Henkel, que vem se reposicionando para focar em marcas premium e de maior margem. A empresa concluiu, no fim de 2025, a fusão de suas operações de bens de consumo em uma única divisão, voltada a marcas de maior crescimento, além de vender seu negócio de marcas próprias na América do Norte.

O movimento também reflete uma tendência no setor. Concorrentes como Unilever e Reckitt Benckiser também disputam espaço no segmento premium de cuidados pessoais, ao mesmo tempo em que avaliam a venda de marcas de menor margem. A Unilever, por exemplo, vem reduzindo seu portfólio de alimentos e estuda a venda dessa divisão para a McCormick & Company, que adquiriu a divisão de alimentos da Reckitt em 2017.

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Petrobras anuncia nova descoberta de petróleo no pré-sal da Bacia de Campos

26 de Março de 2026, 08:59

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (26) uma nova descoberta de petróleo no pré-sal da Bacia de Campos, em poço exploratório perfurado no campo de Marlim Sul, 100% operado pela companhia.

Segundo o comunicado divulgado ao mercado, o poço 3-BRSA-1397-RJS está localizado a 113 km da costa de Campos dos Goytacazes (RJ), em profundidade d’água de 1.178 metros.

“O intervalo portador de petróleo foi constatado através de perfis elétricos, indícios de gás e amostragem de fluido. As amostras seguirão para análises laboratoriais, que permitirão caracterizar as condições dos reservatórios e fluidos, possibilitando a continuidade da avaliação do potencial da área”, informou a Petrobras.

A estatal disse que perfuração foi concluída de maneira segura, com respeito ao meio ambiente e à segurança das pessoas. A empresa ressaltou que sua atuação na Bacia de Campos visa à recomposição das reservas em áreas maduras, assegurando sustentabilidade e contribuindo para atender à demanda nacional de energia.

O campo de Marlim Sul foi descoberto em novembro de 1987, pelo poço 4-RJS-382, e desde então é operado integralmente pela Petrobras.

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Disney enfrenta reveses com Fortnite e Sora na estreia do novo CEO

25 de Março de 2026, 11:18

O novo CEO da The Walt Disney Company, Josh D’Amaro, mal completou uma semana no cargo e já viu duas apostas bilionárias em tecnologia enfrentarem dificuldades — uma delas praticamente desmoronando.

Na terça-feira (24), a Epic Games anunciou a demissão de 1.000 funcionários após novas versões de seu jogo de sucesso Fortnite não conseguirem engajar os fãs. A Disney havia anunciado, dois anos antes, um investimento de US$ 1,5 bilhão na Epic para criar um novo universo digital baseado em personagens e histórias da companhia.

Poucas horas depois, a OpenAI anunciou que vai encerrar o Sora, seu gerador de vídeos por inteligência artificial lançado com grande expectativa no ano passado. A decisão faz parte de uma reestruturação mais ampla, com foco em ferramentas de produtividade e programação, além de uma possível abertura de capital ainda neste ano.

O fechamento do Sora também implica o fim de uma parceria com a Disney, que previa um investimento de US$ 1 bilhão na OpenAI e o uso da tecnologia para criação de conteúdo. A empresa também descontinuará versões da ferramenta para desenvolvedores e retirará funcionalidades de vídeo do ChatGPT.

D’Amaro assumiu o cargo de CEO no lugar de Bob Iger em 18 de março. Na assembleia anual da empresa, no mesmo dia, ele apresentou sua visão de uma Disney mais conectada com os fãs, em parte por meio do uso de novas tecnologias. Segundo ele, o serviço de streaming Disney+ deve se tornar um portal para interação não apenas com filmes e séries, mas também com jogos e experiências.

Seu objetivo é “oferecer uma experiência mais conectada, personalizada e imersiva aos consumidores — onde quer que estejam e quando quiserem interagir conosco”.

As ações da Disney fecharam em queda de 1,6% na terça-feira.

O acordo com a Epic foi liderado por D’Amaro, que anteriormente comandava as áreas de parques temáticos, produtos de consumo e games da empresa. Ao anunciar a parceria, a Disney apresentou conceitos de um mundo online dentro do Fortnite que lembrava um parque temático. D’Amaro também passou a atuar como observador no conselho da Epic.

Em um memorando a funcionários e fãs, o fundador da Epic, Tim Sweeney, afirmou que a queda no engajamento do jogo levou a empresa a gastar mais do que arrecadava. Cortes de custos de cerca de US$ 500 milhões devem preparar a companhia para “grandes lançamentos no fim do ano”, disse, sem mencionar o projeto com a Disney.

A parceria com o Sora era vista como uma das iniciativas mais ambiciosas da Disney no uso de inteligência artificial. Anunciado há poucos meses, o plano previa permitir que fãs criassem vídeos curtos com mais de 200 personagens da companhia — incluindo franquias como Star Wars e Marvel — e até publicassem esse conteúdo no Disney+.

No entanto, o projeto enfrentava desafios. Internamente, havia dúvidas sobre a demanda e o alto consumo de recursos computacionais. Além disso, o lançamento inicial do Sora gerou controvérsias por questões de direitos autorais, levando a OpenAI a implementar controles para proteger conteúdos e propriedades intelectuais.

Após o fim do Sora, a Disney afirmou que o campo da inteligência artificial ainda é incipiente e evolui rapidamente, e que continuará buscando novas parcerias tecnológicas. A companhia agora pode recorrer a alternativas como Runway AI, Pika Labs e Google, que desenvolvem ferramentas semelhantes.

Enquanto isso, a OpenAI redireciona sua estratégia para competir com a Anthropic no mercado corporativo, priorizando ferramentas mais avançadas e sistemas capazes de executar tarefas de forma autônoma.

Para D’Amaro, o início de mandato mostra os desafios de apostar pesado em tecnologia em um momento de rápidas transformações no setor.

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BHP projeta escassez de potássio, fertilizante-chave na agricultura, e busca contratos no Brasil

24 de Março de 2026, 19:41

O mundo vai ter menos potássio do que precisa. Esse é o alerta da BHP, maior mineradora do planeta, que projeta uma oferta insuficiente do nutriente até 2035. 

O aviso chega em um momento particularmente delicado: a guerra no Irã já interrompeu rotas marítimas essenciais para o comércio de fertilizantes, e o Brasil, que depende de importações para quase tudo o que planta, está no centro da disputa por abastecimento.

“Esperamos um mercado apertado, com pressão significativa do lado da oferta”, reforçou Karina Gistelinck, diretora de potássio da BHP, em entrevista nesta terça-feira (24). A executiva está no Brasil para fechar contratos de longo prazo com compradores locais antes do início das operações de uma mina da companhia em Jansen, no Canadá.

Localizada na província canadense de Saskatchewan, este é o maior projeto greenfield de potássio no mundo. A operação deve começar em meados de 2027, atingindo 4,1 milhões de toneladas por ano em dois anos. Uma segunda fase levaria a produção a 8,5 milhões de toneladas no início da próxima década. 

Karina chamou o potássio de “o minério de ferro do futuro” para a BHP, em um sinal claro de que a companhia quer transformar o nutriente agrícola em um novo motor de receita, como fez com o minério que exporta da Austrália. 

A aposta, porém, não saiu barata: o custo estimado da primeira fase já subiu para US$ 8,4 bilhões, bem acima do previsto inicialmente.

Importância para o Brasil

O país responde por cerca de 20% da demanda global de potássio, mas produz uma fração ínfima do que consome. A dependência de importações supera 95% no caso do potássio – o fertilizante mais utilizado na agricultura brasileira, que representa cerca de 38% do consumo total de nutrientes.

Sem o potássio, plantas absorvem menos água, resistem pior a pragas e rendem menos na colheita – o que faz do mineral um dos três nutrientes básicos da agricultura moderna, ao lado do nitrogênio e do fósforo.

Em termos mais amplos, o Brasil importa mais de 85% de todos os fertilizantes que utiliza, uma fragilidade que o Plano Nacional de Fertilizantes, lançado em 2022, pretendia reduzir para 45% até 2050.

A guerra com o Irã tornou essa vulnerabilidade mais aguda. Cerca de um terço do comércio global de fertilizantes transita pelo Estreito de Ormuz, cuja navegação foi praticamente interrompida desde o início do conflito, no fim de fevereiro. 

Para o Brasil, o timing é particularmente ruim. O país está no período de planejamento de safra, e fertilizantes representam entre 30% e 35% dos custos totais de uma plantação. Embora o potássio não transite diretamente pelo Ormuz em grandes volumes (os principais fornecedores do Brasil são Canadá, Rússia e Belarus), o efeito cascata sobre os preços globais de fertilizantes atinge todos os nutrientes.

Iniciativas de produção doméstica ainda estão longe de alterar esse quadro. O projeto mais avançado, a mina de Autazes, da Brazil Potash, no Amazonas, tem investimento previsto de US$ 2,5 bilhões e capacidade para produzir 2,4 milhões de toneladas por ano — o suficiente para cobrir cerca de 17% da demanda atual. Mas a produção só deve começar em 2030, na melhor das hipóteses.

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Minha Casa Minha Vida passa a atender famílias com renda até R$ 13 mil mensais

24 de Março de 2026, 13:25

O programa habitacional Minha Casa, Minha Vida ganhou novos teto salarial e valor máximo de imóvel que pode ser financiado dentro das taxas subsidiadas. Todas as quatro faixas foram reajustadas e o limite máximo de renda familiar mensal passou de R$ 12 mil para R$ 13 mil.

As mudanças foram aprovadas pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) nesta terça-feira (24).

Com as alterações, a Faixa 1 passa a atender famílias com renda mensal até R$ 3,5 mil. Na regra antiga, o teto era de R$ 2.850.

Já a Faixa 2 passou de R$ 4.700 para até R$ 5 mil, enquanto a Faixa 3 avançou de R$ 8,6 mil para R$ 9,6 mil.

O mesmo incremento foi aplicado ao teto da Faixa 4, voltada à classe média. O limite subiu R$ 1 mil para R$ 13 mil.

Os valores máximos de imóveis que podem ser financiados no programa também subiu. A Faixa 3 teve um incremento de R$ 50 mil. Esse segmento vai atender aquisições de residências de até R$ 400 mil.

Na Faixa 4, o limite subiu R$ 100 mil e agora as famílias poderão comprar imóveis com valor de até R$ 600 mil.

A última grande mudança do programa ocorreu em abril do ano passado. Foi justamente a criação da Faixa 4 para atender famílias de classe média, que acabaram excluídas do crédito imobiliário no atual cenário de juros altos.

As taxas dos empréstimos não mudaram. A Faixa 1 continua com juros de até 4,25% ao ano. Na Faixa 2, as taxas vão até 7%, enquanto na 3, os custos podem alcançar 8,16% anuais. A Faixa 4 tem taxas de até 10,5% ao ano.

Claro paga R$ 4 bilhões pela Desktop e acelera consolidação da fibra óptica no interior

22 de Março de 2026, 16:10

A Claro anunciou a compra do controle da Desktop, maior provedor de internet por fibra óptica do interior de São Paulo, por R$ 4 bilhões. O negócio ainda depende de aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), além de uma assembleia extraordinária de acionistas.

A operadora mexicana pagará R$ 20,82 por ação pela fatia de 73% da Desktop que estava nas mãos dos controladores — um prêmio de 45% sobre os R$ 14,40 do fechamento de sexta-feira (20). Os R$ 4 bilhões representam o valor total da empresa, incluindo suas dívidas. Descontado o endividamento de R$ 1,59 bilhão, o que a Claro efetivamente desembolsa pelos acionistas chega a R$ 2,4 bilhões.

Após o fechamento do acordo, a Claro terá obrigação de lançar uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) para os demais acionistas, ao mesmo preço por ação.

A Desktop foi fundada em 1996 por Denio Alves Lindo, ex-funcionário da IBM que apostou na expansão da internet para o interior do país. Com a entrada do fundo HIG Capital em 2020, a empresa saiu de cerca de 100 mil para 1,2 milhão de clientes e foi a mercado em 2021, com ações precificadas a R$ 23,50 no IPO. Em 2025, faturou R$ 1,2 bilhão, crescimento de 8% sobre o ano anterior.

Como o InvestNews mostrou em janeiro, o setor de banda larga fixa entrou em fase de maturidade: o crescimento líquido de acessos caiu de mais de 5 milhões em 2021 para pouco mais de 330 mil nos onze primeiros meses de 2025. Vivo e Claro, que já têm escala relevante, conviviam com menor urgência por aquisições. A TIM, mais atrasada na fibra com apenas 831 mil clientes, ainda busca alternativas. O impasse de valuation — quanto vale, afinal, um cliente de internet de fibra — travou negociações por anos.

chart visualization

A compra da Desktop sugere que, ao menos para a Claro, a equação finalmente fechou. Com 2,56 milhões de clientes próprios em fibra até novembro de 2025, a operadora salta de posição no ranking nacional e passa a controlar uma base consolidada no interior paulista, onde a Desktop atende mais de 200 municípios. A integração, e o que ela entregará em crescimento líquido real, será o próximo teste.

Claro paga R$ 4 bilhões pela Desktop e acelera consolidação da fibra óptica no interior

22 de Março de 2026, 16:10

A Claro anunciou a compra do controle da Desktop, maior provedor de internet por fibra óptica do interior de São Paulo, por R$ 4 bilhões. O negócio ainda depende de aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), além de uma assembleia extraordinária de acionistas.

A operadora mexicana pagará R$ 20,82 por ação pela fatia de 73% da Desktop que estava nas mãos dos controladores — um prêmio de 45% sobre os R$ 14,40 do fechamento de sexta-feira (20). Os R$ 4 bilhões representam o valor total da empresa, incluindo suas dívidas. Descontado o endividamento de R$ 1,59 bilhão, o que a Claro efetivamente desembolsa pelos acionistas chega a R$ 2,4 bilhões.

Após o fechamento do acordo, a Claro terá obrigação de lançar uma OPA (Oferta Pública de Aquisição) para os demais acionistas, ao mesmo preço por ação.

A Desktop foi fundada em 1996 por Denio Alves Lindo, ex-funcionário da IBM que apostou na expansão da internet para o interior do país. Com a entrada do fundo HIG Capital em 2020, a empresa saiu de cerca de 100 mil para 1,2 milhão de clientes e foi a mercado em 2021, com ações precificadas a R$ 23,50 no IPO. Em 2025, faturou R$ 1,2 bilhão, crescimento de 8% sobre o ano anterior.

Como o InvestNews mostrou em janeiro, o setor de banda larga fixa entrou em fase de maturidade: o crescimento líquido de acessos caiu de mais de 5 milhões em 2021 para pouco mais de 330 mil nos onze primeiros meses de 2025. Vivo e Claro, que já têm escala relevante, conviviam com menor urgência por aquisições. A TIM, mais atrasada na fibra com apenas 831 mil clientes, ainda busca alternativas. O impasse de valuation — quanto vale, afinal, um cliente de internet de fibra — travou negociações por anos.

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A compra da Desktop sugere que, ao menos para a Claro, a equação finalmente fechou. Com 2,56 milhões de clientes próprios em fibra até novembro de 2025, a operadora salta de posição no ranking nacional e passa a controlar uma base consolidada no interior paulista, onde a Desktop atende mais de 200 municípios. A integração, e o que ela entregará em crescimento líquido real, será o próximo teste.

AXIA recebe R$ 1,17 bilhão em troca de ativos com a ISA Energia

20 de Março de 2026, 08:49

A AXIA Energia, antiga Eletrobras, anunciou importantes movimentações em sua estrutura societária com a ISA Energia. A companhia informou que chegou a um acordo para trocar participações societárias em ativos de transmissão, numa transação na qual a AXIA receberá R$ 1,17 bilhão em dinheiro.

A AXIA obteve aprovação para converter 19,7 milhões de ações ordinárias que detém no capital da ISA Energia em ações preferenciais, na relação de 1 para 1, conforme previsto no estatuto social da ISA Energia.

Pelo acordo de descruzamento de participações, a AXIA transferirá sua participação na IE Madeira para a ISA e, em contrapartida, adquirirá 51% da IE Garanhuns. Com isso, a AXIA passa a consolidar a totalidade da IE Garanhuns, interligação elétrica que conecta Pernambuco a Alagoas e Paraíba, enquanto a ISA se torna única proprietária da IE Madeira, linhão de transmissão que liga as hidrelétricas Jirau e Santo Antônio à região Sudeste.

No mercado, as ações da ISA Energia encerraram quinta-feira (19) cotadas a R$ 32,60 para a ordinária (ON) e R$ 28,07 para a preferencial (PN).

Segundo a companhia, a operação reforça seu compromisso com a otimização de participações minoritárias, disciplina de capital e simplificação da estrutura societária, fortalecendo a governança e a eficiência na gestão de seus ativos estratégicos.

Axia recebe R$ 1,17 bilhão em troca de ativos com a ISA Energia

20 de Março de 2026, 08:49

A Axia Energia, antiga Eletrobras, anunciou importantes movimentações em sua estrutura societária com a ISA Energia. A companhia informou que chegou a um acordo para trocar participações societárias em ativos de transmissão, numa transação na qual a Axia receberá R$ 1,17 bilhão em dinheiro.

A Axia obteve aprovação para converter 19,7 milhões de ações ordinárias que detém no capital da ISA Energia em ações preferenciais, na relação de 1 para 1, conforme previsto no estatuto social da ISA Energia.

Pelo acordo de descruzamento de participações, a Axia transferirá sua participação na IE Madeira para a ISA e, em contrapartida, adquirirá 51% da IE Garanhuns. Com isso, a Axia passa a consolidar a totalidade da IE Garanhuns, interligação elétrica que conecta Pernambuco a Alagoas e Paraíba, enquanto a ISA se torna única proprietária da IE Madeira, linhão de transmissão que liga as hidrelétricas Jirau e Santo Antônio à região Sudeste.

No mercado, as ações da ISA Energia encerraram quinta-feira (19) cotadas a R$ 32,60 para a ordinária (ON) e R$ 28,07 para a preferencial (PN).

Segundo a companhia, a operação reforça seu compromisso com a otimização de participações minoritárias, disciplina de capital e simplificação da estrutura societária, fortalecendo a governança e a eficiência na gestão de seus ativos estratégicos.

Sob clima de cautela, Porto estuda aporte de R$ 1 bilhão na Oncoclínicas

13 de Março de 2026, 21:15

A Porto, por meio de sua subsidiária de planos de saúde, está avaliando uma injeção de recursos na Oncoclínicas, sua principal parceira no atendimento a pacientes com câncer, apurou o InvestNews.

As clínicas da Oncoclínicas seriam separadas em uma subsidiária da qual a Porto Saúde passaria a ser acionista. Os hospitais e a operação na Arábia Saudita ficariam de fora. Segundo o Brazil Journal, as duas companhias já teriam um memorando de entendimento (MOU, em inglês), que foi aprovado por cinco votos a dois no conselho da Oncoclínicas.

Em comunicado ao mercado, a Porto afirmou que “avalia de forma permanente a possibilidade de potenciais investimentos em diversos negócios e verticais, incluindo no que se refere a certos negócios explorados pela Oncoclínicas”. Mas disse que não há não “documento vinculante” assinado com a empresa – lembrando que um MOU não se enquadra na categoria de documentos vinculantes.

O aporte seria na ordem de R$ 1 bilhão, sendo R$ 500 milhões como equity e outros R$ 500 milhões em dívida conversível em ações. Essa capitalização, no entanto, só seria possível após due diligence dos ativos.

Há também expectativa no mercado para que, antes, aconteça uma negociação da Oncoclínicas com credores para o reperfilamento da sua dívida, que alcançou R$ 4 bilhões ao fim do terceiro trimestre, passando a representar 4,2 vezes o seu Ebitda.

A situação complexa da Oncoclínicas e sua relação com o Master – a empresa reconheceu perda de R$ 217 milhões em CDBs do banco – tornam a resolução das negociações mais complexa. Segundo uma das pessoas próximas ouvidas pelo InvestNews, a definição da proposta não é simples e “ainda tem muita água para rolar”.

Outra pessoa familiarizada com a operação da Oncoclínicas diz ser difícil os credores toparem. “Quem ficaria com os hospitais?”, questiona. Segundo a reportagem do Brazil Journal, após a renegociação, os bondholders e demais credores da Oncoclínicas terão a opção de migrar seus créditos para a nova subsidiária.

Um gestor com papéis da Porto acredita ser difícil que o negócio saia do papel, dada a necessidade de “atender a muitas condições”. Para ele, a condição para o negócio sair seria uma Oncoclínicas “limpa”, nas suas palavras, deixando nessa nova subsidiária apenas os bons ativos.

A empresa nasceu com clínicas fora das redes de hospitais, mas conforme cresceu passou a inaugurar “cancer centers”, hospitais exclusivamente dedicados ao tratamento oncológico. Com investimentos mais elevados, esses hospitais deixaram o modelo da Oncoclínicas mais complexo. Hoje, eles e a operação na Arábia Saudita operam no vermelho.

Porto e Oncoclínicas

A significativa dependência dos serviços da Oncoclínicas pode estar pesando nas contas da Porto Saúde. Ela paga cerca de R$ 500 milhões ao ano para a rede especializada no tratamento de câncer.

Os custos com oncologia são parte relevante da sinistralidade dos planos de saúde. Em relatório de setembro de 2025, a equipe do BTG Pactual estimou que a oncologia (principalmente infusões sem cirurgias e tratamentos relacionados) representou cerca de 15% do gasto total com saúde suplementar no ano de 2024. E esse cenário tende a se agravar: a Organização Mundial da Saúde estima que, em 2050, serão diagnosticados globalmente 35 milhões de casos de câncer – uma alta de 77% em relação a 2022.

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Fundada em 2010, a Oncoclínicas detém uma fatia de mercado de cerca de 15%, com uma oferta de tratamento com custos mais baixos do que parte de seus concorrentes: infusões de quimioterapia custam cerca de R$ 10 mil por procedimento, abaixo dos quase R$ 15 mil da Rede D’Or. O grupo também detém cerca de 18% da mão de obra de oncologistas no país.

Procuradas Oncoclínicas e Porto não responderam até a publicação desta reportagem.

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Petrobras aumenta o diesel em 11,6%, mas defasagem segue alta  

13 de Março de 2026, 13:31

A Petrobras anunciou o primeiro aumento do diesel em suas refinarias depois de 312 dias sem alteração. A partir de sábado (14), o litro sobe R$ 0,38, de R$ 3,27 para R$ 3,65. Uma alta de 11,6%.

O reajuste vem num momento de escassez de petróleo. A produção mundial já foi cortada em 10%, por conta do bloqueio ao estreito de Ormuz, e o barril passou dos US$ 100 pela primeira vez desde 2022.

Isso elevou o preço do diesel no mercado global, obviamente. De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o litro do diesel nas refinarias teria de subir a R$ 5,61 para entrar em paridade com o preço internacional.

A defasagem do diesel, portanto, está agora em 54%. Na gasolina, de acordo com a entidade, ela é de 43%.

Não custa lembrar: o preço dos combustíveis na refinarias é livre. Só que a Petrobras tem 84% da capacidade brasileira de refino, então é ela quem determina, na prática, o valor de mercado.

Justiça aceita recuperação extrajudicial da Raízen para renegociar R$ 65 bilhões em dívidas

12 de Março de 2026, 19:02

A Justiça de São Paulo aprovou o pedido de recuperação extrajudicial da Raízen, abrindo caminho para que a companhia renegocie R$ 65,1 bilhões em dívidas com credores. A informação foi publicada inicialmente no site The AgriBiz.

A decisão do juiz Guilherme Cavalcanti Lamêgo, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), suspende as cobranças dos créditos incluídos no plano por até 180 dias, período em que a empresa poderá negociar novas condições com bancos e investidores. Lamêgo também é o responsável pela RE do GPA, dono do Pão de Açúcar.

A Raízen tem 90 dias, contados a partir do pedido de recuperação extrajudicial, para comprovar a adesão necessária dos credores e apresentar a versão final do plano de reestruturação. Após a apresentação do plano completo, os credores terão outros 90 dias para analisá-lo.

Negociação em curso

Documentos apresentados pela companhia à Justiça mostram que o plano já conta com o apoio de credores que representam cerca de 47% da dívida incluída na reestruturação, mas a empresa ainda precisa atingir a adesão de mais de metade dos créditos em cada empresa envolvida para que o plano possa ser homologado.

@investnewsbr

Uma das maiores produtoras de álcool e açúcar do Brasil, a Raízen acaba de entrar em recuperação extrajudicial para tentar organizar uma dívida de quase R$ 70 bilhões. Entenda como tudo começou e quais os próximos passos da companhia para sair da crise. #energia #raizen #negócios

♬ original sound – InvestNews BR – InvestNews BR

Entre as principais subsidiárias, os percentuais atuais de adesão são de 44,9% na Raízen S.A., 45,4% na Raízen Energia e 34,9% na Raízen Fuels Finance, empresa que concentra parte relevante dos títulos emitidos no exterior (“bonds“).

A lista de credores apresentada no processo indica que parte relevante das adesões iniciais veio de bancos e instituições financeiras que mantêm contratos de financiamento e operações de derivativos com o grupo.

Quem já topou

Entre os credores que já aderiram ao plano aparecem nomes como Morgan Stanley, BNP Paribas Brasil, Rabobank, Banco do Brasil, JP Morgan, Crédit Agricole, Bradesco e Citibank.Esses contratos, majoritariamente ligados a operações bancárias e instrumentos de hedge, somam cerca de R$ 28,6 bilhões em créditos aderentes, segundo os documentos apresentados no processo.

Já os títulos emitidos no exterior, administrados por instituições como Bank of New York Mellon e U.S. Bank, ainda não aparecem entre os créditos aderentes, indicando que parte relevante das negociações deverá ocorrer com investidores internacionais.

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Justiça aceita recuperação extrajudicial da Raízen para renegociar R$ 65 bilhões em dívidas

12 de Março de 2026, 19:02

A Justiça de São Paulo aprovou o pedido de recuperação extrajudicial da Raízen, abrindo caminho para que a companhia renegocie R$ 65,1 bilhões em dívidas com credores. A informação foi publicada inicialmente no site The AgriBiz.

A decisão do juiz Guilherme Cavalcanti Lamêgo, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), suspende as cobranças dos créditos incluídos no plano por até 180 dias, período em que a empresa poderá negociar novas condições com bancos e investidores. Lamêgo também é o responsável pela RE do GPA, dono do Pão de Açúcar.

A Raízen tem 90 dias, contados a partir do pedido de recuperação extrajudicial, para comprovar a adesão necessária dos credores e apresentar a versão final do plano de reestruturação. Após a apresentação do plano completo, os credores terão outros 90 dias para analisá-lo.

Negociação em curso

Documentos apresentados pela companhia à Justiça mostram que o plano já conta com o apoio de credores que representam cerca de 47% da dívida incluída na reestruturação, mas a empresa ainda precisa atingir a adesão de mais de metade dos créditos em cada empresa envolvida para que o plano possa ser homologado.

@investnewsbr

Uma das maiores produtoras de álcool e açúcar do Brasil, a Raízen acaba de entrar em recuperação extrajudicial para tentar organizar uma dívida de quase R$ 70 bilhões. Entenda como tudo começou e quais os próximos passos da companhia para sair da crise. #energia #raizen #negócios

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Entre as principais subsidiárias, os percentuais atuais de adesão são de 44,9% na Raízen S.A., 45,4% na Raízen Energia e 34,9% na Raízen Fuels Finance, empresa que concentra parte relevante dos títulos emitidos no exterior (“bonds“).

A lista de credores apresentada no processo indica que parte relevante das adesões iniciais veio de bancos e instituições financeiras que mantêm contratos de financiamento e operações de derivativos com o grupo.

Quem já topou

Entre os credores que já aderiram ao plano aparecem nomes como Morgan Stanley, BNP Paribas Brasil, Rabobank, Banco do Brasil, JP Morgan, Crédit Agricole, Bradesco e Citibank.Esses contratos, majoritariamente ligados a operações bancárias e instrumentos de hedge, somam cerca de R$ 28,6 bilhões em créditos aderentes, segundo os documentos apresentados no processo.

Já os títulos emitidos no exterior, administrados por instituições como Bank of New York Mellon e U.S. Bank, ainda não aparecem entre os créditos aderentes, indicando que parte relevante das negociações deverá ocorrer com investidores internacionais.

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Gestora do investidor bilionário Bill Ackman busca levantar até US$ 10 bilhões em IPO

10 de Março de 2026, 09:52

Bill Ackman, investidor bilionário, protocolou um pedido para levar a público sua gestora de hedge funds, a Pershing Square, em uma operação que pode levantar entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões e marcar a estreia da empresa em uma bolsa dos Estados Unidos.

A oferta será feita em conjunto com o lançamento da Pershing Square USA, um fundo de investimento do tipo closed-end fund — estrutura que capta um valor fixo em bolsa e cujas cotas passam a ser negociadas no mercado — administrado pela Pershing Square Capital Management, segundo documentos enviados à Securities and Exchange Commission (SEC), o órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos.

Na estrutura proposta, investidores que comprarem ações do novo fundo também receberão papéis da gestora. Para cada 100 ações adquiridas do fundo fechado, o investidor receberá 20 ações da empresa de gestão. No caso dos participantes da colocação privada, essa proporção será de 30 ações da gestora para cada 100 ações do fundo.

A Pershing Square pretende vender as ações do fundo a US$ 50 cada, sendo necessário comprar pelo menos 100 papéis para participar da oferta.

Parte relevante dos recursos já foi assegurada: US$ 2,8 bilhões em compromissos de investidores qualificados, incluindo family offices, fundos de pensão e seguradoras, por meio de uma colocação privada que será liquidada junto com o IPO. A empresa disse que não pretende ampliar a oferta além do limite que faria o total superar US$ 10 bilhões.

Após a precificação, a expectativa é que o fundo fechado e a gestora passem a negociar separadamente na New York Stock Exchange, bolsa de Nova York.

Mudança de estratégia

O movimento faz parte de uma estratégia mais ampla de Ackman para transformar a Pershing Square em um veículo de investimento de longo prazo inspirado na Berkshire Hathaway, conglomerado de Warren Buffett.

Conhecida no passado pelo ativismo em empresas listadas, a Pershing passou a focar nos últimos anos em participações concentradas em grandes companhias abertas.

A gestora administra atualmente cerca de US$ 30,7 bilhões em ativos, segundo o documento apresentado aos reguladores.

Outro veículo do grupo, o Pershing Square Holdings, listado em Londres, tinha US$ 17,1 bilhões em ativos sob gestão no fim de fevereiro. Como muitos fundos fechados, ele negocia com desconto em relação ao valor líquido de seus ativos, atualmente em torno de 24%, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Essa característica é justamente um dos desafios para a nova oferta. O próprio Ackman já reconheceu que será necessário convencer investidores sobre a atratividade da estrutura de fundo fechado, que perdeu popularidade nos últimos anos.

Nesse modelo, o fundo vende um número fixo de ações no IPO e, depois disso, investidores só conseguem sair vendendo seus papéis a outros participantes no mercado, pelo preço negociado — que pode ficar abaixo do valor dos ativos do fundo.

Perfil público ampliado

A visibilidade de Ackman também cresceu fora de Wall Street. Nos últimos anos, ele passou a se posicionar publicamente em debates políticos e sociais e se aproximou de figuras como o presidente Donald Trump e o empresário Elon Musk, o que pode ampliar o interesse do público geral na oferta.

A operação será coordenada por Citigroup, UBS, Bank of America, Jefferies e Wells Fargo, que atuarão como coordenadores globais e bookrunners do IPO.

Gestora do investidor bilionário Bill Ackman busca levantar até US$ 10 bilhões em IPO

10 de Março de 2026, 09:52

Bill Ackman, investidor bilionário, protocolou um pedido para levar a público sua gestora de hedge funds, a Pershing Square, em uma operação que pode levantar entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões e marcar a estreia da empresa em uma bolsa dos Estados Unidos.

A oferta será feita em conjunto com o lançamento da Pershing Square USA, um fundo de investimento do tipo closed-end fund — estrutura que capta um valor fixo em bolsa e cujas cotas passam a ser negociadas no mercado — administrado pela Pershing Square Capital Management, segundo documentos enviados à Securities and Exchange Commission (SEC), o órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos.

Na estrutura proposta, investidores que comprarem ações do novo fundo também receberão papéis da gestora. Para cada 100 ações adquiridas do fundo fechado, o investidor receberá 20 ações da empresa de gestão. No caso dos participantes da colocação privada, essa proporção será de 30 ações da gestora para cada 100 ações do fundo.

A Pershing Square pretende vender as ações do fundo a US$ 50 cada, sendo necessário comprar pelo menos 100 papéis para participar da oferta.

Parte relevante dos recursos já foi assegurada: US$ 2,8 bilhões em compromissos de investidores qualificados, incluindo family offices, fundos de pensão e seguradoras, por meio de uma colocação privada que será liquidada junto com o IPO. A empresa disse que não pretende ampliar a oferta além do limite que faria o total superar US$ 10 bilhões.

Após a precificação, a expectativa é que o fundo fechado e a gestora passem a negociar separadamente na New York Stock Exchange, bolsa de Nova York.

Mudança de estratégia

O movimento faz parte de uma estratégia mais ampla de Ackman para transformar a Pershing Square em um veículo de investimento de longo prazo inspirado na Berkshire Hathaway, conglomerado de Warren Buffett.

Conhecida no passado pelo ativismo em empresas listadas, a Pershing passou a focar nos últimos anos em participações concentradas em grandes companhias abertas.

A gestora administra atualmente cerca de US$ 30,7 bilhões em ativos, segundo o documento apresentado aos reguladores.

Outro veículo do grupo, o Pershing Square Holdings, listado em Londres, tinha US$ 17,1 bilhões em ativos sob gestão no fim de fevereiro. Como muitos fundos fechados, ele negocia com desconto em relação ao valor líquido de seus ativos, atualmente em torno de 24%, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Essa característica é justamente um dos desafios para a nova oferta. O próprio Ackman já reconheceu que será necessário convencer investidores sobre a atratividade da estrutura de fundo fechado, que perdeu popularidade nos últimos anos.

Nesse modelo, o fundo vende um número fixo de ações no IPO e, depois disso, investidores só conseguem sair vendendo seus papéis a outros participantes no mercado, pelo preço negociado — que pode ficar abaixo do valor dos ativos do fundo.

Perfil público ampliado

A visibilidade de Ackman também cresceu fora de Wall Street. Nos últimos anos, ele passou a se posicionar publicamente em debates políticos e sociais e se aproximou de figuras como o presidente Donald Trump e o empresário Elon Musk, o que pode ampliar o interesse do público geral na oferta.

A operação será coordenada por Citigroup, UBS, Bank of America, Jefferies e Wells Fargo, que atuarão como coordenadores globais e bookrunners do IPO.

MBRF, Minerva e o outro custo da guerra no Oriente Médio: a logística

8 de Março de 2026, 17:28

A escalada das tensões no Oriente Médio adicionaram um novo ponto de atenção ao setor de proteína animal: a logística. Duas companhias brasileiras – MBRF e Minerva – são aquelas com exposição mais evidente a mercados e fluxos comerciais ligados à região.

O ponto de partida dessa preocupação está no peso da região para as exportações brasileiras. O Oriente Médio responde por cerca de 25% das exportações de frango do Brasil, o que coloca a MBRF, dona de marcas relevantes nesse segmento, entre as empresas mais sensíveis a eventuais mudanças nas rotas de embarque.

No caso da Minerva, a exposição aparece na carne bovina: cerca de 7% das exportações brasileiras do produto tiveram como destino o Oriente Médio em 2025, segundo dados computados pelo Itaú BBA.

Até aqui, não é possível afirmar que o impacto esteja “contratado” para as empresas ou que há interrupção dos embarques, mas a instabilidade geopolítica joga luz sobre um um novo risco operacional que se desenha no horizonte.

As tensões geopolíticas são o grande ponto de atenção porque podem gerar gargalos logísticos na entrega de embarques das companhias para a região, que devem contar com alternativas para tentar driblar as dificuldades.

Segundo o Itaú BBA, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) já havia alertado para possíveis interrupções decorrentes da mudança de fluxo de tráfego pelo Estreito de Ormuz, que já está fechado e já vem, por isso, afetando a cadeia de produção de outras commodities, caso do petróleo. E isso se soma a uma capacidade operacional menor no Canal de Suez, outra fonte de escoamento.

Como estratégia de segurançca alimentar, os produtores da região estão priorizando, atualmente, produção local em vez de importações. Além disso, a MBRF tem operações locais de frango halal, voltado ao consumo de acordo com as regras islâmicas.

Esses dois fatores permitem que a companhia consiga uma menor pressão sobre as vendas no curto prazo, mas isso só valerá se o conflito não se prolongar de forma significativa.

No caso das exportações brasileiras de carne bovina, a exposição é menor do que no segmento de aves, mas é possível ver efeitos potenciais sobre os produtores que já vinham trabalhando para redirecionar embarques para outras regiões após a imposição de cotas de produtos pela China.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) indicou que 30% a 40% das exportações brasileiras de carne bovina dependem de rotas que passavam pelo Estreito de Ormuz, trazendo novos riscos para a cadeia de suprimentos do setor.

Os volumes destinados ao Oriente Médio pela Minerva representaram 9% das exportações totais nos últimos 12 meses até o terceiro trimestre de 2025 e, mesmo não entregando produtos diretamente para o Irã, a companhia ainda tem pela frente desafios logísticos para atender a região se a guerra continuar no processo de escalada.

Nos cálculos do Itaú BBA, os spreads da carne bovina no Brasil – a diferença entre o preço de venda da carne e o custo da matéria-prima – recuaram 5,6% na comparação trimestral até agora no primeiro trimestre deste ano. O movimento é resultado da alta de 4,4% nos custos do gado, combinada com uma queda de 1,5% nos preços de exportação da carne bovina.

Desde o começo de março, as ações da MBRF (MBRF3) acumulam perdas de 12,6%. Já os papéis da Minerva (BEEF3) têm baixa de 13,8% no mesmo período.

MBRF, Minerva e o outro custo da guerra no Oriente Médio: a logística

8 de Março de 2026, 17:28

A escalada das tensões no Oriente Médio adicionaram um novo ponto de atenção ao setor de proteína animal: a logística. Duas companhias brasileiras – MBRF e Minerva – são aquelas com exposição mais evidente a mercados e fluxos comerciais ligados à região.

O ponto de partida dessa preocupação está no peso da região para as exportações brasileiras. O Oriente Médio responde por cerca de 25% das exportações de frango do Brasil, o que coloca a MBRF, dona de marcas relevantes nesse segmento, entre as empresas mais sensíveis a eventuais mudanças nas rotas de embarque.

No caso da Minerva, a exposição aparece na carne bovina: cerca de 7% das exportações brasileiras do produto tiveram como destino o Oriente Médio em 2025, segundo dados computados pelo Itaú BBA.

Até aqui, não é possível afirmar que o impacto esteja “contratado” para as empresas ou que há interrupção dos embarques, mas a instabilidade geopolítica joga luz sobre um um novo risco operacional que se desenha no horizonte.

As tensões geopolíticas são o grande ponto de atenção porque podem gerar gargalos logísticos na entrega de embarques das companhias para a região, que devem contar com alternativas para tentar driblar as dificuldades.

Segundo o Itaú BBA, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) já havia alertado para possíveis interrupções decorrentes da mudança de fluxo de tráfego pelo Estreito de Ormuz, que já está fechado e já vem, por isso, afetando a cadeia de produção de outras commodities, caso do petróleo. E isso se soma a uma capacidade operacional menor no Canal de Suez, outra fonte de escoamento.

Como estratégia de segurançca alimentar, os produtores da região estão priorizando, atualmente, produção local em vez de importações. Além disso, a MBRF tem operações locais de frango halal, voltado ao consumo de acordo com as regras islâmicas.

Esses dois fatores permitem que a companhia consiga uma menor pressão sobre as vendas no curto prazo, mas isso só valerá se o conflito não se prolongar de forma significativa.

No caso das exportações brasileiras de carne bovina, a exposição é menor do que no segmento de aves, mas é possível ver efeitos potenciais sobre os produtores que já vinham trabalhando para redirecionar embarques para outras regiões após a imposição de cotas de produtos pela China.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) indicou que 30% a 40% das exportações brasileiras de carne bovina dependem de rotas que passavam pelo Estreito de Ormuz, trazendo novos riscos para a cadeia de suprimentos do setor.

Os volumes destinados ao Oriente Médio pela Minerva representaram 9% das exportações totais nos últimos 12 meses até o terceiro trimestre de 2025 e, mesmo não entregando produtos diretamente para o Irã, a companhia ainda tem pela frente desafios logísticos para atender a região se a guerra continuar no processo de escalada.

Nos cálculos do Itaú BBA, os spreads da carne bovina no Brasil – a diferença entre o preço de venda da carne e o custo da matéria-prima – recuaram 5,6% na comparação trimestral até agora no primeiro trimestre deste ano. O movimento é resultado da alta de 4,4% nos custos do gado, combinada com uma queda de 1,5% nos preços de exportação da carne bovina.

Desde o começo de março, as ações da MBRF (MBRF3) acumulam perdas de 12,6%. Já os papéis da Minerva (BEEF3) têm baixa de 13,8% no mesmo período.

Kalshi e Polymarket: rodada de investimentos pode avaliar empresas do mercado preditivo em US$ 20 bilhões

8 de Março de 2026, 11:06

A Kalshi e a Polymarket, as duas principais empresas do chamado mercado preditivo, em que usuários apostam ou negociam contratos sobre o resultado de eventos futuros, estão em conversas com investidores para possíveis novas rodadas de financiamento que poderiam avaliá-las em cerca de US$ 20 bilhões cada uma. As informações são do The Wall Street Journal.

Segundo a publicação, conforme pessoas próximas ao tema, as duas companhias estiveram em discussões para captação de recursos que atribuiria esse valor a ambas, que hoje são avaliadas pela metade desse montante. As negociações ainda estão em estágio inicial.

A Kalshi já opera nos Estados Unidos e tem sido uma das plataformas que impulsionaram uma nova onda de apostas baseadas em eventos. Além de esportes, os usuários podem negociar contratos ligados a resultados na política, na economia e até na cultura pop.

Se um usuário acredita que um resultado vai acontecer, ele pode comprar o contrato por um determinado preço, que reflete a probabilidade atribuída pelo mercado. Se o evento realmente ocorrer, o contrato paga um valor fixo (normalmente US$ 1), e o comprador fica com o ganho. Quem vendeu esse contrato ou apostou no resultado oposto é quem perde.

Se o evento não acontecer, ocorre o contrário: o contrato perde valor ou expira sem pagamento, e quem apostou naquele resultado arca com a perda. Assim, os preços dos contratos vão mudando conforme as apostas dos usuários e acabam refletindo a percepção coletiva sobre as chances de cada resultado.

Ainda de acordo com o jornal, em dezembro, a empresa levantou US$ 1 bilhão em uma rodada que contou com investidores como Paradigm e Sequoia Capital, operação que levou a avaliação da empresa para cerca de US$ 11 bilhões.

Fundada em 2018 por Tarek Mansour e Luana Lopes Lara, a companhia recebeu em 2020 autorização da Commodity Futures Trading Commission (CFTC) para operar como a primeira bolsa regulada nos Estados Unidos dedicada a mercados baseados em eventos.

O crescimento recente da plataforma também aparece nas receitas. Segundo pessoas familiarizadas com o negócio citadas pela reportagem, a empresa ultrapassou US$ 1 bilhão em receita anualizada, uma estimativa baseada no ritmo atual de faturamento. Uma dessas fontes afirma que esse valor já estaria próximo de US$ 1,5 bilhão.

A Polymarket, por sua vez, ainda não está oficialmente disponível para usuários nos Estados Unidos. Embora seja possível acessar o serviço por meio de VPN, os termos da plataforma proíbem a participação de americanos, e a empresa pode usar tecnologia de geobloqueio para impedir esse acesso. A expectativa é lançar ainda este ano uma versão do aplicativo adaptada às regras do mercado americano, conforme a publicação.

Criada em 2020 por Shayne Coplan, a Polymarket foi avaliada pela última vez em cerca de US$ 9 bilhões, ainda conforme a reportagem. Esse valor foi estabelecido em outubro, depois que a Intercontinental Exchange, controladora da Bolsa de Nova York, concordou em investir até US$ 2 bilhões na empresa, segundo dados da PitchBook.

Kalshi e Polymarket: rodada de investimentos pode avaliar empresas do mercado preditivo em US$ 20 bilhões

8 de Março de 2026, 11:06

A Kalshi e a Polymarket, as duas principais empresas do chamado mercado preditivo, em que usuários apostam ou negociam contratos sobre o resultado de eventos futuros, estão em conversas com investidores para possíveis novas rodadas de financiamento que poderiam avaliá-las em cerca de US$ 20 bilhões cada uma. As informações são do The Wall Street Journal.

Segundo a publicação, conforme pessoas próximas ao tema, as duas companhias estiveram em discussões para captação de recursos que atribuiria esse valor a ambas, que hoje são avaliadas pela metade desse montante. As negociações ainda estão em estágio inicial.

A Kalshi já opera nos Estados Unidos e tem sido uma das plataformas que impulsionaram uma nova onda de apostas baseadas em eventos. Além de esportes, os usuários podem negociar contratos ligados a resultados na política, na economia e até na cultura pop.

Se um usuário acredita que um resultado vai acontecer, ele pode comprar o contrato por um determinado preço, que reflete a probabilidade atribuída pelo mercado. Se o evento realmente ocorrer, o contrato paga um valor fixo (normalmente US$ 1), e o comprador fica com o ganho. Quem vendeu esse contrato ou apostou no resultado oposto é quem perde.

Se o evento não acontecer, ocorre o contrário: o contrato perde valor ou expira sem pagamento, e quem apostou naquele resultado arca com a perda. Assim, os preços dos contratos vão mudando conforme as apostas dos usuários e acabam refletindo a percepção coletiva sobre as chances de cada resultado.

Ainda de acordo com o jornal, em dezembro, a empresa levantou US$ 1 bilhão em uma rodada que contou com investidores como Paradigm e Sequoia Capital, operação que levou a avaliação da empresa para cerca de US$ 11 bilhões.

Fundada em 2018 por Tarek Mansour e Luana Lopes Lara, a companhia recebeu em 2020 autorização da Commodity Futures Trading Commission (CFTC) para operar como a primeira bolsa regulada nos Estados Unidos dedicada a mercados baseados em eventos.

O crescimento recente da plataforma também aparece nas receitas. Segundo pessoas familiarizadas com o negócio citadas pela reportagem, a empresa ultrapassou US$ 1 bilhão em receita anualizada, uma estimativa baseada no ritmo atual de faturamento. Uma dessas fontes afirma que esse valor já estaria próximo de US$ 1,5 bilhão.

A Polymarket, por sua vez, ainda não está oficialmente disponível para usuários nos Estados Unidos. Embora seja possível acessar o serviço por meio de VPN, os termos da plataforma proíbem a participação de americanos, e a empresa pode usar tecnologia de geobloqueio para impedir esse acesso. A expectativa é lançar ainda este ano uma versão do aplicativo adaptada às regras do mercado americano, conforme a publicação.

Criada em 2020 por Shayne Coplan, a Polymarket foi avaliada pela última vez em cerca de US$ 9 bilhões, ainda conforme a reportagem. Esse valor foi estabelecido em outubro, depois que a Intercontinental Exchange, controladora da Bolsa de Nova York, concordou em investir até US$ 2 bilhões na empresa, segundo dados da PitchBook.

Balanços do 4º tri mostram mais surpresas positivas que negativas na bolsa – pelo menos até agora

7 de Março de 2026, 17:12

A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 das empresas brasileiras listadas em bolsa tem apresentado um desempenho melhor do que o esperado, ao menos até agora. Entre as companhias que já divulgaram resultados, os lucros superaram as estimativas de analistas com mais frequência do que ficaram abaixo das projeções, indicando um início de temporada relativamente positivo para o mercado.

Até o momento, 65 empresas já divulgaram seus resultados. Na próxima semana, 39 publicarão seus números, entre grandes e pequenas companhias.

Entre as que já divulgaram os dados, 32,3% superaram as estimativas de lucro, enquanto 26,2% ficaram abaixo do esperado. A maior parte (41,5%) ficou em linha com as expectativas. O levantamento é do Itaú BBA, que estabelece um índice de “beat/miss” de 1,2 vez.

O indicador compara quantas empresas superaram as estimativas de analistas (“beat”) com quantas ficaram abaixo delas (“miss”). Quando o índice fica acima de 1, significa que as surpresas positivas predominam.

Bancos e setores ligados à economia doméstica lideram resultados

Os dados setoriais mostram um desempenho relativamente forte em alguns segmentos da economia. Entre os bancos, por exemplo, cerca de 22% das instituições superaram as estimativas de lucro, enquanto a maior parte ficou próxima das projeções.

Banco do Brasil e Itaú, por exemplo, divulgaram lucros expressivos no período, reforçando o desempenho sólido do setor. E algumas instituições tiveram reação mais cautelosa do mercado, mesmo com números fortes, como foi o caso do Santander.

Empresas ligadas ao consumo mostraram resultados mais heterogêneos. Os dados indicam que cerca de um terço das empresas superou as estimativas, enquanto uma parcela semelhante ficou dentro das projeções.

Entre os destaques positivos aparece o Mercado Livre, que registrou crescimento relevante de receita, enquanto companhias como Assaí enfrentaram reação mais negativa do mercado após a divulgação dos números.

Outros nomes do setor, como Raia Drogasil, Lojas Renner e Iguatemi, divulgaram resultados mais próximos das expectativas dos analistas, refletindo um ambiente de consumo ainda desigual.

Nos setores ligados à indústria e commodities, os resultados apareceram em grande parte alinhados às previsões do mercado.

Empresas como Vale, Usiminas e Gerdau reportaram números próximos das expectativas em indicadores operacionais, enquanto companhias de capital industrial, como WEG, também apresentaram resultados dentro do intervalo projetado pelos analistas.

Esse comportamento reflete um ambiente mais estável nesses setores, em que as projeções já incorporavam fatores como preços de commodities e ritmo da atividade global.

Receita e lucro operacional superam projeções

Além do lucro líquido, outros indicadores operacionais mostram desempenho relativamente forte. Quando analisados os resultados de Ebitda – métrica que mede o lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização –, cerca de 20,4% das empresas superaram as estimativas, enquanto 27,4% ficaram abaixo delas.

No caso das receitas, os números foram mais favoráveis: mais de 80% das empresas reportaram faturamento dentro ou acima das projeções, indicando que muitas companhias conseguiram manter crescimento ou estabilidade nas vendas.

Esses indicadores ajudam investidores a entender não apenas o lucro final, mas também a evolução da atividade operacional das empresas.

Entre os resultados já divulgados, a reação dos analistas também tem sido predominantemente positiva. Aproximadamente 46% das empresas receberam avaliação positiva após a divulgação dos resultados, enquanto cerca de 37% tiveram reação neutra e 17%, negativa.

Esse tipo de análise acompanha como os analistas revisam suas avaliações após os balanços, indicando se os números divulgados reforçam ou enfraquecem as perspectivas das companhias.

Sentimento do mercado perde força no final da temporada

Apesar do início relativamente positivo da temporada, o sentimento agregado do mercado apresentou leve deterioração no final do período analisado.

Um indicador que mede a percepção dos participantes de mercado nas conferências de resultados das empresas, por meio da análise de comentários de executivos e analistas, recuou para uma nota 7,3 no quarto trimestre de 2025, abaixo da nota 8 registrada entre o segundo e terceiro trimestres.

Esse indicador mede o grau de otimismo ou cautela nas discussões entre empresas e investidores. Quanto mais alto o índice, mais positivo tende a ser o tom das expectativas.

Mesmo com essa queda recente, o nível atual ainda permanece acima dos mínimos registrados em 2024, sugerindo que o ambiente corporativo segue relativamente estável.

As conferências de resultados também indicam algumas tendências estratégicas entre as empresas. Segundo a análise das apresentações e chamadas com investidores, executivos têm enfatizado temas como eficiência operacional, digitalização e disciplina na alocação de capital.

Outro ponto recorrente é a preocupação com controle de custos e geração de caixa, especialmente em setores mais expostos ao ciclo econômico ou a preços de commodities.

Balanços do 4º tri mostram mais surpresas positivas que negativas na bolsa – pelo menos até agora

7 de Março de 2026, 17:12

A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 das empresas brasileiras listadas em bolsa tem apresentado um desempenho melhor do que o esperado, ao menos até agora. Entre as companhias que já divulgaram resultados, os lucros superaram as estimativas de analistas com mais frequência do que ficaram abaixo das projeções, indicando um início de temporada relativamente positivo para o mercado.

Até o momento, 65 empresas já divulgaram seus resultados. Na próxima semana, 39 publicarão seus números, entre grandes e pequenas companhias.

Entre as que já divulgaram os dados, 32,3% superaram as estimativas de lucro, enquanto 26,2% ficaram abaixo do esperado. A maior parte (41,5%) ficou em linha com as expectativas. O levantamento é do Itaú BBA, que estabelece um índice de “beat/miss” de 1,2 vez.

O indicador compara quantas empresas superaram as estimativas de analistas (“beat”) com quantas ficaram abaixo delas (“miss”). Quando o índice fica acima de 1, significa que as surpresas positivas predominam.

Bancos e setores ligados à economia doméstica lideram resultados

Os dados setoriais mostram um desempenho relativamente forte em alguns segmentos da economia. Entre os bancos, por exemplo, cerca de 22% das instituições superaram as estimativas de lucro, enquanto a maior parte ficou próxima das projeções.

Banco do Brasil e Itaú, por exemplo, divulgaram lucros expressivos no período, reforçando o desempenho sólido do setor. E algumas instituições tiveram reação mais cautelosa do mercado, mesmo com números fortes, como foi o caso do Santander.

Empresas ligadas ao consumo mostraram resultados mais heterogêneos. Os dados indicam que cerca de um terço das empresas superou as estimativas, enquanto uma parcela semelhante ficou dentro das projeções.

Entre os destaques positivos aparece o Mercado Livre, que registrou crescimento relevante de receita, enquanto companhias como Assaí enfrentaram reação mais negativa do mercado após a divulgação dos números.

Outros nomes do setor, como Raia Drogasil, Lojas Renner e Iguatemi, divulgaram resultados mais próximos das expectativas dos analistas, refletindo um ambiente de consumo ainda desigual.

Nos setores ligados à indústria e commodities, os resultados apareceram em grande parte alinhados às previsões do mercado.

Empresas como Vale, Usiminas e Gerdau reportaram números próximos das expectativas em indicadores operacionais, enquanto companhias de capital industrial, como WEG, também apresentaram resultados dentro do intervalo projetado pelos analistas.

Esse comportamento reflete um ambiente mais estável nesses setores, em que as projeções já incorporavam fatores como preços de commodities e ritmo da atividade global.

Receita e lucro operacional superam projeções

Além do lucro líquido, outros indicadores operacionais mostram desempenho relativamente forte. Quando analisados os resultados de Ebitda – métrica que mede o lucro operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização –, cerca de 20,4% das empresas superaram as estimativas, enquanto 27,4% ficaram abaixo delas.

No caso das receitas, os números foram mais favoráveis: mais de 80% das empresas reportaram faturamento dentro ou acima das projeções, indicando que muitas companhias conseguiram manter crescimento ou estabilidade nas vendas.

Esses indicadores ajudam investidores a entender não apenas o lucro final, mas também a evolução da atividade operacional das empresas.

Entre os resultados já divulgados, a reação dos analistas também tem sido predominantemente positiva. Aproximadamente 46% das empresas receberam avaliação positiva após a divulgação dos resultados, enquanto cerca de 37% tiveram reação neutra e 17%, negativa.

Esse tipo de análise acompanha como os analistas revisam suas avaliações após os balanços, indicando se os números divulgados reforçam ou enfraquecem as perspectivas das companhias.

Sentimento do mercado perde força no final da temporada

Apesar do início relativamente positivo da temporada, o sentimento agregado do mercado apresentou leve deterioração no final do período analisado.

Um indicador que mede a percepção dos participantes de mercado nas conferências de resultados das empresas, por meio da análise de comentários de executivos e analistas, recuou para uma nota 7,3 no quarto trimestre de 2025, abaixo da nota 8 registrada entre o segundo e terceiro trimestres.

Esse indicador mede o grau de otimismo ou cautela nas discussões entre empresas e investidores. Quanto mais alto o índice, mais positivo tende a ser o tom das expectativas.

Mesmo com essa queda recente, o nível atual ainda permanece acima dos mínimos registrados em 2024, sugerindo que o ambiente corporativo segue relativamente estável.

As conferências de resultados também indicam algumas tendências estratégicas entre as empresas. Segundo a análise das apresentações e chamadas com investidores, executivos têm enfatizado temas como eficiência operacional, digitalização e disciplina na alocação de capital.

Outro ponto recorrente é a preocupação com controle de custos e geração de caixa, especialmente em setores mais expostos ao ciclo econômico ou a preços de commodities.

IG4 pode abandonar negociações pela Braskem

6 de Março de 2026, 12:40

A gestora de ativos IG4 Capital sinalizou que pode abandonar as negociações para adquirir uma participação de controle na gigante petroquímica brasileira Braskem, já que o órgão antitruste do país, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), atrasou a análise do acordo.

Na última quarta-feira, 4, o InvestNews publicou que a demora na análise do processo pode levar a um desmanche no acordo entre ambos para dividirem o controle da petroquímica e comprometer a sua saúde financeira. A operação foi apresentada à autarquia no dia 23 de dezembro.

Segundo pessoas próximas às negociações, a Braskem teria apenas mais quatro meses de caixa e enfrentaria dificuldades para quitar pagamentos de juros já na metade do ano. Procurada, a Braskem não comentou. Esse cenário seria diferente daquele considerado pela IG4 quando iniciou as tratativas, e a gestora teria sinalizado a bancos que pode desistir do negócio.

O que dizem as empresas

A Braskem e a IG4 não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. A Petrobras, que divide o controle da Braskem com a Novonor, também não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

As ações da Braskem reduziram ganhos que chegaram a 8,5% após a reportagem. Os papéis subiam 1,3% às 11h51 em São Paulo.

Em dezembro, a IG4 e o problemático conglomerado Novonor — anteriormente conhecido como Odebrecht — assinaram um acordo vinculante com bancos credores para comprar toda a dívida da Novonor lastreada em ações da Braskem.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), como o órgão é conhecido, vem analisando o negócio desde então. No mês passado, a autoridade estendeu o prazo para a revisão do acordo.

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Raízen avalia recuperação extrajudicial e aporte de R$ 4 bilhões para tentar sobreviver

4 de Março de 2026, 20:11

A Raízen informou na noite de quarta-feira (4) que avalia pedir recuperação extrajudicial para tentar encontrar saídas para sua crise financeira.

Em um fato relevante, a gigante sucroalcoleira disse que Shell e Cosan, seus acionistas controladores, discutem a injeção de R$ 4 bilhões em uma estratégia que pode incluir ainda a conversão de dívida em participação acionária e “alogamento do saldo remanescente da dívida”.

A proposta, discutida nas últimas semanas com seus acionistas controladores, inclui um aporte de R$ 3,5 bilhões provenientes do Grupo Shell e R$ 500 milhões da Aguassanta Investimentos, empresa ligada à família de Rubens Ometto, acionista controlador da Cosan.

Além disso, a Raízen fala em dar prosseguimento à venda de ativos classificados como “não estratégicos”. A companhia afirma que essas medidas não afetarão suas operações ou seus parceiros de negócios.

Impasse

Na semana passada, executivos do BTG Pactual – um acionista e credor relevante da Raízen -, da Cosan e lideranças globais da Shell se reuniram em Londres para discutir possíveis caminhos para a reestruturação, mas deixaram a capital britânica sem um acordo.

A discussão sobre uma reestruturação ocorre diante do aumento do endividamento da companhia. A dívida bruta da Raízen chegou ao fim de setembro a cerca de R$ 70 bilhões, com R$ 55,3 bilhões em dívida líquida, o que coloca a alavancagem em 5,3 vezes o resultado operacional (Ebitda).

visualization

O custo financeiro para carregar esse passivo já supera R$ 7 bilhões por ano, segundo pessoas próximas das negociações. Nos nove meses do ano-safra 2025/26, a companhia reportou cerca de R$ 4 bilhões em despesas com o serviço da dívida.

Com a Shell liderando o aporte e sem uma contraparte da Cosan, a petroleira passaria a consolidar os R$ 70 bilhões de dívida bruta em seu balanço, algo próximo a US$ 13,5 bilhões.

Por outro lado, o grupo de acionistas com Ometto e André Esteves, do BTG Pactual, seria diluído na composição acionária – hoje, Shell e Cosan possuem 88% da Raízen, sendo 44% cada um.

Visões diferentes

A petroleira anglo-holandesa defende uma solução considerada mais simples e imediata, com um aporte de cerca de R$ 7 bilhões – metade da Shell e metade da Cosan – combinado à renegociação das dívidas, com possíveis haircuts (descontos) e conversão de parte do débito em ações da Raízen. 

Já a Cosan, hoje co-controlada por Rubens Ometto e o BTG Pactual, defende uma alternativa que classifica como mais estrutural. A proposta do grupo brasileiro prevê dividir a Raízen em duas empresas, separando a produção e o processamento da cana-de-açúcar da operação de distribuição de combustíveis. 

Nesse desenho, fundos de private equity do BTG teriam mandato para aportar cerca de R$ 5,5 bilhões na empresa de combustíveis, assumindo o controle do negócio e tendo a Shell como sócia.

Por regras internas, no entanto, a área de private equity do banco não investe diretamente em empresas expostas a commodities, o que ajuda a explicar o interesse apenas na divisão de combustíveis, e não na operação agrícola e industrial ligada à cana.

A lógica por trás da proposta é que os dois negócios têm perfis de risco muito distintos. Enquanto a distribuição de combustíveis tende a gerar fluxo de caixa mais previsível, a produção de açúcar e etanol está mais sujeita ao ciclo das commodities e à volatilidade das safras.

Diante do impasse entre os sócios, prevaleceu a avaliação de que caberia à Shell liderar a solução.

A marca Shell e a rede de postos – ativos centrais da operação de combustíveis da Raízen – pertencem ao grupo anglo-holandês. “A solução acabou voltando para a Shell”, disse uma pessoa próxima das negociações. “A marca e os postos são dela.”

Joint venture entre Shell e Cosan, a Raízen é uma das maiores produtoras de etanol e energia renovável do Brasil, com presença relevante no mercado de combustíveis.

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Raízen avalia recuperação extrajudicial e aporte de R$ 4 bilhões para tentar sobreviver

4 de Março de 2026, 20:11

A Raízen informou na noite de quarta-feira (4) que avalia pedir recuperação extrajudicial para tentar encontrar saídas para sua crise financeira.

Em um fato relevante, a gigante sucroalcoleira disse que Shell e Cosan, seus acionistas controladores, discutem a injeção de R$ 4 bilhões em uma estratégia que pode incluir ainda a conversão de dívida em participação acionária e “alogamento do saldo remanescente da dívida”.

A proposta, discutida nas últimas semanas com seus acionistas controladores, inclui um aporte de R$ 3,5 bilhões provenientes do Grupo Shell e R$ 500 milhões da Aguassanta Investimentos, empresa ligada à família de Rubens Ometto, acionista controlador da Cosan.

Além disso, a Raízen fala em dar prosseguimento à venda de ativos classificados como “não estratégicos”. A companhia afirma que essas medidas não afetarão suas operações ou seus parceiros de negócios.

Impasse

Na semana passada, executivos do BTG Pactual – um acionista e credor relevante da Raízen -, da Cosan e lideranças globais da Shell se reuniram em Londres para discutir possíveis caminhos para a reestruturação, mas deixaram a capital britânica sem um acordo.

A discussão sobre uma reestruturação ocorre diante do aumento do endividamento da companhia. A dívida bruta da Raízen chegou ao fim de setembro a cerca de R$ 70 bilhões, com R$ 55,3 bilhões em dívida líquida, o que coloca a alavancagem em 5,3 vezes o resultado operacional (Ebitda).

visualization

O custo financeiro para carregar esse passivo já supera R$ 7 bilhões por ano, segundo pessoas próximas das negociações. Nos nove meses do ano-safra 2025/26, a companhia reportou cerca de R$ 4 bilhões em despesas com o serviço da dívida.

Com a Shell liderando o aporte e sem uma contraparte da Cosan, a petroleira passaria a consolidar os R$ 70 bilhões de dívida bruta em seu balanço, algo próximo a US$ 13,5 bilhões.

Por outro lado, o grupo de acionistas com Ometto e André Esteves, do BTG Pactual, seria diluído na composição acionária – hoje, Shell e Cosan possuem 88% da Raízen, sendo 44% cada um.

Visões diferentes

A petroleira anglo-holandesa defende uma solução considerada mais simples e imediata, com um aporte de cerca de R$ 7 bilhões – metade da Shell e metade da Cosan – combinado à renegociação das dívidas, com possíveis haircuts (descontos) e conversão de parte do débito em ações da Raízen. 

Já a Cosan, hoje co-controlada por Rubens Ometto e o BTG Pactual, defende uma alternativa que classifica como mais estrutural. A proposta do grupo brasileiro prevê dividir a Raízen em duas empresas, separando a produção e o processamento da cana-de-açúcar da operação de distribuição de combustíveis. 

Nesse desenho, fundos de private equity do BTG teriam mandato para aportar cerca de R$ 5,5 bilhões na empresa de combustíveis, assumindo o controle do negócio e tendo a Shell como sócia.

Por regras internas, no entanto, a área de private equity do banco não investe diretamente em empresas expostas a commodities, o que ajuda a explicar o interesse apenas na divisão de combustíveis, e não na operação agrícola e industrial ligada à cana.

A lógica por trás da proposta é que os dois negócios têm perfis de risco muito distintos. Enquanto a distribuição de combustíveis tende a gerar fluxo de caixa mais previsível, a produção de açúcar e etanol está mais sujeita ao ciclo das commodities e à volatilidade das safras.

Diante do impasse entre os sócios, prevaleceu a avaliação de que caberia à Shell liderar a solução.

A marca Shell e a rede de postos – ativos centrais da operação de combustíveis da Raízen – pertencem ao grupo anglo-holandês. “A solução acabou voltando para a Shell”, disse uma pessoa próxima das negociações. “A marca e os postos são dela.”

Joint venture entre Shell e Cosan, a Raízen é uma das maiores produtoras de etanol e energia renovável do Brasil, com presença relevante no mercado de combustíveis.

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O dinheiro que vai pra Cuba: sob pressão dos EUA, regime comunista amplia parcerias com setor privado

4 de Março de 2026, 12:59

Cuba autorizou empresas privadas a fazerem parcerias com empresas estatais, um passo cauteloso para afrouxar seu controle sobre a economia, enquanto Havana luta para fornecer serviços básicos sob intensa pressão de Washington.

De acordo com novas regulamentações publicadas nesta terça-feira (3), o incipiente setor privado da ilha poderá fechar acordos com entidades estatais em “qualquer área legal”, exceto educação, saúde e defesa. No entanto, as regras permitem que os braços comerciais desses setores celebrem contratos, o que significa que as empresas poderão trabalhar com a GAESA, o poderoso conglomerado empresarial militar que controla grande parte da economia.

A nova lei também concede ampla liberdade às joint ventures para decidir quantos funcionários terão, definir salários e importar e exportar mercadorias diretamente. Esses arranjos são reconhecidos desde 2021, mas nunca foram regulamentados. Céticos, contudo, devem recomendar cautela até que fique claro que as regras estão funcionando e que o governo comece a aprovar propostas.

O governo de Cuba enfrenta uma crise existencial à medida que a administração de Donald Trump corta os suprimentos de combustível da ilha. Os EUA, na esperança de romper o controle do regime comunista sobre a política e a economia, também buscam encerrar as brigadas médicas estrangeiras do país — uma importante fonte de divisas.

Embora os EUA tenham emitido novas diretrizes permitindo que empresas privadas cubanas importem seu próprio combustível, os volumes envolvidos representam uma fração do que a ilha necessita. As usinas termelétricas do país requerem cerca de 100 mil barris de petróleo por dia para atender à demanda, e a produção doméstica responde por apenas dois quintos desse total.

No início desta semana, o presidente Miguel Díaz-Canel disse aos legisladores que mudanças “urgentes” eram necessárias na economia, incluindo dar ao setor privado e aos municípios individuais “mais autonomia” — o reconhecimento de que a economia controlada pelo Estado está falhando.

Cuba culpa as políticas de Washington por tê-la levado à beira do colapso. As Nações Unidas e outras entidades alertaram que a ilha de 10 milhões de habitantes está à beira de uma crise humanitária, à medida que serviços básicos — de eletricidade à coleta de lixo — entram em colapso.

O secretário de Estado Marco Rubio mantém conversas com representantes cubanos, segundo pessoas familiarizadas com o assunto, enquanto o governo Trump avança para tornar a ilha mais dependente dos EUA para suprimentos.

Autoridades em Havana e Washington, no entanto, parecem estar cooperando na investigação de um tiroteio fatal — entre forças de segurança e um grupo de cubanos que viviam nos EUA — a bordo de uma lancha registrada na Flórida, na costa norte da ilha. Os seis sobreviventes do incidente foram acusados de terrorismo na terça-feira.

Polícia Federal prende Daniel Vorcaro, do Banco Master, em nova fase de operação da Justiça

4 de Março de 2026, 08:14

A Polícia Federal prendeu nesta manhã de quarta-feira (4) o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A detenção faz parte da 3ª fase da Operação Compliance Zero.

Segundo nota da Polícia Federal, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Trata-se da primeira medida autorizada pelo ministro André Medonça desde que ele assumiu a relatoria do caso em substituição ao ministro Dias Toffoli.

As investigações contaram com o apoio do Banco Central.

Segundo a PF, a operação investiga possíveis práticas de crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa.

Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões. O objetivo é “interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas”.

A Operação Compliance Zero foi deflagrada inicialmente em novembro de 2025 relacionada a investigações sobre as suspeitas de prática de crimes envolvendo o Banco Master e o BRB, como a criação de carteiras de crédito fictícias para inflar o patrimônio do banco de Daniel Vorcaro e ocultar perdas e passivos que não teriam condições de serem honrados.

Em ato relacionado à operação, o Banco Central decretou a liquidação do Master depois de meses de investigação com o objetivo declarado de mitigar riscos de contágio das perdas ao sistema financeiro nacional.

Na ocasião, Vorcaro chegou a ser detido no aeroporto internacional de São Paulo antes de embarque para o exterior, mas foi solto dez dias depois com habeas corpus do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

Efeito Master: Banco Central libera R$ 30 bilhões em compulsório para bancos recomporem o FGC

3 de Março de 2026, 20:02

O Banco Central editou nesta terça-feira (3) a Resolução BCB nº 551, que cria uma espécie de compensação contábil para evitar que a recomposição do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) drene liquidez do sistema bancário. A estimativa do BC é que a medida libere até R$ 30 bilhões em 2026.

O contexto é o seguinte: em fevereiro, o FGC obrigou todos os bancos associados a antecipar contribuições mensais para recompor o caixa do fundo, esvaziado após o pagamento de R$ 51,8 bilhões em garantias a depositantes de instituições ligadas ao banco Master — incluindo o Will Bank e o Banco Pleno, liquidados na sequência. Se os bancos simplesmente tirassem esse dinheiro de suas operações para depositar no FGC, o efeito prático seria um aperto de liquidez no sistema, algo que o BC quer evitar num momento de juros já elevados.

A solução foi permitir que cada banco desconte do compulsório — a reserva obrigatória que toda instituição financeira mantém depositada no BC — o valor exato que antecipar ao FGC. Em termos simples: o dinheiro que o banco já tinha parado no BC é redirecionado ao fundo, em vez de sair do caixa operacional. Para o sistema como um todo, o volume de recursos em circulação não muda — é o que o BC chama de “neutralizar o efeito da antecipação ao FGC na liquidez do sistema bancário”.

A resolução ainda dá aos bancos a liberdade de escolher de qual compulsório fazer a dedução — se do que incide sobre depósitos à vista ou sobre depósitos a prazo. A distinção importa porque a composição de passivos varia muito entre instituições: bancos de varejo com grande base de conta corrente podem preferir deduzir do compulsório à vista, enquanto bancos mais dependentes de CDBs podem optar pelo de depósitos a prazo. Na avaliação do BC, essa flexibilidade “amplia a efetividade do instrumento e potencializa seu alcance”.

O alívio é temporário. À medida que cada parcela antecipada ao FGC vence, o compulsório correspondente é recomposto. O efeito líquido, portanto, é o de um colchão rotativo: libera agora, recolhe depois — exatamente a função que o compulsório já deveria cumprir em situações de estresse.

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Prio elimina última pendência para início da produção no campo de Wahoo

3 de Março de 2026, 13:26

A Prio informou nesta terça-feira (3) que recebeu do Ibama a licença de operação do campo de Wahoo, removendo a última etapa regulatória necessária para o início da produção do projeto, que está em fase final de comissionamento. No balanço do terceiro trimestre, a empresa já indicava que o primeiro óleo estava previsto entre março e abril de 2026. 

A companhia já havia obtido a licença de instalação em setembro e iniciado a construção submarina e a interligação (tieback). Localizado na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, Wahoo será interligado ao FPSO de Frade – a unidade flutuante que já produz petróleo no campo vizinho – o que permite o desenvolvimento do projeto com menor intensidade de capital.

Leia também: Petrobras e ‘junior oils’: qual o futuro das ações com os conflitos no Oriente Médio

Wahoo é considerado um dos principais vetores de crescimento orgânico da Prio após um ciclo recente marcado por aquisições, como Peregrino e Albacora Leste. No 3T25, a produção média consolidada foi de 88,2 mil barris por dia, impactada pelas paradas de Peregrino.

A companhia já indicou anteriormente que Wahoo pode adicionar cerca de 40 mil barris por dia à produção quando estiver plenamente rampado, o equivalente a algo próximo de um quarto do volume atual.

A entrada de Wahoo tende a elevar esse patamar ao longo de 2026. O desenvolvimento do campo também tem peso relevante na estrutura de capital. A própria companhia destacou no balanço que o capex do trimestre foi influenciado pelos investimentos na perfuração e no desenvolvimento de Wahoo. 

Ao fim de setembro, a alavancagem medida por dívida líquida e o resultado operacional (Ebitda) ajustado estava em 2 vezes.

Com a licença de operação, a Prio encerra uma etapa que vinha sendo acompanhada de perto pelo mercado, já que o cronograma de Wahoo havia sido revisado em anos anteriores em meio a entraves regulatórios. Agora, a companhia passará a focar na conclusão do comissionamento e no ramp-up da produção.

Gestora de ‘special sits’ Geribá adquire o controle da Alliança Saúde

3 de Março de 2026, 10:00

A operadora de saúde Alliança Saúde informou nesta terça-feira (3) que o fundo de investimento Tessai, criado na semana passada, adquiriu o controle da empresa, assumindo 59,84% do capital da companhia.

O Tessai FIP é um fundo da gestora Geribá, focada em special situations, que comprou as ações que pertenciam até o mês passado ao empresário Nelson Tanure, quando credores tomaram os papéis dados em garantia aos credores.

Segundo a Alliança Saúde, a operação pode resultar em alterações na estrutura administrativa da companhia, incluindo possíveis mudanças na composição do conselho de administração. As alterações serão submetidas aos órgãos competentes e/ou à assembleia geral, conforme necessário.

A Alliança Saúde, operadora de saúde com atuação em gestão de planos corporativos e soluções para empresas, oferece serviços de assistência médica e programas de saúde integrados.

Portuguesa Mota-Engil negocia assumir complexo da Bamin após recusa da Vale

22 de Fevereiro de 2026, 12:24

O grupo português Mota-Engil está em fase avançada de negociação para assumir a mineradora baiana Bamin e um pacote que inclui duas concessões ferroviárias e um porto — ativos que foram, de forma insistente, oferecidos à Vale nos últimos dois anos, mas acabaram rejeitados pela mineradora.

Controlada pelo grupo cazaque Eurasian Resources Group (ERG), a Bamin é responsável pelos projetos de infraestrutura hoje paralisados, que exigem investimentos estimados em cerca de R$ 15 bilhões para serem destravados.

De acordo com apuração do repórter André Borges, da Folha de S.Paulo, a Mota-Engil já conduz a fase de due diligence e, segundo fontes que acompanham a negociação, a probabilidade de fechamento é elevada.

A Fiol 1 está com aproximadamente 75% das obras concluídas, mas permanece parada por falta de recursos. O trecho é considerado estratégico por conectar a mina ao litoral baiano, onde está previsto o Porto Sul – empreendimento privado com orçamento superior a R$ 8 bilhões, ainda sem obras iniciadas.

A Vale analisou a aquisição do complexo entre 2024 e 2025, em conjunto com a Cedro Mineração, do empresário Lucas Kallas, mas optou por não avançar, alegando falta de atratividade econômica do minério da região e priorizando aportes no complexo de Carajás (PA).

Com a saída da mineradora brasileira das negociações, abriu-se espaço para o grupo português, que tem hoje a estatal chinesa China Communications Construction Company (CCCC) como maior acionista e potencial financiadora do projeto.

Se confirmada, a operação colocará a Mota-Engil no controle de um corredor logístico desenhado para escoar minério e grãos do interior do país até o litoral, além de posicioná-la como candidata natural ao leilão da Fico-Fiol, previsto para este ano, cujo investimento total pode superar R$ 40 bilhões.

Além do interesse nos ativos da Bahia, a Mota-Engil venceu, em setembro do ano passado, a licitação para construir o túnel Santos-Guarujá, um dos principais projetos de infraestrutura logística de São Paulo, com investimentos estimados em R$ 6,7 bilhões.

Portuguesa Mota-Engil negocia assumir complexo da Bamin após recusa da Vale

22 de Fevereiro de 2026, 12:24

O grupo português Mota-Engil está em fase avançada de negociação para assumir a mineradora baiana Bamin e um pacote que inclui duas concessões ferroviárias e um porto — ativos que foram, de forma insistente, oferecidos à Vale nos últimos dois anos, mas acabaram rejeitados pela mineradora.

Controlada pelo grupo cazaque Eurasian Resources Group (ERG), a Bamin é responsável pelos projetos de infraestrutura hoje paralisados, que exigem investimentos estimados em cerca de R$ 15 bilhões para serem destravados.

De acordo com apuração do repórter André Borges, da Folha de S.Paulo, a Mota-Engil já conduz a fase de due diligence e, segundo fontes que acompanham a negociação, a probabilidade de fechamento é elevada.

A Fiol 1 está com aproximadamente 75% das obras concluídas, mas permanece parada por falta de recursos. O trecho é considerado estratégico por conectar a mina ao litoral baiano, onde está previsto o Porto Sul – empreendimento privado com orçamento superior a R$ 8 bilhões, ainda sem obras iniciadas.

A Vale analisou a aquisição do complexo entre 2024 e 2025, em conjunto com a Cedro Mineração, do empresário Lucas Kallas, mas optou por não avançar, alegando falta de atratividade econômica do minério da região e priorizando aportes no complexo de Carajás (PA).

Com a saída da mineradora brasileira das negociações, abriu-se espaço para o grupo português, que tem hoje a estatal chinesa China Communications Construction Company (CCCC) como maior acionista e potencial financiadora do projeto.

Se confirmada, a operação colocará a Mota-Engil no controle de um corredor logístico desenhado para escoar minério e grãos do interior do país até o litoral, além de posicioná-la como candidata natural ao leilão da Fico-Fiol, previsto para este ano, cujo investimento total pode superar R$ 40 bilhões.

Além do interesse nos ativos da Bahia, a Mota-Engil venceu, em setembro do ano passado, a licitação para construir o túnel Santos-Guarujá, um dos principais projetos de infraestrutura logística de São Paulo, com investimentos estimados em R$ 6,7 bilhões.

Vale e Embraer se aproximam do influente Grupo Adani em nova ofensiva brasileira na Índia

21 de Fevereiro de 2026, 12:54

O grupo indiano Adani, maior operador portuário da Índia e um dos conglomerados mais influentes da Ásia, assinou neste sábado (21) dois memorandos de entendimento com empresas brasileiras – Vale e Embraer – ampliando a presença do Brasil em setores considerados estratégicos para o crescimento indiano.

De um lado, a Vale fechou parceria com a Adani Ports e a estatal indiana NMDC para desenvolver um complexo integrado de minério de ferro no Porto de Gangavaram, na costa leste da Índia. De outro, a Embraer assinou memorando para instalar uma linha de montagem final do jato regional E175 no país, em parceria com a Adani Defence & Aerospace.

Os acordos foram firmados durante o Fórum Empresarial Índia–Brasil, em Nova Déli, na visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país. A aproximação empresarial ocorre em meio à tentativa de ampliar o fluxo comercial entre os dois países.

O comércio bilateral Brasil–Índia gira hoje em torno de US$ 15 bilhões por ano, e os governos estabeleceram a meta de elevá-lo para US$ 20 bilhões até 2030. Lula afirmou a jornalistas que o volume pode superar essa marca e alcançar US$ 30 bilhões até o fim da década, caso os dois lados acelerem os acordos.

E os acordos com Vale e Embraer colocam o conglomerado liderado por Gautam Adani no centro dos objetivos comerciais entre Brasil e Índia.

Minério

De acordo com a revista exame, o CEO da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou que a Índia pode repetir a trajetória de expansão industrial observada na China nos anos 2000, quando o país se tornou o principal destino do minério brasileiro.

No ano passado, a Vale exportou 10 milhões de toneladas de minério de ferro para a Índia. O volume ainda é pequeno diante das vendas à China, mas vem crescendo. Segundo Pimenta, a Índia produz atualmente cerca de 150 milhões de toneladas de aço por ano e pode ultrapassar 300 milhões na próxima década.

Lula e Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, durante visita oficial do presidente do Brasil
Lula e Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, durante visita oficial do presidente do Brasil (Prakash Singh/Bloomberg)

O acordo com a Adani prevê a criação de uma estrutura de mistura de minério dentro de uma Zona Econômica Especial (SEZ) no Porto de Gangavaram, na costa leste da Índia. A estratégia é misturar minério brasileiro de alto teor com minério local, oferecendo uma solução mais eficiente às siderúrgicas indianas.

O projeto também inclui infraestrutura capaz de receber navios do tipo Valemax – embarcações com capacidade para até 400 mil toneladas, amplamente utilizadas pela Vale. Com isso, a capacidade do porto pode chegar a 75 milhões de toneladas por ano.

Aviões

Na frente aeronáutica, a Embraer assinou um memorando ampliado com a Adani Defence & Aerospace para estruturar a produção do jato regional E175 na Índia, dentro do programa indiano de aeronaves de transporte regional. O anúncio já havia sido feio no mês passado.

A Índia é um dos mercados de aviação que mais crescem no mundo e deve demandar ao menos 500 aeronaves na faixa de 80 a 146 assentos nos próximos 20 anos, segundo estimativas do governo indiano.

O plano é que a montagem ocorra na Índia, com participação da indústria local na cadeia de suprimentos, em linha com a política industrial do governo de Nova Déli, que busca fortalecer a autossuficiência em setores estratégicos.

O Grupo Adani

Fundado por Gautam Adani, o conglomerado se consolidou como o maior operador portuário da Índia e expandiu sua atuação para aeroportos, energia, defesa, cimento, mineração e infraestrutura.

O grupo controla o Aeroporto Internacional de Mumbai, administra diversos portos ao longo da costa indiana e tem planos ambiciosos em energia renovável, com investimentos anunciados de até US$ 70 bilhões no setor.

Vale e Embraer se aproximam do influente Grupo Adani em nova ofensiva brasileira na Índia

21 de Fevereiro de 2026, 12:54

O grupo indiano Adani, maior operador portuário da Índia e um dos conglomerados mais influentes da Ásia, assinou neste sábado (21) dois memorandos de entendimento com empresas brasileiras – Vale e Embraer – ampliando a presença do Brasil em setores considerados estratégicos para o crescimento indiano.

De um lado, a Vale fechou parceria com a Adani Ports e a estatal indiana NMDC para desenvolver um complexo integrado de minério de ferro no Porto de Gangavaram, na costa leste da Índia. De outro, a Embraer assinou memorando para instalar uma linha de montagem final do jato regional E175 no país, em parceria com a Adani Defence & Aerospace.

Os acordos foram firmados durante o Fórum Empresarial Índia–Brasil, em Nova Déli, na visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país. A aproximação empresarial ocorre em meio à tentativa de ampliar o fluxo comercial entre os dois países.

O comércio bilateral Brasil–Índia gira hoje em torno de US$ 15 bilhões por ano, e os governos estabeleceram a meta de elevá-lo para US$ 20 bilhões até 2030. Lula afirmou a jornalistas que o volume pode superar essa marca e alcançar US$ 30 bilhões até o fim da década, caso os dois lados acelerem os acordos.

E os acordos com Vale e Embraer colocam o conglomerado liderado por Gautam Adani no centro dos objetivos comerciais entre Brasil e Índia.

Minério

De acordo com a revista exame, o CEO da Vale, Gustavo Pimenta, afirmou que a Índia pode repetir a trajetória de expansão industrial observada na China nos anos 2000, quando o país se tornou o principal destino do minério brasileiro.

No ano passado, a Vale exportou 10 milhões de toneladas de minério de ferro para a Índia. O volume ainda é pequeno diante das vendas à China, mas vem crescendo. Segundo Pimenta, a Índia produz atualmente cerca de 150 milhões de toneladas de aço por ano e pode ultrapassar 300 milhões na próxima década.

Lula e Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, durante visita oficial do presidente do Brasil
Lula e Narendra Modi, primeiro-ministro da Índia, durante visita oficial do presidente do Brasil (Prakash Singh/Bloomberg)

O acordo com a Adani prevê a criação de uma estrutura de mistura de minério dentro de uma Zona Econômica Especial (SEZ) no Porto de Gangavaram, na costa leste da Índia. A estratégia é misturar minério brasileiro de alto teor com minério local, oferecendo uma solução mais eficiente às siderúrgicas indianas.

O projeto também inclui infraestrutura capaz de receber navios do tipo Valemax – embarcações com capacidade para até 400 mil toneladas, amplamente utilizadas pela Vale. Com isso, a capacidade do porto pode chegar a 75 milhões de toneladas por ano.

Aviões

Na frente aeronáutica, a Embraer assinou um memorando ampliado com a Adani Defence & Aerospace para estruturar a produção do jato regional E175 na Índia, dentro do programa indiano de aeronaves de transporte regional. O anúncio já havia sido feio no mês passado.

A Índia é um dos mercados de aviação que mais crescem no mundo e deve demandar ao menos 500 aeronaves na faixa de 80 a 146 assentos nos próximos 20 anos, segundo estimativas do governo indiano.

O plano é que a montagem ocorra na Índia, com participação da indústria local na cadeia de suprimentos, em linha com a política industrial do governo de Nova Déli, que busca fortalecer a autossuficiência em setores estratégicos.

O Grupo Adani

Fundado por Gautam Adani, o conglomerado se consolidou como o maior operador portuário da Índia e expandiu sua atuação para aeroportos, energia, defesa, cimento, mineração e infraestrutura.

O grupo controla o Aeroporto Internacional de Mumbai, administra diversos portos ao longo da costa indiana e tem planos ambiciosos em energia renovável, com investimentos anunciados de até US$ 70 bilhões no setor.

Crise da Raízen respinga no grupo Cosan e Rumo adia emissão de R$ 1,5 bilhão

10 de Fevereiro de 2026, 18:22

A escalada da crise da Raízen, controlada da Cosan, já começa a respingar em outras empresas do grupo fundado por Rubens Ometto. Como efeito colateral da perda do grau de investimento da produtora de etanol, a operadora ferroviária Rumo suspendeu a precificação de uma emissão de R$ 1,5 bilhão em debêntures incentivadas.

A operação, que seria concluída nesta semana, foi remarcada para o dia 20, após o Carnaval. Coordenada por Itaú BBA e BTG Pactual, a oferta prevê a venda de títulos com vencimentos em 2036 e 2041, atrelados às NTN-B de 2035 e 2040, com remuneração de 1,12% e 1,05% ao ano abaixo desses papéis, respectivamente.

De acordo com apuração publicada inicialmente no The AgriBiz, investidores que haviam manifestado interesse nos papéis recuaram após o agravamento da percepção de risco em torno do grupo, esvaziando o book.

O movimento chama atenção porque a emissão da Rumo tem rating máximo na escala local (AAA) da S&P e se enquadra como debênture incentivada de infraestrutura – categoria que normalmente encontra demanda estável entre investidores institucionais.

Nos últimos dias, a Raízen sofreu rebaixamentos de rating e passou a figurar em empresas com grau especulativo. A empresa de combustíveis também anunciou a contratação de assessores financeiros para discutir alternativas de reestruturação de dívida.

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Crise da Raízen respinga no grupo Cosan e Rumo adia emissão de R$ 1,5 bilhão

10 de Fevereiro de 2026, 18:22

A escalada da crise da Raízen, controlada da Cosan, já começa a respingar em outras empresas do grupo fundado por Rubens Ometto. Como efeito colateral da perda do grau de investimento da produtora de etanol, a operadora ferroviária Rumo suspendeu a precificação de uma emissão de R$ 1,5 bilhão em debêntures incentivadas.

A operação, que seria concluída nesta semana, foi remarcada para o dia 20, após o Carnaval. Coordenada por Itaú BBA e BTG Pactual, a oferta prevê a venda de títulos com vencimentos em 2036 e 2041, atrelados às NTN-B de 2035 e 2040, com remuneração de 1,12% e 1,05% ao ano abaixo desses papéis, respectivamente.

De acordo com apuração publicada inicialmente no The AgriBiz, investidores que haviam manifestado interesse nos papéis recuaram após o agravamento da percepção de risco em torno do grupo, esvaziando o book.

O movimento chama atenção porque a emissão da Rumo tem rating máximo na escala local (AAA) da S&P e se enquadra como debênture incentivada de infraestrutura – categoria que normalmente encontra demanda estável entre investidores institucionais.

Nos últimos dias, a Raízen sofreu rebaixamentos de rating e passou a figurar em empresas com grau especulativo. A empresa de combustíveis também anunciou a contratação de assessores financeiros para discutir alternativas de reestruturação de dívida.

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Odebrecht ganha megacontrato de R$ 13,6 bilhões para nova linha de metrô em SP

10 de Fevereiro de 2026, 17:49

A Odebrecht (também conhecida como OEC), o braço de engenharia pesada da Novonor, foi declarada nesta semana a vencedora de uma das maiores licitações recentes do metrô de São Paulo — e do maior contrato da empreiteira desde a Operação Lava Jato, em um total de R$ 13,6 bilhões.

A companhia levou, em caráter definitivo, os lotes 2 e 3 das obras da futura Linha 19-Celeste, que ligará o centro de São Paulo a Guarulhos. A Odebrecht lidera (com 35%) um consórcio formado também pela Álya (antiga Queiroz Galvão) e pela italiana Ghella, especializada em túneis.

A homologação da licitação foi publicada na tarde desta segunda-feira (9). Falta, agora, apenas a assinatura dos contratos. A Companhia do Metropolitano de São Paulo também rejeitou um recurso apresentado pela Andrade Gutierrez, que havia ficado em segundo lugar.

Nova linha

As obras devem começar em 2027 e terão prazo de execução de 75 meses (seis anos e três meses). A Linha 19-Celeste terá 17,6 quilômetros de extensão, 15 estações e previsão de atender cerca de 630 mil passageiros por dia. Vai ligar o Vale do Anhangabaú à cidade de Guarulhos.

No lote 2 — trecho entre as estações Jardim Julieta e Vila Maria — o consórcio apresentou proposta de R$ 6,705 bilhões. Já o lote 3, que vai de Catumbi a Anhangabaú, foi estimado em R$ 6,896 bilhões.

A volta da Odebrecht

A confirmação da vitória na licitação acontece depois de outro contrato relevante fechado pela empresa: em dezembro, a Odebrecht venceu a disputa para estender a Linha 5-Lilás em duas novas estações, em um projeto de até R$ 4,5 bilhões. O contrato é com a Motiva (ex-CCR), concessionária da linha, e será executado em parceria com a Yellow River, subsidiária do grupo chinês Power China.

A Odebrecht voltou a conquistar contratos e fechou 2025 com a maior carteira de obras contratadas em execução. Num resultado que já refletia um movimento de melhora comercial: em 2024, já havia somado US$ 3,9 bilhões.

Eram projetos de linhas de transmissão de energia, obras de saneamento em capitais nordestinas e contratos de infraestrutura em Angola e nos Estados Unidos, além de negociações para atuar na Guiana.

Ainda assim, não conseguiu aliviar o peso do passivo: em junho de 2024, a companhia pediu uma recuperação judicial própria, com dívidas de US$ 4,6 bilhões. O plano abriu espaço para a captação de até US$ 150 milhões em financiamento destinado a empresas em RJ (o DIP) estruturado pelo BTG Pactual, que se tornou a principal fonte de capital de giro para manter fornecedores e garantir a continuidade dos projetos.

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Odebrecht ganha megacontrato de R$ 13,6 bilhões para nova linha de metrô em SP

10 de Fevereiro de 2026, 17:49

A Odebrecht (também conhecida como OEC), o braço de engenharia pesada da Novonor, foi declarada nesta semana a vencedora de uma das maiores licitações recentes do metrô de São Paulo — e do maior contrato da empreiteira desde a Operação Lava Jato, em um total de R$ 13,6 bilhões.

A companhia levou, em caráter definitivo, os lotes 2 e 3 das obras da futura Linha 19-Celeste, que ligará o centro de São Paulo a Guarulhos. A Odebrecht lidera (com 35%) um consórcio formado também pela Álya (antiga Queiroz Galvão) e pela italiana Ghella, especializada em túneis.

A homologação da licitação foi publicada na tarde desta segunda-feira (9). Falta, agora, apenas a assinatura dos contratos. A Companhia do Metropolitano de São Paulo também rejeitou um recurso apresentado pela Andrade Gutierrez, que havia ficado em segundo lugar.

Nova linha

As obras devem começar em 2027 e terão prazo de execução de 75 meses (seis anos e três meses). A Linha 19-Celeste terá 17,6 quilômetros de extensão, 15 estações e previsão de atender cerca de 630 mil passageiros por dia. Vai ligar o Vale do Anhangabaú à cidade de Guarulhos.

No lote 2 — trecho entre as estações Jardim Julieta e Vila Maria — o consórcio apresentou proposta de R$ 6,705 bilhões. Já o lote 3, que vai de Catumbi a Anhangabaú, foi estimado em R$ 6,896 bilhões.

A volta da Odebrecht

A confirmação da vitória na licitação acontece depois de outro contrato relevante fechado pela empresa: em dezembro, a Odebrecht venceu a disputa para estender a Linha 5-Lilás em duas novas estações, em um projeto de até R$ 4,5 bilhões. O contrato é com a Motiva (ex-CCR), concessionária da linha, e será executado em parceria com a Yellow River, subsidiária do grupo chinês Power China.

A Odebrecht voltou a conquistar contratos e fechou 2025 com a maior carteira de obras contratadas em execução. Num resultado que já refletia um movimento de melhora comercial: em 2024, já havia somado US$ 3,9 bilhões.

Eram projetos de linhas de transmissão de energia, obras de saneamento em capitais nordestinas e contratos de infraestrutura em Angola e nos Estados Unidos, além de negociações para atuar na Guiana.

Ainda assim, não conseguiu aliviar o peso do passivo: em junho de 2024, a companhia pediu uma recuperação judicial própria, com dívidas de US$ 4,6 bilhões. O plano abriu espaço para a captação de até US$ 150 milhões em financiamento destinado a empresas em RJ (o DIP) estruturado pelo BTG Pactual, que se tornou a principal fonte de capital de giro para manter fornecedores e garantir a continuidade dos projetos.

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Fundadores de XP, Stone e Nubank lançam instituto para apoiar pequenas e médias empresas

10 de Fevereiro de 2026, 11:35

Guilherme Benchimol, fundador da XP, André Street, cofundador da Stone, e David Vélez, fundador do Nubank, lançaram nesta terça-feira (10) o Instituto B55, iniciativa sem fins lucrativos voltada a pequenas e médias empresas que já superaram a fase inicial, mas enfrentam dificuldades para ganhar escala.

O instituto parte do diagnóstico de que o Brasil tem alto potencial empreendedor, mas enfrenta obstáculos para transformar esse dinamismo em crescimento. O primeiro produto da iniciativa será lançado em 5 de março, e a operação deve começar efetivamente em abril, com a entrada dos primeiros empreendedores e alunos.

O B55 tem como proposta atuar em gargalos recorrentes do crescimento empresarial, como a falta de conhecimento aplicado, método e estrutura para avançar após a fase inicial. O nome do instituto combina a ideia de “base”, representada pela letra B, com o número 55, código internacional do Brasil.

O projeto é liderado por Cristhiano Faé, cofundador e CEO do B55, fundador de empresas como a Accera, vendida à Neogrid em 2018, e responsável pela execução da iniciativa.

Empresas estagnadas

Segundo Street, o Brasil tem cerca de 47 milhões de empreendedores, mas mais de 70% das empresas enfrentam algum grau de estagnação. Além dos três fundadores, o B55 conta com mais de 20 embaixadores que atuarão em mentorias e atividades de formação. Entre os nomes confirmados estão Jorge Paulo Lemann, David Feffer, Fabricio Bloisi, Mariano Gomide, Pedro Franceschi e Henrique Dubugras.

O público-alvo do instituto são empresas da chamada economia real, incluindo negócios de serviços, logística, saúde e varejo que já superaram a fase inicial, mas encontram dificuldades para escalar. O projeto também dialoga com o setor de tecnologia e se posiciona entre aceleradoras voltadas a startups em estágio inicial e programas de apoio de base, como os do Sebrae.

Estruturado ao longo dos últimos seis meses, o B55 foi organizado em quatro frentes: educação e desenvolvimento; jornada e aceleração; comunidade e networking; e a criação de um hub físico de empreendedorismo e inovação, ainda em fase de estudo. A operação começa com um escritório em São Paulo e uma equipe inicial de cerca de dez pessoas.

Apesar de ser uma organização sem fins lucrativos, o B55 tem como objetivo alcançar autossuficiência financeira. O capital inicial, aportado pelos fundadores, está na casa dos milhões de dólares, e o plano é encerrar o primeiro ano de operação com equilíbrio financeiro.

Seara, da JBS, compra duas granjas em SP e coloca mais frango no cardápio

5 de Fevereiro de 2026, 19:42

A Seara, unidade de aves e suínos da JBS, concluiu a compra de duas granjas da Céu Azul Alimentos em Ipiguá e Guapiaçu, no interior de São Paulo. O valor não foi divulgado e o negócio foi submetido à análise do Cade.

Segundo a companhia, a operação envolve a aquisição de ativos rurais ligados à produção de frangos de corte e consolida sob gestão direta estruturas que já abasteciam a Seara. As duas unidades forneciam ovos férteis e aves destinadas ao abate — por isso, a transação é descrita como uma internalização do fornecimento, sem ampliação da capacidade produtiva já existente.

De acordo com reportagem do Estadão, no formulário encaminhado ao Cade, o grupo controlador afirma que a compra pode otimizar a atuação na cadeia de frango de corte ao ampliar o controle sobre qualidade e custos, especialmente na etapa do ovo fértil.

Já a Céu Azul diz que a venda faz parte de uma reorganização do portfólio e de uma realocação de capital para frentes consideradas prioritárias, além de ajudar a otimizar sua estrutura financeira.

As empresas sustentam que há pouca sobreposição entre as atividades e que a integração vertical resultante é limitada, motivo pelo qual pedem análise em procedimento sumário e aprovação sem restrições.

A transação reforça o movimento da JBS de avançar em diferentes elos da cadeia de proteínas. Em 2025, a companhia entrou de forma mais direta no segmento de ovos ao adquirir 50% da Mantiqueira Brasil, uma das maiores produtoras da América do Sul.

@investnewsbr

A Mantiqueira e a JBS estão fazendo um investimento estratégico em ovos no mercado americano. 🐣🍳🇺🇸 #ovos #proteína #negócios

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Efeito Trump? Disney fala em ‘ventos contrários’ para o turismo internacional em seus parques nos EUA

2 de Fevereiro de 2026, 15:33

A Disney alertou nesta segunda-feira (2) que enfrenta “ventos contrários na visitação internacional” em seus parques temáticos americanos, e que isso deve limitar o crescimento do lucro operacional da divisão no trimestre atual.

O aviso foi dado durante a divulgação dos resultados do primeiro trimestre fiscal. O CFO Hugh Johnston não quis detalhar as razões da desaceleração, mas confirmou que a empresa já está reagindo: tanto a Disneyland, na Califórnia, quanto o Walt Disney World, na Flórida, estão redirecionando seus esforços de marketing para atrair visitantes domésticos em vez de estrangeiros.

O contexto ajuda a explicar a cautela da empresa. Tensões diplomáticas do governo Trump com aliados tradicionais, a imposição de tarifas comerciais e processos mais rigorosos de verificação de vistos têm levantado preocupações crescentes sobre a disposição de estrangeiros em visitar os Estados Unidos.

Apesar da sinalização de cautela para os próximos meses, os números do trimestre encerrado em 27 de dezembro ainda foram fortes. A divisão de experiências — que engloba parques temáticos, cruzeiros e produtos de consumo — registrou receita recorde de US$ 10 bilhões, alta de 6% na comparação anual. O lucro operacional também bateu recorde trimestral, chegando a US$ 3,3 bilhões, igualmente 6% acima do ano anterior.

desempenho foi puxado por uma combinação de fatores. A frequência nos parques americanos subiu 1%, enquanto o gasto médio por visitante cresceu 4%. A linha de cruzeiros também contribuiu, com mais reservas após a adição de um novo navio à frota.

A divisão de experiências é o motor de lucro da Disney — e por isso mesmo será uma das principais responsabilidades do próximo CEO da companhia. Segundo o Wall Street Journal, o conselho de administração se reúne esta semana na sede em Burbank, na Califórnia, e deve votar o sucessor de Bob Iger.

De acordo com o jornal, a disputa está entre dois executivos da casa: Josh D’Amaro, atual presidente da divisão de experiências, e Dana Walden, copresidente da divisão de entretenimento. A especulação sobre quem ficará com o cargo — e qual será o destino do preterido — tem consumido funcionários da Disney e boa parte de Hollywood nos últimos meses, segundo a publicação.

Sabesp faz oferta de R$ 49,46 por ação com direito a voto da Emae

2 de Fevereiro de 2026, 09:29

A Sabesp quer pagar R$ 49,46 para levar cada ação ordinária em circulação da Empresa Metropolitana ‌de Águas e Energia (Emae). A empresa de saneamento informou nesta segunda-feira (2) que protocolou na CVM o pedido de registro de uma oferta pública de aquisição (OPA) para comprar as ações da Emae que dão direito a voto e que ainda não estão em suas mãos.

A OPA pode alcançar até 3.695.800 ações ordinárias da Emae, que representam 10,0% do capital social total e 25,13% do capital votante da companhia, considerando as ações já detidas pela Sabesp e eventuais ações em tesouraria.

O preço ofertado é equivalente a 80% do valor pago por ação na transação de controle, que foi de R$ 61,83. O valor será corrigido pela taxa Selic desde 21 de janeiro de 2026, data de fechamento da operação, até a liquidação da OPA.

A Sabesp também detalhou que, na compra que levou ao controle, adquiriu 11.009.550 ações ordinárias e 29.950 preferenciais da Emae, totalizando R$ 682,6 milhões nessa etapa.

A empresa de saneamento paulista comprou o controle da Emae por R$ 1,1 bilhão. As ações, mais de 70% do capital social, pertenciam ao empresário Nelson Tanure e estavam dadas em garantia à XP, que executou a dívida.

A operação é vista no mercado como uma peça estratégica para a Sabesp avançar na integração dos sistemas Guarapiranga e Billings, iniciativa que pode reforçar a segurança hídrica da Grande São Paulo.

Mastercard passa a deter 32% das ações da varejista Westwing. E vai vender imediatamente

20 de Janeiro de 2026, 18:44

A Westwing informou nesta terça-feira (20) que a Mastercard Brasil, operação brasileira da empresa de cartões de crédito, passou a deter 3,5 milhões de ações da empresa, representando 31,9% do capital social.

Não se trata de uma compra. O movimento aconteceu devido a uma execução de alienação fiduciária. Ou seja: ações da Westwing, uma rede de lojas de utensílios domésticos, ficaram como garantia em alguma operação junto à Mastercard, não especificada pela companhia de cartões de crédito. Essa garantia, agora, foi executada.

Mas participação da empresa de cartões de crédito será passageira. A Mastercard afirma que irá vender as ações. A companhia afirma que não pretende manter participação acionária na empresa nem exercer direitos políticos relacionados a essas ações enquanto realiza a venda.

A Westwing tinha entre seus maiores acionistas a WNT Capital, com 39%, e a Oikos Fundo de Investimentos, com 25% e a Trustee, com 5,64%.

Daniel Vorcaro chegou a ser sócio da Westwing por meio de um fundo da WNT. Procurada pelo InvestNews, a WNT disse que não geria mais fundos do Master desde 2024.

A varejista online de decoração e móveis com curadoria especial chegou à Bolsa em 2021, quando diversas empresas aproveitaram a janela de aberturas. A operação, no entanto, vive momento complexo.

A receita líquida da companhia cai 14,9% de janeiro a setembro, para R$ 105,02 milhões. O prejuízo líquido, porém, recuou 57% nesse período, para R$ 9,51 milhões.

Separação do TikTok da ByteDance deve ser finalizada esta semana

20 de Janeiro de 2026, 17:50

A consolidação da venda da empresa que controla a plataforma TikTok nos Estados Unidos, um dos maiores negócios da unicórnio chinesa ByteDance, deve se concretizar nesta quinta-feira (22). A operação ocorre sob forte pressão do governo dos Estados Unidos, iniciada no primeiro mandato de Donald Trump e reforçada em sua segunda campanha à presidência. O governo chinês tratou o negócio como uma forma de manter boas relações comerciais.

Com o acordo, o poder de decisão e o controle de dados passam das mãos chinesas, que ainda terão 20% de participação, para investidores americanos e aliados, como o fundo MGX, da família real dos Emirados Árabes Unidos, e a Oracle, que ficará responsável pelo armazenamento de dados. A transação está estimada em US$ 14 bilhões. O TikTok é a quarta maior plataforma dos EUA, com cerca de 170 milhões de usuários.

De acordo com o memorando interno da ByteDance, a joint venture americana será uma entidade independente, responsável pelo controle da proteção de dados, da moderação de conteúdo e da segurança dos algoritmos. A nova empresa terá um conselho de administração com sete membros, majoritariamente americanos.

Do capital do TikTok nos EUA, 50% será de novos investidores, Oracle, Silver Lake e MGX, com 15% cada. Os 30,1% permanecerão com afiliadas da ByteDance e 19,9% continuarão com a própria ByteDance. A empresa chinesa deve licenciar sua tecnologia de recomendação baseada em inteligência artificial para a nova entidade, que usará os dados americanos protegidos pela Oracle para treinar um novo sistema.

O acordo elimina um tema persistente nas relações entre Pequim e Washington e se alinha a uma lei de segurança nacional aprovada durante o governo Joe Biden, que estabelecia a separação entre TikTok US e ByteDance. A aprovação final da China ainda não foi divulgada.

Entre os pontos estratégicos da operação está a manutenção da experiência do usuário nos EUA, mas com maior controle local sobre algoritmos, moderação e dados de cidadãos americanos. Isso evita riscos de exposição a influências estrangeiras sobre os dados dos usuários e sobre o conteúdo da plataforma.

Expansão internacional e no Brasil

A ByteDance continua operando suas plataformas fora dos EUA de forma independente. No Brasil, a empresa iniciou em janeiro as obras de um novo data center em Caucaia, no Ceará, desenvolvido pela OMNIA, braço do Grupo Pátria. Com capacidade de 200 MW, o empreendimento será o maior da América Latina e terá infraestrutura de energia solar e eólica próprias, com investimento estimado em R$ 200 bilhões.

O novo data center servirá para consolidar a presença do TikTok no Brasil, apoiar operações de comércio eletrônico e transmissões ao vivo, e atender às demandas regulatórias locais de proteção de dados e segurança cibernética.

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Fim dos orelhões: Vivo, Claro e Algar desligarão seus telefones públicos ainda este ano

20 de Janeiro de 2026, 17:25

Os últimos 30 mil telefones de uso público, popularmente conhecidos como orelhões, já têm data marcada para desaparecer das ruas do Brasil: 31 de dezembro de 2028. Lançados em 1972, com design assinado pela arquiteta Chu Ming Silveira, os orelhões chegaram a superar 1,5 milhão de unidades no país e eram mantidos pelas concessionárias de telefonia fixa como contrapartida obrigatória do serviço.

Com o fim dos contratos de concessão em dezembro de 2025, as empresas começaram a migrar para o modelo de autorizações de serviço, previsto no plano de universalização do acesso à telefonia, que prevê a extinção gradual dos telefones públicos. Segundo a Anatel, a mudança também busca estimular investimentos em redes de banda larga e infraestrutura de telecomunicações.

Na prática, cerca de 9 mil orelhões continuarão ativos em localidades sem sinal 4G, garantindo conectividade mínima. A maior parte dos TUPs está no estado de São Paulo, e a localização pode ser consultada no site da Anatel.

Empresas de telefonia

A Oi, que concentra o maior número de terminais em operação — 6.707 unidades — mantém a rede ativa, enquanto Vivo, Algar e Claro/Telefônica desligarão seus orelhões ainda este ano, restando cerca de 2 mil unidades. A Sercomtel, presente em Londrina e Tamarana (PR), opera outros 500 TUPs, que só poderão ser desativados após adaptação.

Além da manutenção dos orelhões, as concessionárias se comprometeram a investir em infraestrutura, incluindo implantação de fibra óptica, expansão de redes 4G, cabos submarinos e fluviais, conectividade em escolas públicas e construção de data centers.

Segundo a Anatel, os orelhões que não têm obrigação de manutenção pelas operadoras podem ser desligados a pedido do público. Caso a empresa não atenda, o usuário pode registrar reclamação pelo telefone 1331 ou pelo portal da agência.

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‘Carro voador’ da Embraer ganha reforço de US$ 150 milhões

20 de Janeiro de 2026, 15:52

A Eve, subsidiária da Embraer, anunciou a contratação de um financiamento de US$ 150 milhões com prazo de cinco anos, com participação de Itaú, Banco do Brasil, Citibank e Mitsubishi UFJ Financial Group (MUFG).

Segundo a companhia, os recursos serão usados em pesquisa e desenvolvimento e na integração do eVTOL a um ecossistema de mobilidade aérea urbana, incluindo parcerias com provedores de infraestrutura e órgãos reguladores. A Eve afirma que o dinheiro reforça a capacidade de avançar no processo de certificação e na preparação para a comercialização da aeronave.

“Esse financiamento garante recursos de longo prazo para acelerar o desenvolvimento, avançar no processo de certificação e executar nosso roadmap estratégico, além de 2028”, disse Eduardo Couto, CFO da Eve, em comunicado.

Com a operação, o financiamento total informado pela empresa chega a US$ 1,2 bilhão. A Eve também destacou que, recentemente, concluiu o primeiro voo pairado do protótipo de engenharia em escala real nas instalações de testes da Embraer no Brasil, validando sistemas como fly-by-wire e gerenciamento de energia. A empresa prevê uma campanha de testes ao longo de 2026.

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STF determina bloqueio de bens de Nelson Tanure em investigação sobre o Master

19 de Janeiro de 2026, 15:17

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli determinou o bloqueio dos bens do empresário Nelson Tanure, no mesmo montante do pedido relacionado a Daniel Vorcaro, controlador do extinto Banco Master, atendendo a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). A decisão é de 6 de janeiro e o bloqueio foi realizado em 14 de janeiro.

Segundo informações publicadas pela Folha de S. Paulo, Toffoli cita manifestação da PGR que aponta Tanure como “sócio oculto do Banco Master, exercendo influência por meio de fundos e estruturas societárias complexas, razão pela qual o bloqueio do seu patrimônio deve ocorrer”, conforme dados da Polícia Federal.

A medida integra a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de manipulação de mercado e fraudes financeiras. Ao todo, a operação envolveu o sequestro e bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens de pessoas investigadas. Tanure também teve seu celular apreendido e mandados de busca e apreensão cumpridos em endereços ligados a Daniel Vorcaro e familiares.

O empresário, que ainda não comentou a decisão judicial, divulgou nota no dia 15 de janeiro negando envolvimento societário com o Master: “Não fui nem sou controlador do extinto Banco Master, tampouco seu sócio, ainda que minoritário, direta ou indiretamente”.

Da Light à Prio

Tanure é conhecido por comprar empresas em crise e conduzir reestruturações rigorosas, mas seu modelo de negócios enfrenta fragilidade financeira, com dívidas e escrutínio sobre seus laços com o banco liquidado.

Apesar disso, o empresário não deve se afastar da Light, distribuidora de energia que atende 31 municípios do Rio de Janeiro. Embora esteja se desfazendo de sua participação na Prio, considerada a “joia da coroa” de seu portfólio, seus investimentos na Light devem ser preservados. O fundo WNT, ligado a Tanure, é o segundo maior acionista da elétrica, com 18,9% do capital.

A Light conseguiu recentemente destravar a renovação de sua concessão junto ao Ministério de Minas e Energia. A empresa planeja um aumento de capital de até R$ 1,5 bilhão, no qual Tanure participará para preservar sua posição, com expectativa de que a operação ocorra até 90 dias após a publicação do decreto de renovação. Tanure investe na Light desde 2023, quando a elétrica entrou com pedido de recuperação judicial, acumulando cerca de 30% da companhia e liderando negociações com credores e órgãos públicos.

No caso da Prio, Tanure abriu mão de quase toda sua participação, estimada em 20%, para pagar credores, incluindo empréstimos garantidos pelo Credit Suisse e posteriormente pelo UBS, que adquiriu o banco e buscou reduzir sua exposição ao empresário.

Mesmo enfrentando a investigação da Polícia Federal e a instabilidade financeira de parte de seu portfólio, Tanure segue atuando como acionista estratégico no mercado, mantendo presença em empresas de energia, óleo e gás, saúde e varejo.

EUA suspendem emissão de vistos do Brasil e de mais 74 países

14 de Janeiro de 2026, 13:44

O Departamento de Estado dos Estados Unidos congelou a emissão de vistos para 75 países, incluindo o Brasil, de forma temporária. Ainda não se sabe se os vistos para turistas serão afetados pela medida.

A medida foi noticiada primeiramente pela rede de TV Fox News, mas confirmada posteriormente pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, que compartilhou a informação em suas redes sociais.

A suspensão dos vistos terá início em 21 de janeiro e permanecerá em vigor por tempo indeterminado, enquanto o Departamento de Estado revisa seus critérios para a concessão de vistos a estrangeiros solicitantes. Além do Brasil, estão na lista países como Somália, Rússia, Afeganistão, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia e Iêmen.

A nova diretriz visa, sobretudo, atingir candidatos considerados dependentes de benefícios públicos, levando em conta fatores como saúde, idade, proficiência em inglês, situação financeira e necessidades médicas de longo prazo. Em novembro, a agência de notícias Associated Press afirmou que o governo de Donald Trump considerava uma nova diretriz para restringir a entrada de pessoas obesas no país.

“O Departamento usará sua autoridade de longa data para determinar se potenciais imigrantes são inelegíveis, evitando que estrangeiros venham receber assistência pública nos Estados Unidos”, afirmou Tommy Piggott, porta-voz do Departamento de Estado.

Desde que Donald Trump assumiu a presidência, no ano passado, o Departamento de Estado já revogou mais de 100 mil vistos, incluindo cerca de 8 mil vistos de estudante e 2.500 vistos especializados, concedidos a indivíduos que tiveram envolvimento com a polícia dos EUA por atividades criminosas.

Medidas mais duras

Desde junho do ano passado, o governo de Trump adicionou uma nova exigência à concessão de vistos de estudantes no país: agora, todos os candidatos devem desbloquear seus perfis em redes sociais para análise dos EUA. A medida tem o intuito de identificar conteúdos considerados hostis ao país, seu governo, cultura, instituições ou princípios fundadores.

Embora os Estados Unidos ainda não tenham confirmado oficialmente as restrições de visto, a nova estratégia de defesa e política externa dos EUA, publicada pelo governo de Donald Trump em dezembro de 2025, previa o aumento de restrições de entrada de imigrantes.

Quando uma LCI ou LCA, isenta de IR, rende mais do que um CDB? Veja a resposta nesta calculadora

14 de Janeiro de 2026, 12:33

Não existe investimento mágico – quanto maior a rentabilidade, maior o risco. Mas o cardápio é vasto. E a leitura dele nem sempre é fácil, especialmente no Brasil, que tem produtos de aplicação isentos e não-isentos de Imposto de Renda, alíquotas variadas, come-cotas e novas regras surgindo a todo momento.

LCIs e LCAs, por exemplo. As duas aplicações de renda fixa são primas dos CDBs, mas não pagam imposto de renda. O rendimento bruto é também o rendimento líquido. Vantagem automática, então? 

Não. Tudo depende de outros fatores, relativamente complexos. Para ajudar você a fazer a conta, o InvestNews está lançando uma nova ferramenta, sua Calculadora de Renda Fixa.

Via de regra, LCIs e LCAs vão ser oferecidas no app do banco ou da corretora com um rendimento aparentemente menor que o dos CDBs: 85% do CDI, 83%, 82%… Contra algo sempre próximo de 100% no caso de um CDB – às vezes um pouco menos, às vezes um pouco mais, às vezes muito mais…    

Mas o que paga mais? Um CDB que rende 100% do CDI e está sujeito à cobrança de IR ou uma LCA que paga 78% do CDI e é isenta do imposto?

Tudo depende do prazo. Você pode se surpreender, mas uma LCA que paga 78% do CDI vai render mais do que um CDB 100% do CDI se o vencimento do papel acontecer em menos de seis meses. Se for em um ano, uma LCA com esse mesmo rendimento perde para o primo que paga imposto. Isso acontece porque o imposto vai diminuindo com o tempo. Até 180 dias são 22,5% em cima do rendimento. Aí vai diminuindo até 15%, que é o piso, depois de dois anos.

Ou seja: ao investir numa LCI/LCA é fundamental saber quanto ela renderia caso ela pagasse imposto – calcular o gross up, no jargão financeiro – para poder comparar o rendimento com um produto sujeito ao IR. Calcular o gross up é relativamente complexo, já que sempre depende da data de vencimento.   

Alguns bancos e corretoras (como Nubank e XP) já fazem isso. No menu de renda fixa aparece mais ou menos assim: “LCI 85% do CDI com vencimento em 10/06/2026 – rendimento equivalente a 109% do CDI”. Isso facilita muito. Mas a informação não está disponível em todo lugar e às vezes você quer comparar opções de investimento em duas instituições diferentes, por exemplo. Por isso é que o InvestNews, que sempre busca descomplicar a vida do investidor, criou sua Calculadora de Renda Fixa

Na calculadora, você pode comparar produtos isentos e não-isentos e também prefixados (quando a rentabilidade do papel é conhecida já no momento do investimento), pós-fixados (com rendimento sujeito à variação do CDI) ou atrelados à inflação (que rendem uma taxa de juro mais a variação do IPCA).

Ao fim da comparação, o sistema envia um relatório completo para o seu endereço de email, mostrando as rentabilidades reais de cada ativom(em percentual e em valores), valores pagos de imposto, custos e outros dados.

Use sem moderação

Apple recorre ao Google para acelerar estratégia de IA e nova Siri será alimentada pelo Gemini

12 de Janeiro de 2026, 19:41

A Apple anunciou nesta segunda-feira (12) uma parceria com o Google para usar os modelos Gemini como base da próxima geração de sua plataforma de inteligência artificial.

Segundo comunicado conjunto, a tecnologia vai sustentar futuros recursos do Apple Intelligence, incluindo uma versão mais personalizada da Siri, com lançamento previsto ainda para este ano.

No texto, a Apple afirmou ter concluído que a tecnologia do Google oferece atualmente a “base mais avançada” em modelos de IA. O acordo ocorre após dificuldades da companhia em emplacar sua própria estratégia de inteligência artificial.

Desde o anúncio do Apple Intelligence, em junho de 2024, a empresa enfrentou atrasos sucessivos na entrega da nova Siri e de outros recursos prometidos, além de críticas sobre a utilidade prática das ferramentas lançadas. Parte das funcionalidades chegou a ser adiada para 2026, e a área de IA passou por mudanças internas de liderança nos últimos meses.

Hoje, a Apple já mantém um acordo com a OpenAI para integrar o ChatGPT à Siri em tarefas específicas, e ainda não está claro como essa parceria coexistirá com a nova arquitetura baseada no Gemini.

Apple e Google afirmaram que o acordo terá duração de “vários anos”, sem detalhar o prazo.

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Grupo dono da Microlins compra Yázigi e entra na disputa pelo mercado de cursos de idiomas

12 de Janeiro de 2026, 15:40

O grupo paulista MoveEdu anunciou nesta segunda-feira (12) a aquisição de 100% do Yázigi, uma das redes mais tradicionais de ensino de idiomas do país, junto à britânica Pearson. O valor da transação não foi divulgado.

Com o negócio, o MoveEdu amplia sua atuação além do ensino profissionalizante e passa a disputar espaço em um mercado dominado por marcas como Wizard, CNA, Wise Up e Fisk. A Pearson seguirá atuando por meio da Wizard, hoje a maior rede do setor em número de unidades.

Fundado em 1950, o Yázigi está presente em mais de 120 cidades e 20 estados, com cerca de 270 operações e aproximadamente 70 mil alunos atendidos por ano. A rede foi comprada pela Pearson em 2013, na aquisição do Grupo Multi, que era dono também das redes Wizard e Skill, por quase R$ 2 bilhões.

Pouco conhecida

A compra marca a entrada mais direta da MoveEdu no segmento de idiomas — um movimento estratégico para um grupo que até aqui construiu sua escala principalmente no ensino profissionalizante.

Além do Yázigi, o grupo reúne marcas como Microlins, Prepara IA e Ensina Mais Turma da Mônica, somando mais de mil operações franqueadas no país.

Menos conhecida do grande público, a MoveEdu surgiu em 2004 como Grupo Prepara e ganhou musculatura em 2017, quando comprou também da Pearson a Microlins.

Em nota, o fundador e CEO da MoveEdu, Rogério Gabriel, afirmou que a estratégia inclui investir na digitalização do Yázigi e ampliar a capilaridade da marca. “Vamos aplicar nosso know-how em tecnologia e dados para acelerar o crescimento da rede e melhorar a experiência de alunos e franqueados”, disse.

Google lança plano para ser vitrine e caixa do varejo por IA – e atinge US$ 4 trilhões de valuation

12 de Janeiro de 2026, 12:16

O Google deu um passo além na corrida para transformar assistentes de inteligência artificial em canais diretos de consumo, numa tentativa de ser, ao mesmo tempo, a vitrine do e-commerce e o caixa.

A companhia apresentou um conjunto de ferramentas que permite a varejistas criar agentes de IA capazes de recomendar produtos, prestar atendimento e até concluir pedidos dentro de seus próprios aplicativos e sites. Redes como Kroger, Lowe’s e Papa Johns já testam os recursos. A Lowe’s afirmou que a taxa de conversão mais que dobrou quando clientes interagem com seu assistente baseado nessa tecnologia.

Mas a ambição do Google vai além de oferecer infraestrutura às marcas. Durante a NRF, maior feira global de varejo, a empresa também anunciou o Universal Commerce Protocol (UCP) — um padrão aberto que permite que catálogos de diferentes lojas se conectem diretamente ao Gemini, abrindo caminho para que o consumidor busque produtos, escolha e finalize a compra dentro do próprio ambiente do Google, com pagamento via Google Pay.

A notícia ajudou a dar um empurrãozinho no valor das ações da Alphabet, controladora do Google, que chegou atingiu nesta segunda-feira os US$ 4 trilhões de valor de mercado, depois de Nvidia, Microsoft e Apple.

Segundo o CEO Sundar Pichai, a ideia é que, em breve, exista um botão de compra integrado às plataformas da companhia. Na prática, o fluxo tradicional — busca no Google, navegação no site da loja e checkout próprio do varejista — pode dar lugar a uma jornada concentrada em um único intermediário: o agente de IA do Google.

Para os varejistas, a promessa é sedutora: mais conveniência para o consumidor, experiência personalizada e potencial ganho de conversão. Ao mesmo tempo, executivos do setor ouvidos pelo The Wall Street Journal já expressam preocupação com o risco de dependência e com a possibilidade de suas marcas se tornarem “fornecedores invisíveis” em um ambiente dominado pelo Google.

Intermediário

No Brasil, o movimento tende a ser observado com atenção especial por varejistas digitais de margem apertada, como Magazine Luiza e Casas Bahia, que já enfrentam um ambiente de competição intensa por tráfego e dependem fortemente de dados próprios para personalização e eficiência comercial.

Caso a jornada de compra passe a ser mediada por assistentes de IA de plataformas como o Google, essas companhias podem perder parte do controle sobre o relacionamento com o consumidor — e, no limite, enfrentar pressão adicional sobre suas margens se o novo intermediário passar a disputar participação na receita da transação.

O movimento também acende um alerta no mercado de pagamentos. Se o checkout passa a acontecer dentro do ecossistema do Google, a empresa tende a ganhar influência sobre a origem das transações, o meio de pagamento utilizado e, no limite, sobre a remuneração capturada ao longo da cadeia — pressionando adquirentes, gateways e fintechs, hoje donos dessa relação com o varejo.

Embora executivos ouvidos pelo WSJ reconheçam que o comércio mediado por agentes de IA ainda está longe de substituir completamente os canais tradicionais, o avanço das grandes plataformas sobre mais uma etapa da jornada de consumo reforça uma lógica já conhecida no setor: quem controla a interface com o cliente tende, cedo ou tarde, a disputar também o pedágio da transação.

Petróleo opera estável com investidores avaliando crise na Venezuela

5 de Janeiro de 2026, 08:39

O petróleo operava perto da estabilidade nesta segunda-feira (5), enquanto investidores avaliavam as consequências da captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos e o impacto mais amplo do episódio sobre a geopolítica do mercado de petróleo.

O WTI era negociado em torno de US$ 57,03 o barril, operando dentro de uma faixa entre cerca de US$ 56,30 e US$ 57,70 na sessão, enquanto o Brent girava em torno de US$ 60,99, após oscilar entre aproximadamente US$ 60,50 e US$ 61,20. O contrato de referência do Brent chegou a tocar o patamar de US$ 61, refletindo um mercado sem direção definida, com leves altas e baixas ao longo do pregão.

“Qualquer interrupção de curto prazo na produção venezuelana pode ser facilmente compensada por um aumento da produção em outros lugares”, escreveu Neil Shearing, economista-chefe do grupo da Capital Economics, em nota.

Apesar da turbulência ocorrida no fim de semana na Venezuela, o país que é membro da Opep responde por apenas uma pequena parcela da oferta global. A Venezuela já foi uma potência produtora de petróleo, mas a produção despencou ao longo das últimas duas décadas e hoje representa menos de 1% da oferta global, em sua maior parte exportada para a China.

Excedente de petróleo

O mercado enfrenta um grande excedente neste ano, à medida que a Opep+ e outros produtores adicionam mais barris enquanto a demanda perde força. No domingo, a Opep+ manteve os planos de pausar os aumentos de oferta no primeiro trimestre. O grupo, liderado por Arábia Saudita e Rússia, não discutiu a Venezuela durante a videoconferência de 10 minutos, segundo delegados, que afirmaram ser prematuro avaliar como responder à situação em desenvolvimento.

*matéria em atualização

Na Nike, Tim Cook vai às compras e dobra participação

25 de Dezembro de 2025, 18:34

O CEO da Apple, Tim Cook, deu à Nike um presente de Natal. As ações da varejista de artigos esportivos subiram na quarta-feira, 24, depois que a empresa divulgou que Cook — o diretor independente líder no conselho da Nike — quase dobrou sua participação pessoal ao comprar US$ 2,9 milhões em ações da companhia.

O investimento deu um gás às ações da Nike, que vem planejando uma virada após perder terreno para rivais e ver as vendas enfraquecerem. A Nike tem buscado reverter sua trajetória sob o comando do CEO Elliott Hill, tentando reparar relações com varejistas e reinvigorá-la em inovação de produtos.

Tim Cook, CEO da Apple
Tim Cook, CEO da Apple (WSJ)

Os esforços, porém, têm encontrado barreiras pelas tarifas de Donald Trump e outros problemas. Na semana passada, a Nike projetou que as vendas cairiam no trimestre atual pela vendas ainda fracas na China.

A projeção decepcionante fez as ações recuarem, incluindo uma queda de 10,5% — o maior tombo em um único dia desde abril. O papel reverteu parcialmente as perdas depois que a Nike informou a compra de ações por Cook, observou o Wall Street Journal. As ações subiram quase 5%, para US$ 60,19, na manhã de quarta-feira.

Cook é diretor independente líder no conselho da Nike desde 2016, após entrar no colegiado em 2005.
O executivo da Apple comprou 50.000 ações da Nike a um preço médio de US$ 58,97 na segunda-feira, segundo a varejista de artigos esportivos divulgou em um documento apresentado à Securities and Exchange Commission (SEC). Agora, ele detém 105.480 ações da empresa, de acordo com o documento.

A companhia informou que outro diretor também comprou ações.

Sanofi compra fabricante de vacinas Dynavax por US$ 2,2 bilhões

25 de Dezembro de 2025, 16:22

A farmacêutica Sanofi fechou um acordo para comprar a especialista em vacinas Dynavax Technologies por US$ 2,2 bilhões, pago em dinheiro, recorrendo a aquisições numa tentativa de deixar para trás contratempos no pipeline.

A farmacêutica francesa anunciou a aquisição na quarta-feira, 24. Pouco antes, havia informado que a agência reguladora dos Estados Unidos (FDA) se recusou a aprovar seu candidato a medicamento tolebrutinib para o tratamento de esclerose múltipla.

Com as incertezas sobre tarifas nos EUA e precificação de medicamentos ficando em segundo plano depois de a Sanofi se juntar a outras farmacêuticas na rodada mais recente de acordos do setor com o governo Trump, investidores têm avaliado com atenção o desempenho dos medicamentos que a empresa tem em desenvolvimento.

A Sanofi tem feito aquisições para renovar seu portfólio de remédios e vacinas, após alguns medicamentos experimentais não atingirem seus objetivos em estudos clínicos ou serem rejeitados por reguladores.

No início do ano, a Sanofi recebeu um ganho extraordinário de 10 bilhões de euros (US$ 11,80 bilhões) com a venda de uma participação de controle no negócio de saúde do consumidor Opella e, desde então, vem fazendo uma sequência de compras.

O acordo pela Dynavax, sediada em Emeryville, na Califórnia, marca a quinta aquisição da Sanofi neste ano, após a compra da empresa de biotecnologia em imunologia Blueprint Medicines por até US$ 9,5 bilhões e outros três negócios menores.

A Sanofi pretende lançar uma oferta pública de aquisição de US$ 15,50 por ação, em dinheiro, para comprar todas as ações da Dynavax, com aprovação unânime do conselho da empresa-alvo, noticiou o Wall Street Journal.

A Sanofi afirmou que a aquisição adiciona ao seu pipeline uma vacina contra hepatite B aprovada nos EUA, um candidato a vacina contra herpes-zóster em estudos clínicos nas fases inicial e intermediária, além de outros projetos em desenvolvimento — fortalecendo o portfólio de imunização do grupo.

A farmacêutica francesa gerou mais de um terço de suas vendas nos primeiros nove meses do ano com um único produto: o medicamento “blockbuster” Dupixent, desenvolvido em parceria com a Regeneron Pharmaceuticals.

A Sanofi também tem um negócio relevante de vacinas, que inclui imunizantes contra gripe, Covid-19 e vírus sincicial respiratório (VSR), entre outras doenças. No começo deste ano, a companhia comprou a desenvolvedora de vacinas Vicebio por até US$ 1,6 bilhão, mas também sofreu um revés quando um estudo de uma vacina contra doença por E. coli, feita com a Johnson & Johnson, foi interrompido por eficácia insuficiente.

Troca de controle da Braskem chega ao Cade, e Petrobras diz que avalia novo acordo de acionistas

23 de Dezembro de 2025, 20:11

A Petrobras informou nesta terça-feira (23) que a operação que pode levar a gestora IG4 ao controle da Braskem já foi protocolada no Cade, passo necessário para a aprovação regulatória do negócio. A estatal afirmou que acompanha as negociações como parte envolvida e que ainda avalia se vai aderir a um novo acordo de acionistas da companhia.

Segundo a Petrobras, a análise envolve a definição final dos termos da operação e a checagem de direitos que a estatal já possui no acordo atual, como preferência na compra de ações e proteção em caso de venda do controle. A empresa destacou que nenhuma decisão foi tomada até agora e que seguirá seus ritos internos antes de bater o martelo.

O avanço no Cade ocorre após a IG4 Capital fechar um acordo com os principais bancos credores da Novonor, antiga Odebrecht, para assumir o controle da Braskem. Pelo desenho já divulgado, a gestora ficará com 50,1% do capital votante da petroquímica, dividindo o controle com a Petrobras, enquanto a Novonor manterá apenas 4% do capital, sem poder de decisão.

Para viabilizar o negócio, Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e BNDES aceitaram trocar cerca de R$ 20 bilhões em dívida da Novonor por uma participação no ganho futuro da Braskem, em vez de vender os créditos a preços deprimidos. A estrutura separa a dívida, que foi transferida para um FIDC, das ações da companhia, que ficarão em um FIP ligado à IG4.

Pelo desenho da operação, a IG4 passará a deter 50,1% do capital votante da Braskem, por meio de um fundo de investimento, assumindo o controle da companhia ao lado da Petrobras, que seguirá como sócia relevante. A Novonor, antiga Odebrecht, ficará apenas com uma fatia residual de 4% do capital, sem direitos de governança.

A Petrobras destacou que ainda analisa os termos do novo acordo de acionistas, que precisará preservar direitos já existentes, como o tag along, mecanismo que garante à estatal proteção em caso de uma futura venda do controle da companhia.

A conclusão da operação ainda depende da aprovação do Cade e da decisão final da Petrobras sobre o novo arranjo societário da companhia.

Orizon, de tratamento de resíduos, compra concorrente por R$ 3 bilhões. Entenda o negócio

17 de Dezembro de 2025, 14:13
Homem sorridente com braços cruzados contra fundo abstrato com tubos e cores roxas e brancas.
Milton Pilão, CEO da Orizon

A Orizon, uma das maiores operadoras de aterros sanitários do país, adquiriu uma concorrente, a Holding Vital, num negócio que envolveu R$ 3 bilhões, anunciado nesta quarta.

A companhia gere 17 aterros em 12 Estados, e é responsável pelo tratamento de 11% do lixo coletado no Brasil (ou 20% daquilo que é destinado a aterros). São 8,8 milhões de toneladas. A Vital, da família Queiroz Galvão, trata 4,6 milhões de toneladas – 12 aterros em 9 Estados.

O negócio foi via emissão de ações. Assim: hoje a Orizon é dividida em 96 milhões de papéis, que lhe conferem um valor de mercado de aproximadamente R$ 7 bilhões. Para a fusão com a Vital, vão emitir 42 milhões de novas ações – o equivalente a R$ 3 bilhões –, e reorganizar a estrutura societária.

Pelo novo arranjo, a família Queiroz Galvão fica 30% de participação. Outros 30% permanecem com os controladores atuais da Orizon. E os 40% restantes ficam no free float, os papéis em circulação no mercado.

Com a aquisição, a Orizon pretende dobrar seu lucro operacional (Ebitda), para R$ 1 bilhão. E passa a tratar 16% dos resíduos gerados no país.

Localiza propõe emissão de ações preferenciais resgatáveis e aumento de capital de R$ 2 bi

6 de Dezembro de 2025, 17:43

Depois da Axia (ex-Eletrobras), foi a vez da Localiza propor a emissão de um novo tipo de ação preferencial (PN) que dará direito ao recebimento de dividendos (como toda ação preferencial), mas que terá o mesmo direito das ações ordinárias e que poderão ser resgatadas a critério da empresa: as ações preferenciais resgatáveis.

Segundo documento entregue à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) neste sábado (6), o conselho de administração da empresa convocou uma assembleia para 29 de dezembro para aprovar o tema junto aos acionistas.

As PNs resgatáveis têm as mesmas condições das ações ON, inclusive em relação ao direito a voto e ao tag along, mecanismo importante para proteção dos acionistas porque garante que os minoritários tenham o direito de vender seus papéis nas mesmas condições que os controladores no caso da venda do controle da empresa.

As ações PNs resgatáveis passaram a ser uma alternativa para as empresas gerarem valor aos investidores, dadas as mudanças a partir do ano que vem na cobrança de Imposto de Renda sobre dividendos, a forma mais tradicional de distribuir lucros aos acionistas. Após 2026, os dividendos anunciados pelas empresas que ultrapassarem R$ 50 mil por mês (R$ 600 mil por ano) terão 10% de IR recolhido na fonte.

O mecanismo das PNs resgatáveis é uma alternativa porque empresas como a Localiza integram o Novo Mercado, segmento de maior governança corporativa de B3, que proíbe a emissão de papéis preferenciais exatamente para garantir iguais direitos a todos os acionistas. Diante disso, a Localiza informou que já pediu para a B3 a dispensa, em caráter excepcional, dessa obrigatoriedade. A bolsa ainda não se manifestou, de acordo com o comunicado.

Aumento de capital de R$ 2 bilhões

A criação das PNs resgatáveis ocorrerá no contexto de um aumento de capital de R$ 2,06 bilhões, feito sem aporte de novos recursos, usando parte da reserva de lucros da empresa. Isso significa que não haverá diluição dos acionistas: ninguém precisa colocar dinheiro novo e todos recebem as novas ações resgatáveis como bonificação, proporcionalmente ao que já possuem.

Esse tipo de operação é propícia em um momento de incerteza e mudança tributária porque o aumento de capital será feito com reservas da própria empresa ainda este ano – enquanto a isenção de IR ainda está valendo –, sem uso de caixa e distribuído gratuitamente aos acionistas.

Em termos simples, é um mecanismo de remuneração indireta aos investidores.

A Localiza entregará as PNs gratuitamente aos acionistas como bonificação na proporção de 1 PN para cada 26 ONs na data da assembleia. As PNs passarão a ser negociadas “ex-direito” (data a partir da qual o investidor perde o direito à bonificação) a partir de 30 de dezembro e os papéis serão creditados aos acionistas em 5 de janeiro de 2026.

Como a bonificação sempre ocorre em números inteiros, quem tiver um número de ONs que não seja múltiplo de 26 receberá frações de PNs. A Lei das S.A., que rege as empresas de capital aberto, prevê um procedimento específico para isso: abre-se um prazo de 30 dias para que os investidores possam negociar frações entre si e recompor ações inteiras; terminado esse período, as frações remanescentes são vendidas em bolsa e o valor da transação é distribuído proporcionalmente aos acionistas que tinham as frações.

Os acionistas que desejarem garantir o recebimento de 1 PN inteira poderão, a seu critério, ajustar suas posições no mercado para atingir múltiplos de 26 ONs.

SpaceX de Elon Musk pode chegar a US$ 800 bilhões e virar a startup mais valiosa do planeta

5 de Dezembro de 2025, 16:43

A SpaceX, empresa de transporte espacial e de satélites fundada por Elon Musk, está lançando uma venda secundária de ações que poderia avaliar a companhia em US$ 800 bilhões, segundo pessoas familiarizadas com o assunto, relatou o jornal americano Wall Street Journal.

Se confirmado, a nova transação faria da SpaceX, mais uma vez, a startup mais valiosa do mundo, superando o recorde anterior de US$ 500 bilhões estabelecido pela OpenAI, dona do ChatGPT, em outubro.

A última oferta pública da empresa, discutida pelo conselho de diretores na quinta-feira (4) no hub Starbase da SpaceX no Texas, poderia mudar dependendo do interesse de vendedores e compradores internos, disseram as fontes, que pediram anonimato por se tratar de informações não públicas.

Sob um cenário preliminar, a SpaceX poderia incluir um preço por ação de cerca de US$ 300, o que avaliaria a empresa em aproximadamente US$ 560 bilhões, segundo duas das fontes. Os detalhes da transação ainda podem mudar antes do fechamento, podendo alcançar avaliações ainda mais altas, disse uma terceira pessoa.

Um representante da SpaceX não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

O último valor representaria um aumento substancial em relação aos US$ 212 por ação estabelecidos em julho, quando a empresa levantou recursos e vendeu ações com uma avaliação de US$ 400 bilhões.

O Wall Street Journal e o Financial Times, citando fontes não identificadas, relataram anteriormente que o negócio avaliaria a SpaceX em impressionantes US$ 800 bilhões, embora a Bloomberg não tenha conseguido confirmar a informação de forma independente.

A notícia sobre o valor da SpaceX fez as ações da EchoStar Corp., empresa de TV por satélite e telecomunicações, subirem até 18%. No mês passado, a EchoStar havia concordado em vender licenças de espectro à SpaceX por US$ 2,6 bilhões, somando-se a um acordo anterior de venda de cerca de US$ 17 bilhões em espectro sem fio para a empresa de Musk.

A SpaceX, lançadora de foguetes mais prolífica do mundo, domina a indústria espacial com seu foguete Falcon 9, que coloca satélites e pessoas em órbita.

A empresa também lidera o setor de serviços de internet via satélite em órbita baixa com o Starlink, um sistema com mais de 9.000 satélites, muito à frente de concorrentes como o Amazon Leo, da Amazon.com Inc.

Executivos da SpaceX já cogitaram transformar o Starlink em uma empresa separada de capital aberto — ideia sugerida inicialmente pela presidente Gwynne Shotwell em 2020.

No entanto, Musk repetidamente questionou publicamente a possibilidade ao longo dos anos, e o CFO Bret Johnsen afirmou em 2024 que um IPO do Starlink aconteceria provavelmente “nos próximos anos”.

O site The Information, citando pessoas próximas às discussões, relatou separadamente na sexta-feira que a SpaceX informou investidores e representantes de instituições financeiras que planeja um IPO para toda a empresa na segunda metade do próximo ano.

Uma chamada oferta secundária ou tender, na qual funcionários e alguns acionistas iniciais podem vender ações, oferece aos investidores de empresas privadas como a SpaceX uma forma de gerar liquidez.

A SpaceX também trabalha no desenvolvimento do novo foguete Starship, anunciado como o mais potente já desenvolvido, capaz de lançar grande quantidade de satélites Starlink, além de transportar carga e pessoas para a Lua e, eventualmente, para Marte.

Netflix vai comprar a HBO Max e os estúdios da Warner por US$ 72 bilhões

5 de Dezembro de 2025, 09:46

A Netflix anunciou nesta sexta-feira (5) a aquisição dos estúdios de TV e cinema e da divisão de streaming da Warner Bros. Discovery (WBD) por US$ 72 bilhões, em uma transação histórica que combina dinheiro e ações. O acordo está avaliado em US$ 27,75 por ação da Warner, resultando num valor total para a empresa de US$ 82,7 bilhões.

Os acionistas da Warner receberão US$ 23,25 em dinheiro e US$ 4,50 em papéis da Netflix por ação, e a conclusão do negócio está prevista para 12 a 18 meses, após a separação previamente anunciada da divisão Global Networks da WBD em uma nova empresa de capital aberto, programada para o terceiro trimestre de 2026.

A empresa será dividida em duas antes do fechamento do negócio. A WBD Global Networks fica com os canais de TV, como CNN, TNT e TBS, que não serão adquiridos pela Netflix. E o WBD Streaming & Studios abraça os estúdios mais o serviço de streaming HBO Max. É essa parte que a Netflix vai comprar.

Ou seja, ela terá o controle de sucessos como Sopranos, White Lotus, Harry Potter e Friends, além de estúdios em Burbank, Califórnia, e um vasto arquivo de filmes e programas de TV.

O acordo representa um passo estratégico sem precedentes para a Netflix, que começou como locadora de DVDs enviada pelo correio há quase três décadas e se tornou a companhia mais valiosa de Hollywood sem possuir um grande acervo próprio, ao licenciar conteúdo de terceiros e investir em produções originais.

Em 2024, a Netflix registrou US$ 39 bilhões em receita, enquanto a Warner Bros., fundada na década de 1920, tinha mais de US$ 39 bilhões em vendas. Segundo a Netflix, a aquisição permitirá expandir significativamente a produção nos Estados Unidos, investir em conteúdo original, gerar empregos e fortalecer a indústria do entretenimento, além de gerar economias de custos de US$ 2 a 3 bilhões por ano a partir do terceiro ano.

Warner se colocou à venda

A negociação surgiu após a Warner Bros. se colocar à venda em outubro, atraindo interesse de empresas como Paramount, Skydance e Comcast, e entrou em negociações exclusivas com a Netflix na semana anterior ao anúncio oficial.

O processo gerou controvérsias, com a Paramount acusando a Warner de favorecer a Netflix, e prevê uma taxa de rescisão de US$ 5,8 bilhões caso o acordo seja cancelado ou não receba aprovação regulatória. A transação também levanta questões antitruste nos Estados Unidos e na Europa, com autoridades e legisladores avaliando possíveis impactos sobre consumidores.

A Netflix, por sua vez, argumenta que seu principal concorrente é o YouTube, do Google, e pretende manter os lançamentos teatrais da Warner, apesar de sua tradição de lançamentos diretos em streaming.

Os assessores financeiros da Netflix são Moelis & Co. e Wells Fargo, que, junto com BNP Paribas e HSBC Holdings, fornecerão US$ 59 bilhões em financiamento por dívida, enquanto os consultores da Warner Bros. Discovery são Allen & Co., JPMorgan Chase & Co. e Evercore. A aquisição une o maior serviço global de streaming pago a um dos estúdios mais antigos e reverenciados de Hollywood, criando uma combinação inédita de inovação, alcance global e acervo histórico de filmes e séries para o público em todo o mundo.

Guerra de lances

O acordo anunciado na sexta-feira ocorre após uma guerra de lances de várias semanas em que a Netflix assumiu a liderança com uma oferta de quase US$ 28 por ação que eclipsou a oferta de quase US$24 da Paramount Skydance pela totalidade da Warner Bros Discovery, incluindo os ativos de TV a cabo que seriam desmembrados.

As ações da Warner Bros Discovery fecharam em US$ 24,5 na quinta-feira, o que lhe confere um valor de mercado de US$61 bilhões.

A compra inclinará ainda mais o poder em Hollywood em favor da gigante do streaming, que construiu seu domínio sem grandes aquisições ou uma grande biblioteca de conteúdo, ajudando seus esforços para afastar a concorrência da Walt Disney e da Paramount, apoiada pela família Ellison.

Analistas afirmam que a Netflix é movida pelo desejo de manter os direitos de longo prazo de séries e filmes de sucesso e depender menos de estúdios externos, à medida que se expande para jogos e busca novos caminhos de crescimento após o sucesso de sua repressão ao compartilhamento de senhas.

Antitruste

Mas o acordo provavelmente enfrentará um forte escrutínio antitruste na Europa e nos Estados Unidos, pois daria ao maior serviço de streaming do mundo a propriedade de um rival que abriga a HBO Max e possui quase 130 milhões de assinantes de streaming.

A Paramount, dirigida por David Ellison, que deu início à guerra de lances com uma série de ofertas não solicitadas questionou o processo de venda nesta semana em uma carta alegando tratamento favorável à Netflix.

Para amenizar as preocupações com a concentração de mercado, a Netflix argumentou, nas negociações do acordo, que uma possível combinação de seu serviço de streaming com a HBO Max beneficiaria os consumidores ao reduzir o custo de pacote, informou a Reuters na terça-feira.

A empresa também disse à Warner que continuaria lançando os filmes do estúdio nos cinemas, em uma tentativa de aliviar os temores de que seu acordo eliminaria outro estúdio e uma importante fonte de filmes para os cinemas, de acordo com relatos da mídia.

Governo exclui R$ 10 bilhões da meta fiscal para salvar os Correios

4 de Dezembro de 2025, 18:53

A equipe econômica do Brasil excluiu R$ 10 bilhões da meta fiscal do próximo ano como parte de um plano para ajudar os Correios, que enfrentam uma grave crise financeira.

O aporte, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, será efetuado somente depois de aprovado um plano de reestruturação para a estatal, disse ele nesta quinta-feira (4).

“Pode haver. O Tesouro está estudando. Vamos considerar todas as variáveis para tomar a decisão”, disse Haddad a jornalistas sobre a possibilidade. “Não tem nada a ver com arcabouço fiscal, se houver um aporte é dentro das regras atuais.”

A exclusão de R$ 10 bilhões da meta fiscal das estatais incluída no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026, aprovado no Congresso nesta quinta-feira (4), foi uma ação preventiva, para permitir que o governo eventualmente faça o aporte nos Correios caso essa seja a decisão, complementou o ministro.

A proposta não menciona os Correios, entretanto.

O peso da exceção

A demanda aumentou a preocupação dos investidores com a crescente dívida pública do Brasil. Após a divulgação do plano da pasta, o real apagou os ganhos e teve desempenho inferior ao da maioria das moedas latino-americanas, em meio a renovadas preocupações fiscais. 

O país tem enfrentado dificuldades para atingir sua meta de balanço fiscal primário equilibrado, excluindo pagamentos de juros, neste ano. O governo já está tendo que congelar recursos para cumprir o limite inferior da meta, que inclui uma margem de tolerância de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB).

Para 2026, a meta é um superávit primário de 0,25%, mas a proposta orçamentária já prevê exceções para reduzir gastos desse objetivo. Além dos R$ 10 bilhões destinados aos Correios, a equipe econômica poderá também reduzir a meta em R$ 5 bilhões por meio de investimentos. O orçamento permite ainda que as empresas públicas apresentem um déficit de R$ 6,7 bilhões no próximo ano. 

Serviço postal 

Os Correios possuem mais de R$ 8,7 bilhões em passivos não cobertos e estão trabalhando em um plano de reestruturação que precisa ser aprovado pelo Tesouro. 

Suas finanças se deterioraram no último ano, à medida que o Brasil impôs tarifas sobre a importação de bens de baixo valor, o que reduziu as compras de brasileiros em plataformas globais de comércio eletrônico. A maior parte desses pedidos era processada pela empresa pública, e a redução no volume agravou o consumo de caixa da empresa.

No início desta semana, o Tesouro rejeitou uma proposta de um consórcio bancário para um empréstimo aos Correios, alegando que a taxa de juros oferecida era muito alta para uma operação com garantia governamental.

Agora, o Tesouro está analisando outras soluções. A possível injeção de capital por parte do governo agravaria ainda mais as contas públicas. 

“Precisamos aprovar o plano de recuperação primeiro. Não faremos nenhum investimento sem um plano de recuperação aprovado, nem empréstimos, nem investimentos, nem garantias”, disse Haddad. “Tudo depende do plano de reestruturação da empresa.”

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Agenda de dividendos: ainda dá tempo de aproveitar. Veja o prazo para investir nessas ações

3 de Dezembro de 2025, 18:22

A corrida da distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) já começou. Diversas empresas têm anunciado o pagamento aos acionistas antes de terminar o ano. Isso porque uma norma tributária recém-sancionada criou uma nova alíquota de IR sobre distribuição de dividendos acima de R$ 600 mil por ano, mas que passa a valer só a partir de janeiro de 2026.

Nos últimos dias, cinco gigantes da bolsa de valores, por exemplo, já anunciaram R$ 56 bilhões de distribuição de lucro para seus acionistas.

CONTEÚDO DE MARCATudo o que você precisa saber antes de investir em um CDB

Mas ainda dá tempo para entrar nessa distribuição? Sim, tem ainda muitos pagamentos de proventos para aproveitar em dezembro e início de janeiro de 2026.

É preciso lembrar que o preço da ação sofre um ajuste automático quando fica “ex-dividendo”, ou seja, no dia seguinte ao prazo limite para ter direito aos proventos. No início do pregão, a bolsa desconta do preço da ação o valor do dividendo por ação.

Por exemplo, se o papel estiver cotado a R$ 20 e o dividendo por ação for de R$ 1, então a cotação passará a R$ 19 no início da sessão em que o papel ficar “ex-dividendo”. O ajuste ocorre para refletir essa distribuição de parte do caixa ou das reservas de lucros aos acionistas.

De qualquer modo, para quem gosta de renda passiva, há várias oportunidades nas próximas semanas.

Veja a seguir a agenda de distribuição de dividendos e JCP já anunciados, com o valor por ação, a data limite se você quiser garantir esse quinhão do lucro da empresa e o período em que o dinheiro será depositado:

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O que é a Kalshi, plataforma de apostas que fez de Luana Lopes Lara a mais jovem bilionária brasileira

3 de Dezembro de 2025, 17:10

A Kalshi alcançou um valor de mercado de US$ 11 bilhões na última terça-feira (2) após levantar US$ 1 bilhão em nova rodada de investimentos.

O aporte foi liderado pela gestora Paradigm, com participação de nomes como Sequoia Capital, Andreessen Horowitz e Meritech. Isso consolidou a startup, uma plataforma americana de apostas, como uma das líderes globais de seu setor.

E colocou sua cofundadora, a brasileira Luana Lopes Lara, de 29 anos, no centro das atenções.

Com uma participação estimada entre 10% e 20% na empresa, segundo o jornal americano New York Times, Luana torna-se a mais jovem bilionária self-made do planeta, ou seja, que fez a sua própria fortuna, sem herdar nada. Ela ultrapassou nomes do Vale do Silício e das finanças globais. Luana fundou a empresa em 2018 com o americano Tarek Mansour, quando ambos estudavam no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos.

Luana Lopes Lara e Tarek Mansour fundadores da Kalshi

O que é a Kalshi e o que ela faz?

A Kalshi opera um modelo autorizado pela Commodity Futures Trading Commission (CFTC), órgão federal americano responsável por regular mercados de derivativos e contratos futuros. A plataforma de apostas permite operar resultados binários (sim ou não) sobre temas como eleições, inflação, clima, indicadores econômicos e até resultados esportivos. Dessa maneira, investidores podem negociar contratos baseados em eventos reais.

O crescimento da Kalshi tem sido acelerado. A empresa afirma que seus volumes já superam US$ 1 bilhão por semana, impulsionados por contratos ligados às eleições e à agenda econômica dos EUA.

A popularização dos mercados de eventos atraiu atenção de reguladores estaduais, que veem certos contratos — especialmente os relacionados a esportes — como equivalentes a apostas. Uma reportagem da Bloomberg, afirma que em novembro, um juiz federal em Nevada autorizou o estado a tomar medidas contra a Kalshi, argumentando que contratos baseados em resultados esportivos não se enquadram como derivados sujeitos exclusivamente à supervisão da CFTC.

A decisão representou um revés para a empresa, que tenta manter a operação fora de regulações estaduais típicas de cassinos e casas de apostas. O caso ocorre em paralelo a outras disputas semelhantes em tribunais de Massachusetts e de diferentes estados.

Da dança ao MIT, e do MIT a Wall Street

A trajetória de Luana chama atenção pela diversidade de caminhos. Filha de uma professora de matemática e de um engenheiro elétrico, ela cresceu entre Joinville (SC) e Belo Horizonte (MG), onde conciliou estudos com a rotina extensa da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil. Paralelamente, destacava-se em competições estudantis. A jovem conquistou ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia e bronze na Olimpíada Catarinense de Matemática.

Após o ensino médio, viveu nove meses na Áustria, onde dançou profissionalmente, até decidir uma guinada definitiva — deixar os palcos para ingressar no Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde se formou em Ciência da Computação e Matemática. Foi ali que conheceu Tarek Mansour, com quem fundaria a Kalshi em 2018.

Durante a graduação, ambos estagiaram em algumas das maiores gestoras e bancos de Wall Street. Ele passou por Goldman Sachs e Citadel; ela, por Bridgewater Associates, Citadel e Five Rings Capital.

Foi nesse ambiente que os dois perceberam a demanda recorrente por instrumentos simples para negociar riscos atrelados a eventos e que essa solução não existia no mercado tradicional. Essa observação se tornou o ponto de partida da Kalshi.

Netflix e Comcast intensificam disputa por Warner em segunda rodada de ofertas

2 de Dezembro de 2025, 15:53

A Netflix reforçou sua proposta pelos ativos de entretenimento e streaming da Warner Bros. em uma segunda rodada de lances, tentando superar a concorrente Paramount, segundo informações divulgadas pelo Wall Street Journal. A oferta da Netflix é principalmente em dinheiro, e a empresa busca garantir dezenas de bilhões em financiamento para concretizar a compra.

A Paramount também teria apresentado uma oferta melhorada por toda a Warner, incluindo canais a cabo como CNN e TNT. O WSJ informou que não foi possível obter detalhes sobre os termos das novas propostas da Paramount e da Comcast, e ainda não está claro se haverá outra rodada de lances. Ambas aguardam o retorno da Warner.

A Warner se colocou à venda em outubro após receber várias ofertas não solicitadas da Paramount, que foram rejeitadas. A empresa pretende concluir o leilão por volta do Natal e continua com planos de se dividir em duas companhias: uma reunindo estúdios e ativos de streaming, e outra com as operações globais de canais a cabo.

Concentração no setor

Uma possível aquisição da Netflix dos estúdios de TV e cinema da Warner Bros., suas vastas bibliotecas de conteúdo e o serviço de streaming HBO Max poderia enfrentar forte escrutínio de legisladores e reguladores. Alguns funcionários do Departamento de Justiça estão preocupados que a Netflix, ao adquirir a HBO Max, tenha poder excessivo no mercado de streaming. A divisão antitruste do departamento ainda não avaliou formalmente a transação potencial.

O WSJ cita ainda que houve recentemente uma reunião de altos funcionários da Casa Branca para discutir preocupações sobre um possível acordo entre Netflix e Warner. A Netflix é o maior serviço de streaming por assinatura nos EUA, mas ocupa a sexta posição em uso total de TV, atrás do YouTube, Comcast, Paramount e outros.

Outros concorrentes também podem enfrentar escrutínio. Paramount e Comcast já possuem grandes unidades de produção de filmes e TV, e a combinação de qualquer uma delas com a Warner criaria um gigante que preocupa a comunidade criativa. Uma fusão entre Paramount e Warner Discovery reuniria muitos canais a cabo sob um mesmo grupo: os canais da Paramount incluem MTV, Comedy Central e Nickelodeon, enquanto os da Warner incluem TBS, TNT e Food Network. Além disso, uma fusão envolvendo a CNN da Warner Discovery e a CBS News da Paramount poderia gerar preocupações entre críticos de mídia sobre a concentração do setor.

Oferta da Comcast

Paralelamente, segundo a Bloomberg, a Comcast, controladora da NBCUniversal, apresentou uma segunda proposta para fundir sua divisão de entretenimento com a Warner Bros., criando um gigante que combinaria a rede NBC, estúdios de cinema e TV, parques temáticos e o HBO Max. A Comcast tem interesse nos estúdios e no serviço de streaming, mas não nos canais a cabo, e planeja continuar com a separação de redes como MS Now e CNBC em uma nova empresa chamada Versant, prevista para início de 2026.

O conselho da Warner Bros. está avaliando as propostas e deve tomar uma decisão nos próximos dias. Especialistas alertam que qualquer fusão que reúna grandes canais e estúdios pode gerar preocupações sobre concentração de mercado e escrutínio regulatório, principalmente envolvendo a CNN e CBS News

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Privatização da Copasa é aprovada em 1º turno por assembleia de Minas Gerais

2 de Dezembro de 2025, 14:28

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) aprovou em primeiro turno, nesta terça-feira (2), o Projeto de Lei 4.380/25, que autoriza o governo do estado a iniciar o processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). O texto permite que o Estado deixe de ser o controlador da companhia por meio da venda de ações ou aumento de capital que dilua sua participação, e determina que a futura empresa adote o modelo de corporation, sem acionista controlador definido.

A Copasa atende 637 municípios mineiros com abastecimento de água e 308 com serviços de esgoto. A estatal lucrou R$ 1,07 bilhão entre janeiro e setembro deste ano, e o governador Romeu Zema (Novo) estima arrecadar cerca de R$ 4 bilhões com a venda do controle.

O projeto aprovado — na forma de um substitutivo construído pelas comissões — inclui a previsão de estabilidade de 18 meses para os empregados após a privatização e autoriza o governo a realocar trabalhadores posteriormente em outras estatais mineiras.

A proposição também determina que o comprador cumpra metas de universalização de água e esgoto, adote tarifa social e garanta padrões de qualidade e atendimento, conforme o Marco Legal do Saneamento.

O texto passou com 50 votos favoráveis e 17 contrários e ainda retornará à Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária antes da votação em segundo turno. As ações da Copasa subiam 1,38%, às 13h59, enquanto o Ibovespa mostrava alta de 0,81%.

Revisão tarifária

Na manhã desta terça-feira, a Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae-MG) suspendeu, em caráter provisório, os resultados finais do processo da 3ª Revisão Tarifária da Copasa.

A suspensão decorre, “notadamente, de atrasos no cronograma processual decorrentes da greve dos servidores da agência”, afirma a companhia de saneamento mineira, citando o comunicado publicado pela Arsae.

“A companhia estará acompanhando a evolução do processo de revisão tarifária junto ao regulador e divulgará, tempestivamente, atualizações sobre seu andamento”, afirmou, acrescentando que perdas financeiras decorrentes de alteração de data serão compensadas.

Governo topou ser o fiador do empréstimo de R$ 20 bilhões aos Correios, diz Folha

29 de Novembro de 2025, 19:28

O governo prepara um decreto para que o Tesouro Nacional seja o fiador de um empréstimo bancário de R$ 20 bilhões para os Correios. A informação é da Folha de S.Paulo, a partir de fontes próximas ao Poder Executivo. 

A contratação do empréstimo foi aprovada pelo conselho de administração da estatal neste sábado. Falta o aval da União. Mas, de acordo com o jornal, ele já existe.  

O financiamento será concedido por um consórcio formado por Banco do Brasil, Citibank, BTG Pactual, ABC Brasil e Safra, com o Tesouro Nacional como fiador — ou seja, se houver calote, é o governo que assume a conta.

Como os Correios acumulam prejuízos desde 2022 e registram um saldo negativo de R$ 6,1 bilhões neste ano até setembro, havia resistência de técnicos do Tesouro em conceder o aval. 

Em última instância, a medida mina ainda mais a credibilidade fiscal do governo, o que pressiona os juros dos títulos públicos para cima e torna ainda mais cara a rolagem da dívida pública. Com a questão fiscal mal resolvida, por fim, sobra pouco espaço para quedas efetivas na Selic, que está no maior patamar em 19 anos (15% ao ano).  

A expectativa do governo, de acordo com a Folha, é publicar as normas nos próximos dias e concluir a operação, cuja taxa de juros ficou em 136% do CDI

Itaú e Vale aprovam distribuições bilionárias de dividendos aos acionistas

27 de Novembro de 2025, 19:11

O conselho de administração da Vale aprovou nesta quinta-feira (27) a distribuição de remuneração aos acionistas no valor total de R$ 15,3 bilhões, ou R$ 3,58 por ação.

A distribuição será destinada aos detentores de ações da mineradora no encerramento do pregão no dia 11 de dezembro de 2025, com os papéis sendo negociados “ex-dividendo” a partir de 12 de dezembro de 2025 – ou seja, quem comprar a partir daí não tem mais direito ao provento anunciado.

Segundo a empresa, o pagamento é dividido em duas etapas: R$ 1,24 por ação será pago em 7 de janeiro de 2026 como dividendo e R$ 0,77 por ação, em 4 de março de 2026, também sob forma de dividendo. Além disso, R$ 1,57 por papel será distribuído como juros sobre o capital próprio.

Os valores são baseados no balanço de 30 de setembro de 2025 e podem sofrer variações devido ao programa de recompra de ações em curso. Os detentores de ADRs da empresa – “recibos” negociados na bolsa de Nova York equivalentes a uma ação – receberão os pagamentos a partir de 14 de janeiro e 11 de março de 2026.

Itaú: dividendos de R$ 23,4 bilhões

O Itaú Unibanco não ficou atrás. A instituição financeira anunciou nesta quinta-feira (27) que seu conselho de administração aprovou pagamento de R$ 23,4 bilhões em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas, além de cancelar cerca de R$ 3 bilhões de ações mantidas em tesouraria após programa de recompra.

O valor da remuneração é um complemento a valores já declarados anteriormente pela instituição para este ano.

No início do mês, o presidente-executivo do banco, Milton Maluhy Filho, já havia reafirmado que o objetivo do grupo não é reter excesso de capital, o que animou os investidores sobre a possibilidade de lançar novos dividendos ainda em 2025.

Os dividendos equivalem a R$ 1,87 por ação e serão pagos em 19 de dezembro a detentores de papéis preferenciais e ordinários, afirmou o banco em fato relevante. Já os JCP equivalem a valor líquido de R$ 0,31 por ação, a serem pagos até 30 de abril de 2026.

Lula sanciona isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil; veja como fica a nova tabela

26 de Novembro de 2025, 15:37

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (26) o projeto de lei que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês e cria uma taxação mínima para contribuintes de renda mais alta.

Aprovado no início de novembro pelo Congresso Nacional, o texto estabelece uma alíquota mínima de até 10% sobre pessoas com renda anual acima de R$ 600 mil, como forma de compensar a perda de arrecadação causada pela ampliação da isenção. A nova lei também concede descontos no IR para quem recebe até R$ 7.350 mensais.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que medidas de arrecadação sempre recaíram “no lombo dos mais pobres” e que, agora, “o andar de cima foi convidado a fazer o ajuste”, citando o imposto mínimo para altas rendas.

A sanção — feita sem vetos — garante que a nova faixa de isenção passe a valer já em 2026, ano de eleições e em que Lula buscará a reeleição.

Durante a cerimônia, Lula defendeu que o governo avance na discussão sobre isentar de IR a participação nos lucros e resultados (PLR) distribuída aos trabalhadores.

“Eu recebo dividendo e não pago nada. O banqueiro recebe bônus e não paga nada. Agora, eu trabalho igual a um desgraçado e, quando ganho R$ 10 mil de participação nos lucros, tenho que pagar Imposto de Renda. É algo que precisamos repensar”, afirmou.

Em entrevista, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, disse que o tema “apareceu agora” e poderá ser discutido com outras medidas de tributação corporativa — mas não neste momento.

Arrecadação

Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, o texto sancionado gera uma perda de R$ 28,04 bilhões em 2026 com a ampliação da isenção, compensada por R$ 23,76 bilhões referentes ao imposto mínimo e R$ 6,18 bilhões com a taxação de dividendos remetidos ao exterior. O saldo final deve ser positivo em R$ 1,9 bilhão, valor destinado a compensar Estados e municípios.

Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não participaram da cerimônia no Planalto. Durante o evento, Haddad disse que o governo “precisa muito” do trabalho e da liderança de ambos para concluir o ano fiscal com sucesso.

Nova tabela do Imposto de Renda: isenção e descontos

A tabela será ajustada para prever descontos graduais entre R$ 5 mil e R$ 7.350. Acima desse valor, permanece a regra atual:

Faixa de rendimento mensalDesconto do IREconomia anual estimada
Até R$ 5.000Isenção totalR$ 4.356,89
Até R$ 5.500Desconto de 75%R$ 3.367,68
Até R$ 6.000Desconto de 50%R$ 2.378,47
Até R$ 6.500Desconto de 25%R$ 1.389,26
Até R$ 7.350Desconto de 10%R$ 978,62
Acima de R$ 7.350Sem desconto

O governo estima que cerca de 15 milhões de contribuintes serão beneficiados — 10 milhões que deixarão de pagar IR e outros 5 milhões que terão redução no imposto devido.

Para compensar a renúncia fiscal, o projeto prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para quem recebe mais de R$ 600 mil por ano. Além disso, lucros e dividendos enviados ao exterior passam a ser tributados em 10%. A expectativa é que cerca de 140 mil contribuintes de alta renda sejam alcançados.

Contribuintes que já pagam 10% ou mais não terão mudanças. Assim, não haverá impacto fiscal adicional nem necessidade de cortes, segundo o governo.

Alguns rendimentos ficam fora dessa conta, como ganhos de capital, heranças, doações, rendimentos recebidos acumuladamente, aplicações isentas, poupança, aposentadorias por moléstia grave e indenizações. A lei também limita a soma de impostos pagos pela empresa e pelo contribuinte, evitando que ultrapasse percentuais máximos — caso isso ocorra, haverá restituição.

O que muda na prática

  • Quem ganha até R$ 5 mil mensais ficará isento a partir de 2026.
  • Quem recebe de R$ 5 mil a R$ 7.350 terá descontos proporcionais na tabela.
  • As mudanças aparecerão na declaração de 2027.
  • A alta renda pagará imposto mínimo adicional para garantir equilíbrio fiscal.

Alta renda

A alíquota extra máxima de 10% será cobrada de quem ganha a partir de R$ 1,2 milhão por ano, ou R$ 100 mil por mês. Foi mantida a tributação de 10% sobre dividendos enviados ao exterior.

A Câmara criou três exceções à taxação de dividendos:

  • remessas para governos estrangeiros com reciprocidade;
  • fundos soberanos;
  • entidades no exterior que administrem benefícios previdenciários.

O projeto também prevê mecanismos de compensação para possíveis perdas de arrecadação de Estados, municípios e do Distrito Federal.

Sinal de corte de juros pelo Fed anima mercados internacionais – mas Brasil não segue a festa

21 de Novembro de 2025, 18:32

A sexta-feira dos mercados começou em clima azedo no exterior. Mas bastou o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Nova York, John Williams, colocar um corte de juros em dezembro no radar dos investidores para o humor mudar radicalmente.

Dá para notar essa mudança de rumo pelo comportamento da ferramenta CME FedWatch, que acompanha as apostas nos rumos da política monetária dos EUA. No início da manhã, o monitor mostrava que 39% dos investidores viam como possível um corte de 0,25 ponto percentual nos juros na reunião de 9 a 10 de dezembro do Fed.

Logo após o presidente do Fed de Nova York ponderar ver “espaço para um novo ajuste no curto prazo” em um discurso feito durante um evento em Santiago, no Chile, ainda nas primeiras horas de negócio, o indicador virou o ponteiro para 70% de chance de corte de 0,25 ponto. O FedWatch no fim do dia mostra que 71,7% do mercado acredita na redução dos juros no último mês de 2025.

Williams defendeu um movimento que aproxime a taxa de política monetária do chamado nível neutro, ou seja, aquele que mantém o crescimento sem impulsionar a inflação. Conforme o dirigente do BC americano, o atual patamar entre 3,75% e 4% está “levemente restritivo”.

As bolsas de Nova York vêm de um movimento de venda de ações de tecnologia em meio às preocupações sobre uma potencial bolha de preços de papéis ligados à cadeia de inteligência artificial. Nem mesmo o lucro acima do esperado da Nvidia, principal símbolo das companhias da economia da IA, de US$ 31,9 bilhões no terceiro trimestre, divulgado na quarta-feira após o fechamento dos mercados, foi suficiente para afastar os temores.

O S&P 500 fechou com alta de 0,98% aos 6.602,96 pontos. O Nasdaq subiu 0,88% para 22.273,08 pontos. Na semana, os indicadores acumularam quedas de, respectivamente, 2% e 2,7%.

O movimento de alta nesta sexta-feira contrastou com a bolsa brasileira. O Ibovespa amargou um recuo de 0,39% para 154.770 pontos. E o dólar registrou alta de 1,18% cotado a R$ 5,4010.

O recuo do índice de ações e a alta da moeda americana refletem a cautela que ainda impera entre os investidores globais. Mesmo após a sinalização do Fed ter recolocado um corte em dezembro no radar do mercado, as preocupações com uma eventual bolha de IA ainda pesam e têm inspirado um posicionamento mais cauteloso dos investidores.

Outro fator que traz cautela para o mercado é o mal-estar entre o governo e o presidente do Senado, David Alcolumbre. A indicação do chefe da Advocacia Geral da União (AGU), Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal na vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso contrariou o líder da casa legislativa, que apoiava a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

O presidente do Senado agendou a votação de um “projeto-bomba”, com forte impacto fiscal para a próxima semana. Trata-se do o projeto de lei complementar que confere aposentadoria especial aos agentes de saúde, que pode gerar despesas de até R$ 800 bilhões em 50 anos.

A votação do projeto ocorre em meio aos questionamentos sobre o equilíbrio fiscal do governo. O crescimento do endividamento público pode acelerar diante do esperado aumento de gastos devido às eleições em 2026. Esse avanço da dívida traz um aumento dos prêmios pedidos pelo mercado e pressiona a inflação diante da elevação de recursos injetados na economia.

O desequilíbrio fiscal torna a política monetária menos eficaz e, com isso, o Banco Central pode ser obrigado a manter os juros altos por mais tempo tanto para segurar a pressão sobre os preços quanto para evitar uma contaminação das expectativas futuras para a inflação.

Adobe compra Semrush por US$ 1,9 bilhão

19 de Novembro de 2025, 11:02

A Adobe anunciou, nesta quarta-feira (19), um acordo para adquirir a empresa de software de marketing Semrush por US$ 1,9 bilhão, no que representa sua primeira grande transação desde a frustrada tentativa de compra da Figma por US$ 20 bilhões, em 2022. O negócio, totalmente em dinheiro, avalia a Semrush em US$ 12 por ação e deve ser concluído na primeira metade de 2026.

A Semrush, listada na Bolsa de Nova York desde 2021, desenvolve ferramentas que auxiliam companhias em publicidade digital, pesquisas em redes sociais, campanhas online e otimização de presença virtual — incluindo como aparecem em resultados de busca impulsionados por inteligência artificial.

Segundo a Adobe, integrar a Semrush ao portfólio permitirá oferecer “uma solução abrangente que dá aos profissionais de marketing uma visão holística de como suas marcas aparecem em canais próprios, LLMs, mecanismos de busca tradicionais e pela web em geral”.

A operação é uma fatia modesta para a Adobe, cujo valor de mercado supera US$ 135 bilhões. Conhecida por programas como Photoshop, Illustrator e Adobe Analytics, a empresa tem ampliado sua atuação em softwares de marketing e análise de dados, área que já vem contribuindo de forma crescente para a receita. No entanto, suas ações acumulam queda superior a 20% no ano, em meio a dúvidas sobre o impacto da evolução da IA no seu negócio principal.

A Semrush também vinha enfrentando pressão no mercado, refletindo a correção mais ampla no setor de tecnologia. Ainda assim, suas ações dispararam 71% na manhã desta quarta-feira, chegando a US$ 11,55 — perto do preço da oferta — antes de terem a negociação suspensa.

A empresa destacou recentemente novos recursos baseados em IA, incluindo uma ferramenta que ajuda profissionais de marketing a melhorar e medir desempenho em SEO e motores de IA como ChatGPT, Gemini e Perplexity. Entre seus grandes clientes corporativos estão TikTok e Amazon.

Para a Adobe, a compra reforça sua estratégia de consolidar soluções que ajudem marcas a entender como são percebidas pelos consumidores em um ambiente digital cada vez mais guiado por IA.

“Esta é uma forma natural de continuarmos crescendo em um espaço muito importante para nossos clientes”, afirmou Anil Chakravarthy, presidente da divisão de Experiência Digital da Adobe. “Todo diretor de marketing hoje pensa em como sua marca aparece no ChatGPT e em outras plataformas.”

A empresa elevou em setembro sua projeção financeira anual pela segunda vez no ano, dizendo que os investimentos em inteligência artificial começam a gerar retorno, com clientes aderindo a recursos premium para acessar novas capacidades.

Já a tentativa de aquisição da Figma — uma das maiores já cogitadas por uma empresa de software privada — acabou abandonada mais de um ano após seu anúncio, devido à resistência de reguladores do Reino Unido e da Europa.

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Motiva, ex-CCR, vende 20 aeroportos para mexicana Asur em negócio de R$ 11,5 bilhões

18 de Novembro de 2025, 20:09

A Motiva, antiga CCR, firmou um acordo para a venda de 100% da sua plataforma de aeroportos para a Aeropuerto de Cancún, S.A. de C.V., uma subsidiária do Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR), que opera nove aeroportos no México e outros sete na América Latina.

A transação, no valor total de R$ 11,5 bilhões, será composta em R$ 5 bilhões em equity pelas participações acionárias da companhia nos ativos aeroportuários, e R$ 6,5 bilhões em dívidas líquidas, se refere à alienação de 100% das ações detidas pela Motiva na CPC Holding, veículo que consolida as cotas da Companhia nos seus 20 aeroportos.

A transação ainda depende de aprovações de autoridades governamentais no Brasil e do exterior. Segundo a empresa, a decisão da venda dos ativos tem a ver com a estratégia do grupo de consolidar sua operação nos segmentos de rodovias e trilhos no Brasil.

A previsão é que a conclusão do processo se dê em 2026. Até o fechamento do deal, a Motiva deve seguir tocando a operação, mantendo o quadro atual de colaboradores e assegurando o cumprimento integral dos contratos vigentes e investimentos previstos.

Com a conclusão do negócio, a alavancagem consolidada, que considera as controladas em conjunto com a Motiva, cairia de 3,5 vezes para menos de 3 vezes, melhorando a estrutura de capital e o perfil de risco do portfólio.

Ativos vendidos

A Motiva Aeroportos, agora integralmente vendida à Asur, reúne 20 operações aeroportuárias na América Latina, sendo 17 no Brasil e três em outros países da região, com movimento anual de cerca de 45 milhões de passageiros e mais de 200 rotas regulares.

Estes números colocam a operação como a terceira maior do Brasil, com ativos estratégicos, como os aeroportos de Curitiba, Belo Horizonte e Goiânia.

Nos 12 meses encerrados no terceiro trimestre de 2025, a receita líquida do negócio de aeroportos da empresa totalizou R$ 2,96 bilhões e o Ebitda alcançou R$ 1,52 bilhão, com margem de 51%, além de 524 mil toneladas de carga movimentadas.

Oncoclínicas aprova aumento de capital social de R$ 1,4 bilhão

18 de Novembro de 2025, 19:32

A Oncoclínicas informou em fato relevante nesta terça-feira (18) que o conselho de administração aprovou a homologação de um aumento de capital social avaliado em R$ 1,4 bilhão. O InvestNews antecipou que o volume que seria captado pela companhia ficaria entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,5 bilhão e seria composto quase que totalmente pela conversão de títulos de dívidas.

A empresa autorizou a emissão de 471.514.866 novas ações ordinárias ao preço de R$ 3,00 por ação. Com a homologação, o capital social da Oncoclínicas passa de R$ 3.147.024.825,52 para R$ 4.561.569.423,52, agora dividido em 1.132.929.494 ações ordinárias.

Com o anúncio, a líder no setor de tratamento oncológico no Brasil começa a desenhar o que será o futuro da companhia. A Oncoclínicas buscava formas de reduzir seu endividamento. No terceiro trimestre deste ano, encerrado em setembro, a companhia registrou um prejuízo líquido de R$ 1,88 bilhão, revertendo lucro líquido de R$ 3,1 milhões obtido em igual período do ano anterior. A receita líquida (de R$ 1,4 bilhão) para o período também registrou decréscimo, sendo 13,6% inferior na passagem anual.

O Grupo Oncoclínicas oferece serviços integrados como quimioterapia, radioterapia e diagnósticos. A empresa cresceu nos últimos anos por meio de aquisições e parcerias, consolidando sua presença em um segmento de alta demanda.

Oncoclínicas admite perda de cerca de R$ 230 milhões por ligação com Vorcaro, do Master

18 de Novembro de 2025, 16:00

Diante da liquidação extrajudicial do Banco Master, a rede Oncoclínicas, especializada no tratamento de câncer, informou nesta terça-feira (18) que seu saldo de R$ 433 milhões aplicado em CDBs da instituição financeira venceu antecipadamente. Com isso, a empresa deverá liquidar a participação do Master no negócio para mitigar os danos ao seu caixa. Segundo a Oncoclínicas, a participação do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, na companhia equivale a cerca de R$ 203 milhões. Portanto, a diferença entre o volume aplicado em CDBs do Master e o que vale a fatia de Vorcaro no negócio oncológico é equivalente a R$ 230 milhões.

A companhia já havia provisionado R$ 217 milhões em suas demonstrações financeiras de 30 de setembro de 2025, devido ao rebaixamento da nota de crédito das instituições financeiras por agências de risco. A exposição contábil líquida do provisionamento é estimada em R$ 216 milhões. Ou seja, além do valor provisionado anteriormente, a companhia admite que terá uma perda de aproximadamente R$ 13 milhões. Esse valor somado à quantia provisionada equivale a R$ 230 milhões.

A administração disse, em fato relevante, que tomará as medidas cabíveis, incluindo a formalização e exercício da opção de compra sobre cotas de fundos de investimento que detêm ações da Oncoclínicas, para mitigar os danos com a operação. É pouco provável, no entanto, que o valor provisionado seja recuperado pela companhia em um período próximo.

Problema afeta outras empresas

Além da Oncoclínicas, a Cedae, companhia de saneamento do Rio de Janeiro, também manifestou nesta terça-feira (18) que a liquidação do banco afetou aplicações financeiras mantidas pela empresa em CDBs emitidos pela instituição. A empresa de saneamento destacou que, após solicitar o resgate parcial desses investimentos, o pedido não foi processado, caracterizando inadimplemento por parte do banco.

Segundo a Cedae, a suspensão do pagamento do resgate ocorre devido à liquidação extrajudicial, e a empresa está tomando medidas para habilitar seu crédito junto ao liquidante designado pelo Banco Central. A companhia avalia os impactos financeiros decorrentes da situação e adota providências para preservar seus direitos no âmbito do processo de liquidação.

Justiça decreta falência da Oi e mantém operação provisória de serviços essenciais

10 de Novembro de 2025, 14:54

A Justiça do Rio de Janeiro decretou nesta segunda-feira (10) a falência do Grupo Oi, pondo fim à segunda tentativa de recuperação judicial da ex-“campeã nacional” das telecomunicações. A notícia fez as ações da Oi, já com pouca liquidez, despencarem 35%, para R$ 0,18.

A decisão, assinada pela juíza Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial da Capital, atinge a Oi, Portugal Telecom International Finance (PTIF) e Oi Brasil Holdings Coöperatief U.A., e reconhece a situação de “insolvência técnica e patrimonial” do grupo.

O pedido partiu do próprio gestor judicial da companhia, o advogado Bruno Galvão Souza Pinto de Rezende, que na sexta-feira já havia solicitado o reconhecimento do estado de insolvência. A própria Oi admitiu, nos autos, que não tinha mais condições de cumprir o plano aprovado em seu segundo processo de recuperação judicial, nem de gerar fluxo de caixa suficiente para honrar todas as dívidas.

Em outubro, a dívida com fornecedores não sujeitos à recuperação chegou a cerca de R$ 1,7 bilhão, acima dos R$ 1,5 bilhão informados inicialmente e muito distante da receita mensal em torno de R$ 200 milhões que a companhia tem hoje. O gestor, então, classificou o cenário como insustentável.

Na decisão, a juíza afirma que “não há mais surpresas quanto ao estado do Grupo em recuperação judicial. A Oi é tecnicamente falida”. Segundo ela, a empresa descumpriu obrigações previstas no plano de recuperação homologado em 2024 e também deixou de pagar dívidas extraconcursais, enquadrando-se nas hipóteses do artigo 73, incisos IV e VI, da Lei 11.101/2005, que tratam do descumprimento do plano e da “liquidação substancial” por esvaziamento patrimonial em prejuízo de credores.

A magistrada critica o “aditamento” ao plano apresentado pela Oi neste ano, usado pela companhia como justificativa para interromper pagamentos. Ela observa que a proposta continha cláusulas ilegais apontadas pelo Ministério Público e, mesmo se viesse a ser aprovada, não teria capacidade de reverter a situação de insolvência.

Paralelamente, a empresa buscou um Chapter 11 nos Estados Unidos para repactuar dívidas extraconcursais e liberar garantias, numa estratégia que a juíza descreve como contrária à legislação brasileira e que, na prática, prolongou artificialmente a vida de uma companhia já inviável.

As operações da Oi continuarão provisoriamente para garantir a manutenção dos serviços essenciais e a liquidação ordenada dos ativos da companhia. A Oi oferece serviços integrados de telefonia fixa, banda larga e TV por assinatura. Ela tinha cerca de R$ 35 bilhões (US$ 6,6 bilhões) em dívida bruta no segundo trimestre, de acordo com seu balanço.

O despacho também traz um diagnóstico duro sobre o modelo de negócios que restou da antiga supertele. De acordo com os relatórios da administração judicial e do observador do juízo, a Oi passou a depender quase exclusivamente da venda e da oneração de ativos, além da contratação de novos empréstimos, para se manter em funcionamento. “Não houve um momento sequer em que a atividade empresarial se mostrasse bastante para mantê-la”, registra a juíza, que conclui que já não há mais “empreendedorismo, criação de empregos, função social”, mas um “arremedo de empresa” utilizado como subterfúgio para a dilapidação de um patrimônio que já foi vasto.

A saga financeira da Oi

Os problemas da companhia se estendem por mais de uma década, começando com seu pedido de recuperação judicial de então R$ 65 bilhões — um recorde à época — em 2016, em um tribunal do Rio de Janeiro. Aquele pedido, vindo da então quarta maior operadora de telefonia móvel do Brasil, causou choques no sistema financeiro, que já estava sob pressão devido a uma recessão profunda que vinha afetando empresas em todo o país.

Com cerca de metade de sua dívida nas mãos de credores internacionais, o processo envolveu a criação de dois grupos de bonistas opositores, com nomes como Aurelius Capital Management e GoldenTree Asset Management, além de credores como o China Development Bank. O processo também acionou pagamentos de cerca de US$ 14 bilhões em contratos de swap de crédito (credit default swaps).

Seu primeiro processo de recuperação judicial foi concluído em dezembro de 2022. Apenas alguns meses depois, a Oi voltou a pedir proteção contra credores para evitar um cross default e o vencimento antecipado de suas obrigações, à medida que continuava a enfrentar dívida crescente e queima persistente de caixa. Outros fatores, na época, incluíam um súbito aumento das taxas de juros no Brasil e a perda contínua de clientes de telefonia fixa ao longo dos últimos anos.

Vendas de ações da Oi se intensificam à medida que problemas financeiros se agravam
Em ambos os pedidos feitos no Brasil, a Oi adotou medidas semelhantes nos Estados Unidos, onde entrou com pedido de Chapter 15, um processo auxiliar em que o tribunal americano reconhece o procedimento estrangeiro e lhe confere efeitos conforme a lei local aplicável.

Mas as tensões aumentaram em julho passado, depois que a Oi pediu o encerramento desse processo, afirmando em um documento que ainda estudava opções, que poderiam incluir o pedido de recuperação sob o Chapter 11 do Código de Falências dos EUA.

A ideia era que a Oi tentasse acessar até US$ 70 milhões em novo financiamento DIP (debtor-in-possession), após já ter recebido aprovação para US$ 400 milhões em dezembro de 2023.

Mas um fornecedor apoiado por fundos geridos pelo Banco BTG Pactual contestou a possibilidade de a Oi buscar proteção sob o Chapter 11, argumentando que a legislação brasileira proíbe que uma empresa recorra à proteção judicial contra credores mais de uma vez em um período de cinco anos. O debate jurídico girava em torno do que o tribunal confirmou ser uma tentativa inédita de conduzir processos de falência no Brasil e nos EUA sem que um tivesse prioridade sobre o outro.

Um tribunal americano havia sugerido que a Oi entrasse em um processo de mediação com o fornecedor no Brasil. Enquanto isso, um juiz brasileiro, no fim de agosto, recomendou que o tribunal dos EUA aguardasse uma decisão local antes de decidir se cancelaria ou não o Chapter 15. A Bloomberg News informou em agosto que a companhia buscaria o Chapter 11 assim que o processo de Chapter 15 fosse encerrado.

Próximos passos

Em seu texto, a juíza afirma que o quadro atual do Grupo Oi se aproxima da doutrina de “deepening insolvency”, abrindo espaço para eventual responsabilização de administradores e controladores por danos causados com o prolongamento da crise.

Apesar da decretação da falência, a sentença preserva, em caráter provisório, a operação da Oi Soluções e de estruturas associadas, como Serede e Tahto. Essas unidades concentram cerca de 4,6 mil contratos com órgãos públicos e 10 mil contratos com empresas privadas, responsáveis por serviços de dados, voz, IoT e infraestrutura de telecomunicações em todo o país.

Entre os clientes estão sistemas críticos, como as comunicações do CINDACTA (em transição para a Claro), conectividade de agências bancárias e lotéricas da Caixa, ministérios, universidades, Judiciário e telefones públicos em milhares de localidades onde a Oi é a única prestadora.

Com base em parecer da gestão judicial, a juíza entende que “a manutenção dos serviços de conectividade em processo de transição pode ser garantida de forma eficiente e integral, em um modelo de continuação provisória das atividades”, usando o caixa operacional mensal da companhia, enquanto o passivo concursal e extraconcursal é levado para a relação de credores a ser tratada na liquidação.

A mesma decisão confirma Bruno Rezende como administrador e gestor judicial único da massa falida, concentrando nele a condução tanto da liquidação quanto da operação provisória dos serviços essenciais. A Oi já vinha sendo administrada pelo interventor e por um comitê de transição, depois que sua diretoria e seu conselho de administração foram afastados por decisão judicial em setembro.

O plano inicial, segundo o relatório do gestor, é organizar uma liquidação “ordenada”, com a alienação da unidade produtiva que concentra esses contratos estratégicos – o que ajudaria a preservar empregos, assegurar continuidade dos serviços e, ao mesmo tempo, maximizar o valor de ativos em benefício dos credores, com destaque para a prioridade de pagamento aos trabalhadores.

Kepler Weber diz que oferta da americana A-AG para fusão prevê um pagamento de R$ 11 por ação

10 de Novembro de 2025, 09:17

A americana A-AG Holdco propôs pagar R$ 11 por ação da Kepler Weber para adquirir a fabricante brasileira de silos – foi o que a Kepler informou à CVM nesta segunda-feira (10). A A-AG é dona da marca GSI, também de silos. A compra fundiria GSI e Kepler.

O valor é 5% maior que o do fechamento da última sexta (R$ 10,48) e, de acordo com a empresa, 48,3% superior à média dos 60 dias anteriores a 16 de outubro. Essa é a data em que a Kepler concedeu exclusividade à GPT para avançar nas negociações.

A exclusividade dá à GPT o direito de negociar sem concorrentes por um período determinado. Desde a última semana de outubro, a ação da Kepler sobe 44% – por isso o prêmio em relação à média é maior do que na comparação com o último fechamento.

O preço de R$ 11 por ação avalia a Kepler em R$ 1,9 bilhão – e não é definitivo. De acordo com a empresa, trata-se de uma referência inicial. O mercado esperava mais: a ação da Kepler cai 3% nesta segunda.

A Kepler destacou que, até 90 dias após a assinatura dos documentos definitivos da venda, poderá distribuir dividendos conforme sua política atual, de até 47,5% do lucro líquido anual, sem impactar o preço sugerido pela americana.

Após esse período, e até a conclusão da operação — ou até 180 dias após a assinatura —, o valor poderá ser ajustado, reduzido pelos dividendos pagos e acrescido da variação do CDI.

Segundo o comunicado, as partes seguem em processo de avaliação detalhada da empresa e negociação dos documentos finais. A Kepler ressaltou que, até o momento, não há qualquer acordo vinculante, além do compromisso de exclusividade já firmado.

A proposta da A-AG Holdco, foi divulgada pela primeira vez em 4 de novembro, quando a Kepler confirmou o recebimento de uma oferta para uma possível fusão entre as duas empresas.

Um atalho para a liderança

De acordo com o Citi, as negociações entre a Kepler e a GSI podem dar origem a uma multinacional de armazenagem de grãos sem paralelo no Brasil. A potencial fusão é vista como “um atalho para a liderança”, ao combinar a força da Kepler — líder nacional com cerca de 35% do mercado — com a GSI, terceira colocada, que detém aproximadamente 7% de participação.

Desde que foi vendida pela AGCO ao fundo AIP, em 2024, por US$ 700 milhões (equivalente a 8,3 vezes o Ebitda), a GSI vem adotando estratégias agressivas de preço e financiamento para ampliar sua presença no Brasil, com a meta de dobrar sua fatia de mercado em cinco anos.

Na avaliação do Citi, a combinação com a Kepler criaria um grupo quase onipresente, capaz de participar de praticamente todas as negociações de silos agrícolas do país. “O anúncio reforça o interesse da GSI em se tornar líder de mercado no Brasil por meio de um processo acelerado”, escreveram os analistas André Mazini, Kiepher Kennedy e Piero Trotta.

O Brasil enfrenta um déficit estrutural de armazenagem de grãos, com capacidade estática equivalente a 70% da produção anual, ante mais de 100% nos Estados Unidos. Entre 2016 e 2024, a produção brasileira de grãos cresceu 6% ao ano, enquanto a capacidade de armazenagem avançou apenas 2,5%. Segundo a Cogo Inteligência em Agronegócio, essa relação pode cair para 55% até 2033, abrindo uma lacuna que a nova companhia estaria bem posicionada para preencher.

Hoje a Kepler negocia a um múltiplo de 6 vezes o Ebitda estimado para 2026, – abaixo dos patamares históricos do setor. Em 2017, quando a AGCO chegou a oferecer US$ 185 milhões pela empresa, o valor representava um múltiplo de 12 vezes o Ebitda — o que, em valores atuais, equivaleria a mais de R$ 3 bilhões.

Possível OPA

O Citi avalia que, por ser controlada por um fundo de private equity, a GSI tende a buscar o fechamento de capital da Kepler, o que abriria caminho para uma eventual oferta pública de aquisição (OPA) – ou seja, a saída da empresa da bolsa. Embora o banco não confirme que uma OPA esteja nos planos imediatos, considera que essa seria uma consequência natural caso a transação avance.

A base acionária pulverizada da Kepler facilitaria o processo: a Trígono Capital detém 15,3%, seguida pela família Heller, com 11,6%, enquanto quase 70% das ações estão nas mãos de investidores de mercado.

Oi aponta possível insolvência e pede continuidade provisória da operação

7 de Novembro de 2025, 19:56

Outrora maior companhia de telecomunicações brasileira, a Oi informou nesta sexta-feira (7) que, devido a uma decisão judicial da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, o grupo pode estar em estado de insolvência. Em outras palavras, a companhia está reconhecendo que seu patrimônio total é insuficiente para arcar com suas obrigações previstas no processo de recuperação judicial em vigor.

Segundo a Oi, o gestor judicial, Bruno Rezende, propõe que as atividades do grupo continuem provisoriamente até a transferência completa dos serviços atualmente sob a responsabilidade da empresa. Essa medida tem como intuito manter a estrutura operacional para garantir a execução dos serviços até que a transição seja concluída. A companhia está em processo de recuperação judicial desde março de 2023, após escapar de uma primeira RJ iniciada em 2016.

A telecom enfrenta há anos um cenário de crise financeira. A companhia terminou 2024 com uma dívida bruta (valor de face) de R$ 37,5 bilhões. Em crise desde 2016, a empresa vendeu ativos como sua rede móvel e infraestrutura de fibra óptica para focar na operação de internet de alta velocidade.

Mesmo assim, em agosto de 2025, a Oi teve sua participação na V.tal reduzida para 27,26% após a emissão de novas ações da subsidiária, impactando sua estratégia de reestruturação em meio a um cenário financeiro desafiador.

Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.

Axia Energia, ex-Eletrobras, anuncia pagamento de R$ 4,3 bilhões em dividendos

5 de Novembro de 2025, 19:34

A Axia Energia (a antiga Eletrobras) informou nesta quarta-feira (5) que seu conselho de administração aprovou o pagamento de R$ 4,3 bilhões em dividendos intermediários. O montante foi anunciado junto com a divulgação de resultados da companhia, que reportou prejuízo líquido no terceiro trimestre de R$5,45 bilhões, revertendo lucro apurado em igual período do ano passado, após contabilizar no resultado trimestral a venda de sua participação na estatal Eletronuclear.

A companhia elétrica reconheceu no trimestre uma despesa de R$7 bilhões em alienação de ativos, sem efeito caixa, em função principalmente do desinvestimento da fatia na Eletronuclear, comprada pelo grupo J&F. Também foram concluídas no período outras operações, como descruzamento de ativos com a Copel e a venda da participação na Emae para a Sabesp.

No critério ajustado, o lucro da Axia ficou em R$2,2 bilhões no terceiro trimestre, uma queda de 68% na comparação anual. O principal impacto nesse caso foi o reconhecimento de remensuração regulatória dos contratos de transmissão de energia.

A receita líquida regulatória ajustada da companhia alcançou R$9,97 bilhões no 3T25, queda de 4,6% na comparação anual, impactada principalmente por uma menor receita de geração devido à alienação das térmicas do Amazonas e da venda adicional de energia da usina hidrelétrica de Tucuruí.

Dividendos de R$ 4,3 bilhões

O montante de dividendos será distribuído aos acionistas em 19 de dezembro de 2025, utilizando parte do saldo da reserva estatutária.

O valor por ação será de R$ 1,58 para papéis preferenciais de classe A; R$ 2,08 para ações preferenciais classe B; e R$ 1,89 para ações ordinárias e golden share. A empresa destaca que os valores por ação podem sofrer pequenas variações devido ao programa de recompra de ações.

As datas de corte para os detentores de ações na B3 e ADRs na Nyse, a bolsa de Nova York, estão definidas para 14 e 17 de novembro de 2025, respectivamente. Os detentores de ADRs receberão o pagamento a partir de 29 de dezembro de 2025, por meio do Citibank.

A ex-Eletrobras é a maior empresa de geração e transmissão de energia elétrica da América Latina, sendo responsável por boa parte da energia limpa do Brasil. Recentemente, a Axia anunciou a venda de sua participação na Eletronuclear para a Âmbar Energia, marcando a entrada da J&F na geração nuclear.

Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.

Senado aprova isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil por mês; texto vai para sanção

5 de Novembro de 2025, 19:00

O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (5) o projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR), que deixará isento aquele que ganhar até R$ 5 mil de salário por mês. Nada foi alterado com relação ao texto aprovado pela Câmara. Assim, o projeto vai para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Se sancionado até o final deste ano, a redução do IR passa a valer a partir de janeiro de 2026. A medida ainda reduz o IR, gradualmente, para aqueles que ganham entre R$ 5 mil e R$ 7.350. Atualmente, é isento do IR quem ganha até dois salários mínimos (R$ 3.036 por mês).

Para compensar a perda de arrecadação, o projeto prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para aqueles que recebem mais de R$ 600 mil por ano, ou R$ 50 mil por mês. O texto também estabelece a tributação para lucros e dividendos remetidos para o exterior com alíquota de 10%. 

Alta renda

A alíquota extra máxima de 10% será cobrada de quem ganha a partir de R$ 1,2 milhão por ano, ou R$ 100 mil por mês. Foi mantida ainda a tributação de 10% sobre dividendos enviados ao exterior prevista no projeto original do Executivo.

Os dividendos são a parcela do lucro que as empresas pagam aos acionistas e, desde a década de 1990, são isentos de IR. Porém, a Câmara instituiu três exceções à cobrança sobre dividendos: quando remetidos para governos estrangeiros, desde que haja reciprocidade de tratamento; remessas a fundos soberanos e remessas a entidades no exterior que administram benefícios previdenciários.

A proposta também prevê mecanismos de compensação de possíveis perdas de arrecadação do Imposto de Renda para Estados e municípios e o Distrito Federal.

Pelos cálculos, o governo federal conseguirá, entre 2026 e 2028, uma receita com superávit de cerca de R$ 12,3 bilhões, valor que deverá ser usado para compensar, caso haja, perdas de estados, do Distrito Federal e de municípios em razão da redução da arrecadação do Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos de seus próprios servidores.

Fed reduz juros dos EUA em 0,25 ponto percentual, para 4% ao ano

29 de Outubro de 2025, 15:09

O Fed reduziu os juros em 0,25 ponto percentual. Assim, os juros americanos ficam na faixa de 3,75% a 4% ao ano, em linha com a expectativa do mercado.

O banco central dos EUA ainda anunciou que vai reiniciar as compras de títulos públicos americanos, depois de sinais de que a liquidez estava se tornando escassa. O processo também injeta dinheiro na praça, junto com a baixa nos juros.

O corte, que incluiu um aceno para os limites de dados que o banco central enfrenta durante a atual paralisação do governo federal, não foi unânime. Stephen Miran, um dos membros do comitê de política monetária do Fed, novamente pediu uma redução mais profunda. Outra autoridade do “Copom” americano, Jeffrey Schmid, preferia a manutenção. Ele entende que a inflação (em 3%, pelo núcleo do CPI) não está convergindo para a meta, de 2%.

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Segunda redução dos juros pelo Fed

Esta foi a segunda redução consecutiva na taxa de juros dos EUA e acontece para apoiar o mercado de trabalho em desaceleração.

Em sua declaração pós-reunião, os diretores do Fed reiteraram sua avaliação de que a geração de emprego diminuiu e disseram que “os riscos ao emprego aumentaram nos últimos meses”.

As autoridades caracterizaram o crescimento econômico como “moderado” e disseram que a inflação “subiu desde o início deste ano e permanece um tanto elevada”.

Os membros do Fed reduziram as taxas de juros no mês passado pela primeira vez neste ano, após uma desaceleração nas contratações ter levantado preocupações sobre a fragilidade do mercado de trabalho.

A redução dos juros já era esperada, depois que o presidente do Fed, Jerome Powell afirmou, no início deste mês, que o emprego poderia enfraquecer ainda mais.

Divisão dentro do banco central dos EUA

Os membros do Fed estão divididos sobre o quanto mais afrouxar a política monetária.

Vários formuladores de políticas alertaram contra uma redução muito rápida dos custos de empréstimo, visto que a inflação ainda está acima da meta de 2% ao ano.

O trabalho do Fed está se tornando cada vez mais difícil, já que as autoridades são forçadas a tomar decisões políticas sem a maior parte dos dados econômicos nos quais normalmente se baseiam. A paralisação congelou ou adiou a compilação e a divulgação de relatórios que acompanham o mercado de trabalho, os preços, os gastos e outros indicadores-chave.

Foto: Getty Images

Âmbar, da J&F, compra três termelétricas no Acre e reforça expansão no Norte

27 de Outubro de 2025, 15:43

A Âmbar Energia, braço do grupo J&F, fechou a compra de três usinas termelétricas no Acre, estado que recentemente se conectou ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Com o negócio, anunciado nesta segunda-feira (27), a empresa passa a operar em 11 estados e reforça sua presença na região Norte — área que vem se tornando estratégica para o grupo da família Batista.

As usinas adquiridas pertenciam à Rovema e somam 69,4 megawatts (MW) de potência instalada, o suficiente para atender cerca de 30 mil unidades consumidoras, o equivalente a aproximadamente 20% das ligações elétricas do estado. As unidades estão localizadas em Cruzeiro do Sul (52,8 MW), Feijó (7,2 MW) e Tarauacá (9,4 MW) e operam com óleo combustível. A conclusão da operação ainda depende da aprovação dos órgãos reguladores.

Segundo a Âmbar, a incorporação das térmicas fortalece o portfólio de geração e reforça o compromisso do grupo com a segurança de abastecimento no Norte. “As usinas do estado são decisivas para esse propósito”, afirmou o presidente da companhia, Marcelo Zanatta, em nota.

Expansão coordenada

O movimento no Acre dá continuidade a uma estratégia de crescimento acelerado da Âmbar, que vem consolidando ativos em diferentes frentes do setor elétrico — da geração térmica e hidrelétrica à distribuição e, mais recentemente, à energia nuclear.

Em setembro, o InvestNews revelou que a J&F formalizou a compra de todo o núcleo de ativos da Oliveira Energia, incluindo as distribuidoras Amazonas Energia e Roraima Energia, além de quatro usinas termelétricas e da empresa de redes Norte Tech.

A operação, ainda em análise pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), marcou a entrada da holding na distribuição de energia em regiões que dependem fortemente de geração térmica subsidiada pela Conta de Consumo de Combustíveis (CCC).

Com a aquisição da Roraima Energia, a J&F passou a controlar a única distribuidora do estado, uma das poucas operações do país que continuam totalmente fora da rede interligada nacional. Já a Amazonas Energia, historicamente deficitária, foi alvo de um acordo bilionário com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que previu aportes de R$ 9,8 bilhões e flexibilizações regulatórias por 15 anos para viabilizar sua recuperação financeira.

Entrada na energia nuclear

A expansão da Âmbar não se limita ao Norte. Em outubro, a companhia também anunciou a compra da participação da Axia Energia (antiga Eletrobras) na Eletronuclear, responsável pelas usinas de Angra. O negócio, de R$ 535 milhões, marcou a entrada da J&F na geração nuclear — um setor historicamente restrito ao governo federal.

Com a transação, a Âmbar passou a deter 68% do capital total e 35,3% do capital votante da Eletronuclear, enquanto a União, por meio da estatal ENBPar, mantém o controle com 64,7% das ações com direito a voto. As usinas Angra 1 e 2, localizadas em Angra dos Reis (RJ), somam quase 2 mil MW de capacidade e operam com contratos de longo prazo válidos até 2044 e 2040, garantindo previsibilidade de receitas.

A operação também coloca o grupo diante de um novo desafio: a retomada do projeto de Angra 3, paralisado há quase quatro décadas e símbolo dos altos custos e atrasos do setor elétrico brasileiro.

Em reunião de 45 minutos, Lula e Trump ensaiam fim da disputa tarifária

26 de Outubro de 2025, 07:49

Brasil e Estados Unidos iniciaram neste domingo (26) um processo de negociação para tentar encerrar as tarifas comerciais impostas por Washington a produtos brasileiros. O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano, Donald Trump, ocorreu em Kuala Lumpur, durante a cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), e marcou a primeira reunião oficial entre os dois desde o início da atual crise diplomática.

Segundo o chanceler Mauro Vieira, a conversa, que durou cerca de 45 minutos, foi “muito positiva e produtiva”. Lula pediu que as tarifas sejam suspensas durante as negociações, enquanto Trump afirmou acreditar que os dois países poderão chegar a “bons acordos” em breve.

Lula pubicou sobre o encontro com Trump em suas redes socias. “Tive uma ótima reunião com o presidente Trump na tarde deste domingo, na Malásia. Discutimos de forma franca e construtiva a agenda comercial e econômica bilateral. Acertamos que nossas equipes vão se reunir imediatamente para avançar na busca de soluções para as tarifas e as sanções contra as autoridades brasileiras”, escreveu.

O líder norte-americano disse que os secretários do Tesouro, Scott Bessent, e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, conduzirão as tratativas com o Brasil e previu uma “conclusão rápida” das discussões. Já Lula declarou estar otimista e afirmou que não há “razão para qualquer desavença” entre os dois países.

Lula e Trump em reunião
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião com presidente dos EUA, Donald Trump, em Kuala Lumpur, na Malásia 26/10/2025 REUTERS/Evelyn Hockstein

O encontro simboliza a retomada de um diálogo de alto nível após meses de tensão. As relações haviam se deteriorado desde que Trump impôs tarifas de até 50% sobre exportações brasileiras de café e carne, além de sanções e restrições de visto a autoridades. O gesto também vem depois de uma breve aproximação entre os líderes na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, que abriu caminho para a retomada das conversas.

Nos bastidores, o governo brasileiro tenta aproveitar o momento para discutir não apenas as barreiras comerciais, mas também temas mais amplos, como regulação de redes sociais de empresas americanas, políticas para o etanol e oportunidades ligadas a minerais críticos — área em que o Brasil, que tem a segunda maior reserva de terras-raras do mundo, vê espaço para estreitar parcerias estratégicas com os Estados Unidos.

Lula ainda se ofereceu para atuar como interlocutor nas relações com a Venezuela. Nos últimos meses, os Estados Unidos derrubaram diversas embarcações que, segundo o governo americano, transportavam drogas a partir da Venezuela, o que gerou especulações de que o país possa estar se preparando para atacar o território venezuelano. Embora o Brasil tenha evitado qualquer envolvimento direto, Lula já havia dito a Trump, em uma ligação anterior, que um conflito militar na América do Sul seria devastador para a região.

*Com informações de Reuters e Bloomberg

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