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MDS e Natura lançam parceria para qualificação profissional e geração de renda de inscritos no CadÚnico

5 de Junho de 2026, 20:45

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) firmou uma parceria com a Natura para ampliar a qualificação profissional e criar oportunidades de geração de renda para pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). A iniciativa integra o programa federal “Acredita no Primeiro Passo” e deve alcançar potencialmente mais de 3 milhões de brasileiros em situação de vulnerabilidade social. Saiba os detalhes na TVT News.

O projeto terá início com ações-piloto nas cidades de São Paulo (SP) e Salvador (BA), combinando capacitação gratuita, acesso a microcrédito orientado e inserção no mercado de trabalho formal ou no empreendedorismo, especialmente no setor de beleza.

Capacitação e empreendedorismo

A proposta busca criar uma ponte entre políticas de assistência social e autonomia financeira. O MDS será responsável pela mobilização do público elegível, enquanto a Natura ficará encarregada da oferta dos cursos e da estrutura de formação.

As capacitações serão realizadas em formato digital, com aulas gravadas e transmissões ao vivo. Os conteúdos incluem empreendedorismo, técnicas de beleza e desenvolvimento profissional.

Após a conclusão dos cursos, os participantes poderão seguir diferentes trajetórias de inserção produtiva. Entre as possibilidades estão atuar como consultores das marcas Natura e Avon, prestar serviços pela plataforma Bluma ou disputar vagas formais em áreas administrativas, operacionais e de varejo da companhia.

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Acesso ao crédito

Outro eixo central da parceria é o acesso ao microcrédito orientado, considerado um dos principais obstáculos para pequenos empreendedores de baixa renda.

A integração com linhas de financiamento do Governo Federal permitirá que participantes tenham acesso a recursos para compra de insumos, equipamentos e ferramentas necessárias para iniciar ou ampliar pequenos negócios.

Segundo o MDS, a proposta é estimular a sustentabilidade financeira das atividades econômicas desenvolvidas pelos participantes, ampliando as chances de permanência no mercado.

Inclusão produtiva

A iniciativa faz parte do programa “Acredita no Primeiro Passo”, criado pelo Governo Federal para promover a inclusão produtiva de famílias de baixa renda. A política pública busca conectar pessoas em situação de vulnerabilidade social a oportunidades concretas de emprego, renda e empreendedorismo.

Entre os objetivos centrais estão a democratização do acesso ao crédito, a qualificação profissional e a criação de caminhos para a autonomia econômica das famílias atendidas pelo CadÚnico.

Indicadores sociais

A Natura afirma que a parceria reforça sua estratégia de “negócios com propósito”, utilizando a rede de aproximadamente 1,5 milhão de consultoras como instrumento de inclusão social e desenvolvimento econômico.

A empresa monitora o impacto social de suas ações por meio do Índice de Desenvolvimento Humano da Consultora de Beleza (IDH-CB), indicador que avalia critérios como renda, educação, saúde e cidadania.

De acordo com dados apresentados pela companhia, o índice atingiu o patamar histórico de 0,653, com crescimento acumulado de 27% desde o início das medições. Os maiores avanços foram registrados nas áreas de conhecimento e saúde.

Expansão nacional

O desempenho do projeto será acompanhado por indicadores como número de pessoas capacitadas, taxa de inserção no mercado de trabalho e volume de operações de crédito realizadas.

Os resultados obtidos nas experiências iniciais em São Paulo e Salvador deverão servir de base para a expansão da iniciativa para outras regiões do país. A expectativa do governo e da empresa é ampliar o alcance do programa e fortalecer políticas voltadas à redução da pobreza e à geração de renda.

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Biomédica é humilhada por Natalia Beauty em curso de mentoria

31 de Maio de 2026, 21:31
Natalia Beauty. Foto: Reprodução

Uma biomédica identificada como Nahe Rhayane viveu uma situação constrangedora durante uma mentoria promovida pelo grupo Natalia Beauty, empresa fundada pela empresária e influenciadora Natalia Martins. O episódio aconteceu na sexta-feira (29) e ganhou grande repercussão nas redes sociais após a divulgação de um vídeo gravado durante o evento.

Nas imagens, Nahe Rhayane relata que foi convidada a participar da mentoria e aproveitou um momento de perguntas para questionar quais seriam os diferenciais do programa em relação a outras mentorias oferecidas no mercado. Ela destacou que existem diversos profissionais que também atuam na área e perguntou o que tornaria a proposta da Natalia Beauty única para os participantes.

Inicialmente, um dos apresentadores do evento respondeu afirmando que nenhuma outra mentoria do setor alcançava os mesmos resultados e números da chamada “Circle”, programa da empresa. No entanto, a resposta foi interrompida por Natalia Martins, que afirmou que a participante estaria apenas tentando causar polêmica e declarou que ela não fazia parte do perfil desejado para o grupo.

A gravação rapidamente se espalhou pelas redes sociais e gerou debate entre internautas sobre a forma como a pergunta foi recebida durante o encontro.

E esse vídeo que tá rolando na rede vizinha, dessa tal Natalia Beauty humilhando uma biomédica que fez uma simples pergunta em um evento? pic.twitter.com/Trrqerr8xj

— carol 🥂 (@trusttay) May 30, 2026

Na legenda das publicações, Nahe Rhayane classificou o episódio como “o pior dia da vida” e afirmou ter se sentido humilhada pela reação àquilo que considerou uma pergunta simples e legítima.

Após a repercussão do caso, Natalia Martins se manifestou nos comentários de uma página que compartilhou o vídeo. Segundo a empresária, a biomédica teria aproveitado a situação para ganhar visibilidade nas redes sociais.

Sakamoto – Fim da 6×1: Maioria dos empreendedores não vê impacto negativo, diz Sebrae

22 de Fevereiro de 2026, 12:33
Manifestantes protestam pelo fim da escala 6×1 na Avenida Paulista

Por Leonardo Sakamoto

Dos responsáveis por pequenos negócios, 47% afirmam que o fim da escala 6×1 não trará impacto para suas empresas. Outros 9% veem possibilidade de impacto positivo, 32% estimam impacto negativo e 12% não souberam opinar. Ou seja, predomina a percepção de que a garantia de dois dias de descanso não irá afetar a maioria dos empreendedores.

Os dados estão em pesquisa interna do Sebrae, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, sobre o assunto, coletada no final de 2024 junto a empresas de pequeno porte, microempresas e microempreendedores individuais, e que não havia sido divulgada à imprensa. A margem de erro é de um ponto em relação ao universo dos pequenos negócios no Brasil e o intervalo de confiança é de 95%.

O Congresso Nacional está discutindo propostas que podem levar ao fim da escala 6×1 de trabalho, reduzindo a jornada para 40 ou 36 horas semanais. Pesquisa Genial/Quaest, divulgada em dezembro, aponta que 72% da população apoiam o fim da escala 6×1, contra 24% que se posicionam de forma contrária à mudança.

Entre os microempreendedores individuais (MEI), 53% afirmam que a alteração não afetará seus negócios. Nesse grupo, 11% projetam impacto positivo, 23% acreditam em impacto negativo e 13% não sabem. Já entre as micro e pequenas empresas (MPE), 40% avaliam que não haverá impacto, enquanto 7% enxergam impacto positivo, 44% estimam impacto negativo e 9% não souberam responder.

Quando analisados apenas os responsáveis por microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP), a percepção de impacto varia conforme o segmento econômico. No total geral desse recorte, 44% projetam impacto negativo e 47% afirmam que não haverá impacto ou ele será positivo.

Manifestantes protestam pelo fim da escala 6×1 na Avenida Paulista, com bandeira do movimento VAT – Vida além do trabalho

Serviços de alimentação, pet shops e veterinária, indústria alimentícia, comércio varejista, energia, turismo e oficinas e peças de automóveis são os setores nos quais mais empreendedores avaliam que haverá mais impactos negativos do que neutros e positivos.

No setor de serviços de alimentação, 64% estimam efeito adverso, enquanto 24% avaliam que não haverá impacto ou o ele será positivo. Em pet shops e serviços veterinários, 59% apontam impacto negativo, 26% não preveem alterações ou que elas serão boas. Na indústria alimentícia, 58% a 32%, respectivamente; no comércio varejista, 57% a 36%; na moda, 55% a 31%; energia, 51% a 43%; turismo, 51% a 47%; e oficinas e peças de automóveis, 50% a 35%.

Por outro lado, há segmentos em que predomina a percepção de que o fim da escala 6×1 será neutra ou positiva. Ou seja, que não veem prejuízo com a mudança.

Em academias e atividades físicas, 75% afirmam que a mudança não deverá impactar suas atividades ou projetam impacto positivo enquanto 11% dizem que ele será negativo. É seguido de logística e transporte (62% a 19%, respectivamente), artesanato (45% a 30%), economia criativa (66% a 31%), beleza (63% a 32%), serviços empresariais (56% a 34%), educação (60% a 35%), saúde (52% a 36%), serviços pessoais (58% a 38%), agronegócio (51% a 41%), indústria de base tecnológica (54% a 43%) e outras atividades industriais (51% a 42%).

“Entendemos que as mudanças na jornada devem ser feitas com diálogo e a partir de uma negociação com amplos setores da sociedade, garantindo segurança jurídica e sustentabilidade para empresas e trabalhadores”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima. “Acreditamos que o fim da escala 6×1, além de melhorar a qualidade de vida da população, pode proporcionar um aumento da oferta de emprego e avanços em produtividade”, acrescenta.

Para ele, em vez de focar na simples compensação de horas, as empresas devem ser estimuladas a investir em tecnologias e métodos de trabalho que aumentem a produtividade.

Publicado originalmente no Uol

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