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Itália barra entrada de quem vem da Espanha após travessia em massa em Ceuta

31 de Julho de 2026, 17:04

Embaixadores da União Europeia se reunirão na segunda-feira (3) em uma reunião de emergência, enquanto a Espanha enfrenta pressões para reafirmar o controle sobre as fronteiras externas do bloco.

Um porta-voz da Irlanda, que exerce a presidência rotativa da UE, confirmou o encontro. O grupo de resposta integrada a crises políticas da UE, que lida com situações de crise e desastre, receberá informações de autoridades no sábado sobre os eventos ocorridos nos últimos dois dias no enclave norte-africano de Ceuta.

A medida ocorre enquanto o governo espanhol confirmou que 50 mil pessoas cruzaram ilegalmente a fronteira entre Marrocos e Ceuta, embora o Ministério do Interior da Espanha tenha informado na sexta-feira (31) que mais da metade delas já saiu do local.

Vários líderes europeus comentaram a crise, que o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez descreveu como “uma violação da integridade territorial da Espanha”, pedindo que o país garanta a proteção da fronteira externa da UE e instando Madri a reafirmar o controle.

A Alemanha disse que estenderá seus próprios controles de fronteira até setembro, enquanto a Itália afirmou que imporá controles de entrada para cidadãos não pertencentes à UE que cheguem da Espanha.

“As imagens vindas de Ceuta são inaceitáveis”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em uma postagem no X. “Não podemos permitir que ninguém entre em nossa União sem cumprir nossas regras.”

O presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, expressou solidariedade à Espanha, elogiando a “resposta firme” do país, incluindo suas medidas para combater a migração ilegal e desmantelar redes criminosas de contrabando.

A chegada de milhares de migrantes a Ceuta colocou os holofotes sobre Schengen, a zona de livre circulação do bloco, que abrange 25 membros da UE, além de Liechtenstein, Noruega, Suécia e Islândia. No entanto, autoridades da UE ressaltaram que qualquer pessoa que chegue a Ceuta e Melilha está coberta por uma disposição especial do Código de Fronteiras Schengen, o que significa que está sujeita a controles fronteiriços antes de seguir para a Europa continental.

Eles também destacaram que o bloco mantém um bom relacionamento com Marrocos, com uma reunião entre o embaixador da UE em Rabat e o Ministério das Relações Exteriores marroquino agendada para segunda-feira.

© 2026 Bloomberg L.P.

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Reino Unido manterá importação de carnes do Brasil, mesmo com restrição da UE

21 de Julho de 2026, 15:24

O Reino Unido manterá a importação de carnes do Brasil, apesar de o País não constar na lista de fornecedores da União Europeia (UE) a partir de 3 de setembro em virtude do novo regulamento de antimicrobianos adotado pelo bloco europeu.

Em comunicado a importadores britânicos, a Associação Internacional do Comércio de Carnes (Imta, na sigla em inglês), que representa empresas britânicas importadoras e exportadoras de carnes, afirmou que não haverá restrições a partir da data no Reino Unido. “O Reino Unido não introduzirá uma proibição à carne brasileira a partir de 3 de setembro.

O Reino Unido está realizando sua própria avaliação de resistência antimicrobiana dos sistemas de controle do Brasil, que é independente da avaliação da UE”, explicou a associação no comunicado.

De acordo com o Imta, o Reino Unido concluirá sua avaliação de conformidade do novo protocolo adotado pelo Brasil, desde 1º de julho, com o regulamento local. “Momento em que o Reino Unido tomará uma decisão sobre se o sistema pode garantir a rastreabilidade de antibióticos para sistemas de aves e carne bovina no Brasil”, esclareceu a associação.

A exceção será a Irlanda do Norte, que, apesar de compor o Reino Unido, aplicará a proibição da UE às carnes brasileiras a partir de 3 de setembro, disse a associação.

O Imta afirmou que participou de uma reunião com o Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido (Defra) na última sexta-feira (17) sobre o tema. “O Defra observa que seria um desafio para o sistema de carne bovina estar em conformidade, visto que o novo sistema brasileiro foi estabelecido em 1º de julho e o ciclo de vida mais longo da carne bovina em comparação com as aves. Aves e carne bovina serão consideradas separadamente pelo Defra”, detalhou a associação.

A associação pondera, entretanto, que se a avaliação constatar que novo protocolo de carne bovina ou de aves adotado pelo Brasil não é capaz de fornecer as garantias necessárias, as importações desses produtos não serão permitidas nos países do bloco (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte) a partir de fevereiro de 2027.

O Imta destacou ainda que Reino Unido se alinhará totalmente ao regulamento de antimicrobianos da União Europeia em meados de 2027, quando o Reino Unido poderá importar somente de países na lista de países aprovados pela UE.

Os novos procedimentos para controle de uso de antimicrobianos na cadeia de proteínas e de produtos de origem animal para atendimento à legislação europeia, estabelecidos pelo Ministério da Agricultura no início deste mês, serão válidos para as exportações de carne de aves, carne bovina, envoltórios, pescado, mel, ovos e subprodutos exportados à União Europeia e ao Reino Unido.

Agenda: Inflação, ata do Fed e do BCE; confira a agenda desta semana

5 de Julho de 2026, 12:00

Após semanas carregadas de indicadores, a agenda econômica desta semana será mais enxuta, mas nem por isso menos emocionante. Os investidores voltam as atenções para os dados de inflação e para a ata da última reunião do Federal Reserve, documento que, segundo o presidente da instituição, Kevin Warsh, não deve trazer muitas pistas sobre os próximos passos da política monetária.

No Brasil, a agenda começa na segunda-feira (6) com o Boletim Focus, às 8h25, e a balança comercial, às 15h. Na terça-feira (7), saem o IGP-DI, às 8h, e os dados de produção e vendas de veículos, às 11h.

Na quarta-feira (8), o IBGE divulga as vendas no varejo, às 9h. O principal compromisso da semana, porém, será na sexta-feira (10), quando o instituto publica o IPCA de junho, também às 9h.

Nos Estados Unidos, a semana começa com os PMIs de Serviços e Composto, na segunda-feira (6). Na terça (7), será divulgada a balança comercial. O principal destaque fica para a quarta-feira (8), com a ata da última reunião do Federal Reserve, que deve ser analisada em busca de sinais sobre o futuro da política monetária. Na quinta-feira (9), saem os pedidos semanais de seguro-desemprego.

Na Europa, a agenda traz o índice de preços ao produtor (PPI) e as vendas no varejo na segunda-feira (6). Já na quinta-feira (9), o destaque é a divulgação da ata da última reunião do Banco Central Europeu (BCE).

Na Ásia, o principal evento será a divulgação da inflação ao consumidor (CPI) da China, na noite de quarta-feira (8), indicador importante para medir o ritmo da segunda maior economia do mundo.

Confira a agenda de indicadores da semana de 6 a 10 de julho

Brasil

Segunda (06/07)
08:25 — Boletim Focus
15:00 — Balança comercial

Terça (07/07)
08:00 — IGP-DI
11:00 — Produção de veículos
11:00 — Vendas de veículos

Quarta (08/07)
09:00 — Vendas no varejo

Sexta (10/07)
09:00 — IPCA

Estados Unidos

Segunda (06/07)
10:45 — PMI de Serviços
10:45 — PMI Composto

Terça (07/07)
09:30 — Balança comercial

Quarta (08/07)
15:00 — Ata do Fomc

Quinta (09/07)
09:30 — Pedidos semanais de seguro-desemprego

União Europeia

Segunda (06/07)
06:00 — PPI (Índice de Preços ao Produtor)
06:00 — Vendas no varejo

Quinta (09/07)
08:30 — Ata do BCE

China

Quarta (08/07)
22:30 — Inflação ao consumidor (CPI)

Brasil é excluído da lista da União Europeia para venda de carnes para o bloco

12 de Maio de 2026, 17:17

O Brasil não consta da lista de países autorizados a fornecer produtos de origem animal à União Europeia, o que representa um risco comercial para o maior exportador mundial de carne bovina.

A União Europeia publicou na terça-feira (12) uma versão atualizada da lista de países que cumprem suas normas contra o uso excessivo de antimicrobianos em animais destinados à produção de alimentos. O Brasil não foi incluído.

A lista destina-se atualmente a fins informativos e não tem efeitos legais. No entanto, será “formalmente adotada” nos próximos dias, afirmou a Comissão Europeia em comunicado em seu site, acrescentando que as regras sobre importações entrarão em vigor a partir de 3 de setembro.

“De acordo com as normas da UE, o uso de antimicrobianos em animais de criação para fins de crescimento ou produção não é permitido, nem os animais podem ser tratados com antimicrobianos reservados para infecções humanas”, afirmou a Comissão Europeia.

O Ministério da Agricultura do Brasil e a Comissão Europeia não responderam de imediato ao pedido de comentários.

A União Europeia e o Brasil são importantes parceiros comerciais. No entanto, as exportações de carne bovina para o bloco representaram apenas 4% do total das exportações brasileiras de carne bovina no primeiro trimestre de 2026, segundo dados do Ministério da Agricultura.

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Impasse com a Europa empurra Mercosul para outros acordos globais

21 de Dezembro de 2025, 09:26

Enquanto a União Europeia luta para concluir um acordo comercial com o Mercosul, concorrentes de olho no mercado consumidor da América do Sul e em seus vastos recursos minerais começam a se mexer.

Impulsionadas pelas tarifas de Donald Trump, as conversas entre o bloco sul-americano e parceiros como Emirados Árabes Unidos, Canadá e Índia ganham nova importância, enquanto uma UE dividida vacila após mais de um quarto de século de negociações. A perspectiva de rivais garantirem acesso preferencial aos mercados do Mercosul — inclusive a minerais críticos — está chamando a atenção de capitais de Londres a Tóquio.

“Estamos determinados a aprofundar nossos laços comerciais”, disse Yasushi Noguchi, embaixador do Japão no Brasil, em entrevista nesta semana. O Japão está “muito interessado em como isso vai se desenrolar” no acordo UE-Mercosul, já que empresas japonesas muitas vezes competem diretamente com as europeias, afirmou.

A impaciência com a UE veio à tona em uma reunião de líderes do Mercosul no sábado, depois que a resistência de agricultores europeus — especialmente na França e na Itália — voltou a provocar um adiamento.

“Sem vontade política e coragem de seus líderes, não será possível concluir uma negociação que já se arrasta há 26 anos”, disse o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva na cúpula que sediou no sábado. “Enquanto isso, o Mercosul continuará trabalhando com outros parceiros.”

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, era esperada no encontro para assinar o acordo UE-Mercosul. Ela cancelou a viagem de última hora depois que a UE não conseguiu reunir os votos necessários para aprová-lo.

Autoridades europeias agora miram uma ratificação em meados de janeiro. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, que detém o voto decisivo, disse a Lula nesta semana que está confiante de que poderá apoiar o acordo se tiver mais tempo para angariar apoio interno.

O Mercosul, que reúne Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, já havia aceitado uma exigência de última hora da UE para incluir salvaguardas destinadas a proteger os agricultores europeus.

Países da UE como França e Polônia há muito se opõem ao acordo, argumentando que dar acesso à gigantesca indústria agrícola da América do Sul prejudicaria os produtores europeus.

A Bloomberg Economics estima que o acordo poderia gerar um impulso econômico de até 0,7% para os países do Mercosul até 2040, e de 0,1% para a Europa.

Ainda assim, a UE teria o maior ganho geopolítico ao ampliar sua presença em uma parte do mundo onde a China vem ganhando cada vez mais espaço, segundo a análise.

Fazendeiros protestam em Bruxelas, na Bélgica, contra o acordo entre União Europeia e Mercosul. Foto: Bloomberg

O acordo UE-Mercosul continua sendo o “Santo Graal” para a América do Sul. Ele criaria um mercado integrado de cerca de 780 milhões de consumidores e provavelmente impulsionaria setores como o agronegócio, ao mesmo tempo em que aumentaria os investimentos europeus na região.

Com as tarifas de Trump redesenhando o comércio global, a UE corre contra o tempo para buscar novas parcerias e expandir as antigas, numa tentativa de diversificar suas trocas comerciais.

Neste ano, o Mercosul assinou um acordo de livre-comércio com o bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, conhecido como EFTA. O grupo espera concluir negociações com os Emirados Árabes Unidos e com o Canadá em 2026.

O bloco também quer iniciar em breve negociações com o Reino Unido, já abriu conversas com Vietnã e El Salvador e trabalha no desenvolvimento de um marco comercial com o Japão.

“Estamos dispostos a avançar, entendendo que a Europa tem seus próprios prazos para lidar com suas questões institucionais internas”, disse o chanceler paraguaio Rubén Ramírez a jornalistas na sexta-feira. “Mas, ao mesmo tempo, esses prazos não são infinitos.”

Acordo com o Mercosul vira prova de fogo para a ambição global da União Europeia

20 de Dezembro de 2025, 11:51

Ursula von der Leyen deveria assinar no sábado (20) o maior acordo de livre-comércio da história da União Europeia, consolidando o bloco como uma força geoeconômica global.

Em vez disso, a presidente da Comissão Europeia terá de encontrar uma forma de salvar o pacto com o Mercosul, tentando costurar apoio de última hora de países como a Itália, que ajudaram a adiar o acordo — mais uma vez — por temerem impactos negativos sobre seus setores agrícolas.

As negociações do tratado comercial — com Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai — se arrastam há 25 anos, irritando os países sul-americanos. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva disse no início desta semana que agora era “agora ou nunca”.

Autoridades dizem que tentarão novamente assinar o acordo em 12 de janeiro, mas não há garantias.

O fracasso contínuo em ratificar o tratado é um golpe para a UE, que quer usar o acordo transatlântico como prova de que pode se afirmar como potência global. Bruxelas busca, em especial, mostrar que é capaz de sair da órbita da China e dos Estados Unidos, que vêm adotando relações comerciais cada vez mais tensas com a Europa.

Mulher loira em blazer claro posa diante de fundo azul com logo e nome "European Parliament".
Ursula von der Leyen Foto: Frederick Florin/AFP/Getty Images

“Este é o momento da independência da Europa”, disse von der Leyen no início da semana, antes de uma cúpula em que os líderes europeus discutiriam opções de financiamento para a Ucrânia, além do Mercosul.

A UE vê a China tanto como concorrente econômico quanto como rival sistêmico e vem lidando com uma escalada de tensões comerciais, que já levou os dois lados a impor tarifas sobre importações um do outro. No início deste ano, Pequim anunciou planos para apertar o controle sobre exportações de terras raras e outros materiais críticos, mostrando à UE o quão vulneráveis são suas indústrias.

E neste verão europeu, a UE aceitou o que considerou um acordo comercial desequilibrado com os EUA, concordando em impor uma tarifa de 15% sobre a maior parte de suas exportações, ao mesmo tempo em que se comprometeu a eliminar todas as tarifas sobre bens industriais americanos.

O acordo comercial UE-Mercosul poderia ajudar a Europa a escapar da deterioração de suas relações com os EUA e a China. O pacto criaria um mercado integrado de 780 milhões de consumidores, eliminaria gradualmente tarifas sobre produtos como automóveis e daria à Europa acesso facilitado à vasta produção agrícola e aos recursos naturais do Mercosul.

Mais do que isso, permitiria à UE construir laços econômicos e cadeias de suprimento para além dos EUA e da China. O acordo também mostraria à região que a Europa pode oferecer uma alternativa econômica crível às duas superpotências.

Deixar escapar a parceria com o Mercosul “certamente seria um erro de proporções épicas para as ambições da Europa de se posicionar como um ator relevante no cenário econômico global”, disse Agathe Demarais, pesquisadora sênior do European Council on Foreign Relations, um think tank.

Por enquanto, a UE não conseguiu reunir a maioria necessária para aprovar o acordo, principalmente por causa do temor arraigado de que a nova dinâmica comercial enfraqueça o setor agrícola europeu. Durante uma cúpula realizada na quinta-feira em Bruxelas, líderes do bloco enfrentaram milhares de agricultores em protesto, que queimaram pneus e despejaram batatas nas ruas.

Após o fim da reunião, no entanto, os líderes expressaram otimismo de que ainda seria possível avançar em janeiro.

Esperar mais três semanas é algo “tolerável” depois de 25 anos de negociações, disse von der Leyen a jornalistas. “Estou muito confiante de que vamos conseguir concluir.”

O destino do acordo pode depender da Itália. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmou que precisa de mais tempo para obter aprovação interna.

Fazendeiros protestam em Bruxelas, na Bélgica, contra o acordo entre União Europeia e Mercosul. Foto: Bloomberg

“Outras economias em desenvolvimento estão observando e vão levar em conta o quão difícil é fechar qualquer acordo com a UE”, disse Demarais.

Para Berlim e vários outros governos, porém, a líder italiana estaria tentando extrair o máximo possível de seu papel de fiel da balança, buscando mais concessões para o setor agrícola de seu país.

Lula disse que Meloni lhe contou que precisava apenas de mais alguns dias.

“Ela me explicou que não é contra o acordo. Está apenas enfrentando um certo constrangimento político por causa dos agricultores italianos”, disse Lula a jornalistas em Brasília, na quinta-feira. “Mas está confiante de que pode convencê-los a aceitar o acordo.”

Enquanto alguns esperam que a Itália acabe dando seu aval, diante dos benefícios potenciais para seus exportadores, outros são mais pessimistas.

“Se não houver assinatura até 20 de dezembro, então o acordo está morto, e isso terá consequências para a UE em futuras relações comerciais com países do mundo todo”, disse nesta semana Bernd Lange, presidente da comissão de comércio do Parlamento Europeu.

Na tentativa de destravar o acordo nesta semana, o Parlamento Europeu e as capitais do bloco concordaram em incluir novas salvaguardas para proteger os agricultores europeus de oscilações bruscas de preços ou importações.

Homem e mulher apertam as mãos à frente das bandeiras do Brasil e da UE.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumprimenta presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em Bruxelas 17/07/2023 REUTERS/Yves Herman

Não funcionou. E, se o impasse continuar sem uma conclusão, os dois blocos podem voltar suas atenções para outros parceiros.

O Mercosul quer concluir um acordo com os Emirados Árabes Unidos e estuda possíveis parcerias com Canadá, Reino Unido e Japão. A UE, por sua vez, tenta fechar um acordo com a Índia, que também se arrasta há quase duas décadas.

“Se a UE quiser continuar sendo crível na política comercial global, decisões precisam ser tomadas agora”, disse o chanceler alemão Friedrich Merz ao chegar à cúpula em Bruxelas.

Empresas da zona do euro estão otimistas, mas lucros caem, mostra pesquisa

27 de Outubro de 2025, 09:27

O crescimento do crédito para as empresas da zona do euro desacelerou em setembro, mas as companhias permaneceram otimistas, mesmo que os lucros estejam se deteriorando e a inflação possa ficar mais elevada. É o que mostraram pesquisas separadas do Banco Central Europeu (BCE) nesta segunda-feira (27).

A economia da zona do euro mostrou-se resiliente este ano em meio à incerteza tarifária, mas o crescimento ainda é de apenas 1%, sugerindo que a diferença econômica em relação aos EUA continuará a aumentar.

“Cerca de 25% das empresas permaneceu otimista em relação aos acontecimentos no próximo trimestre – mais do que no trimestre anterior”, mostrou a Pesquisa sobre o Acesso das Empresas a Financiamento. “Ao mesmo tempo, as empresas continuaram a observar uma deterioração em seus lucros.”

Inflação na zona do euro

A pesquisa também mostrou que as expectativas de inflação ficaram, de modo geral, estáveis, mas as empresas veem um crescimento de preços acima da meta de 2% do BCE para os próximos anos e até mesmo um risco de aceleração.

A inflação tem se mantido em torno da meta durante quase todo o ano e o próprio BCE a vê abaixo de 2% durante a maior parte dos próximos dois anos, antes de voltar a subir para a meta em 2027.

“A mediana das expectativas para a inflação anual um ano à frente permaneceram em 2,5%, enquanto as expectativas para três e cinco anos à frente permaneceram em 3,0%”, disse o BCE. “Para o horizonte de cinco anos, a maioria das empresas continua a indicar que os riscos para as perspectivas de inflação estão inclinados para o lado positivo.”

O crescimento do crédito às empresas, por sua vez, desacelerou em setembro, embora a taxa tenha permanecido perto de uma máxima de dois anos, e os empréstimos às famílias continuaram a expandir no ritmo mais forte desde o início de 2023, mostrou o relatório do BCE sobre a evolução monetária.

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