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1º de maio terá tarifa zero em São Bernardo

O feriado de 1º de maio em São Bernardo do Campo contará com tarifa zero nos ônibus municipais durante todo o dia. A gratuidade, válida para as linhas operadas pela BR7 Mobilidade, visa facilitar o deslocamento da população para as atividades comemorativas e políticas na região. Receba as informações sobre as comemorações do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora na TVT News.

O principal ponto de concentração será o Paço Municipal, que recebe a tradicional Festa do Dia do Trabalhador e Trabalhadora, organizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em conjunto com outras 23 entidades sindicais da região.

A estrutura para o evento já está montada no Paço Municipal para recepcionar o público a partir das 9h. Na edição de 2025, a mobilização reuniu mais de 70 mil pessoas, número que serve de base para o planejamento da segurança e organização deste ano.

Como chegar no evento do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora

Acesso pela linha 10-Tuquesa

Para quem virá da capital, é possível acessar a linha 10-Duquesa que conecta o ABC Paulista pela estação Palmeiras Barra Funda (Linha Vermelha), Luz (Linha Azul/Amarela), Brás (Linha Vermelha) ou Tamanduateí (Linha Verde).

A estação mais próxima ao evento é de Santo André (Celso Daniel). De lá, é possível pegar os ônibus EMTU 287, 286, 238, 196 ou 285. Para esses ônibus o passe-livre não conta. O transporte gratuito será válido apenas para os ônibus municipais.

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Linha 10-Turquesa para chegar ao ABC
Desça na estação Celso Daniel Santo André e pegue o ônibus para o Paço Municipal no terminal

Pautas sindicais e luta por direitos

Sob o tema “Nossa luta transforma vidas”, o ato deste ano une 24 sindicatos do ABC Paulista em torno de reivindicações estruturais para a classe trabalhadora. As entidades priorizam o debate sobre a redução da jornada de trabalho sem redução salarial e a defesa do fim da escala 6×1. Outro ponto central da mobilização é a demanda pela isenção de Imposto de Renda sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Além das questões econômicas diretas, o movimento sindical incluiu pautas sociais urgentes no manifesto do 1º de maio. Estão entre as bandeiras do evento o combate ao feminicídio e a garantia de igualdade salarial entre homens e mulheres. Wellington Messias Damasceno, diretor administrador dos Metalúrgicos do ABC, afirma que as pautas buscam mais dignidade e a construção de um país mais justo, com direitos garantidos para todos.

Programação cultural e atrações confirmadas

A Festa do Dia do Trabalhador mescla as manifestações políticas com uma extensa agenda cultural ao longo de todo o feriado. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC confirmou nomes de destaque no cenário nacional para compor o festival de música no Paço Municipal. Entre as principais atrações estão:

  • Glória Groove;
  • MC IG;
  • Filho do Piseiro.

O evento também contará com apresentações de diversos grupos e artistas locais, abrangendo gêneros como samba e piseiro. Estão confirmados o Grupo Intimistas, Grupo Entre Elas, Marquinhos Sensação, Alex Rocha, Gordinho da Pisada, Kadu do Piseiro, Grupo SP5, Grupo Razão, Hyaguinho Vaqueiro, Don Ernesto, Samba de Luz e Samba e Amigos.

Solidariedade e acesso ao evento

O acesso à Festa do Dia do Trabalhador será realizado por meio de entrada solidária. A organização solicita que o público contribua com 2 kg de alimentos não perecíveis. Os mantimentos arrecadados serão destinados a ações sociais desenvolvidas na região do ABC.

A prefeitura de São Bernardo do Campo reiterou que a tarifa zero nos coletivos é uma medida para garantir que o trabalhador e a trabalhadora possam participar das atividades culturais e políticas sem o ônus do transporte. A operação gratuita abrange todas as linhas municipais, garantindo a mobilidade urbana desde as primeiras horas da manhã do feriado.


SERVIÇO


📍 Data: 1º de maio
📍 Horário: a partir das 9h
📍 Local: Paço Municipal de São Bernardo do Campo
📍 Entrada: 2 kg de alimentos não perecíveis

Leia também sobre Tarifa Zero

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Atos de 1º de maio acontecem por todo o país; programe sua participação

Mobilizações pelo fim da escala 6×1 marcam os atos do 1º de maio em todo o Brasil. Acompanhe na TVT News os locais e horários dos atos do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora.

As ruas de diversas capitais e cidades do interior do país recebem, nesta semana, as atividades relativas ao 1º de maio, Dia do Trabalhador e da Trabalhadora. Organizados pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e entidades parceiras, os atos deste ano colocam a revisão das relações laborais no centro do debate público. A reivindicação principal é o fim da escala 6×1, pauta que ganhou força no Congresso Nacional e nas frentes de mobilização social.

A luta pela redução da carga horária semanal sem a diminuição dos vencimentos dos trabalhadores expressa a busca por condições dignas de vida. Atualmente, o debate parlamentar avança com o PL 1838/2026, enviado pelo governo federal em regime de urgência, além de propostas que tramitam na Câmara dos Deputados, como a PEC 221/2019 e a proposta de escala 4×3.

Confira os locais e horários dos atos no país

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Confira mapa do Brasil com locais que terão atos no 1º de maio Dia do Trabalhador e da Trabalhadora

Abaixo, a lista detalhada das mobilizações confirmadas para o 1º de maio e atividades antecipadas para o dia 30 de abril em várias regiões:

ARACAJU (SE)

  • 1º de maio: Praça José Andrade Góis, no 18 do Forte, às 8h.

BELÉM (PA)

  • 1º de maio: Praça da República (próximo ao Bar do Parque), às 9h.

BELO HORIZONTE (MG)

  • 1º de maio: Missa dos trabalhadores na Praça da Cemig, às 7h; Ato unificado na Praça Raul Soares, às 9h.

BRASÍLIA (DF)

  • 1º de maio: Eixão do Lazer (altura da 106 Sul), às 10h.

CURITIBA (PR)

  • 30 de abril: Pátio da Reitoria da UFPR, a partir das 18h30.

CAMPO GRANDE (MS)

  • 30 de abril: Marcha da Classe Trabalhadora na Praça do Rádio Clube, às 14h.

FORTALEZA (CE)

  • 1º de maio: Concentração no Espigão da Rui Barbosa, na Praia de Iracema, às 15h.

GOIÂNIA (GO)

  • 1º de maio: Rotatória abaixo da entrada do estacionamento do Araguaia Shopping (Região da 44).

SÃO LUIS (MA)

  • 30 de abril: Praça João Lisboa, a partir das 15h30.

SANTA CATARINA (SC)

  • Florianópolis: Ato show no Centro Leste (esquina das ruas Vitor Meireles e Nunes Machado), dia 30 de abril, às 17h.
  • Canoinhas: Praça Lauro Mueller, Centro, dia 1º de maio, às 14h.
  • Jaraguá do Sul: Panfletagem em diversos pontos, dia 30 de abril, das 9h às 18h.

MACEIÓ (AL)

  • 1º de maio: Orla de Pajuçara, às 8h.

TERESINA (PI)

  • 1º de maio: Praça da Liberdade, às 9h.

VITÓRIA (ES)

  • 1º de maio: Praça Getúlio Vargas, Centro, das 8h às 14h.

RIO DE JANEIRO (RJ)

  • 1º de maio: Copacabana, Posto 5, às 14h.

RIO GRANDE DO SUL (RS)

  • Porto Alegre: Casa do Gaúcho (Parque Harmonia), às 10h.
  • Caxias do Sul: Pavilhões da Festa da Uva, às 14h.
  • Passo Fundo: Parque da Gare, das 13h às 21h.
  • Pelotas: Praça Coronel Pedro Osório, das 14h às 22h.

SÃO PAULO (SP)

  • São Bernardo do Campo: Paço Municipal, às 9h.
  • Osasco: Metal Clube (Rochdale), às 14h.
  • Campinas: Largo do Pará, Centro, às 9h.
  • Santos: Estação da Cidadania (Av. Ana Costa), às 9h.
  • Jacareí: Praça do Rosário, às 9h.
  • Taboão da Serra: Avenida Fernando Fernandes, às 10h.
  • Bauru: Rua Altíno Arantes (Vila Souto), das 12h às 14h.
  • São José do Rio Preto: Av. Lino José de Seixas, às 9h.

Pautas da classe trabalhadora: fim da escala 6×1

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Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e bancada de parlamentares que pedem o fim da escala 6×1, deputada Erika Hilton (PSOL-SP); senador Rogerio Carvalho (PT-SE) e senador Paulo Paim (PT-RS). Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Além do fim da escala 6×1, os atos deste 1º de maio levam às ruas outras reivindicações fundamentais para a justiça social e cidadania. Estão em pauta o combate ao feminicídio e às formas de violência, o enfrentamento à precarização causada pela pejotização e o fortalecimento das negociações coletivas para o setor privado e servidores públicos.

A regulamentação do trabalho por aplicativos também é um ponto central, visando assegurar proteção social para os profissionais da categoria. As demandas foram consolidadas durante a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) e a Marcha da Classe Trabalhadora, ocorridas em abril em Brasília, reforçando a unidade dos movimentos sociais na data.

LEIA TAMBÉM: Gloria Groove, MC IG e Filho do Piseiro fazem show em SBC no 1° de maio

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Congresso derruba veto de Lula e abre caminho para redução de penas do 8 de janeiro

Em uma nova derrota para o Governo Federal no Legislativo, o Congresso Nacional derrubou, nesta quinta-feira (30), o veto de Lula ao projeto que altera a dosimetria de penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito. Na Câmara, foram 318 votos favoráveis e 144 contrários. No Senado, foram 49 votos para a derrubada do veto e 24 votos contra a derrubada do veto. Leia em TVT News.

Com a decisão parlamentar, o chamado “PL da Dosimetria” torna-se lei, possibilitando a revisão das punições de ao menos 280 condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023.

O desfecho consolida uma semana de reveses para o Palácio do Planalto, vindo logo após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Impacto jurídico e a situação de Jair Bolsonaro com derrubada do veto pelo Congresso

A nova legislação altera o cálculo das condenações ao impedir a soma das penas de dois crimes distintos: abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Pelas novas regras, prevalece a pena do crime mais grave (golpe de Estado), acrescida de um sexto até a metade, além de prever reduções adicionais para crimes cometidos em contexto de multidão por réus que não exerceram liderança ou financiamento.

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Base aliada no Congresso não teve força para manter voto do presidente Lula. Foto: Lula Marques/Agência Brasil.

Especialistas indicam que a medida beneficia diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar e condenado a mais de 27 anos de prisão. Com a mudança legal, a perspectiva de Bolsonaro migrar para o regime semiaberto, anteriormente prevista apenas para 2033, pode ser reduzida para um intervalo entre dois e quatro anos.

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Depois da derrubada do veto pelo Congresso, quando ocorre a anistia?

Apesar da mudança na lei, a redução das penas não ocorrerá de forma automática. Para que as punições dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro sejam efetivamente recalculadas, será necessária a provocação do Supremo Tribunal Federal por meio de pedidos das defesas, do Ministério Público ou por iniciativa dos ministros relatores dos processos.

A oposição e setores do “Centrão” garantiram a derrubada do veto sob o argumento de garantir a proporcionalidade das penas. Para evitar conflitos com a recente Lei Antifacção, sancionada em março de 2026, os parlamentares optaram por manter o endurecimento de punições para crimes como o feminicídio, focando a redução especificamente nos delitos de ordem política e democrática.

Contexto político e relação entre os Poderes

O veto agora rejeitado havia sido assinado por Lula em 8 de janeiro deste ano, em um ato simbólico de dois anos das invasões às sedes dos Três Poderes. A decisão do Congresso Nacional de invalidar a prerrogativa presidencial reflete o atual clima de tensionamento político, marcado por derrotas consecutivas do governo em pautas consideradas sensíveis pela base governista.

A partir da promulgação da nova lei, o sistema judiciário brasileiro entrará em uma fase de revisões processuais que podem alterar significativamente o quadro de detentos e condenados pela tentativa de golpe de Estado ocorrida em 2023.

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Atentados com arma de fogo contra presidentes nos EUA são comuns: relembre casos

Atentado contra o presidente norte-americano Donald Trump neste sábado (25) está longe de ser caso isolado na história da política nacional dos Estados Unidos, um país em que ataques com armas de fogo são, infelizmente, cotidianos. Leia em TVT News quais presidentes foram mortos ou sofreram tentativas de assassinato com armas de fogo nos EUA.

Presidentes dos EUA que foram mortos por armas de fogo

No total, 4 presidentes em exercício foram mortos na história política dos Estados Unidos da América, entre eles estão: Abraham Lincoln (1865), James Garfield (1881), William McKinley (1901) e John F. Kennedy (1963). Além desses nomes, 2 presidentes em exercício foram feridos com balka de fogo, são eles, Ronald Reagan (1981) e Donald Trump (2024). Além desses casos, muitos outros sofreraram atentatados e não saíram feridos. Continue lendo para descobrir.

Abraham Licoln

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Abraham Lincoln morreu baleado por arma de fogo em atentado – Foto: Reprodução

1865 – O primeiro presidente a ser baleado e morrer nos Estados Unidos foi Abraham Lincoln. Ele estava no Teatro Ford, quando um ator conhecido da peça que Lincoln assistiria, John Wilkes Booth, mirou e atirou em sua nuca. Booth simpatizava com os confederados e o motivo do crime seria o posicionamento do presidente. O atirador era contrário à abolição da escravidão e fugiu da cena após o crime. Ele foi capturado apenas semanas depois, na Virgínia, e foi baleado. Theodor Rossevelt, em 1912, também foi baleado em um atentaado, mas na época ele estava em campanha de reeleição e não era mais presidente desde 1909.

James Garfield

1881 – O 20º presidente dos EUA, James Garfield, estava em uma estação de trem em Washington, em julho, quando o Charles Guiteau atirou contra ele. Ele morreu devido aos ferimentos meses depois por infecção generalizada, em setembro, em Nova Jersey. O atirador era um ex-apoiador que estava furioso por não ter conseguido um emprego na administração de Garfield. Guiteau foi condenado e enforcado em menos de um ano.

William McKinley

1901 – William McKinley estava em uma fila para a Exposição Pan-Americana de Buffalo quando foi baleado com dois tiros por Leon Czolgosz, um anarquista. McKinley morreu 8 dias após o ataque. O ex-presidente assassinado foi homenageado por Trump, que queria rebatizar montanha mais alta da América do Norte com seu nome. A montanha havia deixado de ter seu nome durante o governo Obama por pressão dos povos originários da região, que queriam renomear o local de acordo com seus próprios termos.

McKinley foi conhecido por políticas economicas protecionistas, com altas tarifas para produtos importados e pela expansão do imperialismo americano no Pacífico e no Caribe.

John F. Kennedy

1963 – Um dos casos mais conhecidos de presidentes norte-americanos mortos durante exercício do mandato presidencial é o de John F. Kennedy. Seu assassino era um fuzileiro naval de elite, que abandonou o serviço em 1859, quando viajou para a então União Soviética.

Seu nome era Lee Harvey Oswald e após não conseguir se tornar um cidadão na U.S. ele retornou ao país norte-americano, onde se tornou um grande crítico à administração de Kennedy. Oswald foi contra a política de Kennedy de integrar racialmente as escolas do sul, com fim de pôr um fim à segregação.

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Foto do presidente Kennedy na limusine em Dallas, Texas, na Main Street, minutos antes do assassinato. Também na limusine presidencial estão Jackie Kennedy, o governador do Texas, John Connally, e sua esposa, Nellie. Foto: Walt Cisco, Dallas Morning News / Wikimedia Commons

Kennedy foi morto em novembro, enquanto era conduzido em um desfile em uma limusine aberta. Oswald foi preso e morto na delegacia de polícia de Dallas. No mesmo ano, o assassino de Kennedy já havia tentado atirar e matar um anticomunista declarado, o ex-general do exército dos EUA Edwin Walker.

Presidentes dos EUA que foram feridos em atentados com armas de fogo

Entre os presidentes em exercício que foram feridos durante atentados temos o atual presidente dos EUA, Donald Trump. Trump já foi alvo de outras duas tentativas de assassinato além do atentado deste sábado (25). Em julho de 2024, uma bala raspou em sua orelha enquanto discursava em Butler. Em setembro do mesmo ano, Trump sofreu outra tentativa de assassinato, mas não saiu ferido.

Desde 1981, nenhum presidente havia sido ferido em um ataque. Antes de Trump, apenas Ronald Reagan, quem foi gravemente ferido do lado de fora do Hilton, em Washington, após discursar. Seu secretário de imprensa, James Brady, ficou gravemente ferido e mais tarde tornou-se um ativista pelo controle de armas.

O atirador de Reagan, John Hinckley, passou décadas em uma instituição mental. Ele foi liberado em 2022.

Não foram feridos com armas de fogo

Arma falhou – Em 1835, pré-Guerra Civil, o 7º presidente em exercício, Andrew Jackson, foi alvo de tiros em funeral no Capitólio. O atirador chegou a disprar duas vezes, mas arma não funcionou.

Matou a pessoa errada – Em 1933, Franklin D. Roosevelt, um assassino disparou contral ele em Miami. Tratava-se de Guiseppe Zangara, que, errando o alvo, acabou matando o prefeito de Chicago, Anton Cermak. Zangara morreu na cadeira elétrica.

Muito barulho e bala que não deu em nada – Em 1950, o presidente que assumiu após Roosevelt, Harry Truman, sofreu tentativa de assassinato de dois membros do PRNP (Partido Republicano de Porto Rico). O partido tinha como principal objetivo a independência de Porto Rico dos Estados Unidos. Segundo o National Archives dos Estados Unidos, a motivação dos atiradores se deu por conta de relatos sobre represálias militares norte-americanas contra nacionalistas na cidade natal de Torresola e Jayuya em 1850.

Após Truman adormecer, os atiradores estavam preparados nos arredores da Casa Branca. Um dos atiradore, Collazo, se aproximou sorrateiramente do policial da Casa, Donald Birdzelll, e puxou o gatilho, mas sua inexperiência entregou o plano. A arma não disparou mas fez um estalo ruidoso. Apenas um segundo puxão garantiu a bala no joelho do policial. O disparo alertou outros agentes, que rapidamente repreenderam os atiradores.

Ufa! Escapou duas vezes – Em 1975, o presidente Gerald Ford enfrentou duas tentativas de assassinato. Nesse ano, uma seguidora da seita Charles Manson tinha como objetivo matar o presidente, mas foi impedida antes que pudesse atirar em Ford em Sacramento.

A “Família Manson” foi uma seita apocalíptica liderada por Charles Manson na Califórnia no final dos anos 60 e era composta, sobretudo, por jovens. Manson se passava por uma figura messiânica e manipulava seus seguidores para cometerem assissinatos.

Semanas depois, outra mulher tentou atirar em Ford em São Francisco, mas errou porque uma pedestre a segurou.

Disparos em vão – Em 2011, um homem de Idaho foi acusado de tentativa de assassinato de Barack Obama ao disparar tiros contra a Casa Branca em 2011. O atirador se chamava Oscar Ramira Ortega-Hernandez e, na época, tinha 21 anos. Ele havia realizado disparos com um fuzil de assalto, quebrando a janela da resiência presidencial, mas Obama sequer estava na casa na ocasião.

Em 1994, um homem também foi acusado de assassinar o presidente Bill Clinton após atirar contra a Casa Branca, mas a avaliação policial preliminar foi que o disparador, Durán, não tentou matar o presidente e foi indicionado por danificação intencional de edifício público e porte ilegal de arma.

Atentado de granada

Em 2005, o presidente George W. Bush, enfrentou uma tentativa de assassinato fracassada por um homem com uma granada enquanto visitava o país da Geórgia, ex república soviética. O crime não foi nem em solo norte-americano, nem envolve arma de fogo.

Outras tentativas de assassinato: candidatos à presidência

1912 – O ex-presidente Theodore Roosevelt estava em campanha presidencial em 1912, mas já não ocupava o cargo desde 1909. Ele foi baleado a caminho de um discurso em Milwaukee. Roosevelt disse cópia dobrada de seu discurso de 50 páginas retardou a bala, que permaneceu em seu corpo pelo resto de sua vida. Mesmo após ser baleado ele discursou.

1972 – O governador do Alabama, George Wallace, segregacionista que concorria à presidência pela terceira vez foi baleado após evento de campanha perto de Washington. O tiro paralisou seu corpo da cintura para baixo.

***Informações da CNN dos EUA e do National Archives

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Whatsapp pago? Meta lança versão paga do app por R$ 14,60

O WhatsApp, aplicativo de mensagens mais popular do Brasil, está passando por uma mudança histórica em seu modelo de negócio. A Meta, empresa controladora da plataforma, lançou oficialmente uma nova versão do aplicativo que introduz uma taxa de assinatura no valor de R$ 14,60 por mês, sinalizando o fim da gratuidade total para determinadas categorias de usuários. Leia em TVT News.

A medida gerou dúvidas entre os bilhões de usuários do app, mas o foco da cobrança é específico e visa profissionalizar o uso da ferramenta para fins comerciais.

Quem será cobrado?

A assinatura de R$ 14,60 faz parte do novo pacote WhatsApp Premium, uma versão aprimorada exclusiva para o WhatsApp Business.

Diferente do que muitos usuários comuns temeram, o aplicativo pessoal (aquele usado para conversar com amigos e família) continua sendo gratuito. A taxa é voltada para pequenas e médias empresas que desejam recursos avançados de gestão e atendimento ao cliente que não estão disponíveis na versão padrão.

O que o “WhatsApp de R$ 14,60” oferece?

A Meta justifica o valor mensal através de funcionalidades focadas em aumentar a produtividade das empresas:

As empresas podem criar um link personalizado (como wa.me/nomedaempresa), facilitando a memorização pelos clientes e o marketing em redes sociais.

Enquanto a versão gratuita permite conectar até quatro aparelhos, o Premium permite que até 10 dispositivos acessem a mesma conta simultaneamente, ideal para equipes de suporte maiores.

Ferramentas mais robustas de gestão de conversas para organizar chats e atribuir conversas a atendentes específicos também entram no pacote.

O Fim de uma Era?

Embora o WhatsApp sempre tenha flertado com a monetização através de anúncios ou serviços para grandes corporações (API), esta é a primeira vez que uma assinatura direta é implementada para o usuário final do nicho comercial.

A estratégia da Meta é clara: transformar o WhatsApp em um “super aplicativo” de negócios, onde a empresa paga uma taxa módica para ter um mini-site e uma central de atendimento profissional.

Para o usuário comum, nada muda por enquanto. No entanto, para o microempreendedor, o valor de R$ 14,60 passa a ser um novo custo operacional para manter a presença digital oficializada na plataforma de mensagens mais importante do país.

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Alunos da USP seguem em greve por melhores condições estudantis; servidores já aceitaram acordo com reitoria

Já faz 15 dias que estudantes da USP estão em greve, que foi iniciada pelos TAEs (Técnicos-Administrativos em Educação). Nesta sexta (24), a reitoria revogou a minuta que limitaria a atuação de entidades estudantis. Tratava-se de uma das reivindicações mais cruciais dos estudantes em greve. Reunião para discutir os rumos da greve está marcada para 14h de terça (23). Leia em TVT News.

Nesta quinta (23), servidores técnicos e admnistrativos assinaram acordo com a reitoria e encerraram a greve. No mesmo dia, estudantes da USP fizeram um protesto para defender alguns pontos centrais, como a alimentação nos restaurantes universitários, moradia, aumento de bolsas e contra uma minuta que limita a atuação dos movimentos estudantis.

A manifestação foi organizada pelo Diretório Central dos Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) e passou pelas ruas próximas ao campus Butantã. Mais de 120 cursos em cinco campi aderiram à greve.

“Ontem a gente fez um ato saindo do Portão 1 da USP, até a Faria Lima, composto majoritariamente pelos estudantes, mas agora com a saída dos trabalhadores da greve fica meio incerto. Semana que vem terão assembleias para decidir a continuidade da greve”, disse Antonio Michiles à TVT.

Michiles é estudante de Geografia e militante da Fogo no Pavio. O estudante está ajudando a organizar a greve junto a outras entidades estudantis. Para ele, se trata de uma greve muito particular dentro da USP, porque “diferente da greve de 2023, quem entra na greve primeiro não são os estudantes, são os trabalhadores, os técnicos administrativos”.

Entenda as demandas dos estudantes

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Estudantes da USP protestam nesta quinta (23) – Melhorar a qualidade da comida dos restaurantes universitários é uma das reivindicações da greve – Foto: Gabriel Albuquerque

Dois acontecimentos críticos teriam criado a força mobilizadora: a minuta da reitoria sobre os espaços estudantis e larvas encontradas em restaurantes universitários. Um sentimento geral de insatisfação com a Universidade, no entanto, já existia, como a precaridade de institutos, problemas habitacionais, cortes de bolsas e outras políticas de permanência estudantis.

Michiles cita o exemplo da Geografia, que recentemente teve um corte nos trabalhos de campo, fundamentais para a formação de geógrafos. “Nós não temos mais ônibus para fazer os trabalhos de campo“, disse. O estudante diz que essa é uma das dificuldades para o direcionamento da greve. Como todos os cursos têm insatisfações particulares, que passa pelo teto de gastos mantido pelo governo Tarcísio, a unificação dessas pautas se torna algo difícil.

“Então, o que a gente tem procurado fazer e articular com os estudantes é que as pautas dos estudantes não virem uma lista de desejos, e que se criem pautas unificadas, principalmente em relação à meta de sustentabilidade da USP, que, na verdade, é um teto de gastos colocado pelo governo do Estado, que impede com que a USP gaste boa parte do dinheiro do orçamento que vem do ICMS para a universidade”, disse.

Larva no bandeijão

A qualidade da comida ofertada nos restaurantes universitários é uma das principais demandas. Estudantes denunciam a presença de larvas nas refeições, insetos mortos e comida estragada.

No restaurante da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), campus da Zona Leste, estudantes denunciaram neste mês a qualidade da comida, que fez com que alunos pegassem intoxicação alimentar. Eles relataram que desde o começo do ano o serviço ofertado piora.

Já na Faculdade de Direito, que fica no Largo São Francisco, denúncias parecidas sobre larvas na comida e insetos surgiram neste mês.

Larva no bandejão da Sanfran USP. Alunos estão em greve, entre os motivos está a qualidade da comida – Reprodução
Larva no bandejão da Sanfran USP. Alunos estão em greve, entre os motivos está a qualidade da comida – Reprodução

O bandejão da Medicina é conhecido por ser um dos melhores ofertados, mesmo assim casos de larvas também ocorreram neste ano, o que causou indignação entre estudantes do curso, que dessa vez aderiram à greve.

O que era a minuta que foi revogada hoje?

Outro ponto crucial, que já foi revogado, era uma minuta comunicada pela reitoria que proibia a comercialização dos espaços estudantis e também exigia que os centros acadêmicos, as entidades, os estudantes paguassem conta de água e luz. 

Essa minuta uniu os estudantes da USP, já que ela impossibilitaria o funcionamento de entidades estudantis, como os movimentos ao impedir que essas organizações conseguissem financiamento. 

“Então, basicamente, essa minuta é o que ela está fazendo, impedindo que o movimento social exista e tenha financiamento próprio dentro da universidade. […] Na prática, limitaria ou acabaria com a maior parte dos centros acadêmicos que precisam de dinheiro para se manter, para fazer suas atividades, seus eventos, organizar as caloradas, enfim. Então, essa é uma pauta que tem mobilizado bastante o corpo de estudantes, […] inclusive institutos que historicamente não entram em greve, como a FEA e a Poli, e ontem a Medicina também entrou em greve”, disse Michiles

O que os TAEs reivindicavam

O ponta-pé inicial da paralização que partiu dos TAEs foi a falta de igualdade entre professores e servidores. Docentes passaram a receber a Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas (Grace), mas a política não havia sido aplicada aos servidores.

Além disso, Funcionários da universidade também estavam paralisados contra perdas salariais, políticas de terceirização e precarização do atendimento nos restaurantes universitários e más condições sanitárias.

O acordo desta quinta garantiu a criação de um programa de gratificação aos servidores, que deve ser pago mensalmente pelo mesmo período que for paga a gratificação dos docentes. A reitoria também se comprometeu a formalizar juridicamente o abono das horas não trabalhadas em períodos de “pontes” de feriados e recesso de final de ano e implementar soluções para assegurar aos tercerizados condições de deslocamento análogas a dos servidores, como a gratuidade dos ônibus circulares.

Leia na íntegra comunicado da Reitoria – 24/04/2026

Publicado: 24/04/2026 às 11:59

“A Reitoria reforça que não há nenhuma intenção da retirada dos espaços estudantis na Universidade. A minuta referente à utilização dos espaços estudantis está revogada.

Um grupo de trabalho será constituído com representação estudantil para a discussão das estratégias de regularização desses espaços para garantir maior segurança jurídica, transparência e conformidade com a legislação aplicável ao patrimônio público tanto para a Universidade quanto para os estudantes.

Ficou agendada para o próximo dia 28 de abril (terça-feira), às 14h, uma reunião de negociação com os representantes definidos pelos estudantes”.

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Fim da escala 6×1 será votado nesta quarta

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados pautou para esta quarta-feira (22) a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de trabalho 6×1. O avanço da proposta ocorre após o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), rejeitar a PL do governo federal. Leia em TVT News.

A proposta pelo fim da escala 6×1, de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), ganhou tração nas redes sociais e nas ruas sob o movimento “Vida Além do Trabalho” (VAT). O texto propõe a redução da jornada máxima semanal de 44 para 36 horas, mantendo o limite diário de oito horas.

O que a votação definirá nesta quarta?

Em movimento que reforça a autonomia do Legislativo, Hugo Motta sinalizou que a Câmara seguirá o cronograma das PECs já em tramitação, preterindo o Projeto de Lei (PL 1838/26) enviado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A votação pelo fim da escala 6×1 desta quarta-feira foca na admissibilidade da proposta. Isso significa que a CCJ não julgará o mérito (se a ideia é boa ou ruim economicamente), mas sim se o texto respeita a Constituição e não fere cláusulas pétreas, que são dispositivos da Constituição Federal brasileira de 1988 que não podem ser abolidos ou alterados.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) é a relatora na comissão e já apresentou parecer favorável, argumentando que a proposta pelo fim da jornada 6×1 é constitucional e atende a anseios sociais contemporâneos.

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Votação da PEC que acaba com escala 6×1 será neste 22 de abril – Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O apoio de Hugo Motta é visto como um divisor de águas. Embora o presidente da Câmara tenha um perfil mais conservador e ligado ao setor produtivo, a pressão popular e o desejo de não travar pautas de grande apelo social e o envio da PL de Lula sobre fim da escala 6×1 influenciaram a decisão de pautar o tema.

Pontos de Tensão

Apesar do apoio inicial para que a PEC pelo fim da 6×1 “ande”, a proposta enfrenta resistência de setores empresariais e de parlamentares de centro e direita.

A direita e a elite empresarial argumentam que a mudança pode elevar os custos trabalhistas e causar inflação, especialmente nos setores de serviços e comércio.

Há também debates sobre se a redução para 36 horas deveria ser imediata ou gradual, e se haveria flexibilidade para diferentes categorias profissionais.

    Próximos Passos

    Se aprovada na CCJ hoje, a PEC não vira lei imediatamente. Ela seguirá para uma Comissão Especial, em que o mérito será discutido a fundo e o texto poderá sofrer alterações (substitutivos). Somente após essa fase é que a proposta irá ao Plenário da Câmara, onde precisará de 308 votos em dois turnos antes de seguir para o Senado.

    A sessão na CCJ promete ser marcada por intensos debates entre a base governista, que abraçou a causa, e a oposição, que tenta mediar os interesses do setor econômico.

    O que propõem as PECs que põem fim à escala 6×1

    As PECs buscam alterar a Constituição Federal, que hoje estabelece jornada máxima de 44 horas semanais. Por isso, são consideradas mudanças mais estruturais e difíceis de reverter.

    A PEC 221/19 propõe reduzir a jornada para 36 horas semanais, mantendo 8 horas diárias, sem definir uma escala específica. A organização da jornada ficaria a cargo de negociação coletiva. O texto prevê um período de transição longo, de até 10 anos.

    Já a PEC 8/25 também fixa a jornada em 36 horas semanais, mas determina a adoção da escala 4×3 (quatro dias de trabalho e três de descanso). Nesse caso, a implementação seria mais rápida, em até 360 dias após a promulgação.

    PL do Governo Lula é jogada para escanteio

    Embora o Palácio do Planalto tenha encaminhado um Projeto de Lei sobre o tema na última terça-feira (14), Hugo Motta afirmou que a Câmara não pretende, no momento, designar um relator para o texto de Lula.

    “O projeto [do Planalto] chegou ontem, mas vamos seguir o cronograma da PEC”, declarou Motta.

    Segundo o parlamentar, a decisão visa garantir que a entrega da redução da jornada ao país ocorra de forma “responsável” e “sem atropelo”, aguardando a saída do texto da CCJ para a criação de uma comissão especial.

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    Disputa Política

    A preferência pela PEC em detrimento do PL envolve fatores técnicos e políticos estratégicos:

    Por alterarem a Constituição, as PECs promovem mudanças estruturais mais difíceis de serem revertidas no futuro do que um Projeto de Lei comum.

    Ao manter o foco nas propostas dos deputados, Motta sinaliza independência frente às iniciativas do Poder Executivo.

    Diferente dos Projetos de Lei, as PECs, se aprovadas pela Câmara e pelo Senado (em dois turnos com quórum qualificado), são promulgadas diretamente pelo Congresso Nacional, não dependendo de sanção presidencial.

    A aprovação da medida é vista como uma oportunidade para Hugo Motta construir um “legado” à frente da presidência da Câmara, aproveitando a forte mobilização social em torno do tema.

    Apesar da nova proposta do governo, lideranças da Câmara indicam que ainda não há convergência entre os textos. Qualquer ajuste futuro dependerá de negociações entre os líderes partidários e o relator que vier a ser designado para a comissão especial.

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    Defensora do fim da escala 6×1, Ana Paula vence BBB

    Nesta terça, a TV Globo exibiu a última edição do BBB 2026, coroando, enfim, Ana Paula Renault como a vencedora tão esperada do programa. Durante os dias de confinamento, a mineira defendeu uma série de pautas do campo progressista como o fim da escala 6×1, as cotas raciais como reparação histórica e o programa do governo Lula Minha Casa Minha Vida levando o debate para dentro do reality. Leia em TVT News.

    Mesmo evitando abordar candidatos ou partidos por causa das regras do programa, Ana Paula conseguiu mobilizar a disucssão política com temas importantes em conversas com aliados e adversários. Nas suas redes sociais, antes de entrar na casa, a mineira se manifestava com frequência políticamente, expressando ser contrária ao governo Bolsonaro e alinhada a pautas de esquerda.

    Um evento em específico ganhou repercussão na internet. Em 2023, Ana Paula gravou um vídeo discutindo com o deputado federal Nikolas Ferreira, que sentava ao seu lado durante voo comercial. Nikolas, naquele mês, havia discursado de peruca no dia internacional da mulher alegando “lugar de fala”. Ana Paula chegou até mesmo a compartilhar um baixo-assinado online pedindo sua cassação por transfobia e falta de decoro parlamentar.

    Ontem, em Belo Horizonte, durante a transmissão da TV Globo, vimos que fãs carregavam cartazes com seu nome, mas também havia bandeira vermelha com o nome de Lula.

    Os primeiros adversários de Ana Paula no jogo foram pessoas que a perseguiram dentro da casa por conta do seu posicionamento político, como Matheus e Brigido. Matheus, que teve fala racista sobre Tia Milena ter patroa dentro do programa, manifestou seu incômodo sobre a veterana e suas pautas políticas em vários momentos do programa. Em um deles, chegou a reclamar sobre a defesa da escala 5×2.

    “E aí isso que me irritou muito (…). Teve um momento que eu tava conversando com ela e eu tava falando sobred a Milena, que eu tenho boa parte da minha família de empregada doméstica, e em vez dela estar normal na conversa ela ficava falando de política: ‘por isso que sou a favor da 5×2, por isso que tem que acabar a 6×1′, disse Matheus em conversa com a veterana Sol Veiga.

    Matheus achou ruim porque Ana Paula defendeu o fim da escala 6X1.
    Ele é bancário e certamente trabalha 5X2 e 30h semanais. É muito egoísmo e falta de consciência de classe. #bbb26 pic.twitter.com/basvZCYawJ

    — Rick Azevedo (@rickazzevedo) January 22, 2026

    Veja momentos em que Ana Paula defendeu fim da escala 6×1

    A primeira vez que o tema da escala 6×1 no programa foi ainda em janeiro, em uma conversa na beira da piscina com Cowboy, Babu e Tia Milena. Babu estava conversando sobre a abolição da escravidão que ajudou o movimento republicano ganhar força e proclamar a República, já que a monarquia havia perdido credibilidade entre a elite escravocrata. Ana Paula pegou o gancho para falar sobre outras reformas na história do Brasil que a elite empresarial disse que quebraria a economia do país, como o direito à férias, décimo terceiro e agora o fim da jornada 6×1.

    Ana Paula e Babu demonstrando conhecimento histórico e consciência de classe:

    "Eles diziam que o fim da escravidão iria quebrar o país, assim como falavam que o 13º salário iria quebrar o país, que as férias iriam quebrar o país e que, agora, o fim da escala 6×1 vai quebrar o… pic.twitter.com/aKu8qRN4DT

    — Pragmatismo Politico (@Pragmatismo_) January 30, 2026

    Em outro momento marcante, Ana Paula e Tia Milena compartilhavam um dos castigos do monstro mais difíceis dessa edição. O desafio era ficar em pé apertando um botão que mantinha uma luz acesa. A luz, no entanto, deveria ficar o tempo todo acesa até que a produção anunciasse o fim do desafio. As duas deveriam revezar durante o castigo, mas ele durou mais de 12 horas.

    A situação despertou um debate sobre direitos trabalhistas e jornadas abusivas de trabalho. Milena, que trabalha como recreadora infantil e emprega doméstica, disse que o governo poderia dar dois dias para descanso. Então Ana Paula a lembrou que tem um projeto para ser votado, que é a PEC do fim da Escala 6X1 que, inclusive, será votada nesta quarta (22) na Câmara.

    Tem um projeto sobre isso, da escala“, disse Ana Paula

    Você acha que esses vagabundos vão votar, vão nada. Eles gostam de ter funcionário 24 horas lambendo o rabo deles“, disse Milena

    Por isso que a gente tem que fazer passeata, ir para as ruas e pressionar. Tia Milena, antigamente não tinha férias, não tinha décimo terceiro e toda vez que iam sancionar algum direito para os trabalhadores falava que o Brasil ia quebrar“, disse Ana Paula

    Ana Paula defendeu o fim da escala 6×1 pela 4ª vez no BBB. Milena, que votou Bolsonaro em 22, concordou.

    No Datafolha, 53% dos eleitores de Bolsonaro querem o fim da escala 6×1.

    A agenda trabalhista é uma das principais formas de levar o povo para a esquerda! pic.twitter.com/LXEXBf663o

    — Análise Política (@analise2025) March 28, 2026

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    Câmara debate fim da escala 6×1

     A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados realiza hoje às 14h uma audiência para debater a PEC (Proposta de emenda à Constituição) pelo fim da escala 6×1, que tramita no congresso desde 2025. Esse modelo de jornada em que o trabalhador tem apenas um dia de folga vem sendo amplamente criticado e debatido. Leia em TVT News.

    Motta diz que fim da escala 6×1 será debatida por meio de PEC

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse nesta terça-feira (7) que o governo não vai mais encaminhar um projeto de lei com urgência para tratar do fim da escala de trabalho 6X1. Segundo ele, o debate ocorrerá por meio de uma proposta de Emenda à Constituição (PEC) que, atualmente, está em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

    “O governo não mais enviará, segundo o líder do governo [deputado José Guimarães], o projeto de lei com urgência, pactuando assim o entendimento já feito e determinado por essa presidência de que nos iremos analisar a matéria por Projeto de Emenda à Constituição”, disse Motta após reunião de líderes na residência oficial.

    Atualmente, a Constituição estabelece que a carga de trabalho será de até oito horas diárias e até 44 horas semanais. A CCJ analisa os textos das PECs apresentadas pela deputada Érika Hilton (PSOL-SP) e pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). A expectativa é que o colegiado análise a admissibilidade da matéria na próxima semana.

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    Mudança terá impacto imediato na qualidade de vida dos trabalhadores. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

    O primeiro acaba com a escala 6×1, de seis dias de trabalho e um de descanso e limita a duração do trabalho normal a 36 horas semanais. O texto ainda faculta a compensação de horas e a redução de jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. Pela proposta, a nova jornada entra em vigor 360 dias após a data da sua publicação.

    O segundo projeto também reduz a jornada de trabalho para 36 horas semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, nos mesmos termos da proposta anterior. A matéria, entretanto, prevê que a nova jornada entre em vigor 10 anos após a data de sua publicação.

    Acompanhe o debate sobre o fim da escala 6×1 na CCJ da Câmara

    Desde a semana passada, havia uma expectativa de envio de projeto de lei elaborado pelo governo Lula sobre o tema que, caso fosse enviado, teria que ser votado com urgência, mas esse texto não foi ainda recebido. O que se discute agora é a PEC que já estava em debate sobre a jornada.

    A comissão da Câmara realizará o debate com representantes de confederações do setor produtivo da indústria, agronegócio, comércio e transportes, já que no mês passado foram escutados representantes de sindicatos e o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, que é favorável ao fim da escala 6×1.

    “Jornadas longas contribuem para o desgaste físico e mental, causam mais acidentes e aumentam o absenteísmo. Nós precisamos de gente na rua, curtindo mais cultura, música e educação. Não precisamos dessa insanidade de trabalhar todos os sábados, domingos e feriados”, afirmou o Ministro em uma audiência pública em março.

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    Entenda o que a Câmara discutirá hoje

    A CCJ analisa duas principais propostas sobre o tema:

    1. Apresentada pela deputada do Erika Hilton (Psol-SP) e outros parlamentares, a primeira é a PEC 8/2025, que propõe uma jornada 4×3, isto é, 4 dias trabalhados e 3 dias de desncaso, com limite de 36 horas semanais.
    2. De autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), a PEC 221 também reduz de 44 para 36 horas a jornada semanal, mas ao longo de dez anos.

    Qual a diferença entre as duas propostas?

    A PEC 8 é a proposta que, de fato, pretende acabar com a escala 6×1 e implementar a 4×3. Já a PEC 221 aposta numa redução da jornada ao longo dos anos, sem extinguir com a escala de seis dias de trabalho.

    Em fevereiro de 2026, a proposta de Erika Hilton foi anexada à de Reginaldo Lopes, que é o texto base.

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    Brasília-DF – 18/03 /2026 Deputada Erika Hilton durante a primeira reunião da comissão de Defesa dos direitos da Mulher. Erika Hilton apresentou um dos projetos de emenda sobre a escala 6×1 que será discutido hoje. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil. da Esh Capital, Vladimir Timerman.

    Projeto com urgência constitucional sobre escala 6×1 ainda deve ser enviado pelo governo

    Ministros do governo Lula, como Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, havia indicado sobre o envio de PL com urgência.

    Além disso, já fazia semanas que outros ministros como Guilherme Boulos e Sidônio Palmeira orientavam que Lula enviasse o texto, que deve ser encaminhado nesta semana.

    Já tramitam na Casa outros projetos sobre o assunto, mas uma nova matéria com urgência constitucional transformaria o debate.

    Entenda o que mudaria com a PL

    Até então a discussão sobre a escala 6X1 se estendia lentamente na Câmara.

    Como de praxe, uma PEC exige a análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que é o que ocorrerá nesta terça, além de uma comissão especial antes de ser analisada em plenário.

    Por outro lado, caso Lula encamine o projeto de lei com urgência, parlamentares são obrigados a votarem o texto em até 45 dias.

    Esse novo caminho tomado pelo governo Lula também garante ao presidente o veredito final sobre a nova regra trabalhista, permitindo que o presidente vete ou não trechos aprovados pelos deputados.

    E se o prazo não for respeitado… Quais são as consequências?

    Caso a Câmara ou Senado não cumprirem o prazo fixado, a pauta de votações da Casa fica travada.

    Como seria o texto enviado pelo governo?

    Mesmo que o texto ainda não esteja fechado, a previsão é que o governo defenderá alguns pontos:

    • Dois dias de folga
    • Jornada máxima de 40 horas semanais
    • Jornada 5×2 sem redução salarial

    Leia também:

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    Confira as fotos do lado oculto da Lua e do pôr da Terra

    Na manhã desta terça-feira (7), a Nasa revelou novos registros da missão Artemis II, que completa hoje seu sexto dia de jornada lunar. O destaque da divulgação é a imagem do “pôr da Terra”, capturada pela perspectiva dos quatro astronautas ao atravessarem o lado oculto da Lua. Hoje também é o prazo final que Trump deu ao Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz, caso prazo não seja respeitado “uma civilização inteira morrerá nesta noite”. Leia em TVT News.

    O lado oculto da Lua: Trump ameaça tomar Irã nesta noite; internautas se encantam com fotografias da missão Artemis II

    Desde o começo da missão Artemis II, a Nasa vem divulgando fotografias de “turismo” do espaço que estão circulando pelas redes sociais. Como forma de propaganda da missão, as imagens servem para receber apoio do público. No site da agência, a viagem é transmitida ao vivo 24 horas seguidas. As atualizações sempre em tom de exaltação.

    Em suas redes sociais, Donald Trump, Nasa e a Casa Branca compartilharam como colaboradores a “primeira imagem” registrada do lado oculto da lua:

    A fotografia desse ângulo foi divulgada como a primeira já realizada em tom de exaltação e de conquista, mas não é bem assim como eles contam.

    Desde o programa Apollo, nas décadas de 1960 e 1970, exploradores robóticos já mapearam o lado oculto da Lua.

    Em 2023, a Índia enviou a sonda Chandrayaan-3 e capturou imagens detalhadas da mesma região. Por olhos humanos, a Nasa pode ter feito o primeiro registro do lado oculto da Lua, mas está longe de ser um feito verdadeiramente inédito.

    Foto do lado oculto da Lua feita em 2023 por uma câmera da sonda Chandrayaan-3, da Índia – Foto: Divulgação

    O lado oculto da Lua: “Uma civilização inteira morrerá nesta noite”, declarou Trump nesta segunda

    A tensão da guerra com o Irã atingiu o ápice nesta terça-feira (7), prazo final de um ultimato de 48 horas imposto pelos Estados Unidos para a reabertura do Estreito de Ormuz.

    Em uma postagem que gerou alarme internacional por seu caráter extremado, Trump afirmou em sua rede social que “uma civilização inteira morrerá nesta noite”, sinalizando um descarte das vias diplomáticas tradicionais em favor de uma retórica de aniquilação.

    O prazo de Trump vai até 21 horas deta terça.

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    Veja imagens da missão Artemis II

    A astronauta Christina Koch observa a Terra a partir da nave Orion na Missão Artemis II (imagem feita com um iPhone 17 Pro Max) – NASA/ Divulgação
    Uma imagem feita no quarto dia da missão Artemis 2 mostra a bacia Orientale na borda direita do disco lunar na Missão Artemis II – NASA/Divulgação
    Lado oculto da lua capturada da Orion enquanto a Terra submerge além do horizonte lunar – NASA/Divulgação

    Como as imagens são feitas

    Esta é a primeira vez que câmeras digitais são levadas tão longe. Junto aos 4 astronautas estão 32 câmeras e dispositivos, 15 instalados na nave e 17 operados manualmente.

    Conforme detalhado pela Nasa, a tripulação utiliza equipamentos fotográficos com cerca de uma década de mercado, a exemplo da Nikon D5, complementados por câmeras GoPro e smartphones. Para quem deseja conferir as especificações técnicas, o álbum da missão na plataforma Flickr detalha qual dispositivo foi o responsável por cada registro publicado.

    Entenda: Nikon D5 lançada em 2016 vai ao espaço, fotógrafo explica:

    Fase de regresso

    Agora, a Artemis II entra em fase de regresso. Depois de completar a volta em torno da Lua, a espaçonave Orion acionou os motores rumo à Terra e deixará a órbita lunar nesta terça (7). O feito consolida o retorno dos voos tripulados ao espaço profundo, algo que não ocorria desde o fim do programa Apollo, em 1972.

    Artemis II bate recorde de distância percorrida por seres humanos no espaço

    A missão Artemis II, da NASA, entrou para a história nesta segunda-feira (6) ao estabelecer um novo recorde de distância percorrida por seres humanos no espaço. A bordo da cápsula Orion, quatro astronautas ultrapassaram a marca registrada pela missão Apollo 13, de 1970, e se tornaram os humanos que mais se afastaram da Terra. Leia em TVT News.

    De acordo com dados divulgados pela agência espacial e confirmados por veículos internacionais, a tripulação atingiu cerca de 252 mil milhas (aproximadamente 406 mil quilômetros) de distância do planeta, superando o recorde anterior de 248 mil milhas. Esse marco foi alcançado durante o sobrevoo da face oculta da Lua, momento em que a nave também entrou em um período temporário de blackout de comunicações com a Terra.

    LEIA MAIS NO SITE:

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