Visualização de leitura

Trump confirma ataque dos Estados Unidos a ‘grande instalação’ na Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (29) que os EUA “atingiram” uma área na Venezuela onde barcos são carregados com drogas, o que marcaria a primeira vez conhecida em que os EUA realizaram uma operação em terra na Venezuela desde o início de uma campanha de pressão contra o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

“Houve uma grande explosão na área do cais onde eles carregam os barcos com drogas”, disse Trump. “Atingimos todos os barcos e agora atingimos a área… é a área de implementação.”

Não estava claro de imediato qual órgão do governo dos EUA agiu e qual foi o alvo atingido. Trump já havia dito anteriormente que havia autorizado a CIA a realizar operações secretas na Venezuela.

Em um programa de rádio na semana passada, Trump fez comentários vagos sobre uma aparente operação dos EUA contra uma “grande instalação” na Venezuela.

A CIA, a Casa Branca e o Pentágono não elaboraram publicamente sobre esses comentários de Trump, e se recusaram a responder perguntas feitas pela Reuters.

O governo venezuelano não comentou o incidente descrito por Trump, e não houve relatos independentes da Venezuela sobre o fato.

O governo dos EUA já havia apontado seu sucesso em atacar embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe, e o Pentágono publicou nas redes sociais imagens de vários de seus ataques.

Pressão sob Maduro

No mês passado, a Reuters informou que os EUA estavam prontos para lançar uma nova fase de operações relacionadas à Venezuela, à medida que o governo Trump aumenta a pressão sobre o governo de Maduro.

Na época, duas autoridades dos EUA disseram que as operações secretas provavelmente seriam a primeira parte da nova ação contra Maduro.

A missão dos EUA tem se concentrado principalmente em ataques militares contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas e tem provocado intensa supervisão do Congresso norte-americano. Mais de 100 pessoas foram mortas em mais de 20 ataques no Caribe e no leste do Pacífico.

No início deste mês, os líderes militares dos EUA informaram os parlamentares sobre um incidente ocorrido em setembro, no qual um ataque norte-americano matou 11 pessoas, mas deixou vários sobreviventes, que foram mortos em um segundo ataque.

  •  

CSN receberá R$ 1,13 bilhão do BNDES para modernizar usina em Volta Redonda

O BNDES aprovou um empréstimo de R$1,13 bilhão para a Companhia Siderúrgica Nacional, anunciou o banco de fomento nesta segunda-feira (29), citando que os recursos devem ser usados para modernização da usina da empresa em Volta Redonda (RJ).

Parte dos recursos já foi investida pela siderúrgica e parte será usada para compra de máquinas e equipamentos, afirmou o BNDES, citando que entre as várias linhas de financiamento do banco há uma que prevê recursos para investimentos já feitos, o que caracteriza a operação como uma espécie de reembolso.

O banco não informou detalhes como prazo e juros ao ser questionado sobre as condições do empréstimo à CSN.

O projeto da CSN, segundo o banco de fomento, começou a ser colocado em prática em 2023 para atender obrigações previstas em um termo de ajustamento de conduta (TAC) com o órgão ambiental do Rio de Janeiro, INEA.

O anúncio dos recursos ocorre em um momento em que a empresa vem sendo pressionada a reduzir seu endividamento. Em novembro, a agência de classificação de risco S&P colocou a recomendação de crédito da CSN em observação para possível corte, diante de uma redução da alavancagem que considerou mais lenta que o esperado.

Na semana passada, a CSN anunciou a venda de até 11,2% de participação na transportadora ferroviária MRS para a sua própria mineradora por R$ 3,35 bilhões.

Do total de recursos a ser entregue pelo BNDES à CSN, R$625,8 milhões correspondem a reembolsos de investimentos que a empresa afirmou que realizou, o que inclui instalações de sinterização de minério de ferro com novos precipitadores e filtros. Segundo o banco, essas iniciativas permitem reduzir emissões de poluentes e melhorar a qualidade do ar em Volta Redonda.

A usina da CSN em Volta Redonda, que tem origem nos anos de 1940 e, segundo a empresa, está a 141 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro, tem capacidade anual de produção de 5,8 milhões de toneladas de aço.

Segundo o banco de fomento, o financiamento aprovado para a empresa controlada por Benjamin Steinbruch “está alinhado à determinação do governo do presidente (Luiz Inácio) Lula (da Silva) de descarbonização da indústria brasileira, com a melhoria da qualidade do ar no entorno da fábrica, beneficiando diretamente a população de Volta Redonda. Além disso, o projeto inclui o reaproveitamento de matéria-prima e fortalece a cadeia produtiva nacional de equipamentos”, afirmou o diretor de desenvolvimento produtivo, inovação e comércio exterior do BNDES, José Luis Gordon, em comunicado à imprensa.

💾

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.
  •  

China usa novo combustível na corrida espacial: os IPOs

As empresas chinesas que desenvolvem foguetes comerciais reutilizáveis terão acesso a uma via rápida para ofertas públicas iniciais de ações no mercado que as isenta de algumas exigências financeiras, informou a Bolsa de Valores de Xangai nesta sexta-feira.

Pequim está tentando fechar uma lacuna em suas capacidades espaciais em comparação com os Estados Unidos, que praticamente dominaram a capacidade de retornar, recuperar e reutilizar o primeiro estágio de um foguete, ou booster, depois que ele é lançado.

A via rápida isenta as empresas chinesas de foguetes dos limites de lucratividade e receita mínima e, em vez disso, exige que elas tenham atingido marcos tecnológicos importantes, incluindo um lançamento orbital bem-sucedido usando tecnologia de foguete reutilizável.

SpaceX, de Musk, na mira chinesa

Atualmente, a norte-americana SpaceX, companhia aeroespacial do bilionário Elon Musk, detém quase o monopólio dessa tecnologia, e seu exclusivo foguete Falcon 9 é o único modelo reutilizável que é lançado regularmente e usado para colocar satélites em órbita.

No início deste mês, a principal empresa privada de foguetes da China, a LandSpace, tornou-se a primeira entidade nacional a realizar um teste completo de foguete reutilizável com o lançamento de seu novo modelo Zhuque-3, sinalizando ambição de alcançar a SpaceX.

Embora o lançamento não tenha conseguido concluir a etapa crucial de recuperação do propulsor do foguete, uma enxurrada de empresas estatais e privadas chinesas está agora correndo para testar o lançamento de seus próprios foguetes reutilizáveis.

Na órbita do capital

A LandSpace já disse que deseja demonstrar uma recuperação bem-sucedida do foguete em meados de 2026, quando o Zhuque-3 será lançado pela segunda vez. Mas ela disse que a natureza de capital intensivo do desenvolvimento de foguetes significa que precisará de acesso aos mercados de capital da China se quiser competir com a SpaceX.

As regras da bolsa de Xangai não determinam que as empresas de foguetes devem recuperar um foguete com sucesso, apenas que a tecnologia de foguetes reutilizáveis seja usada para colocar um satélite em órbita, algo que a LandSpace já conseguiu com o lançamento deste mês.

As empresas que realizarem missões nacionais ou participarem de grandes projetos espaciais liderados pelo Estado receberão apoio prioritário, de acordo com as novas diretrizes, que entrarão em vigor imediatamente, ressaltando o estreito alinhamento entre a atividade de lançamento comercial e as metas estratégicas mais amplas da China.

A China descreveu repetidamente o monopólio da SpaceX sobre os satélites de órbita baixa da Terra como um risco à segurança nacional e está promovendo ativamente suas próprias constelações de satélites, que espera que cheguem a dezenas de milhares nas próximas décadas.

  •  

Semantix fecha acordo com francesa Atos para compra de operações na América do Sul

A companhia brasileira de produtos de dados e inteligência artificial Semantix acertou acordo vinculante para comprar ativos sul-americanos do grupo francês de tecnologia Atos, por um valor não revelado, segundo comunicado à imprensa.

O acordo envolve 2.800 funcionários da Atos no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai e Peru. Quando concluído, o negócio “criará um dos maiores fornecedores de serviços e tecnologia de inteligência artificial e dados corporativos da América do Sul”, afirmaram as empresas.

Pelos termos, Nelson Campelo, atual presidente da Atos na América do Sul, vai assumir a presidência-executiva da Semantix e Leonardo Santos Poça D’água, fundador e atual presidente da companhia brasileira, será “executive chairman” do grupo.

“Vamos reforçar de imediato nossa presença em áreas estratégicas como agro, indústria, governo e automotivo”, afirmou Poça D’água no comunicado.

Combinação de negócios

A Semantix é listada na bolsa americana Nasdaq desde agosto de 2022. A companhia paulista chegou ao mercado dos EUA por meio de uma combinação de negócios com Alpha Capital, uma Spac (sociedade com propósito específico de aquisição). O modelo das Spacs, conhecidas como “empresas do cheque em branco”, consiste em buscar investidores e listar um veículo em fase pré-operacional, uma espécie de IPO ao contrário.

Depois os “sponsors”, os responsáveis pela operação da Spac, vão a mercado em busca de uma companhia privada. Ao encontrar o alvo, é feita a combinação de negócios. Desse modo, surge uma nova empresa já listada na bolsa. Foi o que ocorreu com a Semantix há três anos, quando se tornou um grupo com ações negociadas na Nasdaq.

  •  

BP vende 65% da participação na Castrol por US$6 bilhões

A petrolífera BP concordou em vender uma participação de 65% em seu negócio de lubrificantes Castrol para a empresa norte-americana de private equity Stonepeak, por cerca de US$6 bilhões.

A decisão é um passo significativo no plano de desinvestimento de US$20 bilhões da gigante do petróleo, com o objetivo de reduzir a dívida e aumentar os retornos.

O acordo, anunciado nesta quarta-feira, 24, avalia a Castrol em US$10,1 bilhões e marca a venda de ativos mais ambiciosa da companhia britânica até o momento, em seus esforços para simplificar as operações e reduzir os investimentos em energia renovável.

A BP manterá uma participação de 35% em uma nova joint venture com a Stonepeak, que poderá ser vendida após um período de bloqueio de dois anos.

As ações da BP chegaram a subir mais de 1% na quarta-feira, após o anúncio, antes de migrarem para o território negativo.

Embora o negócio avalie a Castrol em cerca de US$10 bilhões, o valor da empresa cai para cerca de US$8 bilhões após o ajuste para participações minoritárias e obrigações semelhantes a dívidas, disseram os analistas da RBC em uma nota nesta quarta-feira.

A venda, que inclui US$800 milhões para pagamentos acelerados de dividendos, ocorre depois que a BP colocou a centenária unidade de lubrificantes sob revisão no início deste ano, como parte de uma estratégia mais ampla para se concentrar em seu negócio principal de petróleo e gás.

A BP usará os recursos da venda para reduzir a dívida, disse a companhia. A petrolífera espera que o negócio seja concluído até o final de 2026.

  •  

Protótipo de ‘carro voador’ da Eve, da Embraer, realiza primeiro voo

O protótipo em escala real do chamado “carro voador” da fabricante de aeronaves elétricas Eve Air Mobility completou seu primeiro voo, informou a empresa nesta sexta-feira (19), marcando um passo importante em seu trabalho para obter a certificação da aeronave.

A Eve, controlada pela Embraer, está entre várias empresas que desenvolvem aeronaves movidas a bateria com capacidade de decolar e pousar verticalmente, destinadas a transportar passageiros em curtas viagens urbanas — um setor considerado fundamental para o crescimento futuro da fabricante brasileira de aviões.

A empresa já acumula quase 3.000 pedidos potenciais para sua aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL) antes mesmo do início da produção. A expectativa é obter a certificação, fazer as primeiras entregas e entrar em serviço em 2027, um ano depois do planejado inicialmente.

O voo inaugural ocorreu na unidade de testes da Embraer em Gavião Peixoto, marcando o início da fase de testes de voo da Eve, com “centenas de voos” planejados para o próximo ano a fim de apoiar a certificação. A empresa validou a arquitetura da aeronave, os controles fly-by-wire e o sistema de propulsão integrado, acrescentou a Eve.

“O protótipo se comportou exatamente como previsto pelos nossos modelos”, disse o diretor de tecnologia da Eve, Luiz Valentini. “Com estes dados, ampliaremos o envelope da aeronave e avançaremos para o voo de transição sustentado pelas asas de maneira disciplinada.”

A Eve pretende fabricar seis protótipos em conformidade para realizar toda a campanha de testes de voo.

O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) disse à Reuters no início deste ano que considera 2027 um prazo realista para a certificação, descrevendo a aeronave como a principal prioridade do órgão regulador.

A Eve estreou na Bolsa de Valores de Nova York em 2022 e, neste ano, levantou novos fundos do BNDES e da Embraer. Entre os outros investidores estão a United Airlines, BAE Systems, Nidec, Thales e Acciona.

💾

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.
  •  

Warner Bros rejeita oferta da Paramount

O conselho de administração da Warner Bros Discovery rejeitou nesta quarta-feira (17) a oferta hostil de US$ 108,4 bilhões da Paramount Skydance, alegando que ela não oferecia garantias financeiras adequadas. 

Em carta aos acionistas, divulgada em um documento regulatório, o conselho escreveu que a Paramount havia “enganado consistentemente” os acionistas da Warner Bros, afirmando que sua oferta em dinheiro de US$ 30 por ação era totalmente garantida, ou “respaldada”, pela família Ellison, liderada pelo bilionário e presidente-executivo da Oracle, Larry Ellison.

“Não é o caso, e nunca foi”, escreveu o conselho sobre a garantia da oferta da Paramount, observando que a oferta apresentava “inúmeros riscos significativos”.

O conselho da Warner Bros também disse que considerou a oferta da Paramount “inferior” ao acordo de fusão com a Netflix . A oferta de US$ 27,75 por ação da gigante do streaming pelos estúdios de cinema e televisão da Warner Bros, seu acervo e o serviço de streaming HBO Max é um acordo vinculativo que não requer financiamento de capital e tem compromissos de dívida robustos, escreveu a diretoria.

Na semana passada, a Paramount levou seu caso diretamente aos acionistas da Warner Bros, argumentando que havia conseguido um “financiamento sólido” para apoiar sua oferta, com US$ 41 bilhões em novas ações garantidas pela família Ellison e pela RedBird Capital, e US$ 54 bilhões em compromissos de dívida do Bank of America, Citi e Apollo.

O conselho da Warner Bros Discovery rebateu na quarta-feira que a oferta mais recente da Paramount inclui um compromisso de capital “para o qual não há nenhum tipo de compromisso da família Ellison”, mas sim o apoio de “um desconhecido e opaco” Lawrence J. Ellison Revocable Trust, cujos ativos e passivos não são divulgados publicamente e estão sujeitos a mudanças.

A Paramount apresentou um total de seis propostas para adquirir todo o estúdio Warner Bros, inclusive suas redes de televisão, incluindo a CNN e a TNT Sports.

  •  

Petrobras vê caminho para maior participação na Braskem após acordo entre Novonor e IG4

O acordo entre a Novonor e a empresa de investimentos IG4 para transferência da participação da antiga Odebrecht na petroquímica Braskem foi comemorado nesta segunda-feira (15) pela Petrobras. A estatal tem uma participação relevante na petroquímica embora reclame de representação reduzida no comando da companhia.

O acerto anunciado mais cedo é visto como um primeiro passo para que haja um novo acordo de acionistas que possa viabilizar maior presença e participação da estatal na gestão da maior petroquímica da América Latina, disseram três fontes próximas da Petrobras à Reuters.

Atualmente, a Petrobras detém 47% do capital votante da Braskem e 36,1% do capital total. No entanto, ocupa quatro cadeiras no conselho de administração de 11 membros da companhia. A Novonor ocupa sete, com uma fatia de 50,1% das ações ON.

“A proposta para o acordo prevê paridade da Petrobras na empresa ou seja, quatro diretorias e cinco cadeiras no conselho de um total de 11. Eles (IG4) ficam com o CEO (presidente-executivo) no primeiro mandato e a Petrobras com o chairman (presidente do conselho de administração)”, disse uma das fontes próxima da Petrobras.

“Aí é um novo papo e uma nova gestão para Braskem”, acrescentou a fonte. “Os 4% de ações (participação) que ficarão com a Novonor sairão da carteira da IG4.”

Segundo uma segunda fonte próxima da estatal, após o termo de compromisso assinado pelas partes sobre a paridade de participação no comando da Braskem, ainda vai levar “uns meses” para a definição do novo acordo de acionistas.

Pelo que foi anunciado mais cedo, a IG4 terá 60 dias de exclusividade para negociar os detalhes do acordo com a Novonor.

“A vantagem é que as conversas com a Petrobras já começaram há algum tempo e as coisas já estão mais ou menos direcionadas. Mas, hoje é uma ótima notícia depois de sete ou oito anos de idas e vindas”, acrescentou a segunda fonte.

Dentro da Petrobras, ainda não se fala em exercer o direito de preferência na operação de venda das ações da Novonor na Braskem para a IG4, mas há o sentimento de que a empresa de investimentos vai trabalhar em parceira com a estatal para melhorar os resultados da petroquímica. Isso permitirá uma futura revenda dessa participação a ser adquirida pela IG4, disseram as fontes.

A possibilidade de compra do controle da Braskem também não está sendo cogitada pela Petrobras.

“Não tem como comprar a Braskem; são muitas questões como lei da estatais, desinteresse da Petrobras e há também a perspectiva de que no futuro a IG4 vai vender sua participação para um outro parceiro”, disse uma das fontes próximas da estatal.

“O que a Petrobras busca é estar mais no dia a dia da empresa, na parte operacional da empresa, que é uma boa empresa e uma das maiores do mundo. Podemos levantar a empresa”, afirmou uma das fontes.

Uma terceira fonte próxima da Petrobras afirmou que a expectativa é que um acordo definitivo com a IG4 possa ser assinado em cerca de 30 dias “e mais uns 30 dias para o ‘closing’ da operação”.

“Quando eles (Novonor, bancos credores e IG4) assinarem o acordo definitivo, a Petrobras já deve estar com tudo pronto para dar o ‘ok’ e acelerar o processo”, disse a terceira fonte, citando uma eventual desistência do direito de preferência da estatal na venda da participação da Novonor na Braskem.

“A previsão é em março de 2026 a Braskem já estará sob nova gestão”, disse a terceira fonte. “Isso tem que ser comemorado; foi um passo importante que as empresas deram, soluciona oito anos de controvérsia e vira-se uma página importante e abre-se uma boa perspectiva”, acrescentou a segunda fonte.

Procurada, a Petrobras não pode comentar o assunto de imediato.

💾

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.
  •  

JBS fechará fábrica de carne bovina na Califórnia em meio à alta nos custos de gado

A JBS fechará permanentemente uma unidade nos arredores de Los Angeles que prepara carne bovina para venda nos supermercados dos Estados Unidos, informou a maior empresa de carnes do mundo nesta sexta-feira (12), à medida que a escassez de oferta de gado aumenta os custos para os frigoríficos.

A JBS fechará suas instalações da Swift Beef Company em Riverside, Califórnia, em 2 de fevereiro, eliminando 374 empregos, de acordo com um aviso do Departamento de Desenvolvimento de Emprego da Califórnia.

Os preços da carne bovina bateram recordes este ano depois que os fazendeiros reduziram o rebanho bovino dos EUA ao nível mais baixo em décadas devido a uma seca persistente que devastou as pastagens. A suspensão das importações de gado mexicano pelos EUA restringiu ainda mais os suprimentos, já que Washington está tentando impedir a entrada de um parasita.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que está trabalhando para reduzir os preços da carne bovina para os consumidores e acusou os frigoríficos de aumentar os preços por meio de manipulação.

A baixa oferta forçou os frigoríficos a pagar mais pelo gado para abater em hambúrgueres e bifes.

Os trabalhadores da unidade da JBS processam a carne bovina para venda nos supermercados, mas não abatem o gado. A unidade não está fechando devido à baixa oferta de gado, disse um porta-voz da empresa.

O frigorífico planejou o fechamento como “parte de uma iniciativa estratégica para otimizar seu negócio de valor agregado e de caixas prontas e simplificar as operações em toda a sua rede”, de acordo com um comunicado.

“A empresa continua focada em fornecer produtos de alta qualidade e serviços confiáveis, ao mesmo tempo em que fortalece sua presença operacional para atender às demandas do mercado em evolução”, disse o comunicado.

A JBS transferirá a produção para seus clientes para outras instalações, e os trabalhadores serão elegíveis para empregos em outras fábricas, disse o comunicado.

No mês passado, os executivos da JBS projetaram que suas margens de carne bovina nos EUA provavelmente se reduziriam no quarto trimestre em relação ao período anterior, devido à escassez de gado nos EUA.

O frigorífico rival Tyson Foods em janeiro fechará uma importante fábrica de abate de gado em Nebraska, com cerca de 3.200 funcionários.

💾

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.
  •  

Âmbar, dos irmãos Batista, compra usina termelétrica e avança no setor de energia

A Âmbar Energia, unidade de negócio do grupo J&F, assinou um contrato para comprar a usina termelétrica Norte Fluminense, em Macaé (RJ), junto à EDF, informou a companhia nesta sexta-feira (12) em comunicado.

O acordo para aquisição da térmica de 827 megawatts (MW) da empresa de origem francesa também inclui a compra pela Âmbar do projeto da Norte Fluminense 2, que prevê a construção de uma nova usina de aproximadamente 1.800 MW. As negociações do grupo com o grupo dos irmãos Batista com a EDF no início de outubro.

O valor da operação não foi informado e sua conclusão está sujeita à análise e aprovação dos órgãos reguladores competentes.

A termelétrica Norte Fluminense é movida a gás natural proveniente da Bacia de Campos, no modelo de ciclo combinado com três turbinas a gás e uma a vapor.

A usina está atualmente descontratada , sem contrato regulado de compra e venda de energia, o que abre oportunidade para que a Âmbar busque novo contrato para o ativo no leilão de reserva de capacidade previsto para março de 2026.

Portfólio de energia

Com a aquisição, a empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista ultrapassa 7 gigawatts (GW) de capacidade instalada em seu portfólio de energia, que inclui usinas hidrelétricas, solares, nucleares, a biomassa, a biogás, a gás natural, a óleo combustível e a carvão mineral.

Em nota, o presidente da Âmbar, Marcelo Zanatta, afirmou que a incorporação do ativo fortalece a presença da companhia no Rio de Janeiro, em região próxima aos maiores centros de carga do país, e reforça a posição como “agente relevante para a segurança e a estabilidade do sistema elétrico nacional”.

No Estado, a Âmbar também possui a termelétrica Santa Cruz, na capital, com potência de 500 MW, e deverá se tornar sócia minoritária das usinas Angra 1 e Angra 2 e do projeto Angra 3, após ter assinado a compra de participação na Eletronuclear.

💾

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.
  •  

À espera de acordo, CEO da Petrobras avalia a possibilidade de assumir a operação da Braskem

Insatisfeita com o atual acordo de acionistas e o poder de decisão limitado na Braskem, a Petrobras considera ser “possível” até assumir a operação da petroquímica na qual é uma das sócias, disse a presidente da estatal, Magda Chambriard, nesta sexta-feira (5).

Em evento na sede da Firjan, a federação das indústrias do Rio de Janeiro, Magda disse que “esse é um assunto em discussão, que não está fechado, então qualquer coisa que eu diga a esse respeito não seria mais do que especulação.”

A executiva afirmou ainda que existem “sinergias” entre a atividade de uma petroquímica com a de uma petroleira, no caso, a própria Petrobras.

Ela disse esperar para este ano um novo acordo de acionistas na Braskem, junto ao sócio Novonor (ex-Odebrecht). Afirmou ainda que as discussões têm evoluído.

Paralelamente, sabe-se que a Novonor tem negociações avançadas para a venda de uma parte significativa de sua fatia na petroquímica para a IG4 Capital, com o objetivo de saldar suas dívidas bilionárias.

A Petrobras precisa avalizar a operação e aprovar o novo acordo de acionistas com eventuais novos sócios. Bancos credores esperam que o acordo entre Novonor e IG4 seja assinado na semana que vem. Magda disse que há evolução nas tratativas, mas que não pode dizer que está fechado. “Temos ainda algumas questões societárias a serem ajustadas”, concluiu.

  •  

Motiva faz acordo de fornecimento de energia solar com empresa do grupo Shell

A Motiva (ex-CCR) anunciou nesta sexta-feira (5) contrato de cinco anos para fornecimento anual de 2.115,6 MWh de energia solar pela Prime Energy, unidade do grupo Shell, em um acordo que envolve unidades da empresa de concessões nas rodovias Presidente Dutra, Rio-Santos e Castello Branco.

A energia será fornecida a 120 instalações da Motiva, incluindo praça de pedágio, sistemas de iluminação e câmeras de monitoramento, afirmou a companhia em comunicado.

A geração da eletricidade ficará a cargo de usinas localizadas nas áreas de concessão da CPFL Paulista e da Elektro, também no interior paulista. A Motiva afirma que espera obter “uma economia anual estimada de 26% na conta de energia” das 120 instalações.

A companhia se recusou a fornecer detalhes financeiros do acordo com a Prime Energy.

A Motiva afirma ter como objetivo ter 100% de seus ativos abastecidos com energia renovável. Em 2024, a companhia se tornou sócia de três usinas eólicas no Piauí e esses empreendimentos abastecem operações de trilhos da Motiva no Estado de São Paulo.

💾

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.
  •  

Petrobras planeja iniciar produção no bloco Sudoeste de Tartaruga Verde em dois anos

 A Petrobras poderá iniciar a produção no bloco Sudoeste de Tartaruga Verde em cerca de dois anos, afirmou nesta sexta-feira (5) a diretora de Exploração e Produção da estatal, Sylvia Anjos. A empresa fez uma descoberta no bloco, localizado na Bacia de Campos, em novembro. A descoberta foi “maravilhosa”, disse Anjos durante evento no Rio de Janeiro.

O prazo curto para o início da produção se mostra possível porque a Petrobras não planeja utilizar uma plataforma flutuante de produção para desenvolver o poço, mas sim conectá-lo a uma unidade offshore próxima à área por meio de uma longa tubulação submarina, explicou Anjos.

A Petrobras reduziu seus investimentos no plano de negócios para o período 2026-2030, em parte devido à queda nos preços do Brent. Essa medida levou a empresa a se concentrar na melhoria da eficiência dos poços existentes e a reavaliar alguns projetos.

Para reduzir os custos de desenvolvimento do bloco Sudoeste de Tartaruga Verde, a Petrobras poderia utilizar os dutos remanescentes da exploração da região do pré-sal, em vez de adquirir novos, afirmou Anjos.

Anjos previu que a Petrobras obteria uma “economia de custos incrível” se conseguisse aproveitar esses dutos.

Petróleo

No mês passado, a Petrobras anunciou que tinha realizado uma descoberta de petróleo “de excelente qualidade” em poço exploratório perfurado no bloco Sudoeste de Tartaruga Verde, no pós-sal da Bacia de Campos.

A perfuração do poço, localizado a 108 km da costa na cidade de Campos dos Goitacazes (RJ), em profundidade d’água de 734 metros, já foi concluída. O bloco Sudoeste de Tartaruga Verde foi 100% adquirido pela Petrobras em setembro de 2018, em rodada de Partilha de Produção.

  •  

Netflix apresenta maior oferta pela Warner e lidera disputa pela companhia

A Netflix apresentou a maior oferta entre os pretendentes à compra da Warner Bros Discovery, disse uma fonte à Reuters nesta quinta-feira, em um negócio que pode remodelar o setor de mídia.

A proposta de aquisição dos estúdios e da unidade de streaming da Warner Bros Discovery pela gigante do streaming deverá reduzir os custos para os usuários ao agrupar Netflix e HBO Max, informou a Reuters na terça-feira.

Netflix e Warner Bros Discovery não comentaram o assunto.

De acordo com o Wall Street Journal, a Warner Bros Discovery está buscando outra rodada de propostas de pretendentes até o final desta quinta-feira, depois que a Paramount Skydance acusou a Warner Bros Discovery de conduzir um processo de venda injusto que favorece a Netflix em detrimento de outros concorrentes.

A Warner Bros Discovery teria recebido ofertas mais vantajosas de possíveis concorrentes – Paramount, Comcast e Netflix – no início desta semana, depois de pedir que melhorassem as propostas iniciais apresentadas no final de novembro.

Em carta enviada ao presidente-executivo da Warner Bros Discovery, David Zaslav, a equipe jurídica da Paramount levantou preocupações sobre a “justiça e adequação” do processo, citando relatos da mídia que indicam que a administração da Warner Bros Discovery favorece a proposta da Netflix, publicou a CNBC.

A Paramount Skydance, liderada por David Ellison, solicitou confirmação sobre se a Warner Bros Discovery formou um comitê especial independente de membros imparciais do conselho para avaliar as ofertas e supervisionar o processo de venda, segundo a CNBC.

Paramount e Comcast não responderam imediatamente a pedidos de comentários da Reuters.

A oferta da Paramount envolve a compra de todo o grupo.

Em outubro, o conselho da WBD recusou uma oferta de cerca de US$60 bilhões da Paramount e, em seguida, lançou um processo formal de venda.

  •  

Congresso aprova LDO de 2026 com meta de superávit de 0,25% do PIB e exceção para resultado de estatais

O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026 mantendo a meta proposta pela equipe econômica de superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) para o governo central e com uma liberação acelerada de emendas parlamentares em ano eleitoral.

O texto, que segue para sanção presidencial, permite ao governo perseguir o piso da margem de tolerância do alvo fiscal e ainda cria uma exceção de R$10 bilhões à meta fiscal das empresas estatais, em meio à crise financeira dos Correios.

Incluído no texto pouco antes do início da discussão na sessão do Congresso pelo relator, deputado Gervásio Maia (PSB-PB), o adendo determina que não serão consideradas na meta despesas de empresas “que possuam plano de reequilíbrio econômico-financeiro aprovado e vigente”, respeitando esse limite de valor.

Maia ainda apresentou outro adendo para excluir a possibilidade de compensações entre os resultados fiscais do governo central e das estatais. O procedimento foi feito neste ano diante do prejuízo dos Correios, o que obrigou o governo a fazer um contingenciamento das despesas dos ministérios.

Em entrevista a jornalistas, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a exclusão de R$10 bilhões da meta das estatais na LDO foi uma ação preventiva para permitir que o governo eventualmente faça o aporte nos Correios caso essa seja a decisão.

A meta para as estatais em 2026, que foi estipulada em déficit de R$6,8 bilhões, já tinha exceções para despesas da Petrobras e da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar), além de R$5 bilhões para o Novo PAC. Os R$10 bilhões serão adicionais às exclusões já previstas.

O governo central terá uma meta de superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. Esse objetivo é separado do alvo a ser perseguido pelas estatais, mas o resultado do governo central pode ser afetado em casos de aportes ou compensações feitos pelo Tesouro Nacional às empresas públicas.

Piso da meta

O arcabouço fiscal estabelece que a meta tem uma margem de tolerância de 0,25% do PIB para mais ou para menos e é considerada cumprida se fechar o ano dentro dessa banda. O texto da LDO define expressamente que o governo poderá considerar o limite inferior da tolerância ao fazer suas avaliações fiscais periódicas e contenções de verbas de ministérios.

O projeto aprovado prevê um déficit primário de R$16,9 bilhões no próximo ano. No entanto, R$55,1 bilhões em desembolsos com precatórios não serão computados na meta de superávit de R$34,3 bilhões após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, o governo fecharia 2026 com um superávit de R$38,2 bilhões, com uma “sobra” de R$3,9 bilhões em relação ao centro do alvo.

O texto ainda estabelece que 65% do total das emendas parlamentares de execução obrigatória sejam pagas até a conclusão do primeiro semestre de 2026, ano eleitoral.

A LDO traz as bases para elaboração do Orçamento propriamente dito, incluindo a meta fiscal e previsões de receitas e despesas. A aprovação do texto é condição para que seja votada a Lei Orçamentária Anual (LOA).

  •  

Os planos da Petrobras para reiniciar a produção de fertilizantes no Nordeste

A Petrobras está se preparando para reiniciar a produção de fertilizantes nas fábricas do Nordeste, o que deve acontecer até janeiro, afirmou nesta quinta-feira (4) o diretor-executivo de processos industriais e produtos da estatal, William França.

Em outubro, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, havia dito que a companhia reiniciaria a operação no início de 2026, mas não deu um prazo mais específico.

A Petrobras voltou a investir em fertilizantes após uma demanda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca deixar o setor agrícola menos dependente de importações do insumo.

A Fafen Sergipe tem capacidade instalada para 1,8 mil toneladas de ureia por dia, enquanto a Fafen Bahia pode produzir 1,3 mil toneladas/dia.

As Fafens chegaram a ser arrendadas pela Unigel, mas voltaram ao controle da Petrobras neste ano, após ficarem hibernadas desde 2023 por dificuldades financeiras.

Uma outra unidade parada desde o governo anterior, a Ansa, no Paraná, deve ter a partida iniciada em março de 2026, de acordo com o executivo. A fábrica paranaense tem capacidade de 1,9 mil toneladas diárias.

O plano inicial da Petrobras é atender em 2026 cerca de 20% do mercado brasileiro de fertilizante nitrogenado, produto que o Brasil importa em grande escala.

Mas, segundo o diretor, os planos da companhia vão além.

Até o fim da década, o país deve produzir cerca de 40% da demanda interna de ureia, hoje quase totalmente importada.

A Petrobras também prevê iniciar em 2029 a produção de fertilizantes em Três Lagoas (MS), fábrica cuja construção foi paralisada por anos, ampliando a capacidade nacional e reduzindo importações.

“O Brasil consome cerca de 8 milhões de toneladas de ureia por ano. Vamos chegar a menos de 4 milhões de toneladas importadas com Três Lagoas operando, com as Fafens e Ansa. Vamos atender 40% ou mais do mercado”, disse França.

  •  

Petrobras deve reiniciar produção de fertilizantes nas fábricas do Nordeste em janeiro

A Petrobras está se preparando para reiniciar a produção de fertilizantes nas fábricas do Nordeste, o que deve acontecer até janeiro, afirmou nesta quinta-feira (4) o diretor-executivo de Processos Industriais e Produtos da estatal, William França, à Reuters.

Em outubro, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, havia dito que a companhia reiniciaria a operação no início de 2026, mas não deu um prazo mais específico.

A Petrobras voltou a investir em fertilizantes após uma demanda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que busca deixar o setor agrícola menos dependente de importações do insumo.

A Fafen Sergipe tem capacidade instalada para 1,8 mil toneladas de ureia por dia, enquanto a Fafen Bahia pode produzir 1,3 mil toneladas/dia.

As Fafens chegaram a ser arrendadas pela Unigel, mas voltaram ao controle da Petrobras neste ano, após ficarem hibernadas desde 2023 por dificuldades financeiras.

Uma outra unidade parada desde o governo anterior, a Ansa, no Paraná, deve ter a partida iniciada em março de 2026, de acordo com o executivo. A fábrica paranaense tem capacidade de 1,9 mil toneladas diárias.

O plano inicial da Petrobras é atender em 2026 cerca de 20% do mercado brasileiro de fertilizante nitrogenado, produto que o Brasil importa em grande escala.

Mas, segundo o diretor, os planos da companhia vão além.

Até o fim da década, o país deve produzir cerca de 40% da demanda interna de ureia, hoje quase totalmente importada.

Em 2029

A Petrobras também prevê iniciar em 2029 a produção de fertilizantes em Três Lagoas (MS), fábrica cuja construção foi paralisada por anos, ampliando a capacidade nacional e reduzindo importações.

“O Brasil consome cerca de 8 milhões de toneladas de ureia por ano. Vamos chegar a menos de 4 milhões de toneladas importadas com Três Lagoas operando, com as Fafens e Ansa. Vamos atender 40% ou mais do mercado”, disse França.

  •  

Axia (ex-Eletrobras) planeja fornecimento de energia para data center de IA no Rio de Janeiro

A Axia Energia está explorando opções para garantir o fornecimento de energia para um projeto de data center de US$ 50 bilhões que pretende colocar o Rio de Janeiro na vanguarda da inteligência artificial na América Latina.

A Axia, antiga Eletrobras, realizará estudos de engenharia e de custos para uma subestação elétrica que abastecerá o data center Rio AI City, afirmou Virginia Fernandes Feitosa, chefe de relações com clientes da empresa, em entrevista.

Os estudos determinarão quais melhorias são necessárias para garantir energia suficiente para o projeto que está sendo desenvolvido pela Elea Data Centers, uma empresa apoiada pelo Goldman Sachs.

“Estamos aproveitando toda a nossa infraestrutura interna para sermos um catalisador” e “tirar isso do papel”, disse Feitosa.

Brasil é destaque na América Latina

O Brasil já possui o maior número de data centers da América Latina. A decisão desta semana da ByteDance, proprietária do TikTok, de investir mais de R$ 200 bilhões em um projeto na região nordeste destaca como o país está se consolidando como um polo de inteligência artificial e computação em nuvem, impulsionada por suas vastas reservas de energia renovável e uma rede elétrica interconectada.

A Rio AI City está localizada perto da infraestrutura existente dos Jogos Olímpicos de 2016, podendo aproveitar os cabos de fibra óptica de alta velocidade utilizados na transmissão do evento. A primeira fase do projeto prevê 1,5 gigawatts e um custo aproximado de US$ 50 bilhões. A Elea espera que, eventualmente, a capacidade chegue a 3,2 gigawatts, o equivalente ao consumo atual de energia de toda a cidade.

  •  

TikTok lança projeto de R$ 200 bilhões no Ceará – maior investimento da ByteDance fora da China

O TikTok, da chinesa ByteDance, vai investir mais de R$ 200 bilhões para construir um data center no Ceará – um valor quatro vezes maior que os R$ 50 bilhões mencionados nas negociações iniciais, reveladas pela Reuters em abril. 

O projeto, que marcará a primeira megaestrutura da empresa na América Latina, será instalado no complexo portuário do Pecém, em parceria com a Omnia, empresa de data centers controlada pela Patria Investimentos, e pela geradora renovável Casa dos Ventos.

Embora o número de R$ 200 bilhões chame atenção, o valor está alinhado ao padrão das big techs no mundo. Meta, Google, Amazon e Microsoft hoje investem de US$ 30 bilhões a US$ 50 bilhões por ano em infraestrutura para IA e data centers.

De acordo com Monica Guise, diretora de Políticas Públicas do TikTok no Brasil, o data center do TikTok começará com 300 megawatts de capacidade elétrica — na prática, isso significa operar uma estrutura de dados que consome o equivalente ao de uma cidade média de 350 mil a 400 mil habitantes.

É o tipo de escala vista apenas em data centers que Meta, Google e Amazon instalaram nos últimos anos para sustentar modelos de recomendação e inteligência artificial. “É um investimento histórico e um passo fundamental para a empresa no Brasil”, disse Monica, durante evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Ceará.

O Brasil, nesse contexto, virou peça estratégica para a ByteDance. O país tem energia renovável em abundância, uma malha de cabos submarinos que conecta Fortaleza aos principais hubs internacionais e um mercado gigantesco para a plataforma. Some a isso a medida provisória assinada em setembro por Lula, que reduziu impostos e facilitou a importação de equipamentos para data centers. A equação fecha.

Autoridades afirmaram ainda que o desenvolvimento no Pecém já possui autorizações essenciais, incluindo a licença que permite exportação de dados — tema sensível em meio às discussões regulatórias globais sobre plataformas digitais.

Energia eólica

A operação do novo data center será 100% abastecida por energia eólica, mas não por contratos tradicionais: os parques serão erguidos exclusivamente para a dona do TikTok pela Casa dos Ventos. 

“O nosso data center vai usar energia 100% limpa, de parques que estão sendo construídos agora especialmente para este projeto”, disse Guise.

Esse modelo customizado aumenta o capex, mas garante estabilidade elétrica, custo previsível e menor pegada de carbono — item valioso para gigantes globais de tecnologia.

💾

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.
  •  

Após problemas com jatos, Airbus corta meta de entregas de aviões comerciais

A Airbus reduziu em 4% meta de entregas de aviões comerciais em 2025, a cerca de 790 jatos, mas manteve previsões financeiras, o que fazia as ações da empresa subirem nesta quarta-feira (3).

A decisão foi tomada um dia depois do presidente-executivo da companhia, Guillaume Faury, confirmar entregas “fracas” em novembro devido a um problema de fuselagem e afirmar à Reuters que a Airbus decidirá sobre o impacto para o resto do ano “nas próximas horas e dias”.

As ações da Airbus avançavam 3,7% nesta quarta-feira, após caírem quase 7% nas duas últimas sessões.

A empresa havia projetado anteriormente cerca de 820 entregas para 2025, um aumento de 7% em relação ao ano passado.

Analistas afirmaram que a decisão de manter as metas financeiras ilustra a rentabilidade da principal fonte de receita da Airbus, o A320, que recentemente ultrapassou o Boeing 737 como o modelo mais popular do setor, além do apoio das divisões de produtos militares e de helicópteros.

O problema de fuselagem afeta a espessura de alguns painéis, mas não está sendo tratado como um falha de segurança imediata, pois as peças ainda podem suportar tensões superiores às máximas que podem encontrar.

No entanto, poucas companhias aéreas estão dispostas a assumir o risco de caros reparos para descartarem a possibilidade de despressurização caso a aeronave sofra danos adicionais quando em serviço, e a Airbus teve que frear as entregas para iniciar inspeções rápidas.

Ao todo, 628 aeronaves devem ser inspecionadas, incluindo 168 em serviço, e fontes da indústria disseram no início desta semana que a falha foi encontrada em várias dezenas de aeronaves em produção. A Airbus afirmou que apenas uma parte das aeronaves precisará de mais reparos.

A falha afeta principalmente a parte frontal da aeronave, ao redor da porta de passageiros, mas os engenheiros também encontraram algumas falhas na parte traseira da aeronave, de acordo com uma apresentação vista pela Reuters.

Até cinco semanas

O jornal Air Current informou que cada reparo, que envolve a remoção e substituição de painéis, leva de três a cinco semanas.

Ao mesmo tempo que desfruta de uma forte demanda e preenche espaço deixando aberto por crises consecutivas na Boeing , a Airbus tem enfrentado dificuldades para atingir metas industriais. A empresa primeiro enfrentou questões relacionadas a motores, depois com assentos e agora com sua principal cadeia de suprimentos de fabricação, que sofreu atrasos e problemas técnicos.

A analista Chloe Lemarie, da Jefferies, observou que os atrasos nos motores, que têm afetado os planos de entrega da Airbus há mais de um ano, não foram mencionados na declaração que cortou a meta de entregas.

A Boeing, por sua vez, está finalmente se recuperando de uma série de crises no jato 737 MAX e afirmou na terça-feira que espera fluxo de caixa positivo em 2026. A empresa está conquistando mais vendas este ano, mas ainda está atrás da rival europeia em número de entregas.

Fontes da indústria disseram à Reuters que a Airbus entregou 72 aeronaves em novembro, número inferior ao esperado. A empresa deve divulgar dados mensais na sexta-feira.

A Airbus afirmou que as metas financeiras para o ano permanecem inalteradas. A empresa projeta um lucro operacional ajustado em torno de 7 bilhões de euros e um fluxo de caixa livre em torno de 4,5 bilhões de euros.

Analistas afirmaram que a decisão de manter as metas financeiras, apesar das entregas menores, sugere que a empresa estava caminhando para superar as previsões para o ano todo.

Analistas do Citi estimaram que as entregas menores que o previsto afetarão o lucro em 400 milhões a 450 milhões de euros e o caixa em 600 milhões de euros.

  •  

Exxon avalia compra de participação da Lukoil em um dos maiores campos de petróleo do mundo

A Exxon Mobil entrou em contato com o Ministério do Petróleo do Iraque para expressar seu interesse em comprar a participação majoritária da empresa russa Lukoil no gigantesco campo petrolífero de West Qurna 2, disseram à Reuters cinco fontes oficiais iraquianas com conhecimento direto do assunto.

A Lukoil está tentando vender seus ativos internacionais após sanções impostas pelos EUA à empresa, e a medida da Exxon representaria uma grande expansão do retorno da gigante norte-americana ao Iraque, enquanto Moscou tenta se desfazer de importantes ativos energéticos.

A Exxon se recusou a comentar, enquanto a Lukoil não respondeu ao pedido de comentário da Reuters.

O Departamento do Tesouro dos EUA autorizou potenciais compradores a negociar com a Lukoil até 13 de dezembro, mas eles precisarão de aprovação para acordos específicos. A Reuters noticiou no mês passado que a Exxon se juntou à Chevron na análise de opções para adquirir partes do portfólio da Lukoil.

Campo petrolífero produz 9% do total do Iraque

O maior ativo estrangeiro da Lukoil é uma participação operacional de 75% no campo petrolífero de West Qurna 2, no Iraque, um dos maiores do mundo, com uma produção de cerca de 470.000 barris por dia. O campo responde por cerca de 0,5% da oferta mundial de petróleo e 9% da produção total do Iraque, o segundo maior produtor da OPEP, depois da Arábia Saudita.

A Lukoil declarou força maior no campo depois que o Iraque suspendeu os pagamentos em dinheiro e de petróleo bruto à empresa.

A Exxon foi operadora do projeto vizinho West Qurna 1 por muitos anos, antes de se retirar no ano passado, quando essa parte do campo produzia cerca de 550.000 barris por dia. Na época que antecedeu a saída da Exxon, o então presidente da estatal Basra Oil Company afirmou que a Exxon havia avaliado sua participação de 32,7% em West Qurna 1 em US$ 350 milhões. As duas partes do campo de West Qurna estão localizadas no sul do Iraque, perto da cidade de Basra.

Em outubro, a Exxon assinou um acordo não vinculativo com o Iraque para ajudar o país a desenvolver seu gigantesco campo petrolífero de Majnoon e expandir as exportações de petróleo, marcando o retorno da gigante petrolífera norte-americana ao país.

A decisão da Exxon de retornar ao Iraque ocorreu após uma série de acordos com outras companhias petrolíferas, incluindo a Chevron, BP e TotalEnergies, visto que o Iraque procura acelerar a produção de petróleo e gás, oferecendo condições mais favoráveis.

Iraque prefere Exxon para aquisição

A Exxon é a nossa opção preferida para substituir a Lukoil. A empresa tem a capacidade e a experiência necessárias para gerir um campo tão grande e complexo como o de West Qurna 2″, afirmou um autoridade de alto escalão do setor petrolífero iraquiano que supervisiona as operações de empresas estrangeiras no sul do país.

Um autoridade de alto escalão do Ministério do Petróleo corroborou a declaração.

O Ministério do Petróleo do Iraque afirmou na segunda-feira que convidou diversas empresas petrolíferas norte-americanas para iniciar negociações sobre a possível aquisição do campo de West Qurna 2.

O ministério afirmou que pretende transferir a operação do campo para uma das empresas por meio de um processo de licitação competitivo.

  •  

Alibaba começa a vender óculos com IA na China e se posiciona como rival da Meta na corrida dos “wearables”

O Alibaba lançou nesta quinta-feira (27) seus novos óculos de inteligência artificial Quark na China, sinalizando os esforços da empresa chinesa de tecnologia para entrar no mercado de wearables com IA, dominado pela Meta.

Os preços começarão em 1.899 iuanes para o headset, que será alimentado pelo modelo e aplicativo de IA Qwen da Alibaba. Ao contrário de outros headsets fabricados por empresas como a Meta, os óculos Quark têm a aparência de óculos comuns, com armação de plástico preto.

A Alibaba afirmou que os óculos seriam profundamente integrados aos seus aplicativos, incluindo o Alipay e seu site de compras Taobao, permitindo que os usuários os utilizassem para tarefas como tradução em tempo real e reconhecimento instantâneo de preços.

“Os pontos fortes da Alibaba são compras, pagamentos e navegação, então seus óculos com IA funcionam mais como um assistente pessoal”, disse Li Chengdong, analista da indústria eletrônica baseado em Pequim.

A empresa está investindo no mercado de IA para o consumidor, após ter ficado historicamente atrás da concorrência. No início deste mês, ela lançou uma grande atualização para seu chatbot de IA.

Li afirmou que a estratégia da Alibaba para óculos de IA inclui um foco na captura de tráfego futuro em meio à intensa competição no setor de comércio eletrônico da China.

“O Alibaba não detém o monopólio do comércio eletrônico”, afirmou. “A empresa espera que a IA possa ajudá-la a garantir a segurança do gateway de tráfego da próxima geração.”

Os novos óculos de IA da Quark estão disponíveis nas principais plataformas de comércio eletrônico chinesas, incluindo Tmall, JD.com e Douyin. Os números de vendas ainda não estão disponíveis, pois o produto foi lançado oficialmente apenas na quinta-feira.

A corrida para encontrar novas formas de dispositivos para entretenimento e computação, baseadas em IA, alimentou uma batalha entre as maiores empresas de tecnologia. A Meta, proprietária do Instagram, domina amplamente o setor de headsets de realidade virtual, com cerca de 80% do mercado. A Apple vende seu headset Vision Pro enquanto a Samsung Electronics lançou seu headset de realidade estendida Galaxy XR em outubro, que utiliza recursos de IA do Google, da Alphabet .

Outras empresas de tecnologia chinesas também lançaram óculos semelhantes com inteligência artificial. A Xiaomi lançou um produto em junho, enquanto a Baidu já possui um produto similar à venda.

  •  

Gestora Patria compra 51% da Solis e entra no mercado de Fidcs

A gestora de investimentos Patria anunciou nesta quarta-feira (26) a compra de 51% da Solis, casa especializada em Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (Fidc), em uma transação que não teve valor divulgado, mas que prevê a opção para compra do restante da participação na empresa pelo Pátria nos próximos três anos.

Com o negócio, o Patria Investimentos entra no mercado de Fidcs, que vem atravessando forte crescimento no país nos últimos anos, em meio a um ambiente de juros elevados da economia e um acúmulo de demanda por crédito do setor privado que tem sido dependente em grande parte da oferta dos bancos.

“Eles (Solis) têm uma base de ativos grande, são uma das líderes no segmento, então, sim, é uma quantia importante”, disse o sócio e diretor do Pátria, José Augusto Teixeira, sobre o valor do negócio, sem revelar detalhes financeiros do acordo.

O Patria atualmente administra várias classes de investimentos, que incluem private equity, infraestrutura, capital de risco, crédito e imóveis, e tem um diálogo consolidado com pequenas e médias empresas que demandam crédito. Com a aquisição da Solis, que tinha R$20 bilhões em ativos sob gestão em 2024 e mira R$29 bilhões este ano, o Patria passa a ter “mais oportunidades de geração de crédito dentro do ecossistema”, disse Teixeira.

Os atuais administradores e fundadores da Solis, Ricardo Binelli e Delano Macêdo, seguirão com independência na gestão do negócio. “A gente foi atraído pelo que eles construíram e pela maneira como eles fizeram, e queremos manter isso”, disse Teixeira.

Um dos interesses do Patria na Solis são os fundos multisacados — formados por diversos devedores e com múltiplos cedentes desses recebíveis — pois isso é uma forma de pulverizar o risco, afirmou Teixeira, citando uma demanda “engargalada” por crédito no Brasil de cerca de R$9 trilhões.

Mercado de Fidcs

Atualmente, o mercado de Fidcs no Brasil é de cerca de quase R$ 800 bilhões, um salto ante os R$200 bilhões de quatro anos atrás. Segundo Teixeira, o mercado brasileiro “fidicável”, que poderia gerar crédito por meio de Fidcs, é de mais de R$4 trilhões.

“Todo crédito é fidicável”, brincou Binelli na entrevista, mas citando exemplos concretos de Fidcs sendo montados para atender demanda de tomadores que incluem times de futebol, consórcios e mesmo para financiamento de painéis solares.

Além de fundos multisacados, Macêdo afirmou que a Solis tem focado também em consignado público e privado e “em algumas operações de cunho imobiliário”, que incluem loteamentos.

O Fidc mais antigo da Solis está perto de completar 14 anos e a gestora tem cerca de 30 mil cotistas em seus fundos.

Com o negócio, Teixeira comentou que o Patria vai “incorporar sua plataforma que é forte em captação local e internacional de recursos com outra plataforma que tem capacidade de originação de crédito em qualidade e em escala e que pode ser potencializada pelo nosso ecossistema”. Atualmente o Patria tem mais de US$50 bilhões sob gestão.

Macêdo afirmou que um dos objetivos após o negócio é avaliar todo esse ecossistema do Patria “para extrair valor para todo mundo… Já temos hoje um conjunto de projetos robusto”, afirmou.

  •  

Exposição ao bitcoin derruba ação do Méliuz

As ações do Méliuz recuavam mais de 4% nesta sexta-feira, flertando com mínimas em sete meses, tendo como pano de fundo mais um dia de queda expressiva do bitcoin.

No começo do ano, a companhia que antes era conhecida como uma empresa de cashback aprovou nova estratégia para a sua tesouraria focada em investimento no criptoativo.

No seu site, o Méliuz, que afirma ser a primeira “Bitcoin Treasury Company” do Brasil e da América Latina, informa ter uma posição de 604,69 bitcoins.

Por volta de 12h20, os papéis do Méliuz caíam 4,17%, a R$3,68, tendo chegado a R$3,64 no pior momento, enquanto o Small Caps, do qual fazem parte, perdia 1,15%.

O bitcoin recuava 3,9%, a US$83.798,73, também trabalhando em mínimas desde abril. No pior momento desta sexta-feira, chegou a US$80.555,48.

  •  

Startup de IA de Musk busca levantar US$ 15 bilhões e pode chegar a valor recorde de US$ 230 bilhões

A xAI, a empresa de inteligência artificial de Elon Musk, está em negociações avançadas para levantar US$ 15 bilhões em novo capital, em uma avaliação que pode chegar a US$ 230 bilhões, segundo pessoas familiarizadas com o assunto e reportagens do Wall Street Journal. A nova avaliação mais do que dobraria os US$ 113 bilhões divulgados em março, quando a xAI foi incorporada à plataforma de mídia social de Musk, o X.

Os termos da rodada foram apresentados a investidores pelo gestor de patrimônio de Musk, Jared Birchall, na noite de terça-feira (18). Ainda não está claro se o valor informado representa a avaliação pré ou pós-investimento. Birchall não respondeu a pedidos de comentário.

A CNBC havia informado anteriormente que a xAI buscava captar US$ 15 bilhões em uma rodada Série E, avaliando a empresa em US$ 200 bilhões — reportagem que Musk rebateu como “falsa” em um post no X.

Como várias startups de IA, a xAI vem queimando caixa rapidamente enquanto constrói infraestrutura para treinar modelos cada vez mais complexos. A empresa e seus concorrentes se preparam para um ciclo de investimentos que pode somar trilhões de dólares nos próximos anos. Em junho, a xAI levantou US$ 5 bilhões em ações e US$ 5 bilhões em dívida para desenvolver seu data center Colossus em Memphis, Tennessee — um projeto que também recebeu US$ 2 bilhões de investimento da SpaceX.

Concorrente do ChatGPT

A empresa, fundada em 2023 para competir diretamente com a OpenAI e sua rival Anthropic, busca acelerar o desenvolvimento do Grok, seu chatbot concorrente do ChatGPT. A expansão envolve investimentos pesados em infraestrutura física, inclusive propriedades em Memphis destinadas ao supercomputador Colossus.

Musk, que também é CEO da Tesla, já sinalizou publicamente apoio à ideia de a montadora investir na xAI. Em uma assembleia recente, os acionistas da Tesla aprovaram um investimento na startup, embora muitos tenham se abstido. A presidente do conselho, Robyn Denholm, chegou a questionar a lógica do aporte e disse que o conselho ainda não havia conduzido a devida diligência necessária.

A xAI também enfrenta turbulências internas: a empresa perdeu recentemente vários executivos seniores, incluindo a CEO do X, Linda Yaccarino, além dos diretores financeiros do X e da própria xAI.

  •  

Americanas se alia ao Magalu para reforçar presença no varejo online

A Americanas e a Magazine Luiza anunciaram nesta terça-feira (18) uma parceria estratégica em comércio eletrônico, que começa com a primeira vendendo produtos na plataforma digital da segunda, reforçando competição contra grupos como Mercado Livre e Shoppe.

Depois de iniciar uma parceria com a chinesa Aliexpress em meados do ano passado, o Magazine Luiza afirmou que a partir desta terça-feira vai disponibilizar produtos vendidos pela Americanas em seu marketplace e que deverá fazer o mesmo na plataforma da Americanas nas próximas semanas.

“A parceria combina um mix complementar e sinérgico de produtos”, afirmaram as empresas em comunicado à imprensa. Em meio a um processo de recuperação judicial, a Americanas mudou seu foco e passou a se dedicar a categorias de preços mais baixos, como bomboniere, alimentos, limpeza, higiene pessoal e utilidades domésticas.

Enquanto isso, o Magazine Luiza afirma “liderar o mercado em linha branca, áudio e vídeo, telefonia, móveis e portáteis”.

No momento, estarão disponíveis para venda na plataforma digital do Magazine Luiza produtos de 50 lojas físicas da Americanas, localizadas em 15 capitais brasileiras. Enquanto isso, o Magazine Luiza passará a oferecer produtos próprios no site da Americanas.

“O projeto terá início com um grupo piloto de lojas físicas, mas a expectativa é de rápida expansão”, afirmaram as empresas.

Segundo as companhias, até dezembro, o objetivo da parceria é integrar todas as lojas da Americanas com serviço de entrega a partir dos pontos de venda física.

A visão do e-commerce

O anúncio da parceria entre Americanas e Magazine Luiza está alinhado à nova estratégia da Americanas, que vem reduzindo sua exposição ao comércio eletrônico para focar na operação física. Em entrevista à InvestNews, a companhia explicou que a decisão de despriorizar o e-commerce já vinha sendo executada há meses.

No terceiro trimestre, o GMV da operação digital despencou 74,6% em relação ao mesmo período de 2024, para R$ 167 milhões — reflexo direto desse reposicionamento. Empossado em outubro como diretor-presidente, Fernando Soares afirma que, daqui para frente, o papel do digital será complementar as vendas das lojas físicas.

Segundo ele, a empresa reduziu significativamente o número de sellers no marketplace, abrindo espaço para que players como Amazon, Magalu e Mercado Livre liderem o ambiente online. “É uma escolha difícil, mas entendemos que é a decisão correta para a companhia. Não vemos mais o digital da forma como era antes”, diz.

Camille Faria, diretora financeira da Americanas, disse que a empresa havia encerrado o modelo 1P — no qual a Americanas vende produtos de estoque próprio —, mas ainda mantinha um 3P robusto, baseado em sellers independentes no marketplace. “Essa redução estava no desenho estratégico que agora está sendo implementado”, afirma.

💾

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.
  •  

Fundo Garantidor de Crédito estima pagar R$ 41 bilhões em garantias por liquidação do Master

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) estimou nesta terça-feira (18) em R$ 41 bilhões o valor das garantias a serem pagas aos credores do Banco Master, após o Banco Central decretar mais cedo a liquidação extrajudicial da instituição financeira, segundo comunicado divulgado pelo FGC, cujos recursos vêm das próprias instituições financeiras.

De acordo com o Fundo, a estimativa é de que o Master tenha em sua base 1,6 milhão de credores com depósitos e investimentos elegíveis ao pagamento da garantia. O FGC informou ainda ter, até setembro, patrimônio de R$ 160 bilhões, dos quais R$ 122 bilhões eram recursos líquidos em caixa para o exercício de sua atividade.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) atua como mecanismo de proteção para depositantes e investidores em certas modalidades — conta-corrente, poupança, CDB/RDB, LCI/LCA, letras de câmbio, entre outros — e é acionado após a liquidação ou intervenção para pagar os valores cobertos.

O fundo cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e por instituição emissora dos títulos, com um limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos. Isso significa que o critério de cobertura é o emissor do título — e não a corretora ou plataforma onde o investimento foi adquirido. Assim, se um cliente tiver aplicado R$ 300 mil em dois CDBs de um banco liquidado, cada um adquirido em corretoras distintas, o FGC cobrirá R$ 250 mil, e os R$ 50 mil excedentes ficarão descobertos.

O que diz o Banco Central

Em nota divulgada na tarde desta terça-feira (18), o BC informou que o Banco Master e demais instituições do grupo compõem um conglomerado prudencial bancário de crédito diversificado, de pequeno porte e sem relevância sistêmica, enquadrado no segmento S3 da regulação prudencial. O conglomerado detém 0,57% do ativo total e 0,55% das captações do Sistema Financeiro Nacional.

Segundo o Banco Central, a decretação do regime especial foi motivada pela grave crise de liquidez da instituição, pelo comprometimento significativo de sua situação econômico-financeira e por violações às normas do sistema financeiro.

O BC afirmou que a opção pelo Regime de Administração Especial Temporária (RAET) mostrou-se a mais adequada devido à possibilidade de preservar o funcionamento da controlada Will Financeira.

A autoridade monetária acrescentou que continuará a adotar todas as medidas cabíveis para apurar responsabilidades, podendo aplicar sanções administrativas e encaminhar informações às autoridades competentes.

Operação da Polícia Federal

Em paralelo, a Polícia Federal prendeu o controlador do Master, Daniel Vorcaro, no âmbito da operação Compliance Zero. A ação busca combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras.

Foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal.

As investigações começaram em 2024, após solicitação do Ministério Público Federal, para apurar a possível fabricação de carteiras de crédito insubsistentes. Esses títulos teriam sido vendidos a outra instituição financeira e, após fiscalização do BC, substituídos por ativos sem avaliação técnica adequada.

Entre os crimes investigados estão gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa, entre outros.

💾

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.
  •  

Jeff Bezos volta à cadeira de presidente ao assumir a startup Project Prometheus

Jeff Bezos assumirá o cargo de codiretor executivo de uma nova startup de inteligência artificial voltada para aplicações industriais e aeroespaciais, informou o New York Times na segunda-feira (17). A empresa, batizada de Project Prometheus, já arrecadou US$ 6,2 bilhões em financiamento — parte dele investida pelo próprio fundador da Amazon —, tornando-se uma das startups em estágio inicial mais bem capitalizadas do mundo, segundo três fontes ouvidas pelo jornal.

A iniciativa marca o retorno de Bezos a um cargo operacional formal desde que deixou a presidência-executiva da Amazon, em julho de 2021. Embora esteja profundamente envolvido com a Blue Origin, sua empresa espacial, Bezos detém ali apenas o título de fundador.

Com o Project Prometheus, o bilionário entra de vez em um mercado de inteligência artificial cada vez mais competitivo, dominado por gigantes como OpenAI, Meta, Google e Microsoft, enquanto dezenas de startups disputam espaço com produtos e modelos próprios.

O novo empreendimento será comandado por Bezos em parceria com Vik Bajaj, físico e químico que já trabalhou de perto com Sergey Brin no laboratório de inovação do Google, conhecido como X (antigo Google X).

Segundo o The New York Times, o jornal norte-americano, o Project Prometheus já contratou cerca de 100 pesquisadores vindos de empresas de IA, como OpenAI, DeepMind e Meta, em meio a uma acirrada disputa global por talentos.

A tecnologia em desenvolvimento da startup é direcionada a aplicações de IA para engenharia e produção em setores como informática, indústria automotiva e aeroespacial — áreas alinhadas ao interesse de longa data de Bezos em acelerar o acesso humano ao espaço. Ainda não está claro onde a startup está sediada nem quando exatamente foi fundada, já que a empresa manteve um perfil discreto até agora.

Vida de Bezos

Desde que deixou o comando da Amazon, Bezos tem dividido os holofotes entre seus negócios e sua vida pessoal — incluindo um casamento repleto de celebridades em Veneza neste ano. Ele também intensificou seu envolvimento com a Blue Origin e ampliou seus investimentos no setor de IA. Segundo a CNBC, todos os aportes feitos em 2024 pela família Bezos, por meio da gestora Bezos Expeditions, foram direcionados a empresas de inteligência artificial.

O lançamento do Project Prometheus ocorre em um momento de forte pressão por mão de obra especializada. Grandes empresas de tecnologia vêm oferecendo salários recordes e bônus milionários para atrair cientistas de IA — alguns chegando a valores de US$ 100 milhões. O mercado continua marcado por uma rotatividade intensa, com talentos migrando entre OpenAI, Meta, Google e startups emergentes.

Mesmo diante de uma competição bilionária, o Project Prometheus desponta como um novo peso pesado. Com US$ 6,2 bilhões já captados, a empresa tem margem para adquirir poder computacional escasso, atrair pesquisadores de elite e desenvolver conjuntos de dados proprietários difíceis e caros de produzir em ambientes industriais, segundo especialistas ouvidos pelo Times.

💾

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.
  •  

Mesmo com sobra de energia renovável, o carvão ainda resiste no Brasil

Uma das últimas usinas a carvão do Brasil voltou a operar nos últimos meses, após um poderoso grupo empresarial investir milhões para manter suas turbinas funcionando na cidade mineradora de Candiota, na porção sul do Rio Grande do Sul.

A Âmbar, dona da usina e controlada pelos irmãos bilionários Wesley e Joesley Batista, aposta que mesmo o Brasil, onde fontes renováveis e baratas produzem mais de 80% da energia elétrica, não deixará de queimar carvão tão cedo, apesar de o combustível ser um dos principais responsáveis pelo aquecimento global.

Como anfitrião da cúpula climática das Nações Unidas, a COP30, neste mês, o Brasil está incentivando os países a abandonarem os combustíveis fósseis. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou, durante a cúpula de líderes na cidade amazônica de Belém esta semana, que a guerra na Ucrânia tenha levado à reabertura de minas de carvão.

Ainda assim, Candiota e outras cinco usinas a carvão continuam produzindo 3% da eletricidade do Brasil, ilustrando como a pressão de grupos de interesse e a falta de um plano de transição podem manter o uso do carvão mesmo em um país com forte presença de energia renovável.

“O Brasil tem absolutamente o potencial, com todos os recursos solares, além das hidrelétricas e do vento, para descomissionar essas usinas a carvão”, disse Christine Shearer, que monitora o setor de carvão no think tank Global Energy Monitor.

“A força do lobby do carvão, especialmente nos Estados mineradores, é o motivo pelo qual essas usinas ainda existem.”

O contrato regulado da usina de Candiota para fornecer energia expirou no ano passado, levando ao fechamento de empresas locais e à saída de muitos moradores da cidade.

Mas a usina voltou a operar vendendo energia no mercado de curto prazo, ajudando a estabilizar o fornecimento elétrico durante os horários de ponta e quando a geração solar e eólica diminui.

O Congresso e o governo federal também ofereceram uma tábua de salvação às usinas a carvão. No mês passado, parlamentares aprovaram uma medida provisória com um dispositivo que garante contratos até 2040 para usinas movidas a carvão nacional, como a de Candiota. Lula ainda pode vetar a medida.

Carvão habilitado para leilão

O governo brasileiro também habilitou o carvão para participar de um leilão de capacidade programado para março de 2026, que tem por objetivo reforçar a segurança energética ao contratar usinas, principalmente termelétricas, que possam ser ativadas rapidamente quando as fontes eólica e solar não estiverem gerando.

O Ministério de Minas e Energia afirmou que a contratação dessas térmicas tornará o sistema elétrico mais confiável, permitindo a adição de mais oferta renovável na matriz.

A inclusão do carvão surpreendeu especialistas, que afirmam que as usinas a carvão não têm partida rápida e, portanto, não oferecem a flexibilidade necessária.

Críticos atribuem à falta de planejamento de longo prazo a permanência da queima de carvão, enquanto grandes quantidades de energia limpa acabam sendo desperdiçadas devido à demanda insuficiente e à ausência de linhas de transmissão.

Eles afirmam que isso torna o governo vulnerável à pressão de grupos ligados ao carvão e ao gás natural, apesar dos custos financeiros e ambientais mais elevados.

Os irmãos Batista compraram a usina de Candiota sem um novo contrato de longo prazo à vista porque “vislumbraram possibilidade de serem bem-sucedidos nos seus instrumentos de pressão”, disse Luiz Eduardo Barata, presidente da Frente Nacional dos Consumidores de Energia, uma entidade que critica o apoio ao carvão.

O grupo ambientalista Arayara, outro crítico da Âmbar, está tentando suspender na Justiça a licença ambiental da usina.

Em nota, a Âmbar afirmou que o carvão que abastece sua usina de Candiota é “seguro e amplamente disponível para o sistema elétrico, sendo ideal para garantir a segurança do abastecimento”.

A empresa negou depender de influência política para conseguir um novo contrato para a Candiota ou para outras usinas de seu portfólio. A Âmbar acusou os críticos de representarem os interesses de grandes consumidores de energia em detrimento dos menores, “independentemente das necessidades do sistema elétrico, do meio ambiente e da população brasileira”.

Carvão ainda move economias municipais

Os esforços da Âmbar para manter o carvão vivo colocam o Brasil em uma lista de países como Índia e África do Sul, onde grupos de interesse poderosos têm dificultado os esforços para eliminar o carvão do sistema energético global, um combustível ainda considerado essencial para economias locais em regiões como Candiota.

Fechar a usina permanentemente afetaria não apenas o empreendimento da Âmbar, mas também as minas locais que a abastecem e fábricas de cimento que reaproveitam as cinzas do carvão, resultando na perda de cerca de 10 mil empregos na região.

José Adolfo de Carvalho Junior, que administra uma das minas de carvão da cidade de Candiota, disse que o custo de encerrar a única indústria que oferece empregos de qualidade na região não vale a pena.

“Desligar isso aqui vai resolver o problema do CO2 no planeta? Não, é literalmente uma gota de água no oceano”, afirmou.

O futuro incerto da usina deixa os moradores apreensivos quanto à sua subsistência, disse Graça dos Santos, que foi demitida da planta após o fim do contrato com o governo.

O prazo para o fechamento da usina “precisa ser estendido para que aconteça uma transição energética justa”, disse ela. “Não é justo deixar uma população toda sem trabalho.”

Mas o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem um plano de transição para Candiota e não avançou significativamente nos planos para as demais usinas a carvão remanescentes.

Sem plano de transição

A região de Candiota também produz carne bovina, vinho e azeites, indústrias que poderiam absorver trabalhadores do carvão com algum investimento, segundo João Camargo, fundador de uma cooperativa de produtores de sementes.

“Eles não criaram nenhuma condição para a transição”, afirmou.

No sindicato local dos mineiros de carvão, o líder Hermelindo Ferreira aponta para mapas que mostram as regiões que perderiam atividade industrial – e os empregos associados – se a usina fosse fechada.

Ainda assim, ele admite que a confiança no futuro do carvão está diminuindo em Candiota. Alguns trabalhadores já se mudaram para cidades vizinhas em busca de melhores oportunidades.

Mesmo lutando para salvar empregos, Ferreira disse que está incentivando os colegas a aprender novas habilidades. Ele mesmo já obteve certificação para fazer manutenção em torres que medem a velocidade do vento, na esperança de que a indústria eólica invista na região.

“Não se coloca todos os ovos na mesma cesta”, disse ele.

(Reportagem de Leticia Fucuchima)

💾

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.
  •  

Pfizer vence Novo Nordisk na guerra de ofertas e leva Metsera por US$ 10 bilhões

A farmacêutica norte-americana Pfizer fechou um acordo de US$ 10 bilhões pela desenvolvedora de medicamentos para obesidade Metsera. Com isso, encerrou uma acirrada guerra de ofertas de biotecnologia entre a gigante farmacêutica sediada em Nova York e a rival dinamarquesa Novo Nordisk.

A Metsera aceitou uma oferta melhorada da Pfizer na noite de sexta-feira (7), citando riscos antitruste nos Estados Unidos na oferta da Novo Nordisk, que antes havia sido considerada superior. A gigante dinamarquesa dos medicamentos contra a obesidade disse no sábado que sairia da disputa.

A vitória na concorrência dá à Pfizer um caminho para o lucrativo mercado de medicamentos contra a obesidade, mesmo que os tratamentos da Metsera ainda estejam a anos de chegar ao mercado. Isso representa um golpe para a Novo, que tenta recuperar o terreno perdido contra a rival norte-americana Eli Lilly.

Esgrima de ofertas

A Pfizer parecia ter fechado o negócio em setembro, antes de a Novo entrar em cena na semana passada com uma oferta não solicitada, desencadeando uma luta por um ativo cobiçado no crescente mercado de perda de peso. A Pfizer está tentando se firmar no mercado de obesidade para superar tropeços internos anteriores no desenvolvimento de medicamentos para perda de peso.

A Pfizer concordou em pagar US$ 86,25 por ação em dinheiro, um prêmio de 3,69% em relação ao fechamento da Metsera na sexta-feira, disse a Metsera em um comunicado. A oferta inclui US$ 65,60 por ação em dinheiro e um direito de valor contingente que dá direito a pagamentos adicionais de até US$ 20,65 por ação em dinheiro.

No sábado (8), Novo Nordisk disse que não faria uma oferta maior.

“Seguindo um processo competitivo e após cuidadosa consideração, a Novo Nordisk não aumentará sua oferta para adquirir a Metsera”, disse a farmacêutica dinamarquesa em um comunicado.

A Novo acrescentou que está avançando em seu próprio pipeline de opções de tratamento para obesidade e que “continuará a avaliar oportunidades de desenvolvimento de negócios e aquisições… que promovam seus objetivos estratégicos.”

Medicamentos experimentais

A Metsera, em declaração na sexta-feira, disse que a proposta da Novo apresentava “riscos legais e regulatórios inaceitavelmente altos” em comparação com a proposta de fusão com a Pfizer, citando uma ligação da Comissão Federal de Comércio dos EUA para discutir os riscos de uma transação com a Novo.

O órgão regulador enviou uma carta no início desta semana à Novo e à Metsera, dizendo que o acordo proposto corria o risco de violar as leis antitruste dos EUA.

A Novo disse em seu comunicado que acreditava que a estrutura de sua oferta estava “em conformidade com as leis antitruste”.

Em uma declaração, a Pfizer disse que estava satisfeita por ter chegado a um acordo revisado com a Metsera e espera fechar a fusão logo após a reunião de acionistas da Metsera em 13 de novembro.

Os medicamentos experimentais para obesidade da Metsera, o MET-097i, um GLP-1 injetável, e o MET-233i, que imita o hormônio pancreático amilina, devem atingir US$5 bilhões em vendas combinadas, de acordo com David Risinger, analista da Leerink Partners.

  •  

Vibra lucra R$ 407 milhões no 3º trimestre, queda de 90% em um ano

A Vibra Energia registrou um lucro líquido de R$ 407 milhões no terceiro trimestre, contra R$ 4,2 bilhões no mesmo período de 2024 – uma queda de 90%, informou a companhia dona da rede de postos de combustíveis BR nesta quarta-feira (5).

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, em inglês) ajustado somou R$ 1,8 bilhão entre julho e setembro, queda de 9,1% ante o mesmo período do ano passado. A receita líquida ajustada somou R$ 48,6 bilhões, uma alta de 4,6% frente igual intervalo em 2024.

Segundo a empresa, o desempenho do trimestre foi afetado principalmente por efeitos não recorrentes de recuperações tributárias, venda de imóveis e despesas operacionais extraordinárias.

A companhia reportou um volume de vendas de 9,3 milhões de metros cúbicos, queda de 1,4% em relação ao terceiro trimestre do ano anterior, enquanto a margem bruta por metro cúbico ficou em R$ 264.

A companhia informou também que as despesas operacionais ajustadas totalizaram R$ 822 milhões no intervalo de julho a setembro, aumento de 22% em relação ao mesmo período um ano antes. O valor já exclui itens não recorrentes, como recuperações tributárias de R$ 78 milhões e venda de imóveis no montante de R$ 83 milhões.

Em comunicado que acompanha o balanço, o presidente da empresa, Ernesto Pousada, afirma que as medidas de combate ao crime organizado a partir da Operação Carbono Oculto da Polícia Federal já abrangem 18 distribuidoras, ou 4% do mercado nacional.

  •  

CBMM, da família Moreira Salles, investirá R$ 11 bilhões em nova aposta no nióbio

A gigante brasileira CBMM, controlada pela família Moreira Salles, prepara uma nova arrancada na produção de nióbio — metal estratégico usado em aço e baterias — e prevê investir R$ 11 bilhões nos próximos cinco anos.

A empresa projeta elevar em 5% sua produção em 2025, antecipando-se à demanda global e reforçando a aposta em aplicações tecnológicas do mineral, de veículos elétricos a novos materiais.

Segundo o head de Estratégia da companhia, Eduardo Mencarini, a produção deve alcançar 100 mil toneladas de ferronióbio equivalente neste ano, ante cerca de 95 mil toneladas em 2024. A capacidade instalada atual é de 150 mil toneladas, enquanto a demanda mundial gira em torno de 125 mil toneladas, o que permite à empresa operar com folga para atender novos mercados.

“A gente investe em capacidade produtiva de nióbio à frente da demanda de mercado porque acredita que o nióbio ainda tem muitas aplicações inexploradas”, disse Mencarini à Reuters, nos bastidores da Exposibram, congresso de mineração realizado em Salvador.

Metade do plano de investimento de R$ 11 bilhões será voltada à expansão industrial e manutenção de ativos, parte de uma estratégia de diversificação que mira o segmento de baterias e tecnologias avançadas.

A CBMM já realizou testes com Toshiba e Volkswagen Caminhões e Ônibus para o uso de baterias de íons de lítio com nióbio, e mantém um orçamento de cerca de R$ 300 milhões anuais em pesquisa e inovação.

A companhia opera uma mina e 16 plantas industriais, com aproximadamente 160 processos produtivos, e dispõe de reservas mapeadas para mais 90 anos de produção — uma raridade no setor.

Foto: Getty Images

  •  

Renegociação de contratos impulsiona lucro ajustado da Motiva em 22% no 3º trimestre

A operadora de concessões de infraestrutura Motiva teve lucro líquido ajustado de R$ 683 milhões no terceiro trimestre, um crescimento de 22% sobre o mesmo período do ano passado, segundo balanço publicado nesta quarta-feira (29).

O crescimento veio com uma melhora operacional que elevou o Ebitda ajustado da companhia em 16,3% no período, a quase R$ 2,55 bilhões.

Analistas esperavam lucro líquido de R$ 523,7 milhões e Ebitda de R$ 2,6 bilhões para a Motiva no terceiro trimestre, segundo média de previsões compilada pela LSEG.

Sem ajustes, o lucro líquido da empresa cresceu quase três vezes sobre o terceiro trimestre do ano passado, para R$ 1,23 bilhão, recorde para o período na história do grupo anteriormente conhecido como CCR.

Segundo o balanço, o desempenho veio em parte com “ganhos de eficiência e simplificação e otimização do portfólio proporcionados pelo fim da operação de Barcas (no Rio de Janeiro) e da ViaOeste (em São Paulo) e pela repactuação da concessão da BR-163, no Mato Grosso do Sul”.

O resultado ainda foi impulsionado pelo aditivo do contrato da ViaQuatro, que opera a Linha 4 do metrô de São Paulo, que formalizou a expansão dos trilhos até o município de Taboão da Serra e estendeu o prazo de concessão por mais 20 anos.

A Motiva apurou um crescimento de receita líquida de 4,6% no terceiro trimestre sobre um ano antes, para quase R$ 3,96 bilhões. A média das projeções de analistas compiladas pela LSEG apontava faturamento de R$ 4,28 bilhões no período.

Os investimentos da Motiva no terceiro trimestre somaram R$ 2,33 bilhões, 11,1% acima de igual período do ano passado. Entre os principais projetos, destacaram-se obras na Serra das Araras (Rio-SP); ampliação da rodovia Presidente Dutra nas regiões metropolitanas de São Paulo e São José dos Campos; duplicação da BR-101 e renovação do pavimento na rodovia dos Bandeirantes. A empresa citou ainda continuidade de reformas das estações ferroviárias e das melhorias de sistema nas linhas de trem 8 e 9, em São Paulo.

A companhia encerrou setembro com alavancagem financeira de 3,6 vezes, ante 3,7 vezes no final de junho e 3,1 vezes no terceiro trimestre de 2024.

💾

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.
  •  

GM vai cortar produção de carros elétricos e baterias e demitir 1.200 pessoas nos EUA

A General Motors (GM) informou nesta quarta-feira (29) que cortará produção de veículos elétricos e baterias nos Estados Unidos. A montadora norte-americana também vai demitir 1.200 funcionários da fábrica de carros elétricos em Detroit, em resposta a uma desaceleração significativa na demanda.

A montadora de Detroit informou que vai interromper a produção de células de bateria em duas fábricas nos EUA (no Tennessee e em Ohio) em janeiro, por cerca de seis meses. A GM acrescentou que vai afastar temporariamente cerca de 1.550 trabalhadores das fábricas.

Além disso, na fábrica de Ohio, a GM vai afastar 550 trabalhadores por tempo indeterminado. A GM opera a fábrica de Ohio em conjunto com a LG Energy da Coreia do Sul.

A GM informou ainda que reduzirá de dois para um turno a produção na fábrica de veículos elétricos de Detroit a partir de janeiro, em comparação com os dois turnos atuais. Isso reduzirá a produção em cerca de 50%, segundo a empresa. A fábrica produz três picapes elétricas, incluindo a Chevrolet Silverado e a GMC Sierra, bem como a Escalade IQ e o SUV Hummer.

A GM disse que os cortes foram “em resposta à adoção mais lenta de carros elétricos no curto prazo e a um ambiente regulatório em evolução”.

Perspectivas da GM

A montadora vem reduzindo perspectivas de vendas de veículos elétricos depois que o governo de Donald Trump cortou um importante incentivo federal, o que reduziu ainda mais a demanda, que já estava em baixa.

Um crédito fiscal de US$ 7.500 para modelos movidos a bateria expirou no final de setembro e o governo dos EUA afrouxou ainda mais as regulamentações sobre as emissões de poluentes de veículos, o que pesou sobre as vendas de elétricos.

Foto: Getty Images

  •  

Montadoras no Brasil podem parar produção se crise externa em oferta de chips persistir, diz secretário de Alckmin

O secretário do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços Uallace Moreira afirmou nesta terça-feira (28) que algumas montadoras de automóveis no país podem paralisar suas produções dentro de duas a três semanas se uma crise internacional na oferta de chips persistir.

“Se não houver uma solução nesse espaço de tempo curto, em duas ou três semanas, pode haver um processo de paralisação de algumas montadoras, disse o secretário.

O secretário e o presidente em exercício, e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, se reuniram mais cedo com o presidente da associação de montadoras, Anfavea, Igor Calvet.

A crise de oferta foi provocada por uma disputa entre a Holanda e China sobre o controle da fabricante de microprocessadores Nexperia.

Moreira não identificou quais montadoras instaladas no Brasil podem ser as primeiras a serem afetadas por problemas na oferta de chips. A Anfavea já havia manifestado preocupação com a situação na semana passada, quando citou riscos gerados por uma escassez de chips semelhante à ocorrida na época da pandemia.

“O pedido do setor produtivo é uma tentativa de diálogo por parte do governo brasileiro com o governo chinês para deixar bem claro que o Brasil está fora desse conflito de natureza geopolítica e que, portanto, o Brasil não pode e não deve participar ou sofrer as consequências desse embargo”, disse o secretário.

Moreira disse também que Alckmin já entrou em contato com o embaixador brasileiro na China e também com o embaixador chinês no Brasil para que ele dê início de negociações entre os países. Segundo ele, o representante chinês se comprometeu a falar com autoridades chinesas enquanto o embaixador brasileiro deve fazer a interlocução entre as embaixadas e a Nexperia.

Moreira destacou ainda que, pela forma como os setores de semicondutores operam e o espaço que a Nexperia ocupa no mercado, cerca de 40%, não é possível mudar o fornecimento das peças para outro fornecedor.

Pequim anunciou as restrições depois que o governo holandês assumiu o controle da Nexperia devido a questões de propriedade intelectual relacionadas à controladora chinesa Wingtech, que foi colocada em uma lista de sanções do governo dos Estados Unidos no ano passado, sinalizando-a como um possível risco à segurança nacional norte-americana.

A Nexperia fabrica chips que não são considerados sofisticados, mas são necessários em grandes volumes e amplamente utilizados nas indústrias automotiva e de eletrônicos de consumo. A maioria dos chips da empresa é produzida na Europa e finalizada na China e não está claro quanto tempo os estoques vão durar.

Segundo a Anfavea, um veículo moderno usa, em média, de 1.000 a 3.000 chips.

Fontes do setor afirmaram à Reuters na semana passada que a troca de fornecedores é possível, com a Infineon, NXP e Texas Instruments sendo citadas como possíveis alternativas, mas isso demanda tempo devido aos processos de aprovação necessários pelas montadoras.

  •  

Diplomata dos EUA discute terras raras com mineradoras brasileiras em meio a negociações sobre tarifas

O encarregado de negócios dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, reuniu-se nesta terça-feira (28) com representantes de mineradoras durante a Exposibram, em Salvador, para tratar de projetos ligados à produção de terras raras e nióbio, segundo duas fontes com conhecimento das conversas ouvidas pela Reuters.

As discussões reforçam o avanço da diplomacia americana sobre minerais estratégicos, em um momento em que Washington e Brasília negociam a retirada das tarifas de 50% impostas pelo governo Donald Trump às exportações brasileiras.

De acordo com uma das fontes, executivos da St George Mining, que desenvolve um projeto de terras raras e nióbio em Minas Gerais, participaram do encontro com Escobar. O diplomata também se reuniu com dirigentes do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), entre eles o diretor de Assuntos Minerários, Julio Nery, que confirmou sua presença no evento.

“Ele já esteve em reunião com o Ibram três ou quatro vezes recentemente e pediu uma nova agenda com o presidente Raul Jungmann durante a Exposibram”, afirmou Nery.

A aproximação dos EUA com o setor mineral brasileiro ocorre no contexto de uma disputa global por minerais críticos, dominada pela China — que concentra cerca de 70% da produção e 100% do refino de terras raras pesadas.

O Brasil possui a segunda maior reserva mundial desses elementos, com empresas estrangeiras como Aclara, Meteoric Resources, Brazilian Rare Earths e Serra Verde entre os principais players.

O interesse americano, segundo fontes do setor, pode incluir parcerias de longo prazo para garantir o fornecimento e reduzir a dependência chinesa. Uma eventual cooperação bilateral sobre minerais estratégicos é vista como moeda de troca nas tratativas comerciais entre os dois países.

💾

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.
  •  

Google é processado por universidade dos EUA por uso de tecnologia de imagem

A Universidade do Sul da Califórnia (USC), nos Estados Unidos, processou o Google no tribunal federal do Texas,  alegando que os aplicativos Google Earth, Maps e Street View violam seus direitos de patente.

Segundo a USC, serviços de mapas e navegação do Google infringem duas patentes relacionadas à tecnologia de sobreposição de imagens bidimensionais em modelos tridimensionais.

A USC informu em um comunicado que “buscava ser compensada de forma justa pelas contribuições da universidade nesta área”.

Sediada em Los Angeles, a universidade afirmou que a tecnologia desenvolvida por um de seus professores “transformou a maneira como o mundo vivencia mapas digitais” ao integrar imagens 2D de locais em modelos 3D navegáveis. Para a USC, a tecnologia do Google, que permite aos usuários explorar paisagens 3D, ampliar a visualização entre locais e navegar virtualmente pelas ruas, infringe suas patentes.

O processo afirma que o Google sabia da tecnologia patenteada há anos, tendo dado à universidade e ao professor um prêmio de pesquisa em 2007 pelo projeto.

A USC solicitou uma indenização de valor não especificado e uma ordem judicial impedindo a empresa de usar sua tecnologia.

O Google não respondeu ao pedido de entrevista. 

  •  

Presidente da Bamin diz que há três interessados na produtora de minério de ferro

Acionistas do Eurasian Resources Group na produtora de minério de ferro Bamin (Bahia Mineração) analisam o interesse de três potenciais investidores na companhia. A informação é do presidente da empresa, Eduardo Ledsham.

Os interessados na Bamin poderiam adquirir uma participação ou a totalidade na mineradora de ferro, que tem projeto de expansão que demandaria cerca de US$ 6 bilhões em investimentos, segundo o executivo.

A expectativa é que um dos investidores seja escolhido para avançar nas negociações e que a definição sobre isso ocorra até o início de 2026, disse a jornalistas o executivo, após participar da abertura do congresso de mineração Exposibram.

Com a definição do novo investidor, Ledsham disse que a Bamin planeja propor ao Ministério dos Transportes que a ferrovia entre em operação em 2031, e não mais em 2027 conforme estava previsto.

Produção da Bamin

A Bamin conta atualmente com a mina Pedra de Ferro, com capacidade de produção para até 2 milhões de toneladas por ano de alto teor (65% de Fe), o ativo está em manutenção desde janeiro.

Mas o projeto completo conta com a conclusão do Porto Sul, em Ilhéus (BA), e da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) para ampliar em grande escala a sua produção.

Ledsham disse que a conclusão do projeto ainda demanda investimentos de aproximadamente US$6 bilhões, considerando obras na mina, ferrovia e porto.

Segundo ele, não está ainda definido se o Eurasian Resources Group venderá a sua participação de 100% na Bamin ou se ficará com uma parte.

O executivo evitou dar detalhes sobre quais poderiam ser esses investidores interessados, pontuando apenas que o interesse seria no projeto integrado, de mina, ferrovia e porto.

A mineradora Vale afirmou anteriormente que analisava o projeto, destacando que isso dependeria de uma solução econômica. Ledsham também preferiu não comentar o assunto.

Vale descarta Bamin

Questionado se teria interesse em adquirir a Bamin, o presidente da Vale respondeu que, “como companhia, está sempre olhando todos os projetos de desenvolvimento no Brasil, principalmente no minério de ferro”.

Entretanto, ressaltou que atualmente “tem outras prioridades do ponto de vista de alocação de capital“.

Pimenta também afirmou que vê o mercado de fusões e aquisições global atualmente como desafiador e que acredita que o potencial de criação de valor e crescimento da companhia está no desenvolvimento dos seus próprios corpos minerários.

  •  

Amazon deve demitir até 30 mil funcionários administrativos

A Amazon está planejando cortar até 30 mil empregos corporativos a partir de terça-feira (28), enquanto a empresa trabalha para reduzir despesas e compensar contrações ocorridas no pico de demanda gerada pela pandemia, de acordo com três fontes familiarizadas com o assunto.

O número representa uma pequena porcentagem do total de 1,55 milhão de trabalhadores da Amazon, mas quase 10% dos cerca de 350 mil funcionários administrativos da empresa.

Isso representa o maior processo de demissão na Amazon desde que cerca de 27 mil pessoas foram dispensadas da empresa no final de 2022.

O porta-voz da Amazon não comentou o assunto.

A informação, antecipada pela Reuters, acontece três dias antes da divulgação dos resultados do terceiro trimestre da Amazon, que será nesta quinta-feira (30).

Segundo a Bloomberg, entre 2022 e início de 2023, o CEO Andy Jassy buscava cortar custos após a rápida expansão da empresa durante a pandemia. De lá pra cá, houve um fluxo constante de cortes, porém mais modestos.

A Amazon não respondeu imediatamente a um pedido de entrevista.

Mais IA, mais demissões na Amazon

Em junho, Jassy sinalizou que a força de trabalho da Amazon provavelmente diminuiria à medida que a empresa aumentasse o uso de inteligência artificial para concluir tarefas normalmente realizadas por pessoas.

O comentário gerou pânico entre os trabalhadores, que vasculharam salas de bate-papo anônimas online em busca de informações sobre possíveis cortes de empregos, que muitas vezes vazam.

“Precisaremos de menos pessoas realizando algumas das tarefas que estão sendo realizadas hoje e de mais pessoas realizando outros tipos de trabalho”, escreveu Jassy em um memorando aos funcionários. “É difícil saber exatamente onde isso se refletirá ao longo do tempo, mas, nos próximos anos, esperamos que isso reduza nossa força de trabalho corporativa total, à medida que obtivermos ganhos de eficiência com o uso extensivo de IA em toda a empresa.”

A empresa também ordenou que alguns funcionários administrativos se aproximassem de seus gerentes e equipes.

Os trabalhadores foram orientados a se mudar para cidades como Seattle; Arlington, Virgínia; e Washington, D.C., o que, em alguns casos, exigiria que se mudassem para o outro lado do país, de acordo com pessoas familiarizadas com a situação.

  •  

Cães robôs e enxames de drones: China usa IA em tecnologia de guerra

A empresa estatal de defesa da China Norinco divulgou em fevereiro um veículo militar capaz de conduzir operações de apoio ao combate. De forma autônoma, o modelo faz 50 km/h. O veículo era equipado com DeepSeek, a inteligência artificial (IA) que é o orgulho do setor de tecnologia da China.

O lançamento do Norinco P60 foi elogiado por autoridades do Partido Comunista em declarações à imprensa, em uma demonstração de como Pequim está usando o DeepSeek e a IA para alcançar os Estados Unidos em sua corrida armamentista, no momento em que líderes de ambos os países pedem que seus militares se preparem para o conflito.

Uma análise feita pela Reuters a partir de centenas de artigos, patentes e registros de compras dá uma ideia do esforço sistemático de Pequim para aproveitar a IA para obter vantagens militares.

Os detalhes de como os sistemas por trás das armas de última geração da China funcionam e até que ponto o país os implementou são um segredo de Estado. No entanto, registros de aquisição e patentes oferecem pistas sobre o progresso de Pequim em direção a capacidades como reconhecimento autônomo de alvos e suporte a decisões no campo de batalha em tempo real.

A Reuters não conseguiu estabelecer se todos os produtos foram construídos e as patentes não indicam necessariamente tecnologia operacional.

O Exército de Libertação Popular (PLA, na sigla em inglês) e afiliados continuam a usar e procurar chips da Nvidia, incluindo modelos sob controle de exportação dos EUA, de acordo com documentos, licitações e patentes.

A Reuters não conseguiu determinar se esses chips estavam estocados antes de Washington impor as restrições, pois os documentos não detalham quando o hardware utilizado foi exportado.

Patentes registradas em junho mostram seu uso por institutos de pesquisa ligados a forças armadas. Em setembro de 2022, o Departamento de Comércio dos EUA proibiu a exportação para a China dos populares chips A100 e H100 da Nvidia.

O porta-voz da Nvidia, John Rizzo, informou em comunicado à Reuters que, embora a empresa não consiga rastrear revendas individuais de produtos comercializados anteriormente, “reciclar pequenas quantidades de produtos antigos e de segunda mão não possibilita nada de novo nem levanta qualquer preocupação com a segurança nacional”.

“Usar produtos restritos para aplicações militares seria inviável, sem suporte, software ou manutenção”, acrescentou.

O Tesouro e o Departamento do Comércio dos EUA não responderam a perguntas sobre as descobertas da Reuters.

IA chinês

“Em 2025, os militares chineses também aumentaram o uso de contratos que alegam usar exclusivamente hardware de fabricação nacional, como chips de IA da Huawei”, disse Sunny Cheung, membro do grupo de estudos de política de defesa Jamestown Foundation, sediado em Washington, que analisou centenas de licitações emitidas este ano, ao longo de seis meses, pela PLA Procurement Network.

A PLA Procurement Network é o portal oficial para compras do exército chinês.

A Reuters não pôde confirmar a afirmação de Cheung de forma independente, mas a mudança coincidiria com uma campanha de pressão pública de Pequim sobre empresas nacionais para que usassem tecnologia fabricada na China.

A análise da agência de notícias sobre os avisos de aquisição e patentes protocolados no escritório de patentes da China encontrou demanda e uso de chips Huawei por afiliadas do PLA, mas não foi possível verificar todas as propostas vistas pela Jamestown, que está divulgando um relatório esta semana que foi fornecido antecipadamente à Reuters.

A Huawei se recusou a comentar quando questionada sobre a implantação militar de seus chips. O Ministério da Defesa chinês, a empresa DeepSeek e a Norinco não retornaram pedidos de comentários sobre o uso de IA para aplicações militares. As universidades e empresas de defesa que registraram as patentes e os artigos de pesquisa vistos pela Reuters também não responderam a perguntas semelhantes.

Dependência do DeepSeek

O uso dos modelos DeepSeek foi indicado em uma dúzia de licitações de entidades do PLA registradas este ano e vistas pela Reuters, enquanto apenas uma fez referência à Qwen da Alibaba, uma grande rival doméstica.

O Alibaba não retornou um pedido de comentário sobre o uso militar do Qwen.

Os avisos de aquisição relacionados ao DeepSeek aceleraram ao longo de 2025, com novas aplicações militares aparecendo regularmente na rede do PLA, de acordo com Jamestown.

A popularidade do DeepSeek com o PLA também reflete a busca da China pelo que Pequim chama de “soberania algorítmica” — reduzindo a dependência da tecnologia ocidental e, ao mesmo tempo, fortalecendo o controle sobre a infraestrutura digital crítica.

O Departamento de Defesa dos EUA se recusou a comentar sobre o uso de IA pelo PLA.

Um porta-voz do Departamento de Estado disse em resposta às perguntas da Reuters que “a DeepSeek forneceu voluntariamente, e provavelmente continuará a fornecer, apoio às operações militares e de inteligência da China”.

Washington “buscará uma estratégia ousada e inclusiva para a tecnologia de IA americana com países estrangeiros confiáveis ao redor do mundo, ao mesmo tempo em que manterá a tecnologia fora do alcance de nossos adversários”, acrescentou o porta-voz.

Planejamento com base em IA

De acordo com os documentos, a China está de olho em cães robóticos com inteligência artificial que fazem reconhecimento em bandos. Também está interessada em enxames de drones que rastreiam alvos de forma autônoma e em centros de comando visualmente imersivos e simulações avançadas de jogos de guerra.

Em novembro de 2024, o PLA lançou uma licitação com estilo de ficção científica para cães-robôs equipados com IA que fariam reconhecimento em conjunto em busca de ameaças e eliminariam riscos de explosão.

A Reuters não conseguiu identificar se a licitação foi atendida. A China já utilizou cães-robôs armados da fabricante de robótica com inteligência artificial Unitree em exercícios militares, de acordo com imagens divulgadas pela mídia estatal.

A Unitree não respondeu a perguntas sobre seu trabalho no PLA.

A revisão de patentes, licitações e artigos de pesquisa publicados nos últimos dois anos mostra como o PLA e entidades afiliadas estão recorrendo à IA para melhorar o planejamento militar, incluindo o desenvolvimento de tecnologia para analisar rapidamente imagens registradas por satélites e drones.

Pesquisadores da Landship Information Technology, uma empresa chinesa que integra sistemas de IA em veículos militares, incluindo os da Norinco, disseram em um white paper (um documento técnico) divulgado em fevereiro que sua tecnologia, construída com chips da Huawei, pode identificar alvos rapidamente a partir de imagens de satélite, ao mesmo tempo em que faz a coordenação com radares e aeronaves para executar operações.

O tempo em que os planejadores militares levam para passar da localização e identificação de um alvo para a execução de uma operação também foi reduzido pela IA, de acordo com a Universidade Tecnológica de Xi’an.

Pesquisadores do instituto disseram em um resumo de suas descobertas divulgado em maio que seu sistema com tecnologia DeepSeek foi capaz de avaliar 10.000 cenários de campo de batalha — cada um com diferentes variáveis, terrenos e mobilizações de força — em 48 segundos.

Eles disseram que uma equipe convencional de planejadores militares levaria 48 horas para concluir tal tarefa.

A Reuters não conseguiu verificar de forma independente as alegações dos pesquisadores.

Armas autônomas

Entidades militares chinesas estão investindo em tecnologia de campo de batalha cada vez mais autônoma, sugerem os documentos.

Duas dúzias de licitações e patentes vistas pela Reuters mostram os militares tentando integrar IA em drones, para que eles possam reconhecer e rastrear alvos, bem como trabalhar juntos em formações com pouca intervenção humana.

A Universidade Beihang, conhecida por sua pesquisa em aviação militar, está usando o DeepSeek para melhorar a tomada de decisões de enxames de drones ao mirar em ameaças “baixas, lentas e pequenas” (abreviação militar para drones e aeronaves leves), de acordo com um pedido de patente deste ano.

Líderes da área de defesa da China se comprometeram publicamente a manter o controle humano sobre os sistemas de armas, em meio à crescente preocupação de que um conflito entre Pequim e Washington possa levar à implantação descontrolada de munições alimentadas por IA.

Os militares dos EUA, que também estão investindo em IA, pretendem implantar milhares de drones autônomos até o final de 2025, no que as autoridades dizem ser uma tentativa de combater a vantagem numérica da China em veículos aéreos não tripulados.

Chips dos EUA, modelos chineses

Empresas de defesa chinesas, como a Shanxi 100 Trust Information Technology, têm divulgado em materiais de marketing sua dependência de componentes produzidos internamente, como os chips Ascend da Huawei, que permitem que modelos de IA operem.

A empresa não respondeu a perguntas sobre seu relacionamento com a Huawei e o PLA.

Apesar da mudança para processadores domésticos, o hardware da Nvidia continua sendo frequentemente citado em pesquisas de acadêmicos ligados às forças armadas, de acordo com uma revisão de registros de patentes dos últimos dois anos.

A Reuters identificou 35 solicitações que fazem referência ao uso dos chips A100 da Nvidia por acadêmicos da Universidade Nacional de Tecnologia de Defesa (NUDT, na sigla em inglês) do PLA e dos “Sete Filhos”, um grupo de universidades chinesas sob sanções dos EUA e com histórico de condução de pesquisas relacionadas à defesa para Pequim.

No mesmo período, essas entidades registraram 15 patentes relacionadas a aplicações de IA que citavam o hardware Huawei Ascend, que foi projetado como um substituto para os chips da Nvidia.

Em junho, a Universidade de Engenharia da Força de Foguetes do PLA registrou separadamente uma patente para um sistema de detecção de alvos por sensoriamento remoto, que, segundo ela, usava chips A100 para treinamento de modelos.

O coronel sênior Zhu Qichao, que lidera um centro de pesquisa do NUDT, disse à Reuters no ano passado que as restrições dos EUA impactaram sua pesquisa de IA “até certo ponto”, embora eles estejam determinados a diminuir a lacuna tecnológica.

Rizzo, da Nvidia, minimizou a demanda do PLA pelo hardware da Nvidia, dizendo que a China “tem chips nacionais mais do que suficientes para todas as suas aplicações militares”.

  •  

Ambipar consegue manter o Rio de Janeiro como foro para recuperação judicial do grupo

A Ambipar divulgou nesta segunda-feira (27) que a 21ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) decidiu, em caráter liminar, que a Justiça fluminense é competente para julgar o pedido de recuperação judicial do grupo.

“Com a decisão, o tribunal reconheceu que o principal centro de negócios da Ambipar está localizado no Rio de Janeiro, onde a empresa concentra a maior parte de sua receita e operações, contrariando argumentos de que a sede administrativa em São Paulo deveria ser o foro competente”, afirmou a empresa em comunicado.

A direção da Ambipar também informou que a Justiça concedeu medidas urgentes que garantem a continuidade das atividades do grupo, entre elas a suspensão de cláusulas que previam o vencimento antecipado de dívidas, evitando que credores acionem cobranças imediatas que poderiam inviabilizar a empresa.

A Justiça proibiu a rescisão de contratos essenciais, assegurando que fornecedores mantenham serviços fundamentais para o funcionamento da Ambipar, bem como bloqueios ou apreensões de bens e equipamentos, protegendo os ativos operacionais da empresa.

A decisão inclui autorização para participação em licitações públicas e privadas, mesmo durante o processo de recuperação judicial, sem necessidade de apresentar certidões negativas, e estabelece multa de R$ 100 mil ou 5% do valor do contrato, o que for maior, para quem descumprir as determinações judiciais.

  •  

Departamento dos EUA fecha parceria de US$ 1 bilhão com AMD para supercomputadores e IA

Os Estados Unidos formaram uma parceria de US$1 bilhão com a AMD para a construção de dois supercomputadores para solucionar problemas científicos, que vão desde energia nuclear até tratamentos de câncer e segurança nacional. A informação é do secretário norte-americano de Energia, Chris Wright, e a presidente-executiva da AMD, Lisa Su.

Os EUA estão construindo as duas máquinas para garantir que o país tenha supercomputadores suficientes para executar experimentos cada vez mais complexos que exigem o aproveitamento de enormes quantidades de capacidade de processamento de dados. As máquinas podem acelerar descobertas científicas em áreas nas quais os EUA estão focados.

Wright disse que os sistemas vão impulsionar os avanços em energia nuclear e energia de fusão, tecnologias para defesa e segurança nacional e o desenvolvimento de medicamentos.

Cientistas e empresas estão tentando criar na Terra a fusão, a reação nuclear que criou o Sol, ao colidirem átomos leves em um gás de plasma sob calor e pressão intensos para liberar quantidades enormes de energia.

“Fizemos grandes progressos, mas os plasmas são instáveis e precisamos recriar o centro do Sol na Terra”, disse Wright à Reuters.

“Teremos um progresso muito mais rápido usando a computação desses sistemas de inteligência artificial que, acredito, terão caminhos práticos para aproveitar a energia de fusão nos próximos dois ou três anos.”

Armas nucleares dos EUA

O secretário norte-americano afirmou que os supercomputadores também ajudarão na administração do arsenal de armas nucleares dos EUA e acelerarão a descoberta de medicamentos por meio de simulações de formas de tratar o câncer até o nível molecular.

“Minha esperança é que nos próximos cinco ou oito anos, transformaremos a maioria dos cânceres, muitos dos quais hoje são sentenças de morte definitivas, em condições controláveis”, disse Wright.

Os planos prevêem que o primeiro computador, chamado Lux, seja construído e entre em operação nos próximos seis meses. A máquina será baseada nos chips de inteligência artificial MI355X da AMD, e o projeto também incluirá CPUs e chips de rede fabricados pela AMD. O sistema é co-desenvolvido pela AMD, Hewlett Packard Enterprise, Oracle Cloud Infrastructure e Oak Ridge National Laboratory (ORNL).

A presidente da AMD disse que a implantação do Lux foi a mais rápida que ela já viu de um computador desse porte. “Essa é a velocidade e a agilidade que queríamos (fazer) para os esforços de IA dos EUA”, disse Su.

O diretor do ORNL, Stephen Streiffer, disse que o supercomputador Lux fornecerá cerca de três vezes a capacidade de IA dos supercomputadores atuais.

O segundo computador, mais avançado, chamado Discovery, será baseado na série MI430 de chips de IA da AMD, que são ajustados para computação de alto desempenho. Esse sistema será projetado pelo ORNL, pela HPE e pela AMD. A previsão é que o Discovery seja entregue em 2028 e esteja pronto para operar em 2029.

Streiffer disse que esperava enormes ganhos, mas não pode prever a capacidade computacional que ele terá.

O MI430 é uma variante especial da série MI400, que combina recursos importantes dos chips de supercomputação tradicionais com recursos para executar aplicativos de IA, disse Su.

O Departamento de Energia dos EUA hospedará os computadores, as empresas fornecerão as máquinas e os investimentos e ambas as partes compartilharão o poder de computação, disse um funcionário do departamento.

Os dois supercomputadores baseados em chips da AMD devem ser os primeiros de muitos desses tipos de parcerias com o setor privado e os laboratórios do Departamento de Energia em todo os EUA, disse o funcionário.

  •  

Ferrari lança token para leiloar modelo de corrida entre bilionários entusiastas de cripto

A Ferrari lançou uma espécie de cripto mirando os aficionados pela tecnologia.

Trata-se de um token, ou seja, de um ativo que roda numa blockchain. Mas não é algo aberto ao público geral. O token, chamado “Ferrari 499P”, só será vendido aos 100 membros do Ferrari Hyperclub, que congrega os 100 clientes que mais compram carros da marca.

Quem comprar terá o direito de participar do leilão de uma Ferrari 499P, um modelo de corrida que disputa o campeonato mundial de endurance, e que ganhou três títulos consecutivos nas 24 Horas de Le Mans, a prova mais traducional da categoria.

A montadora de Maranello não divulgou a mecânica pro trás do lançamento – se, por exemplo, quem tiver mais tokens terá mais chances no leilão. Sabe-se, porém, que ele será negociável entre os membros do Hyperclub.

A estratégia, no fim das contas, é um esforço da fabricante italiana para chamar a atenção, e o dinheiro, de seus clientes fãs de cripto.

A Ferrari está trabalhando com a fintech italiana Conio para lançar seu token. E a estreia está prevista para o início da temporada de 2027 do Campeonato Mundial de Endurance.

“Trata-se de fortalecer o senso de pertencimento entre nossos clientes mais fiéis”, disse o diretor de marketing e comercial Enrico Galliera.

Ferrari aceita criptos

Isso acontece depois de a Ferrari ter começado a desenvolver seu primeiro carro 100% elétrico e passado a aceitar bitcoin, ethereum e USDC para compras de carros. Primeiro nos EUA, em 2023; depois na Europa, em 2024.

A Elettrica, primeira Ferrari sem motor a combusrtão, chega em 2026. Mas a segunda, que também deveria sair no ano que vem, acabou engavetada por falta de demanda.

Foto: Getty Images

💾

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.
  •  

Peso argentino sobe 10% com vitória de Milei nas eleições de meio de mandato

 O peso argentino saltou 10% no início das negociações desta segunda-feira (27) em resposta à vitória inesperada do governo Milei nas eleições de meio de mandato, tirando a pressão firme do dólar que havia pesado sobre o mercado nas semanas anteriores, disseram operadores.

A moeda argentina valorizou para 1.355 por dólar, contra 1.400 para venda na abertura, em um ambiente financeiro comprador de ativos argentinos diante do recuo do risco-país.

O partido do presidente Javier Milei venceu as eleições legislativas de meio de mandato no último domingo (26), em um resultado que dá ao líder argentino uma posição mais forte no Congresso argentino.

Milei agora tenta aprovar reformas econômicas mais profundas para reanimar a combalida economia do país.

Com 92% das urnas apuradas, o partido La Libertad Avanza recebeu 41% dos votos em todo o país, segundo dados divulgados pelo ministro do Interior, Guillermo Francos. A legenda liderou a votação na maioria das províncias argentinas.

  •  

Petrobras eleva produção de petróleo no Brasil em 18,4% no 3º trimestre

A produção de petróleo da Petrobras no Brasil cresceu 18,4% no terceiro trimestre ante igual período do ano passado, permitindo um recorde de exportações da commodity pela estatal, com o avanço operacional de novas plataformas e menor volume de paradas programadas, apesar de declínio em campos maduros.

A Petrobras produziu uma média de 2,52 milhões de barris de petróleo por dia (bpd) no país entre julho e setembro, versus 2,13 milhões de bpd nos mesmos três meses de 2024, mostrou a empresa em seu relatório de produção e vendas, nesta sexta-feira (24).

Na comparação com o segundo trimestre, houve uma alta de 8% na produção de petróleo da Petrobras no Brasil.

O avanço, segundo a Petrobras, ocorreu principalmente com o atingimento do topo de produção do FPSO Almirante Tamandaré, no campo de Búzios, e aumento da capacidade de produção do FPSO Marechal Duque de Caxias, no campo de Mero.

Além disso, houve avanço na produção dos FPSOs Maria Quitéria, no campo de Jubarte, Anita Garibaldi e Anna Nery, nos campos de Marlim e Voador, e Alexandre de Gusmão, no campo de Mero.

Durante o terceiro trimestre, entraram em operação 11 novos poços produtores, sendo 7 na Bacia de Campos e 4 na Bacia de Santos, informou o relatório.

Somente no pré-sal, a Petrobras produziu 2,12 milhões de bpd nos meses de julho e setembro, alta de 16,2% na comparação com o mesmo período do ano passado e avanço de 6,6% em relação ao segundo trimestre.

As exportações de petróleo da estatal somaram recorde 814 mil bpd no terceiro trimestre, alta de 36,1% ante o mesmo período do ano passado e avanço de 18% na comparação com o segundo trimestre.

A China, principal destino das exportações de petróleo da Petrobras, representou 53% das vendas externas da empresa, contra 39% no mesmo período de 2024 e 51% no segundo trimestre.

Os países da Ásia (fora a China) somaram 19%, enquanto a Europa representou 15% e os Estados Unidos, 3%.

Produção e vendas totais

Considerando a produção total de óleo e gás natural no Brasil e no exterior, a Petrobras bombeou uma média diária de 3,14 milhões de barris de óleo equivalente (boed) entre julho e setembro, alta de 16,9% ante o mesmo período de 2024 e avanço de 7,6% versus o segundo trimestre deste ano.

Como operadora, a companhia produziu 4,54 milhões de boed no terceiro trimestre, alta de 17,3% ante igual período do ano passado e avanço de 8% na comparação com o trimestre anterior, considerando o volume total produzido pelos campos operados pela empresa, incluindo parcelas que pertencem a eventuais parceiros nos ativos.

A Petrobras também informou que suas vendas totais de petróleo, gás e derivados cresceram 9,8% no terceiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, para 3,26 milhões de bpd, com vendas domésticas respondendo por 2,18 milhões de bpd.

  •  

Cade multa CSN em R$ 128 milhões por descumprir acordo sobre participação na Usiminas

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) multou nesta quarta-feira (22) a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em R$ 128 milhões por descumprimento de um acordo firmado em 2014, que obrigava o grupo de Benjamin Steinbruch a reduzir sua participação na Usiminas para menos de 5%.

O caso remonta a 2011, quando a CSN iniciou a compra de ações da rival mineira, movimento que desencadeou uma das maiores disputas societárias da história recente da siderurgia brasileira. A ofensiva colocou Steinbruch em rota de colisão com o bloco de controle da Usiminas, formado pela Ternium (do grupo ítalo-argentino Techint) e pela Nippon Steel.

Em 2014, após anos de embates em assembleias e tribunais, o Cade aprovou a compra de ações da Usiminas pela CSN sob a condição de que a empresa de Steinbruch mantivesse uma participação menor que 5%. A decisão, no entanto, nunca foi integralmente cumprida, o que levou à aplicação da multa agora confirmada pela autarquia.

Em agosto deste ano, mais de uma década após a decisão original, a CSN anunciou ter finalmente reduzido sua fatia na Usiminas para 4,99%, conforme o limite imposto pelo Cade.

A redução ocorreu em meio à pressão crescente do Judiciário e do próprio Cade, que chegou a intimar conselheiros da autarquia e a advertir a CSN sobre possível responsabilização criminal por descumprimento.

Após a ofensiva do judiciário, a companhia vendeu R$ 263 milhões em ações para a Globe Investimentos, veículo patrimonial da família Batista, controladora da J&F. Na sequência, negociou o restante para um fundo de investimento gerido pela Reag.

Procurada, a CSN não respondeu.

💾

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.
  •  

Petróleo dispara após anúncio sobre possíveis novas sanções à Rússia

Extração de petróleo com várias maquinas em um céu cheio de nuvens
Foto: Getty Images

Os preços do petróleo ampliaram os ganhos após o fechamento desta quarta-feira (22), subindo mais de US$ 2 por barril, depois que o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse que o país anunciaria mais sanções contra a Rússia.

Os contratos futuros do petróleo Brent saltaram US$2,44, ou 3,98%, para US$63,76, após o fechamento, e os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate dos EUA (WTI) subiram US$2,42, ou 4,23%, para US$59,66.

Os futuros do Brent haviam fechado com alta de US$1,27, ou 2,07%, a US$62,59 por barril, enquanto os futuros do petróleo West Texas Intermediate dos EUA subiram US$1,26, ou 2,20%, para US$58,50.

Bessent disse que as sanções dos EUA seriam anunciadas nesta quarta ou quinta-feira.

“Vamos anunciar após o fechamento desta tarde ou logo pela manhã de amanhã um aumento substancial nas sanções à Rússia”, disse Bessent a repórteres na Casa Branca nesta quarta-feira.

Os preços do petróleo também foram sustentados pela crescente demanda de energia dos EUA.

Os estoques de petróleo, gasolina e destilados dos EUA caíram na semana passada, com o fortalecimento da atividade de refino e da demanda, informou a Administração de Informações sobre Energia nesta quarta-feira.

  •  

Eletrobras muda de nome e agora é Axia

 A Eletrobras anunciou nesta quarta-feira (21) que mudou seu nome para Axia Energia, destacando em comunicado que a alteração marca uma evolução da companhia nos últimos três anos para atuar com mais agilidade, inovação e foco no cliente, o que inclui crescimento por meio de leilões.

O novo nome da Eletrobras retira a referência ao Brasil, herança do passado estatal após o processo de privatização da empresa ter sido concluído em meados de 2022, ainda que o governo brasileiro siga com participação relevante na companhia, com a União detendo diretamente quase 30% do total das ações.

Em nota, a maior geradora de energia renovável do país e líder na transmissão informou ter “ambição de crescimento inorgânico por meio da participação nos leilões setoriais e resiliência de seus ativos”.

“Buscamos o novo com respeito à história que construímos até aqui. Isso passa por disciplina, inteligência na alocação de capital e excelência organizacional e se ancora em um time de talentos que enxerga o desafio da companhia e do momento do setor”, afirmou o presidente da Axia Energia, Ivan Monteiro, em um comunicado.

A empresa, responsável por 17% da capacidade de geração de energia nacional e 37% do total de linhas de transmissão do Sistema Interligado Nacional (SIN), afirmou ainda que praticamente triplicou o valor de investimentos nos últimos anos.

Nova Eletrobras

Em meio à mudança de nome, a empresa ressaltou ser a maior empresa de energia renovável da América do Sul, indicando que a palavra “axia” vem do grego e significa “valor”.

A alteração vem após a elétrica ter reforçado, nos últimos anos, medidas para se desvincular de questões ligadas ao Estado. Na última semana, foi assinado um contrato para a empresa vender sua participação na estatal Eletronuclear.

Mais cedo neste ano, o governo se comprometeu a não mais questionar o limite de voto de 10% na companhia, imposto a qualquer acionista ou grupo de acionistas, acertado durante a privatização, em troca de mais representatividade no conselho da ex-Eletrobras.

Com este movimento, a Eletrobras também conseguiu encerrar uma disputa judicial com o governo que poderia se estender indefinidamente, já que a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sempre se opôs à forma como a empresa foi desestatizada.

A nova identidade será incorporada gradualmente em todos os canais, comunicações e ativos da companhia, em todas as regiões do país, disse a companhia, cuja capacidade instalada é 100% renovável. Tem 81 usinas, sendo 47 hídricas, 33 eólicas e uma solar.

  •  

BNDES financia R$ 500 milhões para projeto de automação de trens da Rumo

O BNDES anunciou nesta terça-feira (21) financiamento de R$ 500 milhões para a operadora logística Rumo investir em um projeto de automação da circulação de trens.

Segundo o BNDES, o projeto vai permitir que se determine com precisão a localização, direção e velocidade dos trens ao longo de toda a malha da operação norte da Rumo.

O sistema que receberá os recursos recebeu o nome de Positive Train Control 2.0 (PTC 2.0).

Com ele será possível acionar a frenagem de composições ferroviárias que vai evitar acidentes sempre que detectado algum problema na malha férrea.

“O PTC traz evolução ao controle de tráfego de trens e possibilita o aumento de capacidade da via férrea e maior segurança”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

A expectativa é que o projeto da Rumo seja implantado até 2030.

  •  

WEG compra 54% do capital social da Tupi Mob por R$ 38 milhões

A Weg anunciou nesta quinta-feira (16) que comprou 54% do capital social da Tupinambá Energia, conhecida como Tupi Mob, por R$ 38 milhões, conforme comunicado ao mercado.

De acordo com o documento, a conclusão do acordo sobre a empresa de soluções para redes de recarga de veículos elétricos está sujeita ao cumprimento de condições, como aprovações regulatórias.

“A aquisição também abre caminho para a expansão gradual do modelo em mercados internacionais, consolidando um ecossistema inovador e eficiente para recarga de veículos elétricos”, disse a empresa.

A WEG destacou que a Tupi ocupa uma posição estratégica no ecossistema de mobilidade elétrica, ao integrar fornecedores de energia, fabricantes de estações de recarga, operadores de rede, montadoras e usuários finais.

WEG em rede de recarga

A Tupinambá Energia foi fundada em 2019 em São Paulo e é dona do aplicativo Tupi, plataforma digital que conecta usuários de veículos elétricos a redes de recarga.

A Tupi tem 370 mil usuários cadastrados, com com 1,3 milhão de recargas realizadas e 26 GWh de energia fornecida.

💾

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.
  •  

Controladora da Gol anuncia intenção de fazer IPO nos EUA

A holding Abra, controladora da companhia aérea Gol, anunciou nesta quarta-feira (15) que pretende fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nos Estados Unidos.

LEIA MAIS: Gol propõe fusão interna e prepara saída da B3

A companhia afirmou em comunicado que pretende enviar à SEC — órgão fiscalizador dos mercados norte-americanos — um pedido confidencial prévio para um possível IPO, e acrescentou que a realização de uma eventual transação dependerá de condições que incluem fatores favoráveis de mercado e a conclusão da revisão do pedido.

LEIA MAIS: Mais leve, Latam avança sobre o mercado regional com jatos da Embraer

Além da Gol, a Abra também controla a companhia aérea de origem colombiana Avianca.

“A Abra Group Limited anunciou hoje sua intenção de submeter, de forma confidencial, à SEC um rascunho de declaração de registro no Formulário F-1 referente a uma potencial oferta pública inicial de suas ações ordinárias nos Estados Unidos”, afirmou a empresa no breve comunicado ao mercado, que não traz detalhes sobre a operação pretendida.

  •  

Correios buscam aporte de R$ 20 bilhões e aposta em PDV para dar tração a plano de reestruturação

Os Correios confirmaram nesta quarta-feira (15) que irão realizar uma operação de crédito no valor de R$20 bilhões para dar conta da necessidade de caixa de 2025 e 2026, segundo comunicado da empresa.

A medida faz parte do plano de reestruturação apresentado pela estatal, que contém três grupos de medidas: corte de despesas operacionais e administrativas; busca pela diversificação de receitas, com recuperação da capacidade de geração de caixa; e recuperação da liquidez da empresa.

De acordo com a nota divulgada pela estatal, a operação de crédito faz parte do terceiro bloco de medidas. O modelo proposto é de um consórcio de bancos, informou a empresa.

Desenho do aporte

O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, confirmou a informação em entrevista coletiva concedida em Brasília nesta quarta. Além do empréstimo de R$ 20 bilhões, a estatal também implementará um novo Programa de Desligamento Voluntário (PDV).

“O primeiro ponto fundamental que estamos entabulando neste momento é um programa de demissão voluntário para reduzir a estrutura de gastos da empresa e começar o equacionamento entre receita e despesa”, afirmou.

Rondon detalhou que o programa não será linear, e sim focado em áreas com excesso de carga de trabalho. Com isso, a empresa acredita que não irá comprometer sua capacidade operacional.

Os Correios, que faziam parte do programa de desestatização do governo de Jair Bolsonaro, acumula perdas desde 2022, com prejuízo de R$ 4,37 bilhões no primeiro semestre de 2025. A crise, segundo a companhia, foi agravada por questões como a “taxa das blusinhas”, que impactou compras internacionais e reduziu receitas.

  •  

Vendas globais de veículos elétricos batem recorde em setembro a 2,1 milhões

As vendas globais de veículos elétricos e híbridos plug-in aumentaram 26% em setembro em relação ao ano anterior, atingindo um recorde de 2,1 milhões de unidades, impulsionadas pela forte demanda na China e por uma corrida tardia por incentivos fiscais nos Estados Unidos, segundo dados da empresa de pesquisa de mercado Rho Motion divulgados nesta quarta-feira.

A China foi responsável por cerca de dois terços das vendas globais, com cerca de 1,3 milhão de unidades, enquanto a América do Norte também atingiu um recorde, com norte-americanos correndo para garantir incentivos antes que expirassem, disse o gerente de dados da Rho Motion, Charles Lester.

A China é o maior mercado de automóveis do mundo e responde por mais da metade das vendas globais de veículos eletrificados, que nos dados da Rho Motion incluem veículos elétricos e híbridos plug-in.

A Europa também atingiu um novo recorde, ajudada pelos incentivos na Alemanha e pela forte demanda no Reino Unido. O lançamento de uma versão mais barata do Model Y, da Tesla, no continente deve intensificar ainda mais a concorrência nos próximos meses.

As vendas globais de veículos elétricos e híbridos plug-in aumentaram 26%, atingindo um recorde de 2,1 milhões de unidades em setembro, segundo dados da Rho Motion.

As vendas na Europa aumentaram 36%, para 427.541 unidades, enquanto as vendas na América do Norte aumentaram 66%, para cerca de 215.000. As vendas no resto do mundo aumentaram 48%, chegando a 153.594 veículos.

No Brasil, maior mercado sul-americano e um dos 10 maiores do mundo, a associação de montadoras Anfavea afirmou este mês que as vendas de veículos elétricos e híbridos novos em setembro somaram 27,1 mil unidades, acumulando no ano até o final do mês passado 191,8 mil.

“Com o fim do incentivo federal, espera-se que a demanda dos EUA caia drasticamente no último trimestre do ano”, disse Lester.

Algumas montadoras, como General Motors e Hyundai, estão tentando amenizar o impacto oferecendo descontos ou aproveitando estoques de concessionárias, mas a produção geral está sendo reduzida, acrescentou.

  •  

Sem dar detalhes, governo chinês afirma que Apple deve aumentar investimentos no país

A Apple aumentará o investimento na China e intensificará ainda mais a cooperação no país, teria dito o CEO Tim Cook ao ministro da indústria chinês, Li Lecheng, durante uma reunião nesta quarta-feira (15) na capital, Pequim. A informação é do Ministério da Indústria, em um resumo sobre a conversa.

As declarações foram feitas no momento em que a fabricante do iPhone procura evitar as tarifas dos EUA sobre as remessas de países que incluem seus centros de produção na China e na Índia. Há alguns meses, a Apple anunciou investimento nos Estados Unidos de US$ 600 bilhões nos próximos quatro anos.

A China espera que a Apple continue a explorar o mercado local, disse Li Lecheng, que também é responsável pela área de tecnologia da informação.

O resumo não apresentou detalhes sobre o tamanho do investimento projetado. A Apple não respondeu imediatamente a um pedido de entrevista.

Cook, que está na China nesta semana, visitou a loja da Apple em Xangai e se encontrou com desenvolvedores de jogos chineses e com o fabricante dos populares bonecos Labubu, disse ele em publicações no Weibo, rede social chinesa semelhante ao X.

Na segunda-feira, Cook disse que o iPhone Air estaria disponível para pré-venda na China depois que o ministério liberou o caminho para que as principais operadoras de telecomunicações suportassem sua funcionalidade eSIM.

  •  

Stellantis adia para 2026 a apresentação da estratégia do novo CEO

A Stellantis adiou o lançamento de seu plano estratégico para o segundo trimestre de 2026, para dar ao novo presidente-executivo Antonio Filosa mais tempo de preparo.

O adiamento dará à montadora a chance de levar melhor em consideração “fatores exógenos críticos”, como as tarifas dos EUA e “o forte envolvimento de nossa indústria com os formuladores de políticas na Europa”, segundo transcrição de uma teleconferência realizada na sexta-feira à noite entre Ed Ditmire, diretor global de relações com investidores da Stellantis, e analistas.

“Esperamos tomar as decisões finais sobre o cronograma relativamente em breve e comunicá-las prontamente nesse momento”, disse Ditmire.

A Stellantis deve divulgar uma atualização sobre entregas e receitas em 30 de outubro.

O Barclays informou em uma nota nesta segunda-feira (13) que houve “um forte aumento no interesse dos investidores na Stellantis”, apontando para elementos positivos recentes, como a participação de mercado nos EUA em setembro e comentários sobre o ritmo dos pedidos.

No entanto, o Barclays também fez uma advertência.

“Achamos que ainda parece prematuro voltar a investir totalmente, enquanto a visibilidade do lucro operacional ajustado e do fluxo de caixa livre permanece limitada e a nova equipe de gestão está realizando uma mudança estratégica significativa”, disse a corretora.  

  •  

Trump ameaça controles de exportação de peças da Boeing em resposta à China

Os Estados Unidos poderão impor controles de exportação de peças de avião da Boeing como parte da resposta de Washington aos limites de exportação chineses de minerais de terras raras, disse o presidente Donald Trump nesta sexta-feira (10).

“Temos muitas coisas, incluindo uma grande coisa que é o avião. Eles (a China) têm muitos aviões Boeing e precisam de peças e muitas coisas desse tipo”, disse Trump a repórteres na Casa Branca, quando perguntado sobre quais itens os EUA poderiam impor controles de exportação.

As companhias aéreas chinesas têm pedidos de pelo menos 222 jatos da Boeing, de acordo com a Cirium, uma empresa de análise de aviação.

O país tem 1.855 aviões Boeing em serviço. A grande maioria dos aviões encomendados e em serviço é o popular jato de corredor único 737 da Boeing.

  •  

Controlador da Ambipar tem participação na empresa reduzida e cita alienação irregular

A Ambipar comunicou nesta sexta-feira (10) que recebeu correspondência de seu acionista controlador, Tércio Borlenghi Junior, informando sobre a redução da participação detida direta e indiretamente por ele no capital social total e votante da companhia: de 73,48% para 67,68%.

Em fato relevante, a empresa cita que a redução ocorreu “em razão da excussão irregular de ações de emissão da companhia detidas pelo controlador, em descumprimento à medida cautelar deferida pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, objeto do fato relevante divulgado em 25 de setembro de 2025”.

Na ocasião, a Ambipar obteve da Justiça do Rio de Janeiro medida cautelar que, entre outras medidas de proteção, suspendeu efeitos de cláusulas contratuais que acionariam a aceleração de dívidas do grupo, bem como a exigibilidade de obrigações sob instrumentos contratuais relevantes.

De acordo com o controlador, entre os dias 25 de setembro e 6 de outubro, Bradesco e a Genial Investimentos, em conjunto com o Grupo Opportunity (Genial/Opportunity), “excutiram ilegalmente ações” de sua propriedade, sem sua autorização e em descumprimento à medida do dia 25.

Borlenghi Junior cita uma “indevida transferência” ao Bradesco de 72.233.230 ações, das quais 15.896.900 ações foram alienadas entre 30 de setembro e 6 de outubro. Também aponta “indevida alienação” pela Genial/Opportunity de 24.550.000 ações entre 2 e 6 de outubro.

Procurados, o Bradesco afirmou que não irá comentar e a Genial não respondeu de imediato ao pedido de entrevista.

Ações da Ambipar

A participação direta e indireta de Borlenghi Junior no capital social total e votante da Ambipar passou de 1.227.402.390 ações ordinárias (73,48%) para 1.130.619.160 ações ordinárias (67,68%).

“A alienação irregular de ações da companhia, em curto espaço de tempo e em violação à decisão judicial, resultou em perda estimada de valor de mercado de aproximadamente R$ 20 bilhões”, afirmou o controlador na correspondência enviada à empresa, que atua em gestão de resíduos.

Borlenghi Junior afirmou que “estão sendo adotadas todas as medidas legais cabíveis para reversão da situação e responsabilização dos envolvidos”.

  •  

BTG Pactual passa a deter 49,71% da Veste SA Estilo

A Veste SA Estilo informou na noite de quinta-feira (10) que o Banco BTG Pactual exerceu o direito de compra de suas ações. Assim, o banco passou a deter 56,8 milhões de ações ordinárias da companhia, equivalendo a 49,71% do capital social.

O BTG também reteve a possibilidade de adquirir 4,4 milhões de ações da Veste, que representam aproximadamente 3,81% do capital da companhia.

A aquisição tem como finalidade exclusiva a realização de operações financeiras, alinhadas à estratégia de investimento e consistindo em oportunidade de geração de valor para o BTG Pactual.

“Não tem como objetivo – nesse momento – qualquer alteração na estrutura atual de controle ou na governança da companhia”, informou a Veste em comunicado, citando notificação do BTG.

Em nota, a Veste declarou que a WNT Gestora de Recursos reduziu a sua posição acionária em 30,67% na companhia, passando a deter 0,58% do capital social.

  •  

B3 exclui ação da Ambipar de 9 índices e não renovará certificação de ações verdes

A Ambipar será excluída dos 9 índices da B3 dos quais faz parte e não terá a renovação da designação de ações verdes, afirmou a bolsa em comunicado nesta quinta-feira (9), em um momento de preocupações sobre a liquidez e a governança da empresa. As ações da empresa desabarem nos últimos dias.

Atualmente, os papéis da empresa de gestão de resíduos estão nos índices Brasil Amplo, de Diversidade, de Governança Corporativa Trade, de Ações com Governança Corporativa Diferenciada, de Governança Corporativa Novo Mercado, de Sustentabilidade Empresarial, de Ações com Tag Along Diferenciado, MidLarge Cap e Utilidade Pública.

De acordo com o comunicado da B3, as ações deixarão de fazer parte dessas carteiras ao preço de fechamento de 15 de outubro e sua participação será redistribuída proporcionalmente aos demais ativos.

Por que a B3 excluiu a Ambipar dos índices?

A decisão, segundo a B3, baseia-se em dispositivo do manual de definições e procedimentos dos índices, segundo o qual a bolsa brasileira pode excluir um ativo, visando preservar a continuidade, a replicabilidade, a representatividade e a integridade do índice.

A bolsa também informou que a empresa não terá renovada a certificação de “B3 Ações Verdes”, citando que a metodologia para tal designação prevê “que, caso a companhia, seus diretores ou administradores tenham sua imagem associada a eventos ou incidentes relacionados a aspectos Ambientais, Sociais e de Governança Corporativa (ASG) que suscitem risco de imagem, a titulação pode não ser concedida ou retirada”.

No final de setembro, a Ambipar obteve da Justiça do Rio de Janeiro medida cautelar que, entre outras medidas de proteção, suspendeu efeitos de cláusulas contratuais que acionariam a aceleração de dívidas do grupo, bem como a exigibilidade de obrigações sob instrumentos contratuais relevantes.

A busca da Ambipar por proteção teve como gatilho uma operação de crédito da companhia com o Deutsche Bank, que demandou garantias adicionais e que consumiu montante elevado no caixa da companhia em poucos dias.

No pedido, citado no despacho sobre a decisão que concedeu a tutela cautelar, a companhia citou riscos de cláusulas de vencimento cruzado que implicariam um rombo de R$ 10 bilhões, o que acarretaria um gravíssimo risco de insolvência imediata do grupo.

Em relatório, a agência de classificação Fitch afirmou que entendeu que a Ambipar entrou em um processo semelhante a inadimplência (default).

  •  

Light tem condições para renovar concessão no Rio, diz CEO

O pior da situação financeira e operacional da Light já passou, e a empresa reúne condições técnicas para conseguir a renovação antecipada de sua concessão no Rio de Janeiro, disse o CEO da companhia elétrica, Alexandre Nogueira, nesta quarta-feira (8), no Rio de Janeiro.

O pedido de renovação da concessão da distribuidora foi apresentado pela empresa no ano passado, e a análise ainda não foi pautada pela agência reguladora Aneel.

Em 2024, a empresa aprovou um novo acordo com credores no âmbito do processo de recuperação judicial.

“O que a gente acredita é que reúne condições. A empresa operacionalmente está entregando serviço, está melhorando o serviço, é perceptível isso nos nossos números…”, disse ele a jornalistas, na sede da empresa.

Nogueira acrescentou que a companhia melhorou sua condição econômica-financeira, com a reestruturação da dívida.

Os furtos de energia na área de concessão da Light são um dos principais desafios da companhia, que espera que isso seja devidamente contemplado na renovação da concessão.

Segundo o executivo, a cada 17 clientes da empresa, sete não pagam conta de energia.

A Light se prepara também para participar do leilão de reserva de capacidade do governo federal, previsto para o começo de 2026, disse o CEO.

A empresa entrará no leilão com um projeto “bastante competitivo”, de uma hidrelétrica de 160 a 180 MW, relatou.

  •  

Aneel muda regra para reduzir desconto bilionário a geradores de energia renovável

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (7) uma mudança nas regras para a concessão de benefícios tarifários a usinas de geração renovável, um incentivo que ajudou a tornar esses projetos economicamente mais atrativos, mas que vem onerando a conta de luz dos consumidores nos últimos anos.

A alteração aprovada vem para cumprir determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou em 2023 que empreendedores vinham usando “subterfúgios” para contornar os limites da legislação e obter os subsídios, que somam bilhões de reais.

Usinas da chamada “energia incentivada”, das fontes eólica, solar e biomassa, de até 300 megawatts (MW) têm direito a descontos de no mínimo 50% nas tarifas de uso dos sistemas de transmissão e distribuição de energia.

Segundo o TCU, vários empreendimentos que superavam essa potência eram artificialmente fracionados, nos pedidos de outorga à Aneel, para se enquadrar nas regras do desconto.

A Aneel fez agora a adequação das regras para garantir que apenas empreendimentos de até 300 MW de potência injetada tenham direito ao benefício tarifário.

O órgão regulador passou a adotar nas outorgas o conceito de “complexo de geração”, que considera tanto o compartilhamento de infraestrutura (ponto de conexão com a rede elétrica) pelas usinas quanto uma avaliação societária de seus donos. Já a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) ficará responsável por apurar a potência injetada dos complexos, visando averiguar o limite de até 300 MW.

Essas regras devem alcançar cerca de 150 outorgas de geração que estavam pendentes aguardando a nova regulamentação. A mudança não será aplicada retroativamente, de forma a não criar insegurança jurídica para os empreendimentos já operacionais.

Os descontos às fontes de energia incentivada somam valores bilionários e representam o principal subsídio pago pelos consumidores na conta de luz. Somente em 2025, até setembro, esses descontos já custaram R$10,3 bilhões aos consumidores, quase um terço do total de subsídios pagos no período, segundo dados da ferramenta Subsidiômetro da Aneel.

  •  

Toyota retoma produção em SP após paralisação por tempestade

A montadora Toyota anunciou que retomará gradualmente a produção de veículos em suas fábricas de Sorocaba e Indaiatuba a partir de 3 de novembro, após uma tempestade causar enormes danos às operações da empresa no interior do Estado de São Paulo.

Em comunicado, a companhia acrescentou que ainda não há prazo para retorno da produção na fábrica de Porto Feliz devido à grande extensão dos danos.

Em setembro, uma forte tempestade causou grandes danos na unidade da empresa em Porto Feliz, que fornece motores para outras fábricas da região. Imagens divulgadas na imprensa mostraram o local com partes do teto desabadas sobre os equipamentos.

A paralisação em Porto Feliz obrigou a Toyota a interromper a produção nas fábricas de Indaiatuba e Sorocaba, onde são montados modelos como Yaris, Corolla e Corolla Cross.

Nesta sexta-feira, a Toyota informou que a produção em ambas as fábricas será retomada com motores importados e outras peças vindas de unidades no exterior.

A empresa também divulgou um cronograma para compensar o atraso na produção, acrescentando que inicialmente somente retomará a montagem dos modelos híbridos do Corolla e do Corolla Cross.

A interrupção também levou a Toyota a adiar o lançamento do modelo Yaris Cross para o mercado brasileiro, que estava previsto para 16 de outubro. A empresa afirmou nesta sexta-feira (3) que ainda não definiu uma nova data para o lançamento.

💾

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.
  •  

WEG vai vender recarregadores para veículos elétricos na Europa

A WEG vai vender recarregadores de bateria para veículos elétricos na Europa a partir de 2026. O objetivo da empresa é expandir sua área de atuação em um setor que vem ganhando espaço. “Já começamos a fabricar ev charge na Europa e, a partir do ano que vem, teremos produtos no mercado seguindo o padrão e as legislações locais”, afirmou o diretor superintendente de digital e sistemas da WEG, Carlos Grillo, nesta sexta-feira (3).

Nos Estados Unidos, a WEG tem focado em veículos utilizados por operadores de aeroportos, disse o executivo, citando um início de expansão global da companhia no segmento de recarregamento de veículos elétricos.

No Brasil, a WEG tem atuado no segmento de recarregadores para veículos elétricos usados por operadores de redes de recarga e também para montadoras de ônibus elétricos.

Diversificação da WEG

Com uma frota brasileira de ônibus elétricos com 1.168 veículos, a WEG começa a se espalhar para várias regiões brasileiras. Atualmente, a empresa está concentrada em São Paulo, onde detém 60% de participação nesse modelo de frota.

A WEG iniciou no mês passado uma operação dedicada à mobilidade elétrica em seu centro de serviços em São Bernardo do Campo (São Paulo), focada em reparo e manutenção. No médio prazo, disse Grillo, o centro deve oferecer serviços de manutenção de baterias.

Tarifas

O presidente da WEG, Alberto Kuba, afirmou que o maior desafio é a retração da economia mundial, principalmente com a guerra comercial iniciada pelos Estados Unidos.

“Mas não vimos o mundo parar de crescer ainda”, disse o executivo. Kuba citou sem dar detalhes, porém, que alguns projetos estão sendo adiados, dada as incertezas das consquências das tarifas dos EUA.

O executivo afirmou que a WEG está acelerando a expansão de capacidade de produção de componentes no México para atender a demanda por alternadores da Marathon, adquirida em 2023.

“Estamos acelerando tudo o que é possível no México. Investimentos que aconteceriam em 2026, 2027, 2028 estamos acelerando para casar com esse novo cenário tarifário”, afirmou.

Segundo ele, a prioridade atual da empresa na América do Norte é acelerar a capacidade de produção de alternadores da Marathon. “Estamos indo indo muito bem nos EUA”, disse sem dar detalhes.

“Mas uma integração vertical da Marathon, com todos os componentes produzidos pelo grupo, ainda vai levar de dois a três anos para acontecer”, disse o Kuba.

Questionado sobre o retorno dos investimentos mais recentes anunciados pela WEG, que incluem o anúncio de cerca de R$ 1 bilhão em Santa Catarina para nova fábrica de equipamentos de grande porte, o vice-presidente financeiro, André Luís Rodrigues, afirmou que “investimentos nesse patamar gera uma acomodação do retorno sobre capital investido”.

  •  

Sob a pressão do aço chinês, Gerdau reduz em quase 22% os investimentos para 2026

A Gerdau anunciou nesta quarta-feira (1) que deve investir R$ 4,7 bilhões em 2026, uma queda de 21,7% do que a companhia havia previsto. O movimento era, em certa medida, esperado. Em diversas ocasiões, o CEO Gustavo Werneck afirmou que a metalúrgica poderia reduzir investimentos em meio à pressão causada pela oferta do aço chinês no mercado nacional.

A participação do produto chinês tem abocanhado quase um quarto do mercado brasileiro e sido uma pedra no sapato da Gerdau. Na primeira metade do ano, as vendas da empresa no mercado interno caíram 4%, para R$ 12,5 bilhões.

Em entrevista de abril aos jornalistas do InvestNews, Lucinda Pinto e Rikardy Tooge, o CEO já sinalizava que sem medidas de intensificação da defesa comercial do setor brasileiro pelo governo federal, a empresa iria “debater se vale a pena continuar com o volume de investimentos e recursos que coloca no Brasil”.

Ao divulgar o resultado do segundo trimestre, a Gerdau afirmou que seguia enfrentando um ambiente “cada vez mais incerto”, com alta penetração de aço importado “em condições de competição desleal”, queda nos preços locais e tendência de desaceleração de demanda devido às taxas de juros em patamares elevados.

A questão central é que, hoje, o país consome 4 milhões de toneladas de vergalhão por ano. Já a China tem uma capacidade instalada compatível com 400 milhões de toneladas – estrutura montada nos anos em que teve seu crescimento sustentado por investimentos em infraestrutura e construção civil.

Com a desaceleração da economia chinesa dos últimos anos, há um enorme excedente de aço que está sendo vendido mundo afora a preços muitas vezes abaixo do custo de produção. 

A expectativa da companhia era de que o governo federal revisse a política de cota-tarifa de 25% para alguns produtos do setor siderúrgico, considerada “ineficiente” pela gestão da Gerdau. A sobreoferta do aço chinês tem sido debatida mundo afora. A União Europeia avalia propor no início da próxima semana um mecanismo de longo prazo que também reduzirá as cotas existentes do bloco para aço estrangeiro em quase metade,segundo a Bloomberg.

Por lá, as importações de aço também estarão sujeitas à nova tarifa, o que reflete a política de outros países, como os Estado Unidos, que impõe uma taxa de 50% sobre o aço importado.

Para onde vão os investimentos

No fato relevante de hoje, a diretoria da Gerdau informou que o montante estimado para manutenção de suas instalações será de aproximadamente R$ 3 bilhões por ano, nos próximos cinco anos. É o mesmo valor previsto para a atividade neste ano.

Do total orçado para 2026, os investimentos em manutenção serão de R$ 2,9 bilhões e os desembolsos em projetos receberão R$1,8 bilhão.

A companhia afirmou ainda que prevê um resultado operacional anual medido pelo Ebitda de R$ 1,5 bilhão derivado dos principais projetos de investimento.

Entre os principais projetos está o da mina de minério de ferro em Miguel Burnier (MG), que deve consumir R$ 5,2 bilhões, dos quais R$ 4 bilhões já foram desembolsados, conforme declarado no fato relevante. O montante de R$ 1,2 bilhão restante será aplicado até 2027.

Em Miguel Burnier, a Gerdau informa que o projeto de mineração deve gerar um Ebitda adicional de R$ 400 milhões em 2026, considerando uma curva de aprendizado de 12 meses e que depois disso o ganho estimado é de R$1,1 bilhão por ano.

💾

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.
  •  

Moratória da Soja tem reviravolta no Cade e pacto pode prosseguir até o fim do ano

O plenário do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu nesta terça-feira (30), por maioria, suspender até o final do ano uma medida preventiva da superintendência-geral do órgão antitruste contra a Moratória da Soja, acolhendo parcialmente um recurso das empresas compradoras da oleaginosa.

A decisão indica uma reviravolta no caso, após o conselheiro-relator do processo no Cade, Carlos Jacques Gomes, ter votado contra recurso apresentado por comerciantes e processadores de soja, mantendo a suspensão da Moratória da Soja.

O que é a Moratória da Soja

A Moratória da Soja é um pacto entre os compradores de soja, que está em vigor há quase 20 anos e proíbe a aquisição do grão cultivado de áreas desmatadas na Amazônia após julho de 2008. O objetivo é a preservação da floresta.

A decisão do plenário do Cade frustra, por ora, o setor de produção de soja, já que algumas associações de agricultores consideram que o acordo privado representa um cartel.

Mas pode ser vista como positiva por defensores da moratória, como ambientalistas, que admitem a importância do pacto para evitar desmatamento.

O conselheiro José Levi Mello do Amaral Júnior deu parcial provimento ao recurso das tradings, determinando a suspensão de uma medida preventiva, que foi concedida em agosto pela Superintendência-Geral do Cade contra a Moratória da Soja, até 31 de dezembro de 2025.

Segundo Amaral Júnior, a suspensão da medida preventiva até o final do ano daria mais tempo para que partes privadas possam dialogar com produtores de soja, que argumentam que a moratória dá maior poder de barganha para as tradings na aquisição do produto.

A associação de tradings e processadoras de soja, Abiove, uma das partes envolvidas no processo, destacou que o prazo dado pelo Cade será destinado a permitir que agentes privados e públicos dialoguem em busca de uma “solução” para o tema.

“A Abiove continuará acompanhando os desdobramentos no Cade e segue à disposição para colaborar com as autoridades competentes, em prol da segurança jurídica e da previsibilidade regulatória do setor”, afirmou em comunicado.

Amaral Júnior frisou que o seu voto exclui quaisquer outras considerações sobre a ocorrência ou não de algum ilícito concorrencial. O conselheiro foi seguido por outros três colegas no colegiado (Victor Fernandes, Diogo Thomson de Andrade e Camila Cabral Pires Alves).

Já Gustavo Augusto Freitas de Lima, presidente do Cade, concordou em dar mais tempo para a moratória seguir em vigor, até o final do ano. Mas ele destacou que a medida preventiva da superintendência-geral do conselho contra a moratória precisará ser cumprida a partir de 1º de janeiro de 2026, se não avançarem as conversas entre as partes.

Embora tenha concedido um prazo para o diálogo com as partes, Lima citou preocupações concorrenciais, ao citar a concentração de mercado de empresas como ADM, Bunge, Cargill e Louis Dreyfus. “Estamos falando da ABCD, elas têm um poder de mercado”, disse, em referência às gigantes do setor do agronegócio.

Já o conselheiro-relator do caso citou problemas concorrenciais ao proferir seu voto, apontando preocupações sobre potenciais danos anticompetitivos que promoveriam aumento do poder de barganha das tradings na compra de soja junto a agricultores.

Os conselheiros julgaram um recurso contra uma medida preventiva de agosto do superintendente-geral do Cade, Alexandre Barreto de Souza, que ordenou aos comerciantes de grãos a suspensão da moratória sob pena de imposição de multas pesadas, alegando cartel entre as compradoras de soja participantes do pacto.

Uma semana após a decisão de Souza, a associação de tradings e processadoras de soja, Abiove, solicitou à Justiça federal que bloqueasse a decisão do superintendente-geral e obteve uma decisão favorável.

Foi então concedido um mandado de segurança contra a suspensão da moratória até que o tribunal do Cade tomasse uma decisão final sobre o recurso.

  •  

Com segundo forno de níquel, Vale Base Metals quer reduzir custos e ficar mais competitiva

A Vale Base Metals (VBM) iniciou nesta terça-feira (30) a operação do segundo forno de processamento de níquel no Complexo de Mineração Onça Puma. “A inauguração vai permitir que a empresa reduza custos e se torne mais competitiva”, disse Shaun Usmar, CEO da companhia à Reuters.

Com a inauguração, no sudeste do Pará, a VBM ampliou em 60% a capacidade de produção de Onça Puma, a 40 mil toneladas do metal por ano.

O novo forno elétrico da unidade de metais básicos da Vale levou três anos para ser finalizado e entregue dentro do prazo, e gerou 2.500 empregos durante a fase de construção.

A empresa empenhou US$ 480 milhões na execução do projeto, abaixo dos US$555 milhões planejados anteriormente.

“Estamos cerca de 13% abaixo do orçamento, o que é muito importante. Se vamos pedir mais capital à Vale e à Manara no futuro, é importante que eles saibam que podemos cumprir nossas promessas”, disse o CEO da Vale Base Metals, Shaun Usmar, em uma entrevista por videoconferência, falando sobre movimentos hipotéticos no futuro.

A Vale detém 90% da Vale Base Metals e os demais 10% pertencem à Manara Minerals Investment Company.

O executivo, baseado no Canadá, que chegou ao Pará na segunda-feira para a inauguração, afirmou que a VBM é um fornecedor global de níquel e que a unidade de Onça Puma exporta para a Europa e Ásia.

A conclusão do projeto, segundo ele, consolida Onça Puma como a maior operação de ferroníquel do Brasil.

Usmar ressaltou que a curva de custos da indústria de níquel foi bastante achatada, em um cenário de grande oferta da Indonésia e redução de preços da commodity, e que é muito importante para a VBM garantir que seu portfólio esteja “na parte inferior dessa curva, mesmo que ela esteja muito plana”.

“Onça Puma a posiciona em uma parte muito competitiva da curva, então isso é o mais importante… nos colocará em uma posição em que geraremos um fluxo de caixa razoável”, disse o executivo. “E, quando o mercado se recuperar, estaremos em uma posição muito forte.”

Usmar afirmou não esperar “uma alta massiva no preço do níquel no final deste ano ou no próximo”. “Mas acho que estamos otimistas a longo prazo”, ponderou, evitando dar previsões.

Mais produção

O início das operações do Forno 2, juntamente com o aumento da produção subterrânea em Voisey’s Bay, no Canadá, deverá elevar a produção de níquel para entre 210 mil e 250 mil toneladas até 2030.

Para 2025, a VBM manteve sua meta de atingir produção de níquel entre 160 mil e 175 mil toneladas.

O Complexo de Mineração Onça Puma conta atualmente com mais de 1.800 funcionários e contratados permanentes, segundo a mineradora.

Usmar reiterou ainda que a empresa permanecerá investindo na expansão de sua presença na região e no fortalecimento do portfólio da empresa de minerais críticos.

  •  

OpenAI firma parceria para viabilizar compras pelo ChatGPT nos EUA

A OpenAI apresentou nesta segunda-feira (29) um recurso em parceria com a Etsy e a Shopify que permite aos usuários fazerem compras por meio do ChatGPT nos Estados Unidos. 

Os vendedores terão que pagar uma taxa para a OpenAI sobre as compras concluídas, mas não haverá cobranças para os usuários e isso não afetará os preços, prometem as empresas.

A mudança abre uma nova fonte de receita para a OpenAI além do modelo de assinatura tradicional.

“O Instant Checkout agora está sendo implementado para usuários logados no ChatGPT Pro, Plus e Free dos EUA que compram de vendedores Etsy dos EUA, com mais de 1 milhão de comerciantes do Shopify em breve”, disse a OpenAI na rede social X.

As ações da Etsy subiram 7,3%, enquanto as ações da Shopify listadas nos EUA avançaram 4,5% após o anúncio.

“Os vendedores do Shopify poderão usar o ChatGPT sem links ou redirecionamentos, apenas via comércio contínuo”, disse a plataforma em seu site.

A startup de IA informou que abrirá o código-fonte do protocolo de comércio agêntico, construído com a empresa de pagamentos Stripe, que permite a compra pela ferramenta.

💾

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.
  •  

Startup acusa Meta de roubar plano de negócios para estruturar o Instagram Shopping

A Meta está enfrentando um novo processo de uma startup de tecnologia que alega que a companhia roubou seu plano de negócios para estruturar o Instagram Shopping.

O processo foi aberto na sexta-feira (26) em um tribunal do Estado norte-americano da Califórnia pela britânica Ollywan Limited. A startup alega que a Meta usou seu poder nas redes sociais para esmagar o aplicativo da Ollywan, o Winstag, que foi encerrado em 2023.

A Ollywan alegou que a Meta violou a lei antitruste dos EUA ao ligar o Instagram ao Instagram Shopping, permitindo que os usuários comprem produtos marcados em publicações. A queixa diz que a conduta da Meta deixou os rivais incapazes de competir e promoveu um monopólio avaliado em mais de US$ 2 bilhões por ano.

“A Meta roubou deliberadamente o plano de negócios inovador da Ollywan e vinculou seu monopólio no mercado de redes sociais para impedir a concorrência de produtos alternativos no mercado de compras com base em tags”, diz o processo.

A Meta não comentou o assunto. Advogados da Ollywan não se manifestaram.

O Winstag foi lançado em 2016 como um aplicativo de compartilhamento de fotos com recursos de marcação de produtos e compras de afiliados. Os usuários podiam seguir amigos e outras pessoas para ver o que eles estavam vestindo e comprar peças por meio de etiquetas de produtos.

Instagram Shopping

De acordo com a denúncia, o presidente-executivo da Ollywan se reuniu com executivos da Meta em 2015 e compartilhou o plano de negócios sob garantia de confidencialidade. Um executivo da Meta supostamente disse: “podemos potencialmente trabalhar juntos”.

Em vez disso, a Meta lançou o Instagram Shopping seis semanas depois do Winstag, incorporando recursos da plataforma rival, segundo o processo. O processo chamou o suposto roubo da Meta de “flagrante”, dizendo que muitos recursos correspondiam a detalhes que Ollywan havia compartilhado anteriormente.

A Meta então usou a “aplicação pretextual” de objeções de marca registrada ao nome “Winstag” para impedir que os usuários usassem o aplicativo da Ollywan, segundo o processo.

A Ollywan agora busca com o processo indenização e uma ordem judicial contra a conduta anticompetitiva atual ou futura da Meta, que enfrentando outros processos.

No ano passado, um tribunal de apelações dos Estados Unidos reabriu uma ação judicial que acusa a Meta de tirar do mercado o aplicativo de fotos Phhhoto.

  •  

TotalEnergies quer vender participações em energia renovável; Brasil, EUA e Europa estão fora do plano

 A TotalEnergies planeja se desfazer de todas as suas participações em energia renovável.

As exceções ficam por conta do Brasil, Estados Unidos e Europa. A informação é do presidente de gás, energias renováveis e energia, Stephane Michel, nesta segunda-feira (29).

Atualmente, 25% do portfólio operacional de energia renovável da petroleira francesa vem de sua participação em ativos eólicos e solares.

  •  

Iguá opera 100% com energia solar no Rio de Janeiro

A Iguá anunciou nesta segunda-feira (29) que passou a operar 100% com energia solar no Rio de Janeiro. Além disso, a matriz de eletricidade do grupo de saneamento passou a ser mais de 90% obtida a partir de fontes renováveis.

A diretoria da Iguá informou ainda que a energia das operações da Iguá Rio é 100% gerada por três usinas solares da Faro Energy, que produzem 2,3 mil megawatts-hora por ano cada uma. As usinas ficam em Cabo Frio (RJ).

“O uso dessa energia se dá na modalidade de autoconsumo remoto, que possibilita o direcionamento para qualquer área, mesmo que a operação da empresa esteja distante do local de produção”, afirmou a Iguá em comunicado à imprensa. “Isso ocorre porque a energia é inserida na rede de transmissão da distribuidora da região, usando a estrutura já existente”, acrescentou.

Iguá no mercado livre de energia

O grupo Iguá entrou no mercado livre de energia em 2019 e atualmente quase 80% da eletricidade consumida pela companhia tem origem nesse mercado.

A maior parte da eletricidade das operações da companhia é produzida no Complexo Solar Janaúba, em Janaúba (MG), onde há uma usina dedicada exclusivamente para a empresa, com capacidade para 50 MWh/ano, afirmou a empresa.

  •  

Ambipar está prestes a contratar empresa para ajudar na reestruturação da dívida

A empresa de gestão de resíduos Ambipar está perto de contratar a boutique de assessoria Seneca Evercore, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.

Se a parceria for de fato firmada, a Seneca Evercore iria assessorar a Ambipar na reestruturação da dívida. As fontes pediram para não serem identificadas por se tratar de um assunto que não é público. Um grupo de detentores de títulos da empresa também está se preparando para negociações, acrescentou uma pessoa na semana passada.

Representantes da Seneca Evercore e da Ambipar não quiseram comentar.

Proteção emergencial da Ambipar

A Ambipar obteve proteção emergencial contra seus credores na semana passada, após informar a um tribunal do Rio de Janeiro que corria risco de colapso financeiro depois de alguns credores exigirem pagamentos antecipados que poderiam acionar cláusulas de inadimplência em uma dívida de R$ 10 bilhões, de acordo com documentos judiciais.

Um juiz suspendeu todas as cobranças, execuções e ações de execução contra a Ambipar e suas empresas relacionadas por 30 dias, renováveis ​​por mais 30 dias, segundo os documentos.

As notas em dólar da Ambipar, que vinham caindo há dias em meio à crescente preocupação de que a empresa estivesse reestruturando sua dívida. As ações da empresa chegaram a despencar 61% na bolsa brasileira, a maior queda intradiária já registrada.

A empresa enfrentou um mês difícil em meio a uma investigação regulatória, alertas de agências de classificação de risco e mudanças de executivos.

  •  

Fundo árabe e genro de Trump fecham capital da Electronic Arts. Acordo avalia EA em US$ 55 bilhões

 A produtora de videogames Electronic Arts (EA) anunciou nesta segunda-feira (29) acordo para de US$ 55 bilhões com um grupo de investidores para fechar seu capital, marcando uma das maiores aquisições do setor.

O acordo prevê que a produtora de “Battlefield” será comprada por um consórcio é formado pela empresa de investimentos de risco Silver Lake, pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita  (PIF) e pela Affinity Partners, contro

Acionistas da Electronic Arts

O negócio é a maior aquisição alavancada da história. Os acionistas da Electronic Arts receberão US$ 210 por ação em dinheiro, o que representa um prêmio de 25% em relação ao preço de fechamento na quinta-feira passada, antes do surgimento de rumores na mídia sobre a transação.

A oferta chega em um momento crucial para a Electronic Arts, que está se preparando para lançar a nova versão do game de simulação de guerra “Battlefield 6”.

A transação, que deverá ser concluída no primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, será financiada por uma combinação em dinheiro do PIF, Silver Lake e Affinity Partners, bem como por uma transferência da participação existente do PIF na EA.

  •  

DeepSeek lança modelo de IA intermediário e já fala em próxima geração

A desenvolvedora chinesa de inteligência artificial DeepSeek lançou um modelo experimental, que seria mais eficiente e com melhor processamento para textos longos.

A empresa sediada em Hangzhou batizou o modelo de DeepSeek-V3.2-Exp.

A direção do DeepSeek se refere a ele como “a etapa intermediária em direção à arquitetura de próxima geração”. Essa arquitetura provavelmente será o lançamento de produto mais importante do DeepSeek desde que as versões V3 e R1 foram lançadas.

DeepSeek mais barato

O modelo V3.2-Exp inclui um mecanismo chamado DeepSeek Sparse Attention, que, segundo a empresa chinesa, pode reduzir os custos de computação e aumentar o desempenho de alguns tipos de modelos.

A liderança do DeepSeek informou ainda nesta segunda-feira (29) no X que está cortando os preços da API em “mais de  50%”.

Embora seja improvável que a arquitetura de próxima geração do DeepSeek agite os mercados como as versões anteriores fizeram em janeiro, ela ainda pode exercer uma pressão sobre rivais nacionais como a Qwen, da Alibaba, e OpenAI.

💾

Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube.
  •