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Frio persiste com risco de geada no Rio Grande do Sul

Da Agência Brasil

A previsão do tempo para esta quarta (17) e quinta-feira (18), do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), divide o Brasil em cenários distintos. Enquanto o centro-sul do país continua com baixas temperaturas e a possibilidade da ocorrência de geada, a Região Norte concentra os maiores volumes de chuva. Além disso, uma nova frente de instabilidade marca o retorno das precipitações ao Rio Grande do Sul amanhã.

No sul do país, as manhãs de hoje e amanhã serão marcadas pelo risco de geada nas serras gaúcha e catarinense, além do sul do Paraná, com temperaturas mínimas próximas de 0° C. O tempo seco predominante hoje dará lugar a novas áreas de instabilidade nesta quinta-feira, e deve trazer a chuva de volta ao oeste do Rio Grande do Sul, acompanhada de possíveis trovoadas.

Na Região Sudeste, em áreas serranas do sul de Minas Gerais e de São Paulo, as mínimas podem chegar a 4 °C, com chance de geada fraca e isolada em regiões de baixada. Apesar das manhãs geladas, o tempo estável deve garantir uma elevação gradual das temperaturas ao longo do dia, especialmente no interior do país.

Segundo o Inmet, a Região Norte mantém o padrão dos últimos dias de pancadas de chuva, com acumulados significativos previstos para o Amazonas, Roraima e o norte do Pará e de Rondônia.

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STF condena Eduardo Bolsonaro a inelegibilidade e a 4 anos de prisão

Da Agência Brasil

Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (16) condenar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo. Assim, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro deve cumprir 4 anos e dois meses de prisão em regime semiaberto. Cabe recurso contra a decisão.

Além do tempo de prisão, o ex-deputado foi condenado a oito anos de inelegibilidade e à perda do cargo de escrivão da Polícia Federal.

O placar unânime de 4 votos a 0 foi obtido no julgamento da ação penal na qual Eduardo é réu pela acusação de articular o tarifaço contra as exportações brasileiras para tentar evitar a condenação ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista.

A condenação também envolve os atos para estimular o governo do presidente Donald Trump a revogar os vistos de ministros da Corte e do governo federal e a aplicação das sanções econômicas da Lei Magnitsky.

Desde o ano passado, Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados.

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Curta-metragem vai contar a história da Floresta do Sabará, ameaçada por empreendimento do grupo Zaffari

A preservação da Floresta do Sabará, área de mata atlântica em Porto Alegre que está ameaçada por um empreendimento do grupo Zaffari, é o mote de um curta-metragem que está sendo produzido por jovens cineastas da Capital. Eles abriram um financiamento coletivo para custear a obra de ficção que tem como pano de fundo a luta real da comunidade.

O curta ‘Paradoxo’ segue a personagem Valentina, que mergulha em um processo de desgaste emocional enquanto acompanha a destruição de um dos últimos pulmões verdes da cidade. Entre manifestações populares, deslocamentos urbanos e o sufocamento cotidiano da metrópole, a jovem passa a questionar não apenas o futuro da floresta, mas a própria possibilidade de continuar existindo em um mundo marcado pela desconexão, pela violência ambiental e o cansaço da luta constante por espaço, dignidade e sobrevivência.

O roteiro é da MC, artista de rua e musicista Crua. Produtora executiva do filme, Vanessa Albuquerque fala da escolha do gênero de Paradoxo. Ao invés de gravar um documentário, o grupo resolveu escrever uma ficção para que o público possa se identificar com a personagem e sua história.

“Queremos trabalhar a Floresta do Sabará não só pela luta da comunidade, mas também trazer a ideia de que a proteção ambiental é algo com que a sociedade inteira deveria se preocupar”, explica. “A obra tem a ideia de falar também sobre saúde mental, a militância como um todo, no sentido de demonstrar quanto custa essa lutas para as pessoas que se envolvem nela”.

Para além da trama principal, o objetivo é que a obra sirva para deixar registrada a Floresta do Sabará. Afinal de contas, como diz Vanessa, “hoje a floresta está de pé, mas está no meio dessa disputa. Registrar essa luta tem o intuito de preservar a memória”.

 

Área já desmatada em 2024 para o Cestto Atacadista destoa da mata verde. Foto: Isabelle Rieger/Sul21

O nome do filme tem a ver com uma falsa dicotomia entre desenvolvimento e preservação. “A ideia do desenvolvimento é retratada como a construção de mais prédios, mais estradas, mas sempre às custas da preservação ambiental. Preservar uma floresta, a fauna e a flora de um local também é desenvolvimento”, defende Vanessa. “E temos a dualidade desse pulmão verde em um grande centro urbano, e no meio dele tem uma rua asfaltada onde passam vários casos. Vivemos o paradoxo de até onde a gente vai por esse desenvolvimento, e às custas do quê”.

A obra está em fase de pré-produção, com o roteiro final recém finalizado. Agora, a equipe coloca na ponta do lápis tudo o que vai precisar para rodar o filme: definição das locações e seleção de elenco. As gravações estão marcadas para dois finais de semana de julho. Até lá, tudo está sendo financiado de forma independente, através de parceiros e de uma vaquinha que pode ser acessada neste link.

A primeira mostra do filme ocorre em outubro, na Sala Redenção. A ideia do grupo não é monetizar a obra, mas sim fazer exibições comunitárias. Antes disso, no entanto, o foco são os festivais de cinema. Alguns deles, como o Festival de Gramado, exigem ineditismo dos filmes. Portanto, o público poderá assistir a ‘Paradoxo’ após a divulgação da lista de selecionados para o evento na Serra Gaúcha.

Construção coletiva
A roteirista Crua junto de integrante do coletivo SOS Floresta do Sabará. Foto: Daniel Bacon

‘Paradoxo’ é um dos quatro curtas advindos da edição de 2026 do curso Jovem Produtor Audiovisual (JPA). Após uma formação que teve início em março, os estudantes se dividiram em grupos e propuseram roteiros sobre diferentes temáticas.

Vanessa destaca a construção coletiva no audiovisual independente. Para além do financiamento através de parceiros, o grupo fez a discussão do roteiro com membros do coletivo SOS Floresta do Sabará, que estão envolvidos na realização do filme.

“A partir da leitura coletiva do roteiro, junto com a comunidade, fizemos algumas mudanças importantes. Por exemplo, na cena que vai retratar uma audiência pública, os figurantes serão os próprios militantes do coletivo”, relata a produtora. “Outra cena, que retrata uma reunião do coletivo, vai acontecer num local representativo para a comunidade. Será numa pracinha onde eles fizeram a primeira reunião na vida real”.

Relembre o caso da Floresta do Sabará

Um terreno de 50 hectares em área remanescente de mata atlântica na zona Leste de Porto Alegre foi adquirida pelo Grupo Zaffari para a construção de um Cestto Atacadista e do loteamento residencial Jardim Itália. Como o Sul21 mostrou em dezembro de 2024, o avanço das obras na área conhecida como Floresta do Sabará foi motivo de protesto dos moradores do entorno, que estavam preocupados com a derrubada de árvores e a proteção de animais silvestres.

Também naquele mês, o MPRS instaurou um inquérito civil para apurar os danos ambientais causados por possíveis falhas na concessão da licença ambiental para o loteamento Jardim Itália. O intuito era verificar se o licenciamento foi concedido após uma avaliação inadequada do estágio sucessional da área verde e de problemas associados ao manejo de fauna silvestre.

 

Protesto contra o empreendimento na Floresta do Sabará em dezembro de 2024. Foto: Morganah Marcon

Um primeiro parecer, emitido em abril de 2025 sob solicitação de urgência, concluiu que não havia indícios robustos para atestar inadequação do estágio sucessional da vegetação, classificado inicialmente como estágio médio. No entanto, foi apontada a incorreção no manejo de fauna realizado. O parecer ainda levantou a hipótese de reconsideração a sobre a viabilidade da instalação do empreendimento como um todo, em especial pela existência de um butiazal formado preponderantemente por espécie ameaçada de extinção.

Em outubro de 2025, um novo parecer assinado por biólogos da unidade de assessoramento ambiental do Ministério Público estadual (MPRS) destacou que há “inadequação da avaliação do estágio sucessional da Mata Atlântica” no estudo original para o Loteamento Jardim Itália. Além disso, os trabalhos de levantamento de fauna realizados para o licenciamento não foram suficientes para garantir a detecção de espécies raras ou ameaçadas de extinção que possam residir na área.

As licenças ambientais foram emitidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus).

Documentos aos quais o Sul21 teve acesso mostram a tramitação do projeto do loteamento Jardim Itália desde 1997, quando ele foi protocolado. Desde aquele ano, o projeto teve sucessivas alterações, principalmente no que diz respeito à inserção ou eliminação de partes do terreno como áreas de intervenção.

Em 2006, o Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (CMDUA) emitiu parecer contrário ao Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU) apresentado na época. “Não existe justificativa para a permissão da utilização de quarteirões com superfície superior ao permitido no Plano para áreas urbanas de ocupação intensiva, ou seja, com área máxima de 2,25 hectares e extensão máxima de 200 m”, diz o parecer.

Também no ano de 2006, a Secretaria de Meio Ambiente (então Smam) emitiu a licença ambiental para o loteamento Jardim Itália. O documento esclarece que o terreno inclui 2,6 mil m² de bacia de amortecimento para a água de cheias. Trata-se de um reservatório construído para o armazenamento temporário das águas das chuvas, que escoam por telhados, pátios, ruas, calçadas e redes pluviais, liberando esta água acumulada de forma gradual. Além disso, 106,9 mil m² seriam destinados ao sistema viário. A vegetação a ser suprimida em função do sistema viário somaria 10,3 mil m² de mata nativa.

As condições para a licença eram a divulgação prévia sobre a instalação do loteamento e uma placa no local, informando sobre as licenças e sobre a responsabilidade técnica do empreendimento. O Grupo Zaffari teria de manter uma Área de Preservação Permanente (APP) de 30 metros às margens do curso d’água presente no terreno, além de preservar os exemplares de figueira e de butiazeiro presentes no terreno.

Conforme o Termo de Compromisso firmado na época, o empreendedor teria de repassar R$ 60 mil à Unidade de Conservação do Parque Saint Hilaire.

A licença ambiental é um documento que precisa ser constantemente renovado. Na versão de 2023, continua sendo exigida do Grupo Zaffari a preservação de butiazeiros e de figueiras “em lotes de tamanho compatível ao desenvolvimento” dos exemplares. Continua sendo obrigatória, também, a instalação de uma placa apontando a responsabilidade técnica pelo empreendimento.

Outra condição para a licença ambiental é que o empreendedor delimite e cerque as APPs de curso d’água. Está previsto, ainda, o plantio de 299 mudas nativas na área interna do terreno e a doação, ao poder público, de 126 mil m² no interior de Unidade de Conservação. Essa doação corresponde à supressão de mais de 126 mil m² de vegetação da área, incluindo mata nativa.

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Sucesso de público na Itália, ‘Diamantes’ estreia no CineBancários nesta semana

Estreia nesta quinta-feira (21) no CineBancários “Diamantes”, fenômeno de público na Europa, com distribuição da Pandora Filmes. A trama, que mergulha em um ateliê de moda na Roma dos anos 70, é uma vibrante carta de amor às mulheres, à arte do figurino e ao poder emocional do cinema. A direção é de Ferzan Özpetek, celebrado diretor turco radicado na Itália.

“Diamantes” ocupou por quase dois anos a primeira posição nas bilheterias da Itália e foi vendido para mais de 40 países. Este é o 15º filme de Özpetek , conhecido por sucessos comerciais como “Um amor quase perfeito” (“Le fate ignoranti”, 2001) e “O primeiro que disse” (“Mine vaganti”, 2010).

O filme se passa tanto nos dias atuais quanto na década de 1970, girando em torno da vida compartilhada e dos segredos mais íntimos de um grupo de mulheres que trabalham em um grande ateliê de figurinos de cinema, dirigido por duas irmãs. Em meio a desavenças entre atrizes, agendas apertadas e funcionárias sonhadoras, o espectador é inserido numa história divertida – onde também há espaço para flertes discretos e antigas paixões que insistem em reaparecer. “Diamantes” reúne grandes nomes do cinema italiano, como Stefano Accorsi, Kasia Smutniak, Elena Sofia Ricci e Milena Vukotic.

Programação de 21 a 27 de maio

“Diamantes” Itália/ Drama/2024/120min

Direção: Ferzan Özpetek

Sinopse: Um diretor reúne suas atrizes favoritas para fazer um filme sobre mulheres. Aos poucos, sua imaginação as transporta para outra época, em um ateliê de figurinos onde o som das máquinas de costura domina o cotidiano e as mulheres ocupam o centro da criação. Entre rivalidades, cumplicidades, ausências e laços inquebráveis, realidade e ficção se misturam, revelando o cinema por um outro ponto de vista: o do figurino.

Elenco: Luisa Ranieri, Jasmine Trinca, Milena Mancini, Paola Minaccioni, Anna Ferzetti, Geppi Cucciari, Lunetta Savino

 

“Surda” Espanha/ Drama/ 2025/ 99min

Direção: Eva Libertad

Sinopse: Ângela, uma mulher surda, vive pela primeira vez a experiência da maternidade, ao lado de seu parceiro ouvinte, Hector. Com a chegada do bebê, Ângela precisa enfrentar os desafios e complexidades de ser mãe em um mundo que não foi preparado para pessoas como ela.

Elenco: Miriam Garlo, Álvaro Cervantes, Elena Irureta

 

“Perto Do Sol É Mais Claro” Brasil/Drama/2025/110min.

Direção: Regis Faria

Sinopse: Comovente retrato de Regi, engenheiro carioca de 85 anos, no momento em que lida com a perda recente de sua esposa. A resiliência e o poder do amor nas complexidades do envelhecimento.

Elenco: Reginaldo Faria, Marcelo Faria, Vanessa Gerbelli, André Faria.

Horário de 21 a 27 de maio

Não há sessões nas segundas

15h: “Perto Do Sol É Mais Claro”

17h: “Surda”

19h: “Diamantes”

Ingressos

Os ingressos podem ser adquiridos a R$ 14 na bilheteria do CineBancários. Idosos (as), estudantes, bancários (as), jornalistas sindicalizados (as), portadores de ID Jovem e pessoas com deficiência pagam R$ 7. São aceitos cartões nas bandeiras Banricompras, Visa, MasterCard e Elo. Nas quintas-feiras, a meia-entrada (R$ 7) é para todos e todas.

CineBancários
Rua General Câmara, 424 – Centro – Porto Alegre
Mais informações pelo telefone (51) 3030.9405 ou pelo e-mail cinebancarios@sindbancarios.org.br

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