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Ibovespa recua aos 180 mil pontos com IPCA e queda da Petrobras (PETR4); dólar fecha a R$ 4,89

O Ibovespa (IBOV) encerrou a terça-feira (12) em queda, pela segunda sessão consecutiva, após os dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos

Os investidores acompanharam ainda o recuo da Petrobras após o balanço do primeiro trimestre de 2026 e a continuidade na escalada de tensões entre Irã e EUA.

Hoje, o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações em baixa de 0,86%, aos 180.342,33 pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 4,8954, com ligeira alta de 0,08%.

Por aqui, o mercado acompanhou os dados da inflação de abril, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi a maior para o mês desde 2022.

O IPCA registrou alta de 0,67%, o que representa desaceleração após avanço de 0,88% em março. O resultado veio em linha com a mediana da pesquisa Projeções Broadcast.

No acumulado em 12 meses, a inflação acelerou de 4,14% em março para 4,39% em abril, ficando próximo do teto da meta inflacionária de 4,5% do Banco Central (BC).

Na avaliação da economista Claudia Moreno, do C6 Bank, as medidas do governo – como subsídios e redução de impostos – devem mitigar parte dos efeitos da alta do petróleo sobre a inflação brasileira no curto prazo. Ainda assim, ela afirma que combustíveis e alimentos já podem estar sendo impactados pelo conflito no Oriente Médio.

Além disso, “o mercado de trabalho aquecido junto com a perspectiva de desvalorização do real deve fazer com que os preços voltem a acelerar no segundo semestre”, diz Moreno. A projeção do C6 para o IPCA  de 2026 é de 4,8%, acima do intervalo de tolerância da meta, de 4,5%.

Altas e quedas do Ibovespa

No sentido contrário da véspera, a Petrobras (PETR3;PETR4) recuou após o balanço do primeiro trimestre e os dividendos virem abaixo do esperado pelo mercado, contrariando a alta do petróleo. PETR4 tombou 1,62% (R$ 45,68), enquanto PETR3 caiu 0,85% (R$ 50,38).

Segundo o time do Itaú BBA, liderado por Monique Martins Greco, o avanço do Brent ao longo de março “não foi totalmente refletido no trimestre”, já que existe uma defasagem entre o embarque do petróleo e o reconhecimento da receita na transferência de propriedade das cargas exportadas.

“Embora a frustração possa gerar pressão de curto prazo, a combinação de preços mais altos do petróleo e a realização das exportações em trânsito deve reverter esse efeito temporário, preparando um segundo trimestre mais forte”, escreveram os analistas.

Por outro lado, Vale (VALE3) conseguiu se recuperar no fim do pregão e subiu 0,37% (R$ 83,76), destoando da queda de 0,98% do minério de ferro, cotado a 812,5 yuans (US$ 119,57) a tonelada na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China. O avanço ocorreu após a mineradora divulgar suas projeções para 2026 e 2027.

Para o Safra, os números são positivos uma vez que o aumento na sensbilidade do fluxo de caixa livre das Soluções de Minério de Ferro não estava no cenário base do banco.

Adicionalmente, o banco avalia que isso ajuda a aliviar as preocupações do mercado em relação à perda de rentabilidade decorrente dos custos de caixa e do frete desde o início do conflito, algo que aparentemente pressionou as ações após o balanço do primeiro trimestre de 2026 (1T26).

A ponta negativa do índice foi encabeçada pela Natura (NATU3), que recuou 5,62%, a R$ 9,91, após o resultado do 1T26 ser considerado fraco pelos analistas do mercado.

Já a ponta positiva foi liderada pela Braskem (BRKM5), que disparou 29,02%, a R$ 11,87, depois de o JP Morgan realizar dupla elevação do papel. A recomendação passou de neutro para compra e o banco também subiu o preço-alvo de R$ 10,50 para R$ 15, com potencial de valorização de 63% ante o fechamento anterior (11).

Segundo o JP, a elevação do papel reflete a melhora nos fundamentos de mercado, oferta mais restrita e fortalecimento da governança após a reestruturação.

Exterior

Os índices de Wall Street fecharam sem direção única com a inflação pressionada, alta dos preços do petróleo e queda das ações de tecnologia.

No front econômico, o índice de preços ao consumidor (CPI, em inglês) dos EUA aumentou 0,6% em abril, depois de ter subido 0,9% em março, informou o Escritório de Estatísticas do Trabalho do Departamento do Trabalho nesta terça-feira. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,6%, com as estimativas variando de 0,4% a 0,9%.

Mas nos 12 meses até abril, os preços ao consumidor avançaram 3,8%. Esse foi o maior aumento anual desde maio de 2023 e seguiu-se à alta de 3,3% em março, o que reforçou ainda mais as expectativas de que o Federal Reserve deve deixar a taxa de juros dos Estados Unidos inalterada por algum tempo.

Diante da recente escalada de tensões no Oriente Médio, o parlamentar iraniano Ebrahim Rezaei disse nesta terça-feira que o país pode enriquecer urânio a até 90% de pureza, um nível considerado grau de armamento, se o Irã for atacado novamente.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,11%, aos 49.760,56 pontos;
  • S&P 500: -0,16%, aos 7.400,97 pontos;
  • Nasdaq: -0,71%, aos 26.088,203 pontos.

Na Europa, os índices fecharam em forte queda com a tensão geopolítica e crise política no Reino Unido. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com recuo de 1,01%, aos 606,63 pontos.

Na Ásia, os principais índices encerram majoritariamente negativos. O índice de Nikkei, do Japão, encerrou com avanço de 0,52%, 62.742,57 pontos. Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,22%, aos 26.347,91 pontos.

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Dividendos: Caixa Seguridade (CXSE3), Copasa (CSMG3) e mais 7 ações pagam proventos na semana

Esta semana reserva o pagamento de dividendos ou juros sobre o capital próprio (JCP)_de algumas empresas relevantes do mercado. É o caso da Copasa (CSMG3), que abre a semana com o pagamento de R$ 0,468 por ação na segunda-feira (11).

Já no final da semana, os acionistas recebem dividendos da Caixa Seguridade (CXSE3), de R$ 0,33, previstos para sexta-feira (15).

Preparamos um calendário completo com todos os pagamentos programados para a semana, para que você não perca os que mais importam para a sua carteira. Veja a seguir.

Dividendos da semana de 11 a 15 de maio

Confira na tabela a seguir o cronograma de dividendos a serem pagos na semana:

EmpresaTickerTipo de proventoValor bruto por ação (R$)Data de pagamentoData-com
CopasaCSMG3JCP0,46811/05/202623/03/2026
JHSFJHSF3Dividendo0,06911/05/202624/04/2026
WhirlpoolWHRL3Dividendo0,03912/05/202627/04/2026
WhirlpoolWHRL4Dividendo0,04312/05/202627/04/2026
BrisanetBRST3JCP0,04112/05/202619/12/2025
GrendeneGRND3JCP0,09113/05/202623/04/2026
GrendeneGRND3Dividendo0,00113/05/202623/04/2026
MinervaBEEF3Dividendo0,03113/05/202628/04/2026
Caixa SeguridadeCXSE3Dividendo0,33015/05/202630/04/2026
ÂnimaANIM3Dividendo0,07815/05/202624/04/2026
AlpagartasALPA3JCP0,14915/05/202616/12/2025
AlpagartasALPA4JCP0,16415/05/202616/12/2025

Investir em dividendos: como selecionar ações?

Na hora de investir em ações com foco em dividendos, a escolha pode não ser fácil. Com um fluxo intenso de ativos distribuindo proventos, identificar quais apresentam um preço atrativo para se posicionar e quais os melhores pagamentos proporcionais faz toda a diferença para uma carteira de renda passiva.

Por isso mesmo, o analista de ações da Empiricus Research Ruy Hungria faz uma seleção atualizada mensalmente para indicar quais são as melhores oportunidades para investir.

A boa notícia é que agora você pode investir na carteira de dividendos da Empiricus Research de forma automatizada, na plataforma online do BTG Pactual.

Se você deseja conhecer a carteira Empiricus Dividendos na íntegra, com as ações recomendadas para investir no momento, é só clicar no link a seguir (sem custos) e conhecer o produto que pode facilitar muito seus investimentos de perto:

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DISCLAIMER: Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability).

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Moura Dubeux (MDNE3): lucro recorde reforça forte momento operacional no 1T26

Nesta quarta-feira (6), a Moura Dubeux (MDNE3) divulgou seus resultados referentes ao 1T26, com números acima das expectativas do mercado e continuidade do forte ciclo operacional observado nos últimos trimestres.

No campo operacional, a companhia lançou oito projetos no trimestre, totalizando R$ 1,31 bilhão em VGV líquido (%MD), mais que triplicando o volume registrado no 1T25.

O trimestre também marcou a entrada da Ún1ca em duas SPEs ligadas à joint venture com a Direcional (DIRR3), ampliando a atuação da companhia no segmento econômico.

Dados trimestrais relevantes de MDNE3

As vendas e adesões líquidas somaram R$ 1,03 bilhão, crescimento de 87,7% na comparação anual e de 48,1% frente ao 4T25. O desempenho comercial permaneceu sólido, sustentado principalmente pelas adesões de condomínio, enquanto os distratos seguiram em níveis reduzidos, equivalentes a apenas 4,1% das vendas brutas. A VSO líquida ficou em 21,5% no trimestre e 52,4% na janela de 12 meses, indicando manutenção de uma boa velocidade de absorção, mesmo diante do maior volume de lançamentos.

Na demonstração de resultados, a receita líquida da Moura Dubeux atingiu R$ 628 milhões, crescimento de 43% frente ao 1T25. O avanço foi impulsionado pela maior contribuição do modelo de condomínio, especialmente pelo reconhecimento de receitas relacionadas à comercialização de terrenos em alguns projetos do período.

Esse fator também foi responsável por um nível de rentabilidade acima da média: a margem bruta ajustada alcançou 41,9%, avanço de 6,3 p.p. na comparação anual e de 8,2 p.p. frente ao trimestre anterior.

Com isso, o EBITDA ajustado atingiu R$ 168 milhões, crescimento de 89% em relação ao 1T25, com margem EBITDA ajustada de 26,8%.

Diante de um resultado financeiro discreto, o lucro líquido somou R$ 156 milhões, avanço de 121% na comparação anual, atingindo o maior patamar trimestral da história da companhia. O ROAE ficou em 27,2%, reforçando o elevado nível de rentabilidade do negócio.

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Estrutura de capital no 1T26: ainda vale a pena investir?

Em relação à estrutura de capital, a Moura Dubeux encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 84 milhões, equivalente a apenas 4% do patrimônio líquido, mantendo uma posição financeira bastante confortável, mesmo diante da aceleração operacional e da consequente queima de caixa.

De forma geral, os resultados do 1T26 reforçam o bom momento da Moura Dubeux, sustentada pelo modelo de condomínio, elevada eficiência operacional e boa dinâmica comercial no Nordeste. Negociando a um múltiplo Preço/Lucro de 5 vezes para 2026, as ações de MDNE3 permanecem entre as recomendações da Empiricus.

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Prio (PRIO3): petróleo e produção em alta beneficiam resultado do 1T26 acima do esperado; veja análise

A Prio (PRIO3) divulgou um forte resultado no 1T26, beneficiado tanto pela alta do petróleo como pelo aumento de produção que já vinha sendo antecipado pela companhia nas prévias. As ações, entretanto, caíam do Ibovespa na terça-feira (5), em linha com o recuo de mais de 3% do petróleo Brent para julho.

A receita líquida foi de US$ 1,12 bilhão, 60% acima do mesmo período do ano anterior e superior às projeções de mercado. O preço FOB do barril, valor efetivamente recebido após descontos e frete, foi de US$ 75,34, implicando desconto de US$ 8,15 em relação ao Brent médio. Esse número aumentou frente ao 4T25, refletindo a maior participação de Peregrino, que respondeu por quase 50% das receitas e possui óleo mais viscoso, com maior desconto.

Ainda assim, mesmo considerando a tributação temporária de 12% sobre exportações e a volatilidade do barril no trimestre, o preço FOB superou as expectativas, favorecendo as margens.

Melhoria operacional nos campos da Prio nos holofotes do 1T26

Assim como nos últimos trimestres, o destaque positivo foi a melhoria operacional dos campos, sendo que Albacora Leste, que vinha sendo o calcanhar de Aquiles da companhia, atingiu o maior índice de eficiência da série histórica, com 95,4% (v.s. 88,7% no 4T25 e 69,6% no 1T25). Os demais campos mantiveram estabilidade acima de 98%, evidenciando a efetividade dos esforços da companhia nesse objetivo.

O custo de extração (lifting cost) foi de US$9,4/barril (-25% t/t), sendo o menor desde 2024. Parte disso se dá pela forte redução de custos em Peregrino, que vem sendo implementada desde que a Prio passou a ser operadora do campo, e pela introdução de Wahoo, que além de diluir os custos, se beneficia de suas sinergias com Frade

Os custos e despesas gerais e administrativas somados cresceram 10,6% a/a, resultado do aumento produtivo da empresa. Com isso, o ebitda atingiu US$822 milhões, acima das estimativas do mercado.

A soma de depreciação e amortização foi de US$366 milhões (+43% a/a), refletindo a incorporação do campo de Peregrino e a operação de Wahoo. Despesas com hedge através de derivativos, além de uma dívida mais alta na comparação anual, trouxeram um resultado financeiro negativo em U$128 milhões.

Mesmo assim, o lucro líquido somou US$ 460 milhões, alta anual de 33%, refletindo o crescimento do ebitda e uma menor alíquota de imposto em função do ajuste da base tributável por conta da valorização do real no período.

Pontos baixos do 1T26 da PRIO3

O destaque negativo foi a geração de caixa, pressionada pelo aumento de recebíveis que elevou o capital de giro para US$ 461 milhões.

Além disso, o capex de US$ 308 milhões (em linha com o guidance) impactou o fluxo de caixa livre. Considerando ainda US$ 58 milhões em recompras de ações e US$ 88 milhões no resultado financeiro, houve consumo de caixa de US$ 37 milhões. Vale mencionar que esse número fraco já era esperado para o período, e a expectativa é de melhora significativa já no 2T26, com redução do capital de giro esperado e diminuição significativa dos recebíveis.

Sem novas emissões de dívida, o leve consumo de caixa e o avanço do ebitda reduziram a alavancagem de 2,3x no 4T25 para 2,0x no trimestre.

No geral, a companhia entregou resultados fortes, com receita e lucro recordes, além de avanços operacionais, com maior eficiência e menor lifting cost.

Os impactos das entradas dos campos de Peregrino e Wahoo ainda devem trazer um crescimento da produção e redução custo de extração. Por um yield de fluxo de caixa para o acionista de cerca de 50% no triênio 2026-2028, PRIO3 segue entre as recomendações da Empiricus.

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Metalúrgica Gerdau (GOAU4) lucra R$ 1,012 bilhão no 1T26, alta de 33,8% em doze meses

A Metalúrgica Gerdau (GOAU4) registrou lucro líquido de R$ 1,012 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 33,8% ante o mesmo período do ano passado.

Por sua vez, o Ebitda ajustado atingiu R$ 2,955 bilhões no período, valor 23,3% maior em relação ao mesmo trimestre de 2025.

Já a receita líquida da metalúrgica somou R$ 16,716 bilhões nos primeiros três meses de 2026, recuo anual de 1,7%. No período, a companhia somou vendas de aço de 2,811 milhões toneladas.

Endividamento

A dívida líquida da Gerdau chegou a R$ 8,218 bilhões ao final do primeiro trimestre deste ano, um aumento de 7,8% ante o registrado no intervalo em 2025. Dessa forma, a metalúrgica encerrou o trimestre com uma alavancagem de 0,73 vez no mesmo período, uma elevação ante a alavancagem de 0,04 vez do início de 2025.

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A Metalúrgica Gerdau registrou R$ 8 milhões de fluxo de caixa livre, revertendo o resultado negativo em R$ 1,255 bilhão do primeiro trimestre de 2025.

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Assaí (ASAI3) registra lucro líquido de R$ 86 mi no 1T26, queda anual de 46,7%

O Assaí (ASAI3) registrou lucro líquido de R$ 86 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 46,7% na comparação anual. O resultado do Assaí no 1T26 foi impactado por efeitos relacionados a créditos tributários de PIS/Cofins. Já o lucro líquido recorrente da companhia, que desconsidera itens não recorrentes, avançou 7% em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 174 milhões. No trimestre, o lucro líquido contábil inclui impacto positivo de R$ 281 milhões referentes a novos créditos de PIS/Cofins.

A receita líquida somou R$ 18,6 bilhões no trimestre, alta de 0,5% na base anual. Segundo a companhia, o período foi marcado por “deflação simultânea em commodities essenciais”, como arroz, feijão, açúcar, leite e óleo de soja, o que impactou o desempenho das vendas. As vendas em mesmas lojas recuaram 0,9% no período. “Ao mesmo tempo, o endividamento das famílias brasileiras atingiu recordes históricos. Diante de tudo isso, manter a margem Ebitda estável é consequência de disciplina”, afirmou o presidente do Assaí, Belmiro Gomes.

Segundo ele, o resultado do Assaí decorre de gestão de preços, maturação das lojas, expansão dos serviços em loja, controle rigoroso de despesas abaixo da inflação e ganho de market share. O Ebitda ajustado totalizou R$ 1 bilhão no trimestre, avanço de 0,3% na comparação anual, com margem de 5,5%, estável em relação a igual período de 2025. A margem bruta atingiu 16,7%, alta de 0,3 ponto porcentual.

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De acordo com a empresa, o desempenho reflete a “maturação das lojas abertas nos últimos anos” e avanços na gestão de preços. As despesas com vendas, gerais e administrativas somaram R$ 2,1 bilhões, alta de 2,7% na comparação anual, “abaixo da inflação no período”, segundo a companhia. O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 564 milhões no trimestre, equivalente a 3% da receita líquida.

Segundo o Assaí, o desempenho teve impacto do aumento dos encargos sobre a dívida, em função da elevação do CDI médio no período. No final do período, a dívida líquida somava R$ 11,5 bilhões. A alavancagem caiu para 2,52 vezes, ante 3,15 vezes um ano antes, atingindo o menor nível desde o quarto trimestre de 2021. Contato:

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Gerdau (GGBR4): lucro tem alta de 33,6% e chega a R$ 1,013 bi no 1T26

A Gerdau (GGBR4) registrou lucro líquido de R$ 1,013 bilhão no primeiro trimestre de 2026, alta de 33,6% na comparação com o primeiro trimestre de 2025. O Ebitda ajustado somou R$ 2,958 bilhões no período, avanço de 23,2% ante igual intervalo de 2025. Já a receita líquida foi de R$ 16,716 bilhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 3,8% frente na mesma base de comparação.

A companhia avalia que o período transcorreu em um cenário global volátil e desafiador, marcado por tensões geopolíticas que impactaram os mercados de commodities e as cadeias globais de suprimentos.

“Mesmo nesse contexto, registramos um Ebitda ajustado consolidado de cerca de R$ 3 bilhões no trimestre, com recuperação sequencial em todas as operações da companhia”, afirma a gestão em carta publicada junto aos números do trimestre da Gerdau.

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Os investimentos em Capex no período somaram aproximadamente R$ 1,1 bilhão, 23% do total projetado para o ano. Do montante investido no trimestre, 43% foram destinados à Manutenção e 57% destinados à Competitividade. A companhia diz ainda que 84% do Capex investido foi direcionado às operações no Brasil.

A posição de caixa da companhia encerrou o trimestre com R$ 5,6 bilhões disponíveis, resultando em uma Dívida líquida de R$ 8,2 bilhões no período e um indicador Dívida líquida/Ebitda em 0,74 vez, mantendo um patamar financeiro “bastante confortável”, na visão da companhia

Companhia aprova cancelamento de 7,380 milhões de ações PN e 225 mil ON, sem redução capital

O conselho de administração da Gerdau aprovou o cancelamento de 225 mil ações ordinárias e de 7,380 milhões de ações preferenciais da companhia, sem valor nominal e sem redução do valor do capital social.

Dessa forma, o capital social da Gerdau passou a ser dividido em 717.138.819 ações ordinárias e 1.268.017.330 ações preferenciais, ambas sem valor nominal.

Gerdau anuncia dividendos

Os conselhos de administração da Gerdau e Metalúrgica Gerdau aprovaram a antecipação do pagamento do dividendo mínimo obrigatório. A Gerdau pagará o total de R$ 354,1 milhões, equivalente a R$ 0,18 por ação ordinária e preferencial e ADRs. Já o valor a ser pago pela Metalúrgica Gerdau é de R$ 105,9 milhões, correspondente a R$ 0,08 por ação ordinária e preferencial.

Terão direito a receber os proventos os acionistas que estiverem na base das companhias até o dia 13 de maio, enquanto no caso de detentores de ADRs da Gerdau, até o dia 15 de maio. As ações passarão a ser negociadas ex-dividendos a partir do dia 14 de maio.

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O pagamento dos dividendos da Gerdau será no dia 9 de junho, os da Metalúrgica, no dia 10 do mesmo mês, e dos detentores de ADRs da Gerdau, no dia 16.

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Dividendos de fim de mês: Iguatemi (IGTI11), Porto (PSSA3), Sabesp (SBSP3) e outras ações pagam proventos até 30 de abril; confira

Nessa última semana do mês de abril, até a próxima quinta-feira (30), diversas ações listadas na bolsa brasileira têm pagamentos de dividendos ou juros sobre capital próprio (JCP) agendados aos seus investidores. Dentre as principais, figuram nomes como Iguatemi (IGTI11), Itaúsa (ITSA3), Porto (PSSA3), Sabesp (SBSP3) e Smart Fit (SMFT3).

Trazemos, abaixo, uma tabela completa com os pagamentos previstos entre os dias 27 e 30 de abril, para manter investidores bem-informados. Mas fique atento à “data com”, ou data de corte: somente investidores que detinham posição nas ações até as datas informadas na tabela receberão os pagamentos previstos.

Um outro ponto importante é que JCPs estão sujeitos à tributação do Imposto de Renda retido na fonte, à alíquota de 15%. Já os dividendos recebidos são tributados em 10% na fonte, se ultrapassam o valor total de R$ 50 mil mensais.

Agenda de dividendos: 27 a 30 de abril de 2026

EmpresaTickerTipo de proventoValor bruto por ação (R$)Data do pagamentoData de corte
EspaçolaserESPA3Dividendo0,00928/04/202630/12/2025
EngieENGI3Dividendo0,14129/04/202612/03/2026
EngieENGI3Dividendo0,14129/04/202602/04/2026
EngieENGI3Dividendo0,14129/04/202617/04/2026
EngieENGI4Dividendo0,14129/04/202612/03/2026
EngieENGI4Dividendo0,14129/04/202602/04/2026
EngieENGI4Dividendo0,14129/04/202617/04/2026
IguatemiIGTI11Dividendo0,16829/04/202614/04/2026
IguatemiIGTI3Dividendo0,02429/04/202614/04/2026
IguatemiIGTI4Dividendo0,07229/04/202614/04/2026
ItaúsaITSA3JCP0,01830/04/202609/12/2025
Mills LogísticaMILS3Dividendo0,66130/04/202620/04/2026
Dimed/PanVelPNVL3JCP0,08730/04/202626/03/2025
PortoPSSA3JCP0,53330/04/202625/09/2025
SabespSBSP3JCP0,83330/04/202619/03/2026
SabespSBSP3JCP2,64330/04/202623/12/2025
Smart FitSMFT3JCP0,06530/04/202623/03/2026
TIM BrasilTIMS3JCP0,16330/04/202623/03/2026
Trisul S.A.TRIS3Dividendo0,14230/04/202626/12/2025

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Bolsa brasileira não está mais barata, diz BofA

Para o Bank of America (BofA), as ações brasileiras não estão mais “baratas” em termos de valuation.

Nas contas do banco, o Ibovespa (IBOV) – principal índice da bolsa brasileira –, excluindo as commodities, está sendo negociado com um prêmio de 6% em relação à média histórica, mas ainda com desconto de 3% em relação aos mercados emergentes.

Apesar da avaliação, os estrategistas do BofA elevaram o preço-alvo para o IBOV para 210 mil pontos no fim deste ano, segundo relatório divulgado no último dia 22. A projeção anterior era de 180 mil pontos em dezembro.

O banco tem a preferência por empresas alavancadas com geração de caixa resiliente, financeiras e utilities com maior crescimento.

Bolsa brasileira e o fluxo estrangeiro

O Ibovespa acumula valorização de 18,4% desde janeiro, registrando 18 recordes nominais. O último foi registrado em 14 de abril, quando o índice encerrou o pregão aos 198.657,33 pontos.

Ainda de acordo com o BofA, os investidores estrangeiros continuam otimistas em relação ao real e às ações brasileiras.

“A recente abertura das taxas de juros locais criou uma assimetria em caso de um resultado eleitoral positivo ou de um cenário de desescalada da guerra”, destacaram os estrategistas.

Além disso, os ativos brasileiros continuam apresentando desempenho superior, com destaque renda variável e câmbio – o que tem levado parte do mercado a questionar se o Brasil estaria se comportando como um ativo quase livre de risco.

Na última semana, os gringos entraram com aproximadamente US$ 6 milhões (R$ 30 milhões) no mercado brasileiro atráves de fundos de ações, segundo o banco.

Esse movimento deve-se ao forte fluxo de capital para mercados emergentes. Excluindo a China, os estrangeiros injetaram US$ 1,4 bilhões entre os dias 20 e 24. Desde janeiro, as entradas chegaram a US$ 96 bilhões, o dobro do registrado em todo 2025.

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Banqueiro oferece mansão avaliada em quase R$ 25 mi em troca de ações da Anthropic

A corrida por ações da Anthropic está tão frenética nas últimas semanas que o banqueiro Storm Duncan, fundador do banco de investimentos focado em tecnologia Ignatious, resolveu adotar uma tática inusitada.

Duncan decidiu oferecer sua mansão em Marin County, na Califórnia, avaliada em quase R$ 25 milhões, em troca de ações da companhia, segundo o Business Insider.

A oferta vem após o valuation da Anthropic chegar a US$ 1 trilhão, motivada por investidores que ficaram impressionados com o crescimento de receita após o lançamento do assistente de IA Claude.

A propriedade, que tem mais de 50 mil metros quadrados, tem uma piscina de borda infinita com vista para São Francisco e um spa completo. Além disso, segundo Duncan, está a “20 minutos dos escritórios da Anthropic na cidade.”

Com a oferta de troca, o empresário espera chamar a atenção de funcionários da empresa que têm ações para vender. Ele afirma que já teve diversas propostas e insiste que a proposta é real.

Questionado sobre o motivo de ele não simplesmente comprar ações, ele explica que, como um investidor pequeno, ele jamais seria capaz de conseguir os papéis diretamente.

Duncan já têm ações da Anthropic que ele adquiriu em 2024, quando era muito mais fácil de consegui-las. Ele reforça que agora gostaria de reforçar seu portfólio depois de ficar impressionado com os resultados da ferramenta de IA Claude.

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Hapvida (HAPV3) lidera os ganhos do Ibovespa e C&A (CEAB3) é ação com pior desempenho; veja os destaques da semana

O Ibovespa (IBOV) engatou uma segunda semana consecutiva de perdas com incertezas sobre os conflitos no Oriente Médio.

O principal índice da bolsa brasileira acumulou perda de 2,55% na semana e encerrou a última sessão aos 190.745,02 pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) terminou a R$ 4,9982 e teve valorização de 0,30% ante o real no acumulado dos últimos cinco pregões.

Por aqui, o mercado continuou a concentrar as atenções nos efeitos do conflito no Oriente Médio e suas implicações na política monetária. Os preços do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, avançaram % na semana, encerrando a última sessão a US$ 99,13 o barril.

Entre os dados, l, o déficit em transações correntes totalizou US$ 6,036 bilhões em março, com o déficit acumulado em 12 meses totalizando o equivalente a 2,71% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados do Banco Central.

A expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas era de um saldo negativo de US$ 5,489 bilhões no mês. No mesmo período do ano anterior houve déficit de US$ 2,930 bilhões.

Na próxima semana, os investidores devem concentrar as atenções nas decisões de política monetária. No Brasil, a expectativa é um novo corte de 0,25 ponto percentual nos juros, levando a Selic para 14,50% ao ano. Já nos EUA, o mercado espera a manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

De olho no Oriente Médio

No início da semana, a tensão entre Estados Unidos e Irã aumentou após o novo fechamento do Estreito de Ormuz, afetando o fluxo global de petróleo.

Já na quinta-feira (23), Líbano e Israel fecharam mais um acordo temporário. Os dois países estenderam seu cessar-fogo por três semanas após uma reunião de alto nível na Casa Branca, segundo o presidente norte-americano, Donald Trump.

As expectativas de uma nova rodada de negociações entre Washington e Teerã ganharam força na reta final da semana. Na sexta-feira (24), a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse a jornalistas que Trump planejava mandar os enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner para negociações com Araqchi em Islamabad, e a dupla partirá ao Paquistão na manhã deste sábado (25).

Sobe e desce do Ibovespa

A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Hapvida (HAPV3), que avançou por quatro sessões consecutivas e superou a cotação de R$ 14 pela primeira vez desde janeiro.

Na última quinta-feira, a companhia informou que os acionistas controladores passaram a deter 55,4% do capital social da empresa. Se forem excluídas em ações em tesouraria, a participação agregada dos acionistas corresponde a 58,62%.

Na visão de analistas, a movimentação da família fundadora é uma sinalização de alinhamento e confiança na companhia.

Confira a seguir as altas do Ibovespa entre 20 e 24 de abril:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
HAPV3Hapvida ON15,21%
USIM5Usiminas PNA5,55%
PETR3Petrobras ON3,88%
RECV3PetroReconcavo ON3,46%
PETR4Petrobras PN3,19%
SBSP3Sabesp ON2,15%
PRIO3PRIO ON1,57%
ENEV3Eneva ON1,52%
GGBR4Gerdau PN1,07%
VBBR3VIBRA energia ON0,27%

Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada por C&A (CEAB3), com pressão da curva de juros futuros em meio à incertezas quanto aos impactos da guerra no Irã na política monetária e consumo dos brasileiros.

Veja as quedas na semana:

CÓDIGONOMEVARIAÇÃO SEMANAL
CEAB3C&A Modas ON-12,96%
YDUQ3Yduqs ON-10,33%
TOTS3Totvs ON-9,51%
COGN3Cogna ON-9,17%
DIRR3Direcional ON-8,12%
MBRF3MBRF ON-7,70%
LREN3Lojas Renner ON-7,45%
EMBJ3Embraer ON-7,33%
IRBR3IRB Re ON-7,10%
BBAS3Banco do Brasil ON-6,97%
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Sabesp (SBSP3) avalia incorporar totalidade das ações da EMAE

A Sabesp (SBSP3) avalia incorporar a totalidade das ações da EMAE (EMAE3) – Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A. –, ainda não detidas pela companhia, segundo o comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta sexta-feira (24).

Com a incorporação, que ainda precisa do aval dos órgãos de administração das empresas e seus acionistas, a EMAE será convertida em uma subsidiária integral da Sabesp.

Os acionistas receberão ações da Sabesp, com relação de troca a ser definida por comitês independentes.

“A incorporação de ações pretendida tem como objetivo a simplificação e otimização da estrutura societária das companhias, consolidando as suas bases acionárias em uma única companhia e reduzir custos operacionais”, diz a companhia de saneamento básico em comunicado.

Ainda de acordo com o documento, o estudo de viabilidade da operação inclui o levantamento das autorizações, condições e processos necessários para sua implementação, além da constituição de comitês independentes para negociação da relação de troca.

Hoje, a Sabesp detém 79,31% de participação na EMAE – sendo 70,09% de participação direta da Sabesp e 9,22% por meio do Oceania Fundo de Investimento em Ações.

No mês passado, a Sabesp adquiriu 100% das cotas do Oceania FIM por cerca de R$ 171,6 milhões, o que correspondia a 3,4 milhões de ações ordinárias da EMAE.

Em janeiro, a companhia paulista já havia concluído a compra de uma participação relevante na empresa ao adquirir cerca de 14,9 milhões de ações preferenciais da companhia junto à Axia Energia. Na ocasião, a operação representou aproximadamente 40% do capital total da EMAE e quase 67% das ações preferenciais da companhia.

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Investir na Argentina? Estamos diante da chance de ‘multiplicar dinheiro’, segundo gestor; Veja destaques do último episódio do Empiricus PodCa$t

Para muitos investidores, juntar as palavras “economia”, “mercado” e “Argentina” na mesma frase acaba invocando imagens não muito positivas: inflação nas alturas, desvalorização da moeda, crise política.

Javier Milei assumiu a presidência do país em 2024 e, desde então, colocou em prática uma série de medidas arrojadas para reajustar a economia. Alguns números já começaram a mudar: a inflação, por exemplo, fechou 2025 no menor nível em 8 anos.

Mesmo assim, muitos ativos argentinos continuam negociando com desconto de crise, como se nada tivesse mudado. 

Enquanto alguns gestores preferem passar longe do país, outros já enxergam o momento atual como uma oportunidade de investir em ativos baratos e que podem capturar valorização em um país a caminho de uma transformação.

Faz sentido investir na Argentina agora? Se sim, como isso é possível? Essas são as perguntas propostas pelo Empiricus PodCa$t deste sábado (25). Confira:

O que há de ‘diferente’ na Argentina a partir de agora que pode atrair potenciais investidores?

Paolo di Sora, CIO e sócio-fundador da RPS Capital, investe na Argentina há mais de uma década. Em entrevista ao podcast, o especialista apontou dois motivos pelos quais é possível acreditar em uma “virada de chave” para a economia do país.

  • Fator sociológico: “Tenho a percepção de que a sociedade argentina, de fato, chegou em um ‘fundo do poço’ em 2022 — e isso é o que cria o ambiente para uma mudança real”, afirma. “Conversando com a base da sociedade, vejo pessoas pedindo por uma mudança estrutural e madura”.
  • Exportação de commodities: Ainda no governo de Alberto Fernández, antecessor de Milei, a Argentina começou um projeto de desenvolvimento de sua província de petróleo. Essa nova “veia exportadora” impulsiona sua balança comercial em dólar. “Isso pode dar mais artilharia para o país se defender de uma próxima crise cambial”, afirma.

    Vai sobrar dólar na Argentina, se as coisas continuarem na direção que estão indo. Isso é transformacional. Há algo estrutural acontecendo, que de fato cria um ambiente estrutural de investimentos”, conclui.

Se Milei eventualmente sair do poder, as perspectivas podem mudar?

“Se Milei perder as eleições [em 2027], não acho que a alternativa será alguém que vai jogar tudo o que foi feito fora. O kirchnerismo enfraqueceu muito”, afirma di Sora. Para o especialista, um possível substituto de Milei deve reconhecer a manutenção de, pelo menos, parte das reformas.

“Não importa se é de direita ou de esquerda: certos valores serão preservados, e então passamos a ter confiança de que esse projeto terá um payback em alguns anos”.

Para especialista, com o tempo, a Argentina carrega potencial de ‘multiplicar seu dinheiro por algumas vezes’

“Sempre que você olhar o múltiplo de uma empresa argentina, tem que pensar no potencial de crescimento que ela tem em um país que ficou parado no tempo por décadas”, afirma di Sora.

Especificamente na bolsa argentina, considerando as reformas econômicas em andamento, os ativos estão em níveis de desconto que carregam o potencial de recompensar investidores dispostos a se expor a esse mercado.  

“O valuation é espetacular. Se se minha tese estiver certa, estamos diante da possiblidade de multiplicar o dinheiro por algumas vezes. Não acho que é no curto prazo, mas também não sabemos exatamente quando pode acontecer”, afirma.

Porém, isso não exclui os riscos políticos e fiscais que já conhecemos. Com isso, o especialista não recomenda “entrar de cabeça”: “Investir na Argentina é como investir na Faixa de Gaza. Você não pode entrar de peito aberto, precisa de um colete à prova de balas.”

Como, então, investir no país com o melhor “colete à prova de balas” possível? Assista ao episódio para conhecer, na íntegra, as perspectivas do gestor. Basta clicar no vídeo abaixo:

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Robôs dominam mais da metade das negociações na B3; o que isso muda para quem investe?

Robôs negociando na Bolsa de Valores parece coisa de roteiro de ficção científica. Fora das telas do cinema, porém, essa já é a realidade do mercado financeiro brasileiro há pelo menos uma década, e os especialistas avisam: a tendência é aumentar. Em poucos anos, algoritmos, sistemas computacionais que compram e vendem ativos em frações de segundo, passaram de curiosidade tecnológica a protagonistas das negociações.

Levantamento de estrategistas consultados pelo E-Investidor aponta que, em 2010, o HFT (negociação de alta frequência) respondia por apenas 0,57% do volume financeiro na B3 (B3SA3). Em 2015, já eram quase 14%. Hoje, estimativas do setor apontam cerca de 35% do volume no mercado à vista e mais de 50% nos contratos futuros.

Para ter dimensão, nos Estados Unidos esse tipo de estratégia responde por algo entre 60% e 70% do volume em ações, segundo dados fornecidos por analistas. O Brasil, dizem eles, ainda está alguns degraus abaixo, mas a direção é a mesma.

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“A B3 mantém, desde 2010, um programa de incentivo tarifário para operadores de alta frequência, com descontos regressivos por volume. O movimento foi estimulado pelo desenho da Bolsa, e o fluxo hoje é majoritariamente estrangeiro: investidores de fora respondem por 61,2% do volume negociado em 2026, quase todo via mesas algorítmicas de bancos globais”, diz Marcos Valadão, da Armada Asset.

Em nota, a B3 disse que não dispõe de um dado consolidado sobre a quantidade de robôs ou sistemas algorítmicos que operam hoje na Bolsa. “Isso porque cada investidor ou participante do mercado decide, na sua própria infraestrutura, se envia ordens manualmente, ordem a ordem, ou por meio de algoritmos, e essa escolha não é identificada individualmente pela B3”, afirmou.

Rápido demais para o humano acompanhar

A mudança no perfil de quem opera alterou também o ritmo com que os preços se movem. Quando a maioria das ordens vinha de humanos, uma notícia ruim levava tempo para ser digerida. Hoje, um algoritmo lê o mesmo dado em milissegundos e já reagiu antes que qualquer investidor consiga abrir o home broker. Ciclos que antes duravam semanas se comprimem em horas.

E quando muitos sistemas respondem ao mesmo sinal ao mesmo tempo, o efeito pode ser tão intenso quanto uma manada humana, só que mais rápido e sem uma manchete clara para explicar. Pesquisadores de mercado chamam esse fenômeno de correlação sistêmica, e ele está por trás de alguns dos episódios de volatilidade mais abruptos dos últimos anos, aqueles em que a Bolsa despencou sem motivo aparente.

O debate sobre o impacto desse domínio das máquinas na formação de preços ainda divide o mercado. Para alguns, o processo segue eficiente, já que algoritmos também incorporam informações reais, como balanços, dados macroeconômicos e fluxo de caixa. Outros veem com ceticismo: o predomínio de estratégias de curtíssimo prazo pode distorcer os sinais de preço, enquanto o “humor” do mercado, antes guiado por expectativas e confiança, cede espaço a uma dinâmica mais fria e opaca.

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“O mercado, de forma geral, avalia esse movimento como positivo do ponto de vista de eficiência: há ganho de liquidez, redução de spreads e maior velocidade de incorporação de informações nos preços. Por outro lado, cresce também a preocupação com efeitos colaterais, especialmente em eventos de estresse”, explica Lucas Girão, economista e especialista em investimentos.

Quando o algoritmo some, o problema começa

A volatilidade que se observa hoje na B3 não é um ruído de adaptação que vai desaparecer com o tempo, afirmam os especialistas. Ela tem forma, endereço e horário. Os algoritmos entregam liquidez quando é lucrativo entregá-la e somem quando o custo sobe. Em dias de estresse, o spread abre, a seleção adversa dispara e o formador de mercado racional recua, só que agora ele recua em milissegundos, não em minutos.

O episódio mais citado por analistas para ilustrar esse mecanismo é o Flash Crash de maio de 2010, quando o índice Dow Jones despencou 9% e se recuperou em menos de 20 minutos após uma única ordem automatizada de 75 mil contratos do E-mini, um derivativo de índice americano.

Pesquisa de Kirilenko publicada no Journal of Finance em 2017 mostrou que os sistemas de HFT (negociação de alta frequência) não foram o gatilho, mas acumularam inventário e venderam de forma agressiva no pior momento, amplificando a queda. “Volatilidade intradia de cauda hoje é estruturalmente maior num mundo algorítmico. Volatilidade do dia a dia pode até ser menor. O mercado ficou mais eficiente em dia comum e mais frágil em dia ruim, o que não é contradição alguma, é efeito direto do desenho”, avalia Valadão.

A Bolsa brasileira sempre foi sensível ao humor externo, mas a entrada de fundos sistemáticos estrangeiros elevou esse grau de dependência. Na prática, decisões do Federal Reserve ou dados fracos da indústria europeia passam a afetar os preços na B3 quase em tempo real, antes mesmo da leitura completa por analistas locais. Com isso, fatores domésticos, como resultados corporativos e a perspectiva fiscal, perdem peso no curto prazo, pressionados por fluxos automatizados que reagem de forma simultânea a sinais globais.

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Quando muitos sistemas leem o mesmo gatilho ao mesmo tempo, a correlação sistêmica não distingue Petrobras, por exemplo, de índice europeu. “O ruído de curto prazo está mais algorítmico, mas a direção de longo prazo ainda é, em grande medida, humana. Decisões baseadas em fundamentos, alocação estratégica e leitura macro continuam sendo determinantes para tendências mais duradouras”, observa Girão.

Segundo especialistas, o avanço das máquinas não mudou a lógica do mercado, mas a divisão de trabalho. Em ativos líquidos, o preço intradiário é quase todo sistemático, enquanto mid e small caps seguem mais dependentes da análise humana, já que o volume não justifica a estrutura de HFT.

“No intradiário de ativos líquidos, o preço é quase 100% sistemático. Em horizontes mais longos, a tese ainda é humana. A diferença é que hoje a pessoa física também tem inteligência artificial ao seu alcance, o que reequilibra parte do jogo”, diz Bruno Meazzini, diretor de tecnologia e cofundador da BlackBots Tecnologia.

O humor tem novo endereço

O humor do mercado não desapareceu com a chegada dos algoritmos. O que mudou foi quem o carrega, conforme especialistas. Cada modelo reflete as apostas de quem o programou, e quando milhares deles leem o mesmo sinal e reagem juntos, o movimento que se vê na tela não tem rosto nem nome para explicar. “O humor não saiu, foi codificado. Quando milhares de modelos convergem para a mesma tese, eles deslocam preço juntos. O humor do mercado hoje está no posicionamento agregado dos sistemáticos e na calibração dos fatores. Apenas mudou de endereço”, diz Valadão.

Os episódios que melhor ilustram o que acontece quando esse desenho é testado não faltam. Em 2013, a conta da Associated Press no X foi hackeada e publicou um tuíte falso sobre uma explosão na Casa Branca. Em três minutos, o Dow Jones perdeu o equivalente a US$ 136 bilhões, depois que algoritmos de processamento de linguagem natural (PLN) venderam antes que qualquer humano fosse checar a fonte.

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Para Girão, em situações de estresse os algoritmos tendem a piorar o problema. Quando o mercado começa a cair com força, os sistemas programados para evitar perdas param de comprar e vendem o que têm. Menos compradores, mais vendedores, queda maior. O que era para ser um amortecedor vira um acelerador.

O que sobra para o investidor individual nesse mercado é uma pergunta que os especialistas respondem com menos hesitação do que se poderia esperar. Tentar competir em velocidade ou frequência com mesas algorítmicas de bancos globais não é questão de preparo, é assimetria estrutural, avalia Valadão.

Mais de 80% dos fundos ativos de longo prazo perdem do próprio benchmark no mundo todo, segundo dados citados pelos especialistas. Se gestores profissionais com equipe dedicada não conseguem bater o índice de forma consistente, o investidor que tenta operar trade no home office está num jogo que não foi desenhado para ele.

O caminho, segundo Valadão, passa por entender o negócio, comprar barato, carregar por anos e reinvestir dividendos. Meazzini observa que hoje qualquer investidor consegue conversar com um modelo de inteligência artificial, filtrar notícias, ler balanços, construir cenários e identificar padrões, tudo o que antes exigia uma mesa inteira.

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“Faz mais sentido alongar o horizonte, já que fundamentos ainda funcionam no médio e longo prazo, e adotar métodos sistemáticos de baixa frequência, com apoio de IA para disciplina e backtests. Reduzir exposição à renda variável é um falso conforto”, orienta Meazzini.

“O ponto central é entender que o jogo ficou mais rápido e eficiente, e que competir no curto prazo contra máquinas tende a ser menos vantajoso do que jogar um jogo diferente, o de longo prazo”, completa Girão.

 

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Ibovespa em queda após ‘bater na trave’ dos 200 mil pontos: o que aconteceu? Veja análise de Matheus Spiess, da Empiricus

Depois de bater a máxima histórica intradia de 199 mil pontos no último dia 14 de abril, o Ibovespa fechou o pregão da última quarta-feira (22) em queda de 2%. A perda acumulada desde as máximas é de cerca de 3% e, até o fechamento desse texto, na tarde de quinta-feira (23), o índice negociava na casa dos 191 mil pontos.

A bolsa brasileira, até então, vinha sendo amplamente beneficiada pela grande entrada de fluxo estrangeiro, além do desempenho positivo de empresas de commodities, como a Petrobras (PETR4), em meio à alta do petróleo. Tudo isso no contexto da guerra no Oriente Médio, que completa dois meses ao final de abril.

Qual o gatilho, então, para essa queda brusca nos últimos dias? O que mudou ao olhar dos investidores? Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research, propôs uma resposta nesta quinta-feira (23) no programa Giro do Mercado, do Money Times. Confira:

Saída de fluxo estrangeiro: analista explica movimento dos gringos para fora do Ibovespa nos últimos dias

“Essa correção foi paralela à saída de estrangeiros [da bolsa brasileira]. Eles ainda estão entrando em termos líquidos, mas nessa janela dos ‘quase 200 mil pontos’ até aqui, houve uma saída”, afirma o analista.

Ao mesmo tempo em que essa saída de capital é registrada por aqui, um outro fenômeno acontece no hemisfério norte: uma nova alta dos ativos de risco nos Estados Unidos.

“Vemos teses de tecnologia, que tinham ficado para trás, voltando para o patamar pré-conflito”, afirma o analista. “Em grande parte, pelo entendimento dos investidores de que há embasamento de resultados corporativos”.

A temporada de resultados do 1º trimestre (1T26) já está em andamento para as empresas norte-americanas, e mais de 80% dos resultados divulgados até ontem (22) haviam superado as estimativas do mercado, segundo Spiess.

Para o analista, a qualidade dessa temporada de resultados, somada a uma “revisão altista das expectativas de lucro” para muitas dessas empresas, é um dos principais motores de atração dos recursos de volta para os EUA.

Mas será que esse movimento é mais estrutural, ou apenas um ajuste tático?

“Acredito que até há estímulos para voltar a algumas teses de tecnologia que de fato ‘apanharam’ demais, mas o fato de termos saída de recursos estrangeiros do Brasil, com tanta força, no curto prazo, me parece mais tático: uma realização de lucros, um ajuste de posição. O que é natural, faz parte do jogo”, afirma.

Ibovespa passa por ‘janela’ de correção, mas pode seguir resiliente – veja dois motivos para isso

Nesse sentido, o analista lembra que o Ibovespa tem a “ressalva de uma resiliência adicional”, que pode continuar beneficiando o índice. Essa resiliência pode ser dividida em duas facetas:

  • Diversificação geográfica: para Spiess, o Brasil captura bem essa tese, não apenas por “estar barato”, mas também por estar em um “ponto nevrálgico” de se beneficiar do “novo ordenamento internacional” de diferentes formas;
  • Commodities: o Brasil é referência no assunto, e as principais empresas listadas em bolsa estão, de alguma forma, ligadas ao setor. “Quando temos uma alta do petróleo, Petrobras se beneficia, o real se beneficia. Tanto que vimos o dólar abaixo de R$ 5” recentemente, afirma.

Para o analista, o que vemos no Ibovespa agora é apenas uma “janela de mais correção”, especialmente para os ativos que vinham em forte alta. “Acredito que seja saudável esse processo de correção, para que não haja exageros no curtíssimo prazo”, conclui.

Mas, independentemente dos movimentos de curto prazo, no Ibovespa ou demais ativos, o que investidores devem manter em mente, no momento, são os impactos geopolíticos em suas decisões de investimento — que devem perdurar.

“O novo normal é um mundo que demanda que posições de caráter temático, geopolítico, sejam mantidas. A ideia é manter esses prêmios de risco na carteira e capturar os benefícios dessa exposição”, afirma Spiess. “Não é uma ‘coisa’ de sim ou não, mas de complementar a carteira que os investidores terão que se adaptar para ter consigo”.

Onde investir nesse cenário? Conheça carteira recomendada com ativos que capturam mudança de ordenamento global

Especialmente defendendo a vertente de proteção de portfólio e diversificação geográfica, Spiess agora está à frente de uma das mais novas carteiras recomendadas da Empiricus: a Megatendências.

O objetivo da carteira é trazer, por meio de ETFs e BDRs negociados na bolsa brasileira, uma exposição combinada a diversos tipos de ativos que capturem as principais tendências globais do momento.

“Trata-se de uma proposta que alia diversificação global a uma leitura estratégica dos grandes movimentos que devem influenciar os mercados nos próximos anos”, afirma o analista.

Por meio da Empiricus Megatendências, o investidor pode se expor “ao que realmente importa no mundo que está se formando”, segundo o analista, sem precisar passar pela complexidade de selecionar os ativos por conta própria.

Conheça tese completa da Empiricus Megatendências e saiba como investir de forma automática

Você pode acessar a tese completa da carteira Empiricus Megatendências gratuitamente, por meio do BTG Content — plataforma de conteúdos do BTG Pactual.

Clicando aqui, ou no botão ao final do texto, você realiza um cadastro na plataforma. Lá, você poderá não apenas conhecer a carteira na íntegra, mas também investir em todos os ativos recomendados de forma totalmente automática.

Selecionando a carteira na modalidade carteira automatizada, você poderá buscar retornos sem precisar comprar ou vender cada ativo individualmente, e contar com apoio profissional para o rebalanceamento, quando necessário.

A única coisa que você precisa fazer, para usufruir dessa funcionalidade, é um cadastro rápido, clicando no botão abaixo:

DISCLAIMER: Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância ao risco (Suitability).

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Braskem (BRKM5): Bradesco BBI rebaixa ação para venda e faz alerta para ‘situação insustentável’

O Bradesco BBI rebaixou a recomendação da Braskem (BRKM5) de neutra para venda, cortando também o preço-alvo pela metade, de R$ 8 para R$ 4, de olho em uma série de fatores que vem impactando negativamente a petroquímica.

Os analistas Vicente Falanga e Ricardo França recordam que a companhia reportou resultados muito fracos no quarto trimestre de 2025, refletindo o enfraquecimento da demanda no mercado químico brasileiro e o aperto adicional dos spreads estruturais.

O BBI revisou novamente para baixo as estimativas de resultados e esperam que a Braskem siga queimando caixa, em torno de US$ 1 bilhão até o fim de 2026 e cerca de US$ 600 milhões até o fim de 2027.

O desempenho operacional da Braskem tem sido impactado por um cenário global desfavorável ao setor petroquímico, marcado por margens mais apertadas e menor demanda em mercados estratégicos.

Na segunda-feira (20), a companhia divulgou ao mercado que a Novonor (ex-Odebrecht) e a NSP Investimentos assinaram contrato para vender o controle da petroquímica ao fundo de investimento em participação Shine I (Shine I FIP), assessorado pela IG4. O futuro dessa fatia da companhia está no radar há um tempo.

Na visão do Bradesco BBI, a expectativa de que o fundo IG4 assuma em breve o controle da companhia deve levar a decisões difíceis e potencialmente desfavoráveis aos acionistas nos níveis atuais de preço, com elevada probabilidade de algum tipo de reestruturação de capital, inclusive em vias extrajudiciais ou judiciais.

Por volta de 12h05 (horário de Brasília) desta quarta-feira (22), as ações BRKM5 caíam 1,22%, a R$ 8,87. Acompanhe o tempo real.



BBI acende sinal amarelo

O BBI diz que a Braskem deve ter algum alívio com a aprovação recente do projeto PRESIQ, as tarifas antidumping de PE (polietileno) contra produtos dos Estados Unidos e o aperto temporário da oferta global de químicos em função do conflito no Irã.

No entanto, os fundamentos operacionais do negócio e a estrutura de capital seguem bastante pressionados, na visão do BBI.

“Apesar da melhora relevante dos spreads químicos, projetamos consumo expressivo de capital de giro no primeiro semestre de 2026 e uma concentração de pagamentos de juros que pode levar o caixa a níveis perigosamente baixos ao fim do período, acendendo um sinal de alerta”, dizem os analistas.

Na visão da casa, mesmo em um cenário no qual a guerra sustente spreads elevados até o final de 2026, a análise de sensibilidade indica que a alavancagem poderia voltar a superar 10 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em 2027, caracterizando uma situação insustentável.

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Itaú (ITUB4), B3 (B3SA3), Gerdau (GGBR4) e mais: quem deve brilhar nos resultados do 1T26? Analista revela suas expectativas

Toda temporada de resultados traz consigo uma carga de expectativas dos investidores e analistas. Seja o lucro acima ou abaixo do esperado, uma variação de Ebitda não prevista ou um anúncio de dividendos “gordos”, sempre há oportunidade para os acionistas colherem bons frutos de acordo com seu posicionamento.

Para este primeiro trimestre de 2026 (1T26), há uma divisão grande entre quem pode performar bem ou quem já não se espera grandes números. Isso porque, apesar do Ibovespa estar navegando bem no período, existem vários fatores externos que puxam algumas empresas “para baixo”, enquanto alavancam o desempenho de outras.

Segundo o analista de ações da Empiricus Research, Ruy Hungria, os resultados do 1T26 ainda devem vir pressionados por juros elevados, próximo do que foi visto no 4T25. “O ambiente que deve continuar mostrando os diferenciais competitivos das companhias melhores posicionadas em cada setor”, comenta o analista.

Além disso, desde o dia 28 de fevereiro, o mercado financeiro vem acompanhando com atenção a escalada nos preços do petróleo, impulsionada pelas tensões envolvendo o conflito no Oriente Médio — e que trazem reflexos nas companhias brasileiras associadas à commodity.

A seguir, você confere a opinião do analista sobre o que esperar de alguns dos principais setores do mercado financeiro:

PETR4, VALE3 e GGBR4: blue chips vão brilhar no 1T26?

Entre os possíveis destaques positivos do 1T 2026, Hungriadestaca as companhias ligadas à escalada do petróleo,  “principalmente Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR4), bem como distribuidoras de combustíveis que também seguem sendo ajudadas pela melhoria setorial após a operação Carbono Oculto”.

  • RELEMBRE: A operação Carbono Oculto foi uma operação da Receita Federal e do Ministério Público do Estado de São Paulo. O objetivo era atuar contra esquemas de fraudes e lavagem de dinheiro ligado ao setor de combustíveis.

No segmento de Mineração e Siderurgia, vale mencionar um ambiente ainda muito difícil para siderúrgicas, especialmente as com maior foco no Brasil, por conta dos elevados níveis de importação de aço chinês.

Segundo Hungria, a Gerdau (GGBR4) deve se sair melhor no relativo, dada a maior exposição ao mercado norte-americano. Enquanto isso, a Vale (VALE3) tende a ser ajudada pelas melhorias operacionais na divisão de metais básicos. 

Bancos no 1T26

O atual patamar de juros permanece pressionando as instituições financeiras brasileiras, tornando o panorama difícil para o crédito.

Contudo, “Itaú (ITUB4) e BTG Pactual (BPAC11)devem continuar apresentando resultados melhores que outros incumbentes, como Bradesco (BBDC4), Santander (SANB11) e principalmente Banco do Brasil (BBSA3), que deve seguir pressionado por perdas no agro”, afirma o analista.

Ainda no segmento financeiro, Hungria também chama a atenção para a B3 (B3SA3) que, assim como no 4T25, deve continuar se beneficiando do forte fluxo gringo. Para comparação, 62,1% do volume negociado na bolsa brasileira em março foi de capital estrangeiro. Além disso, o primeiro trimestre atingiu a melhor marca de capital externo desde 2022, somando um saldo líquido de R$ 53,8 milhões (ante R$ 65,3 milhões).

Utilities e telecom: ‘números devem vir sólidos’

Para o analista, outro setor que deve apresentar números sólidos de maneira geral é o de Utilities, “por depender pouco da atividade e dos juros e porque preços de energia elevados e recentes investimentos em saneamento devem ajudar.”

Há apenas uma ressalva: “a exceção fica para geradoras com foco em energia solar e eólica, que seguem sofrendo com as restrições de operação”, afirma Hungria. As restrições mencionadas pelo analista se referem ao curtailment, limitações de aproveitamento de energia renovável nas redes, de forma a desperdiçar energia limpa e prejudicar os geradores e os usuários dessas fontes.

Na mesma linha de Utilities, o analista afirma que as companhias de telecomunicações também devem reportar números sólidos, mostrando continuidade no crescimento apesar dos juros.

  • VEJA MAIS: Confira o calendário com as datas de divulgação dos resultados trimestrais de mais de 150 empresas brasileiras; clique aqui

Varejo, construtoras e agro: detratores à vista

Por outro lado, Hungria alerta que o ambiente macroeconômico deve continuar pesando sobre o varejo no 1T26, no mesmo ritmo do 4T25, especialmente em companhias que dependam mais de crédito e estejam expostas a clientes de menor poder aquisitivo.

As exceções, segundo o analista, são as varejistas farmacêuticas, alavancadas pelos remédios de emagrecimento, assim como alguns players que têm se destacado independente do contexto macro, como Track & Field (TFCO4) e Smartfit (SMFT3), por exemplo.

Já no setor das construtoras, as prévias já reportadas no início deste mês de abril começam a mostrar desaceleração no volume de vendas e de lançamentos de empreendimentos.

Entretanto, Hungria ressalta que os números dos players mais focados no segmento Minha Casa Minha Vida mostram que essas companhias devem continuar mais resilientes, especialmente quando comparadas as do média-alta renda.

Por fim, empresas vinculadas ao agronegócio também devem trazer números aquém do potencial, puxada pelos baixos preços dos grãos, como a soja e o milho.

Temporada de balanços do 1T26: quais ações comprar e vender?

Agora que você já está atualizado sobre as expectativas para as empresas brasileiras no 1T26, é hora de olhar para a carteira de ações com atenção para entender o como se posicionar.

Com a divulgação gradual dos balanços, ajustar a carteira manualmente pode ser trabalhoso e até ineficiente. Por isso, uma alternativa interessante pode ser investir de forma automatizada.

Pensando nisso, algumas das ações mais promissoras deste momento foram selecionadas para a carteira Empiricus Top Picks. O portfólio é formado por 10 ações de alto potencial, escolhidas com base em análise criteriosa de fundamentos e perspectivas para os próximos meses. 

Mas o diferencial não está apenas na seleção. Está na forma de investir. Isso porque a carteira está disponível em formato automatizado dentro da plataforma do BTG Pactual.

Na prática, isso significa que você pode investir em todo o portfólio com poucos cliques e acompanhar o rebalanceamento e a execução das ordens de forma integrada.

Para começar, clique no botão abaixo, faça seu cadastro gratuito e conheça a plataforma do BTG Pactual:

DISCLAIMER: Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability).

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Vale (VALE3) recupera perdas de março na B3: veja 5 motivos para comprar ações agora, segundo analista

A Vale (VALE3) foi uma das empresas prejudicadas na B3 em março, em meio à aversão ao risco que acometeu o mercado. Em um mês negativo para a bolsa como um todo, com o Ibovespa fechando em queda de 0,9%, as ações da mineradora acumularam queda de 6% – cotadas a R$ 82,48 no último pregão do mês.

Porém, para Ruy Hungria, analista de ações da Empiricus Research, a queda da Vale, especificamente, foi “injustificada”, e as ações podem continuar “destravando valor” aos investidores.

Inclusive, no pregão da última quarta-feira (15), fechamento desse texto, as ações encerraram cotadas a R$ 88,44, recuperando por completo as perdas de março – o que corrobora a tese de investimentos.

Porém, será mesmo que as ações podem continuar subindo? Para quem deseja entender se “vale a pena” investir em Vale (VALE3) agora, Ruy Hungria dá 5 motivos pelos quais as ações seguem em suas recomendações de compra.

Veja 5 motivos para investir na Vale (VALE3) agora, segundo analista

Ruy Hungria reforça sua recomendação para VALE3 baseada em alguns pontos. Dentre eles, estes cinco principais:

1. Minério de ferro em alta

Em meio à guerra no Oriente Médio, o petróleo não é o único ativo cujo preço foi às alturas: o minério de ferro também segue negociado acima dos US$ 100 por tonelada. Inclusive, há analistas que preveem um possível novo “boom das commodities” pós-conflito.

Segundo o analista, entre os produtores de minério de ferro, a Vale está entre aqueles com os menores custos. A alta da commodity, consequentemente, pode beneficiar a empresa de forma mais direta.

2. Receita em dólar

“Investir em VALE3 também representa uma forma de dolarização da carteira, dado que seus produtos são precificados em moeda forte”, afirma o analista.

Dessa forma, o investidor pode diversificar seus investimentos para além do real brasileiro, mesmo sem sair da B3. “Isso acaba sendo bom nesse momento de incerteza”, afirma.

3. ‘Joia da coroa’ pouco conhecida

Poucos investidores conhecem a Vale para além da “capa”. Porém, Hungria destaca o papel da subsidiária a qual chama de “joia da coroa” das operações: a Vale Base Metals, especializada em cobre, níquel e outros metais básicos – materiais essenciais na temática da transição energética.

Para o analista, a Vale Base Metals está precificada abaixo do que deveria. “Deveria ter um valuation de 8 ou 9 vezes seu Ebitda, mas hoje a Vale inteira está avaliada em 4,5x o Ebitda”, afirma. “O mercado hoje não precifica a Vale Base Metals, que tende a destravar cada vez mais valor nos próximos anos”.

4. Bom momento operacional

“A companhia tem entregado resultados sólidos nos últimos trimestres, que reforçam o bom momento operacional”, afirma Hungria, que prossegue:

“A nova gestão conseguiu colocar a companhia em uma fase mais previsível, com maior estabilidade operacional e disciplina de alocação de capital. Esse novo momento se traduz em maior visibilidade de resultados, forte geração de caixa e foco em retorno ao acionista”.

5. Valuation descontado em relação às concorrentes

Avaliada em 4,5x o valor da firma sobre o Ebitda, a Vale está em um valuation abaixo de suas principais concorrentes, as mineradoras australianas, que estão negociadas a “6 ou 7 vezes o Ebitda”, segundo Hungria.

Com isso, o analista aponta que “a Vale segue descontada e demonstrando uma evolução muito melhor do que elas nesses últimos trimestres”, o que abre uma oportunidade para quem deseja buscar uma valorização das ações.

Tudo isso contribui para a atratividade dos papéis, que carregam um dividend yield potencial em torno de 9% aos acionistas em 2026, sustentado por dividendos recorrentes e outras distribuições adicionais.

Porém, em nome da diversificação, VALE3 não é a única recomendação do analista para investir no momento.

É preciso ter uma cesta com ações variadas, que entreguem um bom equilíbrio entre risco e retorno, especialmente em um momento de alta volatilidade nos mercados, como o atual.

“Seguimos construtivos com os ativos brasileiros, mas entendemos que o contexto ainda exige muita seletividade de empresas”, afirma.

Com isso, Vale (VALE3) foi selecionada para compor a edição de abril da carteira Empiricus Top Picks, com 10 ações brasileiras de alto potencial para investir no momento.

Invista nas recomendações da Empiricus Top Picks de forma automática com o BTG Pactual

Se você deseja conhecer a carteira Empiricus Top Picks na íntegra, com todas as 10 ações recomendadas para investir no momento, temos uma boa notícia.

Você pode investir na carteira completa de forma automatizada, por meio da plataforma online do BTG Pactual.

Selecionando a Empiricus Top Picks na modalidade “carteira automatizada” no BTG, você pode investir em todas as recomendações de uma vez, sem precisar comprar ou vender ação por ação. Tudo acontece de forma automática no sistema.

Para começar, o único que você precisa fazer é clicar no botão abaixo, e seguir as instruções na tela:

DISCLAIMER: Este material não tem relação com objetivos específicos de investimentos, situação financeira ou necessidade particular de qualquer destinatário específico, não devendo servir como única fonte de informações no processo decisório do investidor que, antes de decidir, deverá realizar, preferencialmente com a ajuda de um profissional devidamente qualificado, uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos face a seus objetivos pessoais e à sua tolerância a risco (Suitability).

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Matando a sede com a metade cheia do copo

Quem em sã consciência diria, a esta altura do campeonato, que estaríamos com o Ibovespa pegando embalo para ultrapassar os 200 mil pontos?

E quem acreditaria em um dólar abaixo de R$ 5,00?

A surpresa não vem apenas da ausência de boas notícias domésticas que justifiquem tamanhas benesses; a surpresa vem de como essas benesses nasceram de fontes de incerteza globais.

O mercado brasileiro voltou a chamar atenção dos investidores gringos – primeiro devido ao trauma com a Trumponomics, e depois devido à nossa vantagem comparativa em petróleo mediante a Guerra do Irã.

A priori, parece meio imoral tirar proveito de duas circunstâncias tão nefastas. A verdade nua e crua, porém, é que não temos nada a ver com suas causalidades; fomos apenas arrastados pela correnteza.

Essa aparente passividade não constitui necessariamente um demérito: os ciclos de mercado vêm e vão; as vezes estamos no lugar errado, como estivemos nas últimas duas décadas, e às vezes nos encontramos no lugar certo, quase sem querer.

A falta de um “esforço próprio” (e.g. ajuste fiscal) não implica, de forma alguma, que o movimento corrente carece de lastro.

Os ativos dentro de um portfólio diversificado não são premiados pelos seus melhores esforços (isso deriva do asset picking), mas sim pelas suas características mais bem adaptadas aos novos tempos (asset allocation).

É claro que, idealmente, a combinação do melhor esforço com a melhor característica resultaria em retornos extraordinários sob um alto grau de confiança. Contudo, seria também pedir demais; por ora, podemos matar a sede simplesmente com a metade cheia do copo.

Aliás, para nós, a consistência do fluxo gringo rumo à Bolsa local a despeito de eventuais milagres endógenos apenas atesta sua força. Que bom que não dependemos especificamente do acerto de um político brasileiro, ou de uma temporada modelo de resultados trimestrais.

Empiricamente, essa força será (ou não) comprovada pelo tamanho da pernada que ainda nos espera.

E se tomarmos por base uma referência simples, podemos contar com uma reprecificação legítima pela frente.

O EWZ – análogo a um Ibovespa em dólares – ainda está cerca de 60% abaixo do all time high de maio de 2008 (102,21). Sob essa ótica, as próximas resistências se situam em 48,50 (jan/2020) e 79,00 (abr/2011), funcionando como etapas intermediárias nesse processo de recuperação. A conferir!

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Mesmo no ‘pior cenário possível’ para a Selic, essa ação brasileira pode continuar destravando valor, segundo analista

O ciclo de cortes na taxa Selic, amplamente esperado pelo mercado, começou na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), em 18 de março. Porém, a trajetória final desse ciclo pode tomar uma forma diferente em relação às expectativas iniciais.

Até meados de fevereiro, a maior parte do mercado precificava uma taxa Selic terminal de 12% ao ano em 2026. Agora, com a guerra no Oriente Médio trazendo maior pressão inflacionária, as expectativas foram deterioradas.

“Se começamos o ano com uma perspectiva de ver a Selic em 12% no fim de 2026, agora esse número já foi revisado para 13,5%-13,75%, e pode subir mais a depender da extensão do conflito”, afirma Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, em relatório do último dia 1º de abril.

Historicamente, uma piora nas perspectivas de juros pode assustar investidores na bolsa de valores. Isso porque empresas de maior alavancagem financeira podem sentir um impacto direto dos juros altos em suas dívidas, deteriorando seus resultados e levando investidores a questionar o valuation das ações.

Parte da queda de 0,9% do Ibovespa no acumulado do mês de março foi reflexo desse maior sentimento de aversão ao risco em geral.

Porém, isso não significa, exatamente, que o momento é de zerar posições em ações, mas sim selecionar bem em quais investir.

“Continuar com uma carteira conservadora não é a palavra certa, mas sim com papéis que são sólidos, que não tem uma alavancagem alta, que não são totalmente dependentes do crédito”, afirma o analista.

Em participação no Empiricus PodCa$t do dia 4 de abril, o analista apontou algumas de suas recomendações para o momento. Dentre elas, uma ação que pode se destacar daqui para a frente– independentemente dos rumos da taxa de juros.

Essa ação pode entregar bons resultados mesmo com juros altos ou baixos, segundo analista

A ação recomendada pelo analista fechou o mês de março em queda de 5%. Mas já voltou a subir nas últimas semanas e pode continuar gerando valor, na visão do analista. Isso porque a ação pode até mesmo se beneficiar de juros mais altos em 2026.

“É um papel que nós conhecemos a gestão, que consegue navegar bem tanto com juros altos quanto com juros baixos. […] Mesmo se tivermos um pior cenário possível de Selic, a ação vai conseguir se dar bem com isso”, afirma.

O segredo está em seu setor de atuação. A empresa é um dos principais nomes do mercado quando o assunto é concessão de crédito, o que a mantém bem-posicionada em tempos de Selic de dois dígitos – já que o repasse de juros aos clientes acaba se tornando mais alto.

Além do “know-how absurdo” em concessão de crédito, segundo o analista, a empresa também tem aumentado “cada vez mais” sua diferença de rentabilidade frente aos concorrentes.

Sendo assim, por que a queda recente na bolsa? Hungria explica que, enquanto o fundamento da tese “não piorou tanto assim”, as ações foram prejudicadas pela pressão vendedora da bolsa em março.

“Se o cenário [macro] melhorar, obviamente não vai subir mais do que uma ação que é muito exposta [ao crédito], muito endividada. Mas vai subir, e estamos tranquilos de que vamos ‘pegar’ a alta bem, sem fazer loucuras”, afirma.

No momento, o valuation da ação está em 2,5x o seu valor patrimonial. Segundo Hungria, esse é um prêmio em relação aos concorrentes, mas “amplamente justificado pela rentabilidade superior e a consistência na execução”.

Pela visão construtiva, o papel foi selecionado pelo analista para compor a carteira recomendada Empiricus Top Picks, com as 10 ações brasileiras mais promissoras do momento. Além dela, outros 9 nomes que podem gerar caixa “performar bem mesmo em um cenário difícil”, segundo o analista, fazem parte da seleção.

Invista nas recomendações da Empiricus Top Picks de forma automática; saiba como

Você acabou de ler uma “amostra” de uma recomendação de investimento direcionada para o momento atual de mercado, de acordo com Ruy Hungria, da Empiricus.

E a boa notícia é que você pode investir na carteira Empiricus Top Picks, com as 10 ações recomendadas pelo analista, de forma automatizada, na plataforma online do BTG Pactual.

Selecionando a Empiricus Top Picks na modalidade carteira automatizada no BTG, você pode surfar o potencial das ações mais promissoras do mês, sem precisar comprar ou vender uma por uma – tudo ocorre de forma automática no sistema.

Dessa forma, você não precisa estudar a fundo as teses de mercado ou buscá-las manualmente na corretora.

Para começar, o único que você precisa fazer é um cadastro rápido, com poucos cliques, clicando no botão abaixo.

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Oriente Médio: gestores da Faria Lima não acreditam que conflito dure mais de 6 meses, aponta pesquisa; veja expectativas econômicas

O conflito no Oriente Médio entre Estados Unidos, Israel e Irã não deve durar mais de seis meses. Essa opinião é a predominante entre 30 gestores de multimercados que somam mais de R$ 160 bilhões de patrimônio líquido em suas estratégias da classe.

Para os especialistas entrevistados na pesquisa proprietária da série Os Melhores Fundos de Investimento, da Empiricus Research, as opiniões sobre os impactos que o conflito pode ter na economia ainda estão divididas.

“Enquanto 50% espera uma resolução relativamente rápida, com normalização dos preços de energia, a outra metade projeta um conflito mais prolongado, ainda que sem disrupções mais severas”, comenta o analista da Empiricus, Alexandre Alvarenga.

O analista também explica que, por ora, não há uma percepção relevante dos gestores sobre escaladas estruturais do conflito, com uma leitura predominante de que o choque deve permanecer contido no curto prazo – conforme ilustra o gráfico abaixo:

Além disso, os gestores também encaram os impactos inflacionários como temporários. Nesse ponto, 64% das respostas enxergam um efeito concentrado em 2026, com uma parcela menor (32%) vendo efeitos se estendendo para 2027, enquanto poucos gestores (5%) consideram um cenário de inflação persistentemente mais elevada.

Ademais, a pesquisa também abordou questões do cenário e sentimento macroeconômico.

Piora na inflação e aversão a risco protagonizam sentimentos dos multimercados

No Brasil, Alvarenga relata uma melhora na percepção para o crescimento econômico, enquanto a leitura para inflação demonstrou uma piora em relação ao mês anterior, com o recente choque de commodities. Já o fiscal segue como principal ponto de preocupação, com deterioração adicional na percepção.

Nos Estados Unidos, o sentimento para crescimento e inflação também apresentaram piora relevante, assim como o cenário fiscal.

“No cenário global, a escalada geopolítica se consolidou como principal driver de mercado, elevando a volatilidade e trazendo o choque de energia para o centro das discussões sobre inflação e política monetária”, sintetiza o analista.

Entre as aplicações, a pesquisa indicou destaque em posições aplicadas em juros nominais e reais, além do viés comprado em real e em Bolsa. Para Alvarenga, o resultado reflete o diferencial de juros e uma leitura ainda construtiva para ativos domésticos. “Vale destacar que essa exposição — especialmente em juros — foi a principal detratora para a indústria no mês de março”, relembra o analista.

Nos Estados Unidos, por sua vez, notou-se uma mudança relevante no posicionamento em juros, com migração para posições aplicadas ao longo da curva. Ademais, o dólar mantém leitura negativa frente a outras moedas e a Bolsa americana mantém o viés positivo.

No cenário global, o analista nota a permanência do viés positivo para ativos de risco fora dos Estados Unidos, com destaque para Bolsas de mercados desenvolvidos e emergentes. O ouro também manteve sua posição de ativo de proteção e as commodities ganharam relevância, “tanto como hedge quanto como fonte de retorno em um ambiente de restrição de oferta”, comenta.

Empiricus+: saiba como transformar a visão dos gestores em oportunidades de investimento

Ainda no relatório, Alvarenga atesta que março foi um mês importante para os multimercados, freando o otimismo que era acompanhado desde o início do ano com a classe para fluxo e desempenho.

Agora que você está atualizado sobre a trajetória e estratégia de diversas gestoras para o mês de abril, chegou a hora de transformar essas recomendações em oportunidades de investimentos.

Para isso, quero te apresentar uma novidade da Empiricus: o Empiricus+. Com ele, você tem acesso às principais recomendações, análises e ideias de investimento elaboradas pelos especialistas da research em um único lugar.

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Dividendos da semana: Lojas Renner (LREN3), Rede Energia (REDE3) e Vivo (VIVT3) pagam proventos em 13 e 14 de abril

Nessa semana, três ações da bolsa brasileira têm proventos programados para serem pagos aos seus acionistas: Lojas Renner (LREN3), Rede Energia (REDE3) e Telefônica/Vivo (VIVT3).

No caso de REDE3, a empresa pagará dividendos; já para LREN3 e VIVT3, estamos falando de juros sobre capital próprio (JCP). A diferença entre as duas modalidades de pagamento faz a diferença para o investidor.

Isso porque JCPs estão sujeitos à alíquota de 15% do Imposto de Renda retido na fonte, enquanto os dividendos são tributados em 10% na fonte, se ultrapassam o valor total de R$ 50 mil mensais.

Além disso, um outro detalhe que não deve fugir ao investidor é a “data com”, ou data de corte: apenas acionistas que detinham posição nos papéis até as datas informadas na tabela estarão aptos a receber os pagamentos.

Preparamos um calendário completo com todos os pagamentos previstos para a semana. Veja a seguir.

Dividendos da semana: confira ações que pagam proventos a partir de 13 de abril

EmpresaTickerTipo de proventoValor bruto por ação (R$)Data do pagamentoData de corte
Rede EnergiaREDE3Dividendo0,113/04/202617/03/2026
Lojas RennerLREN3JCP0,22214/04/202624/03/2026
Telefônica (Vivo)VIVT3JCP0,07414/04/202611/04/2025
Telefônica (Vivo)VIVT3JCP0,07714/04/202625/08/2025
Telefônica (Vivo)VIVT3JCP0,06114/04/202623/06/2025
Telefônica (Vivo)VIVT3JCP0,10214/04/202625/07/2025
Telefônica (Vivo)VIVT3JCP0,15414/04/202622/05/2025
Telefônica (Vivo)VIVT3JCP0,12414/04/202622/09/2025
Telefônica (Vivo)VIVT3JCP0,10614/04/202624/11/2025
Telefônica (Vivo)VIVT3JCP0,11814/04/202627/10/2025
Telefônica (Vivo)VIVT3JCP0,10914/04/202629/12/2025

Onde investir para buscar dividendos? Confira ações indicadas no Empiricus+

Se você ainda não sabe em quais ações investir para buscar dividendos em 2026, pode conferir as recomendações mais promissoras do momento pelo Empiricus+.

O Empiricus+ é o mais novo serviço de assinatura “streaming“, pelo qual você pode acessar as principais séries da casa por 12x de R$ 14,90 no plano anual.

E você, leitor desse texto, tem direito a 7 dias de acesso gratuito, sem compromisso. Basta clicar no botão abaixo para liberar seu acesso:

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Dólar em queda: ‘não vejo a cotação abaixo de R$ 5′, diz analista que recomenda se posicionar na moeda agora

Desde a quarta-feira (8), o dólar começou a recuar em relação ao real, tendência que se manteve até o fechamento deste texto, na tarde de quinta-feira (9). Na mínima intraday da quinta-feira, a cotação chegou a atingir R$ 5,06, o menor nível em dois anos.

De maneira geral, um câmbio mais baixo pode ser explicado pela maior oferta da moeda em solo nacional. O que explica esse maior fluxo de dólar em solo brasileiro agora, e até onde a queda da moeda pode ir?

Enzo Pacheco, analista da Empiricus Research, comentou o assunto na edição de quinta-feira (9) do programa Giro do Mercado, do Money Times. Confira:

Coincidência? Dólar em queda é concomitante às máximas históricas do Ibovespa nesta semana

Antes de abordar especificamente a cotação do dólar, é preciso relembrar os eventos que a acompanham. Em especial, os fatores que atraem o fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil no momento.

A tendência de queda coincide com a maior volatilidade das tensões da guerra do Oriente Médio. Na noite de terça-feira (7), os Estados Unidos anunciaram um cessar-fogo, que não foi totalmente confirmado por todas as partes envolvidas no conflito. 

Vale lembrar que o conflito no Oriente Médio está associado a fatores como:

  • Alta do preço do petróleo;
  • Maior sentimento de desconfiança dos investidores com a economia dos Estados Unidos, e
  • Pressão inflacionária ao redor do mundo, com a disrupção na cadeia de suprimentos.

Todos esses pontos convergem para o maior interesse do investidor estrangeiro em migrar parte do portfólio para o Brasil, que é um grande exportador de petróleo e outras commodities como a soja, por exemplo – refletindo também nas empresas representantes do setor na B3.

“Como o Brasil tem um mercado muito ‘pesado’ em commodities, os investidores estão buscando alternativas para se posicionar devido ao preço do petróleo, que não vai voltar aos níveis do começo de ano”, afirma Pacheco.

Segundo o analista, é provável que o barril de petróleo seja negociado na casa dos US$ 80 mesmo em um cenário de arrefecimento dos conflitos no Oriente Médio.

“Com isso, teremos as empresas de commodities entregando melhores resultados. E a bolsa brasileira, querendo ou não, tem esse peso importante”. Como principais exemplos, Pacheco cita Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3), grandes conhecidas dos investidores.

Carry trade: o fator dos juros que continua a atrair fluxo estrangeiro para os ativos brasileiros

Além de ser um nome de peso para commodities, um outro fator que pode jogar “a favor” da entrada de fluxo estrangeiro no Brasil são os juros altos.

Para Pacheco, se os EUA optarem por interromper seu ciclo de corte de juros em meio às incertezas geopolíticas, é provável que o ciclo de cortes na Selic também seja interrompido no Brasil, mantendo os juros nos dois dígitos por aqui.

Esse cenário favorece o chamado carry trade: se o ambiente nos EUA acabar não favorecendo os ativos de risco por lá, o investidor pode “pegar seus recursos na moeda americana, investir no Brasil [a juros altos] e, com isso, se proteger da variação cambial”, segundo o analista.

“Quando calculamos a diferença do juro brasileiro para o americano, aqui [o juro] é muito alto, e ainda muito atrativo para o investidor”, conclui.

Até onde o dólar pode cair? Para analista, preço abaixo de R$ 5 é improvável

“Não sei se veremos [o dólar] abaixo de R$ 5”, afirma Pacheco. “Há muito tempo é falado que um ‘dólar de equilíbrio’ pode estar entre R$ 4,50 e R$ 4,80, mas toda vez que chega perto disso, ‘alguma coisa estoura’”.

Nesse caso, o analista dá um “conselho” a investidores que ainda não carregam posições em moeda forte ou ativos internacionais no momento, por estarem à espera de uma queda ainda maior do dólar: a indicação é começar o quanto antes.

“Para quem não tem nenhuma posição em dólar hoje, eu não esperaria muito mais para começar a montar”, afirma.

Pacheco indica que, no momento, o dólar um pouco mais baixo não é a única vantagem. “Penso não apenas no câmbio em si, mas também em encontrar oportunidades ‘lá fora’ com patamares de preço muito interessantes”, conclui.

No caso, para o analista, há ações internacionais de qualidade e descontadas no momento, o que pode abrir janelas de oportunidade para quem se posicionar a partir de agora.

Como montar uma carteira ‘dolarizada’? Conheça as recomendações de Enzo Pacheco para o momento

Enzo Pacheco é responsável pelas principais recomendações de ativos internacionais da Empiricus Research.

E se você é um dos investidores que deseja saber mais sobre como e onde investir em ativos internacionais, as indicações do analista estão disponíveis no Empiricus+.

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Eleições ainda representam volatilidade passageira, não sinal estrutural para investimentos, dizem gestores

A seis meses do pleito presidencial, parte dos gestores reafirma uma postura de cautela, classificando as movimentações políticas atuais mais como volatilidade passageira do que como sinais estruturais para investimentos.

No 12º Fórum de Investimentos do Bradesco BBI, especialistas disseram que a ainda estão de fora das apostas eleitorais, com a leitura de que é cedo para traçar possíveis cenários.

Para os gestores convidados, o momento exige uma distinção rigorosa entre o “ruído”, que gera oscilações diárias de preços, e o “sinal”, que efetivamente embasa a tomada de decisão de longo prazo.

“Existe ainda muita incerteza sobre como vai se dar a disputa eleitoral até o momento da eleição. A gente não acredita em ‘treidar’, em negociar esses ruídos até a eleição”, afirmou Rodrigo Santoro, diretor de equities da Bradesco Asset Management.

A percepção dos gestores é de que o processo eleitoral, com debates e pesquisas de maior peso, só deve começar a partir de agosto ou setembro. Este será o momento de rever as estratégias de forma mais decisiva.

Oposição no páreo

Embora o cenário político brasileiro esteja fragmentado entre “esquerda” e “direita”, o que torna prognósticos definitivos precoces, os gestores estão otimistas com as mudanças de ares que as últimas pesquisas eleitorais trouxeram.

Houve uma dissipação do temor inicial de vitória garantida do atual governo petista. Atualmente, os dados indicam um fortalecimento da oposição, o que é lido de forma positiva pelos agentes financeiros.

Para Santoro, no atual xadrez eleitoral, a intenção de voto direta tem menos peso do que a taxa de rejeição, que surge como indicador mais relevante para o monitoramento dos gestores.

“Vai ser uma disputa apertada. Dificilmente a gente vai ter um cenário óbvio, o que nos obriga a ter cautela. Não dá para fazer uma aposta agora porque não é um cenário 80-20″, afirmou André Caldas, sócio e gestor de ações da Springs Capital.

Estatais não são mais o trade o eleitoral

Diferentemente de anos anteriores, em que ações de estatais como o Banco do Brasil (BBAS3) e a Petrobras (PETR4) eram trades óbvios, neste ano, essas empresas não estão apresentando descontos profundos para servirem como base de uma posição vitoriosa de um lado ou outro.

Diante desta mudança estrutural, para navegar esse período, o mercado tem priorizado três frentes de alocação:

  • Uso de Opções: Em vez de comprar ações diretamente, os gestores estão se valendo de Opções para fazer apostas direcionais com perda controlada e limitada ao custo da operação.
  • Dinheiro sobrando: A escolha por empresas com gestão sólida e, preferencialmente, com caixa líquido (mais dinheiro em caixa do que dívidas) também está no radar dos especialistas.
  • Bond Proxies e Energia: A exposição a empresas de energia e ativos que conseguem repassar a inflação ganhou mais força diante da guerra. É uma forma de se proteger caso o cenário macroeconômico global piore, pressionado pelos custos de energia.
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UBS reduz preço-alvo do S&P 500 como efeito da recuperação lenta pós-guerra

O entusiasmo por elas está diminuindo à medida que o interesse pelo restante do S&P 500 aumenta. Fotógrafo: Cedric von Niederhausern/Bloomberg

Mesmo com as expectativas altas de fim próximo da guerra no Oriente Médio, a retomada dos fluxos de energia devem demorar mais. Para o UBS, a recuperação dos níveis pré-conflito poderá levar mais tempo, pressionando a economia. Em resposta a esse cenário, o banco decidiu reduzir as projeções de preço para o S&P 500.

Para junho de 2026, a projeção cai de 7.300 para 7.000. Para dezembro deste ano, recua de 7.700 para 7.500. Apesar da apreensão com o cenário, a estimativa de lucro por ação para 2026 permanece inalterada, de US$ 310, representando um crescimento de 11%.

As projeções também sugerem um potencial de valorização atrativo. Por esse motivo, o UBS manteve a visão Attractive (perspectiva positiva) para as ações dos Estados Unidos. De acordo com os analistas, os efeitos negativos da guerra deve diminuir nas próximas semanas, impulsionando as ações e provocando um crescimento saudável dos lucros.

Por outro lado, os cálculos mostram uma recuperação mais lenta da produção de petróleo aos níveis pré-conflito. Como efeito disso, o UBS acredita que os preços devem seguir altos, obstruindo o crescimento econômico e mantendo as pressões inflacionárias.

Essa dinâmica, conforme o banco, provavelmente atrasará novos cortes de juros pelo Federal Reserve. As novas estimativas dos analistas adiaram a possibilidade de corte para setembro e dezembro. “Embora não acreditemos que isso represente uma ameaça significativa à expansão econômica, implica um cenário macroeconômico um pouco menos favorável em relação às expectativas anteriores”, explicam.

Potencial de valorização

Mesmo com o atraso no afrouxamento monetário, o UBS espera um avanço nas ações. Esse movimento, de acordo com os economistas, será sustentado por uma combinação de crescimento sólido dos lucros, um FED ainda amplamente favorável, e a contínua adoção e monetização da inteligência artificial.

Outros fatores como a taxa de volatilidade, também representam um bom sinal. Em março, o índice VIX, que mede a volatilidade, fechou acima de 31, um valor maior do que 93% das observações históricas. Segundo o UBS, quando o VIX fechou acima desse nível, o S&P 500 apresentou retorno médio anual de 22% no ano seguinte.

De maneira geral, a nova estimativa considera uma desaceleração no conflito no Oriente Médio e depende da recuperação dos fluxos de energia para impulsionar os ganhos. Uma possível extensão não esperada da guerra, levando à redução do fluxo de petróleo, por exemplo, poderia pressionar esse resultado.

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Ibovespa ganha fôlego na reta final do pregão e fecha em leve alta; dólar sobe a R$ 5,15

O Ibovespa (IBOV) ganhou fôlego nos últimos minutos do pregão com expectativa de avanço nas negociações de última hora para um cessar-fogo no Oriente Médio.

Nesta terça-feira (7), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com leve alta de 0,05%, aos 188.258,91 pontos, na máxima intradia.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,1550, com alta de 0,16%.

Por aqui, os investidores dividiram as atenções com cenário eleitoral, novas medidas do governo para conter os preços dos combustíveis e dados econômicos.

Entre os dados, a balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 6,405 bilhões em março, segundo dados divulgados nesta terça-feira (7) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O resultado de março ficou abaixo da mediana das estimativas do mercado financeiro apontada na pesquisa Projeções Broadcast, de superávit comercial de US$ 7,55 bilhões, após saldo positivo de US$ 4,208 bilhões em fevereiro.

Na avaliação de Luiza Pinese, economista da XP, os efeitos do choque do petróleo decorrente do conflito no Oriente Médio devem se tornar mais evidentes nos próximos meses.

O MDIC também revisou as estimativas para 2026 e prevê saldo positivo de US$ 72,1 bilhões, próximo ao piso da projeção anterior, divulgada em janeiro.

Altas e quedas do Ibovespa

Entre as ações negociadas no Ibovespa, a Suzano (SUZB3) despencou 6,39% (R$ 46,43), pressionada pela revisão do Bank of America (BofA). O banco rebaixou a recomendação das ações de compra para neutra.

Além disso, a equipe de analistas cortou o preço-alvo para o fim de 2026 de R$ 82 para R$ 57.

SUZB3 também foi a ação mais negociada da B3 com 56,585 mil negócios e giro financeiro de R$ 2,122 bilhões.

A ponta negativa foi liderada por MRV (MVRE3), com queda de 9,45% (R$ 7,19), em reação à prévia operacional do primeiro trimestre deste ano (1T26).

Já a ponta positiva foi encabeçada por Braskem (BRKM5), que encerrou o pregão com alta de 7,26% (R$ 9,01), em recuperação das perdas da véspera. Ontem (6), os papéis caíram mais de 7%.

Exterior

Os índices de Wall Street tiveram mais um dia de perdas com novo ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Pela manhã, o chefe da Casa Branca disse que “toda a civilização morrerá hoje à noite” se um acordo com o Irã não for firmado, em publicação na rede social Truth. O prazo final de negociações imposto por Trump se encerra ainda hoje, às 21h (horário de Brasília).

No final da tarde, o Pasquistão pediu para Trump estender o prazo de tratativas por duas semanas. Em resposta, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavit, disse ao Axios que Trump informado da proposta e uma “resposta será dada.”

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,18%, aos 46.584,46 pontos;
  • S&P 500: +0,08%, aos 6.616,85 pontos;
  • Nasdaq: +0,10%, aos 22.017,84 pontos.

LEIA MAIS EM: Wall Street fecha sem direção única com expectativa de um cessar-fogo no Oriente Médio

Na Europa, os principais índices também encerraram em queda com incertezas sobre o conflito no Oriente Médio na retomada do feriado prolongado. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com baixa de 1,01%, aos 590,59 pontos.

Na Ásia, os índices tiveram uma sessão mista no primeiro dia de negociações da semana. O índice Nikkei, do Japão, ficou praticamente estável com alta de 0,03%, aos 52.429,56 pontos.

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Quem investiu ‘esperando por uma Selic a 9% ao ano’, agora precisa dar um ‘cavalo de pau’ na carteira, segundo analista

“Quem ‘pulou na água de vez’ achando que a Selic chegaria a 9% no fim do ano, teve que dar um “cavalo de pau” na carteira, e deve ter sofrido bem em março”. Quem afirma é Ruy Hungria, analista de ações da Empiricus Research.

A fala do analista se refere aos investidores em ações brasileiras que, nesse início de ano, posicionaram suas carteiras de acordo com o cenário visto até então: otimismo à espera do início do ciclo de cortes de juros no país.

Com reduções na taxa Selic contratadas pelo Banco Central ao longo de 2026, o Ibovespa renovou máximas históricas na reta final de 2025, refletindo o ânimo do mercado.

Em meio à toada positiva, é possível que muitos investidores pessoa física tenham optado por comprar ações sem, necessariamente, considerar que algo poderia mudar.

Hoje, o panorama econômico é completamente diferente daquele visto no início do ano, e muitas carteiras de investimento montadas três meses atrás podem precisar de uma revisão – isso se esperavam por cortes de juros mais agudos.

Na edição do Empiricus PodCa$t do último sábado (4), Ruy Hungria foi convidado para discutir o que está acontecendo, e o que isso significa para os investidores. Confira:

‘Cavalo de pau’ na carteira de investimentos?

Até o final de fevereiro, ativos brasileiros surfavam uma onda de otimismo, enquanto boa parte do mercado apostava em uma Selic terminal de cerca de 12% ao ano em 2026, o que implicava em um ciclo de cortes de 3 pontos percentuais no total.

E é quando entra a guerra no Oriente Médio, que mudou completamente a narrativa. O conflito elevou os preços do petróleo, impactando a cadeia global de suprimentos, e impulsionando pressões inflacionárias ao redor do mundo – inclusive para o Brasil.

Com isso, a Selic terminal em 2026, que era esperada em torno de 12% a.a., agora já começa a ser projetada em 13,5% ou 13,75% ao ano, segundo os analistas da casa, sugerindo menor magnitude nos cortes de juros.

Tudo isso pode impactar nos ativos de risco, especialmente ações de empresas mais sensíveis aos juros altos. E aqui entra a fala anterior de Ruy Hungria: o investidor que foi “com tudo” em papéis mais cíclicos, agora, precisa repensar seus planos.

Porém, esse não foi o caso entre as carteiras recomendadas da Empiricus. “Nos últimos meses, por mais que tenhamos tido essa melhora de perspectiva [econômica], nós nunca fomos totalmente agressivos no sentido de apostar em queda de juros”, afirma o analista.

Entre as recomendações da casa para o mês de abril, Hungria explica que foi necessário rever algumas teses que eram mais expostas aos juros, mas sem fazer uma mudança completa.

“Não foi um ‘cavalo de pau’. Não mudamos totalmente as carteiras, porque as carteiras já eram bastante sólidas”, afirma. “Nós já vínhamos em uma abordagem de colocar ‘só o pezinho na água’. […] Sempre com muita diligência, sem fazer loucura. Foi assim que construímos nossas carteiras e o bom desempenho delas, inclusive”.

Qual o “segredo” para selecionar as melhores ações mesmo sem saber o que esperar da economia? O analista explica:

“A nossa estratégia, nos últimos meses, foi continuar com uma carteira de papéis sólidos, que não tem alavancagem alta e não são totalmente dependentes do crédito, porque conhecemos como as coisas funcionam por aqui. Sabemos que o Brasil é cheio de surpresas”.

Quais as principais ações recomendadas para investir no momento?

Durante o episódio, o analista mencionou três ações em especial que figuram entre as recomendações da Empiricus para o mês.

  • Itaú (ITUB4)

Itaú (ITUB4) “é um papel que consegue navegar bem com juros altos ou baixos, tem um know-how de concessão de crédito ‘absurdo’, e tem aumentado cada vez mais sua diferença para os concorrentes em termos de rentabilidade”, afirma Hungria.

Segundo o analista, mesmo se tivermos “um pior cenário possível de Selic”, essa é uma ação que deve se beneficiar, devido à natureza do seu negócio ligada ao crédito.

  • Petrobras (PETR4)

Com a alta dos preços do petróleo, a Petrobras (PETR4) foi um dos destaques do mês passado, tendo fechado março em alta de 18% na B3.

Hungria acredita que os preços do barril de petróleo não devem mais retornar aos patamares pré-guerra no Oriente Médio (cerca de US$ 50) daqui para a frente, o que deve continuar beneficiando os papéis da petroleira brasileira. Por isso, segue construtivo na recomendação.

“Não ter uma exposição ao petróleo no momento pode acabar se tornando ruim” para o investidor, afirma o analista.

  • Vale (VALE3)

Hungria comenta que a Vale (VALE3) é uma tese que “acabou se desconectando do preço do minério de ferro”, que subiu no mês de março em meio aos conflitos geopolíticos. Além disso, a receita da empresa é dolarizada, o que “acaba sendo bom nesses momentos de incerteza”.

Por último, a Vale Base Metals, divisão que cuida de metais básicos como cobre, níquel e cobalto, essenciais na transição energética, é a “joia da coroa” e está em um valuation abaixo do que deveria, para o analista. Todos esses fatores contribuem para a atratividade das ações, que seguem recomendadas pela casa.

Empiricus+: em um único lugar, conheça as principais recomendações de investimento para esse mês

Essas três ações citadas são apenas uma pequena fração das dezenas de recomendações que a Empiricus traz aos investidores para esse mês.

E se você deseja conhecer todas as indicações de perto, temos uma boa notícia: elas estão disponíveis para você por meio do Empiricus+.

O Empiricus+ é um novo serviço de assinatura “streaming“: em um único lugar, as principais séries da casa estão disponíveis para o seu acesso, por 12x de R$ 14,90 no plano anual.

Essa é a sua chance de conhecer de perto as recomendações profissionais que podem moldar suas decisões de investimento.

E você ainda tem direito a 7 dias de acesso gratuito, para testar a plataforma sem compromisso. É só clicar no botão abaixo para começar:

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‘Chega de construtoras’? Por ora, carteira mensal de renda extra da Empiricus prioriza outros setores; veja como acessar o portfólio gratuitamente

Duas atualizações consecutivas na carteira de renda extra da Empiricus Research balançaram com o posicionamento no mercado imobiliário do portfólio. Após retirar as ações da Direcional (DIRR3) em fevereiro, os analistas optaram por mais uma troca, desta vez com saída da Cyrela (CYRE3).

“Diante da volatilidade prospectiva associada a ativos mais sensíveis à curva de juros, e considerando que já carregamos exposição relevante à queima de prêmio, optamos por ajustar a carteira”, explica Matheus Spiess, analista de macroeconomia que encabeça o portfólio.

Assim, uma nova ação de um segmento “vizinho” às ações CYRE3 e DIRR3 agora ganha espaço na carteira de ações de abril.

Analistas preferem companhia mais resiliente à volatilidade do cenário atual

A nova adição da carteira para o mês de abril é uma companhia do mesmo “guarda-chuva” de imóveis. Entretanto, o analista identifica que ela deverá ter um menor grau de sensibilidade aos juros.

A proposta é manter a exposição do portfólio a um cenário de melhora nas condições de juros, que permanece como a hipótese base da casa, mas com ações menos sensíveis caso o ambiente macro continue se deteriorando, especialmente diante das incertezas no Oriente Médio.

“Ainda que nossa expectativa central seja de melhora gradual, entendemos que os riscos de piora não podem ser ignorados”, explica Spiess.

Por isso, a nova escolha figura entre as maiores e mais bem administradas companhias de shopping centers do Brasil. Alguns de seus pontos fortes são:

  • Um portfólio de ativos premium, em regiões de renda elevada e maior potencial de crescimento;
  • Histórico consistente de execução operacional, selecionando bons ativos e mantendo níveis elevados de ocupação;
  • A capacidade de conduzir expansões com risco comercial controlado;
  • Uma disciplina na alocação de capital, focada na geração de valor para o acionista.

Todos esses pontos refletem em benefícios que Spiess considera atrativos. Além disso, o analista aponta que a empresa está posicionada de forma favorável diante de um nível de endividamento que deve ampliar os benefícios da redução do custo financeiro, ainda que superior a alguns pares do setor.

“Esse contexto já reflete nos resultados mais recentes. No 4T25, a companhia apresentou desempenho acima das expectativas do mercado, reforçando a qualidade de seus ativos e de sua gestão”, relembra Spiess.

Naturalmente, o analista reconhece que sempre há riscos a serem monitorados. Isso, tanto por um contexto de possível reversão na trajetória de queda dos juros, como de uma desaceleração econômica mais intensa.

Contudo, além dos pilares mencionados, a confiança na tese reside sobre a atuação da companhia em um segmento resiliente da economia, o que reduz a vulnerabilidade da carteira a choques adversos. Nesse contexto, a substituição reforça a consistência da estratégia, privilegiando um posicionamento mais equilibrado neste momento.

Conheça a carteira de renda extra da Empiricus gratuitamente – e confira as atualizações de abril

O portfólio renda extra da Empiricus Research é atualizada mensalmente, conferindo a manutenção da composição focada em geração de renda, qualidade e previsibilidade. O objetivo é que os investidores consigam capturar valorização em cenários construtivos, enquanto recebem proventos recorrentes.

No momento, os analistas consideram que o cenário ainda carrega um grau relevante de incerteza, com riscos associados a uma possível escalada mais ampla do conflito no Oriente Médio.

“Nesse contexto, reforçamos a importância de uma carteira mais robusta, com ativos de maior qualidade e previsibilidade, capaz de atravessar períodos de maior volatilidade com menor deterioração”, informa o relatório do portfólio em abril.

Esse olhar é direcionado não apenas para a seleção de ações de empresas, como também para alguns ativos das classes de renda fixa e fundos imobiliários que compõem o portfólio. Alguns deles, muito interessantes como esses:

  • Um fundo de infraestrutura cujo retorno pode chegar a IPCA+10,50% ao ano;
  • Um fundo imobiliário (FII) de papel, focado na aquisição de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) com remuneração média de IPCA + 8,1% ao ano e CDI + 3,2% a.a..

Esses são apenas alguns exemplos do que você vai encontrar na carteira de renda extra da Empiricus Research. A boa notícia é que você pode conferir o portfólio completo sem pagar nenhum centavo, acessando a carteira através da área logada da Empiricus Research.

Para isso, é só cadastrar o seu e-mail no botão abaixo e conferir a plataforma com acesso à carteira de renda extra de abril e outros portfólios mensais:

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Sai Cyrela (CYRE3), entra SLC Agrícola (SLCE3): veja mudanças na carteira de dividendos da Empiricus para abril 

A Empiricus Research trouxe novidades para sua carteira de dividendos no mês de abril. Considerando o contexto complexo que envolve o mercado no momento – especialmente por conta da guerra no Oriente Médio –, a casa entende que é preciso revisitar a curadoria de ações selecionadas.

A capacidade de uma empresa de gerar bons dividendos aos seus acionistas depende fortemente de sua performance ao longo do ano. De quebra, o conflito entre EUA e Irã exerce influência sobre as principais ações brasileiras – umas na ponta beneficiada, outras na ponta mais negativa.

Enquanto guerra piora perspectivas para a Selic, segredo está na seletividade de ações para investir

O Ibovespa fechou o mês de março em queda de 0,9%, a primeira queda mensal desde julho de 2025. Isso porque o conflito geopolítico tem pressionado a cadeia global de suprimentos, e as expectativas inflacionárias ao redor do mundo. Inclusive, no Brasil, esse cenário piorou as perspectivas para o ciclo de cortes na taxa Selic.

“Se começamos o ano com uma perspectiva de ver a Selic em 12% no fim de 2026, agora esse número já foi revisado para 13,5%-13,75%, e pode subir mais a depender da extensão do conflito. Ainda que o Copom tenha cortado 25 bps em março e indicado mais cortes pela frente, a guerra pode acabar forçando menos cortes, a depender da dinâmica da inflação nos próximos meses”, afirmam os analistas em relatório do último dia 1º de abril.

Mas apesar desse cenário ser uma possível má notícia para os ativos de risco, especialmente ações de empresas mais alavancadas, ainda há fatores que “jogam a favor” dos ativos brasileiros.

“O Brasil ainda permanece entre os poucos países que verão seus juros caírem nesse ano”, afirmam os analistas, que também indicam que os principais pilares da tese de investimentos no Brasil “seguem de pé”:

  • Valuation atrativo;
  • Diversificação geográfica para fora dos Estados Unidos;
  • Possível mudança de pêndulo político nas eleições presidenciais de outubro.

Logo, na hora de investir, o segredo está na seleção das ações certas. “Seguimos construtivos com ações brasileiras, mas entendemos que o contexto ainda exige muita seletividade, com papéis menos dependentes do afrouxamento monetário, que tenham claras vantagens competitivas e posições de destaque em seus setores”, concluem.

Petrobras (PETR4) e SLC Agrícola (SLCE3) estão entre as principais recomendações do mês para buscar dividendos

Para abril, um dos destaques é a recomendação de Petrobras (PETR4), que vem de uma toada positiva, ajudada pela forte valorização do petróleo. As ações acumularam alta de 18% em março, e podem continuar sendo beneficiadas esse mês.

Além disso, os analistas indicam que PETR4 é uma das teses que “mais podem se beneficiar do cenário eleitoral brasileiro”. Com dividend yield (DY) esperado de 9% para 2026, os papéis seguem entre as principais apostas da casa para buscar proventos.

Por outro lado, a Cyrela (CYRE3), que esteve na carteira durante os meses de fevereiro e março, está entre os destaques negativos, segundo os analistas.

O setor imobiliário, altamente sensível aos juros, foi um dos primeiros a sentir os impactos da piora nas perspectivas para a taxa Selic – e as ações da Cyrela estiveram entre as mais afetadas, caindo 11% na B3 em março.

Com isso, CYRE3 saiu para dar lugar a uma nova recomendação na carteira: a SLC Agrícola (SLCE3), que, na visão da Empiricus, é uma ação que está andando na “contramão” das demais no setor do agronegócio.

Apesar de prever um aumento na ordem de 9,2% em seus custos para a safra 2025/2026, muito devido às disrupções causadas pela guerra, a SLC Agrícola está bem-posicionada para compensá-los.

Além disso, a Empiricus prevê um DY em torno de 3,6% para SLCE3 ao final de 2026. Com isso, ela se junta à Petrobras (PETR4) e outras 6 ações selecionadas para a carteira de dividendos da casa em abril.

A carteira recomendada, que já acumula DY de 5,3% em 2026 até aqui, tem o objetivo de entregar, aos investidores em busca de bons proventos na carteira, uma curadoria de papéis com:

  • Capacidade de geração de caixa livre (GCL) comprovada;
  • Distribuição de proventos sustentáveis;
  • “O benefício dos juros compostos” (compounding).

Essa foi apenas uma “amostra” do que você encontra no relatório completo da carteira de dividendos da Empiricus, que traz a tese completa por trás de todas as ações selecionadas.

E a boa notícia é que o relatório completo está disponível para você gratuitamente.

Gratuito: acesse o relatório completo da carteira de dividendos da Empiricus Research

A carteira de dividendos da Empiricus Research, na íntegra, está disponível como cortesia a todos os leitores deste texto.

Para acessá-la, basta fazer um cadastro gratuito clicando no botão ao final da matéria.

Essa é a sua chance de conhecer recomendações profissionais para os seus investimentos e buscar bons retornos a partir desse mês. Lembrando que o acesso é grátis, e o processo é simples e rápido:

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Estratégia ‘pouco conhecida’ da bolsa já capturou lucros de 1.250% com atualizações semanais; conheça as recomendações por 12 x R$ 14,90

Entre as diversas formas de investir na bolsa de valores, é natural que algumas estratégias acabem ficando em segundo plano no dia a dia do investidor, que já tem que ficar de olho no frenesi do noticiário, nos resultados das empresas e nos fatores macroeconômicos.

Uma delas, em especial, costuma ser pouco falada, apesar de apresentar um histórico bastante positivo de valorização quando executado sob boas orientações: as opções.

O que são opções e como investir?

As opções são contratos que dão o direito de comprar ou vender um ativo (como ações) por um preço pré-determinado, em uma data futura. Ao adquirir uma opção, o investidor paga por um direito futuro – não por uma obrigação.

Este direito permite que você compre (no caso de uma opção de compra) ou venda (no caso de uma opção de venda) um ativo a um preço predeterminado – chamado de preço de exercício – até uma data específica.

Assim, os dois tipos principais de opções podem ser resumidos em:

  • Opções de Compra (Calls): São como um ingresso para comprar ações no futuro a um preço que você definiu hoje. Se o preço da ação subir, você pode exercer sua opção e comprar a ação pelo preço mais baixo que você “reservou”.
  • Opções de Venda (Puts): Como um “seguro”, se você acha que o preço de uma ação vai cair, pode garantir o direito de vendê-la a um preço mais alto do que o de mercado no futuro.

São exatamente essas duas indicações que alguns investidores estão tendo a chance de acessar, ao aplicar uma estratégia “esquecida” da bolsa. Tudo isso, ainda sob as orientações da maior casa de análise financeira do país: a Empiricus Research.

Conheça a série Flash Trader, que já apontou recomendações que renderam até 1.250% em 6 dias

Atualmente, as recomendações da Empiricus Research para quem quer operar com opções estão concentradas na série Flash Trader. Encabeçada pelo analista e físico, Ruy Hungria, a carteira já capturou lucros no patamar de 1.250% em menos de uma semana.

Ou seja, a estratégia foi capaz de transformar um investimento de R$ 1.000 em R$ 13.500. Tudo isso através da compra de um ativo que custava R$ 0,32 e, em um período de 6 dias, valorizou 1.250%.

Na prática, o investidor que seguiu a recomendação multiplicou o patrimônio em mais de 13 vezes em menos de duas semanas. Mas esse foi apenas um dos casos bem sucedidos identificados pelo analista. Entre os mais recentes, em 2025 e 2026, foram valorizações de:

  • +617,78% em 7 dias, em uma ação de setor financeiro;
  • +573,05% em7 dias, por uma ação vinculada a um fundo de índice;
  • +380,00% em 7 dias, com ativo de uma farmacêutica.

É importante ressaltar que retornos passados não são garantias de retornos futuros, e que o investimento em renda variável envolve risco. O que os exemplos ilustram são recomendações que já impulsionaram investidores, fundamentadas em conceitos reais da análise econômica.

Conforme Hungria explica, o funcionamento das operações é baseado em duas carteiras:

  • Compras a seco: deve representar cerca de 1% do seu portfólio. Nesse tipo de operação, não é preciso que os investidores tenham as ações. O foco será a valorização das opções, torcendo pela alta antes da saída (venda);
  • Operações de renda: O objetivo é ganhar a renda (prêmio). Nessas operações, geramos uma obrigação de compra ou venda (call ou put).

“A carteira de compras a seco é atualizada semanalmente, orientando o que cada investidor deve manter ou trocar. A segunda carteira [vendas cobertas] tem atualizações ao longo da semana, que são sinalizadas aos assinantes diretamente”, explica Ruy Hungria.

Com o objetivo de buscar as melhores oportunidade no mercado de opções, o analista diz que “não importa o momento do mercado, dá para ganhar em qualquer cenário da Bolsa (de alta, baixa ou lateralizado), e proteger seu portfólio”.

Todas as recomendações de calls e puts de Ruy Hungria, acompanhadas das análises do setor, estão disponíveis para os assinantes do Flash Trader. Se você se interessou pelo material e gostaria de acessar o material da série completo, além de muito mais informações de qualidade atreladas ao mercado financeiro para os seus investimentos, o Empricus+ pode ser uma boa solução.

Empiricus+: “streaming” de carteiras em ações, FIIs, renda fixa e mais

O novo serviço estilo “streaming” da Empiricus Research reúne 11 assinaturas da casa de uma só vez. São carteiras de focadas em ações, fundos de investimento, renda fixa e trading, incluindo a série Flash Trader. Além disso, há também estratégias que combinam diferentes classes de ativos.

Para acompanhar tudo isso, o investidor tem acesso a um arsenal completo de materiais de apoio para sua jornada:

  • Relatórios quinzenais: o documento é o espaço para os analistas trazerem as novas recomendações das séries para a semana e os principais pontos de atenção para as empesas selecionadas;
  • Plantão ao vivo: todas as sextas-feiras, 9h, os analistas da carteira Flash Trader e de outras séries da casa se reúnem no Empiricus Ao Vivo para tirar as dúvidas dos assinantes;
  • Canal exclusivo no Telegram: assinantes acessam o grupo de forma rápida para conferir atualizações nas operações, e outras notícias relevantes;
  • Alertas: a função de notificação, tanto pela área do assinante como no Telegram notifica o investidor sobre as mudanças do portfólio;
  • Para se aprofundar: Planilhas, vídeos e tutoriais estão disponíveis na área logada para o assinante aprender mais sobreas opções.

É bom salientar que, por ora, o acesso a todo esse material através do Empiricus+ está com dois planos – e preços muito atrativos:

  • Assinatura mensal com o valor de R$ 19,90. Nesse plano, você pode parar a assinatura a qualquer momento; ou
  • Um pacote de assinatura anual por 12x de R$ 14,90, que corresponde a 30% de desconto no valor do plano.

Esta pode ser uma oportunidade única para investir seguindo as recomendações da maior casa de análises independente do país. Clique no botão abaixo para saber mais:

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Dividendos de ‘fim de mês’: Moura Dubeux (MDNE3), Multiplan (MULT3) e outras ações pagam proventos amanhã (31); confira

Alguns investidores da bolsa brasileira vão encerrar o mês de março com proventos caindo na conta. Isso porque nomes conhecidos, como Moura Dubeux (MDNE3) e Multiplan (MULT3), têm dividendos ou juros sobre capital próprio (JCP) programados para pagamento na próxima terça-feira (31).

Para que você fique bem-informado, preparamos a lista completa de todos os pagamentos previstos para a data, separados por empresa. Você pode conferir a seguir – mas esteja atento a alguns detalhes antes:

Dividendos da semana: não esqueça desses detalhes

Antes de passar ao calendário, vale trazer dois pontos importantes à atenção do investidor:

  1. “Data com”, ou data de corte: apenas investidores que detinham posição nas ações até as datas informadas na tabela estarão aptos a receber os pagamentos;
  2. Tributação: JCPs estão sujeitos à alíquota de 15% do Imposto de Renda retido na fonte. Já dividendos são tributados em 10% na fonte, se ultrapassam o valor total de R$ 50 mil mensais.
EmpresaTickerTipo de proventoValor bruto por ação (R$)Data do pagamentoData de corte
M Dias BrancoMDIA3Dividendo1,4131/03/202624/03/2026
ISA Energia BrasilISAE3JCP0,25131/03/202620/02/2026
ISA Energia BrasilISAE4JCP0,25131/03/202620/02/2026
Allied TecnologiaALLD3Dividendo0,42131/03/202630/01/2026
Moura DubeuxMDNE3Dividendo0,59231/03/202630/12/2025
MetisaMTSA3JCP1,131/03/20261/12/2025
MetisaMTSA4JCP1,2131/03/20261/12/2025
MultiplanMULT3JCP0,22531/03/202631/03/2025
DimedPNVL3JCP0,07531/03/202616/12/2024

Onde investir para buscar bons dividendos? Confira as principais recomendações do momento no Empiricus+

Se você está em busca das principais recomendações de investimento para o momento, está convidado a conhecer o Empiricus+.

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O post Dividendos de ‘fim de mês’: Moura Dubeux (MDNE3), Multiplan (MULT3) e outras ações pagam proventos amanhã (31); confira apareceu primeiro em Empiricus.

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Dasa (DASA3): prejuízo sobe 13,9% no 4T25 e fica em R$ 948 milhões

A rede de diagnósticos Dasa (DASA3) reportou prejuízo líquido de R$ 948 milhões no quarto trimestre de 2025, 13,9% maior que o prejuízo de R$ 832 milhões registrado um ano antes. No acumulado do ano, a empresa acumula prejuízo de R$ 1,135 bilhão, ante R$ 1,196 bilhão anotado em 2024.

O resultado negativo foi influenciado principalmente por efeitos não recorrentes, como o impacto contábil do desinvestimento de ativos, em especial a venda do Hospital São Domingos, e pela equivalência patrimonial da Rede Américas, além de ajustes contábeis decorrentes da reorganização societária.

O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda) foi negativo em R$ 111 milhões no trimestre, ante resultado positivo de R$ 403 milhões no mesmo período de 2024. No acumulado do ano, o Ebitda da companhia totalizou R$ 2,026 bilhões, queda de 17,7% frente 2024.

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A receita líquida somou R$ 1,828 no trimestre, avanço anual de 2,5%. Em todo o ano de 2025, o indicador foi de R$ 7,789, crescimento de 6,9% em relação a 2024. Por sua vez, a receita bruta totalizou R$ 2,492 bilhões no quarto trimestre, queda de 39% em relação ao apurado um ano antes. No consolidado de 2025, a receita bruta somou R$ 12,247 bilhões, recuo de 27% na base anual, refletindo a desconsolidação de ativos e mudanças no perímetro operacional.

A dívida líquida financeira após aquisições a pagar e antecipação de recebíveis totalizou R$ 5,416 bilhões ao final de 2025, queda de 46% em comparação com igual período de 2024. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, ficou em 2,67 vezes, redução de 1,41 vez na mesma base de comparação.

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Petz (AUAU3) registra prejuízo de R$ 8,7 milhões no 4T25, redução de 79,7% em um ano

A Petz (AUAU3) registrou prejuízo líquido de R$ 8,7 milhões no quarto trimestre de 2025, uma redução de 79,7% em relação a igual período do ano anterior, em um trimestre marcado por melhora operacional e menor impacto de itens não recorrentes.

As informações apresentadas pela empresa referem-se exclusivamente à operação da Petz, sem considerar a fusão com a Cobasi. Ao considerar os ajustes, que excluem efeitos extraordinários e contábeis, a companhia apurou lucro líquido de R$ 25,9 milhões no período, alta de 15,7% na base anual, refletindo ganhos de eficiência e maior diluição de despesas com o avanço da receita.

O Ebitda ajustado atingiu R$ 88,7 milhões no trimestre, crescimento de 6,5%, com margem de 9,3% sobre a receita líquida, praticamente estável na comparação anual. Segundo a companhia, o desempenho reflete uma evolução operacional sustentada, com equilíbrio entre crescimento das vendas e controle de custos.

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A receita líquida somou R$ 951,5 milhões entre outubro e dezembro, avanço de 8,3% ante o quarto trimestre de 2024, impulsionada principalmente pelo desempenho do canal B2C e pela expansão do digital, que segue ganhando participação no mix. No acumulado de 2025, a Petz registrou lucro líquido de R$ 49,2 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 27,5 milhões observado em 2024.

Na mesma base, o lucro líquido ajustado alcançou R$ 76,7 milhões, alta de 22,2%, indicando avanço mais consistente do resultado recorrente. O Ebitda ajustado anual somou R$ 312,2 milhões em 2025, crescimento de 12,4% em relação ao ano anterior, com margem de 8,7%, em um movimento sustentado por alavancagem operacional, maturação das lojas e disciplina na gestão de despesas.

No resultado financeiro, a Petz no 4T25 registrou despesa de R$ 7,6 milhões no quarto trimestre, ante perda de R$ 28,6 milhões um ano antes, beneficiada pela menor pressão de efeitos não recorrentes. A operação de swap da dívida 4131 gerou impacto negativo de R$ 1,6 milhão no período, sem efeito caixa, abaixo da perda de R$ 19,5 milhões registrada no quarto trimestre de 2024.

A Petz encerrou o trimestre com caixa líquido de R$ 160,7 milhões, revertendo a posição de dívida líquida de R$ 88,6 milhões observada um ano antes. A variação positiva de R$ 249,3 milhões foi impulsionada principalmente pela geração de caixa operacional e pela maior eficiência na gestão do capital de giro. Os investimentos somaram R$ 28,8 milhões no quarto trimestre, queda de 36% na comparação anual.

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Em 2025, o capex totalizou R$ 124,3 milhões, recuo de 21,5%. Segundo a companhia, o movimento reflete uma alocação mais estratégica de recursos, alinhada à busca por eficiência operacional e geração de caixa.

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B3 (B3SA3) aprova pagamento de R$ 372,5 milhões em JCP; veja valor por ação

O conselho de administração da B3 (B3SA3) aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) no valor de R$ 372,5 milhões, correspondentes a valor bruto de R$ 0,07434043 por ação (líquido de R$ 0,06133086 por papel).

O cálculo levará em consideração a posição acionária da próxima terça, 31, sendo que os títulos serão negociados “ex-JCP” a partir de 1º de abril. O pagamento será realizado em 13 de abril.

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Ser Educacional (SEER3) reverte prejuízo e tem lucro de R$ 74,6 milhões no 4T25

A Ser Educacional (SEER3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 74,6 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo prejuízo de R$ 30,2 milhões anotado em igual intervalo do ano anterior. No acumulado do ano, a empresa registrou lucro de R$ 214,4 milhões, ante prejuízo de R$ 1,162 milhão um ano antes.

Com ajustes, o lucro da Ser Educacional foi de R$ 76,9 milhões, alta de 112,1% em relação ao observado um ano antes. Em 12 meses, o lucro ajustado da Ser foi de R$ 239,3 milhões, alta de 141,7%, na base anual de comparação.

O desempenho positivo foi impulsionado pelo crescimento da base de alunos de Ensino Híbrido e pela captação recorde em cursos de Medicina, após a expansão de vagas credenciadas. Além disso, a companhia focou na otimização operacional e disciplina financeira, o que resultou em forte geração de caixa e redução consistente do endividamento.

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No quarto trimestre da Ser Educacional do 4T25, a receita líquida da companhia totalizou R$ 572,9 milhões, crescimento anual de 9,4%. Considerando o consolidado de 2025, a cifra foi de R$ 2,216 bilhões, aumento de 11,9% em relação a 2024.

A empresa apresentou desempenho misto em suas linhas de negócio. Nas mensalidades de Ensino Híbrido, houve aumento de 12,3% na receita líquida trimestral. Já no Ensino Digital, houve uma retração de 7,0% no mesmo período.

O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 150,4 milhões no quarto trimestre, alta de 22,8%. No acumulado do ano, o Ebitda ajustado da empresa totalizou R$ 559,6 milhões, avanço de 27,8% em relação a 2024.

Ao final de 2025, a dívida líquida da Ser Educacional somava R$ 504,7 milhões, diminuição de 29,8% ante o apurado um ano antes.

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Investimentos para jovens: por onde começar a investir na bolsa de valores?

É comum que pais investidores estimulem e procurem as melhores oportunidades para que seus filhos possam investir na adolescência, sob boas orientações.

Olhando no longo prazo, ensinar o jovem a investir e lidar com finanças é uma medida educativa interessante. Além de aprender o valor do dinheiro, ela também pode vir a colher bons frutos no futuro.

É sempre bom lembrar que, para começar a investir antes dos 18 anos, menores de idade devem estar sempre sob supervisão dos responsáveis.

Qual é a carteira recomendada para que os jovens invistam na bolsa de valores?

Na visão do analista da Empiricus Research, Ruy Hungria, começar a investir na infância ou adolescência – sob orientação dos pais – pode trazer ganhos desde cedo.

“Nunca é tarde para começar, mas quanto antes qualquer pessoa começar a investir, melhor, pois ela conseguirá potencializar o efeito de juros sobre juros que os investimentos proporcionam e mais cedo conseguirá atingir sua liberdade financeira”, afirma Hungria.

Na hora de escolher os investimentos, o analista explica que tudo vai depender do valor disponível e do perfil do investidor, ou de seus responsáveis, para gerenciar o patrimônio.

“A classe de ativos dependerá do apetite por risco de cada um. Quem está no início da trajetória e tem foco maior em construção de patrimônio, é importante ter uma exposição maior a ações de empresas boas e com capacidade comprovada de crescimento”, indica o analista.

Nesse aspecto, Hungria aponta a carteira “As Melhores Ações da Bolsa” como uma boa alternativa.

“As Melhores Ações da Bolsa” são um bom passo inicial, segundo analista

O sucesso da série “As Melhores Ações da Bolsa” da Empiricus Research não é de hoje. Esta carteira é especialmente focada em empresas “compounders” da Bolsa brasileira, que entregam bons resultados sistematicamente. Atualmente, ela conta com 10 ações nacionais que combinam solidez e potencial de valorização em diversos setores, como:

  • Energia;
  • Financeiro;
  • Saúde;
  • Serviços;
  • Bem-estar.

A alocação em diferentes segmentos permite a redução do chamado “risco diversificável” de mercado. Para investidores jovens, esse tipo de alocação é interessante, pois ele tende a ser mitigado na mescla de empresas cujos desempenhos estão pouco correlacionados.

Por exemplo, se uma carteira conta com apenas empresas de logística e o preço dos combustíveis sobe drasticamente, a tendência é que todas elas sejam prejudicadas. Por outro lado, empresas de petróleo, tendem a lucrar mais com a venda de combustíveis a preços elevados.

Assim, se um portfólio hipotético investir tanto em uma empresa de logística como em uma petroleira, a tendência é a de que haja um equilíbrio e as perdas são diluídas.

QUERO CONHECER A LISTA COM ‘AS MELHORES AÇÕES DA BOLSA’

Jovens podem investir em small caps? Entenda como as ações iniciantes se encaixam nesse perfil de investidor

Na visão do analista Ruy Hungria, uma outra opção que pode ser interessante para investir ainda jovem são as small caps, ações de empresas com um valor de mercado relativamente baixo, geralmente negociadas por menos de R$ 2 bilhões no Brasil.

São papéis de empresas menores e menos conhecidas, com potencial de alta relevante por ainda não serem muito “notadas”. Porém, conforme ressalta o analista, elas também apresentam maior risco.

Na Empiricus, Hungria também lidera a carteira “Microcap Alert” focada nesses ativos, e reforça a mensagem: deve-se investir uma parte bem menor do portfólio nesses ativos. No histórico do portfólio, desde sua criação em julho de 2014, o portfólio já valorizou 539,39%, o equivalente a multiplicar um investimento em mais de 6 vezes.

Ou seja, se um adolescente tivesse começado a investir aos 15 anos, cerca de R$ 1 mil na época, atualmente já teria consolidado uma valorização de pelo menos R$ 6.390 – além de possíveis dividendos e eventuais aumentos de posição na carteira.

A boa notícia é que se você ficou interessado em conhecer de perto a carteira das “Melhores Ações da Bolsa” e/ou de “Microcap Alert”, as duas estão disponíveis em um “combo” só. Veja os detalhes a seguir de como acessar.

Empricus+: 11 assinaturas para investir a partir de agora e diversificar o patrimônio

O novo produto estilo “streaming” da Empiricus chega ao mercado com a proposta de multiplicar as oportunidades de diversificação de patrimônio para todos os seus assinantes.

Dessa forma, com um único acesso, você poderá explorar as principais recomendações de investimento dos analistas. São portfólios de ações, fundos de investimento, renda fixa e trading, para todos os tipos de estratégias com as classes de ativos, incluindo as carteiras de “As Melhores Ações da Bolsa” e a “Microcap Alert”

O Empiricus+ atualmente oferece duas opções de planos aos investidores:

  • Assinatura mensal com o valor de R$ 19,90. Nesse plano, você pode parar a assinatura a qualquer momento; ou
  • Um pacote de assinatura anual por 12x de R$ 14,90, que corresponde a 30% de desconto no valor do plano.

Nos dois planos, você terá acesso às principais carteiras da casa. Assim, vai poder escolher as estratégias de investimento que fazem sentido para o seu perfil.

Além disso, a Empiricus+ acredita tanto em seu compromisso de buscar as melhores ideias de investimento que está oferecendo 7 dias de acesso gratuito.

Nesse período, você poderá conhecer todo o conteúdo e decidir se o Empiricus+ faz sentido para a estratégia de investimento. Se não gostar, é só pedir o cancelamento e o seu dinheiro será reembolsado.

Esta é uma oportunidade única para investir seguindo as recomendações da maior casa de análises independente do país.

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Seis executivos da Meta e uma missão: fazer a companhia chegar a US$ 9 trilhões em valor de mercado

Na Meta, empresa de Mark Zuckerberg, o C-Level pode ter um papel ainda mais essencial na elevação do valuation da companhia para US$ 9 trilhões, o que representaria um aumento de cerca de 500% em relação ao valor de mercado atual da companhia, de US$ 1,5 trilhão. A estratégia da empresa é incentivá-los a expandir […]

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Claro compra 73,01% da Desktop (DESK3) por R$ 2,414 bi

A Claro Participações anunciou neste domingo (22), que sua controladora, a Claro NXT Telecomunicações S.A., comprou 73,01% do capital social da Desktop S.A. (DESK3), por R$ 2,414 bilhões, ou R$ 20,82 por ação ON, segundo fato relevante divulgado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

As negociações já se estendiam há alguns meses, enquanto as partes não haviam chegado a um consenso sobre o preço da transação e as condições para acertar um acordo, conforme apuração da Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

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O documento indica que a fatia comprada pela Claro representa 84.684.273 ações ordinárias, vendidas por Makalu Brasil Partners I J, Denio Alves Lindo, Mucio Camargo de Assis Filho, Marcos Camargo de Assis e José Carlos Franco Júnior.

O preço de compra no âmbito da operação (a ser ajustado no fechamento) foi estipulado baseando-se em um Enterprise Value correspondente ao valor total da Desktop, de R$ 4 bilhões, e considerando o endividamento líquido da companhia em 30 de setembro de 2025, de R$ 1.585.250.620, resultando no preço base total de R$ 2.414.749.380 ou R$ 20,82 por ação.

Uma vez realizado o fechamento da operação, a Claro também se diz obrigada a realizar o protocolo, perante a CVM, do pedido de registro de uma oferta pública para a aquisição das ações de emissão da Desktop em função da alienação de controle da empresa. Na oferta de Tag Along será ofertado aos demais acionistas da Desktop um preço por ação, em reais, no mínimo, igual ao preço de aquisição.

A Claro informa que o fechamento da operação estará sujeito, dentre outras condições usuais a contratos dessa natureza, à prévia aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Ainda, deve ser realizada uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE), na qual seja aprovada a alteração do Estatuto Social da Desktop para exclusão integral da seção que trata de ofertas públicas por atingimento de participações relevantes.

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Selic a 14,75% ao ano, inflação, greve dos caminhoneiros e Ibovespa no ‘fogo cruzado’: veja destaques do Empiricus PodCa$t neste sábado (21)

A semana que se encerra neste sábado (21) não veio sem suas emoções no mercado. Na última quarta-feira (18), o Copom optou por reduzir a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, deixando-a em 14,75% ao ano. Enquanto isso, nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) manteve os juros no mesmo patamar por lá.

Enquanto isso, o conflito no Oriente Médio segue:

  • Expandindo a aversão ao risco nos mercados,
  • Levando o Ibovespa à queda nos últimos pregões;
  • Mantendo o preço do petróleo acima dos US$ 100.

O petróleo em alta, inclusive, levanta discussões sobre pressão na inflação brasileira, especialmente nos setores de alimentos, transportes e combustíveis, e uma possível greve dos caminhoneiros tomou conta dos noticiários. E agora, como o investidor deve se posicionar nesse momento?

Esses são os destaques do novo episódio do Empiricus PodCa$t, que foi ao ar nesse sábado (21), com a participação de Lais Costa, analista de renda fixa e fundos de investimento da Empiricus Research, e Bruno Henriques, head de renda variável do BTG Pactual. Clique abaixo e confira:

Selic a 14,75% ao ano, e agora?

Em um tom dovish, o Copom optou por iniciar o ciclo de corte de juros no Brasil, que já estava previamente contratado para sua reunião da última quarta-feira (18).

Porém, o tom do comunicado deu a entender que os próximos passos estão em aberto, justamente por conta do cenário de incerteza e pressão inflacionária nos mercados.

Os dados da inflação (IPCA) do mês de fevereiro vieram levemente acima do esperado pelo mercado (0,7%, contra 0,6% das expectativas). Para Lais Costa, os últimos dados ainda não refletem os riscos da guerra.

Porém, o mercado segue sob temores de que a alta no petróleo pressione os preços dos alimentos, combustíveis e transportes a partir dos próximos meses.

Greve dos caminhoneiros no radar: o que esperar?

Temores sobre uma nova greve dos caminhoneiros, aos moldes daquela vista em 2018, tomaram conta do mercado durante a semana.

Na sexta-feira (20), Renan Filho, ministro dos Transportes do governo Lula, afirmou que o risco de greve foi afastado, após o governo publicar uma Medida Provisória (MP) endurecendo as regras de fiscalização do piso mínimo do frete, o que pode favorecer os caminhoneiros.

Porém, apesar de “afastado”, o risco de paralização pode não ser totalmente descartado por ora, dada a imprevisibilidade do cenário do petróleo no futuro próximo.

Onde investir agora?

Segundo Lais Costa, especialista em renda fixa e fundos de investimento, a redução de 0,25 ponto percentual na taxa de juros “muda muito pouco” para o investidor pessoa física no momento, mas alguns títulos de renda fixa em especial devem estar no radar de quem deseja aproveitar a janela de oportunidades.

Já para Bruno Henriques, do lado da renda variável, “vale a pena olhar a bolsa brasileira com carinho” após a semana de quedas no Ibovespa, especialmente no caso de investidores com posições pequenas em bolsa. “Não acho que passou o bonde [da bolsa]”, afirma.

Durante o programa, os analistas compartilharam suas recomendações para o momento na íntegra. Para conferi-las, assista ao episódio. Basta clicar logo abaixo:

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Ibovespa tomba 2% com Petrobras (PETR4) e Wall Street em meio à escalada das tensões no Irã; dólar sobe a R$ 5,31

O Ibovespa (IBOV) derreteu 4 mil pontos durante a sessão e zerou os ganhos da semana com a escalada da aversão a risco global, em meio a novos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

Nesta sexta-feira (20), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 2,25%, aos 176.219,40 pontos. Na semana, o Ibovespa recuou 0,81%.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,3092, com alta de 1,79%. Apesar da forte valorização de hoje, o dólar acumulou queda de 0,13% ante o real na semana.

Por aqui, a cautela externa continuou a contaminar o mercado em dia de vencimento de opções. O risco de ingerência na Petrobras (PETR4) diante das medidas do governo para atenuar os efeitos da disparada do petróleo sobre os preços de energia também concentrou as atenções dos investidores.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a estatal poderá recomprar a Refinaria de Mataripe (antiga Refinaria Landulpho Alves – Rlam), na Bahia. “Vamos comprar de volta a refinaria na Bahia. Pode demorar um pouco, mas nós vamos”, disse Lula, ao lado da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, durante evento na refinaria da Petrobras em Minas Gerais (Regap).

Altas e quedas do Ibovespa

Apenas cinco ações fecharam em alta no Ibovespa: Prio (PRIO3), Yduqs (YDUQ3), Rede D’Or (RDOR3), Vivara (VIVA3) e Cemig (CMIG4).

Em destaque, as ações da Cemig (CMIG4) figuraram como a única alta nas primeiras duas horas do pregão. Na máxima intradia, CMIG4 subiu 3,53% (R$ 12,62), em reação aos números do balanço do quarto trimestre (4T25) e anúncio da distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) de R$ 658 milhões, com data “ex-direito” em 25 de março.  

Os papéis da elétrica fecharam com alta de 0,41%, a R$ 12,24.

Já a ponta negativa foi liderada por Braskem (BRKM5), que fechou em queda de 14,21%, a R$ 10,20. O movimento foi atribuído a uma realização de lucros recentes, com as mudanças do Regime Especial da Indústria Química (Reiq) já precificadas anteriormente. 

O benefício corresponde a créditos de PIS/Cofins, incidentes sobre as matérias-primas das indústrias química e petroquímica, passíveis de compensação com tributos federais.

Entre os pesos-pesados, Petrobras (PETR4;PETR3) caiu mais de 2%, em dia de alta nos preços do petróleo Brent no mercado internacional. O movimento de baixa foi acentuado após a publicação de uma Medida Provisória (MP) pelo governo federal que estabelece um subsídio ao diesel para mitigar os efeitos da alta das commodities no mercado global.

PETR4 fechou com queda de 2,37%, a R$ 45,67, sendo a ação mais negociada da B3. O papel teve 95,7 mil negócios e movimentou R$ 2,25 bilhões. PETR3 terminou o dia com baixa de 2,62%, a R$ 50,22.

Exterior 

Os índices de Wall Street encerraram a sessão em forte queda com as novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o conflito no Irã.

No final da tarde, Trump, disse que “está no processo de resolver a situação no Irã”, mas sem mencionar uma perspectiva de cessar-fogo. “Não fazemos cessar-fogo quando estamos vencendo e o outro lado está destruído. […] Estamos muito adiantados no cronograma”, disse o presidente norte-americano.

Mais cedo, a CBS News informou que autoridades do Pentágono fizeram preparativos detalhados para a possível mobilização de forças terrestres dos Estados Unidos no Irã.

O mercado também manteve as apostas de manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) até dezembro deste ano.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,96%, aos 45.577,47 pontos;
  • S&P 500: -1,51%, aos 6.506,48 pontos; 
  • Nasdaq: -2,01%, aos 21.647,61 pontos.

Na Europa, os principais índices também encerraram em tom negativo, com o temor de um choque inflacionário com a escalada dos preços do petróleo no radar. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com queda de 1,78%, aos 573,28 pontos.

Na Ásia, os índices fecharam em queda. O índice Nikkei, do Japão, não operou em razão de feriado local e o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve recuo de 0,88%, aos 25.277,32 pontos. 

Por lá, o Banco da China (BPoC, na sigla em inglês) manteve os juros inalterados pela 10ª decisão consecutiva. A taxa primária de empréstimo de um ano (LPR) foi mantida em 3,0%, enquanto a LPR de cinco anos ficou inalterada em 3,5%.

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ISA Energia (ISAE4): Conselho de administração aprova plano de conversão de ações

O conselho de administração da ISA Energia (ISAE4) aprovou a conversão de ações ordinárias em ações preferenciais da companhia, mostra fato relevante divulgado na noite de quinta-feira (19).

De acordo com o documento, a conversão das ações tem pelos acionistas tem início nesta sexta-feira (20) e poderá ocorrer até o dia 3 de abril, observando o limite individual de até 3% do capital social.

A elétrica disse ainda que a conversão está limitada ao percentual total de 5% do capital social da companhia.

O conselho também aprovou o pedido de conversão por parte do seu acionista Axia Energia (AXIA3) de cerca de 19,8 milhões de ações.

4T25 da ISA Energia

A transmissora registrou um lucro líquido de R$ 482,7 milhões no quarto trimestre de 2025, 40,4% abaixo do apurado um ano antes.

Já o resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 854 milhões no período, alta de 7,5% no comparativo anual.

Com isso, a empresa fechou 2025 com uma queda de 21,7% do lucro líquido acumulado frente a 2024, para R$ 1,62 bilhão, enquanto o Ebitda reduziu 2,4%, para R$ 3,45 bilhões.

Segundo os executivos da ISA Energia, os números anuais foram afetados pelo maior custo da dívida, que aumentou para suportar os investimentos bilionários em ampliação e aperfeiçoamento do portfólio de linhas e subestações, além da redução do fluxo financeiro da indenização referente à Rede Básica Sistema Existente (RBSE).

*Com informações da Reuters

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Com Lula ou Flávio, com corte de 25 ou 50 pontos na Selic, essas ações vão performar bem, segundo analista; veja quais são

As expectativas do mercado para um corte de 25 pontos-base (bps) para a Selic nesta quarta-feira (18) estão mais temerárias. O principal detrator vem do agravamento do conflito no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, jogando os preços da commodity para cima dos US$ 100 por barril.

Em dia de decisão do Copom, uma questão permeia entre os investidores em uma visão de médio prazo: como um corte de juros menor pode impactar as perspectivas para a bolsa brasileira em 2026?

Somado à incerteza monetária, o mercado também deve sentir nos próximos meses uma maior volatilidade com a aproximação das eleições presidenciais. Até o momento, as pesquisas eleitorais indicam um cenário dividido: de um lado, surge a possibilidade de um novo candidato potencialmente mais alinhado aos interesses do mercado; de outro, a permanência de Lula (PT), que pode prolongar o ambiente de incerteza fiscal.

Mas apesar desse cenário “nublado”, os analistas da Empiricus Research, apontam que existe um grupo específico de ações que deve performar bem, independentemente da magnitude do corte e do vencedor das eleições.  

Por que tentar ‘surfar’ o corte da Selic ou as eleições podem ser estratégias arriscadas?

Nos primeiros meses do ano a bolsa brasileira subiu 12% puxada (até o momento de publica deste texto), sobretudo, pela possibilidade de um início de ciclo de corte de juros em março. Contudo, nas últimas semanas, o cenário de “céu de brigadeiro” começou a mudar.

Além dos conflitos no Oriente Médio, que pressionam o petróleo e, consequentemente, a inflação, em fevereiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu 0,70%, ante um avanço de 0,33% em janeiro e acima das expectativas de 0,60% do mercado.

Diante do dado, nesta semana, o Boletim Focus elevou a previsão da taxa Selic para 12,25% em 2026.

Ou seja, nas projeções do mercado, o ciclo de corte de juros pode ser menor do que previsto anteriormente. Segundo os analistas da Empiricus, “isso muda bastante [o cenário] para as teses mais dependentes dos juros. Isto é, empresas com maior endividamento, ou aquelas que dependem muito do cenário macroeconômico ou do crédito ao consumidor, acabam sofrendo mais.”

Nesse contexto, é provável que ações de setores mais cíclicos como o varejo, construção civil e bens de capitais, não performem tão bem.

Além disso, outro fator que deve pesar sobre a bolsa este ano são as eleições. Ao que tudo indica, a disputa deverá ficar entre o atual presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Segundo os analistas, do ponto de vista do mercado, esta pode ser uma disputa binária. Isto é, uma vitória de Flávio poderia significar uma gestão econômica mais “pró-mercado”, com reformas estruturais importantes e, portanto, um melhor desempenho dos ativos de risco.

Contudo, um cenário de reeleição do atual presidente, poderia representar uma continuidade no ambiente de incerteza fiscal, o que pode impactar negativamente as ações, especialmente aquelas mais cíclicas.

Em resumo, adotar uma estratégia para “surfar” apenas o corte de juros ou a disputa eleitoral, pode trazer muita volatilidade para as carteiras nesse momento. Diante desse contexto, o investidor pode se sentir “sem saída”. Contudo, mesmo com todas essas incertezas no “radar”, os analistas daEmpiricus apontam um “caminho do meio” para buscar lucros.

Qual a estratégia recomendada pelos analistas da Empiricus para buscar lucros, agora?

Ruy Hungria, analista da casa aponta que, quando olhamos do ponto de vista dos juros, “já faz muito tempo que não estamos tão expostos a teses muito cíclicas. Estamos vendo uma desaceleração mais forte desde o fim de 2025, como apontam os balanços do quarto trimestre (4T25)”.

Da mesma forma, em se tratando do resultado das eleições, o analista aponta que, neste momento, ao tentar “surfar” uma possível vitória de qualquer um dos candidatos, o investidor irá se dedicar a uma tese que “se beneficie muito com um resultado, mas perca muito com outro”, quando o ideal seria tentar navegar bem em ambos os ambientes.

Segundo o analista, por enquanto as carteiras da Empiricus buscam um posicionamento mais equilibrado, com “teses mais sólidas, muitas utilities, empresas de energia e telecomunicação, que não tem muita variação de resultado.”

Mesmo com a Selic a 15% ao ano e as incertezas do cenário político, essas empresas estão entregando resultados sólidos, com boa geração de caixa e pagamento de dividendos.

Ruy, aponta que, essas ações podem não ser as mais beneficiadas com um corte eventual de até 3 pontos percentuais ao ano.  Apesar disso, elas devem continuar performando bem, “até mesmo em um cenário de corte menor do que o mercado precifica hoje”, comenta.

“Tudo isso não quer dizer que não existe espaço para teses vencedoras continuarem se valorizando, até porque as ações continuam relativamente baratas”, conclui o analista.

Ruy conta que, na carteira de dividendos que ele comanda, “Vacas Leiteiras”, muitas empresas “coxinhas” chegaram a subir 50% em 2025. Assim como explica Hungria, o foco da Empiricus é ter carteiras bem distribuídas para conseguir “surfar” em bom crescimento com o desenrolar do cenário e ainda navegar em períodos mais pressionados.

Para o investidor que se interessa em buscar teses bem planejadas agora, a casa de análise preparou uma “promoção” que apresento a seguir.

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O post Com Lula ou Flávio, com corte de 25 ou 50 pontos na Selic, essas ações vão performar bem, segundo analista; veja quais são apareceu primeiro em Empiricus.

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Petrobras (PETR3;PETR4), Gerdau (GGBR3;GGBR4) e mais 2 empresas pagam dividendos nesta semana; veja o calendário

Quatro companhias da bolsa brasileira pagam dividendos juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas entre os dias 16 a 20 de março. 

Na segunda-feira (16), a Unifique realiza pagamento de dividendos de R$ 0,078 para a ação ordinária (FIQE3), com 29 de dezembro de 2025 como data de corte. 

Já na quarta-feira (18), a Gerdau paga dividendos de R$ 0,1oo, tanto para a ação ordinária (GGBR3) quanto para a preferencial (GGBR4), com base nos acionistas de 10 de março de 2026.  

Na quinta-feira (19), a Metalúrgica Gerdau paga dividendos de R$ 0,050 para a ação ordinária (GOAU3) a para a preferencial (GOAU4), tendo também 10 de março de 2026 como data de corte.

E na sexta-feira (20), uma empresa faz pagamentos.  

  • Petrobras: dividendos de R$ 0,296 por ação ordinária (PETR3) e preferencial (PETR4), com base na posição de 22 de dezembro de 2025. 
  • Petrobras: JCP de R$ 0,175 por ação ordinária (PETR3) e preferencial (PETR4), considerando os acionistas de 22 de dezembro de 2025.

 

Empresa Ticker Tipo de provento Valor bruto por ação (R$) Data do pagamento Data de corte
Unifique FIQE3 Dividendo R$ 0,078 16/03/26 29/12/25
Gerdau GGBR3 Dividendo R$ 0,100 18/03/26 10/03/26
Gerdau GGBR4 Dividendo R$ 0,100 18/03/26 10/03/26
Metalúrgica Gerdau GOAU3 Dividendo R$ 0,050 19/03/26 10/03/26
Metarlúrgica Gerdau GOAU4 Dividendo R$ 0,050 19/03/26 10/03/25
Petrobras PETR3 Dividendo R$ 0,296 20/03/26 22/12/25
Petrobras PETR4 Dividendo R$ 0,296 20/03/26 22/12/25
Petrobras PETR3 JCP R$ 0,175 20/03/26 22/12/25
Petrobras PETR4 JCP R$ 0,175 20/03/26 22/12/25

*Datas e valores sujeitos a eventuais alterações das empresas 

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Ibovespa cai com Petrobras (PETR4) e aversão a risco em Wall Street; dólar sobe a R$ 5,31 e atinge maior nível desde janeiro

O Ibovespa (IBOV) acompanhou a piora do humor dos investidores no exterior e as mudanças nas precificações de corte nos juros nos Estados Unidos e no Brasil, em meio a disparada dos preços do petróleo.

Nesta sexta-feira (13), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,91%, aos 177.653,31 pontos. Na semana, o Ibovespa acumulou perda de 0,95%. 

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,3163, com alta de 1,41%, no maior patamar desde janeiro. Na semana, o dólar teve valorização de 1,38% sobre o real.

Por aqui, os investidores ainda repercutiram o pacote de medidas do governo para conter os preços dos combustíveis, anunciado no dia anterior. Hoje, a Petrobras (PETR4) anunciou um reajuste de 11,6% no preço do litro do diesel para as refinarias – o que, nas contas do BCG Liquidez, cancelou o efeito baixista das medidas do governo no IPCA.

Os mercado também ajustou as apostas sobre a trajetória da taxa de juros brasileira, em meio a escalada das tensões geopolícias e possíveis impactos nos preços de energia.

Tanto as Opções do Copom da B3 quanto a curva a termo precificam, majoritariamente, um corte de 0,25 ponto percentual na Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom), de 15% para 14,75% ao ano, na próxima semana.

Antes da guerra no Irã, a aposta majoritária era de redução inicial de 0,50 ponto percentual.

As pesquisas eleitorais também continuaram no radar. Ainda na seara política, a Reuters noticiou que Fernando Haddad lançará a candidatura para o governo de São Paulo na próima quinta-feira (19).

Altas e quedas do Ibovespa

Em dia de forte aversão a risco, as ações cíclicas lideraram a ponta negativa do Ibovespa, com a abertura da curva de juros. Vivara (VIVA3) figurou enhtre as maiores perdas do pregão, acompanhada de Braskem (BRKM5),  CSN (CSNA3) ainda em reação aos balanços trimestrais e recentes notícias das companhias.

Em destaque, as ações da Petrobras (PETR4), um dos pesos-pesados do Ibovespa, também encerraram em tom negativo após o aumento nos preços do diesel. PETR3 fechou com queda de 0,10%, a R$ 49,60; PETR4 terminou o dia com perda de 0,53%, a R$ 44,76.

Apesar do reajuste, os analistas consideram que os preços praticados pela estatal seguem defasados na comparação a paridade de importação (PPI).

Segundo a Abicom, para alinhar totalmente os preços domésticos às referências internacionais, a Petrobras precisaria elevar o diesel em R$ 2,34 por litro, após mais de 300 dias sem reajustes. No caso da gasolina, a defasagem é de 43%, o que implicaria um aumento de R$ 1,10 por litro.

A expectativa, no entanto, é de que a estatal não repasse integralmente a volatilidade externa ao consumidor. Medidas anunciadas pelo governo nesta semana deram algum alívio à companhia, que já confirmou adesão ao programa de subvenção ao diesel.

Já a ponta positiva do Ibovespa foi liderada por BB Seguridade (BBSE3) e SLC Agrícola (SLCE3).

Exterior 

Os índices de Wall Street intensificaram as perdas na segunda parte do pregão, monitorando as tensões no Oriente Médio.

Os investidores também dividiram as atenções com novos dados de inflação nos Estados Unidos.

O índice de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), subiu 0,3% em janeiro, em linha com as expectativas. Na comparação anual, o índice apresentou um aumento de 2,8%, ligeiramente abaixo dos 2,9% previstos pelos economistas consultados pela Dow Jones. O dado é a principal referência de inflação para o Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano).

Com a escalada das tensões e dados de inflação em linha com o esperado, o mercado voltou a considerar setembro comoo mês mais provável para a retomada do ciclo de corte nos juros dos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano). Perto do fechamento, a probabilidade de corte no sétimo mês do ano era de 54,2%, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group. Na véspera, os traders observaram chance de redução dos juros apenas em dezembro.

Para a decisão da próxima semana, a probabilidade de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano é de 99,1%.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,26%, aos 46.558,47 pontos;
  • S&P 500: -0,61%, aos 6.632,19 pontos; 
  • Nasdaq: -0,93%, aos 22.105,35 pontos.

Na Europa, os principais índices também encerraram em tom negativo, ainda pressionados pelas incertezas geopolíticas. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou as negociações com queda de 0,50%, aos 595,85 pontos.

Na Ásia, os índices tiveram mais uma sessão de perdas com os investidores incertos quanto à duração do fechamento do Estreito de Ormuz. O índice Nikkei, do Japão, caiu 1,16%, aos 53.819,61 pontos; enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,98%, aos 25.465,60 pontos. 

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Dividendos: A elétrica com um dos maiores retornos da cobertura do Bradesco BBI

O investidor que compra elétrica, muitas vezes, quer saber de dividendos. Nesse cardápio, a Axia, antiga Eletrobras, é uma boa opção, segundo analistas do Bradesco BBI.

Em relatório, os analistas elevaram o preço-alvo para o fim de 2026 a R$ 72,00 para AXIA3 (potencial de alta de 19%) e R$ 79,00 para AXIA6 (upside de 20%).

Segundo os analistas, os rendimentos totais (dividendos + recompra de ações) estão entre 7% e 8% em 2026 e 2027 — “entre os mais altos de nossa cobertura”.

Para o banco, apesar de a ação ter subido 82% em 12 meses, o papel ainda guarda potencial. A tese é que o mercado ainda precifica um preço de longo prazo próximo de R$ 210/MWh, nível que o BBI classifica como conservador diante da dinâmica estrutural da matriz brasileira.

Na atualização, os analistas incorporaram às projeções os resultados do quarto trimestre, o aumento do preço estrutural de energia para R$ 230/MWh a partir de 2027 e cerca de R$ 14 bilhões em créditos fiscais reconhecidos no trimestre, “que estimamos serem utilizados ao longo de aproximadamente 20 anos”.

Outro caminho para impulsionar os lucros da Eletrobras é a geração hidrelétrica descontratada, que segue como um dos melhores veículos para capturar a alta nos preços de energia. os ativos térmicos também se beneficiam da maior necessidade de despacho — com a Eneva sendo um destaque adicional.

Apesar disso, o BBI reconhece riscos ligados ao comportamento das chuvas, a eventuais revisões de demanda pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e aos efeitos do leilão de capacidade.

Mas vemos qualquer queda adicional de preços como limitada, dado o nível atual dos reservatórios, o efeito do El Niño sobre a demanda, ajustes metodológicos e a tendência de menor produção média de eólicas e solares nos últimos anos.”

Axia: Bradesco não é o único

O Bradesco não é o único a ver potencial da empresa. Na semana passada, analistas do Safra atualizaram o preço-alvo do papel ordinário (AXIA3) para R$ 73,10 e o das ações preferenciais classe B (AXIA6) para R$ 79,70, potencial de alta de 23%.

Para chegar a esses valores, o Safra incorporou no modelo os resultados do quarto trimestre e novas estimativas para a curva de preços de energia.

Após isso, o banco vê uma taxa interna de retorno ainda atrativa de 11,5% (acima dos pares).

O retorno de dividendos, um dos grandes chamarizes da empresa, deverá ser de 9% entre 2026 e 2028. A tendência, segundo o Safra, é que a alta dos preços continue. Por outro lado, a empresa aumentará os investimentos em transmissão.

“Acreditamos também que a companhia continuará crescendo com novas oportunidades (leilões de reserva de capacidade, transmissão, reforços etc.)”.

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Cury (CURY3), Direcional (DIRR3), MRV (MRVE3): qual ação de construtora vale a pena após o 4T25? Confira recomendação da Empiricus 

A temporada de resultados do 4º trimestre de 2025 segue acontecendo no mercado brasileiro. Nessa semana, entre os dias 9 e 10 de março, foi a vez de três das principais construtoras brasileiras divulgarem seus resultados: Cury (CURY3), Direcional (DIRR3) e MRV (MRVE3).

Sabendo que os números são de grande relevância para os acionistas dessas empresas, Caio Araujo, analista da Empiricus Research, comentou os resultados em sua participação no programa Giro do Mercado, do Money Times, na última quarta-feira (11).

Afinal de contas, como interpretar os resultados, e quais ações valem a pena comprar após a divulgação? A seguir, vemos os destaques da semana à luz do analista.

Cenário do 4T25 é positivo para construtoras expostas ao Minha Casa, Minha Vida, segundo analista

Dando um panorama geral do setor de construtoras, o analista aponta que o cenário é positivo, especialmente para empresas mais expostas ao programa Minha Casa, Minha Vida:

“A gente teve revisões de faixa e de preço ao longo dos últimos anos. É um cenário favorável para a operação. Ao longo do tempo, temos visto as construtoras aumentando o ritmo de lançamentos, capturando margens melhores, especialmente as que têm uma capacidade orçamentária um pouco mais sofisticada. Entendo que para o setor, como um todo, os resultados foram bem saudáveis”.

Cury (CURY3): bons resultados podem se traduzir em dividendos

Após o fechamento de mercado da terça-feira (10), a Cury (CURY3) trouxe seus números do 4T52, com destaque para:

  • Lucro líquido de R$ 270 milhões no 4T25, alta de 63% na visão anual;
  • Receita líquida de R$ 1,4 bilhão, alta de 37,2% na visão trimestral.

Para o analista, os resultados foram realmente positivos: “Vemos Cury há alguns anos operando entre as melhores do setor. […] Temos um carrego das operações traduzido nas receitas, a margem bruta dos projetos aumentando, e a geração de caixa, que foi o principal destaque”.

Para Caio Araujo, os números reportados nesse trimestre podem ser uma boa notícia para investidores em busca de dividendos. “A Cury já é uma pagadora de dividendos há alguns anos, e tende a continuar nessa dinâmica, dada essa forte geração de caixa que, para mim, foi o destaque dos resultados.”

Segundo o analista, o consenso do mercado é de um dividend yield esperado em torno de 7% para 2026. “Entendo que seja interessante, dado o contexto da companhia”, conclui.

As ações reagiram aos resultados com alta de 4% no pregão da quarta-feira (11), uma das maiores altas do Ibovespa durante o dia.

MRV (MRVE3): apesar do bom carrego no MCMV, operações nos EUA pressionam resultados

A MRV (MRVE3) divulgou seus números após o fechamento da segunda-feira (9), com destaque para:

  • Lucro líquido ajustado de R$ 116 milhões, reversão do prejuízo registrado no trimestre anterior;
  • Receita líquida de R$ 3 bilhões no 4T25, acima das expectativas do mercado;

Boa parte dos resultados foi impulsionada pela MRV Incorporação, principal divisão de negócios da empresa. “Essa parte tem conseguido gerar caixa e se manter minimamente estável na relação entre dívida líquida e patrimônio líquido”, afirma o analista.

Porém, isso não apaga que o cenário da empresa continua desafiador, especialmente por conta das operações nos Estados Unidos, que não têm gerado os retornos esperados nos últimos anos, de acordo com o analista.  

A Resia, subsidiária norte-americana das operações, atualmente carrega uma dívida líquida na ordem de cerca de US$ 700 milhões.

 “É algo bem significativo, tem prejudicado o financeiro como um todo da companhia. Para a MRV, ainda é um cenário de recuperação”, afirma o analista. “Nas outras empresas, vemos um cenário mais positivo, de surfar o Minha Casa, Minha Vida”.

As ações encerraram em alta de 2% na B3 na terça-feira (10), mas os ganhos foram devolvidos nos dias seguintes. Somente no pregão da sexta-feira (13), até o fechamento deste texto, a queda ultrapassava os 4,5% no dia.

Direcional (DIRR3): investidores reagem aos resultados com ceticismo

No mesmo dia (11) que a MRV, a Direcional (DIRR3) também reportou seus números do 4T25, com destaque para:

  • Lucro líquido de R$ 211 milhões, alta de 27% na visão anual;
  • Receita líquida de R$ 1,2 bilhões, alta de 33% na visão anual.

Caio Araujo comenta que o resultado veio em linha com o consenso do mercado. Porém, a reação imediata do mercado foi de queda nas ações. Até a tarde da sexta-feira (13), as ações negociavam em queda de 1,86% no dia.

“Entendo que seja mais uma ótica de exigência do mercado em relação aos números da companhia, porque os números foram bons no geral”, afirma o analista.

A construtora, que se destacou em 2025 e se tornou uma “queridinha” dos investidores brasileiros, agora é alvo de altas expectativas, o que pode pressionar suas ações ao menor sinal de qualquer discrepância.

“Dado que houve pagamentos extraordinários de dividendos no final do ano passado, hoje a empresa tem uma alavancagem um pouco maior do que nos últimos anos, na ordem de 23% quando vemos dívida líquida sobre patrimônio líquido. Então os investidores estão um pouco mais céticos em relação a esse ponto”, conclui.

Nem Cury (CURY3), nem Direcional (DIRR3) ou MRV (MRVE3): outra ação de construtora é recomendação da Empiricus para o mês

“Gostamos do setor, é uma posição interessante. Só que não gostamos de todas as ações”, afirma Caio Araujo.

O analista comenta que, historicamente, Direcional (DIRR3) costuma figurar entre as recomendações da Empiricus.

Porém, com alta acumulada de cerca de 43% nos últimos 12 meses, ainda reflexo do bom ano de 2025, a casa entende que este é pode ser um bom momento de realização de lucros nos papéis.

Em contrapartida, uma outra construtora, que não é Direcional (DIRR3), Cury (CURY) e nem mesmo a MRV (MRVE3), é a principal ação do setor indicada pela Empiricus no momento, desde o início do mês.

Segundo a Empiricus, essa é uma construtora que traz características que fazem dela uma das ações mais positivamente expostas ao ciclo de cortes da Selic, amplamente esperado a partir da reunião do Copom da próxima quarta-feira (18).

Além disso, está preparada não apenas para surfar juros mais baixos, mas também para resistir a cenários mais adversos, e distribuir bons dividendos aos seus acionistas.

Por isso, ela está presente em duas das principais séries da casa: Double Income e Vacas Leiteiras, com foco em distribuição de proventos e geração de renda extra.

Um dia após a decisão de juros, no fechamento de mercado da quinta-feira (19), a construtora recomendada divulgará seus resultados do 4T25.

E se você quiser conhecer a tese completa por trás da recomendação desta outra construtora, temos uma boa notícia.

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Não é Petrobras (PETR4): alta do petróleo favorece entrada em outra ação do setor, segundo a Empiricus

A intensificação dos conflitos no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, tem pressionado fortemente os preços do petróleo. Nos últimos dias, a commodity entrou em forte alta até o brent spot atingir US$ 119 na última segunda-feira (9), nível mais alto desde 2021.

Essa disparada está ligada, sobretudo, à situação do estreito de Ormuz, passagem estratégica pela qual escoa grande parte do petróleo exportado pelo Oriente Médio para os mercados globais. O governo iraniano alega que a rota está fechada.

Nesta terça-feira (10), o preço do petróleo passou a cair rapidamente, para o patamar dos US$ 90, após afirmações do presidente dos EUA, Donald Trump, de que a guerra no Irã pode terminar em breve.

Diante desse cenário, o Ibovespa, que também ficou pressionado pelo conflito, mostrou “alívio”. Ao longo do pregão desta terça o índice chegou a apresentar alta de 1,62% no início da tarde.

De qualquer forma, as proporções do conflito ainda são incertas, e não há previsão de retomada das atividades “integrais” do estreito de Ormuz.

Esse cenário pode continuar pressionando os preços para cima o que, por um lado tende a amplificar a aversão ao risco nos mercados globais. Contudo, também pode beneficiar ações ligadas ao setor de óleo e gás.  Nesse contexto, como investidor deve se posicionar?

‘Mais transitório do que perene’: os impactos do conflito no Oriente Médio para os ativos brasileiros

“A guerra deve ocupar um espaço mais transitório do que perene no mercado brasileiro”, afirma Rodolfo Amstalden, CEO da Empiricus, em conteúdo publicado para assinantes da casa no último dia 4 de março. “O contexto do petróleo ‘para cima’ não é ruim para o Brasil”.

A chave para esse raciocínio está na exportação do petróleo brasileiro que, nesse caso, pode suprir a demanda não atendida pelo Oriente Médio.

“Até por questões humanitárias, o mercado prefere que a guerra não exista. Mas o Brasil é um dos grandes exportadores de petróleo no mundo. Inclusive, é mais beneficiado do que a própria Rússia”, afirma. E conclui:

“Isso teria impactos de crescimento de PIB para o Brasil, redução de déficit fiscal, porque gera-se muita receita tributária com o petróleo. […] Tem um pouquinho de impacto no IPCA, mas também não é ‘de outro mundo’. Então mesmo sob uma ótica de ‘petróleo para cima’, isso não é necessariamente ‘horrível’ para o Brasil.”

Com isso, é possível que investidores deduzam que esse é um cenário favorável para investir nas ações de petroleiras. A Petrobras (PETR4) costuma ser a primeira a vir à mente dos investidores, por ser um dos nomes mais conhecidos do grande público e ter histórico de bons retornos aos acionistas.

Entretanto, neste momento uma outra ação de petroleira é a preferida da Empiricus para quem deseja investir em ações compounders. Isto é, geradoras de valor intrínseco consistente ao longo dos anos.

Essa ação brasileira é uma das maiores beneficiadas pela alta do petróleo, mas pode performar bem independentemente disso

Para a Empiricus, as ações da Petrobras (PETR4) são uma aposta específica para o investidor que mira na distribuição de dividendos em sua carteira, e não como uma compounder de patrimônio.

Assim, pensando na valorização do preço das ações, em relatório do último dia 5 de março, os analistas da Empiricus revelaram que uma outra ação é a preferida da casa no setor de petróleo e gás.

O relatório expõe que, desde o agravamento das tensões no Oriente Médio, o comportamento dessa ação, em especial, descolou do desempenho do Ibovespa e passou acompanhar a valorização do petróleo brent, chegando a performar 9,1 pontos percentuais acima do índice da bolsa brasileira.

Nesse período, a ação em questão subiu 6%. A Petrobras (PETR4), em comparação, registrou alta de “apenas” 2% em seus papéis.

“A mesma aversão ao risco que costuma derrubar ativos de renda variável, de maneira geral, costuma beneficiar ativos vistos como hedge e, naturalmente, os seus produtores. É o caso dessa ação, cuja geração de caixa e lucros estão diretamente ligados ao preço do petróleo”, comentam os analistas.

Fonte: Bloomberg | Elaboração: Empiricus

Mas apesar dos analistas apontarem que “qualquer valorização da commodity tende a alavancar os resultados da empresa”, o que favorece a entrada no ativo atualmente é, justamente, não depender somente disso.

A empresa é recomendada “por ser uma ótima geradora de caixa e operar com excelência a níveis de brent significativamente abaixo dos atuais. Ou seja, ela independe desse cenário para performar”, segundo os analistas.

Além disso, comentam que, para 2026, espera-se que o custo de extração do petróleo da empresa atinja cerca de US$ 8 por barril, valor considerado muito barato no setor. Com isso, qualquer valorização da commodity tende a alavancar seus resultados.

Atualmente, as ações dessa petroleira fazem parte da carteira recomendada Empiricus Top Picks, com as 10 ações brasileiras mais promissoras para investir no momento.

E se você quiser saber mais sobre essa recomendação de investimento, temos uma boa notícia.

Gratuito: conheça a carteira Empiricus Top Picks com as 10 ações selecionadas para março

Você pode conhecer a petroleira recomendada pela carteira Empiricus Top Picks acessando, como cortesia, o relatório completo da carteira.

Porém, aqui vale um alerta: a Empiricus não recomenda que o investidor se exponha somente às ações de petroleiras. É preciso criar uma carteira equilibrada entre ações cíclicas e defensivas, que possam trazer resultados independentemente do cenário econômico.

Por isso, no relatório da Empiricus Top Picks, você conhece as teses de investimento não só da ação “protagonista” desse texto, como também os outros 9 papéis selecionados nesse mês de março.

Para liberar seu acesso, basta clicar no botão abaixo. Lembrando que é 100% gratuito:

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Ibovespa valorizou 10% em 2026: é hora de vender ações e capturar lucros?

Imagine o seguinte cenário: há alguns anos, você seguiu a recomendação de investir em ações de uma empresa sólida, com bons fundamentos e perspectiva de crescimento. O tempo passou e, hoje, é bastante provável que esse papel já tenha acumulado uma valorização significativa, além dos dividendos valiosos pingando na conta regularmente.

Agora que a ação atingiu um pico de valorização, com o Ibovespa em máximas históricas, significa que é hora de vender os papéis?

Essa pergunta surgiu recentemente em um dos plantões de dúvidas para os investidores que acompanham a série “Vacas Leiteiras, cuja carteira é focada em dividendos, da Empiricus Research. Veja a seguir a resposta do CEO da Empiricus, Rodolfo Amstalden.

‘Minha carteira de dividendos já valorizou muito com o Ibovespa, o que fazer com as ações?’

Diante da dúvida do investidor, Amstalden propõe uma reflexão simples: você realmente precisa vender agora? Segundo ele, no cenário atual não há um motivo claro para sair da posição, especialmente se o preço segue alinhado aos fundamentos da empresa.

Para ilustrar, no caso das ações recomendadas na carteira, ele explica que, mesmo após a alta da bolsa, esses ativos mantêm a tese que justifica o investimento:

  • Boas perspectivas operacionais;
  • Governança adequada;
  • Distribuição de dividendos atrativa;
  • Sem mudanças estruturais que justifiquem uma venda precipitada.

Para quem investe com foco em proventos e horizonte de longo prazo, atingir um bom nível de valorização é um resultado esperado, segundo o CEO. Nas palavras de Amstalden, o investidor não precisa “sofrer à toa”: “quando for a hora de vender os papéis, vamos sinalizar para os nossos investidores do Vacas Leiteiras”.

Essa é justamente uma das principais vantagens de investir com uma curadoria de especialistas. Saber a hora de entrar ou sair de um ativo requer estudo e acompanhamento constante da empresa indicada. Quando se trata de um portfólio diverso, são ainda mais companhias para monitorar.

Assim, a Empiricus conta com um time de analistas que trabalham garimpando as melhores oportunidades do mercado. Enquanto isso, a casa mostra a qualidade e confiança que o investidor vai encontrar em seu ecossistema, com as recomendações detalhadas de quem trabalha todos os dias com o assunto para o investidor avaliar como quer se posicionar.

Foi pensando justamente nessa comodidade e possibilidade de diversificação do portfólio, que a Empiricus está lançando sua nova assinatura, em estilo “streaming”, para acessar mais de 11 assinaturas da casa, por um valor muito em conta.

Conheça a série Vacas Leiteiras e mais 10 carteiras recomendadas da Empiricus Research por apenas 12x de R$ 14,90 por mês

De fato, a oportunidade para vender ações e capturar lucros pode parecer muito tentadora para os investidores que acompanham a série Vacas Leiteiras.

Olhando para os resultados da carteira, apenas em 2026, o portfólio já capturou uma valorização de 20,06%. Desde a criação da série, em 2014, o resultado foi uma valorização de 486,13% para quem seguiu à risca as recomendações.

Quando olhamos esse resultado, é bom lembrar que a grande virada de chave está no aproveitamento dos dividendos. Os investidores que seguem a carteira do Vacas Leiteiras são orientados a reinvestir os proventos.

No longo prazo, essa estratégia pode potencializar os resultados das recomendações feitas pela casa, mediante um pagamento gradativamente maior de proventos.

A boa notícia é que, agora, você pode ter acesso à série Vacas Leiteiras, junto com as principais séries da Empiricus, por apenas 12x de R$ 14,90.

O Empiricus+ é o novo produto em modelo “streaming” da casa. Por meio dele, você tem acesso a mais de 11 assinaturas. São carteiras de:

  • Ações;
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  • Mais estratégias que combinam as diferentes classes de ativos, para diversificar o portfólio.

Para ajudar o investidor comum, a assinatura da Empiricus+ conta também com lives e podcasts com os analistas, respondendo dúvidas dos assinantes, e tutoriais com o passo a passo para investir, da forma mais simples possível.

Com planos a partir de 12x de R$ 14,90 ou R$ 19,90 mensal (cancelável quando quiser), a plataforma dá acesso às séries e ainda oferece 7 dias de teste gratuito.

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JHSF (JHSF3), Banco do Brasil (BBAS3) e mais 3 empresas pagam dividendos nesta semana; veja o calendário

Cinco companhias da bolsa brasileira pagam dividendos juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas entre os dias 9 a 13 de março. 

Na segunda-feira (9), a JHSF realiza pagamento de dividendos de R$ 0,069 para a ação ordinária (JHSF3), com 27 de fevereiro como data de corte. 

A Camil também paga dividendos de R$ 0,073 para a ação ordinária (CAML3) no mesmo dia, com base nos acionistas de 2 de fevereiro de 2026.  

Na quarta-feira (11), o Banco do Brasil paga juros sobre capital próprio de R$ 0,070 para a ação ordinária (BBAS3), tendo 2 de março de 2026 como data de corte.

Já na sexta-feira (13), duas empresas fazem pagamentos.  

  • Inter&Co: dividendo de R$ 0,595 para a INBR32, com base na posição de 22 de fevereiro de 2026. 
  • Bradespar: dividendos de R$ 0,191 por ação ordinária (BRAP3) e de R$ 0,210 por preferencial (BRAP4), com base nos acionistas de 18 de dezembro de 2025. Também serão pagos JCP de R$ 0,614 para BRAP3 e de R$ 0,675 para BRAP4, considerando a mesma data de corte.

 

Empresa Ticker Tipo de provento Valor bruto por ação (R$) Data do pagamento Data de corte
JHSF Participações JHSF Dividendo R$ 0,069 09/03/26 27/02/26
Camil Alimentos CAML3 Dividendo R$ 0,073 09/03/26 02/02/26
Banco do Brasil BBAS3 JCP R$ 0,070 11/03/26 02/03/26
Inter&Co INBR32 Dividendo R$ 0,595 13/03/26 22/02/26
Bradespar BRAP3 JCP R$ 0,614 13/03/26 18/12/25
Bradespar BRAP4 JCP R$ 0,675 13/03/26 18/12/25
Bradespar BRAP3 Dividendo R$ 0,191 13/03/26 18/12/25
Bradespar BRAP4 Dividendo R$ 0,210 13/03/26 18/12/25

*Datas e valores sujeitos a eventuais alterações das empresas 

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As duas ações do agronegócio que seguem como favoritas entre 18 analistas para março

Cosan (CSAN3)Suzano (SUZB3) seguem como as ações favoritas do agronegócio entre 18 analistas para o mês de março, com 3 recomendações cada.

No acumulado do ano, as ações da Cosan já avançaram 6,48%, enquanto a Suzano acumulou alta de 5,88%.

Além dessas ações, Klabin (KLBN11e JBS (JBSS32) também contam com recomendações de compra.

A Cosan está na carteira da Ativa, Empiricus Research e EQI. Para a Empiricus, a redução da dívida é  o principal gatilho para a tese de Cosan. Os analistas esperam que a desalavancagem financeira ganhe força nos  próximos 12 meses, com potenciais vendas de ativos, tanto no nível da holding quanto das  subsidiárias, em especial da Raízen.

Já a Suzano faz parte da seleção para março de Ágora, Monte Bravo e RB Investimentos. Segundo a Monte Bravo, a grande capacidade industrial e de matéria-prima fazem com que a sua produção figure entre as mais eficientes do mundo.

O rápido processo de maturação de sua nova planta em Ribas do Rio Pardo — que adicionou 25% de capacidade e ganhos de eficiência em suas operações — deve ajudar a companhia a acelerar seu processo de desalavancagem. Com forte geração de caixa e sem grandes projetos nos próximos anos, a casa espera que a companhia consiga acelerar a remuneração aos seus acionistas.

Com os aumentos de preço da celulose no começo do ano e 100 % de Ribas contabilizando em 2025, os analistas enxergam a companhia negociando em múltiplos muito atrativos .

Vejas as mais recomendadas do agronegócio em março

Empresa Ticker Recomendações
Cosan CSAN3 3
Suzano SUZB3 3
Klabin KLBN11 2
JBS JBSS32 1

Levantamento 

O levantamento do Money Times levou em consideração as informações das carteiras de ações divulgadas por 18 instituições. Para março, foram indicadas 4 ações, somando 9 recomendações. 

Participaram do levantamento: Ágora Investimentos, Andbank, Ativa Investimentos, BB Investimentos, BTG Pactual, Daycoval, Empiricus Research, Genial Investimentos, Itaú BBA, RB Investimentos, EQI, Planner, Monte Bravo, Rico, Safra, Santander, Terra Investimentos e XP Investimentos.

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Dividendos da semana: Banco do Brasil (BBAS3), JHSF (JHSF3) e outras ações pagam proventos entre os dias 9 e 13 de março; confira

Nesta semana que se inicia, alguns nomes da bolsa, como Banco do Brasil (BBAS3) e JHSF (JHSF3), têm dividendos ou juros sobre capital próprio (JCP) “no gatilho” para distribuir aos seus acionistas.

Para que você fique bem-informado, preparamos um calendário completo com todos os pagamentos previstos para a semana dos dias 9 a 13 de março. Veja a seguir.

Dividendos da semana: fique atento a esses detalhes

Antes de conferir a relação de empresas que pagam proventos nessa semana, esteja atento a esses pontos importantes:

  1. “Data com”, ou data de corte: apenas investidores que detinham posição nas ações até as datas informadas na tabela estarão aptos a receber os pagamentos;
  2. Tributação: JCPs estão sujeitos à alíquota de 15% do Imposto de Renda retido na fonte. Já dividendos são tributados em 10% na fonte, se ultrapassam o valor total de R$ 50 mil mensais.

EmpresaTickerTipo de proventoValor bruto por ação (R$) Data do pagamentoData de corte
JHSF ParticipaçõesJHSF3Dividendo0,0699/3/202627/02/2026
Camil AlimentosCAML3Dividendo0,0739/3/20262/2/2026
Banco do BrasilBBAS3JCP0,0711/3/20262/3/2026
Inter co INBR32Dividendo0,59513/03/202622/02/2026
Bradespar BRAP3JCP0,61413/03/202618/12/2025
Bradespar BRAP4JCP0,67513/03/202618/12/2025
Bradespar BRAP3Dividendo0,19113/03/202618/12/2025
Bradespar BRAP4Dividendo0,2113/03/202618/12/2025

Empiricus+: conheça todas as ações recomendadas por analistas para buscar dividendos esse mês

Se você perdeu as datas de corte dessa semana, ou não sabe muito bem em quais ações investir para buscar bons dividendos, a Empiricus tem uma boa notícia.

Você pode conhecer todas* as recomendações de investimento dos analistas da casa testando gratuitamente o Empiricus+.

O Empiricus+ é um novo serviço de assinatura, pelo qual você pode acessar as principais séries da casa por até 12x de R$ 14,90.

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Braskem (BRKM5) lidera os ganhos do Ibovespa e CSN (CSAN3) é ação com pior desempenho; veja os destaques da semana

O Ibovespa (IBOV) engatou a segunda semana consecutiva de perdas e começou o mês de março em tom negativo com a escalada das tensões geopolíticas. A temporada de balanços e dados locais ficaram em segundo plano.

O principal índice da bolsa brasileira acumulou desvalorização de 5% na semana e encerrou a última sessão aos 179,4 mil pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) terminou a R$ 5,2438 e teve avanço de 2,14% ante o real no acumulado na semana.

O cenário externo ‘roubou as atenções’. No último sábado (28), os Estados Unidos em conjunto com Israel atacaram o Irã, com a confirmação da morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e o fechamento do Estreito de Ormuz, controlado pelo país persa – sendo uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

Em reação, os preços do petróleo Brent dispararam 27% nesta semana, sem qualquer expectativa de retomada do trágefo no Estreito e tratativas de um cessar-fogo.

Ontem (6), o presidente dos Estados Unidos Donald Trump exigiu a “rendição incondicional” do Irã. Os comentários foram realizados horas depois de o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, anunciar que “alguns países “haviam iniciado os esforços de mediação, um dos primeiros sinais de qualquer iniciativa diplomática para encerrar o conflito.

Com a escalada das tensões e disparada do petróleo, o mercado brasileiro passou a precificar um corte de 0,25 ponto percentual na Selic na próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

Desde janeiro, a aposta majoritária era de redução de 0,50 ponto percentual na reunião deste mês, com a sinalização de início de afrouxamento monetário pelo BC.

Os dados, por sua vez, ficaram sem segundo plano. Entre eles, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,1% no quarto trimestre de 2025 (4T25). O crescimento econômico acumulado em 2025 foi de 2,3%, em linha com o esperado.

Já o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrou a criação de 112.334 vagas formais de trabalho em janeiro, acima do esperado pelos economistas. Segundo a Reuters, a expectativa era de criação de 92 mil postos de trabalho com carteira assinada no mês.

Sobe e desce do Ibovespa

A ponta positiva do Ibovespa foi liderada por Braskem (BRKM5). Na sexta-feira (6), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a transferência do controle da petroquímica para a gestora IG4 Capital, que pertencia à Novonor (ex-Odebrecht).

O destaque, porém, foi Petrobras (PETR4), um dos pesos-pesados do principal índice da bolsa brasileira.

Os papéis PETR3 e PETR4 subiram 7% na semana, com ganhos acumulados apenas no último pregão, em reação ao balanço do quarto trimestre (4T25), ao anúncio de dividendos e à disparada do petróleo.

Entre outubro e novembro, a petroleira registrou lucro líquido de R$ 15,6 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 16,9 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior. Na comparação com o terceiro trimestre, porém, o resultado representa uma queda significativa frente aos R$ 32,8 bilhões apurados.

A companhia também anunciou a distribuição de R$ 8,1 bilhões em dividendos referentes ao período e acenou, durante a teleconferência de resultados, a retomada do pagamento de dividendos extraordinários.

Com a forte movimentação, a estatal superou R$ 580,1 milhões em valor de mercado pela primeira vez na história durante o pregão

A ‘turbulência’ geopolítica na primeira semana de março fez com que apenas oito ações encerrassem em alta, das 85 que compõem a carteira teórica do Ibovespa.

Confira a seguir as altas do Ibovespa entre 2 e 6 de março: 

CÓDIGO NOME VARIAÇÃO SEMANAL
BRKM5 Braskem PN 30,34%
PRIO3 PRIO ON 8,99%
PETR3 Petrobras ON 7,14%
PETR4 Petrobras PN 7,07%
BRAV3 Brava Energia ON 5,85%
RECV3 PetroReconcavo ON 4,46%
UGPA3 Ultrapar ON 2,44%
VBBR3 VIBRA energia ON 2,14%

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Já a ponta negativa foi encabeçada por CSN (CSNA3)Segundo notícias, a companhia avançou em negociações e caminha para concluir empréstimo com um grupo de bancos, linha que tem as ações da CSN Cimentos entre as garantias.

O montante envolvido varia de US$ 1,35 bilhão a US$ 1,5 bilhão. O valor final ainda depende de discussões que acontecem em torno dos termos do empréstimo, envolvendo juros e mais garantias, disseram pessoas a par das conversas. Uma delas afirmou que a perspectiva para a conclusão do empréstimo em março é positiva.

Veja as maiores quedas na semana:

CÓDIGO NOME VARIAÇÃO SEMANAL
CSNA3 CSN ON -16,59%
BEEF3 Minerva ON -13,79%
EMBJ3 Embraer ON -13,29%
RAIZ4 Raízen ON -12,70%
MBRF3 MBRF ON -12,62%
ASAI3 Assaí ON -12,31%
CSAN3 Cosan ON -11,13%
VALE3 Vale ON -10,86%
YDUQ3 Yduqs ON -10,55%
RENT4 Localiza PN -10,55%
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Quais ações internacionais comprar em março? Empiricus revela carteira recomendada com Alphabet (GOGL34), Microsoft (MSFT34) e mais

A carteira recomendada de ações internacionais da Empiricus Research passou por algumas mudanças táticas voltadas para o mês de março.

A seleção mensal, assinada por Enzo Pacheco, analista da casa, traz ativos que ainda carregam potencial de valorização para investidores que se posicionarem agora, mesmo em um cenário geopolítico delicado e maior sentimento de aversão ao risco nos mercados.

Certezas de um lado, incertezas de outro: o contexto econômico que envolve as bolsas globais

A primeira semana do mês de março trouxe a grande escalada dos conflitos no Oriente Médio, protagonizados pelos Estados Unidos, Israel e Irã.

As primeiras notícias do conflito trataram de derrubar ativos de risco ao redor do mundo, deixando diversos índices (desde na bolsa norte-americana até nas asiáticas, e inclusive o Ibovespa, no Brasil) no vermelho.

Isso porque, em cenários de total incerteza como esse, muitos investidores optam por migrar parte de seus portfólios para ativos de proteção, como o ouro.

Porém, Enzo Pacheco, analista de ações internacionais da Empiricus Research, defende que é essencial que o investidor mantenha algum nível de exposição às bolsas internacionais – especialmente a norte-americana – independentemente do cenário.

Os Estados Unidos seguem sendo a casa das teses de investimento de maior relevância no mercado, como as big techs e outras empresas ligadas à inteligência artificial (IA).

Dito isso, para Pacheco, este é um “momento técnico”, que não diz respeito a zerar posições, mas sim aumentar a exposição a três ações bastante específicas, reveladas em relatório da última segunda-feira (2).

Por que Alphabet (GOGL34), Microsoft (MSFT34) e Visa (VISA34) são apostas para buscar lucros em março?

Segundo Enzo Pacheco, a estratégia para o mês de março é aumentar a exposição em três teses de alta qualidade que estão descontadas atualmente e, assim, buscar valorizações assertivas: Alphabet (GOGL34), Microsoft (MSFT34) e Visa (VISA34).

  • Alphabet (Nasdaq: GOOG; B3: GOGL34)

A Alphabet, holding do Google, acumula queda de cerca de 9% em suas ações na Nasdaq nos últimos 30 dias. Para Pacheco, essa é uma oportunidade de compra.

“Aproveitamos o enfraquecimento recente do papel, que interrompeu o forte momentum de alta observado ao longo de quase todo o ano de 2025. Mesmo com a queda recente, a companhia mantém crescimento consistente em Google Cloud, forte geração de caixa e posição dominante em busca e publicidade digital, além de estar bem-posicionada para capturar a expansão de IA”, afirma o analista.

  • Microsoft (Nasdaq: MSFT; B3: MSFT34)

A Microsoft, bastante conhecida do grande público, viu suas ações sofrerem uma derrocada na bolsa norte-americana desde o dia 28 de janeiro, data em que divulgou seus últimos resultados trimestrais. Porém, já ensaiam uma recuperação – o que reforça que a tese não perdeu sua qualidade:

“Apesar da reação de mercado [aos resultados trimestrais], a empresa segue com ótimos fundamentos e perspectivas. Por isso, entendo esse momento como uma oportunidade para aumentarmos a posição a um preço mais favorável”, afirma Pacheco.

  • Visa (NYSE: V; B3: VISA34)

No caso da Visa, também amplamente conhecida, o valuation dos papéis também não acompanhou os bons resultados divulgados no 4º trimestre de 2025, segundo o analista:

“A companhia divulgou mais um resultado acima das expectativas, com crescimento de receita e lucro acima dos 10% pelo terceiro trimestre consecutivo. Ainda assim, o papel segue sendo negociado por um múltiplo preço/lucro projetado próximo das mínimas dos últimos cinco anos – patamar que se demonstrou um bom ponto de entrada do ativo nesse ínterim”.

Porém, apesar de serem os destaques do mês, as ações não são as únicas recomendações de compra de Enzo Pacheco. Na carteira de ações internacionais, elas estão acompanhadas de outros 7 nomes de peso, que representam diversos setores da economia global – uns mais defensivos, outros mais cíclicos – em nome da diversificação.

Gratuito: acesse carteira completa com as 10 ações internacionais mais promissoras de março

A Empiricus está liberando, como cortesia para todos os leitores desse texto, o acesso à carteira recomendada das 10 ações internacionais mais promissoras do mês.

Além dos nomes citados, você pode conhecer outras empresas, como:

  • Uma gigante da tecnologia chinesa;
  • Uma empresa de Taiwan, apelidada de “a maior empresa mais desconhecida do mundo;
  • Uma farmacêutica da Dinamarca, cujos produtos têm dominado as prateleiras mundo afora.

Vale lembrar que, apesar de serem ativos estrangeiros, os papéis recomendados podem ser comprados na própria bolsa brasileira, por meio de BDRs.

Para acessar o relatório, basta clicar no botão abaixo e seguir as instruções na tela. Lembrando que é totalmente gratuito:

CONHEÇA AS AÇÕES INTERNACIONAIS MAIS PROMISSORAS DE MARÇO

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Alphabet (GOGL34), Microsoft (MSFT34) e mais: as apostas da Empiricus no mercado de ações internacionais em março

O mês de março inicia com um cenário desafiador do ponto de vista geopolítico, trazendo maior aversão ao risco nos mercados globais. Porém, alguns ativos em especial ainda carregam alto potencial para investidores que desejam buscar lucros no momento.

Nesse sentido, a Empiricus Research trouxe alterações táticas em sua carteira recomendada de ações internacionais para março, assinada por Enzo Pacheco, analista da casa.  

Certezas de um lado, incertezas de outro: o contexto econômico que envolve as bolsas globais

A primeira semana do mês de março trouxe a grande escalada dos conflitos no Oriente Médio, protagonizados pelos Estados Unidos, Israel e Irã.

As primeiras notícias do conflito trataram de derrubar ativos de risco ao redor do mundo, deixando diversos índices (desde na bolsa norte-americana até nas asiáticas, e inclusive o Ibovespa, no Brasil) no vermelho.

Isso porque, em cenários de total incerteza como esse, muitos investidores optam por migrar parte de seus portfólios para ativos de proteção, como o ouro.

Porém, Enzo Pacheco, analista de ações internacionais da Empiricus Research, defende que é essencial que o investidor mantenha algum nível de exposição às bolsas internacionais – especialmente a norte-americana – independentemente do cenário.

Os Estados Unidos seguem sendo a casa das teses de investimento de maior relevância no mercado, como as big techs e outras empresas ligadas à inteligência artificial (IA).

Dito isso, para Pacheco, este é um “momento técnico”, que não diz respeito a zerar posições, mas sim aumentar a exposição a três ações bastante específicas, reveladas em relatório da última segunda-feira (2).

Alphabet (GOGL34), Microsoft (MSFT34) e Visa (VISA34): as ações internacionais ‘destaque’ para buscar lucros em março

Segundo Enzo Pacheco, a estratégia para o mês de março é aumentar a exposição em três teses de alta qualidade que estão descontadas atualmente e, assim, buscar valorizações assertivas: Alphabet (GOGL34), Microsoft (MSFT34) e Visa (VISA34).

  • Alphabet (Nasdaq: GOOG; B3: GOGL34)

A Alphabet, holding do Google, acumula queda de cerca de 9% em suas ações na Nasdaq nos últimos 30 dias. Para Pacheco, essa é uma oportunidade de compra.

“Aproveitamos o enfraquecimento recente do papel, que interrompeu o forte momentum de alta observado ao longo de quase todo o ano de 2025. Mesmo com a queda recente, a companhia mantém crescimento consistente em Google Cloud, forte geração de caixa e posição dominante em busca e publicidade digital, além de estar bem-posicionada para capturar a expansão de IA”, afirma o analista.

  • Microsoft (Nasdaq: MSFT; B3: MSFT34)

A Microsoft, bastante conhecida do grande público, viu suas ações sofrerem uma derrocada na bolsa norte-americana desde o dia 28 de janeiro, data em que divulgou seus últimos resultados trimestrais. Porém, já ensaiam uma recuperação – o que reforça que a tese não perdeu sua qualidade:

“Apesar da reação de mercado [aos resultados trimestrais], a empresa segue com ótimos fundamentos e perspectivas. Por isso, entendo esse momento como uma oportunidade para aumentarmos a posição a um preço mais favorável”, afirma Pacheco.

  • Visa (NYSE: V; B3: VISA34)

No caso da Visa, também amplamente conhecida, o valuation dos papéis também não acompanhou os bons resultados divulgados no 4º trimestre de 2025, segundo o analista:

“A companhia divulgou mais um resultado acima das expectativas, com crescimento de receita e lucro acima dos 10% pelo terceiro trimestre consecutivo. Ainda assim, o papel segue sendo negociado por um múltiplo preço/lucro projetado próximo das mínimas dos últimos cinco anos – patamar que se demonstrou um bom ponto de entrada do ativo nesse ínterim”.

Porém, apesar de serem os destaques do mês, as ações não são as únicas recomendações de compra de Enzo Pacheco. Na carteira de ações internacionais, elas estão acompanhadas de outros 7 nomes de peso, que representam diversos setores da economia global – uns mais defensivos, outros mais cíclicos – em nome da diversificação.

Acesso liberado: confira carteira completa com 10 ações internacionais para investir em março

A Empiricus está liberando, como cortesia para todos os leitores desse texto, o acesso à carteira recomendada das 10 ações internacionais mais promissoras do mês.

Além dos nomes citados, você pode conhecer outras empresas, como:

  • Uma gigante da tecnologia chinesa;
  • Uma empresa de Taiwan, apelidada de “a maior empresa mais desconhecida do mundo;
  • Uma farmacêutica da Dinamarca, cujos produtos têm dominado as prateleiras mundo afora.

Vale lembrar que, apesar de serem ativos estrangeiros, os papéis recomendados podem ser comprados na própria bolsa brasileira, por meio de BDRs.

Para acessar o relatório, basta clicar no botão abaixo e seguir as instruções na tela. Lembrando que é totalmente gratuito:

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Axia (AXIA6), Cyrela (CYRE3) e mais: Empiricus divulga seleção ‘Top Picks’ com as 10 ações mais promissoras de março

Com a virada de mês, a Empiricus Research trouxe novidades para sua carteira Empiricus Top Picks, que reúne as 10 ações mais promissoras para investir no momento.

Pensando em março, os analistas da casa optaram pela entrada de dois novos papéis, considerados como uma oportunidade de buscar valorizações em breve, mesmo em um contexto incerto de mercado.

Contexto de mercado é desafiador para os ativos de risco: o que esperar?

O mês de março se inicia com um novo “tempero” nos mercados. A escalada das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã, que se expandem em todo o Oriente Médio desde o último sábado (28), chegou para mexer com os ânimos dos investidores.

Na Bolsa dos EUA, índices como S&P 500 e Nasdaq Composite, registravam quedas até o fechamento deste texto, na tarde de terça-feira (3). 

A Bolsa brasileira, que vinha em um viés de alta desde o final de 2025, também não ficou imune: durante o pregão da terça, até o fechamento desse texto, o Ibovespa registrava queda de cerca de 3,7%.

Ainda é cedo para mensurar o verdadeiro impacto dos conflitos nos ativos de risco. Porém, os analistas da Empiricus indicam que, no cenário doméstico brasileiro, ainda há gatilhos que podem contribuir de forma positiva para a Bolsa:  

  • Continuidade na entrada de capital estrangeiro, com investidores “fugindo” dos ativos norte-americanos em meio à escalada dos conflitos;
  • Início do ciclo de cortes na taxa de juros (Selic), amplamente esperado para iniciar na reunião do Copom dos próximos dias 17 e 18 de março;
  • Possível mudança no pêndulo político pós-eleições presidenciais de outubro, em prol de um governo mais fiscalista.

Porém, vale ressaltar que ainda é necessário bastante cautela ao selecionar em quais ações específicas investir.

“Como não podemos dar esses fatores como certos, nossa sugestão é continuar com uma carteira equilibrada, com empresas que costumam mostrar solidez mesmo em ambientes adversos”, afirmam os analistas em relatório da última segunda-feira (2).

Top Picks de março: Axia (AXIA6) e Cyrela (CYRE3) são destaques para o mês

Dentre as principais alterações propostas para a Empiricus Top Picks, estão a saída das ações da Direcional (DIRR3) e Porto (PSSA3), em favor das ações de Cyrela (CYRE3) e Axia (AXIA6).

Segundo a Empiricus, esse é um momento de realização de lucros de ações que surfaram a toada otimista da bolsa até então. No caso da Direcional (DIRR3), as ações subiram 17% somente no mês de fevereiro. Já a Porto (PSSA3) acumulava alta de mais de 47% desde a última entrada na carteira.

E por que investir em Cyrela (CYRE3) e Axia (AXIA6), em especial?

Os analistas indicam que CYRE3 não acompanhou a alta da bolsa em fevereiro, abrindo uma oportunidade, atualmente, de capturar possíveis valorizações com uma ação de:

  • Excelência operacional;
  • Público mais resiliente;
  • Maior sensibilidade ao iminente ciclo de cortes de juros.

Já no caso de AXIA6, as ações negociam a “múltiplos atrativos em relação aos seus pares”: 7,8 vezes o valor da firma sobre o Ebitda. Ao mesmo tempo, a empresa segue apresentando melhora de eficiência e forte geração de caixa. “Um upside maior que a Porto no momento, em nossa opinião”, afirmam os analistas.

Mas aqui, vale lembrar que essas não são as únicas recomendações para o mês. Além dessas, a Empiricus Top Picks traz outras 8 ações em especial com teses não apenas de múltiplos descontados, mas também de resiliência para a carteira em cenários desafiadores.

E se você, leitor, quiser conhecer o restante das recomendações de perto, temos uma boa notícia.

Acesso liberado: confira a carteira Empiricus Top Picks gratuitamente

Você pode conferir, gratuitamente, a carteira recomendada Empiricus Top Picks, com as ações mais promissoras para investir no mês de março.

A Empiricus liberou o acesso ao relatório completo, no qual você encontra todos os papéis selecionados e a tese por trás de cada um.

Para acessar, basta clicar no botão abaixo:

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Sanepar (SAPR11): 4T25 não atinge expectativas, mas mantém alavancagem controlada; ações valem a pena?

A Sanepar (SAPR11) apresentou resultados mais fracos que o esperado no 4º trimestre de 2025 (4T25), mais uma vez pressionados por gastos acima das expectativas.  

A receita líquida cresceu +6,5%, para R$ 1,9 bilhão, ajudada por crescimento de volume e ligações de água e esgoto, além de revisão tarifária de 3,8% realizada em maio de 2025.  

Os gastos, por sua vez, saltaram +11,8%, para R$ 1,3 bilhão, impactados principalmente por aumento nas despesas com pessoal, terceiros, provisões para contingências e perdas na realização de créditos. 

Com isso, o Ebitda ficou praticamente estável na comparação anual, em R$ 756 milhões, e abaixo das estimativas. Excluindo os efeitos não recorrentes, o valor teria alcançado R$ 802 milhões, alta de +5,6%. 

Por fim, o lucro líquido do 4T25 foi de R$ 361 milhões, queda de -12,5% vs. 4T24, atrapalhado principalmente pelo crescimento de custos e despesas.  

Sanepar (SAPR11): Vale a pena comprar ações após números do 4T25?

Mesmo com a queda do resultado operacional, a alavancagem segue bastante controlada, em 0,6x a dívida líquida/Ebitda.  

A Sanepar apresentou mais uma rodada de resultados impactados por maiores gastos que o esperado. Por outro lado, as ações seguem negociando por múltiplos descontados (5x valor da firma/Ebitda) e um dividend yield que pode surpreender positivamente, a depender do desfecho do precatório.

Além disso, após a privatização da Copasa, Sanepar será a única estatal de saneamento listada, o que pode ajudar a trazer uma nova narrativa para os papéis

Empiricus+: Todas as carteiras recomendadas da casa na palma da sua mão

Você pode conhecer todas as recomendações de investimento dos analistas da Empiricus testando gratuitamente o Empiricus+.

O Empiricus+ é o mais novo serviço de assinatura da Empiricus, pelo qual você pode acessar todas* as séries da casa por um valor único mensal.

Você tem direito a 7 dias de acesso gratuito, sem compromisso, para conhecer as recomendações de perto. Basta clicar aqui para liberar:

*DISCLAIMER: a assinatura do Empiricus+ não contempla as séries Alphacoins, Exponential Coins, Incubadora de ICOs, bem como automações e produtos de terceiros.

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Vivo (VIVT3): resultados sólidos e forte geração de caixa são destaques do 4T25; hora de comprar?

A Vivo (VIVT3) reportou resultados sólidos referentes ao 4ª trimestre de 2025 (4T25), com excelente geração de caixa

No negócio Móvel, a receita de serviços cresceu +7% em relação ao 4T24, para R$ 9,8 bilhões, ajudada principalmente pelo aumento de ARPU (receita média por usuário), em função da contínua migração de clientes pré-pago.

Essa dinâmica explica o aumento de 9% da receita de pós-pago, que compensou a queda de -3,9% no pré-pago. O churn foi de apenas 1%, em linha com os últimos trimestres. Ainda em Móvel, a receita de aparelhos cresceu +13,7%, e chegou a R$ 1,4 bilhão

No segmento Fixo, o crescimento da receita foi de +5,4%, ajudado pela ótima expansão da receita de Fibra (+9,8%, chegando a R$ 2 bilhões, com aumento de 12% no número de casas conectadas) e na receita de Dados Corporativos e Serviços Digitais (+10,2%, para R$ 1,5 bilhão), com forte impulso das receitas B2B – cibersegurança, cloud, Internet of Things (IoT), etc. O crescimento do Fixo só não foi maior por conta da retração dos serviços legados, como voz e cabo, que seguem perdendo participação no todo. 

No consolidado, a receita líquida cresceu +7,1%, para R$ 15,6 bilhões, com crescimento em todas as linhas, exceto nos negócios legados.  

No período, a companhia apresentou um bom controle dos gastos, que cresceram menos do que a receita (+6,3%), com destaque positivo para despesas com pessoal, comerciais e de infraestrutura, que mais do que compensaram a pressão de custos com aparelhos. 

Com isso, o Ebitda saltou +8,1%, para R$ 6,7 bilhões, com expansão de +0,4 ponto percentual (p.p.) na margem. Esse crescimento do resultado operacional foi parcialmente afetado por uma piora do resultado financeiro; ainda assim, o lucro líquido cresceu +6,5%, para R$ 1,9 bilhão, em linha com o consenso. 

Vivo (VIVT3): salto no fluxo de caixa livre reforça boas perspectivas de remuneração aos acionistas

O grande destaque do trimestre foi o fluxo de caixa livre, que saiu de R$ 1 bilhão no 4T24 para R$ 2,3 bilhões no 4T25, ajudado pelo aumento do Ebitda, menor capex e redução no capital de giro, o que reforça sua capacidade de geração de caixa e de remuneração do acionista. 

Falando nisso, está marcada para o mês de março a assembleia que decidirá a redução de capital de R$ 4 bilhões, e a companhia também acabou de aprovar um novo programa de recompras de até R$ 1 bilhão

Por 5,5x valor da firma/Ebitda e crescimento consistente, Vivo (VIVT3) segue com ótimo potencial de valorização e bons yields e, por isso, segue na carteira Vacas Leiteiras

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Localiza propõe emissão de ações preferenciais resgatáveis e aumento de capital de R$ 2 bi

Depois da Axia (ex-Eletrobras), foi a vez da Localiza propor a emissão de um novo tipo de ação preferencial (PN) que dará direito ao recebimento de dividendos (como toda ação preferencial), mas que terá o mesmo direito das ações ordinárias e que poderão ser resgatadas a critério da empresa: as ações preferenciais resgatáveis.

Segundo documento entregue à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) neste sábado (6), o conselho de administração da empresa convocou uma assembleia para 29 de dezembro para aprovar o tema junto aos acionistas.

As PNs resgatáveis têm as mesmas condições das ações ON, inclusive em relação ao direito a voto e ao tag along, mecanismo importante para proteção dos acionistas porque garante que os minoritários tenham o direito de vender seus papéis nas mesmas condições que os controladores no caso da venda do controle da empresa.

As ações PNs resgatáveis passaram a ser uma alternativa para as empresas gerarem valor aos investidores, dadas as mudanças a partir do ano que vem na cobrança de Imposto de Renda sobre dividendos, a forma mais tradicional de distribuir lucros aos acionistas. Após 2026, os dividendos anunciados pelas empresas que ultrapassarem R$ 50 mil por mês (R$ 600 mil por ano) terão 10% de IR recolhido na fonte.

O mecanismo das PNs resgatáveis é uma alternativa porque empresas como a Localiza integram o Novo Mercado, segmento de maior governança corporativa de B3, que proíbe a emissão de papéis preferenciais exatamente para garantir iguais direitos a todos os acionistas. Diante disso, a Localiza informou que já pediu para a B3 a dispensa, em caráter excepcional, dessa obrigatoriedade. A bolsa ainda não se manifestou, de acordo com o comunicado.

Aumento de capital de R$ 2 bilhões

A criação das PNs resgatáveis ocorrerá no contexto de um aumento de capital de R$ 2,06 bilhões, feito sem aporte de novos recursos, usando parte da reserva de lucros da empresa. Isso significa que não haverá diluição dos acionistas: ninguém precisa colocar dinheiro novo e todos recebem as novas ações resgatáveis como bonificação, proporcionalmente ao que já possuem.

Esse tipo de operação é propícia em um momento de incerteza e mudança tributária porque o aumento de capital será feito com reservas da própria empresa ainda este ano – enquanto a isenção de IR ainda está valendo –, sem uso de caixa e distribuído gratuitamente aos acionistas.

Em termos simples, é um mecanismo de remuneração indireta aos investidores.

A Localiza entregará as PNs gratuitamente aos acionistas como bonificação na proporção de 1 PN para cada 26 ONs na data da assembleia. As PNs passarão a ser negociadas “ex-direito” (data a partir da qual o investidor perde o direito à bonificação) a partir de 30 de dezembro e os papéis serão creditados aos acionistas em 5 de janeiro de 2026.

Como a bonificação sempre ocorre em números inteiros, quem tiver um número de ONs que não seja múltiplo de 26 receberá frações de PNs. A Lei das S.A., que rege as empresas de capital aberto, prevê um procedimento específico para isso: abre-se um prazo de 30 dias para que os investidores possam negociar frações entre si e recompor ações inteiras; terminado esse período, as frações remanescentes são vendidas em bolsa e o valor da transação é distribuído proporcionalmente aos acionistas que tinham as frações.

Os acionistas que desejarem garantir o recebimento de 1 PN inteira poderão, a seu critério, ajustar suas posições no mercado para atingir múltiplos de 26 ONs.

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Apple, Microsoft, Amazon… 5 dos BDRs das 7 Magníficas estão no negativo em 2025

É um massacre. Enquanto o Ibovespa sobe 30% no ano, o grosso dos BDRs das sete companhias mais valiosas dos EUA amargam quedas. Em alguns casos, duras quedas. 

BDRs, vale lembrar, são “recibos” de ações gringas. Você negocia na B3 em reais, como se fossem papéis brasileiros. E eles refletem a variação das ações para valer, aquelas negociadas em Nova York.

Esses papéis também flutuam ao sabor do câmbio – já que ações americanas são precificadas em moeda americana, lógico. As quedas do dólar puxam os BDRs para baixo. E haja queda. No ano, as notas verdes cedem 15,5%. E o cenário que temos é o seguinte: 

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O tombo da moeda americana cria distorções interessantes. A Alphabet vai bem, obrigado – até a Berkshire, que não tem comprado quase nada, fez uma fezinha de US$ 5 bilhões na dona do Google. A alta, na bolsa americana, é de 50,1% ano ano. Em reais, porém, a alta se restringe a 26,4%. 

A Nvidia, rainha da IA, também segue testando limites, você sabe. Em julho, virou a primeira empresa a romper a barreira dos US$ 4 trilhões em valor de mercado. No final de outubro, inaugurou o patamar dos US$ 5 trilhões. Desde lá, Nvidia cai 12% (US$ 600 bilhões) – e o termo “bolha da IA” entrou de vez para o léxico popular do planeta. Mesmo assim, ela ainda sobe 35% no ano. Em reais, perém, a alta é menos gráfica: 14,5%.

E daí para baixo é todo mundo debaixo d’água: Microsoft (-0,8%), Apple (-8%), Meta (-13,8%) Amazon (-14,1%), Tesla (-17,2%). 

Mas o dólar não é o único vilão, claro. À parte a Microsoft, que sobe razoáveis 17,1% em sua moeda natal, o cenário é modorrento, com Apple abaixo dos 10%; e Amazon, Meta e Tesla praticamente no zero a zero. Aqui:

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Não é novidade: tem crescido entre investidores a percepção de que a bolsa americana está cara. E na letra fria dos dados está mesmo.

Sabe-se se uma bolsa está cara quando você olha o P/L (preço sobre lucro). Você soma o valor de mercado de todas as empresas do índice e divide pelo lucro que elas deram nos últimos 12 meses.

Se essa divisão dá 10, por exemplo, significa que as empresas valem, na média, 10 anos do lucro que elas propiciam hoje. Quanto dá o do S&P 500? 27,6. É mais do que a média dos últimos 10 anos, 22,8. E bem mais do que série de longo prazo (desde 1950), de 19. 

No Brasil é o contrário. P/L de 8,6, contra uma média maior, de 10,5, para os últimos 20 anos.

Em outros países emergentes, a situação é parecida. E tal como o Brasil eles têm recebido mais dinheiro de fora. Tanto dinheiro que as bolsas de alguns países latino americanos estão até mais exuberantes do que a nossa no ano: 

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Mas o fato é que os movimentos de mercado e de câmbio se retroalimentam. Quando cresce o fluxo de dólares para as bolsas dos emergentes, aumenta a oferta de dólares nesses países. E a moeda americana desvaloriza. É justamente o que está acontecendo: 

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Seja como for, a negociação de BDRs é relativamente pequena na B3. Um levantamento da Quantum Finance mostra que as Mag 7 movimentam algo entre 100 mil e 200 mil negócios por dia. Trata-se de um patamar equivalente ao de empresas brasileiras menos expressivas, que ficam de fora do ranking das 100 mais negociadas.

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Justiça decreta falência da Oi e mantém operação provisória de serviços essenciais

A Justiça do Rio de Janeiro decretou nesta segunda-feira (10) a falência do Grupo Oi, pondo fim à segunda tentativa de recuperação judicial da ex-“campeã nacional” das telecomunicações. A notícia fez as ações da Oi, já com pouca liquidez, despencarem 35%, para R$ 0,18.

A decisão, assinada pela juíza Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial da Capital, atinge a Oi, Portugal Telecom International Finance (PTIF) e Oi Brasil Holdings Coöperatief U.A., e reconhece a situação de “insolvência técnica e patrimonial” do grupo.

O pedido partiu do próprio gestor judicial da companhia, o advogado Bruno Galvão Souza Pinto de Rezende, que na sexta-feira já havia solicitado o reconhecimento do estado de insolvência. A própria Oi admitiu, nos autos, que não tinha mais condições de cumprir o plano aprovado em seu segundo processo de recuperação judicial, nem de gerar fluxo de caixa suficiente para honrar todas as dívidas.

Em outubro, a dívida com fornecedores não sujeitos à recuperação chegou a cerca de R$ 1,7 bilhão, acima dos R$ 1,5 bilhão informados inicialmente e muito distante da receita mensal em torno de R$ 200 milhões que a companhia tem hoje. O gestor, então, classificou o cenário como insustentável.

Na decisão, a juíza afirma que “não há mais surpresas quanto ao estado do Grupo em recuperação judicial. A Oi é tecnicamente falida”. Segundo ela, a empresa descumpriu obrigações previstas no plano de recuperação homologado em 2024 e também deixou de pagar dívidas extraconcursais, enquadrando-se nas hipóteses do artigo 73, incisos IV e VI, da Lei 11.101/2005, que tratam do descumprimento do plano e da “liquidação substancial” por esvaziamento patrimonial em prejuízo de credores.

A magistrada critica o “aditamento” ao plano apresentado pela Oi neste ano, usado pela companhia como justificativa para interromper pagamentos. Ela observa que a proposta continha cláusulas ilegais apontadas pelo Ministério Público e, mesmo se viesse a ser aprovada, não teria capacidade de reverter a situação de insolvência.

Paralelamente, a empresa buscou um Chapter 11 nos Estados Unidos para repactuar dívidas extraconcursais e liberar garantias, numa estratégia que a juíza descreve como contrária à legislação brasileira e que, na prática, prolongou artificialmente a vida de uma companhia já inviável.

As operações da Oi continuarão provisoriamente para garantir a manutenção dos serviços essenciais e a liquidação ordenada dos ativos da companhia. A Oi oferece serviços integrados de telefonia fixa, banda larga e TV por assinatura. Ela tinha cerca de R$ 35 bilhões (US$ 6,6 bilhões) em dívida bruta no segundo trimestre, de acordo com seu balanço.

O despacho também traz um diagnóstico duro sobre o modelo de negócios que restou da antiga supertele. De acordo com os relatórios da administração judicial e do observador do juízo, a Oi passou a depender quase exclusivamente da venda e da oneração de ativos, além da contratação de novos empréstimos, para se manter em funcionamento. “Não houve um momento sequer em que a atividade empresarial se mostrasse bastante para mantê-la”, registra a juíza, que conclui que já não há mais “empreendedorismo, criação de empregos, função social”, mas um “arremedo de empresa” utilizado como subterfúgio para a dilapidação de um patrimônio que já foi vasto.

A saga financeira da Oi

Os problemas da companhia se estendem por mais de uma década, começando com seu pedido de recuperação judicial de então R$ 65 bilhões — um recorde à época — em 2016, em um tribunal do Rio de Janeiro. Aquele pedido, vindo da então quarta maior operadora de telefonia móvel do Brasil, causou choques no sistema financeiro, que já estava sob pressão devido a uma recessão profunda que vinha afetando empresas em todo o país.

Com cerca de metade de sua dívida nas mãos de credores internacionais, o processo envolveu a criação de dois grupos de bonistas opositores, com nomes como Aurelius Capital Management e GoldenTree Asset Management, além de credores como o China Development Bank. O processo também acionou pagamentos de cerca de US$ 14 bilhões em contratos de swap de crédito (credit default swaps).

Seu primeiro processo de recuperação judicial foi concluído em dezembro de 2022. Apenas alguns meses depois, a Oi voltou a pedir proteção contra credores para evitar um cross default e o vencimento antecipado de suas obrigações, à medida que continuava a enfrentar dívida crescente e queima persistente de caixa. Outros fatores, na época, incluíam um súbito aumento das taxas de juros no Brasil e a perda contínua de clientes de telefonia fixa ao longo dos últimos anos.

Vendas de ações da Oi se intensificam à medida que problemas financeiros se agravam
Em ambos os pedidos feitos no Brasil, a Oi adotou medidas semelhantes nos Estados Unidos, onde entrou com pedido de Chapter 15, um processo auxiliar em que o tribunal americano reconhece o procedimento estrangeiro e lhe confere efeitos conforme a lei local aplicável.

Mas as tensões aumentaram em julho passado, depois que a Oi pediu o encerramento desse processo, afirmando em um documento que ainda estudava opções, que poderiam incluir o pedido de recuperação sob o Chapter 11 do Código de Falências dos EUA.

A ideia era que a Oi tentasse acessar até US$ 70 milhões em novo financiamento DIP (debtor-in-possession), após já ter recebido aprovação para US$ 400 milhões em dezembro de 2023.

Mas um fornecedor apoiado por fundos geridos pelo Banco BTG Pactual contestou a possibilidade de a Oi buscar proteção sob o Chapter 11, argumentando que a legislação brasileira proíbe que uma empresa recorra à proteção judicial contra credores mais de uma vez em um período de cinco anos. O debate jurídico girava em torno do que o tribunal confirmou ser uma tentativa inédita de conduzir processos de falência no Brasil e nos EUA sem que um tivesse prioridade sobre o outro.

Um tribunal americano havia sugerido que a Oi entrasse em um processo de mediação com o fornecedor no Brasil. Enquanto isso, um juiz brasileiro, no fim de agosto, recomendou que o tribunal dos EUA aguardasse uma decisão local antes de decidir se cancelaria ou não o Chapter 15. A Bloomberg News informou em agosto que a companhia buscaria o Chapter 11 assim que o processo de Chapter 15 fosse encerrado.

Próximos passos

Em seu texto, a juíza afirma que o quadro atual do Grupo Oi se aproxima da doutrina de “deepening insolvency”, abrindo espaço para eventual responsabilização de administradores e controladores por danos causados com o prolongamento da crise.

Apesar da decretação da falência, a sentença preserva, em caráter provisório, a operação da Oi Soluções e de estruturas associadas, como Serede e Tahto. Essas unidades concentram cerca de 4,6 mil contratos com órgãos públicos e 10 mil contratos com empresas privadas, responsáveis por serviços de dados, voz, IoT e infraestrutura de telecomunicações em todo o país.

Entre os clientes estão sistemas críticos, como as comunicações do CINDACTA (em transição para a Claro), conectividade de agências bancárias e lotéricas da Caixa, ministérios, universidades, Judiciário e telefones públicos em milhares de localidades onde a Oi é a única prestadora.

Com base em parecer da gestão judicial, a juíza entende que “a manutenção dos serviços de conectividade em processo de transição pode ser garantida de forma eficiente e integral, em um modelo de continuação provisória das atividades”, usando o caixa operacional mensal da companhia, enquanto o passivo concursal e extraconcursal é levado para a relação de credores a ser tratada na liquidação.

A mesma decisão confirma Bruno Rezende como administrador e gestor judicial único da massa falida, concentrando nele a condução tanto da liquidação quanto da operação provisória dos serviços essenciais. A Oi já vinha sendo administrada pelo interventor e por um comitê de transição, depois que sua diretoria e seu conselho de administração foram afastados por decisão judicial em setembro.

O plano inicial, segundo o relatório do gestor, é organizar uma liquidação “ordenada”, com a alienação da unidade produtiva que concentra esses contratos estratégicos – o que ajudaria a preservar empregos, assegurar continuidade dos serviços e, ao mesmo tempo, maximizar o valor de ativos em benefício dos credores, com destaque para a prioridade de pagamento aos trabalhadores.

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Oi aponta possível insolvência e pede continuidade provisória da operação

Outrora maior companhia de telecomunicações brasileira, a Oi informou nesta sexta-feira (7) que, devido a uma decisão judicial da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, o grupo pode estar em estado de insolvência. Em outras palavras, a companhia está reconhecendo que seu patrimônio total é insuficiente para arcar com suas obrigações previstas no processo de recuperação judicial em vigor.

Segundo a Oi, o gestor judicial, Bruno Rezende, propõe que as atividades do grupo continuem provisoriamente até a transferência completa dos serviços atualmente sob a responsabilidade da empresa. Essa medida tem como intuito manter a estrutura operacional para garantir a execução dos serviços até que a transição seja concluída. A companhia está em processo de recuperação judicial desde março de 2023, após escapar de uma primeira RJ iniciada em 2016.

A telecom enfrenta há anos um cenário de crise financeira. A companhia terminou 2024 com uma dívida bruta (valor de face) de R$ 37,5 bilhões. Em crise desde 2016, a empresa vendeu ativos como sua rede móvel e infraestrutura de fibra óptica para focar na operação de internet de alta velocidade.

Mesmo assim, em agosto de 2025, a Oi teve sua participação na V.tal reduzida para 27,26% após a emissão de novas ações da subsidiária, impactando sua estratégia de reestruturação em meio a um cenário financeiro desafiador.

Disclaimer: Este texto foi escrito por um agente de inteligência artificial a partir de informações oficiais e de bases de dados confiáveis selecionadas pelo InvestNews. O trabalho foi revisado pela equipe de jornalistas do IN antes de sua publicação.

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Investidores apostam forte que essas 8 ações vão cair. Mas o tiro pode sair pela culatra. Entenda

“Vender a pele do urso antes de caçar o urso”. É por causa dessa frase da Europa medieval chamam um mercado em queda de bear (o bull, para os momentos de alta, veio depois, como uma contraposição zoológica).

A frase medieval diz respeito a vender algo que você não possui. “Venda a descoberto”. E isso existe no mercado de ações praticamente desde o Dia 1, lá no século 17. Quem aposta que uma ação tal vai despencar faz venda a descoberto. Se a queda acontecer mesmo, você, apostador, ganha dinheiro.

Como vender algo que você não tem? Você aluga de quem tem e vende. Quando o preço cai, você compra de volta no mercado, devolve para o dono, e embolsa a diferença. Você faz dinheiro a partir do nada.

Isso é impossível no mercado de apartamentos ou de carros, claro. Na verdade, em qualquer mercado. Menos um: no mercado financeiro. Esse é o único no qual a modalidade de alugar coisas para vender faz parte do jogo. Para saber quais são as ações mais vendidas a descoberto, então, é só olhar para a lista das ações mais alugadas. Existem alguns outros critérios adicionais, mas o ponto de partida é esse.

Se você não é familiarizado com a mecânica da venda a descoberto, o intertítulo ali embaixo explica tudo direitinho. De outra forma, pode seguir por aqui mesmo.

A Quantum Finance fez um levantamento a pedido do InvestNews, com base no fechamento de mercado de de 31 de outubro. Ela detectou que oito empresas da B3 estavam com mais mais de 15% de suas ações em circulação (o free float) alugadas no dia 31 de outubro.

Trata-se de um nível particularmente alto, que mostra a existência de muitas apostas na queda de cada um desses papeis. Eis a lista:

Ação% do free float alugado
Gol63,1%
MBRF (antiga Marfrig)34,8%
Auren23,9%
Vamos18,3%
Casas Bahia18,1%
Ambipar15,7%
Intelbras15,7%
Simpar15,5%
Fonte: Quantum Finance.

As ações aqui contam histórias diferentes entre si, vale ressaltar.

A Gol, por exemplo, concluiu um processo de recuperação judicial nos EUA em junho deste ano e está prestes a sair da bolsa. O free float está em menos de 1%, abaixo do mínimo exigido pela bolsa. Ou seja, um grupo minúsculo de investidores está com esses papéis nas mãos. Quaisquer posições vendidas são suficientes para explicar esse número tão grande.

O caso da Ambipar também é único. Nunca é demais relembrar a total quebra de confiança do mercado com a empresa desde que ela pediu proteção contra credores por problemas financeiros deflagrados por operações de derivativos.

O free float da Ambipar é de 33%. Até o começo de setembro, antes de pedir proteção contra os credores, a ação chegou a subir 17%. Desde então, foi escada abaixo: a companhia entrou em recuperação judicial e o papel, que chegou a custar R$ 14, vale centavos hoje. Com uma queda desse tamanho, há quem se aventure para ganhar um pouco mais com movimentos de curto prazo. Pura especulação.

A MBRF já tem outra situação. Nesse caso, o motivo para tanta gente esperar uma queda dela são as incertezas envolvendo a fusão das empresas que deram origem a ela: a Marfrig e a BRF. A combinação dos negócios foi em maio e o papel só caiu desde então. A baixa chegou a 10%. A promessa da empresa é “sinergia e eficiência”. Para os investidores, porém, não ficou claro de onde isso virá. E incerteza também tem um preço – apostar na queda da ação, por exemplo.

Como funciona

Vamos dizer que uma ação esteja valendo R$ 10 e você acredita que ela vai cair mais. Então parte para uma venda a descoberto. Você aluga 10 mil ações no mercado – pagando uma pequena taxa por esse empréstimo – e vende tudo, na hora. Você embolsa R$ 100 mil.

Vamos dizer que o plano deu certo: o papel caiu para R$ 8. Você recompra as 10 mil ações por R$ 80 mil, devolve ao dono e fica com a diferença. Descontando o custo do aluguel, algo como R$ 800 se você ficar um mês com as ações, no nosso exemplo, o lucro será de R$ 19,2 mil.

Para efeitos práticos, você transforma R$ 800 (a taxa de aluguel) em R$ 19,2 mil. Lucro de 2.300%. É por abrir esse tipo de possibilidade que o mercado de venda a descoberto segue pujante há 4 séculos.

Mas essa moeda tem um outro lado, lógico.

Se os ventos do mercado sopram na direção contrária e o papel sobe para R$ 12, você precisa recomprar por R$ 120 mil para devolver o papel. Prejuízo de R$ 20 mil, mais a taxa de aluguel.

Agora imagine vários investidores na mesma situação. Conforme o preço sobe, muitos tentam recomprar as ações ao mesmo tempo para limitar o prejuízo. Essa corrida só faz o preço subir ainda mais. A cada nova alta, a pressão aumenta.

Mais. O próprio mercado percebe que, num caso como esse, a massa de vendidos garante demanda para as ações. Aí mais gente começa começa a comprar, jogando os preços ainda mais para cima. E o que temos aí é um short squeeze – quando o mercado “espreme” (squeeze) quem fez a venda a descoberto (o short sell).

O caso mais célebre de short squeeze dos últimos anos aconteceu nos EUA, em janeiro de 2021. Ele fez com que as ações de uma loja de games, a Game Stop, subisse 2.700% em um mês.

O fato de muita gente apostar na queda de uma ação não significa necessariamente que o investimento nela seja ruim. Papéis entram e saem dessas listas, que têm caráter meramente especulativo. Tampouco há qualquer garantia de que possa vir um short squeeze. Aqui, estamos mais no terreno das apostas do que dos investimentos. Por mais que esse jogo aconteça dentro das bolsas de valores.

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No embalo do otimismo global, Ibovespa marca novo recorde

O Ibovespa renovou o recorde de pontos dentro da sessão desta segunda-feira (27). Após a sinalização de que começa a ser encaminhado um acordo comercial entre os Estados Unidos e a China, os investidores voltaram a deixar uma parte do conservadorismo de lado e a buscar mais retornos em mercados considerados mais arriscados, como o Brasil.

A melhora nos conflitos comerciais é positiva porque retira incertezas do horizonte e abre perspectivas mais otimistas para a economia global. Com isso em vista, o Ibovespa renovou o recorde intradiário (dentro da sessão) em 147.976 pontos.

Perto das 14h50, o principal índice da B3 subia 0,50%, aos 146.904 pontos. Se fechar nesse nível, o indicador quebrará o recorde de fechamento pela oitava vez em 2025.

O movimento de alta se espalha pelas bolsas de todo o mundo. Os mercados emergentes, no geral, são os que mais têm se beneficiado da trégua nas inúmeras frentes da guerra de tarifas promovida pelo governo americano. O índice MSCI Emerging Markets, que acompanha a variação de um portfólio com 1,2 mil empresas de 24 países emergentes, tem avanço de 1,35%.

Em outras praças, o desempenho também é positivo. O S&P/BMV IPC, do México, sobe 1,17%, enquanto S&P CLX IPSA, do Chile, avança 0,36%. Na Ásia, o mercado também já antecipava o movimento positivo pelo mundo – o Hang Seng, de Hong Kong, por exemplo, subiu 1,05%.

No domingo (26), os principais negociadores comerciais das superpotências econômicas disseram ter chegado a um entendimento preliminar sobre uma série de pontos delicados. Isso prepara o terreno para que os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, da China, finalizem um acordo em uma reunião marcada para a quinta-feira (30).

Caso os dois líderes consigam um entendimento concreto, sairá de cena o principal fator que tem abalado os mercados globais nos últimos meses. Na última escalada das tensões comerciais, em 10 de outubro, Trump anunciou um aumento de tarifas para 100% sobre todos os produtos chineses.

Entre as economias latino-americanas, a Argentina vive nesta segunda-feira uma situação particular. A vitória quase inesperada do partido do presidente Javier Milei nas eleições legislativas de meio de mandato no domingo (26) deu ao mandatário um novo impulso em sua busca de reformas.

A vitória tirou do radar dos investidores uma das maiores incertezas políticas recentes no país: a de que a agenda liberal do governo fosse barrada por um Congresso de maioria oposicionista. Como resultado, o S&P Merval, principal índice da bolsa argentina, dispara 20,50%. O peso argentino sobe 4,62% em relação ao dólar, para 1.412,45 pesos por unidade da moeda americana – movimento de destaque entre as divisas globais.

No Brasil, os investidores também se apoiam na avaliação positiva sobre o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump em Kuala Lumpur, na Malásia, durante a cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).

A conversa marcou a primeira reunião oficial entre os dois governantes desde o início da atual crise diplomática. A reunião, que durou 45 minutos, foi considerada pelos dois lados como produtiva. Agora, a expectativa é por movimentos concretos de costura de acordos em novas reuniões entre representantes dos países.

No mercado de câmbio, o dólar vive um dia de fraqueza frente a outras divisas. O Índice Dólar (DXY), que acompanha a variação da moeda americana na comparação com as seis principais moedas do comércio internacional, recua 0,07%, para 98,88 pontos. Frente ao real, a queda é de 0,27%, cotada a R$ 5,3720; ante o peso mexicano, a baixa é de 0,23% e, contra o yuan, o recuo é de 0,15%.

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‘Regime Fácil’: B3 abre caminho para pequenas empresas acessarem mercado de capitais

A B3 deu um novo passo no trabalho de estimular que as companhias de menor porte acessem o mercado de capitais: a implementação do Regime Fácil (Facilitação do Acesso a Capital e de Incentivos a Listagens), iniciativa da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em parceria com a bolsa que facilita regras para pequenas e médias companhias abrirem capital.

O regime admite a listagem de ações e títulos de dívida – como debêntures e notas comerciais – e é voltado a empresas com faturamento bruto anual de até R$ 500 milhões. Para participar, a companhia deve ser uma sociedade anônima, ter conselho de administração e cumprir um arcabouço mínimo, como ter um formulário de referência mais simples, chamado de “formulário Fácil”.

As demonstrações financeiras devem ser auditadas, mas a empresa pode optar por uma divulgação somente anual e semestral, sem revisão trimestral, o que reduz custos.

A CVM lançou a consulta pública para instituir o Regime Fácil em 2024 e publicou as resoluções sobre o tema em julho deste ano. A iniciativa começa a vigorar a partir de 2 de janeiro de 2026, quando as companhias já poderão chegar ao mercado. O registro de companhia aberta também pode ser automático: em vez de dois pedidos, para a CVM e B3, a empresa ingressa pela bolsa e é automaticamente reconhecida pela autarquia.

A iniciativa acontece em um momento de seca prolongada de IPOs, as ofertas iniciais de ações. Para facilitar a chegada das empresas de menor porte, as ofertas serão flexíveis. É possível seguir um modelo semelhante ao IPO, com coordenador e colocação para investidores institucionais e pessoas físicas, ou com dispensas e alocação para um único investidor profissional ou grupo pequeno, com oferta direta, procedimento especial criado para o regime. No rito simplificado, há limite de captação de R$ 300 milhões por ano.

Os títulos serão negociados no mesmo ambiente da B3, com visibilidade e acesso para todo o público, incluindo investidores de varejo. Para identificação, o nome de pregão das companhias terá um sufixo que sinaliza adesão ao Regime Fácil.

A B3, no passado, já havia realizado uma iniciativa com o mesmo modelo, o Bovespa Mais. Segundo Flavia Mouta, diretora de Emissores e Relacionamento da B3, o que muda agora é que o mercado está mais maduro para receber uma iniciativa desse modelo. “É uma tentativa que parece mais adequada ao cenário atual”, diz.

Diversas empresas na bolsa já podem, pelo seu porte, participar do novo programa. A migração para o Regime Fácil pode ser proposta pela companhia, mas deve ser aprovada em assembleia de acionistas. A migração traz dispensas regulatórias, mas sujeita a empresa ao limite de oferta.

Até aqui, segundo Mouta, a procura por migração foi reduzida, mas diversas conversas com empresas estão em curso para “destravar” operações no ano que vem. Ela afirma que, pelas conversas, a procura no segmento de renda fixa está mais aquecida do que para ações, mas não citou nomes e nem números de companhias interessadas.

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Um grande ano para as ações dos EUA? Nem tanto, comparado ao resto do mundo

Confira o ranking dos índices de ações com melhor desempenho neste ano — e os Estados Unidos não aparecem nem no Top 10. Nem no Top 25. Dobre essa lista, e o S&P 500 ainda estará ausente. É preciso chegar até a 66ª posição para o índice mais valioso do mundo aparecer — atrás até do Athex, da Grécia, e do TA-35, de Israel. É uma das piores performances relativas desde a crise financeira global.

A subperformance é ainda mais surpreendente considerando a alta de 11% do S&P 500 em 2025, com múltiplos recordes históricos. Mesmo assim, o índice americano fica atrás de outros mercados desenvolvidos, como o DAX da Alemanha e o Nikkei 225 do Japão, e também de índices da Coreia do Sul, Espanha e Gana, quando medidos em dólares.

Dólar cai e impulsiona bolsas estrangeiras

Esse último detalhe é crucial — embora não determinante. O dólar caiu 7,3% neste ano, o que ajudou a inflar os retornos de bolsas estrangeiras em termos de dólar. Esse é o principal fator por trás de ganhos de pelo menos 39% em países como Colômbia e Marrocos.

Mas mesmo em moeda local, o S&P 500 ocupa apenas a 57ª posição, um desempenho pouco condizente com um índice que abriga as seis empresas mais valiosas do mundo, além de gigantes como Coca-Cola, McDonald’s e Walt Disney.

Participantes do mercado afirmam que a fraqueza reflete também uma mudança de mentalidade entre investidores estrangeiros, que passaram a mirar “campeões domésticos” à medida que o presidente Donald Trump intensifica sua guerra comercial global. As tensões aumentaram na sexta-feira, quando ele renovou ameaças de tarifas à China. Mesmo dentro dos EUA, investidores estão sendo mais seletivos, focando em big techs em vez de índices amplos.

Some-se a isso uma crescente preocupação com a estabilidade política e fiscal do país. O pacote de gastos e cortes de impostos de Trump deve ampliar o déficit. O governo está paralisado desde o início de outubro, o presidente tem ameaçado a independência do banco central e as decisões de investimento público tornaram-se menos técnicas e mais políticas.

Esses fatores abalaram a confiança na economia americana, enfraqueceram o dólar e impulsionaram uma disparada no preço do ouro. Embora os rendimentos dos Treasuries de longo prazo não tenham subido na mesma proporção, permanecem elevados em relação aos últimos anos.

A deterioração fiscal dos EUA e a crescente incerteza política estão corroendo a confiança dos investidores, enfraquecendo o dólar e levando à busca por oportunidades fora do mercado americano, disse Jasmine Duan, estrategista sênior do RBC Wealth Management Asia.

Naturalmente, analistas há anos preveem uma rotação das ações dos EUA para o resto do mundo — previsões que raramente se concretizam. A recente queda do dólar desacelerou nas últimas semanas, à medida que tensões políticas aumentam em países como França, Japão e Argentina.

E embora o S&P 500 esteja bem atrás dos três líderes — Gana, Zâmbia e Grécia, todos com altas de pelo menos 61% — sua valorização de 11% em 2025 criou cerca de US$ 6 trilhões em valor de mercado, o equivalente a mais de um terço de toda a capitalização do índice europeu Stoxx 600.

Os EUA também vêm de dois anos consecutivos de ganhos acima de 20%, superando com folga índices como o Euro Stoxx 50 e o Nikkei 225. Considerando o período de 2022 a 2024, o S&P 500 ocupava o 10º lugar global em desempenho.

Europa e Ásia ganham espaço

Ainda assim, há razões claras para o avanço das bolsas fora dos EUA. As taxas de juros na Europa estão pela metade das americanas, o que garante financiamento mais barato às empresas. Além disso, as companhias negociam a valuations cerca de 35% menores que as dos EUA.

Na Alemanha, a Rheinmetall AG mais que triplicou de valor, impulsionando o DAX a uma alta de 22%, após o governo prometer mais gastos em defesa. Bancos europeus, antes defasados, foram revitalizados — o Banco Santander, na Espanha, quase dobrou de valor.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi subiu 50% no ano, à medida que investidores apostam que a nova política de incentivo a acionistas aumentará retornos. O país, destaque na fabricação de chips, tem campeões nacionais em inteligência artificial — como Samsung Electronics e SK Hynix, que se valorizaram após fechar acordos de fornecimento com a OpenAI.

A Ásia tem sido uma ótima plataforma de diversificação de portfólio e de busca por alfa dentro das classes de ativos, afirmou Sophie Huynh, gestora da BNP Paribas Asset Management.

No Japão, a expectativa de um novo premiê com postura pró-estímulo levou o mercado a recordes históricos. As ações da SoftBank Group dispararam 142%, puxando o Nikkei 225. Fabricantes de equipamentos de defesa, como Mitsubishi Heavy Industries e Japan Steel Works, também subiram com o otimismo sobre novos gastos públicos.

Gestores globais voltaram à China após anos de aversão, atraídos pelos avanços em alta tecnologia. Os planos da Alibaba para investir mais em IA e a ambição da Huawei de desafiar a Nvidia ajudaram as ações chinesas a registrar sua melhor sequência mensal desde 2018. O índice Hang Seng Tech acumula alta de 40% no ano — mais que o dobro do Nasdaq 100.

A forte recuperação do S&P 500 desde abril elevou as avaliações a níveis que preocupam e incentivam a diversificação. O índice negocia a 22 vezes o lucro projetado, um prêmio de 46% em relação ao resto do mundo. É também notoriamente concentrado: as gigantes de tecnologia e empresas correlatas respondem por mais de um terço do peso total.

Uma valorização de 53% desde o fim de 2022 deixou investidores estrangeiros superexpostos aos EUA.

Os investidores deveriam reequilibrar suas carteiras, realizando lucros nos EUA e aumentando a exposição à Europa, Ásia e emergentes, disse Kristina Hooper, estrategista-chefe da Man Group, o maior hedge fund listado em bolsa do mundo. Os EUA continuarão atrás dos outros mercados.

Por ora, os estrangeiros seguem comprando ações americanas em ritmo recorde, conforme o medo de recessão diminui. Isso faz sentido, já que as grandes protagonistas da febre da IA — como a Nvidia — estão sediadas lá.

Mas muitos estão redirecionando recursos. Uma pesquisa do Bank of America mostrou que, em setembro, investidores globais estavam com posição líquida 14% abaixo do peso médio em ações dos EUA, enquanto estavam 15% acima na zona do euro e 27% acima em emergentes.

Há também sinais de que os estrangeiros estão mais seletivos — e não é difícil entender por quê: apenas seis ações responderam por mais da metade dos ganhos do S&P 500 neste ano. Um índice alternativo, que elimina o viés de capitalização, sobe apenas 5,6% em 2025.

Os últimos dois anos foram apenas sobre os EUA, porque os lucros das techs dispararam enquanto o resto do mundo andava de lado, disse Beata Manthey, chefe de estratégia de ações globais do Citigroup. Neste ano, a diferença entre o trade de IA e o resto do mundo diminuiu — e vai diminuir ainda mais em 2026. Há muito mais temas para escolher agora.

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