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I used Muse, Instinct, and Grok Bot to plan my European vacation. Meta's AI agent was my favorite.

Jay Eskenazi, who used Meta's Muse to help plan is European trip, is pictured.
Jay Eskenazi is traveling through France and Spain with the help of Meta's Muse.

Jay Eskenazi

  • Jay Eskenazi planned the itinerary for his trip to Europe with Claude and the Grok Bot.
  • Once he landed, Eskenazi said he realized Meta's Muse was the most helpful for travel planning.
  • "These are the things that a very seasoned travel agent from 30 years ago would've done for you," he said.

This as-told-to essay is based on a conversation with Jay Eskenazi. He lives in Los Angeles and worked in user experience for 19 years. It's been edited for length and clarity.

I'm in Paris, and I'm going to Barcelona tomorrow. The trip is three weeks.

I came here for the first time last year, and it was my first long trip by myself. Last year, planning it was very stressful, and I did a ton of research.

This year was the same thing, where I had these very long notes. At this point, everyone knows that you can go to any AI tool and say: "Hey, I'm going to City X, give me an itinerary for seven days."

I had this epiphany a few weeks ago, where I realized I had all these note files, bulleted stuff, and coffee shops to go to.

If someone gave you a list of five coffee shops and they were in five different cities, as someone who's not familiar with the terrain, you wouldn't necessarily know how to structure that in the course of the day. Which coffee shop goes with which museum?

So, instead of doing an itinerary, I was like: "Here's my notes. Put them together in an organized way for me. Structure them in a logical sequence."

I hadn't used Claude in a while, so I tried that a little. I use Grok a lot, and I just upgraded because I wanted to play with the Grok Bot. So, I made this really fancy itinerary. I kept iterating it. It did a really good job. Then I got here and was like, "It's not as good."

I'm naturally curious, so I tried out Muse. I think I must've gotten Muse two days before I left.

I was looking at this itinerary a couple of days ago and was like, "I don't like what it says tomorrow." So I opened Muse and asked for an afternoon itinerary. It spat out all of this stuff. I was like: "Oh! There's some new stuff in here."

These are really common scenarios. Maybe there are five museums you want to go to. It takes a lot of work: this museum's closed on Tuesday, this one's closed on Monday, and this one's free next Friday. The AI tools can structure that in a way that you would do if you had a thousand hours.

It's a small thing, but when you apply that to a thousand decision points, it does a really nice job of putting those things together.

Jay Eskenazi's Muse AI agent is pictured.
Jay Eskenazi said that Muse does what a "very seasoned travel agent from 30 years ago would've done for you."

Jay Eskenazi

If you're like: "Hey, I want to go get coffee, then I need something to do before I get lunch, then I want to go to the museum this afternoon." Most of the other AI tools will just give you the list. Then you're like, how do I get from place to place to place?

Muse would actually put it on a map with dots. I clicked a button, and it put it in Google Maps. I had this experience this weekend. None of the other tools did that.

I'm going to Barcelona tomorrow, and I'll get there in the evening. One of the reasons I picked it was because there's an annual festival. I timed it so I can be there for the core of the activities. But the main activities weren't published, even last week, because they're on some website in Spanish that didn't have the fully fleshed-out program.

In the hourlong Uber to Versailles, I was like, "What's the structure for Thursday?" It's able to pull that. It's got: this opens in the morning, this is free, this is mid-day, this is in the evening.

I don't know if ChatGPT would have it. Maybe it would, but it doesn't seem to output it in the same way. Also, I gave it access to my email, so it knows I'm leaving tomorrow. It has an idea tab that said, "I can map the opening night before you get there." It's proactive.

Jay Eskenazi's Muse agent is pictured.
Muse proactively offered to plan Jay Eskenazi's first night in Barcelona.

Jay Eskenazi

The other thing: I was indecisive about my plans over the last couple of days. What Muse was doing was checking the times to see what ticket availability looked like. It's doing this proactive thing for you, where it tracks it, because options are shrinking.

As a non-developer, I set up OpenClaw in February. That took a lot of time. I had a developer friend help me for hours. Then I had all these AWS bills I didn't understand. I'm asking it to give me a recipe; I don't know how many tokens that's going to cost. I ended up having to shut it down.

Muse is like OpenClaw for normies. If you're not a tech person, these things are useful because they do what an assistant would. Anyone could set this up.

It comes back to when I worked at Expedia. These are the things that a very seasoned travel agent from 30 years ago would've done for you. That would be a very expensive vacation for that level of service.

I also just got access to Instinct yesterday, because I was on the waitlist. I'm very curious, but you can't see exactly what it's doing. It had good ideas and gave me an itinerary, but it had to put them in a Google Doc. I was also confused because I don't remember what I told it, and it made personalized recommendations. I was like: "Wait, how did it know this?"

Muse just seems easier. It's very fast, and it feels more responsive.

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Na corrida do ‘agente de IA para chamar de seu’, Meta lança versão que pode custar até US$ 100 por mês

A Meta Platforms apresentou um novo agente de IA (inteligência artificial) projetado para executar tarefas em nome do usuário, em projeto que reflete a visão de Mark Zuckerberg de um futuro no qual cada pessoa terá um assistente de IA personalizado.

Chamado Muse, o novo agente compartilha o nome com a série de modelos que o laboratório de IA da Meta vem desenvolvendo e pode ajudar a automatizar uma variedade de tarefas.

A Meta oferecerá uma versão gratuita e outra paga do Muse.

O diretor de IA da Meta, Alexandr Wang, e David Singleton, que liderou a engenharia do agente pessoal, disseram esperar que a maioria das pessoas use a versão gratuita, mas usuários com necessidades mais intensivas poderão migrar para planos de US$ 20 ou US$ 100 mensais, que permitem utilizar maior capacidade de processamento.

A Meta afirmou que a ferramenta auxiliará em compras online, na aquisição de ingressos de cinema, no agendamento de compromissos como aulas de tênis e até no preenchimento de uma autorização para uma excursão escolar. O aplicativo será lançado para usuários nos Estados Unidos na próxima terça-feira (15).

Zuckerberg, cofundador do Facebook que transformou a Meta em uma gigante das redes sociais, fez uma distinção clara entre agentes empresariais e agentes pessoais voltados ao consumidor.

Ele disse enxergar a maior oportunidade para sua empresa no desenvolvimento desta última categoria.

Em um manifesto de 6.500 palavras publicado no mês passado, o CEO da big tech delineou sua visão para o avanço da tecnologia: “Todos terão um agente pessoal excepcionalmente capaz, que entende você, seus objetivos e tudo com que você se importa”, afirmou.

A Meta pretende, no futuro, oferecer o produto aos bilhões de pessoas que já usam seus aplicativos de redes sociais, incluindo Instagram, Facebook e WhatsApp.

“Esse é um dos princípios de design do produto: torná-lo muito fácil de usar e simples para o usuário cotidiano”, disse Wang em entrevista na terça-feira (8).

O agente pessoal de IA, desenvolvido ao longo de meses, foi projetado para funcionar em um computador virtual dedicado na nuvem. “Construímos uma arquitetura extremamente segura”, disse Wang.

Agente de IA consulta você, diz Meta

O Muse mantém um registro do que fez e do que planeja fazer, não compartilha dados com o sistema de publicidade da Meta e adota cautela na forma como recebe informações.

“O Muse consulta você constantemente antes de fazer qualquer coisa sensível ou importante”, acrescentou Wang.

Por exemplo, o Muse pede confirmação antes de realizar compras, segundo Wang, que usa seu próprio agente – batizado em homenagem a seu cachorro, Euler – para identificar e comprar móveis para decorar sua nova casa.

Em assuntos menos sensíveis, o Muse pode operar de forma autônoma, disse Wang. O agente ajuda o usuário a se organizar, sugere ideias de exercícios e auxilia no planejamento das refeições. “Eu realmente o uso como um segundo cérebro”, afirmou.

Assim como no caso do assistente pessoal de Wang, os usuários do Muse poderão dar um nome e um avatar ao agente, além de definir a forma como ele se comunica.

O agente poderá então se conectar a aplicativos, incluindo e-mail e rastreadores de atividades físicas, e continuar trabalhando em segundo plano para cumprir os objetivos definidos pelos usuários mesmo depois de eles fecharem o aplicativo.

A Meta vem promovendo uma ofensiva de contratações, recrutando alguns dos melhores profissionais de engenharia de IA do mundo para a unidade comandada por Wang, conhecida como Meta Superintelligence Labs, ou MSL.

No ano passado, a Meta contratou o principal executivo de modelos de IA da Apple, Ruoming Pang, e também recrutou importantes pesquisadores de IA da OpenAI.

Singleton, ex-diretor de tecnologia da Stripe e CEO da startup de IA Dreamer, entrou no MSL no início deste ano.

O Muse é alimentado pelo mais recente modelo de IA da Meta, o Muse Spark 1.3, e pode acessar de forma integrada outros aplicativos da companhia, como Instagram e WhatsApp.

Planos de até US$ 100

O Muse também está conectado ao Ticketmaster, à OpenTable e à suíte de serviços do Google, como Gmail, Google Calendar e Drive, entre outros.

Se o usuário tiver um serviço de que goste com uma API – interface de programação de aplicações –, “ele pode simplesmente pedir ao Muse que crie um conector personalizado para esse serviço”, disse Singleton.

“Mas, é claro, vamos continuar adicionando mais parcerias e serviços específicos.”

O Muse, da Meta, estará disponível para pessoas com 18 anos ou mais nos Estados Unidos, por meio do iOS, da Apple, ou do Android, do Google, além do site muse.ai e do aplicativo WhatsApp. No futuro, será integrado aos óculos de IA da Meta.

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Anthropic posted, then swiftly deleted, a $450,000 sales job aimed at its 'mega' customer Meta

Anthropic CEO Dario Amodei.
Anthropic CEO Dario Amodei.

Bloomberg/Getty Images

  • Anthropic posted a sales job directly targeting one of its biggest customers, Meta.
  • The AI lab took down the job posting after Business Insider asked about it.
  • Meta and Anthropic have a complicated relationship, as both pushing to develop frontier AI.

Anthropic posted — and then deleted — a job listing for a salesperson tasked with selling to Meta, its AI rival and one of its largest customers.

The listing, titled "Mega Account Executive, Meta," appeared on Anthropic's job board at a delicate moment for the companies' relationship.

Meta still spends hundreds of millions of dollars a month as Anthropic's customer, according to a recent New York Times report. But it's also trying to reduce its reliance on Anthropic's AI tools as Anthropic is shoring up its finances ahead of a massive initial public offering.

The post suggests Anthropic is betting Meta will remain a major customer even as Meta builds more capable AI models of its own.

After Business Insider asked Anthropic about the listing on Wednesday, the company pulled it down. Anthropic and Meta declined to comment.

Anthropic's job posting offered an annual salary of $380,000 to $450,000, and didn't mention Meta outside the title. It said the salesperson would "win new business and drive revenue within a book of strategic digital native accounts."

The listing stands out for its specificity. Other Anthropic account executive openings target broad regions or sectors, including startups in Europe, the Middle East, and North Africa, or the public sector in Southeast Asia.

Anthropic's AI coding tool, Claude Code, became popular across Silicon Valley, including at Meta, this year. One internal projection said Meta could spend $10 billion annually on Anthropic, the Times reported. Meta's head of AI product, Nat Friedman, told employees that if Meta decreased its reliance on Anthropic's tools, it could hit Anthropic's revenue as it approaches its IPO, the report said.

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Brasil 🇧🇷 é o terceiro emoji que mais cresceu no mundo – e a explicação não é o futebol

O Brasil apareceu em um lugar improvável entre os símbolos que mais ganharam espaço na internet global em 2025: o teclado do celular. A bandeira brasileira 🇧🇷 saltou 65 posições no ranking dos emojis mais usados no mundo e teve o terceiro maior crescimento do ano.

A explicação encontrada pelo New York Times não passou por futebol ou Carnaval, temas historicamente associados ao país, mas pela cultura gamer. O movimento parece pequeno diante do tamanho da internet, mas 185 milhões de brasileiros estão conectados, e algumas das principais plataformas digitais alcançam individualmente mais de 100 milhões de pessoas no país.

No WhatsApp, no TikTok, no YouTube e até no Reddit, o Brasil aparece com destaque não só pelo tamanho da audiência mas por comportamentos que destoam de outros mercados.

Isso ajuda a explicar por que empresas globais olham cada vez mais para o país para além do rótulo de grande mercado consumidor.

Bandeira do Brasil em alta

A bandeira brasileira 🇧🇷 terminou 2025 na 122ª posição entre os emojis mais usados no mundo, segundo levantamento citado pelo jornal americano. Um ano antes, ocupava o 187º lugar. Foram 65 posições de avanço, com alta de 70% em sua participação no total de emojis utilizados.

Entre os emojis com participação mínima de 0,1% analisados pelo New York Times, somente a flor murcha 🥀, com crescimento de 190%, e o coração feito com os dedos 🫰, com 109%, avançaram mais. A bandeira dos Estados Unidos, para fins de comparação, caiu 47 posições.

Levantamento New York Times/Divulgação

O levantamento partiu de uma amostra anônima de 665 milhões de emojis usados globalmente no Gboard, teclado do Google em aparelhos Android, e contou com análise de fóruns do Reddit para buscar padrões de linguagem.

O Times associou o avanço do emoji da bandeira brasileira à cultura gamer – um terreno em que o Brasil já tem escala.

Segundo a Pesquisa Game Brasil 2026, 75,3% dos brasileiros consomem jogos digitais. No PC, League of Legends aparece como o título favorito, enquanto Counter-Strike, LoL, Valorant e Free Fire seguem entre os principais nomes do cenário competitivo brasileiro.

Fora dos games, o Digital 2026: Brazil, do DataReportal, estima 185 milhões de usuários de internet no Brasil, equivalentes a 86,9% da população, e cerca de 150 milhões de identidades ativas em redes sociais – 70,4% dos habitantes.

Nas plataformas, o alcance publicitário potencial no Brasil é de:

  • 150 milhões de pessoas no YouTube;
  • 147 milhões no Instagram;
  • 131 milhões de adultos no TikTok.

Reddit cresce no Brasil e entra na trilha do emoji

O Reddit tem presença menor no Brasil, mas cresceu rapidamente entre seus fóruns. No fim de 2025, a ferramenta publicitária da plataforma indicava alcance potencial de 19,9 milhões de pessoas no país — quase o mesmo registrado na França, de 20,5 milhões, e acima de mercados como Itália, Japão, Espanha e México.

Dados fornecidos pelo próprio Reddit à Exame mostram que o número de usuários ativos semanais no Brasil cresceu 95% no primeiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior. Nos Estados Unidos, maior mercado da plataforma, a alta foi de 18%.

O Reddit também foi usado pelo New York Times para investigar como diferentes gerações adotam emojis.

Para o jornal, símbolos digitais funcionam como marcadores de pertencimento a grupos e subculturas – ambientes em que novas formas de comunicação costumam surgir antes de alcançar públicos maiores.

O ‘Zap Zap’ que chamou a atenção de Zuckerberg

Nenhuma plataforma deixa essa particularidade brasileira tão explícita quanto o WhatsApp. A Meta não divulga atualmente quantos usuários do aplicativo estão no Brasil, mas executivos da companhia colocam o país entre seus principais mercados.

Em 2024, durante o Meta Conversations, em São Paulo, Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta, destacou que brasileiros enviavam mais figurinhas, participavam mais de enquetes e mandavam quatro vezes mais mensagens de voz do que usuários de qualquer outro país.

O CEO disse ainda que o Brasil havia transformado o “Zap Zap” em algo próprio.

“A criatividade dos brasileiros no WhatsApp é realmente inspiradora, e nós queremos facilitar para que as pessoas façam ainda mais no WhatsApp”, afirmou Zuckerberg durante o evento.

A Pesquisa WhatsApp no Brasil 2026, do Opinion Box, aponta que 77% dos entrevistados conversam com marcas e empresas pelo aplicativo e que sete em cada dez já compraram produtos ou contrataram serviços por ali. Outros 37% afirmam deixar o WhatsApp aberto durante todo o dia.

No fim de 2025, o Instagram, também da Meta, alcançava potencialmente 147 milhões de brasileiros por publicidade, avanço de 8% em um ano.

YouTube: impacto econômico

No YouTube, um estudo da Oxford Economics divulgado pela plataforma em 2026 estima que o ecossistema criativo contribuiu com mais de R$ 6 bilhões para o PIB do Brasil em 2025 e sustentou mais de 150 mil postos de trabalho, direta e indiretamente.

O Brasil já reúne mais de 100 mil canais com pelo menos 100 mil inscritos e mais de 10 mil acima da marca de 1 milhão. Mais de 85% do tempo de exibição de conteúdos produzidos por canais brasileiros vem do próprio público do país, segundo o YouTube.

Entre pequenas e médias empresas brasileiras que mantêm um canal na plataforma, 71% dizem que o YouTube é essencial para o crescimento do negócio. Em julho de 2025, mais de 25 milhões de usuários brasileiros fizeram buscas relacionadas a compras dentro do YouTube.

No fim de 2025, as ferramentas publicitárias do Google apontavam alcance potencial de 150 milhões de pessoas no Brasil, equivalente a 81,1% dos internautas brasileiros. Em números absolutos, o país estava praticamente empatado com a Indonésia e atrás apenas de Índia e Estados Unidos.

TikTok: 134 milhões de usuários

O apelo de redes sociais junto aos brasileiros parece ser universal. O TikTok, da chinesa ByteDance, tinha 134 milhões de usuários ativos mensais no Brasil em março de 2026, o que define o país como um de seus maiores mercados globais.

Segundo estudo da LCA Consultoria divulgado pelo TikTok, a atividade associada aos investimentos de pequenas e médias empresas em publicidade na plataforma adicionou entre R$ 18,6 bilhões e R$ 37,3 bilhões ao PIB brasileiro em 2025.

O levantamento calcula ainda que essa atividade sustentou entre 223 mil e 447 mil empregos.

Entre os empreendedores pesquisados, 52% afirmaram que o TikTok ajuda a alcançar novos mercados. Outros 69% usam a rede para conteúdos relacionados aos negócios, 62% para acompanhar tendências e 57% para desenvolver habilidades de marketing digital.

O crescimento também virou comércio dentro da própria plataforma. Dados do TikTok Shop mostram que 57,8% dos usuários pesquisados concluíram uma compra depois de descobrir um produto no aplicativo.

Pelas ferramentas publicitárias da plataforma, o alcance potencial no Brasil já havia crescido 17,6% entre o fim de 2024 e o fim de 2025, chegando a 131 milhões de adultos.

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Conheça o superiate de US$ 300 milhões de Mark Zuckerberg, envolvido em controvérsia sobre pedido de socorro no mar

Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta, não economiza quando o assunto é luxo. Um dos principais símbolos dessa ostentação é o Launchpad, superiate avaliado em cerca de US$ 300 milhões.

Nos últimos dias, porém, a embarcação ganhou destaque por um motivo diferente. Segundo relatos, o iate não teria respondido a um pedido de assistência de um barco que ficou sem combustível na costa do Alasca.

Embora haja controvérsias sobre a obrigação legal de prestar socorro naquele caso, uma coisa parece consenso: o Launchpad impressiona tanto pelo tamanho quanto pelas comodidades a bordo. Afinal, trata-se de uma embarcação de tirar o fôlego.

Detalhes do iate

O Launchpad foi projetado pelo escritório Espen Øino International, especializado no design de superiates, e construído pelo estaleiro holandês Feadship.

Seu primeiro proprietário foi o bilionário russo Vladimir Potanin. Em 2024, porém, a embarcação passou a pertencer a Zuckerberg.

Segundo a YachtCharterFleet, o iate tem quase 119 metros de comprimento e pode atingir velocidade máxima de 24 nós — o equivalente a cerca de 44 km/h, superando a de muitos navios de cruzeiro.

Contando com mais de dez quartos luxuosos e uma infinidade de lounges e áreas de jantar —além de piscina, heliponto, cinema, academia e até salão de beleza —, o Launchpad pode transportar até 26 hóspedes e 49 tripulantes.

O custo de operação do iate é estimado em US$ 30 milhões por ano. Uma conta que, ao que tudo indica, não inclui serviços de resgate marítimo.

A polêmica envolvendo o resgate

Por volta das 21h32 de 3 de agosto, a embarcação Hewescraft pediu auxílio à Guarda Costeira dos EUA pela primeira vez.

O alerta foi feito por meio de uma frequência de rádio que embarcações na região costumam monitorar, incluindo o Launchpad, que supostamente não teria respondido ao chamado.

Cerca de 25 minutos depois, a Guarda Costeira determinou que não havia perigo iminente, pois o barco estava apenas sem combustível, e emitiu um pedido de assistência.

O navio Wilderness Legacy respondeu ao chamado, rebocou o Hewescraft e ajudou no reabastecimento da embarcação. A situação foi resolvida sem nenhum dano à vida.

Wilderness Legacy
Wilderness Legacy, o barco que prestou assistência ao Hewescraft. Reprodução/www.cruisemapper.com

Zuckerberg e sua família não estavam no Launchpad quando a situação aconteceu. O porta-voz do bilionário não especificou o que o iate estava fazendo na época e nega a versão de que um pedido de ajuda teria sido ignorado.

“Como observou a Guarda Costeira, o barco não estava em perigo, e quando a tripulação revisou o contato da Guarda Costeira em um canal de rádio diferente daquele em que operavam, a assistência já estava em andamento “, disse o porta-voz de Zuckerberg, Brian Baker.

Nesse sentido, especialistas em direito marítimo também afirmam que ficar sem combustível, por si só, não configura uma emergência. Nesse cenário, o Launchpad não teria obrigação legal de prestar assistência.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

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Meta (M1TA34) se prepara para monetizar sua infraestrutura computacional e papéis sobem 9%; é o momento de investir?

A Meta (M1TA34) anunciou que está planejando monetizar sua infraestrutura computacional ociosa por meio do Meta Compute. A notícia foi suficiente para fazer os papéis da empresa subirem 9% na última quarta-feira (2). 

Inicialmente, o aumento dos recursos para capacidade computacional seria apenas para fins internos, mas as novas exigências do mercado para as empresas de tecnologia que querem investir em IA, alteraram os planos da companhia. 

Meta Compute: nova frente de negócios foca em monetizar a capacidade computacional ociosa da empresa

O fim de junho trouxe mudanças para a tese da inteligência artificial. Ela saiu de um ambiente guiado pela euforia para outro em que resultados, margens e Retornos sobre Investimento (ROI) passam a definir quais empresas vão continuar na liderança.

Para Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, o momento é um convite à disciplina, onde os investidores precisam “separar empresas com demanda real, poder de preço e geração de caixa daquelas sustentadas por narrativa”.

Assim, entre as companhias que estão na corrida para expandir o hardware para IA, como a Amazon e a Microsoft, a Meta era a única que não possuía nenhum produto que monetizava diretamente essa capacidade.

Por conta disso, os papéis da Meta foram punidos pelo mercado. Em abril, as ações caíram 13% depois da empresa divulgar planos de “investir agressivamente” em inteligência artificial. Já em junho, as ações recuaram 5% após notícias sobre a venda de ações para financiar novos investimentos em IA.

Essas quedas aconteceram justamente pela desconfiança dos investidores em relação a capacidade da Meta de monetizar os investimentos bilionários em infraestrutura para inteligência artificial.

Porém, isto pode estar prestes a mudar. Segundo a Bloomberg, o Meta Compute, nova frente de negócios da empresa, será focado em monetizar o excesso de poder computacional ocioso.

Apesar de ainda estar em planejamento, a linha deve ter duas frentes principais. “Na primeira, desenvolvedores pagariam para acessar modelos de IA hospedados na infraestrutura da Meta, semelhante às ofertas de nuvem da AWS”, explica Spiess.

Já na segunda, “a empresa venderia capacidade bruta de processamento, como fazem CoreWeave e Nebius, as chamadas neoclouds”, destaca o analista.

A notícia, pesou sobre as ações da CoreWeave e Nebius que recuaram na faixa de 14% a 17% na última quarta-feira (2).

Spiess aponta que ainda existem incertezas, já que a estratégia pode mudar, mas “a existência de capacidade computacional disponível, combinada à demanda crescente de outras empresas por poder de processamento, cria uma oportunidade importante.”

Por esse motivo, a Meta (M1TA34) é um dos ativos escolhidos por Spiess para a carteira IA Cash da Empiricus de julho.

Meta (M1TA34) e mais: veja outras empresas para investir no mercado de inteligência artificial

A carteira IA Cash reúne 13 ativos, entre ações e criptomoedas, que visam capturar as melhores oportunidades de investimento na área da inteligência artificial.

Se você quer conhecer as outras recomendações, basta se cadastrar no BTG Content, a plataforma de publicações do BTG Pactual.

Além disso, você também pode investir no portfólio completo de forma automatizada.

Com apenas um clique é possível investir na carteira completa sem precisar se preocupar com os pesos de cada ativo e nem com o rebalanceamento, pois a plataforma faz de forma automática, quando necessário.

Para conhecer a carteira IA Cash, basta clicar neste link ou no botão abaixo:

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Corrida da IA: depois do Google, agora é a Meta quem estuda uma capitalização multibilionária

Diante da corrida global pela liderança na inteligência artificial, a Meta está avaliando a possibilidade de realizar uma captação bilionária via emissão de ações, segundo informações publicadas pelo jornal Financial Times.

A reação dos investidores à notícia, contudo, foi de cautela, provocando uma queda nas ações da dona do Instagram e do WhatsApp.

A movimentação acontece logo após o sucesso da operação de venda de ações da Alphabet — dona do Google —, que levantou dezenas de bilhões de dólares no mercado.

Assim como a controladora do Google, a gigante das redes sociais precisa reforçar o caixa para financiar seus investimentos massivos na infraestrutura necessária para sustentar a IA.

De acordo com o FT, que citou três fontes familiarizadas com as discussões, a Meta ainda não contratou bancos e pode, em última análise, decidir por não emitir as novas ações.

Mesmo sem uma definição, o rumor pesou em Wall Street. Os papéis da Meta chegaram a recuar até 7% logo após a publicação da reportagem, cotados a US$ 582,91. Procurada, a Meta não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário.

O apetite do mercado por papéis voltados à IA, no entanto, segue robusto. A recente oferta da Alphabet — que envolveu ações das Classes A e C — registrou uma demanda que superou em várias vezes o volume disponível.

O movimento permitiu que a controladora do Google elevasse o total captado para US$ 18 bilhões, superando a meta inicial que era de US$ 15 bilhões e demonstrando o tamanho da liquidez disponível para empresas que lideram a nova fronteira tecnológica.

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Decretos de Lula sobre redes sociais são ‘avanço civilizatório’ em regulação, diz Gilmar Mendes

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes manifestou apoio aos decretos assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira (20) para permitir a responsabilização de plataformas digitais e redes sociais pelo conteúdo veiculado.

“O Governo Federal regulamentou hoje a responsabilização das plataformas por conteúdos criminosos. Os decretos dão concretude à decisão do STF que reconheceu que a proteção de direitos na internet exige uma releitura do artigo 19 do Marco Civil da Internet. A regulamentação, com a atribuição de fiscalização à ANPD, é um avanço civilizatório fundamental na regulação das redes”, escreveu o ministro em seu perfil no X.

Os decretos colocam a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) como responsável por acompanhar o cumprimento das obrigações impostas às empresas e alteram a regulamentação do Marco Civil da Internet para adequá-lo a decisão do STF de junho do ano passado.

A Corte julgou inconstitucional parte do artigo 19 do Marco Civil, que só permitia a punição das plataformas por danos causados por postagens caso as empresas tivessem descumprido uma ordem judicial para remoção das publicações.

Com o novo entendimento, a proteção passou a valer apenas para crimes contra a honra, o que ampliou as situações em que redes sociais podem responder judicialmente, por exemplo, ao não removerem conteúdos criminosos logo após notificação do usuário.

O STF julga recursos apresentados pela Meta e pelo Google contra pontos da decisão entre os dias 19 de maio e 9 de junho. As organizações pedem mais esclarecimentos sobre as implicações da tese.

Os atos foram assinados durante a cerimônia de 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, no Palácio do Planalto. Entre as medidas, está norma sobre os deveres das plataformas diante de crimes de violência contra mulheres.

As empresas deverão ter um canal de denúncia de conteúdos de nudez divulgados sem consentimento e preservar as provas e informações necessárias para investigações. O prazo é de até duas horas após a notificação para remoção da publicação.

Os decretos também obrigam as plataformas a impedir a circulação de deepfakes sexuais, com proibição do uso de inteligência artificial para produção de imagens íntimas de mulheres.

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China bloqueia a compra da Manus pela Meta, desfazendo um negócio de US$ 2 bilhões

A China decidiu bloquear a aquisição de US$ 2 bilhões da startup de IA Manus pela Meta, em um movimento surpreendente para desfazer um acordo controverso criticado pelo possível vazamento de tecnologia para os EUA.

A National Development and Reform Commission, principal órgão de planejamento econômico da China, determinou o cancelamento do negócio em um breve comunicado divulgado na segunda-feira (27). O órgão afirmou, em uma única linha, que decidiu proibir investimento estrangeiro na startup de acordo com leis e regulamentos, sem dar mais detalhes.

A decisão deve esfriar o setor de inteligência artificial em expansão na China e surge semanas antes de uma cúpula de alto nível entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping.

Pequim intensificou o escrutínio sobre empresas-chave após o acordo, que já estava em grande parte concluído. Inicialmente celebrado como um modelo para startups com ambições globais, o negócio passou a ser criticado internamente pela perda de tecnologia valiosa para um rival geopolítico.

Os fundadores da Manus começaram na China, mas transferiram sede e equipe principal para Singapura em 2025. Não estava claro, quando o acordo foi anunciado em dezembro, se Pequim exerceria sua autoridade sobre uma transação realizada tecnicamente fora de suas fronteiras.

“O bloqueio da Manus é um momento esclarecedor”, disse o analista Ke Yan, da DZT Research. “A empresa estava incorporada em Singapura, com fundadores baseados lá, e ainda assim foi puxada de volta. O sinal de Pequim é que o que importa não é onde está a entidade legal.”

Revés para a Meta

O decreto pode representar um revés para a Meta em sua tentativa de competir em IA com rivais como a Microsoft, a Alphabet (dona do Google), além de OpenAI e Anthropic. A Manus ajudaria a Meta a avançar no desenvolvimento de agentes de IA — sistemas capazes de executar tarefas de forma autônoma.

Ainda assim, não está claro como a Meta desfaria o negócio. Funcionários da Manus já se juntaram à empresa, capital foi transferido e executivos passaram a integrar a equipe de IA da companhia. Parte da equipe já trabalha em escritórios da Meta em Singapura, enquanto investidores como Tencent, ZhenFund e Hongshan já receberam seus recursos.

A Meta afirmou que a transação seguiu as leis aplicáveis e que espera uma resolução da investigação chinesa, sem dar detalhes. As ações da empresa recuaram menos de 1% no pré-mercado.

Reguladores chineses exercem grande poder há anos, forçando mudanças em gigantes como Alibaba e a própria Tencent. Um paralelo próximo é a decisão de obrigar a Didi a sair da New York Stock Exchange após seu IPO em 2021.

Pequim e Washington disputam influência antes do encontro histórico de maio. À medida que a rivalidade em IA se intensifica, Xi busca proteger tecnologia e talentos chineses, ao mesmo tempo em que reforça a confiança no desenvolvimento doméstico — como mostrou recentemente a startup DeepSeek ao lançar seu modelo V4 integrado a chips da Huawei.

Os EUA vêm há anos restringindo o acesso da China a tecnologia americana, incluindo chips da Nvidia usados no treinamento de modelos de IA. Para analistas, a medida chinesa é uma resposta proporcional a essas restrições.

Autoridades chinesas também passaram a desencorajar novos movimentos semelhantes ao da Manus. Empresas como Moonshot AI e Stepfun foram orientadas a rejeitar capital americano sem aprovação explícita, e regras semelhantes devem atingir a ByteDance, dona do TikTok.

Essas restrições podem isolar ainda mais o setor tecnológico chinês de investidores estrangeiros, especialmente dos EUA, que historicamente financiaram grande parte do crescimento dessas empresas. Também seguem a decisão de limitar empresas chinesas incorporadas no exterior de abrir capital em Hong Kong.

O objetivo central é impedir que investidores americanos adquiram participação em setores sensíveis à segurança nacional, evitando o vazamento de tecnologia. O caso Manus reforça a preocupação de Pequim com startups fundadas por chineses que buscam expansão internacional.

Lançada em março de 2025, a Manus é um agente de IA capaz de automatizar tarefas complexas, desde análises do S&P 500 até a criação de apresentações comerciais. Um mês depois, sua controladora Butterfly Effect levantou US$ 75 milhões em rodada liderada pela Benchmark, o que levou a uma investigação do Tesouro dos EUA.

Em julho, a empresa transferiu sua equipe da China para Singapura, cortando dezenas de empregos. A Meta anunciou a aquisição em dezembro, após a Manus superar US$ 100 milhões em receita anualizada.

Ainda não está claro quais outras medidas Pequim adotará após a investigação. Segundo o Financial Times, os cofundadores Xiao Hong e Ji Yichao chegaram a ser impedidos de deixar a China.

Para especialistas, o movimento reflete a crescente importância estratégica da inteligência artificial para a China, especialmente na disputa tecnológica com os EUA. Assim como Washington tenta limitar o acesso chinês a semicondutores avançados, Pequim agora busca restringir o acesso americano à tecnologia de IA.

“É o reconhecimento da liderança chinesa de que a IA é um ativo estratégico”, disse Alfredo Montufar-Helu. “E crucial para definir quem sairá vencedor na competição com os EUA.”

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O que tem feito os lucros do S&P 500 crescerem e como a guerra no Irã pode impactar esse movimento

O ponto central da temporada de resultados do S&P 500 é simples: o índice entregou mais um trimestre muito bom de lucros, e o número agregado continua forte o suficiente para sustentar a narrativa de resiliência do índice.

Com quase todas as empresas já tendo divulgado os seus números, 73% bateram o mercado, e o lucro consolidado cresceu 13% a/a, bem acima dos 7% esperados no início da temporada.

A conclusão aqui é que a barra de resultados estava baixa demais, e o índice voltou a surpreender para cima.

Os resultados do S&P 500 estão crescendo de maneira consistente há mais de 1 ano

Esse resultado ganha ainda mais peso porque não foi um evento isolado: o 4T25 marca também o quinto trimestre consecutivo de crescimento de lucros acima de dois dígitos no S&P 500.

Em ciclos normais, cinco trimestres seguidos nessa faixa costumam vir acompanhados de uma narrativa de expansão de qualidade, difusão e confiança no crescimento da maioria das empresas.

A leitura prática, porém, é que o ciclo está forte, mas mais “seletivo” do que parece quando olhamos só as notícias mais recentes.

Como foi a performance das empresas em geral (excluindo as 7 Magníficas)

O principal alerta da temporada está na baixa difusão do crescimento de lucros, que não avançou, movimento que está oposto à performance de mercado do S&P 500 no ano, com mais de 300 empresas com uma performance acima do índice.

Quando excluímos as 7 Magníficas (Apple, Nvidia, Meta, Microsoft, Amazon, Alphabet e Tesla), o ritmo de crescimento do LPA (lucro por ação) das outras 493 empresas desacelerou para 9,8% a/a no 4T25, versus 12,2% no 3T25.

Ou seja: o S&P 500 continua crescendo bem, mas o crescimento não está sendo difundido entre as companhias.

E a rentabilidade das companhias aumentou

Do lado de rentabilidade, o trimestre trouxe um reforço positivo: a margem líquida do S&P 500 subiu 20 bps, de 13,1% para 13,3% nesse trimestre.

Isso sugere eficiência operacional, mas também uma composição cada vez mais favorável, dado o peso cada vez maior de tecnologia e comunicação no consolidado e as maiores taxas de crescimento desses setores versus o índice (excluindo as 7 Magníficas).

Uma nova América está nascendo: setor industrial foi melhor do que tecnologia

O dado setorial mais interessante do 4T25 foi o desempenho das empresas industriais, com surpresa de LPA de 28,6% versus o consenso, cerca de 3 vezes acima da surpresa de tecnologia (8%).

Em paralelo, saúde, consumo discricionário, materiais básicos, financeiro e consumo não discricionário ficaram essencialmente em linha (até 5% de surpresa), e serviços básicos foi o único setor com surpresa negativa (-1,6%).

Ou seja, o mercado pode estar concentrado em poucas narrativas, mas estamos observando cada vez mais a expansão dos investimentos nos EUA e a recuperação dos EUA como potência industrial e manufatureira após anos de baixos investimentos.

Por que as principais empresas do mundo de tecnologia estão performando mal em 2026?

O mercado parece ter olhado menos para a qualidade do trimestre e mais para dois pontos: investimentos maiores e menor clareza de monetização imediata dos investimentos em IA.

Em outras palavras, a temporada mostrou crescimento ainda sólido das principais companhias de tecnologia do mundo, mas com o investidor exigindo mais “prova de retorno” e menos disposto a pagar apenas por narrativa.

A conclusão é que, hoje, bater o consenso não é suficiente; o mercado quer entender a trajetória de fluxo de caixa e os retornos dos investimentos dessas companhias.

Em 2026 o mercado está mais cético com novos investimentos em IA, após 3 anos exuberantes de performance

Nos hyperscalers (Meta, Microsoft, Amazon e Alphabet), isso ficou explícito na revisão positiva de US$ 120 bilhões no capex para 2026 versus as estimativas iniciais do consenso.

Esse tipo de revisão costuma ser ótima notícia para a cadeia de infraestrutura de IA, mas tende a ser uma notícia ambígua para as próprias ações no curtíssimo prazo, porque aumenta a sensibilidade a qualquer frustração de monetização.

A conclusão é que o mercado está tratando capex como “risco de execução”, não como “garantia de crescimento”, pelo menos por enquanto.

A Meta foi a exceção e, por isso, virou o melhor exemplo do que o mercado quer ver, subindo 10%. O motivo foi a combinação de aceleração dos negócios tradicionais em anúncios com sinais mais claros de monetização de IA (anúncios, Reels e recomendação) — isto é, investimento alto, mas com retornos.

Por que a Nivida caiu mesmo após um resultado positivo?

A Nvidia também ilustra bem essa fase do ciclo de mercado. Os números foram fortes e acima do consenso, com receita de US$ 68,1 bilhões, mas a ação caiu 4% após o resultado.

A interpretação mais provável é que o mercado está precificando a hipótese de “pico de lucros” e que deveriam, no longo prazo, mostrar uma desaceleração devido aos menores investimentos em infraestrutura de inteligência artificial.

A nossa leitura é que esse ceticismo parece prematuro diante da elevada demanda estrutural por capacidade computacional e novas aplicações de IA artificial que ainda estão apenas começando, com destaque para a IA física.

E como a guerra atual no Oriente Médio influencia os meus investimentos?

Apesar da incerteza quanto à duração da guerra no Oriente Médio e aos seus impactos negativos sobre a inflação e o crescimento global, historicamente, conflitos geopolíticos tendem a não dominar a narrativa do mercado financeiro no médio prazo. Ou seja, os fundamentos econômicos tendem a prevalecer sobre as notícias.

Em outras palavras, em períodos de medo e incerteza, os retornos em ações podem ser maiores, justamente porque a aversão ao risco aumenta e os ativos são precificados com desconto.

É importante lembrar também que, em última instância, são os fundamentos econômicos que determinam a economia e os mercados.

E, quando olhamos para os EUA, os dados reforçam esse ponto: o Federal Reserve informou que os balanços patrimoniais das famílias estão sólidos, não apenas no agregado ou entre as famílias de maior renda, mas em todas as faixas de renda.

Para ilustrar, a dívida como percentual do patrimônio líquido das famílias mais pobres do país está atualmente em 16,1%, após recuar gradualmente de 20% no início da década e, tecnicamente, atingir agora o menor nível desde 1999.

E vale sempre lembrar o que, no fim do dia, move o S&P 500: o consumidor americano. O consumo nos EUA representa mais de dois terços do PIB do país (cerca de US$ 20 trilhões) e, se fosse uma economia separada, teria escala comparável à da China. Até aqui, essa força segue positiva, em expansão e com baixa alavancagem.

Concluindo…

Em conclusão, o cenário para o S&P 500 em 2026 revela um mercado de fortes fundamentos, mas que exige maior seletividade do investidor. Embora a resiliência dos lucros seja evidente, com o quinto trimestre consecutivo de crescimento de dois dígitos, o otimismo agora é temperado pelo ceticismo quanto ao retorno imediato dos investimentos em IA e pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio.

No entanto, o surgimento de uma “Nova América” industrial, a resiliência do consumidor americano e a eficiência operacional das companhias sugerem que, apesar do ruído das manchetes de guerra, os fundamentos econômicos tendem a prevalecer no médio prazo. O investidor que focar em empresas com capacidade real de monetização e fluxo de caixa sólido estará melhor posicionado para transformar o prêmio de risco atual em retornos consistentes.

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A euforia em torno da IA é uma bolha prestes a estourar? Eis o que a história diz

À medida que a aposta em inteligência artificial continua a levar o mercado de ações a novas máximas, investidores se perguntam cada vez mais se estamos vivendo outra bolha financeira destinada a estourar. A resposta não é tão simples – ao menos segundo a história.

O S&P 500 avançou 16% em 2025, com vencedores ligados à IA – como Nvidia, Alphabet (dona do Google), Broadcom e Microsoft – respondendo pela maior contribuição.

Ao mesmo tempo, crescem as preocupações com as centenas de bilhões de dólares que as big techs prometeram gastar em infraestrutura de IA. Os investimentos de Microsoft, Alphabet, Amazon e Meta (dona do Facebook) devem subir 34%, para cerca de US$ 440 bilhões somados no próximo ano, segundo dados compilados pela Bloomberg.

A OpenAI se comprometeu a gastar mais de US$ 1 trilhão em infraestrutura de IA, um número impressionante para uma empresa de capital fechado que ainda não é lucrativa. Talvez ainda mais preocupante seja a natureza circular de muitos de seus acordos, nos quais investimentos e gastos vão e voltam entre a OpenAI e algumas grandes empresas de tecnologia listadas em bolsa.

Ao longo da história, o excesso de investimento tem sido um tema recorrente sempre que surge um avanço tecnológico capaz de transformar a sociedade, afirma Brian Levitt, estrategista-chefe global de mercados da Invesco. Ele cita, por exemplo, o desenvolvimento das ferrovias, da eletricidade e da internet. Desta vez, pode não ser diferente.

“Em algum momento, a construção de infraestrutura pode exceder o que a economia precisará em um curto período”, disse. “Mas isso não significa que os trilhos não tenham sido concluídos ou que a internet não tenha se tornado realidade, certo?”

Ainda assim, com as avaliações das ações subindo e o S&P 500 registrando o terceiro ano consecutivo de ganhos de dois dígitos, faz sentido que investidores fiquem preocupados com quanto potencial de alta ainda existe – e quanto valor de mercado pode ser perdido se a IA não corresponder às expectativas. Nvidia, Microsoft, Alphabet, Amazon, Broadcom e Meta respondem por quase 30% do S&P 500; portanto, uma venda generalizada ligada à IA atingiria o índice em cheio.

“Uma bolha geralmente estoura em um mercado de baixa”, disse Gene Goldman, diretor de investimentos da Cetera Financial Group, que não acredita que as ações de IA estejam em uma bolha. “Simplesmente não vemos um mercado de baixa no horizonte próximo.”

O que a história mostra?

Ritmo e duração

Uma forma simples de avaliar se o rali tecnológico impulsionado pela IA foi longe demais ou rápido demais é compará-lo a ciclos anteriores. Analisando 10 bolhas acionárias ao redor do mundo desde 1900, elas duraram em média pouco mais de dois anos e meio, com um ganho médio de 244% do fundo ao pico, segundo pesquisa do estrategista do Bank of America Michael Hartnett.

Em comparação, o rali impulsionado pela IA está em seu terceiro ano, com o S&P 500 subindo 79% desde o fim de 2022 e o Nasdaq 100, mais concentrado em tecnologia, avançando 130%.

Embora seja difícil tirar conclusões definitivas a partir desses dados, Hartnett alerta os investidores a não abandonarem o mercado mesmo que acreditem estar diante de uma bolha, pois o trecho final do rali costuma ser o mais íngreme – e ficar de fora pode ser custoso. Uma forma de proteção, segundo ele, é comprar ativos de valor baratos, como ações do Reino Unido e empresas de energia.

Concentração

As 10 maiores ações do S&P 500 agora respondem por uma grande fatia do índice, de 30% — um nível de concentração não visto desde os anos 1960. Isso afastou alguns investidores, incluindo o veterano de Wall Street Ed Yardeni, que disse em dezembro que já não faz sentido recomendar uma exposição acima da média a ações de tecnologia.

Historiadores do mercado argumentam que, embora a concentração pareça extrema em comparação com a memória recente, há precedentes. As principais ações como parcela do mercado americano estiveram em níveis semelhantes nas décadas de 1930 e 1960, segundo Paul Marsh, professor da London Business School que estudou os últimos 125 anos de retornos globais de ativos. Em 1900, 63% do valor do mercado dos EUA estava ligado a ações de ferrovias, contra 37% vinculados à tecnologia no fim de 2024, disse Marsh.

Fundamentos

Bolhas de ativos tendem a ser muito mais difíceis de identificar em tempo real do que depois que estouram porque os fundamentos costumam estar no centro do debate – e as métricas em foco podem mudar, afirma Dario Perkins, economista da TS Lombard.

“É fácil para entusiastas de tecnologia alegarem que ‘desta vez é diferente’ e que as avaliações fundamentais nunca mais serão as mesmas”, disse ele.

Mas alguns fundamentos seguem relevantes. No início dos anos 2000, a bolha das “pontocom” foi marcada por empresas de tecnologia superavaliadas, sendo muitas delas sem lucros sustentáveis ou modelos de negócio viáveis. Agora, os gigantes atuais da IA têm menores níveis de endividamento em relação aos lucros do que companhias como a WorldCom tinham à época.

Além disso, empresas como Nvidia e Meta já registram crescimento robusto de lucros ligado à IA, algo que não era necessariamente verdadeiro há 25 anos.

A possibilidade de risco de crédito na aposta em IA também deixa alguns investidores apreensivos. Depois que a Oracle vendeu US$ 18 bilhões em títulos em 24 de setembro, a ação caiu 5,6% no dia seguinte e acumula queda de 37% desde então. Meta, Alphabet e Oracle precisarão captar US$ 86 bilhões somadas apenas em 2026, segundo estimativa do Société Générale.

Avaliações

A avaliação de preços do S&P 500 é a mais alta da história, exceto pelo início dos anos 2000, segundo um indicador chamado de preço sobre lucro, ou P/L. Ele mede o quanto do preço de uma ação explica o lucro da companhia, ou o quanto um investidor estaria disposto a pagar pelos lucros da empresa: quanto maior e mais fora da média histórica da própria companhia ou do setor, mais caro estaria o papel.

No entanto, usando o P/L ajustado ciclicamente, ou CAPE, os investidores otimistas argumentam que, embora as avaliações estejam subindo por causa da tecnologia, o ritmo é muito mais lento do que na era das pontocom. Em 2000, a Cisco Systems chegou a ser negociada a mais de 200 vezes os lucros dos 12 meses anteriores, enquanto a Nvidia hoje está abaixo de 50 vezes.

O CAPE é uma métrica criada pelo economista Robert Shiller que divide o preço das ações pela média dos lucros ajustados pela inflação dos últimos 10 anos. Segundo Richard Clode, gestor da Janus Henderson, os preços das ações se descolam do crescimento dos lucros quando não há debate sobre avaliações. “Não estamos vendo isso acontecer agora”, disse.

Escrutínio dos investidores

Discussões sobre uma possível bolha de ações circularam ao longo do ano, mas ganharam força em novembro e dezembro, após alertas do investidor Michael Burry e do Banco da Inglaterra. Mais de 12 mil reportagens em novembro mencionaram a expressão “bolha de IA”, número semelhante ao dos dez meses anteriores somados, segundo dados da Bloomberg.

Uma pesquisa do Bank of America em dezembro mostrou que os investidores veem uma bolha de IA como o maior evento de risco extremo (“tail risk”). Mais da metade dos entrevistados afirmou que as ações das chamadas “Sete Magníficas” são a aposta mais saturada de Wall Street.

Isso contrasta com a bolha das pontocom, quando havia “entusiasmo total com a ideia de que a internet revolucionaria tudo”, disse Venu Krishna, chefe de estratégia de ações dos EUA no Barclays. Agora, as dúvidas sobre se os investimentos em IA vão compensar crescem à medida que a emissão de dívida aumenta.

“Eu não descartaria o risco, mas, em geral, acredito que o escrutínio é saudável”, disse ele. “Na verdade, é esse escrutínio que tende a impedir movimentos extremos, como um colapso.”

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Apple enfrenta maior debandada de executivos em décadas – e rivais se beneficiam

A Apple, por muito tempo um modelo de estabilidade no Vale do Silício, está passando por sua maior reestruturação de pessoas em décadas, com executivos seniores e engenheiros essenciais para os negócios deixando a companhia e migrando para concorrentes diretos, como Meta e OpenAI.

Só na última semana, os chefes de inteligência artificial e de design de interface pediram demissão. Em seguida, a empresa anunciou que sua diretora jurídica e o chefe de relações governamentais também estão saindo. Todos esses quatro executivos se reportavam diretamente ao CEO, Tim Cook, o que mostra a enorme rotatividade no alto escalão da companhia.

E mais mudanças podem vir. Johny Srouji, vice-presidente sênior de tecnologias de hardware e um dos executivos mais respeitados da empresa, disse recentemente a Cook que está seriamente considerando sair em um futuro próximo, segundo pessoas com conhecimento do assunto. Srouji, arquiteto do prestigiado esforço da Apple de desenvolver chips próprios, já informou colegas de que pretende se juntar a outra empresa caso realmente saia.

Ao mesmo tempo, talentos da área de inteligência artificial têm migrado para rivais, e empresas como Meta e OpenAI, além de diversas outras startups, já contrataram muitos dos engenheiros da Apple. Isso ameaça atrasar o esforço da empresa para alcançar concorrentes em IA, área na qual historicamente teve dificuldades para se destacar.

Esse conjunto de saídas forma um dos períodos mais turbulentos da gestão de Cook. Embora o CEO não deva deixar o cargo tão cedo, a Apple agora precisa reconstruir suas equipes e descobrir como prosperar na era da IA.

Dentro da empresa, algumas das demissões geram preocupação profunda e Cook tenta evitar novas perdas oferecendo pacotes de remuneração mais robustos a funcionários importantes. Em outros casos, as saídas refletem executivos veteranos próximos da aposentadoria. Ainda assim, o volume de mudanças configura uma inquietante fuga de cérebros.

Embora Cook insista que a Apple está trabalhando em sua linha de produtos mais inovadora da história, que deve incluir iPhones e iPads dobráveis, óculos inteligentes e robôs, a empresa não lança uma nova categoria de produto verdadeiramente bem-sucedida há uma década. Isso a torna vulnerável a concorrentes mais ágeis e preparados para desenvolver a próxima geração de dispositivos centrados em IA.

Procurada, a Apple preferiu não comentar.

Saída do chefe de IA expõe tropeços da Apple no setor

A demissão do chefe de IA, John Giannandrea, ocorreu após vários fracassos em IA generativa. A plataforma Apple Intelligence sofreu atrasos e entregou recursos abaixo do esperado. Uma reformulação muito anunciada da assistente Siri está há cerca de um ano e meio atrasada. Além disso, o software dependerá fortemente de uma parceria com a Alphabet, dona do Google, para preencher lacunas de capacidade.

Diante disso, a Apple começou a afastar Giannandrea do cargo em março, mas permitiu que ele permaneça até a próxima primavera. Dentro da empresa, muitos já esperavam sua saída e alguns até se dizem surpresos de ele ainda estar lá. Demiti-lo mais cedo, porém, seria interpretado publicamente como admissão de problema, segundo fontes.

O veterano do design Alan Dye está deixando a Apple rumo ao Reality Labs da Meta, uma deserção notável para um dos maiores rivais da companhia.

No dia seguinte à notícia, a Apple anunciou que havia contratado uma executiva da própria Meta: Jennifer Newstead, diretora jurídica da empresa de redes sociais e que ocupará o mesmo cargo na rival. Ela ajudou a conduzir a batalha bem-sucedida da Meta contra a FTC, órgão antitruste dos EUA que processou a companhia por prática anticompetitivas, experiência valiosa diante da disputa legal da Apple com o Departamento de Justiça dos EUA pelo mesmo motivo.

Newstead substituirá Kate Adams, que ocupou o cargo por oito anos e se aposentará no fim de 2026. Lisa Jackson, vice-presidente de meio ambiente, políticas e iniciativas sociais, também está se aposentando e suas funções serão distribuídas entre outros executivos.

A saída de Adams causou impacto, especialmente dado o número de disputas legais que ela conduzia, mas seu tempo de serviço é considerado longo. A saída de Jackson, por sua vez, já era amplamente esperada.

Essas saídas vêm após outra ainda maior: Jeff Williams, braço direito de Cook e diretor de operações (COO) por uma década, aposentou-se no mês passado. Outro veterano, o diretor financeiro (CFO) Luca Maestri, assumiu um cargo menor no início de 2025 e deve se aposentar em breve.

Especulação sobre CEO cresce, mas saída não é iminente

Cook completou 65 anos no mês passado, aumentando especulações sobre sua aposentadoria. Pessoas próximas afirmam que ele não deve sair tão cedo, embora o planejamento sucessório exista há anos. John Ternus, chefe de engenharia de hardware, de 50 anos, é visto internamente como o principal candidato.

Quando Cook deixar o cargo, deve assumir a presidência do conselho e manter grande influência. Isso torna improvável que a Apple escolha um CEO externo, apesar de nomes como Tony Fadell, ex-Apple e criador do iPod, serem ventilados fora da empresa. Mas Fadell deixou a Apple há 15 anos em termos pouco amistosos.

Internamente, comenta-se também sobre questões envolvendo a saúde de Cook, como tremores nas mãos percebidos durante reuniões da empresa. Pessoas próximas garantem que ele está saudável.

Principal risco imediato: saída de Johny Srouji

Srouji é peça vital para a empresa por ser responsável pela arquitetura dos chips Apple Silicon, pilar do sucesso recente da Apple. Cook tenta retê-lo, oferecendo aumento substancial de salário e a possibilidade de ampliar seu papel. Uma hipótese discutida seria promovê-lo a diretor de tecnologia (CTO), tornando-o possivelmente o segundo nome mais poderoso da Apple.

Mas isso exigiria promover Ternus a CEO, passo para o qual a empresa talvez ainda não esteja pronta. E alguns afirmam que Srouji não gostaria de trabalhar sob outro CEO, mesmo com um título maior. Se Srouji sair, seus sucessores naturais seriam seus dois principais subordinados: Zongjian Chen ou Sribalan Santhanam.

As mudanças já vêm alterando a estrutura de poder. Mais autoridade está concentrada em quatro executivos: Ternus, Eddy Cue (serviços), Craig Federighi (software) e o novo COO, Sabih Khan. Os esforços de IA foram redistribuídos, com Federighi se tornando o chefe de IA na prática.

Equipes de IA, robótica e design são esvaziadas

O esvaziamento não se limita ao alto escalão da companhia. A Apple enfrenta uma fuga de talentos em engenharia. A ordem interna é reforçar contratação e retenção.

Robby Walker, responsável pela Siri e por um projeto de busca semelhante ao ChatGPT, saiu em outubro. Sua substituta, Ke Yang, deixou a empresa em poucas semanas e foi para o novo Superintelligence Labs da Meta.

Para preencher lacunas deixadas por Giannandrea, a Apple contratou Amar Subramanya, ex-Google e Microsoft, como vice-presidente de IA.

Mas houve um colapso mais amplo na organização de IA, intensificado pela saída do chefe de modelos de IA, Ruoming Pang. Ele e outros nomes de peso, como Tom Gunter e Frank Chu, foram para a Meta, que atrai talentos com pacotes de remuneração muito altos.

A equipe de robótica de IA também foi atingida, inclusive seu líder Jian Zhang, que igualmente foi para a Meta. Esse grupo trabalha em tecnologias para futuros produtos, como um robô de mesa e um robô móvel. A equipe de hardware do robô de mesa também perdeu talentos, alguns indo para a OpenAI.

A área de interface do usuário também sofreu baixas, culminando na saída de Dye, do design. Seu desejo era integrar IA mais profundamente aos produtos, algo que sentia que a Apple não estava acompanhando. Billy Sorrentino, outro líder dessa área, também foi para a Meta.

O grupo de design industrial da Apple, responsável pelo design físico dos produtos, praticamente se desfez na última meia década, com muitos profissionais seguindo Jony Ive para seu estúdio LoveFrom ou migrando para outras empresas.

Stephen Lemay substituirá Dye. Cook também está assumindo mais responsabilidade sobre design, função anteriormente de Jeff Williams.

Apesar do caos, há otimismo interno sobre Lemay, um designer veterano com 20 anos de casa.

OpenAI e Meta se beneficiam

Jony Ive agora trabalha com a OpenAI em novos dispositivos reforçados por IA. A OpenAI comprou a startup de Ive por mais de US$ 6 bilhões para acelerar seu esforço em hardware, mirando diretamente o território da Apple.

A OpenAI também contratou dezenas de engenheiros da Apple, incluindo profissionais de iPhone, Mac, câmeras, chips, áudio, Apple Watch e Vision Pro.

Houve outras perdas notáveis: Abidur Chowdhury, que narrou o lançamento do iPhone Air em setembro, saiu para uma startup de IA, uma surpresa interna. E a Apple perdeu o reitor da Apple University, programa criado para preservar sua cultura após a morte de Steve Jobs.

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Investimento em IA é bolha? BTG elenca 16 motivos para defender que não

A demanda por cada vez mais poder computacional é o pilar da valorização das empresas de IA. E falou em IA, falou em “bolha” – algo que mais hora menos hora estoura.

É impossível saber se estamos ou não diante de uma. E sempre há a outra possibilidade: a de que os preços das ações simplesmente tenham alcançado um platô permanentemente elevado.

Essa é basicamente a conclusão de uma análise divulgada pelo BTG Pactual. Ela mostra que as grandes empresas do setor, a começar por Nvidia, Google e Microsoft, têm fundamentos sólidos, ou seja: margens saudáveis, baixa alavancagem e geração robusta de caixa.

Por outro lado, sempre vale lembrar a frase do economista americano Irving Fisher. Semanas antes do crash de 1929, o maior estouro de bolha da história, ele disse justamente que “os preços das ações atingiram um platô permanentemente elevado”. Não era o caso.

Seja como for, o BTG lista 16 motivos para acreditar que a revolução da IA tem características estruturais, e que o espaço para a expansão tecnológica e de infraestrutura ainda é vasto. Veja os pontos.

1. Ganhos de produtividade

Eles chegam a 1,3 ponto percentual por ano com a adoção rampante de IA, ou US$ 1,5 trilhão de produção global extra anual. É um choque de produtividade “amplo e duradouro”, de acordo com a análises e, mesmo com concorrência elevada e com o fracasso de algumas companhias com o passar do tempo, a tecnologia em si prospera.

2. Rentabilidade consistente nos investimentos em IA

Os investimentos na área não têm nada de especulativos: o US$ 1,2 trilhão por ano aplicado em infraestrutura – data centers, chips e redes – formam uma base de ativos de US$ 2,4 trilhões, que precisa gerar US$ 1,68 trilhão anuais em retorno para a economia global para dar lucro. Esse volume é, na visão do banco, plenamente compatível com o impacto de produtividade estimado por estudos independentes.

3. Margens mais elevadas

O receio de que a “bolha de IA” esteja se formando faz referência à “bolha ponto com” – a das empresas que, no final da década de 1990, foram superestimadas. A situação é diferente, segundo o BTG, porque as 10 maiores empresas do S&P 500 apresentavam margens líquidas de 17%, em média, naquela época, enquanto os atuais líderes têm 32%. Quer dizer: o ciclo de investimentos em IA é mais lucrativo e mais resiliente hoje.

4. Geração de caixa robusta

Lucro é uma demonstração contábil. Um dado mais sólido é o “fluxo de caixa livre”, o dinheiro que efetivamente sobra no caixa da empresa depois de todos os gastos a cada trimestre. Entre as empresas do S&P 500, ele é hoje de 3,5%. Ou seja, para cada US$ 100 que a empresa coloca no negócio, US$ 3,5 ficam no caixa. Isso é quase três vezes mais do que o período de 2000 a 2001. Em outras palavras: o ciclo atual das empresas é financiado por caixa real e não por dívidas excessivas.

5. Preços bem abaixo dos níveis da última bolha

O Nasdaq 100, índice que reúne as empresas americanas de tecnologia, é negociado entre 29 e 30 vezes o lucro, distante do nível de 44 vezes em 1999 e de 89 vezes em 2000. Você lê essa métrica da seguinte forma: considerando o preço atual, o mercado está disposto a pagar cerca de US$ 29 a US$ 30 por cada US$ 1 de lucro anual da empresa.

É, em resumo, um indicador para as expectativas de crescimento das companhias. Para o BTG, a precificação das ações das big techs hoje é “mais moderada” e também amparada por lucros muito maiores.

6. Líderes de mercado mais baratos do que no passado

Na bolha das ponto com, Cisco, Intel, Microsoft e outras eram negociadas entre 50 vezes a 70 vezes o lucro. Muitas superavam o nível de 100 vezes. Hoje, as gigantes de IA – Google, Nvidia, Meta, Microsoft de novo… – são negociadas entre 20 vezes e 35 vezes o lucro.

7. Capex financiado internamente

Só 46% do fluxo de caixa das empresas hoje é reinvestido, muito baixo dos 75% em 2001. Pode parecer um contrassenso avaliar positivamente empresas que estão investindo menos, mas a leitura do BTG é de que as companhias estão destinando seus recursos de forma mais equilibrada.

8. Alavancagem muito menor

As maiores empresas americanas operam com caixa líquido: a relação entre a dívida líquida e o Ebitda, é de 0,3 vez. Essa relação é conhecida como alavancagem e indica quantos anos a empresa levaria para pagar suas dívidas usando todo o lucro operacional. Em geral, um indicador abaixo de 2x é um sinal de que a empresa está financeiramente saudável. Ou seja, 0,3x é um nível extremamente conservador.

9. Demanda firme e chips duráveis sustentam o ciclo da IA

A demanda por computação em nuvem e IA continua acelerando: os serviços AWS (da Amazon), Azure (da Microsoft) e Google Cloud voltaram a crescer entre 20% e 40% ao ano. Ao mesmo tempo, as GPUs – processadores especializados usados para treinar e operar modelos de IA – têm vida útil longa, de aproximadamente seis anos.

Isso significa que as gigantes globais de computação em nuvem têm receitas futuras mais previsíveis e conseguem extrair valor dos chips por um bom tempo, fortalecendo a sustentabilidade do ciclo de investimentos em IA.

10. A tecnologia está longe do seu potencial máximo

Os avanços recentes mostram que a IA ainda tem muito espaço para evoluir. A redução das alucinações, por exemplo, avança paulatinamente, mas ainda está longe do ideal. Isso indica que a tecnologia não está madura – e que a demanda por mais computação e novos modelos deve seguir crescendo.

11. O mercado de IPOs ainda é fraco

Nos últimos 12 meses, houve 56 IPOs no segmento de IA, contra 511 no auge da bolha das ponto com. Ou seja, o ciclo atual não mostra exuberância especulativa em novas emissões como já ocorreu no passado.

12. O mercado não está em euforia

Mesmo com toda a atenção sobre IA, o humor geral dos investidores ainda é negativo: o índice de “Medo e Ganância”, criado pela CNN, aponta para “Pessimismo Extremo” – próximo de 19 pontos, bem abaixo da linha neutra de 50. Isso significa que, apesar do avanço das empresas de IA, o mercado como um todo não demonstra um comportamento eufórico, nem demanda excessiva por ativos de risco, que é uma condição típica de bolhas. A postura predominante ainda é de cautela, não de entusiasmo.

13. O medo da bolha freia os excessos que poderiam levar a uma bolha

O BTG cita uma pesquisa recente do Bank of America. Ela mostra que 54% dos gestores profissionais creem estar vivendo uma bolha de IA. E isso é bom. Quando o medo de bolha cresce entre profissionais de mercado, os investidores tendem a reduzir posições arriscadas e a operar de forma comedida. Ou seja, paradoxalmente, o fato de muitos acreditarem que há uma bolha diminui a probabilidade de uma bolha clássica se formar, pois os próprios agentes atuam para evitar excessos.

14. O investidor de varejo também está cauteloso

O índice AAII Bull/Bear, que mede o sentimento do investidor individual americano, permanece em território negativo. Isso indica que o pequeno investidor, o primeiro a responder aos ciclos especulativos, não está otimista. A falta de entusiasmo tanto entre profissionais (item 13), quanto no varejo reforça que não há clima emocional típico de bolha.

15. Investimento em IA é pequeno quando comparado a grandes ciclos históricos

O BTG calcula que, hoje, os investimentos em data centers de IA representam 1,3% do PIB. Há quem diga que estão construindo demais. Só que talvez não. Data center é o que há de mais moderno em infraestrutura. Nos momentos do passado em que o hype de infra era a construção de ferrovias, gastava-se muito mais: até 6% do PIB.

16. Queda de juros favorece teses de longo prazo

Juros menores tornam mais valioso cada dólar de lucro futuro. Quando os juros caem, os investidores calculam que o valor presente dos lucros que as empresas vão gerar no futuro é maior. Isso beneficia especialmente negócios cujo potencial econômico está mais avançado, como as empresas de IA, que investem muito agora para colher resultados maiores nos próximos anos.

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Alibaba começa a vender óculos com IA na China e se posiciona como rival da Meta na corrida dos “wearables”

O Alibaba lançou nesta quinta-feira (27) seus novos óculos de inteligência artificial Quark na China, sinalizando os esforços da empresa chinesa de tecnologia para entrar no mercado de wearables com IA, dominado pela Meta.

Os preços começarão em 1.899 iuanes para o headset, que será alimentado pelo modelo e aplicativo de IA Qwen da Alibaba. Ao contrário de outros headsets fabricados por empresas como a Meta, os óculos Quark têm a aparência de óculos comuns, com armação de plástico preto.

A Alibaba afirmou que os óculos seriam profundamente integrados aos seus aplicativos, incluindo o Alipay e seu site de compras Taobao, permitindo que os usuários os utilizassem para tarefas como tradução em tempo real e reconhecimento instantâneo de preços.

“Os pontos fortes da Alibaba são compras, pagamentos e navegação, então seus óculos com IA funcionam mais como um assistente pessoal”, disse Li Chengdong, analista da indústria eletrônica baseado em Pequim.

A empresa está investindo no mercado de IA para o consumidor, após ter ficado historicamente atrás da concorrência. No início deste mês, ela lançou uma grande atualização para seu chatbot de IA.

Li afirmou que a estratégia da Alibaba para óculos de IA inclui um foco na captura de tráfego futuro em meio à intensa competição no setor de comércio eletrônico da China.

“O Alibaba não detém o monopólio do comércio eletrônico”, afirmou. “A empresa espera que a IA possa ajudá-la a garantir a segurança do gateway de tráfego da próxima geração.”

Os novos óculos de IA da Quark estão disponíveis nas principais plataformas de comércio eletrônico chinesas, incluindo Tmall, JD.com e Douyin. Os números de vendas ainda não estão disponíveis, pois o produto foi lançado oficialmente apenas na quinta-feira.

A corrida para encontrar novas formas de dispositivos para entretenimento e computação, baseadas em IA, alimentou uma batalha entre as maiores empresas de tecnologia. A Meta, proprietária do Instagram, domina amplamente o setor de headsets de realidade virtual, com cerca de 80% do mercado. A Apple vende seu headset Vision Pro enquanto a Samsung Electronics lançou seu headset de realidade estendida Galaxy XR em outubro, que utiliza recursos de IA do Google, da Alphabet .

Outras empresas de tecnologia chinesas também lançaram óculos semelhantes com inteligência artificial. A Xiaomi lançou um produto em junho, enquanto a Baidu já possui um produto similar à venda.

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Startup acusa Meta de roubar plano de negócios para estruturar o Instagram Shopping

A Meta está enfrentando um novo processo de uma startup de tecnologia que alega que a companhia roubou seu plano de negócios para estruturar o Instagram Shopping.

O processo foi aberto na sexta-feira (26) em um tribunal do Estado norte-americano da Califórnia pela britânica Ollywan Limited. A startup alega que a Meta usou seu poder nas redes sociais para esmagar o aplicativo da Ollywan, o Winstag, que foi encerrado em 2023.

A Ollywan alegou que a Meta violou a lei antitruste dos EUA ao ligar o Instagram ao Instagram Shopping, permitindo que os usuários comprem produtos marcados em publicações. A queixa diz que a conduta da Meta deixou os rivais incapazes de competir e promoveu um monopólio avaliado em mais de US$ 2 bilhões por ano.

“A Meta roubou deliberadamente o plano de negócios inovador da Ollywan e vinculou seu monopólio no mercado de redes sociais para impedir a concorrência de produtos alternativos no mercado de compras com base em tags”, diz o processo.

A Meta não comentou o assunto. Advogados da Ollywan não se manifestaram.

O Winstag foi lançado em 2016 como um aplicativo de compartilhamento de fotos com recursos de marcação de produtos e compras de afiliados. Os usuários podiam seguir amigos e outras pessoas para ver o que eles estavam vestindo e comprar peças por meio de etiquetas de produtos.

Instagram Shopping

De acordo com a denúncia, o presidente-executivo da Ollywan se reuniu com executivos da Meta em 2015 e compartilhou o plano de negócios sob garantia de confidencialidade. Um executivo da Meta supostamente disse: “podemos potencialmente trabalhar juntos”.

Em vez disso, a Meta lançou o Instagram Shopping seis semanas depois do Winstag, incorporando recursos da plataforma rival, segundo o processo. O processo chamou o suposto roubo da Meta de “flagrante”, dizendo que muitos recursos correspondiam a detalhes que Ollywan havia compartilhado anteriormente.

A Meta então usou a “aplicação pretextual” de objeções de marca registrada ao nome “Winstag” para impedir que os usuários usassem o aplicativo da Ollywan, segundo o processo.

A Ollywan agora busca com o processo indenização e uma ordem judicial contra a conduta anticompetitiva atual ou futura da Meta, que enfrentando outros processos.

No ano passado, um tribunal de apelações dos Estados Unidos reabriu uma ação judicial que acusa a Meta de tirar do mercado o aplicativo de fotos Phhhoto.

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