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Governo anuncia fim da ‘taxa das blusinhas’; compras internacionais de até U$ 50 não pagarão imposto federal

O Governo Federal anunciou nesta terça-feira (12) o fim da cobrança do imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”.

De acordo com Rogério Ceron, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, a mudança passa a valer a partir desta quarta-feira (13), quando compras internacionais de até US$ 50 deixarão de pagar imposto de importação.

“Nós comunicamos que depois de três anos em que nós conseguimos praticamente eliminar, conseguimos combater o contrabando, regularizar o setor, nós podemos dar um passo adiante”, anunciou Ceron.

A alteração foi feita por meio de uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e será publicada no Diário Oficial da União.

Apesar do corte no tributo federal, ainda segue em vigor a taxação de 17% do imposto estadual ICMS sobre esses produtos.

‘Taxa das blusinhas’

A chamada “taxa das blusinhas” estava em vigor desde 2024, quando o governo aprovou a cobrança de um imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.

Apesar do nome, a taxa valia para os mais diversos produtos, desde roupas e acessórios até produtos eletrônicos de lojas online.

Em ano eleitoral, o governo vinha sendo pressionado para reverter essa taxação agora.

A possibilidade da suspensão da taxa das blusinhas chegou a impactar varejistas nacionais na Bolsa em alguns momentos, com investidores prevendo uma maior pressão concorrencial no setor que já tem competição elevada.

De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento (MPO), Bruno Moretti, tanto a Medida Provisória, quanto a portaria do Ministério da Fazenda que zera as taxas federais seguem para publicação no Diário Oficial ainda nesta terça.

“O que importa mesmo é que são produtos de consumo popular. Os números mostram que a maior parte das compras é de pequeno valor. Então, o que o senhor [presidente Lula] está fazendo é retirar impostos federais do consumo popular, do consumo das pessoas mais pobres”, destacou Moretti.

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Flávio Bolsonaro e Tarcísio atacam governo, mas têm dia de ‘coadjuvantes’ na Agrishow: a ‘estrela’ ainda foi Jair

Na estampa da tradicional camiseta de mangas compridas que se tornou moda entre produtores rurais, a bandeira do Brasil e as cores verde e amarela dividem espaço com o nome do ex-presidente da República. É comum encontrar “Jair Bolsonaro“, condenado e em prisão domiciliar por tentativa de golpe, escrito e homenageado nas vestimentas desses apoiadores que visitam feiras agrícolas pelo país.

Entre elas, está a Agrishow, que acontece esta semana em Ribeirão Preto (SP). Em um evento na principal feira do agronegócio da América Latina, dois discípulos de Jair Bolsonaro – seu filho e sucessor político Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) – se tornaram coadjuvantes do ex-presidente.

Ambos fizeram questão de falar mais do líder da direita nos discursos a uma plateia de apoiadores e políticos, do que deles próprios. “Quem deveria estar aqui não deveria ser eu, deveria ser o presidente Jair Bolsonaro”, afirmou Flávio Bolsonaro.

Durante sua fala, o senador classificou o pai algumas vezes como injustiçado e perseguido político, assim como, segundo ele, é seu irmão Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado federal reside, desde o ano passado, nos Estados Unidos e tenta influenciar o governo norte-americano a impor sanções políticas e econômicas contra o governo brasileiro.

Segundo Flávio Bolsonaro, “a reforma agrária do País foi feita por Bolsonaro, com mais de 420 mil títulos de propriedade urbana e rural (concedidos)”. O senador chegou a dizer que durante o governo do pai, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) teve seus ativistas “tratados como seres humanos”.

Ex-ministro de Jair Bolsonaro, Tarcísio seguiu o senador e lembrou do apoio recebido pelo ex-presidente em 2022, quando ainda era candidato ao governo paulista. Saudoso, citou quando, na mesma época há quatro anos “entrei nessa feira montado a cavalo ao lado do presidente Bolsonaro” e agora participa da Agrishow com o filho “01” do ex-presidente.

“Aprendi muito com seu pai, estar hoje com você é manter o legado vivo. Você pode contar com esse exército”, afirmou o governador paulista para Flávio e uma plateia de apoiadores.

As citações a Jair Bolsonaro dividiram espaço com as críticas ao governo federal, liderado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pré-candidato à reeleição, Lula foi alvo de duras críticas da Flávio, Tarcísio e de políticos apoiadores.

O que vemos sair da boca dele, o que o coração está cheio é de ódio. (Lula) É uma pessoa que não aprendeu com nada na vida e está perseguindo adversários políticos”, afirmou o senador. Coube ao secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, mais um discípulo de Jair Bolsonaro, os ataques mais pesados ao governo.

Ex-presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no governo do ex-presidente, Melo Filho criticou o anúncio feito ontem pelo atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), na abertura oficial da Agrishow, de liberação de R$ 10 bilhões em linhas de financiamento para compra de máquinas.

Um crédito fantasma, que não existe, anunciado pelo governo. Mais uma decepção de mais uma promessa, sem juro definido, sem prazo, sem direcionamento”, disse o secretário. Segundo Alckmin, as regras dessa linha de crédito serão definidas em maio.

Ainda de acordo com o secretário de Agricultura paulista, o Plano Agrícola e Pecuário perdeu a relevância” e a “função” e se tornou uma “peça de ficção” durante o atual governo. “O recurso do seguro rural não resiste ao primeiro contingenciamento”, completou.

Tradicional crítico, o presidente Frente Parlamentar da Agricultura e Pecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), engrossou o coro de elogios a Bolsonaro e ataques ao governo federal.

“Com Bolsonaro, o agro era respeitado, havia previsibilidade e um governo que estendia a mão ao produtor”, disse. “Não há segurança jurídica, não há crédito, os juros reais passam dos 20% e dinheiro para investimento não existe”, concluiu Lupion.

Após o evento e da entrevista coletiva a jornalistas na qual se repetiram as críticas ao presidente e ao governo federal, Flávio Bolsonaro e Tarcísio visitaram a feira e se tornaram o centro das atenções dos visitantes da Agrishow por algumas horas. Muitos deles com as camisas de mangas comprida, com detalhes em verde e amarelo e o nome de Jair Bolsonaro escrito.

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Reação do governo Lula atingiu 2 policiais dos EUA; entenda crise diplomática

A reação do governo Lula à expulsão do delegado da Polícia Federal (PF) Marcelo Ivo de Carvalho do território americano acabou atingindo dois funcionários do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. Ambos atuavam no Brasil.

O governo brasileiro expulsou do País o adido civil Michael William Myers. Ele atuava na área de segurança e havia sido credenciado por meio da embaixada americana desde setembro de 2024, em Brasília. Além disso, a PF barrou temporariamente um segundo agente policial, cuja identidade não foi revelada.

As medidas, somadas, significariam uma escalada diplomática na crise e poderiam ser vistas em Washington como uma retaliação além da “reciprocidade” pregada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por isso, geraram apreensão no Itamaraty.

O Ministério das Relações Exteriores defendeu que o governo Lula deveria responder à decisão americana com recriprocidade “na forma e no conteúdo”. Com dois punidos, porém, o lado brasileiro agravaria o caso.

Com a expulsão oficializada, a Polícia Federal, então, decidiu recuar e restituir as credenciais de um agente policial americano, antes suspensas. A decisão da PF era administrativa e portanto, passível de revisão, como ocorreu.

“São duas coisas. Eu cortei temporariamente o acesso de um funcionário dos EUA à PF, até o MRE definir qual medida adotaria”, disse o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. “A segunda situação foi a determinação que Michael saia do Brasil, o que ocorreu hoje.”

Na prática, a suspensão de credenciais significava a barrar o acesso dele à sede da PF e sistemas da corporação, algo que ocorreu com Marcelo Ivo em Miami, onde desempenhava a função de oficial de ligação junto ao ICE, a polícia de imigração dos EUA.

O governo Donald Trump determinou que ele fosse expulso do país, embora estivesse prestes a ser substituído pela delegada Tatiana Alves Torres, nomeada em março.

Lotado em Miami, Flórida, Marcelo Ivo foi acusado pelo Departamento de Estado de tentar “manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos”.

O comunicado do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, publicado no X e republicado pela Embaixada dos EUA, falava que, naquela data, “pedimos que o funcionário brasileiro envolvido deixe o nosso país”.

O delegado Marcelo Ivo atuava em cooperação policial e forneceu informações ao ICE sobre o ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) também delegado de carreira da PF.

Ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo Jair Bolsonaro, Ramagem foi condenado a 16 anos de prisão na trama golpista, escapou para a Flórida com passaporte diplomático – que foi cancelado posteriormente – e era considerado foragido da Justiça brasileira. Ramagem foi preso por causa do seu status migratório. Ele relatou, ao ser solto depois de dois dias detido, que entrou no país com visto válido e solicitou asilo político.

O Departamento de Estado comunicou publicamente a expulsão por meio de um tuíte na segunda-feira, dia 20, enquanto as principais autoridades do governo Lula, inclusive o presidente, estavam em viagem na Europa.

O tom e o teor da publicação, além da celebração de bolsonaristas radicados nos EUA, levaram integrantes do governo Lula a uma leitura de que o assunto fora politizado, após apelos de oposicionistas junto a uma ala do Departamento de Estado hostil a Lula.

A reação brasileira começou a ser decidida na terça-feira, dia 21. Na Alemanha, o presidente Lula, o chanceler Mauro Vieira e o delegado Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, discutiram o caso e deram entrevistas, manifestando “surpresa” e citando a “reciprocidade”.

A suspensão das credenciais de um agente americano, cuja identidade não foi revelada, ocorreu primeiro, segundo integrantes da PF. Ele continua no País, no entanto.

Em paralelo, autoridades diplomáticas conduziam, por determinação vinda da Europa, a crise para a aplicação de reciprocidade imediata, com o aval do presidente.

Na tarde de terça-feira, 21, o diretor do Departamento de América do Norte do Itamaraty, Cristiano Figueroa, convocou em Brasília para uma queixa a ministra-conselheira da Embaixada americana no Brasil, Kimberly Kelly. Na conversa, ela deixou claro que Marcelo Ivo de Carvalho de fato havia sido expulso dos EUA. E na mesma oportunidade foi avisada que o governo Lula então responderia na mesma moeda.

Figueroa reclamou do tratamento sumário e do desrespeito ao acordo entre os países para troca de oficiais de ligação, um memorando de entendimento que previa conversas entre as partes.

O Itamaraty, porém, decidiu aguardar 24 horas para comunicar a decisão publicamente, um gesto para expor diferença no tratamento e a boa praxe diplomática em relação à condução dos americanos.

O MRE também usou uma publicação no X, divulgada na tarde do dia 22, quarta-feira, para comunicar a expulsão de um representante do governo americano (Michael Myers), após a informação verbal à embaixada. E pediu a saída imediata do país, o que ocorreu com Marcelo Ivo.

Ainda não está claro quais serão todas as consequências da crise e se o acordo de cooperação terá ou não continuidade. O governo brasileiro, por meio de manifestações públicas de Lula e de Andrei Rodrigues, disse que as partes precisam conversar e que esperam que a cooperação prossiga.

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Associação de delegados da PF critica fala de Lula sobre agentes que ‘fingem trabalhar’

A Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) reagiu a declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre suposta falta de atuação de integrantes da corporação. Segundo a entidade, as declarações de Lula causam preocupação ao colocarem em dúvida o “comprometimento de delegados da Polícia Federal e “simplificar indevidamente o tema segurança pública e o combate ao crime organizado”.

Nesta quinta-feira (23) o presidente afirmou que pediu ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, para convocar delegados que estão fora da corporação a atuarem no combate ao crime organizado. Só iriam ficar de fora, disse, agentes que estão “fingindo trabalhar“.

No comunicado, a ADPF informa que, atualmente, 53 delegados estão cedidos a outros órgãos, o que representa menos de 3% do total em atividade. Para a associação, esse número não justifica a avaliação feita pelo presidente nem sustenta a expectativa de impacto significativo no combate ao crime.

A entidade ressalta que o enfrentamento ao crime organizado exige “menos propaganda e mais ações concretas”, como investimentos em capacitação dos profissionais e inteligência estratégica. “Declarações que desqualificam policiais não contribuem para esse objetivo e fragilizam o debate público sobre segurança”, diz a nota.

A associação alerta para a diminuição de ingressantes na carreira de delegado de Polícia Federal e perda de talentos: “Enquanto 104 novos delegados ingressaram na instituição nos últimos três anos, 50 optaram por deixá-la para assumir outros cargos. Paralelamente, houve redução significativa no interesse pelos concursos públicos, com queda de 321 mil inscritos em 2021 para 218 mil em 2025”.

O combate ao crime organizado é considerado um assunto estratégico para o governo, pelo impacto que pode ter nas eleições de outubro. Conforme indicam as pesquisas eleitorais, a segurança pública tende a ser uma das principais pautas do pleito.

Na quarta-feira (22) o presidente Lula assinou um decreto convocando mil novos agentes para reforçar o enfrentamento às organizações criminosas. Ele afirma que é a primeira vez que todos os cargos da Polícia Federal serão ocupados por servidores.

“Eu mandei o ministro da Justiça fazer uma nota convidando todos os delegados da Polícia Federal que estão fora da Polícia Federal. Só vão ficar fora aqueles que forem secretários de Estado. Aqueles agentes ou delegados que estão aí, em outro lugar, fingindo que estão trabalhando e não estão trabalhando, todos vão ter que voltar, porque nós vamos derrotar o crime organizado”, disse Lula.

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CCJ do Senado volta atrás e sabatina de Jorge Messias volta para o dia 29

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal reagendou para a próxima quarta-feira, dia 29, a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias. Ele foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

A data havia sido adiantada para o dia 28 pela proximidade com o feriado de 1.º de Maio, Dia do Trabalhador. Os parlamentares temiam que a sessão ficasse esvaziada, como justificou o relator Weverton Rocha (PDT-MA) na semana passada.

Ao Estadão, a assessoria do presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), informou que ele acredita não haver problema de quórum para o dia 29, uma vez que o feriado ocorre na sexta-feira, dois dias depois, e “não atrapalha nenhuma função legislativa”.

Após a sabatina, a indicação deve ser votada no mesmo dia, primeiro na CCJ e, depois, no plenário do Senado. No início do mês, o Estadão mostrou que Messias tem nove votos favoráveis na CCJ, onde são necessários ao menos 14 dos 27 votos para a aprovação. Já no plenário, o nome precisa da maioria absoluta de votos, ou pelo menos de 41 senadores.

O relator Weverton Rocha já se posicionou favoravelmente pela escolha do atual ministro da Advocacia Geral da União (AGU) para a vaga anteriormente ocupada por Luís Roberto Barroso na Corte.

O relator avaliou que Messias teve atuação conciliadora à frente da AGU e cumpre “as exigências constitucionais concernentes à reputação ilibada e ao notável saber jurídico para o exercício do cargo para o qual foi indicado”.

A escolha de Lula por Messias foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 20 de novembro de 2025, mas o Palácio do Planalto só oficializou a indicação no dia 1.º deste mês. No dia 9 de abril, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), enviou o processo à CCJ.

A trava na tramitação do caso é atribuída a um estranhamento entre Lula e Alcolumbre. O senador se irritou por ter sua sugestão ao STF, o aliado Rodrigo Pacheco (PSB-MG), ignorada pelo presidente.

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Costa Neto cobra entrada ‘pra valer’ de Michelle na campanha de Flávio Bolsonaro e admite: ‘não vai ser fácil’

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, cobrou a entrada “para valer” da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a presidente da República. Em um painel no 12º Brazil Investment Forum, realizado pelo Bradesco BBI em São Paulo (SP), o líder político admitiu, no entanto, que não será fácil o empenho dela, que já manifestou sua preferência ao governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“Esperamos que ela entre na campanha para valer e para ajudar nosso Flávio a ser presidente do Brasil. Não vai ser fácil”, afirmou Costa Neto. Ele repetiu que o PL só perderá a eleição em 2026 por incapacidade e pelos desentendimentos internos .

O presidente do PL afirmou que atuará pessoalmente para tentar pacificar a relação entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que rotineiramente trocam ataques pelas redes sociais.

“Amanhã (8) vou jantar com Nikolas Ferreira, que é o maior fenômeno eleitoral do Brasil. Dia 19 vou para Miami conversar com Eduardo para não ter mais desentendimento. Vou conversar com cada um”, afirmou o presidente do PL. “Só perderemos a eleição por incapacidade, pelos desentendimentos”.

Costa Neto comparou os dois desafetos ao prever que Nikolas irá bater o recorde de histórico de votos para deputado federal no Brasil em 2026, que pertence a Eduardo Bolsonaro em 2018. “Ele vai bater recorde de votação 1,8 milhão de votos do Eduardo e vai passar de 2 milhões de votos”, disse.

Ciro Gomes e Sérgio Moro

Costa Neto defendeu também a aliança do partido com antigos desafetos e citou Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao governo do Ceará, e o senador e ex-ministro Sergio Moro, que deixou o União e se filiou ao PL, no Paraná para disputar o governo local.

“Nós temos que fazer aliança com Ciro Gomes no Ceará, que o único com condições de bater o PT lá. Ciro briga com todo mundo, com a mãe, irmã, e até comigo. Mas tinha processos contra ele e retirei todos”, afirmou.

O presidente do PL lembrou que Moro deixou o Ministério da Justiça, durante o governo de Jair Bolsonaro “atacando todo mundo, até a mim”, mas superou o passado e será o nome do PL à sucessão de Ratinho Junior no Paraná. “O Moro tinha 40% nas pesquisas e foi só ir para o PL que chegou aos 60%”, afirmou Costa Neto sem citar qual pesquisa.

Nordeste é o nosso desastre

Outra missão da campanha do PL será, segundo o presidente nacional do partido, será ganhar votos no Nordeste, base eleitoral do atual presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Nosso desastre é o Nordeste”, afirmou, citando como exemplo a Bahia, onde Jair Bolsonaro perdeu por 6 milhões de votos em 2022 para Lula.

Para 2026, além da aposta em Ciro Gomes no Ceará, Costa Neto citou o nome de ACM Neto (União Brasil) na Bahia, como nomes fortes para o PL apoiar no Nordeste. Costa Neto repetiu que o partido prevê eleger entre 115 e 120 deputados federais e 25 senadores.

Com a aliança com partidos de centro e de direita, o PL poderia atingir 45 senadores, ter a maioria e eleger o próximo presidente do Senado.

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O reformista Caiado, o voto distrital e a baixa qualidade do Congresso, na visão de Kassab

As pesquisas podem até apontar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro serão os protagonistas da eleição presidencial, mas Gilberto Kassab vê a possibilidade de o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, quebrar essa polarização. “Existe um recall forte desses dois políticos, por conta de seus nomes, mas a polarização […]

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Governo corta mais uma parte das tarifas de importação que haviam sido elevadas neste ano

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou uma nova rodada de cortes de Imposto de Importação nesta quinta-feira, revertendo, entre outros pontos, mais uma parte das elevações de tarifas promovidas mais cedo neste ano para bens de capital e de informática.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), 970 bens de capital, informática e telecomunicações terão tarifas zeradas. Desse total, 779 tiveram concessão ou renovação do benefício em decisão que o MDIC classificou como rotineira.

O restante diz respeito ao aumento de tarifas promovido neste ano para mais de 1200 itens. Após reduzir a zero, em fevereiro, a cobrança sobre 105 desses produtos, o MDIC agora fez o corte para outros 191 itens. A decisão foi antecipada pela Reuters.

A concessão foi feita após pedido de empresas que alegam não haver produção nacional equivalente para os produtos afetados. As solicitações serão analisadas pelo governo em um prazo de até quatro meses, e o benefício poderá ser mantido após comprovação de ausência de equivalente no mercado doméstico.

O prazo para que as empresas façam pedidos fica aberto até 30 de março. Portanto, ainda há possibilidade de nova decisão do governo sobre outros itens.

Também na reunião do Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) desta quinta-feira o MDIC disse que foram zeradas tarifas de medicamentos usados em tratamentos de diabetes, Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia; fungicidas e inseticidas para controle de pragas na agricultura; insumos para indústria têxtil; lúpulo para fabricação de cerveja; e produtos usados em nutrição hospitalar.

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Lula sanciona lei que permite venda de medicamentos em áreas de farmácias em supermercados

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que autoriza a venda de medicamentos em farmácias e drogarias instaladas em supermercados. O texto foi publicado no Diário Oficial da União (DOU).

“É permitida a instalação de farmácia ou drogaria na área de venda de supermercados, desde que em ambiente físico delimitado, segregado e exclusivo para a atividade farmacêutica, independente dos demais setores do supermercado, operada diretamente, sob mesma identidade fiscal, ou mediante contrato com farmácia ou drogaria licenciada e registrada nos órgãos competentes, observadas as exigências legais, sanitárias e técnicas aplicáveis, inclusive quanto a dimensionamento físico, estrutura de consultórios farmacêuticos, recebimento, armazenamento, controle de temperatura, ventilação, iluminação e umidade, rastreabilidade, dispensação, assistência e cuidados farmacêutico”, diz a lei.

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Lula afirma que Conselho de Segurança da ONU tem sido omisso na busca por soluções de conflitos

Lula iniciou o discurso na sessão especial da 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro (COP15) de Espécies Migratórias da ONU, em Campo Grande (MS), dizendo que o evento faz todos lembrarem que migrar é natural.

“A natureza não conhece limites entre Estados. A onça-pintada movimenta-se por quase todo o território preservado das Américas em busca de áreas para caçar e se reproduzir com segurança. Como ela, todos os anos, milhões de aves, mamíferos, répteis, peixes e até insetos atravessam continentes e oceanos”, exemplificou.

“Esta COP15 ocorre em um momento de grandes tensões geopolíticas. Ações unilaterais, atentados à soberania e execuções sumárias estão se tornando regra”, criticou, sem mencionar países.

Ele lembrou que, nos seus 80 anos, a ONU teve atuação importante nos processos de descolonização, na proibição de armas químicas e biológicas, na recomposição da camada de ozônio, na erradicação da varíola e na afirmação dos direitos humanos e no amparo aos refugiados e imigrantes.

“Mas o Conselho de Segurança tem sido omisso na busca por soluções de conflitos”, criticou.

O titular do Palácio do Planalto seguiu dizendo que “um mundo sem regras é um mundo inseguro, onde qualquer um pode ser a próxima vítima”. Por fim, ele defendeu, como vem fazendo em eventos internacionais, o multilateralismo.

“A história da humanidade também é uma história de migrações, deslocamentos, vínculos e conexões. No lugar de muros e discursos de ódio, precisamos de política de acolhimento e de um multilateralismo forte e renovado. Que esta COP 15 seja um espaço de avanços coletivos em defesa da natureza e da humanidade”, finalizou.

Este foi o segundo discurso do presidente da República neste fim de semana crítico à ONU. No sábado, 21, ao participar do Fórum Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac)-África, realizado em Bogotá, na Colômbia, Lula se disse “indignado com a passividade dos membros do Conselho de Segurança” da ONU por não serem capazes de acabar com as guerras.

“O que estamos assistindo no mundo da falta total e absoluta de funcionamento das Nações Unidas. O Conselho de Segurança da ONU e seus membros permanentes foram criados para tentar manter a paz (nesse momento, Lula bateu na mesa). E são eles que estão fazendo as guerras! E quando é que vamos tomar atitudes para não permitir que países mais poderosos se achem donos dos países mais frágeis?”, questionou o presidente.

COP15

A 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS) é realizada pela primeira vez no Brasil, em Campo Grande (MS), de 23 a 29 de março de 2026. O Brasil exerce a presidência da conferência pela primeira vez.

Acompanharam o presidente na sessão de abertura os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira; de Minas e Energia, Alexandre Silveira; e as ministras do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva; e do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. Também estava presente o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), além de outras autoridades locais.

Antes da sessão, Lula teve reunião bilateral com o presidente do Paraguai, Santiago Peña, que também participou na sessão. Diferente de Lula, Peña não teceu comentários sobre política internacional.

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Haddad é o ‘Júnior Baiano’ da economia e Brasil está perdendo o trem da IA, diz Walter Maciel, da AZ Quest

A inteligência artificial é a maior revolução tecnológica de toda a história, capaz de trazer ganhos imediatos, e o Brasil tinha chances de surfar esta onda como polo fornecedor de infraestrutura e energia limpa. Mas “a gente conseguiu tornar isso tudo inviável”, afirma Walter Maciel, CEO da AZ Quest, que tem R$ 40 bilhões sob gestão.

Ciente de que a IA deve acabar com boa parte da economia de serviços, os EUA já estão buscando se reindustrializar e atrair investimentos para o país, afirmou Maciel.

“A Micron está construindo uma planta de US$ 100 bilhões no estado de Nova York, em Syracuse. A TSMC, que é a empresa de Taiwan que faz todos os chips hoje que a Nvidia usa, está fazendo uma fábrica de US$ 65 bilhões no Arizona. Cada uma dessas fábricas acaba trazendo 30, 40, 50 mil empregos diretos e indiretos”, estima o gestor, acrescentando que a IA deve transformar, não destruir a economia.

E, enquanto os Estados Unidos estão fazendo esse movimento, o Brasil está “colocando os maiores impostos do mundo em computadores”, critica ele, que comparou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a um zagueiro famoso por sua força física e entradas violentas em campo.

“Haddad é o Júnior Baiano da economia”, disse Maciel, arrancando risos e palmas de uma plateia composta majoritariamente por assessores de investimento. “Ele pega todo mundo. Pega o pobre, pega o rico, pega a empresa, pega o assalariado, o empregador…”

A fala aconteceu no painel Visão de Mundo, em evento da Blue3 Investimentos para seu time neste sábado (7), em Ribeirão Preto (SP).

“Diferente do Brasil, os Estados Unidos não têm só agenda de governo, têm agenda de Estado, que independe do presidente, olhando para o longo prazo, como deveria ser o Brasil.”

Como ganhar com a IA

Diferentemente de outros momentos disruptivos na história, como Revolução Industrial ou a bolha da internet, em que os investimentos demoraram muito para trazer  produtividade e retorno para empresas e países, com a IA é diferente, avalia Maciel.

“A gente já viu nos Estados Unidos sinais muito claros de que essa tecnologia já está trazendo retorno para as empresas que sabem implementar – e para os próprios Estados Unidos.”

Em meio a tantas empresas disputando espaço no desenvolvimento da IA, não é possível saber qual sairá ganhando. Nesse cenário, aponta ele, a melhor saída na hora de investir é olhar para a infraestrutura necessária para esse desenvolvimento.

“Na infraestrutura, você não está apostando em para qual destino o trem vai; você está apostando no trilho. E o trem vai ter que passar por trilho de qualquer jeito.” Ele cita como exemplos a questão da energia, de data centers, redes de transmissão e semicondutores.

A IA vai roubar o seu emprego?

Muitas pessoas acreditam que a IA vai tirar empregos e quebrar negócios, mas, na visão do gestor, essa tecnologia irá “gerar milhões de outros empregos e gerar vários outros negócios”.

“Quem tem que estar com medo é quem não gera valor agregado. O cara que não gera valor agregado vai ser desempregado ao longo do tempo. E isso já está acontecendo. O cara que vai lá fazer um PowerPoint, mais dois anos esse ‘troço’ acabou. O cara que vai buscar dentro do escritório de advocacia um processo jurídico, daqui a dois anos já não tem mais emprego.”

Além disso, ao mesmo tempo em que a AI está destruindo negócios, como softwares, também está gerando uma demanda de investimentos em fábricas, que geram empregos diretos e indiretos, afirmou Maciel.

“O que você tem que prestar atenção não é se a AI vai tirar o seu emprego, mas se o que você faz é visível, se o que você faz é real. Se você realmente traz valor, você não tem que ter medo. Ao contrário, você vai usar esse troço como uma alavanca”, disse ele. “Evidentemente, fazendo um paralelo, o encanador hoje está muito mais protegido do que o escriturário.”

Maciel também cita um estudo recente divulgado pelo Bank of America, que apontou que a inteligência artificial consegue replicar 71% das estratégias que são implementadas pelos gerentes de portfólio financeiro ao redor do mundo. “Onde está o alfa? Nos 29% que eles não conseguem fazer.” É aí que entra o trabalho do bom gestor, afirma ele.

* A jornalista viajou a convite da Blue3 Investimentos.

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Onda de otimismo anima bolsas globais e empurra Ibovespa para novo recorde

Um “alinhamento dos astros” nesta segunda-feira (27) sustentou o ânimo de quase todos os mercados globais – e o Brasil não ficou de fora. Com expectativas positivas rodando o cenário econômico, político e monetário, as bolsas ao redor do mundo tiveram um dia positivo e o Ibovespa, na mesma toada, renovou a sua máxima histórica.

O principal índice da bolsa brasileira terminou a sessão em um novo recorde de 146.991 pontos, com alta de 0,56%. No desempenho intradiário (dentro de uma sessão), o indicador também quebrou o recorde ao alcançar 147.976 pontos na parte da manhã.

Em linha com o enfraquecimento ante outras moedas globais, o dólar à vista fechou em baixa de 0,42%, aos R$ 5,3706. No ano, a divisa acumula queda de 13,08%.

A principal força para o mercado veio da sinalização de um potencial final feliz para o embate tarifário entre os Estados Unidos e a China. No domingo (26), os principais negociadores comerciais das duas economias disseram ter chegado a um entendimento preliminar sobre uma série de pontos delicados. Isso pavimenta o terreno para que os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, da China, finalizem um acordo em uma reunião marcada para a quinta-feira (30).

Caso os dois líderes consigam um passo concreto, sairá de cena o principal fator que tem abalado os mercados globais nos últimos meses. Na última escalada das tensões comerciais, em 10 de outubro, Trump anunciou um aumento de tarifas para 100% sobre todos os produtos chineses.

E outros fatores se somaram para explicar o bom humor dos investidores, como a perspectiva de mais um corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) já na quarta-feira (29).

O mercado já trabalha majoritariamente com um corte de 0,25 ponto percentual nos juros americanos. A ferramenta CME FedWatch, que acompanha as apostas de investidores nos rumos da política monetária, coloca essa possibilidade em 97,8%. A potencial redução alimenta o interesse dos investidores para buscar aplicações mais arriscadas, mas com maior potencial de retorno – o que traz um fluxo grande para mercados em desenvolvimento.

Aqui no Brasil, o mercado também se apoiou no clima amistoso entre Lula e Trump em encontro realizado no domingo (26). A reunião, que durou 45 minutos, foi considerada pelos dois lados como produtiva. Agora, a expectativa é por movimentos concretos de costura de acordos em novas reuniões entre representantes dos países. Esse foi o primeiro evento com participação dos dois governantes após o mandatário americano decidir aplicar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, no fim de julho.

Até os dados macroeconômicos deram uma força ao desempenho positivo da bolsa no dia. O boletim Focus, que traz as estimativas de economistas para alguns indicadores, continuou mostrando mais quedas das expectativas sobre a inflação. Esse processo de “ancoragem” ou seja, de convergência das projeções para a meta estabelecida pelo Banco Central, é sempre citado pela autoridade como um dos principais fatores para o início do ciclo de cortes da Selic.

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No embalo do otimismo global, Ibovespa marca novo recorde

O Ibovespa renovou o recorde de pontos dentro da sessão desta segunda-feira (27). Após a sinalização de que começa a ser encaminhado um acordo comercial entre os Estados Unidos e a China, os investidores voltaram a deixar uma parte do conservadorismo de lado e a buscar mais retornos em mercados considerados mais arriscados, como o Brasil.

A melhora nos conflitos comerciais é positiva porque retira incertezas do horizonte e abre perspectivas mais otimistas para a economia global. Com isso em vista, o Ibovespa renovou o recorde intradiário (dentro da sessão) em 147.976 pontos.

Perto das 14h50, o principal índice da B3 subia 0,50%, aos 146.904 pontos. Se fechar nesse nível, o indicador quebrará o recorde de fechamento pela oitava vez em 2025.

O movimento de alta se espalha pelas bolsas de todo o mundo. Os mercados emergentes, no geral, são os que mais têm se beneficiado da trégua nas inúmeras frentes da guerra de tarifas promovida pelo governo americano. O índice MSCI Emerging Markets, que acompanha a variação de um portfólio com 1,2 mil empresas de 24 países emergentes, tem avanço de 1,35%.

Em outras praças, o desempenho também é positivo. O S&P/BMV IPC, do México, sobe 1,17%, enquanto S&P CLX IPSA, do Chile, avança 0,36%. Na Ásia, o mercado também já antecipava o movimento positivo pelo mundo – o Hang Seng, de Hong Kong, por exemplo, subiu 1,05%.

No domingo (26), os principais negociadores comerciais das superpotências econômicas disseram ter chegado a um entendimento preliminar sobre uma série de pontos delicados. Isso prepara o terreno para que os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, da China, finalizem um acordo em uma reunião marcada para a quinta-feira (30).

Caso os dois líderes consigam um entendimento concreto, sairá de cena o principal fator que tem abalado os mercados globais nos últimos meses. Na última escalada das tensões comerciais, em 10 de outubro, Trump anunciou um aumento de tarifas para 100% sobre todos os produtos chineses.

Entre as economias latino-americanas, a Argentina vive nesta segunda-feira uma situação particular. A vitória quase inesperada do partido do presidente Javier Milei nas eleições legislativas de meio de mandato no domingo (26) deu ao mandatário um novo impulso em sua busca de reformas.

A vitória tirou do radar dos investidores uma das maiores incertezas políticas recentes no país: a de que a agenda liberal do governo fosse barrada por um Congresso de maioria oposicionista. Como resultado, o S&P Merval, principal índice da bolsa argentina, dispara 20,50%. O peso argentino sobe 4,62% em relação ao dólar, para 1.412,45 pesos por unidade da moeda americana – movimento de destaque entre as divisas globais.

No Brasil, os investidores também se apoiam na avaliação positiva sobre o encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump em Kuala Lumpur, na Malásia, durante a cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).

A conversa marcou a primeira reunião oficial entre os dois governantes desde o início da atual crise diplomática. A reunião, que durou 45 minutos, foi considerada pelos dois lados como produtiva. Agora, a expectativa é por movimentos concretos de costura de acordos em novas reuniões entre representantes dos países.

No mercado de câmbio, o dólar vive um dia de fraqueza frente a outras divisas. O Índice Dólar (DXY), que acompanha a variação da moeda americana na comparação com as seis principais moedas do comércio internacional, recua 0,07%, para 98,88 pontos. Frente ao real, a queda é de 0,27%, cotada a R$ 5,3720; ante o peso mexicano, a baixa é de 0,23% e, contra o yuan, o recuo é de 0,15%.

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Mercados hoje: acerto entre China e EUA e encontro entre Lula e Trump animam investidores

Bom Dia!
A semana abre em modo “inclinação ao risco ligado”. O fim de semana trouxe notícias para animar os investidores: sinais de entendimento entre EUA e China tiram pressão de tarifas e animam a pré-abertura lá fora. Aqui, o encontro Lula–Trump trouxe uma luz no fim do túnel das tarifas. Por outro lado… a expectativa para o encontro do Fed entre terça-feira e quarta-feira pode inspirar cautela ao longo do dia.
A seguir: giro global, os destaques do dia, pílulas e a agenda, com balanço de Neoenergia.


Enquanto Você Dormia…

  • Clima mais leve: investidores precificam avanço num acordo EUA–China e aguardam Big Techs + Fed.
  • Futuros de NY: S&P 500 +0,74% e Nasdaq +1,10% (por volta de 08h50).
  • Europa e Ásia: STOXX 600 perto de máximas históricas; Japão/Coreia/Taiwan bateram recordes com o alívio tarifário no radar.
  • Dólar DXY estável perto de 98,9; Petróleo Brent em US$ 66,4; Treasury 10 anos ao redor de 4,04%

Destaques do dia

  • EUA–China afinam um caminho para um futuro acordo:
  • Washington e Pequim indicaram um esboço para evitar novas tarifas dos EUA e adiar controles chineses a exportações (terras-raras), com encontro de líderes. Futuros saltam na esteira do noticiário.
  • E o que isso importa? Se o desarme tarifário avançar, melhora o humor em commodities e cíclicas ligadas à China (Vale, CSN e Gerdau) e tira pressão de dólar/juros globais; soja e cadeias industriais sensíveis a insumos asiáticos também entram no radar.

Giro pelo mundo

  • Big Tech na semana: Microsoft, Apple, Alphabet, Amazon e Meta puxam a temporada e testam o “trade” de IA. (Triggers: pré/pós-fechamento ao longo da semana)
  • Futuros de NY sobem com expectativa de corte de 25 pb na quarta (Fed) e reunião Trump–Xi.
  • Argentina: Milei sai fortalecido nas eleições de meio de mandato, reforçando agenda pró-mercado e laços com os EUA. Partido do presidente argentino conquistou 67 de 127 cadeiras na Câmara dos Deputados.

Giro pelo Brasil

  • Lula–Trump: reunião de 45 minutos em Kuala Lumpur ensaia trégua tarifária; times técnicos começam a negociar “solução rápida”. (Próximo passo: agenda de encontros entre Tesouro/Trade Reps)
  • Focus: sai entre 8h25–8h30 com novas projeções de IPCA/Selic/câmbio; baliza a curva logo cedo.

Giro Corporativo

  • Energia: Neoenergia (NEOE3) divulga 3T25 hoje; teleconferência amanhã de manhã. (Olho em alavancagem, CAPEX e fluxo de caixa)
  • Temporada local: resultados ganham tração nesta e nas próximas semanas, com blue chips na fila.

A Agenda de hoje

  • ⏰ 08:25: Relatório Focus — Banco Central do Brasil. Termômetro das expectativas para IPCA/Selic/câmbio.
  • ⏰ 12:30 (ET 10:30): Dallas Fed Manufacturing — EUA. Sinal de atividade/preços no Texas.
  • ⏰ Após o fechamento: Neoenergia (NEOE3) — 3T25. Divulgação dos números; call amanhã às 09:00 (BRT).
  • ⏰ Durante o pregão: Prévias/expectativas de balanços nos EUA; foco em Big Tech ao longo da semana.
  • ⏰ Amanhã: Início da reunião do Fed (27–29/10); decisão na quarta-feira, 14h (ET).

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