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Received today — 19 de Maio de 2026Negócios

Google e Blackstone lançam empresa de nuvem para IA com aporte de US$ 25 bi

18 de Maio de 2026, 23:13

A Alphabet, controladora do Google, concordou em criar um negócio de computação em nuvem voltado à inteligência artificial em parceria com a Blackstone, em uma tentativa de competir com empresas como a CoreWeave em um mercado em rápida expansão.

O projeto contará com um aporte inicial de US$ 5 bilhões em capital próprio da Blackstone, que será a acionista majoritária da nova empresa, segundo comunicado divulgado nesta segunda-feira. Considerando alavancagem financeira, o investimento total chegará a US$ 25 bilhões, de acordo com uma pessoa familiarizada com o assunto.

A meta é alcançar, até 2027, uma capacidade computacional equivalente a 500 megawatts. Os data centers utilizarão os chips de inteligência artificial desenvolvidos pelo próprio Google, chamados tensor processing units (TPUs), projetados para treinar e operar modelos de IA. O veterano executivo do Google Benjamin Treynor Sloss assumirá como CEO da nova companhia.

O movimento reforça o boom global de investimentos em infraestrutura computacional, base dos modelos e serviços de inteligência artificial. O Google vem expandindo sua linha de chips de IA e buscando capacidade adicional de data centers para acomodá-los, em resposta ao aumento da demanda tanto de usuários internos quanto de clientes externos.

A nova empresa competirá com as chamadas “neoclouds”, como CoreWeave e Nebius, que oferecem poder computacional para provedores de serviços de IA. Muitas delas têm apoio da Nvidia e utilizam as GPUs da fabricante, unidades de processamento gráfico voltadas a inteligência artificial.

No início deste mês, a Blackstone realizou a oferta pública inicial da Blackstone Digital Infrastructure Trust, veículo de aquisição de data centers criado para comprar propriedades já construídas e alugadas que se beneficiam do boom da inteligência artificial.

A Blackstone, que administra mais de US$ 1,3 trilhão em ativos, se apresenta como a maior fornecedora global de data centers. A gestora adquiriu a operadora de data centers QTS em 2021 e comprou a empresa australiana de computação AirTrunk em 2024.

O Google já desponta como um dos maiores beneficiados pela onda de investimentos em inteligência artificial. As receitas de sua divisão de computação em nuvem aceleram fortemente, enquanto seus próprios serviços de IA ganham adesão entre consumidores.

© 2026 Bloomberg L.P.

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Received before yesterdayNegócios

SpaceX e Google estão em negociações para lançar data centers no espaço

12 de Maio de 2026, 15:14

O Google está em negociações com a SpaceX para um acordo de lançamento de foguetes, enquanto amplia seus próprios esforços para levar data centers orbitais ao espaço, segundo pessoas familiarizadas com as conversas.

Um eventual acordo colocaria as duas empresas em parceria em meio à corrida para desenvolver data centers em órbita — uma tecnologia ainda não comprovada, que o CEO da SpaceX, Elon Musk, já descreveu como a próxima fronteira de sua companhia aeroespacial.

O Google também mantém conversas com outras empresas de lançamento de foguetes, segundo uma das fontes.

A tecnologia especulativa tem sido um dos principais temas da SpaceX em sua apresentação a investidores antes da planejada abertura de capital no verão, que pode se tornar a maior IPO da história.

No ano passado, o Google anunciou planos próprios para lançar satélites protótipos até 2027 dentro da iniciativa Project Suncatcher. A empresa trabalha com a Planet Labs no desenvolvimento desses satélites.

“Vamos enviar pequenos racks de máquinas em satélites, testá-los e então começar a escalar a partir disso”, afirmou o CEO do Google, Sundar Pichai, em entrevista à Fox News em novembro. “Não tenho dúvidas de que, em uma década, veremos isso como uma forma mais comum de construir data centers.”

O Google foi um dos primeiros investidores da SpaceX e detém cerca de 6,1% da empresa, segundo um documento regulatório. O executivo Don Harrison, do Google, integra o conselho da SpaceX.

A SpaceX não respondeu a pedidos de comentário.

Líder global em lançamentos comerciais, a SpaceX se tornou praticamente inevitável para qualquer empresa que queira colocar satélites em órbita.

Na semana passada, a companhia anunciou um acordo para vender capacidade computacional terrestre à empresa de IA Anthropic. Como parte do acordo, a Anthropic demonstrou interesse em trabalhar com a SpaceX em data centers orbitais. No início deste ano, a SpaceX entrou com pedido junto a um regulador federal para lançar até 1 milhão de satélites ligados à sua estratégia de computação em órbita.

Executivos do setor veem a computação espacial como uma solução para as limitações dos data centers terrestres, que exigem grandes áreas de terra e alto consumo de energia. No espaço, esses sistemas poderiam operar com energia solar, eliminando restrições energéticas e parte dos impactos ambientais. Ainda assim, especialistas apontam desafios de engenharia relevantes que levantam dúvidas sobre a viabilidade da tecnologia.

A SpaceX construiu sua posição como principal empresa privada de lançamentos do mundo, levando astronautas da NASA à Estação Espacial Internacional e lançando milhares de satélites da Starlink. A empresa também realiza lançamentos para clientes comerciais.

À medida que se prepara para abrir capital, a SpaceX tem fechado uma série de acordos estratégicos que ampliam sua atuação em infraestrutura de IA e computação, incluindo a aquisição da xAI em uma operação que avaliou a companhia combinada em US$ 1,25 trilhão. A empresa também firmou parceria com a startup de codificação Cursor, garantindo opção de compra futura avaliada em US$ 60 bilhões, além de anunciar bilhões em investimentos em infraestrutura.

Para o acordo com a Anthropic, a SpaceX deve fornecer 300 megawatts de nova capacidade computacional, usando mais de 220 mil GPUs da Nvidia, até o fim de maio.

Nvidia's $4.9 trillion chip empire has a new problem: its biggest customers

30 de Abril de 2026, 13:59
Amazon CEO Andy Jassy
Amazon CEO Andy Jassy has been bullish on the company's Trainium chips.

Bloomberg/Getty Images

  • Google and Amazon have ambitions to sell AI chips to customers.
  • That could make things awkward with Nvidia, which the two tech giants also rely on.
  • Taking on Nvidia won't be easy, but one analyst said the process is now "irreversible."

Two of Nvidia's biggest customers might be turning into its biggest threat.

For three years, Nvidia's stock has defied gravity on the premise that the AI industry needs its chips. On Wednesday, when Google and Amazon reported their Q1 earnings, both signaled ambitions to sell their own custom AI chips directly to customers.

So far, Google's TPUs and Amazon's Trainium chips have only been available through Google and Amazon's cloud services. Customers can pay to use them, but they don't own them.

Nvidia is the undisputed leader in AI chips right now. While that shows no sign of stopping anytime soon, recent remarks from Google and Amazon suggest they are ready to challenge Nvidia's throne.

Andy Jassy, the CEO of Amazon, laid down the gauntlet to Nvidia in his annual letter to shareholders earlier this month.

"Virtually all AI thus far has been done on Nvidia chips, but a new shift has started," Jassy wrote, adding that it's "quite possible" that Amazon could start selling its chips directly to customers.

He put a timeline on this plan on the company's Wednesday earnings call, saying "there's a good chance" Amazon will start offering full racks of Trainium chips beyond its own cloud "over the next couple of years."

Google gave an even stronger commitment — and a nearer timeline.

On Wednesday, Google CEO Sundar Pichai publicly said for the first time that the company plans to deliver TPU chips to a "select group of customers" in their own data centers this year, but said the "vast majority" of revenues from those sales won't be realized until 2027.

Pichai said there was a big opportunity for Google's semiconductor business, which would also help fund the next generation of chips. That flywheel could create a mammoth business for Google. Morgan Stanley said in a December research note that selling 500,000 TPU chips could add roughly $13 billion in revenue to Google's balance sheet in 2027.

The company said in its 10-Q filing that it had so far signed a "limited number of agreements" to supply TPUs to customers.

It's also where things could get awkward. Google and Amazon are also big customers of Nvidia. They purchase Nvidia's chips to lease to their customers in their own data centers. Amazon and Google have both said that they will continue to work with Nvidia.

Nvidia shares were down more thean 4% on Thursday. The company didn't immediately respond to a Business Insider request for comment.

'Concerned but not worried'

Breaking into Nvidia's chip dominance will not be easy, analysts told Business Insider.

"Nvidia should be concerned but not worried," said Alvin Nguyen, a senior analyst at Forrester. Nvidia has built a strong ecosystem of hardware, software, and support that has made it easy for customers to choose them, he said.

"Selling products is very different than access to them," he said, adding that Amazon and Google would need to provide services like education and support to enterprises looking to buy their chips.

Google and Amazon's chip racks are also "very bespoke and proprietary" and customized for their own respective data centers, said Patrick Moorhead, CEO and chief analyst of Moor Insights & Strategy. That poses a challenge for reaching mass adoption, he said.

Plus, the chip market isn't a zero-sum game. AI companies are increasingly diversifying and using chips from multiple suppliers simultaneously. OpenAI, for example, has chip deals with Nvidia, AMD, and Broadcom, among others.

However, custom silicon is becoming an "increasingly important part of the AI story" for Google and Amazon, Bernstein analyst Mark Shmulik wrote in a note on Thursday. Both companies are pitching their chips as being more cost-effective than Nvidia's.

That opportunity is also opening up as the needs of the AI industry shifts. Earlier this month, Google announced a new TPU chip specifically for inference — the process of running the models once they're trained — which is becoming more critical as more companies bring AI agents online.

Beatriz Valle, a senior analyst for enterprise technology & services at GlobalData, called the decision by Google and Amazon an "extraordinary move" that will diversify the chip sector — and reduce cloud providers' dependence on Nvidia chips.

"This process will take years but it is irreversible now," she said.

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Funcionários do Google pedem que CEO bloqueie uso de IA para fins militares dos EUA

27 de Abril de 2026, 22:08

Mais de 500 funcionários do Google assinaram nesta segunda-feira, 27, uma carta aberta ao CEO, Sundar Pichai, pedindo que ele se recuse a permitir que o governo dos Estados Unidos use a tecnologia de inteligência artificial (IA) da empresa em operações militares sigilosas.

“Queremos ver a IA beneficiar a humanidade, e não ser usada de maneiras desumanas ou extremamente prejudiciais”, diz a carta, enviada a Pichai. “Isso inclui armas autônomas letais e vigilância em massa, mas vai além.”

“A única forma de garantir que o Google não seja associado a esse tipo de dano é rejeitar qualquer trabalho classificado”, prossegue o texto. “Caso contrário, esses usos podem ocorrer sem o nosso conhecimento ou sem que tenhamos poder para impedi-los.”

Após um conflito entre o Pentágono e a Anthropic, grandes empresas de tecnologia estão sob pressão para definir uma posição sobre o uso militar e de seus produtos de IA.

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Hundreds of Googlers ask their CEO to block classified AI work with the Pentagon

Sundar Pichai
Alphabet CEO Sundar Pichai.

Jakub Porzycki/NurPhoto via Getty Images

  • Around 600 Google employees urged CEO Sundar Pichai to reject classified Pentagon AI deals.
  • They said they want to see AI benefit humanity, not be used for autonomous weapons or surveillance.
  • Google and the Pentagon are in talks to use Gemini in classified settings, per a recent report.

Around 600 Google employees sent a letter to CEO Sundar Pichai on Monday, urging him not to let the company's AI technology be used by the US military for classified operations.

The letter, signed by employees in Google's DeepMind and Cloud divisions, cited a recent Information report that Google and the Pentagon were negotiating the use of Google's Gemini AI in classified settings.

"As people working on AI, we know that these systems can centralize power and that they do make mistakes," the employees wrote in the letter. "We feel that our proximity to this technology creates a responsibility to highlight and prevent its most unethical and dangerous uses."

"Currently, the only way to guarantee that Google does not become associated with such harms is to reject any classified workloads," employees continued in the letter. "Otherwise, such uses may occur without our knowledge or the power to stop them."

Google didn't immediately respond to a request for comment from Business Insider. Google has not yet responded to the letter, said Jane Chung, the founder of Justice Speaks, a communications firm representing the workers. Bloomberg first reported on the letter.

Google has long faced internal pushback to its efforts to work with the US military. In 2018, it decided not to renew Project Maven, a Department of Defense contract to integrate AI into military operations, following pressure from hundreds of employees. Palantir later picked up the deal.

The same year, Google established a set of AI principles, including a pledge not to use AI for weapons or surveillance. Last year, it updated those AI principles to remove wording around weapons and surveillance.

The company also secured new contracts with the Pentagon last year to use its AI and cloud products. In March, the company said it would provide the Pentagon with AI agents in a non-classified setting. It also told Google DeepMind employees during a January meeting that they should expect more of these types of deals.

In the letter, Google employees raised concerns that classified work would lead to a lack of oversight into how the company's technology is used.

"We want to see AI benefit humanity; not to see it being used in inhumane or extremely harmful ways," the employees wrote. "This includes lethal autonomous weapons and mass surveillance but extends beyond."

Read the full letter below:

Dear Sundar,
We are Google employees who are deeply concerned about ongoing negotiations between Google and the US Department of Defense. As people working on AI, we know that these systems can centralize power and that they do make mistakes. We feel that our proximity to this technology creates a responsibility to highlight and prevent its most unethical and dangerous uses.
Therefore, we ask you to refuse to make our AI systems available for classified workloads.
We want to see AI benefit humanity; not to see it being used in inhumane or extremely harmful ways. This includes lethal autonomous weapons and mass surveillance but extends beyond. Currently, the only way to guarantee that Google does not become associated with such harms is to reject any classified workloads. Otherwise, such uses may occur without our knowledge or the power to stop them.
Making the wrong call right now would cause irreparable damage to Google's reputation, business, and role in the world. At this very moment, the safety of our own workforce and critical infrastructure are under active threat. Human lives are already being lost and civil liberties put at risk at home and abroad from misuses of the technology we're playing a key role in building.
We know from our own history that our leaders can make the right choices, for ourselves and for the world, when the stakes are high.
Today, we call on you, Sundar, to act according to the values on which this company was built, and refuse classified workloads.
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Como Apple, Google e Amazon sufocaram uma lei antimonopólio na Califórnia

27 de Abril de 2026, 12:46

Apple, Google e Amazon derrubaram em pouco mais de um mês uma proposta de lei na Califórnia que poderia obrigá-las a parar de privilegiar seus próprios produtos em detrimento dos concorrentes — como fazem na App Store, no Google Search e nos resultados de marketplace da Amazon. A ofensiva, capitaneada pela Câmara de Comércio do estado e pelo grupo setorial Chamber of Progress, enterrou o chamado Based Act antes mesmo de ele ganhar tração legislativa.

O projeto havia nascido de uma aliança incomum entre defensores da “little tech” — liderados pela aceleradora Y Combinator e o vasto ecossistema de startups que ela apoia — e grupos de defesa do consumidor. Foi patrocinado pelo senador estadual Scott Wiener, democrata de São Francisco e uma das principais vozes em regulação de tecnologia na Califórnia, que o modelou a partir das normas antitruste europeias que as grandes empresas resistem há anos.

“Eles absolutamente inundaram o Capitólio de lobistas para atacar o projeto e espalhar desinformação”, disse Wiener, que concorre a uma vaga no Congresso federal. “Foi uma maré de lobbying, e estávamos em clara desvantagem”.

Diferente do Brasil, o exercício do lobbying é legalizado nos Estados Unidos.

A ofensiva avassaladora evidencia a poderosa máquina de influência que as maiores empresas de tecnologia do mundo montaram para barrar projetos que ameacem seus negócios — em especial no estado mais populoso dos EUA, onde novas leis podem forçar mudanças de alcance nacional ou global.

O Based Act se assemelhava às regulações antitruste europeias que as empresas resistem há anos e que podem custar dezenas de bilhões de dólares anuais ao setor, segundo algumas estimativas. Só nos últimos dois anos, a Comissão Europeia aplicou mais de US$ 7 bilhões em multas às grandes empresas de tecnologia.

“As empresas estão muito preocupadas que essas regulações não cheguem aos Estados Unidos”, disse Joseph Coniglio, pesquisador antitruste do think tank Information Technology and Innovation Foundation, financiado pelo setor. “Isso arriscaria mudar fundamentalmente a forma como elas operam na economia digital.”

Minutos depois de Wiener começar a apresentar o projeto, em 18 de março — antes mesmo de terminar seu discurso —, a Chamber of Progress já havia divulgado uma nota atacando a proposta.

O grupo, do qual fazem parte o Google (Alphabet), a Amazon e a Apple, mobilizou ligações de eleitores para os gabinetes dos parlamentares, argumentando que o projeto poderia degradar produtos populares como o Google Search e a App Store da Apple. O grupo veiculou anúncios afirmando que a lei tornaria os resultados de busca “menos úteis”, as entregas “mais lentas” e os celulares “menos seguros”.

A Y Combinator e outros tentaram, sem sucesso, contrariar essa narrativa. Argumentaram que as empresas estavam exagerando os impactos sobre seus negócios e disseminando inverdades sobre os custos potenciais para os consumidores.

Escolha de novo CEO da Apple indica preocupação maior com aparelhos como o iPhone
Lançamento da Apple, iPhone 17 – Foto: Getty Images

Não foi a primeira vez que as grandes empresas derrotaram o movimento da “little tech“. Por dois anos, Google, Apple, Amazon e Meta formaram uma frente unida e gastaram mais de US$ 100 milhões em lobbying e publicidade para enterrar o American Innovation and Choice Online Act — um projeto federal bipartidário semelhante ao Based Act — em 2022. Empresas menores como Yelp, DuckDuckGo e Proton AG apoiaram ambos os projetos.

Quando o Based Act de Wiener emergiu, a rede de grupos e lobistas das grandes empresas de tecnologia reaproveitou parte do material utilizado para derrubar a legislação federal e se opor às regulações europeias. Cinco diferentes organizações setoriais ligadas à big tech trabalharam contra o projeto — uma frente inusualmente coesa para grupos que, nos últimos anos, haviam se dividido em diversas questões.

As próprias empresas também intervieram diretamente, um passo raro para um projeto estadual em fase tão inicial. Kent Walker, presidente de assuntos globais do Google, afirmou que o projeto era “ainda pior” do que regulações similares aprovadas pela União Europeia. O setor chegou a mobilizar lobistas da indústria aérea contra o texto, alegando que ele poderia prejudicar a capacidade do Google de direcionar tráfego para os sites das companhias.

Uma das principais testemunhas a depor contra o projeto — uma residente da Califórnia que disse que a medida poderia prejudicar seu pequeno negócio — era apoiada pelo Connected Commerce Council, grupo financiado pelas grandes empresas de tecnologia.

O pequeno empresário Jerick Sobie afirmou, em entrevista, que o Connected Commerce Council — que recebe recursos da Amazon e do Google — o informou sobre o projeto e pediu que testemunhasse. O grupo reembolsou suas despesas. Sobie disse que enxerga o financiamento como um “mal necessário”, já que pequenas empresas geralmente não têm recursos para fazer lobbying.

O Connected Commerce Council, o Google e a Amazon não responderam a pedidos de comentário.

O projeto foi rejeitado em 20 de abril, após derrota em votação numa comissão legislativa dedicada a privacidade — aprovado na semana anterior pela comissão presidida pelo próprio Wiener.

Tela de celular com ícones de apps: Facebook, Amazon, Netflix, Google.
Ícones do aplicativo Facebook, do aplicativo Amazon.com, do aplicativo Netflix Inc. e do aplicativo Google, uma unidade da Alphabet, aparecem em um smartphone iPhone da Apple nesta fotografia organizada em Londres, Reino Unido. Foto: Jason Alden/Bloomberg

O senador estadual Christopher Cabaldon, democrata que preside a comissão de privacidade, ressaltou a importância do setor de tecnologia para a Califórnia.

“Muitas pessoas trabalham ali, há uma grande arrecadação de impostos, comunidades inteiras fundadas sobre esse setor”, disse Cabaldon em entrevista. “Nossa missão é proteger a privacidade e os consumidores, mas também levar em conta — como fazemos com Hollywood ou com a indústria vinícola no meu distrito — a tecnologia como uma indústria fundamental da Califórnia.”

Cabaldon, porém, tem vínculos com a Chamber of Progress por meio da organização política democrata NewDEAL. Diversas pessoas ligadas à NewDEAL, incluindo sua fundadora Helen Milby, integram o conselho consultivo da Chamber of Progress. Cabaldon recusou-se a comentar sobre a entidade.

Após a votação, Ben Golombek, dirigente da Câmara de Comércio da Califórnia, celebrou o resultado em mensagem interna, descrevendo-o como um “verdadeiro trabalho de equipe” para derrotar o projeto, segundo uma cópia do e-mail obtida pela reportagem. Golombek pediu que os destinatários “agradecessem” aos parlamentares que votaram contra.

“A Câmara de Comércio da Califórnia se opôs ao Projeto de Lei 1074 por entender que ele prejudicaria empresas de todos os portes e os consumidores californianos”, disse a entidade em nota. “Como é prática de outras organizações de representação, a CalChamber rotineiramente elogia legisladores que compartilham nossas posições.”

Golombek encerrou sua mensagem pedindo aos aliados que permanecessem “vigilantes”, observando que Wiener é “incansável” e poderia tentar ressuscitar a proposta pela via da Assembleia Estadual. Wiener é favorito para conquistar a cadeira no Congresso federal deixada vaga pela ex-presidente da Câmara Nancy Pelosi.

Perguntado se tentaria retomar o projeto por meio de manobras legislativas, Wiener respondeu: “Aguardem.”

Como Apple, Google e Amazon sufocaram uma lei antimonopólio na Califórnia

27 de Abril de 2026, 12:46

Apple, Google e Amazon derrubaram em pouco mais de um mês uma proposta de lei na Califórnia que poderia obrigá-las a parar de privilegiar seus próprios produtos em detrimento dos concorrentes — como fazem na App Store, no Google Search e nos resultados de marketplace da Amazon. A ofensiva, capitaneada pela Câmara de Comércio do estado e pelo grupo setorial Chamber of Progress, enterrou o chamado Based Act antes mesmo de ele ganhar tração legislativa.

O projeto havia nascido de uma aliança incomum entre defensores da “little tech” — liderados pela aceleradora Y Combinator e o vasto ecossistema de startups que ela apoia — e grupos de defesa do consumidor. Foi patrocinado pelo senador estadual Scott Wiener, democrata de São Francisco e uma das principais vozes em regulação de tecnologia na Califórnia, que o modelou a partir das normas antitruste europeias que as grandes empresas resistem há anos.

“Eles absolutamente inundaram o Capitólio de lobistas para atacar o projeto e espalhar desinformação”, disse Wiener, que concorre a uma vaga no Congresso federal. “Foi uma maré de lobbying, e estávamos em clara desvantagem”.

Diferente do Brasil, o exercício do lobbying é legalizado nos Estados Unidos.

A ofensiva avassaladora evidencia a poderosa máquina de influência que as maiores empresas de tecnologia do mundo montaram para barrar projetos que ameacem seus negócios — em especial no estado mais populoso dos EUA, onde novas leis podem forçar mudanças de alcance nacional ou global.

O Based Act se assemelhava às regulações antitruste europeias que as empresas resistem há anos e que podem custar dezenas de bilhões de dólares anuais ao setor, segundo algumas estimativas. Só nos últimos dois anos, a Comissão Europeia aplicou mais de US$ 7 bilhões em multas às grandes empresas de tecnologia.

“As empresas estão muito preocupadas que essas regulações não cheguem aos Estados Unidos”, disse Joseph Coniglio, pesquisador antitruste do think tank Information Technology and Innovation Foundation, financiado pelo setor. “Isso arriscaria mudar fundamentalmente a forma como elas operam na economia digital.”

Minutos depois de Wiener começar a apresentar o projeto, em 18 de março — antes mesmo de terminar seu discurso —, a Chamber of Progress já havia divulgado uma nota atacando a proposta.

O grupo, do qual fazem parte o Google (Alphabet), a Amazon e a Apple, mobilizou ligações de eleitores para os gabinetes dos parlamentares, argumentando que o projeto poderia degradar produtos populares como o Google Search e a App Store da Apple. O grupo veiculou anúncios afirmando que a lei tornaria os resultados de busca “menos úteis”, as entregas “mais lentas” e os celulares “menos seguros”.

A Y Combinator e outros tentaram, sem sucesso, contrariar essa narrativa. Argumentaram que as empresas estavam exagerando os impactos sobre seus negócios e disseminando inverdades sobre os custos potenciais para os consumidores.

Escolha de novo CEO da Apple indica preocupação maior com aparelhos como o iPhone
Lançamento da Apple, iPhone 17 – Foto: Getty Images

Não foi a primeira vez que as grandes empresas derrotaram o movimento da “little tech“. Por dois anos, Google, Apple, Amazon e Meta formaram uma frente unida e gastaram mais de US$ 100 milhões em lobbying e publicidade para enterrar o American Innovation and Choice Online Act — um projeto federal bipartidário semelhante ao Based Act — em 2022. Empresas menores como Yelp, DuckDuckGo e Proton AG apoiaram ambos os projetos.

Quando o Based Act de Wiener emergiu, a rede de grupos e lobistas das grandes empresas de tecnologia reaproveitou parte do material utilizado para derrubar a legislação federal e se opor às regulações europeias. Cinco diferentes organizações setoriais ligadas à big tech trabalharam contra o projeto — uma frente inusualmente coesa para grupos que, nos últimos anos, haviam se dividido em diversas questões.

As próprias empresas também intervieram diretamente, um passo raro para um projeto estadual em fase tão inicial. Kent Walker, presidente de assuntos globais do Google, afirmou que o projeto era “ainda pior” do que regulações similares aprovadas pela União Europeia. O setor chegou a mobilizar lobistas da indústria aérea contra o texto, alegando que ele poderia prejudicar a capacidade do Google de direcionar tráfego para os sites das companhias.

Uma das principais testemunhas a depor contra o projeto — uma residente da Califórnia que disse que a medida poderia prejudicar seu pequeno negócio — era apoiada pelo Connected Commerce Council, grupo financiado pelas grandes empresas de tecnologia.

O pequeno empresário Jerick Sobie afirmou, em entrevista, que o Connected Commerce Council — que recebe recursos da Amazon e do Google — o informou sobre o projeto e pediu que testemunhasse. O grupo reembolsou suas despesas. Sobie disse que enxerga o financiamento como um “mal necessário”, já que pequenas empresas geralmente não têm recursos para fazer lobbying.

O Connected Commerce Council, o Google e a Amazon não responderam a pedidos de comentário.

O projeto foi rejeitado em 20 de abril, após derrota em votação numa comissão legislativa dedicada a privacidade — aprovado na semana anterior pela comissão presidida pelo próprio Wiener.

Tela de celular com ícones de apps: Facebook, Amazon, Netflix, Google.
Ícones do aplicativo Facebook, do aplicativo Amazon.com, do aplicativo Netflix Inc. e do aplicativo Google, uma unidade da Alphabet, aparecem em um smartphone iPhone da Apple nesta fotografia organizada em Londres, Reino Unido. Foto: Jason Alden/Bloomberg

O senador estadual Christopher Cabaldon, democrata que preside a comissão de privacidade, ressaltou a importância do setor de tecnologia para a Califórnia.

“Muitas pessoas trabalham ali, há uma grande arrecadação de impostos, comunidades inteiras fundadas sobre esse setor”, disse Cabaldon em entrevista. “Nossa missão é proteger a privacidade e os consumidores, mas também levar em conta — como fazemos com Hollywood ou com a indústria vinícola no meu distrito — a tecnologia como uma indústria fundamental da Califórnia.”

Cabaldon, porém, tem vínculos com a Chamber of Progress por meio da organização política democrata NewDEAL. Diversas pessoas ligadas à NewDEAL, incluindo sua fundadora Helen Milby, integram o conselho consultivo da Chamber of Progress. Cabaldon recusou-se a comentar sobre a entidade.

Após a votação, Ben Golombek, dirigente da Câmara de Comércio da Califórnia, celebrou o resultado em mensagem interna, descrevendo-o como um “verdadeiro trabalho de equipe” para derrotar o projeto, segundo uma cópia do e-mail obtida pela reportagem. Golombek pediu que os destinatários “agradecessem” aos parlamentares que votaram contra.

“A Câmara de Comércio da Califórnia se opôs ao Projeto de Lei 1074 por entender que ele prejudicaria empresas de todos os portes e os consumidores californianos”, disse a entidade em nota. “Como é prática de outras organizações de representação, a CalChamber rotineiramente elogia legisladores que compartilham nossas posições.”

Golombek encerrou sua mensagem pedindo aos aliados que permanecessem “vigilantes”, observando que Wiener é “incansável” e poderia tentar ressuscitar a proposta pela via da Assembleia Estadual. Wiener é favorito para conquistar a cadeira no Congresso federal deixada vaga pela ex-presidente da Câmara Nancy Pelosi.

Perguntado se tentaria retomar o projeto por meio de manobras legislativas, Wiener respondeu: “Aguardem.”

Google investirá até US$40 bilhões na Anthropic

24 de Abril de 2026, 17:25

A Alphabet (GOGL34), controladora do Google, investirá até US$40 bilhões na Anthropic, aprofundando parceria com a startup de inteligência artificial que também é sua rival no setor.

A Anthropic disse nesta sexta-feira que o Google se comprometeu a investir US$10 bilhões agora em dinheiro, dando à Anthropic um valor de mercado de US$350 bilhões, e investirá mais US$30 bilhões se a empresa criadora do chatbot Claude cumprir metas de desempenho.

O anúncio da Alphabet ocorre poucos dias depois que a Amazon disse que investirá até US$25 bilhões na Anthropic, que conseguiu se destacar no concorrido setor de IA ao concentrar o treinamento de seus modelos em ferramentas de programação de software.

A receita anualizada da Anthropic ultrapassou US$ 30 bilhões este mês, acima dos cerca de US$ 9 bilhões no final de 2025.

A startup levantou US$ 30 bilhões em uma rodada de financiamento em fevereiro que a avaliou em US$380 bilhões.

A forte demanda pela família de modelos de IA Claude levou a Anthropic a assinar vários acordos importantes recentemente para adquirir mais capacidade de computação.

No início deste mês, a empresa acertou acordos plurianuais com a fabricante de chips Broadcom e com a empresa de infraestrutura de computação em nuvem CoreWeave, e também deve garantir quase 1 gigawatt de capacidade por meio dos chips da Amazon até o final do ano.

No ano passado, a Anthropic disse que investiria US$50 bilhões na construção de data centers nos EUA para garantir a infraestrutura de implantação e treinamento de seus modelos.

No início deste ano, uma série de lançamentos de plug-ins para o agente Cowork da Anthropic provocou uma venda brutal de ações de empresas de software no mundo, uma vez que investidores avaliaram o potencial disruptivo das ferramentas de IA da empresa.

Google “turbina” a Anthropic, dona do Claude, com investimento de US$ 40 bilhões

24 de Abril de 2026, 16:40

Na corrida para ser o principal nome de inteligência artificial (IA) do mundo, a Anthropic está buscando recursos e fechando acordos comerciais para não ser atrapalhada pelo próprio sucesso e seguir tranquila rumo ao IPO. O mais recente acerto é com o Google, com quem fechou um aporte adicional que pode alcançar US$ 40 bilhões, […]

O post Google “turbina” a Anthropic, dona do Claude, com investimento de US$ 40 bilhões apareceu primeiro em NeoFeed.

Parceiras ou rivais? Google planeja investir até US$ 40 bilhões na Anthropic, dona do Claude

24 de Abril de 2026, 13:56

O Google vai investir US$ 10 bilhões na Anthropic, dona do dona do Claude, com a possibilidade de aportar outros US$ 30 bilhões no futuro, fortalecendo a relação entre as duas empresas, que são ao mesmo tempo parceiras e rivais na corrida pela inteligência artificial.

A Anthropic informou que o Google fará um investimento inicial de US$ 10 bilhões em dinheiro, com base em uma avaliação de US$ 350 bilhões — o mesmo valor atribuído à empresa em uma rodada de fevereiro, sem considerar os recursos mais recentes. A Alphabet poderá investir mais US$ 30 bilhões caso a Anthropic atinja metas de desempenho, além de apoiar uma expansão significativa da capacidade computacional da startup.

A Anthropic acelerou a captação de recursos após o sucesso do Claude Code, um agente de IA que agiliza o desenvolvimento de software. No início da semana, a empresa anunciou ter levantado mais US$ 5 bilhões com a Amazon, também a uma avaliação de US$ 350 bilhões, com opção de receber outros US$ 20 bilhões ao longo do tempo. Em fevereiro, a startup já havia captado US$ 30 bilhões, e investidores passaram a considerar avaliações de até US$ 800 bilhões.

A Anthropic é uma importante cliente dos chips e serviços de nuvem do Google — áreas que a empresa busca expandir à medida que seu principal negócio, a publicidade em buscas, amadurece. O Google Cloud fornecerá 5 gigawatts de capacidade computacional à Anthropic nos próximos cinco anos, com possibilidade de expansão. O acordo amplia uma parceria anunciada recentemente entre Anthropic, Google e a Broadcom.

As ações do Google subiam mais de 1% nesta sexta-feira, negociadas a US$ 341 por volta do meio-dia.

As unidades de processamento tensorial (TPUs) do Google são uma das principais alternativas aos chips da Nvidia, tornando-se um recurso escasso e valioso para empresas como a Anthropic, em um setor que exige enorme capacidade de processamento.

A Anthropic, que avalia realizar uma oferta pública inicial já em outubro, busca expandir sua infraestrutura para atender à crescente demanda por seus produtos.

O Claude Code rapidamente se tornou uma ferramenta popular entre engenheiros do Vale do Silício — inclusive dentro do próprio Google —, impulsionando a concorrência no setor. Outro produto, o agente Cowork, também vem ganhando tração por permitir o uso sem necessidade de programação.

Parceria entre Google e Anthropic

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, trabalhou no Google no início da carreira. As empresas mantêm laços próximos desde a fundação da Anthropic em 2021 por ex-funcionários da OpenAI. No ano passado, o Google já havia se comprometido a fornecer até 1 milhão de chips TPU à startup, em um acordo avaliado em dezenas de bilhões de dólares, além de já ter investido cerca de US$ 3 bilhões até então.

Apesar da parceria, as empresas também competem para liderar o desenvolvimento de sistemas de IA capazes de rivalizar com humanos e conquistar clientes corporativos. Nos últimos meses, executivos do Google demonstraram preocupação com a posição da empresa no mercado de ferramentas de programação com IA, atualmente dominado pela Anthropic.

O futuro da startup também envolve riscos. A Anthropic foi classificada pelo Pentágono como um possível risco na cadeia de suprimentos — decisão que a empresa contesta na Justiça — após disputas sobre o uso de sua tecnologia pelas Forças Armadas dos EUA.

Analistas também levantam preocupações sobre acordos considerados “circulares”, nos quais grandes empresas de tecnologia investem em startups de IA enquanto também vendem a elas chips e capacidade de data centers.

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Parceiras ou rivais? Google planeja investir até US$ 40 bilhões na Anthropic, dona do Claude

24 de Abril de 2026, 13:56

O Google vai investir US$ 10 bilhões na Anthropic, dona do dona do Claude, com a possibilidade de aportar outros US$ 30 bilhões no futuro, fortalecendo a relação entre as duas empresas, que são ao mesmo tempo parceiras e rivais na corrida pela inteligência artificial.

A Anthropic informou que o Google fará um investimento inicial de US$ 10 bilhões em dinheiro, com base em uma avaliação de US$ 350 bilhões — o mesmo valor atribuído à empresa em uma rodada de fevereiro, sem considerar os recursos mais recentes. A Alphabet poderá investir mais US$ 30 bilhões caso a Anthropic atinja metas de desempenho, além de apoiar uma expansão significativa da capacidade computacional da startup.

A Anthropic acelerou a captação de recursos após o sucesso do Claude Code, um agente de IA que agiliza o desenvolvimento de software. No início da semana, a empresa anunciou ter levantado mais US$ 5 bilhões com a Amazon, também a uma avaliação de US$ 350 bilhões, com opção de receber outros US$ 20 bilhões ao longo do tempo. Em fevereiro, a startup já havia captado US$ 30 bilhões, e investidores passaram a considerar avaliações de até US$ 800 bilhões.

A Anthropic é uma importante cliente dos chips e serviços de nuvem do Google — áreas que a empresa busca expandir à medida que seu principal negócio, a publicidade em buscas, amadurece. O Google Cloud fornecerá 5 gigawatts de capacidade computacional à Anthropic nos próximos cinco anos, com possibilidade de expansão. O acordo amplia uma parceria anunciada recentemente entre Anthropic, Google e a Broadcom.

As ações do Google subiam mais de 1% nesta sexta-feira, negociadas a US$ 341 por volta do meio-dia.

As unidades de processamento tensorial (TPUs) do Google são uma das principais alternativas aos chips da Nvidia, tornando-se um recurso escasso e valioso para empresas como a Anthropic, em um setor que exige enorme capacidade de processamento.

A Anthropic, que avalia realizar uma oferta pública inicial já em outubro, busca expandir sua infraestrutura para atender à crescente demanda por seus produtos.

O Claude Code rapidamente se tornou uma ferramenta popular entre engenheiros do Vale do Silício — inclusive dentro do próprio Google —, impulsionando a concorrência no setor. Outro produto, o agente Cowork, também vem ganhando tração por permitir o uso sem necessidade de programação.

Parceria entre Google e Anthropic

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, trabalhou no Google no início da carreira. As empresas mantêm laços próximos desde a fundação da Anthropic em 2021 por ex-funcionários da OpenAI. No ano passado, o Google já havia se comprometido a fornecer até 1 milhão de chips TPU à startup, em um acordo avaliado em dezenas de bilhões de dólares, além de já ter investido cerca de US$ 3 bilhões até então.

Apesar da parceria, as empresas também competem para liderar o desenvolvimento de sistemas de IA capazes de rivalizar com humanos e conquistar clientes corporativos. Nos últimos meses, executivos do Google demonstraram preocupação com a posição da empresa no mercado de ferramentas de programação com IA, atualmente dominado pela Anthropic.

O futuro da startup também envolve riscos. A Anthropic foi classificada pelo Pentágono como um possível risco na cadeia de suprimentos — decisão que a empresa contesta na Justiça — após disputas sobre o uso de sua tecnologia pelas Forças Armadas dos EUA.

Analistas também levantam preocupações sobre acordos considerados “circulares”, nos quais grandes empresas de tecnologia investem em startups de IA enquanto também vendem a elas chips e capacidade de data centers.

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Inside OpenAI's talent pipeline: See who's feeding and hiring away workers at Sam Altman's AI giant

23 de Março de 2026, 06:56
sam altman

Anna Moneymaker/Getty Images

  • OpenAI has become a centerpiece in the AI talent wars, data reviewed by Business Insider shows.
  • Workers often leave Big Tech for Sam Altman's venture and then move on to smaller startups.
  • The average tenure for US-based OpenAI employees is around 16 months.

Workers leave Big Tech for OpenAI. They fan out across a growing ecosystem of startups. Rinse and repeat.

Since it launched ChatGPT, the Sam Altman-led company has quickly become a magnet for AI talent. It has pulled hundreds of researchers and engineers from competitors like Google, Meta, and Apple, according to data reviewed by Business Insider. After sticking around for a while, many of those employees go on to found or join rival startups of their own.

The company has nearly quadrupled in size since its chatbot took off in 2023, scaling from a small research lab of around 1,000 employees to a tech company with more than 4,000 workers.

To get a sense of how OpenAI is faring in the race for AI talent, Business Insider analyzed findings from workforce intelligence provider Live Data Technologies, which used LinkedIn to track the comings and goings of around 1,300 employees from January 2023 to March 2026.

Live Data Technologies analyzed publicly available professional profile data for OpenAI employees who had available information on previous employers. The roles analyzed ranged from engineering and research to product, human resources, and recruiting.

Representatives for OpenAI didn't respond to a request for comment.

The company's hiring pipeline is highly concentrated

OpenAI was originally founded by Altman and Elon Musk in 2015 to compete with Google's DeepMind AI lab.

Now, Google is the No. 1 source of talent for OpenAI, accounting for roughly a quarter of hires, according to the data.

Nearly half of OpenAI hires in the last three years came from either Google, Meta, Apple, or Microsoft.

Apple's Jony Ive joined OpenAI last summer to work on a new AI device. The project encompasses around 300 workers, many of whom came from Apple, The Information reported earlier this year.

The company has also made several high-profile hires over the past year, including Slack CEO Denise Dresser, OpenClaw founder Peter Steinberger, and Instacart CEO Fidji Simo.

Since 2023, OpenAI has added roughly four times as many engineers as it has lost, highlighting the company's rapid expansion as the AI race intensifies.

The battle for AI talent has become one of Silicon Valley's fiercest. Big Tech companies are aggressively competing for a relatively small pool of researchers capable of building advanced AI systems.

Meta CEO Mark Zuckerberg has reportedly taken a hands-on role in recruiting top AI employees, while Meta and other companies have reportedly offered massive compensation packages, sometimes valued in the tens and hundreds of millions of dollars in stock.

OpenAI is known for its high compensation packages. The Wall Street Journal reported last year that its employees receive an average of $1.5 million in stock-based compensation. Public salary data from H-1B visa applications shows that research scientists at the AI venture have salaries ranging from $245,000 to $685,000, while engineering roles are listed with a range of $165,000 to $290,000.

Where employees go after OpenAI tells a different story

Departures are fragmented, spreading across more than 150 different companies, including competitors like Meta, Anthropic, and emerging labs such as Thinking Machines Lab, according to the data. The majority of OpenAI employees left for smaller startups, venture capital firms, or academia, according to the data.

The data suggests OpenAI has become a centerpiece in the AI talent network, pulling researchers from Big Tech and sending alumni across the startup and VC ecosystem.

Only a handful of companies received more than 15 OpenAI alumni in the last three years: Anthropic, Meta, Google, and Thinking Machines Lab, the data shows.

Anthropic is perhaps the best-known example. It was founded by former OpenAI researchers, including siblings Dario and Daniela Amodei. VP of Research Max Schwarzer left OpenAI for Anthropic earlier this month.

Meanwhile, several OpenAI employees who left the company to help found Thinking Machine Labs in February, including Barret Zoph, rejoined OpenAI earlier this year.

Common roles at OpenAI include engineering and research, the data shows. The average tenure for US-based OpenAI employees is around 16 months.

Do you work for OpenAI or have a tip? Contact this reporter via email at gkay@businessinsider.com or Signal at 248-894-6012. Use a personal email address, a nonwork device, and nonwork WiFi; here's our guide to sharing information securely.

Read the original article on Business Insider

I'm an editor at Google. AI has taken over some of my work, but my humanities degree gave me an unexpected edge.

23 de Março de 2026, 06:11
A person with short pink hair looks at the camera in front of a bookshelf filled with novels.
Marie Pabelonio is an editorial lead at Google.

Courtesy of Marie Pabelonio

  • Marie Pabelonio, a Google editorial lead, graduated from college with an English degree in 2009.
  • She highlights the value of her English degree in adapting to AI's impact in the tech industry.
  • AI helps her meet deadlines and focus on the bigger picture, but a human touch is still essential.

This as-told-to essay is based on a conversation with Marie Pabelonio, a 38-year-old editorial lead at Google, based in the Bay Area. This story has been edited for length and clarity.

I've been at Google since 2019, and as a writer, I knew AI would affect my role.

Looking back on my career trajectory, it feels like nothing short of a miracle that I ended up where I am. I graduated with an English degree in 2009, right after the financial crisis, and I'm now an editorial lead in people operations at Google, where I co-lead a small team that drafts and editorializes about 4,500-plus pages of HR policies. I've used AI to automate processes, refine drafts, templatize, and meet deadlines that would be impossible otherwise.

At this point, anyone, regardless of whether they're a writer or not, has felt it: Is AI going to automate me? Is it going to eventually just replace my job? I don't think I work more or less because of AI; I just work very differently.

I was a humanities major and fell into Big Tech

The job market felt very volatile when I entered it, which I think a lot of young people entering the workforce today feel.

I didn't have a career plan. I was an English major because I loved reading and writing, and if I found a job where I could do that and build a specific skill set on top of it, I would be OK.

My first job was as a fact-checker for the publishing arm of an industrial supply company, and then I became a copywriter in the advertising and marketing space. In 2016, I moved from Chicago to the Bay Area and became an editor at Amazon's subsidiary, Goodreads. I stayed in the Bay Area and made my way to Google by 2019.

I wasn't surprised that AI changed my job right away

We've heard the word "unprecedented" so much in the last six years or so that nothing surprises me anymore, including AI.

My team works with stakeholders and policy designers to interpret and draft policies, whether they're return-to-office, hybrid work, or immigration policies. There are areas where AI is useful in our work, and the tool has helped us regain more strategic time by automating tactical parts of our process.

This includes training the AI on standard article structure, to include four sections like background, key details, process, and related resources, formatting consistencies, including where headlines, a bulleted list, or a table would be used, and five to seven non-negotiable details the user needs to know from the policy.

I think there's still a lot of room for that human touch in that process. Once I have the output, I spend my time on the more strategic pieces, like verifying tone and voice, determining whether the article actually achieves the user goal, and how it fits with the broader content strategy of other articles.

In our writing, the goal is to inject humanity and warmth as much as possible, especially when explaining human resources topics like an employee's health insurance, compensation, performance reviews, and career growth. AI can't do that by itself.

AI saved me when I had a tight deadline

Around the time we started using AI, I had a big project to update existing policies, and I was on a tight deadline. I spent a lot of time upfront strategizing about how I could use AI to accelerate my work and meet my goals.

To address the overwhelming number of first drafts, I used AI to template a structure for readability, created a checklist for tone, style, and quality, and because of that was able to focus more on streamlining stakeholder reviews to check for accuracy. I met my deadline with a few days to spare. This was when it clicked for me that AI was changing things in a huge way, when this deadline looked really impossible, and then it wasn't.

Still, there were many times I had to validate and tweak the outputs. I never felt I could use AI as my secretary and leave it alone to do whatever it wanted.

Studying the humanities gave me a particular edge in the AI job market

I think there will be more of a premium on how we think, not what we know.

When it comes to writing, it's about being able to articulate the reasons behind your choices. Why this phrase and not that? Why put this insight here and not there? There's a rationale behind your judgment.

In job interviews, the question of how you use AI at work will inevitably come up now, and your AI output is only as good as your input. Good writers can get better, but bad writers can get worse, and just because you're writing fluently doesn't mean you're writing well. Studying literature so closely helped me reflect more on questions instead of answers.

This is the time to brag about how you develop your own sound judgment and how you use that judgment in your AI inputs. As good as it is to develop hard skills, it's just as important, now more than ever, to focus on soft skills too.

Do you have a story to share about your writing job in tech or AI? Contact this reporter, Agnes Applegate, at aapplegate@businessinsider.com.

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A mom of twin toddlers left her six-figure Google job to bet on herself: 'I thought about the story I wanted to tell my kids.'

23 de Março de 2026, 06:06
Taylor M. LaSane
Taylor M. LaSane

Taylor M. LaSane

  • Taylor M. LaSane built a career coaching side hustle while working at Google.
  • Last year, she accepted a voluntary buyout to focus on her business full-time.
  • She shared why she made the leap — and her advice for others weighing major career moves.

Last June, Taylor M. LaSane faced a decision she'd been weighing for years: whether to walk away from her six-figure salary at Google to go all in on the career coaching business she started three years earlier.

Google had just offered voluntary buyouts to some US-based employees, including those in the finance organization where she worked, positioning the program as an option for workers who didn't feel "all in" on the company's direction.

LaSane said her buyout offer included just under six months of severance pay. While the payout would help ease her transition to entrepreneurship, the risk was still significant. She said her income from the business was roughly 10% of what she earned at Google — and she had to weigh the financial implications for her husband and their twin toddlers.

Around this time, LaSane learned about the unexpected death of her uncle at the age of 62. She said he had recently retired and been looking forward to having time to "relax and actually live." His death, coupled with the buyout offer, made her question how long she was willing to wait to pursue her own plans.

"It was a reminder that life is too short to wait for permission," said LaSane, who is 32 and lives in Atlanta.

She ultimately decided to apply for the buyout and, after being accepted, took the offer — with her employment formally ending in October.

Over the past year, I've interviewed more than a dozen workers like LaSane, many of them from Big Tech companies, who chose to quit their jobs without having another role lined up. Some eventually landed at another large company. Others stepped away from the corporate world entirely — joining smaller firms, launching their own ventures, pursuing career pivots, or focusing on personal priorities, such as parenting.

These people have become outliers in an economy where workers are quitting at one of the lowest rates in the past decade — a trend fueled by a hiring slowdown across tech and other sectors that has left many holding tightly to their jobs with few appealing alternatives.

Those who walked away told me they did so for a range of reasons: concerns about job security, changes in workplace culture, entrepreneurial ambitions, or a desire for more meaningful work. The common theme: they were seeking greater long-term control over their careers.

TikTok visibility and motherhood slowed the business

In addition to LaSane's main role at Google, she volunteered as a career coach through an internal program for Google employees. She said she enjoyed the work and led as many as eight 40-minute coaching sessions in a given week.

In 2022, after seven years with Google, her growing interest in coaching — among other factors — began laying the foundation for her eventual exit.

That February, she began making career-focused TikTok videos. Around the same time, she began questioning whether her role was the right fit for her after she worked hard for a promotion, earned it, and still felt an "empty feeling."

"I was taking meetings at 2 o'clock in the morning, my hair was falling out, it was not a great time," she said. "And then I got the promotion, and I felt worse than I did before."

After reassessing her priorities, she took another step toward career coaching. In May 2022, she formally launched SHYNE, a coaching company focused on helping corporate professionals navigate career transitions. Later that year, in October, she earned a certification in leadership and performance coaching from Brown University.

From there, LaSane began taking on clients in her spare time and generating a modest income. But two factors held her back from pursuing the business more aggressively: the time constraints of juggling a full-time job and her growing concerns about the visibility of her growing TikTok presence.

LaSane said a few Google colleagues mentioned seeing her videos, and while she was never discouraged from posting, she worried about the potential career implications of being so visible online. So she decided to scale back her posting.

"I think I was trying to balance having a business on the side, but also managing the internal corporate brand," she said.

In 2023, another development pulled her away from her side business: she became pregnant with twins. In May of that year, LaSane took a break from the business that lasted until around September 2024 — spanning her pregnancy and about 10 months away from work, including eight months of company-provided maternity leave and two months of vacation and medical leave. When she returned to Google in the fall, she also refocused on growing her business.

Going all in on entrepreneurship

LaSane decided to trade TikTok for LinkedIn as her primary platform — and leaned more into group coaching and live events. Then in early 2025, she began questioning more seriously whether her position at Google was still the right fit, as organizational changes — including a growing emphasis on AI — left her increasingly uncertain about her responsibilities and long-term path.

At the same time, she believed in her business's potential — and felt the eight to 20 hours a week she could devote to it outside work and family obligations were limiting its growth. She also weighed her job security at Google, which she felt wasn't guaranteed.

"Big Tech layoffs are happening everywhere, so it wasn't like staying there was necessarily any more stable than leaving," she said.

So when she learned about Google's buyout option and mulled it over, she decided to apply and was approved. After assessing her family's financial situation — which included her husband's income and her business earnings — she accepted the offer.

LaSane said that, on the whole, Google was a "great company to work for," adding that the community she built there is what she'll remember most fondly.

In recent months, LaSane said her business has evolved from a focus on one-on-one coaching into a "career studio" with workshops and group coaching programs. She's not currently taking a personal salary from the business, but said individual events and programs have generated revenue. She said last year's Dream Day event — a live coaching workshop — brought in about $3,000 in revenue.

Taylor M. LaSane
Taylor M. LaSane said live coaching experiences are among the ways she hopes to grow her business.

Taylor M. LaSane

LaSane said she wants to give herself at least a year to pursue the business full-time before considering a pivot back to the corporate world.

"I thought about the story I wanted to tell my kids," she said. "That she took this kind of risk and was willing to bet on herself in this way — that's the story I want them to know. So I think bailing out too soon wouldn't fit the narrative."

Among her top pieces of advice for people navigating their careers: Chase the purpose and future you want — not the one you think you're supposed to have.

"If you get clear about that, everything else will fall in place," she said. "That's what happened for me."

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Google testa app do Gemini para Mac e entra na disputa com ChatGPT e Claude

19 de Março de 2026, 16:45

O Google está acelerando o desenvolvimento de um aplicativo dedicado do Gemini AI para a linha de computadores Mac da Apple, buscando intensificar a concorrência com a OpenAI e a Anthropic.

A empresa controlada pela Alphabet começou a compartilhar, de forma privada, uma versão inicial do aplicativo com participantes de um programa de testes beta para consumidores nesta semana. A iniciativa permite que a companhia obtenha feedback sobre o software antes do lançamento público, além de ajudar a identificar falhas.

“Esta é uma versão inicial do app Gemini para Mac para coleta de feedback e terá apenas recursos essenciais de outros clientes, não todos”, disse a empresa aos testadores, que pediram anonimato por se tratar de um programa privado. Isso indica que a versão atual ainda não inclui todas as funcionalidades previstas.

O movimento faz parte de uma corrida entre empresas de inteligência artificial para colocar seus chatbots diante do maior número possível de usuários. O ChatGPT, da OpenAI, e o Claude, da Anthropic, já estão disponíveis como aplicativos para Mac.

Um porta-voz do Google se recusou a comentar ou informar quando o app será lançado ao público. Ainda assim, o início dos testes externos sugere que a empresa está no caminho para um lançamento em breve. Informações sobre o aplicativo — com codinome “Janus” — foram compartilhadas com a Bloomberg News pelo pesquisador de apps M1Astra.

O Google está pedindo aos testadores que experimentem recursos de geração de imagens, vídeo, música, tabelas e gráficos, além de funções de matemática e análise de informações. O aplicativo também pode buscar dados na web e revisar conversas anteriores, oferecendo personalização e análise de documentos enviados.

Atualmente, usuários de computadores da Apple que desejam acessar o Gemini precisam fazê-lo via navegador. Um aplicativo dedicado para Mac permitiria acesso mais rápido durante o fluxo de trabalho e facilitaria o envio de documentos — uma tarefa central para chatbots de IA.

Para a futura versão no Mac, o Google testa um recurso chamado “Desktop Intelligence”. Semelhante a softwares de IA para Mac como o Claude Cowork, a ferramenta permitirá que o Gemini acesse outros programas do sistema, como o calendário, para alimentar o chatbot com dados. Isso possibilita respostas mais personalizadas.

“Quando você ativa apps para Desktop Intelligence, permite que o Gemini veja o que você vê (como o contexto da tela) e extraia conteúdo diretamente desses aplicativos para melhorar e personalizar sua experiência, apenas quando o Gemini estiver em uso”, diz uma mensagem no código do app.

O Google também vem tentando simplificar o desenvolvimento de produtos ao colocar software e hardware do Android sob a liderança de Rick Osterloh, como parte da estratégia para avançar na era da inteligência artificial.

A versão atual em testes do app para Mac se parece com as versões já existentes para iPhone e iPad. Enquanto isso, a Apple trabalha em seu próprio chatbot — com codinome “Campo” — como parte de uma reformulação da assistente digital Siri. Segundo a Bloomberg News, o software, previsto para este ano nos sistemas iOS 27 e macOS 27, deve usar modelos do Google para impulsionar seus recursos de IA.

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2 questions a Gen Zer asked herself before quitting Google to run for Congress: 'I knew I'd regret not doing it'

17 de Março de 2026, 05:58
Bushra Amiwala
Bushra Amiwala

Bushra Amiwala

  • Bushra Amiwala quit her job at Google last year to run for Congress full-time.
  • She applied for a leave of absence, but said the request was not approved.
  • She explains what pushed her to take the leap — and her advice for young professionals.

Last summer, Bushra Amiwala faced a career-defining choice: stay at Google or quit to run for Congress.

In May, Democratic Rep. Jan Schakowsky, who represents Illinois 9th District, announced she would not seek reelection. With the seat open, Amiwala said she began weighing a run, speaking with more than 100 district residents in and around Skokie, where she lives.

As she weighed the decision, Amiwala, 28, said she applied for a six-month unpaid leave of absence from Google. When her request was denied, she said she was left with two options.

"Do I run for this seat and quit my job, or do I stay at Google and never try?" she said. In June, Amiwala announced her candidacy, and on August 30, she resigned from Google to run her campaign full-time.

Over the past year, I've interviewed more than a dozen people — many from Big Tech companies — who quit their jobs without having another role lined up. They've become outliers in an economy where people are quitting at near-decade lows — a trend fueled by a hiring slowdown across tech and other sectors that has left many holding tightly to their jobs.

After leaving their jobs, some took relatively safe paths, eventually joining other companies in similar roles. Others made riskier bets, launching startups or pursuing entirely new careers. Amiwala took a different kind of leap: leaving Google to run for Congress, part of a small but growing wave of younger Americans entering politics.

"The idea of solving problems for people to make their lives easier has always inspired me," Amiwala said.

She asked herself 2 questions before quitting Google

This isn't Amiwala's first time running for office. In 2018, she lost a bid for Cook County commissioner. But a year later, while enrolled at DePaul University, she ran for the Skokie Board of Education and won. At 21, she became one of the first members of Gen Z elected to public office in the US. She balanced this part-time role with a sales associate job at Google based in Chicago, which she started after graduating in 2020.

The financial implications of leaving Google were a "huge consideration" for Amiwala. She said one reason she didn't pursue public service full-time sooner was that she wanted to provide financial support for her immigrant parents — and saw tech as a more stable path.

Despite these concerns, Amiwala said two questions helped her get comfortable with leaving Google. The first was, "Are you all talk and no action?"

"I was always talking about how I'd love to be able to make an impact in Congress," she said. "So it's like, are you all talk? Are you actually going to do it?"

The second question was whether, five or 10 years from now, she would regret the decision.

"For me, it was a no-brainer," she said. "I knew I'd regret not doing it, and that matrix of decision-making made it really easy for me."

Since resigning, she said she's taken some comfort from the savings and equity she'd accumulated over the years. She decided not to pay herself a salary from her campaign funds but has occasionally received small speaking stipends, which have helped cover some expenses. To cut costs, she said she's "deflated" her lifestyle, cutting back on dinners with friends and personal training appointments.

"I think there was a lot of lifestyle inflation that happens when working at a tech role that just isn't as necessary," she said.

Advice for young professionals — and aspiring politicians

Fifteen Democrats, including Amiwala, and four Republicans are running for the congressional seat in the March 17 primary. Recent polling points to three leading Democratic candidates: Evanston Mayor Daniel Biss, Internet content creator Kat Abughazaleh, and Illinois state Sen. Laura Fine.

Amiwala said she's focused on her campaign and hasn't yet thought seriously about what would come next if she loses the election. But she's navigated challenges before in her career.

The summer after her junior year at DePaul, where she studied management information systems, she interned at a large consulting firm — but did not receive a return offer. That fall, during her senior year, she applied for a role at Google without a referral and, after a few interviews, received an offer.

Amiwala's advice for young professionals: It's unrealistic to expect your career to fulfill the financial, emotional, and spiritual aspects of your life that matter most. So you might have to look outside your job for these things.

For anyone considering leaving their jobs to run for office, she recommends speaking with community leaders who can provide insight into the issues constituents care about. She said that running for office isn't the only way to get involved politically, but that if you're considering it, it could be a sign you're well-suited for it.

"It's a very specific type of person who thinks about running for office," she said. "The average person does not think like that. So if that is something that interests you and you feel uniquely equipped to do it successfully, you absolutely should."

Read the original article on Business Insider

Apple recorre ao Google para acelerar estratégia de IA e nova Siri será alimentada pelo Gemini

12 de Janeiro de 2026, 19:41

A Apple anunciou nesta segunda-feira (12) uma parceria com o Google para usar os modelos Gemini como base da próxima geração de sua plataforma de inteligência artificial.

Segundo comunicado conjunto, a tecnologia vai sustentar futuros recursos do Apple Intelligence, incluindo uma versão mais personalizada da Siri, com lançamento previsto ainda para este ano.

No texto, a Apple afirmou ter concluído que a tecnologia do Google oferece atualmente a “base mais avançada” em modelos de IA. O acordo ocorre após dificuldades da companhia em emplacar sua própria estratégia de inteligência artificial.

Desde o anúncio do Apple Intelligence, em junho de 2024, a empresa enfrentou atrasos sucessivos na entrega da nova Siri e de outros recursos prometidos, além de críticas sobre a utilidade prática das ferramentas lançadas. Parte das funcionalidades chegou a ser adiada para 2026, e a área de IA passou por mudanças internas de liderança nos últimos meses.

Hoje, a Apple já mantém um acordo com a OpenAI para integrar o ChatGPT à Siri em tarefas específicas, e ainda não está claro como essa parceria coexistirá com a nova arquitetura baseada no Gemini.

Apple e Google afirmaram que o acordo terá duração de “vários anos”, sem detalhar o prazo.

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Google lança plano para ser vitrine e caixa do varejo por IA – e atinge US$ 4 trilhões de valuation

12 de Janeiro de 2026, 12:16

O Google deu um passo além na corrida para transformar assistentes de inteligência artificial em canais diretos de consumo, numa tentativa de ser, ao mesmo tempo, a vitrine do e-commerce e o caixa.

A companhia apresentou um conjunto de ferramentas que permite a varejistas criar agentes de IA capazes de recomendar produtos, prestar atendimento e até concluir pedidos dentro de seus próprios aplicativos e sites. Redes como Kroger, Lowe’s e Papa Johns já testam os recursos. A Lowe’s afirmou que a taxa de conversão mais que dobrou quando clientes interagem com seu assistente baseado nessa tecnologia.

Mas a ambição do Google vai além de oferecer infraestrutura às marcas. Durante a NRF, maior feira global de varejo, a empresa também anunciou o Universal Commerce Protocol (UCP) — um padrão aberto que permite que catálogos de diferentes lojas se conectem diretamente ao Gemini, abrindo caminho para que o consumidor busque produtos, escolha e finalize a compra dentro do próprio ambiente do Google, com pagamento via Google Pay.

A notícia ajudou a dar um empurrãozinho no valor das ações da Alphabet, controladora do Google, que chegou atingiu nesta segunda-feira os US$ 4 trilhões de valor de mercado, depois de Nvidia, Microsoft e Apple.

Segundo o CEO Sundar Pichai, a ideia é que, em breve, exista um botão de compra integrado às plataformas da companhia. Na prática, o fluxo tradicional — busca no Google, navegação no site da loja e checkout próprio do varejista — pode dar lugar a uma jornada concentrada em um único intermediário: o agente de IA do Google.

Para os varejistas, a promessa é sedutora: mais conveniência para o consumidor, experiência personalizada e potencial ganho de conversão. Ao mesmo tempo, executivos do setor ouvidos pelo The Wall Street Journal já expressam preocupação com o risco de dependência e com a possibilidade de suas marcas se tornarem “fornecedores invisíveis” em um ambiente dominado pelo Google.

Intermediário

No Brasil, o movimento tende a ser observado com atenção especial por varejistas digitais de margem apertada, como Magazine Luiza e Casas Bahia, que já enfrentam um ambiente de competição intensa por tráfego e dependem fortemente de dados próprios para personalização e eficiência comercial.

Caso a jornada de compra passe a ser mediada por assistentes de IA de plataformas como o Google, essas companhias podem perder parte do controle sobre o relacionamento com o consumidor — e, no limite, enfrentar pressão adicional sobre suas margens se o novo intermediário passar a disputar participação na receita da transação.

O movimento também acende um alerta no mercado de pagamentos. Se o checkout passa a acontecer dentro do ecossistema do Google, a empresa tende a ganhar influência sobre a origem das transações, o meio de pagamento utilizado e, no limite, sobre a remuneração capturada ao longo da cadeia — pressionando adquirentes, gateways e fintechs, hoje donos dessa relação com o varejo.

Embora executivos ouvidos pelo WSJ reconheçam que o comércio mediado por agentes de IA ainda está longe de substituir completamente os canais tradicionais, o avanço das grandes plataformas sobre mais uma etapa da jornada de consumo reforça uma lógica já conhecida no setor: quem controla a interface com o cliente tende, cedo ou tarde, a disputar também o pedágio da transação.

A euforia em torno da IA é uma bolha prestes a estourar? Eis o que a história diz

4 de Janeiro de 2026, 18:36

À medida que a aposta em inteligência artificial continua a levar o mercado de ações a novas máximas, investidores se perguntam cada vez mais se estamos vivendo outra bolha financeira destinada a estourar. A resposta não é tão simples – ao menos segundo a história.

O S&P 500 avançou 16% em 2025, com vencedores ligados à IA – como Nvidia, Alphabet (dona do Google), Broadcom e Microsoft – respondendo pela maior contribuição.

Ao mesmo tempo, crescem as preocupações com as centenas de bilhões de dólares que as big techs prometeram gastar em infraestrutura de IA. Os investimentos de Microsoft, Alphabet, Amazon e Meta (dona do Facebook) devem subir 34%, para cerca de US$ 440 bilhões somados no próximo ano, segundo dados compilados pela Bloomberg.

A OpenAI se comprometeu a gastar mais de US$ 1 trilhão em infraestrutura de IA, um número impressionante para uma empresa de capital fechado que ainda não é lucrativa. Talvez ainda mais preocupante seja a natureza circular de muitos de seus acordos, nos quais investimentos e gastos vão e voltam entre a OpenAI e algumas grandes empresas de tecnologia listadas em bolsa.

Ao longo da história, o excesso de investimento tem sido um tema recorrente sempre que surge um avanço tecnológico capaz de transformar a sociedade, afirma Brian Levitt, estrategista-chefe global de mercados da Invesco. Ele cita, por exemplo, o desenvolvimento das ferrovias, da eletricidade e da internet. Desta vez, pode não ser diferente.

“Em algum momento, a construção de infraestrutura pode exceder o que a economia precisará em um curto período”, disse. “Mas isso não significa que os trilhos não tenham sido concluídos ou que a internet não tenha se tornado realidade, certo?”

Ainda assim, com as avaliações das ações subindo e o S&P 500 registrando o terceiro ano consecutivo de ganhos de dois dígitos, faz sentido que investidores fiquem preocupados com quanto potencial de alta ainda existe – e quanto valor de mercado pode ser perdido se a IA não corresponder às expectativas. Nvidia, Microsoft, Alphabet, Amazon, Broadcom e Meta respondem por quase 30% do S&P 500; portanto, uma venda generalizada ligada à IA atingiria o índice em cheio.

“Uma bolha geralmente estoura em um mercado de baixa”, disse Gene Goldman, diretor de investimentos da Cetera Financial Group, que não acredita que as ações de IA estejam em uma bolha. “Simplesmente não vemos um mercado de baixa no horizonte próximo.”

O que a história mostra?

Ritmo e duração

Uma forma simples de avaliar se o rali tecnológico impulsionado pela IA foi longe demais ou rápido demais é compará-lo a ciclos anteriores. Analisando 10 bolhas acionárias ao redor do mundo desde 1900, elas duraram em média pouco mais de dois anos e meio, com um ganho médio de 244% do fundo ao pico, segundo pesquisa do estrategista do Bank of America Michael Hartnett.

Em comparação, o rali impulsionado pela IA está em seu terceiro ano, com o S&P 500 subindo 79% desde o fim de 2022 e o Nasdaq 100, mais concentrado em tecnologia, avançando 130%.

Embora seja difícil tirar conclusões definitivas a partir desses dados, Hartnett alerta os investidores a não abandonarem o mercado mesmo que acreditem estar diante de uma bolha, pois o trecho final do rali costuma ser o mais íngreme – e ficar de fora pode ser custoso. Uma forma de proteção, segundo ele, é comprar ativos de valor baratos, como ações do Reino Unido e empresas de energia.

Concentração

As 10 maiores ações do S&P 500 agora respondem por uma grande fatia do índice, de 30% — um nível de concentração não visto desde os anos 1960. Isso afastou alguns investidores, incluindo o veterano de Wall Street Ed Yardeni, que disse em dezembro que já não faz sentido recomendar uma exposição acima da média a ações de tecnologia.

Historiadores do mercado argumentam que, embora a concentração pareça extrema em comparação com a memória recente, há precedentes. As principais ações como parcela do mercado americano estiveram em níveis semelhantes nas décadas de 1930 e 1960, segundo Paul Marsh, professor da London Business School que estudou os últimos 125 anos de retornos globais de ativos. Em 1900, 63% do valor do mercado dos EUA estava ligado a ações de ferrovias, contra 37% vinculados à tecnologia no fim de 2024, disse Marsh.

Fundamentos

Bolhas de ativos tendem a ser muito mais difíceis de identificar em tempo real do que depois que estouram porque os fundamentos costumam estar no centro do debate – e as métricas em foco podem mudar, afirma Dario Perkins, economista da TS Lombard.

“É fácil para entusiastas de tecnologia alegarem que ‘desta vez é diferente’ e que as avaliações fundamentais nunca mais serão as mesmas”, disse ele.

Mas alguns fundamentos seguem relevantes. No início dos anos 2000, a bolha das “pontocom” foi marcada por empresas de tecnologia superavaliadas, sendo muitas delas sem lucros sustentáveis ou modelos de negócio viáveis. Agora, os gigantes atuais da IA têm menores níveis de endividamento em relação aos lucros do que companhias como a WorldCom tinham à época.

Além disso, empresas como Nvidia e Meta já registram crescimento robusto de lucros ligado à IA, algo que não era necessariamente verdadeiro há 25 anos.

A possibilidade de risco de crédito na aposta em IA também deixa alguns investidores apreensivos. Depois que a Oracle vendeu US$ 18 bilhões em títulos em 24 de setembro, a ação caiu 5,6% no dia seguinte e acumula queda de 37% desde então. Meta, Alphabet e Oracle precisarão captar US$ 86 bilhões somadas apenas em 2026, segundo estimativa do Société Générale.

Avaliações

A avaliação de preços do S&P 500 é a mais alta da história, exceto pelo início dos anos 2000, segundo um indicador chamado de preço sobre lucro, ou P/L. Ele mede o quanto do preço de uma ação explica o lucro da companhia, ou o quanto um investidor estaria disposto a pagar pelos lucros da empresa: quanto maior e mais fora da média histórica da própria companhia ou do setor, mais caro estaria o papel.

No entanto, usando o P/L ajustado ciclicamente, ou CAPE, os investidores otimistas argumentam que, embora as avaliações estejam subindo por causa da tecnologia, o ritmo é muito mais lento do que na era das pontocom. Em 2000, a Cisco Systems chegou a ser negociada a mais de 200 vezes os lucros dos 12 meses anteriores, enquanto a Nvidia hoje está abaixo de 50 vezes.

O CAPE é uma métrica criada pelo economista Robert Shiller que divide o preço das ações pela média dos lucros ajustados pela inflação dos últimos 10 anos. Segundo Richard Clode, gestor da Janus Henderson, os preços das ações se descolam do crescimento dos lucros quando não há debate sobre avaliações. “Não estamos vendo isso acontecer agora”, disse.

Escrutínio dos investidores

Discussões sobre uma possível bolha de ações circularam ao longo do ano, mas ganharam força em novembro e dezembro, após alertas do investidor Michael Burry e do Banco da Inglaterra. Mais de 12 mil reportagens em novembro mencionaram a expressão “bolha de IA”, número semelhante ao dos dez meses anteriores somados, segundo dados da Bloomberg.

Uma pesquisa do Bank of America em dezembro mostrou que os investidores veem uma bolha de IA como o maior evento de risco extremo (“tail risk”). Mais da metade dos entrevistados afirmou que as ações das chamadas “Sete Magníficas” são a aposta mais saturada de Wall Street.

Isso contrasta com a bolha das pontocom, quando havia “entusiasmo total com a ideia de que a internet revolucionaria tudo”, disse Venu Krishna, chefe de estratégia de ações dos EUA no Barclays. Agora, as dúvidas sobre se os investimentos em IA vão compensar crescem à medida que a emissão de dívida aumenta.

“Eu não descartaria o risco, mas, em geral, acredito que o escrutínio é saudável”, disse ele. “Na verdade, é esse escrutínio que tende a impedir movimentos extremos, como um colapso.”

Investimento em IA é bolha? BTG elenca 16 motivos para defender que não

4 de Dezembro de 2025, 19:55

A demanda por cada vez mais poder computacional é o pilar da valorização das empresas de IA. E falou em IA, falou em “bolha” – algo que mais hora menos hora estoura.

É impossível saber se estamos ou não diante de uma. E sempre há a outra possibilidade: a de que os preços das ações simplesmente tenham alcançado um platô permanentemente elevado.

Essa é basicamente a conclusão de uma análise divulgada pelo BTG Pactual. Ela mostra que as grandes empresas do setor, a começar por Nvidia, Google e Microsoft, têm fundamentos sólidos, ou seja: margens saudáveis, baixa alavancagem e geração robusta de caixa.

Por outro lado, sempre vale lembrar a frase do economista americano Irving Fisher. Semanas antes do crash de 1929, o maior estouro de bolha da história, ele disse justamente que “os preços das ações atingiram um platô permanentemente elevado”. Não era o caso.

Seja como for, o BTG lista 16 motivos para acreditar que a revolução da IA tem características estruturais, e que o espaço para a expansão tecnológica e de infraestrutura ainda é vasto. Veja os pontos.

1. Ganhos de produtividade

Eles chegam a 1,3 ponto percentual por ano com a adoção rampante de IA, ou US$ 1,5 trilhão de produção global extra anual. É um choque de produtividade “amplo e duradouro”, de acordo com a análises e, mesmo com concorrência elevada e com o fracasso de algumas companhias com o passar do tempo, a tecnologia em si prospera.

2. Rentabilidade consistente nos investimentos em IA

Os investimentos na área não têm nada de especulativos: o US$ 1,2 trilhão por ano aplicado em infraestrutura – data centers, chips e redes – formam uma base de ativos de US$ 2,4 trilhões, que precisa gerar US$ 1,68 trilhão anuais em retorno para a economia global para dar lucro. Esse volume é, na visão do banco, plenamente compatível com o impacto de produtividade estimado por estudos independentes.

3. Margens mais elevadas

O receio de que a “bolha de IA” esteja se formando faz referência à “bolha ponto com” – a das empresas que, no final da década de 1990, foram superestimadas. A situação é diferente, segundo o BTG, porque as 10 maiores empresas do S&P 500 apresentavam margens líquidas de 17%, em média, naquela época, enquanto os atuais líderes têm 32%. Quer dizer: o ciclo de investimentos em IA é mais lucrativo e mais resiliente hoje.

4. Geração de caixa robusta

Lucro é uma demonstração contábil. Um dado mais sólido é o “fluxo de caixa livre”, o dinheiro que efetivamente sobra no caixa da empresa depois de todos os gastos a cada trimestre. Entre as empresas do S&P 500, ele é hoje de 3,5%. Ou seja, para cada US$ 100 que a empresa coloca no negócio, US$ 3,5 ficam no caixa. Isso é quase três vezes mais do que o período de 2000 a 2001. Em outras palavras: o ciclo atual das empresas é financiado por caixa real e não por dívidas excessivas.

5. Preços bem abaixo dos níveis da última bolha

O Nasdaq 100, índice que reúne as empresas americanas de tecnologia, é negociado entre 29 e 30 vezes o lucro, distante do nível de 44 vezes em 1999 e de 89 vezes em 2000. Você lê essa métrica da seguinte forma: considerando o preço atual, o mercado está disposto a pagar cerca de US$ 29 a US$ 30 por cada US$ 1 de lucro anual da empresa.

É, em resumo, um indicador para as expectativas de crescimento das companhias. Para o BTG, a precificação das ações das big techs hoje é “mais moderada” e também amparada por lucros muito maiores.

6. Líderes de mercado mais baratos do que no passado

Na bolha das ponto com, Cisco, Intel, Microsoft e outras eram negociadas entre 50 vezes a 70 vezes o lucro. Muitas superavam o nível de 100 vezes. Hoje, as gigantes de IA – Google, Nvidia, Meta, Microsoft de novo… – são negociadas entre 20 vezes e 35 vezes o lucro.

7. Capex financiado internamente

Só 46% do fluxo de caixa das empresas hoje é reinvestido, muito baixo dos 75% em 2001. Pode parecer um contrassenso avaliar positivamente empresas que estão investindo menos, mas a leitura do BTG é de que as companhias estão destinando seus recursos de forma mais equilibrada.

8. Alavancagem muito menor

As maiores empresas americanas operam com caixa líquido: a relação entre a dívida líquida e o Ebitda, é de 0,3 vez. Essa relação é conhecida como alavancagem e indica quantos anos a empresa levaria para pagar suas dívidas usando todo o lucro operacional. Em geral, um indicador abaixo de 2x é um sinal de que a empresa está financeiramente saudável. Ou seja, 0,3x é um nível extremamente conservador.

9. Demanda firme e chips duráveis sustentam o ciclo da IA

A demanda por computação em nuvem e IA continua acelerando: os serviços AWS (da Amazon), Azure (da Microsoft) e Google Cloud voltaram a crescer entre 20% e 40% ao ano. Ao mesmo tempo, as GPUs – processadores especializados usados para treinar e operar modelos de IA – têm vida útil longa, de aproximadamente seis anos.

Isso significa que as gigantes globais de computação em nuvem têm receitas futuras mais previsíveis e conseguem extrair valor dos chips por um bom tempo, fortalecendo a sustentabilidade do ciclo de investimentos em IA.

10. A tecnologia está longe do seu potencial máximo

Os avanços recentes mostram que a IA ainda tem muito espaço para evoluir. A redução das alucinações, por exemplo, avança paulatinamente, mas ainda está longe do ideal. Isso indica que a tecnologia não está madura – e que a demanda por mais computação e novos modelos deve seguir crescendo.

11. O mercado de IPOs ainda é fraco

Nos últimos 12 meses, houve 56 IPOs no segmento de IA, contra 511 no auge da bolha das ponto com. Ou seja, o ciclo atual não mostra exuberância especulativa em novas emissões como já ocorreu no passado.

12. O mercado não está em euforia

Mesmo com toda a atenção sobre IA, o humor geral dos investidores ainda é negativo: o índice de “Medo e Ganância”, criado pela CNN, aponta para “Pessimismo Extremo” – próximo de 19 pontos, bem abaixo da linha neutra de 50. Isso significa que, apesar do avanço das empresas de IA, o mercado como um todo não demonstra um comportamento eufórico, nem demanda excessiva por ativos de risco, que é uma condição típica de bolhas. A postura predominante ainda é de cautela, não de entusiasmo.

13. O medo da bolha freia os excessos que poderiam levar a uma bolha

O BTG cita uma pesquisa recente do Bank of America. Ela mostra que 54% dos gestores profissionais creem estar vivendo uma bolha de IA. E isso é bom. Quando o medo de bolha cresce entre profissionais de mercado, os investidores tendem a reduzir posições arriscadas e a operar de forma comedida. Ou seja, paradoxalmente, o fato de muitos acreditarem que há uma bolha diminui a probabilidade de uma bolha clássica se formar, pois os próprios agentes atuam para evitar excessos.

14. O investidor de varejo também está cauteloso

O índice AAII Bull/Bear, que mede o sentimento do investidor individual americano, permanece em território negativo. Isso indica que o pequeno investidor, o primeiro a responder aos ciclos especulativos, não está otimista. A falta de entusiasmo tanto entre profissionais (item 13), quanto no varejo reforça que não há clima emocional típico de bolha.

15. Investimento em IA é pequeno quando comparado a grandes ciclos históricos

O BTG calcula que, hoje, os investimentos em data centers de IA representam 1,3% do PIB. Há quem diga que estão construindo demais. Só que talvez não. Data center é o que há de mais moderno em infraestrutura. Nos momentos do passado em que o hype de infra era a construção de ferrovias, gastava-se muito mais: até 6% do PIB.

16. Queda de juros favorece teses de longo prazo

Juros menores tornam mais valioso cada dólar de lucro futuro. Quando os juros caem, os investidores calculam que o valor presente dos lucros que as empresas vão gerar no futuro é maior. Isso beneficia especialmente negócios cujo potencial econômico está mais avançado, como as empresas de IA, que investem muito agora para colher resultados maiores nos próximos anos.

Apple, Microsoft, Amazon… 5 dos BDRs das 7 Magníficas estão no negativo em 2025

19 de Novembro de 2025, 06:00

É um massacre. Enquanto o Ibovespa sobe 30% no ano, o grosso dos BDRs das sete companhias mais valiosas dos EUA amargam quedas. Em alguns casos, duras quedas. 

BDRs, vale lembrar, são “recibos” de ações gringas. Você negocia na B3 em reais, como se fossem papéis brasileiros. E eles refletem a variação das ações para valer, aquelas negociadas em Nova York.

Esses papéis também flutuam ao sabor do câmbio – já que ações americanas são precificadas em moeda americana, lógico. As quedas do dólar puxam os BDRs para baixo. E haja queda. No ano, as notas verdes cedem 15,5%. E o cenário que temos é o seguinte: 

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O tombo da moeda americana cria distorções interessantes. A Alphabet vai bem, obrigado – até a Berkshire, que não tem comprado quase nada, fez uma fezinha de US$ 5 bilhões na dona do Google. A alta, na bolsa americana, é de 50,1% ano ano. Em reais, porém, a alta se restringe a 26,4%. 

A Nvidia, rainha da IA, também segue testando limites, você sabe. Em julho, virou a primeira empresa a romper a barreira dos US$ 4 trilhões em valor de mercado. No final de outubro, inaugurou o patamar dos US$ 5 trilhões. Desde lá, Nvidia cai 12% (US$ 600 bilhões) – e o termo “bolha da IA” entrou de vez para o léxico popular do planeta. Mesmo assim, ela ainda sobe 35% no ano. Em reais, perém, a alta é menos gráfica: 14,5%.

E daí para baixo é todo mundo debaixo d’água: Microsoft (-0,8%), Apple (-8%), Meta (-13,8%) Amazon (-14,1%), Tesla (-17,2%). 

Mas o dólar não é o único vilão, claro. À parte a Microsoft, que sobe razoáveis 17,1% em sua moeda natal, o cenário é modorrento, com Apple abaixo dos 10%; e Amazon, Meta e Tesla praticamente no zero a zero. Aqui:

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Não é novidade: tem crescido entre investidores a percepção de que a bolsa americana está cara. E na letra fria dos dados está mesmo.

Sabe-se se uma bolsa está cara quando você olha o P/L (preço sobre lucro). Você soma o valor de mercado de todas as empresas do índice e divide pelo lucro que elas deram nos últimos 12 meses.

Se essa divisão dá 10, por exemplo, significa que as empresas valem, na média, 10 anos do lucro que elas propiciam hoje. Quanto dá o do S&P 500? 27,6. É mais do que a média dos últimos 10 anos, 22,8. E bem mais do que série de longo prazo (desde 1950), de 19. 

No Brasil é o contrário. P/L de 8,6, contra uma média maior, de 10,5, para os últimos 20 anos.

Em outros países emergentes, a situação é parecida. E tal como o Brasil eles têm recebido mais dinheiro de fora. Tanto dinheiro que as bolsas de alguns países latino americanos estão até mais exuberantes do que a nossa no ano: 

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Mas o fato é que os movimentos de mercado e de câmbio se retroalimentam. Quando cresce o fluxo de dólares para as bolsas dos emergentes, aumenta a oferta de dólares nesses países. E a moeda americana desvaloriza. É justamente o que está acontecendo: 

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Seja como for, a negociação de BDRs é relativamente pequena na B3. Um levantamento da Quantum Finance mostra que as Mag 7 movimentam algo entre 100 mil e 200 mil negócios por dia. Trata-se de um patamar equivalente ao de empresas brasileiras menos expressivas, que ficam de fora do ranking das 100 mais negociadas.

Exclusivo: LiveMode assume 100% da CazéTV; Casimiro vira sócio da holding global do grupo

17 de Novembro de 2025, 12:20

A LiveMode vai passar a controlar integralmente a CazéTV após uma reorganização societária em que a empresa, que detinha 51% do canal, incorporou a fatia de 49% que estava nas mãos da CMiguel Produções, do jornalista e streamer Casimiro Miguel, apurou o InvestNews. A operação tem como objetivo “otimizar a estrutura acionária” do grupo.

A transação envolve a alienação das ações de Casimiro para a LiveMode em troca de sua entrada como sócio da holding do grupo, a LiveMode Cayman. O formato indica uma operação de troca de ações, mas os valores e os percentuais envolvidos no negócio não foram revelados. A operação ainda precisa de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Com isso, Casimiro deixa de ser sócio direto da CazéTV e passa a integrar o capital da holding internacional que controla toda a operação da LiveMode, empresa que também negocia e produz direitos de transmissão para diversos veículos brasileiros.

Sócios grandes

A LiveMode Cayman — também chamada de LiveMode Holdings Limited — é o mesmo veículo no qual está o investimento da americana General Atlantic e que funciona como guarda-chuva societário do grupo.

Em abril do ano passado, a General Atlantic, em conjunto com o braço de private equity da XP, passou a ser sócia da LiveMode. No mercado, circula a informação de que a dupla teria investido cerca de R$ 440 milhões por uma fatia superior a 20% na empresa, embora os detalhes da operação não tenham sido divulgados oficialmente.

Fundada em 2017, a LiveMode construiu reputação como uma das empresas mais influentes do país em direitos esportivos, produção digital e transmissões multiplataforma. É a companhia responsável por negociar, por exemplo, os direitos de transmissão da Liga Forte União (LFU), que recentemente vendeu parte de seus jogos do Campeonato Brasileiro em TV aberta para a Record.

A empresa foi criada por Sergio Lopes e Edgar Diniz, fundadores do Esporte Interativo — canal vendido em 2015 ao grupo Turner (hoje Warner Bros. Discovery) por um valor que, à época, circulava no mercado na faixa de US$ 80 milhões a US$ 100 milhões.

Já a CazéTV, criada em 2022 como uma joint venture entre a LiveMode e Casimiro Miguel, tornou-se rapidamente um fenômeno de audiência com transmissões do Copa do Mundo do Catar, Copa do Brasil, Jogos Olímpicos e competições internacionais.

Procurada pelo InvestNews, a LiveMode não respondeu.

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Google é processado por universidade dos EUA por uso de tecnologia de imagem

28 de Outubro de 2025, 16:19

A Universidade do Sul da Califórnia (USC), nos Estados Unidos, processou o Google no tribunal federal do Texas,  alegando que os aplicativos Google Earth, Maps e Street View violam seus direitos de patente.

Segundo a USC, serviços de mapas e navegação do Google infringem duas patentes relacionadas à tecnologia de sobreposição de imagens bidimensionais em modelos tridimensionais.

A USC informu em um comunicado que “buscava ser compensada de forma justa pelas contribuições da universidade nesta área”.

Sediada em Los Angeles, a universidade afirmou que a tecnologia desenvolvida por um de seus professores “transformou a maneira como o mundo vivencia mapas digitais” ao integrar imagens 2D de locais em modelos 3D navegáveis. Para a USC, a tecnologia do Google, que permite aos usuários explorar paisagens 3D, ampliar a visualização entre locais e navegar virtualmente pelas ruas, infringe suas patentes.

O processo afirma que o Google sabia da tecnologia patenteada há anos, tendo dado à universidade e ao professor um prêmio de pesquisa em 2007 pelo projeto.

A USC solicitou uma indenização de valor não especificado e uma ordem judicial impedindo a empresa de usar sua tecnologia.

O Google não respondeu ao pedido de entrevista. 

Google mobiliza divisão de novos projetos de IA para testar rede elétrica do Rio de Janeiro

22 de Outubro de 2025, 17:58

A unidade do Google responsável por projetos experimentais de tecnologia — conhecida como Moonshot Factory — vai avaliar a rede elétrica do Rio de Janeiro antes da possível construção de data centers de grandes companhias globais.

O trabalho será feito em parceria com a Tapestry, divisão da própria Moonshot Factory especializada em gestão de redes elétricas. Segundo o vice-prefeito Eduardo Cavaliere, o acordo será um dos quatro anúncios previstos para o início de novembro, durante o C40 World Mayors Summit, encontro que reunirá prefeitos de grandes cidades do mundo.

“A Tapestry é fundamental para o projeto Rio AI City porque certifica a qualidade da distribuição de energia”, disse Cavaliere à Bloomberg. “Data centers e empresas de computação em larga escala precisam confiar na infraestrutura energética.”

O projeto não envolve investimento direto do Google em data centers, mas representa um passo estratégico para colocar o Rio no mapa global da inteligência artificial.

Rio AI City

Batizada de Rio AI City, a iniciativa pretende criar um parque tecnológico ao lado do Parque Olímpico, a cerca de três quilômetros da praia, aproveitando a infraestrutura de cabos de alta velocidade usada nas transmissões das Olimpíadas de 2016.

A ideia é transformar a região em um ecossistema de data centers e empresas de tecnologia, com potencial para consumir tanta energia quanto toda a cidade do Rio de Janeiro atualmente.

Segundo Alessandro Lombardi, CEO da Elea Data Centers, desenvolvedora do projeto, o plano foi desenhado para atrair as maiores companhias de tecnologia dos Estados Unidos. A recente aprovação de incentivos fiscais para data centers no Brasil, segundo ele, ajudou a impulsionar o interesse de investidores.

Desafio energético

O avanço da Rio AI City exigirá grandes aportes em geração e transmissão de energia. O sistema elétrico brasileiro ainda depende fortemente da hidreletricidade, e uma seca em 2021 chegou a levantar temores de racionamento.

Lombardi afirmou que uma nova usina nuclear no estado do Rio e uma linha de transmissão ligando o Nordeste — região com forte geração eólica e solar — ajudarão a garantir o abastecimento até o fim da década.

O executivo estima que o projeto demandará US$ 50 bilhões para atingir 1,5 gigawatt de capacidade entre 2028 e 2029. Cerca de 20% dos recursos serão destinados à infraestrutura dos data centers, e o restante ao hardware de computação. A meta final é chegar a 3,2 gigawatts.

“É um projeto ambicioso”, disse Lombardi. “As cidades do futuro serão aquelas que conseguirem construir capacidade computacional nessa escala.”

Brasil e a IA

Com uma matriz elétrica majoritariamente renovável e a maior rede de cabos de fibra óptica da região, o Brasil é considerado o país mais bem posicionado da América Latina para captar investimentos em data centers.

Ainda assim, apenas um terço dos projetos anunciados no país deve sair do papel, segundo Inês Gaspar, pesquisadora da Aurora Energy. “Há muita sobreposição de projetos e anúncios especulativos”, afirmou.

Lombardi ressalta que a Rio AI City tem vantagens competitivas por estar próxima de linhas de transmissão e subestações — além de ficar a uma distância relativamente curta de São Paulo, o principal centro financeiro e tecnológico do país. Ele espera anunciar o primeiro investidor do projeto no início de 2026.

Moonshot

A Moonshot Factory é o laboratório de inovações do Google, criado em 2010 para desenvolver ideias consideradas “radicais” — ou, como se diz no Vale do Silício, moonshots. Foi desse grupo que nasceram iniciativas como o carro autônomo Waymo e a empresa de biotecnologia Verily, ambas hoje negócios independentes da Alphabet.

Nos últimos anos, porém, a Moonshot Factory passou a atuar mais como uma incubadora de startups voltadas para inteligência artificial e infraestrutura digital, refletindo a nova estratégia da companhia.

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Processo de Trump contra YouTube termina em acordo que vai pagar por salão de baile na Casa Branca

30 de Setembro de 2025, 12:45

O Google, que controla o YouTube por meio da Alphabet, concordou em pagar US$ 24,5 milhões para encerrar as acusações de Donald Trump de ter sido impedido de publicar em seu canal do YouTube após o ataque ao Capitólio em 2021. Para Trump, a plataforma incorreu em censura ilegal, segundo documentos do processo.

O acordo divulgado na segunda-feira (29) encerra a longa contestação judicial de Trump à suspensão no YouTube.

O documento afirma que US$ 22 milhões serão destinados à construção de um novo salão de baile na Casa Branca, um projeto muito querido por Trump. O restante será destinado a alguns outros autores que se juntaram a Trump na ação judicial.

Desde que reconquistou a presidência em novembro, Trump conseguiu obter acordos favoráveis ​​com outras gigantes da tecnologia e da mídia, acusadas por ele de maltratá-lo — apesar de tribunais terem decidido regularmente que as empresas de mídia social têm o direito, garantido pela Primeira Emenda, de moderar o conteúdo como bem entenderem.

“Estou feliz, o presidente está feliz por resolver isso”, disse John Coale, advogado que representou Trump em seus casos sobre as suspensões de redes sociais, em uma mensagem de texto. O Google não quis comentar.

Batalha antitruste

O acordo ocorre em um momento em que o Google se envolve em batalhas antitruste com o Departamento de Justiça e enfrenta a possibilidade de um juiz forçar a empresa a se desfazer de uma parte fundamental de seus negócios — uma plataforma de publicidade.

No início deste mês, um juiz federal de Washington rejeitou o pedido do governo dos EUA para forçar a venda do navegador Chrome após constatar que o Google monopolizava ilegalmente as buscas online.

A ABC News, da Walt Disney, concordou em dezembro em pagar US$ 15 milhões a uma futura fundação ou museu presidencial de Trump para encerrar um processo que alega que o âncora George Stephanopoulos o difamou em um comunicado sobre um processo judicial contra Trump.

Em janeiro, a Meta concordou em pagar US$ 25 milhões — incluindo US$ 22 milhões por uma biblioteca de Trump — para resolver o processo de Trump sobre sua suspensão do Facebook após o ataque ao Capitólio por uma multidão de seus apoiadores após sua derrota nas eleições de 2020.

Trump encerrou sua disputa judicial com o Twitter sobre o banimento no começo do ano. Os autos do processo não revelaram detalhes sobre o acordo. O The Wall Street Journal noticiou posteriormente, citando fontes não identificadas, que o X concordou em pagar US$ 10 milhões para resolver as alegações do presidente.

Ele acabou perdendo o caso contra o Twitter em um tribunal de primeira instância, com um juiz federal de São Francisco decidindo em 2021 que a empresa não violou os direitos constitucionais de liberdade de expressão ao suspender sua conta e as de outros usuários por violações de seus termos de serviço.

O recurso de Trump ainda estava pendente quando um acordo foi alcançado.

O acordo com o Google foi noticiado primeiramente pelo The Wall Street Journal.

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