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Oficina de roteiro e inclusão no audiovisual exclusiva para surdos chega à CCMQ

Por:Sul 21
7 de Abril de 2026, 16:45

O diretor e roteirista Bruno Costa estará em Porto Alegre nesta sexta-feira (10) para ministrar uma oficina de cinema exclusivamente para a comunidade surda. “Nem Toda História de Amor Acaba em Morte”, um roteiro a muitas mãos – O processo de escrita para um filme bilíngue vai trazer fundamentos de roteiro e falar de inclusão e diversidade no audiovisual.

As inscrições podem ser feitas sem custos pelo e-mail filmesdaroma@gmail.com. São 30 vagas disponíveis por ordem de inscrição. A oficina acontecerá na sala Sergio Napp 2 da Casa de Cultura Mario Quintana e contará com tradução em libras durante toda a sua duração.

A oficina é uma iniciativa da Romã Filmes, produtora responsável pelo projeto “Iggy”. Com roteiro de Talita Prestes, “Iggy” acompanha a história de uma jovem que enfrenta a descoberta da perda gradual de sua audição, uma condição que a obriga a se preparar para um futuro de silêncio e, consequentemente, a aprender a escutar a ela mesma. O evento como ação afirmativa do projeto “Iggy”, que recebe apoio da Lei Paulo Gustavo (LPG).

“Nem Toda História de Amor Acaba em Morte” é o primeiro filme do cinema brasileiro com uma protagonista surda. O longa-metragem conta a história da professora de educação infantil Sol (Chiris Gomes) e Lola (Gabriela Grigolom), mãe solo de uma de suas alunas. Tratando com delicadeza dessa relação e das consequências dela na vida e no universo das protagonistas, o filme é bilíngue –português e libras – e foi 100% realizado em Curitiba. Recentemente, recebeu os prêmios de Melhor Filme na escolha do público e de Melhor Ator no Cine-PE.

Diretor e roteirista, Bruno Costa também escreveu e dirigiu os longas “Cinematoso”, “Circular” e “Mirador”. Diretor de alguns episódios da série “Cidade de Deus”, da HBO, no momento, está trabalhando na pré-produção de um documentário sobre a cantora Janine Mathias.

Serviço

O quê: Oficina “Nem Toda História de Amor Acaba em Morte”, um roteiro a muitas mãos – O processo de escrita para um filme bilíngue;

Quando: 10/04 (Sexta-feira), 10h às 16h;

Onde: Casa de Cultura Mário Quintana, sala Sergio Napp 2;

Endereço: Rua dos Andradas. 736 – Centro Histórico, Porto Alegre/RS.

Inscrições: pelo e-mail filmesdaroma@gmail.com;

30 vagas, gratuitas, por ordem de inscrição.

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Setor audiovisual do RS lança protocolo de combate ao assédio em sets de filmagem

Por:Sul 21
25 de Março de 2026, 16:49

Nesta quinta-feira (26) às 12h, será assinado o termo de compromisso do Protocolo Anti-Assédio Objetivas para empresas produtoras ligadas às principais associações do cinema gaúcho em evento na Cinemateca Capitólio (R. Demétrio Ribeiro, 1085). Logo antes, acontece a mesa-redonda “Novas Relações de Trabalho no Audiovisual: Diálogo e Boas Práticas”, das 10h15min às 12h. O evento, que é aberto ao público, reúne representantes do setor para discutir caminhos de implementação.

Já na sexta (27), a partir das 14h, ocorre a entrega simbólica do protocolo ao Instituto Estadual de Cinema (Iecine) e à Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul no mesmo local, ampliando o diálogo com o poder público. A iniciativa é do Objetivas – Núcleo de Prevenção e Combate ao Assédio no Audiovisual do RS, organização vinculada à APTC/RS, Associação Profissional de Técnicos Cinematográficos.

O documento estabelece diretrizes práticas para prevenir, identificar e enfrentar situações de assédio moral e sexual em produções audiovisuais. As normas buscam promover ambientes de trabalho mais seguros, especialmente para mulheres e pessoas transgênero, que são as principais vítimas deste tipo de violência no setor. Inspirado em convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o protocolo convoca empresas, produtoras e profissionais a assumirem responsabilidade direta na construção de ambientes seguros.

“A APTC está comprometida em zelar pelo bem-estar e pela dignidade dos profissionais do audiovisual gaúcho”, aponta o presidente da APTC, Edu Rabin. “Nesse sentido, é mais do que urgente enfrentarmos essas práticas nocivas com rigor, investindo também em educação e conscientização contínuas para prevenir o assédio. Este é um compromisso não apenas imediato, mas de médio e longo prazo, para a construção de um ambiente de trabalho cada vez mais seguro, ético e acolhedor”, destaca.

Entre as principais medidas previstas estão:

• criação de um núcleo anti-assédio em cada produção;

• realização de ações formativas e de conscientização com as equipes;

• inclusão de cláusulas contratuais específicas sobre assédio;

• afastamento imediato de pessoas denunciadas;

• implementação de fluxos de acolhimento e encaminhamento das vítimas.

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Filme sobre a Palestina será exibido durante a I Conferência Nacional Antifascista em Porto Alegre

Por:Sul 21
25 de Março de 2026, 16:46

O documentário “Notas Sobre um Desterro” (2025), dirigido por Gustavo Castro, terá uma sessão especial em Porto Alegre no sábado (28), às 10h15, na Sala Redenção. A exibição integra a programação da I Conferência Internacional Antifascista e será seguida de um debate com o diretor e com a participação de Ualid Rabah, presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (FEPAL). A conversa com o público terá mediação de Kelly Demo Christ, diretora de comunicação do Clube de Cinema de Porto Alegre, que participa da atividade como parceiro da sessão.

O documentário reúne registros realizados na Cisjordânia, imagens de arquivo e materiais produzidos pelos próprios palestinos durante a guerra em Gaza. As filmagens começaram em 2018, quando Castro e o fotógrafo Rafael de Oliveira viajaram à Cisjordânia com a intenção inicial de investigar histórias de convivência entre diferentes comunidades e religiões na região. Durante cerca de um mês, a equipe percorreu cidades e vilarejos palestinos, sendo acolhida por uma família palestino-brasileira no vilarejo de Kobar. Com a escalada da violência na região e os acontecimentos iniciados em outubro de 2023, o projeto foi revisitado e ganhou nova forma. O material original foi reeditado e combinado com registros históricos e vídeos compartilhados nas redes sociais por palestinos que documentam, em tempo real, os efeitos da guerra sobre a população civil.

A sessão na Sala Redenção, aberta à comunidade e gratuita, será uma oportunidade para que o público assista ao filme em sala de cinema e participe de um debate com o diretor Gustavo Castro e com Ualid Rabah sobre o processo de realização da obra, os desafios éticos envolvidos na utilização de imagens de guerra e o papel do audiovisual na construção de memória e reflexão política.

Serviço

O que: Sessão do filme “Notas Sobre um Desterro”(Gustavo Castro, 2025), seguida de bate-papo com o diretor e com Ualid Rabah (FEPAL). Parte da programação da I Conferência Nacional Antifascista em parceria com o Clube de Cinema de Porto Alegre.
Quando: 28 de março, às 10h15
Local: Sala Redenção – UFRGS (R. Eng. Luiz Englert, 333 – Farroupilha)
Entrada gratuita

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Cinemateca Capitólio comemora 11º aniversário com exibição do clássico nacional ‘Um Céu de Estrelas’

Por:Sul 21
19 de Março de 2026, 18:33

Na próxima sexta-feira (27), data em que comemora o seu 11º aniversário, a Cinemateca Capitólio realiza a primeira exibição de um clássico do cinema brasileiro “Um Céu de Estrelas” (1996), recentemente restaurado em 4K. É o primeiro longa da diretora Tata Amaral, que também marcou a estreia no cinema da atriz gaúcha Leona Cavalli. A exibição será às 20h.

O filme conta a história de Dalva, jovem cabelereira que vive no bairro operário da Mooca, na Zona Sul da Grande São Paulo, junto com a mãe. Ela acaba de ganhar uma viagem para Miami num concurso de penteados e vê no prêmio a sua chance para mudar de vida. Dalva, no entanto, ainda não sabe como contar a novidade para a mãe.

Além de revelar os nomes da diretora Tata Amaral e da atriz Leona Cavalli, “Um Céu de Estrelas” ganhou notoriedade por marcar a chegada de uma nova geração de diretoras mulheres no cinema brasileiro, da qual Tata Amaral se tornaria uma das figuras mais importantes.

Instituição dedicada à preservação e difusão do cinema gaúcho, a Cinemateca Capitólio tem por costume celebrar o seu aniversário todos os anos exibindo em primeira mão no Rio Grande do Sul algum clássico do cinema brasileiro recentemente restaurado.

A atração escolhida para este ano é um dos títulos mais marcantes do Cinema da Retomada, “Um Céu de Estrelas”, que em 2026 comemora seu 30º aniversário de lançamento.

Serviço

O que: Sessão especial do filme “Um Céu de Estrelas” (1996), de Tata Amaral
Brasil, 1996, 80 minutos. Com Alleyona Cavalli, Paulo Vespúcio, Néa Simões e Lígia Cortez

Quando: Sexta-feira, 27 de março

Horário: 20h

Entrada franca (retirada de senhas 30 minutos antes da sessão)

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‘A Graça’ e ‘Narciso’ são as estreias da semana no CineBancários

Por:Sul 21
19 de Março de 2026, 16:38

A sala de cinema da Casa dos Bancários apresenta a estreia de dois longas na cinesemana dos dias 19 a 25 de março. São eles “Narciso”, produção nacional dirigida por Jeferson De, e “A Graça”, filme italiano do vencedor do Oscar e do Bafta Paolo Sorrentino. Além disso, segue em cartaz “Mother’s Baby”.

“Narciso” conta a história de um menino de onze anos de mesmo nome. Negro e órfão, mora na casa de Carmem e Joaquim junto com outras crianças que aguardam adoção. Ele sonha em ter uma família, mas acaba enfrentando uma grande decepção. Para alegrá-lo, uma das crianças da casa lhe dá de presente uma bola de basquete velha e mágica e diz que, se ele acertar três cestas, um gênio aparecerá e realizará todos os seus desejos.

Já “A Graça” apresenta Mariano De Santis (Toni Servillo), personagem que enfrenta dilemas morais e pessoais com a ajuda de sua filha confidente, Dorotea (Anna Ferzetti). Com a visão poética característica de Sorrentino e uma trilha sonora evocativa, a obra é uma meditação íntima sobre paternidade, consciência e a eterna questão: a quem pertence o nosso tempo?

Coprodução entre Áustria, Suíça e Alemanha, “Mother’s Baby” explora os medos de uma mãe que questiona a identidade do filho recém nascido. Julia, uma maestra de sucesso de 40 anos, engravida após um bem-sucedido tratamento em uma clínica de fertilidade. Quando a criança nasce, no entanto, ela entra em uma espiral psicológica que envolve depressão pós-parto e paranoia. “Trata-se do desafio de lidar com as expectativas da maternidade e de encontrar a si mesma. É uma história sobre o lado oculto da maternidade”, resume a realizadora, Johanna Moder.

Programação de 19 a 25 de março

“Narciso”
Brasil/Drama/2025/90 min.
Direção: Jeferson De
Sinopse: Narciso (11), um menino negro e órfão, mora na casa de Carmem e Joaquim, junto com outras crianças que aguardam adoção. Ele sonha em ter uma família, mas acaba enfrentando uma grande decepção. Para alegrá-lo, uma das crianças da casa lhe dá de presente uma bola de basquete velha e mágica e diz que, se ele acertar três cestas, um gênio aparecerá e realizará todos os seus desejos.
Elenco: Arthur Ferreira, Ju Colombo, Bukassa Kabengele e Seu Jorge

“A Graça”
Itália/Drama/2025/ 131min.
Direção: Paolo Sorrentino
Sinopse: Do cineasta Paolo Sorrentino, vencedor do Oscar e do Bafta, “A Graça” é uma exploração abrangente do amor, do dever e da liberdade pessoal. Toni Servillo – vencedor do prêmio de Melhor Ator no Festival de Cinema de Veneza de 2025 – é o poderoso Mariano De Santis, que enfrenta dilemas morais e pessoais com a ajuda de sua filha confidente, Dorotea (Anna Ferzetti). Com a visão poética característica de Sorrentino e uma trilha sonora evocativa, esta obra-prima é uma meditação íntima sobre paternidade, consciência e a eterna questão: a quem pertence o nosso tempo?
Elenco: Toni Servillo, Anna Ferzetti, Orlando Cinque, Massimo Venturiello.

“Mother’s Baby”
Áustria-Alemanha-Suíça/Drama/2025/108min.
Direção: Johanna Moder
Sinopse: Julia, uma maestrina de sucesso de 40 anos, e seu parceiro Georg anseiam por um filho quando o Dr. Vilfort lhes oferece uma esperança. Julia engravida após um tratamento bem-sucedido na clínica de fertilidade do médico. O parto não ocorre como planejado e o bebê é imediatamente retirado de seus braços, deixando Julia sem saber o que aconteceu. Quando finalmente se reencontra com a criança, Julia sente-se estranhamente distante. Ela começa a duvidar se é realmente seu filho.
Elenco: Marie Leuenberger, Hans Löw, Claes Bang e Julia Franz Richter

Horários de 19 a 25 de fevereiro

Não há sessões nas segundas

15h: “Mother’s Baby”

17h: “A Graça”

19h20: “Narciso”

Ingressos

Os ingressos podem ser adquiridos a R$ 14 na bilheteria do CineBancários. Idosos (as), estudantes, bancários (as), jornalistas sindicalizados (as), portadores de ID Jovem e pessoas com deficiência pagam R$ 7. São aceitos cartões nas bandeiras Banricompras, Visa, MasterCard e Elo. Na quinta-feira, a meia-entrada (R$ 7) é para todos e todas.

Endereço: 

CineBancários

Rua General Câmara, 424 – Centro – Porto Alegre

Mais informações pelo telefone (51) 3030.9405 ou pelo e-mail cinebancarios@sindbancarios.org.br

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Cinemateca Capitólio realiza mostra de clássicos franceses a partir desta terça (17)

Por:Sul 21
16 de Março de 2026, 09:45

A partir desta terça-feira (17), Cinemateca Capitólio realiza a mostra Clássicos Franceses, reunindo sete títulos de diferentes épocas, assinados por alguns dos mais importantes diretores do cinema francês, entre eles Alain Resnais, Claude Sautet, Marcel Carné e Georges Franju. A programação se estende até o dia 25 de março, com preços promocionais.

A mostra, realizada em parceria com a Cinemateca da Embaixada da França do Rio de Janeiro e o Institut Français, celebra o Dia Mundial da Francofonia, comemorado em 20 de março, e conta com o apoio da Aliança Francesa de Porto Alegre.

Os filmes selecionados para a mostra são:

“As Coisas da Vida”

França/Itália/1970/89 min./Direção de Claude Sautet – Classificação: 16 anos

Sinopse: Um grave acidente de carro interrompe a rotina do arquiteto Pierre (Michel Piccoli). Entre a vida e a morte, fragmentos de memória emergem: seu relacionamento com a amante Hélène (Romy Schneider), o distanciamento da ex-esposa e os gestos cotidianos que compõem sua existência. Nesse fluxo de lembranças e hesitações, o filme reconstrói as escolhas, afetos e ambiguidades que marcam uma vida comum.

“Os Olhos sem Rosto”

França/Itália/1960/ 90 min./Direção de Georges Franju – Classificação: 14 anos

Sinopse: O renomado cirurgião Dr. Génessier (Pierre Brasseur) vive obcecado em restaurar o rosto desfigurado de sua filha Christiane (Édith Scob) após um acidente. Com a ajuda de sua assistente Louise (Alida Valli), ele sequestra jovens mulheres para realizar experimentos de transplante facial em sua clínica isolada. Entre o horror e a poesia sombria, o filme acompanha a atmosfera de culpa, obsessão científica e sofrimento que envolve pai e filha, conduzindo a um desfecho inquietante.

“Desejos Proibidos”

França/1953/100 min./Diretor de Max Ophüls – Classificação: 16 anos

Sinopse: Para pagar suas dívidas, Madame de… vende um par de brincos que ganhou de presente do marido, o general de…, e finge tê-los perdido. O general, avisado pelo joalheiro, compra e dá de presente a uma amante, que os revende imediatamente. O barão Donati os compra e, ao se apaixonar por Madame de…, dá a ela de presente como prova do seu amor. A trajetória dessa joia terá consequências dramáticas. Suntuoso melodrama dirigido por Ophüls, conhecido pelo barroquismo de suas produções de época e por seu virtuosismo no uso do plano-sequência.

“A Tulipa Negra”

França/1964/115 min./Direção de Christian-Jaque – Classificação: 12 anos

Sinopse: Em 1789, com a Revolução Francesa em andamento, um bandido chamado Tulipa Negra ajuda os habitantes amedrontados dos arredores da cidade de Roussillon. Os pobres respeitam-no como um novo Robin Hood. Como Zorro, o Tulipa Negra é, na vida real, um membro na corte e, portanto, precisa esconder sua identidade para que possa lutar por justiça. Vibrante e colorido filme de aventura, que consolidou Alain Delon como grande astro do cinema francês. Com Alain Delon, Virna Lisi, Dawn Addams e Akim Tamiroff.

“Meu Tio da América”

França/1980/125 min./Direção de Alain Resnais – Classificação: 14 anos

Sinopse: Três destinos, o de um jornalista, diretor de informações num canal radiofônico, o de um filho de agricultor e o de uma filha de operário que se tornou estilista, se cruzam em contraponto a teorias formuladas pelo biólogo Henri Laborit, que analisa o comportamento de ratos e homens vivendo em sociedade. Um dos mais inventivos e espirituosos filmes de Resnais, vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes. Com Nicole Garcia, Gérard Depardieu, Marie Dubois e Roger Pierre.

“Águas Tempestuosas”

França/1941/97 min./Direção de Jean Grémillon – Classificação: 18 anos

Sinopse: O capitão do rebocador Le Cyclone, André Laurent (Jean Gabin), vive dividido entre o trabalho arriscado de resgate em alto-mar e a vida doméstica com sua esposa doente, Yvonne (Madeleine Renaud). Durante uma operação para socorrer um navio em perigo, ele conhece Catherine (Michèle Morgan), sobrevivente do desastre, e inicia com ela uma paixão intensa. Entre o dever, o mar e o desejo, o capitão vê seu destino se encaminhar para um desfecho trágico.

“O Boulevard do Crime”

França/1945/182 min./Direção de Marcel Carné – Classificação: 14 anos

Sinopse: Paris, 1828. No Boulevard do Crime, no meio da multidão, atores e saltimbancos, o mímico Baptiste, com seu testemunho mudo, salva Garance de um erro judiciário. É aqui que começam os amores contrariados de Garance, mulher livre e audaciosa, e Baptiste, que ela intimida e não ousa declarar seu amor. Mas também os de Nathalie, a filha do diretor do teatro, que ama Baptiste, e Frédérick, um jovem ator promissor, que começa uma relação com Garance, enquanto essa última também ama Baptiste em segredo. Épico ambientado nos bastidores do mundo teatral parisiense do século XIX, com mais de três horas de duração, é a obra máxima do realismo poético francês, com roteiro assinado pelo poeta Jacques Prévert. Com Maria Casarès, Jean-Louis Barrault e Arletty.

Programação de 17 a 25 de março

Terça-feira (17)

19h – “As Coisas da Vida” (R$ 10 e R$ 5) – 89 minutos

 

Quarta-feira (18)

19h – “Os Olhos sem Rosto” (R$ 10 e R$ 5) – 88 minutos

 

Quinta-feira (19)

15h – “Desejos Proibidos” (R$ 10 e R$ 5) – 100 minutos

17h – “A Tulipa Negra” (R$ 10 e R$ 5) – 115 minutos

19h – “Meu Tio da América” (R$ 10 e R$ 5) – 125 minutos

 

Sexta-feira (20)

15h – “A Tulipa Negra” (R$ 10 e R$ 5) – 115 minutos

17h – “Águas Tempestuosas” (R$ 10 e R$ 5) – 85 minutos

 

Sábado (21)

15h – “O Boulevard do Crime” (R$ 10 e R$ 5) – 182 minutos

 

Domingo (22)

15h – “As Coisas da Vida” (R$ 10 e R$ 5) – 89 minutos

17h – “A Tulipa Negra” (R$ 10 e R$ 5) – 115 minutos

19h – “Os Olhos sem Rosto” (R$ 10 e R$ 5) – 88 minutos

 

Terça-feira (24)

15h – “Os Olhos sem Rosto” (R$ 10 e R$ 5) – 88 minutos

17h – “Águas Tempestuosas” (R$ 10 e R$ 5) – 85 minutos

19h – “Desejos Proibidos” (R$ 10 e R$ 5) – 100 minutos

 

Quarta-feira (25)

15h – “Meu Tio da América” (R$ 10 e R$ 5) – 125 minutos

17h – “O Boulevard do Crime” (R$ 10 e R$ 5) – 182 minutos

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O simulacro do discurso antissistema (por Gerson Almeida)

Por:Sul 21
15 de Março de 2026, 08:41

Gerson Almeida (*) 

“Se acham que vão me calar, estão muito enganados. Eu vou continuar incomodando o sistema de… Balneário Camboriú.” Com esta frase, o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL/SC) finalizou seu discurso. Nele, rebateu as críticas contra a sua atuação parlamentar e manifestou apoio à decisão do seu irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), de abandonar o mandato e montar residência nos Estados Unidos, de onde ele conspira junto ao governo americano contra seu próprio país. O uso inusitado do termo “sistema” para definir as disputas paroquiais de um município é revelador do esforço da extrema-direita em caracterizar todos os seus adversários como “elite” ou “sistema”, termos que usa indistintamente. O objetivo disso é apropriar-se da retórica antissistema, com o objetivo de ocupar, no imaginário social, o lugar de liderança dos interesses do “povo” contra as “elites” e catalisar todo o tipo de descontentamento e frustração social.

Para sustentar essa retórica, é preciso que a compreensão de “sistema” seja removida de qualquer posição das classes sociais na estrutura econômica da sociedade, do controle dos meios de produção e das transações financeiras; assim como deixe de designar a “elite” como os “melhores”. Ao esvaziar o entendimento de “sistema” e “elite” de qualquer vínculo com a estrutura da sociedade, o discurso da extrema-direita deliberadamente transporta essas categorias para uma nebulosa “guerra cultural”, na qual a discussão dos costumes e da moral passa a ganhar centralidade para alcançar o objetivo de unificar distintos interesses e setores sociais sob o mesmo guarda-chuva. Segundo o Brasil Paralelo, centro de produção de conteúdo da extrema-direita, as causas que unificaram as diferentes insatisfações com a situação do país são: lutar contra a corrupção, contra o comunismo e a defesa das pautas morais favoráveis à família. A falta de precisão sobre o que significa cada uma dessas causas é um artifício que Ernesto Laclau definiu como “um significante que não possui um significado fixo porque está a serviço de representar uma totalidade ausente” (Emancipação e Diferença, 2011), que viabiliza a construção de um discurso amplamente flexível, no qual os próprios adversários passam a ser igualmente imprecisos e mudam de acordo com as conveniências políticas de cada momento: professores, o STF, as urnas eletrônicas, a burocracia estatal, o globalismo, o Balneário Camboriú, etc.

Os alvos permanentes são apenas a esquerda (notadamente o PT), as causas progressistas e o “politicamente correto”, que obstinadamente são apontados como a representação do “sistema”. Ao desviar a noção de “sistema” das questões que estruturam a sociedade, o discurso da direita propositadamente limita o seu alcance às questões culturais, morais e de costumes.

Quem controla e estrutura o sistema

Apesar de vender a ilusão de liderar um levante contra o “sistema” e as elites que o defendem, a direita age como a guarda pretoriana de todo tipo de interesse do capitalismo e atua para proteger e reproduzir a hegemonia do capital financeiro e a sua lógica de acumulação sem limites. No atual estágio do capitalismo, os grupos financeiros capturaram o Estado e lutam para transformar direitos sociais, patrimônio público e meio ambiente em ativos para os rentistas. Para Ladislau Dowbor, há uma mudança profunda no conteúdo dos processos produtivos e, apesar de “continuarmos a produzir trigo e arroz, aço e automóveis”, o “elemento básico de formação do valor, o fator principal de produção, é constituído por um conjunto de atividades intangíveis” que estão deslocando o “eixo central de definição do modo de produção, a forma de extração do excedente e de exploração das populações”, que passa a ser a “rentabilidade dos papéis” (O Capitalismo se desloca, 2020). Esse deslocamento do capitalismo acelerou a extração da riqueza e a sua apropriação nas mãos de não mais do que 1% da população. É esta lógica que explica a pressa de Temer — que assumiu a presidência da República após o golpe em Dilma (2016)— em viabilizar a mais profunda mudança feita na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e ampliar a precarização das condições de trabalho, eufemisticamente chamada de flexibilização para reduzir o “custo Brasil”. O domínio da extração de riqueza por meio do sistema financeiro não substitui as formas anteriores, como o arrocho dos salários e a diminuição do acesso aos bens e serviços públicos de qualidade, mas as suplantou como a principal forma de acumulação e concentração de riqueza.

Portanto, o sistema é o regime de acumulação, no qual o poder financeiro subordina a produção de riqueza e molda o trabalho, o consumo e o modo de vida da sociedade para atender aos interesses daqueles que detêm e concentram capital; o que Harvey chama de “acumulação por espoliação” (privatizações e transferência de renda para o topo).  O que torna o discurso da direita um simulacro feito para esconder a sua função de escolta política do poder econômico, confirmando que “não há rebeldia real em um movimento que é aplaudido pelo mercado financeiro a cada nova medida de austeridade” (David Harvey, O Novo Imperialismo, 2004). 

A rebeldia consentida

Basta acompanhar o cotidiano da vida pública para perceber que a direita autodefinida como “antissistema” atua em favor dos interesses do grande capital ao defender a autonomia absoluta do Banco Central, a desregulação radical do mercado financeiro, a precarização do trabalho; ou quando atua para impedir a taxação das grandes fortunas, a mudança na escala de trabalho 6×1 e qualquer tipo de ação contra as desigualdades. Em todas as disputas concretas no debate político real, invariavelmente a direita toma partido dos interesses do “povo do mercado”, conforme definiu Wolfgang Streeck (Tempo Comprado, 2018). Ao lutar contra qualquer medida que possa alterar a relação de forças em disputa na sociedade, seu discurso pode ser barulhento, mas é estéril.  

A blindagem à corrupção estrutural

Há um esforço hercúleo dos setores hegemônicos para tratar os sucessivos atos de corrupção como desvio individual (“uma maçã podre”) e não como uma característica sistêmica do próprio capitalismo financeiro. A crítica tende a ficar restrita à “moralidade individual” do empresário, do agente público ou de lacunas no sistema de controle, evitando qualquer discussão sobre a própria lógica da financeirização, que permite ao capital financeiro operar de forma fraudulenta — eufemisticamente tratada como “engenharia financeira criativa”. Isso é possível graças a uma devotada rede de apoio (parlamentares, agentes públicos, imprensa, especialistas etc.) que age para manter a corrupção financeira invisível aos olhos da sociedade e longe do alcance do Estado. O escândalo do Banco Master nos permite observar isso de forma pedagógica.

A Operação Carbono Oculto já havia revelado o uso de fintechs e fundos de investimentos para lavagem de dinheiro (R$ 46 bilhões) para o crime organizado e escancarado a infiltração do PCC na Faria Lima, a meca do sistema financeiro nacional. Essa promiscuidade foi possível pelo uso de mecanismos que permitem a movimentação financeira sem identificar individualmente sua origem, o que dificulta o rastreamento pelo Banco Central. Ficou claro que, se há dinheiro precisando ganhar respeitabilidade, a estrutura do mercado financeiro está à disposição para lavá-lo. É para isso que as brechas nos mecanismos de controle são meticulosamente preservadas.

Foi o que aconteceu quando uma instrução normativa da Receita Federal passou a obrigar os bancos digitais e fintechs a enviarem informações a respeito de operações acima de R$ 5 mil no Pix. Não demorou para que o deputado Nicolas Ferreira (PL/MG) colocasse em movimento uma poderosa máquina de propaganda para denunciar que o governo queria fiscalizar e tributar todas as operações pelo sistema de pagamento. Era uma mentira, mas o importante é que o objetivo de deixar essas operações fora do alcance da fiscalização foi alcançado. A ação do deputado foi amplamente homenageada. Exemplos deste tipo são muitos, como a ação do senador Ciro Nogueira (PP/PI), ex-ministro de Bolsonaro, em tentar aumentar em quatro vezes a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para beneficiar a continuidade das operações do Banco Master, em sintonia com a decisão do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB/DF), de comprar ativos podres para dar sobrevida à pirâmide financeira do Banco. A guarda pretoriana dos muito ricos contou igualmente com o luxuoso auxílio do presidente do Banco Central, Campos Neto, que sabia da insolvência do Banco Master desde o início de 2024, mas permitiu que a instituição continuasse captando recursos. 

Quando o governo enviou uma proposta para a segurança pública ao Congresso, com o objetivo de corrigir as brechas que impedem a ação do estado contra o crime sistêmico do andar de cima, mais uma vez a rede de apoio foi acionada e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, destacou o seu secretário de segurança, Guilherme Derrite, para coordenar a ação da direita.  O resultado foi impedir que houvesse o perdimento dos bens – a apreensão imediata de patrimônio e recursos – do crime organizado e a supressão de dispositivos de combate aos crimes de corrupção como o desvio dinheiro público. 

A cereja do bolo foi excluir as empresas de bets do pagamento de tributos que seriam utilizados no combate ao crime organizado. Aliás, esses e outros atores já haviam atuado para que as sucessivas falcatruas das Lojas Americanas, que acarretaram prejuízo de R$ 50 bilhões, ficassem restritas a “erros de gestão” e não afetassem os seus proprietários, incensados ícones do capitalismo nacional.  

As suas ideias não correspondem aos fatos

Não é surpresa, portanto, que os debates sobre as falcatruas reveladas pela investigação do Banco Master estejam sendo focados nas instituições responsáveis pela investigação e nas possíveis relações de ministros do STF e/ou de seus familiares com alguma das empresas de Vorcaro (que, evidentemente, devem ser escrutinadas), e não nas relações orgânicas que permitiram a um pequeno banco crescer rapidamente durante o governo de Bolsonaro e de Campos Neto. Não é controverso que Fabiano Zettel, sócio e cunhado de Vorcaro, foi um dos maiores doadores individuais das campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, e que seus aviões e estrutura serviam para dinamizar a campanha de importantes próceres da direita.

Um provérbio antigo e popular em várias culturas ao longo dos séculos, ensina que “atos dizem mais do que palavras”. As ações mostram que a rebeldia da direita contra a corrupção é funcional ao sistema e teatralizada para manipular a indignação e manter ligada a máquina de gerar desigualdades e destruir as políticas de proteção social. Para que o indivíduo permaneça à mercê do capital financeiro e de sua obsessão destrutiva.

O que chama a atenção é a dificuldade que a esquerda tem tido em assumir o seu lugar de verdadeira força disruptiva e debater de peito aberto as razões pelas quais defende que serviços essenciais, por exemplo, não devem ser operados apenas pela lógica do mercado, por serem imprescindíveis ao bem-estar de todos. É só enfrentando esse debate que poderemos esclarecer que não é o “povo do mercado” que construirá uma sociedade justa, segura, desenvolvida econômica, social, cultural e ambientalmente. Prova disso é a reação contrária da guarda pretoriana da Faria Lima espalhada pelo país. A realidade construída pelo neoliberalismo mostra que o discurso da direita se afasta cada vez mais da verdade, dos fatos. Nossa tarefa é convencer a opinião pública de que, como disse Michiko Kakutani, em A Morte da Verdade: todo mundo tem o direito de ter suas próprias opiniões, mas não seus próprios fatos.

(*) Mestre em Sociologia, foi vereador, secretário de meio-ambiente de Porto Alegre e Secretário Nacional de Articulação Social do governo Lula 2.

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As opiniões emitidas nos artigos publicados no espaço de opinião expressam a posição de seu autor e não necessariamente representam o pensamento editorial do Sul21

 

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Mother’s Baby e A Vida Secreta de Meus Três Homens estreiam no CineBancários

Por:Sul 21
12 de Março de 2026, 14:57

A cinesemana que se inicia nesta quinta-feira (12) no CineBancários conta com as estreias de “Mother’s Baby”, thriller psicológico sobre o lado sombrio da maternidade, e de A Vida Secreta de Meus Três Homens”, fábula histórica que interroga a identidade do Brasil a partir de sua história e herança de violência. O longa de Oliver Laxe, “Sirât”, completa a programação da semana que vai até o dia 18 de março.

Coprodução entre Áustria, Suíça e Alemanha, “Mother’s Baby” explora os medos de uma mãe que questiona a identidade do filho recém nascido. Julia, uma maestra de sucesso de 40 anos, engravida após um bem-sucedido tratamento em uma clínica de fertilidade. Quando a criança nasce, no entanto, ela entra em uma espiral psicológica que envolve depressão pós-parto e paranoia. “Trata-se do desafio de lidar com as expectativas da maternidade e de encontrar a si mesma. É uma história sobre o lado oculto da maternidade”, resume a realizadora, Johanna Moder.

O longa teve sua première no 75º Festival Internacional de Cinema de Berlim, onde concorreu ao Urso de Ouro. O elenco traz Marie Leuenberger (“Mulheres Divinas”), Hans Löw (“Toni Erdmann”) e Claes Bang (“Bom Dia, Tristeza”). A distribuição é da Autoral Filmes.

A diretora Letícia Simões volta a mexer no baú de memórias de sua família em “A Vida Secreta de Meus Três Homens”, fábula histórica que interroga a identidade do Brasil a partir de sua história e herança de violência. O longa-metragem, com distribuição da Embaúba Filmes, promove o encontro de três fantasmas — inspirados nas figuras do avô, do pai e do tio da cineasta — reunidos em torno de uma pergunta fundamental: como chegamos ao Brasil de hoje?

O filme teve sua première na Mostra Tiradentes em 2025 e percorreu uma série de festivais no Brasil e no exterior, como o Hot Docs e o RIDM – Montreal International Documentary Festival, no Canadá; além do CineBH. A “narradora”, personagem vivida por Nash Laila, é quem conduz o encontro com os fantasmas de Fernando, boêmio pai de família e colaborador da ditadura militar;

Já “Sirât” – longa produzido pela El Deseo, dos irmãos Pedro e Agustín Almodóvar – segue em cartaz na Casa dos Bancários pela terceira semana. O filme acompanha a angustiante viagem de um pai, ao lado do filho caçula, pelo deserto do Marrocos. Os dois buscam a filha e irmã, que desapareceu em uma das raves realizadas nas montanhas. À medida que avançam por um cenário escaldante, a jornada os obriga a confrontar os próprios limites.

Programação de 12 a 18 de março

“Mothers Baby”

Áustria Alemanha-Suíça/Drama/2025/108min.

Direção: Johanna Moder

Sinopse: Julia, uma maestrina de sucesso de 40 anos, e seu parceiro Georg anseiam por um filho quando o Dr. Vilfort lhes oferece uma esperança. Julia engravida após um tratamento bem-sucedido na clínica de fertilidade do médico. O parto não ocorre como planejado e o bebê é imediatamente retirado de seus braços, deixando Julia sem saber o que aconteceu. Quando finalmente se reencontra com a criança, Julia sente-se estranhamente distante. Ela começa a duvidar se é realmente seu filho.

Elenco: Marie Leuenberger, Hans Löw, Claes Bang e Julia Franz Richter

 

“A Vida Secreta de Meus Três Homens”

Brasil/Drama/2025/ 75 min

Direção: Leticia Simões

Sinopse: Três homens vindos do passado atravessam o presente para revelar as marcas invisíveis da história do Brasil. Entre memória, fantasia e poesia, A Vida Secreta de Meus Três Homens propõe um acerto de contas com a violência que nos formou e a possibilidade de outro futuro.

Elenco: Nash Laila | narradora, Guga Patriota | Arnaud, Giordano Castro | Fernando Murilo Sampaio: | Sebastião


“Sirât”

Espanha-França/2025/ Drama/115min.

Direção: Oliver Laxe

Sinopse: Pai e filho chegam a uma rave nas montanhas do sul do Marrocos. Ambos estão em busca de Mar — filha e irmã —, que desapareceu meses antes em uma dessas festas intermináveis. Cercados por música eletrônica e por uma sensação crua e desconhecida de liberdade, eles distribuem a foto da jovem repetidas vezes. A esperança vai se apagando, mas os dois persistem e seguem um grupo de frequentadores rumo a uma última festa no deserto. Conforme avançam por esse cenário escaldante, a jornada os obriga a confrontar seus próprios limites.

Elenco: Sergi López, Bruno Núñez Arjona, Richard Bellamy.

Horários de 12 a 18 de março

Não há sessões nas segundas

15h: “Sirât”

17h: “A Vida Secreta de Meus Três Homens”

19h: “Mother’s Baby”

Ingressos

Os ingressos podem ser adquiridos a R$ 14 na bilheteria do CineBancários. Idosos (as), estudantes, bancários (as), jornalistas sindicalizados (as), portadores de ID Jovem e pessoas com deficiência pagam R$ 7. São aceitos cartões nas bandeiras Banricompras, Visa, MasterCard e Elo. Nas quintas-feiras, a meia-entrada (R$ 7) é para todos e todas.

Endereço:

CineBancários
Rua General Câmara, 424 – Centro – Porto Alegre
Mais informações pelo telefone (51) 3030.9405 ou pelo e-mail cinebancarios@sindbancarios.org.br

 

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Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro ficam empatados em eventual segundo turno

Por:Sul 21
11 de Março de 2026, 16:46

Foi divulgada nesta quarta-feira (11) nova rodada de pesquisa Genial/Quaest com intenções de voto para as eleições presidenciais de 2026. O levantamento mostra empate numérico em um eventual segundo turno entre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), ambos com 41% da preferência dos eleitores. O petista lidera os demais cenários de segundo turno e também as projeções de primeiro turno.

No levantamento anterior, realizado em fevereiro deste ano, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aparecia com 38% das intenções de voto em um segundo turno contra Lula e, portanto, teve um acréscimo de três pontos percentuais. O atual presidente, por sua vez, tinha 43% e caiu dois pontos percentuais, o que equivale à margem de erro da pesquisa.

Contra o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), Lula vence por 42% a 33%. Diante do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lula tem 44% contra 34%. O atual presidente venceria também o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) por 44% a 32%; e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), por 42% a 26%.

A pesquisa testou sete cenários de primeiro turno. Lula lidera todos as projeções, com intenções de voto que variam entre 36% e 39%. Flávio Bolsonaro fica em segundo lugar em todos os cenários, pontuando entre 30% e 35%. Testado em dois cenários, Ratinho Jr. aparece com 7% em ambos. Ronaldo Caiado tem 4% também em duas projeções. Zema foi testado em quatro cenários e ficou com pontuações entre 2% e 3%. O governador gaúcho Eduardo Leite aparece com 3% nas duas projeções em que foi testado. Também foram incluídos na pesquisa os pré-candidatos Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC), que aparecem com intenções de voto que variam entre 1% e 2% em todos os cenários.

O levantamento mostrou também oscilação para cima, dentro da margem de erro, na desaprovação do Governo Lula, que passou de 49% para 51%. Já a aprovação oscilou para baixo, de 45% para 44%. O CEO da Quaest, Felipe Nunes, destaca que o saldo negativo de sete pontos percentuais é o pior resultado da gestão desde julho de 2025, antes do tarifaço promovido por Donald Trump. O cientista político destaca que cresceu o número de eleitores que declaram ter visto mais notícias negativas e também daqueles que acreditam que a economia piorou no último ano.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas em 120 municípios entre os dias 6 e 9 de março. O nível de confiabilidade da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e está registrada no TSE (BR-5809/2026).

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Cinemateca Capitólio terá sessão especial com transmissão ao vivo do Oscar 2026

Por:Sul 21
11 de Março de 2026, 16:01

No próximo domingo (15), às 21h, a Cinemateca Capitólio realiza uma sessão especial com transmissão ao vivo da cerimônia do Oscar, a principal premiação da indústria cinematográfica mundial. A entrada é gratuita e os ingressos serão distribuídos no local no mesmo dia.

A edição deste ano conta com forte presença brasileira na premiação. O filme “O Agente Secreto” recebeu quatro indicações: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (Wagner Moura) e Melhor Elenco. Além disso, o brasileiro Adolpho Veloso concorre ao prêmio de Melhor Fotografia pelo filme “Sonhos de Trem”. A retirada de ingressos (um por pessoa) ocorre a partir das 19h30 do dia 15.

No ano passado, a Cinemateca Capitólio também transmitiu a cerimônia do Oscar. O representante brasileiro “Ainda Estou Aqui” levou a estatueta de melhor filme internacional e também foi indicado nas categorias de Melhor Filme e Melhor Atriz (com Fernanda Torres).

Com informações da PMPA.

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CPI do Crime mira braço do PCC na Faria Lima e ‘A Turma’ do Master

Por:Sul 21
11 de Março de 2026, 14:36

Da Agência Brasil

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o Crime Organizado no Senado aprovou, nesta quarta-feira (11), mais de 20 requerimentos com quebras de sigilos, pedidos de informações e convocações mirando o braço financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Faria Lima e “A Turma” do Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

“A Turma” é o nome do grupo de comunicação de Vorcaro usado para monitorar e intimidar adversários do banqueiro, e que esteve no centro da decisão de prisão do dono do Master.

A comissão ainda quebrou os sigilos fiscal, bancário e telefônico de Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, aliado de Vorcaro que atentou contra a própria vida após ser preso pela Polícia Federal (PF) na semana passada. A CPI ainda pediu informações sobre o caso de Sicário ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O cunhado do dono do Banco Master, Fabiano Campos Zettel, foi convocado pela CPI após aprovação de requerimentos apresentados por senadores.

“Investigações no âmbito da Operação Carbono Oculto apontam que Fabiano Zettel possui conexões financeiras diretas com a Reag Investimentos e o Banco Master, instituições identificadas como braços financeiros do Primeiro Comando da Capital (PCC) na Faria Lima”, justificou o senador Humberto Costa (PT-PE).

Banco Central

A CPI aprovou a convocação do ex-diretor de fiscalização do Banco Central (BC) Paulo Sérgio Neves de Souza e do ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária Bellini Santana, ambos afastados dos cargos.

Ao pedir a convocação dos funcionários do BC, senador Humberto Costa disse que relatório da PF indica que eles teriam atuado como consultores informais de Daniel Vorcaro.

“Facilitando a operação de compra do então Banco Máxima (posteriormente renomeado como Banco Master) e divulgando informações sigilosas para o banqueiro, a fim de municiá-lo a respeito das operações realizadas pelo Banco Central”, justificou Costa.

A comissão ainda quebrou os sigilos da empresa Varajo Consultoria, ligado a Vorcaro, e que teria sigo responsável por proposta de pagamento a servidor do BC. O chefe da companhia, Leonardo Augusto Furtado Palhares, também foi convocado pela CPI.

Faria Lima

Foram alvos de quebras de sigilos bancários, fiscal e telefônico empresários e investigados por associação com a lavagem de dinheiro do PCC na Faria Lima, onde se concentram as empresas do mercado financeiro na capital paulista.

Uma série de requerimentos foi aprovada com quebra de sigilos de investigados apontados pela Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, que desvendou esquema de lavagem de dinheiro do PCC.

Um dos que teve os sigilos quebrados foi Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco” e considerado responsável pela gestão de distribuidoras de combustíveis que lavariam dinheiro para a organização criminosa paulista.

“O esquema, que movimentou R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, utilizava uma vasta rede de postos de combustíveis e fundos de investimento para ocultar a origem ilícita dos recursos, demonstrando uma atuação sofisticada no mercado financeiro, com epicentro na Avenida Faria Lima, em São Paulo”, argumentou o senador Humberto Costa.

Outro investigado que teve os sigilos quebrados foi Mohamad Hussein Mourad, considerado um dos principais operadores do esquema de lavagem de dinheiro do PCC, e que teria conexões com o Banco Master.

Outro empresário ligado ao esquema desvendado pela Carbono Oculto, e que teve os sigilos quebrados pela CPI, é Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, e Danilo Berndt Trent, tido como “sócio oculto” da Precisa. A empresa já figurou em investigação de esquema de corrupção de compra de vacinas no período da pandemia.

“As empresas de Francisco Maximiano foram utilizadas como veículos para a lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) e para a realização de fraudes bilionárias contra o sistema financeiro e o patrimônio público”, completou Humberto.

“A Turma”

Outro foco da CPI nesta quarta-feira foram os envolvidos no grupo “A Turma”, usado para monitorar e intimidar adversários do banqueiro Daniel Vorcaro, que teria liderado um esquema de fraudes no mercado financeiro que podem chegar a cerca de R$ 50 bilhões.

O grupo chegou a discutir simular um assalto para “quebrar todos os dentes” do jornalista de O Globo, Lauro Jardim, que teria publicado notícias que desagradaram Vorcaro.

A CPI aprovou a convocação de Ana Cláudia Queiroz de Paiva que participaria dos pagamentos para custear as atividades do grupo “A Turma”.

A comissão ainda aprovou as quebras dos sigilos de Marilson Roseno da Silva, escrivão aposentado da PF que foi preso preventivamente como um dos principais operadores do grupo.

A CPI quebrou os sigilos de outras empresas ligadas ao Master, como a King Participações Imobiliárias, e a King Motors Locação de veículo, além da quebra de sigilo de empresas do dono de avião usado para dar carona a aliados de Vorcaro. A comissão ainda pediu a lista dos passageiros beneficiários.

“Informações divulgadas pela imprensa e indícios colhidos no âmbito da Operação Compliance Zero sugerem que altas autoridades da República teriam se utilizado de aeronaves particulares”, justificou o relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

A comissão ainda convidou para depoimento o empresário Vladimir Timerman, que vinha denunciando, por anos, as fraudes no Master.

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Cinemateca Capitólio oferece programação especial gratuita pelo Dia Internacional da Mulher

Por:Sul 21
5 de Março de 2026, 11:30

A Cinemateca Capitólio (rua Demétrio Ribeiro, 1085 – Centro Histórico) preparou uma programação especial em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado todo 8 de março. As atividades começam no sábado (7) e seguem até o próximo domingo (15) com exibições de filmes, debates com realizadoras e a abertura de uma mostra dedicada a cineastas gaúchas. Todas as sessões são abertas ao público e têm entrada franca.

A programação se inicia no sábado às 17h, com a exibição seguida de debate do premiado longa brasileiro “Manas” (2025), dirigido por Mariana Brennand. A obra acompanha a história de Marcielle, uma adolescente que decide enfrentar a engrenagem violenta que rege sua família e as mulheres da comunidade onde vive.

“Manas”, que foi filmado na Região Amazônica, contou com o apoio de cineastas internacionais renomados: Walter Salles, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional por “Ainda Estou Aqui”, e os irmãos Jean Pierre e Luc Dardenne, vencedores de duas Palmas de Ouro em Cannes. Os três atuaram como produtores associados e acompanharam projeto desde a fase de escrita do roteiro.

No domingo (8), às 19h, a Cinemateca recebe a cineasta costa-riquenha Sofia Quirós, que apresenta o curta” Selva” (2016) e o longa “Terra das Cinzas” (2019), em sessão comentada pela própria diretora.

Outro destaque da programação é a mostra “A leoa vai à caça”, projeto desenvolvido por Betânia Furtado e Renata de Lélis que destaca a produção de cineastas mulheres no Rio Grande do Sul. A sessão inaugural na quinta-feira (12), às 19h, apresenta duas raridades: o curta “O brinco” (1989), de Flávia Moraes, e o longa “In Vino Veritas” (1981), de Ítala Nandi.

A mostra segue até domingo (15), reunindo obras de diferentes gerações de diretoras, como Ana Luiza Azevedo, Marta Biavaschi, Flávia Seligman, Liliana Sulzbach, Adalgisa Luz, Lisiane Cohen, Mirela Kruel, Cristiane Oliveira, Mariani Ferreira, Camila de Moraes, Juliana Balhego, Britney Fiderline e Patrícia Ferreira Yxapy.

Programação da Cinemateca

Sábado (7)

17h – “Manas”, sessão seguida de debate

Domingo (8)

19h – “Selva” + “Terra das Cinzas”, sessão seguida de debate com Sofia Quirós

Quinta-feira (12)

19h – Abertura da mostra A Leoa Vai à Caça: “O Brinco” + “In Vino Veritas”

Sexta-feira (13)

17h – “Bola de Fogo” + “O Último Poema”

19h – “LÉO” + “Mulher do Pai”

Sábado (14)

17h – “Hoje Tem Felicidade” + “A Noite do Sr. Lanari” + “A Invenção da Infância” + “As Bicicletas de Nhanderu”

19h – “Quero Ir para Los Angeles” + “Antes que o Mundo Acabe”

Domingo (15)

17h – “Logos” + mesa de debate “Políticas Públicas para Mulheres no Audiovisual”

19h – “Café Paris” + “O Caso do Homem Errado”

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Obras do calçadão da Orla de Ipanema são concluídas

Por:Sul 21
4 de Março de 2026, 11:48

O prefeito Sebastião Melo realizou na manhã desta quarta-feira (4) vistoria para marcar a conclusão das obras de requalificação do calçadão da Orla de Ipanema, na zona sul de Porto Alegre. Os trabalhos ocorreram em um trecho de dois quilômetros, entre as ruas Déa Coufal e dos Tabajaras.

“Esse é o calçadão raiz de Porto Alegre, onde o povo veraneava nos anos 1940. Hoje, temos a alegria de devolver esse espaço renovado para a cidade graças à parceria com o setor privado, com melhorias importantes na proteção de cheias, qualificação estrutural, lazer e convivência. Aqui tem área para a gurizada brincar, para se exercitar, para o chimarrão no fim da tarde e reunir a família no fim de semana. Vamos cuidar juntos, preservar e valorizar esse espaço que é de todos”, disse Melo.

A intervenção teve com o objetivo proteger a região de novas enchentes, uma vez que a área foi gravemente afetada em maio de 2024. Entre as melhorias para a proteção em casos de cheia, a orla passa a contar com muro de concreto com 45 centímetros acima do nível do calçadão, que também funciona como banco de contemplação. Outra ação realizada foi a do enrocamento – estrutura de pedras que atua como quebra-ondas e reduz a força da água.

“As intervenções foram planejadas para ampliar a resiliência da orla e proporcionar melhores condições de uso e convivência”, disse o secretário de Meio Ambiente, Urbanismimo e Sustentabilidade, Germano Bremm.

De acordo com a Prefeitura, a revitalização do calçadão de Ipanema foi orçada em R$ 12 milhões e foi realizada com recursos provenientes do Termo de Conversão em Área Pública (TCAP) firmado com a empresa Multiplan, como contrapartida pela implantação do empreendimento Golden Lake.

Além disso, após as obras, o calçadão passa a contar com três playgrounds, oito churrasqueiras, quatro academias ao ar livre, novos bancos e lixeiras, cancha de bocha, passeios com acessibilidade e ampliação das áreas verdes, com o plantio de cerca de cem mudas de árvores. Há sete pontos de acesso à faixa de areia, por meio de rampas ou escadas. Um núcleo de banheiros foi instalado em frente à Rua dos Tabajaras, com seis sanitários femininos, um feminino PCD, quatro masculinos, um masculino PCD e dois sanitários família.

Apesar de a Prefeitura considerar a requalificação concluída, obras da ciclofaixa ainda estão em andamento e incluem a retirada da sinalização horizontal, a fresagem da avenida Guaíba e a execução de nova pavimentação.

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Mostra na Cinemateca Capitólio destaca obra de Gonzalo Suárez

Por:Sul 21
3 de Março de 2026, 14:27

A Cinemateca Capitólio, em parceria com o Instituto Cervantes, realiza a partir desta quinta-feira (5) a 11 de março uma mostra com quatro dos mais importantes filmes do cineasta espanhol Gonzalo Suárez. Pouco conhecido no Brasil, Suárez recebeu no sábado, 28 de fevereiro, o Goya de Honra da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas da Espanha, na 40ª edição dos Prêmios Goya deste ano, principal premiação do cinema espanhol. A mostra tem entrada franca, com distribuição de ingressos meia hora antes de cada sessão.

A obra de Gonzalo Suárez (Oviedo, 1934), jornalista, romancista e cineasta, transita entre a fantasia, a reflexão metacinematográfica e o humor irônico, desafiando as convenções narrativas e estéticas do cinema contemporâneo. Sua filmografía, de Ditirambo (1967) à A Verdadeira História de Frankenstein (1988) e além, demonstra um empenho constante em explorar a imaginação como motor criativo, sem se submeter a modas, correntes ou gêneros pré-estabelecidos. Seu cinema é um espaço de jogo e reflexão, um labirinto de referências literárias e culturais, no qual o humor convive com a melancolia, e o olhar crítico se manifesta com sutileza.

Suárez tem sido celebrado tanto na Espanha quanto internacionalmente. Sua filmografia reúne mais de 20 longas, nos quais a experimentação e o interesse pelo cinema narrativo caminham juntos. Seu legado é o de um artista livre, que concebeu o cinema como um ato de invenção constante e uma exploração dos limites da percepção e da narrativa.

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